Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01358


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Full Text
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ANNO XXX. N. 205.
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Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidas 4,500.
M QUINTA FEIRA 7 DE SETEMBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREC.ADOS DA SEBSCRIPCAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JooPereira Martns; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo doM-.Mi-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade; NaUl, oSr.JoaquimlgnacioPereira; Araca-
ty, Sr. Antonio deLemos Braga; Cear; o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maronho, c Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 1 1/2 0/0 de rebate.
Acees do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Beberibe ao par.
ii da rompanliia de seguros ao par.
Disconto de lellras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro. Oncas hespanholas...... 298000
Moedas de 69-iOO volhas.
de 69400 novas.
de 45000. .
Prata.Pataroes brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos......
165000
16*000
9M0O
18940
1*940
1*860
PARTIDA DOS CORREROS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Visia, Ex e Ouricury, a 13o 28.
(loianna e Parahiba, segundas c sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 4 horas e 30 minutA da tarde.
Segunda s 4 horas e 5i minuioj da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equiutas-(eiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexias-feirass 10 horas.
Juizo de orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e'fcxtas ao meio dia.
2.* vara do eivel, quartas e sabbados ao meio dia.
ENIEMERIDES.
Setembro 6 La chcia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde,
u 14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutse 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescenle 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da larde.
DIAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Rosa de Vilerbo v. f.; S. Rosalia
5 Terca. S. Herculano m.; Ss. Harcenio e Gentil
6 Quarta. S. Libania v. ; S. Izacharias profeta.
7 Quinta. Jejum. S. Regina v. m. S. Pamphlio.
8 Sexta. 5uJ S. Natividade da SS. Virgem.
9 Sabhado. S. Doroiheo m. ; S- Gorgonio m.
10 Domingo. 14. O SS. Nome de Mara ; S. Ni-
colao Tolentino ; S. Nemesiano m.
pete official.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Illm. e Exm. Sr. Tenho a honra de passar s
iimiis d V. Exc. as copias dos relatnos dos Iraba-
lho do* mezes de maio e junho, feilos pelo mineiro
James Johnson, na explorado das minas de rarvao
doErval.
O referido mineiro leni eslado principalmente
occopado em abrir um reg que de escoamento as
aguas do arroio que alravessa o terreno carbonfero,
para u3o os impedirem de trabalhar ni cstajao das
chavas, fazer ranchos para os Irabalhadorcs, e ao
mesmo tempo em abrir tres furos ate a profundida-
de do nivel do mineral para dar lucir nos mineiros
a extrahir o carvao em maior escala, em forma de
gal) ras.
Segundo me aflirmou, por lodo este mez ficarao
concluido- scus trabalhos preparatorios, devendo
para o mez segralo comejar a extracto do car-
vao.
Ile-me satisfactorio dizer V. Exc. que tanto o
commaiidante da barca do guerra Fluminense, co-
mo da barca mercante Commercio, a quem man-
dei dar duas toneladas do novo carvao para experi-
encia, me allirmaram que podem quciniar exclusi-
vamente u producto da mina do Erval sem mistura
do carvao inglez, e que meu eoipenho he mandar
extrahir quanto puder para' alimentar o consumo
dessas barcas, com cujo valor irei dando maior dc-
scnvolviuienlo aos trabalhos da cxploraoo.
Ullmarei este, dizendo a V. Exc. < ue sendo as
dtspezas do transporte do carvao do lugar do scu
jazigo no Erval al o |wsso dolriuinplio as que raais
aviillam. puis pedem presentemente ljOOO rs. por
cada tonelada, -e sabendo que o arroio dos Halos,
que se desprenderlo da serra do Erval vem cahir
no Jacubj, passa nao muilo dislaote da mina ex-
plorada, niandei fazer a explorarlo do dito arroio
para saber al onde e mediante que melhorameotos
se poder tornar navegavel. Logo que o resultado
desle Irabalho me venha ao coohccimcnlo lerei o
cuidado de o levar a presen ja de V. Exc.
Dos guarde a V. Exc. Palacio da presidencia da
provincia de S. Pedro do Rio brande do Snl em
Porto Alegre, 24 de julho de 1854. Illm. cExm.
Sr. coosellieiro l.uiz Pedreira do CoutoFerraz, minis-
tro e secretario de estado dos negocios do imperio.
O presidente da provincia, JoolJns l'ieira Can-
suntao de Sinimbu'.
He de meu dever informar a V. Exc. que achei
toda a proteejao entre os habitantes desse lugar e
em particular dos Illms. Srs. Zeferino Vieira Rodri-
gues e Manocl Alvcs ; todas as pessoas em geral
moslravam-sc enemas do seren honradas com urna
visila de V. Exc.
Dos suarde a V. Exr., S. Jeronvmo 1 de julho
de I8.il. Illm. e Exm. Sr. .loan l.uiz Vieira,
Cansaucao de Sininib, presidente da provincia de
S. Pedro do Rio Grande do Sul. James Johnson,
mineiro.
Conforme, Antonio Jos Affonso Guimares,
secretario dp governo.
Illm. o Exm. Sr. Continuando os delalhes do
progresso de meus Irabalhos na explora rao do car-
vao de pedra, aprsenlo a V. Exc. a coiilinnacSo dos
momos. *
N. 2. Furo. Na fazenda do Sr. Carlos Mor,
lenho turado estando em l'i'i palmos de profundi-
dade. Tenho principiado o furo n. 3, na fazenda
do Sr. Luiz, estou em 'illpalmos de proTundidadc c
anda na capa >, esla4dzeuda borda o rio Jacuhv
meia legua de S. Jer'"ovino. Tenho dous Irabalha-
\ K\c. nina ani(i-u,Mc carvao adiado uesla fazen-
da, mas son de opiniaoqae nao se poder i fazer urna
miua extensa na profundidade proposta, por causa
da grossura da capa .
No Erval o meu progresso he come ordinaria-
mente tem sido al hoje ; o carvao continua a ser
Un boiu ou para melhor do que apresentei no mez
passado, ainda que nao tenha profunlado mnis,
eslou Iraballudo sobre a superficie; i.enho man-
dado 20 toneladas e 30 arrobas ao Illm. Sr. 'lenle
Paes, capilao do porto.
Por ordem de V. Exc. fiz urna viagem de experi-
encia sobre o rio Guahiba, levei comigo dous Iraba-
Ihadores e principici perlo das Pedras Brancas, c se-
suindu s xarqueadas da Barra, fiz urna volla de
qualro leguas examinando os logares que julguei se-
rem a proposito ; sendo o terreno em geral muito
plano, digo muilo baixo e a ii capa muilo gronsa,
nao achei um so lugar aonde a estrada dee\aixo
esleja vista: porlanlo nao descobri carvao.
Subi algumas qualro leguas sobre a.arroio Ri-
beiro, e outras lanas sobre o arroio Arara,
examinei o arroio Petim e oulros pequeos
arroios e singas. Fui informado pelo capataz do
Sr. Zeferino Vieira Rodrigues que no arroio
Arica existia urna especie de pedra que se asse-
melliava a umi amostra de carvao que lili apresen-
tei i por causa da muila chuva eslava o dito arroio
oheio, e o nao pude explorar, mas deixci urna a-
mnslra de carvao e a uecessaria rceommendajao ao
capataz pitra procurar a pedra de que o mesmo fez
manato.
Tive de servir-mc de vaquanos ncslc Irabalho e
para ir i mina do Erval, leudo sido informado que
era ocaminho mais perlo para o ro Ciahvhaou
porto de embarque. Pelo exame que nesla viagem
fiz, e oulra feila em outra occasiao, conhejo que o
transito da mina do Erval s Pedras Brancas, he mais
difllcil e o camiidio- mais longo do que a estrada at
S. Jeronvmo. Dentro da serra 2 legoas no Erval,
descobri urna veia de carvao com um p de grossu-
ra de qualidadeiuferior.
Por quasi todos os lugares achei pedra Terrea de
inferior qoalidadc, mas observei queso na imme-
diaj3o da mina do Erval existe abundancia deste
mineral de melhor qualidade. Supponho que se o
carvao se acha no distrcto da barra, a posicao nao
pode ser melhor que aquella do dislricto das xar-
queadas da barra, pois que lem bom porto de em-
barque para navios de qualquer lole ; o terreno he
plano e ventajoso para conducho, situado cnlre os
arroios Ribeiro e Arar, e exislem varios eslabele-
cimenlus particulares, assim como urna escola pu-
blica : julgo porlanlo que serla bom fazer-se algu-
mas experiencias neile lugar.
fllJS CSAMELOS 1FEL1ZES. *
POR KATHANIEL.
iiOin.
IV
Um bello casamento.
(Continuarlo.)
.Maris de Glandtce: Anna Mobray.
o Paris, Janeiro de 1820.
ci Nao quero deixar passar um dia sem responder
a la carta, querida Auna, sem dizer-lc que le amo
mais do que nunca, porque s mais infeliz, sem dar-
le o doce nome de irm.ia, sein rcpctir-le que te las-
timo, que le admiro, e que (c julgo. Sempre me
pareosle de urna nalureza superior das oulras
iiiiilhercs. As situajCes ordinarias mo fnrain feilas
para ti. Tila alma altiva e corajosa compraz-sc as
grandes dedicacei o nos sacrificios peniveis. To-
dava cooettfo-le que antes quizera que Mr. Mobraj
em vez de podir-lc este, recu-asse acceila-lo. Sir
Edgard com suns riquezas pareec-inc tambem um
amigo singular. Nao goslo, nem de sua pessoa, nein
de. oa influencia sobre Aslhur, c alias nao sei dizer-
le porque. E-se liomein que assi-to. a la nfDiccan
sem ve-I, que te empresta um palacio, e que nao
sibe soccorrer la miseria, que iiho hesita cin icn-
selhar o amig' a tomar um partido que devu cuslar-
le lagrimas, c impor-te um esforro iao enel, esse
hoipc'm nao lem bom corarlo romo suppOes. An-
ilfdesconlia de sir Edgnrd. Pela la parte, m-
...\a Innaa, que lerias honrado um Ihrorio, estou
ccrlt de que elevar' al a li o destino que la ac-
ucrosidade deu-ln; mas torno mlitcr-le. sir Edgard,
p Mr. Mobray nao se portaram como dvveriam nes-
s.i cirruinsl.iiicia. Nao ha sobre a Ierra um rnraro
digno do leu, minha polwe Anna.
l'ordnasle nie a ullima Carla que le osfrevi, que-
^^HWlia
i
Vide Diario n. W8,
Illm. e Exm. Sr. presidente. Communico a V.
Exc. que, durante o mez passado, rcuiclli para Por-
to Alegre 17 toneladas de carvao da miua do Erval,
sendo Itiao arsenal de marinha, entregues ao rapi-
lao lenle Manoeldc Olivcira Paes c I a Diogo
Baxter, para emprear em experiencias de extrahir
ferro. Sem duvida V. Exc. reparara nao se 1er li-
rado lanlocarvao neslc mez dcjunhn como em maio,
fui isso devido calastrophc que teve lugar na pes-
soa do Irabalhador Ruus Juans que ficou sepultado
sob o desmoronamento de urna porrao de trra que
exislia sobreo carvao, que a nao ser os promptos sec-
corrosdeseus companheiros, e a presteza com que
se aprcsciilou nesse lugar o I)r. Ignacio Alonso Paz,
viajando loda a noilc, porcerlo que lea perigado ;
buje porem, acba-se quasi reslabclecido.
Em consequeucia das ordens de V. Exc. lenho
mandado aproOindar os terrenos do Erval, e presen-
temente estamos oceupados a preparar um pojo de
8 palmos de dimetro ; lemos chegado a i e meia
jardas de profundidade, c supponho haver 9 para
alcancar o rarvao ; e niio poderemos avanrar, com
rapidez precisa, em consequeucia de termos que
penetrar urna carnada de pedras assz duras. Te-
nho catado oceupado a mandar fazer um canalete
que deven ser de bstante citcnsao, com o fim de
desviar quanlo fdr possivel as aguas do carvao, para
nao ver-mo compellido a inlerromper os trabalhos
as e-laces chuvosas ; 27 jardas j eslou feilas so-
bre urna profundidade de 12 palmos.
Paracumprir as inslruccoesqoe me foram dadas
por V. F"c. sobre as couslrucres dos ranchos para
osllrabalhadores, j fiz transportar no lugar 77 du-
zias de paos de 300 molhns de pal lia para cobri-los.
O Sr. I.uiz Daniel, proprielario do terreno, leve a
bondade de deixar minha escull i o lugar maiscon-
senlanco para os mandar edificar.
Oflerccem-mc vender osmalcriaes da casa que
actualmente oceupam oslrabalbadores, da qual V.
Exc. talvez se record por te-la visto na occasiao
em qne fumosa mina do Erval, pedem 2008, c cu
quizera antes de dar minha resposla, estar auloris-
uo por V. Exc. para o fazer ; a rasa he grande, sua
construrcao Inda lie de pedra, que me servir de
grande ulilidadc pala fortificar _os poros ; existem
bstanles Iclhas, taboas de ceilru, portas^janellas.
c oulros maleriaes, exccllcntes para conslrucrlio k
crescendo ser mili perlo da mina : esta casa per'en-
oea Sr.' D. Annna Itodrisues.
No mez passado enviei urna po^oao de mineral
de ferro de urna cor avermclhada, que em grande
porcao existe na mina do Erval, Dingo Baxter em
Porto Alegra para ser fundido, e no dia 22 do mes-
mo mez ajudado pelo dito Sr. Baxter procedemos es-
se Irabalho.
Eu tive a honra de entregar V. Exc. a amostra
deste produelo,.n qual nao sabio Uo bom como de-
vera, em consequencia de nao oslar organisada,
como devia, a correnteza do ar, e se livessemos li-
do pedra calcrea para ajudar a fusao : lenho a sa-
tisrarao de poder annunciar a V. Exc, que todo o
processo foi fcilo com carvao da provincia, 'o que
sendo reduzido a cobre dever ser supe-
rior para o Irabalho de reduce.lo, todava como
tenho de ir a Porto Alegre d'aqui poucos dias,
lenho lenconado fazer novas experiencias sobre
o mesmo mineral, e sobre a qualidade de um oulro
ferro que se acha misturado com barro, e do qual
talvez V. Ex., esteja cerlo haver visto em rasa do
Sr. J. C. Mor em S. Jeronvmo : na mesma
propriedade ha a 9 !| 1 palmos de profundidade,
urna carnada deste mesmo mineral, de lli, que he
sem duvida urna riqueza, nao s pela abundancia,
como pela posicao que oflerecc commodidades para
urna fundirn de ferro : desle mineral remetti para
o arsenal de marinha um barril para ser mandado
ao Rio de Janeiro.
Continuo em minhas perfurarOes em S. Jeronymo
em osa vio Sr. l.uiz Sans ; o buraco n. 3. indicado,
em meu ultimo rotatorio, cata com (i palmos de pro-
fundidade ; tive de inlerromper eslescrviro em con-
sequencia do cascalbo e arela que caldudo continua-
damente dos parcdcs no buraco, lolhia-nos o pro-
gresso da mina, da qual ainda se nao havia atraves-
sudo o Strata, por isso fiz abrir um outro i.
na mesma propriedade, mais na elevado Strala
apezar de ser mais fundo a respeito da superficie da
capa, oque me concedeu evitar os cascalbos c areias.
Tive a felicidade de descubrir um mineral, objecto
ha bastante tempo de minha ambirao, he um exced-
iente leilo de pedra calcrea que ainda nao pude
observar a verdadeira espessura, entretanto at ao
presente calculo ler 12 palmus. Do que enconlrei
na quarla perfuracao he o seguinte:
Terra vegetal.........
Greda ou argila misturada com traia.
Greda amacolla boa para lijlos etc.
Pedra calcrea de boa qualidade. .
IKl. James Johnson mineiro. Antonio Jote
Jffnnso (JuinarScs, secretario do governo.
COMBANDO DAS ARMAS.
Quartel do commaado das aranas de Pernam-
bneo na eldade do Recite, em 6 do setembro
de 186*.
ORDEM DO DIA N. 140.
O coronel commandanle das armas interino decla-
ra para conhecimento da guarnirao e devido effeito,
que S. M. o Imperador houve por bem, por decreto
de 12 de agosto prximo lindo, pepinar ao soldado
do quarto balalhao de arlilharia a pe Joo Antonio
Claro, o crime de deserrao que commeltera, c por
aviso expedido peloministeriodos negocios da guerra
de 19 do mesmo me/, mandar dar baixa do serviro
ao mencionado soldado : o que ludo foi communi-
cado em ollicios da presidencia dcsta provincia da-
tados de hontcm.
Assignado.Manoel Muni: 'lavares.
Conforme.Candido ts.al h'errcira, aju lano de
ordens, cncarregado do delalhe.
EXTERIOR.
A industria ingleza moslra-se vivamente preoc-
cupada pelas consequencias, que podem ler os
supprimenlos de liujio e canhamo, isto he, as suas
fabricas de linhos, de cabos e crelas, pela suspen-
di das importarles da Russia. Esle ultimo paiz
lem, at aqui, efiectivamente figurado, como se
sabe, com quantidades consideraveis as compras,
que o Reino-Unido faz no cslranseiro, daquelies
dous arligos de liaran. As cifras abaixo indicadas
moslram as imporlares:
Da Russia
naneira da especie musa ^aradWnca, que culti-
vada as planicies da India, plpluz, alm de um
fruclo apreciavel para eonsumojnndigeoa, o fio
perfeilamenle applicavel a lodajce qualquer ma-
nufactura de lecidos, a conloarla o ao fabrico dos
cabos, assim como ao do papel. A Inglaterra tem
pois a certeza de encontrar, as abas proprias pos-
sessdes da India, productos aualogos s duas ma-
terias, cuja falla amcara o Henderle, e das qtfaea
urna, o trapo, lem chegado a (M grao de caresta
que positivamente obsta ao prugMwi do frabrico.
He esta tambem a occasiao de fcmbrar, que um
dos productos de Argel, Aai/i/id.oBoder fcilmen-
te, no caso de necessidade, prcsl os rneimos ser-
viros. A bclerraba, ha quasi malo secu'.o, conhe-
ceu-se por occasiao de um bloqdeio continental ;
quem sabe se, nos nons dias, o oqueio dos por-
tos russos, fara tambem conheotf alguns precio-
sos productos industriaos ainda
r.i esta cerlameote urna bem limi
das calamidades de urna guerra ; atas he, na verda-
de, um novo passo no campo da industria, ainda 13o
pouco explorada nos paizes, de que nos icparam os
Ocanos.
[Jornal do Commercb
"umi"
l.inlio. .
Canhamo.
f>4,399 lonnes.
41,819
De lodos os
paizes.
94,169 lonnes.
63,142
137,311
4
3
16
12
Palmos.


ii
:i
A importancia das despezas desle mez, vera V.
Exc, pela conla junla.
Dos guarde a V. Exc. S. Jeronvmo 1 de julho de
106,182 t
J se ve que as precedencias russas licuram
na ra/.o de dous Ierro- dos supprimenlos geraet
britannicos, e ainda se deve notar, segundo as es-
lalislicas, qne a importaran do linbo lem quasi
duplicado nos ultimo* tres anuos ; nao porque a
prodcelo desle artigo lenlu ficado estacionaria
na Irlanda, onde esle vegetal he objecto de urna
cultura importante, mas porque o fabrico inglez,
graras applicarao progressiva da mecnica ao
Irabalho do linbo, tem tomado um desenvolvi-
mento, que csl.i muilo longc de corresponder ao
progresso da cultura. Em Irlanda (todos sabem
que em Inglaterra propriameute dita, nao se fa-
brica o linho; a cultura desle arligo nao produz
mais de 50 a .Vi lonnes de fiaro de linho, oque
apenas faz ura Ierro da importarlo ingteta. Esta
produerjo he aproximadamenlc a producrao france-
za do mesmo arligo.
y Eis aqu porlanlo urna evenlualidade muito in-
quietadora para um dos primeiros ramos de Ira-
>albo, a industria do linbo. Mas isto nao he
ludo.
O jomaos commerciaes fazem, ha lempos, men-
{*> da escassez progressiva de oulro arligo, nao
menos importanlc, o trapo....... ll'anl ofrags)
a falla de Irapo, que, segundo assegura o licono-
misl, he tuna verdadeira questao nacional em In-
glaterra, a Eflcclivamcntc o trapo, esse vil e repug-
nante fragmento, que os (rapeiros procuram a
cada canlo das ras, he um arliuo, de que resulta
nada menos do que um consideravel commer-
cio, que, por urna admiravel transformaran da in-
dustria, forma a base material dessas obras mag-
nificas, que saliem dos prlos das diversas lypogra-
phias, e consliluem um deposito de inslruceio
e de genio d'arle. O Irapo,' era urna palavra, he o
papel confidente e orgao publico e particular de
lodos os pensamcnlos humanos.
Tal he actualmente o augmento do consumo do
papel em Inglaterra, e obre tudo nos Estados-Uni-
dos, que o trapo, de que a Italia e a Allemanha
coslnmam forneccr aos oulros paizes alguns ce-
ios de milhes de kilogrammas, falla as fabricas
de papel, especialmente as de Inglaterra, onde a
imprensa peridica lem lomado urna exlensao con-
tinua, e onde a quanlidade do papel fabricado su-
bi em 1833, a 80 milhocs 464 mil kilog. ; quando
dez annos anles era apenas de 31 milhOes.
Assim ameacadas as bases da sua existencia,
as suas industrias, de que acabamos de fallar, lem
procurado os meios de se assegurarem de provimen-
los; os cspirilos engenhosos tem indagado nao i-
menle as origens diversas, que a despeilo da Rus-
sia podem fornece-las, mas ainda aquellas que
poderiam ser no mundo vegetal, as melhorcs as-
semelhares do canhamo e do linho; a sciencia
lem-sc oceupado desla queslao, e o governo inglez,
como j dissemos, expedio circulares aos seus agen-
tes no eslrangeiro. Muilo a proposito, lem havido
e lemhranra de que a India produz um certo nu-
mero de vegelacs muilo proprios para substituir
aquelles dous arligos. A industria da fiarao co-
nhece j alguns, como o abaea, jale, e phormium
tenue, mas outros existem, cujas qualidades se-
rim, segundo parece, muilo mais preferiveis. Em
urna carta publicada sob o titulo de ludan filtres,
um membro da soriedade das arles de Londres,
sir Samuel Grcgson, cita, em presenra do tesle-
munho do Dr. Forbes Ro> le, hornera muilo ver-
sado em floricultura da India, oilo ou dez es-
pecies semclhanles ao linho, e ao canhamo, todas
em abundancia, que tendo um pre^o inferior, sao
dotadas de urna magnifica fibra, e lio consisten-
tes como o canhamo de Kote Sangra. (Boehmeria)
e podem sustentar um peso maior de li a 180
kilogrammas. Em particular, faz mencao da ba-
tida innaa ? Eu eslava lao triste c Uto desanimada
que abandonnvn-me o desespero, e que al os sen-
I menlos de rcligiAo que iiixso.bom cura de Cha le.ni-
ncuf infoiidio-me no corar.au exlinguiam-se pouco o
pouco. Hoje eslou mais resignada sem ser mais fe-
liz. Renuncei quanto pude as testas e aos prazeres
que fa/iani-nie esquecer um instante minha silua-
rao.smenle para m'a recordaren! depniscruelmente.
Vivo com os sorfrimcnios dos oulros e aprendo assini
a suppurlar os meus,consolaudo e nlliviaudo as dore*
e miserias que acho em torno de mim. Desde esse
momento dcsappareceu a especie de lorpor ede le-
Iharuia em que (inha cabido, subtrahi-me vij
mechanica que me ahandonsva si-m inlelligenria
para pensar, sem coraco para senlir ; solfro ainda ;
porm nao eslou mais mora.
As occuparc* da caridade sao para as almas
magoadas preferiveis s dislracroes dos prazeres.
Quando de hoile volto ao meu quarlo, senao eslou
conleulp, estou salisfeila ; porque sei queenchiiguci
algumas lagiimas ituranle o dia, e quando acord
pela inanlifia. o pen-ainonlo de passar mais um dia
nao me aasusla porque sei que ainda restnin-me mul-
las lagrimas a enchugar. I!e um pobre docnle que
e-pera minha visila, he um velho que dis*c-nic na
vespera quos minha \isla o remorava e fazia-lhe
bem, he urna mai que anles de morrer quer fallar-
me sobre a lilha. Eu que nao podin resolver-me a
tiver para mim, Anna, vivo para elles. As palavras
de reconhecimento que a gente ouve cahrcona dos
dorles e dos moribundos, chindado de urna alam-
pada que esl para apagar-se com a vida dellcs, sao
mais agradaveis aor.orarSo do que as lisonjas gracio-
sas, as finesas IrKipida que me prodigfisa\am ha
punco lempo.qiiando a marqueza quera que eu v-
vesse dessas fezes da felicidade que se chamam os
prazeres. 'A's vezes vendo de perto tantos sollri-
menlos enversonho-mc de julsar-me infeliz. Onde
tinha ido levar siirrorrns encontr exemplos, vejo re-
siunacnossiibliiiirs, roragens admiravois, ignoradas
dos hniiieiis; mas rnnhocjdas de |os.
Em una de minhas visitas uinlin.ies liveum en-
cnulro que comiiuiveii-me branilamenle, minha ir-
ma. A marqueza que me acompanha ordinaria-
mente nao tinha podido sabir Uu cedo e havia mar-
cado-mc ponto de rcuuiao em casa de urna pobre fa-
milia, quo amamos muilo a que protegemos algum
tanto. A joven mi que he quasi de minha idade,
perdeu ha poucos mezes o marido que amava com
toda a forra de scu coraco, e do qual era ternamen-
le amaila. O Irabalho desse rapaz era o nico bem
de sua mulher e de seu filho. Ello, ora um boro
ohreiro, mas linha feito poucas economas. Gostava
lano de ver a mulher enredada c graciosa, firava
filo ufano quando scu lindo -adanle altrahia as
vistas de lodos, que era preciso que ella se agaslasse
para impcdl-lo de fazer loucuras com seus cnfciles,
c ella agaslava-se lo brandamenle que elle conli-
nuava sempre. Emfim esse infeliz rapaz que traba-
Ihava mais do que lbe permilliam suas torcas, cabio
docnle do pcito e morreu. Sua triste vuva c o po-
bre crphao que elle deixava nao tinbam mais nada
uo mundo.
ii Os ricos sao mu felizes, dizia-me a dnlorosa
herona contando me esta lamculavel historia, po-
dem gozar vont.ide de sua dor. Porni eu, -en ho-
la, un dia seguinte ao da morle de meu marido live
de enchugar aslacrimas e cuidar em ganhar pao para
miro e para meu filho que grlava com fume !
He c*le menino que em consequeucia da perda
do pai adquiri una pereosa molestia causada pela
magoa. Segundo diz a m5, nao Ihe lem fallado cui-
dados, porque o joven medico que tinha Mentido ao
pal com uma rara dedicaran all'eirooii-sc ao pobre
orphao, gracioso menino de qualro ainos.dc semblan-
te bello e mcIancolico,que nao cessa de fallar do pai,
e que pede por toda a recompensa que o levem a
chorar sobre a cruz sombra da qual ello repousa.
A desgrana poz uma gravidade precoce sobre esse
lindo semblante, e a dor amadureceu essa inlelligen-
cia anles da dade. A mai dizia-me que elle nao ti-
nha sonido uma s vez depois do da fatal.
Se nao fdra esse hom e amavel mancelio que
afferooii-se a elle e o trata, meu lilhn querido leria
morrillo romo o pai, acrresconl.ua ella rhorando.
Tudo o que ella dzia do joven medico, os roli-
selhos que Ihe drta, seu desinteresa*, a assidudade
de seus ruidados, ns sorcorros que lbe oflerecer.i, li-
ja compensacao
de Lisboa.'
peza a seguinte
eodore Gricas,
figiram ao con-
le por ordem
idade de chele da insurree^io no Epiro, Thes-
e Macedonia.
1
*e!_
uado: Theodoro ,Gr(qjfi, D. Tsami Kara-
Untos, Papa-Costa Tsamalot. (Moniteur.)
Ido
As rcenlo resolnces da Meta germnica, pn-to
qne -..ilisfalaeie aquelles a qaeni dizem respeilo
mais imrnMKlaraenlc, nao fa*am em verdade cal-
culadas ppf produzir algn profunda impresso
sobreo reeWdo mundo civilkMo. O annuncio le-
legraphico da decisao da Codjlideraoao em Franc-
fort, a 24 do pausado, foi (Debido com perfeita
cqo.mmidadenesle |iai#;e he em fado significativo,
que a decisao da corporacSo. Jermanioa acerca do
um ponto da mais alta importapcia para loda a li-
ropa, tenha ..excitado Uo pequeo inleresse, c tenha
Enconlramos em uma gazela ii
pelir.io, que os Ires chefes gregos
Tsami-Karatassos e Papa-Costa,
-cilio dos ministros :
Vollando para a Grecia inJopen
de nossosgoverno,sculimos logo a neCes-idade de Ihe
exprimir lodo o nosso reconhecimento, por ler salva
do a naro dos odios das duas potenciasprolerloras,
e por ler querido nos restituir os nossos puslos.
O nico fim que nos propozemos, alravessandoas
frntileir.is para pisar o solo sagrado de nossos irmos,
foi a emanciparan de nossos irmos do jugo otloma-
no ; alm dislo fomos levados a islo peles motivos
seguinles :
O ex-ministro da guerra Scarlalo Soulzo, nos af-
lirmou positivamente, era nome e segundo as ordens
expressas de S. M. o rei, que o governo eslava fir-
memente resnlvido a soccorrer a inserrico com lo-
dos os meios possiveis ; que as potencias a veriam
de um modo favoravel ; principalmente os estados
da Allemanha, por causa das retacees de allianra,,
que exislem enlre seus soberanos e o nosso, nos con-
cederam de loda sorte soccorros maleriaes, e que nos
prolcgeram no caso em que as puleneras occiden-
tes viessem a eurarar de oulro modo esta nova lu-
la ; que finalmente, a inleiicao de engrandecer oes-
lado hellenico, c emancipar nossos irmos escravos,
eslava evidentemente declarada pelo fado da exis-
tencia de muilo* mii lios do subditos as mos do go-
verno. Se a iusurrerao infeliimeolc leveum resul-
tado funesto, deve-sc atlribui-lo direceao exclusi-
va e pernda do governo eni dirigir o movimenlo,
segundo o plano que se havia h arado aulecipada-
tncule, concentrando em si toda a acrao, c a pojan-
do-so uma s das potencias europeas.
He para notar que.emqtianto o governo prodica-
lisava a uns muirnos ediuheiro, o reforrava os cor-
pos dchaixo de seu commando por lodos os meios
que o-lavam era seu poder, proceda sem piedade
comnoscc (que combatamos sem o pensamento oc-
cullo de influencias pessoaes, s (endo em visla o in-
lere-se geral) como se propozesse excrcer sobre nos
viiigancas iguobeis. Ajunle-se a islo que o gover-
no que deveria consultar em prmeiro lugar ludas
as potencias protectoras da Grecia, das quaes nada
poda esperar sem ler o cunsentimento dellas, em-
prehendeo a lula contra sua vontade, aflirmaodo-
nos falsamente, como distemos cima, que mis li-
ndamos adquirido toda a sua approvarau, e todo o
seu concurso.
Os capilaes consideraveis vindos de fora, o gover-
no distribuio e reparti enlre suas crealuras as mais
dedicadas, as quaes nao gozavamrde nonhuma con-
siderado entre os povos, que se devia revolucio-
nar.
Remellen em abundancia munires, e at algu-
mas pecas de arlilharia, de que leria precisado para
fazer o cerco das pracas, gente de uma incapacidade
notoria, sem antecedentes, e que se tinha proclama-
do a si mesmo chefes, contra a opiniao publica.
aUe por esta razao que, querendo annullar as in-
fluencias pessoaes em um pensamento egostico, e
accumulaudo erros sobre erros, e pelas falsas medi-
das que tomn, nao fez mais que Irazer voluntaria-
mente a disolucao do movimenlo, a ruina e a morte
de uma mullido de nossos irmos das provincias li-
mitrophes.
Um grande numero de familias daqucllas provin-
cias, em consequencia do mo succeiso da insurrei-
cao, eslaorefugiadas ua Grecia, desprovidas do lodo
o meio de existencia. Os chefes de familia e os sol-
dados, que veram em nosso soccorro, eslo igual-
mente na robera.
Nos vos rogamos, senhnres ministro*, que delibe-
ris inmediatamente e deis as ordens neressarias
para que se faram avcriguar/ies exactas do dinheiro
viudo de fora ou pros unen lo de oulrai l'oules, do
uso se fez delle, das sommas dispendidas e das que
exislem, a fim de que estas ultimas sirvan) desocror-
ro aos infelizes que soflrem ; porque he horrivel pen-
sar que bravos, que nao lizeram mais que obedecer
voz da patria engaados pelo governo grego, esle-
jam hoje na borda do abysnio.
Nos vossupplicamos a hondade de nos fazer salier
o resollado das ordens que t verdes dado em conse-
quencia da presente petcao ; afin de que possamos
Iranquillisar, da nossa parle, aquelles que solfrem, e
moderar a impaciencia de suas justas reclamares.
Os mudos humildes,
Em nome daquelies que nos seguiram em nossa
Mas sejam quaes for os motivos que possam iliri-trio smente das ilhas de Aland fim de l passarem
:ir os conselhos das menores potencias alfenias, em
verdade ja Ibes nao he possivel por mais tempo man-* iha seguinte.
ter uma estricta poltica negativa, finalmente che-'
gou o lempo em que elles devem on marchar com a
Austria, uu retirar-se com a Prussia ; porque, todas
as vezes que estas potencias adaptaron diflcreule
tliour de acrao em uma grande queslao europea, os
re.tanlos memhros da confederacao acharan impos-
sivcl manlcr neulralidade entre si. Praticamenle
fallando, a Allemanha consiste de duas grandes mo-
narchias, qne cnnscrvam os mais pequeos estados,
e sao coadjuvados por elles. A amizade de Wur-
lemberg ou da Ravicra pode ser til Austria oo
Prusiia, mas a da Austria ou da Prussia he abso-
lutamente ess?ncal existencia dos mais Traeos
n invern, e que ludo o mais ficar para a camp-
nhecidos. Se- ccasio"ado "" poucos cosajRilarios. A explica-
rlo /lesta circuuislancia, qne),esl, inquestionavol-
mente mu longe de lisongtar a Alfemanba, pode
realmente encontrarse no carcter d medida a que
a Dieta declarou a sua adheso ; pois que fra em
verdade absurdo, se a fraca e abatida direceao i que
a Federara esb sugeila disperlasse um alto grao de
Junpalliia dos oulros paizes. iJDs simpl es fados do
caso sao, que a Austria e a Pmesia, pelo seu tratado
de 211 de abril, se lendo solemnemente obligado a
um Iheor de aejao nao mni fcilmente distinclo da
inaccao, os menores estados germnicos se obriga-
ram, em virtude do seu ultimo voto, a coadjuv'ar a
polilca das principaes potencias. Com efTeito, a
Confederacao nesle negocio he nada mais do que um
corpo morlo, que se suppOe poder prestar para re-
lardar alguma dcsejavcl promptidao em outras par-
les. Como os partidarios da Russia tinham razao
para recear que a nflueuciada Prussia nos conselhos
d'Austria fosse ltimamente vencida pelas enrgicas
rcpresenlaces da Inglaterra e da Franca, julgou-se
conveniente procurar-se oulros meios de 'retardar a
.o 1 npeo das medidas decisivas contra o czar. Para
esle fim, a ris inerte do Bund foi destrmenle apa-
nhada pelos seus adhereutes na espernnr.i de que,
por meio do eufadonho machinisraodaqucllc corpo,
o vigore a li.-meza das inlenroes manifestadas pela
Austria'fossem prsperamente neutrnlisadas.
O calculo foi engenhoso, pnslo qne errneo ; e se
deve confesar que os partidarios da Russia avalla-
ra m com juslira o temperamento da Diela. E*la as-
semblamanifesta a mesma perniciosa leudencia que
amcaca avillar o carcter da cmara ingleza dos
Communs, um pendor em subsltuir resolures
abstractas por cxecures praticas. Ninguem se lera
esquecidode que algom ridiculo foi justamente lau-
-ido ao Iralado austro-prussiano, sobre o funda-
mento de que elle smenle obrigava as parles con-
traanles a dar passos activo* uo cS ou da cncorpo-
racao dos principados romflb imperio russo, ou da
mircha do invasor alm inio^InT'Oonslanlinopll^ ^ta limitada responsabi-
liilade foi adoptada, ro milita reluctancia, pelo
Bund, pois que agora selanUnrnailo mai* claro do
que eslava ha Ires mezes, quando as contingencias re-
feridas sao moralmenle impossiveis. Neslas crcum-
slaucias nao podemos dar grande valor a asserjao de
certasregras geraes de poltica que alsumas das par-
les contraanles nao se moslram disposlas a 'defen-
der. He mu evidente que a resolucao da Dieta nao
pode ler algum effeito pratico em promover promp-
ta soluro acerca da grande coolroversia europea.
A precaurao lomada por Mecklemburg em nao con-
vir com a decisao, no pleito que nvolveu a possihi-
lidade de medidas activas da parle da Confederacao,
deve ser reputada como totalmente superfina ; por
que, se havia alguma inleneao seria de por em pra-
lica os principios enrorporados no tratado, a sua ur-
gencia se nao faria depender da oceuparito russa dos
principados, no caso de ser continuada por um pe-
riodo indefinido.
Com elidi, nada pode ser mais abortivo c ftil
do que esta resolurao da Dieta ; e he conveniente
para a Allemanha e para a Europa que os estados
menores da Confederarlo sejam filialmente incapa-
zes para influir sobre a soluro da que*lao com que
elles eslo laboriosamente conlcndendo. Nao he
pela afliruniro nao apoiada dos principios qoe nin-
guem disputa, que os deveres do corpo federal para
coinsigo, ou para com a posleridade, podem ser ade-
quadamcnle satisfeilos. Uma mera asserrilo Iheori-
ca de verdades moraes, sem alguma tentativa para
rednzi-las a pratir.a, he um gralo mas pergoso pre-
texto da responsabilidade a querecorrem mni las ve-
zes os individuos, c as corles allcma* pareccm estar
agora esforrandose para salisfazer as suas conveni-
encias por um expediente semclhantc. Alas elles
eslo debaixo de obriga;0es admillidas pela com-
mnnidade da Europa, qoe nao podem ser aunla las
porum mero reronhecimenlo as palavras. Se a ma-
nutenerlo da Inlegridade e da independencia do impe-
rio turco he reputada ser esscucial ao equilibrio do
poder, Dea prescriplo aquelles que proclamara esta
verdade uniros seus esforros aos das naques queja se
acham em armas para defender aquelle imperio.
A Inglaterra e a tranca tem firmemente resolvido
que a Turqua de ora em vaule formar uma parle
reconhecida do syslema geral curopsu, e eslas po-
tencias se tem obrigado pela euii*ivuc i desle ob-
jecto ; com ludo existe um objecto que muito mais
intimamente diz respeilo i Allemanha do que a qual-
quer das potencias occdentaes. Ainda mais.se a oc-
cupaoo russa dos principados lor especialmente pc-
rigosa aos inleresscs da Allemanha, he desagradavel
que ella permaueca como um espectador passivo dos
esforros das oulras naroes em arabar com esta oceu-
parao ; c se consideramos a nao provocada invaso
do czar na Turqua como um grande ullrage publi-
co, he indigno de qualquer estado rivilisado recu-
sar a sua cooperarn na punirn do asgressor.
No Oriente tem havido alguns receiros parciaes,
em que os Turcos tem sempre tido a vantagem, mas
sem a concurrencia dos alliados. Com ludo urna
carta particular que noschega do quartel general do
exercito francez em Varna diz que se eslo fazen-
do provisoes consideraveis e que se lomam lodas as
disposic,oes necessarias para uma entrada em campa-
nha. Mas oulra carta diz-nos que o marocha I S.
Arnaud nao quer emprehender nada, as circum-
slancas actuaes, sem o concurso da Austria. Como
a Turqua nao tem exercito de reserva nao pode
tentar uma grande balalha sem que se exponha a
perder-se para sempre. Assim, o mareefial ainda
nham-me felo conceber doli uma alia opmo.
Todava at enlao eu nao o tinha encontrado ; pn-
rcm no da de que te fallo, quando enlrava branda-
menle no humilde quarlo de minha protegida, vi um
humem que iurliuado sobre e leilo do menino c cum
as rostas volla las para a porta oao deu pela minha.
chegada. A mai le/-me signal de que era o joven
medico, ont.in adianlei-me; ao rumor d meus pas-
sos elle ergueu a cibera, e vollou-se vivamente. Au-
na, era Ernesto.
Encaramo-nos alguns instantes em silencio. Eu
eslava alegre, oh eslava muilo alegre, minha ir-
mfla. Ernesto he quasi nosso irmao, cu tinha cnin-
metlido faltas para rom elle, tinha sido mili secca,
mui dura, dcvia-lhe uma repararn ; eslendi-lhe a
mao, a qual elle lomou e beijou brandainente.
Mara, murmurou elle em voz baila, antes que-
ro ve-la aqu do que em um baile.
Depois trovamos uma ronversarao alfertuosa
como no bom lempo de nossa infancia. Elle fallou-
mc da coragem de nossa protegida e do bom coraco
de seu filho, fez-me admirar o aceio de sua mesqui-
nha mubilia, essa inisaria de bom aspecto, essa po-
breza agradavel que parece querer poupar uma im-
presso petiivel aos niio a vcm.
Oh. he vo*s, ETncsto, o generoso mancebo de
que esta pobre llosa lem-me falladu tantas vc/.e*, in-
lerromp-o emfim.
Oh .' he vo*se. Mara, o anjo de que me falla
meu amigo Vctor respondeu Ernesto, mostrndo-
me o joven orphao.
Depois ello contnuuu com uma voz 1,1o lerna que
movia-mc o coraco :
Mara, convem que nosso encontr de. hoje seja
proveiloso aos que soflrem. Nao goslo de c.omparti-
Ihiir de seus prazeres ; mus deixe-me ao menos par-
ticipar de suas boas obras. Bem sabe que tenho urna
divida de in lamia a pagar-lhe por causa do pebre vfe-
Iho Miguel. Serei pois o medico de lodos os-rus
doenles, nao he assim, minha boa Mara? Ha lugar
para dousem uma boa arrio, e ao menos nlit piule-
mos enroulrar-uos.
Havia lauta tristeza nesla ultima phrase que
senli virem-me lagrimas aos olhos. Oue bella e san-
ia ooii-a he a amizade como ella nos torna melho-
res! Eu teria feito mal repellimlo este bom Ernesto
que pode ser lo til aos meus doenles ; por isso cui-
davajem por cmcommiim com elle lodas as mi-
nhas riquezas, isto he meus pobres, quando madama
de Rouville entrou. Porque corei vendo-a, Anua"!
Nao sei ; mas a marqueza percebeu minha perturha-
cjio, e como Ernesto rclirou-se quasi immedialamen-
le, live de confessar a madama de Rnuville nossos
projeclos daquella manha, deseen lo ao mesmo lem-
po a oseada. Em vez de approva-los, ella abanou a
cabera com a cxpresso de finura zombadora que lan-
o Ihe asienta, e aracarando-me liudamente com o
gesto dsse-me :
Sua sahedoria he uma eslouvada, e isso nao se
far !
Como eu insiava para que me dssesse porque
nao convnha fazc-lo, ella respundeu-me baixiuho :
Porque nao se deve marcar poni dereuniaoem
parle alguma, nem mesmo na vrludc.
Nao posso deixar de adiar madama de Rouville
mui severa, e mesmo um lauto injusta. Em sua ida-
de a priidenria nao se tornar desconfiada ? Que eu
sacrifique o prazer que tenho emvor o compauheiro
de minha infancia, convcuho ; mas devere sacrificar
tambem o inleresse dos pobres a um detfer de eti-
queta '! Dize-me o que penen a esle respeilo, Anna.
Adeos.i
Anna Mobray a Mara de Glandeeez.
Londres, Janeiro de IS20.
ii lie um homem liosnlar este sir Edgard,que lo-
mes sem conhece-lo, minha chara Mara, e que ron-
demnas sem oslar em posirao de julga-lo. Eu nao
linha idea de uma tempera de espirito c de carcter
tilo original. Nao he ueste paiz que eucoutram-se
esses ousados pensadores que caminham sos com sua
forra rollocando-se fora das id,is recebidas, e sem
ncnhuin cuidado das opinioes que podem prevalecer.
Km Franca todos os bomens assemelliam-sea uieila-
Ihas mais ou menos apagadas; porm confiadas com
a mesma efllgie : uma nos faz lembrar da oulra, e o
que vemos j vmosem oulra parle. Mas sir K Ij.h i
he de mu.i nalure/a particular, suas opinioes nao sao
um rellovo, nem suas palavras um echo, o todava
membros da ronfederarao ; c por isso serao obriga- pede um reforro de 50 a 60,000 bomens, e se lh'o
recusaren!, elle dar asuadcmisclo.
Nao enganei-me quando diza-lhe na minha ulti-
roa carta, a respeilo dos successos que se passavam
oa Hespaliha: hoje he uma insurreicao militar,
tmanhaa talcez teja urna revolucao. Com effeito,
he uma excellente e bella revolucao que comer, o
Dos sabe quando e como se terminar. Os nseos
jornacs minislcriacs com o Moniteitr frente, 1ra-
taram ao principio a insurreicao hespauhola com
um desprezo que nao honra ao senlimento poltico
desles filhoi da imprensa : era- um punhado de fac-
ciosos que as tropas fiis deviam varrer em um fe-
char d'olhos ; lodos os despachos da Hespaoha pu-
blicados pelo Moniteur se terminavam sempre por
esta phrase Iranqullisadora : a provincia est socega-
da : e com lado vspronunciamentot se iara socce-
dendo de cidade em cidade com urna rapidez elc-
trica ; e nao cram alguns facciosos que proclama-
vam a iusurrerao. mas as tropas, os cidados, asao-
loridades civis e militares, loda a nacao. Eolio foi
misler ceder a evidencia, e mudar de linguagem :
os nossos jornaes ministeraes viraram a casaca da
noilc para o dia, com tal imprudencia, que epan-
tou os seus proprios inimigos. Cahiram com loda a
forra, e deram o ponlap do asno no ministerio hes-
panhol moribundo; aecusaram-node ter feito todoo
mal, de ler provocado os espirilos coro seus golpes
de eslado contra a couslitoicSo; Quem dissera que
os amigos do 2 de dezembro passaram a defender a
constilulcao !
Nao Ihe referirei os diversos incidentes da revolu-
ro bes pan hola; encontra-los-ha em lodosos jornaes.
O que posso dizer-lhe he que baleram durante 4
dias em Madrid, que ha 200 barricadas, clubs, jor-
naes socialistas, assim como em Pars em 1848. A
rainlia est prisioneira noseu palacio. Depois de ler
tentado varas combinaees ministeraes lomadas no
partido liberal, loi obrigada a dirigr-se a Espartero
que he nesle momento a baudeira da revolucao; El-
le percorre a liespauba como triuinphador para di-
rigir-se a Madrid. Dizem que elle enviou Isabel
um progamma 13oexigente que equivale a urna ab-
dicarn.
He provavel que essa infeli: Hespanhe ainda se-
ja durante longo lempo eulregue aos horrores da
guerra civil ;coraefleito ha muilps partidos em pre-
senca, c por isso nao ser possivel que baja um ac-
cordo. los querera conservar Isabel com a consli-
luicdio de 1837 : outros fallam na abdicarlo de Isa-
bel em favor da fllha com Espartero como regente.
Trata-se tambem de reunir a Hcspanha a Portugal
com o joven D. Podro como re.--J;allani pouco no
duque de Montpensicr e no conde d&fontemoiino,
o representante "da legilimidade na He\^iha. En-
Irelanlo, asseveram queoduquede MoolpeAijer pra
ticou para com o conde Montemolino o mesmoNflo
qne o duque deNemours pralicou, ha pouco lem
para com o conde do Chambord. Parece que os pre-
tendemos nao se scnlem mui fortes, pois que prelen-
derachegar a um accordo.
O conde Walewsk, nosso embaixador cm Lon-
dres, acaba de obter urna lirenrade um mez. Esla
licenra parecen eslranha n'um momelo em que as
com plicar,es da guerra do Oriente e da revolucao
hespanhola obrigam a cada instante os gabinetes de
Londres e de Paris, a trocar olas e despachos, e a
lomar em commura medidas da mais alta importan-
cia. Mas passando a tirar informarles, sube logo
que esla licenca do conde Walewski era considera-
da, na diplomacia, como uma pequea desgrana.
Eisaqui a explicarao que se d a esle respeilo e que
parece mui verosmil. Nesle momento existe alli-
anra entre a Franca e a Inglaterra, antes do que
Napoleao III. e a rainha Victoria. Os soberanos
da Europa tralam com Napoleao como com o ho-
rnera que reprsenla a Franja, mas nto o conside-
ra m como da subfamilia. He sempre um parven que
se soffre por necessidade, mas que ninguem admiti
cm sua inlimidade. Eis o que humilia Napoleao III.
Elle esperava,em consequencia da nossa alliaofa com
a Inglaterra, decidir a rainha Victoria a vir a Franja
para receber pela sua presenja urna especie de con-
sagrarao aos olhos dos outros soberanos da Europa.
A occasiao era magnifica : A formajao do campo
de Bolognc, as bordas da Mancha, quasi defronle
da Inglaterra, a partida do corpo expedicionario
francez do Bltico nos navios inglezes, tudo chama-
va a rainha Victoria ao meio de nos, e a rainha
Victoria o3o veio e recusa vir no mez seguinte, du-
rante a residencia do imperador no campo de Bo-
logne. Exislem ainda no seu ministerio cerlos
memhros que o animam ueste comporlamento que
he uma aflronla nao s ao imperador, mas ainda a
Franja. O conde Walewski asila va lia muilo lem-
po esta negociarao delicada ; pare:e qoe elle oau-
fragou peranlea obslinajo pessoal da rainha, e he
por causa desle revez que se Ihe concedeu esla li-
cenca eslranha as circumslancias prsenles. Entre-
tanto, parece que Napoleao anda nao perdeu loda
a esperanra : o principe Luciano Bonaparle foi en-
dos a idcnlificar-se com a polilira de uma ou de ou-
lra das principaes potencias. Entretanto, he me-
nos cerloque, se os menores eslado allemes se de-
ridiroin a collocar-se com a Prussia do lado dos in
leresscsdoczar, os seus esforros em favor do sea pa-
Iro serao lolalmenle futeis. A corle de Berlim j
cm feito tudo quauto podia para retardar a solujao
da queslao oriental, ao passo que vi simulando
zelo na causa commum ; mas, agora que a sua tor-
tuosa poltica est descoberta, jnao liaver mais diffi-
culdade cm destruir as suas manobras. Ella lera
cm parle sitisfeilo pela fraude um objecto qoe nao
pedera ser conseguido pela forja ; mas assim que ella
se mudar de um amigo falso em um inimigo decla-
rado, o sen poder de mo chefe ser concluido.' O
partido russo em Berlim lem servido ao seu imperi-
al amo com una fidelidadc c pericia dignas de uma
nobre rau*a. e nao tem pimpa lo esforjos para cha-
mar o uabincle de Vienna sua propria poltica de
nlidelidailc e conlcmporisajao;. mas os seus traba-
lhos lem sido inuteis, e seja qual for o comporla-
menlo dos membros menores da-Dieta de Frankfort,
a Austria adoptar a estrada prescriplo pelos seus
deveres pola sua honra, e pelos seus inlercsses.
Nao carecemos das asseverajoes autoritativas da
correspondencia prutsiana para convencer- nosde que
os cerlos e recentes augmeolos no exercito pnenano
nao ministrara indicio de mudanja alguma na pol-
tica da corte. Em quanlo for possivel evitar o to-
mar iberiamente o partido da Russia, el-rei indubi-
lav olmeiite preferir coadjuvar o seu cimbado sob o
carcter de um neutral ; c, com effeito, sob alguns
respeilos, fora muilo mais contrario aos designios e
aos inleres.es do czar que a Russia se torne formal-
mente, assim como virlualniciitc, sua alliada. Elle
esta lao cercado de circumslancias que pode dizer.
Quem nlo he contra mim he por mim. O maior
servijo que el-rei da Prussia pode fazer ao seu im-
| perial prente he prcstar-llie seus portos para fazer
9 commercio que, uos porlos russos, se lomou mpos-
sivel era consequencia da vigilancia das frutas alija-
das. Toda a produejao das provincias mcridionags
do imperio podo ser convenientemente exportada de
Memel e dos oulros porlos ballicos prussiauosum
nodo de operarao que hu grandemente facilitado
pelas cncessoes liberaos das potencias occidentaes
alliadas relativamente aos dircitos iieulracs; e ob-
servamos que se lera feilo ajustes mire as cortes de
Berlim e de S, Pelersbursn, quanto ao transporte de
effeitos para a fronteira, que moslram que sao lolal-
menle ulcis s vant.ij.ens de scmeltianle trafico. Se
a Russia e a Prussia eslvesscm em guerra, este com-
mercio estara acabado ; o se eslvesscm alliadas em
armas contra as potencias occidentaes, estara igual-
mente destruido. He smenle em quanlo a Prussia
manliver a posiro de ura raeutral, que pode asse-
gurar ao czar essa sabida aos productos do imperio
de que elle principalmente depende para poder di-
rigir a guerra. (Morning Chronicle.)
SE
CORRESPONDENCIA SO DIARIO
PERNAMBUCO.
PARS
30 dejalho.
A situarn nao lem mudado depois da minha ul-
tima caria : sempre a mesma hesilajao da parte da
Austria que ce inclina ora para o lado da Russia, ora
para o lado das potencias occidentaes. Dizem uns
que esta hesitaran he apenas apparenle, e que a
Auslria espera smente que os seus preparativos mi-
litares sejam terminados, para marchar iberiamente
comnosco. Oulros creem que ellatquer deixar lem-
po Russia para rcficclir c fazer cncessoes que oc-
casionem uma solujao pacifica. Pela nossa parle,
pensamos que a Auslria est muito embarajada, e
qoe desojara guardar uma neulralidade armada; o
que se Ihe n,lo pude permllr. Emfim, no Norte
assim como no Oriente, as operajOcs militares nao
P r n.redein. As esquadras alliadas do Bltico permane-
cen! completamente inactivas. Cre-seque eslao aguar-
dando a chegadado corpo expedicionario para lenlarem
um golpe decisivo : dizem que este corpo expediciona-
rio ser de KI.UOO homens ; uma parle j chegouao
lugar destinado. As esquadras se achara mui irri-
tadas por causa de seraelhanle inacrao, na poca
mais propicia do anuo para as operajOcs martimas.
O almirante Napier tem sido victima das recrimina-
roes dos ofticiaes inglezes que lanram-lhc em ros-
lo o estarem com oshraros cruzados, depois de todas
as jactancias desle velho lobo do mar. Dissereis
verdaderamente, escreveu um uflcial inglez ao
Morning-tlerald, que os nossos comm andantes lem
as raaos aladas. O velho Carlos (Sir C.fi. Napier) pas-
scia sobre o convez, lodo pensativo, com as maos pa-
ra Iraz das costas, resmungando e se enraivecendo,
como um cao ao qual se permita ladrar, mas nao
morder, etc. ele. n
As cartas dos nossos generacs confirmara o queja
Ihe tenho dito por varias vezes, islo he, que se nao
tentar nada importante esle anno, que se apossa-
ha tanto sanguc fro, em suas maiores ousadias que
os paradoxos que sustenta pareccm verdades novas,
c as verdades umversalmente reconhecidasque cm-
bale, parodoxos envclhecidos.
Sua intervenjilo cm meu triste destino nao ti-
nha, como te lembras, sido de nalureza que measra-
dasse. Assim quando poucos dias depois da sceua
que te contri, elle veio visilar-me, recebi-o com uma
pulidez misturada de frieza. Ao principio nao pa-
receu reparar nisso ; mas depois como a conversarlo
mal susttda por mim comejava a languescer elle dis-
se-mc sorrindo :
Vejo que madama Mobray ainda nao per-
doou-me o servieo que lbe prcslei ; porm espera-
rci ; o i cronlif cimento lia de vir com a reflexao.
Respondi-lhe com umita gravidade qete cerla-
menle nao me esqueceriade nenbumdos servijosque
elle havia Tclo a Mr. Mobray, e que esperava que
brevemente estaramos em posijo de provar-lhe que
nem o esquecmenlo nem a ingralidao eslavam no
numero de nossos deleites.
i Minhas espcranjai sao excedida*, senhora, in-
terrorapuu elle entilo*, sen reseulimcnlo chega al ao
odio. Tanto melhor ; sua amizade lera mais cuusas
que reparar. Mae donemos esse pobres servijos a
que a senhora faz alluso, e quenenhum usurario da
cidade Ihe leria recusado polo mesmo prejo. Falle-
mos um pouco de sua grande resolucao, da qual feli-
cilo-mc por ser indirectamente o autor.
a Respondi-lhe mui sercamenle. que seria sempre
um dever para mim assenlir aos desejos de Mr. Mo-
brav. c que nao recuarta jamis diaule de um sacri-
ficio ncccssaiio.
a a senhora respondeu admiravelmenle, tor-
mo, elle, o lord ministro dos negocios estrangeiros
nao poderia cerlamenle empregar mais diplomacia
em filo pequeo nvmcrode palavras, eeu devia pe-
dir meus passaporles c relirar-me ; mas quem juhza
ter alguns direilos uma amizade como a sha, nao
renuncia a ella lao fcilmente. A senhora fallava-
me de seu reeonhcciinenlo, e n.lo sabe i que ponto
o merejo.
k F.utjo, Mara, rom a fleugma e sangne fro qne
Ihe sao proprios sir Edgard rontou-me mui seriamen-
te que tonhecia perfeilamenle uossa posicao na po-
ca em que ia lodas as noites regularmente ganhar
sommas consideraveis a Arthur.
a A senhora nao creria, accrescentou elle, que pra-
zer eu achava em tomar o dinheiro desle charo Mo-
bray. Nunca dorm somno mais doce do que na imi-
te em que deilava-me com a conviejao de que nao
Ibes tiuha deixado um guiueo.
Nao pude deixar de dizer-lhe com alguma amar-
gura que agradecia-lhe ler-me tirado de um erro, e
que estimavamos tanto mais termos podido dar-lhe o
prazer de que elle fallava, porque linhamos recejado
ate enlloque esse grande objecto de alegra nouvesse
sido para elle um objecto de pezar.
Creio na verdade que leria sido capaz de por a
fortuna de meu lado, se ella nao me livesse favoreci-
do voluntariamente, tornou elle com a mesma tran-
quil 1 i el a d e. Nao lenho aos meus amigos essas afici-
ones prezuijosasque se coulenlam de fazer votos es-
teris. Tinha julgado sua posirao; a senhora eslava
perdida se nao eslivesse arruinada, nao live um mo-
mento de repouso emquanlo nao acabei sna ruina.
Mara, eu comejava a nao saber mais que res-
posla desso. seria acaso uma cruel zombariacom a
qual sir Edgard vinha insultar minhadesgrar.it Esse
homem que al enlao linha-mc parecido bom e ge-
neroso teria escarnecido de minha credulidade ? Te-
ria elle tomado nao sei que brbaro prazer em con-
duzir-roe por uma estrada, onde cada passo era uma
di'.r, para o humilhanle deslino que luiha-me mar-
cado com o dedo, e para o qual apezar de toda a mi-
nha resistencia linha-mc mpcllido '.' Assim o julguei
um momento, e com o corajao ehcio de indignarlo
fiz um movimenlo para levnlar-me, e impedir ao
aulor de lodos os meus males a alegra que preten-
da ter de ser leslemunha delles ; mas quando meas
olhos enoojilr.iram os de sir Edgard, li nelles lauda
serenidade, e mesmo tanta benevolencia c aflero
que iniuha colera cabio, e que as exprobrajes quo
eu qneria dirigir-lhe, firaram-me na imnla dos
labios. f ,
i Continuarse-ka.)
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DIARIO DE PERNJ.MBUCO, QUINTA FEIRA 7 DE SETEMBRO DE 1854.
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vuelo a Londres para continuar as negociantes. II.
Ferdnand Barrol, nosso cmbaxador em Bruxellas,
tcm sido niais feliz junto do rei dos Belgas qne pro-
meltcu \ir ao campo do Hotogne coin o joven re de
Portugal. Na falta da-rainha Victoria exige-so ao
menos a presenta do principe Alberto. Mas o a-
migo do imperador da Russia faiii ama singular
ligara entre nos : he provavcl que lio recuse a hon-
ra que se Ihe quer faer.
Nos campos um pouco aflasladoi do centro de Pa-
rs, a Ignorancia auda lie tan grosseira como ha dous
ou Iroj sl'i-uIos. A sublimes uviuvgea do nono
leni|., lal coiiin n va, ior, a elcctrii-idailc, a* lonla-
tivas da navegajau acria, ludo istn lie considerado
como oniios lautas obras do demonio, e os sabios
nao possam de infame feiticeiros qoe deveriam ser
queimados vivos, se inda liouvesse alguma religiao
cm Fraur,a. Por varias vezes, os aeronautas que ea-
liem no rueo do campo, lio sido persecuidos com
pedradas. Os caminbos de ferro particularmente
lein sido acolliidos pelos caroponezes com um odio
supersticioso, elevado ao furor. Todos os flagellos
que nos acommeltem sao altribuidos por ellos a esta
invengo diablica. Sao os caminlios de ferro que ha
inoitos anuos tem causado a enfenoidade das uvas
e das batatas. O proprio cholera, o tcrrivcl chole-
ra foi levado a o campos pelos camiohos de ferro.
Poder-se-hia dnvidar de urna ignorancia tao estupi-
da no meio do secuto XIX,ern Franca, se de quin-
do em quando esta ignorancia nao fosse manifesta-
da por fados mui eloquentes. A semana possada,
no caminho de ferro de Strasbourg, nos arredores de
Conmercy, um co'inboi foi recebido a-tiros de espin
garda, no momento em que utravessava um bosque-
te. O comboi, pnrou varejou-se o bosque immcdia-
lamcnte e prenderam-se alguns camponezes arma-
dos de espingardas. Elles declararam ingenuamen-
te que cstavam certos que caminbos de ferro condu-
ziam cholera entre elles e que era por por esla raz.lo
que queriam destrui-los.
Hepois de quarenta dias de chova continuos pas-
samos, sem lransij3o, do palilot de invern aos ves-
tidos ordinarios. Por espado de. oito dias o thermo-
melro permaneccu de 32 a35 graos centgrado com
um calor intenso que nao era suavisado por brisa al-
guma. Este estado anormal da alinosphera causou
numerosos accidentes; ha muilos casos de morte
sbita. Um commaudanle dos cansadores de Vin-
cennes, tendo feilo marchar o sen h.talho pelo meio
do sol, ao passo gymnaslico, do forte de Nogent ao
l.uxembourg, qaalro soldados cahiiam morios e cjn-
coenta foram obrigados a flear em caminho. O ca -
pita foi preso em conseqnencia des te aclo deimpru-
dencia. Estes oilo dias de calor se lerminaram por
um- furiosa lempeslade acompanh ida de urna cho-
va violenta, e 13o impetuosa que varios bairros de
Pars ficaram litteralmente cnnuiu ados e a conim-
unicajao interceptada. O pequeo caminho de ferro
de Auteuil que he incravado enln; duas quebradas
pareca um rio. As locomotivas e js Wagons nada-
vam, c o servijo ficou iuterrompido. ,
O cholera vai fazendo mui grandes devastajes
cm Franca: Paris esta quasi livre; porm mais de
Irinta departamentos foram acomnellidos; o Meio
Da he especialmente o mais maltratado! Na cidade
de Marselha tem-se contado at 16) morios por da.
O terror ha sido 13o grande que griude parte da ci-
dade emigrou. Quasi lodos os amiazens estao fe-
chados, e os negociantes qne linham crditos a pa-
gar escreveram as soas portas qoo estes crditos se-
rian! pagos no campo oa depois do cessajao do fla-
gello. Alguns fnnecionarios pblicos abandonam
os seus lugares e tem sido demiltidos! O prcfeilo
vio.-se pbrigado a prohibir aos habitantes de sahir da
cidade salvo justificassem negocids urgentes. O cho-
lera se tem desenvolvido igualmeite sobre as es-
quadras do Bltico e no exerciln do Oriente. Um
fillio do marcchal Ney, o duque d'Elchnghen foi
atacado em Gallpoli.
Anda ama nova conjuraran des robera; prende-
rn! uns sessenta operarios que Irabalhavin no no-
vo Louvre.
Asseveram que Napolcao -nao levara a mal s
visso a abdicarfto de Isabel II, assm como a de to-
dos os niembros da familia dos Bourbons. Nestes
dias passados liouve um cornejo Faria,ac algama agilarao em aples; sedevemos
acreditar os boalos que correm, o governo francez
nSo he eslranho a estas cousas.
A administraran dos paquetes transatlnticos de
Liverpool, tendo pbtido afnal do governo nglez o
servico dos despachos, vai regular a sua posijao, e
parlii de Liverpool a 24 de cada mez. As nossas
correspondencias ganharao com istn.
O imperador e a imperatriz dcixnram Pars a 1)
do julho para ircm a Itiarilz onde ainda se acham.
So devem vollar Pars para as testas de I.3 de a-
goslo. Fazenrse immensos preparativos para esla
solemnidad*! qual dar-se-ha um- carcter inleira-
menfe militar. A 15 de agoslo he que se ha de i-
naugurar a guarda imperial. Preparam-se as salas
do palacio da industria para dar-se ah um banquete
offioial de-2,000 coberlas.
Dizem que M. de Persigci voltura oulra vez para
os ne;ocios pblicos em qualidad de ministro de
estado. Este toato nao nos parece fondado; an-
niinciaria ama mndanja de poltica que ninguem
nrc-ume. Ha poneos Ht4 contar; m-me promeno-
res mui curiosos sobre a ultima entrevista do impe-
rador com M. de Persiany. Este exproluou ao im-
perador o ter dado a sua confianjn aos seus inmi-
gns. Napole.lo defenda os minis ros, gabava o la-
lento c a detlcajao ile M. M. c'ouhl, Troplong,
Billaiill Maguan: Sr. responde -lhe M. de Per-
siany, com exaltajao; lembre-se do que cu Ihe di-
g'i eites liomens perderSo vossa inaccsladc: Fould
vi>nd'lo-lia, Billault o ha de precessar, Troplong
o condenara e Magnan o ha do fuiilar.Nao afian-
jo-lhe a ancdota, mas como diz o ilaliano: si non
e cero, e bene trotlo.
As ultimas noticias da lie-panlia parecem mais
liaquilliadoras. O povo envin urna dopulajao a
ranha para dizer-lhc que ella eslava livre e que po-
da sabir do (cu palacio, alianjaiido-lhc que seria
aeolliido om respeilo pela popularan. A ranha
n.lo parece inoi inclinada a aceitar este convite. A
guanta nacional loraoa a guarda do paco ronjuncta-
ineolo com a tropa. A rainha publicon urna procla-
ntacSo na qual lestemunha a sua (oofianja aos lies,
panhoes assm como a Espartero, c anuncia ao nies-
ino lempo a reunio das cortes. Entretanto, pode
licar ce rio que as cousas aiuda niti estao concluidas.
He provavcl qoe os Estados Unidos procurem a-
provcitir-se da posijao critica di llespanha para
renovar as suas tentativas contra Cuba. Elles pos-
suem mui grandes intelligencias na Iba; verdade
he que a maioria intclligenle dos habitantes deve
preterir o governo livre dos Estados Unidos ao go-
verno desptico e fiscal da llespanha.
UTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA OOSSRS. DEPTADOS.
Setaa'o de 28 de julho.
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretario da conta do seguidle expediente :
Um ollicio do ministro do imperio, communcando
que S. M. o Imperador nao pode receber amauhaa
a deputaeSo que por parte desla cmara, tinha de
comprimeiila-lo pelo faustoso anniversario natalicio
de S. A. I. aSr. D. Isabel, em consequencia de
ter o mesmo augusto scnbor otTrido alteraran
cm sua preciosa saudc. Fica a cmara inlei-
rada.
Um rcquerimenlo da vencravel archi-confraria
de S. Francisco de Assis da capella da Luz da cida-
de Diamantina, comarca do Serr, da provincia de
Minas-tJcraes, pedrtelo permissao para possur cm
bensue raz a quantia de 12:0009.A' commissao
do lazcnda.
lina representaran da r.imara municipal da villa
de Carolina, pedindo ser o seu municipio annexado
o provincia do Maranhao. A' commissao de esta-
tistiea.
Fica a cmara inleinda da parlcpajo que faz
o Sr. Carneiro de Campos de nao t.er comparecido as
seisocs por incomniodo de saude.
I'arccere de commistde*.
Sao npprovados os- seguales:
a Ascommissiics de saude publica e fazenda, a
quein foi presente a resolnijo n. ~H de 1854 envia-
da pelo senado, e segundo a qual lie o governo au-
lorisadn : 1., a alterar a tabella que regula o quan-
tllalivo das vsmolas das sepultaras e procos doscai-
xoes,vehculos de conduerma dos cadveres e servico
dos cnlerrus, eslabelecida cm conformidade do 2.
do arl 1 do decreto u. 583 de 5 d selembro de 1850,
r>'lalivameulc aos cerailerios pub icos do Rio de Ja-
inHro, ufto obslanle nio ter passado o defendi; 2."
a relevar sania casa da Misericordia, a quem foi
cnmmellida a fundaeio e ndminislraco dosillos ce-
mterios, do encargo de manler c conservar em
lempos ordinarios as tres enfermaras"i!c que traa
o 3 do munrioaado art. I, al que esleja paga a
divida contrahida por essa adininislracao, c seja sita
renda bastante para a satisfcelo do dito encargo ;
depois de maduramente rclleclirem sobre os graves
inconvenientes que na pratica eslabelecida, confor-
me o respectivo rrgulamenlo, ha encontrado a ad-
uinislracao da sania casa a despeilo dos esforen*
feilos para os evitar, assm como que se hao torna-
do dcsnei essarias as enfermaras que ella se obrgou
a manler e conservar em lempos ordinarios, visto
como eslao sempre quasi que desoecupadas, procu-
rando as pessoas necessiladas desse recurso o vasto
e commodo hospital que a mesma sania casa cnlre-
lem, ontendciu que ao governo peden ser conferida
seinelhante aulorisaeao, tendo porm este cm atlen-
cao diminuir o mais que for possivel a laxa que
pagam os enterros de ordeni inferior, afim de qac
lal mnrliiicaeao reverta em beneficio das classes des-
validas.
Sao pois as commssoes de parecer que a refe-
rida resolueao est no caso de ser adoptada.
a Sala das rommissOes, em 27 de julho de 185.
Jos de Goes Siqueira.J. A. l'ieira de Mfttot,
Paula Fonseca, concorda com a conclusao.Sika
Fcrraz.Xaques.
u A commiseao de eslatislica, tendo examinado
as representaees que algumas cmaras municipaes
do norte da provincia de Mnas-tieraes dirigiram
a esla augusta cmara pedindo a crearao de urna
provincia, que se componha do territorio do hispa-
do da Diamantina, ltimamente creado, he de pa-
recer que a este respeilo se pecam informaeoes ao
joverno.
Sala das commssoes. 27 de julho de 1851.H.
da Luz.Brrelo I'edrofO.
Aprescnlacao de projerlos e indicares.
He litio, julgado objeelo de deliberarlo e vai a
imprimir, para entrar na ordena dos trabalhos, o se-
gunte projecto :
a A assemblca geral legislativa resolve :
Art. 1. lie o goveruo autorisado a fazer as des-
pezas uecessarias :
1. Paca a conslruccao de um inonumenlo em
honra do glorioso aclo da emanciparan polilica do
imperio, no lugar denominado Ypiranga, munici-
pio da provincia de S. Paulo.
a 2. Para a elevaran de urna eslalua na capi-
tal do imperio, memoria do excelso principo I).
Pedro I, de gloriosa memoria.
Arl. 2. Ficain revogadas quaesquer disposic,oes
em contrario.
Paco da cmara dos dcpulados, em 28 de julho
de 1851./. A. de Miranda.
Continua o 3.a discussao do projeclo que li va o
numero e marcaos venciuieiitos dos empregados da
caixa da amorusa^ao.
O Sr. I'iriao sustenta o projeclo e conclue o
sen discurso mandando a mesa a seguiule emenda,
depois do que fica a discnssrm adiada pela hora.
Arligo nico, O governo he autorisado para
alterar, como for mais conveniente, o servico qude-
las leis e regulamcntos em vigor est a cargo da
caixa da amorlisa<;3o, c da secc,3o de substituirn
annexa mesma caixa, sapprimindo os lugares que
f jrcm desnecessarios em ama e outra repartirlo,
dando destino aos empregados desnecessarios eaug-
mentando os vencimenlos dos que houverem de ser
conservados, com tanto qac a despeza nao exceda
-omina quo actualmente se despende com o pes-
soal de ambas.S. R. t'irialo.
Continua a scguuda discussao do art. 1. do pro-
jeclo sobre reformas judiciarias.
O Sr. Taques:Depois do ataque a todo o tran-
se dado pelo nobre depulado pela minha provincia
ao projecto em discussao, sinto, Sr. prcsidenle, que
a ordem dos oradores mchame ao debato ; sinlo,
porque reconheco .que nao son bastante para com-
bater com tao reforcado campean, que ao valor do
proprio genio rene as melbores armas que Ihe for-
nece seu grande saber; e se em oulra occasiao cu
nao poderiacontrapor-me a tao illusltemembro, ain-
da menos o poderei fazer convenientemente quando
ncommodos de saudc me lem al impedido do lelu-
ra assidua.
Nao digo isso, senhores, para mnha dcsculpa ;
cu a lenho certa na superiordade do orador'a quem
lenho de dirigr-mc, dgo-o smenle para que a mim
e nao causa ifct defendo se allribua a fraqueza da
contestaban. (Nio potados.)
O nobre depulado pela minha provincia procurou
demonstrar a inulilidade da reforma que se discu-
te ; lomando algumas palavras proferidas nesla casa
pelo Ilustre autor do projeclo, que dirige a repar-
ticao ta jusli'.-a, o nobre depulado pela minha pro-
vincia se r-foi niu por vingar a boa fama do nosso
paiz peranle o eslrangeiro; e cu. Sr. presidente,
ouvi altcntadamente essa parle do discurso do no-
bre depulado, em que elle procurava nao s elevar-
nos peranle o eslrangeiro, porm lambem elevar-
nos aos nossos mesmus olhos; qual nao foi porm
a minha deceprao quando em outra parte vi qoe o
nobre depulado fazia a mais triste pintura do nosso
estado'.' Depois de haver recordado os inslinclos e
o carcter das raras selvagens e sanguinarias de que
proviuhamos, o nobre depulado nos pintn sem r.I ti-
raran, sem religiao e sem costumes! Pintou o cri-
mc abriaado e protegido por loda a parle, o governo
acnroroando os mos c perseguindo os hons ; c,
senhores, comparando o nosso eslado com a parte
mais civilizada to mundo, s fallnu ao seu qoadro
a rivilisar.ln, rivilisacan a par da qual, como elle
nos disse, progridem sempre os mines e os vi-
cios !
Se o nobre depulado quizesse allcntar para os
Tactos que se passam as graudes cidades do impe-
rio, se quizesse lembrar-se do numero de suicidios
que ha poucos dias lem infelizmente lido lugar nes-
la capital, c se quizesse computar o grande nume-
ro de loucos que fornecem as nossas grandes cida-
des, poderia carregar cssas tristes cores, lomar ainda
mais triste e lgubre o quadro, juntando-lbe os pro-
ductos de urna eiv ili-aeao mais adiantada.
Sr. presidente, eu nao parlilho as opiniocs do
nobre depulado pela minha provincia, eslou con-
vencido que o sangue tiodo nao perdea (oda a sua
generosidade alliando-se ao das outras caca-. Os
que lem viajado pelo interior do nosso paiz -ao un-
nimes em depor em abono da brandura dos cos-
tumes da nossa popularan; a eslrangeiro* tcnlio
ouvido que se pode atravessar os nossos vastos ser-
toes,-;percorrer as montanhas e serranas que o rc-
talbam, inerme c sem recco de perigos (apoiados);
entre nos, senhores, nao domina ncm a vendetta
corsa, ncm a avidez dos pirata- dos confias do .Me-
diterrneo, c dos que oceupam os P> rios. Folgo
pois nesla occasiao em dar um testemuuho da bran-
dura da popularan de incu paiz.
O nobre depulado, comparando o numero dos cri-
mes commellidos no imperio com o numero doseri-
mes de alguns paizes mais adianlados da Europa,
pareca querer demonstrar que entre nos havia
maior seguranra individual do que exsle naquelles
paizes; mas nao pude, por maior aitcnrao que pres-
lasse a essa parle do discurso do Ilustre depulado
por minha provincia, ver firmada essa proposicao :
cu crcio que sem entrar cm maior desenvolvimenlo
asemelhante respeilo, repugna a todos a affirmali-
va do uobre depulado.
O nobre depulado cnlrou cm grandes dcscnvol-
v metilos eslalislicos para sustentar c corroborar a
sua opiniao ; mas, Sr. prcsidenle, o nobre depulado
que encontra Irabalhcs cstalislicos tao pcrfeilos, em
rilac.ii> a alguns paizes da Europa, poder encontrar
irabalhoi dessa ordem que mcreram confianza no
nosso paiz? (Apoiados.)
Pois sao, senhores, qs dados com que o nobre de-
pulado pode proceder nesla argumentaran os traba-
lhos imperfeilos que exislem enlre nos, e que nao
pas-am de cnsaios ? (Apoiados.)
O nobre ministro da juslica procurou, corres-
pontlendo aos desejos desla cmara, aprcscnlar-lhe
um Irabalho estalislico rclalivo a 5 annos, digno de
alguma considerarao; porm, Sr. presidente, a sim-
ples inspecsao desses mappas enviados cmara pe-
lo nobre ministro demonstra que esse Irabalho lie
Mnimamente imperfeito. O mappa do ultimo au-
no cornprclujndc apenas algumas provincias do im-
perio ; a oulros respeilos esses mesmos mappas sao
milito defeclivos.
A cmara me permiltini que eu moslre como esses
mappas sao pouco satisfactorios. Os mappas esla-
lislicos criminad dos snnos de 1818 a 1852 eompre-
heodem 5,988 i times julgados pelo ^ury; desles
5,988 sao critnes conlra a propriedade 895, e contra
pessoas 4,044.
A cmara nula ja a arande disparklade que ha
entre urna rlasso de crimes e oulra ; ainda que al-
gumas considerarles possam al cerlo ponto justi-
ficar esla disparidade, com ludo didereuca he inul-
to notavel. Eu sei, senhores, que nos jiaizes de
urna eivilisacao adianlada", em que a riqueza lem
progredido, eirr que^^ambir;ao de possui-la he
malar, os ctimes conln^propricdadoavullam mais;
se calas causas nao se dSo em o nosso paiz para que
avullcm ns crimes contra a propriedade sobre os cri-
mes conlra as pessoas, com ludo forra lio confessar
que a dillerent.-a he muilo grande.
Atienda a cmara a oulra considerarlo ; os cri-
mes de homicidio d3o asomma de 1,922; os crimes
de ferment-, graves ou lovcs, de oflensas physicas
de qualqucr ordem, motilara a 1,782. Ora, llavera
alguem que acredite quo cm um paiz o numero de
fcrimenlos graves e leves seja inferior ao de homi-
cidios"; Nao revella islo que os mappas a que me
retiro sao iuleiramente defectivos ? que sao os cri-
mes de homicidio aquellos que como mais graves
despertam a aiienrao das autoridades publicas, pro-
vocam a persegukao das parles inleressadas, e por
consequencia aquellos de que os tribaqaes lomam
ron 11 ce i me n lo. c que chegam i noticia do governo?
Nao se v que os crimes de fcrimenlos como mais
leves nao eslao nesla considerarao ? Quem nao sabe
que o crime de furto raras vezes he acensado pe-
ranle os ttibuuaes, porqne como crime particular
smenle os oficodidos podem levar seus autores pe-
ranle a juslica ? Nao se lem por mais de urna vez
solliritado desta casa una medida pela qual a ac;ao
publica possa ser dirigida contra o crime de furto?
Que fundamento pato podemos fazer nesses mappas
para com ell es proceder a comparaces em rciaeao
i esla lisura jodiciaria da Europa 1 Neiihom funda-
mento por cerlo.
Ainda, Sr. presidente, eu poderia mostrar que os
mappas de que trato nao se acbo orgauisados deum
modo proprio a so obler dellrs todo o proveilo, lodos
os eselarecimentos desejaveis. Esses mappas tratam
do numero dos procesaos, do numero dos reos, e do
numero dos crimes, porm nao ha a esle respeilo a
necessaria dislincc,ao de modo que se possaconheccr
qual lio o numero de processos ou de reos acensa-
dos por crimes pblicos, por crimes particulares, ou
por crimes polictaes. Sabe-se qual he o numero de
crimes em cada urna deslas classes, mas nao se sabe
qual he o numero de reos, qual o de processos, por-
que nao he a mesma cousa o numero de crimes, o
numero le reos, e o de processos para cada urna
deslas classes de delictos.
Compulsando-so estes mappas, nao se pode saber
qual he vcrdatlcumenle a relami enlre as condem-
naces e absolvinies. A cmara sabe que as con-
demnaces muilas vezes do mesmo crime compre-
hendem duas c maii penas ; nos mappas se aecumu-
lam as rondi-ninares de lal sorle que sommando-sc
lilas'rnm as absolvieses, acha-se um numero maior
que o dos crimes. Para que cu pudesse conheccr ap-
proxiraadamenlc qual era a rolaran enlre as con-
ilemnari'ies c alisolvici.es, deduzi do numero total
dos deudos o das absolvicOcs; por esla forma jul-
guci que poderia conheccr qual era o numero dos
julgamcnlos condemnatorios, o que nao poderia con-
seguir -ommaiitlo as condemnaces referidas nos
mappas, porque, como i disse, ha muitos crimes por-
que os reos sao oondemiiados a duas e mais penas.
Nao pude proceder ao exame de lodos os Iraba-
1 ho-da eslatislica criminal de outros paizes, a que se
referi hontem o sobre depulado ; examine! porm
os resultados geraes que nos oITcrecem os trabalhos
da eslatislica criminal da Franca, e comparando es-
tes trabalhos com aquelles quo temos sob os olhos,
bent lonuc de chegar n conclusao do nobre depulado
eu cheguei a oulra conclusao muilo differente. To-
marei por cxemplo o anno de 1851. Nesse anno,
segundo a muta gcral submettida as cmaras pelo
ministro da juslica da Franja, coramellram-sc na-
quellc paiz 255 assassinatos e 196 homicidjos volun-
tarios (o que a legislarlo franceza denomina meur-
tre), o que prefaz a somma de 451 ; commellram-
so 130 homicidios em consequencia de fcrimenlos ou
cspanramenlos perpetrados sem inlenrao de matar,
o que eleva a somma a 581 ; commellram-se mais
neslc anno 38 crimes de enveuenameiito (a cmara
sabe que. o crime de envetienamenlo cm Franja coni-
prchende os casos cm que se d a morle ou que ella
se nao cTeclua); desles 38 crimes de enveiienameu-
los nao podemos sttppor que perecessem lodos que
foram \ climas; entrando porm ludo islo na somma
lercmos que cm Franja em 1851 |>erpclraram-se
019 crimes de homicidio. Ora o mappa rcmcllido a
esla tasa pelo nobre ministro da juslica rclalivameii-
(e ao auno de 1851 d como submellidos ao tribunal
dojury 003 homicidios.
V, pois, a cmara que cm 1851 o numero de ho-
micidios perpetrados no imperio foi igual pouco
mais ou menos ao numero do mesmo crime perpe-
trado na Franca ; mas que inmensa disparidade
ii.it> ha entre a popularan do imperio c a popularan
ta l-'t aura '.' A incstna que ha enlre um paiz que (cm
ti ou 7,000,000 de habitantes e outro que possue
35,000,000 I
Se passando dos crimes julgados pelo tribunal do
jury considerarmos os crimes julgados pelos tribuna-
es de polica, veremos que realmente ha nos map-
pas" apresentados urna diliercnra immensa do /resul-
tado i| ne aprsenla ni os mappas es la ti. I ros da Fran-
ja. Eniquflnln o tribunal d jury enlre nos conhe-
ceu nos 5 annos de I88 a 1852 de 5,988 delictos,
iis juizes municipaes e as autoridades policiaes co-
nliram apenas de 1,709 delictos. Resulta desles
mappas esla trale verdade. que os pequeos delic-
tos enlre ns nao silo objeelo da perseguijao da jus-
lija, nao sofliem a punijo eslabelecida as leis.
Comparea cmara a inferioridade que se d a este
respeilo enlre nos com o queapparece em Franja, e
rccouhcccr de que lado esl a superioridade de se-
gurarla. No auno de 1851, em Franca, sendo 5,287
os processos de que lomou conhecimenlo o jury,
foram submellidos aos Iribuuaescorreccionaes 171,777
processos, dos quacs deduzindo-sc os de delictos flo-
rcslaes c de caja, ficam 98,705 processos, dos quacs
13,648 por ferjmentos, c 24,516 por furtos; as au-
toridades policiaes julgaram 237,791 delictos policiaes
ou rontr.i venenes, de modo que o numero de crimes
mais leves perseguidos cm Franja he extraordina-
rio ; e se se allcnder aos delirios de simples polica
o numero he ainda maior, excede muilas vezes ao
numero de crimes de que conhccc o jury. Enlre
nos he o contrario, os crimes leves sao julgados cm
menor numero que os crimes graves.
Eu disse que da compararao desles mappas dedu-
zia-so esla trislc verdade, que os crimes leves enlre
nos, nao sao punidos, o que julgo muilo prejudicial
na administraeJo da juslija. Os crimes leves sao
sempre em numero muilo consideravel; por issnexer-
cem orna gaande influencia spbre a moralidade do
|iiz; silo aquelles pelos quaes os homens que tem
propgalo para os delictos se ensaiam na carreira do
crime, de modo que chegam a commctler os ni,do-
res allenlados; he ainda por isso mesmo de grande
efTcilo a sua punirao : alm tic que sendo grande o
numero de crimes leves, grande deve ser o numero
de condciiinnccs, o que d i juslija criminal urna
maior influencia sobre os coslumcs pblicos. Julgo
porlanlo que he triste, he dcsagradavel ver-sc que
enlre Boa smenle os crimes mais graves sao perse-
guidos pela juslica, que os crimes mais leves nao sof-
frem as penas que as leis lem determinado.
Sr. presidente, o nobre depulado com loda a de-
tlucjao eslatislica que aprcsenlou na casa, me parece
que nao pode prnvar a inulilidade do projeclo que
discutimos; a neeessidade da reforma judiciaria sub-
mettida a deliberaran da cmara pde-sc provar pe-
lo raciocinio, pde-sc provar,lanibeni por (lucimien-
tos, por dados lirados da adminislrajao da juslica do
nosso paiz.
Esla necessidade, senhores, nao he objerto de dis-
pula entre as opinies polticas cm que o paiz se di-
vide ; lodos sahem que uao menos a opiniao conser-
vadora de que bu lilho o projeclo que se discute, a
opiniao contraria lem sempre clamado pela necessi-
dade da reforma da nossa legislarao do processo cri-
minal. A opiniao publica acompanlia esta exigencia;
he sniculc a respeilo da forma, o smente a respei-
lo da maneira porque se deve rcalisar a reforma
que ha discrepancia.
O nobre depulado pela miaba provincia disse qne
nao coiiviuba tocar fcilmente as leis, que imporla-
va muilo para a conlianjac respeilo que ollas devem
merecer no paiz a sua eslabilitlade. Eu convenho
com o nobre depulado que nao he de leve que de-
vem ser reformadas as leis de um paize; a esle res-
peilo porm nao levo tao loitgc o mcu enlhusiasmo
pela fixidade da legislajao, nao don lauta importan-
cia a esto piesligio, quo deve resultar da sua cslabi-
lidade, que julgue que devemos repellir reformas
que se apresenlam como uecessarias e uteis smen-
le para que nao loquemos no edificio da nossa lc-
paeso.


A Franja, bem qne seja urna na ja o aecusada pe-
lo amor da mobilidade, com ludo he urna najao
bastante Ilustrada, e apezar da perfeiran dos seus
trabalhos de legislajao sabemos qoe sao frequentes
as reformas nesla materia ; o uobre depulado pela
provincia de Minas j honlem com a illustrajao su-
perior que possue, mostrou a vichwiludes porque
tem passado a legislajao frauceza relativamente ao
processo criminal. Na Inglaterra, apezar do prin-
cipio da sua aristocracia formulado no seunolu-
muj leges Anglia mtitnri,sHo frequentes as cora-
pilajoes, os melboramenlos das suas leis, a que se
chamam consulidajao dos ills. Neslo Irabalho dis-
linguio-sc muilo esse homeni nolavel que deixou
alio rtfnome pelas suas reformas financeiras, sir Ro-
bert Peel. Ainda no ultimo discurso proferido pela
rainha na abertura do parlamento inglcz record-
me que foi recommendada esla materia ao exame
do parlamento. Quando, por tanto, najes tao adi-
anladas, najes tao Ilustradas fazem frequentes re-
formas na sua legislajao do processso, Picaremos es-
tacionarios, sem admittir as reformas que a expe-
riencia nos lem aconselhado como uecessarias ? Nao
sei em' que se poderia fundar esla opiniao.
Eu, Sr. presidente, fajo grande distinejao entre
a lei penal e a Ici do processo. A Ici penal, como
aquella que quaiificou os actos lcitos" ou illicitos,
os que s3o prohibidos ou nao lem maior rclaroocom
as nojSes do justo c doinjusto, lem maior influen-
cia sobre a moralidade publica. Seria realmente
confundir na opiniao as ideas de juslica fazer fre-
quentes ulierarCes em um cdigo penal; seria com
efTcilo dar a entender que os aclos que urna vez se
prohibirn! como illicitos, como torpes, ou in-
justos nao o eram. Porm as leis do processo cri-
minal nao estao no mesmo caso. Um celebre ju-
risconsulto ingle; disse que as leis penaes cram leis
substantivas ef leis do processo eram leis adjecli-
vas. Eu nao ..esconhejo a importancia das leis do
processo, respeilo a opiniao do celebre professor de
legislajao criminal comparada. Ortolan, o qual sus-
tenta que as leis do processo -ao mais importantes
que as leis penaes ; mas apezar desla opiniao, ape-
zar da imporlaneia que ligo s leis do processo, que
quando ms podem perturbar de todo a admiuistra-
jao da juslica, digo que sao as leis penaes as em
que devemos locar com mais difliculdade, com mais
repugnancia ; mas as leis do processo,' que tralam
de formulas e de meios, essas nao eslabeleccm no-
roes de juslija, podem soflrer mais facis reformas.
Eu dizia, senhores, que a necessidade da refor-
ma que se discute poda nao s ser demonstrada pe-
lo raciocinio, como lambem por documentos ; o
nobre depulado a quem me lenho dirigido nao pu-
de desconhecer esta proposicao. Fazendo a compa-
racao dos resultados da adininisirajao da juslija cri-
minal em nosso paiz com os que conslam da jusli-
ja criminal em Franja, o nobre depulado v a
grande disproporjao que se d. Em Franja, dos
crimes submellidos ao tribunal d jury he absolvi-
da apenas a terca parle; entre ns sao absolvidos
dous tercos dos crimes submellidos a esle tribunal.
Quanlo aos delictos de responsahilsdade, o nobre
depulado rccouhcceu que a esle respeilo ha ainda
urna grande melhora sobre o jury, porque emquan-
lo o jury absolved dous lerjos dos reos que leve de
julgar, os juizes eocarregados dejulgar os crimes
de responsabilidade absolvern) apenas metade.
Ouanio aos juizes municipaes e auloridades poli-
ciaes, a diflerenja he ainda maior, porque emquan-
lo o jury absolveu duus lerjos, essas aoloridades
absolveram apenas um lerjo.
Comparndose, como dizia, estes resallados com
os oblidos em Franja, a diflerenra he grande, por-
que all nos tribunaes de polica correccional em
que se julgam alguns dos crimes da competencia do
jury enlre nos, e*nos de simples polica, as absol-
viles nao chegam muilas vezes a um dcimo. Ora,
estes resultados nao demonstrara que a adminislr-
Jo da juslija em nosso paiz n3o vai bem ? que he
uecessario augmentar a repressao, armar conve-
nientemente a auloridade para que os crimes sejam
punidos ? Eu crcio que sim.
. O nobre depulado parecea maravilhar-se que o
numero de 800 homicidios perpetrados cm om an-
no no paiz fosse lal que exigsse Urna reforma. Se-
nhores, se em urna populajao como a nossa dao-sc
mesmo 600 homicidios, quando na F'ranja se aprsen-
la igual numero dcsle crime, nao ser digno do legis-
lador lanrar suas vistas muilo serias sobre o objee-
lo ? Eu nao cutendo que seja possivel estabelecer
insliluijes judiciarias laes que imilnim crime es-
cape i punirn ; nao espero, quaesquer que sejam
as instilnjocs judiciarias. que deixem de escapar
alguns crimes i punijao ; a juslija humana nunca
poder chegar a esla perfeijao. Tambem naoen-
lendo que as leis criminaes, por mais perfeilas que
sejam, possam chegar aos resultado de acabar corn
o crime, porque o mal nao 6c ha de acabar jamis
sobre a Ierra, ha de eslar sempre unido ao bem ;
mas, por mais lamenlavel que fosse o eslado do
nosso paiz, cu nao poderia entender, como 'pare-
ca aconselhar o nobre depulado, que nos devemos
cruzar os brajos, e na phrase conbecida no parla-
mento, quebrar o remo e deixar a canoa merco
das aguas.
Por danto, Sr. presidente, acredito qne, ainda
dando de barato que o estado de nosso paiz fosse to
lastimoso como o pintou o nobre depulado pela mi-
nha provincia, que isso nao deveria demover-uos de
emprchender reformas judiciarias ; lambem nao es-
lou persuadido que o projecto que se discute seja de
tal forma perfeito que contra elle nada se lenha
que dizer ; sen nobre autor, apezar da sua capaci-
dade, apezar de sua pericia consumada nesla ma-
teria o sujeilou ao argos de cem olhos desla cmara,
provocou lodas as Inzes, e aos nobres depulados que
tem assenlo nesla cmara elle convidou a concor-
rerem com a sua experiencia afim de que o projec-
lo que apresenlava se lornasse urna lei lao perfeila
como fosse possivel passar nesla cmara.
Acredito que o Ilustre aulor do projeclo nao Icria
a prelcnjao de escrever por baixo do seu Irabalho
mais do que o celebre pintor da anliguidade lias suas
obras faciebat. A commissao de juslija criminal de
que sou memoro oflcreceu algumas emendas ao pro-
jeclo que se discute, formulando-as de accordo com
o meu nobre amigo aulor do projeclo : eslou con-
vencido que algumas oulras emendas se lornarao ne-
cessarias ; laucadas a- primeiras linhas desle projec-
lo poder elle depois ser desenvolvido de commum
accordo e como que merecer a approvajao da casa.
Ha alguns pontos, Sr. presidente, era materia de
reforma de legislajao do processo criminal que me
parece que chamam a aliene "tu de lodos; a necessi-
dade de memorar ojuryereio eu quo nao he dcsco-
nhecida por ninguem (apoiados) ; a necessidade de
fortificar a interven jan dos agentes da causa publica,
eslabelcce-la de modo que possa ter lugar em maior
numero de causas, nao he desconhecida a ninguem
(apoiado) ; a separajao da juslija da polica he oulro
poni em que esto concordes todos os membros des-
la casa. (Apoiados : vivas reclamaroes.) Que impor-
ta, senhores, que um ou oulro membro nao lenha
essa opiniao? Eu fallo em geral, e da maioria dos re-
presentantes nesla casa, das opinies em que o paiz
se divide, sao cssas, que aqui se representan) e nao
sao individualidades...
t'ma voz : lie um ou oulro.
O Sr. Taques : Eu sei que esle projeclo nao
pode agradar a lodos ; hav era homens tao exagera-
dos no sentido da repressao que descubran! no pro-
jeclo muitos inconvenientes; llavera pessoas 13opre-
oceupadas e amantes da intervenjao do povo cm lo-
dos os negocios do estado qne cntendam que elle de-
sanda muilo nesla parte ; llavera magistrados ISo
aferrados ssuas doulrinasque euleiidam queo pro-
jeclo nao he conveniente (reclamares) ; haver ad-
vogados que cnlendam que estabelecendo-se a com-
petencia de magistrados singulares parajulgarem
rerla- materias, cstanlo muilo prejudicatlos os seus
Iriumphos, porque al se pejarao peranle magistra-
dos Ilustrados tle sustentar proposijocs c.sollar pa-
lavras que nao diividariam aventurar ante um tri-
bunal tle pessoas indoctas.
(Troram-sc imiitos apartes.)
O projeclo, senhores, na soa parle talvez mais
importadle, que he da competencia para o julganicn-
lo, exclite da campeteecia do jury os crimes aliansa-
veis ; i esla disposijo do projecto nao tem sido ala-
cada como de\ era ser, tem sido atacada de um mo-
do eslranho...
O Sr. Ministro da Justira : Apoiado.
O Sr. Taques: Tcm-se dito, Sr. prcsidenle, que
se rcliram ta competencia do jury os crimes alian-
javeis, porque nao se julga esse tribunal com a ca-
pacidade precisa para julga-los; entretanto que se
Ihe deixam os crimes mais importantes para sobre
elles decidir; pois nao se v que os nobres depulados
que dessa maneira ataram e projeclo altribuem ao
sen Ilustrado autor urna inepcia para teiem o pra-
zer de a combaler ? I
Senhores, a'exclusaoque o projeclo cslabelccc dos
crimes afianjaveis da competencia do jury lem oulra
razao multo diflerenlc daquella que os nobres depu-
lados apresenlam razao, muilo alenle e que lodos
comprcitcudein fcilmente.
Acontece, Sr. prcsidenle, muilas a muilas vezes o
que v ou declarar i cmara : em delictos policiaes,
como o tle uso de ai mas prohibidas, cujas penas 3o
de 1 a Omezesde prisSo, muilas vezes os reos s en-
trara cm jiilgamento quando j lem estado presos
qualro, cinco e mais mezes; entretanto que o me-
dio da pena he qualro mezes de prao e o mnimo
Ora, ser isso compalivel com a boa adminislra-
jao da juslija ? Ser convenienle qoe aquelles que
lenha ni de soflrer 4 ou 3 mezes de castigo soffram 7
ou 8 ? Nos crimes de ferimeolo leve a pena he de
1 mez a 1 anno de prisao, e os reos s vezes levam
mais lempo to que esse, presosanles desercm julga-
dos. (Apoiados.)
Vou referir casa o que me aconleceu em urna
occasiao ; achava-me en, Sr. presidente, exercendo
as funejes de juiz municipal em PilSo-Arcado, ter-
mo deminha provincia,umhomem pobre, miseravel,
um da nao ci porque molivos, levado de colera es-
paucou urna mulber com quem tinha algum paren-
tesco ; a polica o prendeu em flagrante e o trouxe
minha presenja, proced ex-offeio conlra elle, e
foi mandado para a prisao: o mximo da pena quejera
um anno tle prisao, esse infeliz nao tinha meios de
prestar urna flanja e por isso conservou-sc na prisao
em quanto eslive em PlSo-Arcado, por muilo lem-
po o jury nao foi all convocado pelo juiz de direilo
e ncm se reuni durante esse lempo, ainda depois
conlinuou esse infeliz a eslar preso, al que, rromT
bando outros criminosos a prisao e fugindo, elle a-
proveilamlo-sedcsse.eusejo lambemevadio-se.e ficou
em libcrdadc sem que ninguem mais o prendesse.
Confcsso, senhores, que pesou-me de haver pronun-
ciado esse infeliz, mas esse era o meu dever, elle ti-
nha commetlido um crime de que havia bstanles
provas, o juiz nao tinha nada mais a fazer senao
cumprira lei. ( Apoiado.)
Note a cmara que um individuo que he elevado
em tacs circumslancias a barra do jury por um cri-
me leve, lem sempre em seu favor a decisaojdo tri-
bunal, e mormente quando elle j lem eslado maior
numero de mezes de prisao do que a pena imposla
ao delicio coinmeltido : e o que resulta dessa deci-
silo do tribunal he a desmoralisajo da lei, o desdou-
ro da auloridade que o pronunciou, porque no pu-
blico nao se enlende que existissem laes circumslan-
cias que niuiiv asvif ni a absolvijio ; o povo entende
que nao a compaix3o, mas sim o recoohecimenlo
da innocencia he que leva ao jdry a abrir as portas
da prisao ao individuo pronunciado. (Apoiados. Ou-
rem-se di[[renles apartes. )
Senboics, perdoem ; eu nao duvido que em lu-
gares mais importantes do que a pequea villa de
Pilao Arcado aconlejao mesmo por causas difieren-
tes; lodos nos sabemos que as grandes.capilaes o ju-
ry nao Irabalha mais de 15 dias, e por conseguinle
nao lem lempo para julgar senao os crimes de maior
importancia ou gravidade ; e pergunlo, o que se ha
de dar nos crimes leves ?
Um Sr. Depulado : Os processos preparados
sao sempre julgados..
OSr. Taques: Sr. presidente, eu preslei a mais
completa adhesao ao projeclo que se discute, nao
declino da responsabilidade que por esse aclo me
caiba, e ao contrario aceito-a pranle a cmara e o
paiz ; devo purera dizer com toda a franqueza que
se cu houvcra d organisar um projecto de reforma
judiciaria de accordo com as minhas proprias idai eu
o confeccionara de oulra maneira ; en nao excluira
somenle da competencia do jury os crimes afianja-
veis ; excluira lodos os crimes quo nao livessem na-
lurcza poltica, que nao fossera da liberdade de im-
prensa ou calumnias; para julgar os crimes ina-
lianjaveis proporia a organsjSo da um tribunal
presidido por um magistrado de segunda inslaucia, e
na sua falla de primeira, com dous adjuntos c dei-
xaria as mais regras eslabelecidas no projecto. (Tro-
cam-se muitos apartes. Con[usao.)-
Senhores, rogn-lhes um pouco de silencio, c pe-
co-Ibes que me deixem expor as iiiiiUm ideas. As
inafianraveis a ser jolgados pelo jury; fajamos a
experiencia, e vejamos qual das ditas jurisdirres d
melhorea resultados: quanto nos crimes polticos,
aos de mprensa e s calumnias, razes muilo espe-
ciaos se d.io pare que perlcii jara ao jury, e eu Dffo
votare nanea para que sejam ellos (retirados
da competencia dojury para a de oulros tribunaes,
oa juizes singulares. Nos crimes om que o dbale
ho entre o poder e a opiuiao. oestes crimes em que
sao tao nleressidis as liberdades publicas, nao adop.
lare que o julaamenlo seja confiado a juijes susnei-
tos da influencia do poder, ou demasiado amigos, al
por seus hbitos, da auloridade.
Quanto ao crime de injuria sabem os nobre.
depulados que elle nao consiste na impulajao
de um fado criminoso determinado, mas em allri-
buir vagamente a alguem crime. vicios, defeitos
Jue exponham ao odio ou ao desprezo publico
So ha razao para que semelhante crime seja jul-
gado por um tribunal popular, enao por um
tribunal mais repressivo ; o estado nao pode querer
que os seas cidadaos sejam thflamados ; he preciso
empregar os mais forles meios tle repressao conlra
aquelles qoe entregan) es seus concilladnos ao des-
prezo publico ; urna razao especial assislc para que
crimes desla nalureza nao sejam submellidos ao ju-
ry ; era taesjulgaraenlos no juryocrime loma maio-
res proporjOes, e chega ao escandis ; o qoe procura
por esla forma a salisfajo das leis he ainda mais
maltratado, e longe de obl-la, quer vencedor, quer
vencido, vai sempre desairado e corrido. (Apoiados.)
Quanto calumnia, occorrem oulros considerantes;
os fados sao precisos, o dbale deve versar sobre el-
las, devam-se deduzir as provas. e nao derramar os
convicios ; accrcsce que a calumnia versa sobre fac-
toi criminosos, cuja repressao e estigma inleressam a
sociedade, e muilas vezes refere-se a erapresado*
pblicos, a respeilo de cujo procedimenlo nao llve-
se deixar em contradijao a opiniao e os tribunaes ;
com razio porlanlo se reserva a um tribunal popa-
lar, e que (em mais liberdade as suas decistes o
julgamenlo das calumnias. >
Senhores, o nobre depulado pela minha provin-
cia nos disse qne era filhoda mprensa,eque porlan-
lo se admirava que onobre ministro da juslija, tam-
bera filho da impreusa, quizesse por-lhe peas nesta
parle, que muilas vezes os mitistaos deviam ser ex-
poslos ao odio e desprezo.
Sr. presidente, cu fajo juslija ao nobre depulado
e ao honrado membro que dirige a reparlijao da
juslija acreditando que elles nao se elevaran) alta
posirao que oceupam por meio da injuria e da ca-
lumnia. (Apoiados.) Sc que os ministros da co-
roa eslao expostos a muilas aggresstes, al ao insul-
to ; basta que o eslejam peranle aquelles que podem
faze-lo impunemente; nao se estenda essa immo-
nidade ao mais nfimo individuo |da sociedade. ,./-
poiados.)
O nobre depulado nos disse ainda que a injuria
muilas vezes era o meio de perturbar a ordem pu-
blica, de commelter altos crimes polilicos ; e deve-
ro os poderes constituidos levar a lal ponto a sua
longanimidade que favorejam mciosque lem por fim
destrui-los e perturbar as suas funejes? Acredito
que nao.
Senhores, o projeclo que se disculc nao peioranes-
sa parle as cousas. A cmara sabe que os crimes de
injuria nao sao julgados pelo jury sena > em certos
casos. Esles crimes, quando nao "sao dirigidos con-
lra os funecionarios pblicos em razao do seu olli-
cio, cabem na airada das autoridades policiaes, an-
da quando commellidos pela impreusa, da mesma
sorle que commellidos nao ainda que contra empre-
gados pblicos, e em razao do seu emprego. Por-
lanlo. Sr. presidente, o projeclo nao peiora as cou-
sas como se quiz mostrar.
Lembre-sc a cmaro que esla disposijao tem sido
adoptada nos paizes em que as insliluijtes sao mais
livres. Nao preciso recordar a caria franceza de
1830, e a legislajao que se Ihe seguio. A constilui-
j3o adoplada pela assembla nacional em 1818 dis-
pon o seguinle:
o Arl. 82. O iury continuar a ser applicado em
materia criminal.
Acamara sabe que em F'ranja se faz distinejao en-
lre delictos e crimes; e que os delictos conslituem a
materia correccional, a que assim pela constiluijio
nao era applicavel ojury como enlre nos.
Art. S. O conhecimenlo de lodos os delictos po-
lticos e de lodos os deliclos commellidos por via da
mprensa pertence exclusivamente ao jury. As leis
orgnicas delerminarao a compelencia em materia
de delictos de injurias e de diffaraajao conlra parti-
culares.
Assim, senhores, que a couslilujo de 1848 feila
pela assembla nacioual debaixo da influencia das
ideas mais livres consagrou disposijes idnticas s
do projeclo com emenda, e nao dclcrminou queo
julgamenlo do crime de injuria c diffaraajao priva-
da perlencesseao jury, reservn islo para legislajao
ordinaria, e a legislajao anterior, como oque lem
subsistido he que esles crimes sejam julgados pelos
tribunaes correccin.a-s. Trago esle exemplo de urna
legislajao feita na poca emqncpredominavam mais
os principios de liberdade. (Apoiados.)
Eu disse, senhores, que a commissao de que fajo
parle nao hesitarla em oflereccr mais algumas e-
mendas alm das quj eslem som-e a mesa para
desenvolver^i.malcra. O nobre depulado pela pre-
di-po-i roes do paiz porm, Sr. presidente, nao esla ^cia-tte~SiTnas Geraes i hontem lembrou'a ne'cos-
rcdigidas nesla parle de accordo com as minhas;opi-, Tidade "
nies particulares, eu lenho toda a deferencia paraAl
com os opinics dos meus amigos cm cuja illusirjP
j3o lenho (oda o coufianja, para adoptar o meio tor-
mo que o projecto nos olferece : direi depois as ra-
zoes porque eu deixaria ao jury em lodo o caso ojul-
gamenlo dos crimes polilicos e dos crimes de im-
prensa e calumnias ; direi porm que a opiniao que
hoje ennuucio nao he urna opiniao nova, nao he opi-
niao que lenho depois que pertenjo a magistratura
vitalicia do paiz ; record aos meus nobres. collegas
que comigo tiveram assenlo nesla casa em 1848,que
chamando um nobre depulado pela provincia do Ce-
ara, meu amigo e infelizmente hoje fallecido,a al-
lenjio da cmara sobre trechos do i la torio apresed-
(ado na assembla legislativa de minha provincia
por um dos seus-mais dignos administradores, o Sr.
niereehal Andia, trechos que n3o eram favoraveis
ao alio conceito que muilas pessoas fazem do jury,
essas partes do rotatorio do nobre general tiveram a
minha adhesao nesla cmara...
O Sr. Gde Siqueira:lie exacto.
O Sr. Taques :Tambem, Sr. presidente, a opi-
niao que sigo nao he singular, he tomada de um pu-
blicista distinelo, observador imparcial, e que viajou
om paiz notavel pelas suas insliluijes democrticas,
e que da Inglaterra receben com a legislajao,o jury
Tocqueville ; como elle enlendo qoe o jury nao he
um bom inslrumenlo judiciario, mas em certos ca-
sos orna garanta polilica; em apoio da minha opi-
niao lenho enlre os jurisconsultos as maiores autori-
dades. A par de Rossi, roubado ainda cedo as -ci-
encias e a seu paiz, figurara em materias criminaes
dous liomens eminentesCarmiguani na Italia, e Mil-
lermayer na Alloman ha. Oa que se ecc upara deslas
malcras sabem que o prmeirohe adversario do ju-
ry, e quatitoao Ilustre sabio professor de lleidel-
berh, tujo nome nao pode ser proferido sem vene-
racao, esse insigne crimiualisla, que nao ne desfavo-
ravcl ao jury, e antes a sua opiniao he que ojury
seja eslabclecido onde fr possivel, onde se derem
as condijes para esse fim uecessarias, c particular-
mente para o julgamenlo dos crimes que mencio-
ne ; enlrclanlo elle se exprime pela seguinle ma-
neira-: tt Sao as inslilujes polticas c o grao de cul-
tura ta nacao que conslituem o verdadeiro valor do
jury. Para dar raizes fecundas Ihe he necessaro um
povo que lome vivo nlercsse pelos negocios pbli-
cos,' que saiba comprehender o prejo da independen-
cia de juizes, e cuja edurarao seja bstanle adianla-
da para que se possa em toda a causa encontrar em
seu seio numero sufliciciile de jurados imparciacs.
Coinprclicndc-se pois o erro dos que considerara o
juryeumo a nica ou inelhor furnia possivel de jusli-
ja, no que perlcncc inv esliga jan da verdade, e
organisajao material judiciaria, erro 13o frequenlc
como funesto, como se estas formas, asta organisa-
jao judiciaria, pe fritamente adaptadas ronslitui-
j3o tle um povo, podessem to felizmente ser im-
plantadas n'oulro ; como se urna insliluijio reconhe-
cida como perfcilamente sabia em laes ou taes con-
dijes, dev esse ser em todos os lempos a nica e a
inelhor possivel a
Esle Ilustre criminalista proseguidlo na sua opi-
niao mosira que ojury deve ser inlroduzldn no pai-
zes cm que a opiniao se acha preparada para essa
inslituijao, c que nos paizes cm que ella he um ob-
jeelo de ataque Dao he conveniente ser eslabelecida,
e em outra parle o mesmo dislinctojnriscnasnllolse
exprime da maneira seguinle 1
a O jury s d as garantas que conslituem sua
forja sob a condijo de poder ochar no povo um
arande numero de cidadaos inlelligenlcs, firmes e
independentcs. He de misler ler a certeza moral
qoe a maioria dos nomes inscriploa na lisia he de
homens de lodo inleressados na ordem e na seguran-
ra publica, promplos igualmente a lomar a peita a
defeza da liberdade de seus concidadaos.
Sr. prcsidenle, depois da opiniao de jurisconsultos
to disiinf los eu poderia ainda provocar em meu fa-
vor o bom senso dos homens do meu paiz (apoiados):
todos aquelles que lem corrido o centro do imperio
labem perfeilamcnle que b jury nao he urna insli-
suiju bem aceita no centro do nosso paiz (apartes/;
lodos sabem que n3o ha nada mais imcoraprehensi-
vcl para os homens do interior do que a maneira
por que se inlrodtizio o jury no nossa legislajao ju-
diciaria ; muitos homens do centro dizem que n3o
sabem como liouve quem se lcmbrasse de inlroduzir
o jury nos serles, c note a cmara que dizem-o
aquelles mesmos que excrcem maior influencia no
jury ; elles por honra sua nao podem deixar de dizer
que ojury he urna inslituijao que nao esl em re-
rclajao com as circumslancias, do paiz. (Trocam-sc
alguns apartes).
Senhores. cu eslou expondo as minhas razes, a
minha opiniao a esse respeilo ; j disse qne se fosse
organisar urna reforma cu nao a organisaria como a
que esl cm tli-cns3o...
Urna l'tiz :Eniao nao asstenle.
O Sr. Taques :Eu, senhores, lenho muilo res-
peilo s opinies daquelles que presumo sabercm
mais do que eu : porlanlo, Sr. presidente, nao le-
nho dtivida em adoptar as disposijes do projecto,
embora nao eslabelejam urna inuovoe.lo 13o grande
como as que resultara das minhas ideas. Os nobres
depulados que me lem interrumpido sabem que na
legislajao pratica h.Io se pode militas vezes levar lo-
do o vigor na aplicajao de urna idea; e se a prsenle
reforma lem excitado tanla opposijao, o que succe-
deria se ella fosse redigida como eu ha pouco id-
dicava ?
Sr. presidente, eu enlendo que apezar dos defeilos
dojury, devem continuar submellidos sua compe-
tencia o crimes de que (rala o projeclo : jaleando
juizes singulares os crimes afiaijaveis, conliuuemo?
de urna emenda que livesse por fim compre
hender na competencia do jury os crimes de provo-
ca jao pela impreusa, de que rala o art. 119 do co-'
cV- digo criminal. A emenda a que o nobre depulado
llludio lulo pide de\a_r ele ser-rolho.la pela commis-
sao 6 prttfTlIuslre aulor do projeclo. N3o era a nos-
sa inlcnjo excluir da compelencia dojury o julga-
menlo desses deliclos ; o nohrc depulado, que algu-
mas vezes assislio aos nossos trabamos na commis-
sao, sabe as difliruldades que honvc em precisar a
redarran do paragrapho relativo malcra ; uessa
occasiao escapou o arligo lembrado >elo nobre depu-
lado.
llevo declarar nesla occasiao que as disposijes do
projeclo sobre competencia se devem entender em
harmona; porlanlo,os crimes pblicos nafionjaveis
serSo por easa razao, ainda que n3o eslejam com-
prehendidos nos captulos do cdigo referidos na
emenda, da compelencia dojury; os crimes poli-
ciaes afianjaveis dever3o ser julgados pelos juizes de
dreito, e os crimes particulares de que o reo livra-se
solt serio julgados como os policiaes...
O Sr. l'aseoncellos:Eu lembrei somenle aquel-
les no inleresse de melhorar.
O Sr. Taques :Eu acredito que os meus colle-
gas da commissao, assim como cu, acolhem com o
maior prazer a idea do nobre depulado.
Quanlo aos ajunlamentos illicitos de que falln o
nobre depatado pela minha provincia, julgo que as
regras de com petonr ia que esta boleco o projecto s3o
satisfactorias. Os crimes de ajoniameutos illicitos
que forem afianjaveis, apezar de eslarem compre-
hendidos na parte do cdigo criminal que traa dos
crimes policiaes, serio julgados pelos juizes de di-
reilo, e os que forem inafianraveis, pelo jury, por-
que basta qoe se deem quaesquer das razes de
competencia assignaladas na emenda, ser o crime dos
pblicos ah mencionados ser inafianjavel, ou ser de
calumnia, para a competencia do jury eslar esla-
belecida.
O nobre depulado Iraloii do crime de resistencia,
mas a cmara sabe que uo projecto nao se falla des-
te crime : a competencia para julgo-lo foi dada aos
juizes de direilo pela lei de 2 de julho de 1850, na
qual nao loca o projeclo.
Quanlo aos crimes concomitantes, cujo julgamen-
lo o nobre depulado eulendcu que podia dar lugar
a grandes abusos, eu nm envergo semelhantes abu-
sos. A jurisprudencia correnle de todas as najes
he que a auloridade competente para conhecer de
urna cousa be tambem compelente para conhecer das
materias que Ibes io connesas. O governo ntrenos
tem dado decises ueste sentido por meio de seas
avisos.
O.S'r. Miranda d um aparte qne nao ouv irnos.
O Sr. Taques:Diz o nobre depulado que 5o he
fcil distinguir estas cnusas: mas eu pergunlo tam-
bem quem lie que enlende o nosso cdigo criminal
sem grande esludo ? ludo islo exige Irabalho ;
quem nao esludar, applicar a disposijao despropo-
sitadamente ; quem esludar ha de applica-la muito
bem. O nobre depulado ha de entendc-la muito
bem.
Senhores, o nobre depulado pela rainha provin-
cia, tratando das injurias, ainda tocou em uro pon-
i, que venia ser; o se as injurias frem feitas a
um magistrado, como serao julgadas por um colle-
ga? Todos sahem que as injurias feitis a um ma-
gistrado si o actualmente julgadas pelo supplenlc.
Porlanlo o projeclo em nada altera a disposijao da
legislajao actual ; e quanlo restricto, hasta alten-
der-se s alias pessoas a quem tila se refere, para
que se comprehentla que nao conven) que a sua vi-
da seja submettida a discussao peranle tribunaes po-
pulares.
Sr. prcsidenle, oulras disposijes de grande im-
porlaneia tm sido igualmente alacadas : deixando
pois de i>arle o que diz respeilo compelencia, to-
marei em cunsiderajao as disposijes que tem por
fim melhorar a adminislrajao da juslija pelo jury.
A primeira dessas disposijes he a que lem em vista
concentrar o jury nos lugares mais imprtenles e po-
pulosos das comarcas. A commissao de accordo com
o Ilustre aulor do projeclo, submelleu a decisao da
cmara urna emenda, que sem deixar as cousas como
es!3o actualmente, todava, faz urna concesso muilo
notavel o opiniao daquelles que eiileiidcm que a tlou-
Irina do principio do arl. 1" be demasiadamente res-
trictiva. A vanlagem. Sr. presidente, desla" medida
me parece salienle. O jury nao pode funecionar
regularmente de um mo.lo convenenle.ao paiz cm
lugares em que nao so da a opiniao publica um cerlo
dcscuvolvimento, cm luaarcs aon.le nao ha om cor-
lo numero de pessoas cora alguma civilisajao, com
algum adianlamento, rom alguma riqueza para
comporcm o tribunal. Estas razes, senhores, aulo-
risara a disposijao a que me redro.
Diz-se que ha comarcas cm que nao se poder
encontrar urna villa digna de ser cabera ; mas eu
noto que as villas em que residen) o juiz de direilo,
o juiz municipal e o promotor publico, so por este
fado apresenlam urna diflerenja muilo sensivel em
relajo s oulras. Os magistrados que ahi residem
provocan! cerlo ilescnvolvimcnlo. promovem urna
opiniao mais jusla, c influem muilo no carcter,
noscoslumes da populajao ; nao se limilam somen-
le a julgar, elles cercam-sede ecrlorespeilo, tle ceda
inlluettcia na localidade que muilo concorre para
melhofar as idias e os costumes to poyo. Ai pes-
soas maisnolaveis dessa localidade receiam pralicar
fados que chamen) a animadvcrs3o o censura dos
magistrados; por conseguinle, estas villas estao em
melhora condijes do que a oulras para ahi cele-
brarem-se as sesses do jury.
O nobre depulado pela minha provincia ponde-
ro u alguns inconvenientes desla medida : nao des*
conheccu islo, cm lodas as disposijes legislativas ha
um lado bom e ha antro rano. Julgo porem quo as
vautagens que resultan! desta disposijao 3o superi-
ores aos seus inconvenientes; julgo mesmo que al-
gtinsdo inconvenientes aponttdos pelo nobre de-
pulado nao se dartu, antea serao removidos mais f-
cilmente pelo disposijSo d projeclo. O nobre depua
lado nos apontoa s difliculdade da tran>ferend-
doaros, a facilidade da soa evatao nesla transferen-
cia ; mas logo que ojury seja concentrado as ras
bejas de comarras menor ser o numero de cadeia-
que o eslado lem de sustentar, por consequencia po-
dem o estado ler cadciai lofTriveia e seguras nos lu-
gares importaole, oque hoje nao he possivel conse-
guir, lendo-se de estabelecer prisoes em cada villa.
Porlanlo, sendo mais fcil pelo syitema do projeclo a
conslrucjao de prisoes seguras, maior dillicoldade
lento os reos de evadir-se. Quanto necessidade
das transferencias, eslas hoja sao maiores, porque os
reos sao enviados para a capital da provincia, e dahi
remedidos para o lugar onile lem de ser julgados e
por consequencia o projeclo melhora e nao peiora o
estado actual.
O nobre depulado julgou que para que orna cida-
de que nao fosse cabeja de comarca pudesse ler jury
segundo a emenda, precisava preencher o requisito
de eslar 30 leguasdislante da cabeja da comarca. A
redarr.io do projecto nesla parle he clarissima ; diz
a emenda que haver conselho de jurados as cida-
des populosas e as villas 30 leguas distanles da ca-
bera da comarco ; por consequencia a pestiicjao das
JO leguas he sme/ile para as villas.
lambem o nohre depulado julga que o projecto
vai restringir ou destruir atlnbuico que Um as
assembleas provinciaes de decrelar a divisSo judi-
ciaria. Nao vejo islo no projeclo nem as emendas.
A cmara sabe que actualmente a creajo de urna
villa ou municipio nao mporla a creajo do foro
civil, nem do conselho de jurados ; ha omitas villas
que n*o tem juiz municipal, ncm snpplente da ioiz
municipal, que, s3u lemos annexos a onlros ; quem
por ronsequeocia, actualmente tem de propur al-
guma causa nossa villa recorre aquella a que esla
e acha annexa ; por cousequencia o projeclo con-
serva as cousas como eslao com pequeas modidra-
joes, e se a legislajao aclual nao deslroe esta altri-
buijan da assembla provincial, o projeclo nao a
deslroe lambem.
Senhor prcsidenle, ha oulra disposicSo do pro-
jeclo que lem por fim melhorar a admioi.trajao
da juslija pelo jurv, he a qoe determina
que sempre que o juiz de direilo appellar. por
julgar a decisao do jury contraria videncia das
provas, o segundo julg.menlo lenha lugar na capital
da provincia. Alguns nobres depulados que lem
prestado o seu apoio ao projecto as oulras partes
cumbalem esta disposijao na minha opiniao sem ra-
zio, pois que os Tactos a justifican). sta disposijao
do projecto he relativa a um caso extraordinario.'ao
caso em que o juiz de direilo julga que ojarypro-
cedeu coiilra a evidencia das provas; aappellajio
do juiz de direilo he prova queo tribunal daloca'li-
dade he suspeito, nao pode julgar convenientemen-
te a causa. Senhores, as pessoas que conhecem oes-
lado da nossa populajao, sabem perfeitarflente qne
bareosenlrelajados com familias da localidade que
n.lo be possivel jamis que sejam ahi condemnados
por mais alrozes que sejam seus delictos, por maior
numero de vezesque sejam seus crimes submellidos
a julgamenlo. Temos noticia do que aconleceu no
Pianhy a este respeilo; pejo o lestemunlio do meu
Ilustre amigo depulado por essa provinda ; sabe-se,
porque o Tacto foi publicado as folhas do lempo,
que no lugar chamado Pelo-Sigoal, perlencenle a
villa do Principe Imperial, enlrou um celebre fari-
noroso, c commelleu um assassimtto em pleno da :
havia testera o n I ias de vista que dcpunham da manei-
ra maiscumprida acerca desle fado, mas o reo foi
julgado a absolvido ama e mais vezes.
Onobredepuladopela minha provincia a quem res-
pondo, que servio como magistrado na comarca em
que actualmente sirvo, talvez lenha noticia de um
crime os mais alrozes de que nos dao uolfcia os an-
naes eriminaes, perpetrado na freguezia da Saude,
cujo reo enlrelajado com familias dislinclasda loca-
lidade foi absolvido duas vezes que foi submMQdo a
julgamenlo. Porlanlo he irreeusavel que para cer-
tas pessoas relacionadas na localidade ojury be om
tribunal que nao pode fazer juslica.
Senhores, eu propuz com aconviejao a mais pro-
funda mu addilamento a esta disposijao do projecto,
a abolijao do protesto para novo jory, porque nao
comprehendo a razao desla disposij. A lai da re-
forma de 3 de dezembro de 1841 aboli era geral os
protestos para novo jury, a excepjao dos casos em
que a pena fosse de mofle oa de gales. A connua-
jao desle recurso, nao se pale justificar, he um re-
curso dado someule ao reo, nao he dado ao aceusa-
dor, he um recurso desigual ; os nobres deputados
que sao jurisconsultos sabem qoe os recursos devem
ser recprocos, devem serdados igualmente ao autor
e ao reo ; no caso de qoe se trata hes o reo que po-
derecorrer da decisao qoe o condemna, o aecusa-
dor n.lo pode protestar para novo julgamenlo.
Nole-se mais a nalureza desle julgamenlo ; o jul-
gamenlo por jurados he o julgamenlo a que as par-
les se submellcni, recusan) 12 jurados cada urna, sub-
mellem-se a juizes ao seu aprazimento; parece-me
qoe devem as parles siimxicller-se decisao desses
juizes, seja favoravel ounaoV
Depois, Sr. presidente, eil creio que todos estao
persuadidos qne os recursos qA existen) alm desle
sao -u Ilicin les; o juiz de dkrCsto pode, appellar Oa
decisSo do jurv r se lieconlraA s proras, o reo po-
da anda jiiicrporrccurso-pefa'o tribunal ta rel.ir.it>
quanlo s frmalas, e se ha defeilo as formlas a
relarao annulla o processo. Urna decisao porlanlo
do jury que nao he proferida conlra a evidenda das
provas, que nao foi proferida com infraejao das re-
gras do processo, porque motivo ha'A te permit ir
ao reo ao seu olvedrio ainiullar e provocar om se-
gundo julgamenlo.'
Ilir-ine-hao que he porque a pena he muilo grave.
Se.se Iralasse no 2. julgamenlo soda pena, en nao
leria dnvida em dar o meu voto para que permane-
ces-e a disposijao a que me redro '. porem no 2.
julgamenlo nao se pCe em duvida a juslija dadeci-
s'to quanlo pena, o Tacto, ludo he de novo submel-
lido ao julgamenlo do tribunal: enlao v-seque o
reo que foi conderanado a primeira vez procura oc-
casiao opporluna, que deixe de presidir ao tribunal
o juiz que julga mais severo, e dispte as suas linhas
de modo que iriumphc da aecusajao; os jurados
que n3o poda convencer no prlmeiro julgamenlo tra-
ta de reduzir com maior eflicacia no segando; por
outrejiatlo a memoria do crime tem-se extenuado, e
assirnc mais fcil ao reo chegar ao resultado que
deseja...
Um Sr. Depulado d.-i um aparte.
O Sr. Taques:O nobre depulado diz-me qoe he
o inverso; eslou em urna oulra persuasSo; fazendo
juslija ndole dos meus concidadaos, eu acredito
que j mais elles se prestirn) a ama injuslca, a
faltar ao que devem como jurados, para a persegui-
jao de um homem; para absolver, para fazer bem,
acredito que o Brasileiro he muilo propenso; seu
corajao o chama a islo fcilmente; porem para
fazer mal, para perseguir, para tancar as prlses
como conderanado o innocente, o Brasileiro nao se
presta nunca. (Apoiados.) Nao be pela severidade
que pecam os nossos tribunaes, lie pela indulgencia.
Julgo porlanlo que aa medidas que se lem de a-
doplar devem-se combinar de modo que, se a inno-
cencia, como al aqui, ache garantas as inslilui-
jes judiciarias, a sociedade tambem loaba meios
para tornar efiectiva a repressao, a punijao dos cri-
minosos. E senhores, n3o duvido, admiti mesmo
que em algum caso extraordinario o jury rndenme
o reo a una pena mais forte do que devia; he con-
diejao da juslija umana falhar algumas vezes;qiim
quizesse que a juslica humana a certasse sempre de-
via renunciar ao seu exercicio; nao he isso possivel;
mas he para esses casos extraordinarios que existe
um alto poder rollocado na culpa do edificio social ;
he nesses casos que iolervcm o poder moderador,
corrgin lo, moderando a injuslija O nobre depulado fez algumas observadles acerca
da innovajo do projeclo c da emenda quanto aos a-
gentes do ministerio publico ; o projeclo eslabelece
ajudantes do promotor publico, que vem a ser os de-
legados e subdelegados de polica. Se nos estivesse-
mosem circumslancias de nodermos organisar o mi-
nisterio publico de oulro modo, cu julgaria acertado
que se eslabeleressem ajudantes especaesdo promo-
tor publico pagos pelo Eslado e em numero suflici-
en'le. Nao he dislo porem de que se trata ; o pnv-
jeclo eslabelece que os delegados de polica sejam a-
genles do promotor publiico; o governo he autori-
sado para desenvolrer esla disposijao no seo regola-
ment, marcar quacs sao aquellas funejes perten-
cenles ao ministerio publico que podera ser eterci-
das por esles agentes ou ajudanlcs.
Telo projeclo os delegados e subdelegados nao
continuarn a julgar (ute o nobre depulado,.' con-
tinuara somenle a exercer a polilica judiciaria, fazer
corpos de delicio, investigar as provas, colhe-las,
submelle-las auloridade para formar culpa. Estas
funejes da polica judiciaria estao mullo harmoni|
cas com as allribuijtes do ministerio publico.
Os nobres dcpulados, que sao 13o versados legis-
lajao franceza, sabem qne os procuradores do rei ou
da repblica, c hoje imperiaes, sao olliciaes de po-
lica judiciaria, e competentes para proceder a cor-
po de delicio, formar processos verbaes, e lomar lo-
das as informajoes; permutara pois que me soccorra
desse cxemplo em apoio do projeclo....
f'm Sr. Depulado: A quesiao he a interven jao
que a polica ter.
O Sr. Taques:X separajo da juslija da polica
cxcilou reparos cnargicos do nobre depulado pela
minha provincia que encelou o dbale; o nobre de-
pulado julga inconveniente na aclualidade essa se-
parajao : crcio, senhores, que esl no desejo de lo-
dos que ella se realise, lodos lem reconhecido que a
umao d juslica com a polica de-soile alguma pode
eslar de accordo com una boa orgauisajao judicii-
{Apoiados e nio apoiados.)
f
Farei duas cousiderajcs sobre essa malcra; a !.
he que quando a polica sl reunida juslija lomos
m polica o ni juslija \apoiodos\ a auloridade
que lem de investigar os delitos como pode ella mes-
ma processar? Ella reserva lodas as inqurijtes, lo-
das as pesquizas para a occasiao em que lem de ins-
taurar o processo, e o resultado he que as provas
dcsap parecem.
i Troeam-se apartes.)
Eu lenho alguma experecncia neslas colisas, res-
pdlo aos nobres depulados que lem pmlca do foro
desla capital, mas permillam-mc que Ibes diga quo
lambem lenho conhecimenlo do foro, e que cm una
cidade muilo importante, e que em nada cede a esla
capital, am Pernambuco, por alguns annos exerci as
funejes de promotor publico, c sei como essas coa
sas v3o.
Seiihoresjo processo nao pude marchar bem qoan-
do elle he instaurado e continuada pelas inestr
v
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DIARIO OE FERNAMBUCO, QUINTA FURA 7 Ut SfcltMBKU Ufc I8M.
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loridades que prendern! o reo, que seguradosuas
speilaa deram-o por criminosos ; o procuso deve
r feilo por autoridades desprevenidas, e nao pelas
oo leiu un eerlo inlcresse eui justificar 01. seus pri-
eiros passos. Depois, scnhorejk e esta de a oulra
oosideraco que liulia a fazer sobre a materia, quan-
Jo a ustica esla separada da polica, aquella serve
de contante a esta, oisso muito convm.
Um arugo do projecto auloria o governo a no-
mear auloridades policiaes eslranhas aos lugares
quando for conveniente, quando a traoquillidade
publica ou aseguranca individual o exigir ; essa ne-
cessidade lie seutida ein muitas provincias do impe-
rio, e mullas vezes os presidemos de provincia
lem lido iiecesaidade de nomear p.ira cargo* de po-
lica homens de fra, al olficiaes de prime ira linlia,
etc. ; isso se lem dado em Pernambuco, na Parah-
li.i, e al me-mi) ua minlia provincia ; portanln,
Sr. presidente, a experiencia moslra a necessidade
desse recurso.
Agora dire ao nobre depuUdo que o projecto nao
diz expressaineiile que osjuizes municipal', nao po-
dam ser Horneados delegados...
Vozet : Diz, diz.
O Sr. Taquet: O projecto diz que os juizes
muiiicipaes ojo poderAo exercer funeces policiaes,
o seos nobresdeputados laucaremos olhos para o re-
gulameolo de .'iI de jaueiro do 1842, vera que all
se laz dislnccilo entre os juizes municipaes e os de-
legados, o entre as fuicctos policiaes e as funecocs
crimina dos juizes municipac9. (Cruzan.-se mul-
los apartes.)
So a cmara eulende que a diiposicao deve ser
applicadaem lodo o sentido, prohibindo-sti aos jui-
zes muoicipaes nao s exercer as funcoei policiaes
que tem como (aes, mas lambem accunularem os
cargos de polica, pode deleriniua-lo. Essa aecumu-
lacAo ngo se harmoniza com o systema, ccn o espi-
nto do projecto; eslou persuadido que o governo
nao a permitliria seuao ein casos raros e de indecli-
nayel necessidade. Mas o projecto como se ada re-
digido uao prohibe que os |uires municipaes excr-
cam eomo delegados funcefies policiaes ; c poi> que
em nosso i.aii ludo he excepcional, nodnvdo que
baja termos em que o governo nao Icnlia remedio
senao fazer accumular os dous cargos.
Urna : Ah j combina?
O Sr. Taquen: Sr. presidente, farei algumas
observacics ainda sobre a maneira porque o nobre
depulado pela minha provincia descreveu os juizes
lellradosdomcupaiz; foi ainda um complemento
da estera amarga que o nobre depulado lez s nos-
sas instiliiQes e aos uossos coslumes. O nobre de-
pulado descreveu a magistratura como competa de
ignorantes, manchados, arraslados por um.i ambicio
sem dignidade...
Urna loz: Nao. senhor.
<> Sr. Taquet: Eu niu posso, Sr. presidenle,
deixar de prolcslar contra esse analliem i lancado
pelo nobre depulado sobre a magistratura do mcu
O Sr. Siiveiro da Molla : O Sr. Fjrraz nao
disse coosa que se parecesse com isso.
' Jr- Taques: O nobre depulado disse dos
magistrados,que peranleclles ajuslica fuia ao con-
laclo fatal da poltica, e que porlanlo arrutados por
essa influencia nao desempenhavam os seus deveres
como cumpria.
O' Sr. F. Oclatiino:Como excepraoe ,uo como
regra.
O Sr. Taques:Eu reconheco que na rragistralu-
ra ha definios e vicios, e estou prompto a concorrer
com os poderes do Estado para que esses vicios se-
jaui exlir|>ados (apoiados), mas quero que se res-
peilem todas as instiluic,Oes, e nao posso concordar
que a magislralura do meo paiz lenha (hegado ao
grao de avliaraenlo e ignorancia que suppoz o no-
bre depulado. O nobre depulado sahio da magis-
tratura para esta casa, autes mesmo de porteocer a
esta casa, desdequeprincipiou acarreira da magistra-
tura foi hornera poltico e depulado ass.'mbla da
nossa provincia.
Sei, senhores, que os homens superiores lem bas-
tante liexibildade e podom abranger todas ns carrei-
ras, preenebendo bem os deveres que a ellas se l-
gam ; nao quero pois fazer compararles .;om o no-
bre depulado, mas se, como diz o poela, parra maq-
nu componere licel...
O nobre depulado foi tambe juiz, enlaosoubca
par das conveniencias polticas nSinler o cumprimen-
lo dos deve.es da magistratura, elle aoubc alliar o
carcter severo do magistrado s maneiras do caixe-
T> *** amabilidadc que elle possue, e que liontem
da llura emquesearlia exprobrava aos seus colle-
gas, ou, como disse, nao sei se por desde m ou sau-
dade a seus amigos collegas : como pois quer o no-
bre depulado smenlo para os seus autigis collgns
" papel de rudes c inlralaveis Radamanlhos Como
o nobre depulado llies faz tanla injuslica'!
So sao poucos os homens com os quaes a nalureza
IAo prodgameule reparte os seus dous como com o
nobre depulado, comtudo no que diz respeilo i pro-
bidade, ao zelo no cumprimenlo dos seus deveres,
dighidade. raudos desses antgos collegas do ntjbrc
depulado nao Jlie cedem nuda ; nflo Ihe ceden) nada
em senlimenlos de honra, no senlimenlo de dever.
(Muitos apoiados.)
mavoz: Muilo bem, Sr. Taques.
O Sr. Araujo Lima :^-0 ma'issao trio
posicao. JS
O Sr. Taques: -^Eu, senhores, nao lenho ra-
zyes unda seuao r ra volar pelo projecto. cnnlcm-
.-plandn maiieici arque procede o govorno do mCii
paiz ; nao jul-'o, cVJo disse o nobre depulado, queo
governo se propmili.Tlkprciniar e a acorociar us miios
e a perseguir os bons. (ipoiaJos.) Nao vejo que o
governo laca outros esforcos que iilio tnliam por
lim a perseguirao do crime e a animaco dos bous
Teilos. O nobre depulado mesmo apresentou dislo
exi'inplos quando clou o procedimenlo das aulorida-
iles superiores das provincias do Maranhao, do Piau-
Iiy e das Alagas, ainda ha pouco goveinada pelo
tneu nobre amigo que hoje he presidenle Je S. Pau-
lo, e ten-Jo frente da sua polica o dstincto depu-
lado pela provincia de Pernambuco. Vejo que todos os
esforcos do governo te dirigeDi perseauirao do cri-
me e ao reslabelecimento da moralidade publica.
\Apotados.)
O governo, pois, procedendo desla maneira s po-
de tornar-se digno dos louvorea do paiz u do apoio
do corpo legislalvo, a tem dreilo i maii completa
conhanca nesta materia. (Anotados! Muito bem,
muito bem!)
O Sr. Sayio Lobato combateo projeclo, con-
cluindo o seu discurso nos segunles termos :
A lei de 3 de de/.embro, sustento eu, atiende bem
as circunstancias do paiz ; se o nobre mililitro cui-
dar, como Ihe cumpre e como he lo capaz de cui-
dar, da boa execocao desla lei, muito lera feilo pe-
lo paiz, Sr. presidenle. E aqu cumpre accrescen-
lar que a principal larefa do governo he a execucao
da lei.
Eu cntendo que mais camprc que o governo
cuide da execucao fiel da lei, do que Ir?lar de co-
gitar reformas ; ainda com as melhores inlencfies
urna reforma ho sempre cousa muito arriscada. (,/-
poiadot.) E quando, Sr. presidente, por assim di-
zer, se converge toda a altenc.vi na reforma, e neslc
empanho de reformar ao menos de palavras, desde-
nha-|, desmoralisa-se o qu csl em vinur (o cora-
c3o humano he assim feto ) a conseipiencia he
que naturalmente nflo se cuida bem da execueno.
porque os defTeitos, os vicios do que csl em xe-
cutao sflo outros tantos argumentos que serven! pa-
ra sustentar a reforma pretendida...
E o repito, Sr. presidenle, a le de 3 de dezembro
he por emquanlo satisfaloria ; bem ejecutada ella
servir.
E nem se diga qoe he misler que ahuma refor-
ma se faja |ior isso que de todos os paildos parle
um grito que reclama essa reforma ; nflo, Sr. presi-
dente, ua quadra actual nflo ha mais cssii fervor.c--
se enlliusiasmo de se provocar reforma. i muilo me-
nos reformas desla nalureza, que a mcu ver nem
salisfazem as condicoes do serviro, nem attendem
mesmo s asprajfles de qualquer parciilidade pol-
tica.
Ttnhb sobre esse prcsupposlo do nobre ministro e
do nobre depulado que acaba de fallar relativamente
;i esla materia, o lesleinunho de urna autnridade que
nflo pode ser repellida por (suspeila, de urna au-
loridade que he verdadero orgo desse partido clia-
roado liberal.
O nobre senador por Minas o Sr. Vcigueiro dc-
clarou no senado que ja nao quera reformas, qoe
elle e o seo partido nao reniinciam a da de refor-
mas, requera o pedia ao governo somcnle a boa e
decente execoeflo da lei ; elle odise. Se. presiden-
*, e eala auloridade nSn pode ser repelida como
orgflo menos legitimo do chamado partido liberal.
Porlanlo, stnhores, faremos um bom servico ao
paiz. alinderemos boa adminislracao da Justina,
se por esla vez deixarmos de aceitar" o projecto da
reforma proposla, pedirmos ao nobre n inistro que
envide lodos o, MU8 wrorOs, que envid,; toda a sua
recohecida illustraao, toda a sua benfica influen-
cia, para que a le ,k 3 U(, dezembro c disposiees
vigentes sejam bem eQelmeule execuUdjs. bem, muilo bem.
A diacussaO fita adiada pela hora.
O Presidente marca a ordem do dia, s levanta a
essao.
29 ,
Pelas onze horas da manhaa nao achando-se reu-
nido numero legal de membros, o presidente decla-
ra nao haver sesso.
ieas de op-
ITO'AMBIM
C01ARC1 DO CABO.
Ipojaca 13 do agoato.
Que te crea nos feitiro cousa* feitv, nos que-
hraiUO, olhaiot, espiihellas cnidas, sangiie lo-
mado com palacra;, hendeduras, .rarie* de abrir
portas, agouros de corujas, peitiras 1 de gallos,
quando cacarejam eomo gollinhas.... Um um pas.
se; dizia eo anligamenle; mas, contincava:crcr-
se no somnambulismo, no magnetismo, nos elfoilus
quas fica sem um olho, porque, applicando cu os
ndices sobre as palpebras da pobre, dei um cochilo
com lana vonlade, que a nflo ser 11111 grito rachado,
que deu a nobrezinha, eu Ihe lena sem duvidaalgu-
ma applicado a substituirn ja pena de morte de
Sugcne Sue.
Desadorei das experiencias, que urna me deu uao
pequeo prejuizo, e a oulra ia-mc sendo funesta.
Seja porque eu tinha nao pouca vontade de ver
um somnmbulo, por iso que ambiconava velo,
para crer; seja porque havia cu assislido a um pe-
quenoserao, 011 le se Iratoii dos sonho, dos somnm-
bulos, do magnetismo, ele., o cerlo he que live
em urna das noiles p.vsadrs um souho tremendo;
tremendo nao porquefosse horrivel, mas porque cau-
so.i-me graves sensacos, fez-nie^uareinbical.epoz-
mc decididamente acabrunhado.
Elle he bastante longo, ou antes, bstanle minu-
cioso, c semeusnon leva fuerilpretendo" conta-
lo limlim porlimlim.
Prcpare-se Vine, para oiivi-fofqie cu principio,
recomend o mais pos.ivel o/hieu espirito, e evo-
cando em alias votes minha ihemoria.
Eu teria, pelo que me parecen, dormido poucas
horas, quando por encaiito fui Iransportado um
vasto edificio de enormes prnporcoes, com immen-
sas abobadas e zmborio immenso. Havia no fun-
do inlerior desse edificio sganle um (hrono, cujo
estrado eslava asentado sobre um tpele de pedras,
cuslosamcnlc trabalhadu, e lisadas umns as nutras,
que mais pareca um lindo tocido de Ifla de mil co,
res. Ahi se va o quarlozo, chrislal de rocha,
col, sibx, calcedonia, gatas, cornalinas, ouix-sar-
doniz, cachoulanguia, prasio, o jaspe-bratico e de
diversas cores.
Era o estrado formado, como do urna s pedra:
de silca, alumina, masnezia, barvlcs stronciana,
zirconia e gl\cina, que ludo bem compaclo s dei-
xava ver mu hft>\rintho de veas coloridas, demons-
trando, cada qual, una qualidade mais 011 menos
avullada de pedra.
O Ihroiio era perfeilameulc trnhalhado (sem arle)
com o diamante, rubim, saphira, esmeralda, a-
menlhisla, agua-mariiiha, chrvsolila, graualda e Ja-
cnlo.
_ A cadeira do llirouo era de todos os mclaes co-
nliecidos, sobresahindo pelo sen brillio o 011ro c
prala. e a platina.
A coberla ou cunula do docl era de arga, la-
pislasuli, amianlho.
O porphiro, o alabastro o granito e o marmo-
re formavam como relevos pelas burdas da cpula,
ou colierl.i do docl.
Eslava iicsligenlcmculc repimpada sobre a ca-
deira do throuo urna mairoiia, quo denolava ler
seus iOannos,masque realmente linlia para mais de
sesseiita ; demasiado nedia, de mmeiisas bochcehas,
rubicundas com coviulias, de oliuhos vvssimos, c
suinmameiile pciielranles, e e abandonados sobre os hombros c cosas em grossos
canudos. Traja va simplesinenlc;uin saiole de pelles
de aiimaessilveslrcs. Ornava-lhe a fronte, um pou-
co j rugosa, urna sorda do ranha, e servia-llie de
sccplro um rajado ,1a paslora. As mos cratn linas
e mimosas; o corpo obeso; os pos rudes e eres-
lados, ilavia o quer que de caprichoso uesse com-
posto ; de audaz nesses olhinhos de vbora, c de
bondade nessa boquinha sempre graciosa, sempre
risonha. Ueixemos por um momento esse dolo,
mulher, ou fada, o continuemos com dcscriprfln
fabulosa desse edificio, que mais se meassemclha\a
em souho, orna regiflo inliuda, que quanto mais en
a miraya, mais se alongava minlia vista.
As gigantescas abobadas eram formadas de todas
as plantas couhecidas entre as quinze classes dos vc-
getaes: desde os cogumellos, cuja germina cao, e
fruclficacao s bem pode ser vsla pelo microscopio
al as plaas apinhosas o leixo, o ariprcsle. o
zimbro, o pioheiro, e cedro do Lbano. Pousavam
sobre essas abobadas verdes e ramosas, c enchiam o
grande espaco com seus variados canfos, lodos os
passaros de bico espesso o canario, pinlasilgo,
viuva, pardal etc. Os de bico revirado na exlremi-
dade andorinha, gaivflo (gaviao) ele. Os de bico
chanfrado para a parle de sua extremidnde Zor-
zal, e melro ele. Os de bico simples, inleiro e de-
licado rouxinol, regolinha, cochicho, pombo, ro-
la etc. Todas as aves gallinceas domesticas pa-
vo, per, gallo, faizao etc. As gallinceas silves-
tres plras, abestrus, codurnis ele. Todas as ri-
beirinhas Groo, cegonha, mararico ele. Todas
quo (cm os pes empalmados cisne, ganso, palo
etc.
Passeavam por debaixo dc.-sas abobadas-todos os
animaes fissipedos o homcm.io macaco, o pre-
suicoso, o lopera (que Coincidencia cm cerlos ani-
maes homens ? ) o lcao, o ligre, o urso. o lobo, o
cao, alebr, e o camello ele. Os solpedos ca-
vallo. jumento, burro ele. Os bisulcos de cornos
simples boi, carnciro, bode, camurra ele. Os de
cornos ramoso* servo, ronno, corra ele. Tamhcm
vi o morcego, o trcheco, a plioca, eo lean marinho.
O zmborio era de um azul diaphano, onde esla-
va engaslado o sol, c nina infinidade de estrellas fi-
xas. Em roda do sol giravam cm tomo de si Sa-
turno, Jpiter, a Ierra, Venus e Mercurio (que mi
applicacAo se faz a cerlos homens, dcsle planeta !)
Vi lambem a Ina girando,em roda da Ierra,e mais
dezesete satlites cm torno rie^.Jpiter, Saturno, e
ins. Tambcm l estavam cni~neu_giro quatn
anjinho, senhozinho, e oulras poucas vergonhas,
ue sempre abu sei. Ora! eu Coito um anjinho !
,ra o cumulo dos insultos. Nao para aqui o ultra-
je : ouv perfeilamonle dizercm : faze a papa, que
sanlinho o que lem he Tomo !e logo urna criouli-
nha loureira diier : minha ama, he preciso, que se-
ntid mame primeiro------ecu.meu amigo, vi essa
prelume applicar-me aos labios um peito lustroso, e
prelocomo a boeherlia de urna gui repolhnda.
Omzmorde-lodraiva, que eslava; mas ondeos
denles : Vinguei-me em chpalo. Ainda nflo ces-
saram os mens marltrios.
Uespiram-rae ; oh"! grande ultraje grande ullra-
je I fcu, com o Turar que eslava, e vendo-me com-
plelamenlo impotente, surri-mecora esse sorriso de
desespero tao commum ao liomom de lirios quando
se v vilipendiado, e que em conlineutc nflo pode
desabaar-se. Fzcram-me pular a forra, e depois
de, ao ullimo poulo zombarem de mioha boa f, la-
varam-me, c depois eiifacharani-mc emuns pannos,
que os repulei cordas cun que ligavam-me as per-
nas, vesliram-me urna langa de casemira vermelha,
pregaramme com filas urna Inuea na |cabera,e de-
taram-me Desse berco fatal, que me impedio a fuga.
A ininhaallii-ea.) linlia chegado ao seu zenlh, epa-
ro nao ver mais o que mefaziam de humilhaces fe-
chei os olhos. e dorm aosom de urna voz vibrante,
e horrivelmenle harmoniosa, que assim eslribi-
Ihava :
O menino quer dormir,
O soinninho nao quer vir.
N3o sei quanto lempo dorm, o cerlo he, que quan-
do arordei j sallava ludo :muilo eiigraradinho !
era s o que me diziam, ao que cu co'rrespondia
com oulras gracinhas, queallrahiam as beijocas das
velhas (que muilo nojo me causavamie os psics ".'
senh, venha c ? !das mocas, que me punham j
bem cuspidinho....
De ludo me esqiicc: da mulher do Himno, do
mcu paisado tormentoso ; emfim, o pretrito tinha
lano peso para mm como o futuro a alguem.
Iassaram-se assim oieus das : cu lnha j 7 an-
uos, quando cm urna bella tarde de um domingo,
que eu brincava em um valle, montado em meu
carncirinho, cis que apparorcm, nao sei de onde, 2
mulheres : urna (digo-Ule eu) era a mesma senhora
nalureza, e a oulra era una rapariga alta, morena,
e de phisioiioma severa, inda que bella.
Nao me condeces".' Oisse-mea vetha.
Nflo, minha senhora, Ihe respond..
Pois bem ; eu l'o entrego menina, disse ella a
rapariga, e sumise...
Eu quiz pasar pelo cabinho do carneiro para sa-
far-nao da lal rapariga morena, que licnu rom fronte
a mim de bracos cruzado', mas ella logo que vio a
minha dispnielo dlste-me com allabilidadc.
Pequeo, ouve-me por momentos.
Eu saMei do animalzuho, c assenlei-mepara ou-
vi-la. Ella disse-me pegando com agrado em mi-
nhas mflos.
Minha irmaa mais vellia acaba de le me rc-
commendar.
E quem lie Vine, infla que mal porgante'!
Eu d'ora cm (liante sou comligo.tcns 7 annos ;
he a dada propria. Toma cuidado ; eu le arompa-
nharei ou at o tmulo, ou at qu^ndorlua vclhice
for tal, que nflo precises mais de mim, ou enlflo
quando (o que Deoo le livre) endoudeceres. Eu son
a razflo...
Bejei a inflo, que ella me eslirava, c ella prosc-
guio.
Elais no mundo, mas nao conheces o mundo
ves os homens, e as cousas, mas nflo sabes o que sao
os homens c as cousas. Eslais resolvdo a entrar no
verdadero coiilieeimenlo do mundo "!
Ora se eslou respond muilo contente, c me
levantando aos salios, como se en fosse entrar em al-
guma roda da senhora viuva. ou que o mundo fos-
se alguma cousa de comer, ou tetca, com que brin-
easse.
Pois vem, que le re mostrar o inundo, dis-
se-me com graea 1 rapariga pegaudo-me no braco,
c encaminhando-sc para o alto do moute, cm cijo'
valle eslavamos.
E o meu Cazuzinha ? Pcrgunlei.
Qual Cazuzinha, rapaz !! Me' pergunlou com
enfado a mora, a quem cu tinha feilo parar.
O mcu carneiro ?
Deixa-o.
E, eu lirei o cabrcslinho do animal, que corran
aos pufos para o rebanho.
Subimos o monte, e 110 cimo dellc asscnlamos-
nos. Eu era um oulro. Depois, que guardamos por
momentos algum silencio me fallou t moca Iri-
gueira :
Vos o mundo ?
Eu corr com a vista em roda e nada vi:
Nflo vejo o mundo, llie respond.
Entao ella aponluu para urna cousa, que aolouge
va, e disse-me :
Vs ?
Vejo.
O que ?
lima eapocira de gala gur se arranham uns
aos outros.
lie o mundo... c que mais ves ?
Selc rallos negros, que daiisam, e dilo figas
aos gatos que se dilacerara.
i Sao Qssete neceados morlaes, que dansam e
planetas modernos Cores, Pallas, JulefVeslatfjP S'oram-sc de sua obra...
Para o lado direilo eslavflo divididos cm turnias, ~ i'ePilr'1: o que observas mais ?
secundo suasclasses lodosos insolos. desde o coleop ".' l'ero pirlampo, al o opl'ero piollio. Para o ladia "_' QOU!rOi 00 OUlrot...
esquerdo estarn! fgaalmonte arrumados por"
MU ordens a-larlarngas, os sapos, as raas, os
erocodillos, os lagartos, e (odas as cobras, eviborar
de lodos os paizes.
No cenlro do edificio cstava o ocano com todos
os seus hebilanles aquaticos. Circulavam-lhc os cs-
Ireilos, os golfos, os lagos, os rios. os estanques, os
pantanos, os continentes, as ilhas as pennsulas, e os
islhmos.
Sopravam furiosos, e com medonho ruido o norle,
o su), o este c o oeste.
Vi aqui e acola, monles. vales, penhascos, plani-
cies feriis, e dcserlos ridos.
Tambem vi com terror indisivcl cerlos montes,
ue vumilam chammas, como o Vcuvio. o Elua. o a
ca ele. .-uvio, u dio, o ^. Katos,que se arranham sem compaixao, tendo em
L eslava em nm dos angalos do edificio, a dirc-

masico-l'abulosos da
gica... nao cre; sao parles'com" o" refute. Niu-
guem (ligadesle pao nflo comerei, dpila agua uto
beberei-qoe mais tarde ou mais cedo nao coma
desse (lo, nao beba dessa agua.
Ouvi dzer, que o fluido magntico, empresado
sobre nma mesa, um chapeo, ou urna ciideira os fa
zia dansar ; nao dei crdito ; mas lente u-me o ca-
peta a orna experiencia, eo resultado? (Jma mir-
rada banqiiinlia, oniea dadiva de meu defunto na-
drnho, que morrn abintestado, que, encostada a
un canto, qual urna actriz reformada, de tres p'
qoe linlia licou s' com um, porque da minha ex-
periencia resullou urna queda, e a fraHura de la o
i'nporlanles auxiliares. Assim foi a respeito do
magnetismo. Foi meter-me a magaelis ir ama ve-
Ihinha, a lia FauHim, e o uesuccedei, A lita
la a Europa com seus eslados mais famososFran-
ga, Inglaterra, Dinamarca, Norwega, Suecia, Rus-
sia, Hollanda, Sussa, Allemanha, Austria, Prussa,
Hespanha, Portugal, Italia e a Turqua da Europa.
Nao condeca a Polonia, nem a Hungra: dellas s
resta va o nome entre as possessoes da Russia,Prussa
eAostrin, era um esqueleto.
No ngulo esquerdo eslava a Asia com a sua Tur-
qua. Arabia, Persia. India, Tartaria c China; se-
auia-se a frica rom seu Eirvpto.Nubia, Abissnia,
Barbaria, funis, Trpoli, ,\lger, Marraros, Fez e o
Billednlaerid.
Vi lambem Gui, e Congo : eslavam muito es-
curas, por isso s pude divulgar enchames de cofres
poslos em mercadura, onde erara comprados, como
em urna fera de cavallos !
Tambem l eslava a America, qoe rcalmcnle era
13o vasla como as snas tres irmflas,|e sobre um hdri-
sonlc, que era seu, urna estrella, que muilo longe
scintillava...
Na America Septentrional vi o Labrador, paiz
que urna parle do anuo vive coberlo de gelo; o
Canad, habitado por Inglezes. e selvasens (que
gente!) Os Estados-Unidos, que desde 1770 da fi-
gas 11 Inglaterra, a America Central, o os Esladus
lUexicauos.
Na America Meridional \i a Repblica da Colom-
bia, Guiara entre os ros Amazonas, e Orinoco : o
paiz das Amazonas, o Imperio do Brasil, oh o Bra-
sil o Brasil eslava radiante mais enlrislcceo-me
bastante, por ver habitando o paiz de tantos hroes,
a minha patria commum. consideraves hordas de
selvagens ab-nins, 'emigrados l do meio dia da
Nubia !... Quesonho *
Seguiam-se anda o Paraguav, o as provincias
unidas do Rieda Prala ; o Pero, a llolvia, o Chi-
le, e o paiz dos PatagoM : que fri, meu charo, que
tremer de queixos nesta lerrinha de homens lio al-
tos, iao gordos, c eslupidos 7 ui !....
as principacs cidades da America meridional
procurei a nossa Ierra, o nosso Pernambuco; oh !
l eslava ; ora, como om sabio profundo meditan-
do, filado para a mulher do throuo, que para elle
se moslrava tao meiga em seu olhar, tao apaixona-
da cm seu corarflo : ora como um poltico sacaz,
superando as iutrisiiinhas de seus adversarios poli-
ticos; ora Tinalmeule como um joven zuerrero,
brandindo com habilidadc um sabr brilhanle, em
cujas evolures a Babia, viuva honesta, e timorata,
sorna para disfarcar cerla invejazinha.... semprelde
sondo....
Para que dei de dzer mais a Vmc ?
Vi ludo quando se lem visln. e resla ver.
Trmulo, perplcxo, e decididamenle desaponlado
empresenta de lanas maravldas. quiz vollar, e
correr, mas o que me diz ? Eslava por traz de
mim abena urna sepultura peior quiz seguir ;
nflo sei em que momento se collocou adiante de
mim um berco, que me indibia proseguir. Foi cn-
iao, que nesse estado de parto a mulher do tdrono
assim fallon-me.
Nao lentes evadir-te, velho ; l me procuras-
te, c eu sou eomligo.
Mas, disse eu j azuado com essa mulder, que
pareca diverlir-sc comigo, c quem de voss '!
Sou la infli....
Minha mai Vosscsl douda, mulher...
Sim, son la mai, sou a Satureza... ouve
bem : a Nalureza !...
En rahi dejoelhos a esle nome poderoso ; eslava
aterrado, muilo ; suava em biras, e com olhos sup-
plicantcs invocava a pedade dessa mulher.
Sers irremissivelmeule casligado. diz ella um
punco fonnalisada. Entraras para o mundo, e basta
t'lo para eu me vingar da audacia com que repelliste
o Ululo de mJ, que le quiz dar.
E, mal havia dito, deseen do llirono pausadamen-
te, c chegando-se a mim Irovejou...
f.,'la,.dpby9"'a, ? da vma"'' T,Sdbc' "'0,M- 1 ci* e mim Dos !...
fc tocou de leve com seus dednidos sobre afronte
desle seu criado, que eslava pelo que me pareccu l-
vida, e gelada : nunca vi lano medo. Mal sent
rossarem-meos dedos da lal mulkerzinha nalureza
senil umarommocAo geral cm todo o espirito.
O mcu corpo j. convulso, tremeu como o junco
verde em m.flo de minino.
Sumio-se mcu corpo : fui meldamorpdoseado cm
urna enanca de mez. Que vingauca alroz '
Procurei em muidas raaos sua anliga rudeza, s
eucoolrc urna pelle de setim, uns ervos debis e
urnas arlicolaces fraquissmaa. Procurei em m'eu
lodo ohomom rustico so achei um mennindo deli-
cado. Desesperado ao ullimo ponto urilei.cdorel e
esperneei. Ao meu desespero responderara-me com
beijos e caricias; cliatntiain-me untiulio, Degriulm,
llcpara : o que ves agora "?
Eslo dilacerando o galo dourado... cada um
ficou com o seu pcdachilio... os inais gordos lica-
ram mais bem servidos. *
E os sele vultos negros o que Tazcm '!
Riem-se.
He o que cu lambem faco.
E a ridicula largou urna furiosa gargaldada.
Eu acordei ; cs o meu sondo.
Ora. na verdade I Os solidos me parcram ser
imaaens das scenas da vida humana. Bem como ha
sonhos disparatados c eslravaganles, lambem ha
scenas em nossa vida eslravagantes e dispacatadas,
masque eu sonhasse ser o mundo urna eapocira
Na noile de 27 do passado. no cncenh Betica,
ugar denominado Pimenleras. muilo ermo e som-
torno de si os peccados mortaes, que dansam e fol-
gam... nunca pensei, pois eu nflo delirava. enem
tinha vslo durante o da capoeira alguma de gatos.
Sao ronhos.
Pcrmil!a-me, que mesmo aqui en dirija duas
palavrinhas ao meu collega, e seu correspon-
dente, o Aldeac da Escada. Eu vos saodo, meu
bom vizinho, c collega. Aldciio : a sorte de es-
criptor vos fade bem em vossa empreza, por demais
delicada. Sabei que Caminha, esse de quem me
fallis cm vossa primeira missiva, que dizes ha-
ver perpetrado um homicidio l pela vossa fregue-
zia nao est em Atalaia. La lem elle sua familia
e o que Ihe perlones, mas consta geralmcnle que
se evadir dcsic municipio. Nao vos posso afflaa-
car com sisudez o sen domicilio, porque eo nao
me quiz confiar os dons da omnisciencia e ubiqui-
dade ; o que vos posso sinceramente promctler he,
de nao guardar-llic considerarlo alguma. logo que
saina onde elle reside, se for ca por Ipojnca. Se
bem que a polica daqui nao seja rolante, com lu-
do o que chega ao seu conhecimenlo, desle.; e oulros
Tactos sao promplamenle providenciados. Se nflo
leudes confian? na polica de vossa Escada c da
minha Ipojuca. lembai-vos que ncapitflo delegado
de Rio Formoso esla em todo lugar, onde se pro-
cura por elle.
Collega, sede bem viudo. Adeos, collega. Ago-
ra nos.
Em das do mez prximo passado consta ler sido
cercado o engenho Atalaia pelo capilao Wandcr-
lc>, delegado do Rio Formoso, que, talvez mal
guiado, veio dar carra de Caminha, o qual consta
hayer-se evadido para Tora do termo. A nossa po-
lica paisana lem tra'ado de indagar, se esse homi-
cida esta por esla freguezia, mas lem sido improli-
cuas ludas as pesquizas.
I
brio, deram dous tiros sobre Miguel Texeira, e
Elias Texeira, resultando a morte instantnea do
pnmciro, e o forimenlo de um caroco de chumbo
ua lace do secundo. O subdelecado fez Velloria c
corpo de delicio, e trala-se do processo. Nao se
sabe quem pcpclruu tal alentado, porque espacen-
les nao tinliam desafTeices, e nem conlavam n-
raigos, com ludo o polcia nao tenvdorraido.
Enlre as mallas de Tapera, Ariinbi e Cachocra
eslava-se formando um quilombo, mas que leve
pouca duraco, porque o seu clieie, escravo de
um lavrador de Solaba!, foi, a estrategias particu-
lares, preso ; aclia-se no tronco de sea sendor.
Estamos em principio de plantaces de comas,
c os engenhos preparam-sc para snas moagens.
Os nossos agricultores segnem urna marcha, pelo
que parece, nm pouco errada, quando em seus en-
gendos, que lem bastantes maltas, tratara de der-
ribadas para a cultura da caima, ou da mandioca.
Enlendem, qae se nao plantaren) dous, tres parli-
dos de mallo virgem nao fazom nada, e 110 enlan-
lo, pelo que lenho ouvido dzer, desde bem meni-
no, c pouco lido, eulendo que nao obrara bem.
Sabe-sepelo que bao observado os mais abalisados
botnicosque todos os arvore.los allrahcm pelas
suas ramas, e decompoem o ar, agua, e acido car-
bnico existentes na alniosphcra. Do ar ellas se
apuderam do atle durante o da, c do oxycenio
durante a noitc ; da agua do hydrogenio durante
o dia. e do oxygenio durante ii noilc ; do acido
carbnico ellas rclem o carboneo, exalando o ox\-
genio em presenca da luz. Tal be a origen
dos qualro elcmenlos, oxvgenio, hvdrogenios
carboneo, e azle, que constiluem os vegelae.
A luz, que lem tajo erando influencia nestas dc-
compoeqOoli como se|v, parece tambem produ-
zir, como bem notou Dumeril, a rr, sabor e
clieiro dos vesetacs, pois lodo o mundo sabe, que
as plaas privadas de luz, loriiam-se brancas, ins-
pidas, e sem chero. Dcixe-lh dzer que lodos os-
les pensamenlos e mesmo palavras, que aqu hei
cxposlo, e pretendo continuar, nao sflo meus. pedi
emprestados a um folhelinho curioso, que lenho de-
baixo dos odos, mas que uando provelosa a re-
prodcelo de alguns tpicos os appresento neslc
miiida mis-iva, que, quando para nada sirva, serva
para mudar lempo. Continuemos
As arvores lambem absorvem os miasmas dos char-
cos, que searhain na sua visindanra.
He lamlicm provado hoje, que os vegetaes trans-
piram, e as vezes copiosamente ; pois em coral
tem-se calculado, que urna arvoro de dez annos,
espalha em derredor de si para mais de 30 libras
d'agua.
Eis, porque oslo agora sim, he meu' enconlra-se
sempre lamas as mallas no raaior rigor de um
vero forlc, e ardenle.
As arvores leuda igualmente a propriedade de a(-
Iraliir a "si a eleclricidade sflo como una especie de
para-raios naluraes. Alcm dcslas influencias ch\-
micas e phiscas, que as arvorc lem sobre os meteo-
ros, ellas exercem oulra puramente mecnica; assim
ellas moderam, e dimnuem inleusidade dos ven-
tos, e das chuvas. A visla disto nao ha de admirar,
que os vegeUcs e mui principalmente as malas, te-
11 liam urna immensa influencia sobreosclimas, obre
as e-iares 9,.hre a fertilidade, e salubridade da
trra. He por oslas razos, que os bosques prestara
mil beneficios ao h.uneiii, alm dos precisos produc-
los, de que o ciiriqueccm. So as malas, que postas
110 cuate das montaiihas atlrahem a si a nev na es-
lavflo fra, para no rigor do esli dar agua, que pou-
ca cade entao da alniosphcra. Sao ellas, que Ira-
zendo si as nuveus procelosas, diminucra a in
lensidade das borrascas. Sao ellas, que pela al-
Iraccto das nnvens, fazendo com que se forme pou-
ca ou nenliuma saraiva, livram a lavoura de um
grande flagcllo. Sao ellas, emfim, que ahsorvendo
o acido carbnico, e exalando o oxvgcnio, purificara
o ar, c o lomara apto a ser respirado pelos ani-
maes...........
As seccas, continua o mcu folhelinho impagavel,
quo ha un seculo para ca leem devastado por diver-
sas vezes as bellas provincias do Cear, Pernambu-
co e Baha, c que ha 21 anuos tantos estragos pro-
duziram na rica provincia de Minas,u tiverara ou-
lra origcm provavelmente para screm lio assolado-
ras, se nao o corte que tem da\ido em uossas malas
vrgens, pelo prejuizo, em que csiao os nossos agri-
cultores de as ir derridaudo pela menor causa ou
pela ambeflo !
J ve pois Vmc. que nao fiz mal em mencionar
os piucas lindas que deixei escripias, porque em
mcu liumilissimo parecer dellas se poderao ulilisar
aquclles dos senhores agricultores que enlendem,
que he 110 corte das matas, que est a produccao de
suas ierras, e coiiscguinleracnlc o seu augmento, e
prosperdade.
Urna ladeira ou monte pr. ex. csl coberla ale o
cimo por urna mala; quer-sc planlar "! Oh homcm
de Dos, corla a mala da ladeira, e deixa a da as-
scnlada para te orvalhar a planta pelo verao Nao
senhor, derriba ludo! em cima roca, no meio caima
e no talle fumo, ou arroz, so he varzea. Tira-sen
primeira e segunda folha (quando muito) e como o
terreno esteja cxposlo aos ardores do sol fica rido,
mas grila-se logo que Ierra cansada, que nao di
seuao plaa esca? !...
Temos lido oplimos das de sol, c as estradas prin-
cipian! a enchugar.
A familia e carne roiilnuam caras, e d'aqaclla lia,
muila farlura na feira, e para essa praca lem ido
cnmboxs forinidaveis della, o que me faz "persuadir,
que abundancia cun caresta de mao pronostico. O
ullimo claran da candeia de o adeos da luz.
Nao sei que Irauslorno liaveria na entrega da mi-
nd 1 ultima missiva, que leudo liojo receido os ns.do
fcu\l)iario al 8 do andante nao Uve o alegrao de ler
as iniiliaslellrinhas, que sempre meparccem bellas.
Seria urna fnrquilha do* droga*, como dizem os
meus conterrneos, se Vmc. se aborrecesse j de
me alnrar. c principalmente'nessa missiva, onde
cu eslava enipcnhado, romo me cumpria, a reclifi-
car algumas noticias, quena ulterior Ihe fiz sentir.
O canal por ondeas inhibas lettras chegam s suas
raaos he seguro, c assim nflo sei, mcu charo, que
exlraviofoi esle.... Peco-lde, que inda que tarde,
nflo a dexc de publicar, porque muilo intersa-
me, que apparceam certas cuusiuhas, que nem de
leve oflcndem.
Do Cabo nflo lenho lido noticias; o Eslevao anda
agora muito preoecupadocom a fuga dos borboletas,
e xarclas A\e .Mara!; que nao Ihe caam debaixo
do anuo ;do nascimento, e assim tem-se descuidado
de mim.
Adeos, aceite saudades de Cazuza-sarcento, que
cada vez esl mais esperto de Mugoal
Muila saudc, muito dnheiro, muito soceco longe
sempre dos alniocreves de pelas. l-\
(Carta particular.)
a
UBLICACES A PEDIDO.
Illms. Srs.Ilavendo grande necessidade de fa-
zcr-sc um apartamento na sala das sesses dojory de
senlenras, que duvida da sala commum, qoe ser-
ve de entrada para a sala livre, ficando o referido
reparlirnento ao lado direilo cm linda recia com a
parede do corredur c cidrada do quarlo da salada
frente, ficando a nova sala favorecida de luz pela
I india dooitoque fica cm cima do teldado da casa
do procurador desla cmara, e a entrada dessa nova
sala pelo quarlo da frente; tamhcm precisa-se de
urna crade na sala dassesses, que divida os jurados
do povo das caleras, e Ires grades ou vdracas para
as varandas da frente para evitar alguma "fuga de
criminosos no aclo dojiilgainento, por isso requisito
a Vv. Ss. que man.lem fazer semcldanles obras lo
necesaria*, e j foi oreada peloenceulieiro Leuldier
em 1009000 rs. No caso de Vv. Ss. nao se] jnlgarem
aulorisados para fazer css.i despeza deverao pedir
autorsaco ao Exin. Sr. presidenle da provincia
qncm vou communcar a minha requisicao; pois nflo
devo continuar a abrir sessflo dos jurados nesta co-
marca nem que se fac.am as referidas obras para evi-
tar a rontnuacaodos abusos, que estou informado,
que tem appareicdo desde nimios annos.
Dos guarde a Vv. Ss. Comarca do Pao d'Alho 19
do agosto do ISVi.lllras. srs. presidente c mem-
bros da cmara municipal desla comarca.Manocl
Tei.reira Pei-xto, juiz de direilo d"a comarca.
Esla conforme.O secretario da cmara,
Manoel Jos de Sania Anna liis.
Illm. Sr.Em solaran ao cilicio de V. S. de 1!)
do corrente, esta cmara passa a sccnlificar a V. S.
quo a casa da mesma cmara lera oscommodos pre-
cisos para as suas alribuieocs, e enleude ser quanto
basta.
. Deosguarde a V. S. Paco da cmara municipal de
Pao d'Alho cm sc*sao ordinaria de l de agosto do
1831.film. Sr. Dr. Manoel Texeira Peixoto. juiz
de direilo do termo do Pao d'Alho.Presidente, pa-
dre Francisco de Assis Souza Ramos.Bernardino
Barbosa da SiicaIgnacio Joaquim de Souza Me-
nezcsJoao Anastacio Camello Pessoa Jnior
Manoel Francisco llamos.
Esl conforme.O secretario da cmara,
Manoel Jos de Santa Anna feis.
DIA 7 DE srmil)
Eia, accorda, oh Brasil, eia levanla-te!
Crava os olhoj- iraco, he dia, he dia !...
foitfigues Lobo.
I lliimina o nosso solo,
Om raio da divindade.
Do Brasil os llhos seus
J cozam de liberdade.
No Brasil dcsd'csle lisiante.
He ludo fclicidadc.
No Ipj ranea relumboii
l'ma voz de liberdade.
Baqu'eon do despotismo,
Su'audaz perversidade,
J nao ha de que temer
Alcaneou-se liberdade.
De Cahral os lescendcntes,
Deslruclam prosperdade.
Tudo augmenta e ludo cresce
A sombra da liberdade.
Do Brasil Pedro Segundo,
Ha de sempre o mando ler,
Con suaves leis, propicias,
Ha de sabio nos regar.
Joaquim Jos Hiiijmuniln de Mendonra.
-----------i-----------
lllin. Sr. commandanle superior interino.Diz
Antonio Augusto da Fonscca. capilao da 3" rompa-
nliiado ."i." balallifloda guarda nacional desle muni-
cipio que, a llera seu,precisa que V. S. mande que m
secretario dcste commando llie certifique qual o des-
pacho de V. S. que odlcve o guarda Jos Francisco
Tenorio de Luna quando, se qiicixou do supplicanle
por ler o mandado recolder pelas fallas commellidas,
cujo despacho de de l< do mez prximo passado.
Assim pedea V. S. llie delira como quer.E. R.M.
Antonio Augusto da Fonseca.
Recite 4 do atemoro de 1851.
Paste. Ouarlcl do commando superior interino .
de setembro de \S'>>x-Guiinaraes, commandanle
superior interino.
Salisfazendo o despacho spra,certifco que o des-
pacho pedido he do theorscgiiinte :
Sendo evidente das informales do capilao da 3
companha e do 3 balalhflo, nao s que o guarda
Jos Francisco>"Tenorio de Luna, coramelleu a
nmi",l 1 de servico e cunipriineiilo de seusdevero,
segundo o dsposlo no arl. 07 da lei n. tiO-Jdc 19 de
setembro de 1850, como lambem que nflo he exacto
no que allega ein seus requerimentos, determino
aos masaos Srs. capilao, c cnminandanlb que facam
constar ao mesrao guarda que indefer o seu requer-
menlo por infundado e conlrario boa disciplina e
decoro devido aos seus superiores, c que igualmente
fai;ara rcroUier o mesmo guarda a prisaocompelenlc,
ponilo-o a minha dsposirao, afim de que fique 111 pu-
nidas (leudamente as fallas anteriormente commet-
lidas, concedcndo-se-lhe ao depois a passagem que
requer.
Qaartel do_ commando superior interino |(i de
agosto de lK5l.(:uimarae<, commandanle supe-
rior interino.
Secretaria do commnndo superior interino 5 de se-
tembro de 185i.O ecratarie,
Firmino ./ose t Olircira.
A TEKKA DA SAMA CRUZ.
Veio o sol da liberdade
Com sen hrilhoe claridade
Animar a deroicidade
Da minha Ierra natal!
Ei-los que surgem guerreiros
Nossos irmioa sobranceiro,
Supptanlando prasenteiroa
( jugo de Portugal !
Ergucslc o col allanciro,
E face do mundo inleiro.
Os ferros do rapliveiro
Sacudiste, SANTA CHUZ !
J no mappa das naroes
Os leus pomposos brazocs,
Teu nomo, heroicas eeajeo)
E a la lama re o/. !
Eis o leaoaguerrido
Portugal nunca vencido
E1-I0 que verga abatido
Da SANTA CRUZ o poder !
Roja por Ierra essa fama.
Qu'ergueu-lhe o Cantor do Gama;
Victoria u Brasil proclama
Independencia, ou morrer !
Portugal, porque ccdcslc,
Porque razo nao \enrole ?
Porque 13o cedo perdeste
Tua c'rda marcial t
Onde deixasle as memorias,
Esses Irnplinos, cssas glorias,
Essas cantadas victorias
Por leu cantor irainorlal 1
Qu'he do ten brillin, onde existe t
leu orgulho em que consiste ?
Oh I Purlugal desmentiste
A fama do leu valor !
Hoje o qus es 111 ?abalidu,
I' osle na goerra vencido !
Teu nome seja perdido
Do esquecimento no horror 1
E lu, Ierra de bravos.
Que nao sabemser escravos,
Que venecram os ignavos
M.ruines do vil Portugal ;
Do novo mundo gigante,
O leu valor se alevanlc,
E o mundo inleiro abrilhante
Da SANTA CRUZ o phanal I...
Recite 7 de setembro de 1854.
________________ /' Calasans.
Estatutos do colleglo Santo Affonso, dirigido
pelo afcalxo signado, professor jubilado aa
cadeira de geographia o historia do lyceu do
Rectfe-
Arl. |. O collegio Sanio Affoiiso te por lim a
ii-lruiccao da mocidade.
Arl. 2Ncllc eusiuar-se-dao osraosnios preprate-
nos que no collegio das arles da foculdade- de di-
reilo.
Arl. 3. Alem dos prepratenos cima, haverao
mais duas cadciras,uma de priinciras lettras, c oulra
de msica.
Arl. *. Para o ensino das respectivas materias,
serao nomeados profesaores de reconlierido me-
nte.
Arl. 5. O collegio recebe pensionistas, meio pen-
siunislas, e alumnos externos.
Arl. I>. Os pensionistas pagaran 60J>000 ris por
Irimestre, e us meio pensionistas 368 rs. sempre a-
danlados : os externos de lauro, 49000 rs. mensaes;
do primeras lettras e de msica 3 rs. ; e dos ou-
lros preparatorios 5jJ rs.
Arl. 7. O collegio nflo d roupa lavada nem cn-
gomraada aos pensionistas, c aquellos que a qui-
zerem reeeber dclle, pagarflo mais I.V^XX) rs. por Iri-
mestre.
Arl. 8. Dentro das pagas eslabelecidas no arl. 6.-
para os pensionistas e meio pensionistas, deve-se en-
tender comprehendido somenle o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, dc-
vcudii elle contribuir com mais 155 rs. por trimestre,
se por ventura quizer aprender algum outro, ao
mesmo lempo fora daquclle.
Arl. 9. O alumno urna ve/, matriculado, estar
sujcilo ao pagamente de suas mensalidadcs. deven-
do ser previamente roiumunicada ao director a sua
retirada, quando lenha de ser efectuada ; porquan-
lo o collegio nflo admille desconlo algum sob qual-
quer pretexto qac seja, nem mesmo de ferias : o tri-
mestre principiado euleiide-sc vencido pelo seu pa-
gamento.
Arl. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de seren pagas suas conlribuiccs,
segundo o eslabelecido no arl. 6.
Arl. II. Tambera nao ser conservado aquclle
alumno, que, dentro em Gmezes, se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procedimenlo repre-
hensivel e incorrigivel.
Arl. 12. O collegio fornecer sempre aos alumnos
pensionistas e meio pensionistas, alimento sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o estudo
a uoite, e hanhos vezes'na semana.
Arl. 13. As despezas com lvros, molestias e ou-
lras imprevistas serao por conla dos pais dos alum-
nos.
Arl. 14, Cada pensionista Irar seu bahu com
roupa suflicienlc de oso, cama de vento, cspeldo,
penlc, tliesoura, escovas, baca de roste, jarro etc.
Arl. 15. Nendum pensionislapoder sadir do cole-
gio a passeio, ou oulro qualquer lim, sem lcenca
do director que a conceder, ou denegar segundo
entender conveniente.
Arl. tC. O collegio trabalhar lodos os das utes
de manhaa, e (arde.
Arl. 17. Sao feriados no collegio, alem dos do-
mingos e das sanios, as quintas teiras de todas as se-
manas, em que uao baja algum dia sanio, ou qual-
quer outro teriado : os 3 diasdo eulrudo ale a quer-
a feira de Cinza inclusive; dequarta feira de Tre-
vas al domingo de Pateo*, os dias 25 de marco, 7
de setembro, e 2 dezembro, e de 15 de dezembro a
15 de Janeiro de cada anno.
Arl. 18. Tambem ser feriado cm agoste o dia de
Santo Affonso, padrociro do collegio.
Arl. 19. Para mauler a ordem c inspeccionar os
alumnos, haver um inspector que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-da atles-
lado de pramptos para fazerem seus exames onde
Ibes convier, depois de vencidas as materias do en-
sino, e jolgados habilitados pelos respectivos profes-
aores, e com audiencia do director.
Recite 9 de agosto do 185!. Affonso Jo< de
Olircira.
Approvo. Recite 19 de agoste de 1854. O viga-
ro / cnancio Henrique de llesende, director ge-
ral inleriuo.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 6 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacCes officiaes. .
Hoje nao houvcram colacOes.
ALFANDEGA.
Uendimcnlo do dia 1 a5.....11:2798171
dem do dia ti........12:1705211)
53:H9ill
Detcarregam no dia 9 de setembro.
Barca i^igleza Uenecictemercadorias.
Barca ingezaSeraphinadem.
BriguedinamarquezLouisefarinha de Irigo.
Hiato braslciroFortunabarricas vasias.
Importacao'.
Hiale nacional Fortuna, viudo da l'araiiiba, con-
signado a Antonio d Almeida Comes & C, mani-
festou o seguate :
llh.irris carne, 9 ditos conserva, 1 balanea com
braco, H arrobas e 11 libras pesos de ferro, 200 bar-
ricas abatidas, 11 velas para embarcaro, i vergas,
23 moiles, 2 percas cabo de cairo, 3 (lilas de dito de
linho, \ aaceaa estopa, 1 prumo, 1 barquinha, 6 mo-
Ibos cabo de linho, 1 dito de rame, f palollas com
correle do ferro, 1 litiga dito, B pedacos corrente
de ferro, 1 barril verniz, 2 ditos tintas, 1 dito oca, 1
boljao vazo, 10 lalas vazias, 1 mesa ; a ordem.
1 barrica cobro velho. 3 laixas de dito dilo. 1 0
vilhade dte, 42 pipas vazias; a francisco liadicd.
335 barricas abatidas; a Antonio Joaquim Vidal.
100 toros de mangue; a Pedro Valelte Kilho.
Patacho nacional ConceifSo, viudo da Babia, con-
signado a Amonio I.uiz de Olveira Azevedo, mani-
feslou o seguiule:
2volumes trastes, 1,jVi8 caixnhas c 22"> raixas
charutos, 530 saccas farinha de mandioca. 351 far-
dos tabaco, 132 saceos caf, 2,550 quartiuhas. 2 ei-
gos c 3 barricas com dita, 31 (albas foura vidrada,
3 saccas cola, 1 caixflo salsa parnllia, (i Larris lima,
2 ditas pregos, 800 mullios piassaha ; a ordem.
caixas santos e figuras de barro ; a Novaos| C.
2 barricas louca e vidros, 1 caixo bandejas c mais
gneros; ao Dr. Joflo Mara Sevp.
3 caixas rap ; a Domingos Alves Malheus.
4 caixes doce, I rcqueijflo, camisas ; a Anto-
nio Simos da Silva Coim A.
Hiale Amphilrile, viudo da Babia, consignado a
Amorim & Irmaos, manifeslou o seguinte :
1,320 alqueires farinha de mandioca ; aos mesmos
consignatarios.
CONSUMIR) liliUAI..
Reiidimcnlo do dia 1 a 5.....2:1383315
Idtm do dia 6........ 3951050
i: 163330.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rciidimeulo do dia 1 a 5.....
dem do dia 6 .,...,, .
286-3919
2I9668
3061699
RECEBEDOHIA DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 5.....4:1850002
dem do dia 6........366*146
'ir.YTiVi.S
CONSULADO
Rendimento do dial a5
dem do dia 6 .
PROVINCIAL.
2:K7I3K71
5813113
3:4538017
MOVIMENTO DO POETO
Navios entrados no dia 6.
Montevideo25 dias, polaca hespanhola Dorothea,
de 180 toneladas, capitn Tdomaz l'errer, equipa-
geni 11, era lastro de pedra ; a Viuva Amorim A
tildo.
Kio do Janeiro9 dias, briguc de guerra francez
Castador. comniandante Colier.
demlidias, brigue barca de guerra braslciro
llmame, coramandauU o 1. lenle Thomaz
da Cunda Vasconccllos.
Liverpool32 dias, galera ingle/a Saranhina, de
299 toneladas, eapilio John Tompsou Orr, equ-
pagem 16, earoa fazendas c raas gneros ; a Jo-
hiiston Pator & Companha.' ,
Ro de Janeiro20 dias, barca porlugoeza Amazo-
nas, de 203Lindadas, esplflo Antonio de Souza
Almeida, equipagem 12, em lastro; a Amorim
Irmaos.
Montevideo28 dias, sumaca hcspaniola Affonso,
de 206 toneladas, capilao Manoel Cacoliba, equi-
pagem 12, em lastro ; a Viuva Amorim & lilbos.
Rio de Janeiro15 dias, brigue braslciro Liberal,
de 207 toneladas, eapilio Joflo Mara Barbosa,
equipagem 12, em lastro; a Manoel da Silva San-
ios. Veio reeeber pralico e segu para o Ass.
Ass13 dias, brigue braslciro Lisia, de 170 tone-
ladas, capilao Bento Goncalvcs Amaro, equipa-
gem 12, carga sal; a Novaes A. Companhia. Veio
reeeber ordens e segu para o Ro de Janeiro.
S. Malheus 8-dias, patacho drasileiro Amizade
Constante, de 104 toneladas, meslre Joaquim Jo-
s datosta, equipagem '.), carga farinha de man-
dioca ; a Amorim Irmaos.
Navios saltillos no mesmo dia.
CamajagibeHiale brasileiro Novo Destino, meslre
Estevao Ribero, carga vario gneros.
Ararais Male brasileiro Capiharibe, meslre An-
tonio Jos" Vianna, carga varios gneros. Passa?
geiros, Luiz (onzaKS (te Menezes Lira. Custodio
Ribero de Guimaraes, Carlos Antonio B'racs,
lia> mundo Nonato do Menozes, Daniel de Moura
Pachaco, Flix Melquades da Silva, Florencio-Jos
de Can albo.
Liverpool por MaceiBrigue inglez Anne Porter,
capilao \V. Me. Brid, em lastro. Passageirn para
Macei. Washington Slecnn.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Elvira, capilao
Joaquim Pinte de Olveira e Silva, carga varios
gneros. Passageiros. Antonio da Silva Maia,
Joflo da Fonseca Jnior, Joflo Ra bello de Qnei-
roz.
DECLARA^O'ES.
carines al o dia 6 a noile no escriplurio da direccio
da sociedade. Os poucos bilheies de platea e cama-
rotes de terceira ordem que exislem, acham-ie des-
dej venda no mesmo escriplorio.
Principiar as 8 duras.
N. B.Dedara-se para governo dos senhores as-
signanles, jjue a 2 recita da Meduza no dia 9, he
livre da assignatura, os senhores asaignanles qus
quizerem flear com os seus camarotes e cadeiras, pa-
ra a referida noitc de 9, queiram participa-lo ao ca-
marotero, ou bilheleiro. na noile de 7, para noca-
o de os ngo quererem, poder a sociedade dspor
uciies para ss muilas eocoairaendas que ha para este
A cmara municipal desla cidade principinu
no dia 6 do corrente a 3." sessAo ordinaria deste
auno.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em cumprimenlo do
arl. 22 do regularacnlo de 14 de dezembro de 1852,
faz publico que foi aceita a proposta de Claudio
Duheux para fornercr 100 arrobas de plvora de
fuzil a 800 rs., para a provincia do Par.Secreta,
ra do conselho administrativo, para fornecimento
do arsenal de guerra.6 de setembro de 1854.
Bernardo Pcreira do Carmo Jnior, vogal c secre-
tario.
Tribunal do coinmercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se faz publico, que prxima-
mente se matriculou ueste tribunal o Sr. Joao Mar-
ques Vicgas, ridadan brasileiro, domiciliado na pro-
vincia do GramPar na qualidade de rommerciante
de grasso ralo.Secrelaria, 5 de setembro de 1854.
Joo Pinto de temos, no impedimento do se-
cretario.
Pela mesa do consulado provincial se unun-
cia. que o Irimeslc addicional docxerciciu de 1853 a
1854, espira 110 ullimo dn rorrete, recolhendo-se a
respectiva lliesourana nessa poca todos os livros
pcrlcnrenlcs a scmelliaule exercicio, para sercmex-
cculados os eofllribunles : assim pois avisa-se a
lodos que dcixaram de pasar dcimas c oulros im-
postes, que concorram a panar seus debites al o dia
ullimo do mez cima mencionado.
Conselho administrativo.
O ronsellin administrativo, em virlmlc da autor-
saco du Exm. Sr, presidente da provincia, tem de
comprar o seguinte :
Para o dospil^i resimcnlal desta provincia.
Brim fino para camisolas, lenccs, frondas e guar-
dauapos, varas 2236 ; manta linas de la 74.
8. bataldflo de infamara.
Sapalos, pares 781.
2." haialhjo de infanlaria.
CalhccismodeMontpelira); cartas de a, b, c, 20;
papel almaco bom, resmas,; papel de peso florete,
resma 1 ; paulas20 ; tinta prela, garrafas 2 ; area
prcla, garrafa 1 : pennas de ganco 100 ; lapis 50 ;
pedra de louza 10 ; crajoes de louza 50 ; .caldeira
de ferro eslanhado, para 200 pravas 1.
Forlaleza de Ilamarac.
l'.nr.tdernacao de um missal 1.
Aula dos apreudizes do arsenal de guerra.
Papel almaco, resmas 4; pennas de ganco 400;
luila prela, garrafas 6; SVnopsis da historia do Bra-
sil, pelo general Abrcu e Lima 15 ; Thesouro da
Mocidade Portugueza,ou moral em aerdlo por Roquel-
le 20 ; Tratado dos deveres do hornera por Silvio
Pellico 25; Economa da Vida Humana, por Roberto
Doesley 25 ; Resumo da Doulrina Chrisiaa 25 ; ari-
Ihmelica pralica. por Colaro 20 ; traslados de a, b,
c, 40 ; dilos de bastardo 20 ; ditos de baslanlinho
20 : carias de a, b, c, 80; tabeadas 80 ; pedras da
luuza 30 ; lapis, duziaa 6 ; caivetes 6.
Provimcniosdas ofcinas do arsenal de guerra.
Carvaode pedra, toneladas 10 ; sola branca gar-
roteada, meios 100.
Colonia militar de Pimenleras.
Resmas de papel almaco 4; ditas de dilo de peso
2; massos de obreias3; tinta prela para escrever^
quarliflios 6 ; escrvaninha de melal 2 ; smete de
armas com prenca I ; par de (nleiros de eslanho 4;
sino com porca e hdalo I.
Oliera quizer vender estes objeclos, aprsenle as
suas propuslas era carias techadas na secretaria do
ronselho s 10 horas do da 12 do corrente mezSe-
crelaria do conselho administrativo para forneci-
iiiculo do arsenal de guerra 4 de setembro de 1854.
Jos de llrito Ingle;, coronel presidente.Bernar-
do l'ereira do Oarmo Jnior, vogal e secretario.
O conselho administrativo, em cumprimento do
artigo 22 doregulamcnlo de 14 de dezembro de1852,
faz publico que forain aceitas as propostas de Timn
Mousen A Vnassa, Joao Piulo de Lcmos Jnior,
Antonio Pcreira de Olveira Ramos, Francisco Ma-
ciel de Souza, Adamson Howie & Companhia, Pa-
ln Nash, fiouza & Irmao, para fornecerem o Io,
1415 covados de hollanda de forro a 100 rs., 4816
varas de brim branco liso a 350 rs.; o 2o 447 ca-
poles de panno ahadio a !'-.-.(111 rs. ; o 3, 2 lulins de
couro branco com talabarte e molas a 14 rs. ; o
4o, 1015 pares de sapalos a 13-490 rs.; o 5, 88 co-
vados de panno azul a2i>200 rs., 293 varas de brim
para embornaes a 320 rs., 1000 covados de baelillia
branca para carluxos de arlilliara a 400 rs. ; o fio
1000 varas de brim da Russia a 520 rs. ; o 7o, 25
Pona de boloes hrancos de osso a 300 rs., 36 ditas
de dilos pretos a 300 rs. ; e avisa aos supradilos ven-
dedores qao devm recolder ao arsenal de guerra os
referidos objeclos no dia 6 do corrente mez.
Secrelaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra. 4 de setem-
bro de 1854.Bernardo Pereirafio Carmo Jnior,
vogal escuela rio.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de directjjoO convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pet bambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 30 0|0 sobre o numero
das aecesque Ihesforam distribuidas, pa-
ra levar a eileito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil cont* de res,
conforme a resolucao tomada pela assem-
bla geral dos accionistas de"2Cde setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 185 i-.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I. deM. Reg,
espectculo.
avisos martimos.
M
Sebasliao.
Sena.
Cosa.
Pinte.
Res.
Meudes.
Mootero.
Alves.
Sania Rosa^
Pereira.
Roicndo.
Amalia.
SOCIEDADE DIMHNCt EMPREZIRIA.
Brithantee pomposo espectculo.
Quinta-feira 7 de setembro.
." RECUA DA ASSIGNATURA.
Depois da chesada do Exm. Sr. presidenle da
provincia, a companhia dramtica cantar obymno
nacional pcraule as augustas efugios de SS. .MSI.
Seguir-sc-lia depois a repiesenlacao do novo e
apparaloso drama en 5 aclos, equett'denomina
0 UIFRAUIO Di FRAGATA MEDUZA.
I'ersonagens. Adores.
Pedro llernard, pillo francez Os Srs. Bezerra.
Cm emiRrado Irancez
Malheus Lonchan!, raarinhei-
ro dilo....... a
Andr marinhero da repbli-
ca......... b
Um capilao inglez ....
Ai Unir de Marsay lenle de
mariiiha.......
U Parisiense inariiilteiro.
O Champanhez, depois lia-
niel........ w
O commandanle da Meduza.
Joo marindeiru francez.
Graindescl grumete. ... i>
Um nihci.ii inglez. ...
Genoveva mai de Pedro U.
Mara rapariga educada por
l'edro........ D. Orsat.
Una enanca......
Soldados da raarinha, marinheiros francezes dilos
i nal e/es, olliciaes etc.
O 1. aclo he passado na coberla d'uina fragala in-
geza, tiualsando o aclo com um bello combale
naval.
O 2. he passado junto "ao eslalciro oude csl a fra-
gata Meduza, prxima a ir ao mar.
O 3. Em um quarlo deeslalaseni.
O 4. A' bordo da fragala Meduza om \iai;em, ou-
de se fara o teslejo-da passagem da liiliu, caiitar-sc-
liAo bcllissimos choros, c daverao varios daosados
de cahoclos, de marinheiros, de prelos, c um bello
terceto pelo Dos da lida, (oSr. Mendes,)sua espo-
sa, 10 Sr. Sania l',o>a c o engranado champauhez, (o
Sr. Slnuiciro ; finalisando o acto com o naufragio
da fragata sobre um banco de area.
O 5. e ulliino aclo passasse no meio do ocano so-
bre una jangada onde se salvaran! Varios nufragos
da fragala Meduza.
Eis o drama que a sociedade dramtica emprezaria
escoldcu paraaprcsenlarem secna no grande dia 7
de setembro, ella nAo se lem poupado a despezas c
a fadigas pessoaes, s aliiu de agrada* ao respeilavei
publico desla capital, de quem espera toda a pro-
terrao.
Para occorrer as grandes despezas que exige o
drama, a sociedade precisa vender os camarotes e
plateas por tres recitas, seudo a primeira a 7, a se-
gunda a 9, e a lerceira a 13 do correule. Na pri-
meiraesegunda reprcsenlar-se-da o mesmo drama
a Meduza, e na terceira o espectculo ser difieren-
te, sendo annunciado pelo jorual como de coslurae.
Os Srs. que cncommendararo j camarotes e Lide-
les de platea para as referidas recitas, leuhatn a
bondade de vir ou mandar reeeber os compelenies
Maranhao e Para'
com destino a estes dous porto
deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve o murvelero palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para a Babia sabe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Mara, por ter
a maior parte do seu carregamento prom-
pto ; ara do resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & Companhia, na ra
do Trapiche n. 54, ou com 0 capitao na
praca.
PARA O RIO DE JANEIRO
Segu com brevidade o veleiro brigue
nacional Damao, por ter parte do seu
carregamento prompto : para o resto,
passageiros e escravos a rete, para os
r [tiaes offerece excedentes commodos, que
podem ser examinados, trata-se com Ma-
chado* Pinheiro, na ruado Vigarion. 19,
segundo andar.
Para o Acarac segu no dia 14 do corrente o
hiato sobralensea ; para o resto' da carga e passa-
geiros trata-se com Caetaoo Cyriaco da C. sFTao
lado do Corpo Santo n. 25.
Para o t^ar, o patacho Sania Croz segu
com brevidade ; recebe carga e passageiros : traa-
se com Cachano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Sanio n. 25.
Para o Ass salte uestes 6 dias o patacho nacio-
nal Conceicao: quem uelle quizer carregar, en-
lenda-se com o consignatario Antonio Lnix de Ol-
veira Azevedo ; na ra do Qaeimado o. 9.
Para o Ass saho no dia 12 do corrale a bar-
ca brasileira aMalhilde ; quem nella quitar carre-
gar ou irde passaaem, cnlenda-se com Manoel Al-
ves Gnerra Jnior, na ra do Trapiche n. 14, ou
com o capitao Jerouymo Jos Telles,
O brigue nacional Lisia segu para o Rio de
Janeiro no dia 8 do corrente ; para escravos a frele,
para os quaes tem excedentes commodos, trata-se
com Novaes & Companhia, ra do Trapichen. 34.
LEILO'ES.
Rothe Bdoulac fazem lelao por intervencao
do corrclor Olveira por conla e risco de qoem per-
lencer. de 31) Larris de pregos avadados ; em segui-
da continuara o loilao com um sorlimento de ferra-
gens e miodezas, segunda-feira 11 do corrente as 10
horas, no seu armazem, roa do Trapicho n. 12.
OagenleOliveira far leilSo de porcSo de ob-
jeclos pcrtencenles a navio, consistiodo em velas,
vergas, pecas de cabos de cairo, ditos do linho, pa-
lollas com crtenles de ferro, linga com dilo, peda-
eos de corrales de ferro, moitdes, mesa de cmara,
prumo c liuba. rolo de cordas para barquinha, por-
cao de cordas de linho, saceos com estopa de calafe-
tar, barris com carnes salgadas de vacca e de porco,
de superior qualidade, lalas cora conservas de sopa,
e carnes conservadas, 220 barricas abatidas, 1 balan-
ea com braco e pesos de ferro, porcAo de Temiz em
barril e lalas de dilo, aguaraz, (hilas de diffarenles
cores, e muilo* outros arligos miudos proprios para
navio : sabbado. 9 do corrente, as 10 horas da ma-
nhAa, no Trapiche Novo.
AVISOS DIVERSOS.
Aluga-se os Ires andares do sobrado da roa da
Cadeia do Recite n. 30: a tratar na leja do mesmo
Antonio Joaquim Salgado declara
quenada deve aos trapicheiros e queso
compra a dinheiro.
ATTENCAO.
. O direclor da leuda da roa........ denominada__
Bella Harmona, lendo de dar breve, monslro
soir, convida aos socios para comparecerem hoje
as 11 horas da noile nadita tonda, 00 eutenderera-se
com o armador de- defames. O Pinga.
ASSOSSIACAO' COMMERCIAL BENE-
FICENTE.
A commissAo cncarregada da dislribaco da
quantia agenciada para os desvalidos prejudicados
com a innundarao de 22 c 23 de junho, avisa aos
respectivos interessados que podem procurar o re-
sultado de seus requerimentos em casa do thesoo-
reiroda rommissao o Sr. rheoiaz d'Aquino Fonseca
Jnior, na ra do Vinario n. 19, das 3 i al s
6 horas da larde, do dia lt por dianteA. V. da
Silva Barroca, secretario da commiss3o.
Na audiencia do Sr. Dr. jnix mnnieipal da se-
gunda vara, do da 9 (do corrente, tem de ser arre-
matada por venda por ser a ultima praca, urna ca-
sa terrea: sila na roa da Gloria a, 37, penhorsda
por execucao de Manoel Leocadio Mira Wanderlev,
contra Joao Vicente Ferreira Lima.
UM AGRAUECIMENTO PROMPTO.
Ao Sr. fiscal de Sanio Antonio dirigem os habitan-
tes do Mundo Novo, os mais sinceros agradecimen-
tos pela promplidao com qoe se dignou de ouvlr snas
sopplicas, mandando limpar a praa das im-
mundicies, que ahi se achavam deposiladas ; agora
resla ao mui digno Sr. fiscal, empregar snas provi-
dencias para qoe se nao continu a fazer escandalo-
samente o despejo com grave detrimento da sande
publica, e al da moral.
_ Na ra Nova aln^a-sea toja n. *, com arma-
rio : a Iralar na mesma roa loja n. 2.
No dia tp do mes de agoste desappareceram
do engenlK) Pedreculdo, na comarca de Nazaretd,
do Sr. Joaquim Manoel Vieira d Mello, os 2 escra-
vos neuros, mai e filho. Francisca com idade de 58
anuos, alia, magra e bem robusta ; e Porfirio de
idade de 26 annos, eslalura regular, cheio do corpo,
nariz, apapagurado, um pouco amarello : a levar 00
referido engenho, 011 a entregar 00 Recite a Jos ala-
ria Ferreira da Cunda, na ra do Queimado n 55 ;
paga-se com genernsidade.
O bilhele inleiro o. 1819 da primeira parte da
19 telena do Ihcalro de Santa-Isabel, rubricado por
Souza Jnior, pertence ao Sr. Panto Joaquim Telles
Jnior, negociante em Macei, o qoal bilhele fica
em poder do Sr. Gaspar Anlonio Vieira GumarAes.
Henrique Frederieo Carlos Ehrich avisa ao res-
peilavei publico, que o annuncio de J0S0 Francisco
Texeira he fabuloso, porque nada deve ao dilo Fran-
cisco Texeira, porque no dia 5 do correle mez
ajustn o annuncante snas eonlaa. e Ihe pagou lu-
do i|nanlo deva, do que se passou 1 ceibo.
No dia 9 do corrcnle mez he a ultima praca
para a arrematacSo das casas terreas, na ra do F-
gotides n. 16, e na ra da Assumpcao o. 2 ; como
lambem das casas de lapa da Boa-Viagem, urna no
Alio e a onlra no JordAo, por cxeciicAo de Miguel
Archanjo Posllramo do Nascimento contra os her'dci-
ros de Affooso Jos de Albuquerque Mello, coja
praca be no juizo da segunda vara do civel, no lu-
gar do coslume.
O cautelista Satustiano de Aquiro
Ferreira
avisa ao respeilavei publico, que o Sr. Fortunato Pe-
reira da Fonseca Bastos, eslabelecido com toja de
Li Hieles, na prac,a da Independencia n. 4, dei ion de
vender as suas cautelas das loteras da provincia, para
vender as do Sr. cautelista Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior, as quaes eslAo sujeilas a 8 do im-
poste geral nos tres primeros premios grandes.
Gratifica cao.
Urna ranada de cachaca e dous feiiesde capim pa-
ra quera lomou por arrolamenlo para guarda nacio-
nal,o nome de Luiz Jos Antones e Claudino Anlu-
nesde Uliveira, largo dos Coelhos n. 11.
Hoje 6 do corrente, pelas 7 horas
da manhaa, furtaram da ra da Cadeia,
casa 11. 16, primeiro andar, onde mora o
Dr. Vilella Tavares, urna cai\a decharao.
con tendo tentos de mai im; umtrancelim
de cabello com urna loneta, dous baralhos
de cartas etc. A eaixa he nova e doura-
da, e estava posta sobre urna mesa que
fica contigua a porta da escada : a pessoa
que de'r noticia do furto 011 entregar a
dita caiva, sera' generosamente recom-
pensada.
Quem (ver contas contra a barca ngleza
llanls, capilao G. Hipplewhele, arribada aesn'por-
lo na sua vi.ngem de Calho de Lima, com destino
para Valencia na Hespanha, nucir aprescnia-las
no consulado Britnico ate odia 11 do corrcnle ao
meio da para serem pagas, e depois desla dala nao
se ficar responsavel por conla alguma-
O abaixo assignado, havendo remellido ao Sr.
J0A0 Anlonio Villa-Secca urna carta qoe conlinha
urna lctlra do compulo de ilHjOOO.rom dala dcjullm
8, a vencer em 8 mexes. c aconlecendo ser esta di-
sencaminhada e ainda nao parar em man de dito se-
nhor Joao Anlonio Villa-Secca, avisa, ao publico pa-
ra que ninguem haja de negociar com a dila lettra.
por quanto ja sacn oulra do mesmo theor de pa-
sa rei.Joao Dias Carneiro de Albuquerque.
(i abaixo assienado declara que nontem, pelas
3 horas da larde, fra paco da quanlia de 1229000,
peto Sr. Henrique Frederik Catlos Ehricg. Recife 6
de setembro de iVA.Joao Francisco Tdxeira.
V



I
I
i
-w>
JOIS DE OL'KO.
Na ra do Queimado luja de ourivt pinli-
taila de azul n. 37, lia un) rico e variado sor-
limeulo de obras de ouro qiu o comprador,
fai vista dos preco* e bcni leilo da obra, nao
dentara do comprar, ananraiido-sc o res-
poiisabilsaudo-e pelaaualiikile doouro de
SE 14 e 18 quilalee.
S.ibbado,!) do 5m.-i.lc, as 4 luirs da l,u
porla da casa du ni,,,. Sr. Dr. jaii Municipal da
segunda vara do mel, se arrematara por. veuda um
bom sobrado de :t andares, na ra do Queimado h.
1*, poreioeueao de Bornardo Duartu Brandan, con-
tra Joao Collares Subrriro Ciolra, sua mulher e ou-
lros, he i ultima praca ; a compr; UesU proprieda-
de he muito ventajosa por ser eui una ra principal
lo cominereio o |wr llOOO-sOOO, preco da avallacAo.
l'recisa-se de urna ama para o erviro do urna
casa de pouca ramilU. que saiba cozinha : na ra
da Cadeia de Santo Antonio u. 20.
Quem precisar de um caixeiro para engenho,
o qual he eslrangeiro e entende d< fozer pao, dirja-
se ao aterro da Boa-Vista n. 66.
2 Senhores escudantes. 9
MaiioeiCissianodeOliveira Ledo,esludan-
^ le.que fui do lyceo. obtevu licenca para ensi- 9
** nar particularmente geometra e graramalica 9
I nacional, cm que se recnheceu habilitado. 9
I Eslflo aberlas matriculas de u na e outra, e W
9 coutinuarao al o lim do corrale mez. Di- 9
W rija-se qoem quizer ao paleo do l'araizu, pri- 9
9 meiro andar, unido a igreja. m
Desappareceu no da 2 do coi rente o preto An-
tonio, de najao Congo, idade 20 anuos, pouco mais
ou menos, baiio, grosso, nao lem barba, lem urna
cicatriz na cara, bem preto na cor, lem urna coroa
na cabera por ser ganhador.tem i icatrizes de ferida
as costas ja antigs, pese peru.is grossas com as
veas empaladas ; levou camisa de algodao azul, cal-
;a de quadro azul desbolada, e oulras ditas por ci-
ma ; pede-se as autoridades policiaes e capiliesde
campo a captora do dito escravo.e que o levera ra
largado Rosario a. 32, que se reompensar.
Roga-se ao Sr. Antonio Jos do Monte o favor
de levar ou mandar entregar a caixinha de ferros de
limpar denles, que S. S. pedio emprestada por um
dia, ecomo ja sejam pissados l, e S. S. se tenha es-
quecido. por isso faz-seo presente para lembrauca, o
qual saldr al a sua entrega.
Antonia ,1. da Cotia.
Aluga-se a casa grande do .itio do Cajueiro,
com lodo o sitio, grande viveiro de peixe, muilas
Inicie iras, jardim etc. ; assim corno se alugam as
casas contiguas a dita, alugam-se por feslas ou por
anno : a tratar no mesmo sitio do Cajueiro.
Fiiippe da Cosa, preto forre, de uaco Naco,
vai para a Baha.
mamo de pernamelo quinta feira i de setembro de ism
RETRATOS PELO SVSTEM
CHRISTALOTVI>0.
& Aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro
9 andar. ^
9 No estabelecimenlo encontrara;, os prcten-
9 deules um rico omnenlo de a izas, quadros, -
9 alfinetes, cassolclas e pulceiras. &
Precisa-se de um homem para feitor de um
sitio perto desta praca, sujeiumdu-.e o mesmo a tra-
balhar de enchada : no largo do Corpo Sanio n. 13.
No dia 30 da agosto dcsappa eceu a negra llo-
sa, de nacao, idade de :I0 e tantos anuos, muito pai-
vula, linha chegado oeste dia do Monteiro de lavar
roupa,. e mesmo do porlo desappareceu, seguiudo
para o Monteiro, aoiide consta viv.ir em batuques e
sambas, por isso pede-se as autoridades do lugar
de a capturar, e aos senhores capilaes de campo, a
levarem ra do Collegio n. 9, que satisfar ludo
generosamente.
Ollerece-se para ama de casa de pequea fa-
milia, homem solleiro ou viuvo, orna mulher de
maia idade, iolelligenle e hbil em lodo o servico
interno de ama casa ; na roa estrella- do Rosario u.
lo, loja.
IRMANDADE DAS ALMAS NO
RECIFE.
O juiz da i nnan da de das Almas, erecta
na matriz de S. Fr. Pedro Goncalves do
Recif'e, convida a todos os irmaos da mes-
ma irmaudade, para que compareram no'
da 8 do corrente, pelas 9 lioras da ma-
nlia, no consistorio da irniandade, alim
de approvarem o novo coni|)romisso (pie
temde reger a irmandade.
PLBLlCA&iO DO INSTITUTO HOMIEOPATHICO DO BRASIL
THESOURQ HDMCEOPATHICO
ou
- VADE-MECM DO HOMEOPATHA.
Mclliodo comiso, claro, c seguro de curar l.omreopalhicamente lodas as molcslias, que aflligctu a
especie humana, c parlicularuicule aquellas que rciuam no Brasil. "&<-". a
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
..ti. Jai'' u7 S?^rta.,italnil l,C hoje 'o"1"*' orno a primeira c mell.or de todas que Iralarq oa ID_
'uC^lfl"**_,!e-?,,,enho' ''''lotes, viajante, pitaes de navios, serlanejos, etc.,
uhu
etc., devem c-la a inao para occorrer promptamenle a qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm brochura, por.
Encadei nados
Vende-sc nicamente em casa do autor, ra d S. Francisco (Mundo Noi
ovo)n. 8 A.
loyooo
rl5000
BOTICA CENTRAL HOMCGOPTHICA.
boa mnhd'.It1nPWlw Sef Mn "a CUra da,,n'ulesli,i,s- 1' PO*a medicamentos verdadeiros, ou de
emsr sh.;LJ ,e?m ProPai"",or .la h.m...opalhia no norte, e imincdialainente interessado
u.^n^hi.Ci^M"T?,J'mo"0l?rdoT,1EWL'RO MOMOEOPATHICO mandado preparar, ,ob
p ,IZ1Z I..? .ln,Pecta;'* metlicamentos, sendo incumbido desse Iraball.o o hbil phamacenlico
dfe dedica, Lr,rPa'a,a'. "* *' P< **" Ram0S' qUC u ,e,n cc"l> 'odo zelo, leabla-
ae e dedicarlo que se pode desejar.
Un, L mil'" deS,es mc1',,C8n,eu,oa l'c alleslada por todos que os lem experimenldo; elles nao preci-
aior recommendacao; basta saber-sc a fonle donde saturara para m nao duvidar de scus pti-
mos resultados.
Lina carleira de
121 medicamentos da alta e baixa diluirn
em glbulos recom-
, e de urna
mendados no THESOURO HOMOEOPATBlC, acompahada da obra,
cana de 12 vidros de tinturas inilispeusaveis......
Dila le !)fi medicamentos acompahada da obra e de 8 videos de tinturas '. '.
Dita de 60 principan medicamentos recommenda.los especialmtnle na obra, e com
urna caua de 0 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
.... .. (tubos menores). .
Uila de 48 ditos, ditos, com a obra ,'tubos grandes)........
iv, !',.- j- (tubos menores).
Uila de .i ditos acompahada de i vidros de Unturas, com a obra (tubos grandes) .
itubos inrnnre- .
Uila de 30 ditos, c 3 vidros de tinturas, rom a obra i tubos grandes) .
iv. j \t j- .tubos menores)
Dita de 2 ililos ditos, com a obra, (tubos grandes)......
~ (lubos menores). '. '. \
lulios avulsos crandes.......
pequeos ......
Cada vi.lro de tintura......
numeVol,eTam^bondir.Carleri,S ""i**" **?** J*^? 8*)00 "' ':8 ., conforme o
numero e lamanbo dos tubos, a riqueza das .anas e d\naraisac,6esdos medicamentos.
dissimor"1"56 quae5l|Uer encomincndas de medicamentos com a maior promptidflo, e por procos c'ommo-
Vende-sc o tratado de PEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira. por. OM
Na mesma botica se vende a obrado Dr. (i. II Jalir Iraduzido cm porluguez e acom-
modada aintclliecocio do povo..... riMm
Ra de S. l'rancisco (Mundo Novo) n. 68A. ....
i A,P:ii?;Jif ae aeatngtr o Sr. mrurgmo Ignaao Alces n Silva Santos, estabeleeido na villa de Barreno.
,m satislacao de receber o Tliemuro hommopaUico, precioso fruclo do Irabalho de V. S..e lhc
a^oac'lrfprrof ? "l"Ji ^ le"!' li'l- lie l. *!" conlradicao a mell.or tanto pela clareza.com
aual dadP, p u Prt Pel" E*0 2!5 que.ndica os medicamentos, que se dvem empresar ;
sra:^e;t:cadeecT.,.'ec..:T^Ir'cla *"*** *<> f ** ^m, sa
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205000
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CONSULTORIO 00S POBRES
25 BA DO GOXtXISGlG 1 AZVDAR 25.
manl?3-,D.r.'^'mA' l;"'"> Moscn* da consultas lionieopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 boTas da
manbaa ale o meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noiteT
nupr mfX^.J8^""6"16.1'? Pra,icar q""'q"r operaC3o de cirurgia. e acudir promptamenle a qual-
quer mulher que eslcja mal de parlo, e cujas circunstancias u3o permutara pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO 10SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
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Manvoi.mTPltJ0 "h # H->hr '"''""Joem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados em dous-:......
on7P^Pm0irarar.anL,'npO.rll,.n!0 de,,od\aqetmda"homepa'lliia,iute'resi todos os mdicos que
me^na if,tP'rj 0Ulr'!la,'e ,">'"". P' proprios se convencerem da verdade .la
2T UrJZT^ lo' acudir a nn! n,,J i, !fS SS*" ''e "*V' q"e n50 PdCn' ,le'"r Uma V '"" >" Pr'9jo <*'
rl run ... !f U ri,e *" It1""'"w ". a lodo, os cheres de familia cue
pessoa dela ^i"' V" ^ I'revc"idas- &0 "brigados a prestar soccorros a qualquer
'dedTramCri.,'0T0iPa'l,a oa1l.rad"ca o Dr. Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao estudo da homeopalhia um volume grande .....
,T,. "a", S lerl"5 dc '"cdici"a- cirurgia, analomia, pl.armacia, etc., ele": oira'ind'is-
pensa\ei as pessoas que quercm dar-se ao estudo de .medicina .
ariel,ra ^ U ,ub.5 sra;',l?s dc {""**im" cbrislal com o manual do Dr. Jabr o diccio-
nano dos termos de medicina, etc., ele.....
Dila dc 36 com os mesmos livros........ .......
Dila de 48 com os ditos. '.............
8:00o
48000
WuWST'mT^* ^ "0US *^'*"^WN-k coiba'.
oaooo
4900U
09000
Dila do 144 com d.tos;":"'. .'.**.'................. innSnm
Estas sao acompahada. de 6 vidros de tinturas a'csc'olha...........
das carle^raTadliM menSdaV*1'' **""* lUr"B' lCr0 **0m*t 1800 rs. em qualquer
w,ri:i5:,^fuio^,,peque,,o,pa^a,,8ibeir............... *"
Tubos grandes avulsos .*.'.'.". '................. I8J5K
Vidros de meia onga dc tintura ...".".'.'.'.'............ Mngn
hnmpSnn|b.e,rda('^^SCb7l,pre,pa,rad0S medican""ilos "a>sc pode dar'iim psn seguro 'na pratica da
nZuem uvf-, h,SP5f'""0 *" ?to*ta liso"a de le-lo o raais bem monlado possivel e
ninguem duvnla boje da superiondadc dos seos medicamenlos.
aDromni.'sr'n.^h;'..^ iem'"C Ynda gra.'.,de "unler0 dc lub"s le crvslal de diversos tainanlios, e
mod!" qa'qer encommenda dc medicamentos com toda a brevidade c por prcOs muito coin-
Francitico Lucas ferrer
clieira de carros fnebres no pateo' do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padrea, msica, cera, ar-
maraona igreja ou em cata, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemi'xrio!
Todas as peasoas que se obrtgaram
a concorrer para a fundar d da compa-
nhia do desseccamento do pantano de O-
linda ecannalisacodo to Bebcrilic, sio
convidadas a comparecerein na sala do
arsenal de marinlia no dia "' do corrente,
a'$ 4 lioras da tarde.
Precisa-se de um criado para sei vi-
co de uma pessoa solteira, preferindo-se
estrangeiro, que nao exceda de 18 annos
de idade : no aten-oda Boa-Vista, nume-
ro 45.
saino n terceiro numero do Crato, e acha- A
se a venda na ra Nova n. 52, leja de Roaven- $
tura Jot de Castro Azevedo, enderecebem-
Me assignaluras de 800 rs. por 1 > nmeros. a
, Pede-se instantemerne a Sr. Fran-
cisco Antonio de (Xiveira, tliesoureiro ge-
ral das loteras da provincia, para que
empregue todos os esfom com a publi-
ca.-ao da lista geral no Diario de Per-
nambaco >. no dia seguinteao da extrar-
rao da lotera, como se prat'ca no Rio de
Janeiro, seS. S. quizer obrar desta ma-
nwra vera' que as loterias ho de ter
grande influencia, advertindo-lhetambem
r de grande necessidade s. distribuicao
gratuita de 400 listas para como publico,
como becostume no Rio de Janeiro, as^
sim o fazerem os tbesoureiroa. Esta fe-
liz lembranca sea' tomada pov S. S. em
grande consideracao, e gantiara' com isso
urna alta preponderancia as loteras pro-
vinciaes se assim o praticar.
Um dos inlfuentesnetejogo licito.
- I'recisa-se dc um 1 ama que soja escrava, para
todo o servio de orna casa, ou uma mulher que se-
ja capaz : na na da Aurora n. 30
- Mauoel Fcrnandes de Mello .-otira-se para fra
da provincia, e julga nada dever : quem se iu r.r
scu credor. procure-o na ra da Cruz n.7. *
- OfTerece-se um menino de idade de 11 a io
"nos, para caizeiro de taberna, de que teanrlica"
diF.ja-se ra do Queimado, loja a.n.P.'
Deniz, alfaiateranctv.
eslabelecido na ra da Cadcia do Recife n. 40 nri
meiro andar, Irabalha de feilio.
cb
Ma
Antonio Agripino Xavier de Rrito, Dr. em
medicina pela (aculdado medica da Rabia,re- &
if side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on-
m e pode ser procurado a qualquer hora para o A
ejercicio de sua proferto.
ya ra do Irapiche n. 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele: no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senlio*.
Roga-se ao Illm. Sr. Joao de S e Albuquer-
que, que se digne de fazer o favor de mandar ao pri-
meiro andar do sobrado n. 14 da ra Nova, a respos-
la que ltimamente prometiera dar antes de vollar
para o engenho, e se esquecera de fazer.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adiahta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhirnento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectarao pu-
blica anda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaoixar sua residencia, qt.e
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
Ira-aria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
PIANOS.
Paln Nash C. ncabam de receber dc Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem ronberid
aulores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
vd^Z*V 3 U COrreule' da caM d ba-
l\Z^TJ"r',a Carueiro da c,Jul'a, no
.nP m Zi **?"" d'' "0,l,e ,na l"*. alio, ver-
:i'b;s'!nt rjr ^Ke^bdb"p tcor-
quelaa chapeo de pal 1f ,! f3'11 Cora ca^"- Ja"
Na casa da fama, no aterro >l 1* ,-
rstao a venda os bill.de. e cautela, J?? ".' *?
Ibealro .le Santa-Isabel, que corro a%, lolena do
' do corrente.
A di
Bill.des
Meios
Ou artos
Decimos
Vigsimos
lJOO
^oor
2J800
1J300
700
receso da associafflo commer-
-''I Jos logias, convoca U^ os ros
parnM.narcnniSo,,,,^,,,,,,,^^^-'^
t,^':'^:8do-rre,,,e,Las-,0
.101 as da manliaa.
LOTERA do tiieatro de sam\-isabel.
Corre indubitavelmeate em 20 de
setembro do corrente armo.
Aos 10:000j000, 5:000.v000, l:0O0|00O.
O caulelista Salustiano de Aquino l'orreira avisa
aorespeilavel publico, que os seus Ulbeles c caute-
la nao solfrem o descont de oilo por cento do im-
posto geral. nos tres primeiros grandes premio,
fclles estao expostos i venda u'as lojas jconhecidas
do respeitavel publico.
Bilhetes H9OOO 10:0009000
Mcios SaSOOi 5:0001000
Quarlos 28800 2:000-5000
Oilavos 1s.s00 1:2303000
Decimos 19300 1:0003000
\1gcs1mos 3700 5003000
Anda precisa-sc de um bom coziuheiro, e de
uma prela para servir ,lc casa; preferc-se escravos:
na ra da henzala Velha n. 60, esquina do beceo du
Capim.
Champagne, a mllior que ha 110
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, caixas de 100 e de 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheiro, amado Vigario n. 19, segundo
andar.
Aluga-se o terceiro andar da casa
da roa do Vigario n. 5, o primeiro da de
n. (i da ruado Amorim, um rancho e ter-
reno doLuca, na estrada nova, pioprio
para criacao de gado, e um sitio e casa de-
nominado do Cordeir, em Sant'Anna :
os pretendentes dirijam-se a ra do Viga-
rio, casa n. 7.
Chrisma na ordem terceira do Carino.
S. Esc. Uevm. Icm dderminado conferir o Sacra-
mento da conluinacao, nos .lias 8 e 10 do corrente
mez deselembro, e nao no dia 3 como se linha an-
nunciado. as 10 lloras da maul.Aa. As csmolas serao
appl.cadas para a obra do hospital da mesma ordem:
o prior espera ..la generosidade dos bnns padrinhos
a sua apphcarao de cari,lade,-franc,o Pililo da
C osla Lima, prior.
Ainda esbi para se alugar os armazens, sitos
na ra da Praia n. 32 c 34. perlcncentes a venera-
vel ordem terceira de S. Francisco desla cidade :
quem os pretender, dirija-se ao Sr. Caelano Pinto dc
Veras, ministro da mesma ordem, que Icm poderes
para os alugar. -
Quem precisarle uma ama de Icile boa. diri-
ja-se ao beceo tapado da matriz de Santo Antonio,
n. 11. '
AOS PADEIROS.
Arren.la-seuma padaria com lodos os perleners, e
em alado de srrvn'o quotidiano ; quem della sequi-
zer ulilisar, j por arrcudamenlo, e j por onlro
qualquer negocio : dirija-se ao eslahelcriiiienlu de
Ignacio Jow Machado, na villa do Cabo.
Precia-se alugar urna preta captiva, qne en-
gomle bem: no trro da Roa Vista n. 48.
as8@ sa
DENTISTA 1RANCEZ. @
9 Paulo Caignoui, eslabelecido na ra larza y
9 do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
les com gengivas artiliciaes, e dentadura com-
pela, ou parte della, com a presso do ar.
Tambera lem para vender agua denlifrirodo
;, Dr. Pierre, e p para denles. Kna larga do _
# Rosario n. 34 segundo andar. m
IWMtt999,\ >> J. Jane dentista,
contina rezidir na ruaNova, primeiro andar n. 19.
9*: 9 O Dr. Sabino Olegario Ludgcro Pinho mu- 0)
9 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco 9
9 mundo novo) n. 68 A. w
V *fiia<|*
Aos 10:000$ 5:000.S e l:000,s()00.
Na praca da Independencia u. 4 luja do Sr. For-
tnalo, ns. 13 e 13 do Sr. Aranles, n. 40 do Sr.
r aria Alachado, ra do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir e praca da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio llaplisla, eslao venda os bi-
lhetes c cautelas da primeira parle da 19" lotera do
(healro de Santa Isabel, a qual corre no dia 20 de
setembro, cujos bflhelM sodo caulelista abaiio as-
fianado; oqual paga por iuleiro o premiode 10:0003
3:0003 e 1:0003OIM), que sabirem em seus bilhetes
Pedrinho ou o amor fraternal.
Manuelzinho dc noss^ aldvia com os seus pali-
Aiuda existe um pequeun numero desla in-
leressante obra, producro dc u.na Portuente, que
..imada do acolhirnento que tem recebido do pu-
blico juvenil, anima-se a nll'eicce-la as HlatraM-
mas mais de familia, de quem espera toda a protec-
cao. e se acha venda na ra Nova n. 32, loja
deRoavenlura Jos de Castro Azevedo a240e a 160
rs. cada eicmplar cm brochura.
Um homem casndo e agricultor, otlerece-se-a
qualquersenhor que precise de um administrador
para engenho, na qual a.luiiiiistrai;So reunir 6 es-
cravos de servico que possuc, accrescendn ler alsu-
mas Iuzes dc medicina platica, rom que pode por si
corar os escravos que adocrcrem. independeiitc de
outros gastos : quem precisar, dirija-se ra da Cruz
do Recife, defronledo chafariz, obrado auiarello, a
enlcnder-se coro Wanderle? LV I rman.
Preci^a-se para o servico de uma rasa eslan-
geira de uma ama que lave, engommc c cozinhc, pa-
ra luiiiiu poucas pessoas : quem se rna dnsGiiararapes n. :!6.
Jos Jacinlho Pavo avisa a lodas as pessoas
que lera penhoresemsua mao, de apparecer na sua
loja, no prazo de 8 dias, do contrario scrao vendidos
para sen pagamento, visto nao poder mais esperar.
Aluga-se por fasta ou animal uma proprieda-
de de pedra o cal, com commodos sudlcienles para
qualquer familia, no Poco da Panclla : a tratar na
lurdirn do Brum n. 6, 8 e 10, com o caiseiro da
mesma.
Perdcu-se no dia 31 de aaoslo para o dia 1. de
clerabro, da cidade da Victoria al o engenho das
Matas, um papel de venda de um cscravo por lime
Joao. com 3 hilhelPs de siza. O dito escravo foi
de Ignacio Miguel de Sonta, o qual o vendeu a Joao
Cavalcanti de Souza l.eao, e boje pertence a An-
tonio dc P. Souza l.eao : a pessoa que o achar quei-
ra entregar no engenho das Mallas, q-ic ser grati-
ficado, ou uununcial por esle Diario.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os bilhetes origi-
naes da lotera 20 para os reparos dasma-
trizes, cujas rodas icou de andar no dia
5 do corrente setembro ; os premios serao
pagos logo que se fzcr a distribuirao das
listas.
Jos F'crreira Alves, morador na birra de
.Sanio Antonio Graude, previne ao respeitavel pu-
blico que ninguem faca Iransaccio com uma leltra
por elle ssiguada, ao Sr. alinoel Joaquim Fernan-
des, da quanha de 3303000 rs reslo de compra dc
um escravo que u mesmo Fcrnandes ve.ideu-lbe.
dizendo ser scu legilimo possoidor, e quej est
provado nao cr, o qual llie coma que be condecido
por Manuel Candcia, c oslar presuulemcnto para
Sanio Autao.
Precisa-sc de uma Sr. honesla c de bous cos-
lunics, que di saranlia esses .|upilos, para ir edu-
car duas meninas ein'um ciiaenho, razendo-so-lbc
as vanlageus de oideiiado, meza, roupa lavada e
casa independente da doSr. de Engenho : i quem
convier procure ao proprictario desla Ivpograpbia,
que Ibe indicar a pessoa compelenlo" com quem
tratar. '
No dia 9 do correte, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz municipal da segrala vara civel, se ha
dc arremalar por venda animal a casa terrea n. 88,
sita na ra das Cinco Ponas penhorada por Joa-
quim da Silva Lopes, escrivao Molla.
AVISO EGRATIDAO'.
Roavenlura Jos de Castro Azevedo, fiado na pro-
lecco que recebeu dc se.n benignos amigos e fre-
guezes em uma grande q.ianlidade de calas com
charutos, que por um acaso comprnu em lcilao, faz
ver ao respeilavel publico, que, animado por lao
grande e pliilaulropica prolecco, dcliberou-se a ler
semprecm sua loja uma grande quanlidade dc cha-
rutos de lodas as qualidades, que os vende tanto em
porrocs como a retallio, por muito menos do quera
era outra qualquer parte, c por isso jnlsa desneces-
sano nomear os ttulos de seus afamados cbarulos, e
juntamente por quanlo os vende, porque estando os
seus freguezes scienles dos baixos precoa porque nes-
ta casa se costuma a vender, era tornar o seu an-
nuicio enfadoiibo, quandn os scus intentos he s
agrada-los e enlrete-los cora as saborosas fumaras,
que se vendcni na ra Nova n. 32.
O abaio assignado avisa aos Srs. Irapicheiros
ou a quem liverconlas comoSr. I.iuo Cavalcanti de
Albuquerque sobre a taberna, sila lias Cinco Ponas
ii. 91, e que se julgar cora algum direito na mesma
taberna,declare no prazo de 13.lias para ser em-
bolsado de sua conta, e nao o fazendo licar sem ef-
reilo. Recife 2 Francisco /lonio de Sena.
Oabaixo assignado avisx ao respeilavel publi-
co, que contiua a ensinar msica, e. dansa, lauto a
meninos como a meninas ollerccendo-se a ir passar
licau em casa assim combi.iem no aju quem de seu presumo quizer ulilisar-se, dirija-se
confronte no hospilal Pedro II n. 7, que achara com
quem Iralar.Francisco Moieira Lima.
Aluaa-sc o quarlo andar e aolSodo sobrado da
ra do Trapiche n. 42, rom exrellentes commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dilo
sobrado.
Vende-sc uma mulata moca sem vicio nenhiim;
adverle-se que vende-se para fra da pravincia :
quem pretender comprar, dirija-se ao caes do Ra-
mos n. 21, primeiro andar.
N AVAI.IIAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
$a ra da Cadcia do Recife n. 18, primeiro an-
dar, escriptorio dc Anai.slo C. de Abren, conti-
nuam-e a vender a 8(000 o par (preco fino) as ja
bem conhendas e afamadas nav albas de barba, feilaj
pelo hbil fabricante que foi premiado na ezposicao
de Londres, as ipiars alora de durarem eilraordina-
riamenlc, na se sentrm no rosto na acrao de corlar ;
vcudem-ia com a rondic> de, nao agradando, po-
.lerero os compradores devolve-las at 13 dial depois
da compra realiluindo- sa lia rica tetoui iahas para unhas, feiUs pelo me*-
inn l.i! icanlp.
TAIXAS
Na fundirn'
Amaro,
DE FERRO.
d'Amoi-a em Santo
e tambera no DEPOSITO na
na do Brum logo n entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
uta grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como trangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
preeps sao' os mais commodos.
REMEDIO XNCOMPARAEL.
de
MUERTO II0LLOW1Y.
Milharcs de individuos d todas as nacoes podem
loslcinunharasvirtudcsdcsle remedio incoiniiaravcl
quee provar, em caso necessario, que, pelo uso
dellcllzcram, lem scu corpoe mcrabros inleiramenle
saos, depois de haver empregado inulilmenle outros
Iratamenlos. Cada pessoa poder-se-haconvencer dessas
curasmaravilbosaspejaleitura dos peridicos que ll.'as
relalam todos os das lia miiilos anuos: e, a maior
parle dolas silo 1.1o sorprendentes que admirara os
mdicos mais celebres. Quantas pessoas recobraram
com esle soberano remedio o uso dc seus bracos e
pernas, depois de ter permanecido longo lempo nos
liuspitaes, oudedcviaiu sollrer a amputaran Dellas
ha muilas que havendo deivado esses svlos dc oa-
. ecimenlu, para se naosubmetlerem a es'sa operaao
dolorosa, foram curadas coraplelamentc, mediante
usodesse nrecioso remedio. Algun.as das laes ues-
soas, na efusao de seu reconhecimento, declararan)
esles resultados benficos diaulc do lord rorrciedoi
e oulros magistrados, alim de mais uten tirare ni
sua allirmaliva.
Ninguem desesperara do oslado de sua saude se
livesse batanle confianca para ensaar este remedio
conslanlcmenle, segu.n.lo algum lempo o (ralanien-
lo que ncccssitassc a natureza do mal, cujo reulla-
ro sena provar incoutcslavelmcnie : Que ludo cura'
O ungento lie til mal particularmente nos '
seguales cotos.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
matriz.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
dc olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmes.
Enfcrmidadcs da-culis em Q"eimadelas.
COMPRAS.
Compra-se urna porreo de mergulbosdc parrei-
ras dc uvas muscateis brancas, cm termos dc se plan-
tar ; quem as liver annuiicic ou Talle lia praca do
Corpo Santo n. (i, escriptorio.
Compram-se 8 porlas dc cosladinho novas, ou
ja usadas, mas com a competente altura : quem li-
ver, dirija-se ra de Apollo, armazera n. 30.
Compram-sc escravos dc ambos os sexos, c pa-
aam-se bem, as.im como recebem-so para se vender
de i-niiiiin-. ni : ni( ra Dircila n. 3.
VENDAS
iuleiros c meios bilhetes cujos vao pelo mesmo ru-
bricados.Amonio Jos Itodrigues de Souza J-
nior.
llilhetcsinleiros. II55OOO
Meios bilhetes. 59300
Quartos. 2-5800
Oilavos lj.300
Decimos. 1S300
Vigsimos. 700
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 13, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por prero commodo.
I.ava-se e engomnia-sc cora loda a pereicjlo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loia do su-
brado n. 15.
U Dr. Joao Honorio Rezerra de Menezes, Jj-
rormado era medicina pela faculdadeda Da- vi
hia, cuutini'ia no exercicio de sua profissao, na St
ra Nova u. 19, segundo andar. u

.-;
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se bullas de-panuo de iinho, lisas
c adamascadas para rosto, .lilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por prcros com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro das loterias avisa, que
achara-se a' venda nos lugares do costu-
me, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
[iracada Independencia, lojasn. e 15 ;
ra do Queimado, loja n. 59 ; Livra-
mento, botica 11. i2 ; na da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Roa-Vis-
ta n. V8 ; roa do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e jua do Collegio n. 15.
Na na Baila n. 13, precisa-sede uma escrava
que saiba cozinhar cengommar, esobreludo que so-
ja fiel : he casa dc duas pesgoasde familia.
Eduardo Power, subdito britnico, e um seu
I1II10 menor vao para a Inglaterra.
Prccisa-se de uma preta para o servico de rna;
preferindo-sc de meia idade, e dase 105000 mensaes:
a quem convier, dirija-se A ra do Queimado, loja
de fa/.Piulas 11. 61.
Roga-se a Sra. Agoslinha, que etta exislindo
em uma rasa da quina da matriz da Boa-Visla, se
ainda ndispne a ser ama de lodo o servico de nina
casa, dirija-se .1 ra do Vigario n. 1.1.
^ Precisa-se de una ama para casa dc |ioiica fa-
milia ; na ra da Senzala Velha n. 96.
Vendem-se missaes para missa, novos, assim
como uma caiiinha de desenlio c uma porfo de
pentes nuilc r,. do ar) que tudo se da muito em con-
la : quem pretender, dirija-se i loja 11. t, na ra do
Cuma*.
Vendem-se vidros com agua das Caldas da
.i.nba, ebeaada ullimamente, a qual be cxccllenle
para lodasas molestias do estomago e nutras: quem
pretender, dirija-se i botica de Ignacio Jos do Cou-
to, no largo da Boa-Visla.
Na fabrica de lellua de Antonio Cirneiro da
t.iinha ha para vender-se 50 a tOraibros muito bous,
para andames : no largo dos Coellos 11. 11.
Vende-se um sitio na estrada do Arraial, cha-
mado Csa Araarella, muito prnprio para vaccas de
leile, boa casa de pedra e cal para uma grande fa-
milia : quemo preleuder, dirija-se ra do Monde-
go, padaria n. 95.
Vende-se um sitio emS. Jos do Manguinho,
com cxcellenlecasa dc sobrado, boa baixa de capim,
porlo e gradeameulo de ferro, c lem 650 e tantos
palmos dc rcnlc : a Iralar na ma da Cruz n. .
Vendem-se 10 escravos, sendo'i molecotcs de
idade 18 anuos, de bonitas lisuras, c t escravos de
lodo servico : na ra Dircila n. :|.
. Vende-se um refe para sargento de guarda na-
cional, cm muito bmn estado, c preco commodo ; no
palco do Terco 11.7.
Vendc-se una porcao de Inven, madeira de
qualidade, por prero rommndo : na ra Direita n..
Oiiem a ver nao deixa de comprar.
A raais gorda e mlhor carne do serian viuda de
Sirid, vende-se na ra Auausta, taberna de Victo-
rino JoscCorrcia de Sa, c o scu prero -era conTornie
a porcao que quizer o comprador ; ambem ha bous
queijosde manteigainteiros e a relalho, como sejam
as libras.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca
por preco commodo : na luja de Uourgardc, rna da
Cadeia do Recife n. 15.
Vende-sc uma ovelba com cria cm Fra de
Portas ra dos (uararapes, 11. 31.
Saccas com farinha.
Vcndem-ae saccas com farinha da Ierra nova e
bem loriada por preco commodo: na ra da Cadeia
do Recife loja ... 18.
Vende-sc um canario do imperio, e urna sa-
bia por preros razoaveis. ambos canlam maravilho-
siiinenle, e dao-se para experimentar : na ra da
Cruz confeitaria 11.21.
Bom e barato
1 endem-se corles dc cl.ita de barra, dc cores lixas
a I96OO cada corle ; na ma do Queimado, loja do
sobrado amarello n. 29. Na mesma loja de cncon-
tra um completo sortimento de fazendas dc lodas as
qualidades, e por preros que agradarao aos compra-
dores.
No loja da ra do Crespo D. II, do antigo ba-
rateiro, vende-se Diccionario das flores a 160, Carlas
patriticas a 160," Direito Civil Brasileiro por Pas-
choal Jos de Mello freir a I-5OOO, sinopsis enca-
dernadas a 39000, Manual do Negociante, cncoder-
nado n 2p300, c niuilos compendios o obras que se
vcn.lem mais baralodoque era outra qualquer parle.
Farinha de mandioca.
Vende-s" superior farinha do mandioca, cm sac-
cas grandes de mais dc klqneire, e por prero rom-
modo : na travessa da Madre de Dos ... 3'c 5, qu
na ruado Queimado n.9, loja de fazendas dc Auto-
uio Luiz dcOlivcira Azevedo.
^s qnatrn cantos da Boa-Visla 11. 1, vende-se
superior carne do sertao, linguiras de ptima qua-
lidade, e por barato prero ; quem pretender, appa-
rera com os cobres.
Vendem-se l ptimas e escomidas
vaccas de leite, chegadasda serra do Pon-
tes, de pasto seguro, juntas ou a retalho ;
podem-se ver 110 engenho Poeta, perto
desta praca, e la' acharSocom quem tra-
tar.
Sarna.
SupuracOes ptridas.
Tinha, em quajquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do lijado.
_ das arlicularOcs.
Veas torcidas, ouodadas
as pernas.
Vende-se uma escrava com uma cria de I a >
mezes dc naicioa, que ro/.inha, lava e serve para
qualquer servido que exija forra, poisa lemba.-lanlc;
assim como serve tambera pata o servico de campo ;
de idade dc 21 a 22 anuos : na rna Direita n. 36,
primeiro andar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adnplado pelos
reverendissmos padres lapurbinhns de N. S. da Pe-
nba desla cidade. au^nieulado com a novena da Se-
nbora da Cniceir.lo, e da iiutiria bislorra da me-
dalha milagrosa, e.le.N. S. do Bom Conselho : ven-
de-se uniranipnle na livraria n.lie 8 da prar,a da
independencia, a Mxm.
geral.
Eiifcrmidadcs do anus.
Erupcoes escorbulitas.
I'istulas no abdomen.
Frialdadeou falta de ca-
lor as extremidades.
Friciras.
Gengivas escaldadas.
IuchacOes.
lullammarao du ligado.
da boxiga.
Vendc-sc este iingueulo 110 eslabelecimento geral
dc Londres. 2i, Strund, c na loja de lodos os boti-
carios, droguistas c oulras pessoas cncarreaadas dc
sua venda era Una a inurica do Sul, lavana e
llespanha. *
Vendem-se a 800 ris cada bocetinha conlm uma
inslrucrao em porluguez para explicar o modo de
Tazer uso dcste uiigiicnlo.
O deposito geral he cm casa do Sr. Sonm, pliar-
macculico, na rna da Cruz n. 22, cm Pernambuco.
Superior lolha de Flandres Charcoul.
Vende-sena ra do Queimado 11. 30, loia de ier-
ra sens, superior folha de Flandres Charcoul de-to-
tias as grossuras > tamaubos, por inuilo razoavcl
preco.
CARRO ECABRIOI.ET.
\ ende-sc um carro dc i rodas com i asscnlos, e
un cabnolel, ambos em pouco uso, e cavallos para
ambos: na ra Nova cocheira de Adolpbo Bour-
geos.
CORTES DE CUITA BARATA.
Cunliiiuam-se a vender corles de vestido de chita
larga, havendo sraude sorlimenlo de goslos e entre
cllcspadroes escurse decores lixas a 28000 rs. o
corte : na loja de i portas na ra do Queimado u.
10, deM. J. Leile.
Farinha de mandioca.
Vende-se em saccas grandes e por bara-
to preco : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54.
MITAATTENCAO'.
.\o aterro da Boa-Vista, loja dc miudezas n. 72,
por melade dc sen valor, vende-se para acabar: he-
zerro rancez a 25360 a pellc, sapalos de senhora e
homem, espelbos de lodos os lmannos, 4 caixas de
palitos de rogo por 20 rs., caixas dc clcheles a 60 rs.,
lapis linos a 80rs. a duzia, luvas brancas para senho-
ra a 200 rs., dilas de relroz a 610, ditas de pellica a
320,emuilos oulros ohjeclosque nao se pode aunun-
ciar.assim romo se vende a luja com pouens fundos.e
lambem a armarSo s, muito propria para qualquer
eslabelecmicnlo ; i Iralar na mesma.
Vende-se no armazem de James
Hallidav, na rna da Cruz n. i, oseguinte:
sellins ingleses elsticosesillines para mon-
tara propria de senhora, cabecadas de
couro blanco e estribos de metal branco,
lantenias de dill'erentes modellos para
carro e cabriolet, ei\os de patente para
carros, molas de 5 folhas para ditos.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Delinque Gibson:
vendem-se relogios de ouro de saboucle, de paten-
te inglezes, da mclbor qualidade e fabricados m
Londres, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanclla para forro de sellins che-
gada recentcmenle da America.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a* ra do Rangel n. 5G.
_ VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
\ endera-se velas de cera dc carnauba de 6, 8 e 9
em ', da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
las 110 Aracaly : na ra da Cadcia do Recife n. 49,
primeiro andar. ,
CERA DE CARNAUBA.
Vendc-se cera dc carnauba do Aracaly : na ra da
Cadcia do Recife n. 19, primeiro andar.
li'O CONSULTORIO HOMEOFATHICO
DO
DR. P.A. LOBO M0SC0S0.
Vcndera-sc asscguinlcs obras de homeopalhia cin
francez :
Manual do Dr. Jabr, i volumes 168000
Hapou, historia da homeopalhia, 2 volumes KicOOO
Harlhniaii, tratado roinplclo das molestias
dos meninos, I volume
A. Teste, materia medica hora.
Dc Fayolc, doutrina medica'hom.
Clinira dc Slaoueli
Carling, verdade da homeopalhia
Jabr, tratado completo das molestias ner-
vosas
Diccionario de Nyslen
Na ra do Vigario 11. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cera tanto cm grunie, como cm vellas, em cai-
xas, com muito bom sortimento c de svperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca (iralidao, assim
como bolachinhas cm latas de 8 libras,e farello muito
novo em saccas dc mais dc 3 arrobas.
Vende-se uma casa terrea de laipa com chaos
proprios, quintal cercado de HmSo, sendo de 2 por-
las, duas janellas, no lugar da Capunga : 110 ater-
ro da Roa-Vista u. 48 se dir.
Sedas.
(.ontinua-sc a vender sedas lisas furia-cores,
gosl o mais delicado que lem vindo a eta praca
E 1'? m1 PCde i*llX> r. o covado : na
'^ M?r"e"nd0' '"Ja -'" riwado amarello n. 29, de
Joe Morcira Lopes.
Vendem-se era casa de S. P. John,
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
\tnho do Porto superior engar.ali.do.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicqtes de carro.
Farello em sacras de arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e caudieiros bronz'eados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vende-se uma armacoem bom estado, propria
para qualquer eslabelecimento: a tratar nesla Ivpo-
graphia.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
siCo. feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo prerjo que em
oulra qualquer parle : na ra da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
Verulem-se 4 acees da companhia de Beheri-
bc a 305000 rs. cada uma ; na praao Corpo San-
to n. 6. escriptorio.
Vendem-se 40 e lanas saccas de alcodo mui-
lo encorpado e que foram de fai inha de Iriso : na
rna larga do Rosario n. 48.
Vendem-se 2 casaet de canros nascidos no paiz ;
na ra do Hospicio, loja de pintor n. 23, que achar
com quem tratar.
Vendem-se 2 bancos dc 14 a 16 palmos cada
um, propnos para cscadas, aulas ou irmandades : ni
ra estrella do Rosario n. 13.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Roa-Vista, defronte da
boneca n. 14.
lie chegado um novo e completo sortimento de cal-
cados dc lorias as qualidades, tanto para homem co-
mo para senhora, apoles de luslce e borzegiiins
clsticos, prclos e de cores, para homem e senhora,
meninos e meninas, e os bem conhecidos sapaloes de
lustre da Babia, e branco do Aracaly, todo por pre-
ro muito commodo, alim de se apurar dinheiro.
Vende-se um relogio do ouro, patente suisso,
conerto, e correle ; a Iralar na ra larga do Rosa-
rio, padana n. 48.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muito sila e gorda, viuda da
provincia do Ccar, pelo baralo preco de 49000 rs
a arroba cm pacoles de 4 arrobas : 'no armazem da
porta larga ao pe do arco da ConceicSo, detente da
escadinha. ^>
Vende-se saldoAssabordo do hiale Carolina:
a tratar a bordo, ou com Bernardino Jos Monleiro
& C. na ra do Queimado n. 44.
Ai que fri.
Vendc-se superiores cobertores de tpele, de di-
w*S2,COre?-\Srande8al820 rs- dilos bracos a
On., diloscom pelo a imilacao dos de papa a
1i00 rs.: na ra do Crespo loja o. 6.
Vende-se uma destilaran rompida, que diaria-
mente destila uma pipa de agurdenle, o alambique
he de cobre puro c mu bem construido : bem como
o esquema garapa, as cubas sao todas de arrarello
vinhalico, obra bem fcita e deduracao : Irata-ae na
ruada Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar.
>a ma da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
segrales vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
l'orlo,
Bucellas,
Xercz cor de ouro,
lilo escuro,
ladeira,
em raixiiih.is de uma duzia de garrafas, e a visla da
qualidade por preco mnito em coala.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
l\a ra da Cadeia do Recife n. 30 ha para vender
narns com cal de Lisboa, rcccntemeule chegada.
Tacas
chega
para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Ro\ymann, na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortiraento de taixas de ferro
fundido e batido^de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaef'acham*se a venda, por
pp*T> commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em calero
^em despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle era Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagern para o melhorainento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Co'a da Babia, de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 1G, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Loura vidrada, recebida lia pouco
da Baha, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
queile reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16. segundo andar. ,
. ~" Vcndc-ie farinha de mandioca : a bordo da po-
laca ..Cndor, ou a Iralar com Tasto Irmaos.
Vendc-se uma balance romana rom todos os
seus pertcnces. em bom Uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4.
AttencS.
Vende-se a taberna sila no Paleo do Trro n. >
com poucos fundos, ou mesmo s a armaca: a Ir-
lar na ra Dircila n. 76.
No armazem de Viceule Ferreira da Costa A
C. na rna da Madre do Dos, veudem-se bala-
las novas a 500 rs. o gigo, e ceblas a 000 rs. o
cento.
f) POTASSA BRASILE1RA.
^ Vende-se superior potassa, fa-
ft bricada no Rio de Janeiro, che-
IA gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' e\perimen-
tados: na roa da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
i05000
89000
"oOOO
69000
43000
69000
11WXI
\) Deposite de vinho de cham-
@) pague Chateau-Ay, primeira j^ hdade, de propriedade do condi
S de Mrfretiil, rna da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
i
a ciiampagne
se a 3G$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As ai i xas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil eos rtulos
^ das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Ciberlores oscuros muito graudes e eucorpados,
dilos liraiiroo cora pello, muito graudes, imitando os
do Isa, a 1100 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
\ endem-se relogios d e ouro e prala, mai
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
eposito da fabrica de Todo. o. i M hta.
Vende^e.emcasadeN.O. Bieber <5[C, na ma
aa cruz n. -1, algodao trancado d'aquella fabrica,
muitopropnoparasaccosdeassncar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
pauhia, nai praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ac de milaO sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver uin completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 10, primei-
ro andar, tem para vender diversa m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejan), quaclrilhas, valsas, redowas, scho*!
tickes, modinhas, tudo mode;
chegado do Rio de Janeiro.
Aseada d. Edwin |
Domingos Alves HaUeus lem para vendt
minio superior farinha lavada, em saccas de cinc
queras, por preco commodo ; para ver, no arma
un re Jos joaquim Fereira de Mello, nocaea da
elfandega. ^
LAA PAR* VEST DOS A 360 rs.
n ra do i.ivramenlo, loja nova n. U, vende-se
Uazinl.a de bonito.padroes para senhora e meninas
de escola a 360 o covado, vestido, de caujbraia de
?;,r.,a lw. C','r,e' c,,i,as de ore fias a 160,
180 e OO rs., madapolo muito lino a oOOO a peca,
chales de laa seda, a ootras muilas fazendas a Iroco
de barato.
Deposito de cal virgem.
Vende-se cal virgeaa rerenlemeBie chegada de
Lisboa : no armazem de vmva Pereira da Cuaba,
ra de Apollon. 8. >
Vende-se a casa lerrea da roa do Sol n 11
quem pretender, dirija-se i rna do Rangel, sobrado
o. 60.
Vende-se por precisdo om casal de escravo
sem vicio* e sem defeilo, ainda noves e bom Uaba-
Ihadorcs de cuxada ; quem os preleuder, procure-ns
na ra do Arago n. 19.
Vende-se ama boa escrava de 20 annos, de
bonita figura, eom algumas habilidades : no aterro
da Boa-visla n. 14.
.. liliINS DE CORES. .
Hnm trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, rU8IAo branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muito encorpado a 240 o covado, peca de
cassa de quadros, proprias para bibados a 2*000, gan-
ga araarella transada a 320 o covado : oa loia da ra
do Crespo n. 6.
Vendem-se cortes de chitas de booitas cores .
.000 ; na loja de 4 portas n. 3, ao lado ao arco de
Sanio Antonio.
Vendem-se 2 crnicas com bois mnito mansos
e reilos no paito, muilo em con la : a Iralar doMob-
dego, siiio confroute o Sr. Luiz Gome* Ferreira,
Vendem-se corles de chita com barra, pelo ba-
rato prero do 29000, dinheiro a visla: na rea do
Crespn. 3, loja de i portas, dolado do arco de
Saulo Autonio.
SSSF.
Acha-se a venda nos armazens de Deane Youle &
companhia, a verdadeira farinha de SSSF ramiolio.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda.
de muito bom gosloa 49000 cada um. dilos de cassa
cinta a 23000, dilos de chita tranceza larga a 3100O,
lencos dc seda do 3 ponas a 640, dilos de cambraia
combicoa280cada um : na ra do Crespo, loja
Toalhas e guardanapos de panno de linbo.
Vendem-se losillas de panno de linbo adamasca-
das para rusto a 10SO0O a dozia, dilas lisas a 149000
a duzia, guardanapos adamascados a 38600 a duzia ;
na ra do Crespo n. 6.
v CARNE DO SERTAO.
Vende-se muito boa carne do sertao por menos
preco da do Cear, em pacotes de 4 arrobas : nn ar-
mazem da porla larga ao pe do arco da Cenceicao
defronle da escadinha. ^
240 rs.
Coulinua-se a vender as melhores chitas tranceza*,
pelo diminuto preco de 240 rs. o covado ; oa loja de
Cregono & Silveira, roa do Queimado n. 7.
I29OOO rs.
Vendem-se leques de madrepernla psra seobora.
o mais superior que pode haver ocsla azendaa 129
rs. cada um, chales de relroz de 4 poutas a 168000
cada um ; na loja de Gregorio 4 Silveira, rna do
Queimado n. 7.
BURROS-
Vendem-se bons burros: a Iralar na ra do Ouei-
111,1 du-n. I vutl
LINHA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vcndem-se em casa de Foi Brothers, roa da Ca-
deia do Recie n.62, carnteisda mais superior linba
que lem vindo a esle mercado, cada carrilel tem 200
jardas.
Vende-seafarinha de mandioca mui-
to boa : no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alfandega,
oi a tratar no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapichen. 54.
49000 rs.
Vendem-se a dinheiro vista pecas de madapolo
largo, dc boa qualidade, pelo barato preco .le 49000
cada uma peca : na loja de Gregorio & Silveira, rna
do Queimado n. 7.
200 rs.
Vende-se um reslo de ehilas largas escoras, pelo
prejo de 200 rs. o covado, sarja hespanhola verda-
deira a 29300 o covado ; na loja de Gregorio &-Sil-
veira. ra do Queimado n. 7.
Veode-se um car'oeiro de sella muilo manso, e '
boniso : no aterro da Boa-Viste loja de selleiro ott-
moro 58.
Vende-se uma escrava crioula, de idade de22
annos, que lava, cngomma'-Bcozinlia o diario deluma
--sa : na ra da Praia n. 30%.
Cassas irancezas a oaQ o covado.
Pa ra do Crespo, loja da esqifta que vira par a
Cadea, vendem-se cassas frana #w de muflo bom
gosto, a 30 o covado. J*
Jacaranda' de milito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes 6
Companhia, ra do Trapiche Novo n. l,
segundo andar.
Vende-se um cxccllenle rarrfnho dc 4 rodas,
mui bem conslruido.eem bom estado ; esl esposlo
na ra doAragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendenles eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
, QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na ru* da Cruz do Recita no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre. I-
Omameule chegados na barca ingleza Faifa-
raizo. ^
Mohnos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baia,
de capim, na fundicao de D.W. Bowman : na re
do Brum ns. 6, 8 clO.
Padaria.
Vende-se uma padaria muilo afreguezida: i tratar
com Tasso 4 Irmaos.
Devoto Christo.
Sahio a luz a 2." edicao do livrinho denominado-
Devoto Christao,mais correcto e acrecentado: vnde-
se ooicamenle na livraria n. Be 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de om s panno, mnito grandes e
de Iwm gosto : vendem-se n roa do Crespo, leja de
esquina que volla para i cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
ernissimo
Mr.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-ae constantemente bons sorti-
mento* de tanas de ferro coado e latido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lmannose modelos osmais modernos,
machina horisonlal para vapor rom forca de
* cavados, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; ludo por baralo preco.
Desappareceu no dia 23 de julho pas?ado de bor-
do do brigue Simia Barbara Venceiora, o preto
inarinlieirn de m.mo Luiz, o qual representa ler 30
anuos de idade, cor fula, baiso, nariz chato, Icm
algumas marcas de bechigas, pouca barba e be na-
tural das Alagoas: roga-se portanlo as autorida-
des policiaes e capujes de campo a sua apprehenieo,
e leva-lo a roa da Cruz do Recife u. 3 escriplorio de
Amorim Irmaos que se gratificar com lOOJOOO.
Desappareceu no dia 18 do corrente o prelo
Joao, dc nasao Congo, ou Guicama, representa 40an-
uos, estatura ordinaria, reforrado do corpo, rosto
cheio, com bita dc om denle de cima, he clatele e
perlence ao casal di fallecido Norberto Joaquim Jos
Guedes. Pede-se as autoridades policiaes e capilaes
de campo a sua caplura, e manda-lo entregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess Qoeiroz Gnedcs, na roa
do Appolo n. 2, que serao recompensados: este prelo
esl.i matriculado na capitana do porlo.
Fugio no dia 28 de agosto, o prelo Antonio
Lniz crilo, idade de 40 annos, alio, cabellos j piu-
lando a branco, barba raspada, falla grosao e lem
cm uma das monhecas um lobinho pequeo, levou
chapeo de palba dos que uso os jsngadeiros e calca
e carniza de alsudAo da Bahia, quem o pegar leve a
Passagrm da Magdalena : em casa de Delfino Gon-
Calves Pcrcira l.ima, que ser recompensado,
1009000 de gralicacao.
A qhem apresenlar o moleque Alfonso, de naro
Cimqndongo, idade 20-e tantos anuos, bastante sec-
co do corpo, feicoes raiudas, altura regular, com
duas marcas de ler idas no meio das costas ; desap-
pareceu dc casa em 17 do corrente agosto, pelas 7
horas da tarde, e como nao leve motivos para fugir,
e teve sempre boa conduela, suppde-se que fosse lor-
iado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
aodao grosso e chapeo de palba eom Da prela larga-
quem o trouser ra de Apollo n. 4 A, receber a
gralilicacao ncima.
Ainda continua estar fgido o prelo ejoe, em 11
dc setembro prximo pausado, foi do Monleiro a una
inundado no engenho Vertenle. acompanhando unas
vaccas de mando do Sr. Jos Bernardino Pereira de
Brito, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de mime Manuel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um sitnal grande
de ferida na perna direita, cor prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, lera o terceiro dedo
da mao direita encolhido, e falla-lhe oquarto- le-
vou veslide caira szul de zuarle, camisa de ateodao
lizo americano, porm levou ootras roopas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda uovo e usa
scmi.rc de correia na cinta : quem o pegar lev'e-o na
ra do Vigario n. 27 a seu srnhor Roraao Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pclourinho arma-
zem de assucar n. oe 7 de Romaoi, C, que sera re-
compensado.
/ v

h
Z'-, Z r 1uebr8d o ""a verilha, barba ser-
rada, be.cos grossos, eslalura regular, diz saber ler
o ocrever, lera sido encoutrado por vezes por delraz
na ra do Caldcireiro, juntamente cora uma prela
sua concubina, que Icm o appellido de Marifcinco
res ; portanlo roxa-se as autoridades policiaes, ra-
pilaus de camiHi e mais pessoa do povo, queoau-
pit'heudaiii e levem a roa Dircila n. 76, que serao
geuerosainenle graliflcaih.s.


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i
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PEHN. : TVP. DE M. F. DE FARIA. W.
J**
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