Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01357


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Full Text
_________ ANNO XXX. H. 204.
>>

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 6 DE SETEMBRO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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fr
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DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAKREGADOS DA Sl'BSCRIPCAO'. CAMBIOS-
Recite, o proprielario M. F. de Farh; Rio de Ja- Sobre Londres 60 d/v 27 d.
neito, oSr. Joao Pereira Martins; E^hia, o Sr. F. Paris, 365 rs. por i f.
' Duprad; Micei, o Sr. Joaquim BVnardo do Men- Lisboa, 105 por 100.
doea; 'Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi- Rio de Janeiro, a 1 1 /2 0/0 de reble.
dade; Nal, oSr.JOaquimIgnacioPereira; Araca- Aeros do banco 40 0/0 de premio,
ly, oSi-.Antnia*AflicsBra!a;Gara,oSr. Vic-| da companhia de Beberibe ao par.
toriino Augusto Borge; Maranho, o Sr. Joaquim r da companbia de seguros ao par.
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos I Disconto de leltras a 6 c 8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
'* Moedas de 69400 velhas. 168000
de 68400 novas. 168000
de 4J000...... 9000
Prala.Pataces brasileiros..... 1940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos. ....... 19860
PARTIDA DOS CORKLIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury.a le28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAM \R DE IIOJE.
Priraeira s 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Rolacao, icrjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas-feiras s 10 horas..
Juizo de orpliaos, segundas e quintas s 10 horas.
!. vara docivcl, segundas e sextas ao mcio dia.
2." vara do civel, quartas o sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Sotembro 6 Luacheias 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas ,. 22
minutse 4S segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescenle 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Rosa de Vilerbo v. f.; S. Rotaba
5 Terca. S. Herculano m.; Ss. Harcenio e Gentil
6 Quart. S. Libania v. ; S. hacharas profeta.
7 Quinta. Jejum. S. Begina v. m. S. Pamphlio.
8 Sexta. Joj S. Natividade da. SS. Virgem.
9 Sabhado. S. Dorotheo m. ; S. Gorgonio "m.
10 Domingo. 14. O SS. NomedeMaria ; S. Ni-
colao Xolenlino ; S. Nemesiano m.
PARTE OFFICUL._____
MINISTERIO DA KAZEXDA-
Expediente do ala 18 de malo.
A administrador da rccebedi-ria do municipio
da corto, conimunicando haver resolvido que Jos
Joaquim Lisboa de Aguiar, seja ai mullido a pa-
gar sallo singedlo i quanlia de 'iij.'sOOO annuaes,
que Ble com|iclem como eserivao da casa da correc-
cio, e sobre tjue pagou de menos, visto o regula-
menlo de 10 de julho de 1850, nao sujeilar a
revalidadlo li lulos di: 3.' classe ,i qoc esse per-
lencc. -.'
MINISTERIO DA <.l! Itisi
Rio do Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra, em 19 de agosto de 1854.
Hlm.c.Exm.Sr.Tendo sido presente aSuaMages-
tade o Imperador o ofticio n. III dessa presidencia
datado de 16 de agosto doanno pretrito, acumpa-
nliando o que dirigir o ei-commandante das ar-
mas dessa provincia pedindo soluto sobre as se-
guintes duvidas: 1. Se anda esli em vigor o
paragrapho lerceiro do alvar de 23 de abril de
1790? 2. Qual o juizo competente para declarara
perda da patente dos ofliciaes militares nos criines
por que forem aecusados V O mesmo augusto senlioj
bonve por bem, con forma ndo-se com o parecer do
tousellto supremo militar, mandar de:larar por sua
imroediala e imperial resoluco de '2 do presente
mez, quequanlo a primeira duvida o alvar do 3
de abril de 1790, cima citado, est ;m pleno e iu-
leiro vigor, por nio ter sido at o presente derogado
por iienbuina disposicao legislativa ; i pelo que res-
peita a segunda duvida, que os ofliciacs condem-
nados ao perdimenlo do posto, ou a mais de rious
anuos de pristo pelo poder judiciario de allima ins-
tanci.i, serio privados de suas patentes- logo que for
i mandada eiecutar a respectiva senlenoa. O que
,commuuico a V. Exc. para seu cooliecimenlo c para
Wazcr constar.
Dos guarde a V. EscPedro de Alcntara Bel
legar.Sr. presidente da provincia to Par.
_ MINISTERIO DOJUARIMIA.
Decreto m. 762 de !9 de julho do 185
Declara que aos officiaes da segunde classe, lan-
o de Ierra, como de mar, compelen, quandn em
serciro, os mesmos reiicimenlos dos da primei-
ra ; e, que nesta conformidade, se lites pague
o que se lites decer pelo lempo de serciro pres-
tado.
Hei por bem sanecionar. c mandar que se execu-
Ic a seguinte resoluco da assemhtea geral legisla-
tiva :
Arl. 1." Aos ofliciaes de 2.'classe do cscrcilo c
da armada competcm os mesmos vencimentos que
aos.da primeira classe, quaudo emprcg idos cm sor-
vico iiroprio desta ultima.
An. 2. Sito llovidos o* respeclixos vencimentos.
pelo lempo de servic^flfslado, na conformidade do
artigo antecedcule^eo capillo Virgi'io Fogara da
Silva, e a te los o-.militar :s de Ierra e mar, que es-
liverrin or Ment as circumstancias.
Arl. 3.* Ficanr44jij'adas asdispnsircs cm con-
Irario. ,
Pedro do Alcntara Btllegarde, do meu conse-
lho, ministro e secretario de estado dos uecocios
da guerra, o tenho assini entendido e e\por,i os
despachos necessarios. Palacio do Rio de Janeiro,
em viole o nove de julho de mil nlocenlos cin-
coenta e qualro, trigsimo lerceiro da independen-
cia e do imperio.Com a rubrica do Sua.Mages-
lade o Imperador.Pedro' de Alcntara Btlle-
jarde.
ili|
te\ o innivenaro GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DA i DE SEIEMBRO.
Officio Ao coronel commandantc das armas,
Irnnsnii!tirulo copia do aviso da reparliCSo da guer-
ra de 16 inestnaiala se autorisaraao Eim. presidente ufo Kio
Grande do Sul, para dar em consumo i arios'arligos
pertencciites ao segundo lialalliAo de intanMiia, que
se achara encamotados no ai seal de. guerra dnquel-
la provincia, visto acliarem-se (an arligos em man
estado e serem de pouco oo oenhum va'or.
Dilo Ao inspector da llieaauraria de fazenda,
communicando que, segundo emisin ministerio da fazenda de 22 e 21 de agosto ultima,
fora oomeado para lerceiro escriptarario da conta-
dura deesa Ihesouraria, o quarto esc iplurario da
mesms conladoria Ignacio Francisco Martins, e pa-
ra pralicaiitas os cidadaos mencionados na relar.to
que reini-Ue, os quics devem procurar os seos litu-
ios na secretara do goveruo.
Dilo Ao commandantc da estacSo naval, dizen-
do que, havendo o cnsul de lfortueal nesta provin-
cia aflianc.ulo aideutidade da pessoa de marinlieiro
Fortunato da Costa, que elle repula subdilo porlu-
Suez, iipresentando ao mesmo lempo urna cerlidJo
a qual consta ter sido o referido marinlieiro malri-
culado como tal na escuna Emilia em o anno passa-
do, manjf Srnc. sem demora desembarcarlo com
guia. rlzeram-sc as necesarias commnnicarAes.
Uito Ao presidente da AssociarSo Comine'rcial
Beneficite. Tenho a alisfacao de commuuicar a
V. S. que S. M._o Imperador, lomando em consi-
derarlo o patritico procedimenlo dessa associarao
por ba>cr alarlo urna subscripc.ao para soccorrcr'os
liabilantcs pobres das freguezias do l'oco da Panella
eda Vanea, que lie.iran rcduzidos miseria, em
eonsequenria da ultima encbenlcdn rio ".ipibaribe ;
houve un sua alia munificencia por be-n dislingui-
la com titulo deBenflicenle, como cansa do di-
ploma, que nesta orcasiao remello ; para que V. S.
o fara constar :i mencionada associaco.
Dito Ao inspector do arsenal demrrinha, para,
contratar a condcelo de cern arrobas do plvora de
, fuzil para a provincia do Par, licando ;erto de que
ser ella entregue por parle do presidenle do consc-
llio administrativo quaudo Sinc. Iiouve de requi-
ailar-lh'a para o embarque. Commiinicou-se ao
presidente do cuuscllio adminislralivo.
_ Dilo An mesmo, commiuiican lo qus havendo o
E\m. ministro da marinha rcmellido, rom aviso de
2 de agnslo ultimo os litulos do wendario dessa
inspecejo tita capitana do porlo, Alcxaudre Rodri-
gues dosAnjos, recommende Srnc. ao referido secre-
tario que os mande receber na secrelaria do go-
veruo.
Porbiria Ao agente da companhia das barcas i
vapor, paramandar desembarcar os allemes Olio
Scliradiir, Ernesto llenael, (uilhcnne Plase e Leo-
poldo de Scliincliiig. que se scham bordo du vapor
S. Saieaiicr, com dejjjno ao Amazonas.
DiUA ) meaierpara mandar dar passagem para
o Maranho, por conla do governo, no vu()or S. Sof-
todor, a Clemente Vieira Ramos, que leve baixa do
servico do exercilo por doeo c.
DilaAo mesmo, para mandar Iransporlar para a
provincia do Par, no vapor S. Sntrador, ao meslre
de o.usica Manuel Pcreirada Silva Serzedello, de-
vendo n importancia da sua panagem ser paga na
mencionada provincia. Communicou-sc ao E\m.
|ircsidcnli: duquclla provincia.
DiliAo mesmo, retoinmcndando a c:ipcdicao de
sitas ordem, para que o commanilanle do vapir S.
Salradcr receba a seu bordo, c transporte para a
provincia do Par, a disposiclo do respectivo Exm.
presidenle, os objeelos que livero iusperltir do arse-
nal de marinha de enviar para alli.
DilaDesoneraudo, do conformidade com a pro-
posta do chefe do polica de I" do correle: I. 69i, ao
cidadao Joiio de Azevedo de Araujo Pnhcro, do car-
go de (iitidclcsado da rceguezia de S. Lourenco da
Malla, e nom;ando-o para o de sulideleRido d'a fre-
gancia da I.uz do lermo de Pio-d'Allto, e para os do
supplenle do mesmo, aos cidadaos abiixo decla-
rados :
1 Antonio Brailino de Hollanda Cavalcaili.
2 Manuel Carnclro do Albuqnorquo.
:) Jos Ferreira Gomes daSil\a.
4 Mantel lldro da Rocha FalcSo.
5" Joito Dias Carvalho de Albuquciquc.
6 Ignacio lo Reg Barros Pcsoa.
Communicou-se ao chefe de polica.
CODEMANDO DAS ARMAS.
Qurtal do eoaiinamdo das armas do Pernam-
bc na cldada do Redro, tm 3 detembro
de US(.
ORDEMDODIAN. 139.
Deven Jo solctiiiiisar-e com a raaior notapa posi-
conformidade com as ordensem vigor, c delermina-
^es a esse fim dadas pela presidencia dcsla provin-
cia, os corpos da guarda nacional do municipio do
Kecifc, os do evercito, e o de polica, compondo urna
divisAo ile :i brisadas, formariio cm grande parada
no dia 7 do corrcnle.
A Ia brisada se compor do esquadrao, do bata-
Ihao de arlilharia, e ilo I. de iufanlaria da guarda
nacional, soh o commando do Sr. corouel chefe de
legio Domneos Alfonso Ncry Ferreira.
A 2a do 2. hatalhilo d,t guarda nacional, do corpo
de polica, e do parque de arlilharia com i boceas de
fogo, servidas por pracas da companhia de arlifires,
lendo por commandantc o Sr. lenle coronel Ma-
noel Rolemberg de A!meida.
A :1ados halalh.'s 4. de arlilharia a pe. 2., e 9.
de infanlaria, commandada pelo Sr. coronel i.uiz
Antonio Favilla. ~/
A's 10 c mcia horas da manhapT brisa das loma-
rilo posicao cm linha. guarnecenilo a prai-a da Boa-
Visla, daudn a direita junto a matriz, e prologando
a esquadra na direccao da ra da Conecico.
Nesta ;, 11 ti me. o coronel commandanle das armas
interino passara revista divisito as 11 lloras cm
ponto, e assumir o commando.
OsSrs. cummandaiites de brigadas cscolbcrao os
scus majorca,e ajudanles de campo d'enlre os oflt -
ciaes dos seus resportivos commandus.
Os Srs ofliciaes de cavallaria que nao entraren) na
linha, e os avulsos, que se aprcsenlarcm motilados,
farao parte do csla.lo maior do commandantc de di-
vsilo.
Silo convidados para o cortejo que se lem de fazer
a efigie de S. M. o Imperador no palacio da presi-
dencia, onde deverflo comparecer ao meio dia, os
Srs. ofiiciars das dill'erentes elasses, inclusive os da
cxlincta 2a linha, e reformados.
As mnsicas dos corpos reunidas, turaran o reco-
Iner dos dias 0, e~ no largo do mesmo palacio, e a
alvorada do dia 7 nos respectivos quarleis.
O) corpos irflo municiados para as descargas do
estylo.
Assicnado.Manoel Muni; Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens, encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
Os ministros e os seas crticos.
Os ministros que dirigem os negocios de um paiz
livre em lempos de guerra umitas vezes se acham
enllocados, em virtude das necessidades da nossa
constiloiro, cm tuna posjilo de singular diliiul-
dade. Empenliailos em urna trela que, cima de
(odas as colisas, exige segredo para o bom resultado
dclla, silo ohrigados a viver todas as noites em utn
circulo de investigad ores quexosos, cuja pertinaz
curiosidade torna o segredo quasi impossivcl. De-
vem ao paiz, Lil como he, duas obrigacOas irrecon-
ciliavcis. Em primeiro lugar, sao ohrigados a servir
este paiz do modo mas eflicaz : e esle modo mais
ellicaz zcralmcnlc deve ser ohslnadamenlc secrelo
lanlc acerca do que pralicam quanto acerca do que
tencionan pralicar. Por oulro lado, *lo os servos
do poyo; o nosso syslcina de insliluices ohriga-os a
Iribular mplicila deferencia aos desejos da casa dos
commttns, e os 'meinbro^da casa dus cominuns sao
os reprcseiitanlcs do povo. Porlanlo muitas vezes
parece nao s falla de respeilo llc^ar iuformacOes
pedidas pelos delegados da nacao, mas quasi iujusti-
5a recusar dizer a cssa uacAo Os seus designios e ob^
jecto, as sitas esperancas c os enm dciejoj, de que
maucira prclendem applicar o dinheiro que o par-
lamenlovolou;dequemodo tenciunam realisar.e como
ja eslao realisando os designios que o parlamento
tem no corar.lo. Todos os litigantes devent saber
como vo as suas demandas ; e o advogado e procu-
rador julgara grossera estar sempre rcspotidcndo:
a Tranquillsc-sc sahora cm lempo, e ludo lio jus-
to.
Uto indigna do bom senso como da dignidac da
Inglaterra; que nao podemos confiar em *fis descul-
pas, c compromisos indignas, em que negocateos Ilu-
sorias sejam admitlidas ou toleradas quer por este
paiz quer pela Franca. Sabemos agora que os nos-
sos ministros resolvern! que a peculiar c exclusiva
relac.no cutre a Russia e a Titnyiia? cm qitanto for
exigida pelo czar, ser renovada; que a Russia nao
ha de ficar mais cm posicAo de opprimir e ameacar
o seu finco visinho; uuc o Danubio ser .iberio ,-
que o Mar Negro lic/fa livre; e que os principados
nao licarao mais sujeilos i um protectorado ISo insi-
diosamcute eslabelccido e lao escandalosamente a-
busado. Estamos agora plenamente salisfeitos, so-
bre o nico poni que sempre nos cuslou alsuma
anriedade realisto heque um arde-ule desejo de
terminar a guerra nao nos ha de precipitar n'uma
p8z prematura c sem proveiloque lendo sidocom-
pcllidos a pefejar, tiflo licaremos salisfeitos em qnan-
(o nao alcancarmos aquillo porque temos pelejado.
Com o nosso espirito tranquillo ccrca deste
ponfo fundamenlal, dcixamos de boa vnntade lo-
dos os otifros negocios secundarios as rnaos do
governo; e exultamos de ver pel resultado da pro-
posito de lord Dudley Sitiar!, que a cmara dos
Communs penara da mesma sorle. Enlrelanto he
um allivio ver que u proccdimcnlo (rapasseiro da
Prussia be apreciado segundo merece, e que nada
esperamos dellc e nada lite cederemos;que ao pas-
an que os nossos minislros deploram a lardanra da
Auslria em se declarar em favor da boa cansa, dao
descont as sitas difiiculdades e aos seus perigos,
confiam que brevemente, assim qde esles perigos e
estas dilficitldadcs forem removidas, ella se moslrar
um sincero e cordial alliado; que aquillo que ella
nao lizer elfos csto promptos a fazer; que, n'uma
palavra, comprelicndem a magnilude da larefa que
lem diantc de si, e estilo determinados a moslrar-se
iguacs ti emergencia. O discurso do secretario da
guerra nao foi menos salisfalorio. Convenceu a
cmara ticerca da falsidade dos boatos que se espa-
Ihavam quanto aos^equtpamentos e commissariado
dcfciluosos do nosso exercito, c a esle respeito
elle poda ler sido mttilo mais. E temos para nos
que a sua exposicilo atttorilaliva acerca deslas ma-
lignas inlcrpretares,em verdade nao lia de pre-
venir a repllelo de semclhanle prncedimeutomas
habilitar o publico a ncgar-lhes o seu crdito, e a
esperar para julgar vista dos resultados.
( The Economitt.)
INTERIOR.
He mullas vezes de cotisideravcl importancia para
o triompho de um auerra que falsas noticias se-
jamnao deliberadamente cpalltadasmas se cor-
rcrem, conivria nao contrariadas; que os nossos cii-
migos acreditcm em todas as historias publicadas
pelas nossas gazelas acerca da ruindade do nosso
commissariado, da falla de prepararlo das uossas
Iropas, da languidez -n diviso que prevalece nos
nossos cotisclhos; que supponham que nos nao fazc-
mos nada, ou que pralicaniosalgunta cousa excessi-
vaincnle mque esle almirante lie tmido ou aquel-
le general incapaz. N'uma palavra, he muilas ve-
zas bom que os nossos inimisos acredilcm cm falsas
c eslupidas aecusaces fcilas contra os nossos mi-
nislros c os nossot commandantes. Todava as for-
mas de um paiz livre e os costumes de um governo
popular lornam impossivcl a aquellos a quem csti
confiada a direccao dos negocios submellcr-sc cala-
dos a estas aecusaces. Se se diz lodos os dias ao
paiz que as colisas cslilo cm pessimas mSos, que os
navios eslao mal construidos, qne as Iropas essao
mal comidas, c se falsidade das asscveraccs nunca
he demonstrada, se o paiz se acha assuslado o irri-
tado, perde a coniianra na admiuislraro, c com a
perda da confianca na admnislracao perde o poder.
Desla arle collocaifosentre dous fogosentre oppo-
sicionislas na patria e nimigos no exteriorcnlrc o
perigo de dizer muilo pouco e o perigo de dizer de
maisque admiracao pode haver se os minislros l-
carenvonibaracados e pcrplexos se um minislro
cauto for excessivo quanto ao segredo, c franco e
popular quanlo sinceridade, posto que, cerca do
facto.os seus designios, litis c senlimenlos sejam idn-
ticamente semelhantes?
Se considerarmos devidament as inevilavels tlif-
ficoldade* que resullam da proprla Balaren de um
governo iiouplar como o nosso,veremos a nzao ficar
salsfoila no mais alto grao com a informacao produ-
zida eollerecida xoluntariamcnte nos debates das
noiles de segunda e Ierra fera. A sessao do parla-
neulo j,i se la aproximando do sen lermo, e um voto
decredlo linha de ser pedido; porlanlo era conve-
niente que o paiz ficasse cerlo de que as nlenriies
dos scus overnadores coincidem com as suas pro-
prias-juc durante a suspensao do parlamento, os
seus negocios ficariam as mos de homens compe-
Icntcspara dirigi-los, e dspostos a dirgl-loscomoo
paiz dearja. Por ontro lado, era importante nao
ser tao eiplicilo que evpozesse os nossos projeclos
ao nosso ad\ersario. Temos para nos que lord Cla-
rendon, Lord John Russell, e Mr. Sidey llerbert re-
solvern! a dilliruldade com grande precisaoc por
tanlo com grande pericia. Digam o que quizercm
elle esli cerlos que lie tic ser censurados pelos
scus anlagohislas. Se Lord John livesse recusado
declarar as suas ideas quanto aos xerdadeiros termos
da paz quo poria um lermn salisfalorio goerra,
ello seria censurado por Mr. Disraeliem consequen-
cia de Icr nrcullado aquillo que o paiz linha-dircito
de aher, e cm consequctica de se ler envolvido cm
desnecessara c superllua obscuridade. Foi urna
cousa de coslume que, leudo fallado francamente e
dito ao paiz aquillo que elle lem direito de saber,
fosse exprohrado pelo mesmo cavalleiro por ler
mostrado a sua mSo e aonunciado ao inimgo as
nossas emprezas proposlas com censarave.l e looca
indiscrirAo.
Todava, na^ao cm geral nao be representada
pela opposicao, c |la ,|c at comporUlnleIll(, e a
linguagem dos minislros |,r um padro dilTercnle
c com urna caridade mas jusla e mais prudente. As
principaes as*everacoes do secretario dos negocios
cslrangciros cm urna cmara e do presidente do
ronsclho na oulra, bao de tranquillisar s nossos es-
prlos. Sabcinosognra quc.ainda que a Turqua qui-
zesse concordar com as exigencias da Russia as po-
tencias occidenlaes retardaran) sine die urna lula
que lodos rcream. mas que lodos conbecem que de-
vem continuar,poslo que empeuhadas nella, nao a
deixarao sem nn solucao completa, e lnal se for
possivcl; qe ellas comprehendem cabalmenle como
RIO DE JANEIRO.
MIRARA DOS SRS. DEPUTADQS.
Sessa'o de 27 de Julho.
I.ida e approvada a acia da antecedente, o 1." se-
cretario d copla do segoiule expediente :
"l,ni officio do ministro ilo imperio, remoliendo o
requerimento cm que Manoel Francisco da Costa
Silvcira.oflicial guarda-livrosda faculdadc de direi-
to da cidade de S. Paulo, pede augmento da gralii-
ca5So que Ihes fora marcada na tabella aunexa aos
estatuios publicados com o decreto n. 1386 de 28 de
abril ultimo ; c ao mesmo lempo copia das informa-
Ces dadas a respeilo pelo director da mesma facttlda-
de, e do presidente daquella provincia.A' commis-
sao de pensos c ordenados.
Do mesmo minislro, communicando que S. M. o
Imperador receber no paco da cidade, 1 hora da
larde, a depulacao que por parle desla cmara tem
de felicila-lono dia 29 do corren le, anu versarte na-
lalcio dcS. A. I. Fica a cmara iitleirada.
Do minislro da fazenda, enviando, afim de que a
cmara lome era considerarn em occasiao opporlu-
na, a copia do decreto n. 1389 de 30 de mate desle
auno, que aulorisa o ministerio do imperio a depen-
der mais 4:000 com a verba Jardim botnico da
Lagoa de Rodrigo de Frcitas no exercicio de 18.53
1854, nao lendo incluido na proposla que apresen-
tou ao corpo legislativo em 9 do referido mez por
j estar ella fechada. A' primeira commissao de
ornamento.
Do primeiro secretario do senado, enviando as pro-
posi(Oes aulorisando o governo a mandar fazer acto do
segundo anno do curso jurdico de S. Paulo ao el-
danle Chrisliano Mauricio Slockler de Lima fdo
lerceiro anno da academia jurdica de Olinda ao es-
ludante Schasliao Comes da Silva Hclfort; e pcrml-
lindo Ordem Tcrccira de S. Francisco da Peniten-
cia da cidade da Babia, possuir bens de raiz al
valor de 100:0005.A imprimir para entrar na or-
dem dos Irabalhos.
Um requcrimenlo de Jos Alfonso Pereira, pedin-
do ser contemplado na relarao dos magistrados de
primeira instancia. A'commissao de juslira ci-
vil.
De D. Jos Puix y Bruguera, pedindo um. premio
pelos servirosque diz ler elle prestado ao Brasil.
A' commissao de petises e ordenados.
Urna represenlacilo dos habitantes do districlp de
Dores da Boa Esperanca, municipio de Tres Ponas,
pedindo a creadlo de duas provincias ao sul de Mi-
nas.A' commissao de eslalistica.
. Procede-sc votaraodo arl. 1 do projeclo que con-
cede quatro loteras ao hospital de caridade do Cesr,
cuja discussAo liavia licado encerrada na sessao ante-
cedente.
Esle arligo he approvado, bem como o 2, que man-
da empregar em apolices da divida publica o prodoc-
lo dessas loteras.
He approvado sem debate o projeclo que concede
I loteras ao recolhimenlode N. Sciibora da Aiinun-
ciarao c Remedio), e ao hospital dos Lazaros da pro-
vincia do Maranho.
Contina a lerceira discossao do projeclo que fixa
o numero dos empregados da caixa de unnrlis ic.o e
marca scus vencimentos.
O Sr. lui/iislo de Olieeira combale o projeclo, c
concibe o sen discurso, mandando i mesa a seguinle
emenda, a qual sendo lida e apelada, entra cm dis-
cussao, (cando esla a lnal adiada pela hora :
terar como julgar mais conveniente, o serviro especi-
ficado as leis e regulamenlos em vigor, e a cargo da
primeira e segunda seccoes da caixa do amorlisacSo,
daudo conveniente deslino aos empregados que dis-
pensar, sem com ludo augmentar os vencimentos
dos qoc conservar; pudendo igual c opporlunameii-
te commeller parle ou lolalidade desse tuesmo ser-
vico ao ihesouro ou Banco Nacional, pelo modo que
Iheparecer mais vanlajoso, comanlo que a respecti-
va despeza nao exceda os limites do crdito volado.
S. a R.Augusto de Olieeira.
, Contina a segunda di-cu--io do arl. 1. do projec-
lo o. 44. que altera difiranles disposicoes do co
digo do procoso criminal, com a emenda da com-
missao.
O Sr. Sayao Lobato, oblcndo a palavra pela or-
dem, juslifi;a e manda mesa o seguinte requcri-
menlo :
a Requeiro que os diverso) paragraphos dos arli-
gos do presente projeclo sejam considerados como ar-
ligos distinclos, para que cada um Icnba urna discus-
sAo especial.Sayao Lobato.
Suscila-se urna quesillo do ordem, oppondo-se ao
requerimenlo os Srs. Aguiar e Naboco. Afinal de-
cide a cmara que nao he admssivel o requerimen-
lo do Sr. Sayao Lobato por ter come^ado a discussAo
na sessao antecedente, unci occasiao em quepodia
Icr sido apresenlado.
O Sr. I'asconcellos defende o projeclo, depois do
que sendo dada a palavra ao Sr. Ferraz, exprime-se
este nos segnntes termos:
OSr. Ferraz: Insrrevi-me entre os honrados
depttlados que cm Ia discussao pediram a palavra
conlra o prejeelo. n3o por um simples vcllcidade
opposicionsla, mas por unta convicio profunda que
letiho deque o projeclo nao he favoravelao bem-es-
lar do mcu paiz {npoiaios;) nao me coube a pala-
vra nessa discussAo, hoje a tenho, e peco porlanlo
casa toda a sua benevolencia I attencAo, nao por
amor de mm, mas em relacAo materia, que he so-
bremodo importante ; porque loca \ todas as elasses
da sociedade, porque importa a juslira.
Nosou dos que'consiricram a lei de 1811 tima lei
sem defelos, nao a repulo urna, arca sania na qual
se nao deve locar, mas cnlendo qne reformas sobre
o systcma de urna lei tao vital, que importa juslira,
se devem fazer com muilo lenlo e depuis de mulo
estudo, c de urna clara prova da sua instante neces-
sidadc,de sua inconveniencia, do damno da sua exis-
tencia, e principalmente de que o remedio eflorecido
he eflicaz.
Para mim, Sr. presidente, tenho como convenien-
tes oo meu paiz as reformas pelo lado econmico c
pelo lado moral ; pelo lado econmico, que despren-
dendo a induslria de lod as as peas que a ligam a
deixem seguir ramnbo do progresso ; e pelo lado
moral principalmente, porque lodos conhecem que
a base da sociedade vem a ser a educaran religiosa
e moral, que muilo nos falla ; nao dou muilo pelo
elTeilo exclusivo da represso como parece pretender
o nobre aulor do projeclo em discussAo,porque a Eu-
ropa inleir.'tnosdemonslra que por raaior que seja -a
repressAo dos crimes elle- augmenlam de dia ;em dia
que por maior que seja a severidade c cffeclividade
da represso, c melhor o syslema de sua,s prsoes, as
reincidencias dos crimes se augmentam animal men-
te : e por demai), senhores, nos fallain tedas as ins-
tiluires que fazeni com que as penas infligidas cor-
rijam o delinquenle, melhorem seus coslumes, c
muraliscni as nossas prises mais corrompen! do que
purifican!. {Apoiados.)
Vina Voz: lie urna verdade.
F- Perra:: Senhores, eu j fui muilo rc-
forrnlsla, paguei esse trbulo da mocidade, quaudo
era juiz de direilo ludo o que achava que me pren-
da no desempetiho dos meus deveres era objeelo de
um apontamenlo para a reforma, eu nao nccullarei
o que enlo pensara, o meu snho talvcz fosse as
providencias desle projeclo...desejava que os jurados
concorressem para onde eu me achava, e alo cu
[tara onde ellcs estavam, o entenda que se deva
remediar isso : V. Exc. v que cu nAo podia dexar
de ter razAo, era esta una providencia neressaria
para a minha commodidade !
Desejava que a magislalura da Ia instancia c os
juizes de direilo livcsim o maior poder possivel,
nao levava a bem que cm oulro corpo eslivesse o
coiiliecimcntu e julgamenlo dos criines, quera em-
fim que ningiiem na comarca fosse superior ao juiz
de direilo .'..... porcm boje que o fardo do anuos c
a experiencia me tem mostrado a vcreifS que de>o
seguir, depois que finalmente, Sr. presidente, eu vi
que em cerla poca foi ludo poste cm problema, que
a principal basee esleio da sociedade foi com a mes-
ma sociedade posla em problema, julgo que as re-
formas de leis desla naturc/.a se devem operar com
muito lenlo, e smente quandu urna instante nefes-
sidade no-lo mostrar e requerer. A vellta Eurjopa
e os Estados civisados nos dAo nisso um grande
cxempln : nao obstante as ob.servar.oes felas pelo
nobre dcpulado por Minas, ai suas leis judiciarias e
de processo tem o cunho do lempo, sAo tocadas e
retocadas, mas no na sua essencia, no seu syslema-
geral, c he por isso que a I-ranea tendo passadh^flor
grandes calaclismas, lendo visto naufragar por mas
de urna vez suas inslitucOcs polticas e a propria
mouarchia, nunca destruio ou fez reformas profun-
das eessenciaes as suas leis de organisico jn lina-
ria ede processo criminal. O mesmo se observa na
OcAa-Brctanha e cm oulros grandes Estados : as leis
sao relocadas : salvo fica sempreseu syslema geral, e
lambern sua organisajAo indiciara.
Essas reformas que todos os dits se esli fazendo
tem um grande incon veniente,e he que quaudo sabe
daqui urna lei e se promulga, cm geral dzem os ho-
mens do campo c do povo que ella durar pouco e
logo vira outra para a subsliluir {apoiados,) c dah
resulla a falla de f na nossa icgislaco ; todos co-
nhecem quaulo he importante que se mantenha e se
eslenda por toda a popularAo o mais profundo res-
peilo e acatamento s nossas leis, especialmente para
a legislarlo penal e indiciara. As reformas conti-
nuas e successivas no systcma de legislaco riebili-
laui sua forra, enfraquecem esse respeilo e acata-
tenlo. (Apoiados.)
Eu convenho em reformas, mas he preciso que se
moslre a necessidade dellas, be preciso que o meio
que se aprsenla seja capaz de remediar esses males
que se apontm ; sobre esla materia cu ron meoc-
cupar lomando por base o discurso proferido pelo no-
bre ministro cm resposla ao nobre dcpulado pelo
Rio de Janeiro.
O nobre minislro hasrou a necessidade da refor-
ma que nos oceupa nos scguinles pontos : Grande
numero de homicidiosannuatmenteseperpclram en-
tre mis ; os crimes vio-se augmentando de dia cm
dia, de anno em anno ; as absolvieses augmenten! e
os animam ; a estelislica judiciara nos aprsenla o
quadro mais melanclico c sanguinolento que pode
dar-so.ii Recouhero que a eslalistica he o meio mas
seguro para se reconheccr a durara das leis, c espe-
cialmente das leis ponaos ; he desses dados mesmo a
que o nobre minislro recorren que eu laticarci mAo
para combalcr as suas proposites : eu lerci o (recito
do discurso do nobre ministro relativo a este ponte,
porque serve elle de base s observarnos que vou
fazer.
Dissc o nobre minislro: Senhores, por mais fa-
voravcisqite sejam as presump^Oes a favor da lei de
3 de dazembrn, essas presumpres, como (odas as
presitmprcs, nao podem deixar de ceder ao fado,
verdade. Vamos bem, diz o nohre tlepulado. Va-
mos bem'.' Nao dir islo o habitante do interior do
nosso paiz, vivendo lodos os dias cm perigo. (Mtrilos
apoiados.) Vamos bem, senhores Vamos bem nes-
la Ierra onde cerra de 800 de seus habitantes sio Io-
ta os anuos inmolados pelo ponlial do assassino
Eu dissc no mcu relatarte que o numero de homici-
dios que elle flava nAo era exacto, seno muilo
maior ; com elfoito lendo viste os relatnos de al-
gtuis presidentes de provincia, nrro >se numero
almdo duplo ; a provincia de .Minas, v. g., dava o
numero de 17 homicidios, mas scsundoorclatorio do
nobre dcpulado csscttumsro de homicidios he de 97,
c assim nesla proporrik sao quasi lodos.
Estemos bem, senhores ".' Entretanto as resis-
tencias se multiplicara conlra aitloridadc por parte
de amigos e inimigos. Estamos bem' c as absolvi-
eses sao quasi na razAo do dous tercos dos crimes
commellidos. {Apoiados.)
Esc quadro sanguinolento, senhores, que "nos
oll'erccca oslalisjica criminal nao pode ser-nos indir-
ferenlc. Oa deveis adoptar o remedio que o gover-
no vos propc, ou sois ohrigados por vosso patriotis-
mo a procurar um meio satisfactorio em subsIUtiirao
destes meios propostos. Nao vos he possivel cerrar
os olhos a este 'quadro mclaucolico que vos apr-
sente.
Eis o quadro que nos ofierece a nossa estelisli-
ca : Crimes rom md I idos, n o Iridite de 1818 a
18.J0, 3,C7C, e as absolviles loram 2,273!
Quanlo aos crimes do quinqueuma de 18i8 a
1852, e numero he de 5,988, e as absolvieses de
3,630.
Se estas palavras nao corressem alm do recinto
desla casa, se fossem proferidas no gabinete de um
philosopho, eu por ccrlo nio me ocenpara dellas,
mas as palavras de um ministro como o que actual-
mente dirige os negocios da secrelaria da juslira,
correudo por toda parle, exercem urna grande in-
fluencia, quer no interior, quer no exterior ; no in-
terior deve ahaler, affiigir e aterrar aos amigos do
seu paiz, e no exterior produzir urna grande im-
pressAo, c nos temos necessidade da colon isaoto c de
emigrarlo, e ninguciii quercr vir para um paiz
que he represen la do pelo seu ministro cm um qua-
dro medonho, trarado com negras cores...
OSr. Figueirade Mello: Se nos dermos os re-
medios acabar a repugnancia.
{Ha oulro aparte.)
O Sr. Ferraz : Eu creio que os nobres depa-
lapos por Pernamhucn o pela Babia, que me hon-
ramcom scus apartes, pouco mais ou menos devem
concordar que quando me o'rcupei das palavras do
nohre minislro foi para combalcr o projeclo, o re-
medio ollerecido, c portante espercm pelo meu dis-
curso c serAo salisfeitos. Eu nao s lomo a peilo
nesla occasiao a mostrar que nao he ver lid eir a
base cm qup o nobre ministro baseou este projeclo,
mas tambera que era nada melliorar nossa con licao
com as providencias que elle encerra.
Senhores, para se conhecer a verdade das propo-
sic/ics do nobre minislro nos devenios examinar
qual a rolarn que ha cnlre os crimes c deudos
commellidos em um anuo no nosso paiz, e o nume-
ro dos scus habitantes, e comparar essa relarAo com
a que se da enlre os povos mais civisados do que
nos, que lem outra polica, ontro ^)oder, ou-
lros meos de ace,ao, oulras instiluicSes penitencia-
rias niiis apcrfciciiadas que nos nAo temos ; llevemos
examinar'. em que proporcAo se d o augmento dos
crimes enlre nos, e compararmos com o que se d
nos outros paizes; cstender esla compararlo aos
crimes de homicidio c semelhantes, e anda mais
ao numero das absolvices, nAo s as que se dao
nos Iribunacs do jury, como nos Internaos logados ;
e se dessa compararan resultar que nos estenios -
quem dos oulros povos, auda (eremos urna cntiside-
racao a nosso favor, c be que nos nAo estemos ues-
te estado de civilisacao cm que oslan os oulros, so-
mos infantes, nao temos os mesmos meios que os
oulros, e temos passado por vicisitudes que uo nos
permillem esse apogeo de felicidade que por ven-
tura imaginamos cm outros paizes.
Senhores, segundo a eslalistica aprescnlada pelo
nobre minislro, segundo suas proprias palavras, o
numero dos crimes julgados no quinquennio de
1848 a 1853 Ir 5,988, o termo medio relativo a ca-
da anno vem a ser i|197, o numero dos crimes jul-
gados no Irieniiio de 1818 a 1852 vem a ser, segun-
do o rclatorio do nobre minislro, 3,876, o termo
medio 1,22., as absolvircs ni-se quinquieniio or-
raram em 3,(>30, ou 39"' e nos (res anuos orraratn
ora 2,365, ou 61J, o numero das dcliiiquculcs no
referido Iriennio foi de 3,517, termo medio 1,172,
menor do que o das accusarfjts, ou dos crimes ; o
numero tolal dos crimes correccionacs julgados au-
llen nesse Iriennio em 1,009, lermo medio annual
336.
Vejamos agora cm que ss pode calcular nssa po-
pularao.
A iio.;.i popularAo, segundo Kidder, a quem se-
cute Mac Grcgor, deva orear em 4,405,204 hahi-
lanles ; Balhi a cslima em 5,300,000, Malle-Bruu
efn 5,340,000, lleuschlng, e Murray cm 5,000,000,
^egundo urna obra americana, muilo moderna de
Seamen a Progresso das Nares, que se basea cm
Mac-Cullocb, em 1889 ella regalara de 6,500,000 a
7,000,000, e segundo o aulor do Almanak ameri-
cano, a que o mesmo aulor so refere, he actualmen-
te de 7,5y0r)00 habitantes.
Eslabelecida a proporrao leremos que 1,225, ler-
mo medio annual dos crimes fe eu declaro que to-
mo o numero dos crimes julgados c nao os acensa-
dos : o numero dos acensados he menor do que o
dos crimes, mas eu dou esla vanlagem para o calcu-
lo do nobre ministre 1,225 esla para 5,000,000
(termo mnimo -da populaco, o qoc be anda favo-
ravel ao nobre ministro^, assim como um esl para
4,000 hbil tule- ; se admillisseiti que a populacho
era de 7,000,000, loriamos 1 aecusado para 5,697
habtenles ; se admitlisseinos que a populaco era
de 7,000,000, learnos um aecusado para 5,697 ha-
bitantes. Feilo o calculo a respeilo dos crimes cor-
reccionacs leremos 1 para 11,890 habtenles na ra-
zao de 5,000,000 de habtenles, e 1 para 23,809
habtenles na razAo de 7,000,000 de habitantes.
Se lomarmos o termo medio dos crimes sujeilos
ao conbccimenlo do jury no qiiiiquicnnte, termo
que maior seguranza ollcrece para o calculo, lere-
mos 1 para 4,177 habitantes na razao de 5,000,000,
e de 1 par 5,847 hahlaules na razao de 7,000,000
de habitantes.
Eu peQO a cmara que lenha na memoria estes
algatismos.
Nos oulros paizes as eslalislicas demonstran! sem-
pre o numero dos aecusados; mas a legislaco des-
ses paizes faz dillerenca entre crimes c delielos, e
assim cnlrc estes c aqucllcs c as conlravenr,Oes po-
Iciaes.
O Sr. Minislro da Juslira": A Franca.
O Sr. Ferraz : NAo s a Franca como os que
adoplaram a IcgislarAo da Franca, assim a Hollan-
da, a Blgica, a Baviera Rlienana, a Pruisa Rhc-
nana, ele. Napoles'.lambem segu esla dislincrao,
ele, etc.
Na ludaler, alera dos Crimea sujeilos ao tribu-
nal do jury,ha Jaimes sujeilos ns jurisdictes su tu ni.i-
ras. Assim por lano para reconhecermos qualquer
dillerenca favoravcl ou dcsfavoravcl a nos, resultan-
te da compararn era Ique me vou empenbar, be
misler qu este se eslenda nao s aos crimes, como
aos delielos, conforme lacs legisla^Oe:".
Vejamos, pois, Sr. presidenle, qual be a pos-
cao desses paizes em relarao sua crimitialidadc,
comparemo-la com a nossa posico.
Princparei pela Hollanda. Esle paiz lie um dos
mais moralisados, e relativamente a elle tenho s-
menle os dados de 1820 a 1827. EnlAo anda se a-
chava a Blgica unida i Hollanda, anda exislia
cm xir-or o cdigo franrez, os ertne nAo erara jul-
gados seno por magistrados logados : a proporrao
que d Quetelcl no seu bello ensato de phxsica so-
cial vera a ser a seguirle : Auno de 182C1 pa-
ra 4,393 habitantes ; 18271 para 4,100, nao con-
tados os delielos c crimes policiaes. Se considerar-
mos os lidelos, leremos. conforme o mesmo aulor,
I para 19S liabilantcs Ora, os criines que sAo co-
ndecidos pelo nosso jury comprehendem os delielos
c os crimes de que conhecem os Irihitnaes da Hol-
landa ; a dilforcnca pois he demasiada, e loda cm
nosso favor.
Senhores, perde-rae acamara que Ihe diga, es-
la discussao he mulo imprtenle {apoiados) ; dar
urna idea do nosso paiz ante o cslrangciro, c no iu-
(erior desassombrar algpns nimos I mi los a quem
deve causar grande inip'ressAo as palavras do nobre
Ministro, e podemos descmliaracadamenlc decidir
da reforma da nossa Icgislaco.
A Blgica nessa poca de 18f. a 1827 perleucia
i Hollanda ; mas a eslalistica perlenccnle ao seu
territorio existe, o mesmu aulor a d, e igualmente
o celebre eslalslico HeuschHiig no seu ensaio sobre
a cslalislda geral da Blgica, Era 1822 tocara 1
para 5,031, segundo o primeiro aulor, ou 1 para
5,007, conforme o segundo.
Mas islo quanlo aos criracs graves, e nao quanlo
aos delielos e crimej poljeiacs. Ora, depois de 1831
a Blgica adopten o jur\, e de 1831 a 1834 a pro-'
porr.lo entre os crimes c seus habtenles se dea,
conforme Ducpelieaux na sua obra sobre a condirio
dos meninos obreiros, ua razao de 1 para 6,724 lia-
bilantcs ; llalli por diante ale 1836 a rnesmA pro-
porrao quasi se deu : de 1836 porm em dianle al
1839, al onde ebegam os documentos que tenho,
os crimes graves diminuirn! ; de 800 que eran na
roda do anno passaram a 404. Esla diminuirlo he
allribuida a ditas causas; a saber : primeira, a urna
lei de maio de 1838 que passou o julgamenlo de
certos criines que pcrlenciam ao jury para os tri-
bunacs correecionaes ; segundo, ao tratado de abril
de 1839 quo dimnuo os lerrilorios dos dislriclos
de Limbottrg e Luxcmhourg quasi melade do que
cram ; alem de que ningucm conteste que a mra-
tela le na Blgica he, por assim dizer, superior
de lodos os oulros paizes. Mas, senhores, se na
parte dos crimes graves assim succedeu, na parle
dos delielos c crimes policiaes quasi que duplicou.
De 13,305 que eram em 1832, augmentaran! prn-
gressivamenle, c de modo que em 1838 attin girara
o algarismo de 23,327.
O Sr. Piusa : Itevidn mizeria das elasses
Ira balitad oras.
O Sr. Ferraz : Islo se deu somenlc tas duas
Flandres, depois da inlroducc,ao das machinas na
fiaran do lindo. Assim, pois, conforme os mesmos
Qnelelcl e Hcuschling, a proporrao era de 1 para
170 habitantes ; e conforme Ducpetiaux, de 1 para
184 habitantes. Ora, a Blgica, cumo disse, lie um
dos paizes mais mnralisados.
Passemos, senhores, a um oulro povo, Dina-
marea. Temos o resumo de sua eslalistica de 1830 a
1836, por Angclol. Em 1830 os crimes orcavam
em 1,509, eem 1836 altingiram somma de2,064.
A papularau de Dinamarca nessa poca era de
1,286,767 habitantes. A proporrao pois enlre os
crimes graves e a populaco era na poca referida
de 1830 a 1836 de 1 para 740 habtenles. Nao pu-
de colber o numero dos crimes policiaes : mas pelo
numero dos condemnados era virtude desses crimes,
podemos avahar que nesse lempo estavam estes pa-
ra a populado na razao de 1 para 596 !
Temos o Grao-Ducado de Badn, um dos paizes
que esl mais adiantado em illoslracao.
Em 1830 (segundo Salaman) a
proporcao era de.....1 para 703 hbil.
570
483
696
529
Em 1835........j
Em 1839........i
0 termo medio de 1830 a 1834 era
de.........\
Dilo dilo de 1834 a 1839 1
Temos a Prussia. Ninguciii conteste o oslado de
civilisajao da Prussia, c menos a forra da sua re-
pressAo, en l rd. i ni o nao contados os processos de
criinos commellidos oa Prussia llhenana e ua Pomo-
runa, lodos os delielos, sem excepto inclusive!
do fioresleros e de cara, conforme Diicpelaux esta-
r m em IS3S n razAo de 1 para 44 habtenles, e
em 1S39 na de 1 para 39 habitantes : dednzidos po-
rem os de delielos fioresleros c de caca a razao era;
no primeiro desses dous anuos, de 1 para 205 habi-
tantes, e no segundo, de 1 para -210. Islo emquanto
aos processos ; cmquauto aos delinquenlcs a pro-
porc.lo foi a seguiul : anno de 18P6, 1 para 145 ;
1837,1 para 117 ; 1838, 1 para 137 ; 1839, 1 para
133.
Nao fallarei relativamente a alguns lerrilorios que
se acham unidos Prussia por'amor da brevidade ;
se nao fosse esse molivo rea verieis, senhores, que a
proporcao era anda mais favoravel a mis, porque
na parte que diz respeilo ao' dislricto judiciario da
Colonia, os crimes em 1839 estavam na razio de 1
para 16 liabilantcs, e no de Colbeutz no mesmo anno
na de 1 para 5 habitantes. Na Prussia Rhenana,
secundo Massnnjein 1838 a proporcAo era a seguinle
crimes, 1 para 4,712 liabilantcs; delielos e policiaes
1 para 138 habtenles ; de simples polica 1 para 19
habitantes.
Fallarei da Austria. Ninguem pode contestar que
a Austria he um paiz onde a represso lie forte e
constante; enlrelanto, segundo Ducpetiaux, em
1824 a proporcao era de 1 para 205 habtenles (nao
conlados os do reino Lombardo-Veneziano. da
Hungra c dos confus militares), c em 1828, de 1
para 942 habtenles. Em, 1839, conlados nica-
mente os das provincias allcmaas e italianas, cuja
populaco era de 20,777,258 habitantes, os deln-
qtieutes de crimes audavam na razAo de 1 para 87-2,'
c de delielos na razao del para 135 habtenles !
Vamos i Graa-Bretanha : esle paiz he um dos
mais civilisados; a represso alli he forte, as absol-
vices cm geral nao andam em mais de 28 ';, quau-
do muilo cheg-tm a um Ierro.
O Sr. Minislro da Juslira:Apiado.
O Sr. Ferraz: Enlrelanto vejo na eelalislica de
Moreau de Jonncs que de 1831 a 1835 a proporcao
andou no Reino-Luido na razAo de 1 para 593"ha-
bitantes; cm 1811, segundo Poler na sua* bella
obraProgresso da Naco, na razio de 1 para 573
habitantes, c segundo l.on Fauclier, ua sua memo-
ria sobre o inovimcnloc carcter da criminalidade da
Inglaterra, aprsentela na academia das sciencias
moraes e polficas, a razio era em 1843 de 1 para
I55habilantes, incluidos lodos os crimes e delielos,
e em 18i8 nao incluidos oscrimes sujeilos a jurisdic-
<"ics summarias, de I para 375 habitantes.
as esUlisticas ofiietaes que consultei, e que offe-
rceerei ao nobre minislro, se as nAo liver, vejo que
de 1839 a 1Si8, na Inglaterra c paiz de Calles, os
i rimes de 17,000 que eram passaram a 31,000, que
o termo medio foi nesse periodo de I para 521 ha-
btenles alm dos crimes sujeilos jurisdicrao sum-
maria, dos quaos somenlc os crimes porfurlos simple-
cese domsticos chegm na raclropole a urna quun-
(iilade nao pequea.
Segundo o Sr. Len Fauclier se ao numero dos
delielos, cuioconhceimenlocabc ao tribunal do jury,
se ajunlasse o dos que sao julgados pelas jurisdic-
ccs summarias, se oblcria um rcsullado cspanloso.
Para a Inglaterra c o paiz de Calles smentc o nu-
mero dos condemnados'desta ordem em 1843 ele-
voti.se a 73,1%, para cahir em 1846 no algarismo
le 64,899.
Na Inglaterra, propriamcnle dila, a mesma esla-
listica do Sr. M. de Joniis mostea que de 1832 a
1836 a relarao era de 1 para 680 habtenles, em 1847
de I para 531, c em 1818 de 1 para 560, segundo o
Sr. Len Fauclier. _
NaEscossia ninguem pode contestar que he mais
severa a represso, maior do que na propria Ingla-
terra, a proporcao era, segando Moreau de Jonns,
em 1830 a 1835 de 1 para 880 ; Porlerd a propur-
ro era 1841 de 1 para 738. Segundo a cslalsliea
oflicial que tenho, era 185S o numero dos crimes foi
de 4,909,que para urna populacaode 2,620,180 liabi-
lantcs esl na razAo de 1 para 524.
Na Irlanda, em 1831 a 1835 a proporcAo era de 1
para 100, secundo Moreau de Jonns ; em 1836 a
1842 os crimes de 14,000 passaram a 26,000, e assim
foram augmenlando ediminuindo de modo que em
1847 orcaram em 31,209, eem 1848 em 38.522,
sendo a proporcAo, conforme Len Fauclier, de 1
para 208 habitante- .
Quanlo a Franca, leu lio aqui o relstorio apresen-
lado pelo gnarda-sellns A lialur.-i, que de um modo
claro demooslra qnanlu cm un quarto de scalo, de
1826 a 1830, se deu a respeito da criminalidade.
A reanlo enlre o numero dos acensados de or-,
mes sujeilos ao jury e a populaco se den do modo
seguinte:
1826 a 1830 1: 4,517 habitantes.
1831 a 1835 1: 4,427
1836 a 1840 1: 4,297
1841 a 1845 1: 4,901
1846 a 1850 1: 4,749
Se disliugnirmosesse movimenlo em relami a ca-
da departamento reconheceremos o seguinte: No
departamento do Sena o termo medio foidel para
1,385 habitantes, nio obstante ser um. deparlamcn-
lo rico e dos mais civilisados. No da Corsega foi a
proporcAo de 1 para 1,672, e em 13 uulros a propor-
rao regulou de 1 para 3,856 a 2,732 I
Quanlo aos delielos, Quelelet na sua physica social
d relarao de 1 para 188 em 1826 a 1829. Bu-
fan no seu Iralado de eslalistica a de 1 para 100 ha-
bilanles (incluidos todos os crimes e delielos) em l
1826, aflinna ser a relaco dos delielos para a popu-
larlo de 1 para 199 liabilantes, e em 1836 de
1 para 174. O guarda-sellos no sen rclatorio. a qde
me lenho referido d a de i para 171 habitantes em
1826 a 1850, e quasi na mesma relarao os de sim-
ples polica.
Tralarei anda de um paiz tambera conhecido pe-
la serera represso que emprega, quero fallir da
Suecia ; segando-Angclol, em 1835 nesso paiz, nao
incluida a Noruega, o numero dos acensados foi de
26,275, que eslava para o numero de seus liabilan-
tes (2,983,144) na razio de 1 para 114.
Em aples (nio incluida a Sicilia), cuja popula-
cho he quasi igual nossa, pois que conteva
5,809,834 h abita tilos,segundo M. Flix na sua Reviste
de 1734,os crimes audaram em 1832 em 5,320,a pro-
pongo era 1 para t,092 habtenles ; aqui nAo se in-
cluem os crimes sujeilos s eommissoes militares e
oulros iribunacs de exceptan, ao grande tribunal
dos crimes de estado, os quaes liveram grande nu-
mero de jalgamenlos, grande numero de aecusaces.
A relarAo entre os aecusados de delielos ou crimes
policiaes e a popularlo deu-se na razio de 1 para
*t) liabilantes. As conlravenfOes de simples poli-
ca audaram em 5,188, sendo 8,590 os acensados, oa
1 por 665 habitantes.
Em Wurlemberg, paiz bem adiantado na carretea
da civilisacio, segundo Memrainger,* o numero dos
condemnados em 1832 a 1833 era de 1312, no anno .
seguinte de 1,287, no de 1834 r1835 1,320, que es-
lava ueste ultimo anno para a popularlo na razio
de 1 para 1,208 liabilantes. Por cerlo o numero
dos aecusados deveria ser maior na razio de um
Jerro.
Tralarei por ultimo de urna colonia que se acha
quasi em circutnslancias idnticas s nossas ;.he Cu-
ba, e rainha das Anltlhas. -
Segundo os relalorios dos presidentes dos tribu-
tiaes dos dislriclos indiciaras do Porte do Principe,
c de Uavana,o numero dos aecusados de crimes gra-
ves em 1;.',8 orrou por 3,428 ; este numero para a
popularilo, quo era em 1846 de 898,752 habtenles,
este na razio de 1 para 262 liabilantes. Em 184'.) a
relarao era de para 288 liabilantes.
Deslas observarles e clculos que ros lehho apre-
senlado, senhores, cabe-mc a salisfarao de deduzir
que a nossa posicAo em relarao i criminalidade nao
he 13o infeliz como a debuchou o nobre minislro da
juslira, que nao estemos nn condirio em que elle
nosquiz collocar no quadro sombro que apresen-
tou ; ella he superior a de outros povos mais adian-
tados do que nos na oarreira da civilisarAo, que di-
poe de oulros meios de polica e de forra que...
O Sr. Figueira de Mello : Nio apoiado.
O Sr. Ferro: : Por sem duvida, como o acabo
de demonstrar, o lie ; os algarismos tem nm poder
superior vonlade do nobre dcpulado, e nio temo
quo me contradiga.
Entrarei agora no exame do segando ponto, ijlo
he, a proporrao em que se lem dado o augmente
dos crimes entre nos, e a compareci da proporcao
em que se d esse augmente enlre oulros povos.
O Sr. Figueira de Mello d om aparte.
O Sr. Ferraz : Eu me occtiparei depois do que
teca aos crimes conlra pessoas...
O nobre ministro da Justina pelo calculo que
aprcsenlou|do trienniode 1848 a 1830 pareca-me qfie
di direilo a supperquc o augmento deu-se na razio
de 33 por ceulo ; mas o augmento que w di nos cri-
mes em doos ou 3 anuos nao pode servir de base,
porque muitas vezes os crimes em nmou oulro anno
sobcm e nos oulros seguinles dcsccm muito abaiio
s vezes de um terco, para ao depois elevar-se alm
leun terco ou mais. Islo se observa em todas as
eslalislicas crirainaes, especialmente as da Gria-
Bretanha, Franja e Blgica.
A rerdadeira comparacao deveria ser feila enlre
duas pocas, urna prxima e a oulra mais remote.
Esla comparacao nos dara hm dado seguro, e a '
meu ver se houvesscm documentes seria o sea resul-
tado favoravel ao que sustento, alenlo o estado de
algumas das nossas principaes povoaooes.
Enlro, portento, no ponto para o qual o nobre de-
pulado por Pcruambuco dignou-se chamar-me. A-
precio muilo a sua opiniio, avista do estado a que
se deu no seu bello trabalho da estelislica rrimiu.il
da provincia de Pernambuco, que me servio de mui-
to, anda que sem proveilo, aliento o destino que
leve meu teabalho.
Be ama verdade que nio se pode contestar, que
proporcjlo que um estado augmenta era popularAo,
riqueza e civilisacio os crimes (ambem augmenlam.
Dah deduzem alguns cscriptores e criminalista- o
seguinle principioque oscrimes sio a lepra da ci-
vilisacio....
OSr. I'aranagu:He a doulrina de i. J. Rous-
seau.
O Sr. Ferraz:DU o nobre dcpulado peto Pi-
auhy que me osla aqui do lado esqnerdo (e crci.i
que me magoou muilo, muilo) que islo he Ihese de
Rousseau. He ltese de lodos os criminalistas, de
todos os cstelisticos, de lodos os bonieus que esludam
o movimenlo da criminalidade em dilTereiiles pai-
zes; he Ihese demonstrada por todas as eslalislicas.
A c\ ilisarAo, dizia anda ha pouco lempo....
Alguns Srs. eputadoi dio apartes.
O Sr. Ministro da Juttiea:Isto he smenlc
quanlo aos crimes conlra a propriedade.
O Sr. Ferraz :Os nobres depulados nio fazem
idea do tormente que soffro qoando sem fundamen-
te os vejo assim interromporcm-me; fallo dos cri-
mes em geral: anda nio cheguei ao meu fim, e os
nobres depulados me inlerrompem! Desejava lral,ir
com os nobres depulados de um modo que aprovei-
lasse a discussAo, desejava com elles discutir srien-
lilicamenle, desejo-o muilo, mas nAo possq, porque
sempre a razio esl de sua parle.... esludo, prodttzo
os laclo-, os nobres depulados porm desprezam lu-
do, s altendem ao seu pensamculo, e sem proras ou
documentos quercm ludo refalar, c desle modo
como, com que probabilidade de successo contra-
riar-lites?
Ha pouco lempo (dizia en) orna clebre memoria
sobre o movimenlo o. carcter-da criminalidade na
Inglaterra foi lula por um distinelo economista, Le-
n Fauchcr, ante a academia de sciencias moraes c
polticas da Franja. Nesle imprtenle escripto, em
prova do que digo, encontram-se como conelusio as
seguinles palavras: A civilisacio nio destello o
principio do crme, modifica apenas seu carcter; a
civilisacio reprime a violencia, adora os coslumes,
mas favorece a eorrupcao e nio diminue a gravids-
de dos rrirocs seno auamenlando seu numero.
O nobre depulado, prtenlo, aviste de tedas as es-
lalislicas criminaos e de antoridade de lano peso,
nAo me pode contestar o principio que acab de
emitir.
O Sr. cues Sigueira d um aparte.
O Sr. Ferraz :Nao se pode dizer, sem incorrer
em grave falla, que/o numero dos crimes contra a
propriedade he qne se augmente e nio o dos crimes
contra as pessoas, porque eu respondrci ao nobre
minislro e ao nobre depulado que ru deu osle a-
parle, eque he medico (o Sr. Coes Siqueira que as
luzes smenle com o lempo podem destruir os in
lindos inherentes a cerlas racas. E j que trate dis-
to, bem que nao seja occasiao propria, direi que na

*:
'



__


Franca predominara principalmente trc raras, a
cellica, a alterna, e a pelagiana : a raja cltica he a
mais uioralisada ; a allemiia, que he dada embria-
guez, lie fujeila a crimes contra pessoas e coulra a
propriedade cni nao pequea proporcHo ; a raca po-
rern pelagiana. esta rara que domina as paragens ba-
nhada* pelo Mediterrneo e a Corsega, esta rara he
sujilt ao contrario aos crimes contra peatoas; aos
crime de homicidio, Binaos crimes a. propriedade.
Na estantica da Franc* a respeito da ortega exis-
tan s dous 'aguilitas nmeros : dodV^L"0 feiCOm que Mlebre Blanqui
tiamdX T" aUe S ladr0CS d3 COrMga mr-
I*?] ''oda de passagem direi obre eiU pon-
acT^?PHr,aaUSlra,'0,,108lu8are8 n Q
iva predomina, da-te o maior .> .
DIARIO DE PERMNBUCO, QUARTA FEiRft 6 OE SETEMBRO DE 1854.
crimes contra a pessoa, romo na Dato
a
numero de
iVJi'l"3" c<-n,ra a P*aoa- imo na Dalmacia o na Cal-
liea, assim tambera no Tyrol, oiide predomina a
rara eirusca, commette-se mainr numero de crimes
cnica as pessoas, entretanto que nos oulros lugares
da a raca allemaa propriamente diia predomina,
menor lie o numero dos crimes contra s pessoasque
se comniettem. Ue istouma verdadi demonstrada
por i scriptores de grande autoridade. E nlo he s-
inente essa causa ou eircumiUncia que obra e inflne
com grande energa, oj co-turnes tambem grande in-
lluencia exereem.
* ollnrei ao ponto de que me aparte i, interronipi-
do pelo pobre depulado. J moslrei cne oa iigmen-
to de crimes tem-se dadoem dilterenies paizes, va-
mos agora ver ein dous princpaes paizes; qua 3o a
r ranee e a lnglaUrra, ae o mesmo lera acontecido ;
nest.'s dous paites o augmento dos crimes se lera
dado iu rato de 33 por cenlo tmenle como entre
no? \ v*jamos: Diz Morrean de Jonnes na sua es-
talislica da liraa*Bretanhu, que o u.imero dos ae-
cusados era ao lempo a que se refera seu trabalbo,
cinco vezes la grande na Inglaterra como ha 30
annos passados ; na Escossia, 29 vezes mais ; na Ir-
landa, .. a 6 vezes mais. De 1804 a 1835, nSo obs-
tante ter passado do estado do guerra aode paz, os
Times e delictos sujeitos ao conheciniento dos Iri-
iT 'S1 lr'Plicaau "* Inglaterra, cuadruplicado
na Irlanda e ero todo o Reino-Unido, c o seu nume-
ro he igual ao presente na Escosaia so nnmero ao
qoal so etevou de 1804 a 1814 multiplicado' por 22.
I>! 1N03 a \8ll, conforme forter. os crimes nos
dislrictos agriei-las da Inglaterra e paiz de Galles se
haviam augmentado na razio de 498 por cento, e a
populacho a|ienas na de 55 por cento. Nos dislric-
tos inaniifaciiireiros os crimes na de 4119 por cenlo, e
a populacho na de 92 por cento.
Uucpetiaox tamban mostra que os crimes nesse
paiz de 1824 a 1841 dobraram, e que a populacho
apaas cresceu na razao de40 por cenlo.
Lon Faucher, na citada Memoria igualmente de-
monstra que a populacgoda Inglaterra e paiz de
Galles de 1811 a 1841 cresceu ua rajan de.56,7 por
ceolo, que no mesmo espacp de lempo a sua riqueza
augmentou na razio de 70 por cenlo ; que a pro-
pnedado i mmobiliar tambem aogroeolou nade 60
por cenlo, e que entretanto os crimes augmentaran!
mais do que a populaco, a riqueza e a propriedade
immobiliar que crescram na razo di; 420 por cen-
lo, 6 ou 7 voiet mais do que a fortuna publica, e os
crimes de furlo simples e domestico, que ein 1810
orcavam por 3,530, eml817linhaig atliugido o alga-
rismo da 18,380, o que da um augmsnlo na razao
de i por cenlo.
Fallarei agora a respeito u'1 ."*' Brande relatorio do guarda-sellos, o Sr.
Abbatucci; ahi te encoutra oseguinle: (l.)
<< No ponto de vista moral a sociedade porvenlu-
ra lera melhorado como no ponto de vista intellec-
tual e material? O estudo acurado de nossas esla-
lislieas criininaes nao me permllte responder de um
modo aflirraativo, ou teja pela razao da cultura do
curajfto nao ter sido o objeelo de igual solicitude
que tein oblido a do espirito, e que a educar m le-
nlia c.iiiiinhado no sentido inverso da instrucru, ou
teja pela razSo de liaver-se a riqueza defendido,
em detrimento da moral publica, a desenvolvido
gozos niatcnaes em escala maior do (ue a que per-
miUem os meios lesilimo de satiifaz-s-los, he certo
c evidente que o reapeilo das leis, edos grandes prin-
cipios sobre que a aociedade repousa tem-se muito,
i'iitraipiecido, e que o numero medio deslas in-
Iraccoes se |em annualmenle augmeniado. Em vez
de IJt,822 crimes e delictos, que s:juluavam an-
nualmeute de 1826 a 1810. se lera julgado de 1816
a IBjO o numero de 174,285, dando-se assim o aug-
meulo de40 %....
Os crimes e delictos contra a dos pelo odio e pela vinganca do mesmo modo se
augmontaram na razao de 42 os contra os bons
coslumis e coulra a honra na de 138%. Os conira
a propriedades filhos da cobija na de 80 os de
tal in tnreza ditados simplesmcnte pela perversida-
,%? de ,08 < "^con(ra a ord*lr publica na do.
236 %.
Isto seria sufficenlo para o meu Tim ; misler lie
porcni que faca mais stnsivel a verdade que sus-
tento. '
No niNiio relatorio se encoutra o ;guinl : As
a,rf "*-065 PT crimes coulra pessoas ausmenlaram
de 310 por 1000, entrelauto que a popolarao aug-
mcnlou de 125 por 1000. "
Don crimes contra as pessoas (vc-so omoulro lu-
gar) os atlentados contra a honra, de que lem sido
victima |>essuas menores de ICannoi, que nao pas-
savaro, lerino medio annual de 136 de 1826 a 1S30,
attingiram o algarismo de 420 de 1846 i l&M), e
portanto tem mais que triplicado. (H commettidns
com violencia cm peasoas aduHastem crescido de
um a oulro dos referidos periodos'de 34 ;.
f.aeslalislicadelSl vem sobre esle pontoa sesuinte
tm alguns departamentos o augmento de um a
oulrn uestes dous periodos cima notados foi alem
de cent por cento, em oulros de 88 nara 100 "., e
emootros do64a74Jl
Os delictos augmentaran! na razao de 41 %. Os
indiciados de delictos na de 141 %! Dstes os de
dcli-los contra as pessoas na razio d 36 .
O? d|;ijmn'e4 Pocia dobraram em 25 annos de
182ti a 1850. Em 1851 ainda augmenlou. sendo
o eieauo sobre os do anno anterior de 7,000 e
lanos I
Aluda 'pois ueste poilto roe parece, senhore?,
que a noesa condigao nao he 13o infeliz como a pin-
tou o nobre ministro da jasli5a, ao contrario que
Ii8 superior a de outros poyos.
Eutrarei agora no eiamo diquelle poni para o
qual o nobre ministro me lem chamado, que be a
lespeiio dos homicidios; diz o nobre ministro na sua
c-ldlislica o teguinte:
Unei de 1848 a 1850 forarn commettidos e jul-
uados 3,676 crimes. Qoo entre estes crimes se com-
preheudem 1,127 homicidios, a saber
1848 309
1849 356
\ 1850 452
Enoalra parte do sen relattafe d>clara que cm
185-io numero dos homicidios commettidos orc.iva
em 152. *
Mas uo seu discorso nos declarou que csse nome-
r. <" "exacto, e que po-iia ser calculado na razo
de 800 annuaes; mas o liebre ministro ainda nao
nos declarou as bases em que se fandava para esse
calculo : li o seu relalorio na parte em que se re-
feri aos homicidios de 1853 relativos provincia
de Mini> lieraes : he verdade que ah s se refere o
numer de 17, e porque no relalorio do presidente
se menciona o numere de%, deduz a nobre minis-
tro que deve haver inexaclidao em te do o mais, c l'i
nao sei com que fundamento disse o numero deve
ser o duplo800.
Ora, refleclirei que nesle ponto estilstica do
nobre ministro relativa ao triennio nao se refere se-
nao aos reos e crimes julgados, e que desle modo as
eslanmcas dos oulros povos tambem se formulam'.
O Sr. Minulro da Juitica:Apoiado.
O Sr.. Ferraz :A base portanto para a compa-
racao deve ser a dos crimes julgados.
O Sr.Figueirada Mello da um aparte.
O Sr. Fem-az -.Concedo ao nobru depulado que
alem dos crimes julgados ezisle um numero incg-
nito: be islo mesmo o que se da nos oulros paizes
Concedoi qne parte dos crimes conhecidos, por mo
se deteobrirem os seui aatores.nao sa julgados pelos
iribiianea. O mesmo succede nos demais paizes.
.J!1relf^csse "umero- conforme Ducpetiaux, de
18.M a 1839 era de 630 a 869, numero maior do que
0 dos jalgado. Na Franca, confrme o mesmo au-
tor, regnlam oa crimes nio juleados por se nSodes-
cobnrem seus autores na razao de 54 %; de 1830 a
1H10 regulou na razo de 50 %, e mi 1839 na de
um quarlo do total de lodos os crimes. No relalorio
do ministro Abbalucci, a que me refer, se eucontra
a sarama del 14,014 processos que nao seguiram seu
turno no periodo de 1846 a 1850. Oestes de reos
nao descobertos o numero era de 25,057; e dos que
nao podiam proseguir por falta de provas 8,677. No
lirao Ducado de Badn andavam na razio de 50 ',
de 1830 a 1834, e ale 67 % de 183. a 1339. Nos mais
paires o mesmo se observa.
Vimloao ponto, donde me ha\a apartado, direi
queseo numero dos homicidios he 800, leremos a
relacao de 1 para 6,250 habitantes, tiendo a popu-
-"mn^ 5'00'000' e "O 1 lra 8,750 seiido
Tomando porm o nnmero medio de 376 homici-
dios a rclajao ser de um para 13,2! habitantes no
priineiro caso, e de um para 18,:i00 no segundo.
1 ornando o termo mximo do trieumo, qoe be 4)2,
/fi'J^" na Primeir hjpothese ser de um para
11.(Hit., e na segunda de um para 15,487, salvo erro.
Comparemos ante ludo estes dadof com os que nos
oflerecea eslalislca criminal de Napolea relativa ao
ann do 1832; o numero de crimes de morte de to-
da a naiureza nesse anno andou nesse paiz, nao in-
cluida a Sicilia, em 1,575 que para 5:983,141 cm
que eutao importavyua populacho, da a proporrao
de um homicidio para 3.689 habitantes.' Nossa condi-
cao por certo be mais favoravel.
Stohores, eu disse anda agora, perdoe-me a ca-
inar. repel.-lo que a civilisaco ado,;a os costumes,
? -i.m?."i ,no*Bcaco do carcter dos cril
nes commeldos em um paiz; mas que exislem ou-
I causas que obran, com fluencia maior e mais
eiierKia, e que demorara a forc.a da c vilisaco, estas
san pcmcipalmeute os iMliinlosdas racas .'pondera-
re, anda a influencia de urna oulr. eauique he
apreciada por lodosqiantos tralam dcsta materia e
sao os tosturoes arreigados ; os coali.mis nao se des-
curaizam e dolrocm de um momento para o outro
he preciso que a lempo e a civilisacio os vao cxpel-
lindopoucoapouco. Os oulros pi vos pelo mesmo
cadmbo passaram, experimentaran! <>stes males antes
da chegarem an poulo croque se achara. Descende-
mos da raja indgena, que be sclvagcm, da raca a-
fncana, tambemsclvaseniedaraca pwtugueza, qoe
sendo mais civilisada, he todava daquellas que por
seos coslume e alrazos est sujeil influencia das
mesroas causas que cima refer. 0:i inslinctos des-
tes racas ninguem pode desconliecer; a escravidio
por demais lanca a sesunda em um estado de igno-
rancia, rudeza ejJegrdaco de fcil accesso psra os
crimes contra as pessoas. E como urna mudanca
to repentina no carcter de nossa criminalidades
Sera islo obra do lempo e da civilisaco, e nunca da
repressao |>or si smenle.
Os costumes tem grande for^a: nos primilivos
lempos as questAes se tenninavam pelas vas de fac-
i ; nossa populacho ainda em muilos lugares anda
armada, se acha eivada do habito de sempre andar
armada, quer ein consequencia da falta de polica
que por muilos annos temos sentido, qur enr con-
sequencia das perlurUi(ocs porque temos pastado
cada it-ii eostuma la/.er juslica por suas maos, dah
as vinganras e ledas as suas eonsequencas funestas:
em terceiro lugar, Sr. presidente, eu tamhem pro-
duzrei um oulro argumento; quando no nosso paiz
um desses homens a quem o nobre ministro chamoii
potentado' e in/lueneiat pernicioa* commelle um
crime, nao he despedido e repellido da socedade de
seus amigos [apoiadot) e da sociedade em geral : he
absolvido, entra na casa de todos como se nao lives-
se commeltidn crime algum {apoiado), as autorida-
des Ihe dao importancia e o governo llie di cargos;
as vezes succede que os juzes de direilo. os magis-
trados solfrem por causa delle e sao perseguidos, o
governo de ordinario se curva ante esta gente, que
por lodo os mudos procuram influir as eleicoes.
Ora, estes costumes exislem, estes fados ae dao, este
exemplo se abre, e quem he o autor delles? He o
J"r> l-ngo que o governo lome a si o traba-
dlo de fazer com que a lei seja respeilada e execu-
lada. o jur> proce bero tero iiileresse na sua seguranca (apoiado*); ahi
temos o exemplo as Alagoas, na comarca da Impc-
ralriz ; ah temos o exemplo na propria cidade de
Caxias, no Marauhao; assim como as provincias
da l'arab> ba e I'eruambuco. (Apoiados.)
Ka provincia de Pernambuco, c na comarca da Boa
Visla, dizia o jtiiz de direilo nao posso sahir abso-
lutamente do lugar em qne me acho, aqui ninguem
pode viver seguro, nao posso cousa alguma fazer na
minha comarca ; 11 nao iiavia bacharel que quizesse
ir para o termo do l'ombal. A comarca da Impcra-
triz era lida como lugar empeslado. Do mesmo mo-
do cm muilos lugares. Assim, pois, senhores, logo
que a autoridade publica loma a peilo vingar os d-
reilos iodviduaes, reslabelecer a Iranquilldade pu-
blica, todos a ajudam ; mas o que poder fazer o pe-
to quando a autoridade publica he a primeira que
protege os criminosos que Ibes d a rule, que os em-
prega, que osenrlic de ttulos e honras, que Ibes en-
trega os cargos da polica "! Eu tenho aqui nesta casa
milito- individuos que comigo serviram na magistra-
tura, elles que digam que de dssahores nao soflrem
quando quercm desempenbar os seus deveres. Deu-
se ha pouco lempo este Tacto em ccrla provincia, al-
guns bomena que por mam-ira alguma deviam con-
tinuar a servir, furam demiltidos e pouco depois rein-
tegrados. Nao ha mesmo juizes municipaes negli-
gentes que teem sido reconduzidos'! Al me fallaram
a respeito de um que est ueste caso.
lia alguns apartes.)
Se pois, senhores, mis vemos que em loda a parle
quando a autoridade publica quer influir cm favor da
Iranquilldade ludo llie he fcil, juizes. jurados, ter-
ca publica, como podaremos ohter que um I nuncio
qualquer desses desertes onde se commellem toda a
casta de crimes, como o nobre ministro aflirma, pos-
sa arriscar a sua vida sem os meios uccessarios para
bem servir?
Eu queria entrar cni oulro ponto, quera fallar das
appellaecs e habeas cor pus dadas sem fundamente
que compromeltem os propruis que forniam a culpa,
aos proprios jurados, s autoridades !
Senhores, estas cousas nao sao malcras de especu-
lado, sao lacios que se dao cnlrc us, sao verdades
que eslao na conscicnca do publico, porque os 110-
bresdeputadossabem muito bem que nao ha repres-
sao quando os criminoso* sao receidos as grandes
sociedades, protegidos pelo governo, e al galardoa-
dos. '
O Sr. Ministro da Jnstica : He dever do nobre
depulado dizer quaes sao os criminosos que tem sido
galardonados pelo governo.
O Sr. Ferraz :O nobre ministro quer cha-
mar-mc para orna questao d e personalidades, recor-
dc-se de questou na tribuna, se quizer eu lhe direi
aoouvido quem sao esses criminosos. Seuhores, o
que eslou dizendo be urna verdade.
O Sr. Figueira de Mello d um aparte que nao
ouvmos.
O Sr. t'erraz: O nobre depulado vera agosa
com isso Quem he que pede ir para a comarca de
Ouricui y ? Nao foi preciso mandar para alli grande
terja ? O Sr. Jos Bento da Cunha c Figueircdo nao
lem tido necessidade do mandar para o interior da
provincia de Pernambuco destacamentos volantes
para desalojar esses homeus que a poltica os tinha
detendido ? O Sr. Olyropo Machado oo lem lam-
bem lido necessidade de proceder da mesma forma
no Marauhao t
'Cruzam-se differentes apartes.)
Senhores sao veleidades reformistas inicua-
mente, nos pensamos que com o papel o tinta po-
demos fazer ludo.
(Continuam os apartes.)
Osnobres depulados cstao zangados, parece que
querem que cu mecate
O Sr. Presidenta : Peco aos nobres dcpuledos
que nao interrumpan! ao orador.
O Sr. Ierra::En nao me dirijo ao ministerio ac-
tual, fallo em geral, e creioque eslou fazendo um
servico ao meu paiz (apoiados! ; porque as palavras 1
do Sr. ministro'consiguadas no seu discurso podem
ter grande influencia no interior c no exterior.
O Sr. Paula liaptista : Hoje as cousas eslao
melhores: al certo lempo lomava-se um partido pa-
ra a sombra delle se commcllcr crimes.
0 Sr. Verras: He urna verdade.
O Si: Paula Baplisla : E no lim, em vez de
se promover a punicSo, dzia-se : he um bom corre-
ligionario, serve-nos bem, c por conseguintc v o ne-
gocio para dianlc.
O Sr. Ferro; : Estimarei muito que se tome
este aparte do uobre depulado.
Tralavamos de assa'ssiuatos; na ventado entre nos
existe o coslume da populaco andar armada ; roas,
senhores, os crimes mais graves, mesmo desta or-
dem, nao se dao entre nos ; por exemplo, o crime
de parricidio poucas vezes apparecc. Procurare! li-
rarda Franca, que he um paiz civilisado, argumen-
te em favor do meu asserto.
Dizia o ministro, a que me refer, cm sen rela-
torio: 11 ciiute de assassinalo, tem augmentado
na razao de 22 por cento nos dous periodos compa-
rados de 1826 a 1830, e de 1846 a 1850; o de infan-
ticidio na razo de 49 por cento ; e o de parricidio
na razao de 80 porceuto, e lem dobrado.
Eu tenho aqui urna relacao 011 apanhamento que
fiz com mi:,lia- proprias maos de diversos an-
nos.
O numero dos crimes de homicidio, infanticidio,
O Sr. Ministro da Justira : Islo he na cor-
O Sr. Ferraz : Sim, he na corte, onde nao
onstante o jury os crimes tem diminuido. E se na
corle da-se um numero Uo extraordinario de absol-
viles, superior ao das coiidomnasocs, na corle,
onde a polica he mais forte, lem mais meios e re-
cursos, onde a popularlo esta mais agglomcrada.
osjiiizcsde direilo.dandoa aua opiniao sobre os jul-
uamenlos, dizem que apenas 7 absolvieses foram
mal fundadas, creio que devenios esperar que nm
semclhante leslemunho lenharoos arespoito dosmail
termos, onde as provas sao dilceis, e a polica ne-
nhuina.
Em todos os paizes a indulgencia do jury lem ai-
do maisou menos exagerada pelos cscrptores; en-
tretanto eu vejo que na Blgica o numero- das abe
solvicrtea he de 32 sobro 100 ou 1|3 : antigamenla
era de 20 peaaoas por cem, depois do jury passou
.12 e 3.) por cenlo, conforme aflirma Qiictelelc He-
uscliling, sendo 20 nos crimes contra as pessoas e 15
nos contra a propriedade. Na 11 "llanda onde exis-
lem ministros togados quo julgam lodos os crimes,
regula de lo a 20 sobre 100. Nao ignoris, senho-
res, que em loda a parle onde a repressao csl a
cargo dos magistrados logados, he ella sempre mais
forte, nem eu o contestare!, assim como cm vir-
tude dclla os crimes em vez de diminuiremaugmen-
lam.
Na Franca sabemos que rcgnlaram por algum
lempo as coiidemnac,cs de 61 sobro 100, s vezes
na de 85 sobre 100.
As absolvic;oesem 1831 andaram na razao de 46so-
tire lOO.e nos annos seguiules na de 41,32,33 e73al
o anno de 1847. Devo notar que aa absolvirOes sem-
pre se dao em maior numero nos julgamelos dos
crimes contra as pessoas do que nos crimes conira a
propriedade. Na Franca no periodo de 1830 a 1850,
as pnmeiras regularam de 39 a 56 sobre 100, as se-
gundas (dos crimes contra a propriedade) de 30 a 36
sobre 100." Anno lem has ido em que as dos crimes
conira as pessoas altingiram asommade64 sobre
No relatorio citado do ministro frrnccz Abbatucci
de 1852 e na eslalislca ultima encontram-se alguns
fados dignos de nota sobre a repressao. Delles se
col he que cm 16 departamentos as absolvir&es se dao
11a razao de 40 a 47 sobre 100, e que durante o anno
u !m 'r departamentos regularam do 17 a
24 sobre 100. e de 26 a 30 sobre 100 cm 17, outros
liouveram 43 ero que o numero fot de 31 a 40 sobre
too, e 14 em que alem de 40sobre 100 1 !
c36 11
e46 11
e5l n a
c63
c 54 11
c46
c 55 i)
e53 D 0
e 53 B i)
senhores, em franca regulou no espacc- de 1826
1851 enlre701 e926 cada anno. Os parricidios assii
regularam.
1827 23 parricidios.
1828 13
1829 14
1830 4
1831 15
1832 23
1833 29
1834 32
18:15 21
1836 >2
1837 Nao pudo colhcr o numero.
1838 Igualmente.
1839 lia n'-na sorle.
18^10 dem : mas sci que o lempo medio an-
nual de 1816a 1840 mide 21.
1841 18 parricidos.
. 1842 17
183 ao
1844 17
1845 25
1846 28 b
1847 19 b
O dos annos de 1850 c 1851 vem endobadn com
os de mais assassinalos.
Na Blgica, paiz moralsado, tem augmentado na
razio de7",i, comparados o periodo de 1826 a 1829
com o de 1831 a 1835. Na Irlanda a na Inglelerra
nao lem diminuido ; cu tenho as notas que por bre-
vidade nao leio. Na Corsega, onde todos sabem,
lem havido progresso na repressao do crime, onde
j hoje as estilsticas nao se aprcsenlam os tribu-
naes dos jurados entre os dos deparlamentos que sao
indulgentes, que absolvem muitu,vemos que de 1825
a 1835, o numero dos homicidios, segundo Sorbier e
Huan, foi de 187, o que para a populaco, que lie
de 207,089 habitantes, est na razao de 1 para
427 ero 1836 a 4810 na razo do um para 896.
Na ultima esLttislira, como em oulra occasiao dis-
se, os crimes conira as pessoas, nos quaes preponde-
ran! os de homicidio regularam de 83 sob 100 crimes
de loda a especie. No relalorio do guarda sellos da
l-ratina sobre, a Corsega cuconlram-sc'as seguintes
palas ras: O habitante da Corsega comparece quasi
sempre ante o jur> em virludc de crimes de morlc
ou de assassinaio. Islo prova que a repressao nao
he um mcio Ue clllcaz, como se suppc, que be
misler purificar a fonle dos crimes, que sao melho-
res as medidas e inslituices preventivas do que as
reformas da legislacao penal e da orgamsac,ao judi-
ciaria, e tambero bei mostrado que a nossa condicao
nao he lao infeliz como se pretende.
Tratare! agora das absolviees. A cmara esl
cansada, linha cu muito quedizer. infelizmente cou-
bc-nie a palavra as horas linaes da sessao.
Conforme o nobre ministro disse e o seu relato-
rio, as absolvieses lio quinquicnliio de 1848 a 1852
deram-sc na razao de 89,3 % ; no Iriennio a que o
nobre ministro se referi de 1848 a 50 na razao de
61 *, o que o nobre ministro chamou 2|3.
Nao devemos argumentar contra 6 jur\ pelo nu-
mero das absolviees, devemos antes examinar a roo-
ralidade deslas ; o nabre ministro tem cm seu poder
os materiacs precisos para este exame, que sao as
cotilas dadas pelos juizes de direilo.
O nobre ministro examinen, conforme o seu rela-
lorio neste ponto, somente as q ue toca ao municipio
neutro relativas ao anno de 1853, e porqueo nao fez
a respeito dos demais termos? Pelos dados que a
respeito do municipio da corte offerece o nobre mi-
nislro no seu relalorio reconhece-se que liouveram
77 reos julgados; destes 41 foram absolvidos e '.Vi
condemnados. lie sem duvida grande, maior o nu-
mero de absolvic.es do que de con lemnacoes; este
numero est para o total dos julgados na razo de
53 0(0! Entretanto, segundo o parecer dos juizes de
direito da crte, apenas 7 foram mal fundadas, 7
foram indevidamente absolvidos! podo o nobre
ministro acaso desle modo argumentar em regra ?
I'.uli:enii.s tirar urna ennelusao que o augmente c
progresso dos crimes he o resultado das absolvi-
eses t
Na tranca as absolvieses dadas pelos magistrados
egiilam a respeito do lodos os crimes de 13 a 20 por
cenlo. Nos delictos, porm, de tmprensa foram a 45
por cento de 1846 a 1850. Nos crimes de imprensa
nessa mesma poca as absolvicaes do jurv andram
na razao de 69 por cenlo.
Xa estalistica de aples, onde nao ha jurv, se en-
contrar-, os seguintes fados : nos crimes graves e
communs as abaolvicoes a cargo dos magistrados em
1832 regularam na razao de 27 sobre 100 ; nos d-
belos policiaes, na de76 sobre 100 Nos crimes jul-
gados pela commissao suprema dos crimes do estado-
entre 253 accusaei'ies houveram apenas 9 condemna-
coes. as commissoes militares, sendo o numerados
aecusados 1,165, os absolvidos foram 828 !
Examinemos agora o que a este respeito se d ero
um paiz. que he nesla parte paiz normal; a Inglater-
ra. O nobre ministro mesmo ja confessou que as ab-
solviese nesle paiz regulavain animalmente na ra-
zao de 28 por 100, ou um terco a respeito de lodos os
cnmes;be islo verdade atteslada porto dos osescripto-
res ; mas peco ao nobre ministro que separe os cri-
mesdemorte, assassinalo, de tentativa de morte, de
todos os mais crimes, e ver em que proporrao se a-
cham as absolviees e as condcmiiacoes. Se nao
quizer ter este trabalho eu lhe direi que crimes de
nioitee de assassinalo houveram na Inglaterra e no
paiz de Galles.
ti'" 'om'" -i0"'* ,le ""'"" c!c-' r B *"'i'aiit, Mii le 3|3
Em 184054
Em I81I66
Ero 184267
Em 184385 a
Em 184475
Em 184565
Em 181668
Em 184772
Em 184876
Ataja a razao das absolviees para os crimes de
morte e semelhantes andou cm mais de 2)3, e s ve-
zes loi a 77 por cento. as lenlalivasde morte o mes-
mo se observa na eslalislca ofticial, donde colligi es-
tes dados.
Vamos agora a Escossia : Id cm 184S (smente
tenho a eslalislca otBcial relativa a esse anno) hou-
veram 98 aecusados de homicidio, inclusive 3 de
tentativas, e as absolviees foram 68 No entre-
tanto ninguem pmle contestar que na severidade da
repressao pruna a Escossia. Dessa mesma estalisti-
ca so ve, que sendo de 6,909 o numero de lo-
dos os crimes, apeuas 1,106,oa 17 por cenlo, foram
absolvidos.
Na Irlanda foram aecusadas por crimes de morte
e semelhantes:
Em 1842 i89 peasoas, e absolvidis 178
Em 1843101 o e absolvidas 88
fcm 1844 jog 0 absolvidas 109
fcm IrS-, 92 a e absoividas 79
Ein 1816 98 c absolvi 86
Ein 181/ 117 e absolvidas 92
Em 1848145 a e absolvidas 125 !
O mesmo te observa nas tentativas de morte.
Na Corsega cm oulgo lempo se levanten um gran-
de clamor contra o iury.de modo que o proprio pre-
sidente docnnselho de departamento pedio a sua ex-
tinccao; boje porm. n3o obstante ojury, nao he es-
se lugar o em que mais absolviees se conce-
den!. .
No eslado de Massaehussels, onde o jury existe,
asabsolvicesrcgularam na razao de 6 por % de 18.13
a 18.1o, e 110 anuo de 1838, sendo 907 os aecusados.
apenas 69 foram absolvidos. Em Nova-York, ero
18.12, He 631 aecusados smente 132 foram absolvi-
dos. Eis-ahi ojurj !
Senhores, do que acabo de vos expor desla de-
rooiistraean deveis deduzir, c convencer-vos do sc-
guinlc : que se o nosso paiz ainda infante na car-1
reir da civilisaco, baldo dos -neios o recursos de
que os outros povos dispem, com os elementes que
vos refer, coro urna populaco em grande parle des-
cendente de ratas sclvagcns, de inslinctos brutees,
minha comarca, este homem he protegido pelo Sr.
1 ilippe Nery, aquello pelo Sr. capilSo fulano, aquel-
le oulro por bellrano, ele, e essa recommendacao
valia muilo 110 lugar ein que o homem se acbava,
embora o protector mora-so om comarca distan-
te....
. Ainda ba una oulra razao: nas villas calieras de
termos de ordinario ha urna porcao de homens que
vivem smente do foro ; esse- homens tem alii mul-
la influencia, deeidem de ludo, commerciam com
lal influencia e predominio, e o jury, concentrado
do modo porque o nobre ministro quer, importar
urna rica mina para esta gente muito boa ; exemplo,
o que acontecen oulr'ora na Praia Grande ou Ni-
Iherohy com os protestos do jury da corle. lpoia-
dos.) r
Mat a nobre commissao trouie urna idea salvadora
sem duvida be um desses favos de mal que nos olte-
receo, dizendo: Poder haver um tribunal do ju-
ry nas cidades popnlosas e villas distantes 30 le-
guas das cabee is das comarcas, contento que se
possam apurar 150 jurados, b Que concessao! Quen
apura esses jurados !
O Sr. Figueira de Mello: Sao apurados pela
ipialiliearao actual.
C Sr. Ferras:(Jual qualificacao actual! Aqui
esta escripto, o nobre ministro reserva para si o
processo desta qualificacao; va exercer portento to-
da a influencia sobre ojury. Ora, Srt, por exemplo
cm muba provincia exislem dislrictos distantes 5 e
6 teguas, aonde a populaco he grande, alm disto,
populacho que oflerece loda a garanta : fallo da vi-
da de S. Francisco, e da cidade de Sanio Amaro, da
heira de Sania Anna.e da Cachoeira.Maragogipe, e
no entretanto nao podem ter jury por causa de nao
distarem da cabera da comarca 30 leguas.
(11% differentes apartes. I
Enlao, ineussenhores, redijam a lei de oulro mo-
do, eu a cntendu pela sua lellra, e nao pelo pensa-
mento occullo de quem a elaborou; o restrictivo he
30 leguas.
Senhores, cu conlnuarei a fallar a cerca dessa con-
centraego do tribunal dos jurados nas rabera- dos
termos, Mostrou-se o inconveniente das lestemu-
nbas. Como responden o nobre minislros reflexes
apresenladas pelo .nobre depulado da provincia do
Bio de Jaueiro sobr- inconveniente do comparec-
mente das lestemunhas ? Disse o nobre ministro:
as lestemunhas na'oea comparecen!. '" Pois um mi-
nistro deve dizer islo! O ministro deve propor lo-
dos os meios para que as lestemunhas cumpram o
seu dever.
OSi: Ministro da Justira:A lei suppe que el-
las nao comparecem.
O Sr. Ferraz:A. lei manda quesejam intima-
das.e impe-lbes penas de desobediencia se nao com-
parecem, da-Ibes diarias, ele.; mas pelo que quer
o nobre ministro que os jurados julguem? Pelo de-
poiroenlo escripluI Senhores! o derioimento escrip-
to di Itere da verdade como a copia do original.
{Apoiados.) Muilat vezes os escrivaes enxerlam con-
tradicnies nos depoimenlos cscriptos sem que as tes-
temiinhas as leuliam dito, de maneira que os jura-
dos sevem peiados, e sem grvame de sua conscien-
cja nao podem condemoar,
Oulra cousa : o nobre ministro nao se lembra do
mal inherente i passagem dos reos de uns para ou-
tros termos, para o da cabera da comarca ? Nao sa-
be que ordinariamente nessas passagens sao sccom-
mellidas as escoltas que conduzem os reos, e elles se
evadem?
OSr. Figueira de Mello :E ero lodosos termos
ha cadeias'.'
O Sr. Araujo Lima :Essa he urna vantagem do
projeclo.
O Sr. Ferraz :Andarem os indiciados, os reos
com urna correnle de ferro ao pese oro, por lagares
ermos e de diflcil trajelo 1! Ha de haver este
passagem ; 011 quereri o nobre depulado que os reos
uao assislan aos seus interrogatorios, formaran da
culpa, ao depoimenlo das lestemunhas ?,
O Sr. Araujo Lima :Se couber-me a palavra eu
explicare!.
O Sr. Ferras :Dcsejarei que o nobre depulado
na sua comarca de Porte Calvo lome islo ero conti-
dera;ao. O maior mal, senhores, vem dos juizes de
direilo nao quererem sahir da rabera das suas co-
marcas, de quererem Jantes que os" reos vao para
BOm
Protestos para nov jury; parece que a esttKres-
peilo se oltercceu urna emenda suppressiva desN re-
curso. Conscrva-se o novo julgamculo em virlude
da appellacao ofiicial, e nao a bem do reo !
Quer o nobre ministro que o segundo julgamenlo
lenha lugar sempre nas capilaes das provincias;
bem ; mas, pergunlo cu, os jurados das capilaes das
provincias lem os meios necessarios para coohece-
rem do faci 1 As provas escripias j moslrei que
se acha em relacao aus outros tao adianUdos nacar-
rcira da civilisaco, cm nina condicao superior, ou
ao menos igual, he evidente que o nobre ministro
sem fundamento nos representen, sem necessidade,
como um povo degenerado, e corrompido, c em ter-
mos de barbarisar-se I
Tendo demonstrado o nenhum fundamente do
projecto,cabc-nie aindaexaminar.se ainda debaixode
lao infeliz con.lic 1,1 como se suppoz, com as medidas
propostas melhorariamos.
Quaes sao as medidas' O nobre ministro as enu-
merou em seu discurso: 1., ronccnlrae.lo do jury ;
:.., restriccao do jury quanto aos crimes "afianeaveis;
1.', teparaeao de polica e Justina. Melhorremos
acaso com islo. Vejamos: O grande deleite, e-
nhores, da justir-a no nosso paiz parlo principalmen-
te das seguintes causas: falla de lestemunhas que
deponham sobre o crime e sobre quem seja o seu au-
tor ; os crimes de morle sao de ordinario commetti-
dos em lugares ermos, laes provas sao portante dif-
1 em segundo lugar, parte do nenhum cuda-
liceis ;
, O ['o 11. tro de se colherem as provas; as mesmas lestemu-
nhas que jurara, juram contradictoriamente, as ve-
zes nao fazem mais do que assignalarem indicios mais
ou menos leves; os processos de formarSo de culpa
.sao reilos de modo que pouca r merecer, c nao dao
os esclarccimenlos necessarios : os depoimenlos das
lestemunhas sao escriplos sera cuidado, de modo
que alem de contradictorios, sao inverusimeis, e as
vezes nao se culendem ; peranlc ojurx apparecem
assim os processos, e como impor-se nia pena 1 E
como culpar ojury? Passando-se a jurisdieao para
os juizes logados se obterao melhores processos l Nao
sao elles os mesmos que os formam? J moslrei que
a falta de seguranca devida nos mesmos jurados linha
multa terca, se o governo nao pode obler a captura
dos criminosos, se acham cadeias tracas de onde con-
seguemfugir, c se acham prolecees que os absol-
vam, nao digo no jurv- mas aute" os proprios juizes
de direilo quaudn rccorrein, e mesmo sendo pro-
nunciados depois de condemnados ellesoblcm habe-
as-corpus, como o nobre depulado pela Babia nos re-
feri, se, senhores, nas appelaces que seinlerpem
se obtem raelhoria de sorte que pelo simples fado
da falta de loque de campainha, como reterio o
nobre depulado por Minas, sao os julgados annul-
lados, se esses homens vollam ao depois ao mesmo
thcatro de suas faennhas c lem lodos os meios de fa-
zer mal, quando o jurado ve que o bom magistrado
as vezes he raorlo ou perseguido porquo enmpre o seu
deyer, ello que he juradoe v o magistrado perse-
guido o rcmovido.e a juslica passar para as maos do
inc-iun criminoso....
O Si: Figueira de Mello : Isso n.to acontece
hoje.
O Sr. Ferraz: ..... como he que o jura-
do ha de ter garantas para poder cumprir o seu
dever"'
Ainda repelirci, o que foi que o nobre ministro
trouxo a casa para motivar essa mudanza de siste-
ma na nossa ordeni jndiciaria? O numero doscri-
mes de morte; no entretanto os crimes de morle li-
ram ainda a cargo do me-ino jurv Grave conlra-
dicco Todas as eslatslicaa, todas as collecccs de
areslos de lodos os paizes demonslram que os jura-
dos sao benevolentes, sao indulgentes para os eri-
mes commellidos contra as pessoas, e nao para os
commeldos contra a propriedade c honra; exacla-
mcnle sao esses que o nobre ministro quer passar
para os juizes de direilo, deixando o crime de mor-
le ao jury !
Pelo projeclo o bou.iridio (tea sujeilo ao julga-
menlo do jurv; os crimes de aborto e infanlecidio
porm, que sao semclhanlcs, passain para os magis-
trados : qual a razao para islo? Nao posso desco-
br-la. A roncen liaran do jury he um objectn que
o nobre ministro encarecen como nm remedio salu-
tar, disse elle : Senhores, acabemos coro as influ-
encias dos lagareta. Mas d'onde os jurados de-
ven ser lirados? De loda a comarca ueccssarismeu-
le; logo, sendo os jurado de loda a comarca, es^a
influencia continuar, e muito maior ser, porque
sendo chamados de lugares limito longiuquos, o re-
sultado sera que fallarao, e servirao permanente-
mente os da cabece- de comarca ; por consegrante
(eremos sempre jurados especiaes aonde os podero-
sos poderao muito influir. As cabeets de termo em
geral tambem sao lugarejos sujeitos a tees influen-
cias. Nada portante gauharemos.
Ainda ha oulra consideradlo que exporei ao no-
bre ministro. Os potentados (em entre ti relaees
13o forles que uns ajudam aos. oulros, prendem-se
por mutua allianea, por amsade raulua ; eu repa-
ra sendo juiz de direilo do centro, que te dizia na
ca antes de 1841 ? Uro reo que eslava na villa da
Barra, 160 leguas distante da capital da provincia,
la bcou por mudo lempo, porque os meios de trans-
porte eram quasi impossives, tinha de caminhar
por travessiasedcseilos, e creio que l csteve esse
reo preso para ir responder ao jurv na capital da pro-
vincia al a promulgacilo c ciecuao da lei de 1841,
"levanten as maos para o ct-o cntio. porque so vio
livre dessa viagem lao iucommoda.
OSr.SiqueiraQueiroz:-k)s que iam aqu do
K10 de Janeiro para Nilherohv eram quasi lodos ab-
solvidos.
OSr. Feras:A oulra medida que o nobre
nunislro prope vem a serreslricces nas jurisdi-
oes do jury. Funda-se esta medida, primeramen-
te na ignorancia dos jurados, em segundo Ingar na
demora dos processos, em terceiro lugar no predo-
minio das influencias dos lugarejos,
O Sr. Ministro da Justira :Islo he sobre acon-
ceutraco.
O Sr. Ferraz:A reslricco lio a mesma cousa.
O Sr. Araujo Lima:A concentrtejao heconse-
quencia da reslricco.
O Sr. Ferraz :E em quarlo lugar na necessida-
de de melhoramento da repressao, fleando esta acar-
go dos nwgislrados em cortos crimes.
Sr. presidente, V. Exc. roe permitlir que eu diga
ao oobre ministro, relativamente a ignorancia, que
eu recete muito dos nossos juizes por este lado. Eu
kplicare ao Brasil o que Dufaure applicou i Fran-
ca Pergonlou elle :
h Onde o jurisconsulto, ondeoverdaleiro magis-
trado ? D'onde o lirais ? Onde o formis ?
Nossas circunstancias ainda ?3o peiores.
Senhores, he urna verdade Irisle aquella que vou
exprimir ; os mojos que se dedicam an esludo do
direilo apenas podem aprender nas escolas o melho-
do de esludar, muilos nem islo fazem. porque con-
fiam nos protectores, quo tudu suppretn, e eutre nos
o patronato he ludo, o mrito nada. {Apoiados).
Entre ns, ninguem pode contestar, a mocidade se
acha dominada por urna ambicio sem dignidade;
antes quer subir por meio da protecc^o, de qoe pelo
valor do seu mrito, e por isso nao eslud, nao se
applica t sciencias de djfeito, ele.
tima voz :He urna verdade.
Outra :Nem lano.
*'u" "'a::E nao hcisomenle islo ; o mojo
que sahe formado nao adquire pralic alguma ; a
nica iuslluisao que temos para dar-lhe algum
conhecimento vem a ser a advocacia. Elles apenas
se inscrevem no tribunal da relacao e nada-mais fa-
zem ; e a advocacia nao he, senhores, a prolissao
mais propria para formar juizes...
f/ia voz : Enlendem que o lugar de promolor
publico he lugar de noviciado.
O Sr. Ferras: O goverho escolhe juizes mu-
nicipaes s cegas, sua Hornearan fica sujeilo ao azar,
0110 faz por auggestes da intriga, ou por empenhos,
e daqui qual a garanta da bondade da oomeaco,?
sao esses mojos Horneados juizes municipaes, e'o
que fazem elles? Dedicam-sc a poltica ; entregam-
se inteirameiile a cerlos advogados, aos escrivaes:
auo podem dexar de fazer; passam necessidades,
porque pequeo he a vencimeuto, c em regra ne-
iihuma pralica adquirem. Passam para juizes de
direilo, enlregamrse a polilicn.... pauco lempo Ibes
rcsla para o esludo de direilo, e se tao habis juris-
consultos, omovimeiito commercial e poltico os ab-
sorve,' o- aparta da magistratura Passam a desem-
bargadores, e enlao be que estudam quando a pol-
tica Ihes nao absorve lodo o lempo : e qual he o re-
sultado de ludo islo ? O que se v. Nao temos juris-
consultos, nao temos verdadeiros juzes.
Sem duvida o esludo de direilo he materia fasti-
diosa, a politice he mais deleilavel; o magistrado
para ser removido de um lugar para outro, para ser
promovido he preciso ser poli tico ou ter amigos pol-
ticos. *^
O Sr. Silccira da Molla: Vai-te encami-
nbando.
,;Sr' Ferra: ~ E 1ual llc o resultado de ludo
islo I O resultado he, peco llama para declarar,
que o magistrado enlrc ns pode saber muito de lu-
do, menos de direilo. A interinidad!- dos lugares
que da lugar a essa distraern poltica he um grande
mal. O uobre minislro quer que lique o julz muni-
cipal do termo vizinbo lum 1 iunandn cm ambos os
termos ; mas nao v a impossibilidade disto, e a de-
mora que o nobre ministro quer evitar ? Como he
queojuiz municipal pode preneber lodas" as func-
coes em ambos os termos ? Como andar rpida a
marcha dos processos?
OSr. Figueira de Mello d um aparte.
OSr.Ferraz : Mas succede islo na minha pro-
vincia ; os juzes municipaes de muilos termos estn
na assemblea provincial, o juizes de direilo fura da
comarca, cm que Mus vai parar a autoridade ? Nao
lie nas mesmas que o nobre minislro quer-cvilar.
O Sr. Silctira ta Motta : No capitao-ror.
O Sr. Ferraz : O juiz municipal vai para a as-
semblea provincial ou ucr.it; quem Rea ?.....
O Si: SiUeira da Molla: Fica o capilo-mor
servindo de juiz de direilo.
tm oulro Sr. depulado da nm aparte.,
O Sr. Ferraz : Quanlofa mellcrcm-se em polti-
ca, persuadam-se os nobres debutados, he islo natu-
ra!, c este passo os faz sujeilar a essas influencias
dos lugarejos a que o nobre minislro se refere.
O Sr. Pues Brrelo : Conhece por experiencia
propria.
O Sr. Ferraz : Nao lio por experiencia propria,
lie por alhei.i; .le ordinario elles tem necessidade
de se tornaran populares; he bello ve-Ios em po-
cas de eleicies, abracando a uns. apertando a milo a
oulros, dirigindo a lodos meigas palavras.... Se sSo
frenticos em poltica, perseguem a um lado, favo-
recen! a oulro, a paixao poltica os cega, e as vezes
nisensivclmcnle sao injustos, pensando que servan
bem....
O Sr. Araujo Lima diz algumas palavras que n3o
ouvmos.
"* Ferraz : Fallo em'geral ; aprecio mu-
te o juizo do nobre depulado, mas faca de mira n
juizo que quizer. devo dizer o que pens. Eu nao
posso deixar de fazer aqui una observacSo usando
das palavras de um grande homem, que he Guizol:
Todas as exet, diz elle, que a poltica penetra no
recinto dos Iribunaes, por melhor que seja a inten-
clo, qualquer qua sejt a mao, por mais benfica que
seja, que lhe abra a porte, a juslica foge e detappa-
rere...Enlrc a polilica c ajuslica teda a inlclligencia
he corruptora c fatal, lodo e contacte he pestfero.
(Apciados.) Assim, poia, do predominio das influen-
cias dos lugarejos n3o estao isentos os magistrados.
Agora irei fallar a respeito da bondade da repres-
sao a seu cargo. Concordo qoe ero lodos ot paizet a
repressao a cargo dos |ulzes logados he sempre mais
terle; anda em I-ranea na razio de 13 $, e regula do
mesmo/ modo cm oulrot paizes. Cumpre, porm,
assignalar um fado e he que, apezarde loda a re-
pressao, os crimes coja repressao este a cargo das ma-
gistrados vao sempre em progresivo augmento, as
reincidencias cresccm de auno em anno; o que dela-
ta rraqueza deite meio; entretente que em algum
panes os crime* a cargo dos jurados vao diminnindo,
como na Blgica ; donde procede isto ? He urna in-
cgnita que desejava conhecer ; parece-me que se pu-
de descohrir ; nao esl tmenle na repressao a dimi-
iiuiciTo, depende isto de oulra cousa, e vem a ser na
punlicacao das fonlcs dos crimes, o que se obtem em
grande parte por meio da edocacao moral e reli-
Siosa. ^
E agora, senhores, o que mesmo se pode obler en-
tre nos da repressao a cargo dos magistrados ? O no-
bre minislro creio que me dar licenca para ter urna
parle do sen relatorio e da sua estalistica ; nessa as-
a ishca Iraz o nobre minislro os crimes de responsa-
oilidadc a cargo dos juizes de direito ; na primeira
casa, ou como quizerem chamar, perlencente a um
auno, adiamos 15 coii.temtiac.nes e 3 absolviees, na
segunda 21 eondemnacese 17 absolviees, na tercei-
ra 18 condemnaefies e 12 absolviees,' na quarla 29
condemnaees e 31 absolviees, na quinte 5 condem-
naefies e 11 absolviees No seu relatorio o nobre
minislro diz que houve 26 absolviees e 25 condem-
naees em crimes de responsabilidade, durante o
Iriennio de 1818 a 1850; qual he a diflerenca ? Mais
absolviees do que condemnaees: esao juizes de di-
reilo que julgam. ..E como smenle aecusar-se oju-
ry 1 E melhorremos ?
Eu creio, portante, que nesle ponte n3o melho-
ramos.
Vamos examinar a oulra medida aprcscnlada pelo
nobre minislro.Separarn da n-lira, da polica.
Pergunlo : esta separaeaose quer smente para belle-
za do sjslema? Jr
Creio que nao : o seu lim be prestar urna garan-
ta ; c qual.he essa garanta ? He que sendo os em-
pregados da administraran sujeitos ao governo, au-
toridade publica, nao podem deixar de obedecer-Ibes
em seus aclos, c assim a ioslija seria feila conforme o
querer do governo. O lim he que a juatica liqOc a
cargo de juizes iudepcndenles: essa he que he a aran-
de vantagem...
Urna los :He a Iheoria.
O Sr. Ferraz :Agora dizei-me, senhores. os vos-
sos juizes municipaes serao independenles ? Nao de-
peiutero elles na sua recondueeae do governo?
O Sr. /'. Octaciano :Antes nao dependessem.
O Sr. Ferraz :E-para sercm reconduzidos, para
passarcm para melhores termos assim como para a sua
promotfto nao he necessario andarem inleiramente
1 'v"10 0ln ,mmslr. lazerem-lhe a vonlade,
ele. Na (allarci nas laes ajudas de cusi que os
juizes municipaes receban, as quaes os lornam ainda
mais dependentes. Osjuizos de direilo terao laro-
bem independenles, ou dependentes do governo ?
Eu desejava que elles fossem independenles, porm
vejo que em ludo dependan do governo ; quando
querem passar da primeira para a segunda classe ou
para a Ierren a. v anos que dependem dos ministros,
e quando quercm ser nomeadot desembargadores,
anida temos maiqr dependencia, e agora pela medida
do projeclo, pelo arbitrio da escolha, ainda maior de-
pendencia. (Ha um aparte.)
A independencia do magistrado pude ser estabele-
cida de uro modo vantejuso: regras para as remores
e promoees se podem crear que lirc esse arbitrio do
governo, o essa dependencia. s
Da teparaeao da administraran da juslica nao po-
demos colhcr o que inculcis ? Eu nao tei'se isso he
urna lat;a de mel que os conciliadores oerecem !
Perguularci agora quem he que colhe as provas,
laaa corpo de delicio, lira as inquirtees,procede as
diligencias nercssarias para o deacobrimenlo dos cri-
mes Os delegados e subdelegados, que pela nova
emenda da commissao sao agentes do promotor pu-
blico, e como laes denunciara e acensara. Assim,
pois, laes delegados sao, conlinuam a ser/ludo,
sao denunciantes, aecusadores, ao mesmo lempo os
colligdores de provas.
(Ha um aparte.)
O subdelegado ou o delegado denuncia, prende,
faz o corpo de delicio, faz lodas as diligencias, pro-
cede a Inquiricao, e ao mesmo lempo, como delega-
di. ln i>r....., .Lar- a >
pram riivau t\ ..____1 i rl- 1------- hvw *= mesmo lempo, como ueiesa-
cabe a aecusasao! ora, isto importa urna mistura e
confusao inconcebivel, e por oulro lado urna verda-
dera myslificasao.
(lia um aparte.)
Diz o nobre depulado pela minha provincia, o Sr.
Dulra, no aparte que daE ludo gratis!Ue verda-
de, c ludogralis!
O nobre minislro nos disse que a lei de 1811 era
urna le de antagonismo poltico.... Nao me lembram
bem as palavras do nobre ministro; mas como te-
nho aqu .0 seu discurso, eu as lerei: "---------..
Saibores, a lei de 3 de dezerabro de 1841 dava
terca ao poder, be urna verdade; mas a lei de 3 de
dezerabro lornou o poder dependente do antagonis-
mo poltico; por essa le o governo nao pode ter
forca sem que lenha antagonismo polilico. Tirai-lbA
o autagonismo polilico, e elle nao pode governar,
04 ha de ser embarazado na sua marcha, conslituin-
do um pessual heterogneo e repugnante. 11
Beferia-se acaso o nobre ministro polica admi-
nistrativa ? Eu nao o enlendo bem, lie esta urna
cousa que escapa minha penclrajao; he muito me-
laphysica Pois o nobre minislro querer dar a po-
lica administrativa a pessoas que lhe terem contra-
rias Nao. Eslou convencido que o nobre ministro
ha de dar a polica administrativa a pessoas que es-
tejam no seu pensamento, c que deem plena execu-
eao a elle; e islo quer bajara partidos, quer uflo.
He desla maneira que percebo o seu pensamento.
E o que feza/lei de 1841 ? Nao foi o mesmo? Nao
o ruten lo neste parle.
Senhores. parece-me ler demonstrado que a lei
proposla pelo nobre ministro no lem o fnndamenlo
que elle aprcseulou, e demonstrei pelos dados esla-
tistcos queoflerec, e tenho igualmente demonstra-
do que nada melhnramos com as medidas propnslas,
com este reforma; vejamos agora o que ella he:
diz o nobre minislro: he urna lei de progresso; diz
o uobre depulado pela Babia : he urna lei de amor ;
diz logo o nobre ministro: o partido conservador,
passa a ser conservador progressista- Declaro que
isso para mira anda he cousa muilo melapliy-
sica....
O Sr. Ministro da Justira:Sao episodios.
O Sr. Ferraz:Pois nos que pelo projeclo retro-
gradamos, progredimos ?! Importa islo urna verda-
deira irrisn ao bom enso.v
Tambem nao considero essa lei como urna lei d
amere'Ates, dis*c o nobre minislro : a lei de 1841
era urna lei de reacio? E porque considerava a'es-
sa lei como urna le de reacejo ? He porque ale
1841 as autoridades erara Horneadas pelo povo c de-
pois da lei de 3 de dezembro ellas passaram a ser
uoracadas pelo governo; mas qual he o meio termo
que o nobre minislro procurou? Conserva loda a in-
fluencia sobre os juizes niunicipacse de direilo, e ain-
in.iior do que agora lem, c desle modo ainda a jus-
Sa fica a cargo da administraran.
Se o nobre ministro procurasse dar independencia
magistratura c separasse inleiramente 'della ludo
quanlo -pode afleclar essa independencia, cu convi-
ria que o projeclo em discussao era urna lei de pro-
gresso.
De passagem direi ao nobre minislro que nio he
bom desacreditar a legislarlo em vigor....
e) Sr. Ministro da Justira:Mu nao desacre-
dilei.
O Sr. Ferraz :N3o a chamou lei de rcacrSo,
de antagonismo polilico?
Eu, Sr. presidente, inda considero que o nobre
ministro nao disse oslas palavras : qoe o partido
conservador passava a progressistasenflo por irri-
s3o ; nao posso entender de oulro modo, porque es-
ta'le he de regressu, estamos apenas a dous pastos
distantes da ordenaran doliv. 5.
O Sr. Taques :He do progresso da razo.
OSr. Ferraz:Perdoc-inco nobre amigo, esla
lei nao pude ser do progresso da razao. porque ataca
una uislituico poltica que presta graude garanta
ao nosso sxstema de governo, qual he ojury que
sempre em todos os paizes fe considerado como urna
garaulta poltica contra 1 oppresso.
Oiieriu Inglaterra, quer nos Eslados-L'nidose
em oulros paizes, sempre a le que cstebelecc o juizo
por jurados foi como lal considerada ; esta lei que
discutimos iniiin.-e este principio ; a intervenejio
do paiz nos julgamelos desapparecc em mullos ca-
sos, e ainda mais naqiiellcs em que o jury tem pro-
cedido de una maneira digna de luuvnr.
O nobre ministro lanibcm ataca astheorias de go-
verno representativo quando passa o julgamenlo do
crime de resistencia s ordens illegacs para os ma-
gistrados. O crime de resistencia, que ora pertence
ao jury, he um crime d fcil abuso, e cuja punicio
nao pude ficar a cargo senao do jury.
O Sr. Ministro da Juslica:Fica manlida a lei
de 1850.
OSr. Ferraz :Perdoe-me o nobre minislro.nlo
repara no que eslou dizendo ; eu fallo do crime que
esldebaixo da inscripeaodc resistencia, e que nio
foi objecto da lei do 1850.
I'alt ira tambem de outro que so ocha dchaixnda
rubrica de resistencia, do qual tralou o nobre depu-
lado por Alinas, que me precedeu.
O Sr. .iraujo Lima : Elle fallou ua provoca-
cao.
O Sr. Ferraz : A provocarlo csl debaixo do ti-
tulo de resistencia. Al be cuntradieco deixar ao
jury o crime de sodcao, e oulros a quo se refere o
art. 119 1I0 cdigo penal, e passar o de provocaco a
estes crimes por cscriptos impressos paraos juzes tu-
gados...
O 'r. Taques :Foi engao ua redacrao.
O Sr. Ferraz :Bem, fui engao, mas, senhores,
e os conromilantes ? O nobre ministro qua que os
magistrados julguem tambem das causas em qoe
liouvcrcm concomitantes por coime vilo. Ora, por
connexaoos magistrados timiama si o conhecimento
de todas as cousas, os crimes graves que rabera ao
jury ite Indos por concomitancia e counexSo para oa
juizes de direito.
O Sr. Paula Baptisla :A connextio tem regra
theoricas.
O Si: Ferraz:Quaes sao essas regras ? Vamos
a hypnthesedo erimede provocac,ao on de resisten-
cia. Na resistencia ha a morle ; logo pertence o co-
nhcciuiente da morte aos magistrados, islo he bem
connexo.
Agora, senhores, nos temos o direito de resistir s
ordens illegaes, ou positiva, ou negativamente ; en-
tretanto o que succede he que estemos debaixo da ju-
risdieao do magistrado, que se pode considerar mui-
to oflendidn porque as suas ordens illegaes nao tao
allcndidas, erondemnar immediatemenlc.
Por ronnexiloe concomitancia para ojury o cri-
me aflanjavel devia serjulgado, e nao o nafiahea-
vel patsar para o juiz de direilo, obedecendu assim
o crime mais ou menos grave.
Estes crimet nao podem abtolutamenle deifazcr
parlo das altnbuiees do jury ; naa se pode por ma-
neira algema admillir essa concomitancia, essa con-
nexao ; essa concomitancia i,a0 importa aenaoj pas-
sagem para os magistrados do conhecimento de to-
dos 01 crimes em que ellet deicobrirem connexo.
I.embrnrei inda oulra hxpotlicse: o crime de
ajuutamcnlo illicilo he considerado policial ot cri-
met polciaes, conforme o projeclo, sao processadus
e julgados pelos juizes municipaes ; logo ao juiz
municipal cabe conhecer de todos os crimes conco-
mitantes ao ajunlamenlo illicilo, que o cdigo clat-
sillca como polciaes. Quando do ajunlamenlo illi-
cilo resultara violencias, as penas que se devera
mpor sSo de prisao com trabalho de 1 a 6 annos,
alm das que couberem cm virludc da naiureza das
violencias. Logo, o juiz municipa I j 11 Isa al crimes
inaliaticaveis. Eis-aqui pois a connexao ; entrega-
se groios da magistratura em que o nobre minis-
tro lem maior influencia o direito mais precioso
da sociedade no sjslema representativo, qual o de re-
sistir as ordens illegacs, o das reunies popula-
res, etc.
O projeclo com a emenda anda alara o acto ad-
didonal. O acto addicional noarl. 10, S 1., d adij
visaocivil c judicial s assemblasprovinciaes; mas}
emenda destroe inleiramenie esta alribuicao que o
aclo addicional d as assemblas provinciaes, senau
directo, indirectamente, porque de que serve marcar
a di visao judiciaria se o governo por decrete pude mar-
car o lugar onde de.em funecionar os Iribonaes, e
pasar de uns para oulros termos ou uni-los?
O nobre minislro me ha de perdoar tambem que
lhe observe que o dar ao juiz de direilo o julga-
menlo do crime de que Irata a 2. parte do art.
119 do cdigo penal importa urna oltensa ao direilo
de assonatao ; o conhecer das provocaciies por dis-
cursos proferidos nasassociacaies e publicas reunies
devera perlencer ao jury: he urna garanlia pol-
tica, alias nenhum discurso poder ser proferido sem
que seja qualificado de provocador I E, senhores,
para os magislrados a provocaco por cscriptos im-
pressos, a provocaco por discursos e por escripto
nao impressos ItSe/ai-se tequeslrando esta pequea
liberdade polilMV que temos. Ao nobre minislro
codbe esta (arete.
Quer o nobre minislro que as calumnias conira o
ministerio, conira os funecionarios poblicus, conira
os raembros desla casa, conira os membros dos
Iribunaes de juslica deixem de perlencer ao jury,
pertenram aos magistrados.
A commissao tira do projeclo as calumnias e con-
serva as injurias. Eu, Sr. presidente, sobre este
ponte pedirci cmara loda a alteocao.
A imprensa pde-se or-upar de dous objeclos im-
portantes, ou da discussao propriamenle de llieorias
polticas c de ore.ani-ar.10, ou dos defeilos, incapa-
cidade e crimes dos ministros, afira de mostrar que
elles nao podem merecer a confianza publica, por-
que nao lem a capacidade necessario para cumprir
a sua missao. Na l. parte ha na verdade o pergo
de deslocarem-se as palavras, de dar-se-Ihes inler-
prelacao odiosa, ele, e dabi a necessidade de seu
conhecimento perlencer aojurv. Todo o escripto
que provoca, sendo sujeilo a um tribunal como esse
a quem o nobre minislro d o conhecimento de tees
crimes, lalvez dahi rcsullassc mal menor do que at-
Iribuir-se-lhes o conhecimenlo das injurias e dis-
cusses conira os ministros. Dizia um grande ora-
dor francez cm 1835, na Franca: Expor os m-
nimos e lauca-Ios ao odio e desprezo publico, nao
he s um direilo, he um dever, e lano maior quau-
lo o ministerio se ter tornando cada vez peior.... a
(lia um aparte.)
Nao, o nosso cdigo a respeito de injuria he mui-
lo vago, d lugar a umitas interprelaccs, d lugar
a muilos abusos ; nenhum escripto baque se nao
possa classificar de criminoso quando tratar de om
ministro.
Diz o cdigo : a Julgar-se-ha crime de injuria a
imputaran vaga de vicios ou defeilos sem fados espe-
cificados ludo que pode prejudicar e reputaran de
alguem discursos ou sgnaes repelidos, insultantes
na opiniao publica, a
Tudo portanto pode ser classicado injuria. Nada
te poder dizer contra os ministros a passar esla lei.
Sr. presidente, urna phrase destocada, urna allu-
s3o mal entendida, urna expressao mal interpretada,
pode fazer considerar-se injuria aquillo que na re-
alidade au be, e por isso um orador im.de/. dizia
i( que por qualquer modo admillir-se que os abusos
de liberdade de imprensa fossem jnlgados por um
outro tribunal que nao for ojury, importe acabar
com a liberdade da discussao, com direilo de oppo-
sicao a um minislro. De lal modo, por meio de
laes iiitrprelarues, dizia um orador inglez, os pro-
prios editores da Biblia podem ser aecusados como
alheos.
Enlendo que a magistratura nao deve tomar co-
nlieciinenlu ilesses crimes; os magistrados lem obri-
gacSo de applicar a lei aos aclos, e, se se der essas
allribiiices que o nobre ministro quer seria sem du-
vida dai-lhr. mn poder dscricionario, que nao he
f>t.i cssencia.
A magistratura, como diz nm autor, dimana da
autoridade e he interessada nas injurias contra a au-
toridade, e daqui todos os raaos resultados do espiri-
rilo de classe e corporacao. Como com imparciali-
dade os magistrados podem julgar causas que enten-
dem com os ministros de quem dependem ? Se o li-
zerem serao perseguidos, nao obterao promoro,
ainda quando Ihes caiba ease direilo.
O jury he um tribunal movel, a magistratura
una entidade permanente. Os erros do jury se re-
median! pela sua renovaeau. Os erros dos magistra-
dos tornam-se jurisprudencia, o dcteme de seus
caprichos loma o carcter de precedente,
Os magislrados polilicos, como os nossos sao, rao
podem ser iraparciaes nos crimes de liberdade de
imprensa ; lem tanto inlcresse de vinganca quanto
o ministro oflendido. E como o serao para com os
oflensores de seus collegas ? O espirito de corpo
abajara lodosos dictamos da juslica.
Em lodo o caso as decisues dos magislrados por
melhorese mais imparciaes qne sejam, sempre serao
reputadas injustas e violentes, porque elles serao
considerados mero instrumento do goVerno.
A que pois lal medida
O governo nao ganliara cous alguma cm as de'-
cses da magistratura nesse terreno ; entretente
que com as decises do jorv ganharia muilo, porque
nao se poda tuppr que esias decises fossem arran-
cadas por sua influencia sobre os jurados.
Senhores, eu ainda refleclirei ao nobre ministro
que nao nosso conceller como elle Iralasse desle ob-
jeelo Ns ambos eslremos junios a ca\rreira pu-
blica no mesmo annb; como escriplores, tomos filhos
da imprensa : o nobre ministro reeonheee a grande
influencia qne ella exorce sobre a victoria de um
partido; e nos boje que estemos no lombadillto desla
nao poltica, para que havemos oltender a imprensa
de que descendemos?
Eu rom prebendo muilo bem Luiz Napoteao quan-
do nas suas leit de 1850 o 1851 admiltio a idea apre-
scnlada hoje conira a imprensa pelo nbbre minislro;
elle leve um fim polilico : mas nao posso compre-
hender como o nobre minislro. 13o versado como he
nas materias do sxstema representativo, adopta esla
idea ; ignoro o lim....
Um minislro de l.uiz Philippe, e um grande ho-
rnera, dizia, quando se discuti a lei da imprensa
em 1835 : a ns n3o queremos acoberter nem a
nossa pessoa, nem os nossos actos, ficemos inleira-
mente a descoberlo. Oulro, cujo nome ha ponco
citei, Thiers, fallou nessa occasiao desle modo : a O
que ns demandamos ? O came de lodos os nossos
actos ministerines ? Sim. A liberdade de se nos
calumniar ? Sim. A liberdade de se nos levanta-
ron falsos ? Sim.* A liberdade de se nos expor ao
odio e desprezo publico ? Sim.
O Sr. Sikeira da Molla:Me mo goslo.
O Sr. ferro;:....Sim, dizia elle, reconheo que
he islo da cssencia do syslema representativo, cu o
aceito francamente e sem reserva.
O Sr. Taques:Al a dlamario, nao.
O Sr. Ferraz:O jury a reprimir. Ha dous
pontos na dilTamaco que 'se separam ; um vem
ser o que diz respeito ao minislro, como homem
particular, ainda que revestido de funcres publicas,
o oulro respeito aos aclos pblicos do funeciunario
do Eslado. No primeiru caso nao duvido dar a al-
ribuicao pedida aos magislrados. o segundo,
jamis.
0 nosso cotligo he muilo vago 3 este respeito ; po-
dem-se dar iiilerprclactes, dcslocarcm-sc phrases. c
culender-sc commo injuria aquillo queonaohe.eas-
sim agrilhoar-se a liberdade da imprensa. E de-
pois, senhores. vos magislrados deveis conhecer das
injurias tejas aos vossos collegas ? N'is depulados,
filhos do povo, havemos de querer que a injurias
toncadas sobre nos sejam vindicadas peranlc um Iri-
liutial de magisIraluta.'Nao havemos de recorrer ao
iovo? Havemos deabaiidonarnsjurados ?Eupero ao
nobre minislro que repare o quequeremos fazer coro
islo. Essas injuriasquepnrahi se possam espalharcon-
Iraoum ouulro, que influencia podem ler? Eu posso
dizer : o ministerio aposenta emprepados ainda ero
estado de servirem para empregar a seus prenles c
amigos, o ministro de lal anda de-la ou daquella
maneira ; he melhor desprezar islo quando seja
Eu direi ao nobre minislro que temo muito que
alguem queira applicar as palavras de um grande
homem a esta discussao. Quando na Franca se lau-
cn man de reslricces contra a liberdade de impren-
sa gritavaum hnmem grande pelo seu nome, pela
sua influencia, Chateaubriand : Desle modo te re-
eonheee que se lem dispenddu cm v.lo grandes som-
111.w para subordinar a imprensa, que he preciso
acabar pela violencia o que se piincipiou pela cor-
rupto.
.Nao dcsejarei que na situaran 'actual se lance mao
desta palavra, principalmente para applicarem-se
aquellas pessoas a quero nao se podo negar probida-
dc, roas poda este projeclo aulorisar as mesmas vozes
que 00(30 na franca se ouviam.
Sr. presidente, a que teman as medidas propos-
tas ? O projeclo d grande influencia aos magislra-
dos da 1. instancia, elles j sao homens polticos,
augmenta-sc-lhes o poder, d-se-lhes uro privilegio
de foro, um tribunal especial para conhecer os seus
delictos, d-se-lhes o conlienm.-nlo das injurias que
se Ihes podem irrogar no deteropenho de suas func-
ees. entrega-se-lhes a imprensa, colioca-se-lhes o
mais alto possivel, com o maior poder
temf,drl!Mt .ni- ,ua **"' vilsatao. ar
menl 1 a "'"un ternavam-se doceis insteu-
da?n'mhleri",M'-f"",nl ,ua' vonlades,.deci-
hii f??B>e* *prmU : da10i resullaram oscom-
^ti'8"0*' "9 "'"'a PubUeaa, as resislen-
forc'anue ce.Trt''!0em i"*4luCo '*
posqc?vi, as,,: ssaa dorsmo **' r
5e proferir seo ora aia f0gem de 1DWcar> a,e
Depois dos lempos feudaea a realeza s*rv-, dos
magitlrados conira o clero e onte."' %X%;
a anslocraaa o o clero, or an. v.,
eol.ocar-se ao lado da realeza Sn'&gZZ'Z
magislrados conira seus inimigos ; deMucronato, o
que resulten ? A lyr.nU, a oppr^, 'pZlV
roo o nobre minislro nao pode negar tedas a-
zes que a jualica nao he pura e isenla de toda a
letcla, tcmpre'qne he dominada pelas paixes 00-
,,ticas oa pela influencia do governo, quando ella
nao se acha inleiramente segregada dse campo
poltica onde as almas mais puras se perdern, o re-
sultado vem a ter lornar-te lyrannica e oppreasura e
em lal posicio chama a terca, alela a guerra, e lat-
ca na sociedade o espirito de resistencia e de per-
lurbaclo,
Eu nao soO' contra a magistratura, conheco que o
lira do projeclo he levanta-la, lie dar terca o mais
possivel magslratura; roas eu quero que a missao
ua magistratura seja orna miss3 de pai. da garan-
ta para o paiz ; quero magislrados iodependenle
uo governo, quero os magistrado! reduzidot ver-
1 adeira missao de magislrados, quero-es muito in-
dependenles. ^
Sr. presidente, o meu discurso lodo sem nexo,
proferido neste accasiao, na ultima hora dasessSo...
cma los : Nao apoiado.
O Sr. Ferras : .... nao pode deixar de ser con-
siderado como urna prova de dedicaco ao Sr. mi-
nislro....
Um Sr. Depulado : Elle esl bem servida com
lal dedicacao. [Risada*.)
_ O Sr. Ferraz : ... porque nao deseio qne na
poca em que elle dirige o paiz lique na nossa cal-
lelo rei o e a iberdade de imprensa, que oflende aos di-
reuos polilicos, que arma o ministerio de um poder
'""".enso qoe pode ser fatal ao paiz e a liberdade
un culada ; uo desejo pois que a sua administra-
cao teja assignalada por urna lei seroelhanle, quero
anda, apezar da desguldade em que me acho.pro-
var a S. Kx. que lhe tenho dedicacao e que nao que-
ro que a sua reputado solfra com esaa le...
O sr. Ministro da Justira : E com-ella me glo-
O Sr. Ferraz : Essa nao o pode gloriar, lie
urna verdadeira mancha.
A discussao fica adiada pela hora, detigna-se a
ordem do dia elevante-se a sessao.
V
v/

E para que T sobre os magislrados o governo
overee urna influencia notavel ; c qual o resultado
de tudo islo ? Eu referir ao nobre rninitlro as pa-
9. PAULO. -
14 de acost.
Os ltimos successos da cmara vitalicia tem cau-
sado aqui a mait dolorosa sensaeao.
Que quer dizer um senador tubir i tribuna para
fazer autopsia da honra de seu collega, qoe por seu
lurno se v arrastado para urna discussaivque o tor-
ea a desdobrar a sua vida privada em presenca do
adversario que lhe loma contes, como o amo ao
caixeiro ? Essa discussao, repito, contriste-a a oaf-
uian geral.
Bem Iristc omcio he esse de reUlhar a reputar,
e mais triste se torna quando he exereido perante
o paiz, perante a magetlade do senado.
Estes consideracOes Irouxaam a latera de
seus jornaes ; o povo proleslou eonlra semelhaota
maneira de discutir, e a mim incumbe lavrar o pro-
testo. NJo sei se claudico abordando esta questto,
mas se assim fa$o he porque me corre a obrigarao
de refcrir-lhe o que se passa pete dominio publico.
E a reprovarao foi geral, porque ninguem quer
ser atado a um pelourinbo para provar sna honesti-
dad?, desdolirmtdo o lar domestica.
Aceite pois a sua redacto o protesto, e pastemos
a outro tpico.
Pouco me resta a noticiar-lhe: o espaco qoe Tal
da ultima presente n3o cooleve negnos de gran-
de ola; e so agora faco pressa estes linhts, he
para significar-lite que vai em paz a provincia e
corre mansa a sua administraejto.
A projectoda insurreicAo de S. Roque e outros
pontos por onde se ramificava o intento 1180 d re-
ccio. A nclividadc das autoridades devemos mui-
lo ainda desla vez. Assim me communica o meo a-
migo correspondente de S. Hoque, para o qual que-
ro Ion veres, pela actividade com que concorre para
que eu v augmenlando o corapromisso que lornei
com teu Jornal. O delegado daquella villa prose-
gue na formaeao da culpa.^ filhos das hercas ; -
auxiliado pelo deslacamenlo q^ lhe envin o pre-
sidente, tem ctimprido com rittpr os seos deveres.
Em compensaran quero que maleante de teu Jor'
nal acolha um recado do nosTl coasrvvpondenla-
qtte vai com vitta oSr. miimetCrda juslica.
Trata-se de advogar os interesses do municipio
de S. Hoque, e o meu amigo nio podia deixar de
elevar sua vox pelos seos represntenles. Dix elle :
a Segundo as noticias que temos da crte, o pro-
jeclo de reforma judiciaria appresenlado cmara
temporaria pelo Sr. Nabuco de Araujo ja possou em
primeira discussao com grande materia, e he prova-
vel quo- seja convertido em lei na presente sessao.
u Depois do discurso de um dos mait bello orna-
mentos da tribuna brasileira, o Ilustrado Paulisla
o Sr. Nebias ; depois do discurso do nobre ministro
da juslica, o Sr. Nabuco, e de tantos outros profe-
ridos na cmara temporaria a favor e contra o pro-
jeclo, seria tndesculpavel arrojo se pretendessemot
sddicionar algumas observaees acerca de Uo impor-
tante objeelo.
Cacgo, porm, a eiccucao dessa lei futura po-
de (rater um mal gravissivo a este municipio, se o
nobre minislro da juslica nao remov-lo, seja-nns
permildo advogar desde ja os interesses legtimos
desla localidade.
a A imprensa he a tribuna da liberdade, dad- .
vilisaco e do progresso. Do alte desla tribuna po-
pular Dos dirigimos ao Ilustre presidente da pro-
vincia, o Exm. Sr. Dr. Saraiva e ao nobre ministro
da juslica, aos quaes euderecamot asseguinltt U-
nhas.
1 O projeclo do Sr. Nabuco extingue o fura nos
muuicipios onde nao houver juiz formado, e conse-
guintemente extingue o desla villa.
i> O municipio de S. Hoque com uro/ populaco
de mais de dez mil almas disseminadas em tres fre-
guezias, com ceulo a lanos juizes de fado, um ba-
talliao da guarda nacional com cinco numerosas
edmpanhias e quasi 300 guardas de reserva ; o mu-
nicipio de S. Koqne com um coliegio eleiloral com-
posto de 21 eleilores e cara urna circumferencia de
mais de 30 leguas, nao pode, nio deve ter privado
do foro tem manifesla injuslira, tente maisquaado
ha juizes formados em outros dislrictos meos im-
prtenles, nio s ua provincia, mat al mesmo nes-
la comarca.
a A extincefln do nosso tero trar o complete ani-
quilamenlo desle municipio que marcha na senda
do progresso da civilisaco e da riqueza. Os males
provenientes dessa medida sao tao palpaveis, Uo .
obvios, que ocioso seria enumerados.
As leis sao feilas nicamente por ulilidade pu-
blica; heopreceilo constitucional.
que se mostra t.iu solicite em promover os legti-
mos interesses desla bella provincia runfiada ao teu
zelo e Ilustraran, nAo deixar de propor a crearte
de um juiz formado nesla villa; esperamos que o
digno ministro da juslica, que ja foi presidente des-
ta provincia, que conhece at circumsLineias pecu-
liares desla localidade, nao deixar de spprova-la.
Escrevem-cos do bairro de S. o3o o segninte:
a A 28 de correnle julno) houve um bale-barbas
aqui pelo tairro, que leve um cumefo quasi re-
manden e desenlace trgico. A parte romntica
lique no linteiro ; nos arreeciamos dos qui pro que.
Apenas digo-lite que dos contendores ficou um com
os bracos fracturados, c mais doos com as caberas
quebradas. A autoridade policial j procedeu ao
competente corpo de delicio.
La pelas bandas de Paranahyba, a 9 leguas
da capital, esta a isreja do Saibor ltont Jess da
l'irapora, cuja imagem, segundo a lenda popular,
foi encontrada no rio prximo, depois da extinrrau
jesuilica. A 0 de agosto fetleja-ie ahi o Senbor Bom
Jesns, com grande pompa o concurrencia, poia que
alBuc pov de dislaneia de 30 leguas que la vai em
romaria cm numero de 0,000 almas. Ainda nao
ha edificacao no arraial; os romeiros hahilam ran-
chos de palha que provisoriamente sao preparados
para a grande fesla. Desla vez deu-se um acciden-
to uolavel; arderam era desfilada lodas estas habi-
laces, e o povo vio-se obrigado a romper em mar-
che marche.
n Alguns negociantes que foram em mascattria,
pondo alguna producios au alcance do consumidor
fcsleiro, viramsuas fazendas arder. Contera os pra-
juizos em 3:0005. Dou esla ollima parte pelo rocs--
mo preso por que se me referi ; em materia de
prejuizos cyierdas a experiencia tem mo.lrado que
lem muilo lugar a ampliacao.
De Mogi das Cruzes refercm-nos que foi cap-
turado o criminoso Antonio Rodrigues, qoe, ha an-

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DIARIO DE PER1AMBUCO, QUARTA FEIRA 6 D STEMBRO DE 1854.
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nos assassinou em Itapetininga a Jo.lo Mainel Fer-
nanda com un (iro de bac.imnrle, aot olhos da po-
pulacho, llavia M homsiado para as buidas de
Piodamonhangaba, alcsncar; al que, lornmdo fregnezia referida,
ahi se entregou lavoura como se fosse amnistiado.
Cumiando isto ao digno (cuente-coronel loito Jos
Rodrigues de Aguiar, que preparou urna escolla,
erfcetuou-se a prislo.
O meu correspondente de Taubal' esereve
assim :
Narrando-lbe algumas noticias, romecarci por
fallar no jury que araba de funecionar aqu, por ser
o assumplo que mais tem oceupado a alienlo do pu-
blico uestes ltimos das, e mesmo por pareccr-me
que henm dos fados de maior momento para as pe-
queas localidades, que, como esta, fazem parte da
nossa provincia.
O jury, convocado extraordinariamente pelo
Dr.joiz de direito para o dia 21 do correute, Irabn-
llioa dous dias ; no primeiro coudemnou a gales
perpetuas o preto Joaquim, escravo de Ignacio A I-
ve Corroa, por ter ferido gravemente a sua enlio-
ra cnm8 golpe* de fnice, e no secundo ahsolveu o
preto Francisco, escravo de Francisco Garca Bocu-
do, un dos canecas da insurrecta que ameneon-nos
em abril, o quai, sendo condemnado i pena de ga-
les perpetuas i-o jury passado, proteslou por novo
julgamento.
a 'Esta absolvirao tem sido allameiilu censurada
pelos homens sensatos do lugar, alguns dos quaesa
lera qualilicude de escandalosa, por enxergarcm nel-
la, nao um aclo de generosidade, desses muilocom-
muus commettidos pelo coraeao bondadoso e plii-
lanlropico dos juvadus, mas um acto de patronato e
protecjlo praliradu em favor de um certo sujeito,
que leudo comprado (segundo dizem) o dito escravo
Por ponco mnisde nada, e querendo salva-lo dos ri-
gores de una pena, audou empeuhando-so ruin os
jurados para que o absolvessem. Na verdade, se lie
exacta essa versan, entendo que taes cci suras sao
bem cabidas; e entendo ainda mais, que esta sen-
leiiea tica bastante desairosa nao s ao tal compra-
dor, queindou de porta em porta pedindo ; .-ilisol-
vic,o do negro, o que equivale o um pedido para
que salcancm alguns ceios de mil reit cusa
das canscicncias dosjuizes de fado, como lamhcm
aos joizes, que, desconhecendu anubreza de sua po-
sirSo, dmaram-se dobrar por Uto ftil motivo.
a O negocio porm nao ficou ainda decidido, por
que o l)r. promotor publico appellou da sentenca
para a relugao ; vejamos o que este tribunal faz.
lima cousa, a meu ver rara, notei nesta sessao
dujury ; lie que sendo elle convocado para o dia
24, nosse mesmo dia liouve numero snffichole para
formar cana e para priucipiarera os respec'.vos tra-
balhos. Quer porm saber qual a razao disto "! Foi
o terem sido citados pelo procurador da cmara mu-
nicipal es. jurados multados as scssOes anteriores pa-
ra pagarein ns competentes mullas. Isto de mulla
de jurados por aqu era urna chimera ; nao havia
sessio em que njo fossem multados em grandes som-
mas de diulieiro inliuilos jurados, mas uur.es se co-
brava um s real delles, e por isso quando era ne-
cessario reunir-se jury levava-se tres, qualro e mais
dias a espera de gente para fazer casa, c s depois de
multo esperar lie que esta consegua realisar-se ;
porm agora, gratas aos esforros do procurador da
cmara, ju o contrario se pralica, ejase v abrir
sessao do jury no primeiro dia designado para elle.
Parece que he bem verdade o que disse o Sr. Dr.
Nebias na assembla gcral, quando avancen que os
defeilos que se nolara no nosso jury nao provm lo*
talmente da sua ma orgauisaruo, da nalureza do scu
systema, porm sim em grande parte di falla do
cump rmenlo exacto da lei. >
Ja tivo occasiao de dizer-llie que o i-onselhei-
ro Carneiro de Campos, fez passar na assembla
provincial um prejeclo aulorisando a presidencia a
mandar examinar a existencia de jazigos de carviio
mineral duconlrato,de miuas de ferro, c de argila de
reraegao, queso suppe haver naquella comarca.
A presidencia, para realisar o pensamcuto do pro-
jci'to, comnu'ssionou o Dr. C. Rath, que j parti.
Este engenheiro he um dos eslrangeiros mais habis
que aqu su tem alistado no servico publici ; he de
crer qua se lenlia frudafia iadagacao, inormente
quanlo ao rxamc da^nontaiiliasdo Salan e Vulu-
ruua, no municipio i S. Roque, que o ei> genheiro
em sua volla,deve v "Jar.
Dizem-me que o-lkao Marlim Francisco, que
era inspector das. minas de S. Paulo e que era pro-
fundo em mineraloga, opinava que dessas duas mon-
tauhas gigantescas se poda exlrahir grande riqueza.
Ouvi tambera dzer-se que o brigadeiro Tobas pro-
jectava fundar urna fabrica de ferro em su i fazenda
Morro Bronco, continuarn da cordilheira do Vulu-
rtma. Quem nos disse assim ignora se esle senhor
adiou seu intento ; oque he real lie que a- informa-
rnos dso minas' de ferro ao Aforro Brane-i. ttefe-
rem-me lambem que o Dr. Ki.lli, lendo observado
ao longe a moutanha do Sabio, dissera que, ajul-
gar pela sua configuraran, ella deve encerrar gran-
deprofa sam admiram a altura da montanha. He de forma
pyramidal e lito elevada que algumas pessoas que j
se animaram a escalar, dizem que do calieron a-
vista as povearAes de Sorocaba, Itu', Aracanjaania
e S. Roque.
O Sr. Saraiva continua sem um s desconten-
te ; (em sido notavel a sua actividade no despacho e
na gerencia dos mais importantes negocios. Parece
' que itto tem descontentado o Ypiranga, que morre
na caresta de thema para a declamaran. Pelo que
foi a redaerio condado a esludaoles. Converteu-se
em lbum a gigante da opposirao, pos que os gran-
des generaes esli descansando sombra da conci-
liario.
D-me licenra para parar aqu. Talvez omil-
lisse algama cousa que por sin vai, pela pressa com
que agn alinhavo esta.
Mas recaa a culpa sobre o commandante supe-
rior o Dr. Ignacio Jos de Araujo, que chamou
lionlem 6 pavo para a grande funcrao do Ira:.
Fui contemplado no numro dos convivas, corren-
do revelia a sua correspondencia, que d:via estar
|vrompU desde honlem, para nao ser alinhavada ago-
ra qua se vai encerrara mala. [Carla particular.}
(Jornal do Commerca.)
Queiram, Srs. redactores, inserir estas linhas que
muito obrgaro aoseu constante leilor.
O Imparcial.
\\\MMMS A PEDIDO.
Folha dos artistas e mais empregados, do theatro de
Santa Isabel, do i/ue recelieram em pro-rala da
guanlia de 7:741J>280 rs. por canta do que Ihes
ficou a decer o e.v-einprczario Manoel Goncalces
Agr, a saber 6:0008000 rs. concedidos peta as-
semblca provincial para pagamento dos mesmos
'irit-t'K. l:7li>S, rclu do subsidio, conforme
a portara do Exn\. Sr. presidente da provin-
cia de 6 de maio de 1851.
SOMKS.
(turnio Ihes
ficoua dever
o ex-empri-
zario.
Manuel Biplisla l.sliua.
Manael Jos I'iuln.
Pedro Baplista >le S. Rosa.
Joaquim Josc Bezerra.
I.uiz Carlos Ainodo.
Rozendo Ferreira da Silva.
Manoel Joaquim Mendes e
sua senhora.
Joao Antonio da Costa.
Jos Flix Do-Vccchy e sua
senhora.
I.uiz Antonio Monteiro e
sua senhora.
Jos da Silva Res.
Joaquim Jos Perera.
Bernardno de Sena l.ou-
reiro.
Antonio Jos Duarle Co-
imbra.
Manoela Caelana l.ucci.
Carmela Adelaida l.ucci.
Joaiuia .1 .limara de Souza.
Marieta Badcrna.
Roza Cardrila.
Joao da (iraca Gentil.
Manoel liento de Barros
Wanderley.
Joaquim Mara Mascare-
nhas.
Jos Ferreira Alves.
Antonio I.uiz daCunha.
Joio Jos Lupes Alvite.
Jos Luiz:
ManoelThoinaz de Jess.
Francisco Dornellas.
Melquades Joaquim Mar-
Quanto 're-
ceberam.
'<
r
r.

ques.
Francisco Caetano de
Sou-
Joaquim Jos de S. Auna.
Manoel de Barros Wan-
derley .
Antonio da Cunha Soares
Guimaracs.
Bernardno de Scnna Thc-
zuurinli i.
Valerio Pacheco.
Aos porleiros que cram pa-
gos por noite.
A orchcslra.
A \ comparcas a 2.)f)000.
Folha do contra-regra.
Folha dos comparsas.
Ao Antones, sargento de
arlilices.
Importancia deobjectos que
fallaram e de concertos
de oulros por conla do
cx-emprezario Agr, co-
mo cousta das contas.
Soiiiin i total.
4499OOO
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2S95O00
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1669000
1:1819600
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19K9000
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1000000
Jltl-tKKI
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59^199
4:19782
28>599
21903.1
32S374
329066
969199
399684
459238
6-N82
209739
339132
658981
1I8099
769713
S03flM
618666
238395
999303
119799
1209051
paralorio qualquer a que se destine o alumno, de-
vendo elle contribuir com mais 158 rs. por trimestre,
se por ventura quizer aprender algura outro, ao
mesmo lempo lora daqucllc.
Arl. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujeito ao pagamento de suas mentalidades, deven-
do ser previamente communcada ao director a sua
retirada, quando tenha de ser cffectuada ; porquan-
lo o collegio nao admilte descont algum sob qual-
quer pretexto qac seja, nem mesmo de ferias : o tri-
mestre principiado entende-se vencido pelo seu pa-
gamento.
Arl. 10. Nenlium alumno sera conservado no col-
legio, deixando de serem pagas suas contribuires,
segundo o estabclccido no arl. 6.
Arl. 11. Tambera nao ser conservado aquclle
alumno, que, dentro cm 6mczes, se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procedimeulo repre-
hensivel e incorrigivel.
Arl. 12. O collegio fornecer sempre aos alumnos
pensionistas e raefo pensionistas, alimento sadio c
abundante, e luzes de vela a aquellos para o esludo
a noite, e hanhos2 vezes na semana.
Art. 13. As despezas com livros, molestias o ou-
tras imprevistas serio por conla dos pas dos alum-
uos.
ArU 14. Cada pensionista trar seu baliu com
ronpa sutllcientc de uso, cama de vento, espelho,
pente, thesoura, cscovas, baca de rosto, jarro etc.
Art. 15. Nenlium pensionista poder sahir do cole-
gio i passeio, ou nutro qualquer fim, sem licenca
do director que a conceder, ou denegar segundo
entender conveniente.
Art. 16. O collegio trabalhar lodos os das ulcis
de manhaa, e larde.
Art. 17. Sao feriados no collegio, alem dos do-
mingos e dias santos, as quintas feiras de todas as se-
manas, era que nao haja algura dia sanio, ou qual-
queroutro feriado : os 3 das do entrudo ale a quar-
ta feira de Cinza inclusive-, dcquarla fcira de Txe-
vas al domingo de Pascoa, os dias 25 de marro, 7
de setembru, e 2dczcmbro, c de 15 de dczeinbro a
15 de Janeiro de rada aniiu.
Art. 18. Tambera ser feriado cm asosto o dia de
Santo Alfonso, padrociro do collegio.
Arl. 19. Para manler a Qrdcm c inspeccionar os
alumnos, haver um inspector que morara uo mes-
mo colleuio.
Art. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha altes-
lado de promplos para fazercm seos exanies onde
Ihes convier, depois de vencidas as materias do en-
sillo, e julgados habilitados pelos respectivos profes-
sores, e cora audiencia do director.
Recite 9 de agosto do 1851. Affonso Jote de
Oliceira.
Approvo. Rorifc 19 de agosto de 1854. O Tga>
rio Venancio llenrii/ue de llesende, director ge-
ral interino.
A
OS
urna
um
.

a
cenlo
mo d'obra
fl 49280
O administrador,
C. J. do llego.
SEGUNDA PARTE DO CHA-FORTE.
I)a-me, d-mc, vasiiiha,
Ouero lodo possuir,
T'eus encantos, leus carinlios,
Tudo o mais quanlo eu pedir.
D-me, d-me, ya.isinha
D-me ludo que cu carero;
Vida, amor, prazer, repouso,
Tudo em li, se le mereco.
D-ine, d-me, \asnha
l)-me, d-mc a la mito:
Usa sarrias dos teus labios,
L"m olhar de cor.ir.ao....
I)a-me, d-mc, yasinha
D-me enafim do leu ch-forte,
lieiii docnlio, bem quennlio,
Sempre, sempre al a morte.
D-me, d-me, vasinha. ,
Nada alm, jro""qiirer-c
Cafuns depois do ch "~*-_
Para ledo adormecer....
aeo!!
PERMBUCO.
REPARTS AO DA POLICA.
Parte do da 5 de selembro.
Illm. e Kim. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje receladas nesta repartirlo, consta terem
sido preso* : ordem do subdelegado da fregueza
de S. Fre Pedro Gonralves, o portusner. Francisco
l'creira de Medeirus, por se fichar pronunciado a
prisao e livramento ; i ordem do subdelegado da
fregaezia d Santo Antonio, o preto Joao Pedro VI-
lal, para conecra; o .1 ordem do snhdclegado da
fregaezia dos Aogados, Joao, -escravo de Antonio
Ferreira Rallar, por andar fgido, e o pardo An-
tonio Flix, para correcrao.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnambueo 4 de siembro de 1854.Ilbl.e Exm.
Sr. eonseliif iro Jas liento da Cunha s Flgueiredo,
presidente da provincia. Oz Carlos de l'ana
Teixeira. ehefe de polica da urovincia.
MAMO DE iTOTOJoT"
Em reclificacSo ao que dssemos cm nosso Relros-
peeto. de sesunda-feira passda, referi lo-nos ao
boato sobre a quebra de Ricardo Royle { Compa-
nha, cumprc nos dizer que, segundo nos musa, nao
ioi declarada a fallencia dessa casa.

COMMERCIO.
PRACADO RECIFE 5 DE STEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacGes olliciaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 27 d. com prazo.
AI.FANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 4.....25:6128360
dem do dia 5........15:6668811
41:2799171
Srs. 1 aluciares.Acaba de ser mudado desta ci-
lla de Goianna o mu digno commandante do des-
tacamento o Illin. Sr. lente Jos Manoel de Sou-
za, que com a maior dedicarn ezelo serv o |>elo es-'
paco de 11 mezet: usque foinvs Seslemunhas oceu-
lares dos !.eusi ser vicos procedimeulo para com os
habitantes d'aquella cidade, fallaramos ao mais
ri'.-nroso dever, e sufocariamot: mesmo os gritos de
nosso corar*o, se por orc.niao ds tan sentida retirada
nao Iributassemes nossa, liomenageiis ao mrito. E
rom effeilo portou-sc Uto bem aquelle commandante,
15o bem disciplinados fram os seus soldados, qoe
durante aquclle lempo nao appareceu a menorquei-
xa ou dssaoor da tiente de Goianna cor Ira elles;
pelo contrario todos tem sentido a sua a jsencia e
este sentimenlo he tanto maior quanto bellas e p- Arl. 6. Os pe'ionslas pagarao 608000 rcis or
prcciaveis eram as suas quahdades, de sor le que po- trimestre, e os meio pensionistas 369 rs. .ernore a-
demos dizei sem aeclarao que a cidade Ce Goianna i diantados : os" externos de lalim, 48000 rs mensaev
anda nao leve um commandante lao digno e cheo | de prirocras lellras c de msica 3a rs. ; e dos ou-
delao.i,h virsuJe; elle a lodos auagava com tanta tros preparatorios .58 rs.
del^deza qoeencanUva ; probo, como ooocus, pois Art. 7. O collegio nao di roupa lavada ncm en-
OSCIS.V1AU DA VIRGEM.
Era a hora cm que do co
Vasa da noite espesso veo
D'escuroa Ierra cobrir ;
* Era a hora cm que pendente
Da la a face indolente
Vem tristemente fulgir.
Era a hora em que os amores
Me lembram prazer e dores
, Me lembram quimera vaa ;
Era a hora em que sosinho
Me retrato o patrio uinho,
Minha mi, irmo?. insta.
Era a hora em que a saudade
Me Tere com intensidade
Me d tristura c prazer ;
Era a hora que eu fizera.
Se tanto fazer pudera
Nunca deixar de correr.
Emqucm mais amo scismar,
.Mais amo ssMesdobrar
Meu passado, a vida minha,
Em que repito comigo
As conversas do-amigo
Os segredosque elle liada.
Em que mais amo tambera
A licurgo de niinlia nili,
Minha mai que eu tanto adoro
Em que me posso lembrar
De tudo, e nunca chorar;
Mas nella pensando eu choro.
Era a hora em que do eco
Vem da noite espesso v
D'escuro a Ierra cobrir;
Kra a hora em que pendente
Da la a face indolente
Vem tristemente fulgir.
Era a hora em que a douzella
Dehrurada na janclla
Mais goslo de contemplar ;
Porquc-entao ella me ensina.
Quando as-im a fronte inclina,
Que devoa Dos adorar.
Era a hora em que eu dara
Thesouros d'alta valia.
Para v-la sempre assim,
Era a hora em que se a Ierra
l. dos ecos anjos encerra,
Ella heanjo para mim.
Em que tem mais poesa
Mais incluios e magia
Da virgem bella o scismar ;
Em que ludo o que ella diz
Me revela c me prediz
O seu ardente anhelar.
E foi nessa hora ditosa
Ncssa hora primorosa
Qoe urna virseni bella eu vi
Itu ni 1 na n 1 lo os seus amores...,
11 u e m sabe seus dissaliorcs...
Nao sesmos, lerna douzella,
Eu llie disse,meca c bella ;
Que me mata o leu scismar :
Deixa o passado no olvido
Que eu lambem delle esquecdo,
S le quero agora amar.
Era a hora rm que do co
Vem da noite espesso veo
D'escuro a Ierra cobrir ;
Era a hora em que pendente
Da la a face indolente
Vem tristemente fulgir.
3 de selembro.
G. A. Solo.
-IISIBH -------
Estatutos do collsflo Santo Affonso, dirigido
pelo abalxo asslgnado, profesaor Jubilado na
cadaira de geograpbla e bistoria do lycea do
Reclfe-
Art. 1. O collegio Santo Affonso tem por fim 1
iiislruiccao ila mocidade.
Arl. 2Nclle ensinar-sc-hao osmesmos preparato-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
reito.
Art. 3. Alem dos preparatorios cima, haverio
mandilas cadcras.uma de primeras lellras, e oulra
de msica.
AVt. 4. Para o cnsino das respectivas materias,
serao Horneados professores de teconhecido m-
rito.
Arl. 5. O collegio recebe pensionistas, meio pen-
sionistas, e alumnos externos.
Detcarregam hoje 6 de selembro.
Barra francezalacremercaduras.
Galera ingtezaUeneciecedem.
Brigue dinamarqusLouisefarinha de Irigo.
Hiate lirasileirol'orlaiiubarricas vasas.
Importacao'.
Brigue dnamarquez Louise, fiada de Triesle,
consignado a Deane Yoolc & C. manieslou o sc-
guinte :
1,460 barricas farinha de Irigo ; aos consignata-
rios.
Hiate nacional Carolino, viudo doAss, inani-
feslou o seguinte :
160 alqueires de sal, 21 couros salgados, 18 mcios
de sola, 1,200 couros curtidos, 2 vaquetas o 2 paos;
a ordem.
Vapor nacional .s\ Saltador, vindo dos portos do
sol, manifeslou o seguinte :
2 caixase 1 fardo; a ordem.
1 caixa e 1 pacole ; a Joaquim Jos de Amo-
rim.
I fardo n 2 ai xas; a Novaes & C.
I pacole ; a Joao 'lavares Cordeiro.
1 encapado ; a Ciucinalo M. Lopes Gama.
1 rollo ; a Bernardo Jos da Cuuha.
1 caixole e 1 embrulho ; a Fortnalo C. Mcne-
zes.
1 caixole ; a Antonio Joaquim Pauasco.
1 dito ; a J. Francisco Araujo l.ima.
1 pacote ; a J. I.. F. da Silva.
3 volumes ; a Antonio dos Santos Vicira.
1 embrulho ; a Viuva Amorim.
Patacho nacional Santa Cru:, viudo da Ri'nia,
consignado a Eduardo Ferreira Hallar, manifeslou
o secuinlc :
4,864 molhos de piassaba, 15 saccas farinha de
mandioca ; a ordem.
Darfaa Soca Aurora, vinda do Assii, manifeslou
o seguinte :
160 alqueires de sal ; a ordem.
-. Pathabole nacional Lindo 'agete, viudo do Ma-
rsinliao, consignado a Antonio de Almeida Gomes
T & manifeslou o seguiple :
100 saccas arroz, c 2 frasqueiras doce ; aos con-
signatarios.
15,406 sagras arroz, 1 pipa oleo de linhara, 20 pa-
neiros tapioca, 2 latas oleo de cupahiba, 153 rolos
de salsa, 1 bah de folha arroz ; a ordem.
4 barricas linhara ; a Mauoel Joaquim Ramos c
Silva.
2 saccas arroz ; a Dr. Sabino.
3caixoleset bah livros e papis ; a Francisco
Gomes de Oliveira.
Hiate nacional Durdoso, viudo do Araealy, con-
signado a Jos Manoel Martius, manifeslou o se-
guinle :
110 alqueires de sal, 7 arrobas cera de carnauba,
30 meios de sola, 6 saccas millio, 12 saccas gomma;
a ordem.
CONSULADO GERAI..
Reudimento do dia 1 a i.....1:5194820
dem do dis 5........ 618;495
de peixe .
Cacan...........,
Aves araras ".....
S papagaios.....
Bolachas..........
Biscoilos..........
Caf boro........i ,
restolho........
11 com casia.......
muido.........
Caras sueca........
Cocos com casca......
Charutos bous.......
ordinarios ....
regala e primor
Cera de carnauba.....
cm vela........
Cobre novo inio d'obra .
Couros de boi salgados .
expixados.....
verdes .......
de oura ......
d cabra cortidos .
Doce de calda.......
n 11 goiaba......
secco ........
a jalea .........
Estopa nacional ,
estrangeira,
Espanadores grandes.
n pcqiieuus. .
Farinha de mandioca .
inilho ....
,iran la .
Feijao..........
Fumo bo:n.......
ordinario.....
cm folha Imoii. .
i> ordinario.
11 i> i) restolho .
lpcracuanha ......
Gomma .........
Gcngibre.........
I.enba de achas grandes .
11 pequeas..... )
11 11 i) loros........
Pranchas de amando de 2 cosladji urna
11 i) louro.........
Costado de amarellode35a 40p. de
c. e 2 'i a 3 de I.....
11 de dilu usuaes...... 11
Cosladinho de dito........
Soalho de dito...........
Ferro de dito........... 11
Costado de louro.........
Costadiuho de dito........ n
Soalho de dito...........
Forro de dito...........
cedro..........
Toros de tatajuba .
Varas de parre ira .
aguilhadas.
s quiris.......... o
Ein obras rodas de sicupira para c. par
i) eixos 11
Mclaro......
Milho......
Pedra de amolar
11 filtrar .
11 11 rcholos
Ponas de 1101 .
I'iassava.....
Sola 011 vquela .
Sebo em rama .
Pclles de carneiro
Salsa parrilba .
Tapioca.....
Unhas de boi...........cenlo
Sabio...............
Esleirs de perneri........urna
Vinagre pipa...........
Caberas de cachimbo de barro. milheiro
alqueire

alqueire
alq.
a;
ceulo
Juinlal
uzia
n
caada
alqueire
urna
cenlo
mol 1111-
meio
<
urna
19280
58000
IfttOOO
39000
.59120
79680
49800
39200
48500
68400
38800
29560
18200
8600
29200
79000
99OOO
8160
9180
9200
9090
15,9000
8200'
9200
9160
8400
8320
19280
19000
29000
19000
28500
291KH1
59506
39200
79000
:tooo
89000
49000
:iO00
328000
:l9000
18500
29560
1-9000
108000
129OOO
78000
208000
109000
89000
68000
38500
69000
59200
:i8200
28200
38000
19280
19280
I96OO
8960
O9OOO
168000
9160
19600
9640
68000
9800
I9OOO
ISSO
99100
t 9200
178000
28500
8210
8090
9160
309000
59000
2:1:188315
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a i..... 2519126
dem do dia 5........ 358523
MOVIMENTO DO PORTO.
Sucios saludos no dia 5.
Porl FclippBarca nmkva Gocernor, com a rn.es-
ma carga que trouxe. Suspendcu do lameirao.
AraealyIlialc brasileiro li.calaco, mestre Eslacio
Mendes da Silva, carga fazendas e mais gneros.
Passazeiros, Melquades da Costa Barros, Vicente
(ruxeldo Auiaral, Jos Aususto de Castro, Do-
minaos de Paulo Barbosa, Bemviudo Grugel do
Amaral.
EDITAES.
2869919
Exportacao'.
Lisboa, hrigne porlusez Laia II, de 308 tone-
ladas, conduzio o seguinte:48 caixas, 45 barricas,
1.487 saceos e 6 pipas com 10,631 arrobas e 16 li-
bras de asnear, t,223 couros salgados, 90 cascos com
mel, .50 sacca- com 267 arrobas c 15 libras de al-
godao, 5 barriquinhas vdros quebrados, 2 barricas
farinha de mandioca, 1 caixotc 12 barris de doce.
Rio Grande do Norte, lancha Feliz das Ondas,
conduzio o seguinte : 122 volumas gneros es-
traogeiros, 34 barras e 1 torno de ferro, 4 duzias de
laboas de piuho, 12 meios de sola, 18 arrobas de bo-
lachas.
Huonos.A\re- por Montevideo, hiale argentino
Obligado, de 180 toneladas, conduzio o sesuinle :
1,180 barricas e 100 barriquinhas com 9,599 arrobas
e 42 libras de assucar, 70 courns seceos por reespor-
IseSo.
Babia, lancha nacional Ucranio, de -40 tonela-
das, conduzio o seguinte :200 barricas bacalho,
10 cana-Iras folha- de louro, 1 caixole livros humeo-
pathicos, 65 cascos azeitu da carrapalo.
Araealy, hiale nacional lxalacao, de 37 tonela-
das, conduzio o seguinle :213 volumes diversos
gneros.
Rio da Prata, brigue hespanhol Ciro, de 326 to-
neladas, conduzio o seguinte ::1,193 barricas com
4,288 arrobas e 27 libras de assucar, 163 pipas agur-
dente.
Para, patacho nacional Bom Jess, de 170 tone-
ladas, conduzio oseuuintc : 429 volumes gneros
eslraugeiros, 1,311 ditos ditos nacionacs.
Rio de Janeiro, brigue nacional Hidra, de 181
toneladas, conduzio o seeuinle :79 volumes gne-
ros eslrangeiros, 2,902 ditos ditos nacionaes, 1,520
alqueires de -al.
Aracal), hiate Capibaribe, de 39. toneladas, con-
duzio o seguinte :140 volumes fazeudas, 40 ditos
mullanlos.
Paco de Camaragibc, hiale nacional A'oto Desti-
no, de 21 toneladas, conduzio o seguinte : 131
volumes gneros eslrangeiros, 87 ditos ditos nacio-
naes.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 4.....3:1889191
dem do dia 5........OWijSII
que nunca quizcontrahir debito alcum, (outentan-
do-se com oseu sold; etnfim nao queremos otlender
a molestia do ex-eommandanle de Goianna, e por
i-so deixaiemos de nos esleudr mais, contentndo-
nos com o que fica dito, que he a pura verdade li-
ba de nossaseonvicesjes e por isso paramos aqu.
gommada aos pensionistas, e aquelles que a qui-
zerem receber delle, pagara mais 1.58000 rs. por tri-
mestre.
Arl. 8. Dentro das pagas eslabelecidas no arl. 6.
para os pensionistas e meio pensionistas, deve-se en-
tender comprehendido somentc o ensill de un pre-
4:18"i9002
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 4
dem do dia 5
1:89|J5!0
9808328
2:8719875
PALTA
dos precos correntes do assucar, algodSo, e mais
gneros do paiz, sus se despacham na mesa do
consulado de Pcrnambueo, na semana de i a
9 de selembro de 1854.
Assucar em caixas braeo 1. qualidade
II 11 II n -1-I 11
1) mase. . ..... ii
bar csac. hranco. ..... B
B b mascavado ..... B
refiuado ...... ..... B
AlgodSo em pluma de I. qualidade
B B a b :2.a B B
B B a 3.' 11 11
b em CTOCfl..... . S B
Espirito de agurdenle . caada
Agurdenle cachaca .... B
de can na . .....B
resillada . . I>
Genebra . ......... .... 1)
B . . ........ . botija caada
Licor . .i.......
... ........ . garrafa
Arroz piladu duas arrobas, um alqueire
cm casca...........
Azeile de mamona........caada
ii mcudobint c de coco
29700
29300
19900
29300
19700
39200
69100
i->700
59300
19525
8700
9444
:-520
9170
-480
8220
.-so
8220
49600
19600J
9720
19280
BISPADO DE PERNAMBIXO.
D. Joo da POrificarao Marques Pcrdigao, conejo re-
aranlc de Sanio Agostinho, por gracade Dos e da
Sania S Apostlica hispo de Pernambuco, do con-
sclho ilc S. M. I. c C. etc."
. Por especial maudado de S. M. I communicado
pelo imperial aviso de 14 de marro de 1829, expe-
dido pela secretaria de estado dos negocios da jus-
lira : Pomos cm concurso pelo prsenle cdilal as
seguintcs igrejas vagas deslc hispadna de Nossa
Senhora da Pena do lluriti, a de Nossa Senhora da
Gloria do Arraial da correute do rio dasEguas, a de
Santa Anua do Campo-Largo, a de Nossa Senhora
lo Amparo da villa da Januaria do Brejo Salgado, a
de Santa Anua da Calinga dos Alegres, a de Nossa
Senhora do l.oreto da Morada-Nova, a de Nossa Se-
nliora das Dores do Andai, a de Nossa Senhora da
Coueeicta da villa Formosa da Imperalriz, a de
Sanios Cosme e Damiao da Serra ds Pcrcira, a ile S.
Sehasliao d'Ouricury, a de NossaSenhora do Pilar
da provincia das Alagoas, a de Nossa Senhora da
Luz, a de Nossa Senhora do Rosario da cidade do
Peneds.
Todo o reverendo sacerdote ou elcrico, que queira
fazer opposirSo as igrrjas cima referidas, apresen-
tc-se com seus papis promplos c correntes na torma
do estillo, para serem admitlidos fazendo termo de
opposicao dentro do prazo de ecsscnla dias, (indos
os quacs se rara o concurso cm o qual responderao
osreverendos opposilores nove casos de moral econs-
ciencia, e faci nma exposicao ou homelia do Evan-
gelho que assiguarmos, para propormos a S. II. o
Imperador os que se julgarem mais dignos na forma
dos sagrados Caones e Conc. Trid. Dada em Olin-
da sob o sello da chancellarla, e o nosso signal, aus 4
de selembro de 1854.E eu o padre Joaquim da
Assumpr.ao, escrjv.lo da cmara episcopal, o sulis-
crevi.Joo, bispo de Pernambuco.
Eslava sellado rom o sello das armas episenpaes.
Edilal pelo qual manda S. Exc. Rvm. por a con-
curso as igrejas vagas desta bispado em conformi-
dade as imperiacs ordens. Para V. Exc. Rvm. as-
signar.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em eumprimenls do disposto no art. 34 da le pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
inento dos credores hipolhecarios. e qiuesquer in-
leressados, que loi ilesa propri.ida a Jos Joaquim de
Sania Auna, unta casa de taipa na esir.da do sul,
que vai para a villa do Cabo, pela quanlia de 808
rs., e que o respectivo proprielario tem de ser pago
do que se Ihc deve por esta dcsapropriacao logo que
terminar o prazo de 15 das contractos da data des-
lc, que he dado para as reclamai-as.
E para constar se mandn allixar o presente e
publicar pelo Diario por 15 das successvos.
Secretara da Ihesouraria provincial de 'Pernam-
buco 5 de selembro de 1854.O secretario,
A. F. d'.lnnunciacao.
0 Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do correntc, manda fazer
publico, que peraute ajunla da fazenda da mesma
Ihesouraria, so ha de .arrematar no dia 21 de selem-
bro prximo vindouro, a quem por menos lizer, a
obra do a per l'ei coa lucillo c calca me ni o do 1. lauco
da estrada de Apipucos, avahada era 31:0379500
res.
A arremataran sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anuo, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
comparecen na sala das sessOes da mesraa junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflisar o presente, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co, 26 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuneiaco.
Clausulas especiaes para a arremntaro.
1. As obras do aperfeiroaincnlo e calramento do
1. lanro da estrada de Apipucos, far-sc-bao de con-
fiimiiiladc com oorc,amcnlo e perlis approvados le-
la dirertoria em couselho, e apresentados a approva-
rao do Exm. presidente da provincia na importan-
cia de 314879500 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, e devora conclui-las no de 6 metes,
arabos contados na forma do arluo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3.' O pasamento da importancia da arrematarlo,
realisar-sc-ha na formado arl. 39 da mesma lei."
4.a O arrematante excedendo o prazo niarca'du
para conclusao das obras, pagar urna mulla de Irc-
zcnlos mil rs. por cada mez, cmliura Ihc seja conce-
dida prorugarao.
5." O arrematante durante a execurao das obras,
proporcionar transito ao publico c aos carros.
6.' O arrematante ser obligado a empregar na
execurao das obras, pelo menos, nielada do pcssoal
dc_genlc livre. ^"
7. Para tudo o que nao esliver delerminado lias
presentes clausulas, nem no orramcnlo, seguir-sc-
ba o qucdispe a respaila a le provincial nume-
ro 280.
Conforme. o secretario,
Antonio Ferreira l'Annuncianlo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumpriinenlu da ordem do Exm. Sr. presi-
dente ds provincia de 23 do corrente. manda fazer
publico, que perante a junta da fazenda da mesma
Ihesouraria, se ha de arrematar no dia 21 de selem-
bro prximo vindouro, a quem por menos lizer a
obra do .iperfeicoainenlo do 2. lauro da estrada de
Apipuros, avahada em 28:3898603 rs.
A ari-euialacao sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anuo, e sob as
clausulas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propoterem a estaarremalacAo,
compareram na sala das sessoes da mesma junta, no
da cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presento, o
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 26 de agosto de 1854. O secretario,
Antonia Ferreira d'Annuiuia;aoK
Clausulas especiaes para a arremalaeao.
1.a As obras dos aperfeicoamentos do 2. anco da
estrada de Apipucos, far-se-bao de conformidade
com o orcamento e perlis approvados pela dirscloria
em conselho, e apresentados approvacao do Exm.
presidente da provincia, na importancia de res
28:3898603.
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, e devora conclui-las no de 6 roezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3.a O pasamento da importancia da arremalaeao
realisar-se-na na forma do artigo 39 da mesma
lei.
* 4.a O arrematante excedendo o prazo marcado
para a conclusao das obras, pagara urna multa de Ire-
zentos mil rs. por cada mez, embora Ihc seja conce-
dida prorogacao.
5.a O arrematante durante a execurao das obras,
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6.* O arrematante ser obrigado a empregar na
exceucao das obras, pelo menos metade do pessoal
de gente livre.
7." Para ludo o que nao se achar determinado as
presentes clausulas, nem no orcameulc, seguir-se-ha
o que dispe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio ferreira o"Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria proviu-
cial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 22 do corrente. manda fazer
publico, que no dia 14 de selembro prximo vindou-
ro, peranle a junta da mesma Ihesouraria, se ha de
arrematar quem por menos lizer a obra aos con-
certos precisos na ponte do Motocolomb, avahada
cm 2:0908 rs.
A arremataran ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anuo, esob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataro
compareram na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes paia a arre malao.
1.a Os reparos de que precisa a ponte do Moto-
colomb, sero feilos de conformidade cem o orca-
mento approvado pela directora em conselho, c a-
prescutado approvarao do Exm. Sr. presidente na
mportancia de 2:0909.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo del mez, e as concluir no de 4 mezes, ambos
contados na forma do artigo 31 da lei provincial n.
286.
3." O pagamento da importancia da arremataco
realisar-se-ha cm duas prestaces iguaes, a primei-
ra quando esliver feila a metade do serviro, a ou-
lra depois da obra concluida.
4.a O arrematante nao poden em momento al-
gum deixar de proporcionar transito aos carros c
animaes.
5.a Nao haver prazo de retponsabilidade.
6.a O arrematante ser obrigado a ter metade pe-
lo menos do pessoal, empregado na obra composla
de trahalhadures livres.
7.a Para ludo o que nao se achar dSjtermiuado as
presentes clausulas nem no encmenlo, seguir-se-ha
o quedispoe a respeito a lei provincial a. 286.
Conforme O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 26 do crrenle, manda fazer
publico, que no dia 21, de selembro prximo vin-
douro. perante a junta da fazenda da mesma Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem por meuos li-
zer a obra do arco c alerros do Afogadinh na estra-
da do sul. avahada em 10:310-9000 rs.
A arremataran ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anno, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremala-
cao. compareram na sala das sessoes da mesma jun-
ta, no dia cima declarado pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 30 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira Clausulas especiaes para a arrematao.
1.a As obras do arco e aterro do rio Afogadinh,
far-se-hao de conformidade com o orcamenlo appro-
vado pela directora em couselho, e apresenlado a
aproxaeo do Exm. presidente qa importancia de
10:3108000 rs.
2.a O arrematan!; dar principio as obras no pra-
zo de um mez, c as concluir no de 6 mezes, am-
bos contados na forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3.a O arrematante ser obrigado a receber polo
pre^o do ornamento a pedra e cal que existeni ao p
da obra perleucente ao arrematante do 11 lauco.
4"_a O pagamento da importancia da arremalaglo,
redlisar-se-lia em 4 prestarles iguaes : a 1.a, quan-
do esliver promplo e estaqueado o caixRo :' a 2.a de
pois de feita a sapala geral : a 3." depois do recebi-
roenlo provisorio ; e a 4.a na entrega definitiva, a
qual ter lugar um auno depois do recebimeulo
provisorio. ,
5. (i-iiTemni.inio ser obrigado a ter metade do
pessoal empregado as obras, composlo de trahalha-
dores livres. e a manler no rio Afogadinh, em-
quanto nao concluir a obra, um passadiro estirado
com toda a seguranza.
6.a Para tudo o que nao se achar delerminado as
presentes clausulas nem no orcamento, seguir-se-lia
o que dispoc a respeito a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciario.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarSes, juiz de
direito da primeira vara do civel nesta cidade do
Recife, por S. M. i: e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde etc.
neo saber aos que o presente edilal vircm e delle
noticia liverem, que no dia 22 de selembro prximo
eguinte, se ha de arrematar por venda a quem
mais derru (iraca publica ilesle juizo, que lera lu-
gar na casa djj audiencias depois de meio dia com
assislcncia doTDr. promotor publico desle termo, a
propriedade denominada Pitanga, sita na fregaezia
da villa de Iguarass, pertencenle ao patrimonio das
recolbidas do convenio do Snutissimo corarao de Je-
,-u- da un-ma villa, a qual propriedade lera urna le-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjopc que Ioi antigamente dos padres
da companhiade Jess, pela estrada adianleao lugar
que chamara Sapticaia da parle esquerda, e dahi
corlara buscando o sul e alravessam o rio iguaras-
s, Pitanga, al encheruma legua, c dalli parle bus-
cando o nascenle al cneber oulra legua, e dalli
buscando o norte donde principiou com oulra legua
que faz ludo urna legua em quadro, com urna casa
devivenda pequea de lelha e taipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0009lX)0 rs., cuja arrematadlo
foi requerida pelas ditas rccolhidas em virlude da
licenra que obtiveram de S. M. o 1, por aviso de
10 de oovembrode 1853, do Exm. ministro da jus-
tica, para o producto da arremataro ser depositado
na tbesoQraria desta provincia at ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arremataule.
E para que chegue a noticia de todos, mandei
passar edilaes que serao publicados por 30 diasno
jornal de maior circularlo, e aluzados nos lugares
pnhlicos.
Dado cjpassado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agosto de 1851.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, escrivao interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva t;nimares.
Peranle a cmara municipal desta cidade csla-
Ita em prara publica nos dias 6, 9 e 14 de sjtem-
pedra de louza 10; crayoes de louza 50 ; ,caldeira
da ferro eslanhado, para 200 (iracas 1.
Forlaleza de I la maraca.
F-ncadernarau de um mi-sal 1. .
Aula dos aprendices do arsenal de guerra.
Papel almaco, resmas 4 ; pennas de ganco 400;
lima prela, garrafas 6; S)nopsis da historia do Bra-
sil, pelo general Abren e Lima 15 ; Thesouro da
Mocidadc|Portugueza,ou moral.em acc/Io por Hoquet- c<
le 20 ; Tratado dos deveres do hoinem por Silvio
Pellico 25; Ecouomia da Vida Humana, por Roberto
Doesley 25 ; Resumo da Doctrina ChrisISa 25; ari-
thmetica pralica, por Colar20 ; traslados de a, b,
r, 40 ; ditos de bastardo 20 ; ditos de bastardiuho
20 ; cartas de a, b, c, 80; laboadas 80; pedras de
louza 30 ; lapis, duzias 6 ; caivetes 6. .
Provimentosdasofficinai do arsenal de guerra.
Carvao de pedra, toneladas 10 ; sola branca gar-
roteada, meios 100.
Colonia militar de Pimcnleiras.
Resmas de papel almaco 4; ditas de dito ds peso
2; massos de obi-eias 3; tinta prela para escrcveV,
quartilhos 6 ; cscrivauiiha de metal 2 ; siucle de
armas com pionca I ; par de linteiros de estando 4 ;
sino com porra e badalo 1.
Qnem quizer vender esles nhjeclos, aprsenle as
suas propostas cm cartas lechada- na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 12 do corrente mezSe-
cretaria do conselho administrativo para forneci-
menlo do arsenal de guerra 4 de selembro de 1854.
Jos de frilo Inglez, coronel presidente.Bernar-
do l'ereira do Garmo Jnior, vogal e secretario.
O conselho administrativo, cm cumprimenlo do
artigo 22 do regulamento delidedezcmbro de 1852,
faz publico que foram aceitas as proposlas de Timm
Mouscn & Viuassa, Joao Pinto de l.eraos Jnior,
Antonio Pereira de Olixeira Ramos, Fraucisco Ma-
cicl do Souza, Adamson lluwie i\ Companhia, Pa-
ln Nash, Souza & 1 imn, para fornecerem o 1,
1445 covados de hollando de forro a 100 rs., 4846
varas de brira hranco liso a 350 rs.; o 2o 447 ca-
poles de panno ahanu a 99800 rs. ; o 3, 2 lalins de
cuuro hranco com talabarte e molas a 149 rs. ; o
4, 1045 pares de sapalos a I9i90rs.; o 5s, 88 co-
vados de panno azul a 2920O rs., 293 varas de brim
para embornaos a 320 rs., 1000 covados de baelilha
branca para carluxos de arlilharia a 400 rs. ; 06
1000 varas de brim da Russia a 520 rs. ; o 7, 25
zrosas de boloes brancos de osso a 300 rs., 36 ditas
de ditos prclos a 300 rs. ; c avisa aos supradilos ven-
dedores que deviu recollicr ao arsenal de guerra os
referidos ubjeclos no dia 6 do corrente mez.
Secretaria do consol lio administrativo para forne-
cinieuto *do arsenal de guerra. 4 de selem-
bro de 1854.Bernardo l'ereira\doCarmo Jnior,
xogal e secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direcKio convida ao
Sr. accionistas do Banco de Pernambuco,
arealisaremdol. a 15 de outubrodocor-
cliado& Pinheiro, na ruado Vigarior. 19,
segundoandar.
Pars o Acarac segu no dia 14 do corrente o
hiate uSobraiense; para o resto da carga e passa-
geiros, Irala-se com Caetano Cyriacs da C. M., ao
lado do Corpo Sanio n. 25.
Para o Ccar.-, o patacho Santa Crozn sege
com brevidade; recebe carga e pasaageiros : trata-
se com Caetano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo
Santo n. 25.
~ ''ara o Ass sabe nesles 6 dias o patacho nacio-
"a'j"Conceirjtou: quem uelle quizer carregar, en-
tenda-se com o consignatario Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo ; na ra do Queimado a. 9.
Para o Ass sahe no dia 12 do corrente a bar-
ca brasiteira Mathilde; quem nella quizer carre-
gar ou ir de passagera, cntenda-se com Manoel Al-
vos Guerra Jnmor, na ra do Trapiche n. 14, ou
com o capillo Jcronymo Jos Telles,
LEILO'ES.
LARGO DO CORPO SANTO.
Roslron Rooker & Companhia eonlinnao por in-
tervencao do agente Oliveira, o seo leilao de avulta-
da porcao de fazendas, todas proprias do mercado :
lerca-feira. 5 do corrente, as 10 horas da manhaa em
ponto (visto lerem de concluir certas contas); no seu
armasemdo indicado largo.
Qoarla-feira 6 do crranle, as 10 %. horas da
manhaa, o agenle Borja far leilao em sea armazem
ma do Collegio n. 14, de diversas mohilias da Jaca-
randa com pedra, e sem ella, dilas de amarello, e
oolras muitas obras de marcineria novas e usadas,
relogios de dilTerentc* qualidades, porrao de obras
de ouro o prata, quadros com ricas estampas e mol-
duras ele, e oulros varios objectososquaes seacham
patentes no mesmo armazem, e irlo a leilao sem li-
mite.
Brunn Praeger & Companhia, con-
tinuarao por intervencao do agente Oli-
veira, o seu leilao de avultado sortimen-
to de fazendas suissa, allemaas, france-
za, e inglezas, as mais proprias do mer-
cado : (iuaita-1'eii-a (i do corrente, as 10
horas da manhaa, no seu armazem, ra
da Cruz.
Rolhe Bidoulac fazem leilSo por intervsnro
do corrclor Oliveira por conta e risco de quem per-
lencer, de 30 barris de pregos avarladot; em segui-
da continuara o leilao com um sortimento de ferra-
gens e miodezas, segonda-feira II do corrente as 10
horas, no seu armazem, roa do Trapiche n. 12.
rente anno, mais 30 0|0 sobre o numero
das acc/iesque llies foram distribuidas, pa-
ra levar a eileito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolurao tomada pela' assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco-de
Pernambuco 7 de agosto de 185 V-O se-
cretario do conselho de direccao,
J. I.deM. llego,
AVISOS DIVERSOS.
D.
Sebasliao.
Sena. ,
Cosa.
Pinto.
Reis.
Mendes.
Monteiro.
Alves.
Santa Rosa,
Pereira.
Rozendo.
Amalia.
I). OrsaC
SOCIEMDE DR.ll.iTIG.1 EJtPREZVRIA.
Brilhantee pomposo espectculo.
Quinta-feira 7 de setembro.
t KECI'SA DA ASSIGNATRA.
Depois da chegaJa do Exm. Sr. presidente da
provincia, a companhia dramtica cantara ohymoo
nacional peraute as anguilas efligies de SS. M.M.
Seguir-se-ha depois a representarao do novo e
apparaloso drama em 5 aclos, cque se denomina
0 YU1 Ii'd.lO DA FRAGATA MEDLZA.
Personagens, Actores.
Pedro Dcroard, pillo francez Os Srs. Bezerra.
Uta emigrado i anco/ .
Malheus Lonchard, marinhei-
ro dito.......
[Andr marinheiro da repbli-
ca.........
Um rapia inglez ....
Arlhur de Marsay lenle de
marinba.......
O Parisiense marinheiro. .
O Champanhez, depois Da-
niel ........
O commandante da Meduza.
Joo marinheiro francez. .
(iraindesel grumete. .
l'ra oflicial inglez. .
tienoveva mai de Pedro .
Maria rapariga educada por
Pedro........
Una enanca......
Soldados da marinha, m.ii inlioin.s franeczes dilos
inglezcs, olliciaes ele.
O 1. acto he passado na robera d una fragata in-
gleza, finalisaudo o aclo com um bello combate
naval.
0 2. he passado junto acslaleiro onde est a fra-
gata'Meduza, prxima a ir ao mar.
O 3. Em um quarto de eslalagem.
O 4. A' bordo da fragata Meduza em viagem, on-
de se Tara o festejo da passagem da liuha, CHnlar-sc-
liao bclhssimos choros, e liavorao varios dansados
de clmelos, de mariuheiros, de prelos, e uro bello
tercelo pelo Dos da linha, (o Sr. Mendes,)sua espo-
sa, (o Sr. Sania Rosa) e o engracado champanhez, o
Sr. Monteiro) ; tinalisando o acto com o naufragio
da fragata sobre um banco de areja.
O 5. e ultimo acto passasse no meio do ocano so-
bre urna jaimada onde se salvaram varios nufragos
da fragata Meduza.
F.is o drama que a sociedade dramtica emprezaria
cscollieu para presentar em secna no grande dia 7
de setembro, ella nao se lem poupado a despezas e
a fadigas pe-sones, s alini de agradar ao respeilavel
publico desla capital, de quem espera toda a pro-
lecro.
Para occorrer as grandes despezas que exige o
drama, a sociedade precisa vender os camarotes e
plateas por tres recitas, sendo a primeira a 7, a se-
gunda a 9, e a (erceira a 13 do correute. Na pri-
meira c segunda representar-se-ha o mesmo drama
a Meduza, e na lerceira o espectculo' ser difleren-
le, sendo annunciado pelo jornal como he coslume.
Os Srs. que cncommendaram j camarotes e imbe-
les de plala para as referidas recitas, lenham a
bandada de vir ou mandar receber os competentes
carines ale o dia 0 a noite no escriplnrio da direccao
da sociedade. Os poucos bilhcies de platea e cama-
roles de lerceira ordem que existem, acham-se des-
de j venda uo mesmo escriptorio.
Principiar as S horas.
N. B.Declara-se para governo dos senhores as-
siguantes, que a 2" recita da Meduza no dia 9, he
livre da assigualura, os senhores assignantes que
quizerem tirar com os seus camarotes e cadeiras, pa-
1:l:i5IS000
11:5009000
1:00(90110
2525000
1:1009000
um anuo, contado do 1. de outuhro do. correle an-
uo, as rendas da municipalidade abaixo declaradas.
Os preteodentes podem comparecer nos menciona-
dos dias, munidos de dous lia lares, habilitados na
forma da lei, sem o que nao serao admitlidos
lanrar. E para que chegue aoconbecimenlo de to-
dos, se mandou publicar o prsenle. Paro da cma-
ra municipal do Recife em sesso de 30 de" agosto
de 1854.JlarSode Capibaribe presidente. No im-
pedimento do secretario, o oflicial maior Manoel
Ferreira Accioli.
Itendas.
Imposto de aferieSes......
dem de 500 rs. sobre cabera de gado.
Idemdecapini de planta.....
dem sobre mscales e hncelciras .
dem de SO reis sobre carga -t\e fari-
nha, e oulros seeros vendidos nos
mercados poblicos das Treguezias de
S. Josc e lloa Vista......
Kenilimento des arouzues pblicos da
Boa Vista, Cinco Puntas, e pateo da
Kibcira de S. Jos....... 241338000
O Dr. Custodio Manoel da Silva Gaimartes, juiz de
direito da l^.xara do cominercio nesla cidade do
liccife de Pernambuco por S. M. I. c C. o Sr.
I). Pedro II, que Dos guarde ele.
Paro saber aos que o prsenle edital vircm que,
mo se leudo reunido os* credores dos fallidos Bar-
bosa iV Lima, para elegerem o deposilario que ha
de receber e administrar proxisoriamenle os hens da
casa fallida aao pelo prsenle de novo convocados
os meamos credores para se reunircm no dia (i do
correute mez, em casa de minha residencia na ra
da Concordia, pelas 10 horas da manbia, para o fim
indicado. E para que cheque a noticia de todos
mandei passar o presente edilal, que sera publica-
do pela imprensa'.
Dndo'e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 4 de selembro de I85,eu Manoel Joa-
quim Uaptista escrixao interino o escrevi,
Custodio Manoel da Silca Guimares.
nWECLAaACJO'ES.
ra a referida noite de 9, queiram parlicipa-lo ao ca-
bro prximo vindouro, para serem arrematadas puf marolciro, ou bilheteiro, na noite de 7, para noca-
so de os nao qtierercm, poder a sociedade dispor
delles para as invitas encoinmondas que ha para esle
espectculo.
AVISOS MARTIMOS.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, em virlude da autori-
saco do Exm. Sr, presidente da provincia, lem de
comprar o seguinte :
Para o hospilai regimental desla provincia.
Brim tino para camisolas, Icnces, fronhas e guar-
danapos, varas 223G ; manas linas de la T.
8. bai.ilhao de infamara.
Sapalos, pares 781..
2." balalhao de infantaria.
Calhecismod'c Monlpelir 20 ; carias de a, h, c, 20;
papel almaco liom, resmas5 : papel de peso florete,
resma 1 ; paulas20 ; tinta preta, garrafas 2 ; areia
prela, garrafa 1 ; pennas de ganco 100 ; lapis 50 ;
Maranltao c Para'
com destino a estes dous portos
devcsc'guir ntti brevementepor
ter glande parte da carga.tratada, o no-
ve o inui wleiro palhabote Lindo Pa-
quete n capitao Josi' Pinto Nones, para a
carga e passageiros trata-te com os con-
signatarios Antonio de Almeida (jomes &
Companhia, ra do Trapiche n. l(i, se-
gundo andar, ou com o capitao a bord.
Para o Porto seiTuo viagem cm poucos dias a
barca porlugiieza Piar daMaia, capitao Jos de
Azevedo Canario, quem na mesma quizer carregar
ou ir de passagem dirija-sea seu consigualario Ma-
noel Joaquim liamos e Silva, ou ao mesmo capitao.
Para o Assu'.
Segu viagem imprelerixelmenla no dia 9 do cor-
rente o patacho nacional.Santd Cruz, para carga
trata-se na ruada Cruz n. 28, cscriplorio de Eduar-
do Ferreira Bailar.
Para o Aracal} segu em poucos dias o hiale
nacional Srrgipano, recebe anda aluuma carga
frele inuiln commodo : a tratar na ra do Vigario
n. ."i.
Para o Rio Grande do Sul seguir breve o pa-
tacho Temerario, para onde recebe carga a frele :
quem no mesmo quizer carregar, pode entender-so
rom oseu capitao Jos Autonio Candido de Souza,
ou com Amorim 11 man., na ra da Cruz n. 3.
Para a liahia sahe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Maria, por ter
a maior parte do seu canegamento prom-
pto ; ara do resto da carga e passageiros,
trata-se coinNovaesiSt Companhia, na rita
do Trapiche n. 34, ou com o capitao na
PABAO BIODEJANEIBO
Segu com brevidade o veleiro brigue
nacional lia mim por ter parte do seu
carregamento piompto : para o resto,
passageiros e escravos a trete, para os
quaes oierece expelientes commodos, que
J^ i a-a uc iwui. i.iiiiiti-ii ,.. .- -
podem ser examinados, trata-se com Ma-1 da Cadeia de Santo Antonio n. 20.
Todas as |>esoas que se obrtgaram
a concorrer para a f'undacao da compa-
nhia do desseccamento do pantano de 0-
linda e cannalisacao do rio Beberibe, sao
convidadas a comparecerem na sala do
arsenal de marinha no dia 7 do corrente,
a's i horas da tarde.
Precisa-se de ura criado para sei vi-
co de urna pessoa soltcira, preferindo-se
estrangeiro, que nao exceda de 18 annos
de idade : no aterro da Boa-Vista, nume-
ro 45.
8 **as< *-
Saino o lerceiro numero do Croco, a ada- #
3S) se a venda ua ra Nova n. 52, loja de Boaven- %
% lura Jos de Castro Azevedo, onde reesbem-
9 se assignaturas de 800 rs. por 12 nmeros.
as-
Pede-se instantemente a Sr. Fran-
cisco Antonio de Oliveira, thesoureiro ge-
ral das loteras da provincia, para que
empregue todosos-eslbrros com a publi-
caran da lista geral no Diario de Per-
nambuco ii no dia seguinte ao da extrac-
rao da lotera, como se pratica no Rio de
Janeiro, seS. S. quizer obrar desta ma- '
neira vera' que as Ioterias bao de ter
grande influencia, advertindo-lhetambem
ser de grande necessidade a 8istribuic5o
gratuita de 400 listas para como publico,
como hecostume no Uio de Janeiro, "as-
sim o fazerem os thesoureiros. Esta fe-
liz lembranca sera' tomada por S. S. em
grande consideracao, e ganhara' com isso
urna alta preponderancia as loteras pro-
vinciaes se-assim o praticar.
Um dos influentesnestejogo licito.
Avisa-se aos Africanos residentes nesla cidade,
que breve sahira a lnz um peridico no eslylojoeo
serioe na linguaCassangccuja assignatura he
de 80 rs. por se mestre. O canoeiro.
- Quinta-feira 7 de selembro sahe a luz um pe-
ridico intitulado a Gamella, eacha-se a venpa
no porlodas canoas as" horas da noite. O redactor,
Joao febolo.
Precisa-sc de urna ama que seja escravs, para
lodo o servico de nma casa, ou urna mulher que se-
ja capaz : na ra da Aurora n. 30.
AOS PADEIROS.
Arrenda-seuma padaria com lodos os perlences, a
em estado de servico quotidiano; quem della sequi- .
zer ulilisar, j por arrendameato, e j por outro
qualquer negocio : dirija-ss ao sslsbelecimeoto de
Ignacio Jos Machado, na villa do Cabe.
Precita-se alugar nma prela captiva, que en-
gommc bem-: no sierro da Boa Vista o. 48.
Avisa-sc ao respeilavel publico, que lem de
sahir a luz muito breve um inleressante peridico lil-
(erario, recreativo, instructivo, poltico, joco-serio,
ele, ele, e que porlanlo v munindo-se de um bom
diccionario cassauzc ou congo, para o traduzir. Cbe-
guem freguezes Camelia, cuja assignatura he de
160 rs. por semestre, mais barato do qoe areia da
praa. Sahe todas as quintas-feiras as nove.horas
da noite e \ende-se as mesmas horas na ponte da
Boa Vista ou ns caes do Collegio onde ella ae faz
mais preciso.OPorto-ella.
AVISO E GRATIDAO*.
lina ventura Jos de Castro Azevedo, fiado ua pro-
lecc.io que receben- de seus benignos amigos a frs-
Ruczcs em urna grande quanlidade de caiiss com
charutos, que por um acaso comprou em leilao, fax
ver ao respeilavel publico, que, animado par Uto
grande e philanlropica prolccco, deliberou-se s ter
sempre cm sua loja urna grande quanlidade de cha-'
rotos de todas as qualidades, que os vende laojo em
poreocs como a relalho, por muito menos do quem
em oulra qualquer parte, e por isso julga desaeces-
sario nomear os ttulos de seus afama/los charutos, e
juntamente por quanto os vende, porque estando os
seus freguezes seienles dos baixos precos por que acs-
la casa se costo ma a vender, era lomar o seu an-
nuncio enfadonho, quandpos seus intentos be s
agrada-los e enlrcte-los coraTifk saborosas fumaras,
que se xendem ua ra Nova afl52.
A pessoa que perdn srtna letlra de 2:0638000,
sacada a 2> de agosto, annuude sua morada.
Precisa-se de um rapaz portuguez ou brasilei-
ro. que tenha pralica de taberna c de tianca a sua
conducta ; na ra da Concordia, taberna ao virar
para a Cadeia Nova, achara com quem tratar.
I na pessoa que-gosla dejogar a aspadilha, de-
soja ler dous companbeiros, aos quaes nio duvida
dar de jantar ; quem o quizer acompanliar annuu-
cie.
A pessoa que anuunciou querer vender urna
cscrava do 20 annos com algumas habilidades, quei-
ra aununclai a sua morada, ou dirigir-se praca da
Independencia n. 1.
Quem precisar de um caixeiro para engenho,
o qual he eslrangeiro e cnlendedc fazer pao, dirja-
se ao aterro da Boa-Vista n. G6.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Aos 10:0005000 e 3:0005000.
Na casa da Pama, no aterro da Boa-Vista n. 58,
oslan ,i venda os bilhelcs e cautelas da 10 lotera do
Ihealro do Santa-Isabel, que corro a 20 do corrente.
Bilhelcs 109000
Meios ."000
Quartos 2800
Decimos 1S300
Vigsimos 8700
A direccao da associarao commer-
cial dos logistas, convoca a todos os socios
para urna ivuniao em assembla geral. no
dia sexta-feira, 8-do corrente, pelas 10
horas da manhaa,
Precisa-sede urna prela para o servico de ra;
preferindo-se de meia idade, e dase UVrOOO mensaes:
a quem convier, dirija-so ra do Queimado, loja
de fazendas n. 61.
Offerece-se um menino de idade de 11 a 12
annos, para caixeiro de taberna,de que tem pratica;
dirija-se i ra do Queimado, loja n. 43.
Deniz, alfaiate francez,
eslabelecido na ra da Cadeia do Recife n. 40, pri-
meiro andar, trabalha de feilio.
Desapparecea a .1 do corrente, da casa do ba-
charel l.ourcnro Bezerra Carneiro da Cunha, no
Manguind, um escravo de nome Joaquim, alio, ver-
nielho, lendo urna ferda na poma,. bobas pelo cor-
po e bastantes na ara. Sahio de casa com calca, ja-
queta e chapn de palha velho ; quem o capturar,
leve-o casa do mencionado hachare!, qne ser re-
compensado.
Aluga-se i casa terrea n. 37 da ra de Santa
Cecilia, pertencenle a venersvel ordem lerceira de
S. francisco desla cidade; quem a pretender, dir-
jale ao Sr. Caetano Pinto de Veras, ministro da
mesma ordem, qne tem poderes para assim o fazer,
sendo seu aluguel de 8SO0O menssl.
Manoel Fernandes de Mello relira-so para tora
da provincia, e julga nada dever : quemse julgar
seu credor, procore-o na roa da Croz n. 47.
O Sr. Ilenrique Frederik Carlos Ehrich no
pode retirar-se para a provincia do Cear sem que
primeiramenle pague ao abaixo assignado a quantia
de 1228000, sob pena de lbe ser embargada a via-
gem. Joo Francisco Teixeira.
Precisa-se de upa ama para o ervico de nma
casa de pouca familia, que saiba coziohar : na ra
i

*


DIARIO DE PERMIBCO QUARTA FEIR 6 DE SETEMBRO DE 1854
t
\
W
JOTAS DE OUliU.
Ni ra do Queimado loja do ourives pu ta-
lada de'a/.ul n. 37, ha um rico c variado >or-
limeiiR) ile obras de ouro que compra..or,
a visla dos presos e bcm l'eito da obra, nao
deixar de comprar, aliaucaiido-so o res-
S poiisaliilisaitdo-ic pela qualidade do ouro de
Nibhauo, t do correle, as 4 hora da tarde,
porta da rasa do Illm. Sr. l)r. jui* municipal da
segunda vara do civel, se arrematar por'vcuda um
buin sobrado de 3 andares, na im do Queimado n.
11, por eiectifio de Bernardo Duarle Brand.io, con-
tra Joao Collares Sbreiro Cintra, sua mullier e ou-
li ii-, lie a ultima prara ; a fompr.i desla proprieda-
dehe muilo van Lijosa por ser ero ama ra pi incipal
do commercio e por 1:2:(HXrjOO0, > reco da avalianlo.
UMA SIPPUCA RESPEITOSA.
Roga-se ao Sr. liscal de Sanio Antonio Icnlia a
boDdade de lanzar as suas vistas para a praia deno-
minada do Mando Noto, onde seacha amonloada
ama grande quanlula. c de Mo coin grave detrimen-
to da saude dos que por all morau.

I
1
PIBUGACAA DO INST1TIT0 HOMtEOPATHlCO DO BHASII/
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
YADEMECUM DO HOKEOPATHA.
Melliodo conciso, claro, c seguro de curar liomieopalliicamcnte todas as molestias, que ailligem a
especie buniaiia, e particularmente aquellas que reinain no Brasil.'
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra imporlantissima lie hoje reconhecida como a primeira c mcllior de todas que Iratam da ap-
phcarao da liomceopatliia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nAo pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulta-la.
Os pais do familias, os senhores de engenlio, sacerdotes, viajantes, capilAes de navios, serlanejos, etc.,
etc., devem te-la a man paraoccorrer promptamente a qualqucr caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por.....'..... ltt-OOO
Encadcrnados............. 118000
Vende-se nicamente em casa do aulor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Senhores escudantes.
Mauoel Cassiano de Oliveira Ledo, estodan-
te que fui do lyceo, obteve !ic-:iiga para ensi-
llar particularmente gcnmelrU e grammalica
nacional, em que screconheeu habilitado.
Eslao abortas matriculas de urna e oulra, c 9
conliuuarao al o lim do formule mez. Di- 3
rija-M quem quizer ao paleo do Paraizo, pri- O
4$ meiro andar, unido a igrqa. i
Em praja presidida.pelo Sr. I Ir. juiz dos leilos
da fazenda nacional do dia 6 do crreme na sala das
audiencias as 10 horas da manbaa tem de seren ar-
rematados os bens seguinles pcnliorados por c\ecu-
c/>eH da mesma fazenda contra seus devedores: um
sitio de Ierras na Imbiribeira con 750 palmos de
testada casa de taipa com 29 palrr os de largo e 38 de
romprido por SOOjOO rs., penhorado a Pedro Gau-
diaoo de Itatis c Silva ; urna casa de taipa rio logar
do Siilgadiulio em Olinda, com 2 i palmos de frente
e 30de fundo por 50&000 rs., a Joao Nepomuceno
I erreira de Mello ; a casa.de sobrado de um andar e
solio ii. 7 na ra do Padre 1-loria no com 26 palmos
da largo e 80 de fundo, cacimba, quintal murado em
chaos de foro por 3:0(108000 rs., aos lierdeiros de Jo-
su de Jess Jardim ; orna casa l;rrca sita r.a estra-
da do Monlciro n. i. com 30 palmos de frente e 120
de fundo feila de madeira e barro por 25P0OO rs.,
ao herdeiro de Joaquim Fernandos Gama; urna
parte do cngenlio Santos Cosme c Damin, sito na
freguexia da Vanea por 2009000 rs., i Hoque Anto-
nes Concia; urna casa terrea sita na ra da Casa
Forte n. 43, feila de lijlo e cal por 723000 rs., a
Mara Francisca da Costa ; a renda animal la casa
terrea sila na Bica de S. Pedro em Olinda por-245000
rs., a Jos Mara do Rosario; un cavallo de sella
de cor alaso. bom andador por G0300O rs., a Joio
Lopes Guioiaraes ;os utensilios de um assougue em
bom estado por 89300 rs., a Caelano Manuel do
Nascimeiilo: quem pretender os bens declarados di-
rija-se ao lugar e hora indicada. Kecife 2de sten>
brodel854.Joaquim Theodoro Alca, sollicila-
dordojuizo.
He muito sofirer.
Roga-se a cmara municipal desta cidade, que se
rompadera dos habitantes da povoarao do Lorclo,
evitando os males que por falta de liscalisaco con-
tinuamente soOrem suas pessoas e propriedades,
cansados por um grande numero d poicos sollos as
mas daquelia povoif^o, fossa lo-lhes os terrenos,
c demolindo meso* as casas alem de gerareni urna
-raude mniundiciede bixosde ]n;s. que causa las-
lima, alem das pessoas grandes verem imperfeilas, c
quasi a leijadas as crianzas..
Desappaxereu no dia 2 do -orrcnle o preto An-
tonio, de nacilo Congo, idade -1 i anuos, pouco mais
ou menos, baiio, grosso, nao lem barba, lem orna
cicatriz na cara, bem prelo na cor, lem urna coroa
na cabera por ser ganhador.tem eicatrizes de ferida
lias costas ja antigs, ps e pernas grossas com as
veas empoladas ; levou camisa fa de qoadro azal desboladai c oulras dilas por ci-
ma ; pede-se as antoridades policiaes e capilesde
campoa captura do dito escravo e que o levem ra
larga do Rosario n. :fc2, que se recompensar.
Roga-se io Sr. Antonio Jos do Monte o favor
de levar ou mandar entregar a caixinha de ferros de
limpar denles, que s. S. pedio emprestada por um
da, e como ja sejam passados 15, e S. S. se tenba es-
quecido, por issofaz-seopresenti: para lembranra, o
qu d sahir.i al a sua entrega.
Antonia IU da Cotia.
Aloga-se a casa grande do sitio do Cajueiro,
com lodo o sitio, graude viveiro de peixe, muitas
frucleiras, jardim etc. ; assim :omo se alugam as
casas contiguas a dita, alugam-se por fcslas o por
auno : a tratar no mesmo sitio Jo Cajueiro.
Filippe da Cosa, prelo ferro, de naco Nag,
vqi para a Baha.
t- A pessoa que quera comprar as tenas na Mo-
risca, em Portugal, que foram de D. .I(taima Joaqui-
na liuedcs de Barros, boje rene eiro Antonio Mar-
tina de Barros, dirija-sc roa do Fagundes, arma-
zem n. 7, visto nAo se ter feilo negocio com o Sr.
Vicente Ferreira da Cosa.
aJWr:^^
RETRATOS PELO SYSTEMA
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ningiiem pmler ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidadc. Por isso, e como propagador da lioimropathia no norte, e immediatamenle inleressndo
em seus benclicos successos, tem o aulor do TIIESOLRO HOMDEOPATHICO mandado preparar, sob
sua nnmediala inspecrAo, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulco
e professor em homu-opatbia, l)r. F. de P. Pires Ramos, que o lem cticculado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicarAoque se pode desejar.
A eftlracia destes medicamentos be allcstada por todos que os tem experimentado; elle ii5o"Tireci-
sam de maior rerommciidarao; basla saber-sc a fonte donde saliiram pararse uo duvidar de seus pti-
mos resultados.
Una carleira de 120 medicamentos da alia e baixa dilualo em glbulos recom-
mendadosno HIESOt.RO llOMOEOPATIUCO, acompaidiada da obra, e de urna
caixa de 12 vidrus de tinturas indspensaveis........ 100*000
Dita de 9(1 medicamentos acompanhada da obra c'de 8 vidros de tinluras 90000
Dita de 60 priucipaes medicamentos recummeudados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinluras, e com a dita obra (tubos grande*.). i
(tubos menores). .
Di la tic" 48 dilos, ditos, com a obra (lubos grandes)........
tolios menores). ...
Dila de :lti ditos acompanhada de i vidros de tinturas, com a obra tubos grandes) .
Dita de 30 dlos, e 3 vidros de unturas, com i obra
(lubos menores,!.
lubos grandes) .
(tubos menores)
008001)
49O0O
50JO00
359000
409000
309000
355OOO
2f>C(MK)
3O9OOO
2O9OOO
I9OOO
9500
29000
conforme o
Dila de 21 dilos ditos, com a obra, (tubos grandes).
" (tubos menores). .
Tubos avulsos grandes......... --.
o pequeos.............
Cada vidro de tintura.............
Vendem-se alm disso carleiras avulsas desde o preco de 88 nnmero etamanbo dos tubos, a riqueza das caixas e d\ namisaresdos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptidao, e por prejos commo-
dissimos.
VendeTse o Iralado de FEBRE AMARELI.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 29000
Na mesma bolira se vende a obra do Dr. (i. 11 Jahr Iraduzido em porluguez e acom-
modada a^nlcllieencio dopovo. ....... 65OOO
Kua de S. Francisco (Mundo Novo) n. G8A.
P. S. Extracto de urna carta, que. ao autor do THESOURO HOMCEOPATHICO, tere a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Alces da Siten Santos, estabelecido na villa de Barreirot.
o Tive a salisfarao de receber o Tlietouro homiropalhico, precioso frurto do trabalho de V. S.,e lhe
aflirmo que.de Indas as obras que lenholido, he esta sem coulradc,Ao a mcllior lano pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualiddes estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhcccm a medicina
Iheocria e pralica, ecl.. ecl.,elc.
i

CHRISTALOTYPO.
Aterro da Boa-Vista r. 4, terccro
andar.
No estahcleciinenlo enconlrarAo os prelen- @
w denles um rico sortimcnlo de caixa-, quadros,
9 allineles, cassolelas e polceiras.
llcnrique Fredertk Carlos Ehricli relira-se
para a provincia do Cearn, levando era sua compa-
nliia toa familia e um odicial de nome Joao Klein-
kauf.
Pracisa-sedc urna ama de lcile qne se enrum-
ba de criar urna enanca em sua casa ; quem se
propozer, dirija-se ra da Praia n. 14.
Aluga-se a foja uo sbralo n. 10 da roa do
Turres, perlencenle a veneravel ordem lerceira de
S. Francisco desla cidade ; qntm a pretender, di-
nja-se ao Sr. Caetano Pinto de Veras, ministro da
mesma ordem, que tem poderes para assim o fazer.
I'recisa-se alugar um escravo para servido do-.
meslico e as horas vagas trabal'iar em um pequeo
sitio, quem o tver para aluaar.dirija-se a ra eslrci-
la do Rosario n.32 A. primeiro andar, dai 8 liaras
da manbaa as 5 da tarde.
jT ^>,ec'sa"8e de um homem para feilor de um
silfo perto desla praca, sujeitando-se o mesmo a 1ra-
balhar de encbada : no largo do Corpo Santo n. 13.
No dia 30 de agosto desappareteu a negra Ro-
sa, denaeao, idade de 30 e lanos anuos, muito pai-
xola, tinha chegado neslc dia .lo Mlmleiro de lavar
roupa.e mesmo do porto desiippareccu, secuindo
para o Monleiro, aonde consla vivar em batuques e
por isso pede-se as iiutoridades do lugar
CONSULTORIO DOS POBRES
25 &UA DO GQX.X.I3GIO l ASffDAR 25,
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo da consultas homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manha aleo meio dia, e.em rasos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaro de cirurcia, e acudir promptamente a qual-
quer mullier que esteja mal de parlo, c cujas circumstancias nAo permitlam pasar ao medico.
NO tlttSlllOKI UO Dli. P. A. LOBO HOStOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadcrnados em dous : ................ 20)000
Esla obra, a mais importante de todas as que Iratam da homeopalhia, interessa a lodos os mdicos que
quizereui experimentar a i'outriiia de llahncmanii, e por si proprios se eonvencerem da verdade da
mesiiia : interessa a lodosos senhores de engenho c fazcudeiros que eslflo longe dos recursos dos mdi-
cos : inlercssa a lodosos capitcs de navio, que uo podem deixar urna vez ou oulra da Icr precisao de
acudir a qualqucr incommodo scu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os chefes de familia cue
por circumstancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualqucr
pessoa dclla.
O vade-mecum do homcopalba ou Iraduccjio do Dr. llcring, obra igualmente ulil s pessoas que se
deiticam ao esludo da bomcopalhia um volnme-graiide .......... 89000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
_ pensavel as pessoas que quercm dar-sc ao esludo de medicina........ 49000
Lma carleira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o Diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc................ 409000
Dila de 30 com os mesmos livros.................... 49O00
Dila de 48 com os dlos. ,..... ,........... 509000
Cada carleira be acompanhada de dous frascos Je Unturas indispensaveis, a esculla. .
Dila de 0 lubos com dilos...................... 6O9OOO
Dita de 144 com ditos........................ IOO9OOO
Estas sAo acompanhadas de 6 vidros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llering, terao o abalimento de 108O0O rs. em qualquer
das carleiras cima mencunadas.
Carleiras de 24 tubus pequeos para algibeira............... 8*000
Dilas de 48 dilos......................... 169000
Tubos grandes avulsus....................... I9OOO
Vidros de inea Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segur na pratira da
homeopalhia, e o proprietario dcslc cstabelecimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bcm montado possivcl e
ningiiem duvida boje da superioridad dos nena medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de eryslal de diversos lamanhos, c
aprompla-se qualqucr encommenda de medicamentos com toda a brevidade c por procos muito rom-
modos. .
Pedriuho ou o amor fraternal.
Manoelzinho de nossa al lia com os seus pali-
nhoj. Anda existe um pcqueno numero desla in-
leressante obra, produc;o de urna Porluense, que
animada do acolhimenlo quo lem recebido do pu-
blico juvenil, anima-se aolfcrcce-la as illuslrissi-
mas mal- de familia, de qrn espera toda a protec-
qAo. e se acha venda na ra Nova 11. 52, loja
de Boavcnlura Jos de Castro Azevedo a 210 e a 160
rs. cada exemplar em hroclrura.
Roga-se a quem levou por precisar um burro
com a marca triangulo, do engenho Cnrdeiro, que
pastava na freguezia do Poro da l'anella, que venha
quanto antes bola-lo no mesmo lugar, do contra-
rio so publicar sen nome por este jornal para que
fiqne bem conliecido. '
Precisa-se de urna ama que saiba
bem engommar: a tratar no armazem ilo
Sr. Miguel Carneiro, ra do Trapiche nu-
mero 08.
A tinlurcira da rna Dreita casa 11. 111, rosa a
pessoa que mandn Ungir unas obras, Icnlia a bou-
dade de vir buscar, do conlrario ser vendida pelo
importe da tinturara ; na mesma casa enntinua-se
a lingir com perfeic.So e presteza por barato preto,
c vende-se vela de carnauba a99000 rs. a arroba, as-
sim como roga a pessoa que empenhou um relogio
de ouro com correle pela qnaiilia de^ IOO9OOO rs
tonda a blindado de o vir buscar o pagar os juros de
1*8 mezes islo no prazo de 8 dias, do contrario ser
vendido.
Um homcrn'casado c asricullor, oflerecc-s a
qualqucr senbor que precise de um administrador
para engenho, na qualadroinislraeu reunir 6 es-
cravosde servco que possue, acernscendo ler algu-
raasluzes de medicina pralica, com que pode por si
curar os escravos. que adoecciem, indepeudeiilc de
oulros gastos : qoem prerisar, dirija-se na da Cruz
do lien fe, defronlcdo cliafariz, sobrado amarello, a
entender e coro Wandcrlcx (V; IrmAo.
Precisa-se para o servico de urna casa cslran-
geira de nina ama que lave, eugomiiic e cozinhc, pa-
ra muito poucas pessoas: quem se propozer, dirija-
se ra dos Guaraiapes n. 36.
Jos Jaciurto Pavao avisa a todas as pessoas
que lem penhoresemsua inao, de appareccr na sua
loja, 110 prazo de 8 das, do conlrario scrAo vendidos
para seu pagamento, vislo nao poder mais esperar.
Aluga-se por fcsla 011 animal una proprieda-
de de podra e cal, com commodos suOiceiitcs para
qualquer familia, no Poco da l'anella : a Iralar na
fundirn do Brum 11. 6, 8 e 10, com o caixeiro da
mesma.
Pcrdeu-se no dia 31 de agoslo para o dia 1. de
elembro, da cidade da Victoria al o ciig&nho das
Matas, um papel de venda de um escravo por nome
Joao. com 3 bilheles de siza. O dito escravo fui
de Ignacio Miguel de Souza, o qual o vendeu a J0A0
Cayalcanti de Souza LeAo, c boje pertenre a An-
lonio de P. Souza LeAo : o pesso que o achar quei-
ra entregar no engenho das Maltas, q'ic ser grati-
ficado, ou unuuDciar por esle Diario.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acbam-se a' venda os billietes origi-
na es da lotera 2U para os reparos das ma-
trices, cujas rodas icou de andar no dia
5 docorrent setembro ; os premios seto
pagos logo que se fizer a distribuirao das
listas. \
Jos F'crreira Alves, morador na barra de
Sanio Antonio Grande, previne ao rcspelavel pu-
blico que uingaem faca Iransaccao com urna lcllra
por elle assisnada, ao Sr. Manocl Joaquim Fernan-
des, da quanlia de 35119000 rs., resto de compra de
um escravo que u mesmo Fcruandcs vendcu-lhe.
dizendo ser seu legitimo possuidor, c queja esl
provado nao ser, o qual lhe consta que he conliecido
por Manuel Candea, c estar presentemente para
Sanio A11IA0.
Precisa-se do urna Sr.' honesta c de bons cos-
lumcs, qued garanta csses quesilos, para ir edu-
car duas menina- em um cngcubo, fazendo-se-lbc
as vanlagcus de ordenado, meza, roupa lavada e
casa iudependcnle da do Sr. de Engenho : quem
convier procure ao proprietario desla lypograpliia,
que lhe indicar a pessoa competente com quem
tratar.
SYSTEMA MEDICO
HOLL WAY.
PIULAS' HOLLOWAY.
Este incslimavel especiriro, eomposlo inleiramen-
Ic de hervasmedienacs, 11A11 conlem mercurio, era
nutra aluuma substancia deleelerea. Benigno i mais
i'iira infancia, e a corapleicao mais delicada, he
igualmente prorhplo e seguro para desarraigar o
mal na compleicAo mais robusta; be inleirainenle
innocente em suas operaroes c eflcilos; pois busca e
remove as duenras de-qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazes que sejam.
Entre milharcs de pessoas curadas com esle reme-
dio, muilas queja esla vam as portas da morle, per-
severando em seu uso, ronseguiram recobrar a sa-
de e forras, depois de haver tentado intilmente.
lodos os oulros remedios.
As mais ahucias 11A0 devem cnlrcgar-se deses-
perajao: facain um compclentc ensaio dos eflicazes
eflcilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
peraro o beneficio da saiide.
Nu se perca lempo em turnar esse rmeilio para
qualquer das scguiules eufermidades:
Accidentes epileplieus.
Alporcas.
Ampo las.
Areias mal d').
Aslhma.
Clicas.
Couvulsoes.
Dehilidade ou cxlcnua-
co.
Debilidadc ou falla de
forras pura qualquer
cansa.
Dcsiuleria.
Um de gaanla.
de barriga.
(i nos rus.
Dureza no % entre.
Enfcrinidades no ligado.
venreas.
Enxaqucra.
Ilervsipela.
l'cbrcs biliosas.
inlerniilleulcs.
de toda especie.
Gola.
Il'-iuiin lumia-.
II; ilnipi-ia.
Iclericia.
liiilseslocs.
Inllaininacoes.
Irregularidades da uiens-
li uacan.
Lombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pcdra.
Manchas na culis.
Ohslruceo de venlre.
Phlhisca ou consuui|irAo
pulmonar.
Iliienc.ni d'ourina.
Biieumalisrao.
S> mpininas segundario.
Temores.
1 ico doluroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
snihus,
de a/aplurar, e aos senhores cipilacs de campo, a
levarern a ra do Crflegio n. 9, que satisfar ludo
.^'ocrosamente.
D-se 3709000 a juros sobre penbores de ouro
uo praia : dinja-ee ruada Senzala Nova n.26.
Precisa-se de um earroceiro esparlo c fiel: no
paleo do Paraizo, junio igrejs. primeiro andar.
Na ra do Collegio n. U, precisa-se ilc urna
pessoa hbil para cobraneos nca praca, c que pres-
te fiador a sua conduela.
OBerece-sa urna mnlhcr para ama de rasa de
pouca lamilla, cozinha, compr; e faz o mais serviro
(le urna casa: no becco de Lu,: Gomes, no bairrod'o
Rocifc, junio do Sr. Cunha.
Ollerece-se para ama de casa de pequea fa-
milia, homem solteiro ou viuvo, urna mnlhcr de
meia idade, inlellisente e hbil em lodo o serviro
interno de urna casa ; ua ra estrella do Rosario i.
lo I0j3>
Na na Nova n. 10, loja franeeza de M.
J. F. Ouarte.
acaba dechegar pelo ultimo navio um sortimcnlo
de lindas fazendas francezas, como sejAo : chapeos
f seda parasenhora, ditos1 de sol linos, lequcs linos
de madrcperola, luvas de seda bordadas e lisa, assC-
tinadas, penles de tartaruga para atar cabellos, iin-
i~, (at.3-cn'u J? vestidos, bicos de linbo
lino, ditos de seda e blondo linos, e muilas oulras
fazendas, por preco commodo.
r~H2L*A? co,,,f",e' na Por.' [ir. provedor de apellas e residuos da segunda va-
ra, .... roa estre.U do Rosario, as 4 hora, da larde,
se bar. de arrematar as tena e sitios do Camo
Grande na es.rada de Blm, avahados por 9S
rs., ciiendo urna casa do pedra e cal, com o sala?
Iquarlos, cozinha, casa de farinba, eslrilria
aihoaso com muitas frucleias, coqueiros bixa
para cap.m, campo para criar gado? plan ar, lem
urna boa emboa para embarque e desemb ,
alraz do, silios, tem 400 e lanas bracas SwSH"e
os fundos desU al a camlioa da TacaronV l. m.. i
perto da cidade, apenas dista n,e!a eg ""enSe S
rs. animacs, podendo estas rendas acrcm alu-ra.!..
mal, do doplo porque desde a morle doseu pl, j
Jorque, ha 40 anuos, esl con. esta renda v
paca a requenmcnlo do solicilador de capella, e re-
siduos, ein consequenexj .lestes, bens se lerem iulct
dos residuos, c em consequen.ia do lertamcS
T^Tc^f 0"8 "i0 ,cr daJ' conla do le. a-
niento do finado I). Antonio Pi de Lucen. eCat
pra0b.rca0^ioPn0aLaC,0 ^ *' "M f~
IRMAXDADE DAS ALMAS NO
KECIFE
O ju.z da irmaudade das Almas, erecta
na matriz de S. Fr Pprli-"r 1 j
,, r *' reaio b on 1 a I ves do
Rectfe, convida-atodoso, irmaos da mes.
------v. iii,iw> u.l
ma .rmaudade.para que comparera
da 8 do conrente, pelas 1) |lfJra> a
nliaa, no consistorio
de
muo
... ma-
da .rmandade, a(im
ae app.-ova.em o novo tomprorag$0
tem de reger a irmandade.
Jos Goncalvn* Turre, n.lo lendn i..m
se despeu.r i.osWs amigos' pe! ttdW".
vanen., o faz pelo prsenle, oOereccndo.Ibes ,-?.,
serviros na cidade le Lisboa. eus
n^T'rrr^r0'6^^^-
Anlouio Agripino Xavier de Brito, Dr.
@ medicina pela laculdadc medica da Babia, re- $
& side na ra Nova n. 67, primeiro andar, 011-
O de pode ser procurado-a qualquer hora para o
9 exerciciode sua profissao.
^a ra do Trapichen, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele: no mesmo lugar se mostram ricos de-
senlio*.
Roga-sc ao Illm. Sr. J0A0 de S e Albuquer-
que, que se digne do fazer o favor de mandar ao pri-
meiro andar do sobrado 11. 14 da ra Nova, a respos-
la que ltimamente prometiera dar antes de vollar
para o engenho, e se esqoecera de fazer.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
(iuerque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' e\pectacao pu-
blica ainda-acusta dos maioressacrilicios,
e, emt|uantonaoli\ar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8. .
LOTERA DO TIIEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre indubitavelmcrito em 20 de
setembro do CoiTente atino.
Aos 10:()00sfl()0, 5:00.s000, 1:000^000.
O caulf li-la Salusliano de Aq.iine I ci reir avisa
aorespeilavcl publico, quo os seus bilheles e caulc-
las 11A0 soll'rrm o descomo de oilo por ccnlo do im-
posto geral nos Ires primeiros grandes premios.
Ellos eslao expostos a venda as lojas j conhecidas
do rcspeilavcl publico.
Bilheles II9OOO
Meios 09300
Ouartos 29HOO
Oilavns 1-,n;i
Decimos 19300
Vigsimos 9700
. Anda precsa-se de um bom roziubelro, c de
urna firela vara servico de casa; nrcrerc-se escravos:
na rua da Senzala-Velba n. 60, esquina do becco do
Capta.
Champagne, a meifaor que 1.a no
mercado, por preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim cmo ce-
ra em velas, caixas de 100 e de 50 libras:
tiata-se no eseriplorio de Machado & Pi-
nheiro, amado Vigario n. 19, segundo
andar.

10*008000
.3:0009000
5003000
13509000
1:000.300o
51109OOO
Aluga-se o terceiro andar da casa
da roa do Vigario n. o, o primeiro da de
n. G da ruado A.norim, um rancho e ter-
reno doi Lea, na estrada nova, proprio
para qiiacao de gado.e um sitio e casa de-
nominado do Cordeiro, em Sant'Anna :
os pretendentes dirijam-se a ruado Vica-
rio, casa n. 7.
Chrisma na ordem tercena do Carino.
S. Exc. Itevm. lem determinado conferir o Sacra-
mento da coiifiunarao, nos dias 8 e 10 do frrenle
mez deselcmbro, e 11A0 no dia 3 como se liuha an-
nunciado, as 10 horas da" mandila. As camotal scrAo
appliradas para a obra do hospital da mesma ordem:
o prior espera da gencrosidade dos bous padrnlios
a sua applcarAo de carielade,Francisco Pinto da
Costa Lima, prior.
ATTENCAO'.
Ummoro baslanlc hbil, o qual lem pralica de
ensinar, e da liadores a sua conduela, se oll'erece pa-
ra ensinar em casas particulares, ou mesmo em al-
gum engenho, nao i primeiras lellras, grammalica
nacional c launa, como lambem a traduzir e fallar
o franrez ele. : na rua de A lio n. 19 se dir.
Ainda esl para se alugar os armazn-, silos
na rua da Praia n. 32 e 34. perlencenles a venera-
vel ordem lerceira de S.T'ranrsco desta cidade :
qoem os pretender, dirija-se^n Sr. Caelano Piulo de
Veras, ministro da mesma ordem, qne tem poderes
para os alugar.
. Quem precisaivle una ama de leile boa, diri-
ja-w ao becco lanado da rrialriz de Sanio Anlouio,
PIANOS.
Paln Nash A; C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidadc e vozes aos dos liem condecid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
@@S $S@S@
@ DENTISTA H1AM.1-;/.. 55
5 Paulo Gaignoux, cslabeleeido na rua lar ja vi
do Kosario 11. lili, segundo andar, enlloca den-
5$ les com gengivas artificiaos, c dentadura com-
pela, ou parle dclla, com a pressto du ar. @
Tambem lem para vender agua denlfriredo @
Dr. Pierre, e p para denles. Kna larga do S
9 Kosario n. 3 @3**@SaS
J. Jane dentista,
contina rczidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
HNMMNfNnMN.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinbo mu-
dou-se para o palacete da rua de S. francisco
3P> 'mundo novo) u. 6SA.
& V ? Aos 10:000.s 5:000$ e l:000.s()00.
Na praca da Independencia 11. 4 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 10 do Sr.
Faria Machado, rua do Quciinado n. 37 A dos Srs.
Souza A Freir c praja da Boa-Visla loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Itaplsla, eslao a venda os bi-
lheles c cautelas da primeira parle da 194 lotera, do
lliealro de Sania Isabel, a qual corre no da 20 de
selcmbro, cujos bilheles sAodo can le i-la abaxo as-
signado; oqual paja por ii.leiro o premiode 10:0009
5:0009 e1:00;i90(KI, que sahirem em seus bilheles
inleiros c meios bilheles cujos vAo pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza Ju-
M CONSULTORIO 1
DO DR. CASANOVA,
RUA DAS Cttl7.ES N. >S, O
acha-sc venda um grande sorlimenlo de $3
carleiras de todos os tamaitos, por prcros $
limito em cunta.
Emculos de homeopalhia. 4 vols. 69000 g
aacfl de tintura a cse.olba I9OOO tt
Tubos avulsos a*escolha a 500 c 300 S
Koga-se a Sra. Agoslinba, que esta cxislindo
em urna casa da quina da matriz da Boa-Vista, se
anda scdispAe a ser ama de lodo o servico de urna
casa, dirjanse ,1 rua do Vigario 11. 13.
No dia 9 do correnle, depois da audiencia do
Sr. Dr. juiz municipal da segunda vara civel, se ha
de arrematar por venda animal a casa terrea n. S8,
sila na rua das Ciuco Ponas, pciihorada por Joa-
quim da Silva Lopes, cscrivAo Molla.
UIO-I OR.MOSO.
Roga-se a auloridadea quem competir o processo
de casamento da filha do Macedo. jttajale. com Du-
mingos Jos de Amorim, DoiningflWSa quina), o
qual fliejou do Recife preso para esse fin, le i'a^a
juslic.i recia, que se nao deive levar por iparencias,
ou espritus e-quenlados, que atienda HJtfOvas que
houver, para quco venha n pagacas'Hmis que o
asno comen aquelle que 11A0 deve.O mgico.
Precisa-se da urna ama para casa de pouca fa-
milia ; na rua da Seuzala Velba 11. 96.
Vendcin-sc eslas plulas no eslahcleciinenlo geral
de Londres, 11. 2, Strand, e na loja de lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas cncarresadas
de sua venda em loda a America do Sul, Ilavana e
llopanha.
Vende-se as bocclinbas a 800 rcis. Cada una del-
Ias conlem una instrucf.io em porluguez para ex-
plicar o modo dse usar dcslas pilula .
O deposilo geral he em cas.-, do Sr. Soiim, phar-
maceulco. na rua .la Cruz n. 22, em Pernamiico.
MECHANMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO (DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID \V. BOWNIAX. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre un grande sorlimento dos seguinles ob-
jeclos de mcebanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moen.las c meias ninciidas da mais moderna
conslrurrao ; latas de ferro fundido e batido, de
superior qualdade, c de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para asua ou animar-, de todas as propor7
cues ; crivos e boceas de fornalha e resislrosle boeil
ro, asuilli6es,hronzes parafusos e cavilhcs, moinho
de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se execulain lodas as encommendas com a superiori-
dad.'j.i conbecda, c com a devida presteza e commo-
didade em preco.
PARA ATESTA.
Sellins ingleses pura liomem c senhora
(19000
59-300
29S0O
19300
15:I0
700
Lava-se e engomroa-se com loda a pcrfei<;Ao e
: no largo da ribeira de S. Josf, na loja do so-
Bilheles inleiros.
Meios bilheles. .
Quarlos.
(lilavos.
Decimos.
Vigsimos.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 13, lia muito superior polassa da Rus-
sia e"americana, ecal virgem, cliegada ha
pouco, tudo por preco commodo.
Da-se dinheiro a juros em pequeas quanlias,
sobre penbores de ouro e praia : na rua Velba
u. 35.
Lava-se e
aceio
brado 11. 15.
$
O Dr. Joao Honorio Bezcrra de Menezes,
formado em medicina pela faculdade da Ba- O
liia, roiilina 110 exerriciodesua prolisso, ua
j:> roa Nov 11. 19, segundo andar. jf
;:5S@@' s@
TOAJLHA-'S
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalbas de panno de liiihn, lisas
c adamasradas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preces com-
modos.
loteras da provincia.
O thesoureirii das loteras avisa, que
acham-se a* venda nos lugares do eos tu-
rne, oshillietesda lotera do theatro, tem de correr 110 dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojas n. 4e l."> ;
rua do Queimado, loja 11. 39 ; Livra-
mento, botica 11. ii ; rua da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Roa-Vis-
ta n. 48 ; ruado Cabga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegio n. l.
Nere^sila-se alugar ama prela que saiba ven-
der na rua, paga-se 140111)0 rs., assim como 11 m pre-
lo para Irabalbar em um silio : ua rua do Itangel,
sobrado n. 77, primeiro andar.
Na rua Bella n. 19, precsa-se de urna escrava
que saibaco/.inhar e engommar, esobreludo quesc-
ja fiel : herasa de duas pessoasde familia.
NarnaNova, loja n. 12, dir-se'lia quem d;i
1005000 rs. a juros com penhores.
Eduardo Power, subdito brilauiro, c um scu
fillio menor vo para a Incalera.
COMPRAS.
Compra-se urna porran dcmergulhosdcparrci-
ras de uvas muscaleis brancas, em termos de se plan-
lar ; quem as lver auuuucie ou falle na praca do
Corpo Sanio 11. 6, eseriplorio.
VENDAS.
Vende-se um candelabro de 5 luzcs, duas
serpentinas do 3 luzcs cada urna, nina cama de an-
gico com lastro de palhinha; tudo novo e de bem
goslo, por commodo preco : na rua de llorlas casa
terrea com a frente pintada de azul, e portadas bran-
cas, 11. ti-2.
Veudc-se um canario do imperio, c urna sa-
bia por precos razoaveis. ambos canlam maravillio-
samenle, c dao-se para experimentar : na roa da
Cruz coufeitaria n.2l.
Vende-se uuiacasa terrea de taipa com chaos
proprios, quintal cercado de lirao, sendo de '2 por-
tas, e duas janellas, no lugar da Capuuga : 110 aler-
n>-*h Boa-\ isla u. 8 se dir.
Sedas.
Conlinua-se a vender sedas lisas furia-cores, de
goslo o mais delicado que lem vmdu .1 esla praca
pelo baralissimo preco de IjSO rs. o covado : na
rua do Queimado, loja do sobrado amarello n. 29, de
Jos Moreira Lopes.
Rom e barato
Vendem-se corles de cha de barra, de cores lisas
a Igtioo cada rrlc : na rua do Uucimado, loja do
sobiado amarello 11. 29. Na mesma loja de encen-
tra um completo sorlimento de fazendas de lodas as
qualiddes, e por precos que agradarao aos compra-
d ores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos ". ferro de "'"vilor (jualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundico de C. Starr & Compaulna
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construcco muito superiores-
No loja da rua do Crespo 11. II, do anligo ba-
rateiro, vende-se Diccionario das llores a ItO," Carlas
patriticas a 160, Direilo Civil Brasileiro por I'as-
choal Jos de Mello l-'reire a I.3OO, synopsis enca-
dernados a 29UOO, Manual do Negociante, eucader-
nadu a ^?'i(ni, e muito- compendios e obras qoe se
vciidem mais baralodoquc en. outra qualqucr parle.
l'arinlia de mandioca.
Vende-se superior farinba do mandioca, em sac-
cas grandes de mais de alqueire, e por preQo coin-
modo : na Iravessa da Madre de Dos u. 3 c 5, ou
na ruado IJ.ieiuiado 11. 9, loja de fazendas de Anlo-
uio l.iiiz de Oliveira Azevedo.
Vende-se una muala moca sem vicio nciihiim;
adverlc-se que vende-se para fura da provincia :
quem pretender comprar, dirijl-ae ao caes do lia-
mos n. -J, primeiro andar.
Pos qualro cantos da Boa-Vista 11. 1, vende-se
superior carne do serbio, liug.ieas de ptima qua-
lidadc, c por barato preco ; quem pretender, appa-
reja com os cobres.
Vcnde-sc UKI escravo crinlo, de 2 anuos de
dade, proprio para arniazcm de assurar, e para In-
do servico ; na Iravessa do Carino 11. 10, das 7 as
10 horas ba manbaa.
Vendem-se 10 ptimas e escoliadas
racca de leite, cliegadatda sena do Pun-
tes, de pasto segur, juntas ou a retalho ;
podem-se ver no engenho Poeta, perto
desta praca, e la' acharaocom quem Ira-
tar.
Vende-se una cscrava cun urna ciiade la 3
me/.cs de nascida, que cozinha, lava e serve para
qualqucr sen ico que exija forra, pois a lem bstanle;
assim como serve lambem para o serviro de campo ;
de idade de 21 a 22 anuos : na rua Dircila n. .i'i,
primeiro andar.
Na Boa-Vista, becco dos t'etrciros, casa n. 5,
vende-te um crioulo mostr bolieiro, e que Irala
bcm de aiumars.
publica<;ao' religiosa.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
rcverendissinios padres (apiicbiuhos de N. S. da l'e-
ulia desta cidade, aimmcntado com a novena da Se-
nhora da Conceica... e da milicia histrica da nie-
dalba milagrosa, edePi. S. dn Bom Conselho : ven-
de-se unirajnenle na livraria n. (' c s da praca da
independencia, a 1?ooo.
Vcndem-sc sellins inglczes de pa-
Icnte, com todos os perlences, da me-
Ihor qualidade que lem viudo a este
mercado, lisos c de bHrranne, por
preco mno commodo : em casa de
Adamson Hovvie & Compauhia, rua
do Trapiche n. 42.
Superior folha de Flandres Charcoul.
Vende-sena rua .oOueiiua.lo n. 3'), loja de for-
ra gen-, superior folha de Klaiulrcs Charcoul de lo-
das as crossuras e lamanhos, por muito razoavel
pre^o.
CARKO E CABRIOLET.
Vende-se um carro de i rodas com 4 asscnlos,. e
iimcabriolel, ambos em poueo uso, c cavallos para
ambos: na rua Nova cocheira de -Adolpbo llour-
gcos.
COBTES DE CHITA BARATA. f
Conlinuani-sc a vender rorlcs de vestido de fU'tin
laraa, haveudo prande sorfimento de gostos c entro
clles padres escures c de cores lisas a 2SO0O rs. o
corle : na loja de 1 portas na rua do Queimado n.
10, de M. J. Lcile.
Farinha de mandioca.
N'ende-seem saccas grandes epor bara-
to preco: no arma/.em de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 54.
MLTT.V ATTENCAO'.
No aterro da Boa-Vista, luja de minde/a- n. 72,
por melado de seu valor, vende-se para acabar: bc-
7.cr.-o francez a 295C0 a pclle, sapalos de senhora e
homem, espclhos de lodos os lamanhos, 4 caixas de
palitos de fogo por 20 rs., caitas de clcheles a 60 rs.,
lapis finos a su rs. a duzia, luvas brancas para senho-
ra a 200 rs., dilas de relroz a 610, ditas de pellica a
320,e muilos oulros ohjeclos que nao se pode annun-
riar.assim romo se vende a loja com poucos fundos,e
lambem a armacao so, miiilo propria para qualqucr
cstabelecimcnlo ; a tratar na mesma.
Vende-se no armazem de James
Jlalliday, na rua da Cruzn. 2, o seguinte :
sellins inglc/.es elasticosesilhoes para mon-
tana propria de senhora, caberadas de
couro branco e estrilx de metal bran'co,
lanternas de dill'erentes modellos para
carro e cabriolet, eixoi de patente para
carros, molas de 5 folhas para ditos.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrque Gjbson:
venden n relosios de ouro de sabonele, de paten-
te inglczes, da mcllior qualidade e .fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellins chc-
gada reccnlcmenle da America.
CAVALLO DE CARRO.
Vende-se um cavallo caslanho, mestre de cabrio-
lel, iiinilo manso, c sem nenlium achaque, por 1009
rs. : no Rerifc, rua da Senzala Velba, estribara de
Joaquim 1'. l'cres.
Vende-se ou arrendarse um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pesde coqueiros, com boa casa
de vivencia de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rita do Rangel n. 56.
VELAS DE CEBA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6,8 e 9
em da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
la- no Aracal : na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CEBA DE CARNAUBA.
Ven.re-se cera de carnauba do Aracaly : na rua da
Cadeia do Recife n. 19, piimeiro andar.
NO COXMI 1.1OISSO IKffiWF VTIIICO
DO
DR. Pi A. LOItd HOSCOSO.
Vendem-se as seguinles obras de homeopalhia em
francez :
Manual di. Dr. Jahr, 4 volumes 16SO00
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes JltoOUO
ilailliniaii, Iralado completo das molestias
dos meninos, I volume 10>000
A. Teste, maleria medir han. 85000
De l'ayole, doulrina medica bom. 79 Clinira de Steoudi v OJtXK)
Carling, verdade da homeopalhia 43000
Jahr, iralado completo das molestias ner-
vosas fijOOO
DiccionariodeNvslcn IO5OOO
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, como em vallas, cm cai-
xas, com milito bom sorlimeuloc de superior quali-
dadc, chefiada de Lisboa na barca (ratido, assim
como hotarhiuhas cm lata- de 8 libras,e farello muilo
novo em s arcas de mais de 3 arrobas.
VenJe-se fio de sapateiro, bom : em casa de S.
P. Johnslon i Compauhia, rua da Sentala Novo
ii.42.
\ cinlc-sc urna armacoem bom estado, propria
para qualquer cslabclecinienlo: a tratar nesla lypo-
grapbia.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
yendero-se vela de cera de carnauba de compo-
sieao. rcitas 110 Aracatv, da melhor qualidade qoe
ha no marcado, epor mais commodo preco qoe em
oulra qualquer parle: ,,a raa da Croan. 31, pri-
meiro andar. "^
k ~-)[^m'St Vcc"cs da companbia de Beberi-
be a JWK> rs. cada urna ; na prara do Corpo San_
lo n. 6, eseriplorio. i'
-Vende-se orna boa escrava. criooia, de San-
nos, com alsumas habilidades, a qun| ,em UIua flia
de lOmezes. e muilobom le.le pa,a criar ; na rua
dosyuarlcu n. a*, segundo andar.
Vendem-se 40 e lanas saccas de alod5o mal-
lo encorpado eauc foram de farinba de trigo na
rim larga do Rosario n. 48.
Vcndem-sc -2 canoas, ambas em bom calado
sendo 1 de carga de 1,000 a 1,100 lijlos de alvel
naria, oulra de carga de 500, com paueiro e propria
para conducho de familia e trastes ; na roa do Ran-
gel 11. 55, destilaco de Victorino Francisco dos San-
ios, nos dias uleis, das 8 da maullan as 5 da larde.
Vendem-se 2 casacs de ganaos uascidos no paiz;
na rua dn Hospicio, loja de pintor n. 23, que achara
com quem tratar.
Veudc-se urna casa terrea sila na rua do Padre
I loi iann, e urna mcia agua por Ira/, da rua Imperial
por piero commodo : a Iralar na rua da Cruz no Re-
cife n. 21, em frenle do rl.af.iri/.
Vendcm-sc 2 bancos de 14 a 16 palmos cada
um, proprios para e-cada-, aulas ou ir mandados: na
rua eslreila do Rosario n. 13.
Vende-se urna canoa de carreira em bom osla-
do, por preco commodo : no largo dos Remedios u.1.
Vendem-se queijus de coalha muilo frescaea :
na rua da Conreiro n. 4.
Vende-se urna preta : na rua Bella
n. 37, segundo andar.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Roa-Vista, defronte da
boneca n. 14.
he chegado um novo e rompido sortimcnlo de cal-
fados de lodas as qualiddes, lano para homem co-
mo para senhora, sapolocs de lustre e horzegiiins
clsticos, prelos e de cores, para homem c senhora,
meninos e meninas, e os bcm conhecidos sapales de
luslrc da Baliig, e brancos do Aracaly, lodo wr prc-
ro muilo commodo, afim de se apurar dinheiro.
Vende-se um relogio de ouro, patente suisso,
coberlo, e correnle ; a Iralar na rua larga do Rosa-
rio, padaria n. 48.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo sila e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato prcro de 49000 rs.
a arroba em pacolcsde i arrobas : no armazem da
porta larga ao pe do arco da Conceirao, dcfronle da
csradinha.
Vende-se saldoAssabordo do hiale Carolina:
a Iralar a bordo, 011 rom Bernardino Jos Monlciro
e\ ('.. na rua do Queimado.n. 44.
Ai que fro.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes n 13200 rs.. dilos brancos a
IS2tK)rs., dilos com pelo a imilacAo dos de papa a
I9KM) rs.: na rua do Crespo loja n. (i.
Vcnde-se nma desliltrilo completi, que diaria-
mente deslila urna pipa de agurdenle, o alambique
he de cobre puro c mui bcm construido ;' bem como
o esqucnla garapa, a cubas sao lodas de airarello
vinbalico, obra bem feila e de duraeao : trala-se na
rua da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar.
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vcnden\-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porto,
Rucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escoro,
Madeira,
em caiviulias de urna duzia de garrafas, e .'. visla da
qualidadc por prejo muilo em conl.i.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, reccnlcmenle ebegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, pastan-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarCam-se ^oa-carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Slolle em Berln, empreado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de cifipr-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
71 Deposito de vinho de eham- 1$
(j^ pagne Chateau-Ay, primeira qua- fi
"I lidade, de propriedade do condi (A
1 de Hareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor .
I de tuda a champagne vende- W
I se a 06$000 rs. cada caixa, acha- h
se nicamente em casa de L. Le- j
f comteFeron& Companhia'. N. B.
I Ascaivas sao marcadas a fogo
I Conde de Marcuii c os rotulo?
) das garrafas sao azucs.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores esrnros muilo erandes e enrorpados,
dilos brancos rom pello, muilo grandes, imitando os
de bla, a 1-imi : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Cola da Baha,1 de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 10, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Loura vidrada, recebida ha pouco
da (taina, com bom sorlimento : vende-
se na rua 'do Trapiche n. 1G, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
pie'ye n. 16, segundo andar.
* Vende-se farinba de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso Irmaos.
Vendc-se urna balanra romana com lodos os
seus pertcnces. em bom uso e de 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u.4.
Attencaa.
Vcnde-se a taberna sila no Paleo do Terco n. 2,
com poucos fundos, ou mesmo s a armara : a tra-
tar na rua Direila n,76.
Vendc-se milito em conla 1 marqueza, 6 ca-
deiras novas, c I cama de amiaeao cm meio uso,Indo
de amarello : na rua da Cadeia de Sanio Antonio
n. 20.
Domingos Alves Malheus tem para vender
muilo superior farinha lavada, cm uceas de cinco
quartas, por preco commodo ; para ver, no arma-
zem de Jos Joaquim l'ereira de Mello, nocaes da
alfaodega.
LAA PARA VESTIDOS A 360 rs.
Na rua do Livramento, loja nova n. 14, vende-se
ISazinha de bonitos padrees -para senhora c meninas
de escola a 360 o covado, veslidos de cambraia de
barra a 2600 o corle, chita de core lisas a 160,
180 e 200 rs., madapolio muito fino a 53000 a peca,
chales de 13a c seda, e oulras muilas fazendas a troco
de barato. ,
Deposito de cal virgem.
Vende-se cal vh-Rem recentemente chegada de
Lisboa : no armazem de viuva Pereka da Conba,
rua de Apollo n. 8.
Vende-se a casa lerrea da raa do Solo. 11 :
quem pretender, dirija-se i rua do Itangel, sobrado
u.60.
Vende-se por precisao om casal de escravo,
sem vicios e sem deleito, ainda novos e bons traba-
lliadore- de enxada ; qoem os pretender, procore-os
na rua do Arago o. 19.
Vende-se urna boa escrava de 20 annos, de
bonita figura, tom algumas habilidades : no aterro
da Boa-vista n. 14.
BRtNS DE CORES.
Bnm trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fusiao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muito encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 23080, gan-
ga amarella trancada a 320o covado : na loja dauu
do Crespo n. 6.
Vendcm-sc cortes de chitas de bonitas cores a
29000 ; na loja de 4 portas n. 3, ao lado ao arco de
Santo Antonio.
Vendem-se 2 carreras com bois mnilo mansos
e feilos no pasto, muito em cunta : a Iralar noMon-
dego, sitio confronte o Sr. Luiz Gomes Ferreira.
Vendem-se corles de chila com barra, pelo ba-
rato prero de 2J000, dinheiro a visla; na rna do
Crespo n. 3, loja de 4 portas, do lado do are de
hanlu Antonio.
SSSF.
Acha-se a venda nos armazens de Deane Vnnle &
Companhia, a verdadeira farinha de SSSF raroinho.
Cortes de cambraia,.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de m o 11 o b..m goslo a 49000 cada um, ditos de cassa
chila a 20000, dilos de chita franeeza larga a 39000,
lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bieo a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se toalhas de panno de lindo adamasca-
das para rosto a 109000 a duzia, ditas lisas a 149HOO
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
CARNE DO SERT4.
Vcnde-se muito boa carne do serlao por menos
prero da do Cear, em pacoles de 4 arrobas : iw ar-
mazem da porta larga ao pe do arco da Conceirao,
defroiilc da escadinha.
240 rs.
Conlinua-se a vender os melhores chitas francezas,
pelo diminuto prero de 240 rs. o covado ; na loja de
Gregorio & Silveira, rua do Queimado n. 7.
129000TS.
Vendcm-sc lequcs de madrcperola para senhora,
o mais superior que pode haver nesta faxenda a 128
rs. cada um, chales de relroz de 4 ponas a 169000
cada um; na loja de Gregorio & Silveira, ruado
Queimado n. 7.
BURROS-
Vendem-se bons burros: a Iralar na rua do Quei-
mado II. 14.
LINHA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vcndem-sc cm casa de Fox Brothers, rna da Ca-
deia do Recife n. 62, carnteisda mais superior linha
que lem vindo a esle mercado, cada carrilel lera 200
jardas.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to boa : no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da allandega.
ou a tratar no escriptorio de Novaes <&
Companhia, fu do Trapichen. 54.
49000 rs.
Vendem-se a dinheiro a vjgta per,as de madapolao
largo, de boa qualidade, pelo barato prer,o de 49000
caifa nma pera : na loja de Gregorio & Silveira,sua
do Queimado n. 7.
200 rs.
Vende-se om resto de chitas largas escuras, pelo
prcc,o de 200 rs. o covado, sarja hespnnhola verda-
deira a 29300 o covado ; na loja de Gregorio & Sil-
veira, rua dn Queimado n. 7.
Vend'-se um carneiro de sella muito manto, e
bonito : no aterro da Boa-Visla loja de selleiro nu-
inoro 58.
Vende-se urna escrava criooia, de idade de 22
anuos, que lava, cngomrnaSuozinha o diario dejuma
casa : na rua da Praia n. 30\
Cassas trancezas a 5H0 o covado.
Na rua do Crespo, loja da e uina que vira par a
Cadeia, vendem-se cassas trujeias ds muilo b*tn
goslo, a 320 o covado. *^J^
' Jacaranda' de muito boanbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vcnde-se um encllenle carrlnho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; est exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com .0 mesmo senbor cima, ou na rua da Cruz no
Herir n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Ka rua da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin?, se vende os mais sope-
riores queijos Inndrinos, presnolos- para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raito.
Moinhos de vento
'ombombasde rcpuio para regar herase baixa,
decapjan.nafundicadeD.W, Bowman : na rua
doBrVtnns. 6,8el0.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afregoexada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Christao-
Sahio a luz a 2.' edicSo do livrinho denominado*
Devoto Chrisiao.mais correlo e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
^
ESCRAVOS FGIDOS.
No armazem ile Vicente Ferreira da Cosa &
C. na rua da Madre de Dcos, vendem-se bala-
las novas a 300 rs. o gigo, e ceblas a 00 rs. o
cenlo.
@) POTASSA BTvASILEIRA. ($)
() Vende-se superior potassa, fa- (gfc
Jj bricada no Rio de Janeiro, che- feA
6*. gada recentemente, recommen- g*
t. da-se aos senhores de engenho os 2
' seus bons eileitos ja' experimen- jj?
i tados : na rua da Cruz n. 20, ar- W
*7 mazem de L. Leconte Feron & 0
$ Companhia. A
Vendem-se relogios d e onro e praia, nal
barato de que em qualqucr outra parle
na prara da Independencia n. 18 e 20.
aVpoiilo da fabrioa de Todos oc Santo* na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algnda trancado d'aquella fabrica,
mnilo proprio para sarros de assucar e roupa de es-
cravos, por pref o commodo.
Vendem-scem casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na piaca do Corpo Santn. II, o scguinlc:
vinho deMarscillecm caixas de 3 a duzias, lindas
em novellos ccarrelcis, breu em barricas muito
grandes, aro de milao sorlido, ferro inglez.
&
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Nestc cstabelecimcnlo continua a ha-
ver um comp'elo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de fewo batido
e coado, de todos os tamauhos,
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrlhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Acanelada Edwln Haw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Be. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como tandas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar era madei-
ra de todos os tamauhos cmodelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor rom forra de!
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de pnrgar, por menos prero que os de co-
bre, esco vens para uavios, ferro da Suecia, e fo-
I lia- de flandres ; tudu por barato prec,o.
Dcsanpareceu no dia 23 de jufho passado de bor-
do do briguc Santa Barbara Vencedora, o preto
marinheiro de nome I.uiz, o qual representa ler ;t0
annos de idade, cor fula, baixo, nana, chalo, lem
algumas marcas de berhigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoas: roga-se portanto as autorida-
des |ioliriaes e espitan de campo a sua apprehensfio,
e leva-lo a rua da Ou/. do Recife u. 3 eseriplorio de
Amorim limaos que se gratificar com 100)000,
Desappareceu no dia \% do correnle o prelo
Joao, de nar,ao Congo, ou Guicama,reprsenla 40 an-
nos, estatura ordinaria, rcfor'cado do corpo, rosto
chelo, com falla de um denle de cima, he calafate e
perlcnce ao casal dn fallecido Norberlo Joaquim Jos
Guedes. Pede-se as autoridades policiaes e capilAes
de campo a sua captura, e manda-io entregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess OueirozGuedes, na roa
do Appolo n. 2, que sero recompensados: este preto
esl matriculado na capitana do porto.
Fugionodia28 de agosto, o preto Antonio
I.uiz crilo, idade de 40 annos, alto, cabellos j piu-
lando a Branco, barba raspada, Talla grosso e lem
em urna das monhecas um lobinhn pequeo, levou
chapeo de palba dos que uso o.- jangadeiros e talca
e carniza de alsodao da Baha, quem o pesar leve a
Passagem da Magdalena : em casa de Delfiao Gon-
ralves l'ereira Lima, queeer recompensado,
1005OO0 de gralificaco.
A quem apresenlar o mnleque Alfonso, de naci
Camuudongo, idade 20 e tantos annos, bstanle scc-
co do corpo, f.'ircs miadas, altara regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas; desap-
pareceu de casa cm 17 do correnle agosto, pelas 7,
horas da larde, e como nSo leve motivos para fogir, -
e leve sempre boa conducta, suppde-se que loase fur-
lado ; levou calca de casemira asol. camisa de al-
godao grosso e chapeo de palba coa 8U preta larga:
quemo ir.uiier roa de Apollo n. 4 A, receber,i a
gratificaran cima.
Ainda continua estar fgido o preto que, em It '
de setembro prximo pasado. foi do Monleiro a um
mandado no engenho Vcrlenle, acoinpanhando urnas
vaccas de-m.ir.do do Sr. Jos Bernardina- Pereira de
llrilo, que o alugou para o mesmo lim; o escravo be
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso c mcia cor-
cun.la, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna diroita, cor prela, nadegas em-
pinadas para fura, pouca barlia. lem o terceiro dedo
da man direila cncolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
para"] vnu vestido calca azul de zuarle, camisa de alaodao
tizo amerirano, form levou oulra* ronpas mais fi-
nas, bem como um chap prelo de seda novo, c usa
sempre de corroa na cinla : quem o pecar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu spnhor Roinao Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do PeldOrinho arma-
zem de a'3ucar n. 5 e i de Romao & C, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agoslo o preto Rai-
mundo, crioulo, com 25 anoos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, conhecido all por Ray-
niuiido do Paula, muilo coovivcnlc, locador de llau-
tim. cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, beicos grossos, eslalora regular, diz saber ler
c escrever, lem sidoeucoolrado por vezes por delrai
da rua do Cal.leireiro, junta mente com una preta
sua concubina, que lem o appcllido de Alaria cinco
res ; porlauto roga-se as auloridades policiaes, ca-
Ililac- de campo e mais pessoas do povo, que o ap-
prchendam e levem rua Direila n. 7G, que scrao
generosamente gratificados.
PERN. : TYP. DE M. F. DE FARIA. 185*

'
A


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