Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01356


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Full Text
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ANNO XXX. N. 203.
;.--.

ir
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
L
>*

l,
'
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TERCA FEIRA 5 DE SETEIY1BR0 DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCBluXAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Faria; F.io de Ja-
neiro, oSr. JooPereiraMartins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Natvi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Peretr.i; Araca-
ly o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr* Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 1 1/2 0/0 do rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
Ouro,-
Prala.]
METAES-
299000
Moedas de 69400 velhas. . 165000
de 69400 novas. . 169000
de 49000...... 99000
-Pataces brasileiros..... 19940
Pesos eolumnarios..... 19940
19860
PABT1DA DOS COBREIOS.
Olinda, todos os das.
Caniar, Bonito e Garanlmns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28,
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PBEAMAR DE 1IOJE.
Primeira s i horas e 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Relago, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio da.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMEBIDES.
Setembro 6 La cheia s 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Q na rio minguante as 4 horas 22
minutse 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
i> 29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
4 Segunda. S. Rosa de Viterbo v.'f.; S. Rosala
5 Terca. S. Herculano m.. Ss. Harcenio e Gentil
6 Quarta. S. Libania v. ; S. hacharas profeta.
7 Quinta. Jejum. S. Regina v. m. S. Pamphlio.
8 Sexta. >|o|< S. Natvidade da SS. Virgem.
9 Sabbado. S. Dorotheo ni. ; S- Gorgonio m.
10 Domingo. 14. O SS. Nome de Mara ; S. Ni-
colao Tolenlino ; S. Nemesia*) m.
PASTE 0FFICI4L
MIMSTEBIO DA J ESTICA.
3. Secnao. Ministerio dos negocios da Justina.
Uio de Janeiro, em 16 de agosto de ts.")i.
lllm. e F,vm. Sr.Levei ao conliecimenlo de S.
M. o Imperador o oflicio de V. Etc. de 21 de feve-
tero do corrente anuo, sob n. 45, cubrindo, nao s
a copia do oflicio que a V. Exc. dirigi o delegado
de polica do termo de Goianninha desa provincia,
ero o qnal eonsullava se, sendo elle venador, es-
tando porm actualmente no exercicio daqo elle cargo
de delegado, poda substituir o juz municipal.nuan-
do Irte coabene, na qoalidade de vereador, como
tambem a do expedido por V. Exc, respondendu-
llie pela ofllrmativa.
Remettidos os sobreditos papis ao conselbeiro
procarador da cora para dar o seu parecer a res-
peilo do objecto, e eonforroando-sc o mesmo augus-
to Sr. coro elle, manda declarar a V. Exc, que nao
pode prevalecer a sua decsAo, por so que mandan-
do a lei que seja chamado o vereador para substi-
tuir o joix municipal, aquello que se adiar impedi-
do pira servir como vereador, nao deve ser consi-
derado habilitado para seiuelhanle subs iluicSo, e
Meando V. Etc. tiesta inlelligencia, assim o commu-
nicar ao referido delegado.Dos guarde a V.Exc.
Jote Thomaz Sabuco de Araujo.St. presidenle
da provincia do Kio Grande do Norte.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente do di* 16 de oalo.
Ao Sr. ministro da juslica. respondendn ao aviso
de 6 de marco ultimo, eru que S. Exc. liansmillio
oopia aulhenlica dos provimertos dados en correi-
'."lo pelo julzde direito da comirca do Prncipe Im-
perial na provincia do l'iauhy, dos qua~i smenle
os de 3 e de 7 de julho de 1852, sao concernen les
malcra fiscal; declara que acerca do 1. luda se Ihe
oirerece dizer. Quaulo ao 2. cabe-lhe observar a
S. Bic. qec : 1. a exigencia da liza ou meia siza
dos bens adjudicados dos inventarios, e parlilhas
para pagamento das divida* do casal, olTnde evi-
dentemente as ordens de 18 de setembro de 1851, n.
228, e 23 de Rosto de 1850 ; 2., a decido do refe-
rido juiz, sobre a habililacao do- herderos collate-
raes notoriamente conhccdos,naarrecada;ao das he-
rancas jronles, contraria manifestamente dispo-
lijao do artigo 1." do regulamenlo de 27 de junho
d 1845, como o declarou o aviso de 12 de Janeiro
de 1846, e aviso o. 257 de 23 de novembro de 1853;
3. a explicado dada sobre a importancia ros impos-
loi de sita, meia sza, laxa de escraves, e sobre o
sello proporcional dos quinhOes hereditarios, foi cu-
rial, posto que pareca suramamenle fiscal, menos na
Jarle relativa ao pagamento do sello dos quinhes
reditarios coreo faztndo parle as coilas. Assim,
puis, parece que hasta ser smente advert Jo o refe-
rido loz sobre os pontos cm qoeaflaslou-se do texlo
da le, declarando-se que nao I lie lie licit estatuir
reara em materia de arrecadaran de impestos ; de-
vendo nicamente velar sobre a exccujAo los regu-
lamenlos fiscaes dentro das altribuicoesque elles Ihe
conferirem.
e i
OOVERNO DA PROVINCIA,
EXPEDIENTE DO DA 2 DE SETEMBRO.
Oflicio Ao commandante das arman, recom-
mendandon expedico de suas ordens, para qne um
do cornos do primeira linha preste urna guirda de
Inora para insistir ti fesla que lia de ler lugar a ma-
nha na igreja do HospicaVoe Nossa Scnhora da l'e-
nlia. W
Dilo Ao inspeetr-l da thesourarla de fazenda,
intetrando-o de have | o proir.otor publico da co-
marca da Boa-V'ta,. Licliarel Jos Mana Freir
Gameiro Juni.ir, par, Sipaili* que -no da 1 de n-
enlriira noSwlercicio do seu cargo.
de setembro de 1830, nomear para ofliciaes do referi-
do balalhao, os cidadSo* abaixo mencionados:
Primeira companhia.
2 tenenle, Urbano Mamede de Almeida.
Segunda companhia.
1 lente, Joan Chrisoslomo Pacheco Soares.
2 dito, Joo de Castro Guimaraes.
Quarta companhia.
('.apilan. Thomaz de Almeida Anlunes.
2 tenenle, Eliodoro FernandcsdaCruz.
Quinla companhia.
1 lenle, .Alvaro Pereira de Si.
2 dito, Anionio Lopes Rodrigues.
Dito dito, Silverio Guilhermc de Barros.
Sexta companhia.
Capilar., Flix Francisco de Souza Magalhes.
1 tenenle, Joao Caetano de Abren.
2 dito, Joaquim Francisco de Albuquerqae Santiago.
Palacio do governo de Pernambuco 2 de selemhro
de 1851.
Ofliciou-sr ao commandante superior uterino da
guarda nacional.

1.'Seec.no. Pela secretaria de estado dos nego-
cios do imperio se remelle ao lllm. e Exm. Sr. pre-
sidenle ila provincia de Pernambuco, para que le-
nha o conveniente destino, e em resposla ao seu of-
flcio n. lis de 31 de julho ultimo, a inclusa portara,
pela qual he concedida i associicio do commercio
da msma provincia o titulo de .W'icincan Com-
mercial Benefcenle.
Secretaria de estado .los negocios do imperio, em
14 de agosto de 1854. Jote Bonifacio Satcentet
de Azambuja, ofliral-maior interino.
S. M. o Imperador, em allenrAo o patritico
procedimcnlo que livera a associar.ao do commercio
da pmviucia de Pernambuco abrindo urna subscrip-
c,Ao para soccorrer os habitantes pobres das fregue-
zias do Poco da Panella da Vanea, que ficaram
reduzido. a miseria em consequenca da ultima en-
diente do rio Capibsribe, ha por bem que a dila as-
sociacao d'ora em danlc se denomine AssociacAo
Commercial Beneflcente.
E para sua salva e guarda se passon a prsenle.
Palacio do Kio de Janeiro cm 14 de agosto de
1854. /.ui; Pedreira de Cont Perra:.
Cumpra-sc e registre-se. Palacio do governo de
Pernambuco, em 4 de setembro de 1854.Figuei-
redo.
COHMANDO DAS ARMAS,
Qnartel do commando das armas de Pernam-
buco na cidade do Reclfe, eia t de setembro
MI,
ORDEMDODIAN. 138.
Tcndo nesla dala feito sua apresenlacAo o Sr. l-
enle da companhia liva de cavallaria desta guarni-
do Francisco Henriqne de Noronha, vindo da corte,
o coronel commandante das armas interino deter-
mina que o mesmo Sr. lente passe a lomar o com-
mando de sua companhia. interinamente exercido
peloSr. leneute addido Jos Cezar de Mello'Sam-
paio.
Enlra hoje no gozo de seis mezes de licenra com
vencimenlo, queolileve do governo por avso do Io.
de agosto ullimo, para ir a cidade de Goianna tratar
de seus particulares inleresses, o Sr. capellaoda U
classe padre Anlonio de Sn GusmAo, addido ao2.
balalhao do infamarla, o qual durante a sua ausen-
cia sernobrigado a deixar um ecclcsiaslico que o subs-
litua no aerviro do mesmo.bajalho.
A signado.Manncl Muniz~7 araret.
ConformeCandido I Jal Ferrcira, ajudanle de
ordens, encarregado do detalhe.
(osle ullimo
Fizeram-se as oulras communica^es
Dilo Ao mesmo, para mandar fornecer ao
commandante superior da guarda nacional dos mu-
nicipios do Bonito e Caruar, os livros moncioua-
ilos no pedido qne remelle.Communicou-ie ao re-
ferido commindante superior.
Dito Aojuiz de direito dn comarca do I.imoei-
ro, ilizendo que, com o parecer qde remeta por co-
pia do conselheiro presidenle da relajo, responde
ao oflicio em que Srflc. procura saber, se devem ou
nao os aggravos de pelico e Instrumento interpos-
tos do juiz municipal e de orphos Jaquel e lermo,
siihircm relago ou irem Smc.
Dilo Ao director do arsenal de cuerea, decla-
rando, em vista da ioformacao do coronel comman-
dante das armas, que se deve considerar nao s re-
colhidas a esse arienil as 2G0 armas me icionadas
no pedido do commandante do 9 batalh lo de io-
ta otaria, mas tambem como fornecida ao dilo ba-
lalldo as que por Iroca Ihe foram entrems pelo
mesmo arsenal, enmprindo que neste lenlido seja
reformado o pedido de que se trata. Communicou-
se ao coronel commandante das armas interino.
DitoAo director das obras publicas, para lavrar
o termo de rcccbimcnto provisorio das oblas que se
acharo concluidas nodeciino-primeiro lao(o da estra-
da do sol, c pamar o competente certificado aflm de
que o arrematante daquellas obras possa receher na
llir.souraria provincial o que se Ilie esliver a dever,
tirando porm obrigado a fazer os aperfeir lamenlns
que anda fallam. Officiou-sc nessesent lo the-
souraria provincial.
DiloAo commandante superior interino da guar-
da nacional do Retire, para que expeca suas ordens,
allm de que cirtlrgiao-mor da guarda nacional Ig-
nacio FirnoXarier e ocirurgiao Manoel Duarle de
Faria, reunVdeicom um dos cirnrgifies do corpu de
sande do exerc:11o, para o que se offlcia a coronel
commandante das armas, procedam o convenientes
exames nos ofliciaes avulsos da guarda nacional des-
te municipio e dos de Olinda e Iguarasui, que reque-
reram reformas.Ofllciou-se a respeito'ao comman-
dante das armas.
Dito-Ao inspector da thesour.iria provincial, para
que oovindo de novo ao procurador fiscal da mesma
Ihesouraria, di: o seu parecer sobre o direii que pos-
sa assislr ao eirorgiao Anlonio 7.eferino Ponce de
l,oao, ex-delecado do exlinclo consclho eeral de sa-
luhrdade publica na cidade da Victoria, quanto ao
pagamento que pede no requerimeuto quu vai iu-
cluso, cora informarte! do mesmo inspector da the-
souraria e do presidenle da commissao de hygiene
publica.
PortaraO presidente da provincia, tendoem
considerarlo'a proposla do tenente-coronel comman-
dante do bHialhao de arlilharia da guarda nacional
deilc municipio, de 23 de agoslo ultimo, ii o oflicio
do respectivo commandante superior datado de hon-
lem, resolve nos termos do arl. 48 da lei n. 602 de 10

/
/ DOIIS CASABNTOS INFELIZES.
POR NATHANIEL.
IV
lu bello uninento,
(Conlinuatao.)
Auna Mobray Mara de Clandetez.
F.mfim cliegou o dia em que nossa ruina foi con-
sumada. Os ofliciaes de jostica enlraram em nosa
casa. Oh.' Mara, que coosa horrivcl he a miseria !
Ver um carlaz sobre os objeclos que nos certence-
ram, que tocamos todos os dias, que fazcm parle de
nosa vida! Ver a m.1o desses lioincns grosseiros agar-
rar o vestidos que acabamos de tirar, e ouvi-los in-
sultar nosso desespero com molejos Quesee as, m-
iih irmaa. e como sobreviv a lanas c tilo crueis
omocOes! Parecia-me as vezes que linha morrido, e
que vinham bascar meo corpo a cssa casa en pouco
lempo deserta e nua.
a As horas passavam-se, e Arlliur que linha sabi-
do para ir tomar emprestada a todo o prero a som-
ma iiecessaria para suspender a venda, Arthur nao
vollava. Emfim cahi anniquilaila sohrc urna pol|r-
na. Achava-me em um estado lamcnlaVel. Tmei
minha lilha nos bracos e procurei applacirr-lhc o
pranto. A pobre menina grtav de fume, c acaha-
\am de apprehender o seu maraca de prala. OMI-
TO da piedade de am esses homens, alguin lano
' menos groseiro que os ouiros. provavelmenle por-
que era pal, que me empreslariam at a laril; o ma-
rica de minlia llio. Sua d,ir desapparecei 13o ra-
pidameijlC come- linha vindo, c depois qu- bebeu
um pouco de leo ella adormecen parilicam^nle em
mem bracos, emquanlo com olhos cheios ma i e o earacao arfando de solucos eu canta va-lbe a
can rao rom que nino-a todas as noiles.
Nene instante a porta abrise c entraiamEd-
sard e Arthur. Arthur eslava plido e abatido. K,|.
uard liaba esse ar tranquillo e grave que nunca o
ileiva, mas cnin tima eipressiio de superior ade lao
-r-nive1, que esses homens pone i ante* to insnlen-
aram o chapeo apenas o virnm. Tudo fui lugo
(
r *

le Diario u. 2(t.

EXTERIOR.
Italia : Escrevcm de Turim, em dala de 27da
julho, que se lia\iara apresenlado alguos casos de
cholera em Genova. O estado sanitario das oulras
provincias era satisfalorio.
Em Parma se eslabcleceii um conselho de guerra
permanente, o qnal linha condemnado morte dous
soldados dos insurgentes.
A este respeilo se 16 o seguinte na Gaztlade Par'
oa de 22 :
Em consequenca das tentativas de levanlamen-
lo que tiveram lugar esta manha em Parma, para
cuja represso o governo lomou as necesarias me-
didas com as forcas militares, publicou-se a procla-
mado e ordem seguinles:
Cidadflos !
a Os inimgos perpetuos da ordem, arrailando
apuz si urna turba de mancebos extraviados, iuten-
taram conduzir-vcVulra Vez anarehia.c lubver-
sAo. Nada podeconlelos; nem o pensamenlodos
prejuizos que iani causar a urna povoacao boa e tran-
quilla, nem as Icis de nm governo solicito, nem o
respeilo e amor qne inspiram entre as naces anda
as mais barbaras urna mA e sen pequeo filho.
O ministro informado dos seos prfidos designios,
ordenara forja militar nbrasse enrgicamente na
prompla represuo da desordera, e a forja militar
cumprio dignamente a sua nohre missao. Os cul-
pados serao severamente castigados conforme as leis
do estado de sitio. Que todos os habitantes volvam
inmediatamente para suas casas. Toda a reuniao
as ras, que pastar de tres pessoas, ser dissolvida
pela forca: que o povo tranquillo lenha confanca
na firmeza e vigilancia do governo. Restabelece
se o estado de sitio mais rigoroso al nova ordem.
Parma 22 de julhovSecuem-sc as assignaluras).
O inspector da sendarinaria ordena, que i ex-
cepcao dos moradores nos suburbios, nenhuma ou-
Ira panol actualmente na cidade possa sahir d'ella,
al nova ordem, sem permissAo especial do comman-
dante da cidade c da provincia. Huein (ver em sua
casa pessoas nao domiciliadas habilualmenle na ci-
dade, devern fazer iinmedialameutc declaraco d'el-
las na secretaria do commandante geral, sob as pe-
nas especificadas as Icis do estado de silio. Esla
imite se poraolu/.c-as casas de modo que baja lima
pelo menos em cada quatro janellas, e nenhuma
casa falle a esta disposirao. i>
lim despacho de Turim, de 27 de julho, diz assim:
a De Genova annunria um despacho que o chole-
ra rebenlou em Lime, Florencia e aples.
" Hontem houve era Genova 1-25 casos, 51 de
morle. {Imprenta e Lei.)
PORTUGAL.
Ministerio dos ne toe i os do Imperio.
N. 25. lllm. e Exm. Sr. Tenho a honra de
participar a V. Exc. que Sua Magcstade el-re o
Senhor D. Pedro V. e Sua Alteza o serenissimo se-
nhor Infante l>. I,ni/, chegaram felizmente a esta
corte hontem pelas 9 horas da noite, lendo sabido
pelas 7 da manha, do porlo de Dosseldorf.
Como me cumpra. sabendo que Sua Magcstade
e seu augusto irmao partiam de Rotterdam no dia
20, siibndo o Rhcno em caminho para Dusseldorf,
all me acha para ter a honra de receber a Sua
Magcstade e Sua Alteza, que chegaram na tarde de
21 em um barco de vapor de Sua Magcstade ner-
landcza. Sua Alteza H. o principede Hohenzollern,
commandante daquella divisan militar,conslando-llie
a prxima chegada de Sua Magestade el-rei, havia
passado ordem para que os reaes viajantes fossem
recebidos com todas as honras devidas i sua alta je-
rarchia. e para a formatura de toda a guarnirlo.
Scienleeu de ludo, procurei-o inmediatamente pa-
ra Ihe agradecer em nome de Sua Magestade, pre-
venindo-o, porera, de que, desejando el-rei guardar
o mais rigoroso incgnito, eslava eu cerlo de que
Sua Magestade havia de estimar que te Ihe nao
fizesse urna recepto oflicial.
Comludo, lano aquella auloridade militar, como
o prcfelo e varios ofliciaes vieram ao caes para re-
ceber a Sua Migestade ; mas o mesmo augusto Se-
nhor, que preferid pernoitar a bordo, mandn a Ier-
ra o barao de Sarment agradecer ao principe e aos
demais funecionarios a sua alienlo.
Sua Magestade, que ao sahir da Ilollanda lenrio-
nava subir o Rheno ale Moguncia, e visitar Sua Al-
teza Real o senhor duque da Saxonia Coburgo,
que reside em Golha, altern o plano de sua viigem,
eflecliiando inmediatamente a sua vinda a Berlim,
por saber que Sua Magestade prussiana nao desejava
ausenlar-se desla capital, anles da sua chegada, afim
de nao causar incommodo a esle soberano, que era
j esperado no da 25 do corrente na corte de Mu-
nich, aonde se inaugurara cm 15 a expsito da in-
dustria de Allemanha.
El-rei da Prussia mandou o seu mordomo moro
conde Keller.a minha casa no dia 19, para me pedir
que levasse ao soberano conhecimento de Sua Ma-
gcstade esla sua resolucao, o que logo cumpri.
Chegado a Polsdam o co'mboy em que vinha
Sua Magestade e Sua Alteza o serenissimo Senhor
Infante, alli se achava o marechai ronde Dhna, ca-
marista, e varios ofliciaes, csperandoSua Magestade
para o comprimentarem ; pondo soa disposirao a
bcrlinda Caal, na qual proseguio al esla capital. Sua
Mnifeilaile e Alteza serenssima alojaram-se no ho-
tel ritinico, um dos principaes da Ierra, nonde
^R > que se acham satisfetos.
Tjm lenente-general, um coronel e um major, fo-
ram logo collocados por ordem de S. M. Prussiana
s ordens de Sua Mageslade, e do sercuissimo Senhor
Infante.
Hoje ao meio dia foram us angostos viajantes
comprimentados por el-rei da Prussia, que veio ex-
pressamenle de Polsdam para case fim e pelos prin-
cipes Alberto, Frederico Guilherme e Arjilberlo, e
depois, acompanhados daquelle soberano, foram jan-
lar em Polsdam.
Por esta occasiao, conferio Sua Magestade prus-
siana a Sua Magestade ao serenissimo Senhor Infan-
te a sua ordem da Agnia Preta, os quaes voltaram
cidade para irem ao theatro com o principe Alberto,
irmo de el-rei. A' manha, pelas 9 horas da ma-
nha, haver parada de (oda a guarnirlo, e ns 3 ho-
ras da tarde, grande, juntar no paro de Berlim.
as entrevistas que Sua Magestade o nosso au-
gusto monarcha, leve com os soberanos, e com
os principaes deste paiz ; e bem assim com varias
notabilidades, observei o que V. Exc. bem pode
julgar, que lodos quanlos viam os nossos principes
ficavam encantedos pelas suas amaveis e delicadas
maneiras. A Sua Magestade a rainha, que se
dignou f.illar-me, acerca de Sua Magestade ede Sua
Alteza, uiivi eu expressar-se pela mesma forma ;
quanto a el-rei de Prussia, bem se via lodo o inte-
resse-e aflecto com que acolhia o nosso joven mo-
narcha, e seu augusto irmAo.
Estes sentimenlos de respeilo e admiraran, que
as eminentes qualidades e alia iutelKencia do nos-
so soberano tem geralmente inspirado, devem por
cerlo encher de jubilo a lodos os Porluguezes, e dar-
Ihes bem fundadas esperancas de um porvir de fe-
licidade, de que a nossa palria nao deixar de gozar
no reinado de om tal monarcha.
Rogo a V. Exc. que, levando ao superior conhe-
cimento de Sua Magcstade et-rei regente, a expos
cao succinla da jornada de Sua Mageslade el-rei o
Senhor D. Pedro V. e do serenissimo Senhor Infan-
te, desde que enlraram neslc paz, e fazendo entre-
ga das inclasas carias para o mesmo augusto senhor,
e Suas Allozas, se sirva beijar, em meu humilde
nome, a regia mao de Sua Magestade, e a de Suas
Altezas.
Dos guarde a V. Exc. Berlim, cm 21 de julho
de 1854. lllm. c Exm. Sr. visconde de Athofiguia.
Joaquim de foboredo.
accommodailo. Sir Edgard ficou por nosso fiador, e
como soa assignalura vale ouro, os ofliciaes de jusli-
ca sii-pendcram a venda e liraram os sello. Eu
mal pude balbuciar alguraas palavras de agraderi-
mento ; eslava descontente de mim, de Edgard e de
Arthur.
Posto que seja ao menos da estatura de seu ami-
go. Mr. Mobray pareca-mc esse dia mulo inferior
a elle. Sem duvda por una extravagancia do amor,
o qual compraz-se semprc em ver brilhar o ubjecto
de suas affcices, eu eslava agastada de elle nao re-
presentar o bello papel nessa circumslincia. Eslava
agastada com Edgard por causa de suas riquezas e
de sen poder, que Ihe ilavam lano ascendente sobre
Arlliur. Eslava agastada comigo mesma ilessa eom-
paracan. i qual repcllia para poder afasta-la. Nosso
amigo nao raostrou reparar cm minha igtac.lo, sau-
dou-me com um recato misturado de respeilo, que
fez-me um bem que nao posso dizer. Eu linha ne-
cessidade de ser elevada a meus proprios olhos, e o'
respeilo que Edgard me leslemuiihava dianle desses
homens que linliam-mc Halado 13o indignamente,
reslilua-me o lugar que havia perdido. Senlia o
coracao cheio de um doce reconhccimenlo, e segu
coni os olhos esse homem generoso que, depois de ter
despedido com gesto os ofliciaes de juslica, relirou-
se tambem para dar-nos o lempo de serenar-nos. A-
graileri-lhc anda mis cssa precipitado de dcixar-
nos. Se o papel de henifcilor he agradavel, o de be-
eOciado he triste. A pobreza lem um pudor como
a vrlude, c he reconhecda aos que lincam-lhe um
capole para cobri-la, de-\iando us olhos, alim de nao
vercm em sua nudez as chagas que saram c os soffri-
inentos que allivam.
Approximo ineila parle de miuhi narrado, on-
de hei de ler necessidade de toda a,la indulgencia,
minha Irma*. Sir Edgard linha impedido nossa rui-
na de consuiiiar-se; porm nao eramos por isso mais
ricos. Elle liuha-nos convidado a vir oceupar um
de scus dolis, c no meio das magnificencias de nos-
sa nova inorada exnerinentavamos lodas as inquic-
taeoes de urna posico diflicil. Insist com Arthur
para que fizesse anda urna tentativa para como pai,-
porm elle desyiou vivamente a cabeca.e como queni
repelle urna dea penivel, exclamou com forca :
a Nao! nonca .' nunca o
Entretanto os dias passavam-se e convinha to-
mar um partido. Urna tarde Mr. Mobray que des-
de algum lempo Iraliva-me com militas allenroes.
dsxe-me que s dependa de mim faze-lo lao rico
quaulo qnizesse. Tomando isso por gracejo respon-
di-lbe sorrindo, que eslava prompla para eeriquece-
Lcgacllo de Soa Mageslade Fidelsima na Blgi-
ca. N. 30. lllm. e Exm. Sr. Pel ullimo que
desta cortetive a honra de dirigir a V. Exc. commu-
niquei a inlencao de Sua Magistade el-rei o Senhor
B. Pedro de partir para a Ilollanda no dia 14 do cor-
rente mez, embarcando em Antuerpia para Rotter-
dam, a bordo do hiale a vapor, da marinha real nc-
crlandeza, que Sua Magestade,el-rci dos Paizes Bai-
xos, havia posto disposirao do rdesmo auguslo se-
hhor.
Sua Mageslade realisou esse projeclo, partindo des-
ta corte para Antuerpia, is sele horas da manha do
dia cima indicado, sendo at alli acompanhada pelo
duque'de Brabante, e pelo conde de Flandres. De-
pois de Sua Mageslade el-rei, e o serenissimo senhor
infante, se terem dirigido a todos o estabelecimcn-
tos pblicos daquella cidade, cinliarcarain a noite no
precitado hiale, havendo-se antes desped lo da ma-
neira a mais affecluosa, dos principes belgas, edas
pessoas que tiveram a honra de estar ao servio das
suas reaes pessoas.
A's 2 horas da madrugada do dia 15 desle mez par-
lio o hiale de Antuerpia, e cliegou a Rotterdam
urna hora da larde do mesmo dia.
A sua enlrada naquelle porto foi annunciada por
urna silva real da fragata hollandeza de registro.
O primeiro camarislade Sua Mageslade neerlandeza,
barao d'Aylva de Palandt, nomeado por seu augusto
amo, conjunctameule com o almirante de Karnc-
beck, e o ajudaute de ordens do Sua Magestade ne-
erlandeza, Mr. Casenlerodl, para acompauhar Sua
Mageslade Fidelsima, c Soa Alteza o Serenissimo
Senhor Duqne do Porlo, durante a la digress3u na
Ilollanda, veio logo a bordo comprijnenlar os reaes
viajantes em nome do seu soberano. O mesmo pra-
licou o eucarregado do negocios do Brasil na corte
da Haya, Joao Caetano da Silva, eo coosul geral de
Portugal em Amslerdam.
El-rei e o serenissimo senhor Infante desemharca-
ram pouco depois, no meio de um immenso concur-
so de povo, que respeilosamenle laudava o joven so-
berano, c sen auguslo irmao, e entrando nascarrua-
gens reaes que os esperavam, dirigiram-se oslaran
do caminho de ferro, aonde todas as autoridades de
Rotterdam se achatam reunida--, para comprimenta-
rem igualmente o monarcha porluguez.
A's duas lloras da larde partram Sua Magestade
e Sua Alteza Serenssima para a Maya, aonde che-
garam as tres horas.
Os augustos viajantes alojaram-se no hotel de Bel-
evuc, que cu havia de antemao mandado preparar
para os receber, e onde Iremnlava a bandeira por-
lugueza. Urna companhia de gramderos fni para
alli mandada para fazer a guarda de honra.
Poneos momentos depois da chegada de el-rei veio
o principe Frederico, lio de Sua Mageslade neer-
landeza visitar Sua Magestada, e conviila-le a janlar
no mesmo dia no seu palacio de campo de lluister
Pow, a ponen distancia da capital, bem como a seu
auguslo irmao ; convite que Sua Mageslade e Sua
Alteza Serenssima aceiliram.
O principe Henriqne, irmAo de el-rei dos Paizes
Bsixos, veio (ambem no mesmo dia comprimenlar
Sua Migeslade, e o Sr. Infante I). I.uiz.
Depois do jantir do principe Frederico, dignou-
se el-rei e seu augusto irmao honrar cora a sua pre-
ien$a o Ihealro francez da Haya.
Desejando Sua Magestade el-rei fazer urna visita a
Soa Mageslade neerlandeza, que se achava resdindo
no palacio de Loo, na provincia de Gueldre, parti,
acompanhado do serenissimo senhor Infante, e da
sua comitiva, domingo 16 do corrente s seis horas
da manila pelo caminho de ferro at Arnheim,
onde as carruagens reaes esperavam Soa Magestade
e Sua Alteza Serenssima para os condnzir ao pala-
cio de Loo. Eram quatro lloras da larde quando os
augustos viajantes alli chegaram.
El-rei e a rainha dos Paizes Baixos, acompanha-
dos pelas principaes pessoas da soa casa, vieram re-
ceber Sua Mageslade Fidelissima e o serenissimo se-
nhor luanle, porta do palacio.
A primeira entrevista dos dous soberanos foi a
mais cordeal, exprimindo Sua Magestade neerlan-
deza a mais viva c sincera salisfarAo ao ver nos seus
estados o seo auguslo alliado, el-rei de Portugal,
aconlecimento esle que el-rei dos Paizes Baixos con-
sidera como um dos mais memoraveii do seu re na-
do Sua Mageslade a rainha expressou-se igual men-
menie da maueira a mais aruavel ao receber o nosso
joven soberano, o qual corresponden, em termos por
extremo delicados e expressivos, is allenroes de
Suas Mageslades neerlandesas.
Tendo Sua Mageslade el-rei dos Paizes Baixos
apresenlado a Sua Magestade Fidelissima o ullos
funecionarios de sua corle, que se achavam presen-
tes, e o ministro de Portugal, ao soberano neerlan-
dez, as pessoes que formam a comitiva de el-rei, e
do serenissimo senhor Infante, rctiraram-se os reaes
viajantes para os aposentos que no paco lhes liaviam
sido preparados.
Poucos momentos anles de jantar, oflereceu Sua
Mageslade el-rei dos Paizes Baixos Sua Magcstada
Fidelissima, e Sua Alteza Real o serenissimo se-
nhor duque do Porlo, a gra-cruz da ordem do Leo
Neerlandez, cujas insignias Sua Mageslade e Sua
Allezaimmediatamenlepozeram. Sua Mageslade el-
rei dos Paizes-Baixos trazia a banda das tres ordens
militan'- portugUCZIS.
A's sete lloras leve lugar o janlar no paco, no
meio do qual, levanlando-se Sua Magestade neer-
landeza, c pronunciando um curto discurso, emque
lo; mas que sendo urna pobre fada deslhronada, era
preciso que elle primeiramcnle lornasse a adiar mi-
nha varinha. EntAo annuncou-me com ar mulo
serio, que se eu quizesse, daramos na segunda-feira
seguidle um concert msico, e que cocarregava-se
do mais, se eu quizesse cantar nelle. Nao imaginan-
do que podesse receber em casa loda a Inglaterra
quem nao linha de que viver, tomei ludo isso por
urna loncura, e para entrar no meu papel consent
em tudo o que Arlliur quera ; porm qual foi mi-
nha admiraran quando na manha do dia indicado,
rereb um cofre de diamantes, evi fazerem no hotel
lodos os preparativos de um sarao sumptuoso. For-
coso foi resolverme a veslir-mc e prepararme para
a noite. r
n Durante lodo o dia nAo vi Mr. Mobray, o qual
linha sabido cedo, e s vollou i hora em que chega-
vam as primeiras carruagens. NAo pude pedir-lhe a
cxplicacAo desse euigma ; porquanlo j a mulldo
reunia-se nos saldes resplandescenles de luzes, e a
cada ininulu a voz dos criados annunciava novos no-
raes.
Acostumada a urna vida solitaria, eu eslava
pouco afeita a esse fluxo e refluxo da alia sociedade,
parecia-me que ludo gyrava em torno de mim, ceu
lemia dcsinaiar, quando annunciaram sir Edgard.
Elle chegou-se a minha poltrona com um empenho
cheio de desembarazo e de graca, e assentando-se
junto de mim perguntou-me se linha escolhido as
arias que canlaia aquella noite. Rcspoiidi-lhe Ire-
mendo que nao, e cutio indicou-me algumas pecas
que tioha-mc pedido molas vezes para cantar-lhe
nos longos seres do invern que eu linha passado
anles de nossa calaslrophe entre elle e Arlliur.
O concert comerou. Bem sabes, Mara, a in-
fluencia que a msica senipre excrceu sobre minha
alma. Esqueci-me de todos os que me rodeavam,
de Edgard assenlado ao meu lado, do proprio Ar-
lliur ; nao linha mais olhos nem mais pensamenlos;
minha alma eslava em meus ouvidos, fiquei arreba-
tada como em extase, nao eslava mais sobre a Ierra,
eslava no co.
i Quando Edgard 'lomou-me pela mao para ron-
duzir-mc ao piano, eu senta ainda a influencia des-
se enthusiasmo. Elle mesmo quiz acompaohar-me.
Kntao deixei escapar minhas primeiras notas, Mara,
e nunca minha voz, que nosso hom cura adinirava
quando no dia de Pascoa fazia-me cantar na igreja o
hymno da RessurreisAo. e os pobres cumponezes d-
ziam que ella serenava-lhes o coraran como a voz de
um anjo, nunca minha voz linha-so elevado mais
forie e mais pura. Pela impresso que eu experi
exprimi nnvamenle a satisfacao que tinha em re-
ceber el-rei de Portugal, propoz urna saudc a este
eu auguslo alliado.
Pouco depois levanlou-ie Sua Mageslade Fidelis-
sima, e n'iim feliz e eloquenle improviso, que por
todos foi admirado, agradeceu a cordel! c aflavel
recepcAo que havia recehido de Sua Magestade ne-
erlandczi, e propoz tambem urna saude a el-rei e
rainha dos Paizes-Baixos.
Concluido o banquete, Suas Mageslades el-rei
Guilherme e a rainha conduziram Sua Mageslade
Fidelissima e o serenissimo -senhor Infante ii'uma
camiagem dcscoherla ao bosque de Sacringcn, aon-
de os roesmos augustos senhores admiraram as plan-
taces e a bella vegelacao d'aquella parle da provin-
cia de Gueldre.
A'noilc houve recepcAo na corle, anles da qual
Sua Mageslade neerlandeza se dignou agraciar o
duque da Terceira, o visconde da Carreira c o m-
nislrodePortugal na corle da Haya com a gr3a-cruz
da ordem do LeAo Neerlandez, e a Francisco de Mel-
lo cum o habito da mesma ordem. O ajudanle de
campo de Sua Mageslade, barAo de Sarment, foi
agraciado com as insignias de grande-oflicial, c o co-
ronel Folque com as de commendador da ordem da
('.orna de Cirvalho.
No dia seguinte, s 8 horas da manilla, partram
os augustos viajantes do palaciu de Loo, chegaram
s i hur s da larde a Amslerdam, c alojaram-se no
paco, que por ordem de Sua Mageslade eerlande-
z, havia sido preparado para a recepcao de Sua
Mageslade Fidelissima e do serenissimo senhor In-
fante.
N'aquclla cidade viram Sua Mageslade c Sna Al-
teza o serenissimo Senhor Infante lodos os cslabele-
cimentos pblicos. O jaidim botannico atlrahio
mu particularmente a atlencao de Sua Magestade,
e os profesares encarregados de Ihe mostrar esle es-
labelecimenlo admiraram os vastos coiihecimcn-
los do mesmo augusto senhor n'cstc ramo da scien-
cia.
Terca-feira, 18 de julho, regressaram Sua Magcs-
tade c o serenissimo Senhor Infante i\ corte de Hava,
passando por Haarlem, aonde se demoraram algu-
mas horas para verem a calhedral c ouvirem tocar
o lAo afamado orgao d'aquelle anligo templo.
No dia seguinte recebeu Sua Mageslade os minis-
tros de estado de Sua Mageslade neerlandeza e o
corpo diplomtico residente na Haya, partindo de-
pois para Lev de, para ver o que ha de mais digno de
allcucAo n'aquella cidade, sede da primeira imiver-
ldadc da Molan la. A' noilejanlaram Sua Mages-"
tade e o serenissimo Senhor Infante com o principe
Henriquc no palacio de Sua Alteza Real. Quinta
fera, 20 do corrente, pirtiram os reaes viajanles
para Rotterdam, c alli embarcaram para Dusseldorf
ao mesmo hiale que os havia conduzido, chegando
ao seu deslino no dia seguinte s 6 horas da larde.
Achando-se Sua Mageslade e Sua Alteza Sercoissi-
ma algum tanlo caneados da viagem. demoraram
o sen desembarque alea manha do dia seguinlc,
em que partram para Berlim, aonde es[ero que os
reaes ^ iajanlcs lenham chegado felizmente.
No momcnlo em que Sua Magcstade c Sua Alteza
o serenissimo Senhor Infante enlraram as carrua-
gens do caminho de ferro, despedi-me e live'a honra
de beijar suas reaes roaos, sendo esle momento pa-
ra mim summamenle penoso, porque durante lodo o
lempo que lve a ventura de acompanhar os reaes
viajanles, tanlo na Blgica como na Ilollanda, rece-
l dos mesmos augustos senhores provas de bondade
e benevolencia, qne eternamente ficarao gravadas
na minha memoria.
As eminentes qualidades de que lanto Sua Magcs-
tade Fidelissima como seu augusto irmAo sAo dola-
dos, tem sido devid,menle apreciadas n'esle paiz, e
he com o orgulho de verdadeiro porluguez, que ouco
os elogios, que em toda a parte se lhes fazem. A
copia inclusa de um despacho que o ministro dos
negocio) eslrangeiros da Ilollanda dirigi aoenviado
da mesma nacSo em Bruxellas provar a V. Exc. a
favoravcl impressAo que Sua Magestade e o Senhor
Infante D. I.uiz produziram na corle dos Paizes-
Baixos. Junto adiar V. Exc. cartas de el-rei e do
serenissimo Senhor Infante para sua Mageslade el-
rei Regente, as quaes pec,o a V. Exc. queira fazer
chegar ao seu alto destino*
Dos guarde a V. Exc. Brutcllas, aos 24 de ju-
lho de 1854. lllm. e Exm. Sr. visconde d'Athou-
guia.l'itconde de Seital. (dem.)
Osjornaes francezes publicam o programma para
a fesla nacional que se ha de celebrar no dia 15 do
corrente cm Paris.
Depois das salvas de arlilharia s 6 horas da ma-
nha, dadas pela dos Invlidos, e soccorros cm gene-
ros distribuidos aos pobres dos districlos de Paris,
tararte represenlaces no campo de Marte.barrcira
do ihrono, ponte Real, e ponte de Jena represen-
tando r maior parle alluses actual guerra do Le-
vante; l.inrir-sc-lrm ao ar alguns balOes; e uoilc
tarartQ conferios nos jardins pblicos, praca da
Concordia, ele. e fogos de artificio.
(liem.)
Escrevcm de Vienna, cm 30 de julho ao Uoyd,de
Peslh:
i A Austria e a Prussia chegaram por fin a cn-
lender-se. Para islo modificaran) em parle de am-
bos os lados suas vistas primitivas, sem resultar es-
sencal mu laura na queslo principal. A Prussia
menlava, senta a que devia produzir. Parecin-mc
que o corceo (ransbordava-me de prazereque der-
ramava-o em torrentes de harmona, Eu nao lia
mai-a musir, improvisa va sobre o lliema que ella
me fornecia, e cantava ludo o que revolvia-sc em mi-
nha alma.
o Eram melodas cheias ;le graca que elevavam-se
em minha voz como brisas perfumadas, depois ri-
bombos surdos c magestosos, depois murmurios vagos
e longinquos, doces romo a lemhranca de um imigo
ausente, depois accentos formidaveis como o raio que
eslourando risga a nuvem, Todas as paixoes, lodos
os sciitimcn'.os succediam com urna rapidez incoii-
cebivel, e eu eslava como arrebatada por urna in-
fluencia irresislivel. Pairava nos ares c alravessan
do as nuvens sobre azas de fogo suba para o Ihrono
de Data. Eu eslava sublime, Maria, eslava louca.
hir quaii desmaiada sohrc a cadeira ; mas fui logo
lirada desse estado de abalimenlo pelas acclamacf.es
que reliniam cm loda a sala. Nao eram applausos,
Maria, eram gritos de enlliusasmo, solutos, eslrc-
mccimenlos, lagrimas. Minha alma linha passado
para lodas aquellas almas ; homens, muflieres, man-
cebos, vcilios, lodoi saud i\am-me. agradeciam-mc e
felicilavam-mc com o geslo.com o nlhar.e com a voz.
c O concert eslava terminado, c a inullidao co-
mecou a retirar-se por minha felridade, por quan-
to depois da fehre que havia-me atacado, cu tinha
necessidade de oslar s.
Porm, minha irmaa, todas as emoles daquella
noilc nao estavam acabadas. Apenas cu linha pas-
sado alguns instamos em meu quarlo, Mr. Mohrny
foi ler comigo, e pedio-me com um ar de embara-
zo que n.lo Ihe he ordinario.um momcnlo de conver-
sarjo. Assentamo-nos, eu mu ilquida pela espe-
cie de solemnidade com que elle fazia aquelle pedi-
do, e Arlliur visivelmenlc commovdo e prenecupado.
a Auiia.dissc-meelledepoiodeummomenlnde
silencio, c com o lom de quem lem no coracao um
pensameulo que nAo quer ainda exprimir, vosse es-
lava admiravelmente bella esla noite.
o Ah voss o er ? respondi-lhe com a -nesma
preocrupacao, c recibimos ambos no silencio.
Arthur levantoa-se, passeiou apressadamente pelo
quarlo. Dava-se nelle um cmbale lecrelc, e eu
comerava a ler medo sem saber de que. Emfim, el-
le parou repentinamente dianle de mim com os bra-
rm cru/.idos sobre o pello, e disse-me com voz tr-
mula.
n Vossfi me pc-rdoarn, Anna, o que voudizer-
mobilisandoo seu exordio, corresponde ao desejo
da Anslria.
O nosso gabinete, por sua parle, quiz fazer urna
roncessao Prussia conseolindo em una nova ten-
aliva de medicao. Porem estas propostas nao serio
dirigidas ao gabinete de S. Pctersburgu pela Austria
e pela Prussia, mas por um personagem alliado is
duas familias soberanas di Russia o da Prussia. Nao
se confia mulo n'esle passo.
Escrevem de Vienna, em 29 de julho, a Gazela
de Spener de Berlim.
O excrcilo collocado sob as ordens do general de
cavallaria conde de Schick, na Gallicia, esla calcula-
do em 160000 homens; aquelle que he commanda-
do pelo archiduque Alberto na Transilvania.conlava
j anteriormente 170000 homens. Assim o fddzeng-
mcslre barAo de Hess acha-sc frente de mu exerci-
lo de 330000 homens sobre as fronteiras russas. A
oslas forcas devem juntar-sc dois corposdo 3. e 4.
exercilo, avallados em 60 a 70.000 hmense que
pela maior parle j eslAo reunidos, o que forma um
tolal de 400,000 homens. A nossa guarnirn pf-se-
ha por estes dias cm marcha para a fronteira de Es-
te; ser substituida por um corpo de excrcilo de I-
lalia, que chegar tambem por destacamentos. Esles
movimenlos parecem indicar que se adoplam medi-
das para elevarem o exercilo escalonado ao longo
das fronlcras russas de 4O0 a 500,000 homens.
Cerlilica-se que os preparativos eslao feitos para,
no caso de cedas eventualidades, se poder dispor, 1.
de .500000 homensda fronteira militar: 2. 200000 ho-
mens do primeiro exercilo; 3. de 300000 homens do 2.
exercilo (o lombardo venezianoj para apoiar o ex-
ercilo de operaroes, o que provar que se est resol-
vido a operar, mesmo sem ser apoado na ala cs-
querda por um alliado federal, i
t dem.)
INTERIOR.
Ihe, promella-me que meperdoar. He na ultima
cxlreinidade que Ihe fallo ; porm assim he preciso.
Kntao Arthur recado em sua meditado, e eu
ouvia-o repetir depois de algumas frases iulerrom-
pidas : Assim he preciso.
Eu reinh.'i a respiraran na espectaliva do que
ia segur-se.
ii Nunca nenhuma palavra cuslou-me lano a
pronunciar, murmuren Arlliur ; todava osle paiz
nAo tem os preconceitos da Franja, lie muita Ion-
cura de minha parle hesitar. Depois parecendn
fazer um vilenlo esforz sobre si mesmo, eleven a
voz e exclamou com urna especie de grosseria : u j
Ihe disse, Auna, que s dependa de voss fazer nos-
sa fortuna, o momento he chegado, e venho offerc-
cer-lhc o meio. Quer cumprir sua promessa '! o
a Que meio he esse, .Vrlhur'
Sem voltar a cabera para meu lado, em voz
breve e com palavras que parecinm impcllirem-se
urnas as oulras, Mr. Mobray disse-me que o director
da Opera Italiana eslava n nosso conrerlo, c que of-
ferecia-nie quatro mil libras esterlinas por aquella
osladlo, se cu quizesse substituir a primeira dama, a
qual linha cabido docule, e nao podia reappareccr
no Ihealro.
Eu ouvin sem comprehender, c levantei os olhos
admirados sobre Arlliur para saber o sentido de suas
palavras; mas o semblante de Mr. de Mobray cx-
plcou-me ludo. De liumIliaca e de dor, deixei
cahir a rabera as mHos, e desliz-me em lagrimas.
Passado esse primeiro momento, vi Arthur ajoclha-
do a meus pea suslendo-mc lirand,menle a cabeca, e
chorando comigc.
n Anna.disse-mcellcein voz Irislecierna,que-
rida Auna, seja a providencia de nos lodos, ceda a
meus rogos, e salve nossa lilha.
n Sim, lornei com alguma amargura, deshon-
rando-lhc a mai.
Anua, vose engana-se, minha querida, nin-
guempensa assim neste paiz. Supplico-lhc, conlinuou
elle com vehemencia, nao me recuse, afasle de Boa
a horrivel pobreza que us opprimc, Assim he pre
riso. Anna ; confesso-lhe qoe nao sei ser pobre.
a Respoudi-lhechorandoque, se meu sar.gue fos
se ouro eu abrira as veias para enrquer-lo, e per-
gunlei-lhe se anles de laucar sua mulher em um Ihe-
alro, elle nao tinha pensado em dar um ullimo pa-
so para seu pai. Knlo. Maria, lornei a achar
sobre sua phvsonoma a mesma expresso de espan-
lo,quc linha observado quando poneos dias anles dei-
RXO SE JANEIRO.
CMARA DOS-SRS. DEPUTADOS.
Sena'o de 26 de julho.
Lida e approvada a acia da antecedente, enlra-se
no expediente:
He approvado o seguinte parecer.
A commissAo de eslalislici, leudo examinado as
representacoes que a esla augusta cmara dirigiram
algumas cmaras municipaes c habitantes de diver-
sas parochias do sul da.provincia Je Minas, em que
pedem a crearAo de urna provincia que se componha
das comarcas do Rio-Verde, Sipucahy, Tres Ponas,
c do municipio de Lavras, he de parecer que a este
respeilo se pecara nformacOcs ao governo.
Sala das commissos, oo de julho de 1854.
Brrelo Pedroso. Aprigio Guimaraes. IHbeiro
da Imz. o
Saojulgadas objeclos de delibcracAo, e v.lo a im-
primir para Airar na ordem doslrabalbos, asseguiu-
tes resol ees:
A'commissAo de eslalislica foi prsenle o pro-
jeclo apresenlado pelo Sr. deputado por .Sania Ca-
Ihariiia, marcando os limites da mesma provincia
rom as do Rio-Grande do Sul c do Paran, c reco-
nhecendo que esles limites, fm relarAo ao Rio-Gran-
de, nAo offereccm conleslarAo alguma, c que no pr-
senle j sao elles reconhecidos e rcspeilados pelas
respeclva autoridades deslas provincias, entende
que uenhum inconveniente ha em que por urna lei
e de um modo authenlico scjs'm elles assignalados,
alim de evitar duvidase cnnteslaces futuras; quan-
to porm aos limites com a provinda do Paran,
sendo esles em parle contestados, passe a commissao
a exporas razese fundamentos era que se bascara
m pretcncOes de ambas as provincias, emillindo a fi-
nal o seu parecer.
A asseinbla provincial e o presidenle de Sania
Catharina ronsideram como limita desla provincia
com a do Paran o rio Canoiohas; enteqdem que
lancando-se esle no Iguass ou Covo, e eslando
apa margem esquerda os campos contestados da Pal-
^a, fazem esles parle do municipio do Lagcs, situa-
do tambem a margem esquerda do Canoiuhas, e que
pelo al var de 9 de selemhro de 1820 foi desanne-
xado de S. Paulo, e encorporado a Santa Catharina,
e que por consegoinle pcrlcucem us dilos campos e
todo o ler r Inri o margem esquerda dcsles riosa es-
la provincia.
< O presidenlo porm de S. Paulo (donde, como
he sabido, desannexou-se a comarca de Coriliba,
hoje provincia do Paran), reconhacendo como lmi-
te entre as duas provincias o rio das Canoinhas, en-
tende lodavia que os campos da Palma c loda a mar-
gem esquerda do Igoass nAo pertcncem a Santa Ca-
tharina: I", porque foram esses campos descoberlos
por Paulislas, com sciencia do governo daquella
provincia, c por mandado positivo seu ; 2o, porque
anteriormente* dcscoherla desses campos nenlium
fado se pode evidenciar que deva apresentar um vis-
lumbre sequr de direito, que ponha-os na lotaiida-
dc do Icrritorio que fura adjudicado ao municipio de
Lages ao tempo de sua povoacao primitiva; 3o, por-
que embora eslivessem esses campos desertos depois
de sua des,coherta, nAo perda por isso a provincia
de S. Paulo direito a elles, visto te-Ios distribuido
em sesmarias por seus habitantes, logo que foram
reconhecidos, c conservando alli com avullada des-
peza um destacamento; finalmente, alm de oulras
razoes, contesta o presidente que o rio Canoinhas se
lance no Iguass ou Covo, suppondo, em vista de in-
lhe o mesmo conselho. Elle levanlou-sc rcpenli-
namcnle exclamando :
Nao me falle mais desse homem. Ceda aos ineus
rogos, nAo be mais para mim que Ihe supplico, he
para voss.
Sem comprehender o que elle quera dizer, lve
medo. Pareca me que eslava ameacada de um gran-
de pergo. Fatigada de urna longa luta senlia a co-
ragem abandonar-me ; arhava-nic nesse estado de
inilccsAo, em que o mais leve motivo faz inclinar a
vonlade. Cma idea alravesson-ine o espirito, per-
guntei a Arlliur se tinha consultado sir Edgard so-
bre a proposla que me fazia. Nao sei porque pare-
cia-me mpossivel que Edgard'fosse dcopiniAodc fa-
zcr-mc subir a um ihealro. Maria tnha-me, enga-
ado. Mr. Mobray respondeu-me logo que fura o
proprio Edgard que,admirando muito imiiha viz.lhe
riera o conselho que segua naquelle momento, e
confessou-meao mesmo lempo que Ihe deviamo urna
soturna ronsidcravel, a qual nAo poderiamos resliluir
se eu persislisse em recusar a magnifica proposla que
me era feila.
A idea de sermos devedores de sir Edgard, que
pouco anles parcr-me natural, re\ollou-me. Eu
linha invocado sua opiniAo como um refugio contra
meu Irisle desuno ; esse ultimo recurso fallava-me,
a mAo amiga qtie eu procurava para ajudar-me a sa-
bir do perigoimpcllia-me ao cscolho, c eu achava
nao sei que amargo prazer em soffrer a lei que me
linha imposlo.e obedecer opiniAo, em que linha
injustamente collocado minha ultima esperanza.
Arlliur eslava ah triste, suppliranle, e meio ajoe-
lliado (liante de mira esperando com anda minha
resposta. Uccordei-me involuntariamente dascena
da floresta de Chaicauueiif, o pensamenlo de orna
grande dedieacAo elevou-se em minha alma. He lao
doce para mis oulras muflieres o sacrificar-nos Es-
leud a mao a meu marido c disse-lhe :
Arlliur, vosse pedio-me a vida, c dei-a; vosse
agora me pede mais, pois bem, faca-se como voss
quer. S exijo urna recompensa, seja feliz Arfliur.
Seus agradeciraenlos foram lAo vivos quanlo
suas instancias liaviam sido urgentes. Por fim elles
oflenderam-me, e nAo pude deixar de dizer-lhe que
elle pareca menos contente de meu imor no da em
que deixei Chateauneuf para segui-lo, do que agora
de minha resignacAo em fazer-me aclriz para euri-
quece-lo.
Era essa urna palavra mui dura. Mana, e arre-
pendi-me logo depois de te-la dcixado esrapar ; mas
aquella alegra que minha tristeza nao podia dimi-
nuir, allligia-me. Esse ouro bandado rom minhas
formaedes apresentadas pelo desembargador Souza
Chichorro em urna memoria sobre limites de S- Pau-
lo, que o mesmo se lauca no Uruguay-Merina ou no
Goyocim*
A commissAo examiuou dous mappas corogra-
phicos que Ihe foram prsenles, um rjo major de
engenheiroi Von Ledo, e oulro feito segundo as ex-
plorarles a que mandou proceder ltimamente o
barao de Antonina, e verificou que o primeiro map-
pa d o Canoinhas como tributario do Uruguay-Me-
rim, eo segando do Igoass; e a ser islo exacto pa-
rece que o territorio contestado dos campos da Pal-
ma pertence provincia de Santa Catharina, por-
que devia elle fazer parle do municipio de Lages, o
mais meridional da provincia de S. Paulo, donde
foi desmembrado para aquella provincia; entretan-
to ignorando a commi-sao quaes os lmites da villa
de Lages quando foi ella creadi, e se o mappa le-
vantado segundo as exploradles que mandn fiier o
barAo de Antonina be ou nao exacto, e reconhecen-
doqueo projeclo assigna-la eomo limite das duas
provincias o Rio-Negro, que est ainda ao norle do
Canoinhas, c que pelo mappa cima dilo parece ser
o mais razoavel, j por ser urna cootiouaco do li-
mite que existe desde o ocano at o alio da serra, e
j porque d provincia de Sania Citharina um ter-
ritorio mais vasto do que aquelle de que esl de pos-
se presentemente, e que he na realidade muilo limi-
tado e circumscripto, he de parecer que se aulorse
e governo nao s a mandar proceder a um exarae
sobre os limites das duas provincias, como a mrca-
los do modo que julgar maii conveniente, tendo em
vista a commoddade dos povose a necessidade de dar
a provincia de Santa Catharina um territorio mais
vasto; c assim offerece o scguinle projeclo em subs-
tituidlo do que foi apresenlado :
o A assembla geral legislativa decreta :
Art. 1. As divisas entre as provincias de Sania
Catharina e do Rio Grande do Sul sio o rio Mampi-
tuba, o Arraes das Cuntas c os rios Pelotas e Uru-
guay.
Arl. 2. O governo determinar depois dos exa-
mes necessarios, os limites entre as provincias do Pa-
ran e de Sania Catharina, sujeilando a demarcarlo
que izer approvacao do corpo legislativo.
^ Arl. 3. Ficam revogadas as disposi;Oes em con-
trario, t
a Sala das commisses 2* de julho de 1854.Bar-
reto Pedroso.Ribeiro da Luz.Aprigio Guima-
raes.
a Foram presentes commissao de eslalislica as
representacoes das assembias provindaes de Sergipe
c Alagoas, acompanhadas das informaces qoe sobre
ellas deram os presidentes e oulras autoridades das
mesmas provincias, pedio'do esta que se Ihe reslitua
a posse do territorio denominadoParauna do Brejo
Grande,situado na margem meridional do rio S.
Francisco, e'allegando aquella os fundamentos por
que se julga com direito para ser maulida na posse
em que est do mesmo territorio.
a O ltenlo exame que desees documentos fez a
commissao levoo-a a reconhecer os seguinles fados,
sobre os quaes baseam ambas as assembias provin-
daes sua prelencao :
o 1. Que o territorio Parauna do Brejo 'Grande
foi romprchendido na doacao feita em 1534 a Duarle.
Coclho de Alboquerque da capitana de Pernam-
''uco.
a 2. Que o Parauna se coniervou annexo a osla
capitana al o anno de 4732, em que foi della des-
membrado, c encorporado ao lermo de Villa Nova
pelo ouvidor de Sergipe.
" 3. Que essa encorporacao. porm, e desaunexa-
ean foram revogadas pelas proviies de 8 e 9 de fe-
vereiro de 1758, expedidas pelo governo doSr. D.
Jos I.
o 4. Que conlinuou o mesmo lerrilorio a fazer
parle da capitana de Pernambuco at 1812, anno em
que por decreto de 9 de junho, expedido pelo prin-
cipe regente, foi encorporado a Sergipe.
5. Que em 1832 intencionando a cmara da vil-
la, hoje cidade do Penedo, apossar-se novamente do
mesmo lerrilorio em virtude do art. 1 do decreto de
8 de novembro de 1831, o presidente de Sergipe em
conselho, usando da faculdade que Ihe dava o arl. 2
do mesmo decreto, annexoufregueziada Villa Nova
aquello territorio, e nAo obstante a encorporacao ci-
vil feila em 1812 conlinuou a fazer parte da fregue-
sa do Penedo.
a 6. Que esle aclo do presidente de Sergipe fora
approvado pelo governo da regencia em aviso de 30
de abril de 1832.
a 7." Que finalmente as autoridades ecclesiasticas
respectivas nAo reconheceram esse acto do presiden-
te de Sergipe, pelo que nAo conlinuou o territorio
Parauna a pertencer i freguezia do Penedo e bispado
de Pernambuco, confquanlo na parte dvil perlen-
cesse a Sergipe.
a Reconherendo a commissao que a commoddade
dos pavos lie a principal circumstancia a que se deve
altender as dvisesquer civis quer ecclesiasticas do
territorio, porque cumpre dar-lhes fcil e promplo
recorso s autoridades ; e considerando que a dislan-
da do Parauna ao Penedo, do qual se acha separado
pelo ro S. F'rancisco, divisa legal e natural das duas
provincias, he quasf o dobro daquella que separa da
Villa Nova, a cujo terreno te acha hoje ligado, julga
que deve ser mantida a provincia de Sergipe na pos-
se em qoe est desde 1812 do territorio queslionado ;
assim como julga tambera qne o mesmo territorio
deve ser desannexado da freguezia. do Penedo e bis-
lagrimas nAo brilliar por isso menos aos olhos de
Arlhur, essa prospefidade que comprare lodas as
nuiles com o rubor de minha fronte, nBolhc parecer
menos bella ; e esse luxoque elle devern s humi-
IhacOes de una pobre mulher laucada por elle em
nm Ihealro, o impedir de contar os suspiros que mo
cusa sua felridade. Mara, veio-me ao espirito um'
pensamenlo cruel.Hojimpossivel que todos os homens
lenham essa maneira de sentir. Minha mai tinha
lalvez mais razAo do que eu pensava, quando falla-
va-me da differenca que existe entre aquelles que
nasreram no seio da sociedade, e aquelles que pelo
destino foram collocados fora da lei commum. Co-
mo poderiam elles ter o mesmo respeilo que nos
decencia sorial, que sen nascimento ofrenden'.' Como
poderia deixar de diminuir algum tanlo a nohreza
de seu caracler e a elevarSo de sen pensamenlo, a
pouca consideradlo que ordinariamente se lhes les-
t mi nidia ?
Mas que digo ? De que reflexSo deixei-rae le-
var ? Perdoa-me, Arthor, eu te amo, quero amar-le.
Quando esses mos pensamenlos verem assallar-me,
lembr.ii -me-liei do lempo em que leu amor appa-
receu-me lAo puro, e lio desinleressado, leu carac-
ler tan nobre, tua alma tao digna e lAo altiva. Es
o mesmo sem duvida. Fui eu que mudci, mulher
sem coragem, que nao sei cumprir meu sacrificio
ein silencio, e que importuno com minhas queixas
urna irmaa que devera consolar.
Ah .' tenho ainda urna irmaa '! A condessa de
Glanilevez cousenlir em dar este nome pobre ere-
atura que vai deixar o seu para exp-lo s humilha-
ces de una celebridade thealral ? Nenias noueas
semanas Anna de Saiseval morrer. e s restar n
siguora de Albizy. Sim, fallam-me ainda alguns dias
para subir ao scenario, onde dizem que a gloria me
aguarda, e onde acharei lalvez urna queda. Todas
as horas que nao emprego no Irabalho passam-se em
chorar. Honlem a noile ajoelhe-me dianle do re-
trato de meu pai, a modal ha que nunca deixei desde
a infancia, c diante do herr de minha lilha, r. ped
perdo a essa lemhranca querida e a essa doce espe-
ranza pela uodoaque vou por no nome que recebi
de um e no nome que a oulra ha de ler. Coiladi-
nha pessoas noiles a cobri-la de caricias; pos pa-
rece-me que, quando houver apparecido em scena,
nAo ousarei mais abracar minha lilha.
Sinto deixar esta caria j lAo longa. Meu Dos!
ser lalvez a ultima. Responder-me-has, tu'.' per-
mit ir-mc-has anda que le escreva. muliainnaa.-? a
( Coulinua-rse-ha.)
I
\
\
-i

II I


01 ARIO DE PERN1MBUC0, TERCA FEIRA 5 D SETEMBRO DE 1854.
paito ile Pernambuco para ser encorpurado da
Villa Nova, e arcebispado da Baha, e lie por isso de
parecer :
ii 1. Que *e indclira o requerimento da assem-
bla provincial dasAIagoas, que pede a annexajao
do icrrilorio do Parauua do Brejo Grande a esta pro.
vincia.
ii 2." Que se adopte o seguinle projeclo de de-
crelo :
ii Arl. 1. I'ica o governs aulorisado para solici-
lr bulla de desmemhrajao da le rilorio Panuca do
Brcjo Grande di rreguetia do Penedo e bispado de
Peruambuco, pira ser cncorporado freguezia de
Villa Nova, e.arcebispado da Baha.
Arl. 2. Fieain revoltea as disposijOesem con-
trario.
Paco da cmara dos depulaiios em 21 de julho
de 1854. Brrelo Pedroto. Ribeiro da Luz.
Aprigin Guimartiet.il
Procede-se volado do art. 7", e he approvado
com as emenda oflerecidas pelo Sr. Aguiar Da ses-
sao aocedente.
O nutras artigos gao approvados sera debate eo
projeclo pana para a 3" dscnssc.
Entra em 2* discussao o projeclo que concede de/.
loteras em hendido do hospital Pedro II da pro-
\ inci.i de Pernambuco.
O Sr. Paranagu :Sr. presidente, estou dispos-
lo a votar pelo art. 1" que se acha em discussao. Pe-
di a palavra nicamente para oflerecer como artigo
addilivo um projeclo que em outra occasiSo Uve a
honra de suhmeiter considerarlo da cmara con-
cedendo lotera a benclicio da coiislrucjao da nova
malrii da capital da provincia do Piauhy.
Nao tenho poi Om cntbarajar a adopjao do projec-
lo que se discute ; apenas desejn accelerar a marcha
daquullc que agora aprsenlo como emeuda. Se es-
ta rr por ventura julgda um embarazo pelo hon-
rado autor do projeclo, nao duvitlarei retira-la.
Nao havendomais quem pera n palavra, julga-sc
discutido e approva-se o artigo.
I.e-se e apoia-se o artigo addHvo do Sr. Para-
nagu.
O Sr. I'asconceltoi:Sr. presidente, os meus
honrados collegas pela provincia de Minas Geraes
npresenlarara um projeclo concedeudo qoa Iro lote-
ras ao hospital da santa casa de caridade de Ouro
Troto. Como se trata de objecto semelhanle, tenho
a honra de mandar mesa esse projectu como arligo
addilivo ao que s discute,e se elle for impugnado, o
sustenlarei, porque estou can vencido da juslija da
prelcnco.
Mu Has Vosa:Pero a palavra.
O Sr. il'anderley (rindo-se):Ado-nao he a
reforma, meus seohores, Irata-se de loteras.
I.rem-se e apoiam-se os seguinles artigos nddi-
livos:
ho Sr. Wilkens de Mallos para duas loteras a fa-
vor das obras da matriz de Nossa Senhora da Con-
ccijio do Hio Negro e seminario episcopal.
Dos Srs. Almeida Albuquerque, Costa Machado,
e Correa das Nenes, dando urna lotera para a san-
ia casa da Parahiba.
Do Sr. Raposo da Cmara, para duas loteras para
a matriz da cidade do Natal.
Do Sr. Mendes da Costa, para urna lotera a favor
do hospital deS- Pedro da villa ca Barra, na Baha.
Do Sr. Paula Fonseca, para duas loteras a favor
da matriz da cidade Diamantina.
Do Sr. Miranda para duas loteras a favor das ca-
sas de caridade de Cuab.
Do Sr. I,iv ramelo, para tres loteras a favor do
hospital de Saula Calhahoa, e nma a favor do hos-
pital do Kio de S. Francisco.
Do Sr. bario de Maroim, para urna lotera a favor
do hospital da cidade de l.arangeiras.
O Sr. Ferraz :(lude varaos parar com tantas
emendas? Este anuo passaram j 36 de urna assen-
tada; e agora ji est na mesa igual ou raaior quan-
lidade deltas. Creio que procedendo-se assim n.'io
se faz benelicio nenhum. (Apoiaiot)
Entretanto ado que a cmara deve ter (oda atlen-
jao para com aquellas loteras (|ue sao dadas aos
hospilacs. {Apoiadot.) He para os pobres; con-
verte-se este jogo propriamcnl: em favor da ca-
ridade.
Mas a reapeito de roalrizcs e outras cousas... Se-
nhores, em todos os lempos os parochianos foram
obrigadus a contribuir para as matrizes; isto est
estatuido at pelas concordatas.
l/ma l'oz :Mas hoje nao conlribucm.
O Sr. Ferraz:Entretanto nao me opponho, po-
dem passar qoantas loteras quizerem.
Eu tiuha otTerecido um projeclo com o honrado
depulado o Sr. Mendes da Costa a respeito dos hos-
ptaes da villa da Barra, e deS. Francisco, dt Ca-
chneira. Sao hospihes que priu:ipiam, sao popu-
larnos que vio augmentando cada da, as necessida-
deslambem augmentam. Eu pedira a cmara que
easoquizesse adoptar alguns artigos additivos, adop-
tasse essee.os outros relativos r espitaos.
(Ha um aparte.)
O nobre deputado pelo Malto-Grosso quer que eu
falle a respeito do hospital aquella provincia.
(fiiio,) Sim, genitores, dai (ambem loteras para o
hospital de Mallo-Crosso. [litio.]
Eu pedira aos nobresdepuladosque tcm oflereci-
do emendas sobre matines, que as separassem para
fazerern un projeclo em separad], dando-e agora
somente p ara os hospitaes. (Apoiadot./
O Sr. Aguiar :Sr. presidente, direi mu poucas
palavras a respeito (leste emann: de loteras. Con-
tenlar-mc-hci em fater urna breve observajao c-
mara.
Nos sabemos que o senado ji e4 de posse de re-
jeilar todas as loteras que vio a-tsin) englobadas.
O Sr.' IVanderlty :E as que vem de l para
c?
OSr. -sutur-.Nesei, o qte he fado he que
mandando a cmara am projeclo comprehendendo
coocesso para mais de um eslahelecimcnto, o sena-
do o rejeita, nao procedendo da mesma maneira a
respeito daquelles projectos que nao trazem conces
soes englobadas.
Porlaolo, os honrados membrus que tem maudado
lodos eases artigos additivos nao s fazem um mal ao
projeclo prmitivo.qae coucedi dez loteras ao hos-
pital de Pedro II da cidade do Becife, que precisa
grandemente desse auxilio,mas anda fazem mal s
suas preleojes reunindo todas as loteras em um s
projeclo.
Senhores, nm dia destes um dos meus honrados
collegas disse-me: a deixe p&isar aquella lotera
ii'um s projeclo para evitar esse inconveniente;
e eu respond: Acho muito justo o seu pedido.
Einbora eu pudcssi: nessa occasiSo endossar miiiha
lettrinha, nao o quiz, para nao fazer mal a lotera
que se disenta, i'or tanto, Sr. presidente, desojo
que os honrados membros iquc mandaran) estas
emendas reflictam bem no resultado deltas.
Se livesse em meo poder retirar o projeclo primor-
dial, eu j o leria feilo ha muito lempo ; mas, nao
me sendo isso possivel, apenas taro estas breves re-
Aexies. A cmara decidir se por vcnlura todas es-
ees emendas devem ser approvadas enm o projecto.
O Sr. Vatconotllot:Peco a palavra.
Adiscussao Oca -diada pela hora.
Entra em segn la discussn o projeclo que trata
da reforma jiidicariu. (De lodot ot angulot do ta-
tu te pede a palacra tumultuariamente.)
Sao lidas e apoiadas s seguinles emendas da com-
mi.-ao .
ii Ao arl. I. accresccnte-eeo seguiute periodo :
ii Todava podera haver con >el lio de jurados as
ridarie* populosas, e as villas 30 leguas distantes
da '-atiera da comarca, havend > as ditas cidades e
villas cento e cincuenta jurados pela qualificajio ac-
tual.
v A ereajao oa conservajao do conselho de jura-
dos nos referidos lugares, assim como a do foro civil
naquelle* em que nao houver os ditos conselhos, de-
peudem de derroto do governo.
Ao ji 1* Substitutivo :
O jury julgan os crimes icaflanr,aveis,os publi-
rus de que trata a 2 parle do (odigo criminal al o
cap. 4. do tit. 4. inclusive, e as calumnias com cx-
ceprao das releridas no art. 37. 1. do cdigo do
processo criminal.
n Ao 8. depois da palavra agentesdiga-sc
que serao os delegados e subdelegados.
o Ao11 accresoenlc-seo seguiulc membroFi-
ea abolido o protesto por novo julgamenlo.
Ao ^3 supprimam-se as palavrasas capi-
taes das provincias.
Aii S 17 addilivo :A pronuncia nao suspende
o direitode votar.
a Ao art. 2. $ 5., depois da palavrasubsliluicao
accresceute-sedos juizes de direito.
Ao 6. em lugar deas previncias em que
nao houver relaeaodiga-seas comarcas distan-
tes 50 leguas do assento dasrelaroes.
n Art. 7. Subslilua-se pelo seguinle :
o He aulorisado o governo a dar os rcgulamentos
necessaros para execucao desta lei, nos quaes pod-
r iinpor a pena de mulla at 200, e de prisao ale
3 mezes, e a regular o numero, natureza e prov-
mento dos oflicios de ju-lira.B. A. de M. Taquet.
1..-A. Barbota.Jos Antonio de Magalhiet
Catiro, a
O Prndente :Nao fo possivel distinguir quem
pedio a palavra, por isso rogo aos senhores que a
pediram...
Muitas l'ozet:Peco a palavra, pero a pala-
vra!
O Sr. ll'anderley :Comer outra vez a lempes-
lade.
O Pretidenle :Desta maneira nao he possivel
fazer a lista.
Muitas l'ozet :Eu ped a palavra.
Outras l'ozes :Eu a ped em primeiro logar.
O Presidente :Allencao, meus senhores ; todos
lian de ser contemplados na lista.
Procede-se a factura da lista e classifiraro dos
oradores, feto o que. o presideute d a palavra ao
Sr. Mendes da Cosa.
O Sr. Mendes faz varias ohjecroes sobre o arligo
1. e scusparagraphos, e concluc requerendo o adia-
mcnlo da iliseiissao por 21 horas, visto ser preciso
lempo para estiidar-se o projecto de combinarlo com
as emendas da commissao.
Este rcquerimenlo he sem dbale approvado.
Turnando-so primeira parle da ordemdo da,
linente, porm soffreu varias queimadurasquelhe li-
raram a pelle as nulos.bracos, e chamuscaran) os ca-
bellos da cabera. Poslo que nao liajam facultativos
dever em breve o seu restabclecimento aos cuidados
do Sr. Mauricio Francisco de Lima, quej he segun-
da vez que salva esse mesmo individuo de igual de-
sastre.
Fallando da falta de facultativos, esqueci-me do
Ferrer que he, como elle o diz, facultalieo da medi-
cina.
O delegado supplenle evitou as pinturas qne se
costumavam fazer aqu em todas as portas nos das
23 e2i desle'mez, em honra e louvor a S. Ilarllin-
lomeu, e isso cuslou o que parece muita agua pela
barba.
Vai ter romero a obra dos reparos da radeia des-
la villa sob a inspeccao dos Drs. juiz de dreito.inu-
nicipal e promotor publico, e conforme o plano
adoptado lera de ficar urna bella hospedara, que
desta vez deshancar a fama do hotel Joao. Creio
que, apezardos commodos d'aquella, este seria pre-
ferido nao obstante a sua estreiteza. O Bvd. D.
abbade de S. Bcnlo nao quiz vender as maderas
para aquella obra, de sorle que forneceu-as gra-
tuitamente.
As fciras tem sido abundantes, porm os precos
mui irregulares. Saude e diuheiro.
/. A. do Egypto.
KEPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 4 de selembro.
Illin. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hnje recebidas ncsla rcparlirao, consta terem
sido presos : ontcm do subdelegado da freguezia
deS. F'r. Pedro (oncalves o marojo portuguez Jos
Antonio, e o prelo Benedicto por uso de armas de-
feus, e Antonio Joaquim Izidro para corrcccao ; a
do subdelegadnda freguezia de Santo Antonio o par-
do Marcolino Trajano Bodrignes, para corree-cao, c
o prcto Benedicto, esoravodo l)r. Sarment a reque-
rimento desle ; a do subdelegado da fresuezia de S.
Jos o cabra Justinianu Mendes, por criine de furto,
c o prelo .Manuel, esclavo,por ter dado urna pedra-
da i-mi um menor, eo pardo Jos Bernardo da Sil-
va por ebrio ; do subdelegado da freguezia da Boa
Vista as pardas Mara Joaquina do Espirito Santo, e
Antonia Mara da Cnnceirao, a primeira para cor-
I reccao, c asegunda por ferimentos, e Joaquim Pe-
coulinua a dscus-o dos artigos additivos conceden- reir de Mendonca por desordem, resistindo forte-
do loteras.
Falla o Sr.' Vasconcellos; depois do que julgando-
so discutida a materia, sao approvados todos os ar-
tigos additivos e passao projeclo para a terceira dis-
cussao.
Primeira discussao do projeclo aprovaudo a pensao
concedida a I.uiz Gomes da Cunha.
A requerimenlo do Sr, Paula Candido tcm urna s
discussao.
Sem debate lie approvado em escrutinio secreto,
por 51 votos a favor, e 3 contra.Vai commsso
de redaccao.
Primeira discussao do projeclo approvando a apo-
senladoria concedida ao hachare! I.uiz Paulino da
Costa Lobo.
A requerimenlo do Sr. F. Oclaviano tem urna s
ili-russao.
Procede-se a volarao por escrutinio secreto, e he
approvado o projeclo por 56 votos a favor, e 1 con-
tra.Vai commissao de redaccao.
Primeira discussao do projeclo approvando a apo-
sentara concedida ao desembargador Pedro Rodri-
gues Fernandos Cliavcs.
A requerimenlo do Sr. Aguiar lem urna s dis-
cussao.
Approva-se sem debate o projecto em escrutiuio
sicreto por 15 votos a favor e 12 contra. Vai
commissao de redacrao.
Approva-se sem debate o projecto n. 38 desle ati-
no, ronredendo h loteras ao hospital de caridade da
capital do Cear.
Nao havendo quem pera a palavra, e nao se pu-
dendo volar por nao tarar casa, ftca a discnaslo do
art. 1. encerrada.
Procede-se chamada.
O Presidente marca a orden do da, c levanta a
sessio.
mente a prisao, a ponto de rasgar a farda do cabo da
patrullo : e do subdelegado da freguezia dos Afo-
liados o pardo Vicente Ferreira da Costa por desor-
dem.
Communicott-me o delegado do lermo do I.imoei-
ro por ofllro de 26 de asoslo lindo, que nos arra-
baldes da freguezia de Taquarilinga, Tora assassina-
do dentro da malla um individuo de nome I.uiz Ca-
vilo, por Antonio Raposo, dando lugar a esse alien-
lado um jogo havido entre el les, sendo que depois
de perpetrado o delicio, o assassino se poz em fusa,
contra o quaise eslava procedendo nos termos da lei;
e se havia dado as precisas providencias para ser
capturado.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 4 do solcmbrode 1854.Illm.eExm.
Sr. ronselhern Jos liento da Cunha e Fizneiredo,
presidente da provincia. i.uiz Carlot de Paita
Teixeira. chele de polica da provincia.
TIIESOl'RARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Domonslracao do saldo existente na caixa do exerci-
cio de 1854 a 1855 em 31 agosto de 1854.
Saldo em 31 de julho
prximo passado 5:288912
Receita no corrculc mez 85:8049515
-------------- 91:093427
Dcspczaidcm.........58:616073
Saldo.
Em robre.
nulas.
454
32:476*000
32:47CSi55
32:4765? 154
O thesonreiro,
Thomaz Jos da Silta Gutmo Jnior.
O oscrivo da receita c dospeza,
Antonio Cardozo de (Jueiroz Fonseca.
Demouslraciln do saldo existente na caixa do exerci-
ciode 1853 a 18.54 em 31 de agosto do-1854.
Saldo em 31 de julho pr-
ximo passado......184:880?328 '
lleco i la do cor ie ule mez. 8:756795
--------------193:6379123
Dcspeza idem.........98:5629668
do batalhao, que a conduiio direita do mesmo ba-
lalhAo, onde se achava o alferes porla-bandeira no
centro dos oflleiaes inferiores, e este levou-a ao res-
pectivo lugar ao som da mnsica do batalhao, que se
achava de armasapreseotadis em continencia mes-
ma bandeira.
En(3o o batalhao formou em quadrado ; nelle fo-
ram inlrodazidos os Exms. Srs. presidente e rom-
mandante das armas, acnmpanhados do reverendis-
simo vigaro e das demais autoridades, e o comman-
dante do batalhao leo a allocu;5o srguinle :
a Briosos guardas nacionaes A bandeira de nma
narao he o syrabolo do seu prestigio, da sua forja e
da sua glora: o veo da grandeza com que ella se co-
bre nos sens das detriumpho ;e a ceremonia que
acaba de ler lugar nesle momento solemne,veio sasrar
pela bocea do sacerdote as obrigaces magnnimas
que nos prescreve esta insignia gloriosa.
a A guarda nacional lie urna inslilucao dos secu-
losdcliberdade ; o em todas as pocas criticas da
nossa historia, ella sempre lem sido um penbor de
ordem c de seguranca nacional, sempre lem comba-
lido em favor do excelso Ihrono do nosso augusto
monarcha, do direito e da juslira,
o A experiencia que tenho do voseo digno eom-
porlamenlo. enche-me de um orgulho sanio, e asse-
gura-me que, no dia do perigo supremo, haveis de
assollar com os vossos esforcos,e al com o vosso pro-
priosangue, se a palria exigir, o juramento que
acabis de prestar. Espero que entregareis, sem
mancha, serarao futura, o estandarte da liberdade
e da independencia que uos legaram os nossos aa-
tepassados. /
Briosos guardas narionacs! Quando nm dia
fossemos tentados I Violar as prescripjes da oons-
clencia, loriamos cenle de nos a recordacan da pre-
senta do mui diguo administrador desta provincia,
a cujas esforjos a guarda nacional deve a sua actual
organisajao : da presem.a do digno oflicial que com-
manda a guaruirao desta porrao do imperio ; do sa-
cerdote que era nome da religio abenjoou este
emblema da nossa liberdade e independencia : e
a recordarlo deslas tres lesteinunhas da solemnidade
que acaba de celebrar-se, nos obrigar em lodas as
circunstancias da vida a cumprir os sagrados deve-
res do soldado da liberdade.
e Viva S. M. o Imperador do Brasil.
Viva a conslUurao politira do imperio.
' Viva o Exm. presideulc da provincia.
a Viva o brioso segundo batalhao da guarda na-
cional do Recife.
Becfe27 de agoslo de 1854.Rodolfo Joao Ba-
rata de Almeida, lente coronel.
Concluida a letura da allocuro, o commandante
dea os vivas do costume, que foram enlhusiaslica-
mentecorrespondidos, lindando-so todo o acto rom
Iresdescargas ds mosquetera. Depois o batalhao
regressou ra da cadeia de S. Anlonio, onde mo-
ra o seu commandante, ontregou a bandeira, segoio
ao ponto da sua parada, onde dehandou-se. Releva
observar que todos os guardas nacionaes comporta-
ram-se (3o dignamente dorante nove horas que
esliveram no campo, que n3o hnuve um s soldado
qnesequcixasse, nem que abandonasse s hleras.
O acto foi presenciado por om grande concurso de
povo.
los gyra a la ao redor do sol, cabio enlao em
proslracao e -om sentidos, e depois de algum lempo
com i- iilliu- fechados balbuca essaspalavras(afo a
viagem tremenda, eu rou, cu parto, examinam-no
eslava sem pulso, eslava morlo.
Eis, meu amigo, o Iraruumpto da verdade, que a
ircom todo'o seo desenvolvimenlo e acompanhado
de todas as circunstancias, precisara do ospaco de
muitas folhas de papel.
A pozar de todos os jornaes da corle se terem oc-
citpado da morle de Joao Vicente, elogiando a sua
vida de esfrcos sinceros, saiba agora de outras par-
ticularidades.
Joao \ cente Marlins, que umita gente julgavase-
nhor de boa fortuna, e por esle lado o alacavam,
morreu pobrssimo: a sua familia est em estado de
mizera. Agora pelos assentos que se arharam em
saus livros, c pelo reconhecimenlo dos innmeros
beneficiados he que se sabe das virtudes desse bo-
rn -ni.
Suppra com esmolas muitas viuvas, tiuha or-
phaos se educando a cusa delle, em urna palavra
he um desses homens que tiuha o Evangelho e a lei
de Dos as obras, e nao na bocea: era cauteloso
em esconder os beneficios que fazia.
O no'so X X, que he bem diflicil em reconheeer
virtudes alheias, leudo ouvido e sabido de algumas
cousas, lera dilo, que com eDeito nnnea pensara
ochar hoje tanta philanlropia e caridade em um
heneas.
Com a vista serci mais minucioso.
Aileos.Seu amigo obrigado
F. de P. Baplista.
IMOIW
Depois appareceo no dia 11 desle mez, a redacrao
com um escriplo bera elaborado, ruja episraplic'he
^os casraenlosdamodanoqual reprova-se o nosso
direito, relativamente ao consenso paterno para nnp-
ctas, e, i:itando-;i' para corroborar essa reprOvaoao,
alsumas disposiciSes do direito romano e fraocez, ti-
raram-se deduejoes, qoe me pareceni mais latas do
que deviam ser, deiando-se ver que hoove algum
engao nessa applic>sao tao genrica, (c) Nao tanto
por isto, mas porque, citando-se Pothier, como mov-
i orthodoxo, se quizesse fazer crer entre nos que he
rouilo catnoiica asua np'misode qoe o concilio de
Trcrtlo nio decidi, enem podia decidir qoe noca-
so de urna le civil, que exigbse nos casamenlos dos
filhos familias o oomenlimento de seos pais, sob pe-
nade nullidade,se esses rasamentos deixatiam de ser
valioaoa,resolvi-me depois de alguma reluctancia
comigo mesmo, a fazer algumas considerares so-
bre esse arligo, com o intuito somcnle dc'ver dis-
cutidas, peranlc a luz do secuto, quesles que ape-
zar de vencidas, v3o todava se reproduzindo.'; di
Eu disse qoe a consequencia, que se tirou das
disposicoes das leis romanas e franeczas, comprchen-
dcumaisdoqueoqueseconlem nessas dispnsiroes. Es-
sas leis citadas prohibem, he verdade, os casamenlos
dos menores sem o coiisentimcntn de seus pais com
pena de nullidade; mas se poder dizer, em boa her-
menutica, que essas disposijes civis, que nao sen-
do abracadas, foram ao contrario repellidas
I) aqu j so v que ho um poucu singolar, e me-
nos orlhodoxa aopiniao doSr. Polhier, quo foi abra-
jada, como decidindo peremploriamcnte a questao,
ae que o concilio uo decidi, e oein podia decidir
se era ou nao valido o matrimonio, quando urna lei
emiojulgasH! nullopor falla de consenliroeuto pa-
terno. Se a illustre redaejao, assim como leu a 2.-
parle do cap. I. da (essao u ^ reform nihihmi,
11'" L1f**f ,'uer.iJo ler P''meira parte desse,
mesmo p. tena viu, qoe o concilio decidi mui
expressaniente", Terindo com anathema aqnelles que
aftlrroam ser trnlos os malrimnni.>. j. iihn. rm;_
V
greja em sua ullima leuniao, anullam lamben) o ma-
trimonio, como sacramento'.' Absolutamente nao; a
menos que se nao pretenda sustentar que a lei civil
lambem regula amatoria sacramental. [*; No lem-
po em que o direilo romano vigorou, quando os im
pedimentos civis dirimentes nao eram observados,
rmam ser trnios os matrimonios dos filhos fami-
lias conlrahtdos sem o consenso dos pais, e que esle
os podem anullar -Snela synodus anathemale
damnat... qui falto affirmanl matrimonia fiiiis
familiai sinc contentu parentum contracta irrita
esse, el prenla earatavel irrita, facer poste
e cutan nao leria dado tanTaiiho peto a essas expres-
ses de Polhier, quo de cerlo nao se compadecen)
muito com os verdadeiros scntimenlos de um ca-
tholico. O concilio, pos, defini mui exprenamen-
te, e nem podia deixar de definir, nio querer,
com grave prejuizo do governo da greja, que a
forja desse sacramento fosse inleiramente uscrtlaute
e dependente da varabilidade das leis de cada esta-
do calholico, sugeilando assim acjSO dos principes
um ponto dogmtico. (A) E desle modo como are-
lo sen- dilar-se cun tanta facilidade que o concilio nao de-
pela i- j culto e nem podia decidir, podendo nuilo bem ic-
1
ceilarcm esta upinio os que conhecent pouco estas y
materias 1 Lma tal opiniao s se poder suslenlar se
lor possivel provar-se que a arra nao pode, por
direito proprio, ettabelecer impedimenlos do matri-
monio; oque nao creio ser possivel, apezar dw-va-
ndades do secuto, (i) porque seria preciso nem s
nao exislia nem contrato e nem sacramento, porque neear-se a igreja o poder de anasceiil'ar, oo aoal esta
nene ponto a disciplina da igreja enlao l.av.a abra- necessariame.tle incluido aquella^ dire'lo, como des-
ntn,3fdf cT-""' C,m0 fi"'M0 wm a o- iruir-se os fados, pelos quaes a igreja tcm oalabclc-
pimao de S. Baziho, e do papa Evaristo, pois qoe a cido taes impedimentos, desde
Cobre .
Notas.
Saldo.
629455
95:0121000
95:0749455
dos.
o Ao 3. depois da palavriconlravenooesdi-
ga-se as postoras das cmaros municlpaes.
Ao S 5. em logar das palavras ioallanjaveis
db politcosdigi-iede que tralam os primeiro
i; segundo.
i Ao S 6. accrcscente-see outras leis especiaes.
Sapprima-se a palavraespeciaesdo mesmo pa-
ragrapho.
Ao S., aondi! dizinaftanjaveisdi-eali-
ancaveis.
C0H4RCA DO PAO D'ALIIO.
26 de acoeto.
Tenho guardado nao pequeo segredo para lanta
coiisa que por c tcm havido, de sorle que j tenho
sol'ndo acres sensuras por (3o lono silencio resulta-
do ileminha incuravel cachexia que desla vez nada
me deixou fazer. Mas um lini acho-lhes razo, e vou
salisfaze-los sem replica, porque um corresponden le
nao lem licenja para adoecer e sempre se presume
que nesle caso nao fallar substituto.
Primeiro que ludo vamos a um fado.que deu lu-
gar a sabida do Monte Geros 13o interessante a to-
dos os respeilos, e he o seguiole :
Tendo chegado dessa capital na manh3a de 5 do
crreme o Monte Cazeros trazendo um nilicio do
Exm. presidente da provincia ordenando a re essa
do preso Joaquim Jos Pacheco, de quem na ullima
Iralei, o inspector da quarleiro Joaquim Jos Fer-
reira despeiladn por ver preso um seu cabo de es-
quadra e ajudanlc deliberou vngar-se de lamaoho
ultraje, e pata isso reuni varios capangas armados
de ccete aliin de bater a retaguarda do hroe tanto
quanto baslasse para o fazer cahir as unhas do fa-
cultativo Ferrer por alguns das. Porem.por fortuna
do hroe, fo o plano descoberto (porque era ajustado
de publico, e por maior fortuna anda o inspector ao
escureccr entrn em casa do juiz de direilo estando
t o juiz municipal e promotor publico. Consta
feralmente que ao entrar, o celebre inspector fizera
protestos de vinganra esejaclara.de ficar impune;
porm logo que lite iulimaram de mudar-se para a
cadeia al assignar um termo de seguranja, logo se
retratara do que disse e lizera protestos de emenda,
que poz em pralica apenas sShio para a roa. Nao
obstante o Monte Cazeros nao quiz esperar nova
lenlaliva, c no dia seguinle mudan se da comarca.
Continuain em grande adantamento os trabalhos
do ultimo lauco da estrada publica desli villa, de
surte que espera- se sua concl oslo em menos lempo
do que est marcada, e leremos de ver percorrer es-
las ras carros, omitios e outros vehculos a n3o ser
a eslranha morosdade com que se lem havido um
dos arrematantes da estrada que se conserva no
statu quo ha mais de dousannos. He um goslo ver
como convergem lanas pessoas para larde passea-
rem ao longo da estrada enlretendo variadissima
conversa. Nem ha hoje mais apprasivel diverti-
mento,de sorle'que isto por c lem mais peso e valor
do que um passeio a esses incommodos restaurauls c
cafes, verdadeiros arremedo* da civlisajao eu-
ropea.
Lm escriplor moderno diz que, se o levarem de
olhos vendados a algum caf, em paiz para elle des-
on n hend i, logo que odesvendassem dira em menos
de 10 minutos o paiz onde eslava, etc. Eo, porem,
entendo que esse escriplor se viesse a Pao d'Alho de
olhos aberlos nao formara um conceilo vanlajoso,
se por \ enluta se recolhessc hospedara que de ora
cnnliante chamar-se-ha hotel Jo3o ; entretanto que
a estrada depois de 4 horas da larde olTerecc quaulo
ha de bom.
Esperamos melhor e mais diplomtico passeio
quando livermosaqui a uossa ponle sobre o Capiba-
rihe.e veremos como abundaran nos caes lanos apre-
ciadores da paizagem buclica que se dilata s fres-
cas inargeus do rio.
llei de oceupar-mc mais vezes deste importante
objecto,(antas quantas precise fazer-me atlcndido, c
por agora he forja levantar ferro c ir a vente.
A nossa illustrissima d'aqu (em estado anojada
ha mais de tres niczes,c afinal liouvc urna sessao mo-
mentnea em que se decidram nao sci que eousas,
mas afinal vai ludo de novo para o mofo sem que
se saiba a causa disso. o que s o Campcllo poder
melhor resolver. Nao sei porque raolive-essa illus-
irssima con-enle Wo mal calcadas estas ras, dig-
nas de melhor Iralainenlo, e. mais que tudo cheias
de mallo tao expesso que pode annhar um milhao
de replis, e ate dizem que se apanham nelles bichos
de caja. Ora, em \cnlade, illustrissima. vsconsen-
tindo isso assim, abandonis a vos mei>ma s censu-
ras que vos fazem tantas pessoas estranhas que aqui
cliegam. Merco de Dos, illustrissima, a falta de
assciu das vossas ras, o a falla de, movis dos vos-
sos pajos nao condizem cora a moderna elegancia da
fachada de vosso edificio ; he pois tempo de fazer-
des valer o vosso municipio na ordem das cousas.
No dia 24 pelas 5 horas da larde, (rahalhando um
fosoeteiro de nome Jos C-onralves, morador na rua
do Rosario, ero urna porjao de massa do espoleta c
ootros combnsliveis deseu offieio, cisque um leve
desruido occasionou 13o vilenla explosao que im-
mediatamenle ardern) e eslouraram varias bombas
que eslavam ao p de si. Felizmente o soccorro foi
prompln, alias o pobre hoinem leria morrido incon-
95:0743455
O tlicsoureiro,
Thomaz Jos da Sfea Gusmao' Jnior.
O csrrvao da receila c despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonteca.
Dcmonstrajao do saldo existente na caixa especial
dn caljamentn das ras desla cidade em 31 de
agoslo de 1854.
Saldo em 31 de julho
prximo passado. 18:3949820
Receita no corrente mez. 4049183
-------------- 18:7999303
Despeza idem .... 7949326
Saldo.........18:0013977
Em cobre...... 109977
i) olas......17:8953000
-------------- 18:0013977
(T thesnureiro,
Thomaz Jos da-Silca Gtttmao Jnior.
O cscrao da receita e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstraj3o do saldo existente na caixa especial
da rniisiniri-au da ponte do Recife em 31 de agos-
to de 1854. '
Saldo em 31 de julho
prximo passado. 9:0069011
Receila no cnente mez. 279372
Despeza dem. .
Saldo.
Em cobre. .
D nulas.
9:0338383
6:5008000
1033383
2:4303000
2:5333383
2:5338383
O thesonreiro,
Thomaz Jos da Silta Gnsmao' Jnior.
t) csrrvao da receila c despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstraran do saldo existente na caixa de dep-
sitos em 31 de agoslo de 1851.
Saldo em 31 de julho
prximo passado. 397:8989561
Receila uo corrente mez. 3:1153516
---------------- 401:3113107
. 3:5733880
lii'spc/.i idem
Saldo.
Em olas.
a letras. .
15*000
397:7253227
397:7105227
181:8809328
t) Ihesourciro,
Thomaz Jos da Silva Gusmao Jnior.
O cscri\3o da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Produzcm-je as vezes cortos Tactos que, posl
que parejam primeira vista de nina durarn ephe-
meta, nao devem ficar em esquecimento, porque se-
mentante non-sao prejiidicaria a verdade c a cor-
rele da historia, e privara o futuro do conheci-
menlo do passado. No dia em que um povo Inau-
gura unta instituirn da sua vida poltica, levanta
um marco que assignala aos vindouros os vestigios
da sua passagem. Estes successos he qne consti-
ttiem a partemais importante dodonitiio da historia,
o a respectiva narrajao he um dever assiguado ao
escriplor publico pelas geracOes fuluras.
Depois da ullima transformaj3o qit6 receben a
guarda nacional em todo o imperio, esta provincia
foi nina das ultimas em que ella foi organisada ; e o
segundo batalhao desta cidade, em virtude dos es-
lorjosdo respectivocommandaiileo Sr. RodolfoJoao
Barata de Almeida, c dos seus dignos ofliciaes, foi o
primeiro que seaprcsenlou rcgularmenlc promplo ;
de sorle quo o Sr. lente coronel Barala e lodo o
seu balalhao s3o credores dos mais sinceros e cor-
diaes elogios.
Eutretanlo anda faltava urna ceremonia para que
o segundo batalhao so apresculassc rompidamente
prompto, tVnava quo a religio pronunciasse o seu
ultimo verbo ; e no dia 27 leve lugar a bcujao da res-
pectiva bandeira.
Nesse dia, pela volla das 6 horas da manha, mar-
chou o batalhao para o campo de palacio do gover-
no, no numero de 373 prajas; demorou-se no cam-
po, fazendo exercicio al 9 horas, depois dirigio-se
para a igreja de S. Jos, em cujo pateo se collocou
em linha a direita da mesma igreja, espora duche-
gada dos Exms. presidente da provincia, do com-
mandaute dts armas c do commandante superior.
As 10 e mcia entrn o batalhao a igreja, ende se
acha va m todas as autoridades e ovignrio da fregue-
zia, o qual,depois das ceremonias do eslvlo, benzeu
a bandeira, sendo teslemunha* do acto os Exms.
Srs. presidenlejda provincia e o commandante das
armas. *_
Finda esU solemnidade, o balalhao vollou a
oceupar a sua primitiva posijn, afim de rece-
ber a bandeira que foicouduzida at a porta da igre-
ja pelo Extn. Sr. prndenle, acompanhado das ou-
tras autoridades, p aji entregou-a ao commandante
Urna caria escripia da corle pelo meu amigo o
Eira. Sr. Ib. Francisco de Paula Baplista, veio es-
clarecer a asserrao vaga emittida pelo Ilustrado cor-
respondente desle Diario acerca da mortc do sem-
pre lembrado homocopalha Joao Vicente Marlins.
Disse o digno correspondente que J. V. Martin
morrera reconciliado com a sua maior inimiga
a allopathia.
Ao ler esta noticia, muita gente se admirou
que o lioinem que mais inexoravelmenle havia rom-
balido a vellta medicina, viesse ao depois a soccor-
rer-se dcl'a para ver se conseguira a salvajao da
vida; mas eu, que muito tenho cstudado o espirito
do homem doenle, nada achei de que admirar-me;
porque quanto mais grave he a molestia, quanto
mais ella ameaja destruir o organismo, Unto mais
o espirito procura meios para alcanjar o reslabelec-
mento da saude.
Os espritus fortes nao sao iseutos dessa regra;
clles participan! do enfraquecmento do corpo, e
nao podem actuar couveuientemenle.
Semelhanle ao naufrago, que lulando contra a
furia das ondas procura a salvajao na mais frgil
laboinha, ou em pesado madeiro que bem depressa
o arremessa ao fundo do abvsmo, o homem doenle
quando sent approximar-se o lermo de sua existen-.
cia, ou quando juica que a sciencia j lem esgotado
todos os meios de o salvar, enlrega-se (raras sao as
excepjoes) pesada ignorancia de alguma mulher
curiosa, ou de algum desalmado, que nelle queira
fazer experiencia; submettendo-o a quanto tormen-
to pode conceber o pensamento.
E, pois, quo muito era que J. V. Marlins,embora
dolado de espirito enrgico e perseverante, livesse a
fraglidade, nos uilimos instantes de sua vida, de
submetter-se aos dorissimos tratos da allopathia?
A causa porm foi outra, como se ver na carta
seguiute.Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Rio 13 de agosto de 1851.
Meu amigo.Prometli-lhe contar circumslancia-
damenle a enfermidade o morle de Joao Vicente
Marlins, e passo a cumprir o promeltido.
Desde menino, que o Joao Vicente sofiria da es-
pinlia dorsal por efleito de uina queda.
Uuando se enlregava a grandes trabalhos de estu-
do, apparecia-lhe o soffrmeulo, que logo ceda com
medicamento que elle tomava.
Tendo passado urna noile inteira a ler c escrever,
quando ia descanjar pela nianhaa, foi forjado a sa-
bir para fura da cidade ver um doenle grave. Sal-
vou o doenle; e quando vollou a tarde, depois de
muilos esforjos e fadigas, apanhou unta grande chu-
va e chegou a casa lodo molhado. Enlao senlio um
grande ataque nos seus anligos padecimeulos; vol-
tno-se para um amigo homoeopalha que morava com
elle, e disse-lhe: estou mal, desla nao escapo;
nao ha nada a fazer, d-me rnica, n Isto poslo,
envolveu-se todo era lenjes moldados de rnica e
deilou-se.
O amigo ficou assombrado e vigilante, e mais lar-
de soube do mesmo doenle que o ataque que eslava
sofriendo era de unta paral)sia, que o doenle quali-
lioou de incuravel.
Pela manhaa senlio-se melhor, o amigo deu-lhe
parabens e elle nao os quiz aceitar, dizendo que nao
obstante as mclhoras, como o proprio que senta o
mal, o achava profundo e rrcsislvel.
Outros honiceopalhas, logo que souberam, foram
ve-lo, exhorlarau-uo para que tomasse outros reme-
dios homiropalhicos, c depois de tonga resistencia
lomou um medicamento e disse: para o qne soflro
nao ha medicina.
Aggravou-se a enfermidade, a paralysia progredio
espontneamente, e o doente ronfessott-se morlo,
pedindo aos amigos que nao o alormentassem com
signaes de tristeza.
Enlao, saliendo alguns allopathas que o Joo Vi-
cente esmorecer em seus remedios homii'opalhicos,
mostraram-se viclnriosos, e um delles foi s ir indas
da caridade persuadndo-as de que o Jo3o Vicente
quera suicidar-se; porque com os remedios allopa-
thcos elle licaria bom.
Ora V. sabe perfeitamenle que essas irmaas da
caridade no nosso paiz foram obra do Joao Vicente
Marlins, e que este beba ares por essas mulhercs.
Foi pois una commissao de 2dcssasmnlheresauJoao
Vikente, edepois de derramaren) algumas lagrimas
de dor ao pe do doenle, dissoram-lbe que iam all
em commissao pedir-lhe que elle se curasse, e len-
tasse aquellos mesmos meios que sempre combalera,
vislo que ja nao linha remedios no seu svslema, e
que nao recuasse aos sofirimentos da cura, pois que
no mundo vivamos para soflrer.
A essas instancias o doenle apcrlou as m3os das
duas iniilliercs e lites disse : minhas filhas, qual
Erguemos nossa dbil voz em prol do disfnclo Sr.
coronel Domingos Alfonso Nery Ferreira, quando
foi S. S. suspenso do exercicio do emprego de the-
soureiro geral da (hesouraria de fazenda desla pro-
vincia ; e, pois, nao he para admirar que hoje nos
vciihnmos rongralular com elle, c com lodo o Per-
nambuco. o qual sabe aprecia-lo como um de seus
mais dignos filhos) pelo fado de haver S. S. reassu-
mido aauclle exercicio, que, para nos exprimirmos
assim, foi a primeira pedra de loque da iutensidade
de seus scnlimentos probidosos, da inalleravel af-
fabilidade de suas maneiras, da ponlualidade
com a qual procura cumprir os deveres que con-
tralle, por mais arduos que sejam.
Ao correr a noticia da suspensao do tarrada Sr.
Nery Ferreira, nao houve Pernambucano sensalo,
qu sem imaginar se quer que semelhanle aclo con-
tnbuisse para por-llie em duvida o credilo, deixasse
de lamentar o aconlecimentn que dera lugar que,
em premio de invcjavel dedicarlo ao servijo publi-
co, e reiteradas provas de incoulestavel honeslidade,
eoubesse a S. S. um golpe alias reservado aos qoe
assim nao proccilcra : he, portanlo, para esperar
que Pernambuco nao seja iodifferenle a nova de
haver S. S. rea-sumido o seu emprego, sem que na-
da livesse- figurado seu preslicioso nome no proces-
so que o Sr. Dr. chefede polica instaurara para co-
uhecer dos autores e cmplices da sublracjao dos
20:5003 rs. que, oo Ihesouro publico nacional, se
acharam de menos na remessa de diuheiro que pelo
vapor, de que era commandante o Sr. Anlonio Car-
los Figueira, para all fizera a thesonraria desla pro-
vincia.
Verdade he que, consolidada como eslava por urna
serie de actos nao equvocos, a repulajao do Sr. Ne-
ry Ferreira nada dependa do resultado de seme-
lhanle processo antes que esle hnvesse comejado, e
livesse sido concluido, via-o loda gente, qual oulro
robusto cedro que resiste aos embales dos mais furi-
osos furajoes, superior a quaesquer urdiduras a que
por ventura se recorresse para pr-lhe em duvida o
renorae. Mas nao deixa de ser aprazivel a quanlos,
prezando a honra e probidade, saliera render-lhes o
devdo culto, que, pelos meios ordinarios mesmo, e
sem tere a tropel lado n'um s ponto a marcha co-
mesinha do processo, logrou o nosso benemrito
comprovinciano que a autoridade publica, escapan-
do inicuamente pecha da parcialidade, possa asse-
verar, em qualquer poca, que elle he por demais
digno de sua alia confianja ; vislo como, tendo a
perversidade buscado urna vez enreda-lo em suas
tramas, desf-las S. S. urna a urna,sem que hovesse
precisan de recorrer a qualquer dessas tcticas sedi-
jas, mediante ss quaes a hypocrisia se tem, em mais
de urna occasiSo, confundido com a honeslidade.
E eremos profundamente,que foi para collocar-se
em 13o avanl.ijada siluacao, que o nobre e Ilustrado
ministro d,i fazenda nao levaulou a suspensao do Sr.
Nerj Ferreira, I020 que, pela correspondencia ofli-
cial, leve cabaes iuformajes acerca de cada orno
das circunstancias que precedern ao fado que a
motivara, cao depois se Ihe seguiram ; porquanto
nem he para imaginarque.coma pendraran em que
inconleslavelmcnle abunda, nao hovesse S. Ex. re-
conhecido a innocencia do Sr. Nery Ferreira, desde
que taes informajes Ihe obegaram s roaos.
Podessem lodos os Pcriiamlinmnoa ejjleuUr-se
sempre 1.1o puros, como acaba de mostrar-se 0. Sr.
coronel Domingos Alfonso Nery Ferreira, e nLte-
riamos dcsgmradameolc cusejo de lamentar 4^1-
Kuns delles, senliudu profundamente que houve'.Tai
nascido em tao abenjoado lornto. por demais mere-
cedor do habitantes que, uem mesmo momentnea-
mente, o dcsliuurem.
opiniao solada de um ou oulro padre, nao podend
constituir a tradirjao.-pode mullo bem ser errnea,
e baja vista Tertuliano, Originis, e al S. Asoslinho
c S.Cypriano, que lodos erraran), esim can 22 do
concillo Aurelianense 4." no anno 541, e o 3.* de
Toledo cap. 32 quesiao 2.\ c mais caones, que se
poderia citar com facilidade os quae* spprovaram ex-
pressamenle essas disposires civis. (fl
Dado porem, o caso de que a disposjo do poder
cnmpcienlc se ache em oppnsirao com a lei civil,
aria tari forja capaz de anullar o sacramento ad-
minislradu com as formalidades exigidas? nesle raso
est a lei franceze, e contra qualquer que tiver cs-
labelecido impedimentos que nao foram acceitos pe-
la igreja ;e he sabido que a pelijao feila em nome
do rei de Franca Carlos 9. aos P. P. do Troulo,
para se eslabelecer, como impedimento dirimente, a
fallj do consenlimcnlo paterno foi indeferida, c nao
obstante oarl. 148 do codigacivil dessa najao firmn
que le fils qui ra pax atteinl tage de cingt-dnq
ans accomplit, la pile qui ra pus atteint i age de
cingt-un at acromplts, nepeurent rontracter ma-
riage tgns le consentiment de leurs peres el meres.
h nf fisIihIa V* A ni* A-l j__l^ .k__.____1?________* B_
fcnlrelanto nem so porque, na Franja julgou-se, no igualmenle livres, tendo perfelo dUcernimenlo pa-
fazimenlo da conslituijao de 1i9l como principio ra obrigarera-sc. (k) O poder
em concurso tftelegem malrimonium non sperta-
re niti qualenus est contractus cicilit,como lam-
bem porque o cilado arl. nao fallando e nem poden-
do faUar do sacramento, s dspe respeito do
contrato, he.hnje parecer commum que essa dispo-
sicao nao all'erl i senao ans etl'eitos civis do contrato
como dote, doarrao cnlre os casados, heranja, etc.
sendo por isso que o Sr. Toulhier, no tom. 1. n.
488, dizfe code cicil considere teulement le mari-
age, comme un contrae!, (g)
ja-se pelo menos Decoti, Intt. Can, g 141, ola 1.
da 5" ed.) Por aqu podera avahar os leilbres so he
cousa muito regular para os calholicos confiar-se a
sorle de urna calholica e a de sua futura prole a um
herelico obstinado, qtier seja sen dispensa, quer seja
concedendo-se esla fora dos rarissimos casos em que
valiosos motivos a podem autorizar. O perigo re-
sultante de taes casamenlos deve lano mais assoslar
a igreja e torna-la cauleloza e providente, quanto
elle he muilo provavel dadas certas circumslancias,e
nao sao raros os exemplosde aposlasia de calholicos
por casaren) com protestantes. Em appoio desta
nossa asserrao, seja-nos permittido lembraraqui um
faeto da historia contempornea.acontecido em Fran-
ja em 1827, onde n Ilustre mulher do celebre Mr.
Guizz', tendo nascido calholica, tornou-se protes-
tante hora da morle, nao querendo ter separada
na eternidac d'aquelles a quem amata.como e ex-
prime o biographo da Galera dot contemporneos
illuttres.
o seu fundador al
noje, revogando uns, "creando trovos, conforme a
modificajao de que he susceplvel a sua disciplina ;
arroslando-se ao mesmo tempo o can. 4. da sessao
quit direrit eccletiam non poluiae conttiluere
impedimenta malrimonium dirimentia. re in eis
coustituendit erraue, anathema tit.Atqtti cum-
pria-me, como padre calholico, modificar a impres-
sao que possa ter causado, contrariando a opiniao
desee jurisconsulto lao notavel, que foi citado; d'a-
qu 0111 dianle, como esludanle de direilo, e com to-
da faculdade de emiltir minhas opinioes boas ou
mas, eu vou ver se mostr que o nosso direilo res-
peito do conseuso paterno, 11S0 devendo ser repro-
vado, he prefenvel ao direilo romano erancez.
U)
O matrimonio na lei da graja he um verdadeiro
sacramento, e um verdadeiro contrato ; mas se,
conforme os principios que regem osla malera,
quem pode consentir pode contratar, ese he exacto
o axioma da 1, 30 de reg. jurisconsemut fcil nup-
cial, he um arbitrio mui aim da esphera do po-
der patrio o nullificar-se, nao raras veres, por urna
yonlade caprichosa e reprovada,
er patrio, na sublime ex-
pressao de um padre jurisconsulto, nao he em pro-
veito do pai; um Iribulo de amor e de respeito he n
umeo fruclo que delle Ihe resulla; para ofilho.esn
para o inleresse do lilho, he que opei governa, sem
que nesle se d algum despotismo, nem utilidado
real. O poder para o pai he urna obrgajo, um
encargo verdadeiro, e para o lilho o melhor dosdi-
reitos, a mais excellenle das venteras. Por conse-
guale, todas as vezes que o poder patrio degenera
em senliorio 011 dominio dissimulado, acoberlado
pelo senlimento innato de que o pai he semprea-
migo do lilho, senlimento que tantas vezes { com
pezar o digo 1 ) se lem convertido em cruel feroci-
dade, o poder patrio nao pode ter seu fundamento
no direito da razdo. ,l/

mmsnwmm.
OS CSAMELOS.
Senhoret Redactores. (a) l.ndo o seu refros-
peclo semanal de 31 de julho, no qual appelidou-se
de monslruosidide o matrimonio de urna calholica
com um protestante, ou pelo modo porque foi admi-
nistrado, ou anles por sua nullidade, no caso de nao
ter precedido a competente dispensa, pois a Ilustre
redaejao pareceu dar ao impedimento impedienle
oollus di.pauta-, uo caso vertente, nma forja, que
elle nao lem, desejei mostrar que nem na forma, e
nem na substancia, anda quando nao livesse havido
dispensa, linha havido monstruosidade; n8o linha
havido na forma, porque esse lem sido o rito de que
a igreja, por urna lonsa pralica, se tem servido, e
nao linha havido na substancia, porqueo cullus
dispartas s he impedimento drimenle entre o
baptisado, c nao balisado, caso em que leria appare-
cido a nullidade e com ella enlao a monstruosidade,
o que nao se deu : mas nao -querendo adianlar-mc
pois que corra ao respeclivo parodio rigorosa ohri-
earao de responder a essas graves censuras, aguar-
dei a re.po-ta, c supposlo n.lo fosse, como era de
desojar, de alguma forma satisfazendo-me, livrou-
me desse trabalho. (6;
(a) O aulor da prsenle correspondencia, o Sr. vi-
gario Rocha Vianna, cujo goslo decidido pela contro-
versia lem-sc dado a conhecer em nossas paginas,
asscntou de Iravar (ambem com nosco urna palemica,
e com esse filo dn igra-nos a pro vncarao constante da
peja, a que ora damos publicidade. Infelizmente,
o Sr.vigario achou-nos pouco disposto a alimentar o
seu genio fecnndo, c acceitando a sua correspon-
dencia quisemos nicamente dar mais urna prova du
hospilalidadc que se euconlra em nosso jornal, a
qual todava nao he Ilimitada, elem suascondijoes.
Recusamos accilar a luva do Sr. Rocha Vianna,"pr-
que nao vemos nenhuma das circumslaucias que po-
dem garantir urna discussao padfica e sera, donde
possa o publico tirar algum proveilo. As liberda-
de de esludanle om direilo, que invncn o Sr. viga-
rio ; o zelo um pouco pharisaico de qoe nos pare-
ce possuido nu tocante s materias religiosas ; o ex-
cesso de personalidade cora que pretende lalvez des-
lnguir-sc, som conveniencia nem moderajao algu-
ma, sao motivos bem valiosos, quando outros nao
houvessem, para arredar-nos de urna polmica pe-
rigosa. e na qual lodo o Irabalho e rcsponsabildade
se achariam de urna parte. O celebre juriscousullo
Cujacio, quando adversarios exagerados c incorape-
lenles o queriam chamar para a polmica, no ter-
reno das materias cannicas, que as miras de cer-
los homens sao sempre materias ardenles, safava-se
da provocajao, di/.endo-lbes mu simplesmcnle.
Sihil hor ad edictum PrcrtorisComo lean, e ape-
nas jurista, mis diremos a mesma cousa ao Sr.viga-
rio. Fiqtie-S. Rvm, em paz, com as suas deas c
crearas religiosas em materia de casamenlos, que
pela nossa parte o nao encommodaremos ; mas ron-
sinla que. por esla vez smenle, fajamos, om allen-
j3o ao publicn algumas olas ou reparos sobre diver-
sas passagetM de sua correspondencia embora os le-
nhamos como dispensaveis para quem houver lido
com allenrao e criterio os nossos artigos sobre a. ma-
lcra sugeila.
(b) O Sr. vigaro eucomiuodou-sc sobre mareira,
como se acaba de verpor Icrmoschamsdumonslruu-
sidade o casamento de|umacalholica com um proteg-
anle, esentindo nao poder explanar a malcra, pois
que o parodio dos nnbenles,bem 011 mal, j se linha
deffendido, emltin lodavia o seu juizo a respeito,
carrcgMido sobre aquella palavra fatal. Anda mes-
rao quo nao livesse havidu a necessaria dispensa do
impedimento, supposijao em qoe alias fallamos, cn-
Icndc o Sr. Rocha Vienna que nao se pudia chamar
monstruosidade n referido casamento, porque ocul-
tus dispartas enlrc baptizados he apenas Impedi-
mento impedienle Pelo que, parece que S. Rvm.
como viuario, tambera nao licitara em casar alguma
ovclha sua rom herelico, sem dispensa. Para nos,
em todo caso, taes casamenlos podem
muilo bem
chaitiar-se nina raontlruosidadc, a menos que o he-
lie a nsso do homem ueste mundo eu comprehen-\'?" promolla ronyerter-se religio calholica.
di: meu mal he de morle inecitavil; c para que n pensis que nao tenho corpo para ter castigado,
faro-tos a rontade ; renham o fogo, ferro, e ren-
tosas abrerarem meus ltimos momentos de tida.
fRepare bera nessas expressoes abreviaren))
Com efleilo alguns allopathas, apezar de indaga-
ren) tudo, pozeram-se sempre de fora; um pnrm
cobrio o doente de ventosas pelas cosas, e dahi a
horas a proslrajao, a somnolencia e pequeos deli-
rios se tinham apoderado do doenle.
Quiz continuar rom o tralamenlo; porm dous
homii-opalhas se oppozeram.
Proslrado sem sentidos c sem movimento, o doente
repentinamente abro os olhos, olha os que o cerca
vam, e pergunta qual he a verdade por excellencia
entre os homent? fechou de novo os olhos, e depois
de algum tempo, abre-os ainda repentinamente e
como de sohreslalo, e pergunta : em quantos minit-
Coin razo dizia S. Cypriano que, casar com inflis
nada metios era do queprotliluere membra Chrt-
le ; e S. Amhrozio accrescenta que, nao s rom in-
flis, senao lambem tom herticos (Can. 15, c 28,
que. \. ttciem taes calamentos ter condemnados.
com efleilo, o perigo da perv ersao para os fiis he
pur assim dizer o mesmo em am e oulro caso,
achando-se quasi igualmente distantes do carainho
da salvajao aquel le que liega obstinadamente algum
dos dogmas calholicos, ou prescreve alguns dossa-
cramenlos da verdadeira igreja. e aquello que dea-
conhere 011 que nao lem receblo nenhum d'elles.
Por esla razao o concilio de l.aodicea, no can. 10,
di/ lev|iies-,menle : .\'0n oportel eot, qui sunt
Ecclezia: indticriminalim tuos films hcerelicis ma-
trimonio conjungere ; e no can. 31 ; non oportel
cun omni hirrelico malrimonium ronlralure, tet
dar //los aut filias, sed magis accipere; si se chrit-
tianos futurosprofileanlur; premio este que foi re-
produzco pelo concilio d'Aeatha, no anno de 506,
Iranscevendo quas iptt terbit aqqelle canon 31 no
son canon 67, arrrescenlando para maior precisao
a palavracalholicot depois de Cristianos (ve-
(c) Agora veremos onde esleve o engao, e quaes
foram asdeducjoes mais latas do que o deviam ser.
O Sr..Bocha Vianna, sobre a'corda teza da sua l-
gica, he o mais hbil e lemivcl acrbata que co-
nhecemos, e Cherbuliez nao teria razao de admi-
rar a Proudhon, se como nos coi'.hecesse o Sr. vi-
gario.
Ad) Peranlc a luz do seculo quasi lodas as ques-
les se acham vencidas para os que lutam as Ire-
vas: he urna verdade em que fcilmente convimos;
mas nem por isso podemos crer que a pretendida
hoterodoxia do grande,_/>ofMr fosse o verdadeiro
motivo desla cacrespnndencia : aqui ha um pretex-
to que *e mostr, e urna causa verdadeira que se
oceulta. Ella se revellar.
Nao defenderemos a Polhier da arguijao de pou-
co calholico e orthodoxo : seria isso ndisculpave!
da nossa parte, vendo-o aecusado pelo autor da pr-
senle correspondencia. Para os homens Ilustrados
e compelentes ah esto os imutorlaes Tratados do
Direito Francez, que sao o retrato vivo do corajao
e da alma, das ideas e dos senlimentos do sen att-,
tor ; mas entretanto, para aquellos dos nossos leito-
res que os nao podem conhecer e apreciar, reprodu-
zremos aqui as seguinles palavras de um dos mais
esclarecidos panegeryslas do grande jurisconsulto :
o A llteologia, que seu estado Ihe tornava necessa-
ria, diz o Sr. de Sierre, elle nao a linha bebido
nessa escolstica sbblil c arguciosa, que mais obs-
curece e degrada a religio, do que a esclarece e
sustenta : linha-a formado sobre a escrptura santa,
os escriptos dos padres e as decisoes dos concilios ;
sobre os monumentos preciosos de nossas liberta-
des e as obras dos nossos melhores canonistas : lo-
dos esses livros Ihe eram tao familiares como os dos
jurisconsultos romanos, a Disto se pode ajuizar, ac-
crescenta Dupin ain, pelo sen Tratado sobre o
contrato de casamento igualmenle bem acolhido
pela igreja e pelo foro. Como notalisla, Polhier
entrava no numero desses sabios do chrislianismo
em quem a ausleridadc dos coslumes una-se pu-
reza da t.Galera Franceza, Sot. sobre Pothier,
por Dopin jeune ; e Disserl. sobre a tida e as 0-
bras de Polhier, por Dupin ain.*
(e) Nunca ninsuem pretendeu semelhanle cousa.
A questao he saber-se. se com efleilo o Concilio de
Trenlo repeli) absolutamente as leis civis, prohibi-
tivas dos casamenlos de filhos menores sem o con-
senso de seus pais, e de modo que se nao possa sus-
lenlar a nullidade do Sacramento em taes casamen-
los, quando essas leis os declaram nullos como con-
tratos. He um ponto de importancia, e que sob
cundiros favoraveis bem poderiamos discutir ton-
gamente, sustentando o parecer d'aquelle eximio ju-
risconsulto. Mas, sera embargo do nosso proposito,
as olas que continuaremos a fazer forjadamente,
poder,"m orientar os leitorea, e fazer-lhe ver para que
lado pende a verdade.
(/") Para o Sr. vigajia o parecer e o (estemunho dos
Sanios Padres nada valem e nada provam, porque
lodos podiam errar, e de feilo erraran), 110 dizer de
S. Rvdm.", os que nomeadamentc apona Isto he
helio, he mesmo irrespondivel; porm anda he mais
bello o julsar o Sr. vigario inMfficiente como pro-
va, em materia de disciplina geral, o senlimento de
S. Bazilio e do Papa Evaristo, e citar de preferencia
simplesmcnle (sem Irntiscrever} os caones de dous
concilios particulares, romo os de Aurelia c de Tole-
do, sem dar-sc ao Irabalho de mostrar que esses ca-
ones foram adoptados pelas nutras igrejas '. !!
(g) Assim falla mu sesurameule o Sr. R. Vianna,
sem prever que, mnslrandn nao lor ao menos a li-
j3o dos livros que andam as m3os de qualquer eslu-
danle apphcado, pode ser-lhe islo censurado por
alguem. Todos saliera que o Cod. Civ. F'ran. s tra-
a do casamento como contrato, eno querespeila ans
seus oll'eilos civis; mas isso nao multa a questao agi-
tada por Pothier e muitos outros, c da qual acciden-
talineiile tratamos em nosso arligo. O parecer com-
mum dos jurisconsultos e IIicoIoeos fraucczcsesl por
rerlo muilo tonga de sero que S. Rvdm. inculca ;
e uem na Franja se poderia dar a anomala de ca-
samenlos pullos como ronIralos, e validos como sa-
cramento. 11 Para dar urna sanejao mais cftlcaz
a essas leis, diz Duranton no lom. 1., til. 5., n. 7,
referiiulo-se s leis civis que resem o casamento, e
para impedir que os contrllenles nao se julcassem
suflicientemenlc usados pela benrau da igreja, enao
compromeltessem assim, illudtdii as formas pura-
mente civis, seu eslado e o de seus filhos, a le csla-
bcleceu penas conlra lodo ministro de um eolio que
procedessesrcrimnuias religiosas de um casamento,
sem que se Ihe aprrsrnlasse o aclo de casamento
previamente recebido pelos ofliciaes do eslado civil.
A lei penal a quo so refero Duranton sao os arls.
199 e 200 do Cot. Penal. F'ranc. ; c Rogron, com-
menlando o primairo desses arlgos exprmcjse nos
seguinles termos:
a Tendo sido o poder civil separado do poder re-
ligioso, c n3o podendo este ultimo dar, eo c pnr si
mesmo, ao casamento os caraderes de una uniao
legilima, pareca intil forir com urna pena a celo-
brajo religiosa de 11111 rasamonlo que nada he aos
olliusda le civil, em quanto nao lem sido celebrado
perante um oflirial do oslado civil; mas o legislador
receiou que pessoas crdulas nao se deixassem mui
fcilmente persuadir que a celehrajao religiosa li-
nha pelo menos tantos cfleilos como a celebrajao ci-
vil, e que assim unios Ilcitos, donde sahira'm li>
Utos naluraes, nao se multipUcasscm a sombra de
um erno tanto mais funesto quanto seria acredita-
do por ministros da religio.
De accordo com osles principios, o illustre Ber-
gier, cuja autoridade mo pode ser enfraqitecida pe-
la circumslancia de hiver-ee tornado escolstico o
ceu Diccionario de Theulocia, sustenta mui bem,
na palavracasamento,que o poder civil lem. do
mesmo mudo que o espiritual, o direito de oppor
impedimenlos dirimenles ao matrimonio: c depois
de confutar os corebrinos argumentos de cerlos iheo-
logos adversarios, concilio dizendo: Foi Jess
Christo mesmo quem se dignou elevar esse contrato
dignidade de sacramento, e os ecclesiaslicos sem-
pre olharam o contrato com* tao essencial, que,
sem um contrato calido, nao pode harer sacramen-
to. Poderiamos ir lonse, se quizessemos aecumu-
lar autoridades: mas o nosso fim, repetimos, nao he
discutir, e s mostrar a ausencia de ideas dn Sr. vi-
gario as materias da sua professao, e a falsa segu-
rinca com que se ergio em tribunal supremo, dan
do todas as questes por decididas, e parecendo as
sim querer dizer como o vaidooo Dumoulin no prin-
cipio das suas consultas; Ego qui nemini cedo, et
d nemine doceri postum!
(h) De loda esta lirada do Sr. vigario, resulla bem
claramente, e nao sem alguma greca, que para S.
Rvm. a validade dos casamenlos dos filnos-familias
sem e consentimenlo dos pais lie um ponle dogmti-
co, definido pela igreja 00 concilio de Trenlo, dado,
esle sobre que baseia sua forte arguinenlajao. Ora
eis ahi o que para nos he novo, e de cerlo nao se
poder rouhar ao Sr. Rocha Vianna a gloria de ha-
ver creado esse dogma\: pode-se quando raoito
sentir que fosse isso um pouco larde..
Mas lenlta o Sr. vigario paciencia, e permitta-nos
dizer-lhe que esta em eiro, e erro verdaderamente
indesculpavcl em um sacerdote calholico: nos nao
eslamos pelo seu novo dogma.
S. Kwn.'' censura-nos o nio termos lido a pri-
meira parle do cap. 1do Concilio Tridenlino, Seas.
24 de reform. malrim.; e nos somos obligados a
asseverar-lhe qne foi S. S. quem nao a leu, oa en-
lao o fez sem alten jan, ou ainda sem a inteiligeudu
precisa para a boa comprehensao da materia; por-
que do contrario nao tera cabido em 13o grande ab-
4
surdo. Ser crivel, Sr. vigario, para quem nao ler a -*ak
correspondencia cima, que S. Rvm. nao saiba d- ?..,
tinguir, ao menos materialmente, no Concito de
Trenlo, os caones que conten os dogmas, dos ca-
pitulas que encerrara a~WL">plina Pois he urna
verdade confessada por S. nem".
O Sr. Rocha Vianna, oflusjado pelas palavras
auathenuUe damnat, nao djLt mais altenjae a cau-
sa algnma, o sem duvida tqQenlemicr que a igrja
s pode ciromnrungar a quejas nega os dogmas, e
nao a qocm infringe as rearas disciplinares, exria-
mou contente: aqui ha excommuohao, logo ha dog-
maQue pobre lgica Deixemos porm o Sr. vi-
gario, e esclarecemos o publico. -
Para provar que o concilio deTrenlo, declarando
valiosos os casamenlos clandestinamente contrihidos
pelos filnos-familias sem o consenlimenlo de seu
Gis, nao os consideran senao no caso em que nao
uvesse urna lei positiva que ordenasse o contra-
rio, Baileau nao desprezou, no seu Tratado dos im-
pedimemos do casamento, oarsumento que fornocem
estas palavras do concilioquandi eaEcclesiairri-
ta nonfecitpalavra que, dominandoto do o pri-
meiro periodo do cap. 1' da Sess. 24, evidentemente
excluem a idea de urna decisao dogmtica, ao mes-
mo lempo que patenleiam o espirito do concilio, o
aulorisam a concliisao de que a greja poderia tor-
na-Ios nullos, se posteriormente juIgassc convenien-
te fazer um impedimento dirimente da falta de cen-
sentimento dos pais.
Ora, se a igreja lem esse direilo, como ningncm
contesta, com mais forte razae, accrescenta Pothier,
deve le-lo o poder secular, pois que o contracto de
casamento, perlenceodo, da mesma maneira qne lo-
dosos outros contractos, ordem politice, he ao po-
der secular que perlence principalmenle o direilo
de prescrever as leis que julga convenientes para a
validade desse contracto.
Sob o mesmo fundamento, o padre F. Buy, ex-
plicando na sua Historia dos Concilios Geraes (ed.
pe 1C89, tom. 2- pag; 288' comd a proposijao Ho
Concilio de Trenlo, relalivoao casamento dos filhos
familia, he verdadeira em goral, devendo, nao obs-
tante sotlrer excepres em cerlos rasos, conclac di-
zendo : a E todava, afim de que esa proposijao nao
prejudicasse os nossos coslumes, foi lalvez esla urna
das razes pelas quaes deixou ella de ser aceita e
promulgada 110 reino (de Franja), nio abrangendo
essa parte onde esl lanjada, caones que conten os
dogmas, porem captulos que conten a polica.
Quasi nao ha calholico que nao saiba, que os dog-
mas sao as verdades revaladas por Dos, e as quaes
somos obrigd a acreditar; e qoe a igreja, na
sendo senao a fiel depositara deesas'verdades, de
cujo ensillo e propagajao acha-se enrarragada, lon-
ge de poder crear novos dogmas, s pode com a sua
autoridade infallivel reconhcce-los, defini-los 011
derlara-los, fundando-se 11.1 Escriplnra Sagrada.
Mas se assim he, quasi nenhum calholico bavera,
que, lendo o cap. 1, sess. 24, do conc. de Trenlo,
ouse a vanear, por exemplo, que a nullidade dos ma-
trimonios elanilesliiios. contralllos sem a presenja
lo parodio e de duas icslcmunhns, he boje um dog-
ma, pois que all mesmo se declarou serem d'aules
validos e verdadeiros (aos matrimonios, haveudo o
livre eonsaajtimento di contrllenles, embora pas-
sassein a ser nullos depus da prnhibijao feita pelo
mesmo Concilio. Pois bem, a razan de decidir ho
idntica,eem um e oulro caso. Os casamenlos clan-
destinos, no sentlo estricto, que oulr'ora eram va-
lido?, passaram a ser nullos; e os casamenlos de fi-
llios-fdrailias sem o consentimonto dos pais, oulr'ora
nullo passaram a ser validos para a igreja. llave-
ra pois alguma cousa de dogmtico, nessas duas de-,
cisdes? Nao, responder qualquer leigo calholico;
porque do contrario, os prmeirds jamis dcixariam
de ser validos, e os segundos nunca leriam sido nul-
los; nao podendo urna cousa ser hoje dogma eama-
nhaa deixar de ser, ou vice-versa.
A'vista do exposto, digam <* leilores, se o Sr. vi-
garo Rocha Vianna esta habilitado par erigir-sc
em /dador dos cationes, c censurar ao grande Po-
lhier como pouco calholico e orthodoxo.
(i) Raridade do seculo he querer alguem lrar glo-
ria de disctissoos empenhadas sobre um termo quo
dcconhece. Para a sustenjau da nossa opiniao, n3n
he necessario provar que a igreja nao lem direito de
eslabelecer impedimentos do matrimonio, mas s-
mente que esse direilo nao pode excluir uem preju-
dicar o que lem o poder civel. Como sacramento o
matrimonio he todo espiritual e depende da autori-
dade da igreja c de seus caones ; romo sociedade e
contrato civil, depende da autoridade do principe e
de suas leis. Mas como o contrato e o sacramento
so por assm dizer nma mesma cousa, fazendo do ca-
samento urna materia mixta, dahi vem a necessidade
de conciliar as allribuijoes dos dous poderos, de ma-
neira qne as condijoes qiieconvm ao contrato, cou-
vcuhan tambera ao sacramento. Os que oroenram *
eslabelecer a lula enlre esses dous poderes, igual- I
monlenecessariose respeitaves, nao lem de cerlo in-
lenroes puras, romo o rcronhece o illuslre aulor do
Diccionario de Theologia.
(j) Dqoi em dianle deixaremos qnasi inleiramen-
ie ao juizo dos leitores a apreciaran dos argumentos
do Sr. Rocha Vianna. So, como vigario, S. Rvm."
avanjou o qne levamos notado, o que n3o dir como *
esludanle de direilo ?
(*) Como o esnsentimento faz as nupcias, e como
no entender do Sr. vigaro os filhos menores sao ou.
les igualmente llores eJem perfeila discernment,
he uin absurdo sugeilar o casamento delles an con-
senso dos pais Ora islo beque he argumentar, coin
ronhecimcnla da capacdade civ il dos fliltoi familias
menores. E ser preciso observarmos alguma cou-
sa a esse respeito '.' Parece-nos que nao.
(I) O Sr. vigario loma decididamente o partido
do< raaos filhos, sem duvida por ronber muilos pais
ferozes ; porm nos que sabemos por experiencia
ser muilo maior o numero dos lilhns prdigos o
brides, do que o dosjiais caprichosos, firarenv
lado dn poder pali'.
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DIARIO OE PERM1BUCO, TERQR FEIM 5 DE SETEMBRO DE 1854.
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E, tem davida, por falla do verdadeiro conheci-
raenlo da philosophia do direilo he que, folheando-
sea historia rumana, acha-se o poder patrio sentado
no primeiro llirono do mundo, ejecutando leit bar-
baras contra os mais charos penhores deum corarlo
humano. Ahi encoutra-sc em urna le i das 12 ta-
boas esla dispoic5cpater endo tiberU juslis, jus
vita, necis, venundandique potestas ei esto; bar-
haridade, cujos vestidos inda se encontram na lei
11 I), de liberis el posthumis, na I. 5." I). de leg.
l'omp. de parricid; c na 1. ultima C.de pal. potes!.
E, oh essas disposiri.es fossem entendidas e ejecuta-
das liilcralmenle n arbilric do pai, como creen) al-
eaos, 011 como creem oulros, o pai so |odo-se ma-
lar ou vender os lilhos em casos gravissimos, c isso
n,lo cm virtude e por forra do patrio poder, e sim
por que, nesses lempos, o pai era o censor de seus
lilhos, sen juit e magislrado com autoridade de os
julgar, o cerln he que Julioano na sua inslituta
2." de palr. polesl. nos diz que o pairo poder en-
tre o Romanos era um direilo excepcional, proprio
e privativo dessa nar3oj'im. atestis, quod in
liberos habemus, proprium est civium 'omanorum;
Jorque continua elle, nao ha naci, otide este p'a-
er tenha os elidios que tem enlrc us nulti enim
*unt komines, qui talan in iberos haieant poles-
t*tem, qualem nos habemus. (m)
Porlania, anda quando exislisse grande diflereu-
entre o nosso direilo i respeilo do patrio poder,
e o direilo romano, cilado nesse escripto, pouco ad-
mirava, nao s porque o patrio poder desse povo,
por mais modificado qno fosse, resciilia-se do su-
premo dominio dos primitivos lempos, orno porque
nao he crivel que no longo caminhar di civilisacSo,
em XIV seculos, no livessemos coinprehendido
melhor a sciencia do direilo. Quanlo riis que nao
ha essa tao mnde diuerenca, como se prctendeu
descobrir.
Entre nos a puberdade he marcada nos homens
nos 14 anuos, e as mulheres aos 12, segando a
ord. I. 3. til. 41 |5 8.-, I. 4." til. 81 in princ. c
til. 101 6., e pelo cap. ei lilleris de despunsat.
imp. ; por direilo romana he o mestrio pela I.' 9
I), de tpousatib. Antes desta idade he nulla acon-
traccao dos malrimonios pelo direilo cannico, se-
gundo o j cilado capitulo, eo rapilu oaillimo de
spnosalih. el malrim., receido por nossas leis ; por
dircito romano he o mcsmo, com n pequea difTe-
renca que enlro nos sao uullo* tacs matrimonios,
mas valem como espunsaes, e pela lei romana cita-
da sao l,io millo que nem podem valer, como es-
poosaes; di Hertica, *ui razao est em nosso fa-
vor, (h)
Paraprevinirafyranniaedespotismodaalgunspais,
que seio razao plausivel negam a seus filhos o cpnsen-
timeato para as nupcias, as leis de 19 dejunho, c
29 de novembro de 1775, e de 6 de outebro de 1781,
conceilein recursos para os Irihunaea competentes
da injusta denegarlo dos pais ; disposicSo, que so-
bre ser de toda a juslica, nao he no/a* pois que,
por direilo romano, os 'iais que sem razao im-
pediam os casamentas dos lilhos, eram obrigados
casa-Ios e a dota-los pelos Procnsules e Pretores,
como diz o Sr. Mello Freir, citando a constitui-
ejo de Seplimio Severo, e Antonio Ciracalla, e o
cap. 25 da lei Julia O- 19dorilu nupt.) [o) He hem
verdade que em nenhuma oulra lei,' nem no lit.
12 dos inslit., onde se cnconlram os sete modos por-
que e perda o patrio poder, morle, deporlacao,
aervido da pena, captiveiro, adopcilo, dignidade e
emanciparao, acha-se cotnpi eliendhlo o malrimonio,
e a razo he porque, segundo o systcmadesse di-
reilo, o lilho nilo sahia emanciparan solemne ou e.r privilegio dignitalis,
dSo escapando a autoridade do pai, ai ida que fosse
casado oo velho. (p) Mas, nesla parte, este direilo
caducou, nJ sendo recebido por nei huma s na-
i-ao civilisada (que me conste) ; c se ai nossas ords.
l'. l.o lit. 88 6.o, c I. 4.o til. 87 tj 7., que isen-
tam do patrio poder os lilhos pelo faci do casamen-
to, devem ser preferidas por aquello direilo, que
nao admiti esla especie de emancipado, enlao
para se ser lgico reprove-se tamben) o art. 476 do
ted. civil francez. pelo qual o menor he emanci-
pado de pleno direilo pelo casamentole minear
tst emancip de plein droil par le mariaqe,o art.
383 do novo cdigo civil da ilollanda c oulros mui-
loa cods., que sera enfadonho citar ; mas eu creio
que o direita francez merece predilecto; fique
pois reprovado o romano, apezar do ser sempre
modelo de sabedor in e derazao. (q)
O domo direilo ainda he preferivel ao francez.
(o) O Sr. Rocha Viauna enfronhado em alguns
paragrapltos e olas dos expositores da escola, julgou-
setambem habilitado a criticar o Direilo Ramano.
Nio ser pois lempo perdido se disirmos. com
Portalit, que a maior parte dos autores que censu-
ran) o D. R., com tanto azedume quanta liseireza,
blasphemam o que ignoram. Disto nos convence-
remos, contina o sabio legislador, s<\ las collecc,oes
que nos transmitliram esse direilii.souhermosdistin-
guir as leis que merecern) ser chamadasa razao es-
cripta, daquellas que s oram relativas a inslilui-
ees particulares, estranlia< i no-sa iluaeao e a nos-
sos usos ; sesoubermos distinguir anda os senatus-
coosultus, os plebiscitos, os editos dos bons princi-
pes dos rescriptos dos imperadores, especie de lcgis-
lac3o mendigada, concedida ao crdito ou i impor-
(unidade, e fabricada nas corles de tantos mouslros
que devastaran) Korna, a que vendiam publicamcn-
lo as senlenras e as leis. Pise. PrcJ. se breo nrojec-
to de Od. Civr**^* -"~
Pelo dec. de 31 de outubro de 1811 a maioridade
he fixada aos 21 annos cmplelos, e, supposlo o ma-
lrimonio depois da puberdade conlrahido, seja vali-
do, porque presume-sc ler havido coosentimento va-
lido entro os nubentes, todava mui sabiamente a
ord. I. 4o, til. 88. g lo, 2o e 30 ampliada pelos
lo e 5. da lei de 19 dejunho de 1775, delerminou
que os menores de 2o annos ( hoje 21, nao sendo
preciso 25 para as lilhas, como por engao se disse )
(r), que se casassem sen) o cnnscnlimenlo paterno,
ou o seu supprimenlo pela auloridade competente,
fosssm desherdados ; e sendo orphaos, e' nao lendo
consenlimento nu do pai on da 111.11 o (ulor com o
do juiz dos orphAos, segundo o aviso de 18 do julho
de 1816, nao pdem lomar conla de seus heus anles
da idade de 20 anuos ; se foram induzidos por al-
guem, esse alguem he abrigado prefazer-lues lano
quanlo se Ihts devera dar 'em rasamcnlo ; e se fo-
ram induzidos pelo tulor ou curador, este spr cons-
Irangido dar ao orphflos lano quanlo possuiam ;
assiin determina a ord. I. lit 88 S$ 19. 20 e 21.
E foi 1,1o providente a nossa lei, que nos 27 e 28
da citada ord., maudou que, mo havendo consen-
limenlo, s se Ihes enlregasse os bens, completa a
maioridade, e ainda havendo-a, s depois de 18 an-
nos ; e em nenhum caso podessem alhear bcus de
raiz sem autoridade do juiz, ficando-lhes no caso
contrario, e por scnlenra injusta, embora valida, e
por central vs lamhein vjlidos, mas lesivos e preju-
diciaes, o beneficio da restituico ininlegrum, como
se valas ords. I. 34, tit. 41 per totum, til. 42, >S
4-, 1.4-, lit. 79, S'. lit. 87. 3-, o til. 96, l".
E deste modo a audacia dos lilhos imprudentes nao
he punida severamente, e a orphandade nap acha
venladeira protec^lo, e seu* direitos completa ga-
ranta em nossas leis ? Creio que sim.
O que dispe, purcm, de preferencia ;'n nossas leis
as lei* francezas '! Citando a redaecao o art. 488 do
cod. civil frauccz.quc fija a maioridade dos 21 an-
nos completos fez nolar a reslricco de seacha-
rem os dessa idade habilitados para lodos os actos
da vida civil, menos todava para 9 casamento. Esta
resIriccAo n,lnhe tilo lata, como pareceu; combine
se o citada artigo com o art. 148, quo lisa a idade
de 2t annos para o casamento da fillia, c ver-se-ha
que essa restricto s diz respeilo ao filho, que por
esle artiao precisa de 25 annus par o casamento, e
nao a filha qtieem nada he prejudicada com a tal
reslricrao (s). Da coinbinaeao desles dous artigos,i
ou antes do art 118 deprcliende-se que esta legis-
la(lo suppoz a mulher inuilo mais cedo desenvolvi-
dadn, do que o humen), fazendo aulecipar por qua-
(ro aunos, o seu desenvolvimento, ; quando a nossa
lei nao foi tao fcil, apresentando de differenca dous
anuos smenle. T.imhcm nao pude descubrir a ra-
zao porque na ultima idade para o casamento a dif-
ferenca de um sexo ao outro he de 4 annos ; roas
quando se trata da primeira idade pelo art. 144, a
dillerenr.a he smenle de 3 annos, pudendo o ho-
niein com 18 e a mulher com 15 annos, casarcm va-
Iidade / (I iniiiir defeiio. porm, que encontr
nessa lei he, suppondo, contra a experiencia de lo-
dos os dias, que, sem nenhuma excepco absoluta-
mente nao ha pai que nao seja amigo dos filhos,
nao eslabeleceu recurso das injustas denegacoes,
que necesariamente tem de apparecer. Nc-le ponto
a nossa lei he inconlestavclmenle preferivel, porque
cstaheleceodo o recurso, nao cnsenle que se prali-
quein injuslicas.e ao mesmolempo jespeila al onde
deve respeitar o patrio pader, mandando ouvir as
razes do pai, e Lhejbicndn julira,se Justina tem. E
nao seria coulipno^o systema das sociedades civis,
onde ha um poder jAprrmo, que, proteuendo o fra-
co contra o forte, arantindo iiussns direitos, faz
juslica a todos, fossem exceptuados os menores, que
s por esta qualidade nao devem ler juslica contra a
sem razao de um pai? Clame-se, pois, aules contra
a mn execurAo das leis por empregados, que nao
prezam o seu carcter, do que contra as leis mesinas
pe sao de reconhecida bondade. E.concluindo, per-
milla-se-me que desta vez prelira as iguarias da mi-
nha mesa por me saberem melhor que as da mesa
alheia. Nao reco de orna discusso franca o leal.
()
Olinda 19 de acost de 1851.
Vigario, A. da Rocha Vianna
(n) Esla confrontarlo do direilo palrio com o can-
nico e civil dos Romanos, parece ler vi ido aqu por
dentis, e como por um eslorro de prolixidade : el-
la Dada importa ao ponto principal datausa, e quan-
do minio s pode ler o effeito de dslrahir e pertur-
bar a atlencao do leilor. Na nos demoraremos, por
lano, em fazer-lhe a critica que mere (o) OSr. Rocha Vianna julgou ler fe (o um grande
adiado, explorando a nota de Mello (reir ao 3
do lit. 5, do liv. 2o, para mostrar com ella, sem o
menor criterio, que por 1). R. tamhem podiam os
lilhos familias casar porordem dos magistrados, con-
tra a volitado dos pais, nao sendo porisio urna uovi-
dade o que acontece com o direilo palrio. Mas
agora ver porque nao demos por aquella ola de
Mello.
A. L. 19 de ritu nnpl.. all citada, he um dos
fragmeutos da lei Julia de marilandi* ordinibus.
promulgada por Augusto cm 757, segundo Ileioecio
e que depois foi refundida na lei Papia Pop), dada
110 inoo de 762, provindo dahi as der.ominaces'de
lex Julia e Papia, ou simplesmente ieges, porque
ambas sao conhecidas. Varios jurisconsultos com-
meularam successivamente a lei Papia Popa, e sau
os curatos de seus commnnlaries, que se acham no
Digasto, sol) o uoine de cada um dellcs ; Mas apezar
de seren numerosos esses extractos, com ludo nao
gozara quasi de autoridade alguma. Com effeito, he
sabido, nao s que a lei Papia Pupea, como toda a
legisliro de Augusto, foi acolhida enm urna vio-
lenta opposicao, por isso qne oflendia os individuos
em seus hbitos da vida privada ; mas tamhem que
na epocha da compilaran do Digesto, achava-se
quasi inteiramenle abrogada ou em desuzo, sendo
rerlo que Justiuiano nas suas Instituas, exigindo
ob pena do nullidade o consenlimenlodos pas para
o casamento dos filhos, ifao levou em conla a luni-
tarao contiila no fragmenlo do Disesto cima rilado,
e que se achs sob u nomo do jurisconsulto Mar-
dao.
Augusto, lendo em vistas multiplicar a populacao
da repblica, decimada pelas guerras civis, comba-
ten o celibato,favorecendo oscasameui.os com aquel-
la e nutras medidas; mas Caracalla, Constantino e o
proprio Justiuiano. uuiado por oulra-. ideas e sen-
limenlos, deram cm limpor Ierra com o monumento
por elle deiadoia lei Papia Popa. Veja-se Ch.
Uirand, llisi. do Itir. Rom., lerceiro periodo, secc.
2, cap. 1-, arl. 1-, 4- pag. 254.
Alero disto, compre nolar que o fragmento de Mar-
ciano, copiado por Mello, conlem mais as seguales
. palavras que sem razio foram omillidas-.Prohibere
autem tidetur el qr.i condilionem non qurrrit;
por onde secouheceqtic nos lermos da 161,1911116ritu
nupt,, nunca se repulava injusta a prohibiro do
pal quando esta firmava-sa na desigualdade de con-
dico.a quiil na lei Papia Popra iraiiorlava a falta
do connnbium ou a impassibilidade legal do casa-
mento entre certas pessuas, disposieac esta que torna
saliente a grande dille-retira entre a legislaran de
Aucaslo e o direilo palrii em maleria da casamen-
los de filhos familas. Veja-te Marezol. Curs. de Dir.
Pric. dos Rom., patt. 2, liv. 4-, S Mt-
Eis aqui Ugne pMWmjja o direilc cerlo, o bom
' direilo, ao que pelo menos he duvidoio, esegundo o
nosso fraco juizo, prejudicial.
Mas, praKtndiudo dessas considerares, o que
respondera o Sr. Rucha Vianna a qutm Ihe obser-
vaste que a disposicao da lei 19, IV. de rilii nupl nao
ludia applirac,ao eulra os cidadaos romanos, e sim
eulre 0-1 lialiitantes das provincias, que como se sabe
nao cu;:a\ ani dos meamos direitos e prcrogalivas da-
quelles, vislo que netaa lei os aulorisados a cous-
tranger os pais sao os procnsules e presidentes
das provincias, e nao os Pretores como traduzio o
Sr. vigario, os quaes s evisliam em Roma 1 .
(p) O Sr. Rocha Vianna dogmatiza cm D. R., as-
sim como o faz 110 ecclcsiasliro. Por ventura n.lo
ces?ava tamben) o poder palrio entre os romanos,
quaTTBB o^iai commetlia cerlos delitos, quando por
exemplo, co^lrghia um casamento iDcistuoso'' E
nao como o pai abrigado a emancipar o filho quan-
do o maltralava, a lilha quando a prostitua '.' Nao
importa: o Sr. vigario quera todo custo denegrir o
I). R., e par isso mostra-se 13o avaro rom elle, quan
to foi liberal com a izrcja.
(q) Foram estas ultimas palavrassublnhadas, por
quo ilissemos em nosso artigo que as leis romanas
serian) sempre modelos de razao e sihcdoria, e ao
Sr. Rocha Vianna pareceu ilo urna inepcia como
aquellas em que ahundain les discurr. de ricas. Mas
mis lhepenloamos essa irona, porqee S. Rvm. fal-
lndolo D. R., falla do que au coiihcce : e no*ja
apresenlamos o juizo do celebre juriscousullo Porla-
hi sobre os que se mellen) a criticar aquello direilo.
Para as pessoas complanles ha com efleito alsuma
causa a dizer conlra o direilo romano; mas he mis-
ter saber distinguir nelle as subtilezis dos juriscon-
sullos, as leis e osescriplos dos mcs imperadores,
dessas oulras leis c dessas regras d; equidade. quo
segundo Dunin mereceram ser chamadas a razao es-
cripia, e que o celebre chanceller Diguessrau indi-
cava a seu filho, na sua primeira inttrucrao, romo
o thesouro da razio humana e do senso commum.
"-Quanlo ao mais n.lo vemos onde isleja a neepssi-
dade lgica de reprovar o artigo 476 do cod. civ. Fr.,
que ronsagra a emanciparlo pelo casamento, poni
esle deque alias nao traamos; tnuilo embora o Sr.
vigario enlenda que os 'egisladores Iraocezes foram
Hocicos segundo o direilo romano nos rticos lis e
182, e afastando-se delle no art. 476, e em cima dis-
to queira que partilhemos da lgica pie lhe he pro-
prii.
Srs. Redactores.Com grande conslrangimento
venlio pela primeira vez recorrer ao prelo, e oceu-
parum espado no seu cooceituado jornal, para, em
defeza de meu crdito nesta praca. expor com exac-
lido 10 publico, e especialmente aos Ceareuses um
Tacto degradante que coraigo acibam de pralicar os
Srs. Barroca & Castro, que por despeilo quizeram
affruiilar-me e desacredilar-me nesta praca,pela ni-
ca razao de nc ler eu esle auno querido comprar
em sua casal O publico, os meus patricios Cearen-
sesallendam para a miuha simples narracao, c ava-
hen) qual a coiiauc 1 e mesmo o conceito, que po-
dem merecer negociantes matriculados que assim
proceden), eem visla de semclhante panno de amos-
tra se acautelen) para nao se acharen) um dia no
mesmo laco em que descocadamente cahi por mi-
nlia boa fe Eis o caso :
Em o anuo passado me aehava nesta praca com-
prando fazeudas para o meu negbcio na cidado do
Sobral onde nasci e sou esrnheleci lo. quando fui
rugado pelo meu amigo xt Sr. Ao Ionio Bernardo de
Carvalho. para ir comprar alcumas fazendas em casa
dos Srs. Barroca & Castro, que para isso se haviam
cmpealiado com o dito meu amigo, a cujo pedido
cedi; o h3o obstante lhe liaver eu dito qne receiava,
mesmo nao desejava comprar em casas que nao fos-
sem da minha freguezia o anliga confianr.-), fui to-
dava i casa de Barroca & Castro, onde, entre pom-
posos offerecimentos e excessicas corlczias com que
me receberam, cahi por minha iufeiicidade em ajus-
far para rima de oilo contos de rs. de fazeudas (sen-
do mais de nielado desle valor por fazendas liradas
cm leilao, feilo pelos mesmos) que foram por mim
deitadas nas mui /n/iradonmiios dos Barroca & Cas-"
tro, em quein ti ve a simplicidade de depositar ple-
na confianca, para, sem a minha assistencia, man-
da-las cucaixolar, adverliodo-lhes que nao deixas-
sem entrar para os fardos e raixes pec,as mofadas,
como as que eu via scremiraquellaoccasio regeiladas
por oulros compradores; mas os Srs. Barroca & Cas-
tro abusando de minha ba fe, nao sencaixotaram
quasi lodas as pecas de chitas mofadas c maisdelrin-
la pec,as avanadas por um modo inaproveilavel,
como al mandaran) 25 pecas de menos do numero
indicado na factura. E islo nao foi bastante para
saciar aquella sensores; porque os Barroca & Cas-
tro ainda abusaran) de minha ba f quando leudo
eu apartado um fardo de pecas de algodosinha com
um pequeo loque de avaria, que apenas poderia di-
minuir o seu verdadeiro valor de vinle rs. em jarda,
com cujo abale eflectivamenle ajustamos, por eu
conhecer que esla tazenda por mim escolhida eslava
boa e cm estado de dar-ine bons lucros no negocio
a retalho, aquellas senhores envolvern) no encai-
xolamento, feilo sem minha assistencia um algodo-
sinho nao avariado, porm podre e inleiramenle
inutilisadu como se poierexaminar. Anda abusa-
ran) mais os Srs. Barroca j Castro quando ven,le-i-
do-me riacados franeczes pelo preso de 305 i jarda,
o metteram na conla c no valor das leltras (que
aceilei em bda f, sem examinar) pelo mesmo pre-
50 de 305 ao covado em lugar de jarda como eslava
era nada comprar anles de saldar o meu debito ven-
cido, mas elles pretexto de occupacAes, e de ur-
gentesjexpcdienles para o vapor se foram escustindo
dia a din de liquidar as conlas, nao obstante a minha
diaria c musante instancia, al que no dia 26 eu,
resoluto, 'IIk-n disse quo nao me retirara desua casa
sem concluir esle necocio, e resgatar as minhas Ul-
tras para as quaes trazia dinheiro na carteira. En-
ISo sabendo elles que cu ja linha provulo-inc de
fazendas em rasa de meus anligns e sinceros fre-
cuezes, e descontentes por isso, deram-me a conta
com o abate de vinle mil ris somcnle !!! Foi nesta
occasi.lo que condec pcrreitamcnle de que alma
eram formados aquelles Srs. que assim ludibra-
vaiu de mim!..........
Neslas circumslaucias,sahi llalli silencioso, porem
desa |i ni lado, sem saber o quo faria para salvar-me
de um prejuizo cerlu : c havendo depois me occor-
rido a lemhranra de mo dar o meu dinheiro sem
consullar a algum advugado, nao o pude fazer logo
por me aeliar haslanlemenle oceupado como embar-
que da primeira rcmessa de fazendas que eu linha
de mandar pura Sobral nu patachoEmulaco; c
foi por nao ler ainda feilo esta consulta, que cu no
da 28 passando do 3" andar onde moro pelo escrip-
torio de Barroca Castro, que fica no primeiro
andar da niesma rasa, disse-me esle que eslava ue-
cessitado de diuheiro, ao que lhe respond qne se
demorasse, pois quej havia gasto o dinheiro que
linha para elles ; mas que esperava uestes dias
muito maior quanlia, o que dizia smenle com o
fim de demorar-mc o lempo necesario para me
aconselhar melhor; enlao lomci a resolucao de pro-
curar ao Sr. commendador Manuel Goncalvcs da
Silva para que esle fosse comigo convencer aquelles
Srs. do seu irregular procedimenlo e da minha boa
f e probidide, para que elles soubcssem que eu
era incapaz de fazer rcclamai;Oe< injustas o infun-
dadas; mas n.1o obstante os meus c us esbirro, do
Sr. commendador, nao podemos conseguir abate al-
Kum, nem a soluc.io de meu dehilo para o qual sem-
pre trazia comigo o dinheiro 1
Nesie estado de cousas os Srs. Barroca & Castro
entendern) que podiam Iraicoeiramenle requerer,
como de faci o fizeram e obtiveram mandado de
embargo em minhas fazendas, queja eslavam bor-
do do patachoEmularan;e o fizeram sem que eu
nunca lvesse formalmente recusado o pasamento de
nimba, dividas, porem somenle com o nrflcn lim de
ine desacreditaron) ncslu praca, o vingarem-se do
alreviineiilu que tive de nao querer mais comprar cm
sua casa para nao continuar a eipor-me sua imi
f. Os Srs. Barroca & Castro quaudu tilo negra-
mente assiin se portaran), eslavam bem certos de
que eu nao parta para Sobral naqnella embarcaco,
e que era incapaz de retrar-mc sem Ibes pagar; po-
rem elles quizeram medir-me pela sua bilola !...
Posto que eu pretendesse. romo anda pretendo,
chamaras Srs. Barroca & Castro juizo para pe-
dir-lhet a indemmsaio do prejuizo que me causa-
ran) com a sua m f, c pela audacia com que leu-
laram enchovalhar o meu crdito comraercal. toda-
va quiz, inmediatamente que tive nolicia do em-
barco. pagar-Uie toda a quanlia de meu debito para
mostrar aquelles entes que linha, como sempre Ihes
afirmei, todo o dinheiro promplo, c que Ih'o entre-
cava sem querer prvalecer-me do direilo de p-lo
cm deposito al a nossa liquidaro judicial, c o (iz,
ua smenle porque quiz resgalar inmediatamente
a miuha firma, sustentando assim o meu crdito,
como para que nao ficasse demorado nem por um
instante o patacho limulacao, no qual seguiam de
passagr i ros para Sobral, pessoas que me s3o mu kharas
e a quem a demora causara graves Ir.instar nos ;
porem, protesto desde j que. para procurar e haver
o meu direilo, screi implacavelem perseguir quel-
Us Srs., al que os tribuna do paiz decidan) em
ultima instancia que o meu prejuizo he irremediavel,
e o farei ainda que lenha de lular rom armas desi-
guaes, porque tendo eu requerido cerlido da pel-
cao e maudado para o celebrrimo embargo expe-
dido conlra mim. nada pude alcanzar para reque-
rer o meu direilo, porque os Barroca & Castro ja ha-
viam engolido esses documentos originaos acerca
dos quaes consta nao existirm juizo, nem mcsmo a
dislribuicao. Deste modo qualquer avenlurtiro pode
requerer embargo nos heos c casa de um commcr-
ciante, que nunca duvidou paitar suas dividas, com
o fim somenle de impunemente dcsacrcdila-lo.
Concluiudo a miuha correspondencia, cujo lim he
avisar ao publico o especialmente aos Cearensese So-
bralenses, que cuidadosamente se guardem das tra-
as dos Barroca & Castro, francamenle drei a estes
Sr. que nao cessarei de empregar todos ns meus es-
for^os para Ihes arrancar aquella nao pequea quan-
lia em queme prejudicaram, aflastando de sua casa
lodos os lucros que Ihes poderiam trazer os meus
amigos, negociantes de minha provincia, que al o
presente emprecavam all nao pequeas sommas,
pois que me parece ser esle o meio mais licito de
me vingar de taroanha injuslica, em um paiz onde
o commercio existe sem sarantias e perseguido por
milbares de traficantes, salvas as muito honrosas ex-
cepte.
Oueiram, Sr. rodadores, eslampar cm seu Dia-
rio estas mal alinhavadas reflexes, que em sua def-
feza e desahafo dirige ao publico, o seu assicnanle
constante leitor.Jernimo Jos Figueira de Mel'o.
elle, e lodos que assim pensavam, po que apenas
aqui cliecou csie delegado, o Sr. Dr. Antonio de
Medeiros Fnrlado e renovaran) as suas antigs rela-
roet com o Dr. Joo I.eitc, e o resultado de ta| alli-
anja foi ilemillir todos os inspectores de quarteiro,
nomeando para os substituir, pessoas, ou aparenta-
das com o Sr. r. Joao I.eitc, e Saturnino, de que
eram seus instrumentos, assim nomeou um tal
Joaqun) l.eile, faquisla, que ha pouco havia pu-
chado urna faca para o inspector a quem succedeu,
mais um Manoel Carnauba, e oulro por nome Ben-
lo, sendo estes prenles daquelles malvados a quem
apoiam.
Aiuda nao para aqui o negro procedimenlo deste
delegado ; viudo o infeliz Jos Bezerra esta villa
muito tranquillo sem nada lemer, vislo que a sua
conscencia da nada lhe aecusava, o elle he homem
pacifico, foi preso pelo dito delegado o Sr. Anlonio
de Medeiros, e acorrenlado dos ps a cabeca com
um grande criminoso; como tamben) mandou pren-
der a Manoel Claudino, dizendo ser para recrnla,
homem este Irabalhador, e que ganhava com que
sustentar seus pais, e ao passo quo poupa a vadios,
peraltas, e aos prupros assassinos, c islo nicamen-
te por seren protegidos do Saturnino, c Dr. Joao
l.eile. Ainda temos entre os muitos fados que 110-
labelisam a poltica do [Sr. Medeiros, este que va-
mos narrar.
No dia 22 de maio sabio o lal delegado dcsla vil-
la para as povoarOes, Misericordia e Couceicjio, afim
ile capturar os asiassinos, que par ahi existan), po-
rem portn-se de urna maneira inleiramenle oppos-
la, poischegaudo a Misericordia, foi com a tropa
para a fazcmla Cachoeira e ahi oslando nada fez,
mo porque dcxassede encontrar os assassinos, mas
porque nao quera offender ao Saturniuot capturan-
do os seus protegidos, pois bem o poda fazer, por-
que, segundo dizem, elle conversara com muitos dos
assassinos. Sahindo desla faxenda para a Conceic^o
em lugar de agarrar os criminosos, que ahi se acha-
vam, mandou cercar a casa do Sr.major Kurlado,
unde prendeu um sen filho, e um rapaz que ahi se
aehava sem serem elles criminoso-, e pelo contrario,
amigos, da* paz e da orden o ludo para salisfazer o
desojo dos seus patronos.
Eis pois, senhores redactores, o miseravel es-
tado dcste termo, digno de melhor sorle ; en-
tretanto esperamos que o adnal vice-presiden-
Ic, lomando em consideraeSo esses e oulros mui-
tos fados, de que lodos os dias somas victimas
haja de compadecer desla infeliz geol, demllDdo
esle delegado imbcil, e escravo, que se lem ilei-
xado dominar por homens sobre quem deve recahir
a aceo das leis, para perseguir os. innocentes, e
proteger os reos de polica.
O velho Piancoense.
P11BL1CACA0 A PEDIDO.
Tiln. Sr. commandanle superior interina.Diz
Jos Francisco Tenorio de Luna que, para bem de
seu direilo, precisa que o secretario deste comman-
do superior lhe d por cerlido, a vista das actas do
conselho de revista, se o suppticaole foi eliminado
1I0 lerceiro batalhao de guarda^oacionas da frecue-
zia da Boa-Vista, e o dia, mez e anno em que levo
lugar psja eliiuiuarfio.Pede "V. S. assiin lhcde-
fira.E R. Me.tntonio Jos de Oliveira e Mi-
randa, procurador.Recife 18 do agoslo de 1851.
Passc.Quartel do commando superior da suarda
nacional do Recife, 25 de agoslo de I*Vi.Guima-
rites, commandanle superior interino. Cumprindo
o despacho relro, certifico que das acias do conse-
lho de revista, consta que o supplicaulc Jos Fran-
cisco Tenorio de Luna, oblcve o despacho seguinlc :
Deferido pelo conselho, Jos Francisco Tenorio de
Luna, cm visla dos documentos e participara > all -
rinl do subdelegado supplonte da freguezia da Boa-
Vista, cujo despacho foi dado peranlc o conselho de
revista em o l.o ilc agosto de 1854. Secretaria do
commando superior interino, 1. de selemhro de
1854.O secretario, Firmino Jos de Olivara.
Srs. Redactores.Quando se eleVa'o clamot pu-
blico, falla o sabio, ignorante, o mojo, o velho, e li-
11 .lmente lodos fallan) ; assim lepalrTse elevado esse
clamor em razao dosassassuatus, rouboseinjuslicas,
aqu pralcadas, n.1o posso deiiar de recorrer ao
--u ronceiliiailo jornal, para fazer ver ao publico u
estado lamenlavcl, a que lem chegado esle termo, o
que sem iluvda est alm de minhas forra-, vislo ser
eu um pobre malulo, fallo de conhecimenlos, c con:
lando j muitos invenios.
Principiare! mostrando alguns rrimes c cruelda-
des que se lem dado nesta villa, mais logo as provi-
dencias tomadas pelo presidente da provincia afim
de castigar os criminosos e garantir a vida e pro-
priedadedo cidadao.e finalmente concluir) fazendo
ver a maneira parque se tem portado o novo delega-
do, e que para aqui foi ha pouco mandado.
Pelos fados que passo a referir, os lei lores poderau
ver se nao lenho razao, quando digo que esle termo
*c acha em completa anarchia.
O subdelegado Estaoislo Lopes da Silva, homem
de mrito, respeilador das lcis,.e como lal reconheci-
do geralmenle, foi varias vezes emboscado por assas-
sinos que desejavam lir.ii-llie a vida, at que final-
mente, iudo para a sua (azenda Caldeirao, Ires quar-
los de legua distante desla villa, foi accommeltido
por um bando de sicarios, e atrosmenle assassina-
do, sendo estes espoletas e satlites do famigerado
Saturnino, de seu genro, lilho do celebre Serafim
Haposo, os quaes foram os principaes mandantes des-
se brbaro assassinalo.e almdestcs prestaran)auxilio
para semclhante a lien lado os D. Joao l.eile e Izi-
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIFE 4 DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
C.ola^Oes otliciaes.
Cambio sobre Londresa 60 div. 27 d.
Couros seceos salgadosa 160 por libra.
Descont ile leltras de 30 diasII ao anuo.
Dito de ditas de 60 das7 \ ao auno.
Frele de alendan para o Havrea 350 rs. por arro-
ba e 10 % ,
ALFANDEOA.
Rendimciilo do dia 1 a 2 ., i. 20:1743677
dem do dia 4 ^ J. Stl37#683
J,
*
25:6123360
Uesearregam hoje 5 de selemhro.
Barra francezaHavremercaduras.
('alera inglezaGenevieceidem.
Rrguedinamarquczjauistfarinha de (rigo.
Hiate brasileiruFortunapipa vasias.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 2..... 869S0I9
dem do diaH........ 6509802
que.rou1roirc%izoT^ dro, porm estes debaixo da negra capa da hvpocri-
le que ltimamente fizeram depois de haverem re-
cusado, por verem provado esle escndalo de seus
proprios conhecimenlos e conlas. Oulros pontos
de nli leudado runiinerrial de pnura monta cncon-
tram-se noexame das contase leltras dos mesmos
senhores, que deixo de analisar, para me nao tor-
nar demasiadamente exleuso. Vejamos como se por
taram esses negociantes que assim lauto me preju-
dicaram.
Como as fazeudas sao conduzidas em carretas do
porto de desembarque para Sobral,nao podiam all
chegar lodas de urna so .vez, c foi ~^pot isso que
quando abr os fardos da primeira carreta, conheci
o primeiro prejuizo das chitas mofadas que logo re-
clamei i aquelles senhores um abale'(de 1808000)
constante de minha primeira caria datada de 5 de
noyemhro, enviada inmediatamente ; c quando de-
pois de ter eu recebido o resto das fazeudas, e co-
nhecdo todo o meu prejuizo, linha escripto oulra
caria fazcudn as reclamarnos necessarias, deixei de
enviar esta, porque recebi dos Srs. Barroca iS Cas-
tro urna resposla que, escarneceudo de minha pri-
meira reclamaco.diziam todava quecumigo faria to-
do o irranjo quando eu voltasse esta praca : eu,
pois,chocado por semelhante procedimenlo guardei
silencio acreditando ainda que aquelles senhores
me atlendessem, quando me ouvissem S eslivessem
mclhnrmente informados do meu procedimenlo c
prohiiladc 110 commercio.
Cheguci i esta capital s 5 horas da larde do dia 14
de agosto p. p., e por ser da santa o seguinle, di-
rigi-me no dia 16 a casa dos Srs. Barroca & Castro, e
fazendo-lhes lodas as minhas observaees, ped que
lirastem a conla com um abalo razoavel (ainda mes-
mo pe tendo eu melade do prejuizo) pois que tra-
zia o dinheiro promplo para saldar lodo o debito e
regalar as minhas letlrs ; ao que aquelles Srs.
fingirn) nao recusar, pedindo que eu lizesse as no-
vas compras para o meu sorlimenlu deste anuo, di-
zendo que fui un comigo todo e qualquer arranjo ;
eu pois insist observando-lhes que o meu cuslume
1:5199821
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 2..... 203130
dem do dia 4........ 2319296
2518426
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dil 1 a 2.....1:7139758
dem do dia 4 .' i......1:7739133
3:4879191
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I a2 1:1383519
dem do dia 1........7529997
l:89l|546
MOVIMENTO DO PORTO.
(r) O que na realdade houve foi a falla de lem-
hranra de que havia quem necessitasse de uina ad-
vertencia sobre aquillo que est ao alcance de qual-
quer. Fallavamos da legislacilo portugueza, adop-
tada entre nos, e segundo a qual a maioridade era
fixada cm 25 annus: ora, tendo a lei de 31 de ou-
tubro de 1831 diminuido esse lempo, fixando em 21
anuos a maioridade. lira va subeuleulida a modifica-
rao do anligo direilo n'essa parle.
(s) Agradecemos ao Sr. vigario a hahiilade com
que. aproveilando-se dos dados fnrnecidos pelo nos-
so arligo, propoz-sc acrilica-lo rom o auxilio da Inc-
lu .1 e da muila-j.io ; mas pode eslar rerto de que
quem o leu alien lamente, nos far juslica, reennhe-
cendo ao menos que as rcpelires 011 repisaduras fo-
ram dcixadas para oulros que dolas mo podem
preseeudir.
(I) Nenhuma culpa lemus de que o Sr. vigario nao
descubra a razao das dilfercntcs disposi^es do cod.
civ. Fr. na maleria de que se Irala. Com mais al-
guma leilura e esludo S. Rvm. molieren o que ig-
nora.
(o) E nos aqui ficamos, repolludo ao terminar,
que reamos de toda iliscusso com S. Rvm., pelos
motivos exposlos em principio. Parece-nos mesmo
ouvir j dizer alguem do publico: Claudite ricos
puerijam satis prtita biberunl.
Pedimos disculpa aos nossos Icilores pela exlcn-
slo das notas com que fomos obrigados a ncompa-
nbar o Sr. correspondente, tendo cerlo que mais in-
dulgente nao podamos ser, tallando por mnitas pre-
ciosidades, alm das notadas, para deixarmo* algu-
ma cousa ao juizo -di p a Mico em quem confiamos.
sia. Nio narrarei este fado com todas as suas parti
cularidades, porque j foi publicado em um jornal
desla provincia. Depois de I un ei em perpetrado tao
horrendo ciime, rerolhcram-sc aquelles malvados as
casas de seus pairnos indo o maior numero para a
casa do Saturnino, em sua farenda Cachoeira, c ahi
fizeram coito com mais alguns criminosos, que se
encorporaram a elles, afim de gozarem da prolecrao
do dito Saturnino, vislo que eram perseguidos em
oulros lugares, e entSo dahi sahiam para fazercm
rouhos c morios ; ora, dirigindo-se povoarao da
Misericordia, distante daquella fazeuda urna legua,
onde exlorquiam dos pobres negociantes fazendas,v-
veres, e ludo aquillo que Ihes dava novamcnle na
vonlade, sendo esles iufelizes obrigados a condescen-
der para evilar de ser victimas, como foi um pobre
homem que, Irazendo para a fera urna carca com
vveres, e recusando dar oque elles desejavam, no
meio do camnhu daquella povoarao para a (azenda
Cachoeira ; ora, dirigindo-se uniros lugares onde
pracavam actos semelhanles. Nao se leudo acia-
do com tantos crimes estes malvadas e sens prolec-
tores, lenlaram assassinar o maor_Joao Furlado, seu
filho Autonio Furlado e mais o inspector da povoa-
rao denominada, porm felizmente nao se rcalisa-
ram seusdesejos, porque viudo odilo major de sua
fazenda Campos mista naquclla povoarao, em com-
panbia de seu lilho Joaqun) Furlado, do referido
inspector, um seuprimu emais tres, ou qualro sol-
dados de guarda nacional, c ja saliendo que o pre-
tendan) assassinar, que lhe armavam emboscadas ao
passar por um morro distante de sua fazeuda meia
legua, teve um desles presculiinenlos, que se dao
algumas vezes, c comecou a sondar com sua gcnle
aquello lugar, e lendo encontrado os assassinos que
o esperavam, esles deram una descarga de tiros so-
bre o major e seus companheiros, a qual esle em sua
defeza, mandou responder com oulra, ilepoisdo que
aquelles assassinos deitaram a fugir morreado um
dellese ficando gravemente ferido um do lado con-
trario, de que veio a moirer ; havendo malogrado
tao nefandos projectos, relirarani-se nao se apresen-
laudo mais na Conceico.lugar esle.vzinbo daquellc
alienta lo ; c quando seus habitantes se davain por
felizesdcse verem liv res daquellas feras.cis que re-
apparccem, coiuinandados pelo Jos Brava, fazendo
as ni mires insolencias, leudo nesta occasiao pegado
una pobre mulher, e depois de a haverem despido,
a cpaiir 11.1111 brbaramente. Eis o estado a que
lem chegado esle infeliz termo, a poni de se prati-
carem crimes laes, e nao haver puuirao, nao enume-
rando oulros porque sera um nao acabar. Vendo o
juiz municipal supplcnlc que mo poda dar as pro-
videncias precisas por lhe fallar forra, dirigio-se i
capital e pedio au Exm. Bandcira de Mella, enl.io
presidente, alguma Iropa para capturar os crimino-
sos, o fazer respeilar as leis; cnhlo aquello cxcellcn-
lissimo tomou a medida de mandar um delegado es-
trauho localidade, percebendo ordenado, acompa-
nhado de um destacamento, afim de poder obrar li-
vremente, e com iostica.; porm quanlo se euganou
|L A'aco.s entrados no dia 4.
MaceitV2 horas, hrigue inglez Titania, de 220
toneladas, capitao llenry Pearce, equipagem 12,
carga assucar e algodo ; a James Crabtrcc &
Companhia.
Ass9 das, patacho brasileiru Sania Cruz, de
102 toneladas, capitao Marcos Jos da Silva, equi-
pasen) 7. carga sal; a Caclano Cyriar j da Gosla
Moreira. Passagciros, Jos Martins F'errera e 10
escravos.
S. Ualheus pela Baha21 dias, c do ullimu porlo
11, hiale brasilciro Anphitrite, de 41 toneladas,
meslrc Luiz Joaquim da Silva, equipagem 8, car-
ga farinha de mandioca ; a Moreira & Irmaos.
Navios sabidos no mesmo dia.
Rio da l'r.ilaHrigue hespanhol Cyro. capilao Sil-
vestre Estope, carga assucar c agurdente.
Rio Grande do NorteLaucha brasileira Feliz das
Ondas, nie-tre Anlonio A Ivs Martins Falcan,
equipagem 1, carga varios ^eneros. Passageiros,
Francisco Lopes Galvao, Antonio Joaquim de Fi-
gueiredo, Manoel Antonio das Nevos.
Para e portos inlcrmediosVapor brasileiro S. Sal-
vador, riimmau l.inle o 1. lenle Sania Barbara.
Passaceiros desta provincia, Joao Pedro Ribciro,
Antonio Mara Cardoso, Joaquim Antonio Alves
Ribciro Dr. Francisco de Assit Pereira Rocha c
1 escravo, D. Euzenia Emilia Silviira, 1 filha, l
criada e I escrava, e 1 ex-praca. Desemharcaram
:l allomaos presos ordem do Illm. e Exm. Sr.
presidente por calieras de molim.
baoquedispOe a respeilo a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferrara d!'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouiaria provin-
cial, em cumprimentu da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do correle, manda fazer
publico, que peranle a junta da fazunda da mesma
ihesouraria, se ha de arrematar no dia 21 de selem-
hro prximo vindouro, a quem por menos fizer a
obra do aperfciroameulo do 2. lauro da estrada de
Apipucos, avahada em 28:3899603 rs.
A arrematarlo' sera fcila na furma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do crrente anno, e sob as
clausulas especiaesahaixo copiadas.
Ai pessoas que se propozerem a esta arrematado,
comparecam na sala das setses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, compelculemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presento, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 26 de agoslo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira 'Annunciacao.
Clausulas especules para a arremataco.
1.a As obras dos aperfeicoamcnlos do 2. laoc.0 da
estrada de Apipucos, far-se-hau de eonformidade
com o orrameulo o perfis approvados pela directora
i-in con-ellio, e aprescnladosa npprrvacio do Exm.
presidente da provincia, na importancia de res
28:3899603.
2. O arremtame dar principio as obras no pra-
zo de .'10 dias, e dever conclui-las no de 6 mezes,
ambos contadas na forma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3._" O pagamento da importancia da arremataran
realisar-se-ha na forma do arligo 39 da mesma
lei.
1." O arrematante excedendo o prazo marcado
para a conclusu das obras, pagar urna multa de Irc-
zcnlos mil rs. por cada mez, embora Uto teja couce-
dida prorogacao.
5.a O arrematante durante aexecu(3o das obras,
proporcionar transito ao pblico eaos carros.
6. O arrematante ser abrigado a empregar na
execurAo das obras, pelo menos melade d pessoal
de gente livre.
7.a Para ludo o que nao se achar determinado nas
presentes clausulas, nem no orrameulo, aeguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. t O secretario,
Anlonio Ferreira d'Annunciacao.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz do
commercio da segunda vara nesta cidade do Reci-
fe de Pcroambuco, por S. M. I e C, o senhor D.
Pedro II, que Dos guarde ole.
Paro saber aos credores incerlo* do fallido Leo-
poldo Jos da Costa Araujo, que Caetano da Cosa
Moreira por execucao que cncamlnha conlra a mas-
sa do mesmo fallido, fez por esle juizo proceder a
peuhora na quaulia de 2759568 em dinheiro, que
se acha no,deposito geral desla cidade; e para que
os credores incerlos do fallido possam requerer a
preferencia que tivercm quaulia penhorada, os
chamo pelo presente edilal para que po prazo de 10
dias contadas da puhlicaeo desle, comparecam ueste
juizo e alleguen) a preferencia que tiverem sob pe-
na de te proceder ao levanlamento da referida quan-
lia a favor do exequente. E para que checue a no-
ticia de todos mandei passar o presente cdital que
ser impresso no jornal, e dois do mcsmo theorque
|sei<1o afiliados na praca do commercio e na casa das
audiencias. Dado e passado nesla cidade do Recife
de Pernamboco aos 31 de agoslo de 1854.Eu Ma-
noel Joaquim Baplista, escrivo interino o escrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do civel nesta cidade do
Recife, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
Faro saber aos que o prsenle edital virem e delle
nolicia tiverem, que no dia 22 de selembro prximo
cgiiinte, se ha de arrematar por venda a quem
mais derem praca publica Ueste juizo, quo lera
ger na casa das audienciat depois de meio dia com
assislcncia do Dr. promotor publico deste termo, a
propriedade denominada Pitanga, sita na freguezia
da villa de Iguarass, pertcncenle ao patrimonio das
recolhidas do convento do Saiilissimo coracilo de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade lem urna le-
gua cm quadro, cujas extremas pegam do marco do
eogenho Monjope que loi amigamente dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianleao lugar
que chamam Sapticaia da parte esquerda, e dahi
cortam buscando o sul e alravessam o no Iguaras-
s, Pitanga, al encheruma legua, e dalli parle bus-
cando o nascenle at cncher oulra legua, e dalli
'buscando o norte donde principien com oulra legua
que faz ludo urna legua em quadro, com urna casa
de \ venda pequea de lelha e laipa ha pouco aca-
bada, avahada por 5:0009000 rs., ruja arremataran
fui requerida pelas ditas recolhidas em virlude da
licenca que obtiveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novemhro de 1853, do Exm. ministro da jus-
lica, para o produelo da arremalaco ser depositado
na thesouraria desta provincia al ser convenido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que chegue a nolicia de lodos, mandei
passar edilaes que ser3o publicados por 31) dias no
jornal de maior circularan, e afiliados nos* lugares
publico.
Dado ejpassado nesla cidade do Recife de Pcr-
nainhucu aos 9 de agosto de 1854.Eu Manuel loa-
quim Baptisla, escrivo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
Perante a cmara municipal desla cidade esla-
rao em praca publica nos dias 6, 9 c 14 de selem-
hro prximo vindouro, para serem arrematadas por
um auno, cunlado do 1. de outubro do correte an-
uo, as rendas da municipalidade ahaiio declarada!.
(Jj) prcleiidenles podem comparecer nos menciona-
dos dias, munidos de dous fiadores, habilitados na
forma da lei, sem o que nao sern admitlidos
laucar. E para que chegue aoeonhecimenlo de lo-
dos, se mandou publicar o prsenle. Paco da cma-
ra municipal do Recite em se-sio de 30 de agosto
de 1854.Bario de Capibaribe presidente. No im-
pedimento do secretario, o ollicial maior Manoel
Ferreira Accioli.
Rendas.
Imposto de afcricOes......
dem de 500 rs. sobre cabera de gado.
Idemderapim de planta.....
dem sobre mscales e hnceteiras .
dem de 80 res sobre carga de fari-
nha, e oulros gneros veodidos nos
mercados pblicos das freguezias de
S. Jos e Boa Visla......
Rendimento dos acoucues pblicos da
Boa Visla, Cinco Poutas, c pateo da
Ribeira de S. Jos.......
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo dala vara do commercio nesla cidade do
liecife de Pernambuco por S. M. I. c C. o Sr.
D. Pedro II, que Dos guarde ele.
Faro saber aos que u prsenle edilal virem que,
nao se tendo reunido os* credores dos fallidos Bar-
bosa & Lima, para elegerem o deposilario que ha
de receber e administrar provisoriamente os bens da
casa fallida sao j>e\o prsenle de novo convocados
os mesmos credores para te reunircm no dia 6 do
correnle mez, em casa de minha residencia na ra
da Concordia, pelas 10 horas da iii.uili.in. para o fim
indicado. E para quo chegue a nolicia de todos
mandei passar o presente edilal, que sera publica-
do pela imprensa .
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 4 de selembro de 1851,eu Manoel Joa-
quim Baptista escrivo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
Maranhao e Para'
;| com destino a estes dous portos
~5aUfc deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
ve o mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros tratarse com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
Para o Porlo segu viagem em poucos dias a
barca portugueza Flor da Maia, capilau Jos de
Azcvedo Canario, quem na mesma quizer carregar
ou ir de passagem dirijo-sea seu consignatario Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva, ou ao mesmo capitao.
Para o Assu".
Segu viagem imprcterivelmenla no dia 9 do cor-
renle o patacho nacional Santd Cruz, para canja
Irala-se na ra da Cruz n. 28, escriplorio de Eduar-
do Ferreira Bailar.
Para o Rio Grande do Sul seguir breve o pa-
tacho Temerario, para oude recebe carga a frele:
quem no mesmo quizer carregar, pode entender-se
cum o seu capitao Jos Antonio Candido de Souza,
ou coro Amiiriin Irmaos, na ra da Cruz n. 3.
Para a Babia sahe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Maria, por ter
a maior parte do seu canegamento prom-
pto ; ara do resto da carga e passageiros,
trata-se comNovaesdi Companhia, na ra
do Trapiche n. 54, ou com o capitao na
praca.
PARA O RIODEJANEHIO
Segu com brevidade o veleiro brigue
nacional Damao por ter parte do seu
carregamento piompto : para o resto,
passageiros e escravos a Trete, para os
quaes oFerece excellente* commodos, que
podem ser examinados, trata-se com Ma-
chado& Pinheiro, na ruado Vigario n. 19,
segundoandar.
u Sebasliao.
1) Sena.
Costa. Pinto.
1) Reis. Mendcs.
)) Monteiro. Alves. Sania Rosa,
)) D. Pereira. Ruicndo. Amalia.
D. Orsal.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do correnle, manda fazer
publica, que perante ajunla da fazenda da mesma
thesouraria, se ha de arrematar no dia 21 de selem-
hro prximo vindouro, a quem por menos fizer, a
obra do aperfciroameulo c calcamento do l.'lani;o
da estrada de Apipucos, avahada em 31:0378500
reis.
A arrematac.lo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do correnle anno, c sob as
clausulas especiaos ahaixu copiadas.
As pessjas que se propozerem a esla arremalaeao,
coiitparceain na sala das sessesda mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitada.
E para constar se mandou aflixar o presente, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co, 26 de agosto de 1851. O secretario,
Anlonio Ferreira d'Annuniiarao.
Clausulas especiaes para a arrematando.
1.a As obras do aperfeiruainentoe calcamento I. lauro da cslrada de Apipucos, far-se-bao de con-
forniiiiade com o ornamento e perfis approvados pe-
la directora cm conselho, e aprcscnlados a appruva-
ro do Evin. presidente da provincia na importan-
cia de 31:0379500 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, e dever conclui-las no de 6 mezes,
ambos contados na forma do arligo 31 da lei provin-
cial n. 286.
:).-' O pauamcnloada importancia da arremataran.
realisar-se-ha na formado arl. 39 da mesma lei.
1.a O ai reinal,me excedendo o prazo marcado
para conclusao das obras, pagar urna mulla do lie-
zentos mil rs. por cada mez, embora lhe seja ronce-
di-la plorujarao.
5." O arrematante durante a execurao das obras,
proporcionar transito ao publica e aos carros.
6.' O arrematante ser abrigado a empregar na
evecuc-io das obras, pelo menos, melado do pessoal
de gente livre.
7.a Para todo o que nao esliver determinado nat
prsenles clausulas, nem no orrameulo, seguii-se-
13:4518000
11:5008000
1:001-8000
2)25000
1:1008000
2:0539000
SOCIEDADE DRUIVTICV HKHAI1A.
Brilhante e pomposo espectculo.
Quinta-feira 7 de setembro.
5.a RECITA DA ASSIGNATURA.
Depois da chegada do Exm. Sr. presidente da
provincia, a companhia dramtica cantar o bymno
nacional peranle as augustas elligies de SS. MM.
Seguir-sc-ha depois a represciilarao do novo e
apparatoso drama em 5 actos, cque se denomina
0 YUI UU.1II Il\ FRAGATA HEDLZA.
Personagens. Actores.
Pedro Beruard, piloto francez Os Srs. Bezerra.
L'm emigrado francez .
Matheus Lonchan!, marinhei-
ro dilo.......
Audr marinheiro da repbli-
ca.........
lim i apilan ingle/ ....
A i linar de Marsay lenle de
mariiiha.......
O Parisiense marinheiro. .
O Champanhez, depois Da-
niel ........
O commandanle da Meduza.
Joao marinheiro francez. .
Graiudesel grumete. .
Um ollicial inglez. .
Genoveva m.li do Pedro .
Maria rapariga educada por
Pedro........
Urna crianca......
Soldados da marinha, marinheiros francezes ditos
ingle/es, olliciaes etc.
O I. acto he passado na coberla d'uma fragata in-
gleca, finalisandn o aclo com um bello combate
naval.
O 2. he passado junio aoestaleiro onde esta a fra-
gata Meduza, prxima a ir ao mar.
O 3. Em um quarto deeslalagem.
O A' borda da fragaUHileduza cm viagem, on-
de se fara o feslejo da passagem da liuha, canlar-se-
hao lieliissimo. choros, e haverao varios dansados
de eahoclos, de marinheiros, de pretos, e um bello
terceto pelo Dos da linha, (o Sr. Mendcs. sua espu-
sa, (o Sr. Santa Rosa) e o engranado champanhez, (o
Sr. Monteiro ; fnalisando o acto com o naufragio
da fragala sobre um banco de areia.
O 5. e ultimo aclo passasse no meio do ocano so-
bre urna jangada onde se salvaram varios nufragos
da fragala Meduza.
Eis o drama que a sociedade dramtica emprezaria
escolheu para prsenlar em scena no grande dia 7
de selembro, ella nao se (cm poupadu a despezas c
a fadigas pessoaes. s afim de agradar ao respeilavel
publico desla capital, de qum espera toda' a pro-
teceSo.
Para occorrer as grandes despezas que etige*o
drama, a sociedade precisa vtuder os camarotes e
plateas por tres recitas, sendo aprimeiraa 7, a se-
gunda a 9, e a (erceira a 13 do correnle. Dia pri-
meira e segunda represenlar-so-ha o mesmo drama
a Meduza, e na terceira o espectculo ser diOercn-
le, sendo annunciado pelo jornal como he costme.
Os Srs. que eucommendaram j camarotes e in Hie-
les de platea para as referidas recitas, lenham a
bondade de vir ou mandar receber os competentes
carines al o dia 6 a noile no escriplorio da direccao
da sociedade. Os poucos bilheles de platea e cama-
rotes de terceira ordem que existen), tcham-se des-
de j venda no mesmo escriplorio.
Principiar as 8 horas.
. N. B.Declara-se para governo dos senhores as-
signantes, que a 2" recita da Meduza no dia 9, he
livre da .asignatura, os senhores asignantes que
quizerem ficar com os seus camarotes e cadeiras, pa-
ra a referida uoitede 9, queirarfr parlicipa-lo ao ca-
marotero, ou bilheteiru, na noile de 7, pora noca-
so de os nao quererem, puder a suciedade dispar
delles para as muilas encommendas que ha para este
espectculo.
DECLARACQ ES.
LEILOES
COBREIO.
Carlas seguras vindas do sul para os senhores:
Antonia Piulo Nngiieira, A. Vasconcellos Menczcsde
Drummond, Francisco Ignacio Tinoco de Souza,
Carlos Augusto Ferreira de Abren. Jos Bernardo
Magalhaes, Joao Luis Cavalcanli de Alhuquerque.
Marcelino Dornellas, Manoel Joaquim Ramos e Sil-
va, M. Garca Gil Pimenlel, Prxedes Gomes de
Souza Pitanga, Santos & Bolim.
A mala que lem de cooduzir o brigue nacio-
nal Elvira, ser fechada para o Bio de Janeiro hoje
(5) ao meio dia.
O conselho adminislrativo, em cumprimento do
arligo 22 dorcgulamenlo de U de ilczcmbro de 1852,
faz publicu que foram aceitas as propostas de Timm
Mousen & Vinassa, Joao Pinlo de Lemos Jnior,
Antonio Pereira de Oliveira Ramos, Francisco Ma-
ciel do Souza, Adamson owic i\ Companhia, Pa-
ln Nash, Souza & liana \ para fornecerem o Io,
1445 covados de hollanda de forro a 100 rs.. 1816
varas de brim branro liso a 350 rs.; o 2o Ji7 ca-
poles de panno alvadio a 99800 r. : o 3", 2 Islins de
couro blanco com lalabarle e molas a 11-8 rs. ; o
4", 1045 pares de sapa I os a 19490 rs.; o 5", 88 co-
vadus de panno azul 128200 rs.. 293 varas de brim
para embornaes a 320 rs., 1000 covados de baetilha
branca para cartuxos de arlilharia a 100 rs. ; o 6n
lili i) varas de brim da Russia a 520 rs. ; o 7, 25
grosaa de boloeshraiicos de osso a 300 rs., 36 ditas
de ditos pretos a 300 rs. ; e avisa aos supradilos ven-
dedores que devm recolhcr ao arsenal de guerra os
referidos objeclos no dia 6 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
dmeoto do arsenal de cuerra. 4 de selem-
hro de 1851.Bernardo l'ereira\do Carino Jnior,
vog.il c secretario.
ANCO DE PEKNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Peinainbuco,
a realisaremdo 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais ."50 0(0 sobre o numero
das accoesque Mies foram distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, dedos mil contos de reis,
conforme a resolucao tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 2G de selem-
bro do anuo prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1854.O se-
cretario do conselho de direccao,
J. l.deM, Reg,
Terca-feira 5 do- crremeos 10 '{ horas da ma-
nhaa, o agente Vctor far leilao no seu armazem
ra da Cruz n. 25, de grande sorlimenlo de obras
de marecneiria novas c usadas de diQerenles quali-
dades, um ptimo pianno inglez, relogios para algi-
beira de metal galvanizado, obras de ouro e prata
de lei, diversas qualidades de espirito como licor
francez, e absynthio, chapeos de caslor brancas e
prelos, uum cavallo russu muilo novo com todos an-
dares, e oulros muitosobjectos que estarn a vista
aJJ dia do leilao.
LARGO DO COBPO SANTO.
Ilustren Rooker & Companhia continan por ih-
lervencao do agente Oliveira, o seu leilao de avulta-
da porreo de fazendas, lodas proprias do mercado :
lerca-feii a. 5 do correnle, as 10 horas da ninnbaa em
ponto (vislo lerem de concluir corlas contas); no seu
armazem do indicado largo.
Quarta-feira 6 do correnle. as 10 ', horas da
manha, o agente Borja far leilao em seu armazem
ra do Collegio n. 14. De diversas mobilias de Jaca-
randa com pedra, e sem ella, ditas de amarello, e
oulras muilas obras de marcineria novas c usadas,
relogios ile dificreiiles qualidades, porcao de obras
de ouro c prata, quadro com ricas estampas e mol-
duras ele, e oulros varios objeclos osqui.es se acham
patentes no mesmo armazem, c rao a leilao sem li-
mite.
Bruna PraegerACconlinuarao, porinlorvenr,.1o
do agente Oliveira, o seu leil.in de avultado sorli-
menlu de fazendas suissas, alennlas, francezas e in-
clczas, as mais proprias do mercado : quarla feira 6
do correnle slOhoras 4a mauhaa no seu armazem,
ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Aracaly ego em poucos dias o hiate
nacional Strgipano, recebo ainda alguma carga
i rer muilo commodo: a tratar na ru* do Vigario
n. 5.
Jas Ferreira Alves, morador na barra de
Sanio Anlonio Grande, previne ao respeilavel pu-
blico que niiigiieiii faca Iransarc.lo com urna lellra
por elle assignada, ao Sr. Manuel Joaquim Fernan-
dos, da quanlia de 3508000 rs., reslo de compra de
um escravo que o mesmo Femantes vendcu-Ihe.
dizendo ser seu legitimo possuidor, e queja est
provado nao ser, o qual lhe consla que he condecido
por Manoel Candcia, c eslar presentemente para
Sanio Aullo.
Precisa-se de urna Sr." honesta e de bons cos-
liimes, qued garanta esses quesitos, para ir edur
car duas meninas em um eueenho, fazendo-se-lhe
as vanlageus de ordenado, me/a, roupa lavada e
casa independcnle da doSr. de Eiigcnho : quem
convier procure ao proprielario desla Ivpographio,
que lhe indicar a pessoa competente com quem
tratar.
Eduardo Power, subdito britnico, e um seu
lilho menor van para a Inglaterra.
[RMANDADE DAS ALMAS NO
BECIIE.
O juiz da irmandade das Almils, erecta
na matriz de S. Fr. Pedio (loncalvesdo
Itecife, convida a lodosos irmaos da mes-
ma rmattdade, para que comparecam no
dia 8 do corrente, pelas 9 horas da ma-
nha, no consistorio da irmandade, afim,
de approvarem o novo compromisso que
teinde reger a irmandade.
Urna pessoa que se quer incumbir de coziuhar
para 3 ou 4 pessoas,faz ver por esle a quem precisar,
que ser bem servido com toda a perfeicao, a vonla-
de das pessoas, assim como se obriga a mandar em
suas rasas a (oda hora que quizerem: na roa da Ca-
deia de Sanio Antonio n. 20, se dir quem be.
Aos Srs. accionistas e possaidore de cau-
telas do seguro de lotetias.
O empresario do seguro de lotera*, repeliodoos
annuncios que fez publioar no Jornal do Commer-
cio, Curreio Mercantil,! Diatto do Jtio de Janei-
ro do l.de maio prximo pasudo ; e reiterando
tambem o que ponderou no bmanco inserido ua-
quelles jornaes em dalas de 1 e 2 de julho ultimo, o
qual continua a distribuir-so gratuilameote no Ba-
zar Fluminense, ra da Quitanda n. 48, convida
novamcnle aos Srs. accionista* e possaidore* de cau-
telas ilo seguro de loleriai. qoe ainda nao receberam
as indemnisaroes a que leem direilo, para qoe ha-
jan) de mandaT casa cima mencionada, dos dias
uleis das 'J horas da manha.i as 3 da larde, eflectuar
esse recebimentocom a possivel brevidade, e nunca
depois do dia 31 de outubro do crrenle anno,' em
que espira o prazo de 6 mezes'marcado pan
pagamentos.
a As indemnisa^Oes serio feitas (como se iS
ii balaoco o se acha estatuido; pela forma Mrfo-
cida a respeilo dos bilhetes brancas pelo art. 2.
ii dos estatutos do seguro, iiiorie, melade da sua im-
ci porlancia escolhida pelos possuidores ou porfado-
u res das accoes, denlre todos os objeclos existentes
no Bazar, e a oulra melade tirada daquelles de
a que a casa livor maior porra e ella designar ; mas
pos-uindu a livraria do estabclecimcnto mais de
itoze mil volumes em todas as linguas e sobre lo-
dos os conhecimenlos humanos, muitos dos quaes
a conslam dos catlogos que ja se acham impresso
e se distribuem gratuitamente, confere-se o direi-
ii In de toda a escolha aos Srs. accionistas que qoize-
ii rem realisa-U exclusivamente em livros.
A pedidoide alguns Srs. accionistas que morad a
grandes distancias, e que por isso Ibes causa incotn-
modo mandaren) receber na corte as suas iudemni-
saedes em fazeudas, lemos-nos prestado a dar-lhes,
em troca dellas, oulras accoes que representen) me-
lade do valor primitivo das qne possoirero. ficando
estes senhores com direilo unicarr.enle ao dividendo
em dinheiro que possa tocar lano s acedes antigs
que pagaran), como s modernas, qoe por esla ma-
neira receben) : sendo certo que estas ultimas nao
parlilliam o dficit realisado, porque a data da emis-
so da romeco, e reculo a conla respectiva, como
dispe a ultima parle do art. 3. dos estatutos. O
possuidor, por exemplo, de urna aeco de 208 que
ainda nao recebeu indemnisaroes, e quer desistir do
direilo que ellas lem, recebe meia aceto nol valor
do 108, com o que eleva a 308 o total -s sua en-
trada ; e como duas tercas parles deslas sao empre-
gadas na forma dos estatuto, em bilavate de lote-
ria, islo he, os )* que o acejonisla eflectivamenle
tlesembolsou, segue-se que so filio desiste por esta
forma das suas indemnisaroes em fa lmbcni
o Bazar nao recebe os.50por cenlotHM iatocariam
do seguro, havendo assim inteira O la recipro-
cidade ; e tirando nicamente a casa
comi'nissau da venda dos hilheteM forma
o possuidor de meia aceito podo fM
quarto, e o de 4. nutro volt
Tanto os So. accionistas _
vros ou antro ohjeclos por ^
que, em vezdesses objectos, qu
sao rogados a dirigir quanlo antfl
cacoes ao Bazar Fluminense, de*l
desles casos, apresentar ou remolle
as accoes que poasoirem. para uella
necessanos assenlamenlus, depois do t
nesse mesmo do, Ihes serao entrego
vidos. Bernardo Xavier Pinto 4x Sonsa,
Conlinoam a vender-se :
Accoes do sociedade de loteras a- 208000
Meias accoes.......1OJO00
(.luarlos de aeco. ... 1 5000
Eslas qnanlias aehara-se garantida pela maneira
dif posta no esla lutos, que se dislnfcoem gratuita-
mente no Bazar Fluminense, ra la JottDta n. 48.
* Josa Gonralves Tom*, Hj lampo para
se despedir dos seus amigos pelf brevidade de sua
viagem, o faz pelo presente, ofTereceado-lhea seus
servijos na cidade de Lisboa.
O padre Antonio Jos de Sooza < lome pfbpoe-
sc a eiisiuar particularmente a iingoa franceza:,
quem quizer ulilisar-se de seo presumo, dirij-se a
cidade de Olinda, ra do Carino, casa terrea que
lem um lampeSo no porlo, e quo fazqofi
becco de S. Francisco.
No dia ti do renle, na porta do Illa. Sr.
Dr. provedor de capellas e residuos da soga
r.i, na ra estrella du Rosario, as 4 hora da tarde,
se bao de arrematar as Ierra o tios do Campo
rs., cnnlendo urna rasa de pedra ocal, com 2 salas,
i quarios. cozinha, casa de farinha, estribara; os
sitios sao 7, com minias l'rucieira, coqueiros, baixa
para capim, campo para criar gado, plantar, tem
urna boa camboa para embarque e desembarque
aira/, dos sitios, tem 400 e tantas bracas do testada, c
os fundos desta at a caroha da Tacaruna, he muilo
perlo da cidade, apenas dista meia legua, rende 3148
rs. annuaes, podendo estas rendas serem alteradas a
mais do duplu, porque desde a morle do seu possui-
dor que, ha 40 annos, esl com esta renda ; vai i
praca a requerimento do solicitador de capellas e re-
siduos, em ronseqiiencia desles bens se terem julga-
dos residuos, e em consequencia do testamenleiro
Jos Domingoes Neves nao ter dado conla do testa-
mento do finado 1). Antonio Pi de l.ucena e Cas-
tro, e o seu producto tem de ser recolludo fazenda
publica nacional.
Oflerece-se para ama de casa de pequea fa-
milia, homem solteiro ou viuvo, orna mulher de
meia idade, intelligente e hbil em lodo o serviro
interno de orna casa ; na roa estreila do Rosario n.
15, loja.
Na ra No^a n. 10, loja franceza de M.
J*F. Duarte.
acaba de chegar fleto ultimo navio um sorlimenlo
de lindas fazendo francezas, como sejao: chapeos
de seda para senhora. ditos de sol finos, loques fino
de madreperola, lavas de seda bordadas o lisas asse-
tinadas, penles de tartaruga para alar cabellos, lin-
das sedas furia-cores para vestidos, bicos de lioho
finos, di los de seda e blondo finos, e mui tas oulras
fazeudas, por prero commodo.
D-se 3708000 a juros sobre penhores de ooro
ou prala ),dirja-se ra da Seala Nova n.26.
Preeisa-se de um carrocmro esparlo e fiel: no
paleo do Paraizo, junto igreja, primeiro andar.
Na ra do Collegio n. 12, precisa-se de urna
pessoa hbil para cobraneas neaia praca, e qoe pres-
te fiador a sua conducta.
Oflerece-se urna mnlher para, ama de casa de
pouca familia, cozinha, compra e faz o mai serviro
de urna casa: no becco de Luiz Gomes, no bairtodo
Recife, junto do Sr. Cimba.
Picrisa-se de um homem para feilor de um
sitio perlo desta prara, sujeitando-se o mesmo a tr-
balhar de cuchada : no largo do Corpo Santo. 13.
No di 30 de agosta desappareceu a negn>;ilo-
sa, de narao, idade de 30 e tantos annos, rouito^ai-
vula, linha chegado oeste dia do Monteiro de lavar
roupa, e mesmo do porlo desappareceu, seguiodo
para o Munlejro. sonde consla viver em batuques e
sambas, por isio pede-se as autoridades do lugar
de a capturar, e aos senhores capitaes de campo, a
levarem ra do Collegio o. 9, que satisfar ludo
generosamente.
Henrique Frederik Carlos Ehrich relira-so
para a provincia do Oar.i, levando em soa compa-
nhia sua familia e um oflicial de nome Joao Klein-
kauf.
Precisa-se de urna ama de leile qoe se encum-
ha de criar urna crianca em sua casa ; quem se
propozer, dirija-se ra da Praia n. 14.
Aluga-se a loja do sobrado n. 10 da ra do
Torres, perlcncente a veneravel ordem terceira do
S. Francisco desta cidade ; quem a pretender, di-
rija-se ao Sr. Caetano Piolo de Veras, ministro da
mesma ordem, que tem poderes para assim o fazer.
Precisa-se alagar um,escravo para servico Ido-
mestico e nas horas vagaslfbalhar em um pequeo
sitio, quem o liver pata, alogar.dirija-se a roa estrei-
la do Rosario n.:i:2 .v'primiro andar, das 8 -horas
da manhaa as 5 da larde.
9Sirv *>;#
KETRATOS PEI.O SYSTEMA
J CUKISTALOTYPO.
0 Aterro da Boa-Vista n. -%, lerceiro
& andar.
9 No i'-labelecimeiitn encontrara) os preten- I
$i denles um rico'sorliaenlode caixas, quadros,
*) allineles, cassoleUf o pulceicas.
Quem precisar de urna ama de leile boa, dlri-
ja-se ao becco lanado da matriz d Sanio Antonio,
". 11.
Quem precisar do um rapaz porluguez de 14
annos para caixeiro de taberna, que j lem alguma
praliea, dirija-se i ra da Penha, laberna por baixo
do sobrado do Sr. Joaquim Bernardo de I igueiredo.
Aluga-sc a casa grande do sitio do Cajueiru,
com lodo o silio, grande viveiro de peixe, militas
fructeiras. jardn) etc. ; assim como se alugMa as
casas contiguas a dila, alucam-se por featas ou por
anno : a Iralar no mesnio silio do Cajueiro.
Filippe da Cosa, prelo forro, o* naco N'ag,
vai para a Baha.
A pessoa que queiia comprar as Ierras na Mo-
risca, em Portugal, que foram do D. Joanna Joaqui-
na liiiedes de Barras, baje reiideirp* Antonio Mar-
lilis de Barros, dirija-se a ra do Fagundes, arma-
zem n.7. visto nao se ler feilo uegociu enra o Sr.
Vicenle Ferreira da Cosa.
Desappareceu no dia do correnle o prelo An-
tonio; de nacao Congo, idade li anuos, pouco mais
ou menos, baixo, grosso, nao lem barba, tem ama
cicatriz na cara, bem prclu na ciir, lem urna eoroa
na cabeca por ser gaiihador.teni uratrizetde ferida
nas cosas ja antigs, ps e pernas grossas com as
veias empeladas ; levou camisa de algodao azul, cai-
ra de quadro azul desbolada, contras ditas por ci-
ma ; pede-sc as autoridades poliriaes o capiMede
campo a captura do dilo escravo.c que o leven) ra
largado Rosario o. 32, que se.recompensar.
Roga-seao Sr. Antonio Jos do Monte o favor
de levar ou mandar entregar a eaitiuha de ferros d
limpar denles, que S. S. pedia emprcslada por um
o
l
i
lia, o romo a sejam passados 15, e S. S. se lenha *-
queseado, por isso faz-seo presente para lemhranra. o
qual sahir.i al a sua entrega.
Antonia R. da Costa.
Sabhado, 9do correnle, as 4 horas da tarde,
porta da casa do Illm. Sr. Dr. juiz 'municipal da
segunda vara do civel, se arrematar por venda um
bom sobrado de 3 andares, na roa doQueimadon.
II, porexeootcao de Bernardo Uoarle Brandan, con- .
ira JoSo Collares Sobreiro Cintra, soa mulher o oft-
iros, he a uliima prara ', a compra,desla proprieda-
de he muilo ventajosa por ser em urna ra principal
do commercio e por 12r0fJ0ijfJ0, preco da .Taarao.
/
------------avC#*'
MIITII An
n/.t.


DIARIO DE PERMIBCO, TERQA FElRft 5 DE SETEMBRO DE 1854
immmm*mmx

Na ra do Qui imada toja do ourivcs pinla-
lada de azul n. 37, lia um i'ico e varalo sor-
titiiciilo de obra de ouro que o comprador,
a vista dopresos c bcm frito da obra, nao
deixar de comprar, aliai rando-sp c res-
ponsahilisando-tc pela qualidade doouro de
14 e 18 quilates.
i ra das Iruzes n. 40 laberna do Campos
lia porcSo de bichas hmburgnezas das melhores qu
lia no mercado, que sa vende em porces e a relallio
a tambemse alugam.
AO PUBLICO.
1 No armazem de fkcendas bara-
I tas, ra do Co!li;gio n. 2,
?endose um completo sortimento
_ He fazendas, finas e grossas, por
1 precos mais, bai.\os do que ciiiu-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, aftiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commei-ciaes
inglezas, fruncezas, allenraas e suis--
tas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bcm dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Alugamg-|Jy 4- andan do lirado da
s CrosfarJ^B*1' o^ffli
ruada CrorjW "^^wuiloicommodos para fami-
lia, frescose com excedente visla de mar : a tratar
no 1 andar do me UMA StPPI.ICA RESPEITOSA.
Hoga-se ao-Se fiscal de Sanio Antonio tcnlia a
bondade de hincar as sues vistas para a praia deno-
minada do Monde Noto, ande seacha amorriada
um graodequantidade de lito cum grave detrimen-
to da saude dos qui: por all moram.
Senhores estiniantes. &
Manoel Cassii.node Olivera l.edn, esludan- s-9
j te que foi dn lyceo, obteve licenca para ensi- S
* nar parlicolarrasnlp geometra c srammalira
nal, croque se reconheceu habilitado, $f
ras matriculas de urna e oulra, $t
35 conlinnara> at o fim do corrente me/. Di-
rija-se quem auizer ao paleo do Paraiio, nrr- 4
roairo andar, nido a igreja. Z
abano amanado capitao da barca ingleza
l'jlTor' ^elsr* 'Ia8 iemde eguir sua viagerri al
o da 4 do corrente, e ejor i-to eile a i|uem t'iver .-li-
gninas contal, queira ler a bonlade de apresenta-las
no escriritorio de seas consignatarios Johnslou Paler
Ni Companhia, ra do Vigario n. 3 ; e tambero de-
clara que uo fica responsavel por qualquer oulra
cousa que possa apparecer depois de sua sabida.
Thomaz Beley.
A mesa dual da irmandade de N. S. do Li-
vriroeulo aoouncia aos juizes a juizas, escrivites e
raordomos e raais devotos, que a fasta da mesma Se-
nhora foi (raneferida para o dia 26 de novembru
viodouroem conseqaencia de rao se ler acabado a
pintura edouramenlo da mesma igreja.vislo sera ul-
tima decoracSo do templo c de grande monta.Al-
bino de Jess Bandera, 1. definidor ; Joao Baplis-
ta Correa, Manoel Fernandes Chavea, Thomaz Cr-
rela Peres, Jos Estovan do Nascimeoto, Jos Fran-
cisco liento, lunocencio Rodrigues de Miranda, Ma-
noel do Carmo Ribciro, Ihesoureiro ; Jo*> Baptista
Fernaudes, juiz ; Jorge Avelex do Nascimento, vice-
jiiiz; Paulino Baptista Fernandes, secretario ; Fran-
cisco de Paula Martins, procurador geral; Antonio
Mauricio Bezerra, procurador do patrimouio ; Pe-
dro de Alcanlra, Ancelmo de Souza Tcixeira.
Anda esta para se alugar os armazens, sitos
na ra da Praia n. 32 c 34. perlencentes j venera-
vel ordem terceira de S. Francisco desta cidade :
quem os pretender, dirija-se ao Sr. Caelano Piolo de
Veras, ministro da mesma orden, que tem poderes
para os alugar.
Quem precisar de um coiinheiro estjangeiro,
que falla o inglez e allemSo. ou mesmo para criado,
dinja-se ao alerro da Boa-Visto n. 66.
Precisa-se alugar um prelo bom cozmheiro, e
que seja Oel; Irala-se na ra dn Trapiche o. 48. se-
gundo andar.
Precisa-se de urna ama pura o serviro de urna
cusa de muilo pouca familia : quem se pro'pozer, di-
rija-se a ra Direila, Ubernan. 113.
Guiiberme Augusto Rodrigues Set-
te, mora na sua casa da. ra do Raneel
n. 45. 5
Guiiberme Augusto Rodrigues Set-
te aluga por tres annos o seu sitio nos Afo-
gados, um dos melhores aquella povoa-
eao, em bom local por ser na na de S.
Miguel junto da igreja, com excellentee
muito espacosa casa terrea de quatro fren-
tes, um grande sotao, dousportoes de fer-
ro na frente, e um outro no fundo que da'
sahida para a nova estrada dos Refciedios,
cozinha fra, senzala, coebeira, estriba-
ra, casa de feitor, casa de materiaes, cut-
ral de vaccas, tildo em grande ponto, e
com grandes commodos para- numerosa
familia. O sitio tem tres .cacimbas, tendo
urna um grande tanque para banho, e
bomba de ferro ; tres viveiros de peixe,
miiitos coqueiros, muitt.s banaretras, e
Olttras fructeiras de todas as qualidades ;
gitmde baixa de capim, todo murado e a
casa reedificada de novo: para ver-se no
mesmo sitio, e para tratar das condicoes
do arrendamenlo na ra do Queimado n.
2t, a fallar com oannunciante.
Homceopat'iia.
CLNICA ESPECIA!. DAS "MO- Z
LESTIAS NERVOSAS. g
Hysteria, epilepsia ou gota ce- T
ral, rheumatismo, gota, paraly- vi
ia, defeitos da falla, do ouvido c
dosollios, melancolia, cepbalalgia ($
ou dores de cabera, encbaqueca, ($)
dores e tudo mais que o povo co- (A.
nbece pelo nonie gentico dener- (A
l*" /A,
As molestias nervosas reqi erem muitis ve- *V
es, alem dos riedicamenlcs, o eniprego de (&
outros meios, que desperlem nu abalam a 7L
seusibilidade. Estes meios possuo en ago- W
ra, o os ponho a dispnsicao do publico. (At
Consultas lodos os das (d< graca para os TL
pobres), desde ns 9 horas la manilas, al
as duasda larde. *
AsconsuHas e visitas, quando nan poderem 2
ser redas por mira, o sero por um medico
deminbaniaioreonanca: ra de S. Eran- 24k
risco (Mnndo-ToTO, u. 68 A.-Dr. Sabino w
ot Olegario Ludatro Pinito. ()
Em praCa presidida pelo Sr. lr. juiz dos feiles
da fazenda nacional do da (i do crreme na sala du
audiencias as 10 horas da manbiia tem de 'erem ir
rematados os bens soguinles peoborados por ejern
roes da mesma fazenda contra sjus devedores- um
Mlio de Ierras oa Imbiribeira com 730 palmos de
testada casa de laipa com *) palmos de lamo e ns ,in
eoraprido por80()J|Otl() rs., peuhorado a Pedro (Ta
.llano de Kalise Silva; urna case de laipa no losar
do Salgadinho em linda, cora i!0 palmos de frente
eSOdefaudooorOOOO rs., a Joa Nepomuccno
Ferreira de Mello ; a casa de sobrado de un au.hr e
sotao u. / na roa do Padre Floriimo com ->li n ilmn.
de largo c0d. fundo, cacimba, quintal m rSdoem
chaos de foro-porSrOOO^KN.rs., ,,os herdeiros de Je-
TfHxV"*, "". um "a ,erre 9''a cslra-
ll r.J,0,n"? V?m 30 Mmosdc frente e 120
defundoreilademade.rae bario por 0.^,000 Jf"
aoherde.ro de Joa,,uim Fernandos GaiBaV.uqV.
tt& tt'urcl^,a,pouf,r
de cor alasao bom andador por ik^ e Tll*
l-or^sGuimaraesiosulensiro,.^!.5-- Jui1
bon estado por 8:*J0 rs.. a &. m SUe, C'.P
Nascimen.o: quem pretender E& '
mi-se ao lugar e hora indicada. Recife Odf ?
Hemuitosoffrer.
rom'nST V"?"?. lnunil;'Pa' >'^a cidade, qne K
U^r ".Nbiti'nles da povoacao do LorelT
un amenTe "ffl"6 ''ur U'Ua de ^'^0 coI
S* ,?*'m su:,s Pesso;is e propriedades,
u daaueUa nnf"n' "?mer0 le P'Vsoltosna;
de, S"amPrlta.0- fdo-lhes os lerrenos,
IUlU.HACAl DO INSTITUTO HOMtEOPATUlCO DO BRASIL
THESOURO HONICEOPATHICO
VADEMCUM DO HOMEOPATHA.
Melhod.i conciso, claro, c seguro de curar homrcopatliicamente todas as molestias, que affli-cm a
especie humana, c particularmente aquellas que reinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
- Esla obra mportanlissima he hoje reconhecida como a primeira e melhor de todas que Iratam da ap-
plirariio da honiieopalhia no curativo das moleslias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores do cngenlio, sarcrdoles, viajantes, capitaes de navios, serlanejos, etc.,
etc., devem te-la a mo paraoccorrer promptameule a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por.......... 10S000
Encadernados........'' 118000
Vende-se nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n." 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMOEOPATHICA
Ninguem poder* ser feliz na cura das moleslias, sem que possua medicamentos verdadeiros, 011 de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homiropathia no norte, o immcdialamente interessado
em seus benficos successos, tem o aulor do THESOURO HOMOEOPATIUCO mandado preparar, sob
sua mmcdiata inspeccflo, lodosos medicamenlos, sendo incumbido desse (rabalbo o hbil pharmareulico
eprofessor em honi(Eopathia, Dr. F. de P. Pires Bamos, que o tem ejecutado com lodo o zelo, lea Ida-
de e dedicado qne se pode desejar.
A eflicacia destes medicamentos he alleslada por todos que os lem experimentado; elles nao preci-
san do maior recommendacAo; basta saberse a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira de 120 medicamentos da alta e baixa diluicKo em glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........ 100S000
Dita de % medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas 9OW00
ita de60priucipaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna cana de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.). (103000
. j ".... 1- (tul>os menores). 451000
Uila de 48 drtos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........ 503000
a n n 1.,I.,... ._.% l-u.rvkii
359OOO
403(100
305000
359000
263000
303000
203600
I9OOO
3500
23000
.*. .. (tubos menores).
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes)
" (tubos menores'. .
Dita de 30 dilos, e 3 vidros de tinluras, com a obra (tubos grandes) .
E, (tubos menores)
Dita de 2iditos ditos, com a obra, tubos grandes). .
_., B. (tubos menores).
Tubos avulsos grandes..........'.
pequeos ...........
Cada vdro de tintura...........,
Vendem-se alm disso carleiras avulsas desde o preco de 83000 rs. al de 4003000 rs., conforme o
numero e tamanho dos tubos, a riqueza das caixas e dynamisac,oes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidao, e por prerus commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo r. L. de C. Carreira, por. 28000
Na mesma botica se vende a obrado Dr. G. H Jahr Iraduzido em porluguez e acom-
modada a.intelligencio do povo........... 63000
Ba de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P.S. Extracto de urna carta, que ao autor do TIWSOURO HQM(F.OPATH\CO, leve a bonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Alzo da Siten Santos, eslabetecido na cilla de Barreiros.
Tive a satisarao de receber o Tlietouro homtroputhico, preejoso fruclo do trabalho de V. S.,e Ihe
allinno que de todas as obras qucleiiholido, he esta sem coulradicao a melhor tanto pela clareza, com
que se ncha escripia, como pela precisa.1 com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
(liorna e pralica, ect., ecl.,elc.
da
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 AXfDAR 25a
." ur-.* A- Lo,, Moscozo da consullas liomeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas
manhaa ale o meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operarao de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
qaer roulherque esleja mal de parlo, e cujas circumstancias n3o permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO B0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGCTNTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados em dous:................. 2OSO0O
Esla obra, a mais importante de todas as qoe Iratam da bomcopathia, interessa a lodos os mdicos que
qn.zerem expcrimen ar a doutrina de Hahnemann, epor si proprios se convenceren! da verdade da
mesma inieressa ai lodosos senhores de engenho c fazeudeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos inieressa i lodosos capitaes de navio, que nao pedan dcixar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer mcommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inieressa a todos os chefts de familia cue
iLS J"u ,,a"cias' que D,m senipre podem ser prevenidas, sao obligados a prcslar occorros a qualquer
O vade-mecum do homcopalha ou tradujo do Dr. Hering, obra igualmente til as pessoas que se,
ueaicam ao esludo da homeopalhia um volume graude ...... 83000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra ind'is-
pensiivel H pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina......
Urna carteira de 2+ tubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele........
Dita de 36 com os mosmos livros..........',
Dita de 48 com os ditos. ,.....
>:. S?d ar'elra ,1C *nipanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a e'scoiha. !
Uila de 60 tubos com ditos....... .
Dila de 144 com dilos....."."".".". .........* "
Estas silo acompanhadas de 6 vidros de tinluras 'escollia.'
, -,S.peSS03S q"e em lugar de Ja,,r das carleiras cima mencionadas. M H
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira ......... 8*000
Dilas de 48 ditos p...... laSaw
Tubos grandes avulsos........'...".".'.".".."....... 1*5)00
Vidros de meia on^a de tintura.......'.".".". '. '.'.'.'.'.'.'.'. 23OOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pod d'ar'om passo' seguro "na pralica da
homeopalhia, c o proprielario desle eslahelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bcm montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos tamaitos, e
modos^ quaquer ecomnienda de medicamentos com toda a brevidade e por presos muito com-
43OOO
403000
453000
503000
6OS00O
1003000
Antonio Agnpino Xavier de Brilo, Dr. em 49
medicina pela laculdade medica da Babia,re- A
side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- A
de pode ser procurado a qualquer hora para o
exercicio de sua prolissilo. ,~t
99wt9Mmmmiii:9-9m%m999m
^a ra do Trapiche o, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senhos.
Arrenda-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 64, rom lodos os seus ulencihos, ou vendem-
se estes e garanle-se o arrendamenlo por 1.503000 rs.
annuaes ; lambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irala-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, profesor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a 111 es mu lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pu-
lica ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns,
6 e 8.
LOTERA DO T1IEATR0 DE SAKTA-ISABSt.
Corre indnbitavelmente em 20 de
seti-mbro do corrente armo.
Aos 10:000,$*000, 5:000x000, 1:000x000.
O cantelista Salustiano de Aquino Ferreira avisa
aorespeilavcl publico, que os seus bilheles c caute-
las nao sofl'rem o descont de oito por cento 4o im-
posto geral nos tres primeiros grandes premios.
Elles eslo exposlos veuda'uas lojasj conhecidas
do respeilavel publico.
Bilheles 118000 10:01103000
Meios 59.500 acOOTJfOOO
Quartos JHIXI 2:.500aOOO
Oilavos '13.500 f:25O3000
I)ecimos 13300 1:0003000
\ igesiinos -o .5tX)3O00
Anda precisa-se de nm bom coziuheiro, e de
urna prela para serviro de casa; prefere-se escravos:
na ra da Senzala Velha n. 60, esquina do becco do
Capim.
Champagne, a mellior que lia no
mercado, epor prero mais barato do que
em outraqualquer parte, assim como ce-
ra em velas, caixas de 100 e de 50 libras:
trata-te no eacriptorio de Machado & Pi-
nheiio, amado Viga rio n. 19, segundo
andar.
Aluga-se o terceiro andar da casa
da ra do Vigario n. 5, o primeiro da de
h. (i da ruado Amorim, um rancho e ter-
reno doLuca, na estrada nova, proprio
para criario de gado, e um sitio c casa de-
nominado do Cordeiro, em Sart'Anna :
os pretendentes dii jamase a ruado Viga-
to, casa 11. 7.
"Chrisma na ordem terceira do Carmo.
S. Exc. Kevm. tem determinado conferir o Sacra-
mento da conliimacao, nos dias 8 e 10 do corrente
me/, deselembro, e nao no dia 3 como se linda an-
nunciado, as 10 horas da manhaa. As esmolas scrao
applicadas para a obra do hospital da mesma ordem:
o prior espera da genernsidade dos bons padrinlios
a sua applicarno de caridade,Francisco Pinto da
Costa Limd, prior.
ATTENCAO'.
Um moco bastante hbil, o qual lem pratica ile
ensinar, e d fiadores a sua conduela, se offerece pa-
ra ensinar em casas particulares, ou mesmo em al-
gtim engenho, naos.', primeiras lellras, gnunmatica
nacional e latina, como tambera a Iriduzir c fallar
0 francez ele. : ua ra de Apollo 11. 19 se dir.
Um mojo brasileiro casado, com pouca familia,
de idade de 30 annos, se ouerece para raixeiro de
qualquer arrumaran, uapraca ou fura della.'o qual
sabe bem ler, escrever c contar : a pessoa que do seu
prestimo scqvizer utilisar, annunciepur este jornal,
ou antes dirija-se a ra do Padre Floriano sobrado
n.b 9, a qualquer hora do dia.
4n^ra^u,^ova loJa 12 dir-se-ha quem d
1003000 rs. a juros com penhores.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conherid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
DENTISTA FRANCEZ.
-J Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larga _
do Rosario 11. 36, segnudo andar, enlloca den- %
W les com gengivas arlificiaes, e dentadura com-
pela, ou parte della, com a prcsso do ar. ay
Tara bem lem para vender agua denlifrire do 0
;;; Dr. Pierre, a p para denles. Rna larga do 9

J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
*.e:#e$l
8) O r. sabino Olegario i.udgero Pinho mu- *
9 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco ar
9 'mundo novo) o. 68 A. m
& Y@ 9
Aos 10:0005 5:000$ e 1:000#000.
Na piara da Independencia n. 4 Ioja do Sr. For-
tnalo, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, o. 40 do Sr
Faria Machado, ra do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir e praca da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baplista, esli venda os bi
lheles e cautelas da primeira parle da 19" loleria du
Iheatro de Sania Isabel, a qual corre no dia 20 de
selembro, cujos bilheles sao do cautelisla abaixo as-
signado; o qual paga por iuleiro o premiode 10:0009
5:0003 e 1 O00JJ00O, que sahirem em seus bilheles
iuleiros e meios bilheles cujos vao pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Itodrigues de Souza Ju
nior.
Bilheles inleiros. II3OOO
Meios bilheles. 59500
Ouarlos. 238OO
Oitavos. 13000
Decimos. I3300
Vigsimos. 700
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgen*, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
D-ae dinheiro a juros em pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e prala : na ra Vcllia
11. 35.
Lava-se e eugomma-se com loda perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado n. 15.
3>8 @@a 1
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes,
formado em medicina pela faculdade da Ba-
bia, contina no exercicio de sua profsso, na
ra Nova n. 19, segundo andar.
loadlas e guardanapos de panno de linho
puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoitreiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do coslu-
me, osbilhetesda lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de tttembrp :
praca da Independencia, lojasn. 4e 15 ;
ra do Queimado, loja 11. 59 ; Livra-
mento, botica 11. 22; rna da Cadeia do
Kecie, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 18 ; ra do Cabuga', botica do Sr.
aforara e rita do Collegio n. 15.
Necessita-se alugar urna prela que saiba ven-
der na rna, paga-sc 1431XK) rs-, assim como um pre-
lo para trahalhar cm um sitio : na ra do Rangel,
sobrado n. 77, primeiro andar.
Precisa-se anida de um fcilorjquc enfeuda de
borla para Iralardeuin pequeo sitio na Capunga:-
a Calina na ra Nova n. 51.
Na ra Bella 11.13, precisa-se de urna cscrava
que saiba rozinbar e engommar, esobreludo que se-
ja fiel : he rasa de duas pessoas.le familia.
Preeisa-sc de una ama de leite, que seja sadia:
no aterro da Boa-Vista n. 47, segundo andar.
Roga-se a pess.m que levou as amostras de
trancas de madama Thcard, de mandar entrega-las
o mais breve possivel: vislofazcremcllas muila falla.
Mi
n lio-.
(cressantti
animada
blico
mas
Co.
de
rs.
Una
rada
com
pasl
no ..
fique
bem
Sr.
pessoa
da.le >
inipor
a li
e
sim
de
\ei
Pcdrinlio ou o amor fraternal.
inel/iiilio de nosai aldcia com os seus pati-
Ainda existe um pequeo numero desta in-
1e obra, produccao'dc urna Porlucnse, que
-.. do acolhimento que tem recebido do pn-
- juvenil, anima-se a oferece-la as illuslrissi-
mais de familia, de quem espera loda a prolec-
e se acha venda na roa Nova n. 52, loja
isvenlura Jos de Castro Azevedo a 210 e a 160
da exemplar em brochura.
Roga-se a quem levou por precisar um burro
- a marca triangulo, do engenho Cordeiro, que
lava na Creguezia do Poco da Panella, que venha
quanlo antes hola-le no mesmo lugar, do conlra-
1 publicar seu nomo por este jornal para que
bem condecido.
- Precisa-se de urna ama que saiba
engommar: a tratar no armazem do
Miguel Carneiro.rua do Trapiche nu-
mero 58.
A lintureira da rnaDireila casa n. 111, roga a
a que raandou liugir urnas obras, tenha a bon-
de vir buscar, do contrario ser vendida pelo
-jrle da tinturara ; na mesma casa continua-se
ngir com perCeico e presteza por barato prero,
mde-se vela de carnauba a '.'3000 rs. a arroba, as-
. como roga a pess.m que empeuhoo nm relogio
ouro com corrente pela quantia de 100*)000 rs.,
..ha a bondade de o vir buscar e pagar os juros de
mezes isto no prazo de 8 dias, do contrario ser
ludido.
Roga-se ao Illm. Sr. J0S0 de S e Albuquer-
ie, que se digne de fazer o ravor de mandar ao pri-
jiro andar do sobrado n. 14 da ra Nova, a respos-
que ltimamente prometiera dar antes de vollar
ira o engenho, e se esquecera de fazer.
Um homem casado e agricultor, offerece-se a
lalquerscnhor que precise de um administrador
ra engenho, na qual adminislracao reunir 6 cs-
vosile servicn que possue, accrcscendo ter algu-
luzes de medicina pralica, cora que pode por si
>.uiar os escravos que adoeccrem, independenle de
oulros gastos : quem precisar, dirija-se ra da Cruz
do Recife, defronledo chafan/, sobrado amnrello, a
cnlendcr-se coro J0S0 da Cunha Wanderley & Ir-
ntm.
Precisa-se para o servido de urna casa estran-
geira de urna ama que lave, eugornme e cozinhc, pa-
ra muilo pomas pessoa : quem se propozer, dirija-
se ra dos Guararapes n. 36.
Jos Jacinlho Pavao avisa a lodas as pessoas
nue lem penhores em sua mao, de a p parecer na sua
*ia, no prazo de 8 dias, do contrario scrao vendidos
.ra seu pagamento, vislo nao poder mais esperar.
-1- Aluga-se por fesla ou animal urna proprieda-
de peilra e cal, com commodos suficienlcs para
.alquer familia, no Por da Panella : a tratar na
ndicao do Brom li. 6, 8 e 10, com o caixeiro da
1
me
la
para
q
pa
cravosi
mas
de
loja
para
de
qualq
fu
mesma.
Perdcu-se no ola 31 dfagoslo para o dia 1. de
selembro, da cidade 4a Victoria ale o engenho das
Mallas, um'papcl de venda de um escravo por nonie
oao. com 3 bilheles de siza. O dilo escravo foi
le Ignacio Miguel arSouza, o qual o vendeu a Joao
uavalcanti de Souza Leilo, e boje perteoce a An-
tonio de P. Smiza LeSo : a pessoa qne o adiar quei-
ra entregar no engenho das Maltas, q'ie ser grati-
ficado, ou unnunciar por este Diario.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-se a' iienda os bilhetes origi-
naes da lotera 20 para os reparos dasma-
trizes, cujas roda ficou de andar no dia
5 do corrente setembro ; os premios $erao
pagos logo que se fizer a dUtribuicao das
listas. I
COMPRAS.
Compra-se orna porrao de.mergulhosde parrei-
ras de uvas muscaleis brancas, cm termos de se plan-
lar ; quem as ts-rer annuncie 011 falle na prac,a do
Corpo Sanio 11. 6, escriplorio.
Compra-se efleclivamente hrouze, lalao e co-
bre velho : no deposito da fundicao d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada 11. 28, e na mesma
fundirn em S. Amaro.
VENDAS
Vcnde-seuma armaran em bom estado, propria
para qualquer estabclecimento : a Iralar nesla tvpo-
PLBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Blez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capiichinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhor da Cohceirae, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, deN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se uniramenlc na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia. 1*9000.
' Vendem-se' queijos de coalha muilo Crescaes :
na ra da Conceico n. II .
NaBoa-Visja, becco dos Ferreiros, casa n.5,
vende-se um crioulo, meslre bolieiro, e que trata
bem de animaes. 1 '
I SSSF.
Adiase a vcndflBjag arfflazcns de Dcane Youle i
Companhia, a \er- ..deira familia de SSSF ramiuho.
Cortes de cambra ia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom oslo a 4}000 cada um, ditos de rassa
chila a 2J)000, ditos de ehita Cranceza larga a 3*JIXX),
lenjos de seda do 3 puntas 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na ra do Crespo, loja
n. 6.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se losillas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 109IXK) a duzia, ditas lisas a 14SO00
a du/.ia, guardanapos adamascados a 39690 a duzia :
na ra do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim (raorado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, faatao branco alcochoado a 500 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, peras de
cassa de quadros, proprias para hallados a 25OD, gan-
ga amare lia I randada a 320 o covado : na loja da ra
do Crespo n. 6.
Vendem-se cortes de chitas de bonitas cores a
2*j000 ; na loja de 4 perlas n. 3, ao lado ao arco de
Sanio Antonio.
Vendem-se 2 carrocas com bois muilo mansos
e Ceilos no pasto, moilo em conta : a tratar noMon-
dego, silio confronte oSr. l.uiz Gomes Ferreira.
Vendem-se crtesde chila com barra, pelo ba-
rato preco de 235000, dinheiro a visla; na ra do
Crespo 11. 3, loja de i portas, do lado do arco de
Sanio Antonio.
Deposito de cal virgem.
Vende-se cal virgem rereulemeiitc chegada de
Lisboa : no armazem de viuva Pereira da Conha,
ra de Apollo n. 8.
Vende-se a casa terrea da ra do Sol n. 11 :
quem pretender, dirija-se rna do Rangel, sobrado
11. 60.
Vende-se por precisan nm casal de escravo,
sera vicios e sem deleito, anda novos e bons traba-
Ihadorcs de cnxada ; quera os pretender, procure-ns
na ra do Arago 11.10.
Vende-se urna boa cscrava de 20 annos, de
bonita figura, comalgumas habilidades.
Domingos Alves Malheus lem para vender
muilo superior Carinha lavada, era sacras de cinco
quarlas, por prec,o commodo ; para ver, no arma-
zem de Jos Joaquim Fereira de Mello, nocaes da
alCaiidega.
LA A PARA VESTIDOS A 360 rs.
Na ra do Livramenlo, loja nova 11. 14, vende-sc
laazuilia de bonitos padrees pira senbora e meninas
de escola a 360 o covado, vestidos de cambraia de
barra a 2j60 o corle, chitas de cores lixas a 160,
180 e 200 rs., madapolo muito liuo a 5*j000 a peca,
chales de ha e seda, e oulras militas fazendas a troco
de barato.
Vendem-se 2 Bancos de li a 16 palmos cada
um, proprios para cscadas, aulas ou ir man Jados: na
ra es India do Rosario n. 13.
Vende-sc urna cauoa de carreira em bom esta-
do, por proco commodo : no largo dos Remedios u.I.
Vende-se urna armarn propria para taberna ;
cm Fora de Portas ra do Pilar u. 82.
_ Vende-se urna casa terrea sita na na do Padre
Floriano, euma meia agua por Iraz da ra Imperial
por pirro commodo : a tratar na ra da Cruz no Re-
cife n. 21, em frente do chafariz.
Vendem-se 40 e tantas saccas dealgodo mui-
lo encorpado e que foram de faiinha de (rigo : na
rna larga do Rosario 11. 48.
Vendem-se 2 canoas, arabas era bom estado,
sendo 1 de carga de 1,000 a 1.100 lijlos de alve-
naria, oulra de carga de 500, cora paueiro e propria
para cnnducc.ao de familia e trastes ; na ra do Ran-
gel n. 54, destilacao tic Victorino Francisco dos San-
tos, nos dias nlei's, das8 da maullan as 5 da larde.
Vendem-se 2 casacs de gneos nucidos no paiz ;
a ra do Hospicio, hija de pintor 11. 23, que achara
com quem Iralar.
Vende-se urna boa cscra.a, crinula, de 22 an-
uos, com algumas habilidades, a qual lem lima filha
de 10 mezes, c muilo bom lcile, para criar ; na ra
dos i.inai t.-i. n. 21, segundo andar.
Superior follia de Flandrcs Charcoul.
Vende-sena ra doQuciniadn 11. 30, loja de fer-
ragens, superior folha de Flandrcs Charcoul de lo-
das as grossuras e lamaulios, por muilo razoavel
prero.
Vendem-se saccas cora farinha, por prero cora-
modo ; na ruada Cruz 11. 31. primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
sicao, feilas 110 Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, c por mais commodo preco que era
oulra qualquer parte : na ruada Cruz 11. 31, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 arrocs da companhia de Beberi-
bc a SOfOOO rs. cada nina ; na praca do Corpo San-
to n. 6, escriplorio.
NA VALAS A CONTENTO TESOl'RAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Auaustn C. de Abrcu, ronli-
niium-se a vender a svkki o par (prero fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado* na exposicao
de Londres, as quaes alm de duraren! extraordina-
riamente, nosesentem no rosto na accSo de cortar ;
vendem-se cnni a condiciln de, mo aaradando, po-
lerem os compradores devolve-las al 15 dias depois
da compra resliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tcsoiirinhas para unhas,* feilas pelo mes-
mofas ricanle.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indnbitavelmente no dia 20de se-
tembro do corrente anno.
Aos I0:0rj08000. 5:000*000
1:000*1000.
Na ra da Cadeia do Re-
cife, loja do cambio do Vi-
Cira n. 24, Vendem-se os
mui acreditados bilheles e
cautelas do caulelisla Salus-
liano de Aquino Ferreira.
Os bilheles e cautelas nao
soffrem o descont de 8 "
do imposto geral nos tres
primeiros premios grandes
115000 10:00OjjO00
5:0005(000
2:5008000
1:2508000
1:0008000
500
a caoada: no
Eilhcles
Meios
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
595OO
2J800
18500
18300
T00
Vende-se espirito a 1760 rs.,
paleo do Paraizo n. 14.
FARINHA DE MANDIOCA.
*. ende-se superior farinha de mandioca em saccas
grandes de alfiieire calculado : na travesea da Madre
iie Dos ns. 3 e 5, c na ra do Queimado n. 9, loja
de fazendas.
RAP DE LISBOA.
Na roa do Queimado n. 9. vende-se o muito su-
perior rap princeza, em boles de libra, chegado
prximamente de Lisboa.
LAAS PARA VESTIDOS.
Veifdem-se Isas para vestidos, de bonitos e deli-
cados desenhos, peto barato prec,o de 5000 o corle,
de 15 rovados: na ra Nova loja 11.16, de Jos l.uiz
Pereira cS Filho.
. CUITAS BARATAS.
Vendem-se chitas de cores lixas padres claros e
oscuros a 120, 140, 160,180, 200 rs.; ditas fr.ince-
zas muilo linas a 240 rs. o covado, ditas de barra a
*W0, 28800, 38200rs., o corle: na ra Nova nu-
mero 16.
VESTIDOS BARATOS.
v endem-se cortes de cassas francezas a 28200 rs.
o corle, e a vara a 320 rs., vestidos de cambraia de
barra a 25500 rs., ditos de 1 a 4 nabados brancos c
de cores a 48000 e 18500 rs., ditos de seda escocea
de 3 babados a 158000 rs.; na ra Nova loja u. 16,
de Jos Luiz Pereira Si Filho.
I.AAS DE SEDA.
Vendem-se lilas de seda transparentes, fazenda
moderna e de goslo em corles de 21 covados, pelo
barato preco de 128000 rs.: na ra Nova loja n. 16,
de Jos Luiz Pereira & Filho.
PALITOS FRANCEZES.
Veudem-se palitos de brim de linho de cores, e
brancos de brcianha a 38500, e 48000 rs., dilos de
alpaca prctosede cores a 8J000 rs.. de panno fino e
casemira prelos c de cores a* 168 e 188000 rs.: na
ra Nova n. 16, loja de fazendas de Jos Luiz Perei-
ra & Filho.
CARRO ECABRIOLET.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 assenlos, e
um cabriole!, ambos em pouco uso, e cavallos para
ambos: ua roa Nova cocheira de Adolplio Bour-
geos.
CORTES DE CHITA BABATA.
Cunlinuam-se a vender cortes de vestido de chita
larga, havendo grande sorlimento de gostos e cnlre
elles padres escures e de cores lixas a 28000 rs. o
corte : na loja de 4 porlas na ra do Queimado n.
10, de M. J. Leite.
Farinha de mandioca.
Vende-se em saccas grandes e por bara-
to preco : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amorim n. 54.
MUITA ATTENCAO'.
No alerro da Boa-Visla, loja de miudezas n. 72,
por metade de seu valor, vende-se para acabar: be-
zerro francez a 25560 a pelle, sapalos de senhora a
homem, espedios de todos os lamanhos, 4 caixas de
palitos de fogo por 20 rs., caixas de clcheles a 60 rs.,
lapis finos a 80 rs. a duzia, luvas brancas para senho-
ra a 200 rs., dilas de retroz a 640, ditas de pellica a
320,1' milites oulros objectos qoe nao se pode annon-
riar.assim como se vende a luja com ppeos fundos,e
tambera a armaran su, muito propria para qualquer
estabelecimento ; a tratar na mesma.
Na loja da esquina da rua do Crespo, que volla
para S. Francisco, vende-se por commodo preco 2
niveis de espirito de vinlio e varias bollas de inarfim
para bilhar.
Vende-se no armazem de James
Halliday, na ra da Cruzn. 2, oseguinte :
sellins inglezes elsticos e si Infles para mon-
tara propria de senhora, cabecadas de
couro branco eestribw de metalbranco,
lanternas de/diflerentes modellos para
carro e rabrtptry ei\os de patente para
carros, inolasVjgk.'>llins para ditos.
PALITO'S.
Na ra do Qormado loja de sobrado ama-
relio A. 29, vendem-se palitos de merino
prelo muilo superior, forrado de seda, pelo
baralissimo prero de 98000 rs.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de saboncte, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados era
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemenlc da America.
. Vende-se cal cm pedra chegada ltimamente
de Lisboa por preco commodo: na refiuarAo da Sen-
zalla Nova n. 1.
A laberna do paleo do Carmo, quina da ra
de Horlas n. 2, contina a ter venda todos os ge-
neres bons e baratos :.manleiga ingiera a 400, 480,
560, 720 e 800 rs., franceza a 560 e 600 rs., loncinho
d Lisboa a 360. choaricns a 400 rs., alelria a 300
rs., bolachinhas inglezas a 320, ditas a Napoleo a
400 rs.. dilas de aramia do Rio a 560, passas muilo
boas a 360, cha a 1JJ600,28000 e 28240, rap a 18000
o bole. banha a 500 rs., farinha de Maranhao a 140,
cspermaccle a 800 rs.. carnauba de 6 e 9 320,
rarinha de Irigo a 150, folha de rooroa 400rs., cra-
vo da India a 600rs., caf a 180 em grao, enxnfre a
70 rs., assucar mascavado a 70 rs. a libra, esleirs
do Aracaly a 200 rs. urna, hilas com sardinhas de
Nanlesa 600 e 800 rs., lijlos de limpar facas a 140.
graixa em latas a 100 rs., azeilouas a 280, vinho da
Figueira a 480, de Lisboa a 400 e 360, azeilc doce a
600 rs., de carrapaloa280 a garrafa, arroz branco a
400 rs., feijo mulutinho e prelo a 400 r., arroz de
casca a 160, milho a 200 rs. a cuia, ceblas a 18280 o
cento, albos a 110 rs. o mol lio, queijos a 18280 e
18500. traques a 140 a carta, lambem o bello doce
de caj secco a 500 rs.
CAVALLO DE CARRO.
Vende-se um cavallo casAnho, meslre de cabrio-
lel, muito inan-n, esem iienhum achaque, por 1008
rs. : no Recito, ra da SeDzala Velha,-estribara de
Joaquim P. Peres.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe's de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6,8 e 9
em ii, da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
las 110 Araratv : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly : na ra da
Cadeia do Becife n. 49, primeiro andar.
NO COXSllLTOniO HOMEOPATHICO
DO
DR.P.A.LOBO HOSCOSO.
Ycndcra-se asseguinles obras de homeopalhia em
franre/. :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes 168000
Itapoii, historia da homeopalhia, 2 volumes 16000
Harlhiiian, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volunte IO5OOO
A. Teste, materia medica lioni. 88000
De Fayole, doulrina medica bom. 78000
Chuica de Slaoucli 68000
Carling, verdade da homeopalhia 4$000
Jahr, tratado completo das molestias 11er-
vosas 68000
Diccionario de Njslen IO3OOO
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, roinoem vellas, era cai-
xas, com muito bom sortimento c de seperinr quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gralidao, assim
como bolachinhas era latas de 8 lihras.e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
M
]r Deposito de vinho de cham- Q nagne Chatcau-Ay, primeiraqua- (j}
A| idade, de propriedade do condi (A,
5 de Maietiil, ra da Cruz do Re- 0
" cile n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champa gne vende- W
ft se a 56J000 rs. cadacaixa, acha- a
> se nicamente em casa de L. Le-
9 com tu Fcron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
IA Conde deMarcuil e os rtulos
6 das garrafas sao azucs.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escaros muito grandes e encorpados,
dilos hranros rom pello, muito grandes, imitando os
de Ha, a 18100 : na ra dn Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vende-se Tima preta : na ra Bella
n. 37, segundo andar.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte da
l).)i 11ra n. 14.
he chesado um novo e completo sorlimento de cal-
cados de todas as qualidades, lano para homem co-
mo para senhora, sapoloes de lustre e borzeguins
elsticos, prelos e de cores, para homem c senhora,
meninos emeninas, e os bem condecidos sapaloes de
1.1-1 re da Babia, e brancos do Aracaly, imi,, p0r nre.
co muilo commodo, afim de se apurar dinheiro
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOMPAMHA, Ql'4 DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de Flandres.
Estanto em verguintia.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas-
Tapetes de laa para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milito sortido.
Lazarinas e clavinotes-
Papel de paquete, inglez.
Brim de vela da Russia.
Grasa ingleza de verniz para aneios.
Arreios para um e dous cavajlos, guarne-
cidos de prata e lalao.
Chicotes e lampeoes para carro e cabrio-
let.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de aro prateadas.
Chumbo em lencol.
Cfsemiras baratas-
Novo sortimento ile enres de casemira de eres
modernos padres, a 15800 cada um corle : na loja
de i porlas na ra do Queimado n. 10, de M. J.
A 4,000 RS. A ARROBA.
"ende-se carne muito sila e gorda,, vinda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 4J000 rs.
a arroba em pacotes de i arrobas : no armazem da
noria larga ao p do arco da Concei$o, detronte da
escadiuha.
Vende-se um candelabro de 5 luies, duas
serpentinas de 3 luzes cada urna, urna cama de an-
gico com lastro de palhinha; ludo novo e de bom
goslo, por commodo preco : na ra de Horlas casa
torrea cum a frente pintada de atul, e portadas bran-
cas, n. 62.
Vende-se saldo Assi'i abordo do Male Carolina:
a Iralar a bordo, ou comJBernardino Jos Monleiro
Si C. na ra do Queimado n. 44.
Ai que fr^>
Vende-se superiores rohertnr^de tcele, de dH
versas cores, grandes a 1200 fe., ditos brancos a
l?2 1f>100 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
Vende-se urna destilacao completa, qoe diaria-
mente deslila urna pipa de agurdenle, o alambique
be de cobre puro c mui bem construido ; bem corno
o esquema garapa, as cobas sao todas de arrarello
vinhalico, obra bem feita e de doraran : Irata-se na
ra da Cadeia do Recito n. 3, primeiro andar.
Na roa da Cadeia do Recito n. 60, vendem-se os
seguintes vinlros, os mais superiores que lem viodo a
este mercado.
Porto,
Bucelh,
Xerez cor de ooro,
Dito escoro,
Madeira,
em caiiinhas de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prejo muito em conla. *
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recito n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodr>*e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENH.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com- o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. Q;'Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lbida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 1G, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Loura vidrada, recebida ha pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hoilanda,
em frasqueira8, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
jj --------------- 7 ----------
piche n. 16. segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a lralar.com Tasso Timaos.
Vcnde-se urna balunca romana eom todos os
seos pertences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. 4.
Attencaa.
Vende-se a taberna sita no Paleo do Terco n. 2,
com poucos fundos, on mesmo s a armario: a tra-
tar na ra Direila n.76.
Vende-se muito em conla 1 maraera, 6 ca-
deiras novas, c 1 cama de armaran cm nieto uso.ludo
de amarello : na rna da Cadeia de Santo Antonio
n. 20.
No armazem de Viceute Ferreira da Cosa &
C. na ra da Madre do Dos, veodem-se bala-
tas novas a 500 rs. o gigo, o ceblas a 500 rs "
cenlo.
'POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eireltos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Aa \ eudem-sercloaios de ouro e prala, mai
JBL harato de que em qualquer outra parle
1 *L "3 praca da Independencia n. 18 e 20.
er>o Vende-se, em casa de N. O. Bieber A (',., na ra
da Croz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mui lo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prec,o commodo.
Vendem-se cm casa de He. Calmont Si Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em uovellos e cairelis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para "piano, violao c flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Aseada ds Edwln Mi.,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
d Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa romo fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, aeoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de todos os tamanhose modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, oseo veus para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de flandres ; ludo por barato preco.
Vende-se um relogio de ouro, patente soisso,
coberto, e corrente ; a tratar na roa larga do Rosa-
rio, padaria n. 48.
Vendem-se em casa de S- P. Johns
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarraado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira A ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro. ,
VenJe-se fio de sapaleiro, bom : em casa de S.
P. Johnslon & Companhia, ra da Sensala Novo
n. 42.
Vendem-se peonas de ema : na ra da Croi
n: 26, primeiro andar.
v CARNE DO SERTA.
vende-se muilo boa carne do sertSo por menos
prero da do Cear, em pacotes de 4 arrobas : do ar-
mazem da porla larga ao p do arco da Conetkaa,
defronte da escadinha.
,. 240rs.
Condnua-se a vender as melhores chitas franrezas,
pelo diminuto prec.o de 240 rs. o covado ; na toja de
Gregorio Si Silveira, ra do Queimado n. 7.
69600.
Chapeos de sol de seda eom muito boa armacao,
sendo de 26, 28 e 30 pollegadas, qo#segnlarmeiite
seu preco he de 7JO0, mas quereurio-aa, acabar con
om resto, vende-se pelo barato prero de 6|aO0eada
um ; na loja de Gregorio ^ Silveira, roa, da Quei-
mado n. 7.
I29OOO rs.
Vendem-se Icques de madrepernla pata senhora,
o mais soperior que pode haver nesla fazoada a 123}
rs. cada tyn. chales de relroz de 4 pontos a 168000
cada um ; ua loja de Gregorio 4 Sllrfrra, ra do
Queimado n. 7.
Vendem-se bons burros: a ts8ar na ra do Quei-
mado n. 14.
Vendem-se 10 escravos, sendo 4 raolecotes
bonse.oplimos para lodo servicn : na ruaJ
n. 3.
I.1M1A DE;CAKBITEI. DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox Brothers, rna da Ca-
deia do Recife n. 62, carnteis da mais superior linba
que tem vndo a este mercado, cada carritel lera 20
jardas." *
Vende-se farinha de mandioca mui-
to boa : no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alfandega,
ou a tratar no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapichen. 54.
49OOO rs.
Vendem-se a dinheiro visla pecas de madapolio
largo, de boa qualidade, pelo barato preco de 4*J0M
cada urna pecia : na loja de Gregorio & Silveira, **(
do Queimado n. 7.
200 rs. iSaiaaaai
Vende-se ojnjestoije chitas largas a
preco de 200 rs. o covado, sarja hca
deira a 2S300 o covado ; na loja de-p
veira, ra do Queimado n. 7.
Vendem-s fazendas de todas -.
qualidades por muito menos de seu i
Kreco primitivo, nicamente para
quidacao : na ra da Cadeia doj
Recife, loja n. 50.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha de mandioca muito nvafae
superior qualidade, a bordo do hrigue Damo: a
Iralar com Manoel Alves Guerra Jnior, na roa alo
Trapiche n. 14.
ATTENCAO\
Vende-se no aterro da Roa Vista n. 72,
loja de miudezas, meias para meninos.* meninas a
160 rs. o par, ditas para senhora* aj
brancas c cruas para homem a 120 rs./twH& para
calca, urna croza por 160 rs.; ditos de marca a 100
rs.; lilas de linho, ama peca 40 rs.; grampas.ilO rs.
o maro ; filas de todas as qualidades a 80, 120, 160,
200 e 240 rs. a vara, sorteadas finas ; trancas para
enhilar vestidos a 30 rs." a peca ;" peotes de alar ca-
bello finos, a 640 rs.; oulros a 200 rs.; linba decar-
ritel de cor e branca, a 20 rs. o carrilel; pregos fran-
ceses a 320 rs.; couro de lustre e bezerro fraocex pe-
lo barato : lambem se vende a loja com um grande
abalimento, muilo propria para qualquer princi-
piante : a tratar na mesma.
Cassas -ancezas a 520 o covado.
Na rna do~Cspo7 lJH diVnqMna que vita para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' demuito boa n ha I idade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
CoiTipanhrS, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um encllenle carrtnho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; est exposla
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz ao
Becito n. 27, armazem.
QUEIJOS E PBESUNTOS.
Na roa da Cruz do Kecift no armazem n. 62. de
A11 Ionio Francisco Marlins, se vende os mais sope-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados ni barca ing'.eza ('tipa-
raizo.
Moinhos de vento
'omhomhas.lerepuxopara regar borlase baixa,
decapim, na fundirade D. W. Bowrran : na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-e* orna padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2. edirjo do livrinho denominado
Devoto ChrisUto,raais correcto e aerescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prac,a da In-
dependencia 1 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na roa do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
-
Desappareceo no dia 23 de julho passado de bor-
do do bngue Santa Barbara Vencedora, o prelo
marinheirn de nome l.uiz, o qual representa ler 30
annos de idade, cor fula, baixo, nariz chalo, tem
algumas marcas de belugas, pouca barba e be Ba-
lara! das Alagoas: roga-se portaste as autorida-
des poliriaes e capitaes de campo a sua apprehenso,
e leva-lo a roa da Cruz do Becito n. 3 escriptorio de
Amorim Irmaos que se gratificara com OOJOOO.
Mesa 11 parecen no dia 18 do corrente o preto
J0S0, de narao Congo, ou Guicama, representa 40an-
nos, estatura ordinaria, reforjado do corpo, rosto '
clieio, com Taita de om denle de cima, he calafate e
perlence au casal do fallecido NorbertoJoiquim Jos
Guedes. Pede-se as autoridades policiaes e capitaes
de campo a sua captura, e mandado entregar a viuva
D. Anua Joaquina de Jess QueirozGuedes,.na rna
do Appolo n. 2, qoe sera recompensados: este preto
esto matriculado na capitana do porto.
Fugio no dia 28 de agosto, o preto Antonio
l.uiz crilo, idade de 40 annos, alto, cabellos j,i pin-
tando a branco, barba raspada, falla grosso e lem
em urna das monhecas nm lol nbo pequeo, levou
chapeo de palha dos que uso os jangadeiros e calca .
e carniza de alco.lao da Bahia, quem o pegar leve a
Passagem da Tuasdalena : em casa de De Mi no Gon-
calves Pereira I.ima, que ser recompensado,
IOO9OOO de gralifieaco.
A quem apreseotar o moleque Affonso, de narao
Camundongo, idade 20 e tantos annos, bstanle sec-
co do corpo, feiroes miudas. altura regular, com
duas marcas de feridas no rucio das cosas; desap-
pareceu de casa em 17 do correle agosto, pelas 7
horas da larde, e como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse fur-
lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godao srosso e chapeo de palha com fila preta larga:
quemo Irnuxer i ra de Apollo n. 4 A, recebera a
cralilicarao cima. ^^
Ainda continua estar fgido o preio que, em lf
de selembro prximo passado. foi db Monteiro um
mandado no engenho Vertenle, acompanhando urnas
vaccas de mando doSr. Jos Beruardino Pereira de
Brilo, que o alucn para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para tora, pouca barba, lem o terceiro dedo
da mao direila enrollo.lo, e falla-lhe o quarlo: le-
vou vestido calca azul de zuarlc, camisa de algodao
lizo americano, porcm levou oulras roopas mais li-
nas, hem como um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre de concia na cinta : quem o pegar leve-o na
ra do Vigario n. 27 a seu senhor Komao Antonio
dajjika Alcntara, ou no largo do Pelooriuhoarma-
zem de assucar n. 5 e 7 de Romno & C, que ser re-
compensado.
I h-a 1 .parecen no dia 1. de agosto o prelo Rav-
mun.lo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, mohecido all por Bay-
mundo do Paula, muito convivente, locador dr flau-
tn!, cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, beicos grossos, estatura regular, diz saber lr
e escrever, lem sido encontrado por veres por deliay.
da ra do Caldcirciro, juntamente com una prela
sua coucubina, que tem o appellido de Maria cinco
res ; porlanlo roga-se as autoridades puliciaes, ca-
pitaes decampo e mais pessoas do povo, que o ap-
prehendam e levem ra Direila o. 76, que serao
generosamente gratificadas.

- !
1-
Y
\
PERN. : TVP. DE M. F. E FARIA. 1854.
\

'


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