Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01355


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Full Text
! .
v
i


*

V
1
Ifct
ANNQ XXI. N. 202.
Por 3 meies adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUOA FEIRA 4 DE SETEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
l.\i: illUCt.ADus I)V SIHSCHIPCAO".
Recita, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPareira Martins; Bihia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de.Men-
doza ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad*; Natal, o Sr.Joaquirn Ignacio Pe reir; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Leinos Braga; Caira, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
< WlllloS.
Sobre f.ondres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 103 por 100.
Rio de Janeiro, a 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro. Oncns hespanholas. .
Moedas de 6 100 velhas.
de 63400 novas.
de 4J000. .
Prala.Patacoes brasileiros .
Pesos columnaros. .
mexicanos......
299000
165OOO
16JO0O
90fl0
1940
19' 10
19860
PARTIDA UOS CORREIOS.
Olinda, todos os das. ,
Cantar, Bonito e Garanhuns nos dias i e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury,a 13c28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feras.
PREAM.VR DE HOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas c quintas s 10 horas
1.' vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPHEMERIUES.
Setembro 6 Luacheias 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutse 48 segundos da manha.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde. S
29 Quarto crescente 1 hora, 21 mi-
nuto o 48 segundos da tarde.
DAS da semana.
4 Segunda. S. Rosa de Viterbo v. f.; S. Rosalia
5 Terca. S. Herculano m.: Ss. Harcemo ejfjentil
6 Quarta. S. Libania v. ; S. Izacliarias profeta.
7 Quinta. Jejum. S. Begina v. m. S. Paraphlio.
8 Sexta. >gog< S. Natividade da SS- Virgem.
9 Sabbado. S. Dorotheo m. ; S- Gorgonio m.
10 Domingo. 14. O SS. NomedeMasji ; S. Ni-
colao Tolentino ; S. Nemesiano m.
numero de lomas cornos sel los, que neoes-
sarinmente deve corrbitiar na ra/.o de 10
rs. por follia ; e boni sera' que nao es-
tando conforme tomem testemunhas, e
no remettara sua queixa para e\po-la ao
|>tiblico, e ver se f'azemos recahir a falla
sobre riiem aoccasionou, por (|uanto a re-
messa he leita\com a inaior exactidao de
nossa. parte, assim como do correiodesta
cidade.___-_-*r-\ **mgn^
tam officiIT
Prevenimos a OS Srs. ;issi;;i imites que ""' rnnira os esbirros combinados dos dous genrra-
recebem os Diarios pelo correio que ''">', leve loso de recuar, a principio para Fou-
iiiamfo i;fcontrarero. falla, evamineuio T*-"-. e depoit para Fou-Tsing, da qual se apode-
rou a 10 de marro, e oceupava aiuiia na data das
ultimas milicias.
Nesse movimenlo retronado, os insurgentes se-
Sundo dizem osgeneraes do imperador resisliram a
forcassnpcriorea, com invencivel energa, oflerc-
rendo o combate todas as vezes que podiam, nao se
deixamlo desalojar ilos pontos que occtipavam em
sua retrala, seii.lo depois de una resistencia odsti-
aada, fazendo-se muilas vezes desolar at ao ultimo
'lo que evacuar os pollos, cuja ikiivi scus cliefes
llies couliavain. Na aldeia de Kkittny, entre outras.
situada perlo de Fat-Tsing, Seis ceios miaotsen*
resisliram um diainteiro tinas dvises dos gene-
res Ta-Hnuug A e Siling A. Seus entrincheira-
mcntoedivises foram cm lim torrados; elles comba-
leram enlilo as ras e as casas, e alii toram lodos
assassinados. Na alileia de Tonkia-Tchang, oilo-
centos homens morrernm da niesma maneira. He
provavcl que os vencedores pagassem caro seus su-
cessus; e alin disto, segundo as ultimas informarnos,
que d a proprias Gazetle officielle, deve-se espe-
rar sem duvda, que os vencido tomem a lomir em
pouro lempo a defensiva. Com efleito, ellas nos d-
zem que um corpo de rebeldes, aquelle que corn-
halia a oeste de Ngan-Houi, atravesaou o rio Ama-
rello, e penelrou no Chang-Tong al a cidade de
l.ng-Tsing, situada na frotilcira tlaquella provincia,
e de Pel-Cliili, distante poucas leguas somenle de
Fon-Tchng, de modo que a vanguaiba do Tai-Png-
Onang, que lia um mez se retirara vagarosamente,
eslava prestos a recclier um poderoso reforjo.
Depois de ter saqueado Sou-Tching, cidade cen-
tral to Stjan-lloui, silo,na perlo das margens du
lagoTsao. os rebeldes desla provincia linham bali-
do a divisan do oeste do ejercito imperial, comnian-
dada pelo general Yin-Tih-Pou, e se linham apode-
rado de l.iik-Ngnn. a 17 de fevereiro, depois diri-
giudo-sc para o norte, riles tinliam lomado, e saque-
ado as cidades de primeira ordem de Toung-Yang e
de Ving Trlian; devastado depois os tlislriclos de
Ying-Cliang, Moung-Tcbing, e Tchina-Yan-Hou-
ang, e atravesado o rio Amarcllu perlo da cidade
l-'oang, nao obstante os estorbos de Yaeu-Hiah-San,
prefeilo de Su-Trliao, que tinlia conseguido sobre
elles pequeas -vanlagens, sem poder deter sua
marcha.
O governador provincial Fou-Tsi, e o general
commandaiito das tortas da provincia Ho-Tchuun,
dando couta ao imperador de-tcs desastres, linham-
se rcronbecido criminoso de negligencia c de inca-

f
1
QO7CRNO DA PROVINCIA
EXPEDIENTE DO DIA 1.- DE SETEMBRO.
Ollicio. Ao coronel oraniaitdanIt: das anuas,
cuminunici nd que o capikao comtnaulante do des-
Iacmenlo roanle da comarca do Rio Farinoso, par-
ticipara em aflicto de Si de igoslo lindo do lora cap-
turado no ejigenlioCMMi'tioo soldado desertor do
5. batalhidSe-nfanlariaijoso Mannel ta Silva Rel-
io, que se dizzer criminoso na provincia dasAlacoas.
Dito, Ao mesmo, enviando, para 'cr o conve-
niente destino, a guia do .diere secretan o do segun-
do balalliilo de infantana Alaliba Duarte Godnho
Cumraunicr u-sc ao Exro. presidente ti.) Marand.ld.
Dito. Ao inspector da tliesourarla de fazenda-
communicando, .niin de que o taca conilar ao ius-
pector da altandcga, e aoailministrado' da mesa do
consulado, que, segundo consta do aviso da reparliro
dos negocios eslraugeiros, S. M.o Imperador bouve
por bem conceder o sen imperial benepl^ciloinomea-
tjo conferira a JuliJo Tigetmeier para o lugar de
vice-consiit de Iiamhurgo nesta provincia em subs-
titairri do i. llicbcr que exercia o referido lugar.
Fi/.eraiu-se as convenientes couimunicaces.
Dito..Ao presidente do conscllio administra-
tivo pura fornecimento do arsenal de guerra, para
que promova a compra dos objeclo; mencionados
nos inclusos podidos as-i^nilos pelo d rector da co-
lonia mUilir daPimcutciras.
DitoA 3 conimandanle de polica, dizendo que
nesl.i data exayde ordem ati tlireclor ti arsenal de
guerra para, naosfornecer a c-so comniando o car-
luxaroe embalado c de salva, que Smc. requisita,
mas lambcm mandar recolhcraos armazens tlaquella
repartirlo o carluxame em ino estado : balas solas
deque Irala o seu oflicio tic,28 de agosto lindo.
Commouiccu-se ao arsenal de guerra.
Dito. Ao commandante superior da guarda na-
cional de Gniauna, rcrommendaiido a expedirrto de
soasorden; para queda guarda narhnal sol seu
comraaudo superior, marrln; para a igieja matriz da
cidade de Goianna na primeira domiogu de outtiliro
prximo vindouro, as !t horas da manlija, una guar-
da de honra para assistira fosla to Orago, e acom-
panhar a ptecissaoque deve (er lugar nesse dia.
i'-winiiu.ii -IMI--I' ao repeclivu vicario.
Dito A -"*? "im.^ip?! ii.i ft^i(- i- unmu-
nican lo ler parlicipadoVo juiz. de direilo da 2. va-
ra desta cidade, que, em virtude da queixa que pe-
ranle aquelle juizo dra Francisco Xavier Cavalcante
contra o juiz de paz do terceiro districto da frcuoe-
zia de Afosados, Bernardo Damiilo Frarco, fora esle
pronunciado como incurso no artigo l.li do cdigo
criminal.
Portara. Mant|audo admittir ao servicp do exer-
cilo, como voluuturio, pelo lempo de sfis annus, ao
paisano Francisco Carneiro da Silva, ibouaudo-sc,
.ilrin ilos M'iiciinrnlos que por le lhe competirem,
o premio de I10UQ. Fizeram-sc as :onvenicntcs
communica^eit.
Igual ceres do paisano Francisco Antonio la-
vares. F7cram-se as necessarias couimunicarocs.
Dita. O presidente da provincia allendciido ao
que llierequereram os capitics Ra\mundo da Silva
Maia, Antonio Ferreira d'Ahnunciafu, os alferes
r.ou-lancio da Silva Neves, Joaquim de Sauza de
Miranda Cont, llermenegil lofTirmin<> de l.emo,
e Francisco Xavier le Morac, 6 primeiro c tercei-
ro pertenecida a exlinct.t guarda nacional do mu-
nicipios de Olinda e Iguara;,su' o mais a do Keci-
fe, resol ve ni tennis dos artigo 71 ds le n. 6J2
de 19 de selembro, e S'l d, instrucrim de ^ le
outubro de 1350, reforma -lo? nos mesmo poslo, c
ordena une ne'teaenlido se expc^ain a; convenien-
tes fHj|m0cs Fizeram-sc as necessarias com-
monicafoe.
o seu campo com urna perda de 3UU liomens. A
11 o generalissimo fez renovar o ataque. Naqoel-
le dia, diz Chin-1'aou em sua narradlo, os rebeldes
combateram com um valor heroico, e hoaveram-se
como homeii que preferem a morle a fgida ; mas,
como um tn soldado da* tropas imperiaes rale cent
de seu* inimigot, estes soflreram una sanguinolen-
ta derrota.
Morrcram 1,400 homen|, encheram-se os fossos
de seu acampamento com scus cadveres e lizemos
incendiar seu armazem de plvora por meio tle fie-
xas inriaiiiatlas.
Clicgam al esse poni as informares que nos
Irausmittio a Gazela Official a respeito da lula Ira-
vada no C/iaii-Tountj WHl-Cliili. Ningncm sabe
anda, se os generaes do imperador conseguiram
impedir a june rao dos dous excrcilos rebeldes, que
combaten! naqucllas tluas provincias, mas a Gazellt
de Peking da anda oulras iiformacocs que fazem
ver a extensio dos recursos qne estilo neste mnten-
lo disposijao de Tai-I'ing-Ouang.
Onairo excrcilos combalcm agora as provincias
centraes do imperio pelo successo de sua causa.
Um oceupa a parle oriental do Ngan-lloui, on-
de elle tem conseguido ltimamente notaveis suc-
cesso ; o oulro acaba de apoderar-sc de Keib-Grao-
Fu, Yasu-Tchao-Foi, Nank-Hing-Foi, Kiou-kiang-
Fou, Lin-Kiane-Fou e I.oh-I'ing no Kiang-I.i, e
cerca ueste momento Nanlchang, capital da provin-
cia. Um terceiro oceupa Hau-Yang-Fou, Ying-
Tching, Hiau-Kan, HonaDg-Tcliao, no Hou Pe, e
no Harnan-Yo-Trliao-Fuu, I.iang-Yin e Ning-
Hiang, arabam -de cahir em potler do quarto exer-
cito. O do Ngan-Hu, se dirige para o norte, e he
provavcl que nao larde em alrancar a diviso que
acaba de alravessar o rio Amarello, e que na data
das ultimas noticias crcava l.in-Tsing, de modo
que pde-se prever que, dentro em poucas semanas,
o governo montchou lera de combater alm do
grande rio, que como diz o imperador, forma o an-
liparo da capital, forras rebeldes Ires ou qualro
vezes mais numerosas que os corpo destacados
que lera sido preciso tantos mezes aos exercilos im-
periaes para desaljalos do Pel-Chil.
______ {Moniteiir:
pars.
7 de agosto.
Anda continua a penuria de noticias quer do in-
terior quer do exterior. Comtudo, se devetnos acre-
ditar em um despacho, ebegado lionlein de Cope-
nhague, as eaquadras do Baliteo se apoderaram.no
dia 3 de agosto,das illias de Aland, depois de um
pactdaoe, e liultam pedido que sua conducta fosse i bombardame!. de7horas; mascomo.a semana pas-
cxam.nada, o que elles mesmo fossem severamente | ada, lres despachos recel.idos no mesauM~* punidos; o imperador lihaouvulo seu pedido sujei- canaes differenles ja nos Iroiueram esta nolicia.que
logo nooulra dia foi desmentida, esperamos que nos
chegtie p*j ^ma fonle ollicial. Segundo os ulli-
Ti Oriente, aguardam-se lambem da-
eaiitecimento- de urna alta importan-
cia. I'i xercilo tle 100,000 hon^ns, Francezes,
Inglezese Turcos desembarcuu na primea para ala-
lando seus volas a una averguacao.
Lago que os soldados de Tai-Png-Orauh pene-
traran! no Clian-Touiii;. assgnalaram sua pre-
seuca naquella provincia por imnieroso succes-
sos.
Elles se apoderaran! de muitas tidadr, derrotaran!
o juiz Tsoung Gnait, que levo o valor de man liar .....-i-.gj,-. ., p!lsjl^f
EXTERIOR.
Recebcmi de Maco com data de 2ii de inao, o
resumo dasnlliinas noticias da insurreicto, publica-
do pela Ga-ellc de Peking.
Tinhamos deixado a 2.1 de fevereiro passado, o ex-
ercito insuirecinuaUdo Pet-Chili cnlri icheirado na
cidade de Soa-'FKmj, onde elle se linha refugiado
depois de ter evacuado Tou-Ltott, e Teing-Hai, a-
cliavn-se eolio cerrado por numerosas forras imperi-
aes sob o cor imandu Je Chin-Paon e de 'lsing-Kih-
/.in-Siii.
Desdo entilo as noticias da Ga*elh offieielle dao
as iuformaroes seguintes : A 7 de man o o mesmo
corpo de insurgentes fugo de Soii-Tchiitg protegi-
do pela nevn, alravcssou as lindas tos imperiaes
sem ser inquietado e foi-'e para a cdadesinha de
ll'ui situada perlo de IloMen-Fon. a 80 mlhas sutlo-
elo de Tein-Tsin; todava nao |Hide cunservar-se
contra elles a frente de forras insullicienles, atra-
vessaram o guinde canal apezar dos generaes konei-
Fou e Clcn-I.on, que Chn-Paon linha enviado
para deter sua marcha, e pozeram cerco a I.in-
Tsing-Tchao no principio do mez de abril. O vice-
rei du Pel-Chil dcu-e pressa em ir para aquella
cidade com urna parle do exercito, deixando a Aeft-
nsin a honra de render Fon-Tchng, emquanlo
o governador provincial do Chaii-Toiwg, Tchang-
l.i.iiu Ki de Tsinam-Fon com um corpo de tropas
para o mesmo deslino.
A II tle ahrl aquelle fuuccionario enlregou ao
imperador um bolclim de victoria, no qual dzia
que em a noile de 1, linha sorprendido urna divi-
so do exercito immigo, a qual oceupava una al-
deia perlo de l.in-Tsing. Seus soldados linham
escallado os cnlriiicheiramento, incendiado as ca-
sas da ni lea, e mulo dous mil rebeldes pouco mais
ou ment. Tchaug-l.iang-ki precisava compensar
por um brUlianle felo d'armas ao odos do impe-
rador o successo da in-iirreirao em seu governo.
O imperador, depois de 1er tomado couliecimento
de sua narrarlo, decrelou que, em considerarlo da
vaulagem jjue elle acabava de obter, s lhe seria
applcada utna pena leve petas fallas que elle linha
commetlido antecedentemente.
Porcm o governador de Chan-Tang nao linha
coulado com a vigilancia do generalissimo Chin-
Paou seu superior. Este lendo chegado nos muros
de Lin-Tsiny, foi reconhcecr as posres que linham
sido orcupadas ltimamente pelo ininigo. Alra-
vessoa a grande aldeia que acalla va de ser o thea-
Iro da pretendida victoria conseguida pelas tropas
imperiaes, e nao euconlrou nenlium sigual de nina
lula recente. Tcliang-Lianu-k linda dirigido o
fogo tle suas pecas tle artillisria contra casclires
abandonados; linha vencido oni inimigoimagina-
rio. Apanda lo pssa vez em llagranle delicio de
calumnia, nao pode licar na grara do imperador,
c foi degradado para a Tartaria. O juiz provincial
Tsoung-Gran foi nomeado governador do Clian-
Tans, pela sua dignidade.
Os rebeldes zeram ulrincheiramentos ao redor
da fortaleza parase livrarem dos ataques do exerci-
to imperial, tlcpoi de terein bloqueada l.in-Tsing.
Chin-I'aou resolveu forra-los cm .suas posires iu-
lrinchciradas^e_u_ctatacar a y" de abril, do lado
to nordeste. Elles lizcrain una sortida para rc-
pellrcm os imperiaes, mas nao obtanlc os soccor-
ros que Ibes vieram de leste, foram repetidlos para
so|fu
c/ue
la
OJJS CSAMELOS INf ELIZES. *
POR NATHAKIEL.
Pars,
drucaila.
. fe.*
t
i
'
IV
("tn bello <:i .mu ni o
Conlinuarao.1
Mara de Glandecez Auna Mibray.
Pars, dezcmbio de 1819, uina dora da ma-
drugada. '
n ItaetiilM -1" dcixado anu de faxer meus prepa-
rativos para n^jirau do emdaiviulor da Austria, qne
des le quinzc erifotinjetdode toda as conversarles.
Madama de Kouvillc linda presiilido ao mcu ves-
tuario, quera que en fosse a raiulia do liaile e 'co-
mo cu eslava cnvergonliada tic sua dondade para
comiso, ella escreveu-mc cun sua grara daliitual,
que folgava iiiuilo tle potlev repetir comiso seu rur-
so tle caquilliaria, t: que esle invern seria aun ul-
tima CHiiipanlia. O ccrlo boquea marqueza Irnlnu-
iiie commuilu iiiiiiio.Ellapoz-iiiciianiiidaassim romo
o livro que lotiva, eo liomem de espirito que recebe
cm sua casa, lornoU-sc de I oni g09lo atlmirar-mr ;
tudos sadem que lie esta a mellior maneira tic li-
sonsear a matqucza.e como pila de amiga til e ini-
uiisa perigosa. nilo poderia rrer qoantos aduiirado-
res leiilin em lomo de mim.
" Emliin s imik doras li ji.fi prompla e suii ao
cano. A matquena qtiiz que eu estile*) linda, e
parece que obodoc-lhe e.le dia. Krparci nislo pela
-ensacilii qoo produzio minda enirado ; a dansa foi
t|uai inicuo api la. e encuulrando casualmente mi-
nhas feiroe em um espelhu eslive a ponto tle per-
gunlar, qnesumblanlc era aquelle lo liutlu e lau en-
fadado. Era ru. Nao creas que fallo assin por or-
sullio, mili la irniaa, que importa ser fonnosa t I'-
ileir*ser Mil a ufana de veres todos os o dos admi-
ra rem tna bolle/, i; porque amas c os ama la, Auna ;
m i lu.t pobre Mara que de ndillerenle a lodos,
a qual todos sao iiidiHerenles, e que nao lem nin-
uem p.ari^frr.'.-it de seus Irumpdo. pode fallar de
si mesilla como de urna pe i.i eslranlin, e dizer :
Vide Otario n. 00.
por mar. Tuo conduz a crcr t/e esta cidade he
mal defendida por Ierra, e que tas alturas que a do-
minan! se poder bmiibardea-la. fcilmente. Como
quer que seja, achar-se-ha bl^ajocada por todos os
lados, e a Torne que faz sabir-o lobo do mallo tai-
ve/ obrigue a frota, que se ct?nerva lao dis creta-
mente sombra dos seus [insidies, a tentar as even-
tualidades de urna batalha naval.
Continuam-se a fazer apostas acerca do comporta-
ment que a Austria tomar na guerra do Oriente.
As potencias occdeutaes rcpelliram, como eu llie
hava dilo, as proposigOes de paz que Mies foram
fcilas pelo seu intermedio, e enviaran! oulras que
vao ser submetlidas conferencia de Yienna. Os
Rassos deixaram decididamente a Yiilachia, mas
ninguem acredita que seja para obedecer intima rilo
da Austria, e sim para operar um novo meviniento
cslralegico que permitla-lhe coucenlrar as suas for-
cas no cao cm que a Austria se volle cintra ella.
A entrada das tropas austracas nos principados, tan-
tas vezes annunciada, tantas vezes desmentida,
anda nfo de um faci cousumado : a diploma-
cia anda nao coucluio a sua obra. Entretanto
as cartas de Vienna dizem que ha alguma frieza
entre a Russia e a Austria, e que a* relagties
entre estas duas potencias se achavam em ves-
pera de um rompimemto ; mas neslc lempo deve-se
dar quarenlena s noticias que carretil. >'uura se
abusou tanlo da crcdulidade publica. Os jornalis-
tas precisan! de noticias a lodo o cusi, e quinlo
nao lia, invenlam-nas.
O imperador ainda nulre a idea de commandar o
exercito do norte, na prxima primavera. Acaba
de ordenar ao seu medico, o Dr. Couneau, que
aprenda a montar a cavallo.
Dizem que em S. Pelersburgo, as ultimas n0tiw*y
do Ibealro da guerra determinaran! um numero con-
sideravel dos membros mais influentes do senado
I pronunriar-se allmenle acerca dos aconlecmen-
lo, em urna memoria dirigida ao imperador. Bta-
le ueste documento que os signatarios niio podiam
approvar a polilica exterior to governo, que be con-
demnada por toda a Europa. Segundo consta va-
ras personageus eminentes assignaram esta memo-
ria. O principe berdeiro da cora tambera adherio
a este passo. Um caria de S. Pelcrsburgo chega
a asseverar que esto prncipe se laucara aos pes do
imperador, stipplicaudo-llie qo'o fizesse conccsses
cm favor do reslabeBaiacnlo da paz.
O movimenlo revolucionario parece estar momeu-
taueamenle acalmado na Hespanliu, em virtude do I
presliaio que cerca o uonie de Espartero. Anda
que se leuda conservado a ranha,a monarcliia si exis-
ta agora cm nome : he a revolurao que reina e go-
verna. Isabel II assisna todo* os aclos do novo po-
der sob o diclame tic Espartero ; da lugares o graos
a lodos os i-liel'es da iusurreinlo ; sauda, e sin ri ob-
sequiosamente a lodos os soldados das barricadas
que acabara de desfilar por baixo da sua v aramia. A
posicao he humiliadora e nao pode durar. Por ou-
lro lado dar-se-da que os cheles do movimenlo vi-
vara por mullo lempo era harmona '! Ao princi-
pio receiava-sc una dcsiiilelligencia enlre Espartero
e O'Dunnell ; esle ultimo at recusara adiar--.? em
Madrid ao mesmo lempo que Espartero : mas elle
declarou que era para nao causar, ainda involun-
laramenle,o menor embarazo realisacao das com-
hinacOcs do duque da Victoria, e depois de um se-
gundo convite, entrn elle em Madrid a 29 de ju-
Ido, frente de urna parle da Junta Superior -que
tora ao seu encontr. Foi ler immediatamente com
Espartero, acompandado das acllaraacocs do povo.
Os dous generaes cliegaram v anuida, e se dira-
raram, aos applausos da mull dao. Tem havitlo
banquetes, illumiuarOes, em lim toda a serie tlessas
feslas naciouaes em que o povo julga allingir a rea-
lisacao das suas mais charas esperancas. Mas mis
oulros Francezes que ja lemos tantos destes helios
solidos seguidos de dio triste dispertar, lemos direi-
lo de nao comparlilhar de scmelhanle eulhusiasmo.
Dizem que Mar Cdrislina pretende dexara lles-
panda com designio tle voltarpara Franra : ser at
o presente a nica grande victima que se tenlia tle
sacrificar i revolurao. Ella he a pessoa a quem o
povo mais detesta. Contam que durante os das da
insurreirao de Madrid, deu-se urna acea mui es-
caudalosa nos pacos reac, entre as duis rainhas.
Isabel aecusava a mai com justa razo, de te-la re-
dnzido, pelos scus consclhos e exemplos, triste ex-
Ircmidade em que se achara. Cdrislina, exaspera-
da por estas exprobracOes, den um bofetao na filda-
El-rci que eslava prsenle qtiiz intervir, e o marido
tle'Cdrislina levanlou om puuhal para elle; mas
foi impedipn pelas pessoas preseules a esta Irislc sce-
na da vida inliina. Es o estado emque se acha a
monarcha despanhnla.
Alguns dos nossos homens polticos lemiam que
a revolurao de llcspanha nao tivese reperrusso
em Franra. O imperador.scguutlo parece,nloparlllho
estes receios.por qoc da poucos diasja este respeito es-
crevia elle o seguinle a M. de Fould : a F'ranga
da alguma vezes a peste revolucionaria, mas nao
recebe-a.
Asseveram qde refugiados francezes lomaran!
~r"-rle nos acontecimeulns de Madrid, e que entre
elles b.ivin alguns Jo domen que linham sido deno-
minados em Pars : Profcssotes de JJWff cadas. Ver-
dade he que se os llespaiihucs prcci-asscm tic lices
tiesta especie, nao podiam encontrar mellior gente.
Em materia de barricadas, creio que nunca se su-
bi tjo alto como entre m'-s cn^s is. Olhc como
o mrito li>-rccompcnsado ;_ei^ps nossos profeso-
res obrigados a ir dar litesj^p^uuRciro.
Espalhou-sc liontem o boato de que houve em
Biarlz una tentativa de suhlevarao cunta a pes-
soa do imperador : u.lo tive iuformacao alguma -
cerca deste fado.
A iiilluerltia do calor canicular do mez passado
linha occasionado orna elevaran consideravel no al-
sarismo dos calricos : hoje, poslo que o lliermome-
Iro tenha descido de :t a 18 graos centgrada, a
epidemia vai continuando sempre, propagn-se e se
estemle cada vez mais. Na minha ultima carta as-
sigualc-lhe 30 departamentos accommettidos : nes-
te numero contam-se mais de 30. A morlalidade
em Paris nao he mui consideravel, se se allender
a sua populacho ; contase um termo medio de 56
morios uos hospitaea, c um nlgarismo quasi igual,
nos domicilios particulares. A cidade de Marte*
Iba vai comerando a trauquillsar-se um pouco : o
flagello nos priineiros dias era 13o violento e inexo-
ravel que o denominavam a Peste ; a melado da
ridade linda emigrado, e apezar dislo, conlavam-
sc al -200 morios por da, hoje elle tem perdido
muilo na sua inlcusidade. O governo dominio a
lodos osftinccionarios pblicos que haviam abando-
nado os respectivos poslos durante a durarao da
epidemia ; mas deve-se dizer em honra da humani-
dade que a dedicacao do maior numero foi subli-
me. O procediincuto dos estudantes de medicina
turna-se particularmente digno de elogios. Enlre
36 que foram enviados de Paris, morreram 30 ao
cabo de h dias : a municpalidade de Marselha as-
untada ti'iic iiiava escrever para Paris, pedin-
do notos estodantes. A academia de medicina faz
um appello aos estuVanlas, no mesmo dia 200 se fa-
zem inscrever. Djpico foi tao grande em Aiije
em va e em aples. Aa ultimas cartas do Oriente di-
zem-nos que uot nossos hospilaes militares existem
400 cholenco; elle se acha igualmente em S. Pe-
lershurgo e as nossas esquadras doBallico.
Flizmenlc outro flagello que lambem temamos
nao nos accommcller esle anno, quero fallar da
fome. As colhelas de trigo s3o geralmenle boas na
maior jiarte da Franra ; mas a colheila dosviuhos
ser completamente mesquinha. O viuho inferior,
que junio de Bordeaux se pasa va 50 franco a
barrica, cusa boje 260 francos, e nem todos po-
dem have-lo.
Parece que Napolefio para evitar os inimigos tas
receproes ofTiciacs de 13 tle asesto rcsoUera prolon-
gar a sua residencia em Biarlz, pretextando o mo
estado tle saude da imperalriz ; mas (izeram-lhe ob-
servar que seria impoltico nao assislir nica so-
lemndade nacional que elle conservara, o proprio
dia em que, por sua ordem, linda lugar a inaugu-
rado da guarda imperial, que teria o direilo de se
oilender de semeldanle falla de procedimenlo, que
por outro lado, dizia-se entre o povo que a corle
dexara Pars com medo do citolera, e que a ausen-
cia do imperador no dia 15 de agosto daria consis-
tencia a semeldantes boatos, ele, etc. Napoleao
cedeu a estas reflcxoes polticas e promellcu aos
seus ministros que estara em Paris no dia do seu
anniversario ; mas a imperalriz nao o acompanda-
r : esl Uto iraca que anda nao pede tomar um s
bando de mar. Algumas pessoas da intiradade as-
severam que nesta occasnlo ella esl representan-
do tima pequea comedia, e que se faz mais tloeu-
le do que esl, alim de evitar a viagem Paris e
particularmente as rccepcOes ofliciaes dos das tle
fesla, cuja nica idea lhe causa febre.
> una palavra parece que suas mageslades lom.i-
ram goslo pela residencia tle Biarlz e pretenden!
fazer deste lugar una residencia imperial. apo-
leaoo[denouque secdilicasscnesla paragem um pala-
cio maguifico : o plano j est feilo e adoptado. A
primeira pedra sera laucada antes da partida do im-
perador, e ludo dever estar concluido, decorado,
raolii|!ido no mez de jullio de 1855. Como ve, fa-
zemos as cousas grandemente, como convm ao re-
presenlanlc da primeira narao do mundo.
Dizem que sao os bouaparlistas da vespera que
ueste momento se acham as boas graras junio de
Napoleao cm Biarilz. O imperador j vai comprc-
hendendo qne os scus ministros cstmam o seu po-
der, c nao a sua pesoa; dizem que elle esl mui des-
contente coni M. Billault c falla-sc na volla de M.
de Persigny. O conventculo Fould c Baroche se
acha mui inquieto.
Ha dias os refugiados italianos se dirigirn i casa
do principe Murat para offcrecer-lhe os seus servi-
ros na [u. vi-mi de um movitncnto revolucionario
prestes a rebrotar na Italia, c cuja explosao o gover-
no francez procura retardar por lodos os incios. Mu.
ral aprescnla-sc sempre como prelendentc coma
de aples, que Napoleao alinal nao levar a mal ti-
rar aos Itourbons. ,
Trala-so muilo da volla para tranca do principe'
Napoleao antes que elle se leuda podido coruar de
louros. All iliuem a esta revocarlo um motivo pu-
ramente poltico c dynaslico. Como em substancia,
Napoleao III anda nao passou inleiramente para o
estado de Dos, e o cholera, um puuhal republicano
ou una bala russa podem tira-lo tlestc mundo, co-
mo o mais simples dos morli.e-, assenlou-sc que nao
jeria prudente afaslar de Paris o derdeiro aclual do
imperio, cora medo do que o povo francez se uao a-
proveilasseda sua ausencia para empalmar-lde a dc-
ranra, o que poderia mui bem acontecer. Por lan-
a, o principe Napoleao voltar para a Franra com
urna espada virgem de sanguc russo.
Um ricaro inglcz que se litara em Paris ha fntii-
losannos,em ronsequeucia de um goslo mui pronun-
ciado pelo vivar da nossa capital, acaba ale dispedir
os fmulos e abandonar o seu palacio para vollar a
(oda a preca para Inglaterra. Um Francez amigo
delle que perguntava-lhe a causa da sua partida re-
volme d'agua oilo vezes mais consideravel. He a
Inglaterra que (era a iniciativa, mas he o filho do
celebre engenhcro francez, creador do tu miel sob o
Tamisa, M. Bruid que lem dirigido esta cnnslruc-
rao extraordinaria.
Este enorme navio lem Ires cobertas, ser lodo de
Ierro c reunir em s os Ires meios de propulsan co-
ndecidos, as rodas e a hlice que pora em movimen-
lo urna mmensa machina a vapor c um veame de
um dcsenvolvimenlo proporcional. Qualro maslros
vorlicnes, independenle do gurupes, sustentaran as
vetas. O combuslivel, embarcado para o servico,
pesara lauto quinto um navio de tres cobertas, cir-
cunstancia que faz vivamente sentir quanto seria
importante c precioso encontrar a forja motora em
oulros recursos que au nos meios acluaes.
Escreveu-se de Calais ao Moniteur de la Flolle
que dous milhoes de rares de legumes seccos.e com-
primidos foram embarcados em Calais, nao s para
as necessidades da frota como para as do corpo et-
pt'dicioii irio do Bltico. Accrcscenla-se que qualro
mildesde rares do ditos legumes vo ser dirigidos
a Cderbotirg com o mesmo destino.
Em pinlordecasas do bairro tle San Dens, su-
peilava que a sua joven melade nao era iusensivel
s allenres de um joven caixeiro da visinlianra.
Afini de esclarecer as suas du vidas, faz como todos
os maridos chmenlos, pretexta urna ausencia, Ira-
baldos a etecular em urna casa de campo nos arre-
dores de Paris; parle, conduzimlo comsigo dous dos
seus trabilhadores, aos quaes linha elle confiado os
seus reccos e os seus projeclos de vinganca. No
mesmo dia vollaram lodos para Paris, e honlem pela
manha, ao amanhecer do dia, penelrava elle no seu
domicilio, do qual linda duas chave-. Nao se havia
engaado : o crime era evidente....
Furioso, tanca mSo de tima faca c corre sobre o
amante; mas os dous trabalhadores que o acumpa-
nham agarram-no, porque nao queriam ser cmpli-
ces de uro homicidio. Olhe. diz um dellcs, moslran-
alro e tle viva voz recommendar rommissao todo o
cuidado nesse objeclo; que depois do exame, o qual
dnroii alguns dias, a comroissao dera o seu parecer
affirmaudo que nao havia perigo emque conliuuem
as represenlares, visto como os defeitos aprsenla-
dos pelo edificio eram defeitos primitivos.
O Sr. Silteira da Molla pede retirar o seu ad-
dilamenlo e isso lhe he concedido.
Julga-se discutido) o requerimnelo do Sr. Justini-
ano d Rocha e posto a votos, he approvado.
O Sr. Joao Antonio de Miranda diz que lendo
sitio nomeado membro das comnissOes de marinha e
guerra e constiluicao e poderes, nao pode por seu
estado de saude eulregar-se inlerruprao e com dedi-
caran aos Irabalhos de ambos, pelo que pede a c-
mara o dispense dessas commisses, ou pelo menos
da de marinha e"guerra.
Consulla a cmara, dispensa da commissao de ma-
rinha e guerra.mas nao da de constituirlo e poderes.
Passaudo-se a l. parte da ordem do dia, procede-
se a volaran do requerimenlo do Sr. Figneira de
Mello, cuja discussao havia licatlo encerrada lia dis-
cussao antecedente, para se adiar alea dia 24 o prn-
jeclo que fixa o* vencimentos dea empregados da
caixa de amorltac^o.
Passa sem debate ih 2.' discussao o projeclo n.
100 de 1852 que manda reformar os ofliciaes da gur-
da policial do Para e Amasonas que nao foram at-
teodidos na organisacao da guarda nacional.
Entra era 2. discussao o projeclo a. 10 de 1851
que eslabelece como regalador dos pesos e medidas
do imperio o svslema mhico francez'.
O Sr. Paula Fonceca requer que Gque adiada a
discussao to projeclo at qne teja ouvido a respeito
o ministro da fazenda.
O Sr. Paula Candido manda mesa o seguinle
addilamento a esle requerimenlo; o qual sendo lido
he apoado e entra em discussao.
Remetiendo o quadro das medidas que j exis-
tem, em uso com seus Ifegulamentos do svslema me-
do ao palnlo urna lina chela de tinta vermelha de I Irico francez para esclarecer o juizo da cmara e do
oleo, mcrgulhemo-lo dentro. Agarrando immedia-
tamenle o caiveiro, mergulbaram-o por diversas ve-
zes na lina, depois conduziram-no para ra e fecha-
ra m a porta da casa.
Eram endiosis horas da mandaa : j os passagei-
ros erara numerosos. Vendo fugir um homcm lin-
io de vermelho desde os ps al a cabera, suspeilan-
ilo a mu ti Lio nina myslificaco, reunio-sc c correu
airas do fugitivo que, morando na visinlianra, sof-
fren por pouco lempo o motejo de qoe era o ob-
jeclo. O marido no limita nislo a sua vinganra. c
pretende intentar urna arr.lo em jtislira contra a
niull.er e o seu cmplice.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CAHIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Dia 22 de julho.
I.ida e approvada a arla da antecedente o primei-
ro secretario d cotila do seguiule expediente ;
lim ollicio do 'minislro do imperio enviando o de-
creto pelo qual foi concedida a pensao animal de
1:01103 ao coronel da guarda nacional da provincia
de S. Pedro Manoel Adolpdo Cdarao.A commissao
de pensos c ordenados.
Da cmara municipal da villa de Chaluda, envi-
ando urna representarao em que os habitantes desta
villa pedem queamesma seja incorporada provincia
de S. Paulo.A commissao de estalislica.
lim requerimenlo dos empregados no servico do
pharol ta barra da provincia de Pcrnambuco, pe-
dindo aogmento de seus vencimentos.A commissao
de pensiles e ordenados.
Do provedor c membros da irmaudade da Senhora
Sania Amia df igreja da Madre de Dos da extinta
congregaran tos padres de S. Felippe Nery, da pro-
vincia de Pernambuco, pedindo permissao para ps-
suir hens| de raz al a quanlia de 20:000>, c que
lhe seja cnlregue sem onus de Manca e hvpotheca a
I*"",na,.!eVe.a SC'U"!'e rCSp0St: "De" rarS Pr Prala qe V*** a sobredila igreja, a qual passou
para o Idcsouro nacional quandn extingui aquella
it Eu eslava linda, assim como diria : Eu eslava
fea. Sem maior vaidade e sem maior alegra.
tt Apeuas enlrei fui rodeada do enxame, que per-
segue-uie por toda a parle. Eenesta que etava adi
lambem com seu semblante sempre sombro e pen-
sativo, ralo sei porque fez-me a honra de convidar-
me |iara llamar ; mas com urna voz tilo triste e dio
cutislraugiila, que, creio que teria recusado se lives-
se misado. Esle mancebo lem desde lgum lempo
um humor muilo desasratlavel, e sua phjsionomia
ombra faz nodoa em tima fesla. Quanln dilTcren-
ra doli para todos escs rapazes, que rodam-rae
apenas apparero, dio graciosos, liio loucos, l.lo espi-
rituosos, leudo sempre urna palsvra lisungera para
mira, e epigramma para lodos Eu senta que Je-
ria tirado mais alegre nesse baile se Ernesto mo
hoavewe estado adi. Todava no lira tle alcum lem-
po osla mpressdo dc.vaneceii-se, abandonei-ii.e in-
sensivelmcnle no prazertla dan-a, a qual eu amava
tantoquando era rapariguiuda, que rae reprehen-
da- por iso. Anua. A msica lao animada e lo
viva, o penme tas llores tao suave, a dore luz das
bugia, a alegra, os enfeiles, ludo obrava so-
bre mim sem que cu quizesse, e quasi contra minda
venia le, e sculi a verdade do quo rae davia dilo a
marqueza para decidir-Ole a levar minda tristeza as
feslas: tt Venda sempre, da duas alniusplieras que
embriagan); n dos campos de balalhac a tos bai-
les. Com efleito eu viuda fagiida por aquella* graciosas meloda>, es-
tova Inda OCCUpnda na tlauca. n.io pensava mais no
futuro, nem no prsenle, linha-me tornado essa
, Mara descuidada que tu censralas do alio de la
I s.iheduria, mi eslava mais cm Para, porni, em
! tima sociedade estraulia vivendosem viver, sorrin-
j do sem alogri.i,trocando palavra sem pensamenlos ;
respirav a, vivia, eslava alegre, eslava livre, era ra-
nba, eslava no baile.
tt Havia quasi una dora que abandonava-nic a
essa ebriedade, rotleada de lioinenaseu.Deu meia
noile, e Ernesto, cuja vez linda einlim edegado, a-
preseiitou-me a niilo. Seu semblante mi eslava mais
como no principio do sarao sombrine pensativo. A
alinospdera do baile linha sem duvitla obrado sobre
elle, o sua phvsionomia pareca anuunciar que es-
pvra impacienlemeule o signal da orrhestra que j
lardara, Kmliin foi dado o sigual, e partimos. Era
o maibello moraoulo da fesla, eu eslava como livre .
de todas as leinbr.mcns tristes, so pensava na tlansa,!
linha-me i-psenlo. era va mesmo a mnllidaol
que me rotleava, pareria-mc ns vezes que s havia
Erncalii e eu na sala, e senlia o corarao tao leve, a
alma lao livre como quando com minhas frescas
ideas de rapariga dansava de larde em Chaleauneuf
sobre a verde relva ao som dos ltimos cotcenos dos
passarinhos, que tle cima das tilias msluravam seus
sorge^ns com nossas votea alegres. Mas repenlula-
mente a porta abrise com eslrnndo, e urna voz alroa-
dora laucn no meio de meus doces souhos como
um trov.lo o nome do conde (ilandevez Desperlei,
Auna, e vi os ulhos tle meu mando liloscm mim com
unu expressao que gelou-mc o corceo. Oh queri-
da irmaa, que lembianras!
u Fui ubrisada a quetxar-me de una indisposinlo
sbita, c vollar pura o meu logar ; porquanlo nao
poda mais suster-mc, c o coracao balia-me dio vio-
lentamente que parecia-me que ia dcspedacar-se-ine
no peilo. Ernesto nao eslava mais adi. e foi o con-
de que ollereceu-me a raao para couduzir-me a tuna
poltrona, opprimindo-me de romprimcnlos que aea-
davam tic niiitar-me. Um quarto tle dora depois elle
mandou vir a carruagem. c retiramo-nos. A carrua-
gem corria com nina odiosa liseireza, parecia-me
que os cavallos tinliam azas. Eu eslava como fura
de mim, julsavas vezes cadir no fundo de i.m abya-
rao. e eslava presles a gritar para cliamar soccor'ro.
Minha mo linha tiendo enlre as do ronde, o qual
lenloii leva-las aos labios ; mas por un movimenlo
mais tapido que o pt.-nsaiuruto, relirei-a com una
violencia de que liquei loso confusa. Aunii, cu li-
nda julgado ver chindado tle um reverbero o sem-
blante pallido e consternado de Ernesto, e seus I
odos lilos em mis; que idea Cine-I.i he como todos
os outro, esquece-mo, vive feliz, esl no baile, tlan-
sa, sorri a alsunin inora alegre, casia, e senhora tle
seu futuro. E eu !...
tt Na manha do da seguinle.
Has tle reccher com esta caria seis mil francos,
minha irmaa. O conde euviou-mc boje urna mes-
nda de costura c una carteira de aauldas, na qual
ardei esta stimma. Anna, loma esle diuhero, cuja
rala ase aflige. Elle se me lomar tal vez menos
odioso se eu soubcr que le foi til. Nao tenho mais
lagrimas nos od s, nem sangue no corarao ; meu
Dos, porque nao morro I niaiidei fechar minda por-
ta, nao quero receder ninguem, nem mesmo a mar- I
queza, tenho necessidade tle estar sosiuha, lodos os
tildares me pesara. Mandei vendrosla m india
vestuario que honlem n noile tanto me assenlava, e
seu prero servir para dar pao s alguma rapariga.
juslica, fechar o Iribunacs por falla de juizes e tle
advogados.
A epidemia he ainda menos notavel pelo numero
dos individuos que ataca do que pelas victimas que
faz. Ha localidades em que lodos os casos se ter-
minaran! pela morle. O mal ataca com a rapidez
do raio, e a medicina al o presente he completa-
mente impotente para conjora-lo. Dissereis um
veneno vilenlo que gela de repente as fonles vilacs.
Os mediros que quizeram sangrar os infelizes ac-
commettidos do cholera asitico, nao poderam lirar
una sola tle sangue.
No he smenle a Franca que" paga o seu tributo
ao flagello : ueste momento elle se acha em Geno-
Nao couvem que todas as muldercs para mo mor.
rercm miseria moram tle dr ou de versonda.
Atleos Apeuas esloit certa tle le amar, minda
Anua.
Madama de Saiseral candessa Mara de Glan-
decez
Castalio de Saint Vincent, dezembro de 18I).
Querida Mara, es urna tnullicr dilosa, c espero
que nao le esquecers de que lleves tua mili lotla a
felicidatle tle que goza. O conde de Glandcvez in-
formou-me tle leus hou successos as sociedades.
Es invejada pelas las rivaes, admirada pelos ho-
mens, r rilada como modelo de elegancia ede soslo.
Feliz Mara Fas qual seria a surte de la culpada
irmaa, se livesse querido crer-me ; mas ella preferio
consultar um lonco amor minda experiencia, e a
loocura que fez asseaora-lhe a desgrana tle toda a vi-
da, emquanlo que tu gozas das vanlagens que ella
perdeu.
Escrevem-me tic Pars que o conde he perfeito
para com liso, dizem-me que leus os mais belles dia-
mantes da corte c ama rariuasem digna tle urna ral-
aba. Coinquaiilo eu toase pelo menos dio fonnosa
como tu, Maria. nao lve diamantes nem carruagem.
Ten pa era rilado pela sua delta estatura c sua ele- i
gancia : mas em rorapararilo to conde era um pes- '
snno partido. Emlim, oque nio pude fazer poriiiiin
liz por li, c eslou ufana tic miaba obra.
a Para que ella dure, quero repetr-tc os cuiise-
Idos queja ledei sodre a iiianeira tle le couduzircs
para rom leu marido. O que os liomens mais .unam,
querida IHda, de a mudanra, c para ser una mu-
Ider escolenle s [o fallara'rapriclitis. Ellessao orna
cousa indispon.avel no casamento. Nao Alio tic las
cascmnis que tlevem ser renovadas mulla! vezes, e
de las equipagens que o ronde deve substituir lo- i
das as eslarcs ; mas de hora fazer sentir de quan-
do em quando por alsuns arlos de autoridade que
s senhora, eque ludo tlcve submeller-se s loas leu.
Se o conde disser urna palavra, l'aze com que leu
medico ordene que sejam fcilas todas as tuas vonla-
des, e se encontrares resistencia, cabe doenlc. Se
quizeres crer-me romecarus por exigir a despedida
do velho tiermonl, o qual ja no he assaz ligeiro
nem assaz esbelta para ser o camarista do conde.
Alm disto, dizem que era o conftenle de todos os
amores do amo, e que levuu mais de una vez car-
tas a Agla. Bem sabes, querida Maria, quanto a-
borreco os lagarcllas; assim.se fallo-te disto, he por-
que juico que acharas lalvez occasiao de fazer uso.
que daqui a dous ou Ires me/es dar-se-do aqu gra-
ves e tristes successos, e se lhe devo dar um cunse-
llui, he que siga o meu exemplo. O amigo espan-
tado rogou-lhe com instancia que se explicasse mais
claramente ; o Inglez obstinou-se cm guardar o se-
gredo. Ser islo alguma cxceiitricidadc brilannica,
ou este Inglez lera retebido alguma confidencia de
um revolucionario exaltado que, como de ordinario,
leria lomado as suas esperancas por tima realidade?
O que lhe posso alianrar he a aiilhenlicidade da
ancdota.
Ha um mez que a Bolsa de Pars se acha comple-
tamente nulla: a falta de noticias, o cholera inler-
romperara as especulares. Durante as boros da
Bolsa os agentes de cambio conversam entre si, sem
vender nem comprar: de uina bolsa a oulra, nilo ha
multas vezes una dlITcrcnca de 10 centesimos sobre
a renda. Ha cousa de um mez, quando ainda pe-
dia baver recetas acerca da colheila, era a ebuva e o
bom lempo, eram as nicas condi;t~ies que causavam
a alca e a baixa. Quando chuvia durante a Bolsa
havia baixa, se o sol brlhava os fundos subiam. As-
sim um dos meus amigos, una das columnas do mo-
vimenlo financeiro, dizia-me um da : os callos me
estao duendo, amanliaa chuvcru, he mister vender
os fundos.
t'ma grande cidade flucluanle em breve mergu-
lhar os seus flancos gigantescos no ocano. He um
novo navio Irausallaulico que ter tres vezes o com-
primenlodas naos de primeira ordem,c destacar um
Nada lisongeia tanto os homens da idatle do ronde
de Glandevez. como urna scena de ciunie, c seme-
ntantes meios empregados a proposito podem ler in-
fluencia sobre os o librillo-.
n Reflecte seriamente nislo, querida Maria, pois
de o mais importan le. O casamento toruou-le dio
grave c dio sisuda, que nao temo ftjllar-le com lotla
a liberdade sobre esle potito. O conde esta ende-
lliivu lo, como sabes, e o medico de Cltalcauueuf.em
quem (cubo plena conlianca. dissc-nie que esta doen-
ra podil ler uo lim ; deves, pois, lomar previa-
mente las precaunic.
Atleos, Mara, o eco deu-le urna boa mai,
qual deves loa prosperdade prsenle ; ella oceupa-
su de assegurar leu futuro. Nilo me he preciso rc-
romineitdar-le que sejas fiel aos leus tlevercs. Sa-
lios os principios que le dci. Prosas cm tua equipa-
geni tle l.nngcliamps ?
Tua miii aflecloota.
tt tmarqueza de lomille i conde-isa Maria.
tt Paris, dezeinhru de 1819.
tt Seu bom cura de Chaleauneuf lera mil vezes ra-
llo, miaba querida, c a caria delle que lhe envi be
perfeila. Eu pensava com meus baile e minhas
feslas, leva la laucamente prudencia, c recelo ago-
ra muilo que minha amisade tenha conseguido fazer
duas estatuada--. (Jue sao as polrre*distraernos que
eo lhe olleteria em comparado da poderosas conso-
larnos que elle faz. descer do eco sobre "vos-e I Alli-
viar em torno de si os soffrimculns he applacar os
scus.e a gente conserva sempre um pouru da feleri-
dade que da. Todava persislo em minha primeira
opiniio, querida Alaria, evite, mesmo na religiao as
meditar-Oes solitaria, a melancola piedosa que he as
delicias das almas terna ; pniui que de lambem
seu i--i.il 11 i. As pr.ixcssan inimigas bvpocrilas que
entrara por todas as portas. Ourm de pura como
vosee, minda lilda, deve ler medo de seus vi-
cios.
tt Atleos ; tenho esta mandla o^spirilu inclinado
ao senr.ilo, e rercio corromper a cBa de seu bom
cura, a qual quero aprender de cor, para Iba repelir.
Ha muilo lempo que pens como esle digno homcm,
querida Maria, que o inundo cyra sobre tinas virtu-
des clirishlas, a i csis linean e a cuidado. Meu Dos!
Gimo r-stariamos nesle Paris com suas immciisas
prosperidades, e suas immeusas miserias, se mo ti-
reatemos, nt oulros felizes do mundo, a caridade
para soccorrer aos que solfrem, e se elles nilo lives-
seiu a ressuarao para nos esperar '.' Quer que eu se-
longresacao.A commissao dfazenda.
Le-se c entra em discussao o seguiule requeri-
menlo :
tt Requeiro que se pecara ao governo:
tt 1.a Copia da proposta que lhe foi falla peta so-
cictlade emprezaria do. Ibealro provisorio.
o 2. Copia dos estatutos dessa sociedade e de
quaesquer documentos que legaliscm a sita exis-
tencia e seus lins.
3." Copia dos documento, que autorisaratn a
pessoa ou pessoas que por parle delta se apresenla-
ram para tratar com o governo.
tt 4." Copia do contrato que foi enlao celebrado.
tt 5. Iulorinacie- sobre o modo porque lem sido
cumplidas as eslipularoesdo contrata. Juslinano
Jos da lloclla. i>
O Sr. Silveira da Molla depois de fazer algu-
mas considerares, manda a mesa a seguiule emen-
da addiliva, a qual sendo lid.i he apoiada.
tt E infurniaciii sobre o estado de seguranca do
Iheatro. n
O Sr. Pedreira minislro do imperio) diz que
cutislando-lhc que o theatro aprcsenlava siguaes de
ruina, mandara immediatamcnlc fazer um etame
rircumslanciado era lodo o edificio, nao se conten-
tando com manda-lo fazer por um ou dous enge-
uderos destaca Jumen le, mas por t6da commissao dos
meamos, indo assistir ao exame no primeiro dia para
uliservar quanlo llie fosse possivcl o estado do tdc-
ja seu guia tro vasta reino das dores Itumanas cm
que vai entrar, n;!o lie assim, querida condessa?
Pois bem, lodas as vezes que minda saiide o permil-
lir. taremos juntas nossos passeios de mandia. Em
ludo deve-sc allender decencia, mesmo as boas
aeches. Approvo que seja a Providencia dos pobres;
masvossehe ans Providencia muito joven, para sa-
bir sem seu anjo da guarda.
it Sua vclha amiga.
tt Anua Moliray a Maria de Glandecez.
tt Londres. Janeiro de 1820.
a Odiudeiro que me enviaste, chegou-mo (arde,
querida Maria. Eu linda lomado una dclermimi-
rao que lodos censuraran, c que cu niesma Lmenlo;
porque pruvavclmcnlc tra-me para sempre a espe-
ranra de lomar a ver-le. Portti se liveases assisli-
do a ludas as lulas porque passei, e a todas as dores
que sollri, me lamentaras, e nao rae rondeinnarias.
lie preriso que comece a contar as musas de mu
alio, Maria, porque de esta a segunda vez que le-
udo neressidade de que sejas meu juiz. Ha scettes
inspiradas pelo coraran c reprovadas pela razao, e
mi sei se le collocaras do lado fie minda razio onde
meu coracao. Nilo ignoro que sou asora repcllida
pela sociedade ; mas que me importa esta sociedade
egosta e cruel. Mellen-te ella enlre mim c a tles-
sraea quando a desgrara pesava-me sobre a cadera
Eslendeu a i:i;l.i para sicrorer-ni" quandn v a
horrivel expressao da fotnc sodre o semblante tle
minha libia, a qual ergua b bracinhos para mim,
nilo [iara pedir-mo afagos, Alaria, mas para pedir-me
o alimento que cu nao poda dar-lhe ; porque a ama
que nao podamos mais pagar, nos linha deivado.
Sei agora al onde pode edegar o escesso dos sollri-
incnlo humanos, cxperimenlei as miserias que s
condeca por la-las soccorrido. sei o quede ouyir dar
a dora era que os mais pobres odreiros tomain seu
alimento, e estar tostaba, abandonada, e sem ali-
mento, sei, Maria, quanto val um pedazo de
pilo.
tt Creio que te fallei em urna tle minhas ultimas
cartas da triste posiraode nossos negocios e da ma-
neira porque Mi. Mohray acudiera meus projeclos
de economa. (Juem tem luto, e nao lem com que
pagar o necessario, rabo logo na miseria. A miseria,
minha irmaa, veioc rom tanto maior pressa, porque
Mr. Mobray em seu desespero procura va recursos no
jogo, o qual acabava de devorar os tristes restos de
nosso dinheiro. Quasi lodas as imites um membro
do parlamento ingtez,amigo de Arlhnr, vioha tomar
paiz nesta materia. S. a R.
Julga-se a matara sufflcienlemenle discutida, e
posto a votos o requerimenlo do Sri Paola Fonceca,
he approvado, assim como lambem he approvado o
addilamento do Sr. Paola Candido.
Passando-se a 2. parle da ordem do dia, entra em
segunda discussao o projeclo n. 77 relalivameple
abertura e alargamento da ra do Cano, sa^ap-
provatlos sem debate e successivamente os arla. 1.,
2., 3., V. o 5.", e entra era discussao o arl. 6^
O Sr. Gomes ilibeiro manda mesa a seguate
emenda, a qual depois de apoiada, entra em dis-
cussao.
Accrcscente-se ao arl. ti.:c lerao o mesmo
direilo do art. i. os que soffrerem qualquerdesa-
propriacao.S. a R. '
Fallam os Srs. O-Liviano, Candido Bprges, e
Sa v un Lobato, depois do que julga-se discutida a
materia c sendo posto a votos, he approvado o arl.
com a emenda.
Entra em discussao o art. 7.
O Sr. Aguiar faz varias consideracacs contra o
arl. o conclue pedindo a cmara que atienda bem
para elle alim de salvar quanto lhe for possivel es-
se dogma de cousliltiiro qoe garante o direilo de
propriedade em loda a sua plenitude.
Fallam lambem os Srs. j." A. de Miranda, Gouies
Ribeiro, Barreta Pedroso e Siqueira Queiroz, o qual
manda a mesa o seguintoart. addilivo que depois de
apoiado entra em discussao.
O processopara estas desapropraces ser sum-
mario com a appelaoiin em ambos os clleilos para o
o juizo do direilo da 1." vara civel. nomeando-se
louvados por ambas as prtese um terceiro para des-
empate, caso seja necessario, os quaes a respeito dos
predios atusados delerminaraoo prero dadesapro-
priae,iu multiplicando por 90 aunos oaluguel decla-
rado por pagamenlo da dcima, e a respeilo dos
predios habitados por seus proprietaries, designaran
urna locacao estimativa, para multiplica lambem por
O vezes designar o valor da desapropriarjo.
it E quando nos terrenos tlesapropriados, os lou-
vados desistanlo o valor de cada braca com o mes-
mo recurso de appelarao.Siqueira Queiroz. u
O Sr. F. Octaviarlo faz varias considerares sobre
a materia depois do que fica a discussao adiada pela
hora.
O presidente designa a ordem do dia e Jevattta a
sessao.
24
As 11 horas, estando presentes os Srs. VisAmde
de Baepedv, Paula Caudido, Paes Barreta, Rocha,
Pedreira, Hurla. Brelai, Moaleiro de Barros, Pau-
la Santos, Belisario, Vasconcellos, Venancio Lisboa,
Conego Leal, (iouveia,' Virialo, Fleury, Ferraz.
Wilkens de Mallos. I.uiz Araujo Henriques, D.
Francisco, Eduardo Franca, Barao de Maroim,
Rodrigues Silva, Silveira da Molla, Brusque, F.Oc-
laviano, Dutra Rocha, Carneiro de Campos, Vieira
de Mallos, I.ivramcnlo, Jaciotho de Meudonra,
Brrelo Pedroso, Costa Ferreira, Machado, Araujo
Lima, l'.unba, S e Albuquerque, Barros Brrelo,
I.uiz Carlos, Belforl, Ncbias, Bello, Barbosa, Assis
Rocha, Borges Monteiro.'Oes Siqueira, Fioza, Bar-
bosa da Cunda, Gomes Ribeiro, Mendes da Costa,
Scco, >aburo, e Paula Fonseca, o Sr. presidente
declara nao haver sessao por nao se (cr reunido nu-
mero legal.
*-25-
I.idas e approvadas as actas das duas sesses pre-
cedentes, o I. secretario d conta do seguate expe-
dienta :
cha com nosco. e esses dous endures jogavam como
juga-se na Inglaterra, isto he, a se arruinaren). Ar-
Ihur linha sempre a surte contra ai, ecada noile eu
va desapparerer em alguns minutos o pao de mui-
(os dias. Sir Edgard que he um dos homens mais
ricos da Inglaterra, parece crcr, como lodos os teus
semelhantes.qne he impossivel ser pobre, e nao mos-
Iravasuspeilar nossa triste Minaran. De certa, elle
setaria portado de aulra maneira, se houvesse podi-
do saber a v ondule ; pois he um homcm generoso
comodepois no-lo provou. Esle bom Edgard om
seu semblante altivo, fra e regularmente bello, oc-
cultava um eirelleule corarao ; masnaobe chegado
o momento dedizer-to o que elle fez por nos, queri-
da Mara, c antes tle chesar la, de preciso qde cu a-
c.ilie urna penivel nal lac.io.
it Nossos recursos csgolavam-se rpidamente. Ca-
tn dia vendamos algumas joias, e oulros ubjeclos ;
cada dia a miseria-, nosso lerrivel hospede, dava mais
um passo em nossa casa. Pouco depois, conhecemos
as angustia c as huniilhaces ta pobreza em um paiz
onde s se eslima a riqueza. Estremecer a cada
iiiiii telada que resa sobre a porta, e reciar que se-
ja algum credor impacienta, que com o semblante
can rgado de amearas, venda reclamar sua divida,
nao alrcver-se a encarar ninguem, ser obrigado a
abster-se de passar dianle de certas Injas, e em cer-
tas ruas,ollrer os otilares insolentestlaquelles que se
dignam de poupar-nos as evprobrares, ouvir com
paciencia as injurias dos que nosoppiimem rom scus
re-peitos ; que existencia, Maria e como nao fa-
riamos ludo para escapar delta ? As mulheres sobre-
ludo nilo lem piedade para com as mulheres Ouvi
rensurarem-me, querida irma, o vestido que eu li-
nha, o chale que Arlhur me dera, c que elrc mesmo
lanrara-me sobre os hombros no dia cm que jurei
ser sua por loda a vida, no momento em que, segun-
do o uso deste paiz, subimos em urna carruagem
para deixar a cidade. Pobre chales que eu amava
tanlo! Arranquei-o tle meu pescoco-para da-lo
mulher cruel que o volva e revolva dianle de mim,
observando o lecido, examinando o bordado, e aecu-
sando-me de casquilharia ; porque eu chorava, como
se nao me fosse permitidlo chorar minhas bellas es-
perancas de noiva, minha feliz ignorancia da des-
ventura, e minha seguranza do faloro prestes a des-
apparecerem com o primeiro frsenle de Ar-
lhur,
Cmtimtar-se-ha./


**> najsit
--:
^



DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 4 D SETEMBRO D 1854.
Um oflicio do ministro da juslica, enviando a 1ra-
duceao da bulla da crearSo do bispado do S. Pedro
do Kii> Graude do Sol. A' commissAo ecclesias-
lica.
l)o iic-ino niinislro, enviando .is ini'iti'iiiarocs da-
das pelo presidente dn rclarAo des la corle acerca do
do requerimenlo em que Francisco Pedro de Arbues
da Silva Monii, (ecrelario da misma, pede aug-
mento de seus vencmentos. A quem tez a requi,
sirAo.
Do mesmo ministro, enviando coro a copia do of-
ficio do vice-president! da provincia de Minas Ge-
raes, a representarlo do provedor e ruis membros
da sania casa da Misericordia da capital daquella
provincia, pedindo certas modificaces as disposi-
0/M du resolcuAon. 179 de 19 de junliode 1811.-,'
commissAo de saudc publica.
Do 1. secretario do senado, enviando as resolu-
res que ulorisam o goveruo a mandar admiltir a
lizcr acto do primeiro annoda escola de medicinal
da cuite, ao cstudanlc Kraucisco e Salles I'ereira
Pacheco ; a dispender 10:000a concedidos a Manocl
Hmlri-Luc- Borges, como premio pela vulgarisarAo
dos processos que descobrio para fabrico do cha
l'ekoe fie ponas brancas ; a admiltir o esludante
Eduardo T.uiz Crescendo Valdetaro a fazer acto do
-2. aneo do curso jurdico de Olinla ; e as emendas
e adJi ;0rs feilas e approvadas pelo senado i propo-
-io/io da mesma cmara, declarando que-a applica-
veis as disposicOes do decreto u. 397 de :t de selem-
bro de 18it> aos estranieiros e-labelecido- na colonia
de Sauta Isabel, na provincia do Espirito Sanio.
*. So a imprimir as resolures para entrar na ordem
dos trabados.
l'm requerimenlo do padre Carlos Frederico Adilo
lloefer, natural da Prussia, pedindo dispensa do
lapso de lempo para naluralisar-se cidado bra-ile-
ro. A' commissAo de constiluicAo e poderes.
He approvada a redaccAo da resoluto que auto-
risa o governo a mandar pagar ao padre Leonardo
Antunrs Meira Heeriques; e os seguimos parece-
res :
O Dr. Alejandre Jos de Mello Moraes pede a
esla cmara, no incluso reqoerim:nlo que Coi pr-
senle commisso de inslruccAo publica subsidio, ou
auxilio pira a mpressAo de um diccionario portu-
guez dti medicina, cirurgia, phvsc-i, cbimica e his-
toria natural que coropiloo de diversas obras impor-
tantes i! aalorisadas.
A commissAo he de parecer que se remella o re-
qoerimenlo ao governo. para que ouvidas sobre scu
assumpto e sobre o dito diccionario as corporacOes
scienlificas, qNic sAo entendidas naquellas materias,
possa orientar a esla casa sobre o mrito e vanlagens
da publicarlo para que se requer subsidio.
Sala das eommisoes, em 21 de julho de 1851.
F. Octaviano. Dutra Rocha. Rocha.
r A commisso de constituir eiamioou o reque-
rimenlo dos habitantes da parochia da villa do Pa-
rahybuna, da provincia de. Paulo, e os documen-
tos que o acompanham, pelos quaes perlcndem que
a referida parochia d mais 10 eleilores, nAo s por-
que se lite annexou novo territorio, como pelo aug-
mento consideravel da populado que boje consta.
(i A commiisAo, altendendo que na lei de 19 de
agosto de 1816 se acha consignada a providencia pa-
ra casos lies, e que se tem de fixar por acto legis-
lativo o numero dos eleilores das parochias, segun-
do a promessa da citada lei, he de parecer:
ii Que por orase nao pode deferir a representarlo
dos habitantes da parochia do Paraliybuna.
Saladas eomraissoescm -2t de julho de 1854.
F.D. Percirade Vatconcellos.J..t. de Miranda.
A' commisso de conslituicAo e poderes foram
presentas representares das cmaras muinicipaes
das cidades do Rio Pardo, Rio Grande e villa ruzilhada, todas da provincia de S.Pedro do Kio
Grande do Sul, pedindo se reformo a lei elcitoral
na parle concernenle eleirAo dos membros das as-
* semblis provinciaes.
Prelendem as referidas cmaras que esla elci-
Sao se faja por municipios, de sorle que cada um
mande assembla provincial o scu representante,
que, maisconheredor das necessidades da localida-
de que o elege, cure com esmero e resultado de pro-
movc-lat.
A commisso de constituirlo ahslcm-se do ex-
amc da quesillo que as mencionadas represenlaoes
suscitara, porque franecioso preorupar-sede asump-
lu lao importante sem oflcrecer a cnnsderacAo da
cmara urna medida geral, que s deveser discutida
-piando se tratar dn reforma de nosso processo elei-
toral ; v. he por isso de parecer que para enlAo se a-
gnarde o deferimeuto ou indeferimento das sobre-
ditas rrprcsenlaroes.
< Pa>;o da cmara dos depulados. 21 de julho de
ISl./'. D. Pereira de iascom:ellos;J. a. de
Miranda.
He julgado objecto de deliberarn e vai a impri-
mir para enlrar na ordem dos Irabalhos o seguinlc
projerto:
O padre Jos Gnerco, subdito sardo, residente
na provincia de Santa Calharina, onde serve de pa-
rocho lia freguezia de S. Sebastio da Fox da Tejuea
Grande, allega que, lendo-se oceupado desde o anno
le IRi."- no excrcicio de iguaes funredes em oulras
parochias do imperio, pretende naluralisar-se cida-
dSo br asi lei n, para cojo lim fez na carnaza munici-
pal de Porto Bello da mesma provincia a declararlo
exigida pela lei de 25 deoutobro di! 1832,.concluin-
do por pedir se dispense o lapso de lempo que a ci-
tada lei requer.
" A commisso, lendo examinado os documentos
que inslruem a pelic.Au dosupplicanle, e adiando a
elle conformes as suasallegacoes, he de parecer que
e adoplc o seguinlc pojecto de lei :
A assemblca gcial legislativa lesolve :
a Aligo nico. O governo he aulorisado a con-
ceder carta de naluralisaro decidldAo brasileiro ao
padre Jos Uriecco, subdito sardo ; revogadas para
osle lim as disposices em contrario.
Paro d cmara dos depulado-. em 21 de julho
de 1851. J. A. de Miranda. F. D. Per tira de
I aicoiicellos. J. M. Figueija de Mello.
O Sr. Fleury manda i mesa o seguinlc requeri-
menlo, depois de liaver pedido urgencia para o a-
presenlar :
Rijqueiro qoe se peca ao gover 10 informar,ucs da
presidencia da provincia de (ova/ se o' director da
companhia commercial do Araguaia, ltimamente
dissolvida, prestou eontas da respectiva gerencia; c
qoando t Salva a redacoo. /'. Fleury.
O presidente:Foi vencida aurgencia nicamente
para apresenlar-se o requerimeulo; por consequen-
cii entrar em discussAo em dia proprio, ealvo se nao
lioovcrDinguemque pera a palavra, porque enlAo
se pa -'i?.r a volar sobre elle.
O Sr. Silceira da Molla : En peco a palavra.
O Presidente : Enlo tica adiado para sur dis-
cutido no dia proprio.
i) .Sr. Maluco pede urgencia para aprcscnlar um
projeclo acerca da legislarAo hypotliecaria.
Approvada a.urgencia, o mesmo senlior remelle i
mesa o scu projeclo, que pede se.a enviado < com-
misso especial de rrypothccas. E como nesla com-
misso falla uinmenibi o,requer ao presidente serlig-
iii nomear quem o su'jslilua.
O 1- secretario faz leilura do projeclo ja publi-
cado nesle Diario.
O Presidente : He remedido commisso es-
perial na forma pedida pelo Sr. depulado Nabuco.
.Sonic o para preencher a falla qu se d nesla com-
misso o Sr. Rodrigues Silva.
O .%'r. Brrelo Pedroso{ pela ordem ; pede que o
projeclo soja imprento no Jornal do Conimerdo.
O presidente responde que a mesa providenciara
a tal respeil*.
SAo approvadotsem dbale em 2.a discusso os se-
gaUttl projeclos:
1. Conccdcndo ? loteras para a conclusAo das o-
hras da matriz de S. Jos do Recife.
2. Concedendo -2 loteras para a conclusAo das o-
brasdo hospital da sania casa da Misericordia da
villa de Valonea, proriucia do Ric de Janeiro.
3. fncedeodo2 lo.erias ao hospital de raridade
la cida(|e de Jacareby, proviucia de S. Paulo, e 1 ao
hospital de caridade da cidadeda Campanlia.
Enlra era discussAo a queslSodr preferencia entre
os projetosns. 81 de 1853 c :i() di 1K.">1 que tratara
Jete objecto.
Depois de breves reflexOesdo Mr. Paula Fonccca,
.lulgi-se discutida a quesISo de preferencia o he pre-
ferido o projeclo que autorisa o governo para refor-
ma! a academia das bellas-arles, nAo excedendo a
despea a 5:000?.
1/ t'r. Augurio de Oceira dixqne (em escrpulo
em votar pelo prejeclo, por quanla eulende que es-
ta em manifesin oaotradiirjo coni os principios de
economia proclamados pelo goyerao ; que haveudo
bem fundados receios de qae as rendas publicas ti i -
uiinuam, est por em quinto no I rrae proposito de
%
volar conlra ludo que fdr augmento de despeza com
o pcisoal, todava desoja urna etplcac,Ao do nobre
ministro do imperio, pois lalvez que as razos por
elle aprcsenladas o faram mudar de opiniAo.
O Sr. Pedreila (ministro do imperio) sustenta o
projeclo.
Julga-se a materia sufTicicnlemcnle discutida, e
posto a votos o projeclo he aprovado.
O presidente declara quevai-sc solicitar do gover-
no a designado do lugar o hora em que S. M. o
Imperador se dignar receber a deputarAo que, por
parte desla cmara, tem de fclicila-lo pelo fanaloso
motivo do anniversarionatalicio de S. A. a prince-
xa imperial, e uomeia para a dita depulacao os Sr?.
I.. A. Barbosa, Miranda, Lisboa Serra, Belisario, Al-
meidac Albuqucrque, ronego Silva. Siqueira Quei-
roz, Candido Borses, Wandcrlcy, l.uiz Carlos, Pe-
reira da Silva, conego Leal, Vasconcellos, Pacheco
JordSo, Bello, Gomes Ribciro, Fernandos Vicira,
Pinto tle Campos, Fcrrcira de Abrcu, F. J. de Li-
ma, Mendes de Almeida, Jos Ascenro, Sera, e
Belfort.
Continua a 2.a discusso do art. 7. do projeclo
que manda abrir a ra do Cano (na curte.)
O Sr. .guiar :Sr. presidente, so eu nAo csti-
vosse convencido de que liavia cumprido umdevcr
rigoroso submellendo i coiisiileracflo da cmara al-
gumas obscrvarfies a respeilo do art. 7 do projeclo
que se acha em discusso, se nAo livesse a cons-
riencia de que he da minha obrigaruo como ineni-
bro desla casa produzir as dnvidas que poirarem em
mcu espirito acerca de qualquer lei que se preten-
da confeccionar, cortamente mui grande teria sido
o meu arrependimento por liaver provocado cssa
discussAo, porquanto, segundo -me pareceu, os hon-
rados depulados que o defeudem, e especialmente
os nobres membros das commissoes julgaram-se mo-
lestados por algumas verdades que foram por mim
enunciadas, sem que todavia Tost esla a minha in-
tcncAo.
Entretanto cu creio, senhores, que so he verdade
o que me pareceu, fui cerlamentc muilo mal com-
prchendido, porque, quer em conversarnos parti-
culares, quer mesmo quando tive a honra de fallar
pela primeira vez sobre este artigo, disse com muita
franqueza e sinceridade que nAo s nAo era meu
fim oppor-me ao projeclo, porm ainda que dese-
java a sua adoprao, vislo uAo ser sectario das ideas
mesquinhas [apoiados,) que euleudem dever negar
i ciliado do Rio de Janeiro recursos e commodida-
des a que tila tem direilo, tanto mais quanto re-
conhero que as rnpitaes das provincias tudoesperam
das snas respectivas assemblas; entretanto que a
capital do imperio, cidade de todos os Brasiloiros
na pirrase do acto addicional, ludo deve esperar da
assemblca geral. (Apoiadof.; Porlahto, cu rogo aos
nobres depulados que f.iram juslica i$ iiiiulias in-
tenres; podem facilmenl ser Iraduxidas as pa-
lavras que acabo de proferir ; j v o meu honrado
amigo, dopulado pelo Rio de Janeiro, que queren-
do eu que o artigo passe, e que o projeclo se torne
lei, nAo prejuiiiquei a lgica fazendo coro que se
disculissem osmeios. qut a devem toruarexequivel,
sendo cerlo que pde-se querer um lim, c eulre-
laiilu lui-.er divergencia na esculla dos meios sem
prejuizo nem prelericao da lgica, como pareceu ao
honrado membro....
O Sr. Aprigio (uimares :Isso he al muilo
correnle.
O Sr. Aguiar :Sr. presidente, eu disse, quan-
do cncelei a discussAo sobre esta materia, que acha-
va o art. 7. tvrannico; c tanto eslava profunda-
mente convencido desla verdade que ainda agora
insisto na mesma idea, porque julgu que oulra
denominarlo nao podo merecer um processo tumul-
tuario, privado de formulas, nAo dando s parles
recurso algum e dcixamlo o arbitramento feilo pe-
los louvados com o carcter de sentones definitiva,
e sem o mais ligeiro correctivo. Um semclhanle
Ihcor de julgar he sem duvidanlguma descommunal
e lyrannico, e o seu processo, se assim se pode cha-
mar, he evidentemente despido de formulas e por
consequencia tumultario, como disse, uAo fa^endo
com esla minha classificaco injuria aos nobres
membros das commisses, porque lodos nos sabe-
mos que em direilo lambem se reconhece a exis-
tencia de processos tumultuarios. (Apoiados.)
Sr. picsidenle, cu nao lenlio por fim advogar ni-
camente os inleresses dos proprietarios, porm nAo
quero que estes liquem sob a pressSo de urna dis-
posirao legislativa que infalivelniente os ha de pre-
juilicar sem remedio. J aqu se ponderou que, se
por ventura for adoptada como base fixa c invaria-
vel, da qual os louvados se nAo possam arredar, a
importancia da decima de cada um dos predios que
l'iircm desapropriados multiplicada por viute vezes,
serios inconvenienles resullarao dessa medida ; por-
quanto, anda mesmo quaudo os arbitros reconhe-
rain que o predio sujeiln a scu arbitramento vale
mais do que o proco marcado por essa base, nAo
poderiam, por forma alguma, salisfazer c respeitar
o brado de sua consciencia, e ver-se-ho obrigados,
nao a avallar, mas sim a designar um prero conlra I
o qual a sua raz.iu se pronuncia, islo he, a declarar
simplesmente aquillo que a lei auleriormente j lia-
via decretado E nAo ve a cmara que esse incon-
veniente, pela grande escala em que se pode ve-
rificar, pode sobre modo projudicar a fortuna par-
ticular sem ioteresse publico, c s lalvez em pio-
veito daquelles que forem membros da compa-
nhia?
Avullando muilo em meu espirito ese mal. ca
probabilidade de quo elle se realise, e convindo
araulela-lo prudentemente, julguei dever confcccio
nar urna emenda que, nAo s permitir recurso a
qualquer das parles para ojuiz de direilo criminal,
porm ainda que altera a disposirAo do primeiro
membro desse arligo, eslabelecendo romo mnimo
para o arbitramento o valor de vinle annos da d-
cima, pudendo os arbitros elevaran o preco solire
esla base, conforme Ibes parecer justo. Eu lerei a
emenda. i/V)
,J se v que por esla disposirAo que acabo de ler,
lira evitado o inconveniente do peremptorio na de-
cisAo dos arbitros, podendo estes regular os seus lau-
dos conforme enlcndcrcm cm sua consciencia, ten-
do apenas una base que Ibes deve servir de mini
mo, c sem temor de que sejaui preteridas as formu-
las subslanciaes que devem presidir c acompanhar
esse processo peranlc o juizo municipal, pelo direilo
que lica a qualquer das parles de recorrer para o juizo
criminal e pedir a invalidarAo do processo, o que
nAo succederia se por ventura passasse o artigo do
projeclo tal qual se acha redigido. Diz o primeiro
membro desse mesmo arligo 0 seguinle : Tomar-
so-ha para pagamento da deci-na o termo medio dos
alugueis do predio, ou terreno no ultimo Iriennio de
para desempatar, caso srja necessario, tendo qual-
quer das partes o direilo de recorrer dentro de -24
horas para o juiz de direilo criminal. Esle recurso
sem suspensAo ser instruido empresentado dentro de
48 horas, e julgado al :l dias depois de sua apreseu-
cSo, podendo smenlc o juiz de direilo entrar na
apreciaran das furnulas.
VO l. membro, depois das palavras20 annos
diga-seservir de base ao valor mnimo do predio
ou terreno. I
Os Srs. Figucirade .Mello, e Ilenriques combatem
tambera o arligo, o qual he sustentado pelos Srs.
Araujo Lima e Miranda.
L-se, he apoiada o enlra tambera em discussAo a
seguinle emenda do Sr. Aguiar :
Supprimam-sedo segundo membro do arl. 7. as
seguimos palavrasnAo do termo medio, mas....
NAo liavcndo mais quem pec,a a palavra, c nAo se
podendo votar por nao liaver casa, lica encerrada a
discussAo do art. 7., e prorede-se chamada.
O Presidente marca a ordem do dia seguinle, e
levanta a scssAo.
------ i IIIBIII
21 de agosto
Por caria imperial de li do correnle, foram con-,
cedidas as honras de conego da imperial capella, ao
padre Francisco Jos 'levares da Gama, do bispado
de l'ei namliui o.
Por decreto da mesma data :
Foram aprcsentailos as treguezias de Nossa Se-
nhora daAssumpcAo deCamamu', do arcebispado da
llaliia, o padre Joaquim dos Anjos Pereira.
Be S. Miguel da .Vidria, do mesmo arcebispado, o
padre Gustavo Penetra Santos Reis.
He S. Domingos da comarca do Norte, do bispado
de Govaz, o padre Aleixo JosdaPiedadc.
Tiveram merr da serventa vitalicia dosofficios :
De 2." labelliao do publico judicial e notas da ci-
dade do Rio Pardo, na provincia de S. Pedro do
Rio Grande do Sul. Francisco de Paula Liz.
De 2. labelliao do judicial e notas, e de escrivo
docrime e civel da villa da Apo li. da provincia do
Rio Grande do Norle, Joaquim Jos Carlos de No-
ronlia.
Foram aceitas as desistencias qbc fizeram :
Antonio .1 o- Ferreira Muuiz, do oflicio de escri-
>Aodo orphAos do lormo de Ariadia, provincia das
Alasoas.
Manuel Simplicio Jacomc Pessoa, do oflicio de
cscrivao de orphaos da capital da provincia da Para-
dina.
Por decreto de 17 do mesmo mex foi nomeado
rommaiidaute superior da guarda uacional do mu-
nicipio do Kecife, capital de Pernambuco, o BarAo
da Boa-Vista.
Por decretos de 18 do mesmo inez, foram Horne-
ados :
Chefc de polica da provincia de Scrgipc, ojuiz
de direilo F'rederico Augusto Xavier de Brto.
Juiz municipal e de orphaos do termo de S. Jos
do Norte da provincia de S. Pedro do Rio Grande
do Sul, o bacharel Henrique Hei u.irdino Marques
Canarim.
dem de Campias na provincia de S. Paulo, o ba-
charel Antonio Joaquim de Sampaio Peixoto.
dem de l'heraliana provincia de Minas Gcraes, o
bacharel Constantino Jos da Silva Braga.
dem do de Tres Pona. nadita provincia. oba-
cliarcl Francisco de Barros Lima Monte Raso.
dem do da ConceicAo na dita previncia, o bacha-
rel Erneslo Po dos Mazes Gua.
dem do da Pomba na dita provincia o bacharel
l.uiz de S. Boaventura Salerno.
dem de Pitangui na dila provincia, o barbare!
Francisco l.eilc da Costa Bclin.
dem dos de Queluz c Bomfim, da dita provincia,
o bacharel Jos Ignacio Nogueira Ponido.
Idemdode SaulaSe Joazciro da provine a da Ba-
bia, o barharel Joaquim de Mello Rocha.
dem do de Villa Nova, na provincia de Sergipe,
o bacharel Alcxamlre Pinln Lohao.
Ideui do de Ipn na provincia do Cear, o bacha-
rel Jos Virenle Duarte.
F'oram removidos, por o haverem pedido, os jui-
zes muuicipaes: llenielerio Jos Velloso da Sil-
veira, ao lermo do Pao d' Albo cm. Pernambuao,
para o de S. Borja, na provincia re S. Pedro do
Rio Grande do Sul.
Francisco lircderodes de Andrade, do lermo de S.
Borja para o de Pao do Albo.
Foi reccnduzido a bacharel l.uiz Soares de Gou-
va liorla no lugar de juiz municipal c de orphaos
do lermo da Campanha, na provincia de Minas-Ge-
raes.
Teve merco Joaquim l.uiz de Azevedo Ouinlaes,
da serventa vitalicia do oflicio de 2. tabcllio e
escrvAo dos orphAos da villa de Itapemerim, na
provincia do Espirlo Sanio.
Foi declarado vago oflicio de 2. tabeliodo publico
judicial c notas e mais annexos da villa de Saqua-
rema, pela impossibilidade era que se acha. Salus-
tiano Antonio Rodrigues de continuar a exerce-lo ;
brando porein rom direilo a receber animalmente
do seu successor a terceira parte da respectiva lo-
lacAo.
Por decrclos.de 19 do mesm mex:
. Foram concedidas as demissocs quo pediram:
O brigadeiro Manocl de Souza Piulo Masalbes,
do lugar de rommandante su|icrior da guarda naci-
onal do municipio da capital do MaranhAo.
O commcodador Jos Anlonio da Silva Pinto, do
posto de cormiel commandaulc superior da guar-
da uacioona] dos municipios de Barbacena, Rio
Prclo. c Parahvbuna, da provincia de Minas Gcraes.
Florara nomeados:
Chefe do cstado-maior do commando superior da
guarda nacional dos municipios da capital de S. Jos
e S. Miguel da provincia de Santa Calharina, o l-
enle coronel reformado do excrcito, Francisco de
Almeida Varella.
Major cominandaule da 7.a sccro do batalhq da
reserva da suarda nacional da provincia de S. Paulo
Manocl da Silva Lotus,
Commaiidante superior da suarda nacional dos
municipios de Barbacena, Rio Prelo e Parahybuna,
o chefe do eslado-maior da mesma guarda nacional
Francisco de Paula Lima.
Tenenlc-cnrontl rommandante do 2. balalliAo da
guarda nacional da provincia de Minas Geraes, o
capitn Jos Iti/.ilio da Gama Villasboa.
Major-cnmmandanlcdL- 18. seceo do balalhao da
reserva di guarda uacional da mesma provincia Jo-
aquim Jase Alfonso.
Tcnenle-coronel rommandante do balalhao n. 81
deiniaiilaria da guarda nacional da proviucia da Ba-
bia, o major Chrsliano .Manocl de S.
Tenerle-coronel commandante do.balalhAo n. 82
de inhalara da mesma provincia, Antonio Marlins
da Silva.
Commandante dn balalhao n. S de infantaria da
guarda nacional da mesma provincia, o coronel Jo-
ao Tabres de Mello.
Majores-ajudanlcs-d'ordens do commando superior
da
leiro lanrar os Irnphos S Iriumpho soore a fronte
do discpulo que Ihc segu os passos.
U Sr. JoSo Augusto he artista profundo, e o Sr.
J. Caetano deve ter a gloria de nelle ver a sua fei-
tura, aperfeicoada por Emilio Doux, que tAo bri-
Ihanlemenle inaugurou a escola dramtica france-
za, a verdadeira escola, que hoje o segundo actor
brasileiro inicia no humilde theatro provinciano.
A noile de que Ibe fallo foi marcada por om gran-
de effeilo scenfeo. O Sr. J. Augusto annunciava
seu primeiro beneficio, recorra hospitalidade dos
Paulislas, a cujas plagas se acolhcu.. J v que
o edificio devia-se apinhar, porque os cartazos con-
vidavam o povo para ouvir o Marinheiro, o Rei de
S. Tropez, essa bella concepcao com que Anicct
quiz fazer rehabilitar urna contempornea que o po-
vo chamava propinadora.
Tive occasiAo de ouvir o Sr. Joao Caetano, c mo-
mentos houveram em que o marinheiro corrodo
pelo veneno confundia-se com aquello que ah na
corte o Sr. JoAo Caetano aprsenla aos olhos do pu-
blico. 1-ni uma noile cheia de Iriumpho para o
nosso hospede ; choveu a grinalda e o ramalhe-
le, e uma coroa foi ornar a fronte do vencedor da
noite. A academia, que sempre nestas occasies
loma a vanguarda applaudidora, desenrolou a poe-
sa, c os malerialcs que volam guerra aos verseja-
dores 'i vezes com razAo) tiveram um supplicio de
15 minutos, porque, dizem riles, preferem a pro-
sa pura, nfusilo de prosa e verso. Para Ihc dar
uma mostra do panno aqui'assignalo esle :
Quando o genio appareceo mundo o sent
N'um gesto, n'urn olhar, num riso if alma...
Tem as inAos de latiris (ecida palma
Que o futuro prev ja no presente !
O genio surge as vezes de repente,
Ideas rarefaz paixes acalma ;
Assim surgi no palco o grande Taima,
Assim surgiste tu, Aususto ingente.
No meio do prazer do encomios dio*
E's gloria do Brasil, s sobr'humann.
Acredorde louvor de immensos hvmnos
Se queres ser no palco soberano.
Ser um genio primaz enlr'os.linos
Imita no porvir a Joao Caetano.
D'cnlre os panegyristas um bou ve que se nAo lirai-
tou s manifes(ar,es poticas, foi ao positivo, ofle-
recendo um bullanle ao JoAo Caelano II.
Resla quo o ador, ovante de Iriumpho, nao nos
desampare no fervorda gloria, para brilhar em uro
mundo mais espacoso. Ento tiraremos reduzidos
mil de aldcia,'ero.que se representa pela solfa.
Beixc liuali-ar este tpico fazendo uma reclilicac.io,
que vai com vista ao seu corrfpositor, ainda que ella
nao lenba outro interesse mais do que restabelecer
um facto desviado. Esle actor tem o \encmenlo de
23O3O0Oe nAo 1309000comos.e publicou.
No tocante a tranquiliidade publica, quasi na-
da lenho a referir-lhe ; aadminislraclo da ju-tira
navega em mar de llores, o que nao impede que as
autoridades do interior diariamente representen! a
necessidade de um destacamento em cada localida-
dc. Mas o Sr. Saraiva que, \alba a verdade, nAo
lem de pra(as neinuin pires, nAo pode providenciar
neste sentido. Se ao menos aqu licassem as levas
da provincia... mas o pobre bi baudeira, como diz a phraseologia dos bigodes, d
um passeio a Santos, de l embarca, vai mar cm lo-
ra, vai correr Ierras : ha de -er viajante quer queira,
quer nao, porque o estado manda que ella pe im-
trua viajando.
O delegado de polica Canlinho contina a de-
senvolver aclividade. mormente no theatro, onde
mais se alliontava a autoridade. L'llimamente foi
preso um negociante por dirigir phrase menos par-
lamentar sentinella,que clamava pela exccucAo de
uma ordem regolamentar da delegacia. o acto da
prisAo foi migaram os empenhos, invadindoal o ca-
marim presidencial. Mas o delegado fez-sc ("atan.
emandou quea victima pernoilasse na casa de lo-
dos.
Este facto offereceu Ihcina para a conveisacao do
dia, dividiudo-sc as opinioes acerca da juslica da
prisAo. Tinha lugar expender eu a minha ; nas as
vezes nAo goslo de abrir as pollas docoracAo, mr-
menle quando dos labios podem sabir pensameulos
perigosos. I.imilo-me a dizer que o prisioneiro he
pessoa bem considerada. Talvez por esla circuns-
tancia houvesse tAo grande rebate ; se fosse algum
plcbeo seria at lancailn ca rocha Tarpeii. '
A presidencia continua a conquistar o'apoio
sem cxccprAo. Parece que a actividade de seu tra-
balho be a causal. E com clfeilo, S. Exc. se moslra
incansavel nos melboramentos'da provincia. No
locante as vas de coinmunicacao nada dexa a de-
sojar ; tem commissionado todos os engenbeiros, e
dizem-mc mesmo que se lem correspondido com
as preeminencias de diversas localidades, invocando
seu auxilio para que o governo tenha bous agentes.
Apenas sofirem com islo osempregados da secretaria
que tiveram o appendiculo de uma hora no diver-
timeuto de trasladar portaras. Todava, parece
que se enlerneceu o coracAo presidencial, pois que. Aue 'jl'J!L'dp
esse santo e efllciciwimo meio de curar, menos da
tolice, que esl Tora da aleada da tciencia humana.
Ha pouros dias enconlrei um amigo, que me eon-
vidou para assislir consulta que ia fazer a uma
somnmbula acerca de um doente, cujo sexo c nome
elle iguorava, apezar de ter comsigo uns cabellos,
que pertriKiam, e isso a pedido de um amigo, que
Ibe escrevondo e incumbindo de tal commisAo, es-
queceu estas circomslancas, alias nolavcs, segundo
aflirmou o somnarabulisanle medico, c quanlo a
mim ociosas, porque quem pelo contacto de uns ca-
bellos pode conhecer as molestias de seu possuidor,
melhormente, assim o suppunha, puderia conhecer
seu nome o sexo.
A aventura pareceu-me chislosa, e nopuz a me-
nor duvida cm acompanhar o meu amigo casa do
tal Apollo.
NAo direi a casa e nem a ra, porque as vezes
desgarrara-sepor ca algn- ns. de seu Diario, queme
tem posto em sustos de ser descoberlo, e lomar al-
guma massada em paga da verdade, que nem sem-
pre agrada.
Chcgamos casa do medico, e fomos admillidos
na sala por um criado de rosto sem expressAo, e
com ares de aparvalhado, assim pouco mais ou me-
nos como o nosso JoAo Maluco, com a diflerenca
porem de faltar-lhe o bom humor, que aquelie
gasta. H '
Assenlamo-nos, e approvclei a demora para dei-
lar os olhos ao derredor de mim, e ver o que era o
templo da adevinharAo.
Se o medico nAo professa humilde pobreza, o nego-
cio, salvo se elle he dos avarentoj. nao rende grandes
sommas; porque sala est muito abaixo da classe
media.
Uma mesa vicarregada de urnas figurinhas de dif-
rerenles material, grotescas e exquisitas, que aqui
chamim letcias, escolhidas com um goslo tAo exqui-
sito que entend, que ellas foram collocadas all de
proposito para czombar dos crdulos. Se nAo houve
proposito, oacasosoccorreu maravilhosamenleao do-
no da casa ; e se elle as colloca i porta da ra certa-
mente serviriam ptimamente de laboleta.
Sobre oulra mesa redonda, que se achava no meio
la salo, eslavam uns poucos de lvros in folio, que
tinham lanas marcas quantas jollias ; uma porcAo
de canudos de vidro ; uns frasqutos de homopalhia ;
imas ervas e raizes; e outras mil bugiarias, para nos
profanos; mas esencialmente importantes sublime
.ciencia. Note que fallavam para complemento de
um gabioete medico, meia duzia de ossos humanos,
urnas caveiras e um esqueleto de grvala e bonet ;
assim como um painel de anatoma. Cada orna es-
pecie (em seus emblemas.
Fazia cu essas observac,es quando chegou o apar-
valhado criado, com cara de pasrnaceira profunda,
Irazendo subre uma (bina de herva urnas raizes como
de giogive, que reveriava edm altenco de eslodioso
berbauario. Cinco minutos, senao mais, levou o na-
palvo no exame das raizes, que pareca s ter por fim
chamar nossa alteuco para tirar illacrau dosconhe-
cimentos do Amo, que tAo estudioso e botnico cria-
do tinha. Pouco depois entran outro individuo com
cara de medalba romaua, trazendo lambem urnas rai-
zes corapridas, delgadas e cheias de barbas; que exa-
minava rom a mesma atienen) e admiraran. Pare-
ceu-me estar assistindo a uma Tarja de dous descu-
bridores da pedra philosophal.
Osdous comparsas formaram um concilio enlre si
ero voz mysleriosamente baixa, mostrando cada qual
as raices que Me couberam, com mais signaes aflirma-
tivos de cabeca do que palavras.
Achei tAo ridiculamente grutescas aquellas duas
figuras, modelos da pedantaria, que muilo fiz em
conlcr uma risada homrica.
Trabalhava por conter-me, quando surgi com pas-
so rpido de homem preoecupado. e abysmado na
profundidad!! das sciencias, o medico, a ruja preson-
ca os dous ha-baques ficaram interdictos e respeito-
sos. e nos de p. Enlao como que -ahmo de um so-
ndo disse-uosPerdao, meus senhores, nao tinha at-
tendido s suas pres-ucas ; e nAo fui avisado... Eu
avise, sim senhor, disse o primeiro criada, avisei a
V. S.,be que V. S------Sim, -un, quando esludo e
Ira bal bu. Dio sou dcste mundo....perdao meus se-
nhores.
Eu olbci para o raarreco e achei-o gordo de mais
para ser do oulro mundo, ainda por instantes ; roas,
como nao entendo dessas cousas.Queiram approxi-
mar-c, peclAo...Tomo l; e deu um pugillo de caila
qualidade de raizes, que deilou em uma folha de
herva, que examiuava minuciosamente quando eu-
Irou, ao segundo individuo de nosso conhecimenlo :
,lome l, e dga-lhe, heim !, que prepare, elle j me
lem visto Irahalliar, paranlo sabe a preparara ; e
recommcnde-lhe, heim que nAo deve estar ao fogo
nem um segundo mais e nem menos ; que abra o
chronomelrn e regule-so... Cam tanto qoe...heim .'
Sim, senhor, sim, senhor, elle he cuidadoso.Agora
nos, meus senhores
O mcu amigo aprescnlou-lhe os cabellos, e disse 1
vex, sua facadinha, e ltimamente um preto as-as-
sinou a outro.
Mo posso ser mais extenso.
PERNAMBUCO.
admitliram engajados ei/rinear o trabalbo man
que em verdade he superior s filian lili pwfnil
Na opiniAo rro miiseliieiro Josino o expediente des-
la presidencia lio maibr que o de qualquer secre-
taria de estado ; a correspondencia se cstende a
lodos os ministerios, a todas as presidencias. Con-
sidere-se agora s relares com cada uma das au-
toridades da proiincia. Tcnho vislo copiar-se dia-
riamente 50 niinf>as nesla rcparlicito, que are en-
to se compon ha debis amanuenses, lie preciso
ser secrelaria-sid^^yaT vencer a trela, mr-
menle agora que o actual presidente uAo despacha
menos que o Sr. Nabuco, que aqui fez a secretaria
Irabalhar a vapor.
Por ordem do presidente nrepara-se a casa da
rorreccao, addcionando-se mais um raio. Era uma
das mais urgentes necessidades.
A remocAo do Sr. Ur. Segurado para esle ter-
'mo causn geral salisfacco; alcm do mrito que
Ibe reconhecemos he filho da provincia, Aqui, co-
mo.em,todas as filhas do imperio, resumbra scu
liairrismo, que para mim he uma qualidade aprc-
ciavel. O novo juiz vai salisfaxendo o interesse pu-
blico, escrupulisa na adminislracao da juslica a seu
*- llelniem, ou mulher, o dono dos cabellos '!
NAo sei, porque quem me recommcndou de procurar
V. S., nada me disse a re-peitn
le 111.10...Como se chama elle ?
T.imbein nAo sei
He 111,10...Agui observe! o engao era que es-
lava quando suppunha, que magnelisadnre* ji ha-
v iam descoberlo, qoe quando nos sabemos o nome de
um individuo, iberaoslbe lambem o sexo. Sempre
son ninito tolo IK
Muilo bem.T" vou preparar a somnmbula.
Sabio, voltou um qiiartode hora ao depois para vir
buscar om grande livro, c tornou para o aera
sanctorum da ciencia. Ouvi um murmurejar n'um
gabinete vizinho, nrrfjlial descobri sousdevoz feme-
nina, quando principia i eburmingar. Instantes de-
pois recebemos ordem para entrar no tal gabinete,
que nos foi Iransmillidii pelo criado toleirAo.
Entramos em um qoarto mui escuro, e no qual vi
uma Mirara vclha em estante econmica, quero di-
zer, cujos livros eslavam arrumados uns sobre os
outros: e ullimamculea somnmbula em uma poltro-
na, cujus ps pstavam sobre fundos de copos, lendo
ella lambem os ps sobre um escabcllo assenlado so-
cargo. Lma das quahdades roais abominaveis no brequalro embullos de vidro. Achava-se rodeada de
juiz he a uegacAo o despacho, tAo abominavel co- ummolhode corda de linha.que julgoseremaspr-
He oeste ponto que cabe-lhe mo-
da gurda nacional dus municipios da Assemhla e
luipenitrz da provincia das Alagas, Vespaciano
Augusto de Meudonra Sarniento e Jos F'rancisco
Nello Braud.lo.
Caiitao-socrctario-gcral do mesmo cumulando,Elias
Comando BrandAo.
CapiAn-quarlcl-mcslre do dito, Joaquim Jos de
Araijo Tor.
Uijor-ajudanlc-irordoiis do commando superior da
..na la nacional do municioio 4a rarjilal ihi --: .v.-.
-1 ca fio l,e.ira, o rapilAo JoAo Scveriano Ribeiro.
CapilAo-sccrelario-geral, o lente Anlonio do
Uliveira Burgcs.
Major-cnminandaulo do esquadrao avul'o de ca-
vallaria da guarda nacional do municipio da capital
do Cear, Jos Fernandes de Araujo Vianna.
Coronol-commandaiite superior da guarda nacio-
nal da capital do .M aran lio, o leuente-coronel do l.
balallio de infantaria Domingos da Silva l'urto..,
Majores-ajudanles-d'ordens do rominando supe-
rior da guarda nacional dos municipios de Caxias e
S. Jos, da mesma provincia, o capitn Domingos Jo-
s da Silva Vianna e Joaquim Jos de Campos.
' CapilAo-sccrelario-garal do mesmo commando, Jo-
mo a venalidailr.
recido louvor, pois que das 9 da mnliaa, al s 3
da larde he franca a sua casa s partes, c all inau-
gurou uma especie de repartirlo, onde as parles e es-
sa comparsaria do ministerio publico encontram
prompla decisAo de seus negocios.
lia viajante me communica que .10 sahir de
Campias ouvo correr o boato de uma esearamura
enlre escravos da seita iustallada em S. Roque, o
mando de alguns caboclos e algn- paisanos, entre
Itu' e Iudaiaiuba, de que resullou a prisAo de 6
prelos. A ser verdade, nAo padece duvida que a
projeclada insorreirao de S. Roque lem ramifict-
res anda ignoradas.
Hontem proceden o juiz rommcrcial arrera-
daco dos bens do negociante Joaquim Estevo Ri-
bciro, a requerimenlo dos credores, e por suspcila
de quebra, que alguns nao chamara fraudulenta,
atlribuindo o naufragio commercial ao sysleroa do
barato, estabelccido pelo fallido.
Quando se tratar de adminislracao do correio,
estar! de atalaa para denuncar-lhe abusos. Nao
declino desle dever; para mim a relaxacAo neste ra-
mo he a primeira calamidade que curpre extirpar.
O major Biltancourt, ha pooco regressado da corle,
procurou na administrarlo do correio a sua corres-
pondencia. Um mora, cujo nome ignoro, roas que
pode ser ronbecido por um sigaal nos olhos, disse-
llie que nAo haviam cartas. Aliiul Joi para c de-
volvido um ma^o com bdiras e diubeiro que esle ne-
gociante proi urava no Rio.
Trago esle facto por ser repelido com o mesmo
negocian le. que j escapou de perder uma quanlia
incluida em caria perdida na reparlirAo.
Reservo o mais para o Itamb, que se espera.
Carla particular.)
(Jornal do Commercio.'
I85118j2 a 185:11851, e esse valor multiplicado feo Justiniano de Miranda.
por 20 anuos ser o preco de estimativa do predio
ou terreno. >i
Eu j disse que, a adoplar-sc esta disposirAo tal
qoal se acha consignada no projeclo, aos arbitros
nao tirara liberdade alguma para dar um laudo
consciencioso, porque pedera muilo bem acontecer
que, eslabelecida a base invariavcl da manera que
quer a disposirAo, embora 11 arbilro cnlandcsse cm
sua consciencia que esta base era muito diminuta,
nAo lhe era dada a permissAo de altera-la, porque
smenlc cumpria-lhe arbitrar conforme a disposirAo
da lei : entretanto para evitar esse mal eu propo-
nho que se substiluara as palavras a depois do 20
r.apito-quartel-mcslrc do dito, JoAo Raymundo
de Alona.
Major-ajudanle-d'ordens do commandaulc superi-
or da guarda nacional dos municipios de Macap,
MasagAo, Chayes. Porlo de .Mo/. e Gurupa, da pro-
vincia do Par, Hilario Pedro da Cosa.
Foram reformados :
f) coronel rommandaiile superior da aulaga guar-
da nacional te Barbacena, na provincia de Minas Ge-
raes, F'cliciaiinn Coelho Duarte.
O major do evlinclo corpo de infantaria da guarda
nacional do municipio de Campos, da provincia do
Itio de Janeiro, JoAo Baplisla de Campos Pereira.
O major 1I0 exlinclo 2.u balalhao da guarda na-
cional do municipio de S. Miguel da provincia das
Alagd, Mauoel Andr de Souza.
O major 1I0 cxliuclo 1." balalhao de infantaria da
anuos pelas seguinle*: a Servir de base ao valor
... .... .(guarda nacional do municipio de Manianguape da
mnimo do predio ou do terreno, de lorma que o 1er | ^,vinea ()a p;,rabiba, Miguel da Silva lavares.
mo mdioda dcima calculada pelos annos de 1851 O major do extinelo balalhao de infantaria da
!8>2, de 18534854, apenas possa servir de ponto guarda nacional d municipio da villa do Pilar da
de partida aos arbitros para a avaliarAo, podendo
ellos elevar esse prero conforme julgarem cm sua
consciencia.
Eu cnlendo, Sr. presidente, que adoptada essa
emenda o projeclo fica complclo nesla parte, porque
garante, nAosaos proprietarios, romo mesmo com-
panhia, um recurso que dadles nao linham, mas1 da nacional do municipio de Alcntara
aHda deiva a precisa franqueza aos arbitros para j provincia, Francisco Marianno Bbeiro.
cor,f,me o seu valor rea,, eI ^,^Cm^^5""^"bSS
mesma provincia, Francisco Pereira Borges.
O major do extinelo balalhao da guarda nacional
do municipio do Caxias da provincia do MaranhAo,
Jos Tcixeira Mendos.
O major do extinelo 2.0 balalhao da guarda nacio-
nal do municipio de S. liento da mesma provincia,
Joaquim Antonio da ('.osla Ferreira.
lencnle-eoroiH do cxlincto2.'balalliao da guar-
da mesma
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Rio 25 d agosto.
Amice '. Salutem plurimum ele. Com bstanle
sentimenlo de seguir no paquete, que tem de condu-
zir esta, cm rozSo .ue tallaren! cerlo- arranjos, que
pretendo levar,-e entre elles uma .oimtamduia lu-
cida, |iara me ajudar a viver, dando ah seus orcu-
los, lie om dos dif/iciles do magnetismo animal,
que por aqui vai fazendo progresso*.
Se nao fura essa falla, filha de meu habito do guar-
dar ludo para a ultima hora, eu muilo breve, "se os
senhores Eolo, Nepluuo e Vulrano o coiiscntissem,
3em nil'en-a 11 1 pai dos deuses, eslar-lhe-hia filado ao
pescoco, danilo-lhe o meu primeiro abraco de feliz
el logada ; mas o que nao se faz dia de S.'l.uzia, faz-
sc era oulro qualquer dia, muilo breve, se Dos
quizer, l eslarei, c enlao conversaremos sobre mul-
tas colisas que me tem escopado do bico da penna, c
muilas oulras que roe nao altrevi a dizer-lhe, per-
qu, como sabe, nem lo.las as verdades se di/.ein.
I.lnrr-mr parecei que com prebendo o prazer, que
lera quando vir o seu velho amigo com ares de coi le-
fio, a casca meio polida, com corlo geilo de salan, o
donnaire ratalleiroso, como dizem os folhetinistas.
Estou rerlo de que tf r tentarnos de vir a esta rrle
onde se puleni as mascaras, ronccriam os capoles, e
(omam bellasapparoncias.
Dis-e-lho que andoem procura de uma somnm-
bula lucida para dar ah inhibas consultas, e ccrla-
mente he o nico recurso que tcnho, por quanto nao ..
me lendo alcancado a concliarao, alraz da qoal vi- nomos ao bailo.
conforme os conhcciinciilos que elles lverem dos
mesmw predios, o que nAo farullava o artigolal qual
se achava concebido.
Sr. presidente,eu pedi a palavra 'iniramenle para
opresejilar essa emenda, e ile certa mancira fazer a
minha dofeza por essa m vonlade que se dcscobria
nos honrados membros, que sustentaran! o projeclo,
quando na sessAo passada tiveram de impugnar as
miubas redexcs.
Declaro em ultimo lugar qifb, sendo adoptadas as
emendas quo proponlio, volarei pelo projeclo.
Ho lido e apelado o seguidle arligo sabititutivo
do Sr. Aguiar :
a O procfcsso para eslas despropriaces ser sum-
marissimo, feilo peranle o juizo municipal, nome-
ando-sc arbitros paru ambas as parles, e um terceiro
Pereira da Silva C.nquciro.
S! PAULO.
19 de goslo.
Sob a f de Epaminondas digo Ihc que, se Anicct
fourgeois c o seu JoAo Caelano se Irausjiortassem,
aquello das recies europeas, o este das plagas do
S. SebasliAo da Carioca, e na noile quo acahou hon-
tcm, se poslassem no modesto c indigente lienlro
c do largo do Qallcgio, porcerto que o dramatur-
go soltara um Mvo enthusinslicn dianle da com-
prelicnsAo exacta de seu peusamoiito, e o artista
primeiro se cochera de orculho, ao presenciar os
lirados de nina popularan civilisada que ruin iam a
voz do Jorge Mauricio.
lie bello, he sublime ver o aulor o seu pcnsi-
mento tomar a formula ideada, ser comprcheiidido,
a final vc-lo executado sob as imagen concebidas ;
ainda mais bello e sublime be o prazer que se der-
rama do coraran do meslre que v um povo iu-
ses, que a txmservavam no somnambulismo. He
ella uma macona de seus quareula annos; mas que
lera do somnambulismo ha de diminuir seus quinze.
Nada bonita : mas vestida com cuidado de coquete-
reie de muilo mau gosto, abslrahindo a idade. Pe-
la falla pareceu-me Ilhoa, salvo se os somnmbulos
procurara a pronuncia de suasavs.
Fez muilos (regeilos, e oulras mil imposturas, on
reemnniar lechuicas, que bem nAo sei, e tomando
um ar de rf vonlade. acompaado de umviso sar-
dnico, nflo deitou parle alguma interna, e exlerna
do individuo, cujo sexo nunca deilou conhecer, fal-
lando smenle na pessoa, que nAo cstivesse sofTrivel-
menle arruinada. Eucom qualquer daquella- mo-
lestias julgava-me de profanis. Receilou nAo sei
quantas do-es homeopathicas, recomendando muito,
que em "na dolas havia de sentir grave incommu-
do,'c .como que recahida, mas que nAo livesse
medo, 111J que cu nao concordo.
NAo quero ser mais prolixo, porem posso asseve-
rar-lhe, que os somnmbulos nAo csto insensiveis,
como mP convencen uma indi-creta mosca, que pou-
90U cm uma desuaspalpebras, a' qual elle expellio
mui lirripamenle. Confesso-lhe, que fiquei maravi-
Ihado |?or ver aquella seuhora pronunciaros termos
barbaif* e ingratos, com que a scienca medica de-
termnfi os differenles orgAos do corpo humano, e as-
innuirJeras ruinas, de que elles podem ser arreca-
nos ; k fiquei convencido, de que quando mais uAft
seja, a sciencia emprega termos proprio*, c apprbva^
dos pelos somnmbulos, o que cu at agofaignora-
va, suppondo que os senhores mdicos queriam com-
por urna giria especial para sua reciproca intelli-
gencia.
Sent bstanle nAo conhecer o doente consultado.
Eara verificar se por ventura a somnmbula desco-
rio as molestias, que ooppnmem.
Ja qoe estou as desrriproes, continuemos. Pude
foliimentc ohler Ingrewo no palacete do Exm. Sr.
bario do Mirly, 110 da do grande baile. Por mais
um nada, que fleo enlaladu entre urnas poucas de
centenas de carros, queconduziam a aristocracia pa-
ra aquella bullanle ronniao. Custei a vencer a
quadrupla, e longa filias das. laes rodantes ma-
chinas de conducrAo ; mas, grecas ao meu cuidado,
sabi inclume.
Pinlar-llie o palacete, descrever-lhe o aceio, relra-
(ar-lhe os iiinurneros e variados grupos de senhoras,
delermiuar-lhe a riqueza, finalmente bistoriar-lbe
o baile, me he impossivel. Fallani-me lempo, pa-
nel, paciencia, engenho e arle. S. S. M. M. a-i-U-
ram, o lizeram a honra de dausar com varias pes-
soas, com o que muilo salisfolas ficaram estas, as-
sim como mesmo aquellas que ohliveram um. vita
ti*. Eu nao poda ter parle figurante no baile ;
mas compensoi-nie em lomar sorvelce, comer boli-
nholos, c ver lindos restos passeando logo que o ca-
lor so lornoii insupporlavet, no bello jardim. que
se achava Iluminado, donde vi o fogo da Gloria,
com um conipanbero, correspondente i)o Ccara,
que approveitando-se da agudez dcscu frtil espiri-
to me culreleve por algumas horas. E que ricas e
importantes observarte* fizemos Vimos dous gru-
pos, um de olliriaes de marinha ingleza, e oulro de
franreza, qne eueonlraiulu-se muilas vezes em seus
passeios, parrciam anles dous bandos, nos quaes rei-
na aiiligo odio, do que alliados de recente dala. Da-
qui concilla o que nao ser l pela Turqua. Muilo
ilesejo ver o destecho dessa phanlasmagoria. Tor-
RECIFE 2 DE SETEMBRO.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Trata-se de organisar uma companhia, que deve
emprehender o dessccameiilo do panlano de Olinda,
e juntamente a caualisar 10 do rio Beberibe, Iraba-
lhos estes que de cerlo trarAo grandes vantagens tan-
to ao publico, como aos particulares. O primeiro,
milhorando a salubridade de Olinda, proporcionar
ao mesmo Umpo aos emprezarios a disposicjto de
um vasto terreno ferlilissimo, donde devem surgir
ricas propried ules agrcolas; o segundo, offerecendo
uma va de communicarAo grandemente procurada
para o transporte e commercio dos productos, assim
como das pessoas, reanimar a potica e decadente
cidade, allrahindo para all uma boa parte da popu-
lacho desla capital e outros lugares prximos. A
conhecida sympalhia do Exm. presidente da provin-
cia pelas emprezas d'esta ordem, afianza nova
companhia o apoio e cnadjuvacAo de S. Exc.
Resta prtenlo someule que os humen- abastados
concorram com o seu contingente para a prompta
realisarao de uma empreza, que a todos sera provei-
losa. 0 interesse proprio. de nios dadas com o pa-
triotismo, convida n'este caso aquellos que sabem
apreciar a boa disposirAo do espirito publico paraos
progressos induslriaes, e que por sua posirAo social
podem meritoriamente auxilia-los. J cxislc um
avultado numero de assignaluras de pessoas de con-
siderarlo, e as que mais quizerem subscrever, deve-
ro dirgr-sc i prara da Independencia, ns. 6. 8,
at o dia 5 do correnle.
No domingo, 27 du passado, teve logar na igreja
de S. Jos, a henean solemne da baudeira do 2. ba-
lalhao da guarda nacional do municipio d'esta cida-
de, assistindo a es-e acto o Exm. presidente da pro-
vincia, e os Srs. conunandanle das armas e comman-
dante superior interino. Piada a ceremonia reli-
giosa, o commandante do balalhao, o Sr. lenle co-
ronel Rodolpho JoAo Barata de Almeida, leu em
frente do mesmo um breve e cloquele discurso,
apropriado circunstancia, terminando por alguns
vivas patriticos, que foram bem correspondidos.
O 2. balalhao, formado n'esse da com perlo de 400
pracas, apresentou nAo s' rigoroso asseio em seu
uniforme, como lambem rezularidade e disciplina em
todas as suas posiees. Honra aos dignos officiaes
que o dirigem.
No dia 29 enlrou dos parios do norle o vapor im-
perador, lendo deixado todas as provincias d'essc
lado em soreg, e sem trazer, como de ordinario,
noticia alguma de interesse, que neste lugar mereja
especial menraa.
O vapor inglez Serern, chegado da Europa no dia
31, veio mais bem carregado, fornecendo com as
suas noticias boa diversAo aos nosos lei lores, por es-
paco de alguns dias. A inlerroinavcl contenda do
Oriente pareca ainda muito afolada, achando-se
as priucipaes fortilicice- dos Russos anda intactas.
A revolurao da Hespaiiha havia lerminado, ao
que parece, a sua primeira phase : Espartero esla-
va, como em finsde 1810, senhor da situaco com
um ministerio organisado a seu gelo; mas havia
symptomasde que o banquete revolucionario conti-
nuara, a despeito da calma apparenle de Madrid.
A centelha da desordem, roromunicando-se ao
ducado de Parma na Italia, oflereceu aos soldados
austracos uma boa oceuparao, e pelos esforrot d'es-
(es j se dizia apagada.
Asquearas, que desde muilo conslituem n'esla ci-
dade um dos mais suaves meios de fazer firluna.
parecem ler entrado agora na ordem do dia, e corre
de plano ter-se declarado fallida, no dia29, a casa in-
gleza de Ricardo Rov le & Companhia. O cdigo
commercial, ainda ha pouco promulgado, comer
ser reconhecido cuno insiiflicente garanta da boa
f e soguraora do commercio, e a experiencia fela
al o presente, lem sido, em verdade, a mais des-
favoravel. NAo haver por ah alguma cousa,
que lhe 11A0 deva ser hincada om conla"! Uma
boa execuco, segundo creem alguns, corrige os
defcilos das peores leis.
Tci un! ni hoje, 2, a novena de N. Seuhora da Pe-
nda, 110 Hospicio dos reverendos capucliindos, leudo
sido constante o concurso de povo em todas as lardes,
em que ella leve lugar. Quem presenciaste a boa
ordem, a decencia, e o profundo respeto, que se
observaran! no referido templo durante aquelie san-
io exercirio, e quem ao mesmo lempo se recordasse
dos bellos lempos, emque as novenas se faziam de
noile, com o maior escndalo dos fiis, pelas profa-
nacSes, irreverencias e al obcendedes enlAo prat-
cadas, certa mente comprebenderia ludo quanlo de-
vem a religin c os roslumes pblicos aoslcrda-
de e ao zelo piedoso, com que os bous minislros do
senhorsabera coucorrer para a emenda c ediflearao
dos povos, prevenindo ludo quanlo pode desencami-
nha-los, e sustentando com a forra do exemplo os pre-
ceitos e a sAa doulrina que pregara.
Entraram durante a semana 17 embarcares esa-
hram 21.
Renden a alfandega 75:8773518 res.
Falleceram duranlc a semana lli pessoas, sendo (i
homeus, 10 mulheres,et5 parvolos, livres; 2 homens,
e t mulher escravos.
COMARCA DE NAZARETII.
1. de Miembro,
(iracas a Dos, lem gozado a comarca de um pro-
fundo socego, desde a minha ultima missiva al ho-
je, sendo que por isso nAo tcnho denla vez que fa-
zer-lhe a retacan do algum des-es successos, que re-
velara em alio grao at que poni lem chegado en-
tre nos a rorrupe iu.
NAo obstante, porm, este estado de quietaran os
Srs. delegado de polica, commandante do desta-
camento volante, e mais algum subdelegados, honra
Ihesseja feita, velara na Iranqullidade publica, e se-
guranza individual; sendo todava, muilo para no-
tar-seque a seguranra de prosperdade nao esleja
em l^lobjaicircumslancias, como adianle mos-
y^NAo posso deixar**^ olvido a difliculdade, que
eoconlram aqui alguns cm sellar os documentos,
sendo que outros os sellam com a maior facilidade, e
al a horas inconvenientes Muito seria para dese-
jar, que semelhantes preferencias acabassem, c que
de uma dessa pessoas o Prinripiarei por dizer-lhe
a receios de nAo agradar a lodos, tem deixado de
narrar algumas cousas das mais estupendas, ado-
11 {ando outras de escndalo ; cumpre pois ser mai
franco....
Quando disse mais cima, que a "seguranza de
propu.Minie nao eslava em tAo boas circomslancas,
como a individual, foi alludindo ao roubo feilo na
casa 1I0 genro de Jos l.uiz Pereira, de que ja fiz
inenr o, a alguns furtos de cavallos, que lem havi-
do, e ao facto mais que escandaloso de roubo de
cannas feilo ao proprielario do engenho Babilonia.
ComelTcito, be muilo para es(ranhar-se,que roubem
al com ostenlacAo a esse proprielario, cujo partido
he justamente na porta de om dos inspectores de
quarleiao desla cidade ; c que alcm disso araeacem
3ueimar-lhc as cannas, se por ventura quizer usar
o direilo, que a lei Ibe confere !
Parecc-mc que a polica nao eslar obrigada a vi-
giar caimas ; mas deve proceder de maneira, que se
11a 1 forte cora (auto escndalo; uma raima nada
significa, porm muilas caimas fazem a safra de um
engenho.
O 111 iv de agosto crrrcu fresco, o que fui uma fol-
lona para os agricultores, porquanto das lavouras
de invern, principalmente feijocs, bem pouco a-
proveilaram ; sendo que por isso, ha muito quem
receie-se de tome.
A salubridade nAo tem tido alteracAo, apenas con-
Iam qoe leem apparecido alguns casos de febre ama-
relia na povoarao da Vcencia,dizendo-se que alguns
lem suecumbido.
O nosso mercado ainda est pouco abastecido, e
os gneros um pouco caros.
Saude, e al mais ver. \.
[Carta particular.)
DIARIO DE PSbICoT
Chegou honlem do sul o vapor nacional San Sal-
vador, Irazendo gazela* do Rio de Janeiro at 25 do
passado, da Baha at 31 e de Maeei at 3 do cor-
renle. /
As provincias desse lado contiauam no gozo da
perfeila tranquiliidade.
Alm dos despachos, expedidos elo ministerio da
juslica, e que os leilores encontraro em oulra par-
le, pouco mais Irouxe o vapor qne tenha algn in-
teresse.
O -enado havia approvailo uiSrcamenlu da juslica
c orcupAa-M com o da fazenda na parte relativa a
reccila, lendo a oulra sido apnrovada. Tambero se
achava all em discussAo o projeclo de reforma dos
Iribunacsdo commercio.
A cmara dos depotados pprovou ltimamente o
augmento dos ordenados dos lentes das facilidades
de direilo. '~-_
O Rvm. con*elheir , c8";. araclado c5m a comraenda de Chrislo.
O Sr. nata* de Mirity teve a honra de offerecer
a S. M. o Imperador um esplendido baile no scu
palacete da Gluria, no dia 15 do passado.
Conslava qoe o Sr. viscohde 0 Santo Amaro, en-
carregado do negocios emTurim. passaria-no Biesmo
carcter para a corle de N<|poles, e que o Sr. Maga-
IhAes o iria substituir na sua antiga residencia da
capital de Sardenha.
O Sr. desembargador Pacheco demiltio-e do lugar
de director do theatro lyrico fluminense.
Falleceu o Sr. Jos Maxwell, um dos mais anligos
e abastados commerciaotes da prara do Rio de Ja-
neiro, e que gozava de geral estima*.
Tendo a policia da corle denuncia de qoe em al-
gumas rasas vrniliam-se gneros falsificados ao povo,
mandou proceder a orna rorreicAo, e efferlivamente
foram cncoiilradas, nAo menos de 13, entre at quwes
eram 5 de torrar caf, sendo este torrado coro duas
tercas partes de milho Disto lambem lemos nos
muilo por c, e de igoaes diligencias precisamos uma
vez por oulra. ,
Havia na corle dalas de Buenos-Ayres ale 9 do
passado, roas as gazetas nada conliuliam de impor-
tancia relativamente poltica.
Na Bahia, rennio-se 110 dia 21 do passado, orna
sociedade de varios negociantes c proprietarios, para
o fim de encorporar-se a companhiaPromotora da
introduccilo de Chinsha lempo proposla pelo Dr.
G. E. Fairhanks, o qual oflereceu-M para tomara
direccAo da empreza.
Em Alagoas, segundo diz o Tempo, tinha ap-
parecido a febre amarella na villa do Pilar, lendo-se
dado j em um s dia tres casos fataes.
COMUNICADOS.
nha como galo por bofes, e a que, do passagem o
direi, Iridio inccnlcslavel direilo, porque ninguem
anarquisou, ninguem gritn, ninguem fez mais
importantes serviros na patria do que eu ; e sendo
misler prorurar o sanio metal permutante, vislo
que boje ninguem arredila mais un patriotismo de
quem (em Tome ; qual o mel mais fcil de ganhar
honesta e honradamente a vida, do que o da impos-
tura ".'
A ella, pois, porque o mundo pcrlcnce-lhe por
direilo deconquisla. Cada secuto lem scu espirito
o do presente he das inaravillias ; entremos lambem
na impostura das inaravilhas. c lomemos a especie
il>> magnetismo- minainbali-aule. que be amis diver-
tida. Eis explicado, cm conliaiica.o meu programma
e se chco a pilhar urna pythonisa de boa remi-
niscencia para repcllir os recados, crea-meque fa-
rei bichas, c cm pouco lempo (erei alguma chclpa.
principalmente nao liavcndo sido ah ainda explo-
rada essa mina. Nao me comprometa insoindo no
seu Diario o arligo desla que trata do magnetismo.
Quercr saber o porque tomei esta re- dueo lo
alheia ao oflicio de laheliAo, que viro procurar, e me
foi injustissimamcnle recusado '! Quer sim, quer
nao, eu Ibo digo; e e entender conveniente risque-o
tambera, certo de que me far favor, se porventura
o inserir, pois assim ir lomando mais coohecido
O concurso foi extraordinario, co grande numero
toriinu-onrominodo aos cnlcs inimigosde manadas,
como eu. Vi um bollo roslo, a respeil" doqual na-
da mais direi rom rereio de que o scu correspon-
dciile da Parahiba me nao espele 110 assoalbo. Era
de patente !
As qualro horas da madrugada uma esplendida
rea ramaleo os gozos daquella noile de pra/eres.
En nao chegue al l, mas dizem os entendido*, c
que tiveram a pachurra de ebegar al ao lira, que
estove sera falla.
O senado continua bulboso, o lera continuado
cun o-orcameulos, que ja iam fazendo falla ptra
o encerramento da assembla 110 dia 7 de selembro
prximo. O Exm. Ilollanda lem lomado parle na
discu-so, e ulliniampule leve um debate vivo rom
o Montr/onia, no aqual houveraiii alguns brindes,
nao muito muilo bous.
O D. Manuel, depois de urna animadissinia nues-
lAo com o niesmn F.xm. Monlozuma, na qual 'este
disse-lhe algumas cousas cm particular, adoercu ; e
reparliro fiscal se prestasse a lodo*, porque todos
leern igual direilo. Alm di guns papis devem ser sellados dentro de um cerlo
prazo, e que o uAo sendo, prejudicam os iiileresse
das partes. Aos das passados certa pessoa que 1ra-
lava de prestar uma lianga crime, nAo pode sellar ns
autos, nem pagar os jdjrejlos, por encontrar fardada
a dila reparligAo ainda orWi^de expediente ; e
porque temesse nao aconlecer-lhe o mesmo no dia
seguinle, e ir assim Meando aa adeia, tequereu ao
collector interino que Ibe inilTcassc um lugar rerto, e
horas convenientes, para sellar a sua fianra ; o col-
lector mamlou uuviro escrvAo, eeslepregou uma
solemne descompostura ao procurador do reo, e pas-
se por l muilo bem. Paremos aqui.
Constando-me que certo sennor de Alaga-Secea
dissera ao Sr. delegado de policia. que tenbo sido
mal informado sobre o que por vezes lenho dito da-
quelle dislriclo, cumprc-rae asseverar a esse senhor,
que elle parece peior informado, do queeu; por-
quanto, s quem esliver no reino da la nao ter
vislo, nem sabido, que dentro de pouco tempo se
lem dado por alb maiscrinicsdo que no restante da
comarca E para que se 11A0 diga que sou um im-
provisador, irei locando, per sumnia capila, nos dif-
ferenles1 crimes, de que tenbo noticia, nicamente
pera avivar a lembranca do senhor, a que Iludo.
p.iriind 1 ile 1852 para r. He fado sabido, e ave-
riguado, que ueste mino foi all assassinado o infeliz
.Nai nha. assim como o foram lambem o infeliz Iler-
culano no lugar de Cmara, c um outro, quo pelo
nome uo perca, no lugar de Guanba, onde lam-
bem relalharam acara de cerlo sujeilo, que igual-
mente nao perca pelo nome. No mesmo lugar de
Cmara foi assassinado o infeliz A levan lie por uiii
que quiz experimentar nina espingarda nova. Nos
urrahaldes da mesma povoacao de Magda Borra foi
lima mulher amarrada, c qiiciinada por um celebre
lavares ; algumas oulras leem sido surradas por es-
le, c por outros individuos. Um cerlo Chaves foi
espingardeado cm sua mesma casa na povoarao de
Alaga-Secra, escapando por milagro, l'm cscrave
do proprielario do engenho Alag i-Serra, foi ha pou-
co, espancado haiharameulc; e por lim foi, assassi-
nado o infeliz Silva no lugar do Agua-Branca.
Quanlo a rriines menores, e contra a oguranra de
pi upried ole. nao fallemos, pois dara uma somma
enorme : ainda ha bem poucos ilias foi roubadn uro
genro de Jos l.uiz Pereira, levndose llie 1:158 rs.
em dinheiro, alcoin 011ro, c roupa. E como dizer-
se que lenho sido mal informado "!! Ccrtamenle foi
uma lev ia mi.id.' dizer-se isso ao Sr. delegado de po-
lica, que deve eslar de ludo bem nleirado pelas
parles officiaes; c.caso nao tenha (ido parles, pode
ludo verificar c.un a maior facilidade, puis prezo-
rae de nAo asseverar, seuAo aquillo que he absoluta-
mente verdade.
Saiha agora o senhor, a quem rae refiro, que Ic-
nho sempre deixado de dizer ludo o que sei, e da
sua ausencia lem facilitado a passagem dos orra- maneira porque o sei, rom receios de cabir cm exa-
mcnlos.
A augusta lambem (em estado animada. Como
lem de liansercver gs discjssoes, oada mais direi a
respeilo.
Por aqui lambem ha quem do, de quando em
gcracAo, e do que nao se supponba que do proposito
procuro esraagar alguem com o peso das publicares;
e por isso lenho sido censurado por alguem que v
as publicares um correctivo conlra a licenra ; eis
o tpico de uma caria, que ninda ha pouco recebi
*
f
1


Tendo lido uo Jornal do Commercio om excel-
lonle discurso pronunciado pelo nosso digno depu-
lado, o Sr. Augusto de Oliveira, na sesso de do
prximo passado mez, ero que se discuta uro projec-
lo da commissAo de pelicoes e ordenados com refe-
rencia caxa deamortisaco, tanto nos elle agradou
por suas ideas que nao podemos abalar o deeejo
que ora nos domina, de faze-lo o mais condecido
possivel nesla provincia com a sua publicaco no
Diario de Pernambuco, allm de que os seus nume-
rosos leilores apreciem por si proprios a qualidade
que notamos. Pelo qoe rosamos aos seus redaclo-
que se dgnem Wcoiicr e:se ifsso desejoj admil-
tindo as columnas do mesmo jornal o referido dis-
curso, transcrevendn-o abaixo destas lindas.
Sempre juslos para com aquelie que na altura de
sua posirAo sabe mslrai-se solicita pelo cumprimen-
lo de seus deveres de hornero publico, desvelando-se
pela prosperdade- de seu paiz, sem jamis pou-
par-se esforros nem a sacrificios para altingir esse
escopo racional da vida official : bem quizeramos
render ums publica homenagem que fosse toda nossa
ao dislinrlo depulado, cujas serviros e dedicarlo ao
paiz, com especialidade a esla provincia, esto ao
alcance de todos.
Todavia como para issso nao nos adiamos com
bastante forja, nem lao ponco para descrever coro
as devidas cores lodos os actos que lauto distingoem
esse Ilustre parlamentar, limilamo-nos, aliinde no
fazer desmerecer um Uo bello carcter, a concurrer
para a Iranscripco do dilo seu discurso ; qoe orno
um reflexo da pureza de suas iutenroes patriticas,
he a prova mais irrecusavel do seu merecimeulo e
independencia, ao mesmo lempo que pue em boj
prova o seu talento e cstudo empregado as ma-
terias, sempre que discute.
(".llamamos, pulanlo, a atteocAo dos dignos lei-
lores do Diario de Pernambuco sobre o bem elabo-
rado discurso a que nos referimos. /f.
Contina a 3 discussAo do projeclo que Da o nu-
mero dos empregados da caixa de amorlisacAo e
marca-Ihes os vencimcnlos comas emendatapoiadas.
O Sr. Presidenta:Tem a palavra o Sr. Augusto
de Oliveira.
O Sr. l'iriato (pela ordem): O honrado depu-
lado por Pernamliuco lem fallado lanas vezes sobre
esle negocio da caxa da amorlisacAo que me paree*
que elle jdeve ter essolado as vezes de fallar mar-
cada no regiment. Peco a V.Uixc. que naja, de
examinar islo. ^~
O Sr. Presidente:tem a palavra o Sr. Angosto
de Oliveira.
O Sr. Augusto de Oliveira:A' vista da obsei-
va(Ao foila pelo honrado depulado por Malto-Grosso
declaro a V. Exc. que eslou quasi dcsislindo da
palavra...
O Sr. l'iriato : Era una duvida minha se-
ment.
O Sr. Augusto de Oliveira:....porque em uma
discussAo como esla, versando sobre um objecto, na
opiniAo do nobre depulado, tAo inquiranle, S. Exr.
quer corlar a palavra a um membro desla casa !
Todavia pedire ao nobre depulado que baja anles de
apresenlar uma emenda ao regiment, cojo fim seja
vedar que lomem parte as riiscusses aquellos mem-
bros da cmara que nao forcm do scu agrado. Eu
declaro que volarei por essa emenda, j que o nobre
depulado nem quer que cu gozc dos privilegios que
rae d o rcgimeulo....
O Sr. I ralo:O que quero s he o cumprimen-
lo do regiment.
O Sr. Augusto de Oliveira:-Nesle caso en Ibe
direi que a sua ubscrvnro se farc a alguma pes-
soa be ao nobre presidente da cmara, porque segu-
ramente S. Exc. nAo me dara a palavra se. por
ventura eu nao livesse direilo a nbtcJaT;.^
O Sr. l'iriato:RAo foi essa nfluRa 11 tener'.
O Sr. Presidente dirige ao orador algumas pala-
vras que 11A0 olivamos.
O Sr. Augusto de Oliveira:Cedo advertencia
de V. Exc. ; masjulgo que linba todo o rabimcnln
a obscrvacAo que acabo de fazer, vista da rorlaina-
rAo extempornea do nobre depulado por Malto-
Grosso.
Sr. presidente, lendo esta discussAo j durado l
dias, sou o primeiro a reconheccr que ella lora o sen
termo ; e em vista desla considerarlo j v a cma-
ra quo serci muilo breve no pouco que lenho a ex-
pender, e screi o mais lacnico qne me for possivel,
fian de nao desagradar ao nobre deputado por Malto-
Grosso que iiAodcseja quo eu falle mais nesla ma-
teria.
O Sr. l'iriato:Kio apoiado: goslo muito de ou-
vir a V. Exc, mas quero o cumplimento do regi-
ment que manda fallar duas vezes sobro cada
queslao. *
O Sr. Augusto de Oliveira:Julgo-me dispensa-
do de dar uma resposla circumslanciada ao nobre
depulado representante por Malto-Grosso, assim co-
mo ao nobre depulado pela Parahiba que s digna-
ran apreciar as humildes observarnos que avenlu-
tei sobre esle assumpto. )i que os nobres depulados
)

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DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 4 D SETEMBRO DE 1851
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nao se dignaran aceitar a dscussaq mi terreco eni
que i colloquei, parece-mu que suas refleoe*, por
muito luminosa! que sejam, nenbunu ferida cau-
sarlo s minhas Ideas, as quaes, boas ou ms, do
meu taco mlender estlu intacta.
A cmara se recordar q le M>la discussio eu nSo
quix descer a certas minuciosidades, a delalhes ad-
mioislralivos, prorurei antes considerar o projeclo
debati da un ponto de vista geral, como objtclo
econmico a F.nanceiro, e era relorSo ii instituicSes
(inaoceiras que temos no piz.
Eu disse, Sr. presidente, e nao (onho o menor re-
ceio de rcp.'lir, que em vi* .a dos dous grandes esla-
belecimendis liscaes que temo, o Banco Nacional e
o Ibesouro publico, era urna verdadeini anomala a
conserva;Su de urna repartirlo constituida como se
acha i caita da emorlisacafi, com o carcter origi-
nal de sur primitiva independencia, sem a menor
subordinar,;o a um dcsses dous eslabelecimenlos Gs-

fr
O Sr. Viriato:O banco he eslabelecimento de
crdito, e nilo eslahfJccimer lo fiscal.
OSr. Augusto de OUeeira:Para qae foi estable-
cido o banco senao para melhorar e regular o nosso
meto circuanle ?.....
O Sr. I'irato:Nao apoiado. /
O Sr. Au.justo de OUeeira: He o principal lim
do banco este, por conseque acia njo pole deisar de
ser considerado como estabelecimenlo fiscal de alta
importancia.(Apoiados.)
O Sr. Viriato:Tem de substituir o papel moeda
mas no regula omeio circulante.
O Sr. .iunusto de OUeeira:E como havemos de
recular o meio circulante senao por esta ninnrira'.'
Niodetcriniiou a l'ei de 5 de julhode 1853que Tos-
sen suhsti luidas as notas em circuanlo pelo papel
do Buco? Como, no he um dos principaes fins do
banco regulare melhnrar o nosso meio circulante ?
Nao ser por coosequencia por este motivo o banco
um estalie!clmenlo de ualureza fiscal e da mais alta
importancia ?
O Sr. f'irialc-.So sigo semelhan e dootrina.
OSr. Augusto i Ohceira: Nflo seguir, mas
crefa que se h de adiar s na sua opiuiao.
O Sr. Viriato:Tambem nao apoiado. '
O Sr. Auirutto de Oliceira:Mas, como disse, Sr.
presidente, considerando a quesiao di.-baiio desse
ponto de vista, e parecendo'ine que a eilnecao de
sem elhante repartirao era urna verdadeira necessi-
dado, fillia da ordem natura, das cousas, julgava e
julgo anda boje, que no era proprio nem conve-
niente que esta cmara tomasse a deliberaran de
augmentar os ordenados dos empregados de seme-
Ihante cstatcleciincnlo, afim de que nai seaugmen-
tem tambem as difiiculdadcs com que :i m natural-
mente debitar o governb, qi ando tiver de dar des-
tino aos empregados da mesina reparti; o, logo que
a sua supressao for accordada.
Foi debaiio desle ponto de vista oue en conside-
xeie q;estio, e foi esse o meu ponto de partida ; po-
ten us nobres deputados .1 consideraran! debaixo
de outro ponto de vista ber diverso. Nao me larri
cargo de responder ao nohre depulado pela Parahy-
ba, porque S. El. deseen 1 certos dclalhes admi-
nistrativos que enlendo mesum que n3o sao proprios
desla cimara ; neslas questCes de ordinario dou o
raen voto ao governo, anda mesmo que rae seja de
um credo poltico coutrario ao meu, porque sao dc-
lalhes administrativos que sempre sao mellior resol-
vidospetomiverno do que oela cmara. O nobre
-depulado por Matto Grosso mostrou-se enthusiasla
da lei de 15 de novembro de 1827, que instituid a
eaixa da araortisarao; S. Ex. at c'liezou a dizer-
nosqueonosso crdito publico poda padecer com
eiliucr.u de semelhanle ropartnao, que era ne-
cessaria pira fortalecer o nosso crdito publico I...
O Sr. Viriato 1 Nao iseislo.
O Sr., Angaslo de Oliveira : Felizmente o dis-
curso pronunciado nesta cmara por im de scus
rtiembros, cuja opiuiao deve ter todo o peso neslas
materias, respondeu satisfactoriamente as observa-
rnos do uobre depulado...
OSr. Viriato : Nao leu com alte.r.io o meu
discurso.
OSr. Augusto de Oliveira : Ouvi c li com toda
allencao o scu discurjtT o nobre depulado disse que
ea repartirlo liahjrpresl.ido serviros relevant-
simos...
OSr. Vivalo :-Upoiado.
O Sr. A'tgwtaw^eOUrcira : ... i|ue o nosio
crdito publico exigiaque ella fosse conservada...
O Sr. Viriato: Nao, seuhor, nao disse islo ;
disse que podia soffrer, se a reforma nao fosse bem
pensada e meditada.
O Sr. .iu gito de OUeeira : E oque be que
ectnu dizendo 1 Se pugno pola exlncc,3o dessa re-
partirlo, e o oobre depulado se oppe a esta dea,
quer que ella subsista tal qual esti, qual he a con-
cluso ? He a que deu s palavras do nobre dep ula-
do; outra nao vejo. Devo, pos, dizer ao nobre de-
pulado que as creumslancias aeluaes do paiz nflo
sao as mesmas que crain qoando leve lugar a organi-
sajo da cana da amorlitaro. Este estubelccimen-
to, segundo rtiuilo bem diste o nobre diputado pe-
la Babia, foi instituido em urna poca -iiccpcional,
em urna poca de desconfianza, em que a iuterven-
ego do governo era sufficienle para matar qualqucr
estabelecimeuto de credit* oit commercial...
O Sr. I iriato : Com etleilo, islo lie novo I
O Si: Augusto de OUeeira: Nao se pode ne-
gar que a caita da amorliaaro foi instilo,da em urna
poi'a de desronfianca. Hoje as circunstancias sao
diflerentes ; a intervengo do governo err eslabclec-
mcotos desla ordem he um elemento conservador e
dsordem.e Ifl foi o espirito cuepredomii ou na orga-
nisaro do Banco Nacioual.
O Sr. V'niato : Enlao o governo nao deve 1er
inlerveargo na divida interna fundada.
O Sr. Augurio de OUeeira 1 O liebre depula-
do nem ate o que estou dizendo Se eu quero que
o governo ttiiha a maior inlervenrao m laesesla-
belecimenlos-, como o nobre depulado'me d seme-
lhanta apartn ? Nemattencgo presta s minhas pa-
vras, ala se annhando com os ordenados dos em-
pregados da eaixa da amorlisarria U nobre ilepu-
lado podo II^r descansado que o nossn crdito pu-
blico nao lia de estremecer, nem .liear.i abalado se
nao se auginentarem os ordenados dos emptegados
da eaixa da amorlisarao He s6 este 11 lim do no-
bre depulado; be por isso que depois de se ter mos-
trado l.io iilliusiasfa da coaservargo d;ssa reparli-
co cofieluio apresenlamlo urna emenda para que se
modilicasse todo essa servir, que pude passar para
oulro e'talxlecimento, em virludc do semelhanle
aulorisi;ao. comquantaporcm que se augmenVaan os
ordenados d emprcsad>s : lie esle o pensamento
do nobre depulado, pensamsnlo a quejne pponln,
este h su sata populi.... .
O Sr. Viriato :He peu&amenlo tambem no no-
bre depaUdo pela Psrabiba.
O Sr. Augusto de OUeeira :Oppunliu-me ignal-
menle opiuiao do nobre depulado pela Paralaba
nesla par, porque enlendo que julgando a cmara
convenionte tomar qoalqucr medida airea da eai-
xa da amorlisacSo na aulorisargo que der ao gover-
no, devera adoptar aquella cautela econmica que
sempre toma em semellwnbs occisies. Quando a
cmara aaloiiaou o soverm para reformar os esla-
belimento* de iiistrucQao superior, fe dependen-
te da sua approvacgo a .parte rolaliva cespexa. He
isto justamente o que eu quero com a minlia e-
eada...
O Sr. Viriato: A sua emenda nao diz islo.
O Sr. Augunto de OUeeira : Quero que o go-
verno iiltare a servico na parle qu.e julgir conven i-
eate, e se porventura das modificarOes q ie lzer re-
sultar raaior servico para este 011 pra acuelle em-
pregada, e por este motivo tornar-se ne :essario al-
iim augmeuto de ordenado, lem o governo para o
aono a facul lado de pedir ao corpo legislativo os
fundos necessarios para esse augmenlo de despezi.
Parece-meque a demora de 6 mezes que pode ha-
ver nao ser muito prejudicial a esses mpregados,
nao ha a temer que cllcs morram de fome, lano
roai quanto elle hoje j receben! ordenados bem
sotlmeii. A cmara, pois deve dar etta aulorisi.-
rao ao governo, porcm admiltiodo a cautela econn-
micaqae tem sempre adopta! em occwioes iden-
licas.
O Sr. V,riato :Qoal be e isa cao lela econo-
. mica)'
O Sr. Augusto de Olkei'a : He ni parte que
diz respeiUao augmento de lespeza com o ptasoal.
tornando esta parte depend-inle da appisvaco do
arpo legislativo...
O Sr. Viriato: A ana emenda nao est conce-
bida oestes termos.
o Sr. Aagutto de Otietira : A mmha emen-
da he ama especie de proleiw contra -> prajecto ;
per elii o governo pode alterar o servico, man seta
11
augmentara despeza. Mas a emenda do nobre de-
potado d ao governo ampia facul Jade para refor-
mar ludo e augmentar a despeza...
O Sr. Viriato : A mi uha emenda diz isto ?
O Sr. Augusto de OUeeira : O nobre depula-
do disse que o trabalho de alguns empregados dessa
repartifgo lem consideraveltnente diminuido...
< Sr. Viriato : Eu disse isto ?
O Sr. Augusto de OUeeira : Disse...
O Sr. Viriato : Eu nao disse tal cousa ; disse
at que tem augmentado cora o augmento da divi-
da publica fundada.
O Sr. Augusto de OUeeira : Nao disse o no-
bre depulado que com a suppres&go fela em luga-
res da aecrao do resgsle e subslituicao do papel moe-
da se podia augmentar os ordenados dos emprega-
gadns da caxa da amorlisarjo ? Nao v a cmara
qneeste serviro tem de diminuir consderavelmente,
epor coosequencia a emenda do nobre depulado vai
dar ao governo um meio amplissimo de augmeutaros
ordenados dos empregados da caxa da amorlsa-
cgol*...
O Sr Viriato : Est engaado; para augmen-
tar al a cifra j exiislenle.
O Sr. Augusto de OUeeira : Sabe qual be o al-
garismo j existente J He 38:000...
O Sr. Viriato:Nao apoiado.
O Sr. Augusto de OUeeira : Esla he a qoantia
volada na lei do envanenlo para semelhanle servico,
segundo o orramenlo que lenho enlre roaos.
O Sr. f iridio : Lea a minlia emenda.
O Sr. Augusto de OUeeira : Eu a li com mu-
ta attencao... Mas os apartes que me d o nobre de-
pulado a cada momento fazem com que nflo possa dar
o devido desenvolvimento s nimbas deas; a cma-
ra me perdoari pos sle deseonnexo, sendo antes a
culpa do nobre depulado e nao niinba...
O Sr. Correia das .Veres : Tem desenvolvido
muito bem.
O Sr. Augusto de OUeeira : De ludo quanto
se tem dito ua discussao, c que os nobres deputados
nao foram capazes de ronlestar...
O Sr. Viriato : Nao apoiado.
O Sr. Augusto de OUeeira : Pos j sabe o que
vou dizer para me dar o nao apoiado ? Desla ma-
neira nao posso proseguir na discussao ; nao tenho
receio dos apartes, estou prompto a responder a to-
dos, um por um, mas dar um nao apoiado anles de
eu concluir a minha proposrao he realmente mostrar
vonladc de interromper-me.
Mas, como dizia, de tudo quanto se lem dito
discussao, e que nao foi contestado, porque os
bres deputados nao quizerara encarar a quesUu (Je~
baixo de seu verdadero ponto de vista.
OSr. Viriato:He contra islo que eu pro-
testo.
O Sr. Augusto de OUeeira: J vejo que o no-
bre depulado, nao podendo obler de V. Exe. que
eu deixasse de fallar, quer com as suas inlerruprOes
abafar-me a voz.
O Sr. Viriato: Prolcslo nao dar mais um a-
parle a V. Exc.
O Sr. Augusto de OUeeira : Bem. De tudo
quanto se lem dilo na discosso resulla que is eir-
cnmslanciks de hoje, nao sendo as mesms que de
1827, alguma modficac,ao importante deve ler lu-
gar na eaixa da amorlisarao. .
Nao pense o nobre depnlado que eslou solado nes-
la opinio ; j foi sufficientemente fortalecida esta
minha idea pelas judicosas consderae,es offerecdas
pelo honrado depulado pela Babia, ronsiderares
que devem ser reputadas milito valiosas.
Tambem offerecerei ao nobre depotado as opinies
de muito peso no conceito de nos lodos, como seja
do drgno ministro de estado que oceupava a pasla
da fazeuda era 1827, quando foi nslituida a eaixa
de amorlisarao, e que por consequencia devia ter
mais algnm amor a esle estabelecimeuto que o no-
bre depulado ;o muito dislincto Sr. visconde de A-
branles lie o primeiro a rccooliecer que semelhanle
repartido est boje fura da poca e be um ana-
chroniamo. O Sr. Candido Baplista de Oliveira em
urna memoria que publcou em 1812 sobre o crdi-
to financial do Brasil, ao passo que applaudia a or-
gauisarjio desse estabelecimenlo, como filba da nc-
cearidade da poca em~que-ieye lugar, todava j
naquelle lempo moslrava vicios em StnKorsanisaeSo,
tacs que impedan) que o crdito publico enfre nos
tvesse a elasticidade necessaria...
O Sr. llenriques :^ Nao contestou a bondad)^]
1I0 estabelecimenlo, eensuroa 04 defeiloH da Ui.
O Sr. Augustode OUeeira : Nao s censuro 11.
mas moslrou os vicios orgnicos de seir.elhaale es-
tabelecimenlo, ao passo que applaudia, como diss,
sua instituidlo era relarao a poca de 1827.
Ora, se em 1S2 j urna modificaran na caxa da
amorlisarao, e talvez mesmo a sua cxliiicrao, era
necessaria, na opiuiao desse Ilustre senador, sem
que correase perigo o nosso crdito publico, como
sunpoeo nobre depulado por Malto-Grosso, segura-
mente boje, que s circunstancias tem mudado em
sentido todo favoravel para as finanzas do imperio
essa modificado torua-sc anda mais necessaria. Em
1842, acliando-rae eu na Europa, a colacgo de nos-
sos fundos na praca de Londres era de 70 a 80 % ;
boje esses fundos eslao colados cima do par
islo he, a mais de 100, tendo urna colaao superior
aos proprios fundos inglczes li ve prtanlo o no-
bre depulado que o nosso crdito publico est fun-
dado em bases muito solidas, que nao ha de estre-
mecer caso nao se augmentem os ordenados da eai-
xa da amorlisarao, nem deixando ella de existir tal
qual se acha constituida.
Outras cousas podem inlbjir no nosso crdito pu-
blico, quer o nobre depulado que Ihe mostr quaes
sao as razos em que se funda o crdito publico en-
Irejios'.' Basta que o nobre depulado se lembre qne
o Brasil (em sido paiz que at hoje tem satsfeito a
todos ossens empenhos ; e nao obstante ser um paiz
novo, qoe leve de pagar na ocrasiao da sua eman-
cipadlo una divida enorme conlrahida no lempo da
anliga metropole, nao obstante ter sol rido ao depois
violentas conmioroes internas, que tem posto trope-
ros a sua progressiva prosperidade, todava a sua di-
vida publica em comparara aos demais estados da
Europa he pequea. Para mostrar ao nobre depu-
lado a proporrao em que se acha a nossa divida com
os maiores estados da Europa aproveilar-me-bei de
um Tldelo que acaba de ser publicado na Allema-
nha sobre o estado actual das finanzas c do crdito
da Austria, em que vem um calculo das dividas de
alguns paizes ( nao se incluindo o Brasil), em com-
pararao com suas respectivas popularnos. Por esse
trabalho sabe-se a parle que loca a cada individuo
na divida do paiz a que perlence.
Assim, nos paizes que passo a enumerar cada indi-
viduo responde pelas quantias scguinles :
825 francos
708
202 )
150 )>
130 u
112 .,
123 >i
105
71
52
48
37 u
33
29 a
10
Hollanda.
Inglaterra......
Hespanh......
Franca.......
Dinamarca......
Blgica.......
Porlogal.......
Sardenba.......
Austria.........
aples.......
Eslados-Uuidos da America.
Prussia .......
Estados da Allemauhu .
Knssia.......
Noruega.......
A nossa divida interna e exlerna, avahada em
110 milcoolos, reduzida a moeda franceza a ra/ao
de 360 res, ao franco, imporla em 390 milhes de
francos, e calculada sobre a nossa populacho de 6
millie. termo medio enlre 5 e 7 milhes, seaund,,
dizem varios cscrptotes rilado- pelo nobre depulado
pela Baha, resulla que cada individuo desle paiz,
na parle que Ihe toca na divida interna e exlerna,
apenas responde pela quantia de 66 francos, ou
235760 de nossa moeda.
Porlanlo, Sr. presidente, se a exlinrro da eaixa
da amorlisarao be urna necessidade, como j djpse,
filia da ordem natural das cousas, podemos ficar
bem descansados de que semelhanle medida em na-
da declara ao crdito publico, o qual se acha firma-
do em bases mais elidas e substancies, segundo as
consideraroes que acabo de expender. Parece-roe
que semtlliante servico a cargo dessa reparticio con-
segoir-se-hanaoiocommais economa, mas ainda
com mais regularidade e garanta, -sendo confiado a
qualquer dos eslabelecimeolosfiscaej, a que lia pouco
me refori.
Mas o nobre depnlado por Matlo-Grosso dis-
se que eu at desconheca a le, recommen-
dou-me que a lesse e attendesse para as im-
portantes atlribnicfies concedidas i eaixa da am-
morlisacflo. Devo dizer ao nobre depulado que
antes djlle fallar j^linha ldo, por mais de urna
vez a lei que inslituTa calza da amortisacao, tinha
.1
consultado com pessoas idneas que poderiam dar-
me as informaces mais circunstanciadas sobra esla
materia, e portantn quando vim para a discussao ji
tinha o meu juizo elo ebem formado, e al agora
nem as suas opinies nem as do nobre depulado pe-
la Parabiba poderam abalaras ideas qoe lenho a res-
peito da materia.
O Sr. Viriato:Esperava que o Sr. se conven-
cesse com o meu discurso.
O Sr. Augusto de OUeeira :Devo suppor que
0 nobre depulado est gracejando, porque se lem
conscencia do que diz, seguraraeute nao pode dar
semelhanle aparte.
O Sr Viriato:Fallo sempre com a minha cons-
eiencia.
O Sr. Augusto de OUeeira : Bepito, ou est
gracejando, ou se tem conscencia do que diz, nao
pode dar semelhanle aparte; e pero ao nobre depu-
lado que consulte a algum amigo em particular; es-
tou persuadido que este ha de Ihe responder qu o
sen discurso nao pude convencer a pessoa alguma.
Vendo as atlribuires de semelhanle estabelecimen-
lo, por mais que livesse vonlade de condescender
com o nobre depulado, nao vi senao que os traba-
Ihos desta rcparlijao versain sobre dous pontos:
Io, o pagamento do juro da nossa divida, que tem
lugar de seis era seis mezes; 8, o registro das
transferencias das apolices com as caulclas marcadas
no regulamenlo.
E o nobre depulado por Malto-Grosso recouhecc
que, passando esle servico para o Ihesoro, pode resul-
tar urna economa de 7:0009 ua despeza feila com o
pessoal, segundo um calculo que elle nos fez. O
nobre depulado julg.i, porm, que a economa de
7:0009 he insignificante, e eu enlendo pelo contrario
que ella he niportantc, porque, Sr. presidenie, vejo
que a despeza feita com a caxa de amortisacao (isto
he sem a segunda secrao do r'esga|e), segundo oque
foi votado no orcamenlo ho- de 21:0009, a quantia
de7:0009 he por ronseguinto a Ierra parle da Mni-
ma votada para semelhanle despeza. Se nos fosse
possivcl fazer igual economa em lodos os ramos do
servico publico, reduzindo de um Ierro a despeza
que se faz com o pessoal em (odas as repartirles pu-
blicas, quaulus contos de res nao le ia o estado pa-
ra applicar em ohjeclos de inleresse real para o
paiz ?
O Sr. Viriato d um aparle.
O Sr. Augusto de OUeeira:Eu dou mais va-
ao serviro da caxa do que o nobre depulado.
Sr. Viriato:Est engaado.
Sr. Augusto de OUeeira:Porm devo pon-
derar no nobre depulado, que sei apreciar devida-
menle e talvez mais que S. Exc. a importancia mo-
ral do servido a cargada caxa da amortisacao, sem:
todava reconhecer que o trabalho material que ella
exige seja l.o complicado e dillcl como pretende
S. Exc.
O Sr. Viriato:Ah enlao d-lhe importancia
moral.
O Sr. Augusto de OUeeira :Sr. presidente, em
um paiz como o nosso, aonde o crdito publico vai-
se desenvolvendo de dia em dia, de maneira que em
breve patrimonios e fortunas de militas familias lulo
de cooslar de fundos pblicos, he preciso que o ser-
vico a cargo da eaixa da amortisacao se fara com
loda as cautelas possives, que nao possa ler lugar o
menor defelo nem a menor fraude; por dar por-
lanlo o devido valor i importancia moral desse ser-
vico, he que sustento que elle deve ser salisfeilo, pa-
ra maior garanta, debaixo da iuspecego immediala
e responsabilidad!? do thesouro ou do Banco Na-
cional.
O Sr. Viriato : Hoje nao llavera cssas caute-
las ?
O Sr. Augusto de OUeeira : .... e nao em um
estabelecimenlo solado e inteiramente imlepen len-
te do thesouro, dirigido por interinidades. Hoje
que o Estado tem um s pagador para todas as sua
despezas c um nico recebedor para as suas rendas,
que be o thesouro publiao, a caxa da amortisarflo,
que he um estabelecimenlo de fazenda, conserva-se
inlciramenle indcpendcnle do thesouro !
O Sr. Viriato:Enlao esla solada, nopcrlence
ao ministerio da fazenda.
O Sr. Augusto de OUeeira : O ministro da fa-
zijnda lie somonte presidente da eaixa....
O Sr. Viriato : Consulte as leis.
O Sr. Sigueira Queiroz : Nem tanto cenlra-
Jisar.
**> Sr. Augusto de OUeeira : Em bancas eu sou
muito renf rali-adm, taulo mais quanto reconheco
os beneficios da actual organisaro do thesouro; e
por este motivo, obrigado a ser tiesta parle amigo da
1 entralisacao, digo que a conscrvar-Ao desse eslabele.
cimento com o carcter original de sua primitiva
independencia he urna veruMeira excrescencia.
A cmara sem duvida lia de ler notado que os no-
brc deputados por mais que procuraran) encarecer
esse servico, nao conseguirn) senflo mostrar que el-
le he igual ao de qualquer pasadoria, que s func-
ciona de 6 em 6 mezes, quando lem lugar o paga-\
nenio dos juros das apolices, encarregada igualmen-
te de registrar no livro competente as transferencias
das mesmas apolices.
O Sr. Sigueira Queiroz : Enlao pela sua opi-
nio todas as pagadorias devtm ir para o thesouro.
O Sr. Viriato: Magisler dixit.
O Sr. Augusto de OUeeira : Nao he magisler
dixit; essa opiniao nao be somenle minha, he tam-
bem opinio de algumas pessoas de considerar io que
ha pouco citei, as quaes pela sua recoubecida illus-
Iracao e conhecimentos especiaes devem ser receb-
das como auloridadcs.
{Ua um aparle.)
Reconheco, Si. presidenie, que'a cmara se lia
de ver em bem serias difiiculdadcs para volar esle
projeclo que est em discussao.
O Sr. I iriato : Nao apoiado.
O Sr. Augusto de Olieejra: X cmara ha de
ler notado que o projeclo apresculado pela nohre
rominissao foi combalido por todosaqucllesquc toma-
ran) parte na discussao (rio apoiado), o quaes, em-
bora adoptem a disposieao relativa ao augmento de
ordenados, todava combaten) as mais disposices que
devera ser supprimidas ou alteradas, segundo as di-
versas emendas aprescutadas pelo nobre depulado
pela l'arahiba, que foi qirem eulrou na discussao
dos detalhes.
O Sr. Viriato: E al o defeDdeu.
O Sr. Augusto de OUeeira : Pergunlo eu a
ramara se poder volar por um projecto semelhanle-
e se nao ser mais conveniente que elle seja remet-
(do a nma coramissao para reconsidcra-lo, apresen-
tando nos uniros projeclo mais completo e menos
indigesto En mesmo, Sr. presidente, nao desejaria
que a minha emenda fosse volada pela casa sem ser
previamente esludada e examinada por urna das com-
msses da casa, que deve ser a de fazenda, porque
o negocio de que se (rala he puramente de fazenda.
e nao nobre commissao de pensos e ordenados, o
qual, sem duvida por ler de tratar de um objecle
que nao Ihe compela, tendo de considerar materia
que Ihe era cslranha, em resultado de scus Irabalhos
lavrou um parecer sobre esle assuinplo menos jus-
lo, e aprcsenlou um projecto chco de erros....
O .Vr.- Viriato: Como he que se diz qoe una
commissao commelteu erros .'
O Sr. Augusto de Olii-eira : Oh scnhor,.pois
nflo me ser permittido contestar a qualqucr commis-
sao 1 (Apoiado.) Alm de que, a coramissao leve a
franqueza, depois de ouvir an nobre depulado pela
l'arahiba, de pedir um adiainenlo casa para tornar
a ^considerar esla malcra, visto que ella recondena
ocquivoco cm que tinha cabido, c (-ffcclivamenle
no dia seguinle apresenlou um projeclo subsliluivo,
que se acha ora em discussao, o qual ao meu ver he
ainda o mais incomplelo e ineorreto. Por lodos es-
tas consideracoee, peco, Sr. presidente, a casa que o \
projeclo em discussao com as emendas que lite fo-
ram olferecdas seja remolido commissao de fa-
zenda para reconsidera-lo e niclhnra-lo. visto que
realmente elle est lao incomplelo, iao prejudicial e
13o indigesto que nao pode jamis ser submetlido i
volaran da ramara.
So por ventura nao passar o adiamenlo que ro-
ponho, declaro que votarei contra o projeclo e pela
minha emenda.
Vai mesa o seuninte reqiicrimenlo, que he ap-
provado sem debate:
Proponho que o projecto com as emendas offe-
recdas seja remellido commissao do fazenda. A.
OUeeira.
aa 1
A approximaco do dia 7 de setembro,
desse dia de gloria e de recordacoes, nos
leva a fzerrespeitosamenleurna ob-
servacao ao Exm. Sr. presidente da pro-
vincia.
S. Exc. faria um grande bem dando o
beija-mao as horas costumadas, mudar a
parada para tarde, a' cxemplodo Ceara',
Maranliao e Para'; pelas razoes que pau-
sarnos a subme'tter a alta considerarlo
de S. E\c.
O sol que a columna recebe, desde a
prara da Boa-Vista, onde se forma em
parada a's 9 horas da manhaa, at o cam-
po de palacio sonde se conserva ate' qunsi
horas da tarde, ja' em evolucOes, ja'
(irme, e linalmente desfilando em conti-
nencia, e depois em paso dobrado ateos
quartese paradas; o p lino e quente
que respira ; a sede devorante que a abra-
za, o que tem sempre motivado syneo-
pe* e mesmo molestias, que dias depois
apprecem formadas em batalha, promet-
iendo o desmorona ment completo do
campo, sobre o qual ella desearrega o
seu canhSo: o mesmo sol, que S. Exc,
sua nobre familia easmuitaspersonagens
queoacompanham, recebemnas varan-
dus de palacio que muito os mcommoda,
como attestam as diflerentes posiroesque
oceupam durante a continencia ; tudo
depiie contra a parada a semelhantc* ho-
ras, tudo desapparecera' urna vez que se-
j a a' tarde.
E como estamos assa's convencidos de
que S. Exc. emprega todas as suas forras
para augmentara solemnidade desse da,
esperamos me, attendendo a' nossa obser-
varlo, dar' as suas ordensneste sentido:
por que, assim determinando, no s re-
mover' estes sacrificios, como tera' opra-
zer de ver augmentar consideravelmente
o numero de espectadores, nico orna-
mento e brilho das solemnidades pu-
blicas.
Ficamos na espectativa.
COMMERCIO.
PHACA DoTtECIFE 2 OE SETEMBKO AS 3
HORAS DA TABDE.
(aliarnos officiaes.
Hoje nao houveram cotacOes.
AI.FANDEGA.
Kendimenlodo dia i ...... 13:1758320
dem do dia 2 ........ 6:91)98357
20:i74-J677
Desearregam hoje i de setembro.
Barra Irame/allnnrmerendonas.
Galera inglezaGeneeieceidem.
Inportacao .
Vapor inglez Seeern, vlndo de Snulhamplon, raa-
nifeslou o aaguintc:
1 caxa joiaa; a F. Souvagc & C.
2 dilas, dilas : a Timni Mousen Vinassa.
2 ditas dilas, 1 embrulbo amostras; a I., l.econile
Fcron & C.
1 einbrulho papis; a Schramem & Compa-
nhia.
1 eaixa amostras ; a Fox Brothers.
1 embrulbo mappas ; a associarSo commer-
cial.
1 dilo amostras ; a Brunn Praeger.
1 dilo peridicos ; a W. Soulhall.
1 caxa dilos ; a A. M. C. Soares.
5 dilas amostras ; a E. Burle.
I dila dila ; a L. Schuler & C.
1 dila dila ; a I,. A. de Squeira.
(i ditas dilas ; a V. I.asnc.
2 dilas dilas ; a ordem.
I dila dila ;iW,D, Wyale.
1 embrulbo dito ; a J. H, (iaenslev.
1 dilo papis ; aa!. 1). It.idriuues.
Ilarr.ica X. S. do Bom Successo, viuda da Parabi-
ba, niaufcslnii o seguinle :
9 r-rdns coberlorcs de la.2 dilos baca branca, 1
dilobaciao.l dilo lona, 1 eaixa panno pardo ebaeta,
1 dila sapalos ; a Rosas Braga & Compa-
nhia.
200 loros de mangue ; a Antonio Joaqun) dos
Santos.
2 jarras para agua ; a Antonio Joaqun) Vidal &
Compaohia.
1 bah com roupa de uso, 1 callao ferramenla de
dilo ; a Jos l.uiz de Moura.
110 couros seceos e salgados ; a Francisco Tavares
Correia.
CONSULADO GEBAL.
Reudimenlo do da 1....... i;j|"-r.i;
dem do dia 2........ 239s662
DIVERSAS
Reudimenlo do dia 1. .
dem do dia 2 .
PROVINCIAS.
81118018
188*66
l.-i,n
208130
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo da 1........ 6738305
dem do da 2.........1:0373453
1:7108758
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudimenlo do dia 1.......
dem do dia 2.......
787J57
3518002
1:13859
PIUCA DO RECIFE 2 T)E SETEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Uerista semanal.
Cambios-----------Saques pequeos a 27 d..por 1$.
Algodio- Entraran) 296 saetas, quando se
esperava muito maior numero, e
os preros afrbuxaram, lendo-se
vendido a 68100 por arroba do re-
gular, c dizem que algumas sac-
cas muilo superior oblivcram
6,500, mais nao sabemos as con-
([Ces desla venda.
Assucar----------Nao s pela falla de deposito, co-
mo pela inclhuria de preros na
Europa, foi mais procurado.
Couros------------Foram pouco procurados de 170 a
180 rs. por libra.
Arroz------------Vendeu-se de 23(00 a 256OO por
quintal do pilado a vapor.
Arcos de ferro- dem a 10? por quintal.
Azeite--------- dem de 2-1 a 23200 por galao do
do .Mediterrneo e 23600 do de
Porlngal.
Bacalho Nao leudo havido entrada reta-
Ihou-se de ios a 16 por barrica,
ficando em ser 1,800 barricas.
Batatas------------ Venderam-se 2? por arroba, as
de boa qualidade.
Barricas---------dem a 800 rs. as abatidas e I9OOO
s levantadas.
Cabos ----------Ha falta dos de lnbo de patente,
tendo-se vendido de 363 a -403 por
quintal e os de Cairo a 263..
Caf ------ Vendeu-sc de 13900 a 53200 por
arroba.
Carne secca- Teve um consumo nesta semana
em consequencia da subida do ba-
callao, e smenle ha no mercado
10,000 arrobas do Rio Grande do
Sul. lendo-sc vendido de 33800 a
13300 por arroba.
Erva doce- Vendeu-se de "3 a 83 por arroba.
Farinha do Irigo- Tivemos dous carrcgamenlus; um
de Ballimore que seguio para o
sul, e outro de Trieste chegado
hoje, cuja re-ulinan ignoramos
por cmquanlo. Vendeu-sa de
255500 a 283 por barrica, e53
por seis arrobas da ensaccada. Ha
no mercado, nao contando o refe-
rido carrcaamenlo de 2,000 a
2.200 barricas e 700 saceos.
""Ca..... Vendeu-se a iiileza de 270 a 272
por cento de premio sobre a factu-
ra cambio ao par.
Mauteiga---------dem de 600 a 6(0 rs. por libra da
irlainleza e 500 rs. a franceza.
Vinhos------------Os de Lisboa PRR venderam-se
de 250 a 26ft3 por pipa, e os de
outras marcas de 2203 a 27(fc> a
dila, os do Eslreilo linio de 1903
a 2003, e os da Figucira de 2553
a 2603,
Desconlo Na foram alterados econliniia-
ram de (i a 9 por cenlo ao anuo.
Frclcs ----- Para Liverpool do algodao >t d.
por libra, c do assucar a 20.
Ficaram no porto 51 cmharcaces : sendo, 2 ame-
ricanas. I argentina, 36 brasileiras, 1 franceza, 2
despalilllas, 6 inglezas, c 3 porluguezas.
PRACA DO RIO DE JANEIRO 23 DE AGOSTO,
AS :> HORAS DA TARDE'.
Cotaeoes officiaes.
Desconlo7 }* %.
AcmsEstrada de ferro de Mau: 363 de descon-
t a 4 mezes.
Mucury : 903 de premio.
> Providencia (seguro de escravos. : 103 e
303 de premio.
As vendas de caf foram limitadas. Esliveram em
ajuste porres consideraveis; jna3 os compradores
oSo poderam chegar a um accordo com os vendedo-
res relativamente a qualidades.
CAMBIOS.
Londres .27d. Lisboa. 100101.
Paris. ... 353 363. [Hamburgo 666, 665 rs.
FRETES.,
Antuerpia. nominal.il.iverpool. nominal.
Canal......l5| (Londres nominal.
Estados-Unidos. 70 90c. |Marselh,a. nominal.
Hamburgo 65| |Medilerraneo60 70|
Havre. .. 80 fr. (Trieste. nominal.
METAES E FUNDOS PU
METAES. Oneaa hespanholas .
da patria.
Pecas de 6100 velbas.
ii Moedas de 43.....
Soberanos. ......
Pesos hespanhes /
da patria ....
Palaces.......
Apolices de 6,..........
provinciaes.
B.EOS.
299000 a 293500
283700
18*000
91000
98200
13940 a 13960
13860 a 13880
13860 a 13940
107 a 108 %
101 a 102
{Jornal do Commercio.)
MOVIMENTO DO PORTO
-\acios entrados to dia 2.
Ilenirarlo49 dias, patacho hamburguez Johanna,
de 140 toneladas, canitao D. H. S. Lotlqe, equi-
pagem 8, carga vinhn e mais gneros ; a N. O.
Bieber & Companhia. Seguio para o Rio de Ja-
neiro.
Maranhao20 dias, hiale brasileiro Lindo Paquete,
de 205 toneladas, capilao Jos Pinto Nunes, equi-
pagem 12, carga arroz c mais gneros; a Antonio
de Almeida Gomes & Companhia. Passagciros,
Isaac Mendes, Rene Charles Roussel.
Aracaly pelo Ass11 dias, e do ultimo porto 8,
hiate brasileiro Vneidoso. de 43 toneladas, meslre
Joao llenriques de Almeida, equipagem 5, carga
sal; a Jos Manoel Martius.
Ass2t das, patacho brasileiro Flor da Balita, -de
261 toneladas, meslre Bernardino Antonio de S-
queira, equipagem 12, carga sal ; a Domingos
Alves Malheus. Vcio largar o pralico e segu
para o sul.
Baha6 dia, paladn brasileiro Santa Cruz, de
115 toneladas, meslre Manoel Perera de S. equi-
pagem 9, om lastro; a Eduardo Ferreira Bailar.
Ass17 dias, liale_ brasileiro Carolina, de 40 to-
neladas, meslre Francisco Goncalves de Seixas,
equipagem 5, carga sal e couros; a Bernardino
Jos Monleiro. Passageiro, Joao Perera da Cruz.
Trieste por Gibrallar92 dias, e do ullimo porto 45,
brigue dinaraarquez Louisa, de 132 toneladas,
capitaoC. C. Koch, equipagem 8, carga farinha de
trigo ; a Deanc Yoole & Companhia.
Saeios salados no mesmo dia.
UavanaSumaca hesnanhola /tengo, com a mesrna
carga que trouxe. Suspcndeu do lameirao.
LisboaBrigue porluguez Laia /I, capito Caetaoo
da Cosa Martins, carga assucar e mais gneros.
Passageiros Jos Goncalves Trrese sua filha, Jo,lo
Jacintho,
Buenos-Avrcs por Montevideo Hiale argentino
Oblegado, capilao Lourenro Carlos Neelsen, carga
assucar.
BahaGaropeira brasilcira Lierardn, meslre Joa-
qun) de Souza Coil, carga bacalho e azeile de
ra rpalo. Passageiro, Joaqun) Jos Fejreira.
-Vacio* entrados no dia 3.
Rio Grande do Norte6 dias, hiate brasileiro For-
tuna, de 61 loneladas, meslre Pedro Valetta Fi-
Iho, equipagem 6, carga pipas vasas, barricas c
mais gneros ; a Antonio de Almeida Gomes.
Bio de Janeiro e portos intermedios8 dias c 16 ho-
ras, edo ultimo porto 16 horas, vapor brasileiro
S. Saleador, commandnnte o lenle Ssnla
Barbara. Passageiros: para esta provincia, Fran-
cisco de AssisPereira Bocha. Dr. Francisco Bre-
derodes de Aodrade, Dr. Francisco Gomes dos
Sanios Lopes, lente Francisco H. de oronba.
Antonio dos Santosde Souza Lei, Feliciano Jos
Ramos, Francolino, Manoel Francisco Marques,
Amonio Maria Cardoso, Vctor Leteller. Fran-
cisco Dupral, Joaqun) de Azevedo Maia. Rav-
mundo Nonato do Menezes, Jos Marcelino de
Souza, Antonio Luizde Vveiroj Jnior, sua se-
nliora, 1 filho menor e 1 escrava, Manoel Jos
Duarlo, Jos Antonio de Amorim Ane. Antonio
Joaquim Maria Mollim. Jos Maria da Rocha, Jo-
s Francisco Taboca, Dr. Adolpho de Barros Ca-
valcanl) de Lcenla, Joao Ci-emiro da Silva Ma-
chado, 2 pracas de polica e o criminoso Jos Cor-
reia Lima, 3 ex-pracas e 1 desertor; para a Para-
biba, a Iteres Antonio Jos Pinlo Bandeira, sea
sen hora e 2 flhos menores; para o Nalal, sargen-
to Barlholomeu G. R. Fagundes, ex-praca Severi-
no Perera deAraujn; para oCear, lente Rav-
mundo Remigio de Mello, alferes Jos Francisco
da Cosa, Laurindo Jos Verno, soldado Joaquim
Ferreira da Cosa; para o Maranbu, ex-praca
Joaquim Francisco Pereira, cabo Clemente de
Souza, ex-pracsis H iv mundo Pinlo de Queiroz e
Joao Raynaldo Simplicio ; para o Para, Julio M-
ximo de S, sa senhora, 1 lilho menor, 1 ama de
leitee 3 escravos, cadete HercuUno Alves Piulo,
1). Marsarida Ferreira e 1 filha, Carlos Turquai,
conde de Rosgoradcrrhv, 2senhnras e 2 filhos me-
nores, lente Alberto Kuaul, 24 allcmaes, 4 pra-
Cas do exercilo e 3 soldados.
Babia8 dias, patacho brasileiro Concelrao, de 145
loneladas, meslre Joaquim Francisco' da Cosa,
equipagem 11, carga tabaco e mais gneros; a
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. Passasciros,
padre Herculano Bernardino Ferreira Gomes,
Manoel Jos de Araujo Jnior, Angelo Cuslodb
Gomes.
Nacios sonidos no mesmo dia.
ParaPatacho brasileiro Bom Jess, meslre Joao
Goncalves dos Res, carga fazendas e mais gene-
ros. Passageiros, Cliristo-.au Sanliazo do Nasci-
menlo e sua lamila, bacbarel Jos* Perera da Sil-
va esua familia.
Rio de JaneiroPatacho brasileiro Flor da Baha,
capito Bernardino Antonio de Squeira, com a
mesnia carga que trouxe. Suspenpeu do lameirao.
EDITAES.
o prese
_ O Illni. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimentu da ordem do Exm. Sr. presi-
denie da provincia de 23 do corren r, manda fazer
publico, que peranle a junta da fa/.enda da mesnia
llie-iuraria, se ha de arrematar 110 dia 21 de setem-
bro prximo vndouro, a quem por menos lzer, a
obra do aperfeicoamenlo e calr.imenlo do l. lanco
daeslradade Apipucos, avahada em 3l:O37|S0O
res.
A arrcmalarao ser fela ua forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correle anno, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo,
comparecam na sala das sessesda mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co, 26 de agoslo de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annuncinrao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a A' obras do aperfeicoamenlo e calcamenu 4.0
1. lanco da estrada de Apipucos, far-sc-bao de eon-
formidade com o orramenlo e perlis approvadus pe
la djrectoria cm conselho, e aprescnlados a approva-
C3o do Exm. presidente da provincia na importan-
cia de 31:0379500 rs. .
2.a O arremtame dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, e dever conclu-las no de C mezes,
ambos contados na forma, do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalarao,
realisr-se-ha na formado arl. 39damesir.a lei.
4." O arrematante excedendo o prazo marcado
para cnclusao das obras, pagar urna mulla de Ire-
zenlos mil rs. por cada mez, embora Ihe seja conce-
dida prorugacSu.
5. O arrematante durante a execurau das obras,
proporcionar transito ao publico e ate carros. ,
(>. O arremalaute ser obrigado a empregar na
evenir.:o das obras, pelo menos, melada do pessoal
de genlc livre.
7. Para ludo o que nao csliver determinado uas
prsenles clausulas, nem no orcamenlo, seguir-se-
ha oquedispe a respailo a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme. O secrelario,
Antonio Ferreira d'.tmtunciaco.
O Illro. Sr. inspector da Ihesourara provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
denie da provincia de 23 do correnle, manda fazer
publico, que peranle a junta da fazenda da mesma
ihesourara, se ha de arrematar no -lia 21 de setem-
bro prximo vndouro, a quem por meuos fizer a
obra do aperrcicoameiilo do 2. lanco da estrada de
Apipucos, avahada em 28:3899603 ra.
A arremalacap sera feila na forma da lei provin-
cial n. 3(3 de 15 de maio do crrenle anuo, c sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao.
rompareram na sala das sessoes da mesnia junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presento, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco, 26 de agoslo de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira d'.tnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras dos aperfeicoamvntos do 2." banco da
estrada de Apipucos, Tar-se-hao de conformidade
com o orcamenlo e perlis approvados pela directora
em conselho, e aprescnlados a approvaco dq Exfn.'
presidente da provincia, ua importancia de rcis
28:3899603.
2.a O arrematante dar principio 3s obras no pra-
zo de 30 dias, e dever conclu-las no de 6 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematacao
realisar-se-ha ua forma do artigo 39 da mesma
lei.
4.a O arrematante excedendo o prazo marcado
para a cnclusao das obras, pagara una mulla de tre-
zentos mil rs. por cada mez, embora Iba seja couce-
dida prui 0...1 ;.ui.
5.a O arrematante durante aexecucao das obras,
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6.a O arrematante ser obrigado a empaegar na
execurao das obras, pelo meuos melade do pessoal
de gente livre.
7. Para ludo o que nao se achar determinado as
prsenles clausulas, nem 110 orjarpenle, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a le provincial n. 286.
Conforme. O secrelario,
Antonio ferreira Annunciaco.
Pela iosnccSoe da alfaudcga se faz public,
que no dia 5 do correnle no lugar e as hora do cos-
lume se ha de arrematar em hasta publica urna ca-
xa da marca JMB n. 1, com63 libras de rap viuda
de Boslon uo navio Northen Leght; abandonada aos
direilos por Joao Tavares Cordeiro, seudo a arre-
malacJo livre de direilos ao arrematante. Alfande-
ga de Peruainbueo 2 de setembro.O inspector,
Bento Jos Fernandes Barros.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes. juiz de
dirallo da primeira vara do commercio nesta ci-
dadedo Recife de Pernambueo por S. M. I. a C.
o Sr. D.Pedro II., que Dos Guarde etc.
Faro saber aos qoe o presente edilat virom, que
Barboza & Lima eslabelecido com armazein de as-
sucar na raa do Trapiche n. 24 do bairro do Recife,
cujos socios sao Francisco Moreira Pinlo Barboza e
Jos Vicente de Lima moradores no dilo bairro. me
enviaran) a dizer em sua pelirao por escoplo, que
tendo cessado seas pagamentos em consequencia de
se impossibililarcm os negociantes Oliveira Irruios &
C. de satisfazer com suas dividas, vinham de con-
formidade com o arl. 805 do eod. com. fazer a de-
claroslo de sua fallencia, fim de ser por este juizo
declarada a abertura della, e seguir-se nos termos
ulteriores, o qoe sendo por mim deferido e subindo
a peticao dos supplicanles com o bslanco do seo ac-
tivo e pas-ivo. a minha cnclusao dei a sentcnc.* do
theor seguinle :
A vista da pelicao a 11 2, declaro fallidos os com-
merciantes Barboza & Lima, estabelecidos com ar-
mazem de assucar na roa do Trapiche n. 24, e
aberta sua fallencia desde o dia 1 do correnle mez :
mando que se pooham sellos em lodos os bens, -li-
vros e papis do fallidos, nomeando para curador
fiscal ao credor Malheus Auslin, que prestar o ju-
ramento na forma da lei ; e expeca-ge ao juiz de
paz respectivo, copia authenlica desta senlcnca para
se proceder a npposicao dos sellos e cusas.
Recife 7 de agoslo de 1854.Custodio Manoel da
Silea Guimaraes.
Nada mais se continha em dita senlenca, e nao
tendo Malheus Auslin aceitado a curadora fiscal,
foi nomcado Manoel Duarte Rodrigues, que aceilou
e prestou juramenlo. Em cumprmento pos de
dila minha senlcnca, lodos os rn- lores presentes dos
fallidos Barboza & Limacomparefam nndia i de se-
lembre prximo seguinle as 10 horas da manhaa em
casa de minha residenciana ra da Concordia do bairro
de Sanio Antonio, fim de se proceder nomeacao
de depositario para recebere administrar provisori-
amente os bens da casa fallida.
E para que chegue a noticia de todos, martdei
passar edilaes que sero publicados pela impreusa e
allixados as pracas do commercio, caa das audien-
cias e eslabelecimenlo dos fallidos.
Dado epassado nesta cidadedo Recife de Pernam-
bueo aos 30 de agosto de 1854.Eu Mauoel Joa-
quim Baplista, escrivao interino o escrevi.Custo-
dio Manoel da Silea (luimarilet.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz do
commercio da segunda vara nesta cidadedo Reci-
fe de Pernambueo, por S. M. I e C, o senhur D.
Pedro II, que Dos guarde etc.
Paco saber aos credores incerio- do fallift Leo-
Coldo Jos da Costa Araujo, qoe Caetano da Costa
lorera por execucao que encamloha contra a mas-
sa do mesmo fallido, fez por esle juizo proceder a
penhora na quanlia de 2753568 era dnheiro, que
se acha no deposito geral desla cdade; e para que
os credores incertos do fallido possam requerer a
preferencia que livercm quantia penborada, os
chamo pelo presente ediial para qae no prazo de 10
dias ron lados da publicaran desle, comparcram ueste
juizo e alleguen) a preferencia que fiverem sob pe-
na de se proceder ao levanlamenlo da referida quan-
tia a favor do exequunie. E para que ebegue a no-
ticia de lodos maudei passar o presente ediial que
ser impressono jornal, e doisdV mesmo theorque
serao aluzados na praca do comrnerrio e na casa das
audiencias. Dado e passado nesta rilado do Recife
de Pernambueo aos 31 da agosto de 1854.Eu Ma-
noel Joaquim Baplista, escrivao interino o escrevi.
Francisco de Assis OUeeira Maciel.
DECLARACO ES.
CORREIO GERAL.
As malas que leem
de ser conducidas pe-
lo vapor S. Saleador
para os portos do nor-
te, priocipiam-se a fe-
char hoje (4) a urna hora da tarde, e depois dessa
hora al o momento de lacrar, recebe-se corres-
pondencias com o ]iorte duplo: os jornaes'deverao
achar-se no crrelo 3 horas anles.
O hiale Exalarilo com desuno ao Aracaly, re-
cebe a mala no crrelo geral boje i as 2 horas da
larde.
Foram apprchendidas 4 velas de cera branca,
em poder de -im menino, assim como um maco de
trancas em poder de um preto escravo : quem, puis,
se jnlgar com dirciloaesles nbjeclos, poder dirigir-
se subdelegada da freguezia de Santo Antonio do
Recife, que Ihe serao entregues, dando os seus pre-
cisos signacs.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcciio convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pe naftibuco,
arealisaremdol. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|Q sobre o numero
das accoesque Ibes foram distribuidas, pa-
ra levar a cileito o complemento do capi-
tal do .banco, de dous mil contos de res,
conforme a resolucao tomada pela assem-
bla geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banrode
Pernambueo 7 de agosto de 185 i.O se-
cretario do conselho de direccao,
_____ J.'I.deM. Reg,
n Sebastiao.
Sena.
11 Cosa. Pinlo.
n Res. Meudes.
11 11 D. Monleiro. Alves. Santa Rosa, Pereira. Rozendo. Amalia.
I). OrsJfc
SOCIHADE DR\MYTIC\ EMPREZilUA.
Brante e pomposo espectculo-
Quinta-feira 7 de setembro.
5.a RECITA DA ASSIG.NATL'RA.
Depois di ehegaJa do Exm. Sr. presidenie da
provincia, a companhia dramtica cantar ohvmno
nacional peranle as augustas elllsies de SS. Mil.
Segur-sc-ha depois a representaran do novo e
apparatosodrama em aclos, cque se denomina
0 NAUFRAGIO DA FRAGATA MEDIZA.
Personagens. Adores.
Pedro Bemard, pillo francez Os Srs. Bezerra.
I m emigrado francez .
Malheus LoncharJ, marinhei-
ro dilo .......
Andr marinheiro da repbli-
ca.........
Um capilao inglez ....
Arlhur de Marsay lenle 'de
marnha........
O Parisiense marinheiro. .
O Champauhez, depois Da-
niel ........
O edmmandanteda Meduza.
Joo marinheiro francez. .
Graindesel grumete. .
L'm official inglez. .
Genoveva mili de Pedro .
Maria rapariga educada por
Pedro........
Urna enanca......
Soldados da marnha, marinheiros franeczes dilos
inglezcs, officiaes etc.
O 1. aclo he passado na coberla d'uma fragata in-
gleza, finalisaudn o aclo com um bello combale
naval.
O 2. he passado junto ao cstaleiro onde est a fra-
gala Meduza, prxima a ir ao mar.
O 3. Em um quarto deeslalagem.
O 4. A' bordo da fragata Meduza cm viagem, on-
de se fara o festejo da passagem da linha, canlar-se-
hao bellsimos choros, e liaverao varios dansados
de clmelos, de marinheiros, de pretos, e um bello
terceto pelo Dos da linha, io Sr. Mendos., Ma espo-
sa, (o Sr. Santa Bosa) e o engracado champanhez, {o
Sr. MuiileroJ; iinalsando o aclo com o naufragio
da Trgala sobre um banco dcareia.
O 5. e ullimo acto passasse no meio do ocano so-
bre urna jansada onde se salvaran) varios nufragos compensado,
da fragata Meduza.
Eis ndrama que a soeiedadc dramtica emprezaria
escolhco para apresenlarem scena no grande dia 7
de setembro, ella nao se lem poupado a despezas c
a fadigas pessoaes, s a lim de agradar ao rcspeilavel
publico desla capital, de quera espera loda a pro-
lerrao.
Para occorrer as grandes despezas que ezigc o
drama, asociedade precisa vender os camarotes e
plateas por tres recitas, sen^o a primeira a 7, a se-
gunda a 0, ea lerceira a 13 do correule. Na pri-
meira c segunda represenlar-se-ha o mesmo drama
a Meduza, e na lerceira o espectculo >er dillercn-
tc, sendo annunciado pelo jornal como he coslume.
Os Srs. que cncommendarain j camarotes e buh-
les de platea para as referidas recuas, Icnham a
bondade do vir 011 mandar receber os compeleuleS
carios at o dia 6 a uoite no escrpturio da direccao
da sociadade.. Os poneos bilheles de platea e cama-
rotes de lerceira ordem que eiistem, ncham-se des-
de j i venda 110 mesmo escriplorio.
Principiar as 8 horas.
fi. B.Declara-se para governo dos senhores as-
sguanles, qoe a 2 recita da Meduza no dia 9, he
livre da assignatura, os senhores assignanles que
quizerem ficar com os scus r.mandes e cadeiras, pa-
ra a referida noilede 9, queiram participado ao ca-
marotero, ou bilheleiro. ua noilede", para noca-
so de os nao querercm, poder a sociedade dispor
del les pira as umitas enroiiunendas que ha para este
espectculo. .
para carga e passageiros trala-se com J.B. da Fon-
seca Jnior, rna do Vigario numero 4, primeiro
Para a Babia sabe por este dias a
sumaca nacional Rosario de Mara, por ter
a maior parte io seu carregamento prom-
pto ; ara do rato da carga e passageiros,
trata-se com NovaesA Companhia, na run
do Trapiche n. 34, ou com o capito na
praca.
PARA O RIO DE JANEIRO
Segu com bre?idde o veleiro bripue
nacional Damo, por ter parte do seu
carregamento ptompto : para o resto,
passageiros e escravos a frete, para os
quaes offerece excellentes commodo, que
podem ser examinados, trata-se com Ma-
chado& Pinheiro, na ruado Vigarior. 19,
segundo andar.
Maranhao e Para'
com destino a estes dous portos
dev seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capito Jote Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-se com os "con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &'
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capito a bordo.
Para o Pono segu viagem em poueos dias a
barca porlugueza Flor da Maia, capJo Jka de
Azevedo Canario, quem na mesma qoizer carregar
ou ir de passagem dirja-sea seu consignatario Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva, 00 ao mesmo capilao.
Para o Asta'.
Segu viagem mpreterivelmenli no dia 9 do cor-
relo o patacho nacional Santd Cruz, para carga
Irala-se na ra da Cruz n. 28, escriplorio de Eduar-
do Ferreira Bailar.
JL
LEILO'ES.
Terca-feiraSdo correnle as 10 X horas da ma-
nhaa, o agente Vctor fara leilSo no seu anuoiii
ra da Cruz n. 25, de grande sorlimento de obras
de marceoeiria novas e usadas de diOerentes quali-
dades, um ptimo panno inglez, relogios para algi-
beira de metal galvanizado, obras de oure e prata
de lei, diversas qualidades de espirito cont licor
francez, e absynlhn, chapos de castor brancos e
pretos, num ca vallo rnsso muito novo com lodos an-
dares, e outras muilos objeetos que oslaran a vala
uo dia do leilto.
Brunn Praeger & Companhia faro leibio por
nlervencao do agente Oliveira, de um esplendido
sor limen lo de fazendas as mais preprias dale mer-
cado : segunda-feira *do crrante, aa 10 horas da
manhaa em punto, no seu armazn), roa da Croa.
LABGO DO CORPO SANTO.
Roslrn Rooker & Companhia conlmuSo por in-
terveocao do agente Oliveira, o seu relao de avulta-
da porcao de fazendas, todas proprias do mercado :
lerca-teira, 5 do correnle, as 10 hora da manhaa em
ponto 'visto terem de concluir certas canias).; no seu
armazem do indicado largo.
Quarla-feira 6 do correnle, as 10 } horas da
manhaa, o agente Borja fara leilao em se armazem
ra do Cullegio n. 14, de diversas mobilias de Jaca-
randa com pedra, e sem ella, ditas de amarerlo. e
outras muilas obras de raarcineria novas e osadas,
relogios de differenles qualidades, porcao de obras
de ouro c prala, qnadroa com ricas eslampas e mol-
duras etc., e outros varios objeetos os qaaes seacham
patentes no mesmo armazem, e rio a laiUo sem li-
mite.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Aracaly segu em poueos dias o hiale
nacional Sergipann, recebe ainda alcuroa carga
frele muilo commodo: a tratar na roa do Trapiche
n. 17.
Para o Rio Grande do Sul seguir breve o pa-
tacho Temerario, para oude recebe carga a frele :
quem no mesmo quizer carregar, pode enlender-se
com o seu capilao Jos Antonio Candido de Souza.
ou com Amorim I raos, na ra da Cruz n. 3.
Para o Ceara',
segu em poneos dias o patacho nacional Alfredo !
AVISOS DIVERSOS.
A tinturara da rna Direila casa u. til, roga a
pessoa qne mandou Ungir urnas obras, leona a bon-
dade de vir bascar, do contrario ser vendida pelo
importe da tinturara ; na mesma casa conliaoa-se
a Ungir com perfeico e presteza por barato prego,
e vende-se vela de carnauba a 99000 rs. a arroba, as-
sim como roga a pessoa que empenhou am relogio
de ouro cora correnle pela qoantia de 1009000 rs.,
Ion ha a bondade de o vir buscar e pagar os juros de
8 mezes islo no prazo de 8 dias, do contrario ser
vendido.
Josa Goncalves Torres, nao tendo lempo para
se despedirlos seus amigos pela brevidade de sua
viagem, o faz pelo presente, oflerecendo-lhes seus
servigos na cdade de. Lisboa.
O padre Antonio Jos de Souza Gomes prepoe-
se a. ensinar particularmente a lingoa franceza:
quem quizer utilisar-se de sen presumo, dirija-se
cdade de Olinda, ra do Carmo. casa terrea qoe
tem um lampeao 00 porfi, e qne faz quina para o
becco de S. Franeisco.
No dia 6 do correnle, na porta do IHm. Sr.
Dr. provedor de capellas e residuos da segunda va-
ra, na ra estrella do Rosarlo, as 4 heras da larde,
se ha do arrematar as Ierras sitias do Campo
Grande, na estrada de Blra. avallados por 9:5008
rs., contendo urna casa de pedra e cal, com 2 salas
4 quar(os cozinha, Casa de farinha, estribaria; os
sitios sao 7, com muilas frucleiras, coqueiros, bixa
para capim, campo para criar gado, plantar, lem
urna boa camboa para embarque e desembarque-
alraz dos sitios, lem #60 e lautas bracas de testada, e
os fondos desta alea camboa da Tacarona, he muilo
perto da cidade, apenas dista raeia legua, rende 3141
rs. annuaes, podendo estos rendas seren alteradas o
mais do duplo, porque desde a raerte do seu posaui-
dor que, ha 40 anuos, est com esta renda ; vai i
praca a requerimento do solicitador de capellas e re-
siduos, em consequencia destes bens se terem julga-
dos residuos, e em consequencia do testameuteiro
Jos Domingues Neves nao ter dado conta do testa-
mento do finado D. Antonio Pi de Lucena e Cas-
tro, e o seu producto lem de ser recoibido fazenda
publica nacional.
Ofterece-se para ama de casa de pequea fa-
milia, homem snlteiro on viuvo, urna mulher de
mea idade, intelligente e hbil em todo o serviro
interno de urna casa ; na ro* esireita do Rosario 11.
15, Jeja.
Na ra Nova n. 10, loja franceza de M.
J. F. Duarte,
acaba de rbegar pelo uUirao n,avio um sorlimento
de lindas fazendas francezas, como sejSo : chapeos
de seda para senhor.a, dilos de so) linos, lequea finos
de madreperola, luvas de seda bordadas e lisas asse-
linadas, pentes do tartaruga para atar cabellos, lin-
das sedas furia-cores para vestidos, bicos de linho
Anos, dilos de seda e blondo Unos, e moitas ontras
fazendas, por prero commodo.
D-se 370&000 a jaros sobre pcohores de ouro
ou prala : dirija-se ruada Senzala Nova n.26.
Precsa-se de nm carrocairo esparto e fiel : no
paleo do Paraizo, junto igreja, primeiro*and.ir.
Na ra do Collegio n. 12, precisa-se de una
pessoa hbil para cobrarrras nesta praea, e qoe pres-
te fiador a sua conducta.
Offerece-s3 urna mulher para ama de casa de
pouca familia, cozinha, compra o faz o mais servico
de urna casa : no becco de Lujiz (jomes, no bairro do
Recife, junio do Sr. Cunta,
Precisa-se de un homem para feitor de um
sitio perto desla praca, sojeilando-se o mesmo a tra-
balhar de encliada : no largo do Corpo Santo n. 13.
No dia 30 de agosto desappareceu a negra Ro-
sa, de afio, idade de 30 e Umtos anuas, muilo pai-
xola, linha chegado neste dia do Monleiro de lavar
roupa, e mesmo do porlo desappareceu, seguiodo
para o Monleiro, aonde consta viver cm batuques c
sambas, por isso pede-se as autoridades do lugar
de a capturar. % aos senhores capiUes de campo, a
levaren) ra do Collegio o. 9, que satisfar tudo
generosamente.
Perdeu-se nma carleira roa, contendo 2358
rs.. urna sedula de 100S. urna moeda de ouro da
20s, urna moeda de OIU, um bilhele de urna sacca
de laa que foi vendida a 53600 a arroba ao Sr. Ma-
noel Antonio Ribeiro, e o restante em sdalas de
109 e 59000 rs. ; foi perdida da ponte da Boa-Vista
ate a praca do capim : quoni a achou e quizer resti-
tuir, dirija-se ao engenho da Aurora, qne ser re-
" mnensado.
llcnrique Frederik Carlos Ehrich relira-se
para a provincia do Ceara, levando eu sua compa-
nhia sua familia e um official de nome Joao Klein-
kauf.
Uenrique Frederik Carlos Ehrich, tendo de se
retirar para o Cear, pede encarecidamenle a seus
credores hajim do apresenlar suas cenias ale lerca-
feira, 5 do correnle, afim da serem pagas : na sua
lenda de ferreiro da ra do Brum, ou na casa de sua
morada, na ra do Guararapes.
Precisa-sede urna ama de leite que se eneum-
ba d criar urna enanca om sua casa ; quem se
propozer, dirija-se *' raa da Praa n. 11.
Aluga-se a loja do sobrado n. 10 da roa do
Torres, pertencente a veueravel ordem lerceira de
S. Francisco desla cidade ; quem a pretender, di-
rija-se ao Sr. Latano Pinlo de Veras, ministro da
mesma ordem, que lem poderes para assim o fazer.
O abaixo assiguado declara que o meio bilhele
n. 2180 da 45" lotera concedida ao Monta Pi dos
servidores do oslado, pertence ao Sr. Manoel Dias
FernandesFirmino Moreira daCosta.
Precisa-se alugar um scravo para servico ^do-
mestico e as horas vagas trabalhar em 'um pequeo
sitio, quem o tlver para alugar,dirija-se a roa estrel-
la do Rosario 11.32 A, primeiro andar, das 8 horas
da manhaa as 5 da Urde.
NO CONSULTORIO
DO DR. CAS ANO VA
RA DAS CRLZES N. 28,
acha-ae a venda um grande sorUmcnto de
carleiras de todos os lamanhos, por preros
milito em conta.
Emenlos de liomeopalhia, *vuls. v 03OOO i
.'. onra de tintura a escelha 13O00
Tubos avulsos a eseolha a 500 e 300
BE9EXX3^S8cXK:9E]iea(&
ma pessoa que se quer incumbir de cozinhar
para 3 ou 4 pessoas,faz ver por esle a quem precisar,
3ue ser bem servidoeom toda a perfeco, vonla-
e das pessoas, assim coma se obriga a mandar em
suas casas a loda llora que quizerem: na ra da Ca-
deia de Santo Antonio n. 20, se dir quera he.
I


DIARIO DE PERMMBCO, SEGUNDA FEIM 4DE SETEMBRO DE 1854
\.

Alugam-se o 3" e (" andares do sobrado da
ra da Cruz|n.|l3, com umiloi rommodos para fami-
lia, fresco*e comexccllciite visla ds mar : Iralar
no 1" andar do mesmo.
LMA SUPPLICA RESPF.ITOSA.
Koga-se ao Sr. fisc.il de Santo Antonio (cuba a
bondade de lanrar as cuas visUisfara a praia deno-
minada rio Mundo Nvo, onde soaeha amonloada
nina grande quaolidadc de liso con grave detrimen-
to da suude dos que por all moram.
g Senbores esrudantes.
* Manuel Cassianode tiliveira l.edo, esludan-
Jv le que fui do lyceo, oblove lcenea para ensi- tt
#3 nar pai liculartnenle geometra e grammalica #
if nacional, croque -eroconhenu habilitado. ffl
9 Eslao bertas matriculas de moa e oulra, e ti
continuarlo al o fin,do correrte mez. Di- H
D rija-se quem quizer o paleo d<. Paraizo, pri- S
0 meiro andar, unido i igreja. $
FtBUQCAO DO INTUITO HOMOPATIUCO DO BRASIL
THESOURO HONKEOPATHICO
VDE-MECM Do'hOMOPATHA.
O abaixo assignado capilao da baroa ingleza
(onernor, declara que tem de seguir sua viagem ale
o da i do correle, e por islo ped a quem tiver al-
gunas cuntas, queira tor a bondadc de apresenta-las
no escriptorio de seus consgnalarcs Johnstoii Palcr
Si Companhia, ra do Vigario n. "; o lambem de-
clara que nao flea res'xmsa\el no* qualqucr oulra
ousa que possa apparecer depois de sua sabida.
Thomaz Beley.
A mesa actual di irmundadt' de N. S. do Li-
vraraciilo annuncia aos juizrs e juizas, escrivSes e
mordomos e mais devotos, que a testa da mesma Se-
nhora Coi transferida para o dia 26 de novembro
vindotiroem consequencia de nao se ler acabados
pintara e douramento da mesma igrcja.visio ser a ul-
tima decoraclo do templo c de grande monta.Al-
bino de Jess Bandeira, 1. definidor ; joiio Baptis-
ta Correa, Manoel remandes Chaces, Thomaz Cr-
rela Peres, Jos Estevo do Nasciirento, Jos Fran-
cisco lento, Innoceocio Rodrigues de Miranda, Ma-
nocl .lo Carino Kibeiro, Ihesonreirn ; Jlo Baptista
Fernandas, juiz ; Jorge Avelex do Nascimento, vice-
juit; Paulino Baplista Vernandes, secretario ; Eran-
cisco de Paula Marlins procurador geral; Antonio
Mauricio Bezerra, procurador do patrimonio ; Pe-
dro de Alcanlra, Ancelmo de Souz i leixeira.
Ainda est para te alugar os armazens, sitos
na ra da Praii n. 32 i! 34, perlencentes a venera-
vel onleni terceira de S. Francisco desla cidade :
<|uem os pretender, dirija-sean Sr. Caelano Pinto de
Veras, minislro da mesma ordeni, que tem poderes
para os alugar.
(juein precisar do um cozinlieiro esljangeiro,
que falla o ingles e all ismao, uu mesmo para criado,
dirija-se ao aterro da Boa-Vista n 66.
Precisa-se alugar um prelo >om coziiiheiro, e-
, qne seja fiel; trata-se na ra do Trapiche n. 48, se-
gundo andar.
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
casa de muito pouca familia : queu se propozer, di-
rija-se .i ra Uireita, taberna n. 113.
Precisa-se de urna ama que saba engommar e
cozinbar, para urna casa de pouca familia, para fra
da praca algumas leguas ; quem quizer, dirija-se ao
aterro da Boa-Visla, no segundo andar, cm casa do
Sr. Gregorio Antunes de. Oliveira, que achara com
quem Iralar.
Gillierme Augusto Rodrigues Set-
te, mora na sua casa da rita do Raneel
n. 45.
Apetsoa que deseja saber noticias
do Sr. Antonio .lose' de Souza, que oi
profesor em Caxias, no Marunbo. pode
dirgir-sea ra doLivramento n. 38, pri-
meiro andar, onde reside o procurador do
mesmo pro'essor, o qual nao lie sacerdo-
te e sim casado, e morador em Baixa-
Verde.
. Gillierme Augusto Rodrigues Set-
te alngapor tres annos o seu sitio nos Afo-
gados, um dos melhores daquella povoa-
co, em bom local por se;- na ra de S.
Miguel junto da igreja, com encllente e
muito espacosa casa terrea de quatro fren-
tes, um grandesotSo, dous portoes de fer-
ro ua frente, eum outro no fundo que da'
saluda para a nova estrada dos Remedios,
cozinha fra, sentala, coclieira, estriba-
rla, casa de feitor. casa de materiaes, cur-
ra! de vaccas, tudo cm grande ponto, e
com grandes commodos para numerosa
lamilla. O sitio tem tres cacimbas, tendo
tima um grande tanque para banlio, e
bomba de ferio ; tres viveiros de peixe,
miiitos coqueiros, muitas bananeiras, e
mitras fructeiras de todas is qualidades ;
grande baixa de capim, todo murado ea
casa reedificada de novo: para ver-seno
mesmo siti, e para tratar das condicoes
do arrendamento na rua do.Queimado n.
21, a fallar com oannuuciante.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da 45. lotera do Monte Pi Ge-
ral, exti abida em 22 de agosto de 1854.
1 N. 5765. ... .... 20:000$
1274.........10:000S
2098........
I
1
1
<>
10
20
2054 ,
4207
4)2
2301
865*.
*1572
2521
176.
2299
3338, 3787
5474. .
*62
1764
2150
2741
5575
447!)
V812
1566,
1849,
2401-,
2862,
3904 ,
4540 ,
3477.
2302 ,
5115 .
11545 ,
5043 ,
4869 ,
1652-]
125 ,
2602 ,
2917
4417
4543
60
210, 216,362, 568,
827
1180,
1664,
2015,
2071 ,
2212,
2262,
2408 ,
2587 ,
2945
961
1540 ,
1816
2017 ,
2089
2228
2276
2477
2589
3102
1057
1370
1867
2070
2101
2244
2329
2561
2868
5162
Melliodo conciso, claro, e seguro de corar hoinrcopalhiramenlc todas as molestia-, que afliigem a
especie humana, e particularmente aquellas qne reman no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra importantsima he hoje reconhecida como a priineira e melbor de toda que Ir.ilam da ap-
plicacAo da honnropalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nito podem dar um
passo seguro sem possui-la e eonsulla-la. <
Os pea de familias, os senbores de ongenho, sacerdotes, viajantes, rapilAes de navios, scrlanejos, ele,
ele., devem te-la a iiio paraoccorrer promptameule a qualquer caso de molestia.
Dous volumcsem broebura, por.......... io-nnki
Encadernados............. 119000
. \en,lo-..c nicamente em casa do autor, ra de S. Fraucisco (Mondo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMGEOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias,, sem que posstia medicaincnlos vordadeiros, mi de
boa qualidade. Por isso, e romo propagador da hniwropalhia no norte, c inmediatamente inleressado
em seus benficos successos, lem o autor do TTIESOIKO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua inimediata inspeerflo, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmarculico
e professor em homiropatbia, Dr. !'. de V. Pires Hamos, que o lem encentado com todo o zelo, lealda-
de e dedicaoao que se pode desejar.
A eflicacia destes medicamenlos he allcslada por lodos que os tem experimentado; elles nao preci-
sam de maior reroinmeiidarao; hasta saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvid.ir de seus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicamentos da alia e bai\a diluicao cm slohulo* recom-
nendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, acompauhada da obra, e de urna
caixa de 1-2 vidros de Untaras ndispensav*is........ IO0J000
Dila de 9ti medicamenlos acompanhada da obra e ilc 8 vidros de tinluras HO000
Dita de CO principaes medicamenlos recummendados especialmenle na obra, e com
urna caixa de ti vidros de tinturas, e com a dita obra (luhos grandes.}. (OsOOO
(lubos menores). 159000
Dila de 18 dilos, ditos, com a obra ,'lubos grandes).........50JKKX)
)> i) i n (lobos menores;. 359OD0
Dita de :i(i ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (Iubos grandes) 40S00O
ii ii (tubos menores;. 309(1011
Dila de 30 dilos, c 3 vidros de tinturas, rom a obra (tubos grandes) .... :;.".hkhi
(tubos menores; 269000
Dita de 21 dilos dilos, com a obra, Jubos grandes'. 3tt4XM>
ii (lubos menores). 2O9O0O
Tubos avulsos grandes.............. 19000
o pequeos............ >"i Cada \idro de Untura............. 25000
Vindem-se alcm disso rarlciras avulsas desde o proco de 89000 rs. al de lOOsOOO rs., coutorme o
numero etamanho dos lubos, a riqueza das caitas e dynamisacoesdos mcilicamcnlos.
Aviam-se quaesquer encominendas de medicamentos com a maior promplulo, e por precos commo-
dissimos.
Vende-se o tralado de PEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. 1 de C. Carreira, por. 29000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. (i. H Jahr traduzido cm porluguez e acom-
modada ainlcllieencio do povo........... 6.-000
Roa de S. francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Extruelo de urna caria, que ao autor do THESOURO BOMOtOPATHICO, trre a bonda-
de de dirigir o Sr. rirurgitto fgnacto AhsM dn Silva Sanios, .establerfdo na villa de BaiTeiro*.
tf Tive a salisfaco de receber o Thesonro hoiiuropalhico, precioso fruclo do Irabalho de Y. S.,e Ihe
aOirmo que de todas as obras que tenhnlido, be esta sem contradicho a melln lano pela clareza, com
que se acal escripia, como pela precisan com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidades esta* de nimia importancia, principalmente para as pessoas que dcsconbecem a medicina
theocria e pralica. ect., ccl.,elc.
CONSULTORIO 00SP0BRES
25 BA. SO GOX.LEGIO 1 ASTOAR 25. ,
O Dr. P. A. Lobo Moscozo J consollas liomeopatliicas lodos os dis aos pobres, d-'-de 9 horas ('a
manha aleo meio diat c em casos extraonliiiarios a qualqucr hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmenlc paro praticar quA.quer operarao de cirursln, e acudir promplainenle a qual-
qoer mulhcr que estoja mal de parlo, c cujascircnmslanrias ndo permitan, pasar au medico.
M CONSULTORIO DR. P. L LORO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complelo do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados cm dous :................. 20)000
Esla obra, a mais importante de todas as que tralam da homcopathia, iutercssa a lodos os mdicos qne
qaizercm experimentar a <'oulrhra de Hahnemaou, e por si proprios se couvencerem da verdade da
mesma : iuleressa a lodosos seuhores de cnenho c fazeudeiroe que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : iuleressa a lodosos capitcs de navio, que nao podem dei^ar urna vez 011 oulra de ler precisan de Sao "e negro.
acudir a qualqucr iucommodo scu ou de seus tripolanles ; e iuleressa a lodos os chefes de familia roe ENGOMMADEIRA FRaNCEZA RL'A DO ROSA-
RIO DA BOA-VISTA N. 8.
Nesla casa engoinina-sc ruupa de hornero e dese-
nlioia eoni in.i.i |ierlenj.:., c igualmente se lavam e
engommauv os los e bico^ de linho, ile maneira a
nao se conhecer que foram lavadas ou servidos ;.
lambem se cngoinmam romeiras para senhora : po-
Je-se procurar a pessoa a qoalquer hora do dia,
Roga-se a pessoa que levou as amostras de
Irancas de madama Tlieard, de mandar entrega-las
o mais breve possivel: visto fazeremellas muila falta.
ii abaixo assiguado com loja de fazeudas na
ra do Oueim.ulo n. 7, leudo oblido cm 9 do cor-
rete mez e auno tima concordata puf intervenrao
do Sr. Francisco Gomes de Oliveira, que convocou
rcuniito dos seus credores no dia 2 do correle como
se vi- no Diario desse dia n. 175, declaram que se
acham prcjndicada* todas as letras saccadas anterio-
res a esse dia, em razo ter sido a concrdala con-
cedida por unanimidade, e ainda nao tercm osSrs.
credores feilo entregadas letras aulifM.nfloobstante
acharcm-se as aeradas por forca do accordo referi-
do em m.lo e poder dp mesmo Sr. Oliveira.Recifo
30 ile agoslo de 1851.Grigorio & Sireira.
O abaixo asignado faz sciente ao
respeitavel publico que deixot de ser cai-
\eiro dos St-s. yieente Ferreira da Costa
.V Companbia^ dedeo dia 2 do crtente,
sendo sen.pre obligado pelas maneiras
delicadas com que os momos senbores o
me trataran!. Recite V de setembro de
18T)i-.Serai'nn'dc Sena Jorge.
Roga-sc a quera lev ou por precisar um burro'
com a marca triangulo, do eugenho Cordeiro, que
yaslavn na freguezia do Poco da Panella, que venha
quanto antes hola-lo no mesmo lugar, do conlra-
no se publicar scu uomc por esle jornal para que
fique bem conliecido.
Precisa-se de urna ama (pie saiba
bem engommar: a tratar no armazem do
Sr. Miguel Carneiro,rua do Trapiche nu-
meros.
Oiminha & Filhos, fazero sciente a Illm. Sr.^
v D. Joaquina Maria l'ereira \ i-ima, que lendo mu-
200S -ja amesma lingua com todo o esmero e dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco C dado o sen cscriptorio de sua casa (na da Cruz n.
15 segundo andar; no dia I do pastado mez de
agosto, e como a livessem procurado por varias ve-
zes, desde esse dia para culregar-llie a respectiva
chave, e Dio a encoulrassem, protettam nao pagar-
llie o .Mu-niel da dila casa, senilo t aquelle
da (23.)
tST Cl.'RIOSIDADE CURIOSA. ^TS
Dcscja-se saber qual soja a autorizado criminal,
civil ou militar, quem compita conhecer se Joa-
qun) de Albuqucrque c Mello he ou nao cidadao
hrasilciro, para ucsla qualidade ser solicitador de
causas com proviso, c capilio do balalhUo de suar-
das nacionaes da freguezia de S. Josu nesta cidade ;
pois que, leiido-se poslo pelas folhas publicas em du-
vida e com bons fundamentos.* qual a nae.ui que
esse senhor sollicilador o capilirperleiiea, nem elle
e nem auloridade alguma, nem mesmo o Sr. Dr.
promotor se tem dignado entrar en 13o necessaria
averiguarlo, e elle contina nos empregos sem dar
a menor saiisfaeSo !!! A'quem se dignar esclare-
cer esta pergunt. muilo obiigailo llie licar
O Carne tecca.
Precisa-se anda de um fcilor que emenda de
borla para Iralar de um pequeo siljo ul Capunga :
a fallna na ra Nova n. 51.
Na roa lll|a n. 13, precisa-se de urna escrava
que saiba co/iubar e engommar, esobretudo que te-
j fiel : .he casa de dua pessoas de familia. .
Prccisa-sc de urna ama de lcite, que seja sadia:
no aterro da Boa-Visla n. 17. secundo andar.
Na ra Nova, loja n. 12, dir-se-ha quem d;i
1003000 rs. a j,uros com pcnbores. ,
Chrisma na orclem terceira do Carino.
S. Evc. Revm. lem delerniinado conferir oSacra-
menloda confimaro, nos das 8 e 10 do corrente
mez desetembro, e nao no dia 3 como se tinlia an-
noncia/lo, as 10 horas da manliaa. As csmolas serilo
applicailas para a obra do hospital da mesma ordem:
o prior espera da generosidade dos bons padrinhos
a sua applicarao de catidade,francisco Pinto da
Cosa Lima, prior.
A soeledade commcrciat soba OrinaMcdeiros
& Companhiaacabou boje 31 de agosto de 1851.
A sociadade coinmercial sob a firmaReg J
Companhiaacabou boje 31 de agosto de 1851.
Quem precisar de urna ama para o servico de
urna casa, dirija-se por baixo da ordem terceira de
S. Francisco, casa de marcineiro.
Prccisa-sc alugar nina ama que saiba cozinbar,
e engommar e que. seja fiel : na ra da Concordia
n. 2(i.
ATreNCAO".
I m muro bstanle hbil, o qual lem pralica de
ensinar, e d fiadores a sua conduela, se olfcrece pa-
ra ensillar em rasas parliriilares, ou mesmo cm I-
gnm eugenho, nao so primeiras Icllras, grammalica
nacional c latina, como lambem a Iraduzir e fallar
o francez ele.: na ra de Apollo n. 19 se dir.
Uro moco brasileiro casado, coro pouca familia,
de idade de 30 anuos, seoflcrece para raixeiro de
qualqucr arrumaran, uapra^a ou fra della, o qual
sabe bem ler, escrever e conlar : a pessoa que do scu
presumo se quizer ulilisar^anuiinric por esle jornal,
ou antes dirijn-se a ra do Padre Fionano sobrado
n.(i 9, a qualquer hora do dia.
.jpiifpnBaaMi
JOTAS DF.-OUHO. H
^5 Na ra do Queimailo loja ele ourives pinta- K
w lada de azul n. 37, ha um rico e variado sor- w
Y^ limento de obras de miro que o comprador, tji
S a vista dos procos c liem leilo da obra, nao
*8 deiiar de comprar, aliancando-se c res- M
|S punsabilisaiido-se pelaqoalidade do ouro de &
Jt| 11 e 18 quilates. :M
wsmmmmimmmm^...
Pedrinho ou.o amoitr.-fternal.
Manoelzinho de nossn aldeia com os seus pali-
uhJ. Ainda exisle um pequeo numero desta in-
leressante obra, produrraa de urna Porlucnse, que
animada do acolhimenlo que lem recebiilo do pu-
blico juvenil, anima-se a olferece-la as illuslrissi-
mas mais de familia, de quem espera toda a prolcc-
tilu, e se arlia venda na aua Nova n. 52, loja
de Boavenlura Jos de Castro Azevedo a 250 e a llrO
rs. cada exemplar em brochura.
T. Becker avisa aos seus freguezes que o Sr.
Jos Fraucisco Ribeiro Gama nao he mais caixeiro
em sua casa.
O iiiajoi- eogenheiro precisa para as obras mi-
litares oseguiule i 160 vigas de 33 palmos de com-
primenlo e I de face, e 10 frechacs das mesmas di-
inen-oes, mas com 5 polleuadas smenlc de altura,
sendo todas e-las madeiras das qualidades abaixo
declaradas: louro, sapucaia, piqui, macarandiiba,
sapucarana.einbcriba prcta, barab, sicupira, cora-
na ra Bella
4:000$
-2:000S
1:000.S'
400.S
por cirenmstancias, que nem seniprc podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualqucr
pessoa ilella.
O vade-mecum do homeopalha ou indorrao do Dr. Ilcring, obra igualmente til as pessoas que se
deuicam ao esludo da homeopalhia um volume grande w ,....... 83000
O diccionario dos leemos de medicina, cirurgia, anatoma, ph/armacia, eler, ele.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-sc ao e-lodo de medicina........ 1J}000
Urna carleira de 24 lubos graudes de finissimo chrislalcom o man nal do I ir. Jahr eo diccio-
naaio dos Icrmos de medieiua, ele, ele.......- ........ 409000
Dita de 36 coro os mesmos livros.................... 459000
Dila de 48 com os dilos. ,.................. 50000
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de linlurasindispcnsaveis, a e-rol I m. .
Dila de 60 luhos com dilos...................... 80|000
Dila de 144 com dilos........................ 1009000
Eslas sao acompanhadas de 6 vidros de unturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Ilering, lerao o abalimenlo de lOSOOOrs. em qualquer
das rarlciras cima mencionadas. '
Carleira- de 24 lubos pequeos para algiheira............... 8J000
Ditas de 18 ditos........i............'..... I69COO
Tubos grandes avulsos....................... 19000
Vidros de meia 0115a de Untura...........,.......* 29000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pod dar om pasto seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprielario deslc eslabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
nioguem duxitla boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos de crjslal de diversos tainanhos, e
aprompla-se qualquer cncommenda de medicamenlos com loda a brevidade e por precos muilo com-
modos. .
Vende-se tima preta
11. 37, segundo andar.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte da
boneca n. 14.
he ebegado um novo e complelo sorlimenlo de cal-
cados de (odas as qualidades, tanto para hornera co-
mo para senhora, sapoloes de lustre e borzeguina
elsticos, prelos e de cores, para homcm e senhora,
meninos e meninas, e os bem conhecidos sapaloes dp
luslrc da Babia, c branca* do Aracaly, tudo por pre-
50 muilo commoilo, afim de se apurar dinheiru.
FARINHA de mandioca.
Vende-se superior familia de mandioca em sacras
grande* de alqneirecalculado : na Iravessa da Madre
de Deo< ns. 3 e 5,'e na ra do l.iueiroado n. 9, loja
de fazeiidas.
RAP DE LISBOA.
Na ra do Queimadn n. 9. vende-se o moilo su-
perior rap prinre/a. em boles de libra, chegado
proximameule de Lisboa.
LA AS PARA VESTIDOS.
Vendcm-se I3as para veslidos, de bonitos e' deli-
cado desenlio-, pelo haralo pre50 de 59IKI0 o corle,
de 15 covados: un ra Nova loja n. 16, de Jos I.uiz
Pereira& Filho.
CHITAS BARATAS.
Vendem-sc chitas de cores fixas padres claros e
cscuros a 120.. 110, 160, 180, 200 rs.; dilas franre-
zas muilo finas a 240 rs. o covado, ditas de barra a
29WO, 29800, 39200 rs., o corle: na ra Nova nu-
mero 16.
VESTIDOS BARATOS.
Vendem-se corles de cassas franeczas a 29200 rs.
o corle, e a vara a 320 rs-, vestidos de cambraia de
barra a 29500 rs., dilos de 1 a Ibabados brancos c
de cores a iOOO e 19500 rs., dilos de seda escocea
de 3 bahados a 159000 rs.; na ra Nova loja 11. 16,
de Jos I.uiz l'ereira & Filho.
Uvas de seda.
Vendem-se las de seda transparentes, fazenda
moderna e de goslo cin corles de 21 covados, pelo
barato preeo de 129000 rs.: na ra Nova loja 11. 16,
de Jos I.uiz Pcreira & Filho.
PALITOS FRANCEZES.
Vendem-se palitos de brim de linho de cores, e
brancos de hrctaiiha a 39500, B 49000 rs., ditos de
alpaca prclos e de cores a 89000 rs., de panno fino e
casemira prelos e de cores a !(>."> e 189000 rs. : na
ra Nova 11. 16, loja de fazenda* de Jos I.uiz l'erei-
ra. & Filho.
CARRO ECABRIOLET.
Vende-se uro cano de 4 rodas com 4 assenlos, e
11111 enliriolel, ambos em poued uso, e cavallos para
ambos: na ra Nova cocheira de Adolpho Bour-
gcos.
Vende-se urna armarao propria para Liberna ;
cm Fora de Portas ra do Pilar n. 82.
Vende-se urna casa terrea sita na ra do Padre
Floriaiin, c urna meia agua por Ira'z da ra Imperial
por prero commodo : a Iralar un ra da Cruz no Re-
cifen. *1, em frente do cbafariz.
CORTES DE CUITA BARATA.
Ciiiiliiiiiain-se a vender corles de vestido de chile
larga, havendo grande sorlimeulo de goslos c entre
ellos pad/es escuros c de cores fixas a JO00 rs.,o
corle : na loja de 4 portas ua rea do Qoeiruado n.
10, deM. J. Leile.
. Farinha ele mandioca."
V eude-se em saccas grandes e por bara-
to preco : no armazem de Machado & Pi-
nheiro, na ra do Amarn n. 54.
MLITA ATTENCAO'.
Xo aterro da lloa-Vista, loja de miudezas n. 72,
por metade de seu valor, vende-se para acabar : be-
zerro francez a 29560 a pclle, sapalos de senhora e
homcm, espelhos de lodos os tamanhos, 4 caixas de
palitos de fogo por 20 rs., caixas de clcheles a 60 rs.,
lapis linos a80rs. a duzia, Invas brancas para senho-
ra a 200 rs., dilas de relroz a 610, ditas de pellica a
320,e muito outros ohjeclos que iiose pode annnn-
riar.assim romo se vende a loja com poneos fundos,e
tambero a armarao s, muito propria para qualqucr
eslabelecimenlo; a Iralar na mesma.
Na loja da esquina da mi do Crespo, que volla
para S. Francisco, vende-se por commodo preco 2
niveis de espirito de vinho e varias bollas de mirfim
para bilhar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se na ruada Cadeia do Recite n. 10, ao p
do Corpo Santo, saccas com superior farinha de
mandioca por menos pre50 do que em oulra parle.
' Vende-se no armazem de James
Mullidas na ra da Cruz n. 2, oseguinte:
sellins inglezes elasticoseshOes para mon-
tana propria de senhora, caberadas de
couro branco e estribos de metal branco,
lanternas de dill'erentes modellos para
carro e cabriole!, eixos de patente para
carros, molas de folhas para ditos.
& PALITOS. >
Na ra do Oueimado loja de sobrado ama- ^^.
'}) rollo n. 29, vendem-se paliliis de merino (,'
prelo muilo superior, forrado de seda, pelo
preco do !>>0O0 r*.
."* ;'" .hu ,
0I8 ^o7t 3558 ,
100 de
3602
386* ,
*082 ,
*158,
i 858 ,
*926 ,
5*3* ,
5669,
36*2
5895 ,
4128,
4181 ,
4889 ,
5188 ,
5509,
58*5.
5727 ,
5919 ,
U55 ,
*210 ,
4899 ,
5515,
566,5 ,
100s
*0.s
1800 de............ 20J
2000 premios.
Acliam-se a vend, os bilhetes originaes
da lotera 20. para os reparos das niatri-
/.1, cujas rodas andar' a 5 .do corrente
setembro.
Em pr*5a presidida pelo Se. Dr. juiz do* leilos
da fazenda nacional do din 6 do corrente na sala das
audiencias as 10 hoia* da inanha lem de seren ar-
rematados os bens M'guinles pcnliorados por execu-
eoes da mesma fazenda contra si us devedores: um
silin de Ierras na Imbiribeira com 750 palmos de
leslada casa de laipa com 29 palmos de largo c 38 de
eomprldo porSOOSOtOrs., penlnrado a Pedro Gau-
i'iai o de Ralis e Silva; urna casi de laipa no lugar
do Snlgadinho em Olioda, com fe palmos le frente
e 30de fundo por 509000 rs., a JoSo Nepomuceuo
Ferreira de Mello ; a casa de sotrado de um audar e
siiIho n. 7 na ra do Padre Floriano com 26 palmos
de largo e 81) de fundo, cacimba, quintal murado cm
chao* de furo por3:OJ09000rs., ios herdeiros de Je-
soo de Jess Jardim ; urna casa lerrca sita na eslra-
li do Monlciro n. 1, com 30 palmosde frenlc e 120
de fundo feila de madeira e bario por 2509000 rs.,
a 1 berdeiro de Joaquina Fernandos Gama ; urna
parte do engeiiho SanlosTosme e Damiao. silo na
freguezia da A arzea por200lfl(K) rs., a Roque Anlu-
nesUrrea; urna caa terrea sil 3 na roa da Casa
Horte 11 '.J, feila de lijlo e cal por 729000 rs., a
Mara lraiicic* da Co.l. ; a renda animal da casa
terrcasila na B.'ca .le S. Pedro em Olinda por 219000
"':fr Mitdo Rosario; u.a ci.vallo de sella
decoTalasaobomaad.dor por 6O900O rs.: a Joflo
Lop^Guimarae.je "lensilios loTuTassougee cm
bome.tadop0r 89-IOO r,.. a ,elano M^, d0
Nasi.imenlo: quem pre ender os ben, declarados di-
,.,ja1e?o-l."girellora,n(liCi"la- Rire 2de*.iem-
d5?te-5to rheodoro -"'". ic!-
He muitosofier.
Roga-se a cmara municipal tesla cidade, que se
j'ompadera dos habilanles da pnvoaeao do Lorclo
miando os males que por falla de lscalisarSo cou-
1 nulamente soilrem sua pe-s -.alisados por nm grande numero de poicos oliosna*
ras daquella POV0.5S0, ossan lo-lhes os terrenos
o demolindo mesmo as casas altm de gerarera um 1
grande immundicic de hixosdeis, que causa las-
lima, alero dair pessoas grandes \ i-rem imperfeilas, e
quasialeijadasasciiana.. '
Antonio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Babia,re-
side na ra Nova n. 67, priracira andar, 011- $t
de pode -er procurado a qualquer hora [iara.o
9 exercicio de sua profissao. M
Si5:@S
Na ra do Trapiche n, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostram ricos de-
senhos.
_ Arrenda-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 61, eom lodos os seus utencihos, ou vendem-
se eslese garanle-se o arrcndamenlo por 150900(1 rs.
annuaes ; tambera se alugaopriroeiro andar da mes-
ma casa : lrala-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, pro'essor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensioar nesta pra-
ca a'mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhiraento de todas as pessoas que
se quizerem tttilisar de seu presumo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica aiiida acusta "os maioressacrificios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser nocentro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-je a'
livraria da praca da Independencia ns,
6 e 8.
LOTERA do theatko de sama-isaiih.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do corrente anne.
Aos 10:000^)00, 5:000.s000, 1 :00Ojj000.
O canlelista Salustiauo de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bilheles c caute-
la nao miIIi 1 m o descont de oilo por rento do im-
posto geral nos Ires primeiros grandes premios.
Ellcs eslao cxposlos i venda as loja* j condecidas
do respeilavel publico.
Bilheles II9OOO 10:0003000
Mcios .--.",00 5:0009000
Ouarlos 29S00 2:5003001
Oilavos 15500 1:2.509!HI0
Decimos 15300 1:0009000
Vigsimos 9700 5009000
Ainda prccisa-sc de um bom roziuheiro, c de
urna prela para semen de casa; nreferc-se cscravos:
na ra da Senzala Velha n. 60, esquina do becco do
Capim.
Champagne, a melhor que ha no
mercado, epor preco mais barato do que
em oulra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, cautas de 100 ede 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado A Pi-
nheiro, na ruado Vigario 11. 19, segundo
andar.
Aluga-sc o terceiro andar da casa
da ra do Vigario 11. 5, o primeiro da de
6 da ra do Amorim, um rancho e ter-
reno do Luca, na estrada nova, proprio
para oriacao de gado, e um sitio e casa de-
nominado do Cordeiro, em Sapt'Auna :
os pretendentes dirijam-se a ra do Viga-
ro, casa n. 7.
O abaixo assignado por se ler de relirar, pre-
vine a (odas as pessoas que (iverem debilos ou pc-
nhores em seu poder, que quanlo anle os venham
rescatar no praio de 8 dias, senao passar a vnde-
los para seu pagamento.
Domingut Jote Comes de Macedo.
Segunda-feira, 4 de setembro, depois da au-
diencia doSr. Dr. juiz de direilo do commercio, se-
rilo pnslas em arremalarao as dividas do ausente Jos
PIANOS.'
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feitio vertical, de jacarando,
es em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
res Collard 3 Collard, ra do Trapiche Nov
0.
DENTISTA FRANGE/..
Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga
do Rosario 11. 36, segundo andar, colloca den-
les com gcngivasarliliciacs, e dentadura com- ^
pela, ou parte della, com a presso do ar. O
Tambera lem para vender agua denlifricedo *
Dr. Picrre, e p para denles. Una larga do gj$
"osario n. 36 segundo andar. jg
Ji # 99
i. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
' es:ss O Dr. Sabino Olegario Ludgero Piulio mu-
I dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
'mundo novo) 11. 68 A. @
> fafeai
Aos 10:000$ 5:000.S e 1:000.s000.
Na praca da Independencia 11. i loja do Sr. For-
tnalo, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, ruado Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir c praca da Boa-Villa loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baptista, eslao i venda o bi-
lheles e cautelas da primeira parle da 19" loleria do
Ihealro de Santa Isabel, a qual corre no dia 20 de
selembro, cujos bilheles sao do caulelisla abaixo as-
signado-, o qual paga por inleiro o premio de 10:0009
5:0009 e 1:0009000. que sahirem era seus bilheles
inleiros e meios bilheles enjos vao pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilheles inleiros. 119000
Meios bilheles. 5-9500
Quarlos. 2t800
Oitavon. 1-9500
Decimos. 1931X1
Vigsimos. 700
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundico de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores-
ARADOS DE FERRO..
Na fundtcao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos i*-ferro de 'rior qualidade.
lECHAllISlO PARA ENGE-
110.
NA FNOICAO |DE FERRO Do ENGE-
NFEIRO DAVID \V. ROWNIAN N\
RA DO RRUM, PASSANDO O CIIA-
FAR1Z,
ha sempre um grande lorlimenlo dos seguinles oh-
jeclos de mechanismos proprios para engenh s, a sa-
ber : moendas e raeias moendas da mais moderna
construccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; roda*
dentadas para agua ou animar-, de loda* a* propor-
5oes ; crivos e boceas de TornaHia e registros de boei-
ro, aguilhGes,bronzes parafnsos e ravilhcs, nininli o
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDrCAO
se execnlam lodas as encommendas com a superiori-
dade j eoiihecida, e com a devida presteza e comrao-
d idade em pre5o.
Csemii as baratas.
Novo sorlimeulo de corles de casemira de cores
modernos padrcs, a 49800 cada um corle : na loja
de 4 portas na ra do Queimado n. 10, de M.J.
Leile.
SACCAS COM MII.HO.
Na ra do Vigario n. 33, em rasa de Joo Fernan-
dez Baptisla, vendcm-se saccas com milho a 29500.
SACCAS COM FARIMIA.
Vende-se na loja 11. 26 da ra da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
superior farinha da trra, por preco com-
modo.
TOAL.HAS
E GUARDAXAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Vendem-se toalhas de panno de linho e adamas-
cadas para rosto a 109000 a duzia, dilas lisas muilo
superiores a INKX), ditas grandes adamascada* para
mesa a 3900 rada urna, guardanapos adamascados
a 39600 a duzia: na ra do Crespo 11.6.
BRIM BRANCO E DE COR.
Vende-se brim (raneado de linho a 500 rs. a vara,
dilo escuro de quadros lambem de linho a 600 e 720
rs.: na ra do Crespo 11. 6.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., dilos brancos a
l92lH)rs., dilos com pelo a imilacao dos de papa a
IgOO rs.: na ra do Crespo loja u. 6.
Vende-se urna destilaran completa, qne diaria-
mente deslila urna pipa de agurdente, o alambique
he de cobre puro e mui bem construido ; bem como
o esqueula garapa, as cubas sao ludas de arrarello
vinhalico, obra bem feila e de duraran : lrala-se na
ruada Cadeia do Re i fe n. 3, primeiro andar.
Vende-se nina halanea. auloi Romao & C, de
6 e '., palmos de comprida, bem refqixada e em
bom estado com conchas e corrente*, propria para
armazem do assucar : na ra de Apollo o. 12.
Na ra da Cadeia do Recite n. 60, vendem-se os
seguinles viudos, os mais superiores que tem viudo a
esle mercado.
Porto.
Bucellas,
Xercz cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preso muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentcmente chozada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Rrum, passan-
do o cha Cari/. continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo ^je--com promptidao' :
embarcaat-oe "ou carregam-se em carro
sei clspeza ao comprador.
\ endem-se pennas de eroa : na ra da Cruz
n. 26, primeiro andar.
v CARIE DO SERTA.
vende-se muilo boa carne do serMo por menos
preeo da do Cear, em pceles de 4 arrobas: no ar-
mazem da porla larga ao p do arco da Cicei5ao,
defronte da eseadinha.
210 r...
Conlinua-se a vender a* melhores clilla* franeezas.
i
pelo diminuto pr50 de 240 ra. 0 royado.; na loja de
jpi...j.
9800.
Gregorio & Silveirt, ra da Queimado ii'.
Chapeos de sol de seda com muilo boa armarn.
sendo de 26, 28 e 30 pollegadas. que regulrmele
seu preso he de 7JS50O, mil qiicrende->e acabar eom
um rcslo. vende-se pelo barata preeu de 69600c*dit
nm ; na loja de Cregorio & Silveira, roa do Quei-
mado n. 7.
I29OOO rs.
Vendcm-se leque- de madrepernla para senhora,
o mais superior que pude haver nesta fazenda a 12>
rs. cada um, chale* de relroz le i ponas a I69OO
rada um ; na loja de Gregocio 4 Silveira, ra do
Queimado n. 7.
BURROS-
\ endem-se bons burro*: a tratar na ra do Quei-
mado u. 14.
Vendcm-se 10 escravos, iendo 4 molecoles
bons e oplimos par* lodo servico : na roa Oireila
n. 3.
I.INHA DEICARRITEL DE 200 JARDAST
Vendem-se era rasa de Foj llrolhers, roa da Ca-
deia do Recife n. 62, carrileisda mais superior linha
que lem viudo a esle mercado, cadacarntel tem 20
jardas.
Vende-se farinha de mandioca mui-
to boa : no armazem de Jos Joaquin
Pereira de Mello, defronte da alfandega.
ou a tratar no escriptorio de Novaes &
Companhia, rita do Trapiche 11. V.
4900 rs.
\ endem-se a dlnheiro 11 visla p*5a* de madapoln
largo, de boa qualidade, pelo barato preeo de 49000
cada urna peca : na loja de Gregorio & Silveira, roa
do Queimado 11. 7.
200 rs.
Vende-se nm resto de chita* larga escura*, pelo
preco de 200 r*. covado, arja despatillla venia- ,
deira a 29300 o covado ; na loja de Gregorio & Sil-
veira, ra do Queimado 11. 7.
Vende-se um rscravo de nai;5o, de meia ida-
de, he ganhador e Irabatha de rutada : na ra da
Palma, penltima casa do lado do puente, sem nu-
mero.
Vende-se nmanegra do naeao, idade 30airaos,
com duas crias, urna de 5 metes e oulra de 7 annos:
no paleo de S. Pedro, obrado da quina que volla
para a na de Moras.
Vendem-se terrenos em ptimo* lugares, no
bairro de S. Antonio e por preco commodo: a fal-
lar com M. Carneiro. ,
Vendem-se fazendas de todas as
qualidades por muito menos de seu
fueco primitivo, nicamente para
iquidaqao : na ra da Cadeia do
Recife, loja n. 50.
bar* lia*
^ AOS SENHORES DE ENGENHO. ,
'T^O arcano d;i invcncup' do Dr. Eduar-
VMP ^1 do Stolle em Berlin, empregado i.as cc-
Na ra da Cadeia do Recife h. 60, arma-
zem de Henrique Gibspn:
vendem-se relogios de ouro 'de sabonete, de palen-
- -nalezcs. da melhor qualidade c *
No antigO deposito da ra do Trapiche 7all,a m'mgrosa, c deN. S. do Boro Consclho : ven
-. c 1 -. 1 ',, dc-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da praca d
n. lo, lia mtnto superior potassa da Rus- iudepcndcneia. a 1.9000.
ia e americana, ecal virgem, chegada ha Vende-se espirito a 1*760 rs., a caada: 11
ftou
gem, ciiega
co, tudo por preco commodo.
D-M diuheiro a juros em pequenas qnanlias,
sobre penhores di ouro e prala : na ra Velha
u. 35.
Lava-se e engomma-se rom loda a pcrfe5flo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado u. 15.
9 O Dr. JoSo Honorio Bezerra de Menezes, ^
;' formado em nudicina pela faeiildade da Ba- @
hia, contina no exercicio de sua profissao, na ;
ra Nova 11. 19, segundo andar.
O abaixo assignado, berdeiro do finado Joflo
Firmino da Costa Barrada, declara que, cxislindo
ulna lellra perlencenlc ao mesmo Joo l-innmo. acei-
ta pelo major Fraucisco Antonio Pereira dos Santos,
ja fallecido, provcnienle da venda que Ihe fez do
Si 1 mlm Tenlugal. a qual lellra he da quanlia de
-.0009000, e se ada vencida desde 31 de julho de
IK35, e como ignore cm poder de quero ella exisla,
roga a qualqucr pessoa que souher un nl\cr,derlarc
por esle Diario, assegurando-Ihc o abaixo assignado
sua gratulan por um lal motivo.
Joav da /ocha ll'aiiderley lias.
Tbalhas e guardanapos de panno de linho
puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendcm-se loalhas de panno de linho, lisa*
c adamascadas para roslo, dilas adamascada* para
mesa, guardanapos adamascados, por piceos com-
modos.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro das loteras avisa, que
vendt nos
Gome* Moreira, constantes de Icllras na quanlia de acharrf-si' a' vend* nos lugares do COltll-
lltSB^Sl^^jLl\.^l'&^?'!^ ^e, o bilhetes da .lotera do theatro, que
COMPRAS.
Compra-se una poreflo de mcrgulhosdc parra-
ras de uvas muscaleis brancas, cmlcrmosde se plan-
lar ; quem as liver auniincic ou falle na praca do
Corpo Sanio n. 6, escriptorio.
Compra-se una canoa de carreira cm bom
estado c que nao seja muilo pequea : na ra da
Cadeia do lenle 11. 51.
VENDAS.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adnplado pelos
reverendissimos padrescapiichinhos de N. S. da Pe-
nha desla ridade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Lnnccicao, e da noliria histrica da me-
nina, sendo entregue o lauco pela maior ollera que
houver.
No dia 30 de agoslo passado, auseulou-se ou
foi scduzido. lalvez pelas 8 '_' horas da noilc, um
pardo acaboclado, de noirc Diamantino, com20an-
nns de idade, de estatura alia, roslo redondo, c al
enchado alguma consa por eslar coro dores de den-
les; levou camisa de chita prela, ceroula de algo-
daii/.inho H chapeo de couro, he lilho do serillo, c fui
ecrayo de Jeronv mo de Souza Marinho, e hoje de
Henrique remandes Lopes, de Baiva-Verde : roga-
se as autoridades policiaes, capilfles decempo e a ou-
lra qualquer pessoa o apprehcndam c levem-no .1 ra ..
do Queimado, loja n. 19, que seriio recompensados, sobrado n. 77, primeiro andar.
tem de correr no dia 20 de setembro
praca da Independencia, lejas 11. 4e 13 ;
na do Queimado, loja 11. 9 ; Livra-
mento, botica n. 22; ra da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta 11. 48 ; ra do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e ra do Collegio n. 15.
Necessita-sealogar urna prela que saiba ven-
der na rua, paga-se 1W000 rs., assim como um pre-
lo para Irabalhar em nm silio : na rua do Kingcl,
paleo do Paraizo 11. (4.
Domingos Alvcs Malheos lem para vender
muilo superior farinha lavada, em saccas de cinco
quarlas, por preco commodu ; para ver, 110 arma-
zem de Jos Joaipiim Fereira de Mello, uo caes da
alfandega.
LAA PABA VESTIDOS A 360 rs.
Na rua doLivramenlo, loja nova 11. 14, ende-se
Iflaziuhade bonitospadroes pira senhora e meninas
de escola a 360 o covado. veslidos de cambraia de
barra a -J?600 o corle, chitas de core* lixas a 160,
180 e a)0 rs.. mada|ioln muilo lino a .V-000 a peca,
chales de laa e seda, e ostra* multa* fazendas a troco
de haralo.
Vendcm-*e i bancos de I! a 16 palmos cada
um, proprios para cscad*s, aulas 011 ir......1 lado-: na
ruueslreila da Rosario n. 13.
Vende-se nina canoa de carreira em hora e-la-
do, por preeo commodo : no largo doiltemediosn.l.
Veode-K um relogio de ouro, patente suisso,
roberlo, e correle ; a Iratar na rua larga do Rosa-
rio, padaria n. 18.
Vendcm-se 40 oanlas sacras dealgodlo mui-
lo enenrpado c que foram de faiinha de higo : na
rua lar::.1 do Bosario 11. 18.
V'endcm-se '2 canoas, ambas em bom e.-lado,
sendo 1 de carga de 1,000 a 1,100 lijlos de alvo-
naris, oulra de carga de 500, com panciro e propria
para ennduccao de familia e'lrasle*; na rua do Uan-
gel 11. 54, deslilaco de Viclorino Francisco dos San-
ios, nos dias uleis, dasS da nianhfln as 5 da larde.
Vendem-se -2 casaes de caneos nascidos no paiz ;
na rua do Hospicio, luja de pialor n. 33, que achar
com quem Iralar.
Vende-se nma boa escrava, criouia, de > Ja li-
nos, coro algumas habilidades, a qual lem tuna lilha
de 10 metes, e muilo bom lcite. para criar; na rua
dos ijnai le- n. 24, segundo andar.
Superior folha de Flandies Charcoul.
Vende-se na rua doQoeimad n. 30, loja de fer-
rattens, superior folha de Ilandres Charcoul das as grossuras e lamanhos, por muilo razoavel
pre5o.
Vendem-se saccas cora firinha, por preeo com-
modo ; na rua da Cruz n. 31. primen o andar.
VELAS DE CEBA DE CARNAUBA.
Vendem-se vela de cera de carnauba de compo-
sieo. feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, c por mais commodo preeo qlle cm
nutra qualquer parle : da QM da Croan. 31, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 aeros da companhia de Beberi-
be a 5O3OOO rs. cada una ; na praca do Corpo San-
to n. 6, escriplorio.
le inglezes, da melhor qualidade c fabricados cm
Londres, por preco conunodo.
Na rua do VigarUf? 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llano!la para forro de sellins che-
gada recentemenle da America.
Vende-te cal cm podra chegada ltimamente
de Lisboa por preco commodo: na refinacSo da Sen-
zalla Nova 11. 4.
A Liberna do paleo do (lamn, quina da rua
de Horlas n._2, contina a ler venda todos os ce-
neros bon* e'baralos: mahteica ingleza a 400, 480,
560,720 e 800 rs., franceza a 560 e 600 rs.. loocinho
de Lisboa a 360, ehonrica- a 100 r*., alel a a 300
rs., bolachinhas iuglezas a 320, dilas a Napoleo a
100 rs.. dilas de. ararula do Bio a 560, passas muilo
boas a 360, rliii a 18600,2J000 e 2*240, rap a 1000
o lile, banha a 500 rs., larinha de MarauhSo a 140,
e-pe inarole a 800 rs.. carnauba de 6 e 0 320,
farinha de Irigo a 150, folha de louro a 100 rs.. cra-
vo da India aOOOrs1., caf a 180 em grao, ensofre a
70 rs., assucar mascavado a 70 rs. a libra, esleirs
do Araralv a 200 rs. urna, lalas com sarilinhaa de
Nautes a 600 e 800 rs., lijlos de limpar faca* a 140.
Braia em lalas a tOO rs., azcitoia* a 280, vinho da
Figueira a 180, de Lisboa a 100 e 360, azeilc doce a
600 rs., de earrapatoa360 a garrafa, arroz branco a
400 rs., (rijan molalinho e prelo a 400 r-., arroz de
casca a 160, milho a 200 rs. a cuia, ceblas a 1*280 o
cenlo. albos a 110 rs. o mol.o, queijos a 1*280 e
1^500. traques a 110 a caria, tambem'o bello doce
de caj seceo a 500 r.
SACCAS COM MILHO.
Vendme-se na loja n. 20 danta da Ca-
deia, esquina do becco Largo do Recife.
CAVALLO DE CARKO.
Vende-se nm cavallo caslanho, meslrc de cabrio-
lel, limito manso, e sem iieuhuiii achaque, por OOS
rs. : no Becife, rua da Senzala Velha, estribara de
Joaquim P. Peres.
Vende-se or arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe'sde coipieiros, com boa casa
de vi venda de pedra e cal ; (piem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. .">G.
Vende-se um piano forle por preeo mdico :
na rua Dircila 11. 32, primeiro andar.
VELAS 1)E CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 c 9
era da melhor qualidade que ha no mercado, fei-
las 110 Aracaly : na rua da Cadeia do Recife 11. 49,
primeiro andar.
CERA DE CAl'NALBA.
Vende-te cera de carnauba do Aracaly : na rua da
Cadeia do Rerifc o. 19, primeiro andar.
NO COKSLXTORIO IIIMII OS' H lili I
DO
.IR. P. A. LOBO HOSCOSO.
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de"
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Cola da Babia, de cpialidade esco-
lliida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Ahneida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Balii;! c.om bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
1 Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
Vcnde-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso Irmilos. ,
Vende-se urna batanea romana com lodos o*
sen- per lencos, em bom uso e de 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
Attencaa.
Vende-se a taberna sila 110 Paleo do Terco 11. 2,
com poneos fundos, ou mesmo s a armac: a (ta-
lar na rua Dircila n.76.
Vcnde-se milito em conta 1 marqueza, 6 ca-
deiras novas, e I cama de armadlo em meio uso,tudo
de ainarello : na rua da .Cadeia de Sanio Antonio
11.20.
No armazem de Vicente Ferreira da Cosa &
C. na rua da Madre de Dos, vendem-se bala-
las novas a 500 rs. o gigo, c ceblas a 500 rs. o
cenlo.
g, POTASSA BRASILE1RA. $
Vende-se superior potassa, fa- M
bricada no Rio de Janeiro, che- /
gada recentemente, recommen- *
da-se aos senbores de engenho os 2
seus bons elfeitos ja' experimen- 3
tados : na rua da Cruz 11. 20, ar- W
mazem de L. Leconte Feron & (9
Companhia.
A.
Vendcm-se as seguinles obras de homeopalhia eui
francez :
Manual .lo Dr. Jahr, 4 volumes I63OOO
Itapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I63OOO
llarlhman, ralada complelo das molestias
dos meninos, 1 volume lii-mni
A. Teste, malcra medica hom. 8J000
De lavle, doulrina medica bom. 790QQ
Clnica de Slaoucli 69000
Carlina;, verdsdo da homeopalhia 45000
Jahr, tratado complelo das molestias ner-
vosas 69000
Diccionario de Nyslen 10JO00
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lauto cm grume, comocm vellas, cm mi-
sas, coro muilo bom sorlimeulo e de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Cralidao, assim
como bolachinhas em lalas de S libras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
fp Deposito de vinho de cham-
t pague Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
r se a 36.S'000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comtc Feln & Companhia. N. B.
As caixas sito marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Coherlores escuros muilo grandes e encorpados, 4 cavalloa, coco, passadeiras de ferro eslanhado
dilos branco* compeli, muilo grandes, imitando o* 1 para casa de purgar, por menos pre^o que o de eo-
de lila, a llOO : na roa do Crespo, loja da esquina I bre, esto ven* para navios, ferro da Sueeia, e fo-
que volla para a cadeia. 11 has de (landres ; Indo por barato preco. *
Vendem-se relogios d e ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito da fabrica de Todui 01 Santo* na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquella fabrica,
muitoproprinparasarcosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia. na prara do Corpo Sanion. II, o seguinle:
vinho de Marselleem caixas de 3 a 6 dozias, Iinhas
em novellus ecarreleis, breo em barricas muilo
grandes, ac de milao sorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senaala nova n. 42.
Neste estabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de taro batido
e coado, de todos os tama ubos, para
disp-
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
ticas para piano, violao e flauta, como
tcjam.quadrilha, valas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modemissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Acaswtao E.aria IUs,
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de fc-To coado e balido, tanlo ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc.. ditas para a miar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos osmais modernos,
machina horisontal para vapor rom forca de
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha de mandioca muito nova ede
superior qualidade, a bordo do brigue Damao: a
Iralar com Manoel Alves Guerra Jnior, ua na do
Trapiche n. 14.
ATTENQAO,
Vende-e no aterro da Boa Vista n.72,
loja de miudezas. meia* paia meninos e meninas a
160 rs". o par, dilas para senhora* a 240 r., ditas
brancas e eruas para hemem a 120 rs., bolC.es para
calca, urna groza por 160 r*.; dito* de marca a 100
rs.; lilas de linho, urna peca 40 rs.; grampasa40 rs.
o maro ; tilas de lodas s qualidades a 80, 120, 160,
200 e 210 rs. a vara, sorteadas finas ; tranes* para
enfeilar vestidos a 30 rs. a peca ; penles de atar ca-
bello finos, a 640 r*.; oulros a 200 i*.; linha de car-
rilel de cor e branca, a 20 rs. o carrilel; prego* trau-
co/ es a 320 rs.; couro de lustran hezerro francez pe-
lo barato : lambem se vende floja com um grande
abalimenlo, muilo propria para qualquer princi-
pame : a Iralar na mesma.
Cassas franeezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas franceza* de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidde :
vendem Antonio de Almeida Gomes i
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um exeeUente ^arrinho de 4 roda,
mui hera consiruido.eem bom Alado ; est expostu
na roa do A raao, casa do Sr. Nrpme n. 6. ende po-
dem os pretendentes examina-lijc Iralar. do ajuste
ron a sano enhor cimaj^nfna rua da "ruz 00
Ilceile n. 27. armazem.
QUEIJOSEPBESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem 11. 62. de
Anlonio Fraucisco Marlins, ao vende o* mais supe-
riores queijos londrinos, presunto* para fiambre, l-
timamente chegado* na barca ingleza l'alpa-
raito.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8e 10.
Padaria.
Vende-se orea padaria muilo atreguexada: a Iratar '
com Tasso & Irmas*.
Devoto Chtistao-
Sahio a loz a 2.a edicto do livrinho denoniinido
Devoto Chrislilo.mais correcto e arrescenlado: vende-
semnicamente na livraria n. 6*8 da pra^a di In-
dependencia a 640 rs. cada exeraplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede core; de um s panno, mullo grandes e
de bom goslo : vendem-se na roa do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCBAVOS FGIDOS.
Dcsappareceu no dia 23 de iiilhu passado deber-
do do bngue Santa Barbara\cncedora, o- prelo
marinheiro de nomc Luiz, o qual representa ler 30
annos de idade, cor fula, baixo, nariz chalo, lem
algumas marcas de herhigas, pouca barba e lie na-
tural das Alagoas: roga-se porlanto as autorida-
des policiaes e capitaes de campo a sua appreheno,
c leva-lo a rua da Cruz do Recife n. 3 escriptorio de
Amorim Irmas* que se gratificar com 1009000.
I)esap|iareceu no dia 18 do crrenle o prelo
Joao, de naeao Congo, ou Guicama, representa 40an-
uos, estatura ordinaria, reforrado do corpo, rosto
chcio, com falla de um denle de cima, he calafate e
perlcnce ao casal do fallecido Norberto Joaquim Josu
tiuedes. Pede-se as auloridade* policiaes e capilfles
de campea sua^captura, e manda-leentregar a vlovs*
D. Auna Joaquina de Jess QueirozGuedes. na rua
do Appolo n. 2,uc serio recompensados: esle prelo
est matriculado na capitana do porto.
Na noite do dia de 28 de agosto desappareeeu
um negro, crioulo, por nome Malhcus, idade de 35
auno*, pouco mais ou menos, lomado do estopor
que Ihe empelle a falla, de estatura mediana, coi- fu-
la, cabellus sollo*, pooca barba, e lem no beieo in-
ferior tima cicatriz cerno de lalho; levou lea de
ciscado do algodao azul, camisa de madapolao, cha-
peo dn palha e baca encarnad,1. tudo novo : quem
o pegar, sendo no mallo, leve-o a seu senhor. Ma-
iiojj*rancisco de ouza LeSo, no engenho Tapugi, e
insta prajat/o Sr. Joao Pinto de l.emos Jnior, que
ser racommisado.
FTtgisMio dia 28 de agoslo, o prelo Anlonio
l.urt crilo, idade de 40 annos, alio, cabello* Ja piu-
lando a branco, barba raspada, falla grosso e lem
cm urna das monhecas um lobinho peqsens, levou
chapeo de palha dos que oso os jangadeiros e calea
e carniza de algodao da Baha, quem o pesar leve'a
Passagem da Magdalena : em can de DelQno (ion-
ralves Pereira Lima, que ser recompensad*,
100SOOO de gralilicario.
A quem aprcsenlar o moleque Alfonso, de nacao
Cainundongo, idade 20 e tanlo* annos, bstanle sec-
eo do corpo. feices miudas, atlura regular, com
duas marcas de (cridas no meio dacosta* ; desap-
Eareceu de casa em 17 do* correle agoslo, pela* 7
oras da larde, c como nao leve motivo* pira fugir,
e leve sempre boa conducta, suppoe-*e que fosse Cur-
iado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
amino grosso e chapeo de palha com tila prela larga:
quemo Irouxer rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gratificarn cima.
Ainda continua eslar fgido o prelo que, m 11
de selembro prximo passado, foi do Mouleiro a um
mandado no engenho Serenle, aruinpanhando urnas
vaccas de mando lo Sr. Jos Bernardino l'ereira de
Brilo, que o aluguu para o mesmo fim; o cscravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso c meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna dreila, ror prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, lem o lerceiro dedo
da mao ilireit* eneolliido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou vestida caira azul de zuarle, camisa de algodo .
lizo americano, porcm levou outras roupa* mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e usa
y
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sempre de corma ua cinta': quem o pegar leve-o na
rua do Vinario n. 27 a seu senhor Romao Anlonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelourinbo arma-
zem de assucar n. 5 e 7 de Romao & C, que Jera re-
compensado.
Dcsappareceu no dia I. de agodoo prelo Rai-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco *,s
ou meuos, natural do Ico, conliecido alli por Ba>-
niiindo do Paula, muilo couvivenle, locador de llau-
lira, cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, boicot grotsos, estatura regular, dia nabcr ler ,
e essrever, lem sido encontrado por vete* por detraz
da rua do Caldcireiio, juntamente com urna preta
sua concubina, que lera o appellnlo de Maria cinco
rei* ; porlanto rosa-se as autoridades puliciaes, ca-
pilaes ile campo e mai* pesoas do povo, que o ap-
preheudam e levem i rua Direila n. 76, que serio
generosamente gratificado*.
PEK.V : TYP. DE M. F. l)E FARIA: 18.>4.
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