Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01354


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Full Text
P
ANUO XXX. N. 201.
I
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
aum
SABBADO 2 DE SETEMBRO DE 1854.
1
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
"'<-J*9W-MP"r,\
na*
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRECADOS DA Sl'RSCRIPCAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Fariii; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pareara Manins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Paralaba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio P-sreira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemas Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 m. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a i 1/2 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
n da companhia de seguros ao par.
Dsconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6J-00 velhas. 165000
de 63M00 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata.Pataces brasileiros..... 19910
Pesos columnarios..... 19940
a mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das lela.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goanna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda; tercas e sextas-feiras as 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meo dia.
EPIIEMERIDES.
Setembro 6 Luacheias 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
o \ J4 Quarto minguante as 4 horas", .22
minutse 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescente i 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
Segunda. S. Agostinho b. doutor da igreja.
Terca. Dcgolaso de S. Joo Baptista. I
28
29
30 Quarta. S. Rosa de Lima v. americana.
31 Quint. S. Raymundo Nonato card. S. Ciridio
1 Soxta. S. Egidio ab- ; Ss. Gedeao e Josu.
2 Sabbado. S. Estevao rei da Hungra.
3 Domingo. 13. N. S. da l'enha ; S. Eufemia
v. ; S. Aristheo b. m. ; S. Aigulfo a nib;.
1
r-.
t
f

Prevenimos aos Sr. assij--liantes que i Pla presidencia em ofiiciosde30 e 31 do citado
U IV i '_ mez. Emeonseqocncia,determina o mesmo coronel
recebem OS Danos pelo CO.ie.O, que commandanle das armas, queoSr. major Barros em
quandO encontrarem falta,- evaminem o'quanto nao segu para a corle qae addiilo ao sc-
ii limero de folltas cora os sellos, (|ue Heces-
Eqndo balalhao Jos Cezur de Mello Snmpaio, que por ordem do
governo serve na qualidade de addidn na compa-
nhia fu de cavallaria desla guarnido passe a
commanda-la inteiramentc.
A --i i ii a iiii.Manat Unis Tarares.
Conforme.Candan Leal Ferreira, ajudante de
sanamente deve coirbinar na ra/o de 10
n. por folha ; e bom sera' que nao es-
tando conforme tomem tetemunlias, e
nos remettam sua queixa para e\po-la ao
publico, e ver se fazemos recahir a falta i ordens, encarregailo dodetalhe
sobre quem aoccasionou, por <|uantoa re- PTTPPIflP
messa lie feita com a maior exactidao de IiAl Llll/l.
nossa parte, assimeomo do correio desta
cidade. *" < ,
PARTE OfFICUL.
OO'TERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO DIA 28 DE AGOSTO.
Ofllcio. Ao commandanle superoi da guarda
nacional dpsle municipio. Ero. solueilo ao oflicio
que Vmc. me dirigi em 2. do crrenle sob n. 260,
lenho a declarar que em quanlo se nao organisam
o corpo* da guarda nacioual de reserva desle mu-
nicipio, Smc. chame para#> servido das rondas noc-
turnas os que forern necessarios distriauindo-os na
forma que o ehefe de polica houver Je indicar.
Comnianicnu-se a esle.
31
Offlcio.Aocommaudanledas armis, dizeodnqne,
pelo aviso que remelle por copia, expelido pela re-
partido di guerra-em 8 do correte, ficar S. S.
inteiraijp di> queTe. mnndou addir a um dos corpos
da guarnirao di corle o alferes do 9.' hal.illio de
infanlaria, Theotonio Joaquim de Almeida Fortuna.
Dito. Ao mesmo, inleirando-o de haver desig-
nado odia 'I de setembro prximo vinJouro para a
rcuniae da juuta dejustica, c recommendando que
mande avisar tresolliciaes superiores para servirem
de voeacs na mesma junta, os quaes devero com-
parecer no palacio da presidencia as 10 horas do in-
dicado dia. Fizeram-se a respeito as necessarias
communicace<.
Dito.Ao mesmu, transmillindo por copia o avi-
so da repartirao da guerra de 11 do correnlc, do
quil consta que se mandou vir ,rom guia de passa-
gero, |iara um doscorpos em guarnido nesla provin-
ciano soldado do 8. lulalhao de infanlaria, Arisli-
des Balthasar da Silveira.
Hilo. Ao mesuio, declarando que acaba dcau
lorisir o inspector da thesouraria de fazenda a man-
dar pai:ar a quanlia de 57SS50, que, segundo os do-
cumentos que acompanharam ao citado ollicio. foi
dispendida pelo alferes Antonio Marques de Souza,
quaudo destocado na comarca do Orejo.
Dilo. Ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
transmillindo para serein pagas, oslando nos lermos
legues, a* conlas em duplcala que foram remedidas
pelu presidente do conscliio aiiminislralivo cun of-
flcio de hontem, relativas ios medicamentos e man
objcctos,que pelo mesmo con seibo furamrompratlos a
Joto Souui, l-'rauoa Marlins da Silva, Krajn|sco Antonio Corrcia (lardo-
so, e Antonio Ferreira da Costa lirada com deslino
ao presidio de Femando. Communieon-se ao cou-
elho administrativo.
Dilo. Ao mesmo, remetiendo para os ennveni-
cnles exames, copia da acta do consellio administra-
tivo para foruecimenlo do arsenal de guerra de 23
do correle.
Dilo.Ao mesmo, pira mandar abrir nessa Ihc-
souraria, a visla da ola que remelle, o asscnla-
meulo de orara ao tambor Jos Pereira Barbosa,
que se conlralou para servir no balalhao de arlilha-
ria da guarda nacional desle municipio, providen-
ciando ao mesmo lempo para que seja elle pago
dos teas venciraenlos. C)mmuuicou->e ao com-
mandanle superior.
Dito.Ao chefe de polica, dizendo, em resposla
ao seu ollicio de hontem, n. 691, que mandou addir
ao corpo de (Milicia o soldado Daniiao Andr das Re-
yes, afim de ser all tratado.
Dito.Ao commandaule do corpo de polica, de-
clarando que, depois de ajusfar as conlas dos solda-
dos, de que traa a primeira parle do seu oflcio de
26 do coreante, o. 375, fule Smc. dimilli-los do
servico do corpo sob seu comniaudo, mandando
para oexercito os que se adiarem no casa de assen-
tar praca : v. que quanlo n segunda parle do su-
pradilo ollicio, approva o procedimenlo por Smc.
lido acerca delles.
Dilo.A' administracilo do patrimonio dos or-
phaos, cem Humeando que nesla dala mandara ad-
mittir no collegio de orplilos, como educandos, os
menores Delinque e Jos, e-le filho tic Francisco
Xavier Cavatcanli Uchoa, e aquello de Manuel Xa-
vier de S Leilo, ja falecidos.Commiinicou-se ao
direeto do Diferido collegio-
Kelacflo dos criminosos raplurados |>elo deslaca-
menlo volinto- al 2t do mesmo mez e auno.
lenle da guarda nacional, l.uiz Malbcos dos
Santos, pres<> no cngeiibo Almecica, per crime de
niorle, feila eni Joan de tal no mesmo lugar.
Joaquim Francisco, irteni em dous bracos por cri-
me de mor feilo uo mesmo lugal em Manoel Fran-
cisco.
Amaro (jomes dos Santos, idem, no engculio
Conselho, pelo mesmo crime feilo no mesmo lugar
na peesoa do Demingos de tal.
Leocadio Jos de Oliveira. idem no engenho Ca
morimsinlio. pelo mesmo crime, feilo em Manoel
Simplicio, ferreiro, no lugar Pimenleira, lermo do
Bonito.
Joaquim Bezerra, preso no engenho Viracao, pe-
lo mesmo crime, feito na ra da Villa de Agua Fre-
a, em umsertanejo em pleno dia. esle malvado he
conhecido por ladrao e assa-iim. a quein aecusam
por sospeila de ler mais niorles.
Malhias Jos de linio, pieso junto a V'zua prela
Barra da Jamaupclocrimc de leulalivade morle, no
engenho Btirarema, eespancamenlo feilo na villa de
Agua Treta, he cimbado e amigo de Joaquim Be-
zerra.
FelivBanc'.eira de Mello, preso em Kio Formoso
pelo cffle* M morle, feilo no lugar Canso, na pes-
soa le Joao Paz.
- Quarlel do commando do deslacamenlo volante,
na Cidade do Rio Formoso, -Jti de agosto le IR">.
Manoel da Cunha H'andtrleij /./., capilao.
--------'-tUBIIl.-
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaaurtal do iranailo da* armas de Pemam-
baca na eldade do Recito, em 1 da setembro
da 1864.
ORDEM DO Di A N. 137.
O coronel commandanle das armas interino, faz
publico para inteligencia eueilo : primeiro, que S. M. imperador houve por
lium, por decreto de 15 de jullio ullitno, promover
para major do I" rgimen hule cavallaria ligciraoSr.
capiulo cotnii unante da companhia fu arma desta provincia SebasliAo Aulonic do Uc^o
Barros ; para capilflo tiesta companhia, o Sr. l-
enle do referido reditenlo Leopoldo Augusto Fer-
reira; para lenle, O Sr. alteres Jos Joaquim
Coelli" Jnior e para alferes, o secundo sargenlo
Jos Victorino CetaT, pertenrendo segundo a deslri-
I ui'.e' feita em aviso do ministerio dos negocios ta
'.'tierra de 31 do mesmo mez, o leiienlc a compa-
nhia dera valla -a da guan rao da Bahia. e o alferes
a ilcsta provincia ; segundo, que por aviso to dilo
ministerio d.ia lo de 8 de agosto prximo lindo, se
mandou addir ii um dos corpos ta cuarniro da cor-
l o Sr. ilfere- lo nono batalhiio de infanlaria The-
olonio Joaquim de Almeida I orino i, o que ludo
conslou de com nunicaces felas esle commando
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
PARS.
20 dejulho.
Creio que em minha ultima carta lite disse que o
principe tiorls cliakofl nao se deve confundir este
com o primo,, que commanda oexercito do Danubio
a leni o mesmo nomo e o mesmo titulo J havia che-
gado a Vienna nos primeiros dia dejulho com a
resposla to imperador Nicolao ollima nota austr-
aca. Souhc-se logo que esta resposla n,1o satisfazla
a Austria c ainda menos as potencias occidentaes;
porcm o lexlo nao he ainda coiihccido.
As gazetas, que lem a prelcncAo de saber todo,
publicaran! a esle respeito versos mais ou menos
exactas; mas pens qnc aquella que mais se aproxi-
ma da ver.lade, he a analyse, que de Soutelle
Gazelle re Prtute. Eis-aqui segundo essa gazeta,
qual seria a resposla do czar:
l.A Rosssiaaceila a protecrao camrdumdos chris-
l.eis tal qual as qualro potencias a delerminaram nos
protocolos da conferencia de Vienna.
2." Ella evacuara o territorio oltomano, se as po-
tencia occidentaes igualmente sahirem delle, e se a
Austria nclle nao entrar.
3. Conserva a linba do Serelh por motivos eslra-
legiros.
i. Fiualmenle a Russiaesla prompla a enlrar em
ncgocia(cs sobre as condi(5es do rcslabelecimenlo
da paz com lano que Ihe garanlam qoc nada sera
emprehendido conlra ella durante o curso d?saas
ncuociaces.
Note Vmc. que a S'ourelle Cnzette de Prutte, da
qual exlraio esle resumo, he completaraenle dedi-
cada Russia, e foram ccrlamenlc os agentes mos-
covitas que a iniciaran] nos secredos da resposla do
czar. Assid, poslo que nada avance que na realida-
de nao se encontr no documeutu, parece cerlo que
ella ileivou em silencio cerlos pontos, que aggra-
vamas diltirulilades. Aflirma-se, por excmplo, que
o primeiro paragrapho, pelo qual a, Russia adlicre
ao proleclorado commum doschrisiaos do Oriente,
he acompanliailo de urna reserva, que Ihe dcslroc
lodo o elTcilo, iinrqiianlo o czar prcteude conservar
para si um dircilo especial de prolecco a respeito
dos gregos orlhodoxos nos termos dos anligos trata-
dos. Isto imporlaria que em lugar do cxpcrlmcn-
lar um re\e. a Russia liraria um bcuclicio das no
vas ncgociacoes.
He desnveeisario nrcrcsceular que o lodo da res-
posla, como esl resumida na .\ouielle Cazelle
Prutte, n,1o satisfaz absolutamente as vislas d^as po-
tencias occidentaes; mas para a Russia a qticstao
nao be barmonisar-se com a Franca c a Inglaterra,
directamente oppostas i sous planos, porem sem
prolongar as incertezas da Allcmanha, abalar a A us-
ina, presles a enlrar cm campo c formar pretextos
Ncste motlenlo os almirantes Napier e Parseval
Desclicnes e-l,lo com trnta magnificas naos de li-
nba no interior do golfo de Finlandia, quasi diante
de Cronstadl, do qual se aproximaram um motlen-
le, de modo que vissem perfeilamenle as forlifica-
res e dislinguissem a esqoadra russa,quc eslijanco-
rada no interior do. porto.
O calculo dos almirantes, que parece ler sido
malogrado, era fazer que o inimigo por meio desta
provocarlo aceilasse o combate ; porem os Russos
sao solfre'tlores c pouco accessiveis s excitacoes do
amor proprio ; nunca se balcm sen.lo quando sao
tres contra nm.
A esquadra do czar nao sahio, poto, ran quiz ir
ao encontr da grande coca, que nossos marinheiros
Ihedestinavam. Porm o reconhecimento que Sir
Charles Napier acaba de fazer das aproximaces de
a
latan foi vencida, e seus inimigos sao ossenhoreslram. De um liomem de genio precisa esse desgra-
Prussia, que s pretende illudir os empenhos que
coutrahio por sua convenco com a corle de Vi-
enna.
A diplomacia moscovita conseguio seu fim al cer-
lo poni. A corle de Bcrlim tentn em Vienna ne-
vos esforcos, que nao deixaram de ler successo por
isso que o exercito austraco nao entrn na \ alarida
no principio mez, como se esperava. Isto nao quer
dizer que o rei da Prussia se declare salisfeito com
a resposla do czar, mas elle prelende, que esla res-
posta pode servir tic poni de partida novas uego-
ciacoes. e para fazer aceitar esta idea, elle acaba de
mandar a Vienna o coronel ManleulTel.
Tcnlio para mim que a Austria esl convencida
que, rom um homem l.lo pertinaz como o impera-
dor Nicolao, nao ha oolra soluc.'n se nao a guerra
para a qual ella esl perfeilamente decidida. Porem
ella quer lano quanlo for possivel ler a Prussia com
sigo, e creio que lem consentido lenlar um novo es-
forro. Pelas nolicas que correm os dous governos
allemaes couvidam as potencias occidentaes a decla-
rar as contlicoes, nasqoaes esiao disposlas a fazer
paz, e he depois de leroblido explicaces calhegori-
cas a ele respeito, que ellas se dirigriam pela ulti-
ma, vez ao imperador da Russia, aprcsenlando seu
ultimtum.
Toda esla obra diplomtica ainda esl cubera de
nuveus, porm a verso, que dou, be a que corre
enlre as pessoas mais acreditadas. Devo accrescen-
lar que uinguem ronla, que as novas demoras sus-
citadas pelo roacbiavelismo prussiano, tenham por
fim chegar a urna saltican pacifica. Todoseslocon-
vencidos de que, por mais tentativas que se facam, o
czar nao recnar e que menos o farao a Franca e a
Inglaterra.
Entretanto as operares militares conlinuam no
norte c no meio dia com certa morosidad?, que as
difliculdades da empreza explicam, mas com urna
pertinacia igual a dos Russos e com successo ao me-
nos no meio tlia.
Os exercilnsalliadoscsiao ainda em Varna e nao
obstante Indo quanlo dizem em conrtario os despa-
chos Iclegruphicos, parece que elles nao lem dado
um passo para dianle. Mas o exerrilo lurco, depois
que o cerco de Silislria fui levantado, se lem con-
centrado as margens do Danubio, que elle alra-
vessou as proximidades de Roulscbouck, e deu no
dia 7 desle mez um brilbanle cmbale urna forte
diviso russa, que fui expellida de Gioergevo. Ava-
lia-se a perda dos Russos em 1,700 liomens morios
c a dos Turcos cm ,r>00 ou 600 liomens.
O combale durou duus dias e dez horas e mcia
no segundo dia. No dizer dos olliciaes europeus,
que servem no exordio do sultn, he impossivel
moslrar-se mais valenta e firmeza inabalavel do
que os soldados hircos. Omer Pacha, 'que nao a
sislia ao combale de liiurgcvo, fez immedialameiile
um grande corpo de tropas para passaro Danubio, e
pelas ultimas nolicias.bavia na niargem esquertla do
rio 80,000 Turcos, cm eslado de resislirem a lodos
os#' ataques do principe liorlschaknll.
Disse mais cima que o exercilo anglo-franrez es-
lava em Varna, dchaixo do commando de lord Ra-
gln e do manchal Saint-Armad. Eis aqu a cau-
sa dessa inacclo.
Pelo (raalo que a Austria concluio com a Porla
Ollomana, um exercilo auslriaroilcvc oceupar a Va.
lacbia e em caso ie uecessidade expedir dalli os
iissos. Esperava-se cm Varna que esla conveiieno
fosse cxecuiada de um mumeiilo para oulro, e como
os Auslracus auxiliados pelos Turcos sejain muilo
suicienlcscontra oexercito do 'jeneral Gortidw-
koll', prepaia\a-se para vibrar um grande golpe nti
Russii, dirigindo conlra Sebastopol um ataque por
Ierra ou por mar.
Creio ser esle o plano tos alijados da Turquia, o
islo explica a conduela dos generaes, que conservam
suas tropas com as armas no braco, prenla leguas
distante to llicalro da guerra.
No Raltiro a accao he muilo mais lenla, porque
lem de se combaler all um inimigo inexpiignavel.
lis na,ios riis.o- naodeixam os dous porlos de Hel-
tigfors e de Cronstadl, onde se abrigam por detraz
das miirnlhas de granito.
Cronstadl, nao ser intil. Com pequeos barcos
vapor sondou-seal duas ou Ires millias distante da
praca, para verificar-so, se, como se havia apregoa-
do, liobam-se disposlo noarbinas iiifcrnaes sub-ma-
rinas para fazerem sallar as esquadras adiadas, por
meio de um fio elctrico.
Nada se enconlrou, nao obslanlc o mais cuidadoso
emprego da sonda ; mas se o mar nao oceulta tima
diada homicida, os forles. que defendem Cronstadl e
os 600 o.itilines.que os ciriram.loi nam o successo de
um ataque seno impossivel, ao menos dificilimo.
Por islo parece cerlo que Napier se retirar e pro-
curar desfecbar algum golpe em oulra parle.
As esquadras do Bltico podem por s sti pouca
cousa conlra as pracas forles, como Cronstadl e
Uelsingrors; por esla razao a principal vanlagcm,
que se lira dabi, he fechar o mar aos Russos e in-
quieta-los constanlemenle em suas praias. Mas se
conseguir-se reunir-se s toreas do mar torcas de
Ierra, as maiores empreza* pdem ser tentadas, e a
propria capital do czar nao esl ao abrigo de nossos
tiros. Se a guerra durar, deve-se recorrer a esse
meio, e como a Suecia parece disposla a reunir-se
Franca e Inglaterra, leriamos all um excediente
contingente de tropas, que junlas a 100,000 anglo-
francezes, poderia indar um golpe mortal ao poder
russo ; porm, s na prxima campanba se poderao
realisar semelhantes planos. Entretanto vai-se ten-
tar a aceflo das tropas de Ierra cm urna pequea es-
calla.
Os dous governos decidirn] que urna divisao fran-
ceza de 10 a 12,000 liomens fosse enviada ao Blti-
co. Como era conveniente que essa expedirlo tivesse
lugar inmediatamente e em urna s viagem, nosso
governo enlendeu-sc com o governo inglez, para
que cerlo numero de navios britnicos viesse jun-
lar-se nossa esqoadra, afim de operar de urna s
vez o transporte das tropas. Com efleito, a 1* desle
mez, urna bella esquadra ingTza, sob o commando
do comiuodoro (rei, veio ancorar uo porto de Cal-
lis. O imperador linha ido aquella cidade para vi-
sitar a esquadra maleza, onde Ihe fizeram a mais
cnthusiastica recepcao. Antes de vollar para Paris,
.Vaplelo III passou revista i divisa expediciona-
ria, commandada pelo general IsjMbuay d'IIilliers
c ,dirigio aos soldados as seguiuies palavras, que
produziram um efleito indizivcl A
Soldados'. Tendo-nos a Itu.sia obrigado guer-
ra, a Fratic;.] annou 500,000 de seus filho*. A Ingla-
terra pz em p de guerra forjas cansideraveis. Iloje
as nossas esquadras o os nossos exercitos unidos pela
mesma causa, vAo dominar no Billioo, como j do-
minan) no Mar-Negro. Escolhi-vos pan serdesos
primeiros a levar as nossas aguias a essas regioes
o norte. Seris conduzidos em navios ioglezes,
faci nico na historia, o qual prova a intima allian-
ra de dous grandes povos, e a firme resol u cao em
que eslao os dous gorernos de se nao negarvm a sa-
crificio algum para defenderem o dircilo do mais
fraco, a liberdade da Europa a honra nacional !
ce Ide, mcus filhos! A Earopa ltenla faz publi-
ca oa secretamente voto* pelo vosso triumpho. A
palria orgulhosa com urna lula, na qoal ella ameica
smenle ao iggressor, acompanha-vos com seus ar-
dentes vol* ; e eu, a quem os deveres imperiacs re-
lem ainda longe dos acoiitecimenlos, lerei os olbos
sobre vos, e tornaudo-vos a ver brevemente, pode-
rei dizer : Eramos dignos filhos dos vencedores de
Evlau, tle Fricdland e de Moscona. Ide Dos vos
proteja.
Esle discurso moslra evidentemente que a expe-
dirlo sera seguida de outras muilas, e que talvcz o
proprio imperador se pouba i frente do exercito
frailee/ do norte. Mas por agora 10,000 liomens sao
suflicienles para o fim que se prope.
Segundo as noticias que circulara, lra(a-se smen-
le de concorrer para o ataque da principal das ilhas
Aland, simadas na entrada dos dous golfos de Bo-
lliinia c de Finlandia. A!li ha urna praca muilo for-
tificada chamada Bomarsund, e cuja posse daria s
esquadras adiadas um excedente ancoradouro. Nao
se duvida que o esbirro combinado das esquadras e
tas (ropas de desembarque consiga vencer a resis-
tencia dos Russos. Logo que Bomarsuud, esliver em
nosso poder, parece cerlo que a divisSo francaza
passe all o invern.
Esla divisao nao tardar chegar ao seu destino ; a
operario do embarque est terminada, c o comboy
anslo-franccz acaba de fazer-sc vela.
Apenas o imperador vollou Paris, pz-sc logo a
caminbo para Biawilz, lindo porlo de mar na raiz
dos Pyreneos, onde a imperalriz muito doenle deve
lomar baiibostlo mar.
A Austria prcpara-se para a guerra nao sti por
meio de levas como por medidas, que devem resta-
belecer suas finanzas e forueccr-lhc dnheiro, de
que ella precisa. Um decreto do imperador Fran-
cisco Jos acaba de abrir um cmpreslimo voluntario,
cujo mnimo esl fixado em :l.V) milhes de Dorios
e o mximo em 500 milhes.
Esle empreslimo lem por fim fazer desapparecer o
papel nineiln, que he a chana das finanras austracas,
furueceiiilo-lbe ao mesmo lempo recursos para as
despezas da guerra. Elle foi bem recebdo pelo pu-
blico e as suliscripcoes elevam-se j a nma cifra
consideravel.
A osurreico da llespanha loma proporres as-
susladoras, e lem-se desde j como cerlo, que a au-
loridade da rainba ha de receber urna completa der-
rota. 11 arcellona, S-iragoca c as provincias bascas
fizeram seus pronunciamiento*. Madrid I'icoh tran-
quilla al odia .t, mas um despacho tclegraphico
iliz que a capital se rcvollou e que de totlas as partes
se levantara barricadas. Parece que Espartero se
pz frente do movimento de Saragoca, c como seu
nome he muilo popular na llespanha, he provavel
que o partido proarcssisla venha a zanhar com a re-
voluto, poslo que ella fosse provocada pelos mode-
rados, dos quaes 0 general O'Doniiel be um dos
chefas.
7 de agosto.
l'cnnilla-me que d hoje i llespanha o lugar de
honra; e que Ihe falle cm primeiro lugar do que se
passa naquclle desgracado paiz ; iior quanlo, qual-
quer que seja a srande imporlaiicia dessa queslan
do Oriente, que poe era armas loda a K n opa, come-
ea-sc a aborrecer a monolunia de seus aspelos,
absolutos de seus deslinos c do da llespanha. Eis-
aqui em puncas palavras como a eousa se pas-
sou.
O'Donncl linha arvorado o estandarte da rcvolla
e arraslado comsigo os regimeatos de cavallaria ta
guarnic.'io de Madrid. O primtiro combate enlre
as tropas reacs e os revoltosos oio leve resudado, e
o governo daranhi leve a grjnde indiscrie^ode nao
renovar immedialamenle a batalha e dar a O'Don-
iiel lempo de recrutar partidarios era todos os pon-
los da peo nsula. O prestigio-da auloridade real
singularmente enflaquecido polo fado de *J>a iu-
surreisao militar, que se nao ifiha podido reprimir
immedialamenle e punir.
Porm a cansa monarchica foi a principio com-
promellida de um modo bem diversa, quando se
vio rcbenlar movimentos do lodas as parles, em pri-
meiro lugar na provincia de Valencia, depois em
Sarasoca, e asprovincias betas. A Calalunba,
esse paiz 13o revllosu, onde iiosso rcfugiatlos repu-
blicanos leeni singularmente excitado a populacao
fez por sua vez seu pronunciamiento.
Logo que esla noticia chegou a Madrid, apena*
se soobc que o marechal Espartero, tiuque da Vic-
hado paiz, de um homem cmincnle pela inlelligen-
cia e pelo valor, c nao me parece que Espartero
IHissa ser esse homem, s tenho porlarilo synislros
proguoslicos para a llespanha, e desfija muilo enga-
nar-me.
Volto a nossa eterna quesillo cu Oriente, a qual
marcha rom urna morosidade desesperadora, por
causa dos obstculos malcriacs que apparccem de
loilos os lados e da poltica insensata da Prussia,
que procura parausar a accao da Allemanha.
Ja Ihe disse que chegada a resposla do czar a Vi-
enua o gabinete de Bcrlim linha encarregado o co-
ronel de Manlcuffel de ir enlcnder-se cdTSfTr corle
da Austria acerca do partido que se devia tomar.
No fim dcslas conferencias diplomticas decidi-
se que se perguntasse aos governo- de Franca c de
Inglaterra comjquc contines consenlirian em fazer
a paz, segundo urna caria de Berlim, que li, escrip-
ia por pessoa fidedigna, o* dous governos responde-
ram uestes termos categricos, ct A Franca c a In-
glaterra oiiiiiiuiiar.'io as negociares com as condi-
^es seguinles :
t.a Evacuacan immetliala dos principados ; 2"
proleclorado commum tos principados para todas as
loria, chamado pela junta de Siragoca, linda con-1 poicncias reservando para a Austria o poderexecu-
senlido em por-se frente do movimento, una vi-
lenla agilacao so derraman na capital. De lodas
as parles se levantaran! barricadas, e na manhaa de
17 bandos tle revollados dirigiram-se para as casas
das principal", pessoas da corle, pira ahi se entre-
garen) s mais horrlveis devastarles. '
Foi assim que as moradas to sjnhor Salamanca,
rico banqueiro, do conde S. I.niz, do conde de Vis-
la Hermosa, dos Srs. Collantes, uinlo, Domenech,
foram eulregues ao saque. Em casa do Sr. Quinto
queimaram urna magnifica collecriio de quadros,
dos quaes um s valia cem mil francos. Porm era
principalmente conlra a rainhi mai que se a-
gitava o furor da insurrcic..lo, o magnifico palacio
que ella oceupa em Madrid foi acommellido aos
gritos de morra Chrixtina. Felizmente as tro-
pas fiis enviadas promplamcnle para aquello lugar
dispersaran] a populara e preservaran! a maior parle
do palacio do qual um lado someile foi destruido.
A rainba Chrislina se linha refugiado desde o come-
r das perturbaces no palacio de sua lidia ; porm
em ennsequencia desses aolos tle vandalismo deram-
sc combates renhidos cm diversas ponlos enlre a
Iropa e os insurgidos, e duraram Ires dias e Ires
noiles. "
Entretanto a anciedade c o terror reinavam nos
conselhos da rainba Isabel. Os ministros scnlindo-
se na impotencia de arrestar os perigos da situadlo,
haviam todos dado sua demissae a 17. e a rainba ha-
via chamado para junio de si oa^oeaakCoritova, c de-
pois o duque de Rivas para comprKm um novo ga-
k:___- T7_.^ ,.-________M^J_ __W. ......
seus luilores que amara a variedadu como ledos os
leilores du muudo, nose enfadarao lalvcz de ouvir
hoje fallar de oulra eousa.
Ja disse a Vmc. que o moviraculo insurreccional
se linha lomado siuzularmenle ameaeador, depois
que lava por chefe a Espartero, e que o pronuncia-
miento se linha eslendido s prinrpaes cidade- do
reino, e finalmente capital.
Hoje o movimento triumphou completamente, a
bnete. Esle ultimo, medanle su fdevolarao, havia
conseguido formar um ministerio lieio moderado e
meio progressisla. Mas o expedid e mo baslava : o
movimento Croacia, e a cada Instar'Va onda popular
lornavae mais umeacadora.^ijd reslava .i rainba
um partido a tomar, caso qu^ffveVaascrvar a co-
roa, era lancar-se nos bracos de E wrlero. Ella re-
signou-se a isso : chamen Espar/ao, e agoanlando
sua chegada nomeou ministro da Jerrae ca pililo ge-
neral de Madrid, um velho amigpk Esparlero.o ge-
neral Evaristo S. Miguel.
Este, que he muito popular em Madrid, conseguio
reslabelecer um pouco a ordem na capital, e suspen-
der a efiusao de sangue. Espartero fez-sc esperar
por muilo lempo, parece que antes deannuir ao con-
vite da rainba, elle quiz impor condices, e s a 29
tle judio foi que fez sua entrada em Madrid erricada
ainda de barricadas. Os insurgidos victoriosos o aco-
Iberam com traiisporles frenticos de enthusiasmo, e
algumas horas depois fizeram ama recepeau nao me-
nos cnlhusiaslica a O'Doniiel.
Immedialamenle um ministerio foi constituido
pelo duque da Victoria, a quem a rainha nao esl em
circumstancias de recusar cousa alguma. Eis os no-
mes dos novos ministros : Espartero, presidente do
ciinselliii; o general O'Donnel, da guerra ; D. Jos
Alonso, da Justina ; D. Francisco Lujan, das obras
publicas; 1). Francisco Santa-Cruz, do interior: D.
Jos Manoel C liado, da fazenda ; o general Allende
y Salasar, da roarinha ; I). Joaquim Pacheco, dos ne-
gocios eslrangeiros,- os generaes O'Donnel e S. Mi-
guel foram nomeados marechaes.
Eis-aqui o resumo dos fados materiaes consuma-
dos na llrspanha, porm creio que fallara ao meu
dever para com os seus leilores, se por acaso nao Ihe*
fizefsc conhecer em poucas palavras a causa e os ef-
felos provaveis de um acontecimenlo, que he urna
verdadera revolucao. Devo dizer francamente ; a
conduela privada da rainba Isabel influo muilo so-
bre o que acaba de ler lugar. Jusla ou injuslameule
aecusam a juven rainha de se deixar levar pelo ardor
de seu temperamento, c de fallar quasi publicamen-
Ic aos seus deveres de esposa. Seuserros nesle ge-
nero lem diminuido singularmente, na opiniaotlos
llespanhoes, o respeito e a dedieacao.que sua f mo-
narchica linha volado rainha. De oulro lado ae-
cusam a rainba Chrislina de ler abusado da influen-
cia, que lem sobre sua lidia, para salisfazer sua cu-
bica. Dizem que lodos os favores e (oclas as graras
to governo passavam por suas raaos, e que ella ven-
da ludo por bom dnheiro, concessocs, empregos,
dignidades! Em razio dessesresenliinentos do povo
hespatihol, a insurreirao linha tomado por divisa a
palavra : moralidade.
Os autores do movimento de 99 de Janeiro coula-
vam mais com essas impresses populares do que com
suas queixas conslilucionaes.
Em seus clculos dictados por um odio furioso, a
roMilncao, que elles queriam fazer, nao tlevia limi-
lar-se a urna mndanc;a de ministerio e de syslema.
Havia entre os amigos de Espartero um plano j
assentado, que se nao realisou pela iutcrveneo tle
Espartero, e consista em substituir a dynaslia rei-
na ule por urna oulra dynaslia. Prelendiam reunir
sob um mesmo sceplro llespanha e Portugal,chaman-
do ao l h mi m o joven rei D. Pedro V, que havia des-
posar a lidia do infante de llespanha, a duqueza de
Monlpcnsier. Esla idea, que se linha formulado sob
o nome dea f nio, lem ainda nesle momento
defensores na iinpreusa hespaobola, mas ella me pa-
rece soboraiiamcnle chimenea, era razio do odio u-
vclerado que exisle enlre os Porluguczes e os lles-
panhoes.
Resla-mc agora dizcr-lhe o que pens acerca da
ie\nlueao que acaba de 1er lugar em Madrid. Em
minha opiuian, faco della ana concedo, e receio
muilo que os estorbos tic Espartero mesmo possam
afaslar ta llespanha a anaichia inexplicavcl que a
amosca. Em Madrid cem ilarocllona principalmen-
te, lem-se manifestado partidos, que se asscnielham
muilo essas miseraveis facones que desolara a Fran-
ca, ha Ires anuos, e que niio aspirara a oulra cousa
seno a fazer ruinas em Ionio de si. Ha republica-
nos, socialistas, communislas, que teem lomado parle
nos acoiilcciniciilos, e quesc tcejn assgnalndo por
violencias, roubos e assassinalos. He preciso contar
com elles ; pelo mciins farao'.c.genrias. Elles sao
em pequeo numero, he verdade, mas sao ardenles,
fortemenle orgauisados, e as doutrinas que pregara
lisnngeiam furiosamente a cebica das raassas Por
ontro lado, a llespanha lem deploraveis liiiaucas,
esla onerada de dividas que nao paga, e ei-la Mar
- nlha la mais do que nunca no abysmn da bancarrota.
Sao perspectivas muilo sombras, e nao me pareca
que a lacarrlire parlamentar a que se vai entregar,
seja um remedio para os males lerriveis que a amea-
livo ; 3a proleclorado commum de todos os subdi-
tos nao mussiilmanus da. Porta, conforme os princi-
pios eslabelecidos na conferencia de Vienna ; 4a na-
vesaoao livre do Danubio c do Mar Negro, e eslabe-
lecimenlo de un parlo franco uo Mar Negro ; 5a in-
deinnisaco das despezas da| guerra, n
Vmc. comprehende que he impossivel, que o or-
gnlbo do cz;ir acede laes condic/oes, e com efleito
ningucm cotila com um arranjo amigavel. A In-
glaterra que nao lomen medidas tan apressadamente
como a Franra.dc cuidar nos meios finaiieiros para
proseguir a guerra, se apressa em salisfazer esla exi-
gen*ia,e os miuistrosda rainba acabara de pedir ao
parlamento e deobleraaulorisat;aoparadipendercom
esse genero de despeza urna somma de 3 milhes
cslerlinos.
As explicacos dadas a este respeito as duas c-
maras foram mudo calhegoricas. Lord Aberdcen
dallaron expressamcnle, que uao se tratara mais
ta paz as bases do flatu quo aiite bellum. I.od
John Russel explico.i-so acerca ta morosidade que
a Austria emprega para entrar em campanha, c a
inlerprelou de modo, que prova que clIccsU plena-
mente convencido da boa f do governo austraco.
Finalmente diz-se hoje mais que nunca, e creio
certa a noticia, que o exercilo austraco vai come-
car sen inov ment e oceupar os principados de ac-
cordo com os Turcos. De oulro lado, be cerlo que
o exercito russo evaca a Valaohia. Esla milicia
vcni de lotlosos lado. Em consequencia de urna
ordem viada de S. l'clcrsburgo he que se opera esse
mnvimenlo retrogrado com grande precipilacan.
O imperador Nicolao quer evitar um choque com
o exercilo atislriaco, mas al o presente nao se traa
tle evacuar a Moldavia. O general Cortschakofl cs-
labelece seu quarlel general na linba do Serelh e eni
Yass.
As tropas i'rance/as, commandadas pelo general
lianiguy d'Hidicrs acabara tic se reunir csquadta
do Radico, ludo se prepara para um ataque por
Ierra como por mar conlra Bormasund. O general
era seu trajelo dcinorou-se em Copenhague e em
Slockolm ; fui rerebido em audiencia particular pe-
los res de Dinamarca e da Suecia, e aflirma-se que
esle ultimo moslrou-se disposlo a abracar, com cer-
tas condices de subsidios, a causa das potencias oc-
cidental".
No Mar Negro, as noticias mais rcenles de Cons-
lanlinupla dizem que a e\pc licao, ha muilo lempo
projeclada contra Sebastopol, vai screxeculada. l'ma
parte bstanle grande das esquadras adiadas fez-se
vela, como dizem, para a Crimea e leva tima divi-
so francoza e oulra ingleza commandadas pelos ge-
neraes Canrobet e Rrown.
Um fado importante, que nao devo omillir, he
que a Dieta germnica annuio solemnemente ao
tratado autro-prussiauo a -l'i de judio. S um esla-
do recusou adherir, foi o Mccklcmburgo.
A 22 de julho rcbenlou urna insurrecjio em 1'ar-
ma ; porem foi promptamente comprimida pela iu-
tervencao das tropas austracas. Cr-so que essa
(enlaliva he obra de Mazzini.
O vice-rei do Egyplo Abbas Pacha, morrn sbi-
tamente a 13 de julho. Segundo a lei mussulmana,
o poder passa para as inaos do mais velho dos niem-
bros da familia de Mebeme-Ali, islo he, para
Said Pacha. Esle principe lem 32 annos de idade;
foi educado na Europa e he dolado das mais emi-
nentes qualidades.
foletim da Bolsa os 4 1|2 por subiram a 98 75,
descerara a 97 Traucos ; Acarara a 98 fr. e 25 cn-
timos.
Os 3 por '' subiram a 73 fr. e 25 cent. ; desce-
ram a 70 fr. e 40 cen. ; ficarain a 71 fr. e 25 cen.
Consolidados inglezes; subiram a 93 t|2, desce-
ran) a 90.
P, S. Nenhum despacho importante chegou hoje.
Dizem que o ataque das ilhas A huid comecou, e que
os F'rancezes desembarcaran] emuinadaquellas Ibas;
porem creio que a noticia he muilo prematura.
Na llespanha, Espartero depois de ler visitado as
barricadas, fez reslabelecer a circiilai.ao. Prescre-
veu o pagamento do semestre vencido da divida,
aflirma-se que a rainha Chrislina deixa Madrid e se
retira para fura da llespanha.
FARIS.
6 de agosto
A partida lo demorada do vapor tle Liverpool
apenas precedeu X dias a paridla do vapor do Sou-
Ihamplon : por isso soinenle (eremos do nos fazer
aqu o echo tas noticias de uina nica semana, e a
nossa correspondencia de hoje se ach singularmen-
le^reslriugida. Mas o esparo de lempo cujos boa-
tos temos de rcproduzir, niio nos embaraea soinen-
le pela sua brevidade, incommoda-nos ainda pela
sua penuria completa de retaques certas e posi-
tivas.
He um dos caracteres mais nolaveis da situaran da
Franca desde algum lempo : a altneilo publica se
preoecupa ese irritado totlas as conlradiocs, de
lodas as confuses, de totlas as incertezas que cnvol-
vem a historia tle aconlecimenlos ronlcmporaneos,
que van leudo lugar n'um Ihealro relativamente
mu cusanle, faliga-se, esl mu caneada de csliular,
tle seguir alravcz das narracrs man flucluanles |e
mais vagas a obra cierna da diplomacia, esla verda-
dera Penelope cujo Irania be desfeilo lodos os dias,
ella lem una necessidatle irrcsislivel de saber se so
entra realmente em malcriarse se aproveila o verilo
para conseguir-se alguns resudados positivos antes
da poca cm que sera misler tomar, datante longos
e interminaveis mezes.lodos os quarlcis de invern.
Sem por de parle toda a circiimspccc,ao, toda a pru-
dencia, sera mostrar impaciencia no cxanie do com-
porlaincnlo tos chefes das Torcas ronsideraves desti-
nadas a castigar o czar, sem querer indiscretamente
culrar.no segretlo tos seus planos e dos seus projec-
los, a upiniao quizera ver a obra das gr-
cas occidentaes lomar um carador de
accao que tire os riscos incaloulaveis o.
ment soluc^lo tle um grande problema c_
peinle a velhacivilisaeo europea. No meiu
dos esles peusamenlos ella ainda pergunla, se~aT ir
cerleza em que se debate, existe por toda a parle,
salvo as regieselevadas dos conselhos dos gover-
nos, ou se exisle somenle para este paiz pelo efleito
do rgimen iuleiramcnle especial, que he prescriplo
redarcao das gazetas francezase inlioduccao em
Franca dos jomaos eslrangeiros. He esle um Tacto
que se nao escreve em parle alguma, t que comlu-
do se revela de todos os lados na forma mais eviden-
te e mais maniTesla.
Os documentos dos soccessos hespanhocs sao me-
nos raros do que os da guerra do Oriente, e todava
he impossivel que alguem tenha noticias exactas i-
cerca do que se passa, e possa dizer se a ascenco ao
poder do chele do partido liberal deve consolidar a
monarchia, ou se be apenas urna elapc de urna re-
voluto maior e de consequencia* incalcula-
veis.
A historia do mundo compet se concentra e se
resume hoje ncsles dous Tactos ao mesmo lempo lo
consideraveis c 13o nvolvidos de myslerios.
Hespanha.^^m dejulho asf barricadas anda
cram conservamas em Madrid, aguardava-sc a cons-
li I ni can do novji governo ; en I reanlo a cidade ofle-
recia um aspecto de Tesla, lodas as \ iranias eslavam
ornadas, o povo e os soldados Tralcrnisavam, cou-
servando.se ao mesmo lempo na defensiva. O ma-
rechal Espadero acclamatlo em lodo o paiz como
um salvador chegou a Saragoja a 20, no meio de
um concurso immenso de habitantes da cidade e dos
Uigares circumvizinhos, as ras que devia alravcs-
sar as janellas estavam forradas de colxas de seda
com as cores nacionacs, guarnecidas de senhoras ele-
gantemente vestidas, que vibravam sobre liberta-
dor coreas de llores. N'oma carruagem descoberla
Espartero pareca rereber esla ovarlo com a mais
profunda ternura. Na dala de 21 corra em Ma-
drid o boato de que o marechal era esperado a 28,
mas ueste dia elle se conlculou de enviar o seu aju-
dante de campo D. Jos Allende Salazar com urna
caria para a rainha, suppe-sc qne esla caria con-
ten as condices segundo as quaes o duque da Vic-
toria consenlia formar um ministerio c lomar a di-
recoao dos negocios pblicos, suppe-ie que elle pe-
dia que a soberana se achasse, na occasio da sua
chegada, s no palacio com el rei c o infante. Afi-
nal cnlrou a 29 de julho cm Madrid no meio dos
Iriiimphos mais lisongeros ; ningueui sabe ainda
quaes sao as suas inlences : o ministerio que elle
formou e tle que he o presidente doconselho secom-
pe da auneira mgaiale : o general O'DonncIl para
a guerra, D. Jos Alonso, para juslica, l).|Francisco
Lujan, para as obras .publicas ; D. Francisco S. Cruz,
para o interior, D. Jos Manoel Mulloso.para Ruan-
cas, n general Allende y Salazar, para marinha, D.
Joaquim Pacheco, para os negocios eslrangeiros. Os
zeneraes O'Donoeil c San Miguel foram nomeados
marechaes.
lima proclamarao da rainha tora espalhada a 26 na
capital, esle documento mili importante prova que
1). Isabel II se confia inteiramenle direcrSodo ma-
rechal. ^s aqui esla proclamarlo mu favoravel-
inente acolhida de todos:
tt Hespanhocs! urna serie tic deploraveis equvo-
cos se citahelec. ra enlre o Ibrouo c o povo, absordas
desrourianras foram capaces de soparar-me tic vos.
Reprc-cntaram-iiij como animada de senlimenlos
contrarios ai bom eslar tlaqtiellcs que sao mcus fi-
lhos, e nisio calumniaran! o movimentos que ani-
mara o meu coraoao, mas boje que a verdade chegou
al \ossa rainha, espero que o amor e a eonfianea
renaseam nosvossos coraoes.
Os sacrificios a qui o povo hespanhol se sub-
metleu para defender as suas liberdades c os ineus
dreilos, impoem-mc o dever rigoroso de nunca per-
der de visla os principios que eu represento, e que
sao tambera os nicos que eu posso representar;
quero fallar dos principios da liberdade sem os quaes
nunca nacao alguma ser digna desle nome. L'ma
era nova fondada sobre a uniao do povo e da rainha
far desapparecer al o ultimo vestigio de dissencoes
que serei a primeira em apagar dos nossos annaes.
a Senli Ao iulimo domeucoracoas desgraeas que
liveram lugar, e loda a minha sollicilude ser cm-
pregada em faze-las esquecer. Enlrego-mc inteira-
meulc e sera reserva Icaldade da nacao. Os sen-
i unen i o* de um povo que lem consciencia da sua co-
ngna sao sempre nobres e sublimes. Permita Dos
que niuguem partnrke para o fulum a harmona
que quero ver reinar, e conservar entre mim c o
meu povo. Ninguem est mais disposlo do que cu
a submeller-sc a qualquer sacrificio alim de promo-
ver o bem do paiz. Manifest elle os seus desejos
pelo orgao dos seus representantes, c desde ja abrig-
me a faze-los respeilar, a garanli-los sem todava
compromeller os la minha coroa.
ce llespanhoes! a honra e a dignidade do Himno
nao sao e-lranhas a vossa honra e vossa dignidade.
A minha dignidade tle rainha, de mulber e de mai
he a propria dignidade desla nafta que fez do meu
nome o symbolo da liberdade. Nao, nao receio,
abandonan.lo-tiie inleiraineiile a vos oulros, nao re-
ceio, coiiando-vos a minha pessoa e a de minha li-
dia, nao. nao receio, collocaudo a minha sorle sob
a egideda vossa Icaldade, por que lenho a cerleza
deque vos canstiluo os arbitros da vossa propria
honra c da salvacao da palria.
ct A nomeaeao do general duque da Victoria para
a presidencia do conselho de ministros c a minha
completa adhesao aos seus principios cujo movel
sera sempre a felicidada commum, he o penlior mais
seguro que eu vos posso dar, afim de quo vejis as
vossas nobres aspirarnos realisir-se em breve.
llespanhoes! Vos podis lomar a vossa rainha
contente c feliz, acreditando no bem que ella medita
para veis na parle mais intima de sen coracjlo de
mai. A lealdade bem conhecida co homem que vai
dirigir o meu conselho, o ardentc patriotismo de-
que elle lera dado prova* em lautas occasics diver-
sas bao de por sempre os seus senlimenlos de har-
mona com os meus.
Depois desla proclamarao foi publicado um decre-
to real que revoua os dcrrctos,que privaram dos seus
empregos, graos, ttulos e condecoraces, ps generaes
O'onnell, Serrano, Ros de Olano, 1). Jos de la
Concha, D.Fclx Mara Messina, D. Domingo Dul-
ce ; que revoga os decrefos e aclos polticos da lula
actual, assim como ludo o que diz respeilo sua ori-
gen] e que servio para prepara-la.
Segocio do OrienteDiplomacia, /nanea* e
Operardes.
Produziram-se na Allemanba alguns novos symp-
(omas de boslilidades conlra a Russia : o l.loijde pu-
blicou um artigo mili nolavcl. no qual a poltica
prussiaua he mui mal tratada; a gazella de Brcslaw
que as negociarnos ebegaram sua conclusao, de-
terminando ao mesmo lempo urna dssenc;ao mui se-
ria enlre a Prussia e Austria acerca da cxecuoaodo
tratado tic 20 tle abril. O Novelista de Hambun-o
da por prova da maloaracao completa das negocia-
oiies russas o appello que a Austria araba de fazer a
lodas as suas reservas, islo be. a una forja nova de
'.10,000 humen-, o que eleva o sen ellerlivoeni papel
de 590,000 liomens, o em rc.didadc a 510,000 lio-
mens. Esle ullimo aclo to governo de Vicua lem,
se se confirmar, tima alia signficarao. A Austria
poderla lamben! cm caso de resistencia tlelinilva.pr
,> linha 300,000 liomens, dea quaes 42,000 caval-
/iros se achara perfeilamenle montados, c islo se-
1 ._ ,,___:_____k^l-.-., :_____:.!
a para a Russia um obstculo invencivcl.
f O ll'anderer annuncia que o gabinele de Vienna
maniendo o ooniporlamenlo enrgico nos seus pre-
parativos e nos seus armamentos, olferecc par toda
arle premios consideraveis aos fornecedores de
ravallos para completar a remonta da cavallaria li-
geira e da artilhara; o governo de Francisco Jos
acaba de tomar alm disso urna medida de mui gran-
de importancia sob a relaejo finauceira: tlecrelou
um cmpreslimo nacional de 350 milltoe* de dorios
ao meuos, e de 500 midios ao mais. Por esta im-
por la ule operacao, a taxa de 95 % e o juro de 5 5 he
pagavet em moeda de ouro ou prala. Esle cmpres-
limo he destinado principalmente a supprir o dfi-
cit qne lem apparecido as financas do estado e a
embargar a depreciaco da moeda papel, absotven-
do-a ou subslituindo-a por bilhetes do banco. Islo
lornou-se necessario i siloarae poltica, e o joven
imperador no manifest que precedeu o decreto de
abertura declara que, como as complicaces occorri-
das as fronteiras do sul do seu Imperio exigen* m
movimento de turcas miliUres-rmisideravt-i* para ga-
rantir a honra e os interesses mais preciosos da mo-
narchia, he indispensavel prever ns despeza que )
sao Ihe sao inherentes. Este appello feito ao espi-
rito publico e ao patriotismo du nacao nao ser des-
prezado; lodas as sumidades do imperio tem dado o
exempto, o imperador, cujo dominio privado nao he
lito consideravel como o de grande numero dos seas
subditos, subscreveu 1,200.000 florins, as subscrip-
ces de toda a familia imperial se clevaram a
20,000,000, o principe de Lecbtenslein subscreveu
2,400,000 florins, o archiduque de Vienna 2,000,000,
a casa de banco Gina 5,000,000. a de Arcistein Es-
keles 3,000,000, a de Tedesko e filho ,000.000, a
adiiiinisiraro communal de Vienna 3,000,0 Trieste 2,(K)i.oiK), o principe de Schwarlzeraberg
1,009,000, etc., ele. Todas as insliluu-oes e oarps-
raroes, as caixas econmicas, as adranislrac,es dos
hospicios, as municipalidades, as companhias tomam
parte na subscriprao com utn enthusiasmo e ama es-
ponlaneidade nolaveis. Esta medida que sob a re-
lacio financeira eleva hoje a Austria ao estado mo-
ral, i regra commum dos povos europeus, he urna
prova ao mesmo lempo do poder productor das suas
populaoes, da son lealdade, e da sua firme vonlade
tle conenrrer para o triumpho da causa do direilo e
do equilibrio europeo.
Ja que nos eslamos oceupando com questes 11-
nanceiras, examinemos hoje em que siluarao se
acba a Russia : o estado de guerra causn l imoie -
dialanienle a maior perturbaran nessa esphera ; co-
mo o governo imperial reservn para si o duplo
monopolio de fabricar e debitar cm seo proveilo a
moeda fiducial que os bancos in^ependenles emil-
lem nos oulros paizes, e fundar a explorar todos os
srandeseslabeleciracnlnsde crdito commercial, in-
du-lrial e financeiro, possue em suas maos loda a
forluna do paiz : no dia em que elle se achar enr-dif-.
fieuldades, o paiz esl arrruiuado, e por urna conse-
quencia natural as cataslrophes particulares reagem
tle urna maneira medonha sobre as (mancas publi-
cas.
Segundo o ullimo relatorio apresentado. ao czar,
as sommas confiadas pelos particulares aos eilabele-
ciraentos de crdito do imperador, formavam um al-
arismo de 3 milbares 360 milhes de francos, exi-
gives i vonlade dos depositarios n'um prazo, se-
cundo a importancia, varia de 8 dias a Ires mezes, e
ja nao cxislindo boje, porque o estado applicou-os a
neoessidades pessoaes, a despezas improductivas, e a
ompri"!irnos hjpnlheeai ios roembolsaveiscom tongos
prazos. Se o governo russo se acbar por algum lem-
po nesla situadlo critica, ver-se-ha dentro em pouco
enllocado na alternaliva, oaj de fazer banca-rola ou
de soflrer o peso de Iodos os desasir* individuaes
qne a sua poltica houver provocado ; e nao se Irala
tle um incommodo passageiro, mas de urna guerra
que elle lem querido, e que obriga-o desde o comero
a sustentar tic 7 a 8 corpos de exercilo a 300 ou.400
leguas de distancia us dos oulros, com a leva extra-
ordinaria de 500,000 tle liomens servo*, libertados
sem indemnisacilo paraos proprietarios, o qoe.cons-
litue um imposto de 5 milhes de francos ; como o
equipamento tlestes 500,000 liomens, be feilo casia
dos proprielarios. esla circumslancia^onslilue anda
um imposto de 100 milhes que recabe sobre a pre-
priedade territorial. Em 1852 as exportaces rus-
sas pelo Mar Negro e pelo Baldeo se elevavam e
325 milhes. Cada um pode imaginar que necessi-
dades de dinheiro semelhanlc situadlo nao oocasio-
ua cm lodas as familias, que perturbaran nos joros,
que perspectiva para todos os estabelecimeutos im-
ponaos, em que se acba concentrada a titulo de de-
psitos exigiveis a maior parle das economas do
paiz. Por lano, ja nao resta ao imperador Nicolao
como recurso conlra a banca-rota, senao o recurso
aos assignados ; um val bem o oulro.
Sob esla rclarao econmica e financeira, as despe-
zas da Franca c da Inglaterra s3o relativamente mu
suaves. Nenbuma das forras productivas nao esl
parausada como na Russia ; os capilaes absorvidos
na lula, sao rcproduzidos cni maior escala pela in-
cestante aclividade de Irabalho ; as materias primas
ehcgam de fora, e alimcnlara as fabricas e Ihesouro
publico ; os producios se exporlam com a mesma fa-
cilidade ; as instiluices de crdito funecionam. Es-
le contraste basta para demonstrar que o czar que
pretenda no cometo cancar a paciencia das grandes
potencias occidentaes por meio das suas combinacoes
diplomticas, nao tardar ajsentir todo o peso de
urna lula enrgica.
O corpo de exercilo de Chumla>e poz em marcha
para Roulschouk e Turlukai. A correspondencia
anglo-coiilinenlal publicou um despacho dalado do
Vienna, no qual diz que como troiias numerosas so
chavan reunidas enlre Fralcschti e Curgevo, urna
haladla lornou-sc catla vez mais ilumnenle uos ar-
tc loros de Bucharest: um despacito lelegriphico
dalado de Orsowa annuncia que a 2t de julho as
Iropas turcas deixaram atlas posijes junto dotiiur-
sevo com a inleur,ao de se apossarcm de Bucharcsl,
e que o principe Gorlschakofl" na previsao da chega-
da prxima das Iropas anglo-francczas sobre- o terri-
torio da Valachia.se dirige para o Danubio frente
de dous corpos do excrcilo'c de 160 pejas de arli-
Iharia ; por oulro lado noticias de Hermansladt em
dala de 25 aiinunciam que centro dos Russos com-
raandado pelo general Leprandi, esl era marcha
liara Tolschaoi, porque os Auslriacos se vao aproxi-
mando da Transiivania para o norle, alim de con-
ccnlrar-se sobre Bukowine. Soube-se cm Conslan-
linopla que 80 peras de assedio vindas de Inglater-
ra liaban desembarcado cm Varna ; ola noticia
coincide com a noticia ja publicada a este respeilo
de um ataque serio que deve ser dirigido mui pr-
ximamente conlra Sebastopol, c as costas da Crimea.
As torcas adiadas que se achara junto de Varna,
compe-se de 60,000 Francezes, 30,000 Inglezes, c
40,000 Turcos.
Seuundo tuna caria dalada de Cronstadl, capilal
da Transiivania, o archiduque Alberto, co general
d'Hess ebegaram iiaquella cidade a 10 de julho ; no
dia seguinl o archidaque passou revista as tropas
que se achara nos arredores, inclusive as que bor-
dara a Transiivania. Esles diversos corpos apresen-
lam um clleclivo de 110,000 homens entre os quaes
seacham muitos Polacos c Hngaros.
Carlas de Ibraila annuuciara que os Francezes e
os Inglezes oceupam as Ires embocaduras do Danu-
bio ; que os Russos vo abandonando a loda a pressa
a margein direila, eso dirigen] por meio de marchas
forradas para as fronteiras da Austria ; o general de
Luden se acbava em Kalarasc* com 20,000 homens,
o principe tiorlschakou* tiuha estabelecido o seu
quarlel general em Ployesk. Sabe-se alm disso que
o marechal l'a-kewilseh ainda eslava era Jassk.
O BlticoUm despicho lelegrapbico de 2 de
agosto annuncia a lomada de Bomarsund, o balu-
arte das ilhas de Aland. Se esla nolica_he exacta a
lomada de Bomarsund daa as esquadras e as tropas
'
t


01 ARIO DE PERNAMBUCO, SBADO 2 DE SETEMBRO DE 1854.


do B.illico un |iuulo ile apoio, c un porto maguili-
co, nr c,i-i o liara alm disso a occuparilo do a rchipQ-
lagu c i<- teru urna alia importancia poltica e mili-
tar. Davc-ae esperar que se esta noticia for prematu-
ra, uo menos nao tardara de ser vordadeira. As ulti-
mas correspondencias da Suecia asteveram que se ou-
via unta viva embona la naquella lireccao.
Quanlo ao Max Negro, diiem que oataquc contra
Sebastopol so lera lugar na futuri primavera, que
entretanto se iam apoderando de ilguus pontos do
lilloral; 25,000 liomens desembur.'avam alli.e se cs-
tavam fortificando, fazendo lodosos preparativos pa-
ra alocar na estaco prxima Sebastopol, simult-
neamente por Ierra c por mar ; e tcm-io accrescen-
lado i|ue as (ropasalijadas estavain par operar um
desembarque na Crimea, e procuiava-n cslybelccer-
sc la, ainda quando nio lenlasse n um ataque ini-
inedialo sobre a fortaleza russa.
Ernllni como ultima noticia, un despacito lelegra-
phicu datado de Vieuna annuncia o confirma a reti-
rad* dos Hussos operada para o l'rulh segundo or-
dens recebidas de S. l'elersburgo; sera urna mano-
bra para laucar a Auslri nassuat hesitacoes prinii-
tivasz
Pernio.lio lado da Asia a guerra do Oriente
parecia dever soll'rcr segundo jubiam os correspon-
dentes, inodilicacoes consideraveis : asseverava-se
qoe depois do tongas hesilaooes, e apezar das suas
declarac,6ea anteriores, a Pera a comprada pelo oiro
e pelas promessas da Hussia se ir.clina para o lado
do czar, e que ella purece nao estar longc de- con-
Iraliir com elle um tratado de all, nca. Se devemos
dar crdito ao que se escreve a este respetu, o czar
proper ao Scha reslituir-lbe algnns dos territorios
que Ihe forana successivamente lirados pela Kussia,
e ajula-lo a reconquistar aquelle de que a Turqua
se apnssou: desobriga-lo-bia de todas as sumiras que
o guveruo persa Ihe ha devedor, e sob eslas condi-
ces a Persia se obrigara a fazer causa commum com
a Rumia contra todos os seus inimigos.
Dinamarca.Urna revoluto lia muilo lempo au-
uunciada, afinal se consuraou : a coustiluicao de
1849 que regia o reino foi abolida a 29 de julbo por
um golpe de estado ; uo dia seguinte nova constitui-
cao foi publicada, ella repousa sobre a formaro de
um cunselho de esladn que sera eucarregado de co-
nbecer dos negocios comiufjns a lodo o reino. Este
conselho tem voto deliberativo quando se traa de
estabelerer novos impactos ou supprimir os impostes
existe ilcs, coulraliir nroprestimos ou imprimir mu-
danzas nos estatuios (unilanientaes.
Qu lid) aos outros uegocios, menino a respeito do
orcamenlo da receila e despeza da monarcliia, as al
Iribuinjes deste conselho sao puramente consullivas.
As sessSes do conselho sao secretas, mas as suas
resoliicOes recebem urna publkidade olliicial. O
re renuncia o direito de dissoluo; o do conselho que
dever ser convocado ao menos urna vez em cada
periodo biennal. Esle caaselho supremo da afio
ser comporto de 50 membros, des quaes 20 serio de
uomtacao real, e 30 pelas assemblns particulares na
propercao de 18 pela Dieta do reino, 5 pelos estados
prov iciacs do Slcswig, 6 pelos estados provinciaes
do Hclslein, e 1 pela ordem eques'.re de Lauemberg.
O governo tinha reunido Torcasconsideraveis para
comprimir qualquer manifestaran favoravel i cons-
tituivo abolida. Ainda se u,1o conhecem os pro-
menores desle negocio.
Ducado de I'drmaEis aqu os promenores to-
mados gazela de Parma acerca dos successos de que
esta cidade foi o theatro. Na manlia de sexta feira
-!l de jullio, eepalhou-se o boato de que uo dia se-
goinlii arrebenlaria um movimenlo revolucionario,
c o governo preparou-separa reprimir promplamen-
te a desordena. Os revolucionarios dpois de lerem
escolbido como ponto de reuniao os cafes Berscllini
e Kivnnazzi, se foram juntando logo cedo, no sabba-
do. Dcrarn varios Uros, a Iropa responden, e fa-
zendo uso da arlilharia, conseguio dispersa-los e
preuder alguns, e apoderar-se das armas e das mu-
nieOpirevolucionarias. A forra militar eslava di-
seminada sobre lodos os pontos da cidade, nume-
rosas e frequeutes palmillas perr u riain os quarleis
e faziam militas prisdes ; ao meio dia ludo eslava
tranquillo. Proclamu-se o celado de sitio inais ri-
goroso at nova ordem.
Ainda se nao sabe positivamente a origem desle
movirneuto insurreccional. Entretanto julga-se que
he dcviilo s iuspiraces de Mazzini e i trplice no-
ticia liachegada imminenle de Garibaldi, viudo dos
Apeninos lenle de 6,000 homens, do urna insur-
rcirai, cm Genova, eda aproximado dos desertores
hngaros,
Thcalro.Quanlo ao dominio mundano, lillcra-
rioe.irlislico, o yerno he aqu venladeiramente urna
calacHo mora : cantares, cmicos, msicos e poetas
ju rain tem admiradores nos grandes focos de luzes,
o auditorio del les disseminou-se em todas as direc-
roes, uiipara os retiros inaccessiveis dos caslellos, ou
para as margenslongnquasdas grandes estradas que
condiizem aos pnizes ricos de recordares, ou ento
s solidOes ; c tambero vao renovar os seus esluuos
uis floras de descanco de urna vida mais recolhida,
e preparar para a mullidio caprichosa, em cujo lur-
blhAo nao puderiam nascer, as suas obras lito gran-
des e tilo fecundas; no silencio e ua raedilacao, Ira-
balbam elles para a socedade, que julga que (oilos
estes grandes artistas sao ioactivos como ella du-
rante os bellos das do verio, e qoe naoduvida que
he en la o que os grandes pensamenlos agitam a fronte
dos poetas, e que Heos prepara-lhe ao mesmo lempo
a dupla colheita que couvem as oecessidades da sua
dupla nalurea : assim aguardamos lodos os echos
da scena quehoje eslSo mudos. G. M.
LISBOA
14 da agoMe.
Estamos de rao humor, acontecen-nos urna que
abalon-nos o calo da paciencia, (adevinhe o que se-
rial, pos nao foi nada menos que o seguinte : tinha
o vapor brasileiro Tocanlins annunciado a sua par-
tida para essa e mais portes do imperio, o que-teria
lugar no domingo 6 do corrcnle, as 10 horas da ma-
uliaa ; elTeclivaroerite a aquella hora eslava o pa-
quete de levante; quando por incuria iudesculpavcl
dos empregados assim do correio, como daalfandcsa,
nao podearrecadar o seu bordo a mala do correio,
com reconheeido traustorno dos interessados que nao
sao poucos ; por ler a roaior parte delles feilo a res-
pectiva correspondencia endererando-a por aquella
mala.
Ora essa ; c nos que tambem l lindamos melllo
a nossa correspondencia, na qtial expunbamos a n-
nharia da lerrivcl insurrei^ao hespanhola, esta frio-
lera que durou em Madrid tres das ; o sangue do
bicho bespanhol foi lano quedava para faztr um sa-
ranatel que farlaria os exercilos russos ; que pena !
u) chegar a lempo a nossa correspondencia ; saiba,
ou fique sabendo, que era urna pera i!e eloquenciae
tino poltico ; e o gusto que ludamos em Ihe dar a-
quclla novidade fresquinha, palpitante ccheia de ac-
uali'lade, como se diz agora; verdade he, que agoral
lambem su diz milita parvoice ; e a nossa reputa-
ran de escriptor publico que podia subir nao sci
quanlos por cenlo ; podia eurao verificar-se aquclle
nido porluguez : matar d'uma caxeirada dous coe-
Ihus: o que la vai, l vai; vamos murmurar do pr-
ximo que he a missiio diablica desta senhora que se
chuna correspondencia parliculnr do Illm. Diario
de Pernambuco.
A na'.ao \i/inlia que nos fez rabiscar papel, ainda
i --t i em ancias ; depois da sangra que levou, lem
i i --adn soffrivelmenle ; mas scinprc com fehre, o
mal nao be dos mais benignos, u nao damos liada pe-
lo reslabeleciinento da enferma, molestia alacou
os nrgaos csseuciaes da vida, e o duque de Victoria
nao he dos mdicos mais acreditados ; entretanto
lu o que se achou mais a mao ; dizcm o parldislas
do iniuislcrio Sarlorius^denegregada memoria,que na
niullidaodospardaes assanhadosnos memorandos dias
17,18, 19 dejadlo, nao bavia oulro cspantalbo, que
os afugentassemelliur; ha oulros que dizem que na-
quella enrermaria foi o alveilar de cixcumslaocia.
Quero diz islo lio osinimigos. Valha a verdade. O
.erli) he, que moilos jornaes da situarlo j uao'es-
lao contentes, presando contra as promorOes que se
1em ieito, que nao sao poucas, c onerosas para o llic-
souio j exauslo pelas delapidardes do governo Iran-
saclo. -Nem foi ess o fin com juc se fci lauto sa-
eriCeo. O que realmente se lem passado, e o qne
vai acunteceodo cm Uespanha he a tendencia do go-
verno aclualpara dirigir as forjas revolucionarias
quiira Dos que seja cm provalo da prosperidade
i Tiniiini. e quux) povo hspialiol consiga o que
llie falla, que he paz e lino administrativo.
Trata-se d mudanzas no pesdoal diplomtico; para
l.islioa vira o Sr. O. Anloukxlt los Ros osas, que
segundo consta, fizera parle do .minislcriri Rvas, e
era aponlado pelo povo com sympathia e respeito ;
varo subjtiloir o Sr. Alcal Galeano, que nao he da
parcialidade Iriumjihanle. As janlas, apezar de le-
rem cumprdoa sua mssau insurreccionara, conli-
niiam secundando o novo governo com seus conse-
llios, os quaes Ueos queira que sejam sempre salula-
res. A de Cdiz noiuein deoulras medidas que lo-
mou duraute a sua curta durarlo, leve a boa lein-
branra de promulgar a aholicao da pena de morte
nos crimes polticos, le barbara que lem feilo da
Hespanha um arraal de handoleiros, e dado ao mun-
ilo Irisli-sima idea do seu espirilo ; anachrunismode
funesto agouro, quando na lufa lufa-dos bandos po-
lticos sohrcsahcm as paisoes ruins ; honra eterna
junta de Cdiz que tentou acabar por una vez com
as sinslras exigencias das parcialidades que dilace-
ran! o reino vizinho, lraudo-lbe aquclle lenc,ol en-
sanguentado, em que lem envolvido os seus iilhos
mais dedicados. Viva a junla de Cdiz He essa
inconlcslavelmenle urna das molidas legislativas que
deve lomar incontinente o congresso constiluinle,
cuja reuniao de passagem dizemos, he um dos volos
e aspiraces da nova poltica hcapanliola ; ella assim
o entehde. E se as curtes conlirmarem a deeisao da
junta de Cdiz, nao s satisfar um grande fim po-
ltico, inaugurando urna nova poca na historia do
seu paiz, mas tambem merecer os encomios de lo-
dos os eorai.i~.es bem formados, das inlelligencias de
mais alcance, por este acto de Ilustraran ; acabando
para sempre com a terrivel lei dos fuzilamen-
(os.
O novo governo de Madrid tem tambem suspen-
dido quasi todas as leis e medidas repressivas das
passadasadmnistra<;es, noque respeila a certas pu-
blicaces Iliterarias, dando livre curso squelinham
expressa prohibicao para isso ; a liberdade de im-
prensa tambem foi reslabelecida ; o Timen, jornal
inglez, que o ministerio Sartorius leve o descoco, na
sua colera verdadeirameule hespanhola, de impedir
que enlrasse em Hespanha, j lircula de mi em
mao ; os seus redactores escreveram arligos cheios
de prudencia e cordura, subre aquello desgrarado
paize os seus gvernos.
Temos oceupado a nossa penna cornos successos de
Hespanha, por ser hoje materia de publico alimento
em Portugal ; os movimeiitos e qualquer abalo que
se der na narao vizinha rellectem no deslino desla
trra d'oude Ihe escrevemos ; cada vez ha de vir a
ser maior e maiscaraclerisado o pescados uegocios
pblicos do primeiro no espirilo do da "segunda.
Na nossa correspondencia de 6 do orrenle, trata-
mos em particular da insurreicao hespanhola, por-
lanlo, pouco mais podemos acrescentar agora.
Lisboa deserlou para o campo, nlojia opera ri-
ca, nem bailes, emlhn, he urna semsaDoria comple-
ta, se nao fosse a sobredila insurreicao, morria a
genle de enojo.
Os homens de marmore do Mendes Leal he una
excellenle producto, que faz honra ao seu autor, e
foi muilo bem desempenhada no thcalro de L). Maa
II, esla casa nao he concorrida romo era de esperar,
apezar de contar no numero dos seus arlistas a Emi-
lia das Neves.
(luir tem sido a sorle do (iimnazio dramtico,
que faz sempre casa chcia ; se nSo fusse a peque-
nhez do recinto com a melhor vontade seria frequen-
lado ; na e-laeao calmosa a mullido c o calor, nao
convidam afrequencia dos Ihcatros, quando eslcssao
de tal acanhamento, que incommodam os barrigu-
dos e todos aquelles que gnstam de estar a larga du-
rante o espectculo. Nao obstante nesses nltimos
dias lem sido excessiva a concorrencia, havendo ale
desaguisados entre os amadores, que se dividem em
parcialidades, naturalmente geradas pela emulacao,
e que nem sempre lem a cordura que convm em
(acs casos. .
Muilas das producales que no (iymnazio dramti-
co lem ido a sceua, e que-scus autores ou cousa que
o valha, eslampam nos carlazes c maisannuncios de
originaes ; de original s lem o nome ; todava he
negavelquc naquelle Ihealro tem apparecido com-
posiroes de mrito, cujos escriplores podam conse-
guir ainda milita distiucrao c pon ir, se nao fosseni
accommeltidos da gafeira espiritual que tem accom-
mellido a mocidade porlugucza.
Ovelho Ihealro da ra dos Condes forceja por sa-
bir do esqueriinento eabandono em que eslava.con-
seguio ; he boje frequentado por muilo boa gente,
e amia com suas prcsumpcrs de figurar na compa-
ubia illcganle. Ueos Ihe l.oja a vontade.
A floresta cgvpcia, estabelecimento oudc se en-
contram muilos jogos do auligo livoli, com a van-
tagem da boa ordem e pnlicia, c onde lem lulo lu-
gar muilo boa orcliestra para acompauliar alguna
instrumentos de engenhosa novidade, lem sido pon-
i de reuniao da sociedade escolhida da capital. J
que estamos na maro dos espectculos e diverli-
meutos pblicos, au ser fura de proposito dizer-
Ihe que nojardim milhologico, que lica l para a
roa do Calvario, houve um desles dias um espec-
tculo, a que assistiram urnas quatro cenias pessoas;
a cousa realmente provocava pelos nnuncios, era
nada menos que o bombardeamenlo doOdessa ; mas
nao passou de cousas de anuuucio, que sao como
os programmas dos deputados, que prometlem mui-
lo c nada mais. Nem j he moda cnlre estes se-
nhores fazerem confissao de f publica, pelo menos
os de c de Portugal ltimamente nao apresenta-
ram carlaz ; c nem por isso deixou de haver chari- \
cari, prova de que nao fazem falla os programmas,
nem os annuncios : as palavras sao como as
cerejas, urnas Irazem as outras, diz um velbo
rifao porluguez, fallei-lhe em deputados por
isso nao fique ser saber que as cmaras desle rei-
nozinho dePorlugal e Algarva^enccrraram-se no dia
3 do correnle, noticia com que acabamos o nosso
prompluario de riovulades; naquella maldita cor-
respondencia que remellemos pelo Tocatiai! ain-
da lemos calcino- quando nos lembramos de tal.
O vapor de guerra Duque de Saldanha, que vinba
da liba da Madeira para onde Tora, levando a seu
bordo o corpo 2 de caradores, o qual ia render ou-
lro corpo que ?ll eslava de guaruiro, naufragou
ou antes encalhou em I erreiru pcrlo da costa que
fica entre Ovar c Avciro, apenas chegou esla noti-
cia parti o Mindelo; mas o velho vapor eslava de
lal modo, que quando o safaram do aloleiro abri
de moni a meio ; a machina porein esl em bom
uso, c ainda pode servir ; assim cstiveram os passa-
geiros mais de 2i horas em laes aperlos que mal
se pode dizer, o numero das senioras que vinliam
abordo nao era pequeo ; pois eram as familias dos
ofliciaes do corpoque se recolhia doservlco. Esle
vapor fin ha sido comprado a urna eompanhia ingle-
za a queni servia com o nonio de Moni rote ; us
Portuguezes gostam ou costumam fazer deslas com-
pras ; por lano, nao se queixcm se Ibes acunlecem
deslas c de outras que todos sebero. Ojornalismo
que cm toda a parte tornou-sc hoje um avejao de
milita curio-dado esl em Lisboa n'um pasmatorlo
displicente. A senhora .VcrcSo continua a ralbar de
ludo, he fadario das vclhas ; a rabuge nao as dei-
xa : mas no podemos dcixar de Ihe dar os para-
bens pelas suas correspondencias, cspccialmenlc as
que tem (ido de Madrid san excellcntes ; uestes l-
timos acontecimentos que tiveram lugar em Hespa-
nha, a correspondencia cm qucslio, elevava-se de
lal modo, llrmava os seus raciocinios com tal apru-
mu, ile-etii!iaracaiulii-e dos liarnos c prcconceilos
das parcialidades polticas, que mereceu as honras
da Icilura dos homens pensadores, e que vem al-
gum tanto mais alto do qoe os partidos, os quaes
nada observam senao pelo prisma baco do seu cor-
rlho. O l'rotjresso quer que se arme a guarda na-
cional, e nesle setilido tem redigido muitos arligos,
que lemos sempre com goslo, pela conveniencia da
linsuagem c os termos habis em que sao concebi-
dos ; cousa que nao he muilo vulgar nesle paiz ; us
que fazem opnosieao a ailininslrac,,ln vigente em
que se ineluem ps dous cima mencionados, lem-ua
aggredido com muilo vigor, declarando explcita-
mente a sua naptiilao para continuar ua direceo
dos negocios ; em lim cada um delles suiando-sc
pela cambiante do seu conluio demanda alio e bom
soin a inuil.mi; de ministerio... O que he notavel
nesta guerra viva de ministerio abaixo he a lingua-
uem decente, adequada cm fim ; como deve ser en-
tre, {ente que se (cm em conta de bem educada ;
nem a urbanidade obsta que se delcslem mutua-
mente, nem se prejudiquem do melhor modo pos-
sivel ; mas he um acontecimcnlo no jornalismo por-
luguez que se lia de regislrar. Alguns al discr-
reram com disccriiimenlo c laclo da siluar,ao, .1
Imprenta e Lfi, por cxemplo. publicou arlig- s nes-
ta pendencia poltica com tanta sobriedade de -
suagem e tino da conjuuccao cm que se achav
pa/, cm relariio aos succcsus de Hespanha.que di
xou admirada a gente sisuda e grave, por nao st
este o seu coslume. A padroeira do reino continu
a alumiar eslas suas duas servas, que moram agu-
ra juntas na mesma casa, labulando em commum
no interesse da patria. O Helio Popular, jornal do
Porto, que dizem redigido ou inspirado pelo Pas-
aos (Jos), he que mais se lem extremado em ati-
rar ao ministerio metralha de grosso calibre ; di-
zemos melralha de grosso calibre, por ser a guerra
mais inlelligenle que se Ihe lem feilo-; bem prova,
que mao hbil dirige o ataque ; que firmeza nos rao-
vimenlos com que tctica e destreza nao penetra
uo espirito da actualidade como se insina 1 Nao
ha duvida nciihuma que anda all fradinbo de mao
Turada ; que nao he oulrcm senao o vice-presiden-
te da junta revolucionaria do Porlo, de celebrada
memoria e que esl testa dos progressistas dissi-
dcnles.
O Sr. Rodrigo bem pode ir arraujaudo a Irou-
xa ; pois em arles de bcrliques c berloques nao tira
nada com o seu Ilustre rival em opinics polticas,
sobreludo excode-o cm instrucc,u, energa e lino
para fazer urna heanla, como ha poucos, qualida-
des eslas que falham completamcule no actual mi-
nistro do reino, que em Ihe fallando na sobredila
Sr. I). Bernarda nao conten com elle, que nao he
capaz de metler urna cuuha no carro da revolta
para o fazer parar. Agora nao se trata de revollaa,
o Pasaos (Jos) he homcm de altos espirtos, e sa-
be perfeilamente que nao he necessario nenhuma
vozeria por essas ras fora ; e de fuzilaria ningueni
Irala, nem se faz preciso, honra seja feita ao Sr. Ro-
drigo nesta parle, he relaxado, descreme, mas nio
he oppressor, nem vilenlo ; assim como nenhum
dos seus collegas.
Se cahir o ministerio, ser mu naturalmente
como pnlavrcado dos jornaes ; e a hisloria hodier-
na da najao vizinha ah est para servir de bu-o-
la. Esle Pasaos (Jos) he um ente curioao, puasuin-
do raraa qualidades pessoaes, pois dizem os seus a-
migos, que se nao fosse a mullier ja nao tinha na-
da ; pois teria dado ludo quanlo possue, significan-
do por este modo a liberalidade da sua ndole;
tendo de mais eminentes facilidades inlellccluaes,
cscaceia inleiramenle no don da palavra; he in-
capaz de hilar em publico, a sua figura obeza tor-
na-o anda mais original e compendioso ; remala-
reoMM etia noticia, com urna ancdota, que pode
acreditar Vmcs., pois be verdadeira.
Quando leve lugar a reuniao da prmeira cmara
eleila pelo ministerio da regeneraciio. por signal
que foi dissolvida, sahir.i dcpulado o Sr. I'assos
',Jos', bem como seu rmo Manoel; em urna con-
versacao de amigos de differentcs partidos, e todos
tambem deputados, de que fazia esle ultimo ca-
valleiro parle, notou um dos circunstantes o prazer e
mcsino admiracan por o ver cm Lisboa e na cma-
ra, vislo ter elle vivido retirad" da corle c da pul-
lica ; enlao Passos .Manuel com a familiaridnde
e verbosdade de todos condecida, ditas que viera .
Lisboa por causa do Passos \Jos) de quem era mni-
to amigo, c por seu irmao nao ser muilo pouleiro
de lingua ,1'nniiaes palavras) riram-se lodos em cor-
dial expansao da ingenuidade c lisura, cheios de
estima e veneradlo por quem he lito probo como
digno.
Vamos al Hespanha. Nao podemos deixar de
Ihe participar, que juulou-se urna commissao de
rcpresentaules de lodos os dislrictos de Madrid, e
foram tratar com a junta de salvaco publica, ma-
nilestandq a indignacao dos habitanles daquella ci-
dade contra a duqueza de Rianzares, e pedndo ou-
trosim, que nao deixasse o ministerio sabir esla se-
nhora de Hespanha, sem urna svndicancia previa ;
a junte anmiio, e reunindo-se com a sobredila
commissao foram ao paos onde se achava o minia-
lerio, a quem representaran!esla maldita sanha ; o
ministerio reunio-se em conselho, e depois de pen-
sar sobre o caso, appareceu o duque de Victoria
di/.ondo, que o goveruo tomara cmcunaideraejio oa
\olos da popularan de Madrid, cm coiisequencia do
que determinara, que a duqueza de Rianzares nao
sahiria de Hespanha, nem de da nem de noite, nem
rurlivamenle. Ora, saiba Vroc, que ludo islo en-
Iro os Srs. Ilespanhoes he dlo e feilo ; la nao se
brinca quando se loma una resolucao. porque ha
pango em transgredir. Pobre duqueza de Rian-
zares, cm que maos esl mellida. ludo islo por-
que '.' porque a senhora duqueza he amiguila de
ajuntar o seu vnlem, c para esse lim servia-seda
sua industria ; ora vejan, quera podia levar a mal
islo O imperador dos l-rancezes, segundo dizem,
mandara inslrucc/>cs no seu eucarregado cm Ma-
drid, pedindo cvpiicacos sobre a marcha do novo
governo hcspaiibol, ja todos esperavam isso ; por-
que S. V- be muito cmpenliado na paz da Europa,
e solicito na conservacao dos uovernos existentes.
D. Manoel Concha, marque/, del Duero, actual capi-
lao general da Catalmiha eslava concentrando tro-
pas em grande numero ua capital do seu goveruo
(BarceUona), e ja lem havdo desgostos entre o po-
vo que he numeroso e turbulento com as autorida-
des militares; alguna membros da junte de Uarcel-
loua linham-.-c demillido por nao eslarem do accor-
do com os spus collegas ; c no dia \2 correa o boa-
to em Lisboa, que o governo Uvera participarlo
lelcgrapbica qucu rpita > general de quem estamos
tratando, proclamara a confederaciio ibrica a fren-
te das forras que pude reunir em BarceUona. Se
for exacla a noticia, nao fez mais do que confirmar
ou apressar o qne ja Ihe tullamos avanzado as nos-
sas correspondencias.
Morreu no lazareto o brasileiro Jos joaquim Si-
mes, juiz de direilb na Baha, c que veio a esta ci-
dade tratar da aua saiide, que nao eslava capaz; os
jornaes bradaram que foi por deleixo e m direcsao
cm que eal aquello cstabeleclmeulo ; o miniatro
brasileiro olTiciou ao ministerio respectivo, e o Dia-
rio do Gorerno aprescnlou a respnste que dera o
o conselho de aade, portara que Ihe dirigi o mi-
nistro respectivo, em v ilude do que Ihe ufticira o
cinbaixador brasileiro, apenas soube do que se pus-
ara ; poucas palavras a'ccrescentaremos a esle fac.
tu. O lazareto de Lisboa be urna cousa que nos ca
sabemos, por oulros termos, he um valhacoulo, urna
mclgueira, e nao sabemos que mais para o, venha
a nos ; mas nao o vosso reino.
Chegou ha poucos das a esle porlo de Lisboa.pro-
cedenle de Plymulb, o vapor de guerra brasileiro
' 'iamao, trouxe a seu bordo S. Exc. o Sr. Drum
niond, ex-resideule diplomtico do Brasil nesla
corle.
Chegou lambem no dia 11 o vapor D. Mara II,
com 17 das dessa Ierra.
No dia 13 nao veio correio de Hespanha.
Al mais ver Sr. Diario.
Adeos.
Apndice a cerretpondenda mpru.
Ojornalismo adoplou una medida,que ae tinha tor-
nado custume velho em Franca c Hespanha; qual he
o sabir a luz no domingo Picando este substituido
pelo dia immediato de segunda feira. A 30 de julbo
que foi domingo, e o primeiro cm que leve lugar
eala nova usanra, queja agora ficar para sempre,
pois que lodas as officioas foram concordes c al a
propria rVopSo (jornal; que nesla malcra lem com-
pelciicia, por ser indignada como boa cbrislaa c te-
niente a Dos, de mais a mais defensora de um (al
ayalema que ella den em chamarralholico conser-
vador ; ella que o diz he porque assim deve ser, esla
senhora .\fleo (em muila sahedoria. Ora foi nesse
mesmo dia :W de julbo que o Progretso apresenlou
um artigo convidando os interessados a irem pedir a
guarda nacional-, que be actualmente um dus apeti-
tes dos progressistas dissidentcs. A suarda nacional
he traste que nao ha nesle casarlo velho que se cha-
ina Portugal, o scisma progressisla quer possu-lo
na sua sala ; pois diz que assim lica mais bem
mobilbada ; cm nosso entender ainda que arran-
Eemo tal Irastito, nao ha de ser cousa capaz. A pe-
riodicaria do Porlo que Torga na rnesnia taberna, fa-
zem tambem as suas ladainbas as chafariras, mas
ainda nao appareceu u milagro ; o marralbeiru dos
que se chama ministerio faz ouvidos de mercader.
Espcrava-sc uo tal domingo 30 de julbo urna grita-
ra por essa soalhcira do terreno do Paco, Roco,
Passcio Publico, houve lambem quem se lembrasse
de fazer urna demoiislracan naPraca dos lonros que
us bavia nessa tarde' acouipanbada de vvorio ; nes-
se mesmo dia appareceram o Porluguez e a lleco-
lurilo, o primeiro sombro o desconfiado, recelando
alguina clada, dizendo : juizo e socegn, rapazes,
sin n<> pode dcixar de ser falcatrua vulpina; le-
mos inimigopela proi : nao se mecbam ; cautela e
caldos nao fazem mal a doenles ; nao ha que liar em
nnguem, esle mundo esta roto, chove nclle como
na ra.Km lim a cousa n.lo se fez.Dos luuvado
Tarrea que fosse pelos conselhos da Maltona da
'-.o segundo jornal que Ihe menciuna-
ihura'dava cada conselho que media
file*, vejam la o que vao fzer, na i se dei-
der ; eu bem os aviso ; no lim do artigo
VeacarrapachadeA. R. Sampao.Que ho-
nem (lo prudente c amigo eslremoso do seu paiz ;
meiad.izia desles bem zeladose bem pensados crao
capicissimos de salvara patria. Pena be que esla pa-
tria portugueza, seja urna velha chcia de carancho e
leas de aranha ; s a Saro com alguin remedio de
aua casa. Ptemenos assim o cnlendo. Presump-
ro e agua benta cada qual loma a que quer. E
nos vientos com toda esta ingrezia para Ihe dizer,
que no domingo 13 de agosto, ahio a Revolurao
com um estirado artigo de fundo,ilis bem escripto,
uo qual pregava aos da sua crenja progressisla com
severidade e tambera com sobranceria, certas con-
sinhas que elles nao haviam de goslar. Acontece
urna cousa que nao delta de ser original e curiosa
Em apparecendo na fecoluro artigo que nao (raga
assicn,llura,como he coslume della.j lodosbradam:
he do Jos EslevSo : seja i de quem for o artigo de
domingo vinba forte, e lem suas parecencias com o
eslylo do tal orador que esla enllocado na situacao,
e chamou a ordem a parle fraccionarla do seu par-
tido, que se vai trcsmalhando a olhos vistos.O es-
lylo he o proprio hnmemdizem os Francezes, ef-
fecti.amonio manifesta-so pela contextura do artigo
em questao pelo alcance das vistas, e aprumo intel-
lectual, a ndole do espirilo do sen autor, apregoado
que tem vigor e brilho, e falla em exlensao de ne-
nhuma profundo/a. No que he nolavel o artigo he
na le/ura enm que quer inculir a ordem e discipli-
na as fileiras do seu partido, na energa impuncnle
com que'termina : A guarda nacional fica para
oulra vez. Se elles o allendcrem bom ser. Deste
vez ri-se a h'aciio l do sed palanque.
N. B. Na nossa correspondencia principal damos
a entrada do vapor D. Mario II no dia 11, la-sc no
dia 10. A primeire dala foi um lapso que csca-
pou.
INTERIOR.
Esta resolurao foi approvada por esta augusta
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
I.ida e approvada a acladaantecedente o primeiro
secretario d conta do seguinte expediente :
UrrooJlicio do ministro do imperio, remetindoos
na. oDiafio da cardara doa deputados dePorlugal,
que aquella cmara offerece a esta. Recebidos
com especial agrado e remedidos ao archivo.
Do mesmo ministro, communicaiido que S. M. o
Imperador digna-se rereher no dia I do correnle,
pela urna hora da tarde, no paro da cidade, a depu-
larao que por parle desla cmara lem de felicitar o
mesmo augusto senhor pelo anniversaro da pro-
clamar Ao de sua maordade. Fica a cmara intei-
rada.
Do mesmo ministro, enviando o aviso do minis-
tro da fazenda, dando os esclarecimentos que Ihe
foram solicitados acerca do convento da ilha dus I-ra-
iles. A quem fez a requisito.
Do ministro da guerra, informando acerca do re-
quer menta em que I boma/, (joncalves da Silva, 1.
lenle do segundo batalhao de arlilharia a p, pede
ser transferido para' o eslado-maior da 2." classe.
A quem fez a requisirio.
I ni rcqucriiuenlu de D. Mara Josephina Cordei-
ro Dias, pedndo ama pctisio. A commissSo de
pensoes e ordenados.
De Luiz Antonio freir de Andradc, enfermeiro-
mr do hospital militar, pedindo melhoramenlo do
seu ordenado.A' commisso de peuses e orde-
nados.
De Manoel Jos de Moura e Silva, subdito por-
luguez, pedindo milraUsacAo. A' commis-ao de
constituirlo e poderes.
De Lenidas Cesar Burlamique, pedndo fazer aclo
do primeiro anno do curso jurdico de (Huida que
frequenta como ouvinte, mostrndose previamente
approvado emgeographia. A' commissao de ins-
Irurcao publica.
He lido c approvado o seguinte parecer:
A' commissao de marinha e guerra foi presente
oprojecln de resolucao n. 105 de-1852, quo mesma
commissao foi remelllo em 1 i de junho ultimo pa-
ra o fim de ser re o u -i dorada a aua materia.
Neatea projeelos seaulorisa o-governo a pagar ao
primeiro lenle -la armada Augusto Mximo Rolao
de Almeida Torrezo us sidos atrazados que Ihe fo-
rera deudos.
havendo examinado os documen-
a pelirao do reclamante, e con-
de cumpria, as razes que autor-
do projeclo, que fra enlao assig-
s que nao tem hoje assenlo na casa
o A comm
los que instruir;-
siderando, coi
savam o mencio
nado por mera
he de parecer:
Que contjr_ ""scussilo da mesma resolucao, a
qual se ach nos ermos de merecer a approvardto
desla augusta ca ira pelos fundamentos que a mo-
lvarara.
Paco da cama cm 15 de julho de 1854. ./.
C. A'eara. J.,Ji de Miranda. J. .1/.' Pereira
'I
da Silva.
He lido e julgado objecto de deliberacAo, e vai a
imprimir para entrar na ordem dos Irabalhos, a se-
guinte rebullirn :
a Manoel Agoslinho do Nascimenlo, escripturaro
do cxlinclo commissariado gcral do exercilo, pedio
em 1850 a este augusta cmara ser coroprehendido
na resolucao da asscmbla geral legislativa de 31 de
oulubrode 1831.
Allegou o supplicanle ler sido nomeado prati-
cante da reparligAo do commissariado geral do exercilo
em o anno de 1825, noinea;o que mereceu ser ap-
provada pelo governo por aviso de 17 de novembro
do mesmo anno, que em 1828 foi nomeado escrip-
turaro, sendo esla nomearao igualmente approvada
pelo governo ; que servio com zelo durante a guerra
rom a Repblica Argentina bem como no Rio
Grande do Sul por occasiao da rebellao que all le-
ve lugar ltimamente, sendo encarregado do forne-
cimente da divisao da esquadra, c que se julga com
igual direito ao du escrplurario Francaco Antonio
Fernande que obleve a seu favor a resolucao de 31
de oulubro de 1835.
Sendo ouvido o contador gcral do thesuuro pu-
blico acerca desla preleiirao. dase quo segunde u
regulamento que regia o commissariado geral do
exercilo, o aupplicaule nao eslava comprchendido
na disposicao do decrete do 31 de oulubro de 1831,
porquanto os lugares de escriplurarros nao cram de-
pendentes de confirmarlo, por aviso da secretaria de
estado dos negocios da guerra, por perleucer priva-
tivamente ao coniinissario geral confirmar c assia-
nar os tilulos de nomear^ao desses lugares, conforme
o arl. 1. du citado regulamento; mas como Fran-
cisco Antonio Fcrnandes eslava em idnticas cir-
cumstancias do supplicanle e pela resol urdo legisla-
tiva de 31 de oulubro de 1835 se maudou com-
prehender na disposirao daquella lei, parecia que
s por outro aclo do curpo legislativo poda o sup-
plicanle ser considerado empregado de rcparlirdto
exliticta para enlao ter o direito ao ordenado que rc-
quer.
0 consclheijo procurador da cora, soberana e
fazenda nacional informou que, sendo o supplican-
le empresado da reparticito exlncla do commissa-
riado, e tendo diploma docommissario geral do exer
cite, dessa nomeacao por aviso da secretaria da
guerra de 18 de agosto de 1828, julgava eslar elle
comprebenddo na disposicao do decreto 31 de oulu-
bro de 1831, e que nao se fazia misler declararan do
corpo legislativo, mormentcvista'da resolucao de 31
de oulubro de 1835, que j cxplicou a lei em caso
idntico, enteudendo prtenlo que se devia mandar
pagar ao supplicanle os vencimculos atrazados a que
lem direito na qualidade de esrrpturario do exme-
lo commissariado geral do exercilo.
a A commissao de marinda e guerra, a visla da
juslica que assislc ao supplicanle comprovada por
andenlo o- documentos.visto ler sido nomeado escrip-
turaro da rcpailiro do commissariado gcral do ex-
ercilo em 1828, nomcaro que foi approvada pelo
governo por aviso de 18 de agosto do mesmo anno
que mandn pagar-Hit os respectivos vencmcnlos ;
estando por isso comprchendido na resolurao de 31
de oulubro de ImI que diz:
n Os empregados da cxlincta rcparlieau do com-
missariado, que se acharem confirmados por aviso da
serrelaria de estado dos negocios da guerra, conli-
nurAo a receder OS sens ordenados al qne sejam
empregados em outras reparlircs .- e tendo mais
a commissao cm viste que o supplicanle prestara
ltimamente seus serviros na provincia do Rio
iiiaudedo Sul, na qualidade do escrplurario, c do
que j npralieou a respeilo do escripturaro Fran-
cisco Antonio Fcrnandes cm idnticas cirenmstancias
do sopplicaiHe, nlferecem a esle augusta cma-
ra o seguinte projecto de resolurao :
A a.embira geral legislativa resole :
ii Artigo nico. Manoel Agoslinho do Nascimen-
lo, que foi i-.i riplurariu da exlncla repartirn do
commissariado gcral do exercilo, esl comprehendi-
do na resolurao da asscmbla geral legislativa de 31
de oulubro de 1831.
Par;o da cmara dos deputsdos, 20 de junho de
1850. A. Nunes de guiar. J, J. de Lima t
Silva Sobrinhi: Stbatliio do Reg.
cmara e remedida para o senado, onde a respecti-
va commissao a achou igualmente digna de ser ap-
provada, oderecendo apenas urna peqneua emenda.
Sendo porem ofierecida discussao uo dia 20 de ju-
nho do anno lindo foi rejelada.
o O peticionario volta presenca desla augusta
cmara a supplicar-lhe a graca de honrar segunda
vezo seu juslo pedido, approvando nova resolucao.
A commissao de marinha e guerra, tendo em
considerarlo nSo sosmesmos fundamentos queau-
torisam o projeclo n. 138 de 1850, mas e muilo es-
senri,lmente o voto desla augusta cmara que o ap-
provra ; jenlende que he de seu rigoroso dever
offerecer uovamenle sua consideraran aquclle pro-
jeclo, que be formulado nos seguintes termos :
A assembla geral legislativa rcsolvc :
Arligounico. Manoel Agoslinho do Nascimen-
lo, que foi escripturaro da exliucla repartirn do
commissariado gcral du exercilo, esl comprchendi-
do na resu.urao da asscmbla geral legislativa de 31
de oulubro de 1831.
a Paco da cmara dos diputados, em 15 de julho
de 1854. /. A. de Miranda. J. M. Pereira da
Silva. A. C, Sera.
Pnssando-se i prmeira parle da ordem do dia,
procede-sc votaran do requerimenlo do Sr. Sil-
veira da Molla, apresentedo na sessao antecedente,
sobro a pretenrAode Lino Jos Lupes, cuja discussao
licara encerrada. He approvado.
O 1. Secretario requer cmara urgencia para
ler a redaeco do projecto du urcameotu.
Concedendo a cmara, he lida e sem debate ap-
provada a redaccio.
Enlra em 1. discussao o seguinte projeclo :
A assembla geral legislativa resolve:
Arl. 1. Fica aulorsada a Ilim.a cmara muni-
cipal da corle a encorporar nma eompanhia para o
fim de abrir a roa do Cano al. o largo do Paco,
dar-lhe em teda a exlensao a mesma largura que lem
a dos Cganos, e edificar de um e oulro lado novos
predios, segundo o prospecto ou prospectos que rae-
reccrem a approvac,Ao do governo.
a Arl. 2. A compauhia sera obrigada ao cum-
prlmerrlo do artigo antecedente dentro de um prazo
nunca maior de 20 anuos, que comecar a contar-
se (I roezesdepois que esla resolurao for san.dona-
da, sujelando-se no caso contrario s multas que Ihe
forem arbitradas nos estatutos.
c Arl. 3. O governo marcar o modo pralico pa-
ra o cunee,) das cdifica;Oes, podendo dividir a ra
em diversos quarleires, e determinar prazos de
lempo para o respectivo alargamenlo e edificarjte.
nao podendo porem exceder do pra.o geral do artigo
antecedente.
n Arl. 1. Terito preferencia para se nscreverem
como accionistas os propriclarios das casase terre-
nos da dita ra, cada um at o valor da sua proprie-
dade.
c Arl. 5. A eompanhia ficar exonerada dos fo-
ros c laudemios que forem devidos lilm. cmara
pelo prazo dos 20 annos do arl. 2.
Arl. 6. A eompanhia poder desapropriar, se
assim for necessario, lodos os predios da referida
ra, e a parte dos terrenos das casas ou quinlaes
das outras que lhc ficam prximamente parallelas
ou contiguas, tanto quanlo baste para que as novas
edificaces tenham o fundo de 15 braras. Todava,
se ua opiniao dos lonvados a desapropriaco de par-
te de qualquar predio puder trazer a ruina ou inu-
lilisacao do mesmo predio, a eompanhia ser obriga-
da a dc-'upropria-lo completamente.
Art. 7. O processo para eslas desapropriaces
ser summarissimo, nomeando-se lomado por am-
bas as parles, e um tereciro para desempate, caso
seja necessario, e enlregando-se ao inleressadu ou
depo-iiando-.se o valor arbitrado, sem mais oulro
recurso ou formalidade. A base pira a avaliarao
ser a seguinte :
a Tomar-se-ba para pagamento da decima o ter-
mo medio dusalugueisdo predio ou terreno no ulti-
mo trinnio de 18511852, 18531854 ; eesse va-
lor multiplicado por 20 aunos ser o preco de esti-
mativa do predio ou terreno.
Se o predio houver sido reparado ou reedifica-
do naquelle trinnio, de sorle que le iba augmenta-
do de preco na locarao, como se reconhecer pelo
pagamento daylecima, a base ser tomada nao do
termo medio, Ib da decima do ultimo dos tres
annos. ^: *
Aos predios jue durante es'C trinnio houve-
rem sido habiteos cm parle ou no ludo por seus
propietarios seaccrescenlar mais nma quola de dez
por cento sobre o preco da poasivel locaran, qoe li-
ver servido de estimativa para o lanamente da de-
cima.
Se os terrenos das ras parallelas ou contigua*
que se desapropriarem forem foreiros, far-sc-ha urna
partilda proporcional do foro para ser paga de en-
lao em (liante pela eompanhia a parle que Ihe per-
leucer.
Seo predio desapropriado estiver lilimoso ou
hypolhecado, sera o seu valor levado ao cofre de de-
posites por conta de quem perlencer, se relativa-
mente segunda hvpolheie nao concordare! em
outro al vil re o credor e devedor.
ram juizes perpetuos especiaes para as causas corrt-
merciaes t Se cases juizes exislisscm, e se para esses
lugares tivessem sido nomeados magistrados Ilus-
trados e experimentados no servico, obrigados a
e-ludar esees novas leis e apreciar os embaracos de
sua execujao, esses magistrado* poderinm oflerecer
elementes mui importantes de informacSespralicas
para o aperTeicoamcnlo dessas mesmas leis. En-
tretanto tendo sido conferida a attribuicao de ins-
truir e julgar essas causas a juizes novos, sem tiroci-
nio e sem experiencia, por esse modo se lem com-
prometilo os direitos das parles, e se nao dislinguem
bem os deleites da lei dos defeitos do executor.
(Apoiadot.)
Na instancia superior nem sempre he permillido
alargar os meros de defeza e os meio* de instruirn ;
isso perlence mais particularmente prmeira ins-
tancia, e por isso pens eu que a reforma >dever
principiar por ah, ou entilo devera ser completa
e abranger ambas as instancias, tanto mais quanlo
os liomens pralicos nesses negocios estao hoje mari
descontentes com a prmeira instaiicia do que com
a segunda, e isso mesmo eu disse no anno passado
nesla cusa com algum desenvolvimente.
Senhores, nos nao temos ainda os habites desses
negocios, e por isso ainda desconbecemos, ou pelo
menos avadamos em pouco certas necessdades. Li-
mitados, na sciencia do processo, a formas e a roti-
nas tengas, mais pruprias para perpetuar as deman-
das do que para favorecer as prctenc,es e os di-
reitos dos litigantes, e garantirem o acerlo das
decises, nos vemos que o reguiamenlo de 1850,
dado para as causas cnmmerciaes, e quealis Toi bem
elaborado (e ou sou seu defensor,) he mais proprio
pan a* causas civis do que para as causas com-
merciaes, que por sua nalureza sao expeditas e bre-
ves. Em muitos pontea e lugares easo regulamento
enche lacunas das leisf do processo civil, em oulros
pontos s explicara e as toruam suscepliveis de urna
execucio mais razoavel e positiva, e mesmo assim
ronlinuam ainda entre o processo civil e ocommer-
cial, em primeira instancia, divergencias confusas e
informes : porque entende-se que a rolina, boa ou
m, vale mais que ludo. No entente, repilo, esse
regulamento, alias Uto bem coufeccionado a cortes
respeilos, se resenle da falla de certa brevidade que
he indispensavel para as causas commerciaes.
E, senhores, o uobre miniatro da justica, que he
mestre nessas materias upoi.ulus, ha de reconhe-
cer a necessidade de nao deixar a primeira instan-
cia dessas cansas, quer emrelaralo orgauisario ju-
diciaria, quer em i elacan ao seu processo, uo mesmo
eslado de imperfeirao cm que ora se acba.
Sendo essa a nimba opiniao, nAu deixo todava
de reconhecer que a reforma, lal qual se acba es-
cripta no projecto, limitada a seguna instancia,
conten vanlauons dignas de se adoptaren). O tri-
bunal do commercio, sendo composto de juizes le-
trados e per petuos, e de liomens pralicos e profes-
sionaes, devera reunir em si urna grande somma de lu-
zes para osjulgamenlos das causas: o commercio tem
seus estylos proprios, lem suas ililliculdades inhe-
rentes a certos rregocios, cuja snlucao se nao encon-
Ira as leis; lem suas especialidades, coja aprecia-
cao justa s pude ser feita por commercianles de
pralica e experiencia.
Quanlo aos argumentos contra a constitucionali-
dade do projeclo, ronfesso que nao oa aceite. Se-
nhores, urna conslituicao nio faz mais do que lau-
car as bases para um bom edificio. Na parle rela-
tiva ao poder judiciario todas as verdades que ella
conlem sio para que se chegue ao lim de urna boa
admioislracio de juslira ; he asim que ella reco-
nhece a necessidade de juizes especiaos para certas
causas especiaes, e creio que todos sabem que as
causas commerciaes sao geralmenle consideradas
como sui generit; suas materias envolvem inleres-
ses de certa ordem, qa. exigem tambem medidas
de certa ordem, qoe se nao confundera com as cau-
sas e cora o processo commum. {Apoiadoi.)
Assim, portante, apezar de reconhecer a eslrei-
leza da reforma, como o puuco que ella conlem
me parece til e vautajoso, voto a favor do pro-
jeclo.
Fallam ainda a favor do projeclo os Srs. Taques
e ministro da juslica, depois do que verificando-se
nio haver casa para se volar, fica encerrada a dis-
cussao.
O presidente deaigua a ordem do dia e levante a
sessao.
21
pissando para o fiel do Ibcsoureiro a incumbencia da
cobranra dos bilhelcs da alfandega.
0 A 'tabella seja alterada pela seguinte roanei-
ra :
Inspector e contador....... 3:000o
e 3 escripturaro*, a cada uro..... l:60Ua
1 lliesnureiro, sendo 2008 para qucbris. 3:000a
1 correlor. *........ 2:2(Hi5
a 2 aldanles do mesmo, a cada um. 'J:{S
1 porleiro...........1:2009
t fiel cobrador.........1:6005
1 odiador........... 60W
o Salva a redaeco./ 'enaneio Jote Liiboa.
Fallam ainda os Srs. Ferraz e Figueira de Mello,
requerendo este ultimo que a discusaao ficasse adia-
da por tres dias.
Vsrificaudo-seno haver casa, nio se vota sobre
este requerimenlo.
O presidente designa a ordem do dia e levante a
sessao.
PERYIMBICO.
I
t.
a Arl. 8. A eompanhia gozar das mesmas isen-
ccs que lem a fazenda publica na acquiaicio e ven-
da de aeua terrenos e predios; bem como nao licara
sujeita ao pagamento da decima urbana durante o
prazo marcado dos 20 annos contados da poca ci-
ma estipulada, e isto tanto para os prediosactuaes,
louo que os comprar ou desapropriar, como para os
novos qne construir.
ii Arl. 9. A eompanhia ser obrigada ao deposi-
te de quaulias para garanda das presentes condi-
r-jes, que ir poniendo successivamente, ou levan-
lando no caso de iufraccaoou desempenho dcllas.
ci Arl. 10. Os favores e obrigarjSes desla lei pas-
sam aos possuidores de lerreuoa ou predios compra-
dos eompanhia at o prazo cima estebelecido.
Art. 11 Ficam revogadas lodas as disposires
em contrario.
a Sala das commisaes, 13 de julho de 1851.
F. Oclaviano. Araujo Lima, com restriegues.
Brrelo Pcdroso. C. Borges. Jusliniano Jote
da Bocha. Teixeira de Souza.,
O Sr. Ilenrique.i faz varias considerarles sobre a
materia e conclue mandando a mesa o seguinte re-
querimenlo, que he lido e apoiado :
ii Requeiro que o projeclo seja remedido as com-
miasoes reunida- de fazenda e justira civil para in-
terporero o seu parecer, assim sobre os prejuizos
que tem de resultar fazenda do disposto no arti-
go 8. do projecto, apresentando o urcaracnto iles-
se prejuizo, corno acerca da maueira da desapropria-
eau eslabelecida no mesmo projeclo. S. a R. ./.
J. Ilenrii/ue*.
OSr, l'irialo combate o requerimenlo. e auslcn-
ta a ulilidade do projeclo.
Juteado o requerimenlo discutido, hcsubmellido
a votarlo e rejeitedo.
Continua a l.*discuss3o do projecto, a qual fica
adiada pela hora.
Pa-aiulo-se a 2. parle da ordem do dia, entra
em 2.-' discussio o projeclo que altera algumas dis-
posicues du cdigo commcrrial, principiando pelo
arl. I.".
Fallara os Srs. Ferraz c Virialo, o 1. combatendo
2." defendendo o projeclo, depois do que he lida e
apiada a seguinte emenda :
ii Emenda ao art. 1.:
b Depois das palavrascausas de sociedades,
ele, al falimientosdiua-secommerciaes.
ii Supprimam-se as palavrasa composicao dos
ditos tribuuaes, etc.e disa-se: n a forma do pro-
cesso para o exercirio desta nova juriadirjlo ser
eslabelecida em regulamento do governo. Accrcs-
cenlc-se : Os tribuuaes de commercio scr.lo com-
postos m Rio de Jaueiro de rnaia 13 membros, e
nas outras provincial de mais 2, rromcadus d'entrc
os desemhargadores das relac,6es.Silvcira da Mol-
laFinta, n
OSr. Paula Baplisla:Sr. presidente, vou sub-
melliT ao juizo da cmara, e em breves palavras, a
miiih* opiniao sobre osle projeclo.
Se as causas devem passar por dous eraos de ju-
risdicriui para que os julgados expriman! mais cf-
lica/. c moralmente a verdade e a juslira, conven
nao esquecer que a primeira lactancia li a que of-
ferece mais vasto campo para a nprost-ularao, dis-
cussao, exanie everilicacao das prctcnres oppostas,
ou do objecto cm litigio.
Ora. quando de muitas parles appareceu! queixas
bem fundadas contra a sua urgauisarao judiriaria pa-
ra a primeira instancia das causas commerciaes,
ciinio abanilonarmos esse ponte para traannos iso-
Maneota de reformas para a segunda instancia?
Senhores, cu nao sei que ino fado he esse que nos
perseeue nessas reformas incompletas, e quasi sem-
pre mutilada*. Desatarte atohtervatoetpraticat
ficam lamben inroinpletes. as experiencias nao sio
scL-uras c a necessidade de reformar se vai produ-
zindo sem limites.
Logo que se publicou o cdigo do cornmercin. al-
enlas at complicaees e ililliculdades desta materia,
o governo devera ter cuidado de crear especialida-
des. Se para os feitos da fazenda. nao obstante o
administrativo contencioso ser adi limitado e o sim-
ples administrativo ser quasi nada, se crearam jui-
ze* eopeciae, por que razio lambem se nio crea-
Lida e approvada a acia da antecedente, o 1."
secretario d rutila do seguinte expediente:
Urna leprosrnlaeau da assembla legislativa da
provincia do MarauhAo, pedindo urna medida legis-
lativa que isenle do rccruUmento oa cidadius que se
quizerem sujeitar ao Irabalboda agricultura na qua-
lidade de colonos. A' commissio de assemblas
provinciaes.
Um requerimenlo de Jos Antonio de Paula e
Silva, pedindo dispenaa para matricular-ae no 2."
armo do curso jurdico de qualquer daa academias
do imperio, obrrgando-se a examc do 1. anno que
cursuu na universo lado de Coi mina. A' commissao
de iiisli iiicau publica.
Le-se c approva-se a redacao do projecto que ap-
prova a aposentedoria do I ir. Antonio Mara de Mi-
randa e Castro, e o seguinte parecer :
i A commissao de penaea e ordenados, a quem
foi presente o reqiisriinenlo de Antonio Carncro
llomem de SotHo-Maior, pedindo a esta augusta c-
mara urna merr pecuniaria em altencsi'iu nos servi-_
(os prestados em diflereriles pocas, por nao Ihe ser
possivcl subsistir por seus bens, he de parecer que se
indelrra a preteueao do supplicaute por nao compe-
tir a esta cmara a iniciativa no que elle requer.
ir Paco da cmara dos deputados, 20 de julho de
1854. Gome* Bibeiro.D. Francisco.
Sio julgados ebjeclo de deliberadlo, o vao a im-
primir para entrar na ordem dos trabadlos, os se-
guintes projeelos.
a A commissao de conslituicao e poderes, tendo
examinado a pelicAoe ducumentus cm que o subdi-
to porluguez Juan Jos de Almeida Cruz pede dis-
pensa do intersticio legal para se poder naluralisar
cidadao brasileiro, he de' parecer que ae adopte a se-
guinte resolucao
(i A assembla geral legislativa resolve :
Artigo nico. O governo fica autorisado para
Conceder caria da naturalisar,ao de cidadao brasileiro
ao subdito porluguez Joao Joa de Almeida Cruz ;
dispensadas para esse fim as dispusieres em con-
trario.
Paco da cmara dos depulailos, em 20 de julho
de 1854. F. D. Pereira de l'ascomellos. J. M.
Figueira de Mello.
a A cnminiss.il) de conslituicao e poderes, exami-
nando as petiees edocumcntosdobacharel Bernardo
Teixeira de Moraes Lerle Velho, e I loarle Guilher-
me Correia de Mello, subditos portuguezes, em que
pedein dispensa do lempo necessario para se uaiu-
ralisarem cidadaos brasileiros, he de parecer que se
adopte a resolucao seguinte :
ii A asscmbla geral legislativa resolve :
Artigo nico.Fica o.governo autorUado para
conceder cartas de naliiralisarilo de cidadao brasilei-
ro aos subditos portuguezes, bacliarel Benrardo Tei-
xeira de Moraes l.eile Velho e Uarle l iiiilberme
Correia de Mello, revogadas para esse lin'i as dis-
posires em contrario.
ii Paco da cmara dos deputados, em 20 de julho
de 1854. F. D. Pereira de l'ascuncello. J. M.
Figueira de Mello.
Passando-se primeira parte da ordem do dia,
contina al." discussao do projeclo que aulorisa a
cmara municipal desta cidade a eucorporar urna
eompanhia que se encarregue desla obra.
Fallam os Srs. Paula Candido c Silvoira da Mol-
la, o primeiro, sustentando a ulilidade do projecto,
o segundo combalendo-a, depois do que fica a dis-
cussio adiada pela hora.
Passando-se 2" parte da ordem do dia.procede-se
,i volacaodo arl. 1do projectoque reforma os tribu-
uaes do commercio, e h approvado com as emen-
das da commissao.
O art. 2 he approvado sem deba te e com. elle linda
a 2." discussao do projeclo que passa para a 3.
Enlra em 2. discussio o projeclo do senado que
lem por lim alterar a tabella do preco dos enler-
ros.
O Sr. Paula Candido requer seja o projeclo re-
medido s cnininisses de saude publica e fazen-
da.
O Sr. Augusto de OrVtejra fundamenta a seguin-
te sub-emenda :
Em lusardecommissio de saude publica e fa-
zendadiga-sesaude publica e juslica civil. A.
de Oliveira. o
Julga-se discutida a materia, he approvado o re-
querimenlo do Sr. Paula Candido, e rejeitada a sub-
emenda do Sr. Augusto de Oliveira.
Esgolada esla parte da urdom du dia volla-se a
1."; continua a l. discussao do projeclo que aulo-
risa a cmara municipal para encorporar urna eom-
panhia que em prebenda a abertura e alargamenlo da
ra do Cano.
O Sr. Araujo Lima faz varias rnnsideraroes sobre
a materia e conclue declarando que vola a favor do
probeta.
Dill'erentes deputados ceilein a palavra para volar-
se; julga-se a materia sufllcreiileineutc discutida, e
posta a volos be o projeclo approvado em 1." discus-
sao.
O Sr. J. A. de Miranda pede a dispensa do en-
Icratirro para entrar o mesmo projeclo amauhaa em
disctalo.
Cunsultada a casa, ella anime.
Enlra em 1. discussio o projerlo que aulorisa o
govern) a mandar psgar ao padre Leonardo Anlu-
nes Mcira llrnriques i sua roiigrua rom- vinario
-na 1 do I o -pado de l'er na ni buco, vencida dol.de
oulubrode 1849 ao ultimo de junho de 1850.
OSr. Agniar pede que o projeclo tenha urna s
discussao.
Consulta-se a rasa, c he approvado esse requeri-
menlo.
Kilo havendo quem falle sobre a materia encerra-
se a discussao, e corrillo o escrutinio he o projeclo
COMARCA DE l,UUMIl\S.
23 de (ooto.
Nao sei se estar Vmc. lembrado de que llie com-
muniquei ltimamente achar-me em preparativos
de urna jornada ao lluique: nada ha cerlamenteqoe
prenda menos as alteucs dos seus felices e anteveis
leitores dessa capital, do qoe urna por detnai* pro-
saica descripcao de viagem por estes nhopilo ter-
rees: emboca eu tente dizer-lhe o que tenli ao ver-
me, por exemplo, possuido do encanto, que seria-
mente fascina, de ouvir as notas suaves da tiriema ;
o melodioso trinado da cauart, mui comraodamente
empoleirada na mais inaceseiv.l ramagem de urna
liar auna: embora eu eiisaiecommunicar-lhe ta-
imiento do bello, do sublime mesmo, que meette-
siou ao expandir a vista para lodo os puntos uo cimn
da imputada e piloresca serra de San Jos, toda er-
rirada de alcantilado granito; o doce horror d. ver,
de sentir a minba chupada cavalgadura pisar dous
dedos disimile de um despendadeiro e mais aditnte
galgar em um su lempo, a Torca do estimulo da es-
pora, urna enorme pedia oval e plana, que se me fi-
gurou o casco de um peba com ludo isso, digo, nio
conseguirei tornar inlereasaule a leilnra de um iti-
nerario a lluique ; e mesmo nao eslou dispotlo ago-
ra para lio desfrutavel larefa, que me obrigara a
deixar o meo serio e ir meder-me em fundurat. E,
pois. peco e rou a Vmc, como bom amigo qne he,
que mu deixe folgar o pensamenlo, liberlandn-o dt-
seeslvlu guindado, que tanto iucommoda-noo. dessa
diccio alambicada que boje he moda: permitta-me
o livre uso de minba humilde enanciacllo do coslu-
me, e vamos ao caso.
He (al o pnico, (eu be que por modestia ou va-
lenta assim digo) de que se possue qualquer fiel
chrislao, que se ve condemnado a ir ao senhor Bui-
que; tantas as di/fin*ld za, que licite rae fora, quando alti cheguei can lauta
paz, applcar-me as palavras do grande hmem do
secute, mulatit mulandi*. por elle proferidas em
certo aperlo em 1812: eilou no Kremlin!
Fui, como em oulra diste, referida villa a nego-
cio de meu particular interesse ; tendo-o concluido,
regressei felizmente aos patrios lares no dia ii desla
mez, onde acbci igualmente bem os meas tres ncli-
nhos. uos criados d. Vmc., e mais caterva de lami-
lla, Dos louvado. Deixei em Buique o delegado de
polica, o Sr. capitn Caraiain, com parla do oeu des-
tacamento volante: constou-me que S. S. ten
prendido grande njirjiero de criminosos, nio tmente
entre os que all residatn de publico^ mas em lodos
os demais pontos da comarca, urna parte dos quaes
ha elle posto disposicao do juiz municipal, para
Ibes formar culpa ; de sorle que o pobre do juiz nao
sabo para que parle se volle, saliindo-lhe agora de
mais a mais de csguelha o l)r. juiz de direilo con a
sua convocarlo do jury para odia 5deoulnbro,vin-
douro : fervel opui '. Prendero os subdelegados, os
inspectores,o delegado, o juiz municipal, oecorarnin-
dantes de destacamentos pirciaesl Umapj^^k.bri-
Ibanle de nomes ilUutrc vai sendo ofluaN
nuvem uegra, que paira actualmente sobre esla co-
marca, como a msldic.ao de Dos, dizem osodusea-
dos. Um senhor Luiz Carlos Bezerra Cavalcanti e
mais duas pessoas notavets aqui residentes, do mes-
mo gothico appellido, cujos nomes por modestia nao
publico, em razio de nao se aclurem ainda presos,
esli pronunciados em crime de furto de eocravos.
Uta outro facinoroso de Correule, Jos Lopes, pelo
mesmo crime; mais um lerceiro, Thomaz de llollan-
da Portel la, ainda pelo mesmrssimo crime, esio pre-
sos. Ha um cem numero de procesaos instaurados
j pelo referido delegado, j pelo juiz municipal.
Pedro de Albuquerque,t,de Santa Maria, esl tam-
bem preso por crime de morle : nio ha cadeia para
lanos presos.
O juiz municipal concluio oestes dias quatro sem-
inarios por/Arada de presos do poder da polica e um
por crime iie resistencia, que Uto directamente offen-
dem o principio da auloridade. '
Nessa villa de fresca dala a que me cfiro, o Bui-
que, liz commercio de amisade com o lenente-coro-
nel Manoel Lius de Albuquerque, da Parahiba, e
com o seu sobrinho, o Sr. Lul : ambos estes senho-
res acham-se em Buique, onde procurara icflt trir-
but reivindicar dous cscravus, que esli nesta co-
marca em poder de genle gcauda : Dos Ibes fade
bem : um desses muilos pjajec^f de que MU, lem ,
rel.n.ao com este faci. T^^" f
Foi capturado mais o aslrssino do soldado de*l-_^-/ .
cajo em Papacaca : deve Vmc. estar lembrado de -
que llie iioticiei este assassinalo: acha-se igualmente
preso mais um senhor Cavalcanli, Jeronvmo Pae*
Cavalcanli Barrete, por coimes de morle e furto de
cscravos; acha-se recolhido cadeia de (jaranhuns
e esl sendo summariado pelo juiz municipal.
Contase que o delegado gratificara a um inspec-
tor de polica l dos confus da comarca, Cesario de
lal,_ a captura do matador do soldado com a quantia
de jU, e tambera se diz que o camelo do inspector
aceitara oa cobres, circumstaucia esla que, conforme
o meu modo de apreciar as fousas, poz ao nivel de
zero o mrito desta servico.
As prises continuara < asseguro-lhe que se Tor-
mos nesla marcha, poderemot gozar brevemente de
alguma seguranra individual e de propriedade, o
que j nao he pouco: se o delegado mala, o juiz mu-
nicipal estela ; c o dt direilo, no alto de sua cadei-
ra presidencial no jury, cnloar o misero reo a de
profundis clamad ad te. Domine.., mas, baldado es-
forco! nulla est redemptio!
Ha perfeilo antagonismo nas auloridadesdesla co-
marca ; assim uetfa cruzada tenaz, que levantara
presentemente conlra o crime, nao esqueraj ellas
alguma vez as eternas rearas da equidade e nesmu
as da juslira.
Em Buique, quando nao Iratava do meu negocio
dos impostes provinciaes. Ii o excedente romanc de
Mrs. Stowe, l'ncle Tom's Cabin, cuja leuura devo
a um obsequiosu e digno amigo, que por muiros ou-
lros e valiosissimos ttulos, leudo a fortuna d* pns-
suir nessa capital.
O correio passa troanhia, lalvez cedo.ou antes bu-
je um pouco mais larde: sao duas horas da'manhia
do dia 23, e por isso, vencido pelo enfado, aaui fi-
ualiso este.
. Adeos, meu amigo. [Carlaparticular.)
"Mal
;
*
V
.

- REPARTiqAO OA POLICA.
Parle do dia 1 de selembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje recebidas nesla repartidlo, consta lerera
sido presos : ordem do subdelegado da freguezia
de S. Fr. Pedro Uoncalves, o preto, Manoel Jos do
Nascimenlo, para averiguarles polreiaes; a do sub-
delegado da freguezia de S. Antonio, o prelo eteravo
Joaquim, por briga ; a do subdelegado da freguezia
de S. Jos, Joio Lourenco Ncpomuceno, por feri-
menlos, o* prclos Antonio e Isabel, para c6rrecr,ao,
e F'rancelino Manoel de Sania Rosa, para averigoa-
ees policiaes ; a do subdelegado da freguezia da Boa
Vista, o marojo inglez Jorge Guilhermc. por sospei-
lo de ser desertor ; e a do subdelegado da freguezia
do Poco da Panella, Heliodoro Avelina Costa, por
crime de furto.
Ueos guarde a V. Exc. SeciMaria da polica de
Pernambuco Io deselembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. eonselheirn Jos Berilo da Cuuha e Fisueiredo,
presidente da provincia. Lui: Carlos de Paicn
Teixeira. chufe de polica da provincia.
MAPPA dos doenles tratados no hospital regi-
mental de Pernambuco, durante o mez de agosto
de 1854.
V
Hospital na Suic- E s 5 a
idle lu de selem- 5 6 v
bro de 1854. - f o a *3
--Somma 85 109 75 4 115
Observarao.
Os fallecidos foram todos 'de luberuLjaaaiulnin-
nares. m
Dr. Prxedes Gomes de*Sc*tza Pitonga,
1 cirurgio encarresado.

approvado por 51 votos conlra 8.
Entra cm 3.a discussao n projeclo relativo ao aug-
mente de ordenados dos empregadus da caiva de a-
morlisarao.
ti Sr. I enaneio lieboa discorre sobre o projeclo e
conclue oflcreccndi a seguidle emenda.
O art. I seja aahstiluido pelo seguinte :
ii Arl. 1. S 1. O servico da caita da amorlisaciio
ser Teilo d'ora em dianle rom o numero de emprc-
gadoa constante da tabella junta, oaquaea perrebero
os veucimenlos nidia designados, sendo a qttarta
parle desles considerada romo cralilicaco a que
si> lera dircilu o empregado pelo elteclivo exerci-
cio.
2. Fica suppriraido o cargo de inspector sera!.
sendo suas obrigaces preenebidas cumulalivameiite
DIARIO DE PERNAMBICO.
A's noticias comtnunicadas pelos nossos corres-
pondentes de llamburgn, Paris, Lisboa e Porto em
suas cj^a-. bonlem publicadas ueste Diario, vamos
arcrcsccnlar algumas particularidades colhidas daa
gazclas que nos Irouxe o vapor.
A quesillo do Oriente continua no mesmo eslado,
nenhuma acrao imprtanlo linha lido lugar nem ao
Mar-Negro nem no Baldeo, todavia um exercilo de
80 a 100,0000 liomens romposlo de Inglezes, Fran-
cezes e Turcos duba parlido para invadir a Crimea
a tentar cslabelecer-se nas alturas que iluminara so-
bre o (Kirlo de Sebastopol.
As /el.i. inglezas lallam enm eiilhusiasmo dessa
i'vpedirao, porquanlo julgam-na umt empreza cor-
respondente dignidadi! e recursos das duas grandes
nac,cs, alm de ser propria para justificar amplamen-
le a eeiiliauca da Turqua, entretanto o Times diz
que lalvez Sebastopol nao seja atacado, lmilando-so
o exercilo adiado a bluqueia-lo para obrigar a*u.u -
uirio a render-se faininla.
Pela misa parle nao julgamoa corresponder mnilv
a dignidade e recursos de duas nacoet, laes como a
Franca e Inglaterra, nma lio demorada operaciu;
parece-nos quo, a serern iao grandes como oe diz s
forras de que podem dispor, seria mais expedito ata-

pelo contador. car a orgulhosa fortaleza, e toma-lai pona de bayo-
3. Fica igualmente supprimido o de cobrador, I nelt.



'
m*m
/
V
*i
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M
i <

l

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Se Sebastopol acha-se agora araucaria, Cronsladl,
permanece tranquilla; uio abtanle mar o Bltico
ocrupado )' ir urna fortissima esquadra, nMa que saina .e intentara lio ceilu contra ella, cnlrelauto
rem destruido os couveulos russos situados as
praias, cnlraram no golpho de Unegsliiiin junto de
Archangel.
as margena do Danubio evacuaran! os Kussos l-
timamente lodo a Valachia.
Antes de deixar Ruchares!, o general tfurlscha-
kofl rouaio si Boyardos e graJeceu-lhes a maneira
pela qual tinham tratado as (ropas russas durante a
ua estada naquella cularie, accrescenlando qu ra-
zies estratgicas o levavam a deixar a cidadp, bom
que fosse provavel que cedo voltaria.
Apenas os Russos deixarau) Bucharest, o general
turco mandiiu para all urna mensagein, exiginrio
iojamento e provista para 12,000 hoiuens dentro
pa cidade, o raides para vinle mil lora dos mu-
ros.
Escrevem de Coustanlinopla em -l de julho ao
Standar!..
O primeiri ministro pena (ni mandado em missAo
Georgia, para propor um tratado secreto entre o
ciar e o seal) da Persia sob as condl;es seguin-
l:
1" A Rnssia restituir Per-ia a provincia d'Eri-
van at o la?o (locha, lodo o Karabagh i a parte do
lerri torio de Tanlich.
2* A Russia annullaria a divida de que he credo-
ra a Persia.
, 3" A Russia ajudiria a Persia sendo necessario, a
recobrar os ilistrictos do Kutur e oulros conquistados
pela Turqua na pruvincia de Azerbirijan.
4 A Ruisia daria urna remunerarla de dous mi-
Ihocs de ducados ao primeiro ministro persa esua
familia, como luvas, pela eclebraeflo deste tratado.
O estado duploravcl du exercito persa, a mingua
e falta absoluta de recursos lo governo deste paiz,
tornaiti de nenhumi vaiilagcro para a Russia o (raa-
do no caso que sejam verdadeirns iscondijOes cima
referidas.
Alm da guerra, oulro mal aimla mais lerrivel es-
la liagelland) agora a pobre Europa. O cholera,
que j fazia ?sdagos uo Bltico, em S. Pelershurgo,
Cuiislantirior la. Pyreu c margens do llanubio, re-
benloii ltimamente com bastante furor na Alleina-
nha, na Franja e na Italia, fazendn principalmen-
te mais victimas em aples c (ienuva.
Nesjta cidade reina tao grande (error que, segundo
lemoejpeYWtda O|0(1U pessoas a tem iibaudonado,
Oreiquertinuo impedir essa disercao geral, e tam-
bem animal seos vassallos, linha resolvido ir passar
algum templa era Genova. Cila-se com grandes loo-
vore o nonio do arcebispo daquella cidade, o qual,
bem que bastante' idoso e doene, pelo que residia
na, apenas fui informido da exislcncia
e os seus diocesanos, correu para o mcio
ka animados e prestar-lhes os servidos ao
DIARIO DE PERNAMBUGO. SBADO 2 DE SETEMBRO O 1854.
Mi
na Ademan
da pesie
delles atim
sea alcance
iode Selembro publica of tguinle :
Tribuno ( o mesmo vem na Sacion
la ha noticias tilo graves que no nos
atrevemos a confirma-las sem receber corresponden-
cias. ^
Segundo Halaga, os insurgentes de Pirma pnde-
ram sahir fo a da povoac^Io. retirando-se a Burgo
San Uounino. A arlilharia troveja em Milta, I.odi,
Rergamo, Brescria, Crcmona c oulras cidades da
I.ombardia sublevada, adherindo as tropas hngaras
ao movimento (popular.
O mesmo orual, anda quo cora menos seguran-
za, accrescenlautie tambem Koma est sublevada.
O que (la nossa parte podemos dizer he, que
faltam dous correios de Milao e do talia. \
A Hespir.lia se ia tranquillisando. Muilas dimis-
sSes lera liili lugar, e tal be o odio do povo conlra a
rainlia Cluistina, qtTe chegou a requerer ao governo
nao consentiste que ella sahi-se do paiz.
A Sacion. jornal de Madrid em um tuppleraento
datado daM.omingo 6 do corrente, escreve o se-
guiiaW -
|Uem A tarde se apreienlon a junla de salva-
fio *Ssta provincia urna commissao de lodos os dis-
Irictosde Madrid, sollicitanilo asua cooperado para
requerer ao governo providencia, que liveraos a salisfacta do sermos os
primeiros que reclamamos, como acto kidispcosavel
de eminente mpralidade poltica como justa e so-
lemne repararan que o paiz exige em nume da sua
dignidade a do seu decoro.
a Os representantes desse pnvo, victima al agora
da mais repugnante (yramiia, desse povo generoso
e grande, vieram honlcm corroborar as nossas pala-
bras, exprimindo junla a necessiriaric de que D.
Mara Chrhlina.an lutora de S. M. nao sahsse de
Hespanha aem que primeiro passasse p<>r urna svn-
dicancia das cortes.
A junta ile sd\aran acolhcu unaniniemcnle este
(lensaraento, e aL'uns dos seus membro* com os de-
egados dos dislriclos dirigiram-se ao invicto duque
da Victoria, afim de cxpor-lhc seus desejos, que sao
os do paiz.
O presidente do conselho de ministros receheu-os
com a iiiaiur benevolencia, assegurando-lhes que
immedialamenle se reunira o gabinete para delibe-
rar sobre assumpto 13o grave como importante, e
que Ibes seria communiradr. u resultado.
A' una hora da madrugada so lhes parlicipou que
os volos do povo de Mailri-I fcavam salisfeilos; e qoe
a duqu >'/u de "' \fVI1 M sahiria da i_rle_nein ile_
dia. nem de niitVner^arUTanicnte.
No mesmo peridico l-se mais o sesuntc.
sabio de Madrid.
Todas m immedares da capital aciara-se oceu-
pada por 'orea armada.
A esterttpeilo diz o Tribuno :
Vogou houtem qne ia sahir a duqueza de Hi-
aiuMretna madrugada do'da de hoje. Fallava-se
variamente acerca da pessna que a devia acompa-
nliar. A l'.poca presume ullimamcnlc que seria o
brigadeiro jarrino.
o Pelas r ma que deila o citado Trilntno, l). Ma-
a Chrstina de Bourbon he ddvedora ao esldo das
seguiules sommas : 24 milhocs que cobrou ille-
gilimarnenle como rainha goveruadora desde ls'i
at IStO, por ter pasando ; segundas nupcias peu-
co depon di! morrer o seu primeiro marido:12 mi-
Ihoes de que a embolsaram ao vollar de Franca.pelos
tres aunos que eateve fora do paiz : :).> milhes,
dhTerenca unir a moedade Hespanha e a da Ame-
rica, pelos dez annos quepercebeu sua pensao pe-
los cofresda ilha deCuba. iolal71 mlhies, ao reem-
bolso dos quacs tem dreilo o Ihesouro publico.
Cora o siuir dos povos levai)tou a familia Rian-
*T*o pal iciit ha ra de las Rejas ; creou fazendas
\ Tarancon ; adquiri as minas de rirvo de I,in-
0, e griuide parte do carninho de ferro de Gijon ;
itercssoii- se por muilas ac;0es na cnmpanhla da ca-
naliaiicao >!'} Ebro : lomou grande numero dcllas na
sociedadf da Uespanha-iTriutrial; enliou com o Sr.
Salamanca nos negocios de varias linha decaminhos
de ferro j nstabeleceu na Ha vana engenhos de assu-
car c nulrjs especularos.
aqui deduz o Tribuno que he chegada a oppor-
lunidade de urna grande liquidaran.
No OMKino peridico de K deagotto l-so o se-
grale; .
Recbenos jornaes de Madrid al o dia 3 do cor-
renle inclusive.
Por decreto
disposiroc!:
1." As juntas provincia?* de governo, armamen-
tos e salvarao que se tem formado e subsistem em
lorias ou na maior parle das provincas da monar-
chia, conlinutr.lo cora o nome e carcter de con-
sultivas c auxiliadoras do governo cei.lral e das au-
toridades provinciaes.
2." Sero augmentadas) rom um vogal nomeado
em cfcia dnlriclo pela junla deste, ->e a houver, e
nao havenlo pelo ayuntamiento da capital do mes-
mo dislrinn.
3. as provincias onde se nao tenham creado
juntas, lo -ni ir-r.f-li.iii nomcaudn o ayuntamiento
ftiirporara municipal tres vogaes, e um vogal cada
um dos pevos caberas de partido feonirea; da mes- larional. ,
ci Gurrea, de Granadal). Ricardo Sliellv, da
Estremadura D. Francisco Valds, da Navarra-
1). Jos Mara Marqucsi, de Burgos I). Ramn Cas
tauheda, das provinrias vascongada! I). Martins Jo-
s Iriarle, das ilhai Baleares 1). Andrs Garca Cam-
ba, das ilhas Canarias I). Jos Trillo; governador
cap 1,1o seera! da ilha de Cuba D. Jos de la Con-
cha, e das ilhas Philippinas 1). Manoei Crespo ;
commandanle gcral do Campo de Gibraltar o mare-
chal de campo t. Manuel Ariscan. Fornm eguul-
menle despachados iicncraes segundos commandau-
les para algumas das sohrcJitas provincias.
Pela capilauia general da Caslclla a Nova se e\-
pedio aos commaudanlcs dos corpos da guarnirao
o-l.i circular :
u leudo terminadofeliznienle asluncstas rircums-
tanrias, porque acabamos de passar, e desejando
que um espesso veo cubra os ltimos successos, or-
deno a V. S. do modo raais cllicaz e rigoroso que a
nenlium respeilo srjam molestados do maueira al-
guma os individuos desse corpu que se acharan) as
barricadas nestes ullimos das ; porque assim se-
cundaremos os desejos expressados por S. M. de
que o mais completo etqueciinenlo e unan (acara ol-
vidar os dias de lucia jii passados. Madrid, i de
agosto de I83t.Ecariilo San Miguel.
Por decretos de 2 de agosto se nomeou capilao
gcuerat da Castella a Vclha D. Altanaste, e siio res-
tituidos is funcQesque exerciam no supremo tribu-
nal de guerra e marinha o preshlcnte do mesmo, D.
Ramn de Meer, coude de Gra, e oulros generaes
que se tinhara exonerado ou fornm demiltidos desses
lugares durante os ministerios anteriores, por se ha-
vereni recusado a apoiar os projeclos liberticidas.'
Os j iinaes vera cheios de proclamaroes e outros
documentos, e de particularidades relativas aos pro-
nuociamentos as dilTerenles provincias. Todos re-
commeiidam a conveniencia de ser mudado o pes-
snal do servico do pago, inclusivamente as damas
de honor, e al indican para substituidas algumas
scuhoras, como as viuvas dos generaes Miuas e Tur-
rijos.
J Mullamos dito que o duque da Victoria no
dia 31 percorreu a maior parle das barricadas. A
eslo respeito le-se em a Sacion do dia 2: Os que
julgavara que o povo de Madrid repuguana idea
de desfazer csses baluartes levantados pelo valor c o
patriotismo; os que suppuuham que seria (alvez
motivo de algum conlliclu o cumprimeulo daordem
para se desobslruirera as ras, estaraoj convenci-
dos da scusalez do povo c da prudencia e cordura
com que se porlou desde o principio at ao lira da
lula.
u Urna simples indirarSo de Espartero bastou pa-
ra que immedialamente, sem contradicho de nin-
guem, e ao contrario preslando-se todos gostosos,
comerasse a demolicao das barricadas, e se relirasse
era boa ordem a forra que por alguns dias as csteve
guardando.
a A junta superior da -alvario de Madrid publi-
cou em data de 2 a scguiule allocucao: CidadAos:
Teudes permanecido nos vossos postos em quanlo foi
necessario conservar urna allilude imponente contra
os inimigos da liberdade ; -hoje que cessou todo o
motivo de temor, e que tenries comvosco o invicto
duque da Victoria, c ao seu ludo o illuslre general
que em 28 de junlu iniciou o movimento regenera-
dor, concluido com tanta gloria, ides relirar-vos
tranquillos e salisfeitos a vossos lares, com a cons-
cicncia de terdes desempenhado o vosso dever. A
junla publicar as vos as virtudes, e propora as re-
compensas que haveis merecido cusa do vosso san-
gue. Se a patria carecer de vos tomareis a oceupar
os vossos postos, no entinto satisfar i vossa nobre
amuirao o reconheciinenlo de lodos oyliomcns hon-
rados a eterna gralidjo da vossa junta.
Cidadaos: viva a lib;rdade Viva a rainha cons-
titucional Viva Espartero Viva O'Uouuell.
A's nove horas da manira do dia 2 o duque de
Victoria, depois de visitar os hospitaes de feridos,
se appresenlou uo gremio da junla de salvaran,
que celebra as suas sesses na casa do correio.
All abracando um por um os membros da junla
lhc manifeslou com toda a eflusao d'alma a sua
gralidao pelos servicos que, auxiliando os esforcos
do general San Miguel, linha feilo causa da li-
berdade. Collocado o duque na varanda, estando ro-
deado de lodos os membros da junta, deifilaram pe-
la Porla do Sul os miliares de cidadaos que defen-
deram as barricadas.
Em lodo esle acto reiunu enlhusiasmo dillicil de
desrrev rr, os vivas ao duque de Vicloria, misturados
com os hymnos palriulicus atrnavam o ar ; e do
mcio das lileiras do povo armado sobresaiaiu as nu-
merosas bandeiras que duranle os dias de perigo
ondearam nos baluartes formados como por encaulo
cm todas as ras e avenidas principaes de Madrid.
O duque acenava com o seu lenco quando passa-
v ara por dianle da varanda os estandartes victoriosos
nos combates de julho. Mais de dez mil cidadaos
dcstilaram em frente da casi do correio ; e no' an-
ualo girava de mao em moa circular da junla que
cima Iranscreveraos.
Era esperado a todo o momento cm Madrid o mi-
nistro I). Francisco Lujan, constando lelegraphica-
mente a sua saida de San Sebastian igualmente se
esperava 1). Francisco Santa Cruz. D. Jos Coucha
clieumi no dia 2 a Madrid leudo partido da Coru-
nha a 28 de judio.
A /poca do dia 2 diz o secuiuto :
tf Parcrcquc a rainha nilt -.10 auianlia com seu
marido e familia pi.ra paiz cslrangeiro. Quanlo an-
les melhor por toda a casia de consideraces. Hizcm
ser o general Nogueras destinado a acompanliar a
mai de I). Isabel 2."
Acerca da jornada da rainha Isabel, c da prin-
ceza das Asturias suppc-se que ainda nada ha resol-
virio. Comludo. de novo se diz que iriam tomar ba-
ndos do mar a San Sebastian, passanrio por Saragora
e Pamplona. A idea seria feliz, a
O Clamar Publico avanra mais do que a poca,
por quanlo allirinj que as tres da madrugada sao
do palacio I). Maria Chrislina com destino a paiz es-
Irangcirn 'provavclraenlc Franca.)
No dia 2 parlio para Aranjuez ora ollicial do re-
giment de Malborca escollando cinco milhoes de rea-
les que o governo remelle para coslcamenlo das tro-
pas que vem da Andaluziu.
Escrevc a ilacin. Consta-nos que se vae apre-
sen tar ao governo urna pelicao assignada por immen-
so numero de milicianos uacionacs para que se col-
loqu testa da inspecrao dcstes corpos a general
Ameller 1,1o sympalhico'ao povo. Muito applaudi-
remo ISo acertada Humearan.
Um dever de juslica nos obriga n declarar que
o accesso a brigadeiro concedido ao Sr. F'rancico
Lujan (ministro'; foi exclusivamente devido ao- seu
trabadlo scienlilico, lao honroso para elle como para
a nacAo que Ilustra com seu tlenlo.
A Iberia menciona como symploma nolavel o fac-
i de terem subido os fundos hespandoesa 35 e meio
ua bolsa de Madrid,
l.-sc na mesma gazela de 6 de agoslo o segointc :
Henda un is jornaes de Madrid do i." do corrente.
A respeilo dos novos ministros dizem o segrale :
Sem fallar rao- de Espartero c O'Donnell, 13o co-
ndecidos de toda a Hespanha, diremos cm breves li-
ndas os antecedentes dos di-raais ministros.
Pacdeco foi presidente do sabiucte puritano em
IS!.. A (astado depois da poltica, vollou a ella cm
1851 ; defendeu desde ento a causa constitucional
tomando parte activa, como Ros, Rusas e oulros
iniiilos, na opposiro aos gabineles Bravo Morillo,
Roncad e Sarlorius. He um disidido jurisconsulto.
O Sr. Alonso, ministro duranle a regeucia de Es-
partero, de condecido pelas suas ideas de defeza das
regalas do governo e corda d'Hespanda conlra as
invasocs do papa, cliegaudo as cousas no seu lempo
a um estrepitoso rompimento, em que da curie pon-
tificia vinham ameacas de censuras e cxcommnnhoes.
Ha (emposque eslava arredado da poltica.
ii Lujan foi dos poneos progressislas que perma-
necern! Deis causa de Espartero. Uepos acceilou
com lealdade a bandeira da fusao liberal.
O Sr. Santa Cruz, rico proprietarin do AragAo
e depotado pela provincia de Teruel, he um dos ho-
mens mais moderados do antigo partido progresis-
ta, e dos que aceitaram lealmenlc a unio consti-
diz a poca tratando das mesmas nomeacOes e pes-
soas:
a O marque/, de Sania Cruz, senador da opp isi-
r.io constitucional, he urna das pessoas mais estima-
das em Madrid:
O general Casasola, conde de Punhonroslro, que
largou a sua chave de camarista quando vio o pa-
Jo dos uossos reis oceupado por individuos que
nunca deviam por l,i seos ps, he um carcter hon-
radi-siini :
O duque de Medina de las Torres, senador da
opposicAo conslilucional, membro da commissao da
lisa liberal, he Mam dignsima.
Os nomes dos duques de' Rivas, de Saragora, e
oulros, fguram lambein com gratule* probabilida-
des de entraren) no trrica do palacio, b
As noticias da America alcancam a 18 de judio.
O fado mais impnrlaule que temosa airnunciar be a
ruin liis.'in de um Iralado cutre os Estados-Unidos e o
iraprrio de JapAo.
A India e a China continuavam no mesmo estado,
nenhum aconlecimenlo exlraordinario havia lulo lu-
gar nesses dous paizes.
Na Persia porm alguma cousa de consequencia
havia oceurrido.
O encarregado de negocios inglez em Tehern a-
conselhara ao soverno persa um ataque conlra o
llcral, empreza que custou aos persas qualro bala-
Ili6es; eiilrclanto como o emhaivador nltomano nao
approvnsse essa expedico, douve enlre ambos tal
discussao depois do nao resultado da empreza que
olturco nAo querendo maissubmetter sua vonlade
do collega, como lhc rerommendara sua corte, deu
a sua ndmi-aii.
A Persia, dizum correspondente do Semaphore
de Marseille, env ion a Tiltil urna erahaixada, a qual
foi recebida com as maiores honras, e a Russia que
poda mais reforjar seu excrcilo da Asa scuAo pela
maniera russa do mar Caspio, e isso mesmo cora
muilas .1 dualidades, oblcve da Persia a autorisacao
de enviar reforcos pela margen) persa daquelle mar,
o que llie d mais facilidades e pe seus reforcos ao
abrigo dos ataques dos Monlanhezes.
Em Londres os consolidados licaram, de 927|8.>
93; os fundos bratileiros, os pequeos, a 100; os
qualro c meio por cenlo rnssos a 84. o os fundos
sardos a 85 1|2.
COMUNICADO.
S. Barbara Ma
ma provincia.
4. O governo e as autoridades pdenlo consultar
as juntas em ludo o que jalgarera necessario, e mui
especialmente no locante formado das listas
eleitoraes para resolveren! as duvlas qoe occor-
rerera.
Onlroclecrelo determina :
1." He restabelecida ineiramenle em loda a sua
Torca e vigor Ici da imprensa, volada em corles,
datada ena 17 de oulubro de 1837.
2." O ministro do reino propor um projeclo so-
bre esta materia, para apresenla-lo s prximas cor-
les logo que cstiverem reunidas.
Na mesrna dala se decrelaram s segrales dispo-
sicOss:
I." Sinrienileni.se as niedidts lomadas pelas juu-
las do governo, armamiiiilo ou salvarao, creadas
por motivos dos recentes aconlecimenlos, suppri-
mindo ou modifican In qualquer conlribnicAo, ren-
da ou direito dos que ronstiluem a fazenda publi-
ca, at que o governo, no exercicin das suas facul-
dades ou com o concurso das corles, resolva o que
for conveniente a esle respeilo. A administracAo
da Jlizeuilu em todos os seus ramos continuara a
exercer-si" na forma estabelecida pelas leis, legula-
mentos, icgiaLiwsIrueres e ordens v gentes na ma-
teria.
2." Tomar-se-liSo as medidas competentes para
<"" o Ihesouro publico seja iudemuisado no que
k "|iossivel, ilos prejuizw que liver soffrido por
effeito dar ueilas dispusices, coiifornie asalterares
feilas em cada provincia.
3. Os rofres do Ihesouro pblico conlinuarao o
pagamento das ledras dtsle c demaii obrigacOes a
seu cargo, cuja salisfa^io se tivesse inlcrroiupido
duranle o ullimos acnncecimeiilos.
I'ii'ilira-am su tambem diversas romeaees de
suli-secretarios dos miiiisterios e de chefes de repar-
lires principaes, como director gcral do Ihesou-
ro ele.
Koran) promovjdns a lenles generaes de campo
I). Sanios san Miguel, I). Jos Rend n, I). Augus-
lin Noguiras, I). Martin Josc Iriarle, 1). Mauoel
Crespo, II. Francisco Valds, I). Flix Missina; e
a marcth-ies de campo os briiiadeinri t. Louren^o
Guiuelrai, I). Narciso Amctler, t. Rapbael Echa-
gue, D.Eugenio Munhnz, I). Juaquini Filar.
I-'urain nomcados, director eral da arma de si
fantaria o lenle general Rus de Olauo, e da ri'ar-
vllharia i>. Krancisro Serrano ; engenheiro gcral
o lenle general D. Santos Sau Miguel ; direclor
geral dos corpos de estado maior dotxercilo e pra-
cas o (eoenle general Jos Carral!.i ; inspector
geral da guarda civil o lenle general l. Fa-
cundo Ufante; inspector geral de carabineiros
o leiienls general O. Flix Mes* na; capilaes
geacraet de Anoaloiia D. Juan /.ivala, de lia-
liza (D. Auguslin Nogueras, do Angla D. Igna-
O Sr. Allende Sala/ar, 'Espartero,
o denudado pwr-411rlwo7-tmrte,TUT'leK..wr'lanto pelos
moderados como pelos progressislas, he mu hornera
rico, honrado, e vehemente as suas opiuits. Pa-
rece que alguem pretende atlribuir-lhe ideas que
elle nAo (em.
ci O Sr. Collado, um dos principaes banqueiros
de Madrid, perleocia opposiro no senado, e pres-
lou desde os primeiros dias grandes servicos a causa
dus generaes libertadores com quem eslava inuilo
ligado.
Dizem as Soridadet;
a Sabemos que os dignos generaes e senadores,
D. Facundo Infante, D. Pedro Chacn, e D.Jos
Carralala, oceuparao alguns dos principaes cargos da
Iropa. Os dous primeiros sao esparados loe v rnen-
le em Madrid, o ultimo ser ltimamente encar-
regado da direrr.lo da infantera.
n Corren) mui acreditadas as seguinlcs noticias :
Serio nomeados directores da arlilheria, do esta-
do maior, da iufanlaria, da cavallaria, e da admi-
nislrarao militar, os sencraes marquez del Duero
(D. Manuel Concha,) D. Francisco Serrano, I). An-
tonio Rus de (llano. D. Domingos Dulce, e I). I'i-
lippe Messina : capilao general da Tilia de Cuba D.
Jos Concha, de Puerto Rico D. Ga*eia Camba,
cummandanlc gcral das Turcas navaes cm Cdiz D.
Francisco Armero ; capilaes generaes de varias pro-
vincias os -enriar- /abala, Nogueras, Bareastegui e
Schelly.
O duque da Vicloria percorreu mi dia 31 as bar-
ricadas, romecando pelo bairro ilo sul, e era cada
urna dellas dirigi aos que as defendiam urna breve
allocurao, dando-llies agradeeiincntns por lerem sa-
bido ligar a defeza da ordem e da liberdade, expri-
miiulo o desejodeque desapparecessem esses balu-
artes ja desnecessarios, o que se centinuassein can-
ario immensos prejuizos o cummcrcio.A' sua voz a
maior parle das barricadas foram abandonadas e
oulras j se eslao demolindo. Immcnso povo acom-
panhoii o duque al i sua poasada. O general San
Miguel ia com Espartero.
^ Couslava que no dia 2!) cnlrara escundido em
Franca o celebrrimo Bravo Murillo.
a Comeearam antes de honlem as eleies de che-
fes c offleiaes da milicia nacional, s quaes se val
procedendo sob o mellior espirilo.*
Na mesma gaceta de 11 de agosto le-sc mais o se-
gunde:
Alera do duque de Solomayur, designado ja pa-
ra mordomn-iiiiir do paro, parece que oceuparao os
principaes cargos da casa real o marque/ de Sania
Cruz, o general Casasola, ronde de Punhonroslro, os
duques de Medina de las Torres, Rivas, Saragoca e
oulros.
N'un 11 una d estas nomeaces merece a nossa con-
fiauca.
Em oppojjcjo a esta falla de confiansa da Ibtrta
arla da Silva Sebeas, ,os Srt-
SKesqalta Si Dura.
III
Deve-se deixar aos malcrca-
. (Du Paly)
Ah que clieguc o dia em
que clles gemam presos cm
n alo prevista rede, e os airad-
ii roem suas mesmas ciliadas
;l\-S. de David.)
Coulinuarci na analyte dos rapcnlitsimo* finnla-
inenl.-, em que os Srs. Mesquila & Dul'a preten-
dern) sustentar a lercciru rallo do seu conlra pro-
tetto, ao protesto que lici feilo as datas j mencio-
nadas em os dous precedentes artigos.
Perguntam ainda os Srs. Mesquila & Dutra, em
seguida oulra de igual Ihcr queja responili;
pergunlam digo, para que serve o direito de prefe-
rencia, seniio para o caso de falla de bens suflicieu-
tesdo devedor, que nAo para o caso de ter ;o deve-
dorl bens superabundantes "f
Respondo-vos, senhores, he prerisamcnlc para o
caso de os bens nao chegarcm para pagamculu tolal
de lodus os credores, que ha por sem duvida as
preferenciaslano as leis anteriores ao cdigo,
como nesle, c estimarei com esla resposla benvola,
e afirmativa acarear de vos ainda mais esta vez, a
lisougeiraexpressAodeorthodoxia cora que hou-
vcrain por bein honrar-me ; mas, cumpre ubi suh-
Irahir, coardar essa latiturie que desejarieis possuir,
ou que vos valesse, e essa he nAo menos, de que pe-
las ra/.es que ja expuz em face da ledra e do espi-
rito da legislacaoessa preferencianao vos compe-
le ; sois apenas credoruio preferenteporque nao
fornecestes fundos no sentido do 1, do alvari de
20 de julho de 1793, queja na conclusao do 2o arli- }
go, Iranscrcvi por extenso ; e consequenlemenle nao
foi mizeravel como o apodaes; senhores, o meq ar-
gumento : mizeravel, indigno c do elerno escarneo,
sAo as vossas falsissiraas argucia* e sublilezas de
rbula, j encanecido em alicantinas, espcrlezas e
engaos'.
Dizem ainda os Srs. Mesquila i Dulra, que s
raeu esposo be que ousaria fundamentar tambera
o protesto, pelo fado de haverem registrado a sua
i co cm 1851. quando elle principiou a funeciouar
B sendo a hv polliera I iv rada cm 1812.
E diz mais n que nao fora de lal registro que
Ides porieria resudar o auferimento do privile-
ii zio ou largado pelo cdigo, n
i'assarei a responder a lAo areuciosas sublilezas,
a lao mizeraveis evasivas pelo seguinle modo:
So vos nao lindis, como he exadissimo, nbriga-
co de registrar no tribunal du cummercio, um a cs-
criplura de 1842, para que a rostes mui lampeira e
ingenuamente registrar? !... ^ '
Se o cdigo, nnseu artigo 205.'' "*nreferencia ao
I., n. 2.. s obrisa a este rcisll* ^contratos ele,
etc., verificados d-sdo o 1. di dsjAia exccurAo, pa-
ra que a fustes registrar '.' Seria Hw /iwo, e oslenla-
eao de grandes capitalistas ou com vistas futuras te-
nebrosas, como lie de clara inluicAo ? I
Sim : vos digo c o proclamo admenle : vos fos-
les rcgislra-la com o lira de blenles o mesmo pri-
vilegio que o cdigo nulorga a toda as hypollieses
especiaes lavradas no dominio "da soa execurAo ;
sim, foi com esseiiiliiilu porque vos e oulras pessoas
rom quera r./ac- ligado desde essa occasio, (ve-
rn) muilas allcrcares com qcm negava tal direi-
to, tal privilegio ; e bom he.qiic vos aaora j cantis
a palinodia, que digis que nao foi para esse lira.
porque quanlu preferencia j." a tinbeis I '. Mi-
zeraveis contradiyes Abiit, excessit, ecaiit, eru-
pil !: I
Pergunla-nus maisii o que lemo 3. do arl. 1711
da constituirn do imperio, e os arligus 741 e
742, do regulamculo 737 de 25 de novembro de
1850, com o nosso registro de hv pudiera ? !..
Tem raudo, Srs. Mesquila & Dulra,sim tem limi-
to, visto que com elle preleudieis, cutan, funda-
mentar o vosso privilegio, o que era urna perfeila,
urna escandalosa retroaccao; qual se oppoe de um
modo imperioso c fulminante o citado ; da consli-
luir.ln. e aquellos artigo 741 e 742! 1..
Vos bem sabis, que esla era a razAo forlissiraapor
que invoquei o pacto fundamental, e aquella legis-
lado ; mas couvm vos fazer-vosmais beslasrio
que realmente sois ; para Iludir incautos, e aquel-
es leilorcs nao ao laclo da legislacao, nAo praticns,
ou sem lempo de dedicareni-se esse esludo; que-
ricis Iriumpliar a nimba cusa, crear aura de
bous :essas armas resvalaram iinprevislameutecon-
tra vos, mizeraveis que sois : <
Antes de dizer o preciso sobre a minha invoca-
r o dosarligos 842, c 850, do cdigo, e 133 do regu-
lamenlo n. 738dasquebras, e artigos 619 do n. 73-
do regulamento do cdigo c artigos deste 879 e 8907
cumpre-mc fazor resallar anlo o publico, o quo
cheios e refocilados de tricas e tretas, e alicantinas
forenses,estAo os.Srs. Mesquila & Dulra; mas o quilo
pobres de bons e fortes argumentos eslo prvidos:
e quao carecidos rio bom direito existen), quando
o invocaran) em seu favor um erro lypographico pa-
ra dahi tiraren) urna ronclusAo absurda impossivel
a qnem India a primeira liejlo doa, b, c, e esle
be, acercado arlio 891), que por erro de caira se
exhibi cm 190 !.... Sendo o mais revoltanlc que,
se no dia 6 appartceu esse erro,foi corrigido nos
jomaos do dia 8, c 10 em que o artigo 890 existo
exarado !!...
O publico que aquilate devidamente quao dignos
de compaixo sao entes que se prevaleccm de laes er-
res (Ao comesinhiis, que al as proprias leis clles
surgen), como ainda recenlcmenle no aviso imperi-
al de 10 de mareo, em que apparece e arligo 20 do
cdigo, quando o aviso evidentemente se refere a-
820 O' quantaspecies, cerebrum non hahei'! Mi-
zeret me tui 1.....
Consequenlemenle, a tal respeilo nada mais direi,
porque causa asco lanta protervia ; e lambem nao
digna de altenrAo a' IranscriprAo que fizeram do
nao indicado por mira arligo 190, porque nada vinha
ao caso I
Direi ora, porqueinvnquei os supra'cilados artigos
rio cdigo e dos regulamcntos, e o motivo alias re-
sallou do mesmoprotesto,mas cumpre repisara
materia, j que assira conven) aos Srs. Mesquila &
Dutra, a quem quero fazer a vonlade.
O limoslcnsivo fui para lomar ostensiva a ncu-
rialidade, a monsiruondadc da acrAu proposta por
csses senhores, e essa irrita arrematado ; visto como
pela legislacao invocada, e a de mais que nao addu-
si como poderia faze-lo.'s pelos termos marcados no
cdigo, nesses artigos cem relereiicia ao arligo 712
do resulamenln n. 737 de 25 de novembro de 1850,
he que essa quesillo de preferencia ou privilegio
quando o livesse; deveria ser decidida quanlo ao
proresso, mas quanlo a materia pelas leis ante-
riores !...
Por consequencia, nAo ha exuberancia. nAo ha
conlradicAo em querer, porque alias lie de direito li-
quido, que a marcha para a sua cobranra. para sua
discussao de preferencia he a do cdigo pelo proces-
so especialissimo das fallencias porque o commcr-
cial nAo era applicavol ao caso, sendo que ao de-
pois seria decedida a sua preferencia, que por sem
dnvidanao seriaa inscripcAo nada quarta rlas-
se (arligo 879.) visto que sua liypolheca nAo era la-
vrada dentro da poca da execurAo do mesmo c-
digo.
Crcio que lendo sido bem clara, para qnem quizer
entender, ede anle-mAo ja sabemos, que o no hilo
de querer os Srs. Mesquila & Dulra ; mas quando
recorr ao jornal mo foi por iilleucAo a e res, a quem mudo desprezu ; mas sim em allenrdn
ao publico desdi cidade e provincia, e aode (odas*as
utas do Brasil, que hade combinar a aggressSo,
com a defeza. para enlo conscieneiosamenle julear
entre mim, mea apoto o Sr. auo Mari deSci-
xa-, eos Srs. Mesquila A Dutra.
Daqui se concille que nAo houve, que nao ha eon-
IralirAo da mista parle, c ainda menos do raen es-
poso o Sr. Nuio.ao qual nao pode jamis rabero
epilhelo de conlraditorio, porque em toda a sua vi-
da i 'onimer i al lera perdido, .era sollrido -lavcnn'ii-
le, por ser lirnie cm seus principios, driles jamis
aberrar em (odas as pilases de sua vida, sendo mes
mo bem saliente a poltica em virlude da qual fo-
ram, e sAo gravissimos seus soliriincnlos E
baata.
Antes de concluir, cumpre-me fazer ver ao pu-
blico, que essa arelo monstruosa da hypotheca do
capital de 8 conlos < tantos, pela qual accionada fo-
ra a masa fallida, c logo com quari cerca de 12 con-
t e tanto de jaro: quando elles nao o po-
dlam, fazer senSo pelo capital ; quando uAosa Ihe
podiam conlarjuros alguns, mesmo em obediencia
ao arligo 829 do cdigo que estatueque a contra o
commercianle falliJo nAo correm juros anda que
i estipulados sejam, sea massa fallida nao chegar
ii para pagamanlo do principal ele...
E, pois. romo em contrario ainda desta legislacao
pretendan) os Srs. Mesquila Dulra receber inie-
cralmenle o capital d sua hy potfieca, e anda mais
cerca de 12 contos de reis de juros ?.'...
Ainda mais,u credor hypnlhecariu francisco .'vi-
ves da Cunha. de quem os Srs, Mesquila ^ Dulra
sAo cessionarios. foram credores anmenles ao com-
promisso de 1843, que se eslava ainda disputando na
poca em que se abrir a milla fallenca a meu es-
poso o Sr. Nuno Mara de Scixas; cnmpromsso que
fora homologado pelos tribunaes inferiores e supe-
riores, e obrigalorio para com os credores anmen-
les, e que estipula va i nao cenr.imento de juros,
cm rujo numero secomprehendem os Srs. Mesquila
>\ Dulra, e, pois.com que boa f e lealdade quizeram
cobrar os juros ? !...
E nao seria isto tesar, se nAo roubar, os de mais
credores, ou i massa fallida, ou ainda o meu casal,
se essa monstruosa fallencia houver um dia de ser
araiii 11 ida, para o que jamis descansaremos, e ha-
v eraos de continuar a envidar lodos os esforcos pos-
siveis ? I !...
Releva ao de mais fazer sobresaliente que, os Srs.
Mesquila & Dulra tao prufessiouaes que se ostenta-
ran) era jurisprudencia a punto de fulminaren) meu
esposo, porque dizem de&araio e como por derisao,
de menos entendido cm.malerias que nAosAo de sua
prolisso, e que alo nivelaran) com estupidos
analphabelos que dizem croiigaexn lugar de c-
digo, digo, releva fazer sobrasalienle que elles be ll-
menle sabein. que pelo menos desde de 1833 pauco
mais ou menos, no tribunal da rejacan de-la cidade,
sempre se decidi que.nos casos de radiancia e nao
haverem hypothecas privilegiadas no sentido do tj 1.
do alv ara (ie 24 de jniilio de 1793 ; mas quando o
ueste caso, segundo o prescriplo pelo alvarn de 13
de novembro de 1750, c pois.nivelados iodos os'cre-
dores : sendo que lodos esses julgados desla relar.io
c de todas as oulras do imperio, hAo passado era jul-
gado, sendo que. ainda ltimamente foi denegada
no supremo tribuna! de juslica a urna inlerposicAo
de revista de senlenra da relaco da edrte, sob n.
5013 transcripta no Correio Mercantil n. 51 da20
de fevereiro du 185i, que determinara que so pro-
cedesse a rateio entre os creduil liiographarios
com o hypolhecario especial por ledrasislo em fa-
ce do-altar de 13 de novembro de 1750, que man-
da proceder a rateio iaual ....
Julgo ler pulverisado s caslellos cphemero, ele-
vados sem base pelos Srs. Mesquila \ Dulra : julgo
ter feilo ver quo eslava no racu bom direito, quan-
do proteslei : julgo ler defendidu como me cum-
pla honra ultrajada de meu esposu o Sr. Nuno
Mara de Seixas ; ejulso finalmente, que par que
hei defend In osmeus proprios inlercsses, desempe-
nhei o dever inherente a leal e acliva procuradora;
possa o publico fazer-mc juslica, c raous ardeules
volos tarSo preenchidos.
Fco a espera de novas provocaces, as quacs pro-
testo hei de retribuir com energa, mas lendo por
norte s a verdade, mesmo por honra dj meu sexo.
Tcnho concluido. Barbara Maria da Silca
Sci.ras.
S.
Fl lil.ll \i:\0 A PEDIDO.
DIALOGO ENTRE IM EXIGENTE FREGU/.
E O SR. RETRATISTA PENSIONISTA
DA BOA VISTA.
Pensionista.
O seu retrato sabio
Meu charo, muilo perfeilo,
Fie-se em mim. nAo veja agora
Gifurde-o que elle 'sla direito
Apparer por ca sempre,
Alguns amigos me traga,
Arredile que o seu lempo
Vossa merre rain estraga.
Freguez.
Nabos em sarco nao compro ;
Minha cara quero ver
Sob pena do tentar
Nos cobres nAo se mellen
CM lie o riemo, cu nao dizia"!
0 retrato 'st trocado.
En j vi esle crioulo
Mas onde nao 'siou lembrado,
Pe/iionis/a.
Miscret me tui, senhor,
L ns oculos corra a comprar,
'os quem tem a vista assm
elles nao pe le andar. ,
Esle relralos lem
Estar um pouco escurinho,
Isto mesmo he porque agora
Elle sahio do radinho. j,
Miseret me tui, senhor,
Um oculo corra a comprar,
Pois Iquera tem a vista assim
Sem elles nao pode iir.
fregu:.
Qual oculos, meu re
l'ensa voss que
O meu nariz na-
fra oslar deilando
PaMtoafifdr.
1'uraara'.' Oh .' he dalenha,
Com que o relalo eu assei.
Ella era verde, porque secca
De procura-la cansei.
A cheia al esle mal
Me veio fazer provar.
Mas cu juro que hei de aiuda
Pinla-la p'ra me vingar.
Freguez.
A' que diaho vem cheia
E mais leu 11 a p*ra questo'.1
Se ella faz lana fumara
Pinteo senhor com carvAo.
Pensionista,
to retratos nAo enlende
O -enluir que assim troveja,
Pagua li e leve, e amandaa
Como elle lira entao veja.
Freguez.
Pague e leve '!! como falla .'
Enlo diuheiro he marisco '.'
Ora lome meu senhor
As armas de San Fraircisco.
Pensionista. ;
Atrevido, malcriado, /
Vos. he muito brcueiro,
Leve leve o seu retrato
E pague ja meu ilinvtieiro.
endo
baja !
ca!
i
N'slo foi apjiareceivrio
lu inspector de quarleirao
E fez com que sarrabulho
Nao houVessc na funecu.
COMMERCIO.
PHACADO RECIFE 1. DE SETEMBRO AS 3
HORAS DA TAR 1)1$.
ColacGes ofliciaesX
Descont de ledas de 011 dias0 \ ao anuo.
ALFANDEGA. -
Rendimcnlododia 1...../. 13:4759320
escarreqa hoje 2. de setambro.
Barca (raneanllacremercadoriaa.
CONSULADO (.ERA/1..
Rendimenlo do dia 1.....I. 0219350
IM VERSAS PROVINI'/aS.
Rendimcnto do dia I.....I 189400
RECEBEDOHIA DE RENDAS A/iTERNAS GE-
RAES DE PERNAMifUCO.
Rendimenlo do dia I. ... ',' 670-5305
RENIMMENTO DA RECEREDiRIA DAS REN-
DAS INTERNASGERAES t l'ERNAMBICO,
DO ME/. DE AGOSTO FINIO, A SABER:
Renda da lypograpdia nacional./ I2.7OOO
Foros de terrenos de marinha. V 889020
Laudcmios.......-,. 2681
Siza dus bens de raiz g 3:084122
Decima addicional das curjCrares de
mAo mora..... 413820
Direilos novos eveldos ilei|hancellaria. I:8I7."393
Dizima de dita Y. 50l->i51
Mulla por infracees do relgulamenlo. 129000
Sello Oxo do papel ....... 6:13i--?97i
Premio dos depsitos puhliVrus 99000
Emolumentos das repartijoes de fa-
zenda............ 1445040
Imposto sobre lojas e casas de desce-
ios............5:3903000
Dito sobre casas de movis, ro jpas, etc.
fabricados em paiz estranr 4ro. .
Dito sobre barcos do interi r.
' a
REVISTA COMMERCIAL DOS PRINCIPAES
MERCADOS DA EUROPA.
I Pelo paquete inglez Severo partido de Soutamp-
lon a 9 de agosto de IK.V1..1
Hamburgo 4 de agosto,
O mercado nao aprsenla tao grande animaran co-
mo do costme ; mas os precoi nAo toUreni a influ-
encia da calma : mantm-sc firmes.
Caf.Tem-so apresentado pouco a venda, a qual
lem sido asss regular. Apenas lem-se vendido 3,000
sarcas rio Brasil depois de nossa! ultimas noticias
(27 de julho pelo Brasileira'. O deposito no pri-
meiro de agoslo era de 20,000,000 cnlrelauto que
em 1853 era de 21,000,000 e em 1852 de 23,000,000.
Assuchr.O do Brasil permanece sem variac9o
nolavel de prero. Tem-se vendido perlo de 1,200
do trigueiro c branco de liavana de 12 .'s a 20 m.
b. 500 a 700 barricas de Cuba c Porto Rico de 12
a 14 >j e 2,500 saceos de Manilba de 4 #a 11 7|8.
Quanlo ao Brasil lem-se vendido pequeas porrdes
sem alleracAo de prero.
Ullimos preros: Rabia, o mascavado de 12 3|4 a
14 3|8,dito branco 15 a 17 lif.
Couros.Tem-se vendido 3,012 pedes de caval-
los de Buenos-Ayres. Os existentes soliera a perlo
de 72,000 peras mais 100 fardos.
Cacao.Tem havido pouca extraerlo sem mu-
danza de prego.
Amsterdam 5 de agosto.
Caf.Nada do Brasil. Os de Java limilatam-se
a urna venda publica de perlo de 5,000 suecas. As
entregas de Java sobre sedulas feilas pela sociedade
decommercioelovam-se actualmenla a 158,890sac-
cas, das quaes 92,000 eslAo depositadas em Arasler-
iliin. 32,2:13 em Rollerdam, 8,012 em DortrechL,
18,050 em Middelburgo, e 7,775 em Shicriam. Em
Rollerdam as vendas do caf de lorias as qualidades
elevaram-se duranle o mez de julho a 18,670 na-
na, entre as quaes finuram 2.20D do Brasil pelo pre-
go de 25 } e 27 c. (E)
A sociedade de commercio de Paizcs-Baixos an-
nunciuu suas pruximas vendas fle caf de Java para
o oulouo. Compein-se de 514,109 saccas e scrAo
feilas desla maneira: em Amsterdam a 4 de selem-
bro 208, 901 em Rollerdam a 7 de selembro 21."1,320,
em Middelburgo a 12 de selembro 29,828.
A sociedade 11A0 apresenlar oulras poices de ca-
f no mercado da Ademaiilia antes de suas vendas
da primavera de 1855; mas esta asseveracao nao
deve applicar-se ao caf de Podang e de Ceilao don-
de se esporam perlo de 20,000 saccas.
As vendas publicas chegam a 89,000 saccas menos
que as do uulonodc 1853. Suppuorio qoe o exce-
dente do que existe sobre setlulas seja no lira de
agoslo o mesmo de que cima fallamos, havero de-
pois das vendas prximas obra de 50,000 saccas de
caf da sociedade de commereio na circulacAo menos
do que 12 mezes antes.
Quando demos as ultimas noticias nAo havia ne-
nhum caf do Brasil em primeira mAo, nem em Rol-
lerdam, nem cm Amsterdam. [Extrahido de corres-
pondencia particular/
Assucar.Venderam-se perlo de 3,000 barricas
de Java a II. 20 a 29.
Quanlo ao refinado o prero esla elevado, e nao
ha mais disponivel de agora al o fun de agosto.
Couros.Este arligo esla em boa posicao, e os
salgados, que faltara em primeira mAo sao procura-
dos. Tem havido tambem alguma prociiracao dos
das Indias Occitlenla.es. As pelles de bfalos fallara
inleiramenle, as de qualidade colisadas22 a 23-ceu-
Is. adiaran) fcil venda.
Aneen 5 de agosl >.
Caf.Nada houve de nolavel depois de nossas
ultimas noticias.
A venda do Brasil continua a fazer-se regular-
mente de 29 3|i a 30 cents, o c-mm.liada e o es-
branquiendo.
Couros.Nao houve alleracAe.
issucor.Ha pouca falla e'os presos sustentam-
e, mas diflicilmcnle. .
Londres.
Caf.Do Brasil vcnderam-scSOO saccas do ordi-
nario do|Rio de Janeiro nos leilOesde sh. 42 a 420.
3420 saccas deCosla Rica du novo. O receido no prin-
cipio da eslacAo foi vendido por presos melhores
do que se esperava. Do ordinario ao lino ordinario
de sh. 51 0 a 50 0, e do fino ordinario ao medio
de 57 a 03. Venderam-se lamben) 3 a 4,000 saccas
do de Ceylao e obra de 2,000 com baixa de um sh.
Assucar. Depois de nossas ultima- noticias o
mercado est fraco e irregular, principalmente para
0 de especies Inferiores ao passo que o de boa qoali-
dade lem relativamente maior extraeco. as ven-
das de oulros paizes nolam-se 3 carregamentos de
liavana a entregar lodos 9,200 caixas. 220 caitas, e
200 saceos do Irigueiro a sh. 19 3, 4,500 saceos de
Macei disponiveis de sh. 27 a 32 u mascavado e o
someno.
as vendas publicas 3,000 barricas de Cuba.
Porto Rico, e Santa Cruz de sh. 31 a 38 0, em
fim 300 saceos de Pcoang mascavado a 20. 6, mas
nada do Brasil.
Cacau. Nao houverain vendas publicas depois
da partida do ultimo paquete (HrasilciraJ
Couros. Nao ha variaran. Venderam-se
l.imi 1 de cavados do Piala de 31 tilmas a 0 sh 3 cada
peca.
Lieer>opl 7 de agoslo.
Algodio. Os procos nao soffreram mudancas
depois das ullimas noticias ; as vendas continuara
regiilarmcnle de 7 a 8,00o saccas por dia, roas sem
animarAo que laca esperar urna prxima elevaran
nolavel.
llacre 7 de agosto.
Cafe. Depois do ullimo bolelim {pelo Brasi-
leira) o mercado recado na calma ; parata se as
vendas hAo sido pouco importantes, nao lem havido
variajao na cola. Venderam-se 801) sacces do llai-
ly de francos 60, 50 a 01 por 50 kilogr. 1.E11) depo-
sito.) e 320 de Porto Cabello de 64 a 07 50. Em ava-
riados cilam-se 700 saccas chozadas do mesmo tu-
far e adjudicadas (le O. 113 a 135 'pagos.) As che-
garlas lem sirio asss eonsideraveis, e importan) a
700 saccas Gcnovezas, 5,357 se. e I barrica do Rio de
Janeiro pelo l/iero,2.200 caixas de Ceylao.
Exilenles. 10,500 saccas do llailv no valor
da 59 a 03 fr. E enl 11,000 saccas do Brasil { de 57
a 73 idem) 7.310 caixas de Porto Rico, liavana ele.
(de 64 a 77 50 idem) 3,000 saccas da India de fr.
1 08 a I 3d kil. paaosl 400 barricas das Aulilbas
francezas e 700 fardinhos de Moka de 1 fr. 35 al'
50 o kil. pagos.; Na mesma poca em 1853 exisliam
do Brasil 7,500 suecas valeudo 1 de 50 a 70 fr. em de-
posita.)
Assucar. O asssucar tem experlinenlado ainda
esta semana um nolavel' movimeoio de elevac/io com
vendas activas ; porem snmenle os viudos das Anli-
Ihas francezas, que ileram lugar a porem se 2,200
barricas no prero successivamenle favoravel de 55
a 56 fr. e em lira 57 o de boa qualidade pago.)
As chegadas comprehendem 327 barricas o 37
quarlos das Aulilbas, 200 caixas c 1,008 saccas da
Babia pelo Prospero. Os presos do Brasil nao lem
mudauca. Existem checados deste ullimo lugar
2,300 saceos conlra 7,500 em 1853.
Couros. Tem havido vendas regulares por
precos sem aderaran. As vendas compredenriem
4.700 couros seceos de Buenos Ayres de fr. 88 50 a
115; 2,200 salgados de Pcroambuco a fr.'52 e 307
idem salgados, seceos avariados, vendidos publica-
mente de fr. 45 a 68 ("pagos).
As chegadas comprehendem 6000 salgados do Rio
Grande, 200 salgados da Bahia pelo Prospero 1,612
seceos do Rio de Janeiro pelo Mineiro, e 360 sil-
gados de oulras parles.
Algoda. Venderam-se 1 i saccas de Pernam-
buco de 62 a 65 fr. pagos.
Palisandre. 42,000 kil. Do Rio de Janeiro
pelo Carolina a 33 fr. (pagoO
Tapioca, Venderam-se 60 quarlos do Rio de
Janeiro a 60 fr. pagos.)
Trieste 2 de agosto.
Negocios geraes I i mi lados em razaodas flurluaces
do cambio.
- Caf'. Mantem-se no mesmo prero ; poslo
que com pouca exIrarrAo, Vendeain-se 800 sacras
do Rio de Janeiro de II :'.i a 37 ; 58 necea de San-
liago de fl. 41 I 42, e 280 saccas de S. Domingos.
Assucar. Mercado calmo. Venderam-se 500
saccasdo Brasil do branco velho a II. I(i e 25 sac-
eos de SanliagB a 10 li. o quintal.
Clausulas especiaes para a arrematarlo.
I." As obras do arco e nlerro do rio Afugariinho,
far-se-hao de conformidade com o orcamcnlo appro-
vado pela dirceloria em conselho, e presentado a
aprovncao do Eim. presideule na importancia de
10:3409000 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de 6 mezes, am-
bos contados na forma do arligo 31 da Ici nume-
ro 286.
3. O arrematante ser obrigario a receber pelo
prero do orramcnlo a pedra c cal que existem ao p
da obra perteucento ao arrematante do 11 lauro.
4*i O pasamento da importancia da arrematarlo,
Jealisar-sc-ha em 4 preslajOesiguaes : a l.>, quan-
do estiver promplo e estaqueado o caixAo : a 2." de
pois de fcila a sapula geral : a 3.a depois do recebi-
menlo pruvisurio ; e a 4.a na eulrega definitiva, a
qual ter lugar um anuo depois do rocebimenlo
provisorio.
5.a O arrematante ser obrigudo a ler mefade do
pe-soal empregado as obras, composlo de Irabalha-
dores livres, e a manler no rio Afogadiuho, em-
quantu 11A0 concluir a obra, um passadico estirado
com (oda a seguraaca.
6.a Para ludo o que nAo se adiar determinado as
presentes clausulas nem no urcamento, seguir-se-ha
o que riispe a respeilo a lei 11. 286.
Conforme. o secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacio.
O Illm. Sr. inspector da ihcsouraria provin-
cial, em cumprimenlu da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do corrente, manda fazer
publico, que [leanle a juntada fazenda da raesma
Francisco Geraldo Moreira Temporal.
Manoei Jos das Neves.
Romio Antonio da Silva Alcntara.
Manoei Pereira Lemos.
Manoei (jomes Viegas.
Pedro Joaquina Gome.
Jos Antonio da Silva e Mello.
Mclchiades Anlunes de Almeida.
Joo Francisco l'onies.
Flix da Cunha Teixeira.
Jos Joaquim das Chagai.
Os quaes hao de servir durante a referida aetsao,
para o que sao pelo presente convidados, devendo
comparecer assira como os inleressados no indicado
dia e hora sob as pennas da lei.
E para que chegue a nodcia de lodos mandei pas-
sar o prsenle que ser publicado pela imprensa e if-
fixado nos lugares mais pblicos deste termo.
Dada e passado nesla cidade do Recife aos 31 de
agoslo de 1854.Eu Joaquim Francisco de Paula
Esteves Clemente, escrivau o snbserevi.
Francisco de Assis Oliveira Maeitl.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz do
commercio da segunda vara nesta cidade do Reci-
fe de Pernambuco, por S. H. I e C, senlstr D.
Pedro II, que Dos guarde ele.
Paco saber aos credores incerlo do fallido Leo-
poldo Jos da Costa Araujo, que Caelaoo da Costa
Moreira por execurAo que encamlnha contra a mas-
sa do mesmo fallido, fez por esle joizo proceder a
penliora na quanlia de 2759568 em dinheiro, que
se acha uo deposito geral desla cidade; e para que
os credores incerlos do fallido possam requerer a
preferencia qoe liverem quintil penhorada, os
besouraria, se ha de arrematar 110 dia 21 de selem- chamo pelo prsenle edita! para que no pfazo de 10
oro prximo viudouro, -a quem por menos lizer, a diascoulados da publicarlo desle, comparecam nesle
obra do aperfeicoameulo e calcamenlo do 1. lanco I juizo e alleauem a preferencia que liverem sob pe-
da estrada de Apipucos, avahada em 3I:037500 nade se procer-
proceder ao levanlamento da referida qean-
tia a favor do rxequenle. E para que chegue a no-
ticia de todos mandei passar o, presente edital que
ser impresso no jornal, e dois do mesmo theorque
IsciSo afiliados na praca do commercio e na casi das
audiencias. Dado e passado nesla cidade do Recife
de Pernambuco aos 3t de agosto de 1854.Eu Ma-
nuel Joaquim BapUsla, etcrivSo interino o escrevi.
Francisco de Assis Oliceira Maciel.
A arrematarlo sera Taita ua forma da lei provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do correte auno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas quo se propozerem a esla arrematarlo,
comparecam na sala das sessOesda mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presenta, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, 26 de agoslo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras do aperfeicoamcnlu e calcamenlo do
1. lauro da estrada de Apipucos, far-se-hao do con-
formidade com o orcamcnlo e perfis approvados pe-
la directora em conselho, e apresenlados a approva- B
cao do Exm. pretidente da provincia na importan- I h'P al k I^P^mci sido admltlldot os pra-
ciade 3I.03MOO rs. ''tos da barra Domingos Hennque Mafra. Manoei
2.a O arremtame dar principio as obras no pra- ^""cisco dos Res, Herculano Rodrigues Pinheiro a
1 de 30 dias, e dever conclui-las no de 6 mezes, "ernaru 'se Lopes no numero dea designados no
regulamento de 28 de fevereiro do correle anno,
para a pralicagem do porto e barras desta cidade ;
manda o Illm. Sr. capilao do porto feer constar isto
DECLARAC^O'ES.
A mala que deve condnzlr o patacho B0K Je-
ss para o Para, ser fechada hoje (i) as 2 horas da
larde.
A garopeira Litraco com destino Bahia re-
cebe a mala hoje ao meio-dia.
Tendo em observancia de despachos do Eim.
ambos contados na forma do arligo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arreraalacao,
realisar-se-ha^a formado arl. 39da mesma lei.
f.a O arrematante excedeudo o praau marcado
para conclusao das obras, pagar urna mulla de tre-
zenlos mil rs. por cada mez, embora Ihe seja couce-
dida [uoioL'ario.
5.a O arremalautt durante a execurao das obras,
proporcionar transito ao publicu e aos carros.
0.a O arrematante ser obrigado a empregar na
execuoo das obras, pelo menos, melada do iiessoal
de gcute livre. '
7. "Para ludo o que nao estiver determinado uas
presentes clausulas, nem no ornamento, seguir-se-
haoquedispue a respeilo a lei provincial nume-
ro 280.
Conforme. o secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlu da ordem do Exm. Sr. presi-
dente d 1 provincia de 23 do corrente, manda fazer
publico, que peraule a junla da fazenda da mesma
(hesuuraria, se ha de arrematar no dia 21 de selem-
bro prximo vindouro, a quem por menos lizer a
obra do aperfeicoaraeiiloidu 2. lanca da estrada de
Apipucos, avahada cm 28:3899003 rs.
A arrematarlo sera feila na forma da Ici provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente auno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propoterem a esla arreraalacao,
comparecam na sala das sesses da mesma junla, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presento, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 20 de-agoslo de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas*especiacs para a arrematacSo.
1.a As obras dos aperfeicoamenlos do 2." lauco da
estrada de Apipucos, far-se-hao de conformidade
com o orramento e perfis apprnvadus pela directora
cm conselho, e apresenlados a approvacAo do Exm.
presidente da provincia, na importancia de reis
28:3899003-.
2.a 0 arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, e dever conclui-las no de 6 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremataran
rcalisar-se-ha na forma do artigo 39 da mesma
lei.
4. O arrematante excedendo o prazo marcado
para a eonclusau das obras, pagar urna multa de Ire-
/imlos mil rs. por cada me/., embora Ihe seja conce-
dida prorogar,Ao.
.a O arrematante durante a execurAo dasodras,
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6.a O arrematante ser obrigado a empregar na
execurAo das obras, pelo menos metade do pessoal
de gente livre.
7.a Para ludo o que nAo se adiar determinado as
prsenles clausulas, nem 1111 nrcametile. seguir-se-ha
o que dispOe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Dr. Custodio Manoei da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do commercio nesla ci-
dade do Recife de Pernambuco por. S. M. I. e C.
o Sr. I). Pedtu.II., que Dos Guarde etc.
para conhecimenlo do commercio a de quem mais
possa perlencer.
Capitana do porto de Pernambaco 1 de selembro
de 1854. O secretario, Alexandre Rodrigues ios
Anjos.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 2 do correle
por dianle, pagam-st os ordenados e mais despezas
provinciaes, vencidas al o fim de agosto prximo
rindo.
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernambu-
co 1de selembro de 189% O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Foram apprehendidas 4 velas de cera branca,
em poder de um menino, assim como um maco de
trancas em poder de um prelo escravo : quem, pois,
se julgar com direito a estes nbjcclos, podera dirigir-
se a subdelegada da freguezia de Santo Antonio do
Recife, que Ihe serAo entregues, dando os seas pre-
cisos signacs.
BANCO DE PERNAMBUCO.
0 conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Peinambuco,
arealisaremdo 1. a 15 de outubro do cr-
tente anno, mais 30 0|Q sobre o numero
das accOesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a elleitb o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolurao tomada pela assm-
blea geral dos accionista* de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1854O se-
cretario do conselho de direccao, <
J. I. deM. Reg,
Pela subdelegada da Roa-Vista foi recomido i
caricia desla rila le Manoei Madureira, pardo, de ra-
fa india, que se supp .e ser escravo; seu senhor jus-
tifique seu dominio perante a mesma subdelegacia.
i^itw ^wiii nal lira iiu nuc r. .
Diln de 8] dos premios d L .oleras
Taxa de escravos. Jf t ,
Cobranra da divida activ/. .
120*100
2*>000
1:2HI-iO0O
6263000
2:I8K>K27
22:00 ijM
Reeehediiria 31 do a 50slo ile 1854.O escrivo,
Manuel Antonio Siim' h do .tmaral.
CONSCt.AD l PROVINCIAL.
Renriimenlo rio lia 1
RENRIMENTO HA
PROVINCIAL DO
Direilos do 3 por cci
podado.
Dito ile 5 por cento
Capalazia de :)20 poi
Dcima dos predios
Sello de herancas e I
Escravos despachar
Meia siza de e-er.
Matriculas das aula
perior
Emolumentos de
Novos e vainas d
Imposto de 3 po
eslabelccimcii
Cusas.
Juros.
Mulla:
'la'i de ira
S7S57
MUSA DO CONSULADO
[IE/. DE AGOSTO DE 1854.
11 du assucar ex-
9:2385251
7:9TB9701
3339120
5:.I7-R77
1:1833754
1:000.?000
1:5283321
'.o algo-Mo. .
larca de algodo.
roanos. .
gados.....
iS. .
vos
iislrucran su-
asaporles Je polica
-lo-......
uto sobre diversos
OO-r-OOl)
3s6(K)
S86VSSMI
I:695sl30
105)267
69167
7731.56
28:9.33876
Mesa do consu lado provincial 31 ileagosli
O 2." escriplurario,
aostodel854.
[Mil dcAzecrdo Souza.
MOVIMENTO DO PORTO
-Vano entrado no dia i.
Liverpool50 dias, barca ingleza Oeneciece, Je 271
tonel,el 1-, capilAo James Tornear, equipasen) 14,
carga fazendas e mais gneros; a Deane Voule &
Compaiibia. Passageiros, William Purcel e sua
familia.
Sacias sabidos nn mesmo dia.
Barcelinna pela ParahibaSumaca hespanhola lio-
mano, capillo Thumaz Oliver, cm lastro.
AssBarca brasileira Mendonra II, capilAo Elyscu
de Araujo l-'raura, cm lastro.
AcaraciiPatacho brasileiro Emularan, capilAo An-
tonio Gomes Pereira. carga varios seeros. Passa-
geiros, Jos Saboia. J0A0 Thomc da Silva, Domin-
gos Jos Saboia e Silva, Jos Carlos de Figoeira
Saboia, Pedro Gomes da trota e 40 pessoas mais.
Ararat)lliale brasileiro Arago, meslre Delinque
de Snuza Maffra, carga varios seeros. Passagei-
ros, Vicente Ferreira dos Sanios C.iminha. J0A0
Carlos da Silva, Manoei Ignacio dos Sanios, Vi-
cenle Ferreira Pereira.
Rio de Janeiro pela BahaVapor inglez Seren,
roinni Hilante llasl. Passaceiros desla provincia,
II. C. Ilililyard, Rosa Cardcila, Mauoel Lezar-
rald, Cypriauo Zubia de rnela.
Em commissiinBrignc de suerra brasileiro Cr//o-
pe, commandanle o capillo-lcncule Mauoel Jos
Vicira.
~ EDITAEST-
O Illm. Sr. inspector da tliesourai'ia provin-
cial, cm cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
deule da provincia de 26 rio corrente, manda fazer
publico, que no da 21 de seleinhro prximo viu-
iluiiro. llorante a junla ria fazenda da mesma Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem pur menos li-
zer a obra do arcu e aterras da Ato-tadinho na estra-
da do sul. avadada em IO::!4O3OO0 rs.
A arrematarle ser feila na Carena da lei provin-
cial n. 31.1 de 15 de maio do crranle anno, e sobas
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
cao, comparecam na sala das sesses da mesma jun-
la, no dia cima riccl.11 ario pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 30 de agoslo de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira d'.rtiiMiiiiofao.
; s
&&*S5aS85
SOCIEDADE DRiHtflCA EHPREZiRIA.
A direrrao da sociedade dramtica, previne ao
respeitavel publico, que com o consenso da illnstris-
sima directora do thealro de S. Isabel, deixa de ha-
ver amaoha espectculo, por se estar promptifican-
do o seenario para o dramaO Naufragio Fragata
Meduza, que lem de ir scena no dia 7 do cor-
rente.
As pessoas que encommeiidaram camarotes, ca-
rien as e biHieles de platea para as 3 recitas de*7, 9 e
13 do crrenle, lenham a boodade de os vir receber,
ou mandar de segunda-feira em dianle, das 10 horas
*aSMJ>e/." Barboza \ Lima estabelec'idos com armazcm de as-
sucar na ra do Trapiche n. 21 do bairro do Recife,
cujos socios sAo Fraucisco Moreira Piulo Barboza e
Jos Vicente de Lima moradores no dilo bairro. me
enviaran a dizer em sua pelir.io por escriplc, que
tendo cessado seus pagamentos em consequencia de
se impossibiiitarem os negociantes Oliveira Irmos i.
C. de satisfazencom suas riiviJas, vinham de cou-
formidarie com o ara. 805 rio cod. com. fazer a de-
rlararao de sua fallem a, fim de ser por este juizo
declarada a abertura dalla, e seguir-se nos termos
ulteriores, o que sendo por mim deferido e subindo
a petQAo dos supplcanlcs com o bal.raro do seu ac-
tivo c passivo, a minha cuuclusAo dei a senlenca do
Iheor seguinte :
A vista da pelic,Ao a fl 2, declaro fallidos es com-
merciaulcs Barboza & Lima, eslabelecidos com ai -
mazem de assucar na ra do Trapiche n. 21, e
aberla sua fnliencia desde o dia 1 do crrenle mez :
mandu que se ponbam sellos em todos os bens, li-
vros e papis do fallidos, nomeando para curador
fiscal ao credor Malheus Auslin, que prestar o ju-
ramento na forma da Ici ; e expeca-se ao juiz de
paz respectivo, copia aolhentica desla senlenca para
se proceder a apposicilo dos sellos e cusas.
Recife 7 de agoslo de 1854.Custodio Manoei da
9iica Guimaraes.
Nada mais se conliuha em dita senlenca, e nAo
lendo Malheus Auslin aceitado a curadora fiscal,
fui nomeado Manoei Duarte Roririgues, que aceiloo
e presin juramento. Em cumprimeulo pois de
dila minha senlenca, lodos os credores prsenles dos
fallidos Barboza \ Lima rompir-run no da'ule se-
lembro prximo seguinle as 10 horas da manhAa cm
casa de minha residencia na rua da Concordia do bairro
do Santo Antonio, ilim de se proceder nomeaejio
de depositario para receber e administrar provisori-
amente os bens da casa fallida.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar editaes que crao publicados pela impreusa e
allixarios as pracas do commercio, casa das audien-
cias c eslabelecimcnto dos fallidos.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Pernam-
buco aos 30 de agoslo de 1854.Eu Manoei Joa-
quim llaptista, escrivo interino o escrevi.Custo-
dio Manoei da Silca Guimaraes.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Maciel, juiz
municipal da sesunda vara preparadora das pro-
em mAo da direccaod 11 sociedade, al a vespera do
espectculo.
AVISOS martimos.
DO MARAM1AO'
osta' a chegar o palhabote'iiLindo
Paquete, navio noy, muito bem
construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui curta estada, devendo regres-
sar com presteza ao Maranhao, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainda este ex-
cellente barco, ([tieiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na rua do Trapiche n. l'i,
segundo andar, am de contrataren} a
carga que tiverem.
Para o Aracalv segna em poneos dias o hiale
nacional Sergipano, recebe ainda alguma carga
rele muilo commodu: a tratar na rua do Trapiche
n. 17.
Pira o Rio Grande do Sul seguir breve o pa-
.lacho Temerario, para onde recebe carga a frele:
quem no mesmo quizer carregar, pude entender-so
com o seu capilAo Jos Antonio Candido de Souza,
ou com Amorim ImAos, na rua da Cruz n. 3.
Para a Bahia segu impreterivelmente 00 dia
3 de selembro vindouro, a veleira garooeira Li-
trarao : para o resto da carga, Irata-se com sen con-
signatario Domingos Alves Malbeus, na roa da Cruz
11. 54.
Para o Ceara',
segu em poneos dias o patacho nacional Alfredo ;
para carga e passageiros trala-se com J. B. da Fon-
seca Jnior, rua do Vigario numero 4, primeiro
andar.
Para a Bahia sahe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Maria, por ter
cessos iin jury do termo desia cdaile do Recife,! a maior parte do seu ca regamento prom-
por S. M. o Imperador que Heos guarde ole. I ,)ro ara do resto da carea e passageiros,
I-aro saber que pelo Dr. Alexandre Bernardino dos '1 "___...
is e Silva, juiz ie direito da segunda vara crimi- trata-se com NovaesA Companhia, na roa
do Trapiche n. 34, ou com o capitao na
praca.
Vendc-se urna barcara nova, de 50
a (JOcauas, prompta para seguir viagem:
trata-se na rua Dircita ns. 12 e 1 .
PARA O ARACATY.
Segu emapoucos dias, porj ler seu carregamen-
lo prompto, o bem conbecido c veleiro hiate '0711-
haribe, pregado e forrado do cobre : |iara o resto e
passageiros Irata-se na rua do Vigario n. 5
Para o Cear segu em poneos dias o veleiro
lliale Castro, para o reslo da carga Irata-se no es-
eriplorio de Domingos Al) es Malheus, rua da Cruz
PARA O RIO DE JANEIRO
Segu com brevidade o. veleiro brigue
nacional Damo, por ter parte do seu
carregamento prompto : para o resto,
passageiros e escravos a frele, para os
quaes ollcrece excellentes commodos, que
podem ser examinados, trata-se comMa-
cliadoiN; Pinheiro, na ruado Vigario r'. 19,
segundo andar. /
RIO DE JANEIRO- / .
Espera-se do Assi'i o brigue/naciouil
LYsia, e tera' demora de unt dia neste
porto ; para passageiros e esclavos a fre-
le, paraosi|uaes tem excellentes commo-
dos, trata-se com Novaes &/'Companhia,
na rua do Trapiche 11. 34y
Para o Aracaly segu em emeos dias o veleiro
hiate Caslio; para o reslo da carga trala-se com
seu consignatario Domingos Atves Malheus, ua rua-
da Cruz n. 54.
Reis
nal da enmarca do Recife, me foi cummuiiicario ter
convocado a lerceira sessjo juilicrara do jury deste
auno, para .0 dia 18 de selembro prximo vindouro,
pelas 10 horas da manhAa cujo sorteamenlo leve bo-
je lagar e sahiram sorleadosos 18 juize do fado se-
guiules:
Mauoel de Sampaio Rarros.
Joo Athanazio Hotelho.
Ucnlo Randeira de Mello.
Custodio Jos Alves.
Feliciana Joaqun) Mus Sanios.
J0A0 Raplisld Accioli I.111-.
Capilao Manoei Joaquim Paes Sarniento.
Francisco Jos da Cosa Campedo.
Carlos Jos Coins de Oliveira.
Dr. Mauoel Jos Pereira de Mello.
Alexanririno Mximo Leal lie Rarros.
Caelauo Piulo ile Veras.
Francisco Antonio de Fignciredo.
Juvencio Augusto de Alhayle.
Jacinilio de Abren Ribeiro Machado.
Joaquim Ribeiro rJeAauiar Muutarruios.
Fraucisco Pereira da Silva.
Francisco llaplisla de Almeida.
Francisco Simos da Silva.
Gabriel Alfonso Riguefra.
Franrisco Manoei ria Cniz Coulo.
Manuel Jo- ria Silva lirillo. *
Dr. Luiz Duarte Pereira.
Jos Joaquim Anlunes.
Ignacio Rento rio lala.
Dr. lanicio uo Barros Brrelo.
Joaquim Ribeiro Pontea.
Jos Brasilino da Silva.
Jos Joaquim da Cunha.
Jos tiouics I.eal.
Gabriel Germana de Aguiar Monlarruius.
I.uiz Jos Nunes de Castro.
Manoei Jos Lopes Rraga.
Thumaz de Aquinn Fonseea Jnnior.
Mauoel Carneiro Rodrigues ('.amperio,
Manoei Carneiro de Jess.
Anionio Martins Sardanha.

^
dP
i


DIARIO DE PERMMBCO, SBADO 2 DE SETEMBRO DE 1854
LEILOEI5
~~ (? agenle Oliveira far leilao por mandado Jo
Ilmi. Sr. juix de diroilo do eivei e rommerciodesla
miarle, c a requeriirmto de Joaqiiim Lucio Montei-
ro da Franca, liquidilaiio da lirma social <|p Franca
A Irmaos de todos na seero c armacan existentes
na liberna sila no puteo do Tarjo, de Anlonio Vi-
centa de Aievedo, sabbado 2 de Miembro, ao nielo
dia em poni, na indicada taberna no paleo do
Terco.
Terca-feirajdo correntens lo > horas da ma-
nbaa, o agente Viclor far leilao no scu arma/.em
ra da Cruz. n. 25, .le grande sor limen to de obras
le uiarcciieiria nova* e usadas de dillerenles quali-
ilailcs, um'oplimo piiino ingle, relogios Dar algi-
beirn de metal>Uvanizado, obras de ouro e piala
de lu, diversas qualidades de espirito como licor
franeez, e nbsvnlhio, chapeos de castor brancas e
pretos, ooulrosmuitjsohjcctos que estarn a vista
uo da do Icililo.
Bruun Praegcr^ Companhia farao leilao por
intervengo sorinenlo de fazendas as mais propfias dcsle mer-
cad : segftnda-feira 4 do corrente, as 10 horas da
manhaa em ponto, no seu armazem, ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Alugam-se o 3 e 4 andares do sobrado da
ruada Oruz n. 13, com muitoscommodos para rami-
lla, frescos e comexcellenle vista de mar: tralar
no 1" aullar do mesmo.
MA SU1TLICA RESPEITOSA.
Roga-se ao Sr. liscal de Santo Antonio lenha a
boudade de lascar as suas vistas para a praia deno-
minada do Mun,lo Novo, onde se acha amonloada
una grandequantidade delito com grave detrimen-
to da saude dos que por all moram.
Da-se diuheiro a juros com penhores de ouro:
na r>ia estrella do Rosario n. 7.
Senhores estudantes. @
W. Maunel Csssianode Oliveira l.edo, estudan-
le que foi do |\ceo. obteve licenca para ensi- 9
W nar parlicularmcnle geometra e'arammara
i nacional, em quo se reconheceu habilitado.
SP .slo abertas matriculas de urna e outra, c jg
GS continuaran at o fim do coriente mez. Di- @
rija-se quem quizer ao pateo do Paraizo, pri-
Vf ineiro andar, unido a igreja. &
MiMMtl 99 9^99999999
Desappareceu no dia 18 do crrente o prelo
Joan, de naeao Congo, ou uicama,representa 40an-
uos, esiaiura ordinaria, rcforeaJo do corpo, rosto
chelo, com falla de um denle de cima, lie calafate c
perlence ao casal do Tallecido NorberloJoaquim Jos
liuedes. Pede-se as autoridades policiaes e capilaes
de campo a sua captura, e manda-loenlreuar a viuva
I). Anna Joaquina de Jess OueirozGuedes, na roa
do Appolo n. 2, que serao recompensados: este prelo
esta matriculado na capitana do porto.
O abaixo assignado capila- da barca ingleza
(lovin-nor, declara que tem de sejutr sua viagem al
o-da 4 do corrente. e por islo pede a quem tiver al-
gunas con la-, queira ler a Bondide de apresenla-las
no escriplorio de seus consignatarios Johnston Paler
& Cjmpanlua, ra do Vigario u. 3 ; e lambem de-
clara que nao fica respousavel por qualquer outra
cousa que possa apparecer depois de sua sahda.
Thomaz Beley.
A mesa aclual da irmandade de N. S. do I.i-
vramenlo annuncia ao a,s e juizas, eserivaes e
mordomos e mais devoloTque a festa da mesma Se-
nhora foi transferida para o vinriouroem consecuencia de nao se ler acabado a
pintara e douramenlo da mesma iareja.visio ser a ul-
tima decoracao do templo c de grande monta.Al-
bino de Jess Bandeira, 1. definidor ; Joo Baplis-
la Garrea, Manoel Fernandes Chaves. Thomaz Cor-
rea Peres, Jos Eslevao do Nascimenlo, Jos Frau-
cisco Banlo, Innoceocio Rodrigues de Miranda, Ma-
noel do Carmo Ribciro, lliesouicirn ; Joao liaplisla
Fernandes, juiz ; Jorge Avelcx do Nascimenlo, vice-
juiz; Paulino Baptista Fernandes, secrelario ; Fran-
cisco de Paula Marlins, procurador seral; Anlonio
Manicio Bezerra, procurador do patrimonio ; Pe-
dro de Alcadra, Ancclmo deSouza Teiieira.
O abaixo assignado previne ao respeilavel pu-
blico, e especialmenle aos senbores negociantes e
mais pessoas a quem possa inlerutsar, que ninguem
faca negocio algum ou receba em pagamento, do ina-
jor I rancisco da Rocha Bastos Wauderley, hoje mo-
rador no termo de Bfireiros. tres lettras "aceitas pelo
abano assignado em favor do ine-ino Barros Wau-
derley, na imporlaueia total de 7:000.^000 proveni-
entes do excedented:i permuta do engeulio Sebini do
CavUcanli, por os engenbos Linda Flor e'Cachoeira
Alia, pnrquanto semellianles ledras forain moral-
mente exlnrquidas ao abaixo assignado, como se ha
de demonstrar na acrao, que em juizo competente
VM opor dito inajor Barros Wauderley, sendo que
nesta data tem o mesmo abaixo assignado protestado
judicialmente o seu mo pagamento, na forma do
eslyJo. fcugenho Sebiro I. de lelembro de 18.il.
- Jos Fi tmcitCO Acciohj Jm.
Anda est para se alugar os armazcus, silos
na ra da Prau n. 32 c 34. perlencenles a venera-
vel ordem terceira' de S. Fraueisro desla cidade
<|uein os pretender, dirija-seao Sr. Caetano Pinto de
Veras, ministro da mesma ordem, qne tem poderes
para os alugar.
Quem precisar de um cozuiheirn esUaogeiro
que falla o inglez eallemao. ou mesmo para criado'
dinja-se ao aterro da Boa-Vista n.66.
Na uoite do dii de 28 de asesto desappareceu
um negro, crioulo, por uome M itheus, idade de 3.j
aunw, pouco mais ou fcciins, lomado do estupor
qne llie empede a falla, d estatura mediana, cor fu-
la, lahellos sollos, pnaca bsrba, i tem no beico in-
fermr urna cicatriz como de lalho; levou caica de
i iscido de algodo azul, camisa de madapolao, cha-
peo do palha e baela encarnada, tudo novo : quem
o pegar, sendo no mallo, leve-o a sau senhor, Ma-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 EVA DO GOX.X.BGIO 1 AVDAE 25,
O Dr. P. A. Lobo Mosco/o da consullas homeopaihicas lo lo os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uoite.
Ollerece-se igualmente para praticar qualquer o| eraran de cirorgia, e acudir promptamenle a qual-
quer inulherque esteja mal de parle, c rujas circumslancias no permittam pagar ao medico.
1C01ULT0RI DO DR. P. A. LOBO MOHO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. 6. II- Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
vnlumes encadernados em dous :................. 20ftOO0
Esta obra, a mais imporlanlc de todas as que Iratam da homeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
qui/erem experimentar a 'outriua de llahneinann, e |>or si proprios se convenerrem da venladc da
mesma : inleressa a lodosos seuhores de engenho c fazeudeiros que eslito lonce dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capitaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou outra de ter preciso de
acudir a qualquer iucomniodo seu ou de seus lri|iolanles ; e inleressa a lodos os dieres de familia cue
por circunislancias, que uein sempre podem ser prevenidas, -ao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-inecum do homeopalha ou Iraduccao do Dr. Ilering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volunte grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem d,-.r-se ao estudo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lennos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,.................
Cada carleira be acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a cscolha. .
Dila de 60 tubos com ditos.................
Dita de 144 com dilos................".*.!!!!!
Eslas sito acompanhadas de 6 vldros de linluras esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Ilering, tcrio o abalimeulo de 10J000 rs. em qualquer
das carleira- cima mencionadas.
Carteiras de 21 tubos pequeos para algibeira............... 8S000
Hitas de 48 ditos..................j...... ItijjOOO
Tubos grandes avulsus................"."."..... lOOOO
Vidros de meia mica de liulura..................... 28000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario desle eslabclccimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superinridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre vcuda grande numero de lobos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medirarneutoscom loda a brevidade e por nrecos muito com-
niodos.
SjOOO
4$000
40SOO0
(5|000
505000
608000
1O0JO0O
noel Francisco de So jza LeSo, no engenho Tapii"i
nesla praca ao Sr. Joao Piulo de Lemos Jnior ai
ser recompensado. M
Precjsa-sc alugar um prelo bom coxinheiro, e
que seja del ; trala-e na ra do Trapiche u. 48. se-
gundo andar. '
Precisa-se de urna, ama para o servicode urna
rasa de mullo pouca familia : quem se pronozer, di-
rija-s a ra Direita, taberna n. 113.
-- Pecisa-se de urna ama que saba engommar c
cozmbar, para urna casa de pouca familia, para fura
da praca* gumas leguas ; quem quizer, dirija-sc ao
aterro da Boa-Vista, no segunde andar, em casa dn
r. Uregono Antones de Oliveira, que achara com
quem tratar.
Respondrtelo ao intempestivo annun-
co que mirilla mulher D. Anna Joaquina
de Mello fez inserir neste Diario de hoie,
tenho a dizer, (nao a elia, ms por dei>
leticia ao publico) que se nunca iz senfto
aquillo para que estou autorisado muito
menos o faria agora, mesmo porque nto
desejo imitar minliamull.er. Nunca pro-
cure esbanjar casal como ella princi-
piou a azer, ao que me oppuz e opporei
sempre. O lim pois desse anriuncto conlie-
i;o-d bem, mas creio que nao surtir' oef-
letto desejado, e com elle so .fez minfaa
inullier patentan-o desairanjo total das
suas taculdades intellectuaes ; pois devia
saber que a mim como nica cabera do
casal, pertenceaadministraiaodomsino,.
e por conseguinte a gerencia das suas
iransacroes, esenao, com que dircito me
pede ella em juizo alimentos e despezas da
lide ? Mtseravel contradicho no mesmo
da. Descanse jkjs, mo lia mulher, sou
eu que tenlto a pedir ir.demnisacOes, e
qutmto a celebre contestacao do meu di-
eitoa meiacao, e a uiais alguma cousa as
las decidir,o Recife I. de setembro de
1 So*. Giiillierme Augusto Rodrigues
-- Guilberme Augusto Rodrigues Set-
te, mora na sua casa da rita do Ranpel
n. m. "
A pessoa que deseja saber noticias
rio Sr. Antonio Jos de Souza, que foi
protasorem Caxias. no Maranbao, pode
dtrigir-sea ra doLivramento n. .18, pri-
mero andar, onde reside o procurador do
mesmo prolessor, o qual nao be sacerdo-
te e sim casado, c morado
Verde.
Prccisa-sc anda de om fcitor que cntenda de
hnrla para Iralardciim pequeo sitio na Capunga :
a fallaa na rua Nova n. 51.
S@.^^&pO:;:a,^S
Antonio Agripino Xavier do Brilo, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Baha, re-
side na rua Nova n. 67, primeiro andar, on-
de pode ser procurado a qualquer hora para o
i; exercicio de sua pruiissao. r.-t
>y ?> >s>#5
Na rua do Trapiche n, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tumulos,
campas, ele : no mesmo lugar se moslram ricos de-
sodlos.
Arrenda-se o armazem de assucar da rua da
Guia n. 64, com lodos os seus ulencihos, ou vendem-
se estse garntese o arrcndameiito por SOIOOO rs.
annuaes ; lambem se alaga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irala-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
qtierque, prolessor jubilado de gramma-
tica latina, propue-se a ensinar nesla pia-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra oacolbimcnto de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presttmo,
protestando satisfazer a' e\pectarao pu-
blica ainda acusta dos maioressacnlicios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-ise a'
livraria da praca da Independencia ns.
(i e 8.
LOTERA DO TIIEATRO DE SA!m-ISAIEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do corrente ar.no.
Aos 10:000s000, 5:000^000, 1:00().sOOO.
O caulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
10 respeilavel publico, que os seus bilheles e caute-
la* nao aotrem o descomo de oilu por ccnlo dn im-
posto seral nos tres priiueiios grande- premio,
tiles esto expostos venda as tojas la conliecidas
do respeilavel pumico.
Bilheles UsOOO 10:0008000
Meios 5*500 :,:OO8000
Ouarlos asno 2:.VKWMK)
Havos 18.500 1:2..(l8O0O
Decimos lylotl 1:0(KolKI
\ igesnnos 5700 5008000
Anida precisa-se de um bom coziuheiro, e de
una prela para servido de casa ; prefere-se escravos:
na rua da Senzala Vclha n. 60, esquina do boceo do
Lapim.
Champagne, a mcllior que lia no
mercado, epor preco mais barato do que
em ontra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, canas de 100 e de 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheuo, amado Vifrarion. 19, segundo
igario n.
W em Bai\a-
Guilherme Augusto Rodrigues Set-
le aluga por tres anuos o seu sitio nosAfo-
;;ados, um dos melhores tiaquella povoa-
gO, em bom local por ser na rua de S.
Miguel junto da igreja, com excellentee
muito etparosa casa terrea de quatro fren-
tes, uru grandesotao, dous portoes de fer-
ro na frente, euro outra no fundo que da'
saluda para a nova estrada dos Remedios,
cozmba fora, senzala, cocheira, estriba-
na.casadeteitor, casa d
ral I
e matenaes, cur-
evacca, tudo cm g,ilndc ,llto, c
con. fitaudes commodos para numerosa
lamilla. O sitio tem tresiacimbas, tendo
Jim.i um grande lauque para banbo, e
bomba d ferro ; tres VHeiros.de pee
minios coqueiros, muitan bananeiras e
outrasfruet-iras de todas as qoalidades ;
grande baiva de capim, todo murado ea
casa reedificada de novo: para ver-seno
mesmo sitio, e J.a tralai. das eo^;,.^
do arrendamenfi na rua do Queimado n.
zl, a fallar com oannunciunte.
andar.
Na rua lella n. 13, precisa-se de urna cscrava
que: sainacozinhar e engommar, esohreludo que se-
ja fiel : he casa de duas pessoas de familia.
Precisa-se de urna ama de leite, que seja sadia:
no aterro da Boa-Vista n. 47, sesundo andar.
in! r"'1 ?**"' loja ,2> d'f-se-ha quem d
Iwfduu rs. a juros com penhores.
Neeessita-se alugar una preta^ue saiba ven-
der na rua, paga-se 149000 rs., assim como um pre-
lo para Irabalhar cm um silio : na rua do Rangel,
sobrado n. //, primeiro andar.
Aluga-se um armazem na rua da Concordia,
bstanle grande para qualquer estabelecimcnlo, por
ser no meto da rua : Irata-se na piara da Indepen-
dencia ii. 7. '
_ ~T J-aria Abrcu e Lima, que tem de receber a sua par-
te no segundo dividendo, queiram dirigir-se para
esse fim, munidos dos seos respectivos crditos a
Miguel Jos Alves, caixa da adminislracao da mesma
massa, rua do Trapiche, casa n. 6.
Aluga-se para pastara festa, ou por
annos, um sitio no lugar da Torre, a' mar-
geni do Capibaribe, com excellente casa
f'eita a'pouco, com 4 quartosem btixo,
cozinha f'ra e um grande sotao compe-
tentemente repartido, cacimba com boa
agita de beber. Esta casa lica em unta lo-
calidade tao arejada e elevada, que as
aguas da nunca vista cheia de S. Joio pas-
sado nao deram cuidado a quem morava
nella: quem pretender, di rija-se a'rua
da Cruz n. 10, que achara' com quem tra-
tar. '
Avisa-se ao respeilavel publico, que ninguem
arremate a casa terrea da rua da Mangueira n. ,10
sila no bairro da Boa-Vista, pois he propriedadeda
viuva de Burgos & Filhw, e nao de JosJoaqu/m
llcze.-ra Cavalcanli de Albuquerqne, como lambem
declara que ella nadadevea fazenda publica, cqnc
seus bens nao devem eslar sujeilos a debito deou-
trem, e que desde j* prolesta coulra tal arrcmalacAo.
PIANOS.
Patn Wish \ C. acabam de reccher de Londres
i dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
! iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem couhecid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
u. 10.
f;.^ @ e
9 DENTISTA FRAlNCt:/..
Paulo Gaignoux, estabelecido na rua larca
@ do osario n. 36, segnndo andar, enlloca den- @
<-y tes com gengivas artilfciaes, e dentadura com-
pela, ou parte della, com a pressau do ai.
Tambein tem para vender agua ileulifriccdo
Dr. Fierre, c p para denles. Una larga do @
;.) Kosario n. 36 segundo andar.
@@ @ -3@S
J. Jane dentista,
contina rczidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
$@$es: @ O Dr. Sabino Ulegario Ludgern Pinito mu-
dou-se para o palacete da rua ds S. Francisco
'mundo novo) n. 68 A. 3
9 \W5* .,53S1;.J
Aos 10:000-; 5:000.s e 1:000x000.
Na prac,a da Jndepcudcncia u. 4 loja do Sr. For-
tnalo, ns. 13 e 15 do' Sr. Aranlcs, n. 40 do Sr.
Paria Machado, rua do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza & F'rcire c praca da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baplisla, esli i venda os bi-
lheles e cautelas da primeira parle da l!i > lotera do
Ihealro de Santa Isabel, a qual corre no dia SO de
setembro, cujos bilheles sAodo caulelisla abaixo as-
signado; o qual paga por iulciro o premiode 10:0005
5:0008 e 1:0009000, que sahireui em seus bilheles
iitleiros e meios bilheles cujos vao pelo inesnio ru-
bricados.Antonio Jo Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilheles iuleiros. 11-3000
Meios bilheles. .VmOO
guanos. ajgpo
Oilavos. 19500
Decimos. 19300
Vigsimos. 700
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia c americana, ecal virgem, ebegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
D-se dinheiro a juros em pequeas quanlias,
sobre penhores de ouro e prata : na rua Vclha
n. 35.
Lava-se e eugnmina-se con) toda a perfeicao e
aceio : no largo da riheira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
;;: : :5@s
K O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes, Ja,
formado em medicina pela facublade da la-
bia, contina no exeieieiodesua prolissao, na
>-.- rua Nova n. 10, segundo andar. tv
^e*; ftgs;
O abaixo assignado, herdeiro do finado Joao
Firmino da Costa Barrada, declara qne, exisliudo
urna lellra perleuceiiteao mesmo Joao Firmino, acei-
la pelo inajor Francisco Antonio Pereira dos Sanios,
ja fallecido, proveniente da venda que llie fez do
ensenlio Tenlugal. a qual lettra he da quanlia de
3:0009000, e se acha vencida desde 31 de julho de
1835, c como ignore cm poder de quem ella exista^
roga a qualquer pessoa que souber ou a liver.dcclarc
por esle Diario, asscgurando-lhe o abaixo assignado
soagralido por um tal motivo.
Joao da Rocha It'anderley Lint.
Toalhas c guardanapos de panno delinlio
puro.
Na rua do Crespu, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linhn, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos-adamascados, por preeos com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O tbesotireiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do costu-
me, osbilhetes da loteria do tlieatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lujas n. 4e 15
rua do Queimado, loja n. 59-; Livra-
mento, botica n. 22; rua da Cadeia do
Recife. botica n. 61 aterro da Boa-Vis-
ta n. 8 ; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e rua do Collegion. 15.
GABINETE PORTLOUEZ DE LEITLRA.
Por ordem da directora do gabinete porlugiier. de
lailun, convnra--c os Srs. accionistas para se reuui-
rein esti'aurdiuariamenlc em assembla geral, do-
mingo. 3 de setembro, as ti horas do dia. M. F.
de Souza Barboza, 2. secretario.
Precisa-se deum menino de 12 a 14 annos de
idade, para caixeiro : no aterro da Boa-Vista Ha
n. 82.
No dia 2 deselembro lem de serem arremata-
das, a requerimento do solicitador de capellas c re-
siduos, as Ierras do. Campo (laude, avalladas por
'.1:5009000, contendo 7 sitios, tendo Ierras para plan-
tar, criar gado, baixa para capim, muilas frucleiras,
cutre os dilos sitios ha una casa terrea de pedra c
cal com 2 salas, 4 quarlus, casa de familia, estriba-
rla, e rendem es mencionados sitios 314300!), rendas
que podem ser alteradas por serem multo baixas, de-
pois da mor le de seu possuidur, que ha a 10 anuos se
conservara at boje com esle valor,leudo camboapa-
ra embarque edesembarque.lcm 400 e lanos palmos
de frente e os fundos vao al a camba da Tacaru
Precisa-se alugar urna ama que saiba colindar,
e engommar e que seja fiel: na rua da Concordia
ATTENCAO'.
Lnimoco bastante hbil, o qual lem pralica de
ensinar, e da fiadores a sua conducta, se olTerece pa-
ra ensinar cm casas particulares, ou mesmo em al-
gum engenho, naos primeiras Icllras, Rrammatica
nacional e latina, como.lambem a traduzir e fallar
o rranrez ele. nsstaa de Apollo n. 19 se dir.
O abaixo assignado, tendo annunciado por esta
loina que eslava para faier compra da casa lerrea n.
J. sila na rua dos Pescadores, perleuceiile a Sra.
Mana Ignez de Jcsns, mulher do finado Vicente
Canteo, nao leve e-te negocio elleilo poradila Sra.
ler tallecido, cagara faz publico qe vai euecluar a
dila compra com a Sra. Joaquina Mara da Concei-
pao, mal e nica berdeira daqueila finada; se donver
quem lenha alguma npposieao a fazer, dirija-sc ao
palco do Terco n. 3,nestcs 3 dias.em casa deAnto-
nio Moreira Iteis. __>
Un moco brasileiro casado, com pouca'familia,
de nlad de 30 anuos, se oflercco para caixeiro de
qualquer arruniacilo, na praca ou fura della, o qual
sabe bem ler, e-crever e contar : a pessoa que do seu
prcstimo se quizer ulilisar, auiiiiiicic por esle jornal,
oui entes dirija-sc- a rua lo Padre Floriano sobrado
n.b 9, a qualquer horado dia.
AO PUBLICO.
Esclarecimenlos completos por escripturas anti-
gs, aliuimas de 1763 e provars que se referem i
dalas de 200 annos, c Miras escripturas e sentencas
sobre os ti sitios (e nao 7) couleudos no Campo llran-
de, junto a Tacaruna, comearla lo|>ograpbica do di-
to Campo (iran.le e camboa da Tacaruna, alm de
mais escripturas nos autos entre parles Dr. I.ucena
e Castro, Jos Antonio da Silva Pinto, eoutros ; on-
de est junta a escriplura da propriedade N.Scnho-
ra da Atalaia, vciujida por I). Margarida Anna Jo-
sefa, ao capiiao Ignacio Kibeiru Leilao ; quem lele-
restar dirija-se ao escriplorio do taheltiao Sa.
JOIAS DE OLKO.
fe Na rua ilo Uueiniailo loja de ourives pinla-
S lada de azul n. 37, ha um rico e variado sor-
P linienlo de obras de ouro que n comprador,
5 a vista dos preeos e bem feito da obra, nao
PE deixar de comprar, aanrando-sc c res-
*ponsabilisaiido-sc pela qualidade do ouro de I
flie 18 quilates.
Ollerece-se urna ainaoporlugucza para casa ile
um homem solleiro ou de pouca familia, engomma e
faz o mais servico, anda mesmo para fura da pra-
ca : quem precisar, dirija-se a Boa-Vista, rua da
Concejero u. 52.
Ptecisa-cc de um bom coziuheiro e copeiro,
forro ou cscravo, para casa de pouca familia : quem
etliver neslas circunstancia-, diuja-se rua da Sau-
dade, clnenle do Hospicio, linaria casa.
O abaixo assignado julga nada dever, lauto
nesla praca como fra della, c se alzuem se julgar
seu (redor por qualquer titulo ou lellra, apresentc-
se para ser inimediatameulepago.
Jos (loncoteen Torres.
IU1
52.
Boaventura Jos de Castro Azevedo, com loja e
fabrica de chapeos na rua Nova n. 52, e depusilo
na praca da Independencia n. 34, lem a honra de
aiuiuiiciar ao respeilavel publico desla cidade, c
particularmente aos seus benignos amigse fregue-
zes, a quem se confessa suinmanienle grato pela
preferencia que os mesmos lem dado a suas obras,
que. com auxilio de peritos ofliciaes tem consegui-
do dar o mais alto grao de perfeieao s obras ma-
nufacturadas em sua fabrica, de" maneira que os
seus amigos e freguezes nada lerflo a detejar das
obras francezas, pois que para islo nilo se poupa a
lodos os sacrificios por difiiecis que sejain, e que se
acha munido para a festa de um explendido sorli-
menlo de chapeos de lodas as qualidades, tanto pa-
ra liomem como para senhoras e meninos, e que os
est vndetelo lano em porfi como a retalio, por
muito menos precofluc em'outra qualquer parle;
e as mesmas casas recebe se loda c qualquer en-
commenda e concerlos de o'iras ledenle* a sua ar-
te, que alm da commodidade dos preeos sera* exe-
culadas com todo o asseio e prompdao ; e como
ha pessoas, que pelos seu* afazerc*' nao podem fa-
zer suas compras e ciicuniinendas' de dia, acba-se
esle estabelecimento aberlo da Imra do costme al
s J da uoite a espera que os beaignos freguezes o
honran com as suas mu agradecis preseeijas.
PedrisWio ot o amor fraternal.
Hanoelxinho de nossa aldcia com os seus pait-
nos. Ainda existe um pequeo numero desta in-
leressante obra, toroduccao de urna Porlucnse, que
animada do aqjAmento que tem recebido do pu-
blico juvenil, f *ma--e a nllercre-la as illuslrissi-
mas mais de far
rao, e se acha
de Boavculura*.
rs. cada excm
de quem espera (oda a prolec-
,'la na rua Nova n. 52, loja
rdeCaslro Azevedo a240ealO
cm brochura.
ga-se o terceiro andar da casa
(la rua (lo \ igano n. 5, o primeiro da de l,e m"'10 Perl <1,1 cidade, apenas dista meia legua,
n.Oda ruado Amorim, um ranclio e le- .,"!",rf<,arde Belem--, s, sUio?f le"A* i,cima
_____jt.. lel mencionados foram considerados residuos era consc-
quencia do finado Jos Domiugucs Neves nao ler
dado cenias da leslaincnlaria do finado Dr. Anlonio
Pi de Lucena e Caslro, e o seu producto vai ser re-
colhido a fazenda nacioual.
reno doLuca, na estrada nova, propio
para criacao de gado, e um sitio e casa de-
nominado do Cordeiro, em Sant'Anna :
os pretendentes dii ijam-se a rua do Vipa-
rio, casa n. 7.
O abaixo assignado por se ter de retirar, pre-
vine a lodas as pessoas que liverem dbitos ou rc-
nliores em seu poder, que qnanlo anles os venliam
resgatar no prazo de 8 dias, senao passar a vnde-
los para seu pagtimcnlo.
, Doniiiijos Jos (lomes de Macean.
tST CLRIOSIDADE CURIOSA. ^TS
Descja-se saber qual seja a auloridade criminal,
civil ou militar, quem compila conbecer se Joa-
qun] de Albuqucrque e Mello he ou nao cidadao
brasileiro, para nesla qualidade ser solicitador de
causas com provisiio, e capilo do balalhao de guar-
das narionae- da freguezia de S. Jos nesla cidade
pois que, tendo-sc posto pelas l'olhas publicas em du-
I'nr I.I-.I..IO .i. ni.. c. i ... i vida e com bous fiindamenlos, qual a nacao aue
scaund^ '.T re",rime^o"^'SLFFE *""-"! fifi* ca|,i,3V'"W ?"
lilha do linulo p>dn"jo^TtiuiH---" -'--=' "- e e'.'""""""-le alguma, nen. nesmo o Sr. Dr.
lo, bao de ser arrematado
or,
lerme Ferreira Pin-
no dia 30 do correle,
depois da audiencia, os materiaes de 2 casas existen-
tes na rua pordelraz da isreja dS. Jos, a saber -
urna porcan de lijlos, lelhas c cail.ros, e uns peda-
jos de Ierra, ludo avahado em 60-hOOO o
faz publico pan scieucia daqucllcs a
sar possa.
que se
quem inters-
Seguiida-feira, 4 deselembro, depois da .in-
diencia doSr. Dr. juiz de direilo do commercio, se-
nt postas en arremataeaoas diviilas do ausente Jos
V,T-o y_",rc,ra- oortinles de lellra* ni quanlia de
n>:i.).rMit, por execucaode F. Souxage & Comp-
nhia, sendo eilrcgue o lauco pela maior ollera que
houver. '
No da 30 de agoslo passailo, auscnloii-sc ou
fin sedando, lalvez pelas 8 _r horas da noilc, um
pardo acahoclado, de nomo Diamantino, com Jll an-
uos de Idade, de estatura alia, roslo redondo, cal
encbado aluuina cousa por estar rom dores de den-
les ; levou camisa de chita prcla, cernida de alun-
daozniho e chapeo de couro, he lilho do serian, c oi
cscravo de Jeronviiio de Souza .Varinho, e boje de
llennqne Fernandes Lopes, de Qniu-Verde : roga-
se as autoridades policiaes, capilaes decampo e a nu-
tra qualquer pessoa o apprcliendam e levem-no rua
do Queimado, luja n. la, que serao recompensados.
Fugio no dia 28 de agosto, o prelo Anlonio
i.uiz criobi, ulode de 40 anuos, alio, cabellos j pin-
lando a basteo, barba raspada, falla gro-so e tem
.em urna dsl monhecas um lubiiilu. pequeo, levou
cnapeo de palha dos que usao os jangadeiros e calca
e carniza de algodilo da Baha, que.,, o pegar leve'a
I assagem da Magdalena : em casa de Dellino (loo-
$aives rereira Lima, que ser recompensado,
promotor se tem dignado enlrar em lio ueressana
veriguaeflo, c elle contina nos einpregos sein dar
a menor salisfarilo '.'.'. A'quem se dignar esclare-
cer esta perguuta, miiilo obrigado llie licar
O Carne scccii.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITI l!.\.
leudo de se reunir no domingo, 3 de setembro, a
assembla geral do gabinete postuguez uu leilura
nesla cidade, he de esperar que ledos ns seus socios
all comparuccrao, IribuUodo desla sorlo a devida
considerarse ao convite da diana directora que lan-
o lem feilo prosperar aquelle eslabelecimenlo no
consideravel numero de socios que se lem inscripto,
lauto accionistas cuno subscriptores. Cun quanto
nao saibamns o molvo de tal reunan, he | rcsuini-
vel que ser de inlerosc nolavel. e que i,o deve
ser indilSerciile aos seus socios, para mais os incilar
a que nao fllelo a ella.
Clirisina na ordem terceira do Carino.
S. Exc. Ilevni. lem determinado conferir o Sacra-
mento daeonliiuijc.o. nos das 8 e 10 do corrcnle
mez deselembro, e nilo no.dia 3 como se India an-
Na rua do Sol n. I ha 2 prctas de idade para
alugar-se, propriaspara qualquer servico de casa.
T. Becker avisa aos seus freguezes que o Sr.
Jos Francisco Ribeiro (ama nao humis caixeiro
em sua tasa. m
O inajor engenheiro precisa para as obras mi-
litares o seguinte : 160 vigas de 33 palmos de cum-
plimento e 1 de face, e 40 frechacs das mesmas di-
m Asoei, mas com 3 pollegadas smenle de altura,
endo todas eslas madeiras das qualidades abaixo
declaradas: louro, sapucni.i, piqui, macaranduba,
sapucarnua.emberiba preta, barab, sicu'pira, cora-
cao de negro.
Aluga-se um ptimo moleque para lodo o ser-
vico ; a Iralar com Jos Caetano de Mcdeiros, no
Forte do Mallos, prensa de Jos Carlos Lobo.
ENCOMMADEIRA FRaNCEZA, RUA DO ROSA-
RIO DA BOA-VISTA N. 8.
Nesla casa engomma-se roupa de humem e de se-
nhora com loda perfeicao, e igualmente se lavam e
engommam os bis c bicos de linbo, de maneira a
nao se conhecer que forsm lavados ou servidos ;
lambem se engommam romeiras para senhora : p-
dc-se procurar a pessoa a qualquer hora do dia,
3KSaQsWa^:S^SS:r2Sia!^}3Bg3S
m CONSULTORIO n
DO DR. CASANOVA,
RUA DAS CKIZES N. 8, >%
acha-se venda um grande snrlimenlo de !
Ctrteiras de lodos.os tamanhos, por preeos (3
inuiio em (tinto.
Einenlos de homeopalhia, 4 vols. 6M00 ^
,'i onea de untura a esculla 1? Tubos avulsos a escolha a 500 e 300 ^
Roga-sc a yv'-nn que levou as amostras de
trancas de madama Ibeanl, de#nandar enlrcza-las
o mais breve possivel: visIoTazejremellas muila falta
- AO PUL
No armazem de fazendas bara-
tas, fua do Collcgio n. 2,
.vende-se .um completo sortimento
de fazeiidas, linas e grossas, por
preeos n tis baixos do que em ou-
tra (jualq ler parte, tanto em por-
coes, come a retalho, aliancando-
se aos con "^radores um s preco
para toSoi : este estabelecimento
alirio-se le combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas,' tVabcezas, aliemaas e suis-
sas, para venc.ir fa/.endas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano dc?te importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, <: ao publico em ge-
ral, para que x/enliam (a' bem dos
seus nteresses/) comprar lazendas
baratas, no :, Ldlazem da rua do
Collegion. 2, V:
Antonio I.ui/. o HSantos & llolitn.
Vende-se urna preta : na rua Bella
n. 07, segundo andar.
CALCADOS FRANCEZES.
No aterro da Boa-Vista, defronte da
boneca n. 14.
he chegado um novo e completo sortimento de cal-
cados de lodas as qualidades, tanto para liomem co-
mo para senhora. sapotoes de lustre e borzenuius
elsticos, pretos e de cores, para liomem c senhora,
meninos c meninas, e os bem eonhecidus sapaloes de
lustre da Babia, e broncos do Aracaly, todo por pre-
co muito commodo, alkn de se apurar diuheiro.
FAKINIlA DE MANDIOCA.
\ ende-se superior familia de mandioca em sacras
ara ndes de alqueire calentado : na travessa da Madre
de Deo, ns. 3 o 3, e na rua do Queimado n. 9, loja
de fazendas.
RAP DE LISBOA.
Na rua do Oueiinadn n. 9. vende-se o muilo su-
perior rap piinccza, emboles de libra, chegado
proximamcnle de Lisboa..
I.AAS PARA VESTIDOS.
\cndcm-sc Utas para vestidos, de bonitos e'deli-
cados desenlio*, pelo barato preco de 55000 o corte,
de 15 (ovados: na rua Nova loja n. 16, de Jos Luiz
Pereira & Filho.
CHITAS BARATAS.
\endem-se chitas de cores fixas padres clarse
oscuros a taq, 140. 160, 180, 200 rs.; ditas france-
zas muilo linas a -.240 rs. o covado, ditas de barra a
2si00, >800, 300rs.. o corle: na rua Nova nu-
mero 16.
VESTIDOS BABATOS.
Vendem-se cortes de cassaa francezas a 'J3-200 rs.
o corte, e a vara 320 rs., vestidos de eamraia de
barra a 2S50O rs., ditos de 1 a 4 iiabados bramos e
de cores a 4S0OO cjiSoOO rs., dilos de seda escocea
de 3 baados a 1."*00O rs.; na rua Nova loja u. 16,
de Jos Luiz Pereira & Filho.
I.AAS DE SEDA.
Vendem-se lilas de seda transparentes, fazenda
moderna e de goslo em corles de 21 covados, pelo
barato preco de 125000 rs.: na rua Nova loja n. 16,
deJus Luiz Pereira & Filho.
PA I.ITOS-FRANCEZES.
Vendem-se palitos de brim de linho de cores, e
brancos de bretanha a :3500, e 4JW00 rs., ditos de
alpaca pretos e de cores a 89000 rs., de panno fmn e
casemira pretos e decores a 16 e 18S0O0 rs.: na
rua Nova n. 16, loji de {aneadas de Jos Luiz Perei-
ra & Filho.
CARRO E CAB1UOLET.
\ ende-se um carro de 4 rodas com 4 asscnlos, e
um cabriole!, ambos em pouco uso, e cavallos para
ambos : na rua Nova cocheira de Adolpbo Rour-
geos.
Vende-se urna armac.lo propria para taberna ;
cm Fora de Portas rua do Pilar n. 82.
Vende-se una casa terrea sita na rua do Padre
Floriano, cuma meia agua por traz da rua Imperial
por pceo commodu : a tratar na na da Cruz no Re-
cife n. 21, em frente do chafariz.
CORTES DE CUITA BARATA.
Conlinuain-se a vender corles de vestido de chita
larga, havendo gr-ande sorlimeulo de goslos e entre
elles padrees escuros e de cores lixas a 25000 rs. o
corle : na loja de 1 portas na rua do Queimado n.
10, de.M. J. Leite.
Farinlia de mandioca.
Vende-se em saccas grandes epor bara-
to preco : no arma/.em de Machado & Pi-
nheiro, na rua do Amorim n. 5 i.
MITTA ATTENCAO'.
No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas n. 72,
por melado de seu valor, vende-se para acabar: be-
zerro franCez a 25560 a pcllc, sapalos de scuhora c
homem, espelhos de lodos os tamanhos, 4 caixas de
palitos de fogn por20rs., caixas de clcheles a 60 rs.,
lapis linos a80rs. a duzia. linas brancas para senho-
ra a 200 rs., ditas de relroz a 610, ditas de pellica a
320,emuiios oulr'os objeclosque nnse pode aunun-
e iar.as-im como se vende a loja com pouens fundos.e
lambem a armacito s, muilo propria para qualquer
eslabelecimenlo ; a Iralar na mesma.
Na loja da esquina da rua do Crespo, que volla
para S. Francisco, vende-se por commodo preco 2
niveis de espirito de vinho e varias bollas de marlim
para bilhar.
FARINHA DE MANDIOCA.
\ ende-se na rua da Cadeia do Recife n. 10, ao p
do Corno SanlOj saccas com superior farinha da
mandioca por menos preco do que em oulra parle.
t- Vende-se no armazem de James
Balliday, na rua da Cruzn. o seguinte:
seltins ingle/.es elasticosesilhoespara mon-
tana propria de senhora, cabecadas de
couro branco e estribos de metal branco,
lanternas de dill'erentes modellos para
carro e cabriolet, ei\os de patente para
carros, molas de ~i l'olhas para.ditos.
fA PALITOS.
3T Na rua dakeimado loja de sobrado ama-
^ relio n. 2\~ 'Wdein-se palitos de merino (&
i&i preto muilo lerior, forrado de seda, pelo
prelo muilo
baralissimo ^>. ico de 9?000 rs.
COMPRAS.
Compra-sa una cano.
estado cque-'niio asja muiU
Cadeia do Recife u. 51.
Compra-sc mu lahnleir
e as competentes tabulas ou
bom estado : na rua da Sen/a
Compra-se ou lijpothoc;
sendo em mas (requemadas e u
Ionio ou S. Jr s : quem qui/.ci
negocios, dirija-sc a rua da V
nuncio.
de carreira em bom
pe pi, i,.i : na ruu da
com ojoso de grrulo
edras que esleja era
a Velha n. 96.
e urna rasa (enea,
bairro de Sanio An-
fazer algum dcsles
aco n. 9, ou an-
Na rua da Cadeia do Becife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sahonete, de palcn-
le inglczes, da raelbor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodu.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro desellins che-
gada recenlemenle da America.
Vende-sc cal em pedra chegada ltimamente
de Lisboa por preco commodo: na refinacao da Sen-
zalla Nova n. 4.
A taberna do pateo do Carmo, quina da rua
de Hurlas n. 2, contina a ler a venda lodos os c-
nelos bous e baratos: manleiga ingleza a 400. 480,
560. 720 e 800 rs., frauceza a~560e 600 rs.. loucinho
de Lisboa a 360, chouricas 400 rs., aletria a 300
rs., bolachinhas inglczaa a 320, ditas a NapoleSo a
400 rs.. dilas de aramia do Rio a 560, passas muilo
boas a 360, cha a 13600,23000 e 2210, rap a I5OOO
o bolc. banha a 500 rs., lariuha de Waranhao a 140,
espermacele a 800 rs.. carnauba de 6 e 9 i 320,
farinha de Irigo a 150, folha de louroa 400rs.. cra-
vo da India a 600 rs., caf a 180 cm grao, enxofre a
70 rs., assucar mascavado a 70 rs. a libra, esleirs
do Aracal) a 200 rs. urna, latas com sardinhas de
Nantesa 600 e 800 rs., lijlos de limpar facas a 140.
araixa em latas a 100 rs., azeitonas a 280, vinho da
Figueira a 480, de Lisboa a 400 e 360, azeile doce a
600 rs., de arrpalo a 280 a garrafa, arroz branco a
400 rs., feijao muUitinbo e prelo a 400 r., arroz de
casca a 160, niilho a 200 rs. a cuia, ceblas a 128 o
cenlo, alhos a 110 rs. o molho, queijos a 18280 e
15500, traques a 140 a carta, lambem o bello doce
de caj secco a 500 rs.
SACCAS COM MILHO.
Vendme-se na loja 11. 2( da rua da Ca-
deia, esquina do becco Largo do Recite.
CAVALLO DE CARRO.
\ ende-se um cavado castanho, mestre de rahrio-
lel, muito manso, e sein neiihuin achaque, por 1005
rs. : no Recife, rua da Senzala Vclha, eslribaria de
Joaqun, P. Peres.
Vende-se 011 arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
corn 720 ps de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do llaugel n. 50.
Vende-se um piano forte por preco mdico :
na rua Direila n. 32, primeiro andar.-
VELAS 1)E CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se vetasjje cera de carnauba de 6,8 c 9
em i, da methor qualidade que ha no mercado, fei-
las no Aracaly : na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do. Aracaly : na rua da
Cadeia do ReAfe n. 19, primeiro andar.
AO (O1SIIT0I1II IIOIIEOP V B IIH O
DO
DR. P. A. LOBO HOSCOSO.
Vendem-se asseguinles obras de homeopalhia em
francez: /
Manual do Dr. Jahr, 4volumes
Kapnu, historia da homeopalhia, 2 voluntes
ll.11 lliuian, lala,lo cmplelo das molestias
dos meninos, 1 volume
A. 'leste, malcra medica bom.
De Lavle, doulrina medica bom.
Clinica de Slaoueli
Carling, venladc da homeopalhia
Jahr, tratado completo das mole-lias ner-
vosas
Diccionario de Nvslen
Vende-se umi hala ora, autor Romo & C, de
6 e ,',' palmos de comprida, bem reforradt e em
bom esladu 'com conchas e crrenles, propria para
armazem de assucar : na rua de Apollo o. 12.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corrente anno.
Aosl0:000O00,5:0008000
1:0008000.
Na rua da Cadei do Re-
cite, luja de cambio do Vi-
eira 11. 24, vendem-se os
mui acredilados bilheles e
cautelas do caulelisla Salus-
liano de Aquino Ferreira.
Os bilheles c cautelas nao
solTrem o descont de 8 ',
do imposto geral nos tres
primeiros premios grandes
iaooo lotooitoooo
5*500 5:0008000
28800 2:5008000
18500 1:2508000
18300 1:0008000
8700 500
d
Cruz
Eilheles
Meios
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
Vendem-se pennas de ema : na rua
n. 26, primeiro andar.
Ciisemiras baratas.
Novo sorlimenlo de corles de casemira de cores
modernos padres, a 48800 cada um corle : na loja
de 4 portas na rua do Queimado n. 10, de M.J.
Leite.
SACCAS COM MII.IIO.
Na rua do Vigario n. 33, em casa de lean Fernan-
des Baplisla, vendem-se saccas com milho a 28500.
SACCAS COM FARIMIA.
Vende-se na loja n. 26 da rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
superior farinha da tena, por preco com-
modo.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINUO PURO.
Vendem-se loalhas de panno de linho e adamas-
cadas para roslo a 108000 a duzla, dilas lisas muito
superiores a 118000. ditas grandes adamascadas para
mesa a 3SO0O cada urna, guardanapos adamascados
a 38600a duzia: na rua do Crespo 11.6.
BRIM BRANCO E DE COR.
Vende-se brim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dito escuro de quadros lambem de linho a 600 e"20
rs.: na rua do Crespo n. 6.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., ditos brancos a
1*7 fS*' a'l0, com pelo a mitaco dos de papa a
WOO rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vende-se urna deslilacao completa, que diaria-
mente deslila urna pipa de a'guardenle, o alambique
he de cobre puro e mui bem construido ; bem como
esquema garapa, as cubas sao todas de arrarello
vinhatico, obra bem feita e de rturacjto : tratase na
rua da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar.
FATO SECCO.
Vendem-se falo secco de gado, proprio para es-
cravos : na rua do Queimado, loja 11. 14.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles Mu,os, os mais superiores que lem viudo a
esle mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez car de ouro,
Dito escoro,
Madeira,
em camnhas de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prego muilo em cunta. >.
DEPOSITO DE CAL PE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para veuder
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenbos.
Na ftmdicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Rrum, passan-
do o cbafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO*
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
i Cola da Babia, de qualidade esco-
llada, e por preco commodo : a tratar na
rua do Trapichen. 10, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hoilanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se far inlia de mandioca : a bordo da po-
laca oCutidor, ou a Iralar com Tasso Irmaos.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
seus per lonce-, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ;i rua da Cruz, armazem n. 4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua dp Trapiche n. 3i, pri-
meiro andar.
CARNE DO SERTAO.
Vende-se muilo boa carne do serijo por menos
preco da do Cear, em pecles de 4 arrobas : no ar-
mazem da porta larga ao p do arco da Conceicao,
defronte da escadinha.
240 rs.
Conlinua-se atenders melhores chitas francezas,
pelo diminuto preco de 240 rs. o covado ; na loja de
Gregorio & Silveira, rua do Queimado n. 7.
68600.
Chapeos de sol de seda com moilo boa armacao,
sendo de 26, 28 e 30 pollegadas, que regularmente
scu preco he de 78500, mas querendo-sc acabar com
um rcslo, veorie-se pelo baralo preco de 68600cada
um ; na leja de Gregorio & Silveira, roa do Quei-
mado 11. 7.
128000 rs.
Vendem-se loque- de madreperola para senhora.
o mais superior que pode haver oesla fazenda a 128
rs. cada um, chales de relroz de 4 ponas a 168000
cada um ; na loja de Gregorio & Silveira, rua do
Queimado n. 7.
BURROS-
Vendem-se bons burros: a tratar na roa do Quei-
mado u. 14.
Vendem-se 10 escravos, sendo 4 molecoles
bous e ptimos para lodo servico : na rua Direita
u. 3.
LINHA DE;CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fox Brothers roa da Ca-
deia do Recife n. 62, carriteisda mais superior lioha
que tem viudo a esle mercado, cadacarrilel lem 200
jardas.
Vende-se farinha to boa : no armazem de Josc Josquim
Pereira de Mello, defronte da alfat) lega,
011 a tratar no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapichen. 34.
49000 rs.
Vendem-se a dinheiro i visla pecas de madapoln
largo, de boa qualidade, pelo baralo preco de tjOOO
oda urna peca : na loja de Gregorio & Silveira, rua
do Queimado n. 7.
200 rs.
Vende-se nm resto de dulas largas escura, pelo
preco de 200 rs. o covado, sarja hespanhola (verda-
deira aSJJpMt'e covado ; na loja de GrsjfcoTiu'i Sil-
veira, rua iln Queimado u. 7. ,
Vende-se om cscravo de nacao, e meia ida-
de, he ganhador e trabalha deentnuMV: na ruada
Calma, penltima casa do lado do Mgfjj|e, eln nu"
mero.
Vende-se ama negra de nacao, idude 30 annos,
com duas crias, urna de 5 mezes e outra' de 7 annos:
no paleo ile S. Pedro, sobrado da quiaa que volla
para a rua^e Hurtas.
Venowi-se terrenos em ptimos lagares, no
hairro de S. Antonio e por preeo corfam de : afj"
lar com M. Carueiro. -^ansjp
FRESCAES QEIJQ& DO
SERTAO'. T
Vendem-se os muilo bons e frescaes queijos do
serian ; na rua do Queimado, loja ni 14.
A 240, dinheiro Vista.
As chitas francezas que se annoWiaram a 280 o
covado, sendo de 2, 3 e 4 eeres na estampa, vendem-
se boje pe|fe_baralo preco de 240 o covado, sendo as
mais modernas empadroes : na loja/de Gregorio J
Silveira, rua do Queimado n. 7. /
Vendem-se fazendas" de todas _
qualidades por muito menos de seu
preco primitivo, nicamente para
liquidaco : n rua da Cadeia do
Recife, loja. 50.
1(15000
168000
10)004
88000
78000
69OOO
48000
I
VENDAS.
---------------7 --.. ..o wi.i r nn,,r ^^ lillllil .111- 1 -----"-----------------------------
iiunciailu, as 10 horas da manhia. As esmolas serao revcrendi-siinos padres 1 apuchinh
applicadas para a obra do hospital da mesma ordem:
o prior espera da neuerosidade dos bons padrinhos
a sua apphracao de caridade,Francisco Pimo da
Cosa Lima, prior.
A sociedade comincrcial sob a lirmaAledeiros
& Companhiaacabou hoje :il de agoslo de 18.51.
A soeiadade eommercial sob a fumaliego &
Companhiaacabou boje 31 de agosto de 1851.
PLBLICACAO' UEL GIOSA.
Sabio luz o novo Mez de .Mari adoptado pelos
de IS. S. da l'e-
a novena da Sc-
isloriea da ine-
'.onsclho : ven-
8 da prara da
/
iba desla cidade, augmentado co
nborn da tniceicAo, e da noticia
dalha milagrosa, edeN. S. do llom
de-sc unicamenle na livraria n. 6
independencia. IJOOO.
Venderse na na do Cocho, na cidade de (Rin-
da, una etcellenusfeaaa terrea com sala e quarlo na
frente, sala alraz, 4 quaiins eozinba \ separada, chaos
proprios, com grande quintal onde tem um grande
i.iuein precisar de urna ama para o servico de coqueiro : a fallar no Varadouru, cat\a n. 18.
m_a casa, dirija-se por batee da ordem teiceira de | Vende-se espirito a 1T60
S. Francisco, casa de marcineiro.
1 palco do Paraizo u. l.
a caada: no
680(10
IO9OOO
Na rua do Vigario n. 10, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grumo, enmoem vellas, em cai-
xas. com muilo bom sorlimenluc de siperinr quali-
dade, chegada de Lisboa na barca (Iralidiln, assim
como bolachinhas cm tatas de s libras,e farello muito
novo cm saccas de mais de :t arrobas.
Deposito de vinho de cham- &,
$ patjne Cliateau-Av, primeira qua- ^
I lidade, de propriedade do condi ^
S de Marettil, rua da Cruz do Re-
cife D. 20: este vinho, o utclhor ~
^ j se a 56^000 rs. cada caixa, acha- e\
i:, se nicamente em casa de L. Le-
W com te FeroinS; Companhia. N. B.
ttt As caixas sao marcadas a fofjo
($} Conde deMarcuil e os rtulos
^ das garrafas Ao azues.
POTASSA 13RASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
Sa< ^ite," Tecommen-
da-s>i 1,1 ,ivs de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
ma/.em de L. Leconte Feron &
Companhia.
AOS SENIIORES l)E ENGENHO.
Cobertores esruros muito crandes e encorpados. ,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os i
de l;i:i. a IjlOO : na rua du Crespo, loja da esquina i
que valla para a cadeia. I
Ajk A eudem-se relosios d e ouro e prata, mai
^rrTra haralo de que em qualquer oulra parle
*S ffl. na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bepoiito da fabrioa de Todo* oa Santo na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarros de assucar roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendera-scemcasadeMc. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.II,o seguinte:
vinho de Marseilleem caias de 3 a 6 duzias. linhas
em novellos ccarreleis, bree em barricas muilo
grandes, ac de mila sor 1 ido. ferro inglez.
AGENCIA
Da Fondicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de tetro batido
e cosido, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violan e llanta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas -tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Alendada Sdwlm Kaw.
Na rua de A pollo 11. 6, armazem de 11c. Calmonl
4 Companhia, acha e constantemente bous sorti-
ir.enlos de taixas de ferro roado e balido, tanto ra-
sa como rundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaos, agua, etc., ditas para a miar em madei-
ra de Indos os tamanhos e modelos osmais modernos,
machina Iwrisnutal para vapor com forra de
i cavados, cocos, passadeiras de ferro eslnhado
pare casa de purgar, por menos prec,o que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; lodo por barato prec,o.
ESCRAVOS FGIDOS.
llcsappareceu no dia 23 d julho pastado de bor-
do do brgue Sania Barbara Vtnctdorm, o prelo
mariuheiro de nomc Luiz, o qual reprsenla ter 30
annos de idade, cor fula, bai\o, nariz chalo, lem
algumas marcas de (lechigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoas: roga-se porlan^i as autorida-
des policiaes e capitaes de campo a sua apprebenso,
e leva-loa rua da Cruz do Recife n. 3 escriptorio de
Amorim I maos que se gratificara cora 1009000.
Desappareceu no dia 2'J um preto da Cta,
por nome Gabriel, cr meia fula, ollios vermelhos,
beieus grossos, rom Inlhos miudos no roslo, estelara
resillar, levou caira e camisa de algodao trancado da
Baha, venda pao da padaria da Passagem da Mag-
dalena para o Recitot levou pauac e toallia ; quem
o pegar, leve-o a dita padana, que se pagar bem o
seu Irabalho.
Desappareoeu de bordo do brigue Mafra no dia
25 do correle o preto mariuheiro de nome Thomaz,
o qual representa ter 25 annos de idade, he crioulo,
sem barba, rosto comprido, e tem falla de dentes
no queiial de cima, levou camisa c calca azul e he
bem fallan le : roga-se portanln a lodas as autorida-
des policiaes e capilaes de campo a sua apprehcnsito
e le\ alo a bordo do dito brigue ou a rua da Cruz
do Recife, escriplorio de Amorim Irmaos, que se
gratificar generosamente.
IOO9OOO de gratilicaro.
A quem apresenlar o moleque Alfonso, de nacao
Ctmundongo, idade 20 e lanos annos, bastante sec-
co do corpo, leiciies miudas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das costas ; desap-
pareceu de casa em 17 do corrente agosto, pelas 7
horas da larde, c como nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse lur-
lado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
aodao grosso e chapeo de palha com fila prela larga-
quemo Iroiuer rua de Apollo n. 4 A, receber a
gralilicaco cima.
Ainda continua estar fgido o prelqoWm \\
de setembro prximo possado. lo, .lo.donler<. a um
mmulado no engenho Vcrtentc, acompanhando urnas
laceas de mando doSr. Jos 11er 11,1 ruino Pererr? de
Brilo, que o alugou para o mesmo fim; o escraj-v'u
de nonre .Manuel, crioulo. baixo, gro-s., e ineioHrr-
ciinda, com a barriga grande, lem um sigual gfanle
de ferida na perna direila. cor preta, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tqm o lerceiro dedo
da man direila encolhido, e alta-lhe o quarln: le-
vou veslide calca azul de zuarle, camisa de algodao
lizo americano, porm levou nutras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, e usa
sempre de concia na cinta : quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a seu senhor Romo Anlonio
da Silva Alcntara, 011 no largo do Pclooriuhoarma-
zem de assucar 11. 5 e 7 de Rom8o& C, que ser re-
compensado.
Desappareceu no dia 1. de agoslo o prelo Hay-
mundo, crioulo, com 25 annos de idade, pouco mais
ou menos, natural do Ico, couhecido all por Ras-
urando do Paula, ni 11 i lo rom i\ en le, locador de flau-
tim, cantador, quebrado de urna verilha, barba ser-
rada, boieos grossos, estatura regular, diz saber ler
e escrccr, tem sido encontrado por veres por delraz
da na do Caldcirciro, jimia mente com urna prtta
sua concubina, que tem o appellido de Mara cinco
res : paranlo roga-se as autoridades policiaes, ca-
pilAes de campo e mais pessoas do povo, que o an-
preliendam e levem n rua Direila n. 76, que seno
generosamente gratificados.
PEEN. : TYP. DE M. F. DE FARIA. 1854.
;
*
i
FARINHA DE M.VNMj
Vende-se farinha de mandioca mailonova ede
superior qualidade, a bordo do blH >amio: a
Iralar com Manoel Alves Guerra Jnior, na rua do
Trapiche n. 14.
ATTENgAO',
Vende-se no aterro da Boa Vista n. 12,
loja de miudezas. meias para meninos e meninas a
160 rs. o par, ditas para senhoras a 240 rs., dilas
brancas c croas para homem a 120 rs., boloes para
cuija, una groza por 160 rs.; ditos de marca a 100
rs.; filas de linho, orna peca 4(1 rs.; grampasa 40 rs.
o maro ; lilas de todas as qualidades a 80, 120, 160,
200 e 240 rs. a vara, sorteadas finas ; Iraucas para
enfeitar vestidos a 30 rs. apefa; penles de alar ca-
bello finos, a 640 rs.; oulros a 200 rs.; liuha de car-
niel de cor e branca, a 20 rs. o carritel; pregos fran-
eczes a 320 rs.; couro de lustre e bezerra francez pe-
lo baralo : lambem se vende a loja com um grande
abalimeulo, muilo propria para qualquer princi-
pame : a Iralar na mesma.
Cansas francezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vire para a
["Cadeia, vendem-se casss irai'icCzas de mullo bom
goslo, a 320 o covado. *
Jacaranda' de muito boa nhalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes tV
Companhia, rua do Trapiche Novon. 16,
segundo andar.
Vende-se um excellente, carriol,o de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; est eiposlo
na rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentas-atrainina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recite no armazem n. 62. de
Anlonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrios, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca inglexa 1'alpa-
raito.
Moinhos de vento
'ombombasderepnxopara regar hortase baixa,
decapim, nafundicaode D. W. Bowman : na rea
do Brumns. 6, 8e 10.
^Eadaria.
Vende-se ama padaria muiloafreguezada : a tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Cluistao, ^_
Sabio a luz a 2. edirAo do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais correlo e acreseentado: vnde-
se nicamente na livraria 11. fi e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplarv? -
1 Redes acolchoadas,.,'
brancas ede cores de um s panno, muilo grandes e
de bom gusto : vendem-se na rus do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
1
V
*
i,
A.1I I Tl A r\/\


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