Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01353


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Full Text
ANNO XXX. N. 200.
{i
.
Por 3 metes mentados 4,000.
Por 3 metes venados 4,500.
i inialHI------
SEXTA FEIRA I DE SETEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENC.ARREGADOS DA SUBSCMPCAO'.
Recife, o proprieiario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oS". JOaoPareira Martins; B:hia, o Sr. F.
Duprad; !Uacei, o Sr. Joaquim Bcr tardo deMcn-
donga; Parahiba, o Sr. Gervazio Viotor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pt reir; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Caira, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos

CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 rs. por 1 f.
c Lisboa, 105 por 100.
Bio de Janeiro, a 1 1/2 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
H da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
ui;i u.s.
Ouro.Oncas hespanholas...... 29J0O0
Moedas de 6-i00 velhas. 165000
de 6*400 novas. 16J00O
de 4000...... 9*000
Prala.Palacoes brasileiros..... 1J940
Pesos col u m na ros..... 19940
mexicanos........ JSGO
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito o Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury.a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
l'iu; \\lAlt DE HOJE.
Primeira s 11 horas e 42 minutos di manhaa.
Segunda s 12 horas e 6 minutos do tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comraercio, segundas e quintas-eiras.
Relaco, ti rgas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1/ vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Setembro 6 Luacheias 6 horas, 48 minutos e
48 segundos da tarde.
14 Quarto minguante as 4 horas 22
minutse 48 segundos da manhaa.
22 La nova as 5 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
29 Quarto crescentc 1 hora, 21 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
28 Segunda. S. Agostinho b. doutor da igreja.
29 Terca. Degolacao de S. Joao Baptis.
30 Quarta. S. Rosa de Lima v. americana.
31 Quinta. S. lia y mundo Nonato card, S. Ciridio
1 Sexta. S. Egidto ab. ; Ss. Gedeo e Josu.
2 Sabbado. S. Estevaorei da Hungra.
3 Domingo. 13. N. S. da Penha ; S. Eufemia
v. ; S. Aristheo b. m. ; S. Aigulfo a mb-.
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____paute ornciAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
EXPEDIENTE DO TA 30 DE AGOSTO.
Oflkio. Ao Exm. vice presidente das Alagas,
aecusando a recepjAo do cilicio de 11 i leste me/., a-
companhario da copia do contrato celebrado i ela
thetourati.i d'essa protinci i rom Bernab Pereirada
Rosa Calheiro para forueci neuto da madeira encom-
mendada n S. Exc. para a ponte provisoria do Re-
cife, e dizeudo em resposla que nesla dala ordena
a thesouraria provincial que por intermedio do enm-
numdim&LMat0*rJo>pcrador, 1oe boje para ahi
segoe, remita <>TExc. a quanlis da VUIOJIIOO por
conta da por que foi contratada a referida madeira,
que devei virdesembarcar qui no lagar da punte
provisoria disposijao do director das obras publi-
cas. Expedio-se a ordem de que se trata.
Dito. Aoaoronel commandaule das armas, re-
melteiidocopia do aviso do ministerioda guerra de31
dejulho ultimo, dn qual consta quepor decreto de 15
desse mez foram promovido! para major do primeiro
regiment de cavallaria, o eapita Sehaslao Antonio
do Reg larros, para capilo da companhia fixa des-
la provincia o lente Leopoldo Augusto Ferreira,
para lente o alfercs Jos Joaquim Coellio Jnior,
o para alteres o segundo sargento Jos Victoriano
Cezar, o segundo do regiment, e os mais da men-
cionada eimpanliia, ficando o lenle pertencendo
a companhia da mesma arma da Rahia, e o alfcres
desta provincia- Cominunicou-sc a thesouraria
de fazenda.
Dito. Ao "inspector da thesouraria de fazenda,
Iranamitlicelo palla os convenientes exames, copia da
acia do cmiselho administrativo para fornecimento
do arsenal de guerra, datada de 22 do corrente.
Dilo. Ao mesmo, dizendo que, tiito nao haver
inconveniente em suspeuder-se, como |iedio o segun-
do lenle Paulino de Almeida Hrilo. o pagamento
da quaulia qae elle consignou de sen sold nesta
provincia, expela S. S. neslc sentido as convenien-
tes orden*, enviando a guia desse official para ser
Iraiismlttida ao Exm. presidente da provincia do
Amazonas.
Dilo. Acacheto de polica, dizendo, em resposta
aosen ofticiode hontem n. 689, que a -aba de expe-
dir orclern ao inspector da thesouraria provincial
para mandar odemnisar esta repartirlo da quaulia
de 45000 qoe foi paga l.uiz Antonio de Barros pe-
lo frele do armamento e corrame, que conduzio el-
le do termo de Tguarass. Expedio-se a ordem
referida.
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha, np-
provando a. deliberarlo que Smc. lomou, de mandar
fazer rovos reparos no aparelho, ferrageos do cosla-
do, e verg&me do brisue escuna Legaiidade.
Dito. Ao director das obras publicas, dizendo
qoe, leudo nesta data approvado o on amento, que
acompanhou o seu oflicio de 17 do correle sol n.
t2t, dos reparos de urgentes que precisan) os alicer-
es di rnur i dcpucostqjdo lado do norte da ponte Jo*
Ahogados, mande>ai^^^ui>r
trajio asento asuaimportataua paga pe consignacao
do artigo lisia lei do orrarneTho vsenle, conforme
indica a thesouraria provincial. Coinmunicou-sc
esta. fcv
Portara. Ao agente da comprnliia dos paque-
tes i vapor, para mandar dar passagem, por conla
do governo, para as Alsgn-, nu vapor Imperador
ao alferes do 8. balalhao de infantaria,' Estevo Jo-
s Paes llarelo, e ao soldado do me.-mo balalbao
Joao Domingaes.
CORUHANDO DAS ARMAS
Qmarnl du commando das armas lie Fernam-
bmes mi elade do Recife, em 31 a aosto
aelSW.
ORDEM DORIA N. 136.
O coromi commandante das armas interino de-
termiua que, na manhaa do dia 1 de setembro, se
pasae revisU de moslra aos cor|>os do sxercito eiis-
lentes na guarnido desta proviociainon seus respec-
tivos quarleis, pela ordem seguinle. As 6 horas
companhia de artfice? ; s 6> companhia fixa de
eavaUaria ; as 7 ao balalhao i de infinitara ; s
7>i ao secundo da mesma arma, e acs recrutas em
deposilo no quarlel do Hospicio; s H : ao 9 bala-
lbao tambera de infantaria ; e finalmente s 9,'j ao
4 batalliAo de arlilharia a p ua cidade de (Minia.
O mesmo coronel commairtlanle das armas decla-
ra, que boje contrahio novo engajamenlo nos ter-
mos de re.fulameulo de 14 de dezembro de 1832 e
decreto n. 1*01 de 10 de junho do corrente anuo,
preeedendo inspeceo de saode, o sollado da com-
panhia de artfices, Joo Alberto dos Passos, que
servir.i por raai* 6 anuos, percebeodo alem dos ven-
cimentos que por lei Ihe competirem, o premio de
1003 rs., jasos nos lermos do art. 3 do citado de-
creto, e lindo o engajamenlo, urna dala de Ierras
de 22,500 bracas qu adra das, como he de lei.
No caso de deserjao, incorrer no perdimento
das vanlagens do premio, c daquellas a que tem di-
reito ; tero considerado como recrulado, e no lem-
po do engajamenlo se deseonlar o de prsAo em
virlude de soiilcuca, averbando-s: este desconlo e
a perda das vanlagens, no respectivo titulo.
Assigoado.Manoel Muniz 1 atares.
Conrorir.Canudo Leal Ferreira, ajudaote de
ordens, encarregado do delalhe.
resposta (lo fallada anles) do czar intimacao
auslnaca apoiada pela Prussia. A Austria etisia a
prompla e inmediata evacuado dos principados
danubianos pelos Ko-o-, como urna condtlio rie
qua non, antes de se comecarem ae negociarles de
paz^e durante alsum lempuos movimenlosdos Rus-
sos nos princiajados, deram motivo para se suppor,
que liuliam reWnenle a inlenco de se relirarem
para Iraz do Prulh. Os amigos da paz ao menos a-
credilaram uisso, e j fallavam do lim da guerra ori-
ental. Tanlo'maior foi o desengao quando chega-
ram as primeiras noticias oerca do contedo da res-
posta rnssa.
He verdade que se trata anda de conservar como
segredo a verdadeira verba da mesma, e especial-
mente em Bcrlni se fazem muilus esforcos para en-
gaar a opiuiao publica por meio de noticias pur
melade vardadeiras, ou inleirameule falsas. Ape-
lar de ludo, a verdade beo depressa penelrov ate a
imprensa, e nos ltimos diasalguinis explicacOes de
lord John Russell no parlamento inglezcotnplela-
inente esclareccram o estado dos negocios acerea das
assim chamadas proposiroes da paz de parle da
Raila.
A Russiaislo he, o contedo da sua resposta
intimacao austracase declara entendido cora o pro-
tocolo de 9 de abril do corrente anuo, em lauto que
nao se oppoe a :
o Que os subditos rliri-lans da Turqua obtenham
do sullo os privilegios ja promettidos,
a Que as qualro potencias que compunham a con-
ferencia de Vienna, a Inglaterra, Franca, Austria e
Prussia, lomera sobre si, por meio d'um tratado
com o sulliio, a garanta dos ditos direjlos concedi-
dos aos subditos christaos da Turqua e ao mesmo
lempo :
(i Est de accordo acerca da evacuarlo dos prin-
cipados danubianos; e pelo contrario sustenta o seu
intencionado protectoral sobre os christaos Gregos
na Turqua,
" Fazendo a evacoacAo de faci da Valachiu de-
pendente d'um armisticio, pelo qual a Inglaterra e
a Franca se obriguem a nao atacar a Russia du-
rante essa dila evacuacan seja por Ierra ou por mar
em qualquer ponlodu paiz, ou das costas do mar.
He claro, que essa resposta nao era a paz, porque
nao fallando deqiie nao se conceda nina evacua-
ran immediata da Valachia. ella suslentava todas as
exigencias que haviam formado o contedo da co-
ndecida mis-ao de MenlschikolT, e que linhara sido
o verdadeiro molivo de toda a guerra. A conferen-
cia de Vienna de 9'de abrl linha declaradp a ple-
na soberana do sullao e a' posicao da Turqua no
systema dos estados europeus igual i de todos os ou-
tros eslados soberanos, o que quer dizer a exclusao
de todo o protecloralo especial da Kussia como base
de qualquer futura conclusao de paze justamente
esse assumplo essencial n;1o foi contemplado na res-
posta da Russia.
Ao mesmo lempo a sua cedencia apparenle na
parte nao essencial ollcreceu ao partido russo na
corte prussiana novo sustento para seus planos.e fu-
ra ni poslos em movimenlo lodos os meios para tor-
nar o gabinete prussiano favoravcl as proposiroes da
Kusis.
Infelizmente succedeu bem uisso. O ministerio
Manteuflcl uau tinha a forra ou lalvez lainbem ne-
uliuma vonl-.de de reislir "ao impelo desse partido,
e fez proclamar por toda parle a resposta russa, se
nao como cabalmente satisfatora, comludo como
una base recommendavel para novas negociarles
de paz. Ao mesmo lempo foi enviado para Vienna
como portador dessa declaraban, o coronel de Man-
teuflel, irmao do ministro presidente prussiano,para
all preparar un entciidiinenlo no sciilido prussia-
no. O seu eurarzo foi dobrado : de uin lado elle
ilevia obter que a resposta russa nao fosse romo (al,
ir"" ^presentalla conforencia de Vienna, para evitar
essa obra [ n' \\ l'llll t jwiifTtr-i i gcral e obrinaloria para a Prussia, so-
nnsi ..nain "re c"ja redaccAo nao podia haver duvida ; e do
oulro lado elle linha de tratar que u AikIi.i recom-
inen.lasse s potencias oceidcnlaes a nota da Russia
como a base de neociacAcs de paz.
Entretanto pnrm a Austria j tinha confiden-
cialmente conimunicado as potencias oceidcnlaes
a chegada da nota russa, desiguando a mesma co-
mo nao satisfactoria, mas simcarica.Por isso
nao era de suppor que o coronel de Manleuflel cum-
prira a segunda parle da sua mis-sflo, oque lamben)
parece ler sido assim, segundo se aflirma de boa
parle. As negociaees cutre a Prussia c Austria
achain-se terminadas provisoriamente: o coronel
de Manteiiflel ja se acha de Milla em Berlm, o
resultado das dilas negociaees parece ter sido que,
a Austria ceden a Prussia ua parte que a resposta da
Prussia nao deve sor apreseulada como tal confe-
rencia de Vienna.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO HE
PERNANBUGO.
HAMBI RliO.
98 de julho.
No dia 6 d julho finalmente chegou a Vienna a
DOIS CASAMMOS NFELIZES. *
POR NATHANIEL.
ser bolla
IV
,_.ljn bello enlmenlo.
(ainlinuacao.
,1nni Mobray a Mara de (landetez.
Londres, novembro de 1810.
Nasceu-nos urna pequena Mara que ser
a branda como t, minha irmia. Eu devia en ver-
gonhar-me de fallar-le de minha alcura materna,
minha pobre Mara ; mas tnnho o cora ;,1o tilo cheio
della, que nflo poderia adiar nutras palavras para
dizcr-le, c '.ens a alma ISo generosa qi.e n.lo rcreio
affligr-lo doixaudo-te ver todo o coulcnlanienlo de
tua Anna.
'i Nn..a lilha nao grita jamis, e nAo chora quasi
nunca; lem grandes olhos azues muilo meigos, urna
hoquinlia seinpre risonha, lie alva como um lirio;
i'nliin atseirelli i--e muilo ao leu retrato que est
no quarto azul de minha mAi em no-wa casinha de
i.'iaieauHiii. Podes ficar liem ecrla que depois do
iiume do pai e do meu, o de Mara ser o priincini
que Ihe easiiiarei a pronunciar. Meu heos! quan-
to llevemos ser reconbecidos para com o eco que nos
envia estes msiuhosquc nos amara, que se asseme-
Iham a tu lo o que amamos, e que para serem aina-
dos basta appareccreml Occapn-me cotn a pequea
Mara lodo o dia, fallo-lhe, alTazo-a e da note le-
vanl, -me pira vii-la dormir. Arlhu que depcs
que he pai lornou-se bom e lerno como ;ra, preten-
de que eu u inca o amei tanto quanioa essa menini,
e chama-a rindo seu rival. Querida til la I Apenas
paseen, reslituo-me o corado do pai; como nao a
amara eu da mam-ira porque amo-a:' Seria er in-
grata, nao he assim Mara? Adeos, un.iba Imiir-
Vide Diario n. 199.
Em quanlo a nutra parte, a Austria e a Prussia
notificando oflicialmentc a resposla da Russia, diri-
gir cada urna por si urna nota separada s poten-
cias oceidcnlaes ; a Prussia do seu lado recommeuda
decidida e cncracamente as proposlas da Ru ao mesmo lempo que a Auslria simplesmcnle as re-
commeuda i ou-ideraca das potencias occidenlaes.
A qutstao agora h, se as ditas potencias accede-
rn ou nan rccomiiiendacAo .da Prussia, a essa
qurstn ao menos j se acha respondida provisoria-
mente pelas dilas declaraces de lord John Russell
na sessAo do parlamento inglez em 24 do correle.
Lord J. Kussell dudaron que as propostas da Russia
de oenhuiu modo se podiam considerar como urna
base para negociaces .le paz. Loso que essa res-
posla liver chegado oflicialmentc em Vienna (pare-
ce cerlo rre j all foram feitas dcclarardes confi-
denciaes nesse seutido) a Ausiria enviar o seu ulti-
mtum com a eventual declararlo de guerra Rus-
sia, c entAo se esta nao ceder o que de nenhum mo-
do he de esperar, a Austria fara entrar o seu excr-
cito nos principados danubianos.
A Auslria lem completado o seu exercito, e as re-
servas foram chamadas, desorle que nu momento da
accao ella tero concentrado um exercilo de 300,000
homens que poder marchar contra a Russia sem
enfraquecer a sua fnrea no interior. .
Muilo obscuro parece o proccdimculo futuro da
Prussia, quando liver all chegado a resposla negati-
va das proposlas da Russia. Em Berlm ltimamente
se tmnarain algumas medidas para preparar ao me-
nos a nniliilisaran do exercilo. l'oriin essas medi-
das por ora nao tem a mnima importancia, e consi-
derando que em Her i m se deve o-'a r persuadido de
que a resposla das potencias occidenlaes nAo pode
ser sean negativa, e que deve chegar nos prximos
dias, bem se enm prebende qoe a simples possbilida-
de de una mobilisaco nAo moslra ao menos a seria
intenro de emprehender com rapidez e energa
qualquer accAo bellicos,!. De resto he bem claro que
a Prussia far todos os esforcos para nao sabir da sua
neulralidade passiva.
No principio nos fallamos da apparencia que hou-
ve durante algum lempo de qua os Rossos eslavam
decididos a evacuar os principados danubianos. Po-
rem he nolavel que no mesmo momento em que
chegou em Vienna a resposta da Russia, as tropas
russasqueja so aehavain marchando para o norte,
receberam nrdcmem contrario e se pozeram de no-
vo em movimenlo contra o Danubio. Esse movi-
menlo so se poda eiplicar pela conviccAo do gabine-
te de S. Petersburgo que as nesociaees acerca da
sua re-porta, ao menos retardaran) por algum tem-
io a entrada dos Austracos, que j devia ler tido
ogar em principios de julho, e que desla maneira
elle tea livre as suas costas. E na realidade islo
Ihe succedeu. Em quanlo que se negociava em
Vienna. e a influencia prussiana soube estender es-
sas negociaees durante um mez, a Russia ganhou
lempo nos principados danubianos, e esse lempo de-
via ser aproveilado para urna nova uflfensiva aliui de
restituir a honra compromeltida das armas russas
emCalafal, Czctate e Silslria. Porem esta vez ao
menos nAo alcancaram o resultado desejado. O 8e-
neral turco Omer Pacha Ibes lomou adianteira, e
preparou-lhes uina sensivel derrota perto de Giur-
gevo. de ambos os lado aili se esto concentrando
grandes corpos de exercila eqoasi parece que Gort-
cliakofl quer ofierecer urna grande balalha decisiva.
Os Turcos pelo contrario parecen qiTerer repetir a
historia de Calafal, porque cstao Irahalhando incan-
savelmente ua foriilicacao de (jiureevo.
Entrelanto os oulros estados allemAes se aproxi-
maram mais de ama immediata acrio na questao
oriental.
Depois 'le lonjas negnriares com os diversos go-
vernos destes estados, a Prussia e Austria finalmen-
te apreeutaram o seu lialadooffcnsivo e defensivo
de 20 de abril approvarAo da Dieta. E varo leve lugar em Francfort em 2i do corrente,
e s um nico voto, o da GrAo-Ducado de Meck-
lemburgo se declarnu negativameiile. Porm esa
adhesao anda deixa a desejar. A Auslria linha
exigido que com a adhesAo ao tratado de 20 de abril
a Dieta decrelasse as medidas para a eventual e\c-
ctn;o do mesmo, islo he, a obrigacAo dos estados
allemfles le se apromplarem para "a guerra. A
Prussia segundo se diz, se uppoz a'isso, e faci he,
que as medidas requeridas para a execuco ficarAm
reservadas a urna particular decisaa, equeprovi-
soriamente urna rominisso da Dieta se acha en-
carregada com os preparativos dessa decisao. Quem
condece a Iriste lenlidao da marcha dos negocios
da Dieta, nAo se abandonar a esperanzas sangui-
ueas a respeilo da decisao de 2i do corrente. Ao
menos a adhesAo ao tratado de 20deahrl, sem a
determinarn de mnlnlisaco dos respectivos esla-
dos. nAo he por ora punco mais do que um pedaco
de papel.
A queslao religiosa em Badn continua alargan-
do-se em lugar de diminuir. O conde de l.ian-
ges, que tinha ido para liorna afim de curapor o
negocio d'alli, vollou sem ler ohlido a mnima coli-
sa. Segundo o proceilimenlo do arcebispo se pode
ver que o papa approvou o seu comporlamcnlo, e
de nenhum modo deu razo ao governo. Nestes
dias os biipos da llanera tiveram urna conferencia
em Augsburgo, e julga-se que o resullado da mis-
sao da I.inaugcs os animara igualmente a oppor-
se ao governo com suas exigencias.
Em Munich se abri no dia 16 do correnle a ex-
posirao de industria allemAa com grande pompa
em presenca do rei da Baviera.
O edificio da exposicao, conslruidu segundo o
modelo do palacio de vidro de Londres, causa geral
admirarlo, e segundo se diz, se ola um grande
progresso da industria allemAa. desde a exposi-
cao de l.ondresj"sobrcludo se gabam os productos
de industria da Prussia c Auslria.
^_. de acost.
Tcmnpouco a accrcscentar a nossa carta de 29
dejulho. Comludo as noticias que daremos a res-
peto da queslAo oriental nao sao sem importancia.
Moslrou-se ser um facto, que no miarlel gcral
ruteo em Buchare-I chozara utiunaigeulc de'Sio
l'i'tersburgo a ordern para ecaruar i ralachia, e os
Itn.-os j principiaran! a reliiar-se. Tambem pa-
rece ser cerlo, que essa retirada dos Russos da Va-
lachia aera o signal da entrada dos Austracos. A
Austria, segundo o tratado que concluio em 14 de
jiiho com a Turqua, est ohrigada a oceupar os
principados danubianos, e be bem pruvav el, que de
Vienna j se notificara essa obrigacAo ao gabinete
de SAo Petersburgo Se com ludo os Russos conti-
nua.sem a oceupar os principados danubianos, ine-
vilayel seria a guerra com a Austria. Se pelo con-
traro facililarem a entrada dos Austracos pela sua
retirada, evitando lodo encontr hostil, a Russia
poder senao remover inteiramenle, ao menos li-
diar por bastante lempo o casus belli com a Auslria.
Em lodo o caso a evacuarlo da Valachia pelos Rus-
sos, he mais urna grande probabilidade de paz, em-
quanlo s potencias allemaas, a he pos.vel, sup-
poslo que a Russia se decida a retirar-se al por
Iraz do Prulh, que a Pru satisfeitas com isso.
i Basta por hoje ; j fallamos sufficicntemenle da
questaii urienial, que parece vir a ser o judea er-
rante da poltica europea. Trataremos anles das
feslas a que den lugar a chegada de S. M. El-rei de
Portugal, acompauhado de seu irmau S. A. R. o
duque do Porto. A primeira corte allemaa, que
recebeu csses auzuslos hospedes, fui a de Berlm.
O acolhmenlo que all receberam foi o melhor pos-
sivel ; feslas da corle, paradas thcalrosseseguiram
continuadamente; aimpresssaoque fizeramfoia mais
agradavel possivel, sobreludo fcaram lodos encan-
tados da amabilidade de el-rei de Portugal, e lodos
cabao seu air porle militar as paradas que tive-
ram lugar cm honra d'elle. Do mesmo modo quan-
do visitou os aleliers dos primeiros artistas de Ber-
lm, a os grandiosos estabelecimeiitos ndustriaes que
alllexislem. elle nao smnslrou um grande zelopara
se instruir de ludo, como lambem deseovolveu vas-
tos coiihccimcnlos e urna intelliiiencia que devia
sorprender a lodos visto a idade de S. Magesla-
de. De Berlm os principes foram para Golha, a
sedo da sua Ilustra familia, c d'alli parliro em
poucos das para Vienna, e de l para Munich, ten-
do decidido de se acharem em Paris no principio do
mez de selembro.
Na Dinamarca foi publicado cm 26 de julho o
reculamente, ja |M muilo lempo esperado, a respeilo
da constiluicAo da mouarehia em -ua tolalidade. As
mais importantes disposicoes desse regulameulo sao
as sepililes :
de successao de 31 de julho de 1853.
O rei exerceo supremo poder nos negocioscoro-
muns da monarchia peloiutermedio dos seus minis-
tros, entre os limites filados pela constituido. O
cousclho de estado intimo he formado pelos minis-
Iros, dchaixo da presidencia de el-rei, e juntamente
pelo successor do Ihrono, e os oulros principes reaes
Horneados pelo rei.
Como negocios communs scrAo considerados to-
dos aquellos, dos quacs n,1o foi declarado expressa-
menlequedeviamser particulares par as diversas
parles do paiz.
Se a despeza gcral exceder receila geral, o d-
ficit ser coberlo do modo seguinle : o reino da Di-
namarca conlribuir 60 %, o ducado de Schlewig
17 % e o ducado d llolsteira 23 % ; Meando as rela-
roesfinaiicciras do ducado de Lanemburgo no seu
anligo estado.
Para os negocios communs da monarchia se no-
maa. Felicilo-Ie por lores Iravado atrasado cora
madama de Kouville, a qual me parece ser mu sen-
sata c espirituosa."
ir Mara de Clanderez a .lima Mobray.
Foi o eco, querida Anna, quo envion-me~eiIa
amavel marquezade IIaovillo Sem ella, meu Dos,
que faria eu nesta sociedade, onde milhares de olhos
esprcitam-ine todos os otilares para inlerpreta-los,
onde milhares de oiividnsesculam-me todas as pala-
vras para Iraduzi-las ; porquanto nao posso dissimu-
lar emhora rusle-me a comprehender, emquanto
julgava s iiifnndir piedade, sou invejada.
Eu nao linha a idea desta sociedade, em cujo
seio acho-me lanzada, como por um furacao.
Aqui, dizia-mc um destes dias a marqueza, os ca-
samentas se fazem qnasi como os tratados de allianra
enlre os gabinetes. Pesam-se as vanlagens e os in-
couvenieiilcs, os casaes, os tilnlos de renda c as flo-
restas ; os prenles que se lem de perder e os lulos ;
porquanto os pelares aqui cliamam-se esperanras ;
os ttulos de nobrea ; emfim he com os dotes que
casam duas pessoas qoe lalvez nao se tvesseni jamis
fallado, e militas vaos dons semillantes que nao se
podem ver sem se horrorisarcm.
i< l'lmmam i-so rasamcnlos de razo. Comprendi-
do que nao se despre/cm s rclaces da pnsicAo e da
riqueza; porm as da idade, das ideas c da ndole
por ventura n na sao Por ventura ver-se-hao tan-
tas uiiies infelizes no mundo se houvesse menos
unios mal proporcionadas".' Sei que nao devia fal-
lar com tanto calor em minha propria causa ; masa-
cabo de assislir ao casamento do conde de Fontangc,
prenle de Mr. ileGlaudcveze tambem par de Fran-
ca; porm anda rams idosn que alie, com una rapa-
riga de quinze anuos, linda como os amores, (resca
como urna rosa- de junho, e coofesso que rerobrei
involuntariamente a tristeza de minha propria silua-
q3o. O pai dessa pobre mofa he o notario mais rico
de Paris. Veja a loucura dos homens! Elle passou
quarenta anuos de sua vida amonloando sua iiunieu-
sa rique/.a, s ama duas colisas no mundo, o ouro e a
Riba, e d esse ouro lo laboriosamente ajuntado a
um hornera coberlo de dividas, e a lilha lAo tur -
menle amada a um velho libertino. Demais esse
notario he o maior original do mundo. O dol da
filha devia ser de um milhao e quinhenlos mil fran-
cos ; mas no dia seguinle ao da ultima promocao de
pares, elle escreveu ao futuro genru que o Monileur
liiiha-o informado de que elle valia cem mil escudos
menos que na espera. Nada o pode fazer mudar de
opinnlo e forcoso Toi a Mr, de Fonlange resguar-se a
casar com um milhao e duzentos mil Traucos e a mais
formosa rapariga de Paris. O mais extraordinario he
que lie elle lamentado por todos.
Sahiudo da igreja, entrei em casi de madama
de >.... para saber noticias de seu filho que foi ata-
cado honlcm de esquinencia, c a felicidade quz que
ah enconlrasssc minha Providencia, madama de
Kouville. No momento cm que entrei, madama de
.>.... relebrava com loda a doquencia de seu cora-
cao os louvorcs de Ernesto, o qual por urna opera-
cao ousada baria salvo a vida do pequeo Alfredo
abandonado de lodos os mdicos. Imagina, minha
querida Anna, urna accao de Diestra, alguma cousa
que faca ao mesmo lempo palpitar o comean de ad-
miraran c ampiar os cabellos de espanto* Erncslo
linha feito urna ahcrlura no pescoro do menino, o
qual nao respirava mais. ,
Todos esgolavam-se em elogios, admiravam, e\-
rlaraavam e cu nada dizia poque senta as lacrimas
acudirem-mc aos olhos. O easamcnlo a que linha
assislidohavia-nic enternecido. Eu sentia vallaran-
me as ideas perigous que depois ile minha chegada
a Pars linha conseguido afuyentar, eslava em um
desea momentos em que a alma acha-se aberla, e
em que asemocajes entrara livreracnlc. Parecia-me
que devia fazer as honras da reputacao de Ernesto ;
eu s a elle va com seu semblante varonil e expres-
sivu, cmquanto.recebia com dignidade c modestia os
agradecimenlos da pobre mai; o coracao balia-me
mais forlemenle, minha emocAo lomavase'i ada vez
mais viva, emfim nao pude conler-me a as lagrimas
compraran! a rorrer-me dos olhos.
Ernesto s lancou-me un nlhar; masqueolhar,
querida Auna Quanto respeilo e ao mesmo lempo
quaulo recoiihecimenlo Eu eslava por isso anda
mais perturbada, minha psito toruava-se de mo-
meara um comelho de /ittado, o qual consistir em
primeiro lugar de membros nomeados pelo re. e
mais larde em parle de membros nomeados pelo re,
c em parle de membros elcitos, os quaes todos goza-
r ai dos mesmos direilos.
O numero dos uiembrosdo conselho de estado he
finado em 30. Desses o rei nomeir no conselho de
estado intimo 20 membros ; dos 30 restantes nomea-
ro:
A dieta do reino da Dinamarca 18, a assemhla
provincial do ducado de Schleswig a dila dila do
dilo de Holstein 6 e o ducado de Lanemburgo 1.
k A dala eral sera convocada ao menot urna
vez cada don- antio*, no lempo e durante o lempo
que el-rei fixar.
0 logar dasessAo ser Copenhague, excepto
o caso cm que el-rei escolher um uaim lugar den-
tre dos limites da monarqua. ^3-
O presidente da dieta ser nmft pelo rei
entre os membros da ine.ma, assim como o vice pre-
sidente.
a He preciso a presenca de mais do qae a me-
lado dos membros para que o conselho de eslade
possa tomar alguma resolurao.
"As sesses do conselho de estado nao srico pu-
blicar ; as suas decises porm serlo publicadas em
liugua dinamarqueza e allemaa, lendo o conselho de
estado com ludo o direito de inhibir a publicac,Ao
em cerlos casos.
Nenhum imposlo comraum para a monarchia
?pial poder ser decretado, mudado ou levantado,
assim como nao poder ser rontrahido nenhum em-
prcsliino para a monarchia total, sera cousentimento
do cousclho de estado.
"lamn-
PARS.
7 de costo
A chrouica polca dos oilo dias passados (31 de
julho al 7 de agosto) nAo oll'erece grande inleressc
acerca da Franca.
O imperadore a imperatriz qqe. anda se acham
cm Biarlz perlo dos Pirineos, onde fiearam por mais
lempo do que se pensava e mui provavelmente suas
magesladess voltao a Pars a l de agosto, aniver-
sario (los anuos do imperador.
O imperador dirigi ao ministro da guerra una
caria, convidando-o a lomar medidas afim de que
as Iropas que eslo em marcha durante o grande ca-
lor no interior da Fraaea fossem poupadas. Rcen-
les aconlcciineiilos molivarara esta recommendacao.
L'm lerrivel accidente aconteceu i 2 de agosto so-
bre o camiuho de ferro de Paris a Sccaux que s
tem um nico carril. Dous Ircns que Se dirigiam
cm sentido inversoforam um de encontr ao oulro, 13
pessoas lraram gravemente feridas. Nao se lem es-
peraneas cerca da vida de alsumas.
O lempo se Iranslornou. Ha oilo dias que chove
e fa/. fro. A mu .lauca de temperatura nao lem ti-
llo influencia sobre o cuVso dos cercaes que anda se
conservam por baxo prero, mas !cm causado sobre
alguns pontos do territorio e particularmente nos
depailauclos de lclc urna recrudescencia do cho-
lera. Todava em Marselha a saude publica j vai
mclhorando.
Do thcatro da guerra ha Brandes novdades e o
momento da guerra entre a Kussia e os alliados da
Turqua, era cujo numero se deve conlar a Auslria,
parece ler chegado.
Depois de ler permanecido era presenta dos Tug-
eos qnasi 15 dias diauledc Gnrgevo, e u'oma posi-
cao qoe deivava crer que urna balalha eslava imm-
nente, o piincipe Gorlschakoirdc rejienle se pez em
retirada. Elle e o seu exercilo evwSaran llucha-
rasl e toda a Valachia. E sera a M'ildavia lambem
-~r
Vienna. S. M. c a sua comitiva perraaeeram na
Auslria al o momelo em que \ ollar para Pars a-
fim de visitar o imperador NapoleA o que lera lu-
gar dentro de quimee diaa.
Telegraphia particular. Copenhague, domingo
6 de agosto.
O Berlingrk Tidende de Copenhague publica
noticias liradas do jornal Swenrka TiUmui/uen de
Slockholm, segundo as quaes doze navios de guerra
foram avistados, a 2 de agosto, junto do pharol de
Socrarms, com direcro a Degerby.
EspalhoU'Sc o boato de que os Francezes haviam
oceupado Aland a3, depois de urna canhonada de 7
horas.
l'ienna, domingo 6 de agosto.
A correspondencia austraca publica nm despacho
telezraphico que Ihe foi transmito lo de Odessa, a
31 dejulho. e que he concebido nos termos se-
guilnes :
a Hontem 30 as esquadras alliadas eslavam de-
fronte de Sebastopol. Erara acompanhadas de nu-
ce mcrosos transpones.
PORTO.
10 de ago.to.
Desde a minha ultima nAo lem havido cousa que
podesse merecer as honras da Ihelesraphia, que nao
deixa de 'estar o seu lauto ou quinto desacredita-
da no artigo pelas he fornecedora iuexgolavel. O
nosso parlamento ferhou-sc, e os pas da patria dei-
xam as margens do Tejo, nao como Washington pa-
ra tratar dos seus lorres, mas sim meio derreados
com o peso da gloria, a procuraren) refrigerio,
nos banhos que silo Inicos c refrigerantes. Na
esphera governamental ha o quer que seja que
ameara dcsarranjo, e os canudos ministenaes da
imprensa, com algumas olas desaliadas revelam o
desconcert. He cerlo que a nova poltica inau-
gurada em liespanha, e os apuros financeiros, dilo
grande contingento para o descmijuntamenlo do cor-
po ministerial, que com ludo com urna apparenle
solidariedade vai engalinhando como podeal ver.
O partido prosressista refrescado com a brisa de
liespanha, principia a tomar allitude, e a querer
ser mais du que auxiliar. Em quanto venia mo-
Iha-se a velaPor aqu (no Porto) esl ludo muilo
inspido, muilo calor e muita poeira. gracas ao
systema de Mac-adam, que a muiiicipalidadc ge-
neralisou por todas as mas, fazendo ouvidos de
mercader uceleuma- dos logistas, que prasuejam o
pobre Mac-adam e oscusvstema.Volta a espe-
ranza de que por lim sempre o Porto ter lu/. sem
torcida, pos ja foi autorisada por lei a e\prnprac;ao
de terrenos cm Massarellos, para os gazomelros. A
crise pela caresta de cereaes principia a diminuir.
Ja chegarain algumas parlidiis de milito de toma
viagem.Ja su promulgou a lei para a nova moeda
--o prazo de 2 mezes para Lisboa, e 4 para as pro-
vincias em que he pcrmilti.la a circulac(lo da moe-
da velha piiucipiou a contar-sc desde 29 do'passa-
do.Afii vai um caso horriplame.Ocommaudan-
le da companhia de granadeiros de infantaria u. 2,
da cuarnicao desta cidade, jogou o pret da compa-
nhia, e vendo que nao linha meio de sabir do apu-
ro, resolvi; suicidar-se, o que levou a elTeilo lan-
cando-se a afosrar na Foz. Os soldados ao recebe-
rcm a nolWM choraran!, e sendo chamados a frente
para declaYntem o que o suicidado Ihcs ficra a dc-
ver.'nemAim s se mechev. Moslraram mais
grande/.ifdo alma do que a maior parle dos bares
dos nossos dias, apezar de nao ser muilo menor o*maiores.
numcro.de bares que o de soldados. A nossa vi-
zinha D. Iberia ja lera governo, com cara de pro-
gressisla. O Espartero paia nio ler rcsponsabilida-
de lirn presidenle sem pasta.A nova siluacAo clc-
inleneae de se rehder alw votos das' patencias "nllc-
m.las quo reclamara a evacuaran completa dos prin-
cipados.
He hoje cario que, de 20 a 23 de julho, urna expe-
dirlo anglo-franceza prvida de um material de as-
sodio consderavel se embarrou em Varna para a
(.rimes. Apenas se ignora anda se he Sebastopol
que ser atacada, on Calla em Anaya. O 'Antea diz
formalmente que esla expedicA composla de 80 a
100,000 Francezes, Inglezes e Turcos vai invadir a
Crimea e estabelecer-se lias alturas quedomiuam Se-
bastopol.
Approxma-se o momento em que a Austria vai
entrar na acea guerreira. Ella chama a sua reser-
va, uomeoii um commissario civil para administrar
cm seu uome os principados at o rcstabelecimenlo
dos hospodars, e se aguardava de um dia para oulro
em Vienna a publicacAo de um manifest que devia
preceder a oceupac/io pela Auslria da Moldavia c da
Valachia. Esla occuparAo comeram segundo toda a
apparencia a 20 deslc mez, a lera lugar de concert
com as tropas turcas.
A Prussia, se todava ella lem um partido tomado,
vai continuando mui de vagar a mobilisaQAo das
suas tropas. Assim a obscuridade desla lado he
muilo maior do que nunca.
A primeira divisan das tropas francezas partida a
ti de Calais para o Bltico, chegou no 1." de agosto
em I.edsuud onde se achavam as esquadras. O ata-
que contra Botuarsund e as i I has de Aland, prova-
velmente leve lugar na hora em que estou escreven-
do. Y nina palavra sabe-se asura qne a lomada de
Bomarsuud du que se linha fallado como de um faci
consumado, a 20 de julho, era urna noticia falsa. Ao
passar por Stokoln, o general Baraguay d'Hilliers
leve urna audiencia de el-rei Osear.
De Inglaterra nao ha nada importante ; o banco
abaixou a 5 por cenlo a laxa do juro do dinhciro.e o
parlamento ser prorogado al 13 de agosto se-
men le.
El-rei de Dinamarca deu una constituirn a seus
povos. Um conselho de estado composto de SO mem-
bros; dos quaes 20 nomeados por el-rei K 30 pelas
provincias formar a representacao nacional a partir
do 1." de setembro.
A liespanha parece querer recobrar almnna Iran-
quillidade. Al 29 de julho, dala da entrada da Es-
partero em Madrid, o general Evaristo S. Miguel c
a guarda nacional manliveram a ordem na capital :
emfim a 29, chegou Espartero esperado como um sal-
vador, foi acolhido com enthusiasmo, e o gabinete
formado cob a sua presidencia com O'Donnell por
ministro da guerra, pareceu inaugurar o rgimen da
ordem e da liberdadc. A reinita, pela sua parle, fez
urna proclamaran cm que ella reconhecia que o seu
governo havia commcllido fallas, e na qual se abri-
gan a governnr d'ora em vanle conslitucionalmen-
le. Na dula das ultimas noticias se eslavam desfa-
fa/.ei.do as barricadas em Madrid ea Iranquillidade
reinava as provincias. A junta de salvado de Ma-
drid he mantilla al a reunan (las corles. O general;
Jos de l Concha foi muriendo capitn general de
Cuba, o M. Garca Concha capitAo genera] de Puer-
to-Rico. Um despacho de Madrid de l de agosto,
annuncia que se abriram alguus clubs nquella ca-
pital e que a ra i: ha Christina esl para parlir para
o eslranseiro.
A -JO de agosto el-rei de Portugal se achava em
ment em momento mais dflicl, lodos s olhos es-
lavam filos cm mim, comcravam j lodos a olhar
uns paia os oulros, cu eslava* perdida Quando ma-
dama de Kouville com a admiravcl presenca de es-
pirito que nunca a abandona clisse brandamcnle
madama de N...: Eia.asenhora deve lambem alguns
agradeciineiitos a condessa Mara, a qual esl banha-
da em lagrimas por ler ouvido a narracao do periso
que correu esle pobre c querido Alfredo, no qual
ama lauto. ,
ic Madama de N.... laneou-sc em meus bracos, lo-i)
dos saliar.mi meu bom coracao c admiraramniinha
sonsibilidade. O movimenlo eslava dado. As mu-
llieres disseram que eu era a melhor das amigas, os
homens que era un anjo, c ludo isso porque a mar-
quezade Kouville linha-se adiado ah para dar bom
geilos cousas, reparar a imprudencia de sua eslou-
vacla pupilla, o inspirar a esta mullidao prestes a
despedarar-me sua benevolencia para coniigo. Meu
Dos! de que dependen! as reputar "es Kecebendn
nern bem nena nial a ternura de madama de N.... e
os rumpriiiieiilos deque me opprmiam, reparei que
Ernesto linha recobrado seu porte triste e fro, e
que enrarava madama de Kouville comar de censu-
ra. Quando passei dianle desla, ella elcu-me nina
pancadinha cora o leque dizendo-me enlre um soi ri-
so e um frauzir de sohrancelhas: Nao quero mais
zumbara, nu grande casquilhanu perdida.
ce Eu ia fechar esla carta quando rr-cebi a tua.
Tens nina lilha Arlhur volta a ti.' Feliz Anna '.
Nao eslas condemiiada a agradar a lodos, podes
amar a alguem !
O conde tle (llanieve: ao honrado baronele tr
Dudlcg.
ce Pars, 10 de dezembro de 1819.
ce Kccehi, meu charo baronele. a caria, cm que
me expcasiluacAo desagradavel de Mr. Arlhur Mo-
bray.e pergunla-me se convem-mc remeda-la. Como
sabe, sempre estimei sea carcter seo espirito io
positivo apezar da sua idade, e o considero digno -
Ihodo nico hoineiii que lalvez foi mais exacto que
eu ; assim Ihe fallare) rom o estafan as mos. Em-
qiianlo o rapaz esliver com a moca que elle chaina
sua mulher, pode estar cerlo de que anda que mor-
reuniao das corles, que lem de ser eleilas dehaixo
da inlluencia deslas Iribunecas, que organisadas
no momento da exaltaran febril da revolucSo, j se
v que nao sao compostas da gente menos exaltada.
A cousa, segundo o meu modo de ver, esl com
venias anarchicas, e parece que os elementos hete-
rogneos que ae uniram para a revolucAo, acabarlo
por se hoslilisarem reciprocamente. Daqurlla Ba-
bel poltico-revolucionaria difiicilmentc pode sabir
cousa que contento a lodos.
A rainha Christina ja sabio para a Franja, parlin-
do de noite de Madrid, parece ser cousa decidida o
exilio perpetuo daquclla.a queja os lacs descenden-
tes do Pelaio e de Cid, chamaram a Madro-drlpue-
bloMudam-seos lempos, mudam-so os venios*O
favor popular he como o sol de novena. O novo mi-
nisterio hespanhol anda nilo publicou o seu pro-
gramma, que uao passar de ser um papel com lettras
como sao lodos os documentos deste seero. O ge-
neral Serrano era esperado em Madrid, onde'eu dc-
sejava estar para ver a cara com que a innocente
Isabel-o recebe, para verificar um cerlo proverbio
qne omlto, por ser milito vulsar.
O Narvaez contina na concha, e sobre este mis-
terio fazem-se muilos commcnlarios. Parece que era
liespanha ha lambem um parlidilo.quequer a abdi-
carlo da rainha e a regencia do duque de Monlpcn-
sier, a qual o NapoleAo n. III havia do fazer grande
carela, pois um lilho de Lnil Plippe, regento cm
liespanha era um Cabrion que o sobrinho do lio nao
tolerara, emquanto empunhar o sceplro imperial da
Franja. Emfim, nao levantemos a Trada ao futuro
para o nAo deixar indecente.e esperemos pelos suc-
tessos para fallar delles. Finir.
LISBOA
14 de acost.
Como o Brasileira fechou a mala mais cedo lo
que linha amiunciado, nproveilo o lempo que nos
d o ToraUfifiK.que lambem sabe para ah esla ma-
nhaa, c demais a mais nao nos leva porle,'oque nao
he pequea vanlagcm ), aproveilo cliso, este espaeo
para Ihe mandar o resto da historia diaria da revo-
lucAo de Madrid e mais algumas noticias deste paiz,
que vejo nos jornaes que me vilo chegando a casa,
porque, como ja Ihe disse.agura temos os jornaes aos
domiugos e das santos, a pedido dos compositores,
para assim poderem guardar o preceilo da igreja,
ou antes para se livrarcm da pristo em que eslavam
as noi les desses dias era qoe quas lodos os redac-
tores escreviam mais tarde.
A rainha Christina nAo sahio ncm j sahe de Mar
drid, porque ha depularSes proviiiciacsque pedeui
que ella seja obrigada a repor o que tem recebido
indavidamcule do e-lado, que seja proc-ssada, e
creio que al banid.i de liespanha. O ministerio
parece que adopta alguns destes arbitrios, e por is-
so prevenio a rainha mai de que nAo devia sabir do
sch palacio, onde se acha iucommuiiicavel.
Que a duqueza de Ra tizares seja Lanilla de lies-
panha, onde lem sido sempre a caheca do motlm,
onde tem dado lautos escndalos ao povo, e lo
maos excmplos a sua lilha, a soberana reinnnle,nfio
liedceslrauhar, porque banida j ella o cslevc.pos-
(o qu nao formalmente, mas o prncessa-la parece
imprudencia, errada poltica, c aind i peior, vngan-
ca que muilo pude desairar a nova s luacAo hespa-
iihola. Que castigo hao de dar a urna senhora, mai
da rainha, e que foi regento do reino ? Quea obri-
guem a repdr o que dizem arrecadqk fraudulenta-
mente, descontando-se-lhe na dolajmque Ihe per-
lencc ; que seja inhibida de voltar ao reino, enlen-
dem os prudentes que isso se deve fazer para Iran-
quillidade da liespanha, a satisfarn das justas nf-
fon-as de que so quetxam os povos ; mas passar
lui disto, he exaltarAo, he complicar a situaran
que j de si nSo Ihe fallara cstorvos, veremos o
que se decid, qne ser em conselho de ministro,
logo que chesuem a Madrid os membros do gabi-
nete que estao ausentes.
Nao he exacto que o ministro da guerra Blaser e
oulros personagens entrassem, refugiados em Por-
tugal, como se dizia. Vcrifica-se porm a remojao
do ministro de llespanlu em Lisboa, Alcal Galia-
no, Iliterato c orador de Humeada, oulr'ora pro-
gressista, mas que se tinha lino aqui um reaccio-
nario de bons quilates.
Os progressistas vAo-sc descontentando com as
ultimas noticias de liespanha. porque dizem que
os ministros de l, sAo da escola regcneraloria dos
de c. Qnem viver o ver.
O procurador da cora esl com elTeilo lavrando
o seu parecer fiscal sobre o procedimenlo do con-
sol dessa cidade, o Sr. Moreira e seu chanrhcller.
Dizem que j lem nimia escripia, porque elle coslu-
ma ser extenso. Brevemente ser condecido o seu
contedo. No entrelanto os jornaes u5o se esque-
cem de instar pela resolurao. que j excede os li-
mites da mai lleugmalica expectativa.
Ficou em torra a mala do vapor Tocanlins, por
deleixo do empresa lo do cnrreio, que pagou com a
pri \ acao do lugar esta deplora vel omis-ao. O ca-
so he que nAo obstante n aununcio que se fez no
Diario do Oocerno, muita gente ignora que Ihe fi-
cou em trra a sua correspondencia. As malas que
vo de graca. lem estes'inconvenientes. Fica-ine
de emenda.
Dada eslas salisfajao aos seus leilores, vamos re-
fcrir-lhe o pouco que occorreu ncslesoito dias.
De liespanha apeuasse sabe que o governo resol-
veu reler a rainha Christina no seu palacio de Ma-
drid, al as cortes decidirem qual o processo que se
Ihe ha de fazer. Mandou ja Espartero colligir os
documentos necessaros para processar os ministros
que baqucaruui cora a revolujo. A aecusajao prin-
cipal he por delapidaces commellidas com as d-
judicaec'ies dos caminhos de ferro,
As ultimas noticias dizem que o general Concha
que coinmanda o exercito da Calalunha, em forra
de lltl mil Lomeo-, proclamara a federejao ibrica e
Pedro V. Esla idea lem muilos sedaos em toda
a liespanha,eagora propaga-se mais, com o intuito
de expulsaren], nAo s a rainha Isabel, mas loda a
ana dynaslia. ,0 caso he que a imprensa ingleza
apoia e excita a projeclada federaran, e ser de cerlo
esle um dos debates mais transcendentes das novas
corles hespanholas. A Franca oppoe-se.lanlo que o
ministro do imperio em Madrid ja recebeu instruc-
ces para dar apoio a todas as medidas do gabine-
te Espartero, "comanlo que seja conservada a rai-
nha Isabel, com oque indirectamente seoppoe fe-
derarlo .
Em Portugal nao ha rauitos federalistas ou ib-
ricos cun i se chamara .culi oanlo um cenlro que
existo em Lisboa, e de que heorgam o jornal iulilu-
I ido o /'r ./ /-.'.- i ti-rii li-i I -i -u >prop,is.m 1 i. I na na-
ca o pequea lem sempre reccio de parceiias com as
He o nosso caso. Entrelanto, se houves-
se um accordo curopu, a inouarchia ibrica (o
quinto imperio aventado e prophetisado pelo padre
Antonio Vieira seria una poteatade colossal, pela
sua posica.ni seimraphica, e pelos seus recursos na-
tciracs. Oulro da Ihe rallara mais pausadamente
sobre esle melindroso assumpto.
O nosso governo est algo,atnito com a presnec-
liva dos negocios de liespanha ; a iinprcnsa opposi-
cionisla declara que urna uudanea ministerial nes-
la r.uij lindura-'sai ia de grande colivenicncia.conipos
ta de caraeleres mais bem aceilos ao partido pro-
gressisla. A Kecolucno trouxe hontem um nola-
vel artigo sobre esle assumplo. de que o gallineto
aclual nao deve licar muilo contento. Foi provoca-
do pelo Progresso e pelo Echo Popular, folha de
Jos Passos, no Porto, onde tem sido muilo applau-
didos os successos de Madrsd.
Evidentemente estamos n'ciini crise, mas v-se
que se resolver mui pacificamente.
No novo vapor D. Mara II., que com 199 passa-
geiros enlrou a 10 no Tejo, veio com licenca b Sr.
Dr. Jos de Vasconcellos, que os jornaes aiinuncia-
rain como ex-ministro do Brasil, oque lalvez seja
asouro, que se compra, porque nao obstante ser
um excellcnte moco, nan'lem a- rondijes neces-
sarias para uosso re prese u tan le n'um imperio de
lauta importancia.
Tambem se acha cm Lisboa o ex-ministro Drum-
mond que veio de Londres no novo vapor de guerra
brastleiro amao. Elle nega que vai para miuis-
Iro em l'ai i-, mas diz-se que he exacta a noticia que
a este respeilo Ihe dei.
O ministro de liespanha que vem para Lisboa he
D. Antonio de los Ros Rosa, federalista, e que Iraz
inslrucces para alguns Iralados importantes en-
tre as duas naces.
Tambera veio no vapor flamero, c vai para o llio,
o distiucto escriptor Jacques Aniso, irmao do cle-
bre astrnomo franecz. He ceso, e leva em sua
companhia una sobrinha que nao he feia.
O nosso Castilho esl resolvidu a ir ao Rio de Ja-
neiro no vapor /). Mara, na carreira de outubru.
Foi aqui muilo sentida a iim le de Joao Vicente
Martina, fundador d#a Crcche, no Porto, onde se Ihe
mandn enllocar o seu retrato por leslcinuiiho de
gralichlo.
O duque de Saldanha continua em Cintra doen-
(e Irataiido-se pelos raspallistas, o que tem dado
lusar a grandes polmicas com os mdicos.
O nesocioclo cnsul esl na mesma, nada se sabe
daopiniiodu procurador da cora. Oque lemos
a admirar he o que contra elle escrevem os jornaes
de Pcrnambuco que se espalham aqui em profusao
re-e de tome cu nao Ihe dara o ilinlielro necessario
para comprar um pedajo de pan. Bem sabes, meu
charo baronele, que detesto as phrases, e que enlre
urna cousa dila e urna cousa feta nao ha para mim a
mais leve diOcrcnra ; por issn he inisler que Mr.
Mobray lome lilleralmenle o que lhc escrev ) aqui.
Se pelo contrario elle consentir em separar-sc da ino-
cae em desfazer una uniao romntica que podo ser
fcilmente .inntillada, visto que nao foi ronlrahida se-
gundo as regras, eu me lembrarei de uiiiihas antigs
bondades para com Mr. Arlhur.
a Nao Ihe deve dar cuidado a serle da rapariga
dcixada ; cora um semblante como o seu e um ca-
rcter lao avcnlureiro, ella nAo poderia lardar cm
ser provida. VoSf mesmo, meu charo Dudlcv se ac-
commodaria muilo hem com a densa, c ha urna pas-
sagem de sua carta, que me induz a crer queja est
enamorado della. Eia. meu joven baronele, aiinuu-
cie-mc umdesle< dias alguma boa alrocidade para fa-
zer-mc lembrar do bello lempo demiuha entrada na
sociedade, onde live a honra de instruir-me ua escota
de Lacios, cuja moral equivala a qualquer oulra.
Crea que larei urna viagem a Londres de proposito
paracciar com vosso e a rapariga, se conseguir do-
ma-la. NSO desespero disso Dullev, vo-sc"! he deslio
rajador, e lem nm alliado, dianle de cujo poder nao
ha altivez que nio snecumba, a miseria. Se jogar
hem esla parlida ha de ganha-la, c na verdade sua
honra caminhi exigom que saiihe, Dudlcy. E*-
creva-me hrevcmenle, c escreva-uie.... : vaque
rainha !
o Adeos. meu charo baronele, acho-me muilo mal
de men delluxo emuito hem cun o meu casamento.
Miuha mulher he urna das mais lindas estatuas que
leuho encontrado ; porm urna estatua de insuppor-
lavel affcclarao de virtudc. Su vosse fizer-me ir a
Londres, coular-lhc-hei a esle respeilo cousas que
lhc cuslara a crer. Sao apprchen-es eoulinuas, des-
inaios que u;lo acabam, eiiilim a rada pagina de meu
casamento repilo o raen curso de preparatorios. Jul-
EO tornar a ler a historia da casta Lucrecia, e na ver-
dade posso l ni o -mo pelo lilho de Tarquinio, o So-
bei Lo. Essa ha boa quando eu linha vinle anuos,
as muiherci eram algum Unto mais francas e menos
HESPANHA.
Quarla-fcira 19 dejulho. Al s cinco e um
quarto da manhaa nao se disparou um s tiro as
imniediaces das pengas Mayor ecleIsabel II. Na
do Oriento collocaram-sc dez pejas d'arlilharia pa
ra defender o palacio.
Os agrilles da polica disfarcados cora blusas ou
jaquel i-, apoderaram-se de algumas janellas, e o
mesmo lizeram alguns suardas civis, as casas que
faziam esquina para as avenidas da ra e praca
Mayor ; de modo que se nAo distinsula o amigo do
immiso, as ras descras, e os habitantes isolados
ohravam inaquiialmeiilc, sem po lercui sabir de ca-
sa para as ras.
A's de/, horas da manhaa continuaram-se a har-
ineadas, abriram-sefossosc sitarniccram se as janel-
as com pedras ecolxes. O pavo lomou na ra de S.
Bernardo um carro com munices.
A's II lloras ouvio-sc uin foso vivissimo para o
laclo da praca Mayor : diversos grupos ele povo des-
armramos guardase carahineiros das parlas.
No Prado eslava postada a infantaria c cavallaria
tmidas Bem sabe quo um discpulo de Lacios nao
he engaado cora scmelhaiiles comedias. Madama
de Glandcvez he urna casquilha que sabe que o ar
consternado lhc asenla, desempenha seu ollicio de
mulher inaravilhosaracnto, e assevero-lhe que qual-
quer nutro teria engolillo a plula ; mas infelizmente
as mulhcrcs nada mais tem a ensinar-me, e para
adevinhar todos os seus artificios, basta-me lem-
hrar-me.
ce Mara de Glandcvez a Anna Mobray.
ce Paris, dezembro ele 1819.
Forcoso me foi obedecer marqueza, aceilei a
vida tal qual ella arranjou-a para mim. Imagina,
querida irmia, que minhas horas sAo reguladas como
em um convenio, e os prazeres (chamara a isso pra-
zeres ) se surceclein sem mo deixarem um s minuto
vaso. Tenho um Irage para amanliAa, oulro para o
meio- lia, oulro para a larde, c visitas de tres a qua-
lro horas. Se faz bom lempo, vou pastear no bosque
de Itolonha ; meus ser.is quando nao perteneci aos
bailes, pertcncemaos colicortos msicos ; emlini dei-
xo-nie ao sabir do leilo c s torno a achar-rae de
noite, quando fatigada sem ler estado oceupada, po-
lillo a cabera sobre o Iravessciro.
Eu dizia hontem a madama de Kouville que se
fosse necessario dar conla de-la vida, seria a maior
de ludas as injuslijas, pois ella he de lodos, excepto
eu. Cada umilispe nella ele sua hora, c minha exis-
tencia a planta.lo dianle ele nossa casinha de Chateanneuf, do
qual cada pessoa que passavaeolhia um ramo,dama-
neira que cm tudas as primaveras o pobre. arbusto
lio lim de alsuns dias licava despojadora mi. A
marqueza preleinle que ludo isto vai s mil maravi-
lha, e nao a contradigo, porque depeg da scena que
houve em casa de madama de N^-liaiidonei-llie a
dirccjAo de minha conducta. No calado de apathia
de indilTerenj! em que rahi, dou-me por mui fe-1
liz por ser dispensada de querer : creio que se assim
nAo fosse, passaria os dias ua ininolilidade e no si-
lencio. Porm sei que a toes horas' ha de vir gente,
e preparo-me para recelier. que a laps lloras devo sa-
bir, e saio. Madama de Humille, como ella mesma
disse, dispoz de mim, por mim, eseno. mim, orelogio
do governo. Nunca povoajAo alguma se vio em si-
luaco mais lerrivel : e nem por isso uns ou oulros
praticaram o menor roabo. Levaolaram-se barrita-
das na ra de Montero e o povo apossou-se da torre
do S. Luiz, basteando nella urna bandeira rxa.
Foi desarmada a guarda civil da ra daSaude.
Em diversos sitios continuaram-se barricadas com
carros e coches e com os lapames das obras pu-
bicas..
A's cinco da tarde enlrou pala porta do Sol am
regiment com as coronhas das armas ao alto.
Nesle dia o total dos morios foi pouco mais ou
menos de 50.
A's seis horas as Iropas da Principal receberam
ordem da retirar a quarleis aonde se encerraran!.
Suspendeu-se lodo o fogo.
A's 7 s se nao linham rendido os muuicipaes que
eslavam as janellas da ra de Ciudad-Rodrigo e Pla-
teras, mas os do llieatro RUI, que j linham as ar-
mas com as coronhas vnlladas.
Por esta occasiao circulou urna Gacela extraor-
dinaria ,em que era chamado Espartero a tomar a
presidencia do ministerio.
A's oilo cessou o fogo, e comejou um repique ge-
ral de sinos. Multas barricadas fiearam desguar-
necidas.
Os generaes Iriarte, e Crespo, brigadeiro Lujon,
Cordero c D. Patricio Escossura percorriamos pos-
los populares.
As nove e meia da noile d'hoje he que leve lagar
a submissao defin I iva ao general S. Miguel, do ca-
lillan Evira com 30 ou 40 soldados de vigilancia que
eslavam poslados as ras de Ciudad-Rodrigo o
Mayor, e que por mutua seguranja, e garanta do
chefe das forjas populares da praja Mayor, foram
acompanhados pelo que escreveu estas lindas e pelo
Sr. Ramires de Arellano at casa do ajuntamento,
aunde se rcuniram ao grosso daquelle corpo, espe-
rando ordens superiores do seu ulterior destino.
Esla foi a ultima, delicada e compromelidissima
operaran que em Madrid ofierecia alguma desconfi-
auja; masque foi deseropenhada com zeto, cor-
dura e fralernidade, ao grito de ce viva a liberdadc!
viva Espartero! viva a uniao! marchando com as
coronhas das armas ao alto.
As dez horas correndo a noticia de qoe haviam
alguns piquetes de vigilantes na esquina da ra do
Celeros o frenle a casa de Onale, o mesmo autor *
desta relajSo em companhia do chefe popular da
praca c o nico tambor que havia passou a casa d,i
cmara em busca do rapilao Evira, a com elle relro-
cederam aos indicados pontos para conduzir a cma-
ra, como efTectivamenle conseguirn! os ditos pi-
quetes renderam do mesmo modo que os anteriores.
Por estas horas difieren les proclamares irapressas
eram distribuidas em louvor do triumpho, herosmo
e generosidade do povo madrilense, que iiem por
isSo se deixar dormir sombra dos loaros ganhos
em 50 lloras de nao interrompido comjate. A'
raeia noite as torres deram signal d'incendio na pa-
rochiadeS. Andr, que logo se exlinguio.
Quarta fcira 20 de julho. A' urna da madru-
sada disparou-so um liro na praja Mayor. As seto
ouviram-sc mais para o lado da praja de Isabel II.
As oilo todo o Madrid, at as creanjas e mulhe-
res seoecupavam em levantar barricadas.
As nove, e com dala ele honlen, foi nomeado o
autor deslc diario chefe das barricadas e pontos dc-
fensaveis do desdido de Ponlejos que comprehende
o I asedo ela ra das Carretas c esquerda da Mayor,
at dos Boleros; toda a praja Mayor, roa do Ge-
rona, largo da provincia e ra d'Atocha, al ao fim
da ra das Carretas. O commando do primeiro tro-
co estove a cargo de D. Juau Mara Gervoler e
Dionizio Trompeta.
A junta de salvajAo cMefeza desle districlo he
composla do mencionado autor, de D. Jos Hompa-
uera do Crballos, I). Gaspar de la Pena, D. J rusto
lleras, 1). Ilannm Domingo Rivola.
Em lodo o dia levautaram-se bstanles barrica-
das, nao rnmpendo o fogo sent em sitio disimiles
e muilo frouxo.
As cinco e meia o general D. Evaristo S. Miguel
foi chamado ao passo por S. M.
As seis c meia foram isualmenle chamados os Srs.
Sevillano, niarquez de la Rega, Armijo, e D. Anto-
nio Guilherme Moreno.
Ao meio dia Irasladou-se de casa do Sr. Sevilla-
no a junta suprema de salvajAo, armamento e defe-
za para o anligo edificio dos Correios. v
0 calor nesle dia foi abrazador.
As barricadas principaes que defendan) a praja
Maior e ras prximas, segundo as partes dadas pe-
los seus respectivos cheles a junta suprema, foram
as seguintes:
D. Casimiro Rufino Rodrigues, chefe dos pontos
cima citados, D. Tiburcio Ibarbis. das da ra Im-
perial, D. Jos Largacha, das da ra d'Alocha.D.
Jos Granada segunda da referida ra. D. Jos Pu-
jol da primeira da ra de Carretas. D. N. Xarrie
da segunda. I). Antonio Mayo das da ra Maior e
Arenal. Caisse e Joven da ra das Fonles e Bordado-
res. I). JoAo Escalante da de Zarza. Joo Jos Cas-
tro da da ra de Toledo. D. Nicolao Alonso da da
Porta de Moros. D. Francisco Salmern Alonso
da da ra de Justa no departamento sul. D. Pi Al-
cen, da Foenlecilla ou ra da Arganzuela. I). Jos
Cabrera da da ra dos Cojos. D. Raphael Eduardo
Garcia Lopes da do largo da Cebada, D. Miguel Ors
e Garca e D. Domingos Ramos do mesmo departa-
mento.
As darriradas da roa Mayor appareceram coroadas
comcarlazes e lettras bordadas dizendo : Viva a l-
ber dade Pena de morle aos ladrees!
Foi nomeado ministro da guerra a rapilao cene-
ral de Madrid D. Evaristo S. Miguel. A noite pas-
sou-se sem novidade.
Sexta febra 21 dejulho.Enlre palacio, con-
selhos, tribunal de conlas ou rausu naval, thcatro
real, parque e quarleis,S. Gil anda s nove da ma-
nira existiam pouco mais ou menos 3,000 homens
sem se pronunciaren) ; mas falo-bao de nm mo-
mcnloa oulro, c anda que fossem 30,000 leriam de
o fazer segundo o aspecto Jas coasas, nAo obstante
as barricadas, defezas e muita arlilharia que honlam
de tarde vimps nos pateos interiores as prajas exte-
qundo acomriorespaiihavaraos ogeueral D.Evaristo
S. Miguel serem imponentes.
INTERIOR.
RIO
BE JANEIRO.
SENADO
Dia 21 de julho.
Lidas eapprovadasas acias das duas sesses prece-
dentes, o primeiro secretorio d conla do expedi-
ento :
SAo lidas c approvadas as redaejes das resolujoes
do senado, aulorisaudo o governo a dispender a
quaulia de dez contos de res, com premio, conce-
dido a Manoel Rodiisues Borges, pela vulgarisajAo
dos processos para o fabrico do cha preto de punta
branca: e da emenda do senado proposijAo da
esl bem montado, anda, e nao ha razan para que
paro.
ce Esla vida mecnica cntorpece-me a alma, nAo
sinlo alesria ncm desgosto, nao sinto nada, ludo me
henililTerente, a posso ver agora Ernesto sem peri-
gn. Sua presenja mal desperla em mim alguma
eniojAo, vejo alravez de urna nevna as lembranras
da infancia que ha pouco me perturbavam, e tenho
s vezes lenlajes para crer que o coraran adorme-
ceu-me no peilo. Sim, Erneslo perde-se agora a
meus olhos na multuIAu da mancebos de que se com-
pile o que a marqueza chama minha corle ; porque
apenas apparejoemum baile, elles enipi-nhame cm.
disputar a honra ele dirigir-me os primeiros compri-
nicntos sobre a belleza de meu vestuario, sobre a gra-
ija de meu ar enfadado, pois dizem que loriio-me to-
dos os dias mais bonita.
ii Elles tem lalvez razan. Esta apathia faz-mc as
vezes de serenidade, esla indificrenja reslilue-me a
saude ; mas que importa '.' feia ou bonita, admirada
nu desprezada, romo me orcuparia eu com ludo isso !
Nao vivo mais, vesclo, e creio que as plantas minhas
irmaas sao pouco sensiveis admirajao ou ao des-
den!. Enlre todas estas boceas louvadoras s a de
Ernesto permanece muda. Creio que o tinhas jul-
sado melhor do que eu. querida Anna, esto rapaz
lem algum* cousa d'e duro e de selvascm, seu olhar
lera uiiiaexprcssaode censura que me fadiga, eme
faz experimentar a mesma improw oro ilu|NMa'vuUa
que se urna mao inijuiri..... me lirasse, mo grado
meu, de um socino que eu quera prolongar. Por-
que; meniuiceMinlia eu podido lomar minhas lem-
hrani_as Se oulr'ora por esperanjas engaadas'? Na
verdade, de lodos os mancebos que me rodeiam Er-
eslo he o que me he menos agradavel : os oulros me
sao ndifierenles, mas elle me he importuno. Quando
entra com seu semblante triste e fri, e guarda um
silencio cheio de altivez como se tudo o que se dia
em torno delle s merecesse desdem, lico quasf eu-
colerisada, e parece-me, Anna, que he o nico ho-
mem que eu poderia odiar.
(ConfMwar--/ia..)
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DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIR I D SETMBRO DE 1854.
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cmara dos Srs. deputados rer Uva a noluralis.ir.lo
dos eslrangeiros eslabelecidos na colonia de Sania
Isabel.
Leem-se osseguintes parecera:
As commissoes reunidas di; negocios ccclesias-
licos e de eonslituisao examinaram o requcrioienlo
que ao senado dirigiram os irmos da irmandade de
Sanio Antonio do Pobres desla cidade, eos docu-
mentos que o acompanham. Declramele*, referin-
do-se proposicao que ao senado remellen a cma-
ra dosSrs. deputados, erigindo im matriz a capclla
de Santo Antonio dos Pobres, Me nao poden) an-
nuira que na sua igreja seja admiltida outra corpo-
rao,.io que naosejaaquella irmandade, epedem que o
senado nao di scu tssentimenlo aquella proposicao
pelas razes que assim expe.
u 1 .* Que lendo a veneravel irmandade de San-
io A nlonio dos Pobres a sua ori :cm em devo^ao na
igreja de Nossa Seuliora da Larcpadosa dcsta curte,
lo i i cusa de muitos sacrificios que puderam os se-
ii- i maos fundar a sua igreja, no anno de 1811, c
ondo at o presente com todo o zelo se tem presta-
do ao culto divino.
e 2.a Que a veneravel irman lade de Santo An-
lo 11 i > dos Pobres como legitima proprictaria de sua
igreja, reconhece como contraria aos seus iuleresses.
,1 creaco de outra dualqucr irmandade ilentro de
sua igreja, e que pco sen compre misso Ihe he prohi-
do. /
c 3. Que sendo a igreja da irmandade dos suppli-
canles fundada em pequeo terreno, n.io tem as
riecessaras arommo laoes para guardar as suas al-
faiai, muilo menos para as da irmandade do San-
tsimo Sacramento e Almas, que se devem crear
com a nova rreguezia, nem tao pouco para o seu vi-
gario.
4." Que oa altares da igreja dos supplicanles se
aclmm oceupados com as imagens suas proprietarias,
e ana at com escriplura publica ; por consequeti-
cianao ha lugar para se collocar as imagens dos o-
ragos das irmandade- da nova natriz.
5. Finalmente, qoeos supplicanles reciproca-
mente vivendn na sania paz, nac desejam que ella
seja alterada, como infelizmente tem acontecido em
oolras igrejas, com. a iutroducon de outras corpo-
I-.ico '-... S
As commissoes reunidas, reconliecendo a conve-
niencia da creadlo da nova freguezia que os suppli-
cantes nao conlestam, nao julsam procedentes as
razes qoe estes prodnzem para o fim que tem em
vist;:.'
Por quanto sem entrar na qucsto de proprieda-
de do 'templo, na posse do fundador, ainda quando
esta eslivesse bem demonstrad], sua transmissao
para a irmandade nao esl provada por verba, que
se aprsenla do testamento do linado Antonio Jos
de Soaza e Uliveira: Diz ella a Declaro que por
nao se achar a irmandade desla igreja organisada,
nem pessoa que com especialidaJc ezelo, adminis-
tre esta igreja de que fui fundador c zelador, hei
por bem nomear para bem do Culto Divino, o meu
sobredito l.o testamenteiro, o Sr. Manoel Jos Fer-
reira da Silva, para que zele c determine dando e
recebendo ludo quanto fr a ella perlcncenlc, como
se fura a minha propria pessoa, e que a mesma ir-
maadade nao se poder oppor as disposices do dito
em cousa alguma, etc.
Ascommisscs enleudcm que a apella de Sanio
Antonio dos Pobres por estar em urna extremidade
da r.ova freguezia, smenlo deve servir de matriz
emquanlo sonao conslrue oulr.i mais central e
commoda, e er que mediante providencias adequa-
das, se poder tornar dispensavel o levanlamenlo
de outra irmandade na dita igreja, cessando assim
o principal motivo da opposicao r)ossupplicanles.
Supposto as commissoes reunidas nao reco-
nhecam a -propriedade allegada pelos supplicanles,
contado considerando que elle esli de posse do
edificio ha muilos annos, que o tem administrado,
que tem sustentado nelle com zelo e decencia o
culto divino, que por i-so he de equidade que a
igreja nao llies seja tirada para sempre, ou que com
violara do sea compromiso, compelcntemcnte
apprcivado, seja nclla introduzida outra eorporasAo
que v perturbar a paz em que tem vivido, sao de
parecer que a proposicao da cmara dos Srs. de-
putados seja substituida pcloseguiute projeclo :
a A assemblca geral legislativa resolve :
Mrt. 1. Fica creada urna nova freguezia tiesta
cidade. do Rio de Janeiro, a qual scr; tirada da fre-
guezia de Santa Auna, Sacramento e S. Jos, dan-
do-lhe o governo nomo e marcaudo-lhe territorio,
ouvido o bispo diocesano.
Art. 2.a Emquanlo se nao construir urna igreja
que sirva de matriz dessa nova freguezia, servir
provisoriamente como tal, a capilla de Santa Anto-
nio dos Pobres, e o governo, ouvido o bispo dioce-
sano, dar as convenientes providencias para que
se satisfaga a todas as necessidades do culto com a
nica irmandade existente na me:ma capclla.
Pai;o do senado, em is ,1c julio de 1834.Pau-
lino Jos Soares de Souza.Araujo ^Ribeiro.
I iseonde de OUnda.C. J. A. I amia.Jos Mar-
tin da Cruz Jobim.Baptista Ce Oliceira;
b A commissao de eonslituisao, tendo de proceder
vsnficac,ao dos poderes do Sr. barao de Anlonina,
nomcado senador do imperio, pela caria imperial
de III do corren le, examinou a- actas que leve pre-
sente!, da apurarn parcial dos collcgios elciloraes
da provincia do Paran, a apuracao geral e a lista
Iripll-e-
ii Cinco sao os collegiosda provinciaos mesmos
da anliga comarca de Coriliba, i saber : a Capital,
Parauagu, Ijuarapuava, Villa de Castro c Villa do
Principe.
u Dellcs, ao de Cuarapoava remellcu a acia es-
pecial de sua organisarao ; os oulros enviaram ape-
nas as da apurarlo de votos : pratica esta geralmeu-
le seguida, mas irregular, que de e cessar.
Nao foram prsenles commissao as copias au-
thenlicas das actas da eleicao primaria, coja renies-
sa, segundo participa o ministro ; secretario d'esla-
do dos negocios do imperio, no aviso de 17 do cor-
rele, foi de novo exigida, por nao lerem sido csses
papis ainda recebidos na respectiva secretaria.
(i O examc, que de ludo fez a commissao, manir
testo i o seguinle :
c Nos collegius da capital e Villa da do Prin-
cipe, nao se fez declararan do numero das ce-
dulas adiadas na urna depois de contadas. Esta
falla porm, no enterdor da commissao, nao viciuu
a eleicao. Porquanlo fazendo-sc mencao nessas ac-
tas do numero dos eleitores quo acudiram chama-
da, e concordando a somma dos votos dados aos dif-
erentes candidatos com o produdodaquclle numero
multiplicado por tres, Tica evidente que l'orain reco-
lhidas na urna tantas cdulas qu; utos cram os elei-
tores, e vem a ser, SI da capital, e 11 da Villa do
Priujipe.
o Ko colleglo da Villa do Caslio se escreveram em
separado os votos de dous eleitores da freguezia de
-^Tibazy. Fundou-se para isso o (ollegio em que de-
vendo aquella freguezia dar gmente dous eleitores.
conforme a deliberarn da cmara dos deputados,
sobre parecer da sua commissao de poderes, de 25
abril de 1853, consta' a do diploma terem sido elei-
los (res.
i A commissao nao pode enunciar sua opiniao nes-
te ponto, sem precederem iiiformares circunstan-
ciadas ; mas entend que este incidente nada inlluc
na eleicao ; porque os dous votos tomados em se-
pralo nao allerain a lista trplice, a ules em parle
a i elorcain em favor do nomeado, como so passa a
demonstrar :
Lisia trplice.
Bario (fe Anlonina. 118
Manoel (ioncalve*de Moraes Roseira. 115
Modesto (iomjalvcs Cordeiro. 98
Se;ue-sc na apuracao seral:
Jos Gaspar dos Sanios Lima. 35
Bernardo de Souza Franco. 13
Agostinho Ermelindo de Leao. 5
Jato da Silva Carrao. 2
Raphac 1 Tobiaa de Agaiar. 1
fotos em sepralo.
Barao de Anlonina. 2
Souia Franco. f
Toliia*.____--------- 1
ii Do que fica exposlo he claro que nao houve ir-
regularidade que viciasse aeleirlo, a qual pelo con-
trarise fez de conformidade com i le, ngrissa
lie a commissao de parecer : ^^S
( Que o Sr. barao de Antonio i est habilitado pa-
ra temar assento no senado! ^^
E requer que se peca ao governo, com a remes
da aiilbentica da cl< iro primaria da freguezia de
Tibazy, informado acerca do numero de cidadaos
que foram qualificados votantes na dita freguezia e
intervicram naquelIaelei(3o.
Paco do aenado. 21 de jaiba de 185*. C. J.
d Araujo vianna. Vizconde de Olinia. Pau-
lino Jos Soaret de Souza.
O 1. parecer vai a imprimir, e a 2. he approva-
do ; a o Sr. presidente declara senador do imperio
o Sr. bario de Anlonina ; e que se lhe vai officiar
para vir prestar juramento, c a tomar assenlo no
senado.
Passando-se a ordein do dia coulinua a 1. dis-
cussao adiada em 14 do correntc, da proposicao da
cmara dos Srs. depulados, aulorisando o governo a
reformar a aula do commercio da capital do imperio;
conjunclamcnte com o parecer da commissao de ins-
Irucco publica.
O I. secretario l um offlcio do secretario da
cmara dos deputados, acompauhando as emendas
feitas e approvadas pela mesma cmara i proposla
do poder executivo que fixa a despea e orja a re-
ceila geral do iojperio para o exercicio de 1855 a
185tl.
O presidente declara, que sendo os eslylos da ca-
sa remelter-se o orcamenlo commissao de fazenda,
elle comldo nao se julga autorisado a faze-lo,
sem que fosse determinado pelo senado ; o qual sen-
do consultado, decide que seja enviado commissao
de fazenda.
O 1. secretario l mais um officio do ministro do
imperio, participando que S. M o Imperador se dig-
na receber no dia 23 do correnle, pela urna hora da
larde, no pacoda cidade, adeputacao do senado, que
tem de felicitar o mesmo augusto senhor, pelo uni-
versario da praclamacao de sua maioridade. Fica
o senado inteirado.
Prosegue a l. discussao da proposito sobre a re-
forma da aula do commercio.
loma ni parte nclla os Srs. D. Manoel, I.impo de
Abreu (Ministro dos negocios eslrangeiros), Ver-
sueiro, Dantas, e Visconde de Paran (presidente
do consellto)."
Discutida a materia he approvada a proposicao
para passar a 2." discussao na qual entra logo, e he
approvada para paitar 3.
He approvada sem debate, em 1.a e 2." disenssao
para passar a 3.', a proposicao da cmara dos Srs.
depulados aulorisando o governo a conceder carta de
naluralisicao a Manoel Francisco Ribeiro, Carlos
Pelrazi, Manoel Dias Moreira, JoSo Glynn, Manoel
Alves ('.asidlo, Julio Cesar Andrinn: em 3." discus-
slo para seren remeltidas a cmara dos Srs. depu-
lados, a- resoluces do senado, aulorisando ao gover-
no, urna a mandar admitlir a fazer exame do 2. an-
no do curso jurdico de S. Paulo a Eduardo Cres-
cendo Valdeiaro, e outra aChrisliano Mauricio Sto-
kler de Lima, com a emenda do Sr. Viveiros, ap-
provada em 2.a discussao: em l.a discussao para pas-
sar a 2.a, a resolucflo da commissao de inslruccn
publica, aulorisando o governo mandar admitlir a
matricula do presente anno da escola de medicina
dacortc.aScbasliao Muniz Carneiro.
Em 3.'discussao para sercm enviadas saneco
imperial as proposic.Oes da cmara dos Srs. depula-
dos 1.a. 2." e 3.a, approvando as aposentadorias
concedidas aos desembargadores, Joao Capislrano
Rebcllo, Joao Candido de Dos e S ilva, e Fer-
nando Pacheco Jordao; 4.a, autorilando o gover-
no a conceder carta de ualuralisaco a Antonio De-
odoro de Pascual, Joao Baptista Callogeras, e Padre
Rafael Jacinto Ramos: 5.a, approvando a pensao
concedida a viuva do lenlo general Lzaro Jos
(joncalvcs; em 3.a discussao, para ser remllela
cmara dos Srs. deputados, a rcsolucao do senado,
aulorisando a ordem terceira de S. Francisco da Pe-
nitencia da cidade de S. Paulo, a possuir bens de
raiz al o valor de cem conlos de res.
Continua a 1." discussao adiada em 33 dcjunho
ultimo, do projecto de lei do senado, sobre cartas
(cstemunhaveis, com o parecer e emendas da com-
missau de legislado de 27 do mez passado.
Discutida a materia he approvado o projecto para
passar a 2.a discussao.
Coulinua a 2.a discussao adiada dos arlisos addi-
livos destacados do projecto de lei do orcamenlo
para o exercicio de 1854 a 1855, com o parecer da
commissao de fazenda.
Vcrilicando-senao haver casa, o presidente decla-
ra adiada a discussao, designa a ordem do dia e le-
vanta a sessao.
-22-
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretario d couta do scgiiinle expediente :
Um ofticio do Sr. ministro da marirha, remetien-
do um dos aulographos sanccionailos do decreto da
asscmbla geral legislativa, fixando as forras de mar
para o anno financeiro de 1855 a 1856. Fica o
senado iuleirado, c mandou-se commnnicar cma-
ra dos Srs. deputados.
I. -se e vai imprimir o seguintc parecer :
Emilia Eulalia Nervi, natural de Genova, pede
dispensa do lempo que falta para preeucbcr o que
segundo a lei, deve decorrer depois de feila adeda-
rnrao por ella exigida na cmara municipal, para
obter carta de ualuralisaco.
Ao seu requerimento junlou a supplicanle os
seguinles documentos: l., folha corrida ; 2.a, cer-
lidao da declararn feila na cmara municipal em '.I
de maio dcslc anno : 3. justificacao para duas tes-
lemunhas sobre a idade, naturalidade cresidencia no
imperio.
a A commissao de censliluiro considerando que
o corpo legislativo luto tem sido diflicil em conceder
laes dispensas, a todos os eslrangeiros que as reque-
rem, como a expericucia diaria o demoustra, e ob-
servando que a longa residencia de mais de 16 an-
uos no imperio, para onde veio a supplicanle com
10 annos de idade, faz acreditar verdadeiro o desejo
de perlcncer a associarao brasileira ; he de parecer
que se lhe delira com o seguintc projecto de rcso-
lucao :
A asscmbla geral legislativa resolve :
Art. L'uico. He o soveruo autorisado para con-
ceder carta de naturalico a Emilia Eulalia Nervi
natural de Genova, licando para esse fim dispensada
a disposicao do art. 1., do decreto u. 291, de 30 de
agosto de 1813.
Paro do senado, 21 de julho de 1853.C. J. de
Araujo t'ianna. l'isconede Olinila.
Passando-se ordem do dia, coulinua a 2. discus
sao, adiada na sessao antecedente, dos artigos nddili-
vos, destacados do projecto de lei do orcamenlo para
o exercicio de 1854 a 1855, com o parecer e emen-
das da commissao de fazenda.
Suscila-se a questao de ordem se o projecto da com-
missao devia entrar em 1.a ou 2.a discussao. la 11,mi
os Srs. D. Manoel, Ilollanda Cavilcanli, Mendos dos
Santos, Araujo Vianna, Visconde de ((linda, Viscou-
de de Paraua, Mafra c Dantas.
Consultado o senado se devia o projecto entrar om
1. discussao, decide-se que nao.
presidente poe por tanto em 2.a disenssao o art.
11 com seus paragraphos, eachando-sc incommoda-
do, convida o vicc-presidentc, o Sr. Mello Mallos,
a oceupar a cadeira.
Depois de fallar o Sr. D. Manoel, a discussao fica
adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessSo.
24
Lida c approvada a acta da antecedente, entra-
se no expediente.
O 1. secretario M um oflicio do 1. secretario
da cmara dos deputados acompanhaudo a seguinte
proposta.
A assemblca geral legislativa resolve:
Art. 1. Fica approvada a jubilaran concedida por
decreto de 31 de maio de 1854, ao Dr. Antonio
Mai ia de Miranda e Castro, no lugar de lente subs-
tituto da faculdade (le medicina desla corle, com o
vcucimento animal de 1:2009 rs.
I'.iro da cmara dos deputados em 22de julho de
1854.l'iscondc de llaependy, presidente.Fran-
cisco de Paula Candido, l. secretario.Francisco
Xavier Paes nrrelo, 2." secretario.Vai a impri-
mir nao o estando.
Sao lidas e approvadas as redactos dai resol u-
res do senado, urna aulorisando a ordem 3.a de S.
Francisco da Penitencia da cidade de S. Paulo a
possuir bens de raiz, at o valor de 100 conlos de
ris, e outra autorizando o governo a mandar ad-
mitlir a fazer acto do 2. anno do curso jurdico de
S. Paulo a Clin-iiano Mauricio Stoklcr de Lima, e
a fazer aclo do 3.a anuo da academia jurdica de 0-
linda a Sebasliao Gomes da Silva Belforl.
O Sr. marquez de Cavias participa que a deputa-
rao cncarregada de felicitar a S. M. o Imperador
no dia 23 do presente mez, desempenhara a sua
missao, c que elle na qualidade de seu orador re-
citara M presenta do mesmo Augusto Senhor o se-
gointe discurso.
h'Senhor.O onadn reconhecido a V. M. I. pe-
em 23 de julho de 1840, nos enva boje, em solem-
ne ileputarao, anle o Ihrono augusto de V. M. I,
para que, em scu nome, lenhamos a snbida honra
de reiterar a V. M. I. os protesto! de sua lealdade
c grnlido.
o Sendo esses os dous senlimenlos que o senado
mais preza, porque resumem quanto he dev do
augusta pessoa de V. M. L, que posso eu dizer mais
e de novo, que ainda se nao lenha dito solire tal a-
sumplo, quando ja boje se conta o 14.a anniversario
deste faustoso dia.
' O sepado supplica ao co todas as gracas sobre
a preciosa vida e feliz reinado de V. M. I., e lhe di-
rige fervoroso! voli pela prosperidade de V. M. I.
e de sua augusta familia.
c Queira V. M. I. aceitar benigno esta homena-
gem.
Ao que S. M. o Imperador se dignou respon-
der:
a Podis assegurar cmara dos Srs. senadores o
meu vivo senlimenlo de gratidao pelas provas que
me d do seu amor e lealdade 1
A resposta de S. M. o Imperador he recebida com
muilo especial agrado.
Sao eleitos por sorlc para a deputarao que tem
de ir comprimenlar a S. M. o Imperador no dia 29
dele mez, os Srs.: Lopes Gama, visconde de
i (linda. Rodrigues Torres, Fernandos Chaves, Mar-
quez de Cavias. Marquez de Valenca, Tosa, Arau-
jo Vianna, Monlezuma, Costa Ferreira, Paula Pes-
soa, Miranda Ribeiro, Soarcs de Souza, e Barao do
Fontal.
Passando-se ordem do dia, continua a 2.a dis
ciis-o, adiada na ultima sessao, dos-i 2, 3, 4, 8,
9, c 11 do art. 11 addilivodo projcclo do orcamen-
lo para o exercicio de 1854 a 1855; conjunctamenle
com as respectivas emendas da commissao de fazen-
da de 14 do correnle mez.
He apoiada a seguinle emenda substitutiva do
art. 1.:
Art. 1. Crcar-se-ha um novo ministerio, ao qual
licaro affectos os negocios concerncnles iuslruc-
rAoe obras publicas, os qoe sao relativos ao commer-
cio, industria e arles.
1. A illuminarao publ ca e a lypograpbia na-
cional (carao tambem subordinadas ao ministerio da
in-irurrn c obras publicas.
2. A guarda nacional Picar a cargo do minis-
terio do imperio.
3. O servico dos correios de Ierra e mar licar.i
a cargo do ministerio da fazenda.
Osemprcgados de todas as secretarias de es-
tado terao vencimeutos fixos c iguaes entre os func-
cionarios da mesma categora, sendo os emolumen-
tos arrecadados a beneficio do Ibesouro.
Baptista de Oliceira
l'.illam os Srs. Lopes Gama, Vianna, Danlas, D.
Manoel c Ilollanda Cavalcanli, depois do que fica
adiada a discussao.
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
25
t~
Lida e approvada a acta da antecedente, cntra-se
no expediente:
0 1. secretario leu um requerimento de Antonio
de Dos e Silva, pedindo faculdade para fazer acto
do 1. anno do curso medico,, moslrando-se antes
approvado no preparatorio de philosophia.
A' commissao de nstrucco publica.
Lcram-se os seguinles pareceres :
1. A commissao de fazenda, a quem foi remet-
lido o projecto do orcamenlo enviado pela outra c-
mara, vem dar conta ao senado do resultado do exa-
me que fez do mesmo projecto.
Peta lei em vigor foi a despeza publica fixada
em 31,153:3369000. A proposla actual do thesouro
orcou-a em 32,318:75-25000. E pelas emendas da
cmara dos Srs. depulados essa despeza oreada vem
fizada cm 32,441:2469000.
o: as tabellas do relalorio apresentado pelo Sr.
inuii-iio da fazenda acha-se justificado salisfntoria-
menle o augmento de 1,163:4169000 que na despe-
za actualmente oreada, sobre a fixada pela "le cm
vigor.
Parece lambem justificado o augmento de
122:194? produzido pelas emendas feilas naoutrac-
mara, e aceitas pelos rcsptlivos Srs. ministros.
Com eflilo, o accrescimo bavido na despeza do mi-
nisterio do imperio provm da necessidade de abo-
nar ordenados a empreados, que foram uomeados
para lugares creados por lei. E o augmento que ap-
parece na despeza do ministro da justica procede da
contempladlo das despezas, que foram exigidas pela
conveniencia de avantajar os vencimenlos dos juizes
municipacs, de eslabelecer-se o lelegrapho elctrico,
de igualarem-se as congruas dos conegos das cathe-
draes, ede mclhorar-sc o cnsiuo nos seminarios ec-
clesiaslicos.
A respeilo porm do augmento, que tambem
apparece as despezas dos ministerios dos negocios
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Dla 19 dt Julho.
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1.
secretario di contado seguate expediente:
Um oflicio da mesa da asscmbla legislativa da
provincia da Parahiba do Norte, enviando a repre-
sentado em que a mesma assembla pede a conces-
sao da imposicao geral laucada sobre a industria
agrcola daquella provincia por eipaco de 5 annos,
afim de ser applicada em fazer-se estradas e outras
obras publicas de urgente necessidade.A' 1.a com-
missao de orcamenlo.
Um requermeulo dos professores e substitutos do
collegio das arles do curso jurdico de Olinda, pe-
dindo augmento de seus ordenados.A' commissao
de pensese ordenados.
Sao lidos e juba.los objeclos de deliberacao as se-
guinles resuluccs :
A nmimis.,,0 de penses o ordenados, lendo em
devida considerado o decreto do 12 de abril de
1853, pelo qual foi aposentado o juz de direilo
Manoel Joaquim de S Mallos com o ordenado au-
nual de 1:200f, e atlendendo nao s aos serviros'
prestados por aquelle magistrado, mas lambem e
principalmente ao triste estado de quasi completa
alienaran mental a que se acha elle redundo, be
de parecer que seja approvada a mesma aposenta"
doria, e para isto offerece approvac.ao desla au-
gusta cmara a seguintc resoluc,So :
A assembla geral legislativa resolve :
n Art. l.o pca approvada a aposenladoria con-
cedida por decreto de 12 de abril de. 1853 ao juiz de
direilo Manoel Joaquim de S Mallos, com o orde-
nado annual de 1:200$.
Arl. 2.a Revogam-se as dsposic,es em con-
trario.
a l'aco da cmara dos depulados, 18 de julho de
1854. Comes Ribeiro. /. E. de N. S. 'Lobato.
D. Francisco Ballhazar da Silceira. a
a A commissao de pensoes c ordenados, tendo na
devida considerarn o decreto de 22 de agosto de
1850, pelo qual foi aposeulado o juz de direilo
Francisco de Souza Martina, com o ordenado por
inleirn de 1:6009, e atlendendo nao s aos muitos e
valiosos servidos por elle prestados desde o anno de
1834, quer na qualidade de magistrado, quer as
presidencias da Babia e Ccar, c quer finalmente
como Ilustrado representante da naco, mas lam-
bem ao desgranado estado valetudinario a que se
acha reduzido um 13o disliuclo servidor do nosso
paiz, he de parecer que seja approvada a mesma
aposenladoria, c para isso offerece approvarau des^j
la augusta cmara a seguinle resoluco :
A asscmbla geral legislativa resolve :
ii Art. l.o Fica approvada a aposenladoria con-
cedida, por decreto de 22 de agosto de 1850, ao juiz
de direilo Francisco de Souza Marlns com o ordena-
do por inleiro de 1:6009.
i Arl. 2. Revogam-se as disposices cm con-
trario.
a Paco da cmara dos deputados, 18 de julho de
1834.D. Francisco Bathazar da Silceira.J. B.
de N. S. Lobato.Gomes Ribeiro.
i A commissao de pensoes e ordenados, tendo na
devida consideraeflo o decreto de 3 do correnle mez,
pelo qual foi aposentado o desembargador da rela-
cao de Pcrnambuco Pedro Rodrigues Fernandes
Chaves, com o ordenado annual de 1:2009, e adian-
do mui relevantes as razes em que se firmn o di-
to decreto, constantes da consulta do conselho de
Estado, he de parecer que seja approvada a mesma
aposenladoria, e para isso offerece consideradlo
desla augusta caara a seguinle resoluco :
A assembla geral legislativa resolve :
< Arl. l. Fica approvada a aposenladoria con-
cedida por decreto de 3 de julho de 1854 ao desem-
bargador da relac.in de Pcrnambnco Pedro Rodri-
gues Fernandes Chaves, com o veocimento annual
de 1:2005.
a Arl. 2.o Revogam-se as disposijcs em con-
trario.
a Paco da cmara dos depulados, 18 de julho de
1Bi.D. Francisco Raltliazar da Silceira.Go-
mes Ribeiro./. h. de S. S. Lobato.
a A commissoo de pensoes e ordenados, tendo na
devida consideradlo o decreto de 12 de junho do
correnle anno, aclo qual loi aposentado o juiz de
direilo Joaquioillos Pacheco cm um lugar de de-
sembargador da Telarn da crirle, com o ordenado
annual de 9129/ c afendendo aos servUjos presta-
dos por aquelle empregado nao s no exercicio de
magistrado e inspector do thesouraria, como no de
presidente de Sergipe, e de representante da narao,
he de parecer que seja approvada a mesma aposen-
ladoria, e para isto offerece approvaco desla an-
gosta cmara a seguinte resoluro :
a A assembla geral legislativa resolve:
a Art. I.0 Fica approvada a aposenladoria con-
cedida por decreto de 12 de junho de 1854 ao juiz
de direilo Joaquim Jos Pacheco, em um lugar' de
volos
lo grande beneficio, que V. M. I., ainda no verdor ta, Alves Branco e Alencar.
de seu anuos, e dignou fazer, i nacao brasileira
eslranaeiros e da guerra, da dimiouico que se no- j desembargador da reIa$ao da corle, com o ordenado
la as do ministerio da marinha, c dos artigos addi-
livos, que se conlm em algumas das emendas, nlo
pode a commissao interpor juizo mais desenvolvido,
por lhe fallarem informaroos, que alias seria intil
exigir agora, podendo ser dadas convenientemente
pelos nobres ministros na discussao dos diversos arti-
gos da proposta c suas emendas.
Pelo que he a commissao de parecer, que o
senado fac,a entrar na ordem dos seus trabalhos, e
passe a discutir a mesma proposta com as emendas
que a acompanharam.
' Paco do senado, em 25 de julho de 1854. Ror
drigues Torres.J. F. Cianna.Visconde de
branles.
A commissao de marinha e guerra a qncm fo-
ram prsenles os requerimenloi do 1. lenle do
l. corpo de arliMiara a cavallo Eduardo de S Pe-
rcira de Castro, cdo 1." lente do 1. batalhao de
arl Miara a p Jos Joaquim de Lima e Silva filho,
pedindo passagem par?, o corpo do estado maior da
1.a classe, onde julgam poder prestar melhores ser-
viros, que as armas a que pertencem, por lerem as
habililnces exigidas; he de parecer que se remel-
lam os mesmos requerimentos ao governo pedindo
e-ilai ecimenli s sobre referidas prelences.
Paco do senado, em 24 de julho de 1854. Ilol-
landa Cacalcanli. Mrquez de Caxias.
Vai a imprimir o 1. parecer, e o 2.a he appro-
vado.
Passando-se a ordem do da, continua a segunda
discussao adiada pela hora na ultima sessSo, dos
^ 2.a, 3.a, 4.a, 8.a, 9.a e ti." do artigo 11 additivo
do projecto do orrameoto para o exercicio de 1854 a
a 1855, com as respectivas emendas e pareceres de
commissao de fazenda de 14 do rorrete mez, e
com a emenda do Sr. Baptista de Uliveira, apoiada
na sido edita sessao.
O Sr. Baplisla de Oliveira retira a sua emenda
com o cousentimento do senado.
Sao apoiadasas seguinles emendas.
Paragrapho additivo. Depois do 2.a do arti-
go 1. He igualmente autorisado o governo o re-
formar a secretaria de estado dos negocios eslran-
geiros. Limpo de Abreu.
u Ao ;: 2. n. i." O governo fica anlorisadoa re-
formar as secretarias de estado dos negocios do im-
perio, justica e eslrangeiros, clasificando as mate-
rias aunexas a cada urna deltas, c lazendo as neces-
saras modilicarOesnos rcgulamenlos das repartices
dependentes dos mesmos ministerios. l'isconde de
Olinda.
Fallam os Srs. Costa Ferreira, Visconde de Para-
n ^presidente do conselho), Limpo de Abreu (mi-
nistro dos negocios eslrangeiros), Visconde de Olin-
da, llantas e Vergueiro, depois do que fica a discus-
sao adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia c levanta a
esso.
26
A's 10 horase mcia da nianlia. feila a chamada
acham-se presentes 2i Sis. senadores, faltando os
Srs. Caoba Vasconcellos, Ilollanda Cavalcanli, Dan-
tas, Barao da Boa-Vista, Barao de Suassuna, Bario
| do Poulal, Lopes Gama, Souza Queiroz, Viveiros,
Alencar, Alves Branco, Paes de Andrade, Verguei-
ro, Soarcs de Souza, Visconde de Mool'Alegre, Vis-
conde de Olinda e Visconde da Pedra Branca ; sen-
do por impedidos os Srs. Visconde de Paran c
limpo de Abren, c com participado osSrs. Goncal-
ves Marlius, Paula Albuqucrquc, Jobim c Soaza
Mello.
O presidente declara nao haver sessao por falla
de numero legal, e convida os senadores presentes
a occupareni-se cm trabalhos de commissoes.
Depois de ter o presidente declarado que nao lia
via sessao, comparecem os Srs. Visconde de Paran,
Limpo de Abren. Barao do Pontal, Miranda Ribci-

'tWWK
annual de 9129000.
Art. 2.o Revogam-se as disposices em con-
'rario.
ii Paco da cmara dos deputados, 18 de julho de
1854.D. Francisco Balthazar ia Silceira.J. E.
di .V. S. Lobato.
A commissao de penses e ordenados, lendo na
devida consideraro o decreto de 25 de maio de 1833,
pelo qual foi aposentado o consclheiro Bernardo de
Souza Franco cm no lugar de desembargador da
rclacjo do Rio de Janeiro, com o vencimenlo an-
imal de 1:1009, e atlendendo a que o dito consc-
lheiro allega motivos de saude que o inhibem de vol.
lar ao exercicio de seu emprego de juiz do civel na
capital do Para, he de parecer que seja approvada
a mesma aposenladoria, e para isto offerece appro-
vaco desla augusta cmara a seguinte resoluco:
o A assemblca geral legislativa resolve :
Arl. I.0 Fica approvada a aposenladoria con-
cedida por decreto de 25 de maio de 1853 ao conse-
lheiro Bernardo de Souza Franco, juiz do civel da
capital do Para em um lugar de desembargador da
rolarn de Rio de Janeiro, com o vencimenlo annual
de 1:1009.
Arl. 2." Revogam-sc as disposices em con-
trario.
i Paco da cmara dos deputados, 18 do julbo de
1834.D. F. R. da Silceira. Gomes Ribeiro.J.
E. de -V. S. Lobato.
Foram approvados os seguinles pareceres:
o A commisslo de eslalislica examinen as repre-
sentarnos que a esta augusta cmara dirigiram as c-
maras municipacs das villas de Uberaba c Patroci-
nio, e dos habitantes da cidade do Paracal da pro-
vincia de Minas Geraes, e bem assim da cmara
municipal da villa Formosa da Imperatz de Goyaz,
cm que pede ni a crearao de urna nova provincia com-
posla das conrfras do Cataln de Go;az e do Para-
n e Paracat e dos termos de S. Romao e Janua-
ria da provincia do Minas, o nao podendo por falla
de dados emillir parecer algum a este respeito, en-
lendc que se deve pedir ao governo as seguinles in-
formaroes: l.o, qual a imputaran provavel do ter-
ritorio designado para formar a nova provincia ; 2.o,
qual a renda geral e provincial do mesmo ; 3.", qual
a distanciaem que se acham as cidadese villas cima
mencionadas das capitaes das respectivas provincias;
4.a se he conveniente a crejrSo desta provincia c se
lhe deve dar maior lerrilorio.
Sala das commissoes, 19 de julho de 1851.
Ribeiro da Luz. Brrelo Pedroso. Aprigio Gui-
maracs. n
a Frederico Roehlckr pede a concessao de urna lo-
tera a favor da sua fabrica de pianos, mclhorada por
um til invento seu.
A commissao reconhece que he o dever de lo-
do o governo Ilustrado proteger o dcseuvoh imcnlo
e desciment da industria nacional, e porlanlo de-
ve Irabalhar e coucorrer para ser effecliva essa pro-
lerco. O numero crescido do loteras concedidas'
para diversos oulros eslabclecimenlos faz receiar que
esse mcio de prolccro chegue larde e sem ulildade.
He da parecer que se consulte o governo a res-
peilo. Almeida Albuquerque./ 'tralo, n
O presidente declara que vai-se solicitar do go-
verno a designaran do locar e hora em que S. M. o
Imperador se dignar receber a depulaco que por
parle desta cmara tem de felicila-lo pelo rausloso
motivo do dia 23 do correnle, e untura para a dita
depuiaro os Srs.: Silveira da Molla, Bandcira de
Mello, II. Francisco, J. J. da Cunta, Lima e Silva
Sobrinho. Un nardos de Gouveia, Correa das Ncves,
conego Silva, Fisueira de Mello,Fuza, Travassos,F.
Oclaviann, Mondes de Almeida, AngeloCstodio.Fa-
usto, Jos A-re ii-o, Virialo, Fleurv, Monteiro de Bar-
ros, conego Leal, Pinto de Campos, Santose Almei-
da, Belforl, o Sera.
Passando-se primeira parle da ordem do dia,
entra em primeira dbeaafto o pmjeclo que approva
a jobilacSo concedida ao Dr. Anlo1'0 Maria de Mi-
randa e Castro, no lugar de lente su^''1' da es-
cola de medicina desla corte, com o vjncimento de
1:2009. # \
O Sr. Venancio Lisboa diz, que l6ndoVPa*)"ca,l0
pala imprensa que o governo nao cxecnla as ,*>'. nao
respeila os direilos dos cidadaosbraiileiros, ser com
razio lachado de incoherencia se por ventura dc'xas-
e de nogar-lhe o scu apoio. v.
Continuando o orador, mostra que o projeclo em
discussao he urna flagrante violceo da lei e alcm
disso d mais ama prova do pouco zelo, do pouco es-
crpulo com que o governo gereo dnheiros pbli-
cos.
O Sr.Luiz Carlos responde ao precedente orador
e sustenta o projecto.
O Sr. Gome^ Ribeiro: Poda parecer a alguem
que eu como memoro da commissao de pensoes e or-
denados, dc\o tomar a responsabilidade do projcclo
que se discute ; nao acontece assim ; declaro c-
mara que nao assignei. Vejo-me na necessidade de
fazer osta revelado, porque a elle me opponho, nao
lendo querido ao mesmo lempo assignar oulros pro-
jectos quo approvam aposentadorias concedidas pelo
governo; todava tenho a-signado aquellas que sao
concedidas a empregados de que lenho intima con-
vierto que se acham inulilisados, e que nao podem
por esta causa continuar no exercicio do seu magis-
terio ; acabo mesmo de assignar a do Sr. Francisco
de Souza Martins, cuja incapacidade para servir he
sabida por todos; acabo de assignar a aposenladoria
do Sr. Manoel Joaquim do S Mallos, cuja impossi-
hidadopara servir lamfieui he sabida por toda a ca-
sa ; outras, porm, nao tenho querido assignar ; e
fazendo scmclbante declaradlo, darci a razao por-
que assim procedo, aproveitando a occasiao, visto
acbar-se presente o ministro do imperio, para diri-
gir-lhe urna pcrguula a seroelhanle respeito. Dese-
java qne S. Exc. nos dissesse se acha compal'nel
com os interesses da fazenda aposentar empregados
que nao tem os annos da le, que nao lem direilo a
urna aposenladoria, para seren inmediatamente em-
pregados em outras commissoes....
Urna Voz : Quem foi esse ?
Outra Voz : Cite algom fado.
O Sr. Gomes Ribeiro : Em lempo salisfarei; e
continuando direi, por cxemplo, que relardei a as-
signatura da resoluco que approva a aposenladoria
do Sr. Dr. Manuel Mendes da Cunha Azevedo, por-
que constou-me que este senhor, ou eslava ou ia ser
empregado em urna das cadeirasdo curso jurdico de
Olinda.
Senhores, eu acabo de apresenlar na lei do orca-
menlo, como tem cabal conhecimento o Sr. presiden-
te, um artigo additivo para que os empregados apo-
sentados, sendo empregados cm outras commissoes,
nao accumulem os vencimenlos, que tenham opelo ;
se assim o pens, se he um principio meu, nao posso
proceder de outra forma, o contrario seria desafiar,
seria dispertar as am.bic.0es, que se atcam lodos os
dias em grande escala. Se for sanecinnado pelo po-
der legislativo o principio de qne um bomem pode
ser ser aposentado n'um dia sem ter os annos da lei,
o que s poder ser ad mi-si vel por incapaz c inhabi-
tuado, e no nutro ser empregado com maiores venci-
menlos, podendo accumular ambos, seguir-se-hao
desle fado consequencias bem ms para o thesooro,
para o principio que deve regular a assiduidade dos
empregados as (uncees do seu emprego, porque,
desaponlados os empregados, e cuidando sement de
por esta forma lo Ilcita c lao reprovada oblerem
melhores vanlagcns, coagemo governo a praticar a-
quillo que nJo deve ; pois nao \6 o senhor minis-
tro o conlrasenso qne resulta de semelhanle proce-
der?
Senhores,acabo, como j disse, de offerecer um ar-
tigo additivo lei do orcamenlo, para o qual peco
toda a allencao da cmara, e no qual se determina,
que lodo o empregado aposentado que for novamen-
te empregado com vencimenlos em oulro emprego
nao o possa accumular, que lenha direilo de opro ;
e nem pode deixar de ser assim, Sr. presidente, por-
que" no servi?o das armas, quando o militar he re-
formado, he s depois que se lem procedido a um
exame, pelo qual se reconheca que elle est inhabi-
litado para o servico publico, e neste caso o official
reformado naa pode jamis ser empregado em com-
missao activajj a lei do quadro Ih'o veda, e seria na
verdade um coolraseoso dar commissao activa a
quem ho declarado incapaz do servico, mas isto da-
va-se no lempo om que asleis se campriam religio-
samente, coleado, pois, que o mesmo se deve prati-
car as outras classes da soi-iedade,mxime quando ha
lei expressa que regala a materia, quando ln, por
exemplo, urna lei que determina que o lente s pode-
r ser aposentado com 20annos de servico.
O orador laz varias considerarnos sobre o projeclo
em discussao, diz que nao tem querido assignar o pa-
recer relativo a aposenladoria do Sr. Joaquim Jos
Pacheco, embora seja scu amigo, porquanlo consla-
Ihe que esta de perfeila sado o empregado cm ou-
tra commissao na corle, estranba ao governo o ter a
posentado assim um magistrado que apenas conta 8
annos de servico, mateando o ordenado de 9009 ou
1:0009000 rs. sem haver nenhuma lei qne o aulorise
para isso, e conclue o seu discurso nos seguinles ter-
mos :
Senhores, os empregados pblicos estao todos sen-
do aposentados,afini de oceuparom oulros empregos,
esta he a verdade dos fados, e he precisamente oque
convm acabar.
Vma Voz : Aonde est isso 1
O Sr. Gomes Ribeiro : So eu fosse cilar os
nomes de todos elles, nao acabava nem as 3 horas
da larde.
O Sr. Taques (rindo se ) : Isso he prevo-
slo.
O Sr. Gomes Ribeiro : Peso, por lano, ao Sr.
ministro do imperio, ao Sr. ministro da justica, a to-
do o ministerio cmfin, a quem eu apoio franca e de-
sinteressadamente (apoiados), que aprsente um di-
que conlra todas essas preteuroes exageradas ; s
com energa e fortaleza se pode conseguir alguma
cousa, quando lodos pensara e se persuadem que com
nm empenhosinho todo e Indo se pode conse-
guir.
Vma Voz : Tem apresentado.
O Sr. Gomes Ribeiro : Mas s vezes apparece
dcstas, e he o que cu nao quero que continu, o he o
que nao deve continuar, por ulildade publica, por
crdito do governo, por bem do futuro do meu paiz,
c para que nao colloque a cmara na obrigaro de
rejeitar um acto do governo a quem apoia, ou a -
car em coaeco.
(Ha um aparte.)
Nom sempre. Os homens os mais imlepcndenles,
os qne por saft circumstancas especiaes tem plena
liberdade, sao os mais propros para...
O Sr. Ferraz : Sercm CatOe.
O Sr. Gomes Ribeiro : Sim, aceito.... serem
Cales, sendo, como he certo, quo hoje j nao ha Ca-
tees, e muilo menos o podem ser os homens polti-
cos. Voloconlra a materia em discussao.
O Sr. Ministro do Imperio sustenta o projeclo,
explica o motivo que levou o governo a aposentar o
empregado de que nelle se trata, c continuando diz
que nao condece lei qOc prohiba que um homem
sendo aposentado, possa depois ser empregado em
outra commissao.
O orador conclue o seu discurso nos seguinles
termos:
Pode muito bem ser que as conveniencias exijam
em um ou oulro caso que um homem aposentado em
um cargo por circumstancas peculiares possa bem
servir em outro, cm qoe, por exemplo, seja urna es-
pecialidade. Pode mesmo acontecer que um indi-
viduo que por suas molestias nao possa, por exem-
plo, continuar a ser joiz de direilo pela actividade
que o careo exije, e que portanto em allencao a seus
servns fosse aposentado com nm pequeo venc-
mencimento, seja muto til cm qualquer oulro em-
prego que n.lo exija a mesma actividade, que o n3o
obrigue a enrreires, a montar a cavallo, e andar
de um para outro tugar. O governo apreciando es-
tas circumslancias.e nae encontrando le alguma que
lhe prohiba o nomear esse homem, crcio que o pode
fazer, nao como regra, mas em muilos casos, com
ulildade para o servico publico.
O Sr. Sayo Lobato di um aparte.
O Sr. Ministro do Imperio:Nao havendo nes-
le caso urna lei que o prohiba, cstahelecer-se como
regra, ou como principio essa prohibirlo pode dar
lugar a muitos inconveniente*, que nao podem des-
conhecer todos os homens quo lem pratica da admi-
ni-lraro. Apoiados.; He o que lenho a dizer em
resposla ao nobre depatado.
A discussao fica adiada pela hora.
Passando-se 2a parle da ordem do dia, procede-
se vuiar o do o reame nlo e dos seguinles artigos ad-
ditivo?, que sao approvados para serem remedidos
commissao de redacro :
uo correte anno sem decretacao de fondo* corres-
pondentes, serao pagas pelos mesmos meios volados
para pagamentodasque slo contempladas com qaan-
lia definida as rubrica! respectivas.d
< Os foros e ladennos dos terrenos foreiros do
extincto convenio de Sania Thereza da Bahia serio
iarrecadadoi pelo seminario archi-episcopal como
rcv.'as do leu patrimonio, na conformidade do art.
11 rtkjjf 628 de 17 de idembro de 1851.
i A casa ua assembla provincial, outr'ora do con-
selho da provinciS-do^Cear, fica pertencendo aos
proprios oaconiei. ^ ^ _/^-*s"*->-^^
ii Terao execucao desde a "publ iraca o desla lei os
arls. 14 e 15, bem como o 5. do art. 11.
a Os dnheiros provenientes dos premios dos bi-
Ihetes de loteras concedidas pelas assemblcas pro-
vinciacsqne nao forcm cobrados no lempo marcado
nos regulamenlos, serao recolhidos aos cofres pro-
v inciass e terao o destino que Ihcs for dado pelas di-
tas assemblcas provinciaes.
Contina a Ia discussao do projecto do Sr. Nabuco
que reforma os tribunacs de commercio.
O Sr. Sabuco ministro da justica : Sr. pre-
sidente, poucasoliservaroes farei sobre o projecto
que se discute, visto como a discossao tem chegado
ao seu termo, e fui prevenido por oulros oradores
que me precederam : nao fallara mesmo se como
autor do projecto me nao corresse a obrigaro de res-
ponder a algumas proposic/ies einilliJas por um no-
bre deputado pela Bahia, e por oulro nobre de'pu-
tado pela provincia da Parahiba queailirou a plena
approvaco que havia prestado como membro da
commissao de justisa civil a esle projeclo.
O Sr. Assis Rocha : Humildemente defender-
nc-hci desla censura de V. Exc.
O Sr. Ministro da Justica : Nao he censura ;
tapientis est mutare consilium; he dos sabios mu-
dar de pensar...
O Sr. Ferraz : Isto mesmo he urna censura.
O Sr. Ministro da Justica : O nobre deputa-
do pola Bahia romecou dizendn quo volava contra o
projeclo, porque nao tinba conhecimento de suas
bases, porque nlo tinba sido elle precedido de urna
exposicao de motivos. Posto que considere boa pra-
tica que os projectos sejam precedidos de urna expo-
iS3o de motivos, al hoje oao esl isto em uso ; he
urna faculdade que o regiment permute, mas nao
he urna obrigaro. Sem que baja porm urna expo-
sicao de motivos, as bases e as razes do projeclo sao
por todos conhecida; o projeclo de que se trata he
o desidertum do nosso commercio...
O Sr. Ferraz : Para a justisa de primeira ins-
tancia, para a segunda nao...
O Sr. Ministro da Jmtica Manifestado nos
relatorioi dos tribunacs do commercio do imperio.
Diz o relalorio do tribunal do commercio da cor-
le de 1853, j remissivo ao do anno anterior :
ii O cdigo do commercio, sobretudo no que res-
peila ,i administraran da justisa, carece deprompla
reviso ; a experiencia de dous aunos basta para que
te haja reconhecido seus inconvenientes praticos ;
e porque ha dezesele mezes lenho sem interrupcao
presidido o tribunal desta corle, cada vez me con-
venso mais da necessidade de julgarem os tribunacs
do commercio em segunda instancia todas as causas
commerciaes, com grandes aleadas. Esta idea, que
emitli emmeu primeiro relalorio, e que foi adopta-
da pelo digno antecessor de V. Exc, e por elle apo-
sentada ao corpo legislativo, he compartilhada pelo
corpo do commercio desta corle, que uella enxerga o
nico meio, por ora, ellicaz e proficuo para decislo
de suas quesles, de um julgamento promplo e por
juizes por elle eleitos, e especialmente entendidos
em taes assumplos. Referindo-me por tanto nesla
parte, e em ludo o mais 'ao que expend em offlcio
com data de 26 de marso do anno passado, limilar-
me-bei a fazer mencao do que occorreu no anno
fiado em o tribunal cujos trabalhos lenho a honra
de dirigir. f
He no mesmo sentido o relalorio do tribunal do
commercio de Pernambaco : finalmente, e do modo
seguinle, se exprime o relalorio do tribunal do com-
mercio da Bahia :
a Mas ainda assim, esse grande desidertum ain-
da est longe de ser o que .se esperava ; porque lo-
go aps a promulgarn do cdigo se reconheceu con-
[er elle definios o ticunas capitaes, sood -&*mtjjt\
outras a quemis sobresala a alta de altnhuice
conferidas aos trbunaes do commercio para julga-
rem e decidirem de promplo as quesles commer-
ciaes, limitando o cdigo todas as suas atlribuicoes
a mandar passar cartas de commerciantes, patentes
a trapicheiros, agentes de leilese correctores, e ou-
tras de nonada; entretanto que os revestio de grande
apparalo, dando-lhes por presidente e adjunto de-
sembargadores das rclacOes, commeltendo alias as
mais vitaes quesles decisao dos juizes mnnicipaes.
i Esta desharmonia, ou anles lacuna capital, tem
feilo com qoe o cdigo seja olhado com grande
desfavor, e os tribunacs como um verdadeiro espan-
talho. Arcam por isto todos os do commercio, e com
razao, contra o mesmo cdigo, que, creando novas
obrigases e despezas em grande escala, nao Ibes
trouxeos beneficios que antolhavam.
ii Nao se tendo pois conferido aos tribunacs aquel-
las atlribuicoes e jurisdieco, que lhe ao proprias e
inherentes, como se- v disposto em lodos os cdigo!
conhecidos, nem ao menos se crearam juizes espe-
ciaes, sob cuja idea principal tora o mesmo cdigo
confeccionado; poii que nao ignora V. Exc. que,
julgada as eausas commerciaes je pareen a com as
civs, nao offerecem laes julga los a necessaria ga-
ranta pela complicacaq c diversidate das malcras,
para as quaes de misler se faz um esludo muilo
particular e especial.
O Sr. Ferraz : Todo iifo prova o que disse, o
defeilo he na primeira instancia.
O Sr. Ministro da Justica : Nao posso invo-
car autoridade mais competente { apoiados) do que
a desses tribunaes, os quaes nao sao compostos s-
menle de commerciantes seno tambem de juizes
togados, os quaes tem por si a experiencia e a pra-
tica dos negocios.
O Sr. Ferraz: Querem mais atlribuires.
O Sr. Ministro da Justica: Esta medida lem
tambem em scu abono a madureza : nao he nova,
j linha sido reclamada pelo meu antecessor, o Sr.
Euzcbio de Queiroz Coutinho, cuja autoridade he
lambem competente, visto como foi o ministro que
pz o cdigo do commercio em execucao, quo pre-
sidio a sua execucao pelo esparo de dous annos. Diz
elle no seu relalorio : a Urna das medidas, pois,
mais gcralmente reclamadas, que muito agradara ao
commercio e com razao, seria de converler os tribu-
naes do commercio em Iribunaes de segunda instan-
cia para as causas commerciaes.
a A boa decisao destas depende essencialmenteno
sdoconhcciinenloilaslcismcrcaiilisemarilimas,mas
tambem dos eslylos das pracas e do habito das opera-
roes commerciaes. Por segransa,porm,entendoque
se Ibes deveria addicionar, para esses julgaroentos,
alguns desembargadores, afim de supprir o que nos
outro- membros podesse fallar de jurisprudencia e
pratica de julgar, como j esl admittdo em nossas
les a respeito das juntas de justisa e do supremo
conselho militar.
a Se esta idea merecer o vosso asseolimenlo, bas-
tar crear um tribunal do commercio na provincia
do Maranhao, e autorisar o governo para accom-
modar organisarao destes Iribunaes a forma dos
julgamentos c os termos fataes das appcllarcs e ag-
gravos, que hoje van s rclases.
o Em verdade, senhores. o cdigo do commercio
nao salisfez ao desidertum dos commerciantes e do
paiz ; todos reclamavam com anxiedade urna legisla-
rn especial para o commercio.porque o commercio,
minado pela fraude, eslava vacillantc, sendolregido,
como era al enln, por urna legislaso incompalivel
e arbitraria. (Apoiados.) Digo incompalivel, porque
a cmara sabe que as disposiscs do cdigo civil
nao podem ser pela maior parle appcaveis aos casos
especiaes do commercio 'apoiados) ; vaculante,pnr-
que poda o julgador recorrer ao direilo subsidiario
que era vario e infinito, cscolher urna disposirlo
que mais quadrasse a sua razao. (Apoiados.)
Aconteca que um juiz da primeira instancia jul-
gava conforme o cdigo do Portugal ; um juiz da se-
gunda instancia refomarva esle julgamento confor-
me o cdigo da Blgica ; o supremo tribunal de
justisa conceda revista, fundando-se no cdigo da
Franca. Esle estado de incerteza nao poda ser mais
deploravel, mais digno de remedio. Appareceu o
cdigo commcrcial, e foi acolhido com profundo re-
conhecimento e conliausa ; mai este cdigo nao sa-
lisfez ao desidertum, porque a mesma razao que
reclamava urna legislarn) especial para os aclos do
commercio, a reclamava lambem para a execucao,
/
na qual nao podan) deiiar da ter parle pestoas es
peciaei ou professiooaes. A especialidide desla ma-
teria vem aos olhos de lodos ; a legislaran de quasi
todas as narSes a reconhece e consagra, cucarregan-
do a juizes especiaes o julgamento das causal com-
merciaes. Dizia o luminoso alvar de 16 de dezero-
bro de 1771 : /
o Atlendendo que as decises dos negocios mer-
cantil costumam ordinariamente depender muito
menos da scicncia especulativa, das regra* do direilo
e dai doulrinas dos jurisconsultos, do qoe do co-
nhecimeuto pralico das mximas, osos o coslumes
do commercio, etc.
Ser.i prenso dcmonslrar-vos que por mais profun-
dos que lejam os conhecimento! theorieos ludo sao
difllcoldades,tudo he embaraco, desde quetse nao lem
urna idea pratica do negocio, daqui vem a necessi-
dade que juizes especiaes iuterv enbam no julgamen-
to das causas commerciaes. Hontem o nobre depo-
tado pela Bahia nos disse com toda a razao, qoe os
tribunaes do commercio nao oflerccem smente a
vanlagem da profisso, offerecem a vantagnm d1
confianza que nelles tem os commerciantes, ofle- "
recem alm disto o inleresse que tomam por ellas
causas que de lo perto Ihes locam ; he a idea dos
pares, que um dia podem estar na mesma ltutfio
em que se acham aquelles que tem de jnlgar.
Nao me demorarei portanto, senhores, a este res-
peito, porque me parece averiguada e de primeira
intuiro a necessidade desla reforma, para qne o
cdigo do commercio preencha o sen fim ; tralarei
agora da inconslituciooalidade do projecto, que foi
o principal argumento contra elle.
Senhores, parece-me qoe he nm aboso da nossa
poca este que se faz, acoiroaudo-se todos os dias de
inconslilucionaes^os projectos que o apresenlados
discussao. (Apoiados.) A cmara tabe que dous
males, e bem graves, resullam deste aboso : o 1.,
he que a constituico do imperio fica desmoraltada
apoiados) ficaodo em duvida que ella pode ser
todos osdiasrevogada ; o 2.a. he qoe as reil assim
acoimadas de inconslitucionaes, jrodem-fWder a tor-
Sa moral ; he hoje um bordan, um lugar eommoro,
de que ee prevalecem lodoi os quo impugnara os
projectos, ou sejam da opposicflo, oa sejam dissiden-
tes da maioria, sem olhar que a forca moral he urna
grande necessidade para a autoridad das leis ; oes-
la sessao poocas lera sido as quesles graves e) im-
portantes em que nao tem vindo este argumeolo da
inconititucionalidade. (Apoiados.)
Um grande orador da tribuna franceza, M. Mon-
ta lember I, a proposito desle abuso que elle netou,
referi a fbula do pequeo pastor com os lobos.
Era um menino encarregado de guardar o retumbo ;
a cada momento grilava por soccorro, acuda a vizi-
nlianra e nada havia ; o que acontecen t Quando
vieram os lobos niugoem correu ao* grita* do meni-
no, porque nnguem o acrditava mais. ( Apoiados ;
rismias. ) Assim, quando a eonslituisao fdr effecli-
vmenle violada, ninguem acudir por ella, porque
lodos os dias se grita qne he ella violada. (Apoia-
dos ; mut'fo bem.) f
O nobre deputado pela Bahia disle qoe j o se-
nado esta medida, por occasiao da discussao do c-
digo do commercio, foi rejeitada poranti-couslilucio-
nal. Creio que o nobre deputado est engaado;
enrojeci do cdigo nao continha a medida que se
conlem neste projecto, o projecto do cdigo estabe-
lecia os juizes especiaes da 1J instancia, e foi esta
idi que nao passou no senado, que aprovou ama.
emenda que faz hoje parte-do mesmo cdigo encar-
regando a jurisdieco commcrcial s juslicas ordi-
narias.
Note bem a cmara qne os oradores qoe sustenta-
ran), a emenda uao consideraram a idea como orga-
nisacao definitiva, disseram que entao nao convinha
crear a jurisdieso especial, que era melhor esperar
que os nossos commercianles se habilitasstm com a
pratica do cdigo.
Qual he a prova de inconstitocionalidade desle
projecto ? O nobre deputado argumeotou com o
artigo 151 da eonslituisao : O poder judicial he
independente, e ser composto de juizes e jurados,
os quaes terao lugar assim no civel como no crime.
Ser esla organisarao geral e absoluta ? Este ar-
gumento prova de mais, he um protesto conlra a
nossa organisacao civil actual, que he centra a cons-
liluirn, porque nio he-de juizes e jurados:assim
nos devenios apressar por subslitui-la, e refor-
ma-la..... ^A.
OSr. Fiuza:Dos nos livre rtistu '
O Sr. Ministro da Justica:Mas desde que esle
art. 151 conlem a clausulano casos e pelo modo
que as leis deletminaremJ\e visto que ao legisla-
dor compete limitar esla djtposicao a taes e laes
casos, a taes e taes negocio*, nao he urna disposirao
absoluta. A esse argumento do nobre depatado,
sempre invocado quando se trata da organisaso ju-
diriaria, se tem respondido victoriosamente coma
clausula constitucionalnos casos c pelo modo, etc.
, e sempre a constituirn foi assim entendida pelos
poderes do Estado invariavelmente.
Se o projeclo nao he inconslilocional i vista do
art. 151, menos o he pelo arl. 138, que foi invocado
pelo nobre deputado. Diz esle artigo : Para jnl-
gar as causas em 2' e ultima instancia liavar as
provincias do imperio as relacocs que forera neces-
sarias para a commodidade dos povos. Quer esle
artigo dizee/que todas as cansas em 2* c ultima ins-
tancia serao julgada! pelas rclacoe* ?
Nunca foi assim entendido, c nao pode er assim
entendido sem absurdo, sem gravissimos inconveni-
entes. Sendo assim, o cdigo d processo tinba vi-
olado a consliluicao. eslabelecendo a appellaclo para
as juntas de paz; a lei de 3 de dezembro tambem a
tinba violado, eslabelecendo a appeJln{o criminal
para os juizes de direilo : e esle artigo be absoluto,
na razao da qualidade das causas, tambem o he na
quanlia e valor, e temos que a aleada dos juiz** d*
Ia instancia he contraria constituico ; esle artigo
nunca foi entendido no paiz por esla maneira ;
nanea lambem foi assim entendido em Portugal,
cuja eonslituisao he irmaa da nossa : em Porlogal,
onde est estabelecida a jurisdieco coromercial,
tanto na primeira como na segunda instancia, e me
parece que he lambem urna autoridade respeilnvel
a dos jurisconsultos e poderes daquella nacld a este
respeilo. (Apoiados.)
Mas eu quero conceder que a organisacao judicial
em primeira instancia he absolutamente de juizes c
jurados, que a organisacao judicial da segunda ins-
tancia he somente a das relnces, sempre, absoluta-
mente, sem excepcao alguma : nao he nem em um,
nem em oulro desses artigos qne se fundou a dispo-
sicao deste projecto, mas no art. 179, 17. < A' ex-
cepcao das causas que por sua natureza pertencem a
jnizos particulares, na conformidade das leis, nao
havera foro privilegiado, nem commissoes especiaos
as causas civeis ou crimea. Ora, haver quem
diga que as causas commerciaes nao sao especiaes '.'
Entao est em erro a legislaso de lodos os paizes,
ent temos andado errados at hoje.(- Mas disse o nobre depulado pela Parahiba que
este artigo da eonslituisao refere-so somente pri-
meira instancia. Quem deu ao nobre deputado a
autoridade de limitar primeira instancia esla dis-
pn-irao geral 1 Qoal a raiao desla dislincc,o "f Por-
que be que as causas sao especiaes smente no seu
comeco e nao na sua lerminasao '.' Especiaes para
a primeira instancia, e nio para a segunda 1 Se o *
art. 179 17 da consliluicao nao aulorsa a jurisdie-
co da segunda iusLincia por causa do artigo 138,
lambem nao autnrisa a primeira instancia a vista do
artigo 151 : se o nobre depulado argnUierifirtom as
retacaos para demonstrar que quaelo segunda ins-
tancia esle artigo he limitado, tambem deve argu-
mentar com a organisaso judiciaria dos juizes o ju-
rados para demonstrar que esle artigo nao lem appli-
cacao i primeira instancia, e entao o artigo 179 $ 17
nao tem applicaso alguma ; se as causas commer-
ciaes nao sao de natureza especial, entao nao ha no
mundo causas que sejam de natureza especial.
(Apoiados.)
O projecto foi aecusadopor instituir urna dictadu-
ra ; e iu-lilue urna dictadura, segundo o pensar do
nobre deputado pela Babia, quandocommettaao go-
verno a autoiisaco para determinar a composisao
dos tribunaes do commercio. Senhores, se o governo
tivesse de crear novo* empregados, esla aiilori-,u;u
susccptivel de abusos poderia consideraro como
urna dictadura, mas a questao se redoz a mais ou
menos desembargadores, a mais ou menos commer-
cianles ; creio que nenhum inconvenicnle havera
em que sta aulorisaclo seja commellida ao goferno
que pode, ajudado de informai;0es, regular o nu-
mero.
Sou o menos proprio para defeoder esla antorisa-
rao flue he conferida ao governo; se a cmara v
oslo grave inconveniente, ie he urna auluri-acn
ampia e maior que todas as que tem sido ronce-
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lillas lo goverDO em oalras circumslancias, maior
que essa que lhe foi concedida pelo cdigo do com-
mercio pin legislar (obre o processo rommercial,
derogando as leis exigientes, a cmara limite a au-
torsacao, determine qual o numero do desembar-
gadores ou negociantes que devem compor esses tri-
bunaes, leudo em vista na coraposioJo desses Iri-
buoaes a extenso do commercio e oulras circums-
lancias de cada provincia.
O oobre depulado pela Rahia demorou-se longo
lempo em demonstrar que as relaces podiam jalgar
estas causas, sendo divididas em secees, e adoptan-
do-se as iocompalibilidades, afn) do obrigar os des-
embargores a serem sempre presentes e para que as
religues tenriam sempre o numero preciso para
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
--------oanii
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 23 de acost.
Nao sei mesmo lhe dizer a razilo porque perdi o
correio passado sem lhe dar noticias minhas !...
Encerrou-se no lia II a segunda sessSo do
nesta cidade, sem que tivesse apparecido,
urna cuudemnacao! Bar-se-ha accasooajj os ^ r0J
que cnlraram em julgamenlo foem^JjM lio puros
comoosanjos? He o q ejfym^0 crer- Fl)ram
dos quaes apena
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA I D STEMBfiO DE 1854.
Pantaleao Lope, -ssei por extenso os Domes de dous :
F .npiii.''3 Villas-Boas, e Loiz Alves Ribciro.
caixeiro desse estabelccimenlo, co-
companh
tan
ci
reacoes lennam sempre o numero preciso para ....... .
funeciouarern. Como a razao fundamental do prV,. ;"J^<*rVjuTS 3 processos em que cram
_ .... compre hei
>"
V-
I
\

t
jacio nao he senao a necessidade da profissao, eu
deixo de tratar desla questao das iucompalibilidades
eoulras que o uolite depulado adduzio...
Urna vez : Nao he lugar proprio.
O Sr. Ministro da Justina: O Fundamento
do projeclo lie que apralica dejulgar nao dyr o co-
uhccimenlo dos usos mercanlis e a pralica do com-
mercio ; e esses usse pratica do commercio valem
muilo para bem julgar e para entender as leis com-
merciaes. l'izia um sabio jurisconsulto portuguez:
a Dcixem os jalgadores departe as subjfiiezas dos
jurisconsultos, os pices do direito, examinen) e ob-
serven) os asis, nao os destruam, p-que destroem
coni elles a prosperidade publica. f Isto he orna ver-
dade de inli irHo.
Mas o nobre depulado pe]**"Parahiba servio-se de
um argumento que ncunou estranheza, para de-
monstrar quo niio (jfaafffcciso qae os commercianles
fossem JuijcayUnique era fcil julgar as causas
commerciaes sem ler a profissao do commercio,
disse que os usos do commercio eslao todos es-
criplos, e porlanlo qualquer pessoa esta habilita-
da para julgar. Mas os usos do commercio es-
lao lodos escriplos ? Ser possivel escrever todos
os usos do commercio ? So usos escriplos lie que'
talero 1> '-------7 *
Seohores, os nossos tribunaes do commercio estilo
encarroados de 'colligr todos os usos commerciaes;
mas islo quei dizer que so de*pois de collegidos os
osos commerciaes beque elles devem reger'! Nao,
certamenle ; elles sao colgidos justamente porque
sao osos, e pan que sejam usos be preciso que baja
a constancia, 00 reiteracao de actos; se o facto he
reiterade, constante, invariavel, e nao contrario
lei, vale ainda nao escripto, nao colligido, nao jul-
gade ; e quem pode saber desses fados ainda nao
cotligidos, e antes de escriplos, 'nao he o que lem
profissao do commercio '.' Nao he o que pratica, ou
T pralicar esses fados; nao sao somenln os nossos
usos qae val im subsidiariamente, senao tambem os
das oulras n irnos ; porque as relaces commerciaes
participem de caraclcrinleroacionaI principalmente
a respeilo das leltras de cambio,contrato a risco, etc.
E esses usos estrangeiros nao estn mais ao alcance e
conhccimenlii do commcrcianle ?
Nao pude 'r)ois comprehender o argumento do no-
bre depulado ; felizes de nos se livessemos todos os
usos commerciaes-fecriplos, senao dependessemos
dos negociantes para esclarecer-nos a respeilo delles.
O Dobre depulado Irouxc tambem um onlro argu-
mento que Desla sessao tem sido de graode uso, he
o argumento da immutabilidade das leis. O cdigo
do commercio apenas tem 3 annos: logo nao pode
ser reformado. Devo dizerjao oobre depulado que o
argumento 03 o tem valor algum.a questao nao he essa,
aqueslaohesn he|preciso reforma-lo: ao de mais.coja
tive occasiao de observar que a orgaoisaraoljudiciaria
do oosso|codigocommercialnunca foilidacomo defini-
tiva, mas transitoria, s et in quantum os nossos
commercianles adquiriam a pralica do cdigo.
Disse o nobre depulado : eu admitliria juizes
speeiats do |commercio na primeira instancia,
mas na segunda de maneira uenbuma. Nao sei
em qae se funda o nobre depulado para aventurar
esta proposito. Se as causas sao por sua natureza
especiaes, essa especialidade s procede para a pri-
meira instancia 1 e porque nao para a segunda 1 Nao
he melhor que a causa, sendo especial, seja dormiti-
vamente julgada em sesunda instancia, do que ero
primeira instancia e dependendo da justira ordinaria
para sna terrraitiacao t Fora melhor ler a jurisdic-
cSo commercial em primeira e segunda instancia :
nao podendo ler em ambas, desejo antes a segunda
do que a |iriineira^a4rr|ue^vCgiinila instancia pode
uniformizar a jOTsprudncia commercial, que ser
varia sendo, como sao, diversos os juizes da
primeira instancia ; porque a primeira instancia he
que organisr e formula o processo, e esse trabalho
he mais proprio de juizes singulares c letlrados, e
incompalivel em razilo do Irabalho e pormaueucia
com a vida e profissao do commercianle
Tambem o nobre depulado presuppoz graves con-
flictos que appareceriam entre os tribunaes de com-
mercio e rclaeoes para serem as causas da mesma
natureza julgadas pelos tribunaes do commercio as
cidades pe, e relaees nos seus dislriclos.
Este argumento se funda em urna premissa falsa : o
nobre depuli do presuppoe o que he inexacto, que o
dislriclo da jurisdiccao dos Iribuunes de commercio
he diverso do districto das relaeoes, qu ando he o
mesmo pelo decreto 864 de 1851.
Diste ainda o nobre depulado que se as relaces
nao sao aptas para julgar as causas commerciaes, lam
bem nao he 'o supremo tribunal de justira, e sede-
va tambem crear mais esle tribunal excepcional :
nao lem procedencia o argumento do nobre 'depu-
lado, porque o tribunal nao julga o fundo das ques-
tes, e apenas traa das nullidades e injuslicas noto-
rias : este tribunal pode ser commum 11 todas as
causas ainda que especiaes.
Urna consequencia que o nobre depulado vio eu
nao enxergo, isto he, enlende elle que he preciso
revogar mai' as disposcies do cdigo commercial pa-
ra que o prcjeclo de reforma possa ler execueao. O
nobre depulado nao tratoa de demonstrar essa sua
proposito, 9 por isso eu a deixo sem rcsposla.
Ilouve ainda quem dissesse quo o projeclo era
dcsncccssarin porque temos os arbitros. Ora, se-
ntares, se ha juizos que lenham cabido em descr-
dito he o dos arbitros, e isso nao lem acontecido so-
inenle ntrenos, em oulros paizes se lem sentido es-
le mal.
lzia um respeilavcl presidente do tribunal do
commercio lo Seine que o arhiliio naobejuiz, mas
procurador; quem lia qtic nao saiba que o arbitrio
nao he seno interessado pela parle que o nomeia '.'
Que con flanea nos pode merecer semelbanle julga-
meolo '
He por isso que ocodigo|lombardo-venczinno,o c-
digo sardo, 3 o cdigo hngaro nao adm tem os ar-
bitrios.
Creio, Sr. presidente, que lenho defendido o pro-
jeclo. Nao digo mais porque ja fui precedido por
niguas Ilustres depulados que fallaran) sobre a ma-
teria. Muito bem, muito bem.)
Os Srs. Taques e Silceira da Molla cedem a
palavra para volar-se.
Julga-se a materia sufficientemente discutida e
sendo posto a votos, he o projeclo approvado,
O Sr. Virlalo requer a dispensa do Intersticio
para entrar amanhaa em discussao.
Consallada a cmara, he approvado esse requeri-
mento,
t Estando rsgotada a segunda parle da ordem do
dia, passa-sa i primeira.
Continua a primeira discussao do projeclo que
approva a jubilaran concedida ao l)r. Miranda c
Castro.
Fallral* Srs. Augusto de Oliveira, Candido Bor-
ges, 1' errar., WaKderley e Venancio Lisboa, o 1>, 3o
e .5, enmbatem o{projcrlo, o 2 e 4 defendem-uo.
Julga-se a materia suflicicnlcmcnto discutida, che
approvado o projeclo,
Enlra em primeira discussao o seguinte pro-
jeclo.
mandar pagar a Lino Jos Lopes, da provincia do
Rio Grande do Sul, a quantia de :l:889".l(' em que
foi avallada judicialmente a demolieio de urna pro-
priedade de casas de seu dominio, sita M margein
lo rio de S. Hnralo, arrasada pela arlilharia das
forjas legaes por occasiao do ataque de 2 de junlio
de 1836, dirigido contra os rebeldes laquella pro-
vincia.
< Paro da cmara dos depulados, 29 le asosto de
180. J. ,/. de Moura Magalhacs. Paulino
Jos Soaret de Soma.
^ O Sr. Siteira da Molla faz algumas considera-
roes sobre a materia, e eonelue requernndo que fi-
que adiada a discussao do projeclo, sen lo elle re-
medido a commissao respectiva para darjo seu pa-
recer.
Esse requerimelo he ipoiado e enlra em dis-
cussao, mas nao he volado, |tor verificar-se nao ha-
ver cau.
fcbmpreliendidos 4 individuos ; um por crimede fur-
to de cavallos, que escandalosamenle foi absolvido,
I mas o juiz de direito interino o Ur. Rabello, nao
querendo se conformar com esse rasgo de generoii-
dade do jury, appellou para a rolar,m, c os oulros 3
por ferimeolos leves, que tambem foram absolvidos.
E ainda ha por aqu quem se arrufe quando se cla-
ma contra a immoralidade do jury nao sei em vista
de laes escndalos que conceiln quer esse tribunal,
que delle forme o paiz. Nao goslei, he verdade,
de vOr nessa ultima sessao o Dr. promotor tachar o
tribunal do jury de relaxado; nAo porque eu des-
couheca qae a carapura lhe assenlou, mas porque
entendo que o cdigo do processo recommendando
muilo que se acale ao tribunal, nao deve o promo-
tor ser o primeiro em dserespeila-io, e por isso lou-
vei muito que o Dr. juiz de direilo interino promp-
tamente o (etlKsc chamado a ordem, mas he forra
confessar que causa desespero ver lodos os empre-
gados da policia, e justira se esfnrcarcm em prende-
ren) e processarem, e o jury por na na quanto fa*
cinora, quanto reo de policia all comparece Isto
reclama medidas muito serias da parle do governo,
do corpo legislativo; porque a honra, a fortuna e a
vida do cidailao cstio em imminenle perigo, a con-
tinuar a corrupc,o do jury. Seria por cerlo occasiao
muilo asada para dizer alguma cousa acerca da re-
forma judiciaria que se discule as cmaras, porm
par indo ella do Sr. ministro da justira em quem lo-
dos reconhecemos, alem de grande somma conheci-
meutos jurdicos, longa pralica dejulgar, o que po-
derei eu dizer ? Todava direi sempre que ao me-
nos para esta provincia,c oulras que estao em iguacs
circumslancias, punco, ou nada remedia a reforma,
tal qual se acha concebida no projeclo, forca porm
he confessar que lem oulras medidas de grande uli-
lidade.
Folguei de ver em seu Diario, qne a rclaco, ap-
preciando os fundamentos de appella;o interposta
pelo jaiz de direito interino desla comarca, nos pro-
cessos do faccinora Jos dos Santos Marques Reg, os
mandou submeller a novo julgamento, logo justos
foram os seus fundamentos^utliPicado est o Sr. Dr.
Rabello alcunhado de caprichoso c perseguidor peln
celebre padre Cavaco por haver appellado; e eu
tambem salisfeito, porque o accordam de um tribu-
nal recto, e imparcial veio demonstrar ao publico,
que minha penna se nao move por odios e vingau-
cas. que exponho a verdade; e o que seria de nos se
nao lnestimen esse paradeiro! Loavores sejam da-
dos a lao conspicuos magistrados! E como ficar
alguem que aqu afiancava o desprezo da appella-
<;Io? De que servirn) os prenles e 01 amigos d'ahi
contra a justira contra a razAo.e perante um tribunal
illii-iradn'.' Dos queira que a li^ao aproveile.
Temos mais um fado horroroso a registrar na nossa
chronica ; um d'aquellcs contra os quaes lodo o ho-
mem honesto n3o podo deixar de se revollar ; veio
preso, e se acha instaurando o proccsso.a um indivi-
duo de Jundiay, que deflorou por violencia sua pro-
pria filha 11! Esteanno he o terceiro facto dessa
natureza que lhe noticio, c por elle avalic Vmc. o
estado de moralidade desta miuha desdilosa terral
Qual a causa dessa rcprodtirrao cu nao sei; o que he
verdade porm quecS) observo, e que lodos comigo
lamentam, he qnewclasse da sociedade, que mais
austera devia ser na observancia da moral, a quem
a religio incumbe infundi-la nos povos por meio do
exemplo, com dor o digo, he a qae peiores exem pos
nos d ; quero fallar dos padres com muito poucas
excepres! Esta cidade |se acha horrorisada pelo
escandaloso comporlamento de alguns.quc entre nos
exislem, c se nao fora o clamor publico eu ainda
guardara o silencio, mas nao he possivel e eu temo
muilo breve noticiar-lhe algum sinislro provocado
por elles.
A nossa illuslrissima vai terminando sna existen-
cia sem inconveniente algum notavel, pois que a lo-
ra alguns tirnteios entre o dignitsimo Lucio que quer
conquistar a furtiori osToros de orador, c que por
isso vai dando por paos e por pedras, j insultando
ao dignissimo Bornes, j beliscando ao Mello, que
lambem lhe nao perdoa; ou o ro.xunxudo Candido,
que a todos offerece tela, mas que agora nao sei por
que estrellada fez tispora; nos oulros reina sempre
a paz do senhor; agora se oceupam com a verba les-
lainenlaria ; c como sei que nao terei legado algum,
pois que al o meu amigo Canlalice nada leve, nao
os freqnenlo e por isso agora posso dizer que os ho-
rneas nao desmerecern) a espectaliva publica.
Diz-mc o meu ioseparavcl Rocha, que est mar-
cada a segunda sessao do jury de S. Gonzalo para o
dia 26 do correte, se souber.o que por la se passar
serei ponina! em lhe communicar.
Como nao sei se os Drs. Peixolo e Rabello lhe le-
rao dado noticias suas para Iransmitti-las ao seu
correspondente de Ipojuca,me apresso em dizer-lhe
que aqu au lam gordos e oedios ; o primeiro solita-
rio, delirante, c o segundo bem acompanhado pe-
la sua bella Eva.c no seu molo-conlinuo de jurados,
e j que lhe dou noticias desses amigos quizera
lambem que me as desse do nosso amigo Ir.
Francisco, que depois do cholo, que tomou l pelo
Inga nunca mais delle tive novas Pobre diabo car-
regado de esleirs velhat! Ainda o perseguir'o
phantasmaFr. G. Tou andar em busca do Jos
Joaquim esun lidia Camilla I Dos o ajade, e o
livre do Benedicto, e do sea ride, et odit'.
A lardanea do vapor do sul, j vai dando que fa-
zer aos Pythonitsos polticos.
O meu lodo corpreo continua inallcravel, e me-
lhor do que d'anlcs: por aqui a*chaval nos parecem
ter abandonado, e j nao temo mofar.
Nada ha que lhe possa dizer. Salutem etc., ect.
Era cu apena
mol>avalral,,Vi,,",.,u ue5,e
sem socio ce '",0>*nd" o meu companheiro de via-
EnlretW%'m ^r" Carena, que Acara na Baha.
|f mos logo rclai;6es de amizade com esses
iros ( que infelizmente depois o foram
de infortunio ) e demos principio ao nego-
1 era feto por meo de troca com os pretos
;enas, romo he sabido. Os ganlios nao erAo
cessivos, mas lodos estavamos contentes nesse lu-
gar inhspito, porque viviamas om paz e com aleu-
ma saule. No mez de oiiluhrn, porm, ouvimos fal-
lar em una prxima guerra entre os prclos das di-
versas nanles, divididas naqucllc immenso territo-
rio ; mas uAo dando muita altencao a essas noticias
porque tacs guerras sao usadas e couslanles entre os
naturaes da Costa d'Africa, lomamos a resolucilo de
continuar a nossa residencia no lilo porto de Jabii
por mais seis mezes, visto que nenhum inolivo pau-
sivel imli un 's para nos rctirarmos precipitadamen-
te com -raii l" prejuizo do nosso legal commercio,
porque al estavamos no melhor aecordo com os pre-
tos da Ierra. Para nosso mal nem sequer anlcvia-
mos a sombra do brbaro destino que nos eslava re-
servado No dia 25 do indicado mez de oulubro
de 1853, ao amanheccr, tivemos a noticia que o
gento do centro se achava ja muito perto para ata-
car o territorio da nossa residencia.
Da noticia ao apparccimenlo dessa chusma de scl-
vagens foi tan curto o espaco que nao bastn para
que podessemos procurar urna segura guarida.
Os pretos do lugar onde moravamos, que na verda-
de erampacficos c comnosco cnlretinham relaooes,
tralaram de preparar-sc para a resistencia c defeza
contra os barbaros. As 6 horas da mauhaa desse dia
foi o porto do JaIni furiosamente accommettido a
ferro e fogo, leudo lugar uina defeza valorosa, que
leu em resultado grande mortandade e ferimenlos
le parte a parte ; mas os defensores tiveram de ce-
der pela despropureao do numero excessivo dos ag-
gressores, os quaes, segura a sua gloriosa victoria,
tralaram de lhe por o ultimo remate incendiando as
poucas casas dn lugar, roubando o que nellas havia,
e matando for.. do conflicto grande parte dos prisio-
neros que -Uses rali ir a m as in.io-.
Naca horrorosa colheita c carnificina, propria da
genle que a pralicava, se empregaram os vencedo-
res at ao principio da tarde desse dia, ruja* tristes
recordar.es mis-eslanlo sempre palcnles Temi
os l.,ir|tr.i lAli a praia, nico lugar por onde
podiamfi ler escapado eu e os meus companheiros
a sua ferocidade, se houveramns tido lempo de fu-
gir para bordo de tres navios mercantes que se a-
chavam fondeados ao largo, occullamo-nos todos 110
matjo, na esperanza de que acabada' a lula entre
os naturaes do paiz, poderiamos melhor esquivar-
nos aoSmminenle c conhecido perigo que nos viria
a ameac.r ainda, procurando o abrigo dos ditos na-
vios. Nao succedeu, porm, como suppunhamus,
porque o plano dos prclos aggressorcs era extinguir
fudo sem excepcao, c quando se Ibes acabaran) as
victimas nos seus proprios conterrneos, tralaram de
explorar o mallo para que livessemos a mesma sor-
te destes. Tendo o grande infortunio de caliir-iln?
as maos eu e mais sele dos meus companheiros,
pois apenas deixou de ser por elles encoulradn joao
Jos de Lima, Tomos levados em grande apparato
presencia do chefe dos selvagens, que se achava no
lugar da devastadlo cercado de grande numero dos
seus, contemplando com prazer a sua obra merito-
ria. Ah junios, depois de procederem comnosco
a ceremonias barbaras, acompauliadas de visagens.
ademanes e cantigas adequadas, despiram com (oda
a brutalidad^ os qualro brancas, e depois de mis.
ir inri niara in por ordem do chefe a cu lilac-nos a gol-
pes di espada com uina furia tal, que nem os nossos
gemidos e ais de dor, nem os nossos incessantes ro-
gos poderam diminuir.
Assim marly risados Tomos suecumbindo uos aps
oulros aos muilos e grandes golpes que nos descarre-
garam, deixando-nos os barbaros exposlos na praia
n'este misero estado, morios uns, e oulros moribun-
dos. Ao por do sol os selvagens suppoudo-nus lodos
extinclos, reliraram-so levando romsigo os 4 criou-
los, como devo suppr, pois nao foram encontrados,
e a cerleatNle que o fogo que haviain lancado esla-
va roneiniiiiiiiiilo os nossos eslabelccinientos, e o mais
que nao tiuliam podido conduzir. A Providencia
eterna, porm, nao pcnnillio ainda que lao barbara-
mente se acgbasscm meus diasna trra, como infeliz-
mente e co|(i toda a certeza succedeu aos meus tres
companheiros. c pude depois verificar com horror.
Assim marlvrisa lo e quasi moribundo, acordei de-
pois de 5 horas de urna lethargia profunda, e com
lal fortuna, que j os prelos selvagens iam cm reti-
rada, c apenas se ouviam seus Divos e grilos ferozes,
seriam poucomais de 6horas da larde. Quanilo pu-
de por mim mesmo, e como roe foi possivel no lasti-
moso estado cm que me aduna, assegurar-me do
nenhum risco que corra, e que s me podia nova-
mente sobrevir com a presenra dos barbaros, fiz lo-
dos os estorbos imagiuaveis para lcvautar-me. Bal-
dado empenlio !
Os fundos golpes que aquclles malvados me ha-
vamajado as peritas, nos braros e na cabera impe-
da 1 ir todos os 11111 vimentos. De brujos sobre a
areiala praia. como me haviam dcixado, apenase
rom bastante difficuldade pude mover o rosto, c ver
junto a mim os tres corpos dos meus companheiros
de infortunio, um dos quaes apoiaytf sua cabera so-
breuM das minhas pomas. Fazcndo grande esfor-
Eo utantej por seus nonios Uo aly> quanto m'o per-
milltam meu estado e minhas forras exhaustas.
Que me poderiam, porm, elles responder se nao
erara ja mais que cadveres !
Morto j pela sede, esperando a todo instante que
a mortc do corpo fosse o fim cerlo de tantos transes
e agonas, lendn por cama a hmida areia, cadve-
res por companheiros, e por luz o rlar.lo do incetfUio
laucado pelos barbaros nos depsitos d'azeitc de pal-
ma, e d'aguardente, assim passei a noite de 25 de
oulubro do anno passado, orando a Dos, e agr Je-
ceodo-lhe com lodo o fervor o conceder-mc alguns
momentos de vida para arrepcniler-me e rogar-lhc o
perdao de meus peccados. Ao amanhecer do dia
seguinte (26) o meu companheiro Lima, que leve 1
fortuna de nao ser encontrado pelos aggressores,
11... ouv indo niai. o rumor dos comba lentes e a balha
da peleja. e cousidcran.lo ludo acabado, veio com as
devidas cautelas procurar-me e aos outros infelizes,
e examioar os estragos felos.
Ao ver sao
depois dos raarlyrios e dores acerbas porque passei,
vouem breve seguir para aquella cidade, onde le-
nho prenles e amigos que me devem julgar muri ;
e para esse transporte ja tratado recebi os precisos
soccorros de meu cnsul o vice-consul os Srs. Joa-
quim Baplista Moreirae Miguel Jos Alves, ambos
os quaes nos poucas das em que me hei demorado
nesta boa Ierra, se desvellaram em fazer-me esqae-
cer meus males passados, e suavisar os presentes.
Destes dous senhores me despejo com agradeci-
mcnlo e tambem das mais pessoas a quem devo al-
tencOes, como j o fiz saudoso ao separar-me da-
quelles a quem devo a vida; a lodos protesto meu
cierno reconhecimciito pelo muilissimo quo por mim
fizeram e com especialidade ao capito Bom-Senhor
do Carlota eTorres dafirmina, e mais anda aos
subditos de S. M. Britnica a bordo do vapor Po-
lyphemu* c na ilha da Assumpcao, porqun envida-
ra m todos os esbirros para me salvarem e o conse-
guirn).
Se cstou vivo, depois de Dos, a elles o devo.
Relatando o brbaro successo, seja-me concedido
fazer um appcllo para n humanidade e honra de to-
das as naces civilisadas do mundo, s quaes a mea
ver, runipre empregar todas as suas forras, e esfor-
ros para acabar .le.urna vez com a selvageria dos
halnlanles de grande parte da frica, promovendo
a calcchese destes, e o commercio e civilisaro des-
sa parte do globo, ainda as Irevas da ignorancia,
como tcem feito e esiao fazcndo com eutros povos
em igaaes e melhores concurses.
Agradecen lo, senhores redactores, a sua prestan-
te cooperara., para que podesse publicar este facto
digno de memoria, permiltara-me que me assigne.
Seu aliento venerador e criado,Joaquim Jos
Ferreira.Rcfe 27 de agosto de 1854.
PUBLICACO A PEDIDO,
O porteiro do juizo, Jos dos Santos Torres,
traga a prego de venda no dia 2 de setembro pr-
ximo futuro na casa da residencia do Dr. juiz mu-
nicipal da segunda vara commercial. na ra estreita
do Rosario 11. 31, pelas 4 horas da tarde, a casa ter-
rea com so lao c Tmeias aguas no quintal, n. 5 e 7,
sita na ra da Floreoliua, avahada cm 5:7003000,
abatida o quinta parte da lei, vai a prac,a pela quan-
tia de 4:5605000, vislo nao ter havido lanrador; ca-
ja casa vai prara por execurao da cmara munici-
pal desla cidade contra Jos dajv!cha Paranhos e
oulros.Cumpra, Recife 24 de agosto de 18.34.O
escrivlo, Motla.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 31 DK AGOSTO AS 3
UOKAS DA TARDE.
Colajees officiaes.
Descont de leltras de 60 das6 } % ao anno.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 30.....200:9688703
dem do dia 31........15:03554i
216:0038'J9
RENDIMENTO DO MEZ DE AGOSTO.
Rendimento lolal dcsle mez......216:003*919
Rcsliluicoes............... 6?)620
U-
215:9979329
210:555558
8SS02
998184
DIARIO DE PERYAMBICO.
Hojc as 6 horas da larde enlrou nesle porto o va-
por iuglez Secern, viudo da Europa ; e s 8 horas e
meiada noile recebemos as cartas los nossos corres-
pondentes de Hambtirgo, Paris, Lisboa c Porto, e
diversas gazelas inglezas, franeczas e portuguezas.
Alm do que narram as ditas cartas, que ficam
transcriptas no lugar competente, nada mais encon-
tramos de interessemomentneo, quanlo nos nego-
cios do Oriente, excepcao de ama balalha san-
grenta qne leve lugar entre Dzondzu e Fratischiti,
entre os Turcos e os Russos. Estos ltimos foram
completamente batidos: 2,000 foram murlos; en-
tretanto ainda se nao condecan) os promenores. Os
Turcos no numero de 30,000 passaram o Danubio em
Ollenitza.
No numero segninte daremos o mais que porven-
1 ora encoulrarmos as gazelas europeas.
ca. um ebri-t.i 1 meu compatriota, que orara a Dos
pela minha alma, eme naodeixaria insepulto. Depois
de ter saciado a sede com a agua que elle me trou-
xc, contei-lhe o succedido como m'o permilto o
Emolumentos de ecrlidoes.
Disent protincias.
Dizimo do algo.I,i.1 e outros
gneros da Parahiba 7528029
Hilo 1I0 assucar dito dito da
dita............ 318811
Dito do assucar do Rio Gran-
de lo|Norle........ 31-8)76
Dilo lito das Alagas. 560839"
Depsitos sabidos.
Ditos existentes. .
Srs. Redactores. Eslranho esem conhecimenlo
no-la cidade, onde estou apenas ha 29 das, nao pa-
recer menos proprio dirgir-mc ao respcilavel pu-
blico, por meio do seu bem eoneeitaads jornal, pa-
ra conlar-lhe o que deve ser notorio, e dar urna
demonstrarlo de rccoiiliccimenlo nao s aquellos
que me salvaran) a vida na Cosa -de^fric?, como
apresenlar os sentimentos de cordial gratidao que
me auimam para com as pessoas em que hei encon-
trado o maior acolhimenlo e prolccrao at ao mo-
melo em que escrevo estas liuhas, no curso de in-
felicidades e desgranas por que lenho passado ba
quasi um anno.
Nascdo em Portugal, donde sahi para a Baha de
lodos os Santos no anno de 1841, all eslive al que
em 2 de mareo de 1853 segui cm rompanhia do Sr.
Francisco Gil de Aguiar, cncarregado de formar
um pequeo estabelccimenlo de commercio licito u
Costa d'Africa orciilenlal, de sociedade com o Sr.
Francisco Jos Carena, eslabelccdo naquclla cidade
ila Babia. Embarcado na polaca sarda Josephina,
rhegamos com boa viagem ao porto do Jabii na Cos-
ta da Mina, onde encontramos setc pessoas conhe-
cidas. tres urlicos, naloraes de Portugal e quatro
croulos livres oriundos da Baha ; e ah rundamos
o nosso eslabelecinient.) por nos informaran que
nesse lagar podena ser vanlajoso com o gento o
commercio doazeile de palma e marfim a que amos
desuados, com o fim de o azer transportar oppor-
lunameole para Inglaterra, onde suslenta bom pre-
co. As sete pessoas qne nesse ponto encontramos
foram : Joaquim Jos do Couto, Portasuez, casado
Me-a do consulado de Pcrnambuco 31 de agosto
de 1834. O escrivao,
Jacome Geranio Mara Lumachi de Mello.
Exportacao'.
Aracalv, hialc nacional Xragao, de 29 toneladas,
conduiio o seguinte:147 voluntes gneros estran-
geiros, 216 ditos ditos nacionaes.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia la 30.....21:1868364
dem do dia 31........8119630
22:0058994
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 30.....28.711(852
dem do dia 31........2328021
e salvo esse companheiro senli grande
-aii-larao, recobrei algum animo e forca e nutr a
tisougeira esperanca de urna morte menos amarga,
lendo para me rccolher o ullimo alent tao longe Mneonunm.
d? pa?"a.e-d.a- B:,,,ia' e nas Pf'"" nliosplas d'Afri- Direitosde 5por cento na
compra e venda das em-
barcarnos.........
Expediente das rapaiazius.
- Sellos fixo e proporcional,
meu deploravel estado ; mas que podena elle por si -
s fazer-me n'csla triste conjunctura '! Por felicida-
de nossa, apezar da grande distancia que separa o
mo c pequeno poulo de Jabu' do fundeadouro, por
causajle um grande e perigoso banco d'areia que o
alravessa, a tripularan dos tres navios que ahi esta-
vam e eram : o brgue sardo Carlota, a escuna
tambem sarda \ u mina e urna oulra escuna in-
gleza, cujo nomc me nao lembra, leudo ouvido al-
guns (iros em Ierra no dia 3, em que nao pode-
ram desembarcar por causa do grande risco do mar
cutio muito agitado, e observado depois o incendio
da povoaqaoquc duroii toda a noite, desembarcaran)
a toda o cusi e perigo logo no principio da manbaa lo
dia seguale (26) com o*seus ofliciaes para o fim nao
s de observaren) mas de prestaran qualquer soccor-
ro que fosse necessirio.
Estes bemfazejos lioniens chegaram larde, he ver-
dade, para obstarem morlandade da vespera ; foi,
porm, melhor assim porque talvez fossem victimas
dos ranunes, rujo numero nao era por cerlo inTerior
a 800 Ajudados pelo meu companheiro Lima tra-
laram de enterrar os morios na praia c depois me
conduziram, e ao dito Lima para bqjdo do brlguc
Carila, donde este ultimo se passou para a es-
cuna sarda, que lnha de seguir Dovamente para a
Bahia, por nao poder, em vista deslas Talaos ocur-
rencias, completar o seu carregamenlo para Ingla-
terra. O Carlota, 1 cujo bordo fui recebido pe-
lo seu capitnBom Senhor,e mais tripolar\,
com todas as musirs de caridailc, fez-so logo de ve-
la procura de algum dos cruzadores de guerra in-
glezes iao troquenics n'aquella paragem, afim de
me entregar ao primeiro destes que fosse cnconlra-
do, pois na., tendo 011 Carlota a mediro nem reme-
dios a bordo, nao me podia soccorrer o seu excellen
lecapilao como desejava e era misler em 13o melin-
droso estado. Ao cabo de cinco das cncuutraiuos a
vapor de guerra iuglez Polypheinus s para onde
Tui transportado, c all recebido com toda a philan-
tropia.
Depois do beneficio que foi possivel fazer-sc-me
no Carlota, tive no vapor iuglez um perfeilo agasa-
lho, sendo tratado pelo seu commandanle, officiaes
e especialmente pelo medico de bordo e primeiro
lenle Gualler Slreckland com muito carinho e in-
teresse.
Durante 69 das foi-me por elles prodigalisada to-
da a sorle de cummodos rompativeis, dando-se-mc
nao s os remedios e Irataineulo apprnprado ao
meu estado, como roupa, e al diuhcro quando
depois vim a desembarcar.
Como este vapor tiuha de seguir para a cosa do sul
d^Africa Icvaram-me libada Assumpr.ao a cujo hos-
pital fui recolhido e ncllc igiiaimcnle tratado com
carinho e cuidado pelos seus cnipregados. O Irala-
mento no Polypheinus havia j adiantado muilo o
meu curativo, que conlinuou no hospital da As-
sumpcao, onde eslive 6mczos c 10 das. Achaudo-mc
muito melhor, e cerlo, conforme a opiniai dos fa-
cultativos, de nao |>oder obler jamis minha primi-
tiva saude, depois la extraern de bastantes esqu-
rolas das fracturas'que sollri nnslcndocs,e ossos das
pernas c bracos, que em parle se achain inulilisados
para poder tratar dos meios de minha subsislpncia,
fiz Icnrao de voltar logo que |ioilese para a Babia,
c dessa miuha deliberar.lo coiniiiunicaila a bordo do
/' lyiilieinus, J/tscuuile .10 medico e enfermeiro do
hospital d'Assumprao.
Chegando all a barca americana Seafloicer de
Ncw-BcdeTonl, que na sua viajen) do Pacifico para
iis Estados-Unidos linha de vir refrescar a Pcrnam-
buco, tralaram mediante a prilecrao do governa-
dorda ilha, de me obter passagem nesta embarca-
cao, para a qual embarquei eml8 de julho preximo
passado.
A bordodeslc ultimo navio rere!.i. como alo cu-
tio, e melhor Irataincnlu durante 12 das que trou-
\cmos de viagem al esle porto, onde fui mandado
por em trra pelo capilao americano, e conduzido
a casa dos Srs. Ileury Porstcr \ C.
Aqui desembarcado procurei o meu cnsul, o
qual ouvudo-me, e vendo o estado em que linda
na Baha; Joao Jos de Lima. Aotonio Jos Mar- me achava mandou dar-me casa, sustento curativo
3ues Marinho, Umbem Portugaezes e solteiros, idos al qne podesse regressar para a Bahia.
esta ultima cidade, e os qualro croulos referidos, | Tendo tido a necessaria cnuvalesceuca e descaneo
! 33200 38600
alq. 18100 18200
440 500
<3/ 400 18000
a 400 800
38400 48000
38900 48000
38200
i) 38900 48000
a 90
nioio MISO 18200
n I9OOO 1-lnii
n 8I50 18200
t 340 345
alm 4-;300 48400
p.aoowoo
raix. 88000 88500
anc. 908000
pipa 908000
anc. 918000
linportarw).
Dreilns r}consunto. '......
Ditos de 1 por ceulo de rccxporta;ao
para os porlos estrangeiros. -.:...
Ditos dilo para os porlos do imperio.
Expediente de 3 por cenlo dos gneros
estrangeiros despachados coin cana
de guia................ 434*930
Dilo ile 1|2 por c. dos gneros do paiz. 42iS"0
Dilo de I l|2 por c. dos gneros livres. 599975
Arina/.enagcm das mcrrailorias..... 2:5898019
Dila da plvora............. 638900
Premio ile 1(2 por cculo dos assiguados l:5798:l(i.'l
.Mullas calculadas nos despachos, 378298
Interior.
Sello lixo................ 588160
Palcnles los despachantes especiaos 258000
Feitio ilos ttulos dos mesmos, dos cai-
xcirns despachantes......... 21-8000
Eiiioliiinculos]dc' ecrlidoes....... 178880
215:9978329
as sn/uinlcs especies.
Dinhetro .... 135:4498180
Assignailos 80:517-3819
Depsitos.
ElU 1 ala neo uo ullimo de
julho.........20:1763997
Ful 1 idos no correule me/, 4:3438735
*
24:81988.52
5:7408651
Sabidos..........
Existentes.......... 19:079-3201
A'(i seguinte* especies.
l'iiil.iMt.i. r l;r"
Letras......1
- Contribuico de
RenJimenlo ueste mez ,
Alfa ndega de Pcrnambuco 31ac agosto de 1854.
O escrivao,
Faustino Jos dos Sanios.
CONSULADO GEKAL.
Rendimento do dia 1 a 30 .1 22:2928677
tdern lo dia 31........ 2018916
22:4948593
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do da 1 a 30 ... 1:3308167
dem do dia 31........ 188246
1:3788513
RENDIMENTO DA MES* DO CONSULADO DE
PERNAMBUCO EM OMEZ DE AGOSTO DE 1854.
Consulado de5 por cenlo. 1:97208960
--------------19:7203960
8218550
'508350
673,3510
8149983
103210
2:773-3633
22:4913393
1:3783113
2118230
1:1363512
23:8738006
28:9138876
BOLETIM.
LISBOA 14 DE AGOSTO.
Preros concilles dos genero* de importariio dn
Brasil,
Por baldearn.
Algoilao de Pcrnambuco.
Diln do Maraiiho....... >i
Ib' dn Para..........
Dilo dito de machina.....
Carao.............. a
Caf co Rio primeira sorlc.
Dilo dilo segunda dita.....
Dilo dito lerceira dila.....
Dilo da Babia.........
Couros soceos cm cabello 18 a 23
Ditos seceos espichados..... 11
Ditos sais. Bahia o Par 26 a 20.
Ditos ditos de P. e Ccir 28 a 32
Cravo girofo..........
Dito do Maranhan.......
Gniniiia copal......... ti
Iper.lriuuiha..........
Mu 11, 1............ n
Saba parrilha superior..... di)
Dila dita niediaua.......
Dila dila interior.......
('aplico* de direilns.
125
120
UO
110
28000
28800
2.-- 5t MI
2321K)
99600
197
147
135
142
300
100
23000
800
100
130
120
28100
28900
28600
28300
2*800
207
157
142
157
110
5.-1 10
I.3OOO
185
11860 1.38000
99600 109500
68-300 80OOO
Assucar do Pernainhiieo branco
Dilo dn Rio de Janeiro.....
Dilo da Bahia..........
Dito do Para, biulo.......
Dilo niasravailo.........
Dito refinado no pa/. em formas
Dito dilo quebrado 'pil). .
Dilo dito om pu rapo......
Vaquetas de Peni." c Cear .
Ditas do M 11 aullan.......
Cliifrcs do Brasil pequeos. .
Despachados
Arroz lo Maraiihiiu c Par ord.
Dito dito do inclhor......
Dilo dilo superior.........
Dito dito iinu.lo.........
Dito do Rio de Janeiro, .
Pao campeche.........
Tapioca.....,......
13700
19600
ISiOO
18300
> 18200
38200
i) 29.300
28200
1 11 1 l-ti 1
i) 18300
mil 328000 4O3OOO
11900
19650
I96OO
13330
18500
18800
n
i'i
.38100
53S1I1I
69600
49OOO
59100
39900
l-ltm
.38600
63OOO
7-8000
182110
58600
13100
Precos correnles dos genero* de exportaro para
o Brasil.
Captivos de dircitos.
Am,vnloa cm milo doce do Al-
gane.............
Dita em casca couca......'.
Nozes..............
Figos do Algarve comadre .
Ameixas............
Presuntos............
Cama ensaccada........
Toucinho............
II mi. 1 de porco........
Pntenla deGoa.........
Sal grosso a bordo. ......
Dilo redondo dem.......
Dilo Iriguciro grusso dem .
Cera branca por baldeacao. .
Azcilc.............
Agurdente eocascada 30 graos.
Vinho muscalel de Selubal. ..
Vnho lntemaiVF.S. a bordo, pipa 818000
Dito dito dito, idem......anc. 88-8000
Dito dito marca B. e F., idem. pipa 858000
Dilo dito dito, idem......anc. 908000
Dilo dito T. P. e Filhos, dem, pipa 818000
Dito dito dilo, idem......anc. 888000
Dito branco marca F. S., idem. pipa 868000
Dito dilo dilo, idem......anc. 90-8000
Dito dito marca B. e !'., idem pipa 858000
Dito dito dilo idem......
Dito dilo marca P. G., dem.
Dilo dito dito, dem. .
Dito marca T. P.e Filhos, idem. pipa 8i58000
Dilo dito, idem.........anc. 908000
Vinagre tinto marca F.S.idcm. pipa 388000
Dlo marca B. e F., idem pipa 368000
Dito marca P. G.. idem .... pipa 349000
Dilo dito marca T P. e I'., idem pipa 368900
Dito branco F. S., idem. pipa 4O8O00
Dito dito marca B. c 1'.. dem pipa 36OO0
Dito dito marca P.G., idem. pipa348000
Dilo dito dilo T P e F. i lem pipa 388000
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Agosto 8 vapor iuglez Tlutmes, capitao W.
Smil, do Ro, Baha e Pernambuco.
dem 10 vapor brasileiro D. Maa //, do Ro,
ele, capilao I. Thompson.
SAHI DAS.
Agosto 9para o Rio, galera portugucia Rubn I,
capilao F. J. Ribeiro.
A" CARGA.
Riogalera brasilcra Theodora.
dembarca brasileira Firmeza.
Parpatacho -portuguez Cautela.
Maranhaobarca brasileira Lusitania.
Pernambucobrgue portuguez Lain.
dembrgue portuguez .1/aria Jos.
Hlopatacho portuguez Paquete Saudade.
dembrgue portuguez l'iajante.
dembrgue brasileiro Mendonca.
Bahiabarca portugueza EmiliaJulia.
dembrgue francez Antonin.
10fialew portugueza Adamaslor.
Rio Grandevo Sujbrgue portuguez Ocano.
REVISTA DO MERCADO DE LISBOA NA SE-
MANA FI.NDA EM 12 DE AGOSTO DE 1854.
O movimeiilo do mercado na semana que findou
boje, aprcsenlou maior desonvolvimenlo e animaran
que o da semana anterior.
liouve m's vida commercial, e as transacSes es-
tiveram sollrivclmente animadas. Decidiram-se c
elTectuarara-se algumas de importancia era gneros
colouiaes que dio iim resultado valioso,
O assucar (o\ o genero que oiTercceu campo mais
Hlo a estas transaceftes. Entre oulras figuraran)
como mais imporlantes a compra, segundo parece,
para consumo de urna partida de 130 caxas, o oulra
de 900 saceos. O seu preco durante a semana re-
B"i 50() '""cavado; e de 18600
a 1JJ00 o branco, conforme a qualidade.
A suaoistenria na alamlrga no primeiro do cor-
reule era de 1,813 caxas, 10,760 saceos, 54 rexese
88* barricas, addicciunando-sc-lhe o qne posterior-
,ne"'c enlrou pelas barcas Paquete da Saudade e
saudade, parece mesmo assim que este genero subi-
r de preco attendendo-se a que o deposito nao lie
abundante, nem ha esperanca le remessas laes que o
reforcem suflicicnlemente em presenca de om con-
sumo, superior a 600 caxas por mez.
As transaccoes sobre caf foram limitadas. A sua
existencia na alfandega no primeiro do presente,
eram de 6.884saccas do Brasil,.c 235 das nossaspos-
sessocs. Poucas vendas se fizeram para consumo, c
por reexportacao apenas 16 saccas para Gbrallar.
O seu prejo foi de 3.300 a 3,800 captivos, o de Cabo
J erde de 48300 a 48100, c o de San Thom a 3-3800
despachados. Espcra-se baixa de preco cm vista da
graude partida dcsle genero chegada "pelo vapor D.
Mara II, a qual sobe a 4,300 saccas, Nos mais g-
neros Torara regulares as transaccoes para consumo.
A exportacao esteve tambem mais animada. O
marfim das nossas possesses de Angola leve orna
un,, irtante sabra para Londres pelas escunas ingle-
zas Julia c Alice. Foi de 1,810 ponlv.
De cacao das possesses lambem sabio urna parti-
da de 274 saccas para Gbrallar.
Embarcaram-se 15,827 almudes de vnho, sendo
13,489 para os portosdo Brasil. Este mercado con-
tinua l'rou vi pelas razos qne temos expendido.
De cebla sahiram 13,066 molhos para dflercntes
porlos, leudo sotl'rido alguma alta no preco. O mes-
mo acontece batata, da qual apenas se exporlaram
durante a sem ana 772 arrobas.
De ror t i ra e sal foram regulares as sabidas. De
carne ensaccada e toucinho embarcaran) se 16922 ar-
ralis.
De farinha de trigo sahiram para Angola 210 arro-
bas em .30 barricas.
A sabida dos mais gneros consta do resumo que
abaixo publicamos.
O movimento da alTaudega esleve molo animado.
Foram importautes as sahidas le Tazendas de algo-
dao despichadas para consumo, c bem assim de
manleiga que regala de 230 a 210.
O despacho de azeile eslrangeiro para consamo,
Toi grande. Parece que algumas partidas importan-
tes desle genero scrao depositadas poresjieculacao,
bem intentada, nos armazens do sul do Tejo.
A exportadlo da cera foi valiosa, sahiram para os
dilTerenles portos do Brasil 31,500 arralis.
Em futidos pblicos regularam as transaccoes. As
cautelas e nscripcOes de 3 por regularan*! de 38 a
38 '( c a divida differida de 15 a 15 X.
Os cambios sobre Londres 30 d. v. 537(8 a 54
0 d. v. 54 ', ( 90 d. v. 54 ;( 3|8. Paris 100
d. d. 530. Amsterdam 3 m. d. 42 3)8. Genova, 3
m. d. 527. ltamburgo 3 m. d. 47 5[8.
Ilecisla do mercado de Lisboa da semana finda em
29 de julho.
A apalhia commercial que lano se senlo nas ul-
timas semanas conlinuou na passada, c especialmen-
te com relacao s exportarles para o Brasil.
Embarcaram-se 10336almudes de vinho,dos quaes
apenas 867 almudes para o Rio de Janeiro. Os
embarques de vinagre foram comparavelmeolc mais
mportantes e sahiram a 5485 almudes.
Continuaran) as exportaces de batatas o ceblas
para diversos porlos do Brasil e Inglaterra, assim
como de liinlo, tmales e oulros gneros da nossa
prodcelo agrcola.
As exporlaroes do sal foram superiores as das se-
manas antecedentes, cmbarcaram-sc 276 moios.
Para o Brasil embarcaram-se tambem diversas
portajes de carne de porco salgada, ede furneiro.bem
como 150 barricas de fariuha de trigo.
Em gneros colouiaes elTeduaram-se algumas
Iran-acres. Veodcram-se diversas porces de ce-
ra para consumo, e exporlaram-se 2878 arralis
da amacolla, 6539 arralis em vellas, e 1373 arralis
cm grume.
O cacau esleve em apalhia, c no liouveram Irau-
sacefaes. Os preros colados sao nominaes.
Em caf algumas vendas se cffecluaram para con-
sumo, mas as transaccoes Toram limitadas.
O assucar conserva os preros mas as vendas reda-
ziram-se s do consumo para o paiz. Emharcou
urna partida por transito para o Porto, e diversas
porcaJcs para os Acores e Madeira.
Algumas transaccoes se eflecluaratn em couros,
tanto dos salgados, como dos espichados, e fizeram-
se diversas remessas para o Porto, e para o interior
do paiz.
Venderam-sc algumas partidas de marfim, e ex-
portaram-se para Hamburgo 4176 arralis.
O mercado dos algodcs conserva-sc ponen ani-
mado. As vendas effecluadas foram para consumo.
As entradas consistirn) em 17.5 fardos vindosde Li-
verpool.
As recxporlaces foram limiladissimas, c quasi
que se redu/.iram a urna porfo de azeile para o
Brasil, lio parte do que ainda se conserva cm de-
posito na alfandega, e que nao lem sido des-
pachado para consumo por uao poder concorrer
como nacional depois de pagos osdircilos respecti-
vos.
Os fundos pblicos continan) o subir, e os pre-
sos ltimamente colados conservam-sc firmes. Pun-
cas transarecs se fizeram cmacres de companhias,
l'.-l 1 nrg mi. ni 1 a nova companhia le Iluminaran a
gaz le Porto, mas js suas atajes anda nao tem co
ta<;5o no mercado.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio* entrados no te 31.
Havrelo das, galera francesa lacre, de 180 tone-
ladas, capitao Piigibel, equipasen) 13. carga fazen-
das c mus gneros; a J. R. Lasserre >\ Compa-
nhia.
Souihainplon c porlos intermediosVapor nglcz
Secern, commandanle Uast. Passazeiros para
esta provincia, John Jacob Loppacher, Bruno Ni-
cols, Alejandre Monscn. Domingos Rodrigues
de Andradc, Joo Pedro Ribeiro, Cals Aine.
-Varo sabidos no mesmo dia.
Ro de JaneiroBarca americana Suan, capilao N.
P. Dullnn, cm lastro.
Para por MaranhaoEscuna brasileira Flora, capi-
tad Jos Severo Murcira Rios, carga assocar e
mais gneros.
Rio de JaneiroBarca brasileira Imperalriz, capi-
lao Joan Damasceno Araujo. carga sal. Suspen-
deu do lameirao.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, cm cuinprimenlo daordemdo Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 26 do corrente, maoda fazer
publico, que no dia 21 de setembro prximo viu-
.l.iu 1 o. perante a junta da fazenda da mesma the-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos (i-
zer a obra do arco e aterres do ATogadiulio na Ira-
da do sul, avahada em 10:3408000 rs.
A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anno, e sobas
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qae se propozerem a esta arremata-
eSo, coraparecam na sala das sessoes da mesma jan-
la, no dia cima declarado pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco, 30 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunrianio.
Clausulas especiaes para a ariematarho.
1." As obras do arco e aterrado ro Afogadinho,
far-se-hao de cuuformidade com o orcamento appro-
vado pela directora em couselho, e apresenlado a
aprnvnrao do Exm. presdeme na importancia de
10:3408000 rs.
2.' O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de 6 me/es, am-
bos contados na forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3.a O arrematante ser obrigado a receber pelo
prcr.0 do orcamento a pedra e cal que exislem ao p
da obra perleucente ao arrematante do 11 lauco.
4a* O pagamento da importancia da arrematan,
jealisar-se-ha em 4 prestarles iguaes : a 1.', quan-
do esliver promplo e eslaqueado o caixao : a 2. de
pois de fela a sapala geral : a 3.a depois do recebi-
mento provisorio ; e a 4. na eulrega definitiva, a
qual lera lugar um auno depois do recebimenlo
provisorio.
5." O arrematante ser obrigado a ler mefade do
pessoal empregado nas obras, composto de trabaja-
dores livres, e a manter no rio Afogadinho, em-
quaulo nao concluir a obra, um paisadico estirado
com (oda a seguranca.
6. Para tudo o que nao se adiar clerminado nas
prsenles clausulas nem no orcamento, segair-se-ha
o que dispOe a respeilo a le a. 286.
Couforme. () secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaco.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de -2:1 do corrente, manda fazer
publico, que perante a junta da fazenda da mesma
thesouraria, se ha de arrematar n dia 21 de setem-
bro prximo vindouro, a quem por meaos fizer, a
obra do apcrfeicoameulo e ral ame uto do 1." lanc,o
da estrada de Apipucos, avallada cm 31:0378300
res.
A arrematado ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correte anno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrema lacio,
comparecan) na sala das sesses da mesma juula, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente, c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co, 26 de agosto de 18*4. O secretario,
Antonio Ferreira d"Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." As obras do aperTeicoameolo e calcarocnlo do
1. lauco da estrada de Apipucos, Tar-se-hao de con-
l'ornn.lado com o orcamento e perfis approvados pe-
la directora em couselho, e apresentados a approva-
r.io do Exm. presidente da provincia na importan-
cia de 31:0378500 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, e dever conclu-las no de 6 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 la lei provin-
cial n. 286.
3.a O pagamculo da importancia da arremalacao,
realisar-se-ha na formado arl. 39 da incsu.a lei.*
1.a O arrematante eicodeodo 'o prazo marcado
para concluso das obras, pagar urna multa de tr-
penlos mil rs. por cada mez, embora lhe seja coace-
dl.l.i prorugai-ao.
5.a O arrematante durante a execueao das obras,
proporcionara transito ao publico e aos carros.
6.* O arrematante ser obrigado a empregar na
eve -urau das obras, pelo menos, mclade do pessoal
de gente livre.
7. Para lodo o que nao esliver delerminado nas
pie-entes clausulas, nem uo orcamento, seguir-se-
na o que dispoe a respeilo a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial; em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do corrente, manda Tazcr
publico, que perante a junta da fozeuda da mesma
thesouraria, se ha de arrematar no dia 21 de setem-
bro prximo vindouro, a quem por menas fizer a
obra dn apcrfeiroaineiilo .lo 2. lauro da estrada de
Apipucos, avaliada em 28:3898603 rs.
A arremalacao sera Teila na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anno, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propoterem a osla arrmala,.o.
compareram na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presento, o
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 26 de agosio de 1854. O secretario,
HUapi -Ferreira d'AnnunciacHo.
Clausulas eMrXaes para a arremalacao.
1.a As obras.cSs aperfoicoamentus do 2. laen da
estrada de Apipucos, Tar-se-hao de conformidade
com o ornamento e perfis approvados pela directora
em conselho.e apresentados a npprovacao do Exm.
pre-i lente da provincia, na importancia de rcis
28::i898603.
2.a t) arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, e dever conclui-las no de 6 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematarao
reilisar-se-ha na forma do artigo 39 da mesma
lei.
4.a O arrematante excedendo o prazo marcado
para a conclusa o das obras, pagar urna mulla de Ire-
zeutos mil rs. por cada mez, embora lho seja conce-
dida prorogacao.
5.a O arrematante durante a execueao dasobras,
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6.a O arrematante ser obrigado a empregar na
execueao das obras, pelo menos mclade do pessoal
de genle livre.
7." Para ludo oque nao se adiar determinado nas
prsenles clausulas, nem no 1 ir rameo lo. seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
. O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 19 du corrente, manda fazer
publico, que no dia 11 de setembro prximo vindou-
ro, peraute a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
lerceira parle dos reparos urgentes na estrada de
Pao d'Alho, avallados em 3:6088 rs.
A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anuo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao
coiiipareeain na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de agosto de 18.54. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalafSo.
1." As obras dos reparos precisos na estrada de
Po d'Alho, far-se-hao de conformidade com o or-
ejinenlu e perfil approvados pela directora em con-
selho, c apresentados a anprovarao do Exm. Sr. pro
sidenle da provincia iia importancia de reis
3:6088.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 15 dias, e dever Couclui-las no de 3 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial 11. 286.
3.a O pagamento da importancia desla arremala-
cao ser feto em duas presta;oes iguaes, a primeira
quando esliver feita melado da obra, e a seguuda
quando esliver concluida, que ser logo recebida
defiuilivameolesem prazo de responsabilidade.
4.a O arrematante excedendo o prazo marcado
para a condusao das obras, pagar uina multa de
1008 rs. porcada mez, embora lhe seja concedida
prorogacao. {
5.a O arremalanlc durante a execueao das obras,
proporcionara transito ao publico c aos carros.
6.a O arrematante sera obrigado a empregar na
execuodo pelo menos melade do pessoal de genle li-
vre.
7.a Para ludo o que nao so achar determinado nas
prsenles clausulas, nem no ore.miento seguir-sc-ha
oque dispoe a le provincial n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'.lnnunciarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Gumaracs, juiz de
direilo da primuira vara do civel no-la cidade do
Recife, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
Faro saber aos que o presente edlal Tiran e delle
noticia livcrem, que no dia 22 de selcmbro prximo
cguinte, se ha de arrematar por venda a quem
mais ler em pra;a publica dcsle juizo, que lera lu-
gr na casa las audiencias depois de meio dia com
assislencia do Dr. promotor publico deslc termo, a
propriedade denominada Pilanga, sila na frcgucza
la villa de Iguarass, perleucente ao patrimonio das
recolluilas do convento do Snntissimo .-..raro de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade lem urna le-
gua cm quadro, cujas exlrcmas pegan) lo marco do
engenho Moujopo que foi anligamanU dos padres
da companhia da Jess, pela estrada adianleao lugar
que chamam Sapticaia da parle esquerda, e dah
rorlam buscando o sul e alravessam o no Iguaras-
s, Pilanga, al cneber urna legua, c dalli parle bus-
cando o nasccnle al cncher oulra legua, e dalli
buscando o norte donde principiou com oulra legua
que faz ludo ama legua em quadro, com urna rasa
de vivenda pequea le lelha e lapa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0008000 rs., cuja arreraatacaio
foi requerida pelas ditas rccolhdas em virlude da
liccnra que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 185:!, do Exm. ministro da jus-
lica, para o produelo da arremalacao ser depositado
na ilie-ouiari.a desla -provincia al ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga, a cusa
do arrematante.
E para que chegne a oolicia de lodos, ju.aru|e
piusar editar- qocserao publicados por 30 dias no
jornal da maior circularan, e afiliados dos lugares
pblicos.
Dado e passado ncsla cidadn do ReciTa de Per-
13:451O0O
11:5008000
1:0048000
2521000
1:100*000
namhuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla, escrivlo interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes. .
Perante a cmara municipal desla cidade cala-
ra o em prara publica nos dias 6, 9 e 14 de setem-
bro prximo vindouro; para serem arrematadas por
um auno, contado do 1. de oulubro do corrente au-
no, as rendas da municipalidade abaixo declaradas.
Os pretendentes podem comparecer nos menciona-
dos dias, munidos de dous fiadoras, habilitados na
forma da lei, sem que nao serlo admitttdos
tancar. E para que chegne aoconhecimento de to-
dos, se mandou publicar o presente. Paco da cma-
ra municipal do Recife em sessao de 30 de agosto
de 184.BarSode Capibaribe presidente. No im-
pedimento lo secretario, o official maior Manoel
Ferreira Accioli.
Rendas.
Imposto de afericoes......
dem de 500 rs. sone cabera de gado.
Idemdecapim de planta.....
dem sobre mscales e bnceteiras .
dem de 80 res sobre carga de fari-
nha, e oulros gneros vendidos nos
mercados pblicos das freguezias de
S. Jos e Boa Vi-la......
Rendimento dos acougues pblicos da
Boa Vi-ta, Cinco Ponas, e pateo da
Ribera de S.Jos....... 2:0538000
O Dr. Custodio Manoel da Silva Gaimaries, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesta ci-
dade do Recife de Pernambuco por S. M. I. a C.
o Sr. D.Pedro II., que Dos Guarde etc.
Faro saber aos que o presente edilal viren), que
Barboza & Lima estabelecidos com arinazem de as-
sucar na roa do Trapiche n. 24 do bairro do Recife,
cajos socios sao Francisco Moreira Pinto Barboza e
Jos Vicente de Lima moradores no dilo bairro. me
enviai ,un a dizer em sua petie.io por escripto, que
tendo cessado seas pagamentos em consequencia do
so impossibililarem os negociantes Oliveira Irmos &
C. de satisfazer com sua- dividas, vinham de con-
formidade com o arl. 805 do cod. com. fazer a de-
clarado de sua fallcncia, fim de ser por este juizo
declarada a abertura della, e seguir-se nos lermos
ulteriores, o que sendo por mira deferido e snbindo
a pelic.no dos supplicantes com o balanco do sen ac-
tivo e passivo, a minhs conclusao dei a senlenfa do
theor seguinte :
A vista da pelicao a fl 2, declaro fallidos os eom-
mercianles Barboza & Lima, estabelecidos com ar-
mazem de assocar na ra do Trapiche 11. 24, e
aberla sua fallecida desde o dia 1 do corrente mez :
mando que se ponham sellos em todos os bens, li-
vros e papis dos fallidos, Horneando para curador
fiscal ao credor Malheus Austin. que prestar o ju-
ramento na forma da lei ; e expe^a-se ao jaiz do
paz respectivo, copia aulhentica desla senleoca para
se proceder a npposicao dos sellos e cusas.
Recife 7 de agosto de 1854.Custodio Manoel da
Silca Guimaraes.
Nada mais se contiaha em dita senlenca, a nao
lendo Malheus Auslin aceitado a curadora fiscal,
foi nomeado Manoel I loarle Rodrigues, que aceiluu
e_presin juramento. Em cumprimenlo pois de
dita minha senlenca, lodos os credores prsenles dos
fallidos Barboza & Lima comparecan) no dia4de se-
tembro prximo seguinte as 10 horas da manhaa cm
casa de minha reaidenciana ra da Concordia do bairro
de Santo Antonio, fim de se proceder a nomeacao
de depositario para receber e administrar provisori-
amente os bens da casa fallida.
E para que chegne a noticia de todos, mandei
passar editaes que sero publicados pela imprensa e
afiliados nas praeas do commercio, casa das audien-
cias e eslabeleeimento dos fallidos.
Dado c passado nesta cidade do Recife de Pernam-
buco aos 30 de agosto de 1s.5i.-Eu Manoel Joa-
quim Baplisla. escrivao interino o escrevi.Custo-
dio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARACOES.
CORREIO.
O hiate Arago recebe a mala para o Aracalv hoje,
as 10 horas do dia.
As malas que lem de conduzir o vapor inglez
Secern para o Rio e Bahia, serao fechadas hoje (1)
ao meio dia.
Focam apprehendidas 4 velas de cera branca,
em poder de un menino, assim como um maco de
trancas em poder de um preto escravo: quem, pois,
se julgar com direilo a e-tes objectos, poder dirigir-
se subdelegada da freguezia de Santo Antonio do
Recife, que lhe serao entregues, dando os seus pre-
cisos signaos.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco,
arealisaremdo 1. a 15 de outubmdo cor-
rente anno, mais 30 0|0 sobre o numero
das acejesque Ibes focam distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resoluco tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 185*.O se-
cretario do conseibo de direccao,
J. I. de ftjr. Reg,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
sacaodo Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar o seguinte:
Para o 2. e 9 balalhoes de infanUria de uaha, c
companhia de artfices.
Talins da couro branco com'molas 2, panno azul
entrefino, covados 88; olanda de forro, cariados 1445;
panno preto, covados 348 ; brim branco Uao para
frdelas e calcas, varas 1816 ; algodaoziiihe, varas
3609 ; -sapatos, pares 1015 ; cobertores de Iftr.169 ;
capoles de panno alvadiu 447; camisa azul clara, co-
vados 221; batfies grandes convexos de metal ama-
relio, com o n. 2, (930 ; ditos pequeos com o mes-
mo n. 4950.
1.' batalho de infanlariade linha.
Estopa, para inlertelas de sobrecavas, pecas 3 ;
panno verde, covados 152 ; bolees de osso brincos,
grosas 25 ; ditas-de dito prelos, grasas 36 ; cartas da
a, b, c, 20 ; traslados de buhas 20 ; ditos de bastar-
do 20 ; ditos de baslardinho 10 ; ditos de cursivo 10;
laboadas 20 : pedras de loara 10.
Meio batalho da provincia do Cear.
Sola curtida, meos 200 ; brim para embornaos,
varas 293.
Meio batalho da provincia" da Parahiba.
Copo de vidro 1 ; prato de louca 1.
Guardas da guarotcSo.
Copos de vidro 4 ; bandejas para os memos 3;
mangas de vidro 4.
Provimento dos armazens do arsenal de guerra.
Baelilha para cartuxos de arlilharia, covados 1000;
brim da Russa para mochilas, varas 1000 : caixas
com vidro 2.
Otlicias de 1.a e 2.< classe.
Costados de- po d'oleo 2.
Ditas de 4.a classe.
Pedra pome, libras 16.
Quem quizer vender estes objectos aprsente as
suas propostas em cartas fechadas Da secretaria do
cooselho s 10 horas do dia 2 de setembro prximo
vindouro.Secretaria do conselho administrativo
para fornecimeuto do arsenal de guerra 26 de agos-
to de 1854.Jos de tirito Ingle:, coronel presi-
denle.-flenwrdo Pereira do Carmo Jnior, vo-
gal e secretario.
Pela subdelegara da Boa-Visla foi recolhido
cadeia desla cidade Manoel Madureira, pardo, de ra-
ca india, que sesuppoe ser escravo; seai senhor jus-
tifique seu dominio perante a mesma subdelegada.
I
AVISOS MARTIMOS.
DO MARANHAO'
esta' a chegar o palbabote Lindo
Paquete, navio novo, muito bem
construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui enra estada, devendo regres-
sar cora presteza ao Maranhao, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainda este en-
cllente barco, ([iieiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida (Jomes &
Coinpanlaia, na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar, am de contrataran a
carga que tivcreui.
Para o Aracalv segu em poucos dias o hiale
nacional Scrgipano, recebe ainda alguma carca
frete muilo commodo: a tratar na ra do Trapicho
n. 17.
Para o Rio Grande do Sul seguir breve o pa-
tacho Temerario, para onde recebe carga a frete :
quem no mesmo quizer carregar, pode entender-so
com o seu capitao Jos Antonio'Candido de Soaza,
ou com Amorim Irmaos, na ra da Cruz n. 3.
Para a Baha segu mpreterivelmeote no dia
3 de setembro vindouro, a veleira garopeira i.i-
rraro : para o resto da carga, Irala-se com seu con-
signatario Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz
d. 54.
Para* o Ceara',
segu cm poneos dias o patacho nacional Alfredo ;
para carga c passageiros Irata-se com J. B. da Fon-
seca Jnior, ra do' Yigario numero 4, primen o
andar.
Para o Acarac segu com brevidade o hiale
Sbrateme, capitao Francisco Jos da Silva^Ralis;
recebe carga e passaseros : Irala-se com Caelauo
Cvriaco da C. M.. .10 lado do Corpo Santo 11. 25.
Para a Raliia salie por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Maria, por ter
a maior parte do seu canegamento prom-
pto ; ara do resto da carga e passageiros,
trata-se comNovaest Companhia, na ra
do Trapiche n. 54, ou com o capitao na
praca.
Vende-se urna barcada nova, de 50
a CO caixas, prompta para seguir viagem:
trata-se na ra D'ueiU ns. 12 e 1 \.
m


f
---------- -
i
DIARIO DE PERNMBCO, SEXTA FEIRA I DE SETEMBRO DE 1854
f
>

Rio de Janeiro.
O brigue nacional Elvira, segu na
presente semana, s recebe alguiua car-
ga miuda^passageiros, eescravos a frete:
trata-se com Machado & Piaheiro na ra
do Vigario n. 19,2. andar.
PARA O ARACATY.
Soguc em poucos das, por j ler sen carrcgamen-
lo proiuplo, o bem condecido e veleiro hiule Cap-
baribe, pregado e Torrado de cobre : para o reslo e
passageiros trata-se na ra do Vigario n. 5
Para Ceara segu em poucos das o velciro
hiale Castro, para o reslo da carga trata-se no es-
criplono de Domiugos Alves Mallieus, ra da Cruz
n. IA.
PARA O RIO DE JANEIRO
Segu com brevidade*o veleiro brigue
nacional Daino, por ter parte do seu
carregamento piompto : para o resto,
passageiros e escravos a lete, para os
quaes oiFerece excellentes commodos, que
podem ser examinados, trata-se com Ma-
chadoiS; Pinheiro,naruado Vigarion. 19,
segundo andar. X
RIO DE JANEIRO.
Jispera-se do Assi o brigue nacional
Lysa, e teta' demora de um dia neste
porto ; para passageiros e escravos a fre-
te, para os quaes tem excellentes commo-
dos, trata-se com Novaes & Companliia,
na ra do Trapiche n. 34.
Vara o Ararat v segu em poucos dias o veleiro
hiato Cotilo; para o reslo da carga trala-se com
sen consignatario Domingos Alvos Matheus, na ra
da Cruz n. 34.
LEILO'ES.
O agenle Borja, seita-fera 1 do correnlc as
10 horas da mantisa no seu armazem, ra do Colle-
gio ii. 14, far leihn de um rico sanduario de p-
timo gosto ainda nao visto nesla cidade, varios pia-
nos ingle/es, relogios de ouro e prala para aKibeira,
dito* de parede e cima de mesa, obras de tiro e pra-
ta, i|uadros de diversos tamaitos lano coloridos co-
rno era fumo, excellentes machinas para fazer caf,
jocos de cliadrez e outras, obras de marcinaria ele,
etc., e varios ohjcclos,e\celleulcs no mesmo arma-
zem oslaran i amostra no dia do leilao, osquaes ob-
jectnisc entregarlo pelo maior prego que for oflere-
cido, '
O agente Oliveira far leilao por mandado do
IHm. Sr. juiz de direilo do civcl e commcrciodesta
cidade, e a requerimtntodc Joai|uim Lucio Monlei-
ro da Franca, liquidalario da linna social de Franca
& limaos de lodos os gneros e ariuagao disientes
na Liberna sita no pateo do Tcrgo, de Antonio Vi-
cente de Azevedo, sabbado 2 de setembro, ao meio
dia cm ponto, na indicada taberna no paleo do
Ter.;o.
- C. J Astley & Companhia conti-
nuarao, por intervenco do agente Oli-
veira, o seu leilao de fazendas: hoje 1.
de setembro, as 10 horas da manhaa em
ponto, no seu armazem, ra do Trapiche
Novo.
AVISOS DIVERSOS.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BITA DO GOX.X.BGIO 1 AWDAB 25. ,
O Dr. I'. A. Lobo Moscozo di consultas homeopalhicas todos os di&s aos pobres, desde 9 horas da
inanha aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operario de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulhcrque esleja mal de parlo.'c cujas circumstamias u3o perniillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 00 DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. 11. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados cm dous :................. 209000
Esta obra, a mais importante de todas as que tratara da homeopalhia, interessa a todos os mdicos que
quizerein experimentar a doulrna de Habnemann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho e fazciidciros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou outra de ler preciso de
acudir a qualquer iucoramodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a lodos os chefes de familia rus
por circunstancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sito obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopatha ou Indcelo do Dr. Mering, obra igualmente ulil s pessoas q*^5
dedicam ao esludo da homeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, Dharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos graudes de fiuissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......-........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,.....*.............
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de linloras indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos......................
Dita de 144 com ditos........................
Eslas sao acompanhadas de 6 vldros de Unturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Uering, le .lo o abatnenlo de HlcOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8S000
Ditas de 48 dilos......................... 16,000
Tubos grandes avulsos....................... IJOO0
Yidros de meia mira de tintura.................... 29000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o propriclario desle estahelecimenlo se lisongeia de te-lo o niais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seu medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crystal de diversos lamanlios, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por presos nimio com-
modos.
89000
43000
408000
453000
OffOO
603000
lOOOOO
OITerece-se urna ama de mcia idade para casa
de pouca familia 011 de homem solleiro. muito fiel, a
qual cozinha o diario de uraa casa e cugomma: no
aterro da Boa-Yista n. 63.
Quem precisar do una escrava para alugar, e
qnc serve para carregar um laboleiqp: dirija-se a
ra Direita n. 12 segundo andar.
Aluga-se um excedente sitio do fructeiras, casa
commuda e perfeilameole limpa, com bom banho
no fundo, eslribaria e planta de capim, no lugar
do Barro-Ver incido : a tratar no aterro da Boa-Vis-
ta taberna n. 20.
l'recisa-se anda de um feilor que enlenda de
luirla para tratar de um pequeo sitio na Capunga :
a fallaa na ra Nova n. 51.
S*- CCRIOSIDADE CURIOSA. .3
'iseja-se saber qual seja a auloridade criminal,
civil ou militar, quem compita conhecer se Joa-
qun de Albuqucrque e Mello he ou nao cidado
brasileiro, para nesla qualidade ser solicitador de
causas com provisao, c capilo do batalho de guar-
das nacionaes da freguezia de S. Jos nesla cidade ;
|H)is que, (endo-se posto pelas follias publicas em du-
vida e com bons fundamentos, qual a uacAo .1 qoe
esse senhor sullicitad >r e capilo periclita, "nem elle
e nem auloridade alguina, nem mesmo o Sr. Dr.
promotor se lera dignado entrar em 13o necessaria
averiguarlo, e elle contina nos empregos sem dar
a menor salisfagao !.! A'quem se dignar esclare-
crosla pergunta, muito obrigarjo Ihe licar
O Carne ucea.
GABINETE PORTUGIEZ DE LEITCRa.
Tundo de se reunir no domingo, .1 de selembro, a
assetnhla geral do gabinete porluguez de leilura
nesla cidade, he de esperar que todos os seus socios
alli eompaniccr.io, Iribulamlo desta sorle a devida
comideragao ao convite da digna directora que tan-
to I101 feito prosperar aquellc estabelecimento no
consideravel numero de socios que se lem inscripto,
tanto accionistas corno subscriptores. Com quanlo
nao taibamns o motivo de (al reunan, he presrfmi-
vel trae ser de inteiesse notavrl, e que nao de ve
ser iuiliflereiile aos seus socios, para mais os incitar
a que nao filie 111 a olla.
Jos Antonio de Souza, oj Antonio Jos de
Souza que diza ler sido professor em Caxias, em
selembro de 1840, lirvu em conrurso a cadeira de
primeiras ledras de Pajc de Flores, la casnu e an-
da I oje reside; lalvez seja oslo o procurado pelo
aun .meio de hoje, quo em vez de se ler ordenado,
como se suppe osla casado.
Clirisma^na ordem tercera do Carmo.
S. Exc. Revm. leu determinado conferir oSaera-
iiieiiinila coniii maca j, dos dias 8 e 10 do corrente
mez deselerabro, e nao no dia 3 como se linha au-
nunciado, as 10 horas da manida. As esmolas serao
app'icadas para a obra do hospital da mesma ordera:
o prior espera da generosidade dos bons padrinhos
a sua applicagao de caridade,Francisco Pinto da
Coila Lima, prior.
Aluga-se o terceiro andar da casa
da ra do Vigario n. 5, o primeiro da de
n. 6 da ruado Amoriin, um rancho e ter-
reno doLuca, na estrada nova, proprio
para criacao de gado.e um sitio e casa de-
nominado do Cordeiro, em Sard'Auna :
os pretendentes dirijam-se a ra do Viga-
rio, casa n. 7.
M....deS......J......responde aoSr. Ca-
rijfi Companhia: i. que na, he deshonra aceitar
convites para bailes : 2. que a relicencia que appa-
receu do seuannunrio em nada Ihe he applicavel :
3. que sendo tao misterioso uada se pode inferir do
fim a que alliDge o final do sen elegante anniincio :
t. e finalmente, que declara de um modo solemne,
que nao fra elle o autor do amiuncio i que parece
alludir o Sr. Carjfi Companhia inser o 110 Diario
u. 198 de 30 do corrente. Concluindo, roga aos
lllms. Srs. redactores, se dignen declarar se mi elle
o autor do anmmcio a que parece referir-sc o Sr.
Carijo & Companhia, firmado porPinga.
Nao foi do Sr. N....M,... dcS.....J.....o aviso que
menciona.Os redactores.
A sociedade commercial sob a firmaMcdeiros
c\ Companhiaacabou hoje 31 deagoslode 1864.
A sociadade commercial sob a firmaReg &
Companhiaacabou boje 31 de agosto de 1851.
O abaixo assignado, nao lendo anda recebido
urna gralificaraoque espera das Alagoas,pelo retrato
de S. M. o Imperador, que enviou para aquella pro-
vincia, por 1-.0 roga as pessoas que lem negocios e
transacgdes com o abaixo assignado o obsequio de
esperaren), que brevemente serao satisfeilas, visto
S. Exc. o Sr. presdanle daquclla provincia ler com-
municado, dizendo que expedir as suas ordens para
ser entregue a dila gralificaro, e por esla razao de-
clara com antecedencia para ninguem o julgar fal-
lo de palavra nos meus pagamentos.
Cindnato Macignier.
O abaiio assignado por se ter de relirar, pre-
vine a todas as pessoas que livorcra debilos ou pe-
nhores em seu poder, que qu.-mlo antes os veiiham
resbalar no prazo d 8 dias, seaao passar a vnde-
los para seu pagamento.
. Domingos Jos Gome* de Macedn.
Eu abaixo assignado declaro, que observando o
retrato de meu sobriuho o Sr. Rogerio Libralo Luiz
da Silva, lirado pelo Sr. Cincinato Maviguier, nclle
encoulrei loda a semelhanoa, leuda apenas sabido
um pouco escuro, nica razao que levou o dilo meu
sobrinho a tirar outro pelo Sr. Pacheco.
'ose Caelano de Mcdeiros.
Por ordem do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara, a requehmeiito do lulor da menor,
fillia do finado padie Jo3o Guilherme Kcrrcira Pin-
to, bao de ser arrematados no dia 30 do corrente,
def ois da audiencia, os malcraos de 2casas existen-
tes na ra pordelraz da groja .leS. Jos, a saber :
urna porcao de lijlos, telhas c caihros, c uns peda-
eos de terca, ludo avallado em 609000 : o que se
faz publico para scieucia daquelles a quem iuiores-
sar possa.
Seguoda-fcira, 4 de seterr.bro, depois da au-
diencia do Sr. Dr. juii de direilo do commenio, se-
rao podas em arrcuialacaoas dividas do. ausente Jos
^''"Moreira, conslaiites de ledras na quanlia de
1t>:4a95.)7t, por uxecucao ile P. Souvagc & Compa-
nlnn,sendo eulrcguo o lan.o pela maior ollera que
houver. H
Quem precisar de una ama para o semoo de
umii casa, dmja-se por baixo d.i ordem tercena de
. francisco, casa d.j marcineiro.
A abaixo assignada, lendo de mover aceiio de
divorcio contra seu marido or. Guilherme Augus-
to Ilodrigucs Selle, para acaulclar qucstts futuras,
aprossa-sc em prevenir que ninguem se arrisque a
fazer como dito seu marido conlraloalgn, relativa-
mente aos bens de seu casal; pois quo decretada a se-
pararao, equando so Iralar da parlilha, tom a an-
noncianle de conlesiar-ll.e o diicilo da meia.ao, al-
ientas certas circumstancias que oxislem. c'fiucse
P^arao. Recifel.desclemb.ode1854. '
-f ma Joaquina de Mello.
No dia 30 de agosto patsudo, ausenlou-se ou
foi sedando, lalve: pelas 8 -- horas da i.oile, um
pardo acaboclado, dsuorec Dianianliim, com 20au-
nosde idade, de estatura alta, rosto redondo, e al
ruciado alguma cocsa por estar com dores de den-
tes ; levou camisa de chita prela, ceroul.i de algo-
dao/.inho e cliapo de couro, he lllho do seriao, e foi
escravodeJeronjm^deSouza arinho, e boje de
llenrique Fernandes Lopes, de Snixa-Verde : roga-
se as autoridades pol iciaes, capilaes de campo c a 011-
tra qualquer pessoa o apprel.eud un e levem-no .1 ra
do i-Mamado, luja d. 19, quesefo recomi.eDsados.
9 Antonio Agripino Xavier de lirilo, Dr. em X
9 medicina pela laculdade medica da Babia,re- 9
@ side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on-
J de pode ser |>rocurado a qualquer hora para o
(9 exerciciode sua profissao. aj(
m S:@S@@@
Na ra do trapichen, 17, recebem-se encora-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senhos.
Arrenda-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 64, com lodos os seus ulencihos, ou vendem-
se estse garante-so o arrendamento por 1503OU0 rs.
annuaes ; lamben) se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irala-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
O padre Vicente Ferrer de AIIjii-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoc-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimcnto de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presumo,
Crotestando satisl'azer a' expectacao pu-
lica anda u cusa dos maioressacnlicios,
c, emquaiitonaoli.\ar sita residencia, que
devera' ser no centro do hairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livrara da prara da Independencia ns.
t c 8.
LOTERA DO THEATRO DE SAMA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do corrente atino.
Aos 10:000S000, 5:000.S000, 1:000,s000.
O rautelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilheles c caute-
las nao soil'rrm o descont de oilo por rento do im-
posto geral nos tres primeara grandes premios.
Elles estao oxpostos ; venda as lojas j conhecidas
do respeilavel publico.
Bilheles 113000 10:01)05000
Moios 5.55OO fcOOQiOOO
Ouarlos 25800 2:501 BJ000
Oilavos 15500 ISSOfOOO
Decimos 15300 1:0005000
Vigsimos 3700 5009000
PIANOS.
Patn Nash A C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos hem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
i
II3OOO
55500
25800
13500
15300
700
Anda precisa-sc de um bom roziuheiro, e de
una prela para trrico de casa; prefere-se escravos:
na ra da Senzala Vclha n. lio. esquina do beceo do
Capim.
O abaixo assignado, solicitador da veoeravel
ordem lerceira de San traucisco desta cidade, auto-
risado pelo procurador geral da mesma ordem, con-
vida a todas as pessoas que se acham a dever foros
dos terrenos cm que (cm suas casas foreiras mesma
ordem, para que al o dia 10 de selembro prximo
futuro vo satisfacer os seus dbitos, sob pena de se-
ren cobrados judicialmente, e para commodidade dos
llovedores acliarao ao abaixo assignado lodos os dias
uleis das 12 horas do dia as 2 da tarde na lujado
Sr. Padre Ignacio Francisco dos Santos, no largo do
Collcgio.Manuel Luiz da I eiqp.
Champagne, a melhor que ha no
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte? assim como ce
raem velas, cautas de 100 ede 50 libras:
trata-se 110 esetiptorio de Machado & Pi-
nheiro, na rita do Vigarion. 19, segundo
andar.
Na ra Baila n. 13, precisa-se de urna escrava
que saina cozinhar eengoinmar, esobreludo que se-
ja fiel : lie casa de duas pessoas de familia.
Precisa-so de una ama de leite, que seja sadia:
no aterro da Boa-Vista n. 47, segundo andar.
Na ra Nova, loja n. 12, dir-se-ha quem d
1005000 rs. a juros com penhores.
>$)
<) Homceopathia.
2 CLNICA ESPECIAL DAS M0- (&
S LEST1AS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co- X
ral, rheumatismo, gota, paralv- w
sia, def'eitos da falla, do ouvido e
dosollios, melancola, cephalalgia ^
> ou dores de cabera, eiicliaqueca, (^
() dores e tttdo mais que o povo co- ffc
^) nhece pelo nome genrico de ner- /A
S "OSO- (f*
^T As molestias nervosas requerem muilas ve- W
'pj zes, alm dos mediramenlos, o empreso de (8
^1 ontrus ineios, |ue desperlem ou abalara a S
W sensbilidade.* Estes moios possuo en ago- w
(g) ra, c ns ponbn a clisposicao do publico. f)
tf*\ Consultas lodos os dias (de gra{a para os ,^f
VW pobres), desde lis !) horas da'manhaa, al '#)
(A as duas da larde. /V*
/A As consultase visitas, qtiando nao poderem
V>) sor feilas por mim, o serao por um medico \
\ (le minlia maior cnnlianca: ra de S. Fran- (A,
S lisco (Mnndo-Novo, 11. 68 A.Dr. Sabino *Z
') Ole/ario Ludgero Pinito. IfSk
.Necessita-se alagar una prela que (alba ven-
der na ra, paga-se 14)000 rs., assim como um prc-
lo para trabalhar cm um silio : 11a ra do Kaii"ol
sobrado 11. 77, primeiro andar.
Aluga-se um armazem na roa da Concordia,
baslante crande para qualquer eslabelecimenln, por
ser no meio da ra : traase na prara da Indepen-
dencia n. 27.
Os Srs. rredores da massa fallida de J. A. de
Fara Abreu c Lima, que tem de receber a sua par-
le no segundo dividendo, queiraiu dirigirte para
esse fin, munidos dos seus respectivos crditos, a
Miguel Joso Alves, eaixa da adminislracao da mesma
massa, ra do Trapiche, casa n. (i.
Aluga-se para passara fesla, 011 por
anuos, um silio no lugar da Torre, n'mar-
gem do Capibaribe, com excedente casa
feita a' |K)iico, com i iptartosem bii\o,
co/.inha lora e um grande sotao compe-
ten temen le repartido, cacimba com boa
agua de beber. Esta casa tica em urna lo-
calidade tao alejada e elevada, que as
aguas da nunca vista cheia de S- Joiio pas-
sado nao deram cuidado a quem morava
nella : quem pretender, dirija-se a' ra
da Cruz n. 10, (pie achara' com quem tra-
tar.
Avisa-sc ,1o respeilavel publico, que ninguem
arremate a casa lerrea da ra da Manuueira n. 30,
sila no bairro da Boa-Vista, pos he propriedade da
viuva de Burgos & Fillms, e nao de Jos Joaquim
Bezcrra Cavalcanti de Alhuquerqne, como lamben)
declara que ella nada devea fazenda publica, eqno
seus bens nSo devora eslar sujcilos a debito de ou-
Irem, que desde i protesta contra tal arretualasao.
DENTISTA FRANCEZ. @
Paulo Gaignous, eslabelecido na ra larga 5i
9 do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den-
3$ les com gengivas artificiaos, c dentadura com- C-.c
0 plcta, ou parte della, com a pressao do ar.
dj Tambera lora para vender agua denlifricc do
+ Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do @
$ Rosario n. 3t> segundo andar.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
8f*ese:sii*
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- jg
@ dou-se para o palacete da ra do S. Francisco $g)
'mundo novo) u. 68 A.
Aos 10:000,- 5:000.S e l:000.s000.
Na prara da Independencia n. -1 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Fara Machado, ra doQucimado n. 37 A dos Srs.
Souza & Freir c prara da Boa-Visla loja de cora
do Sr. Pedro Ignacio llaplista, eatSOii venda os bi-
lheles e cautelas da primeira parle da l!)'' lotera do
Ihealro de Sania Isabel, a qual corre no dia 20 de
selembro, cujos bilheles sAodo cautelisla abaiso as-
signado; o qual paga por iuleiro o premiod 10:0005
5:0005 e 1:0005000, que sabireni em seus bilheles
inteiros c meios bilheles cujos \ 1 pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilheles inleiros.
Mcios bilheles.
Quarlos.
Oilavos.
Decimos.
Vigsimos.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rita do Trapiche
n. 15, ha muito superior potussa da Kus-
si.a c americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
Da-se diiibciro a juros em pequeas quantias,
sobre penhores de ouro e prala : na ra Velha
11. 35.
Lava-sc e engomma-se com (oda a perfeicAo e
aceio: 110 largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
S,@tSa@s15f5,*vlKSS@
A O Dr. Joo llonoriu Uezerra 5 ronnado em medicina pda faculdade da Ka- &
^ liia, conlinu 110 exerriciudesua proli^so, na *;
j^ ra Nova n. I'.1, secundo andar. ;;;
#a O aoaiso assignado, herdeiro do finado JoJo
Firmno da Costa Barrada, declara que, existindo
uraa letlra perlencente ao mesmo Joao Firmino, acei-
ta pelomajor Francisco Anlonio Pereira dos Sanios,
ja fallecido, provenienle da veuda que Ihe fez do
engenho Tenlugal, a qual leltra be da quantia de
3:0005000, e se acha vencida desde 31 de julliu de
1835, ecomo ignore cm poder de quera ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou aliver,declare
por este Diario, assrgurando-lhe o abaiio assignado
sua gralidao por um tal motivo.
j"oo da /tocha Wanderley Lins.
Toalhas e guardanapos de panno de linho
puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos cora-
modos.
LOTERAS DA PR0YLM4.
O thesoureiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do costu-
me, oshilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no da 20 de setembro :
prara da Independencia, lojasn. 4e 15 ;
rita do Queimado, loja 11. 39 ; Lvra-
mento, botica n. 22; ra da Cadeia do
Itecil'e, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. i8 ; ra do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e rita do Collegion. 15.
GABINETE PORTL'UE/. DE I.EITLRA.
Por ordem da directora do gabinete porluguez de
leilura, convoca-sc os Srs. accionistas para se reuni-
rem eslraordinarianienlc cm assembla geral, do-
mingo, 3 de setembro. as II horas do dia. .)/. /'.
de Souza llarboza, 2. secretario.
O abaixo assignado, esbibelecido
com padaria no lugar da Magdalena tra-
vesa dos Remedios, tendo lido no Dia-
rio de sabbado 27 do correte um an-
nuncio, que diza vender-se a padaria da
travesa do Remedio, a tratar na mesma;
o abaixo assignado faz ver ao publico
quesemelhanteannuncio nao foi feito pe-
lo abaixo assignado, e nem autorisou al-
guem para o fazer, pois que nao vende o
seu estabelecimento, nem temtencao de o
fazer; portante, semelhante annuncio s
poderia partir de algumseit inimigo, com
o lira de o desacreditar; o abaixo assigna-
do por tanto agradece a este seu inimigo,
a parte tao activa (pie tema nos negocios
alheios, e Ihe aconselba que empregueo
seu tempo em cuidar de seus negocios, e
deixe os ontros viverem. pois o abaixo as-
signado faz outro tanto : tendo assim res-
pondido a este meu inimigo ou amigo, 1-
cando o publico sciente que deve desprezar
taes annuncios, pois que nao pretendo
vender o meu estabelecimento.
Joao Alves do.Moitra.
No dia 2 de selembro lem do aeran arremata-
das, a requeriinciilo do solicitador de capellase re-
siduos, as (erras do Campo lirande, avahadas por
'J:5O0S4KK), contendo 7 silos, leudo Ierras para plan-
tar, criar cado, baixa para capim, muilas fructeiras,
cun; os ditos sitios ha una casa torrea de podra e
cal com 2 salas, 1 quartos, casa de farinha, estriba-
ra, c rendem os mencionados silos3li;000, rendas
que poderaser alteradas por serem mullo baixas, de-
pois da morlc de seu possuidor, que ha a 40 anuos fe
conservara al boje com oslo valor.londo caintua pa-
ca embarque edcsembarqne.lcm KM) e lanos palmos
de frente e os fundos vilo al a cambo* da Tacaruna,
be miiiin perlo da cidade. apenas dista meia legua,
be na estrada de Itclem. Os sitios c Ierras cima
mencionados forara considerados residuos era conse-
quencia do finado Jos Dominmios Nevos nao ter
'lado cotilas da testara uilai ia do finado Dr. Anlonio
Pin de Lurena e Caslio, e o seu produelo vai ser rc-
colbidu a fazenda nacional.
A taberna n. 93 das Cinco Ponas, que ja an-
douem praea, lornou a ser avahada por menos valor,
e vai a prara no dia seila-leira, 1, de selembro, 1111-
prelem cimente ; os pretendentes comparecaiu, ao
meio-dia que o negocio he bom.
Jos Francisco de Braz relira-se para Portu-
gal.
Precisa-se alugarum sili" perlo da prara. que
possa sustentar 6 a 8 vaccas auuualmenle; quem li-
ver annuucie.
Precisa-so alugar urna ama que saina cozinhar,
e ciigummar e que seja lid : na ra da Concordia
n. 26.
ATTENCAO'.
I ni inoro bstanlo hbil, o qual lera pratica de
ensinar, c d fiadores a sua conduela, se oUerece pa-
ra ensiuar era casas particulares, ou mesmo em al-
gum engenho. naos primeiras ledras, gramnialica
nacional o latina, como tambera a traduzir e fallar
o francez ele. -. na ra de Apollo 11. 19 ., dir.
O abaixo assignado, lendo annunciado por esla
falla que eslava para fazer compra da casa terrea 11.
3, sita na ra dos Pescadores, perlenconle a Sra.
Mara Ignez de Jess, mulher do tinado Vicente
Canteo, nao lev* este negocio efleilo por a dita Sra.
ler fallecido, c agora faz publico que vai elTecluar a
dila compra cora a Sra. Joaquina Maria da Conrci-
ro, m,l 1 e nica berdeira daquclla finada; se houver
quem tenba alguma opposicao a fazer, dirija-se ao
pateo do Terco 11.3,uestes 3 dias,era casa de^Anto-
nio Moreira Kcis.
Os abaixo assignados, com loja de fazendas na
ra do Queimado n. 7, leudo obtido em 9 do corren-
te mez e anuo urna coucordala por intervenco do
Sr. Francisco Gomes do Oliveira, que convocou reu-
nan dos seus credores no dia 2 do corrente, como se
v no Diario desse da n. 175, derlaram que se achara
prcjudicadas todas as letlra- sacadas anteriores a esse
dia, era razao de ler sido a coucordala coucedida
por unanimidado, c ainda nao terem os Srs. credo-
res feito eutrega das lellras antigs nao obstante
acharem-se as sacadas,por forca do aocordo referido,
em nuiu c poder do mesmo Sr. Oliveira.
Gregorio Sitveira.
Desde o dia 22 do correle desappareccu o es-
cravo Manool.crioulo, de idade 18annns, pouco mais
011 menos, he hem cunhecido pelos seguintes siguaes:
cor fula, nariz chalo, beic,os grossos, ps bastante
grandes, e he alto : quem o euconlrar e levara casa
de seu senhor, na ra larga do Rosario n. 30, quar-
lo andar, sera recompensado.
Precisa-se alugar um escrava, que enlenda de
lodo servico de casa : quera tiver, dirija-se a ra
das Trinrbciras 11. 8.
Dcseja-se saber se existe nesla cidade Antonio
Jos de Souza. que foi professor de primeiras lellras
era Caxias do MaranliSo, e rousla ser boje padre, se
existe, roga-se-lhes auuuiicic sua morada para ser
procurado ; do mesmo modo se alguem souber in-
formar e a isto se quizer prestar.
Cm moco brasileiro casado, com pouca familia,
de idade de 30 annos, se ollercce para raixeiro de
qualquer arruinaran, na praca ou fura della, o qual
sabe bem ler, e-crever e contar : a pessoa que do seu
presumo se quizer ulilisar, auminciepor este jornal,
jou antes dirija-se a ra do Padre Fluriano sobrado
11.6 9, a qualquer horado dia.
AO PUBLICO;
Esclarecimenlos completos por rscripluras anti-
gs, alguinas de 1763 c provars que se referen)
dalas de 200 annos, c outras escripturas e senlencas
sobre os 6 sitios e nao 71 con leudos no Campo tiran-
de, junto a Tacaruna, corii caria topograpbica do di-
lo Campo Grande e gamboa da Tacaruna, alm de
mais escripturas nos autos entre parles Dr. Lucena
e Castro, Jos Antonio da Silva Pinto, eoulros ; on-
de est junta a escriplura da propriedade N.Seuho-
ra da Alalaia, vendida por I). Margarida Anua Jo-
sefa, ao capilo Ignacio Itiheiro Leilao ; quem intc-
ressar dirija-sc ao cscriplorio do lahelliao Su.
Vendc-e urna balanca, aulor ,Romao 4 C, de 1 Vendem-se peuuas de ema : na ra da Crui
6 e ', palmos de comprida, bem reforcada e em n. 26, primeiro andar.
Vendem-se re
bom estado com conchas c crrenles, propna para
armazem de assucar : na ra de A poli n. 12.
Vendc-se urna negra dcnacSo, idt"'e 30 annos,
com duas crias, urna de 5 mezes e outra llp anuos:
no paleo de S. Pedro, sobrado da quina 1ae volla
para a ra de Hurlas. x.
Vendem-se terrenos ern ptimos lugars> n
bairro de S. Antonio e por preco commodo : a"-fal-
lar com M. Carneiro. v
JOIAS DE OL'KO.
|S Na ra do Queimado loja de ourives pinla-
5 lada de azul 11. 37, lia um rico e vanado sor-
2 limeiito de obras de ouro que o comprador,
** a vista dos precos e bem feito da obra, nao
jgj deiiar de comprar, aliancando--e e res-
4* punsabilisando-sc pela qualidade do ouro de
>,i H e 18 quilates.
iinBtflIUlllllMMM
Oflerece-se urna ama porlugueza para casa de
um homem solleiro ou de pouca familia, engomma e
fazo maisscr\ico, linda mesmo para Torada pra-
ca : quem precisar, dirija-se i Boa-Visla, ra da
Conceicao n. 52.
Piecsa-se de um hora cozinliciro e copciro,
forro ou eteravo, para casa de pouca familia : quem
esliver neslas circumstancias drija-sc ra da Sau-
dade, delimite do Hospicio, quarla casa.
*- O abaixo assignado julga nada dever, lano
nesla praca como fra della, e se algnem se julgar
seucredor por qualqoer lilnlo ou letlra, apresen le-
so para ser inmediatamente pago.
Jos Got\alces Torres.
Obarharrl formado em nitilliemalicas, Ber- 3
nardo Pereira do Carino Jnior, avisa aos >;-;
senhores que Ihe fallaran para ensinar ari- C-)
Ihinclica, algebra e geometra, e aos que g5
laiubem se quizerem applirara ossas diseipli- m
as, que 110 dia 1. deselerabro prximo vin- &
ilnuro dar principio as suas lice, na ra $
Nova, sobrado 11. 56, das as 5 }% horas da Y^
larde. >^i
Precisa-se de um monillo de 12 a 11 anuos de
idade, para caixeiro : no aterro da Boa-Visla loja
11,82.
Boaventura Jos de Castro Azevedo, com loja! e
fabrica de chapos na ra Nova n. 52, e deposito
ua prara da Independencia 11. 34, tem a honra de
annunciar ao respeilavel publico desla cidade, e
particularmente aos seus benignos amigse fregue-
zes, a quem se confessa Mnimamente grato pela
preferencia que os mesmos tem dado a suas obras,
que, com auxilio de peritos ofliciaes tem consegui-
do dar o mais alto grao de perfriro s obras ma-
nufacturadas cm sua fabrica, do mancira que os
seus amigos c freguezes nada lerao a desojar das
obras franceas, pcisque para isto nao se ponpa a
lodos os sacrilirios por difflceis que sejam, e que se
acha munido para a festa de um explendido -ui l-
menlo de chapeos de todas as qualidades, tanto pa-
ra homem como para senboras e meninos, e que os
est Teniendo tanto em porciio como a retalio, por
muilo menos preco que era outra qualquer parte;
c as raesmas casas recebe-se toda e qualquer en-
commeuda e concerlos de obras tendentes i\ -11,1 ar-
le, que alera da commodidade dos precos serao exe-
culadas com lodo o asscio c promplidao ; e como
ha pessoas, quo pelos seus alazores nao podem fa-
zer suas compras e cncommendas de dia, acba-se
esle eslabelecimenlo aberlo da hora do costumeat
s 9 da noite a espera que os benignos freguezes o
honrem com as suas mu agradaveis presecras.
Joao da Fooseca Jnior relira-sc para fra
da provincia.
Pedrinho ou o amor fraternal.
Maooelzinbo de nossa aldcia com os seos pali-
ulios. Ainda existe um pequeo numero desla n-
teressante obra, produeco de urna Porluense, que
animada do acolbimeulo que lera recebido do pu-
blico juvenil, ,1111111a e a nlTcrece-la s illu-lii-i-
mas mais de familia, de quem espera toda a prolec
(, e se acha venda na ra Nova n. 52, loja
de Boaventura Jos de Castro Azevedo a 210 e a 160
rs. cada exemplar era broebura.
Na ra do Sol n. 1 ha 2 prelas de idade para
alugar-se, proprias para qualquer servico de casa.
T. Becker avisa aos seus freguezes que o Sr.
Jos Francisco Kibeiro Cama nao he mais raixeiro
cm sua casa.
O niajor engenheiro prorisa para as obras ini-
lUros o segrate : 160 vigas de 33 palmos de coni-
primento e I de face, e O frechacs das mesraas di-
menses, mascom 5 polleaadas smenle de altura,
sendo lodas eslas madeiras das qualidades abaixo
declaradas: louro, sapucaia, piqun, raacaranduba,
sapucarana, emberiba prela, bamb, sicupira, cora-
cao de negro.
Aluga-se um ptimo moleque para lodo o ser-
vico ; a Iralar cura Jos Caclauo de Mcdeiros, no
Forte do Mallos, prejjaiMlo Jos Carlos Lobo.
ENCOMMADeWIaFKaNCEZA, RA DO ROSA-
RIO DA BOA-VISTA N. 8.
Nesla casa engomma-se roupa de homem c de sc-
nliora com toda perleirilo, e igualmente se lavara e
engommam os los c bicos de linho, de maneira
nao se conhecer que foram lavados ou servido:
lamben) se engommam romeiras para senbora : po-
de-se procurar a pessoa a qualquer hora do dia,
COMPRAS.
Compra-se urna canoa de carreira era bom
estado oque nao seja muito pequea : na ra da
Cadeia do Her le n. 51.
Comprara-se garrafas brancas e mesmo franco-
tas, ainda que sejam servidas de azeile doce, e pa-
gam-sc hem : na fabrica de espralos da ra Direita
11. 17.
Comprase una escrava riioiilaou parda, son-
do moca, de bonita figura c rom algumas habilida-
des ; paga-se bem : na ra de Hurlas n. 60.
Compra-se urna bride de metal do principe,
promeltr-se pagar bom, sendo que sirva ; na rua
araa do Rosario n. 33.
Compra-se um lalioleiro cora ojoso de gaino
c as competentes lalas ou pedral que esleja era
bom estado : na rua da Sen/alia \ cilla 11. 96.
Compra-se ou hjpnlhuca-sc nina casa lerrea,
sendo om ras trcqueiitadas e 110 bairro de Sanio An-
tonio ou S. Jcs : quem quizer fazer albura deslcs
negocios, dirija-sc a rua da Viraro 11. 9, ou an-
nuucie.
VENDAS.
PlI>LICA<;.\0' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mczde Maria, adoptado pelos
roverendissiinos padres capiirhinlios do N. S. da Po-
lilla desla cidade, augmentado ruin a novena da Se-
nbora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dallia milagrosa, edeN. S. da llora Couselhu : ven-
do-sc unicaiuenlc na livrara D. 6 fl 8 da praca da
independencia, a 15000.
200 rs.
Vende te um resto de dulas largas escuran, pelo
prego de 200 rs. o covado, sarja bospanhola verda-
ileira a 2?:100 o covado ; na loja de Gregorio & Sil-
veira, rua do Queimado 11. 7.
Vende-so um escravo de nacao, de meia da-
de, he ganbador c Irabalba do rnxada : na rua da
Palma, penltima casa do ladu do puente, som nu-
mero.
BURROS-
Vendem-se bons burros: a Iralar na rua do Quei-
mado n. 14.
Veiidcin-se 10 escravos, sendo 4 molcroles
bons e ptimos para lodo servido : na rua Direita
n. 3.
LIN1IA DESCABRITE!. DE 200 JARDAS. -
Vendem-se em casa de Fox Brothers, rua da Ca-
deia do Recite n.62, carrileisda mais superior linha
que lem viudo a este mercado, cada carmel lem 200
jardas.
Vende-te i'arinlia de mandioca mui-
to lina : no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alfandega,
ou a tratar no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapichen. 34.
Vende-se um carro de t rodas muilo bonilo,
com 1 rreios,lodo forrado de seda ; a Iralar no aterro
da Boa-Visla, ero casa de Miguel Segciro.
49000 rs.
Vendem-se .i'dinhciro visla pecas de madapoln
largo, de boa qualidade, pelo baralb preco de 45000
cada urna peca : na loja de Gregorio & Silveira,rua
do Queimado 11. 7.
210 rs.
t'.onliiiua-se a veuder as melhores chitas francezas,
pelo diminuto prego de 240 rs. o covado ; na loja de
Gregorio & Silveira, rua do Queimado n. 7.
65600.
Chapeos de sol de seda cora muilo boa armaran,
sendo de 26, 28__e 30 pollegadas, que regularmente
seu prego he de 75500, mas qoerendo-se acabar com
um reslo. vende-sc pelo barato prego de 69600cada
um ; na loja de Gregorio & Silveira, rua do Quei-
mado n. 7. /'i w
I29OOO rs.
Vendcm-sc loques de madrepernla para cultura,
o mais superior que pode haver nesla fazenda a 125
rs. cada um, chales de retroz de 4 ponas a I65OOO
cada um ; na Jojg, de Gregorio & Silveira, rua do
Queimado n. 7.
CARNE DO SERTA.
Vende-se muilo boa carne do seriao por menos
prego da do Cear, cm pacotes de 4 arrobas : no ar-
mazem da porta larga ao p do arco da Conceii.au,
defronle da escadiuba.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendc-se na ruada Cadeia do Recife n. 10, ao p
do t'.orpo Sanio, saccas com superior farinha de
mandioca por menos prego do que em mitra parle.
Vende-se na rua do Cocho, na cidade de Olin-
da, una exrellenlc casa lerrea cora sala e quarlu na
frente, sala alraz, 4 quartos, cozinha separada, chaos
proprios, cora graude quintal onde lem um grande
coqueiro : a fallar no Varadouro, casa 11.18.
Vcndc-sc a dinheiro urna ou duas moradas de
casas de pedra c cal, na rua Imperial, ou troca-se
por um silio que lenha de 2 a 3 mil ps de cuquei-
ros p?ra cima : a quem este negocio convicr,, diri-
ja-sc mesma rua,casa 11. 211.
Vende-se no armazem de James
Malliila\ na ruada Cruz 11. i, oseguinte :
sellins inglezes elasticosesilltoes para mon-
tana propria de senliora, caberadas de
:ouro branco e estribos de metal branco,
anternas de dill'erentes modellos para
carro e cabriolet, ei\os de patente para
carros, molas de 5 i'olhas para ditos.
PALITOS. Na ma do Queimado loja de sobrado ama- W
rollo n. 29, vendem-se palitos de merino (gs
prelo muito superior, forrado de seda, pelo ut\
baratsimo prego de 93000 rs. W
*$^S^SS@88 $
Vendem-se 21 alqueires ou mais de cal branca
junios ou em porgaes, na rua do Rangel n. 24, e
mais una barrica comareia de fingir ou fazer corni-
jas: assim como vendem-se duas nieias portas de al-
ema j evidracadas de 10 a 11 palmos de altura ; 1
nilanle; as Tahuas de Calais e alguns mappas ; o
Ucporlorio das Ordeoagoes doReino em muilo bom
estado, 1 diccionario de raedecina em muito uso c
tambera separado ; 1 Epitome Serfico ; urnas horas
Mariauna c oulros livros espriluacs, 1 bancojaw ca-
rapina novo, de araarello cora alguma ferraVenta
do mesmo ofiicio, c lambem I trave de boa madei-
ra para robera : ludo na mesma casa cima a qual-
quer hora do dia. Na mesma casa se compra um ler-
110 demedidas da? pao do padrAo novo, de alqueire
al oilavu.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henricjuc Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabooele, de paten-
te inglczes, da melhor qualidade c fabricados em
Londres, por prego commodo.
Na roa do Vigfio n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior Hanoi la para forro de sellins che-
gada recentemenlc da America.
Veudc-sc calem pedra ebegada ltimamente
de Lisboa por prego commodo : na 1 etiuaco da Sen-
zalla Nova n. 4.
A taberna do pateo do Carmo, quina da rua
de Hurtas n. 2, ronlina a ter venda todos os g-
neros bons e baratos: manleina iogleza a 400, 480,
560.720 e 800 rs., franceza a 560 e 600 rs., toncinho
da Lisboa a 360, chourigas a 400 rs., alelria a 300
rs., bolachinhas inglczas a 320, ditas a Napoleo a
400 rs., dlas de ararula do Rio a 560, passas muito
boas a 360, cha a 15600,25OOO c 28240, rap a I5OOO
o bolo, banba a 500 rs., larinha de MarauliAo a 140,
e-per ncele a 800 rs,. carnauba de 6 e 9 a 320,
farinha de trigo a 150, folba de louro a 400 rs., cra-
sa da India a 600 rs., caf a 180 em grao, enxofre a
70 rs., assucar mascavado a 70 rs. a libra, esleirs
do Araealy a 200 rs. urna, latas com sardinbas de
Nantes a 600 e 800 rs., lijlos de limpar facas a 140.
graix.) era latas a 100 rs., azeitonas a 280, viiiho da
Figucira a 480, de Lisboa a 400 e 360, azeile doce a
600 rs., de Carrapalo a 280 a garrafa, arroz branco a
400 rs., feijo mulatinho e prelo a 400 r., arroz de
casca a 160, milbn a 200 rs. a cuia, ceblas a 15280 o
cerdo, albos a lio 1-. o molho, queijos a I528O e
15500. traques a 140 a carta, tambera o bello doce
de caj seceo a 500 rs.
Vendem-se 4 molccdles de idade 18 annos, 4
escravos opliraos de lodo servico ; na rua Direila
u. 3.
SACCAS COM MIL1IO.
Vendme-se na loja n. 2(i da rua da Ca-
deia, esquina do beccoLargo do Kecife.
CA VALLO DE CARRO.
Vendc-se um cavallu caslanho, meslre de cahrio-
lel, milito manso, esem iienlium achaque, por 1005
rs. : no Recife. rua da Senzala Velha, eslribaria de
Joaquim P. Peres.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Ro Doce,
com 720 ps de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirlja-sc a' rua do Rangel n. .">.
Ycnde-sc um piano forle por prego mdico:
na rua Direila n. 32, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vennem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 c 9
em ', da melhor qualidade que ha no mercado, Tej-
as no Araealy : na rua da Cadeia do Recife 11. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vendc-se cera de carnauba do Araealy : na rua da
Cadeia do Recife n. i'.l, primeiro andar.
relogios de ouro palele ingtaz, os
melhorasque lem viudo a esle mercado ; en casa de
Russel Mellors & Companhia, rua da Cadeia do Re-
cife n. 36*
I.AA PAR* VESTIDOS.
Na|rua do Livramenlo n. 14, vende-se Ka propria
para vestidos de senliora, bonitos padres, a 360 o
covado, e he de grande economa para meninas de
escola; vestidos de r.imhraia de barra, a 25600 ; chi-
tas calmela-, a 160 o covado ; c outras fazendas
-(truco de pouco dinheiro.
r^y^ende-se um sitio em Paratibe, com
ruteiraiNu boas varzea : a tratar em Olin-
da rua do Caibral n. 1.
CtiseniT.as barata*^ _^
Novo snrlimento de cortes de casemira de 'voces
modernos padres, a 49800 cada um corle : na loja"
de 4 portas na rua do Queimado n. 10, de M. J.
Leite. \
SACCAS COM Mil.110.
Na rua do Vigario n. 33, em casa de Joao Fernn-
des Baplisia, vendem-se saccas com inilbo a 25500.
SACCAS COM FARINHA.
Vende-se na loja n. 26 da rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
superior farinha da tena, por preco com-
modo.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Vendem-se toalhas de panno de linho e adamas-
cadas paTa roslo a 109000 a duzia, dilas lisas muilo
superiores a 145000, dilas grandes adamascadas para
mesa a 35000 rada urna, guardanapos adamascados
a 35600 a duzia: na rua do Crespo n. 6.
Ma mirlada nova superior.
Vende-se na rua do Collegio n. 5, marmelada
nova chegada ltimamente de Lisboa, pela barca
Margarida, a 29 rs. a lata.
BRIM BRANCO E DE COR.
^>'ende-se brim Irangado de linho a 500 rs. a vara.
' 7ito-ejruro de quadros lambem de linho a 600 e 720
rs.: na rua do Crespo o. 6.
Ai que irio.
Vende-sc superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs.. ditos brancos a
15*200 rs., dilos com pelo a imitagSo dos de papa a
15100 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vende-se urna desfilaran completa, que diaria-
mente deslila nina pipa de a'guardente, o alambique
he de cobre puro e roui bem construido ; bem como
esquema garapa, as cubas sao lodas de airarello
vinhalico, obra bem feita e de lloraran : Irala-se na
rua da Cadeia do Recife n. 3, primeiro audar.
m
NO ( o\s( 1.1 oran ikmiio' v 1 mi o
1)0
DR. M. LOBO HOSCOSO.
Vcudcra-se as seguintes ubras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 voluntes 165000
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumcs I65OOO
ilartliinau, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume IO5OOO
A. Teste, materia medica hora. 85OOO
De I ajle, doulriua medicahum. 75000
Clnica' de Slaoucli 65OOO
Carling, verdade da humcopalbia 45OO
Jabr, tratado completo das molestias ucr-
ToeaaaV 65000
DiccionarioVle Nyslcu IO5OOO
Na rua do Viaario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano ora gruine, como era vellas, en) cai-
xas, com muilo bom sortimenloc de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gratido, assim
como bolacbinlias cm latas de 8 libras,e farello muilo
novo era saccas de mais de 3 arrobas.
^ Deposito de vinho de cliam-
6j) pague Chateau-Ay, primeira qua-
A lidude, de propriedade do condi
* de Mareuil, rita da Cruz do Re-
* cil'e n- 20: este vinho, o melhor
w de toda a champagne vende-
(A. se a isOOO rs. cada caixa, acha-
" se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. R.
fp As caixas sao marcadas 1 logo
10) Conde de .Mareuil e os rtulos
(A das garrafas sao azues.
FITO SECCO.
Vendem-se falo seceo de gado, proprio para es-
cravos :' na rua do Queimado, loja u. 14.
; Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguintes vinlios, os mais superiores que lem viudo a
esle mercada.
Porta.
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em ramullas de urna dnzia de garrafas, vista da
qualidade por prego muilo em cunta. *
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
Na rita de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedra : tudo porprero a
satisfazeraos seus antigos e novos lre-
guezes.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
llada, e porprero commodo: a tratar na
rua do Trapichen, l, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vii I rada, recebida ha pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada' este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 10. segundo andar.
Vcnde-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cuudor, ou a tratar com Tasso Irmaos.
Vcnde-se urna balanga romana rom todos os
seus perleuces. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a.pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n.4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes <&
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente nglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.)
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para fono.
Cobre de forro.
IECH1NISI0 PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO1 DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. TA
x RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
\FARIZ,
ha sentare um grande sortimento dos seguintes ob-
ieclos de mecbanismos proprios para engenhos, 1 sa-
ber : impelidas e meia* moendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido balido, da
superior qualidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de loda* as proper-
goes ; rrivos e boceas de fornalha e registro*de boei-
ro, aguillioe>J)ronze parafustfs e eavilhOes, moinho
de mandioca, etc. de
NA MESMA FUNDIQAO
se eiecutam lodas a encommendas com a superiori-
dade j condecida, e com a deuda presteza e coa n-
didade em prego.
FRESCAES QEIJOS DO
SERTO'.
V emirm-se os muito bou e frescaes queijos do
sert.io ; na rua do Queimado, loja o. 14.
A 240, dinheiro a'vista.
As chilas frincezas qoe se annunciaram a 280 o
covado, sendo de 2, 3 e 4 core* na estampa, vendem-
se hoje pelo barato pregC de U o covado^'iendo as
mais modernas em padres: na loja de Gregorio &
Silveira, rua do Queimado 11. 7.
wmmmiiwaxmsmi
Vendem-se fazendas de'todas as
qualidades por milito mends de seu
preco primitivo, nicamente para
iiquidacao : na rua da Cadeia do
Recife, loja n. 50.
IWPPOBParl
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha de mandioca muilo nova ede
superior qualidade, a bordo do brigue Damae : a
Iralar com Manoel Alves Guerra Juuior, na rua do
Trapiche n. 14.
BARATO SIM, FIADO NAO'.
A 10000 rs. o corte e 640 rs. o covado!!!
Na rua do Queimado, loja n. 17, ao p da botica,
tem para vender on mais modernos corles de voli-
dos de gaze de seda, com 18 covado* cada corle, oa
640 rs. cada covado. Esla fazenda he mais propria
e delicada que veio no ultimo navio 1I0 Havre, para
vestidos das senboras do grande Jom ; dao-*e a*
amostras com penltores.
ATTENCAO\
Vende-se no aterr da Boa Vista n.72,
loja de miudezas. meias para meninos meninas a
160 rs..o par, dilas para senliora* a 210 rs., ditas
brancas e cruas para hornera a 120 rs., bolOes para
caiga, urna groza por 160 rs.; dilos de marca a 100
rs.; lilas de linho, ama pega 40 rs.; grampasaW rs.
o maro ; lilas de todas as qualidades a 80, 120, 160,
200 e 240 rs. a vara, sorteadas finas ; tranca* para
enfeitar vestidos a 30 rs. a pega ; penles de alar ca-
bello finos, a 640 rs.; oulros a 200 rs.;.iiulia de car-
mel de cor e branca a 20 rs. o carritet; pregos fran-
ceses a 320 rs.; couro de luslre e bezerro francez pe-
lo barato : lambem se vende a loja com uro grande
abatiraenlo, muito propria para qualqoer princi-
piante : a Iralar na mesma.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, veodem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Jacaranda' de mu i to'hoa n bal idade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um encllente earrlndo de 4 rodas,
mu bem construido,eem bom estado ; est eiposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesmc n. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, 011 na rua da Cruz no
(lee i fe n. 27. armazemaf ^J^.
queijosetrSWtOs.
Na rua da Cruz do Kecife no armazem n. 62. de
Anlonio Francisco Martina, se vende os mais supe-
riores queijos londrinus, presuntos para Gambre, l-
timamente cllegados na barca iugleza Valpa-
raiio.
Moinhos de vento
'nmhomdas de repuio para regar borlase baixa,
decapim, nafundigade D.'W. Bowman : na rna
doBrumns. 6, 8 c 10.
Padaria.
Vende-se ama padaria muito afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Cluistao.
Sabio a luz a 2.' edigao do li \ rindo denominado
Devoto CliriaUo.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livrara n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada esemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para cadeia.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companbia.
^
AOS SENBORBS HE ENGENHO.
Cobertores escuro* muilo grandes e encurpados,
dilos brancos cora pello, muilo grandes, imitando os
de Lia. .1 IS00 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se relogios d e onro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
f pinito da fabrica de Todo* o* Santo* na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao Irangado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praga do Corpo Santn. II, o seguinte:
vinho de Marseillreui raixas de 3 a 6 duzias, lindas
em novcllos ecarreteis, bren em barricas muilo
grandes, ago de mila sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de iearo batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 23 de julbo passado de bor-
do do brigue Santa barbara I encedora, o prelo
marinheiro de nome l.uiz, o qual representa ter 30
annos de idade, cor fula, baixo, nariz chalo, lem
algumas marcas de bechigas, pouca barba e be na-
tural das Alagoat: roga-se portanlo as autorida-
des policiaes e capilaes de campo a sua appreheoso,
e leva-lo a rua da Cruz do Kecife n. 3 escriptorio de
Amorim Irmaos que se gratificar* com 1009000.
Esl ausente da rasa de Luiz Jos de S Arau-
jo, morador na rua do Brnm n. 22, o escravo Ber-
nardo, crioolo, que representa ler 30 e tantos an-
uos, alto e reforgado do corpo, com algumas mar-
ca* de devisas e com os ps um pouco cambados
e os dedos esparralhados, com marca de ferida
em urna das pernas ; levou caiga 1:rosta e camisa
grande por fra das calgasazues, chapeo de palha,
he bem condecido nesta cidade por trabalhar em
carros na alfandega, e he bstanle parhola ; he
muito de suppor qoe tenba quera Ihe d agasaldo
de imite dentro mesmo da cidade. Koga-se a qual-
quer pessoa que o pegar, leva-lo ao mesmo ci-
ma que recompensara o Irabalhu.
Desappareceu no dia 29 um prelo da Costa,
por nome l,abrid, cor meia fula, odos vermelhos,
beigos grossos, cura laidos miudos no roslo, estafara
regular, levou caiga e camisa de algodao trancado da
Babia, venda pao da padaria da Passagem da Mag-
dalena para o Kecife, levou panac e toa I lia ; quem
o pegar, leve-o a dita padaiia, que se pagar bem o
seu Irabalho.
Desappareoeu de bordo do brigue Mafra no dia
2.") do corrente o prcto marinheiro de nomeThomaz,
o qual representa ler 25 anuos de idade, he crioulo,
sera barba, rosto comprido, e tem falta de denles
no quciial de cima, levou camisa c caiga azul e be
bem fallante: roga-se portanlo a todas as autorida-
des policiaes e capilaes de campo a sua apprehensao
e leva-lo a bordo do dilo brigue ou a rua da Cruz
do Kecife. escriptorio de Amorim limaos, que se
gratificara generosamente.
IttONKM) de gralificagao.
A quem apresentar o moleque Alfonso, de nago
Camundongo, idade 20 e tantos annos, bastante sec-
cu do corpo, feiges mudas, altura regular, com
duas marcas de frulas no meio das costas ; desap-
pareceu de casa cm 17 do corrente agosto, pelas 7
horas da larde, e como lulo leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conducta, suppe-se que fosse lor-
iado ; levou caiga de casemira azul, camisa de al-
godao grosso e chapeo de palha com lila prela larga:
quemo Irouier rua de Apollo 11. 4 A, receber a
gralificagao cima.
Ainda continua estar fgido o prelo que, era 11
deselerabro prolimo pnssado, foi mandado no engenho Vcrlente, acompanhando urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Beruardino Pereira de
Brlo, que o alugou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, cimulo, baiso, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, tem um signal grande
de ferida na perna direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tem o terceiro dedo
da mi direila encolhido, e falla-lhe o quarlu : le-
vou \estele ralea azul de zuarle, camisa de algodao
lizo americano, purera levou nutras ruupas mais fi-
nas, hem como um cliapo prcto de seda novo, e usa
sempre de corroa na cinta : quera o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 o sen senhor Komo Anlonio
Sicas para piano, Violao C flauta, como I da si,.va Alcntara, ou 110 largo do Pclourinhoarma-
. J li 1 zeni de assurar n. je / de KumaoA C, qucferurc-
tejatn, quadrilba*, valas, redowas, seno- compensado.
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio deJaneiro.
Acanalada Edwla BSaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Mr. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa romo fundas, munidas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para a rmar era raadui-
ra de todos os lamaiidose modelos os mais modernos,
machina liurisoni.il para vapor cora forga de
i ravallus, cocos, passadeiras tic ferro estanhado
para rasa de purgar, por menos prego que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro -da Suecil, e fo-
I has de lia mi res ; ludo por barato prego.
j
Desappareceu no dia 1. de agosto o preloJafT-
raundn, criuulo, com 2j annos de idade, pnucrrmais
ou menos, natural do Ic, conliecido alli |iur Rai-
mundo do Paula, muilo convlvenle, locadorme flau-
tiin, cantador, quebrado de urna verillia, barba ser-
rada, beigos grossos, estatura regular, diz saber lr"
c escrcter, lera sido encontrado por vezes por deluz
da rua do Caldcireiro, juntamente cora urna preTa
sua concubina, que lem o appellido de Maria cinco
reis ; portanlo ro'.-a-se as autoridades policiaes, ca-
pilaes de campo e mais pessoas do povo, que o an-
prelieudam e lev era rua Direita n. 76, que serao
generosamente gratificados.
PERN. : TYP. DE M. F. DE FAKIA. 184.


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