Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01352


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Full Text
/

4 *
II -
\ (I t
ANNODE J83l^ QU ARTA FEIflA 31 "ijfe AGOSTd NUMERO 186
DIARIO DE PERNAMBUCO.

Subscrevr-se mentalmente a 640 r. pagos achantados, na Tipografa do Diario roa da Solidade X. 498 j na,,loja delivros dn 8nr.
Figuera, Pra^a da Un.1< N. o f,y 38; na Loja d- Livreiro de Joze J< aquim Nunes de Abreo, na do Livramento lado do Nai-
*en>e I) 16 ; onde se recebem ccrraep nd-ncia, e anrfnci assignados, e sera o publicados no dia mmediafo ao da entrega, sendo esta feitaate' as 8 horas do dia vindo rezumidos e bem escriptos
A

Os anuncios, que nao f remdjs assignantes deverao a-
li'in das de mais c. ndicSes, pagar po<" cada linba impressa 40 rs.
es-reniegues na loja mente ,
;l
Tildo agora depende de nos mesmos, danossa prudencia
I moderacao, eenerga; continuemos c, mu prfaeipiam s, ee
remos apuntados com admirac&oentre as Xacoes mais cultas.
Proclamando da Assemblta (eral do Brasil.
Pernambuco na Tipog rafia be Antonino Joze be Miranda FalcIo.

#*
.
Ei
COMMANDO DAS ARMAS.
Artigo d' Officio.
_jM resposta ao Officio, que V. S. me dirigi
em dRta de kontem, tenho a dizer-lhe, que deve
faser restituir aos Muzicos Ignacio de Barros,
Joaqtaim de S. Tiago, e Cosme Da mi So, bem co-
mo a todos os outros Msicos em idnticas c r-
cumstancias, as quantias, que lbe hnvio sido
extorquidasDos Guarde a V S. Quartel do
Commando das Armas de Pernambuco 12 de A-
gosto de 1831Francisco de Pau'a e Vasconcel-
los, Commaridante das ArmasIllm. Snr, Anto-
nio Joze V ictoriano B >rges de Almeida e A'bu-
querque, Tenente Cor.jnM Commandante do 4.
Corpo de Artilheria de Posico de prinuira Li-
nha.
E:
_jM resposta ao Officio que V. S. me dirigi
em data de hortem relativo a quantia de 420.,080
rs. que falta a caxi da A'iministraco ; tenbo a
diser lbe, que deve V. .S. \ser efltrar sem perda
de tempo, jpor todos os me 03 que estiverem ao
seo alcance, para a caxa a referida quantia De-
09 Guarde a V. S..Q lanel do Commando das
Armas de Pernambuco 6 de Agosto de 1831
Francisco de Paula e Vasconcellos, Comman-
dantedas Armas Illm. Senhor Francisco Ignacio
Ribeiro Roma Capito Commandante interino do
Bualhff N. 13 de Caladores de primeira Li-
nha.
Llm., e Exm. SenborTenho a honra de
levar as mos de V, Exc. o officio incluso que a-
cabo de receber do Capito e Commandante inte-
lino do Batalhao 59 de segunda Linha, do des
tricto do Pombal, acompanhado d'outry tobem
incluso do Sargentomor, e commandante Geral
das Ordenanzas, representando-me contra as
' quadrilhas de ladroes que infesta o aquelle des-
tricto, e seos suburbios, e rogndome leve isto ao
conhecimento de V. Exc, a fino de providenciar
como melhor julgar a bem do socego, e tranqui
lidade dos habitantes daquelle districtO Deoa
Guarde a V. Exc. Quartel do Commando das
Armas de Pernambuco 9 de AffostO de 183111-
lufetrissi no, e Exm. Senhor Joaquim Joze P-
nheiro de Vasconcellos Presidente desta Provin-
cia Francisco de Paula e Vasconcellos Cora-
mandante das Armas.
E
'jXistindo em mo de V. S, na qualidade
de Presidente do Conselho de Guerra Permanen-
te, 28 Processos de Reos prezos Militares, que
devem responder a Conselho de Guerra, e tendo
eu observado, que desde que tomei posse do Co-
mando das Armas a penas 2, ou 3 tem subido
para a Junta de Justica nSo obstante terem ja
decorrido 38 dias, ao mesmo tempo, que aspri-j^
so-a Militares esto abarrotadas de infelises, ge-^
mendo opressa a humanidade, porque alem da
quelles, existem mais 9 cujas culpas ainda nao es-
to formadas, e cuinprindo outro sim, que sejo
quanto antes julgados na conformidade das Leis,
afimdeserem punidos os dalinquentes, e soltos
aquelles contra os quaes nao bouverein provas ;
V 8. me informara' qual a ciusa da tao escan
dalosa demora em taes julgamentos, para se da-
rem as providencias, que exige negocio de tanta
importancia Dos Guarde a V. S Quartel do
Commando das Armas de Pernambuco 6 de Afos*
to de 1831 Francisco de Paula e Vasconcellos
Commandante das Armas Illm. Senhor Joze da
Costa Kabello M*jor Presidente do Conselho da
Guerra Permanente.
3lRVA-5e V;S. comparecer no Ti era do' Ex*
ercito, a fim de ajustar as suas respectivas con tas,
e receber a competente quitaca-1 Deo9 Guarde
a V. S. Quartel do Commaudo das Armas de
pernambuco II de Agosto de 1831 Francisco de
Paula e Vasconcellos Commandante das Armas
Illm. Snr. Tenente Coronel Joze da Cota Cor
deiro.
XLlm., e Exm. SenhorEm virtude dos despa-
chos de V. Exc. em data de 6 do crreme, exara-
dos nos requerimentos do Tenente Felippe Go-
mes de Souza, e os alferes Manoel da Rocha
Lins, Manoel Antonio Marinho Falco, e Fran-
cisco Garca de Souza Ramos, ltimamente man-
dados addir aos Corpos da Guamico desla Pro-
vincia para faserem ser vico, em que requeren) a
V. Exc. lhcs mande abonar pela Theouraria
das Tiopas a quantia de 100#rs, para se pode,
rem aprontar ; e no qual V. Exc. me ordena que
informe se ha aguma Le Militar, ou orden, que

* -
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*
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&uthoris* a pertenco dos supplicantes t tenho a
honra de levar ao conheciment de V. Exc, que
nao roe consta haver Lei alguma, ou ordem, que
taes abonos authorise, parecendo-me com tudo
de equidade, em attencao ao estado em que se
achav3o os suppcantes, e todos os mais, que
foro chairados ltimamente para o servico, que
V. Exr. Ihes mande abonar aquella auantia,
prestando elles a competente fianca, e fasendo-
se-lhes mensalmente nos seo3 sidos 09 descontos
que V. *Exc. julgar convenientes. Dos Guar-
de a V. Exc Quartel do Commando das Armas
de Pernambuco 8 de Agosto de 1831 Illm. e
Jxm. Senhor Joaquina Joze Pinheirode Vascon-
cellos Presidente desta Provincia Francisco
de Paula e Va'sconcellos, Comrnandante das Ar-
mas.
1 Llm-, e Exm. Senhor. Devendo em conse-
quencia do Decreto de 4 de Maio do corrente an
no para nova organisac^o do Exercito em virtu-
de da Lei da fixacao das forjas de Mar, e trra,
ser dissolvida a Companhia de Artilhena, lig-eira,
>assndo as pravas' della para a Artilhena de
'osico ; mandei que os cavallos que a ella per-
tenciao fossem para a Companhia de Cavallaria
da Polica, por me representar o Comrnandante
desta haver falta delles : oque tenho a honra de
partecipar a V. Exc, rogando por esta occa-
siao a V. Exc as suas ordens para serem entre*
gues a disposico da Junta da Fasenda Publi-
ca 6 muars, que tobem pertenciao a aquella
Companhia para lhes dar o destino que convier
.Dos Guarde a V". Exc. Quartel do Commando
*das Armas de Pernambuco 4 de Julho de 1831
Illm. e Exm. Senhor Joaquina Joze Pinheiro
de Vasconcellos, Presidente desta Provincia
Francisco de Paula e Vascjncellos, Comrnan-
dante das Armas.


A
COMUNICADO.
. Obriga^ao, que tem todo o.homem de socor-
rer seo similhante no estado da miseria, e indi-
gencia, e'para a sociedade urna das mais rigoro-
sas : para com o homem ela nasce somente de um
sentimento commum a todos, e que e' sem duvi-
da o germen de todas as virtudes sociaes, e por
issoso'opraser, e satisacao interna, que d'ele
resulta, o pode determinar a cumpril a : para com
sociedade porem esta obrigaco nao nasce sira-
piesmente do sentimento commum a todos os se-
os individuos, como ela exige d'eles servidos, e
todos aquelles sacrificios, que sao necessarios pa-
ra a conservaco da sua existencia moral, obri-
ga se por isso rigorosamente a contribuir, quanto
em si couber, nao so' para a conservaco da ex*
istencia fsica de seos membros, mas tambem
para o seo bem estar, e para a sua felieidade ; e
w-filguns se redusem ao estado de nao lhe pode-
rem ser uteis, nem por isso ela se desonera d'a-
queja obrigaco, isto por urna condico suben-
tendida do pacto da reunio spcial. Assim Na-
co alguma se tem negado ao dever de socorrer
os infantes expostos, e aquelas pessoas, que ou
por.extrema velhice. ou por enfermidades, ou fi-
nalmente por defeito fsico nao podem prover a
sua subsistencia, estabelecendo casas, em que
uns se posso crear, eser uteis a si, e a Patria, e
outros achem meios de conservar urna existencia
jnfelisj e aquela, que se faz menos exacta no
cimprimento d'este sagrado dever, nao so' da'
cjm a sua violacao um exemplo de injustica, e
desmoralisa^ao, mas ate' de atrazo na civilisa-
^o, e de dcsconhecimento de seos interesses.
Nos limitamos este nosso Artigo a fallar nica-
mente do dever, que tem a* sociedade de prote-
jer, e alimentar aqueles, que pela impossibilidade
de trabalhar, a que se acho reduzidos, depefl-'
dem para saa conservaco dos socorros dos seas
similhantes; coiH os quaes nao queremos jamis
confundir aqueles, que o ocio redus a indigencia,
e a meodicidade : os primeiros tem direito a se-
rem socorridos : os segundos se constituem dig-
nos de castigo. Entre tanto como temos dicto,
que a sociedade, que nSo proteje devidtmente
aqueles, desconhere os seos interesses, mostrare-
mos nao ser gratuita nossa assercao. Quanto ao
diser-mos, que ela viola suas obrigacoss, e da' ex*
emplo de injusti^a, isto e' evidente atendendo-se
ao despreso, qua mostra para com pessoas, que
tem direito a sua prbtecao. O estado de mendi-
cidade, a que se redus um individuo impossibili*
tado de trabalhar, e desamparado pela sociedade
e' o peior, a que ele pode chegar, e por conse-
guinte o maior mal, que ele pode sofrer, e este
rnal quer se concideie enf'si mesmo, quer nos
seos efeitos, nao pode de modo algum deixar de
ser nocivo a sociedade, de q' ele faz parte : e' noci-
vo em si; porque a priva de cidados, que lhe po-
diao ser uteis a agricultura, na industria, e na
navegacao : e' em seos efeitos ; porque por ela se
abre fcilmente um canal aos vicios, a desmora-
lisacao, e serve de subministar occasiao ao furto,
introduzir o ocio, e da' aso a todos os crimes,
que d'ele se origino. Com effeito'aqueles, que
sao pouco afeicoados ao trabalho, vendo, que os
que nao sao capases de viver por meio d'ele sub-
sisten! a custa dos outros, cobremse igualmente
como manto da indigencia, fingsm se enfermes,
e com isso movendo a compaixao de seos simi-
lhantes, nao se poupao ao mesmo tempo as occa-
zioens de cometerem rapias, e todos os crimes,
que se lhes facilito. Ora bem se v, que sendo
do interesse da sociedade reprimir, e obstar 09
crimes, aquela, que nao cuidando em prevenir,
e socorrer a mendicidade, a fas depender do au-
xilio dos particulares, desconhece os seos interes-
ses. Alem d'isto ela limito contri bue para a des-
moralisaco, expondo continuamente aos olhos
dos cidados os aspectos da miseria, ertfermiuade,
e indigencia; ela fas enflaquecer lentamente a
commiseracao pelos males alheios, e a benelicen*
cia, quee' igualmente a fonte de muitas virtudes
sociaes. Finalmente que couza mais vergonho-
za para urna Naco, do que apresentar aos olhos
ds cidados, e estrangeiros desgranadas vitimas
da pobrera a mendigar as estradas, pontes, e
lugares pblicos Porem nao nos contentaremos
com expor estes, e outros bem conkecidos males :
aposentaremos tambera os meios, que julgamo3
capases de evtalos na sociedade, de que somos
parte, e para a qual escrevemos. O primeiro, e
princigal e' o estabelecimento de casas, ou hospi-
taes, em que se recolhcssem todos estes mendi '
gos : mas queremos, que estas sejo de 2 especi-
es ; urnas destinadas para aqueles, que ou par
extrema velhice, ou por enfermidade, e defeito
fizico fossem inteiramente incapases ^e trabalhar ;
e outras para aqueles enfermos, aleijados &c., que
podessem todavia entregar-se a alguma especie de
trabalho qualquer ; que as casas proprias para
estes houvesse um inspector encarregado de cq-

>


/T
V

/
Tiheeer,a que trabalho eles se podio aplica* que
os dirigiese, e osprovesse de .instrumentos leces-
sarios ; que aos individuos casados; que fossem
recolhidos, ou que tivessem filhos, se concedesse
todo o fructo do seo pequeo trabalho, e indus
tria para as necessidadeB de sua mulher, e filhos ;
e quanto aos que fossem solteiros, ou sem filhos,
do producto do seu trabalho so' se lhes desse
urna mu peqeuna pacte, afim de os animar, e
que o mais se aplicasse as despesas dafcasa.^ ra-
ra se saber quaes eiao as pessoas, que estavo em
circunstancias de serem recebidas rielas casas,
seria conteniente, que todos os Paroclios fossem
obligados a dar duas vez'es no anno urna lista de
totes os individuos extremamente velhos de sua
Freguesia, invlidos, alerjados &c, a qual devia
ser apresentada a um Juiz Policial da mesma
Freguesia, o qual os fisesse recolher em seus
competente! hospitaes : que e9te Juiz, ou o Paro-
co indagasse, quaes as pessoas, que posto que
nao estivessem em circurittancias de serem rece-
bidas n'estes hospitaes ; cora tudo ou por moles-
tias peridicas, ou por outro smilhante imped*
ment nao podio com o trabalho, em que se oc-
cupavao, sustentar sua familia pelo pouco lucio,
que d'ele tiravao- afim de que o Governo da
Provincia ou lhes subministrasse alguns soccorros,
oa os fisesse empregar em algum trabalho, o
emprego publico compativel com o seo estado n-
zico, e com cujo fructo podessem satisfaser as
necesidades de sua familia. Por este meio jul-
gamos, que se teria prevenido,, que similhantes
pessoas se sujeitasem a mendicidade; e pelo
primeiro, que proporoos, ter se-ia extirpado este
nal da socidade, c com ele os mais, que sao suas
eonsequ ncias : com o que nao so' terio as auc-
tor.!ades, a quera compete esta medida, feto u-
maobr de .iever, Ju 19a, e humanidade, mas
tamben teri o pnupado as pesso->s sensiveis con-
tinuas commoeo*, cauz .das pelas vistas d mise-
raveis, que vagaS por e?ta cidade, e mormente
d'aquelU's que as pontea excitao a compaixao
com lamentos, e j mesmo tempo provocao o en
joo pelas imundas roupas,- e asquerosas chagas^
que apvesento.
6,
.
S
CORRESPONDENCIAS.
\%. Ediior. Far-rae-a favor dizer porque
razgu Francisco Joaquim Pereira de Carvalho, e
JcSo Rodrigues da Silva foro contemplados no
numero dus bravos Officiacs defensores da liber-
dade em 1824 ? Acaso a comisso que se creou
para conhecer dos que tiho direito a entraren
em servico ignoravSo as facanhas dos ditos Snrs.,
que com a espada na mo entrarao unidos ao
exercito cooperador ostilizando-nos em pleno da
no sempre fatal 12 de Setembro de 1*>24 ? be
querem era recompensas de servaos, os sidos ,ue
pertencem aos benemritos, que requerao ao ex
Imrjerador, ou a seus delegados que os apiarao
de seus exercicios em que estiverao ate o anno
de 25 ou26. Como methamorfozearao-se esses
Snrs.' em Mrtires da Patria de 1824 Snr. E-
ditor como vo as nossas coisas achincalhando.se,
e para que nao coutinue, achava que o Excel, hr.
Commandante de Armas devia mandar justificar
aos sobreditos Snrs,, bem como fea com o Snr.
Portugal: eiso que entende hum Militar do
0 Rei Vaho.
-JNr. Editor. Se lie verdade, qiwModo o
homem deve ser imparcial, com mais raso deve
fieraquelle, que se dedica escrever ao Publico, e
isto nao so' porque ao Publico se nao deve enga-
ar, como poique he muito fcil descobrirse o
mentiroso, e calumniado*; mas, Snr. Editor, ib
rao todas estas cousas de nenhuma considerado
pafa o author do communicado apresentado em
seu Diario N.c 175, que mostrando muito bem
(por copia) as discordias que tena havido em qua-
si todas as Provincias do Brasil depois do memo-
ravel dia 7 de Abril, e nada podendo diser sobre
o nosso Pernambuco principio pelas intrigas, e
espirito de partido, continuou pelos Peridicos,
e acabou finalmente pelo Curso Jurdico para o
que nao ei a preciso hum to grande introito, mas
este sujeitinho bem parece daquellea, que como
quem nao quer a cousa vai disendo das suas, e
para que nao fique a barbas enxutas, oiga por hura
pouco a quem falla mais verdade do que.elle.
LameataVm., SmP. Communicado, que os
Peridicos devendo ser empregados a instruyo
publica se oceupem com descomposturas, e ndi*
cularias, e Vm. he o primeiro em augmentar a
hum destes Peridicos huma outraquatidade pior
que todas, que he a mentira !!
He verdade que no Curso Juridico tem apa-
recido algumas intrigas, as quaes de nada valem
para aquelles de todas as Provincias, que sabem
despress^as, e trataremosecom amisade, euniao.
He verdade que nelle existera alguns aduladores,
intrigantes, e calumniadores, qne sendo pela
tnaior parte conhecidos merecen o desprezo do
restante dos Estudantes dignos de todos os etogios
por suas oooductas, e aplicado aos Estudos, e
em quem o Brasil com muitiseima raso tem hr-
mado suas esperancas. 1 '
Mas he mentira, Snr. Comunicado, que al-
guns fenhao levado a sua maldade a ponto de cha-
marem os de outras Provincias que nao seja asta
adoptivos, t> que he certo, e verdade, he que Vm,
tem levado a sua maldade a ponto de escrever pa-
ra hum Peridico levantando calumnias de tal na-
tureza para fomentar a intriga, que e' todo o seu
fito, e declaro-lhe por ultimo queVm. esta res-
ponsavel pelo insulto geral que fe.s a^toda Aca-
demia, epelo particular, que fes aosPernambu-
canos; que, ao menos pela maior parte, lne me.
recero, outra consideracao. ..... ,
A vos, Amados Colegas, dirijo duas pala-
vras: amai-vos mutuamente, esqucei-vos destas
pequeas intrigas de queja principia lancar mao
os malvados para e nosso discredito, e ruina, des-
presai a calumnia, e fasendose guerra viva aos
calumniadores formaremos huma so' familia com-
posta de homens de muitas Provincias, mas todos
amigos, todos Brasileiros.
He este o sentimento do cora^o
De hum Estudante Parnambucatto.

JNr. Editor. Certo curioso pelo que vio no
seo Diario de Sexta feira 5 de Agost^- Posturas
da Cmara Municipal sobre a privacao-de se en-
terrarem os corpos dentro das Igrejas, dezejando
ver essa Lei ja posta em exepucao,^ergum*, s
lobem se entende com as freguezias do matto ;
porque vi na Moribeca no da 3 do mesmo corren-
te Agosto o guarda da Irmandade do bS. Sacr*,
7




\>T*



tntnto enterrar no ferredor da Matriz trez deun-
tos em huui boraco dous prvulos, e hura adulto,
flor tunto espera a resposta o '
Seu Venerador
Ferro de Cova.
i
. 4 "7
760 1


.
O
AVIZOS DOCORREIO.
I
J Pataxo 12 de Outubro recebe a mala para o
Espirito Santo no da 2 de Setmbro ao meio
da.
A Escuna Jacuripe recebe a mala para o
Ro de Janeiro no dia 3 de Sepierabro ao meio
da.

P.
NAVIOS A CAROA.
Para Liverpool.
Ertbnde seguir viagem o Brigue S. George
Capito John SaulI, novo, rouito velleiro e for-
rado de cobre o qual tem sua carga quazi comple*
ta, e bons cmodos para passdgeiros ; quem no
mesmo quizer carregar ou ir de passagera dirja-
se aos seus Consignatarios Smith & Lancaster
. ra da Cadeta do Recifr N. 63.

F,
NAVIOS a FRETE.
Reta-se para qualquer Porto do Brazil por
preco cmodo a Sumaca Conceicno da Ponte, de
construcco Brazileira, que carrega 90 caixas de
assuear, muito veleira, e segura, fundiada de-
fronte do forte do Mattos : quem a pertender d.
rija-se a Pracinha do Livramento, loja de ferrare
e Silva Barroca & Andrade, N* 66.
LEILAQ.
p^l O dia 1. de Setmbro de 160 pecas deca-
pa bordada, limpas,e avariadas, quefazem Bolli
& Cbavonnes freres, no Forte do Mattos, ra de
Joze da Costa, N. 187.
i
VENDAS.
Ma venda, na ra de Ortas D. 15, com pou-
cos fundos, a metade a dinheiro a vista, eo resto
a Letras, sendo firmas capazes : na mesma.
ra escravo crioulo, 20 annos, oanoeiro, e
pescador, para fora da trra: na Cainboa do Car.
rao sobrado D. 12.
-- Enfeites de Senhoras de perolas finas com
brilhantes, obras de ouro, e prata : em caza de
Bol & Chavannes freres no forte do Mattos.
Cpelas,e meias Capellas, e ramos de fia-
res tudo de pennas, muito ricas, chegadas lti-
mamente da Bahia : na Praca da Unio loja que
foi do Avelino N. 31 e 32.
Urna porco de copos para iluminadlo: de-
fronte da Madre Dos.
Un moleqne de 15 annos camaroeiro : na
ra do Padre Florianno ao entrar no beco tapado
N. 35. r
' Um molato de 18 a 20 enri: na Praca da
UnHj>N.28.
- Urna negra onoula, de 13 annos, cozinha,
e engoma : n Camboa do Carino N. 244.


-
P
COMPRAS.
.
Ortas uzadas : na ra do Q ueimado 0. 10,
ou anuncie.'
Urna caada de le ite todos as dias : no bo-
tequim da ra Nova.


P
PJ5RD
!A.

Erdeu-ze no dia 21 do corrente no TeDe-
um de S. Anna na Capella dos Terceiros do Car-
mo um anelzinho de grizolita encastuado em ou-
re ; quem o tiver echado dirij.i-se a Bo-vista,
defronte da Ribeira D.36, ou na camboa do Car-
uio, sobrado de 2 andares D. 11.
Q
AVIZOS PARTICULARES.
Uem precizar de um pequeo Brazileiro, que
sabe es rever e contar para caixeiro de qualquer
estabelecimento; anuncie.
~ Toda a pessoa, a quem se dirigir o meu es-
cravo Saturnino, que anda auzente de caza a
mais de quatro mezes, a fim de ser apadrinhadn,
rao pode enviar apadrinhado, na certeza deque
eu nao pertendo malt'talo, e so' utilizar-me do
seu Sdrvico, se elle voluntariamente quizer conti-
nuar a servir-mp, ou vendello a Snr. da suh esco-
ma ; bem entendido que nao a ontecera' assiin
se elle com brevidade me nao pr curar, ou por si
imediatamente, ou com Padrinho.

Fr. Migud Joaquim Pegado*


Hi
ESCRAVOS FGIDOS.
Um escravo do R:cho Verde, destricto da
Caraiba do Nv.rte, no primeiro de Junho do cor-
rente, por uome Antonio, angalla, estura baixa,
seco do corpo, de mVu i.iarte, rosto algum tin-
to comprido, e dcsfeito, pernas finas, e urna niara
ca de f.-i idas em urna delias.
No dia 22deste corrente mez de Agosto pe-
las oito horas da manha'dcsa; areceo do Arcn al
de Marinlia huin negro mina de nome Benedicto
bem alto de corpo, e bem refeito, cor mui rene*
grida, olhos mui vivos com talhos na cara pro-
prios aos^que se afisignalo os da mesma nacao
mina, picada a cara d^s bexigas, pe's grandes,
levou vestida huma camisa de brini claro com
fitas no colarinho para atallos, mangas a meio
braco,, calsas de panno imitando ao da Costa,
c< m listas azuis, e brancas de largura de dous de-
dos, e na lista branca hnm fio encarnado, e
calsa he feita com as listas atravessadas, Chapeo
de pallia do paiz com aba larga e huma fita em
volta com seo Jaco ; ao Arcenal ou ca 4 casa da
Intendencia.
\
PERNAMBUCO NATVPOGRAFU DO DIARIO, RA DA SOLED A DEN. o 498 1831.

*
WMF


Full Text
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