Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01347


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Full Text
' rA K
ANNO DE 183!. QUINTA
A
fAGOSTO NUMERO 18
5
DIARIO DE 'PERNAMBCO. \
Subscreve-se mensalmente a 640 r*. pago* adiautados, na Tipografa do Diario roa da Soli'dade N. 498 ; na loja delivros di
Figuera, Praca da t, ni5n N. 2*, e 58; na Loja dr Livreiro de Joze Joaquim Nunes de Abreo, ra do Livramento lado do ..
en assigaados, eserao publicad,)* no dia mediato ao da entrega, sendo esta feitaato' as 8 horas do dia vindo rezumidos e bem escriptos
n Snr.
as-
Os anuncios, que nao f.-rem dos assignantes deverao a-
lem das de mais candieles, pagar ior cada linha inpressa'40 rs.,
es?rentregue na lujado Livreiro da ma dj Livramento so-
mente
i
I
Tudo agora depende de nos mesmos, danossa prudencia,
moderacao, eenerga; continuemos como principian'., ese
remos apontadj com admirar,) entre as Naques ma i* cultas.
Prctamaqo da Assembha Geral do Brasil.
Pehnambuco na Tip-og rafia be Antonino Joze de Miranda Falc.

CMARA MUNICIPAL.
Skssao-Extuaordinaria de 6 de Agosto de
jas*.
p
Presidencia do Snr. Moraes.
Resentes os Senhores Venadores Bizerra
Cavalcante, Rocha, Peixoto, Brto, Esteves, e
Costa Jnior, faltando com cauza os Senhores
Vareadores Paula, e Calilas.
Recebt-o-s hum officio do Exm. Senhor Pre
eidente em data de 4 do crrante, remetendo o or-
C, amento, que esta Cmara Ihe h ivia envido para
ser revisto, em o qtial dizia, oue o tornava a re-
meter porque nao huyendo presentemente Enge-
nheiro algum, ou Mestre Peomro de obraspubl-
cas a quem invun.bisse a revisao do dito orea*
ment, que a Cmara incumbiste a dita revi ao
a quem llie parecesse, que de taes obias tivesse in-
telligoncia.
Recebeose outro officio do mesmo Exm. Snr.
Presidente em data de 4 do mesmo mez, remeten-
do por copia o Avizo expedido pela Secretaria
d' Estado dos Negocios do Imperio em data de
20 de Jnho do corrente, para que esta Cmara
fique na intelligencia deque a Regencia em No-
me do Imperador Houve por bem approvar a de-
liber; c;o, que o Conselho do Governo tinha to-
mado, sobre o melhoramento das estradas da
Provincia determinando^ que a despeza dos res-
pectivos projectJS, e ornamento seja abonada nos
quarenta contos de reis, que a Le de 15 de De-
zembro do anno passado consignou para as o-
bias Publicas : por consequencia devera' essa C-
mara receber hum cont de reis de menos da
quantia que lhe fui destinada.
Forao remetidos pelo Exm. Snr. Presidente
da Provincia, a' esta Cmara a Lei de 7 de Ju-
nho de 1831, e o Decreto de 8 de Junho do dito-
anno.
Recebeo-se hum officio do Ouvidor da Co-
marca pela Lei, negando-se a aceitar ser Presi-
sidente do Jury nos negocios desta Cmara por
se considerar nao ser Juiz criminal territorial.
Outro do Fiscal desta Cidade partecipando
haver eticado a licenca de Joze Baptista Ribeiro
de Faria, sobre a edificacao do predio junto ao
arco de S. Antonio da Ponte do Recife DO terret
no pertencente a' Camaia, e servidao Publi*
ca.
Outro do mesmo Fiscal em que partecipa,
que na Freguezia da Boa-vista na ra da Gloria
ha hum beco de seis palmos, pouco mais, ou me-
nos, que so serve de intulhos de lixos, e to bem
deazilode alguna m-dfeitores, e por i-so fazendo-
se desnecessario ao Publico, poda unir-se a al*
guma das cazas vizinhas por meio de aforamen-
to, outro sim partecipa, que indo ao Assougue
das 5 Pontos no dia 2 de Abril do corrente anuo,
a'repartir os laIhos com os Marchantes di mes-
mo assougue, deo a Francisco Pereira Borges o
talho numero 4 e a Lourenc) M.trtlns dr.s iNeves,
o talho numero 17, e d'ahi a pouco teinpo lhe
re'presntTa d dito Neves, que o seo talho lhe fo-
ra tomado pelo Juiz de Paz desta Freguezia, e
fora entregue ao dito Borges, e por seo pedia a
esta Cmara os necessarios esolareciment -s a res-
peito de assougue3 : partecipa mais, que he mis-
ter, que a Cmara requisite ao Exm. Senhor
Presidente para mandar vir de F mando a pedra
que for possivel, pos que a pedra que 6e ada
na ra da Pracinha do Livramento nao thga pa-
ra ultimar a dita calcada: requer mais'o dito Fis-
cal em seo officio que d providencias precisas pa-
ra que o Procurador da Cmara ponha em activi-
da Je a cobranca dos termos de achadas, que se
acho em seo poder desde 21 de Janeiro ate' o
presente.
Officiou-se ao Exm. Senhor Presidente so-
bre a resol uc, So tomada na Sesso de 30 de Julho
p p. no requer ment de D. Roza Duarte Ce-
drim.
Passou-se huma Portara ao Procurador para
receber da Junta da Fazenda Publica osdinhei*
ros para pagamentos dos Empregadosi da Saude,
Expostos, e Vacina.
Propoz o Senhor Vereador Bezerra Cavak
cante, que se oiciasse ao Exm. Snr, Presidente
para subministrar a Cmara o Juiz que deve Pre-
sidir o Jury nos negocios da Cantara..
O mesmo Senhor Vereador Bezei^a Caval-
cante declarou, que yotava contra o despacito ex-
arado no requerimento do Doutor Bernardo Luiz
Ferreira, dirigido com huma vistoriarequerida
porManoel da Fonceca Silva, porn So ter sido
aquella vistoria feita com legalidade, visto nao
ter sido a parte notificada.


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O Sen'xor Vreador Costa Jnior pedio li-
cen^a para ir ao seo engeuho, e lhe fui concedi-
da.
Appresentarao os Senhores Presidente, e
Veri.* do r Peixoto, a conferencia que fiserao das
relacSes do Fiscal, e Procurador sobre as multas
dos comprehendidos as infraccoes de Posturas,
do que forao encarreg dos a examinar, o que se
passara a resolver para outra Sesso.
O Senhor Vereador Rocha requereo que se
declarasse nesta Acta nao ter elle assistido a Ses-
so em que se aprovarao as Posturas Titulo pri-
meiro artigo 5. mas, que se elle fosse presen-
te o seo voto seria que se reformasse aquelle arti-
go em raso do pezo que devein sofrer os Po-
vos,
Ficou convocada a Sessao Extraordinaria
para o da 8 do corrente, para se tractar somente
dse descutirem as novas Posturas.
O Senhor Presidente instou pela deciso das
mudanzas dos Arniazens, e tornou a fcar adia-
da por falla de tempo, Propoz o mesmo Senhor
que se declarasse na Acta, que fcava suspensa a
execucao da obra de Joze fiaptista Ribeiro de
Faria, ate1 dicisao do Exm. Snr, Presidente, e
foi reprovada.
E por ser dada a hora declarou o Senhor Pre-
sidente fechada a Sessao, e para constar manda-
rao faser esta Acta em que assig-naro. Eu Fran-
sisco Antonio de Carvalho Secretario Interino da
Cmara Municipal a escrevi.Moraes, Presiden-
te,, Rocha,, Bezerra Cavalcante,, Peixoto,, Bri-
to Esteves, Costa Jnior.
A Cmara Municipal da Cidade do Recife e seo
Termo fyc.
'Onvida a todos os Cidados desta Fregue-
zia do Bairro de S. Antonio, que estivtrem na Le
para votarem, para que no dia Domingo 28 do
corrente compareci as 8 horas da manha na ca-
za da Cmara, e nella se fazer a Elleico de Su-
plente para entrar no exercicio de Juiz de Paz
leste dito Bairro, trasendo cada um dito Cida-
do a sua cdula feixada. na forma recomendada
na inesma Lei, isto pela urgencia, que ha' dse
proceder quanto antes na dita Elleico pela escu-
sa, que fez do dito emprego o actual Juiz de
paz deste Bairro, eo Suplente igualnrente escu*
ar-se, por suas molestias efectivas, que as legali*
sou perante esta Cmara : e para que chegue
ao conhecimento de todos semandou affiyar o
presente Edital, por nao ser o presente caso, ob
jecto de demora. Caza da Cmara Municipal do
Recife em Sessao Extraordinaria de 23 de Agosto
de I83l., En Francisco Antonio de Carvalho Se-
cretario Interino da Cmara Municipal o subsere-
vi Antonio Elias de Moraes, prezidente ; Tilo-
mas Lins Caldas, Francisco Goncalves da Ro-
cha, Vicente Ferreir dos Guimaraens peixoto,
Joze Joaquim Bezerra Cavalcante de Albuquer-
que, Bernardino pereira de Brito,
x^Uando causas inuteis de indagar fasem pas-
sar um fipro do estado de Nmades ao de Agri-
cultor,- ol fleste eo de industrioso, nao e' nem o
bra d'um dia, nem pelo esfurco espontaneo d'u-
jna so' geraijo ; e' necess-ario o concurso do tern-
po, lie muitas geracoes, e d'um multido de cir-
cunsfcncias quase serupre imprevistas. Acha-se
consumada esta revolucao no sistema econmi-
co e' impossivel, que se nao estenda igualmente
ao sistema moral, poltico, e civil. Crfi-se que
por muito triste, que seja esta revolucao para al-,
giinshomens, ou mesmo para algnmas cla-ses da
populaco ser Ihehia mais fcil fazela retrogra-
dar, ou mesmo moditical-a, elevar a mssa Na*
cional a's antigua oceupacoes por ella abandona-
das ? Sem duvida urna tal tentativa seria estra*
v?gante E' pois mais prudente, e mais raso-,
avel, que quando um povo, muito tempo sugei-
to ao poder, se separa, chega a' urna existencia
propria, e forma urna individualidade politica,
demorar esta revolucao na sua marcha, ou fazel-a
retrogradar, quando esta' consumada ? a con-
tra-revolucao, inda que fosse possivel, nao deveria
germinar muito tempo antes de aparecer ? E
quantas geracoes nao se deveriab passar antes de
chegar a poca, em que Luiz 14, sem excitar o
riso dos povos, poda disero Estado sou eu?
O que se tem pois passado depois desta poca,
ja tao remota, e diferente da, em que nos adia-
mos ? O que e', que faz, que Luiz 14 nao po-
deria diser hoje, o que diria ento ? O que e*,
que tem produzido esta memoravel revolucao ?
Consultemos os factos, e talvez nos revelaro as
causas. Desde urna poca, que e' bem difcil de
determinar, a raso publica e' contada por algu-
ma couza no Governo dos povos, a furca, este
antigo paladio do poder, esta' reduzida a' neces-
sidade de ser, ou parecer legitima, e o arbitrario
nao ousa aparecer se nao debaixo da aparencia
da justica, e da modereo. a Suprema raso dos
Reis nao lliese' mais suficiente, el les tem nec-S*
sidade dse apoiarem na raro publica. Agora
o poder nao e' forte, e poderoso s? nao tanto
quanto tem raso, tanto quanto pensa, quer, e
obra nao s com aprovarao do seo povo, mas
mesmo com o assenso de todos os povos. Nesta,
harmona de poder, e da raso publica reside a
forca social: fora disto s ha erro, chimara, e
fraude. Nem ha diffeienc.i do poder absoluto
ao limitado. Os Soberanos os miis absolutos, e
os mais indepen lentes dos povos, os mais conlia-
dos nos seos innumeraveis exercitos, e os mais
certos do seo valor, nao se atreven) a hir contra a
raso geral ; appcSo se pelo contrario a res-pei
tal a, e quando saben), que nao podem merecer
a sua aprovaco, nao escrupuliso em empregar
todos os meios, que podem ou disvial-a, ou se-
dusil-a. E' com esta intensao, que os Soberanos
crio interior e exteriormente escriptores continu-
amente oceupados a' lhes conquistar a raso pu-
blica, ou a preserval-o da sua temive! oposico.
Estes novos funcionarios nao lhes sao menos ne-
cesarios, que seos Ministros, seos Magistrados,
sua polica, e os seos gendarmes.

CORRESPONDENCIAS.
'Nr. Editor. Hecombem pezar que lhe
rogo fazer-me ensirir no seu beic aceito Peridico
a seguiute Correspondencia, cujo fnn nao he de
modo alguin menoscabar, ou atacar a antherida-
de do Juis de Paz ; mas sim mostrar os seus dis-
potismos, e bons feitns; eis o caso.
Tendo por noticia que no da 20 de Marco
deste prezent? anno falecera meu filho o Padre
7".



Joaquim Pedro d' Almeida que.exercia o luga#
de Capellao na Povoaco de S. Antonio do I3ebf
douro, por cartas, que de varias' pessoas recbi,
do dito lugar, huma do Commandante d > Pe' de
Serr'n do Mendcs, alias Jais de Paz da dita Po-
voacao, Manoel da Assnmpgo Azevedo Silva,
dando.me parte do falecimento do dito meu filho,
ofttra do.Commandante da mesma Pedro Anto-
nio d' Andrade, e outra de Herculana Francisca
Perira, ama que vivia ein caza do dito meu filho
falecido; deixndo por sua morte os bens que
possuia, os quaesja Vin. me fez o favor de ensirir
a relaco delles em o seu Diario N. 172. Nes-
te caso tratei de mandar outro meu filho por no-
me Vicente Ferfer d' Almeida oom huma procu
racl bastante para arrecadar e tomar contados
ditos bens, que me pertencem como mae e lesfiti-
ma herdeir* ; e sendo pois chamada a dita Her-
culana aCmsiliaco por nao querer entregar os
ditos bens, por ja estar de mos dadas cora o Ju
is de Paz, (dizem que he seu Compadre) para a
proteger nesses negocios, e pretender o dito Juis
de Paz a compra de varios bens, onde hum delles
a Efginhoca denominada Jabuticab, he quando
em Audiencia publica onde se achavo prezentes
varias pessoas do lugar ; ohi se vio o dito Snr.
Commandante Assumpco desprezar o lugar de
ser Juiz de Paz e ocupar o de Procurador por
parte da sua Comadre que se achava prezen-
te: ahi mostrou todo oorgulho, e ambicao di-
zendo aqu mando, e quero, que sou Com-
mandante e Juis de Paz ; que o defuuto Padre
nada tinha, e que tudo vender em sua vida, e eu
aprovo todas as vendas que fez a sua ama ;
Que arbitrariedade, Snr. Editor, desse Juis de
Paz Analize por hum pouco. Pois se meu filho
bsse de sua vn'.ade que sua ama possuisse seus
bens, ento teria feito testamento, ou papel de
dadiva por escripturas publicas, e nunca por pa-
pis privados que nao devo estar por elles, pois
pertendo #uzar do recurso da Ley Queira por
bondade sua in.rir estas rabiscas em um canti
nho do seu Diario.
Desta sua serva e obrigadissima
Anna Thcreza de Jezus,
:
m Nr. Editor. Di zendo a Carta de Lei do
J. de Oltubro de 1828 Art. 41 Fazer repr
no antigo estado as servidoas, e caminhoa pbli-
cos ; nao consentindo de maneira alguma, que
os propietarios dos predios uzurpem, tapen), es*
treitem, ou mudem a seo arbitrio as estradas
Como o Snr. Francisco Qoncalves da Rocha,
sendo um dos Vareadores da Cmara obrigada a
esta observancia do Art. da Lei, e' o primeiro,
que calcando aos pe, ou postergando a Lei,
tapa urna antiquissima estrada a seo arbitrio; por-
que {cmo elle diz) nao quer estrada por dentro
do seo cercada em Jequia' ? O Snr. Rocha tran-
sitou muito por dentro dos cercados doa Enge-
nhos do Sul, e por isso deve estar convencido,
que deve ceder do seo amor proprio. A Justina
deve comecar por caza ; e por isso a Cmara, que
' vai receber nm Requerimiento, em que se peck a
observancia da Lei deve ser imparcial, e assira o
espera, quein se acha as circunstancias de
Per ledente da execucao da Lei,
9 #
TARIEDADE
\J Que significao essas distincoes de homens de
bem, ede pequeas gentes? O que significao este
termo sublime de boa companhia, e o ignominioso
de canalha tao frequentemente usados ? Entend-
is por homens de bem, a gente boa, e honesta, o
homens instruidos, e de espirito ? Estendeis por
canalha os maro tos, os maos, os tolos, e os igno-
rantes ? E' bem diferente porem o significado,
que damos a estas palavras. Por homens de bem
se entendein os nobres, os ricos, os poderosos,
por canalha os homens sem Basamento, sem,
fortuna, sem crditos : ora como aparentemente
nos presamos mais as qualidades accessorias da
fortuna, nascimento, e crditos, do que as da al-
ma, e carcter, muito mais importantes, segue-se
que todos querem pertencer a' cathegoria de ho"
mens de bem, ninguem quer ser da canalha. O
' grande senhor despresa o fidalguete de provincia,
obanqueiro millonario sejulga de superior es-
fera ao simples negociante, da sua parte este se
julga um homem de bem a' vista de um artista,
artista tem pena do homem de carga, este ollia
com despres para o mendigo ; este finalmente se
da' ares de importancia, e di/, que so a desgraca
o reduzira a aquelle estado, e qual e'pois a drte-
renca, que ha entre o* hbitos, e costumes de
todos esses homens ? Confrontando se, os que
se acho no grao mui elevado com os da mais
baixa classe, quanta similhanca nao ha entre um
corteso, e um mendigo O cortesa se veste
de ricas fardas, cobre o peito de comendas, ritas,
e medalhas, arranj urna chave sobre o boleo ; o
pobre cobre se de trapo* sujos, e rotos, finge m-
fermidades, e arranja sobre o corpo chagas pos-
ligas. Estas duasoMes, bem que differentes,
sao ambas feitas para o mesmohm : o corteso
vai mendigar o favores dos poderosos da tena, o
pobre a esmolla dos passantes : o primeiro taz
profundas cortezias, e prodigalisa palavras cum-
primenteiras ; o segundo urna ves vos enternece
com seos rogos, e lamentares, outras, para vos
mover, toca o orgo da barbaria : no fundo nao
e' tudo a mesma cousa ? Nao e' lieongear para
ohter ? Canamente, nao e' entre cortesaos, nem
entre mendigos, que se deve procurar numero-
sos exemplos de virrude; mas gira n todas as
classes. Os vicios, e as virtudes nao sao distn.
buidas com igualdade ? Nao nos acharaos ui-
tas vezes em ma' companhia entre homens de bem ?
Mo nos acharaos muitas vezes em boa compa-
nhia entre as pequeas gentes? Q'f ,a
boa companhia ? Os homens honestos de todas -
as classes. Queris ver a canalha ? Os marotos5
mesmo titulares. _. j x
(Mr. Picard.)
ANNUNCIO.
Os Redactores do Eco d' Olinda rogao aos se-
os leitores, queirao lhes dar a devida desculpa a
respeito das grandes faltas, que aparecerao, na
mpresso do seu 3. N. atienta a grande d h-
culdade, que encontro, como habitantes derw-
linda, em polirem as impressoes antes que saia* a
" N. 3. Pag. pim. col, seg. linfa^ *0 -
era lugar de vimos exaurido leia-se o ve*
mos elaurido Pag. seg. col. seg. lmha 52 em
lugar de coudemnar lea-se e coadunar -
\


??.



1
P\
\
/
,>-

Pag. te. col. prim. linha ot. ate' 10 em lu-
gar de segundo o estado de civilisacao em que
a achar a primeira apenas exigir' sein a leve ins-
pec^o &c. leia-se, suprimida a palavr se-
gundo o estado de civilisacao, em que se achar
aprimeira apenas exigir'urna leve inspee^o &c
Pag. tere col seg. linha 13 em lugar de
encantadorio de Povos leia-se o incauto dor-
so de Povos Pag. tere. col. seg. penltima li-
nha em lugar de effeitos, que admiramos
leia-se os feitog, que admiramos.
Os Redactores rogo conjunctamente aos
Snrs. Assignantes do Recife, que nao tiveiem re>
cubidoos nmeros de seo Peridico, queiao di-
rigir se a Loja de livros N. '37 e 38 na Praga da
L'nio, onde achar o quem providencie a este res-
peito.
s
NAVIOS A CARGA.
Para o Rio de Janeiro.
'Ahira' com breyidade possivel oBrigue Bra-
zileiro, Flur do Rio; quem no mesmo quizej
canegar, ou hir de passagein dirija-se a bordo a
fallar com o Capito, ou a caza de Joaquim Jo-
ze d' Amorim.
.
VENDAS.
IVI a venda na ra do Razario D. 16 com pou-
cos fundos : na mesma.
Um escravo moc-' para fora da tena, ou
para o trato ; na ra do Livramento D. ib, ou
anuncie.
Urna crioula de 18 annos, cyzinha, coze,, e
eqgoma sofrivelmente : na ra Nova N. 32,
1, andar.
Urna venda com fundos de G00$ rs.: no
Affbgado defronte do agougue, a dinheiro ou a
prazo, dando boas firmas ; na ra da Madre De
os em caza de Domingos Francisco Lavra.
Espermacete muito superior, caixas de cha'
de 12. botijas de urna caada de azeite doce,
meias barricas de bolaxinha Americana, e mais
gneros : no armazem de Caetano da Silva Aze-
vedo, ra da Madre Dos.
Urna caza tenia na ra da Guia D. 30, em
chaos foreiros a Cmara d' Olinda : na ra do
Rozarlo botica D. 5.
*- Urna venda na Cidade de Olinda, ra de
Mathia6 Ferreira N. 3, a dinheiro, ou a prazo
com Letras ; um relogio de prata desabnete, e
repeticao; um es.pelho, quatro quadros, seis ca-
deiras de amarellossento de palhiriha, um ocu-
lo de ver ao longe, tudo por preco cmodo : em
caza de Florindo Joze de Jezus, na Boa Hora,
Escravos ladinos, 1 engomadeira, e costu-
rera, 1 crioulinhade 13 annos, 1 cozinheira, e 1
moleque peca que engoma bem, e tem principi-
os de alfaiate e cozinheiro : na ra dos quarteis
Castrioto Luzitano, ou a Restauracao de
Per.nambuco j voj#
Parnazo Luzitano, ou Poezias Selectas 5 "
Hist^ria*tfa Revolucao Franceza 7
Historia Secreta do Gabinete de apo
'
leog
1


5
>1
'
M
J
'
>
nif-'sto de Napoleo,' vindo da Illia da
Elena 1
aarvador Portuguez histrico, a polti-
co de Lisboa desde o dia 27 de Novem-
bro 1807, p >r um annimo 1
O Fxpectador Portuguez, Jornal de lite-
ratura, e critica por J. A. de Macedo,
comeado 4 sime^tres 2
O Oriente Poema pico de J. de Ma-
cedo 1
O Feliz Independente do Mundo e da
fortuna, pelo Padre Theodoro de aI-
meida 3
Historia do Brazil, a mais moderna 11
Dita de Portugal 5
Dita Romana 4
Dita de Th odozio o Grande 1
Dita da reforma protestante, em Ingla-
terra e Irlanda por Guilherme Cobbert l
Obras Selectas do Mrquez de Pombal 3
Cadet. Formulario Magistral 1
Ensaio Dermosografico d s Doencas cut-
neas por B. a. Gomes com Estampas 1
Pharmacopea Geral 2
Rosseau, Conti aro Social 1
Volney, Meditaco sobre as revoiut;oens
dos Imperios 1
Na. ra da Cadeia ve'ha, N. 26.
Dois escravos ladinos, de poura idade, re-
cebendo-se nv tade em faze"das, e outra em di-
nheito : no Recife ra do VigarioN.0 10, 1.
andar.
5
1>
I.
AXUGUEIS.
LlugaseoS. e3. andar da caza N.
32, na ra Nova : no 1, andar da mosina.
AVIZOS PARTICULARES.
/"V-Ntonio Jdze Rodrigues pertende retirarse
d'esta Provincia, e por isso faz. o prezente anun-
cio para cimpfir as ordens do Governu.
O Snr. Honorato Augusto de Miranda,
queira anunciar asua residencia, ou dirigir-se a
ruada Cadeia velha loja N. 26, anua de tratar
certa negocio interessante ao mestro.
O mestre de Pedreiro qua quitar tomar
conta de um mulato para ensinar-lhe oihVio ; di-
rija-se ao Recite ra do Vigano N. 10, 1. o
undar.
Preciza se de urna ama de leite forra,
ou
captiva; na ra do Livramento D, 2, 2. an-
dar.
O abaixo asignado, Capitao do Brgue de-
nominado Messngr, de Nacao Americano, sur-
to, e ancorado no porto desta Cidade ; pelo pre*
zente auunci >, f*a certo que elle pertende sahir p
mais breve que Ihe for possivel, e que o nao tem
jafeito a mais tempe, porque o Snr. Cnsul dos
Estados Unidos da America, que prezentemente
reside nesta mesma Cidade, nao tem querido, nem
quer tomar Ihe oseu protesto, por ser este contra
o dito Snr. Cnsul, e contra 6eu socio Luiz Go*
mes Ferreir.
Samuel. W* Dewet/.

.

PERNAMBUCO NATYPOGRAFIA DO DIARIO, RA DA SOLEDADEN.e 498 1831.


I

!
.
'
,
Pernambuco na Typogrqfia de Antonio Joze de Miranda Falcao, .
_______ -__________________
-



CORR ESP ONDENCU,
.

JR.>Edtor.= Sendo dodever de todo
o Ci tadao sensivel vellar sobre eua repu-
tar, e muito maisjustificar-se perante o
Publico, quando esta se acha comprme*
tida, e sendo a minha vilmente (nao sei
p-r quem, nem como) cemoromettida em
uiria caixa de assticar da safra do presen-
te ann deste Engenho Ilha*Grande, de
que sou Administrador, qoe apareceo
nes>a Praca coa um pedaco de pao entro-
duzido na mesmia com o pezo de oito ar-
roubas, e nao leudo podido conhecer don*
de emanou um facto, que se deve chamar
robo, e nem poder proceder exame em
dita caixa, por ser e-ta embarcada antea
que eu fosse disto avisado ; ponho em suas
inaos esses documentos que alguma cou-
za podem concorrer para que senao faca
de mim, e do engenho, aquelle conceito
que com razao ee devera* ter feito a vi-
ta Jo sucedido, para Vm. faaer-me o ob-
sequio er.serir com esta em sua estimavel
folha, asseverando que farei quanto em
mim couber a ver se descubro o author
deste bom servico ; protestando, se o con
seguir uaar dos ineios, que as Leis me
ministraren), para tomar a vindicta que
me he devida ; tendo aempre a dizer que
no Trapixe onde eao recebidas as caixas
dos Engenho?, que para elle mandau ha'
nlgumdesleixo, e pessoas, que negociao
em compras de assucar, e ali encaixao,
cuja probidade nao devo afiancar.
Sou Senhor Editor
Seu muito venerador.

.
Zeferino da Cunha Bastos,




JLJTz Zeferino da Cunha Bastos admi-
nistrador do Engenho Ilha-Grande, de
que he proprietaria, fu may D. Anna de
Bastos da Encarnacao, que aparecendo
na Capital desta Provincia, para onde re*
.


.
mete as caixas do mesmo Engenho intro-
duzidoem huma dellas,. entre o assucar
hm pedaco de pao com o peso de oito
arrobas, como se vio, por ser preciso con*
sertar-se dita caixa, e nao tendo presen-
temente meios de poder saber d'onde pro
veiohuro lao vil procedimento, que nato
menos he que hum roubo, em cnja9
pesquisas, usara* de todas as deligencias
que estiverem ao seu alcance, e sendo do
seu dever salvar perante o publico, seu
crdito tao negra como atrozmente com*
promettido; requer que os proprietarios
desta Freguesia, lhe atesten qual a con-
ducta do suplicante, sua inteireza, c pro-
bidade ; por tanto.
P. ao Snr. Juia de Paz se diar-
ne por seu despaxo annuir-fhe
o que requer.
E. R. M.
Atestem querendo. Janaran
duba 22 de Julhode 1831.
Sano.
jfiLviata do exposto no requerimento
upra, nao posso deixar de afirmar que,
o Snr. Zeferino da Cunha Bastos he ho*
mero probo e inambiciozo, e por isso in-
capaz de apresentar o expendido em seu
requer i ment, o que atiesto por me ser
pedido. Engenho Frescondim 2 de A-
gosto 1831.
Feliciano Joaquim dos Santos.
Refiro-me atestacao supra, Enge-
nho Comurim 2 de Agosto de1831.
Antonio Rodrigues Ramos.
Affirmo o atestado cima. Enge*
nhoCamoliam 7 de Agosto de 1831,
Felipe Paz de Luna.
~ Atesto que conheco o suplicante res
tro desd sua infancia creado debaixo do-
poderes Paternaes condozindo se t e ? \-re
com toda a honra e probidad^ e louvavel
procedimento, e pe cduza incapaz
/




e obrar simellnnte proced ment o qjnl I
larra o requjrimnto retro o que ludo af*
firmo con pallavra sacerdotal. Engenho
/usa 7 de Agosto de 18.31.
O P. Mamet Cumeto, Ftesoa &!lAtift
Afiirmo o atestado cima. Enge
nho Grvala 7 de Agosto de 1830.
Jernimo lveo da Silva.
( VrRedre.me as atesta wmgyr 7 de Agosto 19&1.
Joae Maria Callad**
,i
Alirma o atestado aeitna. Jatoba
7deAgo*t<> de tas 1.
Francisco Mlilao dos Santos.

w- Retrosme aoa atestados jo otos. Po*
voacao de K. Jos de Agoa Preta 7'de A
gusto ci |831.
Domingo francisco da Silva.
Cpmaudante Interno das Ordenantes.
i
^ Refiro-me as attene Se supra. Ca-
wormeeiir 7 de Agosto de 18.31.
Por impedimento do Sor. Caetano Jo-
s PVagoso.
Amaro da Silva Castro.
Estavao reecntiecidas peto Escrivao
Publico Jos Albino de Qlanda Chacn.
A
un u n ii un
,Ttesto que Zeferinnda Cimba Bas-
to Administrador do Engeoho Itha-gran-
de de que he propietaria sua Mai a Senho*
ra Dona Anoa de Basto da Eucarnaco he
pessoa de recouhecida probidade e por
i3o incapaz de praticar o que se v no.
requerimento, pinto. Este, pa*M> de mi*
nha letra e signal. Prezidio 1 de Agosto
staaL *
Joaquim Jase Ferreir da Costa*
Jos Albino d'Ollanda Chacn, Es-
crivao da. Paz desta Freguezia de S. Jos
d'Agoa Preta, por Provimemto da Cama*.
ro Municipal da ViHn de Serinhem, na
forma da Constituicao do Imperio &c.
Atiesto que Ze fe rio da Cunha Res-
i
lI iiih
dministradordo Engenho Ilha-gran-
Vqoe he Proprietaria sua Mai D.
AnnV de Basto da Encarnacao, he pessca
de reconhecida probidade, e por isto in-
capaz de praticar e menos erwdjuvas o
que ha' exposto em seu requerimento j un-
to. Esta passo por me ser pedida, e com
a fe'do meu Officio, Engenho Japarandu-
ba 24 de Julho E 1831.
>
Jos-e Albino cFOlanda Chacn.
A
Jernimo Ignacio dos Santos, actu-
al Juiz de Paz desta Freguezia de S.
Jese d*Agoa preta, j^los sufragios Pa ro
dimes na forma da Constituicao do Impe-
rio &G.
A t testo que Zeferno da Cunha Bas-*
tos, filho da proprietaria do Engenho liba-
grande, a Sen hora 1). Anna de Bastos da
Encarnaban, e nelle seu Administrador,
he pessoa de inteiresa, e probidade, e n
digno de obrap, oque acaba de suceder,
cim huma caixa de assucar do n.esiro
Engenho, como o rnesmo me i& ver pela
partioipacao que ihe foi dirigida, sobre o
mOHtie-objeeto ;e por me ser esta pedida
a-paesei, e val por mim asvig-iada En-
genho Japaranduba 22 de Julho E 18.3!.
Jernimo Ignacio dos Santos.
Jos dos Pasos de Olanda, Pre^bi.
tero Secular, Pa rocho interino nesta Pa-
roch! Igreja de S. Jone de Agoa-preU
por S, xc. Reverendissima que Dos
Guarde.
Atiesto que o Snr. Zeferino da Cu*
nha Bastos, filho da Senhora D. Anna de
Bastos da Encarnacao, Proprietaria do
Engenho liba-grande, e nelle seu Admi-
nistrador, he pessoa de louvavel conduc-
ta moral, e c*vi4, e por isse incapaz de
obrar o expendido no requerimento junto.
E*ta mandei passarpor me ser pedi-
da na qual me assigno. S. Jos d'Agoa-
pretaadeJalbo.
O Vigario interino
Jos dos Pa-ssos aVOlanda.
Estavao reconhecida.



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