Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01346


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Full Text

ANNO DE 1831. TERCAFEB AJDl
;Vg(5sto#
NUMERO 180
D I A i; B 3 I )] PE ftNAMBUC
Rnr Fig
Subscr'eve-se tnensalmente a 640 rs. pagos adiantados, na Tipografa do Diario ra da Solidade N. 498 ; na luja delivros o
igur*, Pra^a da nin> K. SO; na Loja de Liyrciro de Joze Joaquim Num* d<- Abreo, ra do Livramento lado do'Nas-
eco'e I) 16; onde se recebem carrscp^ndsncfas, e anuncias ; estes inserem-se gratis sendo dos propros assignantes somente, e vindo
assignados, eserao publicados no di*.inmediato ao da entrega, send-j esta feitaato' as 8 horas de da vindo resumidos e bem escriptos
/

k.
Os anuncios, que nao f >Tem dos assignantes devera a-
lein das de mais condicqes, pagar por cada linlia impressa 40 rs.,
o ser entregue*' na lj de Livreiru da ra d_. Livrament.) so-
mente .
i
Tildo agora depende de nos mesmus, da nossa prudencia
moderacSo, eenerga ; eontintiemus como principiamos, e se-
remos aportados rom admiracaoentre as NacSes mais cultas.
Proclamarlo da Assemblta Geral do Brasil.
Pehnambuco naTipog rafia de Amtonino Joze de Miranda Falco.

..j ti
Un .ri ( ........ ......ssj|
.


.
COMMUNICADO.

Fecissem, tamquam non essem,
i de tero tianslatus ad tumu-
fcum. '
(Job.)
sLAmort la mort f et toujours la mort! U
Eis os gritos, que diaria, e constantemente tocio
os oavidoS'dos infelices, qne habito esta bella, e
mal dirigida Proveca !! lloubos-, assassinos, at
tentados d-e toda sorte sao os immutaveis facas,
com qae So brindados os ho me na de bem Qu
terriveis aceas sepassno a' tempos entre nos 1 A
mo trmula quer fogir de relatar um desastroso
caso, que dff certo deve encher de confiterriaco
todos os Kstadanlef, e em geral todos os Pernam-
b'ucanos! Hontem 17 do cerrente me? de Agos-
te; no caminho db Recife para Ohnda foi til,
cruelmente morto o Sm. Francisco Soares da Sil-
vaj digniasitno Estudante do 3. anno Jurdico,
e natural desta Provincia A mi malvada d'um
assassino privoti-nos de um bom Patricio Ah in-
il me, e infelises irmaes Perdestes um ex-
cediente fillio, e u-m virtuoso irmo Morreo
um moco, qve tndubiavelmente prometa prspe-
ros futuros Un' bom cidado um bom flho,
um-bom Estudante; eis os presadas qualidades,
que adornavo aquella alma, que so respirava a-
legra, e em quem era irrrppossivel existir o vicio!
Saciai vos monstros sdenlos desangue humano*
Firtai-voH'de mottes, roubos, e de todas as mal-
dades Apfoveitai-vos da raqueza, ou desle,
que mi-sora-velmente reino entre nos Vos tem
duvida sois o resto da prfida columna, que n-
commenda'dos Magistrado, e Autoridades plan-
tarao, e proteg*rao riesta Provincia, e que hje
contaa com aimpunidade proveniente da malva*
da mderaco, que o Governo affecta, ou tem !'
Sim ate se tivese perseguido aquelles monstro9,
de certo nao- terio apparecido tantos, e to gran-
des attent&tosj ate' ent&o nunca ouvidos, nem
presenciados nesta drsditosa Provincia Enchei
Os vossos ara tos coreles do damnado gosto de
privar urna desamparada familia do nico apoio,
com quem contava Saciai-vos Hum dia a
dades, a quem esta'incumbido o governo, e o so-
cego deste paiz dgnai-vos voltar as vossas vistas
para tio tefriveis, e assustadores quadros Atten-
dei, qne a desesperacao pode levar um Povo a'
excessos, a' que nunca se arrojaria, se por ventu-
ra tivessem sido fielmente executadas as leis !
Commovo-Vos as lagrimas de urna terna, e cari-
nhosamae, cuja idade, e dor brevemente a con-
dusira' aos horrores do tmulo Enterneci Vos
os lamentos, e suspiros de irmes desamparadas,
eaflitas !!
CORRESPONDENCIAS.

&
>Nr. EditorPonderosos motivos forcao-me
a interromper o silencio, que tenho sempre guar-
dado sobre os negocios Acadmicos d*01inda, e
a apvesentar-lhe estas minbas toscas lmhas, a tm
tle serem levadas ao conhecimento do Publico pe-
lo veincolo da ua folha, com o que muitome o-
brigara'.
OSenhorPedro Autran da Motta e Albu-
querque. Lente das Cadeiras do I, e 2. anno,
tendo sido o anno passado bem comodista no des*
empenho das suas obrigaQes durante O tmpo
lectivo, tornou-se este anno o mais rigoroso de
todos os Lentes, tal vez por causa das circunstan-
cias doteropo, que sao a cauza das alteragts e
das angustias.
EsteSenhor, apenas acaba de cahir o bada-
lo dosino, que xama os Estudantes para as Aulas,
apresenta-se a porta da sua, e, mal que tem entra-
do urna tercena parte dos seos discpulos, entra
para atJadeira : immediatamente que se agenta
saca da sua competente postilla, e principia a
leUa, tem- dar rrujitas vezes tempo os Estudan-
tes de prepararem-se a' escrever. Com a escrip-
ia da postilla, e tomada da lico preenxe exacta-
mente o tempo de ora, e meta, qu tao desapia-
dadamente marco os Estatutos para a duracao
das Aulas.
Em consequencia d' uth intempestivo artig
impresso no numero 2 (se bem me lerrbr#> do
PernamTju'cano aquelle Senhor, tao exacto obker-
reidor da Le, aind mais insuportavel# arnou-se
para com seus discpulos, os quaes, descontentes
cm & sed irieohseqtertte mdeto de pfOcdr, e cer-
>8 dequ^noCursodeS. Paulo, crespresando-b


_**
''"
X

Y
s

lacra, no da 12 ueste uiez cieixarao enaenno aiis suas oonga^oes, nenuuraa garanta
para a aula inmediatamente que elle encentra, efica exposto ao louco capricho d'ura
tou a'porta, que bi justamente o to- Lente, as vezes muito ignorante, e estupido, que

que
se abalanc* a deitar-dhe um R. s para satis fu ser
vindictas particulares. Urna tal injustica pode
dar azo ao crime porqne um Estudante brioso,
que tem, a custa de seus trabalhos, e vigilias cum
pnndo exactamente as suas obrigac&s literarias,
e' capaz de commeterqualquer attentado, vendo
to vilmente manxada a sua reputaco, e menos-
cabado p seo merecimento.
Sou, Senhor Editor, seo venerador e obri-.
gado
Um Estudante.
&
Lentes o rigor los Estatutos, cada Aula dura so* Altos, ondeum Estudante, apezar do bom des-
mente urna3 ora, no dia 12 deste mea de i xa rao em^enho das suas obrigae oes, nenhuma garanta
de entrar
se apresentou
que do sino.
O Senhor AUtran, sem demorar-se um minu-
to, entrou s para a Cadeira, o que pareceo groa-
se! ro ; mas nem por isso deixon de ha ver socego,
e r^speito da parte dos Estudantes. Ao entrar
porem d'um, ou dous Estudantes ouve alguma
voseria, acompanhada de gargalhadas, entre os
ou tros, que ob&ervavao o referido; depois do que
entrarao todos paia a Aula. O Senhor AUtran,
que nao ignora, o que faz a Mocidade as Acade-
mias, nenhum pezo deo ao acontecimento, antes
niui moderamente fez ver aos seos discpulos, que
entra va logo ao dar a hora ; porque era neces-
sario adiantar as materias, que fazem o objecto
das licoes daquella Cadeira, as quaes, apesar de
toda a sua ex aclidao, se axavo atrasadas. No
dia seguinte deixou o Senhor AUtran de dar Aula,
o que muito admirou ; e indagando se o motivo
d'um tal fenmeno soube se, que aquelle Senhor
tSoJiel executort do que os outros lhe prescrevem,
obedecendo aos p rece i tos d'um, ou dous dos se-
us Collegas, que comidera rao aquella brincadei-
ra, tfio azada entre os Estudantes, como um
fraude ataque a respeitabilissima corporaco
entatica, eslava disposto a nao tornar a' Cadei-
ra sen que se Ihe desse urna satisfaced.
Cora quanto nenhum credido desse a isto,
por rae parecer irrisorio, e nao supporo Snr. Au-
tran to desasaisado, julguei verdadeira aquella
noticia quando no da Domingo, 14 do crrante,
vi aparecer em Olinda o Senhor Director. Es-
perava temeroso no primeiro dia d' auIu alguna
doze de palmatoadas em todo o Curso do segun-
do anno, ou pelo menos urna grande reprehensao,
ordenando-s ao mesmo tempo aos Estudantes,
que fossem muito submissos, e respettadores dos
Lentes; porem felismente dissipaio-se as ne-
gras nqvens do meu temor, e nada aconteceo do
que eu pensava ; somente ouvi dizer, que fora pe-
lo Paquete Impeiial Pedro urna grande represen-
tadlo da ]u el le facto para o Governo.
Isto porem nada deixa a recear, porque ja
nao estamos no tempo do celebre Ministerio CU*
mentino, para quem o nosso Director officiava
por qualquer couza. E' de esperar que o Go-
vern j nao trate com o desprezo, que desejao al-
guna Lentes, urna classe to importante da Mo-
cidade Brasileira; pois Elle muito bem conhece,
que os Lentes s por espirito de corporaco de
cidein ludo contra os Estudantes. Estas, e ou
tras muitas couzas devem despertar a attenco do
Governo sobre os abusos deste Curso, bom pro*
vimento das Cadeiras, e autoridad?, que alguns
Lentes se querem arrogar sobre os Estudantes,
indagando ate' da sua vida particular para sabe-
rem se devem, ou nao aproval-os, como ja con-
fessou o Senhor Autran em urna correspondencia
contra o -sincero- inserta o anno passado no nu-
mero 324 deste Diario, da maneiraseguintepo-
is sou de opmiffo que para o Estudante mere-
cer a aprovaCfo duas cousas sao i n dispensa veis ;
vem a ser aplicaco, e bom procedimento__Oxa^
la' que en brados dos Estudantes Olindenses
xegulm a retiir no Recinto da nossa Augusta
Assemb^-a. a fira de que tome em consideraco
as muitas emendas, que merecem os celebres Es-
tatutos, que daqui lhe foro enviados, principal-
mente na parte que dis respeito aos Exames, e
iVfl. Editor. Nada mais duro do que obr'n
gar-gg alguem a fazer o que nao pode. He o caso.
'l|nhao ant i gaiente os Militares onerados de ter
cavalo, a par do tenue sold 240 rs. para forragem
na"tante quando se fez a lei que o determinava,
tornou.se pelo correr dos tempos, e caristia dos
gneros insuficiente, e lioje he insuficientissima.
O que a Assemblea intentando remediar saino
com a salutar lei de 24 de Novembro de 1830,
quemandav por em avaluaco as forragens das
Cavalgaduras destinadas para o servico Militar ;
mas esta le ate' bem pouco acompanhou a algu-
mas ou tras determina^oens uteis as trevas do ar-
chivo, deixando os pobres cavados ircarregando
os sos dnnos Militares mas por fado, que por for-
cas, no qne me nao deixaro mentir as Cavalga-
duras da Polica. Agora consta-me, que a Jun-
ta da Fazenda desta Provincia aibitrou para o
sustento diario de um c aval lo 320 rs. Diga-me
Snr. Editor Vm. tem cavallo, a quem sustente ?
.... llavera1 algum praser em ver os Milita-
res montados em eppeitros em lugar de cavallos !
De duas urna, ou querem que os OBciaes obriga-
dos a terem cavallos tirem parte dos seos sidos
para adjutorio do sustento, ou os cavallos mais
delgados de ventre, e exhaustos de carnes sero
*"-"* aptos para as evolucoens marciaes '
mais
Snr. Editor, se souber quem se disponha a sus-
tentar cavallos nesta praca a 320 rs. diarios, avi-
se-me que com este obligara* muito a um seo afei-
tado o
Compadecido dos irracionaes.
&Nr. Editor. O communicado doseu Dia
rioN.3 175, eoextrado do Investigador Brazi-
leiro, N. 25, inserido no Olmdense N. 31,
sao pravas bem evidentes, de quem dezeia ordem,
tranquilidad?, e just'ca : oxala'que nos tivesse-
mos a felidade, de que todos os Cidadoens, e es-
criptores pblicos, assim se convencase: porem
infelismente, nao temos to grande prazer ; pois,
que vemos alguna escriptores, revolverem coizas
passadas (que deverio ser sepultadas) fomentar
intrigas, promover vingancas ; e atbe com pala-
vras, atacar a quem nunca os offendeo. Taes es-
quentados Snr. Editor, melhor serio que mudas
sem de Sistema, e que nos seus escriptos, cha-
massem a attenco dos povos, para hnum firme,
e inabalavel unio, que he a baze fundamental,
da nossa regeneraco poltica ; porque so* assim,
podereinos opor barreira, aos nossos inimigqs ex-

i\


^-------

1


',r


temo (se por descouco se treverem a contrapar
nossa Santa cauza) edeixar de formar espiritolde
partido, que sempre foro funestos; e muito prin
cipalmente, no prezente estado melindrozo, era
que se acha o Brazil. ,
Suu Snr. Editor
Seu atento venerador

Hum dos Amigos da boa Ordem.
i
\

VAmiEDADES,
Uando os Empregados Pblicos no desem-
empenho de seos deveres, se deslisao una, ou ou-
tra vez do trilho, que lhes traga a lei, ou a raso,
e se conhece, que seos erros nao sao filhos da v on-
tade, roas sim da falta de attenf ao necessaria, a
considerado da fragilidade humana, os servi-
cos anteriores, e de grande valia, o pezo dos ne-
gocios, a sua difficuldade, e mil outras circuns-
tancias, que nunea faltao, nos forca a descul-
pal os, e a luz brilhante da sua vida pretrita se
nao oscurece com este passagciro eclipse. Quan
do porem, esses meemos Empregados nao dao
paeso, que nfio tropessem, e multas vezes reia-
cidem naquellas mesmas faltas, de que ja foro
notados, com a sua reincidencia, neste caso se
nao pode supor descuido, mas sim obra de utn
extraordinario, e repreensivel despejo, de um pe*
rig so menoscabo da O, iniao publica, ou pelo
menos de urna crassa ignorancia; emududece a
respeito delles apiedade, sucede-lhe a indig*na-
c,So ; eo voto geral de todos os que arriao a or
dem, e felicidadepublica, e' a deposicao, e cas-
tigo de la individuos, que realmente sao con-
templados como inimigos da Nacfio. ( Lo Ta-
moy.)
E
ANNUNCIO.
iM cumprimento ao despacho da Junta da
Fazenda Publica de 19 de Agosto do corrente, se
faz publico, que pela Intendencia da Marinha se
vai, por em aste-publica urna porco de ferro ve-
llio em ancoras: as pessoas que pertenderem arre-
matar, compareci na mesma Intendencia nos
das 22, 23, e 25 do corrente mez, das nove ho-
ras da manila, ate as duas da tarde. Intenden-
cia da Marinha 20 de Agosto de 1831.
O Bscrivie da Intendencia
Joo Goncalves Rodrigues Franca.
A
AVIZOS DO CORREIO.
Escuna Brazileira Despique, de que he
Mrslre Alexandre Latino, recebe a mala para
Angola no da 24 do corrente ao meio da.
A
THEATRO.


Man ha Quartafeira 24 do corrente, se re-
presentara* a pesra o < Barbeiro di Sevilla^
no fim da qual cantar-se-ha o Duto Vou na
Marca de Vapor ~, Andando o divertimento com
a Pantomimo a Recruta na Aldeia, com o Miudi*
nho dancado por trez actores e duas Actrizes.
s
s.
NAVIOS A CARGA.
Para a Parahiba.







.
'Aiie no dia 24 do corrente o Brigue Inglez
Amety ; quem nelje quizer ir de passagem dirija*
se ao Escritorio de Lowe Richardson & Compa*
nhia ra da Cruz,
-


R
VENDAS.
A pe' da Bahiachegado no ultimo Paquete a
1 $200 rs. a libra : na ra da Cadeia velha N.
- Um escravo dt dade de 18 a 20 annos, of-
fcial de Tanoeiro: #va raa de Ortas D. 87.
*- Potassa da primeira sor te; dois escravos,
um marujo, e outro canoeiro, temos de condecas
duas pedras de filtrar agoa, um par de dragonas
de ouro para Capttao: na ra do Colegio D 4.
Urna padaria, com todos os utencilios, botn
armazem, e sotao, no Forte do Mattos junto a
ra da Madre de Dos: na mesma ra loje de
ferrage N. 201.
. Urna crioula, cozechao, elavarinto, engo
ma lizo, cozinha o ordinario, e fas alguns doces :
no entrar da ra da Madre Dos lado esqaerdo,
2. sobrado de 2 andares, que fas esquina coro
0 beco do Encantamento.
Um escwvo, ofricial de marcineiro : na ra
da San zalla velha, tenda de Marcineiro.
Um cavallo castanho, gordo, e bom pas-
seiro : na ra das Agoas-yerdes sobrado por cima
do Canario.
Urna venda com poucos fundos no largo da
S. Pedro esquina da tu a do Fogo : na mesma,
Tinta Ingleza em barris, e a retajho encar-
nada a 80 rs a libra, amarella pelo mesmo preco,
branca a 3$500 o barril, e a 100 a libra ; oleo a
200 rs. a libra, alvaiade entrefino a \20 a libra
ere' peneirado, e em torreo : no armazem de car-
rocas ao lado da Cadeia; a ahi mesmo se prepa-
ro tintas de todas as cores, e se ajusta qual que c
obra muito em conta.
Um jogo de bancas de Jacaranda* modernas
urna duzia de cadeiras ring-indo a mesma madeira
com assento de palhinha, um jogo de esperaos
com 2 palmos e meio de compriroeuto, e 2 de lar-
ura, e 2 pares de mangas de vidro lizas ; na ra
e S. Rita Nova D. 21.
, Urna morada de casa terrea no Aterro da
Boa vista; no beco de Veras D. 7.
Rape fresco de Lisboa a 20 rs. a oitava, e
1 #920 rs. a e dito Brasileiro de rea preta a
15 rs. a oitava, e a 1#280 rs. a .: na loja de
Bandeira e Mello ra do Cabuga'.


i
COMPRAS,
. Ma caza terria no Bairro da Boa-vista* era
qualquer das seguintes ras, Aragao, Pateo da 8.
Cruz, ra velha, Conceicao, e Quatrtf cantos 5
quem a tiver anuncie.


A
ir


m
/>.

- .<...., AEUGUEIS. "
LLTic.A8Eum l. andar defronte do trapi.
xe novo proprio para Escptorio : no2. andar,
da mesma caza.
_i Auga-se dois escravos : na ra do Lina*
ment D, 12 1. andar.
AVIZOS PARTICULARES.
V-J Collector da Decima do Bairro da Boa-vista,
Francisco de Paula e Silva, faz sciente aos res-
pectivos Propietarios ; que tendose fnalisado o
lempo marcado para a cobranca da Decima, pas-
sa agora a procederexecutivamente contra aquel-
es que nao tivereiu inda pago marcando-se para
isso trez dias na semena Segundas, Qnartas, e
Sabbados fpara arrecadac^o [da mesma Diri-
ma.
Gerald & Desmatis Cabellereiros ra No-
va D. 19, tem a honra de participar ao respeita-
vel publico que acabao de abrir urna Aoja aonde
se achaum grande sortiment de cbelos posticos
como chinos, Cabeleiras, ma.crafas, ciesceni.es,
penteados do milhor gosto, em fim tudo quanto:
Sertenceaaseuofficio. Acha-se tambem pentes
e tartaruga, suspensorios, ligas, flores.de penas
do Rio, navalhas, perfumaras sortidas e urna
compozicao de tingir os cbelos sea alterar nem
manchar a pelle nem a roupa.
N. B Tem um quarto particular para cor-
tar cbelos a ultima modaprecoS20 rs. tobem
se penteia marrafas por 32(> rs,
Preciza.se de urna ama para un Engenho
que saiba tratar d'escravos, para enfermeira dos
inesmos ; anuncie.
' Prfeciza-se de 200$ rs. a juros de 2 por 100
por 6 meses spb hipoteca de 2 escravos : quem os
quiser dar anuncie.
. -* O Snr. Joze Lui,z Salgado queira anunciar
a sua morada, para se lhe entregar urna caita.
Quem ti ver urna e,scrava que s*iba engo-
mar, ensaboar, e fazer o. servido de urna caza,
e a qaeii a alugar dirija.se a ra do Rozario D. 31,
ou naloja D.32 indo para o Patio do Carino,
Luiz de Franca Pimentel examinado na
Arte de sangrar," faz sciente ao respeitavel.Publi-
co que esta' prompto a servir qualquer pessoa
que deseu presumo se queira utilizar: poden
do dirigirem-se ao Hospital Mijitar desta Cida.
Quem perciza/ da um caixeiro Br.azileiro
para Escriptorio, ou loje : anuncie.
, Quem, quizer dar 200$ rs. a juros de um e
meio por cento, com hipoteca de dpis escravos :
anuncie.
No dia 17 do corrente achou-se uma escrava
aind^-noya ; apessoa a quem a.mesma faltar an-
nuncie,que dando os eignaes certos lhe sera, ea-
tregue.
O abaixo assignado,Capto do Brigue de-
nominado Messengr, de Nacao Americano, sur-
to, e ancorado no porto desta Cidnde; pelo pre-
zente anuncio, faz certoque elle pertende sahrr 9
imys* breve que lhe for possivel, e que nao o tem
jafeito amis tempo, porque o Snr. Cousul dos
Estado* Unidoe d.a Amrica, que prezentemente
re^de nesta mesma Cidade,nao tem querido, nem
qup* tomar-lhe o seu protesto, por ser este contra
o ditq Snr. Cnsul, e contra seu socio Luis Go-
mes Ferreira.
Semnel W.Denry.
.
D
ESCRAVOS FGIDOS.
O Engenho Sao Joao-na Ilha de ltamara-
ca' fugio no 26 deJulho passado um escravo de
nome Luiz, 30 annosde idade, boa estatura olhos
grandes, bei^os grossos, barbado ; quem o pegar
leve-o aqueHe Engenlw, ou nesta praca a Fran-
cisco Xavier Martina Basto*, na ra da Cacimba,
que sera' bem recompensado.
A 15 do corrente fugio um crilo, de nome
Jos Macario, 20 aunos, seco, alto, olhos rasgados
dentes alvos, official de c.apateiro : quem o apre
hender sera' recompensado no sobrado D. 34, ra
velha da Boa vista,
No dia 21 do corrente fugio um raofcqua
crioulo por uome Joao, seco do corpo, milito la-
dino, reprezenta 18 a 20 annos, levou cale,, e
carniza branca, chapeo de palha anda novo com
as beiras vw-ahas para eima, e foi encontrado na
Boa-vista: os aprehendedores levem-o a caza
junto ao Theatro, 1. andar, que sero recom-
pensados. ,
As oito horas do dia segunda feira 22 de
Agosto do corrate anno desaparecen hum preto
dn nome Benedicto cujas confrontac6?s sao as se-
guintes : mu alto de corpo nao limito gordo,
cor bem renegrida, nacao Mina, com seos talhos
na cara, olhos mu animados, com principio de
barba, pez grandes, levou vestida uma camisa de
brim clarp com fitas de atar o colarinho, e as
mangas a meio braco, calca de riscado que imi-
ta a pao da costa de listas brancas, encarnadas,
e azues largas e travessadas, chapeo de palha
com abas largas, e fita preta coro laco da mesma:
a' seo senhor em Fora de portas em a quarta caza
da Intendencia da Marinha.

NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 22.


IHiladelpiiia ; 42 das; B. Amer. J asIi-
mum, Cap D. Copeland, equip. II. carga fa-
rinha, e mais gneros, a John Oldhntn.
Philadelphia ; 34 dias ; B. Ing. John, Cap.
James M. Furlane, equip. 11, em lastro, a Jo-
hnston Pater.
Santos; 23 dias; B,. S. Manoet Augusto,
Cap Joao Manoel Alves, equip. 19, carga touci-
nUo, arro, e lenha, a liento Jtae da Costa,
passageiros Joze Justiniano Falco, Francisco
Joze da Costa com sua muIher 2 criados e 4 cati-
vos.
Navios saludos no mesmo dia*
U Nna : S. S.
lastro.
Joze Deligente, equip. 19, em
7*
\ -
PERNAMBCO NA-IYPOGRAFIA DO DIARIO, RA DA SOLEDADE N. o W. 1831.
^r i .L'
J>


Full Text
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