Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01344


This item is only available as the following downloads:


Full Text
* i -Tt-l'iii ni

ANNO DE 1831. SABBADO 20 DE AfiOSTO NUMERO 178
N


DIARIO DE PERNAMBUCO.
Subscreve-se mensalmentea 640 rs. pago adiantadoj, na Tipografa do Diario rna da Solidade X. 498 ; na toja delivrns do
Snr Fizuer, PraCa da niao N. SO; na Loja de Livreiro de Joze Joaquim Nuneu de Abreo, ra do Livramento lado do cs-
cente I) 16; onde se recebem corrsepr>ndenciai, e anuncios ; estes inserem-se gratis sendo dos proprios assignantes somente,eyinao
assignados, eseraS publicados no dia inmediato ao da entrega, sendo esta feitaato' as 8 horas do da vindo rezumaos e bera escnptos

Os anuncios, que ni f >rem dos assignantes deverao a-
lem das de mais c.ndicoes, pagar por cada linha impresa 40 rs.,
e ser entregues na loja de Livreiro da rua dj Livrameuto g-
mente j



i
I
Tudo agora depende de nos mesmos, danossa prudencia ,
moderacao, eenerga; continuemos como principiamos, e se-
remos apuntada* com admirado entre as Nacoesmaw cultas.
Proclamarlo da Jsstmblea Geral do Brasil.
PERNAMBdtf^ATlPOG IlAFIA DE ANTONlNO JoZE DE MlBANDA FALCAo.
i
Pede-senos a publicaco do seguinte
ARTIGO DE OFFICIO.

A
Regencia Tomando em cons:d jrcao a du-
vida, que V. Me. oft'erere no seo officio de 11 de
Janeiro desteanno, sobre o dev^r, ou nao, con
ferir o Grao de Bacaarel simples aoa estudantea,
que entrao para o q arto amo desse Curso Jurix
dico, na forma do Cap. 12$. 4. dos estatutos,
ou se ? devem ter o de Baxareis Formados, quan-
do frequentem com approvacao todos os cinco
annr.s, como d'spoem o art. 9. da Lei de 11 de
AT9-to de 1827 : Manda em Nome do Imperador
declarar a V. Me que, a' free dos art. 1. 9.
e !0. dn citada Lei, os estudantes s podem con-
seguir graos depois de terem aprendido no espaco
de Cinco annosas materias, que se ensino em as
nove Cad-iras, deque se compoem os Curso Ju-
rdicos, e nellas onseguido approvacao ; e que
esses wraos se 1 i mi t fio aos de Baxarel Formado, e
Douro? com excluso do de simples Baxarel, que
nao tendo sido expressamente adoptado pela dita
Lei na > pode existir pelo que delle tiato es Es-
tatutos, que apenis interinamente regulo naquil.
lo em que 'orem applcaveis, e a ella se nao op
ponhoDees Guarde a V. Me. Palacio do Rio
de Juncirj em 23 de Julho de 1831.Joze Lino
CoutinhoSnr. Lourenco Joze Ribeiro.

CMARA MUNICIPAL.
Sessao Extraordinaria de 20 de Julho de
1831.

Presidencia do Snr. Moraes.
i Resektes os Senhorea Rocha, Paula, Es-
toves, Brito, Peixoto, Bizerra Uavalcante, e Cal-
das, faltando com causa o Snr Costa Jnior
Recebeo-se hum offi io do Exm. Snr Pre-
sidente MU data de 27 do correte, acompanhado
dosorcamentos d s Pontea da Magdalena, Affo-
adoa, e Motoc>lombo\ epi que communica a
Cmara, q-e nao h .vendo nesta Provincia En-
irenheiro a quem se pudesse consultar sobre os re-
tar idos ornamentos, resolver com o parecer do
i

Conselho do Gover/io, que o Inspector do Trem
enterpusesse a cerca delles o seo parecer, o qual
Veio tobem acompanhado, e faz parte dos ditos
oicamentos ; e a Cmara logo deliberou, que se
afhxassem Editaes convidando se Arrematantes,
e que se publicasse tambem pelo Diario, innerin-
do-se no mesmo o theor do orcamento com todas
as circunstancias para conhecimento de qual quer
pertendente.
Recebeo-se hum officio do Juiz de Paz da
Muribeca Joze Roberto de Moraes e Silva, a-
companhado de huma certido de seu facultativo
em que o reconhece imposaibilitado de exercer as
suas funcoas, pedindo em conclusao queseprva
a freguezia deoutro, para que os Povos nao pa
deco sede de Justica, e fri rsolvido, que seof-
ficiaase ao Parodio da dita freguezia, com as ins-
truccoea e mais ordens a este respeito para se fa-
ser a ele-cao de hum Supplente, que exarca a Ju-
risdicao durante a enferrnidade do Juiz de
Paz.
Recebeo.se outrooffiVto do Fiscal, desta Ci-
dade, aecusando o proced ment do Juiz de Paz
desta freguezia Felis Joze Tavares de Lira, de
haver mandado entregar a carne que os dous
Professores da Saude o Doutor Felippe Nen, e o
Cirurgiao Vicente Ferreira dos Guimares Pei-
xiio, haviao reconhecido em estado de nao se po
der ser consumida, havendo no Porfi do Brigue
Dous irmos, mais de mil arrobas, a qual foi en-
tregue ao Correspondente Joze Antonio de Ol-
veira sem se executar com ella as formalidades
da Lei, e a determinado da Postura, apesar de
lite ter sido remettido o termo, e a chave do Pu-
mo pelo Provedor da Saude, para faser cumplir
e dar execuco a Lei a tal respeito ; e foi rsol-
vido que se officiasse ao Exm. Senhor Presiden-
te remetendo-se-lhe a representado do Fiscal pa-
ra sua intelligencia, e dar sobre este objecto a
providencia que achar justa. ^
Recebeo-se outro officiodo Snr. Vereador
Costa Jnior partecipando o motivo da sua
falta nesta Sesso, e ficou a Cmara inteira*
da %
Recebeo-se o ornamento dos concert* das
1 trinas da Cadeia, no valor de 704AW rs., e
comoparecesse a Cmara de grande valcafe exces-
sivos precos, resolveo, que se remetesse ao Lxm.
Senhor Presidente para dirig-o a pessoa que
I


Y


7
11
.>
<
Mlfttor oossa (^tlcular a obra e a despera, certifi-
cando lne que ella he de toda a necessidade.
Propozo Snr. Presidente, que nopodendo
obrigar-se ao Administrador da eomedoria dos
presos a faser sacrificio contra as suas forjas adi-
nntando dinbeiros para as compras dos gneros se
fazia preciso cfficiar a Junta da Fasenda para
remetter adiantado a quantia mensal designada
para os presos, e foi aprovado, e se inandou of-
iciar.
Propoz o mesmo Senhor Presidente, que nao
se podendo tirar da eomedoria dos presos, quan-
tia alguma por ser deminuta, e precisando fazer
o Administrador despezas com a conducho das
sacas de farinha, e arrobas de carne pelas Forta-
lezas onde se aclio os presos, se fazia preciso,
que o Carcereiro, dos escravos, que tem no ser-
vido da Cadeia disponha os que Forem precisos
para esta conducces, officiando-se ao Exm. Snr,
Presidente para determinar o Carcereiro a exe-
cucao desta requisico, assim como que o Com-
mandante da Guarda d os soldados precisos pa-
ra acompanharem os pretos, que devem sabir a
maneira de colecta por seguranza, e livrar respon-
sabilidades.
Propoz mais o mesmo Senhor, que se fazia
preciso chamar acontas a Joo Nepomoceno Co.
elho da Silva, como Mordomo da Caza da Mise-
ricordia, o qual eslava encarregado a Administra-
eo da Caza Legada aos presos pobres la Cadeia
por Boa ven tura Goncaves, e igualmente para
faser recolher a esta Cmara os 200#000 rs. que
se achfio como depositados no cofre Nacional
recolhidos por elle sem ter liquidado ento a con-
ta desta Adtninistraco, e foi resol vido, que elle
Presidente, como Provedor de capellas, e Tes-
tamentos fizesse quanto antes esta averigua-
cao.
Leo se hum requerimento de D. Roza Duar-
te Cidrim, Despachado pelo Exm, Senhor Pre-
sidente em que se queixa da obra que esta' fa-
sendo Joze Baptista Ribeiro de Parias ao pe' do
Arco de Santo Antonio contiguo asua caza ale-
gando que a obra he prejudicial ao Publico, e
usurpadoura do terreno de que a Cmara he Pro-
prietaria ejposto a discusso o mesmo requerimto,
depois de hum grande debate, e de se achar a ma-
teria bastantemente descutida, foi decedida pelos
votos dos Senhores Vereadores Rocha, Peixo-
to, e Calda?, que se mandasse demolir qualquer
obra que estivesre ja feta, mais taobem que se
cassasse a licenca, que o edificante tem concedi-
da por esta Cmara e foro de votos contrarios
os Senhores Bezerra, Paula, e Esteves, com o
fundamento, de que nao era possivel desapossar
a esse Edificante do seo Titulo justo, ou injusto,
sem ser ouvido neste negocio devendo antes
remetter.se o requerimento do supplicante para
elle produzr a defeza, que tem, e os documentos
em que nrraa oseu direito, e como foro venci-
dos em votos ficou decidida a questo pela maio-
na.
Propoz o Senhor Vereador Beserra Caval-
cante que se mandasse lamjar nos buracos da
Ponte da Magdalena alguns xsproes, ou estivas
que vedero a cahir alguma pessoa pelas abertns
comoja^tem succedido a cahir c i val (os carrega
dosj e sendo a obra de pequea importancia, e
grande-urgencia nao se faz preciso as formalida-
des daliei como se exige as grandes, o que foi
aprovado, e se ordenou logo ao Fiscal para con-
vidar officiats, e faser-se o concert.

'\
ift
1
. t, i
** 0
72il
Requisitou mais que se ordenasse ao Fiscal,
que por parte da Cmara soubesse de Joze Fer-
nfhdes Eirfcs, que eflfeito ha da importancia do
meio valor do caes da Magdalena, Oue omprou
para poder nlle edificar por qu ath o presente
nao deo satisfcelo alguma a esta Cmara deste
negocio, para poder saber o que deve deliberar
a respeito deste caes, e do seo valor, o qual n^p
consta ter-se anda recebido, e foj approvado
mandando-se ao Fiscal execeutar a requisiefio
recebendo do mesmo todos os esclarecimentos pa-
ra intelligencia da materia.
N. B. A rezolucao tomada pelo requerimen-
to de D. Roza remetido pelo Exm. Senhor Pre-
sidente em Conselho acim dito foro resollidos
pelos votos dos Senhores Venadores Rocha,
Bezerra Cavalcante, Caldas, Peixoto, e Brito,
assim Como qu o voto do Sr. Vr.Esteves foi que
Cmara se regulasse pela deliberaco ja tomada
na Acta da Sesso de 9 e Abril do presente an-
no. E por ser dada a hora declarou o Senhor
Presidente fechada a Sesso e para constar man-
daro fazer esta Acta em que que assignarao.
Eu Francisco Antonio de Carvalho Secretario
Interino da Cmara Municipal a EscreviMora-
es, P. Rocha,, 'Paula,, tteves,, Brito,, Pei-
xoto,, Bizeira Cavalcante.
'>>
Q
COMMUNICADO.
_ Ue lisonj^eirs, e plausiveis sao as ideas, que
concebemos do nosso amado Brasil! Que felises
os futuros que o aguardo Federaco Fede-
raco Eis o sentimento, que deve dominar to-
do o Brasileiro verdadeira, e realmente amante
da su a Patria! Eis o voto, que deveria estar gra-
vado se possivel fosse nos mesmos brutos, e -n -
sensiveis Este principio to coveniente desp r-
tado no tempo do celebre Pedro, e que ja tineha
sido lembrado no sempre'memoravel, e infausto
anno de 1824, ia de certo modo estriando, mas
de novo vai acenderse, e talvez Com mais rapidez
se mostr no terreno comprehendido no respeita-
vel triunvirato das agoas. Simb arino de 2 4 e'
memoravel por ser urna poca feliz da historia
Brasileira, e em que o verdadeiro Brasileirismo
devia aparecer : e'infausto por malograrse urna
tal empresa, e por isso pela perda de MHttM vic-
timas Ilustres, que honrando o Brasil, hoje nos
podiao prestar grandes servidos.
Ja os Brasileiros nao se persuadem que a ventu-
ra do Brasil depende detestas coroidas: ja os
Brasileiros vo conhecendo, que sao america*-
nos, De certo que a felicidade de nenlium Povo
depende de Reis : antes pelo contrario elles sao
sempr*1 a causa da ruina, e atraso das Nanees.
Todos os Reis, com bem pouco differenca, sao
similhantes aos Miguis, aos Fernandos, aos
Bourbons, e aos Pedros ; e por isso todo olio-
mem livre deve-lhes consagrar um odio, e rancor
eterno. Trabalhemos quanto nos for possivel pa-
ra vermos plantada no nosso solo esta arvore da
Felicidade. a Federaco quer seja authorisada
pela Assemblea, quer se ealise por vontade geral
da propria Naaao e' igualmente legal, e justa,
e' igualmente o voto dos Brasileiros. Nao pode-
mos por 'ssd ser da opinio do Orgo da Lei ; o
com quanto respeitemoa o seo saber, talentos, e
patriotismo, todava nao pedemos eximir-nos de
reprovar o seo parecer ; tanto mais que tal vez o
nosso pensar proceda de falta de conhecimentos.
1*

1


M
M
^P
'
<-.*,
\
Da OrgSo da Li, qu terido a Le providen-
ciado a respeito das mudanzas politic*s,fdeve
considerar-se toda conspiraba comt. um duplo
acto de dispotisrao, e e' por*se a potencia da Es-
pada a cima do poder das Lew, e a vontade d'al
guns preferivel, e superior a do todo. Ma9 per-
guntamos nos, de quem recebeo a ssemblea o
poder de faser mudanza polticas ? Nao e'
daNacao? Logo porque nao pode esta direc-
tamente alterar a Lei como quiser ? Porven-
tura perder' o direito por o ter delegado ? Em
todo cato nSo e' a vontade da Naco ? Peder'
ser taxada de conspirago urna mudanza, que e'
apoiada por todo Brasil ? H' vevdade que se as-
sembleanzer, operara mwlancja, e' melhor, fio
so' por causa da madurera da discussSo, mas
principalmente por causa de alguns perigos, e ex
besaos, que poden recorrer, pro viudo directa-
mente da Naefio ; mas islo n30 nes dte levar a
Concluir, que a NaoaonSd pod ; somente pode
mos a vanear que ella nfio deveri.
.
'
CORRESPONDENCIA.
AjfriVit. Editor. Que Ihe parece afacilidade
com que a nossa Cmara Municipal, rancosa, e
tardia em multas cousas, receben, assignou, e
expedio para a Assemblea Geral buma Represen-
tacao, pedindo a mudanca do Curso Jurdico d'
Olinda para? esta Apre, com a rpida compre-
henco das dontas mentes m menor assumpto
(a licsnca para a erecto da Pirmide os IM-
MORTAE8 MRTIRES DA PATRIA) mn-
dou ella huma Deputacao ao Exm. Snr. Prezi-
dente para consultar stra vontade ; mas para a
fyudanca do Curso, objecto em qne ha' muitissi-
siinas cousas a ponderar, e resolver, preter esse
meio prudente, e respeitoso, e a toa se decidi,
sem ponderar os inconvenientes, que occorrem.
Qual he o edificio aqui para o Corso ? Nao
sabe a Cambra, que o Governo tem projectado
facer as accommodacoes necessarias no Convento
do Carino d'Olinda, cuja Planta ja est' tirada,
e oreada a despeza para nelle se estubclecer o Cur-
so ? Assenta a Cmara, que os Inconvenientes,
e privacoes de passadio, que se experimentao por
hora em Olinda nao sSo removiveis. e susceptive*
is de muito melhoramento ? Como na retlectio,
que em breves annos Olinda sera' a ponta desta
Cidade do Recife ? Nao sabe, que se nao deve
fazer anniquilar as PovoacSes, e sim augmental-
las,-econservallas, e que a total decadencia d'
Olinda (que muito tem augmentado com o Curso)
esta' ligada a remocao deste ? Errou pois, devia
ter enviado esa Reprezentacao, apresentada ja
eita pelo Snr. Vereador Caldas, ahuma Commis-
sao, que de fora adquirisse os dados, e conheci-
mentos necessarios sobre a conveniencia, ou des-
conveniencia dessa mudanza, sobre o estado deste
negocio, opiniao, e opera vincial a tal respeito, e parecer dos Sabios, e im-
parciaes sobre a materia ; e que formando a vista
de tudo o que colligisse hum juizo maduro, e rec-
to, com elle informasse a Cmara, e esta entao
procedesse com assento, conheciraento de causa,
rectido, e vistas somente do Bem publico nao li-
mitadas ao tempo presente, mas comprehensivas
do futuro.
Parece-me, que se pretextou com a Bibliote-
ca mandada croar em Olinda, onde ella nao pode
prestar tanta utilidade como aqni no Recife, Mae
] .
he isto somente causa bastante .para a mudanza
do Curso ? Aqui nao se pode eregir huma Bebi-
oteca pelos Cidadaos i Diga-o oProjecto quasi
approvado na Sociedade Patritica. Por tanto a
Cantara foi precipitada, e temeraria ; e porque
desejo que ella seja circunspecta, e crea, que .
a soheja prudencia nunca damna-* rogo ao Snr.
Editor a publicacao da presente
Seo afectuoso Criado
O Muncipe.
t m
THEATRO.
Manha (21) data'principio aoexpectacu-
lo a excellente overtura o Cerco de Corintho,
seguindo se a representaos da insigne pessa *-
O Toreado das Gales, ou o Organista, DepoS
cantar-se-ha o Dueto Para Juter que he,
dara'fiw o divertimento com o Engranado Entre-
Antes o vinho, qua ajilha.
mez

Si
NAVIOS A CARGA.
Paba o Ceaba'.


Ege viagem ate' o fim deste mea a Sumaca
Restaurarlo, Mostr Francisco Gabriel Domin-
gos ; quera nella quijsertcarregar, ou ir de passa-
gem, dirija-se aborde da mesma Sumaca defron*
te do Trapixe do Pelourinto, ou na ra da Ca-
deia velha N. 9

r
VENDAS.
I VyHAPBos finos de seda de massa : nrua do
I Crespo loja D. 7.
- Urna venda na ra de Hortas esquina que
vai para a ra de Agoas-verdes, D. 15, com pou-
cus fundos : na meem.
,- Um palanquim novo : na ra do Rangel,
'.- Um aliceroe com SO palmos de frente, e 170
de fundo ne Poco da Panella; 6 pedras de burnir,
e 2 de moer tintas; um preto de 17, a 18.annos,
para fora da trra : na Boa-vista, ra do Sebo
- Lages de Lisboa, e tambem soleiras: na
ra do Queimado Armazem N. 77.
.-. Potaesa da primeira sorte, por prego como-
do: na ra da Cruz N. 3,
_- Rape' d'Ara preta em caza de 1W< Kicou
k Boilleau ra da Cruz N. 60, em caixas de
arroba de cem libras a 1#00 rs. i prata \ cobre,
ou 1^200 tudo cobre. Jlavera' abatimento no
preco, logo que houver nos direitos de entrada.
- Arroz de casca : na ra do azeite de peixe,
N. 13. ttv.
+* Rape' Princesa de mmto boa qualidade,
em caixas a 1#600 a ., e em botes a 1^920 n.
dinheiro a vista : na ra da Cruz do Recife JN.
- Urna crioula de 11 annos, sabe cezer chao,
e lavarintos, engoma, lava muito bem^e coznna;
um armazem grande, fresco, e todo MW
boin caes, e desembarque: na rua N 143 *
- Urna escrava de 14 annos, sem vicio, nova
e com principio de coeturetra : a ra Uireita
D. 10.


.
V
)
[
UmaV>r9*0 de cobre em bom uzo, em cal-
deiras de maior a menor, que servirlo do trafico
da escravatura, bem cmo algumas pessas mais
pequeas ; e dois cascos novos de tipoia : no si
tio adiante da Solidade de Antonio de Queiroz
Monteiro Regadas.
Vende-se, ou troca-se urna negra cac^ange,
de 20 a 25 annos de idade, cozinha sofnvelmente,
e e' hbil para vender na ra, por um moleque de
]2 a 16 annos, e que tenha as qualidades n^cessa-
tias pora o servico de urna venda: na ra Direita
D. 35.
Bixas, e retroz de todas as qualidades : na
Boa-vista venda da esquina da Matriz.
______
f/ *
728 i!
I_ Pcrciza-se de nm cont e dnzentos mil reis,
a precio, hipotecando se um Engenho, moente,
e correte, com boa fabrica ; os pertendentes a-
nunciem.

COMPRAS.
i
M aparelho nova de cha, donrado, sendo da
India : na venda de 3 portas, Pracinha do Corpo
Santo N. 2.
AVIZOS PARTICULARES.
\M. Aria do Carmo de Jezus, vendo no Diario
de 13 do corrente o anuncio que fez seu irmo
Joo Aires Perreira de Vasconcellos, dizendo
que ninguem arrende a ella dita sua irm, ou
quem suas vezes fizer, o vinculo de trras na Ilha
de S.Miguel, denominado Ponta delgada, por
pertencer ao mesmo Joo Alvares ; declara a a-
nunciante ao respeitavel Publico que he falco til-
do quai'to diz seu irmo, e que por principio al-
gum lhe pode pertencer tal vinculo, pois que
quando nao pevtencesse a ella gnuncianle por ser
do seyo feminino, como allega seu irmo, sendo
-esta mulher herdeira, e primeira testamenteira de
seu falecido marido, tem cinco filhos do sexo
masculino, e ainda nao se findou o tempo, que
tem para dar cuntas do testamento ; e por isso se
julga empossada, e authorisada para arrenda-lo a
quem lhe convier.
O Commandante do 4. Corpo d' Artilhe-
ria de Pozicao da primeira linha, preciza saber
quaes as pessoas, que como Muzicos do 8. ? Cor-
po d' Artilheria, deixaro na Caixa do Cotnmite'
d'este Corpo certas quantias, que lhes forao gra
tincadas, em diversos festejos, onde foro chama-
dos a tocar : por ter de indemnizal-os das mes-
mas quantias, descontadas as despezas. (Turnas
plumas compradas para os mesmos Muzicos, e^
que nao esto abonadas no fardamento, que, co*
mo Soldados, se lhes foraeceo.
Quem tiver um moleque ladino para alu-
gar dirija-se ao beco do Bargos no forte do Mal-
tos no assougue do Francez.
Pertende-se arrendar, o sitio anunciado em
o Diario N. 176 : na ra Direita D. 10.
Quem percizar de um caixeiro Brazileiro
para ra, prensa de algodo, ou encaixamento
de assucar, dando fiador a sua conducta : auun
ci.
No armazem deJoze da Mota Cabral de-
fronte de Palacio ha um homem, que continua a
tirar Pasaportes, folua* corridas, seguros, gui-
as, epodas qualidades de papis, que se offerece-
rem tudapor preco cmodo, e coie a maior bre-
vidade.

.


Ii
NOTICIAS MARTIMAS.
Nados entrados no dia 18.

.JAhia; 76 dias ; S.Carolina,*M. Luiz Anto*
nio de Oliveira, carga alguns gneros, e lastro,
ao mesmo M.
Rio, pela Capitana do Espirito Santo ; 27
dias ; trazendo do ultimo porto 7, Pat. Nacional
Doze de Outubro, Com. o 2. Tenente Antonio
Joze da Cruz, passageiros Joze Antonio de Car-
valho, Joze Alexandre de Almeida, Joo Antonio
Pessoa, 54 Pracasde Polica, e 2 multares.
Espirito Santo ; 7 dias ; 8. Luiza, M. Joo
Pinto Ferreira, carga carne secca, e Jacaranda',
ao caixa, pas^ageiro Antonio Joze de Araujo.
Rio de Janeiro ; 20 dias ; E. N. J.curi-
pe, Coin. o l. Tenente Joaquim Joze de Oli
veira, traz 32 Prac is de diferentes corpos, 1 intu
lher, e 2 filhos menores.


Navios saludos no mesmo dia*

Ass, por Aracati; S. N S. do^ Monte Per-
nambucano, M. Joze Rodrigues Freir, carga
fazendas, e molhados, pas;geiros Joze Francis-
co de Araujo, Bento Correia Lima, Walter Gan-
ger, Bento Correia Lima, Joaquim da Silva Mo
reir, Ger^ldo Correia Lima, Antonio Carduzo
da Costa Lobo, Joze Abnco Guedes Alcanfora-
do, Joze da Cunha Pereira, Gonc. lo Freir da
Cunha, Luiz Ferreira Sampaio, J ao Evangelis.
ta do Espirito Santo e 1 filha, Joo D M. Dultra,
Joze Correi, Joze Antonio Menezes, Francisco
Manojl de Borges,, Manoel Joaquim Gomes, Jo-
ze Manoel Felipe, Padre Antonio Joze Ribeiro,
Joaquim Fiuza Lima, Joze Francisco Sampaio,
Antonio da Silva Lourenco, G. Brocklchurst,
Manoel Brigido dos Santos, Joze Leandro de
Almeida, Joo Christovo de Oliveira, Francisco
da Silva Nunes, Antonio Francisco Regis e seu tio
Padre Antonio da Costa, Manoel Pintu d'Almei-
da, Manoel Goncalves da Gloria, Raimundo Ro-
drigues Aires, e Joze Remigio.
Porto Alegre ; Pat. Bom Amigo, M. Anto
nio Joaquim Fernandes, carga sal.
Babia ; Paq. Ing. Opossum Com. Peter.
_ RioFormozo; S. S. Antonio Ligetro.
. Rio Forrr.ozo ; L. Calvario da 5*. Cruz.
Porto de pedias; L. S. Antonio Flor do Bra-
zil, M. Jco Francisco Lima, carga carne sec-
ca.
Caravellas, por Bahia; S S. Miguel, M.
Francisco Caetano d' Almeida, em lastro.
Unna; S. Estrella Matutina, M, Antonio
Francisco Nunes, em lastro.
Rio Grande, pelo porto Alegre ; B. Despi-
que, Cap. Joze Feliciano pereira, carga sal.
_ Parahiba; B. Ing. Avalon, Cap. r. Cran-
ford, em lastro.
Dia 19.
porto de pedras ; S. Temeridade, M.Lean-
dro Joze de Suuza, em lastro.

PERNAMBUCO NATYPOGRAFIA DO DIARIO, RA DA SOLEDADE N, 498. 183*.
7
(
l S


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ETWDMYEZU_N32SGL INGEST_TIME 2013-03-25T12:38:14Z PACKAGE AA00011611_01344
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES