Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01340


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Full Text


^Q_Dj831;__TERAJ^lft_l6r)E AGOSTO NUMERO 174
v DIARIO DE PERNAMBUCO.
ene D 16 j ende te recebem ccrrsepind-ncia, e anunci s ; eMes inserem-se eratis^nHo rf,,. rr V,vni"ien'0 ,ado do
f sanados, eseraS pub.icados no dia tSSR ao da eo.reSa, 3S!n$^^
de
aa-
e vindo
o
=
Os anuncios, que nao f-*rem dos ass;nantes devera > a-
lein das de mais c. ndicoes, papir po- cada linha mpre'sa 40 rs.
e ser entregues na leja de Livreiro da ra do Livrameutd so-
mente.
.
i
mnA Jlt *''* dePende nos "eim.in, dannssa prudencia,
moderacao, eenerga euntin..em ,. como principiamos, e se-
remos apuntad.* Com admirac&a entre as NacSesma i* cultas.
Proclama/; da Asstmbha Cera I do Brarit.
!

Periambco naTipog rafia de Antnimo Joze de Miranda FalcXo.
.
-
j



ARTIGOS DE OFFICIO.
V^/Onstando feralmente, o ate' por via de Re-
presentares dirigidas a este Governo, que alem
de muitas quadrilhas de salteadores, que vagao
por toda a Provincia, tem se feito mais notavel
pelos continuados roubos, e assassinatos, huma
composta de irais de 30 individuos, que costnma
infestar aa Estradas do Pao seco, e Curcuranas a-
te' a Ponte dos Carvalhos, do que tem resultado
serem abandonadas algumas Fasendas por seos
respectivos Propietarios, com sacrificio deseos
int'eretses : convido ao Snr. Francisco Antonio
Pereira dos Santos, que por mero Patriotismo tan-
to se-iem desvelado era manter o soreg Publico
na Povoacao dos A (Togado*, para que entend n-
do se com o Juiz de Paz da dita Povoacao, e com
qualquer outro, cujo destncto abranja os Lugares
cima mencionados, para que com parte do Des-
tacamente, e requisitsdos pelo Juiz de Paz aos
competentes Commandantes, baja de perseguir
vigorosamente a referida quadrilha desaltiadores,
fazendo-os prender com as armas, que lhe forcn
adiadas, e entregando-os depois de presos a' or-
dem do respectivo Juiz de Paz para que este, de-
p )is de prrenchidas as deligeneias do seo cargo,
os remeta com as testemunhas, que Ihes fizerein
culpa, ao Desembargador Ouvidor Geral do Cri-
me, para serem legalmente punidos conforme a
gravidadeoeseoscrimes. No que fara' o referi-
do Snr. Francisco Antonio Pereira dos Santos
grandes serreos a esta provincia. Palacio do Go-
verno de Pernambuco 26 de Julho de 1831- Pi-
n'nero.
Ti


ENDoencarregado ao Major Francisco Anto-
nio Pereira dos Santos, que presentemente se a-
cha na Povoacao dos Abgados, coadjuvando a
Polica claquelle lugar, de perseguir as quadr*
Ibas de salteadores, que ora i n fes rao os suburbios
e immediaco-s desta Cidade, como me foi repre-
sentado por Cidados intersssados no socego, e
iranquilidade Public. Convido ao Snr. Antonio
Carneiro Machado Rios, Inspector da Polica de
Paz do Banro.da Boavista, para que decommum
acord com aquelle Major haja de perseguir pela
parte que lhe toca as referidas quadrilhas de sal-
teadores, no que fara' mais hum grande servico a'
Cauza Publica. Communicando a presente Porta-
a

na ao respectivo Juiz de Paz, para ficar nteira,
do desta incumbencia. Palacio do Governo de
Pernambuco 30 de Julho de 1831.Pinbeiro.
Ei

-



M consequencia destas Portaras o Snr. Fran-
cisco Antonio Pereira dos Santos offieiou aos
JuizesUePai de Jaboato, Mor beca, Loreta,
Varzea, enfogados pela seguinte circular.
fim virtude das ordens e instiucco s que re-
ceb do Exm. Snr. Presidente para cummuncar-
me com V.S.e pediros auxilios,que roe forem pre-
ciaos para o bom desempenlio da comisso, que
pelo mesmo Exm. Snr. me foi encarregada ; de-
vo declarar a V. S. que se faz muito preciso um
guia, que tenha inteiro conheciment destas es-
tradas, veredas, matas, rios &s.; assim como a
certeza do lugar onde se acha a quadrilha de sal-
teadores, visto que sem estes quistos se frustrara'
a diligencia : outro sim requeiro a V. S., d co-
misso ao seo Escrivo pira acompanhar a uiem
cionada diligencia, pois pode haver encontr, e
neste ferimentoi; e cazo por qualquer motivo nao
o possa fazer, me dar* licenca para poder en-
trar no seo destricto em seguimento dos mesmos
salteadores, Da caminho rogo a V. S. mande
quanto antes faser as indagacoes necessarias a
fim de pdennos saber onde existe a sobredita
quadrilha, e bom seria, se r odessemos, colher o
nome de alguns dos seos individuos ; poren- ludo
isto deve ser feito ate* o dia 30 do corrente, e
nesse mesmo pelas 8 horas da noite devem adiar-
se os seos guias, e bombeiros, se os houver, no
quartel de Polica dos AfFogados. Escuso lem-
brar a V. S que o segredo a arma mais pode-
rosa para o bom resoltado destas commisses, e
que revelado este nada se faz, e o mal continua-
ra* a pezar sobre nossos pacficos Concidados.
Nada mais &c. Quartel da Polica dos Afogados
27 de Julho de 1831.
Effectuouse no tempo marcado a deli^-en-
cia, e os salteadores tendo recebido com foro sena
perseguidores, foro por estes rechaca dos e dl-
bandados, (i can do presos quatro, e um espa de-
nunciado por estes mesmos, e recolhidjs a adeia.
Consta-nos que aquelles Juizes de Paz se nao
prestarlo as exigencias que se Ihes h*zer, como
eradle esperar do zello, que deve animar a todo
i


[



.


Wn C'dadao, e qw cotworree para etiao^rar
melhor frucio dos trabalhos e fadigas desses nos-
sos dous concidados que rivalisando em patrio-
tismo, e desinteresse, esto aempre promptos a sa-
crifica r-sepelooem geral socego esegu-auca pu-
blica. Se todus aquera compete vigiar, e perseguir
esses restos demembroa ativos da clumna,fos8em
animados dos meamos sentimentos, do mesmo fo-
go patritico, que aquelles dousjovens, os mal-
vados serio menos, e menos afoutos ; mas para
cumulo de desgranas elles cimo quase sempre
ou apoio, ou condescendencia, ou timidez crimi-
nosa e iniperdoavel, e os queexpoea vida, sacri-
'ficoasaude, e despreao os commodos por sal-
vr-nos as vidas, os bens, e ate' ahonra'(*), a-
chuo empecilhos a cada momento e em toda a par-
te, quando nao perseguido e odio daquelles
mesmos, que thes devio amor e gra'tidao, em
quanto todos se contento com-gntar muito con-
tra os ladrees, que vo roubundo, matado, es-
capando, e vi vendo.
CORRESPONDENCIAS

S.
N. Editor*Posto que eu dissesse em minha
primeira que s me occuparia em lembrar al-
Soma providencia, que eu entendesse feer digna
eseapplicar n este, ou a'aquella mal poltico,
ou civil : todava a carta do Snr. Observador T-
cito inserida to Diario numero 165 rae faa, des*-
viando-me por um pouco do plano, dizer duas pa-
la v ras sobre a doutrina que elle expoem quando
diz He nconiestavel que o patriotismo mais so-
lido e mais arrtigado he aquelle que osfilhos
herdo de seo* pais.... (concordo) porem he ne-
cessario que os pais sejao evestidos de patriotis-
mo, para de He communicaremm seusJUhos: (con-
cedo) do que podemos com certeza (he muito)
concluir que filiando este primeiro leite, e culti-
vo de idees malograose as esprteos de reda-
deiro (neg esta consequencia) patriotismo, tor*
nando se ficticio, hipocrit", e interessado.
Admettida como regra esta consequencia,
muios Btssleiros que por urna serie nunca iriter-
rompida de factos tem mostrado um decedido
afierro a liberdade ; mas que seus estultos pais os
edi.or-in segundo a caraiba de Deus no Ceo, e
Re na trra, nao podem deixar de soffrer o des-
gosto, apezar de seos relevantes servidos, de pas-
sar o seo patriotismo por ficticio, hipcrita, ein-
teressado: o que he, sera duvida, manifestar ihjus-
tica, e ingratido.
O Sabio Montesquieu falando da educa-
do nos Governos Republicanos, he verdade que
diz que o meiq maia seguro, por o qual osfi-
lhos podem adquerir amor a Patria, he terem o
exea po desse amor em seos pais. Maspode-se
concluir deste principio que esse mesmo amor ad-
3uerido por outro meio, ou mesmo por genio, se
eva chamar hypocrita ? Eis o que se nega.
Aquelle mesmo sabio, falando dos diferen-
tes effeitos da educaco antiga, e da moderna,
contradiz a consequencia que eu neg. Diz elle
V) Refere-se, qne em certo en gen h o fyi a-
tacado pelos salteadores um fazendeiro, que de-
pois de roubado presencio u a desflora gao de su as
ni ha s, e fui depois por esses barbaros demoro-
sos assassinado. Nao se pode ouvir nada mais
horroroso, mais tocante !! !
no cap. de liv. 4 Oe LVswit des L*>ixA mai*
or parte dos poros antigos viriio em Governos, que
tem por ^principios a virtude e esia quando esta*
va em seo vigor faziapratkar pitos, que no's hoje
jumis temos, x que nossas pequeas almas admi-
rao.
A educaco antiga tinha urna grande, vanta-
gem sobre a moderna. Epaminondas, no uHirnp
anno de sua vida dizia, otwia, via, efazia as mes
mas couxas que praticava na idade em que come-
cou seus estados. \
Hoje porem no's recebemos frr* educares
diferentes, ou contrarias : a de iossos pais ; a
de noss s mestres, e a do mundo Esta que he a
ultima que recebemos destroe toda* as ideas das
primeiras.
Ora esta educaco do mundo se recebe, nao
materialmente, mas im d'aquelles com quem vi-
vemos em sociedade, e a quem, ou por identidade
de occp&coens, ou por outro qualquer motivo
somos obrigados a communicar mais repetidas ve-
zes. D'aqui se conelue que s depois que o ho-
mem tem deizado a subjeicSo paterna, e queii
tem feito Cidadfio activo da sociedade ta qual he
m-mbro, he que pode dar a conhecer se tem, ou
nao patriotismo : exe.npli gratia : Soponhamos
que em urna corporaco se declarara dois parti-
dos; um.quepugna por a liberdade, outro por a
escravido, e que os individuos, podendo sem coi
aeco escolher qualquer dos partidos, se dividem.
Soponhamos mais que varios do que seguiram o
partido patriota receberam a educaco paterna
contraria a este principio ; mas que nao obstan*
te o seu partido ser infeliz na luta, e suecumbir,
com tudo elles fazem os ltimos exforcos para
consegurem a liberdade da Patria. Estes ho-
mens (1) sem duvida com o seu proceder tem pro-
vado, que aducacao recebida da sociedade, a-
niquillou a dos pais. Pergunta^se: deve-se cha-
mar aa'patriotismo d'estes hnmens hipcrita, por-
que elles nao tivero pais que Ibes dessem educa-
cao anloga ao seu proceder ? Cortamente que
nao.
Felismente a educacar> que eu rtcebi do mun-
do nao leve que aniquilara de meu Pai, pois que
elle mesmo no tempo do nefando despotismo ue
educou em principios livres, dando me, quando
me ensinou o Francs, a ler este mesmo Montes-
quieu, Rousseau, e outros escriptores lif re^, de
sorteque eu aind muito menino ja tinha Meas de
liberdade; mas como talvez que aquella cene I u.
zo do Snr. Tcito possa tocar a algueu, que nao
ntprece ser tachado de hipcrita, rogo lhe, Snr.
Editor, d um cantinho no seu Diario a eta, a
fim de desengaar quepode-se ser muito patriota,
ainda sendo filho do facinoroza ex Dezembarga
dor Gustavo, o ponto esta' que se at-h? onde ?e
apprenda a ser patriota, e que para isso se tenha
tfiobem natural inclina^ao.
Queira perdoar-me o Snr. Tcito o contradi-
zel-o, e ao mesmo tempo queira certiricar-se que
concordo em tudo o muis : e tanto somos concor-
des que, se acazo eu nao tivesse eserpto alguna
cotiza em sentido liberal, e contra malversaepens
de empregados absolutibtas no tempo do nefando
i I .....Wmm i M....."
(1) Em nossos dias ja vimos esieexemplo posto
em prattea ; e tSobem ja vimos por o contrario, de
nada servir a alguns individuos a educaco patri-
tica paternal, e publica.
**
-
(N. do Corretp.)


W""1
mmm
IMIMIlll .,,
Governo tranzado, eu agora no me metera a
escrever, s coin o reccio de que nao rae cUaiuaa-
era exaltado.
Sou, Sor, Editor
Sea Patricio amigo
O Observador.
I Til.]
I

P. 6.
Agora recebo uma carta de um mau Amigo
[morador ein o destrito de S. a n.u J pessoa de
ii-nito crdito, e patriotismo, dizendo-me em um
artigo o segrate- Ontem (di.de Agosto) o ....
(2).... deu uma noticio do que tunta acontecido
no Rio, dizendo que torrera o Lima ; e que Mi-
flf, t S. Paulo estflvam em Armas pedindo o ex
/., o que nao acreditis como deves estar certo.
Mtu.... os columnas nosempregos, os inimigos
da liberdade pregando, mentindo, e sulapa#do9 e
nem huma .providencia ; acho ist psimo afldar,
m tt'tlo perigozo para nos.... (*)
De ig al crdito he quem meaffirma (jeque
o Juizde Paz deS, Anto juramentou para ser-

*T
.... (2).... Copio nao fiQpbeep de perto y .tal
que deu a noticia tWissijna, e inyectada, semilu-
vida, por algum columna, por isso nao sei sea
deu por tollo, ou por m IvaJo afim de desseminar
a descunfianca, e por tanto nao declaro por ova 0
aeu norae al receber inbrmacoens do meu 4-"
Mgo.
(N.ioCotresp.)
('*) Tainbem nos assevera isto mesmo pessoa fi-
dedigna, emaisqueo Vigario daquella Villa, e
um Portuguez Padre Jacinto de Miringabas pro-
mettem e alianza > aos toldos, que o ex Imperador
vem com tropas tomar posse .tienta sua fazenda :
que estes e ouf os columna, pblicos e condeci-
dos inimigos da Constituicao espalbo entre opo-
jro, que a Hara do Rio de.Janeiro etta' bloquea-
da pelo ex I., e que breve os Liberaes serao pas-
cados a fio de espada, e ate as cri ancas, seus fi-
lhos ; e deste modo pretendem desanimar o poyo,
e perturbar aordem Publica ; que o povo.de da
em cli.i vai perdendo O gaz; porque ve nos Em-
pregos Pblicos os inimigos declarados da Cons-
tituirlo do Imperio, e que sejactavao, esecr>n-
tinuSo a jactar deste cr'une; que os meamos Patri-
otas, que tem eferecido a propria vida pela Inde-
pendencia, e Liberdade do Brasil olho com in-
dignarlo para o proced ment, t impunidade,
quetaes humens encontrn, e como especiad res
mudos, esto em observaco, esperando 89 pro-
videncias da Aug trsTA Assemblea, em quem de-
venios confiar ; que em fin, sameacas da parte
do partido ant i -Constitucional nao cesso : e que
por alli el les mais ufanos, que os Patriotas, esto
.ganhando terreno. Tambera sabemos que na noi-
te de 8 do correte uaquella Villa disparara o um
.tirona porta do Snr. Tiburtino, sem duvida pelo
i odio, que esse Cidado tem ganho entre os abso-
lutistas, e por uma postura, por elle proposta em
.Cmara, prohibindo os tiros dentro da Villa, de-
pois defuju publtcacao teve lugar aqnelle insulto,
que exci'ou os nimos dos bons habitantes da
Vi.'la. Dalli se nos pede lembremos ao Governo,
que seria nuijto bom e ate' necessario mandar pa-
.ra la um ollicial ruar regad da Polica, pessoa
de confiarte, e Constitucional, com um destaca-
mento de tropa de linha, ou de toldados Milicia-
nos escoibidos da Villa,
O Editor,
vir de cu Escrivo a um Portuguez,^|ne nao ju
rou a fonstituico, e qjje veio para o Brazil an-
tes de se ter proclamado a Independencia.
Entfo, Snr. Editor, que diz a estes dois bo-
endinhos Se esta ja nao estivesse to grande em
dia oais alguina couza.
Sh
.

)Nm. Editor. Constando-me que p Tabeliaa
M.noel Antonio Coelho dissera no Cartorio do
Snr. Tabelifto Pinto perante algumas pessoas, e
em outros lugares que o Excellentissnno Com-
mandante das Armas o Snr. Francisco de Paula
V asconiellos me manejara chibatar quando eu era
Cadete do \. 9 corpa de Aitilkeria de Pozic^o da
Corte, do qual era ento S. Ex. Comman'dante,
e que tendo eu reclamado, que era cadete e de
Pernambuco, elle mandara por isso mesmo dar-
me mais 50, eu desafio esse homem para declarar
por esta folha, ou por outra se elle assim o dase,
ea Hais de quinze pessoas, como me gsseverSo,
sob pena de que nao me respondendo ;$cara' re-
putado por vil calumniador. Snr. editor sem que
entreen de^aUne ios trabalbosporquepassei na
Corte direi BQmen.te.que 4eP9*a m* assentei praca na re*
feridocAipo, fui sempre tratado por S. Ex. com i
dignidade conteniente a minha prar^a. Queira
Vm# Sqr. editor publicar estas Unbas em ofeze-
quio ao -
$eu Veqerador
Caetano Pinto de Veras.

Pede-se^nos a pablica5ao do seguinte artiga
doRepublico.

flU PO NORTE.
.
^jSta provinsia qe sempre tem sido vitima de
depravados prezidentes acaba de dar um passo,
todo contrario as nossas leis, um passo funesto, e
qe nos anunsia maus rezultados, si taes iniciati-
vas continufio. Amosuraamento a trra em qe
nac, e por isso mesmo mais me compunje tanta
irreflesro. Culpa f de seos filhos qe a dezampa-
ro, e a deixo sempre entregues a estranhos ou
a maus filhos. .
Com a noticia, e* o qe me consta, da minha
nrmeassfio para Secretario, xegou a de ter sido
nomeiado para Prezidente um dos Illins. bnrs.
Augusto, ou Vieira Souto. Nabuco, esse omem
indigno, assusta-se, irania a Revolta, ilude a um
meu Amigo qe vive abrazado do Santo fogo da
liberdade, e o pde am campo.j Quem dira qe o
governo da Provtns a adhereria a exiiensias de
um punhado djente, 100 omens era toda a forsa,
sem respeitar o voto de uma provinsia inteira qe
conta seguramente 200,000 abitantes ? Pasma o
governo da provinsia anuio \!....
Em grande perigo nos axamos, as couzas
nao vo to bem como se pensa, os colunas os -
nirr.ig.s das liberdades sao mui sagazea, a tudo i-
ludem, e si nao se previne ja tantes danos, ai de
nos. ^.
Nabuco, absolutista conhecMo, tfonsegqa
com 100 omens revoltar a Capital, e#refoltaI-a no
sentido da coluna, de embrulb o.com malvados
se fere a omens sempre liares, e se empregao, a fo^
ra o C9aadanja das araas jente toda raa & a
L


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>^m
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(.&*%

de a Paraibr subnfcter-se a taes deliberac6es ? A
dignidade da Provinsia foi ferida, ela nao pode
ofrer.
Darse vivas a Nabnco, um cativo qe na pro-
vi nsta afusin de si lodosos omens livres, e suu-
dos, com exepsao d'um ou outro jovem a qem te-
ve em vistas iludir, como o fez ? a Nabuco qe
se roden dajente mais facmoroza?
Agora veja o governo si convem demorai por
mais lempo um inimigo do Brasil na prezidencia
da Paraiba. Convem afastar esses omens ja da
admini?trasso, quando nagraves males peza-
rao sobre o Brasil. E' melhor que o governo en-
tendendo, obre em conformidade dos s*ntimen
tos nacionaes, e desagrave o povo, do qe esperar
que o povo se dezagrave por suas maos.

.
VENDAS.
, M mulato de25 a36annoc, afeito ao ser vico
de campo : no Seco do Martina, atraz do aterro
da Boa-vista, caza sem numero.
Duas eacravas pardas, urna de nome Mara,
cozinheira, e outra de nome Anna engoma liso,
e principiante de costureira. Urna preta de An-
golla, cusinheira, e engomadeira : na ra do Li-
vramento D. 14.
Vende-seou troca-sepor um moleque* urna
negrinha crioula de 8 a 9 annos de idade: na roa
da Cadeia velha 2. andar, cazu N. 6.
COMPRAS.
\J Agente do 4. Corpo d' Artilheria tem a
comprar d' ordem do Cpncelho d' Administraco
do mesmo Corpo, com brevidade o seguinte ;
120 Barretinas afuniladas
50 Covados de pao preto
100 Ditcs de Berne, ou cazimira encarnada
1600 Ditos d' Olanda de ferro
6 Libras delinha pola
42 Grozas de botes lizos de metal amarello
34 Ditas de ditos ovaes, ou de giao dito
400 Pares de sapa tos, bom cabedal, e seguros
200 La eos de barretinas
Todas aspe6.soas que tiverem a venda a* re-
feridas fazendas, de bo* qualidade, e de pr 50
rasoavel, queiro comparecer na ca7a do dto A-
ente, ra das agoas verdes, onde mora o Secre-
tario da Cmara Municipal.
------------

N
FURTOS.

A noite do dia 11 para 12 roubarao do ar-
mazem de A. Schramm ra da Cruz N. 27
23$ rs. em dinheiro de cobre e os seguintes arti-
ros
43 Pessas de lencos de seda de 7 em pessa a imi-
tarn dos lencos da India
11 Toalhas, ou cobertores brancos d' algodo, e
acolchuados
1 Cazaca nova de panno preto
1 Duzirf de *apatos d' marroqum para hornera
3 Boleas de#alcafas de panno
14 Masaos d' meis curtas de algodo azues, e
alguna chapeos de seda
O que se aviza afim que nao se fac,a negocio
com as ditas [alendas, e quein as restituir a aeu
dono sera' recompensado com 100#000 rs.
AVIZOS PARTICULARES.
/\Ntonio de Caldas Brandas, nao obstante
estar certo de que nada deve, faz publico que no
prazo de 24 horas se Ihe aprezentem suas Letras,
ou bilhetes para serem pagos.
A pesaoH que anunciou no Diario de 11 do
corrente querer um cont, e duzentos mil reis a
premio de 1 e meio por cento dando um sitio e
1 morada de caza ein S. Pedro, ou com boas fir-
mas dirija se a botica da ra do Livramento D.
11, lati direito, indo da Pracinha para a ra Dt-
reita. -----
Offrece-se para tai xeiro de ra, ou arma-
zem, um Brazdeira, queja tem alguma inteli-
gencia para exercer dito emprego, eda' fiador a
sua conducta ; quera d'elle precizar anuncie.
A pessoa que anunciou no Diario de Quin-
ta feira II do corrente querer hum Corito e du-
zuntos mil reis a premio de um e meio por cento aa
mez, hipotecando um sitio na estrada dos Aflito,
e urna morad* de caza no Patio de S. Pedro D. 9,
oudebaixo de bois firmas, querendo fazer este ne-
gocio d' ojo a 20diasque e'quando se pretende
receber a ditaqoantia; declare a sua morada pa-
ra ser procurado, e pessoalraente se tratar deste
negocio.


na
.
A

ESCRATOS FGIDOS.
Nore, crioulo, de idade de 8 a 9 annos,
estava aprendendo officio de sapateiro, estatura
ordin tria, seco do corpj, testa ovada para fora
urna marca em sima d* um elho, pez e mos se
cms, fig-do no da 11 do corrente, e levou vestido
carniza de aIgod)-zinho, e ca'r* de estopa: o
aprehendedores levem-o a ra dj Mondego D. 8j
que serao recompenc/ad >s.
-
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 13.
B.

I Ah a ; 19 dias; L Maria da Gloria, M. e
dono J. Fidelis de Miranda, em lastro.
Di 14.
Hamburgo; 55 dias; B. Dinamarquez
Thereza, Cap. J. Jelsou, carga fazendas, a N.
O. Bieber, passageira a mtilher do Capito.
Aracali, por Assu ; 75 dias ; M. Joze An-
tonio da Silva, carga sal, coiros, palha de car-
nauba, e peixe, a Antonio Rodrigues Lima, pas-
sageiros o ex Com mandante das Armas do Rio
Grande, o Coronel Pedro Joze da Costa Pacheco,
o 2. Cadete do Corpo de Artilheria Joaquim Jo-
ze da Silva, e o 2. Cadete do Batalho 21 de
Cae. adores da priineira Linha Joze de Sa' Bezer-
ra.
^ Rio de Janeiro; 8 dias; Paq. N. Janu
aria, Com. ol. Tenente Francisco Vieira Lei-
to, com 88 pracus.

PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA DO DIARIO, RA DA SOLEDADEN.0 498. 1831.
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AO PIARIO H 174,

Pebjvamiuc naTwcuufia db Admito Joi*oe MibanpaFax^aq
. ,-i ... -
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CQRRWONjDNCIAS.


S...: ,.,:... '
A -JZdUarA ignorancia acora lanhada de
sua tilha mui querida, a maldade, o que ae a-
chava escrito no suplemento a'.suu Fo!ha n. 169
por um liberal ebturrado do Ra de Janeiro cuj >
npme anda assombra aos Mouroe da frica, o ce-
lebre Portugal ;, elle ahi rae ataca mui positiva
mente, yamando-me ate' aquillo que elle ais
preza de ser mentiroso : eu ttnha sentado de
milhor nao dar satlsfacao a' esse novo Uticence :
mas como receio, de que o Publico, a? .quem elle
se dirige nao se queira dar ao trabalho de combi-
nar as minhas duas cartas ; uSia impressa no seo
numero 158, que dirigindo-a a meo Pai, foi por
um curioso apanhada, e outra tiiobem impressa
no seo Suplemento numero lo9, ein resposta a*
urna desse Senh-r : eu-poislhe dou o traballio de
apresentar por esta sua mesina Folha o resumo de
ambas : ellas correm imprecas, e poclem ser
combinadas : na cata, que dirtai aoSnr. Portu-
gal lhe dice, que.tinba sido insultado a'sua vista
por dous Cadetes : e que i o me lembrav*, se
elle me tiuha tao.bem dirigido palavraa aimilhan-
tea: na carta a' meo Pai uffirino o.ipesmo accrea-
centando o'facto da prohibidlo das sentinellas,
ficto, que por ser menos grave, que o primea ro
da mesma l{ rte m tinlia ofetado menos a'me-
moria, eque ao oepois me recordei tom a Isitura
da Bussola numero 5, e com. a visita de hum meo
amigo que me recordou s?r seu Pai cohibido de
abracar o meo |>>r ordem do Senhor .Portugal:
em ambas ellus eu disse, que este Senhor tinha
promeltido dar-nos; con a-pe-juena diff renca,
que na carta do Snr. Portugal dice, que tal vez
fosse mentira.do Porteiro, e que.tal vez elle fizea-
se aquillo attendendo a's circunstancias : Snr.E-
ditor e'preciso ser muilo asna, ser inteiramente
destituido 4p que se cliama rasfio -- para nSo
perceLer, que eu diser, que poderia er mentira
do Porteo, nao era negar, que este o tinha.di-
to ; e' preciso er muito Portugal para nao confae*
cer, queeu disendo, talvez fzesse aqqiloatten-
dendo ao tempo, era dwer, que elle era filno das
circunstancias, e que segundo ellas, representa-
va o seu papel : quem, a nao.ser este nfio .se en-
vergonzaba, de apresentar aqoella mnha icarta,
um novo documento do seo caractei ? Snr. fid-
tor permita-me, que me dirija ao Senhor Portu-
gaj, para per untar lhe aonde existe, a minha-aon-
tranedade ? Que modemif^mo auctor de Lgi-
ca lhe ensin.u a tirar similhante conclusao ? Eu
o desafio, para me mo.trar-o-lugar deminha con
tradico : entretanto perm tta-me, que lhe c$a-"
me bruto, ignorante, e mo> impostor. Que cfll-
pa tenbo eu de a sua carta ter-me sido dirigida
e por um seofseravo, quanda quem me a eotregou
foi um seo amigo e collega meo ? como quer de-
fndir-se, que mequ^ria engaar, quando m-m-
daasuacMta aptes d.^qui chegar.a Bussola o.
5, equ*ndo nao man la oseo e*cr*o,eim.um;.teo
amigo com q teni o Mnr. se .-tinha-. t ota entendido
a tal respeito : que guando eaiaaqui me fallou ja
^r-



!
roe mata va naqueU*;FoJUa ? a i o da lhe digo, fio
sej impostor, *e tanto me conbetia o seo escra*
vo, como o seo amigo poique nao vio o primeiro
mas t porque o Snr. j alga va que a Pessoa, que
roe entrego a carta, sendo meo collega, e pot
isao mi cooheeendo, tiiease sobre mim mais pre-
ponderancia : se quer justificar-se liberal esturra*
po aprsente seus factos nao queira fazer-se mais
odioso Qomftowa insultos Umbrere, quejase
acabou o tempo, em que a sua espada o podiafa-
zer respeitado i ,ja na 3 passa por uzo insultar-se,
e por divertimento mandar-ae raspar a cabeca
dos liberaes, como fez o seo dgno compa-
nheiro ? nao tenha aimpofia dejulgar maravilha
passarno ttU> de Janeiro por Ifoeial esturrado, e
achar em Pernambu^o o Redactor da Bussola, e
a este seo ejiado^ *\e temos avancado alguma
coizas a'seo iepeito ; porque mudar de opmiao
agora na Corte nao tira os seos fotos nesta Pro-
vincia : euainda lbe digo, que os Peioambuca-
nos doceis, e generosos poderao perdoallo ; maa
sempre recearei, qwe quando, (o qnenao.posso
erar) por ma desgraca inaudiU o lwanno de
nossa Patria torne 'jwcrafisalU, e o i-enhor (se-
gundo o seo louvavel costume ) se tornando a vol-
tar para elle, va' ser guarda segunda vez de meo
velho Pai, e bom amigo na saapneao : porque
eu seri einda urna vez insultado, e quem sabe
se o Senhor consentir' so ?... amda lhe digo,
que se.no quer ser o Portugal de %7 de*e tao
bem o procedimento daquejlp : e lhe a*rmo que
esta lingoagem e'filbadaqulles prinapioe, com
que meo Pai soube baf?jar-me. Senhor Poriugdlv
euodeixo entregue a'sua propna maldade: o
Respeitavel Publico ja o conhece mu bem para cr
iulg.r: antes o Sr. eserevesse para o particular ;
porque talvez ainda co.rn.sua bjpocrwaenganaa-
se a' algum des acautelado, e que ignorasse o
seo;nome....Snr. Editor pela pnmeira vez son
ofindido; mas com tal felicidad*, que o ataque
demeu gratuito inimigo me faz honra : porque
assimeomo o louvor para graduar o raer to e .
necessailo, que seja feito pelo horoem pn.bo ;
porque o man s louva a maldade ; assim o-hnr.
! Portugal iuerendo me tornar mal visto : ^ antea
produz o contrario ; porque em lim elle e quem
niealaoa Rogo-lhe pois, queira ter a bondade
deaiwesentaresta por rreio da sua estinvdato-
Iha, que sendo qcanal procurado ara mioha ot-
fensa deve ser tambem para o da minba hronta :
com o que muito tornara' obrigado seo amigo
muito Agradeco, e ssignante
Joo Lins Vteira Camamao do SinMu'
SL


. V. rewbi.a Jire^nte pewa, que meenviou f an^ago-
.nstH decolamnai.seiuzidos, de va m.roigw do
Twmbi4ho, -de cafres inf-nea da rel *e Vi Uu-
gak. fiHl,nente,.daqelle, que nodial de-Ou-
tubn.ptp.e'levadoeui simados banco- da platea
.do TiieakuAldia da furioso gageiro zuirou i


-
t*;-
vi da mente'dan J* vivas servia ao Imperador sem
o competente Trambolho, em acintes aos muitos
respeitaveis vivas a' Assemblea Geral, a' Nacao
Brasilea, e ao Imperador Constitucional dados
Dlo Ezm. Snr. Presidente, pelas Authoridades,
Negociantes, e mais Cidados Constitucionaes
desta Provincia: ella, Snr. Editor, em abono
da verdade he huma das raridades admira veis,' e
por isso digna da letra redonda, Queira por tan"
to dal a ao prelo em hum cantinho do seo Jornal,
para que pela sua publicado melhor conhecao
os Brasileros, bons Portuguezes, e Estrangeiros
a venenosa idra, que entre elles vive, e estejao a-
lerta para se defenderem do seo pestilente bote,
com oque fara' Vmc. grande servico ao publico,
favor ao seo
Constante leitor, e reverente servo
O (?auatt-
D.
"Iz Thomz Joaquim de Oliveira e Araujo,
que a bem seo direito se lhe faz mister, que o es-
crivao Coelho revendo os seo livroe de Autos, e
Sumarios de querellan, lhe passe por certidfio, a
vista da querella que deo D, Ignacia Pereira Vi-
anna de Luiz Custodio Correia e outras, o the-
or dos documentos, que o Supplicante appontar.
-P. ao Snr. Doutor Ouvidor Geral pela Ley se
digne mandar na forma requerida. E R. M.
P. Recife 3 de Agosto de 1831. -Airea
JJr A noel Antonio Coelho de Oliveira Escri-
vfio do Crite e Civel da Cidade do Recife e seo
termo Provincia de Pernambuco por Sua Mages-
tade Imperial Constitucional e Defensor Perpetuo
do Imperio do Brasil que Dos Guarde &c. Cer-
tifico que reven lo os Livroa dos Autos e summa-
wos de querellas do Juieo da Onvidoria Geral da
Comarca de que a petico retro r\z mensao del-
les consta ser apontado pelo supplicante na peti-
fio de querella que se acha transcrita em dito
auto de querella o segninteA segunda testemu-
nha Luiz Custodio Correia jura igua (mente falso
disendo que conhecera de vista a dita Authora,
aendo que eia testemunha tem vinte sete nnnos
de idade, veio de Portugal a sete para oito an-
uos, tendo-se retirado a Authora daqui a' vin te
oito anuos para a Baha que ven a ser him auno
antea delle supplicante ter nascido em Portugal
jurou igualmente falso disendo de vista que a re-
ferida Pesquera rendia annualmente dez a dese-
ceis mil rs., factos estes acontecidos a trinta en-
nos que vem a ser trez annos antes delle as-
cer em Portugal juramento este que sendo idn-
tico ao da outra testemunha falsa c*uzena huma
grande ruina ao? bens da supplicante, a nao mos-
trar ella mesmo com dureza esta falsidade e por
que o prejuizo he hum crime abominavel em Jui-
zo, eo de que a supplicante se queixa traz com
sigo grandissimo prejuizo de terceiro por isso
mesmo que versa sobre o ponto, o ma's impor-
tante^ principal do Li bel lo, e Ordenaco Livro
quinto titulo cento e desenove o constitue caso
de querella e a meima or lenac > no ttulo cin-
coenta e quatro estabelec* taxativamente as pe-
nas : tanto contra o que j-no fals >, como con-
tra os que soliciav iiiuilhantea tesiemunhas quer
i
\
a supplicante querellar dos trez supplicados, a'
saber de Fuao, de Fuao, e de Luiz Custodio
Correia como testemunhas falsas: pelo que pede a
Vossa Senhoria Illurtrissimo Sensor Doutor Ou-
vidor e Corregedor da Commarca seja servido
mandar que jurando se ihe tome sua querela.
Destribuida esta E Recebera, merce Nada
mais cotinha em dita parte da petico aqui trans-
cripta, e no sumario daquella me foi aponta-
do a Pronuncia a qual he dj theor seguinte
Al testemunhas da querella obrigao aprisio eli-
vramento aos Reos Fuam, Fuam, e LuizCustodio
Correia brancas, e residentes nesta Cidade o Es-
crivo os lance no rol dos culpados, e s ordens
necessarias para serem presos Recife quatorze de
Dezembrode mil oito centos vinte esete. Fran-
cisco Mara de Freitas Albuquerque Nada mais
continha &c.
Em fe* de verdade e C.
*


.
Nanoel Antonio Coelho efe Oliveira
E comigo


Joao Francisco Rogerio*

KjmVr. Editar.Paraofm de convencer o II
lustre e Respeitavel Publico da falsidade, com
que pessoas mal intencionadas, e intrigantes, tem
procurado assoalhar, que por mero patronato o-
perado por minhas persuasoes, a favor do actual
Fiscal francisco de Barros Falco de La cerda,
f5ra este ellegido, ou proposto, para o dito era pre-
go, rogo-lhe o favor de publior a presente, pe-
la sua Folha, e igualmente a petico e Despacho,
eas atiestncoes juntas com o que obri*ara' ao seo
muito venerador e servo
Joze Joaquim Bexerra Cavbante,
I
Llms. Snrs.Diz Joze Joaquim BezerraCa-
vajeante de Albuquerque, que lhe fza bem que
os Venadores, que fiziffo Cmara de 15 de No-
vembro di auno pasando, athe Janeiro do cor-
rente anno, e o Secretario, e Ajudante do mes-
mo, atienten, se quando o supplicante tomou a-
cento nesta Cmara, ja eava, ou nao lembrado
Francisco de B :rros Falco de Lacerda para Fis-
cal, e sea*alguna dos suprditos Vareadores, o
supplicante pedio pira votar na pe*soa do dito
B'ierra, para o referido emuregDP. a VV. SS.
mandem pasear a attestHca > pedidaE R. M.
Attestem qnerendo. Casa da Cmara Municipal
do Recife em Sessao ordinaria de 6 de Julho de
1831,-Moraes, P. Caldas,, Peixoto,, Costa
Jnior,, Brito,, Ludgero.

VF
t -* Uito antes do supplicante entrar para a
Cmara como Supplente, fui eu quem em huma
Sessgo, em quesetratou deinhabildade, e des-
lento dos Fisc-.es desta Cidade, lernbrei pela pri-
mera vez a Francisco de Barros Falca j de La-
cerda, sem que o supplicante nem outra alguma
pessoa em nenhum tempo mefallasse a respeilo
delle. Refc Q de Julho de 1831.
Antonio Joaquim de Mello,

\


I -
"' i 'i*-'
/
O*

Que esta' dito pelo meo antecedente o Snr.
Antonio Joaquim de Mello he asurama verdade
e mais acrescento, que alem de:me nfio fallar o Sr.
Jos Joaquim Bezerra Cavalcante de Albuquer-
que para votar em o Senhor Francisco de Barros
Falcfio de Lacerda para Fiscal* votei nelle pelo
conhcer o mais capaz para este Emprego. As-,
sim o'atiesto debaixo do iurameptode Vereader.
Hccife em 8 de Julho de 1831.
'
i
n
..
Na
.fi-qnll
Joa Baptista Sonre..
i
*
-
. A Sessao em que se tratou da inhabilidade
dos Fiscaes, equ>ainda o-Snr. Joze Joaquim
Bezerra Cavalcante, nao tinha tomado poase de
Venador supplente, foi lembrado pelo Snr. An*
tonio Joaquim de Mello que lhe pareca multo
eapaz para ocUpar o lugar de Fiscal o Snr.
Francisco de Barroa Falco de. Lacerda, cuja
lembranca foi. geralmente apoiada por todos os
Snrs. Vereadores que se achavfio presentes; que
nunca o Snr. J. J. B. C. me pedio voto para
o Snr. Barros, he huma verdade, uc"i*f"
rei duvida jural-o se for necessano. Recite ode
Julho de 1831.
.
Manoel Joaquim Ferreira.
\J Que esta' dito pelos Snrs. Antonio Joaquim
de Mello, Jofio Baptirta Soares, e Manoel Joa-
quim Ferreira, he o mesmo queeu tinha a attes-
tar, accrescentndo mais que atbe' no dia em
que foi elleito o dito Francisco de Barros e despe-
di dos os mais Fiscaes, eu nao me achei nessa Ve.
reacao, o que jurarei se necessario for. Recife 11
de Julho de 1831. e por verdade assignei o ^re-
sen(e.
Francisco Goncfllves a Rocha,

O
Que esta* dito pelos Senhores^ Vereado-
res Antonio Joaquim de Mello, J.fio Baptista
Soares, Msnoel Joaquim Ferreira, Francisco
Goucalves da Rocha, he o mesmo que eu tinha
a attestar, o que jurarei se necessario for. Boavis-
ta 12 de Julho de 1831.'
Joze Rodrigues do Pasto.
Jj| E verdade ter sido lembrado para Fiscal das
tres Freguesias Francisco de Barros Falcfio de
acerda em huma Sessfio da Cmara Municipal
em lempo que o Snr. Joze Joaquim Bezerra Ga-
paleante inda nao orcupavao lugar de Vereador
Swpplente : como tobem nao me ter pedido o
Snr. CavaKunte para votar no dito Lacerda, tan-
lo que na SJsrfio em que se effectuou a expulsao
dos tres Fi cas que enlfij servifio, eu meacha-
va com p irte de doente : outro sim passados d-
as, avistndome com o Vereador Ferreira de
Mora es este dice me o que se havia passado acer-
ca da demiiso dos F scaes, e que tendo-se veo-
cido haver huio so' Fiscal, elle tinha votedo no
referido Lacerda, nSoso' por ter* sido Sembrad
em Cmara pela sua capacidade como porque re-
cabindo a eleicao em hum dos trez queja servifio
nao deixaria de ofender aos outros. O que ex-
pendido tenho jurarei se for necessario. Recife
15 de Julho 1831.
-
s A

Joze Gomes Lial.
3LTtesto o mesmo, que attestado tem osme-
os companheiros : igualmente crescentando que
votei em Francisco de Barros Flcelo de Lacerda,
por conhecel-o mui particularmente' pelos factoa
de sua vida, e nem para isao. fui rogado pelo Snr.
Joze Joaquim Bezerra Cavalcante, i nem outra
alguma pessoa. Recife 18 de J ulho de 1831.
Franokbo de Paula Gomes dos Santos.

.



A,(
Ttesto que quando se tratou de milhorar
a Cmara de Fiscaes lembrou o Presidente que
entSo era de Francisco de Barros Falcfio de La-
cerda, cuja lembranca foi por todos aprovada, e
nao me consta que para ella pavease pedido de
pessoa alguma, assim como a mim o nfio tizero.
Recife SO de Julho de 1931.
Antonio Elias de Maraes.
O
, Que tenho de attestar de que em Cmara,
em que o Snr Vereador boje Joze Joaquim Be-
zerra Cavalcante nfio estava se tratou por ser
lembrado para Fiscal Francisco de Barros Fal-
cfio de Lacerda,antes de sereleito,como depois foi,
aendo expulsos os trez Fiscaes dos tres Bairros
desta Cidade por Resolucfio da Cmara, em qtoe
fui vencido : nao fui falado pelo dito Snr. Bezer-
ra rara elle, e so* lembrado do que em Cmara se
havia tratado em huma Sessfio, a que en nfio ae-
siati ; por ser elle eleito, exvi de que a Cmara
tinha de resolver a expulefio dos trez Fiscaesj, e*
leaendo para fiscalisar hum so' homem, e que ba-
viao lembrado ao Barros, como Pessoa capas, da
probidade para tal emprego ; o que eu aflirmei ;
nfi > aprovando pnrem a exclusao dos Fiscaes sem
ootraTormalidade legal : Foi eleito o dito Barros
porque toda a Cmara o reconheceo capaz para
o losar: e nfio houve comigo extorefio, ou w.bor-
no para a sua eleicfio : he esta a veidade do qoe
aepassou. o qoe afirmo cora juramento. Recite
20 de Julho de 1831.
Joze Antonio Esteves.
A
* Ttbbtamos, que o Venador Sopplente Jo-
s Joaqoira Bezerra Cavalcante tomoo assento na
Camafa Municipal, em 15 de Novembro do anno
paasado, ja estava lembrado pelo Presidente An-
tonio Jo-quim de Mello, para Fiscal desta Cida-
de Fraucisco de Barros Falcfio de Lacerda. Rea-
fe 32 de Julho de 1831.
Joze Mara de Albuquerque
e Ai
rello.

Francisco Antonio de Cartalho,


*
i


'
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1






* NAVIOS A CARGA*
' :'.:
':..:
A' i
G lera Feliz Ventura rio da 22 do corren*
te, o a mala sera' fechada na vesp. da L
l*\'
j.
Para Ponto.
I)


ti
>


>
VENDAS.
JL/Ois cavallos, um castanho, e outro ruasg
fordos, enovos, com bons andaresrj na-OTaTd .
nntheiras N. 2h9. ;. : ; ;. '.-qni(l;^
- Laranjs|>nrayn>barae820rfl, acento:
na Ribeirada Boa-rirta'obrado N. JMnoo
r Umae^cravartpromdeira, cuzinherrir, so*
ceira, cozechao, eensatda,, irraifc' boa rp*ta'trac*
tar de cfianV;8,;odutra deAngola, qukanderrm b
um moleque de J5 a 17 annos, que faz a comida
ordmana.de Urna caz* : nVua do-Lmmento,
parte do Nascente, D. 3, 1.0 andar.
- Dois tomos do Dicionario da Lingua PortU-
gueza composto por: Mofae. dequaita edlra*,
reiormada, e mito mais .acrec^rrtrfdi dor Te-
lonio Jozedfe Oliveira Veihov in 1851 : na 1,/ia
defer^jenaiuadoQuetotBiteM.P 30. .
.-- Bixas por prec j cdmraodo, Preronto* nmos
a 4W rs. i sendo em quart*m> e:*S80 em Tetarte :
urna porcao de mel : na ru do Rarigel, da es- '
quina do beco do Carcereiro.
- Um'prelo cttgo de.13 a 20 annos de ida-
de ; na Praca da UniqbuN. 2 10.
- Um negro coznheiro, inda moco, ou tp-
case por Urna negra* que coaa e^Hgoimf: n^f.fc-
dao junto a fabrica de Gervasio, -
- Salsa parrilha era. arruba. ipor prco fc>m-
rcodo: na Praca da Boa-vista Botica de Gustillo
Jnior Companhia..
- Na ra da Cadeia do Recife lojeN.c3Gos
seguintes Livros.;
PascoalJoze de Mello Freir :i yol.
Ordenaos do Reino "
Gmeineri, direito publico ec4ez i astico
Primerfis linhas do procesao civil
Dita dtias do proceso criminal
Ditas ditas Orpanalogicas
Clsges dos criines
Assentos da caza da Suplicacao
Tivtado de tesMnetos eeucecoens
Tratado prtico do processo1 executv Lo bao
Dito sobre aposenta dorias
Ueportrio de leis extravagantes
Manual de apelacoes e agr vos
Dito pratico e Judicial
Doutrina das a^oens
P culio de autos
Memoria sobre o direito e pratic das lic-
tacoens
S..y,, Ecoriomia poltica
Say, Cathacisu o de economa poltica
Vattel, Direito das gentes
Alai tena, Manual Diplomtico
Martens, Kezumo do direito das gentes
Becaria, Tratado Oos delitos e das penas
Felice, Li^cens de direito
Delclme, fc'onstituico de Inglaterra
Ganilu, Economa poltica
Dito, En&io sobre a renda publica
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Malthus, E onomia potica
Storcli. Ec^nota poltica
;Ricardo, dita wa dita
Baifjyvar, Moral'do* Padre! \>
Depratft, Ohr*s conudKas '
Rfr-vWa l'olmcadfcBdropaem 1825
'Gtorzot, crapen de'fritarte
jV-dpfin, Ordert*^ .^s d^mar'irth^'ffancezi
|Ai*Hi*o;auf -Otfretl'' '
[B^rcy, h Europa eAineri^a fi^tfWi "
Dup-n, Manual dos pstudjntes de direito
M^isS^V Curso d*&tfnVdiplomaiico
Filangieri, Obras omComtntaiio
- Na Pr. ca da Un*?-teja N. 37 e 38, os
spguintes l'vros ;
R^u*ide Hstbri'd Buenos Ayf*
D(fd' dita dttilrtd1s'0rit!mt*1; .
'ititAtt -4ih doMebo' .^:.:..:..:
\D\ dita da Amwf* do Sut '
i to 'dita da Suesa' M !> m
Dito ditrf dfeNa'pole, def Do dita Ai Persa
; Dito dila da lepublica d Venesm
Dib dtra da.Hoiahbi
Dso dita de 8i:eeia
Dito ( c!ii% do Baixo Iiprio'
IPO : m B'i&h-y
Dito dita de Dinan.a'rca
Dito dita des Guerrea de la Vende
Dito dta do !tt|^Ad
Dito dita da t hia
Dito dita de Portttgwi-
[Oit d'ta do Brazil
Dt dita L ttefarfadefortugalj e Brazil
; J> fo drt d Escobbu
Ditb dita de Polonia
Do dita d'Italia
Dito dita d''Epanha
Dito d'ta de Genes
'D'to dta do Imperio, Germanmco
I) to dita da Philosona
Luziadas de Camoei em 32
Parnazo av i tao em 32
"Ch fe d'Ohras de Ydtaire em 18
' Chefe d' Obras de Mirabeau em 18
4
2
1
34
I
1
2
8
2
1
2
6
.'
de Scecia
do Balito fiKprio' -
da'Grtlt^ o-;
.

.
1
5
4
2
rol.
i>

.
'
COIMPUAS.

Jrl'*cVflvt czitalieiro, que-tenlia os reqnezi-
; tonec^M.rioB, e peloqnal se dar* um i rec..que
c rrRponda ao rpu merecimento : noEsciitoiio
le Luiz (romes Ferreira & Manfield, na ra da
, Cadeia no l'ete.
TEROA.
N ,. n
A noitede Jl'do crrente perdeu-se umas-
porn de priaa ; qilm a acli ir eqnizer restituir di-
' njae ao k>brMloali fra.e daabobeda da-penh*:
que se dar* o-adiado.
- 7

FAVIZO PARTICULAR^.
*
Az-sr publico que aloje de livros da Praca
da n-No ao KCa transferida para a mesura
Pra^a N.c 7, e3b.

PERNAMBUU NA TYPOG.tAFlA OO Dj^O/*Al)A.aoi,a*OEil.o 498. 1831. '
1


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