Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01332


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Full Text
{
JfANO DE 1831.
NUMERO! 66
Subvree-8e mensalmente a fi40rs. paco* adantado, na
SnrJFituer-t, PraCa dn n3 N. a0| na Loja d- Livreiro de .
eeire v 16; onde e recebern en Hep^ndenca, e anunci ; tep
atf Rilado, esera publicados no dia immediato ao da entrega,
sei d
riporrafla do DUrtoraada Soiidade X. 498 ;" na laja de litro, do
Jozr Joaquim Nune de Abreo, ra do Livraraento lado do Naa-
Haawm-se Rrati sendo do proprioa aMifaatea somente, e viodo
'jeata fetaato ai fchorai do da viodo rezumidoa e Uem e.criptog
Os anuncios, que nao f remdis amignantes deveriJ > a-
lem das de mai c ndices, paga' uor cada linlia imprenaa 40 r.,
e ser entregue* na loja d Livreiro da raa dj Livrameuto t-
mente
' i r .: ;
Tndi-ag ra depende de nos meamos, danossa prudencia,
moderac.ini, nroarg*; c ntinuen* cun principiam i, e te-
remoa apontad* t m admiraba.) entre aa NacSes ma cultaa.
*' Proclamlo ia Jssewiblca Gcral do Bratil.
! r
I
v
Lljjstris'Imo. eExm. Snr,.Ero resposta ao
Ofticio de V. Exc. rom data de hontem,no qual
nie:pn>\or se por ventura, os Offiaiaes, que e*ta-
vo desempregados, e fnao agora chamados ao
wrvigo, ilt vem vencer os soldi s da antiga, onda
n.>* T trella, e se os que nao poderem ser em-
pregadoa, por nao haver d--ll*-s neressidade nos
Coi pos, Hssim rneomo duvem percber os respec-
tivos sidos : aou de parecer, que devem ser pa-
gos pela nova Tabella, e^ue devem-perceher o
respectivo eoldo nao s os que forem empegados
mas tamhem os que ficarem defora, huma vez,
que estejo as mesmas circunstancias; que cu-
tres. Dos Guarde a V. $xt. Palacio do Gover-
o tde tfernambuco 16 de Julho de 1S31- Joa-
quim Jote Pinheiro de VasconcellosIllm. e
Exai. $$r. Francisco da Paula e Vasconcellos,
Commandante das Armas desta Provincia.
_

Pee!4mbco na Tipografa i.AjTfrro Joze m Mibhda FalcX*
"A '> -1^Q^aT^M1- -] '?'-
^^^^^ ?{.'.:.
-q J
ARTIG9S:,pOFFIOS.:Y; Coronel, en auto de Corpo de delicio dos feria
ments, e offijnsas, que tudo V. S. me havia en-
viado. Dos Guarde a V. S. Palacio do Go-
verno de PernambuCo 23 de .ulho de 1831 Jo-
aquim Joze Pinheiro de Vasconcellos Snr. Jais
de Paz da Freguezia da Se' de O inda, Antonio
Joaquina Quedes.
A se dero as convenientes providencias, sobre
o objecto das duas represen taces, que acompa-
nhara i o Offk-io de Vv. Ss. de 19 do correte, re*
commend ndo-se a's Aathoridades do Lugar o
procedimento legal contra os perturbadores do
*>cegn publico, e offi jiando-se ao Presidente das
Alagoas para epfrear a criminosa conducta do
Tenente coronel joo aap(ista:o que nao obstante
pode qualqner o (Ten I i do requerer contra os offen-
sores peranie as Justinas competen tes. Dos
Guarde a Vv. Ss Palacio do Governo de Per-
nambuco S7 d-Jullio de 1831Jo; 'Pinheiro de Vagconcellos Snrs. Presioaiate e Ve-
riadores da Cantara Municipal da ViHa de Seri-
nhaem. '>
I.
Llm. e Exc. Sar. Queira V. Exc. expedir
as su .8 ordens em deferiment a inclusa requesi*
9odoJuiz de Paz dj Bairro do Recife, provi-
denciando ao mesmo tempo, a que os auxilios mi*
litares, de que elle precisar no cumpriment de
seus deveres Ihe sejao prestados, indepen lente de
representaces a este Governo. Dos Guarde
a V.. 8. Palacio do-Governo de Pernambuco 27
de JuJho de 1931 Joaquim Joze Pinheiro de
Vasconcellos I lira, e Exm. Snr.'Francisco de
Poula e Vasconcellos Commandante das Armas
desta Provincia. ^7
nn
I E.\ do ofliciado ao Commandante das Armas
para mandar satisfazer a requisic^o, que V. S.
me fez em seo Ofhcio de hoje, recomniendando-
Ihe ao mesmo tempo, qu hou vesse de dar provi-
deucias a ftn de que os auxilios Militares, de que
V. S. haja de precisar no cumprimento de seos ,
dev eres, Ihe s*jo prestados, independenae |ie
r presentaefio sua a' este Governo. Dos Guar-
.d-,a:V. S. Palacio do Governo de Pernambuco
r27 de Julbo de 1831-pJoaquira Joze P uheiro
de Vflsccncellos- Snr. Juiz de Pa,z da Frejyutzia
de S, F. Pedro GU, Francisco Goncalvcs Bastos,
.LLusTRissiMo,e Exm. Snr. Queira V. Exc.:
ver o incluso Oicio do Juiz de Paz da Fregue-
zia da S* da Cidtfde de Olinda, em o qual parti-
cipa o escandaloso procedimento, que teve o Con
ronel Antonio Borges Leal, mandando soltar do-
us presos, que o mesmo Juiz de Paz havia feito
prender em flagrante delicio. E como hum tal
attentado nao deva tcar impune, V. Exc. man-
dara' proceder contra o referido Coronel, como
for de direito. Remetto tambem a ordem por es-
crita, que paia a soltura dos mencionados prezos
deo aquelle Coronel, e o auto d Corpo de delir-
io dos feriment6, e offensas por elles nraticadas.
Dos Guarde -a V. Exc. Palacio do Governo de
Pernambueo 23 de Julho de 1831Joaquim Jo-
ze Pinhro de Vasconcellos Ulna, e Exc Snr.
Francisco de P te das Armas d^sta Provincia.
F.. ...... .
O presente a' este Governo o seu Officio de
lion.fe:n, p >i tecipando o singilar procedimento
do Coronel Antonio B irges Leal, por ter manda-
do soKar dous individuos, que V. S. havia feito
prender em lagrande dfctJ, quando eepanca-
vSo, e fenao a Manoel Cezar ile Menezes ;. e pa-
ra que s-inilhant- procedimento hvja de ser corr-
gido, reme'ti ao Commandante das Armas, o seo
Olli .io, a ordem de soltura dada pelo referido
.
'"1

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.
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O/!
* Vista do sou Officio de 23 do corrente, em
e dis julgaf iG^$r1 cj estoelacinento das,
Pairulhas de Paz paja fai.rem a- Polica no seu
Bistritt-contra os MteaaoreS, ~cTTmprr respon-
der-lhe ;. que milito lou-vo o zelio, interese,
n
i^-P-- epoIrtoT pTlTfflftr IcoTT!ecrmenI5fl pongo
i favoraveis, e ainda meos Jouvaveis, pela dema-
siada ringa-ica, e imitis estragos que c|Puiaro,
e cioiise|Ueflictes des agr cavis, rnjuizo de todos
se regular por ella* (querendo) aparte que for
applicvel aloeaidade, devendo mandar receber
no Trem as Armas, que forem indfeperaaveis pa-
ra esa servido, fiando V. S. por ellas responsa-
vel a Fazenda Publica. Qunto poaem ao at*
tentado dos Soldados da Guarda da C adela desta
Cidadeem quererem tirar o prexn, que remeteo*
por Ordnanos ; ja se acho dadaa as provident.
cas a*trrespeto por via do Commadante das
Armas. D verno de Perambuc 27de Julho de 1831 J-
aquim Joze Pinheiro de Vasconcellos Snr. Ju-
iz de Paz da Freguezia da Escada, Manoel Tho-
m de Jezus.
E
M r esposta ao cncio de Vv. Se. de 9 do cor*
rente, sobre 08 Ornamentos dasS pdntes Magda-
lena, Afogados, e MotocolmW, que penen-
dem reidiHcar, tenho acommunicar-lhes; que,
fio havendo presentemente nesta Provincia fin-
gen heiro algu n, a quem se podes se consultar so-
bre os referidos ornamentos, resolv com o pa-
recer do Conselho do Governo, que o Inspector"
do Trem interposesse a cerca delles o seu parecer,
ouvmd os Mestres Carpinas daquella Repart-
5S0, o que sendo executado, remetto a Vv. "Ss*
o resultado dessa diligencia, para que tendo em
vista as observares ah apontadas, bajo de dar
quanto antes o devido andamento a taes obras,
que sao da maior ultilidade Publica, pondo
sempre toda a diligencia, para que ellas se
ey ecutem com a menor despeza, que for possirel.
-Dos Guarde a Vv. Ss. Palacio do Governo de
Prrnambiico 27 de Julho de 1831 Joaquim
-Joze Pinheiro de Vasconcelos Senhores Pre-
sidente, e Venadores da Cmara Municipal des-
ta Cidade.
A
Vista do seu officio de 92 do corrente; so-
bre o Concert da Ponte dos Curramos; spu a
dizer-lhes ; que nenhuma providencia me com-
pete dar a esse respeito, se nao recommen 1 ar-
ibes ; que apliquem a quanta, que Ihes foi dis-
tribuida pelo Conselho dtste Governo, em exe-
cucao da Lei do ornamente de 15 de Desercbro
do anno passado, na* obr..s, que forem de pri-
meara e mais engentes necesffid*de. eos-Guar.
de a V. Ss. Palacio do Gorrerno de Pernamba-
co7 de Jolho de 1831- Joaquim Joze Pi-
nheiro de Vasconcelos Se. hores Presidente
e Vsriadores da Cmara Municipal da Villa do
Cabo,
Pds.ge nos a inserco do segninte artigo At
Sentinella da Lrberdade etcrtpta pelo Snr. Dou*
sor B. rata.
V-Amos agora tractar de huma ftmnera mui
seria e importante pela influencia qje tem no so-
cego publico e prosperidade da n s* patra : de-
1 ce pois, Verdade, e estende as tuas divinas lu^
*es sobre os nossos Jrmaos Babiannos clareari-
o seas espirito* para me darem attenco.
os prudentes, qumio ludo se na por tranquillo,
mi sede andar tw alanos intrigantes tal vez abso-
amiirgura e pranto a s nossas dignas patriotas qf
nhoras Bahianas, seus Meninos e Meninas, que
apontando com os dedinhos para nos plidos e
medrosos, pedem socego piedade ; succede di-
go, que gentes mal ponderadas assualhe que nao
s's deveih lanctr fora os c >ixeiros superfluos, e
gentes que nos 'isein peso ; e maisos Chefes de
Ca reirs, e liberaes de m a deiras prafor cas, em
o tempo de M.ideira, e ou tros p* ti loes que pucha-
:ro s Jare.si nas.-o odio ( malditos e amaldicoa-
dos sjo etles) mas que ate' pertendem que se
contenda com os Marotos casados, c.im os pro
prietarios, com os Negoci ntes etc. Eu nao
pnsso crer que o nosso.povp, que h. tao Ilustran
do do espirito, ebeio deprfidtmcia e humanidade,
haja de pensar por hum mojo tSo desarrasoado e
destruidores i 4e eu foss;pergUrttado quaes erlo
os Marotos que devio Hdar ha trra desta ossa
PrOVirtoli1, diti'iqh dVjl6 ser Os seguimos : 1.
todos otnjodints na era!, ou degrOs^o, ou
de miudo, foss o negbfro'qnlToKst cortservan-
do-lhes h ca que he pssOi que pede sabeorra do Cortimer-2io,
e mestranc d tontas 'liVros mestres ; e taobem
ham caiaio mestre de'Vender em baleao, pois
que ser c*i*erro h ofririo qae se aprende, e os
nossos 'Bras>lelros nao pod -m servir de repente
estes lugares, s os pderb oceupar passados
dous ou trez annos deaprend.ses C)m paciencia ;
eainda fariam.iis: eu deis aria dous caixeiros
aos m a ores Com mere i rites :-^-2. que devao fi-
ca todos os caza los, e acuelles solteiros que tem
fiihos naturaes que os appresentassm ou f issem
Brancos, ou Paraos, pois estes sao sustentados e
educados pelos pais, e depojs herdo seos dinhei-
ro9: 3. que devio icar os proprietarios de qual
que devio tcar os proprietarios de qi
querrasa, terrea, rossa ou fazenda ou fabrica
fioia estes augmento a trra, e se caaao e tem f-
nos: 4 que devio fesr todos quantos na guer-
ra da Independenca tem-se unido com-nosco, e
feito servidos ; e tambem os que nasta nossa revo-
luto se tem unido a'nos, para eombater os a-
gentes di Depotismo do ex-impeador o tyrnno
0.>m Pedro Pr neiro. Isto he o que me letnbra
sobre esta mater'a ; e s dira que os Portuguezts
malvados ja bem .conh cidos fossem ja para fora
desta Provincia ; e que os restantes fossem per*
guntados se quena,) hir para suas trras, ou fi-
car na lavoura: no primeiro caso es mandria
para onde eUes pedis-ein, e no ultimo pens que
?ria bom nhandal-< s para as ViHas do Hit* rior,
#ml de serem entregues amorosamente a'os lavra-
dores (hum em c da fazenda) para os emprega-
rem na agr cultura, cuidndose no seu bom tra-
t a ment etc, etc. e tudo isto feito pelos Juizes de
Paz.
Deste modo julgo que o Povo devia ficar con-
tente ; e desde agora cla.no, pesso, e rogo, que
todos atiendo a ests vf rdades : e que em todo
o taso deixem os Negociantes sccegar, abrirem
suas loiss, eexerceremocommercio, em qnanto
o Governo segu o plano ( se qu;ser para socego
de todos): e lembro que he preciso ssirn obrar,


I
L
^1
/

[?6
Wsrttgsr em p< para n5o parar 6 commercio, e
ficar esagn*do como, ja se ach* ; o Povo dev
lembrar-se que o susto, o medu 4Wz iidur a gen-
te do commercio Smpre fugindp pata t> mar, cor
tando o'cora^d ver as'mes nossas patricias deS'
^eitii *das abr;<94dS cnm os-filWhhoa. npaso Ba-
fcianinhos, que por sj jtedem contmplalo e ami*
Jadpara fleos paes, puris paeduco fazertdj del-
le grandes peBsoas: domis disto he necessari
que o hosso born Poro se lembre que a lavoura
sta* entrelazada com o comipercioj e que arrui-
nado e*te, em pouco tempo nao havera comprad
e tendas, ( comojasuceede ) e faltara* p dirtheU
ro p&ra se pagarlos IrmSos Soldados, e* tpdosi
e para prova do mal que faz esta oscilado, basta
olkar para a caresta ds mu i tos vveres, e cresci-
mertto do Cambio do cobffc, que tnt falta: seja
cOrhd for, eu digo pela boce, da vrdade, iq\u he
fiiha dos Ceoa, que o commercio deve ficar tran^
qullo, equenlngue contend i com elle, alias em
torevfe todos chorarlo Stri remedio : o que expq-
tho he para beu do Povo, a' queiri piess j reflicta
a' angue f. io nestas minhas rasfles: eu nS'J nga-1
no : e hrr. me comuiunic > com Cdrnmercihtes
digo o que ent -ndo ser a' bem da Patria, a qaa.1
strn paz, confianza nSo pode ser Pe i: portante
acab bradando a* todos os patriotas, juizo)
tranquillidade, p laneia, energa, tra'b-dhando Cada hum en su*
aa ccupacdes, sempre Alerta, bem Alerta >

&

..
CORRESPONDENCIA.
-
_JNr, Editor."As accusatjoes vagas, e asi-
deias pouco meditadas, que inspira a correspon-
dencia inserida to Amigo do Povo, N. 23, pe-
la qual sou accuzado ao Tribunal dojury^me
chamo a defender minha Conducta, que certa-
mente tifio se eXemptara' demfccirla, seeumlp
manifestar as circunstancias, ije occbrrerSo. A
profunda constern caq, de que fiquei penetra-
to pela vergonhoza reprovacoj cim que me pr*
Zentou 6 Sur. Doutor Authran, tddof podem ava-
llar pela grave afrenta, e desabono publico^ que
sofri, e pela perda de hum anno, paisado emrigO'
rozas\d;spezas, susto, e v gilias. S o homem, que
na he dotado dosaffe.tos, que vigorizan ossn
timemos d'alma, seria hnm mudo paciente, de
tao acerba desventura. Q cxeirme amargamen-
te da injustica, qUe me fiteio, tanto maior,
quanto ero aprovados estud >ntes, que eu nao
julgivajacima de mim hum ponto. Hp meio po
Irein das m nhas aflcoes nao deixei d suspeitar
tersidoo Snr. Doutor Moura, co nbinado com o
Snr. Doutor Authran, cauza de mirtlia reprova
cao, de maneira que estes dous Snrs. ero os al-
vos, a que sediiigio os meos quelsumes. ^s-
sim huma pssoa,que se iutittilava meo aff.ctuo-
zofingindo intereBsnr-.se por mim, encarregoU-se
de dezafrontar me na folha, em que tinha bastan-
te influencia; e agarrando-se a duas palavrinbas,
que eu Ihe dis'-e, arranjou todo o ramalhete apa-
ratoso, que se observa, valendo-s de minha boa
fe' para vomitar o que consefvava em suas entra*
nhas : qualquer pessoa desenso, que me conhe-
cer, fcilmente c >1 gira' nao ser aquella carta a*
irrotindora parto do meu modo de pensar. Tu*
do que ali se observa a respeito do Sr. Dutnr
Moura he inteiramente arbitrario, e tetn a 8ua-ra-
sosuh iente na fantHZta do meo desafrontador;
porque o Snr, Doutor Moura nao assistio a ac
P
to, em que fui rprovao, e ainda qut elle ndi-
rtcuamente inflisse na minha reprova^o (como
a principio julgue) no fcra sso materia pata eu
avan^r d'elle nianrfestas t\kcHd sectario de La Metrie, author, qu me nfio tfi
conhecido &c- "&c Se alguma cousa pois se acha
n'aquella correspondencia, deque me devo accu-
ar, he o que dis relacao ao" Snr. Doutor Autran
no que pertence aos livrinhpj dourados, E nao
deveria eu assim pensar, qttando me via reprova-
do? e aQ mesmo terapo aprova.do nemine d-
crepanle.** hm Etudante, que se gabava ter of-
ferecido o'Shr. Doutor huma obra em forha cho-
gadanovamente de Pariz, o qual me nao. era su
perior m matejias 4' Aula ? Eu nubca fis nego-
cios com o Srir, Doutor Autran : vendo pela car-
rejgacSa. Se a sa hdnra, e dignidade ge tassen-
tio do que eu pronunciei na maior forca do meo
dingosto, queixe-se de seos amigos contractarites,
"com quem pettndo provar no Tribunal do Jury
a minha astercSo ~ abrir a bolea -- nSo se de-
vendo entender a abertura dobolciculo, sno
m quanto d'elle se tira dinheiro para compra dos
taes livrinhos dourados, offercidos ao Snr. Doa-
tpr Autran A minha intensfio nfio foi por a pre-
90 as aprvcjoes do Curso Jurdico eu seria in-
justo, e perVersb, se hum so mbmepto nimisse
mma tal ideia.
Pelo que pertence a rivalldade, cujo fato
accendeo 6 md desafroritador no flm da corres-
pondencia para Com os meos collegas da Babia,
el les meamos me defenders se se letilbrarem do
que ne.ta mesma folha,.qu pe Cruzeiro se disse a
cerca doS banhs da BiqUiaha, e se se recotdaTem
que hum alumno, narural da Babia, soffreo
mesmo goljie, qne eu sofri, descarregad ^Jelo
Snr. Doutor Autran: estas duas reftexdes sS
bastantes para me justificarem.
Navefd', Snr. Editor, cust-me enviar1he
esta minha publica satisfago ; mes eu quero pre-
ferir ao meo amor proprto a justic, e a verdade :
por tanto digne-se Vm. inserir estas linhas no sed
acceito Peridico, pelo que eternamente lhe sera7
grato
Joxe Ffanciico da Silva Amar al.


AVIZO.
Sociedade directora dos festejos do Aniver-
sario da Independencia faz publico que tem no-
meado para Thezoureiro das subscriptjoes ao Snr.
Jao Theotonio dos Guimaraes Peixoto e para
recebedores no Bairro do Uclfe aO Snr. Jote E-
lesbo Ferreira, no de Santo Antonio o Snr. Jo-
fio Francisco Bastos Jnior, e no da Boa-vista ao
Snr. Vicente Ferreira Gomes.
THEATRO EM OLINDA.
y\ representado da Tragedia de Faiel, que
foi anunciada para o dia.7 a beneficio- de Manoel
Antonio, mudou se para quarta feira 11, por
que o beneficiado quer presentar un espectcu-
lo brilhante fasendo adornar a s^cen ricamsnte
e he mister para estes preparativos o espaco de 8
dias. a parte d Faiel sera' desempenhada por
o Snr. Antonio Lopes ^ibeiro, que nesse dia re-
preaenta por favor ao dito beneficiado.


MvmR^npHBiimH

T-

'



|r
. I '

678]

NAVIO A FRETE.
Sumaca Conceicao da Ponte, que acacha
fundada no Forte do Matto, freta-se para qual.-
quer porto desta costa ; quem a pertender dirja-
se a ra do Queimado, loja de feragem, defronte
do beco da Congregado. N. 66.
TENDAS.
\J Ma morada de caza terra no Arrombado por
reco cmodo: na ra da Cadeia velha JN.
9.
Urna eserava crioula, costureira, engoma
lizo, ccm principios de cozinha, 23 annos de ida-
de, cnm urna filha de dous mezes : na ra do
Kangel 2. sobrado ao pe' do Vigario Joaquina
Mano 11 de Ohveira,
O Engenho Camassari na Freguezia deSe-
rinhem, moente, correte, cercado bem limpo, e
tratado, esta'demarcado; dista o embargue das
caixas duas legoas e meia ; collorado o dito En-
genho a margem do Rio Serinhm em lugar visto-
so ; vende-se igualmente a safra criada com mais
de dous mil jes, o engenho esta' todo pr< nto
para moer e ja tem as medidas, ou lenh.as roa-
das para toda a safra ; quem o pertender dirija-se
ai ua do Colegio D. 2.
Urna preta boa cozinheira, engomadeira,
e lavadetra ; outra propria para mumbanda ; e
um escravo com 19 annos ; no Aterro da Bor-vis-
ta D. 30.
, Um escravo de 16 annos de idade : Fora
de portas junto ao beco largo D. 1874 .
. Urna escravo da rosta para fora da provin-
cia, anda motjo, e de boa figura ; na Prncbha do
Liv ra ment 1). 23.
*m Lages, e solras depedra, vindas de Lisboa;
na ra do Queimado N. 77.
Urna canoa de carreira em bom uzo que
carrega mais de 10 pessoa*: na ra da Sunzalla
velha, venda da esquina N, 52.
_- Trez can .as de conduzir agria, e 2 esrravos:
em Fura de Partas N. 40 da parte da mare' pe
quena.
__, Bolaxirha americana, feita na trra, tanto
rendes como pequeas, em libias, arrobas : na
rae* do Commercio junto ao bilhardo Patricio,
armascm N. 28.

M
FURTO.
Aria Q<> hera do Nascimonto fasendo
conduzir do Caldereiro urna troxa de roupa, o
preto que a carregava, d sapareceoda ra Nova ;
quem souber da dita rouj.a e a quizer denunciar,
dirija se ao porto das canoas, caza que fica ao p
da tenda de irarcineiro, beco tapado, ou anun-
cie pois se diro os signaes certos.

.
o
AVIZOS PARTICULARES.

Novo Peridico E tiendo sahir a Iqz no din 30 do mez passado, c>>-
moseanunciou, por obstculos, que se offerece-
rao, necesariamente sahira' no da 6 do corrente
me7 ; ,r. ;
Quem tiyer um sitio para arrendar com
proporcoes para 6 vacas, e baixa para capmi,
embora tenha ma' caza, sendo na Cruz de Almas,
Aflictos, Passagem, Remedios, e principio da
estrada de Beber i be: anuncie.
Quem quizer dar 270$ rs. em cabr por 9
mezes, para recebar 225$ ra. em prata em tre
pagamentos o primeiro em 15 de Outubro do pre-
zente anno, o 2 dahi a3 mezes e o 3. 'danta
6 com ipoteca em 2 escravos ; anuncie.
Quem anunciou querer comprar a Arithme-
tica de Bezout procure-a n* loja de Livreiro da
ra do LivramentoD, 16, lado do nascente.
Joze Claudino Leite, faz publico, que ten-
do aparecido em das do mez de Mio prximo
passado em a fazenda Genipapo do termo da V il-
la de Cimbres, lugar da sua moradi i, urna negra
de nome Rita, muito amarela, e pejada, duendo
ser de joaquim Tiburcio, morador nesta Praca,
do qual nao f>i possivel ter o anunciante noticia,
fazendo-se indagacaes precisas : sucedeo que pa-
rindo no dia 12 do passado mez de julho, e au-
mentando se a molestia que padeca, moriera a
27 do mesmo, como consta da authentica certi-
do de bito, que tem eiri seo poder, deixando a
cria.: deve pois. o dito Snr., ou a quem legtima-
mente competir procurar a mencionada cria, pela
qual ni se responsabelisa o anunciante, assim
como p Pecisa se alugir um preto para servente de
eozinha; no botequim da ra das Cruzes D. 3;
e paga se dito mil rs. rhenslmente.
. : I
ESCRAVOS FGIDOS.
...
.|.^f O dia 20 de Julho prximo findo fugii
urna preta cassange, chamada Joaana, de
24 annos de idade, 'estatura ordinaria, gros-
sudo corpo, um signal no rosto da parte es-
querda, levou vestido de chita com listas verdes,
e. baeta preta ja uzada : quem a pegar levea ao
beco da lng eta na venda de Mi noel Gonsalves
Pereira, que pagara* bem este servido.
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NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 3.
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MA lo Formozo ; 10 il as ; L. Carvalho da S.
Cruz, M Joze Francisco dos Anjos, carga cai-
xas, a Joze Gonsalves Torres.
Rio do Janeiro, pr Barra, eJarogua'; 23
das, e do ultimo porto 2 ; Paq. N. I. Imperial
Pedro, Com. o I." Tenente Antonio Venceslao
da Silva Lisbea, pa'-sageiros Luiz Joaquim de
M o raes e I escravo, Antonio Batog, Fel;pe Bi-
zerra Cavalcante, Antonio Joze Brito, Felis Joze
de Mendonca, Venceslao B rnardino, Manoel
Rodrguez Vieira, F.dippe Joze, Augusto Joze
da Silva, Antonio Francisco Villa, Manoel K-
driguez da Conha, Antonio Joze Vidal. Antonio
Moreira Pinto Main, Andre Avelino, Padre Ma-
noel Joze de OHveira, Padre Francisco Antonio
de Souza. Joze ATohco Gu^des Alcanforado,
Leandro Pereira Barros e urna criada.
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PERNAMBUCO NATVPOGfiAFIA DO DIARIO, RA DA'*0lDADEN. 49^ 1831.
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