Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01330


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Full Text
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Ai
1
ANNO DE 183.1. TEKgV FEgU 2 DE AGOSTO NUMERO 164
4
^ Hubscreve-se mensalmentea 640rs.
nacos adiantadoi, na Tipojrafia do Diario roa da Solidad* N. 498 i na laja d livroa do
oa L.>ia d Livre ro .le Jo*e Joaquim Nuoes de Abreo, ra do Livramento lado do as-
__j "V.-___ ,.,.;^m.M ti.unil iii iri>nriii atui-nantea smente, c vinflo
i .,., a* 5 n3 n 3 iUs na uoia O' Ulvrt* tq tie jote ruauuiiu nuuc uc ji-w, ----------------- _, .
*"' F;rifi^''nde^ receb^^V^p dA.. e ahuncl s; e.tes inserena gratis sendo dos proprios asignantes somente, rindo
agnados' e ro .blfcado n-, di Uiedlato ao da entre**, sepd,esta feitaato' as 8 ho.as i da viod* cuia.4<* e ecnpto
X=3E

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i ..-. 08niuci'8. qn*ni freaid s asai^nantes devrff> a-
lein das d maiac. ndujfles. |>agar pp cada hnha impresa 4 n,,
??rentreuei a'loj* de,Lvrerot* ria 4j Llviameut,
&enwr *'"''m' -
.01 b i : *3 I
.u;wfi j .. i. ^^_^y
o-
Tddo ag ra depende de nos meamos, danossa prudencia,
moderacS.i, eenerria; c ntinuemos c remos ap.ntadi.Cjin admiras*entre as Nac^cstoaa cultas..
n it
Proclama'ro da Assembtea Geral do Brasil.
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Peunambuco na Tipografa e Amtonino Joze de Miranda
FalcAo.

V r.0
nuil
j C$1
o/hjndmoi

i iisi
.

1 IFfbrecemob aos Columna Bihianp8,e Por
4Qrfec, eaalgum .Wm^cMo, desses fqfp,
que o Juscciro do Constitucional conhece, e que
abein que somos adoptivo, asegrate cerjidao,.
Nenhuma outta resposta julgam s dever dar ao
meatirozo, aovU adulador, que na ancianas
ro8 Z*mf!* ea ellas, penian4a offcnder aos.ou-
.o"-A ^ JMstke quizer desengaar se, (rom
laWM ?"e ^/n.^da vericidade d,, documento,
pe4efn ^lo na Lw de Livreiro do Sor. Abreo na
j-ua do jivramcnio ,
\i Anonino Joe de Miranda, natural da
Freueza do S. S. do Recife, que.lhe faz a bm
o Reverendo Escrivo da Cmara Episcopal,
figta dos autos deabilita9o degenere do sup-
plicante lhe d por certidao o da, mez, e anno
So cazamento de seus pais, e onde se receberao ;
o da, mez, e.anno em que foi baptwado o supp i-
ijanif, e era que l&e\* a informaap extrajudi-
inquiricao das testemunhas do proceso de sua a-
btUCo; e o theor da senteos dos mesmos au-
tosSf termos ^-P. a V. S. Illm., e Reym.
Snr. outor Provisor, seja servido mandar passar
a certidao pedida -E R. M.- P. em termos. O-
linda ?9 de J ulho de 1831.- Rcinau.
Joaquim da Assurr^o, Presbtero Secular
Escrivo da Cmara Episcopal do Bispado de
.Per.na)nbuco por SuaExcellencia Ueverendissmm
&c. Certilico que vendo os auto* delnbihtacao
de genere de que faz menso a ueticao retro nelles
8e acba huma certtdo paaswda pelo Reverendo
Antonio Jacome Qezerra Vigilo da F.eguezia de
S Fr. Pedro .Gonaalves do Recite da qiial cons-
ta terern-se tazado solemnemente Joao Joze Ve-
Iho, com Antonia Alvares Fer.eira, na capella de
Noft Senhorado Pilar aos tr-ze das do mez de
Maip de mil sete cent J8 e novenU e re era pre-
encado Reverendo J;ze Fernandes Cardozo,
sendo Testetaunuas Sebastian da Silva Loureiro,
e Joze Antonio Machado; orefrido he v*-rdade
eaos ditos au me nporto : te.t heo mais que
nos mesmos autos se acha entra certidao passad*
Plo,weier>cfo, Vicario da Fre^aej* dp^J
imo Sa
1 H '

.
querque Cavalcante Lins, da qual consta ter sido
Baptisdo o supoUcanie na mes na Igrejta Matriz
do S mtissimo Sacramento do Recife p'lo Reye-
ren lojgficio Alvare M rnterO Vigario da dita
freguezia abs vinte safe de Maio de mil sete cen-
tos e noventa eoito sendo Padrinh/M Fr-incwco
de SouzaRego;e filho legitimo de Joo Joze Ve
jho, e Antonia Alvares Ferreira; o referido he
yerdade e aos ditos m reporto : certifico mais qu
has mesmos autos se a*a ainformacao extrajudi-
cjal do Reverendo, Juia Cjmmiwario dainqat-
r9ao das Testemunhas cuja infbrmaco he do te-
orseguinte As testeniunhd* que deposero n-ta
inquiri^o sao todas pessoaa conhcida e fidedig-
nase na>la me consta Contra o que el las depuse 4o.
S. Antonio do Recife vinte nove de Agosto de mil
oto centos e doze-Lniz joze de Aibuqnerque ca-
valcante Lins e nao se continha mais m dita irt-
formacao que bern e tj-lmente foi extrahida da
propriaque fica nos autos aos quaes m reporto :
Certific mais que nos mesmos autos se ajha a
sentenca do teor seguinte -Vistos os auto de ge-
nere de Antonino Joze de Miranda, natural de
Santo Antonio do Rucife filHo legi timo e Joa>
Joze Velho, e de Antonia AlvreE Ferreira, neto
puerno de Joze de Sjuza velho todos naturaea
da llhade S.Miguel etendo pro vado que o ha-
bilitando he Baptisado e que nao cometieren me
de heresia ou apostasia, nem por si, seca pas e
avo paterno encorrerao em crime de Uta Ma-
aestade Divina, ou humana nem tem infamia pu-
blica, ou pena vil, por tanto o julgo hab!, sera,
impedimento para ascender ac Estado Ecclesias-
tico e gozar de todas as suas onras. Pague as cus-
tas. Olinda oito de Outubro de mil pito tent
e doze- Manoel Vieira de Lemos Sampaio -b
nao se continha mais em dita sentenca que bem
e fielmente foi extrada da propria que fica nes
autos ao quaes me reporto ; e vai esta sem col-
za qu duvda faija por mim sobsenta e assignatfa
nesta casa da Cmara Episcopal de Girada acs
trinta de Julho de mil oito centos etnnta ehum.
EeuoPadre Joaquim d Assunipco, B criyao
da Cmara Episcopal a tis escrever, subscr^vi,
ass nei. .
* O P. Joaquim da Aisump Escrivo da Cmara Episcopal.

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CORRESPONDENCIA.
^Nr. Editor. ~ Arreda,' arroma, safa, guar-
da .... Ir vem morre tudo, misericordia !....
Que he isso, homem ? E' o Cruzeiro, o Amigo
do Povo, a Columna... Jaso he nada E quem
combateo essa canalha, nao est aqui ? patetas!
Leve-lhes b diabo a vontade de algazarrar Este
colloquio tive eu, meu caro amigo, com huns ho-
mens que nao conheco. Instei com elles para que
se explicassem, e apresentaro-me o Olindense
N. 25 Ole Pois he ao Olindense, que Vnw.
chamo Cruzeiro, Amigo do Povo, Columna ?
Nao me digo isso; Vms. sao huns tontos, que
nao sabem avallar as couzas. Assim llies disse
eu ; mas voltando-me ao respeitabiltssimo papel,
li, ereli, e confesso lhe penetrado de admiraba,
que nunca pensei, que a altivez dos Illustrissi-
mos chegassea tal ponto, e eu que ate' aqu te-
uno estado na defensiva com esses Snrs. que fui
provocado por elles, passo agora a tomar a ofen-
siva, e prometi fazer aos Illustrissimos guerra
sem quaitel : elles que se agentem no choque.
Principio os Illustrissimos no seo nobre artigo a
esgotar os lugares communs aivor dasassocia-
c,oes, para daqui extrahirem a apologa da soci-
edade Patritica, Ninguejn nega as utilidades,
que provem ao Estado do estabelcimento das so
cedades ; mas esta proposito geral em si verda
dera sera' aplicavel a toda equalquer socieda-
de? E'oque se nega. E estar' a sociedade
Patritica no caso de fa*er beneficios ao Estado ?
E' o que se duvida.
Para que urna associacao qualqu- r produ
a bons efteitos, necessita de varios elementos na
sua coraposico, nem he bastante, que o seo fin
sej ostensivamente bom. O espirito publico he
o primeiro termmetro, que se deve consultar a
este reapeito, e todas as veses que elle se pronun-
cia contra, he de balde tentar a forma cao de hum
edificio, para o qual falta a baze essencial. A
sociedade Patritica esta' neste caso. Desde o
seo principio arrastou a opinio publica contra
si, e se se deseja urna prova evidente disto, in-
terrogue-se o Povo, e elle responder': A Patri-
tica he a nova columna.... a Patritica he....
Nao basta ? Creio que sim ; e se quiserem mais,
vamos ao interrogatorio por essas ras, e ouvirao,
E qual sera' a causa disto ? E' ficil de conhe-
cer. a admisso para essa sociedade de homens
com o nome de Patriotas, e Harmonisadores, que
a inda se nao sabe o que elles sfio, por isso que
em diferentes pocas tem sido verdadeiros Prote-
os, ora incensando a Dos, ora a Baal, a regei-
c,ao de mais da meta de dos propostos, o uzo in-
discreto das bolas pretas, esta* e outras cauzas
tein concorrido para a opinio publica ( e nfio a
opinio de um ou outro Jornal ) pronunciar-se
contra a sociedade Patritica. Falta por tanto a
esta a primeira baze da sua estabelidade.
Entremos agora no exame dos outros ele*
mentos. Urna outra coiza essencial a' toda e
qualquer associacao e' a capacidade dos seos
Membros. Pelo que tenhojlido das sessdesda Pa-
tritica vejo-o parturient m ontes, e para que nao
resulte o ridiculus mus seria mister da parte
dos eos membros grandes sacrificios pecuniarios,
E estaro todos os membros da Patritica no ca-
zo de os poder, e querer fazer ? Urna boa par-
te de filhos familias que la existem poderao sofrer
cotizacoes urnas sobre as outras ? Parece que
nao. Um outro elemento indispensavel consiste
em que as sociedades tenhao um objecto parci-
al e determinado ; por quanto sendo a capacida-
de humana limitada, nao e' possivel estender
suas vistas a tudo, e quem a tudo se applica, aca-
ba por nada conseguir. E' por isso que em todos*
os Paizes civilisados vemos infnidade de a aso-
ciarles ; mas cada urna deltas aplicada a unj
objecto singular e determinado ; porem o contra-k
rio disto se observa na sociedade Patritica, a*
qual se estende a tudo, mcrecendo antes ter o no-
me de sociedade Omnipotente.
A vista desta rpida exposicao faltando a'so*
ciedade Patritica os elementos essenciaes, com
raao s pode duvidar, que ella faca beneficios
ao Estado. Mas, dizem os Illustrissimos que o
instincto da liberdadefoi quem deu origem a so-
ciedade Patritica Harmonisadora.... Hoc opus,
hic labor est |Por outra ,isto e' una falsidade
revoltante a' todos os que sabara djs seos princi-
pios. Ora va' de historia que nao hade desagra-
dar aos Illustrissimos._ Quando as couzas se po-
sera.) aqui de calcas pardas, (nao sei se os Illus-
trissimos souberao disto ? ) lembrarao-se alguna
Patriotas de estabelecer urna sociedade, que ti-
nha por fim a bpposicao a tirana, e o armamento
do Povo, para um caso de tentativas absolutis-
tas, o qual alias se julgava imminentej; e fanVo
a alguns dos membros mais influentes na creucao
(la Patritica : que tibieza que e scapatorias 1
que pallidez f....Mas, assim que elles viro a
nianh serena, eUlos afanados em crear urna so-
ciedade liberal, filantrpica, benefkente, patrio-
tica, regedora, goremadora, directora, e patrv
arcal. Que gente Tudo quanto se hvia reco*
Ihido aos bastidores ; feito promessas, protestos
e juramentos ; todos quantos i3o cear e almfar
com o Lemenha ; todos quantos ao menos forte
artigo periodica choravo como meninos, e pu-
nho as mcs na cabeea : eis a reunio com pd-
cas excepcoes dos instaladores da Patritica; E
foi o instincto da Liberdade que lhe deo origem?
Como impor tanto perante todos quantos sabem
destes pormenores ?
Mas dizem, que alguns dos influentes para
a sua organisaco, nao aspiro a outra coisa se
nao ser Ueputados, ( neseto quibus merilis, ) e is
to, e' dizer-se que a Patritica tem [fins oceultos ;
dizem os Illustrissimos ser tctica sedica ; tctica
sedica e' a de algumas sociedades ostentarem
urna coiza, e qurerem 'outra. Essa columna
por ejemplo, ostentava que quera defender a
Constituigao e a boa ordem ; mas todos sabem o
que ella maquina va em seus tenebrosos ajunta-
mentos.
Continuao porem dizendo os Illustrissimos
que aquelles que procuro desacreditar a Patrio-
tica sao dominados por interesses particulares, sSo
falsos Patriotas^ inimlgos da luz, homens sen
vergonha, perversos intrigantes, hipcritas, indi-
gnos do nome de Cidado SfC Src. esgutar.do desta
forma os Illustrissimos o vocabulario das descom-
posturas, no que mostrao que sao bem educados
e preenchem bem os deveres de escritores pbli-
cos !! Mas porque tanta ira em nimos celestes :
Tantane ira cozlestibus animis ? Ser por vento- #
ra a Patritica algum Concilio Ewomenico, para
que sejnoduvide das suas intencoes? Nao;
ella ser apenas algum Concilibulo. E sera'
criine que se pense de urna maneira diversa, de
que penso os Harmonisadores ? Ou querem os
Illustrissimos impor silencio a' consciencia dos
mais ? Que detestavel intolerancia! Hoje Snr.


rwn
Editor, ja ninguem acredita em Dogmatists Po-
lticos : esta seita era somente propria dos seculos
da ignorancia. Presentemente exigem-se factos,
nao palanas ; e sao aquelles, e nao estas, em
que se funda o verdadeiro merecimente. Mas,
diro os Jllustrissimos, a Patritica tem factos por
onde merece a opiniao publica. E quaes sao
iergunto eu ? Tudo quanto la se tem feito, exis-
e em projectos, etalvez em projectos ficara*, e
quando el les forcm postos em pratica e' que a
Patritica tera' direito a merecer a estima dos
Brasileos; por ora acho serum orgulho des-
marcado querer-Be o reconheciment quando ne
nhm beneficio ainda te tem feito. E ni sao
orgulhosos!
Orabem lon^e de pensar que a Patritica
tenha feito bem, fcil de ver que ella tem feito
mal, e que em lugar de harmonizar tem servido
de desharmonizar. Primeiramente eu vejo que
depois que apreceu esta Sociedade, as intrigas
ee tem ateado, e estas ninguem dir, q se nao
-opoem a harmona : logo foi a Patritica a cau-
sa, ou otaziao dellas ; pois eo ja mostrei que Ihe
faltavo bazes solidas para firmar o'seti crdito.
Em segundo lugar eu vejo que os Jllustrissimos
Bedactores-do Illustrissimo Olindense tomando a
defeza da Patritica, como Ibes cumpTe, porque
a expensas della tambem o GRANDE cula, aparecem cora um Artigo o mais insultan-
te, que se pode imaginar, descompondo a todo o
Mundo. por ventura insultando que se har-
moniza ? E nao foi insultando o Publico, que a
Columna chegou a ganhar o odio publico, e exal-
tndole a si, que ella se desmascarou, e ficou
conbecida ? Ora Illustrissimos nrs. Redactores
do Olindense tomem um cpncelho do granadeiro
velho : muden de norte, nao escandalizem, o-
lhem que vao errados.... Nao, nao pensem os
Jllustrissimos que com suas opinioes sao capazes
de impor ao Povo Pernambucano : elle ja es-
t bastantemente amestrado pela experiencia
para conhecer o manejo da intriga e da hipoeri-
zia : saibo que se naofora aprudencia daquel-
les, que Vms. mais particularmenteoffendem na-
quelle seu artigo, a Patritica.... sim a Patrio-
tica teria desaparecido dentre nos como S. Este-
vfto dentre os Judeos.
Sim, ha quem diga que a Patritica foi insti-
tiudacom o fim de promover Deputacoes a fa-
vor de seos membros, e e' isto que os Illustrissi-
9110S chamao intriga mizeravel; porque devendo
a Sociedade compor-se de duzentos membros e*
incrivel que todos que rao ser Deputados. Ve
nho ca, meos Illustrissimos, como sao innocen-
tes deixe-ib.es meter o dedo na boca a ver, se
mordem. Olhem, quando se diz, que os mem-
bros da Patritica querem ser Deputados, isto rao
se emende com todos; mas com alguna, o que os
Illustrissimos bem entendem, e nem podem igno-
rar, que em todas as S piedades ha hornea de boa
f, e espertalhoes, servindo aquelles de degraos
para estes subirem. Creio, que rae tenho expli-
cado sobejamente, e milbor explicaco ainda po-
de dar certo Snr. de Engenho, vizinno desta Pra-
ga, homem influente, que foi convidado para a
Patritica, e a quem se disse, qual era um dos se-
os fins- Mas se nao crime desejar serDeputa-
do, como confesso os Illustrissimos, e eu con-
cordo, para que um aranzel taraanho a este res
peito, aranzel que so tem servido ja de indigna*
cao, ja de enjoar o Publico ? Porem eu nao digo
bem; porque as correspondencias indiscretas e os
ditos inspidos sao1 gmente aquelles que &nt apa-
recido contra a Patritica, e os Illustrissimos,
nem era possivel que o GRANDE Jornal fosse
indiscreto, ou inspido nos seos artigos: o sea
GRANDE merecimento assas reconhecido ate
pela classe dos Taberneiros. Os Antigos no de-,
curso de muitos Seculos apenas conhecerao seta
maravilhas, apateceu Gil Bras eis a oitava, e es-
tava rezervado para os nossos dias a nona mara-
villa, que a Sociedade Patritica, e o seu sa-
tlite, o Olindense. Hombro.... Arm. aa
bem sei que quando os lilustriss irnos fallao em ai*
tos inspidos, atiri alva ao pobre granadeiro
velho, e este a levanta sem coro tudo rogar ban-
cos de Universidades, etendo somente alguma
mstruccao elementar, foi della desviado para o
servic* das armas ; mas ainda assim nao vira cos-
tas a esees novos sabedores, e elle mostrara o
plagalos, oserros de Portuguez, asfrazes sera
verbo, as opinides obsoletas, e pobres argumen-
tos do Olindense. Assim Dos me ajude !
Nada ha porem, quemis meirritasse, meu,
raro Editor, por ver que um insulto directo ao
Povo Pernambucano, do que estas palavras ao*
Illustrissimos o espirito de associaco ge*erof-
zafo faria dos Pernambucanos um povo social, ci
vilizado, filntropo, everdadeiramante hvre-
Isto quer dizer tradujo de outra forma, que o
Povo de Pernambuco anti social, g'oss?.ro>f"'
ti-filantromco, e que ainja nao ama a MvrM*
rdadeiramente. E harera' um oho a fi
mar do que este ? Por ventura o m ^",r
e Amigo do Povo em algumtempo se.atrevea
tanto r Se acazo a concluzao que eu t.ro se nao
\ deduz a contrario sensu, como dizem os j*f&
dacjueHa proposito dos Illustrissimos, eniao le
vei> Diabo a Lgica que me *>
dieesse que o espirito de associaco fatta #>*?**
nambucanosunfpovo mais social mais cmlizado
te. isto entendo eu, porque se da a entender,
que as associacSes concurra para 1^
graos da sociedade, da cmlizajlo ; fe. JM-di
ler se, que somente por ella. awM^lg
social, 2 civilizado, 6 o mesmo que*
da nao nedhuma destas coizas. Eisto se sotre,
Pernambucanos ? Sim, no meu modo d-pensar
o N. 25 do Olindense um dos maiores insultos
que o Publico desta Provincia temsofndo; e de
ente oue elle nunca vio, nem conheceu.
gC Avlta disto atrevo-me a perguntar aos Illus-
trissimo*, se ainda chamanto ^"V'
resoondencias, que tem aparecido contra aflea,
eTseu Cometa, a Patritica? Os Illustrissimos
lnlhamens' desairados da razio^lles que
nSo gosto da Patritica ; mas o Publico sensato
que ajui*e, quem melhor merece esta grosseira
imputado e depois de um serio exame,que per-
do a esses hornees dotados de multa raza o por-
que elles nao sabem o que fazem. Saibao os Il-
lustrissimos, que aquelles que nao go<^*
triotica nao sao inimigos das Sociedades Filantr-
picas, antesaadezejo; porque conhecem mu,ito
Eem, etalvez melhor que os mesmos / Wm-
mos, os seos bons efe.tos, mas a Panuca no
esta' neste cao, pelo que o Pubhco nao daf del-
la ; porque nao quer; porque nao quer; porque
nSrnotea,muUo os Illustrissnos. poique
dizem elles, pessoas respeitareis_n*c^tem ficmto
salvas dacafumnia e intriga. Bl Jgjoro OMM
sao essas pessoas respeitave.s, we**
trigar, como por ex. o Snr. Gervawo e outros,
>::


1

v

contra caquaelnada tedi cutido di*<*, nert*
xnesmo nada tem aparecido naf Col ha* Publi as,
donde elevo concluir que istQ c um.t fice,So dos
JtUuxtiissimos, pra dt.rem forca^aoseu insultan-
te artigo ;e qiianto ao Snr. Doutor R i be i no, tiQf
que se folie contra, file, porque fsaes faUa'torios
podein fazer cora que elle perca aforra moral. O
Riesmo se deve dizer acerca do aud'iciozo DHgue-
lindingue que fallou contra o Sor.. Souza Mart*ns-
neste numero entra tambem o pobre $.-ntuietla
por levantar a .voz contra.os l!lttilrisihmsrMlYP
ao1 per isso mereca pelo menos a lingua corlada.
Vade retro* B quena ,, Snr. Editor, est Sur\
Souea Mirt na que agota tenho oUvislo alumior ?
B* um homem assim cbmnado, nao ? ^evz
verdade o que obVu correspondente Dingttehit-
dingue disse delle ? Cmef<4lat se for arda-
de, se o Dinguelindingne provar o que disse, te-
mos um novo Cdign'a: por que o antige queria,
que o Foto Romano tives*e urna ao cu beca par^ a
decepar 'unr. golpe; e o moderno (no curo de
ser veidade o que se anrotnu.) dVseja lev.,r/b pu
blico apo. Entau, Snr.:^cHior4 se iaioluM 9ttt
dade esto a perder de vista o Gis?"nie Fertabraz,
e a Giganta, Amiota, de que.falla a Hatuta d
Carlos Magno.- Safa, com'tal .oalentab l. wara coubece-lo porque jr vejo, Que a wi<>ba;
baioneta com elle nao faz nada, f>ara quan/lo.'d
avistar, giiur muto de loogy .d*.rJ6<>9>Pa*rt
de lamo. > .. n ^ ,, ,-..,^-.s.;,v'-^ \\
-: Nao acabarei esta cordejj^ondeneia sem pri-
meiro perguntar aos /#*.'nrt#m*s qoem *B9Q
pugillo de caballistas, que segundo el les, oueieni
drrig r neste Rf cife as elle:cd>s, e que nvjjiqr-as
Jistas para o mato para seren asignad?* sj'mise- )
rem lulas, se os Hlu*trissimos decejao ardante-
wente que aquelles que nfio-gesto da Patritica
ieclarem os seus nomes ; toinem ornen ConselH,
otrabalbo de indag-tr pelas portas weamo, e
aquellas que acharara abe-tas, quem elles s5>,
acba-los bao coro fcil i dade, tcmem.lhes os no-
hea, e tero urna lista nomina], e circunstancia-
'da*- Do numero poreai dos caballistas sao uns
4ees da Patritica, que faz en do listas de Deputa-
llos, admittidos seus irmos, primos, amigos,-,&fc>
estpidos, entes nidios, sera patriotismo, pouca
Ibes importa ajuntar-lhes um ladrao publico,
Descansar! .... ~ arm. Desarmar ,....- bai-
onet. -.-}'
Fiquemos aqui, Snr. Editor; porque esta
correspondencia esta'ja multo comprida, e posto.*
que nao tenha feto urna analiza rigoroza ao ce-
lebre Artigo do Olmdense 23, tenbo com tudo to-
cado nos pontos mais essenciaes, nao dando f do
arte de enfastiar. Adeos, nao espere cedo por
anim ; porque ando muito causado da ultima vi-
ga que fiz naquelle lugar. ..
O Senlinella Pemambucano.
o
AVfZQ DO COAREIQ.
.
AVIZO.
J_^( Ao publicamos a carta do Snr. Pemambu-
cano; porque ella diz r speito a familia deque
iraeja, e nao ao Publico.

O Editor.
Pataxo Bom Amigo, Capitao Amonio Joa#
qrm Fernandes, saqira'para oRw, de. Janeiro-
rio da 8 (Socrrante. o fon
"TT?
( ; ,J.; '. i ::
TEJIDAS.
}li% morada de caz tirria no Arrombado por
prfrjo, cmodo : na. roa da Cadeia velba JS.
- .fT-iAiloiadeferjfagamcom poucos fuadca)(cifi
m.%,Wal'jo ^yr*Q)ej)to; na mesma.
Um cavallo gjrlo, Jbom carregador : na
kyft dfts^ap da Silva Santos r4 do.Qmtimado
-G, :;>?.;... .- c : I
Jamelas da era.umaretU ,.d' Ag;U, por
P^WQ CQOodojo^^Uja, d< VigajAo* ar.nazeia
r-- iQa^r.lenea 4.uW venda ; asabr bidan-
aas cgm^pezos. de38,Q para baiao, e terna? da wo>
&4'*fhd$-$iknfa%; e uin df pao ; tud i pon* ore^
c vnodo : na ra dia (ueiiuado, Armazem N <
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,. rinJkr,ii|nJUfipaea;dtce; em foradePortaa,
rua^ejva-di 3, AaJrjo^ junto ao b'X,a'ctonaolafa$
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^AjZ^s terrias, nSj ras das Cruzee, /.Range),
Aguas verde, Uir-l*, js |f ortas, q- na Boa-via-
la, ra da Santa Cruz, Arago, ou.aterro : na
ruadas Cru?e-* aolvtck),,^ 9 andares D. 16/ ou
na Pra^adaUniao;jjf.9 2Q. .,.
Comprarse, e vende efectivamente moeda
de prata e ouro, e se descoma > letras de boas fir-
mas : na Praea da Uniao N. k.0.
1 !..! I



ARRENPAMENTO.
RttRNDA-sE p2 e 3. andar, coai so'o,
e quintal, no qual tem. ,ia grande telheiroi que
serve para anmueui, e com estribara 5 dn casa.na
ruadoQueimao n.-67 : es perteudenesf dlemao
seu oropiietarso An'onio Joze P.rea, n:i Pr clnha
do Livramento, sobrad.* de um andar, t.gg.

fl
f i.ffj
.
.

PERDAS.
X*. 30 de Julho fndo, pS proximidades d ra
d s Trjuzeias perdeu se vara meia de crd)
de ouro com um ponteiro de prata; na mesma
i a caza D 11 dar-se ha a quem o entregar o va-
.lor do pezo do ouro.

*



AVIZOS PARTICULARES,
V^ S: r. Francisco Duarte Coelbo queira annun-
ci-*iasua morada para Si r procurado pois deae-
ja-se traUr de negocio.
Joze.Ja into Kr meo, caixeiro de Antonio
Joze Vieira de Aiaujo pe leude retimr-ae para
Portughl.
\r

PERNAMBCO NATYPOGiUFlA DO DIARIO, RA DA SOtEQADEN. 498' 1831.


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