Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01328


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Full Text
ANNO XXX. N. 250.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Mf
TERCA FEIRA 31 DE OUTUBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCAUREC.ADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joo PereiraMariins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBraga ;Gar, oSr. Vic-
toriano Augusto Borgos; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Bodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres V 1/2 a 27 3/4 d. por 1
Paris, 358 rs.por i f.
Lisboa, 105 po 100.
'Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
i. da companhia de Beber i be ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras a 8 0/0.
METAFS.
Ouro.Olajas hespanholas. ,
Moedas de 6400 velhas. .
de 635400 novas. .
de 4*000.....
PrataPalaeoes brasileiros ....
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
299000
168000
169000
99000
19940
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Carnar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinus-feiras.
. PREAMAR DE IIOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda o e minutos da manhaa.

AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
i." vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Outubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Euno ir. ;S. Macario m.
31 Terca. S. Jejum (Vigilia) S. Quilino m.
1 Quarta. >ga^ Festa de Todos os Santos.
2 Quinta. Commemoracao de todos os ieis del'.
3 Sexta. S. Malaquias b. ; Ss. Herbertoe Dona
4 Sabhado. S. Carlos Barromeo are. card.
5 Domingo. 22." Ss. Zacharias e Isabel paisd
S. Joo Kptista ; S. Fabricio b. ; S. Leto.
pete ornciAi.
COVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do di 37 da outubro.
OflirioAo Em. commandanle superinr da suar-
da nacional deslo municipin, Iransmilliinln, por co-
pia.o aviso de l do i-orrenle em que o Exm. Sr. mi-
nislro dajusliea declarou haver Suliritado do minis-
terio da fazenda a expedirlo das convenientes or-
dens a Ihesouraria de la *enda desla provincia para
ser S. Exc. pago da gralificacao annual de dous
cont* de res, que llie foi concedida por decreto de
9 de setembro ullinio, e remetiendo tambera por
copia a nota da importancia dos emolumentos que
lem S. Exc. de recollier a recebednria de rendas
internas, nos termos do decreto 1,349 de 3 de marco
desle anno.Iguaes copias foram remetlidas a su-
pradila llicsouraria.
DilnAo commandanle das armas, dizendo que,
pela loilura do aviso que remelle por copia ezpedi-
dn pola reparliraai da guei r;i em 5 do crrenle, lica-
ra S. S. nleirado de que se havia expedido ordem
ao Exm. presidente da Babia, pan fazer seguir para
a corle o capilao do 10 balalhao de intentara, Jos
Francisco da Silva, afim de ir servir na divisao au-
xiliar cm Montevideo.
DiloAo mesmo, transmillindo por copia o aviso
d reparlirao da guerra de .i do crrenle do qual
consta que se mandn servir no balalhao do deposito
o capitn do 9." halalhao de iiifinlaria.Josc Teixeira
Campos.
DitoAo mrstuo, remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra de 5 do correnle. do qual cons-
ta haver-se concedido passagom para o meio balalhao
pnvisorio da Parahiba ao soldado do 10. balalhao
de infantera, I ..i-. Antonio.
DiloAojuiz relator da jnnla dejuslija, trans-
millindo para ser relatado em Nada da mesma jun-
ta o proce-.o verbal frito ao soldado do 4. balallilo
de arlilbari.i a pe, Damin Jos Caelano.Cullimil-
uicoa-se o commandanle das amias.
DiloAo inspector do arsenal do mariuba, ap-
provando o contralo que Smc. fez com o cousignala-
riodo biale uacinnal Aragao, para conduelo dos
objeclosdeslinados ao Rio (irn le do Norte e a Pa-
rahiba, e remetiendo os cilicios que devem acompi-
nhar os referido* objeclos.Ofliciou-se nesle sentido
aos presidentes d'aquellas provincias.
DiloAo momo. Nao tendo marcado para co-
nhecimenlo das parles interessadas o prazo de que
Irata o aviso lo ministerio da marinlia do O de ou-
tubro de 1818, parece nao terem sido juslamenle
appreliendidos e deverem ser restituidos os 27 prn-
chfiei de cedro vermeltio que, em eonsequencia de
liceuca obliiia em 19 de agosto de 1847, lizera para
aqu conduzir Antonio Das da Silva Cardeal. Cum-
pre pois que para conliecimento dos que liverem ob-
tido licenras anteriores a dala do citado aviso, e pa-
ra evitar duvidas de futuro, marque Vine, o prazo
designado uo aviso, mandan do |mblica-lo pelos jor-
naet.
DitoAo memo, dizendo ficar nleirado de ha-
ver Smc. comprado 40 pranches de amarello para
a obras d'aquelle arsenal, e derlarando que appro-
va semelhantc compra.Cnminiinicou-se a llicsou-
raria de fazenda.
DiloAo director das obras publicas, declarando
haver approvadoe transmitidlo por copias i lliesou-
raria provincial,os Difmenlos e clausulas que Smc.
remellen, alim de que naquella llicsouraria sejala-
vradoo termo de cunlralu. pelo qual Jos G-onoalves
Ferreira Costa, encarresado da exeeuco do raes do
Capibarihe, se ohriga a fazer o caes de esgolo c a
rampa que lem de ser construidos na praca da Ponle-Vcllia.Ofliciou-se nesle sentido llicsou-
raria provincial.
DiloAo mesmo, iiiteirando-o de haver concedi-
do a licenea qne pedio Marcuiino (iooo.alves da Sil-
va, para fazer un cano de esgun de aguas plu-
xiaes, e do uso domestico de sua casa de sobrado si-
ta na ra da l'nilin.cuiii commtfnicacaoparao aqne-
duclo do paleo de igual oome, sendo esls obra feila
pela maneira por Smc. indicada emsua informarlo,
de 18 do corrale.Commtinicou-se cmara mu-
nicipal tiesta cidade.
DiloAo inspeclor da Ihesouraria provincial,au-
torisando-o a mandar pagar a Mannrl Caetano de
Medeiros arrematante do 11. lauco da estrada do
sul, a qo.autia de l 1-iiH) la., i que lem elle .1 ir el-
lo pelas egravaciies que fez para dar principio a
bomba sobro o riacho Afogadinho, a qual foi depois
desligada da obras doseu contrato.Communicou-
se ao director das obras publicas.
DiloA administrara!) do patrimonio dos orphaos,
exigindo a remessa de uin drmonslralivo da quantia
existente na caita daqoella administraran.
Porlaria Au direclnr do arsenal de guerra, para
fornecer irmandadede N. S. do Terco, mediante
a competente indomnisaro, o carluxaine de mos-
!ociara sem bala, que for preciso para as salvas da
isla da mesma Sanhora.
DilaAo agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar dar passagem para a curl, no va-
por que se espera do norte, ao 2. cadete do 4. regi-
ment de cavallaria ligeira, Jos Franciszo Carnciro
Mimleirn Jnior, c ao desertor do balalhao do 13 de
inl'-nlaria, Jos Pereira di Silva.
DilaAo mesmo, reeommendando a expedioan de
suas ordena, para qoe no 1 vapor que seguir para o
norte, sejam transportados os soldados Joao Baplista
Pereira, e Manuel Feliciano Soares, esle para o Pa-
ra, c aqurlle para o Rio Ijrandc do Norte. Com-
munieou-se ao coronel commandanle daj armas.
Conforme.Candido ts.al Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
A Hastia, a Inglaterra, a Franc e os Esta-
dos-Unidos.
Segundo os clculos eslalisticus, os qnacs podem
sor ronsiderados como exactos, e resullam da com-
binaran dos Irahalhns dos Srs. Tegoborski 'Unta-
dos sobre as forras produclica da Rusta) Schnilz-
ler [Eslalistica geral da Franca) pode-se eslabele-
cer a divisao seguinte enlre os diversos solos, que
compoem os qualro prinripaes estado) do continen-
te europcu:
NA (TREZA DO TERRENO.
Russia da Europa. Austria. Presta, Franca.
Proporrilo por cenlo.
Solo cullivado. 18
Prados.....\-
Florestas ... 36
Paslagens ; panta-
nos, terreno* in-
cultos, charnecas,
lagos, rio*, im-
iiieusos lerrenos
oecupados pelas
conslrucres 34
81,3 4.3 49.4
!>.l 13,1 11
30,6 21,8 16,6
26
20,8
26
A Kussia da Europa, como se ve. esl muilo a-
traz de todos os outros estados do continente, naex-
tensao proporcional do scu solo cullivado. Se da
exlcnsao total de seu solo lirar-se as florestas, as
Ierras incultas, nao se acha mais de 30 de sua su-
perficie cm estado de habitaran ou de cultura alias
muilo imperfeita, propo ca a 60 ". Ha vuile e cinco anuos 1827) conlava-
se na Inglaterra que, em urna superlicie de 31 mi-
Ihies de ceiras. a superlicie total das Ierras pro-
ductivas era de 18, j geiras, on quasi 60 *; mas de-
pois daquella poca, o progresso agrcola lem sido
muilo consideravcl.
Calcula-sc que de 1800 a 1810. 1,100,000 geiras
de Ierras vaga- foram cultivadas em virlude dos bilis
tfinclosiirr. Ora. de 1830 a 18>2 leve de ser ainda
mais cnusideravel. graras aos descnvolvimenlos
feilos no paiz por todos os progressos agrjcutas.
Concluimos ilahi que a inmensa exlencao do im-
perio rusto, longc de ser urna fonle de poder actual
e de augmento da riqueza nacional, he antes um
obstculo eumembararo; elle torna as eommuni-
cacoesde toda a natureza mais longas. mais diulceis
e mais dispendiosas; separa as popiilarocs. embara-
ca a percepi-io dos imposlos, facilita as delapidai;Oes
oppOe grandes nb-laculos ao movimenlo dos exerci-
los russos.
Se da dislribuiraodosolo pastamos para o aug-
menlo da popularlo, nao encontramos mais vaula-
gens na Russia cumparativamente ao que so passa
na Inglalerra c na Franca. O augmento da popula-
Cao he na Russia, termo medio, de 1 per cento por
anno. segundo os clculos do Sr. Koeppcn, e como
provamalcm disto as cifras teguinte, as quaes esla-
bclecem o inovimentu desta popularlo de 1810 a
1818: i v
pram-se, vendem-sc, dao-so cmdote a urna filha, c
como garanlia a um credor,
Quando passamosda popularan e do territorio pa-
ra a producco industrial, movimenlo commercial,
massa dos capilaesarciimulados, circularlo dos mes-
mos, dos homeus e das cousas na Russia e na Euro-
pa occidental, acharemos una inferioridade muilo
mais nolavel ainda do que na popularan e cultura.
Quaes sao por consegninle os progressos do des-
potismo no mundo do seculo YIX comparativa-
mente aos progressos da liherdade t Em qnanto a
populacho russa duplica em 69 anuos, a dos Estados
Unidos se faz sxtupla em 60 aiiHo.s, o que provam
as cifras seguinles:
C'enjo dos Estados- Unidos.
Annos.
Popularan
milhOes.
Augmento por
cenlo.
1790 3,930
1800 .,.:iiMi 35,01
1810 7,210 36,45
18-t) 9,6:18 33.12
1830 12,866 33.18
18*" 17,069 3:>,67
1850 23,256 36,_.
He verdade que cm um augmento lao prodigioso
as emigraees europeas devem influir muito, mas is-
lo prova ainda, que s se emigra para prucurar-se a
liberdade fugindo-se do arbitrario e do despotismo.
(Presse)
INTERIOR.
No fim de l'opulacao. Excessodos Au g ni enlo
nascimen- de populacho
tos sobre os por cenlesi-
obilos. mu.
18S0 50.231^000 19 por S 0,8
1811 50.626,0011 15, 1 0,6
1812 50.940.000 47, 3 1.7
1813 52,782,000 56, 6 1,9
1814 52,754,000 40, 3 1,4
1Si.- f>:i.)()n,i>iK 28, 7 1.1
1816 5i.092.IKI0 21, 8 1
1817 55,6:10,0(10 4 * 0,5
1818 51,331,000
COMMANDO DAS ARMAS.
Oaartel da comnando das araiat de Pemaaa-
bnco, na cidada do Recle, em 30 de outu-
bro de 1854.
OKDEM UO DA N. 163.
O coronel caminan lano das armas interino, faz
publico |>ara os fin. convenientes, o aviso quo segu
transcripto, que por copia lite fui transmitlido pela
presidencia desta provincia com oflicio de 28 do
corrente.
Rio do Janeiro.Ministerio dos negorios da guer-
ra 12 de ouluhro de 1851. lllm. e Exm. Sr.
Teuh i prsenle u olllciu de V. Etc., datado de 12 de
setembro lindo, acompanhau lu por copia o que di-
rigir .i esta presidencia o commandanle das armas
da provincia, pedindo esclareciinenlos respeilo das
honras que pcrleuciam aos ofliciaes da Mitiga guar-
da nacional, sobre o que declaro a V. Exc, para seu
conliecimento, que a imperial resolurao de 31 de
maio do rorrele anno, lomada sobre consulta da
-ecrao de justira do conselho de estado, soment se
refere aos oIlHaes ncmeados cm virlnde da \H de !9
da selembro de I8">l), que .Ibes conferio honras de
ofliciaes do cxercilo.
Dos guarde a V. Exc. Pedro da Alcntara
Rellenarde. Sr. presidente da provincia de Pcr-
nambuco.
Atsignado.Manoel Maniz Tacares.
Por eslas cifras, a popularan da llu-ia da Euro-
pa ser em 1,900 de 83 milhoes de almas. Mas ver-
se-ha que c*se futuro nada tein ite assustador vis-
ta dos augmeiilus de popularan, que se realisam em
Franca e na Inglaterra.
dio censo lem lido lugar em Franca desde 1801
a 18.(6. Pelos qnalro primeiros de 1801 a 1836 ve-
rilicou-seque e augmento animal da p -pul nao foi
de 0.016 por auno. l)c 1816 a 1851, segundo os l-
timos quntro censos, este augmonlo foi de 0.415 em
um periodo de 15 anuos, o que rt. pura o periodo
luleiro de 50 annos um augmento, termo medio, de
0,616 por anuo. Sendo a populacho dada pelo cen-
so de 1851 de 35,781.628, resulta que a populacho
franceza em l'.KII), calculando-se rom um augmento
igual, deve ser de 58 milhes de habitantes.
Na Inglaterra lem-se felo seis censos decenaes
depnis de 1801, e resulta delles que a popularao da-
quellc paiz duplicou em meio seculo. Eis aqu
resultado, nao comprehendendo-se a Irlanda :
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Dia 5 de setembro.
A's 11 horas da manhaa procede-se ;i chamada.ve-
r i lira-so ar harem-so apenos prsenles 27 Srs. senado-
res, o Sr. presidenle declara que, nao obstante nao
haver numero legal pra formar casa, vai ler-se o
expediente e proceder-sc ao sorleio da deputar,ao
que lem de comprimenlar a S. M. o Imperador no
dia 7, anniversario da independencia do Brasil. Sa-
hem cleilos os Srs.: Johim. Hollanda, visconde de
Olinda, Fcrnamles Chaves, visennde ilc branles,
Cimba Vasronsellos, Jos Manoel da Fonseca. Mon-
teHMM, Angelo Muniz, Alencar, Pimenta Bueno,
Paula Pessoa, A tu oh......e Miranda Ribeiro.
O 1 Secretario l o segoiule expediente :
L'm olTirio do ministro dos negocios do imperio,
em que remeile.de ordem de S. M. o Imperador.em
resposla ultima patte do otlicio de 2 do correnta,
copia do decreto n. 1426 da mesma dala, pelo qual
liouvc o mesmo mguslo senhor por bem prorogar al
o dia 12 do rnrrenle mez a prsenle sessSo ila as-
semhla geral legislaliva.Fica o senado inleirado.
Oulro do mesmo minislro, em que participa qoe
S. M. o Imperador recebe no dia 5, I hora da lar-
de, no paco da cidade, a dopular;,, que lem de a pre-
sentar aa mesmo augusto senhor os decretos da as-
sembla geral legislaliva que, lixam a despeza cor-
cam a receita geral do imperio para o exerricio de
1855 a 1856, bem como o quo reforma os Iribunaes
do commercio.Fica o senado inleirado.
O I Secretario declara que lira sobre a mesa a
foi ha do subsidio dos Srs. senadores.
O Sr. l'iscondc de branles participa que i de-
pulacao encarrigada de comprimenlar a S. II. o Im-
perador, no dia i do correle, desempenhuu a sua
missao, e que elle na quali lade de orador da depu-
tarao reciton na preaened do mesmo auguslo senhor
o seguinte discurso :
Senhor.O jubilo rom que lodos os Brasileiros
saud.im o dia 1 de selembro, provm da convircao
intima de que as augustas nupcias, cojo anniversario
olemnisamos, Irouxeram ao Brasil segiiranc.i po-
lica, e a V. M. I. feli.idade domestica.
Era-de vitalduleresse para a mouarchia. a cuja
sombra o nosso paiz tcm resistido a mais de um ca-
lacl\sm,,, -r,r ,-,.. se luicrrnmpesse a gloriosa dy-
naslia que por mais de 7 seclos na Europa e mais
de 3 soclos na America, rege os destinos de duus
povos Irmos.
A esrolha de urna consorlc, Ilustre por anliga
e regia estirpe, e mais illuslre ainda por uas virtu-
des, tambem era oondir.lo indeclinavel para qoe o
Brasil se ufanasse ao ver no solio imperial a esposa
querida do seu mouarcha, :\ mi\ cariuliosa dos seus
geral do bispado de Pcrnamburo; pprovando a con-
cesso 1 do subsidio meusal de 5009, qual se refe-
re o decreto n. 1066 de 13 de novembro de 1852,
pola r uolucrao de malas do correio enlre esla rorlc
e a cidade de Sanios; approvando a pensao ao guar-
da nacional Francisco Malino- da Silva; conceden-
do cmara municipal da cidade da Victoria, ca-
pital da provincia do Espirito Santo, o terreno que
servio para a arreradacao do dizimo do peixe ; e
aulonsaudoa cmara municipal da cora a encorpo-
rar urna companhia para o alargamenlo da rua do
Cano at o largo do Paco ; e em 1 e 2 discussao
para passarcm i 3-. as proposcoet da masma cmara
que approvam a aposenladoria concedida aojuizde
direilu Francisco de Souza Martins, e a que aoloiisa
o govrrnoa conceder s cumpanhias Auglo-Brasilei-
ra, Lusa-Brasileira, e a oulras quaesquer que se
apresenlarcm, os mesmos favores e isencoes concedi-
dos real companhia de Southamplon.
O Sr. Manoel Felizardo requer e he appravada a
urgencia para ler lugar a ultima discussao na se-
guinle tsalo.
O presidente declara esgotada a ordem do dia, e
designa a sessao.
Feila a chamada, verifica-se Dio haver numero
para formar cas?, nao obstante isso.o presidente de-
clara que se vai ler o espediente e nomear a deputa-
Caoque lem de pedir o dia, hora e lugar para o en-
cerramenlo da assembla geral legislaliva; procede-se
a sorleio da mesma depularao, o sahem eleilos os
Srs. Malloso Cmara,bario de Antonina.viscundede
Olinda, marquez de Ilanhaem, Souza Ramos, Alen-
car e Pntenla Bueno.
01 Secretario l um ollicio do ministro dos ne-
gocios do imperio cm que parlicipa que S. M. o Im-
perador recebe no paco da cidade, a urna hora da
lar.lo.a depiiiacao que lem de felicilar ao mesmo au-
guslo senhor no dia 7du corrente mez, anniversario
da independencia do Brasil.
O Sr. Jobitn, como orador da dcpulacn enrarre-
gada de apresenlar a S. M. o Imperador os decretos
da assembla geral, que lixam a despeza e orcam a
receila para o anno de 1855 a 1856, e reform-m os
Iribunaes do commercio, dizque a mesma commis-
slo fora inlroduzida com as formalidades do eslylo,
e cumprida a sua misso. S. M. o Imperador se dig-
nara responderque os examinara.
Foi recehidaa resposla com muiloespecial agrado.
O Presidente convida aos senadores prsenles a
lr.il.nlh ir as respectivas ciimmissOes, e marca para
ordem do dia 9 as materias dadas.
Anuos.
Augmento por
cenlo.
1801
1811
1821
1831
18U
18>1
A WllLiajjAS MILHERES.
COMEDIA EaX CINCO ACTOS.
Por IlDI ARDO Pl I Vli;n.
PERSONAGENS.
" prninjif rabio.
" rio rteuur da.
I fv^n-nHo jiniro Kallal.
Hesln, II .. nolpiro.
Jolann, Kuard. de m..:nl, ..
A phnceu ,u,a.
Roseta sua caaiari.u.
Carluta de Hnru.iall.
A ronili,.a ntatiilia Keafaako
ni,.
Olom-
llarl-
d ll,,r.
A baronna Wllhrrmina d<
I-erg.
A marerhil Mamarida di
huaro-.
A ckvalk'ira (K-raldma
hacli.
\ lonr-'i Ti'rla dr Arnau.
s.|.hia> dr Watttadt,
l'jula de HoMaeia*.
personagi-ns aatuoctat,
A acr/io faz-sc em 18.... Doradle primeira, segun-
da, lerceira e quinta horas oceupa a cidade de X
capital du principado de.... Pa-si aos oslados
do brao Eleilor de.... diiranle a quarla hora.
PRIMEIRA HORA.
A iiliis ,|e murta.
Lm jardim bem (ralada rodeia o palacio do go-
vrrno.
SCENA I.
I iiriiueza, Fabin.
A comedia comeca no momenlo en, qile lermina um
be lo da de selembro. No funda, ntm dc um rc.
galinhn e de imniensas llorcslas
se indolcnlemeiile.
**-se o sol pilr-
Apriiireza.inulherde uns ses-
.ula aun, alva c gorda, perfumada de lirio
ap ua-se no hraro de Fabio. Este he um bello
principe de dezoilo annos, cabellos louros e olhos
azues. Ambos caminham va:,arosainenle como
passeiando.
IPrinceza: Mas dize-rae, uieu Tilho, que
leus";... Kia. falla! dize-me o que l< faz assim cur-
iar a fronte, o que te empallidece as faces ha punco
Uo rondas?... A quem te confalas, -eno a mina''
Fabio .beijau lo-lhe a mo: Minha lata lia I
A Prmeeza : Oh dize-me, Fabio.
Populacao com-
puiada por mi-
lhOes.
10,568
12,017
14.180
16.365
18,658
20,936
O censo de 1841 levava a 26^470,14:1 almas a po-
pulaco reunida da Inglaterra. Eaeessia. e Irlanda ;
a 100,708,323 a populacao das colonias ; a
30,000,000 os e-lados indios sajeilns a siizeraiua, o
que da um [nial de 157,578,466 alnas para o impe-
rio brilanico.
AdniUindo-se para a Inglaterra (sem comprehen-
der-se a Irlanda) a mesma hypolhese dn Russia e
da Franca, deve-se concluir ainda que n populacao
ingiera deve ser em 1,900 de 42 mtllioes de lu'bi-
lantes, de modo que a Franca e a Inglaterra reani-
das apreseutariam urna massa de popularlo elevan-
do-se a ieo,OD!),000 de habitantes contra a Russia,
que, como j vimos, lena naquclla poca 83 mi-
Ihfles.
Em185l, os dous paizes reunidus, a Franca ea
Inglaterra, nos dao urna populacao de 56,7*17,628
almas quasi igual, como se v, populacao russa.
Em l'IOO. pelo contrario, os dous paizes reunidos te-
rao de mais 17 milhes, suppnndo-sc que a propor-
cao de augmento seja a mesma nos outros paizes.
Mas, apressamo-nos em dize-ln, he urna hypolhete
demasiadamente favoravei Russia,porque iodos sa-
hem que a popularan de ora estado na a se augmen-
ta tmente pelo aman do numero dos nascimrntos
sobre o dos obilos, mas sim pelo augmonlo da vida
media.
O numero dos morios he de 1 sobre 44 habitantes
n Inglalerra, c na Franca, no mez de novembro M
de 1 sobre 12. 20 habilanles. Ora ousem di/er os
eslaslislicose ecoimmislas russos o que he a vida me-
dia enlre esU* inassas compactas de servo* e cam-
ponezes, que rninpoem o cxercilo russo, verdadeiros
escravos curvados para o solo, dchaixo dos o milrs
do Kiimil, almas inimorlaes, cnlrelanto que com-
A'anio : Que I lie direi, minha querida lia, senao
que.... eslou aborrecido?....
A Priiice-.a : Como he possivel!.... Nao es ado-
rado por iniui que subsliluo tua ini !....
Fabio: Sim....
A Prinreza: Aos dezoito anuos nao "cuernas i
la vonladc um dos menores, porm dos mais bellos
principados da Allemanha?
Fabio: Sim....
A I'rinceza : Nao lem lodos aqui nma s von-
lade que he a tua ; leus proprios ministros, velhos !
nao se inrlinam gravemente dianle de tuas determi-
nacoes?
Fabio: Sim....
A Princeza: Acaso j enlrou a amhirao em
leu coracAo'.' Acaso senles governar tmenla urna
populacao pequea, emquanlo nosso vizinho o Elei-
'.or em seus (Miados he um soberano poderoso?
Fabio : Nao, oh nao....
a Princesa: Temes por ventura esse gordo
tleilor?
Paito: Oh 1 mea Dos! nao...
-/ Princeza : Eolio?....
l-abio: Batea aborrecido, minha boa lia!....
Como ihe farej compreheader um estado que eu
mesmo nao rompreliendo? (Asscntam-sr. (Iracas a
\ mr. ca lodos os que me redeam, sou feliz, muilo
reliz; mas que!... fillam lalvez dohras as fulha. dc
rosa, sobro as quaes me lacm viver deitado.... Sera
oabnrrcriiiienloo fundo da felicidade?.... Nio sei...
mas eston aborrecido! Que farei?;.. Vmr. frra-
me a dizcr-lhe ludo is,0. d,s6-lhe; mas perdoe-me!
A Princeza : p|,re adorado Todava nao pos-
so fazer-le infeliz para le tornar mais feliz : isso he
para desesperar !
Faino : l'ma vez tive um dia inlciro i idea de
nina grande felicidade. Foi na primavera Masada.
Eu linha sabido de mou principado, o que evige ao
monos cinco minutes, e linha corrido livremenle pe-
los bosques, pelas praias e pelos prados, encontran-
do rampooezes, casamentes, borbolelas, baptisados
conversando rom as llores, com os passarinhns. roni
o vento, com as Tullas.... Tado havia-me Hadado
e respondido em urna liugua dieta de delirias, ludo
hatia-me faite subir do coracao ao cerebro baforada
dc desoos iuquielos o embriagadores. Eu dhtil
principaes, e a proleclora desvelada de lodosos infe-
lizes.
A Divina Providencia que visivelmente protege
0 throno do Brasil, dignou-sc allendcr assim aquello
interesse, como a esla cndilo ; e lodos os subdi-
tos de V. M. [..exaltando no gozodesje duplo favor
do eco, reputam a commemoracao do da de hoje
urna verdadeira fesla da familia brasileira.
Rcpiesenlanlc dessa ramilia. interprete legili-
mo dos seus senlimenlos, o senado encarregou-nos.
senhor, da honrosa missao de aprescnlarmos por 13o
fausto motivo, suasrespeilosas e cordiaes felicilacoes
a V. M. I. e a S. M. a Imperalriz.
'< Digncm se VV. lfjf. II. acolhe-las com bene-
volencia. Paco do senado, 4 de selembro de 1851.
liscondede brante*.
Ao que S. M. o Imperador sedignou dar a seguin-
le resposla :
Agradeco muilo a< coogratulares que me diri-
ge o senado pelo anniversario de'um dia de tanta
lelirria.ir para mim.
He recebida a resposla de S. M. o Imperador com
muilo especial agrado.
Verilica-se haver numero suflicicnle de Srs. se-
nadores, abre-so a sesso, l-sc o approva-se a acta
do da 3.
0 1 Secretario l o seguinte expediente :
1 m ollino do minislro dos negocios da fazenda,
acompanhando o aulographo suuccionado da resolu-
cao queautorisa o governo a pagara Mano. I Ignacio
da Mlveira a quanlia dc 2:3018980, valor do hiale
1 enlmenlo FelizFica o senado inleirado e raan-
da-se participar oulra cmara.
Oalro do secretario -la cmara dos dcpulados, cm
que parlicipa qne aquella cmara adopte e dirige
sanecao imperial as duas rosolooes do senado : urna
que isenta a fazenda provincial do pagamento de
ccrlos imposlos. e oulra que declara comprehendidas
na disposirao do arl. 12 da lei n. 586 de 6 de se-
lembro de 1850 as duas loteras concedidas pela as-
sembla provincial do Maranho para as obras do
convento de Santo Antonio da capital da mesma pro-
vincia.Fica o senado inleirado.
Passando-se a ordem do dia, sao approvadas em
.1" discussao, para serem remetlidas i sanecao impe-
rial, as proposices \ indas da cmara dos dcpulados,
aiiturisando o governo a conceder carta de naturali-
sacaodc cidadao brasileiro ao subdito porluguez o
padre Joaquim Ferreira dos Sanios c oulros ; ap-
provando ,i aposentadoras concedidas a Joaquim
Antonio l.eiiao, Jos Lopes da Rosa, c ao bncharel
Cyiinn Antonio de Lemos; aulorisandn o pagamen-
to ao padre Leonardo Anlunes de Meira Henriques
o queselhe dever da congrua vencida como vigario
e que alravs dellc eu ia ver a Dos I Assim eslava
ancioso por tornar a arhar-mc junio de Vmc! Sen-
lia o coracao fechado, c creio mesmo que abracan-
do-a chorei um pouco.... Ah! Vmc. perlurbadapor
ler-me envido, enviou me ao men confessor, o qual
fez-me derramar oulras lagrimas!... Parece que jul-
gaudo adiar urna felicidade dc goslo celeste eu me
linha engaado criminosamente! Mas Vmr. esl
certa, minha lia, de que n.lo he o meu confessor
quem se engaa....
A Princeza: -Elle? Oh nao! He um sanio ho-
mem superior a lodo o erro.
Fabio : Enlaoarabarci minha penitencia!... A
felicidade em qne vivo be a rr.aior e a nica que pos-
so goiar? Pois bem, se eslou rada dia mais aborre-
rido que na vespera, he porque sou cada dia mais
feliz, ese...:
A Princeza: Fabio!
Fabio : Perdoe-me, querida lia Son um in-
grato, indiano de sen amor. Basla de fallarmos de
minha felicidade. Que hora', acaban) do dar I
A, Pr,nee:a Sol horas, meu amigo.
Fabio: Logo devo dona-la. () reverendo pa-
dre Fallax sem duvida espera-Hite no quarto, pois
quer que eu passe nina hora em conferencia com elle
ludas as lardes antes de presidir o conselho.
A Princeza: pois vai, meu Fabio. Iieija-lhc a
fronte) e lembra-le semprc de que lodos somos es-
cravos dc las fanlazias, o que se desejares um pra-
zer, urna rdicidade nova, seja qual for, quero que
immcdialamenle m'o vendas dizer...
Fabio [ToUando-ee): Minha lia, quem he a ra-
pariga que heijou-lhe a man esla manhaa, quando
saldamos ila eapella ?...
A Princeza: He a rapariga cte que le fallei
um desles dias, e que foi la rollara Garlla dc
Burgslall, sohrinha de leu primeiro minislro, sabio
agorado rollegio.
Fabio:-Que! de veras? he a minha Carloli-
uha de oulr'ora !.... Tein olhos mu bellos!
A Prinreza: Amanilla bao de rasa-la com o
primeiro minislro do Eleitor, nosso poderoso vismbo.
Fabio: Ah !... Boa noile, minha lia.
No momenlo em que elle vai sabir, apparece Ro
sela.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO
Parahiba 23 de outubro.
Motivos dc summa ponderarlo me privaram de
eserevcr-lhe. bem nao sei se por dous ou trescorreios,
e boje mesmo quasi caio em igual falla, se nao sou
advertido por um visinho, que se queitou a um co-
uhecido que passava pela rua, da falla de msticas
desla provincia nos ns. do seu Diario ebegados
niiiem pelo Giianabara e pelos dous ltimos cor-
reics, falla lano maissensivel quanto he sabido que
abundamos cm capacidades espeeiaes do genero epis-
tolar, segundo assevernva o tal vizinho. Eu conla-
va com cssa penuria, porque sei que dia de abun-
dancia he vespera ilc penuria; mas a senhor visinho
ou ignora usrifOcs popularos, ou quiz epigramma-
tisar-me. Seja como for, approveilou-mea lembian-
Ca porque excilou-me a escrrver-lhe, embora pooeo
teidia a coinmuuicar-lhc. Dos queira que esla nao
seja tomada como boa presa pelos luglezesou Fran-
ceses, como o lem sido algumas que daqui lem se-
guido, cutre as quaes sentimos a descripcao feila
do baile militar, no genero asctico, pelo meu aco-
lyto o leigo ; se bem que, em lo boa hora o diga,
iieiilitima das niinhas nussivas, devo confessa-lo, Ic-
nba soll'rido a menor avaria, pelo bom recado em
que as ponbo, e lidelidade das pessuas is quaes s3o
cumiadas.
Eslava, como Ihe disse. sem loncao de escrever-
Ihc, porque nada havendn a conunnnicar-lhe temia
roubar-llie o espacoem que lem de acrommodar a
iuiporlanlesc curiosas |uo.Iucr dos meuscocgas,
que formigam de lodos os ponfos habitados desle
globo terrqueo, e tambera porque lendo-uieimposto
o dever de ler todas aquellas produccoes, pouco
lempo me resta, leudo como faro, as noticias da
Europa, c as miuhas inseparaveis horas marianas.
Ja v pois que para bem desempeohar os deveres
que me impz, misler me he cabir s vezes em falla.
Desisto de minha leilura curiosa das noticias europe-
as, porque j.i eslou caneado da lleugma britnica,
da paciencia frauceza, da prudencia de Napier, da
indi'cisan alloman, da especularan prussa, da leinia
turca, da constancia russa, c linalmenle das que-
bras dos Israelitas que nao dispensam opporluni-
ilade de dar urna figa a seus creilore. Desisto igu-
almente da leilura deleitavel das noticias dos lon-
ginquos lugares do imperio, e limito-me os nossos
visinhos.
Desisto carde el anima da inleressanle leilura das
discussOes parlamentares, porque jestao um pouco
panadas.
Desisto jubiloso dos animados, publicares a pe-
dido, variedades, correspondencias, arligos Ihealra-
es, curas maravilhosas, soiielosequadras, movimon-
los do porlo e precos correles.
Desisto, e com magua, dos folhelins, lilleralura do
bcilo sexo, e que lem feilo pedantes em ambos os
sexos, que cutrelcm e causam urna doce illuso.
col loca ii i lo-nos no lugar do hroe, e aos nossos desa-
feiroarios nodos malvados que nellcs figuram.
De ludo isso desisto, e de mais aquillo, que me
roubar o lempo que Ihe dedicar. Eulremos
cm materia.
Os encardados de queem minha ollima Ihe dei
nolicia puzeram particularmente em sustos oro na-
morado de bigodes, que aqui anda amistando urna
calaa c conimandando a quem o devia commandar,
e o (al animalejo, que lem na cabera o mesmo que o
camarao, deixou-se apoderar de tal pnico que,
ii-ui pan lo as allribiiiroes da polica, collurou pa-
nul lias em Indos ns r eran lo. que manda \.un fazer
alioal aos individuos da raca mina.
Qualquer pedaco d'asno vem aqui fazer quanto
Ihe lemura o beslunto. Nao se persuada que o tal
armador he alguma importancia pela collocacao das
palmillas; ao contrario ; mas romo lem sua dispu-
-ir i a nioia ilti/.i.i de pobres individuos, eulendeu de
fazer por aqui suas rampanhas.
Se os encantado quizessem alguma cousa da-
quella indivi lualidado, r. 17., tomar-lhc a dimensao
a saruelha, cerlamenle nao seria pelo que eu faro
e menos rom injiistica, porque, honra Ihe seja (cila,
lem sobrado mrito.
Por fallar-lhe em pnicos, em cuja poca, como
Ihe disse. estamos, quero conlar-lho nma historia
que Ihe provara como avullam as noticias em Ierra
pequea.
0 naturalista. Mr. Brunel. deixou por nao quere-
rem recebe-la a bordo, a onra em casa do Correa
das Nevos ; e esle leve dc fazer ama vagem ao in-
terior, dc poneos das.
Durante toa ausencia a oOfa pudo roer a gaiola
e lomar mais alguma liberdade, licando entretanto
presa por urna crrente, que por cautela lem ao
peseoen. A familia daquelle senhor alarmou-se
com as inlfiiroes de liberdade da hospede, mas leve
0 bom acord dc cerrar as portas e janellasdo qnarlo
em que se ella acheva, para no caso de completa
soltura nao peder sabir a ollender alguem. Mandn
immedialaiiieute chamar o criado de Mr. Brunel,
que cnleudendo-sc con a enea resolveu-a a retomar
a priado, miles que poior Ihe'acnnlecesse.
l-.-paliou-s" immedialameiile a soltura da onra,
e cm pour.is ras ja Ihe punham na barriga ua
crianca que ella havia, diziani. comido. Se nao
honvesse qocm lomassea si a resliluicao do crdito
da fera, em pouco lempo loria ella na barriga mais
minu do que a arca de Noc.
Oque acabo de referir serve dc dar noticias a Mr.
Brunel de seu animal, que desinquieto como esla,
parece achar-se pungido de saudades.
Honlrm apresenlou-sc nesle porto o Guanabra
com signal de presidenle, e de tocio em pouco lem-
po vi passar acompanhado das principaes pessoas, o
Exm. Sr. Dr. Fraucsco Xavier Paes Brrelo, que
yeio substituir ao Sr. Bandeara de Mello. He boje
at 11 horas da manhaa a poste, qual pretendo
assislir, porque svmpalisei com S. Exc. primeira
vista, e parere-me que nao ser linanceiro, primeira
qualidade. quanto a mim, para um bom adminis-
trador, (oslo muilo de certas phisionoraias fran-
cas c despidas de uns Iracos de pedantesco orgulho
e fofa impostura. S. Exc. cerlamenle nao incom-
modara seu ajudanle le ordens para servir-lhc de
complemento em seus passeios ou mero diverlimeu-
lo, e neni quererque seu secrelario o siga como a
sombra.
O credilo dc qoe S. Exc. goza, lambem me faz
augurar urna boa adminislracau; porlanlo a mim
atetan duu os parabens pela sua nomeacao.
Iufelizinenle chegou elle em urna crise finan-
ceira, porquanlo ambos os nossos cofres eslao ex-
haustos.
Nada me conste que haja occorrido por parte tos
seuhores thuggs conlra a tranquillidade publica.
Dos os conserve.
A saluliridade nao vai m, mas o calor lem eres-
cdo ovir.lordiiiariameiilo nesles ullimosdias. An-
da nao Icnho lido noticias dos destacamentos ambu-
lantes, e uem du que pensam a respeito delles os se-
uhores thuggt.
O Mereles, com as suas novas occupac.Oes, nao
lem podido continuar em suas informarnos, mas pro-
motloii-mo l'a/ei-.r subslituir pelo seu lien Indio, mo-
cp de Intente, com o qual tico moito bem servido.
Fique porlanlo descancado, cerlo de que not nao
l.illarao novidades frescas.
Holem assisli a una recita no Iheatro particular
Apollo Parahibano, que leve enclieiile. As galeriai
dassenhoras eslavam brilbanles, e mais de doze
olhinhos fulguravam como oulros lanos brilbanles
de subido quilate. Eu por mais de urna vez live
de desprender os olhos do scenario, arraslado pelas
ntrenles magnticas, que parliam de todos os lados
para li.x.a los em algum roslinho fagueiro e risonho,
relizmenlc j.i niinhas patricias nao temem os olha-
res masculinos.
A peca correu soffrivcl, quando as partes eslavam
mais bem esludadas. A Talla de esludo e ensate
fez-se nolavel. Alguns mocos >i ende lalenlo ar-
li-ltco, eque em oulras occisiots lem desempenhado
sollrivelnicule, aranhados, e sem aefio por esla-
rcm inleiramenle presos ao nonio.
A aclriz madame......... pelo uome nao perca,
unir do sexo femiuiiu, que pettoe a sociedade,
lem intelliKeiicia e rhcgou mesmo a locar o soll'rivel
em algumas occasies.
Conipenelrou-se do papel, e mostrou haver Ira-
balliadu para agradar. Tem algum talento, mas fal-
la-lbe a arle. Se Uvera um inestrc. cartamenle
quopouoria .i>rai. rio duelo do Moiciiilio e a
1 obre fez completo fiasco. Pela garganta certa-
mente nada fara, que posta agradar. Se ella sabe
que te caula, he com lana confusao, que poderei
qiialihcar scu eslado de duvida. Nao contena com
isso quiz lambem dansar, e enlao a derrota nao lem
nome. Eu nao goslo das enciclopedias, e raro sera
enconlrar una aclriz, que seja dramtica, lvrica, e
uanaalriz.
Mesmo a natureza a nao qoiz dansarina, porque
deu-lhe, ao que parece, urnas pernas de assonibroaa
mouolonla, teilicet, de igual grossura desde as bazes
ale o pinculo. He o mais enorme aleijao, que Ic-
nho viste, c lano cuidado Ihe mereca, que alten-
deudo ao movimenlo que Ihe devia dar, esquecia as
casianholas.
Osaiote, que com mais lies dedos seria saia, esla-
va por de mais eslreito para as duas columnas gvralo-
rias, e eslas enroupadas m urnasceroulas de iurim
ou cousa que o ralba, linham duas cintas encarna-
das escarale, ou ligas, que oITcrecam nma vista
sngrenla. Pareceu-me que eslava jarretada pelas
curvas das pomas. Mova a ctHBpailato o eslado cru-
enlo d'aquellas duas irmaas gemeas, mais ainda,
quanto a mim, do que as posiefles conslrangidas,
que loraava como pinheiro arouta.lo pete vau.iaval.
A sociedade deve demilli-la de cantera e dansa-
rina, rensi'fvando-a no dramtico ; assim como es-
colbcr Tarcas'menos immoraes, porque a lal aque as-
sisli era menos digna dc urna sociedade, que he mo-
um pouco grande; mas lao fresca, amavel e risu-
nlia !... Olanlo ao reslo do retrato veja-e madame-
sella Agoslnha Brohau da Comedia Franceza cm
Paris.)
SCENA II.
./ Princeza, Fabio, Posea.
Iloiet: A seuhora Paula de Holshcim manda
perguular a sua alloza, se.
Fabio: Sabes. Rsela, que fallando moslra*
denles magnficos f
/loseta : Para servi-lo, senhor.... A senhora
Paula de llolslieini manda perguular a sua alloza se
pode rolirar-se.
./ Princeza : Brevemente, depon que eu tor-
nar a v-la.
Fabio : Paula de Holshcim. sua dama de honor,
lambem osla para casar, minha lia ?
A Princeza : Sim.. com um prenle da senho-
ra ronega dc Arnau.
fabio : E lu, Rsela, quando le rasars .'
Posea: Logo que apronver senhora prin-
ceza.
Fabio sahindo) : Oesgrar.idos !
SCENA III.
.i Princeza. fasela.
A Princeza Coilado !
/loseta (suspirando forlcmcnlc : Oh I sim. coi-
tado !....
A Prinreza : Pois bem. Rsela, vai dizer a se-
nhora de Holshcim que eapero-a no parque.
/loseta : Sim, senhora prinreza.
(Ella da marhiiialniente alguns pastos.... depois
par mo litando.
A I'rinceza: Roseta, pareces preocupada....
/loseta (vollando depois de alguma llcsilaco, e
em lora resoluto :Ah iro ; florin depois de ler...
A Princeza : Que queros dizer ?
/loseta : Quem dizer que dispero-me para pu-
der dizer a vona alteza o que me revolla a-
qui...
A Princcr.a : O que Ihe... Retira-te !
/loseta: Vosra alloza me perntllir queso me
retire depois que me liver nuvido. 'lonho lagrimas
nos olhos, nao posto mais ralar-me |iuo eu ve-|
ia rapariga morena e linda, de de- ria deperercr d dia em dia o n
Mlenianlia, e assitti
cruzados.i sa aconn
se deixe engaar pclat palmas, que ihe deram no
dantado, porque ellas uada sigoicam a nllo r sym-
palhia. '
Tenho dc ir a pose, c por isso nao posto ser mais
extenso. Saude, e quaulo de bom ihe desejo.
Mamaacnape 25 de outubro.
Chegamos honlem da capital, onde nos demora-
mos algum lempo ; e soffrendo anda dos ncommn-
dos da vagem, fazemos sem duvida um sacrificio
escrevendo-lhe esla, tnicamente para aproveitar a
opporlunidade, que r para nS he a primeira cou-
sa na ordem dos ineios aos lins : soh um ambiente,
pois pouco ravoravel, j i vcem Vmcs. que a nossa
pobre penna deve oslar por demais estril ; e achan-
do-nos em complicaces para dar comeco, lembra-
mo-nos de fazer como certos, geni de petile etoffe
que, disvirlunndo o que nao ruminam, engol-
fan com lana impropredade as ideas e pensameii-
tos os mais peripatticos em ondas de palavras, usam
de cstylos c phrasesas mais escuras e dc duplo sen-
'ido, e por fim plagiara com lano desfaramcnlo,
que excede a ludo quanlo ha de mais condemnavel
na gjra da pedantera ; mas nao nos agradando a
A Princeza :_ Sun agona!
/loseta : Sim, senhora. O principe esl para
morrer de languidez, e cu nao loria jamis crido
que VOIM alteza poderse lardar tanto a reparar
nis.so !
A Princeza : Que dizes. Roseta ?...
Posea : O que vos alteza devia ler visto pri-
meiro quo lodos Mas na verdade, quando um San-
Fallax eslabelece-se cm urna casi, a mulher nocom-
prebende mais o marido, a irmaa roiidemna o irniHo.
e agora a prova esl ah. Sanlissima Virgen Ma-
ra urna mulher boa como vossa alteza, que he
quasi urna md, nao percebe o que o lilbo experi-
mente !
./ Primera : Rsela, Roseta, comprehendes
bem las palavras ?... Nao sabes que eu dara a vi-
lla por meu snbrinho para poupar-lhe urna la-
grima !
Posea lomando a manda princeza e bojando-a :
Perde-me vena alteza Mas diga-me ; porque
nao casa o senhor principe ?
A I'rinceza : Elle he muilo moco, Rsela, e o
reverendo padre Fallax diz....
/loseta: Oh bem sei oque elle diz : Elle len-
lou persuailir-mc disso ; mas respnndi-lhc : n Meu
padre, se para Vmc. as uvas etilo ainda muilo ver-
des, para a minha inocula.le ellas eslao vermellias ao
bollo nasrer do sol
A I'rinceza: Tu perderas meo Fabio, d
rada ?
/loseta : Eu o salvara, e digo qne he lempo !
Acha-o vossa alteza ainda muilo moco? nao.de cerlo,
pois somos da mesma idade Demais se elle fosse Uo
moco, nao oslara Uo iiielanrnlco Cascnio-lo pois !
Foi para a jovenlude, que lieos disse eslas pala-
vras que eu adra magnificas : Crescei e mullipli-
cai!
A Princeza: Roseta, minha lillia...
/lsela :Ah comocci. lu dc acabar : sou fran-
ceza, e fallo lli.- em boa lingua. Digo-lhe que con-
vera casar o senhor principe : para i-so vossa alteza
d bailes o feslas a despeilo do director. F!sse sanio
hnnieiu impodo nosso sexo de viver. oque rio nma
incialido para rom Dos. Ha aqui i. mal bollas
aura que elles oblem do hum senso publico, damos
de m.lo a lao Irste idea, lembramo-nos lambem pa-
ra explorar fortuna, de tecer elogios a algum dos
nossos implicados, porm vendo que um vario il-
luslre sendo agraciado com urna ovaco sai generis,
c lendo occasiao de lela, commcnlava da seguinte
maneira : esle periodo he urna grasa, esl'outro
he umasalsra, aquello he umembroglio, aquell'ou-
|ro be um mysliforio, emfim este lodo forma um
pomposo de parvoices, e naoquerendo ser apreciado
e analjsado por semclhaiile jaez, remellemos lal
lembraoca ao profundo esquecimenlo, e vamos nosso
caninbo sem imilaroes, sera actuar inleresses, di-
zendo o que se nos for suggerodo com loda liberda-
de, e como permiltir o lempo, a occasiao e mai
alguma cousa, longe de loda especie de esludo, fa-
camos por assim dizer, um improviso epistolar.
Em ludo, he urna verdade, o mais diflicil he prin-
cipiar, agora mesmo experimentemos o qnanlo de
verdadeiro encerra-se nesle principio, porque espe-
rando ser desla vez o mais lacnico possivel, j not
achamos com forras de reagir sobre nosso dbil phy-
sco, c ir eslendendo-nos, al que o preguicoso Mor-
pheo venha embargar-nos o pnsso.
Indo a la cidl conlra o nosso coslume, hedebem
qne digaraos-lhes alguma cousa densa nosso decanta-
do episodio, ou raclhor da ausencia da nossa paucre
maisonrelle, da qual poderiamns escrever em gros-
sos volumes o acervo dcoccurrenciasque se deram,
as quaes ainda que nao eslejam escripias em iline-
rario, uem gravadas no nossolbum todava con-
ervam-se vivas na nossa memoria ; porm nao no
sendo licite ser massaiitc, nos limitaremos a muilo
pouco. Depois de innmeras tentativas, depois de
urna inabaiavcl resoluc,3o post tantos tantosque
labores cavalgamos o nosso rossm. e por enlre
ridos, inhspitos e sinuosos Irilhos vingamos a dis-
tancia que uos separa daquella Ierra, importo da
illu-lracao, riqueza e civilisao,ao desla proviucia ; l
chegando deram-nos por aposente um subrado, que
com suas competentes escaldaras, seus linos mo-
vis, seu lmpido (rajar, u3o deixou de incommodar-
nos; primeramente fallou-nos a trra firme em qoe
co,turnamos pizar, e achando-nos habitando nos
ares, desconfiamos de 1.1o grande prelonrao ; ao de-
pois as corlezias useiras em semelhanles moradas, o
aperlo dos trajes, do qual nao he dado subtrahir-se,
e nm superlativo aceiamenlo que he necessario
manler, a ponto de s poder-so caminhar as ponas
dos ps, e fazendo-se de folies por qualquer p que
o brando zephyro lenhaousado encaminhar para all,
nao se coadunando com o nosso modo de viver. es-
tavamos em continuas contrariedades; mas emlim a
bem e o grado, fazendo prodigios as almas accessi-
veis, ufluiram poderosamente sobre o nosso espiri-
te, de sorte que senliamns nossas tendencias para
aquella vida de cortezaniase ademanes.
Tomando p naquelle mundo de gen d'honneur,
el plus encor de gentillalre, passamos a receber as
honras das potestades da trra : visitamos aos nos-
sos amigos os Exms. Sr. commendador Frederco dc
Almcida, e Dr. Correa das Neves, cora os quaes no*
congratulamos poros ver recolhidos aos patrios lares,
no gremio das suas familias, e lambem por terem
desempenhado cabalmente o arduo e imprtanle
mndalo dc representantes do paiz que Ibes foi lao
espontneamente confiado : visitamos ao inspec-
tor da Ihesouraria geral, com quem muilo sympalh-
samos, pelas suas maneiras urbanas, seu tratar fino e
delicado, sua converaacao inleressanle e teus princi-
pios austeros ; licamos fazendo daquelle honrado ci-
dadao o mais subido conceito, e bem dizendo ao mi-
nistro quedolou a nossa provincia com lao bom em-
pregado :visitemos tambem ao nosso bom amigo
o Dr. cliefe de polica, qoe sempre se nos moslra
amavel e cheio de dedicarlo, devido ludo ao seu
bem formado coracao, e a sua alma generosa : nos
Ihe desojamos com todo acodameoto urna beca no
tribunal superior : depois das etiquetas do costnme,
recebemos em amplexos os nossos verdadeiros ami-
gos, que contentes salisfaziam-se com a nussa boa
viuda : em seguida o amigos de elec&es mo nos
leixavam descansar: que votes leremos por l, eo
conlo com V., lenho influencia no governo, facc-o
capilao, consjgo-lhe um habito de Chrislo, veja
que ji Uve puder para desmoronar a influencia de
fulano ele. etc., sao os seos rituacs, suas algarvias;
lao insulsa conversaralo feria-nos os lypanos e rou-
lempo; eram quaes oulros persove-
fanholos do Egypte : he sem du-
que se pode desejar a um pobre
malulo, o entrega-lo urna bichara de pretenden-
es sem mrito, nem servicos, pois querem fazer ino-
cular que sSo o totum continent da Ierra : feliz-
mente as labias j nao pegam.
Fomos convidados e assislimns a um baile que
apellidaran. marcialcertamenle quebramos sus-
pensos, e maravilhados no meio d'aquelle lodo
dansinle, canlanloe cheio de loques, conde brilha-
vam o bello sexo com os seus primorosos dotes, e
garbozos cavalleiros, cora os seus portes varonis :
nunca nos esqueceremos dos bailes para applaudi-
los, c Inuvar o goslo dos seus dtlletanles.
F'nmos convidados lambem para socio de urna so-
ciedade recrea liva denominadao dub parahiba-
no e por din 'ronera a pessoa que nos convidou
acreilamoso convite: a idea d'esta sociedade foi do
Exm. Sr. commendador Frederco que segundo cons-
ta, ja formulou os estatutos.
Vimos o naturalista Prime!, com teda sua fami-
lia de bichos, c urna immensa quanlidade de podras
de diversas especies ; dizem que aquelle natura-
lista he alguma cousa no que concerne a mineralo-
ga ezoologa, muso que he verdade, he que ainda
le, assim romo vossa alloza c eu, e elle s Ibes co-
lillero os dofeilos ; os maridos Islo he horrivel ? he
ama vergonna he urna iudiguidade !
./ I'rinceza: eixa-me, Roseta... hc de rcfleo-
lir a esse respeilo...
Psela : Mas o lempo nsla, o mal vai a peior,
a gangrena pode surceder ao ahorrccimenlo !
A Prinreza : Rsela, brevemente chegar a ho-
ra do ronselho !...
Posea : Sim. a hora do rnnselho!... Julga vos-
sa alteza que com a idade, talento e olhos mei-
gos, que tem o senhor principe quando vai argn
lar-te, nao estimara em lugar de velhos eslravagan-
losque pensam tratar dc poltica, adiar lindas con-
dessas, ou genlisbaronezas !
A Princeza [torriodoj : Sim, lalvez...
Posea :Oh senhora, sso d-mc umaexcellen-
le idea...
./ Princeza : O que he onlo ?
/loseta :l'ma idea que re-liliiir.i ao stnhor prin-
cipo e para sempre a alegra, a cor e o sor-
riso !
A Princeza : Has de impedir assim ao principe
de salvar se.
/loseta: Se vossa alteza er que amo lao pouco
ao senhor principe que queira perder-lhe a alma, s
"" | resla-me rclirar-mc... Vulto para Franca.
i [ra una reverencia e vai sahindo./
"" A Princeza: Rosla Eia !... falla !...
nao se sabe que proveto leve o governo com saa
vagem lao dispendio, e que em nos cansou sua
presenra mi impressao, pelas suas melenas e inten-
sas barbas.
Picamos assombrados, c quasi damos as gambias,
por nos dizerem que grassava na cidade urna epi-
demia ; porm depois da evpnsirao qued'ella nos (i-
zeram, o tenor pnico que accomelteu-nos foi sabs-
lludo por um extremo alegrfto : a epidemia, di-
zem os alveitares, he um rundo de casamentes.
cujocontagio lem-se esfendido a ponte de ameaear
victimar a todos que ainda nao soflreram, porque
lal incuramodo raras vezes secunda. Por daas ra-
zOet roigamos com semelhanle successu; primeira-
menle porque n'elle vemos roalisadoo pensamente
diorno, sonho dourado das nossas nteresules pa-
trcias, depois he elle a eonsequencia de um gran-
de principio econmico, do qual se Iraduz o bem es-
tar de urna popolacao, com relacSo aos facis com-
modos da vida, que proporciona metes a ozar-se
com desceroimenlo c vanlagem publica e particular
das faculdadegerminadoras.
Nao devenios esqtiecer de dizer qoe o Eim. Sr.
vice-presidenle expedio dous destacamentos volan-
tes pela provincia a cala criminosos : etla idea
lao momenlosa e de resultados (So condecidos, que
admirando-nos por ja nao ler ella sido posla em pra-
lica enlre nos, deixamos de fazer a sua apologa, e
tecer encomios merecidos ao governo, porque ama
e oulra cou calam em lodos os espiritos impar-
ciaes. '
Com pezar deixamos subraerso no tinteiro lodo o
mais qae libamos para narrar-Ibes ; Vmcs. cora-
prehendem o fim que miramos com a evpnsicao so-
pra, e preenchido elle, devemos coocluir afflrman-
do-lhrs,que em nosso tugurio apenas de nos lembra-
va-se a defanta da nosid chara mcla.de ; tao grande
foi nossa ausencia.
Acha-se convenientemente averiguado o Tacto oc-
corrido com o porluguez Valentim Jos Correa; a
prtsao de um dos mandatarios vete elucidar alguma
cousa : foram pronunciados como mandantes
Bemjamim AITonso Bolelho eCassiano Monleiro da
Franca, ecomo mandatarios Antonio (".airara, Ma-
noel Comes Teixeira, e Jos Maria da Conceiclo. e
sendo decretada a pronuncia no arl. 201 do cdigo
penal, eslao os mandantes afiancados, preso o man-
datario Jos Maria e os demais foragidos : a res-
pecliva auturidade tratou de processar o fado de
marte de um dos mandatarios, lo qual era indiciado
o paciente Valentim, e depois da mai escrpulo
sindicancia, nao encontrando ojuiz municipal ma-
teria para pronuncia, o mandou por em liberdade,
rom acquicscencia da juslica publica ; por certo,
alem de nao exislirem provas.indicios vehementes no
processo de que fora elle o aulor daquella raorle, um
lurbilhao do circumslancias conspiravam a fazer a-
credilar, que elle, na impossibilidade absoluta de
relorquir forca a brea nao fora o aulor d'aquelle
enme, alias mu justificavel pelo principio do lalu
vilie. Dos permita que scenas lacs nao se repro-
duzam, e que semelhanles allentados sejam severa-
mente reprimidos. Mirem-se os desalmados sica-
rios n'eslo cspelliu, e pouliam cobro aa suas crimino-
sas esaramoras.
Terminou o jury ha pouco as tuas sesses, o qual
apezar dos vicios da sua organisacao, apezar do me-
nosprezo com que exceulam-se as leis que ihe so
relativas, daodo-se margem as conseqoencias que
lodos deploramos, nao deu elle, em seus juramen-
tes, esse escndalo inaudito com que, com lana a-
criraonia, tem-se procurado desconceilua-lo. e li-
rar-lhe todo preslgio :reloqaem-se as suas leis or-
gnicas, exijam-se melhores garantas para o cargo
le jurado, execulem-se as leis em loda sua integra.
Tendamos juizetde direlo intelligenles e probos,
qoe IBo bella intlloico preencher com teda pro-
licuidade, o sanio lim de saa missao:honra, pois,
ao nosso jnry, que desta vez procurou, sobranceiro
a considerarse!, vibrar a espada da justicia sobre os
verdaderamente criminosos. Deixou de ser sob-
mellido a novo julgamentu o condemnado a pena ul-
tima I.oiz Cabug, a falla de defensor ; e nao ha-
vendo-se completado os 1 dias de sessao, alguem
vio nesle encerramenlo urna illegalidade, porque
dado tal caso, dzem, a sessao nao poda concluir
ntet desle prazo, a ver se a caridade, na qual te en-
cerram quasi lodos os preceilosdo chrislianismo lo-
mava atento, e vinha em soccorro do desvalido e
abandonado; nao sahornos das ditposicOes respeito,
os juristas que o decidam.
Consta-nos que por aqui andoQ um porluguez, de-
nominado Arantes, emillindo na circulaco olas
falws de lQSrt.; felizmente enlie-te logo os efleitos
desle criminoso trafico, e a indignacao publica er-
goendo-se conlra tamanha perversidade, disperten,
a aclividadedo nosso mai digno juix municipal o Dr,
Sebaslio do Reg, que tecia feilo snflrer a lao ab-
jecto especulador lodo o rigor das leis, se inconti-
nente nao se pozesse elle em fuga para lugares des-
conheridos : he sem duvida aquelle alentelo um
dos mais horrorosos, o dos mais capares de directa-
monto allur os fundamentes socitet ; por isso com-
pre haver toda vigilancia c inmediata repressao con-
lra crimes de 13o Tuneslos resultados.
Parlioo Dr.juiz municipal paraos termos do Pi-
lar e Inga, e enlregou o expediente ao Dr. Antonio
Carlos, como o 1" supplcnle. e indo este para a ca-
pital passou ao 3", que he o Dr. Antonio Filippe ;
estamos recelando que nao v parar pelos membros
do nobre senado, o que nao ser novidade.
Avizinha-sca fesla dos padrociros desla fregnezia
San-Pedro e San-Paulo, que promclle ser esplendi-
da, viste como, alera dos juizes da fesla serem pes-
nli
migo que o esp ,,o da rreacao brilbar para nZ, i llt seriara "legZe^'rrX.0 'sua^-oa 'he I de ^2=*ir" ''- *-"' e
mimosu prncipe| mujlieres da Europa, o nosso pobre prim ipe mal as
e-Iba iulu'.iddo pa
abominavel Tndai adorara-noe eslao bracas pnrel-
foseta (Vollando-se de um sallo): Pois bem !..
Ah cis-ahi o principe !... elle parece mu descon-
tente.
SCENA IV.
. / nesatai, Fabio.
A I'rinceza : Que novidade lia, meu que-
rido ?
Fabio : Nada, minha lia, senao que quero pu-
rificar minha cidade c minha curie. Primeiramenle...
Vmr. ronhece aquelle mcrcador, aquello fabricante
de brinquedos que mora em frente da casa da c-
mara, o ruja industria he a nica indastria do mou
principado ?...
/ Princeza : Que ha enlao ?
Fabio : Fi/eaiii-me expellir este luercador de Mitra.
brinquedos ; perqu drirohnn sr qai* n objcrlai de
-en commercio exrrl un tuna inluenria perniciosa
sobre o espirito da pqnilardo, acham que os meni-
nos brinram demasiadamente em meus oslados. O
padre Fallax accrescenla que as coslureirat da cida-
de o cu pailas em vestir as nonecas, fazem esse Iraba-
Iho com ar demasiadamente alegre e cantando mui-
lo ; elle pretende emfim. que a virlude nao pode
habitara mesma cidade que o fabricante de brinque-
dos, e como o padre Fallax nunca se engaita, assig-
nei a o\ pul-ao do fabricante de brinquedos.
/loseta : E as coslureirat ?....
Fabio :Desterre! as coslureiras Eis para a pu-
nlicacao da ridade ; quanto da rorle. Rsela, mi-
nhe pobre Rsele, s tu bes perturbar um poroa
felicidade de que gozo... e amo-le por isso, Koselu :
ma* deslerro-le... Vai-te.
A Princeza : Como !...
Fabio : Snlo muilo desgnla-la, minha lia ; mas
fizeram-me comprehendor o mal incalculavel que
Rosla poda fazer e fazia ja ueste corle, na qual re-
prsenla o espirite Iranzez... ecomo o padre Fallax
he um homem superior a lodo o erro.
fasela : Mas, senhor...
./ Princeza : Rsela has de retirar-te ania-
n lula...
Fabio : Sim, o mais larde possivel Toma,
monslro horrivel, este annel, que te far lembrar de
mim...
A Vrinoza em voz batea a Roseta) : Esla noi-
le quero que me digas la idea... Vem, Em voz alia.
Vou recolher-me, Fabio ; he noile.
Fabio : E eu vou ao conselho.
loseta em voz btixa a princeza.) Ah agora crein
que Ihe direi minha dea !... Precisamos alguem que
nos ajude.... A senhora Paula, so vossa alteza qoi-
zer.
A Princeza : Boa noile, Fabio,
at
Fabio : Boa noile minha lia ?
fasela : Adcos, senhor !
Fabio : Vem, miseravel, deixa-me ahrarar-te !
Depoisde beija-la.'Nojquero tornar a ver-te, boc-
ea risonha jamis !
Fabio saho por um lado, a priuce/a e Rsete por
DSO oilo lea is,
\Cont)miar-*,e-ha.


oas ..bastadas, po.s .ao en.,, 0 Dr- Francis(.0 An|0_
mo de Alarida e o commandante superior Andrde
Albuquerque. o fcrvrt opus dos procuradores for-
migara por lodos os lados, e quasi nlngoem cscusa-
se a dar sua esporlolapan lito justo fim :seremos
pporlunos em iiarrar-lhes o que do roals inlercssan-
le merecer as honras de ter condecido : se acaso es-
livermos de queda para islo.
Conlinuaui as moagens dos engenlios regularmen-
te, despeilo da constantes neblinas, que, humede-
cenilo os combustiveis, lornam morosas as depura-
cues das partculas sarcarinas, engenhos lia que con-
lam para mais de 900 pites: a nfertae vendado as-
sucar bruto nesle mercado, tem sido de IJJ200 por
arroba, que corresponde a nunra'menos de l3J00no
mercado dessa praca, visa das alcavalas a que es-
tn sujeilosos nossos agricultores. A gurdenle tem
conservado um prejoexcesivo, pois vende-se a la
rs. a caaada, e ha bstanle procura.
Aqui pondo termo, por eslar bastante adianlada a
noile, renovamos a Vmcs. os nossos protestos de
sincera eslima e subida considerarlo.
O Ordeiro.
01 ARIO DE PERMMBUCO, TERCA FEIRI 31 OE 0UTUBR0 DE 1854
CIUliCA MG0UNIL4.
25 de ootubro.
Salsfazendo a larefa, que sobre os meus debis
hombros pea, embora cerlo de licar muilo quem
de sua especlaliva, visto que fallam-me os requesi-
tos inherenles a um correspondente, Iratarei de fa-
r urna resenha das ullim.soceurrencias, cerca du
que protesto haver loda n.leliilade. Tal vez merera
ola o syslema adoptado as minhas missivas, ein
virlude do que se da para rom os collonas ; mas le-
nho a observar-lhe que, se assim be oulra nao he a
causa, se nao a falta de pachorra havida de minha
parle, porque espero toda desrulpa.
Post tanlum, lanlumque tempus, eis esla comarca
segunda por cerlo da provincia, a dar copia de si
por meio de urna das columuas do seu respcilavel
Diario.
A igreja lera preferencia.
A nossa padroeira foi solemnemente festejado no
l. do andaute. Dos actos o mais brilhanle o pom-
poso foi sem conleslajAo a fesla. O templo esteve
ornado com muilo sosto. A orchestra magnifica. O
orador um dos melhores que ha calcado este solo o
Kv. vigario da capital da Parahiba. A 2 teve luear
a fesla da gloriosa sania Thereza, precedendo urna
cstrondosa bandeira, e urnas boas vesperas.
He digna de admiradlo a mancira enlhusiastica,
pela qual dirigem os icrceirosdo Carmo os seus lou-
vores a sua matriarcha.
He cerlamenlc a coufraria das que aqui exislem,
que em seu seio conlem maor numero de pessoas,
em sua maiona.mais eradas da comarca. Muila af-
llueocia se deu, tanto para urna como para oulra,
Com especialidade dessa cidade ede Nazarelh.
Deram-se algn* saraos ein seguiraeuto ao nosso
orago, para os quaes tive a honra de receber carines.
Apenas foi-me possivel assislir a dous. sendo um em
casa do commanilaule superior Reg Barros, e outro
em casa do major Kocha Faria. Ambosesliveram
esplendidos, e dignos de todo aprejo, pois que qual
quer que seja a reuniao, a que comparece urna en-
cantadora senhorila (mimo dos mimos do Dos ven-
dado, se possivel he dizer-c ) lorna-sc a mais ani-
mada e bella que dar-te pode. Possivel nao me he
piular-lhe o estado a que me reduzi.quando os meus
olhos com os seus se encmrraram, ao que posso mui
bem apphrar cerlo pedaciuho por mim em algum
lempo lido,nao liquei homcm, nao.
A luumas reunioes conlinuam a ter lugar, as quaes
sempre se ouve urna melodiosa voz, um bem soaute
de .Miliar, ele, etc.
l'.i-anilo ao mais direi:
A seguranca individual nina vez por oulra vai sof-
riendo seus contra-lempos, nao sendo por falta de
actividad? da parte da polica, como querem alguns,
c sim porque o genio do mal na classe nfima sempre
acba-sc em seu apogeo.
Ha poneos das, na povoajao de Pedras de Fugo,
um imdividuo, cojo nome me nflo rcenlo, com um
so liro podera ferir a Iros ou qualro, dos quaes j
alguns morreram. Consla-mc Icr a polica dado as
proyideucias precisas.
Na povoajao de Pona de Pedras foi brbaramente
victima do pil o inspector e o profesor de primei-
raa lellras Jos de Ayrcs. Dizem-mc que lal aclo
nao lora oulra cousa mais do que, consequencia do
sen man comporlamenlo.
Os insubordinados da povoajao de Uoianninha
arham-se presentcuienle m.iis acalmados, devido tal
vez a estada ncsla cidade do canilo Cuanto. Quem
dina, que tuna tal povoajao, pacfica comoern, chc-
gaSM ao eslado de ennflacrarao, monnenlc nao se
lendo dado facln atoum .'
A pavonjRo de Gruangy sofrc acora aluum lano,
en virludcde urna lula Invada eulreos prepotentes
do lunar subdelegado e fiscal.
Cerlo individuo residenle nesta cidade, e que se-
cundo parece-me, faz parle da Illm. cmara, acaba
de denunciar peranle o l)r. juiz de dircito, do(rela-
xamcnlo do nosso fiscal. Consla-me que em sua pe-
licao iledenuncia dissera, que urna sodas po-turas
la cmara ainda nao harta tido por elle nxecutada.
Admira que, sendo alguns mezes empregado em
lal repartirlo, omisso ao cumprimenlo dos sena dc-
veres, nao livesse lemhradn-e lllin. de domilli-
lo '.' Ja rosna-se que solTren Jo elle, deve tamhem a
lllin.J sollrcr, pois que, se assim proceda apoiava
ella os seus feitos. Muilo desejo ver n desfecho de
semelhante drama, alim de ser levado ao seu couhe-
ri atenta.
A organisacao da guarda nacional vai bem, em
Mrlude da boa disposiro que ha da parle do rom-
mandaule superior e coiumaodantes dos corpos. Aca-
bam de dizer-me que as propostas j foram dirigidas
ao Em. presidente da provincia, e que nellas foram
admllidos alguns individuos oppotcouislas.
Foi convocada a segunda reuniAo do jury para 13
do vindooro. Segundo o actual juiz de direilo. lera
redmenle de ser refreada a rebelda, quo se d da
parle dos agricultores, loda vez que sao para elle
sorteados. Estutiada bem a quesillo, nao os acho
fura da raz.lo, mormenle em lempo tle safra. Te-
nham a sanlissima paciencia, altendendo que os da
cidade, alni dos seus afazores, nao simiente ser os
que carreKuem com lal tributo, do contrario seria
urna injusiica i emtanle. Quanla* vezes hei tesle-
niunhado fechar um negociante a sua casa de com-
nierco, alim de ser salisfeila a exigencia da socie-
dade !
Ha pouco foram vielimas do ego ros eonjungo
tn matrimonio dous jovens, cujos progenilores sao
pessoas gradas desle bello torran. O acto foi com
toda solemnidadc. Ainda acompanha-me o senli-
mcnlo de, lendo merecido a honra de ser convidado,
nao te-lo assisldo, motivado por urna odontalgia.
Aqui ja se acha residindo com a Exm-a familia o
capitn Camisao, porm baslantemenle iucommoda-
lo de urna ophlalmia.
Julgo que a visla das maneiras urbanas com que
Iratara aos Nazarenos, deve elle captar as nossas al-
iona jes, pois que,dando-sc laula docilidade da par-
le desle povo, quanla ha d'aquelle, fado algum dar-
se-ha, que o faca (rilhar diversa vereda.
Par agora nada mais ha que mereja ser-lhe Irans-
inittido,
Oa gneros alimentces rio algum tanlo bem. A
carne a carne a 8 e 10 patacas. A farinha a 10 e 12
patacas. O milho a 160 e 200 rs. O topo a 560 rs.
Terminando esla, pede-me um cherumi, que se-
|am transcriptas em seu Diario urnas quadrinhas,
fcilas e dedicadas a urna Ex ni." residente em.......
Aunoindo a sua exigencia, trato de remette-las,
esperando que assim ser.
I.
Formosa domeUa,
Anjo em caudura,
fis encantadora,
Es lerna es pura.
II.
Ten sempre risonho
Fagueiro semblante
Ofliisea. deslumhra,
i.iual astro brilhanle.
III.
Teu porte magesloso,
Tuas suaves expresses
Abra ma ni. lansforman
A rispidos corares.
IV.
Sim, s feliz, s ditosa.
De can^es merecedora,
No bello e amavel exo
Es rainha s senbora.
V.
Lfana-le, oh linda joven !
Prodiga foi a natura ;
Portento s da belleza.
Crlenlo es de ternura.
VI.
Quem hymnos tcer nao sabe,
Dizer nada mais pode ;
Almeja-le que prosperes
A fortuna ayrc e rod.
Al breve. Sade e verduras.
O /ntica.
[Carta particular.)
CMARA MUNICIPAL DO RECITE
Setsao' extraordinaria de 11 de outubro de 185*.
'resitencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Presentes os Srs., Kego e Albuquerque, Vianna,
Dr. S Percira, liego, Mamede, Olvcira, Barata e
(iamero, ahrio-se a sessao e foi lida c approvada a
acia da antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
L'm ollicio do Exm. presidente da provincia, com-
iniiiiir i n lo ter approvado a plaa da estrada do Cha-
cn, licando porm ella dependente das allerare<
que se houver de adoptar no plano de armamento
gCral. Inlciraila, e que se pedisse S. Exc. a
plaa, visto n,1o lervindo <:nm ollicio.
Oulro do mesmo, enviando um impresso da falla
com que S. M. o Imperador cncerrou asegunda ses-
sao da nona legislatura da assemblca geral legislati-
va, no dia 12 de sclcmbro ullmo, alim de que se Ihe
leaaa publicidade. Inleirada, c que se publicasse.
Oulro do mesmo, duendo em resposla ao dcsta c-
mara de 4 do correnle, que se do arrendamento dos
acouaties feilo em hasla publica regular ficarem elles
ou jmenle as m,los dos anligos contraladorcs ou
as do< criadores, ou se finalmente da competencia
caprichosa enlre uns e outros, resultar ficarem os
mesmos ac,ougues por um alto prec,o que venha pe-
zsrsobre os consumidores, como esta cmara ponde-
rou em ollicio ile 13 du passado; em tal caso eulre-
gue a cmara por um precio razoavel os menciona-
dos ar mines reparlidamenle aos ex-contraladores e
aos criadores, de modo que fiqueiu igualadas as van-
lagens e pos-a ser sustentada urna conveniente com-
petencia no mercado. Inleirada, e que fossem em
prae,a os acougues nos diat l, 16 e 18 do cor-
renle.
Oulro do juiz de orphaos deste termo, participan-
do que, por se achar doenle, passara no dia 2 do cor-
renle o exercicio da vara ao lerceiro supplentc, ba-
charel Joaqnim Francisco Duarle, conlinuando ain-
da o seu incommodo.Inleirada.
Oulro do fiscal do Kecife, consultando se poda
continuar a mandar reparar o calc.amen.to das ras
daquelle bairro, que a Talla de quola se mandou pa-
rar.Mandou-se responder que sim, sendo os repa-
ros os absolutamente indispensaveis.
Outro do ensenheiro cordeador, declarando quaes
os lugares da camboa do Manguinho, que sSo logra-
douros pblicosInleirada.
Oulro do mesmo, remetiendo a avaharan na im-
portancia de MfOOO rs. dos malcriaes velbos da ca-
sa, que foi demolida fora dos muros do cemilerio.
Qmc fossem em praca nos dias cima indicados.
Outro do mesmo, informando acerca da pelifAo
de Man i"! da PaixAo Paz, relativamente a obra do
caes que arremalou ao sul do lelheiro das Cinco-
Ponlas.A' commssao de edificarlo, sendo nomea-
dos para um dos seus membros o Sr. Dr. S Pereira,
em lugar do Sr. Mamede, que pedio e obleve dis-
pensa para com o engrnhero cordeador dirigir-se ao
limar da obra e proporo que achar juslo.
Oulro do mesmo, tratando da segunda pelicSo de
Joaqnim Jos de Amorim, e ofierecendo urna planta
alterando a da estrada de S. Anna, onde lem o sup-
plicante silio, cujo muro pretende reconstruir.A'
cummis-iln de edificaco.
Oulro do administrador do cemilerio, remetiendo
2S000 rs. que se Ihe pagou para sepullar-se em se-
pultura reservada o cadver do prvulo JoSo, que
se refere a guia n. 7781, lirada para sepultura com-
mnm.Que se remelles-e o dinheiro ao procurador
para o fim conveniente.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado morlo para consumo desla capital na semana
de 2 a 8 do crrente ( 676 rezes). Que se archi-
vasse.
Oulro do fiscal do Pojo, parlicipando ler obstado
que se fizessem2 casas de palha na continuarlo da
ra do Rio da povoacao daquella fregoezia ao lado
do porto chamado do Paula, por ter estado esse ter-
reno sempre desoecupado, sem que pessoa alguma se
lenha delle ulilisado ; e pedindo que, onvindo a c-
mara ao engenheiro cordeador, Ihe declarasse o que
Ihe cumpria de mais fazer.Que se respnndesse qoe
o terreno, desde a extrema do silio de Paula Lopes
al a frente da casa da familia do finado padre Mi-
guel, he publico e que naoconsenlisse nelle edificar-
se ou mesmo levantar-se palhoras sem previa licen-
ca desla cmara.
Oulro do fiscal de S. I.ourenc,o. dizendo ser o nu-
mero das rezes moras para consumu da mesma fre-
guezia, no mez de selembro lindo, de "4.Que se
archivaste.
Foram approvados dous pareceres da commissao
de edifica^ao : o prmeiro, para que o engenheiro in-
forme se o lerreno de marinha, de que traa D. Eu-
genia Teixeira de Moura, na ra dos Ouararapes, he
necessario para a regtilaridade da praca projeelada
e commodidade publica, e o segundo eutendendo
que a cordea^ao para o muro, que pretende recons-
truir Joaquim Jos de Amorim, no seu silio no lu-
gar do Parnameirim, deve ser dada de conformidade
com a respectiva planta. Contra esle segundo volou
o Sr. Barata, por jolgar que devia ser elle mais ex-
plcito.
O Sr. l iamero mandou a mesa o seguinte reque-
rimonlo, queposlo em discussio, e depois de haver
esla corrido um pouco animada, resolveu-se que fos-
se rcmellido commissao dos Srs. Sa Pereira e Reg
Albuquerque, para, sindicando do fado que allu-
de o reqiierimenio, o Irazerem cirrumstancadamen-
le ao conhecimenlo da cmara, para esla resolver
como for conveniente.
Tendo o guarda municipal da fregueza da Boa-
Visla, Jos Joaquim do Espirito Sanio, felo condu-
zir da riheira para a igreja da Sania Cruz, o cadver
de um mendigo, em urna carme a de conduzir carne,
e porque fosse esse facto escandaloso, requeiro seja
suspenso n mesmo guarda por 30 dias.
a Sala das sesscs 11 de outubro de 1854. Ga-
meiro.a
Foi approvado o seguinte requerimento que fez o
Sr. Oliveira, volando conlra o Sr. Barata :
Requeiro que a cmara promnva um empresli-
mo para a conslrucc.io de um mercado publico e da
obra do maladouro, conforme a aulorisarao que lite
confereo art. 14 cap. 3 da lei provincial do orc.amen-
lo municipal vigente.Oliccira.a
Despacharam-se as pelicoes de Antonio da Cosa
Reg Monleiro, de Alexandre Bernardino dos Reise
Silva, do Dr. Antonio de Araujo Ferreira Jacobina,
de Avelino Jos de Araujo, de Anlonia Maria da
Soledade, de Antonio da Silva Uusmo, de Archanja
Lourcnca Bezerra Palma, de Anua Maria de Olivei-
ra, de Escolstica Maria do Sacramento, do Fran-
cisco Xavier Cavalcauli l.ins, de Francisco Gomes de
S. Rosa, de Fonle i Irmao, do hacharel Francisco
de Assis de Oliveira Macicl, de Francisco Marlios
Rapozo, de uilherme da Silva Gumaraes, de Joo
Calx ane, de Jo3o Saraiva de Araujo Gallan, de
Jos Francisco Collares, do Joaquim Lucio Monleiro
da Franca, de JoSo Soares da Fonseca Vellozo, de
JcronymoFreir de Faria Pedroza, de Jos Rbeiro,
de Jos da Costa Rbeiro, de JoAo Francisco da Silva
Gumaraes, de Franrisco Ignacio de Alhaydc, de
Manocl de Barros Brrelo, de Pedro Raphael dos
Sanios, de Severina Maria de Jess, de Vidornia
Maria do Carmo, e levanlou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Acciol, onicial-maior da se-
cretaria, a escrevi no impedimento do secretario.
Bario de Capibaribe, presidente.Reg Albuquer-
que. Mamede.Gameiro.Barata de Mmeida.
Oliceira.Reg.
do presidente da rehiran acerca da representarlo do
cdadao Manoel Jos Teixeira Baslos, queixando-se
de haver a cmara chamado ojuiz de paz do lerceiro
anno, da freguezia dcS. Jos, para servir no resto
desle anno, no impedimenle do juiz 2o votado, por
entender que semelhanle direilo Ihe perlence, assim
como o de substituir a lodosos seos inmediatos em
votos. Que se ouvisse ao advogado.
Oulro dojuia do orphaos do termo, communican-
doque, por ler cessado a seu incommodo de saude
entrara em exercicio no dia 16 do correnle,__In-
leirada.
Oulro do capitn do porlo, dizendo qae i planta,
que, requerimento de Francisco Gomes de Olivei-
ra, mandou a cmara levantar de parle do rio Capi-
barihe, est no caso de ser adoptada, com as modifi-
cares, que cnlendeu Ihe devia fazer por meio dos
Iracos.eiiau felos.Inleirada,enesle senlidose delle-
rio ao peticionaria, c se mandou communicar ao en-
genheiro cordeador.
Foram approvados dous pareceres da commissao
de edicacao : no I." dizendo a commissao que
vista do que represcnlou o engenheiro cordeador
acerca do requer metilo de Joaquim Jos de Amo-
rim, se suhmetlesse a approvarao do Exm. presiden-
te da provincia, a alterado da planta da estrada de
Santa Anna, pronosla pelo mesmo engenheiro. para
depois deferir-se ao peticionario; e no 2.", contra
o qual volou o Sr. Barala, opinando que se infor-
masse S. Exc, que estando comprehenddo no
hospital regimenlal o terreno de que Manoel Ro-
drigues de Albuquerque pede indemnisarao, poda
ler esla lugar porqualquer dos meios indicados pe-
lo mnjor cucarregado das obras militares, urna vez
que o -up|.litante prove por Ululo legal que o ter-
reno Ihe perlence.O Sr. Barala fez o seguinte
reqiierimenio, que foi approvado : a Requeiro que
o pagamento de cusas aos diversos funecionarios
pblicos, que tem requerido esla cmara, nao se-
ja feilo senao proporcionalmente sua importancia,
caso aqtiota nao ebegue para integral pagamento
de lodos, o que se deve previamente verificar. Re-
cife 18 de outubro de 1854.Barata.
Estando em praca os acougues pblicos, e nfo
havendo quem nelles lancrisse a excepcilo de Joa-
quim Piulo, que offereceu por lodos 2:1005000. a
cmara enlendcu que assim se dava um dos casos
figurados no ollicio do Exm. presidente da provin-
cia de 11 do correnle, e resolveu que fossem elles
em praca em loles de 4 e 5 talhos, nao pudendo
quem arrematar um lole, arrematar mais, sendo
approvado o seguinle requerimento, que fez o Sr.
Reg e Albuquerque, menos na parle de ser a im-
portancia da arrematado paga visla: a Requeiro
que os talhos rio em praca por pequeos loles de
4 a 5 talhos, a moeda i visla, e que os arrematan-
es nunca os possam sublocar c nem fazer negocio
algum sem previa licenca da cmara.
Pto da cmara municipal do Kecife 18 de agosto
de 1854.O vercador Reg e Albuquerque.
Dcspichara.-n-se as pclic.0es de Antonio Ferreira
de Oliveira, de Adelo Jos de Mendonca, de
Alexandre Bernardino dos Reis e Silva, de Antonio
da Cosa Reg Monleiro, do padre Agoslinho de
Lima Cavalcauli, de Antonio Jorge Guerra, de Abi-
lo Jos Tavarea da Silva, de D. Candida Senhori-
nha Vieira I.asserre, de Justino Pereira tle Faria,
de Jo3o Facundo da Silva Gumaraes, de Joao Jos
do Reg, de Joao da Cosa Dourado, de JosSapo-
riti, de Jacinllio Marques dos Sanios, de Joaquim
Francisco de Paula Esleves Clemente, deJooSoa-
res da Fonseca Velloso, de Joao Calsainc, de Joao
Saraiva de Araujo GaKao, de Iguaria Joaquina
Lopes, do bacharel Francisco de Assis de Oliveira
Meciel, de Francisco Valenlim Fernandes, de Fran-
cisco Nery Rodrigues, de Henrique Jorge, de Ma-
ria Jos de Santa Anna, de Manoel de Barros Bar-
reto, de Manoel Franrisco DnrAes, de Silvana Ma-
ria Fernandes, de Thomaz da Gama Lobo, e levan-
lou-sc a scsso.
Eu Manoel Ferreira Accioli, onicial-maior da
secretaria a escrevi no impedimento do secrelario.
Baro de Capibaribe presidenle.Mamede.
Gameiro.Oliceira.Reg e .tlbuqucrque.S
Pereira.Reg.Barata de Almeida.
REPARTILO DA POLICA.
Parle do dia 30 de outubro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recebidas ncsla repartidlo, consta lerem
sido presos : a reqiierimenio to depositario aeral o
preto Ivo, esrravo de Arsenio Jan-en Telles da Silva
Lobo; pela subdelegara do Rerife o preto Fran-
cisco, escravo de Amorim t\ Irmaos, e paulo Joao
Ribero Ribas, esle sem declararan do motivo, e a-
quellc por briga ; pela subdelegacia de Sanio Anto-
nio o prelo escravo Francisco, por furto, o pardo Jo-
s, escravo d Jos Fortumalo dos Santos Porlo por
e-paneinienlo ; pela subdelegada da freguezia de
San Jos, Levino, esrravo de D. Maria Joaquina do
Sacramento, para averiguaroes policiacs; e pela
subdelegacia da freguezia da Boa Visla, Marcolino
Jos de Araujo Braga, por ebrio.
Dos guarde i V. Exc. Secretaria ta polica de
Pernamhuco 30 de outubro de 1854.Illm. c Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figneircdo,
presidenle da provincia de Pernamhuco. O chefe
de polica, Lu: Carloi de Patea Teixeira.
C0MMK4D0S
18
Prescnlesos Srs. Reg e Albuquerque, Rego.Ma-
mede, Oliveira, Barala, e Gameiro, fallando com
causa participada o Sr. Vianna e sem ella o Sr. S
Pereira, abrio-se a sessao e foi lida e approvada a
acia de antecedente
Foi lido o seguinle.
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente da provincia, re-
verlendo a plaa da cslratla do Chacn. Inleira-
da e que fosse remedida ao engenheiro cordeador,
para a cumprir.
Oulro do mesmo, remetiendo urna copia das me-
didas de polica sanilaria que solicitara da commis-
sao de hv ".ene publica, como meio de prevenir o
de que possa ser falal ; e recommendando terminante-
mente Iralasse a cmara de p-las logo em execu-
cao, especialmente a primeara e selima das dilas me-
didas, para as quaes chamava particularmente a at-
tenrao da cmara, alim de quesejam realisadas com
a maior urgencia : igualmente rccoinmendava
S. Ex., houvesse a cmara de prcslar-se prompla-
mente satisfacer quaesquer providencias higini-
cas requisiladas pela lita commissao. Mandou-
se remoller commissao de saude, para com ur-
gencia convcrler em posturas as medidas indicadas,
aquellas, que para sua boa execurao precisarem dis-
to, e propor o que demais julgar conveniente a bem
da saude publica.
Oulro da referida commissao de hygiene, rogando
a cmara redobrasse seus cuidados em favor da po-
pulacho desle municipio, ohrigando aos fiscaes a re-
mover de promplo ludoquanto possa enneorrer para
a iosalubridade publica, dirgindo igualmente a sua
alleurao para os lugares aonde se arcumulam im-
mundicias, c para as roas, pravas e praias cheias
de lixo, e charcos infectas, como os que existem na
ra da Palma. A mesma commissao para o fim
t'.ilo.
Oulro da mesma, para que a cmara faca remover
para fora da cidade as cavnllricas de alugnel, pela
mn influencia que ellas exercem sobre saude publi-
ca alim,de ev ilar-se, quanlo for possivel, ludo que
possa concorrer para o deseuvolvimenlo do cholcra-
morhiis. quando esse flagello se manifest enlre nos.
O mesmo daslino.
Oulro viudo da presidencia para ser informado,
Hanhemann, como o de Mesmer, jamis serao ol-
vidados da posleridadc.
Acabamos de ser teslemunha de um facto, qnc,
pela sua importancia, nao podemos resistir ao dese-
je de o Iraiismillir ao conhecimenlo do publico; um
fado que nossos ulhos se moslrnu urna perfeila
marav Iba. e que nan pode tleixar de inleressar
todos, e especialmente aos que professam a huraani-
laria arte de curar.
Quii um feliz acaso que a esla cidade do Ass v-
esse ler o Sr. Dr. Gossel Bimonl, distinelo medico
homeopalha: durante a sua corla residencia nesta
cidade immensas pessoas o prncuraram, aalisfeitas
e agradecidas se moslraiii anda hoje doa seus conse-
Ihos asas judicinsos e acertados, e sobretudo da fe-
liz applicacan de seus remedios.
Emre estas foi-lhe apresenlada urna menina de
nome Maria Eleonor de Araujo. de dada de II ali-
os, filha tle Manoel de Aranjo, pessoas de nosso in-
teiro conhecimenlo, e residentes nesta mesma ci-
dade.
Sahendo nos dos terriveis sourimentos dessa men-
na, acnisjlliamns seus pais para que a apreseulas-
sem ao S" Dr. Bimont. Doceis ao no-so conselho
assim o fizeram. e depois de minuciosas pesquizas e
indagacOes neressarias. deelarou o mesmo Sr. Dr.
Bimonl: padecer a menina accessos dextasis,
mal que soffria desde a idade de 6 annos pouco mais
ou menos, e que a lomara desde entilo surda e n-
dllrenle a todas as pessoas era geral, e ainda mes-
mo as de sua propria familia, enlre as quaes viva.
O sen e-lado de magreza e languidez era lal, qoe
mal poda susler-se em p; porque alera da diminu-
a quanlidade de alimento, que lomava, islo mesmo
lazia obrigada e couslrangida, sendo-lhe lodo esse
alimento levado bocea por mao estranha: raras
pslavras articulara, e quando algumas vezes se Ihe
perguntava em que pensava, era sua unic? respnsta:
em Dos, e nos anjos que vejo ao redor de mim :
se era interrogarla obre o que padecii. lendo cons-
lanlemenle os olhos fixos no chao, era ela a sua ni-
ca resposla, ede nada se qucixava absolutamente.
Nesle eslado assis lamenlavcl foi a doente apre-
senlada ao dislinclo Sr. Dr. Bimont no dia 18 de ju-
nho desle anno, nesla cidade, e peranle nos e innu-
meres pessoas que se achavam esse lempo em sua
casa, deelarou elle:que o meio mais seguro de cu-
rar a enferma, que Ihe foi apresenlada. era o^mag-
netismo. Anciosos por vermos em aejao esse me-
thodo maravilhoso de curativo, que tanta cclcbridade
lera ao nome de Mesmcr, rogamos ao mesmo Sr.
Dr. Bimonl a sua apphrar ni. afim de que a podes-
semos pela primeira vez leslemunhar. Accedendo
esle, pela sua coslumada e reconhecida benevolen-
cia, nossa sopplca, c procurandosatisfazer a nossa
mim-idade, deu nesse mesmo da principio a mag-
netisar a menina pelos meios ordinarios, e passados
alguns minutos, vimos, com bstanle admiraran nos-
sa e de lodos o, espectadores, que a menina, ata en-
tao taciturna e pertinaz em Ha articular urna s pa-
lavra, ao retirar-se olhou para o seu medico magne-
tisador, cora a maoeslendida Ihe pedio abencdlo! Ten-
do no da seguinle derelirar-se desla cidade o Sr. Dr.
Bimonl para a villa de Macu, onde devia demorar-
se por mais algum lempo, offereceu-se aos pais da
menina para continuar a cura-la gratuitamente em
liaran, caso a quizessem levar all, onde finalmente
foi ler, das depois da chegada do Sr. Dr. Bimonl
itquelle lugar.
Continuando este o seu curativo pelos meios mag-
nticos, do dia 3 ao dia 7 de julho, nesle pequeo
espado de lempo j se nolava na doenle mais ale-
gra, llores ni pingse olhos fixos, mas lao somcnle
para o maguetisadur. Daaae da porm, em diante,
a melhora da doenle lornou-se asss consideravel, e
a lal ponto que no dia 2 de agosto a doenle entre-
gava-se ao exercicio da cantona, ra, pedia para pas-
scar, conyersava animadamente com todas as pes-
soas. senta urna extrema alegra, dorma socegada-
menle, alimenlava-se por suas proprias maos, e o
appetile se Ihe augmenlava todos os dias. Assim se
coiisiderou perfclamenle curada de um mal que.
hava 5 annos, delta se Invia apoderado, trazendo
consternados seus desvelados pais. E podemos as-
severar quo esle importante curativo se nao operou
por oulro algum meio, a nao ser pura e simplcsmente
pelos effeilos magnticos.
Honra e gloria Mesmer! louvores ao Sr. Dr.
Bimont que comanlo acert e desvelo conseguio
reslabelerer a saude de sua doenle, o prazer e ale-
gra de urna familia, que, como nos. nao cessar de
Inhular-lhe os mais sinceros encomios, e de rogar
Dos por sua prcsmosa existencia.
Tivemns a fortuna de conhecer o Sr. Dr. Bimonl,
e sentimos prazer em confesssr-iios seu admirador,
e de Ihe tributar lodo o respeto e consideraran que
justamente Ihe sao devidos.
Marcolino Lint Handerley.
t
UBLICAfiAO A PEDIDO.
Theatro de Santa Izabel.
Xa noile de 28 (vemos a represenlarao dos Doun
Renegados.
Se as obras primas da litleralura dramtica tem
direilo a veneraran dos seculos. as producc,6es me-
diocres gosam apenas d'uma existencia ephemera, e
por ti m desgoslao de lal mane ira. que o proprio vul-
gacho, que nunca se importa com a perfeirao dos
jr"oduclos inlellecluaes, aborrece-as e as condemna
aos abysmos do esquecmenlo. Esle certameulc o
desuno que aguarda o drama os Dous Renegados; o
a fresa glacial com que fora feralmente colindo
urna prova da nossa opinio acerca desse filho da
musa lusitana.
A execurao da pec,a foi soffrivel. A distribuidlo
dos papis eslava mais ou menos de accordo com as
forras da companhia. Poslo que Samuel exija por
inlcrprcte o galn de merecimento superior, com
ludo o Sr. Reis tirou algum partido desla parle, e o
personagem appareceo com as suas proporces. O
Sr. Bizerra nao Iranstornou a crear.lo de Lopo da
Silva. Absleve-se do seu syslema de gritos descom-
passados e iuopporluiios e desl'arle inoslrou que
dcil aos conselhos que se Ihe dao. Entretanto pe-
dmns-lhe qoe para oulra vez nao adopte aquella po-
icao que lomou quando se achuu na capella em
frenlc de Samuel, islo abrindo as peruas erguen-
do os hombros o mais que pode, e inclinando ac-
bela para o cio. Asseveramo-lhc sinceramente que
lal posir/Jo era a mais prosaica possivel. Nao era um
litime:,, deseniimenlos elevados e da classe nobre
danle d'um rival, que o insullava na hora quasi so-
prema: era um escravo humilde c eslupido dianle
do scnbor.
O Sr. Cosa no papel tle Semina tambera nao des-
meollo a repularao de qoe gosa. Teve lances feli-
zes: e I crearan encontrn um interprete fiel. Se-
latto nao exiao um grande (alent, mas requer bs-
tanle forra e visor. Ser bom que o Sr. Cosa nao
grite lano como pralira as vezes.
O Sr. Pinto carhonisou-se a lal ponto queniognem
Ihe pode deslinguir Iraros humanos. Foi urna perfei-
la IM'llli 1 10.
A ternura, a fidelidadc aos primeiros juramentos
do amor, o entusiasmo di palian, (odas essas exi-
nencias na crcarao tle Izabel forao primorosamente
salisfeilas pela Sra. Maria Leopoldina, e os seus ul-
(imos moiucnlos no arlo final fonlo de um sublime
palhclico. A Sra. Orsal esleve um pouco acaudada
em algumas siluaroes; mas era geral hoiive-sc bem.
Talvez fosse islo proviuienle tos suslos que o Cons-
lantc causa, mas fique corla a ingenua Batane, que
somos os primeiros a reronheccr o seu merecimento
e sempre Ihe havenios de Tazcr juslira.
Nao sabemos por que o papel de pagom mourisco
nao foi confiado a oulro ador; por quanlo sendo mis
os primeiros a reconhecer a habilidaile da Sra. Maria
Amalia, desla vez dcsconheccmo-la totalmente.
Finalisarcmos esle artigo rosando a quem per-
tenece que compre um sino ou um relono alim de
que nao tendamos o desprazer tle ouvir um laxo,
fazendo papel de aniiunciador de horas. Islo nao s
desagrada aos ou vados, como depile conlra o carcter
de elegancia de nosso helio Ihealro.
Pedimoslambcm a orchestra que compra fielmen-
Ic o annunco do espectculo, e nao se limito so-
menle a locar polkas, airas e quadrilh.is; mas dig-
ne-se lamben, mimosearnos com pecas muscaesdos
mais bem aeccitos c modernos compositores.
O Constante.
Um curativo por meio do magnetismo.
A sriencia que nunca he estaccionaria, faz cada
dia novos progresso-.e o nome du inmortal Samuel
CHARADA.
Eu cerco a Ierra do mundo,
Eu zumbo das leis da Ierra :
Souimmensn. son profundo,
Ante mira ludo se aterrat sitiaba,
Meu rimo, corlando os ares
Das novena l rompe o veo ;
Respeilam-me os prnprios mares
Tem-me modo o proprio co.3-
Conceito.
En ou f fr mate s;.... -o
Que esmalta o jardim de amor ;
Son a estrella mais formosa
Da morada do Senhor-
Tenho da flor o ambiente,
E da belleza o condao,
Do astro a luz esplendente
Da donzela o coraran.
AGRiaiTtRA.
AGRICULTURA.
BREVES CONSIDERACO-ES SOBRE A POSICAO
ACTUAL DA LAVOURA DE CAFE'.
Aborto de produefao, caresta do milho e seus
effeilos.
Na adualidade das circumslancia criticas qoe pe-
sara sobre a lavoura, adiamos opporluno aventurar
algumas ideas sobre a ta posicao. Ser um brado
que se perder no espaco, e que lem seguramente
de passar desapercebido. Confiamos lodavia que a pu-
blicarlo deslas observarnos lera um merecimento nao
inferior ao de unirs, que por ,ib se debilam e apre-
goam. A lavoura de caf, onde se aclia comproroel-
lida 13o grande omina de inleresses, experimenta
boje urna verdadeira crse, proveniente da acc/lo si-
multanea de varias causas. Urna dessas, e que deve
concorrer para obsi'dia-la de serios embaracos, con-
siste juntamente em urna circumslancia que a moi-
los lalvez pareja um elemento para a sua prosperi-
dade. A eolheila de 1854 tem sido extraordinaria ;
a produce/Jo do cafezeiro he no prsenle anno difll-
cl de narrar, porque a rcalidadc excede a lodos os
limites da descrip$ao. A consequencia porm im-
mediala e infallivel dessa exagerada producto he
urna falla que deve eslender-se aos dous prximos
futuros annos.
O cafezeiro, segundo a observadlo averiguada pe-
los proprios lavradores, nao se presta a grandes pro-
dceles successivas ; a alternarlo neslas he a regra
geral, e um anno de boa eolheila he seguido de oulro
de escassa, e vice-versa. He, por fim, principio
que rege lodos os seres orgnicos, qua sobrevenha
fadisa a um grande esforjo de producto e conside-
ravel parda de subsistencia, o que seja necessario o
repouso e a repararan das forjas para oulra prodc-
elo abundanlc. O cafezeiro est sujeito n essa lei
geral da creadlo. Alm dessa valerosa raz.fo ha mi-
tras que lem especial applicacto ao arbusto deque
se Irala ; a eolheila fulura resenle-se desde que
aquella que se lem em maos eslende-se ;'u pocas
da florescencia. A flor do cafezeiro desabrocha or-
dinariamente era agosto, e a eolheila alcanca sempre
o mez de selembro, e a miudo o tle ouluhro: o pro-
prio processo do apanhamenlo do caf produz entra-
gos no arbusto, arranra-lhe as folhas, quebra Ihe
os galbos e lauca por Ierra alguma flor ou grAo j
formado, e que devia licar preso ao arbusto al seu
inlciro crescimenlo.
Todo isso tl em resultado abalar o cafezeiro, faze-
lo mesmo delinhar, c prejudicar em extremo toda a
fulura produeeao. Apocaremos anda urna ultima
razao que parece demonstrar a impossihilidade de
urna serie nao inlerrompda de abundancia de rafe
be o fado constantemente notado por lavradores in-
lelligenlcs eobservadores, que o arbuslo nao d fruc-
to nos mesmos e idenlicos lugares em que deu no
anno anterior.
Ora, quando a enlheila he boa, essa arvore ben-
fica e grala ao Irabalbo do homcm, fica carregada
de fruclo desde o tronco al o cume ; os ramos e
galbos vergam com o peso, rachara, despedacam-se
mesmo c cabera por Ierra. Nesse estado os lemos
vislo escorados e amparados com fortes estacas, que
os auxiliem a conservar-se em p e que os impecam
de um infallivel perccimenlo.
Porlanlo, se loda a superficie do arbuslo esla ro-
bera, e se o grao futuro s pode oceupar os pontos
onde nao o houvc na anterior, como he possivel
dar-se duas colheilas abundantes e successivas ?
Em que lugar desabrochar a flor, ou se lormar
o grao, quando nao ha c as observares cnlitillas pelos lavradores, os princi-
pios geraes que rngem a p: u lucran de lodos os se-
res orgnicos' e o proprio processo do apanhamenlo
do grao, pan.....n explicar satisfactoriamente a mar-
cha alterada das boas colheilas de caf.
He musante no enlanlo que os phenomenos al-
raosphericos, a marcha das eslacoe?, e oulras causas
inapreriaves inlelligencia do liomem, po lem
transtoriiar atea regra, e que nos seus segredos a
nalureza he avara, e que abandonando os princi-
pios que devem rege-la, ella as vezes obra arbitra-
riamente, c infriuec-os de cbofre. '
Se em lempos communs e regulares o eslado em
que ficam os cafezaes he isenlo doa eslragos prove-
nientes j de coiiiideravel perda de subslanci, j da
acc.ao deslroidora da operario de separar o grao do
arbusto, e da danmificacaoda florescencia fulura, na
adualidade estes phenomenos manifestam-se com
um apparalo assualador. Os cafezaea estilo Uto des-
aojados c com lal apparencia de cansaro e adiga,
que ineuleam lerem sido pasto das cbammas, ou vio-
lenlamenle aromados pela saraiva.
E como esse seu aniquilamenlo he excepcional,
he de esperar que seus effeilos, que ordinariamenle
se manifeslam pela deficiencia de fruclo no anno se-
guinle, desla vez alcancem aos dous prximos futu-
ros anuos.
He verdade que na superabundancia da actual
producrao poderia a lavoura encontrar orna compen-
sado s fallas de que se acha ameajada ; isso porm
julgamos que nao podera ella obler, porque os lavra-
dores nao poilcro multiplicar o numero de seus
bracos na mesma proporjao em que cresceram as
necessidades do servir, e que he inevitavel assim o
prejuizo de muilo caf, por nao poder ser coihido.
Os lavradores em geral sao homens de vislas grandes
e emprehendedores; e possuem mais cafezaes que
aquelles que podem cultivar, e em lempos de pro-
ducto ordinaria perdem quasi sempre algum caf.
Se isso se d pois em laes circunstancias, o que nao
deve acontecer com este aborto da actual eolheila ?
A par dessa ruina de seus cafezaes, de urna Miste
expectativa tle falla na producto fulura e do pre-
juizo de parle da actual, lula ainda a lavoura com o
alio prec.o do transporte.
O cadastro do prero do transporte enlre neis he o
cusi do milho ; lem aquelle sempre sido regulado
por esle, e acompanhado lodas as suas phases e os-
cilaces.
No nleriur, como se sabe, lodo o transporte he
feilo s cosas tle beslas, por meio das tropas; eo
burro, em compensarlo de lanos trabalhos que pa-
rientemente presta agricultura, exige apenas urna
retribuirlo diaria, nm pouco de milho, nutrieao a
queesl pffeitoe que he indispensavel paramanu-
tenjao de suas forcas e conservarlo de sua saude,
que sobre modo soffrem com a falla to oso desse
grllo ; o emmagrecimenlo, a pesie e todas asenfer-
midades proprias das beslas muars sao as conse-
quencias inmediatas de sua privaco. Por isso, por
elevado que seja o seu prejao, o milho ha de ser for-
necdo aos animaes. Hoje no inlerior ha gramle fal-
ta desse genero, e seu cusi he fabuloso ; no merca-
do do Rio de Janeiro, para on'do por vezes se lem
recorrido, o seu preco he inaudito, e mnilo mais te
elevar desde que accrescerem despezas de transpor-
to indispensaveis para levado ao inlerior, onde elle
he necessario. O transporte pois, obedecen.lu c a-
companhando o alio preco do milho, cusa hoje mais
30 a 40 por cenlo que ha 2 mezes airas, annunci-
ando ludo prxima clevajAo. E esse accrescimo de
leapeza tendera sem duvida a inutilsar grande
parte da superabundancia da aclual eolheila, que
lem de ser nelle consumida.
As pes,,,is que liverem refleclido sobre a caresta
successiva do milho coi oulras localidades, explica-
r3o lalvez por causas puramenle provenientes das
perturbacoes e irregularidades de que se resentem
ha annos enlre nos as estajees, as fallas e mis co-
lheilas que se lera feilo desse grao ; porem naquel-
laa comarcas da provincia do Rio de Janeiro que
conhecemos, encontramos satisfactoria razao do de-
perecimenlo da cullura desse genero de primeira
necessidade as exageradasproporjes que lem ga-
nhado a lavoura do caf.
t)s lavradores de caf hoje s lem em vislas a pro-
duejao desse genero de exporlajao, e lem para isso
deslruido quasi lodas as mallas, e povoado os lerre-
nos mais feriis de cafezeiros; e lem infelizmente
lodos, salva excepcao que nao conhejo, forjas infe-
riores aos cafezaes plantados, cujo beneficiamento
depende de roleamenlos, capinas, colheilas, secca do
fruclo ap.inhado, o mais operajoes inherenles. Es-
6e Irabalbo oceupa quasi lodoo anuo as forras do la-
vrador, e nao Ihe reata lempo para fazer rojados
grandes, onde cultive os cereaes de qna precisa pa-
ra manulcnrao de cus eslabclecimenlos. Para eco-
nomisar servjos, emqnanlo os cafezaes sao novos,
plnnla elle o milho de permoto dos arbuslaa que te-
ve de capta para os preparar para a eolheila ; mas
apenas estes alcnnjam certa idade, e que crescendo
cobrem o terreno de sombra, he impossivel obler
resullado algum dessa planlajflo, e como Ihe he dif-
ficil fazer rejados pelas razoes indicadas, u resollado
he diminuir a cullura do milho.
Hoje que a lavoura do cafe conla vinle annos de
progressiva prosperidade, e que um numero incal-
culavel de cafezeiros oceupa lio grandes exlenses
de tmenos, he fcil comprehender o motivo por
que a cultura daquelle cereal lenha sido meuospre-
zada, eque lenha sempre tendido para diminuir. No
enlanlo a lavoura necessila muilo reflectir sobre se-
us verdadeiros inleresses, e encara-los com loda a
circuir,, peern.
Embora desapparejam as causas atmosphericas
que tem prejudicado a produejao do milho em ou-
lras localidades, se ella proseguir no syslema encela-
do de desprezar a cullura dos cereaes, he evidente
que seus rendimenlos lemem grande parle de descer
absorvidos pelo prejo desses gneros, que, embora
de mdico cusi nos lugarcsionde forem comprados,
encarecerlo de subilo com as despezas de transpor-
to, 13o avullado enlre nos.
Tanto mais que o milho he a base da nulrijao nao
s de lodo o gado vaceum, cavallar e muar,
auxiliares lo prestrnosos da lavoura, como tambera
de lodas aves e animaes domsticos, cujas carnes e
producios sao ndispensaveis para alimentarlo de lo-
da a escravalura, de quem alias o fub, ainda urna
das preparajes do milho, he a comida diat a.
Ora, qual ser o lavrador que razoavelmenle se
querera enllocar na desastroso contingencia de com-
prar por prejo futuro e inrerlo gneros que sejam
suflcenlcs para o abaslecimenlo de Un grande nu-
mero de boceas ? Nao sera incorrer no risco de pagar
milho por 20? o sacco, como fizeram alguns impre-
vdenles que por lal prejo cumpraram o fcijo ?
Julgamos pois do nosso dever lembrar lavoura
que nao abandone a cultura dos cereaes ; esse passo
potle i nllnt a-la em apuros, e trazer i popularlo urna
serie de males.
Alem do prejo alto por que sempre se comprara
os mantimenlos desde qoe ha descuido em sua cul-
tura, accresce que reina sempre nos eslabelerimen-
losagrcolas urna especie de caresta, tle que se res-
lenlem nao s os animaes auxiliares da lavoura e os
desinados nutrirjao, 'como os proprios escravos.
Os gneros sao dados rajo, a abundancia desap-
parece, e isso basla para afaslar a alegra dos esla-
belerimenlos e entristecer lodos os nimos. A com-
pra dos manlimeiil em una fazenda de cultura de
caf equivale a presenra horrivel da fome.
c p*l. i:
Diffiatldade do transporte. Estado de ruina das
estradas.
A cultura da canna, cujos producios nunca live-
ram no mercado a demanda do caf, pode lodavia
manler-se; linda lanjado grandes raizes nos nossos
cusumes para experimentar total exlincjao.
O transporto as cosas de beslas he como se sabe
mu dispendioso; o assucar he um producto pesado;
as variarcs de temperatura sbitas e as grandes
massns de aguas pluviaes Ufa Mquelites cutre nos
causara nolavel tlamno a esse genero, que humede-
ce, niela edeleriorar-sc;'a pardisso, susreplvcl co-
mo he o assucar de soffrercm suasqualidades, o pou-
co acondicionamenlo que offerece o jaca e o sacco
de algodlo de Minas lornam perigosa e arriscada a
sua runduerin por esse modo. A cultora da calina
pois cedeu nova e nascenle cullura do caf lodos os
terrenos que Ihe eram appropriados, que erara jus-
tamente os do inlerior; e necessilando poupar todas
as despezas de produejao, a vista do prejo baixo do
seu producto, refugou-se na cosa de mar.
A di pode ella esperar alguma probalidade de soe-
ces*). Oj terrenos haxos e hmidos preslam-se so-
bremodo ao descnvolvimcnlo da canna, que nesse
lugares alcanca um crescimenlo prodigioso. Ainda
boje os trabalhos dessa cullura sao generosamente re-
tribuidos pela nalureza.
Alem disso, o transporte, esse pesadello da lavou-
ra, offercce-lhc lodas as vantageus de baratezae a-
condiiioii iinenlo. A mopicidailc do prejo do trans-
porte por agua e sua haialeza em relajao a qualquer
oulro he demonstrada por todos os aclos da vida, e
por lodos os fados.
Basta fazer lunar um madeiro, que foi arraslado
da malta virgem por grande numero de esforjos, e
alar-lhe enUlo nina corda para se convencer disso.
Ver-se-ha que nmacrianja pode imprimir-le todo
o movimenlos, e brincar com elle como se fora a
mais leva palha. No transporte por agua o vehculo
pouco costa e pouco consume, o moler he gratuito;
he o vento, o ar atmoipherico, de qne lodo o mun-
do pode apropriar-M.
Favoneada por laes circumstaneiai, teca procesaos
empregados para a extrajlo do sueco da cama e
para a segregajao da substancia crvtlallkivel lives-
aem sonrido gradoalmente os melhoramentos de que
lem sido dolada em oolros paizes esta industria, he
evidente qne o nosso assucar nao lera ganho a repu-
tajao de inferioridade e m qualidade que loma o
seu preco lo nfimo nos mercados importadores, e
qoe a lavoura da canna poderia ter sido om elemen-
to muilo mais importante da fortuna publica e pri-
vada.
Guiada por um inslinclo sagaz, a lavoura da can-
na espalhou-se por loda a eilensa peripheria do
nosso litoral. Ocrupou lodas as bah'as e enseadas es-
labeiecu-se as margens dos rios confluenles, na-
vegaveis ou flotaveis. Louvemos seos esforros e sua
constancia, e acnnselhando a inlroduzir nos seus es-
labelerimenlosos apparelhos modernos eaperfeiro-
ados da industria, e que centuplicado suas rendas
digamos-lhe um ullmo adeos.
O caf porm relegou-se para o pincaro das mon-
tanbas.
A provincia do Rio de Janeiro he corlada pela
serra do mar c a sua espinha dorsal, e que estabe
lece a divisao dis aguas. Ha preciso caminhar por
loda a longa planicie da heira mar, encontrar essa
sorra e delira-la para que vanlajosamenle se potsa
pralicara cullura do caf.
O inleresse, que he um poderoso e salular movel
das aerees do liomem. removeti todas as difficulda-
des, e os lavradores, com vislas de obler um bem es-
lar, inlernaram-se pelas mala, galgaram a erra, e
rstabeleceram-se no meio das florestas.
As difficuldades com que enlo lularam. privados
de todos os auxilios dos lugares povoados; a falla
absoluta dos soccorros mdicos e do pasto espiritual;
as incessanles sorlidas das hordas dos indios e a so-
lidao em que viveram, serao lalvez om dia occa-
sio para tongas narrajoes de alguma fecunda
penna.
As suas scras eram destruidas por urna quami-
d.-de extraordinaria de aves e animaes selvticos ;
suas vidas por mais de urna vez rorreram risco, ou
foram sacrificadas pela ferocidade dos indgenas, a
qoem elles tinham ido perturbar a mansa e pacifica
posse do terreno.
Tal, era, porm, a fecundidade da (erra, e eolito
a marcha convenienle e regular das estajoes, qoe,
apezar de lodos es-es eslragos e de lodas essas lulas
sanauinolenlas, elles encontraram vanlagens no Ira
balho, e urna generosa relrbnijao ouererida pela na-
lureza aos seus esforjos. Econmicos e sobrios, na-
davam na abundancia, e congralulavam-se semees-
ar pelos inesperados e presurosos favores outorga-
dos pela cultura. A caja, esse exercicio dos homens
destemidos, e ebeio de peripecias e accidentes, ele-
vava-Ihes o espirito, cnlrelnha-lhes a imaginarlo, e
era urna sandavel di.(rcelo na solido das mala. A
falla de vas de communicajo, porm, lornou por
muilo lempo quasi esteris esses immensos resulta-
dos da aclivdade e Irabalbo do homem na percep-
jo dos fruclos da Ierra.
He ainda de 1831 qua datam os serios cuidados
que se preslaram a esse nico e Brande meio dodes-
envolvimenlo da riqueza do solo. Essas ideas, que
enlao liveram algum impulso, arrefeceram de s-
bito, longos annos decorrerara sem que se pres-
lasse s vias de commonicajSo a efflcaz e real solici-
lude eom que alias se deveria aquinhoa las.
A lavoura da canna lem as suas vias de commn-
nicarSo ualuraes, o curso das aguas; porm o caf
esla privado desse recurso ; internado no paiz, he
preciso ser Iransporlado por Ierra, e tongas leguas
percorre elle antes de chegar ao mercado : lodos o'
mais producios variados e ricos de que abunda o in-
lerior arham-se no mesmo caso e lias mesmas cir-
cumslancias.
Os bens que provm a um paiz do melboramento
das vias tle communiearao sao no enlanlo incalcula-
veis.
Segundo Michel Chevalier, ele, um cavallo bom
em urna boa estrada pode carregar, andando a passo,
MO kilagrammas; no enlanlo que as naMi ttodi-
coej e circunstancias pn le, jungldo a urna car-
roja, posar 1,000 kilogramraas, leu) he, ciuco vezes
mais.
Se hoje as nossas estradas e a passo carrega nm
animal ordinariamenle 8 arrobas, parece que por
meio de urna carroja deveria puxar 40 arro-
bas.
A aoloridade do famoso economista he lao respei-
lada que aqui nao podemos dcixar de registrar essa
valiosa opinio.
Se tivessem estradas por onde pudessem transitas
carros, os lucros da lavoura seriam muilo mais avul-
lados. Os transportes porm diminuem considera-
v elmenle as rendas da lavoura. Para Irazer hoje
do inlerior 400 arrobas de caf vio precisas .50 beslas
muars pelo menos ; no enlanlo que 10 beslas pode-
riam bastar. As vanlagens eslendiam-se a todos os
ramos da lavoura; o pessoal poderia lalvez tomar
proporjOes mui diminutas, as despezas de ferragem.
tle arreios e de lodos os aprestos da con.luccilo se
reduzriam a pouca cou do prejo do transporte, sendo em muilo menos
quanlidade. faria baixa-lo visivelmenle. A lavoura
nao lendo grande numero de beslas muars para
sustentar, diminuira a cullura do milho, e empre-
garia lodos os seus brajos na cullura dos gneros de
exporlajao; os terrenos hoje destinados aos paslos
naturaes eartificiaos para manulcnrao de 13o grande
numero de animaes, nunca poderiam em grande par-
le ser aproveilados para a cultura.
Nao he s a lavoura quem lira vanlagens do me-
lboramento das vias de communicajo. As povoa-
jes, sbrelo lo, privadas de todos os dons que for-
nece a agricultura, seriam abastecidas de muilos pro-
dorios que al hoje nao (em sido possivel Irazer ao
mercado por falla de meios commodos e pouco dis-
pendiosos de ceiiiliuvau.
Do que nos serve a maravilhosa produejao do nos-
so solo se os gneros e os fruclos da Ierra nao po-
dem ser aproveilados, porque lodos os lucros, e o
proprio cusi de muilos driles, sao absorvidos pelas
despezas de transporte ?
Emquanlo nao livermos a caria geographica do
nosso paiz trajada de vias de communicajo, de
que nos utilisa a descommunhal uberdade do ter-
reno
Nao temos a mais leve idea de coudemnar o pas-
sado, e nem de irrogar a mais leve censara s ad-
miuslrajies quo lem eslado e se achara a testa do
negocios do paiz. Pedimos, note-se bem, que se re-
luca e se mi: Jite sobre a sorle da alvoura do caf.
As estradas nao sao nem ao menos reparadas ; es-
ses caminhos cujos (rajados lera levantado mais de
urna fortuna, hoje nao ofierecem seguro transito,
nao diremos um animal carrejado, mas a um sim-
ples cavalleiro!
Das estradas do Rio de Janeiro que conhecemos ha
nina alias importanlisma, e por onde transita an-
nualraenle cerca de um milhao de arrobas do caf,
que se acha em tal eslado de abandono, comquanln
lenha urna barreta onde se paga laxa itineraria, que
que os tropeiros preferem passar por urna oulra a-
bandonada ha 16 annos, embora siijeilaudo-se a pa-
gar a barrera da estrada que se diz reparada a
mesma laxa que se cohra aquelles que eilerliv jmen-
le della se servem.
Esles faslos, notorios aos que se oceupam das ne-
cessidades da provincia dispensara (oda a sorle de
commenlarios.
A lavoura ve-se era transe doloroso; alem de ex-
pectativa tle urna m eolheila, alem da caresta do
milho e da elevaj.lo successiva do prejo do transpor-
te, ella he conlrariada peto mo eslado tas estradas.
E forja he dizclo: pagando lodos os Iribulos, sujeila
privaste do lodas as commodidades e gozos das po-
voajoes, ella v animalmente II por cenlo de orna
eolheila absorvida pelas imposijOes que recaben!
isoladamente sobre ella. Quando se oulorgam favo-
res a lodas as industrias, quando se acororoam ou-
Iros ramos da agricultura, quando se conferem pri-
vilegios a todas as emprezas, a lavoura de caf, que
lano tem merecido uo paiz, parece ser o alvo de to-
dos os vexames.
Os dinhrirns pblicos so empregados na salsfa jSo
das necessidades fantsticas das povoajile ou em obras
de mero recreioe capricho das localidades. Os cha*
farizes, casas de cmara calcadas cadeias, encana-
racnlos e oulros inculcados mclhoramenlos maleriaes
figurara por um algari-mo enorme nos nossos regis-
tros admnslralivos. E no enlanlo as estradas, ca-
jo alcance e feriis conseqoencias ninguem contesta,
sao consideradas como objeclo secundario!...
O qoeixame porem be geral, as reclamajes par-
lera de lodos os lados e a adminislrajio bem inlen-
ciooada, como a luppomo, deve qoaalo aotos curar
de lanjar suas vistos sobre este rar-0 mportonle do
lerrico publico.
E a lavoura de caf, ralaeseaap,, reconhecida
aos que alem dolado de beneficios, retistrar ero sua
memoria essa prova de teto e itodieajio pelos seus
mais vilaes inleresses. L. P. L. V
'!-i
Falt* de bracos, e seu etetado preco ; ntcetsidade
da eolonlsario, e indicar o dos meios.
A Ierra encerra Ihesouros, conlem substancias ri-
cas, nutrientes, e de mero regalo para o homem. O
ouro est encravado no rochedo, o diamante jai
mergulhado no fundo dos rios, os fruclos pendem
das arvores, as lindas plumageos das avea e as mar-
cheladas pelles dos animaes manifeslam-se com lodo
o fulgor as vislascuhijosas do homem. Para gozar
para apropriar-se porem o homam da lodx essa opu-
lencia que em torno de si slenla a creajo, ha ne-
cessario o trabalho. O ouro, elle ha de ir pairan
a palmo, com o risco de sua vi la, busca-lo as en-
Iranhas da Ierra ; o diamante, ha do ir safa-lo atre-
ves das regios das aguas ; os fruclos, tem de mde-
los no alio das r-almeiras, ou no come das arvores
seculares. Ha de supporlar as fadigis as mais in-
sanas para apossar-sedas pananafMI dos pastaros e
torna-las objeclo de sea adorno ; as pelles mosquea-
das dos animaes,de que quiz wrvr-se para resguardo
docorpo.so se tornarn sua presa pelos esforjos com-
binados de tua forja e de sua iolalligencia. O tra-
balho pois he a eondijao do homem, seja qoal for o
seu eslado, brbaro oa civilisado ; e a sua aptldo
para elle conslitue um dos mais bellos dotes da Di-
vindade. Tendo porm de satisfazer a urna neees-
sidade que rege todos os seres organisados, a nulri-
jao, o homem procurou de prorapto promover os
meios de subsistencia, c assegarar-aa driles.
Dado porem esle passo o homem, ser perfeilo e
que decahio, nao julga terminada a sua larefa. Ac-
tivo e incan inlelligencia e apropra-se para isso de lodos os re-
cursos fornecdos pela nalureza e pelos phenomenos
que esla diante delle opera. Crea, assim, as srien-
cas, as arles e a industria. Nao se contena em
Irajar as pelles rijas o endurecidas dos animaes, to-
ce a sua lia, ou pede ao tlgodoeiro o sea fruclo. E
espremendo o sueco das plantas, fu mundo os metaea,
irabalhaodo todos os producios brutos da nalureza,
inlerrogando o curso dos asiros, o a marcha de loda
a crearlo, venceudo os proprios elementos e os oba-
laculos por eiles opposlos, chega a esse ponto qoe Ib
riiaroa civilisajao.
Islo he o imperio delle, enle frgil era compararlo
de ludo quanlo o cerca sobre aereajo oteara. Nao
lie s o reioo mineral e vegetal qoe elle domina ;
hspe de lodos os animaes, cujas forjas desmedidas
tornam-se impo lentos dianle dos recursos de sua ar-
le e inlelligencia ; o lendo curvado a cerviz altiva
lo louro edobrado o dorso do cavallo, do camello e
to depilante, o seu poder sobre os animaes lornou-
se indispulavel.
A Ierra he nm jardim qae elle percorre em todos
os sentidos, e que cultiva caprichosamente ; as mou-
tanhas, qua pareciam barreiras antepostas a sua
marcha, abaitam-lhe o eolio oa abrera-lhe os flan-
coa. Os rios caudalosos oa foram galgados pelas
ponles, ou perderam a sua impetnosidade eom os
radaihs h\ draulicos, ou tornam-se meros reservit-
lorios para os cauacs que elle construio.
E o mar, quo inlenlou contrariar o cireumscrever
as ideas do homem, boje he um Ihealro conslanle de
suas proesas !
A mesma distancia e o espajo, esaes grandes ein-
barajosopposlosao gozo ea liberdade do liomem,
podem-se considerar aniquilados e sojeitos ao seu
imperio, depois da descoberla do telegrapho elc-
trico e das modernas appllcajoes do vapor.
Para allingira esse dominio sobre a nalureza, so-
bre a Ierra, sobre os animaes e obre os elementos,
foi necessario porm ama longa serie de esforjos,
grande somma de aclivdade, muilo Irabalbo, O ho-
mem, como o Robinson do famoso Daniel Drfoe, te-
ve tle aprender, fazer e esludar ludo a sua cusa e
a prnpnrcio do que via, observava e necessilava.
(jraja pois ao trabalho do homem, hojea civilisajao
he um fado. Quesnay e os physiocralas ensinaram
por muilo iomp. sem aoolradircao, que roda rf-
queza reside na trra. Adara Smit vei-nos expli-
car o enigma e dar a ullima senha da economa po-
ltica, demonstrando que toda a riqueza est no
trabalho.
Na verdade, de que serve a uberdade da Ierra, os
Ihesouros que esla enrerra, sem que a cullura e-
senvolva os recursos naluraes do solo, e o brajo do
homem arranque os Ihesouros do seio da Ierra 1
O Irabalbo deseuvolve a iolelligenria do liomem,
conserva o alio e robusto, promove-lhe o bem-es-
lar, e creandi^lhe urna posijSo iodependonle, tor-
na-o nleiramente livre. O trabalho faz progredir
as ciencias, as arles e a industria ; enriquece os
paizes onde se exerce; cobre-os de obras impor-
tantes, dola-os de melhoramentos; e produzindo
grande somma de inleresses, incule nos nimos o
amor da ordena e da paz, e he urna garanta para a
seguranja publica e privada; inspira o respeto
da propriedade, moralisa os povos e fortifica na im-
perios.
Honra pois ao trabalho e a quem o exercito, em-
bora alio funecionario investigando os meios de oc-
correr aos males poblieos ou simples jornaleiro oc-
cupado em lanjar os alicorees de ama modesto pro-
priedade.
Cada um cumpre o seu dever concorrendo segun-
do suas forjas para o edificio social: he isso alias o
que nos conforto na elaborarlo dos curtos trechos qaa
temos dado luz.
Temos tirado partido das forjas dos animaes, in-
ventado machinas, e alm doa motores naluraes le-
mos creado oulros ; mas sem a presenra immediato
do homem, nem os animaes, nem as machinas e
nem os motores podem convenienteroenle funecio-
nar. He preciso para dirigir todos os movimenlos
da malcra bruta e impensante,a aejocalma ereflec-
lida da inlelligencia.
E a inlelligencia, por urna excepjSo outorgada
em favor da humanidade, s foi concedida ao ho-
rnera.
He pois o homem o agente de todo o trabalho,
directo ou indirectamente ; a sua presenra he um
elemento constitutivo delle. He verdade qae a in-
dustria lem poupado muilo e cconomisado o Iraba-
lbo brajal, mas a agricultura tem pouco aproveilado
das machinas e invencoes tendentes a tal fim. A in-
venjao do arado, do grande alcance e utilidade se-
guramente, parece ler limitado os apcrfeijoameDtos,
salvo alguns ensaios locaes e circuiuscriplos a certas
zonas de delerminados paizes. A sentenja biblica
a banhars a Ierra com o suor do leu rosto lera
ainda hoje urna applicajao litteral.
Ora, pelo lado das machinas auxiliares de algo-
mas operajOcs em que a forja he o nico agente,
lem a lavoura de caf entre nos lodos os recursos.
Os seus engcuhos sao bem construidos, e os seus e>-
labelecimenlos lao bem montados que sao dignos de
ser examinados, e sem receio podem ser visitados
pelos agricultores europeos. Mas quanlo ao agente
principal do trabalho, o homcm, a lavoura experi-
menta ludas as con'equcneias da falla de seus brajos,
c da sua necessaria cooperario.
E a lavoura encara sua posijn com madureza.
A marcha pausada das estajese de tclo> os pheno-
menos ta vegetaran mprimem s rlasses agrcolas
urna prudencia na aejan, urna circumspecjao as
opinies, tima rrflcxao em lodos os sens actos, que
he raro screm esles despidos de urna craiide quan-
lidade tle bom senso e de juzo prudencial. Toda-
va a falla de bracos he um abysmo que cada dia
perliirha-lhe a paz do espiritoe a merculha na Iri-
leza ; dizercos que he um abysmo porque ameara
submergi-la, aniqula-la, deslrui-la, e conjuntamen-
te todos esses eslabelccimcnlos. que forja de per-
sevcr.inja, Irabalbo e economa, ella levou lanos
annos a crear, e que tencionava legar como urna lie-
ranra sagrada aos seus successores.
Os porlos da Costo d'A frica, donde proceda essa
coloni-acAn que presin i lavoura servijos lemdovi-
da insnbsliluiv eis, hoje nos esl.lo irremissivelmenle
fechados. Ha muilos annos que dahi nao vem um
nico escravo. As tentativas louvaveis de alguns ci-
dadlos inspirados por senlimenlos patriticos e hu-
inanilarios, emprehendidas com fim de manler a
cullura do caf por meio de colonsajao europea
engajada, parecem ler abortado, e deltas s pode-
mos colher o amargo fruclo de grandes decepcSes e
completo discredilo Jessa colonsajao. As provincias




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II FflVFI


m nnwmmininiam
DIARIO OE PERNAMBUCO, TRQA FEIRA 31 DE OUTUBRO DE 1854.
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do Norte consliluem hoja o nico inaiianri.il de bra-
jo onde a lavoura de caf enconlra roeioi para sa-
lisfazer as necessidades itmpre progressivas do ser-
vic/j.
O navios que dahi ehegam ao Rio de Janeiro vem
empuados dessa populado heterognea e de educa-
Sao diversa da nossa escravalura qne se espalda pe-
las (atcndas de caf, onde a moralidade preside ao
Irabilho, e a abundancia e a solicilude paternal pe-
la sorte das escravos acompaiiliam a boa disciplina e
o rgimen.
Hevisivel, porcro, que, tarde ou cedo, com mais
ou menos demora, easa torrente de emigrado forni-
da lem de esvair-se por falla de alimento. Alm dis-
to, o preco desses escravos he ruinoso. Nao nos pare-
ce mesmo possivel que o trabalho de um escravo soja
bastante productivo para cobrir todas asdespezas de
eonservacJo de ua saude o forcas, os juros do capi-
tal o o< lucros que devem ser grandes, porque o es-
travo importa um capital que de urna hora para ou-
tra desapparece. Isso visla dos presos porque sao
hoja comprados.
A lavoura de caf tem tomado um desenvolvimcn-
to espantosa ; os lavradores hnje mais do que nunca
tem cubarlo o terreno da ama prodigiosa quantidade
de cafozaes, muitos dos quaes, a alo haver prompto
reme lio, tem de ser abandonad *. A escravalura
pois que vam do Norte poder formar um contingen-
te, mas nao constituir um reforco tal de bracos que
seja suDiciente para dar impulso aos trabalhos e fa-
zer progredir as tentativas na ilireco.lo grandiosa i
que alias linham visadu.
Fechados os portos ila frica, importando hoje os
escravo* prados excesivos, nao vea lavoura ummaio
de sahir de tal embaraco. Se ella ao menos podesse
fazer como o here da fbula, semear palhas e nasce-
reru hamens 1
A colonisucio europea, a os meioi de levi-la a ef-
feito, tem pois preoecupado os nimos da lavoura,
que lem recuado diaiite das difflculdades que se Ihe
antolham, edas improbabilidades de successo.
Perante as dcspez.u necesaria- para promover a
celonisacao, a fortuna de um individuo he zero, e de
urna ciaste como a lavoura apenas um contingente ;
he preciso mais, he necesario a fortuna de um es-
tado, de urna nacJto. Quem ha da colonUar pois o
paiz nao he a lavoura e tem os particulares, he o es-
tado, a naci. Os modos de promover a colonisa-
0o entre nos lem variado muito ; temos ensaiado to-
dos os procese, mas, por urna fatalidade que perse-
gae toda as nossas cousas, anda nao applicamos o
meio talve nico para chegarmos directa e rpida-
mente ao fim proposto. Na nossa opinio esse meio
consiste em um sytleraa completo de vias de enmmu-
nieacao. Fra disso nao vemos salvacJo possivel da
crias qua nos creou a cess.ie.ui da colonisarao africa-
na, criae que eiiga promptos esforeos, tendentes a
favonear a emigracn europea, que vanha oceupar o
vacuo da eujos elTeilos ja se resento a lavoura.
Tal he a mortalidade que se computa na raca es-
crava entre nos, e a punca viabilidade dos que nas-
eem, que as parece que se no vierem bracos para
o paiz, teri elle era poneos annos retrogradado tan-
to quanto liona durante muitos progredido.
O que sustenta esta cutaalidade he visivelmenle
a produccio do paiz ; dimionam consideravelmente
as colheilns, escasseie o caf e os mais gneros de
exportado, qnc os navios europeos, que hoje aqui
afllucm aos centos, rao demandar oulros portos
onde Iroquem os seus productos. Se alies hoje aqui
vm, nao ha para contemplar o panorama do Kiu de
Janeiro, he para Irazer o seu genero e receber o
nosso : no momento em que mis nao o tivermos,
elles s chegaro aqui para fazer aguada ou refres-
car a tripularlo.
O meio de sustentar a producto no mesmo pe e
augmenla-la, o que he conveniente e necessario, he
chamar bracos para o paiz, he a coloniscSo.
Note-se no entanto que urna cnlonisacao engaja-
da, agarrada a laco (perdoem-nos a phrase), he sem-
pre urna colonisarao que s aprsenla urna expec-
tativa de desgranas para o paiz. Embora se facilitem
cerlos malos de transporte e se prestem outros
estmulos, u que nosennvem he a colonisarao espon-
tanea. He chamar a atl-noao na Europa de classes
inteiras que all So infelize*, e que querendo ga-
nhar a vida, nao cncontram trabalho, que ellas
mendigara de porta em porta, como o invalido mou
diga o pao.
O meio porcm sSo as vias de comm un cacan. Em-
quaulo o Europeo souber que, apenas desembarca
entre nos nao ple dar um passo senao montado em
burro ou a cavsllo nos hombros de um negro, e que
para ir dar um passeio aus arrabaldes he necessario
um trem immenso de botas, esporas e de cavallo,
elle que nanea montn a cavallo, e que muitas ve-
zes neni vio um burro durante toda a sua vida, aba-
na a cabera e diz que antes quer ir para os Estados-
Uuidos ou Australia, porque la-so nao hu caminho
de ferro, pelo meos ha diligencias.
E de fado, qual ser o Europeo que quorer. es-
lando em seu jaizo, proferir o Brasil a outros luga-
res onde igualmente o homem pode em poucos an-
nos ganhar oa commodos de urna posinto modesta ?
Inlernar-se nos bosques, ser victiva de todos os in-
convenientes da sol id Jo, nio ler uenhuui meio de
transporte e de locomocao, eis ahi seguramente o seu
deslino. De que Ihe servirn os e-forcos e cuidados
de urna agricultura inlelligenle, ou de ama indus-
tria paciente, quando o transporte, o seu preco, as
siias difllcoldades, o sen mo acondicionamenlo, nao
'he permiltirao de modo algom tirar raotagens do
seu penoso lidar'.'
Calvez se achem imprudentes usas verdades, e se
quizetse antes occulta-laa Europa, mas he isso pu-
eril ; ella est de sobra aviso ; e tanto conhece o
paiz e o sea estado, que mais de urna intelligencia
elevada tem soflYido decepees, e mais de urna mis-
ata importante tem sossobrado sempre que se tem
querido angariara colonisarao. Julgamos que em tal
materia o occultara verdade seria, nao mentir Eu.
ropa, mas mentir lavoura do Brasil, cujos interes-
ses alias aqni tomamos por nico escopo.
No momento porm em que se souber que ara ca-
minho de ferro percurre una grande cvlensao do
territorio do Brasil, e que terrenos feriis, climas
amenos, ae prestam a receber as popolardes, europeas
r que estradas de carro circula m nos pontos interme-
dios, eqoerios navegveisjofferecem as suas margens
fandaeao de cidades e povoacocs. essas populadnos
para correrao colisilas e pressurosas a demandar um
paiz onde os elementos da riqueza se acham espalha-
dos no solo, e so favoneados por facis condcenos.
He ento que a emigrarlo conveniente, a espon-
tanea, ha de aflluir de todos os pontos da Europa para
o Brasil, onde potler escolher o lugar que mais Ihe
agradar pera a fundacao dos seus estabelecimentos,
visla da variedade amena dos climns, das re-
gio e das zonas de que he dotado o paiz. He s
nessa concorrencia geral de homens de todas as cas-
tes e profissoes, qne a lavoura encontrar os bracos
de qne carece para o cosleio e manntenrao de seus
estabelecimentos.
Estas ideas, que nos parecem estar na mente de
lodos os Brasileiros, tem todava adversarios. Isso
seria, dizem ellos, fazer urna despeza enorme, gastar
rios de dinheiro, arruinar nteinmenle as linanras
lo paiz. No entanto o helo he qua os dinheiros em-
preados as vias de cominunii ao.Vj nunca foram
considerados como fonle de ruina para os que as
lem emprehenddo; tanto assim que hoje era lodo o
mundo as vias de communicacSo sao consideradas
como negocio, como a especalacao. que tem alias
creado fortunas collossaes. Mediante certas conees-
ses e privilcsios. os particulares lem tomado por
empreza essas obras, e serapre rom probabilidade de
lucros, e direi mesmo certera dollc Oa proprios
governos na Europa liram lucro da vias de commu-
uicarao aprehendidas pelo Estado. Ora, no nosso
paiz, novo, che o de vida, dolado de todos os recur-
sos, onde ludo ha a fazr, onde o rommercio, a a-
aricullora, a irfdustria nao lem ashaurido, e uem ao
menos explorado as riquezas naturaes.he que as vas
de communictcifJt bao de ser prejedciacs?! Estes
argumentos revolt un e inspirara ao homem dedicado
aos interesses do paiz, mas retirado do tumulto dos
negocias, a mais suma indignaco.
Empenhe-se embora o paiz em urna divida enor-
me com essas avultadas despeaas; decorridos alguns
annos. elle se achara povoado, rico de gente, de
agricultura, decommercio, ole sciencias.de capitaes.
Tenhanwt f e confanos no nosso terreno, no es-
pirito laborioso das nossas rxipulacoes, na capaeida-
de dos nossea estadistas, e sobreludo na Providen-
cia.
Easa divida nSo nos ha de arruinar, porquanlo
nao vamos consumir o capital, mas apenas fazc-lo
reprodozir e render, tirando partido das immensas
riquezas que se achao agglomeradas em todos os .tu-
flos do imjwrio spera do priinaira oimboi de um
caminlio de ferro, para de sbito serem cxposlas nos
mercados exportadores e dahi levadas para o estrau-
geiro.
A agricultura he sem duvida a nica fonle donde
icm emanado toda essa riqueza de que em to cur-
tos anuos lem sido aquinhoado o paiz, quo nos co-
nhecemos parvo de cvilisacao, de bem-estar, de for-
tunas e de cabedaes; que tinha entao urna renda di-
minuta em eoniparacao da de hoje, e que nesse lem-
po nao esperava alcancar lie rpidamente essa posi-
c3o que hoje o reveste do prestigio da torca, do cr-
dito publico e da considerarn das mais n,iones.
Na verdade, quem ganhou esses capitaes que hoje
abundara no paiz ? Seria a industria, a sciencia, o
commercio, ou a lilleralura I Nao: foram gaohos,
real a real, pela lavoura, que preencheudoama mis-
sao providencial, fiel as insliluicoes, e amiga da paz,
tem trabalhado sem descanso para arrancar toda es-
sa riqueza do seio da trra, e prdigamente espa-
Iha-la por todas as classes da sociedade. A lavoura
constilue tem duvida uina ciaste que lera fornecido
e continuara a lurnecer ao Estado grande somma de
meios para satisfacao das necessidades publicas, e
ao paiz o elemento constitutivo da prosperidade, a
riqueza, sem a qual nao ha progresso, nem paz, ero
seguranza publica, nem sciencias c era civ.lsaeao
possiveis. Julgamos pois que se nos rellevar ter dito
algumas palavras em seu abono, e de conformidade
com os seus interesses.
L P. L. V.
( Do Jornal do Commercio do Rio.)
COMMERCIOT"
PRACA DO RECIFE 30 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOes olliciaea.
Descont de leltras de 30 dias7 X ao anno.
ALFANDBUA.
Rendimenlo do da 1 a 8. .
dem do dia30......
e i criados, Miguel Thcophiln de Souza e i cria-
dos, Antonio Pompeo de Souza Colunda e 1 cria-
do, Antonio 'I homo Rodrigues e 3 criado', Ma-
nnel de Mello Montenegro c i criados, Francisco
Pinto Brandan c > rriados, Joaquim da Costa lli-
beiro c I criado, Jos Podro da Costa e i criado.
Jos Fortnalo Bandeira e 1 criado, Lauriaoo
Texeira Bastos, Antonio Carvalho de Almaida.
AssPatacho brasileiro Amizade, em lastro. Sus-
pendeu do laiiieir.ln.
Observacao.
Foi suspensa a quarentena e entrn para o mos-
qneiro a barca franceza (Suslave II.
.Vario entrado no dio 30.
Liverpool.">0 dias. barca ingleza Juterna, de 311
toneladas, capitn John Siisrox, eqitipagem 13,
carga carvao de pedra ; a Johnston Pater & Cnm-
nanhia. Veio refrescar e segu para Vnlparazo.
Ficou de quarentena por 10 dias. Na viagem raor-
reu um tripulante.
EDITAES.
233:03 SJ03S
2fc5M|B25
75:6-2H(i:t
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cuinpi imenio do disposlo no art. ;li da le pro-
vincial n.129, manda fazer publico para conheci-
ment dos (Tnloreshvpolhecarios e quaesquer inlc-
ressados, que fui desapropriada a Jos Jnaquim de
Freilas, urna casa de taipa sita na villa do Cabo, pe-
la qitantia de 809000 rs., devendo o respectivo pro-
prietario ser pago da importancia da desapropriac,Ao
ngo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala dette, cujo prazo he concedido para as recla-
maoes.
E para conslar se mandou aflixaro presente e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassuccessivos.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco IB de outubro de 1854. Osecretarso. Antonio
t'erreira da AnnunciarSo.
Pea directora d'a faculdade de direilo se faz
publico, para conhecimeiilo dos interessados que,
devendo ter lugar a transferencia do archivo da
mesilla at o dia primeiro de novembro do correte
anno, por achar-se prompto lugar para isso, e para
os trabalho. respectivos na casa que se prepara no
Recife.e por coiiseauinlelerressado esse impedimen-
to, devera comerar no .lia.! do mesmomez os traba-
lhos dos actos, e tambora dos exanies o preparatorios, I
pena de, lindos os 10 dias, ser condpninado no prin-
cipal, juros, e cusas a revelia. Pede ao illm. Sr.
Dr. jniz, do civel e do commercio assim Ihe deliin.
E R. yi.Alcnftrado. t. Cite-se. Recife 6 de
sclemhro de I85i. Silca (aimarHet.A San-
tosOllreira.
Certifico queseado nesla cidadedo Recife procu-
rei ao supplicado Manoel Pcreirn da Silva para elTeilo
de o citar pelo conteudo na peli3o o despacho supra,
nao o cncuntrei, inforniainln-inc nao bouvo quem
drlle me desse noticia. Recife li de selembro de
I85i.Em f de verdade. Miguel Moreira de
Soma Main, olli.'ial do juizo.
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio.O sapplicante
a visla dacerlidan supra, e da certidAo da conrilia-
o.io j inl.i por edictos, visto que j naquclle juizo de
paz juslilicou a ausencia do supplicado, vem requerer
a V. S. que mande passar editaes para ser citado
dito supplicado para o conteudo lia petizo retro na
forma dos !j$ 2. e 3 "do art. 45 do Dec. n. 737 de
25 ile novembro de 1850.E R. M. Atcoforado.
Deve produzir a juslilicaco ueste caso. Recife 15
de selembro de 1854.E mais senao coulinha em
dita potioan. despacho, distribuicao, replica, aqu
copiados.etendoproduzido suastesleinunhas.subir.ini
os autos a conclusao, e leve a sentenr.a do thour
sczuinle : Julio por ten lenca c cusas a juslilieacao
a 11. e mando que se allixe editaes por 30 dias nos la-
gares do estillo tendo-se em vista o disposlo no art.
51 do reg. Recife 20 de uulubro de 1854.Cuttn-
dio Manoel da Silca Guimarc*.Em virluda da
qual hei por citado ao supplicado Manoel Pereira
da Silva para se proceder a accao que o supplicaii-
te vai propor, constante da sua peinan supra trans-
cripta, afiio de comparecer por si ou seu procurador
a priineira audiencia dete juizo que lera lugar (le-
pra- de frailo o prazo, sob pena de correr a causa
a sua revelia al final senlenca, e ua execncan. Pe-
lo que toda qualqner pessoa prenles, amiftos, ou co-
ndecidos do supplicado o poderao fazer sciente do
que lica cxposlo, e o portero publicar e atinar o
presente nos lasares designados, e sera publicada
pelo Diario de l'emambuco. Dada nesla ci hule do
Recife 30 de outubro de 1854. Eu Jnaquim Jos
Pereira dos Santos escrivao, a subscrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraet.
Adan iii-so vago o nflicio de escrivao do jurv
do termo de Insazeira, manda S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia assim o fazer publico para co-
Uetcarregam hoje 31 de outubro.
Brigue inglezCarolinebacalhao.
Brigue inglezPurletdem.
Barca portuguezaSania Ou;diversos gneros.
Brigue portuguezbaiacal, ceblas e farinha.
Barca americanallaltimorefarinha de trigo.
Brigue hra-ileiroPuritanosabao.
Importacao'.
Brigue inglez Carolina, viudo de Terra Nova*
consignado a N. O. Bieber & C, manifestou o se-
grate :
2,407 barricas bacalhao ; aos mesmos consignata-
rios.
Brigue inalez Peerfu*, vindo de Terra Nova, con-
signado a Johnston Pater A C, manifestou o se-
guinte:
2,010 barricas bacalhao; aos mesmos consigna-
tarios.
Barca americana llaltimore, vinda de Ballimore,
consignada a Schramm & C, manifestou o seguinle:
2,499 barricas e 102 meias ditas farinha de trigo;
aos mesmos consignatarios.
CONSULADO UERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 28.....6:13089,58
dem do dia 30........ 884J680
7:0158638
CIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 28.....3998156
dem do dia 30........ 46:832
6438988
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PKRNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 28.....32:555;8(8
dem do dia 30........976^)48
33:3318916
CONSULADO PROVINCIAL.
comparecn h, os respectivos estallantes, pira lir... ,
ponto para aquellos actos as sele horas do dia 2 na I ""'"nenio das parles inleres-adas. a afun de que os
referida casa. O oOleial que serve de secretario, Pr'tendenles ao dito oflicio se habililem na forma
lepois de recislrado o presento, o farn publicar na | _.-"t'0-!!.".- .'. .!.?.0.!!f asoi,n\'le ]*''}' apre-
sentem os seus requerimentos ao juiz de direilo da
comarca de Paje de Flores no prozo de60aias, que
comecou a correr do dia 11 do correnle em diante,
para sesuirem-se os tramites marcados nos arts.
forma doeslylu c pela imprensa. O director inte-
rino, Dr. Antonio Jos Coellio.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria proviu-
nal manda fazer publico, para conhecimenlo dos JJe JJdadldi decreto,
contnbu.nles aba.xo declarados, os imposlos de 3 Secretaria do governo de Pernambuco 29 de se-
HamSin? alu*ne,s ,loa inST. .e",abel"nc1nl?s' lembro de ia54.-Joaquim Pires Machado Portella,
1005000 por casas quei vciidem b.lheles de loteras o(Vlcl(1,.maior tenim de ,,
de oulras provincias e 408000 rs. por casas de modas | ____ ________________________________
deslc municipio, pertencentes aos ctercicios de
1836 a 1852, que tendo-se concluido a liqoidacao
da divida activa desles impustos devem comparecer
na mencionada Ihesouraria dentro de Irinla dias
DECLAKAgOES.
A Ihesouraria provincial compra para a repar-
contadus do dia da publicado do prsenle edilal, pa- 'i'.''10 das obras publicas um barril de alcalrao. Os
ra se Ibes dar a nota do seu debito, afim de que o pretendenles comparecam na raesma Ihesouraria com
paguem na mesa do consulado provincial, ficando i tuas propustas era carta fechada.
., ., i a ^-11 lau^ _! -I_____i i a* a__________m- __ Siti' r\ I iri i il a I lma-.urnri! 11
Rendimenlo do dia 1 a 28
dem do dia 30
.15:2028747
. 7028229
13:904976
*
PAUTA
dos prems correntet do assucar, algodoo, e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
coiuulado de Pernambuco, na semana de 30
de outubro a 4 de nocembrode 1854.
Assucar em caixas branco 1 .< qualidade
2. ii
i> mase.........
bar. e sac. branco.......
mascavado.....
refinado...........
Algodao era pluma de i." qualidade
m a ."
i) 3.
em caroco.........
Espirito de agurdente .
Aguardeute cachaca........
" de c.inini.......
resillada....... u
Ijenehra..............
............. botija
............. caada
B ..............garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
n em casca........... o
Azeile de mamona........caada
caada
Licor
mendobira e de coco
a de peixe.......
Cacao.............
Aves araras .......
papagaios.......
Bolachas............
Biscnilos............
Caf boro............
n rcstolho..........
com casia.........
n muido...........
Carne secca..........
Cocos com casca........
Charutos bous.........
> ordinarios......
regala e primor .
Cera de carnauba.......
era velas .........
Cobre uovo mao d'obra ....
Couros de boi salgados.....
ii expixadoa.......
ii verdes.........
de ouca ........
o cabra corlidot .
Doce de calda.........
u goiaba........
secco..........
u jalea ......
Estopa nacional........
ealrnngeira, mao d'obra
Espanadures grandes......
i) pequeos. .
Farinha de mandioca.....
ii ii railho.......
aramia......
Feijao.............
Fumo hom..........
i ordinario........
em faina hom......
2*700
25-100
15900
28250
15600
35200
55700
55300
45'MM
15125
8640
540
5520
8170
5480
8220
W0
8220
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18600
8610
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15280
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8180
8200
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8400
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tiomma .
Gengibre. .
Lenha de acti
ordinario,
restolho .
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a
cento
is grandes .
a a pequeas..... 11
11 i) i> toros.......
Pranchas de amarello de 2 costados urna
11 louro......... n
Costado de amarello de 33 a 40 p. de
c. e 2 ,'j a 3 de I..... n
de dito usuaes.......
Cosladioho de dito........
Soalho de dito...........
Ferro de dito...........
Costado de louro..........1
Cosladinho de dito........
Soalho de dito...........
Forro de dito...........
cedro..........
Toros de talajulia.........quintal
Varas de parreira.........duzia
11 Humiliadas........
11 quiris.......... a
Em obras rodas de sicupira para c. par
11 a eixos 11 11 b 11
Melado...............caada
Milho...............alqueire
Pedra de amolar.........urna
a 11 filtrar.......... a
11 n relilos.........
Ponas de boi..........
Piassava.............
Sola 011 vaqueta.........
Selio em rama..........
Pelles de rarneiio........
Salsa parrilha..........
Tapioca.............
Unhas de boi..........
Sabao ..............
Esleirs de perneri.......
Vinagre pipa .'.........
Canecas de cachmbe de barro.
OOtlIO
mollio
meio
9
una
@
11
cenlo
&
urna

milheiro
.55-500
48300
78000
35OOO
85000
45OOO
35OO
325OOO
35000
18500
15560
I5OOO
108000
125000
78000
208000
Mk|000
85000
65OOO
3.5500
65OOO
.55200
352OO
25200
351100
15280
I5280
15600
560
405000
165000
5160
18280
8W
65OOO
8800
.43(100
5320
25100
tttIKK)
8180
17-5000
25-500
5210
5090
8160
30)000
58000
na intelligencia de que lindo o dito prazo serao sc-
tao executadas.
E para constar se mandou publicar peto Diario.
Secretarla da thesouraria provincial de Pernambu-
co 27 de oulnbro de 1851.O secretario, Antonio
Ferreira da Jnnunciarao.
Domingos Barrciros........ 356OO
Domingos Guimaraes........ 78200
Domingos Jos Martin-....... 19410
uarle & Suares.......... 65OOO
Domiogus Antones Villaca..... 43500
Domingos Pereira........ 25880
Domingos da Silva Pereira...... 29340
Eslima & Ramos......... 38000
Eduvigcs Cavalcanli de Albuqnerque 28160
Eduardo da Costa Oliveira...... 38600
Eugenio da Silva........ I5SOO
Eduardo Marcolino Ferreira..... 18500
Francisco Xavier de Oliveira..... 68000
Francisco Jos da Silva Maceira .... 35000
Francisco l.ui/. Beltrao....... 18800
Francisco Jos dos Passos Guimarcs 25880
Fidelles Jos Correii......... 125(K0
Francisco Macedo Souza...... 3-5600
Flix Soares de Carvalho...... 38600
Francisco Antonio da Silva...... 25160
Kilisbiuo de Carvalho Raposo .... 35000
Francisco Jos Raposo....... 125000
Francisco Alfonso......... 18600
Franciscoo Benle Culi....... 98000
Fernandos & Costa........ 48500
Francisco Rodrisues dos Sanios .... 65OOO
Francisco Malaquias Soares..... 381HK)
Francisco Jos du Sacramento .... I38OO
Francisco Carneiro Machado Rios. 3)600
Franca iSj Irmaos......... 38000
Francisco Antonio Freir Juuiur. 2?160
Feliciano Jos (i unos....... I83OOO
Francisco Jos de Masalhaes Bastos. 3801)0
Francisco oncalves Peiiinchc .... 2)680
Francisco Antonio de Oliveira..... 38000
Francisco Rabello Muniz...... :i8)XM)
Francisco de Mallos Vii-ira. 28880
Flix Jos du Nascimenlo...... 45320
Francisco Fernandos Thonaz..... 1280110
Francisco Jos de Campos '. 9a!H10
Francisco de Barros Reg...... 2)t0
Frncisco -Joaquira........ 3)000
Francisco Jos da Costa Campello 45500
Francisco Ildefonso Martins Carvalho 28160
Francisco Moreira Marques...... 3)800
Florinda Moreira Maior....... 3)600
Francisco Soares Cordeiro...... 38000
Francisco Jas Vieira Machado .... IsilO
ncisco Moni/..........43500
18300
65OOO
138200
13)000
.55760
8520
88820
38000
35000
65000
Fra
Francisco Jos dos Sanios .
Francisco Jos de Sam'Aniia ....
Francisco Antonio de Figueiredn. .
Francisco das Cliagas Cavalcanli Pessoa.
Gregorio da fosla Munleiro.....
Gregorio Francisco das Chagas .
Gcraldo Amarante dos Santos. .
Guiarse* & Rocha....., .
Gaspar Pereira da Silva.....
Iladavll i Irmaos........
Henriqne Hamos.........125000
Ignacio Beato de Loyolla......I25DOO
Ignacio Xavier da Cosa.......1)080
Isnario Jos da Silva.......108500
Ignacio Jos de Freilas.......1)800
Izidoro da Costa Rocha ..... I5KS0
Joc Donuely ,.......38000
Juao Bellarmino Soares.......3)000
Joaquira de Oliveira Maia.....6M00
Jos Fixe...........3M00
Jos Al ves Barbosa........45500
Joao Francisco de Carvalho.....7)500
Joan Antonio de Oliveira & Companhia. 4*500
Jos Vicente de Lima.......45500
38600
asooo
6)000
1)600
35OJO
63000
105.500
9)000
13500
63000
MOVIMENTO DO PORTO
Nacios entrados no dia 29.
Ass28 dias, barca brasileira Mendonra II, de 317
toneladas, capitn Eliseu Arauju de Franca, cqui-
pasem 15, carga sal; a Thomaz de Aquiuo Fon-
seca Filho. Veio largar o pralico e seguio
para o Rio de Janeiro.
Bi de Janeiro22 dias, brigoe americano ./. Hag-
ford, de 187 toneladas, capitn F. I. Thomaz,
equipagein 11, carga 2,350 saccas com caf; a
ordem. Veio refrescar e segu para Charleslon.
Nacios sahidos no mesmo dia.
Acaran! pelo MundahHiate brasileiro Castro,
meslre Francisco de Castro, carga fazendas e mais
gneros. Paasageirns, Joan Frederico de Andrade
Jos Antonio de Magalhaos. .
Jos Antonio Alves de Miranda .
Joaquim Jos de I .na; Jos Bernardo de Souza. .
Jos Joaquim Goucalves. .
Joo Joaquina Vieira ....
Joao Antonio Hornos Gnimaraes .
Juaquim de Oliveira Maia Jnior
Jos Francisco Marinho. .
Joaquira Jos da Costa ....
(Conti n uar-se-ha.)
Achando-se vago o oIRcio de escrivao do ci-
me, civel e notas do termo de Ingazeira, manda S:
bxc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conheciraenlo das parles intaressadas, e
alim de que os prelendentcs do diloofflcio, se habi-
ih-'1 "' forma 'lo decreto n. 817 de 30 de agosto de
18ol, e apresenlera os seus requerimentos ao pri-
meiro supplcnte do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 dias. que comecou a correr do dia 11
do correte em (liante, para seguirem-se os tra-
mites marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretariado governo de Pernambuco 29 de selem-
bro de 1851.Joaquim Pires Machado Portella, ofli-
cial-maior servindu de secretario.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Maciel, juiz
municipal da segunda vara do commercio nesla
cidade do Recife de Pernambuco, por S. M. I. e
C. o Senhor D. Pedro II. qua Dos guarde, etc.
rac.0 saber que no dia 31 do correnle mez as 4 ho-
ras da larde se ha de arrematar por venda em praca
publica que lera lugar na porta da casa de niinlia
residencia na ra cslreita do Rosario n. 21, ai pe-
daros de bano a 200 rs. a libra ; 26 ditos de vilela
a 320 rs. cada pedaco; 150 laboas de pinho a 600 rs.
cada urna ; 611 costados de louro a 23500 cada um;
25 laboas de cedro para forro a I36OO; 19 laboas de
louro e amarello por 593; 4 laboas de amarello para
torro por 103; 2 ditas de jacarando a 3); 5 ditas de
dito a 35; 2,000 pedacos de madeira de diferentes
lmannos e qualidades a 100 rs. cada um; 500 liras
de tahoas para obras de marcineiro a 100 rs.; nm cai-
x3o com folhas de mogno; urna porrao de ditas solas
de dillerentes qualidade, todas por 6O5; 62 p*os e
travessas torneados, envernisados c preparados para
mesas a 100 rs. cada um; 5 pedras de marmore pre-
til a 53; duas ditas de meia la cor mais clara pnr
43; Liiduvina crioula idade 35 annos por 4008; Ma-
na parda, idade 8 mezes por 160) ; Manoel pardo,
idade olio mezos por 1003; Filippe rrioulo, idade
nove anuos por 4005; Anuncio, idade 10 mezes por
1008; Gresorio 1 annos por 900), cojos bens se a-
chain embargados por Joao Vigcns viuva e bcr.lei-
ros de Jnliau Beranser. E para que cliegoc a noti-
cia de lodos inandei passar o presente cdital que se-
ra publicado pola imprenta, < dous do mesmo thoor
que serao allhados na praca do Commercio e na casa
das audiencias. Dado e passado nesla cidade do Re-
cife de Pernambuco aos 18 de outubro de 1851. Eu
Manoel Joaquim BaptisU, escrivao interino o esrer-
vLFrancisco ti; Assis de Oliveira Maciel.
O Dr. Cuslodi Manoel da Silva Guimaraes juiz de
direilo da priineira vara civel c commercio desla
cidade do Recife de Pernambuco por S. M. I. eC.
que Dos guarde, etc.
Fajo saber aos que a presente carta de edictos vi-
rem, ou dola noticia tiverem, em como Amonio
Maia da Silva me -fez a policHo do thoor aeguintc:
Diz Antonio Maia da Silva que quer fazer citar
a Manoel Pereira de Silva, para ver a-siguar na
priineira audiencia deste juizo os dez dias da lei a
leltra junta, aceita por ello, que se acha vencida, e
ncllcs pagar a quanlia de rs. 7103312, assim como
us juros, razo de 2 porcentu ao mez.como nellase
acha estipulado,c londo-o chamado a MaciUaeBopor
cdiclos.eagora ao supplicaiite conslaque este Manoel
Pereira existe nesta cidade, por isso requer a V. S.
que mande citar ao supplicado para dito flrn com a
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 21 de outubro de 1851.
Antonio Ferreira da Annunciacilo.
Companhia Peniambncarja de vapores.
O cunselho da direccao da companhia Pernambu-
cana convida os scnliores accionistas a realisarem
mais 25 por cento sobre o numero de acces que
subscreveram, al o dia 15 do futuro mez de novem-
bro, afira de serem feitas com regularidade para In-
glaterra as reinesas de fundos com que lem de al-
ten. |.t os prazos do pasamento do primeiro vapor
em conslrucoao, sendo encarregado do recebimento
o Sr. F. Coulon, na ra da Cruz 11. 26.
Ordenando o Exm. Sr. presidente a esta re-
partilo, em ofiicio de 27 do correnle mez, que se
mareae o prazu de Ircs mezc*, designado no aviso
do ministerio da marinlia de 20 de outubro de
1818. para cessarem todas as liconcas para cortes de
madeiras nesla provincia a excepcao das concedidas
era conformidade de contractos celebrados com indi-
viduos que as livessem obtido depois da dala do mes-
mu aviso, afun do se evitar duvida- de futuro por
nao se ter feilo linda a declaradlo do referido prazo.
0 Illm. Sr. capitn do porto manda fazer constar,
que pois o ha como marcado pelo presente, sendo
conscsuiilcmenle contado desde hoje.
Capitana do porto da Pernambuco em 30 de ou-
lnbro de 1851. O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos injo..
_ Pela contadura da cmara municipal do Re-
cife se faz publico, que o prazu marcado para o pa-
gamenlo a bocea do cofre, du imposto de carros, car-
rocas e oulros vehculos de con luceao he do I.- ao
ultimo ilcoulubru pruximo futuro. Otando sujeitos a
multado 50 porcentu os que nao pagaren no refe-
rido prazo. No impedimento do contador, o ama-
nuenseFrancisco Canuto da Boa-l'iagem.
O Illm. Sr. capiUlo du porto, om rumprinienlo
I 1 o-d-in 1I0 Exm. Sr. presidente da provincia em
officio de 23 do correte mez, manda dar publicida-
de, nao s aos avisos circulares ns. 79 e 83 da repar-
ticaoda marinhade 19 e 25dese.teuibro ultimo,mas
1 (lunera a-ira.lacones a que elle o refere, concer-
II ente-,1, mil liciera's ,| blinpicio dos por los da
Russia no golfo de Finlandia pelas torcas anslo-fran-
cezas, o era oulros da mesma linean no golfo de Bo-
lliuia, pelas forcas navaes combinadas da Inglaterra
e da Franca.
Capitana do porto de Pernambuco 26 de outubro
de 1851. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Circular.Copia n. 79.Rio de Janeiro. Ministe-
rio dos negocios da marraba 19 de selembro de 1851.
Illm. e Exm. Sr.Remello a V. Exc. pur copia,
a tradcelo do supplemenlo a gazeta de Londres de
II da jiilho ultimo, conlendu a nolfleaco do blu-
queio dus purlus da Russia,no golfo de Finan lia pe-
las furias anglo-francezas ; aliin de que V. Exc. a
transmita i capitana do porto dessa provincia, pa-
ra d ir-lhc a drvida puhlicnla le, prevenindu-u de
que igual uolifica;ao fot feila pelo governo francez.
Dos guarde V. Exc. Jos Mara da Silva Para-
nhos. Sr. presidente da provincia. Cumnra-se.
Palacio do governo de Pernambuco 23 da outubro de
1854.Figueiredo.
ConformeAntonio Leite de Pinho.
Coutorme. O secretario da capitana.
Alexandre Rodrigues dos Anjos
Eu Jos Asoslinho Baibosa. cidado brasileiro, tra-
ductor publico, c interprete commercial juramen-
tado da praca :
Certifico que me foi aprosentadoum supplemenlo
da gazeta olucial de Londres de terca fera II de ju-
|hu de 1851, o qual Iraduzido littcralmeule para o
idioma nacional, diz o seguinle :
TraduccSo.
Ministerio doanesocios eslranseiros12.dejulhodo
1854. Pelo prsenle se faz publico, que os lords
commissarios do nlmimnlado, roceberam participa-
Silo du vice-alinranlc Sir Charles Napier, I. E. C.
B. commandaule das forcas novaes de S. -Si. no Bal-
tico, que no dia 26 de jniiho ultimo, tora estable-
cido pelas torgas combinadas de S. M.. e de S. M. I.
o imperador dos Fraucezos, era ceclivo bloqueio
dos dilleaiites portos no golfo da Finlandia adianle
especificados a sabor: todos os portos nugolfu da Fin-
landia,,! I.' Esto de llelsingfors e Scvoabors na costa
. na Finlandia, inclusive Borgo, Loriza, Pylhis. Frede-
riks-hamm, Werdac, (baha) Sunda de Biur-ko, e
lodos os portos, aucoraduuros, cusca las e rios inter-
mediarios al ao cabo Luhuwki na Ialitude6<,5' nor-
te, c longlude 29o 36' \> Esle. Do cabo Lubowki e
liaba do bloqueio atravessado, ou para opliarol Tul-
bonhui pruximo a Crunstadl, alravessa em seguida
em dinvci.i ao -ul, para em frente a cidade deBorki
na provincia de San-Pelersburgo, em lalilude 59.
oT norte, longlude 29 28' L' Este. Que um blo-
queio ellicaz d Cronstadt e de San-Pelcrsburso foi
elTectuado pelas esquadras combinadas que fundea-
ram em frente de Cronstadt no dia 26 do correnle.
Em direcplo ao Oeste a ludia do bloqueio, cstende-se
de Borkiat a ilha Karavalda.'dalli para ou al Dol-
goi Ness, c de Dolgoi Ness al Kolgeupia (ponado)
o que iuclueaeuseada de Kaporia d'alli paran Punta
kuurgoulo que Inclue a bahia Longa, segne o rio
-Narva e luda a cosa de Estala, e ilhas djacentes,
ate ao pltarol de Ekliolau na lalilude de 59." 43'
norte, longilude 25. 48' L' Esto.
Faz-te saber mais pela prsenle, que serio adop-
tadas e executadas, para com as cmharcacOcs que
teiilarom violar o bloqueio, Mas as medidas aulori-
sadas pelas leis dasuaces e tratados respectivos, eu-
IreS. M. e as dilTerenles potencias neulraes.
E nada mais cuntiuha ou declarava o dito supplo-
niento da gacela offlcial, que borne fielmente Irado-
n da propria que me retiro, e depois de ter exa-
minado cora este, e adiado conforme, a lornei-a en-
tregar a quem m'a presen ton.
Em fe do que passei a presente quo assignei, e
aellei cora o sello do mea ollicio, nesio mullo lale
heroica cd.iJe de San-Sebaslio do Rio de Janeiro,
aos li ilias do mez de selembro do anno do
Senhor de 18.54.Jos Agoslinho Harbosa, traduo-
lor publico, e interprete commercial juramentado.-
Conforme.Francisco Xavier Bomlempo.Confor-
meAntonio Leite de Pinho.Conforme.O sc-
crelaiiu da capitana, Alexandre Rodrigues dos
Aillos.
Cupia. Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios
da marinba 23 de selembro de 1854.Illm. e excel-
lonlissimo Sr.Remello a V. Exc, pur copia, a tra-
dcelo da nuiciac.ui que se acha uo supplemenlo
gaiela de Londres do dia 11 do mez prximo prcle-
nlo, relativa ao bloqueio e-tabclccuto em outros por-
tos russos un Bltico c no coito de Bothnia. pelas
torcas natacs combinadas da Inglaterra eda Franca,
afun de que V. Exc. a transmita capitana do porto
dessa provincia, para dar-llie a conveniente pulilici-
dado.
"ara-
buco.
de 1851. Com referencia as notificac/ics de bloqucios
de cortos portos da Russia no mar Bltico, publicada
DU gazelas de 16 de juulio utlimo, assim como na de
16 de jullio, pela prsenle so faz publico que os lor-
ds coirmissariot do alinirauladu receberam novas
parlicipaces do vite-almirante Sir-Charls Napier,
K. C. II. commandaule das torcas navaes de S. M.
no Bltico, do oapuio Key R. >. coininandante do
navio de S. M. Amplen, offuial commaudaiido na
cosa de Cnorland e de William James Iierlslel
Esqr., vice-consul brilamco em Menoel, relalivos a
taes bloqueios, cuja inf..rniaeao he do llicorsesum-
le : Sir-Charles Piapier diz que desde o dia 17 de
abril ultimo, todos us portos aucoradourot, bahas e
cuse.ida. russas, desde a lalilude 33 53" O' Narle,
bni.ii ii.le de 21 3" O' Leste, at aocabo Dager-ort
na lalilude de 58 53" O' Norte, lonslude de 22 5"
O' Leste, inclusivel especialmente o portos de Libau
Wierdau, Riga, o Peruau, Imam pastos em rigoroso
oslado de bloqueio por urna torca competente de na-
vios de S. M.
Desde o dia 26 de abril ultimo os portos russos de
Helsig-tors e Sevcaborg, e todos os portos e aucora-
duuros, bahas e enscadas ao Oeste de llolsins-fors
at a pona de Uango, na lalilude de 59 18" O'
Norte, luugiiudc de 22 53" O' Lesle, furam pela
niesina maneira bloqueado4.
Desde o dia 20 dr maio ultimu os portos russos de
Hapsal, YYarmso, Ilha- de), Porto Bltico, Rcvel,
c todos os portos aucoraduuros, enscadas, e rios na
cosa de E-llionia, desda o cabo Daser-ort at ao
pharol de Ek-lndm. situado na lalilude de 59 43"
O' Norte e longlude 25 48" O' Leste, foram poslos
em eslado de rigoroso bloqueio por una for^s compe-
tente de navius de S. M.
Desde o dia 26 de juuho ultimo,os portos russos de
Abo, as ilhas de Ora, Onta e o Archipelaso de A-
land, Nyslad Biuueborg, Chri-lmeslad, Wasa, as
ilhas de Wdlgruue, Nova Carlebg, Jarobslad, Car-
beby Vclho, Lohto. Kalajo-ki Brahesladc, L'beaborg,
Ilha Carlon, Ijo, Goslila, Keunie e lodos os porlos
ancor.i muros, cnseadas e riuf, desde a ponte de Han-
go na lalilude de 59 48"O'Norte, longlude 22 53"
O' Leste al Ned Turnea, (inclusivel) situado na ea-
beca do golfo de Bothnia, na lalilude f pouco mais
ou mellos) de 65 50" O' Norte, longilude 21 15" O'
Lesle, foram postos em estado de rigoroso bloqueio,
por urna torea competente das Ira cas alliadas.
Depois da reunin da osquadra franceza no golfo
da Finlandia no dia 13 de junho os devores de blo-
queio n'aqucllc gulfu e era qualquor oulra parle,
foram daquella dala em diatite levados a ellilo polas
forcas alliadas e conjuntamente.
E nada mais contiuha a declaracao do bloqueio,
que bein e falizmoute Iraduzi do proprio original cs-
cripto em ing>ez ao qual me reporto, e quanto a
participado do capitau Cooper Hey, a vice-consul
Herlslet, nada contera que refira a oulros portos
alera dos que viu ja cima declarados em eslado de
bloqueio.
Era f do que passei o presente que assisne e sel-
le com o sollo du mou ullicio,ncsta muila leal e he-
roica cidade de S. Sebastian du Kio de Janeiro, aos
27 deselembro do annu de Nosso Senhor Josus Chris-
lo de 1851.Jos Agoslinho Barbosa traductor pu-
blico e interprete commercial juramentado.
Conforme.Francisco Xacier Bom-tempo.Con-
forme. Antonio Leite de Pinho. Conforme, o
secretario d capitana, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
O Illm. Sr. eapilao do porto dando enmprimonto
ao disposlo na ordem do Exm. Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia em dala de 9 do andante mez,
manda dar publicidade ao aviso da repartirn da
marinha de 23 de agosto ullimo, e copia a que elle
se refere, da traduce m do extracto da gazeta de
Londres de 13 e 16 de junho desle anno, coucer-
nentcs a notificarlo que o governo de S. M. Bra -
nica fuera do bloqueio estabelecido em cerlos por-
tos russos no Mar Negro e no Bltico, pelas esqua-
dras combinadas da Graa Bretanha e da Franca.
Capitana do Porto de Pernambuco 26 de outubro
de 1851.O secretario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Aviso e Ir.idureo a que refere-se a declararlo
supra.
Aviso.
Copia.Rio de Janeiro, ministerio dos negocios
da marinha, 23 de agosto de 1831.
IUm. e Exm. Sr.Remello a V. Exc, por copia
a Ir.idoceao do citraclo da gazeta de Londres de 13
e 16 de juuho ultimo, qua me fui enviado pe mi-
nisterio dos negocios eslran^eirus.com aviso n.94 de
8 do correnle, conteudo a notificacao que o governo
de S. M. Britnica Hiera do bloqueio eslabelecido
em cortos porlos russos no mar Negro e no Bltico
pelas esquadras cumbinadas da Graa Brelaiiba c
da Franca, ifim de que V. Exc. a transmita a ca-
pitana do porto dessa provincia, para dar-lhe a
devida publicidade.
Dos guarde a V. Ex.. Jos Maria da Silva Pa-
ranhos.Sr. prcsidenleda provincia de Pernambuco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambuco 9
de uulubro de 1851. Figueirodo. Conforme.
Francisco Lucio de Castro.Coufonnc.O secre-
tario da capitana, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
TraduccSo.
Eu o-e Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico e inteiprete commercial jura-
mentado da [iraca.
Certifico que me foi apreseulado um documento
improsso om inglez. o qual trduzido para o idioma
nacional niz o seguinle :
Eslavam as armas reaos de Inglaterra.Extracto
da muela de Londres de 13 e 16 de junho de 1851.
Ministerio dos necocios eslrangeirns 13 de junli'i de
1854.Pela preseute se faz publico que o muilo
honrado Cari de Clarondou, primeiro ministro de
eslado de S. M., da reparlica i dos negocios eslran-
geiros, receben um ollicio do vice-almiranle Dundas,
comniaiidanle das forras navaes de S. M. no mar
Ne.gro, dirigido aos lords commissarios do almiran-
ladu, e dalado no primeiro de juuho, annuuciando
que o Danubio eslava bloqueado pelas forcas na-
vaes, combinadas de S. M. e do imperador dos
rraucezes.Ministerio dos nesocios eslranseiros 16
ile junho de 1854.Pela presente se faz publico que
os lords commissarios do almirantado acabara do
receber comunicaces do vice-almirante Sir Charls
Napier. commandaule das torcas navaes de S. M.
no Bltico, datadas de Hong Bay a 28 de maio de
1834, participando a Ss. Excs. que os porlos de Li-
bau e Wind.im.na co-ta da Coulard.e oulros portus,
aucoradourus, ou angras desde a lalilude 33 53
norte at era direccao norte o cabo Dager-Ort, in-
clusive os portos de Risa, Ponan e todos os domis
portus, aucoradourus ou ansras do Golfo de Riga.
se acbavam euiau bloqueados por urna torca suilici-
eule, que lodos os portos, ancoraduuro-, enseadas
ou angras para leste do cabo Dagor Ort, inclusive
Uapval, Worms (ilha de) porto Bltico, Revel e
outros portos intermediarios na costa da Esthouia
alcao Pharol de Ekholm (situado na lalilude 59
443' norte, longilude 2e 5 test 8') e dallem direc-
cao norte at Helsingtors c Svaborg na cosa da F-
landia continuando para o Oeste, o Somod de Baro
I Hong Head, Oro, e Abo, inclusive o Archipelaso de
Al..nd o portos intermediarios, dalli em direccao
noile, inclusive Nyslad, Binrneborg, Chrislinestad,
Varo, Walgrund (ilhas) pequea Carlobv, Icoboslad,
Grande Carleby. Santa, Kalawki, Brahenslad, We-
aborg, Karle illha), Tio, to-lila. Torned, Ned, Tor-
nea, (situadas em lalilude pouco mais ou monos 65
50' norte, lonsitude 24 15' lesle ) e lodos os portus
russos interine lanos, aiicorndoiiros c angras do
golfo de Bollhuia, e lodos os porlos e lugares an-
teriormente Horneados, es.m o se achavain i,aquella
ncca-iaoem estado de um restricto bloqueio por
meio de forcas competentes. E pelo prsenle se
uolifica mais que serao adoptadas e executadas todas
as medidas aulurisadas pelas uacOos e tratados res-
peclivos entre S. M. e as dirTereiites potencias neu-
lraes, para com aquellas embarcares que lentarem
violar ou romper o dito bloqueio. E nada mais
contiuha ou declarava o dito impresso. quebeme fi-
elmente Iraduzi do proprio original escupi no
idioma inglez. ao qual me reporto, e depois de haver
examinado com esle, e achadu conforme o tornei a
entregar a quera me o apresenluu. Em f du que
passei o presente que assignei. e scllei com o sollo
do meu ofricio nesla muilo leal c heroica cidade S.
Sebasliao do Rio de Janeiro aos 19 de agosto de
1854. Jos Agoslinho Barbosa, traductor publico
e interprete commercial juramentado.Cooforme,
Francisco Xacier Bom-tempo.Conformo, Fran-
cisco Lucio de Castro.Conformo.O secretario
da capitana. Alexandre Rodrigues dos .luios.
Conacllio administrativo.
i cunselho administrativo, em cuinprimanlo do
art. 22 do regulamenlo de 14 de drzcinbro de 1854,
faz publico que foi aceita a proposla de Jacinlho
Soares de Menezes, para forneccrl55 libras de velas
de carnauba a 350 rs. ; c avisa ao mesmo vendedor,
que deve reeollierao arsenal de guerra as ditas ve-
las no dia 31 do crrente.
Stcrelaria do consolho administrativo para forne-
ciinenloilu arsenal de guerra. 30 de outuhrn de
1851.Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal
c secretario.
cravo*a rete : trata-te com J. R. da Fon-
seca Jtinior, na na do Vigario n. i.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
SES A VAPOR.
No dia 31
desle mez cs-
pora-c da Eu-
ropa um dus
vapores da real
companhia, o
qual depois da
demora do cos-
ime seguir
para o sul : para passageiros, ele, Irala-se rom osa-
gentes Adamson Howie & Companhia, no Trapiche
Novo n. 42.
COMPANHIA BRASILEIRA DE PAQUETES DE
VAPOR.
O vapor Imperalriz,
eomniaiidanle Brito, es-
perau dos purlus do
norte a 31 do rorronle,
e secuir para Macein,
Bahia e Rio de Janeiro no seguinle dia ao da sua
chozada. Agencia na ra do Trapiche n. 40, segun-
do andar.
Para Lisboa seguir breve a galera porlueuoza
Margarida, de qoe he eapilao Joo Ignacio de Me-
nezes, por ler raaioria do seu carroza monto promp-
la : quem na mesma quizer carrogarou ir de passa-
gera, para o que tem bous commodos, pode enlen-
der-se com os consignatarios Amorim rmeos, ra
da Cruz n. 3, ou eran o sobredilo eapilao oa praca
do Commercio.
PARA A RAH1A.
Va i seguir com hrevidade o hiate For-
tuna, capitao Pedro Valette, Fillio: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes 4C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
Para a Bahia segu em poucos das, com carga
on sem olla, o lindo patacho nacional Clemenlina :
quem indio quizer carrozar de prompto, dirija-se ao
son consisnatarin Francisco Gomes do Oliveira.
Para o Cear sczue o hiate Duvidoso : para
Carga e passazeiros. Irala-se com Jos Manuel Mar-
tins, ou cora o raestre, no trapiche do algmlau.
A barca portugueza Maria Jos,
sahe para Lisboa no dia 4- de novembro
prximo: para o resto ds carga, trata-se
com os seus consignatarios Francisco Se-
verinno Rabello At Filho.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes dias do Assu', a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
da pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: para passageiros e escravos
a frete, trata-se com Novaes & C., na ra
do Trapiche n. 4.
Dcos guarde i V. Ele., Jos Maria da Silva P:
nhos.Sr. presidente da provincia do I'crnambi...
Cumpra-se. Palacio do zoverno de Pernambuco,
21 de oulnbro de 1851___Figueiredo.
Confort.Auionio Aite de Pinito.
Cotonue. O -corolario da capitana,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico, e interprete commercial juramen-
tado da praca :
Certifico que me foi apresentadn o snpplemonlo
da gazeta ollicial de Londres de II de agosto de 1854,
publicada por autoridade na aegunda-teira l de
agosto de 1851, da qual a pedido de quem apresen-
luu, Iraduzi da lingua uiclcza para o idioma nacio-
nal, o que me fui apunladu que lilleralmenlc diz o
seguinle :
Traducc'io.
Ministerio dos negocios elrangeiros 11 de agosto
A^.JBlii.'-s:,^-'....
!
V'.^W!
U ..k
SOCIEDADE D1U1ATICA EMPREZARIA.
Hoje 31 de outubro, nao pode haver espectculo
por eslar a companhia onsaiando para sabliado 4 de
novembro, o novo drama vaudeville rm4 actos
A ESMARALDA,
f.omposioao da autora da Sal.ua. e da Familia
Morcl dos Misterios de Pars, que tanto azradaram
nesle theatro, e a mu-ica he coinposicao do insigne
professor o Sr. Noronha.
Oa bilholes de camarotes, cadeiras e platea geral,
achata-te venda desde o dia quinla-f. ira em dian-
le, no escriplorio da direccao da sociedade drama-
lica.
AVISOS MARTIMOS.
LEILOES
O agente Borja, (crea-fe ira 31 do crrenle, ns
10 horas da manhaa. no seu armazora, ra doCol-
legio n, 15, far leilao dos objeclos existentes no
mesmo armazem, sem limite de proco algum, assim
romo de urna purcan inmensa de charutos finos da
Bahia, os quaes se acharan patentes no dia do leilio.
Schafheillin & Companhia farao leilao por in-
lerveucao do asente Oliveira, de avultado sorlimen-
lo de fazendas as mais proprias do morcado, e que
esperam muilo agradarao a seus freguozes em quan-
to a precos, como em condicocs : trca-feira, 31 do
correnle, as 10 horas da manhaa, no seu armazem
da ra da Cruz.
Sosla-feira 3 de novembro do correnlc.o acenle
Violo far.i leilao no seu armazem, ra da Cruz n.
25, de arando sorlimento de obras de marcineria no-
vas e usadas de dilTerenles qualidades, e relosios
para aleibeira, de metal galvanisado, om carrinho
de qualru rodas para menino, a oulros muitos objec-
los que seria enfadonho menciona-los.
Brunn Praeger & C, continuarlo
com o seu leilao de fazendas inglezas, fran-
cezas, suissas e allemaas chegadas no ul-
timo navio, por intervencao do agente
Oliveira, sexta-feira 3 de novembro, no
seu armazem na rita da Cruz n- l, a's
10 horas em ponto.
O agente Borja, por autorisacao do
Illm. Sr. Dr. juiz de direito do civel e
commercio. Custodio Manoel da Silva
Gumar5es, a requerimento do curador
fiscal da massa fallida de Domingos Jos
da Costa, fura' leilao da armacao, miude-
zas e movis existentes na loja do mesmo
fallido, sita na rita do Queimado n. 57,
em um s lote, ou a vontade dos compra-
dotes, no dia sexta-feira o de novembro,
a's 10 horas em ponto. .
venda, para como vordadoiro credor daquello Tinado,
haver seu pagamento, e pois tondo conseguido essa
rescisao por intermedio du Illm. Sr. Burgos.seo cor-
respondente do enceuho Aguas Claras, denou de re-
moller a mencionada letra de 1809 e tantos mil rs.,
da veudaque havia feilo, eque aeahava-se de sedes-
fazer, e tambera de indemnisar a impurlaucia do re-
cibo sobredilo, haveudn com ludo mandado promo-
ver em seu noron, a cobrauca de sua divida, o qoe se
fez loso depois da rescisao. como se v d'uma teli-
au e despacho ; porm immcdialauenle foi sudada
e pedida a cotila das dospezasjudiiiaoa pelo homem
de recursos. O seu correspondente, que cuido uellc
deposilava inleira ronlianca para salisfazer seusde-
sejos. nao duvidou obrigar-se pela resliluirilo da le-
tra, e nem peto saldo que havia nesse recibo deasa
mesma letra, que mdev idamente eslava em poder de
Cosaque jamis era credor por urna fraudulenta
Iransaccao, e em cuusequrnriada rescisao ell'ectuada.
Quem a nao ser um Jos Pinto da Costa, negar da
verdadeira classiticacilo que merece esse here de
noaiea dias, que tranquillamenle vive neala grande
cidade, talvez cum foros de honrado 7 Sabemos que
a 14 do mez passado in-taarnu-se o proce-so
peranle o Illm. Sr. juiz municipal da priineira vara,
e a 15 foi visto por mullas pessoat em pleno dia
nesta cidade, e em mao de Carlos, a letlra quo Cos-
a reeusava entregar, dizendo ser proveniente de
gneros, que aquello havia romprado em seu esta-
belecmenlo I 1 e lambona foi visto em poder do
mesmo Carlos orna letlra saccada nesse mesmo dia
a um mez de prazs, de 709 rs., assianada pelo pro-
prio punho de Cosa, a favor de Carlea, pelo que es-
le a seu podido requerou desistencia da accao cri-
minal. .Nao eugaiianio-nos, temos perfeila convic-
C3o, que esse processo seguir seus termos, por par-
te da juslica, e he nolla somonte que esperancosos
contamos com sua imparcialidade e pericia, para
assim fazer reprimir o crime, que queira ousar le-
vantar sua fronte audaz, e Costa crer, nao dever con-
tinuar a zombar desla forma da forca de nossas
leis e nem da paiz, era cujo seio contam-se merilis-
simos magistrados, qua muilo honrara seus cargos,
e sabom hom corapreheuder, sua poderosisaima mis-
sao. Conrluindo, devemos dizer que soubemos
haver Carlos concordado nessa desistencia por
ser probrissimo, e leudo portanto recebido sua
leltra, e ara dinheirinho para se accommodar, jul-
gou nao dever oppor-se aos graciosos desejos, e bel-
las transaccoes, de seu patricio %fJo* Pinto da
Costa, que raui miseravelmenle enlendeu eslar des-
le modo salvo da aec.iu da ju-tica. cora o que por
cerlo muito enganou-se, e assim pensam.
./ espada e a batanea.
RICAS PULCEIRAS.
Ot obaixo assignados, donos de loja de ouricc
na ra do Cabug n. 11. confronte ao Pateo da
Matriz e ra Moca, fazem publico que receberam
de novo um escollado sorlimento de pulceirts de
di Ifrenles g asios, lano para senhorat como para
meninas, e muito em conla ot precot, continuase
a garantir a qualidade do ouro.
Sera fim & Irmaos.
Fogio a Maria Carolina de Albuquerqor Bloeio,
oa madrugada da 26 do correnle mez. ama escravo
mulata, de nomo Maria, que foi escrava de Francis-
co Pereira Pinto Cavalcanli, com os signaos seguio-
tea : baita e grossa, com falta de um denlo na fren-
te, com duas cicalrizes perlo da bocea, lera o cabello
aparado do lado de delraz e crescido na frente, re-
presenta ter 30 a 32 annos de idade : quem a appre-
bender ser generosamente recompensado, levan-
do-a na ra do Hospicio, sitio n. 8, ou dando noli-
cas delta.
Hoje 30 do correnle, pelas 2 horas da larde,
desappareceu nma escrava de nome Mrcellna, fu-
la ; levou um balaio com urna Irousa pequea, tem
falla de um denle na frente, tem nos dous bracos
umaa bordadoras com 3 leltras em cada nm ; levoo
vestido branco e panno preto : por iso roaa-se as
autoridades policiaes a capilars de campo que a pe-
saren!, levera-na a roa da Senzala Nova n. 42, ou na
ra do Amorim n. 39.
Jarnme Oral lo Maria Lomachi de Mello mu-
dou a sua residencia para o largo do Terco, casa
n. 44.
No dia 27 de outubro do correnle anno, desap-
pareceu a escrava Maria, de nac^o, idade 40 annos,
leyou dous vestidos, um de algodao azol eoulro de
chita encarnada jnsado, fui escrava de Antonio Mu-
niz Macha lo : quem a pegar love-a a prac. da Boa-
Vista, botica do Sr. Moura, a entregar a Manoel Pe-
dro de Alcntara, que recompensar.
KIO Di: JANEIRO.
Segu impreterivelmetite no dia 1. de
novembro prximo futuro, a escuna na-
cional Veremos; tmente recebe es-
i
IRMANDADE DAS ALMAS DO
RECIFE.
O actual juiz da irmandade das
almas, erecta na matriz da S.
Frei Pedro Goncalves do Recife,
faz sciente a todos os irmaos da
W) mesma irmandade, que a eleirao
'$) da nova mesa que tem de reger
^ a mesma irmandade, a qual de-
;) vera ser feita no da I. de no-
fc*\ vembro, ficou transferida para o
X "lia 15, por autorisacao do Illm.
3S Sr. Dr. juiz do civel e provedor
w de capellas, Custodio Manoel da
Silva Guimares.O padre, Jos
Leite Pitta Ortigueira.
AVISOS DIVERSOS.
Perdn se lioulem noile no Ihealro de Saula
Isabel, as 10 horas, urna ledra da qu ratia de 490&
rs., sacada em 12 de outubro do crranle anno, ao
prazo de 6 mozes por Antonio II delira Pinto de
Mosquiln, aceita por Antonio Francisco Corris Car-
duzo, endossada em branco polo arador a qual per-
lencc a Joao Diniz Riboirn da Cunha; qnem a adiar
far o favor de a restituir no lamo do Collcsio n.
I, secundo ailar, advortindo-se que estilo preveni-
dos os aceitantes e endossante para nSo pagarem a
referida leltra, senao ao annunrinnle seu legitimo
possuidor. Recife 31 de oulnbro de 1354.
Joilo Diniz Ribeiru Cunha.
Ha fados lito revoltanles, que nao devem passar
desapercebidns, e sua publieidade he por cerlo de
grande transcendencia, para podo lem livrar-sc d pe-
rigosas riladas, os qoe eUto ciposlos. por muitas ve-
tea acredilarem no palavroriod'um homem que se diz
de eslrcma probidade ; mas, que para adianle, quan-
do lem seaura sua presa, arroja por Ierra soa vil
mascara, e (al como he, poem-seem suarda como es-
sos famosos soclerados, que espoliando e infamemen-
te maltratando sua violima. ezclamamtcr feilo nma
aeran meritoria por haverem violentamente ou vale-
rosamente, lirado da philacem o producto que leva
cuidadosamente para o seu muito querido e mara-
vilhoso Ihesnuro. Esisla nesla praca um Jos
Pinto da Costa que tendo de ha poneos lempos
urna pequea talterna na na Uireil, hoje.2rao.1s a
sua vara de rondan, declara-so rico commercianle,
proprielario e sor urna personagem !
Nao tardaremos a fazer conhecer o seu verdadero
carcter, narrando um entre muitos de seus crimi-
nosos actos que temos conhecimenlo e do que cau-
sa-nos indignaran, c por domis assombrn-nos de
ver tanto rynismo, como que conla em sua impani-
dade .' Iremos levando ao prlo, segundo ai cir-
cumslancias, que se derem .os damnnsos factos que
sabomes e os que forera appareceud desse ho-
mem. e muilissimn proveiloso seria se tossemfettra-
hidas suas puhlicacoes, para seren registradas, e
al analisadas pelos Ilustres ediclores de outros jor-
naes, afim de ser essohorc merecidamente aprecia-
do por seus benvolos leilores, que desla arte, rece-
heriam evideutcmenle um poderoso servico.
Ei-loJos da Penha, respondendo um annun-
cio de Francisco Lourenc.o Carlos, que oxisia urna
letra de I8U9 e tantos mitris, por nadadever-lhe,
o n.lo obstante subtrahia sua resliluiciUi, leve a au-
dacia de declarar ao publico sor elle realmente
credor, por isso que a possuia, e smente a cntresn-
ria quando paga fosse, porquamo era tila proveni-
ente de geueros que aquelle devedor havia compra-
do em seu oslabelecimenlo !
Em consecuencia dessa especiosa resposta, resp-,
pareceu oulru annuucio em que Carlos assegurava
nada dover-lhe, canto- era credor de um saldo que
lie.iva ile 409 e lanos mil rs., prometiendo descur-
linar esse mysterio, em que claramente se conhece-
ria do criminoso proco.lmenlo desse qudam. J os
Pinto, pois, sciente que Carlos procurara faze-lo
processar por ertme de estelionato, o fez intimidar
com pristi rerla, se fusse a prara cuja causa, sem
duvida inventara entre suas inlermiuaves rstrale-
cias;; mas dessa vez, esse homem de recursos, vio a
seu pozar, burlado seu projeclo. porque a qucixa foi
sempre aprosen'ada, com provas, e al com valios- s
documentos, cuja leilm a far pasmar, a qnem como
nos, convencer por essas pecas da vil induslria'dessc
muilo probo coinmerciante .' '. Da qiioita consta
loro lal Jos da Penha vendido a Carlos urna taber-
na e suas dividas activas cin a cidade da Victoria,
por 180 e lanos mil res, e que por procuracAo bs-
tanlo, o aulorisava a lomar conla dos objeclos ven-
didos, com poderes de po-los e dispo-los, etc., e nes-
sa mesma occa*iao fez com que o ilud l.i comprador
se Ihe consliliiissc devedor daquella quanlia pur let-
lra que a seu favor fezassiunar a conla, da qual
passou cm o mesmo dia um recibo de 48 mil c lanos
reis, declarando sor por conla da referida ledra,
proveniente da venda que ti/ora da dita taberna!
Essa taberna com seos fundos monlava a mais de 180
e lantnsmil reis, e perlrnria a l'raurisco Jos Carlos
Cardos, de quem Jos Pinto da Costa era IAu s-
menle credor como muitos outros eram, e lambem a
Aneada nacional, purera o no-so matroiro, arrogan-
do-se o direilo de souhoiio, vendo bens que nao eram
Moa, o bens de um llovedor, que poucos dias anles
havia fallecido d'uma apnpleiia E-la maneira de
proceder he prupria de quemj bastantemente cos-
Itunado a essas gloriosas aventuras Ihe compele
com primazia a hnlhanlc nomeac,ao de choto d'uma
cnipanhia.... Mainrrelobridade merece um tal h-
roe por sua intrpido/, porque anda ah no paroa
cum sen latrocinio, porquauto rereioso do efleotivo
pasamento da letlra daquolle quo elle soduzopara o
lomar seu devedor, ou por qualquer fim, que leva-
va sua odiosa armadilha.prorurnu primoiramonleco-
brar essa mema leira unios do vencimenlo e
isto nos proprios bens prximamente vendidos,
qne por despachos judiciaos jamis ple o compra-
dor tomar conla para po-los e dispo-los por
so rocoiiheeer que o nosso vendedor nAo era se u
iecilimo dono. E-se grande hero, vendo qua abso-
lutamente nao poda cubrar, quando e como quera
Inmoii nova direcc.lo, procurando rescindir dessa
Estabelecimentos de caridade.
Sal 1 istia no de Aquino Ferreira, deu
gratuitamente sociedade na metade dos
prem08que sahiremnos dous billietes in-
teiros ns. 1678e 25i5, da terceira parte
da quinta lotera, a beneficio das obras
da matriz da Boa-Vista, os quaes cam
em seu poder depositadosPernambuco
28 de outubro de 1854,Salustiano de
Aquino Ferreira.
AVISO.
Da-se 30$000 rs. de gratiicacao, a
quem tiver adiado um mol lio de 12 ou
13 chaves pequeas, que se suppoe ter
perdido no caminlio da ponte, de Befada
ate o Poco: na ra do Trapiche n. 13.
LOTEHIA DO RIO DE JANEIRO.
Pagam-se sem o descont, os premios
grandes de 20:000g, 10:0004, 4:0004,
2:0004 e 1:0004.
A maullan, t|i tarta-lora 1* de novem-
bro, esperamos do Rio de Janeiro o vapor
Tocantins, com a lista da loteria 63 da
santa casa da Misericordia, na praca da
Independencia lojas dos Srs. Arantes,
Fortunato e Faria Machado; s existe nm
pequeo numero de bilhetes nidios c
meios bilhetes ; e por isso rogamos as pes-
soas que teem bilhetes apartados e as que
quizeremcomprar, quetram dirigir-seho-
je mesmo as mencionadas lojas, pois que
sendo amanhaa dia santo de guarda, nSo
o poderao fazer : os premios serao pngos
logo que se fizer a distribuicao das listas.
No domingo 22 do correte lugio de casa de
sen senhor, na ra il'.vurora n.8, junto ao palacete
do Ezm. Hamo da Boa Vista, um preto de nome
Caelano. he crionlo e reprsenla ler de 30 e tantos
a <0 annos, foi veslidn com camisa de alsodSo bran-
co e calcas de algodao de lislras, he do serijo e tal-
vez lenha para l soguido : quom o pegar condu-
za-o a casa cima que ser recompensado.
Deseja-se saber milicias dos Srs. Antonio Fer-
nandes, e Caetano Fernandes, naluraes da provin-
cia de Tras os Montes, do lagar denominado Nostelo
freguezia da ribeira do Pena ; quem dos mesmos
souber queira lera hondade de escreter para a roa
do Conde n. 73. no Rio de Janeiro, pois oue o an-
nunciante deseja dar-lhos noticia* de sua familia.
Augusto Fernnnes.
Joao da II jeha Moreira, relira-se para o Cear.
Deseja-se saber quem he nesla praca o corres-
pondente do Sr. Jos l'eivolo da Silva.
AIiumiii se duas casas no logar do Monleiro,
boas para pasar-se a fesla, tem bons commodos.
quintal e portan, qoe vai para o rio : oa ra do
Queimado n. 28, loja de ferragem.
A CAMELIA.
O n. 8 desle peridico achar-se ha a venda hoje
as 10 horas di manhaa, na ra Nova n. 1.
Koga-sc ,io Sr. J. A. de S. R. o favor de
cbeaar ao carlorio do jaiz de orphitos, afim de se
concluir com o inventario.
Alusa-se nma Basa terrea em (Himla. na a-
doira do Varadouro, propria para passar a fesla, com
qualro alcovas. um cabinele junio sala, cozinba
e cupiar fra, quintal murado e cacimba, quem pre-
tender dirijti-se a Fora de Portas, ra do Guarara-
pes ii. 31, que achara com quem tratar.
Alusa-sea casa terrea n. I. na ra do Rosario
da Boa-Vista ; para ver, na taberna confronte a
igreja, onde se dir com quem tratar.
No aterro da Boa-Vista n. 41, precisao de
urna aun para ongommar. coser e fazer oulros ser-
vidos, afiancando sua conduela.
Tiram-se passaporles para deutro e fra do im-
perio, corremsc folhas, despacham-se escravos para
diferentes provincias, matrirulam-se os mesmo-, c
d-ae baila por qualquor circnm-l.tncia ; tiram-se
ttulos de residencia com lempoe sem elle, e oulras
incumbencias mais : na ra do Queimado, loja da
Estrella n. 7, e na da Cruz do Recite n. 31. so dir
quem disso se encarrega cora presteza c commodi-
dade.
Precisa-sa de una ama de Icile : na ra do
Calluaa. botica de Moreira & Fragoso.
Precisa-se de una ama quo saiba cozinbar c
fazer lodo mais servico de tuna casa ; no largo do
Terco n. 27, secundo andar.
Manoel Ferreira Alves, subdito portuguez, re-
tira-se para Portugal.
Ossonhores a-sicnantes do ndice Chronologi-
co das Leis Brasileiras peto bachure! Antonio Ma-
noel Fernandes, podera mandar buscar a parte 4.a
do mesmo ndice, Oa casa da residencia do Dr. I.ou
renco Trigo de Loureirn, ra da Saudade.

L

fmtrn




mm


v.imu ur. cnnnmcut.u, itn(,H rtlnA I Ut UUIUBKO UE 1854
O CHAVO.
Sabbade, i do correnle, sabir., o ultimo numero
do primeiro trimestre do CtatO. (>s cnhnrrs assig-
nanlesque quizerem continuar rom as sua assiuna-
luras, dirijam-se desde j .1 loja do Sr. iloaxenlura
Jos de Castro Azexedn.
Domiimos Gomes Ferreira da fregue/ia de
Fornellos, celira-se desla Ierra para fora por falla de
saude.
Desappareceu 11 mi psrrava do enrcnho Juris-
sara, de nnm* Pastura, rnoiil.i. de idade 10 anuos,
ponen mais 011 iiienoi. boa iltura, edf ful 1. roslo re-
dondo, denlrs salteados, e no rosto allUTOM mareaj
de hexigas j apagadas: consta que anda nesla praija
procurando senhor, p lera no braco, juiuo, direilo
una argola de ac : por iso pede-se as autoridades
o mais pessoas,que a appreliendam e inandenrc-uidu-
zir ao niesino eugenlio, que sera bem rcccunpeu-
sado; o -enhor he .Manoel Joaquim dos Sanios.
lio nnder icned a british labject heas re-pccl-
fully lo Ihe british and olher nreign incrclianls of
Periambuco 1I1.1I be has open vcrx respeclable an
Inn al ra da Anima n. "iS for acconinmd.ilion of
caplains and passengers wxurc lohe liad breakfasls
deiiners and suppersati I a reireshmenls al anx linur
as also has superior wincs and soirils ales une por-
tan sirops o all sorls all of llie besl qualelx fur
modrale prices.1. Mendts.
r Joao Ignacio de Arruda declara ao respeilaxcl
publico, que contralou com sen irm.lo Jos Ignacio
de Arroda, a compra da laberua, sila na ra do Rau-
Sel n. 8t, Creando a mesma ohrisada lo smenle ao
pagamenlo dos dehilos aos Srs. Joao Marlins de
Barros ejoaqulni Filippe da Cosa de 1388385 rs.,
M Sr. Bcrnardinoda Silva Lopes de 3OJJ370 rs., ao
Sr. Caudillo Alberto Sodr da Molla 15o800 rs., ao
Sr. Luiz Jos da Co-ta Amorim "8500, e ao Sr. Ma-
noel dos Santos Tinto 48520 rs.
Aluga-se uma escrava para o servido de uiua
rasa de familia ; no I'asseio Publico n. 9.
Procura-se saber quem sao os procuradores, no
correspondentes nesla praca dos Srs. Joo Leile Fer-
reira, Joao Rodrigues dos Santus Franca l.eile, am-
bos moradores ern Pianc, da provincia do Cear ;
Jos Cesar Muoiz Falcflo. Joao Cavalcanli de Albu-
querque Mello, do engeuho Araguarv, c seu mano
Antonio Brasihno de Hollanda Cavalcanli, Filippe
Jos de Miranda, de Bom-Jarilim ; Pedro de Mello
e Silva, do engenhn Mririm, era Pedras de Foco; e
de qualquer dos herdeiros de Joo Antonio de Mou-
ra, do engeiilio Terra-.Nova, em Nazarelh, para se
Ibes roinmunicar negocios qnc devem inleressar sa-
ber ; porlanto sao rogados a declararem suas mora-
das para serem procurados, 011 dirigircm-sc a ra
da Cadcia 11.IO.
Os Srs. Francisco Xavier Cavalcanli de Albu-
qnerque, que foi empregado na repartirn do sello,
e Manuel Bezerra de Menezes, que foi morador em
Uom-Jardiui, queiram declarar onde moram para
serem procurados .-i negocio de seus inleresses, oudi-
rigir-se na ra da Cadeia do Rccife n. 10, quo sas
benio quem lliesquer fallar.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COX.X.EGIO 1 JJVDAZl 25.
O l)r. P. A. Lobo Mosco/o da ruisuha- liomeopath>ras lodos os dias aos pobres, desde 'J horas da
manli. a alonMio dia, e eui casos cxlraor liuarios a qualq irr hora do da ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operario de ciruria, e acudir promplamentc a qual-
quer n.ulherquc esleja nial de parlo, e rujas circum-tanrias nao permitan! pagar ao medico.
NO (iiWLTORI DO DR. P. A. LOBO OtJOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do|l)r. (',. H. Jahr, tradujidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volnines enradernados cni dous :................ 208000
F.ta obra, a mais importante de toda* as qoc Iralam da homeopalhia, interessa a lodos os mediros que
quizcrcni experimentar a >>ouliina de llalincmann, e por si proprios se convcncereni da verdade da
mesilla: inlressa-a lodosos senborcs de engtnbo e fazejdeiros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos rapites de navio, que nao podem dcixar uma ve, ou oulra d ler otete de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a lodos os cliefes de familia ru
por circnmsiancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-niecum dn homeopalha ou Iraduccilo do Dr. llering, obra igualmente til as pessoas que se
dedicam ao esludo da liomeupalliia un volunic grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, ele, etc.: obra indis-
pensavel as peesoea que querem dar-sc ao csluilo de medicina........
Lma carteira de SI lubos Brandes de finissimo cbrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, etc., ele......'. -........
Dita de 36 com os mesmos livros.............
Dita de 18 com os ditos............".*.!!!!!!!!
Cada carteira he acnmpanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escoih. .
Dita de M tubos rom ditos...............
Dita de 114 com ditos............'.".".'.'.".!".!!!!
Estas silo acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o llering, lerlo o abalimcnto de 108000 rs. em qualquer
das orlen.i- cima mencionadas.
Carleiras de 21 lubos pequeos para algibeira............... 8SOO0
Dilas de 18 ditos......................... 1<>^000
Tubos grandes avulsos.............."."."....... IbOOO
Vidros de meia once de linlura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasno seguro na pralica da
homeopalhia, c o proprietario desle eslabelerimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ningnem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre a venda grande numero de lubos de crvslal de diversos lamanhos, c
aprompla-se qualquer encommenda de medicameulnsconi toda a brevidade e por precos muito com-
niodos.
880U0
18000
lO^tOO
4.5sXK)
50WXHJ
fiOSOOO
I00KMKJ
Coinpra-sc una ou duas pelas inoos quesai-
ham riizinliar enunniniar, sem \icios nem moles-
lias; na piafado C.orpo Santn. 6, esrriptnrio. Ilc-
clara-se quo estas esclavas s.lo para servirein aqu,
por isso se quer com boas qualidade*.
C'>mpr.vsc uma casa terrea com quintal, sendo
as mas da Cunccicao, AragAo, Sania Cruz, (loria,
e Velha, que seu valor nao eseeda a 1:000^0110 :
queui liver, dirija-se ra atroz da matriz da Boa-
Visla n.51.
Compra-sc una escrava. crinula ou parda, rom
algumas liahihdailes de arraujoderasa : uo segundo
andar do aterro da loa-Vista b. 15.
VENDAS
CORTES DE CHALY ESGOSSEZ.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatttra do Diario de Pcrtiam-
Ik
>0 COXSLLTOIIO
DO DR. CAS \NOVA.
R4JA DAS CR17.ES N. 38,
coulinua-ie > vender carleiras de homeopa-
lhia de 12 lubos (grandes, medianos e peque-
nos) de 24, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120,
3gf de 144, de 180 al 380, por precos razoaveis, &
jt desde 5-3000 al 2008000.
8 Elemcnejjde homeopalhia, 4 vols. 68000 3
?} Tinturas a escolher ;culre 380 quali-
W dadesl cada vidro IsO")!) ^
llt Tubos avulsos a escolha a 500 e 300 f&
UMA ADVERTENCIA.
O abaiio assignado adverle a lodos o seus fregue-
zes e com especialidade os acadmicos que Ihe de-
vem, queem virlude da nimia-ira da academia para
o Recife, pede aos mesmos senhores que hajam de
satisfazer seus dbitos da dala desle a 15 dias. pois
o mesmo abaiio assignado arha-se bastante alcanza-
do na prai;a ; e leudo muila neressidade de se esla-
helecer no Recife, previ que nao pode eslahelccer-
se sem que primeiro nao salde o seu crdito ; por-
lanto, pede aos mesmos senhores, que hajam de n3o
abusar desua bondade.
Antonio guaci de Amandula.
Alusa-se peto lempo da fesla, em Apipucos
Iobo abaixo do puvoado, uma casa com soffrivel
quintal lodo cercado e com arvoredos, antiga babi-
lacao do Sr. lenenlc-corouel Pedro Jos, situada em
nimio bella posicao, com a frgnle para o nascente,
constantemente arejada e de soffriveis minino los :
quem a pretender, dirija-se ao aterro da Boa-Vista,
loja n.48.
Se oflerecc um rapaz bnoUeiro, coziuheiro,
muito diligente, para lodo o serviro de uma casa es-
Irangeira de homem sollciro : quem precisar, diri-
ja-se a Boa-Vista, becco do Veras n. 8, que achara
com quem tratar.
Uma pessoa habilitada se offerece para ensinar
primeiras letlras fra desla praca ; trala-se no ater-
ro da Boa-Vista 11. 68. Na mesma casa vende-se um
eicellenle papagaiu.
O thesoureiro das loterias da pro-
vincia, az constar queso acliam a venda
os hilhetes da terceira parte da quinta lo-
teria, a favor das obras da matriz da Boa-
Vista nos lugares segtiintcs: rita Nova n.
I, praca da Independencia, o Sr. Fortu-
nato," ra do Livramento, o Sr. Cliagas,
ra doQueimado, loja do Sr. Moracs e
aterro da Boa-Vista, loja do Sr. Guima-
raes nicamente.Recife 8 de otitubio
de 185i, Francisco Antonio de Oliveira.
O abaiio assignado, thesoureiro da etlinrta
mesa de diversas rendas, nesla provincia, divulga
aos eus fiadores, que por salislacao a lei prestarain-
Ihe os iionips, tanto para thesoureiro da afandega ilo
algodao, romo para daquella, por transferencia na
rel'iiinlieao do varias repartirles, que elle se acha
quile com alfazenda em 4:239:1258310 rs., asaber :
687:611^003 rs. em moeda forte, como thesoureiro
de predila lfandega, e3:551:5t!307 rs em prala e
notas, como thesoureiro de dive^as rendas, cojos lu-
gares fien era desde 10 de msio de 1828 al 30 de
junho de 1838, quamlo fra aposentado na organisa-
o da meza do consulado ; reslando-lhe a gloria in-
delivel de nao haver discrepancia em real, cin con-
las minuciosissimas, lo devido a prespicacia, zelo c
honradez do digno chele da primeira seccSo, aquem
mil inmunos tributa.
Jote Felhiano Porlella.
Pede-se encarecidamente o favor, a qnem te-
lilla comprado aleum diamante de corlar vidros, a
algum preto ou pardo, captivo ou forro, jle apresen-
la-lo ao major Antonio da Silva Guarni, em sua ca-
sa, na na Imperial, ou noarmazem da illtinii 11:100,
rua da Praia, que o mesmo iio-man pagar o preco
que o possuidor do diamante pedir, e prometi guar-
dar searedo. scassim o etigirem, e ao mesmo lempo
muito agradecer esle favor, e pede que quando o
procurarem para este fin seja em particular.
Convida-se a pessoa professional em o instru-
mento ophicleide. para se eng*jar no lerno do bala-
Iho sexto da guarda nacional do municipio do Re-
cife : a tratar com o major do referido batnlhao, nos
A logados.
Precisa-se alosar um preto por mez ou sema-
na para andar na rua com um laboleiro : na rua do
Queimado 11.22.
Joaquim Jos de Araujo, subdilo porluguez,
relira-e para o Grao-Par*.
Precisa se de uma ama de leile, que lenha de
seis mezes para rima o leite, forra ou mesma escra-
va, paga-sebem: narua do LixT.imeoto, loja nu-
mero 14. '
O Sr. Francisco Mamede de Almeida Jnnior
queira mandar a loja n. 4 da rna do Crespo, a nego-
cio de seu inleresse.
COMPANHIA PERNAMBUCA.NA DE
VAPORES.
O conselho de direrro, de co.nformidade rom o
artigo 4." titulo l. dos estatuios da companhia, con-
vida os senhores accionistas a realisarem mais 25 por
i-pnlo sobre o numero de acres que subscrcvcrain
al o dia 15 do futuro mez .le novembru, alim de se-
rem feilas com rezularidade para Inglaterra as re-
messas de fundos com que lem de allender os prazos
do pagamenlo do primeiro vapor em cons!rcelo ;
sendo encarregado do recebimenlo o Sr. T. Coulun,
na rua da Cruz n. 26.
Descja-se fallar com o Sr. Marcellino Jos Bi-
beiro, natural da freguezia de S. Silvador de l.ordel-
la, a negocio ; queira aununciar sua murada, ou di-
rija-se a rua da Cadeia do Recife 11. 44, a Iratur
com Joaquim Moreira de B. Neves.
Na barca americana tielyn, viuda de Boston
rccenlemenle,acha-seabordoe prestes adesearregar,
um sorlimenlode lampadas com seus perdures ne-
cessarios, bem como dohos e vidros, e torcidas, que
serao vendidos simplesmenle : podem dirigirse rua
do Trapiche n. 1, primeiro andar, a fallar com Wil-
liam Lilly.
Precisa-se de uma ama se-ca para criar uma
menina e que lamhem saiba lavar para a mesma :
ua rua da Cruz n. 7, terceiro and ir.
uco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ.
% Paulo Gaignoui, estabelecido na rua laraa i
# do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
39 les cun gengivasarliliciaes, e dentadura com- J
y pleta, ou parle della, com a presso do ar.
M lamben! lem para vender agua dentifricedo
41 Dr. Herr, e p para denles. Rna larga do
Rosario 11. 3G secundo andar. g*
O padre Vicente Ferrer de Albu-
(juerque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
met'to de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presttmo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos inaioressacniicios,
, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
G e 8.
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Ilahiieiuann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes...........
Tesie, rrnle-lias dos meninos -. ,
llering, homeopalhia domestica. ....
Jahr, phaimacnpnhomeopalhica.....
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapon,Materia da homeopalhia, -Jvolnmes
llarllimann, li atado completo das molestias
diw meninos.........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Faxolle. doiilhna medica homeopatliica
Clinica de Slaoneli .....
Casliiia, verdade da homeopalhia. '.
Diccionario de Nxslen.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as partes do ."orpo humano .
vedem-sc lodos estes livsos 110 consultorio homepa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio 11. 25,
primeiro audar.
A casa de alerioo mudou-sc para o paleo do
Teico 11. 16. aonde serao despachados os senhores
que liverem de aierir os pesos c medidas dos estabe-
lecimentos com promplidao, e faz ver aos senhores
que sao acoslumados a aferir em seos estabeleci-
mentos, que oantiso aueule vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do crrenle, e linda-se no ultimo dede-
zembrorio correnle anuo.
Os senhores proprietarios erendeiros
de engenhos, que nao cstiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um esera-
vo mulato com muila pralica desse oflieio. .Na rna
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenco Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim terrena que leve loja na pra-
cinlia do Livrainento tem uma carta na livraria ns.
6 e 8 da pra^a da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 13, ha muito superior potassa da Bus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu'. queira ((liando
vier aestaprara, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
Na rua do Vigario sobrado n. 1i
segundo andar, cose-se, laz-se labyrin-
2tKW
(COOO
7.^)00
ItfMH)
163000
'^HIO
S3 I69OOO
IO31OOO
83000
T.-MMMI
6a()(X)
4-3KK)
103000
3O3OOO
Leitura repentina por Castilho.
Esta alierla 110 palacete da rua da Praia, a escola
por este eirellenle methodo, nellc acharo os pais
de familia um prompto epedientb para cortar o vi-
sioque lem todos os meninos de comerem as con-
coaules finaes das palavras. O feriado em tusar das
quinlas-feiras he nossahhadus. O professor da gra-
luitaniente pedras, livros, eludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as limes das 7 as 9 horas ta
noite, para as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios. ^,
40 MUCO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinacao com a
maior paiie das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofl'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, c ao publico em ge-
ral, para que venbam (a* bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rol mi.
TOALHAS"
E f.UAKDANAPOS DE PANNO DE
LINDO PUKO.
Narua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, veodcni-se loalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
O Di. Carolino Francisco de Lima Sanios tf
mudou-se para a rua das Cruzes n. 18, pri- ^
meiro andar, onde contina no etercicio de j.
v* sua prolisso de medico ; e utilisa-seda occa- S
siao para de novo an publico oflererer sen S
9 presliuio, romo medico parteirn, e habilitado 2
a certas opcrac,cssobre ludo das vias ouri- "
nariaspor se ler a ellas dado com e-|>ecia- @
$ lidadc em Franca. J2
gsesegitfggtg e@@sasf
Na rua da Cadeia do Kccile n. 7 loja de Anto-
nio Lopes Pereira de Mello & C, continua haver
um completo sortimento de cainas com chapeos de
feltro da bem condecida fabrica de Jos de Carvalho
Pinto & C. do Rio de Janeiro e poi commodo preco,
bem como ainda evislein alzumas caitas com as ex-
ccllcntea velas de carnauba da fabrica de Manoel Dias.
do Ararali, assim como alguna sapalos de orelha,
ohra muito boa, feitos no mesmo lugar, ludo por
commoiio preco.
Desappareceu do silio do abaixo assignado, na
eslrada do Monteiro, um seu escraxo de nacAo, cha-
mado Joaquim, de idade 40 annos, pnuro mais ou
menos, com os signaes srguiutes : alio, grossura re-
gular, cor prela, fallo de denles na frenlc, um tanto
loen,lo. roslo comprido o poiica baiba : roua-se as
autoridades policiaeseaos eapitaes de campo, a quem
se promelle pagar com generosidade, a captura de
dito escraxo. pudendo ser entregue na rna Dircila,
casa n. 112.Gustavo Augusto de Figueiredo.
No dia 10 de novembro do correnle auno he a
ultima praca, a 1 hora da tarde, na sala das audien-
cias, c depois de linda a do Sr. Dr. juii de direilo da
primeira vara do civel, de diversos bPiis movis e
semoventes, inclusive urna loja de lerragens na rua
da Cadeia do Recife n. 58, por execucao movida por
Joaquim da Silva Mourao, contra Jos Dias da Silva
e sua inulher, como ludo consta do respectivo escrip-
10 que se acha em man do porlciro do juizo Jos dos
Sanios Torres. Todos os bens eslAo em bom eslado,
bavendo umitas obras de ouro e prala, e 5 escravus
de ambos os sexos.
No da 2 do novembro do correnle anuo he a
ultima praca, a I hora da tarde, na sala dasaudien-
AO PUBLICO.
O abano assignado julga nada dever nesla praca,
com ludo se alguem se julgar sea credor, queira
apresenlar suas cuntas no prazo de 3 dias para serem
pagas. O mesmo nao se responsabiliza por dixi.lns
ledas por alguem em seu nome. Recife 28 de outu-
bro de 1854.Jou(/uim Jote. I'acheeo.
Perdeu.se urna Mira da quanlia de 52'<.>2'KI.
sacada por Dellmo Oonralves Pereira Lima, e ar-
eefta por Anlonio Aunes Jacome Pire., a qual j
eslav endocad... qualquer IranMceJo fcila com a
mesma sera mull, por qua.ilo os r.oesmos se acliam
prexenidos.
SALA DE DANSA.
Luiz I uil.nvlli Icncioua no primeiro de novem-
bro prximo futuro abrir nina sala de dansa na ra-
sa de sua residencia, rua las Triiirheiras n. li) ('.
andar, aonde ensillara a todas as pessoas, que o qu-
/eran honrar, as segundas, qu.irlas e sexlas-fei-
ias todas as xariadas dausas que quizerem aprender
polo dimiuuto preco de 3 rs. mcnsaes e tres de juia
uo primeiro mez, pagos adianlados; lambem ami-
llara particularmente na ine-ina casa, ou aonde for
chamado, em difierpiiles horas, pelo preco nue com
lae-mo se tratar, para oque se podero enten-
der com elle lodos os dias uteis. das 6 as U liaia*
da manliaa.
tho borda-se de todas as f|ualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual- "** llcPois (le lil"la a llu Sr- nr. juia d direito da
i- cnr-nin,Ti..a rloc n__- U primeiravaradocivcl.de diversas casas terrease
quei encommenda das mesmas obras pa- terrenos, sendo as casas nos bairros de Santo Anlo-
a dar com promptidao e preco com-
modo.
Precisa-.,, de uma boa ama de leile, forra ou
captiva ; na rua da Aurora, casa nova junto ao do
Sr. liuslavo Jos do Reg.
HECREIO MILITAR.
A segunda partida de baile tcr.i lugar o dia 12
de novembro : as propostas para convite serao acei-
tas smenle aleo dia 3, para o qual convida-se aos
socios reunirem-sc em assembla geral, as i huras
da larde, no qnartel do Hospicio. O 1." secretario
Dr. cilio Filho.
Francisco de Paula Paes Brrelo, julgando-se
prejudiradn, bem como oulros mais, na venda doen-
genholiarap, silo na comarca do Cabo, fcita por
sua finada mil i sen fallecido lio Jos Carlos Paes
Brrelo, previne ao publico, que neiiliuma transac-
cao, relativa aquello engenho, deve fazerconj a con-
senhora do mesmo, a viuva do finado Jos Carlos,
visto como o aniiiinciaute desde j prolesla em lem-
po competente fazer prevalecer seu direilo, e o dos
oulros herdeiros, que ha muito foi usufruidu ndexi-
damente pelo finado Jos Carlos, e presentemente
Contina a se-lo pela viuva dpsle com crande lcsao
do aiinunciaiile, seus manos e nnbrinhos.
O cautelista Salustiano de Aqiiino
Ferreira, avisa aospossuidores dos oituvos
n. 1973, divididos em um bilhete inleiro,
em (pie sabio a sorte de 10:000,s000 rs.,
e o meto bilhete em que sabio o premio
de l:000$0e0r$. n. I0GI. da primeira
parte da primeira lotera da matriz de S.
Jos, podem vir receber na rua do Tra-
piche n. .">(i segundo andar, logo|tte sabir
a lista geral.
No bcrco da Viracao n. 5, lava-seccngomma-
se com perfeicao, por barato preco.
PASSAPORTES.
Tiram-ae passaportcs para ilenlro e fra do impe-
rio, despacham-se esrravos c liram-se litlos de re-
sidencia : para esle lira procura-se na rna do Ouei-
mado n. 25, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
teiro da Cruz.
ido, S. Jos e Afoga>los, e os terrenos um na praia de
Santa Rila e oulro na PaMagem da Magdalena ; as-
sim como uma parte de un sobrado na rua da Ma-
dre de Dos, por execucao movida por Joaquim da
Silva Mourao, contra Jos Dias da Silva e sua mu-
Iher. como ludo consta do respectivo escriplo que
se acha em mao do porleiro do juizo Jos dos Santos
Torres.
No hotel da Europa da rua da Aurora se manda
alios e janlares para fra men-almente, e lambem
lem cumulase pcliscosaloda hora, ludo por preco
muito razoavel.
Precisa-sede um bom coziuheiro estranseiro
que seja muito hbil, dando-se bom ordenado : na
rasa do Palmeira, no Corpo Sanio, no Recite.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
contina rendir na ruaNuv.i, primeiro andar a. 19.
Aluaa-sc pelo lempo da festa um sitio na Ca-
punga, a margem do rio, com oplinia casa, conten,lo
qualro salas, nove quartos, rozinha fra. com todos
os mais arranjos Decenarios i nina casa de campo:
os pretendentes dirijam-se a rua Direila n. 93.
No hotel de Europa da rua da Aurora manda-se
para fura almocos c janlares, nieusalmente, por pre-
co commodo.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. ti e 8 da
praca da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
O Sr. Jos Antonio Braga tem uma caria vin-
da do Porlo, na rua da Cadeia, esniploiio n. 12.
COMPRAS.
Na rua do Collegio, secundo andar n. 21, com-
pra-se para uiiu encommenda, uma mulaliaha linda
csrfdia, de 12a l8annos, e que seja repolluda, nao
se nlha a preco, um csrraxo c ama escrava, crioolos.
de bonitas figuras, de 18 a 20 anuos.
Na rua do Collegio n. 3. primeiro andar, com-
pra-se o 3. vol. do Repertorio das Ordenarnos, o 2.
voi.de Mara Despatillla, edn.an do Porlo, o 2.
xol. dos l.usiadas, edicao do lilo de Janeiro, "o 5.
xol. do Parnaso Lusitano, o (."> xol. das obras de Fi-
Precisa-sede ama ama para o servico interm
de uma rasa de pouca familia, e qued fiador a sua unto Elv-io, edirao de Lisboa, o 2. voL dos locas
conduela : na rua da Cadeia Velha n. i:,. 7. e 8. xols das Memorias do Dial, 1. c l. vols de
Chapebl de Dama a I SOOO rs. OCen- Oui,lo|e (lc 'a -Mancha, 2. vol. de Ipaobo, c 3.
lo. esleirs de palha doAracalv a I1000 *" "^l)0'a,lns l"'r W. Seoll.
I om.'uo!,,u.Woo| <.ompra-se urna solada de ppdra. usada ,ipie le-
rs. o cento, ne pecnincna: piem prea- nha palmea, e veuie-se om braco de balance, pe-
lar lie lia Illa da Cruz do Hecife n. .~i| ,"s r"1"'''* l'ara armazem de assucar : na 'rua da
, i_ i i i> i Vnzala Nova no Recife n. i.
taberna de L.n/. I- rene de Andrade. Compra-se e Paga-,e hem o livro que lem por
Aluga-se um sobrado em Sanio Amantillo, Ululoreceilas necesaria! para as arles : na na
proprio para os senhores acadmicos esludareni por: de lionas n. 38, das (i as 8 da manliaa e da 3 as 6
ser minio Irrsro, e lem rommodos para G ou 10 se- : da tarde,
nliores acadmicos, licando perlo da nova rasa : Ira-1 Compra-se uma casa da un andar com solAo,
ta-se com .Manoel Luiz da Vetea,
Ahma-sp qupm precisar, um pseravn moro,
fiel, diliitenlp e spm virios, para orcupar-se Mn bo-
lieiro ou ropeiro,duque lem bastante pratira elam
bem sabe alguma roma de rozinha : na rua da Ca-
deia loja n. II.
ale dous andares, em qualnuer das neguinUS ruas|,
ua Roa-Vista Aterro, Aurora, Praca. Arafio, e atraz
da matriz ; era Santo Antonio. Nova, Cru/es, Ca-
deia. Collegio. paleo do Carino o Parai/o: tratase
com Manoel Luiz da Veiga, ou no aterro da Boa-
Vista, sobrado n. 15. segundo andar.
Na rua de Queimado loja u. 17, \ en.leme corles
de charlv ou lita da escossia, com li covados, pelo
har lo preco de 3 cada corle, a dinheiro a vista.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de tres perlas ua rua do l.ixramenlo
n. 8 ao p do armazem de loura, araba de receber
de Franca pelo navio Gustare II. um completo sor-
tmenlo de fazendas liuas para vestido, ricos gostos
de organliz,linos e cores fuas, cassa* de cores c gos-
to moderno e cores lixas. um grande sortimento de
rliitas francezas finas mais larga e gusto moderno, e
oulra-mu la. la/emla- baratas.
Ricas sedas achamalotadas de cores e
pretas, a 700 rs. o covado: na rua do
Queimado n. 40.'
Velludo prelo para vestidos, a jjiOO
rs-oeovado: narua do Oueimado loia
n. 40.
Vende-se chocolate francez, do me-
Ihorque lem apparecido no mercado e
por preco commodo: na rua da Cruz n.
26, primeiro andar.
Vcnde-se vinho Rordeauv, tinto e
branco engarrafado, do melbor possivel e
por barato preco: na rua da Cruz n. 2,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapaziada diverlir-se pelo ten.po da
festa: na rua da Cruz n. 2(i, primeiro
andar.
Vende-se uma escrava de narao, com idade de
quarenta e tantos annos: na rua do Livramento
ii. 1.
, Na rua de S. Francisco, cocheira do Sr. Jotlo
Irancisco Carueiro Monteiro, vcnde-se por preco
coiumodo um cavallu meiado, muilo novo, c que
carrega baivo a Iralar na mesma cocheira.
Vendem-se duas niei'aguas, citas em F'ra de
Portas, becco de Jos Teiteira ; quem pretender, di-
rija-se a Fora de Portas, rna do dos tiuararapes n.
34, que achara com quem Iralar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Vende-e boa familia de mandioca a 3>500 a sac-
ca, e em porreo por menos : na rua da Cadeia de
Santo Anlonio n. Ifi, laberua.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se boa familia de mandioca a 3,500 a sac-
ra, cem grande porrao, por menos: na Iravessa [do
arsenal de guerra n. 9.
VENDA DE UMA CASA TERREA.
\ ende-se a casa terrea da rua da Paz n. 28 : a
Iralar na rua do Collegio II. 1.
VENDA DE LMA CASA MEIA -AGUA.
\ ende-ae a casa ineia-agua com frenle para a praia
do forte das Cinco Ponas n. (i: a Iralar na rua do
Collciiio n. 1.
Vende-se uma casa de sobrado do 2 andares e
slito, com bstanles commndos e fresca, em urna boa
rua de Sanio Anlonio ; assim como um pequeo si-
lio perlo da praca, e terrenos proprios para edificar
casas, ou outro qualquer estabelecimento.
Vende-se urna negra de idade 28 anuos, pouco
mais ou uiopos, com um mnleque de 5 annos, ludo
por preco commodo : na rua da Praia n. 30.
Vendem-se 12 cadeiras de oleo, novas, maiscm
conla do que em oulra qualquer parte : na rua da
Cadeia de Sanio Antonion. 20.
Vende-se um moleque com boa saodc e bonita
figura, de idade 7 anuos; na rua do Cabug.i, loja
Hoje as horas do dia estar exposlo i venda,
confronte a cadeia, um bonito caxallo com muito
bom andar, alastlo caxtlo, pelo diminuto preco de
COGNAC
de superior qualidade, em caixas de urna
dttzia: vcnde-se em tasa de Rrunn Prae-
ger& C., rua dr Cruz n. 10.
PIANOS.
Em casavdc Brunn Praeger&C, ru
da Cruz n.lO, vendem-se dous exceilen-
tes pianos chegados no ultimo navio da
Hamburgo.
- Vendcni-sc 3 casajj terrea, pat preco cormno-
dW, ha ruifpKa FuTdl(5o em Sanio Amaro ; a Iralar
na mesma rea rom Joc Jacinllio de Carvalho.
_ Vender 5esrravos, sendo 1 ptimo mulccole
d'idadc de 28 annos, de boa conduela ; uma escrava
da mesma Idade, cose, encomma. e cozinha ; um
preto de meia idade, bom carreiro e serrador ; 2
prelos de toda servico : na rua Direila n. 3.
A 1S200CADA CANASTRA.
Vendem-se btalas muilo novas em ranaslrinhas
de urna arroba a 1S2O0 cada urna em porpao e a re-
talho : na rua da Pcnha, taberna nova'por baixo
do sobrado.
Vcnde-se uma escrava crionla com urna cria
de idade de um mez. e nina negrinha de 5 annos
de idade, bou; las figuras : quem -as pretender diri-
ja-se a rua csiicita do Rosario, n. 16, 2. andar.
ATlENC-vO.
lonca e vidros mais em conla do que
Iquer parle : ua rua Nova n. 51, no
eirSo, armazem de louca.
s DE GEORG1NAS A ij)500 RS.
ara vestido e roupao, para senhora, Ta-
la la e muilo lina, propria desle ch-
ivados cada corle e faculta-se amostras
po loja amarclla n. 4. de Anlonio
eir. .
BOA FUMACA.
caixas com 100 charutos de superior
JOOO rs. a caixa, macos com 25 i haru-
de 25 ditos a 2i0, 320 e a 500 rs.,
ior qualidade : na fabrica da rua do
, de Joaquim Jos dcSouza Lins.
INDIANA A 480 O COVODO.
los de senhora* de bom goslo, fazenda
gusto cliinez, com 21 polegadas de lar-
gura : na ruado Crespo loja amarclla n. i, de An-
tonio 1 uncs.- o Pereia.
PECAS 1)E MAAPOLA'O A s500.
Pecas de murim ou madapoln franrez, sem de-
fcito algum com 10 varas a 25500 rs. : na rua do
Crespo loja amarclla n. i, de Anlonio Francisco Pe-
reira.
'LBUM DE PIANO.
Colleceo de lindas musieas para este
instrumento, composieao do insigne ar-
tista portuguez Fortunato Coelho, urna
caderneta elegantemente lilografada, con-
tendo tres polkas, mazurks, tres walsas,
utnaschottisch, uma polka e uma varsdvi-
anna, tudo isto acompanhado de um ele-
gante retrato do autor : a' venda na li-
vraria da rua da Cruz n. .
pibLicacao litteisaria.
Na livraria da rua do Collegio a. 18,
vendem-se folhelos, coiitendo a aprecia-
cao do commercio a retalho, leita pelo
Diario de Pernambuco, cujos artigos
foram reimpressos com a gratuita aulori-
sacao do auUir.
CEMENTO
romano, do superior qualidade, chegado agora de
llaoiloirL-o. em barricas e as linas: atraz do theatro
xellio, anuazeni de laboas de pinho.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se easemira pela e .le cor para palitos por
ser muilo love a ftl'OO o rovado, panno azul a 3 e
i-3000. -iito prelo a 33, :<>50, 2. 53 c .59.5IX), curtes
de easemira de sostos modernos a (8000. selim pre-
lo de Maco a 35200 e V300 o covado : na rua do
Crespo n. f
Vendeei-se 3 moleques pecas, de excellenlc fi-
gura, um cpm 0 a 10 anuos de idade, c dous com 7 a
8 anuos ; he negocio de agradar : ua rua Velha
u. 91.
ATTENCAO'!
Vendem-so livros intitulados-Melhodo fcil de
escripturar-por partidas simples e dohrailas, compre-
liendeii lo a maneira de fazer a esrhpluracao por
mcio de um ni registro por M. Edmond Demanga ;
esta obra chegada ha pouco de Lisboa, vende-se na
rua da Penlia, casa de Jnao Piulo Reais dcSouza.
ESTABELECIMENTO DE CARIDADE.
Os senhores proprietario* 011 administradores dos
trapichea Noxo, Ramos, Cimba, Barbosa c l'eluuri-
nho, hajam de mandar satisfazer a importancia das
amostras de assucarexlraliidasdas Caiusoesadu nos
mesmos Itapiebea, perleucenles aos estahclccimeu-
los de caridade.
No esci'ipiorio de Kovaes&C, rua
do It.tpii'1!!' n. r>, continua a ler um
complet sortimento de chapeos do Chi-
le de todos os tamanhos e qualidades, as-
sim como dos de Italia, de eltro, preto* e
pardos da melbor lubrica dn Itiu de Ja-
neiro, que tildo Revende por preco com-
modo, tanibctu lem algumas la/endas pa-
ra lojas de miudezas que se venden por
comitrodd preco para techar contas.
Vende-se uma mua chegada ltimamente (to
Rio Grande do Sal, c propria para rarro por ser bo-
nita e arando : para ver, na curheira do Sr. Clau-
dio, na rua da Cadeia de Sanio Antonio, e para tra-
tar, na rua do Trapiche n. 1 i.
No armazem de Novaes&C.,na rua
da Madre de Dos, lem para vender vinho
do Porto muito superior, em barril deot-
tavo.
SUPERIOR FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alandega:
ou a tratar com Novaes& C. na rua do
Trapich n. ."i.
\ ende-ae por prei;o muilo commodo, 110 alcr-
ro da Boa-Vista n. 42 segundo andar, um ptimo
terreno proprio paraedificacoes, em frente da inreja
ile N. S. da Paz nos Aloados, com 113 palmos de
fundoc !M) de frente.
. Vende se a taberna da rua da Iraia.defronlcda
ribeira n. 17, com pnucus fundos, leudo porrao de
louca e vinho do Porlo engarrafado, armaran nova e
lodos os mais gneros em bom eslado, fazeudo-se to-
do uegocio para acbar.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se cemento romano chegadorecenlemenle
de Hamburgo, em barricas de 12 arrobas, e a maio-
res que ha no mercado: na tuadaCruz do Recife,
armazem 11. 13.
Vende-se um mualo de idade de 18 annos,
sem vicio nem achaque, o qual se vende por preci-
so : na Iravessa do Mondrgo n. 4.
BOM E BARATO.
Panno prelo e de todas as cores, de preto de 3 a
33500 rs. o covado, fazenda que em mitra qualquer
parte he de 53000 rs., vende-se bartlo por ler-se
comprado grande porfo : na rua do -Queimado n.
20, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
muito barato.
Pe.;as de emite lino de puro linho rom 10 e meia
varas a Kym rada peca : na loja de i portas, na
rua do Queimado 11. 10."
Vende-se cera de carnauba de superior quali-
dade; na rua da Santa Cruz, taberna n. 1.
V ende-se um carritiho americano de I rodas
para um sc ravallo, muito levee quasi novo, e com
lugar para 4 pessoas bem a voulude : na rua da Ca-
deia loja de fazendas n. 41.
Vcnde-se feijSo niulalinhn muilo novo : na
rua Dircila n. ti9.
FITAS.
Na rua Nova loja 11. 2, vendem-se fitas para carta
de hachareis a ti-3.
PULCEIRAS.
Chegoii a loja de Todos os Sanios da roa do Col-
legio n. 1 um rico sortimento de pulceiras do ultimo
ansio enegadaj de Paris, pelo diminuto preco de
l?ti00 e 2ji500: a ellas antes que se acabem.
Por 300*000.
Na rna das Flores n. 37, primeiro andar, vende-se
uma Ixpographia nova, prompla a trabalhar, com
lodoso, sem perlences, prelo, l\pos etc.
SAPATOS F. CASEMIRA PARA CARRO.
Na loja ainareila da rua do Queimado n. 29, ha
para vender um completo sortimento de casemiras de
cores, proprias para forro de carro e roupa de cria-
dos ; a lia oca-se a qualidade e preco commodo: ven-
de-se lambem sapalos de la com sola ecertica, para
evitar a humidade.
Conlinua-se a vender cortes de chita larga e de
riscado francez, ludo de cores lixas a 23000 cada um:
ua loja de 4 portas, na rua do Queimado n. 10.
Vendem-se chapeos prelos francezes a 69OOO :
na rua do Queimado, loja de 4 portas 11. tO.
Vcnde-se um sitio na povoa;ao dos Reme-
dios, junto aponte do mesmo nome; defronte do
Ihcalro pastoril (dos prezepios; com casa de vtveu-
da e arvores de fructo: a Iralar na rua das Agoas-
V erdes rasa 11. 10, ou na rua de llorlas n. 23.
Vende-se urna meia agua por traz da rua Im-
perial, onde se chama becco do Seuredo por preco
commodo: a tratar na rna da Cruz 11.21, armazem
\ ende-se a loja de ralbado que foi de Luiz
Sanz, no aterro da Boa-Vista 11. II, tendo pouens
fundos e por preco mui commodo ; constando da ar-
maran nova e iuvernisada, de calcado feito, lano
para senhora como para meninos, de sraude nume-
ro de formas, e oulros mullos nbjeclos de uso da
dita loja, e do mencionado individuo que uella mo-
rava por ler os neces-ai tos comino,los ; garanliudo-
se ao comprador o respectivo arrendameule : a Ira-
lar na rua da Cadeia do Recite, escriptonon. 3.
Carros e cavados.
V ende-se um carro de 4 rodas e 4 assenlos, novo
c moderno, muilo bem construido ; vende-se oulro
mais pequeo com pouco uso e muilo leve ; e ven-
dem-se lambem boas parelhas de cavallos para os
mesmos, e para-cabriolelse carrosas, ludo por pre-
co commodo : na rua Nova, cocheira de Adolpho
Bourgeois.
Cal virgem de Lisboa.
Na rua de Apollo 11. 10, vende-se cal virgem de
Lisboa, chegada no ultimo navio, por preco com-
modo.
O VENDE-SE: (
l@ Prezunlos para I tambre, queijos (g)
4fc conservas, fructas para podins, &l
jg. batatas inglezHS em gigos, cai\i- m
ggf nhascom arenques, e otttrosmui- 2?
W tos objectos, tudo vindo ultima- 1
9 mente pela galera ingleza Bo-
( nitaxi: ta rua do Trapiche n. i, ($
t$) ariraxem. (tf)
- Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C., na rua do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Kicas obi as de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Lni dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dill'erentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com loque de avaria.
Madapolao muilo largo a 38000 e 3500 a peca :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CUALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8.S0O0, 12<000, UsOOO e 18sOOO
rs., manteletes de seda de cor a 11 sOOO
rs chales pretosde laa muito grandes a
.sO rs., chales de algodao e seda a
I "280 rs.
4
Vendemn
em oulra
oilo da Co|
COR!
Vende
zenda de 1
ma, com ll
na rua do]
Francisco
Venden
qualidade 1
tos a tbU, 1
ludo desu|
Rangel n.
VENDE-:]
Para vcsll
de seda e lai
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. '20: este vinho, o melbor
W de toda a champagne vende-
se a otj.S'OOO rs. cada caixa, acha-
a se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores csruros muilo grandes e encorpados,
ditos bramos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a 15400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qoe volla para
a Cadeia, vcnde-se panno prelo 28400, 28800, 3,
35500, 48500, 5500, 68000 rs. o covado.dllo azul, a
25. 25800. 4a, 68, 7, o covado ; dilo verde, 28S00,
39ISOO, 4, 5j rs. o rovado ; dito cor de pinhao a
45500 o covado ; corles de easemira prela franceza e
elstica, i 7*500 c 85500 rs. ; ditos com pequeo
de.'eilo. 65500 ; ditos inglezenfeslado a 58000 ; ditos
.le cor a 4?, 55-500 68 rs. ; merino prelo a 15, 18400
o covado.
Agencia da Eawla Kiw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se conslanlemente bous sorli-
mentos deiaixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como furnias, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passaderras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
robre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato preco.
RELOGIOS INGLE/.ES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
preco commodo: na rita do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo-
Vende-se ctccllcnle laboado de pinho, recen-
lemenle chegado da America : na rui de Apelle,
trapiche do Ferreira, a entender so com oadmiois-
Irador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 8, ou no caes da lfandega.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua dn Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muilo bom
goslo. 320 o covado.
Na rua ilo.Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior (lae la para forro de sellins che-
gada recntenteme da Ameriea.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
rriplorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia. americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he par* fechar contas.
Vende-se uma canoa de carretra no-
va, ptima para familia por ser espaCosa,
e de excellente marcha: na rua doBrum,
armazem n. 26.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rna da
Cruz 11. i.
Vendc-se una duzia de cadeiras, cm sof -
duas cadeiras de halancn (udo d Jacaranda, e um
lavatorio de amarello: na rua larga do Rosario n.
48, das Ires horas da tarde em diantc.
O QLE GUARDA FRO GUARDA CALOR:
porlanto, vendem-se cobertores de alcodAo cora pel-
lo como os de Ma a I5IO; dilos sem pello a l2O0;
dilos de tapete a 1C200 : ua rua do Crespo n. 6.
\ ende-se a distilacao de espirilos e licores,
da ruado Rangel n.t, bem nfreguezada. e monta-
da com os fundos. qUe couvier ao comprador: a tra-
tar na mesma. com o proprietario Victorino Fran-
cisco dos Santos, dias uteis, das 8 da manhaa as 5
horas da larde.
CONDECIDO DEPSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de A pollo armazem 11. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
R0 de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
tudo a preco que muito satisfar'
aos seus anttgos e novos freguezes.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-sc os niellinres sellins que
lem viudo a este mercado, com seus
competentes frcios etc., lambem chi-
cotes para carro, homem e senhora, por
precos muilo moilicos: uo escriplorio
011 armazem de Eduardo II. Wxall,
rua do Trapiche Novo n. 78.
MIUDEZAS BARATAS.
Vcnde-se na rua da Cadeia do Recie n. 19, sapa-
los de couro de lustre para senhora a l5rs. o par,
ditos de marroquim a 600 rs., ditos para homem a
800 c 900 rs., botos de anatli para cainita a 200 rs.
a groza, linha de cores a I5. dila branca de 800 a
15200, papel de peso muilo bom a 25100 e 28500 a
resnu, penlcs para atar cabellos a 240 rs.. dilos finos
a 800 e I5. colveles a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, tilas,
alncles de lilas as qualidades, aculhas, luvas de
seda para scnlioras e meninas, dilos para homem,
Ihesnuras linas c ordinarias, pulceiras de ouro fin-
gindo ile lei, carleiras para baile, peneiras de ac e
oulras umitas cousiis por preros muilo em conla.
Vcnde-se uma taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista n. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo cerca de 1:2005000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim llieeonvier :
a Iralar junto a lfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sorlimentos de fazendas de bom
goslo, por preros commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, veadem-ee cortes de vestidas de cambraia de
seda com barra e habados, ; 88000 rs. ; dilos com
llores, 75, 95 e 103 rs. ; dilos de quadros de bom
co-ln. a II? ; cortes de cambraia franceza muilo li-
na, liva. rom barra, 9 varas por 48500 ; curies de
cassa de cor com Ires barras, de lindos padres. i
35200, pecas de cambraia para cortinados, omSU
varas, por 356OO, dilas de ramagem muilo finas, a
65 ; cambraia de lpicos miudinhos.branca e de cor
muilo lina, StiO rs. avara ; aloalliado de liuhoarol-
voado, a 900 a vara, dilo a,lama-culo com 7 ', pal-
mos de lrgala, a 25200c 39500a vara; canga ania-
rella liza da India muito superior, ;i 400 rs. o cova-
do ;rorles de rllele de loslio alcosoado e bons pa-
dres l'nos. a 800 rs. ; lencos ,lo cambraia de linho
a 360 : dilos grandes linos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de nir e prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; ditas fio da Escocia a .500 rs. o par.
PLBLICAQAO" RELIC.IOSA.
Sabio a luz o novo Mez de Alaria, adoptado pelos
rpvprendissimos padresrapuchinhns de .V S. da l'e-
nli.i deetaenfade, auimpnlado com a novena da Se-
nhora da Conceicc'ln, e da noticia histrica da me
lallia milagrosa, edeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se uincanipiile ua livraria n. ti e 8 da praca da
noli I eliden,, ia. I5OOU.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo ^
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estranpeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas',
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
VENDE-SE.
Cobre cmfolha de 20 ate 28 onras.
Estanho em verguinhas.
Chumbo em barras pequeninas de 14 li-
bras
Champagne, marca A & C.
Vinlio do llicito das qualidades mais
apreciadas, em caixas de uma du/.ia.-
Clavinotes e armas de fogo em geral. j,
Lonas, e brins de vella- -h
Arretos, lampeoes e chicotes para carro c
cabriolet.
Craixa ingleza de vernizpara arfeios-.w
Esporas de ac lino, pinteadas.
E para feixar uma conta:
vende-se por o maior preco que der, cer-
ca de 600 formas de folha" de ferro pinta-
das, proprio para fabrica de ssucar : ha
rua do Trapiche ti. 5, armazem de C J.
Astlev & C.
Deposito de panno de algodao da .
fabrica de todos os santos na I
Babia.
V ende-se esle bem conhecido panno, pro- j)
pno para saces e roupa de esclavos ; no es- M
criploiio de Novaes A- Comoaubia. na rua do
i
i
i
'i trapiche n. 34.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PaRA
calcas e palito's.
\ende-se bnm trancado de linho de quadros
TSnt x*fa ;Jdil' 70e ,80; dUo mese-lado
15400 ; corles de fuslao branco a 400 r.; ditos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarclla lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chila a
5000 e 29200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho do Porlo para roslo a 145000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 109000 ; guardanapos lambem alco-
soados a 38600 : na rua do Crespo 1. 6.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 5 exce-
lentes |iiatios x indos ltimamente de Ham-
burgo.
Na rua do Collegio n. S, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlat mil equindenio macos
de conlas de vidro lapidadas a 160 rs. rada maco e
70 duzias de caixas de massa para rap 1 lltOO a
duzia.

RLA DO TRAPC ^~.***3
I Emcasa de Patn Nash & C, ha pa-
S8 ra vender:
s Sortimento variado de lerragens.
^. Amarras de ferro de 5 quartos at 1
2j polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
iwtwn
' "i
enoiitp da fabriea da Todoa om f aioi a
Veude-se,em rasa1 deT<". O. Ilieher &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mui lo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
. AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, atoa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moiidas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai vas de ferro batido
e coado, de todos os tatnauhos, para
dito.
Vinho do Rueo, de qualidades es-
peciae, em caixas d urna duzia,charutos
de Ha va na verdadeiros : rua do Trapi-
che n. .7. .....
' Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porlo......
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,'
Madeira;
em caixinhas de uma duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muito em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa,.recentemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
X. O. Bieber 5i Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vendc-se urna halanra romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.

POTASSA BRASILEIRA.
Vcnde-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
V'endein- barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, lem para vender diversas m-
sicas pata piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilha3, valsas, redowas,: scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos iirles de lanzinl.a para vestido de
senhora, coro !"> cov:id<>s cada CTte, a
eS-'lOO.
Na rua do Crespo, loja da piquia que volla para
a Cadeia.
Vende-se um escellenle carrlnho de 4 roda
mui bem construido,eem bom eslado ; est exposlo
na rua do Araaao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz 00
Recife n. 7, armazem.
Moinhos de vento
"om bmbasele rcpuxo para regar borlase baixa,
i'.ecipim. na fuidirade D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8el0.
Devoto Chtistao-
Sahio a luz a 2. ed can do lu 111I10 denominado-
Devoto Chri-lao.mais correloe acrecentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, moilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volla Sara a cadeia.
ESCRAVOS FGTOOS^
- No dia 22 de maio de 1853 fngio da casa e pe-
der de D. Mara Carolina de Albuquerquc Rloen,
seu escravo de nome Anlonio, crioulo, eom as sig-
naes seguinles : fula, allura regular, vista um pou-
co espantada, pernas foveiras, falla man,*rraz sem-
pre cachimbo, eslomauo am pouco saliente, e nunca
olha direilo para a pessoa rom quem falla. Foi escra-
vo de Francisco llulcao.do Brejo da Lauoa, vendido
a anuuuciante por Manoel Ferreira Mendes, por in-
termedio de Claudino do Reg ; consta que lem si-
do visto pelo Brejo d'Ara : quem o apprehender.
poder entrega-lo sua senhora. moradora em um
ilio, oa rua do Hospicio, que sera recompensado.
Fugio a 17 d* detembro de 1853, do engenho
Sipoal, comarca dt Nnarelh, um escravo por nome
Francisco, appellidado Rorge, cabra claro, es cabel-
los da cabeea om lano pegados, e ruivo peles pon-
las, roslo redondo, maclas levantadas, olhos vivos,
on llu- condiciona,tas. niriz proporcionado, bocea
regular, denles de cima limados, e ainda nao linh
barba, quando fugio fui de idade 20 > 22 annos, de
boa altura, espadando, ps a proporcao do corpo.
Em idade de 15 annos um ele o mordeu as partes
baixas, que rasgou os escrotos, e foi preciso pontear;
creio que Ihe licaria as cieatrizet, e lem em urna per-
na ou cocha marca de denle do dilo co, em um dos
joelhos da parle de fra lem lamhem rutra marca de
deute do mesmo. Sabio com oulro cabra por nome
Ambrozio, do engenho Terra Nova, o qual foi preso
Uo principio desle correnle pelo subdelegado da Boa-
Vista, c recolhido i cadeia desla etdade, epelo an-
nuucio do subdelegado que o preudee, mandn o
senhor buscar, e chpgando cnute-snu que esle que
cima fallo, ficou na Roa-Vista (rabalhando em orna
olaria para o lugar chamado Ponte Velha : portan-
lo, rosase ao Sr. delegado, subdelegado e inspecto-
res da Boa-Yisla, queiram dar as suas ordena atm de
que seja caplurado o dilo escravo, c recolhendo-o ,-i
cadeia, a no nnciar.i para mi nha inlelligenria. e o se-
nhor quo o tiver em seu servieo Irahalhando, o o
queira comprar, poder annuncitr na mesma lolha,
que mandarei logo veoder.
Jote Guede< de Brilo da Cunha liego.
Aos 1003000.
Ainda anda fgido desde o dia 12 d agosto de
18-53 o prelo do abaixo assignado, por nome Arg-
tniro. o qual escravo o abaixo assignado comprou
ao illm. Sr. capilao JoJn Maris de Almeida Feij,
e esle senhor o comprou ao.Illio. Sr. coronel Panla-
leo, da villa de Pesqueira, e esle escravo se torna
muito conhecido pelos signaes seguinles : ao lado
esquerdo da cabera tem uma calva de lamanbo de
dous vintn, falta de um denle na frenle, muilo
prelo. muilo regrista, anda sempre fumando e lam-
liem toma lbaro, he de allura regular, idade 24
annos, pouco mais ou menos, crioulo; consta ler
andado pelos engenhos do Cabo al Serinhaem e Es-
cada : poilanlo, quem o pegar, leve-o ao abaixo as-
sicuado, na rua da Praia n. 76, que d 100)000 ; ou
mesmo sendo que algum senhor de engenho o lenha
em sen engenho cm titulo de forro, illudido por elle
o dilo Araemiro, e o queira comprar, lamhem se faz
todo o negocio.Andelo Antonio Ferreira.
Kobo as autoridades policiaes a captura dos
ecravo Jos e Ignacio que evadiram-c desle meu
engenho Cachang, nodia16do correnle; leudo o
Jos os seguinles signaes: crioulo de Is auno de
idade, pouco mais ou menos, corpo secco, cor fulla,
cabellos sem serem rarapinhos e um pouco ver-
mcllio's, olhos pequeos, e afondados, testa om pou-
co elevada, e lem nella urna cicalriz. lem falla de
denles na frenle. pernas fina, fies descarnados; sa-
bio com cala de riscado azul, t levou um spin-
garda que furtou. O Ignacio lem os seguinles sig-
naes : crioulo, idade de 2* auno, pouco mais ou
menos, allura regular, pouca barba, cor fula, den-
tes limados, o beico inferior um pouco cabido, w
macaas do roto larBas, ps grossos, sahio com ral^a
de algodaozinho azul, e lexou urna granadeira que
furlou : quem os Irooxer ou der noticia certa destes
esrravos no engenho Carhng,|oo nesla praca aoSr.
Jolo Xavier Carueiro da Conha, ser cenerosamen-
le recompensado pelo proprietario dos mrsmos
Maranno Sacier Carueiro da Cunha.
Desappareceu no dia 8 de selrmbro o escravo,
crioulo, de nome Anlonio, que cosluma trocar o ne-
me para Pedro Jos (.orino, e intitular-sc forro,
he muilo ladino, foi escraxo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Cail, comarca de
Santo Ailo, e diz ser nascido no serttto do Apodv.
e-lalura e corpo regular, cabellos prelos, rarapinha-
dns. cor um pouco fula, olhos ecuros, nariz Brande
e grossn, beic,os grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta necasiao foi rom
ella rapada, com lodos os denles na frente ; levou
camisa de madapollo, caire e jaqueta branra, cha-
peo de palha com aba pequea e uma Irouva de rou-
pa pequea; he desiipporquc mude de Irage: ro-
ga-se porlanto as aulnridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o .-ipprelien lam e Iragam nesta praca do
Recire, na 1 na lana do Kosario 11. 21, que se re-
compensar muilo hem o seu Irabalho.
PERN. : TV. I>E M. v- FARIA. 185*.

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V
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4

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