Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01327


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Full Text
ANNO XXX. N. 249.
SEGUNDA FEIRA 30 DE OUTUBRO DE 1854.
V
I -
i


!
4
i
I
1
Por 3 mezcs adianlados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO
ENCABRIADOS da st;uscRirt:AO'.
Rocife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. AnloniodeLemosBraga;Ceari, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Pari, o Sr. Justino Jos Ramos.
<\ MUIOS-
Sobre Londres 27 1/-2 a 27 3/4 d. por 1
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aojoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 O/U.
METAF.S.
Ouro.Oncas hespanholas...... 29*000
Moedas de 6400 velhas. ltWtOOO
de 61*400 novas. 169000
> de 49000...... 991100
Prala.Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTiOA DOS GORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns,nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury,a 13e28
Goianna e Parahiba, segndate sextas-feiras.
Victoria e Natal, nas quinlas-feiras.
PRF.AMAR DE HOJE.
Primeira s 11 horas e 42 minutos da manha.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, tere,as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jnixo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
I.PIIKMKIiini s.
Outubro 6 I.ua cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA,
30 Segunda. S. Euno ir. ;S. Macario m.
31 Terca. S. Jcjum (Vigilia) S. Quitino m.
1 Quarta.gug Festa de Todos os Santos.
2 Quinta. Commemoracao de todos os liis def.
3 Sexta.S. Malaquias h. ; Ss. Herbertoe Dona
4 Sabhado. S. Carlos Barromeo are. card.
5 Domingo. 22.* Ss. Zacharias e Isabel pais d
S. Joao Bptista ; S. Fabricio b. ; S. Lelo.
parte ornciAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente de da 25 de outubro.
OfTlcioAo Exm. presidente das Aligoaj, di/rn-
do que. com a copia que remelle, do ollicio dn com-
mandante da estaco naval, responde ao de S, Exc.
de 19 do crreme, requisitaado um dos navios da
mesma estaco.
DitoAo Exm. commandante superior da suarda
nacional do Rerife Pata que eu possa salisfazer
plenamente o disposlo no aviso da repartiro da jus-
ti^a, consiante da inclusa copia, faz-.e necessario
que V. Ex. me envjc.de conformidade com os mnde-
us juntos, o mappa^Ma forja *i guarda nacional
desle rnunieipio, secundo a ultima qualifraco, c a
do armamento e corrame distribuido. Oulro sim,
convem que V. Exr. na occasio de remetler-me laes
nappa< reqoisite especific.idamenle ludo ornis que
for necessario para ,i referida (danta nacional.
Iguil ao rnmmandaitlcsuperior da suarda nacional
do municipios deOlinda e Iguarass.
HiloAo mesmn, para mandar dispensar do ser-
viro da guarda nacional, visto estar comprehendido
lias disposires do i 3. arl. 1i da Ici n. 602 de l'.tde
aetmbro de 1850, i Jos Cuellio Barbosa Porlirio,
que se aclia alistado no3. balalhao da guarda na-
cional desle municipio.
DitoAo inspector d.i (hesouraria de fazenda.
Iransmiltmdo para o- convenientes exames, copias
das actas dn rnusellio administrativo datadas de 5 c
12 do correte.
DitoAo desemhargador juiz relator da junta de
juslira, enviando, para depois de vislo ser relatado
em sessao da mesma junta, o processo verbal dos
toldados M mor Faustino Ribeiro, o Manuel Joa-
quim da Silva, perlencentes ao 10. balalhao de in-
fantaria.
DitoAo inspector do arsenal de marmita, decla-
rando, em resposta ao scu ollicio de 23 do correle,
n. 785, que licam expedidas as convenientes ordens,
para ser a rcparlicAu de marinha iudeinoisada das
quanlias dispendidas com o sustento das pracsts de
prct e sentenciados ltimamente enviados para o
presidio de Femando no patacho Pirapama, e dos
que resrossat un do mesmo presidio cm dito pata-
cho. Expediram-se as ordens de que trata.
DiloAo engenheiro encarrilado das obras mi-
litares, para mandar fazer com brevidade os ennrer-
los de que necesita ocanno da lalrina doquartel do
Hospicio. Commuuicou-sc ao cominaudante das ar-
mas.
DitoAo mesmo, para mandar com hrevidade
concertar n ladrillio da parle lerrea do edificio em
que se acha enllocado o hospital rcsimental Com-
municou-se ao coinmandantedas armas.
DitoAo mismo, transmillindo. para servirde ba-
se a arrematadle dos reparos de 550 bracas quadra-
das de empodramciiln na estrada de Pao ri'Alho. a
principiar do ensenho Camaragilie al a poiilcziuha
do Ciiara. copias do orcamcnlo e clausulas ncsla
dala approvadas, c que para csse lim for un remedi-
das pelo director das obras publica-.Cummuiiicou-
se a osle.
Dito\a memin. rommiinican lo haver eonre li-
do tres mezes ilr licenca com vene i montos, nos ter-
mos do art. 19 do regulameiitu de 3 de acost de
1_853, ao amanuense daquella thesoeraria Coriolano
Silverio do Amoral, para Iratar de sna saude.
Dito Ao ilirerlor das obras publicas, rcrom-
mendando que, de combinaran rom o inspector da
thesouraria provincial, a qurm nesla dala se ollicia
a respeilo, frmala um prnjerlo de regiilameulo
para a execueao da lei provincial n. 3.V) de 22 de
maio desle auno. Fez-se o oflirio de que se traa.
Dilo Ao commaudanle superior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda elguarass, dizen-
do/fue, para ler luzar o pasamento do sold dos
cmelascomprelicudidos na rela<;:m junta, a que ,e
que >mc. enve a este gnverno urna ola -la filiacao
dos referidos cometas, com declararan do dia cm
clles se cnnlralaram para o servico, e declarando
que lica expedida a conveniente ordeni ao director
do arsenal de guerra para fornerer ao commaudan-
le do balalhao de guarda nacional de Olinda as 9
cornetas de loque, deque trata o sen citado ollicio
Expcdio-sc a ordem deque se Irata.
Dilo A' administrarlo feral dos estabeleci-
mentos de raridade, para mandar recnlher ao hos-
pital de raridade o individuo alienado que Ihe for
apresentado pelo subdelegado da fresuczia de San-
to Antonio. Communicou-se ao referido subdele-
gado.
Dito A' cmara municipal do Recife, commu-
nicamlo ler approvado provi-oriamenle a postura
nddicional, de que remelle copia, alim de ler exe-
eueao.
Portara Concedendo a Jos Anlonio Pereira
de Brito licenea para corlar as mallas dos scusen-
penluis Santa Cruz e Sauczinhu, e eondmir para
o ensenho do Meio 5 duzias de prancbes de louro,
' iii/.ia le tahuas ile diversasmadeiras eOpos para
casa de purgar, urna vez que nao sejam rssas ma-
deiras de amarello ou sirupira.Fizeram-se as nc-
ceaatrias communicares.
Dila Ao director do arsenal de guerra, para
mandar enlresar ao juiz de direito rliefe de polica,
alim de serem enviadas ao subdclcsado do curato
da S ile Olinda, 2"> espadas com cinturOes, 25 pis-
tolas e 200 carlutamcs embalados do adarme 13 ;
providenciando ao mesmn lempo para que sejam
concertadas 22 srauadeiras roladas, que Ihe serAo
entresues por parle daquelle magistrado. Com-
municuu-se ao mencionado chele de polica.
26
Ollicio Ao inspector da thesouraria de fazen-
da, Iransmittindo o aviso de lellra na importancia
de 1:0005 rs. sacada pela thesouraria de fazenda da
provincia do Rio (jrande do Norte sobre a desla, e
a favur de Joaquim Ferreira Nobre l'cliiira.
Dilo An mesmo, communicando haver, cm
visla de sua informaban, deferido favoravelmenle o
requeriinento cm que Joaquim Jos Mnreira pede
lirenea para Iraspassar a Joaquim Pioheiro Jacome,
pela quanlia de 1:01109 rs., a posse do lerreno alaga-
do de marinha n. 18!) A, na ra da Senzala-Velha.
Dilo Ao inspector da thesouraria provincial,
declarando que leudo ouvido ao procurador da co-
ro i, soberana e fazenda nacional acerca do reque-
i imenio. sobre que Smc. informou, de Jos F'ran-
cisco do Reg Barros, den elle o parecer que remel-
le por copia, de conformidade com o qual dever
proceder aquella thesouraria a respeilo de aeme-
lhanle prelencao.
Dilo Ao mesmo, inleirando-o de haver nulori-
sado ao direclor das obras publicas a receber defini-
tivamente os concertosdo segundo e lereeiro laucos
da estrada do norte, oj quae foiam euiprcilados por
Joaqun Augusto Ferreira Jacobina, com a enmu-
ran porem de fazer esle no praz de um anuo a
planla do capim nos talude* dosalerros; e recom-
in.-man l i que. 6 vista do competente cerlificado,
mande Smc. pasar aquelle empreiteirs. o que se Ihe
esliver a dever.Offieiou-se nesle sentido ao men-
cionado direclor.
Dilo Ao mesmo, Iransmillindo, para o fim con-
venienle, copia da conta da despeza feila com o
porlilo que se mandoo construir para a bar reir da
ponte da Magdalena. Communicou-se ao director
das obnis publicas.
Dilo Ao juiz municipal da primeira vara, para
mandar por a diaposicao do coronel commandante
das armas um calceta ferropeado, para ser emprega-
do uo serviro de lnnpeza do forte do Buraco.Com-
municou-se ao supradito coronel.
Dilo Ao commaudanle superior da guarda na-
cional dos municipios de Olinda e Iguarast, devnl-
veudo, para ler o convenienle destino, a patente do
major ajudantc d'or.lcns daquelle rommando supe-
rior, Salvador lieurique de Albuquerque.
Dilo A' cmara municipal de Nazarelh, appro-
vandu a arremalacAn de varios imposlos pertcncen-
tes aquella municipalida.le ; e recninmendando que
pnaha novamenlc em prara o importo de 220 rs. so-
bre sepos e reparos do acouguc dalli.
Porlaria Horneando professor publico da ins-
trucrao elementar do primeiro sro da povoacao Quipap a llicar ve preferencia no concurso a que se procedeu para
provimenlo daquella cadeira.Fizeram-sc as neres-
sarias coiiununicaces.
-sananci -
COMMANDO SAS ARMAS.
Quartel do comando don armas do> Ptrnam-
buco, na cloUde do Resille, em 2S de outu-
bro de 1854.
ORDEM DO DCA N." 162.
O coronel commandante das armas interino, faz
publico para sciencia da guarnicao e devido eifeilo
qne o governo de S. M. o Imperador, houve pur bem
por aviso expedido a ."ido corrente pelo ministerio dos
negocios da suerra a presidencia da Babia, mandar
seguir para a corle o Sr. capilo do 10. balalhAo
de infamara J os Francisco da Silva, afim de ir
ervir na divisilo auxiliadora em Montevideo; e por
oulro aviso de igual dala, mandar servir no balalho
do deposito o Sr. capitao do 9, lambem de infama-
ra, Jos Privona Campos : o que ludo eonslou de
communicaccs recebidas do Exm. conselheiro pre-
sidente desla provincia, datadas de bontem.
O mesmo coronel commaudanle das armas decla-
ra psra os fins necessaros, que hoje. nos termos do
rcgulamcnlo de H de dezembro de 18>2, e decreto
n. 1,401 de 10 de jiuilio do correnle auno, prece-
cedeudoinspcccno de saude, contrado novo eugaja-
nienlo por mais 6 annos o soldado da 2. compa-
nhia do 4. balalhAo dcarlilharia a d, Anlonio lo-
so Francisco, o qual percebera alcm dos vencimen-
los que por lei Ihe compelirein o premio de 4008
rs., pagos na conformidade do art, 3." do cilado de-
creto, e lindo osen cngajamenlo urna dala de tr-
ras de 22.500 bracas quadradas; Tirando obrsadn
no caso de deterjan a perda na i s das vantasens do
premio, mas aquellas a que tiver dircilo, i ser con-
siderado como recrutado, e a dcscontar-se-lhe do
lempo do cngajamenlo o de prsin em virtude de
senleiira, averb indo-se esre descont e a perda das
vantasens no respectivo titulo, como est por Ici de-
terminado.
As.ignadn.Manotl Muas Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudantc de
ordens encarresado ilo detalhe.
899,100. 1,489^26 .<
122,832.
426.
EXTERIOR.
LONDRES 9 DE SETEMBRO.
A nossa exporia^ao".
On'e anutx xob a pmfeceiio. e unze annox *ob
o commercio licre.
Com as mensacs infonnices do commercio o na-
refere o sen nfftrin de 14 do correnle, faz-se misler '?egaAo, Juslamenle ordenadas, lemos urna com-
plela rxposir.lo circumstanciada da exporlarHo dos
producios c manufacturas inslezas no anno (le 1853
em lodos os paila do mundo. Frcquenlemeiite
nos referimos a extraordinaria somraa que se ele-
varan! as mistas exportarnos o anno passadn, e pre-
sentemente sera linfa mais iulcressanle e ins-
tructiva examinar a proporcAo em que o nolavel
acrescimo qae leve lusar os anuos passados affecluu
o commercio de pnizes particulares. Fundando-nos
sobre os grandes principios de poltica commcrcial,
que foram o assumplo de tamanhas discussAes os
annos passados, nos propozemos lomar o anno de
1842 como o eixo das iomui invesligacOes e compa-
raQes, tomando o mesmo numero de annos antes
desla dala que derurrou depois do primeiro periodo.
Isio nos dar dom periodos de onze annos cada
um, um periodo immedialamenle antes de 1842,
e o que succedeu a esle. Desl'arle veremos o pro-
gresso que o nos.o commercio fez desdo 18.11 a 1842,
e do ultimu auno al 1853, em cada paiz do mun-
do. A seguinle tabella mostra a compararan que
nos temos referido:
VALOR TOTAL DAS EXPORTARES DOS
PRODUCTOS E MANUFACTURAS IN-
GI.F./.AS E IRLANDEZAS EM CADA
UM DOSSEGUINTESANNOS.
1853.
I
1,885,953 .{ 1,106,767
. 334,017
191,301.
276, 651
FSLHSTI11,
4 FAMILIA AlBRV. (*)
Por Panto Maariee,
Ol'ARTA PARTE.
(Conclutiio.)
l/imo sem duvida os leilores hAo de desejar saber
o fim de Oibourcau, vamos salisfaze-los. Seu lim
foi miniocommum c absurdo ; mas que pode fazer
um historiador ?
i, i uroau s arliou urna spcundi mulher, foi
aqulla Virsinia alia e musculosa, que era sua la-
vadeira. Ah quanloella viusoii n primeira I Vir-
ginia era honrada ; mas meio colrica, c minio
apaivonada pelas lii'hdas rspiriluoss, os quaes em
sua opiniao eram nina nccessiiladc e i seu anligfl
estado.
Essa necessi lado linha-sc torna lo um habilo, e
ella bebeu urna boa liarte do fundo de azeile de (i-
boureau. Alm di-lo parece que as frequenles
disputa-, militas ve/es mais que verhae-, havidas cu-
tre riles, o lado da barba raras vezes prevaleca.
Com velhaco, velliam e meio. Em urna pilawa.
Giboureau nm foi feliz.
Sua morle foi o rc-sullado de um ensao fatal.
Era em um dos mais fuueslos das de nowas ditcor-
dias eivis. Alguns liomcus do poto persesuidns lar-
?aram as armas dianle da parla de Giboureau, o
ijl nlio era lodo dedicado ao poder. Giboureau
tenidn.lo que essas armas rahissem cm maos hoslis
sabio ,,,,,., apanha-las, porm vi-lo poi nina tropa
que alravessava moa ra adjacente, foi tomado ao
lonse por um revultoso, e muri sobre as armas que
qnriia salvar.
Depois de su dadlo com Natalia, Pedro al, oadi
(; Vide Diario n. 217.
1831 1842

Russia, Porlos
do Norl .
Porlos den-y 1,195,565.
Iro do Mar
Negro .
Suecia c Noru-j
ega.....)
Dinamarca. .
I'ru-sia. .
lianover. .)
Cidades An-ea-) 3,642,952 6.202,700
licas......1
llollanda. ) (3,573,262. .
Blgica. r'^-""16- (1.099.490. .
l-'raiica.....602,688. .3,193,939. .
Portugal pro-)
pr.......)
Assores e
Madcira .)
I les pan ha con-)
nKfcSa *t MMH...
res.....)
Ilhas Cana-) ,. ... ., ...
rias______. U!-i- M>5. .
Italia, com a cosa adjacente do
Adritico, e as ilhas, a saber:
Territorios sar-\ '
dos......\ ,
Ducado da Tos- / 1
rana.....I '
Ponlu;':;:0:^.^. 2,194,197./
V
I
I
115,707 .
92,295.
192.816.
975,991. .
80,608..
947.855.
64,909. .
aples e Si-k
cilia ... .1
Tcrri torios '
austriacu.
121,638
.569,738
579,588
472,179
7,09.1,314
4.402,955
1.371,817
2,606.380
1,200,411
121,971
1,360,719
107,638
1,112,447
639,794
207,491
639,544
637,3.53
Reino da Gre-
cia ... .
Turqua. .
Vallachia
Moldavia.
Syria e ;Pales-)
lina......j
Egyplo. '.
Marrocos. .
Posiessoas fran-)
cezas em Sene-) .
samliia .)
Costas orciden-i
laes da Afri-)
ca.nAoparli-1 224,768.
rillariiieiitc )
designadas.
Java e Sumatra 285.296. 306.132 .
Ilhas Philippinas 39.513. 47.019 .
Ghuu......519.443. 969,381 .
Cuba......663,531. 711,938 .
ll'Jli.....376,103. .. 141,896 .
Estados Uiii-)
doscCalifor-i 9,053,583.. 3*585,381.
na.....j
Moiiea..... 728,858.
Nova t.ranada.
Venezuela. .
Brasil
375,551
221.003
41,952 .
59,685
13,315
9,00,310
179,510
. 306,580
. 787.111
. 75,257
1,723
248,250. .
1,218,371.
339,870.
651,617. .
409,003.
21.5.
Paraguay. .(
Buenos-Avres(
Chin......
Per. .....
Outros paites .
Total duspaizes eslrangeiros.
374,969. .
231,711. ,
1,7.56,805.
969.791. .
950,463. ,
684.313.
7,223.
617,764
558,212
386.552
1,373,689
1.124,864
138,801
23,658,427
791,940
(4.50,88 i
(248,190
3 j 86.409
(529.883
(551.035
1,264.94-2
1,246,730
912,662
26,909,432 34,119,587 65,551,570
367,985.
134,519,
364,350.
9:47.749.
289,30*.
470,107
670.810
297,906
257,245. 369,076. 1,212,630
50.883.
148,475
. 83,600.
. 244,922.
5,169,888.
403,223.. 998,952.
. 116,567
385,879
8,185,695
. 357,908
14,513,700
4,898,5*4
, 1,906,639
347,787
13,261,436. 33,382.200
Possessoesbritanniras :
libas do Canal. 324,634.
Gibra 11 a ,
Malla.....
PosscssOes in-)
glezasuo sul)
d'A frica. )
Ilhas Joma .
M .m ricias .
Territorios in-)
glezes as In-) 3,857,949.
dias orien laes.)
Hong Koug.....
EsUbelecimenlos)
inglczes na Aus-)
Iralia......)
(lobunas ingtezas*
na America do) 2,581,949. 2,333,505
Norle.....)
Indias inslezas)__
occidenlac,. .' 2.089,327. 2,391,425
iST. 39,431.. 18,675
Tolal das pos-',----------------___________
es-oes in-110,251,910.
Rlezas. ___________ .
Total dos pai-)
zes estran-)------------------------------------------------------
Bseiro* e ) 37.164,372 47,381,093 98,933,781.
possesses;----------------_______________________
inglezas.. ;
I i/.emos duas dvisiies seracs no nosso commercio
as labelas ,upr.i. cm que elle se divide natujalmen-
le, a saber, a tabella das nossas pos r~ e a tebella dos mercados i-slranseiros no mundo.
< augmento no ruminercio das nossas possesses co-
lomaes be da mancira seguinle :
,8:,l..........10,299,940
Jfw..........13.261.438
_ 2..........33,382,202
lorlanlo, ao pavo que o augmento de 18.il a
1i llos de 20.120,766 ; emesinu >e dciuizirmos a soin-
ma de i.OOO.tXK) f romo sendo allrbiiida as ,lesco-
berlas de ouro na Aiislrala. anda temos um aug-
mento de 13,120,766 too a nossa rcenle
publica commerrial comparado com 3,006,496 t
','T'"1'0 mesmo numero de annos anteriores a
18;2. Mas.....-ni,, esle largo au&menlo durante os
ltimos anuos nao minifesla o bom xito desla pu-
blica em toda a sua forja, purque nos devemos
embrar que a polilica liberal que dislinsuio a nossa
legislacao deslo 1842 abri aos mercados cslran-
geiros um commercio dircelo com as nossas colonias,
as quaes antes cstavam limitadas exclusivamcnle ao
commercio britnico e principalmente aos produc-
tos iiiglezes. No Cunada, nas Indias occidcnlaes,
na Australia, e na ludia um larso commercio direc-
to cm sedas e outras manufacturas lem tido lugar
com a Franca, oque ludo era incluido nas exporla-
r.ies ingleza. anles de 1842, c o que romjuslica
devia ser lomado cm consideracao em qoalquer cal-
culo da augmentada prosperidade e da habilidade
de consumir das nossas possesses coloniaes enlre
os dous periodos de que se traa.
Estes fados sao calculados para refnrear os dous
mais importantes e al hoje mui ronleslados prin-
cipios cm rclacio polilica colonial. Em primeiro
lusar moslram a pericia e o Iran resultado destas me-
didas liberaes que fazendo gmente um simples
arlo de juslica as nossas distar tes possesses, abri-
rn! ao seu uso os merrados do mundo, e nilo mais
os reslriusidos i m patria somente pelos suppri-
menlosqucimporlavam. Nao ha duvida que ellas
so aprou-ilarain desle privilesio n'uma grande ex-
lensau durante os ltimos onze anuos, de que se
desembaracaram doraala os precedentes nnzo an-
uos; e com ludo lal lem sido o seu ccral ausmcnlu
de prosperidade debaixo de urna poltica mais li-
beral qu~ a mai patria lem quadrnplicado o eu
commercio, mesmo depois de fazer ampia con-
cessao pelo que se pode chamar a accidenlal des-
colierla de ouro. Temos oulra prora da grande
vaiilagem de urna senerosa e jusla publica, compa-
rada com os acaiihados c parciaes principios que
primitivamente nos govermivam em relaeflo in nos-
sas dependencias. Mas descobrimos anda neste
relo as animadoras esperanzas de que, nao obs-
tante todas as prediccoes dos proteccionistas, as nos-
sas colonias nao lem somente podido resistir com-
petencia aberla i que lem sido exposlas no mer-
cado nacional para os seus producios, mas que o seu
dominio sobre os productos dos outros paizes, que
he a melbor prova da sua prosperidade, lem aus-
nienlado n'uma proporrao al hoje desconhecida.
verdade be, que as ilhas da India occidental parc-
cem ser urna excepcilo a esta observacao, mas se
iniiiarmns em consideracao a sua importarlo directa
dos Eslados-U nidos e do Continente da E'uropa que
outr'ora era enviada desde paiz, eslas colonias Uo
lonnariam exrcpcAo alsuma s nhscrvacoes que le-
mos feilu. Mas se nos referirmos ao que se lem
dado cm relacao s nossas colonias d.i America do
Norle, as quaes dependan) para sua existencia prin-
cipal das nossas leis so|irc a navegara e dos pesa-
dos direilus prolectores que a sua mdeira c cereaes
gozavam, o que encontramos nos'! O facto nolavel,
deque ao passo que o commercio ausmenlava nos
ltimos onze annos da prolcccao de 253,198 sob
o syslema do commercio livre durante os primeiros
onze anuos augmentou de 2.365,019 i, c todava
aitida lia alciicm que se opponba enrgicamente a
polilica em virtude da qual lemos sido l.io singu-
larineole beneficiados. Quanlu s outras posses-
<>es inglezas no rxierior, o principal augmento leve
lusar no cominercto com a Australia, o qual desde
1842 elevou-se de 998.952 I a 14,513.70!) em
1853 ; rom a India, que elerou-se de 5,169,888
em 1842 a 8,185,695 i em 183$; e o com a frica
meridional, que elevou-se de 369,076 em 182 a
1,212,630 em 1853.
A somma das .nossas exportacOes para paizes cs-
trangeiros uos meamos periodos he a seguinle -.

1831. ......... 26,909,432
18*2.......i 34.119,587
1853.......... 6.5,551,579
De sorle que, ao passo que nns onze annos ante-
riores n 1842 a Oossa expoi tarar para os paiz-s es-
Iranseiros, pondo de parle a> nossas proprias pos-
scs0es coloniaes, augmenlou de 7,210.1.55 no
segundo periodo de onze annos, sob urna poltica
mais esclarecida, ausmenlou de una somma de
31,431,292 Que Iriuinphante resposla paraaquel-
les que nos dizem que nSo poderiamos couibaler
tarifas hoslis por meio da importaran livre A prin-
cipal partjao leste ausmento leve lugar, como devia
ser esperado, naquelles paizes mais directamente
allectados pelas alleracos dat nossas tarifas de di-
rcilos de impurtaco, au obslanle tercm feilo pouco
ou nada para cumpensar a nossa polilica. A Fran-
ca, os Estados-Unidos, a llollanda. e as cidades
Hanseaticas (qnanln ao commercio allemAo.) Brasil
Cuba e Turqua sao os pnizes em quo o maior aus-
menlo lem (ido lugar, lie um fado interessante
no momento presente que desde 18l a nossa ex-
portacao para a Turqua lem ausmcnlado de
888,634 a 2,029,305 em 1853, no passo que a
cxi iir'aran para o noite c sul da Russia lem aug-
mentado de 1,191 ,,565 tmenle a 1,228,104 .
Se algurts dus nossos visinhos eslrauseiros, que
j vito comecando a tentar nova estrada lina dos
euibaracos dos seus sv,temas commcrciacs antigos
e falsos, evigem fados que Ihe afiance a certeza da
vereda que esblo comecando a Iridiar com lo appa-
renle timidez, nenhum poderla ser eielhur adopta-
do para aemelhanle empreza do que aquelles que
lemos roihir.nlo de urna mancira breve ante os nos-
sos leilores.
(TAc Economitl. )
INTERIOR.
tornar a ver Giboureau. Daniel casou com Maria,
aperar da viva opposirao do lio, lurios.i por csse
mdo casamento ; mas Dauicl era entilo muito neces-
sario sua casa para que o velho se. arriscasse a
romper rom elle.
A vida, e sobretodo a morle de Marlba, bavia
tornado Maria nao melbor, porm mais simples. A
rapariga zombcleira fui urna mulher indlgeme, a
alesria do marido, a luz da rasa.
Depois de ler adiantada soa industria quanlu se
jubjava capaz,.Daniel Orlj anda mo^o e com qua-
reuta mil libras de renda cnlroii recenleme:ile na
vida de doscanro arlrvo. c de arle inlelligenle, ruju
oslo bavia conservado; porm o lio anda nao per-
dooii-||,e rsse luxo.
Dcbalde Daniel Ihe triplicara os capilacscm quin-
ze anuos, o vcllio nrgorianlc lingio-se arruinado
por esse retiro preiiialuio, c linalmcnle desherdou o
obrioboingrato. Daniel e Maria pcrJoarani-lbe
isso, leudo apenas um lho uasrido de dous anuos
depoii do casamento cm 1825. Depois da morle
de NaUllsOvcItio Leonardo viva mais relirado, e
mais recatado que nanea, sabia raras vetea, e nao
vi-ilava iiiiigiiiiu. ti primeiro rain il.umiiiuu-lhe o wmbiaule foi quando Brgida
lidiando da casa de Man., annnneion-Uie que li-
nba-llic nasudo um iicln.
Elle corren loco a casa do senro. (omou o menino
das maos da ana, roiileinploii-,, muito lempo, e bei-
jou-n com nina especie de paixAo. Depois dirigi-
se a linda e lela mil, que a encarava e sorria. e
abiaraiuln-a lambem dissc-lhe ao uuvido rom voz
tremola e rommov iila :
Has de chama-lo Nalalis, nao he assiin ?
Como lie de SOppor Maria ro responden o. e
o menino foieliamadu Nalalis, Em 1817 o pequeo
Natalit liulia doze annos, e Leonardo Aubrv oitenla
e seis.
Semribanle sarvoresseculares que vivem samen-
le pela rasca, o TelliO dnrava cada \e/. mais triste, e
mais solitario : porm indomavel a ladina, rada
dor, seno, soiiibciu, e lenaz, em p romo um Mario,
sobre a- i ninas do sua alma.
Brgida lambem viva, e era a devorad que acon-
servava.... Ninguem se engae sobre nosso pensa-
mento. nem procure nelle a sombra de urna irona ;
mo ofrendemos a nenhuma relisian sendo sincera,
nem mesmo zumbamos de nenhuma superstico sen-
do ingenua : eremos na crenea c nunca temos po-
dido admirar o desprezo... Porm nao be menos
cerlo que a devorao feila, segundo parece, para de-
sapesar das eousaa deste mundo ai iuvoliinlaria-
menle conlra seu lim, c pela paz, resisnacau e cer-
le/.a que commiinica ao espirito, pruloii&a a exis-
tencia lm do termo marcado pelos que se inquie-
tan!, prururam, e duvidam. Assiin Brisida embal-
samada na f devia snhrcviver e sobreviven a Leo-
nardo bronzeado pela vida.
Com efleilo uo niez de outubro de 1857. Leonar-
do adoeceugravciiicnle : era a primeira vez e devia
ser ,i ulluna. Esse coraroestoico vio approximar-
se scu lim sem perturbadlo, nem med, sem alesria,
entramo rom profunda indid renca ; porm Brisi-
da alcm da dor de urna sealaran cruel depois de lao
longa uniao, era anda atormentada de um escrpu-
lo, de um cuidado, de um susio.
Umilia emlim depois de ler hesitado muito lem-
po, clladccidio-sr a fallar ao marido.
Leonardo, m>u charo Leonardo, disse ella, j
que encaras com lana firmeza e Iranqiiillidade u
termo da vida, nilo queres anles desse termo, prxi-
mo ou lonsinquo. rtcnuciljar-le com Dos ?
Mas creio que Dcot nao esta Irritado contra
miiii, Brisida.
Sim, la vida lem sido recia e pura, Leonar-
do, lens querido sempre o juslo, c leus pralira-
do o hem ; porm, meo amiso. perdoa-ine, por rcr-
las palavras que le han escapado as vezes, julguei
ailrvinbar, e creio que lia em lea passado nina leni-
braura prnivel, e lalvez um grande (teso sobre la
conscieuria.
Cala-Ir. Brgida Onandn asim fo-se, queman I
humana poderla levantar este peso, apagar esse pas-
sado ;
I 'ni agcerdoleem nome dn Senhor. Conlrssa-
li*. iiieu amiso.
Brgida, lornoa gravemenla Leonaidu. nunca
me oppu/ is luasruiivirres, nem cnilranei leus
RIO DE JANEIRO.
CiUim QOS SRS. OEPUTAQDS.
CONCI.L'SAO DA SESSAO D 01." DE SETEMB RO
Pagamento de presas, reclamares de lord
Cochrane.
Cunliniia a discussao do arl. \f da proposla do go-
verno ahrin tu um crdito para o pasamento dessas
presas, com as emendas apniadas.
O Sr. Taque : Sr. presdeme, dou o meu vo-
l ao credilo que se discute; nao posso porm ilcxar
de reslrinsi-lo a limites que mo sao os da proposla.
quer em relarao ao f/iianlum, qoer em relarAo s
condiciies de sua applicacno.
O 1." do arl. 1. da proposla abro ao governo um
credilodaquaiilia de 1,I09:90SJ972 para pagamento
das presas das guerras da independencia e llio da
Prala. A primeira quesillo he se devem ser pasas
eslas presas; a sesunda, quaulo e como se deve pa-
gar. Tralarc primeiramene da questAu que menrio-
ni em primeiro lugar.
As rirriimslanejas das presas da guerra dn ndc-
dencia silo diversas das das presas da guerra da Rio
da Prala ; o direilo relativo a urnas nao pode str
appliravel a mitra-. Qaanto ao pasamento dos aprc-
sadores pelas presas feilas durante a guerra da in-
dependencia lemos disposires expressas que Ihe
sao appliravcis ; os aclos do governo imperial de 12
e 23 de fevereiro e 30 dejulho de 1824 decidem a
queslAo percmploimenle ; o governo imperial re-
solveu que o estado pagara todas as presas, embora
ms, feilas pela esquadra durante a guerra da inde-
pendencia, estabeleceu mesmo que pagara s presas
ms immedialamenle que o fo-sein julcadas. Nflo
pode portanto haver duvida acerca do direilo a que
esl sujeila esla materia.
Mas devem ser pasas aos apresadores todas as pre-
sas ou ludo que por elles foi denominado presa ?
Parece que alguma dislincrAo te pode fazer a esle
respeilo. Proclamada a independencia, assumiudo o
fundador do imperio o Ululo de imperador com que
foi arclamado pelos povos, rompen Imslilidades con-
lra Porlusal ; a esquadra imperial sob o rommando
do l. almirante lord Cochrane recelieu ordem de
correr sobre os navios porluguezes ; fez-se mais, o
decrelode 11 dedezembro de 1822 mandan seques-
Irar, confiscar ludas as propriedades porluguezas,
lodas as mcrcadorias e embarcaroes pcrtcnceiiles
aquella narilo.
O primeiro almirante lord Cochrane, depois mar-
quez do Maranho, mo someute aprisonou as em-
barcacoes porluguezas que se arliavam em alio mar,
em circumslancias de ser apresadas, como lornou,
si o executor do decreto relativo ao sequestro das
propriedades e embarcarnos porlusuezas. Ora, pde-
nlo ser consideradas presas as cmharcacoes lomadas,
nflo no alio mar, porm nos por lo., embareaees a que
nao era applicavel o mesmo direilo da guerra, mas
um decreto que eslabelccia o seu confisco '.' Eu creio
que mo ; urna grande distnrcao se deve fazer en-
tre o que he propriamente presa e tasas emban-acis
que cslavam sujeilas au confisco e scqueslru na for-
ma do dcrrelii de 11 de dezemhro de 1822 ; nao era
possivel que se entemlesse que a esquadra poda do-
ler como presas navios que se achavam nos porlos
do imperio, debaixo da arlilharia de nal fortalezas,
da ocelo da* sua-animidades (apoiados) ;"essas em-
barcaroes deviam ser sequeslradas como foram em
algunas provincias do imperio pelas autoridades
terriloriaes ; a ellas nao era applicavel o dircilo ile
presas de guerra,como s que se achavam no alto do
mar.
Feila esla dislinccao, Sr. presidente, en nao que-
ro applica-la ao credilo de que se Irata ; confio bas-
principios. Rcspeita a minha liberdade assim como
lenho sempre repellado a loa.
Brisida calou-se por esse dia ; mas depois do ler
lo nina novena a Sanlissima Virgem, e vendo
erescer o periso de Leonardo, renovou suas in-t,lu-
cias com maior viveza.
Por seu amor. senAo pelo amor de Dos, ella sup-
plieava ao marido que llie concedes-c essa sraca.que
Ihe deixa-se essa esperanca, que nao elevasse" nina
barrelra enlre ellea na entra vida depois de orna
amizade Uo lerna e lio chara nesla. Que colisa va
elle lao peiiivcl em urna efloaRu de coraeHo rom um
humem venoravel. com um digno ministro da rcli-
giao'! OabbadeGuillol por evomplo era lao bom e
(ao indulgente !
Leonardo nao responden mais : perem ella nao so
desanimnii. Emlim um dia elle parecen vencido ou
convenrido, r disse em lom serio :
Queres que inr eonfesse '.' I'ois bem, quando
chesar a hora ntecoiifefsarei.
Na teroana seguinle a lodo novembro, o medico
por sollirilarao do valeroso velho, derlaroii-llie que
era chegado o ultimo dia. Mara, Daniel e seu filhu
acadiram. Pedro lambem ah eslava ; mas laciltirno.
trisle e feroz.
Leonardo deilado cm um ciando canap, junio do
fugan liuha conservado toda a lucidez >ic seu peusa-
mcnlo, e lodo o visor de sua alma. Acenou ao mc-
niiioque seapproximasse, e pnndo-llie a mAo sobre
o hombro, o avo e o nelo encararam-se enlernc-
cidos.
O avi eslava paludo, encanecido, c eurugado. U-
nba as fares descamadas, as mos ossiulas, e soincu-
le os olhos vivos e ardentea ; alias bello e eneravel
romo nina grande ruina. O nelo alvo e lenro tinha
as faces redondas, longos cabellos louros. Brandes
nlbos francos e claros ; era delirado e vivo, asseme-
lliava-se multo mai, ealgum lano ao lio cojo no-
mo ludia.
Depois dedoos on tres minutos passadua em um
religioso -ileucio, Brgida iucliiiaudo-se ao ouvido do
marido, disse-lhe :
Lciiiliras-ii' ilu queme prometlPS-le, l.oiinar-
do Vas cuiil'essar-le lueveiiii-ule '
lanle que o governo na liquidaran desla materia le-
ra em altenrAo a dislinccao que acabo de fazer.
lia mitra dislinccao lambem a fazer sobre o que
s3o as presas da guerra da independencia. O 1. al-
mirante aprisionou nao somente cmharcacoes porlu-
guezas, como lambem algumas brasileiras; eslas
embarcaocs foram declaradas ms presas, os apresa-
dores foram rondemnados a perdas e damnos, e aos
interessados ficou salvo pela senlenja proferida pelo
tribunal compleme o direilo de reclamaren! de
quem roubesse a indemnisacito desses orejnos. Os
proprielarins dessas embarcaroes brasileiras. assiin
como os carregadores, propuzeram a sua aocao con-
tra a fazenda nacional, a fazenda nacional foi con-
desconlo dos bilheles da alfandesa, com que preen-
clieu aquella somma : e portanto temos mais essa
quanlia. que, deduzida da de 600:000 em queava-
liou o primeiro almirante as snas presas, vem a fi-
cai o saldo de 234:2005, quanlia que me parece mais
que suOicienle para pagamento dessas presas,
Digo-o. purque o governo nao ter de dispender
toda essa somma, e fara esle servijo com um credi-
O poder ejecutivo em virtude deconvencOesobri-
gou o estado ao pasamento de grandes .ominas por
presas feilas no Rio da Prala, mas isso nada influe
nat ratease* dos apretadores e dos apresados, porque
nole V. Exc. que he justamente quando os captores
nao sao enndemnados pelos tribunacs de presas a
pagar perdas e dainos que as naroes a que perlen-
cem os navios apresados podem reclamar a salisfa-
to anda inferior, visto que pertoncendo tres oita- O^o dos prcjuizossoflridos aos seus subditos : se por
tos do valor das presas aos olliciaes-marinheirns, e!,anlo soverno imperial poda salisfazer as recla-
marinheiros que compunham as trpulacoes da ts- mares dos governot eslrangeiros relativas s pre-
iiuadra, e leudo cslcs desapparecido, sendo em gran-
de parle eslrangeiros que deixaram o serviro do im-
perio, nao reclamaran) as suas quolas, que assimfi-
demnada, e peranle o rorpo legislativo pendem re- \ caram no Ihesouro ; e portanto os 5 oilavos dessa
clamacf.es para o pagamento dos prejuizos resultan- quanlia que mencionei piide o governo fazer lorfa a
les dessas presas. Ora, deveremos nos hoje pagar
esquadra imperial, ao seu 1. almirante, o valor des-
sas presas"? Parcre-me que nAo ; os aclos do gover-
uo imperial a quem me refer dizem que a fazenda
puhlira pagar a indemnisacao das presas porlugue-
zas julgadas improcedentes : por consequencia quan-
lu s presas brasileiras nao lem applicar.lo as parla-
ras de 23 de fevereiro e 30 de julho de 1824...
O r. Candido Bo<-ges : Porque o Brasil nao
fazia guerra a si mesmo.
O Sr. Ferreira da BUea : Essas nao sao presas.
O Sr. Taque : Eslou persuadido que devemos
penal aos proprielarios dessas erabarcares e dos
seus carresamentos os prejuizos que soffreram ; seria
em verdade injusto que, em quaulo o Brasil lem
indemnisado os proprielarios eslrangeiros dos preju-
ios que sodreram por esse apresamenlos, sejam
os proprielarios brasileiros os que estejam como
muitos al boje por serem indemnisados dos dam-
nos que soffroram nesla occasio. Estou lambem
persuadido que, se no crdito pedido pelo governo
para pagamento das presas da guerra da indepen-
dencia se envolve o valor de presas brasileiras, deve
elle ser dednzido deste credilo ; anda mais, que
se o primeiro almiranle lord Cochrane receben o
producto dessas presa, deve leslitui-lo, deve o seu
valor ser descontado do credilo que votamos.
Agora, Sr. presidente, tralarei do quantum que
deve ser volado pelo corpo legislativo afim de ser
empregado no pasamento das presas da guerra da
independencia. Hoje be impossivcl liquidar perfei-
t.menle o valor dessas presas, o que lem de ser pa-
go aos respectivos apresadores ; largo lempo se lem
passado, muilos documentos se tem perdido,| c nio
exisle a avaharan dessas presas ; o governo determi-
no!! que se fizesse estas avaliaces, olTiciuu-se nesle
-"nli lo ao juiz o ao procurador da cora, o 1. almi-
rante nomeou os seus arbitros, os Srs. Na> e Naj-
lor, mas nao consta que c-sa avaharan se levaste a
elleito ; romo pois saber-se boje exactamente o
quantum que se lem de distribuir enlre os apresa-
dores ? Todas as pes'oas que lem sido ouvidas so-
bre esta materia reronlicrem que be itnpossivel fa-
zer-se urna liquidaran rigorosa ; cu arredilo que nao
sa pode proceder a esle respeilo de oulra maneira
que nao seja por Iransarrao, porarbitranieii'o. Per-
ianto nao procedem as objeccQcsqnc ao credilo lem
poslo alguns nobres depulados. em razas de nao se
aprccnlar na casa ama liquhlaro rigorosa donnilla
que se deve pasar ; au he possivel essa liquidarlo
risorosa, be necessario que o soverno seja aulorisa-
do a proceder a ella e.r bono el tcquo.
Mas, Sr. presidenle, ha urna base quo deve servir
ao corpo legislativo na votaran desle credilo, base
que io exclue os Irabalhos do governo para depois
determinar com mais precisao qual seja o valor des-
sas presas. Esla base he a nvaliarJo das presas que
fez a esquadra, segundo o primeiro almiranle mar-
que/, dn Maranhan ; nlo lie o valor que elled a es-
sas presas actualmente, nao, he o valor que elle Ibes
deu na occasio. No oflicio de 31 de Janeiro de 1824
o primeiro almirante avaliou as presas feilas pela
sua esquadra em 649:000 ; dcrlarou porm que a
esquadra seria contente com o pagamento de..........
600:001*9. Pode porlanlo o corpo lesislativo lomar
por base o valor dado pelo chefe das nossas forras as
presas feilas, qu econslavam de 127 navios mercan-
les e de guerra.
Mas, Sr. presidente, algumas duvidas ha anda a
esse respeilo; o imperador resolvendo que o estado
tomava a si o pagamento de lodas as presas ms, de-
clarou que nao enlrava nesso numero a fragata lin-
peratriz, e mandou dar ao primeiro almiranle para
ser distribuida pela armada romo recompensa par-
lcular pela reuniaoda provincia do Para e pela ac-
quisicao dessa fragata, a quanlia de 40:000. Eu nao
sei qual a razo porque a fragata Imperatriz nao
entrou no numero das domis presas, mas parece in-
dululavel que, ou se deve excluir essa fragata, nu
valor de 120:000, da somma que deve ser pasa aos
apresadores, ou ha de entrar como ja paga a quanlia
de 40:01X1. Se se lauca em credilo esquadra a fra-
gata imperatriz, lie necessario que se lance lambem
em debito a quanlia de 40:000? dada ao almirante
para ser distribuida pela esquadra ; la/cu loe, Sr.
presidenle, a deducrao do que j se tem paso, eu
creio que o governo pode fazer a despeza de que
Irata o projcrlo com urna somma nmlo inferior -
quclla que se acha consignada no Jjl." {Apoiados.)
Anda nao deduzindo-sc o valor da frasala Impe-
ratriz, e deixando ao soverno liquidar as quesloes
que mencionei, e alem dos 40:000.5 a que me refer,
recebeu o primeiro almiranle para dislribuir pela
esquadra, por conta das presas, em 10 de julho de
1824, a quanlia de 200:1X10, entregues no Ihesouro,
c no Maranho recebeu mais pelo mesmo molivo em
1825 a quanlia de 105:800...
O Sr. Candido Borges :Nao, de 108:000.
O Sr. Taques :De 103:800, e para a Junta da
fazenda salisfazer essa quanlia fui necessario dispen-
der a quanlia de I08:238i60, em razan do agio ou
Sim, responden o velho, e pondo a ntfe tre-
mola sobre a hiHi;e pura do nelo arresrenlou :
Vnu ennfessar-me a esle menino.
Brgida fez um movimenlo ; mas Leonardo con-
Icve-a com um seslo, e tornou :
Fallare! em voz alia, e peranle vosset lodos ;
pois se al agora lenho guardado o silencio, se Ibes
lenho encuberto alsuma cousa de minha vida nao
lem sido vergonha ou covardia ; mas dignidade. e
allivez. Eu lulo admillia sobre minha arcan os ro-
chichoa c os rommentaros. Alm dalo nlo me coo-
siderava mais deste mundo, e quei iajque me deixas-
sem an menos um pouco tranquillo na vida mora
que passara. Senta em mim mesmo mu pezar ;
mas nao um remorso.
O moribundo ersueu-se reanimado e inspirado
pela sua vonlade heroica e conliiiuuu dirigiudn-seao
nelo :
Que farei para que me comprchendas, meu fi-
lhu '.' Ouvc-ine Imagina urna familia, urna fami-
lia nnmeroza e pobre. Iraballiando desdo muilos an-
nos sem rrpnu-n, sulirendo sem esperanca, curvada,
liumilliada e despreada. Todava um da cs-a gen-
le ini-oravcl e desherda la sabe que lem direilo. p-
riquezas, e que essas riquezas e r>-rs direiios sao in-
justamente retidos pelos meamos que aopprimem.
Levanlam-ec c reclaroam, os usurpadores repcllein-
nos e defendem-se. Iravando-sc enlao una lula ler-
rivel. De tim lado a justira e a rorageni. de oulro a
oppressao e a forra. Entretanto mesmo un seio da
pobre familia a mor parle incerlos c tmidos, aflei-
luSdesde lllililo lempo a miseria, c abatidos pelo ju-
go da iniquidade duvidavaiii de sua causa, e de si
niesmos. I oa, os iiiiiuigns ajiiniavam-se cada vez
mais lemiveis e ameacaduies. (Jue Qzeram enlao
os representantes, os primognitos da familia, aquel-
les a quem ella linlu confiado seus poderes lnham
entre si um refem, um dos nlmigoR, nao o peor,
o melbor lalvez, l'raro < rhoroso, que eslendia-lbes
urna ni.iii, rroiii anuir arenava aoslrmlioaqop acu-
dissein a litra-lu. Bates boiiiens reunidus loroarain
nina irsoliicio loiuiiilavel. ('.invinli.i alliimu u di-
reiln, i.iiuper irrevogatrliiii'iile rom os assallaules e
despeza ; mas eu, Sr. presidente, nao apuro muito
essa questao, porque enlcndo que o governo nao ha
de gaslar senAo o que fr necesiario, e pois nao ha
prejuizo cmse volar um rredilo mais alio...
O Sr. Candido Borges:Tem argumen lado per-
fcilamente bem.
O Sr. Taques :Muilo obrigado.
Agora, Sr. presidenle, tralarei das presas do Rio
3a Prala, assignalarei o direilo que Ihes he applica-
vel, e depois a quanlia necessaria para o seu paga-
mento. Com as presas do Rio da Prala d-se o in-
verso do que se d.i quaulo ss da independencia,
qnanln a eslas, he liquido o direilo, c loda a duvi-
da versa sobre a somma que e deve ; quanto s pre-
sas, pelo contrario, he liquido, pde-sedizer. oque
se deve, o direito he que tem soDrdo conlestacao. A
primeira duvida levantada acerca do dircilo dos a-
presadoresao producto das cresas do Rio da Prala
foi posla pelo procurador da cora em 1832 ; o pro-
curador da cora entendeu que esses apresadores
nao podiam receber o produelo das presas existentes
nos cofres sem que primeiro as decidisse se eram el-
les sontos da responsabilidade da indemnisacao das
perdas e damnos causados com as ms presas ; em
sua opinian, considerada a quesiao enlre os apreta-
dores e os apresados, os primeiro., como vencidos no
jalgamenlo|das presas declaradas ms, eslavam obri-
gados a salisfarao dos prejuizos provenientes do a-
presamenlo ; porm, prosegua o procurador da co-
ra, que allcndendo-se ao procedimenlo e dclibera-
cocs dos poderes judiciario, execulivo e legislativo,
se devia concluir que os apresadores eslavam rolLo-
cados fra de responsabilidade pela indemnisacao
dessas presas ms, e roncluia que se (oruavava ne-
cessaria um i terminante resoluco. Tem-se depois
continuado a sustentar que a materia exige deciso
legislaliva. Apezar do respeilo que trbulo i opiniao
desse anliso fiinccionario, nao posso .Vivir de ma-
nifestar que nem me parecem fundadas as suas ra-
ze, nem posso adoptar a opiniao da necessidadede
urna decisae legislaliva nesla materia. Porque o po-
der Judiciario absolveu o almiranle commaudanle da
esquadra do Rio da Prala. nao se segu que uaolia
ja a obrigacAo da iiidemni-ara.i dos prejuizos causa-
do, pois que esla obrisarAo, como civil, pida exis-
lir independenlemciile do crime, ou da condemna-
rAo criminal, lambem se, em cnnsequeiicia de re-
clamaces de poleneias estrangeiras. pagou o sover-
no os prejuizos solTridos pelos subditos dessas poten-
cias, nada i mine isso na siluac.in dos apresadores.
Nao me persuado que seja de neressidade dccisAa
legislativa sobre esle ponto.
{Ha um aparte.)
Pois julsa o nobre dcpulado que ao poder legisla-
livo compele fazer urna le para decidir quesloes
pendentes i As leis regulam para o fuluio, e nAo o
passado,
{Ha oulro aparte.)
Diz o nobre ilepuladn que nao havendo direilo po-
sitivo regula o direilo das gentes, e o direilo das
seules nAo (em Ici ou derisio applicavel a malcra '!
Cerlamenle que sim, e por isso eu dizia que nao
concordava com o parecer do procurador da corda.
As nossas leis acerca de presas referen!-se ao dircilo
das agentes, e nesle assumplo, na conformidade da
lei de 18 de asosto de 1769, he ao direito das gentes
que se deve recorrer. Temos porlanlo lei para a
questao.
Ora, em minha opiniao, do accordo com os prin-
cipios de direilo, a obrigacAo de ndcmnisarem|os a-
presadoreshe inconleslavel, a queslAo he somente
acerca dos casos e das circumslancias em que devem
indemnisar. Sempre que a presa he jolgada ma cor-
re ao apresa dor a obrigacao de indemnisar aos apre-
sado! '.' Cerlamenle que niio ; s lem elles essa obri-
gacao quando o Iribonal que julga das presas con-
demna os apresadores a pasar perdas e damnos. A
presa pude ser julgada m.e entretanto a apprehen-
sao podia ter sido muilo bem feila ; nesla malcra
d-sc o mesmo que quanlo > prsilo por molivo cri-
me ; muilat vezes regularmente prende se o indigi-
lado cm um crime ; este depois he absolvido pelo
tribunal compelenle, mas nem por isso a priso
dcixa de ler .do muilo legal. Pode urna embarcaco
em certas circumslancias ser resularmeule apresada,
e entretanto depois ser julgada ma presa e entregue
a seus proprielarios ; alem algumas nacoes existes
disposirao Jeque, quando qualquer embarcaco he
apresada por nao ler a bordo os papis que devero
ler para justificara sua nacionalidade neutra on seu
destino legitimo, c depois peranle o tribunal se jus-
lilira apresenlaodo esses documcnlos, he a presa jul-
gada m, porm he condetnnado o apresado nas
cusas. Persiinto agora, Sr. presidenle, se isso 'he
exacto, que valor pudem ler os documentos que se
apresenlam, nos ques se prelende que devem os a-
presadores pagar as mas presas, isto he, indemnisar
o estado do pagamento feito em salisfarAo de recla-
mares por presas ronsideradas ms pelos governos
reclamantes, eque dessa responsabilidade deve iscn
la-Ios o poder lesislalivo '!
dar ao. defensores um penhor sanguinolento, urna
razio desesperada de comhaler c de vencer. Con-
dciniiaiam e malaram o refem sem iatereaae e sem
odio conlra elle, por amor e dedicar v para com os
seus. Victimas em torno de sua victima, clles bem
sabiam que se condemnavam. e malavam asi nies-
mos. Bem sabiam que arriscavam mais du que a
vida a honra Iinmolaram-se para salvara familia.
E com rffeilo lodos ou qnai lodos morreram, quer
por suas proprias maos, quer pelas mos fralernaes.
Mas a familia liitou e vencen... Sim, meu filho, son
um dos Ires ou quatro bomens que parecem ler so-
brevivido, son um d aquel los que para a humanidade
divina, para o futura sagrado, para a patria invio-
lavel.para li iiinorenle que me ouves.liveram a cora-
sem Icrrivel de encarresarcm-se desse sangue, de
silicid.irem-sc por essa morle...
Depois Leonardo voltando-sc para os oulros.disse:
Cnmprcliciiilor-me-liAn lambcm;vosscs'.' Pois
aaibam: fui um dos ineiiihros da Convncelo, umdos
juizrs ilc Loiz XIV, volei pela minie, sou o que se
chama um regicida.
Jess, meu Dos! leude piedade dellc ilissc
gemendo a pobre Brgida.
.Mulher, torneo Leonardo levantando a mao,
oan le nielas un que nAo rompreliendes. Dis-r ha
pouco, c repilo que lenho um pesar : mas que nlo
tenho remorso. Nao lenho rcmrrso ; porque ron-
demnei segundo minha ronsrienria, porque malci
aquelle que eu julsava. perigoso pela sua fraque/a c
culpado pela -ua ceguera. Mas tenho um pcsar.um
pesar amarso, profundo c pungente ; porque creio e
si'i que o humem nao lem o dircilo de rondemnar e
de matar. Assim leudo lambem usurpado, pelo ras-
ligo do usurpador abdique!, nAo viv mais, parci
essa aeran lao lerrivel que linba-mc esgolado, e
levorado ludas as nutras.
Mas ningiirm aqu eleve a voz! nAu quero que
ninguem mise jolgar-me! ninguem! excepto esle
meniuo por amor ilo qual li/ laso. Di/e, meu pe-
queo Nalalis, udeas-uie, delo-las-inc StV lu es
liano de absulver-ine, a tu es B8Mz puro para per-
ilu ir-ine. falla I illa !
sas julga las boas, poda lambem salisfazer a isuaes
reclamares por presas julgadas ms, sem condem-
nacao dos captores a perdas c damnos, mas isso nAo
podia aggravar a responsabilidade dos apresadores
ali- d\ i lo. dessa obrigacAo no tribunal competente.
A senlenra do (ribiinal de presas decide a queslao
enlre os apresadores e os apresados ; pela sentenca
do Iribonal a propriedade da presa boa passa do
apretador para o apresado e a presa julgada m he
entregue ao apresador : o apresador tica livre desa-
litfazer perdas e damnos se a sentenca a isso o nAo
condemna, oque s lem lugar quando elle procedeu
com violar-So do direilo e das suas instrnecOes. Mas
se essas sentencas devem produzir seus efleitos no
interior, c se o mesmo governo do paiz deve respei-
la-las, e nAo allerar-lhe os efleitos, o mesmo nAo
acontece com os governos de naces cojos subdilos
foram prejudirados.
Urna liaran independenlc on sem soverno em re-
lacAo a oulras nacoes. nAo lem outras leis a qne obe-
decer senilo as leis divinas e s convenedes, nAo tem
oulro direilo semlo o direilo das gentes, quer dedu-
/i.lo da razao, qiier da pralica eco;tame des nacoes
civilisadas, quer consistente cm tratados ou conven-
cues ; nao tem oulro tribunal sobre a (erra, alm da
opiniaii do mundo rivilisado, senao o juizo de Dos,
proclamado pela sorle das armas.
Em virtude das reclamares de governo a gover-
no, podem ser indemnitados os donos das embarca-
cues apresadas de lodos os prejoizos, ainda mesmo
que as presas tenham sido julgadas boas, mas para
os apretadores subsislem as sentencas que transferi-
r m para elles a propriedade das presas ou do seu
produelo, e que isenlaram-nos de loda a indemnisa-
cao. As .loulrinas que lenho exposto sao profesadas
scralmentc pelos escripl^res do Direilo das lenles,
como Wallel, Whealon e Haulefeuille. na sua obra
especial dos direilos e deveres dos neutros em oc-
casio de guerra martima.
De accordo com eslas doctrines, e em vista das
sentencas do tribunal de presas, deve-se decidir dos
direilosc uhrsares dos apretadores. A lei que re-
s a materia he o dircilo das gentes, qne he muilo
sufliriente, e por isso nao concordo com os que en-
Icndem que nAo ha lei para decidir na materia, eque
he neces-ario urna resoluco do poder lesislalivo.
J disse que at sentencas dos Iribunacs de presas de-
icm ser respeiladas, o que o governo nAo podia ir
contra o jo I gado nos Iriliunaes do paiz.
He verdade que o governo em 1831 lornou algu-
mas disposires a csse respeilo inconvenientemente
e mesmo conlradirlorias ; mandou o governo por um
aviso dolado de 28 de agosto de 1827 suspender a ar-
cemataefa de-varias presas condemnailss, e que se
nao execulasse a sentenca respectiva porque pendiam
reclamacOes dos minislros eslrangeiros; esse negocio
veio cmara dos Srs. depulados.
O governo lambem por aviso de 24 de selembro
de 18:10 mandou embargar o produelo das presas do
Rio da Prala que se achavam nos cofres das presas,
ordenando ao procurador da cora quo promovesse
esmeios para que se nao levanlassem assommas
existentes no cofre al que o soverno estiveste aco-
berlo do que tinha a pagar em virtude de reclama-
coes; mas um aviso do governo pode alterar os prin-
cipios, as regras de direito? Creio que nAo. As
delermnacOes demais variaram e foram contradic-
torias, pois que pastando o produelo das presas da
intendencia da marinha para o Ihesouro, algumas
quanlias foram dahi liradas e pagas aos apresado-
res, nem o governo para pagamento das reclamacies
dos neutros empregou o producto das presas. Se
pois os apresadores do Ro da Prala pelas senlencas
dos iribuuaes de presas nAo foram condemuados a in-
demnisar; se as sentencas da atidiloria julgando boas
as presas nAo foram revogadas pelo almirantado.
quero dizer pelo conselho supremo de juslica mili-
lar, como parece que o nao foram, nenhuma res-
ponsabilidade pesa sobre elles, c descont nenhum
te deve azer no prodneto das presas que he sua pro-
priedade.
Temos os recursos de grata espccialissima. e im-
porta examinar os seus effeilos, e a esse respeilo le-
nho ouvido dizer que os apresadores nAo lem nada
cora esses recursos, nos quaes nAo foram ouvidos ;
eu lenho ra/.oes para duvidar do que se (em dito a
semelhanle respeilo. O recurso de graca especialis-
sima nAo lie urna singularidade ou novidade em ne-
gocios de presas ; na Ordenacao, livro 3, Ululo 95,
lem assenlo esse recurso ; nessa ordenacao se dispe
que alm dos casos marcados para a revisla ordinaria,
peajera o re por graca especialissima concede-la
quando Ihe parecesse.
Depois que proclamamos a nosa independencia, e
jurou-se a consliluico que |es(abelecia a soparaeAo
dos poderes, subvertidas as amigas juriulrres ea
lesislarao anliga, duvidoii-se se podiam continuar as
revistas de sraea espccialissima em materia de pre-
sas, e pela resolucAode 18 de selembro de 1827 se
d -ler mi nuii que as revistas de graca especialissima a
respeilo de presasconliuuariam a ser concedidas e
decididas pelo governo, na forma do (airar de 3 de
novembro le 1799. Parece-me pois que asdecisoes
cm virtude desle recurso nAo eslAo no mesmo caso
que as deliberacoes do governo, lomadas em conse-
quencia de reelamaees de naces eslrangeiras ; o
Instando pela mAo, e pelo olhar do av", o menino
paludo, confuso, e Iremulornino urna folha, respon-
deu com tua vozinha hrauda c rhorosa :
Meu Dos meu pai, nao sei, '.... nao enlendn
bem ludo isso. Vejo que Vmc. fez mal quereud
fazer bem. Vmc. nAo he mao, he bom, lem tido inuj-
losdesgoslos em tua vida, he velho, muilo velho.
Minha mAidissc-me que Vmc. murria hrcvimenle,
vejo srossas lasrimas em neos olhos, nao devo oda-
lo, sendo seu uelo.Amo-omulo. Eslou penalisadn !
Nao posso fallar.... choro.
lodos solucavam ajoelhados em lorno do menino
em p. Quaulo a Leonardo, a alesria an mesmn
lempo que a morle appareriam -ihe rada vez mais xisi
veis na fronte.
Ohrisado disse elle a Nalalis. Amas-me, cho-
ras, ab be quaulo me basta Vem, abraca-me, cha-
ra esperanca Meu nelo abenca teu avo !
Meu pai, descaece eidamoq Mara, assusta-
da pela palliilezefraquezadu murhuiido.
.Nao, lornou o velho, a elles ininlias ullimas
Torcas incos ltimos pciisanicnlos! Nalalis, Icni-
bra-le desle momento. tem cuno disseste, leu pai
nao era man, nAo era impo, solfreu muilo. Seus
dous lilhos inallosraram-lhc aa esperances, elle foi
ohrisadoa julgar, a rondemnar ainda o mais querido,
Nalalis. e morre sem entrever o alvo a quelendiaa
soa vida... Ah a visla escurece-se-me, rodeem-me
lodos para que os loque, j i que nao posso mais ve-
los. Meu Nalalis, ere cm Dos, alma do universo;
causa e lim de ludo ; nas er lambem no hornera
sua obra e scu obrriro. Respeila sempre c por toda
a parle a vida humana, fis feliz Fizemos por ti a
parle fatal da larefa, resla que nao volles jamis a
ella. Conserva las maos puras, s duro para com
as cousas, clemente para com oslioinens. Aborrece
o sangue derramado... Ah vou-me. Adcos. Brgida.
Mara, Pedro e Daniel!.. Adcos Nalalis so justo
faze por ser livre !...
Por um ultimo esforco Leonardo liuha allrahidu
a si o iielu, a o ultimo suspiro do vello, evbaluu -
em um beijo na fronte do menino,


crurso de graja especialissima he fundado na legis-
laran patria.
O decreto do i de oiilubro de 1827 nonata una
cemmiaBk encamada d<- conuilUr icrea da con-
caatao o decisao das revistas de paca especialissima
rclalivas as presas do Rio da Prata, ouvindo sum-
maria c verbalmenle os inlcressados. Nao sei pois
romo se allirma que us nleressadosnao foram ouvi-
dos ncslcs recursos, e que a sua decisao em nada in-
flue sobre ellcs. Pens que se pela decisao sejul-
gam mi a presa julgada antes I na, e se mandasse
eulreg.i-l,fao apresado, os apresadores perderiam a
propriedade que Ihej fora adjudicada pela senlcnra
revogada pela decisao de revista degrada esperialis-
irna. O que me parece he que as decisnes de ira-
ca especialissima alleiidc-se smeule a propriedade
da presa, mandase que a presa ou o seu produelo
seja entregue ao apresado, mas nunca se eonrfemna
o apresudor a perdas e .himnos ; seria ir matto lon-
go ; e nao havendo essa eondemnajao nao eslao os
apresadores, como j expnz. ohricados indemnisa-
jo de perdas e dainos. (//a um aparte.) Eu nao (c-
nho pratica dessas materias...
O Sr. Candido Borges : Nem cu.
O Sr. Taques : ... apenas expnuho um opi.iln
snscitad.i pelo que Icnho ouvido a csse respeilo na
casa, ou lido ein papis ofliciaes.
(Mi m aparte.)
Sr. presidente, as opiuies que le ho sustentado
lile sao minhas ; ellas se aduno lio parecer do conse-
lho de estado ; ahi se arham os votos Ilustrados dos
Srs. visconde de Olinda e visconde do Paran, nos
quacs a materia he exposta rom toda a sabedoria.
Parece-me digna de ser seguida a opiniao destes 1-
Instres conselheiros da corda.
Sr. presidente, Iratarei agora da queslao do quan-
OIUIO OEPERMMBUCO, SEGUNDA FEIRA 30 DE 0TUBR0 DE 1854
Nio mcurcuparci mais das presa) da independen-
cia senao para tembrsr qns poderamos neata mesma
proposla incluir urna disposiju itoriaando o paga-
menlo de ludas a-. reclamarnos da subditos brasilei-
ros quo pedem iodcmnsacJu pelos aprisiooameoto*
feilos durante essa iicrra. Basas cidadaos lem anas
Mntoacaj, me parece do juslija que sej.im |iagos,
que nao nqueui cm peiof siluaj.lo do que os cslran-
geiros que tein sido indemnisados. Nao duvido que
algoma cousa -c pudese objrclar a cssas senlencas,
e cu nao quero deiiar de dizer ludo quauto pens
sobre esta materia. Ogoverno imperial tontn a si
o pagamento das pres.s mu* da guerra da indepen-
dencia,porcm parece-meque foi smenle em beneficio
dos apresadores.e ufloicm beneficio de oulros inleressa-
dos.Para com estes ejgeveroo na pedia estar obrigado
a|wais doqueos mesmos apresadores,os quacs em ini-
nha opiniao, nao sao obrigadea a perdas c damnos
quando asatisfazc-l.is nao lie condemnados pelo tri-
bunal de presas ; porcm ma parece que a cmara
entender que presas brasileiras nio eram presas, e
por eonsegolnte deve decretar o seu pagamento,
mandar indemnisar os prejuizos c damnos sofTridos
pelos cidadaos brasileiros em virtude de taes aconte-
c mrnlos.
Sr. presidente, pasto a oulra materia, s rccla-
majes de lord Cochrane, hi'je|i'ondc de Dundonald.
Concordo inleiramcntc com a opiniao do nolne
deputado pelo Rio ile Janeiro que hnntcm orou so-
bre este assumpto, l.ord Cochrane deiiou o servijo
do imperio a20demaio de 1885; a cmara sabe
que a esse lempo a guerra da independencia eslava
de faci terminada. Em verdade, nao eslava feilo
anda o tratado de .) de agosto de 182-'; porcm a
gaerra clava terminada, principiaran as negocia-
res da independencia ; portanlo, retirando-sc lord
/imi que deve ser pago por conla das presas feitas Cochrane do imperio nessa poca nao razia falla al-
dnranle a gaerra do Kio da Prata. En diese ha c"mn- ,'nna rei, pouco que s!o era lquido ; a unir diliruldade he
adslribuirao, porm a quantU que (levemos pagar
me parece que nao pode entrar em duvida. O valor
das presas, segundo o que se dispeudcu e Jo que se
recolheuaos cofres pblicos, anda em 5l9:409$29i,
mas nao lemos que pagar toda esta quantia, porque
urna grande parle desse valor das presas e represas,
antes de pagar o seu producto para o (hcsuuro, j
foi pasa na importancia de 216:1719112 ; como pois
havemos de passar de novo esla quantia ".' Como a
governo nos pede um ere Jilo para pagar o quej
est pago t O que devenos pagar nicamente he a
somma que foi recolhida aos cofres pblicos, e a de
que o Estado hmcnu mao para suas despezas. Aos
cofres pblicos foi recolhida, do cofre das presas,
cm 31 de marro de 1831, a quantia de 302:93~Ji8j2.
l)esta somma dispendem-se em pagamento aquel-
es a qnem perlcncia. segundo informaran do chefe
da soejao da divida publica do thesonro, a quantia
de 30:0003; segundo porcm um offlcio do ministro
da fazenda, de 30 de outubro de 1840, que se acha
cm c\lracio em um relalorio feilo na secretaria da
marinha entre os papis do chefe de divisan Ilayden-
dispendeu se 14:7363810. Nesso mesmo officio diz
o ministro da fazenda, e fcil he verificar o saldo
exacto, que existe no thesouro perlcccnle ao pro-
Judo dessas presas a quanlia de 258:20l0i2. Do
produelo das presas do Rio da Prala o Estado cra-
pregou em idespezas da guerra 99:0178302 ; som-
mando estas quantias temos que o Estado deve aos
apresadores 357:2183344.
O Sr. Candido Borges: Segundo memo a ba"
se dada pelo governo.
O Sr. Taques : He exacto ; contemplando o
pagamento divido i manija c ofliciaes-m.irnheros
que cm grande parte nao appareceram para recla-
maran as suas quolas. Ora, en enlende que aleu-
mas presas mais o governo estar obrigade a pagar,
praaaa que nao vieran contempladas uas ronlas que
foram submel ldas ao corpo legislativo, e que pasta-
ran a ser navios da esquadra de guerra.
OSr. Silreira da Molla: Islo he razao para
augmentar o crdito.
O Sr. Taques : Na0 hc (.,| ; nao consla que
presas sao estas e o seu valor : o governo nao pede
ncdiio para paga-las, como ent.io augmentar o pedi-
do ? Volemos o crdito pe lido, c quando se sniihcr
qual he o valor desses navios que passaram a per-
lenrer a asonara volaremos enlao por esse crdito.
O nolire deputado pelo Rio de Janeiro honleni
iembrou as embarcarnos General Dorego, Feliz e
nutras que eslo ncslas circunstancias ; por couse-
guinte persuailo-me (pie anda teremosde pagar al-
guma coma mais; porm nao ha reclamado algnma
a este respeito.
Sr. presidente, a maneira porque deve ser fcla a
dislrbuijo perlencenle ao governo e nao ao corpo
leuislalivoiapoiado*); o governo enenrregue este ser-
vico ,i auditoria da marinha ou a urna commssao,
como parece melhor. l.embrarei ao governo que em
vista desta distribuicSo nao sri os atoaras de 1796 e
1797, como lambem alguma cousa que exisla no
consclho supremo militar a este respeito. F. por fal-
lar otate orcorre-me urna dea ; nao sei se entre as
presas do Rio da Prala ha alguma julgada m, ron-
demnado o caplot a pagar perdas e damnos ; se ha,
quanlo a estas enlcndo quo deve prevalecer a opi-
niao que foi aventada alim de serem ndemnisadas
pelos apresadores, descontaudo-se o seu valor no pro-
ducto das presas.
Urna ro: : Vem a pagar o innocente pelo cul-
pado.
O Sr. Taques : Perdoe-me ; a esquadra forma
una sociedade ; as boas presas afrepartam, nao s
petaa olliciaes e Iripolacao do navio apresador, como
pelos navios da esquadra que eslavam a vista ou ou
viram o tro do canh.lo na oceatUo da raja ; o con-
sclho supremo militar, em parecer de t de onlnbro
de 182l>, propoz urna declaracao, de accordo com o
que j se tinha decidido em Portugal cm 1798, para
que o producto das pres.is cas em cmbarcare.-
mercanlfs se divi lisse pelos offldaea e IripoUcSesde
lodos os navios da esqua Ira, qualqner que Vosse o
lugar em que se arhassem, aiuda que estivessem em
concert dentro dos porlos dominados pela esquadra.
Ora, assim como todas as embarcares da esquadra
tcm parle nos lucres, devem lambem t-la nos pre-
juizos, e ncsle ponto julgo exacta a opiniao a que me
refer.
Sr. presidente, pelo que tenhodito se vque som-
mando-se a quantia de 3>7:268s, que devemos das
presas do Rio da Prata, rom a quanlia de >t:20ft},
que devemos das presas da indtpendeiica, o crdito
pedido nao pode ser superior a l>ll:iG8834i |,e lu-
do que podemos volar para o pagamento destas pre-
sas.
Ja disse, destes 611:0003 o governo apenas poder
gastar os.j|8.Nsja temos pago urna grande sominapor
ronlaldeslas presas, particularmente por conta das do
Rio da Prala.AtjaneirodelSM porconta das presas
do Ro da Prala pagamos a enorme somma de res
i,i69:7893638, tomando-se as apolices em que se
fez parle desse pagamento pelo valor que linham en-
lao no mercado ; calculando-se porem as apolices pe-
lo seu valor nominal, pois que boje esiao no merca-
do cima do par, temos pago a quanlia de.....
6,6i7:.VMs6jK, em virtude de roclamaroes de polen-
cas eslrangeiras por indemnisar.ao de navios neutros
mal apresados pela mmm esquadra. No crdito pu-
ra exencos Ondas de 1830 figura a somma de
79:623Wr_>tl, devida Molienda por presas mal fol-
las. Por urna convengo com os Estados-tlnidos
de 27 de Janeiro de 1819 pagamos a quantia de ruis
130:1X103 ram presas feilas no Rio da Prata. Pagamos mais 7,
Dinamarca, como se T do halanco de |R",1 a 18.">2,
i somma de S53:OQ0V por conla destas piesas. Vi a
cmara que enorme somma j.i o Rrasil lem pa"o a
nareseslrangeiras para indemuisacan destas presas.
Agora, Sr. presidente, dirci alguma causa acerca
do modo porque se deve proceder nesles pagamen-
tos. Ja disse n cmara, quanlo guerra da indepen-
dencia, que o 1. almirante m.irquez do Haranhlo
reeebeu a quanlia de 34&80Of para repartir com a
esquadra, tirando a parle que lite compela. Nao
possosuppr que o Ilustre marquez ucatea com esla
aomma lodi para s son dar aos seus subalterno* a-
qullo que Ibes perlcncia ; nao concedo mesmo que
esses siiballernos, abendo que (al quantia tinha si-
do entregue ao seu chefe para hes ser distribuida,
jamis reclamassem contra elle.
Portanlo, Csss 313:0003 que receben o marquez
.Mamullan nao foram para s s, e sim para U.da
a esquadra, e conseguintemente me parece que a ta-
ran do governo a esle respeilo est muilo limitada ;
o governo deve suppr a esquai'.ra da guerra da in-
dependencia paga ale aquella semina, ajuslar as suas
ronlas com o marquez do Maranhao, e Iralar de dis-
tribuir o reslo do valor das presas por aquclles que
a elle lem direito. Mas, Sr. presidente, eu nao que-
ro esnierilhar esla queslao, Icnho a mais plena con-
fianza no governo, para que elle se encarregue deste
ersvijo.
cnntrbiiindo para que as tropas porluguezas evacu-
assem o imperio ; baria desanimado partido porlu-
snez que rcagia contra a independencia do Brasil e
dado farfa ao partido brasilero ; foi com a fragata
Ypirang* para a Europa, den as suas razftes ao go-
verno, nao o aecusou, antes pelo contrario, passado
algosa lempo, intercedeu com o governo inglcz para
que lord Cochrane pudesse usar dos ttulos e conde-
coracrs que llie tinha dado.
De mais, l.ord Cochrane cntendeu qne lendo ter-
minado as hostilidades liavia-se concluido a sua mis-
so ; deu-se por|exonerado do servico activo do Bra-
sil logo que Inglaterra chesou a noticia do tratado
de paz, c s em abril de 1827 o governo imperial
Me deu a deoatssfo. Portanlo como negar os sidos
ao marquez do Maranhao, c lambem a pensao que
Ihc foi dada pdo fundador do imperio t Nao foi,
he verdade, approvada esla pensao pelo corpo legs-
atifa ; mas seja approvada c paguc-se; me parece
que hc isto o que exilie a diguidade do paz. (Apoia-
dos.) A palavra do fundador do imperio se acha cm-
penhada neste assumpto, o corpo legislativo a deve
desempenhai. {Apoiados.)
Nao calculemos a snacjk) de cnlao pela de hoje.
Naqnelle lempo o imperador julgou que lord Co-
chrane poda prestar servicos ao paz, chamuu-o ao
imperio, assegurou-lhe um alto sold e urna pensao
para s e sua familia ; o almirante acclou tudo isso
c prestou serviros relevantes que ninguem desconbe-
ceo : como pois hoje. longo desea poca, negaremos
a lord Cochrane aquillo que Ihc foi promeltido pelo
fundador do imperio ".' Nao f-rei dependente mes-
mo do ajuslc de ronlas o pegamento da pensao devi
di a lord Curlirane, e a ratSo he muilo simples. Se
lemos de gaslar o nosso dinheiru gaslcmo-lo ao me-
nos com alguma generoaidade, c nao conlinnando a
soll'rer aarcusacao da inos pagadores; mostremos
que obramos cavalbeiranicnte ; porem gaslar essa
quantia que se deve a lord Corhrane depoisde difli-
culdades de ajustes de conlas, solTrendo reclamacocs
todos os das a este respeilo, me parece um procedi-
menlo mal aconselhado ncta occasian. Porlanto de-
ploro que o governo nao formulasse a sua proposta
do accordo com o parecerda rnaioria do consclho de
estado pleno, que julgo conviiiha adoptar de prefe-
rencia ao parecerda rnaioria das dos secrOes.
Nao sei se o governo lera alguma difliculdade na
'i(|u.larao deiiai conlas em razao dos 100:800-3 rece-
bidos por lord Cochrane na provincia do Maranhao ;
esla quantia deve ser computada na somma recebida
edislrbuida peta esquadra por conta das presas da
independencia. Lord Cochrdiie recebeu esta quantia
nao por conla das presas qne Haba fcito no alto mar,
mas por conta daquellas que fe/, em Ierra.
Ora.eusupponbn que o governo nao levar tao lo-n-
gcasuacondescenlenciaquc admita scmclhantemo-
dode considerar bem recebida essa quantia, a litlo
de presasen Ierra,feilas pelo 1 almirante; elle naopr.
lia Caser prosas em Ierra, c presas cm que,cnhorcs?Nas
mercadoris depositadas na alfandega. pertencentes a
Porluguezes, cm dinheiros, ledras c bullidles da al-
f ni lena existentes nos cofres pblicos, e al na arli-
lliaria, munirOes, e em embarcares miudas, ele. do
arsenal de marinha do Maranhao. A este respeilo
existe enlro os papis que o governo submelteu ao
corpo legislativo um voto muilo bem laneado do
cbanreller da provincia do MaranhAo, o Sr. Andr;
(ioncalves, que pulverisa intciramenle as reclama-
r es do I." almirante, moslrando que eram contra o
direito. Apezar das ameacas do I. almirante, ape-
lar da rnaioria da junta ser favoravel as suas prelcn-
res, esse cbancellcr loi sempre opposto a este pa-
gamento. Chamo, portanlo, a atlenc/>o do nobre
ministro da marinha para este domnenlo importan-
te ; bo um vol muito desenvolvido, muilo funda lo
em direito, e que faz muila honra qnelle maaslra-
do, que alias (lucir, que era suspeito de adliesao i
ideas conlrarias independencia.
Sr. prcsidcnle, pnrece-mc, depois di que lenho
exporto, qoeo governo poderia prescindir do 5."
da proposla relativo ao rbefe de di visa o llaydcn,
porque nao vejo razt para urna disposiro especial
a respeilo desle oflicial da armada.
Eis o que tenho a cpr cmara : nao me animo
a offereccr emenda alguma proposla que se discu-
lc,cspem ouvir a opiniao dos mcus honrados collcgas
e particnlarmenle. a do nobre ministro da marinha.
e segundo as nformaroes que rcreber, saberei me-
lhor determnar-me a esle respeilo. Rileve-me
cmara ter lomado por tanto lempo a sua altenrao.
Alguns Srs. Depulados :Orou muilo bem.
O Sr. Presidente (depois de alguma pausa):Se
nao lia mais quem pera a palavra, volt por a votos.
O Sr. Ferraz :Peco-a eu.
O Sr. Presidente :Tcm a palavra o S. Ferraz.
OSr. Ferraz :Sr. presidente, na falla dos no-
bres depulados, que por cslarem bem orientados so-
bre esta materia lomassem parle na presente dis-
cussio, depois de ter orado o nobre deputado pela
Babia, nieu amigo, vejo-mc na necesssidade alada
de dizer alguma cousa.
Nao desejo que passe o crdito pedido pelo gover-
no tal qual se acha, sem que a cmara esleja sufli-
cieulcmenle esclarecida, e sem que lenliamos consc-
enciade da-lo justamente. Estes esclarecimcnlos
anda nao nos foram dados ; nossa consciencia n,1o
pode porlanto estar saiisfeta para que demos um
v.ilo justo.
Os pontos principaes sobre que os uobres depula-
dos discutirn! sio os scguules : presas do lempo da
independencia, prsaselas por occasiao da gaerra
lo Kio da Prata, pensao de lord Cochrane, sidos
lgaos les relos commetlidos por lord Cochrane, c
por eonsegninte cine seconvenca que naopodem en-
trar no resto aquellas que devam ser ndemnisadas
ao mesmo lurd. Quando procuro csies esclarccimen-
Ins he porque quero seguir a risca a opiniao do no-
bre depulado que asaba daasnlar-se, de que os a-
presadores nao lem de maneira alguma direito
aquellas presas que foram julgadas ms pelos tribu-
n.ii'- do paiz.
Sr. presidente, a cmara dos Srs. depulados at-
ienden pninciramente senlenra oblida por Jos
Martina Vieira e oulros nos Iribunaes da priineira
e iillim instancia. Obrisue Oriente perlencia a ci-
dadaos brasileiros ; parto da sua carga era lambem
de propriedade dos mesmos cidad"os ; para poder
sabir de Angola c-le brigue e vr para o Brasil evi-
tando o apresameolo pelas forcas porlugueza, vo-
se na necesiidade de Irazer a bandeira porlugueza.
liste brizne entrn no porto do Maranhao, eslava
fondeado debaixo dos eanbOea da forlaleza, e oslan-
do assim lord Cochrane o apresou ; ao apresamcu-
lo nao seguram aquellas formalidades que o direito
das ecntes reqoer, e igualmente o nosso direito par-
ticular. Proposla a aceio contra este aclo,;fo cm
primeira instancia declarado que o apresamento n.lo
podia ter lugar, prmeiramenlc porque eslava a cm-
harcacao debaixo do alcance do canhao da forlaleza,
porque da parle da embarcacao apresada nao tinha
bavidn resislenciaque reclamasse o apoio c soccorro
dos navios de guerra, c em segando lugar, porque a
propriedade perlencia a ridad.lo brasilero; lord
Cochrane por sso foi condemnado in.leninisac.lo de
de perdas c damnos.
Eis-aqui, senhores, as duas senleuras ; a primei-
ra laucada por um magistrado nteserrrao, cujo li-
me sern sempre lembrado nos fastos da magistratu-
ra do imperio, o fallecido Leal ; a segunda, pelo
conselho supremo militar. Em consequenca des-
las deeiaSes, o corpo legislalvo mandou pagar aos
mteressados a importancia da sua propriedade ;
creio que foram dous; resta um, que he Marus
Vera : entretanto, pedindoa cofnmissSo de fazenda
ao governo informar,es sobre esse fado, o enverno
houve de informar que na recUmaeJh) de lord Co-
chrane se acliava incluido o pedido de 23:0003, a sa-
ber : 3:0003 importancia do casco, e 20:000; das mer-
cadorias desta embarcacao julgada mu presa pelos
Iribunaes I)cve-se-lhc pagar a importancia do tal
presa '.' O nobre ministro o quer.
Nao lenho os papis qne ped ha pouco a V. Etc.
para continuar a tratar das nutras entencas ; mas
emquanto estes papis nao vean, bom he que discu-
tamos a queslao do direito. Estar lord Cochrane
isenlo des indemnisacoes por perdas e damnos? Sem
duvida alguma, por isso que o governo, no lempo em
que os dous poderes legislativo e execuliro eslavam
reunidos em urna s mao, o declarou c afianciu.mas
esse beneficio lite foi concedido nao por forca e reco-
nhccmenlo, mas, e un cnenle, como'gratiiicar.ao e
estimulo ; nao obstante, na opiniao do supremo con-
sclho militar,os militares tercm um estimulo cima
desse nleresse. Diz oconselho supremo militar cm
sua consnlta de 5 de outubro do 1826 : n5o haver
motivo quepossa promover nella (a armada) frouxido
ou falla de energa da parte daquelles para quem o
interesse he o primeiro movel das suas accSes. Pois
bem, para aquellcs a quem o interesse e n.lo a glo-
ra e o dosomponho do dever he o primeiro movel
das suas acees, havia um srande alimenlo ; csse
alinenlo, senhores, era a irresponsabilidade pelos
fados que pralcassem contrarios as leis, pelos dam-
nos que rausassem com o seu procedimcnlo.
Esle fado, esle aban lono e irresponsabilidade pe-
lo direito das gentes, pela pratica das naces cultas,
pelos principios de moral, lalvcz podeasO ser con-
trariado, lalvez nlo possa ser justificado. Pelo di-
rcilo das gentes, pela pratica das naces, quando
mesmo O apresamento he feilo em regra, a abertura
dos volumes pelos apresadores, a violencia pratica-
da contra os passaaeiros, s.lo motivos sufficienlcs pa-
ra que o apresameuln nao possa ser julgado bom.
As nirfies lem como principal dever, alm da dis-
ciplina, que hc do seu nleresse sempre conservar,
que os ofliciaes apresadores so portem com a decen-
cia necessaria, nao moslrcm essa avidez de riqueza,
que repugna com a sua nobreza, mas que smente
no cumprimeuto dos seUS devores se lembrem que o
principal interesse do seu governo he, naoaaeqai-
sieao de riquezas para si, mas damnificar o inimigo,
fizer-llie lodo o mal, (irar-lhc todos os meies com
que possa fazer a guerra.
O contarlo, pota, dos ofliciaes com osobjeclos apre-
sados sem que precedan as formalidades estabeleci-
das pelas leisexigidas pclosdireitos nosogenias, be um
molivo sullinenle para que Ihes tire csse interesse.
Mas vamos ao fado : houve como que urna promes-
sa de galardao, esse galardlo vnha a ser a irrespon-
ponsabilidadc de lodos os actos quanto a guerra da
independencia. Esla pro.nessa porem nao foi alem
dos damnos; dahi nao se pode deduzir que lord Co-
chrane e as pessoas que compunham a esquadra que
elle diriga possam ler direilo ao que foi julgado pe-
los Iribunaes do paiz ms presas e verdadeiras ex-
lorsSes c depredaefies.
O Sr. Silccira da Molla da um apartes.
O Sr. Ferrar.:(J nobre depulado parece por cm
duvida o que acabo de dizer; veja mesmo a letra do
decretoscrao irresponsaves pelos damnos; mis
nao permiltia que fizessem depredaces que lizessem
presas sobre propriedades brasileiras.
O Sr. Silciera da Molla: Essas rigorosamente
nem s podem chamar presas.
O Sr. Ferraz:Nao podem ser consideradas pre-
sas^porque sao Ilegitimas; mas quemjulga da illc-
gitimidade ou leglimidade das preara iie a Iribunal
competente : em quanlo elle nao declara que a pre-
sa hc m deve-se repnlarcomo boa. Parece-me pois
que se deduzir do pedido de lord Cochrane ludo a-
quillo que pelos Iribunaes do paiz nao foi julgado
boa presa. Nesle caso se aeham dilTerenles apresa-
menlos conslantes de resoluces e projectos desla c-
mara. Do brguc Oriente a naego lem de pagar.....
1:9003. Ja mandou pasar a Jos de Freilaa Brandao
c a F. de la] Goimaraes dilTerenles quantias prove-
nienles do produelo de 27escravos apresados por lord
Cochrane nesso brigue. Esta scnleurn esla aqui.po-
de ser lida.
Tem lambem de mandar averiguar para ser leva-
da cm conta a quanlia de 11:0003 que no anuo de
1823fora extorqnida rom violecnia ao commeiidador
Francisco Antonio Ferrara, prnpnelario da galera
Pombinha. pelo l.o almirante a Ululo de rcgatedas
mercadorias perlenccnlcs mesma galera, achando-
sc surta no porto de S. Lojf. Os peticionarios un-
damentaram o seu pedido na scnlenca que oblive-
r.im nos Iribunaes competentes, nao s jnlgando mu
presa a da referida salera, por ser propriedade bra-
silcira, e oslar cm descarga no porlo do Maranhao,
mas anda mandando restituir a referida quantia ex-
lorquida com violencia. Eisanu a senlcnra que con-
deninou o mesmo lord.
Temos anda mais o produelo da presa Imperador
Alejandre, a qual lambem, conforme o perecer e
senlencas que se aeham aqui, foi julgada m presa
por pertenrer a cidadao brasilero.
Temos ainda mais um caso que me pare-c vcr"o-
nhoso; eu fui dclla podc-se dizer que le-lcmunha.
Manocl Cardoso de Agolar, natural da Babia, nasci-
do na capital de S. Salvador, emigrou para a Ierra
do meu nasrimcnlo. villa de Va lenca no lempo da
lord Corhrane. E, senhores, que razao fundada ou
em o direilo natura!, ou no direilo patrio, ou no di-
reito das gentes, pode apparecer que justifique o go-
zo da propriedade do cidadaos brasileiros, lomada
injustamente contra todos os preccitos, por aquello
que indevidainente aprisionen ? Se admillirmos esle
principio, nao admillircmos como principio legal o
o da pintarla? Cerlo que sim. O meu honrado
collega depulado pela Babia, qucj'acabou de fallar
ilemonslroit lambem quo era impossivel que um go-
verno que prezasse a moral codease pretendi de
lord Cochrane sobre a Importancia de apresamentos
feilos em valores cxislenles nos cofres do Maranhao,
na nrlilharia c oulros bens nacionnes qne foram con-
fiscados, l.ord Cochrane parti de um principio bi-
so, e era que ns eslavamos combatendo urna poten-
cia inimiga as aguas do Maranhao. Nos iamos soc-
correr patricios nossosque pugnavam pela indepen-
dencia do paiz; a praca do Maranhao nao podia ser
considerada debaixo dessas faces que as leis conce-
den,, o bloqueio, o assedio ele. A prata do Mara-
nhao era brasileira, eslava oceupada justa ou injus-
tamente por Iropas porluguezas; mas os eflcitos
que all exisliam eram productos do rendas do im-
perio que surgia na infancia, eram producios de
impostes, eram o producto de todos aquellcs direilos
pelos quaes nos pugnavamos. Nem poderia ser de
oulra maneira: na propria prara do Maranhao o
partido brasilero foi que deu o maior apoio possi-
vel a esquadra de lord Cochrane. Lord Cochrane
foi a essa praca como um auxiliar dos Brasileiros, e
nao com forja armada para combalcr um lugar pro-
priamcnle inimigo; foi com o fim do expellir do
Maranhao aquellas forcas que fossem hoslis nossa
independencia, e nao para conquistar essa provincia.
(Apoiados). I. eslavam homens eminentes pelo seu
patriotismo que sacrificaram loda a sua fortuna pela
independencia do paiz com esles homens elle se en-
tendeu, mediante os seus soccorros foi que a victo-
ria se declarou. Como, pois, senhores, se poder
reconhecer o direilo de lord Cochrane sobre a ar-
lharia, sobre dinheiros exislcnles nos cofres p-
blicos, ele. ? Nao he possivcl, nem o governo do
Brasil querer.i com esle fado aulorisar urna dou tri-
na tal. Quando, senhores, os direilos que lord Co-
chrane leuhaao nosso reconhecimenlo pelos seus
servidos fossem taes que demandnssem de promplo
e com loda a urgencia um pagamento equivalente
ao que elle boje exige, eu pedira ao governo qne
antes lhe desse, como urna gratificarlo, como urna
remunerarlo dos seus servidos, do que sob a base
que se aprsenla de urna verdadeira depredac.au.
( Apoiados.)
Eu eslou, senhores, que a marinha brasileira que
acluouna guerra da independencia lem direilo
perfeito de haver aquillo ludo que foi pelos Iribunaes
julgado boa presa, que so lhe deve mandar entre-
gar a sua importancia, que nao se deve prescindir
nem de sacrificios, nem de qualquer providencia,
por mais pesada que seja, para salisfazer a esle cm-<|
penho ; mas lmenle aquillo a que ella lem direilu,
e o direito he dado, como bem disse o nobre depu-
lado pela Baha, n,1o pela aulorisacao on pelo re-
conhecimenlo desla cmara, mas pelo ronhecimen-
lo do poder competente, que he o judiciario. Tudo
quanlo for almdislo, se a cmara entender que de-
ve volar, vole-sc como urna recompensa, como orna
gratificaran.
Mas, senhores, poder-se-ha liquidar a importan-
cia desse divida': Parece-meque o Irabalho ser
difliculloso ; foi elle emprehendido, c ou pela recu-
sa do proprio lord Cochrane, que considerava os Iri-
bunaes que deram laes senlenras como Iribunaes cs-
Iraugeiros ao paiz, como Iribunaes compostus de
Porluguezes que prucuravam marear a sua gloria,
diminuir a recompensa dos seus servicios, ou por ou-
tru qualquer principio, o fado he que os louvades,
os arbitros que se nomearam, nada fizeram, nem sei
se se reuniram. Enlao, senhores, apresentou-se
lord Cochrane com a reprsenmelo constante desles
papis, exigindo alguma cousa para que elle conti-
noaasa a prestar seus serviros. Desenhoa nessa
poca o perigo da paz rom cores muilo carregadas, e
csse perigo parta do desgosto que elle allegava de
loda a tripolaro da marinha, pela falla de pagamen-
to das mesnias presas.
Era ueste lempo, senhores, bem diflicil a po-
sico do governo; materas por sem duvida se-
riam as vantagens que se devam colhcr da u-
niao de todas as provincias que compunham o
solo brasilero, do que csse sacrificio de 600:000300o
que elle prupunbu como urna base equitativa da 1-
qoidace de laes apresamentos. E, senhores, ape-
zar de qualqner obstculo quo um homem testa do
governo encontrasse cm sua consciencia contra estas
injustas rcclamncOes, quo mais revelavam um espiri-
to.... (nao sei como o qoalifiqe), do que filho do
verdadeiro interesse pelo paiz, cu entendo que em
iinal caso se fora ministro nao hesitara em assu-
mr toda a responsabilidade para salisfazer a taes
exigencias, feilas como o foram.
O fado he que e den como ajuste, que hc al a
expressao de qne usa um documento que est ncsle
livro qne n.lo chamarci azul, porem pardo ou negro,
a palavra ajustada foi consignada. O que nos res-
la pois? Salisfazer a esla promessa, mas salisfaze-la
deduzindo tudo quanlo por ventora csse individuo
lenha recebido. Eu nao posso fazer o calculo, creio
mesmo que por estes documentos diflicit ser conse-
suir-so nm bom resudado. Eu nao sou mnisleria-
lisla, porem na posicao em que vejo a cmara nao
aeho que possa haver oulro arbitrio se nao esle, n.lo
determinar a quanlia, mas fixar nm mximum de
accordo com o nobre ministro, c Miar islo a ulte-
rior liquidarlo. Digo deixar a ulterior liqoidaeto,
porque lambem reconheco que qualquer que seja a
forra com que a rcclamac-aode lord Cochrane possa
apresenlar-se ante o juizo do governo imperial
a forja da razao he muilo superior.
A intempestiva, a fraudulenta reclamado dessa
casa que existc nessa corle, que demandava urna
grande somma por armamento quo ella propria tinha
vendido nos Iciles deste municipio, a vista de um
atrasados do mesmo lord c despezas feilas por elle pa- Independencia: liona una pequea embarcacao em
ra i iiviuii liiu '"in ii riiii'ii., I~ i r_.
raa manutenrao e reparos de urna fragata qne sen
liecura do'governoo Iransportoa a Europa. Se;ui-
rei esta orden que os nobres depulados Iracaram,
que me parcre a mais natural.
Tratare! das presas do lempo da independencia.
A primeira quesla -, senhores, que temos a exa-
minar nesta parte he sobre o quantum. NSo sei
qnal o penesnenlo do ministerio a esto respelo. O
nobre ministro ,11 inariiihv dep lis de nos ler o pa-
recer do conseibo de estado, anda nao emiltio a sua
opiniao sobre este ponto ; nao sei so est resolvido
a sustentar o ma\imo pedido sem diminuirn algu-
na, nSo sei secutar resolvido a adoptara emenda pro-
posla pela ronimissao a que pea-lenco relati\ i ao apre-
samento do brigue Oriente. Neata duvida nao c
como a cmara possa votar. Nao admiilir.i o nobre
ministro deducrao alguma '.' Qnerer por ventu-
ra que nos pagMOMM a lord Cochrane aquillo que
indevidamenle elle aprisionen, aquillo que os Iribu-
naes do imperio desde a primeira at ullima ins-
aneia declararan que foi injusto, obligando o mes-
mo lord n indcmnisarilo '.' Cerlo que nao.
Pero V. Exr., Sr. presidente, que se digne
mandar buscara secretara as senlrnc.aa relativas as
presas que anda azora eu c o nobre depulado o
Sr. Silvnira da Molla eslivenios a examinar, e as se-
pnrei. Quero qne a cinara se oriente vista des-
tas senlencas que deram os liiliunaesdesde a primei-
r> a ullima instancia jiilv.indo ms presas e 1-
S. Malheus, qoe deva conduzir farinha: esta lancha
foi aprisionada pela primeira vez por lord Cochrane,
o lendo sido i visla de seus papis deixada livrc, foi
aprisionada seg.....la vez, c elle fez dola o que qoJz,
Perante os Iribooaes esle apresamento foi julgado
roa, e o dito lord condemnado ; esaqui a senlcnca
que mandn restituir a este pobre homem que tinha
emigrado que eslava hiendo servirosa causa da in-
dependencia; a quanlia de seis euros e tantos mil rs.
provenientes da sua lancha. Pergunlo; dever a
naci carrea- com este pagamento, quando a presa
I- da ma pelos Iribunaes competentes".' Segundo
a npioilo do nobre depulado por S. Paulo, que para
mim he de erando peso, nao se pode considerar islo
como presa, c lem de ser infalivelmenle paga. Sill-
n, senhores, que pelas dilacoes que lem h.ivido ncs-
le pagamento, lenham feilo com que o producto do
suor, a propriedade desles individuos se achem as
inos de asilas.
Temos aioda o apresamento da sumaca Alegra
dos Anjos, que consla de um parecer presentado
por nina ronimissao desla cmara em 1813, c das
senlencas proferidas contra lord Cochrane (icios com-
pelentes Iribunaes. Todos estes processos cnconlrci
na secretaria desta cmara.
Ora. se acaso hoavesse um oame no archivo da
cmara dos senhores depulados, e lalvez no do se-
nado, nos podio iamos eoiber muilos oulros fartos
qoe nao podem dar lugar reclamacao Mli por "
documento fora de toda a excepto desaparece..
Sem duvida he digna do ver-se, de ser apreciada a
ola do nosso ministro de eslrangeiros em resposla
Inglaterra sobre esle assiunplo ; tao fundada era el-
la, tao documentada, que nao apparcceu insistencia
sobre tal reclamacao. Se ante qualquer governo de
um paiz eslrangeiro nos apresenlarmos com docu-
memos isuaes, que .levemos colher com docnmenlos
que devemos apreciar, e demonstrarnos que essa re-
clamacao he infundada, que lord Cochrane depois
de ler passado pelas amarguras da aecusajao por
que passou no seu paiz veio para o nosso e conli-
nuou nesso espirito mesquiuho de srdido loto-
reates, se esses documentos forcm como se me
entontan, dignos de todo o anrteo jurdico, mui-
lo daros e positivos, por mais altivo e arrogan-
te que seja o governo, por maiores forjas que pos-
sa reunir e de que possa Aitoor, ha de reconhecer
a forca da razao c da verdade, ha de fazer juslija
ao governo do Brasil, ha de passar por alio essa
reclamajao infundada, ha de conleniar-se para o
seu subdito com aquillo que juslamento se lhe
deve.
Entendo pois, senhores, que hc este o arbitrio que
deve licar ao governo ( e cu nao sou suspeito nesla
parle ), enlcndo que o governo deve usar deste ars
Mlrio com bastante prudencia, deve nomear urna
commssao ante a qual devem ser produzidos Mo-
os documentos qc |.....eren ser junios ; ante ella
'leve comparecer o procurador de lord Cochrane,
qoe deve ajusfar auas conlas e receber somonte a-
quillo que Ihc compele, deduzindo o que j.i por ven-
tura recebe.'.
Assim, a proposla como foi apremiada nesle pon-
to nao pode ser volada ; tanto a cmara, que con-
fia no ministerio, romo o ministerio, que lem tanto
interesse como deve ler, porque eslou convencido
Honra, deven, aceilar csl3 arbitrio ; o ministerio
nao ira decidir que se pasne mais que aquillo que
justamente se deve.
Terminei o primeiro ponto, senhores ; a cmara
me perdoar se fui longo ; entrare! no segundo-
presas do Itin da Prata.
Senhores, ha dous pontos qe devem ser exami-
nado. ; o pnmeiro ven, a ser : o producto cm depo-
sito he liquido do todas as presa, julgadas :bas pelos
ribunaes rmpeteles Esse producto cm deposi-
to pertenre as presas que foram pelos Iribunaes com-
petentes julgadas boas ? Eu enlcndo com o meu
honrado amigo que devesar adjudicada, nao digo
bem adjudicada, que deve ser entregue a parlo de-
po-.ladaaquellesque liveram parle nessas prese-
eonforme as leis c senlencas respectivas. Mas pos
e-so separar deposito das presas julgadas boas
''"'"I"".....'ludias que foram faltadas mas Ha
Nao lomos documento algum por onde nos gui-
emos, mas creio que nao aera diflicil oblo-loa com
algum ir.iballm, c por esses documentos podaremos
reconherer os ofliciaes que inlcrvicrain cm taes apre-
samentos.
Mas dr-se-me-ha: a Como se hado oblcr essa
liquidacHo. o runliecimenlo disto, se o barao do Rio
da Pral i l.i de seu molii-proprio, a sen livro arbitrio
divida, mandava arrematar, lrava aquillo que as-
sentava deva lirar? Como, se nesla corle havia um
cidadao americano por elle encarroado do seme-
Ihanlc gerencia* Como, na conclusao que esles Tac-
tos aprcscnlam podemos discriminar a parle do depo-
rto que representa as presas julgadas boas da parle
das presas julgadas ms? Em verdade, senhores,
he islo, urna difliculdade, mas nos devemos deixar
de alteado-la; aquelle que tem grande ronfianja
no govorno deve volar por um arbitrio neste caso;
quando nos nao possamos obler cousa alguma de po-
sitivo, ao menos nao deixemos critica o campo que
pode apresenlar um procedimunto leviano que nao
se coaduna com os principios da juslija.
Mas (e he agrande questao) achar-se-hao beatas
o almirante c ofliciaes que compozeram a esquadra
do Rio da Pialada obrigaeto da indemnisajo? A
decisao pela negativa creio que nao pode ser posta
em duvida.
Senhores, nao ha lci escripia particular sobre o
objeclo, mas ha urna Icigeral palra, que vem a ser
quo cada um he responsavul pelos aclos illcgacs que
pralcar, pelo daino que causar a oulrem, sendo
slo julgado pelos Iribunaes compelenles. He ain-
da a le de todos paizes, quando os damnos sao cau
sados pelos corsarios; o deposito que os armadores
fazem uo lem outro fim Mogo fazer face s despezas
Itrenles a laes damnos. Se esse deposito nao he
suliicicnte, ainda inuitas najes, muilos cscriplores
enlcndcm que o eslado por parlo de quem taes cor-
sarios cru/.am hc respotuanel por esses damnos.
Quando porm esses fados sao commellidos pelas
cmbarcajOes de guerra, que sao propriedade do
proprio eslado, ninguem pode conteslar que a na-
jo hc obligada subsidiariamente pelos aclos dos
seus prcposlos, e os olliciaes e commandanlcs de
cmbarcac/ies que rommcllem laos aclos sao respon-
saveis para com o estado, nem pode ser de oulra ma-
ucira, porque sao laes olliciaes, tal forja, meros a-
gentes do eslado, sujeilosa responsabilidade por to-
dos os seus actos. Ncsle eslado de cousas os princi-
pios que devem regular sao aquellcs que rezulam os
fados contrarios i lei; o empregado publico que
commeltc no desempeuho de seus deveres qualquer
damno he por elle responsavel immediatamente e
sujeilo salisfajao da importancia era que pode ser
avalia.lo csse damno.
O estado he responsavel para com a najao a quem
pcrlence o subdito offenddo, sao esses os principios
invariaveis do direilo natural, do direito divino e do
direito humano....
(Ha um aparte.)
Ao contrario, se o nobre depulado ler os dilTeren-
les tratados a csse respeito celebrados por dilTerenles
najOcs, vera que esses principios tem sido por lodos
reconhecidos. Creio que o nobre depulado me dis-
pensar agora de rilar as dalas desses tratados, por-
que a scienria das dalas nao hc a verdadeira seien-
cia (apoiados), mas lhe dirci que esses principios
se aeham em dilTerenles documentos o tratados que
Iraz a collecco de Marlins, sao citados por um au-
tor de grande fama e em urna das obras mais mo-
dernas e mais dignas de screm apreciadas.
Ilaulefeiiille.Direilos e deveres dos neutros.
Ninguem pode conteslar esses principios immulavcis
o nem o estado belligcrante o poderia fazer, porque
alias sanecionaria um principio sempre fatal, e era
dequeasdepredajcs feitas pelas embarcaroes de
guerra que lhe perlcnccm deveriam ser juleadas ac-
jes boas c legitimas e ser recompensadas, o que
seria muilo fatal. Se urna embarcacao de guerra
conlra s ordens do seu governo commetter de-
predarnos quando incumbida do corso ou do blo-
queio de aLum porlo, pergunlo eu, o governo deve
sannionar laes fados ou deve responsabilizar os que
commetleram taes acees".' Cerlamente que deve
rcsponsabilisa-los.
Eu troiixo ainda ha pouco o cxemplo do que
quando una presa feila cm regr pelos simples fac-
i da abertura dos volumes da parle dos ofliciaes
apresadores, ou m.io Iralameulo dado aos passagei-
ros dos navios apresados, por oslas causas em lodos
os paizes civilis.idos pode ser juluada m presa, e
eiiiivuie a quem de direilo for. Se laes fados do
uso a esscjulgamenlo, como as verdadeiras depre-
darles serem sanecionadas, e os que as commellem
galardoados i Eslranha c fatal moral.
Senhores, eu nao sei mesmo se se pode argumen-
tar que cssas inslrucjocs foram dadas ao barao do
Ro da Prala o seu antecessor ; porque, nao obstan-
te o nobre minislro da marinha ter dito e mandado
publicar peto Diario do\Rio, que nos lem mimoseado
com 6uas observa jos c seus remoques, alguma cou-
sa sobro esle assumpto me parece que nada mais
natural do qne o nobre ministro nos apresenlar as
inslruccnes dadas pelo governo aos seus cruzadores.
Vm Sr. Depulado: llouveram; mas o minis-
lro da marinha apresenlou orna e o de eslrangeiros
oulra.
OSr. Ferraz: Seria conveniente que cssas ins-
Irucjoes fossem presentes casa, porque apenas ex-
iste impresso o decreto de dezembro de 182i, que
ssegurou i esquadra apresadora a parte das presas
que, segundo a legislajao palria, perlencia a najao,
e o manifest de guerra e nada mais ; e pois appa-
recer.- m cssas inslrucjocs.
O Sr.Silieira da HottB um aparle.
O Sr. Ferraz: Quando a cmara dos senhores
depulados se oceupou em outubro de 1827 de urna
represenlajao dirigida pelo barao do Rio da Prala
contra o procedimento do governo por haver manda-
do sobrestar na arremataran das presas, cmquanlo
nao se institua o tribunal proprio de revista, o mar-
quez de Qucluz houve de expor o segante em seu of-
ficio dirigido a esla cmara :
Ncstes termos, que resposla poderia dar o gover-
no de S. M. I. aos ditos ministros, que os comentas-
te c conlivesse, vendo ellcs desprezadas antes da de-
cisao imperial suas redamarfei, c as cmbarcajOes e
mercadorias vendidas, e o producto dellas entregue
ao procurador Samuel Clapp, leudo sido um ponto
piincipal de suas reclamnjOes o sobrestar nessa ven-
da, que acariciara prejuizosirreparaveis? Nao seria
muito de prever e evilar desgoslos o desabrimenlos
com as Ires nai.es amigas e poderosas de que lve-
mos ja, e por muito menos, amostras desagrada veis".'
Se puzermos em balanja estes interesses polticos
com o direito que relamam o almirante e mais ofli-
ciaes, o qual apenas assenta em urna promessa gra-
ciosa de gratificajao sobre o valor das presas que
legalmenle pzerem, nao ira por esses ares a baca ou
concha em que eslivor csse direilo, emquanto a ou-
lra licar.i asseulada e firme"! Avanjarei mais o meu
discurso at duvidar que a conduela dos apresadores
so possa dizer assaz justificada para produzir esse di-
reilo s araiificajoes, pendeudo as aecusajcs dirigi-
das imperial presenja conlra elles pelos ministros
das ditas Ires najes. Alm disto, que inmensa es
ponsablida.lc nao pesara sobre o ministro de eslado
respeclivo, se daixasse escapar pelas mos do eslran-
geiro Clapp a grande somma. producto de vendas,
no risco inminente de recahir a (oladade dds in-
ilcmnisares sobro a najan brasileira, enjos interes-
ses, como :',e orphao sem tutor, teriam ido a revelia
nesle desgr..rado negocio cm que Irabalha desde
principio ese mesmo Clapp, sem esla o oulras me-
didas tomadas pelo soverno?
Daqui se v. senhores, a scnj.lo de indemnisarao
no caso de mo apresameolo mo foi garantida ao ba-
rao do Ri'i da Prala e seus subordinados como o fo-
ram anteriormente a lord Cochrane, e nem o podia
ser; o rgimen eonstitncional so adtava em loda a
sua forja, c essa iscufSo importara una violajan do
direilo divino c humano, essa aulorisajao nao podia
ser da la senao pelo poder legislativo ; que sao por-
lanto respon-aves por damnos e mos apresamen-
tos os herdeiros do liara i do Kio da Prala e aquelles
que lomaram parle oestes apreeamenlos, isso he in-
eontestavel. O que porm he preciso, he discriminar-
se o valor das presas boas das ms, c para o descri-
minar ralban caara os csrlarccimenlos, e nem o
mesmo ministerio os lem, depende ainda de previa
liquidaran.
A imprensa do nobre minislro houve de declarar
qoe haviaordem do ministerio da marinha consi-
derando ou justificando laes actos do har.lo do Rio da
Prala, mas aqui nesla casa se prnduzio o documen-
to de su i absolvijao ante o conselho de guerra ; me
parece que nem urna nem oulra cousa pude produ-
zir o elTeilu desojado no presente raso, e s o que
podr:, servir sao as senlenras do poder rompelenle,
atoas senlencas do tribunal da alinitaalado em 2."
instancia c da auditoria da marinha cm I." instancia
que hoovesse qualilicado boa presa...
O Sr. Ministro da Marinha d.i um aparle.
O Sr. Ferraz :o que eu acredito he que nao se
pode dizer senao que he m presa...
O Sr. Ministro da Marinha :Em ambas as ins-
lancias foran julgadas boas presas.
O Sr. Ferraz:Venham as senlenras para ver-
mns.
Susclou-se a qnesiaode revista especialissima, rae
parece que os nobres depulados nao eslao bem nrien-
lados a esse respeilo ; nele ponto, pela anliga legis-
lajao, nos Hollamos, alem dos recursos ordinarios, o
recurso de revista especialissima estabelecidn pela
maneira que o nobre depulado pela Baha citou : o
recurso de graja especialissima dava lugar a revisao
dosjulgameolos por oulro juiz, e a decisao desse juiz
be que em ullmo lugar regulava a materia. Per-
gunlo eu, dado o recurso de graja especialissima in-
terveioesse ultimo julgamentn | Se interveio, visto
he que por este foram julgadas ms presas as que se
pagaram.
(Ha dm aparte.)
Deva inlervir. Diz o nobre depntado por S. Pan-
to que nao interveio, masaonde os documentos De
onde consla sso "? lie atocias que examinemos rada
um dos processos, e esses processos nao exislem, a
roteis da serretaria de marinha da um resultado, a
do conselho supremo militar d oulro resultado?
ambos nao concordam al mesmo sobre o numero de
erabarcajOes.
A cmara, portanlo, nao est habilitada para a de-
cisio que se deseja. Digo que nSo asta habilitada,
porque nao pode instiluir este exame cm urna dis-
cussao romo esla, pois que a materia he de compe-
tencia administrativa.
As liquidaroes, meus senhores, nao podem ser
objeclo da competencia do corpo legislalvo (apoia-
dos); perlencem s reparlircies fiscaes eslabelecidas
pelas nossas leis ; o que devamo-, pois, esperar do
ministerio que apresentoo a proposta deste crdito ,
Estes previos exames ; mas nao o lendo feilo, a
cmara que deposita tanta conanja no nobre mi-
nistro da marinha deve votar urna quanlia para que
depois desses exames se faja a devida conla o se
satisfar aos prelendentes. O projocto fixa a cousa
definitivamente, elle foi delineado de maneira que
se d ludo como liquido, he um crdito de dividas
j liquidadas, quando nesle ponto n3o pode haver
oulra cousa raais do que um vol meramente rde
confian ja quanlo ao mximo, porque esle fado de-
pende de examc.
Nio sei se me escapara alguma quest.lo relali-
vamentc s presas do Rio da Prala. O que me
parece em resultado dever declarar cmara he
que sem duvida alguma o barao do Rio da Prala
poslergou lodos os estylos, costumes e leis admilti-
das pelo direito das gentes, que nao o poderia sal-
var a pratica da Inglaterra. Nos, najao americana.
n3o deviainos deixar de seguir I vereda que nos Ira-
toa a naci americana mais allantada ; era essa
que seguio o bar.1o do Ro da Prala, urna pratica
particular e que nao foi seguida uem admitirla
pela rnaioria das najes da Europa. A propria
llnllandii lendo eslabelecido csse bloqueio chama-
do de papel, quando reivindicava a sua indepen-
dencia, contradisse-se depois e seguio principio dif-
ireme.
Todas as najAcs justas, todas asnajes cvilsadas
que desejam, nao guiadas por principio de inveja
ou de interesse paiticular, que as domis najes
floresjam, e se avanlagcmlcm prosperidade e rique-
za, nao admttem esle principio, que lem por fim
destruir o commcrcio dos neutros em proveilo pro-
prio. Urna uoica potencia se desviou desle prin-
cipio; nao sei se a cvilisajo a ter feilo retrogra-
dar desla estrada, creio que sim. E o Brasil, se-
nhores, poder alrnejar a posijao dessa potencia
que tinha por fim destruir cm proveilo proprio
esse grande principio, para nao somenle fazer mal|ao
inimigo, como igualmente dominar por loda a parle
com a sua marinha, o seu rommercio".' Creio
que o Brasil nao podia e nlmejar islo : se
algum minislro den rslas inslrucroes, fez o quo en-
lao fizeram lodos. Nesse lempo os principios eram
desconhecidos ; os tratados que fizemos com essas
potencias revelan-, bem a nossa ignorancia. (Apoia-
dos.)
Mas, senhores, exisliram essis inslruccnes'.' Para
mim he objeclo de duvida ; o documento que eu a-
qui li parece que diz o contraro.
O Sr. F. Octariano : Se os ministros nesses
lempos eram ignorantes, como disse o illuslrc depu-
lado, o qunao e scriam os olliciaes da armada '.'
O Sr. Ferraz : Perdoc-me, o barao do Rio da
Prala tinha militado debaixo das ordens de Nelson,
nao poda desconhecer estas cousas, e era homem il-
luslrado ; note-se qne nao mililou debaixo das or-
dens de Nelson como um simplesoffirial siiballerno,
e sim como major-gencral. Nesse lempo, senhores,
nao havia naci alguma que nao conhecesse a gran-
de queslao debatida sobre a neulralidade entre os
dilTerenles povos da Europa o Inglaterra ; he urna
qiie-l'o que perlurbou lauto o mundo, que foi (3n
< nubcula, que nao poderia escapar ao conhecimento
daquelles que pelejaram ao lado de Nelson. Tenho
linalisado a segunda parte do meu discurso. Emen-
do que lambem a proposla pelo modo porque se a-
cha nao deve passar. A honra do governo he iole-
ressada nesle ponto. A grande quanlia que so pe-
dio para urna e para oulra cousa, pode servir de po-
mo da discordia, e eu n3o desejo que o governo de-
pois se veja na necessidade de fazer o mesmo papel
que por essa dama da anlguidadc (Atalante) fez sen
amante para demora-la na carreira ajustada, laucan-
do bolas de ouro que muito a allrahiam, para po-
der vence-la.
Enlrarei no terreiro ponto, vem a ser a pensao de
lord Cochrane. O nobre depulado pela provincia do
Rio de Janeiro tomn a posijao de paladiuo de lord
Cochrane ncsle ponto.
O Sr. Candido Borges : De paladino da honra
do paii.
O Sr. Ferraz : Invocou essas palavras honra
do paiz, interesse do paiz, gloria do paiz, servijos ao
paiz.Mas ha de permltlir que lito diga que cm dis-
cussOes deslas sobre o direilo, eslas palavras nao sao
proprias, podem -nos seduzir, e o nobre depulado s-
menle deve desojar que lajamos juslija. Prescin-
dindo, pois, de laes palavras, eu pedirci ao nobre de-
potado que atleuua para o proprio decreto que deu
esla pensao a lord Cochrane...
O Sr. Candido Borges : Foi com elle mesmo
que eu argumentei.
O Sr. Ferraz : .... o pergunte contigo sua
consciencia : lord Cochrane Batiste* ,s condjes do
seu cntralo ?
O .ir. Candido Borges : Termtnouoservjo da
independencia.
O Sr. Ferraz : Pdc-se entender que lermi-
nou esse servico aquelle que desertou do cu posto,
que deaobedeceu s ordens do governo, que lanjou
urna colisajao sobre una provincia, que abandonou
ludo, e seauio smente osdtclames do seu capricho,
e os seus nleresse. f
O Sr. Candido Borges : Isso hc negocio par-
te; o direilo pensao eslava vencido.
OSr. Ferraz : Senhores, rediramos bem ; a
independencia do Brasil na poca em que lord Co-
chrane sahio do Maranhao eslava concluida ''.
O Sr. Candido Borges : A guerra eslava.
O Sr. Ferraz : A guerra ainda lavrava, ainda
Portugal nao liaba reconhecido a independencia do
Brasil.
O Sr. F. Oclaviano : Ora ora !
O Sr. Ferraz : Ora ora Pode ser que seja
urna bella cousa, mesmo um Inico csse ora ora !
mas n.lo he argumento.
O Sr. F. Octariano : NosnaO prerisavamos do
fccoiihccimcnlo de Portugal para tormos a indepen-
dencia fcla naquella poca ; cis-ahi ao que he o
ora, ora, e nao quanlo ao mais que o nobre
depulado disse.
O Sr. Silveira da Multa :A nossa discordia ci-
vil era enlao cm Pcrnanibueo em 1821.
OSr. Ferraz: Ainda estovamos em guerra...
Pode ser ludo quanlo se quizer ; mas os nobres de-
pulados nao podem conteslar o secninle principio,
que aquelle que contrata servijos nao se pode dcsli-
gar antes deas fazer lodos sem que baja pleno ac-
cordo. l.ord Cochrane desertou do servico do Bra-
sil, abandonou csse servijo quando o Brasil, que
era parle contratante, nao o tinha desligado dclle.
O Sr. Silccira da Motta :- lia um acto anterior
muilo solemne.
O Sr. Aprigio: Esse cnnceiloque o nobre de-
pulado faz de lord Cochrane, ha 30 annos que dom-
non.
O Sr. Ferra; : lie nina verdade. Mas bem ;
vamos a essu prnva de roiisdi-rajao dada jielo gn-
ve ru do Brasil. Eu entendo, seuhores, que ae a e
gusto monarcha brasilero he permiltido usar da"
sua clemencia da maneira que entender mais con-
veniente ao paiz. Esse neto pelo qual o minislro
brasileo inlerpoz os seus bons oflicios para obler do
governo.nglezapermissaode lord Cochrane poder
usar das honras edislincjoe. que lhe foium outor
gadas pelo nosso governo importa mu acto de ele
enela,
O Sr. Candido Borges: Aclo de clemencia
nao; reconhecimenlo de servico.
O Sr. Ferraz:.... um aclo de clemencia ao des-
ertor da marinha brasileira, nm aclo de clemenci
aos olhos de lodos os homens justos, porque elle nao
podia de maneira alguma obler esse grande favor
sem qne a clemencia Ihc fosse permitlida. Esse ac-
to pde-se presumir como de perdao da sua culpa -
se elle nao livera tido lugar, nem a cmara poda com
dignidade tratar desla materia sem chama-lo a
conlas.
O Sr. Candido Borges : Se scmelhanle aclo he
(e perdao. lome as consequenc.is dcse perdao.
O Sr. Ferraz: Pelo amor de Dos De cerlo
lempo para c eslou desesperando do meu paiz, por-
que vejo alguns senhores molterem-sc sem previo es-
ludo cm qucsles de jurisprudencia. Se o nobre de-
pulado consullasse a nussa lesislajao vera que o
perdao nSo d direito senao remiss.lo de penas...
O perdao nao Iraz a absolvijao de quaesquer ou-
Irus encargos da indemnisajo, perdas e damnos
portanlo o nobre deputado me desculpe deeu fallar
assi.il, porque eslou persuadido que,se o nolire depu-
lado esludasse a materia, como esludou c lao br-
Ihanlemenle discorreu relativamente ao direilo das
gentes, vera que o perdao nao dava direilo a mais
que remi-o da pena.
Mas, senhores, eu anda insisto: qor a cmara,
quer o governo por generosidade, mesmo para esci-
lar ou inspirar confianja aos nossos servidores, agra-
ciar esse individuo conservaudo-lhc a pensao".' Saja-
mos generosos, fajamos alguma cousa, mas fajamos
segundo a regra. Pelo nosso cdigo constitucional
as pensOes para tercm effeilo precisara da approvarao
da ossembla geral....
O Sr. Silreira da Motta : Hoje.
O Sr. Ferraz : Preci-am da approvaj.lo desde
que a constituirn do imperio foi promulgada, aceita
e jurada, porque anteriormente nao se poda dar is-
to, os dous poderes eslavam reunidos. Mas pergun-
lo ao nobre deputado (nao posso suppor que elle ju-
rasse a consliluijao nessa poca, porque enlao era
muito joven), mas em que poca foi jurada a consti-
tuirao do imperio do Brasil? Em 25 de marro de
I82. Deque data he a pensao? De julho de 182i.
I.embra-se acaso o nobre depulado, e se n3o se lem-
bra pude consultor a historia parlamentar do nosso
ptiz, lembra-sc das questoes que susrilou a conces-
sao de pensos* O fallecido Evaristo Ferreir da
Veiga exigi urna relajan das pensoes concedidas de-
pois dessa poca; ahi esl o seu requerimento ua
secretaria da cmara, c essa lista principiou do dia
posterior ao juramento da ronslituijao do imperio.
Como nao podessem ser approvadas taes pensos,
houve a resolujao que anda ha pouco lempo ctei,
que se acha as nossas collecces, mandando proro-
gar o pagamento dessas penses por mais um anuo.
Findo esse anuo, nao leudo sido ainda approvadas,
o fallecido senador pelo Ccara Castro e Silva propoz
um projeclo prorogando mais um anno. A pensoes
do bolsinho para poderem ser consideradas como
pensoes civisdo eslado foi mi-ler que urna lei do or-
jamenlo o deelarasse; o nobre depulado sabe muilo
bem que em lodos os paizes findos os reinados as
pensoes do bolsinho passam para o estado. Se pois
a dala do juramento da consliluijao he anterior ao
decreto da pensao, fcil he de ver que depende da
aprovaj.lo do corpo legislativo.
Mas ainda havia urna razao nao se poderia con-
siderar a pensao concedida senao no lerspo em que
alia devesse vigorar, e ella deva vigorar depois que
lord Cochrane legtimamente se apartasse do servijo
do Brasil; por consequenca ainda per esta razao eu
digo que nao pode ser dada sem a approvajSo da as-
semblea geral.
Pejo agora cmara, pero agora ao nobre minis-
lro que por amor do nossas insliluijoes reforme o
artigo respectivo. Se quer que a pen*ao passe, enUo
diga-se fira approvada a pensao concedida, por de-
creto de lanos, a lord Cochrane, e esle com direito
de haver a sua pensao da dala de lanos.
Mas, senhores, esla pensao deve estar sujeila ao
encontr de dividas ? Eu enlendo que nao. Ou
queremos ser generosos ou nao ; se queremos ser, se
essa pensao he concedida em remuneraran de servi-
jos, creio que nao deve estar sujeila ao encontr de
dividas....
Urna coz: Apoiado, ha privilegio.
O Sr. Ferraz : Diz bem o nobre depulado, a
nossa legislajao sempre considerou os sidos, orde-
nados, uraticajcs c pensoes como alimentos, a
nossa icgislacao patria os excluio de embargos e pe-
nhoras...
O Sr. Candido Borges : S as concedidas a t-
tulo dee9molas.
O Sr. Ferraz : As pensoes geralmcnle se con-
siderara como alimentos, e como lmenlos he regra
de direilo...
O Sr. Candido Borges : Como alimento est"
expresso no decreto de oulubro de 1793, aquellas
concedidas a Ululo de ornlas.
O Sr. Ferraz : Pejo ao nobre deputado que
reluca no qocvou dizer. As pensoes em jurispru-
dencia, na praiiea de julgnr, sao consideradas romo
alimentos ; nao se pode saber aquellas que sao dadas
como esmolas nem aquellas que nao sao dadas a esle
li lulo ; consideremos mesmo que a pensao he dada
como equivalente ao sold do militar, e nesle caso
participa da mesma nalureza do proprio sold.
O Sr. Candido Borges : Meio sold.
O Sr. Ferraz : O meio sold participa da ua-
lureza do sold, e o sold coosidera-se como ali-
menlo...
O Sr. Silreira da Molla: E o meio sold nao
he sujeilo a penhora.
O Sr. Ferraz : Sem duvida, e assim se decide
nos Iribunaes. He diflicil saber-se a pensao que be
dda por esmola e a que nao hc dada ; nao ha le
nenhuma que o declare. Pejo pois ao nobre minis-
lro que aceite esta idea fica approvada a pensao,
ina.i.le-se pasar da dala de, ele. Quanlo ao sold
he urna queslao que nao pode soflrtr discussao; re-
conbeceu-se que fui perdoado ; que pela lei militar
lem direilo a seu sold, d-se-lhe. Se porem a lei
militar nao obstante o perdao nao comidera esle sol-
do cu enlcndo que o sold de lord Cochrane deve fi-
car sujeilo regra que vigora para os mais ofliciaes.
A oulra questao, senhores, vem a ser se o eslado
he obrigado a pagar a lord Corhrane os sidos c soc-
corros prestados a urna embarcujao brasileira que,
contra as ordena do overno, com elle se dirigi
Europa. Eu enlendo que provada a existencia da
divida compleme, deve ser indcninisada ; mas
aoude as provas ? Nao cabe aprecia-la ao corpo le-
gislalvo....
O Sr. SUceira da Motta : S o que uos cabo
he dar dinheiro para pagar divida.
O Sr. Ferra: : Senhores, pelo que lenho dito
a cmara se compenetrara que meu vol nao pode
ser dado conforme curaprc por falla de esclarecimen-
los : eu nao posso volar pelo ere lito na exlenso pe-
dida, porque do parecer do consclhode estado c pe-
lo que ouvi aos nobres depulados que discutirn! a
materia o debito ho inferior ao pedido. (Apoiados.)
Nao posso volar por esse crdito lal qual he pedido
porque nao se acha liquidado o mesmo debito con-
forme o exiae nosso systema finauceiro, nao posso
votar igualmente porque nessa mesma proposla do
trvenlo se encontr urna duplcala ;a parle perlen-
cenle ao oflicial B. Hay.leu se acha em deposito e
pcrlence rubrica presas do Rio da Prala ; lo-
go pois volar-se urna parte que esl incluida no lo-
do, alem desse lodo qoe devemos volar, he urna du-
plcala, e eis a razao porque nao posso volar pelo
crdito lal qual se acha, e anda mais porque nos
falla una tabella dcmonstraliva, como cumpria ser-
nos presentada.
O Sr. F. Octariano d.'i um aparto.
O Sr. Ferraz : Senhores, eu lastimo que do go-
verno vies do de crdito feilo por semelhanle maneira, e deso-
jo que nesta pratica nao continuemos ; houve muilo
ajodamenlo, e a cmara dos depulados nao
pude volar senao comomedida de confianca o crdi-
to proposto ; pejo pois aos nohres^lepulados que,
encarando a materia, consultando tudo, redijam tima
proposta de outra maneira..,
Urna t'oz : J est.
O Sr. Ferraz : En sinlo, Sr. presidente, decla-
rar, mas se continuarmos desse modo brevemcule
desapparecer ludo qnanlo he de doulrinas do ava-
lenta representativo, daqni a dous das vira um mi-
nistro pedir um crdito sob prclexlo de dividas, sem
fundamento algum, e nos nao (eremos quo fa/er se-
nao de volado pelo principio de confianca em vosa.
Senhores, o principio de confianja nao he abso-
luto ; o voto de confianja quando lie sobre despegas
futuras que nao se poden bem avahar, por exem-
plo, se los-einos cmpenliados cm orna gaerra, o voto
de confianja poderia ser illiinilado ; mas o princi-
pio de confianca quando se traa de despezas feilas
que podem ser calculadas pelas rep.irlijoes respecti-
vas nao |podc ser applicado a lal materia. (Apoi-
ados.) Enlrelanlo.seuhores.eu eotasMO que o gover-
no so acha cm urna diflicil posijao, o aclo nao hc
seu, os reclamantes ha muilo lempo fazem suas rc-
quisijocssem xito algum [apoiados), o ,guverno de-
seja salisfazc-los...
O.s'r. F. Oclaciann : E muilos andam pedin-
do esmol.is por essas ras declarando a lodo o mun-
do que se pedem esmolas he porque o governo nio
Ihes paga o qoe Ibes deve.
O Sr. Ferraz : Pois bem, os amigos do gover-
no o auloriscm a dispender 'ertos quanlas com laes
e lars objerlos rotiforme a mesma proposla. depeb-
dendo Jlodavia Jde liquidaran que ser feila felo
meio mais ronvenienle, assim se ronrilia o principio
de conveniencia qoe a caara dos Srs. depulados c
os ulicos do governo lhe quercm dar. c se niiiri-
liam rcrlas conveniencias, porque depois as conlas
nos serao presentes e saberemos cun.o e cora que o
crdito for dispendido. Essa he a niinha opiniao.
Quando pela primeira vez fallei nesla malcra vio
a cmara que cu eslava baldo de lodos os dados, n
porlanto nao poda deixar de fazer opposro a un
crdito que nao se baseava cm docnmenlos ; porem
agora depois de ler esludado a materia nao po&so
deixar de pronunciar-me da maneira porque en o
fajo, e nem se pode dizer que eu eslou em cnnlra-
diejao ; eu quera que esse negocio fosse a comms-
sao porque n3o quera que se enlendesse que a mi-
nha opposicao era filha deum cipricho.
Seja-me permillidn agora dizer que o proceder da
ro n.iiii.soo de in: i inlia e gueira foi sinsiilarissimo
por que possuindo ella esses documento-, deva I
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. 4
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.
"V


."
I ARIO QE PERHAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 30 OE OUTUBRO DE 1854.
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apio-ciilado un parecer mcllior esclarecido (loque
aquello quo nos aprescnlou. (Apoiados.'i He tam-
liem ile admirar que a nobre CommiMJo da marinha
guerra nao Uesso uin s ineinliro para defender a
propoata do governo. O nuhre general quo lie mem-
bro della iicm o menas se dignou puxar pela espa-
da para defender a sua obra.
O Sr. Paranagu : Se ella esl.i empeubada
M casamentes. Risadas.)
O Sr. tenaz :lie, senhoros, estranhavel o pro-
cedimente da cmara ; se nao folie o nobre ministro
da iiiarinlia que aqu nos obsequioii cora a leilura
do parecer do conselho de estado, que iiein na casa
c-l.iva, se n;1o Ussemos nos que ni1i> cedemos dessa
insistencia que temos lid o sobre esM objeclo, eu n,1o
sci ronio poderiumos volar srmelhnute crdito.
lio esse o meu voto ; desejo que a cmara, e Hm
deco muilo humildemente, salve as prerogalivas que
temos.
'o :s :Muilo beiri, muilo beni.
A discus-ao lica adiada pela hora. Levaula-sc a
sessaoas.l horase l|4.
KECIFE 28 DE OUTUBRO DE 185 \
AS 6HORAS DA TARDE.
RETR0SPECT0 SEMANAL,
l'in fclo deu-so esla semana, no qual nao desca-
ramos fallar, emh.ira occasionasse murmuracOes c
censuras, viste prender-se a certos senlimentos que
nimio acatamos : referimo-nos ao enterro de um in-
nocente, com Metes de procissao, que leve lugar no
da 23 a larde. Mas, romo nada se propaga e se en-
raisamais fcilmente doqueura. abuso,mister he nilo
deiiarmas em silencio o de que tratamos. Principa*
ob'ta, aceoselba um velho philosopho ; c a sua re-
ccita mais ao p da lelra se deve applicar as doen.
ras maraes, do que as pin i.-as.
Com clteito, vestido o jaojinho nos (rajes da Con-
eeielo ; collocado em p sobre urna charola, lirada
porqvialro figuras ; precedido de algn* religiosos, e
ile urna irmandado, assim fui conduiido pelas ras
da cidadeao cimiterio, apresenlando o enterro oap-
paralo de nma procissao, com qoe muilas pessoasse
illudiram : nflo fui pequeo o numero dos que cur-
varan) os joelhos, e al nos dizem que a guarda do
Hospicio chamou as armas e poz-se em forma : os
repiques dosBinos anda mais eolrelinham a illiisao,
c as varandasmnslravam os espectadores sorprendi-
dos dessa solemnidadc religiosa inesperada.
Ora, por mais louvaveis e dignos de calamento
que -i'jaui osscnlimenlos de um pai fori.to de magoa
|iela mor" ileum filho, e desejisodopre'lar-llie pela
ullima ver os servidos ou deveres palernaes rom mais
lislinccao eoslrondo.nem porisnodeixa de ser raani-
fcslo o abuso de taes senlimentos, (piando se procu-
ran) manife-laoes dessa ordem, e que alm de im-
proprias, poilcm prejudicar a sanlidade da religio,
chamando o ridiculo sobre suas pralicas, rujas for-
mas, si dignas derespeito, sao par esse modu levia-
namenle usurpadas c exposlas a desconsiiteraeAo.
P(idc-se lamhem enxergar uiso alguma cousa de ido-
latra ; c porlanlo convm que scmclhauic exemplo
iteixe de ser imil i-lr>.
Varios aconlecimenlos sinislros deraro semaua
linda um carcter de aziaga.
No dia 22 fui assassinarto no eng"nho Calilo um
cscravo perlencente ao delegado do segundo dUtrir-
to deste lermo, com um liro pelas costa, allribuiu-
do-se o assassinio ao administrador do dito eugenho
e mais alguns esrravos do mesmo. E nao foi esse o
nico crime de morte de que livemos noticia, pois
que na feira de Pe-Iras de Fogo tambem foi assassi-
nado |ielas tres horas da tarde do di.i 18, um indivi-
duo de nome Birtholomeo Rodrigue-, sendo tala
cana do assatsmo que nao liesilou desparar o baca-
inarle sobre a sua viclima, estando junio a ella mais
um sujeito e doto meninos, que licarain gravemente
feridos. Infelizmente, em nenlium desses dous casos
pode a pulira conseguir a prisao do criminosos, que
evadiram-sc salisfeitos, depois de logrados seus bor-
riveis iulenlos.
Ainda no dia 22 ranrreu afosado na maro da ilha
SWMMIM, onde fura bauhar-se, o all'aialo Eloy Jos
tialvao, morador em l-'ora do Portes, apparecendo o
sen cadver no dia seguinte entre os mingues do si-
lio Cajueirn, na Passagcm da Magdalena, d'onde fui
conduzid a igreja do I'araizo, para fazer-se-lhe a
com|ielenle vesloria.
No -lia 1\ sendo encontrado na ruada Aurora o
cadver do urna prela, escrava de Elias Baplisla da
Silva, d'abi foi conducido pela polica freguezia de
Santo Antonio, cujo subdelegado, procedendo a vis-
tiiria.i-bleve dos facultativos a declaracao delcrsiilo a
morlc causada por urna apoplexia, resallante de em-
briaguez, ,
No dia 93, a tarde, lambem falleceu repentina-
mente de um ataque apopltico o Porluzucz Fort-
nalo Cardos* de Mene/.es, eslabelecido com loja de
nrgueiro na praca na Independencia, referindo al-
guns que (al desgraca proviera da imprudencia que
commetlcra o fallecido, doliendo urna quartuiba d'a-
gua, no eslado de agilacaai e auor.
Alm lestes Insta successos nada mais occorreu
digno de ser mencionado.
Un sii vapor chegou ao'porto, e foi o Tamis, pro-
eodonla do Rio de Janeiro c Babia, sem que trouxes-
se noticia alguna de inlercsse.
Entraa durante a semana embarcaees e sa-
hiram \->.
Ilcndeu a alfaodega 8G:6:!>a570.
Falleceram Xi |ssoas : i limnens, Tmullierese
15 prvulos, livres ; 5 homens c i mulhercs, es-
cravos.
quem cure os mordid.is. Lcmbri-mc que nessa ci-
dade e\isle urna senhora. a qual possue em segredo
um (specirke contra esse lerrivcl mal, e muilo con-
viiia ipie o iiossu soverno. mcdianlc nina pasa ra-
zoavel, so .ipo-lerasse de lal soredo, o O '. iiLm; i .-
se, Reundo elle ao alcance de lodos.
He de lamenlar que, quando para a prevcncn de
cerlas nolesliai no]no>so paiz. cuino a febre amarel-
la, a variol i. ele. etc. qoe em s.u mais feio ca-
racler nao ton ponto de roulaelo algun com a hv-
dropbobia, se volsm quaiilias avalladas, c no \e
lenha ciiulado ale o pr.-s ule cin aproveilar o reme-
dio conliecnln por essa pessoa; pois, como j disse.
(odas as molestias de que tenho noticia ficam mui-
lo airas dessa horrorosa doenca.
Se eu tivesse i mao o IralaJo de cloquencia na-
cional do nosso Iliterato padre Miiuel, Ihe trans-
crevena o pedaeo de um cscriplor medico, que es-
se aulor rxlrahio para cxi-iiiplilirar a enarzuaia
figura de rhelnrira Nesse escriplo se vm piulado'
comeles as mais \ivasos padcrinieiilos de um liy-
-Irophobico, dcs.le o primeiro accesso al a ullima
crise, amorte; semelbanle descripcao faz arripiar
os cabellos.
O delegado mandn malar todos os raes que fos-
sem encontrados, bouve una boa salga dellcs, esta-
mos pois mais descansados.
25
Honlcm parti desta villa o visitador, e foi mui-
lo acompanlia.il).
GOIARC. DO BONITO.
22 da outubro
Tcncionava dar-lhe noticia dos Irabalhos do jury,
porm charo mi, acho-mc assim a maneira de phos-
phoro, e com leudes de quem v murcharem-se
as melhores esperancascom a chegada de um vapor;
( be bem horrivel nm vapor ) que Irouxe para ou-
tro o despacho desejado, Tallo em hypolbese, porque
nao son pretndeme ou com aquele mal que na ca-
pital dos bcberrOes se chama Spleen ; de ma-
niere que se nao fosse o compromisso, cuntrahido
com Vine, pedir-lhe-bia dispensa do cargo, e encos-
tara a frgil peona que sa move em prol das novi-
dadesjde humus. Aclio-mejdesanimao eslejnao sei se
be causa desla inanico o immensu peso dos nulu-
bros que carrega o dorna ja prono deste iilho do p,
ou so alsum de*gu-to oceulto que naopercebo mais,
que me fere o coracao. Seneclux ext morbus, eis
lodavia o dedo, que me parecu bulir no teclado,
i-ujo sum reflecte na pobre aialma, e produz os ma-
les que si uto fat fique descansado que emquan-
lo eu peslanrjar com os taes globulozinhns, a que
cbamam ollios, e poder mover os dedos Ihe hci de dar
parle do que for bavendo as eircioni inAces desla
humilde iemeure, e quando por algum motivo
nao p.i'sacu ciimprir miulia missao.doii-lhc um subs-
lilulo. i|:ii- ir. -cr nina raridddc isto he, um Tari
nanles, em o gurgite vaslo dos seus corresponden-
tes porque todo, sao \ cilios; he um joven de 10 an-
uos quo Ihe aprc'cnlo. Achava muito bom a-
poscnlasse a todos os meus collcgas, pois da vc-
Ihice ao tmulo deila anda menos passos que do
Capitolio a Rocha tarpea, c pode{aconlecer darum
tangoloinango em lodos ellcs, e ficar Vmc. em apu-
ro* para cnclier as columnas do seu "rimes (deve (cr
irgulho de que sua follia merece esse nome enlre
mis. } Tome meu conselho; d'ora em dimite s que-
ra rorri'spnndf ules inoro-.|i) que Ihe lemjvalido, he
que elle- \ i.ijain incgnitas.
Mais (lepressa se ap.inh.i o menliroso que o coito;
pois esta tipleen c me vai ina-amlo lanto. dar-me-
na Vmc. sem lerdito ainda a queJ\eio? Bjm cha-
rissimo ; senao he o mal dos homens da Ierra clasi-
ca das lidalas, cervejas, and all alcoholized family,
mi lu quilhas de despachos que me privarain de dai -
llie noticias por extenso, e urna senhora muilo gor-
da e roxunxuda que assas me persegne, fallo do
M. Prente, casada, polgama, e al hemafrjdila.
Sempre Ihe quero dar novas, ainda que em resumo
tuperlatico duj Irabalhos do jury de c. Eulraram
em julgamenlo 14 processos ou 15, que se traduzi -
rain em 20 reos; muilo poucas absolvces ; o juz
de direilo e promolor se moslraram severos.To los
os dias houveram abundancias de pares, pelo que se
fazia alejar do barco o excedente.O numero era
quai sempre de 48 a 52 jurados O Dr. Jos de
S Cavalcanli l.ins em loda ssss'io poda appli-
car a si aquelle cxemplo da arleznhanuiius esl
rfe, ytio non dicampro reo porque foi o nico
advocado que defendeu; e afBrmam lodosos que as-
fisliram que elle desempenhou.
Todo o continente vai inalterado: no mez passado
nao houvcfaclo que mancha nubio. A Sra. 1). pulida esl muilo sizuda, mas n.lo
lia que fiar. Consla que o df legado leve resposla do
l.inioeiro, a qual Ihut tpoke que o lal Monsicur
Mariiilui, lia pouco preso em Grvala, he um dun-
ga la tracessa.
Aqui checou o reverendo violador, o Sr. vgario
do Brejo, Pedro Marinho Faleo, acompanhado de
muilas pessoas desla villa, que o taran cncunlrar.
Ett aherlo o rhrisma.
No primeiro dia poucos apparcreram, porm do
Mfatns em dianlc iin era possivel dar vencimenlo.
> A igreja cnche-e, especialmente de mulheres.
I culi.i sympalhisadn com o visitador e seu serrcla-
ro pelas maneiras affaveis e paricniia com que al-
lendem a lodos. Em tres ocoasies se ajunla muilo
pava ncsles lugares: noile de fesla, lempo de chris-
ina c missftes. A \illa esl como um ovo, c o meni-
no rrm de dizer-me, que o rio esl blanco de mu-
lheres calcando n* meias e sapalos, e na verdade he
malla masaada vir a gente vestida ce casa.
Valho-mc do ensejo, para comirainicar-lhc que
rerelii a sua procuracao. J est porlanlo confirma-
do o baplismo do rapaz, c asim d'ora em (liante nao
ha remedio semlo ser Vine, meu compadre por ras
ou por eras, yniero decir, queira ou nao, porque
o mesino por ca me lem acontecido- as vezesappro-
Mm.i-se do meo individuo um hatnquara, nue a-
gucnia Imiis cajas no coatado, c diz Vnic, ha de ser
meu padrinbo, c la vai aquelle para o numero dos
anillados.
Sendo eu celialario, como Ihe hei dito, parece
lahre um muehronitmo l alilhalo o adoplci como filho desde pequeo, e dis-
to sabe Vmc. porquanlo Ih'o sricnlifiquci, qnando
Ihe fiz o convite, e sendo porlanlo o Cazuza, meu fi-
llm adoptivo, inlo padece duvida o direilo que me
sisle para chama-lo de compadre, e d'ora em di-
*ulo a8ra 0 i,e| de tratar.
as semanas passadas livemos por c caes damna-
dos; algumas pessoas foram oendidas, e enlre es-
las urna pobre menina de qualro para cinco annos,
que, alm da Irisle sorle que a aguarda, sem duvi-
da ficou, como se diz vulgarmente, em pelinm de
miteria, porque solTreu muilas dentadas, e com um
olbo llvez inulili-ado. Aqu ufoliruienle nao ha
I elinio, o grao cantor, prezou seus versos.
Miiaudu escrever ao seu correspondente de Gara-
nhuns renda-lhe de minha parle mil gracias : nAo
devo deixar de agradecer ao collesa a boa conla em
que se digna de 1er meus humildes esrriplos. O
lilulo de correspondenlc lloi i lo, com qne mimo-
zcou-me quando se quiz utilizar de urna pobre ex-
pressao minha, nao pida por mim ser aceito, pois
eslou longe de merec-lo ; lodavia me ho sobrema-
neira lisongeiro o apreso, que d o nobre collega as
mi nhas Tracas producccs. Basta de sedas.
VARIEDADES.
Senlenra dada por Poncio Pilatus, governador da
Baixa Galilea, mandando que Jess Chrislo soflra o
supplicio da cruz.
No XVII auno do imperio de Tiberio Cesar, ans
25 dias do mez de marco, na cidade sania de Jeru-
salcm, sendo Anaz e Caifaz saccrdolcs e sacrificado-
resdo povo de Dos, Poncio Pilalos governador da
Baixa Galilea, sentado na eadeira de presidente do
Pretorio condemna a Jess de Nazirelb a morlc so-
bre urna erui enlre dous ladros; os grandes e no-
torios lestemiinhns do povo dizem : I", Jess be se-
ductor ; 2o, he sedicioso ; 9, he inimigo da lei ; 4,
diz-se falsamente filho de Dos ; 5, enlrou no tem-
plo seguido de urna mullida.!, e levando palmas as
mJtoa ordena : ao primeiro centuria.) Querilo Corne-
lio de o conduzir ao lugar do supplicio. Prohibe a
todas as pessoas ricas ou pobres dcimpedirem a mor-
te de Jess Chrislo. As Icstemunhas que assignaram,
de morle contra Jesus sao : lo, Daniel Robani, Fa-
nseu ; 2. Jounas Zocobalcl; 3, Raphael Robani;
4, Capel, homem publico. Jess saliir pela porta
Stuene.
Signaes de N. S. J. Chrislo enviado por Publio
I."iilulo, governador da Judea ao senado Romano.
V-se de prsenle na Juda nm homem de urna
virlude singular, o qual se chama Chrislo. Os Ju-
deos crecm que elle he um propbela, mas seus sec-
tarioso adoramcomo descendente dosdeoses immor-
tacs. Elle ressuscita os morios, e cura loda a sorle
de enfermidades rom a palavra, e loque de sna mo.
Seu lalhe he grande e bem formado; seu ar doce e
veneravel; os cabellos sao de urna cor que nao se
podeni comparar, cahem aos lados por delraz das
orelhas, donde se cspalham sobre os hombros com
minia graca maneira dos Nazarenos; lem a fronte
espaciosa c larga ; e as Taces locadas de rubor ; o na-
riz e a bocea sao formados com admiravel simetra ;
a barba espessa c de urna cor correspondente a dos
cabellos desee um pouco abaixo do queixo, e divi-
dindo pelo meio Ui pouco mais ou menos a figura de
um anuulo; seus olhns sao lirilhanl.-s, claros e sere-
nos ; censura com raageslade, exborla rom dorura ;
qur falle, quroiirc Taz sempre ludo com elegancia
egravdade; jamis alguem ovio rir. porm lem si-
do visto muilas vezes chorar. He muilo temperado,
modesto e sabio; cmlim he nm homem. que por sua
excellcnle bollen e suas divinas perleices excede
aos iilhos dos homens.
{Copiado dj bibliolheca do res dos Francezet.)
O DOTO E O ESTPIDO.
0 espado que separa o douto do eslupido, he o
mesmo que divida o sol das Irevas.
IIMA I.IC.VO' DE SOBRIEDADE.
A vista do ebrio he a maior li^lo de sobriedade.
(.marchati/.)
Os homens de senso eslabelecem as qnestiies e os
loucos asdecidem. (dem.)
A TEMPERANCA.
A tempornea he una arvore que lem como raiz
o ronleiitamcnto do pouco, o por fruto a saude e a
calma. [Proverbio rabe.)
t) berco e o esquife sao os dous extremos da vida
humana, nesse iulervallo se cxecula o drama miste-
rioso deno-s.i exislcucia. (.1/. de Marica,)
Adeos. Au recoir.
N. II.Do l.inioeiro \i-io una palmilla de liuha
buscar o Jos Marinho de que cima Iho lallei, o
qual esla all pronunciado em crime de norte. Te-
mos lido muila calma, consequencia do sol. Ha
muilo nao chove. Todava o verao-en ido meio
fresco. A familia tem dado a 20 patacas, o inillio
a seis c sele.
sos, esperando baixa, pelas ms
noticias chocadas ltimamente.
Cotiros levo poaea animacao, c dizem lar
havido urna venda a 157 rs. por
libra dos seceos salgados.
Agurdenle-------Vomicosa de 738 > 75J por pipa.
Azeile-doce-------Vendeu-se de 29100 a 2J200 por
alia do i!o Mediterrneo!
A. O. Nicnslc........
Antonio Correia dos S-mlos. .
Angosto Fisher........
Antonio da Silva (urdes ....
Antonia Luz dos Santos ....
Antonio Joaqun dos Santos Andrade
Antonio Pereira de Oiiveira Barros.
Inlonio Valentiu dos Santos. .
acalhao----------Uearreganenlo entrado a semana : Aulmuu DomimAes Pinto.
passada segaio para osporlosdo
Nll: livemos esla semana tres, dos
quacs iim dizem ter sido vendido
a 148, o dous de 1:18600 a l3o700.
e calculase o deposito em ,i00
barricas, teudo-se retalhado a
I i,y00.
Carne secca-------Veudcu-se de f.sfiOO a 5400 por
arroba e exisiem em ser 1,500 ar-
robas da do Rio Grande do sul.
l-'arinha deIrigo- Chegaram 620 bairicas da de Phi-
ladclphia por um navio de Balli-
morc, quo dizem t.-r sido vendi-
das a 258500, e 200 de Lisboa que
oslilo em ser. O deposito monta a
1.600 barricas, inclusive as sobre-
ditas. Vcndeu-sea 298 a de SSSF.
Massas -----------Venderam-se de 48500 a 58 por
arroba.
Oleo de linhaca- dem de 28300 a 28100 por galao.
Tahoas de pinho- dem a 70 o p.
Viubos--------------dem de 180 a 1953 por pipa do
do Eslreilo. de 2758 a 2858 marea
Iota de Brilo, e 190! o lnto de
Cotia.
Velas----------------dem a 740 rs. a libra das de enm-
posic,ao.
Descont----------O banco continua a reslringir os
desronlos, e orommcrcio queixa-
se que be elle o primeiro elevar o
preco do juro, (embora (enha os
cofres cheius), o que vai de encon-
Iro aos fins de sua instiluico, e
para os quaes Ihe foi concedido
urna omis-aii de notas suas. Os
particulares rebaleram de 7 a 8
por ;, o o banco de 8 a 9, o que
demonstra o espendido, e o pouco
desejo que nutre a directora de
favorecer as verdadeiras Iransac-
ofics mercanls.
Fretes Effocluaram-se a 70por tonela-
da de asMcar para o Canal, e pola
falla de navios suppomos lerao de
subir.
Fcaram no porto 50 embarcaees: sendo, 3 ame-
ricanas, 26 hrasiloras, 1 dinamarqueza, 1 franceza,
3 hamburguezas, 1 despatilllas, 2 hnllandezas, 6 in-
glezas, 6 pnrluguezas e I sarda.
123*100
9390
18500
39600
IO9OOO
9*000
38240
8500
i:i>00
(.?C!)I)
2--*SK0
63000
(iflOUO
23160
48330
39OOO
69000
3-3000
13800
73500
:3fi00
13500
23700
39600
13140
23-520
19080
33000
28160
MOVIMENTO DO P021TO.
(Carta particular.)
REPAKTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 28 de uuiul.ro.
Illra. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recebidas nesla reparlirao, consta terem
sido presos : a ordem do subdelegado da fregue-
sia de S. Anlouio, o pardo Marcoliuo Fcrreira da
Costa, e o porlugiiez Manoel Antonio de Carvalbo,
ele sem declaracao do molivo.e aquelle por se achar
sentenciado; e a ordem do subdelegado da freguezia
de S. Jos, o pardo Antonio, cscravo de Antonio
Candido de Araujo, e Jos dos Santos Paulisla, am-
bos tambem sem declaracao do motivo.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 28 de outubro de l.sVi.lllm. e Exm.
Sr. consclheiro Jos Bcn|o da Cunha e Figueircdu,
presidente da provincia de Pernambuco. O chele
de policia, I.uiz Carltt de Paita Teiieira.
COMRIERCIOT-
PRACA DO RECIFB 28 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotar&es olliciaes.
Hoja n.lo houveram cola^Ocs.
AI.FANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 27.....237:075*724
Idemdodia28........15:9584314
253:0343038
De.icarregam boje 30 de outubro.
Barca porluguc/aSania Cruzdiversos gneros.
Brisue portiisuczaiaceblas e hlalas.
Barca americanaliiclynmercaduras.
Barra americana/ai.-iooicTariuha e cha.
Brigue inglezCaroline Schmtsbacalhao.
Brisue brasilero--Puritanobarricas vasias.
Brigue inglezPeerletsbacalhao.
Importacao'.
Brigue nacional Rccife. vido do Maranhao, con-
signado a Mara Florinda do Caslrn Carrr.o, mani-
foslini o seguinte :
1 caixao hotes de mclal, 1 caixolc palitos de ca-
semira ; a Castro & Irmaos.
I,l04saccas arroz, 489 ditas farinha de mandioca,
50 barricas cuim ; a ordem.
500 saccas arroz, II barris oleo de cupahiha, 200
piassabas ; a Novaes & Companhia.
4 barris oleo de cupahiha ; a Jalo Pinto de Lo-
na & Filho.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 27.....5:935282
dem do dia 28........ 1953676
6:13039.58
IIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 27.....
dem do dia 28 .
5659644
335512
599;I56
Exportacao .
Babia, sumaca nacional llorlencia, do 91 lancia-
das, condone O seguiole'.1 caixa hrins da Russia,
12 barris aguarrs, > pacoles hrins da Russia, 25
barris e 25 meios ditos manlciga, 1 caixa peonas de
ac, 1 dita ditaa de pato, 500 barricas bacalhao, 3
caixas fazen.las, 535 volumes diversos gneros.
Paradina, hiate nacional Flor du Hratil, de 28
toneladas, conduzio o scgninle : 182 volumes g-
neros eslrangeiros, II ditos ditos narioiiaes.
Parahiba. bale nacional Tres Irmaos, de 31 to-
neladas, ronduzio o seguinte:50 volumes gneros
eslrangeiros, 9 dlos dilos naronacs.
KECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Hendimento do dia 1 a 27.....32:2453589
dem do dia 28........3I0j279
32:555:868
. CONSULADO PROVINCIAL.
Ileiidnnenlo do dia 1 a 27.....15:1023287
Mein do dia JH........100&460
15:2025747
PRACA DO RECIPE 38 DE OITUBRO, AS 3
ORAS DA TARDE.
f'iista umanal.
Cambios- Tanto os sacadores como os loma-
dores agurdan ovapordeSou-
tainplon.qiie deve ahogar a 31, pa-
ra se decidirem ; sendo llurluau-
le o prejo da 273(4 a 38 d. por
I3OOO.
Assurar- Bom que as cidradas vao melho-
rando, os procos ainda se nao po-
(k-111 colar, sendo os hrancos finos
e bom masca vado inui procurados.
Consla se fizera venda de algum
assucar brulo a 18250 por arroba.
Algodjo Enlraram 482 saccas, e as vendas
regularan) de .5*400 1 99700, bem
quesroai|iradoreses(cjaiii rerein-
Naviot entrados no dia 28.
Bucnos-Ayres19 dias, barca hrspanhola llosa Car-
men, do 402 toneladas, capitn I). Francisco Ma-
l-islam, equipagem H, em laslro ; a Viuva Amo-
rim& Filho.
Maceio7 dias, paladn brasilero Jmizade, de 147
toneladas, mostr Vcrissimo Jos da Costa, equi-
pagem 12, em lastro ; a Eduardo Ferrcira Bal-
lar. Veio rereber pralicoe segu para o Ass.
Havre47 dias, barca franceza Gustare II. de 231
toneladas, capitn Ilarismcndy. equipagem 30,
carga fazen las e mais gneros; a Lasserre& Com-
panhia. Ficou de quarenlena por 5 dias, com
um passagriro.
Terra Nova40dias, brigue inglez CarolincSrhenk,
de 190 toneladas, capitao George Eley,equipagem
11, carga 3.407 barricas com bacallio ; a N. O.
Biebcr & Companhia.
dem44 dias. brigue inglez Peerless, de 16? tone-
ladas, capitao Andrew Mearos, equipagem II,
carga 2,010 barricas com bicalhao ; a Joliustoii
Paler & Companhia.
Genova e Malaga61 dias, briguejsardo Dai un, de
179 toneladas, capitao Manoel Bozano, equipagem
II, carga vnho o mais gneros ; a ordem. Ficou
de quarenlena por 10 das.
Ballimore65 dias, barca americana Dallimore, de
258 toneladas, capitao R. Ramsay, equipagem 10,
carga 2,550 barricas com farinha e mais genero,;
a S.-liramu Whalely \ Cnmnanliia.
Salios subidos no metmo dia.
BabiaSumaca brasileira llorlencia, capilo Sehis-
liao Lopes da Uosla, rarga varios gneros.
ParahibaHialc hrasileiro Flor do Brasil, meslrc
Joan Francisco Martins, carga varios gneros.
demlliale hrasileiro Tres Irmaos, meslre Jos
Huirte de Souza, carga varios gneros. Passagei-
ros, Jos Flix do Reg, Francisco Aulonio Pe-
reira.
CamaragibeHialc br'silciro Xoro Destino, meslre
EstevAo Riheiro, carga varios gneros. Passagei-
ros, Jo.lo Vicira de Luna, Manoel LoarODeo Al
ves de Souza, Paulino Accioli Canavarro Wao-
derley, Cosme Jos da Silva, Evdfislo Antouio de
Macollo, Manoel Jos de Souza.
Antonio Gomes Mnreira.
Antonio Pereira Lago.....
Antonio S.iarcs Brinco.....
Antonio Correia Caliral.....
Antonio Piulo Soarea .
Antonio Francisco do Reg Barri-s.
Alfonso de Alhiiqnerqiic Maranhao.
Anlouio Dias da Silva Cardeal .
Anlonio Fernandes Braga. .
Antonia Mara da Conceic.ln .
Milame Ancell Porle.....
Anlonio Pereira da Cosa Gama. .
Antonio Duarle Mnura.....
Aulonio Mai lu. Gonoalves. :
Antonio da Silva Angelo ....
Aulonio Manoel de Souza. .
Anlonio Lopes Rlbeiro ....
Anlonio Jos Lomos......
Anlonio Alves da Fonceca. .
Antonio Tavares.......
Ilrilo k Queiroz.........$600
Rcllarmino dos Sanios Hulean.....48500
Rellarminn..........83100
lento Jos de Sanl'Anna......39000
llilaiicourt & C..........63000
R/"""11'"............39600
gwoitrd............69000
liento dos Sanios Ramos......39000
Bernardinn Jos da Costa & C. .... 29160
Bernardo Damin Franco......39600
Barlliolnmeii Piros de Olivci
Benlo Jos Rodrigues ,
ll.iwmam S Me. Callum .
Bernardo Jos Mnnleiro. .
lenlo Jnaquim Cardoso. .
Benle Jos Pereira .
Bernardo de Almeida l.obo.
Bernardina Luiz Ferreira .
lenla Juaquim Gomes .
Viuva de Cardoso Ayres .
Colins Cox......
Candido Albeilo Su Ir .
Chrislovao Guilherme Brekcnfcld
EOITAES.
O lllm. Sr. inspoclor da Ihesouraria provincial,
em cumprimenln do .lisposlo no arl. 34 da le pro-
vincial n. 129, manda fazor publico para conheci-
nenio dos credores hypolhecarios a quaesquer inlo-
ressados, que toi dcsapropriada a Joso Jnaquim de
Freltas, ufrnrcasn dc'laipa sila na villa do Cabo, pe-
laquanlia de 8O3OOO rs., devendo o respectivo pro-
pnelario ser pago da importancia da desapropria;ao
ogo que terminar o prazo de 15 dias contados da
data deste, cojo prazo he concedido para as recla-
mase-es.
E para conslar se mandou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassurcessivus.
Secretaria da Ihesouraria provincial da Pernam-
buco 16 de oulubro de 1854. secrelarso. Antonio
Ferreira da Annunracao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial, em
cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia de 30 do crlenle, manda fazer publico,
que nodia 16 denovembio prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos lizer a obra dos
concertos da ponte do Cachaug, avahados em
5:3968300 rs.
A arrematarn ser feila na forma da lei provin-
cial 11. 313 de 15 de maio do corrente anuo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo,
compareram na sala das sesses da mesma junta, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas
E para conslar se mandou affixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de oulubro de 1851.Osecretario.Antonio
Ferreira da Annunriarao
Clausulas especiaespara a arrematarSo.
1. As obras dus concertos da ponte do Cachang,
sarao feilas de conformidade com o orrameuto, apre-
seulado a approvacau do Exm. presidente da provin-
cia na imporlancia de 5:3963:100 rs.
2. Serao principiadas (odas as obras no prazo de
um mez e concluidas 110 de cinco, contados esles pra-
zos da dala da arrematara,..
3." A imporlancia das obras ser paga em duas
preslaces iguacs ; a primeira quando cslivcr fei-
la melade das ohras ; e a segunda quando forem
concluidas lodas as obras, as quacs scro logo rece-
bidas delinilivamcnle.
4. O arrematan;,' empregar neslas obras ao me-
nos dous lerdos do possoal de pessoas livres.
5.a O arrematante sera obrigado a ter um meslre
para dirigir lodas as obras, o qual sera da conlianca
do engenheirocucarregado da sua inspeccao.
6." Para ludo quanlo nao esliver determinado as
presentes clausulas, scgiiir-se-ha o que dispoe a res-
peilo a lei provincial n. 286 da 15 de maio de
1851.
Couformc.O sccrclirio.Antonio Ferreira da
Annunciacao.
. O Illra. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para roiihecimenlo dos
coiilribuintcs abaixo declarados, os impostos de 3",
sobre os aiugueis dos diversos eslabelccimenlos,
1J.^K)0 por casas que ven,lem bilheles de loteras
de outras provincias e 405000 rs. por casas de mo-
das denle municipio, pertciiceules ans exercicios de
1836 a 1852, que leiido-sc concluido a liquidado
da divida activa desles impostos devem comparecer
na mencionada ihesouraria dentro de trinla dias
coulados do dia da publicacaodo presente cdilal, pa-
ra se Ihes dar a ola do seu debito, alim de que o
paguera na mesa do cousulado provincial. Picando
na inlelligeucia de que lido o dito prazo sero exc-
cutadus.
E para conslar se mandou publicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernaiiibu-
co 37 de oulubro de I85. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Alvaro Pereira de Si........7>500
Antonio l-'i-inaii les Silva.......55400
Antonio Jos Fernandos de Carvalbo 39000
Aulonio Joaquim Vital.......3^'KHI
Antonio Joaquim Vidal & C.-1.....3-5500
Aulonio Valentn) da Silva Barroca. 79500
Anlonio llenriqucs Rodrigues.....lijUOO
Anlouio Pedro Rodrigues......2?!60
Anlouio Teixeira Sanios......49320
Anlonio Joaquim Ferreira da Silva. 7>500
Alhajdc & Ferreira........45500
Antonio Jos de Oiiveira......(toiXK)
Anlonio Ferreira .la Cosa Braga. 68600
Aulonio Jos Dias Fernandes.....i->K)
Anlonio Maria O'Conell Jersey .... 65OOO
Anlonio Alves de Sou/.a Araujo .... 69OOO
Aulonio Jos Marques.......29880
Adelo Jos de Menloura.....73201)
Antonio Wenceslao Bnrgcs......38600
Anlouio Joaquim Fernandes de A/evedo. 3g0iX)
Antonio de Lemos.........39600
Anlonio Joaquim Mximo......29160
Aulonio de Azevedo Barros......79300
Anlonio Banholel.........I59OOO
Anlonio da Silva l'imenlcl......49800
Aulonio Jos Pereira Bastos.....-5"i^tl
Alexandre dos Sanios Barros.....llsMKKI
Anlonio Martins Saldanha......78200
Agoslinho da Silva Guimaraes .... 29-520
Anlonio Baplista Ferreira......19140
Antonio Joaquim de Castro Pimantol 18140
Alfonso de Al.m, 1 u -u ...... 1>0H0
Angelo da Silva Padrazo & C. .... 18800
Aulonio Francisco da Silva..... 28160
Amaro Soares Mariz........ 3860-')
Anlonio Jos da Cosa Bacallar .... 19080
Alexandiinii Ferreira da Silva l.ra. IcilO
Aulonio Flix Pereira....... 15080
Anlonio Jos Marerra Poolcs.....78-500
Cosme Damin dos Sanios...... 48330
Carlos Claudio Tresse....... 95000
Cuslodio Maria Gonralvcs...... 49500
Viuva Cunha j| C. ."....... 6-8000
Carlos Jos Teixeira........ 22880
Caelano Dolfiuo......... 48680
Candida Arrhanja Sebastiana Cavalcanlr. 4.8500
Cosme Jos Thcodoro........ 19080
r- J;-aA5lle. ;.........'>s(m
Candido Alberto.........28160
Viuva Cunha..........I28IKH*
Candido Jos da Fonrcca......69OOO
Carlos Ricardo Lahauliere......129000
'.laudina Martin, da Conceicao .... 2-8880
Cuslodio Jos Alvos Jnior......39000
(darlos Jos Tavares........29880
Claudio Diilioin......... 1084K)
Clan,lino Theodoio Rodrigues Pinto. 14s880
Davis & C.=...........iJ30(K)
Domingos Jnaquim Ferreira.....45.500
Domingos Rahcllo de Araujo.....35600
Duarle Nery de Oiiveira......39600
Domingos Filippe Ferreira Campos. 356OO
Domingos Francisco Bamalho.....48500
Domingos Tertuliano Soares.....79500
Domingos Alexandre da Silva.....59880
(Coniiniiar-se-Aa.)
Pela inpeccao da airan,loga, se Taz publico,
que no dia 31 do crrenle, se bao da arrematar em
hasta publica na porta da nema ao meio dia, 100
cana-ira- com 100 quintaos de hlalas em mu es-
lado. Minias do Porlo na barca porlugiicr.a Santa
Cruz, abandonadas pelos direilos por Domingos
Alves Matbeus.
Alindola de Pernambuco 28 de oulubro de 1854.
O inspector, fenlo Jos Fernandes Barros,
Achando-sc vago o olirio de eacrivfo do cri-
me, civol e notas do termo de Iugazcira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhecimenlo das parles interes-adas, c
afim de que os prclenilenles do dito nflicio, se habi-
liten! na forma -lo decreto n. 817 de 30 de agoslo de
1851, e apresentem os seus rcquerimcnlos ao pri-
meiro siipplcnle do juiz municipal do inesmo lermo,
no prazo de 60 dias. que cumecou a correr do dia II
do correte en dianta, para seguirem-se os tra-
mites marcados nos arls. 12 e 13 do rilado de-
creto.
Secrclaria do gnverno de Pernambuco 29 de sclcm-
bro de l5i.Joaquim Pires Machado Porlella, olll-
cial-maior servindo de serrelario.
A*h.iiulo-se vago ooflicio do escrivao do jurv
d > termo de Ingazeira, manda S. Exc. 11 Sr. presi-
dente da provincia assim o fazer publico para ro-
ulierimenlo das partes interes-adas, e alim de que os
pri-lendoiiles ao dito ofticio si; habiliten na forma
do decrelo n. 817 de 30 de agosto de 1851, e aprc-
enlem os seus requerimenlus ao juiz de direilo da
comarca de Pajea de Flores no prozo de 60 dias, que
cumecou a correr do dia II do crrenle em dianlo,
para seguirem-se os Ira miles marcados nos arls.
12 o 13 do rilado derreto.
Secretara do goveruo de Penuimbuco '29 de sr-
lembro de 183*.Joaquim Pires Machado Porlella.
oiial-maior servindo do secretario.
O Dr. Cuslodio "Manoel da Silva Guimaraes, juiz
de direilo da l. vara docommcrcio nesla cidade
do tecife de Pernambuco, ele.
Paco saber aos que o prsenle cdilal virem, em
como na praca publica deslc meo jnizo no dia 10
de nnvembro, na sala das audiencias, se bao de ar-
rematar a quem mais der as lellras seguidles : nma
lellra accila por Jeronymo Cesar Marinho "FalcSo, da
importancia do 1308000 rs.. Outra dita accila por
Anl ,1,1,1 .luso de Oiiveira, da quanlia da 965430 rs.
Oulra dila accila por Joan Francisco de Aih.mle,
da quanlia de 3978085 rs. Oulra dila aceita'por
Carlos Eduardo Muller. da quanlia de 918840 rs.
Oulra dila aceila por Luiz Jeronymo Ignacio dos
Sanios, da quanlia de 1089000 rs., todas penal-
cenles ,1 Andrade iS Ainar.il, c penhuradas a esles
por excrucao de Jones Nsh & C. Toda a pessoa
que em dilas lellras quizar laucar o peder fazer no
da da praca cima dilo.
E para que clieguc ao coulicrnicnlo de todos
mandei pausar o prsenle e oulros que sern publi-
cados e nllixados nos lugares du cslylo, e publicado
pela impronta. Recifo 27 de oulubro de 1854. Pe-
dro Tertuliano da Cunha, escrivao ositos 1. Custo-
dio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARACO'ES.
CORREIO GERAL.
Parlera hoje ao meio da, os correios para as cilia-
dos da Parahiba, Goianna, e t Unida.
A Ihesouraria provincial compra para a repar-
lirao das obras publicas um barril de aleatrao. Os
prelcmlcnles compareram na mesma Ihesouraria com
suas propostas em caita techada.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcriiamhu-
co 31 de oulubro de 1854.
Antonio Ferreira la Annunciacao.
Companhia Pernambucana de vapores.
O cunselho da dirceejb) da companhia l'ernunl.u-
cana convida os sentiores accionslas a realisirem
mais 5 por ccnlo sobre o numero de aeros que
sobscrevaram, al o dia 15do futuro mez denosem-
bro, alim de seren feilas cura regularid.ide para In-
glaterra as reincsas de fundos com que lemdc.it-
lender os prazos do pagamento do primeiro vapor
em conslruccao, sendo encarregado do recebimenlo
o Sr. F. Coulon, na ra da Cruz 11. 26.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 31
deslc mez es-
pera-se da Eu-
ropa um dos
vapores da real
companhia, o
qual depois da
demora do cos-
lumc seguir
pora o sul : para passageiros, etc.. trata-se ooaa osa-
genios Adamson llosvio & Companhia, no Trapiche
Novo n. 42.
, Pela conladoria da cmara municipal do Re-
cite se r.it publico, que o prazo marcado pura o pa-
gamento bocea do cofre, do imposto de carros, car-
reos e oulros vehculos de conducan hedol.* ao
ultimo do oulubro prximo futuro, Brando anjeitosa
mulla de 50 por ccnlo os que nao pagaren) DO redo-
ndo prazo. No impedimento do contador, o ama-
nuenseFrancisco Camilo da ISoi-l'iagcm.
COMl'ANilIA BliASil.EIKA DE PAQUETES DE
VAPOR.
1 MnanananV /& f _J -V;;-...-;':"' coiniiiaiidaiitc Brito, es
yy'>ir sf\\h^ perae dos partos do
"-^ norte a 31 do correnlc,
e seguir para Macei,
Baha e Kio de Janeiro no seguinte dia ao da sua
ehesada. Agencia na ra do Trapiche 11. 40, legan-
do andar,
O Ilim. Sr. capitao do porlo, em cumprimenlo
da ord--m do Exm. Sr. prcsidonle da provincia 0111
olllcio de si do corrente me/, inania dar poblicida-
de. nio s aos avisos circulares ns. 79 e 8:1 da repar-
lirao da marinhado 19 e 25deseleaibro oltimo.maa
laiiilioin as Iradiicrocs que ello se refere, conecr-
nenlesas nolificacoes do Moqnoio dos portoa da
Russia no golfo de Finlandia pelas Cortas ansio-fran-
co/, is. e pin uniros da mesma naoo no golfo de Bo-
lliuia, pelas lorras navacs combinadas da Inglaterra
e da Franca.
Capitana do porlo de Pernambuco 26 de oulubro
de 1854, o secretario,
Alexandre Itodriques dos Anjos.
Circular.Copia n. 79.Rio de Janeiro. Minuta-
rio dos Manejos da manaba 19 de solcinbrnde 1854.
lllm. a Exm. Sr.Itemelln a V. Exc. por copia,
a Ira,lucran do supplomonlo a gazota do Londres do
II do jullio ultimo, contend! a nolilicaco do blo-
qucio dos partos da Russia,iu golfo de Finlandia pe-
las forras anglo-fraiicc/as ; alim de que V. Exc. a
transmita .1 capitana do porlo dessa provincia, pa-
ra dar-lite a devida pnblieidade, prevenindu-o de
que VAnat nidificar foi feila polo guvprun frailee/.
Deas guardo V. Exc. Jos Maria da Silva Para- os lords
nhos. Sr. presidente da provincia, Cnmpra-se.'
Palacio do governoilc Pernambuco 23 de oulubro de
1851.Figueiredo.
Conforme.Anlonio f.eiln de Pinho.
Conforme. O secretario da capilania,
Alexandre Rodrigues dos Anjos
Eu Jos Agoslinho Barbosa. 01,ladeo hrasileiro, tra-
ductor publico, c interprete commercial juramen-
tado da prara :
Certifico que me fui apresentadoum supplemonlo
da gazcla olncial de Londroa de lcrr;a feira 11 deja-
dlo de 1854, o qual tradu/ido lilteraliuente para o
idioma nacional, diz o scguinlc :
Traducrtlo.
Ministerio dos negocios eslrangeiros12.de julbode
1854. Pelo prsenle se faz publico, que os lords
cummissarins do almiranlado, receber-im parliripa-
cao do vico-almirante Sir Charles Napier, I. E. C.
II. cominandaiite das foroas novas* de S. M. no Bal-
tico, que no dia 26 de junho tillimo. fora eslabele-
cido pelas torcas combinadas de S. M.. e de S. M. I.
0 imperador dos Francezes, em efieelivo bloqueio
dos dille-rentes porlos no golfo da Finlandia adianto
especificados a saber: lodosos porlos no golfo da Fin-
landia,a L' Esledc llelsingfors c Scveaborgna eosla
na Finlandia, inclusivo Borgo, l.oriza, Pylltis. Frede-
riks-hamm, Werdac, {bahiai Suma de Bior-ko, e
lodos os porlos, aucoradouros, euseadas e ros iulcr-
mediarios al ao cali Liihnnki na lalilu lo 6" 5' nor-
te, c longiludc 29" 56' L' Esle. Do cabo Lobowki e
liulia do liloqueio alravesado, ou para o pharol Tol-
hoiihui prximo ,1 Cronsladl, alravessa em seguida
em dircrco ap-nl, para em lenle 1 cidade de Borki
na provincia de Ssn-Pelcrburgo, em lalilude 59.
37* Borle, longilude 29 28' L' Este. Une um blo-
queio efficaz d Cronsladl c do San-Pelcrsbiirgo foi
elfecluado pelas esquadras combinada! que fondea-
ram em frenle de Cronsladt 110 dia 26 do rorronle.
5440 ^m dreccao ao Oeste a linba do bloqueio, eslonde-se
3>Oi:0 l,e. Rorki al a ilha Karavalda.'dalli para ou al Dol-
36800o Boi Ness, c de Dolgoi Ness al Knlgeupia (ponlade)
69OOO _o,ue iurlueaeiiseada de Kaporia d'alli paraa Pona
78500 Kourgoulo que iurlue a bahia l.onga, segne o rio
28100 Narva e loda a rosta de F.-tlumia, cilhas alijrenles,
35600 ao pharol de FAIintan na lalilude de 59." 43'
28880 "orto- longilude 25. 48' L' Este.
38000 Faz-so saber mais pela prsenle, que serao adnp-
69OOO 'i"'a'i e cxeculadas, para com as cmharrarOes que
650(10 leil|arcm violar o bloqueio, lodas as medidas autoii-
i?0(K) 9i"'','l pela Icis dasnarOcs c tratados resperlivos, en-
7-8.500 'reS- M. e as differenles potencias ueulraes.
E nada mais cunlinha 1111 declaras a o dilo supplc-
menlo da gazela oHicial, que borne fielmente Irada-
zi da prnpria a que me relir, e depois de ler exa-
minado com osle, e achado conforme, a lornci-a en-
tregara quem m'aprcsenlou.
Em T do que panel a prsenle que assignei, e
scllei com o sello do meu olTioio, nosle muilo lale
heroica cidade de San-Sebaslia do Rio de Janeiro,
aos 14 dias do mez de selemhro do anno do
Senhorde 1854.Jos Agoslinho Barbosa, traduc-
tor publico, e interpreto commercial juramentado.
Couforme.Francisco Xarier Bomlempo.Confor-
me.Antonio Lei le de Pinho.Con tur me.O se-
cretario da capilania, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Copia Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios
da marinha 25 de selemhro de 1854.lllm. eexcel-
lenlissimo Sr.Remello V. Exc, por copia, a Ira-
duccao da noliciac.o que se acha no supplemenlo
gazela de Londres do dia lido mez prolimo plle-
nlo, relativa ao bloqueio eslabelccido em oulros por-
los russos no Bltico e no golfo de Bothnia, pelas
torcas navaes combinadas da Inglaterra eda Franca,
alim de que V. Exc. a transmita i capilania do porlo
dessa provincia, para dar-lhe a conveniente publici-
dad.-.
Dos guarde a V. Exc, Jos Maria da Silva Pra-
nnos.Sr. presdeme da provincia de Pernambuco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernambuco,
21 de oulubro de 1854.Figueiredo.
Conforme.Auionio Leite de Pinho.
Coforme. O secretario da capilania,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Eu Jos Agoslinho Barbosa, cidadao hrasileiro, Ira-
dnclor publico, e interprete commercial juramen-
tado da praca :
Coi tilico que me foi aprsenla,ln o supplemenlo
da gazelaoflici.il de Londres de 11 de agosto de 1854,
publicada per auloridade na segunda-feira 14 de
agosto de 1854, da qual a pedido dequom apresen-
tou, Iraduzi da lingua ingle/. 1 para o idioma nacio-
nal, o queme foi apealado que lateralmente diz o
seguinte :
Traducrao,
Minislcrio dos negocios eslrangeiros II de agoslo
de 1854. Com referencia as nolificarjies de bloqueios
decerlus porlos da Russia no mar Bltico, publicada
nal gazelas de 16 de junho ultimo, assim como nade
16 de julbo, pela prsenle se faz publico que us lor-
ds con missanos do almiranlado rcrebernm novas
participares do vico-almirante Sir-Charls Napier,
K. C. B. oomnaadanle das larcas navaes de S. M.
no Bltico, do capilo Key R. N. commandaule do
navio de S. M. Amplion, ollicial coinmandando na
cosa de Courland e de William James ilertslet
Esqr., Mcc-con-iil britnico em Menoel, relativos a
(ios bloqueios, cuja informado he do llicorseguin-
le : Sir-Charles Napier di/, que desde o dia 17 de
abril ultimo, lodosos porlos aucoradouros, bahas e
coscadas russas, desde a lalitu te 55 53" O'Norle,
Innglude de 21 3" O' Leste, al ao cabo Dager-ort
na lalilude de 58 55" O' Norle, longilude de 22 5"
O'Lesle, inrlusivel especialmente os porlos de Libau
YVierdau, Kiga, e, Pernau, foram poslos cm rigoroso
estado do bloqueio por urna forca competente de na-
vios de S. M.
Desde o dia 26 de abril ullimo os porlos rosaos de
Helsig-fors e Scsc.iborg, c lodo, os porlos e aucora-
douros, bahas c enseadas ao Oesle de Ilelsing-fors
al a pona de II.11120, na lalilude de 59 48" O'
Norle, longiludc de 22 53" O' Leste, foram pelo
mesma maneira bloqueado*.
Desde o da 20 de maio ullimo os porlos russos de
Hapsal, Warmso, libas de), Porlo Bltico, Hevel,
e lodos os porlos aucoradouros, ensradus, o rios na
cosa de E-llioni.i, desde o cabo Dager-ort al ao
pharol de Ek-holm. situado na lalilude de 59 43"
O' Norle e longilude 25 48" O' Leste, foram poslos
em estado de rigoroso bloqueio por una forras compe-
tente de navios de S. M.
Desde o dia 26 de juuho ultimo,os porlos russos de
Abo, as ilhas de Ora, Onla c o Archipelago deA-
l.in.l, Nsstad Bioncborg, Cliri.tmcstad, \Vasa, as
ilhas de Walgruuc, Nova Carlebg, Jacobslad, Car-
beby Velho, Lohlo. Kalajo-ki Brahrsladc, Ubcaburg,
Ilha Carlon, Ijo, (estila, Kennie e lodos os porlos
.ineoi. ilouru-, enseadas e rios, desde a ponte de llan-
gu na lalilude de 59 48"O' Norte, longiludc 22 53"
O' Leste alNed Tornea, (nclusivel) situado na ca-
bera do golfo de Bolhnia, na lalilude ( puuco mais
ou menos) de 65 50" O' Norte, lor.gituic 21" 15" O'
Leste, foram poslos cm estado de rigoroso bloqueio,
por urna I .rea compeleulc das Turcas alliadas.
Depois da re 11 ni,"io da esquadra franceza un golfo
da Finlandia no da 13 de junho os devores de blo-
queio n'aqucllc golfo c cm qualquor oulra parle,
foram daquella dala em dianlo levados a elfeilo pelas
forras alliadas c conjuntamente.
E nada mais eonlioba a declaracao do bloqueio,
que bom e falizmenlo traduzi do proprio original es-
criplo cm ingicz ao qual me reporto, e quanlo i
parlicpacao do capitao Cooper lley, e vce-consul
Herale!, nada conten) que robra a oulros portes
alm dos que vao ja cima declarados cm oslado de
bloqueio.
Em fo do que passei o prsenle que assignei e scl-
lei com o sello do meu ollicio,nesla muila leal c he-
roica cidade de S. Sebastian do Itio de Janeiro, aos
27 deselembro do auno de Nosso Srnhor Jisus Chris-
lo de 1854.Jos Agottinho Barbota traductor pu-
blico e interprete commercial juramentado.
Conforme.-Francisco Xacier Rom-tempo.Con-
forme. Antonio Aile de Pinho. Conforme, o
secretario da capilania, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
O lllm. Sr. capilo do portodanducumprimenlo
ao dispo'lu na ordem do Exm. Sr. consclheiro pre-
ndante da provincia cm dala de 9 lo andanle mez,
manda dar publicidade ao aviso da reparlioSo da
marinha de 23de agoslo ultimo, c copia a que elle
se refere, da Iraduccao do extracto da gazela de
Londres de 13 c 16 de junho deslc auno, coneer-
nenles a nolilicaco que o governo de S. M. Bra -
nica fizera do bloqueio eslabelccido em cerlos por-
tas mam no Mar Negro e no Bltico, pelas esqua-
dras rombiu.iilas da urna Brelanha e da Franca
Capilania do Porlo de Pernamburo 26 de oulubro
de 1854.O secrelario, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Aviso c Iraduccao a que refero-sc a derlararao
supra.
A B iso.
Copia.Kio le Janeiro, minislcrio dos negocios
da marinha, 23 de agosto de 1851.
1 lin. e Exm. Sr.Remello V. Exc, por ropia
a Iraduccao do adrado da gazela de I. mdres de 13
e 16 do junho ullimo, que me toi enviado pe! mi-
nisterio dos negocios oslraiigeiros.com aviso n.'.14 de
8 do corrente, ronloiulo a nolilicaco que o governo
de S. M. Britnica Otara do bloqueio cslahclccido
em cerlos porlos ru-ses no mar Negro e no Bltico
pelas esejoadraa combinadas da (ira.i Brelanha e
da Franca, lim de que V. Exc. a transmita a ca-
pitana do porlo dessa provincia, para dar-lhe a
devida publicidade.
Dos guarde a V. Ex.. Joso Maria da Silva P-
rannos.Sr. presidonloda provincia do Pernambuco.
Compra-se. Palacio do guvern de Pernambuco 9
de oulubro de 1854. Figueiredo. Conforme.
Francisco tMo de Castro.Conformo.O secre-
lario da capilania, Alexandre Rodrigues dos
Anjos.
Traducriio.
Eu oc Agoslinho Barbosa, rid.ido hrasileiro,
traductor publico c inlciprele commercial jura-
mentado da praca.
rommissarios do almiranlado acaban do
rocobcr comunicaeos do vico-almirante Sir Chails
Napier, nimiiiandanle das lonjas navaes de S. M.
no Bltico, datadas de llnng Bay a -J8 de maio de
1851, participando a Ss. Eses, que ns porlos de |,j.
bau o Viiidnm, 11.1 cosa d.i Cuulard.e uniros porlos,
aucoradouros, ou angras desde a lalilude 55" .">:jo
norle al em diierco uorlc o rabo Dager-Orl, in-
clusivo os porlos de Riga, Pernau c lodos os domis
porlos, aucoradouros ou angras do Golfo de Riga,
se achavan euUa bloqueados por nma forca sufllci-
enle, quo lodos os porlos, ancora lonros,"enseadas
ou angras para lesle do rabo Doger Ort. inclusive
Hapval, Worms (ilha de) porlo Bltico. Rcvcl e
oulros portos intermediarios na rusia da Esthonia
atr ao Pharol de Ekliolm (situado na lalilude 59
443' norle. longilude 2-|5 Iesl8') o dalli em direc-
S3o norte al llelsingfors e Svaborg na rosta da F-
landia continuando para o Osie, o Somod de Baro
Heng Mead, Oro, e Abo, inrlusive o Archipelago de
Aland e porlos intermediarios, dalli em dir co
norle. inrlusive Njslad, Biorneborg, Chrislinestd,
Varo, Wnlgrund (ilbasj pequea Carloby, Icohoslad,
Grande Carleby, Sahls, Kalawki, Bralienslad, We-
abora, Karle (Ilha), To, destila, Torned, Ned, Tor-
nea, (loadas em lalilude ponen mais ou menos 65
.50' norle, longilude 24 15' lesle ) c todos os porlos
russos intermediarios, aucoradouros e angras do
golfo de Bolilmia. e lodos os porlos e lugares an-
teriormente nomeados, eslao e se achavam naquella
orcasiaoem estado de um resfrelo bloqueio por
meio de Torcas compelen les. E pelo presente se
notifica mais que sero adoptadas e execuladas lodas
as medidas aulorisadas pela naroes c tratados res-
pectivos entre S. M. c as .inrenlos potenrjas ncu-
Iraea, para com aquellas embarcaees que lenlarem
violar mi romper o dilo bloqueio. E nada mais
conlinha ou declarava o dilo impres-o, que bem c li-
eliiicnlc Iraduzi do proprio original escriplo no
idioma inglez. ao qual me reporlo, c depois de haver
examinado com esle, c adiado conforme o (ornei a
entregar a quem me o apresrnluii. Em f do que
passei o prsenle que assignei. c scllei com o sello
do meu ollicio nesla muilo leal e heroica cidade S.
S-basliao do Rio de JaiOeiro aos 19 de agoslo de
1855. Jos Agoslinho Barbosa, traductor publico
e interpreto commercial juramentado.Conforme,
Francisco Xacier fom-tempo.Conforme, Fran-
cisco Lucio de Castro.Conforme.O secrelario
da capilania, Alexandre Rodrigues dos Anios.
Alnga-se pelo lempo da fesla, em Apipucos,
fogo abaixo do povoado, uma raai com soffrivel
quintal Indo cercado e com arvorcdli. anliga babi-
larao do Sr. leuciitc-coronel Pedro Jos, situada em
muito bella pisicao, com a frente para o na.ccnlo,
ronsl.inlemeiito arejada e de solfriveis rommodos :
quem a prclcuder, dinja-se ao aterro da Boa-Vista,
loja n. 48.
Se nflerece nm rapaz brasileira, cozinlieiro,
muilo diligente, para lodo o Service de uma casa es-
Irangeira de humera solleiro : quem precisar, diri-
;a-se a Boa-Visla, becco do Veras 11. 8, que achar
cora quem Iralar.
Uma pessoa habilitada se offerecc para entinar
pnmciras lellras fora lesta praca ; Irala-se 110 ater-
ro da Boa-Vista u. 68. Iva mesma casa vende-te um
eicellcutc papagaio.
REMEDIO INCOMPARAEL
AVISOS MARTIMOS.
Para Lisboa seguir breve a galera porlugueza
Margando, de que he capillo Joo Ignacio de Mc-
nezes, por ler maioria do seu carregamenlo [romp-
a : quem na mesma quizer carregarou ir de passa-
gem, para o que lem bons commodos, pode cnlen-
der-se com os consignatarios Amorim Irmaos, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredilo capilo na praca
do Commcrcio.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidadc o hiate For-
tuna, capitao Pedro Valcttc, Filiio: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes &C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
Para o .Maranhao segu em poucos dias o bem
condecido dale Incencicel, de 37 toneladas, pregado
e forrado de cobre, e de primeira marcha ; para o
reste da carga e passageiros, Irala-se na roa do Vi-
gario n. 5.
Para a Bahia segu em poucos dias, com carga
ou sem ella, o lindo patacho nacional Clementina:
quem nelle quizer carregar de prompto, dirija-se ao
seu consignatario Francisco Comes de Oiiveira.
Para o Ceara segu o hiate Duvidoso : para
carga e passageiros. trata-se com Jos Manoel Mar-
tins, oucom o mostr, no trapiche do algodao.
RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente no dia I. de
iiovembro prximo futuro, a escuna na-
cional Veremos; somente recebe es-
clavos a trote: trata-se com J. R. da Fon-
seca Jnior, na ra do Vigario n. 4.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com milita brevidade, o muito
veleito brigue Recite, por ter a maior
parte (locarregaiuento prompto: para o
Restante e passageiros, trata-se com o con-
signatario Manoel Francisco da Suva Car-
riro, na rua do Collegio n. 17 segundo
andar,ou com o capitao a bordo.
A barca portuguesa Maria Jos,
salte para Lisboa no dia \ de novembro
prximo: para o resto de carga, trata-se
com os seus consignatarios Francisco Se-
verhmo Rabcllo & Filho.
UGIEMO nOLLOWAY.
Militares de individuos de lodas as naroes pndem
leslemunliaras virtudes deslc remedio incmparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo uso quo
dellellzeram. lem seu rorpoemembrosiuleiramenle
sao, depois ite haver empregado intilmente oulros
11 vi la ilion lo. Cada pessoa pod or-se-hacon ven ce rdessas
curas maravillosas pola leilura dos peridicos qoe liras
relalam lodos os das ha miiilos annos; e, a maior
parte dolas sio lao sorprendentes que admiram os
mdicos mais clebres. (.Inanias pessoas recobraran!
com esle soberano remedio o uso de seus bracos e
pomas, depois de ler permanecido longo lempo nos
bu-pi:,i..,. onde deviam solfrer a ampnlacjio Bellas
da muilas que havendo deiado esses asylos de pa-
lecimento, parase nansubmettercm aesaa operaran
dnlorosa, foram curadas rompidamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das taes pes-
.soas, na efosao de seu reconhecimenlo, declararan)
estes resultados benebros diaule do lord corregedor,
e oulros magistrados, alim de mais autenticaren)
ua aflirmaltva.
Ningucm desesperara dojcslado de sua saude sa
tivesse bastante cunlianca para cnsaiar este remedio
constantemente, seguimlu algum lempo o [ratamen-
te que necessilasse a natureza do mal, cujo resulla-
ro seria provar incouleslavelmente : Que ludo cura!
O ungento he til mal particularmente nos
legitimes casos.
matriz.
Lepra
LEILOE3.
O agente Oiiveira fara leilao da mobilia com-
plete de umicasi, inclusive 2 faqueiros riquissimos,
salvas muilo lindas, palileiros degoslo, o.i-licaes, co-
Iheres, e outras obras de prala de feilius modernos,
louca para mesa, appareldo de poreellana para cha,
porla-lirores, galheleiros, garrafas e ropos para vi-
nlio, loallias e guardanapos para mesa, porr.lu de
exoellenle vinho engarrafado, c oulros muilos objec-
lo* : segunda-feira, 30 do corrente, as W horas da
m.inliaa, na casa n. 13. rua do Trapiche Novo.
O agente Borja, lerca-feira 31 do crrenle, as
10 horas da manlila. no seu armazem, rua do Col-
legio ii. 1., far leilao dos objeelos existentes no
meslo armazem, sem limite de preco algum, a-sim
como de uma porr.lo mmensa de charutos finos da
Bahia, os quaes se acharan patentes no dia do leilao.
Leilao de batatas.
Segunda-feira 30 do corrente haver leilao de b-
talas, chegadas ltimamente, cm lotes a vonlade do
comprador: no armazem defrmitc da alfaudega.
Schafheitlin & Companhia farao leilao por in-
tervenoao do agente Oiiveira, de avullado sorlimen-
lode fazendas as mais proprias lo mercado, e que
esperam minio agradarao a seos freguezes em quan-
lo a procos, como em con lr. es : lerca-feira, 31 do
corrente, as 10 horas da inaiihaa, no seu armazem
da rua da Cruz.
ALISOS DIVERSOS.
Alporcas.
Cambras.
(Jallos.
Cancere v.
Corladuras.
Bares de cabera.
das cosas.
dos memoro-.
Males das pomas.
dos |ioilos.
de ollios.
Mordeduras de reptis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmes.
Enfermidades da cutis em (jueimadelas.
?eral. Sarna.
Enfermidades do anus. Supurarles ptridas.
Empeos escorbticas. Tinha, emqualquer paite
Fstulas no abdomen. que seja.
Frialdade ou falla de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Ulceras na bocea.
do gado.
das anicular!-*.
Veias torcidas, on lindadas
as pernas.
Frioiras.
Gengivas escaldadas.
Iuchacoes.
lullammaoao do ligado.
da bexiga.
Vende-sc esle ungento no eslabelecimenlo geral
de Londres, 244, Slrand, e na loja de lodos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas encarregadas de
sua venda em loda a \merira do Sul, Mavana o
Ilcspaiiha.
Vendem-se a SOOris cada borelinha conlm uma
nslrucrao rm porluguez para explicar o modo de
fazer uso deslc ungente.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, phar-
macculico, na rua da Cruz n. 2, em Pernamburo.

O abaixo assignado, lliesoureirn da cxlnrla
mesa de diversas rendas, nesla provincia, divulga
aos seus fiadores, que por Mliafaejo a lei preataram-
llic os nonips, (ante para Ihesourciro da afandega do
algodao, como para daquella, por transferencia na
refund;.i-> le .vanas reparliooes, que elle e acha
quite com alfazcuda em 4:'!9:l2,"S3lt) rs., a saber :
687:6115003 rs. em inncda (orle, como Ihesourciro
de prcdila lfandega, e3:.V>l:.'il..-?.)7 rs cm prala t
olas, como Ihesoureirode diversas rendas, cujos lu-
gares Marrara desde 10 de malodol8S ale 33 de
junho de 1838, quando fura aposentado na organisa-
co da meza do consulado ; reslaudo-lhc a gloria iu-
deliveldc nao haver discrepancia em real, cm con-
t-s mniciosissimas, islo devido a prespicacia, telo c
honradez do digno ebefe da primeira seccSo, aquem
mil incomios tributa. *
Jos Felioiano Porlella.
Na casa da forluna, alcrro da Boa Visla n. 72,
vendeu-se um oilavo n. 1!)7*> em que sabio a sorle
de 10:0003000da primeira parle da primeira lote-
ra da Mairiz te S. Jos, o qual be assignado pelo
caulelisla Salusliano de Aquiuo Ferreira, e rubri-
cado no verso pelo vendedor Anlunes, dono da casa
cima declarada, sendo remedido oulro oilavo de
igual numero ao mesmo caulelisla por se nu ler
vendido, o poaaoidor pode vir receber o premio res-
peclivo por iulciro.
Centam que o captiveiro do ello c a continua-
da rixa deste como gato provm de haver o ralo
roido a caria de al furria que aquelle dera a este para
guardar. Nao admira pois que o meu prenle e bene-
ficiado R. (o nome he quasi mesmo) me arranjasse
dous mezes de radea e mulla correspondente a me-
lade desc lempo, para se eximir ao pagamento
maior de l:IO0$uO0 que da 10 anuos me deve, e em
que j esla enndemuado pela relarjtn. O credor pa-
dceme de Elias Emiliano Kanms ; como nem lodos
o conhecem, elle aerar condecido, usando por al-
guns dias de um laro do fila roa no chapeo, e a lo-
dos dir que sotfreu esta pena lao injustamente, que
S. M. I. a per Ilion quasi sem supplica sna, por ha-
ver pedido de joelhos na porta da alfandoga ao seu
devedor, G. de K. S. que pelo amor de Dos c do
SS. Sacramento Ihe pagasse o que lhc devia, Esle
facto foi mcllior expon lido pela folha Imprensa de
-2> e >~> te fevereiro de !8">3, e Echo Penambucano
de i do moren.
O tliesoureiro das loteras da pro-
vincia, iaz conslar que se acliam a venda
os brinetes da terceira parle da quinta lo-
loria, a favor das obras da matriz da Boa-
Vista nos lugares seguintes: rua Novan.
i, praca da Independencia, o Sr. Fortu-
nato, rua do l.ivrainenlo, o Sr. Cliagas,
rua doQueimado, loja do Sr. Horaes e
aterro da Boa-Vista, loja do Sr. Guima-
raes tnicamente.Recite S deoulubio
de I S.'i i, Francisco Antonio de Oiiveira.
I na rapariga sollcira da bons coslnnies e
bem morigerada, vivando al boje honestamente,
desoja empregarc ero costuras. I qne lena baslan-
Francisco Lucas Ferreirc, com co-
cneira de carros fnebres no pateo" do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
POS fi.4L\ANIG0S
PARA PKATEAR. I
Na rua do CoUegto n. 1.
Quem liver objeelos prateados e qne te- 2
nliam perdido a cor aigenlea, oslando por ',
issu indecentes ou inulilisados, lem esles pos 2
- um excedente restaurador, conservando-os J
9 sempro eomo novos. c sendo o processo para
usar delles o mais simples : nada mais do que
9 Mingar com nm panno de linho molhado @
9 em agua fria e passado nos mesmos pos. Urna
9 caixinha, contando quantidade sufllciente
9 para pralcar 10 palmos quadrados, coste a
mdica quaulia de fOOO, acompanhada de *
rium mproaao, a,
ROB LAFFECTEUR.
O nico autoritado por decisao do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos huspilaes rerommendam n arroba
l.nllerlciir, como sendo o nico aulorisado pelo so-
verno e pola Real Sociedadc de Medicina. Este me-
dicamento d'um goslo agradavcl, e fcil a lomar
cm secrete, esl cm uso na marinha real desde mais
de GO annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affeerdes da
pello, mpingens, asronsequencins das sarnas, ul-
ceras, c os accidentes dos parios, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; convm aos
catharros, da bexiga, as conlracofies, c i fraqneza
dos orgaos, precedida do abuso das ingecroes ou de
sondas. Como anli-s) phililico. o arrobe cura de
pouco lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem inressanles sem consequencia do emprego da co-
paiba, da cubeba, ou das njecooes que represen-
Um o virus sem neulralisa-lo. O arrobe Laflecteu-
lie|esnecialraentc recommendado contra as doeoras
inveteradas ou rebeldes ao merrurio e ao indurlo
de potasio. Vcnde-se em Lisboa, na bolira de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ra de I). Pedro n. 88, onde acaba de chegar uma
grande porrjo de garrafas grandes e pequeas, via-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Bovveaus
Laflecteuv 12, ru Rirhev Pars. Os formulario-
dam-se gralis cm casa do agente sirva, na prara ds
t. Pedro n. 8-2. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Bahia. Lima & Irmaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pereira
de Magalcs Leile; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo & C.
C. STARR & C.
rcspplusanienle .iiniunciaiii que no son extenso es
tatielcrinieulo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior pcrfoirSoapromptido,loda a qualidade
do niarliini-ino para o uso da agrrullura, navega-
cao emanufaclura. e que para maior commodo de
sous nameroaM freguezes e do publico em geral, lem
aborto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na rua do liruin, alraz do arsenal de marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no ditosca oslabelcrimenl.
lUiaebaro os compradores ma rnmplol serli-
menlo do mocadas de raima, rom todos ns melh-
ramenlos(algnns delles novos
.-.rfienn.... r le pialica, por sso nlforerc-se a qualquor sendera r-imcnlosalguns (lenes novos coriginacs) de que a
im~^XSZ;T?'"{?ar '1"n,r'"0 :< 0l queso orrnpe'cn lal rom- l>er'.n. do mn.loa annos lem rmnlrado a neces-
inipros. ri.i in.li/. o.,,,,,! irailu/ido para o idioma ,.: ., ,, J1, ..,:..., .*, __,. sidade. Machina* de vapor de lia xa e alia proal
nacional da o seguinte : que, dora laixas de lodo lamanl.o, lano batidas como fondida-,
l-.slavam as armas roaos le Inglaterra.Extracte i carros do mao c dilos nara conduzir formas de asu-
ila gazela de Londres de lite 16de junho de IS.1i.
Ministerio dos negocios eslrangeiros 1:1 de jonlin de
1854.Pela presante so raz publico qne o muilo
honrado Cari de t'.lareudoii, primeiro ministro de
oslailo de S. M.. da rep.irica- dos negocios eslran-
geiros, receben um nflicio do rice-almirante Dundas,
commandante das forras navaes (le Si. M. no mar
.Negro, dirigido aos lord* rommissarios do almiran-
lado, e datado no primeiro de junho, annnneiando
que o Danubio eslava bloqueado polas torcas no-
vaos, combinadas de S. M. e do imperador dos
Francezes.Ministerio dos negocios esiranioiroi Ib
dejando da I8JLrata presntese faz publico qoe
I MA ADVERTENCIA.
O abaixo assignado adverle a lodos o? seus fregue-
zes c rom esperialidade os arademioos que Ihe de-
vem, qoe em virlude da mudenca da academia para
o Recifo, pede aos mesmos sonhores que liajam de
i carros ui- mao c dilos para conduzir turmas ilc asu-
"car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, rornos de ferro balido para farinha. arados de
ierro da mais approvada coiistrucc,ao, fundos para
alambiques, crivos e portes para fornallaas, e uma
infinidade de obras de ferr, que seria enfadonha
salisfazer sens debites da dala deslc a 15 dias, pois enumerar. No mesmo deposito existe ama pessoa
o me-mo abaixo assignado acba-fe bstanlo alcanca- inlelligente c habilitada para receber lodas asen-
do na praca ; e leudo muila neressidade de se esta comnier.das, ele, ele, que os amiunrianles conlan-
hclrrcr no Recite, provoque nao pude eslabelccer- do com a capacidade de suas olTirinas e machinismo,
se sem que primeiro nao sabio o sen crdito ; por- e pericia de seus olliciaes, se comproinetlem a fazer
lano, pedo aos meamos senhores, que liajam de nao Metalar, roma maior presteza, porfeiro, e exacta
abusar desoa bouilade. eonliirinidade rom os modelos ou desonis, e Iwtnir-
Anlonio Ignacio le .tmaniuln. uesque Ihe foromfornecidas.


CURIO DE PERfUlBUCO, SEGUNDA FEIRA 30 DE OUTBRO DE 1854
Pada-nentareehftnMnte o favor, i qncm tc-
nli.-i comprado alsvaa diamante do curiar vidros, a
ligan prelo ou pardo, rai>(i>o 011 forro, da aprsen-
la lo M mejor Antonio da silva Irniiinin. rm sua ra-
sa, na ra Imperial, 011 iio.-irmnr.rm il.i illiiiniuacn,
na da l'raia, que o mesmo (jusmao pagar o prc(u
i""* o poesuidor do diamante pedir, e proraelte guar-
dar aogredo, se assim o cxigirem, c au mesmo lempo
milito agradecer este favor, e pede que quando o
procrale ni para esle lint soja ein particular.
Coiivida-sc a pessoa profes-ioual em o instru-
mento ophicleide, para so encajar no terno do bata-
Iho scvlo da guarda iiaciooal do municipio do Re-
cife : a Iralar com o inajur do referido halalhao, nos
Afosados.
l'rccisa-se alugnr nm prelo por mez ou sema-
na para andar na ra com nui taboleiro : na ra do
(Juciiiiado n. 23.
Joaquim Jos de Araojo, subdito porlogaex,
rclira-se para o liriln-Pani.
Precisa se de urna ama de leitc, que tenlia de
seis mer.es para cima o kilo, forra ou niesnia escra-
va, paga-sebean: na ra do l.ivrumenlo, loja nu-
mero 14.
O Sr. Francisco Mamedo de Almeida Jnior
queira mandar a loja n. 4 da ra do Crespo, a nego-
cio de seu iuleresse.
A os IO0S0OO.
Anda anda fngido desde o dia 12 de agosto de
1853 o prcto do abaixo assignado, por nome Argc-
nnro, oqualescravo o abaixo assignadn comprou
ao lllm. Sr. capitn Joao Mara de Almeida Fej,
e este senlior o comprou ao lllm. Sr. coronel Panla-
leiio, da villa de l'esqucira, e esle escravo se torna
muilo couhecido pelos signaes seguinlcs : ao lado
esquerdo da cabera tem urna calva de tamanbo de
(lous vintens, falla de um denle na frente, milito
prelo. muilo rcgrisla, anda sempre tomando e lam-
ben! loma tabaco, be de altura rezular, idade 24
anuos, pouco mais ou menos, crioulo ; consta ter
andado pelos engenhos do Cabo al Seruhacni e Es-
cada : porlanlo, quem o pesar, leve-o ao abaixo as-
signado, na ra da Praia n. "ti, que d.i OOJOOO ; ou
mesmo sendo que algum senlior de engenbu o tenha
em sen eligenho cm titulo de forro, illudido por elle
o dito Argemiro, e o queira comprar, tamben) se faz
lodo o negocio.Adelo Antonio Ftrrtira.
COMPAMIIA PERNAMBl'CANA DE
VAPORES.
O eonselho de direcen, .le conformidade com o
artigo 4." titulo I. dos estatutos da companliia, con-
vida us senhores accionistas a rcalisarem mais 25 por
cenlo sobre n numero de arcos que subscreveram
ate o (lia 15 do futuro mez de uovembru, aliui de se-
ren ftilas com regularidade para Inglaterra as re-
messas de fundos com que lem de altender os prazot
do pagamento do primeiro vapor em couslrucr,ao ;
sendo enrai regado do recebimculo o Sr. T. Coulon,
na rila da Cruz n. 26.
Ha quem pense, que lornando-sca administra-
cande Justina mais dispendiosa, se diminuir o nu-
mero das demandasEsta opiniao be problemti-
caMas o que nao admiti duvida be que por esse
meio sn dillirulla anda mais a defeza dos seus direi-
los as classes menos abastadas. Nao be por meio de
estratagemas que se corrigem os abusos, Den sao os-
las as reformas que demauda a sizudeza do systema
constitucionalExtrahido da Gazeta dos Trhuiiaes
de Lisboa, lomo 3. n. 355. pag, 2128 in uneA,
vista disto, llavera ainda quem deplore a lardanca do
novo regiment de cusas, e nao snta saudosamente
a aasenciu do de 1854, em o qoal ludo he por bara-
lissimo preco ".' Se ha algum chisiao velho v cho-
rar a sua desgraca na Cruz do Patrao......
O Estandarte.
Deseja-se fallar com o Sr. Marrelliim Jos Ri-
lieiro, natural da freguezia de S. Salvador de Lordel-
la, a negocio ; queira annunciar sua morada, ou di-
rija-se ra da Cadeia do Recife n. 44, a Iralar
com Joaquim Moreira de B. Neves.
Na barca americana hrelyn, viuda de Boston
recenlemenlc,acha-se burdo e prestes a descarregar,
nm sorlimento de lampadas com seus pertenres ne-
cessarios, bem como globos c vidros, e torcidas, que
sern vendidos simplesmcnlc : pndem dirigirse i ra
do Trapiche n. 4, primeiro andar, a fallar com Wil-
liam Lili}.
MECHANISMO PARA ER3E-
NHO.
NA FINDICAO DE FERRO 1)0 ENGE-
NHE1KO DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO RRLM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um erando sorlimento dos seguinles ob-
jeclos de merhauismos propnos para cngenbos, a sa-
ber : moeudas c meias inoendas da mais moderna
consirurcan ; laixaa de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de todos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua oh animes, de lodas as propor-
coes ; rrivos e boceas de fornalia c registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos e cavilhes, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execntam todas as encommendas com a superiori-
dade j couhecida, e com a devida presteza e commo-
didado em prec,o.
No dia 20 do correte furlaram da prac,a da
ribeira da brillha, da freguezia de Santo Antonio,
um cavalln pedrez, rabixeiro largo, com principio
de rallo na nadeaa : quem o pegar, leve-o ao Sr.
Jos Ignacio com loja na ra do Queimado, ou ao
engenho Oiteiro, cm Tapera.
Precisa-se de urna ama sceca para criar urna
menina e que lambem atiba lavar para a mesma :
na ra da Cruz n. 7, lercero andar.
AO PUBLICO.
O abaixo assigimdo julga nada dever nesta prora,
con ludo se alguem se julgar seu credor, queira
apresen lar suas cuntas no prazo de 3 dias para -ere ni
pagas, t) mesmo nao se responsabilisa por divido
feilas por alguom em seu nome. Recite 28 de oulu-
hro de 1854.Joai/nim Josc Pacheco.
Perdeu-se urna letlra da quanlia de 5249290,
sacada por Dellno (ioncalves Pereira Lima, e sc-
ceila por Anlnnio Aune- Jacome Pires, a qual j
eslava endorada. qualquer Iransaccao feila com a
mesma ser intil, por quanlo os mesmos se acham
prevenidos.
Aluga-se um sobrado em Santo Amarinho,
proprio para os senhores acadmicos estudarem por
ser muilo fresco, c (em commodos para 6 ou 10 se-
nhores aradenucus, tirando perto da nova casa : |tra-
la-se rom Manuel Luizda Veiga.
Aluga-se quem precisar, um escravo nano,
fiel, diligente e sem vicios, para oceupar-se cm bo-
lieiroou copeiro,duque lem bstanle pratica elam-
bem sabe ai juma cousa de cozinha : na ra da Ca-
deia loja n. 41.
SALA l)E DANSA.
Luiz Cautarelli lenriona no primeiro de novem-
bro prximo futuro abrir una sala de dansa na ca-
sa de sua residencia, ra das Trincheiras n. 19 1."
andar, aonrie ensillara a lodas as pessoas, que o qui-
zerem honrar, as segundas, quarlas e sexlas-fe-
ras todas as variadas dansas que quizerem aprender,
pelo diminuto preco de :to rs. meusaes c tres de joia
no primeiro mez, pagos adianladoa ; lambem ensi-
nar.i particularmente na mesma rasa, ou aonde for
chamado, em dilTerenles horas, pelo preco aue com
o mesmo se tratar, para o que so podero enten-
der com elle lodos os dias uleis, das t as 9 liaras
di manlia.
Preeisa-se de urna ama para o servieo Interno
de urna casa de pouea familia, e que de fiador a sua
condurla : na ra da Cadeia Velba n. 45.
Chapoa depalha a 12,s0<)0 rs. ocen-
lo. esleirs de palhadoAracaty, a I #000
rs. o cento, lie pechineha : quem preci-
sar he na ra da Cruz do Recife n. 51,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
O cautelista Salustiano de Af|uino
Ferreira, avisa aos possttidorcs dos oitavos
I* vs
b*.

mi1
O l)r. I'. A. Lobo Mnscozo da consultas homeopalhiras lodo os dias aos pobre, desde ') horas da
manbaa ateo meio da. e em casos extraordinarios a qualquer hura do da ou imite.
Qflerece-se igualmente para pralicar i|ualquer operacau de cirurgia, e acudir promplamentc a qual-
er inullierqiie csteja mal de parlo, e rujasciicum-laiiciis nao pcrmillam pagar ao nadies
TOalll l!) M. i*, i '.....'*"-
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo dojr. G. H. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes enradernados cm dous :..... Mu""
naartn 'E!2l?fU& ?." "'; M'enmenara.'oulr.nade llabnemann, e por si proprios se convenceren! da verdade
20)006
pie
naue da
h.ril *, i ?f."l",r,es ,,c e-l'o c faze.ideiros que esto longe dos recursos dos medi-
o.'r" ".U 1..Ia.P.Uacsdc nilv">. q"e5opodem(lcixaruma vez ou oulra de ler prerisao de
en.lir n,.,in,.. !..-------i '", )"- "" poneiu uenar urna vez ou outra de ler prens.o de
fw L,! ,.?,"",urommouo wu > "Ps Iripolanles ; e inleressa a lodos os ehefes de familia ene
pelsoa dela! Se'"Pre ^ **' l>reve,,ida9' oht\su\os a prestar soccorros a qualquer
V,?.drteT,mr,'m d,0 ,?om,'0Pi,,na on Iraduccao do Ur. Hering, obra igualmente til i r
dediram ao esludo da bomeopathia um volunte grande ......
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, pliarmacia, etc., etc.': obra indis-
penaavel as pessoas que quercm dar-sc ao e-ludo de medicina........
s pessoas que se
85000
15000
40-000
4.10000
505000
605000
101)5000
urna carleira de 24 lubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nano dos termos de medicina, ele, ele.............
Dita de 36 com os mesmos livros.............
Dita de 48 com os dilos. ,.......'.'.'.,
>. Ca(la "feira he acompanhada de dops frascos de tinturas indispensveis, a escoiha*. !
Dita de 60 tubos com ditos..............
Dita de 144 com dilos...........
Estas sao aeontpaiibadas de 6 vldros de tinturas > escoiha.'
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Uerng, lerao o abalimenlo de 105000 rs. em qualquer
das ra leu a- cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira -i,.,
Ditas de 48 dilos ................'.'.'.'.'.'.'.'.'. ItNKK)
Tubos grandes avulsos.......".'.."".'.'.".*.".'. '. '. '. '. '. IsUOO
Vidros de meia onja de (inlura.................... -'SHK)
Sem verdadeirose beii^preparados mcdicsmenlos nao se pode dar um pas.o' seguro na pratira da
homeopalhia, e o proprielano deslc eslabelecimeiilo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanhos e
aprompla-se qualquer cncommenda de medicameuloscom loda a brevidade e por precos muilo com-
modos.
O Sr. pnxurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assipnatura do Diario de Pernam-
Imco, para a mesma tmara, que se
acliaem grande a trazo de pagamento.
8> DENTISTA FRANCEZ. @
6 Paulo Gaignoox, estabelecido na ra larga a(
3 do Rosario ii. 36, segnndo andar, enlloca den- 9
9 tes com gengivasarlificaes, c dentadura com- M
ti pela, ou parle della, com i pressao do ar. Q
lambem lem para vender agua den li Irire do @
9 Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do m
Q Rosario n. 36 egundo andar
**" &**" '--------------------------------------------------------
O padre Vicente Ferrar de Albu-
qtterf|ue, profesor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem ntilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' evpectacao pu-
blica ainda a costa dos maioressacnicios,
e, emquantonaohxar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopalhia niefranccz, obras
lodas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
205000
6-jOOO
"5000
(i.NKMI
lt-TOIK
ftjOO
8|000
IfiaOOO
105000
8>IHK
"5000
(>>000
4S0U0
105O00
305000
possi
n. 1975, divididos em um biliiete inteiro,
em que sabio a sorle da l():000i'()00 rs.,
e o meio bilhete em que sabio o premio
le 1:00O.S'0()O rs. n. I Obi. da primeira
parte da primeira lotera da matriz de S.
Jos, podeni vir receber na rua do Tra-
piche 11. 5(i segundo andar, logo que sabir
a lista geral.
AO RESPEITAVEL COHPO DO COMMERCIO
DESTA p;ia(.:a.
Os abaixo assgnadns lem vendido aoSr.Joo Mo-
reira Lopes as fazendas e arrnaeo da loja da rna do
Crespo 11.!), musanles do inventario supra perlen-
i-enle a tirina de Manoel tiomes Leal & Cumpanhia
pelaquaiilia de 6:.il.*i>"ilU pranos pagar nos prazos
de I. 2,3 e i anuos, cuja quanlia saldr da sua mo
110 dia dos respectivos venrinienios, tosente para
pasar pro-rala aos rrodorts da dita lirma. e no raso
que na poca dos ditos vcitcimenlos nos musiremos
quites e desemhararados, com nossos dilos credores,
neste caso ser entregue a snbredila somma a nossas
pessoas, e nao dovidanios que (leste negocio se faeam
os necessarios anminrios pelas folhas publicas para
motrar a boa f que bouve :ieste negocio, lano da
parle dos vendedores, como da parle do comprador;
e se necessario (ir ser este contrato rednzido a urna
csrriplura publica. Ao liel ciimprimcnlo do pr-
senle todos se obrigam. Para conformidade se fir-
maran dous desle tlieor. Brando cada um como seu.
Recife 2:1 deoulubro de IH.V1.Manoel Gome Leal,
jo mo lestemuntias Manoel Josr lje\lt\ li. A. Hurle.
Eslava reconhecido c sellado.
No boceo da Viracho n. .">, lava-seeengomma-
sc com perfeico, por barato preco.
I'ASS A PORTES,
f Tiram-se passaporles para dentro e fura do impe-
rio, despacbam-se escravos e tiram-sc lilulos de re-
sidencia : para esle fim pro-ura-se na rua do Ouci-
nudo 1 2.1, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
teiro da Cruz.
OsabaUo asignados, socios da lirma denomi-
nada Manuel Gomes Leal & Companiia, rogam a
seo- mu dignos (lavadores qncirain ler a bondade
de solver ns seus respectivo- dbil's para oque se
dignaro ir loja n.9 da roa do Crespo, euleuder-se
.om.Manuel Comes l.el, eaixeiro do Sr. Jotlo Mo-
reira Lopea. Recite 26 de outubrn de IS.M.Mn-
Mosl fromsi I ful, Jone Uenn dr Freitat.
Da-se dinliriro a premio em pequeas porres,
rom penhores de 011ro e prala : na Trompe 11. l"">.
lumes.
Teste, molestias dos meninos.....
Hering. honicopalhia domesliea. ..'.'.
Jahr, phai niaropea homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas......]
Jahr, molestias da pelle. ,...'.',
Rapou, historia da homeopalhia, 2 voluntes
Harthmanii, tratado completo das molestias
dos meninos........
A Teste, materia medica homeopalhica. '.
De Kavolle, dontrina medica bomeopalbira
Clnica de Slaonel........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvsten......
Alibis completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnnleiido a descripeo
de lodas as parles do corpo humanu ,
vedem-se lodos estes livros 110 consultorio homepa-
llitco do Dr. Lobo Mostoso, rua do Collegio 11. 2
primeiro audar.
A casa de aferico mudou-se para o palco do
1 eren 11. 16, aonde ser.lo despachados os senhores
que tiverem de aferir os pesos e medidas dos estabe-
leeinientns rom promplidao. e faz ver aos enhorca
que sao acoslumados a aferir em seus eslabelec-
menlos, que nauligo agenle vai aferir, e leve priu-
cipitlem 2 do crrente, e Hnda-se no ullmodede-
zembrodo correnle anuo.
Os senhores proprietarios erendeiros
de engenhos, que nao cstiverem mencio-
nados no Abr.anak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. G e 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servieo de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pratica desse officio. Na rua
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenco Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cmha do Livramenlo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da prara da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da na do Trapiche
n. 1">, ha muito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgem, ebegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu'. queira quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
piara da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
Na rua do V'igario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, laz-se labyrin-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer cncommenda das mesmas obras pa-
ra dar com pronyitidfto e preco com-
modo.
Deseja-se fallar ao Sr. Jos Lauren-
tino de Azevedo, para negocio de seu i ti
teresse : na rua do Vigario, casa n. 7.
Aluga-se urna boa caa de podra e cal, com
bstanle cummodo para passara festa, no Cacbang
a margem do rio: a Iralar na rua do Canno 11. 42.
Aluga-se urna sala com duas alenvas, de um
andar da rua do Queimado : a Iralar na loja 11. 46.
Prccisa-se alugarum silio perto da praca, que
seja na Soledade, Estancia, Mauguiihoou Ca'punga,
paga-so bem : na rua Nova loja 11.16.
Aluga-se o segundo andar da rua de
Apollo n. 20. com bastantes commodos:
a tratar no armazem do Ferreira.
Precsa-se de una boa ama de lele, forra ou
captiva ; na rua da Aurora, casa nova junto ao do
Sr. Gustavo Jos do Reg.
Furlaram no dia 24 do correnle dous casticaes
de prata de modelo antigo, tendo os ps quadrados,
porm os cantos recortados eui sentido cncavo, sio
de lar racha, pela qual se separamos ps ; pouro fei-
lio lem, pois sao pela maior parle lisos : lambem
furlaram um relogio para cima de mesa, americano,
de pndula, com caixa de madeira que parece mog-
110, o qual lem cerca de dous palmos uc altura, e
pouco mais de um de largara na frente : quem ap-
prehender laes objeclos ou dclles der noticia na rua
Direila, taberna deSoarcs t\ Compatiha, ou na des-
iilac.'o da praia de Sania Rita, ser recompeneado,
O Dr. Antonio Jos Coelho, decano da faculda-
dc de direito, director iuleriuoda mesma, esta resi-
diudo 110 primeiro andar da casa n. ti na rua ao
lado da matriz de Sanio Antonio.
KECREIO MILITAR.
A segunda partida de baile Icr.i lugar no dia 12
de novcniliri) : as proposlas para convite serlo acei-
tas smenle aleo dia 3, para o qual ronvida-se aos
socios reuniem-sc cm assembla geral, as 4 horas
da larde, no quariel do Hospicio.O 1. secretario
Dr. I elho Fitho.
Sexla-feira, 30 do correte, depois do meio
da, na -ala das audiencias do Sr. Dr. juix de direito
do rivel Custodio Manuel da Silva Guiarles, vai
praca a prrla Maria, Carange, esclava de Manuel
Francisco de Barro-, por everiiciio de Theodoro de
Almeida Costa, movida contra o mesmo.
Franci-co de Paula Paes Brrelo, julgando se
prejudiradn, bem como oulros mais, na venda doen-
genho liarapn, sito na romarra do Cabo, feila |ior
sua finada mal seu fallecido lio Jos Carlos Pacs
Brrelo, previne an publico, que iieiihuma Iransac-
cao, relativa aquclle ciigcnlio, deve fazercom a con-
senltora do mesmo. a vulva do tinado Jos Carlos,
visto como o aniiunciaiile desde ja protesta em tem-
pn competente fazer prevalecer sen direito, e o dos
oiitros berdeiros, que ha muito foi usufraido ndevi-
damente pelo finado Jos Carlos, e presentemente
contina a se-lo pela viuva de-te com grande le-o
do aiinuiiciaiite, -eus iiiaim- e sohiiuhos.
Preeisa-se de um pequeo de It a IK annos
para taberna, dn-rhegailus ltimamente do Porto:
na ni do Rosario da Boa-Vista 11. 41.
Leitura repentina por Castilho.
Est aberta no palacete da rua da Praia, a escola
por este eicellenlc mclbodo, nelle acharao os pas
de familia um prompto espediente para rorlar ovi-
sio que lem lodos os meninos de comerem as con-
eoantes finaes das palavras. O feriado cm lugar d ,s
quiitas-feiras he nossabhados. O professor d gra-
tuitamente pedras, livros, eludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lices das 7 as 0 horas da
uoile, para as pessoas ucupadasde dia em seus ne-
gocios.
gaBBBBBB&aBEBS MMg
AO PUBLICO.
: No armazem de fazendas bara-
tas, rua do CoUegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, unas e grossas, por
precos mais In: i mis do que em ou-
tra cpjalquer parte, tanto em por-
tones, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ofFerecendo elle maiores van-
fcigens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar azendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ARolim.
TOAUHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO !)E
LINIIO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linbo, lisas
c adamascadas para rosto, ditos adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros com-
modos.
g*1&*f f f f >
3 O Or. Carolino Francisco de l.ima Santos $(
?j) mudou-se para a rua das ( u/es n. 18, pri- @
- nicirv andar, onde contina no exercicio de ^
5 sua prolio de medico ; e utilisa-se da occa- S
* Siao para de novo ao publico olTerercr sen i
9 presumo, como medico parleiro. e habilitado S
a certas operaeessobre ludo das vas ouri-
@ nariaspor se ler a ellas dado com especia- @
lid ole ein I ranea. S
Na rua da Cadeia do Recife n. 7 loja de Anto-
nio l.opes Pereira de Mello & C, continua haver
um completo sorlimento de caias com chapeos de
fellro da bem couhecida rubrica de Jos de Carvalho
Piulo (S C. do Rio de Janeiro c por commodo preco,
bem como ainda etistem algumas caxas com as en-
cllenles velas de carnauba da fabrica de Manoel Dias,
do Aracali, assm como alguns sapalos de orelba,
obra muilo boa, feitus 110 mesmo lugar, tudo por
commodo prero.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Pelo Thames, recebemos os novos
bilhetes da loteria C5 da Santa Casa da
Misericordia. Avisamos aorespeitavcl pu-
blico, que nos vemos obligados a augmen-
tar o preco dos bilhetes e incios bilhetes,
que de boje em diante sero vendidos a
I2jjj000 rs. os meios e2i,S()0() os inteiro,
por nos nao ser possivel continuar com o
mesmo preco, a' vista d grande imposto
e militas despezas ; obrigamo-nos porem
a pagar os premios grandes por inteiro,
sem que sejam descontados os 8 por cento
da le, cujos bilhetes e meios bilhetes sao
firmados no verso pelo abaixo assignado:
as listas se esperam pelo vapor brasileiro,
3ue licou a partir do Rio de Janeiro a 2.">
ocorrente; os premios sao pagos a'en-
trega das mesmas listas Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior:
Quem precisar de um amassador de podara,
dirjase i rua Direila n. 27, que se dir a conducta.
Lara-se o engomma-se com toda a perfeirn e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado 11. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na roaNova, primeiro andar n. 19,
Aluga-se pelo tempo da fesla um silio na Ca-
punga, a margem dorio, com ptima casa, contendu
quatro salas, nove quartos, cozinha lora, com lodos
os mais ai ranjos necessarios urna casa de campo:
os prelendcnles dirijam-se a rua Direila n. 93.
No holel de Europa da rua da Aurora mandae
para fora alilos e j.inlares, mensalmenle, por pre-
co commodo.
Precisa se de urna pessoa livreou cscravs pa-
ra rosinhar cm unta casa de familia, leudo boa con-
ducta : no palco da matriz de Santo Amonio por ri-
ma da loja decirgueiro.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
piara da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocio.
O Sr. Jos Antonio Braga lem urna caria vn-
da do Porto, na rua da Cadeia, esciiptorio n. 12.
COMPRAS.
Na ruado Collegio, segundo andar n. 21, rom-
pra-se para unu enromincnda, urna miilalinha linda
csadia, de 12a ISaimos, e quo seja recolhida, nao
se olha a preco, um escravo o urna esrrava, crioulos.
de bonitas figuras, de 18 a -JO annos.
Na rua do Collegio 11. :(. primeiro andar, com-
pra-sc o 3. vol. do Repertorio das Ordenarnos, o 2.
vol. de Mara Despalillla, adido do l'rlo, o 2.
vol. dos l.usiadas, edicao do l'.io de Janeiro, o 5.
yol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de l'i-
linlo Elysio, edicao de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. e 8. vols das .Memorias do Diabo, I. e i. vols de
D. Ouixote de la Mancha, 2. vol. de Ipsobo, c 3.
do- Desposados por >\'. Seolt.
Comprarse um biilhanle em obra ou sollo,
sendo de bom tamanbo paga-se bem : ua praca da
Independencia 11. I i e 1 ti.
Compra-se urna ou duas prelas mocas quesai-
bam corinhar c engommar, sem vicios nem mole-
lia-; na praca do Corpo Sanio 11.6, ecriplorio. Do-
claia-se que estas esclavas silo para servirem aqui,
por isso so quer com boas qualidades.
Compra-se una casa terrea eum quintal, sendo
mis roas daConceicio, Arago, Santa Crii/. Gloria,
e Velha, que sen valor nao exceda a I:000g000 :
quem livor, dirija-se a ru.i alraz da matriz da Boa-
Vista n. .M.
Compra-se urna esnava, rrioula ou parda, com
algumas habilidades de ananjo de rasa : uu segundo
andar dn aterro da Boa-Visto n. 45.
Compra-se e paga-se hent o livro que tem por
liloloreeeitaa necesarias para as arles : na ma
de Moras n. 38, das ta- s da manhl.....las 3 as 1;
da larde.
Compra-se una casa de um andar rom sotan,
ale dous andares, em qualquer das seguintes ras
ua Boa-Visto Aterro, Aurora, Praca, Arago, e aira/.
da matriz ; cm Santo Antonio, .Nova, Cruzes, Ca-
deia. Collegio, paleo do Caimo c Paraizo : Irala-se
com Manoel Luiz da Veiga. 011 no alerro da Boa-
Visla, sobrado 11. (5, segundo andar.
VENDAS
CORTES DE CIIALYESCOSSEZ,
Na rua do Queimado loja 11. 17, vendem-sc corles
de rbarly ou la < barato preco dedicada corle, a dinheiro a vista.
Vende-se escravos, sendo I oplimo mulccote
d idade de22 anuos, de boa con lucia ; unta estrave
da mesma idade, cose, engomma. e Cozinha ; 11111
pelo de meia idade, bom cureiru e serrador ; 2
prelos de lodo servido : na rua Direila 11. 3
A ICJ200CADA CANASTRA.
Vendem-se batatos muilo novas em canaslrinhas
de unwarroba a 13200 cada urna em porrao e a re-
lalho : na rua da Penha, laberou nuva'por baixo
do sobrado.
Vende-se urna escrava crioula com urna cra
de idade de um mez, c urna nc^rinha de anuos
de idade, bonitas figuras : quem as pretender diri-
ja-te a rua eslreita do Rosario, 11. 16, 2. andar.
ATTENCO.
Vendem-se lonja e vidros mais emronladoque
em oulra qualquer parle: na rua Novan. 51, no
oilo da Conccicao, armazem de hinca.
CORTES DE GEORGINAS A i* RS.
Vende aa para vestido e roup.lo, para senhora, fa-
zenda de pura lia e muilo lina, propria desle cli-
ma, com 15 covados cada corlee faculla-se amoslras
na rua do Crespo loja Jam relia u. 4, de Antonio
Francisco Pereira.
-* BOA FUMACA.
Vendem-se caisas cum lucharutos de superior
qualidade a 1;>000 rs. a caixa, macos com 25 1 turu-
los a l, ditos de 25 ditos a 2S0," 320 e a 50U rs.,
ludo de superior qualidade : na fabrica da rua do
Kangel 11. 59, de Joaquim Jos de Souza Lins.
VENDE-SE INDIANA A 480 O COVODO.
Para vestidos de senhoras de ibom Rosto, fazenda
de seda e la, gosto chines, com 2t poiegadas de lar-
gura : na rua do Crespo loja amarella n. i, ido An-
tonio Francisco Pereira.
PECAS DE MADAPOLA'O A 2-}300.
Peas de murira ou madapoln francez, sem de-
feilo algum com II) varas a 2|500 rs. : na rua do
Crespo loja amarella 11. i, de Amonio Francisco Pe-
reira.
LBUM DE PIANO.
Collecciio de lindas msicas para este
instrumento, CompocSo do insigne ar-
tista portuguez Fortunato Coelho, tima
caderneta elegantemente litogratada, con-
tendo tres polkas, mazurks, tres walsas,
umaschottisch, tima polka e urna varsdvi-
anna, tudo isto acompanhado de um ele-
gante retrato do autor : a' venda na li-
vraria da rua da Cruz n. 52.
PBLICACAO LITTERAR1A.
Na livraria da rua do Collegio n. 18,
vendem-se folbetos, con tendo a aprecia-
cao do commercio a retalho, eita pelo
Diario de Pernambuco, cujos artigos
lbram reimpressos com a gratuita autori-
sacao do autor.
CEMENTO
romano, de superior qualidade, chegado agora de
Hamburgo, em barricas e as tinas: alraz do thealro
velho, armazem de laboas de pinho.
CASEMIRAS E PANNOS.
ende-se rasemira prela e de cor para palils por
ser muilo leve a 28600 o covado. panno azul a 38 e
MODO, dito prelo a 38, 38501), 43, 5 e 5300. corles
decasemira de goslos modernos a 68000. setim pre-
lo de Mac.10 a 38200 e 5OOO o covado : na rua do
Crespo n. f,
Vendem-se 3 moleqoes pecas, de excellente fi-
gura, um com 9 a 10 anuos de idade, e dous rom 7 a
8 annos ; he negocio de agradar : na rua Velha
u. 91.
.""" Vende-se urna mua ebegada ltimamente do
Rio tirando do Su!, e propria para carro por ser bo-
nita e grande: para ver, na cocheira do Sr. Clau-
dio, aa rua da Cadeia de Sanio Antonio, c para tra-
tar, na rua do Trapiche n. li.
ATTENCAO'!
Vcndcm-sc livros intituladosMelhodo fcil de
cscriplurar por partidas simples edobradas, compre-
Itendendo a maneira de fazer a esrripluraro por
meio de um s registro por M. Edmond Deg'range ;
esta obra ebegada ha pouro de Lisboa, vende-se na
rua da Penha, casa de J0.I0 Pinto Regis de Souza.
ESTABELECIMENTO DE CARIDADE.
Os senhores proprietarios 1111 administradores dos
trapiches Novo, Ramos, Cunta, Barbosa e Pelouri-
nho, hajam de mandar satisfazer a importancia das
imoslras de assuearevtraliidasdas caxas pesadas nos
mesmos trapiches, perlencenles aos eslabelecimen-
los de cardade.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Kelogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Tornos de farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos cS ferro de "- No esciiptorio de Novaes&C, rua
do Trapiche n. 54, continua a ter um
completo sortimento de chapeos do Chi-
le de todos os tamanhos e qualidades, as-
simeorao dos de Italia, de leltro, pretos e
pardos da melhor fabrica do Rio de Ja-
neiro, que tudo se vende por preco com-
modo, tamlem tem algumas fazendas pa-
ra loj as de miudezas (pese vendem por
commodo preco para techar contas.
No armazem de Novaesii C-, na rua
da Madre de Dos, tem para vender vinho
do Porto muito superior, em barris de oi-
ta vo.
SUPERIOR FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alfandega:
ou a tratar com NovaesA C. na rua do
Trapiche n. i.
-Vende-se em casa de Rabe Schmet-
tati&C, na rua do Trapiche 11. 5, o se-
guinte:
Ricas obias de brilhanles
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dill'erentes tamaitos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
BOM E BARATO.
Panno prelo e do lodas as cores, de preco de 3 a
38500 rs.ao covado, fazenda que em oulra qualquer
parte be de 58XK) rs., vende-se barato por ler-se
comprado grande porcao : na rua do Queimado 11.
29, loja do sobrado amarelln de Jos Mureira Lopes.
Mino Barato.
Pecas de esguiao lino de puro linho com 10 e meia
varas a 8f0O0 cada peca ; na luja do portas, na
rua do (Jueunado 11. 10.
Vende-se cera le carnauba de superior quali-
dade; na rua da Sania Cruz, taberna 11. 1.
Vende-se mu carriuhn amerirano de h rodas
para um s ravalio, muito levee quasi novo, e com
lugar para i pessoas bem a vontode : na rua da Ca-
deia loja de fazendas 11. i.
Vende-se por preco muilo commodo, 110 ater-
ro da Boa-Visto n. i2 segundo andar, um oplimo
terreno proprio para edificarles, em frcnlc da igreja
de ,\. S. da Paz nos A logados, com 113 palmos de
fundo e 90 de frente.
Vende se ataberna da roa da traa, defronlc da
ribeira n. 17, com poucos fundos, leudo porcAn de
hinca c vinho do Porlo engarrafado, aruiacao nova e
todos os mais gneros em bom oslado, fazendo-se lo-
do, negocio para acabar.
CEMEYTO ROALO.
Vende-se cemento romano chegado reeenlemcnlc
de Hamburgo, em huiricas de 12 arrobas, e as luaio-
1 es que ha no mercado : na rua da Cruz do Recife,
armazem 11. 13.
Vendem-se duas casas terreas por acabar, silas
no ramiiihu novo da Soledade : a tratar com 11 dono,
na estrada de Joan de Barros, defronte do silio do
Sr. Joilo .Manoel Mondes.
Vende-se um mulato do Idade de 18 anuos,
sem vicio nem achaque, o qual se vende por preci-
sad : na IraVOSSa do Mondejo 11. i.
Vende-se um bateUo cora os seus perlenres,
sendo remo evel : quem o quiler comprar dirija-se
a l'ra de Portas roa do Hruin. no ultimo CStaleiro.
III A DA CADEIA N. 2:i.
O liipiidalaii da lal.erua Un rua da Cadeia n.23,
ipicreudo concluir a venda ito diversos gneros que
arremalou na mesma taberna, por ismi convida aos
(tonos de tabernas e mais pessoas para que venham
comprar, porque esta xeiideiidu I.ai alo para con-
cluir.
Vende-se panno lino azul superior para sobra
easaeaa militares : na rua Nova loja de chapos e
alfaiale, 11. I.
Na rua Nova loja n. 2, alraz da matriz, ven-
dem-se :
Camisas brancas com pellos de linbo a 43000
Dito de cores linas trncelas a.....$400
Coleirinhus para camisas a...... 320
Corles de casemiras linas lisasa .... 59500
Dita dila dila de quadros a......38000
Cortes de fuslflcs pintados para collcles. 28000
Tilas para cartas de hachareis vara a. 54OH0
Chapeos franeczes para bomem a. 78000
Ricos corles de selim para collcles. 1'isOUO
Aholoaduras doiiradas linas para casaca 8000
Ditas de hrnnze para palitos.....20000
Lenco de tillo de linbo de Ires ponas 500
lirios brancos francezes e diversas fazendas e calca-
dos para hoinem, ludo a dinheiro a visla.
PITAS.
Na rua Nova loja n. 2, vendem-se filas para carias
de hachareis a 68
Prj.CEIRAS.
Cliegon a loja de Todos os Santos da roa dn Col-
legio n. 1 um rico sorlimento de pulreiras do ultimo
HJJS, el2!2f* ,,c ,,,lris' l,el diminuto prec,u de
IfoOO e 28.>00: a ellas anles que se acaben!.
Por 3008000.
Na rna das Flures n. 37, primeiro andar, vende-se
rima typographia nova, prompla a trabalhar, com
todos o* seus perlences, prelo, lypos ele.
SAPATOS t. CASEMIRA PARA CARRO.
Na loja amarella da rua do Queimado n. 29, ha
para vender um completo sorlimento de casemiras de
cores, proprias para forro de carro e roupa de cria-
dos ; alianca-se a qualidade e preco commodo : ven-
de-se laminan sapatos de la com sola e curtir, para
evitar a humidade.
Coiii 1 nua-se vender corles de chita larga e de
riscado francez, ludo de cores lilas a 28000 cada um:
na loja de i porlas. na rua do Queimado n. 10.
Vendem-se uns trastes de Jacaranda e oulros de
amarello, em bom eslado e baratos : no becco da
Cacimba, 011 rua do Vigario n. 2.
Vendem-se chapeos pretos francezes a 68000 :
na rna do Queimado, loja de i porlas 11. 10.
Vende-se um silio na povoacao dos Reme-
dios, junio aponte do mesmo nome; defronlc do
thealro pastoril (dos prezepos! com casa de vlven-
da c aores de fruclo: a tratar na rua das Agoas-
\ erdes rasa n. 16, ou na rua de Hurlas n. 23.
Vendc-ie urna meia agua por Iraz da rua Im-
perial, uude se chama becco du Segredo por prega
commodo: a Iralar na ruada Crnz n.2l, armazem
Vende-se urna casa terrea na freguezia de S'
Jos, com duas meas-aguas no fundo, muito bem
construida ; assim como una mubilia de Jacaranda
em meiu uso, urna commoda de Jacaranda, um guar-
da-louea de amarello, mesas redondas para meio de
sala de pao d'uleo : na rua do Rangel n. 56.
Farinha de mandioca.
Vendem-se saccas com farinha de mandioca
com cinco quarlas : ua Iravessa da Madre de Dos,
armazem n. 3 e 5 de Antonio I.uiz de Oliveira A-
zevedo.
Vende-se a luja de calcado que foi de I.uiz
Sanas, no aterro da Boa-Vista 11. 11, tendo pencos
fundos c por preco mu commodo ; constando da ar-
iiiac,ao nova e invernisada, de calcado feilo. Unto
para senhora como para meninos, de grande nume-
ro de formas, e oulrus mudos objeclos do uso da
dila loja, e do menrionadu individuo que uella mo-
rava por ler os necessarios commodos ; garantindo-
se ao comprador o respectivo arrendaraeuie : a tra-
tar na la da Cadeia do Recife, escriptorino. 3.
Feijao mulatinho.
O mais novo e melhor feijao mulatiuho se vende
na Iravessa da Madre de Dos ns. 3e 5, armazem de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Arroz de casca.
Vende-se arroz de casca o maisnovo e melhor pos-
sivel : na iravessa da Madre do Dos ns. 3 e 5, ar-
mazem de Antonio I.uiz de Oliveira Azevedo.
Sedas achamalotadas de cores e pre-
tas, a 700 rs. o covado: na rua do Quei-
mado n. 40.
Carros e cavallos.
Vende-se um carro de 4 rodas e 4 assenlos, novo
o moderno, muilo bem construido ; vende-se outro
mais pequeo com pouco uso c muilo leve ; e ven-
dem-sc lambem boas parelhas de cavallos para os
mesmos, e para cabriolise carioca-, ludo por pre-
co comiuodo : na rua Nova, cocheira de Adolpho
Borgcois.
Cal virgem de Lisboa.
Na rua de Apollu 11.10, vende-sc cal virgem de
I.isbua, ebegada no ultimo navio, por prego com-
modo.
0 VENDE-SE: tt
B Pregunto para fiambre, queijos 'k
|| londiinos, corintes para podins, Sj
^ conservas, Iructas para podins, S
S batatas malezas em gigos, caixi- ^
H nhas com arenques, e outrosmui- S
W tos objeclos, tudo vindo ultima- J
^ mente pela galet%a ingleza Bo-
9 ruta; na rua do Trapiche n. 5,
I) armazem. 4)
Vende-se urna canoa de carreira no-
va, ptima para familia por ser espacosa,
e de excellente marcha: naruadoBrum,
armazem n. 26.
Venderr.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
Vende-se urna duzia de cadeiras, cm sof e
duas cadeiras de balanco ludo de Jacaranda, e um
lavatorio de amarello: na rua larga du Rosario n.
48, das Ircs horas da larde em dianle.
O QUE GUARDA FRI GI.ARDA CALOR:
porlamo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de lila a 1?400; dilos sem pello a 15200;
dilos de lapele a 1C200 : na rua do Crespo n. 6.
Ven Je-se fio de sapaleiro, bom : em casa de s-
P. Johuslon 4 Compaithia, rua da Sensata Nova
u.42.
Vende-se a disllarao de espirites c licores,
da ruado Rangel a.54, bem nfreguezada, e motila-
da cum os fundos, queconvier ao comprador: a Ira-
lar na mesma, com o propriclario Victorino Fran-
cisco dns Sautos, das uteis, das 8 da manbaa as 5
horas da larde.
Pechincha .
Vende-se urna porcao de estacas, varas e fachinas
para cerca, por preco muilo commodo : no primeiro
.-obrado da rua da Senzala, defronle de Sania The-
reza cm Olinda.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem 11. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Kussia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus anligos e novos Ireguezes.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-sc os melhores sellins qne
lem viudo a esle mercado, rom seus
competentes freos ele, lambem chi-
cles para carro, bomem e senhora, por
precos muilo mdicos: no escriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wyall,
rua do Trapiche Novo n. 78.
MIUDEZAS BARATAS.
Vende-se no rua da Cadeia du Recife n. 19, sapa-
los de eouro de luslrc para senhora a 13 rs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., dilos para bomem a
800 c 900 rs botos de agalli para cama a 200 rs.
a groza, liona de cores a 15. dila branca de 800 a
19200, papel de peso muito bom a 2?i00 e 29500 a
resma, lenles para alar cabellos a 240 rs., ditos finos
a 800 e l. colxelesa l0 c 90 rs. a caina, bicos, filas,
allincles de todas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para bomem,
Ihesouras linas c ordinarias, pulreiras de ouro lin-
gindo de le, rarlciras para baile, peneiras de ajo e
uulras maitoScoasas por preco- muito cm conla.
Vende-se urna laberna na rua do Rosario da
Boa-Visto n. 47. vane vende mallo para a torra, os
seus fundos s3u cerca de 1:200-3000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe ennvier :
a tratar junto i lfandcga, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sortimentos de azendas de bom
gosto, por precos commodos.
^ Na rua do Crespo loja da esquina qne volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de camlimia de
seda com barra c babados, 89)000 rs. ; dilns com
llores, 79. 9-3 o 109 rs. ; dilos de quadros de bom
gnsio. i II9 ; corles de eambraia franceza muilo li-
na, lisa, com barra. 9 varas por 49500 ; corles de
casas de cor rom Ires barras, de lindos padrfics,
KjdOO, pecas de eambraia para cortinado-, rom N'.
varas, por 39600, ditas de ramagem muilo linas, i
(9 ; eambraia desalpieo iniidnhus,branca e de cor
muilo fina, sStHI rs. avara ; alualbado de linbo arol-
soado, M 900 a vara, dito adamascado com "U pal-
mos de larguia, 29200o 3yS00a vara ; ganga "ama-
rella liza da ludia milito superior, ;i 400 rs. o cova-
do ; corles de rllele de fii'lao alroxnadn e bous pa-
droes fios, ;i K0O rs. ; lencos de eambraia de linho
i 360 ; ditos glandes linos, OOD rs. ; uvas de seda
brancas, do cor o prelas muito superiores, i IliOO rs.
o par : ditas lio da Esroria a 500 r. o par.
PBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maiia, adoptado pelos
reverendissinios padrescapueliinhoa de h. S. da Pe-
nha desla cida le. augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicilo, e da milicia histrica da nic-|
dallia milagro-a, ode.N. S. do Itoiu Conselho : ven-
de c iinicanienle na livraria II. 6 e 8 da placa da
independencia, a I^hhi.
Vende-se um oplimo rabriolel de duas nulas
e sem robera, poreiu rom lodos os seus arreios:
ua rua de S. Francisco, coche ira de Caula & Silva.
Vende-se feijilo mulatinho muito novo : na
rna Direila 11. 9.
Com toque de arara.
Madapolao muilo largo a 39000 e 3500 a pera :
na rua do Crespo, loja da csquua que volta para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8.S000, 12.S00, UgOOO e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 11.000
rs chales pretos de laa muito grandes a
080OO rs., chales de algodao e seda a
1 $280 rs.
H Deposito de vinho de cham- ($
pague Chateau-Ay, primeira qua- #
ft lidade, de propriedade do condi
2 ('e Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36s000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companbia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.

Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
zes e por preco commodos: em casa de J.C. Rabe,
rus do Trapiche n. 5.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa. a 19100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qae volla para
a Cadeia, vende-se pauno prelo 2'i00, 29800 3s
:59.>00, S9500, 595OO, 69000 rs. o covado.dito azul, '
29, 298OO, 4. 69, 7, o covado ; di lo verde, 800.
19)00, 49, 59 rs. o covado ; dito cor de pnhao a
49500o covado ; corles decasemira prela franceza e
elaslica, i 79500 e 89500 rs. ; dilos com pequeo
defelo.a 69500 ; dilos inglezenfeslado a 5&000 ; ditos
de cora 49, 59500 69rs. ; merino prelo a 19, I9OO
o covado.
Atcela de Enwua X,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Cumpanhia, arhar constantemente bons sorti-
mentos de taivas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra anunaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadera de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preso que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
lhas de flandres ; tudo por barato preco.
RELOCIOS INLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preso muilo commodo : no arma-
zem de liar,ora i Castro, na rua da Cadeia do Re-
cite 11. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se exrllenle laboado de pinho, reeen-
lemcnlc chegado da America : na rui de Apupo,
trapiche do Ferreira, a enlender-se com oadminis-
Irador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e ebegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da_Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e38, 011 no caes da alfandega.
Cassas f rancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gusto, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
te vo/.es e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Schmettau 4C-, rua do Tra-
piche n. 5.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior (lae;la para forro de sellins che-
gada rerentemenlc da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Rusia, americana c du Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para fechar contas.
cpoiito da tabriem de Todo* oa B.ntoi na Babia
Vende-se, em rasa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sacros de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 ps de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaos, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do T
che n. .".
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem viudo a
esle mercado.
Porlo,
Bucellas,
Xerez edr de ouro,
Dilo escoro,
Madeira,
em eamiihas de urna duzia de garrafas, e a visla da
qualidade por preso muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle ebegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias nglecas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junio com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companbia, na rua da
Cruz. n. 4.
rapi-
\ ende-sc urna batanea romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pictcnder, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
f POTASSA BRASILEIRA. f$
I Vende-se superior potassa, fa- (A
i bricada no Rio de Janeiro, che- (A
k gada recen temen te, recommen- 4.
. da-se aos senhores de engenho os YZ
' seus bons ell'eitos ja' experimen- J
' tados : na rua da Cruz n. 20, ar- w
t mazem de L. Leconte Feron (S $
) Companbia. fi
S@Sf: s@s @& i
^ Vendem-se relogios de ouro e prata, mai
,.y5VrL barato de que em qualquer oulra parle
Ste^.kV na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mo-
rirs para piano, violao e flauta, como
sejam, qoadrilhas, valsas, redowas, sclio-
ticket, modinhas tudo moderossimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindo* cortes de lanzinba para vestido de
senhora, COi'l I ."1 eovadoSCuda curie, a
't.S'.iOO.
Na rua du Crespo, loja da esquina que vnlla para
a Cadeia. /
NAVALHAS A CONTENTO ESTE OCRAS.
Na rus da Cadeia do Recife n. 4, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abrcu, con
iiuam-se a vender a 89OO o par (preco liio) ,
bem cuuhecidas e afamada uavalhs de "barba feiti,
pelo- hbil fabrcame que foi premiado na eipo,ic4o
de Londres, as quaes alm de durarcm eilraordia-
riameiilc, nao se senlem no roslo na arcao de corlar :
vendem-se com a condicao de, mo agradando, no-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra restiluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas letuurinhas para uuhas, feilas pelo mes-
mo fak 'icanle.
PLANOS.
Era casa de Brunn Praeger & C., ru
da Cruzn. 10, vendem-se dous excellen-
te* pianos chegados no ultimo navio da
Hamburgo.
COGNAC
de superior qualidade, em caixas de urna
duzia: vende-se em casa de Brunn Prae-
ger& C, rua dn Cruzn. 10.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na rua da
Cruz n. 10.
Na rua da Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger & C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e sofa's para terraco e jardini.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dill'erentes qualidades.
Yin lio de Champagne.
y
9 Deposito de panno rJe algodao da "
g fabrica de todos os santos na
9
fabrica
9 Babia.
9 Vende-se este bem contiendo panno, pro-
prio para saceos e ronpa de escravo ; no es-
9 criptoiio de Novaes & Compauliia, na rua do S
& Trapiche n. 34. g
Vendem-se 3 casas terreas, por preso commo-
do, na rua da Fundigao em Santo Amaro ; a tratar
na mesma rua com Jos Jacintbo de Carvalho.
GRANDE SORTIMENTO DE BlUNS PaKA
calcas e palitos.
Vende-se brim traueado de linho de qoadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e 1{S000; dito mcstlado a
18400 ; corles de rostan branco a 400 rs. ; ditus de
cores de bom gosto a 800 rs. j ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa ebila a
2*000 e 3200 ; lencos de eambraia de linbo gran-
des a 640 ; ditos pequeo* a 360 ; loalhas de pannu
de linho do Porlo para roslo a 142000 a duzia ; di-
las alcosoadas a 10j)000 ; goardanapos lambem slco-
xoados a 35600: na rna do Crespo n. 6.
FAZENDAS DA MODA.
Chaly da India, de quadrus, de Ha e seda, fuen-
da para vestidos, do melhor goslo e qualidade que
lem vindo a cala praca : no sobrado amarello, nos
Jualro cantos da rua do Queimado, loja o. 2, de
os Moreira Lenes.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Na roa do Collegio n. 3, primeiro andir, ven-
dem-se para fechar conlas mil equi nhenlos maces
de conlas de vidro lapidadas a 160 rs. cada mae,o e
70 duzias de cadas de massa para rap s 1300 a
duzia.
DO TRAPICHE NT 10.
Emcasa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
5 Sortimento variado de ferragens. S
Amarras de ferro de 5 quartos at 1 Jj
Sw polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Umpiano inglez dos melhores.
BS%83KX XK3QKK23J
Vende-se um eicellenle carrlnho de 4 rodas
mu bem construido,eem bom estado ; est exposto
na rua do Araao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendcnles esamina-lo, e tratar do ajaste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz 00
Kecife n. 37, armazem.
Moinhos de vento
'ombombasde reposo para regar horlas c baiaa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na roa
do Brumos. 6, 8el0.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2. edicilo do livrinho denominado-
Devoto Chrislao.mais correcto e acresecntado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prac,a ds In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo graneles e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
No din 22 de maio de 1853 fngio da cata e po-
der de D. Mara Carolina de Albuqnerquc Bloen, o
sen escravo de nome Antonio, crionlo, com os sig-
naes seguinles : fula, altura regulai. visla nm pou-
co espantada, pernas foveiras, falla mansa, traz sem-
pre cachimbo, estomago um pouco saliente, e nunca
ollia direito para a pessoa com quem falla. Foi escra-
vo de Francisco Bulcao.do Brejo da Lagoa, vendido
a aiiiiunrianie por Manoel Ferreira Mendes, por in-
termedio de Claudino do Beao ; consls que lem si-
do visto pelo Brejo d'Ara : quem o apprehender.
podern entrega-lo sua senhora, moradora em um
silio, na rua do Hospicio, que ser recompensado.
Fugio a 17 de dezembro de 1853, do engenho
Sipoal, comarca de Nazareth, um escravo por nome
Francisco, appellidado Borge, cabra claro, os cabel-
los da cabera um tanto pegados, e ruivo pelas pon-
as, roslu redondo, marcas levantadas, nlhos vivos,
nrelhas condicionadas, nariz proporcionado, bocea
regular, denles de cima limados, e anda nao lnha
barba, quando fugio foi de idade 20 a 22 anuos, de
boa altura, espadado, ps a proporr.io do corpo.
Em idade de 15 annos um cao o ntordeu as parles
baixas, que rasgn os escrotos, e foi precito pontear;
creio que lhe Icaria as ricatn/cs. e lem em urna per-
na ou cocha marca de denle do dito co, em um dns
joellios da parle de tora lem lambem rutra marca de
dente do mesmo. Sabio com outro cabra por nom
Amhrozio, do engenho Terra Nova, o qual fui preso
no principio desle rorreule pelo subdelegado da Boa-
\ Ma, c rerolhido cadeia desla eidade, e pelo an-
11 inicio do subdelegado que o preudeo, mandn o
senhor buscar, e chegando confesuu que esle qne
serosa fallo, ficou na Boa-Vista trabalhaudo em urna
olaria para o lugar chamado Ponle Velha : porlan-
lo, roga-se ao Sr. delegado, subdelceado e inspecto-
res da Boa-Vista, queiram dar ssuas ordens aflm de
aue seja capturado o dito escravo, c recolhendn-o
cadeia, annunciar para minha intelligenria, e o se-
nhor que o tiver em seu servieo trabalhando, e o
queira comprar, poder annunciar na mesma folha,
que mandarei logo vender.
Jos (luedes de frito da Cunha llego.
Hcsapp.ireccu Mara Carolina de Albuquerque
Bloem na madrugada de 36 do correnle mei, unu
esrrava muala de nome Maria, qne foi escrava de
Francisco Pereiri Pinlo Cavakanli, eomossignaes
seguinles: baila e grossa, com falla de um .lente na
frente, comduas ciralrizes perloda noce e traz o ca-
bello aparado dn lado de detraz e crescido na fren-
te, reprsenla ler 30 a 32 annos de idade : quem a
apprehender ser generosamente recompensado, Ic-
vaudo-a ua rua do Hospicio sitio u. 8 ou dando no-
ticias della.
Rogo as autoridades policlaes a captura dos
escravos Jos e Ignacio que evadiram-se desle meu
engenho Carhang, no|dia 16 do correnle; leudo o
Jos os seguinles signaes: crioulo de 18 annos de
idade, pouco mais ou menos, corpo secco, cor fulla,
cabellos sem seren rarapinhos e um pouco ver-
melbos, olhos pequeos, e afundados, testa nm pou-
ro elevad, e tem uella urna ciralriz. lem falla de
denles na frente, pernas linas, pes descarnados; sa-
bio com calca de riscado azul, e levou urna espin-
garda que furlou. O Icnacin lem es seguinles sig-
naes : criuulo, idade de 24 anuos, pouco mais nti
menos, altura regular, pouca barba, cor fula, den-
les limados, o In-ico inferior um pouco cabido, as
macaas do roslo larcas, ps grossos, sabio com calca
de algodloainbo aaal, e levou urna graoadeira que
furtou : quem os Iruuxer ou der noticia certa lestes
escravos no engenho Cachang,|ou nesla .pra^a ao Sr.
Jo,1o Xavier Carneiro da Cunha, sera generosamen-
te recompensado pelo propriclario dos mrsmns
Varianno Saiier Carneiro da Cunha.
Dcsapparcceu no dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosloma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerno, e inlilular-se forro
be minio ladino, fui escravo de Antonio Jos de
Sant Asina, morador no engenho Cal, comarca de
Sanio Anlan, e diz ser nasrido no serlao do Apodv,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, earapinha-
dos, eor um punco fula, olhos escuros, nariz srande
e grosso, beicos giossos, o semblante um pouco fe-
chado, nem barbado, porm nesla occasino ro com
ella rapada, rom Indos os denles na frente ; levou
camisa de madapolao, ralea ejaquela hianea, cha-
peo de pama com aba peqitena e unta Irouva de rou-
pa pequea ; he desapporqoemuda de Irage: ro-
ga-se porlanlo as autoridades pvliriae* epessuas par-
liculares. o apprebendam e tragan] nesla praca du
Recife, na rua lama do Rosario n. 21, que s re-
compensar, muito heui o seu liabalho.
VERN. : TV. DE M. F. DE FARIA. 1854-
'


Full Text
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