Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01326


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Full Text
ANNO XXX. N. 248.
Por 3 mezes atilintados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 28 DE OUTUBRO DE 1854.
I
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
------ llUIII ------
e.
V




.
V
.
I
S
i

/
j
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXC.ARHEGADOS DA SCIISCRIP^AO'.
Rer.ife, o proprie.tario M. F. da Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doza; Parahiba, o Sr. Gervazio Virtor da Nalivi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLeraosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
. CAMBIOS-
Sobre Londrtj 27 1/8 a V 3/4 d. por 15
a Pa,ris, 358 rs.por 1 .
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 O/O de premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/.
METAES.
Ouro.Oncas bespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 16-3000
de 69400 nova*. 16doo
> de 49000...... 99000
Prata.PaUces brasileiros..... 19940
Pesos columiurios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS COBREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhnns dos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury.a l$eS8.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feirat.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeira s 10 horas e 6 minutos da marmaa.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relaeio, lercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIKMERIDES.
Oulubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da m.inhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha,
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA,
23 Segunda. S. Joao Capistrano f. ; S. Joo Boit
24 Terca. S. Raphael Archanjo ; S. Sptimo m.
25 Quarta.Ss. Chrispim e Chrispiniano irs. inm.
26 Quinta. S. Evaristo p. ; S. Rogaciano m.
27 Sexta.S. Elesbo imperador; S. Ctpilulina.
28 Sabhado. Ss. Simiio e Judas Thadeo app.
29 Domingo. Sl.'Trasladacao de S. Isabel rai-
nha v. f. : S. Benvinda v.
INTERIOR.
BXO DE JANEIRO.
CAIARA DOS SRS. DEPTAODS.
SU SI d .reato
l.ida e approvada a acta da antecedente, o 1" se-
cretario 4i conla do scguinle expeliente :
Cilicio iio ministro da fazenda mandando a infor-
mado di procurador-fiscal e o parecer do inspector
da Ihesotraria do Rio Grande do Snl sobre o reque-
r i ment de 1). Maria Joaquina Corte-Real de l.ima
e oulro. A qaem fe a requisieo.
Orftcjo do ministro da Justina mandando o reque-
rimeiilt era qne os continuos da relajo pedem aug-
mentle ordenado. A' commisso de pensOe e
ordenados.
Requerimento dos negociantes de agurdenle mos-
trando o ystema velatorio a que ediio sujeitos.
A' eommissao a qoc est afleelo esle negocio.
lie julgado objeclo de deliberarlo e vai a im-
primir o seguinle projeclo :
fel prsenle i eommissao de constituirlo o rc-
qnerimcnie que a esta anguila cmara dirigem Sa-
muet Suulham e Maworlli Soulham, subditos ingle-
revpedindo rarla de naturalismo de ridario bra-
lejro.
O snpplicanles residem no imperio ha mais de
20 anuos, onde cqmmerciam acreditados, e fizeram
petante a cmara municipal a declarado ensilla
pelas leis do paiz, e para a dispensa do lapso de lem-
po1 requerido petas mesmas leis he a rommsso de
parecer que se adopte o scguinle projeclo :
A semidea geral legislativa resclve :
a Art. anteo. Fica o governo aulorisado a con-
ceder carta de naturalisarflo de cidadao brasileiro
os subditos inglezes Samuel Sonlham e llaworlh
Soulham, resegadas para este fim as disposicOcs em
contrario.
o Rio 31 de agosto de t854. F. D. Pereira de
Vasconccltos. /. A. e Miranda. /. M. Fi-
gueira de Mello.
O presidente declara que vai solicitar do governo
a designaran do dia, hora e lugar em que S. M. o
Imperador se dignar receber a depiilaro da cma-
ra que lem de saber o dia hor i e lugar da sessflo
imperial de encerramentn.
SAo approvados em lerceira discusso e adoptados
para subir a snnecao imperial os dous srguinles pro-
ferios do senado :
t*> Isenlando a fazenda provincial do pagamento
de alguns impostos.
> Declarando comprehendidas na disposirflo do
arl. 12 de leideli de selemhro de 183(1 as doas lo-
lerias concedidas pela'assemhlca legislativa do Mar
nhao, em beneficio das obras do convento de Sanio
Antonio daquella cidade.
Entra em segunda discusso i rcsoluro qne ap-
prova as tabellas dos direilos parodiles no arrabv
pado da Baha o hispados do Rio Crande, S. Paulo
Maranho, Govaz Marianna.
He approvado o projeclo depois de breves obserza-
rei do Sr. I- gucira de Mello.
He forma das secretaras.
Entraemsegunda discusso o projeclo vindo do
senado acerca desla materia, principiando pelo se-
guinle art. 1 :
.< Arl. Io O governo fica aulorisado para refor-
mar as secretarias de estado do negocios do imperio,
juslica, e estrangeiras, fazendo as nerarias modi-
hrare. nos respectivos regulamentos das reparones
dos mesmos ministerios, e podeodo por logo em exe-
coro a reforma que tizer, a qual submetter depois
iiprovac.no do poder legislativo.
Fallara os Srs. Auguslo de Olireira e Pedreira
(ministro do imperio), depois do que o Sr. visconde
de Paran (presidente do conseibo) exprime-so nos
seguinle termos:
Sr. presidente, nao linha inleurio alguma de em-
penhr-me em semelhante discusso, e mesmo nao a
aceito; todava enmo o nobre depulado por Pernam-
buco disse que cu linha sido arrastrado a condes-
cender com os meus collegas approvando essas re-
formas das aecrelariaa conlra minha vontade, e co-
mo ee nobre depulado se diz meu amigo, c pode
parecer que revela pensamenlo meu, julguei que,
estando presente e ouvindo-o, nao devia deixar pas-
sar desapercibidas suas phrases, e que devia repellir
a insinuarlo.
Eslou perfeitamente de accordo com todos os
mens collegas sobre a necesnidadc de se reformaren)
as secretarias da Estado, nfim de que os respectivos
ministros possam ser convenienlemente coadjuvados
no desempeubo das fnneres a sen cargo. Eslou
perfcitanieule de accordo com essas reformas, e
aqnillo que eu diste oesla casa em urna sesao pas-
sada nao esta em opposio.lo com ellas. He certo que
pronauciei-me eonlra a creadlo de urna nova pro-
vincia que devia ser seguida por nutras ; recoramcu-
de economas, e mostrei receiar que o thesouro nao
livesse os meios de satisfacer a essas despezas. Em
boa f nao se deve applirar o qne dist eniao as re-
formas das secretarias, que eu j tinli.i sustentado
no senado. O meu receio fundou-se ao contrario na
necessidede de satisfazer a despezas j decretadas, as
provenientes de contratos, e ontras que se discutiam
na corpo legislativo, que eram sustentadas pelo go-
verno e que se devia presumir que ossem decreta-
das ; prtanlo o n obre deputado n,i<> pode de meus
principios deduiir qne eu quero reprovar toda a crea-
cao de depcz,is; o nobre deputado nAo traduzio bem
o meu pensamenlo. ,
Devo observar aindi que nao aprecio a demons-
trarlo de amizade que me dan aquello* que me que-
rem distinguir de meus collegas, e separar-me del-
les ; a minha loald.vle nao me por mi lie que consn-
\ FA11L1A AlBRY. (*)
Par Palo Hur Ice.
QUARTA PARTE.
O DUELO CONTRA O IRJMo'.
II
Essa nnle le ia sido horrivel para Nalalis, senao
livesse liavidn noilc precedenlo; mas ha um grao
em que sendo a alma s dor, a dor nada poda sobre
ella:
le hora emhora Nalalis esperava a Daniel na ca-
sa de Auluay ; porm de ininulo em minulo via dlv
minuir a esperanra de que o duell) fratricida nao se
elTeciunria.
Pela madrugada elle encarou a cruel certeza, e
resiguou-se. O que n cousolava era que, grabas a
Dos, nada mais linha que fazer. e s Ibe reslava
deiiar os oulros obrarem ; nutuifo commoda para
um pensador.
Assenlado di.mle da mesa, sosinho, de noile, no
silencio, mi meio do, bosque, elle saboreo com
um fioslo anlecipado da grande iranquilldadc, o
somno de olho* alenos.
Sem duvida ello sotlria; mas no delestava sof-
frer. em geral aina-se aquilln qne se faz hem. ()s
oaaversadores atiladw alegram-e em um alio os
grandes oradores na tribuna, os soldados mesmn'na
balallia, e os inarinheiros na lempesladc. () forie
de Nalalis era o sollnmeuto.
I'ondo-se a contemplar tranqullamenle, e como
eslandoja alui, Inda a fanlasmasiria de sna n-
li'iiea patsada, elle tornou a passar na meiiiiiria (aja
annaa ron a piedade irnica e huinilbada aup qual-
qusr 'vpriin,.|ii:i lendo os inos tersos feilos no eol-
l^i", e fe/, sjU|i,|., ~t-ii cusluuie, a oais dasapWa-
() Vide Diaria u. 2t6.
la isso. (/tpoiadon.) Unido com os mos collegas em
pensamento e vontades nao poseo apreciara amizdc
daquelle qoe mefozem o favor...
O Sr. Augutlo dt Oliceira :N'So fac,o favor a
homem publico alsum, fajo juslica.
O Sr. Presidente do Contetho :Creio que o no-
bre deputado nSo me faz Justina nesse seu proceder;
faz-me injuslica snppondo que eu posso aceitar elo-
gios que nao caibam nos meus collegas...
O Sr. Augutlo e Oliteira :Isso he multo no-
bre no honrado ministro.
O Sr. Prndenle do Conielho:Nao he nobreza,
he realidad. .ipoindot Estamos perfeitamente de
accordo ; temos assim esminhado, e queros adversa-
rios, que os amigos quer nos querem separar, para
mim csISo na mesma linha ; nao os dislingo. (Apoia-
dot. Muilo bem.)
A discussSo fica adiada pela hofa.
O Sr. Paula Candido pede urgencia, a qual he
approvada ; continua portanto a discusso interrom-
pida.
Os Srs. Paula Baplisla e Fausto de Aguiar eedem
a palavra.
O Sr. Augutlo de Oliceira diz que ainda esl
inleiramcnte alheio qaanto ao modo por que lem de
ser rralisada a reforma .das secretarias de estado,
vislc que as palavras do ministro do imperio nao
encontra as informa^es que neces-ila para esse
fim.
Respondcndo s ohservaces feits pelo presiden-
te do consclho, o orador exprime-*, nos seguinles
lermos :
Sr. presidenle, eu nao desejn de maneira algoma
eslabeleccr discussoos com pessoas a quem sou arTci-
coado e a quem muilo respeito, porm nao posso
dei*ur de dizer duas palavras ao Sr. presidente do
conselho. Emhora tenha eu urna iotelligencia
muilo acanbada, todav homem publico da do homem particular; n5o se-
ria jamis capaz de aproveitar-me de ama posico
publica para fazer elogios a este ou quelle Sr. mi-
nistro de estado que me honrasse com a sua amiss-
de ; sezuramenle he de grande satisfcelo para o
meu coraran quanilo posso fazer jusli;a a nm ami-
go meu que se acba enllocado em pusicao tao ele-
vada ; mas porque eu lenha um ou oulro amigo
no ministerio, cojos tlenlos admiro o cujo servicos
sou nbrigado a recoulieccr, e para cuja gloria eu
desejaria contribuir, querer-sc que proceda da mes-
ma maneira para com lodos os ministro, be muila
eiigcneia! Posso eu, Sr. presidenle, ser membro
da mainria, adoptar o pensamenlo da politica do
gabinete, dar o men voto conscicncioso em favor
desla ou daquclla medida, p irem alguma medida
conlendo una ou nutra disposico que me pareea
menos convcnicnle, supponbn ser muilo licito ere-
guiar que eu peca licenca ao ministro respectivo
para fazer-lhe as miulias observaees. Assim hei
de eu semprc proceder nesta casa ; quando enten-
der que um Sr. mini-tro de estado, a quem respeito
inuito, e'por quem lenho inesmu sympalhia, pro-
cede menos felizmente a respeitu de um ou oulro
obeclo, hei de pedir a palavra para presentar as
miuhas rcllesOcs, porque aqu, senhorev na vculio
pedir ou fazer favores, e sim enmprir deveres como
represen la ule do povo.
Azora dizer um Sr. ministro; dispenso os vos-
sos elogios, urna vez que nao elogiis tambem os
meus collegas, nao sei o que daqui se deve infe-
rir. Declaro que conlinuarci a proceder da mesma
forma ; ao ministro que eu entender que faz bene-
ficios ao meu paiz hei de apoia-lo, e a respailo da-
quelle que, no meu pensar, proceder menos bem,
hei de fazer minbas observacoes; nao se segu
que, porque elogio a um ministro, deva elogiar a
todos.
Hem lis, a casa >e recordara que lendo o mesmo
Sr. presidente do conselho recommendado em certa
orcasiao a adopcilo de um artigo addilivo elevando
os ordenados do* conselheiros de estado, eu oppuz-
me a esse artigo declarando que lendo sido aulor
de urna emenda a esse respeito apresentada em nu-
tra occasiao, anda eslava na mesma opinio. Quan-
do se Iratuu de um oulro arligo addilivo lendo por
fim conceder um auxilio miulia provinvia, eu tive
de entrar cm discussAo tambem com o Sr. presiden-
le do conselho cm opposir,ao sua opiniao. Portan-
to, n.1o vejo [que S. Exc, tenha a menor razao para
entender que, fazendo jusliea aos actos da sua ad-
mnUtracao c os elogio, devo da mesma forma elo-
giar aos seus collegas, eu que teria a coragem de
sobra se as circumslancias o exigissem para fazer
refiexues sobre os objeclo* da repartirlo que S. Exc.
dirige, se entendesse que S. Exc. proceda mal. Se-
iiliores, a confiauca nao se inipc, inspira-se ; o mi-
nistro que quizer ler a conlianra Ilimitada dos re-
presentantes da naca. deve procurar inspira-la por
seus aclos, e nao imp-la. yApoiadot.) Apoiando-se
um gabinele, nao be possivel votar-se o mesmo grao
de ronfi.ini.-a a todos os seus membros; c pelo que
diz respeito ao Sr. ministro do imperio, S. Exc. me
parece ser um poueo generoso quando trata de mar-
car ordenados a empregados pblicos ; j live occa-
siao demostrar esla tendencia de S.Ec. quando se
Irala aqu da tabella que marca os vencimentos dos
lentes das escolas de direilo o de medicina; mas
nem por isso eu deijo de respeilar a pessna do nobre
ministro, e Matate 'le apoiar quasi todas as medidas
da sua administrarlo.
O orador conclue o seu discurso da maneira se-
guiule :
Tinha de fazer oulras reflexites acerca da materia,
mas vejo que ellas nSo sao {necessarias para a cas,
queja esluflicienlrmenleesclarecida relativamen-
te a grande ulilidade do projeclo. Sinto muilo
achar-mc em divergencia com muilos dos meus ami-
da critica dos mesmos. Tendo analysado muilo seu
sondo, commcntadii muilo seus descjix, linha apaga-
do a forea de raspa-lo, a livro de sua felicidade; mas
conhecia desde muilo lempo a fraqueza de sua ndo-
le. O que o admirava e consternara desde a vespe-
ra, desde que liuha cmfim alcansado sua chimera,
era o nada da vida. Snas vinle e qualro horas do
eco o linbam desengaado inlciramenle da Ierra.
Enlo elle via com clareza! A verdade nflo se dcua
contemplar assim scn.lo aos moribundos c aos me-
nino, da mesma sorle que nao se pode supporlar a
visla do sol tenia quando elle nasce ou poe-s ; to-
dava a nevoas e as dores sao as vezes inui fovora-
veis para s-o.
Asim Vit.ili- jaleara anio qoe s Iba reslava es-
crever a palavra fin, e que sua obra ueste mundo
eslava interrumpida scno terminada.
Com cffeiln i-lle pcrguntnva a si mesmo a quem, c
a que sua vida poda ser til. Es*e joven velbo no
cria no futuro, nem de seu coraro, nem de seu es-
pirito, nem de seu lempo. Ningiiem lem arcan c
poder sobre lodos tenia cuidando miquillo que ama,
c miquillo de que he amado. Elle linha perdido, me-
mo enlr os seus. oliroludo entre ns seus, o direilo
ile amar c de ser ainado. A nica panbabilidade de
(Miar ao menos nina saudade era partir. Seu pai
dina sem duvida que elle baria abandonado covar-
demenle n grande devena Uherdade? Sim; mas
brando,nao perlurliaria muilo mais ainda a alma e a
esperanza paternas?
E demai. sua mnrlc poda servir para alguma cou-
sa : alllrmaria rom una autoridad quasi irrecusa-
vel a innocencia e a pureza de Marlha. .Nesle sen-
lido elle csrrevcu urna longa caria a Pedro na qual
dizia :
o Leras, meu irmo. meas papis c minha olas,
assistirs a* miuhas lulas, e ai ........tormento-, iik-
viras ineii* grilo* e confiaras nessa voz viuda da ou-
Ira vida. Entilo venerar rerlaiuculc a Marlha, essa
alma anglica que quiz alvar-ine, e lalvoz me la-
oipularu a tuilii, espirilo man que a perd, hesta
maneira mana un portee por ella e por ti, e ela idea
GMaols-Mf.a
Reare realmente um m lauto emque seu peusa-
ineiilu iiiiiiiaineiili' iirupado e vlerneceu se ttiiilim.
ros ; lerei de votar por algumas das medidas cou-
das no projeclo ; mas quanlo ao arl. I. peto licenea
ao nobre ministro do imperio para ne voto, a menos qoe S. Exc. qneira fazer quesillo de
gabinete, aguardando lodavia a impresso dos dis-
cursos dos Sr. ministros para melhor responder e
com mais raima considerar algumas proposires a que
lenho mesmo medo de dar umaresposla que nloseja
devidamenle pesada e reflectida.
O Sr. Paula Baplisla : Sr. presidente, pesan-
do as minha palavras, procurarei reslringir-me o
mais qne for possivel.
A remara dos Srs. depnlados nao esl cansada de
discutir objeclos de importancia, como dlsse o no-
bre depulado por Pemamburo, meu honrado col-
lega ; ella deve ser, e effeclivamenle he fiel aos seus
deveres ; o que segundo creio, a deve causar, be a
repelic.no de cousas que ja militas vezes se lem dito.
( Apoiadot. ) O meu nobre rollega, que impugnou
o projeclo, ja no procura discriminar as materias,
ja nao procura medir o alcance de cada urna dellas
sempre no mesmo principio de economisar os d-
nheiros pblicos, sempre no mesmo entrinrbeira-
mento de nao augmentar despezas, vai elle comba-
leudo iudislinetamente todas as medidas e reformas
que se a presen tam.
O Sr. l'iriato : Cecamenle.
O Sr. Paula Baplitta : Do qne se Irala, se-
nbores ? Da reforma das secretarias de estado. Esta
reforma ja foi pedida por oulros ministros anterio-
res : o Exm. Sr. visconde de Monte-Alegre lambem
a pedio ; varios ministros que se tem succedido lem
declarado que, pelo modo porque eslo organisadas
as secretarias, elles enconlram embaraces e diffi-
culdades no desempenhn de cus alio deveres, que
precisam ser coadjuvados com urna melhor ordem e
distribuirn de servieo ; sao elles os responssveis
por todas as difllceis incumbencias e deveres inhe-
rentes sua misso ; como pois negar-se-lhes esta
reforma ? Pois lio o os Srs. ministros de estado
aquello* que, envulvidos nos trabadlos de suas res-
pectivas reparlirc, ronhcccm o* inconvenientes
praticos do servieo las crrelarias pelo modo porque
be foilo '.' Nao s,lo elle, lalvez, os mais habilitados
para ronhecercm a melhor organisaro que se deve
dar ? Negar isto, senhnrc, no he so negar confi-
anza ao governo ; be querer fazer-lhe nm mal, e
nao sei se diga urna hostilidade ( apoiadot); por-
que, em verdade, todas as vezes que me encarrega-
rcm de negocios difficeis e roe negarem o que pero,
como rondirao de tem desempenhar meus deveres,
aagrataro a minha posijSxv far-mc lio um
mal.
O nobre depulado por Pcrnamhsco, meu honrado
rollega, qnerendo desde logo saber a modo porque
llovera ser feila a reforma das secretarias, ron-
rluio dizendn que nenhum beneficio espera della.
O S"". Augusto de Oliceira ; Eu disse isso ?
O Sr. Paula llaptitla : Creio que disse ; Ira-
lou do modo porque no seu cnlendor se devia fa-
zer a reforma. Eu de minha parle me confesso
sem conhecimenlos precisos para Iralar pralicamen
le desla queslao ; julgo mesmo que islo pertence
prpriamente ao "governo, c nao ao poder legis-
lativo.
O Sr. Augusto de Oliceira:O meu Ilustre
amigo esl em um terreno falso ; eu apenas pedi iu-
formares.
O Sr. Paula lapliita : Scnbores, nos nao so-
mos lao prineipianles no rgimen conslitucional que
nao saibamos Irarar a linha divisoria entre o que
pertence ao poder lelislalivo e o qua perlence ao
governo. Nos em alio ponto concebemos as ner es-
sidades publicas, concebemos as medidas proprias
decrelamo-las ; o melhor meio de ciecula-las per-
tence ao governo, que he o que tem a pralica dos
negocios e lodos os elementos de informaces que o
poder legislativo nao pode Itr.
Me parece, Sr. presidenle, que as poucas reflexocs
qoc lenho feilo baslam para provar que o projeclo
deve ser apprnvado. (Apoiadot). Se em objeclos de
mais alia importancia a cmara dos Srs. deputados
presta seu apoio e conlianra ao actual gabinete, co-
mo o nao prestar neste da reforma das secretarias,
sem duvida de pouca imporlancia cm rolaran a ou-
lros muilos
O Sr. Augutlo de Oliceira : De pequea im-
porlancia Faja o ornamento da despeza e ver !
OSr. Paula Baptitla :Senhores, urna sociedade
nao he urna casa de commercio. e nem as obriga.
roes de nm governo se limilam as de um guarda-
livros.
Urna co: : He forle.
O Sr. Paula Baplitta : Forle em que ? cO
nao me refiro a niuguem, sou incapaz disso.
O Sr. Augusto de Oliceira : Pens que o no-
bre depulado sabe que na casa nao ha guarda-livros.
O Sr. Paula Baplitta i J me expliquei : ja
disseque sou incapaz de offender alguem ; usci de
urna simples compararlo : disse que governar um es-
tado no se cifrava em tirar conlas correntes, e cal-
cular lucros maleriaes: lia necesidades que se ligam
urnas as oulras, e que exigem urna satisfarn cumple-
la, sem que os beneficios que se pretende obter ve-
nbam logo: os elementos de ririlisaco sao solida-
rios, de muilo* vem beneficios immateriaes, cujo
apreco....
O Sr. Augutlo de Oliceira: Fique semprc sa-
liendo que nunca fui guarda-livros.
O Sr. Paes Brrelo :E he deshonroso ser guar-
da-livros? (Apoiadot)
O Sr. Paula Baplitta :Sr. presidente, sou pou-
eo apto nesle terreno cm que forrja me querem
collocar. Sempre respeilci ao meu nobre collega,
usci de urna com pararan sem leve animo de offen-
der ; e, se apezar de minbas sinceras declararnos, o
Cuidando em Marlha Io branda, l.in simples, e tao
grande, lembramlo-sc de como se liuha feilo amar
fazendo-a soffrer, pergunlaudo a si mesmo que seria
della depois delle mora, esse cgoisla da amor senlio
arfar-lhc a peilo. occultou a cabera nos bracos, e
rompen em soIuqos. Ah elle leria sido salvo se
houvesse podido derramar lagrimas algumas vezes,
pois ellas sao o .lesafugo do oaracao.
O dia nasceu paludo c triste. Decididamente Da-
niel no viria mais, e o duello seeffecluaria. Entao
Nalalis entregnu-su inleiramenle a essa paUo su-
prema, a pai van da muri, da morlc que absolvr, da
morle que livra.
I.uiixa lo seja Dos! disse elle comsigo domina-
do pela cnlorpecedora e magntica delicia. I.oliva-
do soja Dos! creio que vou morrer, respiro !
Vrslindo-se cuidado.amonte, pai sobre urna mesa
as chaves da casi, e depois foi despedir-se do jar-
li.it.
Sim, meu pobre jardimzinbo, minha vida lem
ar de mondad, mas he como tu, reprsenla a cx-
ll'lis.n ; mas x -se-lhc logo o lim,
O lempo eslava sombro, o eco carregado, um ven-
to glacial afugcnlava as iiuvcns e curvara ns erro-
res, os tinos das aldeas rirrumvisinhas pareciam
chorar, ospanarinheaespantadas grilavam na ucvoa,
e as fiilhas sen-as cslnlavam-lhc debaixndos ps. Por
loda a parle reinara orna especie de tristeza mvsle-
rio*a. Nalalis tordo esa iftlicfu da nalurcza, e
expe iinenluu por iso o secrelo conlenlameulo que
nos caam a dor de um amigo, quando partimos.
Como rrjslavam-lhc ainda mais de Ires horas, re-
solveu ir a p passeanda al ao hoqun de Viiiccnncs;
porquanlo pouco Ihe imporlava faligar-se.
Desviandu.se muilo do raminho para cvilar a ca-
sa paterna, reparti pelos pobres que encontrn o
linlieirn que Ibe reslava, e vendo no bairro de Saint
Auloine no luiniar de urna porla o fretro de ulna
rapariga, lanenu algumas golas de agua lenla sobre
o veo que a eobria.
Cliegaudo prianeiro que linios a praea de Itel-Air,
Nalalis assonloii se sobra um montan de inadeiras. e
rnnii iiipluu i'iil.i.i ruin una especie de ardor vido
as arvoie, a pai/ageui > co. Aromas da (irima-
vera, cores do oulono, elle inln vas ronheceria mais I
meo honrado collega ou alguem quer temeraria-
mente empreslar-me intenresque eu naotive e nem
coslumo a ler, eu nao posso reasir seno com a mi-
nha boa f, de que presentemente eslou armado.
O Sr. Augutlo de Oliteira Nao senhor, quiz
provocar a explicarlo qoe acabou de dar, e qae
milito Ihe agradec).
O Sr. Paula Baptitla : Concluo declarando o
meu voto em favor do projeclo.
O Sr. Ferrar, faz algumas observacoes. tobre
os discursos dos Srs. Paula Baplisla e presidenle do
conselho : o Sr. Baplisla defcnJe-se, dSpoia do que
julgaodo-se discutala a materia do artigo, he elle ap-
provado.
Segue-se a discnsso dos segninles arligos, que so
approvados sem debate :
a Arl. B. Fica do mesmo modo aulorisado :
1. A reformar os regulamentos das secrdaTias
de polica da corle e provincia, marcando ordena-
dos lisos aos empregados dellas, e alterando a la-
bella dos emolumentos como mais conveniente for,
passandi. esle a fazer parle da receila geral. '
'2. A dispendrr 15,000} com a fundario de
um Instilulo de ceg, 40:0009 com construr(Ses r.
reparos de edificios para os seminarios episcopaes, e
13:0008 com a crear.no de facnldades theologicas
em dous dos actuaes seminarios episcopaes. d
Julga-se concluida a 2." discusso do projeclo, que
passa para a terceira.
.">. parte do toldo e calamento dos militare.'.
Continua a discusso do arl. 2." com o projeclo que
Irala dessns materias com as emendas a pojadas.
O Sr. Conego Leal ( pela ordem) pede o encerra-
menlo dessa discusso.
A cmara approva que se encerr a discusso.
O Sr. (lomes Bibeiro :Eu requeiro a volaro
nominal a respeilo da imposieo das penas ao ofl'n ial
que se casar sem licenca do governo...
O Sr. tVanderieij ( com irona):Oh Isto he
querer nos compromeller militas (Bisadas.)
O Sr. Gomes Bibeiro:Nao sei se ha cosnpro-
mctlimenlo nem se no ha, requeiro a votaee no-
minal sobre esla parle do arligo.
A cmara nao appruvn este requcrimenlo ; proce-
de-se volaco symbolica. e he approvada a emenda
da eommissao por It volos contra 85.
As nutras emenda ao artigo licam prejudicadas.
Entra cm discusso o scguinle :
Ar. 3. A disposicilo do arl. 1 no sera extensi-
va aos ofciaes que forem reformados por irre-
gularidade de conduela, ou fallas graves contraria
disciplina militar, na conformidade do S 2" dos arta.
t e9 das leis de 31 de jullio c i deago*lodct8.Y2.
O Sr. Miranda faz algumas ohservaeOes ao arli-
go, e pede csclareemcnlos cnmmssilo de marinba
e guerra.
O Sr. l.ima e Silca Snbrinho : Eu nao live
parle no artigo a respeilo do qual nobre deputado
faz as considrameles que acabamos de ouvir. V. Ex.
sabe, Sr. presidente, que o projeclo que se discute
uiiilieilai-oiiims.,"in de marinh.i e guerra, mas de
um de seus membros ; V. Ex. sabe tambero que
quando o nobre depuladu autor do jpmjerlu afjnre-
sentou a cmara, eu nao era membfifn'csM eommis-
sao, fui substituir ao Sr. depulado quando pedio dis-
pensa de membro da mesma eommissao. Assim. pois,
no posso responder nem salisfazer n exigencia do
nobre depulado.
') Sr. Miranda : O meu nobre amigo c colle-
ga acaba de dizer que no pode dar os esclarecimen-
los que live a honra de solicitar, por nSo ser o aulor
ilo projeclo...
O ~Sr. Ijni'i e Silra Sobrinho : Por no ser o
projeclo da eommissao.
O Sr. Miranda insiste na necessidade demodifl-
car o arligo, e manda mesa o scguinle requeri-
mcnlo de adiamento, que he apoiadn :
(i Visto n3o se adiar na casa o nobre aulor do
projeclo e nao dever conliuuar a discusso sem sua
presenra, requeiro o adiamento por eparo de Ires
dias.
O Sr. Prannos (minitlro da marinha): Sr.
presidenle, bem que nao seja aulor do projeclo que
ora se diseule, presto romo o meu vol a todas as suas
disposiroes modificadas como foram pela nobre eom-
missao de marinha e guerra, e porquanlo no enxer-
go os motivos da impugnaran fcila pelo nobre depu-
lado autor do adiamento o arl. 3.* do mesmo pro-
jeclo, entend do meu dever pedir a palavra para
impugnar o adiamento e observar cmara que a
disposieo de que se trata he summamente simples ;
que ella nada innovou a respeilo de reformas, e que
se procedessem as observacoes do nobre depulado,
procederan! conlra a le de fitarao de forras de mar
e Ierra do anno de 1850.
Pelo arl. |,a do prsenle projeclo se concede urna
vantagem aos ofliciaes do exercilo e da armada, in-
cluiudo-se no sold a 5.a parte que elles actualmen-
te percehem como se fosse urna gratificaco de eier-
cicioou disponibilidade ; o arl. 3.a dispOe que esla
vantagem no se faja extensiva aos que forem refor-
mados, uos casos que o mesmo artigo especifica. Pcr-
gunlo : esses casos de reforma sao novos, he o pro-
jeclo que discutimos que os eslabelcce '.' De cerlo
que nao.
Vejamos o que diz o s j.-'do arl. 9. da lei n. lls
de 18 de agosto de 185:2, a que se refera o art. 3." do
projeclo em dicusso(le'). Heinconlestavelquea di*-
pnsrao do arl. 3." uo trata senao das reformas que
liverem lugar conforme o dispolo na citada lei n.
6t8 de 18 de agosto de 1852 ; que aqui se nao legis-
la sobre reformas, e smenle se exelue da vanlagem
da 5." parle do sold quelles odiciaes que forem re-
formados, de conformidade com as leis vigentes, por
irregularidad de conducta, ou por fallas graves con-
trarias disciplina militar, pelas quaes tenham sido
Avistando a Pedro, Daniel e (boureau, Nalalis
levantou-se e saudou-ns, Pedro e Irihoureau rcpon-
deram-lhe a sanitario, c Daniel aperloo-lbe a mo.
(boureau foi adianto para indicar o carr.inhn.
Em um momento Nalalis julgou perceber debai-
xo das arvoresque guarncram a estrada alguem qne
assemelhava-se a seu pai; mas era evidenlcmeulc
urna illusilo dos sentido*.
Pouco depois desembocaran! em um claro perdido
entre as altores grandes, c Gihourcaii parou. Pe-
dro a parte, de cabera haixa evilava a vista o qual no alrevia-sc a olhar para elle. Daniel es-
lava lambem immovel e abalido, Nalalis para con-
lese chegnu-se a (boureau. o qual desenvolva
muila actividade, decnfardava as pistolas, carrega-
va-as e fallara ao mesmo lempo.
Senhor Nalalis, eis o que foi regulado : Vmcs.
se collucarilo na distancia de vinte c cinco pastas
com a farul la lo de adianlar-se dez pastos, e atiranto
um sobre o nutro quando qui/ercm.
Muilo hem, senhor (iibourcau! morro como
se nao livesse feilo oulra cousa em loda a minha
vida!
(boureau s respnndeu por um olhar feroz. Me-
dio os viute e cinco passos, foi collocar a Pedro e rol-
ln a collocar Natalia, entregando a cada um urna
pistola carregada. Depois arenou a Daniel que se
iifa-lass e balen palmas Ires vezes.
Nalalis com a arma baixa adianlou-se rpidamen-
te alao limite indicado, e ahi esperou immovel. Pe-
dro raminbnu I enlmenle ; ma sparou lambem no
oulro extremo.
Os dous adversarios, os dous irmaos lendo smen-
le cinco passos de distancia entra si encararam-se
paludos, trmulos c altonilos. Houvc assim um es-
pectculo de um quarto de minulo que foi lerrivel.
O proprio Daniel que julgava saber o desenlace, ar-
rimava-se a ulna arvore para poder fiear em pe, e
Ifiboureau que cria ainda na calaslrophe que havia
preparada, senta dnerem-lbe asenlraabar.
Espero que alires, Nalalis, disse Pedro emlim.
Pedro, s atirare depois de li.
Ite-grai .uto eselaoMNi o prinaagenilo, lar-rna-
hias toreado aoIratrieidio 1 Qui/ Irazer-te aondees-
lamos, i borda do criine. Dir, inedes o abxsnin, em
rondenina los a um anno ou mais lempo de prieta.
Eu, Sr. presidenle, no poda presumir que essa
arligosoffres*e urna impugnaran lao rigorosa como a
que Ibe fez o nobre depulado..,
G Sr. Mirandu d um aparte.
O Sr. Minitlro da Marinha: Petts razOes qne
exponho no posso deixar de volar conlra o adia-
mento, e desde j declaro que voto em favor do ar-
tigo.
.O Sr. Miranda corrobora as raziies.j produzidas
em resposla isohervac6es do Sr. ministre.
Dando-se por discutido o adiamento be rejeilado.
Continua a dicussn do arligo.
O Sr. Miranda nao quer consumir lempo nem pa-
lavras, nem prolcllar a discusso. Propoe-sc a man-
dar urna emenda relativamente organisacao dos
consolho< de inquirirn se o Sr. ministro da marinba
annuir.
OSr. Paranhot Minitlro da Marinha) : Sr.
presidente, devo agradecer ao nobre deputado a be-
nevolencia com que elle se dignou lomar depende li-
le do meu vol a apresenlaeo da emenda de que
Iralmi. Nao be, porm, a mim que compete decidir
esse assumplo, e sim cmara dos Srs. depnlados.
No nstenlo que o modo porque be composlo o
conselho de inquirirlo eslabelecido pela lei do 1."
de dezembro de 1811 para reforma dos ofliciaes do
exercilo e da armada por motivo de mo comporla-
menlo habitual seja o melhor. Mas o que convm
observar bu que o nobre depulado pretende reformar
a legislaran v igenlo no locante ao processo das re-
formas. Pelas leis vigentes o governo est aulorisa-
do a reformar no* caos que especifica o arl. 3.
do projeclo que discutimos ; essa autuis ir.i.i passou
as leis de luejo de afeas de mar e Ierra de 1350.
Ai leis que acabo de cilar, senhores, aulorisam ao
governo para reformar com o sold proporcional ao
lempo de servido, na razao de 1|25 avos porcada
tnno, o offlcul que lenha conduela irregular c o que
lenha commcllidn, fallas grave* contrarias i dis-
ciplina militar, pelas quac* fosse condemnado a
umanno ou mais lempo de priso. O arl 3.' do
projeclo etelue do augmento da quinta parte a re-
forma que tenha lugar por algum desses dous casos...
O S- Miranda d um aparte.
O Sr. Ministro da Marinha :O projeclo nada
altera a respeilo dos casos o forma dos rcgulamen-
los de reforma. O nobre depulado, porm, entende
que a disposies vigentes sobre a reforma dos ofli-
ciaes do exercilo e da armada mo sao as Mais con-
vcnienlcs, seno cm lodos os ca*os, ao menos no de
tn*o com por lamento habitual o no de fallas graves
contrarias i disciplina militar. Consequentemenlc
pretende o nobre depulado que o projeclo seja acom-
panludo de nm lili-ar nessa legislarlo militar
vigente, ou ao ineno* que o governo liqua anloris i-
do para molificara organisacao do conselho de iti-
quirirn que, segundo a lei do 1." de dezembro de
ISl, tem de julgir os casos da irrcgularidade .le
conduela. Se a cmara entender que convem dar
ao governo a aulorisaco proposla pelo nobre de-
pulado, pela minha parlo eu no duvido aceita-la.
O Sr. Miranda :lie a maior conquista que le-
nha faiteen toda minha vida parlamentar.
O Sr. Minitlro da Marinha :Mas devo ainda
observar que nao he lalvez esse o nico pimo em
que a legislac.no vigente sobre reformas carece de
revisan.
O Sr. Miranda:Assim, nada proponbo.
OSr. Ministro da Marinha :Concluo repetin-
doque be cmara quem deve decidir sobre a pre-
tendo do nobre depulado.
O Sr. Miranda :Entao no proponho.
Julga-sc a materia sufllcienlemcnle discutida, c
poslo a votos o art. 3. he approvado. O projeclo
passa para a lerceira discusso.
Pagamento de presas e reclamaeoet de lj>rd
Cochrane.
Continua a discusso do arl. 1. do projeclo sobre
pagamentos de presas.
Sao apoiadas as emendas propostas pela eommis-
sao de fazenda no parecer que publicamos sexla-
feira 1. de selembro.
O Sr. Presidente d a palavra a diversos Srs. de-
putados, segundo a ordem por que se acham inscri-
|os alguns dos quaes nao esli na casa e oulros ee-
dem.
O Sr. Candido Borges (Mocimento de allenrao)
Sr. presidente, recorda-se sem duvida V. Ex. c
a cmara o empenho que lomei pelo adiamenlo des-
la discusso, adiamenlo que nao tinha por fim malar
a proposla do governo,que nao mirava mesmo relar-
dar a decisao que sobre esle negocio deve urgente-
mente dar o poder legislativo; masque permillia o
uccessario evame dos direilos que exislem quelles
em favor dos quaes o governo nos pede aulorisaeao
para dispender a avullada quanlia de 1,109:0003.
Eu esperava que o governo, ou antes, e que o Ilus-
trado e digno Sr. ministro da marinha aceitas* esse
adiamento, que devia dar a cmara a consci-
cncia da juslica do seu vol, e que ao mesmo lem-
po Ihe garanlia o direilo que inconleslarelmenle ella
tem de inlervir, de examinar, da resolver em todas
as grandes qiicsloes do Estado.
O Sr. randao:.\nuiado.
O Sr. Candido Borges: Felizmente S. Ex.ac-
ceitou o adiamenlo, dando com islo mais urna prova
do muito que deseja marchar com a opiniao escla-
recida da cmara, e ao mesmo lempo permilliudo-
me que me habililasse para solirilcr boje sua ben-
vola allenr'io.
Senhores, em lodo o correr desla sesso cu lenho
constantemente apniado o governo, j com o meu vo-
to, e ja com o concurso da minha obscura palavra.
(Slioapoiados.) E nem poderia deixar de faze-lo a
visla da maioria dos sen* adose das palavras claras
e terminante que live a honra de pronunciar ncsla
casa em o anno passado por occasio da discusso da
resposla falla do Himno. Mas no sera por ven-
tura, senhores, permutlo a um depulado ministeri-
al afaslar-se da opiniodo governo em um'ou oulro
poni, sobretodo cm materias de semelhanle ordem?
Deven por ventura o depulado ministerial acompa-
nbar constantemente o governo em lodos osarlos de
sua adminislraco? Responder-se-lia, lalvez, que el-
la he a regra; c eu direi que dcixaria de s-lo se
no livesse exccprOes. (Apoiadot.)
Sr. presidenle, (rala-sede urna qucslo de alia im-
porlancia, Irala se de urna qucslo de economa dos
dinheiros publico, a qual se acba e*lriclamenle li-
gada a palavra e a honra do paiz. Trala-se, portan-
to. de urna queslo que impocrouslantcmente em
lodas as pocas o mesmo dever a lodas as cmaras e
a lodos os governos, sejam elles formados do amigos
ou de inimigos, de alliadns ou de adversarios. (A-
poiados.) Se islo be verdade, aflirmo a cmara que
s ideas que mullir boje crinm as que emilliria no
passado, serio as que emillirei no futuro, sempre
que liver de dar o meu vol em materia de seme
Ibanl ordem. (Apoiadot.}
Creio, Sr. presidenle, que a breve explicaran que
acabo de dar he sulliciente para dilinir a minha po-
-i;.i na aclualidade. E se alguem liver a coragem
de a nao querer amargar Uo clancuino busco apre-
enlala, me consolarri com aida de que faro juslica
asintenrOes honrse* dogabinele.e ao mesmo lempo
procuro servir a meu paiz do melhor modo porque
me he possivel. (Apoiado muito bem.)
Eentrarei em materia.
Comquanto, Sr. presidenle, roo no ado domina-
do pelas ideas que me assaltaro na occasiao em qoe
pela primeira vez foi suhmellido esle negrcio ao juizo
da cmara dos Srs. deputados. lodavia devo declarar
que o cstudo acurado dos papis ou documentos que
inslruem a queslo no levaram ao meu espirito o
convierto de que devo dar o meu voto em favor da
proposla do governo tal qual se acba concebida.
Sinlo qoe o governo nos viesse pedir um credilo avul-
lado, sem poder dizer com certeza a que cifra deve
elle ser levado, sem nos poder informar qnaes so o*
individuo, e quantos sin que a eslas sommas se i-
cbam coin direilo reconbecido; e ainda mais, sem
nos poder anegarlt que esla quanlia nao vai lalvez
loansformar-se em um pomo de discordia a vila das
irregularidades que irremedia velmenle se hilo de
dar na sua destribuiro: entretanto lulo i*lo he
verdade.
O Sr. Brando:Apoiado.
O Sr. Candido Borges:Para que o governo nos
pudesse apresenlar a proposla que se diseule era in-
dispensavel, Sr. presidenle, que elle soubesse com
antecedencia nao so qual era o numero de navios a-
presados. mais ainda qual era o valor de cada um
desses navios; enlrclantohe islo infelizmente oque
o governo nao sabe, islo o que eu nao sei, he islo o
que niuguem peder saber por mais que examine es-
le* papis!
Fot sem duvida no meio de lodas eslas incertezas
ou diftlculdades que, cm conscqncncia da resolucao
de consulta de 20 de maio de 1816, baixou o decreto
de 23 de do mesmo mez mandando nomear urna
eommissao que liquidasse c*la divida. A esta eom-
missao foram presentes lodo* os documentos encon-
trados no thesouro publico, na intendencia da mari-
nha, c na secrelaria de astado dos negocios da ma-
rinha, e rom esses documentos foram enviados seis
psito-, que eu deixarci de ler, porque creio que a
casa os conhecc bem.
Esla commisso foi nomeada em 9 de junho. e a-
pezar de loda a ded iracao pelo servieo publico que se
reconhece em cada um dos seus dignos membros, o
que be verdade he que depois de um Irabalho acu-
rado de 6 mezes a commisso responde ao governo
em dala de 1!) de dezembro que senlia nao poder
salisfazer a* suas vistas quinto s presas feila por
occasiao da guerra da independencia por fulla abso-
luta de documentos, e quanto s follas durante a
guerra do Rio da Prala, que tambem pouco pode-
ria dizer. Esla informai-o da commisso liquida-
dora esl de accordo com a informar.o dada em 17
de maio de 1815 pelo intendente da marinha. Ahi
diz esle digno empregado que no palia salisfazer
as vistas do governo, porque nao ni nao sabia qual
era o valor deslaspresas, como tambem das pessoas
que aellas linbam direilo. que por lauto se nao po-
da fazer a parlilha, visto que e no conhecia o di-
visor e o dividendo. Todava acredilava o digno
intendente que era convenienlce justo arbilrar-se
urna quanlia, a qual fosse distribuida como indem-
nisaeo por aquello- que provassem o seu direilo.
Eslas informarn-s do intendente da marinha e da
commisso liquidadora por cerlo no nos podem le-
var concluso deque a quanlia que > governo pe-
de be justamente aquella que o paiz deve.
Se deslas informarnos passamos s informaces do
ex-inspeclor da marinba, expendidas em oflieio de
21 de Janeiro de 1847, comquanlo tendamos alguns
esclarec mentes sobre pomos da queslo, lodavia
materia conserva-se no mesmo eslado de duvida.
Diz o honrado e distinelo Sr. Antonio Pedro de
l'.arv albo, ex-inspeclor do arsenal de marinha : oNo
posso salisfazer as visla* do governo porque no se
pode saber qual he o producto das presas, por isso
que do Rio da Prala vinham as quanlias englobadas
e as;im ero rocolhidas ao cofre, ignorando-se a
que prcas pcrlenriam em detalhc, accrescendo que
a cs'es dinheiros se havia ja no Rio da Prala mesmo
abalido sommas pagas ao commandanle da esquadra
e a diversos olllciacs. nUinlina elle : Relativa-
mente 8" parle que deve perlcnccr ao comman-
danle em chefeila esquadra, lambem lenho duvida,
porque cumpre saber qual he a 8". parle qne deve
que quedas precipitar-nos a ambos ?...Mas agora a-
cho-le asas castigado, Nalalis. No alirarei, porque
assim o promclli a minha mai. I'.elira-le. e vive !
Pedro laucn a pistola ao* pes do irmo. Nalalis
rabio dcjoelbos largando tambem a pistola, apa-
nbou a de Pedro e hei|ando-a disse branda e lerna-
mente :
brgado, meu Pedro Nflo le pozcsle conlra
mim com Dos, obrigado Queros que me retire,
vou relirar-me. Dizc adeos a lodos e abraca-o por
mim, mesmo a Marlha, cuja inocencia logo conlie-
rcr.is. Adeos. Reliro-me, meu irmo ; ma* quanlo
a viver !...ab podas (irar-me a vida, Pedro ; mas
uo podes lirar-me a morle Obrigado e adeos.
Ergucndii pela ultima vez a fronte ao co, elle vio
cm um segundo, como claridade de um relmpago
os grandes asperlos de sua vida, o quarlo de familia,
os campos de Roma, os tres jardins de sen amor, e
tambem perlo de si um pinlarroxo que eanlava sal-
tando pelos ramos de una arvore...Vollaudo contra
o peilo no lugar do coraran o cano da pistola de Pe-
dro, disparou-a.
Desla vez a pistola eslava hem carregada, e elle
cabio imme lialameulo morto. Sua alma triste voou
ao mesmu lempo que o pinlarroxo aatnslado ; porem
mais alto.
Pedro deu (im grilo de desespero, e lancou-sp so-
bre o corpo do irmo. Enlo vio-se alravez dasar-
vores acudir com a raboca desroberla um velbo, o
pai, lendo a mfioi estornuda c ns ps vacillanles.
Imperan I > a cada momento, julgando grilar, que-
rendo ver ; mas ceg e sem vo.
Leonardo linha-sc conservado ao alcance para re-
ceber Nalali, conforta-te, dizer-lbc boas palavra de
coragem e de cspcraiica ; mas ab no o levou, car-
regou-o.
Tres horas depois elle enlrnu no quarlo de Ungida,
a qual confiada na proniessa de Pedro Irabalhava em
lucias junio do fogo.
Enlo ? perguiilou ella vendo o marido.
Leonardo no responden, i-hegnu-se a ella e lo-
luando-lhe a obra das nios, ifajase-lba :
Que eslus fj/endo, Brgida 1
I ma meijs para oj mcNinor, creio une para
Pedro. H
No sflo para Pedro.
Tcns razao, sflo para Nalalis ; eslavam j co-
meadas.
Leonardo deixando enlo correr suas lagrimas,
lornou :
No Irabalhes mais nissn ; elle linha o pe asss
pequeo para poder calca-las.
III
0 que lorna quasi sempre absurdos c ceg os cas-
tigos que o homem inflige, he que be Io impnssivel
medir o efieilo da pena quanlo sondar a causa do
rrme. Pedro linha sido involunlarameule, no o
aulor. mas a occasiao da morte do irmo. Conlra
sua vonlade foi ainda mais injustamente cruel para
com a mullier.
Pobre Marlha Todosahandonavam-na duramen-
te ha dous dias. Leonardo e Brgida eslavam inlei-
raiuenlc entregues ao egosmo da paternidade. Pe-
dro quera ao ineno* infligtr-ihe tambem o tormento
da solidoc da duvida. S Maria arhoii furtivamen-
te um meio de ir ao quarlo da mohada levar-lhe um
beijo rpido c eslss doces palavras ; tranquillisa-le !
elle* nao se halerao !
Todava Marina no linha deixada de passar a
noile cm urna especie de leibnrgia febril em urna pol-
trona na sua lalioha ; mas esse ahalimcnlo mudou-
secm delirio quando de manha, visflo assusladora,
Pedro passou dianle della, lomou a hcela de pislo-
las e desceu para reunir-se a (boureau no paleo.
Durante dez minutos os albos de Marlha perma-
necern! liins c ardenles sobre o lugar da bocla de
piallas, depois ella poz-se a Iremcr em lodo os seus
membro, o lurneoii a cabera rom um torriat in-
sensato, como se Ihe viesse urna idea feliz. Foaga-
liarse no i.lo da janclla aira/, das cortinas, arran-
jou as dobras de maneira que visse na sala e ahi em
pe e muda, esperou.
A* lloras passavani. e Marlha conservav.i-sc es-
preita sem movimenlo, e na appareneia sem pensa-
inenlo. Todava de quando em qoando essa pelri-
lioacao revelava sen solliimenln. lina vez ella ouvio
na rasa vi/.iuha un* e-tudaule* cantando : u Sem amor
quem pode vivar um dia t (luir ve/ dista cutusjgo
mesma :- II que be mais horrivel be que uo -ei em
que momeiilu eu deveiia morrer.
perlenrer ao commandanle em chafe, visto qoe ahi
commandaram dous almirantes ; e se a essa 8". par-
le se deve a|unlar, ou deduzir o producto das presas
feilas por navio soltos que rruzavam em loda a cos-
a do Brasil, e nos mares da frica, estando neste
caso o brigue Painpeiro, e a escuna Libertad del
Sal aprisionados na cosa de Cabo-Fro pela fraga-
ta Isabel; bem como a escuna norte-americana &aif-
delate aprisionada as aguas da Babia pelo brigue
Imperial Pedro, e o brigue escuna Patagonia reto-
mado pelo mesmo brigue. Compre ainda salier-se
contina este empregado.) qual be o producto das
presas qne foram medidos em o serv ico da nossa es-
quadra, estando neslo caso a corveta General do Re-
g, a galera S. Saltador, e o brigue-ecnna Feliz.
Dos exames a que proced, Sr. presidenle, no me
consta que todas astas presas fossem avahadas.
Ainda mais i'-diz elle) temos de notar que a oila-
va parlo ao commandanle em chefe da esquadra, do
producto do brigue-esruna llemrindo,arrematado por
1:3135, no est em relarflo com esla quanlia, pois
que elle receben como olavo della a de 519. n
Bem v a cmara qoe das informaces que al aqui
lenho recapitulado nada se pode concluir quanto
imporlancia das presas, e por consequeacia quanto
ao mximo que cumpre eslabeleccr. Se daalas in-
formarles pastamos s que foram dadas pelo digno
conlador geral da marinha cm data do 10 de maio
de 1817, a* mesmas dovidas procedem. Nesla in-
formaeo diz-se : acho diflicil, seno impossivel,
decidir-se a queslo, porqne no se pode saber qual
he a somma total deslas presas ; no encontr porm
difliculdade quanlo ao numero de navios apresados,
e nem mesmo quanlo aos odiciaes e tripularles que
a esla quanlia e porlem julgar com direilo, porque
esle esclarecimenlos se podem obter pelo came
das sentenras ou dos processos feilos por occasio do
julgamento deslas presas, e pela relarflo dos paga-
mentos fcitos pela intendencia de Montevideo ,i nos-
sa esquadra, que conslam das conlas do commissario
geral e que se acham archivadas na conladoria de
marinba. o O que he verdade porm, Sr. presi-
dente, be que mandando o governo examinar pelos
processos qual era o numero das presas feilas, acon-
tece que em urna rel.trjlo organisada na secretaria
de eslado dos negocios da marinha, em visla dus
processos encontrados no carlorio da auditoria de
marinha, appareccm 08 presas, entretanto que em
urna oulra relacao organisada pelo conselho supremo
militar de juslica appareeem 53, islo he, menos 10 ;
nolaudo-sc que nesla ultima vem incluida a escuna
Libertad del Sul, que lio se acba comprebendida na
informaeao da secrelaria de marinha, o que faz acre-
ditar que nenhnma dolas lie exacta, c que o nume-
ro subi alm de 63.
A! visla, senhores, dessas nccrlezas o governo >u
no censuro o governo porque elle lem feilo o que
he possivel para esclarecer ce negocio) mandou
enlo informar ao Ilustrado Sr. Christiano Olloni,
que servia de nfficial de gabinele, o qual por seu
parecer evidentemente demonslrou que para elle
subsistiam as mesmas diiliculd.de que se baviam
apresenlado a seus antecessores, e quo os impossibi-
lilara de dar qucslo umaderiso terminante. Foi
nesle eslado que organisando esse senhor novos que-
silos, foi de parecer qoe fossem elle* enviados a com-
misso liquidadora ; e de fado o foram, por aviso da
18 de man.-o de 1X17.
A commisso, porm, depois de maduro exame,
responde ao governo nm anno depois,em 27 de mar-
co de ixis, que nada pode accrescenlar ao que liavia
dilo cm seu offlcio de 19 de dezembro de 1846. Ora,
Sr. presidente, foi exactamente nesse eslado de du-
vida que o governo remellen lodos esses papis ao
procurador da cora. porque lendo a commisso li-
quidadora concordado com o intendente da marinba
e conlador geral que se arbilrasse urna quanlia des-
tinada iiiilemnisacflo, Ihe pareca entretanto qoe
devia ser ouv ido o procurador da cora a esle res-
peilo.
A informacSn danta dada em odlcio de 12 de fe-
verriro de 1819 nflo adianlou nadi quanlo a presas
e seu importe, c todos os papis foram remedidos as
scces de marinha, guerra e fazenda do conselho de
eslado pelo aviso de 3 de marco de 1819 ; o ronselli"
de eslado requisilou lodos os documentos que seen-
conlrassem no thesouro e na secrelaria de marinha,
e ainda (oda a correspondencia olricial luvidaentre
o governo o marquez do Maranho, assim romo a
correspondencia havida enlrc o governo e o nosso
ministro em Londres naquella poca tendente aos
negnos de presas, bem como a respectiva relacao
dos processos.
Sr. presidente, se o elogio o mais consciencinso
feilo na tribuna podesse augmentar o prestigio de
que io justamente gozam os dignos conselheiros de
eslado, eu no hesitara em dirigir-lh'o r.esle mo-
mento : com eir-iio jo la* as provas foram examina-
das, todas as duvidas foram discutidas, lodas as hj-
polheses foram figuradas c apreciadas, mas o que ha
certo he que a conselho de eslado no pode, e nem
era possivel vencer o impossivel e dar nova solur.ui
materia, e nesse eslado txve por mais justo que se
marrasse urna quanlia e que se fizesse a distribui-
c.lo qnem fosse de direilo. Sr. presidenle, para o
desenlace desla queslo nao basta que se conheca
qual he o numero das presas, e quem ou qnanlosso
os que a ellas lem direilo presumido ou real ; ha
urna queslo que deveanteeeder a lodas essas, ques-
lao substancial, para coja solueo me parece que so
o corpo legislativo he o competente.Creio indispen-
savel saber-se se no cao presente se deve ou nao
admltir o direilo de ndcmnisaco. A esle respeilo
pa;o cmara pcrmisso para ler o importante pare-
cer do procurador da corda dado em officie de 12 de
feverciro de 1819, diz elle : Que em presenta dos
Emlim ouviram-se passos no andar inferior, e al-
guem subi a esrada. Toda a vida de Marlha eon-
reiilrou-sc-lhe nos olhos. Pedro cnlrou lendo os
olbo morios e a alma abatida, e foi romo machioal-
mente tornar a por a (listlas em seu lugar.
Pedro vollou-se ouvimlo do lado da janclla o es-
Irondu de um corpo que caha no asualhn, corren a
rorlina, e vendo Marlha de joelhos, lendo as mflos
posla, os cabellos desgrenhados, paluda, fra e im-
movel, traiisporton-a para o leito, do qnal nao tor-
nara a levanlar-se.
Sua agona, que darou Ires semanas fui qual sua
vida serena, simples c aflerlunsa. Cousa estranha !
ella no morria -uniente de dr. A noile passada no
j 'ilini de Aulnay, a nevoa do oulono, e o fri pene-
trante que a tinha gelado, e depois abrazado, aug-
menlava-lhe no peilo doliendo o mal incuravel do
coraro. As horas de angustia que a Indi un ator-
mentado malavam-na.
Sem duvida ella eslava mui conlenle de relrar-se
desle mundo : que faria nclle dahi em dianle de sna
alma".' Todava no leve pressa, nflo violentou a
morle corno Nalalis, amou-a. Senta que exista
apenas sobre a Ierra, e deixava sem impaciencia e
sem sania o sopro da cteniidade lev anta-la pouco a
pouco.
Pedro depois de ler li lo os papis de Nalalis que-
ra quebrar a cabera contra a parede, e exclamara :
Deixem-me sou um assa jos. Era eu que devia morrer Que faziu o velho
Pedro entre eses meninos '!
Marlha confirmou-lhc com Icaes confidencias, sua
innocencia c a verdade ; mas ao mesmo lempo Iran-
quillisava-o, i-onsolava-o e perdoava-lhe. No ultimo
dia foi ella que pedio perdao ; porque emlim linha
amado a Nalalis !
Posso fallar-te desse amor, accrescenlou ella ;
porque delle vou morrer I...
Aos dous lados do leilo, Brgida e Maria eslendiam
as nios para Marlha, e senlindn repeuliuameule tt-
lendi reni-e e resfriarein-se seus dedos descarnados,
ronliecer.ini que essa alma amorosa tinha deixadu a
uirpii.
('onlinuiir-*r-hii.
J


2
DIARIO OE PRNAMBUCO, SBADO 28 DE OUTUBRO DE 1854.
oficiosda commtsao liquidadora, ilos lvrose lodos
os papis relativos c esta quesillo <]ue llie foram pr-
senles, apenas podo concluir que nenlium eflcilo |>ro-
duzio as disposooes do decreto de 23 de mi de
1816, ssniioo desengao de nadase poder ohlcr, lor-
nando porlanlo o negocio ao ilalu i/uo. ola qursc
noacbem anda resolvidas de uma mnntira positi-
va as duas quesles preliminares e aubslanciaes da
malcra : l. Se os apprcbcnsorcs sao icsponsaveis
pelas presas julgadas improcedente. 2." Se igual-
mente o slo |ielas que sendojulgadas boas foram cu-
Irelanln iudemnisadas cin consequencia da recia-
niaenos diplomticas. Que sendo cerlo que diversas
qaaDlias foram distribuidas a alguns apprehensores,
e que grandes -ominas foram voladas pelo poder le-
gislativo para indemuisaces, nao pode deixar de
considerara fazenda publica como a primeira inte-
raliada na quanlia depositada, requere protesta co-
mo he do deverde seu especial oflicio contia qual-
quer desvio qne se d referida quanlia emquanto
nao for compeleule e terminantemente resolvido o
dircito que sobre ella possa ler a fazenda nacional.
Que uma vez que se determino legitima c deliuiti-
vamente qual lie a parle que deve ser entrecre aos
appreliensorcs, o caso entrar rasvias ordinarias de-
pois do juio do poder legislativo.
O Sr. Taque* :Ilavia de ser boniln ase.
O Sr. Candido Borges Nao sei se be bonilo,
pelo menos lenho duvdas. Essa quesillo, Sr. pre-
sidente, suscitada rom lano fundamenlo pelo pro-
curador da corta, foi sustentada pelas secones reuni-
das do marinha, guerra e Calenda do consclho de es-
tado, entretanto que o consclho de estado pleno nao
a achou procedente, naconvicrao deque tcitamen-
te se devia entender que esscdireilo se nao podia dar
porisso que o poder legislativo lendo j votado quan-
tias para pagamento de presas linha resolvido a
queseo implcitamente .'
Nilo sei. Sr. presidente, que qucsloes desta arden
se decidam implcitamente, (Apoiados.) Creio mais
que tambem se nilo podeallegar actos do poder exo-
culivo que forliliquem essa opiniao, porque para i<-
soseria necessario que se nao desse a existencia da
portara de 21 de maio de 1830, expedida pela se-
cretaria de marinha ao procurador da corta, orde-
nando-lhe qae procedesse de modo para que do co-
fre se nao levanlasse quanlia aUnma emquanto a fa-
zenda publico se nao achasse acoberto de qualquer
prejuizq que pndesse resultar da liquidadlo,
Seria.ainda necessario que cm seguimenlo aquella
portara naa liresse bailado a da 29do mesmo mea,
pela secretaria de eslrangeirns, louvaudo no mesmo
procurador da corta pelo embargo a que liavia pro-
cedido sobro aquelles dinheiros.
O poder ejecutivo, porlanlo, Sr. presidente, pare-
ce ter suuicientemente demonstrado que, se nao a I-
millia o direilo de iudemnisacan, pelo menos aguar-
dava a decisao do poder legislativo, porque sem es-
sa decisao nao se po lia conhecer derinilivamenlc
qual era a quanlia quo podia perlenccr aos apresa-
dorci..
Creie pois, Sr. presidente, que neste negocio o go-
verno nos dovia ler previamente apresentado a ques-
lo da ndciiinisaeAo.-.
OSr. laques :Nao apoiado.
O Sr. Candido Borges (dirigindo-sc ao Sr. Ta-
ques ':He esta a ininha opinio, se erro.erro coma
upiniao do procurador da corta e com a de dignos
i'onselbeiros de estado ; acredito, digo, queisso se-
ria mais regular do que o governo compensar uma
divida que nilo foi rerouliecida pelo corpo legislati-
vo, c lano mais quauto nao havendo Ici positiva
que regule absolulamcntc a materia, a queslo nao
pode sor decidida senao pelos principios recebidos
do direilo das gentes.
Creio, Sr. presidente, que s pela resolurao pre-
via desta quosliln he que mis poderemos saber se
essa quanlia de que se considera ja a naco devedo-
ra devejscr paga aos appresadores,ou se deve ser des-
tinada a cncher um canlo desse grande vnzio delu-
da nos cofres do Ihesouro nacional pelo dispendio de
&66ft000900O.
O Sr. Uraliano : He hem verdade isso.
U .Sr. Candido Borges :Se lodo esse negocio
de presas livesse marchado regularmente, minias
centenas de contosde res so nilo leriam cscoado do
uosso Ihesouro. (Apoaidos.'i
Uma lo:: Isso he que no lem llovida.
II Sr. Candido Borges : Com ofeilo, so a Da-
rte neutra esl cm seu completo direilo quando exi-
ge o pagamento de p-csas julgadas ms no respecti-
vo Iribnni.l, e se i esse direilo do neutro correspon-
de o dever que lem o bclligeranle do acceder a es-
sas reclamacoes, porgunlo : o que he que pode ca-
ber ao apresador se o producto da presa foi entre-
gue a seu dono, isto he, aquclle a quem foi violen-
tamente arrancada ? l)c cerlo cousa ncnbunia
desgraoadamenle lemos de pagar e tornar a pagar
tudo islo!
l'ois cm casos tac?, Sr. presidente, o apprebcnsor
nao lie rcspunsavel pela sua presa, ncm M menos
quando se prnvc que foi ella feila contra as inslruc-
res da'ias por seu governo, ou que elle pralicon ac-
tos de violencia prohibidos, segundo principios um-
versalmente accitos ?
Encarando a queslo por uma oulra face, isto he,
quanln a intlcmuisac..lo daquellas presas que foram
julgadas boas, e queem virlude da concessilo de re-
curso de graea especiaUssma foram depois declara-
das ibm, pcrgunlo : a naco neutra lera o direilo
de reclamar, e merino de ser indemuisada, cm algu-
mas circumslancias, de presas julgadas boas em Iri-
bunal competente e em ultimo -rao de recurso ?
OSr. Taques: Tem.
O Sr. Candido Borget :Tem sem duvida al-
Biima ; porque cumquanto a licrAo universal soja
de que os tribunaes se dicidem scinpre segundo os
principios admilldos do direilo internacional, o que
he cerlo he queem todas as partes do mundo elles
tomam cm maior ou menor escala por baso de suas
deliberaccs as iustrucces dadas por seu gorverno
aos respectivos cruzeiros. Ora, seria por certo a
maior das violencias, que a prupriedado do nculro
fosse transportada contra a sua vontade para paiz es-
Irangeiro, e que porcslc simples fado licasse de bai-
xo da completa e absoluta jurisdieco de seus Irib'
naes Semelhante donlrina, Sr. presidente, dara
a naoo belligeranlc o dircito de legislar sobre a na-
ci neutra, e acabara portanlo com o principio da
independencia e soberana das nacoes. (Apoiadot.)
O Sr. Taque* : Muilo bem.
O Sr. Candido Rorges: Ora, se as inslruc-
roes dadas pelo paiz belligeranlc a seus cruzeiros
podem ser mais ou menos injustas, podem atacar
mais ou menos directamente os principios do dircito
das gentes, he claro que, quando mesmo presas se
tcnliam felo segundo tacs inslrucces, e por mais
que lenham sido julgadas boas, assslc ao neutro o
direilo de ser indemnisado como assisle ao bellige-
ranlc o do indemnisar, sem que lodavia o upresa-
dor seja responsavel, porque comprio as ordens ou
inslraccfies dadas por seu governo, e o governo nao
lem o poder de dirigr-se em lacs nslrci;ocs segun-
do os caprichos de sna volitad?, mas segundo as re-
gras mutuamente aceitas cm tratado especial ou um-
versalmente recebidas.
Vma vo: : Sim, scnlior.
O Sr. Candido Borges: Mas em todo caso,
Sr. presidenle, a naeao neutra nao lem o dircito de
reclamar cm quanlo sesue o processo, emquaulo a
senlenra nao be confirmada cm ultima instancia,
em quanlo cm fim ella nilo prodnz seu definitivo re-
sollado, isto he, u (ransfercncla da propriedade
apresada para o dominio do apresador. II: s Dor
por lano depois desse fado que termina absoluta-
mente toda a conlcnda enlre o apresado e o apresa-
dor que a narao a enja bnndeira perlence a presa
pode interir. Dahi cm diaute a questan muda de
face, a quesillo be enlao de governo neutro com o
beligerante, qne assumc a rcponsabilidade da de-
ciso de seus tribunaes, e as reclamacoes podem ser
altcndidas, as indcmnisacOcs podem ser sali-feas
em virlude de principios de rigorosa justica, ou se-
gundo diversas conveniencias polticas. Koi sto o
que se passou par occasio das rerlnmaoOcs di) gn
vemo americano dirigidas ao da Dinamarca pelas
presa feitas por esta naco durante a sua ullima
guerra rom a Inglaterra. Koi anda tatiM que se
comportou a Inglaterra em frente das rcclimacocs
dos Esladt'S-Unidos, pelas presas felas por esla na-
rao durante a sua eucrra rom a Franca, o que de-
ram origen) ao tratado de 1794.
Mas, senhores, a decisao dada em virlude de ara-
ra especialissima, declarando mus as prests que fo-
ram declaradas boas pelo curso ordinario da justica
poderSo ohrignr o nprcsador a indcmnisaofio ".'
(lia um aparte.)
Acredito que nao, ncredilo que ewe recurso he
combinarlo, no tratado, como se qucira, feila de
coverno a governo, cimbiinicilo que. como j.i dsse,
podo ler diversas causas. A este respailo ufano-mc
ile estar de perfeilo accordo com a opinio de um
illuslrado c digno rousclheiro do lisiado.
Ora,Sr. pre-idcule, apresentei simplcsmenl; es-
tas qucsloes para provar a necessidada de >ua reso-
lno i i e dein ms'.rar que s o poder legislativo he o
competente pira resolver cerca dellas, e isto lan-
o mais quauto a existencia da divida em que sediz
que osl o paiz, bem como a cifra a que se eleva,
na ininha opinilo subordinada an exame e decisao
desla mancira.
liirei agora, respoodendo a um aparte que ha pon -
co me foi dado por um sobre depulado que est por-
to de mim, islo ha, se eu razia dependente da reso-
lucao deslas queslcs o produelo das presas feitas
durante a guerra da independencia. Senhores,
quando mesmo cu julgasse quo o direilo de indem-
nisacilo po.lia no caso verlcnlc ser applieado em lo-
do o rigor de suas consequenrias, anda asim cu
furia exclusodas presas da guerra da independencia
potados), porque o governo imperial cm portaras
de 93 le fevereiro c 30 de julho de 182i declarou
exprrssamcnle que a in.|oinni-ao"o das presas julga-
das improcedentes seria feila pela fazenda publica.
Creio que o governo eslava no seu direilo.
Orna lo: :Nao ha duvida.
OSr. ('andido Birgcs :E em miulia opinilo es-
las portaras do governo alada serven) para provar-
se que cllecstabeleciadirrereiiras, o quo acredilava.
que o lliesnuro publica nao devia cm todos os casos
camaar rom o onus da indemnisarilo.
O Sr. Taques:Sem toda a presa mi traz a obri-
gaoilo do ser indemuisada pelo apresador.
O Sr. Candido Borge*:Eslou do accordo com
o nulire depulado, porque, como j prove, ella po-
de ser mi, mesmo quando o apresador lenha cum-
prido liel c ponlualmeutc as ordens de seu governo.
Mas, Sr. preidcnte,eu nilo quiz provar com o que
lenho expendido senilo, que s ao poder legislativo
compele a resolucao previa desla quesillo, que sem
islo mo ha base para uenlmnia deliberacao. l)ei-
xemos porem de encarar a queslo em abstracto,
vamos ver se estas regras podem ler applicaeo ao
caso verlcnle.
Se, Sr. presidente, as presas feitas durante a gucr-
do Ro da Prala livessem sido convenientemente
classificadas, se se livesso procedido avalladlo co-
mo cum;iria,se sesouhessse quil era o valor d8 cada
uma dellas, se se soiibcsse quaes os apresadores, qual
a tripuladlo de cada navio, por cerlo cu sustentara
com todas as miuhas larcas a applicncilo restricta
dos principios que acabei de mencionar ; mas na
questao vdenle como volaremos nos ? Pela indem-
nisaeilo das presas julgadas ms e pagas pelo Ihc-
sourro ?
Mas quem o ha de indemnisar ? Qucm por con-
ta dessas presas j receben ou deixou de receber ?
Acredito que por semelhante modo cabiriamos em
uma grave injuslirn, e he a scgmntc : quo diversas
quanlias lendo sido jii pagas, mesmo em Montevi-
deo, ao burilo do Ro da Prala, e a diversos ofllcaes
mentos fossem felos i custa do producto de presas
realmente ms. E nao lie possivcl que no cofre de
depo-ilos se a.-hem quanlias de presasjulgadas boas?
E se nos boje maudiissemos fazer a iiidcmnisaoao por
em virlude do serviro que preslassc durante n guer-f
ra da independencia no caso de que nio quzesse
coDliuuar no servioodo Brasil.
Ora, cu pcrgunlo ao illuslre Sr. ministro da ma-
rinha, se quando o marquez do Maranlulo deixou o
imperio, a guerra da independencia eslava ou nao
acabada? Iiinegavelmculc eslava, e como estova, o
marquez do Maianlulo lem incnutetlavelmcnle di-
reilo a pen cao dos servidos que eulo preslou...
O Sr. Taques : Apoiado '. eslamos de ac-
cordo.
O Sr. Candido Borget: ... e en que tenlio im-
pugnado algumas prelencocsde lord Cochrane, aehe
que aiiictquinliaria o meu|paiz qumi loprocurasae ne-
gar o direilo que elle lem a essa remunerarlo pelos
servicos imporlanles que fez melbor das causas.
(.Ipoiados.) Epnr ventura o governo niloasseveron
ao marquez do Maranlulo, que aceitando elle estas
recompensas, nein por isso devia deixar de esperar
oulra da generosidad da itar'io brasileira ? Hojo ha
de se fallar promessa que enlao se fez ? Pelo me-
nos nio ser com o meu voto : e se o marquez do
Maranho, senhores, nilo preslou relevantes servicos
na guerra da independencia, pcrgunlo cu, qual a ra-
zan porque o governo imperial soliciten do da Ingla-
terra, a faculdade de poder elle usar naquclle paiz
das condecoraccs c lindos quo o Brasil Ihe havia
concedido pelo reconhecimeuto deatH servicos? Pois
he depois desla prava de rceonhecimenlo que s; Ihe
ha de negar a pcns,lo a qua lem direilo por estes
meamos servicos ? Eu creio que S. Exc. o Sr. mi-
nislro du marinha, ha de se nabar em graves difli-
culdadcs para sustentar a opiniao opposla a esla ; en-
Ireliinlo que esla opinilo si arha apelada pela opi-
niao de um dislinclo conselheiro de estado, que co-
mo membro do poder execulivn oceupa hojo um as-
senlii nos couselhos da cora testa da repanirao do'
negocios cstrangeirns ; arha-sc tambem apoiada pe-
la opinilo de un dislinclo conselheiro de oslado, que
oceupa boje, como membro do poder execulivo, um
asiento nos consclhos da corta, dirigindo a reparli-
oilo dos negocios da fazenda... {Apoiadot.)
Dir o nobre ministro que a proposta nilo negn o
dircito penso. A proposiu liega o direilo pen-
silo emquanto nilo prestar conlas, mas nao he essa a
quesillo senhores, a causa por que o marquez do
Maranho oblevc essa pcnsilo he lilo impoitanle que
me parece que ncm vale a pena gastar lempo cm
discutir a quesillo debaixo desse ponto de vista : pa-
guc-se l pensilo em honra do paiz, e acalamenlu
palana de quem lli'a conceden. (Apoiadot.) A ques-
lo pois da pensilo para mim deve ser resolvida como
acabo de indicar, paguc-sc, e recuse-se a indemni-
sarfln de presas al ajusto de conlas.
Eu nao sei se pelo lado do governo inglez lem ha-
vido reclamadles ao governo imperial; naoseidis-
so, c pcrgunlo ac nobre ministro se de fado ellas
lem apparecido, porque cu nao acredito no que por
ah se espalda ; e se o governo inglez lem feiln essas
reclamacoes cu confio que o digno Sr. ministro de es
Irangeiros nao tero deixado de fazer tambem valer os
no-sos dircilos.Scnborcs, nilo he a Inglaterra s que
tem direitos,todas as narOcsos lem.hc necessario que
ella reconbeea os nossos. fApoiadot.)
Pelo que diz respeito as presas feilas dnranlc a
guerra do Rio da Prala, ocho quo a questan he de
mais fcil solucao, porque a naco nao pode pagar
Beiaea da armada que apresaran) bem ? Sem duvi-
da ; be por isso que cu nao sustento os principios
vigorosos do direilo no caso em queslo ; us me
parece que para dar essa mesma decisao s o poder
legislativo he competente.
Se islo he assim, examinemos agora separadamen-
te as reclamacoes lano das presas feilas durante a
gueira da independencia, como das presas feilas du-
rante n guerra do Rio da Prala.
Para solver-se esla quesiao seria preciso saber-se,
como j disse, em quauto essas presas, c qucm silo as
pessoas que a ellas se repulam com direilo ; mas cu
j disse tambem que islo era impossivel sabcr-se,nem
mesmo recorrendo-se i relaco dos processos, porque
pela relcelo do supremo tribuna! de justica consta
que houveram 3(>julgados, entretanto que no carto-
rio da auditoria da marinha uiloappiirerem seno
'2't, e isso ao mesmo lempo que o oflicio de lord Co-
clurane de 5 de uovembro de 182o allirma que silo
127. Ora, nao se pudendo saber islo, como ha de o
governo argumentar contra aquellos que reclaman)
boje quando naquella poca esse numero nao foi
cjnlesliido? Nilo lia porlanlo ncnhiim onlro mcia S3-
no aceilar-se oque foi proposlo pela intendencia da
marinhu e scccocs do conselho de oslado, islo be, se
uilo aceilar-sco arbitrio dos (00:0003 cm rclacilo *
presas feilas por occasio da guerra da independen-
cia, porque he o nico quo n.lo poderser contraria-
do por aquelles que se julgam com direilo quanlia.
Mas, pcrgunlo eu, arha o governo que o poder le-
gislativo deve volar esles (00:000-5 consignados na I
proposla ? Eu acredito que nao deve ; porque por
conla dessas presas diversos pagamentos se fizeram j
como consta de documentos existentes no Ihesouro.
Foi assim que se pagou ua provincia do Maranho a
quanlia de 108:-238-5i(l, como consta do oflicio da
junta de fazenda de 17 de outubro do 1825. Foi as-
sim que o Ihesouro publico enlregou a lord Cockranc
a quanlia de 200:0005. em consequencia do decreto
de -2-2 do julho de I82 ; foi anda assim qne em vir-
lude do decreto de 33 de fevereiro do 182ise man-
daran) mais abanar 50:0005000 para serem distribui-
dos pela esquadra. D.iqui se seauc que leve lord
Corkrane em seu poder, do dinheiros recebidos, a
quanlia de 318:2789161. Ora, devendo perlenccr, Sr.
presidenlcaocomniaudaulcem rhcfcda esquadra a 8a
parle do lolal das presas feilas pela esquadra. na for-
ma marcada nos alvars de 7 de dezembro de 1796
e 9 de maio de 1707, be claro qne mesmo aceitndo-
se o arbitrio dos 600:0003000 a lord Cockranc nao
pode competir seno 75:0008. Porlanlo, cu disse
bem, que elle liaba em seu poder dinheiros recebi-
dos, sendo responsavel ao Ihesouro pelo excedente
dos 75:0003, ao menos emquanto nao provar, em
ajnstc da conlas, quanlo e a quem dcstribuio essa
quanlia. He claro que so lord Cockranc recebeu a
quanlia que ha pnuco mencionei, como so nao pode
duvidar, abalendo-se a de 75:0005, quo lbedevcm
competir, anda lem elle em seu poder 273:2385161,
j pasa, vO-se que a quanlia que a cmara deve vo-
lar, mesmo lomando a buso proposla pelo illuslre
ministre da marinha, nao pode exceder de
251:7618539. Mas poder-se-ha dizer : Se o corpo
legislativo votar simplcsmenle esla quanliu de
251:000 o governo nao po ler- acudir ao pagamento
vesso demonstrado de certo que cessaria no mesmo
essa somma depositada mo riamos prejudicar a of- Cnmo resUtotcaO de presas senao o que recebeu, c se
isso he verdade eu acredito que lomandu-sc o arbitrio
cnnlido na proposla, islo he, lomando-sc a quanlia
depositada nos cofres do Ihesouro, queconsla ser de
302:9375852, abalendo-se os pagamenlos j feilos na
importancia de 30:30!58IO,eajuHlando-sc a esse sal-
do a quanlia da 99:0178302 que o governo despen-
den mandando tirar do cofre, acredito que desdo
que nos votamos o total, isto be, 371:6188:111, lere-
mus volado sufliciciilcmcntc para satisfazlo desses
pagamentos; nilo comp.ehcndo pois como quer ono-
bre ministro da marinha, para esse pagamento do
Rio da Prala a quanlia de 509:0OSOO() Ora, Sr.
presidente, se a quanlia que cu acredito qne se deve
volar, em relaco s despezas rom o pagamento das
presas do Rio da Prala, ajunlarmos o que se deve
votar pelo saldo das presas da guerra da indepen-
dencia, en creio que cm lugar de se dar ao governo
o crdito de l,109:90S0972, esse crdito ao contrario
deve ser rcduzido a 025:iO!>88S3. Dcsle modo, se-
nhores, cu ncredilo que o paiz desempenba a sua
palnvra e que a sua honra nilo pode soffrer por nao
salisfazer a seus compromissns, c dando esse crdito
ao nobre ministro da marinha arredilo anda que
dou-lbe um voto de conlianca.
A hora esta muilo adiantada, nilo abusarei porlan-
lo mais da paciencia da cmara (mi apoiados) ;
acredito que a ininha opinio ha de ser impugnada
porque contraria um pouco ns vistas do governo.
Nilii lenho mesmo, senhores, a vaidade de pretender
que lenha encarado a quesl.lo como o l'arii qualquer
outroSr. depulado...
L'ma lo: : Tem encarado muilo bem.
O Sr. Candido Borget: Nilo creio mesmo que
miuhas ideas ou miuhas opinies possao ler qualquer
pequea influencia sobre o nobre ministro da ma-
rinha..,
O Sr. Ministro da Marinha : Esl engaado ;
nao apoiado.
O Sr. Candido Borget: .... c ncm sobre qual-
quer onlro inomhro do gabinete...
O Sr. Ministro da Marinha : Nilo apoiado.
O Sr. Candido Borges : Peco mil vezes c-
mara que me perde se Ihc rouhci lauto lempo, c se
ousei inlromcller-mc cm quesian desla ordem. Tcr-
ininarci, Sr. presidente, com as palavras com que
comecei: faco justica sinlencoes honrosas do ga-
binete, c procuro servir a meu paiz da melbor ma-
ncira que me he possivel.
O Sr. Tugues e outros Senhores : Fallou mui-
lo bem.
A discusso lea adiada, o presidenle designa a
ordem do dia e levanta a sessao.
1. de setembro.
Lidae approvada a acia da antecedente, o pri-
meiro secretario d conla do scguinle expediente :
Oflicio do senado, remetiendo varias proposic,as
autorisando o governo a conceder cartas de uatiira-
lisitfto i varios.A imprimir para entrar na ordem
dos Irabalbos.
Represeutacoes das Ordens Terceiras de S. Fran-
cisco da cidade do Pcnedo, as Alagoas, e deS. Be-
nedicto da mesma cidade, pediudo dispensa as leis
ilc amorlisacjio para possuir hens de raiz.A' com-
rnitsUd de fazenda.
Sem debate silo npprnvndos os seguinlcs parece-
res:
1. Dacommissao de commercio, industria c arles,
remetiendo ao governo o rcqucrimenlo de Manuel
Jonquim de Souza, pediudo privilegio exclusivo para
urna machina de moer caimas de sua invenca .
2. Da commissilo de justica, indeferindo a pre-
tendi de Joaquim Elias Elizco, pediudo a sobrevi-
vencia do oflicio deescrivao de orplnlos da cidade
Diamantina para seu lilbo, do mesmo nume.
daquellesquea elle Icrcm direilo,pois que o restan-
te desla quanlia seachaincompetcnlcmciile nasm.los
do marquez do Maranho. Em primeiro lugar nao
acbo provavel que a quanlia nao chegue, porque
consla que a maior parle das Iripulacocs dos navios
era composta de mariuheiros eslrangeiros que se re-
liraram e muilns terao morrido, por conscguinlc
creio que com csla quanlia se poder acudir ur-
gencia acredito existir o nobre ministro da marinha,
c em segundo lugar he de esperar que o marquez
do Marnnliilo preste conlas. Do que tica demonstra-
do he claro que nao procede a reclamadlo de lord
Corkrane respeito a indeinnisaco de presas.
Olanlo a esle panto creio que lenho manifestado
o meu pensamcnlo ; asura vejamos quanto rccla-
macilo dos sidos, pensao ou meio sold, 2,000 li-
bras que diz 1er dispendido por va da nossa logarlo
em Londres.
Senhores, eu nao impugno ncm levemente o paga-
mento dos sidos que se devem ao marquez do Ma-
ranho, c que ello ileixon de percebe* desde o 1" de
agosto al 10 de dezembro de 1825, nilo impugno,
porque a cmara sabe que esses sidos nao podiam
ser embargados, pois que em virlude ds Ici expres-
sa de 21 de 1893 o sold do militar apenas pode ser
suspenso cm sua melade, c islo mesmo quando so
Ser o caso de rrime com priste que deva ser julgado
em conselho de guerra, ou crime civil com pronun-
cia. Ora, cm nenlium raso se arha comprehendido o
marquez do Maranho ; e por conscguinle Bisasado
que n.lo tomos dircito do reler em nosso poder os 3
mezes c 10 das de sold que elle reclama.
No me deniorarci a respeito das duasmil libras,
porque para mim he malcra liquida ; nemelle pro-
va que so ilcve, nem existo domnenlo algara que
ao menos faca suspeilar que exisla tal divida.
Temos finalmente, senhores, a queslo da penso
ou meio sold.
Quanlo penso, Sr. presidente, permillir-mc-ba
S. Exc. o Sr. ministro da marinha, que cu diga que
e-Ion em desarcordo completo coma opiniao da pro-
po-la. O que be verdade, senhores, he que o mar-
quez do Maranliilo engajado para o servieo do im-
perio, presin relevantes serviros em favor da nossa
para os apprehensores como se nunca livesse exisii- independencia ; u que iio verdade he, que o derreln
do, deve ler o mesmo efieilo que composico, ou I que Iho conceden <~ta pansa, diz que Ufa conceda I jeclo como incon-lilucional. *e na rean'dade
O Sr. Miranda fundamenta com diversas raabe*
o seguintc projeclo, o qual sendo julgado ohjeclo de
deliberarlo, he mandado imprimir.
A asscmbla gernl legislativa resolve:
Artigo nico. A dispusirao do arl. 297 do cdi-
go commerrial nilo be exclusiva do igual faculdade
em relaco s sociedades em commandila.
i Paco, cm I deselembro de 1854.J. A. de Mi-
randa.
Commercio e transporte de escracat.
Contina a discusso do projeclo do Sr. Wandcr-
ley sobro csla malcra.
O Sr. II andei leg (profundo silencio.) :Sr. pre-
sidenle, a sessao vai lile adiantada, adiscussilo dcsle
projeclo l.li demorada, que nao lenho esperance de
que, quando mesmo elle mereca o asscntimcnlo da
cmara, possa ser approvado nos poueos dial que
nos restam. Nao Caria pois grande esforco para sus-
Icnlu-lo se nilo julgasse do meu dever, como seu au-
tor, responder a dos illustrcsdepulados,qne cnlcn-
deram em suas conscicncias dever impugu:i-lo.
Tenlio para mim, Sr. presidenle, quo o projeclo
Centn) em si materia da argente neces-idade 'apoi-
ados de grande beneficio ao imperio, o Com espe-
cialid ule as provincias do norte...
( na l'oz :Nilo apoiado.
Muitos Sis. cpulados :Apoiado.
O Sr. Wanderleg :So a illuslre depulado pela
provincia de S.Paulo appHcaasea sua esclarecida al-
inelo aos fados que oecorrem diariamente, se qui-
zesseeit..prcgar a sua Ilustrada inlelligenciu ao cs-
ludo dessasprovinrias, sem duvida que nilo seria
preciso dar-lhc Iralos para rcconheccr essa necessi-
dade que live em vista prover por meio do projeclo
que se arha em discusso.
O illuslre depulado romeroii por impugnar o pro-
oli-
momento qualquer queslo ; mas como provou o il-
luslre depulado a sna propoaicllo ? Disse que o pro-
jeclo atacava o direilo de propriedade que era ga-
rantido pela consliluicao do imperto ; rccunheceu
porem que ea ataque nao era um ataque directo
on destruidor da propriedade, que era um ataque
qae limita va esse direilo. mas que tanto tazia a l-
mitar.'io do direilo como a dcslruiei do mesmo di-
reilo...
O Sr. Silceirada Molla :Nao fui isto, nao.
O Sr. Wanderley :Tenlio impresso o discurso
do illuslre depulado ; nao quero responder senilo a-
quiHoquo o honrado membro l i ver dito. O illuslre
depulado disse que o projeclo atacava o direilo de
propriedade porque cerceava o direilo lato que li-
nha qualquer cidadao de dispor da sua propriedade
pondo-lbc limilac,es...
O Sr. Silveira da Molla :Matava o direilo.
OSr, Wanderley :O illuslre depulado vaialcm
do quceu Ihc allribuia, porque agora aflirma quo o
projeclo mala o direilo de propriedade.
Sr. presidenle, a propriedade nao pode ser des-
truida pelas leve emanadas desla cmara, mas pode
ser limitada c o lem sido, como o proprio Ilustre de-
pulado recoulieceu, sitando umitas que o faziam. O
direilo de luniacio a propriedade nao nasce ou nao
funda-se somonte no nterc-sc da propriedade, se-
gundo disse o honrado membio, funda-se principal-
mente no interesse da sociedade e do cslado ; quan-
do pois a sociedade exigir que a propriedadt seja li-
mitada em beneficio da mesma sociedade ou do es-
lado, inconlcslavelmcnlc essa limitaran nao s ser
constitucional, como tambem se hasear em todos o
principios do direilo. (Apoiadot.)
O Sr. Si(ie,Y mesmo.
OSr. Wanderley : Ora, islo ve-se na mesma
consliluicao do imperio, islo v-se em nlguinis das
leis exislcnles, tanto antigs como moderna*. A
conslituicilo re.-oiihece o direilo de propriedade em
toda a sua plenilude, mas immcdialameule o limita
arrecentandoque quando o interesse publico exi-
gir qne a prouriedade do cidadao soja tomada so po-
der faze lo com indemuisara previa. Eis-aqai nao
s umalimilacao ao direilo de propriedade, como a
sua desiruico. porque lira o gozo da propriedade do
individuo, cmhora o indemoise par oulro qualquer
meio...
f.'mSr. Depulado :Nao, porque ha indemnisa-
c5o.
O Sr. Wanderley :Mas a propriedade nao con-
siste nicamente na sua posse e gozo material, con-
ssisio igualmente na estimadlo, c esse gozo desappa-
reco completamente no caso de desapropriacao.
Alem disto, existem leis que no interesse publico
oquiparama propriedade movel propriedade de
raiz, c. g., existo uma Ici a doprivilegio la-
vmiraque determina que os escravus, bois, machi-
nas ele, que serrem para a culturada canna e fa-
brico do assiicar gozem do privilegio de encorpora-
c,^o no fundo das Ierras ; se ha uma lei que declara
que um bem movel lera as mesmas quididades c
iseiiQes dos bens de raiz, como se podo acoimar de
inconslilucional um projeclo que eslabelece dispo-
sCes quasi idnticas! ( Otirem-xe aparte ).' A
consequencia dessa lei he que o legislador pode, a
bem do ii.lercsse p..tilico determinar quo a proprie-
dado movel lenha as necessarias qualidades dos bens
de raz ; e nao ho pouco mais ou menos o que es-
labelece o projeclo ? ( Apoiados. Conlinuam os
apartes. )
Ora, senhores, se so d-se na propriedade consi-
derada cmgeral, oque acontecer quando tralar-se
de uma propriedade que funda-se no abuso ? {Apoi-
ados.) A sociedade n.lo lera o direilo de limilar
esse abuso, de fazer com que elle seja menos preju-
dicial mesma sociedade ? (Apoiados.) Se nos en-
lendessemos que deveria acabar a cscravatura entre
nos, havera alguem que se nos viessa oppor, o a
quizesse perpetuar porque assim feririamos o dircito
de propriedade? (Muitos apoiadot. Vroseguem os
opartet.) Como pois enlendc-se que he inconslilu-
cional fazer-se cesar o commercio do escravos de
provincia a provincia ? (Apartes.)
Posso usar c abusar da minba propriedade, be
nina das consequenoias della, diz-mo o illu'tre de-
pulado por Malto-(Jrosso.
O Sr. I'irialo:Apoiado.
O Sr. Wanderley:Podis abusar sin) da vossa
propriedade cm gcral; mas da prouriedade sobre o
homem nao podis abusar (muitos apoiados) ; se en-
lenderdes que podis abusar a ponto de deslrui-la
esse abuso poder-vos-ha tambem levar ato torca.
(Apoiados.) O illuslre depulado pode destruir urna
casa, locar-lhe fogo sem que alaguen] Ihc lome con-
las, pode malar qualquer animal quo liver criado;
mas faca o mesmo ao escravo, c vera o que Ihe suc-
oede em face da lei. (Muitos apoiadot.)
OSr. I'irialo d um aparto.
O Sr. IP'anderletj:Signifique o que quizer a pa-
lavraabuso; o que Ihe eslou mostrando he que
os possuidoresdessa propriedade especial ou sui ge-
neris lem certas reslricces que fazcm com que
lodos os argumentos que os Ilustres deputadns apre-
- ma! un, fundados no dircito de propriedade, des--
apparecam...
O Sr. Bello:A qucsl-io nilo he ds direilo, direi-
lo ha, a quesillo he de conveniencia.
OSr. Wanderley:He justamente a conclusiloa
que cu quero cliegar, essa que tira o Ilustre depu-
lado pelo Rio Grande do Sul: A queslo pois, se-
nhores, nao he de consliluctonali.ladr; so a cmara
entender que convem por essa limitaco ao direilo
de propriedade que tem o cidadao Brasilciro sobre
o escravo, pode fazc-lo, porque n.lo Ihe be isso ve-
dado, cabe em sua ideada...
O Sr. Silceira da Molla:A queslo nao be se
pode estabelecor isso, a questao beque a limilacao
"lleude ao direilo de propriedade___
OSr. Wanderley:Naa o neguci; mas creio ter
dcmnuslrado que usavamos do um dircito nosso...
OSr. Sikcira da Molla d oulro aparto.
O Sr. Wanderley : lia muda dill'erenca entre
essa oflensa, se tal nome se Ihc pode dar, feila pelo
poder compleme,c que lomaiim nome de limilacao,
a oflensa feila por um particular ou por quem nao
(em faculdade legislativa, que nesle caso toma o no-
mo de violencia, de abuso. (Trncam-se differenles
apartes.) Como quer que seja, nao lerei torcas para
convencer ao illuslre depulado sobre esle ponto, po-
rem ao menos tranquilliso a minba consciencia so-
bre a inconslilucionalidade das disposices do pro-
jeclo.
Dissolvida csla prsenle difliculdade, he conve-
niente, he de necessidado o projeclo ? Disse o illus-
lre depulado por S. Paulo, disse-o o illuslre depula-
do por Mallo (irosso ; n'o, nao be necessario, e an-
da mais, nao be conveniente, ho contra todos os
principios econmicos, he impoltico, e finalmente he
dcfcicule quanlo a moral.
Sr. presidenle,nilo sei so sao os interesses diversos
das localidades representadas por nos que nos fa/.em
encarar por lilo diversas manen as o projeclo, visto
que cu o considero como muilo conforme aos princi-
pios econmicos, muilo poltico c muilo moral.
Muitos apoiadot).
Vejamos : mo preciso dizer aos honrados mem-
bros, porque elles o sabem que toda ou quasi toda a
prodiicco agrcola do imperio be resultado do 1ra-
balho de bracos escravos...
O Sr. Perras : Al mesmo cm Maranho.
O Sr. Wanderley : ... mas essa producrilo va-
ria conformo as diversas localidades, sendo cm urnas
maior c mais lucrativa. O (rabalbo has provincias
do norte, ou peta natureza de sua cultura, que na
maior parle consisto no planlio da canna o no fabri-
co de assucar, ou pela influencia do seu clima, be
menos productivo que as provincias do Sul, aonde
o trabalho por bracos escravos applieado cultura
do caf be ir.ais ventajoso. Esse oslado de cousas,
senhores, faz com que os Inventores da canna, on
os agricultores das provincias do norlc nao possam
competir com os lavradores das provincias do sul na
acipiisnao dos bracos necessarios as suas proprieda-
de-. (Apoiados). Verdade be quo ato boje quasi
nenlium dos grandes lavr.idorcs do norte tem dispos-
to de seus cscenvos, porque perderan) os capilacs fi-
\os empregados na cultora ; porem, senhores, nutai
que os bracos vo dimiuiiindo no Norte, por efleilo
da morlalidiidc, na proporrao pelo menosdc5",annu-
almenle, c que os lavradores aliual liaviam de ir bas-
car o recurso ou supprimcnlo nos escravos das cilia-
dos, ou entro os pequeos lavradores, cuja cultura
pode ser feila por bracos livres ; tirai-lbe esse re-
curso e podercidizer-vos que o norte lera dentro em
poneos annos de ver-se rcduzido a criador de bois !
(Muitos apoiados. Ourem-se difjerenlet apartes.)
Se recouherris, dizem-me, que a cultura no Sul
he mais productiva, enlao o projeclo nfleude os
principios de economa racial, porque prohibe que os
bracos precurem emprego nos lugares onde do mais
lucro....
Um Si: Depulado : Ho desproposito de quem
diz isso.
O Sr. Wanderley : Senhores, desconhero es-
ses argumentos, e admiro-me que baja quem se es-
riueradosiiilcrcsses de seus rselos para s cuidar
de augmentar os proprios 1 l'oa, senhores, devaras
queris que s duas ou tres provincias regorgilem de
riquezas, e que asdemais provincias flquem redad*
das a miseros lrlander.es ? (MtiiOl apoiado'. I itxtt
reclamarte-i )E3lranlio;modo de argumenlar daquel-
lo quedcscoiihece os altos ulereases pblicos do im-
perio c s olha e dirlge-se pela maior ou menej*
produccSo f.Vui/o apoiados.)
O Sr. I'irialo :(Queremos argumenlar com a
ciencia.
UmSr.Depulado : Qual sciencia? Islo be sci-
encia ? (Prosegiiem os apartes, i
O Sr. Wanderley : He verdade, senhores, que
vos lereis uma maior produecao, enriqueceris ainda
mais tirando todos os bracos escravos ao Norle, mas
lereis tambem um oulro prazer o de ver aca-
bar-sc a producto e a riqueza do Norte (Apoia-
dos.)
O Sr. Oliveira Bello : Niugucm ler.i prazer
nisso.
O Sr. Silveira da Motta : O que eu nao con-
cebo he, que o norlc ponda a sua esperanza smen-
le nos negros.
Um Sr. Depulado : E para que a querem no
Sul?
O Sr. Mentes : E para que mandan) buscar
al as enancas do 8 e 10 annos ? (Proseguem os
apartes.)
O Sr, Wanderley : Sr. presidente, nao he de
minba inleiiro tornar esla discusso violenta, mas
Bao esl era mnhas maos deixar de allcrar-mequan-
do Iralo de um ubjeclo em que vejo empenbada a
sorle de todas as provincias do Norte. (Muitos
apoiados.)
O Sr. Silveira du Molla : Eu combat o pro-
jeclo com a maior calma possivel.
O Sr. Wanderley : Ouvi dizer aqu, Sr. presi-
dente : Deixai que saiam os escravos do Norte,
porque diminuindo o seu numero os salarios bao de
augmentar, o por cunseguinlc ha de haver maior lu-
cro as industrias a qne elles se applicam
(Oawat-M apartes.)
Oh meu Dos! Onde vio o Ilustro depulado por S.
Paulo, que uma industria que nao d lucros quan-
do o salario he baixo, os dil quando u salario for
alto ? I
O Sr. Brandao : Isso he uma economa polti-
ca cspcrial.
O Sr. Silveira da Molla : He querer contes-
(ar-sc a luz do meio di;.
OSr. Correa dat Aere : E esla ? Ainda
diz que be contestar a luz do meio dia !
O Si: Wanderley : Scmpro ouvi dizer e apren-
d, que nos lucros de qualquer industria influe prin-
cipalmente a taxa dos salarios; os salarios fazem par-
te dos gastos de prodcelo, e quanlo menores forera
estes, motores serao os lucros ; seja, pois, o salario
barato, e veris augmentado o lucro ; e pelos mes-
mosprincipios, quando o salario for caro, veris esse
lucro diminuir al dcsapptreccr, e acarrelar a rui-
na dos industriosos.
a Com efieilo, exrlnmou o illuslre depulado por
Minas Geraes primeira vista infunde lerror ;
porque as provincias do Norte vilo poniendo os bra-
cos que ora empregam no trabalho ; mas esse mal
be lodo apparenle ou transitorio, o futuro que se me
anlolha he bullanle, a colonisacn allluira para a-
qucllas afortunadas provincias, o trabalho escravo
ser substituido pelo de bracos livres....(!!!)
O Sr. BrandSo : Que idade de ouro !
O Sr. Wanderley : Sr. presidente, eu nao sei
aonde o illuslre depulado foi beber a na tao pro-
funda ronv ieco. Nao a compartidlo ; ao contra-
rio pens que nao leremos colonisacilo no norle em
que tendamos a colonisacn do sul. (Apoiadot.) A
colonisao -o. senhores, pequena como a lemos, vai-se
cncaiQinhando de preferencia para o sul (apoiadot) ;
o seu clima, mais approiimado quelle com que es-
l habita lo o colono europeo, a sua maior rique-
za e por ronseguinle os maiores ariianlamenlos que
podem fazer os proprielarios do sul para altrahir a
colonisacilo. mesmo a cirriimstancia de estar a cor-
te no sul fazrmcom quea emigraco procure, como
lom procurado, essa parte do imperio, e sai depois do
sul estar repcelo de colonos he quo alguns procu-
raran o norte ;n norlc mo tem clima tao aproprindo
nos europeo* ; nilo he tao conhecido como o sul,
alm deque lem sido mais desarredilado(apoiadot),
por rnuscguiite a crreme de emigrac-in ha de pri-
meiro procurar o sul. Mas vos que queris snpprir
de bracos escravos o sul, causareis um daino ge-
inlo tercia colonisacilo, ou nilo vos esforcaieis
meltcr i consideradlo da casa; verei agora, e nao
me demorarei por muilo lempo, se csla medida he im-
poltica, como disse o illuslre depulado por S. Paulo,
que nclla cnxerga perigos c inconvenientes lace que
nos devem levar a reprimida in limine. J mos-
trei que a bem entendida polilica, a poltica na sua
mai larga aceepcao, exiga que se lomasse uma pro-
Mdeneaa re-peilo dessa eoiigraea; agora se o il-
luslre depulado a considera eomenla impoltica por-
que ella presla-ee a abusos por parlo do governo in-
glez, dir-lhe-bei que nao lenho semeluante receio.
Nos sabemos qne eme-ora o governo inglez baja ce-
lebrada ama coovencjiD com o governo 4n Brasil pa-
ra a ctlincelo de tranco dos Africanos, aem por isso
tm dirette do visiUr e ilar busca em navios naci-
aaes.ose efnz he nernbusode torca (murtas 4os,; e ajelando devessemo* ler esse receto sena elle
l'r
ENTERRO DE OFFICIAES POBRES.
O peso das alhmnspheras de infortunio que op-
ime a existencia dos ofllciaes pobres ( e bem pou-
co gozara da dita de om ser ) aggrava sobremodo
o pungir da dora suprema do passamenlo desses
marlvres da rel.giao, ,ia disciplina severa da foro,
ZZ ,.L-ur,n,.B vida.'a.Miveram um guia de
seai passos- a gloria do ,ua b|era- e s Iri-
^SS^sT ^""^ *<""<< honra e do de-
hTdi 72' .T? h,rcliM en*seltados da
ab.mdanca, quando do lerto He dor veem o dedo do
am,i da marte que Idos ao*, e,.lnho na cnler.
de" Le *J."a ""W" '!? dn-islo na hora
L* Pertarb-da pela dor deiWiarem cm lu-
la com a m seria a familia qne v v i 4a seus dcvel-
los ; a qua lem de eslrear aa e me,.,Oeiil.de. por esmolnr o ..eccs-*,fc|Lri, ,_
las amaacas c abusas que tem praticado, (apo>a los): estrada da honra e do dever militar, loca jungido a
e. senhores, o que podo ler o governo inglez rom n carro ds indigencia, os limites de sua existencia n.a-
execucil.i do noss.is leis meramente municipaes? Pe-r I lerial; porque a abnegadlo das riquems he um im-
conseguinleoreceioqueoillustro depulado procu- posto laxado pelas leis da honra e do dever mililar
aasaassass
A
\
I
I
ral
por blela emquanto liverdes o mercado de escravos
do norle, deixarcisn norle empobrecido, sem es-
cravos c som meios com que possa promover a colo-
nisacn. Muitos apoiadot. Oitvem-se apartes.)
Diz o Ilustre depulado : ra o norle como lem vindo para o Maranho. Ora,
senderes, esfar o Maranlulo lao longe de nos que
nao saihamos o qne por l se pa-sa '.'. .
O Si: firialo : Enlao nega que all nao ha
colonisarao ?
O Sr. Wanderley : Ora, senhores! Chama o il-
luslre-depulado colonisacn a 60 lbeos que foram
transportados cusa da provincia, e que nao deram
ainda interesse ncm p3ra se sustentaren) Islo nao
he colonisarao, he arremedo, he descrdito da colo-
nisacn. (Apoiadot e nao apoiadot. Ouvem-se alguns
apartes.)
O Sr. Dtilra Rocha : Esses lbeos vieram lodos
deilar vendas. (Riso.)
O Sr. Wanderley : Sr. presidente, nao enlen-
do que os argumentos tirados da sciencia econmica
sojam os nicos qne se devam Irazcr por diante em
materias desla ordem : se a maior ou menor pro-
duecao fosse o fim principal do legislador, censura-
vel le in sido o governo britnico por ler dependi-
do centenas e cen lenas de milhes para soccorrer a
Irlanda, porque seria mais conveniente quo seus ha-
bilanlcs prucuiassem emprego mais lucrativo em ou-
tros paizes sem scrcm tan pesados mai palria ; mas
nilo, senhores. o osladisla nilu he um especulador
que bu lom em mira outros interesses mais momentosos, ou-
Iros pensamenlos mais nohrrs c elevados ; o esta-
dista em que sobretudo se empenha he cm conse-
guir a felicidade de povo que coverna, c nao pode
promover o bem oslar e a feliridailo de uns cavan-
do a ruina e fazendo a infelicicude de outros. (Mui-
tos apoiadot. Ouvem-se apartes.)
Senhores, lornem-se as provincias do Norle mais
pobres e o futuro do Brasil sera desgranado. Ces-
sando a escravido no Norle, romo consequencia dos
continuados supprimeutos feilos ao Sul, quer a emi-
gracSoeuropea afflua para all, quer nao. os resul-
tados polticos para o imperio serao graves e peri-
gosissimos...
O S. Roeha : Ido he argumento para se propr
a revogaco da lei de 4 de selembro.
O Sr. Wanderley : Ser consequencia dos seus
prinripios, nao dos meu-.
Conlinuarc Sr. presidente, porque puroce-mc
que os ilustres dcpulados querem de proposito
ulcrrompcrme...
O Si: Rocha d oulro aparte.
O Sr. It'anderley :A consequencia de uma
maanea ridiral as rondcocs do trabalho das pro-
vincias ser o antagonismo poltico enlre as provin-
cias do Sul eas provincias do Norle, porque catas,
logo que nao tiverem escravos, se empenharao para
que os nao baja no Sul (apoiadot) ; as provinrias do
Sul quererao o contrario, e veramos sallar deste de
interesses entre mis os mosmns pericos que tem
amcucado a uniao dos E*lados-l,~ndns da America ;
c esses perigos nao so anlolham aos Ilustres depuda-
dos em um futuro mais ou menos remolo ? Eu en-
tonelo que sim.
Senhores, os fados que se produzcm diariamente
aos no-sos odos fallam mais alio do que os discursos
dos Ilustres dcpulados. Horrorsa quando vejo os
vapores brasderos com bandeira nacional e flmula
de guerra empregados cm carregar escravos do Nor-
lc para o Sul. Desde o principio da nniin ale o mez
de agosto ,700 csrravos lem sido importados na ca-
pital do imperio viudos das provincias do Norle...
O Si: Silveira da Molla : Ho um grande alga-
rismo !
O Si: Ditlra Rocha : Ha nada, damle-sc islo
linios os annos veremos o rcsullado.
O Sr. tl'anderlry : O anuo pastado -ahiram so
pela provincia da Baha dou mil c oilcnla c tantos
oscrsivos....
O Sr l'-iriato : Islo be uma felicidade para a
Babia.
O Si: H'anderleii :Se de uma felicidade doseje-
a o illuslre depulado para o seu Maranlulo, que eu
nilo na desojo para i Balita.
O Sr. Fiit:.t: Para o sen Matu-lirosso c nao
para o seu Maranho.
O Si: Wander/cy : Pade-sc calcular, Sr. pre-
sidenle, que o transporte dos oscravos do norlc para
o sul nunca ser menor animalmente de (000 es-
cravos...
Cm Sr. Depulado :Dahi para cima.
OSr, Wanderley:Diz muilo bem o Ilustre dc-
potado. Noto-seque esse resultado nilo be devido
exclusivamente .is neeessidatlea econmicas, he tam-
bem devido a uma torle associac" o a combinaran
de novas traficantes quasi guaes arisque negocia-
vam para a frica. (Muitos apoiados.)
Essa cmigraciln con-lanle do bracos escravos do
norlc para o sul do imperio ha de Irazer a falla da
produecao e 1 infclicnladc daquellas provincias,
porque a produecao augmenta a riqueza e esta he
que civilisa um povo, o torna mais brando c o faz
feliz.
O Sr. Rocha:Apoiado.
O Sr. w-in-tereij : Supiionlio, Sr. presideute,
ter Demonstrado a uecessidade, e cnnseguiilemeule
a ulilidade, de que se trata na primeira discusso
do prujeetna, da medida que eu live a honra de -iib-
rou nos incidir nenhuma mofa faz em meu animo,
e unten lo que podemus legislar em todas as materias
para que temos competencia, sem apprcdencoes do
inlerveiico estrauha.
Heinmil o vosso projeclo, nao podereis conse-
guir de mancira alguma que os escravos nao passem
de urnas para onlras provincias do imperio ; o con-
trabando far--e-ba da mesma forma porque falta-
se o contrabando da Costa -J'Anca. a Eu soppu-
nha, Sr. presidenle, que esta discusso nao era pro-
pria da 1. discussilo do projeclo, porque sendo
urna queslo de meios devia ser ap-e-enlada na 2".
quando se tratasse de prover de remedio a neerssida-
uc que o projeclo procura occerrer ; lodavia direi
sempre alguma cousa.
Senhores, lenho uma convicco, nao sei se infun-
dada, e he que as leis sao sempre exequiveis quando
as autoridades querem ( apoiados );se ha abuso, se
lia Irausgres-o. he essa uma consequencia propria
de estado social. Porque um individuo ou muilns
individuos cominellem uma aceito criminosa nao se
segu que as leis penaes scjain imitis ; porque o
conlrabandista conseguir passar 10 ou 12 escravos,
nao se segu que n.lo deva haver prohibidlo. Do-
mis os contrabandista da Cosa d'frica tinham for-
tes interesses no contrabando, porque os lucros del-
le davam para cubrir todas as despezas e riscos das
espocularOes ; melliam (00, 800, 1,000 e mais A-
fricanos dentro de uma embarcacilo, comprados por
dez rcis de mel coado ; e se essa embarcacao esra-
pava o produelo da venda clava para robrir as des-
pezas anteriores, e deixava ainda araudes lucros ; e
poder-se-lia boje fazer o contrabando com os preros
altos dos escravos, sujeilosaos riscos de transporte
Eara oulra provincia ? Qual o interesse dos conlra-
andislas ? quaes os meios que lerilo para corrom-
per lanas auloridasdes se ha quem lema essa immo-
ralidadc ? Declaro que nao os cou'aec". Poder pas-
sar um ou oulro escravo por contrabando ; mas este
mal he muilo pequeo era rclacilo ao que quere-
mos evitar. Nao entrarei porlanlo as differenles hy-
polheses figuradas pelo illuslre depulado por S.
Paulo...
O Sr. Silveira da Molla : E a respeito do com-
mercio e transporte terreslre
O Sr. Wanderley:Enlao concorda que o com-
mercio martimo poder ser evilado.
O Sr. Silveira da Molla :Nao concordo.
O Sr. it'anderley : A respeito do commercio
terrestre, dir-lhe-hei que ha corlas provincias, co-
mo o Rio de Janeiro, Minas e S. Pauto, que tem in-
teresses quasi idnticos ; existindo propriedades ru-
raes collocadas as raas dessas provincias perlen-
tencentrs ao mesmo individuo, lulo duvidn admil-
lir modificarles no projeclo que salvcm os incon-
veniente! que resultaran! de uma prohibido abio-
lula e permitan) aos fazendeiros o transporte de
saus escravos ; mas em oulras provincias mais lon-
ginquas de impossivel o contrabando por Ierra ; co-
mo podem atravessar 10, 12 ou 20 rscravos pelas
provincias do Maranho. Piaudy, Baha at Minas,
o nao adiar em toda essa vasla exlensilo da territo-
rio quem pergunle para onde vilo, e nilo Ihe pera o
passaporle ?
O Sr. l'ir>alo:Jalravessaram al o Rio de Ja-
neiro.
O Sr. Wanderley : Douda ?
O .Sr. Uriato : Da provincia do jMaranAo.
O Sr. Wanderley: Era pcrmillido : podiam
atravessar...
O Sr. Virialo : Em fuga...
lima Vo:: Para osses ha capiles do mallo.
O Sr. Wanderley : O que sei dizer ho que nao
sabe uma libra de caf da provincia de Minas para
a da Babia pelo rio de S. Francisco que nilo pague
dreilos, e creio que assim como so pudo prohibir
qne passem os gneros, poder-se-ha prohibir que
passem homens...
O Sr. I'irialo: V. Ex. nao me enlenden hem ;
passuvam escravos do Maranho sem pagar os di-
reitos...
O Sr. Ferraz : Alguns al para se livrarem do
sequeslro da fazenda publica.
O Sr. tl'anderley :Ue possivel que lenha suc-
cedido, quando nao havia prohibicilo de Iransilo pe-
las nutras provincias ; mas anda concedendo que
a lei possa ser s vozes Iludida, pergunlo. quanlos
assassinos lulo deixam de ser punidos? Iinmensida-
dc dclles ; o devrenlos por issojulgar inules c aca-
bar com as leis erimiaaea ?
Senhores, a hora deshilada para csla discusso
esla linda; eu vou concluir respondendo ultima
parte da iinpugiinca feila pelo Ilustre depulado
por S. Paulo, slo he, que em quanlo moral o pro-
jeclo he deficionli-sinio. Sr. presidenle, he verdade
que < projeclo he delicime quanto moral; nem
live em vista moldurar debaixo de todas as rclac/ies
a condico dos escravus, mas ho moralissimo sob o
ponto em que o encaro, (apoiados.)
Senhores, vos nao sabis lalvez como se faz o
commercio ou o trafico de escravos no Norlc ; j em
prncipio vos ponderci que nao era uma tendencia
nulural dos proprielarios desfazer-se de seus escra-
vos; a venda nao se lazregularmente para remir urna
ou oulra necessidade, ou para um melbor emprego
de capiles, nao ; laz-se porque da provocac,Ocs re-
pelidas, c sedueco. Ainda na corte e as provin-
cias existem compaudias organtsadas que espalham
agenlcs pelas villas epovoados al os menos impor-
lanles ; esses agentes andam de porta em porta pelas
fazendas; seduzcm com o engodo do maior proco
pobre viuva. e o pequeo lavrador, que possuo
um ou dous escravos...
Uma to: : B al aos proprios erravos.
O Sr. IVanderley: Sim, al aos proprios es-
cravos, ili/.on lo-lbi's que virio, ser mais fclizes. O
pequeo lavrador que possuc um escravo, do qual
tira n lucro de 308 ou 108, c que Ihc serve para a
planlae.io de gneros alimenticios, calentando que
pode tirar maior lucro da quanlia de 700 eSOO
que Ihe oflerecem, vende-,>. E o que succede?
Pensis que elle vai dar emproso productivo a essa
quanlia. ou applira-la ao melhnrainenlo da sua agri-
cultura ? Nao, senhores, o dulieiro be gasto impro-
ductivamente ou entregue a algum especulador que
se diz grande negocame por esses ceiros, o qual
em pouco lempo d cabo de ludo. Assim, o mise-
ravel que linha 1, 2 ou 3 escravos com que susien-
lava a sua familia, v-se privado dellcs sem vanla-
gem para si, e com damno da provincia que vai fi-
cando sem bracos...
Um Sr. Depulado d um aparte.
O Sr. Wanderley :I.cmbra bem, esse mesmo
dinheiro torna a vollar para o tocar donde parlio,
porque o dinheiro nao tica onde nao acha emprego
prosluclivo.
V-se mais (c he um horror, senhores !! cranlas
arrancadas das mis, maridos separados das mulhe-
res, os pais dos (Idos I Ide n ra Uireila, esse flo-
ro l'allvngo, e licari is indignados t compungidos
com o espectculo do lanas miserias ] E islo pas-
sa-sc na corle do imperio !
Nao de ludo, senhores, j como consequencia vai
apparecendo no Norlc uma oulra especula(Ao, que
de a de reduzr escravido pessoas livres...
O Sr. Agatar :Apoiado, islo de que lio lamen-
lavcl !
O Sr. Wanderley :Homens, a quem estilo con-
fiados esses desgranados meninos do cor parda ou
prcla, lem-os vendido ; oulros empregam violencia
para roubar mancas e vend-las pactos desdes tem
succedido memo na minba provincia.
O Sr. Silveira da Multa :Em prac,a publica
faz-sc islo em toda i parle.
OSr. tl'anderley:-Oque? Reduzir escravi-
do pessoa livre? Podc-sc considerar sem alcance
moral o projeclo que leude a acabar com semelhan-
te immoralidade ?
O Sr.Silveira da Molla :Nao acaba lal, lia de
haver sempre leililo de oscravos.
O Sr. It'anderley :O illuslre depulado n.lo at-
ienden ; eslou dizeudo que essa industria, essa nova
cspecutacilo, essa nuva trallcancia de carne humana
(apoiados) que anda explorando todas as villas, lodo
o centro das provincias, para comprar escravos e
Iransporla-los para 09 novos vatongos da corle, lem
tratidp mais uma oulra immorididadc, que he a
tondeacia de reduzr escravido pessoas livre-.
Aconlccc ainda mais : muitos crunes commrllidos
por escravos as provincias llram impunes, porque
immediatamente os reos silo subirabidos accilo da
jusloa e remctliilos para seren vendidos na corle e
em oulros lugares, onde umitas vezes crimes mais
graves sao por elles perpetrados, pnrquc no seio das
familias a quem sao vendidos nao sao condecidos os
vicios, as maldades desses escravos. (Apoiados.)
Creio porlanlo. Sr. presidenle. que so o projeclo
nilo de tan completo como tora pura de-ejar, se elle
nilo acode a todas as necossdades que eu live cm
vista prover, coiilin coinludii um grande fundo do
ulilidade que a cmara dos Srs. dcpulados nio podo
razjavelmciile daseonhecer. Mas ou soja approvado
o projeclo ou nilo o seja, eslou convencido de quo a
idea be uma idea aceita em lodo o Norle do impe-
rio numerosos apoiados), cuja necessidade he senti-
da por todas as provincias que lem imposto fortes
tribuios sobre aexportacAo de escravos, sem evitar
roinludo esle commercio. que ha um grilo quasi
unnime de todos os nossos grandes l.'.vradores pe-
diudo remedio, e he preciso olhar-sc rom nimia se-
redade uma opinio que por lautos org.los lie assim
expressada. (Apoiados.. Eu mesmo, senliores, que
mo propendo muilo para o sentimentalismo,confes-o
que urilo-me, que borroriso-me quando considero
em (odas as con.-equencias deslo trafico to brbaro,
lilo inhumano, c direi ainda mais brbaro, mais in-
humano do que era o trafico da cosa d'Afrlra. (Su-
merotiis uparles. Tenliu concluid",
l'u:es :Muilo bem, muilo bem.
A di-rii .i.io lies adiada pela hora.
i pela. _
Muitos desse* intolizes, depois de briiliarein com o
fulgor da bravura nos campos de balalha, depois
de haverem estragada sna ande na acquisisilo de
paz para o imperto, e de seguranra para a vida e
fortuna de seus eoncidadios, lin^vam-elo sem for-
tuna, que seus cadveres foram alirado* nos vales
sepulcraes dos hospicios de cardade": Indicando
apenas que pendrara os nmbraes da etcrnid-ide um
homem que linha a nobreza da uma patento mili-
lar, as ultimas liomeimgens qae se rende ao offleial
que parou na sua perigriaacflo na ten>. o ultimo
adeos de seus companheiros de gloria, e de infor-
tuniotres descargas de fuallariodesejn-gaa, cojo
clarao revela a miseria do cadver que se sepulta ;
cujo estrondo proclama cardade poblica a existen-
cia de mais uma familia de mendigos. ; Feliaes -
qoellos cajo ultimo suspiro se desprende bo leilodc
balalha.' Esses ao menos lerm honrosa e gratuita
sepultura no campo em que cahiram gloriosamente
peleijando : sua pedra inmutar he a lerna obre a
qual combatieran) ; seu epilaphiohe escupi como
-angiie que derramiram. e que ensnpou a torra quo
os cobre. Esses ao menos nAo legam a sua familia
a vergonhae a dor de ver lancar seus cadveres na
valla gcral dos eemiterios ; a vergonha c a dor de
esmolar para dar-lhes sepultura ; a vergonhe e a dor
de votos sabir na tumba de cardade para o seu
eterno q-iarlel de invern.
N.lo estamos habilitados para dizer em qpv na-
coes corra por conla dos cofres pblicos o funeral
dos ofliciae* pobres. Sabemos smenledeuma, cujo
ro cullocou sol. a caridades sdicilude nacional o
eiilerro dos ofllciaes de seu exercilo. Essa nacSo
sao os estados sardos; esse re foi o marlvr dainde-
peuilencia italiana, o inmortal Carlos Alberloi
fcnlrc nos, no ministerio do Ex de l.ages, l.mxuu o aviso da reparlicao dos negocios
da guerra de t de fevereiro de 1837, em queipon-
derando poder acontecer que pelo falleclmento de
algum ouicial, licasse soa familia em lal estado de
pobreza, que Ide faltassem meios para fazer o en-
terro do fallecido ; e convir acudir com presteza a
lal apuro de indigencia, de que lalvez viesse a re-
sultar algum escndalo ; cumprla que o eommanrio
de armas uzease publicar em ordem do dia, que
danda-se ura caso tal. a familia recorres?, queren-
do, ao quartel general, donde se espedira ordem
para que se fizesse o enterro com a decencia corres-
pondenle, dando o mesme eommando parte a secre-
taria de estado, com a coala da despera, alim de quo
a fazenda publica fosse iudcmiiisada pelos vencimen-
tosa que ti ve-se dircito a familia do odicial defunlo.
Esla providente e benvola dispo'icAo fez cessar o
escndalo, nao provavel, mas real dos enlerros pou-
co condizenles com a digmdade de um olrlcial do ex-
ercilo. Os enlerros dos ofllciaes pobres se fizeram
de enlao em dianle com a decencia conveniente ; e
os derdeiros do fallecido pagavam seu importo dos
vencimeiitos que passavam a receber.
O Eira. Sr. conseldeiro lenle general Joio Pau-
lo dos Santos Brrelo, firme nos principios de eco-
noma dos dinheiros pblicos, que sempre presidi-
rn! sua Ilustrada administrarAo dos negocios da
guerra, lendo provavrlmente em vista prevenir qual-
quer abuso que por ventura podesse resultar da lal-
litude da iiiitorisarAo para os enlerros, s immciliatas
expensas da fazenda nacional, ordenou por aviso de
30 de maio de 1846, que a despeza rom enlerra-
menlos da ofllciaes de que traa o aviso de 11 de fe-
vereiro de 1e37 nao exceda a quanlia de 40 r. A-
inda assim, em quanlo os aprestos funerarios esta-
vam no dominio da livre industria, e mo eram ob-
jecto de monopolio, de privilegio exclusivo, cense-
guia-se, com a quanlia de 408 rs., arranjarum Irem
fnebre com certa decencia, e lal que nenlium ofli-
cial so envergonbaria de ouvir dizer all vai um
vosso roinpanheiro d'armas. Devia-se isso na cor-
te ii solicitudc do Exm. Sr. hrisadeiro Mainel An-
tonio da Ponscca Costo, e do Sr. lenle roionel
Jos Joaquim do Conlo, quando, na qualidade de a-
jud.inte de ordens, eram encarregados do dclalbe da
gilarnioAo ; os quaes no fervor do zclo pela dignida-
dc de sua classe, tomavam a peilo o procurar com
empenho entro os armadores quem lizesse o mais
decente enterro pelo mximo da quanlia que esla-
va marcado. Depois, porem, quo us enlerros pasea-
ran) a ser fritos pela empreza da Sania Casa da Mi-
sericordia, 8. Exc. o'Sr. lenle aencral Amero Jo-
s Perreira de Brilo, cominimdanle das armas, au-
torisado pelo ministerio da guerra, emndense com
a administraran dos funeraes na Sania Csa, e ficou
acordado de mandar esla fazer os enlerros que fos-
sem requisilados para ns ofllciaes pobres, de modo
que a despeza nao exredcssn quanlia de 40 rs.
Desde enlao os enlerros dos olliciaes a quem
a sorle nao permillioque enriquecessem, leem sido
enlerros da.... i. classe, e com modieac.rs para
menos dos arligos da tabella approvada pelo decreto
n. "06 de 14 de junho de 18.it 1! E a familia
desses infeli7.es paga, da esmota que recebe da cari-
dade nacional, a vergonha que iraga, gole a gola, de
ver encerrar o cadver de seu chorado chefe em um
ridiculo caixao, e collnca-ln cm uma ridicula sega.
puxada por deas ridiculas beslas, e guiada por um
ridculo lacaio I !
Seja-nos permittido mencionar aqui um fado ha
poueos das succedido, e que nos moveu a Iraear
eslastoscas lindas. O amigo de om lenle falleci-
do requisilou ao qoarlel-general o enterro de car-
dade para seu defunlo amigo : den-se-lbe a requi-i-
c3o feila empreza dos funeraes ; mas, d'ah a pou-
co, vollou elle da Misericordia, e restiluindo a re-
quisicilo, manifeslou qne no consentira qae o en-
terro de seu amigo fosse com o trem quo na Miseri-
cordia Ihe aproscnlaram ; porque lal trem nu que-
reria nem para um escravo que c-timassc. O p >bre
lenle foi necessariamente enterrado por rsmola !
I'iingio-uos -umm enle este fado, e pungir sum-
mamenlea lodo aquelle que liver uma patente de
oflicial do exercito, dimanada da msgeslade do Ihro-
no imperial.
Ao conhecimento dos illuslrados cidadaos que lem
eslado lesia da suprema administrarao dos nego-
cios di guerra, nao lem sem duvida chegado estas
muertas de seus suddiloa : ellas apparecrm em toda
sua hediondez pela base da pirmide em cujo ver-
V-iT-e"B* ilrnam rollocidoi; e os fados provam a
dilliciilda.de de sna notleit sabir por alguma aresla
ate chegar ao ponto donde poeaa deseer o correclivo
do mal.
Se suhsse, lemos aeonscicnpia de qne o i
nao se furia esperar. Ah csiao as provden
remedio
.........__, .. providencias dos
fcxms. Srs. conselheiros marquez de l.ages e Sanios
Brrelo, para prova do quedizemos.
Nossa voz he mu fraca: ousamos comludo levan-
la-la. cortos de que se liver a fortuna de chegar aos
onvidos do Exm. Sr. conselheiro, actual minislro da
guerra, S. Exc. curar com o balsamo de philaatro-
pa. e benigna.la le essa chaga do pundonor de lodos
os olliciaes do exercilo ; essa chaga que punge o co-
racao e o pundonor ita familia daquelles desses oIB-
ciacs, que lem a infclicidade de ver o espectro hor-
rendo da mizeria debnicadn sobre o leito cm que
ellos e-lo exhalando o ultimo suspiro.
Se a familia dos ofllciaes podres que fallecen! pa-
ga dos puncos vencmenlos a que fica com direilo, o
importo do enterro driles, venclmentos qne s*o so-
mentc melado daquelles que nao eram sufllcienles
para fazer afugcnlar a penuria do quartel dos mes-
mos olliciaes durante sua vida ; peruiilla-se ao me-
nos a essa familia a con-nlacn de ver que seu chefe
faz sua ultima vingem, que segu para a morada de
seu cierno rcpoiiso em um decente Irem inorluario,
cm um Irem da 2." ou 3.a classe da tabella da Mise-
ricordia.
A Imperial Irmandudo da Santa Cruz dos Milila-
re-c.s-a bendceme associacAo in.inlida pelo concurso
dos inililares da guarnilo da corte, alem de mui-
tos beneficios que garaule a -eos irmos cora os Tra-
ces recursos de que dispoe, fracos em relatoaos se-
us sagrados extensos deveres cnmprmuissaes, des-
lina gratuilameute aos iririAos que morrem um en-
terro de 2. classe, sem a menor intcrvenoAo da fa-
milia do defunlo, sciu ir perturbar-1 he o pranto da
separaban eterna.
_ Nem lodosos militares porem lem direilo de asso-
ciar-sc Imperial Irmandade da Sania Cruz. Seo
livessem, quanlo- lagrimas, qnanlas vergonhas nao
se leriam poupudo !
Parece pois que esl as condieics da dignidaile
da naco u liberalisar nm enterro decenio aos que
no seu servieo lem o cargo da mais rspinlio
do cidadao, a defender com as armas na mo sna
independencia c suas insliloi^es sociaes ; e quo,
pelo descinpenlio dessa larefa rom dunra, morrem
nos bracos da indigencia ; colligindo na dedicacAo e
no toivorcomquc servem os elementos de um ani-
quilamonlo prcmaliirc.
Rio de Janeiro, 17 de julho de 18.,!. O cafilao
do eslado maior de |. clas'e, l'irayihe.
( Diario do Rio de Janeiro. )
--------rattaiSia. ------
-
u
*

*
y
L
-i
O ESTADO-MAIOR DO EXERCITO.
O oslaito-inaior do exercilo. essacorporarilo mili-
tar, cuja necessidade indcolinavel nasceu "dos pro-
gressos que tem feilo a sciencia d- guerra, he o sys-
lema de reger e adraiui-lrar a forra armada das na-
coes, tanto na y.\i como ua guerra, subsisti mire
nos depois da independencia nacional, com os mea-
mos defeilos caractersticos que linha no exercito
porluguez. Aqui uAo merecen que se Ihe locasse,
quando por duas vezes so reorganisou pelos decretos
do t.oUe dezembro de 1821. Sem org!iisac,So ne-
nhuma delermiuada, o cslado-maior de nosso exer-
cito era, por esses lempos (perniilln-sc-noa a compa-
rac" uma especie de purgatorio, e de paraso da
nossa oflicialidade. E rom eilciio. se por qualquer
motivo nao com inda que ura ou outru olHctal con-
linuasse uo servieo dos rorpos ai regimentados, era
pas-.iado para o esiado-mainr, sfioi de ahi purgar o%


DIARIO OE PERNAMBUCO, SBADO 28 CE OUTUBRO DE 1854

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leuj peccadoi Je desaffaicflo. Se se quera proteger
algum anillado, ira panado para o cslado-maior
afim ile mi/ ir das crasas dos accessos rpidos, das
commissoes honrosas, dos empregus lucrativos, etc.
Tara mostrarnv>s como era considerado o eslado-
maior nos primeiros aunos de tora emanriparjo po-
ltica, basta mencionar o facto de haver um lenle
coionel de cugenheims passado para a arma do iti-
fanlaria, litando addido ao cstndo-niaior, no qual
pa-ou logo depois a efTeclivo. Esse dclcixo, que ca-
raclerisava no homo exercilo ama das corporales
militares da maior importancia nos ejercito- euro-
peo, cobrio-a de despiezo aos olhos de (quasi que
podemos du-er) Inda a oflicialidadc do exercilo. O
esiado-maior licou sendo entre nos o leao velho da
Tabula. Lembramo-nos anda, com a dor do leAo
escouceado pelo burro, do juizu que fez, eni infor-
marlo semestral de conducta, cerlo commandante
do um haialhao de infjiitnri a respailo de oni da
seus capitaps. Esie o/ySria/;disse o commandanleJ
he fro.ro, inhbil para o serciro, e mal escrerc seu
nome : dece ser panado para o estado-maior.
S. Ex. n Sr. general Anlero Jos Ferreira doBri-
lo foi o primeiro de no-so- ministros da guerra que
leu uuia orgaaisar,aan estado maior do exercilo pe-
lo decreto de i de Janeiro de 1833, formanJo-o das
qualru clasaes dos nllici.ii- generaes, e de lodos os
cornuda das tren armas, e os do estado maior exlinc-
lo, pausando a avukos os mais olliciaes desle corpo.
Nao bus oceuparemos i-.iiu a anal)se dessa organisa-
cao, nao s porque ella ja nao existe, mas ahila
porque j vio Ion ge de nos os lempos excepcionaes
un que foi feita, e quo lalvez a reclaraassem como
urna necessidade.
Suh.istindo ainda a organis.icau do cslado-maior
do cscreito de 1833. S. Ex. o Sr. marquez ,'enJSo
conde1 de Lagos, ordenou, por aviso do ministerio
da guerra, que os .lindantes ri'nrlens doscemman-
dos^ d'arnvis fossem considerados como do estado
maior do exercilo. Esta disposicao falscou a organi-
NicAode 1833 ; e se as cousas nao conlinuarem co-
mo il.inli's, ao menos as circumslancias o facilitante
f m parte.
No ministerio do Exm. Sr. consrllieiro Sebasliao
do Kega Barros, o estado-maior do exercilo merecen
i as honras de corpo scicntilicu, por isso qno este il-
lustre cavalheiro, na reforma que fez dos estatutos
da escola militar, por decreto de IV de Janeiro de
1839, estabelcceu para os olliciaes do cslado-maior
o curso geral dos estu los mrcalo nos ditos estatu-
ios, lista disposic.fio porm nao leve o mais pequeo
eftcili.. E como nao liara de ser assim, se o estado
maior qdc eolio existia era o da organisacao de
1833 com o euxerlo dos ajudantes d'ordeiis'.' Eslava
reservado ao genio creador da Exm. Sr. conselhei-
ro Jos Clemente Pereira o comecar a tirar o estado
maior do exercilo do canos ein que jazia : o posto
que elle nao ti ves.e marcado esludos para os respec-
tivos oftlciacs, na reforma qne fez dos estatutos da
escola militar pelo decreto n. 140 de 9 de marco de
ISI'2, exautoraudo assim o corpo de estado maior
das honras de scientifico que llic conferir a sabia
admiuislrac.ao do Exm. Sr. conselheiro Reg Bar-
ros ; todava organi-oit-o cm duas classes di-linc-
ls, com quailros determinados e inalleraveis, o que
n.io ile i mi ii ile ser do Brande vanUnem para o memo
estado m ior. Esta organisaciiu foi feita pelo decre-
to n. I ."i!) de "i de abril de 1852, sob as seguintes
bases :
I." claite. 2.* ejnwe.
Coronis..... \-> ... li
Tfiieiites-i-ornnei- li 6
Majores..... 21 ... 2
Capitales..... 2i ... 21
lenles .... 24 ... 21
Alferes..... 24 ... 21
O illuslre conselheiro linha sem duvida em mcnlc
marcar allribuircs privativas aos oflicaes de cada
urna deslas classes, por isso que estabelereu-as; mas
11 en h un regulamenlo de laesallnbuic,cs appareceu
nos nove mezes que reslaram de sen miuistcrio, nem
nos de seus successores.
O Exm. Sr. conselheiro Jcronxmo Francisco Coe-
lho, urna de uossas capacidades scienlifcas e admi-
nistrativas, quando durante o sen ministerio, re-
formou os estatutos da escola militar, reconheceu a
necessidade ile dar ao cslado-maior do uosso exercilo
a importancia de que esta corporaeSo goza nos
exercitos da Europa por sua nslruccjto; c, pois, pelo
arl. 3." dos estatuios approvados pelo decreto n. 104
do I. de i narco de 181o, reslilue ao estado-maior os
foros de corpo scientifico, marcando-lhe um curso
do esludos, que anda actualmente vigora.
O cslado-maior do exercilo, desorganisado e vi-
ciado como eslava, quando o Brasil se eonstituio
indcpendenle, apreseiilava difficuldades serias para
ser organisado de una vez, no p de instruccao pe-
culiar que tanto llie convem para o bom desempe-
nho de commissoes anlogas aquellas qoe sao con-
ladas aos eslados-maiorc* no- exercitos bem orga-
nisados : forcoso foi portaulo ir pouco a pouco cor-
lando essas difTiculdades. O Exm. Sr. couselheiro
Jos Clemente i'creira crean o quadro con-tituilivo
do estado-maior; o sen illuslre successor o Exm. Sr.
conselheiro Coelho eslabeleceu-lhe definitivamenlc
um curso de c-ludos : eslava pois percorrida boa
parle do caniiulto. Ii.iln em dianle lodosos mais di-
reitos e saranlias de que goza o edado-mnior s.io
obra da esclarecida adninislracjio do Exm. Sr. con-
selheiro Mauocl Felisardo de Souza e Mello, que o
cslado-maior se ufana de ver na escala dos olliciaes
que o compoem.
As prorooroos uo eslado-maior, bem como no
exercilo einjgeral. corriam arbitrariamente, porque a
lei nica de proim.i.-es que tmhamns, a de* de
deze.nbro de 1822. havia caducado por ioexequi-
vi'l, depois que a orgauisaco do exercilo ces-on de
ler por base as guarnieres provinciaes. S. Exc. reau-
larison provisoriamente <> syslema do promocoes
pelo decreto de 9 de Janeiro de 1819, sob n. ful,
estahelecendo-as especiaes para cala um dos dous
Corpus do eslado-maior {arl. 2." do decreto.) Prohi-
bi a passHgeui dos olliciaes de um para oulro, e
dos mais corpos especiaes e armas para ellos, bem
como dclles para esies oulros (arl. 1.".) Dele iiiihui
qoe o corpo do c-ladu^naior de 1." classe fos'e com-
po-to smenle de oOiciaes habidlados com ocurso de
esludos marcados no arl. 3. dos cslilulos da escola
mil il .ir de 1845 : que jamis entnssem para o referido
corpo olliciaes que nao tiv'e-.eni aquelle curso; e que
delles e fessem tirando paulatinamente os que nao
live-seniloil,i. as precisas habilitacOcs (art. B.) Esles
principio foram denilivamenle iloptados na lei n.
.85 de 6 de setemhro de 18>l), que eslabeloeeu o
syslema de promocoes uo exercilo ; c no regolamen-
lo^que para sua execucao, baixou com o decreto n.
n2de 31 de mar^o de 1851, approvado pelo art. 8.
da lei n. 615 de 23 de agosto do mesmo anno. Com
efleito, S. Exc. o Sr. conselheiro Manocl Felisardo
Iransferio do corpo de estailo-maior deprimeira clas-
se para oulros corpos e armas, por decreto de 21 de
julho le 1851, os olliciaes que nao tinham habilila-
coes scienliliras; c preparou as-im aquelle corpo
para o desempenho das commissoes de sua especia-
lidade; dando-liie tambem nova organisacao pelo
decreto de 19 de abril de 18">l. n. 782, sob as se-
gainles condirOes:
l. claise. 2. rasse.
Quero eslar s ; as horas mas de afasia
Dcua-me cm paz no Miao derradeiro :
Aliomino-lc, s linmem, lano basla !
de 1." classe para o salisfatorio dcsempciiiio dos de-
veres que Ibes forera impostoa na regulamenlo org-
nico; o eslado-maior do exercilo li.-ar.i com ludas as
proporcocs para representar dignameufe O honroso I Sabes tu (pie desojo inda me anu
papel que llic compele na grande cornarac,o de que He que este mausoleo le c.iia em cima.__
faz parle. Adeos at breve, qu lalvez nao seja para mui lon-
Kio ilc Janeiro. 10 de jnllio de 18)1. O capilao go lempo.
do estado-maior da 1. classu, I'iraaibe.
\ldem.)
rERMBICO.
nmARCl DE SWO AiSTAO.
VUU da Escada 14 de outubro.
lendo-lhoeii escriplo urna caria com dala de 10
de selembro prximo passado, o logo outra cm 21
ilo mesmo mez, e havendo-se quasi decorrido este,
sem que visseem seus ltimos ns. do Diario insertases-
tas minliasepistolas.nnodeixci de llcar um tanto des-
confiado pela demora de sua pnblicarilo; tonto mais
quanlo os conductores alliaiiraram-me le-las entre-
gado em sua propria mao, variando a minha des-
conli.inca, segundo as consequencias. que mntivoo
esta delunga, e as illaces que della se lirava; e
cansando pozar ver quo os meus devotos licavam na
inconsolavrl e triste expeelaliva! Cus dir.iam, que
o velho eslava com medo, e por isso-apear da sua
simulada intrepidezn.ln ousava mais moslrar-se
cm publico. Oulros mais razoados c confiados sup-
punliam que provavelmenle eslava oerupado tratan-
do de suas lavouras; oulros que o maldito rlieuma-
tismo he que havia provocado lao longo armisticio;
Sen seu
Velho Aldeia
CORRESPONDENCIA.
Q promettido he -leudo.
Vamos encelar hoje a critica que promcllemos aos
cmicos de S. Isabel.
t) drama com qac romegau a 3. serie da asigna-
tura da einprezn cmica foi o mui conliecido Sele
luanles de l.ara, e por isso he escusado dizer cousa
alguma acerrado seu assumplo.
O titulo da peca, o prestigio do nome da senhnra
Mara Leopoldina, as gralas rerordacOes qoe ella
leivra entre mis o a celcbridade do seu tlenlo ar-
tstico allrahiram um numeroso concurso de povo ao
cspcclaculo; a sala eslava quasi cheia : dissercis urna
moite de inaiigurac.lo animal. A senhora Maria
Leopoldina eslevo brilhanle de graja o de faseinecSo.
He scmpre a mesma Maria Tudor evocando as tra-
dic(Oes duorgulho hcsemprcCalharina Word derra-
mando trrenles de voluptuosa ternura sobre Elhel-
wd.
I). Valombra enconlrou urna interprete fiel nadis-
linla acliis. A senhora Maria Leopoldina, como
oulros lin,lmenle diziam contristados que lalvez eu cosluma. desempenhou o seu papel com lod.i a ba-
j tivesse munido, c por conseguale terminada a bilidade que Ihc proporciona o seu grande laicato,
no-s i correspondencia epistolar: mas ensanaram-sc, e a "Ao ser ella disseramos sem medo de errar que
mrmenle esles ullimos, porque se cu e-livesse j na i a reprcscolaco dos Setc Infantes de l.ara nao pas-
oulra vida, por sem duvida nao desecha ;i esla so- siira de um mo ensaio geral. Com cflcilo, foi tilo
nenie para escrcver-llie. Mas veja, man clter, so pessima a execucao de todo drama, quanlu ao dc-
Coroneis........ 6 ..... 12
Teneiitcs-coroueis. 8 ..... 18
Majores........ 12 ..... 21
Capiles........ 4 ..... 2t
Teneatcs....... 21 ..... 24
Alferes..... 24 ..... 21
S. Ex. reconheceu lambem a necessidade de nilo
conlinuarem acepualo os dous corpos de estado-
maior ; nao s para poder o goveruo imperial ler re-
gularmente as convenientes iuformaces dos respec-
tivos offiriaes, mas anda para orgauisarem-sc arch
tos especiaes desses corpos, sob a dreccao, c liscali-
saeo de um chafe reponsavel; e em consequeucia
creoo por decreto n. 1,051 de 20 de outubro de 1852
um commandante para cada corpo.
Por decreto de 28 do dilo mez e anno lot Horneado
commandante do corpo de I." classe o Exm. Sr. bri-
gadeiro Francisco Sergio de Olivcira, o qual loi de-
K'u enearregado de cnmni indar inleriiiamcutc tain-
m o de 2." classe.
0 Sr. brigadeiro Sergio lie conliecido no exercilo
por um general de criterio, discipliuador, e milito
Herrad* zo fiel cumprimeulo de seus deveres: nos
somos (eslemunha de sua dedicado, e boa vonlade
para montar e regularisar os archivos dos dous r >r-
pos; e lemos visto lambem as diuicublades enm qoe
elle tem lutado par conseguir esse lim. Suppomos
porcm que o Sr. brigadeiro, apezar do inlcresse que
manilesia pelos corpos, cujo commando Ihc foi con-
llado, nao po ler,i adiantar inuilo, sem que se lhe
marquem os deveres peine desic commando, em
harmona com a instruccao tlieorica c pralica dos uf-
liriaes do estado-maior; sem que sejam dc.'larados
os servidos que competen) a esses ofliciaes; quaes as
ohrigacnes delles psra com o corpo a que pe lenccm
ele. ele; porque o dizer-se-lhe smenleahi leudes
Lilos ofliciaes; vos sois n seu commandanlehe
adiantar mullo pouco ao s'au quo: he aulorisaruma
felina.
Doilluslrco sabio general quactualmente dirige
a administrarlo su|>rema da guerra espera o estado
maier O complemento do grande pensamento do sen
digno antecessor, de dar-lhe a imlrnccao, lano llie-
orica romo pralica de que ainda piecisa, pira que
no lenlia do corar pela eonipar n;ilo que dellcse li-
zcr com o estado maior dos exercitos da Europa que
campan) de instruidos.
lima das mais iustaules or id.nl.-s do estado
maior be o regnlamcoto orgauco dos corpos, onde
se definir lodos os deveres de seuscommandaulcs e
dos mais ofliciaes, cajos ser vicos forem julgados pre-
cisos para a adminislraco interna dos corpos quaes
as condiciVs cujo dcscinpenho he privativo de seos
orneases, lano as ctiarnic,c* cm lempo de paz, co-
ino nos exercitos em campanil, ele, ele, Todas
, as armas, e os mais corpos especiaes lem inaisou
menos bem definido* o* seu* ilvcre* peculiares: o
! estado maior ainda ignora as eondiccdei de sua exis-
tencia no exercilo. '
No estando entre nos destinados exclusivamente
aos ofliciaes da oulras armas, e corpos especiaes as
rommisses mililarcs meramonle administrativa nos
quarleis generaes das guarnicf.es, nos das inspeccf.es
militares, nos dos corpos de exercilo em campaiiha,
nos de suas divisos e brigadas; c finalmente (vislo
romo uno temos as intendencias, os corpos adminis-
trativos militares qne liscalisarn n movimeiito do
material do exercilo; entendemos que e-sas commis-
soes devem ser comprrhendidas na esphrra das allri-
baicoc privativas dos ofliciaes do estado ma.ir.
Se S. Ex. o Sr. conselheiro ministro da guerra se
limar dolar o eslado-maior do exercilo com o re-
Dlainceio orgnico de que fallamos, elaborado com
1 discern ment que raraelcrisa a S. Ex., < .], '
tnheriinenU que lem das necesidades do exercilo*
i na reforma qne he provavel tenha de fazer dos
*latuio da escola militar, aprouver a S. Ex. defi-
B'f explcitamente qual a especial instruccao Iheorira
islo nao he de cufiar!
Eu mesmo eslava entre lietn penosas colliscs: ou
Voic. nao havia recebido cm tempo as miabas mis-
siv.T, como impingiram-me|mculirosamente os meus
portadores,e islo me consolava de alguma sorle;
ou oilo mais disposto a hoorar-me com a insereno
das minlias epstolas em o seu jornal,a este pensa-
mcnlome alnrmenlava como um lerrivel pesadelo!
No entanls nao me atreva a aprcsenlar peranle
qualquer pessoa.quc porveulura falla-se a mea res-
peilo, sem que logo
de larvado
L"m pouco a cor perdpsxe como cufiado.
Ainlci mesmo todo o lim do mez Inste e melanc-
lico, passando dias intuiros chcio do faslio, e nuiles
de insomnia.
Oh! como he susccplivel o amor proprio! Tam-
ben son (illio do mesmo Adao, logo sempro tenho
es*e peccadinho,o nico de que na poca presente
(em boa hora o diga 1} posso aecusar-me.
Em doloroso e continuo scismar eslava bnnlem,
sem corazem e reso'ucao, .le cuidar na redacca-.
desla. quando lodo atTcgaule, e cahindo-lhe o suor
em bicas,causvodo-me d e susto, me apparece o
incomparavel l-'ausliuo, a quem j eu havia com-
muuicado meus serio* cuidados, congralulaiido-me,
e p-lim lo as alviraras da chegada da minha desejada
queridinha.
Fara idea, que prazer nao scnli esla nova!
Nao menos que aquelle que, depois de pertinaz e
aturado Irabalho, resolvc*se o problema da quadra-
lura do circulo.
Dito o que fica dilo, prosigo na minha empreza de
noliciador.
Por aqu parece que as milicias vao depercrciido
a diminuiudo olhos vistos, lana que o Fausliao
s coata-me, a excepcito de alguma outra ninliana,
a iiis|allac.Tio da villa, que leve lugar no dia 9,como
lhe parliripei na anterior.
Nessc dia aqui rhegaram ns Srs. Ferraz, presiden-
te da cmara da Victoria, e Tiburtino, secretario da
mesma.
A s II horas, achando-se reunidos cm urna casa
para islo designada os nossos novos vereadores, me-
nos o Sr. Manocl iionc.il'. Pereira Lima, foram
deferidos os seos juramentos: havendo-se chamado
oflicialmcnte.afim de sepreencher o numero dos sele
o Sr. Jos Sancho llezerra Cavnlcanli, primeiro sup-
plenle: s (i horas da tarde j se achavam empossa-
dos os no*sos camaristas, c inslallada a villa.
No dia immcdialohoiivc ses-fio extraordinaria pa-
ra se proceder as nomeacoes dos demais empre-
gados.
Chuvenm prelendcntcs a cantaros. l)o maneira
que a salisrazer-se a todos, era preciso que cada mem-
oro da cmara tivesse um qudam sua,dispos;ao,
afora os indispensaveis aos inleresses internos c ex-
ternos da mc*ma rorporarao.
O lugar de procurador foi bem disputado. O
Brrelo j roulivn como sua essa lela, eapeslava cm
como uutrem nilo a chucharla: mas o Cavalcanl
cohrio-llie o lance, c o pobre do loleirao (icou om-
inado !
O Brrelo pois encava a cabera cas canellas, pea-
lanejava e resinla, ipie pareca um pos*esso;no
p.ilia crer noque va, e linha razia, porque entrara
como quasi enliorl|do Otan, e sabia logrado... Oh!
que islo doe! Foi (alosen desespero, que montando
cavallo, vollou o nar/. para onde os oulros vollam
as cosas, o dzendo-se-llic que tomasse lente, respon-
deu,que romo o inundo andava as ave*sas, pois
que sendo auligamenle a palavr.i do homem o seu
mais valioso c seguro firman, boje ra inleirameiite
o contrario; por isfo lambem queria ver se sen ca-
vallo andava igualmente m avessas da aniuidde.
Que desordens! E Indo por causa le um ossinho
ainda magro; mas que lodos queriam ro-lo ao mes-
mo lempo.
Foi nomeado fiscal mu moco, que em ludo, como
no nome he franco. Apezar da sua hondade hei de
urna ou outra vez fazer-lhe miiihas vizilas; pois .le-
sejo que lude em dia e hora com suas obrigares, c
oio d lugar rrilicas.
Por uiianimidailcde votes foi nomeado secretario
o Ihomaz.
Da mesma forma para porteiro, o crioulo Felicia-
no. Estenogrinhn eu lhe tenho as mirillas symp-
lidas, e elle bem sabe o porque.
Agora que esl em andamento acamara, vejo que
lhe falla anda nm advogado, para detender-lhe as
cansas, que porveulura se suscitaren).
S ilion,lo que nao haviam ppositores a e*te lugar,
quiz propor-me a elle; mas vejo em minha cons-
ceucia. que liem longe est de mim a caparidade e
aplidio do descmpeiiha-lo. Entretanto lemhro a
lllm". o Sr. Laurenliuo Antonio Pereira -ie Carva-
Iho, que nao s tem a necessaria capacidade inlel-
leclual para cabalmente satsfaze-1... como lambem
he um anciAo dereconheciila probidade. rerlidao e
honradez. Fallando eu do Sr. Laurenliuo peranle
quem o conhece, he bastante o seu nome para exi-
inir-mc de lodo e qualquer elogio, qua merecida-
menle possa leccrlhc.
Atli\ iram-.o editacs. pelos quaes cncarregnii a c-
mara aoseu procurador do cobrar o imposto de sau-
gue, medidas, etc.
He ainda rauilocedo para dzer a respeilo algu-
ma cousa aguardo-me para occasiao oppor-
luna.
O dia fi do mez vindourocsl de-ignado para a pri-
meira scssilo ordinaria, c enlao lem de arremalar-se
varios ramos como :subsidio,afcric.<>os, licensas.ef lie
de cteterU. Li vou lambem laucar : do resultado
ymc. saliera ludo o que chegar ao meu conheci-
ineulo.
A 21 do prximo passado foi preso um prelo cap-
tivo por nomo Sevcrino, requ rimeuto do Sr.
Braz Carnciro Leao. Este preto resida na villa com
Ululo de forro, lauto que ja havia contratado um ca-
samento.
No mesmo dia snffrea a mosma penaum tal Ma-
nocl Anselmo, por suspeilasdo furto de nma carlei-
ra, a qual lendo desapparerido de seu legitimo do-
no, c por encerrar urna uola Lisiante coiihecida, es-
ta foi encontrada na mo do dilo, do cujo o suppli-
canlc, scilicel, .Manocl Anselmo. Ho preciso notar
que este lem um filhourna innocente erhinra,
que apezar de sua innocencia e criancice, ja varias
vezes ,as-cverou-nie o Fauslinn) lem dado provas de
sua destreza, e hablidade no verbo xitrripiar ; por
cajo motivo j tem havdo (ha lempos) cutre o pai e
atguem, que lem sido o complemento objeclivo do
lal verbo, alguns dcsaguados.
Este menino he de urna ndole dainelralincntc
contraria ao sen nome Benigno.
('. iiisla-me que fora elle amdosque abreviramos
das daquelle decrepito, que meudigava no compra-
liado, e a sua candado olterlara lhe Lio amargo
pan !
Pe pequeos he que se elle* fatcm grmndet... por
tanto, senhnrc* da polica, alerta com quem olho
vio, mo andn.
O Alanocl Anselmo leve quem Ihc abonasse a
quanlia, pela qual fora preso, c iminedialamenlc fi-
cou gozando da la freteure, sem mais formalida-
des.
Este homem he verdaderamente pobre, e sobre-
earreaado de urna numerosa familia ; mas em lugar
de conipaxao, exaspera ver o seu modo i-iceitdi. O
Irabalho Ihc causa grande tedio ; he um demasiado
prcguii;oso, ipn i endo subsistir custa alhoja, ecalo-
teando.
Como boje hesabbado, c eu tenho de ir fazer a
minha feira, por isso n.io posso ser mais cilcnso, oc-
correndo igualmenteuo ler mais que rcteiir-llie.
Agora que ia fechar esta, chega-ine a noticia de
qne fora preso um e-padscliiin. que leudo feita a
um seu ilcsafei^oado sabir do banho como aquella*
Nymphaa, quo foram encontradas pelos compauhei-
ros do (iama, resisti a nao entregar armas defezas,
de que us.iva, cm despeilo as orden* policiaca; pa-
rece-me que marrhoii para a Victoria.
A seguranca iiidiviilual e asalubridade publica ca-
minlia sem atcraco ; -omento continan! us dellu-
xos arninpauhados de grandes lo-ses.
t) Floriann disse-nic que nao goslava diste, pois o
seu maior mal era quando a parca faz abundante
cetra, porque gustahe este u seu fraco de eslar
depeiidiirado ao badallo do sino radiado. Que ami-
go do prximo !
Para de ludo em tildo nao terminar a*sim desen-
xabidameiilc. irinscrevo este faclo.hisloria ou anec-
dola, qoe acboi n'um opsculo.
Timn, o mysanlropo, foi o maior inimigo da
sociedade o-duocucru humano. Fugia de lodos. Lm
da. porcm, compareccu em nina grande rcuni-ode
povo, e disse : Meus sealiores, tenho urna grande
fiaiicira, onde varias pessoas se tem ido enforcar, fa-
c.o temao do a arrancar, para mandar fazer una no
mesmo sido ; se algum de vos se quer enforcar an-
tes disso, peco-lhc qnese despache, a
Pastando um dia junio a Alcibiade*, exclamou :
Animo, filho, que sers a ruina de tus pa-
tria.
Fez-se-lhe um lindo epilaphio, assim Iraduzido
em portoguez :
sempenho das oulras personagens, qiie poderiamos
parar aqui, e dar por concluido o nosso ensaio de
critica Ihealral.
-Mas ainda diremos alguma* patarras sobre o cs-
pcclaculo. A dislribuicao dos oulros papis foi a
peior possivel. Pensamos que o Sr. Beis se haveria
m lime no parle ilc Mudara, assim como Sr. Cosa
no papel de sacerdote. Mas ainda assim, a peca
(icaria incompleta por que nao ha na companhin
quem possa fazer o papel de (ionc,alo.
Cerlamenle o Sr. Bezerra que se cncarregou (leste
papel era o menos adapta lo para elle. O tlenlo
abaixo de mediorre de-te ador nao lhe permute dc-
sempenhar papei* desta ordem. Sentimos que as
patarra* nao possam piular os geslos e a pronuncia-
cao dos vocabulos ao vivo, para dar aos leilores nina
copia ao menos aproximada desle. iusuportavelactor.
Nao ha nada mais desagradavcl do qne vez es*e Ca-
ln encheras bochechas de vento para proferir qual-
quer pin.i-e : he de un ridiculo sublime. Avilla
aempre os ditos mais iiobres, urra como um pocesso,
e tornase scmpre incomparavel de enfatuacao e de
pedantismo. Ninguem pode ouvir esta caricatura
de actor.
Os papis dos oulros arlislas sao mui secnudarios,
por isso boje nao nos uccupareinos com elles.
O Constante.
ERRATA.
-Va biooraphia do padre Filippe Henicio Barbosa.
Erros
Tomaram orden*
Su fricienlc em-
barcaban
Harniuuiado pa-
dre
Bochecxa
Emendas.
Tomaram ordens menores.
Suilicicnte embarcarao, leve.
Harmonia dos versos do padre.
Bochccha
Na linha penltima da nota :
Deo* guarde eus o guarde.
COMMERCIO.
PKACA OO HECIFE 27 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaos olliciaes.
Descont por 1 e 2 mezes7 aoanno.
ALPANDEtA.
Rendimenlododial a 26.....221:361!G12
ldcmdodia27........12:7111112
237:0758724
MOVIMENTO DO PORTO.
Marios entrados no dia 27.
Maranhao29 dias, brigue brasilairo llecife, de 221!
toneladas, captao Manocl Joaqun) Ribeiro, cqui-
pagem 11. carga arroz, Tarinha e mais genero*; a
D. Mara Floriuda de Castro Carrico. l'as-agei-
ros, F. Antonio das Dores Tartaruga, Jos Mar-
lins Goacalres Liris, Antonio Roberto Curdeiro,
Nstor Bibiano da Costa.
ParalabaHiale bra-ileiio Concetnw de Maria, de
27 toneladas, incslre Izidoro Brrelo de Mello,
eqolpagem 1, carga toros de mangue ; a Paulo
los Baplisla.
Sacias sabidos no mesmo dia.
BabiaHiate hrasileirn .Sergipano, meslre Ilcnri-
que Jos Vieira da Silva, carga sal e mais gneros.
ParahibaHiate brasileo .Iragilo, meslre Beroar-
dino Jos Bandeira, carga varios objectos perten-
rentes ao goverun.
iZDITAES.
Desearregam hoje 28 de outubro.
Barca porluguezaSanfn Cruzbtalas, mai;aas e
arcos.
Brigue porluguczF.ainechlas e batatas.
Barca americanaRambowCalendas e cha.
Barca inglezaOberonhacalho.
Brigue brasileiroPuritanobarricas vasias.
Itnportacao'.
Brigue porlagiiez I.aia, viudo de Lisboa, condg-
uado a F.S. Babello & Filho,aianife-lou o seguate:
1 pedra encaixotada : a Joaquim Jos G-onies.
ti.S podras ilc cantara; a Jos Antonio de Araujo.
111 dita* de dita ; Domingos Ferreira Maia.
19 Jilas de dila ; Amnrim Irmos,
30 pipas c 10 meia* ditas vinagre, 10 pipas c 50
barris vinho linio, 10 ditos chouricos. 10 ditas paios,
20 ditosloucinho, 40 inoios de sal, 654 lincas de vi-
mes, 18 caixas cera em velas; a Francisco S. Kabel-
lo & Filho.
250 barricas cal em podra : a Siqueira & Pereira.
6 barricas cera em grume, 6 pipas vinagre, 150
barricas familia de trigo, 100 canastros batatas ; a
Thoniaz de Aquiin Ponteen & Filho.
4 caixas oleo de .-un- n lm doce, I ti barris louriiiho,
um volume penetras de seda, 50 barricas farinha de
Irigo, 32 caixas ceblas, 2 ditas marmeladas; a No-
vaos & C.
10 barris chonrico, 27 pipas vinagre ; a Manuel
Joaqoim Ramos e Silva.
70 barris peixe ; a Mauocl do Reg Lima.
IDO barris cal em pedra, 4 caixotes marmelada ; i
Benlo Candido de Moracs.
1 caixa folhelos, jornacs, traslados, cha c urna lu-
aeta c ocnln de ooro ; a Miguel Jos Alves.
1 pedra de cantara ; a Luiz Antonio de. Siqueira.
50 barricas cal cm pedra ; a Antonio Muniz Ma-
chado.
20 barricas cal em pedra ; a Oliveira lrmaos& C.
50 barris cal cm podra ; a Sebasliao Jos da Silva.
25 ditos dito; a Manoel Ignacio de Oliveira.
10 caixas vidros surtidos; a Silva & Irmaus.
14 barris pfixe ; a Manocl Jos da Cunba Porlo.
30 barris cal cm pedra ; a Lima Jnior.
120 ancorelas azcitonas ; ao'capito.
1 caixa .liman.il,- ; a oflo Jos Ferreira de A-
guiar.
30 caixas cebollas; a Anlonin Alvo* Vilella.
6 caixas, 3 barris e ( fardos drogas ; a Vicente Jo-
s de Brilo.
2 caixa*. 5 barricas e I sacca drogas, 2 caixas c 2
barricas drogas ; a Joaquim de Almcida Piulo.
90 barris cal em pedra, 26 caixas ceblas. 5 (lilas
maimelada, 1.100 molhos ceblas. 35 ancorelas azei-
lonas, I caixolc sapatos de polnneiilo para senhora
e camisas para homcui ; a Domingos Jos Ferreira
(uim.iraes.
10 barris vinho linio; a Augusto Ce/.ar de Abren.
10 pipas vinho ; a Cals freres.
& barris chonrifas, 15 ditos loucinho, 30 canaslras
btala*, 2 barris vinho. : lavatorios de ferro ; a Do-
mingos Rodrigue* de Andrade.
30 barris chouricos, 50 ditos loucinho, 20 fardos
albos, 100 canaslras hlala*, 50 caixas ceblas, I dita
tomates cm latas; a Luiz Jos da Cosa Amorim.
I barril vinho; a Aulonio Jos Seluhal.
12 saceos louro; a Fraucsco tjoncalvcs (iuma-
rles.
20 barris paios, 10 dilos chourigos; a Antonio Joa-
quim de Souza Ribeiro.
Barca americana licelyn, rinda da Boston, consig-
nada Henrv Forster i( C.
1,000 barris bren, 50'.) barris plvora, 24,420 ps
de taboado de pinito, 1 caixa com um carro, 8 roda*
c perlences do mesmo, 2 caixas com dous mnibus,
12 rodas e perlences do mesmo, 1 caixa com arreio.
para os niesmos, 1 volume de ac, I caixa com seis
chicles, 35 volamos eraros, 68 meias caixa* rooi
cha hrtsoo, 50 caixas com vela* de espcrmacelc, 1
caixa livros, 1 volume lequcs, 19 volume* cadeira*
de balance, 1 caixa com um carro, 2 volum* com
rodas c perlences do mesmo. 8 caixas com agua para
cabellos, 25 barri* pregps, 8 caixas rclogios, 2 caixas
com medeciua, 1 caixa cha, 1 serrote para lenha e
seu cavalcle, 1 caixa com um fogao, I caixa com um
carro, 6 volumes coo> rodas c perlences do mesmo,
2 caixas vidros para camleeiro*, 1 casen candeciios
o perlences, 10 caixas chpeos de palha ; a Henrv
Foaslcr & C.
I caixa obras de borracha, 7 ditas relogins, 1 dita
com medicina, 2 dita* cha; a R. Depperman.
8 caixas vidros; a William Lilley.
Brigue nacional Puritano, vin.o do Rio de Ja-
neiro, consignado a Isaac & C., manifestou o se-
guiule:
II ctxoes chapeos, 1 caixa e 3 caixinhas cha, 266
O lilm. Sr. inspector da llicsnuraria provincial,
cm cumprimento do disposlo no ai I. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para coiibcei-
menlo dos credorej bv poUteoaros e quae-quer ialc-
ressados, que fui desapropriada a Jos Juaquim de
('reii.i-, urna casa de laipa sita na villa do Cabo, pe-
la quantia de 809000 rs., devendo o respectivo pro-
prietario ser pago da importancia da dcsapropnaeso
ogo quo terminar o prazo de 15 dias contados da
data desle, cujo prazo be concedido para as rucia-
macoes.
E para constar se mandn aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassuccessivos.
Secretaria da thcsourariii provincial de Pernam-
buco 16 de outubro de 1851. Osecrctarso. Antonio
Ferreira da Annunriariio.
O lllm. Sr. inspector da ihesourariapruviucial, em
cumphmciilo da ordem do Exm. Sr. presidunle da
provincia de 20 du correle, manda fazer publico,
que iluda 16 de iiovcmbro prximo vinduuru, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quom pur mciius li/.er a obra dos
rncenos da ponte du Cachanga, avahados cm
5:396-5300 rs.
A armnalaco sera feita na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do correle anno, sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla ai reinalac.'io.
comp.ii cc.iui na sala das sessocs da mesma junta, pe-
lu nicio dia, competentemente habilitadas
E para constar se mandou afiixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 33de outubro de 1851.Osecrelario.Antonio
Ferreira da Annnnciacuo
Clausulas especiaespara a irremalarao.
1.- As obras dos colicortos da ponte do Cachanga,
serao hitas de conformidade com o orcameulo, apre-
senlado a approvaciio do Exm. presidente da provin-
cia na importancia de 5:3963300 rs.
2." Serao principiadas todas as uhras no prazo de
um mez e concluidas no de cinco, cuidados tstes pra-
zus da dala da arrcmaUcao.
3.a A importancia das obras ser paga cm duas
preslaces iguaes ; a primeira quaodo estiver fei-
ta meladc ilas obras ; e a segunda quaudo forem
concluidas (odas as obras, as quaes aerao lugo rece-
balas definitivamente.
i." O arrematante empregar nestas obras ao me-
nos dous lorco. do pessoal de pessoas livres.
5." O arrematante sera obrigado a ler um meslre
para dirigir todas as obras, o qual sera da conanca
do eugenheiro enearregado da sua inspocrao.
6.a Para ludo quanlo nao estiver determinado na*
presentes clausulas,scguir-se-ha o que dispoe a res-
peito a lei provincial n. 286 da 15 de maio de
1851.
Conforme.O secretario.Antonio Ferreira da
Annunciacau.
Achando-se vago o oficio de McrirSo do cri-
me, civel e notas do termo de Ingazeira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para cunhecinenlo das parles iuleressadas, c
alim de que os pretenden les do dito officio, se habi-
litara na forma do decreto n. 817 do 30 de agoste de
1851, c apreseulem os seus requerimeiilos ao pri-
meiro suppleute do juiz municipal do mesmo termo,
uo prazo de 60 dias. que comecou a correr do dia 11
do correrle em dimite, para seguirem-se ns Ira-
miles marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretaria do governo de Pernambuco 29 de selem-
bro de 1851.Joaquim Pire* Machado l'orldla, ulu-
cial-maior serviudu do secretario.
Achando-se vago o ofllcio de cscrivao do jury
do termo de Inga/eia, manda S. Exc. o Sr. prn-
denle da provincia assim o fazer publico para co-
iihcciiucnlu das parles inlcres-adas, e alim de que os
prelcadeiilcs ao dilo officio se habililein na forma
do decreto n. 817 de 30 de agoslu de 1851, e apr-
sentela os seas requerimealns ao juiz de direilo da
comarca de Paje de Flores no prozu de 60 dias, que
coaiecou a correr do dia II do crrenle ein dianle,
para seguircm-se os Ira miles marcadus nos arts.
12 c 13 do rilado decrete.
Secretaria do governo de Pcrnaoibuco 29 do se-
lembro de 1851. Joaquim Pires Machado Purlclla,
ollicial-maior serviudo de secretario.
Pela direcloria da faculdade de direilo se faz
publico para couhecimeiito dos inleOessados, que na
conformidade do arl. 55 dos estatuios, os estndantea
do curso das aulas preparatorias da mesma faculda-
de serao admiliidos de prefeiencia aos exames de no
vembro prximo vindouro, sendo que os esludanles
que n o liverem cursado .lilas aulas s serao exami-
nados no referido mez em falla dos que preferem.
O ofleial que serve de secrclario, depois de registra-
do o prcsciilcofara piiblicarna forma do eslylo.e pela
imprensa. Recite 27 de outubro de 185i.-^-0 direc-
tor interino, Dr. Antonio Jos Coelho.
DEGLAHACOES.
Parte hoje ao mcio dia o crrete para as villas
Bella. Ouricury, Ex, e Boa-Vista.
A Ihesouraria provincial compra para a repar-
licao da* obras publicas mu barril de alcalrao. Os
prelendentes comparecen) na mesma liiesuuraria com
suas propostas em caita fechada.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernambu-
co 21 de outubro de 1851.
Antonio Ferreira da AnnunciacSo.
Companhia Pernambuctuia de vapores.
O cunselhn da dirceco da cnmpaiihia Pernambu-
cana convida os sent.ures accinnistas a realisarem
mais 25 pur cenlo sobre o numero de aeces que
suhscrcvcram, at o dia 15 do fiiluro mez de novem-
bro. alim deserem teilas com regularidade para In-
glalcrra as remes*as de fundo* com que tenidcal-
tendor os prazos do pagamento do primeiro vapor
em coiislruccao, sendo enearregado do rccehinicnto
o Sr. F. I.onioii, na ra da Cruz n. 26.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
7.ES A VAPOR.
No dia 31
desle mez es-
pera-se da Eu-
ropa um dos
vapores da real
campanilla, o
qual depois da
demora do cos-
lumc seguir
para o sal : pira passageiro*, ele, lrala-sc com osa-
gcnlcs Adamson Howie & Companhia, no Trapiche
Novo n. 12.
Pela suhdelegacia da freguezia da Boa Vista
foram recolhidos cadeia dous partios com os n unes
de Virginio c 1- aluno, que se suppc serem escravos
fugidus do poder de seas scahores, estes jusliliqucm
o seu dominio pecante a mesma suhdelegacia.
Subdelegada da freguc/.ia da Boa Vista 21 de ou-
tubro de 1851. O subdelegado supplenlc, A. F.
Murlins llibeiro.
Pela roiilndori.i da cmara municipal do lle-
cife se tez publico, que o prazo marrado para o pa-
gamento bocea do cofre, do imposto de carros, car-
rocas c oulros vehculos de comluccao bedol.- ao
ultimo de outubro prximo futnto, tirando sujcite*a
mulla ile .50 purcculo os que nao pagaron uo refe-
rido prazo. No impedimento do contador, o ama-
nuenseFrancisco Canuto da Boa-I'iagem.
COMPANHIA BRASILE1BA DE PAQUETES DE
VAPOR.
O vapor Imperatriz,
commandanle Brilo, es
pera-sc dos porto- do
uorle a 31 do corrate,
e seguir para Macelo,
seguale da ao da sua
saccas caf, 400 caixas salino, 20 dita* velas, 4 vola-Hiegada. Agencia na ra do Trapicho n, 40, e-un-
mes merendonas, 10 caixas rap, 200 volantes bar- do andar.
frailea que devem ler os offiriaei de estado-mor | ye te imparta meu nmiis, passaMeiro
ricas vazias, i canas fazenda-: a ordem.
3 barricas farinha ; a Siqueira & Pereira.
1 caixa rap; a J. J. Borgcs de Castro.
3 caixes chapeos; a Bailar & Oliveira.
13caixas e 2balas papel; a Leonilo Feron&C.
Barca americana Raimbotc, viuda de Baltimurc.
consignada a Roslron Rooker i C, manifestou o se-
guinlc: pur franqua.
610 barricas farinha de Irgo, 500 barricas bren.
100 caixas hiendas, 30 barris espirito de lercbenthi-
ua, 2S caixas cadeiras, 10,870 ps taboado de pinito;
aos consignatario-.
CONSULADO tlEItAL.
Rendimento do dia I a 26. i 5:5185032
dem do dia 27........ 4170250
5:93>2S2
IMVEltSAS PROVINCIAS.
Rcudimenlo do dia t a 26.....
dem do dia 27........
5439804
519840
505*644
IIUCEIIEDOIIIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia I a 26.....30:176!S5t
dem do dia 27........9M689738
O lllm. Sr. capilao do porte, em ciimprimenlo
da ordem do Exm. Sr. presidente da provincia cm
oflicio de 23 do corrale mez, manda dar publirida-
de. min s aos avisos circulare* n*. 79 e 81 da repar-
licu. ila ni iiiiiha de I!) e 25de seteiubro ullimn.mas
lambem as tradcenos que elle se refere, cooccr-
nenlesas nolifiraces do bloqueio dos porlos da
Rosera no golfo de Finlandia pelas forja* aaglo-fian-
cezas, e em oulros da me*mi naejono golfo de Ho-
llada, pelas foreas navaes combinadas da Inglaterra
e da Franca.
Capitana do porlo de Pernambaeo 26 de oulnbro
de I854. O secrelario,
Ale.randrr Rodrigues dos Alijos.
Circular.Copia n. 79.Rio de Janeiro. Ministe-
rio dos negocios damariiiha 19 do setemhro de 1851.
lllm. o Exm. Sr.Kemelln a V. Evc. por copia,
a Iradurcao do suppleineulo a gazela de Londres de
II de julho ultimo, contend, a notificarlo dn blo-
queio dos porlos ila Ru-i.i,uo golfo de Finlandia pe-
las torras anglo-francezas ; alim de que V. lixe. n
transmita a capitana do porto dessa provincia, pa-
ra dar-lhe a devida pnliliridadc.
Iho de 1851, o qual tradiwidn lilleralnicnle para o
idioma nacional, diz o seguinle :
Traiucf&o.
.Ministerio dos negocios eslrangeiros 12 dcjullmlc
1851. Pelo presente se faz publico, que o* lords
coruioissarios do alinirauladn, receberam parlicipa-
rlo do vire-almirante Sir (".liarles Napicr. I. E. C.
I!, coinmaiidaiile das forras novae* de S. .Si. anBal-
tico, que uo dia 26 de jiiho ultimo, fora estbale-
cido pelas tercas combinadas de S. M 0 de S. M. I.
o imperador dos Fraucezes, em efieclivo bloqueio
dos -lili, rente* porlos no golfo da Finlandia adianto
especificados a saber: lodo* os portes no golfo da Fin-
landia,:! L' Este de llel*ngfors e Seveaborg na rosta
na Finlandia, inclusive Borgo. Loriza, Pylhis. Frode-
riks-hamm, Wenlac, (baha) Sunda do' Biur ko, e
lodos os porlos, ancoradoiiro-, enseadas c rios inter-
mediarios al ao cabo Luhovvki :u Pililo le6 V oor-
te, e iougitude 29 56' L' Este. Do cabo Lubowki c
liaba do bloqueio atravesando, ou para opharol Tol-
boiihui prximo a Cronsladl, atravessa em seguida
em dirceco aosul. para em frente cidade de Borki
na provincia de San-Pelebnrco, ca lallude 59.
57" norte, lougilude 29" 28' L' Este. Que um blo-
queio efticaz d Cronsladl e de San-Pclcrshureo foi
eitecluado pelas esqnadrgs combinadas que fuudea-
ram em frente de Cronsladl no dia 26 do corrale.
Em dirceco SO Oeste a liaba do bloqueio, cslciulc-se
de Borki al I illn Kar.ivalda.'dalli para ou al Dol-
goi Ncs*. e do Dolgoi Nessal lvolg"iipia 'ponladej
o que inetueaeiiseada de Kaporia d'alli para a Pona
hourgouloquc Inrluc a hihia Longa, segne o rio
Narra e teda a cosa de Eslhonia, eilhas alijrenles,
al ao pharol de Kkliolau aa lalilu le de 59. 43'
norte, lougilude 25. 18' L' Este.
Faz-sc saber mais pela prosete, que fr.lo adop-
tadas e cxtciitndas, para com as embarcarles que
teiilareni violar o bloqueio, todas as medida* autuii-
sada* jielas leis dasnacc* e tratados respectivos, en-
tre S. M. e as dillrenles potencias ueiilraes.
Enada mais cuntinha ou declarava o dilosupple-
mento da gazela ollicial, que bom e fielmente tradu-
zi da propria i que me retiro, e depois de ler exa-
minado com este, e adiada conforme, a lornei-a en-
tregar a quem m'apresciiloii.
Ein te do que passei a presente que assignei, c
sellei com o sello du meu ofllcio, ueste mullo lale
heroica cidade de San-Sebasliao do Rio do Janeiro,
aos II dias do mez de selembro do anno do
Senhordc 1854.Jote Ajostinho UarbosaAraac-
lor publico, e interprete commcrcial juramentado.
Conforme.Francisco Xavier lltmlempo.Conter-
mc.Antonio Leile de >inno.Conforme.O se-
cretario da capitana, Alexandrt Rodrigues dos
Anjos.
Copia. Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios
da m irinia 25 de selembro de 1854,lllm. e exccl-
lentissimo Sr.Remello a V. Exc, por copia, a tra-
ducido da noliciac.lo que s? aeha no snpplcmento
gazeta de Londres do dia lido mez prximo pret-
rito, relativa ao bloqueio cslabelecido cm oulrus por-
los russos no Bltico c no golfo de Bolhnia. pelas
tersas navaes combinadas da Inglaterra eda Franca,
alim ile que V. Exc. a transmita capitana do porlo
dessa provincia, para dar-lhe a conveniente publici-
dade.
Dos guarde i V. Exc, Joso Maria da Silva Para-
nbos.Sr. presidente da provincia de Pernambuco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Peruambuco,
21 de outubro de 1851.Figueiredo.
Conforme.Auionio Leile de PinliO.
Coforme. O secrelario da capitana,
Ale.randrr Rodrigues dos Alijos.
Eu Jos Agostada. Barbosa, ci la lao brasileiro, tra-
ductor publico, c interprete commercial juramen-
tado da praca :
Coi tilico que me foi aprcsenladn o supplementn
da gazelaolli.-ial de Londres de II de agoste de 1854,
publicada por nutoridade na segunda-feira 14 de
agosto de 1854, da qual a pedido de quem apresen-
Inu, Iraduzi da luigua iugleca para o idioma nacio-
nal, u que me fui apuntado que lilleralmcnlc diz o
seguinle :
'Iraducciio.
Ministerio dos negocios eslrangeiros 11 de agosto
de 1851. Com referencia as notific-ac/ies de bloqueis
de curios porlos du Itussia no mar Bltico, publicada
as gazelas de 16 de juuho ultimo, assim como na de
16 de julho, pela presente se faz publico que os lur-
ds coirmissario* do almirante,lo receberam novas
parUripacues do vico-almirante Sir-Charls Napier,
K. C. B. comiiun tanto da* torca- navae* de S. M.
no Bltico, do capilao Key R. tf. commandanle do
navio de S. M. Amplion, ullicial coiumandaudo na
cosa de Courland e de William James Herlslel
Esqr., vice-cuiKiil britnico em Menoel, relativos a
taes bloqueis, cuja informante be do theor seguin-
le : Sir-Cbarles Napier diz que desde o dia 17 de
abril ultimo, lodoso* porlos ancoradouroi, bahas e
enseadas russas. desde a lalilude 55 53" O' Noria,
lougilude de 21 3" O' Leste, al no cabo Dager-orl
na lalilude de 58 55" O' Norte, lougilude de 22 5
O'Leste, iiiclusivel especialmente o* porlos de Liban
Wierdau, Riga, o Pernau, foram postes em rigoroso
estado de bloqueio por urna forja competente de na-
vios de S. M.
Desde o dia 26 de abril ultimo os parios russos de
ilelsig-fors e Seveaborg, c todo* os porto* e ancora-
douros, bahas e enseada* ao Oeste de Hetains-fors
ale a poma de Bango, na lalilude de 59-48" O'
Norte, Iougitude de 22 53" O' Leste, foram pela
mesilla maneira hluqucado*.
Desde o dia 211 de maio a limo o* porlos russos de
llaps.il. Waruiso, libas de1, Porte Bltico, Revel,
e todos os portes ancoradnuros, ens-ad-s, o rio* na
costa de E-lhonia, desde o cabo Dagcr-ort al ao
pharol de Ek-hulm, situado na latitud' de 59 43"
O' Norte e Iougitude 25 48" O' Leste, foram postes
em eslado de rigoroso bloqueio por urna teres compe-
tente de navios de S. M.
Desde o dia 26 de junho ullimo.os porlos ranos de
Abo, as libas de Ora, Onla o o Archipelagn de A-
laod, Nvslad Bioucborg, Chri-tiocstad, Wasa, as
libas de Walgrune, Nova Carlehg, Jacohslad, Car-
hebv Velho, l.olilo. halajo-ki Brabeslade, beaharg,
liba Cartea. Ijo, (ieslila, Keiinie e lodo* us porlos
aiirora.lourus, enseadas e rios, desde a ponte de Han-
ge- na lalilude de59 48"O' Norte, loiieJRude 22 53"
O' Leste atNed Tornea, (inclusivel) situado na ca-
bci;a do golfo de Bolhnia, na lalilude ( pouco mais
ou menos i de 65" 50" O' Norte, longitude 21 15" O'
Leste, foram postos cm estado de rigoroso bloqueio,
por una terca competente das forcis alliadas.
Depois ila reunan da atraadla franceza no golfo
da Finlandia no dia 13 do junho os dorares de blo-
queio n'aqucllc golfo e em qualquer outra parle,
foram daquclla dat i em dianle levados a efieito pelas
forjas alliadas e conjuulamcnte.
E nada mais conliuba a dedaraejo do bloqueio,
que bem e lalizmeule Iraduzi do proprio original es-
criplo em ingiez ao qual me repollo, c quanlo
participarlo do capilao Cooper Bey, e vice-consul
Herlslel, nada contm que retira a oulros pollos
alm dos quevau j cima declarados cm eslado de
bloqueio.
Em f do que passei o presente que assignei csel-
lei com o sello do meu ollicio.ncsla muila leal e he-
roica cidade de S. Scha-ii.nl do Rio de Janeiro, aos
27 deselemhro do anno de Nosso Senhor Jess Chris-
lo de 1851.Jos Ag:slinho Barbosa, traductor pu-
blico e interprete commercial juramentado.
Conforme.--Francisco Xacier Bom-lempo.Con-
forme.- Antonio Leile de Pinho. Conforme, o
secrelario da capitana, Alejandre Rodrigues dos
Anjos.
O lllm. Sr. capillo do porlo dando cumprimento
ao dispo-lo na ordeni do Exm. Sr. conselheiro pre-
sidente da provincia cm dala de 9 do andante mez,
manda dar publicidade ao aviso da reparlicnn da
Marinln de 23 de ago-lo ultimo, c copia a que elle
se refere, da Iraduci.o do estrado da gazela de
Londres de 13 e 16 de junho desle anno, concer-
nenlcs a notilicacao que o governo de S. M. Brit-
nica lizera do bloqueio eslabclccido cm cerlo* por-
los russos no Mar Negro e no Baltiro, pelas esqua-
dras combinadas da Graa Brclauha e da Franca.
Capitana do Pnrln de Pernambuco 26 de ouluhro
de 1851.O secrelario, Alexandre Rodrigues dos
Anjo*.
Aviso e Iraducc.lo a que refere-sc a dcclarac.'io
supra.
A tito.
Copia.Rio de Janeiro, ministerio dos negocios
da marraba, 2) de agoste de 1851.
lllm. c Exm. Sr.Remello V. Exc, por copia
a Iradiicodo do extracto da gazela de I. uulres de 13
c 16 de junho ultimo, que me f..i enviado pe* mi-
nisterio dos negocios eslrangeiros,rom aviso n. 91 de
8 do crrenle, contend, a notilicacao que o governo
de S. M. Britnica liara do bloqueio eslabclccido
em cerlos porlos russos no mar Negro c no Bltico
pelas csqiadras combinadas da Cr.la Brclauha c
da Franca, lim de que X. Exc. a transmita a ca-
pitana do porte dessa provincia, para dar-lhe a
devida publicidade.
Dees guarde a V. Ex.. Jos Maria da Silva P-
rannos.Sr. presidente da provincia de Pornamhuco.
Cumpra-se. Palacio do governo de Pernemhiico 9
de oulubru de 1851. Figueiredo. Conforme.
Francisco Lucio de Castro.-ConformeO secre-
tario da capitana, Ale.randre Rodrigues dos
Alijos.
'I'radiirr'ni.
Eu .los Agoslinho Barbosa, cidadao brasileiro,
traductor publico a intciprele commercial jura-
mentado da praca.
Certifico que me foi apresciilado um documente
impres-u em ingiez. o qual Iraduzido para o idioma
nacional diz o seguinle :
Eslavara as armas reaes de Inglaterra.Extracto
da gazela de Londres de 13 e IGdo junho de IN5.
Ministerio dos negocios eslrangeiros 13 de junho de
1851.Pela presente se faz publico que o milito
honrado Cari deClarendon, primeiro ministra de
eslado de S. M., da repartiente dos negocios eslran-
geiros, receben mu oflicio do vice-almiranle Dundas,
commandanle da.s tercas navaes de S. M. no mar
Negro, dirigido aos lords commissario* do aluiirau-
lado, e datado uo primeiro de junho, snnuuciando
que o Danubio eslava bloqueado pelas tercas na-
vae*. combinadas de S. M. e do imperador dos
Fraucezes.Ministerio dos negocios eslrangeiros 16
ilejinihoil 1851.Pela presntese faz publico que
os lor.ls commissarins do almranlado acaban) de
oulros porlos intermediario* na cosa da Eslhonia
ale ao Pharol de Ekholm (situado na lalilude 59o
13' norte, lougilude 25" 48' leste) e dalliem direc-
yaO norte al Helsingfors c Svaboig na cusa da l'i-
Iindia continuando para n Oeste, o Some.l de Baro,
Heng Head.Oro, e Abo, inclusive o Archipelagode
Aland e portes intermediarios, dalli em direcelo
luirlo, inclusive Nystad, Biurneborg, CbriatinetUd,
Varo, Wnlgruud (libas) pequea Carlebj, Icuhostad,
Grande Carleby, Sahls, kalawki, liralien-sl.nl, \\ ,,-
aborg. K .re .liba). To, lie-ida. Torued, Ned, Tur-
nea, (situadas em lalilude poico mais ou menos 65
30' norte, longitude 24 15' leste ) c lodos os porlos
russos interine liados, ancoradouros c angras du
gulfo de Bulllniia, e tudos os portes e lugares an-
teriormente Horneados, esloe se achavam naquella
occasiao em eslado do um rc*triclo bloqueiu por
meio de tercas competentes. E pelo presente se
notifica mais que serao adoptadas e inoculadas todas
as medidas aulorisadas pelas nares c tratados res-
pectivos enlre S. M. o as dilleentes potencias ncu-
Iraes, para com aquellas einbaronoes que Icnlarem
violar ou romper o dito bloqueio. E nada mais
conlinba ou declarava o dilo impresso, que heme fi-
elmente Iraduzi do propiio original escriplo no
idioma ingiez. ao qual me reporte, c depois de haver
examinadu com este, c achadu cui.forme o lornei a
entregar a quem me o apresentuu. Em f do que
passei o presente que assignei. e sellci com o sello
do meu ullicio tiesta uinio leal e heroica cidade S.
Sebasliao do Rio de Janeiro aos 19 de agoste de
1854. Jos Aguslinho llarlin-a. traductor publico
e interprete commercial juramentado.Conforme,
francisco Xavier Bom-lempo.Conforme, Fran-
cisco Lucio de Castro.Conforme.0 secrelario
da capitana, Alejandre Rodrigues dos Anios.
SOCiCMUE HilAii,ia EUPREZiRIA.
14. RECITA DA ASSINATL'RA.
Safcundo 2S de outubro de 1851.
Depois da cxcciirdto de urna bella ouverlura, lera
principio a representacao do excedente drama inti-
tulado
OS DOUS RENEGADOS.
Farao parle no drama as senhora* DI). Leopoldi-
na e Orsat, eossenhores, Bezerra, Res, Costa, Mon-
do*, Sena, Moiitciro, ele. A parle do pageni mouris-
co ser executada pela senhora D. Amalia. Os in-
lervallo* serao preeucbidos com cscolhidas pecis de
mu-ica.
Principiar as oilo horas.
AVISOS MARTIMOS.
Para Lisboa seguir breve a galera porlugueza
Margando, de que he capilao Joo Ignacio de" Me-
nezee, por ler materia do seu carregamento promp-
ta : quem na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, paca o que lem bons cummodos, pode enlen-
der-sc com os consignatarios Amorim Irmos, rus
da Cruz n. 3, ou com o sobredilo capilao na praca
do Commercio.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidacle o liiate (For-
tuna, capitdo Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Alnieida (jomes &C, na ra
do Trapiche h. 1G, segundo andar.
Para o Maranhao segu em poneos das o bem
conliecido hiate Incencicel, de 37 toneladas, pregadu
e terrado de cobre, e de primeira marcha ; para o
re-lo da carga c passageiros, rata--? na i ua do Vi-
gario ii. 5.
Para a Baha segu em ponaos dias, com carca
ou sem ella, o lindo patacho nacional Clementina :
quem nelle quizer carregar de prorapto, dirija-se ao
seu consignatario Francisco Gomes de Oliveira.
Para o Cara segu o hiate Duvteso : para
carga e passaaciro*. trata-se com Jos .Manuel Mar-
lius, ou com o meslre, no trapiche do algndto.
MO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente no dia 1. de
noveiubro prximo futuro, a escuna na-
cional Veremos..; somente recebe es-
clavos a frete : trata-se com J. B. da Fon-
seca Jnior, na ra do Viga rio n. 4.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidade, o milito
veleiro brigue Recife, por ter a maior
parte do carregamento prompto : para o
restante e passageiros, trata-se com o con-
signatario Manoel Francisco da Suva Car-
rico, na ra do Collegio n. 17 segundo
andar, ou com o capitao a bordo.
OS SETE INFANTES DE I.ARA.
Amamos o (healro, somos as*iduo* em frequenla-
lo e reao-ijam-.-nos cm extremo quando assislimua
um bom especlaeolo. He um prazer indefinivel o
queseulinios noaiido vemos um bom drama como os
Sele Infantes de l.ara ser bem comprehendido e bem
desempenhado; este prazer bem que incompleto, nos
proporcionon a Sociedade Dramtica Emprezaria na
imite de quarta-feira. A excellencin do drama an-
nnnciado e a rcapari3o em nosso palco da Sr. Ala-
ria Leopoldina,atlraliio um concurso extraordinario
de espectadores ; o Ihealro eslava cumplid..mente
ebeio, e muilas pesoa* voltaram por nao alcanca-
rem bilheles. O drama, apezar de algumas irregu-
laridades hav ida*, foi inuilo bem doempcuhado, A
Sr.a Maria Leopoldina brilbou como de coslume :
nada ha perdido, he sempro a mesma. foi ainda a
seductora Vallomhra de ha Ires annos.Os infames ap-
parcroram bem veslidinhos e apezar de alguns del-
les nao ajodarcm a infancia, niolraram-so ufana-
mente condolidos por mao sapiente, al omomenlo
em que abandonados a si meamos morreram desas-
tradamente ao aspecto da Durindanna mourisca. A
esla irregnlaridade, qoe esciiuu o ridiculo, acrescen-
taremos a falta de comparsas e o mal vestido delles,
(lalvez devido as in.ulllciencia* do guarda-roopa1
o que fazia um grande contraste cum o bem arran-
jado du senario e as luzidas ve*limenlas dos princi-
paes persouageus ; seria bom que a Sociedade Dra-
mtica Emprezaria, que lanos esteros tem felo
para nos agradar, e que lano se esmera cm suas rc-
presenlacoes, nlhas*e com mais attenco para este
mal, que ha lano lempo s.illremns, pois he sabido
queum hrilhaiiieaparato concurre muilo nos espec-
tculos para sua complete illusao. Esperamos pois
que estas uossas poucas observacOes possam ser apro-
veiladas e que as vejamos cm pratica j boje que te-
remos urna uoite igual a de quarta-feira passada.coiu
a represenlaco dos Dous Rcncaados, essa produr-
c-iii mimosa do Sr. Metales Leal, em que lano brillia
a Sr. Maria Leopoldina, em que Lio sublime se ter-
na que nao admira ver um judeu renegar para pos-
sui-la, nos mesnms apezar de chrisiaos velbos, o fa-
riamos de boa vonlade, e eremos firmemente que
muita nenie comnosco. O Socalo.
Precisare de urna ama para o servico inleruu
do urna casa de pouca familia, o qne d fiador a sua
conduela : na ra da Cadeia Velha n. 5.
Perdeu-se urna lettrn da quantia de 52i-r-'.Mi,
sacada por Dellino Goncalves Pereira Lima, o ac-
eda por Antonio Annes Jacome Pires, a qual j
eslava enllocada, qualquer Irausacco feita com a
me-ma ser intil, por quanlo os mesmos se acbam
prevenidos.
Alusa-se um sobrado em Sanio Amariubo,
proprio para os senhores acadmicos esludarem por
ser muilo fresco, e lem commudos para 6 ou 10 se-
nhores acadmico*, ficando perto ds nova casa : tra-
ta-se com Manoel Luiz da Veiga.
Alusa-se quem precisar, umescravo moca,
fiel, diligente e sem vicios, para oceupar-se em ho-
lieiro ou copeiro, do que lem bstanle pralica e lm-
belo sabe alauma cousa de cozinha : na ra da Ca-
deia luja n. 41.
Qnadras dedicadas a Ezma. Sra. 9. J., onda a
autor lhe offerece nma breve Batida da pes-
io quem ai icr acriaeada aa detrlaneauo
san, o do qoem asna.
Do B.... sem ventara
Na cor no sangue mesclado;
Pedante, vil.imposlor
Qu'amor nao lem a seu lado.
LEILO'ES.
O agente Oliveira fara lcilao da mobia com-
plete de ama casa, inclusive prala, longa para mesa,
apparclho de porrellana para ch;i, porta-licores, ga-
Ihelciros, garrafa* c copos para vinho. toadlas e
guardanapos para mesa, porfi de excedente vinho
engarrafado, e oulros muilo* uhjeclos : segunda-fei-
ra, 110 do correle, as ti) horas da manala, na casa
n. I.'l, ra do Trapiche Novo.
O agente i! nji, lerca-fcira :t do corrcnle, as
10 horas da manala, no seu armazem, ra do Col-
legio n. 15, far leil.lo dos objectos existentes no
inesmo armazem, sem limite de preco algum, assim
como do urna porcilo inmensa de charutos fiaos da
Baha, os quaes se achante patentes no dia do brillo.
Leilao de batatas.
Segunda-feira 150 do corrcnle llavera leilao de ba-
tatas, dragadas ltimamente, cm lotes a volitado do
comprador: no armazem dcfroiilc da alfandega.
AVISOS DIVERSOS.
prevenindo-o de
que igual Dotificacao fot feita pelu governo rrancez, I recebar eonunicajOes do vice-almirante Sir Charla
Dos guarde V. Exc. Jos Maria d. Silva (ara-1 Napier, commandante das terca* navaes de S. Al.
nho*. Sr. presidente da prorinrla. Cumpra-se. no Baitico, datadasde Hooc Baya -2S de maio de
Palacio do sovernodc Pernambuco -Jll de ouluhro de
32:215*589
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I a lili.....14:4569627
dem do dia Ti........B5S1H1)
1851.Figueiredo.
Conforme.Antonio l.'ilcde Pinho.
Conforme. O secrelario da capitana.
Alexandre Rodrigues dos Anjos
Eu Jos Agostinhu Barbosa, cidadao brasileiro, tra-
ductor publico, e interprete commercial juramen-
tado da praca :
------- ] Cerlifiro que me foi .ipresenladouin siipptemenlu
15:IWi|"JS7 I da va/ela ollicial de Londres de Ierra reir II de jn-
1834, participando a Ss. Excs. que os porlo* de Li-
ban eWiudam, na cosa da Coulard.e oulros porlos,
ancoradouros, ou angras desde a lalilude 55 5:1
norte al em direccilo norte o cabo Dagcr-Orl, in-
clusive o* porlos de Riga, Pernau a lodos os demais
portes, ancoradouros ou aliaras do tiolfo de Riga.
se achavam cnlAo bloqueados por urna terca suuici-
eute, que lodos os porlos, aacoradouroa.'enseadas
ou iangras para leste do cabo Bagar Or, inclusive
llapval, vVnrms ilha del porte Bltico, Revel e
Foi vendido na loja de cambio da
ruada Cadeia do liedle n. 24de Vieira, o
oitavo den. 1975, em quesaiiioa serte de
i (*>000$00Q rs.: o possuidoi- pode vir re-
ceber.Jos Caclano Vieira.
Cliapcos de palha a I s000 rs. ocen-
to, esleirs de palha do Aracaty, a I 2$000
rs. o cento, he pechinclia : quem preci-
sar lie na rita da Cruz do llecife n. 31,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
Na ra da Cadeia do Recife n. 31,
loja de miudezas de Domingos Teixeira
Bastos, vendeu-seum oitavo n. 1975, em
que sahio a sorte de 10:000s000 rs. da
primeira parte da primeira lotera da ma-
triz de S. Josc'.o qual he assignndo pelo
cautelista Salustiano de Aquino Ferreira.
10:000s000.
Esta sorte foi vendida em oitnvos da lo-
tera de S. Jos, na loja de miudezas de
Jote Fortunato dos Santos Porlo, na es-
quina da ra da Madre de Doos.
O cautelista, Antonio Jos Rodrigues
de Souza Jnior, avisa ao possuidor do
meio billiete n. 115, da primeira parte
da primeira lotera da matriz de S. Jos,
rubricado por elle, em cujo numero sa-
hio a sorle de 4:0004000 rs-, que va' re-
ceber o seu premio respectivo por inte-
ro, em sua casa na ruado Collegio n. 21,
segundo andar, logo que sabir a lista ge-
ral.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira, avisa aos possudores dos oitavos
n. 1975, divididos em um bilhete inteiro,
em que sahio a sorte de 10:000.s000 rs.,
e o meio bilhete em que sahio o premio
de 1-.OOO.SOOO rs. n. 1061. da primeira
parte da primeira lotera da matriz de S.
Jos, podem vir recober na ra do Tra-
piche n. 5ij segundo andar, logo (pie sahir
a lista geral.
SALA DE DANSA.
Luir. Caolarel Iciiciona ))o primeiro denoveni-
l.ro prximo futuro abrir una sala de dausa na ra-
sa de sua residencia, ra das Triacheiras u. 11) |.o
andar, aonde ensillar a todas as pcs*on*, que o qui-
zercm honrar, as segundas, quarlas e sevlas-tei-
ras todas as variadas densas que quiterem aprender,
pelo dinamite preco de djjr*. ineii*aes e tres de joia
no primeiro me*, pasos allantados ; tamheui ensi-
nar.'t parlicularnieale aa inc*ma casa, ou aonilc for
chamado, cm diffcreales horas, pelo preco auc com
n niciiio se tratar, para oque se podcrAo enten-
der rom elle todos us dias uleis, das (i as '.liaras
da maiilia,i.
RICAS PULCEIRAS.
Os obai.ru assignados. donot de luja de ourires
ii" rurt do Calinga n. 11, confronte no Paleo da
Matriz e rii.i .Vori?, fazcm publico que receberam
de aoro um eteolUdo soriimenlo de pulccirns de
di/fereiiles gastos, tanto para stnhoras romo para
weiiinas. c muito em cinla o* preros, conlnua-se
a garantir a qualidade do ourn.
S'.rafnn & Irmos.
Os ns. Io o i" da Camelia acharas se reimpres-
so*, e a venda na ra Nova a. I. Os senhores a<-
sienantesqueos nao receberam podem manda-Ios
buscar na mpsnia loja.
Quero agora, meu bem,
Aqui sem luslre pinter
Em meus curios versinhos
Por ler de me ausentar.
L, c rdete corrugo
Se lia razao em prente,
Negarem a mim tua pos-e
Por esse velho demente.
De mais de quatro dezenas,
Alem de viuvu lambem
Tero mui breve a conlinba
Cerla, niela de decem.
Isso atiesta a grvala
Por anliga esquecids.
Como cm bolas dizia
0 Ludgero na vida.
1 .'nem sabe se he b.iplisado
Es*e sallinho de bola '.'
Quem sabe se o pcic erarlo
'averr.o sua alma n,1o bota '
l'.ira, ou nao cm queslo
E*sa morle, ou necocinho'.'..
Quem melbor disso soiiber
Cunte, n.io falle liamnhn.
Com tal, e juste processo
Se he verdad.-, e c*lcve
tSf Na cadeia ^a eu nao sci
Como emprego oblcve.
Vh I!.... imprudente
Mesquiuha he a douzclla
Que ns prenles a casam
Contra a mor vontado della.
Oh qiicloucura he a tua
Brulo, sem lei, sem nalnra
Aceitas urna donzella
Chorando a sorle mais dura.
Puis sabe, nunca leras
Firme penhor cm seu peilo,
Amor esculpi amor
No castu virgneo peilo.
Educarn, c amor
Lutnm no seu cnracjlo ;
De tmida se receia.
Que triste siluac.lo !...........
t de outubro de IK.F. F. S. M.
Mximo Jos dos Santos Andrade compran a
bilhete i). ~'A da lotera de S. Jo* p'jr ordem de
Carlos Francisco Soares de Brilo.
No dia 2fi do corrcnle furlaram da praca da
ribeira da farinha, da frecuezia de Sanio Antonio,
um cavallo pedrez, rabixeiro larzo, cum principio
de callo na nadega : quem o pegar, leve-o ao Sr.
Jos Ignacio cora loja na na do Qneimado, ou au
ciigimii. Uileirao, em Tapera.
I'rcciia-tc de urna ama secca para criar una
menina c que lambem saina lavar pan a mesma :
na ra da Cruz n. 7, lerceiro andar.
AO PUBLICO.
O abaiio nssignado julga nada dever nesla praca,
com ludo se atguem se jnlgar sen credor, quera
aprcsenlar suas coates no prazo de 3 dias para seren
pagas. O mesmo nao se re*ponsabili*a por dividas
teilas por algucm em seu nome. Recife i8 de outu-
bro de 1851.Joaquim Jos Pacheco.
O THEATKO DE SA.NTA-ISABFL.
Um laclo escandaloso acaba de ser pralicado pela
sociedade emprezaria, revestido de circumslancias as
mais auaravantes, e por isso nilo podemos, nem lle-
vemos deitar de o levar ao dominio do publico, o
que passamos a fazer. Tendo se annunciado a 13.a
recita para 33 do corrale, compramos o bilhete n.
11 da 1.a ordem, e apreenlando-nos a hora marca-
da, licamos admirados de encontrar o dilo camarote
orcupadu por urna familia. Dingimo-no* inmedia-
tamente a caita c lizemns ver o acontecido a um dos
emprezarios, e esto com toda a fleugma rc*pondeu-
uos que nilo sabia o quo fizesse ; e para remediar a
difllculdade procura hilhetcs de pintea daqui, cadei-
ras dalli bein cerlo de quenada havia) representan-
do comnosco urna verda.leira Tarjada, que estes
meus senhores sempre eslo promptosa representar.
Por ullimo nao apparecemlo nem cadeiras, nem
platea, pachn icom cortea propria, nao sabemos
deque....} pela quanlia de G-v,KH), e disse-nos cum
teda a sem ceremoniaahi esi o importe do bilhe-
te, *3o ver d'ondc poderemc que lal!.. Pois nos
encontrando urna familia com bilhete duplicado no
camarote que linhamos comprado, n.io faltamos aos
deveres da boa educaran para com essa familia, cu-
jo testeiuuuho invocamos, e a mis alira-se-nos com
os nossos ti-jfKMl cara para ir ver d"onde podesse-
mos !.... Onde estamos!'..., Srs, da sociedade em-
prezaria, para nos traanles desla maneira, era pre-
ciso que fossemos daquellrs que s vr>em Ihealro da
meia cara, ou quo livessemos tan pouca vergonha
como.... como ateuem. He bem que n publico seja
iuleirado de lal pro.-edimenlo. para que linue de
sobr'aviso a respeilo de lae igunbeis nrlimanhas.
Os offendidot.
Fugio a I" de dezembro de lci.33, do engenho
Sipoal, comarca de Nazarelb, um escravo por nonio
Francisco, appellidado Borge, cubra claro, os cabel-
los da eabeea um lauto pegados, e rnivo pelas pon-
as, roste redondo, macaos levantadas, olhos vivos,
nrclliss condicio.ia'tas. nariz proporcionado, bocea
regular, dente* de cima limado*, c ainda n.io tinba
barba, quando fugio foi de idade J I a '22 auno-, de
boa altura, espadando, ps a pioporcao do corpo.
Em idade de 1.5 anuos nm cao o mordeu as parles
baixss, que rasgn os escrute*, e fui preciso pontear;
creio que lhe (icaria as cicalrizcs, c lem cm urna per-
ita ou rocha marca de lenle do dito co. ein um dos
joelhos da parte de fra lem lamben) caira marca de
denle do mesmo. Sabio rom onlro cabra por nome
Ambrozio, dnengcnhn Terra Nova, o qual foi preso
no principio de-lo correte pelo subdelegado da Boa-
Vista, c rerolhido cadeia alcsta cidade, e pelo an-
nuncio do subdelegado qdc o prenden, mandn o
senhor buscar, e rhcgatfite conlc-sou que este que
cima fallo, licou na Boa-Vista Irabalhando cm urna
olaria para oluca chamado Ponte Velha : porten-
to, roaa-se ao Sr. deteeado. sub'telecado e inspecto-
res da Boa-Visla, queiram dar as suas ordens alim de
aae seja capturado o dilo ccravo, e rcrolhendo-u.i
cadeia, nnunciar.i pira minha inlelliencia. eosc-
nbor que o livor cni seu servico Irabalhando, e o
queira comprar, podrr annunciar na mesma folha,
que mandarei logo vender.
Jos Guedes de Brilo da Cunha Reg.
O aballo assignado, estando na maior intelli-
cencia com o aulor do annuncio inserto neslc Dia-
rio, o qual pede uns retratos daguerreoljpoquc me
foram confiados, responde que leudo sido enearrega-
do da copia de um desles retratos, por esta razan
.norando o autor do annuncio onda eslaria residiu-
do, pedio-me de declarar a minha residencia, pelo
que j lhe liz ver, e asanos como sempre na maior
armonia, n,1o fazendo o publico mo conceilu do
abaixo asignado.Cincinaio Macignier.
Antonio I -nac i ila Silva com casa de negocio
na rua do losarte da Boa-Visla n. .53, retira-se para
a cidade do Goinnna ; as pessoas que se julgarem
suas rredora. podem ir rrreber na mesma casa ;
essim romo pedes seus devedores que bajan de vir
salisfazer seas debito*.


"""' '-"- cnwwiniWf, omdhuu za uc uuiuonu ut iaaa
.,.
Francisco Lucas Ferrara, com co
cfaeira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igreja ou em casa, carros de
pnsseio e tirar guia da cmara, e ah en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
pe o regulamento do cemiterio.
ROB I.AFFECTER.
O nico autorizado por deci.io do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospiUes recommendam o arroba
LalTectcur, romo acudo o nico aulorisado pelo go-
verooe pe Keal Sociedade de Medicina. ste me-
dicamenln d'um gosto asradavel, e fcil a tomar
cm secreto, est em uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmenle em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as afleccdes da
pelle, impingeos, as coosequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idade critica e
ila acrimonia hereditaria dos humores; convcm aos
catharros, da beviga, as contracc/ies, e fraqueza
dos oreaos, precedida do abuso das ingccces ou de
sondas. Como anli-svpdililico, o arrobe cura de
pouco lempo os Ilusos recentes ou rebeldes, que vol-
vem incessaules sem consequenciu do em preso da co-
paiba, da cubeba, on das iujeccoes qne reprcsen-
tam o virus sem neutralisa-lo. O arrobe Laflecteu-
be|especialmente recommendado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao iodurelo
de potasio. Vende-se em Lisboa, na Indica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
a de D. Pedro n. 88, onde acaba de cheear urna
grande porcao de garrafas grandes c pequeas, viu-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Boyvcaus
l.alTectcuv 12, ru Richev Paris. Os formulario-
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praca ds
I'. Pedro n. 82. No Porto, em rasa de Joaquim
Yraujo; na Babia. Lima & limaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha f Filhos, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova, Joan Pereira
de Magates Leile; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo & I..
O abaixo assignado, leudo justo e contratado
nina casa terrea, no Pujo da Panella, a qual o Sr.
Jos Mara i i encalves Vieira Uuimaresannunciou a
sua compra, apparece upiio-ie.lo da parte dos lierdei-
ros da fallecida D. Josepha Senhurinha LopesGama,
assignado oSr. Joso Sergio Cesar de Andrade, pelo
que peco ao publico suspenda o scu juizo ale o es-
.brecimenlo desle negocio.
Cincinato Maeignier.
No dia 22 de maio de 18o3 fngio da casa e po-
der de t. Maria Carolina de Albiiquerque Binen, o
seu escravo de nomc Antonio, crionlo, com os sig-
ues seguintes : fula, allura regular, vista um pou-
co espantada, pernasfoveir.is, falla mansa, Iraz scra-
pre cachimbo, estomago um pouco saliente, e nunca
nlha dircilo para a pessoa com quem falla. Foi escra-
vo de Francisco Bulcao.do Brejo da Lagoa, vendido
a anuuucianlc por Manuel Ferreira Mendes, por in-
termedio de Claudinn do Reg ; consla que lem si-
do visto pelo Brejo d'Area : qiicm o apprehcnder,
podera entrega-lo sua sendera, moradora cm um
sitio, na ra do Hospicio, que ser recompensado.
&^A Gravam-se e douram-se cm pedra mar
more ttulos para sepultura com o emble"
'na mortal, ou sem elle ; quem precisar.
""^J dirija-se ao paleo do Hospital do Parsiio
n. 10, luja de carros fnebres doSr. Lucas.
O Sr. Antonio de Snuza Braz lem urna caria
viuda do Porlo na ra da Cruz n. 21, confeitaria.
Furlaram no dia 24 do corrcnle dous casliraes
porem os cantos recortadas em sentido concavo, silo
detarracha, pela qual se separamos pos ; pouco fci-
lio tcm, pois sAo pela maor parle lisos : tambem
l'iirlarain um relogio para cima de mesa, americano,
de pndula, com caixade madeira que parecemos-
no, o qual (em cerca de dous palmos de allura, e
pouco mais de um de largura na frente : quem ap-
prehender laes objeclos ou ilclles ilcr noticia na ra
Direlta, taberna 11" Soares ,\ Cumpanhia, ou na des-
lilaru da praia de Sania Rila, scr.i recompensado.
ODr. Antonio Jos Coelho, decano da raeolda-
de de dircito, director interinod mesma, eslil resi-
dindo no primero andar da casa n. 14 na ru ao
lado da matriz de Santo Antonio.
RECREIO MILITA!*,.
A segunda partida de baile lera lugar no dia 12
de novembro : as proposlas par convite cro acei-
laa -"mente aleo dia 3, para o qual convida-se aos
socios i reunirem-se cm assemhlca geral, as 4 horas
da larde, no quartel do Hospicio. O I." secretario
Or. I elho Fitho.
Se*la-fcira, 30 do corrcnle, depois do meio
dia, na sala das audiencias do Sr. l)r. juiz de dircilo
do civel Custodio Manoel da Silva Ciiimaracs, vai i
praca a prela Maria, Cicange, escrava de Manoel
Francisco de Barros por execora de Theodoro de
Almeida Costa, movida contra o mesmo.
AO RESPEITAVEL CORPO DO COMMERCIO
DESTA PRACA.
Os abaixo assignados lem vendido ao Sr. Jo3o Mo-
reira Lopes as faiendas e armarn da loja da ra do
Crespo n. 9, constantes do Inventario supra pertcn-
cenle a firma de Manoel Gomes Leal & Companhia
pelaquanlia de 6:.">t j&jIO para nos pagar nos prazos
de I, 2,3 e i annos, coja quautia sahir da sua milo
no dia dos respectivos vciicimenlos. sement para
pagar pro-rala aos credores da dita firma, e no caso
que na poca dos ditos vencimeulos nos mostremos
quites c desembarazados, com nossos dilos credores,
ueste caso ser enlrestie a sobredila somma a nossas
pessoas, c nao duvidamos que deste negocio se fac-arn
os necessarios annuncios pelas roldas publicas para
mostrar a boa f que douvo neslc negocio, lano da
parlo dos vendedores, como da parle do comprador;
e se necessario fdr ser este contrato reduzido a urna
escriptura publica. Ao fiel cnmprimenlo do pr-
senle lodos se obrigam. Para coufermidade se lir-
inarao dous desle llicor, ficando cada um com o seu.
Recife 23 deoutubro de 185*.Manoel Gomes Leal,
Alendes de Frailan, Joao Moreira Lopes. Co-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO GOZaliEGIO 1 ATOAR 25.
II Dr. P. A. Lobo Mosenzo d consullas hnmeopalhicas lodos os das aos pobres, desde 'J horas da
tnanha at o meio dia, e em rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se iaualmeiile para platicar qualquer orerarSo de ciruraia, e acudir proniplamenle a qual-
quer n.ulhcrquc esleja mal de parlo, c cujas circunstancias nao permittam pagar ao medico
SO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo doJDr. G. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes cncadernados cm dous:......... SjMOul
Esla obra, a mais imporlanlc de todas as que tratam da homcopalhia, interessa lodos o mdicos que
quizerem experimentar a .'oulrina de Hahnemsnn, c por si proprios se convenecrem da verdade da
mesma : interessa a todos os senhores de engenho e fezcideiros que eslao longo dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podan deixar urna vez ou outra de ler preciara de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os cheles de fsmilia ene
por circumsiancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pCsSOs! iH'llil.
O vade-iuecum do homeopalha ou tradnecao do I)r. Hering, obra igualmente til pessoas que se
ae?'c'"} an esludo da homeopathia um volme grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
peiiSiivel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........
Lma carteira de 24 tubos grandes de linssmo cbrislalcom o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................
Dita de 36 cum os mesmos livros..............
Dita de 48 com os ditos. ,............
.... cia Dita de 60 tubos com dilos.................
Dita de 144 com ditos................ *
Eslas Silo acompanhadas de 6 vldros de tinturas escoiha."
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerio o abatimeolo de lOSOOOrs. em qualquer
das carleiras anma mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira ,.....
Ditas de 48 dilos..................."'.III
Tubos grandes avulsos.....,.....
Vidros de meia once de tintura...........,
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pauto seguro
homeopathia, e o propriclario deste estaliclerimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem mon
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa da sempre venda crande numero de tubos de cryslal de diversos tamaitos, e
aprompli-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevid'adc e por precos muito com-
modos. r *
8S000
49000
40&000
4O00O
505000
608000
1005000
8SO00
169000
I9OOO
29000
na pralira da
lado possivel e
Lompram-sc 60apolices da companhia de Be-
beribe : quem as liver, diriia-M a taberna da quina
da Camboa do Carmo n. 46.
Compra-se o compendio de dircito
ecclesiastico, pel Dr. Jeronymo Vilella:
quem tiver ai>nt;ncie.
Compra-se urna casa de um andar com sotan,
al dous andares, em qualquer das seauintes ras :
11a Boa-Vista Aterro, Aurora. Praca, Aragan, c alraz
da malri/. ; cm Sauto Antonia, >ova, Cruzes, Ca-
deia. Collcgio, palco do Carmo e Paraizo : Irata-M
com Manoel l.uiz da Veiga, 011 no aterro da Boa-
Visla, obrado n. 4"i, segundo andar.
Compra-se'uma esciava, rrioula on parda, com
algumas habilidades de arraujo de casa : 110 segundo
andar do alerro da Boa-Visla 11. 4.">.
Compra-se e paga-se bem o livro qoc lem por
(fulorcceilas necessarias para as artes : na ra
de Hurlas 11. 38, das 6 as 8 da manliaa, e das 3 as 6
da larde.
VENDAS.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liaja de mandar pa-
gar a assignatura do huco, para a mesma cmara, que se
aclia em grande atrazo de pagamento.
8S5t5J :;kkk;.s^ @
DENTISTA FRANCEZ.
S Paulo Gaignoux, eslahelecido na ra larca (t
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- %
les com gcngivasarlificiaes, e dentadura com- ^
% pela, ou parle della, com a presso do ar.
Tamhem tcm para vender agua denlifriredo
Dr. Picrre, c p para denles. Rna lana do
9 Rosario n. 36 sezundo andar.
do

O padre Vicente Ferrar de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-sc a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regttlaridade concernente* ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acuita dos maioressacrit'icios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os prctendentes dirijam-se a'
linaria da praca da Independencia ns.
o e 8.
chroniea*, 4 vo-
. 209001)
. 69OOO
. 7|000
. 691100
. I69000
. 69000
89000
180000
IO9OOO
891 KM)
79000
6.3OOO
43000
109000
308000
para deulro e fra do impe-
ivos i liram-se lilulus de re-
Jos
mo leslemunhas Manoel Joi Leile, li. A. Burle.
Eslava reconhecido c sellado.
Precisa-se de um pequeo de 14 a 18 annos
para taberna, dos chegados ltimamente do Porlo :
na ra do Rosario da Boa-Visla n. 41,
PASSAPORTES.
Tiram-se passaportes par
rio, despacham-se escravos e unm-se mulos de re
sidencia : para este fim procura-se na ra do Ouci-
nudo 11. 23, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
Iciro da Cruz.
Os abaixo assignados, socios da firma denomi-
nada Manoel Gomes Leal Companhia, rogam a
seus mui dignos davedores queiram ler a bondade
le solver os seos respectivos dbitos para o que se
dienarao ir loja 11.9 da ra do Crespo, entemler-se
rom Manoel Gomes Leal, caixeiro do Sr. Ju.lo Mo-
reira Lopes. Recife 26 de oulubro de IR>i.Ma-
nuel Gomes Ual, Jos Mendes de Freitas.
Hi-se dinlieiro a premio em pequeas poros,
com penhnres de 011ro e prala : na Trempe 11. 15.
Francisco de Paula Paes Brrelo, julgando-se
prpjudicado, bem como oulros mais, na ven a do en-
uenhoGarap, sito na comarca do Cabo, feila por
sua finada mai seu fallecido lio Jo Carlos Paes
Brrelo, previne ao publico, que iienduma Iransac-
5*0, relaliva quelle engenlio, deve Euereom 1 con-
aenhura do mesmo, a viuva iln finado Jos Carlos,
visto como o annuncianle desde ja protesta em tcm-
po competente fazer pre\aleccr seu direilo, c o dos
oulios herdeiros, que ha mtiilo foi usufruidu indevi-
dameule pelo finado Jos Carlos, e presentemente
onliinia a se-lo pela viuva ilcslc com grande IcsAo
de aniiunciantc, seus manos c subriuhos.
No becco da Viracho n. ~>, lava-se ecn.-omma-
se com perfeicab, por barato preco.
Constando meja admiuisiradora da venera-
vel m lem lerceira de S. Francisco desla ctdade, que
nao nbstanleo despacho proferido pelo Illm. Sr. Dr.
juiz dosfeilos da fazemla, cm I i do corrcnle mez,
ja publicailo nos Diarios de Pernrmbuco ns. 23'J,
210 e 241 de 18, 19 c 20 desle mesmo mez, o Sr. ol-
licial do dilo juizo, Jos Francisco de Paula, lem
pulilicado queja fez ver an mesmo Illm. Sr. Dr.juiz
dos leilos ila fazenda, que o mandado que lem para
peiiliora executiva pela fazenda conlra JosAlvc de
Alenla, de para execular contra a inquilino que
rar morar para a loja do predio do patrimonio da
ordem. na ruado Torres, pela arlual nuinerac.ln 11.
18, quaiido a loja cm que esleve o dilo Jos Alves
de Almeida, oi a do predio n. 15 na mesma ra,
nnmcr.ic.HO que nao leve nunca o predio da ordem,
que amigamente leve o n. 116: c desojando a or-
dem evitar-sc ao dissabor de icqucrr ainda oulra
vez contra o dito Sr. ofliri,!, exige que esle declare
se decerlo o que dea eipusiu ; porque a insistir ai oda
sobre a competencia do mandado para a loja do pre-
dio da ordem, a mesa administradora da mesma or-
dem, continuara a requerer o seo direilo, e conven-
cer por provas ndisiruclivois, que o sobrediloofli-
cial nao procedo assta por ignorancia, poreui com
ronhccimeiilo de que a loja do predio da onlom nun-
ca leve o 11. 15, nem foi oceupada por Jos Alves de
Almeid 1.
Achnu-e nm par de botins quem fr sen do-
no, dando 01 signacs 1,-rtos e p.iainlo a di-p./a des-
le. ielha enlieiai : na Irave-a da iti.i da l.-il.i 1.....-
<;. n. 30.
1 ia |ij ase o aueiiilaiiienlo dn hu 1 do la-
111 .iimeiro, a inellior dos Cocidos ; quem .1 preten-
der, cnlenda-se t om Jos Cirnciro da Cunta.
Novos livros de homeopalhia mefranrez, obras
(odasde summa importancia :
ilalincmann, Iralado das msleslins
Mimes..........
Tesle, irolclias ilos meninos.....
Hering, donicopalliia domestica.....
Jndr, pliarmacnpahomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Itapou, historia da hoincopalliia, 2 volumes
Harthmann, Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica liomeopatbica. .
De Fayolle, doiilrina medica bomeopathica
Clnica tic Slaoneli.......
Casiing, fardada da henieopalhii.....
Diccionario de Kyilen.......
Attlas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, cnnlcmlo a deseripcao
de Iwlas as partes do corpo humano .' .
vedem-se Indos estes livros no consultorio homcopa-
llncodo Dr. Lobo Mostoso, ra doColIegioo. 2">
primeiro sudar.
A casa tic afericao madon-se pan o paleo do
Toreo 11. 16. aondo ser.1o desparliados os senhores
ana livercm de aferir os pesos e medidas dos Miaba-
lecimentos com piomplidao, e faz ver aes senhores
que siio ncoslumailos a aferir em seus eslabcleci-
menlos, que o mitigo afrente vai aicrir. e leve prin-
cipio cm 2 do crrente, e nda-sc no ultimo de tlc-
zembrodo corrcnle auno.
Os senhores proprietarios e rendeiros
deengenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, equizeremser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racOes a livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia.
Alnga-sc para o servico de bolieiro nm escra-
vo mualo com muil.i pralira desse ofllco. Na na
da Saudade fronteira .1 do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenco Trigo de Lonrciro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cmha do l.ivraiiienlo lem urna caria na livraria ns.
6 c 8 da praca da Independencia.
ANTH.O DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Roa-
lia e americana, ecal virgem, chegada lia
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-ce a livraria da
praca da Independencia n. 6 c 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. li
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tlio borda-se de todas as qualidades in-
clusive de 011ro e prata; e recebe-se qual-
quer encominciida das mesmas obras pa-
ra dar com promptido e preco com-
modo.
Deseja-se fallar ao Sr. Jos Lauren-
tino de Azevedo, para negocio de seu in-
teresse: na ra do Vigario, casa n. 7.
Aluga-se urna boa casa de pedra e ral, com
bstanle commodo para passara fesla, no Cachaes
a margem do rio: a tratar na ra do Canno 11. 42.
Aluaa-se urna sala com duas alcovas, tle um
andar da ra do Qucimado : a tratar na loja 11. 46.
Precisase ilugar um silioperlo da praca, que
seja na Solcdade, Estancia, Manguind ou Ca'punga,
paga-c bem : na ra Nova loja n. 16.
Francisco Gomes Caskllao e Jos Bernardo
lonralvcs \ wira fazem scienle ao respcilavel corpo
de commercio, que estalieleceram no tlia :| do cor-
renle. oulubro urna sociedade coin (odas as formulas
exigidas pe o cdigo coinmercial, e que em conse-
quencia della j se achata eslabelccidos comumar-
mazcm de louca c vidros, na ra Nova n. 30. Socie-
dade essa que tcm de gyrar sob a firma CaslclISo &
Vieira.
-Precisa-se de um botn
Leitura repentina por Castilho.
Esl aherta no palacete da ra da Praia, a escola
por esle excellenle melbodo, nelle acharan os pais
de familia um promplo expediente para corlar o vi-
sioque lem todos ns meninos do comerem as con-
coaules finaes das palavras. O feriado em lugar das
quiulas-feiras he nossabhados. O professor d gra-
tuitamente pedras, livros, eludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lies das 7 as 9 horas da
noile, pkra as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios.
WftaamBaamwiBBa &msmm
AO NILIC0.
No armazem de fazendas bara-
ta, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortiment
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinado com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofierecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a* bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rna do
Collegion. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Ilolim.
TOALHAS
E r.UAKDAXAPOS E PANNO DE
LINHO PU1IO.
Na rna do Crespo, loja da esquina que vnlla para
a cadeia, vendem-se Inalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
7Q l Dr. (. tintino Francisco de Lima Sanios M
;J iiltidnu-sc para a ra das Cruzes n. 18, pri-
^ meiro andar, onde contina nnexrrricio de
g sua proBsaRe de medico ; c ulilisa-seda occa-
siilo para de novo ao publico offerecor sen
g prestimo, como nictiiro parleim, c habilitado
I corlas operaeessobre ludo das vas onri-
Haraspor se ler a ellas dado com cpecia-
I idade em Franra.
um botn cozinbciro
para urna casa ingle/.a, paga-se bem: a
tallar na ra do Trapiche, armazem do
Sr. Miguel Carneiro n. 08.
Aluga-se o segundo andar da ra de
Apollo n. 20. com bastantes commodo:
a tratar no armazem do Ferreira.
Precisa-se de urna boa ama de leile, forra ou
Captiva ; na ra da Aurora, casa nova junto ao do
Sr. Gustavo Jos do Kego.
No dia 28 do rorrete mez, por ser a ultima
praca, se da de arrematar por venda um silio com
casa de vivaada, na estrada dosAfflictos, penhorada
ao coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo, por
execiu.ao de Pedro Tertuliano da Cunha, cuja praca
lera lu-ar ni porta ta casa da residencia do Sr. Dr.
juiz municipal civil da segunda vara, na ra cslrci-
la to Rosario, pelas 4 horas da larde.
Alllonio Teixeira dos Santos e Antonio Sehas-
tiAo de Medeiros fnzem publico, que dissolvcrain
atnigavelmeiile a sociedade que linham na hiberna,
sila na ra da Cadeia de Sanio Anlonio n. 16, por
lerem vendido a mesma taberna ao Sr. Jos Leile
de Sa, no dia 2:1 do crrenle, cuja sociedade g\rava
sob a firma de Santos ; Mcdeiros, ficando o'com-
pradorobligado a solver o pasme ta mesma socie-
dade, constante do respectivo halanco.
ATTKNCAO'. "
O abaixo assignado pede a lodas asposoas que lhe
eslao tlevendo, que no prazo de S dias, contados des-
le, venbam saldar suas coalas se Dio quizerem pas-
tar pelo dissabor de seren chamados a juizo.
IltiaceiUura lose d- Castro Azeeedo.
RICAS PLLCUIBAS.
Os adaixo assignados, tlonos da loja de ourives, .
na ra do Caluma n. II. confronte ao pateo ila ma- de qtialqiier om
iriz e roa .Nova, fa/cni publico, que rcci-heram tle
novo um eSBolhido ~.irliuienlci de pulreias ,|e dilfe-
BOatea, lano |.ar.i senhoias como para niein-
Na rna da Cadeia do Herir n. 7 loja de Anto-
nio Lopes Pereira de Mello A C, continua haver
um completo sedimento de caixas com chapeos de
retira da bem contienda fabrica de Jos de Carvalho
Pinto & C. do Kio de Janeiro e por commodo preco,
bem romo ainda existem algumas caixas com as es-
colenles velas de carnauba ta fabrica de Manoel Dias,
to Aracali, assim como alguns sapalos de orclha,"
obra mnilo doa, reilos no mesmo lugar, tudo por
commodo preco.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Pelo Tbnmes, recebemos os novos
bilhetes ila lotera 05 da Santa Casa da
Misericordia. Avisamos aorespcitavel pu-
blico, que nos vemos obrigados a augmen-
tar o preco dos bilhetes e meios bilietes,
que de boje em diante serfio vendidos a
i-2<000rs. os meios e2-,s,000 os inleiros,
por nos nao ser possivel continuar com o
mesmo preco, a vista do grande imposto
e muitas despezas ; obrigamo-nos portn
a pagar os premios grandes por inteiro,
sem que sejam descontados os 8 porcento
da le, cujos bilhetes e meios bilhetes sao
irmados no verso pelo abaixo assignado:
as listas se esperam pelo vapor brasileiro,
aue licou a partir do Rio de Janeiro a 25
do corren te; os premios sao pagos a'en-
trega das mesmas listas. Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior:
Quem precisar de um amas dirjase ra Direila n. 27, que se dir a conduela.
l.ma pessoa que se aeda dabililada para ensi-
nar geoprapdia rdelorica, c gramtica porlugueza,
on mesmo lalim, oflcrcre-se para o mesmo fin:
quem de seu presumo se quizer uliljsar, dirija-se
a ra do l.ivramcnlo n. 1, I. andar.
Lava-se e eugomma-se com loda a perfeicae c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
O abaixo assignado, pede u todas as
pessoas que lhe sao devedoras por com-
pra de bilhetes de lotera, que se dignem
mandar pagar-lhe o mais breve possivel.
Anlonio Jos de Paria Machado.
Aluaa-se pelo lempo da tola um silio na Ca-
ponan, a margem do no, com ptima casa, outendo
qualro salas, nove quarlos, cozinlia fora, rom lodos
os mais arranjos netes-arios urna casa de campo :
os prelendenles dirijam-se a ra Direila n. 93.
No lintel de Europa da ra ta Aurora manda-se
para fora almoros c juntares, mentalmente, por pre-
co commodo.
Precisa se de urna pessoa livreou escrava pa-
ra eosinhar cm urna casa de familia, leudo boa con-
duela : no palco da matriz de Sanio Antonio por ci-
ma da loja decirgueiro.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. (i c 8
praca da Independencia que se '"
sa fallar a negocio.
c 8 da
ic preci-
COMPRAS.
Na ruado Collegio. segundo andar n. 21, rom-
pra-sc para um.i eucoinincuda, una mulalinha linda
asadla, de 12a 18annos, e que seja reeolhida, nao
se olha a preco, um escravo c una escrava, crioulos.
de bonitas figuras, tic 18 a 20 annos.
Na ra do Collegio u. :(. primeiro andar, com-
pra-sc o :i. vol. do Repertorio das Ordenacoes, o 2.
vol. de Maria Despalillla, edit.ao do Porlo, o 2.
vol. dos Lusiadas, edicto do Rio de Jauciro, o 3.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. tas obras de Fi-
linlo Elysio, edi^ao tle Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. e 8. vols das Memorias do Diabo, I. e i. vols de
D.tjuixote de la Mancha, 2. vol. tle Ipsobo, e 3.
tos Desposados por W. Scotl.
Compra-se um brilhanle cm obra ou sollo,
sendo de bom lamanho paga-se bem : na praia da
Independen! ia II. 1 e 16.
Compra-se a casa n. 52 na ra to Padre Flo-
rianno, pcrtenrenlo a D. Epifania Rutina das Can-
delas, a qual annuiicia eslar livro e desembaracada
nos, a luuitu em conla os precos ; roulinua-sc a ia-
ranlir aqualidade do ouro.'Srraphm & IrmSo'.
MIVOMM DE m E SEDA
DEQUADROSA ||300!! !
Dinheiro a*vista.
Com o nomc gracioso de Melpomcne, edegou pelo
vapor viudo ltimamente da Eoropa, urna fazenda
tic seda e lila de quadros que tem quasi urna vara de
largura, e que pelo seu brilho parece ser de velludo
de cores, propria para vestidos de senhoras, pelo ba-
rato preco de 15300 o covatlo!!! do-se as amos-
tras com peuhores : na ra do Queimado n. 17,
"cortes be chaly escossez,
- "^- > t ?
Na ra do Queimado loja n. 17, vendem-se corles
de charly ou laa da escossia, com 14 covados, pelo
barato prec,o debocada corle, a dinheiro a vista.
No escriptorio de Novaes&C, ra
do Trapiche n. 54, continua a ter um
completo sorti ment de chapeos do Chi-
le de todo os tamanhos e qualidades, as-
sim como dos de Italia, de leltro, pretos e
pardos da melhor fabrica do Rio de Ja-
neiro, que tudo se vende por preco com-
modo, tauabem tem algumas fazendas pa-
ra lojas de miudezas que se vendem por
commodo preco para lecharcontas.
No armazem de Novaes&C, na ra
da Madre de Dos, tem para vender vinho
do Porto muito superior, em barris deoi-
tavo.
SUPERIOR FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alfandega:
ou a tratar com NovaesA C. na ra do
Trapiche p. i.
--Vende-se em rasa de Rabe Scbmet-
tatt&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
\ idros de diH'erentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
BOM E BARATO.
I anuo prelo c de lotlas a cores, de preso de 3 a
35500 rs. p covado, fazenda que em oulra qualquer
parle he de 59000 rs., vende-se danto por ler-se
comprado erando porplo : na ra do Queimado n.
29, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
muito barato.
Pecas de eaaalao fino de puro linho com 10 e mcia
varas a 8S000 cada peca ; na loja do i portas, na
ra do Queimado n. 10.
v ende-sc cera de carnauba de superior quali-
datle; na rna da Santa Cruz, taberna n. 1.
Ventle-se a taberna, sila na ra do Pilar n.
88, rom pouco fundos : quem pretender comprar,
appareca na mesma. que adiar com quem tratar ;
a qul de perlcncenlc a Antonio Jacintdo de Me-
deiros Dulra.
Vende-se um carrindo americano de i rodas
para um s cavallo, mnilo levec quasi novo, e com
lujar para 4 pesoas dem a vonlade : na ra da Ca-
deia loja tic fazendas u. il.
Vendc-se por preco muilo commodo, no aler-
ro da Boa-Visla n. 12 sesundo andar, um ptimo
lerreno proprio para edifiraees, em frente da reja
de N. S. da Paz.nos Alagados, com 11.1 palmos tic
fundo c llOde frente.
Vende_se a Liberna ta rna da I raa, dcfronlc di
ribeira n. 17, rom poneos Tundos, leudo porcao de
louca e vindo do Porlo engarrafado, aunaran nova e
lodos os mais gneros emboan-estado, fazendo-sc lo-
do negocio para acabar.
MENT ROMANO.
\ondc-sc cemento romano ehegadorereolcmcnto
tle llamhurgo, em barricas tic 1-2 arrobas, c as maio-
res que ha no mercado: na na da Cruz do Herir,
armazem n. 13.
Vende-se um escravo muilo satlin de 30 annos
ponen mais ou menos na ra to Cor don i z n. 8, se
dir quem vende.
Vendcm-sc tinas casas terreas por acabar, sitas
no caminho novo da Soledade : a tratar rom o dono,
na estrada tle Jolo de Barros, dcfronle do sitio do
Sr. Joan Manuel Mendes.
Vende-so nm molato de idade de 18 annos,
sem vicio nem achaque, o qual se vende por preci-
san : na (ravessa do Mondrgo n. I.
PIANOS.
Em casa de Brunn Praeger & C., rae
da Crnzn. 10, vendem-se dous excellen-
tcs pianos chegados no ultimo navio da
llamhurgo.
Vende-se um baldan com os seus parlences,
sendo remo e vela : quem o quizer comprar dirija-se
a Fora de Portas ra do Brtiin. no ultimo eslalciro.
ra da Cadeia n. 23.
O liquidalirio da taberna ta ra da Cadeia .33,
querendo concluir a venda do diversos gneros que
arrematou na mesma taberna, por isso convida aos
douus de tabernas e mais pessoas para que venham
comprar, porque esl vendendo barato para con-
cluir.
Vcude-e panno
casacas militares: na
alfaiale, n. 1.
Na rna Nova loja n. ,
dem-se:
Camisas brancas com peilos de linho a .
Dita de cores finas francezas a. .
Coleiriuhus para camisas a.....
Corles de casemiras linas lisasa .
Dila ilila dila de quadros a.....
Curtes de fustoes piulados para rlleles.
Filas para cartas tle hachareis vara a. .
Chapes franeczes para domem a. .
Ricos corles de srlun para colleles. .
Aboloaduras doUradas finas para casaca
Ditas de bronzejiara palitos ....
Lenco de fill de Indio de tres ponas .
Brins brancos nsincezcs e diversas razendas e calca-
dos para liuincn, ludo a dinheiro a visla.
FITAS.
Ha ra Nova loja n. 2, vendem-se filas para cartas
de bardareis a 6--
PLLCEIRAS.
Cbegon a loja de Todos os Santos da ra do Col-
legio ii. 1 um rico sorlimenlo de pulceiras do ultimo
goslo edegadas de Paris, pelo diminuto prec,o de
10<> Vendem-se muito bous maleriaes para pedrei-
ros, em grandes e pequeas porcocs, e mandam-se
bolar as obras, e alugam-se carrosas para condc-
elo tle Irasles, ou oulros quaesquer ohjcclos; no ar-
mazem de maleriaes da ra ta Concordia, ultima
casaao sal-da lado do naseente, eincuja frnico oi-
to tcm labolela.
Por 3005000.
Na roa das Flores n. 37, primeiro andar, vndese
una I) pogranhia nova, prompta a lrahlhar, com
lodos os seus per lences, prelo, typos etc.
SAPATOS CASEMIKA PARA CARRO.
Na loja amarella ta ra do Queimado n. 2'J, ha
para vender um completo sorlimenlo de casemiras tle
cores, proprias para forro tle carro e roupa de cria-
dos ; aliant;a-sea qoalidada c prejo commodo : ven-
tle-se himbem sapalos de 15a com sola ecorlica, para
evitar a luimidade.
. Conlinua-sc a vender corles tic chita larga c tle
riscado francez, linio tic coros (ivas a M)0 cada um:
na loja de i perlas, na na do Queimado n. 10.
\ entlcin-se mis Irasles tle Jacaranda c oulros tic
amarello, em bom eslado c baratos : no becco da
Cacimba, ou ra to Vigario u. 2.
Vendem-se chapeos pretos fraucezes a 68000 :
na ra do Queimado, leja tic 4 portas u. 10.
. Aende-se um silio na povoajao dos Reme-
dios, junio aponte do mesmo nome; defronte do
thealio pastoril [doa prezepios', com casa de vtven-
tla c ar\mos de fruclo: a tratar na ra das Agoas-
Verdes casa n. Iti, uu na ra de llorlas n. 23.
Vende-se bolacha americana muilo superior :
em casa de Davis & Companhia, na roa da Cruz,
armazem n. 9.
Na ra da Sania Thereta n. 28, se dir o moti-
vo por que se vende una bonita escrava, que sabe
eosinhar, lavar, e lem principios tle engommar, de
doa qtiilandoira e lambein refina Manear.
\ cmle-se um pequeo sobradinbo cora um
lerreno a ildarga, tentlo c.le 30 palmos de frente, c
ambos no principio da ra do Pilar, em l'nra de Por-
tas, loao atliante da intendencia, em nplimo locar,
licitando os fundos para a rna tle t'iuararapes, para
onde lambein faz frente ; Indo se acha livre e de-
senibaraeado de qtialqut>r onus : os prelendenlesili-
rua ilo Pilar n. 125,
Vende-se um cavallo ac, muito gordo c mui-
lo bonito ; na ra de Aguas-Verdes n. 23.
Na ra Nova n. 27, vendem-se 500 meios de
sola, por preco commodo.
Vende-so urna casa terrea na freguezia de S.
Jos, com duas meiat-aguas no Tundo, muito bem
construida; assim como urna mnbilia de Jacaranda
em meio uso, tima commoda de Jacaranda, um guar-
da-lout.a do amarello, mesas redondas para meio de
sala de pao d'oleo : na ra do Rangel n. 56.
Farinha de mandioca.
Vendem-se Metas com farinha de mandioca
com cinco quarlas : na Iravcssa da Madre de Dos,
armazem n. 3 e 5 de Aulonio Luiz de Oliveira A-
zevedo.
Vende se a loja tle calcado que fo de Luiz
San, no alerro da Boa-Visla u. 11, tendo poucos
fundos e por preco mui commodo ; constando da ar-
macSo nava e invernisada, de calcado fcito, tanlo
para senhora como para meninos, de grande nume-
ro de formas, e oulros mijitos ohjectos de uso da
dila loja, c do mencionado individuo que nella mo-
rava por ler os necesarios commodos ; garantindo-
se ao comprador o respectivo arrendameulo : a Ira-
lar na i na da Cadeia to Recife, escriptorio n. 3.
Vendem-se 200 couros de cabra j curtidos e
muito grandes; na ra do Vigario n. 14, taberna.
Laas para vestidos.
Vendem-se Masinhas para vestidos, corles de 15
covados, a 48; dilas de quadros escossezes a 500 rs.
o covado ; tillas tle seda a 600 rs. o covado: na ra
Nova loja n. 16.
Estao-se acabando as chitas baratas.
Vendem se chitas finas de cores fixas padres cla-
res e escuros a 160, 180 e 200 rs., ditas largas fran-
cezas a 210 rs. o covado: na ra Nova loja n. 16.
Feijio mulatinho.
O mais novo e melhor Teijao mulatinho se vende
na Iravcssa da Madre de Dos ns. 3e 5, armazem de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Arroz de casca.
Vende-se arroz tle casca o mais novo e melhor pos-
sivel : na Iravessa da Madre tle Dos ns. 3 e 5, ar-
mazem de Anlonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Camisas francezas.
Vendem-se camisas francezas brancas e pintadas,
as mais finas que lem vindo, a 30J a duzia : na ra
Nova loja u. 16.
Palitos francezes.
Vendem-se palitos e sobrecasacas de brim de li-
rdio de cores a 33500, dilos brancos de brelanha a
43, dilos de alpaca pretos e tle cores 7. 8 e 93,
dilos de panno fino prelo e de cores a 163.183 e 203:
na ra Nova loja n. 16 de Jos Lniz Pereira & Fi-
Iho.
Cassas escocezas.
Vendem-se cassas cscossetas de quadros para ves-
tidos com 13 ',' covados o corte, e quasi vara da lar-
cura pelo barato prce,o de 63 o corte : na ra Nova
loja n. 16.
Sedas achamalotadas de cores e pre-
tas, a 700 rs. o covado: na ra do Quei-
mado n. V0.
Carros e cavallos.
Vende-se um carro de 4. rodas e 4- assentos, novo
c moderno, muito bem construido ; vende-se oulro
mais pequeo com pouco uso o muilo leve ; e ven-
dem-se lambem boas parelhas de cavallos para os
mesmos, e para cabriolis e carrosas, tudo por pre-
co commodo : na ra Nova, cocheira de Adolpho
Bourgeois.
Cal virgem de Lisboa.
Na ra tle Apollo n. 10, vende-se cal virgem de
Lisboa, chegada no ultimo navio, por preco com-
modo.
Na loja da rita do Collegio n. contina
a venderse o mais superior doce em barris, pois es-
te doce he Teilo com loda a delicadeza e limpeza que
he possivel ; em quanto o oreen nao deixar o com-
prador de razer negocio, nao s pelo preco como pe-
la qOalidade do doce.
Vende-se ferjio mulalindo muilo novo : na
ra Direila n. 69.
Com toque de avaria.
Madapoln muilo largo a 33000 e 33500 a peca :
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 80000, 12*000, HJOOO e ISjJOO
rs., manteletes de seda de cor a 11 $000
rs chales pretos rleiaa muito grandes a
5,S'OO rs., chales de algodao c seda a
l.S80 i-s.
fino azul superior para sbre-
nla Nova loja de chapeos e
alraz da matriz, ven-
43000
23400
320
53500
33000
23(100
53000
73000
123000
63000
25000
500
* VENDE-SE:
$ Prezuntos para fiambre, queijos
^ londiinos, corintes para podins,
^ conservas, fructas para podins,
aa batatas inglezas em gigos, ca.\-
S nhas com arenques, e outros mui-
g tos ohjectos, tudo vindo ultima-
W mente pela galera ingleza Bo-
nitan : na roa do Trapiche n. 3i,
W armazem.
Vendc-se tima canoa de carreira no-
va, ptima para familia por ser espacosa,
c de excedente marcha: nnrua doBrutn,
armazem n. 20.
YendeiE-sc lonas da Btissia por preco
commodo, e di? superior qualidade: o
armazem de N. O. BieberA C na da
Cruz 11. .
Vendc-sc urna dnzia de cadeiras, um sof e
duas_c.ideir.is de halanco ludo de Jacaranda, e um
lavatorio de amarello: na rna larga do Rosario 11.
S, das tres horas da larde em dianlc.
VAIISOVIENAS A 310 US.
\ onde-se esla rateada de quadros largos, padres
tic alpaca tle seda de quatro palmos de largura, pelo
barato preco de 310 rs. o covado, Ipaca de seda de
cores .1 f IU rs. o covado. chapeos rrancezes a 53500,
lirim de linho padrf.es de novo goslo a 3400 o corle:
na ra to gucimado n. 38, cm frente .10 becco da
Cnngrrgacflo.
O Qi:E C.lARDA RIO GUARDA CALOR:
portamo, vciidem-so coberlores de algodao com pel-
lo como os de 1,1. a 1*400; dilos sem pello a 13200;
ditos de tpele a 1200 : na ra do Crespo n. 6.
Veii.le-se fio de sapaleiro, bom : em casa des-
I. Johiutoii & Compandia, ra da Sensala Nova
u. 42.
Vende-se a dislilacao de espirilos e licores,
da ruado Kangel 1..54, bem aireguezada, e monta-
da cora 09 fundos, que couvier ao comprador: atra-
lar na mesma, com o propietario Victorino Fran-
cisco dos Santos, dias uteis, das 8 da mandaa as 5
lloras da larde.
Pechincha .
Vendc-se urna parean de estacas, varas o fachinas
para cerca, por preco muilo commodo: 110 primeiro
tohradu da ra ua enzala, defronle de Santa 'ade-
reza cm Olindo.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rita de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Kussta e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus autigos e novos fregueses,
CABRIOLET.
Vende-fe um cahriolel em bom
eslado, por commodo preco ; no
Ierro da Roa-Visla n. 55, casa de
r. Poirier.
SELLINS INGLEZES.
rijam-se a ra do l'ilar n. 125, iiriiiieiro andar, ou
lanapra-se urna crnica para cavallo rom os na rna doCraspo, luja n. 15.
coiupelenlesarreioa, osada......da por prer,ororamo- Vande-saumaenrrava, rrioula, de 20 anuos .le
do : no armazem de maleriaes que lem talmlela. 11:1! idade, di; bonita lisura, a qual alie eimomuiai, ci,*t
ra da Concordia, ullima casa ao su I du lado do nas-1 e cozinha, ala lem virio m-iii arhaaM : na ra de
e*nW- I llorlas n. 60.
> endem-se os mol dores sellins que
lem vindo a esle mercado, com seus
competentes frcios ele, tambem chi-
cotes para carro, domem e senhora, por
precos muito mdicos: no escriptorio
ou armazem de Etluardo H. Wvall,
ra do Trapiche Novo n. 78.
MIUDEZAS BARATAS.
Vcndc-se na ra ila Cadeia do Recite n. 19, sapa-
los derouro de lustre para senhora a 13 rs. o par.
o'i?* "f "i.rroquim a 600 rs., dilos para l.omem a
00 e 900 rs., bolf.es de aiiath para camisa a 200 rs.
a grota, ludia tle cores a 13. dita branca de 800 a
I32OO, papel de pese muito bom a 23400 e 23500 a
resm, penlcs para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 13. colxelcs a 60 c 90 rs. a caia, bicos, litas,
allineles de lotlas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para bomem,
Ihesnuras linas e ordinarias, pulceiras de ouro fin-
gindo de le, carteiras para baile, peneiras de ac c
oulras muilas cousas por precos muilo em conla.
Vcnde-se urna taberna na ra do Rosario da
Jloa-V isla n. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundo sAo cerca tle 1:2003000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe convier :
a tratar junto airandcga, Iravcssa da Madre de Dos
irmazein n. 21.
Completos sorti mentos de fazendas de boin
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendcm-sc corles de vestidos de ranilir.ia .le
seda com barra c habado, 83000 rs. ; ditos com
flores, 73, 93 e 103 rs. ; dilos de quadros .le bom
goslo, a II,; cortes de cambraia franee/.a muito fi-
na, tua. com barra, 9 varas por 4500 ; corles de
cana de edreom tres barras, de lindos padres, i
.(52O0, pc^as de camdraia para cortinados, com8',
varas, por 39600, ditas de ramagem muilo finas,';,
63 ; cambraia do salpico* iniudiuliov.brauca e de ctr
minio lina, a00 rs. avara ;aloalbado .le lindoacol-
(oatlo, a 900 a vara, dilo
mos
rell
Deposito de vinho de cham-
fiagnc Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
19 de toda a champagne vende-
ja se a 065OOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron & Companhia. N. B.
V As caixas sao marcadas a fogo
1$) Conde de Mareuil e os rtulos
({J das garrafas sao azues.
S@d 9'
Vendem-se ricos pianos com excedentes vo-
zes por prasos commodos: em casa de J.C. Rabe,
rus do Trapiche n. 5.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Coberlores escuros muilo grandes e encorpado,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
tle Isa, a IsiOO : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja ds esquina que volla para
a Cadeia, vcndc-se panno prelo 23400, 23800, 3,
33500, 43500, 53500, 63OOO rs. o covado.dilo azul, a
28, 23800,43, 63, 73. o covado ; dilo verde, 3MQ0,
33500, 43. 03 rs. o covado ; dito cor de pinhflo a
43500 o covado ; corles de casemira prela francesa e
elstica, 73500 e 83500 rs. ; dilos com pequeo
dcreRo. 63500; ditos inglez en restado a 59000 ; dilos
de ctir a 43, 5j500 63 rs. ; merino preto a 13, 13100
o covado.
Acmala Ao Edwlm Maw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
(i Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
menlus de laixas de Ierro cnado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaos, asna, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com torea de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslaiihatlo
para casa de purgar, por menos preso qoe os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ilias tle (landres ; ludo por barato preco.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preso muilo commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, na roa da Cadeia do Re-
cite n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em olha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
preco commodo: na ra do Amorim n
41, armazem de Francisco Gtiedes de A-
raujo.
Vende-se excellenle (aboado de pind, reren-
(emenle edegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 56
e58, ou no caes da alfandega.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito dora
gosto, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com exceden-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Babe Schmettau &C, ra do Tra-
pichen. 5.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior fianlla para forro de sellins che-
gada recentemente da Ameriea.
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Rnssi, americana e do Rio de Janeiro, a precos ha-
ratos que he par fechar cuntas.
Bepoaito da tabr.oa d Todos os Santo, na Babia
Vende-sc. em rasa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao transado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e ronpa de es-
cravos, porpreso commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Bio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivenda.de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Bangel n. 56
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rna da
Sen zal nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
- Vinho do Bheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havnna verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 5.
Na roa da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguintes vinhos, us mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escaro,
Madeira,
em eaiiiiidas de urna duzia de garrafas, a visla da
qualidade por prec,o muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 da para vender
barris com cal tic Lisboa, recentemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandczas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Na ra Nova n. 27, vendem-se 500
meios de sola, por preco commodo.
Vende-se orna meia agua por tras da rna Im-
perial, onde se chama becco do Segredo por preco
commodo: a tratar na rna da Crui a. 91, armazem.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinh lia' sempre
um grande sortimento de taicha tanto
de fabrica nacional coma estrangeira,
batidas, fundidas, glandes,, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos oa logares
existen quindaste, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
NAVALHASA CONTENTO ESTE OURAS.
Na rus da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aususio C. de Adren, conti-
nuam-*e a vender a 89000 o par (preco Oxo) i ja
bem condecidas e afamadas navalhs de barba, fritas
pelo hbil fabricante que foi premiado na expsito
tle Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naosesentem no reato na serje de cortar ;
vendem-se com a condicao de, nao acradando, na-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depon
pa compra restiloindo-se o importe. Na mesma ca-
sa na ricas lesounnhss para un,a., fritas pelo mes-
mo fat'irania
~r
to, a 30U a vara, dilo adamascado com "t, pal-
s de largura, 00c 38300a vara ; gangaYma-
.1 liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collcle de fuslo alcoxoado e bons pa-
Vo?. ,s' ;1 8 ; lenv* de cambraia de lindo
;i .IbO ; dilos grandes finos, 1 600 rs. ; luvas de seda
branca*, de cor e prelas muilo supriores, i 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia 300 rs. o par.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo Hez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padrescapiicdinlios de N. S. da Pe-
nda desla cidado, augmentado com a novena ta Se-
ndora da Conceie;!.., e da noticia distorica da me- Chegailo lo Rio de Janeiro.
.laida milagrosa, edeN. S. do Bom Conaelbo : ven-
de-ae nicamente na livraria 11. 6 a S da praia da
independencia, j 13000.
Vendes.' um ptima cal.rodil de duas indas
e sem Cubera, porem cun lodos os sens arrotas :
na ra de S. Francisco, roebeira de l'aula & Silva.
\ ende-se orna balanca romana com todos o<
stus porlcnces. cm bom uso e de 'J.OOO libras : quem
a pretender, dirija-se roa da Cruz, armazem n. 4.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na rna da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lecontc Feron 4
Companhia.
fabrica de todos os santos na
Baha.
Vende-se esle bem conhecidn panno, pro-
prio para saceos s roupa d"e escravos ; no es-
cnploiio de Novaos & Companhia, na rna do
Trapiche n. 34.

NOVIDAE.
Chaly de quadros para veslidos. fazenda bellissi-
ma e de cosi muilo moderno a I9OOO u rovndo : na
ra do Queimado n. 46, loja de Beserra & Moreira.
Na rna do Collegio n. 3, primeiro andar, ve-
dem-se para fechar conlas mil e quiuhenlos masset
de canias de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso. a
70 duzias de caixas de masa ara rap alJOOa
dozia. *
s
ra do tkaMche n. w:
Em casa de Patn. Nash & C, lia pa-
ra vender:
I Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 3 quartos at i
polegada. ,.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas,
iano inglez dos melhores.
Vende-se om excellenle carrindo de 4 todas
mni bem construido, eem bom estado ; esl exposlo
na roa do Aratio, casa do Sr. Nesme n. onde po-
dem os prelendenles aiamioa-lo, e Irslar do ajuste
com o mesmo senhor cima, oa na ra da Cruz aa
Recir* n. 7, armazem.
Moinhos de vento
"ombombasilerepuiopara regar batial e baia,
decapim, na fundicade 1). W. Bowman : na raa
do Brumos. 6.8 e 10.
Devoto Chtislao.
Sabio a luz a 2." tairfio do livrinho denominado
Devoto Cliristao.roais correctoe acrsacealado: venda-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas, .
drancas e de cores de um s panno, muilo grandes a
de bom gosto : vendem-se na rna do Crespo, Iota da
esquina que volla para t cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
k
Vendem-serelogios deonroe prata, mai
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na na do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ricas para piano, violao e flauta, como
tcjain, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modiiihas tudo modernissimo ,

cante.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton 4 C, na ra de Semadla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em sacras de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Fazendas para a festa.
Vendem-se corles de seda de quadros con 17eo-
vados a 18. cassas e cambraias Irausparentesa 80O
rs. a vara, romeiras de cambraia bordada a 26, eapo-
liuIras de cambraia com enfiles a 5, romeiras bor-
dadas de retroi de differenles precos, setrm liso de
lodas as cores a 800 rs., dilo lavrado proprio-para
vestidos de casamenlos a 2*800 o covado, lencos
grandes de seda a 1600. chales de Isa e seda nroilo
Hnosa3?00, ditos de seda mnilo grande a-16,
veslidos de cambraia comdoos e qnatroTMbados a
Ije.ia, e onlras tnuitas fazendas de goslo proprias
para resta, o qne se vendem barato: na ra Nova leja
n. 16. de Jos Luiz Pereira 4 Filtra.
ndem-se 3 casas terrea, por preco commo-
do, na ra da Fundicao em Santo Amaro ; a hnKar
na mesma roa com Jos Jacintdo de Carvalho;
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
^ende-se brim trancado .le linho de qaadros a
,\l,iV ""." ;Jd,to 700e 19a,,>. iito "<-
1MW ; corles de fasian branco 400 rs. r 4Hs de
cores de bom gusto a 800 rs. ; ganga amereRa lisa da
jUii i^T* cuy*do *trlM *
r"00'.f*2?? > lw,vOS de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; loalbaa de pana*
de linho do Porlo para roslo a 149000 a dnzia : di-
las alcoioadas a 108000 ; guardanapos lambem alcc-
suados a 39600 : na raa da Crespo n. 6.
FAZENDAS DA itODA.
Uialy da India, .le qaadros, de lia c seda, hien-
da para veslidos. do melhor goslo- e qualidade no
lem vindo a esta praja : no sobrado amareHo, nos
qualro cantos da roa do Queimado, loia 11.29. do
Jos Moreira Leoes.
Em casa de J. Keller &'-., na mi
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excl-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vendem-se no largo do l.ivramenlo n. 20, s
ver.ladriras enssdas do Porlo, calcadas fsco, em
virltide do que lem a vanlagem de corlar a rai d
qualquer pao, e durarem o duplo das oolras.
*teettee9 p*%sg-*s
9 Deposito de panno de algodao da W
Lindo* curtes de lanzinha para vestido de
senhora, eta 15 covadoscadt) corte, a
41500.
Na ra do Crespo, loja da equina que vnlla pnra
a Cadeia.
'
.-.
\


No dia 9 do corrente mez desappareceo o mu-
alo Alesaudre do abaixo assignado, com os signacs
seguiniei: alto, secco, que representa 20 a 22 anua*,
bonita1 ligura, com um signal m um dos odos que
Tediado deixa apparecer o signal de urna fistola, Ic-
vou camisa de algodao e ceroula do mesmo panno,
com uro gibao de couro de ovellia, rugi de San Boa-
to de Oaranduns, lomou a estrada do Recife, toi vis-
to em San Jo3o dos Pombos, passoo em Sanio Aa-
Ulo, he provavel qoc esleja nesta praca, pois sempre
leve vonlade de sentar praca assim fusse forro, e por
isso recoinmenda-se a lodas as anloridades e eapilaes
ide campo a apprehencio do dilo mtalo, e entender-
se com o procurador do abano assignado nesla eida-
de o Sr. Rutino da Cosa Pinto, que Oca com poder
para dar o destino ou vende-lo.
Joo Rodrigues da Paixo.
Dcsappareceu a Maria Carolina de Albuquerqae
Bloem na madrugada de 26 do trrenle mea. urna
escrava mulata de nome Maria, qneJoi escrava de
traiicisco Pereira Pinlo Cavalcnnli, om os sigaaes
seguintes : haixa e grossa, com ralla tle um denle na
frente, com duas cicalnzes perla da bocea e trai b ca-
bello aparado do lado de delraz o cicscido Oa fren-
te, reprsenla ter 30 a 32 annos de idade : qoem a
apprchender ser gencrosamenle recompensado, le-
vando-a na ra do Hospicio sitio n. 8 ou dando no-
ticias della.
Rogo as autoridades policiaes a captura dos
ecravos Jos e Iguacio que evadiram-se dote meu
engenho Cachaug, nojdia 16 do corrente ; lendoo
Jos os seguintes signaea: crionlo de 18 aonos de
idade, pouco mais ou menos, corpo secco, cor fulla,
cabellos sem seren carapindos e nm pouco ver-
incldos, olhus pequeos, e afondados, lesla um pou-
co elevada, e lem nella l.ma cicatriz, tem falta de
denles na frente, pomas Anas, psdescarnados; sa-
hio com calca do riscado azul, c levou urna espin-
garda que lurlou. O I naci lem os seguintes sig-
nacs : crloulo, idade de 24 annos, pouco mais ou
menos, altura regular, pouca barba, cor tola, den-
tes limados, o beico inferior um pouco cabido, as
maesas do roslo largas, ps grossos, sahio com calta
de algod.tozitilio azul, e levou una grauadeira que,
furlou : quem os trouier ou der noticia cerla desles |
escravos no engenho Cacdang,|uo ncsla.praea aoSr. ,
Joao Xavier Carneiro ds Cunda, ser gencrosamen-
le recompensado pelo propriclario dos mesmos
Marianno Xacier Carneiro da Cunha.
Dcsappareceu no dia 8 de selerabro o escravo,
crioulo, de nomc Antonio, que cosluma trocar o no-
mo para Pedro Jos ('.orino, c inlilular-se ferro,
he mnilo ladino, fui escravo de Antonio Joto de
Saiil'Aniia, morador no engenho Caito, comarca de 'i
Sanio Anta, e diz ser nascido no serian do Apodv, i
estatura e corpo regular, cabellos pretos, caraptoh-
dos, cor um pouco fula, odos escuros, naris Brande
e grosso, beicos grossos, o semblante um ponto (8-
edado, bem bardado, porm nesla occasio foi com
ella rapada, com lodos ns deules na frente ; levou
camisa de madapoln, calca e jaquela branca, cha-
peo tle palha com aba pequea e ulna Irousa tle rou-
pa pequea ; he de supp.'ir que mude tle Iraae: ro-
ga-se por lauto as auloridades policiaes e pessoa pa r-
liculares, o .ippri-heudam e Irngsiu iiesM pra^a ilu
IV1 il'-. na roa larga ,1.1 ll.warin n. J4, que so re-
compensar muilo bem o seu Irabalho.
J

VERN. : TV.
DEM.
v
F. DE FARIA. 18


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