Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01325


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Full Text
ANNO XXX. N. 247.
SEXTA FEIRA 27 DE OUTUBRO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
L*
DIARIO DE
ENCAMOTADOS DA SOBSCR1PCAO*.
Recite, o propietario M. F. He Paria; _Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Percira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doza; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
ilado; Natal, o Sr. Joaquimlgnacio Pereira; Araca-
ty, oSr AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M It 11 l _:u, ;; Para, o Sr. Juslino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 87 1/1 a 27 3/4 d. por 19
Pars, 358 rs.por 1 f.
. Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Arfos do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METARH.
Ouro.Oncas hespanbolas...... 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 09000
Prala.Palaccs brasileiros..... 19040
Pesos columnarios..... 19040
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex c Ouricury, a 13c 28,
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR IH-". 1IO.U-.
Primeira s > horas e 18 minutos da manha.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, lerfas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPHF.MERIDES.
Oulubro 6 La cheia s .'> horas, 18 minutse
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
i 21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Joo Capistrano f. ;S. Joo Boit
24 Terca. S. Raphacl Archanjo ; S. Sptimo ni.
25 Quarta. Ss. Chrisp m e Chrispiniano irs. mu.
26 Quinta. S. Evaristo p. ; S. Rogacano m.
2" Sexta. S. Elcsbo imperador ; S. Capituliua.
2S Sabbado. Ss. Simo e Judas Thadeo app.
29 Domingo. 21.* Trasladaran de S. Isabel rai-
nha v. f. : S. Benvinda v.
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PARTE OFFICIAL.
COVERNO DA PROVINCIA.
Exye diente do dia 21 de oui.ubro.
odianAo Exm. presidente da Alagoaa, rogan-
do digne -o de dar o sen parecer cerca dos arts. 41
c .W, qae remelle por copia da le provincial n. 216
ile 16 de mato de*le anno, enviando ao mesmo lem-
po as bases para a convenci de que tratam o rila-
dos arligos.Ufliciou-se nesle sentido aoExm. pre-
sidente da Purahiba.
DitoAo ixin. presidente do Par", transmittindo
viados (..-1 ssociacAu caminera.il. Iiei.elirenle desla
provincia.No menino sentido ufllriou-se ao Exm.
presidente do Maranlio.
DitoAoEsro. presidente da Paradina, inteiran-
do-odc ha-ver feito cessar o pagamento da preslacAe
que consigna ii de seusold nesta proviucia, o major
commandante da fortaleza do Cabedello, Sergio Ter-
luliann Castalio Branco, e rcmclteudo a guia que se
passou a esse oflieial, am de que lenlia o conveni-
ente deslino.
DitoAo lixm. director geral interino da inslruc-
r,Ao publica, communicando liavcr designado para
caimn uloiv no concurso que se tcui de proceder,
para provimanlo da cadeira de instruerAo elementar
do Io grao da pnvoaco de Quipapa, aos professores
pblicos Jone Joaquim Xavier Sobrcira, Miguel Ar-
rlianjo Mindelln e padre Vicente Fcrrcira de Siquei-
ra VarejAo.
DitoAi coronel cominandantc das armas, remet-
iendo por copia o aviso de 6 do correte, cm que o
Eim. Sr. mjoislro da guerra, commutiicaudo que se
expedir ord.em para aerem desusados do 8" bala-
lhao de mtotaria as pracas do mesmo, que se a-
cliam ad.lulas aos corpos estacionados nesta provin-
cia, determina que as ditaa pracas pasacm a elle el
vas nos corpiis em que esliverem servindo.
DitoAo mesmo, transmittindo copia nAosdo
"llii i.i doEiir. presidente das Alagoasde 17 do cor-
rente, mas tiimbem do conuuan lauto do 8o batalliAo
0 soldado desertor do mesmo balalliAo de mime Ma-
nuel lafo do Nascmeulo, cbama-sc Manuel Antonio
1 miar le, ten,lo-se servidojdaquellc nonie por dolo i-
lim de nao ser condecido durante u lempo desua
deseredo.
DitoAo mesmo, dizemlo que pela leitura do avi-
so ila guerra., de que remelle copia, licar S. S. certo
de que seexytedira ordem para que o soldado do 1"
ImI.iIIiAo de i.nfanlaria Jos (jumes dos Santos, veulia
para esla priivineia afim de ser posto li dispusicAitdo
capilAo Wenceslao de Oliveira Bello, de quem lie
impedido.
Dito Ao mesmo, enviando copia do aviso da
repartirn ca guerra de 6 do crrente, do qual
consta que ata uiandou rccolher ao 10. balalhao de
infanlaria nc ata provincia o capitn do mesmo bala-
lliAo Francisco Antonio deCarvalho, por Ihe ser pre-
judicial o clima do sul.
DitoAo mesmo, (ransmillindopara lercm o con-
veniente de.si.ino. as relaroes das alleraces que live-
r.im lugar nos mezes de agosto e seteinbro ltimos,
acerca das pracas do 2" Ij.iI.iIIih i de infanlaria que
scacliam addidas ao 0a da mesma armn.
DitoAo mesmo, para mandar ministrar osescla-
recimentos r,'ue exige o Exm. presidente das Alagoas
no oflicio que remelle, o qual sera devolvido a este
-,'venrj, enrea do soldadofdo0" balalliAo de infanla-
ria Justino Jos da Silva, envan do aceilidao de bito
do soldado Andr Francisco do Nascimeulo.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda, en-
viando copia do aviso de 9 do crrenle, no qual se
determina que essa repartirlo proceda ao descont
no sold do capitn de fragata reformado Caetauo
Alves de So u/a Filguciras, para o monle-pio.
DitoAo mesmo, recomendando a expedir" de
suasordens para que o inspector da alfandega coa-
siuta no despacho, isento de direilos, de j barricas
ruin cimento, por conla do qae contralaram vender
para forneciroento do arsenal de mam h i os negoc-
enles Rolde .$ Bidoulac.
DiloAo mesmo, rommunicando que, segundo de
participarlo da secretaria de estado dos negocios do
imperio em 11 do correnle, se conceder n'aquella
dala, 3 mezesi do lie-enea com vencimciilo de ordena-
do, para Iral *r de sua sade, ao Dr. JoAo Capis-
Irano Baudeira de Mello, lente da faculdade de di-
rcitode Olimla.Communicou-se ao director inte-
rino da referida faculdade.
DiloAo caimmandinte da cstaoAo naval, duendo
que, requisit judo o cnsul de S. M. I'idcli*sima, no
oflicio de quu remelle copia, a soltura do Miguel
Fcrreira dos Santos, que fura maulado para o ser-
vico da rmada,mande-o S. S. por em liberdade,vis-
to afliancar > diloeonsut ser elle subdito porluguez.
Communicou-se ao supradito cnsul,
Dilo Ao Dr. chefe de polica, dizendo em res-
posta ao seos oflicio de 28 de egoslo ultimo, n. 687,
que acaba de expedir ordem s lliesourarias geral e
provincial, para pagarem aCaclann Alves da Fonse-
r.i oii a seu procurador, a importancia que se estiver
a dever de aluguel da casa que servio de quarlel do
destacamento e de caileia da villa de Caruar, desde
1' le outubrodo auno passado al 8 de maio ultimo.
Expediram-se as orden de que se Irala.
Dilo Ao inspector da lliesourari.i provincial,
communicanilo que no dia 11 do correnle, lomnu
posse da administraran da provincia das Alagoas. o
Exm. Dr. Antonio Coellio de S e Albuquerque,
director geral da inslruccao publii-a de-ta provincia.
DitoA' cmara municipal do Recife, devolvendo
o requerimento de Joaquim Lucio Monleiroda Fra-
cs, e dizendo-lhes que, visto recundecer aquella c-
mara, que he conforme lambem aos inleresses da
municipalidade, conceder o respiro que requer o
siipplicante, pode-lo-ha ellcctuarscm prejuizoda exe-
rur4Ao que dever proseguir, no caso de fallar o
mesmo ao cumprimento das rondirOes a que se su-
jeilar.
PortaraAo director do aisenal de guerra, para
fa/er apromplar com brevidade, alim |dc sercm re-
mettlidas para as Alagoas 200 pedras de ferir, para
espingarda de adarme 17.
DitaNomeandn ile conformdade com a propos-
la do curadnr fiscal da Ihesouraria provincial, ao ba-
rliarel Jos Mara Freir (jaineiro Jnior, para o
lugar vago de ajudaute do mesmo procurador fiscal
na comarca da Boa-Vista. Fizcram-se as necessa-
rias c"inmuirann-..
2
OflicioAoEim. presidente da Badia, acrusiudo
rerebidos o dous cxeinplarcs que S. Exc. remelteu
da colleccAo de leis c rcsolusOes da assembla legis-
lativa daqueila provincia, proaaalgadoi esle anno.
Igual ao Exm. presdeme de Ser^ipe.
DiloAo coronel cominandanto das orma, inle-
rando-o de liavcr expedido as convenientes ardeos,
nao sil para que se d passagem para a corle, no I."
vapor quo seguir para o sul, ao alf.rcs do 1." hala-
IdAo de infanlaria Augusto Carlos ,|e Squeii.i Cda-
ves, mas .lambem para que se alione cm os llovidos
lempos, i|u.irlel-mestrc do mesmo halalhao a
quaulia ife 10, rs. mensaes, que o referido alfcrcs
paataade consisnar de seu sold nesta provincia.__
Kxpc.lir.im-se as ordena de que sr- trata.
DitoJAo mesmo, dizeudu que. pela leitura do
avila ipijii-inette por copia, fiear S. S. certo deque
leiu di- v|r para esta provincia, alim de ser aqu em-
preado Aun i-onxier ao servico, o 2.-' rirurgiau al-
ele do edjrfja ,|e Sau le da exerclo Dr. Joaquim da
Silva Araujn Amazonas.Communicou-e aldesou-
r.ina de fazenda.
DiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
repartirAn da guerra de (i do rorrete, autnrisando
a presidencia, a fazer desembarcar dos remitas re-
men ido- da provincias do Norte para a corle, eque
aqni aportaren), os que forem necessarios para se
irem completando os corpos da gua rnicao nesta pro-
vincia, nao ckcedciiilo poim o seu ii limero mela-
de dos que forem sendo enviados desla capital para
i mesma corle.
DiloAo mesmo, transmittindo, para ter o con-
veniente destino, as fes de oflicio do capilAo Benlo
Jos Gouralves. lenle Joaquim Ignacio Ribeiro de
l.ima, alteresajudanlc Corrite Eluy Pcssoa e alfcrcs
Mannel Joaqiiimde SouzaJunior.perlencentes ao 10.
datalho de infanlaria.
DiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
reparticAo da guerra de 9 do correle, no qual se
determina que fique de nenlium efleito o de 23 de
abril dcste auno, que mandn dar baixa do servico,
ao sarseuloquartel-meslre do i. balalliAo de ai I i-
lliaria a p, Malhias Pereira do Lago Cafezeiro.
DitoAo mesmo, enviando copia do aviso da guer-
ra de 7 do correnle, do qual consta se conceder
passagem para a companhia lixa do Rio Grande do
Norte, ao soldado da companhia da cavaliara desta
provincia Julio Baptista Penira.
DiloAo mesmo, rommunicando que nesta dala
expedir ordem Ihesouraria de fazenda, para man-
dar pagar ao alferes Joaquim Antonio de Moraes a
quanlia de 185, no caso de estarem nos termos l-
gaos, os recibos de que trata o seu oflicio de 9 do
correnle n. 997.
DitoAo mesmo, transmillindo copia do aviso da
guena de 7 do correnle, no qual se declara haver-se
concedido passagem para u meio datalliAo proviso-
rio da Parahiba, ao soldado do 10. balalhao de infan-
laria Jeruuymo Jos l''eruandes.
Diloao mesmo, remeltendo copia do aviso da
repartirlo da suerra de 7 do correte, mandando dar
baixa do servico, ao cabo de esquadra da companhia
de invalidas,addidn ao 2. balalhao de infanlaria Ma-
noel Candido da Silva.
DiloAo inspector da Ihesouraria ele fazenda, re-
meltendo a nota dos dircilos e emolumentos que
teem de pagar Joaquim Cavalcanli de Albuquerque
Mello c JoAo Fcrrcira Nepomuccno, o primeiro pe-
la noineaeao que ohteve de lenle coronel chefe do
eslado maior da guarda nacional do Pao d'Alho, eo
segundo pela de major commandante da serrao de
halalhac do servido de reserva do municipio do Li-
mociro, c rerommendando a expcdicAo das conve-
nientes ordous, para que seja reculhida recebedo-
ria de rendas a importancia de taes dircilos e emo-
lumento-.
Kola fue se refere o offieio tupra.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque
Mello, lenle coronel chefe do ~i,i lo-
inaior da guarda uacional de Pao
d'Alho.
Direilos. 805000
Sello..... HfiO
Emoliirncnlos. 105000
989160
Joo Ferreira Nepomuceno. major-
eoininaudaulc da secrAo de balalhao de
reserva du Limoeiro.
Direilos. . 708000
9160
Emolumentos. . 113000
81SIG0
DiloAo mesmo, para mandar fornecer ao com-
maudanle superior da guarda nacional da comarca
de Sanio AntAo, os livros mencionado na relaeao
que remelle, nsquaes devemser entregues Albino
Jos Ferreira da Cunha, conforme requisitnu o mes-
mo rommando superior em oflicio de 19 do corren-
le.Communicou se ao referido commandante su-
perior.
DitoAo mesmo. remetiendo nma llarAo con-
lendo dozc firmas originaes de novos assignalarios
para as olas do governo, papel moeda ero circula-
{tO| a qual acompanhou um oflicio do inspector ge-
ral interino da caixa da amortisarao, de 12 do cr-
renle.
DiloAo mesmo, communicando que, segundo
consta de aviso do imperio de 12 do correnle, fora
approvada a deliberaran lomada por esta presiden-
cia, de mandar fazer sob sua responsabilidade, por
falta de crdito, as despezasnecessariascom os repa-
ros e aecummodaroes no edificio desla cidade, para
onde lem de ser transferida a faculdade de direito
da de Olinda. e bem assim com o fornecimento dos
orejelos precisos para oslrabalhosda dita faculdade,
e da aula de geocraphia do collegio das arles.
DiloAo capilAo do porto, remetiendo, nao sco-
pias dos avisos circulares da marinha ns. 79 e 83 de
19 e 25 de setemhro ultimo, mas lambem as traduc-
ios a que elles se refercm, afim de que d a estas a
devida publicidade, confrmese determina nos ci-
tados avisos.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, di-
zendo, em resposla ao seu oflicio de 19 do correnle
n. 573, que approva a arrematadlo que fez Amaro
Fernandos Dallro, dos repara* da primeira parle da
estrada do Pao d'Alho, com o abate de 5 por cento
no valor do respectivo orramento, e sendo fiador
Manoel Ferreira dos Saolos.
PortaraAo agente da companhia das barcas a
vapor, pira mandar dar passagem para a corle, por
conla do governo, Jaime Rodrigues Alves, que te-
ve baixa do servico.
21
OflicioAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recife. communicando
liavcr indeferido os requermenlos do lenle avul-
so da guarda nacional deste municipio.Joaquim Car-
duzo Ayre, e dos alferes Antonio Baptisla Ribeiro
de Faria eJesuino Ferreira da Silva, redimi refur-
ma nos mesmos postos.
DiloAo mesmo, in(eirando-o de haver concedi-
do 15 dias de licenca ao capilAo do 3 balalhao da
suarda nacional dcsle municipio, l.uiz de Moraes
Comes Ferreira.
DifoAo inspector da Ihesouraria de fazenda, re-
rommondando a expedirAo de suas ordena, para que
a reparlico de marinha seja indemnisada da quan-
lia de 1:(Kt7&120 rs., em que, segundo a conla que
remelle, importa o fabrico da escuna .inoya.
Communicou-se ao inspector do arsenal de marinha.
DiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
juslica de II do correnle, no qual se determina que
aquella Ihesouraria entregue ao commendador Ma-
noel Concalvos da Silva, a quaulia de 7:501 rs.,
producto da vendado silio denominado Pitauga, per-
lencente as recoUddaa do convenio do SS. Coraro
de Jess da villa de Isnarass, alim de que o mes-
mo eliminen ador promova a compra dcapolicesda
divida publica, que ser.lo inalicnaveis conforme a
clausula com que fura concedida a licenca para venda
do dilo sitio.
DitoAo procurador da corea, soberana e fazen-
da nacional, para que d o sen parecer acera dos
reqiici i menina que remelle, rolierlos rom informaees
do inspector da Ihesouraria provincial e do adminis-
trador do coii-ulado lamben) provincial, uus quaes
Pedro Burgos de Cerqucira, Antonio Alves de Mi-
randa Cuiniaraes, roeorrem dos despachos que jul-
garam procedente a apprebensM feita na bareaee
li'iioiiiiiiad.i Deligfueia, o em aleiius uhjivliis qnese
aehaxaiu ,, seu bnrdu.
DiluAo desembargador juiz relator da junta de
joslira, enviando para depois de visto ser relatado
em seasAoda mesma junta, o processo verbal do sol-
dado do 2 halalliAo de infanlaria, Eleuterio de Sou-
za Pinto.Communicou-se ao commandante das ar-
mas.
Dito Ao director do arsenal de guerra, para
mandar fornecer ao commandante do 1 balalhAo de
infanlaria da guarda nacional deste municipio, cem
armas polidas do adarme 17. Communicou-se ao
commandante superior.
DiloAo juiz municipal de Limoeiro, dizendnque
leudo Benlo Jos Concalves CuimarAes, requerido
ser Horneado para o lugar vago de contador e distri-
buidor d'aquelle termo, c mandando este governo
nuvir a respeilo o Exm. coosclheiro presidenieda re-
lenlo, remelle a Smc. copia do parercr do mesmo
conselheiro, afim de que, vista doli, proceda na
conformdade do decreto de 30 de agosto de 1851.
DitoAo director das obras publicas, devolvendo
o oreameiilo que veio annexo ao sen oflicio de 29 de
setemhro ultimo n. 191, das obras de urna rampa e
15 bracas crrenles do cano de e frente ;i ra da Ponle-Vclha. afim de que separando
a parle correspondente ao can no da que diz respeilo
rampa, visto pcrlenccr esta ao arligo 12. e aquella
ao arl. 13, ludo da le do nreamento vigente, segun-
do derla ron o inspector da Ihesouraria provincial em
sua informaran de 11 do correnle, empreile as men-
cionadas obras, conforme propoz cm o citado ofli-
cio.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial, para
mandar comprar pelos presos indicados na nota que
devolve por copia, e veio annexa sua informacAo
de 17 do correnle n. 566, 600 alqueires de cal, 2,000
lijullns, arroba e meia de pregos palmares, 21 enxa-
meis de 25 palmos de comprimenlo, que sao precisos
para os referios do muros de encost da ponte sobre
o rio Pirapama, com a condieo porm de ser a cal
posta por etse preeo no lugar da obra.Communi-
coo-se ao director das obras publicas.
DiloAo un -ni", para mandaradiaular ao Ibcson-
rerio pasador das obras publicas mais 2:000 rs.,
para a obra da rasa dcdcleucao, visto ter sido insuf-
ficiente a quanlia pedida no correte mez para a
mesma obra, segundo declarou o respectivo director
cm oflicio de lionlem n. 530. Commuuicou-se
esle.
DiloAo commandanle do corpa de polica,para
mandar apresenlar, boje mesmo, ao Dr. chefe de
polica, 1 cali c Isoldados do corpo seu mando, a-
lin de escoltaren) 2 criminosos al o termo do Cabo.
Comrr,unicou-sc ao referido chele de pulira.
DiloAo director interino do Ixccu, recommen-
d,ni lo em vista do que iuformou acercado requeri-
rni'iilo de Jos Coclbo Barbosa Porfirio, ldanle da
aula de desenlio, que envi a este governo urna re-
l-n.aii dos esludaules que, sendo ah matriculados,nao
apreseuUm todava frequoneiade que possa resultar
regular aproveilamcnlo, afim de que seja a mesma
Irausmillida ao Exm. commandanle superior da
- n.irda nacional, para proceder de conformdade com
o que indica em seu dito oflicio.
DiloAo agente da companhia de vapores, inlei-
rando-o de liavcr ordenado ao inspector da Ihesou-
raria provincial para mandar pagar a importancia
das paasngeus de um criminoso e 2 pracas, que escol-
laran) das Alagoas para esta capital no vapor ( nabara. ^
DiloA' cmara municipal do Recife, approvau-
do a arremataran pela quanlia de 3:2195 rs., dos
acougues pblicos das 3 freguezias desla cidade.
PorlariaAo director do arsenal de guerra, para
mandar fornecer a John Donnelly, mediante a com-
petente indemnisarao e pelo proco estabelecido s
eslacoes publicas, 5 barris de plvora para o quebr-
ntenlo da pcdraque.seguudo o seu coulrato, aeha-se
elle nbrigadu a fornecer paran caleamenlo das ras
desta cidade.
COMMAN DO DAS ARMAS.
Quartel do commando daa armas de Pernam-
buco, na cidade do Recife, em 26 de outu-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 161.
Ocoronel commandanle das armas interino declara
para os fin convenientes, que bojecanlrahirara novo
eugajameiito, nos termos do regnlaraenlo de 11 de
dezembro de 1852, e decreto n. 1101 de 10 de junbo
do crrente anno, precedendo inspecrAo de sade, os
soldados do 9 batalhAo de infanlaria Joflo Baptisla
de Lima, e F'elictano Jos de Souza, os quaes servi-
rao por mais 6 annos, percehendo alm dos venci-
mentos que por le Ibes competir o premio de
1005 rs., pagos na conformdade do arl. 3 do citado
decreto, c fimlo o engajamento urna data de Ierras
de vinle e duas mil e auiuhenlas bracas quadradas.
No caso do deserco, perdem nAo s as vantageus do
premio, mes anda aquellas que lecm direito, serAo
considerados como recrutados,descunlando-sc no lem
po do engajamento o de priAo cm virlude de sen len-
ca, -iverlian lo-se este descont, e a perda das vanta-
-i'o- nos respectivos titulo como est em lei delermi
nado.
Astignado.Manoel Muni: Tataret.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlc de
nrdens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
O COMPORTAMENTO D'A'STRIA.
NAo seremos >uspeitos de desojar lornai-nos os
apolosislas d'AusIria ; mas releva dizermos que nAo
partilhamus u desgoslo que o sen comportamenlo
parece ter excitado em alguns espritus, nem pode-
mos .iilin 111 ir a juslica do abuso que be prodigali-
sado sobre ella por varios dos nossos contemporneos.
I ao lonco concorremos nos extravagantes designios
que lem sido promulgados da influencia que a sua
poltica iulcresseira e tmida lem exercido sobre a
fortuna da campanha, e da censura inherente aos
nossos ministros em consequencia dos allegados sa-
crificios feilos para conseguir a sua cooperado. He
importante nAo s para a causa daverdade, mas a-
lim de chegara um claree correcto designio da nossa
posic.30 publica, enllocar o negocio no seu verda-
deiro p, c chama lembranca do publico inglcz o
oslado real e a historia da quesillo.
Em primeiro lugar, o pruredimcnlo seguido pela
Ausliia nem lem sido vacillaule nem amtiiguo. 'Fem
sido cumpalivel. nlclligivel e (Ao re. In como a pu-
blica he geralmeute. NAo podemos accusa-la de
nos ter Iludido, oude nos ter feito conceller espe-
ranzas de que ella declina presentemente, e que
nunca lonciouou que se realisassem. Sefomos Ilu-
didos, illudimo-nos a mis mesmos. Se sempre nu-
trimos esperanzas de que ella se unira romnosco
activa, ardenle e ilciiodamculc, 3 auimacAo fui lo-
mada por nos, e nAo dada por ella. Induvitavel-
mcule a sua poltica ha sido bstanle interesseira,
mas lem sido mu clara e franca. Aquclles que de-
sojavam um coniportamonto varonil c generoso da
parle d'Auslna s se devem censurar a si pronrios
pela sua illusao. Nunca ella animou semclhaule
comportamenlo. Nenia sua linguagem; nem os seus
antecedenles nunca occasionaram a louca balluei-
narAo de qun ella cuidara de oulms inleresses que
nao fnssem os seus proprios. Desde o coinceo da
dispula, se os seus actos tom sido singularmente rau-
lelosos e algumas vezes retrgrados, a 104linguagem
lem sido uniforme eexplicila. Ella promplaincule
reeusnii dar um paseo mais (irme do .pie cscnlhcu.
ii Obrara dr urna maneira mais muflirme dign-
dade e segiiranca do imperio austraco. Consulla-
ra exeliisivainenle os inleresses germnicos, h Es-
tas foram as suas palavras em varias occases :
raraa veres a liimuagcm diplomtica he tan precisa
un singla. Nunca pretenden manifestar lernaaym-
palhia para com a oppiinida ou ameacadaTurqua.
Nunca parlilliou os seulineulos un adoplou u lum
daa potencias occideutaes. Vio aproximar-se nina
rrise que aineaeava-a eoin duplica nerigo, e eollo-
i-uu-st* em o eoiic-iilrailii ilesiguio de delettder-se
Contra amba as mauifestares do perigo. l'eusou
somente de si, e nAo prelendeu proceder de oulra
sorle. Vio o perigo que corra no caao daa forras
rosean permanecerem nos prinrlpadoa;e prolcsluu
contra islo, e aproveitni-se promptamenlc re nina
secura e cnnvenienle opportunidade |>ara prevenir
esta eirrumalanria. Vio o perigo em que eslava
proveniente do possivel desmcmdramcnln do.impe-
rio o i "mu un ; e reuni grandes exereilns alim de
que nas circumalancias criticas, ou podesse estorvar
esle faci ou aproveilar-se de lie, segundo as rirciims-
lancias aeonselhaasom. Vio anda mais prximos e
mais formidaves pongos na perda da l.nmhardia se
ella espoaasse com energa a cansa da Kussia, ou na
revolta da Hungra -c ella decididamente se unase
as potencias occidentaea ;e resolveil avilar ambos
os pongos, evitando qualquer derisAo. Ella jogou
a sua partida com maravlhosa asacidade e pericia.
lem consrguido ludos os seus ohjeclos e sabido de
lodos os seus engos, sem dar um s liro. Diaae-
noscom inueniiidade que ia seguir urna polilra
puramente interesseira. e nosh*i| scienle ou insci-
entemente, mas rertamrnle com os nossos nidos
abertos, ou voluntariamente lechados permill-
mos-lhe seguir semclhnnle pollca. Preferimos a
sua vacillaule c imperfeila ncutralidade pos-iliili-
dade ila sua aetual hoslililade. Podemos ler errado
em proceder desla mancara, mas procedemos deli-
beradamente ;e agora nAo tomos jusa censurar ou
a exprulia-la porque rila nAo procede com a mes-
ma firme/a que desojramos, nem na direceAo que
queranlos que e'l.i seguisse ; porque anda recusa
como reeii-ar.i ha muilo lempo, ser impellila na
actual guerra com a Kussia ; porque de facto. ten-
do gaiihado ludo quanlo desejava gauhar, e achan-
do-se actualmente onde desejava aehar-se, rcpnuza
n'nma magistral iliaelivdadc, porque, como os
""< designios sAo todos conseguido-, nada i'.ir.i e
nada arriscar para assegurar os nossos. Ella nos
podo ler ensaado ; pode ter-contribuido para os
irahalhos ila cacada, e oblido o qninliAo de lean na
divisAo do despojo ; mas nAo podemos accusa-la
nem de perfidia nem de violencia;lem feito todas
eslas cousas por pura pericia, por intenso, couren-
trado e firme estudo dos seus proprios inleresses,
tomando luda a vmitagcm da sua propia,i arlhrilic
posieAo ( como Sydney Sniilti chamava ), e dos
nossos notoriossenlimclosc evidentes ueressiilades.
Pode ser doloroso ver un despotismo tAo acaudado
e cobarde dirigir os seus negocios com tAo consuma-
da prudencia, mas he impossivel negar que a Aus-
tria india direito m triumpho, c fora inulil quei-
xarino-nos, que ella ubleve-o.
Na primeira explosao da dispula, ella perrebeu,
lao cl.iramenle como nos, a plena gravnlade da sua
siluaeo, Acrcdilou provavelmenle, romo inuitos,
que o imperio austraco dovia rahir aos pedacos aa-
sim que piincipiassom as hostilidades europeas. Cn-
nhcceu o i/ue fignifica a guerra, nas fronteras de
dominios lao heicrogeueus e tAo discnntciiles como
os seus. Pelo quo o seu primeirr peiisamenln Tui
nao se inlroincttor na coulouda de manoira BlgunM,
persuadir a Kussia auo fosse moderadapersuadir
a Turqua que fosse submissa. Polo que se uniu nos
alliados zelnsamciile em todas as suas uogociaees.
Al prorurou Iransferir a sede da discussAo de Lon-
dres e Conslanlinopla para Vienna. Fui anriiisa-
meule coadjuxada pela Inglaterra e pela Frnnc.a,
instando com o czar para que modilicasse as suas
exigencias a punln que fosse possivel coagir o anillo
a adopta-las. Todava, felizmente para a Km.", i.
naggressor foi lAo ohslnado como a sua victima des-
tinada, e a guerra arrebenlou. F.utAo a Au-triu so
reuni s potencias occi leulaes nas reiteradasad-
mocslacas i Uuasia, e nos reiterados esforcos pira a
reslauraeao da paz ; nAo s porque ella desejav.i ar-
denlomenle a paz, mas porque, em quanlo obrava,
posto ,|ue lnguidamente, em eoujunecao com estas
polcucia.9, eslava certa de desfazer lioucslaiuonle
qualquer disturbio na Italia. Emqnanlo pareca
obrar com os alliados, e-lava -og.iira naquella parte.
Oiiando a I- ranea e a Inglaterra declararam guerra
ao czar, a Austria recusen lomar parle na atierre,
mas coiilinuivn-m srua eslorrti-i'relalivaiiieuto ns no-
goeiaeoe-. Cuucordou com ellas em censurar, mas
rcruaou concerdar com ellas em obrar. Disse ao
czar francamente que elle eslava om erro, mas que
se Ihe nan uppuria se u nAo susteular. Disse Fran-
ca c Inglaterra que ellas eram justa*, e que as
cuadjuvaria nas admucslacoes. mas nAo nas armas. A
conclusAu da guerra era dovklosa ; mas a Turqua
pelejou melhur do que se e-por.na. liavia algum
risco de disturbios na Servia ; e os disturbios na
Servia em breve occasionariam um movimcnlo fia
Hungra e na Croalia. Assim, a Austria propoz oc-
cupar a Servia como neutral, e ahi manler a ordem
em nomo da Porta. Isto foi peremploriamentc re-
cusado. Enlrelanlo a Kussia lir.ui vencedora, e a
Austria coroecou a insistir sobro a evacuaeAo dos
principados desejava que a Ruasia se retirasae
mas nAo dara um passo para deila-la fora. Dissc-
ii"- i i" claraiuenle quanlo as palavras c os actos
pudiam dzcr-nos, que se nAo pnria em conflicto cora
a Kussia sol qualquer fundamento que fosse. ijuan-
do a Kussia concordou retirar-se da Valachia, a
Auslra ordenou que as suas tropas avancas.em.
t.iu.ind" a Kussia suspenden a sua retirada, a Aus-
tria ordenou qne a- suas tropas paras.em. Quaudo
a llu-sia, balida pelos Torcos o ameacada pela mar-
cha dos alliados, linalincnle deu ordens para a eva-
cuaean, a Austria de novo eoinoeou a sua marcha e
entrou em Bucharesl muras semanas depois quo os
Kussos abandonaram-na. Agora ella esl oceupan-
do os principados, asseverando dislinclamenle que o
faz smenie para manler a ordem,e nao como
immiga da Kussia. O czar recusou negociar sobre
ns lermos que Ihe foram propostos pela Austria ; e
a resposla da Austria he que no considera esta re-
cusa como um mane belli. Por outrna palavras,
que ella anda assim nAo esta em guerra cun a Kus-
sia. Accrescenla alm .li-so que nao espera ver o
resultado da expedirAo contra Sebastopol.
Ora, poigiiiilanius nos. pudorn li,i\or mu compor-
lamento mais cumpalivel, mais explcito, maia claro,
mais latente, pertinaz e honestamente iulcressciro'.'
Deu ella um s passo arompauhudo de risco '.' Fez
alguma cousa que nao fosse em favor dos inleresses
austracos '? Propoz esmagar a Turqua, se olla des-
l'arle |M)dia previnira guerra. Propoz a oceupar
a Servia, um i posaessAo mili codicada e um vizndo
perigoso. Agora esta oceupando os principa-
dos -ub-iiluimln a Russia com seu a Protector.
Ella sempre oflerecru negociar, mas sempre recusou
comhater. Agora diz que niio esl em guerra rom
a fussia ; que a Kussia nimia nao fez nada que
cunstilua um ca>u belli; eque nao declarar guerra
Contra ella em quanlo a captura de Sebastopol pelos
alliados nAo mostrar iudspulavcl e irrcvocavelmcnle
em que lado esl a major ris.e por lano a (cm habi-
litado,-) pruiiunciar-se cum scuuranca em favor dos
conquistadores. Ser possivel fallar mais candida
ou iulclligvelmenle '.' NAo rertamente a Austria
nAo nos (om engaado. Ella lem firmemente recu-
sado cunten,le com a Russia em quanlo nAo hou-
vermos lomado Kussia ou um formidavel inimigo
ou um amigo servieal : quaudo esle lempo ehe-
gar, quando a Crimea for lomada, a frota do czar
destruida ou capturada, o Euxiuio irrevocavelmente
ii".-o, a Georgia separada do Moscovita, o Canate
livre, e Coiislaulinopla segura,enlao a Austria se
proclamar o inimigo do prostrado aggrcssor, o adia-
do dos onnrlii.Ionios conquistadores ; magnifica-
r na serviros que lem prestado causa triumphan-
le por meio da sua lunga inaceAo e final adhcilo, |e
pedir, cumu sua recompensa do imperiu que ella
salvou, n a transferencia dos principados que lem
de-ej ido lia lano lempo, c afinal lAo fcil e pacifica-
mente occiipados. A indiguacao pode indu/.ir ti
Turqua e ns seus alliados a recetar a exigencia, un
a publica pode iuduzi-las a eoneedc-la ; mas certa-
menteistu nAu deve apanha-lasde sorpreza.
Mas agora que temos calmeado o Iheur da palilca
austraca, vejamos se ella lem tAo grandemente in-
fluido e lAu seriamente impedidu a aecu das fureas
alliadas, como de allegado. NAo acreditamos ueste
laclo. Em quanlo as negoraeoes continuaran), cm
quanlo hnnve urna ra/a-avcl esporanca de avilar as
calamidades da guerra,sem duvida u desojo do oliter
o favor e a roadjuvacao autlriaca grandemcnle ino-
dificou o comiiortaiiieulo das pnleneas oceideulacs.
Afim de iinlu/.i-la a unir-so com noseo para f.i/or
que a Russia concederse annnir as propoatat o consi-
derar os termos que, aem isto. leriam sido conside-
rado inadmissiveia. Evitar nma guerra europea
era um grande e digno olijeelo ; liavia razAo para
esperar que esle ohjeclo poda ser aleaneailo pela
adhesAo da Au-lria e da I'russia, o que doixaria o
czar sem um adiado nu um approvador no mundo ;
portante esle ohjeclo poda justificar um cumproini--
so que ii.-nliiiin oulro objeelo podia fazc-lo. Al
enlao nos inrlinavainos para a Anslria l.ilxez
mais do que era justo e (irudenle na nossa np-
niAo cerlamoulc mais do que o rigoroso dever per-
mitlia. Mis quaudo c-tas esierancas se desvanece-
iiii. c a guerra foi declarada, a influencia austra-
ca ceatoo sobre os nossos actos. Desde ento
temos ndrado independonle della ; nAu liulia-
iiios ia/ :o para esperar a sua activa cooperarn,
e com efeieiio nao esperamos ; ella mauifeslnii
a sua reaoloco de permanecer neutral se pdrase, e
li-im.s obrado na presuiiipcAii da sua neutralidad!'.
Pulanlo uu nos i'oailjuvoii de in.uieira alguma : nao
liiiliaino, direito a esperar ruadjuvaedo ,1 su. ,.ari,
e ale se nos disse francamente qne nao conlassemos
com apoin algum ; mas ella coadjnvou-nos conser-
vando a Russia assim como a mis na incerteza ; c nao
he verdade que ella lenlia impedido que a nossa ex-
pedirAo da Crimea houvesse partida ha mais lempo.
O ponto cm que a Austria nos ajudoii foi fazer qne
os Kussos scnliss?m qne ella poda tornar-se um
inimigo arlivo, e que selizesse a sua pnsicao na Va-
lachia j nAo sera defensivel por mais lempo. N3o
podamos dizer, al depois do assedio de Silislria,
que Omer Pacha seria capaz de sustentar a linha do
Danubio: Sem a nosa presenca provavelmenle
elle nAo feria fcilo islo permaucnle : e emqnanlo
esta posieAo nAo fui defendida, e os Ru'sos repelli-
doa com effiracia, e a Komelia llvre da invasAo, nAo
distrahimos as nnssas tropa- do seu primario para o
seu secundario objeeloda defeza de Conslanlino-
pla para atacar a Crimea. Se a Austria nos houves-
se dilo ha seis mezes que seguira precisamente o
inesnia caminhn que lem seguido fe ella fez quasi is-
lo^, o no" comporlamcnlo loria sido o mesmo que
tom sido. Fura sempre neeessario que os Kuasos
fossem batidos nu Danubio, c ao menos expulso da
Valachia. antes que aventurassemos eouduzir a
guerra atravezdu Mar Negro. NAo eremos que os
nossos exercilos hoiivcssem dado um passo mais a-
dianlc do que lem dado. O que teriam dito os nos-
sos rrilicos. ao um ataque prematuro sobre Seba-ln-
pol lum ve-so proporcionado lempo e ineios para Paa-
kiewilcli ler vencido Omer Pacha, lomado Silislria
e marchado sobre o Balkan oque loria sido mu
provavel, se as nossas Iropas nao eslivessem em
Varna '.'
Verdade he, que devemos a Austria poucos agra-
decimeulos por cala tarda ocrupaeao dos principa-
dos. Ella nos pode ler livrado da marcha de todo o
nosso exercilo por meio de um dislrcto insalubre, e
nada mais. Se ella permanecesse inactiva, mas sem-
pre ameai-ando a Kussia, o victorioso exercilo de O-
mer Pacha, euadjuvadu por -25,0(XI soldados france-
zes, provavelmenle (cria sido siiflicicnte para expcl-
!r ns invasoics. Assim, se a uecupaeAo austraca
liabilitou luda a nossa fnrea para obrar contra Se-
bailopol, pode ter hadililado os Kussos a marchar
por Ierra para a sua defeza. A Auslra nAo expel-
lio os Moscovitas : clles a.harain priidcnlc. cslrale-
gicameule considerado, retirar-se, e ella collocnu-se
em lugar delles. lilla satnenle foi que gauhoii nes-
ta Ira nsaecAo. He a coroa o a recompensa do saltio
e consumado egosmo com que ella lem jugado toda
a sua parlida.
O que he verdade be, que desde o principio al o
fim a Austria se lem adiado nesle negocio na mais
vanlajosa posieio, c selein volvido nesta posieAo com
admiravcl sagaridade. Nem o uosao covernu nem
o da Franca eslavam preparados para levantar o es-
tandarte da revoliiefut para ahraear a causa da li-
Iterdadc contra o despotismo. Nao eslavam promp-
los c nem desejavam esmagar e curvar a Austria c a
Kussia rom um golpe. Desejavam rcpelr a ultima
e eufraquecer a primeira. Sendo este o caso. Fran-
cisco Jus liuha o jogo nas suas proprias mAos. A
Kussia c as potencias oceideulacs deaejam payar caro
a neutralidad!) austracaanda mais caru a allianea
austraca, lilla referi, o odiase por seus aelns
c palavras ter paga por ambas as parle* em con-
sequencia da sua ncutralidade, antes do que por
urna tmenle cm consei/uenria da sua nclica coo'pe-
pcraro. (The liconomisl)
geral, com os contratos consensuaos. A vonlade dos
conlrabcnles he a le do coniralo; esta he a maiima
geral consagrada no nosso cdigo, pe as convenees
das parles a par das leis quando nAo sAo contrarias
s leis.
Por isso nao poseo soffrer que seja atacada esla li-
berdade. He nesle senlido que Icnbo fallad" sem-
pre. Pouco me importo com as sociedades anony-
mas, nem com as commaudilas. Eu nAo pcrlenco
nem lenho iMfne de perlencer nem a urnas nem a
nutras, cu pcrlenco por inlciro euleuisaco, ludas
as mullas foreas para ah vAo, e nAo chegam, quan-
lo mais se fosse a reparli-las por bancos ou porcom-
mandilas. Mas cu fui sempre defensor dos princi-
gunda instancia, para o entregar a quem. senhnres'.'
a hnmens completamente leigos ; porque, nlfn nos
envergonbemos de o dizer, no nos commerral anda nAo chegou ao eslado de illuslra-
cAo que he indispensavel para se Ihe poder entregar
juizos lAo importantes como sAo os da segunda ins-
tancia I
Mas, senhorrg, eu admiltria essa reforma se a ex-
periencia, se a pralica a justificasse completamente,
se o nobre ministro tivesse em apoio della orna co-
pia lal de fados ante os quaes nAo pudessemos dei-
xar de reconbecer a neces-idade da reforma propos-
ta. O que prope o nobre senador pela provincia da
Babia '! Senbores, se porvenlura entrar em discus
pos de liberdade, porque na liberdade he que con- sAo u projecio do nobre senador com o do uobre mi
INTERIOR.
KiO DE JANEIRO
SENADO.
Da 30 de acost.
I.i la e approvada a acia da antecdeme o 1 se-
cretario dii roiila du expediente.
Passando-so ordem do da, entra em 3* disens-
sao, c sem dbale he approvada tara ser rcmctlida
sanelo imperial, a proposieao da cmara dos Srs.
dcpulados autorisando o governo para reformar a
academia das Bollas-Artes.
Estando presente o Sr. ministro da juslica, conti-
nua a 2 discusao do projeclo reformando os li-
bunaes do commercio.
a Arl. 1. Compele aoslribuiiacs do commercio
o julgamento em segunda instancia das cansas com-
merciaes enm aleada al cinco conlos de ris. Nesta
jurisdicc.Au sAo eomprehendidos os commerciantos
matriculados e nAo matriculados.
o Os (ribunaes do commercio para julgarem em
segunda instancia, se comporAo dos seus membros
ordinarios e de mais tres deaemhargadores na capi-
tal do imperio, e dous nas provincias, os quaes serAo
designados pelo governo d'cntrc os da respectiva re-
tacto.
a A forma do processo para o exercicio desla nova
jurisdirea" ser eslabelecda pelos regulamenlos du
governo.
O Sr. Verguciro combale o artigo e diz que o pro-
jeclo parcce-lhe al monalruoso, que inverle a or-
dem das cousas e be pouco decente classe dos de-
-omliargadores, pois n8o os comidera cum sufllcien-
cia para revercm um julgamento feilo por magistra-
dos na 1" instancia.
Passando a questflo das sociedades em commandi-
ta o orador exprime-se nos seguinlcs lermos :
Dre duas palavras acerca do appcndice da ques-
IAo.
Disse-sequc o carcter das sociedades anonymas
era screin anonymas. Porm o nobre ministro
parece que recusuu esla opiuiAo, disse que o carc-
ter deltas era ser o capital rcspon-avel e nao pe<-
soas. He justamente o que cu entenda por islo,
eu eutendo sociedade ann; ma aquella que nAo lem
tome do individuo rcsponsavel. He urna creai;Ao
nova que o governo fez, que nAo existe, porque o
capital responsavel he um enigma que lio preciso re-
solver por algum modo. D-se urna certa formali-
dade, e por isso crea-se urna pessoa moral ; visto
que nao ha firma responsavel crea-sc, be neeessario
pelo menos nma firma com quem o pavo se cntenda
quando quizer negociar com o capital depositado
em urna caixa. O capital por si s he um ser inac-
tivo, sem inlelligoneia, be preciso quem Ihe enm-
muniqne as qualidades que sao necessarias para en-
trar no gyro. He um poderoso instrumento nas
mAos da inlelligcneia, por si mesmo he um ser ma-
terial c inactivo. Agora o que tcm feilo a inlelli-
gencia para isso, apoiada pelu governo? Disse:
Queremos aqu um enle moral a que se d um
o une qualquer; nao pode ser nomo de pcssoa, por-
que he da nalureza do negocio ser s o capital o res-
ponsavel, mas deiniis-lhc um nomc, consideremos
esse capital como urna pessoa moral para responder.
O capital niio pode ser demandado ; pode ser rou-
bado, mas intimado para dispr de si mesmo nAo he
possivel ; he preciso que baja alguem que respon-
da, i) O enverno disse : a Pois en creo nina pessoa
moral a que chamo sociedade auouxma, isto he, que
nAo lem Dome. Eis-aqui, isto quer dizer que s
0 capital he responsavel ; mas niio he a responsabi-
lidade do capilal que forma odislinelivu da socieda-
de anonyina, he, como disse, por ser anonxma, nao
ler firma nciihiima responsavel. Esle he o caracte-
rstico que a distingue de todas as nutras.
Quando ha limilaeAo do capital, enlao essa quali-
dade nAo pode ser caraderislira, porque se confun-
de com a commandita, pois uclla ha lambem nina
limilaeAo ao capilal; niio pode esta propriodadc.quc
he eummiim s duas, ser dislinelivo de urna. As
ililfcrenles formas de sociedade -Ao Ires: em una
nao ha responsabilidade de nitiguciti, he s o capi-
lal ; em oulra o capital responde, e ha peasoaa que
lambem responden) ; a terceira r.irma he aquella
em que lodos o socios Kio rasponeareis, nao he s
o rapilal que esl destinado empresa, he n capital
de lodoa os socios, lodos sao responsaveis por todos
oatensbent. Portanto nao he liinilaejlo da re-piui-
sahilidade aos capitaes que he Caracterstico das so-
ciedades anonx mas.
Eu t dio anula nielo, nao he para defender as so-
ciedades eoiuniaiidilas. he para defender o principio
da liberdade que lem sido alarada pela opiuiAo in-
versa, liberdade que faz um dogma ,1a noasai rousli-
luiciio, lil'i-idjde reeouln-eida por Indo- ns poxo- cm
sidoro a juslica, que de a base das associacoes, e
esta liberdade nAo pode ser limitada seno pela le.
Note-sequc lambem ha um preceilo na consliloi-
eAo sobre as leis. O legislador nAo lem poder abso-
luto de fazer leis, nao as pode fazer senAo por ulilida*
de publica. Presentemente na i ha lei que prohiba
as sociedades em commandita, e digo quo nem se po-
de fa/.er, porque nao ha poder arbitrario para isso.
Amule esl a ulilidade publica para se fazer urna lei
que prohiba as sociedades em cnmmandla ? Oude se
descubre esla ulilidade a par da admi-sao das anony-
mas'' Quem duvida da maior garanta que lem as
sociedades em comtnandila sobre as anonymas? A
simplesdefinicao de urnas e de nutras basta part nos
convencer. As anonymas nAo teni paridade neubu-
ma, antes eslAo abaixo das oulras, porque nas ano-
nymas s o capital he que responde, aquollc que ma-
neja u capilal, o mandatario, nAu lem responsabili-
dade noiiuuma por si, responsabilisa-sc s al onde
chegam os fondo- da sociedade, mas pela sua pessoa
e bous nem por um seilil responde ; pelo contrario
nas commaudilas lia socios responsaveis. Perianto
estas olTerccem toda a garanta das anonymas, e de-
mais uITcrecem a garanta das firmas responsaveis.
Est visto peis que estilo cm uina ralcguria superior.
NAo dependen) de aulorsac.Ao do governo, porque,
segundo os principio- geraes, podem existir por si ;
masas anonymas dependen) porque niio podem exis-
tir por si. Apczar de que j vimos um cxemplo de
um banco que se inslallou sem aulorisacAo do gover-
no, c Irabalhoii mu i I os annos com muilo crdito.
En alle muilas vezes tiesta casa dessa anomala de
dcixar-se Iralialliar um banco sem autorsacAn, mas
afmal o governo deu-lli'a, parece-meque ora minis-
tro o Sr. Araujo Vianna, que temi de fazr nma
Iransaccao com o banco, reconheccu a ueccssdade
de aulorisa lo. c. aulnrisou-o. Nao houvc inconve-
niente nisso, o banco consolidou o seu crdito sem
pastar por csaa solemnidade, ao mesmo lempo que
indi une- tirio oulro banco anterior que liavia sido
autorisado o muiln favorecido pelo governo. e foi
por essa nafta, pela ingerencia do governo que nau-
fraga*.,
Tudo islo eoncorre para confirmar que as socieda-
des em commandita sAo preferiveis sanonymas. Ora,
que a Abrigaran imposta s sociedades anunxmas de
dividiram o seu capital em aceites nao tem applica-
cAn, nem em senlido directo nem inverso, as socie-
dades em commandita, he por si evidente. Eu uein
socomo se fanlazia um argumento tal. Dizein que
he urna coacessAo, um privilegio concedido s socie-
dades aiiouv mas, dividir: o seu capilal em seces
Senbores, o privilegio be urna cxccpco da regra ;
era neeessario que exislissc una prohibicAo anterior
para se considerar isso privilegio ; mas, se lal pretil*
bicao nao existe, onde est o privilegio'.' De nenlium
modo. Al o cdigo nAo se exprime em forma de
excepcAo ou de privilegio ; he urna obrigaijAo que
Ihe impe. porque diz : O capital ser dividido em
actes.ti Ora, he assim que se conceden) os privile-
gios por urna proposic,io inleiramenle obrigaloria
E he com razAo que o cdigo faz islo, porque o
fim principal dessas sociedades he obler orna grande
massa de subscriptores, he fazer reunir os grandes e
os pequeos capitaes; ora, para chegar aos pequeos
capilaes era preciso dividir em aceocs e acces pe-
queas. He por issu que o legislador muitosensata-
mente impoz esta obrgar,5o sociedades anonymas.
NAo a impoz s commaudilas, e seria urna grande
imprudencia seo fizesse, porque as sociedades em
commandita admillem poucos e muitos capilaes.
Podem-se fazer em grande, e quando se formam em
grande convem-lbcs a divisAo dos capitaes e/n peque-
as porees. Mas ha muilas sociedades cm comman-
dita que nAo a Imitletn essa divisAo ; portanto seria
urna tyrannia impor-lhes urna obrigacAo como se
impoz s oulras. As sociedades em commandita po-
dem-se formar e formam-se efectivamenle com mili-
to pequeo capital, e islo be muito vulgar, muilo
ordinario. Um capitalista que quer auxiliar umseu
prenle ou amigo que lem industria, mas que nao
lem capilal, cntrega-lbe uina porcAo de capilal, en-
trega-lhe urna partida e fazcudas para negociar com
ella, reparlindo-se os lucros com elle, dizendo:
k Eu na" quero responder scnAo pela fazenda, nAo
me obrigu a mais cousa alguma.n Eis urna socieda-
de em commandita que nao admilte diviso do cap
lal, e o maior numero das sociedades em comman-
dita sao desla ualuro/.i. Por isso enlendo que o c-
digo obroucon*. muilo senso, commuita juslica, bem
se mottra quo foi elaborado por pesan,- que enten-
dan) muilo dos usos commerciacs, quando ohrigou
as sociedades anonymas a dividirem seus fundos em
porcoes, e quando deixoit livre s sociedades en
commandita dividir ou nao dividir, porque be con
forme s necessidades que liverem.
Eu nao lencionava fallar mais nesle nltjcrto. por-
que me parece que j linha expendido suflicieiile-
menle a miulia opiniao para ficar consignada ; mas
nAo sei o que me vem imaginaeo, que lalvez se
prelendeSM alguma aulorisaeao para que fosse sa-
crificado este direito. Eu nAo fallei com nnguein,
ni a- vein-nie este pciisamenln, c he por isso quo an-
da in-i-l" e levanto oulra vez a voz contra toda a res-
trici;Ao que se queira fazer s sociedades em com-
mandita.
O Sr. Tosa faz varias ronsideracoes contra o pro-
jeclo c concilio olTercreiidii oulro em sultsliluicAn ao
mesmo, requcrondolainbem que fique adiado.
I) Sr. Kabuco ministro da justiea,' cmbale o ada-
mcnlo, o qual he sustentado pelo Sr. visconde de
Olinda.
O Sr. f). Manoel pronuncia o seguinle discurso:
Sr. presidenle, nAo assisti idiscuttSo desle pro-
jeclo logo que V. Ex. o deu para a ordem o dia ;
se eativet-e na casa, seguramente leria pedido por
um rcqiiorimenlo que elle fosse rcmetlido a nobre
rnmmissao de legislarlo, para intcrpnr seu parecer.
Pois se lodosos ohjeclos importantes de que seoc-
eupa o senado coslumam ser remedidos a urna das
eommissoes da casa para intcrpnr seu parecer, por
que o deque se Irala, que envolve urna reforma
tan importante do cdigo do commercio, nao liavia
pastar por esse extime '.'
Senbores, lamento cada vez mais esse pruridode
reformas qoeapparece no paiz. Todos os dias damos
provas de urna vnliibiliilade de opinies que segura-
mente nao un- acredita. Fi/.cmos um cdigo, esse
cdigo rege ha muco lempo ; e sem termos cm nosso
favor a praliea e a experiencia, j apparece o Sr.
mini-lo da juslica indicando no seu rclalorio refor-
mas nesse cdigo e ollcreeeinlo al O projeclo que
oceupa a allcncao do senado !
I, o que mais be, senbores, nina reforma muilo
pedir, no meii modo de pensar, do qne a qucexisle :
uina reforma que lira a jui/.es experimentados, a
jui/.es urlico*, a juntes encallecidos no servico .u-
biicu, o jul'-ouieuiii das cauaua rniniiinifinri rm --
nistro, se cu tiver de volar por um ou por oulro, nao
hcsilarei em volar polo do nobre sentdor. E nte-
se que o nobre senador j nAo lem poucos annos na
carreira da magistratura, c he magistrado de segun-
da iuslancia.
Porque, Sr. presidente, nao proceder rom toda a
circumspeceAo em ohjeclo tAo importante '.' Para que
precipitar urna deciso que podo ser lomada no an-
uo que vem, isto be, daqui a alguns mezes 1 O qne
perdem as causas commerciacs em que os julaamen-
los continen! a fazer-se como al agora '! Quo in-
conveniente lia em que se continu a exer.ular o c-
digo? Medilemot sobre a maleria, oueamos a nobre
commissAo de legislacao, ella que examine eslespro-
jeclos ; c depois, senhnres, se esle anno nAo puder
ser, para o anno teremqs lempo de discutir esla ma-
leria com circumspecco. Mas querer aproveilar os
ltimos dias da sessAo de proposito para fazer pas-
sar esla medida precipitadamente, creio que islo nAo
pode ser airoso ao governo nem ao senado.
NAo sei purlanlo porque o nobre ministro nao
apoia o requerimcn'.o do nobre senador pela Babia,
requerimento que (cm cm seu favor todas as con-
dices, requerimento que apenas importa o adiamen-
lo de urna materia importantissima por alguns mezes.
Pois. senbores, exigem os negocios commerciacs
que esle annu passe iiifallivelmcnle o projeclo do
nobre ministro? Ha tanta pros'a, ha tanta urgen-
cia de semclhanle medida, quando, senbores. ella
apenas se funda nos desojo- dos rnmmercianles ?
im, porque islo nAo be necessidade de melhor de-
cis"u das causas commerciacs, he apenas urna salis-
facAo aos desejos dos commcrciantes. E tal cousa po-
lo ser admissivel ?
NAo quero agora entrar na qucsIAo da consliluci-
onalidade, porque a orcasiAo nAo be opporluna.
Quero apenas mostrar que nao devemos proceder
sem grande circumspecco quando tralurmos de re-
formar urna lei que conla (res anuos de existencia.
Se continiiarmos nesse sxstcma, desarredilaremos a
logislacn, desacreditaremos o poder legislativo, mos-
traremos que nAo legislamrs rom aquelle tino que
se deve exigir c que cumpreao legislador.
Senliores, eu cm regra sigo nesta parte a opiniao
do nobre senador pela proviucia de Miuas, qoe nos
disse que nAo quera reformas, que se contcntava
com a actualidad!1.
Pois agora depois do cdigo do commercio be que
ac couhcceii que os magistrados, e magistrados do
segunda instancia encanecidos no servico, iguoram
os esty los commerciacs ; agora be que os ea
lylos commerriaes nAo sAo mais do que um meiu
subsidiario ? Ora, seuhurcs, be na verdade muilo
dezar laucado sobre casos magistrados de segunda
instancia, alguns dos quaes contara 20 e 30 annos de
foro, e que lem lomado conherimento de quasi to-
das as caucas commerciaes, magistrados dotados de
muita pralica, de muila experiencia e de variados
estudo- de jurisprudencia Pois bem, seuhorc, se,
como eu disse, nAo esluivhojc propenso para refor-
ma alguma, quero o stalu quo, como hei de votar
por orna reforma desta ordem .'
Domis, se o nobre ministro, romo bem se di.sa
na casa, queria alguma reforma, se emfim entenda
que us negociantes eram mais azados para julgarem
as causas commerciac, porque nao eslabeleceu istu
em primeira instancia ? porque nAo adoptou o qoe
se Acha dispnslo nos arts. 105 e 106 do cdigo por-
tuguez ?
Ora, o cdigo porluguez foi feilo por urna das
maiores caberas de Purlugal em materia commer-
cial, pelo primeiro homem daquelle paiz no lempos
modernos, o Sr. Ferreira Borges ; e o Sr. Ferreira
Burgos catabeleceu que a segunda iuslancia fosse
composta de magistrados, sendo a primeira instancia
oomposla de negociantes, presididos por um juiz
togado. Porque nao fez isto o nobre ministro ?
-' Notc-se que pela mnlia parle julgo que nAo era
necaajio de fazer-se refurma alguma no cdigo do
eumniercio, visto que, como j disse, essa refurma
nao pude ser lillia sean do urna lunga experiencia,
de Orna pralica attestada por muitos anuos.
Nao podendo mais continuar, Sr. presidente, por
que lenho estado iucoinmodadu, vol pelo requeri-
mento oflerecido pelo nobre senador pela pruvincia
da Baha.
Sendo regeiladoo adiamenlo doSr. Tosa, conti-
nua a 2.1 discussAo do arl. I. do projeclo com a
emenda substituliva.
Fallam os Srs. D. Manoel, Nabuco (ministro da
juslica) depois do que o Sr. Tosa exprime-se nos
seguinlcs termos :
A' vista da declararan que fez o Sr. ministro da
juslica de que ha necessidade de ser approvado o
projeclo nesla sessAo, reconhero que he intil qual-
quer rcllox.'ui que eu aprsenle a eniisideracAo de S.
Exc, porque em veidade seo projeclo solTreise aqu
alguma alleracao, ja nAo ha lempo de x ollar outra
cmara, ser alli discutida c approvada a emenda, ou
de effecliiar-sc a fusAo, no caso de nao concordar a
cmara dos dcpulados com as ideas du seuado. En-
lrelanlo, como nao fui bastante prudente e avenlu-
rei a emenda que submetti i consideracilo da casa,
peen licenca para nesla occasio expr os motivos
pelos quaes a redigi.
S. Exc. disse que esla reforma funda-se na opi-
uiAo dos tridunaes do commercio, que nesle sculidu
tinliam dirigido propostas ao ministerio da juslica.
Foi tambem bascado na opiuiAo dos mesmos Iribu-
naesqne aprsenle! aemerida que se acha sobre a
mesa. Essas rcpresentarcs xm annexas, cuino j
tive uccasio de indicar, aos relalurius dos Srs. Eu-
zebin de QucirozCoulinhn e Souza Ramos. Delles
consla o seguintc : pego licenca ao senado para ler,
observando desde j que elles tratam da reforma
que convni fazer a diflerciilet artigos do co-
digo ; por excmplo, aos arls. 12, 21, 25 e alguns ou-
Iros, c nAo se referen) a essa necessidade de conver-
ler os Iribunaes do commercio cm tribuuaes de se-
gunda instancia.
O presidente do I riba nal do commercio da Babia
em un dos trechos do rclalorio de 1S5I, diz o se-
guintc : NAo se leudo pois conferido aos tribuuaes
aquellas allnlnicoe- c jurisdicc,Ao que Ibes sAo pro-
lirias e inherentes, como se v dispustn cm lodosos
cdigos conbecidos, nem ao menos se crearam jui-
zos especiaos sob cuja principal idea foi confecciona-
do o cdigo, pois que nao ignora V. Exc. qiicjul-
gadas ascausas commerciacs de parceria com as ci-
\ is nao ulfereccm lacs joigados a necessaria garan-
ta pela complicarlo das materia para as quaes de
misler se faz um estudo muilo particular e espe-
cial. No decurso do mesmo rclalorio menciona
diversos arligos do cdigo, que segundo sua opiniao
iiiereeem ser revislos, mas nao tuca na convenio dn->
Iribunaes em segunda instancia.
Fsla i.la apparece smenle uu rotatorio do xiee-
preiideiiledu Iributial du eumniercio da corle. Os
V
i



2
DIARIO DE PRNAMBCO, SEXTA FEIRA 27 DE OUTUBRO DE 1854.

presidentes clos Irihun.ies da Babia e Pernamhiico
P*Mna apenas pela maior citcnsilo da jurisdir-
cao dos Irihunaes de primeira instancia. Foi cm con-
forniidade dcslo pensante uto qoe redigi a emenda
ollercrida consideradlo do Sr. ministro. S. Exc.
purera rc.jcilando essa emenda, cnlende que llie lie
preferivel .i elovarAo dos Irihunaes a calegoria de
segunda instancia pelas segrales raiOes :
Primeira porque branse as causas de lodo o im-
perio, e n3o Mmenle dos districtos onde eslo enllo-
cados os Iribunacs. Mas, so esta razAo Inste proco-
denle, a i'iii-iTjuoiic-i.i devia ser a creaban de Irilm-
naesdi; coinmercio nesses oulros dislriclos : era esla
era duvida a conrlusAoque cumpria lirar.
A segunda razAo oflerceida pelo nobre ministro se
reduz a poupar trahalhoaos Iriliunaes do eommer-
ii" ; disse S. Exc. que, dando-se mais ampia juris-
diccAo primeira instancia, a iflliiencia das causas
seria lal que esses Iriliunaes nao poderiam liaslar
para a expedidlo c julgamento dellas ; por onlra, o
iiohrc ministro entende que os commerciantes mem-
bros desses tribanaes nAo Icriam o lempo necessa-
rio para desempenhar todas as allribuices que Ibes
firariam pcrlencendo.
E-la razAo (ambem me nao parece procedente,
pulque S, Exc. sabe que, commetlendo-so aos Iri-
liunaes do riimmerrio a jurisdiccAo jle segunda ins-
t.inoia, osseus dislriclos ter.to de ser maiores, e pois
o numero de causas de que se deve oceupar nAo se-
ra inferior as que Ihe seriam sujeilas se conservasse
o carcter de primeira inslancia nos dislriclos mais
limitados. He o que succede boje rom as relaees a
respeilo da primeira instancia nos negocios civis, c
incsmo nos commerciaes. Demais o juiz que forma
o processo seguindo par c passo todas as phases des-
le, iicccssita de menor Irabalbo quando lem de jul-
ga-lo, do que o juiz de appcllacao que lem de cs-
luda-lo, procedeudo ao mais minucioso exame de
lodos os scus termos e provas para hem ajuizar da
legalidade daquelles e da procedencia dcstas, e dos
debales que accrescem as razoes de appcllacao.
NAo colbc, pnrlanlo, nosla parle a argumcnlacao do
iinli!i- ministro.
E depois, senhores, o Icr o tribunal maior nume-
ro do causas para julgar nAo be urna razAo sufli-
cicule, porque a consequencia seria restringir o cir-
culo de sua jurisdiccAo c assim diminuir-se-lbe o
Irabalbn. A qucslao lie oulra muito diflcrenle ; a
queslAo be se os Iriliunaes sAo mais aptos para co-
nliecer cm segunda instancia, se decidirAo ascausas
com mais celeridad? e mais sabedoria ; disto be
que se nAo oceupou o honrado ministro.
Allegou lambem S. Exc. como razAo para dar pre-
ferencia a conversan dos tribu naos em segunda ins-
lancia, a circumslancia de qne segunda inslancia os
processos vAo j preparados, c nao ha neressidade
de oulros conliecimenlos mais do que aquellos que
sao precisos para dar urna dccisAo sobre o poni prin-
cipal da cansa. Em rcsposla *oflcrero o que disse o
nobre senador por Minas, quando ponderou com
muito boas razes que lodas as difliculdades c erros
da primeira inslancia devem ser resolvidose repara-
dos na segunda ; oque por consequencia os Iriliu-
naes superiores necesitara de maior semina de co-
iiliecimcntosjuridicos, de pralica esclarecida, de exa-
mes mais acurados, se se quer que as causas tenham
decisoes condignas.
Tudo isto responde com vantagem, a men vor,
.irgumenlarao do nobre minislro, c sAo verdades de
primeira intuioAo, que se basam as maiores habi-
litarse* exigidas nos juizes de segunda instancia,
salvo se temos andado Iludidos na composicAo dos
Iribunacs superiores.
S. Exc. allegou ainda cm favor do projecloa ec-
lcridade que exigem as causas commerciaes; porcm,
seo Sr. minislro desse nova forma ao julgamento de
lacs causas as relaces, podia-se ubler igual 011
maior celcridade. Se S. Exc. formarse as relaces
sercoes es|ieciacs do juizes a que licasse compelindo
exclusivamente o conbecimcnlo daquellas causas,
rreio que a celcridade seria muito maior do que pe*
sc corpos numerosos, como vAo ser os Iribunacs do
coinmercio de segunda instancia.
Ilissc lambem o nobre ministro que assim os ma-
gistrados que forma designados para esses irihunaes
de segunda inslancia I1A0 de adquirir conliecimen-
los especiaos das materias commerciaes c podero con-
se tilintemente decidir com mais sabedoria do que na
actualidade, em que sao forjados as relaees, a di-
vidir sen esludo e attcncAo cm causas de diflerenle
natureza. Mas a formacAo de secones, de que aca-
bo de fallar, me parece que Ibes dav occasiAo de
serem especiaes as materias commerciaes sem ha-
ver uecessidade de improvisar juizes que nao podem
ler ncm o saber jurdico ncm a pralica do processo
que se deve snppor nos juizes letrados; e tanto me-
nos podcrAo possuir essa pralica e copacidade para
julgar, quanto esses individuos nao lento de exerci-
r.io mais de 4 anuos, sendo como sAo elcilos em cada
qualriennio.
Fal'ou o nobre ministro da neressidade de lercm
os inagislrados da segunda instancia conhecimenlo
dos esly los e das diversas operacoes do commercio.
Mas a lal respeilo j observei em oulra occasiAo ao
senado, e agora repilo, que os es!}los e praticas nAo
podem servir do fundamento aos julgados se nAo
vem allegados e provados pela maneira que o cdi-
go eslabelcce; nao basta que se prelexlem esses es-
Ixlos, forra be que a prova os lome induhilavris,
c para avahar a prova directa ou artificial os juizes
letrados sAo, pelo menos, tAo apios como aquellos
que nao eslao habituados ao Irabalbo de julgar.
Agora, senhores, como pretende o nobre minislro
regular a forma de processo nesses Iribunacs de se-
gunda instancia? U tribunal da corle lira composlo
da soguintc maneira : mu presidente letrado, (res
desembargadores, um fiscal sem voto o seis membros
nao letrados. Quer o nobre ministro que o tribu-
nal julguo conectivamente '! Parece que nAo: pois
bem; como ha de enlAo fazer a divisAo dos juizes
para que na causas entre igual numero de juizes le-
trados e nao letrados? Ser por dis
numero fdr de cinco, on hAo de p
Irados ou os oulros; se for de tres
inesmo; se fixar o de qualro ou seis verifica-sc an-
da a preponderancia dos letrados pela inlerven;
praliros dos homens profesionaes, secundados por
letrados em primeira instancia.
Por este modo tratadas, esclarecidas e decididas as
causas coinmcrciaes, nAo ser ditlicil aos Iribunacs
superiores aprecia-las com toda a profundan, ainda
que os membros dcslcs nAo tenham grande conhe-
cimenlo de todas as minuciosidades do commercio.
E note mais una ver. o nobre minislro queas prin-
cipacs quoslc.es a decidir pelos Iriliunaes superiores
sao de inteligencia e applieacAo do direilo, e pois
nao lem abi de entender juizes, quecmregra nAo
pdrm dedirar-se ao estudo serio c diilicilimo de Io-
dos os romos das scienrias jurdicas que mais ou mo-
nos se requerem nos boni juizes.
Por oulro lado, senhores, enlende S. Exo. que as
provincias ochar individuos com a neceatana ido-
ncidaile para serem juizes de segunda inslancia ?
llavera cm lodas as rapilaes homens desoecupados e
ao mesmo lempo assns ricos que se vAo oceupar dcs-
ses jolgamenlos com prclericAo de seus interesses
quotidianos? Mc-mo que os baja com as necessarias
tetramente no seu rollega logado que he o relator.
Perianto, be urna hurla completa, urna dccepcAo
tnanifesli. Vn os (nbanaes de commercio assim
conslitiiiilos verdadciramenle a lereni por dircelores
os juizes letrados, os desembargadores que fazem
parle dclle. Ora, pergunlo, este he o iim do pro-
jeclo ?
Senhores, ha urna causa importante,urna causa,por
excmplo, sobre sociedadi'.qiie importa cm ceios de
ronlosde ris.um processo complicado e complicados
prinripaltneule em razio das disposicOes da lei, o que
faz o meinbro coinmcrci inle da aercio a que o pro-
oegsoliesubmeltido? Diz coinsigo: Tenho um compa-
nbeiro que he desembargador, que sabe do negocio,
que ha do relala-lo e expr a sua opiniflo. p Pois
bem, senhores, o que esse individuo ha de fazer?
Ora, quero suppr o seguintc: que para coulieccr
dos fcitos o nobre ministro compete cada seccAo de
Ircs membros, um desembargador c dous conimcr-
ciautes : vai o processo em primeirn lugar ao de-
sembargador, que provavelmcnte ha de ser o rela-
babililares para bem julgar, duvido que se prcslem j lor ; depois lem de pausar aos juizes commercianles;
de bom grado a encarar os compromellimentos que I estes hAo de dizer : Oh i r esla o vislo de um
sAo a consequencia dos julgados, que quasi nunca
pdern conlcnlar a ambas parles. V. Exc, Sr.
prndente, sabe perfeitamenlc que as provincias
isto lem nina influencia muito nntavel sobre lodos
os individuos, principalmente no commercio, onde
lodos se ronhecem esc arbam ligados por transac-
cOes mais ou menos importantes, que tornam muitas
vezes os que julgam dependentes das partes conten-
loras, muito mais quando aquelles lem de descer cm
pouco lempo pelo meio da elcicao qnalriennal para
o circulo daquelles a qoem julgaram. Veja lam-
bem S. Exc. se assim nAo vai por a justica commer-
cial ao arbitrio dos empenhos c das intrigas das loca-
lidades.
Ainda mais, qual be o circulo da jurisdiccAo des-
ses Irihunaes queS. Exc. crea? NAo est marcado no
projecto. Ser a jurisdiccAo resnela aos dislriclos
cm que ora funrciunam os Iribunacs commerciaes ?
SMfa os dislriclos das relaces ? Nada dislo vem ile-
linido no projecto. Ha abi urna lactina a preencher.
Entende S. Exc. que est autorisado pela disposicAo
que autorisa o governo a dar o regulamento para o
processo. a marcar tambem o circulo da jurisdiccAo ?
Pode ser que s; possa comprehender por i liaran...
maso cerlo he que a a (tribuirn da diviso civil, ec-
clesiaslica e judiciaria pcrlence ao corpo legislativo.
Pde-se dizer que esta pelo projecto fica delegada ao
coverno pelo Tacto de ser lambem autorisado a dar
o regulamento necessario ao processo de segunda
instancia ? Nao ; porque sao rousas diversas que p-
dem existir independentemenlc, c por consequencia
sem expressa declaradlo dessa faculdade deve cnlen-
der-se que a jurisdiccAo ser sobre o mesmo territo-
rio que boje perlencc s relaces. Porm se nAo fdr
creado tribunal no Maranhao, a quera seria sujeilas
as causas do respectivo dislricln ?
As razes que lenbo dado me parece que silo de
alguma procedencia, ao menos para nao se dar um
voto peremplorio de reprova^Ao como o nobre minis-
tro den emenda que oITcreci a sua ronsidcracAo.
J pedi a S. Exc. o favor de explicar a sua opiniAu
sobre as aleadas ; cumprc que o honrado minislro
desenvolva os motivos da elevada dellas, por modo
que a maior parle das quesles commerciaes nAo po-
deram ser sujeilas cm revista ao tribunal supremo.
Eu ponderei enlAo que al corlo ponto se ia privar
as parles das garantas, a que estavam habituadas,
da reparada de injusliras que os Irihunaes de segun-
da instancia possam commeller.
Conhero pcrfeilamenle que as causas civis as al-
eadas devem ser mais restrictas, mas nao descubro
porque hAo de ser quasi triplicadas nos Irihunaes de
commercio, lano mais que al agora as aleadas das
cansas commerciaes nAo excediam a -2:l)005, S. Exc.
eleva-as a .i:(HH)>. Se a razAo disto est no fado das
reprcsenlacocsdos presidentes dos Iriliunaes de com-
mercio, crcioque o senado entender cantiga que una
lal razAo nAo justifica o disposto no projcclo a senie-
Ibanle respeilo.
SAo estas as consideraees que linha a fazer, e as
(iz smenle para nao ileixar que a emenda seja cou-
demnada sem alsuma cousa dizer cm abono delta.
Falla ainda o Sr. Naburo, depois cfo que o Sr. I).
Manoel pronuncia oseuuinle discurso:
O Sr. D. Manoel: Sr. presidente, continuo a
observar com eslranlieza que o nobre ministro da
justica nao acha argumentos valiosos para combalcr
a emenda ollerccida pelo nobre senador pela Babia.
Mas antes de mostrar islo devo responder ao nobre
ministro sobro urna observarlo que S. Exc. ezrcla-
livamenlc a urna proposieso que eu emilti. dizendo
que os eslylos commerciaes estavam nos livros.
Eu citei como excmplos os Srs. Ferrcira Borges
em Portugal, c visconde de Oayrii no Brasil. S. Exc.
respondeu que os eslylos variavam, que esses esrrip-
tores eram para esses lempos, que ose'lylos boje sao
oulros. Mas boje nAo ha novos escriptores que apon-
lam os eslylos '! Pois ha algum cscriptor de direilo
coinmercial moderno que naja aponte, que nAo Iraga
os eslylos das pracas mohecidas? Ora, no Brasil
nao digo qus appareca j um visconde de Cayr, es-
ses talentos, esses homens extraordinarios nao sAo
frequcnles ; mas poder alguem estrever sobre os
eslylos da Europa, ao menos copiar o que est nos
livros francezes. Ora, o nobre minislro pode acre-
ditar que magistrados de 2. inslancia nAo tenham
essas obras, nAo consullem esses livros, nAo estejam
cortos dos eslylos novos adoptados depois dasduas
obras a que me reeri ? Porlanlo, o argumento do
nobre ministre, niio colbe, porque os eslylos novos es-
lAo as obras modernas, estAo as mAos dos maeis-
Irados. Pois assim como possuem Pardessus. nAo
possuirAo os oulros escriptores de direilo coinmer-
cial ? Pois lodos os dias nAo esto apparecendo em
Franca obras novas a respeilo de materias rommcr-
desembargador; nada mais temos a fazer ; c o re-
sultado sabe o nobre ministro qual be? He que o juiz
vem a ser simiente o juiz logado, cujas opiniScs hAo
de ser aceitas sem nenhum exame pelos juizes com-
mercianles.
Ha de acontecer com os Irihunaes do commercio
assim organisadosoque em oulro lempo aconteca
no jury : os jurados andavam espreila da opiniAo
do juiz de direilo para a adaptaran ; com a dilleren-
5a de que o cdigo prohiba ao juiz de direilo o cmil-
tir a sua opiniAo, sendo preciso aos jurados andarem
esprcitade qualqucr abertitiba para conboccrem
pouco mais ou menos qual era essa opiniAo, ao pas-
so que os juizes commercianles levamos feilos de-
haixo do braco para a casa, onde podem ler a seu
goslo quaes as opinies dos juizes letrados. He neces-
sario que nAo estojamos no Brasil para niio sabermos
desdeja qual o exame a que bao de proceder os jui-
zes commerciantes em processos dessa ordera.
Mas o nobre ministro disse ha pouco qoe asques-
Ines de fado perteneci aos juizes commerciantes
juntamente com os juizes letrados, e que ss questops
de direilo I1A0 de ser reservadas aos magistrados.
Senhores,a tei nAo contmosla dislinccAo.e eu nao sei
se os rcgulaincnlos podem eslabelecer urna dislinc-
jilo lao importante. Creio que o nobre ministro de-
cedidameule 11A0 podo fazer so nos rcgulamentos,
se a lei nao o determinar expressamenle.
O nobre minislao disse oulro dia que, por exem-
plo, um aggravonAo ha de ser julgado pelos |uizcs
commercianles. Mas alm de cu 11A0 ver na lei esla
distinccAo, julgo que sso importa o que disse o no-
bre senador pela Babia, islo be, desconfianca da ca-
pacidade dos juizes commerciantes. Pois, senhores,
estcsjiiizes podem decidir da fortuna de familias,
podem julgar causas de centenas de enntos, c hAo
de licar lolhidos de julgar sobre um aggravo ? E
enlAo quem ha de julgar sobre o aggravo? lia de
ser smente o desembargador ? ha de ser smenlo um
juiz ?
Islo o que prova he que esle projecto na foi me-
ditado porque o nobre ministro quiz este anno
abranger ludo: quiz pensar cm hypolhecas, cm ju-
y, cm l ribunacs do commercio : be muilo, Sr. mi-
nislro. Ainda que eu reconbeca, como Icnho dito
por mais de urna vez nesta casa, o tlenlo e illuslra-
c.Ao do nobre ministro, elevemos allcndcr a que S.
Ex. nAo lem, nAo pode ter pralica. Ncm sso o de-
ve molestar ; pois pralica se adquire em meia duzia
de dias ? He necessario muilo saber e experiencia.
Os de l.amoignon e d'Aguesseau nAo ebesaram a
obter o nomo que liveram senao depois de longos
anuos de esludo e de pralica. O noh-e ministro ain-
da he moco, nAo pode ser considerado como nm ho-
mem pralico ; e de mais a mais, nAo julgou ainda
em tribunal colleclivo, lem sido somonte juiz de pri-
meira inslancia, o foi do crime e do rivel. Porlan-
lo nAo pode molestar-sc de que cu Ihe diga que nao
lem pralica.
Fin-se cm opiniies alhcias : para esla reforma
fnndou-se na opiniAo do entu'vice-prcsidente do
tribuna] da commercio da corle ; nem foi o Sr. Cle-
mente Pcrcira quem indican essa reforma. Confio
ilc cerlo muilo as luzes c na pralica do actual Sr.
presidcnlc do tribunal do commercio da corte ; mas,
perfeicoada. O nobre minislro apresentnn fados pa-
ra provar que as relaces nAo trabalham com celcri-
dade nos fcitos commerciaes t NAo. Aprcsentoii al-
gara documento para provar a neerssidade dessa
transferencia das altrihuices das relac/ies para os Iri-
hunaes de commercio de 2a inslancia ? Nada. E o no-
bre minislro pdc pretender que rondemos nica-
mente na sua palavra? que votemos, porque magister
dixit ?
Para S. Ere. levar a palma o seus collejas, para
dar nome a seu ministerio, baslava ler apresenlado a
ref irim que ltimamente propoz sobre as hypolhe-
cas.. Se apresentasse esse projecto em primeiro lu-
gar, loriamos hoje urna lei imporlanlissima ; mas
no, o nobre ministro quiz principiar pela reforma
judiciaria, o a derrota vai sendo manifesla ; n pro-
jecto nAo passa este anno (e aqui enlrc ns), ncm
mesmo cm 3* disrussAo na cmara dos Srs. doputa-
dos ; porque os mocos levantaram-se e lem ameaca-
do co e Ierra. Estive docnle, mas a minha polica
iiAndcixou de cumprir seus deveres ; ella I foi com
suas communca<;cs, poslo que algunus nem pude
abrir.
S. Exc. disse que me cabiaa gloria de ler enterra-
do as pastas das commisses o projecto sobro crimes
pralicados por Brasilciros em paizes cslrangcirns.
Pois, senhores, eu membro da opposc,3o. c quasi em
unidade, podia ter sido o matador do projecto do no-
bre ministro ? SAo as duas commisses a que elle foi
remelllde,
E agora fajo urna observacAo ao Sr. presidente ;
esse projecto ser de tal transcendencia que as duas
commisses, compostas de seis jurisconsultos, nao o
pudessem examinar durante lodo esle lempo? He
que nAoquizeram ir de encontr as doulrinas do
nobre minislro, c enlAo, para nAo desgosla-lo pre-
sentando emendis importantes, resolvern) fazer
dormir o projecto, pelo menos al o anno que vem.
Porlanlo nAo se queixe de mim o nobre minislro.
S. Ex. pensaque nesta caa ha de ohlcr maioria a
favor do seu projcclo de reforma judiciaria? He
um engao. Digo mais, segundo tenho ouvido, nAo
lia um s jurisconsulto da casa que approve esse pro-
jcclo, islo he, nao posso fallar de lodos, mas os que
tenho consultado nao approvam essa reforma. Or,
he crivel que nm prajeclo apresenlado pelo governo
mereca essadcsapprovacao ? Se lal aconlece, be por
que a reforma nao he s m, he pessima.
O Sr. Presidente: Mas agora nAo se Irala
disso.
O Sr. D. Manoel: V. Ex. lem razAo ; foi so
como um exemplo, c nada mais.
Creio que nao resta observacao alguma a fazer,
al porque o nobre senador pela Baha respondeu
categricamente ao nobre minislro.
Passe o projecto,como cslou cerlo que ha de pas-
sar, mas nAo lia de ser com o mcu voto, porque
hoje estou conservador cmnito pouco reforma
dor. principalmente quando, como no caso actual
nAo se mostra a necessidade de reformar um c-
digo, que conla tres anuos de existencia, e que de
mais a mais foi discutido e muito discutido nesla
casa. Se na cmara dos Srs. deputados passou
quasi que por acclamario, aqui os Srs. Maia, Cle-
mente Pereira, Vasconccllos e oulros disruliram
esse cdigo apresenlando ideas as mais luminosas
que he possivcl.
Como he pois que ja se traa de reforma-lo, s
parque o presidente do tribunal do commercio da
corle disse que o corpo commercialilinba desejos de
que essa reforma livesse lugar? Senhores, quando
presidimos ou pertenremos a um tribunal, desoja-
mos ccrca-lo das maiores honras e regalas, deseja-
mos augmentar os seus deveres e allribuices ; he
porlanlo louv.ivel o desojo de ver o tribunal do com-
mercio rivalisar com o da relaco. Maso nobre mi-
nistro devia arquiescer a isso ? Cortamente que nAo.
Se acquiesceu, foi, como cu ja disse, lalvcz por que-
rer levar a palma aos seus collegas, que esl"'o gas-
tando o lempo com que, senhores ? com casamenlos
militares.
Digo que o governo he causa de ludo iso, porque
de cerlo o presidente da cmara dos Srs. deputados
ha de ir de ocrordo com o governo a respeilo das
ordens do dia, visto que o ininisleriohe quem conbe-
ce quaes os objectos mais importantes. Pois bem,
esse negoqio do casamento dos militares lem dado
lugar a escndalos, segundo me informaram ; essa
senhores, no seu relalorio elle 11A0 se trabe ? Niio so | discussao lem servido de risola, e lem morlo por as-
vc que o nobre presidente do tribunal do commercio
da corle quiz ler urna condescendencia, urna com-
placencia com o corpo do coinmercio do Rio de Ja-
neiro, vislo que disse que o corpo do commercio exi-
ga sso ?
Senhores, fazer reformas n'um cdigo por condes-
cendencia eslava reservado paraos nossos das. Ve-
nba mais esle absurdo na Ierra dos absurdos ; ve-
nha mais um minislro dizer isso no parlamento ou
n'um documento. Senhores, no Brasil esla para se
ouvir quanto despropsito, quanto absurdo se pode
imaginar. NAo ha sangue-frio para se combalcr
isso !...
Em que se fundam as reformas que se veem todos
os dias ? Em que se funda a reforma de que me
eeenpa ? Em um simples ofliciu de um presidente
que comec,oii oulro dia. Respeilo suas luzes, os scus
talentos sao conbecidos ; mas a pralica por ora he
pouca, e lao pouca que fundou osen oflicio na com-
placencia, no desojo de salisfazcr aos votos do com-
mercio.
Declaro ao senado queduvido que o corpodo com-
mercio sendo consultarlo diga que quer isso, pelo
menos o da Babia ou de Periiamliiicn. O corpo do
commercio confia muilo nos magistrados de 2"
instancia ; e, se algum corpo rio commercio deve
confiar, he de cerlo o do Ro de Janeiro, coja rcla-
cAo merece sem duvida nenliuma os maiores elogios
ciaes? NAo lio abi que vem os eslylos lodos segu- pela illuslraeao de seus membros c pelo amurque
los em Londres, em F'rancfort, cm Vienna, ele. ?
Islo be obvio ; os magistrados, senhores, seguem a
lam a consultar obras antigs,
as.
hservacao do nobre ministro nao
lera a menor forca. Oqueeo quiz provar foi que
os magistrados para julgarem nao precisam do admi-
imero de juizes le- ,,, "c """" m '""
tslrhuicao? Se/o 'i "<> 'mi
reponderar os Je- e'"nPrilm s moderm
1 ha de acornee* o* J;l se v nue a oh,e
do presidente, com vol de desempalc. So prele'n- "icul0- do auxilio do commercanle, lem a le e lem
le organsar os Iriliunaes de modo que os nAo letra- ob^l", "* creio t'ue os ma-i,lra,los <'s Iribunacs
dos liquen! cm maioria, ncsle caso os letrados "ser-
vindo apenas de accessores, escusado he que para
lAo pouco se oceupem oulros, alm do presidente e
1I0 fiscal. Suppondo-se que o nobre minislro queira
que s os letrados vejam os processos para obter-se a
celcridade dos julgamenlos, poupando aos nAo letra-
dos o faslio e trablbo insano do exame dos termos
policianos, e o esludo dasquesles incidentes e mul-
tiplicadas que a cada passo se offerecem, reluca que
os julgamenlos licam entregues aos revisores. Quem
11,10 sabe que aquelle que nao vio o processo quasi
que se entrega a discricAo de quem o vio? Se islo
succede com juizes habituados e encanecidos no of-
licio de julgar, como nao succeder com aquellos
que baldos de conliecimenlos jurdicos, pouco versa-
dos na difiicil larefa de apreciar asqueslOes de fado
e de direilo, que s vezes he tAo custoso distinguir,
sao obligados a emillir o seo juizo por urna sim-
ples exposicao dessas quesles? Eu peco ao nobre
ministro que rellicla bem como ha decompor as sc-
enos dos julcadores; prevejo na materia embaracos
graves que nao sci se o nobre ministro portera ven-
cer. Ou S. Exc. ha de dar sempre preponderancia
.ios juizes letrados, e escusado he que inlervenham
os que o nao san, ou enlAo ha de da-la a estes, c
aquelles de nada Ihe servem.
Muilo de proposito pedi a S. Exc. explieacesso.
bro 1 maneira de julgar os nggravos. S. Exc. disse
que a seriam pelos juizes letrados ; isto demonstra
hem anala falta dcconlianca S. Exc. mostra a res-
peilo des juizes 11A0 letrados ; e todava vai dar-Ibes
liincccs muilo mais importantes do que ojiilgamen-
lo dos aggravos. Tudo islo, senhores, procede de se
nao ler ainda liem refleclido sobre a malera, pois
que a crcaeao dos Iribunacs esl tAo eslrcilamenle li-
gada com o modo do excrcicio .le suas allribuices,
que se nAo pdc admillir a primeira sem cslar simiil-
laneamenli' determinado o segundo. Me pareca por
lano melbor que ao menos por cniquanlo ronlinuasse
a jurisdiccAo contenciosa dos Irihunaes do roninicr-
cio em primeira instancia eslendendo-a. senAo a lo-
das as causas, a maior parle dellas.
do imperio lenham ido consultar commercianles so-
bre os ostylos ; entretanto ninguem din que em re-
gra osjulgamenlos nao sejam fundados na juslica,
que nAo honrem os magistrados de 2'. instancia de
paiz.
O nobre ministro disse que a qncstAo esla simpli-
fica la, que a queslA he saber se convm ler juizes
commercianles para primeira ou para segunda ins-
lancia. De cerlo que a qucslao esl agora simplifi-
cada. Mas, senhores, eu eslabeleco oulra queslAo,
que he a que o nohrc minislro nAo responden ncm
pude. Convm alterar o cdigo commcrcial ? O
cdigo nAo admiti juizes commercianles como jui
zcs de >" instancia, esla he aquesta'. Convm, a
pralica, a experiencia prova a neressidade desta al-
ler.irao ? Isto he que o nobre ministro nAo provou,
nem pode, e a raHe he clara, nAo pode fallar nes-
les negocios como honicm pralico, pode apenas fal-
lar rom a auloridado de oulros ; mes o nobre se-
nador pela Bahia pode fallar com a pralica, como
membro de um tribunal de 2. instancia,o 11S0 lie do
honlcin. he de mallas annos. O nobre minislro fal-
la s fundado... em que .'nesse oflicio de que ha
pouco fez meneao o nohrc senador pela Babia. He
um oflicio do um presidente ou de um vice-iiresi-
de"lc do tribunal do commercio que il como fun-
damento, segundo disse, para se elevarem os Irihu-
naes de coinmercio a 2". inslancia, o querer, a von-
lade dos commercianles. Ora, senhores, cu per-
gunlo, se em urna casa deslas, onde se seulam tan-
tos jurisconsultos, islo be razAo obvia, ponderosa para
se reformar um artigo de le, para se Iranstornar a
IcgislaeAo existente. NAo ha oulro argumento, he
urna complacencia que deve Icr-sc com os commer-
cianles.
Ora, senhores, cu tiAosei se he exacto isto, nAo sei
so o corpo do commerrio da Rabia, Pcrnambuco c
Rio de Janeiro quer ler Iribunacs de commercio de
2-'. inslancia ; peco lieenea para duvidar dr-so. Eu
creio que o corpo do commercio da Babia, de Pcr-
ellcsmoslram ao irab.ilhu. Demais a mais, a rea-
cao do Rio de Janeiro he coniposla de grande nume-
ro de desembargadores, e lodos elles fazem por cum-
prir os seus deveres. O corpo do commercio confia
muilo nos membrosdesse tribunal, e confia maisdo
que nos seus pares, porque o corpo do commercio he
esclarecido para conbecer que scus pares ainda nAo
chegaram a essa illustracAo que lo- iudspensavel pa-
ra os importantes deveres re um tribnnal ele 2 ins-
lancia.
Nole-sc que, como eu disse ha pouco, um Iribu-
nal composlo em sua maioria de Icigos he que vai
conbecer de processos formados, organisados por ho-
mens da prolissAo. Islo nAo se pude combinar com
a minha razo. Eis urna das razes porque Ferreira
Borges, bomem que sem duvida nenliuma era a pri-
meira illuslraeao de Portugal cm materias commer-
ciaes no cdigo do ccmmcrcio que oflcreceu ao Sr.
1>. Pedro I, e quo este aceilou e mandn correr co-
mo lei do paiz, tslahelcccu juizes commercianles na
primeira instancia, entregando a segunda inslancia
a magistrados logados. Para mira, senhores, he islo
de um alcance immeiiso, porque parlio de um ho-
mem abalisado neslas materias, de um bomem que
podia rivalisar com as grandes capacidades fraucezas
c inglezas em materia commcrcial; suas ubras ah
eslao para prova do que acabo de dizer.
Porque porlanlo o nobre miuislro nAo adoplou es-
se excmplo de um paiz quo pde-se dizer que lem
mais illuslraeao do que o uosso, de um paiz com
quem lemos intimidada, c de cujo cdigo tiramos
inula cousa para o nosso ? Que males, pergunlo eu,
se lem seguido a Portugal dessa organisarao ". O no-
hrc ministro 11A0 aponlou ; c o que vejo he quo alli
o cdigo esl nssa parle em sua inleira execucAo, o
que faz crer que nAo se lem encontrado dilliculda-
des na pralica de 20 anuos.
Mas dis-c o nobre ministro : Nao concordei cm
queo projcclo ea emenda do nobre senador pela Ba-
bia fo-sem rommissAo, porque tenho csludado a
materia, e ella j foi largamente discutida na cma-
ra dos Srs. deputados. ii Tambem, Sr. presidente,
peco lieenea S. Exc, para diter-llie que, se esluda lu-
do, romo esludou islo, enlAo nao estuda bem. Mas
nao he assim, o nobre minislro estuda hem, e a pro-
va he o projedn de hypolhecas.
O nnlirc ministro 11A i podia esludar a reforma ju-
diciaria c este projecto, em razAo de suas oreupa-
ees, porque na verdade S. Exc. alo he daquelles
nambuco, do Rio de Janeiro oque q'ior he ter o i que inandam o seu Irabalbo para a secretaria, nAo
menos trahalho possivel com o processo, ter o seu he daquelles que dizem aos oflicacs: a Faram e
Se S. Exo. entende que a faculdade de julgar lo- lempo livre para cuidar de scus negocios ; porque
das as causas pude Irazor exersso de Irabalbo aos
membros do tribunal, pdeenlao modificar a emen-
da que nundei, c restringir a jurisdiccAo a cortos e
determinados casos. Se S. Exc. pensa que os Iriliu-
naes lem necessidade de accelerar os julgamenlos, a
emenda autorisa qualquer modiGcacAo neste senlido
na primeira e na segunda inslancia, e para comple-
mento eleva as aleadas de ambas. Assim, as causas
commerciaes s*rao decididas p?los pare", lodas as
quesles praticiH levanto o ennhodos conliecimenlos
Sr. presidente, V. Exc. sabe por experiencia muilo
longa quanto cusa a ver autos, islo a quem est
acoslumado, o que far ao negociante. Pois acre-
ditar alguem que um negociante que sabe s 5 horas
da tar.lcdo seu commercio, e vai janlar, se entrete-
na imite a ver autos i' Todos nos sabemos quanto
essa leitiira he desagradavel, diga-o o nobre minis-
lro quando foi juiz do civel. O negociante na ha
de entregar islo a aleum jurisconsulto sen amizn,
011 a algum advocado, ou enl.m ha de louvar-e in-
mandeni para cu assignar.11 Mas o nobre minislro
quiz di-lingiiir-se de seus collcgas, que na verdade
lem sido una desgraca a este respeilo, quiz amuii-
loar reformas sobre reformas a troxc-mxc, e cnlao
o que fez ? O que temos vislo.
Reformas nao se improvisara, mens senhores, nAo
se fazem altcraccs n'uma legislaeansem urna collec-
cao de fados taes que se possa dizer ao corpo legis-
lativo : n A experiencia apoia esta reforma, aqui es-
sim dizer um projecto alias impurlantissimo no seu
primeiro artigo.
Agora diga-me o nobre ministro, no caso que pas-
se, como ha de passar, esla reforma que estamos
disculindo, quaes as vanlagens que resultarAo para
o commercio ? Resultar um Irabalbo insano, se
esses commerciantes- quizercm trabalhar, mas nAo
bao de trabalhar ; lodo o Irabalbo como cuja disse,
ha de recahir sobre os juizes lellrados, sobre os
membros das relaees que vAo fazer parle desses Iri-
hunaes. Mu 01, senhores, nAo he islo al Iludir o
publico?
Ja demonstre! que s um juiz he que ha de dtei-
dir das causas, porque os juizes commercianles bao
de adoptar sem mais exame a opiniAo do companhei-
ro letrado relator da seccAo ; e cnlao, senhores, que
differenca ha eulre o tribunal de I" e de 2a instan-
cia ? Podem assim ter as decisoes o cunho de justica
que tcm aquellas que s3o proferidas depois do mais
maduro exame por cinco magistrados, homens de
direilo, homens praticos encanecidos 110 servido ?
Portanto nenliuma garanta vem a ler o commercio
com esses Iribunacs de 2a instancia Pelo contrario.
asdecisOes nAo IcrAo o mesmo cunho de certeza c de
juslica.
Pelas dscusscs da cmara dos Srs. deputados,
creio, se nAo me engao, que o nobre ministro len-
eiona dar aos tribuuaes do coinmercio os raesmos
dislriclos que tein as relaees ; por consequencia o
tribunal do commercio da corte, composlo de tijui-
zes commercianles, e 3 logados, vai Icr por dislriclo
Rio de Janeiro, S. Paulo, Minas, Sania ti itharina.
Rio Orando do Sul. (ioyaz e Matlo-rosso. Ora, Sr.
presidente, eu desejraque V. Exc, se podesse, me
dissesse o seguinte : vem as causas d todasessas pro-
vincias, sao distribuidas por tres membros do tribu-
nal, dous commercianles e um togado ; quanto lem-
po ser necessario para revc-las, ainda mesmo que
os juizes commercianles nAo as examinera, esedei-
xem levar pela opiniAo de juiz togado ?
V. Exc. que he magistrado, que est com os livros
no 111A0, diga-mc que lempo gasta o magistrado pa-
ra examinar da primeira ultima linha, o magistra-
do encanecido no servios), bomem pralico ? Leva as
vezes dias ; pe os autos de parte, pois que fica s
vezes duvidoso, sobretodo quando a prova he forle
de parte a parle, quando a queslohe de direilo. Que
lempo nao ha de levar ura juiz commercanle se
qnizer esludar ? Se naoquizer, se quizer esperar pe-
la decisAo do juiz letrado, diz : J os vi. Vejam
o lempo que se hao de demorar os processos, se po-
de comparar-se com o que se gasta as relaees. Nem
pelo lado da celcridade o nobre minislro gauha na-
da, excepto se su um magistrado examinar os autos,
excepto se os juizes commercianles disserem aos ma-
gistrados : Ns volamos pelo que vs quizer-
dcs.
Sr. presidente, cu nao posso mais continuar, cslou
fatigado ; mas nao era possivel que nao dissesse duas
patarras sobre este projecto, ainda que podia dis-
pensar-me disso porque ello foi combalido da ma-
neira a mais victoriosa pelo nobre senador pela Ba-
bia. Admira que esta queslao tAo importante seja
assim abandonada, lie para ella que eu 1 llamara a
pralica desses ancious respeilaveis que cu repulo
mena mostrea ; era agora, senhores, que essas vozes
deviam rgucr-se, ou para virem em auxilio das mi-
nhas humildes ideas, ou das do minislro.
Eu ao menos sigo as pisadas de um magistrado
distinelo pela suainlclligencia, pralica e probidudc,
emtimon, magistrado de l instancia, lira omapoio;
e o nobre minislro da justara a quem leve, quem o
apoiou? Quem suslenlou o seu projcclo ? O nobre se-
nador por Minas tambem com a sua pralica, alila-
menlo e instruccAo victoriosamente combaten o pro-
jecto. E quem o suslenlou ? Conlaram s cora o no-
bre ministro, licuara 111-o s, o que me faz crer que
o nohrc ministro est em minora por causa daqucl-
le prnjeclo que Ihe Irania mullos adversarios. Eu
digo-lhc islo para sen bem, para seu governo, para
tirar de sobre-aviso. Pois bem, he urna discussAo
imporlanlissima, de grande alcance, embora alguns o
nAo cnxergucn, e Pinguen abre a bocea Ninguem
sustenta o projcclo, o peso lodo cabe sobre o nobre
minislro.
Sr. presidente, voto contra o projecto, nAoenxcrgo
nelle senao males, senao inconvenientes e ncnbum
beneficio ; nAo ha amas razo plausivel que o sus-
tente, nao digo poderosa. He um projecto que pro-
loos fados. He assim que vejopraticar-se emou- I va bem o que disse o nobre senador pela Bahia.que
Iros paizes, he por meio de urna BRtafistJea a maje a-' prova maita preoipilncAo e nenbum esludo, nenhum
exame, que se funda s cm mera condescendencia,
nos desejos de se agradar ao corpu de commercio da
corle.
Julgada discutida a materia he approvado o artigo
do projecto:
Entra cm discussao o arl. 2."
Fallam os Srs. Tosa, Nabuco c D. Manoel, c nAo
havendo mais quem peca a palavra, jalga-se discu-
tida a materia, c approva-se o arl. 2.
Dada a hora, o presidente designa a orden) do dia
e levanta a sessao.
31.
Lida e approvada saetada antecdanle, o primei-
ro secretario d.i eonla do seguinte expediente:
Um oflicio da cmara dos deputados, em que par-
ticipa que aquella cmara adopta, e vai dirigir
sanerjo, a proposito do senado que autorisa o go-
verno para alterar a tabella que regula o quanlila-
tivo das estillas das sepulturas, e o piten dos cai-
xes, vehculos decouduccao dos cadveres, servico
dos cnlerros, eleFica o senado inlcirado.
Tres represenlaees dos moradores da villa da
Barbalba, dos do municipio da villa dos Milagros, e
dos da villa doJardim, da comarca do Cralo, na pro-
vincia dol'.ear, em que pedem se d andamento ao
projecto apresenlado pelo Sr. senador Alencar,
creando urna provincia nova com a denominarAo
do Carirj. A' coramiAo de eslatstira.
Os Srs. senadores Rodrigues Torres c Miranda Ri-
beiro participara 11A0 poderem comparecer presen-
te sessAo.
O Prndente declara que se vai proceder nomca-
cAo da deputarAo que tem de ir comprimentar a S.
M. o Imperador pelo anniversario do sen feliz con-
sorcio, e sahem eleilos os Srs.: viscun le de Abiantes,
Alencar, Paula Pessoa, Vergueiro, Fernandes Cha-
ves. Soares de Souza, Angelo Muniz, I). Mauoel,
Souza Ramos, Moutczuma, Viveiros, Baplisla de
Oliveira, Hollanda e Olivera Coutinbo.
Proredo-se ao sorteio da dcpulacAo que tem de
receber o Sr. ministro dos negocios da Justina, e sa-
licm eleilos os Srs. : Cunha Vasconcellos, Angelo
Muniz e Mendes dos Sanios.
Consta acbar-se na anle-camara o ministro dos ne-
gocios de jusliet.he inlroduzido com as formalidades
do eslylo, e loma asscnlo.
Passando-sc ordem do dia, conlina a segunda
discussAo do arl. 3 da proposito da cmara dos de-
putados sobre a reforma dos Irihunaes do commer-
cio.
Disculido o artigo, posto volajao, he approvado,
bem como o i, assim como o projecto para passar 11
ultima discussao.
Soguc-se a primeira discussao do projecto vindo da
cmara dos deputados sobre a 1 abolla dos vencimen-
los dos lenles do curso jurdico e dos de medicina ;
passa segunda, o alinal he approvada para passar
(erceira.
O Sr. Manoel Felizardo requer a dispensa do
intersticio pava cntrarcm em ullimadiscussau os pro-
jectos sobre a reforma dos tribunaes edos vencimen-
tosdns lenles, c assim se vence.
Psssa primeira discus ma cmara, mandando pagar ao padre Leonardo
Anlunes Mcira Henriques o que se Ihe deve de seus
vencimentus como vigario geral do bispado de Per-
nambuco.
Fica a discussAo adiada por nao liaver casa para
velar-se.
O Prndente designa a ordem do dia e levanla a
sesso :
1" de setembre. -^
As onze horas da manhiia procede-se chamada
e verifica-se nAo haver numero legal para formar ca-
sa ; o presidente declara que, nao nbslante, se ia
proceder nomcacao da dcpulacAo que lem de apre-
sentar sanccAo imperial o projecto de lei de orca-
menlo, e o sobre a reforma dos Iribunacs do com-
mercio, bem como pedir a S. M. o Imperador se
digne designar o dia, hora, c lugar para o encerra-
menlo da presente sessAo da asscmbla geral. e sa-
hiram cleilor os Srs. Johim, Lopes Gama, Visconde
de Olinda, Pimenla Bueno, Mendes dos Sanios, Fer-
nandes Ch.-nes c Paula Pessoa.
Findo o sorlein da deputacAo verifica-se haver nu-
mero sufliciiule dos Srs. senadores, abro-so a sessao
l-sc e approva-se a acia da anterior.
O 1 Secretario d conta do seguinte expediente:
Um oiltei.i do secretario da cmara dos deputados
em que participa que a mesma enmara, adoplou e
vai dirigir sanccAo imperial as emendas feilas pe-
lo senado proposicto daquella cmara creando
urna nova freguezia nesla cidade, qual servir
provisoriamente de matriz rapelln de Santo Anto-
nio dos Pobies.Fica o senado inlcirado.
Oulro do mesmo Krclario, tacompanhando a se-
gninle resolurAo:
a Art. I.o Tem direilo a serem reformados, em
conformla te da lei 11. 602 do 19 de selembro e do
decreto n. 722 de 25 denulubro de 1850, os ofliciaes
da guarda pilicial das provincias do Para e do Ama-
zonas que nAo livercm sido contemplados na orga-
nisarao da guarda nacional das mesmas provincias,
o Art. 2." Ficam revogadas as disposic,Ses em
contrario.
cr Paco da cmara dos deputados, em 31 de agos-
to de 1851.Vitconde de iaepeitdy, presidente.
Francitco de Paula Candido, Io secretario.Fran-
cisco .Xacier Paet Brrelo, 9o secretario. 11
ORDEM DO DIA.
Seguem-se as terceiras discusses das proposices
da cmara dos deputados, e sAo approvadas, e re-
mellidas sanccAo imperial, approvando as pensos
concedidas .10 1 lenle Antonio Jos Pereira Leal,
ao coronel da guarda nacional do Rio Grande de S.
Pedro Manoel Adolpho CharAo, e D. Marianna Fi-
lippa de Assis, viuva de Francisco de Assis de Azo-
rado Couliulio; aulorisando o governo para transfe-
rir para o corpo de engenheiros na qualidade de alfe-
resoalumnooguarda-roarinha Antonio da Costa Bar-
ros Velloso; approvando as tabellas dos vencimenlos
dos lentes do direilo c das escolas de medicina ; e o
projecto de lei reformando os Irihunaes do com-
mercio. ^
Tem lugar a I* discussao, adiada em 28 de agos-
to, da proposicAo da cmara dos deputados, aulori-
sando a cmara municipal da corle a encorporar
urna companbia para abrir e alargar a ra do Cano
al o largo do Paro.
O Sr. '--ronde de Olinda manda mesa, e lie
apoiado, o seguintc requerimenlo :
Requeirn o adiamento al que seja apresenlado
o plano da obra com os clculos das despezas que
se bao de fazer, e dos lucros que podero resultar
desta obra.
Em o 1 de selembro de 1854.I itconde de
Olinda.
Julga-se disculido c nAo he approvado.
Conlina a Ia discussao da proposirao. approva-
se para pas-ar a 2', cm que entra immedialameuie.
SAo por sua ordem approvados os arls. 1, 2,
3,e l.
Ao 5o manda mesa o Sr. Souza Ramos a seguin-
te emenda, que he apoiada :
o Em vez deal o valor de suas propriedades,
diga-secm proporcao do valor de suas proprieda-
des.Souza fiamos.
Posla a enlatan a emenda, he rejeilada, passando
poroui o artigo, bem como o ti", 7'. S", 9o, 10, II.
e 12, para entrar a proposirao em ultima discussAo.
Continua a 2a discussao, adiada em 22 de agosto,
da proposicAo da cmara dos deputados approvando
a pensAo concedida viscondessa de Laguna, rom
urna emenda do Sr. Lopes Gama apoiada no mesmo
dia.
O Sr. /jipes Gama requer rclirar a sua emenda
ao que annue o senado.
Julga-se discutida, he approvada a proposicAo c
passa a 3* discussao.
O mesmo Sr. senador requer a dispensa do in-
tersticio para entrar esla pcnsAo em ultima discussao
na seguinle-scssan ; he approvada.
Scgue-seii 1 discussAo da proposicAo da cmara
dos deputados que autorisa o governo para conceder
caria de naluralisacAo 10 padre Joaquim Ferreira
dos Sanios c oulros.
Fica a discussao adiada por Ufa haver casa para
se volar.
O Sr. I" Secretario U um ollicio do ministro dos
nenocios do imperio, em que participa que S. M. o
Imperador recebe no dia I a dcpulacAo de que Irala
o ollicio do senado de 31 do crrenle, no paco da ci-
dade. t I hera da tarde.Fica o senado inlcirado.
O Presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessAo.
Dia 2
Lida e approvada a aola da anteceden le, o 1." se-
cretario aprsenla as angninle memorias, remelli-
das pelo cnsul pral 1I0 Brasil na Prassia : Contra
a emieraoto para o Peni: Esforro; e medidas do
:ovorno franrez para afilar que os emigrados alie- penna no mesmo liquido, tilillar-sc-llie-ha
mAcs que se pem a raniinho para os Estados-Uni-
dos passem para a Argelia ; Golpe de vista syilema-
lico sobre os animaos do Brasil c oulros.
.Manda-o para a secretaria.
ORDEM DO DIA.
licam por sua ordem approvadas em 3a discussAo
para serem remanidas sanela imperial, as segra-
les proposc.es da cmara dos deputados : appro-
vando as pensos concedidas a viscondessa da La-
guna e a Lu/. Gomes da Cuntu, a jabilirito con-
cedida aoDr. Aolonio Mara de Miranda e Caslro.
ao lugar de lente substituto da faculdade de medi-
cina i)esla cene ; e em primeira e segunda disen-
slo, para passarem lerceira, as proposices da
mesma caraira approvando as posenladoris con-
cedidas an desemnargador da relaeAo de Pernambu-
co PedroTtodrignes Fernandes Chaves, ao hachare!
Luiz Paulino da Cosa Lobo no lugar de juiz de di-
reilo da comarca de Marvlfo. e ao Jola de direlt
Joaquim Jos Pacheco ; aulorisando o governo a
conceder carta de naluralisacAo de ridadAo hraal
leiro ao subdito porluguez o padre Joaquim Fer-
reira dos Santos c oulros; a mandar pagar ao padre
Leonardo Antones Mcira Henriques o que se Ihe
dever da congrua vencida como vigario geral do
bispado de Pernamhueo ; e approvando a concessAo
4a do subsidio mensal de 500$ a que se refere o de-
creto n. I06G de 13 de novembro de 1852 pela con-
dcelo das malas do corrcio enlre esta corle e a ci-
dade de Sanios.
Reqiier-se e o senado approva a dispensa de in-
tersticio das tres ultimas proposices.
Esgolada a ordem do dia, o presidente designa a
do seguinte e levanta a sessAo.
MEDIDAS PREVENTIVAS CONTRA O CHOLE-
RA-MORBUS.
A academia imperial de medicina oceupou-se na
sua ultima reunan rom a queslAo relativa as medi-
das mais apropriadas para evitar o desenvolvimenlo
do cholera-morhus asitico. O interesse geral desta
queslAo na actualidade foi altamente sentido por
muitas pe'soas que n.to pcrlencendo academia
Toram assislir a discussAo de-la nesse dia, contndo-
se entre elles notabilidades de alta distinccAo, taes
como senadores, deputados, conselheiros de esta-
llo, etc.
Nessa discussao o Sr. Di. Lallemanl fez sentir
necessidade de rigorosas quarenlenas nAo limitadas a
pequeo lempo, salvas as devidas attenres -tos na-
vios que tenham feito urna longa viagem,' e tocn na
necessidade de Iratar-sc quanto antes do melhura-
mento do oslado hygienico desla cidade, indicando
para esle fim varias providencias.
O Dr. De-Simoni, concordando com oSr. Dr. Lal-
lemanl relativamente necessidadedaa quarenlenas.
com as devidas modificaces, fez aentir a pouca
confianza que linha uesse meio sanitario, quando
elle fosse elfecluado somente dentro do porto, esla-
belecendo-se as quarenlenas dentro da barra, e nao
fra della em algumas das ilhas, como elle julgaria
mais seguro em razao de haver demonstrado a obser-
varan que o cholcra-raorbus pode lambem commu-
nicar-se por transportes dos miasmas que o produ-
zem effccluado pelas correntes dos ventos ; cuidan-
do-se de collocar os navios cm lugar donde os ven-
ios predominantes, c principalmente o de virado,
nAo trouxesse sobre a cidade esses miasmas, ou qual-
quer oulra que seja a cansa morbfica.
O Sr. Dr. Paula Candido tratou dos modos peto-
quaes o cholera asitico rostuma propagar-sc segons
do a observacao. recouhecendo elle 110 seu discurso
como laes : t., o contagio ou transporte e cominu-
iiicaeo por individuos dellc aneciados, ou por na-
vios e ontros objectos infeccionados da causa qoe o
produz; 2.", por urna rorrenle atinosphcrica que
opera a Iran-lacao da dita causa de um lugar para
oulro ; 3., por urna serie de causas e circunstancias
incalculaveis, taes quaes os fluidos imponderaveis, e
as condires das localidades. Quanlo ao primeiro
desles Iras modos elle declaran que nSo admilte o
contagio segundo a accepcAo ordinariamente dada a
esle vocabulo. mas rccouliecc haver casos cm que
a communicacAn da molestia de individuo a indivi-
duo, e transporte della de um lugar para oulro por
meio de individuos della afleclados he iiinegavel ;
mas discrepa na sua opiniAo quanlo ao modo porque
islo pode effectoar-sc. e quanlo aos meios preventi-
vos a empregar-se. Derlarou que logo que he reco-
nhecido que o rholera-morhus podo ser Iraosporla-
do e communicado de um lugar para oulro indepen-
denlemenle das communicares dos navios, pessoas
e objectos a elles pcrlencenles. considera carne de
pouca utilidadec dr nenhum ctleilo o meio preven-
tivo das quarenlenas, e confia somente na dcslraic.Ao
do principio causador da molestia, ntacando-se a
esla com meios chmeos proprios para esse fim, em-
pregados a bordo dos navios qoe a possam trazer de
oulro paiz, purilicando-se esses navios com estes
meios, os quaes, segundo elle esl persuadido, 11A0
sAo os geralmenle empregados como desinfectantes,
mas oulrosque elle reservou se a expender na prxi-
ma futura sessAo, nao pudendo elle continuar o seu
discurso cm razAo de haver ueste lactante sido cha-
mado por ordem de S. Ex. o Sr. ministro dos nego-
cios do imperio para ohjecto urgente do servido pu-
blico.
A queslAo licou adiada para a sessAo scguinla, que
deyc ler logar extraordinariamente na prxima
quinla-feira 5 do correle, ao meio dia em ponto.
(Jornal do Commercio do Rio).
-...... agargan-
la ato tancar 11A0 somente o vomitorio, mas lambem
ai materias serosas comidas no estomago,
o i"|ui '""n exil0 lie quasi aaaapea completo,
i orein se a medicaco preeedenle nAo Irouxer resul-
tado eensivelmenle salisfactnrio, se os vmitos e as
dijecces conlmuarem, se a pelle estriar, se os olhos
se encovaren!, se as caimbras pparecerem. se o
pulso diminuir lornando-se mais rpido, e perigo he
exlremo, o deve-se lolar por alguna irutanles com a
maior energa.
O doenle despir-ee-lia do sen ultimo falo, e no
corpo todo se Ihe pora urna frecflo mu violenta,
com a seguinte mistura: essencia de terebentina,
meia libra ; alcool alcanforado, meia libra ; essen-
cia de horlelAa-pimenle, meia onca ; essencia de
cravn da India, duas oilavas ; essencia de pmenta
Cayena, duas oavae. Depois desla frieran liquida
far-se-ha hnmediaUmenle urna segunda aecca, com
orna mistara de tres partes de amido e de urna de
p de cineHa. Einbrulhar-se-ha de novo o doente
em 'cobertores de Lia. applicando-se-llie grandes si-
napismos nos bracos e lias pernas.
Conlinuam-se as bebidas estimulantes, perm sem
ludano. Desic momento em (liante lorna-se esta
suhslancia um veneno quo determina urna reaccjlo
falsa eom symptomas cerebraes que aeabam de urna
maneira fatal. Teodo-se a felioidadn de obter a
reacc,ao, se o docnle se aquecer, tirar-se-lhe-ha pou-
co e pouco os cobertores que Ihe consenam o corpo
em urna temperatura mu elevada, dar-se-Ihc-ba
limonada, applieando-se-lho chumaros, de agua se-
dativa ou de^vinagre alcanforado na lala e na nu-
ca, o se tratara de reparar o mais rpidamente
possivel as Torcas dando-se-Ihe algumas colheres de
ealdo, e de tempo em lempo meio dedo de vioho
brancosecco.
Se pelo contrario os symplomas aug;menlarem e
o pulso desapparecer, o cholenco esta irremissivol-
mente perdido. Accresccntemos j qc e este triste
resultado he sempre urna mu rara excet-cio.
Em resumo, dcixando de parle as recommenda-
c.ocs hygienicas conhecidas de lodos, e com lado
repruduzdas como lugares commuiis fastidiosos em
lodas as in sobre o cholera, chamo com lodas as lainhas forras
a alinelo para os preceilos segrales:
I." aliar conbecer em lempo a epidemia cho-
lenca, a diarrha que distingue a invaaan da mo-
lestia.
2." Ter sempre ao alcance os remedios moi sim-
ple que acabo de indicar, os quaes .na imnensa
maioria dos casos IriumpharAo facilme>nte de mal.
3. Estar bem compenetrado desla vrdad, que
da rapidez ou da demora dos primeiros soccorros
depende a vida ou a morle do doente.
tCourrirr des Etrats Vmt.)
(Idrm.)
~
O CHOI.ERA-MORBS.
(InstruccAo' popular.}
Apezar dos numerosos escriptos qoe tcm appare-
cido sobre o cholera-morbos, o que sabemos relati-
vamente causa desse llagedlo e da sua essencia re-
duz-se a nada.
O que sabemos do sen (ralamenlo, quando se dei-
xa i molo-lia o tempo da se desenvolver com ose-
quilo completo dos seusterriveis symplomas lambem
se reduz a nada. Dcver-se-ha concluir dahi que
em presenta de um flagello que lodos os annos se
torna mais amearador, a medicina he inlciramente
impotente ? NAo, de certo, e sustento, pelo contra-
rio, que o cholera he urna das molestias contra as
quaes a arle de curar mais incontcslavelmenle ma-
nifesla o seu poder.
O perigo de cholera consiste na espantosa rapidez
da sua marcha, em nlgomas horas faz o que oulras
molestias violentas fazem em alguna dias, de modo
que o ponto principal do Iratamenln consiste na
opportonidade 011 antes na promplidAo da sua appli-
eacAo.
Se o individuo atacado de urna violenta hemor-
rhagia, de urna ferida arterial, por excmplo, deixar
passar algumas horas sem recorrer aos soccorros da
arte, a sua morle ser cerla : porm se quando ap-
parecerem as primeiras godas de sangue o medico
se apresenlar, a vida do ferido salvar-se-ha segura-
mente. Pois hem, esta compararan applica-sc ao
cholera com a maior propriedade ; se logo dopois da
primeira diarrha cholericaos soccorros forem admi-
nistrados com inteiligencia, 10 era 20 vezes se con-
jurar o mal; porm, se para proceder rom algu-
ma energa se esperar que o doenle fique exhaurido
pela dijeecilo cholenca, se se esperar o perodo da
cyanose a/ular das unhas), das caimbras, do esfra-
raento e oiirugamento da pelle, da difliculdade na
transpiracAo e da insensibilidade do pulso, a presen-
a do medico lorna-se intciramenlc intil; o doenle
esl votado a urna morle quasi certa, e se por mila-
gro escapar, d grarns a Dos, sua conslitucAo, ao
acaso, a ludo quanlo Ihe aprcuver, a excepcAo dos
remedios que ihe foram administrados.
Tenho assistido desde 1832 a doze epidemias de
cholera, c as reflexes que precedem, bem como os
preceilos que se seguem sao baseados em alguna mi-
niares de observaces.
Peco pois ao leilor qne rae conceda alguns miun-
tos re atleiicao, ese se compenetrar hem doque vai
ler, alianeo-lbe que licani quanlo ao Iratamculo do
cholera lao adiantado como o nielhod. mais experi-
mentado.
Os casos de cholera fulminantes sao comparativa-
mente mu raros; comludo tenho vislo alguns; sendo
porm essencialmcnte mortferos, mencioiia-los-hci
smenle por memoria.
Dezenove vezes em vinle o cholera, durante algu-
mas horas, s vezes durante mesmo alguns dias, he
precedido de diarrha.
Emquanlo esla diarrha for moderada, cmquanto
a malcra evacuada for grossa e de cor escura, em-
quanlo se limitar a cinco 011 seis evacuantes por dia,
nAo deve causar uslo algum aquelle que della for
atacado, e o nico rgimen a seguir deve consistir
em urna almentacAo menos abundante do que a or-
dinaria, leve e refrigerante.
Porm se o numero das evacuaces augmentar, c
sohreludo se a sua consistencia diminuir, Ule he, se
a malera evacuada for mais aquosa, convm faze-la
parar. Conseguir-se-ha isto quasi sempre lomndo-
se urna iiiji'eca') d'agua moma, na qual se dissolver
a quantidade de urna colber da clu de amido com
adibrAo de algumas goltas de ludano de 2 a 12, se-
cundo a idade 011 a forca dos doenles. Beher-se-ha
cha de borlelAa-pimenla, ligeiramenlc estimulado
por urna colber de agurdenle de boa qualidade, e
aroinatisadacora algum. 1- gollasde tintura de ranel-
la, continuaran do rgimen leve; e se 11A0 houver
appetilc nAo se lomar por Mmenlo senAo caldo de
carne de vacca, ou sopas magras de arroz, sag, ou
pao torrado (nunca dieta absoluta.)
Se apezar dessas primeiras prcrauces, continua-
ren! as evacuaces ; se apparecer una, urna ao,
quasi completamente aquosa, semelbante agna
luna, a decocc.no de arroz ou ao cha levemente mis-
turado com Icile, podc-se allirmar que appareceu
o verdadeirosymploma cholenco.
Desde este momento lorna-se fatal a mais peque-
a imprudencia.
Desde este momento, anda que o doente nAo ex-
perimente neiibuina sensarAo penosa, ueuhum in-
commodo, nenliuma alinelo 110 pulso ou na sua
forca muscular, nao dcixa por isso de eslar sol a in-
fluencia do cholera, c deve-se lular contra o mal,
como se da primeira vezlivesscm rebeulado ao mesmo
lempo lodos os symplomas cholencos.
Devern lomar, de hora em hora, urna injcccAo se-
melliante a que cima iiidiquei, insistir as infuscs
de horlelaa-pimciita, cmbrulliar-se hem em cober-
tores de ISa, deilar-se c applicar sobre o veulre um
largo sinapismo que conservar al determinar um
ardor moderado.
Se nAo existir a menor undule de laucar, e sea
lingua alo cstiver carrecada. accrescenla'r-se-lia s
infuscs algumas goltas de ludano e de ether de 2
a 11 de cada 11111,1 como para os clvslcres, e procu-
rar-se-lia conciliar o soinno.
Se o mal continuar, se a volitado de lancar se ma-
nifestar, sera misler, sem a menor hesilacAo, admi-
nistrar um forle vomitorio de ipecacuanha, de 12 a
M* grlos, segundo a idade dos doenles, e se o vo-
mitorio nAo produzir efleito, oitn minutos depois da
sua ingesUo, dar-se-hn ao doenle meio copo de
s>-rife doce tepido, e raergolaudn-se a rama de urna
CORRESPONDENCIA DO DIARIO SE
PRNAMBCO.
RIO GRANDE DO NORTE-
Golannlnha 17 de ootubni.
Sempre ouvi dizer ao povo que souhos sAo varie-
dades do juizo ; e aos philosophos, qo e os sonhos
sAo um dos maiores mysleros, o mais delicados se-
gredos da nalureza na architeclura lnrmana ; por-
quanlo, ae o sonho he urna prisao universal dos
sentidos, com que os olhos nao veem, itera os ouvi-
dns ouvera, e assim dos demais -r como he possivel
que sondando vemos sem ver, ouvimoe sem ouvir,
e exercitamos os diversos actos dos nutres sentidos,
como se esliveramos acordados? Muito se tora opi-
nado a esle respeilo; e o melbor de tudo (visto que
os sonhos sao myslcrios.i he que cada ura v so-
iibando sem indagar o como islo ae.mioco ; porque
elle he sempre o que he, embora nAo -.nnhe^amos
a sua natureza. Como qner que seja definido pelo
vulgo, ou pelos philosophos, ha sonho que sao um
anle-corrcio do que lem de acontecer, ou a expli-
carlo do que j acontecen, e cuja razij o al enlAo
n5o pode ser dada. Vou porlanlo refarir-lhe um
sonho que tive, c a definicAo que no m esmo sonho
se me deu.
No domingo passado, a estarn da mirsa explicou
o meu vigario certas passigens da cscriplnra, que
linham anologia com o evangelho dodia: liveco-
cegas por ler de fio a pavio a escriplura sagrada :
era j alta noite, quando peguei da Bi'olia, sacodi-
Ihe o anligo mofo, e mesmo deilado r:m minha li-
poia ia dar comeen a leilura, quando caanulmenle
abri no livro 3. dos Reis cap. 22. e li naneo mais
011 menos o seguinte : Vio o prophela Micheas a
Dos em conselho, assentado em um Ihrono de gran-
de mageslade, assistido das grandes persiraagens das
tres serarrhias dos aojos, e tambera -do diabo.
Confesso-lhe qoe fiquei-me benzendo eso acredi-
lei, porque islo refera um prophela como lesle-
munha de vista. O diabo fazendo parte do conse-
lho de Dos! Irra ir Fez Dos a prop osla (conti-
nua a escriplura) e assim fallou : pelis nju-lieas
de Acab, rei de Israel, e pelas de sua esposa Jeta-
bel, assim como pelas que amitos coosenlem no
reino, tenho resolvido de Ibes tirar a ^iJa e a co-
ra : e porque o eslylo da minha Justina he casti-
gar os reis, e os que Envernara, perniiltindo qoe
sejam engaados, afim de que atgaaa os caminhua da
sua ruina, persuadindo-sc de qne so os meios da
sua conservarlo; quero ouvir do meu conselho a
que pessoa ou pessoas deverei encarregar desla
empreza ?
Ouvida a proposla, respondern! os anjos cada
um a sen modo'us verba hujusmoili, el aliut
aliler:em ultimo lugar falloo o diabo resumida,
substancial e resolutamenteri/o dicipiam illnm :
egrediar, el ero spirilus mendax in ore omnium
prophelarum ejus.Conformou-se Dos com o voto
do demonio; e nAo s Ihe commetleu a empreza,
mas segurou o successo della.Dicipias (disse
Dos) et prwcalebts : egredere, el fac ita. dAl
aqui o que li, niio sem confu-ao.
Ainda nao estou em mira! Por vezes disse eu:
quem me mandn ful linar a escriplura '.' As cousas
sAo para quem devem ser: carradas de razio lem
muilos padres de se entregaren! antes it leilura dos
Myslerios de Parse a mil oulros lomances ;
porque as mentiras desles socegam rnais os seus
esprilos, do que as verdades daquella : arrepen-
di-me mais de urna centena de vezes das cocegas
que Uve de ler a escriplura Cada pala v ra que ia
lendo, era ura novo molivo de admirac o ; e o que
me fez trasbordar de pasmo, foi ler -que Dos se
conformou com o vol do demonio Que m tal pen-
sara Para dar um desafgo no meu espirito, fe-
chi o livro com proposito firme de nunca mais tor-
nar a elle. Neslas e oulras ideas que de Iropel as-
saltavam o meu pensameulo, adormec : ontSo por
sonhos me aehei presente a aquelle conselho; e se
me 11.10 engao, alli se Iralava da redaecdto da acia.
Ja nao eslava alli o Sr. diabo ; elle hnvia sabido,
logo que Dos pronuncian aquella segunda clausu-
la egredere, et fac ita.P ante pe cjlieguei-me a
um dos anjos que me pareceu ser o porteiro daquel-
la divino consistorio, ecoujurando-o em nome de
Dos, perguntei-llie a razo da variediide nos votos
dos anjos ".' Respoodeu-mc que Ihe era vedado ex-
plcar-rae; c so me podia dizer que a diversidade
de opinies nao ceda em menoscabo da sabedoria e
sanlidade de cada um delles. Qual afrazau (pergnnlei
eu), porque se conformoo Dos com o vol do diabo,
desprezando o parecer de tantos anjos ? Respondeu-
me que a prudencia e obrigarao do Senhor Supre-
mo era nAo lomar o ronselbo dos melhorcs, senao
o melhor conseibo; nAo era seguir as razOes dos
grandes, senao as grandes razes ; nao era spmmar
os votos. senAo pesa-Ios: e como o diabo linha vo-
lado melhor que os aojos, por isso se nao confor-
mou Dos com o voto desles, e sim cora o daquelle.
Pcrguulei-Ihe ainda em que consista a raaao da
preferencia do vol do diabo'.' Respondeo-me que
em duas proporces : a 1., do meio com o fim ; a
2., do instrumento com o meio; o que fez o dia-
bo escolhidamenle : proporcionou o meio cora o lian,
porque o fim do conselho era que Aeab fos.se enga-
ado ; e para que o fosse, nao havia meio mais
proposito que mcnlrero-lhe todos os seus conse-
lheiros : proporcionou o instrumento cora o meio, por-
que, para os conselheiros lodos mentirem, nAo ha-
via instrumento mais subid, nem mais accommoda-
do que o inesmo espirito da mentira medido nas
lnguas de lodos ; e sendo o vol do diabo lao me-
dido eom a proposla, lao ajustada com o fim, lAo
proporcionados meios, forca era que Dos o anlc-
pozesse ao de lodos os anjos. Pcrguntci-llie lam-
bem, se eslava bem a Dos apreciar o vol do dia-
bo ? No pensar dos homens (respondeo-me um
anjo) talvez que nao ; mas no pensar de Dos, sim ;
porque olliar para a gerarcliia de qntm voiou, he
querer venerar a pessoa, mas nao acertar o vol ;
por pensarem os homens diuereotemente, beque
a juslica foi banida da face da Ierra, e a desordem
vai ambiciosamente succedendo a Iranquillidadc :
foi esla a razao de estado, porque Dos na aprecia-
cao dos votos nem respeilou a dignidade dos lliro-
nos, nem a nobreza dos principados, nem os litu-
los das dominaces, nem o poder das potestades,
nem o amor dos seraphins, nem a sabedoria dos
eberubins, nem a sanlidade das virtudes, nem a
qualidade dos anjos e archanjos; avaliou o voto
pelo merccmenlu do mesmo vol, e nada mais.
Obram assim os homens'?
Era um pleito (assim proseguio o anjo^ consultara
ura bochare! que s nao Iraz s rostas urna a I bar-
da, porque melteram-lhc na mAo um pergami-
nho : por occasiAo de uina enfermidade I v,to
baler porta de um naden, allanado com uina imi-
quina de fazer defuntos, a que chamara Carteira
horaeopalhira, o qual depois de fingir que ouve
com allencAo a descrpeo da eufcrniidade, desarro-
llia ora ura.ora oulro tubo, de que desenlranhacoin
mil galimauhos s lendeaf que 11A0 podem snpprir a
estupidez do iloutor : Irala-so da cura d'almas,
que miseria que lastima, digna de ser chorada
eternamente .' c la se v debaixo da respritavel so--,
Ulna o amalgama da ignorancia, descaro c am-
birAo ; o chamado padre nao sabe mesmo marcar a
miaga ; o rnamadn vigario trata de celebrar as rais-
sas parochiaes allcrnad.-imenle na matriz, e em al-
gum oratorio privado pelacaridade, que Ihe fazem
os porcioiustas, de alguma quanlin ; este oulro ea-
labelecea nova sotemnidade do baplismo nacan-
loria e com esle inslito rantochao vai prrrebeii-
do avulladas sommas, aquelle recebe pro labore a
congrua do coadjutor, que por mais de nm anno
dcixou de ser ; acola cobre-se oulro rom o brrelo
de Pregador- (melhor fura se ao titulo accresren-
lassemde mentiras c insanias), e applicando ao
serinJo deN. Seiihora passagens do serinAo de San
Martiubii, vai vendendo ao vulgo ignorante umdca-
runrerlado plagio, de que mereci em premio uina
morada uo aljube ; mais alli se aproveila para au-
loridade de polica um individuo que blasona de
abastado, e que na verdade possue os mezas de Ja-
neiro, fevereiro, marco, e dahi al dezembto, resul-
tando ser um mercenario publico, que em todos os
dias se locuplela dos bens dos que infelizmente
*'



V ""gil

OIUIO OE PERMMBUCO, SEXTA FER 27 D OUTUBRO DE 1854
I
88o seus subordinados valendo-se das armas favori-
tasprocesso. orecrularaento ; naquelleoutro lu-
gar est formado o lodoso tribunal do jury que se
curva humilisstm.unente ao po .enlacio quo !.i
sua pollrouavaidirlandflas absoWic.oes dos reos que
asylou, e dos quedo reutro daseadeias Ihe sopplica-
ram uro sorriso ; mas adianto urna assembla pro-
vincial ( que miseravel fatuidade '.) ves aquella
deputado. que teodo por mu turno de fallar, pumei-
raroente fez sobre si o signal ila cruz ? Sabe que,
com quanlo seja um sacerdote, n.1o se benzeu por
ser chrisISo, e sim para saber qual era a sua mao
direila para com ella qeslicular! Vs aquello
outro deputado tao-soberanamente recoslado ? he
um sabieho que n'uma discussao sobre a eslalislica
propoz una queslio ile restiluicjio decocos Vs
assenlado oulro mais para o centro do circulo? he
um depntadn que diego u do reino da Toscana, e que
Pa ostentar eloquencia Irai sempre a mo direila
sobre o estomago 1 -he um individuo que para volar,
pergunta o presidente da assemblca de queni he o
projecto, arligo ou emenda ? todava elle cita seus
1 alins, que sobre seren mal cabidos, sao sem o ado-
bo de alguma outra scicncit Vs aquella autor i-
dade policial Uo cheia de si, quanlo vazia de todos
nssentimenlos de virlnde ? pas sabe que he um in-
dividuo que no lempo da administracao Sarment,
foi dimitilo por incapaz,"o seus feilos, isto he, os
bilhetes e certas que escrevia aos criminosos com
3uem manlioha estrellas relacOes, ficaram registra
os na secretaria da presidencia ad perpetuam re
memoriam. Nem le espantes (coulinuoii o anjo] de
que ob a actual administrado se ronservem anda
autoridades de semelhanle tempera ; ludo he devido
aes mos conaf heiros, e para que o leu presidente
nao estoja emerro de entendimerdo. atisa-o disto.
aqui comprehenders a razAo porque te disse
que aosolhosde Dos nada avulla a gerarchia dos
ronselheiros, s<5 e nicamente ni se aquilata ocon-
selho |j| nutr'ora disse o mais sabio de quantos
homens exi-tiram e bao de existir, Saloman, que
qualro eousas ha no mundo insaciaveis, a primeira
a ira, a segunda a seiuualidade, a lerceira a cubica,
a quarta a ambicio; aira na vinganca, a sensua-
lidade nos prazeres lascivos, a cubija nos bens,
a ambico as honras rom ser tao sabio Sa-
lomilo, nao pode a sua sabedoria abranger ludo,
faltou-lhr prever e accrescenlar a quinta, quo he
certos delegados de polica, sendo ainda para no-
lar-se quo osla quinta cousa insaciavel ahrange em
si as especies das qualro primeiras, de sorte que
deatas qnalro pode existir ama sem outra, mas a
quinta ha de ter precisamente os objectos das qua-
lro,
Perfiunlei-lhe ainda a razio porqae mellior qne
os anjos volou o diabo '.' He de fcil etplicac.ln. res-
pon leu-me o anglico mentor) : a roelhorin nao foi
porque o diabo soubesse mais, nem porque amasse
mais a Dos, nem por ser mais velho nem maismoeo,
e sim porque oobjecto ou materia doconselho era da
prolissAo do diabo. que consiste ein engaar, perver-
ler,perturbar,perseguir,fazer cahir aos homens : se a
proposla fdra como se havia guardar e deffender
Acab, volariam mellior os anjos.por ser de sua profis-
sao guardar, guiar, encaminhar, e defTender os ho-
mens. Pelo que logo que o emprego nao se afinar
com o signo de quem o exerce,ver-se-ha oque na la
provincia se esta vendo. Tenho salisfeilo ao que me
tens peranntado:agora perguolo-te cu, os cullectores
e administradores da tua provincia lem prestadosuas
cenias, e recebido quitarlo dessas conlas preladas
parante as respectivas Ihesourarias'.' Indaga hem
isto, para que no outro conselho, nue tem Dos de
convocar sobre esleimporlanlissimo objecto, nao es-
lejas lio alheio do que houver de decrclar o juizo
de Dos. Acabando assim o anjo, como se cu Ira
algum Jacoh,disse-me|elle Dimitame; jam enim
surgit aurora.Ditas estas palavras,dr.sappaKceu.
No mesmo instante acordei; e pensando sobre o
que em sondo vi e oavi, conheci que taes verdades
so por ora anjo me seriam reveladas. Di gara la ago-
ra que sonhos sao variedades do juizo '. Se eu nao ti-
esse obrigaedes cumprir, e necessidade de ali-
mentar-me.eu qnereria estar sempreouvindo ao anjo.
Adeos. He o seo amigo, etc. A'.
e
r*.
I
f\
COMARCA DE NAZARETH.
24 da oulubro.
Antes de ludo, cumpre manifestar o nosso senti-
mento de gralidAo ao governo imperial, bem como
aos xms. Srs. Snuza Ramos, e actual presidente
da provincia ; a estes por terem proposio, e quel-
le, por 1er creado mais vinle agencias de crrelos,
das qoaes tocou-nos urna, de cuja falta muilo nos
resentamos, como ja Uve oceasiao de mostrar : re-
cebam, pois, o governo e osdous funecionarios ci-
ma mencionados os nossos louvores, por tal benefi-
cio, que vai por-nos em cumiiiuuicaefin directa com
as mais villas e lugares da provincia, livrando-nos
ao mesmo lempo da dependencia da portadores, os
quaes, por bonitos que sao, nSo se satisf.izera s c.im
a paga material, muilns vezes superior ao lenice
prestado ; tambero querem caricias.'
Mais urna snrra Helas horas moras da noile de
16 deste mez, um qudam, morador na yiovoacao de
Tracanhaem, dingndo-se casa de Alrundrina de
tal, tambem all moradora, e lazendo se annunciar
com palavras de paz, cunseguio que a inprudenle
abrase a porta ; e logo que apanhou-sc deulro des-
embaracou de um chicle, que levava ( ou pea, que
est.-Vmais era regra por causa do nt e rrarnou-fNe
urna boa surra, depois do que cor lou-lhe os cabellos
com urna faca bem amolada, ja se sabe, sem o que
sera incmplela a sua obra. O bruto por all anda,
bem desencalmado, celebrando o seu Iriumpho, em
qnadto que sua viciima jaz escondida com medo de
segunda die, e mesmo com vergonha de appareccr
sem
Suas lindas (ancas
Com que os zephiros brincavam !
A proposito de Tracunhaem, parece-me, niln aflir-
mo, que aquelle dislriclo acha-sc abandunado ; por
quanlo, dizem que o supplente, que exercia as func-
efles de subdelegado, cheo de despeilo. por ter sido
nomeado outro para este cargo, nao quer importar-
se com cousa alguma, entretanto que esse outro no-
meado ainda nao lomoo posse.
Sempra dio bem exquisito, que hajam agasta-
mentos por semelhanles lugares que, -i seren bem
desempenludos, polem deixar Irah; llms e com-
prometlimentos; todava, como nao me he dado
duvidar dts boas intanees de quem quer que for,
asenlo que estas veleidades tem so por base o dese-
jo ardente de prestar servicos mSi palria.
Segundo urna carta de Pedras ele Fogo, que tenho
vista, deu-sc all, na larde do quarta-feira ulti-
ma 18}, ora alternado, que enche de a lodos, que nao estao acoslomadoi com semelhanles
scenas de horror!
Achavam-se perlo de cincocnla pessoas, na tarde
cima indicada, nos curraes claquela povnacio,
quandn ouvio-w orna detonado, que deixou a lodos
parificados, parecen lo, lis primeiras vistas, ter sabi-
do dcnlre o metmos circumstantes ; mas, passade
a primeira irapressao, rcconhcceu-se que um tiro
io partido de dalraz da cerca do curral, e que
victimas ja/.iam por Ierra, rovolvendo-se em
seu pKuprio sangue : Berilio de lal, contra quem
dizem fora o tiro disparado directamente, om menor
de K a 10) annos, e mais dos individuos! Berilio
morreu imraedialamente; o menor asseveram ter
morrido mais larde, e os dous uliimos estn com
poucas esperanzas de vida. Alguns dos que presen-
tes estavam anda, perseguiram o assassino a algu-
ma distancia ; irijfi, como eslivessem desarmados,
e Ihe ouvissem as seguintes palavras, proferidas com
o accenlo de escarneo ameacador:'Para que me se-
guem voltaram.
Cumpre que as autoridades lerrilori.ies procedam
com todo o rigor das leis contra quem quer que for
0 autor de tao enorme delicio, em ordem a n.1o Pi-
car elle impone; cumpre que proponlram ao Exm.
sr. presidente da provincia, e ao digno Sr. Dr. che-
fe de polica qoaesquer medidas, qne nSe possam
por si mesmas levar a elTeilo, alim de que aquella
Ierra se olio lorne, como em outro lempo, o Ihea-
Iro de crimes horrendos, e a patria adoptiva dos
assaesinoa mais famosos ; cumpre em Om, que nao
lenham a menor comlempiacjiorom quem lauto de-
p cootra a moralidnde publica e civi isacao tao al-
mejada.
Nada mais direi sobre isto. porque o seo corres-
pondente de Goianna, que tem melhares propor-
Cfles, do que en, para ser bem informado do que oc-
correr, o far com mais vanlagem.
Acaba de apparecer per aqui o liberal Pernam-
bucano de 18 do mei presente, Irazendo urna cor-
respondencia firmada por tm que se diz matulo
oqual, depois de phanlasiar a cimarra n'nm estado
da uenhuma aeguranca ; depois de figurar a polica
entregue a ladro, loucos e asesinos, atira-se ao
eapilao Camisao de urna mancira digna de eslra-
nhar-se!
Eu sou talvez o mais improprio para responder
ao malulo ; todava dir-lhc-hei sempr esta vez por
todas, que se nao esliveesemos acoslamados a ouvir
disprales, se nao presenciassemos acensar vagamen-
te a adminislrarao do Exm. Sr Jos Bento, por lu-
do quanlo ha, al por nao chnver, ou por chuver
de mais ; e sobre ludo, se nSo fo*semos testemunha
"ccular do soeego de qae actualmente i;oza a comar-
ca, cerlo nos assnslariamos por urna pintura tao
madonna ; mas, felizmente, semelhanle eslado s
existe na imaginarao do roiltitu; sendo muito para
sentir, ja que lo versado se rnoslra sobre os des-
mandos do f.iro civil, e das nuloridades de polica,
que nao apresenlassc fados com que comprovasse
suas asserees.
. Outro sim, dir-lhe-hei, que foi demasiadamente
>t injusto para com o Sr. Camiso : ele brioso offieial
nanea quiz, nem Iralou de dar colorido aos feilos
da polica e menos chamon a si influencia, que
nilo ihe eompelisse : sua reputarlo do homem ho-
nesto e de compridor dos seus deveres he illihada, e
nao pode ser mareada pelos bafpjos... da calumnia.
I.einbrai-\ns, Sr. malulo, do lempo em quo chesou
aqui oSr. Cainisao; lembrai-vos de que elle talvez
enchugassu o pranlo de vossa inolher, se a leudes,
pu de vosm irma. lembrai-vci do noilo que fez,
para manulenrao do socego, de que boje, apezar
vosso, gozis, e nao facais com que renegne do
lempo, que aqui passou ; e niio ide envenenar as
poucas hons, que Tarta peno-a e diflicil commis-
tao de que esta encarregado, af.m de deixar-vos o
sueego e descanso, qoe Ihe pagis com invectivas.
Quanlo a recrutamcnlo, s me consta de dous re-
tratas, que Curam para essa capiuil, om acensado pe-
lo proprio innao de ter roubado urna nao pequea
'luantia de dinlieiro a om manhanle, e oalro por
ir tambem roubado 2508 rs. a um iiassageiro no
lugar de Alagea do Carro.
Tambem nao coosla que o poder militar se victo-
ria*** em linianninha. Foi aquella povaacau cerra-
da por mandado do Sr. delegado de Goianna, afim
de caplurar-se o ainavel Boud, o inleressanle F-
lix Bcm-le-vi, e oulros que all tem o seu arraial
[inde ira) e como laes individuos nao eram conhe-
cidos da forra, levou-se para Uoianna alguns. que
se suppoz screm os ditos, e como chegando all re-
conheceu-se nao serem os que se procurava, vieram
para suas casas e nada mais.
J vao apparecendo por aqui seus Perquilnhos
cspalhados por alguin, que, ainda ha pouco, contra
a ordem natural das eousas, se quera fazer patear
por amigo do governo exclusivamente.
At mais ver. Jf
(Caria particular.)
G01AIGA DE PAO D'ALIIO.
25 *e oulubro de 1864.
Nao sei por onde principie a minha tarefa, lal
he a aluviao de noticias, que lenho a olTerecer aos
leitores. Diflicil larea be sem duvida a do corres-
pondente he preciso muita constancia, discenii-
mento, e sobre ludo paciencia para suffrer dicterios
dss pessoas que vos tenho apresenlado cumo cam-
peftes de fmto* glorloiot.
Que seria de. urna comarca, villa ou o quer que
seja. se nao houvesse am correspondente enrarrega-
do de vigiar as aerjoes que fossem de encontr aos
hons coslumese a moralidade publica Dovida-
r.lo os leitores de que uina correspondencia exacta
seja um freio posto a immoralidade.a coriuprao e no
abuso da auloridade do lugar f Basta de cavaco,
vamos ao que importa.
Fallecen I). Sebastiana do Rcgo c Albiiquerque,
m.ii do cnmraandantc superior Francisco do Reg c
Albiiquerque, e foi sepultada na matriz desla villa
depois de feilas as exequias solemnes de que ero
digna. Receba o commandante superior sinceros
senlimentos, filhos de um corceo soflredor de igua-
es penas.....
Diremos com o poeta
, Quando perJe a Ierra om justo
o Canha um anjo o ceo de mais.
Que contraste emquanto o commandante superi-
or jazia mergulhado na mais aguda dor, na villa
dava-se um esplendido janlar por oceasiao de um
pai baptisaiilres filhos, sendo os padrinhos o juiz do
dircilo, o Kmv. Francisco de A'sisSouza Kamos, e
o juiz municipal, sendo sua Exm. scnbora madri-
nh.i de dous dos baptisados ; durou ojanlar al no-
ve e meia horas da noile, sendo este substituido por
um explendido cha.
No dii 22 do correle foi transferida para a sua
capellaS. Therezaque lia dezescis annos esla-
va fra de sua casa, ignoramos a razan desla ausen-
cia ; o acompanhamenlo foi exlraordnerio; na oc-
easiao de entrar a magem a!rearam os are-,s ri-
bombos dos foauctps eauma ladainha presidida pelo
nosso digno coadjutor Francisco de Assis Souza
Ramos, e acompauhada por urna orcbeslra deu lim
a iao_jlo acto. A capella de S. Thereza eslava bs-
tanle estragada, e tudo huje deveraos aos esforcos
religiosos do coadjutor Souza Ramos.
No dia 2il do correnle o lenle coronel l.uurcncu
Cavalcanli de Albuqueriue.delcgado deste termo.den
um janlar pela bolada do engenho Pilribu ; forain
convidadas todas as pessoas gradas da comarca ; e
ue.la oceasiao apresenlou-se um homem com a ida-
de tle nileula anuos, morador nessa comarca do Re-
cite, que vive de mascatear, robusto e jovial como
um rapazola, e o que admira he que nao pudendo
montar a cavado por perlenccr a um balalhAo esta-
cionado aqui na villa de quebrado e andar 10
e mais leguas a pe !'. aiuda nao lhc coube o .sv-
nectus ett morbus.
Tendo de rennir-se o jury dete Icrmo o presiden-
te da provincia ofliciou ao commandanle da forra
volante em Limoeiro, para que no da da abertura
do jury mandasse urna forra para a cadeia ; porem
o tal commandante zangado com Pao d'Alho nao
deu eiimprimenlo as ordens dogoverno ; esperamos
que S. E\c. dar providencias para sustentar a for-
(a moral.
O calor e no seu auge. O nossos dignos vigario e coadjutor
nSo descansara um s moraenlo, sahindo conslanle-
mentepara ungir esacrameular os enfermos: ja cau-
sa espanto !! Felizmente o nosso mu digno juiz
municipal o Dr. Brederode, dotado de um corarlo
extraordinariamente generoso, nos lem soccorridu
com a homeopalhia. e alianr,amos aos leitores, que
as pessoas socorridas pela homeopilhia nao lem
suecumbido, o que nao acontece no caso contrario !!
Nao he s para esta molestia que o nosso amigo se
lem prestado, nao, curou a um homem que soffria
allienarao menlal.salvou ao meslre de msica desla
villa o Sr. Iunocencio da|Cruz Cordeiro, depois de
desengaado, de urna molestia umita seria, e muito
commum no paiz,
A senhora do innocenrio foi dias depois alacada
de aslhma, perora soccorrida pelo Dr. Brederode
esl restabelecida. Seria um nunca acabar, porm
o que mais cnobrece ao nosso Dr. he o nao querer
receber pasamento pelos curativos. Ver o desvelo
com que falla aos doentes, a esperanca qued a es-
tes, e a constancia as visitas, e sobre ludo o desiu-
leresse ; a qualquer hora do dia e da noile que he
procurado nao se nega por mais longe qna esleja o
enfermo continu o Dr. Brederode na carreira en-
celada que os Paudoalhenses afleitos a gralidao ja-
mis erqueceraV servicos desla ordem. Juiz munici-
pal reclo.e cidadao preslimoso eis a sua deviza ; ha
por boje.
A carne foi vendida a oito patacas, a farnha a 300
res a cuia, c mataran) 56 rezes. Por tallar em mor-
te ia-nos esquecendo, qoe a morlalidtde continua
na Gloria, fallo da niorle artificial, e esperamos que
o governo mande para aquella freguesia um bom
destacamento. Saude e palacs.
Jos do Egypt.
I dem. ) .
REPARTIAO DA POLICA.
Parte do da 26 de oulubro.
Illin- e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes hoje recebidas nesla repartirlo, consta (erem
sido presos : a ordem do subdelegado da fregue-
sia de S. Frei Pedro Goocaives, Albino Jos, pardo,
e Jos Gabriel, prelo, por crime le furto, Kmilia
Mara da Conceicao por briga, Jos Antonio, .1' fio
Pereira da Silva e Jos Antonio Cardozo por serem
dezerlores da armada; pela snbdelegaciada freguesia
de S.Jos, Mara Joaquina da Conceicao para cor-
recebo, e pela da freguezia da Boa-Visla a prela Sa-
bina e Belarmina Mara da Conceicao; esta por
desordem, e aquella para averignaces policiaes.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pe na mimen 26 de oulubro de 1854. Illm. e Etm.
Sr. conselheiro Jos Bentc^la Cunha e Figoeiredo,
presidente da provincia de Pemambuco. Ochefe
de polica, Lu: Carlos de Patea Teixeira.
COIMUICADOS
Blearapbla do padre Flllppe Beniclo Barbota.
Os meus versos
Meseparam do vulgo.
O'arfio.
Vistes vos, e communicastes aalgura desses genios
chistosos, meio cmico as vezes ein seo porle e in-
diflerente vestir, que sob aspecto sereno, com pi-
Iherias opporlunas, c grabas discreas adubam gos-
tus.imente a con vers icao, e em uitaiii a companhia ''
Tal era o padre Filippe Bcnicio Barbosa ; de estatu-
ra ordinaria, alvo, rosto comprido, cabello curio e
crespo. Nasceu na cidade do Recife, e baplisnu-se
na igreja malriz do Corpo Sanio no dia 5 de setem-
brode 1722, e foram seus padrinhos Marlinho Joao,
e sua mulher Anna Gomes Pereira. Seus pas Ma-
nuel Barbosa Freir, e sua mulher Igoacia Mara,
nasceram tambem na cidade do Rerife ; e seus avs
paternos Manoel Jacomc, e Custodia Fcrreira, e
maleruos Eslevao Marlins, e Joanna Gonealves erara
naluraes de Portugal.
Tendo Flippe Benicio Barbosa feilo os seus eslu-
dos cora admiravel habilidade e rapidez em Pcr-
nambuco. donde nunca se apartara, seus pas, por
escriptora lavrada pelo labelliao Joo de Oliveira
Braga em 7 deselembro de 1744, lhc lizernm patri-
monio para o estado sacerdotal em orna inorada de
casas de sobrado na ra das l.arangeiras, que edifi-
caran! a sua cusa em chaos que compraran! ao co-
ronel Antonio Gomes Pacheco ; lendo-se na raesma
escriptura, que elles possuiam oulros bens de raiz.
Mas seu pai nao leve o goslo, porque lano a-pira-
va, de Ihe beijar as maos na missa nova, pois mor-
reu em 1746, c Benicio foi ordenado presbylern em
1747 pelo bispo de Pernambiicu D. Frei "Miz de
S. Thereza. Era elle filhn nico vario, e fiel aos dc-
v eres e affeices de filhoe de irmao, permanecen na
companhia da viuva sua mili, e de suasirmas que
nelle acharara sempre desvelado prolector e amigo.
F'oi o padre Filippc Benicio Barbosa oplimo pa-
negerista, mas raramente suba ao pulpito ;* e como
poeta, foi mui celebrado o seu talento improvisador,
e vea salyrica. Entre us que rom elle lomaram or-
dens em 1744 foi um esludanle do termo de S. A li-
tan ;hoje cidade da Vicloria., quc.de unassezAes re-
beldes, eslava incitado e verde, e de porte e physio-
nomia lal, que dava riso. Benicio nao pode resistir
ao impulso deimprovisar-lhe na sacrista, depois da
ordenarlo, esla decima :
Da mais horrenda espes-mra
Das brenhas de Sanio Auliio
Sabio un camal mu
Em forma de crealura.
Quando nem prima tonsura <
Mereca por Sachado,
Menures tem alcancado.
Seja assim, porque se veja,
Qoe esla coruja de igreja
lujuria o nosso eslado.
Achava-se doenle, e pasteando i larde, vio na
banancira de um quintal um formoso cacho, que em
parle lourejava. Desejou comer vando-lhe o amigo quo o acompanhava, que Ihe se-
ria nociva, parou, c iraprovisoii o seguinte .
De bananas cacho adverso,
Conriigo nao quero ligas :
Eslas-ino fazendn ligas ?
Eu hei de fazer-le una verso.
Por um modo bem diverso
Eu sou leu augurado :
Eu j me acho corado,
Tu anda ests na cura;
, Eu por nina dependura,
Porm lu depeudurado.
lio -orinan de umlal pedre, que fra antes donato
franciscano, se desenfadou, e riu cora o seguinte:
SONETO.
Quem na vossa oracao quizor por tacha.
Por ser vosso inimigo, ou ler-vos reclia,
l.m enchacu Ihe nasca na bochexa,
Mais voltas lenba em si que urna atarrarlia.
E quando nao, pegai do Icnlta urna acha,
E na rabota Ihe fa/.ei lal brecha.
Que leve mais de um palmo, ou dous de incida,
lhc tiris do sangue urna borracha.
Quando vos lal fa'zeis sendo machucho,
Que farieis no lempo de muchacho,
Tempo em que vos ainda eris capacho !
Linda a vossa oracan em ludo eu acho ;
Na algibeira a trarei feita carluxo,
Ou p isla no chapeo por meu penacho.
E no travnii menos palha a musa traquina e brin-
cadora de Benicio cora a insigne avareza de cerlo be-
neficiado, grosso proprietario, em um soneto nao
menos original e faceto que o antecedente, segundo
a Iradiccao o qualifica. e o muslram os dous quar-
telos, fragmento que dellc apenas podemos alcan-
zar, e dizem assim :
Quera '! I) Tona real dos pataratas,
Tragada a meia noile de hatina.
Por casa de um, e outro carabina
Encommciidamlu rotulasiiaralas '.'
Tal nao crcio do meslre das chralas,
Dos juros inventor, que a lei crimina,
Revolvendo do chao a suja mina.
Dos olhos arrancando as cataratas.
Talvez algum espirito leve ria e monosprezc a
biographia de um poeta de quem s ha soneto, c
meio, e vinte versos menores, sem interesse ; mas
reluca, que se achara sem razao.
A' insignificancia de interesse, ou ollidade, res-
ponda por nos Vollaire. Le* esprits sages (diz
elle) dan* le tueU ou nous nions, fonl peu 'alten-
iion aiix petits putrages de poetie... Cependant
ren n esl a meprher dan* le* belle* lettre*. el le
gout peut s'exercer proporlion sur le* plus peti-
Is oucrages comme sur U* plu* graiuls. Serem
tao poucos os versos que oflerceemos, he razao que
menos vale ; porque nao he a mollido das obras
que determina o merecimcnlo do autor ; talvez
urna so pequea peca de primor assclla o bom, o jui-
zo, e meslria de quem a compoz. Nao desesperamos
da adiar oulras producciies poticas do unsso patri-
cio, e entre ellas nns versos ao dia 27 de Janeiro,
anniversano da restaurado de Pernamhuco, nos
quaes sobresal!.mi louvores ao grande Joao Fcrnnn-
des Vieira ; (; o que veriflcando-se. podcrAo ac-
crescentar-se aos da prsenle biographia ; mus se
esla se espacasse indefinidamente a espera do lal
adiado, e de algumas informaciies mais, talvez nao
viesse luz; porque o tempo apagara at l de
lodo, as noticias e tradices que ja hoje nos foram
difOciliraas e to diminutas. Quando assim nao
seja, recordem-se dos diversos poetas gregos c ro-
manos de quem a lilteralura apenas conserva res-
peitosa os mues, e de oulros. alm dos nonio.
fragmentos, que s sao conhecidos dos crticos de
prolissAo, e muilo menores que estes que ora apre-
sentamos. Mesmo enlre n, o Florilegio da poe-
sa brasileira, e o Plutarco brasiliiro nAo repetem
os nomes de poetas, e poetisas Pernambucanas, de
alguns dos quaes s indicam urna ou outra obra,
e de oulros nem isto, mas s a tradicciio, e nomeada
de poetas'.'
A' certeza, facilidade c harmona do padre Be-
nicio muslram. (|Ue era grande o uso que ludia de
os fazer ; c os graciosos sarcasmos dos dous uliimos
versos do soneto ao sermo, parecem-nos, alm de
onginaes, de urna siniplcidade bella e feliz ; reve-
la goslo, e esle s nasce da nattireza casada com o
saber. Seria porlauto um proccdimenlo de que se
nao poderia asignar a razao, se, depois de tudo islo,
deixassemns de enllocar o padre Flippe Benicio Bar-
bosa entre os amigos Iliteratos e poetas Pernambu-
canos na vistosa gallera delles, que procuramos ele-
var a provincia.
A honra crea, e fa: a arle e.rrellenle.
Fcrr. I. I. cari. 4.
Antonio Joaquim de Mello.
Misso'es em Barreiros.
Nao tendo al hoje sido vislo as rulumnas desse
seu tao conceituado Diario arligo algum que desse
noticia dos felizes resultados conseguidos nesla villa
pelo muito digno, cRwn. capuchinho Frei Sebns-
liAo, em sua passagem por aqui ; o que se deve atri-
buir nao i falla de zelo dos seus hahilanlcs ; mas sim
ao abando no em que se acha esla villa, grabas a
Taita de cmara municipal e mais funecionarios ad-
ministrativos, pois que desde que para aqu foi a
villa Iransplmiada lem entendido os voleadores 'por
serem todos d'Agua-Prcla, j que nada devem obrar
era Barreiros para ver se desl'arlc consegucm seus
lins ; concorrendo muito para isto a falla de um
correspondente, que imitac/iodas demais villas, e lu-
garejos v fazendo apparecer semelhanles cousas :
cu apezar da deficiencia de luzes, para o poder hem
desenvolver, vnu rogar-lhes a insercilo do prsenle
comraunicado, cujo lira he nicamente fazer sentir ao
publico os elletos das Ssiilas Missoes apostlicas,
de que foi orgAo nesla villa o dilo Rvm. Frei Sebas-
liSo, cuja vida verdaderamente santa, iinindo o
exemplo e obras, s palavras he um vivo estandarte
da religiao de Jess Cbri-lo. Chegou aqui esse san-
to misionario em o din 16 de selemhro p. p. lendo
vindo dessa cidade embarcado, c desde o lugar deno-
minado Vanea de Una, al ao entrar nesla villa ro
encontrando grande multidaodc povo, que cm jan-
gadas, canoas c barraras o io, em companhia do
Rvm. vigario eoutras muitas pessoas de dislincTio,
receber e buscar, ao soin de tiros ( cosluine do malo
por signal de revosijo )e logo no dia.seguinte abri
as missoes que duraram por espaco de 15 dias, sendo
muilo concurridas a poni de se a\aliar sel exage-
raran o povo, que o ansia, em mais. de seis mil pes-
soas de os ambos sexos, e de lodos as idades, o con-
dcc,6es; e foi tal oinlhusiasmopor elle incullido no
povo, que alem de grandes servicos pelo mesmo po-
vo prestados na obra da igreja da malriz nova, que
Tora derribada pela extraordinaria dieia de junlio
deste anno. e que se pode avahar em mais de um
cont de reis, houvcram bstanles esmolas em di-
nheiro e malcriacs para a mesma malriz, e ainda
hoje a areia para semelhanle obra he car regada pe-
las m utlieres des: a villa, que esquecendo posicoes, se
prestara a esse carregamenlo, comojaoshomensoha-
viam feilo com innmera quantidade de pedras ele.
etc. Ora alem desles bens mixtos, resullaram ou-
lros muilos puramente raoraes, espiriluaes, como
fossem 134 casamenlos de amancebados, alem de ou-
lros que se vAo ainda realisando ; a separarlo de
muilos desles, que linham empedimenlos para se re-
ceberem em matrimonio ; mais de 100 baplisados,
entrando neste numero alguns de adultos com 16,20
e mais anoos ; pcrlode milcomfissiies ; eo sproposilo
firme em que eslao muitas familias de conlinoarcm
na de\ ocAo do SS. Rosario, e coraran de Mara. Na
verdade he admiravel, he bello, he arrebatador o
zelo apostlico de que se acha possuido o Rvm.
Frei Sebastian que no seu calherismo, on explica-
rAodo evaugelho nada dcixa a desejar, e lie sobre-
maneira agradnvel ver-se o respeilo de que nosso po-
vo o cirrumda, convencendo-sc, sem duvida, de que
esse sanio horacm veio mandado por Dos para ar-
rebatar suas almas do imperio de salanaz. Infeliz-
mente Inm eram desalmados, que deram mesmo du-
rante as missoes paslo a seu genio latrncinalivo, e
alguns pequeos furtos appareceram, o que he de
lamentar.
I- inda- as missoes relirou-se o misionario para
Agua-Prela, acompanhado por immenso povo ap,
c muitas pessoas, inclusive as nuloridades policiaes
ilosta villa Una, a carvallo, c consta que all lem
funeciouado oora o inesino fervor ; porem tem tanta
concurrencia ; nulrindn sinceras, e vivas saudades
do obedienlissimo povo de Barreiros, que no intimo
de seus corarnos senlem o nao poderem gozar por
mais tempo dos roiiselhos, e exemplos de randado
f, c huinldade de que Ibes den S. Rvm. lamanhas
oroyas, cnsinando-lhes a seguir o bem, c aborrecer
o mal, e guiando-os por caminho cerlo ao reino
dos ecos.
Barreiros 21 de oulubro de 1854.
O Barrerense.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 26 DE OI.TLBROAS 3
HORAS DA TARDE.
Colares olliciaes.
Descont de lellras de 3 mezes8 % ao anuo.
AI.FANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 25. 205:4293652
dem do dia 26........18:9345960
224:3619612
(') Pois qoe locamos neste nome illuslreaprovcilamos
a ocasiao para noticiar, que nomeado Joo Fernan-
dos \ icira governador do re'no de Angola, por pro-
visao regia de 28 de novembro de 1656 se Ihe man-
dou dar, alem de mil arcabuzes, o qualro pecas de
arlilharia de ferro, cera soldados de Pemambuco
para os levar consigo, deixando em seu lugar ou-
Iros tanto* malrc.ulailn* dos naluraes da Ierra;
hem que elle lirese requerido que se Ihe dessem
seis pecas do calibre dezeseis al vinle e qualro, visla
muita que havia em Pemambuco, allegando que se-
gundo a planta que linhaosilio dacdadcdeS. Pau-
lo da Assumprjio, suas fortificarnos, e baria entenda
ser muilo necessario defensao daquella praja fa-
zer-lhe de novo urna fortaleza na pona da Iba I.o-
anda.ou reedificar o forlc do Pencdo, guarnerendo-o
cora arlilharia d bom calibre. Mas falla de snfli-
cienlcembarcacao.Joao Fernandos Vieira de fabricar
urna em Pernamhuco a sua costa cm que den vela
para Angola, responsavel ainda a restituir, ou pagar
da sua fazenda a arlilharia cora que embarcou, co-
mo se ve do documento segrale, fielmente copiado
do registro da provedora da pruvncia.Joo Fer-
nandes Vieira, que S. M. que Dos guarde, loi ser-
vido manda-lo governar o reino de Anzola, para o
qne Ihe mandn dar embarcado na Babia, e se Ihe
nao deu pela nao haver, e para o poder fazer com
seguranca de sua pes'oa Ihe foi necessario abricar
urna au de seta cenias toneladas, que Ihe lem cus-
lado muitas toneladas, c para estas ditas raus he es-
lilo no reino de Portugal dar-se del armzensdeS.
alteza ludo oque he necessario para apresto pelo mes-
mo prero, que he comprado para o dito senhor, e o
que mais necessila de prsenle para a fortificar sAo
de vinle c qualro pecas de arlilharia de ferro, e a
plvora, e balas para ellas, das que ha neste Recife.
Pede n V. S. respeitando a justa causa que ha,
mande ao pruvedor da fazenda Ihe d o referido, e
aspec-as sejam as que bou ver de maior calibre, e
primeiro provadas. como he eslilo, c i quanlia do
seu valor sejadescontada do queS. M. Ihe esla deven-
do, ou lomar a tingar as dlas pecas neslc Recife,
ou perdendo-sc, o que Dos nAu permita, as pagara
de sua fazenda, para o que dar lianra abonada, sen-
do necessario. E. R. M. Vislo o que se allega,
o provedor da fazenda de S. M. faca dar ao senhor
governador Joao reriiaudcs Vieira vinle pecas de ar-
lilharia de ferro das de maior calibre que houvcr,
dando lianra abonada a lornal-las a entregar, ou o
valor dcllas, para cujo cfleilo se mandar avallar; c
assim mais a plvora, c balas necessarias pera as la-
es ecas com a mesma obrgaco do dar outra lana
quantidade, como a que receber. Villa de (Minda
2S de scleinbrode 1657.Vidal___Por caria do con-
selho da fazenda de 24 de novembro de 1656, regis-
trada nos livros desla couladoria, se ordeua ao pro-
vedor da fazenda real desla capitana, que por nc-
nhuiii modo se disponlia da arlilharia que nella se
acha, sem expressa ordem de S. M. ( Dos o guarde
mandando oulrosim especficamente, que para a au
dosupplicanlese nao d peca alguma de arlilharia,
com comminaran de se haver pela fazenda do pro-
vedor Islo supposlc, nao pode ler lugar o despa-
cho de V. S., que sempre be juslo mandar o que
mais convem aoservico'de S. M. Recife 2 de oulu-
bro de 1657.Simao Alves de la Penha.Sem em-
bargo da duvida do provedor da fazenda real, se
cumpra o raen despacho, porque se as razoes que o
supplicanle allega fossem prsenles a S. M. justamen-
te poda esperar de sua real grandeza, que aaiin o
mandara, e mais quando esla arlilharia, e mulli-
cos se da ao supplicanle por emprestimo, Picando
sempre obrigado ao valor del les a sua fazenda, enao
neresssilando esta prac-a por agora da dita avtirharia
como ludo representare! a S. M. Dos guarde. Villa
deOlhtda a oulubro de 1657.Vidal,
Oescarregam hoje Ti de oulubro.
Barca inglezafiontamercaduras.
Escuna Imitando/aAfrikandem.
Barca inglezaOberonbacalho.
Barca portuguezaSania Cruzceblas, mac,AAs e
batatas.
Importacao'.
Galera ingleza Bonita, vinda de Liverpool, con-
signada a Deane Voule & Companhia, manifeslou o
seguinte :
17 tonelada-, I qq.lO libras ferro, 30 barricas en-
xadas, 4 caixas linhas, dlas lecidos de algodAo, 1
dita ditos de lAa c algodao, 5t> barris manleiga ; a
Barroca 4 caixas cobre, 15 caixas e 19fardos lecidos de al-
godao, 1 etVia com 1 prensa, 1 cmbrulho botins, 1
barril linla, I caixa cha ; a C. J- Aslley & Com-
panhia. |
1 volume I ciixa e 2 rodas ferragem ; a S. O. de
Souza Franca.
28 fardos lecidos de algodao, 15 caixas armas ; a
N._0. Bicber & C,
5 caixas lecidos de linho e .Ifodao, 50 gigos e 1
caixa louca, 26 caixas e 60 fardiecidos de algodao;
a lox Brolhcrs.
3 caixas cobre, 6 ditas lecidos de algodao ; a A. C.
de Abren.
/ caixas c 5 rodas machinsniD, 6 barricas ferra-
ens, 31 ditas anudas, 5 ditas .entilara, 1 dita li-
nhas, 1 caixa com 1 cofre. 1 barril untas. 5 saceos
dedaes o recovas, 1 caixa doce; a S. P. Johnslon A
Companhia. i
25 caixas lecidos de algodao, 13 ditas ditos de al-
godao seda c lAa ; a Timm Monsen & C.
1 caixa raeias enavalhas, 2 dita lecidos de algo-
dao, I dila raeias o alpacas ; a Lulz Antonio de Si-
quera.
50 barricas lcali. 3 caixas linhas, 60 feixes pns.ll
barricas enxadas, 40 Tardos lecidos de algodao, 1
laucha ; a ordem.
15 caixas lecidos de algodao ; a James Crablrce &
Companhia.
1 barrica obras de metal, 17 dilas ferragens, 1
caixa pinturas. 10 feixes ac,o, \j barricas e-ixadas, 5
caixas papel, 20 barris progos, 30 presuntos, 6 cai-
x*s queijos, 10 dlas conservas, 10 ditas fructas, 3
barris sal em poles, 6 barris linguas. 1 caixa aren-
ques, 3 dilas azele doce, e barril tinta ; a E. II.
Wyatl.
2 caixas lecidos de seda, 5 ditas ditos de laa, 14 di-
las e 2 fardos ditos de algodao, 1 caixaditos de linho;
a J. Keller A. C.
132 barricas cerveja. 32 caixas c 15 fardos tecdos
de algodao, 100 barris chumbo de municao, 1 caixa
miiidezas ; a Adamson Howie A C.
40 barricas enxadas, 4 ditas ferragens, Idila mol-
dura, 16 feixes chapas para fogaes ; a B. a Braudis
A Companhia.
20 toneladas ferro brulo ; a D. W. Bowman.
27 toneladas, 12 qq, 1 quarto c 4 libras ferro, 20
toneladas ferro bruto, 12 toneladas carvAo queima-
do ; a C. Slarr & C.
38barricase1 caixa ferragens, 1 caixa sellins, 14
ditas miudezas; a J. Ualliday.
4 fardos lecidos de laa, 8 caixas e 7 fardos dilos de
algodAo ; a H. Gibson.
5 Cardos lecidos de algodAo; a Brunn Praeger &
Companhia.
50 barris manleiga, 1 lata veroz ; a Roth A. Bi-
doulac.
50gigos e 1 ceslo loara, 3 fardos lecidos de linho
>/ canas e 1 fardo lecidos de algodao, 100 barris
manleiga, 2 voluntes c 12 caixinhas cha ; a Johns-
lon Paler & C.
1 barril drogas; a J. da C. Bravo. x
2 pacolcs tpeles, 70 fardos lecidos de algodao ; a
Deane Voule A C.
5 caixas lecidos de linho, 100 barris manleiga, 39
Tardos lecidos de algodao, 1 caixa roupa ; a M. Cal-
moni A C.
7 caixas lecidos de linho e algodAo. 10 caixas e 10
fardos ditos de algodAo. 6 fardos ditos de linho, 8
caixas lencos, 5 fardos chales de algodao; a Rosas
Braga & C,
1 emnrulho livros, 15 caixas linhas, 3 fardos le-
cidos de linho. 2 caixas miude/as, 1 caixa amostras
demeias; a Russell Mellors &C
71 fardos e 20 caixas lecidos de algodAo ; a James
Ryder & C.
i caixa cha, 1 barrica crvilhas, 2 caixas velas ;
a J. J. \oule.
1 barril cerveja, 1 lata c 7 caixas queijos, 32 pre-
suntos, 2quartos toucinhu, 4 jarros passas, 1 barril
agurdente, 1 dito vinho, 30 latas arenques. 30 ditas
bolachmhas, 60 gigos btalas, 6 barricas vinho de
macAas ; ao capiAu Sturmey.
15 fardos lecidos de algodAo ; a Rosl'on Rooker A
Companhia. dj
4 fardos e 20 caixas lecidos de algodao. 5 caixas
dilos de linho, I dita vestidos de algodao la e seda,
18 pecas cabos ; a Paln Nash & C.
1 caixa doce, 1 qoeijo, 1 caixa de chapeo ; a Dr.
May.
2 barricas papel varado ; atFeidel Pinto & C.
6 saceos amostras ; a diversos.
Barca ingleza Oberon, \inda de Terra Nova, con
signada a James Crabtree & C, manifeslou o se-
guinte :
2,540 barricas bacalho ; aos raesmos consigna-
tarios.
Lancha Feliz das Onda*. vnd|do Rio Grande,
consignada a Aiexandre Jos da Costa, manifestou o
seguinte:
42 saccas assucar miscavado, 100 alqueires sai ;
ao mesmo.
Lancha /fo Grande, vinda de Pirangi. manifes-
lou o seguinte:
1.50 alqueires de sal; a ordem.
Lancha A oro Htperanra, vinda do Assi'i, consig-
nada a Cunha AAmoiim, manifestou o seguinte :
7 barris plvora, 5 saceos chambo, 3 barris vi-
bro Unto ; a ordem.
I pacole diversas fazendas; a Manoel Gomes Leal
& C.
170 alqueires sal, 21 couros salgados. 7 meios de
sola, 6 molhos couros de cabra ; a Carlos A. de A-
raujo.
91) couros salgados, 43 molhos couros de cabra;
a Manad Luiz Gonealves.
1 barrica cera de ahelha ; a Luiz Borges de Si-
queira.
5 meios de sola, 12 conros de cabra, 3 arrobas
carne secca, .50 queijos de qualha. 5 dilos manleiga,
I caixa pcixe ; a Manoel Florencio Alvos Moraes.
Patacho hollandcz Afrikadn, vindo de Rother-
dam, consignado a Brender a Brandis A C, mani-
feslou o seguinlc :
150 caixas e 1.50 barris genebra, 203 botijas oleo
de linhaca, 330 caixas quejos flamengos, 2 caixas
rame da latao, 2 ditas limas. 120 banis pregos. 1
caixa quadros, 1 dita hezerros, 4 dilas lecidos de
algodao, 1 dila amostras, 7 dilas espingardas, 1 di-
la pannos |deJAa, 1 cmbrulho amostras," 2 caixas li-
vros, 8 balas papol, 1 fardo panno para saceos, 1
caita estanho, 7 dilas e 14 'peras machinismo, 3
caixas e 5 barris instrumentos mchameos de ferro
e ac. 1 caixa lesouras, 3 ditas -facas, 64 caixas pa-
pel para escrever. 6 caixas papel de cor, 4 caixas
com caixas de ferro, 30 caixas com vinho; aos
consignatarios.
N. B. Ete navio den entrada por franqua, e se-
gu cora parle do carregamenlo para a Baha.
Barca portugueza .Santa Cruz, vinda do Porlo,
consignada a Francisco Alves da Cunha, manifestou
o seguinlc .
50 canaslras albos ; a Novaes A C.
'Ha'"" ligaras de louca, 1,968 ourinoes,80 vasos,
2,596 pecas de loaca grossa amarella ; a Francisco
II no lo. de Araujo.
1 barril vinho, 1 diln vinagre, 1 dito azele; a
Manoel Gonealves da Silva.
12 caixes vasos; a Jos Alves Xavier.
1 caixad redes de seda e de lia para bandas e ar-
ralis de la; a Antonio Pereira de Oliveira Ra-
mos.
I barril vinho ; a Jos Fernandos Ferreira.
1 barril vinho, 1 dUr, vinagre, 482 rcslcas ceb-
las ; a Francisco Antonio Correa Cordeiro.
8 barris vinho, 4 dilos presuntos, 50 canaslras
albos, 2,000 rcslcas cebollas ; a Manoel da Silva
Nogueira.
10 oauastras albos ;' a Manoel Morcira Campos.
330 rabos de ceblas ; a Antonio Jos de Siqueira.
4 (upas c 8 barris vinho, 2 pipas vinagre, 3 cu-
meles enchos, 3 caixas fecliaduras, 2 runheles so-
vallas c cuchos, I caixa livros, candieiros, escriva-
niubas e dnee, 6 canaslras folbas de louro, 10 d-
las ralbas, 100 ditas hlalas. 40 ditas niaoAas, 200
rodas de arcos de pao. 800 liaras do vimcs,'600 res-
teas ochlas; a Joo Pinto Regs de Souza.
1 caixa cascos para chapeos ; a Jos Joaquim da
Costa Mala.
10 canaslras albos, 1,400 resleas ceblas, 15 di-
tas albos. 250 liaras de vimos : a Manoel.Fernandes
iiuedcs.
1 borda doce ; a Luiz Antonio de Siqueira.
4 caixas cochinlhos, 1 dila ferro, de engommar
e palitos. 1 sacco dmhero ; a Barroca A Castro.
400 canaslras balotas, 1 caixa palitos, 2 dilas bae-
las, 1 cuntile navalbas, 59 canaslras albos, I bar-
ril presuntos, 69 canaslras maceas, 21 temos acta-
les, 1,535 resteas ceblas ; a Domingos Alves Ma-
Iheus
50 canaslras albos, 7 caixas pomada, .50 rodas de
arcos do pan ; a Manoel Joaquim Hamos e Silva.
1 Oilxaeochim ; a David Ferreira Bailar.
I oaixaor.inlK) tnalhas, guardanapos e opas de se
da ; a Jos Antonio da lamba A Irmos*
10 rodas arcos de pao ;
Andrade A C.
115 canaslras alhos, 100 rodas d arcos de pao ; a
Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
50 canaslras ltalas, 6 dilas albos; a Jos Rodri-
gues Ferreira.
3 pipas e 10 barris vinho ; a Jos Baplisla da Fon-
seca e Silva.
13 pipas e 10 barris vinho, 78 ancorelas azeitonas,
1,800 alqueires sal, 1 caixa rselas ; a Francisco Al-
ves da Cunha A C.
3 caixas papelao, 2 barricas cevada, 25 canaslras e
25 raeias dilas alhos, 1 uta obras do diamantes, 4 "
canaslras rolbas, 2,600 resleas ceblas ; a Manoel
Duarle Rodrigues.
1 caixAo palito*; a F. D. Feverhurd.
100 rodas de arcos de pao ; a T.irroso A. C.
1 caixAo salpicos ; a Joao Baplisla Vieira Ri-
beiro.
500 hacas vimes; a Francisco Domingoes Al-
fonso.
534 liabas de vimes; a Jos dos Sanios Pereira
Jardim.
i caixo penles e caljadeiras ; a Manoel Jos Soa-
res Guimaraes.
1 bomba de pao c seus perlcnccs ; a Ilenrique
Jorge.
1 oaisutn suspensorios ; a Lino Ferreira Pinto.
1.50 canaslras batatas, 2 caixes penles, 4 barris
enxadas, 10 dilos pregos. 1 cunhete brides, 1 pacoti-
nho rselas, 3 pacoles curdas, 4 caixes figuras de
barro, 2 caixas diversos objectos, 3 dilas palitos e pe-
dras de afiar, 1 dito cuchinilbos c escovas ; a Tbo-
raaz Fernandes da Cunha.
40 canaslras alhos ; a Thomaz de Aquino Fon-
seca.
1 lala brincos ; ,1 Manoel da Silva Nogucira.
5 canaslras macaas, 2 dilas batatas, 8 ancorelas
azeitonas, 3 canaslras ceblas, 1 barril presuntos ; a
Fortnalo Correa de Menezes.
199 resteas ceblas ; a Jos Madurcra Estrella.
1 caixnlinho ; a Thereza de Jess Mara.
1 canastra lualas. 1 dta macaas ; a Adrin Fer-
reira da Silva.
2 canaslras macaas ; a Antonio Celestino da Luz
Cunha.
1 caixaozinhodoce i a Antonio Jos de Siqueira.
200 resteas ceblas ; a Joaquim Jos Monde-.
200 resleas ceblas ; a Joaquim de Suoza.
150 resteas ceblas; a Antonio Francisco Car-
telas.
125 resleas ceblas ; a Joaquim Jos da Silva.
1 lala salpicos ; a Manoel Francisco Moreira
Maia.
25 cunhcles vdas do sebo; aJoaodaSilva Lou-
rciro.
200 canaslras hlalas. 100 rodas de arcos de pao ;
a Antonio Jos Leal Reis.
1 barril vinho a Joaquim da Silva Castro.
1 caixo livros; a Joaquim Ferreira dos Sanios.
1 dlo dilo ; a Jos Barbosa de Mello.
CONSULADO GEItAL.
liendimento do di la25.....4:820I3I
dem do dia 26......... 597j901
Domiugos Rodrigues de 1 cados e afiliados nos lugares do estflo, epublicado
pela imprensa.
Recife 24 de oulubro de 1851. Pedro Tertuliano
da Cunha, escrivao o cscrevi,
Cutlodio Manoel da Silva Guimaraes.
DECLARACO ES.
A sumaca llorlenria recebe a mala para a Ba-
ha hoje 27) ao meio dia.
, Parlera hoje ao meo-dia os correos para as
idades da Parahiba. Goianna eOlinda.
A Ihesouraria provincial compra para a repar-
tn.-An das obras publicas um barril de afcalrao. Os
prelcndenles comparecam na mesma Ihesouraria com
suas propostas em caita fechada.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemambu-
co 21 de oulubro de 1854.
Antonio Ferreira da Annunciaeao.
Companhia l'crnamhiicana de vapores.
O conselho da direccao da companhia Pcrimmbu-
cana convida os senhores accionistas a rcalisarem
mais 25 por ceolo sobre o numero de aeces que
subscreveram, al o dia 15 do futuro mez de novem-
_O Sr. Antonio de Souza Braz lem orna caria
vinda do Porto na ra da Cruz n. 21, confeilaria.
O abaixo assignado leudo de relirar-se para f-
ra da provincia, julga nada dever uesta praca, e se
alguem sejulgar seu credor queira entregaV snas
contas no prasn de Ir dias para serem satisfeitas na
roa Nova n. 40. Antonio Ajfonso Noto.
limiten). 25 do crrenle, as 6 horas da ma-
nliaa. desapparecen da ra da Viradlo, um cabrnha
cscravo, por nome Luiz.' de idade 18 annos, pouco
mais ou menos, altura regular, seceo do corpo, olhos
grandes, feieOc grosseirai, tendo por signal varias
marcas de custicos ; lem pelas pernas algumas fc-
ridas, he oflicial de charoleiro e sabe ler; sabio ves-
tido com urna c.ilc,a de casemira azul j usada, ca-
misa branca jn suja ; alm desta roapa que levou
vestida, levoa mais oulras para mudar : roga-se s
autoridades policiaes e capitaes de campo o appre-
hendam c levera-o roa da Viraran n. 27, que ser
generosamente recompensado.
Roga-se no Illm. Sr. Ihesoureiro das loteras
desta provincia, de nao pagar o que sabir por sorte
em um meio bilhele da lotera da malriz de S. Jos,
assignado no verso por Manoel Vieira Franca e Aie-
xandre dos Sanios Barros, visto ter o dilo Franca
desapparcrido com o mesmo bilhele.
Os nmeros dos meios bilhetes da lotera de
bro, afim de serem feilas com regularidade para In-
glaterra as reraes'as de fundos com que Icmdeal-
leuder os prazns do pagamento do primeiro vapor S. Jos, que corre hoje, perlencenles a sociedade do
5:5I8J032
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 25.....
dem do dia 2G .
43687.56
77j048
5135804
Exporta cao .
Babia, liale nacional Sergipano, de 54 toneladas,
conduzo o seguinte: 100 barris 700 arrobas de
breu, 601 alqueires de sal, 140 molhos de palha de
carnauba.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 25.....29:7885902
dem do dia 26........ 387c919
30:1760851
CONSULADO PROVINCIAlT"
Rendimento do dia 1 a 25.....13*698114
dem do dia 26........ 587583
11:456 J627
MOVIMIENTO DO PORTO.
Navio* entrados no dia 26.
Ballimore40 ilias, barca americana Raimbow, de
24 toneladas, capilao Ralph Elchbergen, cqui-
pagem 19, carga familia de Irigo e mais gneros ;
a Roslron Rooker & Companhia, com 1 passagero.
Lisboa50 dias, brigue porluguez Laia. de 271 to-
neladas, capitn Augusto Antonio do Coito, equi-
pagem 15, carga vinho emais gneros; a Fran-
cisco Scvcriano Rabcllo & Filho.
Rio de Janeiro24 dias, brigue hrasileiro Puritano,
de 182 toneladas, capilao Jos da Silva Soares,
equipagem 13, carga varios gneros ; a R. Isaac
& Compauhia.
Hamhurgo52 dias. escuna hamburgueza Hinrlch
& Gstate, de 120 toneladas, capilao C. Bolren,
equipagem 8, carga fazendas e mais gneros ; a
Brunn Praeger & Companhia. Ficou de observa-
cao por 5 dias pela repartirn da saude.
Boston50 dias, barca americana Keclyn, de 198
toneladas, capilao J. F. Hiechliorn. equipagem 8,
carga 500 barris com plvora e breu c mais gene-
ros ; a ordem.
Da comraissaoEscuna nacioml Linitoia, comman-
dante Joaquim Alves Alurc <'.
EDI TAES.
era conslruccilo, sendo encarregado do recebiineoln
o Sr. F. Coulon, na ra da Cruz n. 26.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 31
deste mez es-
pera-sc da Eu-
ropa um dos
vapores da real
companhia, o
qual depois da
demora do cos-
tume seguir
para o sul : para passageiros, ele, trata-se com osa-
gentes Adamson Howie & Companhia, no Trapiche
Novo o. 42.
Pela subdelegara da freguezia da Boa Visla
foram recolbidos cadeia dous pardos com os nomes
de Virginio c Fabiao, que se suppe serem escravos
fgidos do poder de seus senhores, estes justifiquen]
o seu dominio pcraulc a un......1 subdelegada.
Subdclegacia da freguezia da Boa Visla 24 de ou-
lubro de 1854. O subdelegado supplenle, A. F.
Martin* Ribeiro.
Conseiho administrativo.
O conselho administrativo em virlude de autoiisa-
cu do Exm. Sr. presidente da provincia tem de com-
prar os objeclos seguintes:
Para o meio batalbao do Cear.
Panno prelo para polainas, cavados 71.
Primeira e scguuda classes de oflicinas do arsenal
do guerra.
Taboas de assoalbo de cedro 3; castado de dito 1;
arcos de ferro de 2 Jf pollegadas, arrobas 4; ditas
de dito de 1 3|4, arrobas 4.
Terceira classe.
Ferro sueco de tres pollegadas, barras 6; dilo de
dito de 4 dilas, barras 8 ; vergalhoes quadrados de
ferro sueco de 1 pollegada, 4; ferro de varanda, ar-
robas 2.
Quarla classe.
Cadinhos do norte de n. 6 10: ditos dito de n. 8,
10; ditos dilo de n. 10 10; dilos dito de 11. 12, 10;
rame lino de ferro para amarrar, libras 16; dilo do
dito de meia grossura, libras 16; lencoesde lalo com
o peso de 5 a6 libras 2; folhas de Flandres dobladas,
caixas 2; ditas singellas 2; velas de carnauba, ti-
b 155.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propos-
tas em carta fechada na secretaria do conselho as 10
horas do dia 27 do correnle mez.
Secretaria do, conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 24 de oulubro de 1854.
Jote de Brito Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnnior, vogal e secretario.
Pela couladoria da cmara municipal do Re-
cife se faz publico, que o prazu marcado para o pa-
gamento a bocea 1I0 cofre, do imposto de carros, car-
rafa; e oulros vehculos de conducc.au be do I.- ao
ultimo de oulubro prximo futuro, Picando sujejtosa
multado 50 porccnlo os que nao pagarem no refe-
rido prazo. No impedimento do contador, o ama-
nuenseFrancisco Canuto daBoa-l'iagem.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimeuto do disposto no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
menlo dos credores hypolhecarios e quaesquer intc-
ressados, que foi desapropiada a Jos Joaquim de
Frailas, ama casa de laipa sita na villa do Cabo, pe-
la quanlia de 809000 rs., devendo o respectivo pro- JZ 5 ,^* "-.
prielario ser pago da importancia da desapropriaoao t*aTfar"*' *? ^_': l,c caP'lao Joao 'P"""0 de Me-
ngo que terminar o prazo de 15 dias contados da
data 1 los le, cujo prazo he concedido para as recla-
macoes
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassuccessivus.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buco tt> de oulubro de 1854. Osecrelarso. Antonio
Ferreira da Annunciaeao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial, em
cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia de 20 do correte, manda faxer publico,
que no dia 16 de novembro prximo vindonro, pe-
rante a juula da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos fizer a obra dos
conccrlos da ponte do Cachaan, avallados om
5:3965300 rs.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle auno, esob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a cvla arrematado,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas
E para constar se mandou aftixar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
buco 23 de oulubro de 1854.Osecrelario.Antonio
Ferreira da Annunciaeao
Clausulas especiaespara a jrrematacao.
I.- As obras dos concerlos da ponte do Cachang,
serao feilas de conformidade com o orcameuto. apre-
senlado a appruv aro do Exm. presidente da provin-
cia na importancia de 5:3963300 rs.
2. Serao principiadas todas as obras no prazo de
um mez ecoucluidas no de cinco, contados estes pra-
zos da dala da arremalacao.
3. A importancia das obras ser paga cm duas
prestaces iguacs ; a primeira quando eslivcr fei-
ta melado das obras ; e a segunda qaando forem
concluidas todas as obras, as quaes serao logo rece-
bidas definitivamente.
4.a O arrematante empregar neslas obras ao me-
nos dous tercos do pessoal de pessoas livres.
>" O arremtame sera obrigado a ler um meslre
para dirigir todas as obras, o qual sera da conlianoa
do eiigenheiro encarregado da sua inspecc.3o.
0." Para ludo quanto nao osliver determinado as
presentes clausulas, seguir-se-ha o que dispe a res-
pailo a lei provincial n. 286 da 15 de maio de
1851.
Conforme.O secretario.Antonio Ferreira da
AnnunciapSo.
Achando-se vago o ofticio de escrivao do cri-
me, civel e notas do termo de Ingazejra, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhecimento das partes interesadas, c
afim de que os pretendemos do dito nllirio. se llflbi-
lilem na forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, e apresentem os seus requerimenlos ao pri-
meiro supplente do juiz municipal do mesmo termo,
uo prazo de 60 dias. que comecou a correr do dia II
do correnle cm diante, para "seguirem-se os Ira-
miles marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secrelariado governo de Pemambuco 29 de selem-
hro de 1851.Joaquim Pires Machado Porlella, olli-
cial-maior serviudo de secretario.
Achando-se vago o oflicio de escrivao do jury-
do termo de Ingazeira, manda S. Exc. o Sr. presi-
denlc da provincia assim o fazer publico para co-
nhecimento das parles iuteressadas, e alim de que os
prelcndenles ao dilo ofiicio se habilileui na forma
do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851, c apre-
scnteui os seus requerimenlos ao juiz de dircilo da
comarca de Paje de Flores no prozo de 60 dias, que
comecou a correr do dia 11 do correnle era dianle,
para seguirem-se os tramito- marcados nos arls.
12 c 13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pemambuco 29 de se-
letnbro de 185'.Joaquim Pires Machado Porlella,
olficial-maior serviudo de secretario.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do commeroio nesla cida-
de do Recife, ele, ele.
Faco saber aos que o presente edilal viren, em
como por esle meu juizo se bao de arrematar,
quera mais dor em leiMo publico 110 dia 27 do cr-
ranle mez s 2 horas da larde, na porta da taberna
de Manoel Vieira Franca, na ra do Collegio desla
oid.ulo, lodos os generas e objeclos da dila taberna,
e bem assim, as dividas perlencenles ao diln Franca,
oque ludo consta do escripto que se acha era poder
do porleiro dojuizo.
Toda a pessoa que cm ditos generas, objeclos e di-
vidas quizerflanear, o poder fazer no dia do lei-
lao cima dilo.
E para que rhegue ao conliedmenlo de todos,
muiid-o pi-ar o prsenle, e oulros que serao pobli-,
SOCIEDADE DiUHVTiCA EMPREZlili
14. HECHA DA ASSIGNATURA.
Sabbado 28 de oulubro de 1854.
1 lepis da execurode una bella ouverlura, lera'
principio a representarlo do ciceilcnte drama inli-
totado
OS DOUS RENEGADOS.
Farao parle no drama as senhoras DD. Leopoldi-
na e Orsal, e os senhores, Bezcrra, Reis, Cosa, Alen-
des, Sena, Monleiro, etc. A parle do pagem mouris-
co ser execulada pela senhora D.Amalia. Osin-
lervallos serao preenchidos com escolhidas pecas de
msica.
Principiar as oito horas.
AVISOS MARTIMOS.
Para Lisboa seguir breve a galera portugueza
nezes, por ter maioria do sea carregamenlo promp-
la : quera na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que lem bons commodos, pode enlen-
der-se com os consignatarios Amorim rmeos, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredito capilao na praca
do Commercio.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tuna, capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes &C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
Para o Maranhao segu em poucos dias o bem
midiendo hiate Intencicel, de 37 toneladas, pregado
o forrado de cobre, e de primeira marcha ; para o
resto da carga e passageiros, Irala-se na ra do Vi-
gario n. 5.
Para a Bahia segu em poucos dias, com carga
on sem ella, o lindu palacho nacional Clementina:
quem nelle quizer carregar de prnmplo, dirija-se ao
seu consignatario Francisco Gomes de Oliveira.
Brunn Praeger & C., farao leilo, por
ntervenrao do agente Oliveira, de gran-
de sortimeuto de fazendas, as mais pro-
prias do mercado : sexta-feira 2" do cor-
rente, a's 10 horas da manlia, no seu
armazem, rita da Cruz,
O agente Oliveira far leilo da mohilia com-
pleta de urna casa, inclusive prala, louc.a para mesa,
apparelho de porcellana para cha, porla-licnres, ga-
Iheleiros, garrafas e copos para vinho, loalhas e
guardanapos para mesa, porcao de exeellentc vinho
engarrafado, e oulros muilos objeclos : segunda-rei-
r, 30 do crrante, as 10 horas da manba.1, na casa
n. 13, ra do Trapiche Novo.
O agenle Borja, lerca-fcira 31 do crrante, as
10 horas da manhaa. no seu armazrm, ra do Col-
legio n. 15, far leilo dos objeclos existentes no
mesmo armazera, sem limite de preco algum, assim
cuino de urna porcao immensa de charutos linos da
Bahia, osjquaes se adiaran patentes no dia|do leilo.
AVISOS DIVERSOS.
frontispicio do Carmosao 1048,2009 e20l9.
Aluga-sc urna casa com bastantes commodos,
no lugar de Cruz de Almas, com sitio, estribara etc.:
a tratar na ra do Trapiche Novo n. tu. escriptorio,
Mximo Jos dos Sanios Andrade comprou o
bilhele n. 734 da lotera de S. Jos, por ordem de
Carlos Francisco Soares de Brito.
Furlaram no dia 24 do correnle doas casticaes
de prala de modelo amigo, lendo os ps quadrados,
porm os cantos recortados em sentido concavo, san
de larracha. pela qual se separam os ps ; poueo fol-
ln tem, pois sSo pela maior parte lisos : tambera
furlaram um relogio para cima de mesa, americano,
de pndula, com caixa de madeira que parece mog-
no, o qual lera cerca de dous palmos de altura, e
pouco mais de um de largura na frente : quem ap-
prehender laes objeclos ou delles der noticia na ra
Direila, taberna de Soares & Companhia, ou na des-
tilarn da praia de Sania Rita, ser recompensado.
O abaixo assignado, tendo perdido om quarto
da lotera de S. Jos de n. 2816, previne ao Sr. Ihe-
soureiro da mesma lotera, que nao pague qualquer
premio que possa sabir ueste, por pertenece ao as-
signado Joao Baplisla da Silca.
Manoel Gonealves Tolles deixou de sercaixei-
ro do abaixo assignado desde o dia 24 de oulubro de
1854.Joao Alces Guerra.
O Dr. Antonio Jos Coelho, decano da faculda-
do de direito, director interino da mesma. eU resi-
dindo no primeiro andar da casa n. 14 na roa ao
lado da matriz de Santo Antonio.
RECREIO MILITAR.
A segunda partida de baile lera lugar no dia 12
de novembro : as propostas para convite serio acei-
tas smente aleo dia 3, para o qual convida-se aos
socios reiinireui-o em assembla geral, as 4 horas
da larde, no quarlcl do Hospicio.O 1." secretario
Dr. Velho Filho.
. Sexta-feira, 30 do crrante, depois do meio
dia, na sala das audiencias do Sr. Dr. juiz de direito
do civel Custodio Manoel da Silva Guimaraes, vai
praca a prela Mara, Cacange, escrava de Manoel
Francisco de Barros, pur evernofin de Theodoro de
Almeida Cosa, movida contra o mesmo.
AO RESPEITAVEL CORPO DO COMMERCIO
DESTA PRACA.
Os abaixo assignados lem vendido ao Sr. Joo Mo-
reira Lopes as fazendas e armar,o da luja da ra do
Crespo n. 9. constantes de inventario supra perlen-
cenle a firma de Manoel Gomes Leal & Companhia
pela quanlia de 6:5159510 pranos pagar nos prazos
do I, 2,3 e 4 anuos, cuja quanlia sahir da sua mao
no dia dos respectivos vencimentos, smenle para
pagar pro-rata aos credores da dita Arma, e no caso
que na poca dos dilos vencimentos nos mostremos
quites e desembaracados, com nossos dilos credores,
neste caso ser entregue a sobredila somma a nossas
pessoas, e nao duvidamos que deste negocio se facam
os necessarios annuncins pelas folhas publicas para
mostrar a boa f que houve neste uegocio, tanto d
parte dos vendedores, como da parte do comprador;
e se necessario fr ser esle contrato reduzido a ama
escriplura publica. Ao fiel cumprimento do pr-
senle lodos se obrigam. Para conformidade se fir-
maran dous desle tbenr. Tirando cada um como seu.
Recife 23 de mil ubro de 1854.Manoel Gomes Leal,
Josr Mendes de Freilas, Joao Moreira Lopes. Co-
mo leslemu'nhas Manoel Josi /.tile, B. A. Burle.
Eslava reconhecido e sellado.
SYSTEMA MEDICO
HOLL WAY.
'1IAIAS IIOLLOW/lY.
Esle ineslimavcl especifico, composto inleiramen-
le de hervas medicinaos, no conlm mercurio, nem
outra aLiifna substancia delecterea. Benigno mais
lenra infancia, e compleifo mais delicada, lio
igualmente prompto e seguro para desarraigar o
mal na compieic.ao mais robusta; he inleiramenle
innocente cm suas opcracSes e effeitos; pois busca o
remove as dnoncas de qualquer especio e grao, por
mais antigs e leuazes que sejam.
Entre milhares de pessoas curadas com este reme-
dio, muilas queja estavam s portas da morle, per-
severando em seu uso, conseguiram recobrar a sau-
de e forras, depois de haver tentado intilmente,
lodos os oulros remedios.
As mais afilelas nao devem entregar-se deses-
peracao: fac,am um competente ensaio dos eflicazes
olinos desta assombrosa medicina, e prestes recn-
peraro o beneficio da sade.
NSo se perca lempo em tomar esse rmedio para
qualquer das seguintes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
AI poicas.
Ampolas.
Areias .mal d' .
Aslhma.
Clicas.
Convnlsdes.
Debilidade ou exlenua-
cao.
Debilidade ou falla de
forjas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta
de barriga.
nos ros.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
Enxaqueca.
Ilerysipela.
Febres biliosas.
intermitientes.
de toda especie.
Gola,
llcroorrhoidas.
llvdropisia.
Ictericia.
Indigesles.
Inllammaces.
Irregularidades da mens-
Iruaoao.
I.ombrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
1 ibstruccao de venlre.
Phlhisica ou consumpeao
pulmonar.
Retenco d'ourina.
Rlieumalismo.
Svmplomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Ptde-seao.Sr. subdelegado do Reci-
fe, queira examinar a casa da ra do Pi-
lar n. 121. onde dizem haver urna pes-
soa atacada de morphe'a, em estado de
ser reeolhida ao hospital.
Desappareccu Mara Carolina de Alhuquerqiie
l'.luem na madrugada de 20 do crranle mez. urna
escrava mulata de nome Maria, quo foi escrava de
Francisco Pereira Piulo Cavalcanli, com ossignaes
seguintes : haixa e grossa, com falla de un) denle na
frente, comduas cicalrizes perloda bocea e Iraz o ca-
bello aparado do lado de delraz e cresrido na fren-
tc, reprsenla ler 30 a 32 annoa do idade : quem a
aprehender ser generosamente recompensado, lc-
vando-a na ra do Hospicio silio n. 8 ou dandu no-
ticias dola.
Rogo as autoridades policiaes a captara dos
escravos Jos c Ignacio que evadirain-sc doslc meu
engenho Cachang, nojdialliilo correnle; leudo o
Jos os seguintes signaos: rrioulo de 18 anuos de
idade, pouco mais 011 menos, corpo secco, cor fulla
cabellos sem seren caiapinhos e un ponen ver-
niolhos, olhos pequeos, e afondados, testa um pou-
co elevada, o lem nella nina cicatriz, lem falla de
denles na frente, pernas linas, ps descamados; sa-
bio cora calca do risra lo azul, e levou urna espin-
garda qne forln. O Ignacio lem os seguintes sig-
naos : ci ionio, idade de 24 unos, pouco maisou
menos, altura regular, pouca barba, cor fula, den-
les limados, o beico inferior um pouco cabido, as
macaas do roslo largas, ps grossos, sabio com caifa
de algodao/.inlio azul, e levou urna granadeira que
furlou : quera os Irouxer ou der noticia certa desles
escravos no engenho Cachang,|ou nesla praca ao Sr.
Joao Xavier Carneiro da Ciiulia, ser generosamen-
le recompensado pelo proprietario dos uusmos
Marlanno Satier Carneiro da Cunha.
Perderam-se qualro dispensas de pareulesco, da
freguezia de Angicos, urna de Francisco Pedro Xa-
vier da tosa, oulro de Manoel Jeronymo Caminba
Raposo da Cmara, oulr., do Francisco Xavier de'
Menezes, a a ultima dt Joso Rodrigues da Silva :
quem as achar leve-as o drmazem do Rufino, ra
da l.miccican ds Boa Visla quo se recompensara.
Vendem-se eslas pilulas no cslabelecimenlo gera
de Londres, n. 244, Slrand, e na laja de lodos os
boticarios, droguistas e nutras pessoas encarregadas
desua venda em (oda a America do Sul, Havaoa e
llcspanha.
Vende-so asbocetinhas a 800 res. Cada urna del-
tas conlm urna inslrucrao em porluguez para ex-
plicar o modo de se usar deslas pilula .
O depositogtral boom casa do Sr. Soum, pliar-
maceulico, na ra da Cruz n. 22, era Pernamuco.
% POS GALVNICOS I
i PARA PKATEAR. 5
Na roa do Collegio n. 1.
'..\ Quem livcr objeclos prateados e qna le- 2
I nbam perdido a cor argntea-, estando por
:;; issu indecentes ou inulili-ados.'lrm esles pus
:. um escolenle restaurador, conservando-os
% sempre como novos, e sendo o processo para #
usar delles o mais simples : nada mais do qne tt
$ esfregar com nm panno de linho molhado 9
# em agua friae passado nos mesuras pos. Urna $
caixiuha, conlendo quantidade suftlciente
!;; para pratear 40 palmos quadrados. casia a
$ mdica quanlia de 13000, acompauhada de JsJ
wiim impresso. 59

Precisa-sc de um pequeo de 11 a 18 annos
para taberna, dos chegados ullimaiiieule do Porto :
na ra do Rosario da Boa-Visla n. 41.
F'az-sc soiente a quem convicr, que no dia 27
de oulubro se bao de arrematar 2 bancas e 4 cadei-
ras ile madeira de jacarando, na audiencia do juizo
ile paz do primeiro .dislriclo da freguezia de Sanio
Antonio, penhorados ao cxerulado Francisco Lucas
Ferreira.
PASSAPORTES.
Tiram-sc passaporles para denlro e fra do impe-
rio, dospachain-se escravos c liram-se ttulos de re-
sidencia : para esle fui! proeura-se na ra do Quei-
mado 11. i'i, lo;a de miudezas do Sr. Joaquim Mou-
teiro da Cruz.
Os abaixo assignados, socios da firma denomi-
nada Manoel Gomes Leal & Companhia, rugara a
seus mu dignos davedores queiram ler a bondade
de solver os seos respcclivos dbitos para o que se
diguanlo ir loja n.'.i da ra do Crespo, enlender-se
cora Manoel Comes hcal, caixeiro do Sr. Joao Mo-
reira Lopes. Recife 26 de oulubro de 1854.M^
noel Gomes [al, Jos Mendes de Freilas.
D-se dinheiro a premio era pequeas porefles,
con penbores de ouro e prala : na Trerape n. 15.
Por inconvenientes nao pode ler lugar esle
raez e sim 110 prximo futuro, o negocio particular
enlre os amigos de A. J. Mendes Vai.
Francisco de Paula Paes Brrelo, julgando-se
prejudirado, bem como oulros mais, na venda do en-
genho Carap, silo na comarca do Cabo, feita por
sua finada mai i seu fallecido* to Jos, Carlos Pacs
Brrelo, previne ao publico, qu nenhuma transac-
rito. relativa aquelle engenho, deve fazer com n con-
seuliura do mesmo, a viuva do finado Jos Carlos,
vislo como o annuncianle desde j protesta em tem-
po competente fazer prevalecer seu direito, e o dos
oulros herdeiros, que ha muilo foi usufruidu indevi-
damenle pelo finado Jos Carlos, e presentemente
contina a se-lo pela vinva desle com grande lesao
do aniinnciante, seos manos e snbrinhos.
, 111
i
____ l


*-.


OIIRIO OE PERMHBUCO, SEXTA FEIRA 27 OE OUTUBRO DE 1854
loteras da provincia.
, -r- Hqje, 27 do crreme
mez pelas i horas da ma-
ndan, anda rao hs rodas da
lotera da matriz de S.Jo-
s, no consistorio da igre-
ja da Conceic&o dos mili-
taren.
Poje, sexta-feira 27 de outubro,
corre a loteria da matriz de S- Jos, no
consistorio da igreja da Conceicao dos
militares a's horas do costume: os nieus
bilhetes e cautelas estao a' venda ate a'
10 horas da manha, e sao pagos todos
os premios que nelles sahirem nas lojns
ja* conhecidas do respeitavel publico no
dia 28, logo que sabir a lista geral.0
cautelista, Salustiano de Aquino Fer-
reira.
Deseja-se fallar ao Sr. Jos Lauren-
tino de Azevedo, para negocio de sen in-
teresse: na ra do Vigario, casa n. 7.
Aluga-se urna Boa casa ile pcilra o cal. cora
batanle commodo para passara fesla, no Caehangi
a margem do rio: a Iralar na ra do Canno n. 42.
Aluga-se urna sala com duas alcovas, de um
andar da ra do Queimado : a Iralar na luja n. 46.
Jos Francisco da Cruz, subdito porluguez, de-
clara que por haver oulro de igual nome, as9igna-se
de hoje em diante por Jos Francisco Duarle.
Preeisa-se alugarum sitio perlo da praca. que
teja na Soledade, Estancia, Manguinho ou Capunga,
pasa-se heni : na ra Nova loja n. 16.
Antonio de Helio Souza Guimaiiies rctira-se
para o Rio de Janeiro. ,
Antonio de Mello Souza GuimarAes embarca
Kira o Rio de Janeiro os seus escravos de nome
aulo. pardo, de 9 annos; Joao, cabra escuro, de
12 ; Hierra, crioula, de 13; e J.uiza de 22.
t'J-
C STARR & C.
respeitosamenle annunciam que no seu eilenso es
labelecimenlo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior pcrfeicao e promplido,loria a qualidade
de machiismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
se us numerosos freguezes c do uublico em geral, tem
aberlo em am dos grandes amiazens do Sr. Mosqui-
ta na rua do Brum, a(raz do arsenal de marinba
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabel ^cimento.
All acharo os compradora; um complelo sorli-
mcnto de moendas de caima, com todos os mcllio-
ramentos(alguiis delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos annos Ir m mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debaiae alta pressao,
taixas de lodo tamanho,lano batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para condozir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, Tornos de ferro batido para familia, arados de
ierro da mais approvada conslrucc.o, fundos para
alambiques, crivos e portas pira fornalkas, c urna
infinidade de obras de ferro, que seria enradonha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inteligente e habilitada parareceber loilas asen-
rommendas, etc., etc., que os annunciantes contan-
do com a capacidadede suas oficinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciacs, se compromeltcm a lser
rxecutar, com a maior presteza, pe feioo, e exacta
conformidade com os mtelos ou desenhs, e inslrnc-
desque Ihe foremfornecidas.
I.embra-se ao Sr. leslair.cnlciro do finado Do-
mingos Antonio Gomes Guirmraes, que mande dar
parte as irmandndes que o dilo perlencia, afim de
que se Ihe facam os competentes dobres e sulTragios.
Um trmao.
Desapparcceu boje da Ira ves-a da ra do Quei-
mado, um burro caslaiiho escuro ; quem o liver pe-
gado, leve-o na mesma traversa do Queimado, taber-
na do Sr. Gabriel, ou na ra estrella do Rosario n.
31, lerceiro andar, que ser recompensado.
Procura-se saber quem s,io os procuradores, no
correspondentes oesta praca d. Sr. Joao l.eile Fer-
reira, Joao Rodrigues des Santos Franca I.eite, am-
bos moradores em Pianci, da provincia do Ceara ;
Jos Cesar Muniz Falcao, Joao Cavalcanli de Albu-
querque Mello, do engenho Araguary, e seu mano
Aolouio Brasilino de Hollanda Cavalcanli, Filippe
Jos de Miranda, de Bom-Jarrino ; Pedro de Mello
e Silva, do engenho Meirim, em Pedras de Fogo; e
de qualquer dos herdeiros de Joao Antonio deMou-
ra, do engenho Terra-Nova, cm Nazarelh, para se
Ihes commuuicar negocios que devem inleressar sa-
ber ; porlanlo sao rogados a declararem suas mora-
das para seren procurados, ou dirgirem-sc ra
da Cadeia ii.lt).
Francisco Gomes Castellao e Jos Bernardo
Goncalves Vieira fazem scienlo ao respeilavel corpo
de commercio, que estabeleceram no dia 3 do cor-
rente outubro uma sociedade cora todas as formulas
exigidas pelo cdigo commercial, e que em conse-
quencia della j se acbam eslabelecidos com um ar-
mazem de looca e vidros, na ra Nova n. 30. Socie-
dade essa que tem de gyrar sob a firma Castellao &
\ leira.
Precisa-se de um bom cozinheiro
para uma casa ingleza, paga-se bem: a
fallar na ra do Trapiche, armazem do
Sr. Miguel Carneiro n. 58.
Aluga-se o segundo audar da na de
Apollo n. 20, com bastantes commodos:
a tratar no armazem do Ferreira.
Precisa-se de uma boa ama de leile, forra ou
captiva ; na ra da Aurora, casa nbva junto ao 4o
sr. Gustavo Jos do Reg. '
No dia 28 do correnfe mez, por ser a ultima
praca, se ha de arrematar por venda um sitio com
casa de vivenda, na estrada dosAfuietoa, penhorada
ao coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo, por
execueao de Pedro Tertuliano da Cunha, cuja praca
lera lugar na porta da casa da residencia do Sr. Dr.
juiz municipal civil da segunda vara, na ra cslrei-
ta do Rosario, pelas 4 horas da larde.
Antonio Teixeira dos Santos e Antonio Sebas-
liao de Medeiros fazem publico, que dissolveram
amigavelmenle a sociedade que linham na taberna,
Ha na ra da Cadeia de Sanio Anlonio n. 16, por
lerem vendido a mesma taberna ao Sr. Jos l.eile
i. Vno dla ^ do correnle. ouja sociedade gyrava
sob a firma de Sanios & Medeiros, firando o com-
prador obngado a solver o passivo da mesma socie-
dade, consunto do respectivo Manco.
ATTKNCAO.
O abano assigoado pede a lodas as pessoas que Ihe
estao deveodo, que uoprazo de 8 das, contados des-
le, venham saldar suas conlas se nao quizertm pas-
sar pelo dissabor de seren chamados a juizo:
Boaventtjfm Jos da Catiro Aztxedo.
No neceo da Vlraciio n. f>, lava-se e engomro-
se com perfeicao, por barato preco.
RICAS PLIXEIRAS.
. ,..! i ? "."'S'""10'- "o". da loja de ourives,
nL.0*H'[alem.l,ubliC0' 1ue receberam .le
novo um escolhido sortimento do pulceiras de diffc-
rentes goslos, tanto para senhoras com para meni-
nos e ramio em conla os precos ; ronlinua-se a ga-
rantir a qualidade do ouro.Seraphim & trmao.
Po da 27, as 11 horas da raanhaa, na sala das
audiencias, depois de fioda ao do Sr. Dr. juiz de au-
sentes, se ha de arrema lar a casa terrea da ra do
Jardim n. 26, perlencenle ao finado Felisardu Go-
mes.
Na sala das audiencias, em presenca do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphos c ausentes, se proceder a
arrematadlo do prelo Franciscj perlencenle a lesla-
meotaria de Francisco Jos Goncalves, no dia sexla-
fera, 27 do correnle, as 11 huras da Planilla.
Constando mesa administradora da vencra-
vel ordein lerceira de S. Francisco desla cidade, que
nao obstante o despacho proferido pelo Illm. Sr. Dr.
juizdosfeilos da fazeuda, em It do correnle mez,
ja publicado nos Diarios de l'ernrmbuco ns. 239,
ttO e 241 de 18, 19 e 20 desle mesmo mez, o Sr. of-
licial do dito juizo, Josc Francisco de P.ula, lem
publicado que j fez ver ao mesmo Illm. Sr. Dr. juiz
k10* a k^1"'1'' 1" mandado que lem para
penhora execuliva pela fazeuda contra Jos Alvcs de
Alenla, he para execular contra o inquilino que
Tor morar para a loja do predio do patrimonio da
ordein, na ra do Torres, pela aclual numeracao n.
18; quando a loja em que esteve o dilo Jos Alvos
de Almeida, foi a do predio n. 15 na mesma ra,
nuiiierac,ao que nao leve nunca o predio da ordem,
dein evitar-se ao dissabor de requerer anda outra
vet contra o dilo Sr. olbial, (.xise que este declare
N hecerto oquelica exposlo ; imrque a insistir ainda
sobre a compelencia do mandado para a loja dio da ordem, a mesa adminisradora da mesma or-
cen por provas iudislrucliveis, que o sobicililo ofli-
cial nao procede assirn iior ignorancia, porm com
conhecimeutn do que a loja do predio da ordem nun-
Al ed" "",:'' "*m fo' occul,ada Pr Jus Alvesde
Achou-je um par de holins ; quem fr seu do-
no, dando os signaes cerlos e pagando a despeza des-
le, se ha enlregari: na Iravessa da ra do C.alal.i.u-
co n. :).
-- Traspassa-se o arrendamenlo da olaria do Ta-
manneiro, a melhor dos Coelhos ; quem a preten-
der, enlemU-se com Jos Carneiro da Cuiih.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOLX.EGIO 1 AWTDAH 25.
O Dr. 1'. A. Lobo Moscnzo d consultas homeopathicas lodos os das aot pobres, desde 9 horas da
nianhaa ale o meio da, e cm casos extraordinario* a qualquer hora do dia ou noile.
(inerece-se igualmente para praticar qualquer operado de cirurgia, e acudir promnlamenle a qual-
quer mulherque esteja mal de parlo, e cujascircumstanrias i.3o permillam pagar ao medico
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual complelo do Dr. G. II. Jahr, IraduziSoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :............ 208000
Esta obra, a mais imporlanle de lorias as que tratam da'homepalhia, i'nteressa todos os medicVque
qu.zerem exper.men ar a doolnna de Hahnemann, e por si proprios se convenccreni da verdadera
mesma: ...leressa 11 lodos os senhores de eng.nho e faze.ideiro que es.ao longo do recursos dos ,nedi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar uma vez ou outra d. ler p ec s de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inleressa a todos os chefes fie familia ce
pessoTdela'0'88' q"e D"" ^f^ Pdem "" Pre,,idas> *So bgo, a prestar soccorro, a qualquer
peitsoH
X!it-TmCTj,,0mCT'1,a oa 'r',0<:5ao doDr.Hering, obra igualmente til s pessoas que se
dediram ao esludo da homeopalhia um volume grande...... '
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra'ind'is-
pensavel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina.....
Uma carleira de 24 tubos grandes de finissimo cliristal com o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nano dos lermos de medicina, etc., ele............
Dila de 3b com os mesmos livros..........., .
Dita de 48 com os dilos. ,.........'.', .....
t>-. *~frleira he acompanhada de dous frascos de tinturas iodispensaveis, "a esco'lha*
Dita de 60 luhos com dilos...............
Bita de 144 com ditos.................',......
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas i escolha."
das 4r.ePira?SS m'ncion.da8,^"' qUlerem *** ^ aba,ilneDto de ***> q^lqner
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira
Ditas de 48 ditos ../.......
Tubos grandes avulsos........
Vidros de meia onca de tintura......
Sem Terdadeiros e bem preparados medicamentos nio se pode dar'nm pasito' seguro na oratb
2 H,a'J,iPr0Pa e,ar -eSM e,,,,hele'-imen"' ?? ""'Reia de te-lo o mais bem montado possi
uinguem duvida boje da supenondade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanhos e
inoZ1 qUalquereilC0,nmenuademediramen,0scni''aabrevidadee por presos nmito com!
89000
400
409000
45*100
5O90O0
6O0OO
1009000
8SO00
lliWHIO
laooo
2900
ica da
possivel e
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ. 43
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larga 0
9 do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
$ tes com gengivss artificiaos, e dentadura com- tj)
9 pela, ou parte della, com a presso do ar. flf
4) Tambem tem para vender agua dentifrice rio )
9 Dr. Pierre, e p para denles, lina larga do ff
Kosario n. j!6 segando andar. m
O padre Vicente Ferrer de Albu-
rpierque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maiores sacniicios,
e,,emquantonaofi\ar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
. 7~ ovos livros ,lc '""neopalhia mefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Uahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
209000
61000
"9000
6|000
Kteooo
691x10
89000
169000
10900(1
89000
79000
69000
49000
109000
309000
Jumos.
Tesle, irolcslias dos meninos ;
Hcring. homcopatiiia domestica. ..."
Jahr, phatinacnpahomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 voluines ....
Jahr, molestias nervosas....., .
Jahr, molestias da polle...... .
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harllimann, tratado complelo das molestias
dos meninos.......
A Teste, materia medica homeoplhica". '.
De Fayolle, doulrna medica homeoplhica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. '. '. '.
Diccionario de Nyslen......
Alllas complelo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, contendo a descripeo
ue todas as parles do corpo humano ,
vedem-sc lodos esles livros no cousiillorio homeopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Colleeio n. 25.
primeiro audar.
A casa de aferirAo mudou-sc para o paleo do
Terc;o n. 16. aonde serSo despachados os senhoces
que liverem de aferir os pesos c medidas dos eslabe-
Iccimcnlos com promplido, e faz ver aos senhores
que sao acoslumados a aferir em seus estabcleci-
menlos.que oanligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do correnle, e finda-se no ultimo dede-
zembrodo correnle anno.
Os senhores proprietarios erendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almunak, equizeremser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse officio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenjo Trigo de Lonreiro.
-T j Sr-. 'oaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem uma caria na livraria ns.
b e 8 da praca da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira (ptando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
No hotel de Europa da ra da Aurora manda-se
para fora almoros e janlares, mensalmenle, por pre-
co commodo.
Precisa se de uma pessoa lvreou escrava pa-
ra cosinhar cm una casa de familia, leudo boa con-
duela : no paleo ra malriz de Santo Auionio por ci-
ma da loja decirgueiro.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livrama n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
Uma pessoa que se acha habilitada para ensi-
nar geopraphia rhelorica, e gramtica portugueza,
ou mesmo lalim, flercee-se para o mesmo fim :
quem de seu prestimo se quizer utilisar, dirija-se
a ra do Livramenlo n. 1, 1. andar.
Lava-se e engomma-se com loda a pcrfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado n. lj. '
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
O abaixo assignado, pede a todas as
pessoas que Ihe sito devedoras por com-
pra de bilhetes de loteria, pie se dignem
mandar pagar-lhe o mais breve possivel.
Antonio Jos de Faria Machado.
Rcsponrie-se ao Sr. Jos Maria Goncalves Vi-
*""* ""maraes, que 110 Diario n. 244 de lerra-fcira
'-4 do correnle, diz ter juslo c contratado a compra
de una casa sita no Poro da Panella ra da Sadc
n. I, que dita casa Uto pode ser vendida porque nao
pcrlencc a esse Sr. que se diz vendedor, e sim aos
legtimos herrieiroi .la finada I). Josepha Scnhori-
nha Lopes luma, para cuja verilicacao se poricr o
sr. Iiuimaraos euleiidcr com o herdeiro JoaoSersio
Cesar de Anriradc.
. ~ ,lJeseJi,-s ''lar ap Sr. Bernardo Anlonio de
Azevedo I-crnamles, a neaocio de seu inlcrcsse : no
escnplorio de Doniingos Alves Matheus.
Ollcrcce-se uma ama para casa de hoinem sol-
leiro ou de pouca rainilia ; quem precisar, dirija-sc
a ra da Couccic.ao da Boa-Vista 11.52.
Onerece-M um homcm brasileiro para fcilor,
administrador ou caixeiro ile engenho ; lem moila
pralica dc-sc servico por nelle se ler empregado ha
mullos anuos : na ra do Ainorirn 11. 48, armazem
de l'aulo B Santos, se dir quem he.
Loja de Todos os Santos, ra do Colle-
Gio n- 1.
Lliegou a mesma loja cima um sorlimcnlo de
mangutnhas de vidro com diflerenles santos c sanias
dentro que se vendem pelo diminuto preco de .500
rs.. 610 8IM) rs., I9OOO, 1600 e JIMK); assim como
pcides de marina para aluar a 19000; c um sorli-
inenlo de palileiros de porcelana a IjOOO e I928O.
Aluga-se pelo lempo da fcsla um sitio na Ca-
punga, a margem du rio, com ptima casa, ronlemlo
qualro salas, nove quarlo,;co/.iuha fra, cora iodos
os 10ais arranjos necessarios uma casa de campo:
os prettndentes dirijam-se ra Direita u. 93.
Leitura repentina por Castilho.
Est aberla no palacete da ra da Praia, a esrola
por este excellente melhodo, nelle acharao os pas
de ramilla um promplo expediente para corlar o vi-
sio que tem todos os meninos de comerom as con-
coaulos finaes das palavras. O feriado em lugar das
quinlas-fciras he nossabhados. O professor d gra-
tuitamente pedras, livros, eludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lic/3es das 7 as 9 horas da
noile, para as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Coliegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afianzndo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commcrciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualcpier ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Coliegio n. 2, de
Antonio Lqg dos Santos & Kolim.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno delinho, lisas
e adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Loja de Todos os Santos, ra do Colie-
gio n. 1.
Chegoit ,1 mesma loja cima nm sor limen lo de es-
lampas de santos e santas, om ponto grande e peque-
no, que se trocara por todo preco para acabar; a
ellas antes que se ac&fem.
fe(MVs5er3@Stai
O Dr. Larolino Francisco de Lima Sanios y
mudou-se para a roa das Cruzes n. 18, pri- (g
meiro andar, onde contina no exercicio de **
sua profissao de medico ; e utilisa-se da occa- |?
g siao para de novo ao publico onerecer sen 2,
9 prestimo, como medico parteiro, e habilitado
ra a certas operacoessobre tudo das vias ouri- w
nariaspor se ler a ellas dado com especia- @
I idade em Franca. 4f
* !> w es
Precisa-se de uma ama deleite: no largo do
Corpo Sanio, armazem n. 6.
Na ra da Cadeia do Rccife n. 7 loja de Anlo-
nio Lopes Pereira de Mello & C, continua haver
um completo sortimento de caixas com chapeos de
Miro da bem condecida fabrica de Jos de Carvalho
l'inlo & C. do Rio de Janeiro e poi commodo preco,
bem como ainda eiislem algumas caixas com as en-
cllenles velas de carnauba da fabrica de Manoel ias,
do Alswafi, assim como alguns sapalos de orelha,
obra muito boa, feitos no mesmo lugar, ludo por
commodo preco.
Tendo fallecido em 11 de setembro do corren-
le anno na villa de Anadia, provincia de Alagoas a
crioula Romana Maria da Conceicao. fillra legitima
do prelo Africano Ventura Paes d Conceicao e sua
mulher Vicencia de tal, crioula, sendo aquella falle-
cida Romana casada na mesma provincia de Alagoas
com o prelo Africano Francisco Jos da Cosa, que
ainda Ihe sobrevive, faz-se mister, que quem se jul-
gar legtimamente prenle daquella finada annuncie
por este Diario no prazo de tres dias.
Roga-se .10 Sr........ que no dia 23 do correnle
romprou na loja n. 72do aterro da Boa Vista o meio
bilhete n. 2587 da loteria de San Jos, o favor de
comparecer na dila loja.alim de se resolver certa du-
vida; c se assim o n,1o fizer seusar dos meios legacs.
Pedc-se ao Sr. Cincinalo Mavignier, retratista,
o obsequio de mandar levar ra do Livramenlo n.
35, os retratos de dagiicrreolypo que Ihe foram con-
fiados, visto como ignora-se a sua morada, ou alias
leuha a bondade de declarar onde reside para ser
procurado.
No dia 22 do correnle desippareceu da ra do
Livramenlo n. 14, um cachorro grande muilo novo,
lodo piulado de malhas brancas pelo corpo, comore-
Ihas cortadas, levando no pescoro um pedaco de cor-
da, e lem a cauda col : quem o descobrirc livor em,
seu poder, dirija-se casa cima, qae sera recom-
pensado generosamente por Francisco Cavalcanli de
Albuquerque.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Pelo Thames, recebemos os novos
bilhetes da loteria 63 da Santa Casa da
Misericordia. Avisamos aoreipeitavel pu-
blico, que nos vemosobrigadosa augmen-
tar o preco dos bilhetes e mcios bilhetes,
cpie de hoje em diante sero vendidos a
ljOOO rs. os meios e2isOOO os inteiros,
por nos nao ser possivel continuar com o
mesmo preco, a vista do grande imposto
e militas despezas ; obrigamo-nos porm
a pagar os premios grandes por inteiro,
sem que sejam descontadosos 8 porecnto
da Ici, cujos bilhetes c meios bilhetes sao
Itrmados no verso pelo abaixo assignado:
as listas se esperam pelo vapor brasileiro,
que licou a partir do Rio de Janeiro a 25
docorrente; os premios sao pagos a'en-
trega das mesmas listas. Antonio Jos
Rodrigues de Souza Junior:
COMPRAS.
Na ra do Coliegio, segundo andar B. 21, com-
pra-se para umj encommenda. iirramulalinha linda
csdia, de 12a ISannos, oque soja rocolhida, nao
se olha a preco, um csrravo c uma escrava, crioulos.
de leinilas figuras, de 18 a 20 annos.
Na ra do Coliegio 11. 3. primeiro andar, com-
pra-sn o 3. vol. do Repertorio das Ordenarnos, o 2.
vol. de Maria llcspanhola, edirao do Porto, o 2.
vol. dos Lusiadas, edirao do Kio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
lilo Elysio, eilicao de Lisboa,.o 2. vol. dos Incas
7. c 8. vols das Memorias do Diabo, 1. e i. vols ce
I). Quixote de la Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e 3.
dos Desposados por W. Scolt.
Compra-se um brilhanle cm obra. 011 sollo,
sendo de bom lamanho paga-se bem : na praca da
Independencia 11. 14 e 10.
Compra-se a casa n. .52 na ra do Padre llo-
rianno, perlencenle a D. Epirauia Molina das Can-
deias, .1 qual annuncia eslar livre e desembararada
de qualquer nniis,
Compra-se uma carrera para ravallo com os
competentes arreo.*, usada, senda por proco.....>.....-
do : no armazem de inaleriaes que lem taholela, na
ra da Conrordia, ultima casa ao suido lado do uas-
coule.
Comprain-sc 60apolices da rompanhia de Be-
berihc: quem as livor', dirija-so a taberna da quina
da Gamboa do Car nio 11. 46. /
Compra-se o compendio de direito
ecclesiastico, pelo Dr. Jernimo Vilella:
quem tiver annuncie.
VENDAS
48000
2*400
320
.55O0
38000
23000
.58000
7J000
128000
08000
2S000
500
.HELPOHKNE DE LAN E SEDA
DKQUAROSA ItfoO!!!
Dinheiro a'vista.
Com o nome gracioso de Mrlpoinene, chogou polo
vapor viudo ultimaincule da Europa, nina fa/.enria
de seda o laade quadros que lem quasi una vara de
largura, e que pelo seu brilho parece ser de velludo
de cores, propria para vestidos de senhoras, pelo ba-
rato preco de 18300 o covado I! riao-sc as amos-
tras com peuhores: na roa do Queimado 11. 17,
"cortes de chalv escossez,
Na ra do Queimado loja 11. 17, vendem-se corles
de charly ou laa da escossia, com 14 covados, pelo
baralo prer,o debocada corte, a dinheiro a vista.
Vende-se um balelao com os seus perlences,
sendo remo e vela : quem o quizer comprar dirija-se
a Fra de Portas ra do Brum. no ultimo estaleiro.
RA DA CADEIA N. 23.
O liquidalario da taberna da ra da Cadeia n. 23,
querendo concluir a venda de diversos gneros que
arrematen na mesma taberna, por isso convida aos
(tonos de tabernas e mais pessoas para que venham
comprar, porque esl vendendo barato para con-
cluir.
Na ra Nova n. 27, vendem-se 500
meios de sola, por preco commodo.
\ende-se uma meia agua por traz da roa Im-
perial, onde se chama becco do Sagrado por preco
commodo: a Iralar na rna da Cruz n. 21, armazem.
Vende-se panno fino azul superior para sobre-
casacas militares: na ra Nova loja de chapeos e
atraate, n. I.
Na ra Nova loja n. 2, alraz da malriz. ven-
dem-se :
Camisas brancas coa] peitos de linho a .
Dila de cores finas Wancezas a. .
Coleirinhos para camisas 1......
Corles de casemirat Anas lisas,1 .
Dila dita dila de quadros a.....
Corles de fusloes pintados para collelcs.
Filas para cartas de hachareis vara a. .
Chapeos fraocezes para homcm a. .
Ricos cortosdeseUoi para cohetes. .
Aboloaduras donrnoas linas para casaca
Dilas de bronze para palitos ....
Lenco de fill de IHiho de tros ponas .
Brins brancos fraoeexes e diversas fazendas e calca-
dos para hoinem, ludo a dinheiro ,1 vista
FITAS.
Na ra Nova loja n. 2, vendem-se filas para caria
de hachareis a 68
PULCEIRAS.
Chegou a loja de Todos os Santos da ra do Col-
iegio n. 1 um rico sorlimenlo de pulceiras do ultimo
goslo chegadas de Pars, pelo diminuto preco de
18600 e 28500: a ellas anles que se acabem.
Vendem-se muilo hons maleriaes para pedrei-
rns, em grandes e pequeas porees, e mandam-se
bolar nasobra, ealugam-se crnicas para condc-
elo de Irasles, ou oulros quaesquer "objeclos; no ar-
mazem de maleriaes da ra da Concordia, ultima
casa ao sul do lado do nascenle, em cuja Trente e oi-
lo lem taholela.
Parapassarafesta.
Vende-se um bonito cavallo gordo o de todos os
andares, por prejo commodo : na ra Nova 11 4->
Por 3008000.
Na ra das Flores n. 37, primeiro andar, vende-se
.uma lypographia nova, prompla a Irabalhar, coro
todos o> seus perlences, prelo, lypos ele.
SAPATOS CASEMIRA PARA CARRO.
Na loja amarella da ra do Queimado n. 29, ha
para vender nm complelo sorlimenlo de casemiras de
cores, proprias para forro de carro e ruupa de cria-
dos ; ahanca-se a qualidade c preco commodo : ven-
de-se tambem sapatosde liia com sola ecortira, para
evitar a huinidarie.
Conlinua-sc a vender corles de chia larga e de
riscado francez, ludo de cores lilas a 28000 cada um:
na loja de 4 portas, na roa do Queimado n. 10.
\ endem-se una trastes do Jacaranda c oulros de
amarello, em bom estado c baratos : no becco da
Cacimba, 011 ra do Vigario n. 2.
Vendem-se chapeos pretos francezes a 08OOO :
na ra do Queimado, loja <|e 4 portas 11. 10.
PIANOS.
Em casa de Brunn Praeger&C, ru
da Cruz n. 10, vendem-se dous exceden-
tes pianos chegados no ultimo navio da
Hamburgo. '
COGNAC
de superior qualidade, em caixas de uma
duzia: vende-se a cana de Brunn Prae-
gerS C-, ra di Cruzn. 10.
CHARUTOS DE I1AVANA.
Charutos de Hvana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na ra da
Cruz n. 10.
Na ra da Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger&C, vende-seo segmnte:
Cadeiras e so'a's para terraco e jardim.
(Jleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de diiferentes qualidades.
Vinho de Champagne,
Veude-se om silio ra povoacilo dos Reme-
dios, junio aponte rio mesmo nome; defronte do
Iheairo pastoril (dos prezepios) com casa de vtveo-
da e arvore de fruelo: a tratar na ru das Agoas-
*erdes casa n. 16, 011 na ra Vende-se bolacha americana muilo superior :
em casa de Davis fe Compauhia, na roa da Cruz,
armazem n. 9.
Na ra de Sania Thcreza n. 28, se dir o moti-
vo por que se vende una bonita escrava, que sabe
cozinhnr, lavar, e lem principios de engommar, he
boa qulandeirae tambem refina assucar.
Vende-se um pequeo sobradinho com um
terreno ilharga, lendo este 30 palmos de frente, e
ambos no principio da ra do Pilar, cm Fra de Por-
tas, logo adianle da intendencia, em ptimo lugar,
deitanilo os fundos para a ra de uararapes, para
onde tambem faz frente ; ludo se acha livre e de-
sembarcado de qualquer onus : os pretendentes di-
rijam-se ra do Pilar n. 125, primeiro andar, ou
na ra do Crespo, loja n, 15.
Vende-se uma escrava, crioula, de 20 annos de
dade, de bonita figura, a qual sabe engommar, cose
e cozinha, nao lem vicio nem achaque : na ra de
Hurtas 11. 60.
Vende-se um cavallo ara, muilo gordo e mul-
lo bonito ; na ra de Aguas-Verdes n. 23.
Na ra Nova n. 27, vendem-se 500 meios de
sola, por preco commodo.
Vende-se uma crnica e um Im> muilo manso
para a mesma,- junto ou separadamente ; na ra do
Sebo, sobrado amarello.
Vende-se uma rasa terrea na frogoozia de S.
Jos, com duas mci.is.acna* no fundo, muilo bem
construida ; assim con uma mobilia de jararanda
em meio uso, uma corarnoda de Jacaranda, um guar-
da-loura de amarello, mesas redondas para meio de
sala de pao d'oleo : na roa do Rangel n. 56.
Camisas francezas.
Vendem-se camisaWrawozas brancas e pintadas,
as mais finas que tetS>indo, a 38 a duzia : na ra
Nova loja n. 16.
Palitos francezes.
Vendem-se palitos e sobrecasacas de hriro deli-
nho de cores a 38-500, dilos brancos de brelanha a
48, dilos de alpaca prelos e de cores a 78, 88 e 98,
dilos de panno fino prelo c de cores a 168, 189 e 209 :
na ra Nova loja 11. 16 de Jos Lniz Pereira & Fi-
nio.
Cassas escocesas.
Vendem-se cassas escossetas de quadros para ves-
tidos com 13 X covados o corte, e quasi vara de lar-
gura pelo baralo preco de 63 o corte : na ra Nova
loja n. 16.
Laas para vestidos.
Vendcm-s liasihas para vestidos, cortes de 15
covados, a 4f dilas de quadros cscosse/.es a 500 rs.
o covado ; dita, ,1,. feda a 600 rs. o covado: na ra
Nova loja n. 16.
Estao-se acabando as chitas baratas.
Vendem se chitas finas de roles lixas padrOes cla-
ros e escuras a 160. 180 e 900 r... .lilas largas frau-
cezas a 20 rs. o covado: na ra Nova luja n. 16.
Feijao mtilatinho.
O mais novo e melhor feijao mulatinho se vende
na travesa da Madre de Dos ns. 3 e 5, armazem de
Antonio Luiz de (limita Azevedo.
Arroz de casca.
Vende-se arroz .le casca o mais novo e melhur pos-
sivel : na Iravessa da Madre da Dos ns. 3 e 5, ar-
mazcn .le Amonio Lniz ric liveira Azevedo.
Faiinha de mandioca.
Vendem-se taccas com farinha de mandioca
com cinco .quarlas : na Iravessa da Madre de Dos,
armazem n. 3 e 5 de Antonio Luiz de Oliveira A-
zevc.lo.
_ \ enri *. a loja de raleado que foi de Luiz
Sanrz, no alorro da Boa-Vista n, II, temi poucos
fundos c por prero mili ronimori ; constando da ar-
inacao nova e invernismla. de calcado feilo, lano
para sondara como para meninos, de grande nume-
ro de formas, e oulros muitos objeclos de uso da
dila loja. e do menciona.lo individuo que m II.. mo-
rava por ler os necossaiio* rominnrios ; garanlindn-
se ao comprador o respectivo arrendamenlo : a Ira-
lar na na da Cadeia rio Recite, eseviptorio n. 3.
Vendem-se 200 couros do cabra pi rorlidos e
muito grandes ; na ra do Vinario 11. 14, laberna.
Sedas achamalotadas de cores e pre-
tal, a 700 11. o covado: na ra do Quei-
mado n. 40.
Canos e cavados.
V.nde-se um carro de 4 rodas e 4 assenlos, novo
e moderno, mullo bem construido ; vende-se oulro
mais pequeo com pooco uso e muilo leve ; e veu-
riem-sc tambem boas parelhas de ravallos para os
mesmos, e para cabriolis e carracas, ludo por pre-
co commodo : na ra Nova, cocueira de Adolpho
Ilourgeuis.
,r Vt"e:"e ; ,ll0Crn com muilo boa freguezia para a Ierra, e com poucoi
(tinelo* ; a Iralar na iiio-m;,.
nJ"7.Ve.n,'.-T"maf,r!DI,30 de lnJa P" miudezas,
rl u,n V u S" '' ra^r Da '"J" de miudezas da
ra larga do Rosario n. 26.
Cal virgem de Lisboa.
J-fr^Nt.jj vende-se cal virgem de
Lisboa, cheg.da no ull.mo navio, por proco com-
i\a loja da ra do Coliegio n. o, continua
a vender-se o mais superior doce em barris, p.,is es-
..S2 B" Cm ""la a "Wea e limpeza que
he possivel ; em quanlo o oreen nao deixar o com-
tlTZ i6 f7 "f800'0' nao Pe'0 P"i ~n.o pe-
la qualidade do doce.
0
VENDE-SE: ()
Prezuntos para fiambre, queijos A
londiinos, corintes para podins, &
conservas, Iructas para podins, *
batatas inglezas em gigos. caixi- 2
nhas com arenques, e oulros mui- "
tos objectos, tudo vindo ultima-
mente pela galera ingjeza Bo-
nita : na ra do Trapiche n. 54,
armazem.
Vende-se uma canoa de carreira no-
va, ptima para familia por ser espactwa,
e de excellente marcha: na rita do Brum,
armazem n. 26.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: o
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
Vnde-se sal do Ass a bordo da barcaca Flor
do Rio Grande, fundeada junio do trapiche do al-
godao.
Vende-se uma duzia de cadeiras, um sof e
duas cadeiras de bataneo ludo de Jacaranda, e um
lavatorio de amarello: na ra larga do Rosario o.
48, das ires horas da larde em diaote.
VARSOVIENAS A 340 RS.
Vende-se esta lazenda de quadros largos, padroes
de alpaca de seda de qualro palmos de largura, pelo
baralo preco de 340 rs. o covado, alpaca de seda de
cores a 440 rs. o covado, chapeos Trancezes a 58500,
bnm de linho padroes de novo goslo a 28400 o corte:
na ra do Queimado n. 38, em frente do becco da
Lnngregarao.
CASEMIRAS E PANNOS.
V ende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muito leve a 28600 o covado, panno azul a 3 e
48000, dilo prelo a 38, 38500, 48, 58 e 58500, cor-
les de caseniira de goslos modernos 1 6JOO0, selira
prelo de Macio a 38200 e 48000 o covado : na ra
do Crespo n. 6.
o qi;e GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlanlo, vendem-se cobertores de algodSo com pel-
lo como os de laa a 18400; dilos sem pe'h> a 18200;
ditos de tpele a 1200 : na ra do Crespo n. 6.
\ en le-se fio de sapaleiro, bom : em casa deg.
P. Johnslon & Compauhia, ra da Sensala Nova
o.42.
ATTENCAO',
Vende-se muilo boro lijlo de ladrilho, alvenaria
grossa, e batida, Jilos quadrados e de tapamenlo,
cal, areia, por presos os mais commodos que he pos-
sivel, c com a conriicAo de se mandar conduzir. as-
sim como alugam-se carracas para carregar Irasles,
nia.leiras c o mais, a qualquer hora : na ra da
Concordia, porto do Pcinho, armazem de maleriaes
ede carracas, junio a laverna de Jos Domingues.
Vende-se a dMilaeCo de espirilos e licores,
da ruado Rangel n.5i, bem afreguezada, e monta-
da com os fundos, que convier ao comprador: aira-
lar na mesma, com o proprielario Victorino Fran-
cisco dos Sanios, dias uteis, das 8 da mauhaa as 5
lloras da larde.
Pechincha .
Vende-se uma porcao de estacas, varas c fachinas
para cerca, por preco muilo commodo: no primeiro
sobrado da ra da Senzala, defronle de Sania The-
reza em Olinda.
RA NOVA N. 4.
Nesta nova loja vendem-se bilhetes e
meios bilhetes da loteria da matriz da S.
Jos, que corre sexta-feira 27.
Preioosr'
Bilhetes inteiros. IO5OOO
Meios bilhetes. 5000
Vendem-se 4 escravos, sendo duas prelas, ama
deltas com boas habilidades, 1 prelo de meia idade,
ptimo cozinheiro, de boa conduela, e 1 molecole de
idade 22 aonos : na ra Direila o. 3.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
GENEBRA EM FRASQEIRAS.
Da mais superior qualidade que existe
no mercado, vinda da Hollanda, e por
precos commodos: vende-se na ra do
Trapichen. 10, segundo andar.
Vende-se umz casa terrea na rua
Imperial, com chaos proprios, livre e des-
embararada, com grande quintal e por
preco commodo: trata-se na rua da Penha
foja de calcado n. 29.
SALSA PARRILHA DO PARA'.
CI legada de fresco ede muito boa qua-
lidade, vende-se em casa de Antonio de
Almeida Gomes &C, rua do Trapiche n.
16, segundo andar.
CABRIOLET.
Vende-se um cabriolet em bom
calado, por commodo prejo ; no
Ierro da Boa-Vista n. 55, casa de
F. Poirier.
Sacras de iaainlia.
Vendem-se saccas com farinha da letra, nova e
bem torrada: na rua da Cadeia do Rccife, loja
n. 18.
SELLINS TNGLEZES.
Vendem-se os melhores scllins que
tem vindo a eslo mercado, com seos
competentes freios ele, tambero chi-
cotes para carro, homem e sonhnra, por
precos muito mdicos: uo oscriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wvatl,
rua do Trapiche Novo n. 78.
MIUDEZAS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los de couro de lustre para seuhora a 18 rs. o par,
dilos de merrequm atiOOrs., oilos para homem a
800 e 900 rs., boloes de gath para crnica 200 rs.
a gro/a, linha de cores a 18. dila branca de 800 a
18200, papel de peso muilo bom a 28400 e 28500 a
resma, penles para alar cabellos a 240 rs.. dilos finos
a 800 e 18. :ol\eles a 60 e 90 rs. a eaixa, bicos, filas,
alunles do todas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
Ihesnuras finas e ordinarias, pulceiras deourofin-
gindo de le, carlcias para baile, peneiras de ac e
iniiras muilasrousas por precos muilo em conla.
Vende-se uma laberna na rua do Rosario da
Boa-Visla n. 47. que vende muilo para a torra, os
seus fundos sao cercado 1:2008000 rs., vende-se
porm com monos se o comprador assim Ihe convier :
a tratar junto lfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua rio Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendom-sc corles de vestidos de cambraia de
soda com barra c babados, 8S000 rs. ; dilos com
lloros, 78. 98 o 108 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, a 118 ; corles do cambraia franreza muilo fi-
na, fu. com barra, 9 varas por 4-8500 ; corles de
rassa de cor com Ires barras, de lindos padroes,
38200, pocas de cambraia pai cortinados, com8!,
varas, por 38600, ditas de ramacem muilo finas, a
68 ; cambraia dcsalpicos miudinhns,branca e de cor
muilo lina, >800 rs. avara ;alonlli. lo de linhoacol-
xoado, 900 a vara, dilo adamascado com 7's pal-
mos do largura, 28200c 38.500a vara ; ganga ama-
relia liza ra India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; cortes do collcle de fuslao alcoxoado e bons pa-
droes fixos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
:t60 ; ditos grandes finos, t 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, i 1600 rs.
o par ; .lilas lio da Escocia a 500 rs. o par.
PUBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
revereiiilissiimis pariros capurliinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augineulado com a novena da Se-
uhora ola Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha Milagrosa, ede.N. S. do II.....Conscllm : ven-
de-se nicamente na livraria 11.60 8 da praca da
in.lepend.-nc.a. j 1*4MIO.
Voiide-so um ptimo rahrinlol de duas rodas
e ten cubera, porom com lodos os seus arreiu:
na rua ;le S. Francisco, cochoira de Paula & Silva.
Vende-so feijao mulatinho muilo novo : na
roa Direila n. 69.
Com toque de a varia.
Madapolo muilo largo a 38000 e 38500 a poca :
na rua do Crespo, loja da esquina qoe volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que uno* a **. ditos de seda muito grandes a 168,
volta para a Cadeia: vende-se chales de f'? de c'mbri'ia. ",dl"' qoatro babados a
seda a 8*000.12S000. IU000 p l.nn7. *!!.,.* ^J!^BJ?2Lf'^* *> g-'o propria.
seda a 80000, 12S00O, 14*000 e 18$00O
rs., manteletes de seda de cor a 1 ($000
rs chales pretos de laa muito grandes a
5S600 rs., chales de algodao e seda a
1*280 rs.
Deposito de vinho de cliam
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56*000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo__
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Veodem-se ricos pianos com excellente. vo-
zes por pretos commodos: em casa de J.C. Rabe
rua do Trapiche 11. 5. '
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de ISA. a 18400 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Panno* finos c casemiras.
Na_rua do Crespo loja da esquina qoe volla para
a l.a.lea. \enrio-.e panno prelo 2300. 28H0O, 3.
30500. 40500. 58500, 6()O0 r.. o covado.dilo azul??.
20._ 2c800, W, 63, 78, o covndo ; dilo verde, 23O0,
38500, 48, 58 rs. o covado ; dito edr de piulido a
18500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, i 78500 e 88500 rs. ; dilos com pequeo
deleito, 68500; ditos inglezenfesUdo a 58000 ; ditos
de cor a 48, 58500 68 rs.; merino prelo a 18, leiOO
o covado.
Alenda 4* Edwl Ka
Fazendas para a festa.
Vendem-se corles de seda de quadros com 17 co-
vado a 18, cassas e cambraia? transparentes a 800
rs. a vara, romeiras de cambraia bordada a 28, capo-
tinbos de cambraia com enhiles a 5, romeiras bor-
dadas de relrox de ditlerentes precos, aettm lito de
todas as cores aWOrs., dito lavrado proprio para
vestidos de casamento a 2800 o covado, lencos
Standes de seda a 1600. chales de laa e seda mullo
nosa38j00, dilos de teda muilo grandes a 16,
par festa. o que se vendem baralo: na rua Nova loja
11.16. de Jos Loiz Pereira 4 Filho.
VENDE-SE.
Cobre emfolha de 20 8te'28 oncas.
Estanho em verguinbas.
Chumbo em barras pequeninas de 14 li-
bras
Champagne, marca A & C.
Vinho do Bheno'das qualidades mais
apreciadas, em caixas de uma duzia.
Uavmotes e armas de fogo em geral:
Lonas, e brins de vella
Arreos, lampees e chicotes para carro e
cabriolet.
Graixa ingleza de vernizpara arreos.
Esporas de ac fino, prateadas.
E para fexar urna corta:
vende-se por o maior preco que der cer-
ca de 600 formas de folha de ferro pinta-
das, proprio para fabrica de assucar: na
rua do Trapiche u. 3, armazem de C. i
Astley&C
HEGHIISIO PARA EHSE-
NHO.
NA FUNDIDO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNlAN. NA
"A DO BRUM. PASSANDO O CHA-
!e"c|,^dPornln;.?,?^',C*or,imen,0 dos "guinlwob-
oer moendas e meias moendas da mais moderna
con,lrucc.ao ; taixas de ferro fundido a baUdo 32
oes ; crivos e boceas de fornalha e rerrisraa !!"
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon- de mMdiocT ec !aa>
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti- lijg,
menlos de taixas de ferro coario e batido, tanto ra- "atol .,
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa- J* "^"'am lodas as encommen.
ra animaos, acoa, ele., ditas para armar em raadei- i*, {" ""hecida, eeom adevid
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauliiTrio
para casa de purgar, por menos proco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
I has de flandres; ludo por baralo preco.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, oa roa da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua^
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vend*-sc excellenle taimado de pinho, recen-
teniente chegado da America : na ro de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender- se com o adminis-
trador do mesmo.
t- Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, echegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 5b"
e 58, ou no caes da alfandega. .
Cassas irancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Schmettau & C., rua do Tra-
piche 11. 5.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, (em a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America. #
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, os-
criplorio n. 12, vsnde-se muito superior polaau da
Huwia, americana e do Rio de Janeiro, a precos bo-
ratos que he para fechar conlas.
ateposito da fahriea de Todos os Santos na alahia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodaa trancado d'aquella fabrica,
mu i lo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por proco commodo.
- Vende-se ou arrenda-sc um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe's de coqueiros, com bga casa
de vi venda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-sc a' rua do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e Jaixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. r
NA MESMA FUNDICAO
'" 12VI 1 ""a3* M "emenda, m a sopertori-
3?dd.edJeJ ST5" C0,D dVd' So-
peso. dee^droan9adUa, bBtM 8rand"- **>
Veodem-se 3 casas lerrea, por preco comaao-
'"''"' d '""Cao em Sanio Am'arV; "uX
.T.mvr2a dm J* Jacinlho de Carva ho.
GRANDE SORTIMENTO E BRINS PARA
Vod. .^WS E PALITOS.
> ende-se bnm trancado de linho de qnadros a
52"-. v" : JHo aOOe 13000; dito eSedo
^?K; frle,de f0,,an 'ancoaWrs.^oT>
de i,ho do p.Ar.M.c^':
lanos a 390X10 : na roa do Crespo n. 6
r, ^AZENbASBAMOA.'
Chai) da India, de qoadros, de la. e teda, f.zen-
HMlTLTd0 o-52? ttZ
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 5 excel-
entes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
,.Z )'e."dem-,e no 'fgo do Livramenlo n. 20, .
vfnt/?' "da. do Pono, calcad d'aco,' e-
virtode do que tem a vantagera de cortar a rail de
2lq*CpaL,rarero duplo das oolra..
Deposito de panno de algodao da
9 fabrica de todos os santos na
Rabia.
9 Vende-se esle bem conhecido panno, pro-
2 pno para saceos e roopa de escravos : no es-
t Traffi n6 r- COmpanhi,, "" *
Clialy de qoadros para vestidos, fazenda bellisst-
mae de goslo muilo moderno a 1000 o covado : oa
roa do Queimado o. 46, loja Oa Beeerra & Monlra.
Vende-e na rua do Crespo, loja ama-
relia r.. 4,
palitos de alpaca preU trancarla a 7J000, ditos de
bombazim prelo e de cores a 108000, dilos de panno
fino de cores a 15J000.
" Na roa do Coliegio o. 3, primeiro andar, ven-
iiemse para fechar conlas mi. equinhentos masaos
de nula, de vidro lapidadas a 160 r.. cada masso. e
.0 duzas de calas de masea para rap a 1*200 a
- Vinho do Rheno, de qualidades pectaes.em caixas de uma duzia .charutos na rna o Aragio, casa do Sr. Nesme n. 6, ondepo-
de Havana verdadeiros : rua do Trapi- osi.^fie^"len.e, "'"-lo, e ir.ur do ajuste
chati, P B.ran?raT0.?"h'r_M,m'UOD"d.Cn.r.o
che n. o.
Na roa da Cadeia do Rccife 11.60, vendem-se os
soguinles viuhos, os mais superiores que lem vindo a
osle mercado.
Porlo,
Bucellas,
Xerex er de ouro,
Dilo escoro,
Madeira,
em eaixinhns de uma duzia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife o, 50 ha para vender
barris com cal rie I.i-boa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco. commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma halanca romana com lodos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : qnem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eil'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron 4
Companhi:
Vendem-serelogios de ouro e prata, ma i
baralo de qnrem qnalquer oulra parle
na praca a Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tempara vender diversas m-
sicas para fiiaro, violao
scjam.quaarilhas, valsas,
tickes, modinlias, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Lindo corte, de lanzinha para vestido de ?*
s.-iiliora, coio 15 covados i;ida corle,
.500.
Na rna do Crespa, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
RUA DO lTICHirNrT0T
Emcasa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos at 1
Spolegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
_^LE?2nS,ez d<* melhores.
JtKKSKaaWafBK-K---------
Veode-se om eicellenle carrinhe de 4 rodas
ReciTa n. 27, armazem.
Moinhos de vento
'omhombasderepuiopara regar horlas e taiial
de capim, na fundicao de D. W. BovrmaB :
do Brumos. 6,8el0.
Devoto Ciuistao.
Sabio a loz a 2. edicto do li vrinho deniominido
Devolo ChrialSe.mais correlo e aeroseeqlado: vnde-
se nicamente oa livraria 11. 6 e 8 da prora da
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, moito grandes o
re nom goslo : veodem-se na rua do Crespd, loia da
esquina que volla para t cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
1 *,9 docorrente mez desappareeea o n-
talo Alciaodre do abaiio assigoado, com oa signaos
segurles: alio, secco, qoe representa 20a 22 annos,
iionila ligara, com om signal em om dos olhosqoe
recitado .lena apparecer o signal de uma fistola, le-
voo camisa de algodao e ceroola do mesmo panoo,
com um gibao de couro de ovellia, fugio de Sao Rea-
to de (mranhuiu, lomo a estrada do Recife, foi via-
'" "^j*"'loio ''os Pombos, pas.nu em Santo An-
iso, he pr*rvet qoe esteja nosla praca, pois sempre
leve vontade de seolar praca assim fosse forro, por
Isso recommenrin-se a lodas a. autoridades o capitSes
ide campo a apprehencao do dilo mulato, e entender-
se com o procurador do abaixo assignado nesta cida-
de o Sr. Rufino da Costa Pinto, qoe. Sea com poder
para dar o destino ou vende-lo.
Esta fgido desde 23 do mez pasudo, o proto
de nome Alciandre, de idade 25 anuos, estatura al-
ia, corpo reforcado e bastante sellado, quando anda
deila a harngapara afrente. Este escravo foi do
francez Melequer, do Rio Doce, onJe he muilo eo-
uhccirio, assim como em Olinda ; ha noticias de qoa
lem sido encontrado na eslrada .la Boa-Vista para
Olinda pola fundlo ; as mesmas noticias j deram
de que linha sido eoconlrado no lunar de Marangoa-
pec lampa: roga-se as aoloridadcs destes logares
e aos cap Ules de campo a captara do mesmo prelo.
qno se gratificara bem : na fnndicao da roa do Brum
Pelas 6 112 horas da larde do dia 22 do corre-
le, desappareccu do sitio do padre Joo Capi.lrar
rie Meiidooca, na Capunga. a escrava. crioola, de
nome Mana, com os signaos seguiules: cor tola, ca-
nelos carapiohados, cara redonda, heleos groases a
nariz chato ; lem os ps apalhelados, e cima do
lornozello do p direilo uma cicatriz de queimadu-
ra ; altura regular e bastante gorda : qoem P-
preheuder, leve-a a roa Nova n. 51, que sera recoro-
pensado.
Desappareeea no dia 8 de selembm o escravo,
cnoulo, de nome Anlonio, que eostoma trocar o no-
me para Pedro Jos Orino, e iolltolar-se forro,
lie muilo ladino, fo e*crivo de Anlonio Jos do
Sanl'Anna, morador no engenho Cail, conwrca de
Santo Anto, diz ser nascnlo 00 sertao do Apody;
estatura e corpo regular, cabellos prelos, earapioha-
dos, cor um pouco fula, olhos escaros, naris fraude
a graso, beicos grossos, o .semblante um pouco fe-
e flauta, como rhado, bem barbado, porm nesta occsMo foi com
redowas, scho-, cllil pipada, com lodos os denles na frenle ; levou
l,,|,,,.1,;K;T,. camisa de madapoln, calca ejaqoela branca, cha-
- peo de palha rom aba pequea e urna trouxa de ru-
pa (icquena; lie de soppor que mude de Irage: ro-
a-se porlanlo a. autoridades policiaes e pessoas par-
d.en.lan o Iragam nesta praca d
Kecjfo, na r'u'a iarsa do Rasarla n. ,
compousir muilo hem o seu Irabalbo.
que se

.
I f

t

PERN. : TV. DEM. F. DE FARIA.

AJ l-TIl A r\/\


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