Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01324


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Full Text


ANNO XXX. N. 246.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 26 DE OUTUBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
.'
EKCAKHBGAHOS DA SUBSCRIFCAO'.
Uerife, o pronrisiario M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, oSr.Jno Pererra Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclorda Naiivi-
dade; Natal, oSr. JoaquimlgnacioPereira; Araca-
ly, oSr. AnloniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, oSr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres '27 1/2 a 27 3/4 d. por 1
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de leltras a 8 0/0.
METAES.
29000
Moedas de 6*400 velhas. . 165000
de 69400 novas. . 16l)00
de 4000...... 9000
Prata.Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 1940
19860
CITERIOR.
4
-
DIREITO INTERNACIONAL.
Da visita dos navios muiros pelas naroes bellige-
ron les.
Ha militas sceulos que o rommerrin, e sohrcludoo
commercio martimo, se lem tornado, para aquellas
nar,es que nelle se empregam, urna origem de pros-
peridade, de riqucvi, e mcmo 'le poder. Apenan
urna guerra apparece nos mares, a presenta-se urna
mu Untan de quesloe entre os belligeranle* e os po-
vos que permanecen! pacifico*. (Juesliie* graves, por
sao que iii(eresain a todas as nardes, quesle* que
umitas vezes assenladas em direito peta* Intactos de
I i.i/ '.io de nuvo suscitadas quamlo M hostilidades rc-
*"*">oinecni. -------
Para tratar este ponto litigioso do direito interna-
cional, para marrar as difllculdailos que suscita aap-
plicaeiio lcsle dircilo, seria iodispensavel escollier
nm lempo de paz., porque nilo he no meio das exci-
tares apaixonadas de urna guerra que he possivel
fazer prevalecer o direilo dos puvos Traeos e desar-
mados, contra as preteiirocs tas naques fortes e ar-
madas. He duraute a paz que um congrosso de le-
ddsas potencias martima* leveria ser chamado pa-
ra determinar osdireitos de lodos, e de rada um. No
entretanto, as reunioesdiplomtica* do nosso serillo,
essas reunidesque regularan) coro cuidado a navega-
rito do Rhin.e outros rios, concluiram-sc sem terem
dito urna nica palavra sobre a navegado do vaslo
Ocano.
Nao he aqui o lugar compelenle para indagar as
causan do silencio guardadlo pelo* congressos de Pa-
rs, de Vienna, ele, sobre as quesliies que divdem
o universo ha mais de dous secutas ; bastar dizer
que esta omissta nao deve ser altrilinida a um cs-
quecimenlo. EITectivamenle um grande numero de
naguas que concorreram a c**as reunios procura-
ram em tratados solados prevenir os conflicto* que
frequciilemente resultara da applicarto do direito
internacional martimo.
Depois de 10 annos de paz a guerra apparcre na
Europa ; todas as queslOes deslc direilo vilo de novo
agitar os espirito* no seo de todas as naroe* do uni-
verso que se oceupam da navegido. Asdiiculila-
des sao numerosas, loria c cada urna exigiran) ser
expuslas e discutidas com cuidado ; maso lempo e
o e-paco 11., i o comportara. Alm di*so, as decla-
rares fraucas e lilieraes fcila* pela Franca e pela
Inglaterra tiram a algumas des*a* liflicul.lade* a
possibilidadc de se produzirem durante a guerra que
comeca. Mas oatras ha que nao estilo previstas, e
que puleni suscilar-se. Euirc estas ultimas indicare-
mos a que nos parece menos conhecda, a risita ios
nucios neutro.'.
O direito'enerado pelos cruzndorc* helligcranles
de deter em pleno mar, e de visitar os navios de
commercio neutro, tein sido objoclo de numerosas
controversia* ; a sua origem, a sua natureza, seus li-
mites, e ine-mo a sua existencia tein sido postas efti
diivi la, e dado lugar adrsajusei animada*. Exami-
naremos estas diversas partes da queslao esf.ucan-
do-no por lornu-las claras a lodos.
O belligeranle lem todo o direito de prejudcaro
cu inimigo por lodos o* meios directos e lcitos aa
sen alcance para o obrigar a tazer a paz. He esle o
principio fuodamenlal do direilo da guerra ; h is
l.i tMimicia-l'i. Deposquc o commercio maiitimose
lem lomado um elemento de poder para as nacoes
martimas, a ruina do commercio do inimigo tor-
nou-se tarabem um meio eflica/. de o prejudicar ; he
esle um dns principaesmotivoa que lem feito sus-
lenlar no mar a prezu e rouii-r,, da* propriodadps
particulares ; preza e confisco de ha muilo abando-
nada, pelo mono, legalinente, quanlo.is guerras ter-
restres.
O belliseraulc tara pois, segando n direito natu-
ral, primitivo e divino, odireMde" s foerar te
ludo quanto podenco ao inimigo, c notavelmnte
dos uavios de'commercio de seos subditos.
Esle direilo pode elle exercc-lo : Io, no territorio
do sea adversario, islo be, as bahas, portas e ma-
res lerriloriaes; *, no seu proprio territorio ; 3", li-
nalmente, no territorio commum a leda* as nacoes,
no alto.mar, no mar livre. -
Nos dous primeiros casos nao se oftererem as dif-
ficuldadcs que se presentan) no tereeiro. O navio
encontrado isoladamente no alto mar nao Ira/, um
igual evidente da sua nacionalidadc. He diflicil e
mesmo impossivel distinguir se perlcuce a tal ou fal
paiz, se he propriedade de um amigo ou de um ini-
migo. No entretanto o cruzador belligeranle, com-
quanlo lenba o direito de se assenhorer de um na-
vio iuimigo, lem o dever de respeilar e mesmo pro-
teger o navio neutro. Na incerteza em que se v,
he pois neressarin 'ou renunciar ao sou direilo, dei-
xanilo escapar o seu adversario, ou violar o seu de-
ver atacando um navio innocente. Ura, todo o mun-
do sabe que o horaem que lem as armas na m.lo he
mais susceplivel de violar os seus doveres do que a-
bandonnr os seus direilos.
Esta grande difflculdadc deiiaria de existir se a
handeira fosse para os navios do commercio a prova
evidente da sua nacionalidadc. Desgracadamenlc
nao acontece assim, porque exista a pratica do po-
der o capillo navegar sol a bandera que mai* Jbe
i'onvier. Em lempo de guerra rbama-se a esle faci
urna astucia. Nenbum crime ensle, salvo da parle
de um navio armado que se empenhasse cm comba-
te sob um pavilhao engaador. Aqocllc deploravcl
abuso exista, e be impos*ivel exlirpa-lo. Daqui pro-
vem urna das causas que lem dado origem ao direilo
de visita instituido pelo direito secundario.
Obelligeranle lem o direito de se apropriar c a
proveilar os navios do sen inimigo ; mas quandoes-
tno no alto mar neulium indicio, iicnbumsgnal sor-
cienle existo paradislinguir os navios neutros. Co-
mo poderia exercer-se pois este direilo importante ?
O tratados consentidos por todas as naciies |cm da-
do nos cruzadores das partes em guerra o dircilo de
deler os navios que oncontram, e de certificaren) se
realmente pertencem naca cuja bandera arvo-
r.im.
A segunda causa he dfferenle. Um dos deveres
imposto* pelo eslado da goerra no* paizc* neutro*
he o de nao se envolvercm de maneira alguma as
hostilidades, e por consequencia de nilo fornecerem
s partes empeohadas na lula uem armas nem mu-
nicles. Mii.ilqu>r oulro commercio he livre entre os
hclligeranle* e os povos pacifico*. Todo o nav
neutro, que conduzir coolrabando de guerra para
nm dos adversarios pode ser deudo pelo oulro, e o-
hrigado a entregar as armas e munroc* de que es-
tiver carregado. O soberano neutro abandona lodo
o subdito culpado de volac,rtda ledas nacoes e das
suas proprias ordenanzas pena em que incurre,i--
lo be, ao conli-co dos objeelos do commercio livre.
Mas como poder o liclligeraule distinguir o neutro
i
culpado daquelle que fielmente cumpre os deveres
do seu estado 1 Por meio da visita ; depois de cslar
cerlo da nacionalidadc do navio delido, o cruzador
verifica qual he o ponto do sen destino, e se Mr um
porto inimigo, examina a iialureado carregamenlo.
As potencias que considerara legal a preza da pro-
priedade inmica rarregada em navios neutros dlo
vi*ila urna Icrceira causa anloga :i segunda : a ne
cessidade em que cl o belligcrante de se cerlficar
e o navio encontrado nao conlcm mercadorias per-
lenrenles ao inimigo do cruzador.
Esta dupla origem do direilo de visita lem sidorc-
conliccida por quasi lodos os autores ; esta, alcm dis-
so. provada tic una maneira peremploria por um
Tacto muilo imprtenle, e que ronvem ineurinnar
aqui. Os navio* de guerra nilo estilo em cao aluum
sujeilos a visita, porque a bandera faz !( da sua na -
ciniiali-lade.
Em pocas de guerra, qnando doos navios desta
natureza seencontram, arvoram a barxleira, quesein
duvida pode ser Ilusoria ; mas se um dos dous cer-
lifica essa bandera por um liro de pega, o oulro
certifica igualmente a sua ; as buideira* mostradas
desla maneira, e asim certificadas sito verdadeirns.
() liro de pera de seguranca he a palavra do ofliciil
cominandaule. e deve dizer-se bem alto, essa palavra
be sempre leal. A handeira certificada he um signal
de reconherimenlo cerlo para o* navios de guerra
Por outro lado esle* navios nunca se envolvem em
operarocs de commercio, e nilo fazcm por consequen-
cia contrabando.
Alcm disso, c pela sua propria natureza, lm sem-
pre a bordo armas c munire*. Finalmente, perteu-
cendo ao eslado, se elle lransporlas*e nbjer.los pro-
hibidos, seria culpado o proprio eslado ; dcixaria de
ser neutro, e seria considerado o tratado como be-
ligerante.
Esle* dous motivos qoe exislem para autorisar a
visila dos navios de commercio, nao exislem pelo que
respeila aos navios de guerra ; e he por esla razo
que estes ltimos nilo estilo sujeilos aquella forma-
lidade.
Desla origem de visila resulla que ella nao he um
direito proveniente da lei primitiva, mas nicamen-
te do modo de exercer o direito de prejudicar o ini-
migo de una maneira regulada pela lei secundaria e
pelos prnprios tratados. Esla distineciio he importan-
te, e aprsenla a consequencia de que a visita deve
ser exactamente restricta aos limites mareados pelos
tratado*, islo he, por urna le escripia, e muilo me-
nos susceplivel de falsas iulerprelar,6cs do que a lei
primitiva.
A visila (em poisum duplo fim : Io,verificar a na-
cionalidadc do navio encontrado ; :>, certificar-se
que o navio neulm be fiel ao seu dever, c que se nao
cuvolve nas ho-lilidade* de urna maneira directa
con liuiu lo para o inimigo do cruzador objectos de
contrabando de guerra.
Como deve pois verificar-se esa visila ? Quaes silo
os seu* limites'.' Esla* duas quesloes imporlaulcs silo
reguladas pela lei que eslabclercu a visila, e pelos
prnprios Iralados. Todos os aclos que se lem Decapa-
do desta quesISo sio conformes nos mesmos princi-
pios, salvo una nica excepcao.
O dircilo de visila era reronberido antes qnc fosse
regulado pelos Iraladus anleriore* ao seclo XVII.
A navegarn e o coinir.errio ntarilimo nilo haviam
ainda cliesado ao grao do prnsperi Ibes lem dado urna lito grande influencia na forra
dos e*lailos ; a rivalidad commercial nilo se linlia
anda de*cnvnlvido inleiramcnte ; naoamearava ain-
da a prosperidade da* naroes pacificas. Nilo era por-
tadlo necessario entrar cm grandes delalbes ; bastava
reennhecer a existencia do dircilo em favor do belli-
geranle. Mais larde tornou-sc iicccssario regular o
exercicio desse direilo para proteger os neutros.
O h .na o dos I'erjneos foi um dos primeiros que
se orcupnu do* delalies a respeito da visila. As suas
di*upsici>es lornarm-se de alguma maneira o direilo
'martimo da Europa sobre esleobjeclo. Quasi lalos
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caniari, Bonilo e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Visu, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna'e Parahiba, segundase exlas-feiras.
Victoria e Natal, nas qnintas-feiras.
PREAMAR DE IHME.
Primeira s 8 horas e 30 minutos da manliaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relac.ao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, larcas e sexlas-feirass 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do ciel, quarlase sabbados ao meio dia.
l i'llt:\ir.mi>Ks.
Otitubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
> 21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da larde.
- 28 Quario crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da larde.
DIAS DA SEMANA, .
23 5egunda. 5. Joo Capistrano f. ;S- Joo Buir,
24 Terra. S. Raphael Arnhanjo S. Sptimo ni.
2o Quarta. Ss. Chrisp me Chrispiniano irs. nun.
26 Quinta. S. Evaristo p. ; S. Rogaciano m.
27 Sexta.S. Elesbao imperador; S. Capilulina.
28 Sabbado. Ss. Simo e Judas Thadeo app.
29 Domingo. 21.*Trasladacao de S. Isabel rai-
nha v. f. : S. Benvinda v.
A FAMILIA AlBRV. (*)
Por Paule Murice.
OLAKTA PARTE.
|
]
O DUELO CONTRA 0 IBMAO'.
' I
Desde Tintee qualrohorasaquanloslraliallioslinha
se dado o pobre Gibonreau, esse digno amigo, esse
cunar.uta dedicado lima aranlia cabelluda corren-
do de fnlha em folha para lecer a lea em que deve a-
p.niliar as moscas, imprudentes, nilo oflVrece o espec-
tculo de mairir presteza e babilidade. Porm (li-
boureau nilo queixava-se de seu proprio mal quau-
do era para fazer mal aos outros.
Na vespera apenas Pedro o deixara para ir admi-
minislracilo, (iiboureau precipitnu-se nas carruageiis
de Chatcnav, parlio s ooze liora*. informoii-sc na
Tazenda de Haymundo, e soube que iiiugucm ah li-
nlia visto Martin. I'i imeiro successo.
O condoclor da carruagem das nove horas, sagaz-
menlc interrogado por elle cm casi de um mercador
de vinhos, Torneceu-lbe esta precioss inforiuarao
que a linda moca linba-*e apeado em frenlc do enti-
ne caminlio de \ arrieres, onde um mancebo pallido
e de hisodes a esperava, e que (iiiliam lomado o di-
to cami libo. Segundo surcesso.
Mas entilo (hourrau perdeu milito lempo. En-
Irou de balde no auligo raininlio de Verrieres, va-
gn pelos bosques de Auluay, que alias nao silo mili-
to extensos, c pergunlou enifim tambem de balde a
lodos os pas*agriros, se nao haviam encontrado um
rapaz e urna rapariga que Ibes pinlava. Comerava
a perder a paciencia o animo quando reconhecu o
chale azul de Marina nu lim de una avenida, e pou-
co fallou que nao desse um grilo de alegra.
Foi enlao que a pobre moca por urna especie de
prr.colmenlo magntico adevinliou-o por Iraz das
arvores ; porm Nalalis, levou-a par oulru lugar, e
dahi em dianlp i iibuurcau seguindo-os de longe nlo
perdeu um si de seus moviineiilns al que a porla do
j.u din fechou-*e sobreelles.
() Vide Diario n. -215.
por consequencia, Indos pndem exercer os proprios
direilos ; os mares lerriloriaes e ferhados que per-
lencem a urna das duas parles em guerra, podemser
tbcalro dos aclos de hoslilidades, c por consequencia
da visila. Os mares interiores e lerriloriaes dos no*.
los neutros sao os nicos lugares em que os bellige-
ranles devem depor as armas, e cessar de ser ini-
migos ; sao lambem os nicos onde a visila he pro-
hibida.
Taes silo a* regras que regem o poder concedido
aos belligeraulrs para vizilar os navios neutros. Urna
legislacao tan clara, lio positiva, livreruenle consen-
tida por todas as potencias martimas, parece nao
poder deixar mnrgem a diffiriiMadc alguma. Infe-
lizmente apenas a hoslilidailcs se engajam, os povos
mullas vezes se esquerem das obrigacoes conlrahi-
.las turante a paz. Os Iralailo* inlernacionacs os mais
solemnes sao substituidos pelas le* internas, sem
iienhum valor legal entre povos lvres, mas que a
forra Tazexccular. O ciume commercial dos helli-
gcranles ronlra os nenlros; a neces*idade de augmen-
tar o numero dos armamentos cm corso, pelo dse-
lo de urna presa desarmada e fcil, Tazem rom que
a visila legitima soja convertida em buscas, em sus-
pcitas, que dao lugar a allcnlados conlra o direilo
das gentes, capazes deborrorisar os proprios bellige-
ranle*.
A guerra do Oriente ahre-se debaixo los melho-
res auspicios. As leclarariVes fritas pela Fraora e
pela Inglaterra, anda que nao fallero la vzila e au-
sencia dos corsario*, ck* os seguro* penhores de que
os poderes concedidos aos belligernnlcs bao le ser
exercidos dentro los justos limites imposlos pelas
Icis dos povos. Se tratamos aqui da ausencia dos
corsarios, cuino garanlia em urna boa guerra, nao
he porque pretendamos repellir os armamentos par-
ticulares como ranos em principio. Lniige disso, con-
sideramos o corso como legitimo, como bom e mil.
Mas pensamos que, nas suas relaciies com os neutro.,
esle modo le guerra deve ser regulado de maneira
diver*a do que o lem sido al hoje pelas nacoes que
oexercem. Alm disso temos, urna completa con-
fianra na conduela dos navios de goerra pnipria-
mente dilos, cnos olticiaes que os commandam.
Dissemosque os navios do estado eram exceptua-
dos da vizita, que a su.i bandera reconhecida por
um tiro de peca era um* sufficiente prova da soa na-
cionalidadc. O principal fnndamenlo da autorida-
de concedida ao commandante le um tal navio he
o cracler de que" est revestido e "a delcgacSo dos po-
deres que direclamcute recebe do seu soberano. Es-
le privilegio, ou antes esla f concedida palavra
do commandaule de um navio de guerra lem dado
lugar
A Milne o dada pelos tratados moderno* a esla
questao parece-nos perfeilameiile.conforme aos prin-
cipios que precedem. O pojer de visitar os navios
neutros encontrados no alio mar lem sido concedi-
lo aos belliseranles, com o lim mnico de o* por ao
alcance de exercerem o direilo la guerra contra o
seu inimigo, e de impedirem os eulros de fallaren)
aos|seus deveros, de se envolveren! nas bosliliilades,
foruecciiilo a um los paizes en geeir.i arma* e mu-
nicOes. Por outro latto, recorineeeu-se |ue a pala-
vra do official commatidalile de em navic do Esta-
do baslava para preencher o objoclo da msi.i, por-
oue e*lc fuurcioiiario reprcsenlajdirectamcnle o so-
berano, de quem recebe os pooVres. Serla diffiril
il.if urna razan, um motivo que fctvalidasse de algu-
ma maneira a forra lestn palavra, quando o navio
estencarregado de escoltar os navio* mercante*. O
oHici.il be sempre revestirlo do Utesmo carcter de-
legatorio, dos mesmos poderes-,' e a *a aflirmativa
leve ter o mesmo valor. A nafaireza da missAo de
que esta encarregado nao podje em coas alguma
iniidificar-se. Aqui rom ludo .modo de aflirmali-
va he dilTerenle. Quando o naMo le guerra nave-
ga so, ou acompanhado de navio da inesnia natu-
reza. o tiro de rrconhecmento he a palavra do com-
mandanle ; o ln-lliaerantc deve dar-lht ialeira fu.
Em e.i-o decomboi, ocomaudaetante la escolU de-
ve declarar verlialmente, ou por signal (ut brala los
nao seexplieam sufcntemenleeobre este neolo 1,
que todos os navios lebaixo Liana vigilancia per-
tencem realmente naca i, e aoe nao coraprehen-
dem nenbum objeclo dos prohDMus pela guerra. A
iliTerenr,a qoe existe entre estoa duas especies de
declarari'ies justifica a lillerenea adoptada quanto a
forma por que devem ser feita. A primeira he sim-
ples, assenta sobre um nico faci, o simples tiro
le pe;a basta. A segunda lie complexa, e carece
de algumas explicacAes. He esla a nica razio qae
se pode ligar a maneira de declararao imposta ae
commandanle de um comboi.
Desla suluc.lo. dala pelos Iralados quesillo da
visila dos navios escollados, resulta o faci de qne
na rea I i' la de esses na eios nao estilo isentos de nr-
tara juslilicac,ao exigida pela visita, mas nicamen-
te que a maneira empregada para conseguir, e pa-
ra dar es*es expliraces Jie inteiratueule difireme.
Em todos os casos o navio nealro encontrado no
mar por nm cruzador belligerenle deve justificar a
sua nacioualidade, e o respeito qae lem pelos deve-
res da neulralidade.
Os IfaLidosedao longe de ler previsto as numero-
sasquesles secundarias que?devem resultar da visila.
Todas sao graves, porqe ledas pndein promover
hoslilidades. l.iuiiUino-iius a manifestar o vol de
urna qucsIAo muilo importante. Os navios
le commercio. enllocados debaixo da prolecca.i de que as nares marilimas emnreg.iem os maiores esf-
um navio de guerra, c*tao ou nao sujeilos visita ? forCos para regular le commum accordo lodas as di-
?.iWF ^ura"e maneira de esUbelecer a i ficulda.les. alim de prevenir, lano quaiilo a pa-
ques ao he a causa, pode ser, do erro em que lem ciencia humana possa, os males da guerra. Mespa-
d.!lr!ZZ,: CS) : EateJ "fficji', ""- eh'S" a esle fim he necessario qne a paz .. m.
dante que protege umcomboisat.sfaz o duplicado fim (abeleca ; he s luranle a pai que he possivel ro-
oa vizita ..,.
os arlos concliii.lns luranle a ultima parle do seculo
XVII, c primeira do serolo XVIII, adoptaran) s
principios e at as expressoes do traa lo de I ti Vi. De-
pois lisio as eslipula-Oes inlernaciouaeslm sido nu-
da mais explcitas.
lie diflicil, ou antes impossivel, dar nma relcelo
exacta los papis de bordo, de que um navio deve
ser portador para justificar a sua n.icionaliilade e a
legalidndc lo seu carregamenlo. Eslas pecas devem
necssariameiilcdificrir em fnrma e em numero, se-
gundo os nso* dos povos proprietarios dos navios. O
cruzador que faz a visita deve conformar-se comple-
tamente a esles usos. Alguns Iralados lem lirio a sa-
bia prerauc.lo de dar os modelos de pa*.aportes, que
so por si provam a nacionalidad,! do navio. Quanto
natureza do carregamenlo, prova-se pelos conhe-
eimcnlos, facturas, clr. A ordenanra hollaudeza de
1781 conliuha nma lisposicilo cheia de sabedoria ;
porque exiga que lodos os navios de guerra, ou ar-
mado* em gnerra, fssem munidos de copias dos di-
versos iralados existentes entre .a Hollanda e a* po-
tencia* eslrangeiras. Deve cslabeleccr-se como prin-
cipio qneos papis apre*enlados pelo capitao sao suf-
licienles par provar claramente os dous fados que
se devem cslabelecer.iiidcpcndenle do seu numero e
da sua forma ; he esla a opiniao de Valias, que nao
pode ser suspeilo de parcialidade a favor dos neu-
tro*.
A eslas regras escripias na lei secundaria devem
junlar-sc duas que dimanan) desla lei, sem comludo
all serrn enunciadas de urna maneira lanpo-ihva.
Sao relativas ao limite da visila quanlo aos lempos e
quanto aos lugares.
A visla he nm meio lado ao belligeranlr para ex-
ercer o dircilo que prnvm da lei primitiva de preju-
dicar o seu inimigo. Para que exisla um belligeran-
le, um inimigo, he neressirio que a guerra se decla-
re. Mas acontece militas vezes que as hostilidades
comcram, que o fados da guerra surcedem sem que
nenbum acto official exista que lenba proclamado
essa guerra. Esle eslailo intermediario entro a paz e
as hostilidades nao existe lega'menle para os povos
pacficos. As abrigara-lea que Ihcs impe a guerra nao
saocouhecidassenAo depois da proclamaran olllcial
do rnmpimenlo. Por oulro lado, desde que pela as-
signalura de nm tratado entre os dous rivae as hos-
lilidailescessam, os deve dos neutros cessamigual-
mente.
A aulorilade concedida ao belligeranle para vi-
sitar os navios he pois csencialmentelimilada ao lem
pi preciso da guerra solemne.c a gnerra nao lem esse
carcter a respeito das nacoes eslrangeiras senao
quando he oflicialmeute declarada.
Em virlude dos principios que acabamos de enun-
ciar, a visila pode ser exercda em Unios os lugares
em que belligeranle lem o direito de por em pra-
tica os artos da guerra. Esle* lugares sao clara-
mente de*isnados pela lei iotemncional. O alto
mar, que be commum a (odas as nacoes, no qual,
Em I6S3 a Inglaterra e a Hollanda, que era ain-
la urna das nardes preponderantes sobre o Ocano,
Uvera em guerra ; ambas aproveilavam a sua pn-
si;ao para causar os maiores lamnos a navegado
1 lonimercial neutra. Cbrislina, raiuha da Suecia,
cujos subdito* eslavam enl em um commercio
muilo florescente, qneremlo p')-los ao abrigo das ve-
tarse* iuces-anlcs a que c*(avam sujeilos, prurla-
inoo una ordenanra pela qual prescreveo aos Sue-
cos de reunir, quanto fosse possivel, os seus navios
em romliois. Os navios de guerra receberam ordem
le escoltar esses combois e de resistir, mesmo pela
forca, a 'toda a tentativa le vzila. Esla ordenan-
ra nao pode ler clleito porque a paz se concluio no
auno seguinle.
Pouro lempo lepos, em 1633^ os Hollandezes,
onl.lo neutros, fizeram lodos os e*Torros para Tazer
insi-revcr no seu tratado com a InglaWra o princi-
pio de quee privilegio do navio de guerra rievia es-
tender-se a lodos os navios comboiados. Nao pu-
lieran) ronsegui-lo. E lie notavcl que o principal
motivo da recusa de Inglaterra era um molivo com-
mercial.
A Hollanda persisti comludo; fez escoltar os
seus navios.e deu ordem aos seus oRiciaes deconsen-
tirem a verilicarflo dos papis, mas repel ir m loda a
visila pela Torra,islo be, conenlia aquella a que
nos chamamos aMRtz, e repellir a busca. Esla or-
lem prnmoveu um conflicto entre o almirante Ruy-
ler, commandanle de um comboi, e uina divisao i-
gleza que foi obligada a relirar-se.
O tratado de 1666 nao falla do privilegio dos na-
vios comboiados. A Hollanda havia mostrado to-
do o inleresse na sua queslao de consentir que o capi-
iao do comboi exhibisc os papis dos navios confmlos
sua guarda. Esla concesso deu ao navio de goer-
ra loda a forra da sua psito, por sso que o cruza-
dor poda encontrar os papis irregulares, e deler
um ou muilns navios comboiados. Este syslema
evilava unicamenle as buscas.
Esla queslao era suscitada lodas as vezes qne a
guerra vinha cnsauguenlar o Ocano ; no entretan-
to ncnhiim tratado procurnu resnlvc-la a favor ou
conlra obelligeranle. Durante a guerra da inde-
pendencia americana muilo* combales tiveram lugar
entre os navios de guerra neutros, hollandezes c
suecos, cncarregados de escollar os combois e os na-
vios ingieres.
Nesla poca as potencias neulras colligadas para
manler os seus direilos (neulrali.lade armada) de-
clararan] unnimemente que a palavra do official
militar, commandanle da escolla do comboi, basta-
va para asegurar a naconalidaile dos navios confi-
ados a sua prolecco, e a qualidade innocente do
seu carregamenlo ; islo he, para preencher o dupli-
cado fim da visila. Muilns tratados foram conclai-
dos ncsle sentido.
Nanea a lula por occasiao da visila dos navios
comboiados foi mais ardcnle do que durante as
guerras da revolnrao franceza ; lerminou-se pelos
ajustes de Copenhague de 2 de abril de 1801, e pe-
la convenci marilima de Hdejunho do mesmo
auno, que submelleu a nma cerla visita o proprio
navio de guerra encarregailo da (Menta.
Desde 1807 que esla eonvenrao foi rasgada pelo
bombardeamenlo da capitel da Dinamarca, e pela
declararao de guerra la Russia conlra a Inglaterra.
Depois do estabelecimenlo da paz em 1815, lodos
os tratados concluidos pelas potencias marilimas,
a exreprao da Inglaterra, ronlm a disposi;ao ex-
preso de qu o fim da visita deve complelamenle
acabar, a respeito dos navios comboiados, pela de-
clararan do commandanle da escolla quando sao re-
almente neutros ; e se so dirigem para um porto
inimigo, que as suas carga* nao contm nenbum nb-
jecto de contrabando. A Inglaterra, depois do prin-
cipio do seculo XIX, abstem-se le tancar nos seus
tratados nenhuma clausula relativa ao direilo in-
ternacional martimo.
(ilbnureau saliendo enlao onde havia de adiar ana
preza, foi Ir.inqiiillamenle janlar, c dormir em Cha-
lenay cm urna eslalagem de carreiros. levantou-se
pela mailrugada foi interrogar um rapaz da fazenda
deRaymuudo. icrtlicou-sc te que Marlha nao li-
nlia chegado na vespera noile. ejulgandn favora-
vel a occasiao da vinganra, alugou sem regatear um
cabriole) e lirigio-se para a ra des Posles.
Pedro que acabava de ve*lir-te, vio entrar Cibou-
reau solemne c commnvido como urna mullier que
vai amar, um poeta que vai achar, ou um malvado
que vai damnificar.
Pedro, disee o mercador de azcte. nao ignoras
que sou leu amigo na vida e na morle. Quem tcof-
fenile, olfendcinc, e la honra he a minha. Ago-
ra tendamos sangue fro e fallemos i pressa e
poiici.
Toa mullier voltou hontem aqui ?
Nao, pois esl em Chalenay doodc s rolla a-
manbia.
E Nalalis?
Men pai diz-nos que sabe onde cHe esl. An-
da anda fura !
E o senhor Daniel '?
Tambem ninguem o vio. Mas para que cssasc-
lernas perguntas?
-p Para que ? Coragcm meu amigo, Marlha
n*i passou a.igwilc na fazenda do reino Rav-
miiiido... "
Pedro agarrou Ciboureau pela gola, e excla-
mou : *
Miscrarel Se fosse oulro! Mentes !Oucdis-
scsle? Repele 1
Ah nao shomem, Pedro t Digo-ie que al
esla manbaa as seis horas emeia la mullier nao li-
nlia poslo anda o* ps em Chalenay.
Has de provar-mnessa infamia !
Pois nao Tenho um cabriole! porla. Va-
mos I
Pedro lesccu pela eseana exlcrior para nao encon-
trar o pai nu a mai. No rarro elle Iremia ainda de
firir, ea principio s> dcixou esrapar palavras inin-
lelligivcis. Gibonreau conservava-.c tambem cala-
do COmO iill'eiulldo.
Sii*peilaseutao Daniel 1 pergunloo-lhe em-
fim Pedro.
N-o suspeilo a ninguem. Vers por li
mesmo.
Mas mino melli.is a Nalali* em ludo isso *
Espera o hu.
Nalalis... niunnurava Pedro rnmsigo leudo lo-
bular bem a guerra.
terista de legislarTuj e jurisprudencia.)
(Jornal do Commercio do Roi.l
INTERIOR.
das as veas da fronle enlumecidas. Seu mal estiva
na alma, como dizia meu pai. Era enlao amor '! El-
le esleye para morrer ; enlao seu amor eia repelli-
do ? Sim, mas elle reslabelcceu-se E o queexpul-
sa-o agora la casa ? be o remorso Oh nao vejo
mais naila Batea louco louco lonco !
O velbo Raymundo linha sabido para o campo,
Pedro v (iiboure;n s acbaram ua fazenda a lercei-
ra hllia, a qual pareceu admirar-se muilo de ve-Ios,
e pergiinluu-lhes noticias de Marlha.
l'c.lro enlao levou Gibourcau para o paleo, c
disse-lhe :
Sabes mais do que me lisseslc. Falla !
Para ser recompensado como o lenho sido al
agoia ?
Falla !
Puis bem, vislo esfnr provado qne Martha
anda nao veio aqui, foi ella sem duvida que cu vi
honlem.
Aonde '
Junio do bosque de Aulnay entrando cm nma
casa de campo.
Sosinha ?
Nflo; ia com ella....
(iiboureau siispemleu a pbrase vendo Pedro com
os bracos violentamente aperlados sobre o peito para
resistir leutarao le dar-lhe.
Era Daniel 1
Nao pude distinguir quem era. I'areccu-
me rnenle reconheccro chale azul de la mu-
llier.
-f E n"'0 correslc sobre clles E nilo late adver-
t r-me I
Sem cerleza 1 quando com proras positivas me
recebesle (ao bem !
Elle inculca-so men amigo exclniuou Pclro,
ao qual Gibourcau nao esparava adiar 13o lucido.
Eia, Icva-me a essa casa.Ah he intil, tonino el-
le vendo Marlha apnareccr no lu'miar do por-
ISo.
Em lez minlos Pedro chegou junio della e a-
chou-a como urna estatua.
Agora I li'se-He elle, e passando-lhe forte-
mente o hraeo por rima do rotovello, lerou-a, ou
antes n.rregou-a al sala la fazenda.
Minha chara llionisva, lisse ellef lilba le
KaMiiuudo rom uiua scnuiiilade a*su a houilaile da v.dlar rom *ua rriaila para junto le
sua irmilii doeulr. Desrjo fallar iiiinha mu-
llier.
110 DE 3ASEIRO.
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Dia 29 de agosto
Por falla de numero nao bou ve sessfio.
30.
I.ittas c approvadas as acias das antecedente*, o
primeiro secretario da conla do segniute expediente:
Parlcipac-to do Sr. Pacca de acbar-sc de nojo te-
lo fallerimenlo de a soaea.Maiiila-sc dcsanojar.
Parliciparao de incommodo doSr. Paula Candido.
Intestada.
Rcquerimeiilo de Samuel c Haworlh Soulham,
pediudo di-pensa de prazo para sercm naluralisados
cidad.los brasileiros.A' commssilo de ronsliluirao.
He approvado sem debate o seguinle parecer :
a A cantara, approvando em 29 de maio do ror-
renle animo requerimenlo lo Sr. depulado llenri-
ques, commclleu a commisso de fazenda o cunte
do projeclo n. 91 de 1839, que aulorisa o governoa
pagar a quaolia de 1:900 a Jos Martins Vieira,
proveniente da lquidacao da propriedade perlen-
cenle ao mesmo Vieira que fazia parte da carga lo
navio Oriente, injustamente apresado por lord Co-
chrane na barra da cidade do Maranho, na occasiao
de sua entrada, estando lebaixo do dominio da ar-
lilharia das fortalezas do mesmo porto.
a A romnii-.io de fazenJa, depois de maduro exa-
mc, visla dos documentos quecolligio edasinfnr-
mares que obleve, rcconheccn:
I. Que o apresamento do referido brigue Orien-
te foi jiilgado improcedente por scnlenra do compe-
tente tribunal de primeira instancia (a auditorio de
marraba) datado de 15 de maio de 1821, mandndo-
se entregar o sou casco e loda a soa carga aos aprc-
sailos e inleressadns, e dando-sc a esles direilo salvo
para liaver de qoem direilo fosse os prejuizos, per-
das e damnos, ele, visto que se reconhecu que era
cm parle propriedade de Brasileiros. e fra apresado
indevidaraentc, aliento o lugar do apresamento.
o 2." Que n referida senlenca da primeira instan-
cia foi confirmada por decisao do supremo conselbo
militar, datada de 22 de julho de 1821, menos na
parte que mandava entregar o que perlencian subdi-
tos portuguezes, mandando-se adjudicar esla ao es-
tado, excluidos os apresa Joros de qoalquer provclo
Helia resultante, aliento qnc o apresamento foi inde-
vi.lamente felo debaixo do embao das fortalezas,
sem que da parte do apresado houvesse fado algum
de resistencia que funda-.o o direilo s embarrarnos
a prosadoras, sendo condemnados os apretadores a sa-
lisfarOes de ponas e damnos.
3. Que so procedeu devida liquidado, sendo
condemnada a fazenda publica, por sentenc.i que
passou cm julgado, na referida quanlia em que mon-
lou a parle do carregamenlo em que Vieira era in-
teressado.
i. Que nao obstante as referidas scnlencas que
A d mis m o 11 eres espantadas retiraram-se sem pro-
ferircm urna palavra.
Donde vem voss agora '? pergunlou Pedro
Marlha.
Ella mal piide cahir de ioellios balbuciando :
Perdi!
Ah lesgra:alo culpada !.:.
Sim ; mas innocente grilou Marlha srm re-
parar nesse absurdo do corarao.
Pedro exasperado ludia Murado mao de urna ci-
deira, Ciboureau por formula correu a elle ; mas Pe-
dro enenrou-o, e disse-lhe :
Nao a matan i ; porm infeliz de seu cmpli-
ce Quem he elle nomeia-o nomea-o j !
Nunca disse Marlha.
He Daniel
O Senhor Daniel repeli ella admirada.
Nao he elle? Mas quem he enlao'.'... Ah ron-
dnz-me a essa casa, Ciboureau.
A es Oh l a essa casa.no Castigue-me male-mc 1 Mas
nao r a essa rasa 1
Enlao dize o nomo lellc! O nome Iaru qne
eu o mate...mi um duello le morte. E potipo-tc,
sendo criminosa Mas eu morrena em leu lugar!
Ah que fa;o disse ella rom VOX exlinrla.
I.evanla-te retlra-le doixa-mc passar !
Abracando.Ibe os joelhos insrnsalamenle, ell ini-
pedia-lhe o cauinbo para a porla. Pedro apcrlou-a
pelos sovacos como cm um torno, levantou-ao forra
e afaslou-a grosseiramenle. Mas alraz delle a pora
linha-se aherln, e repenlinameule ama maozinba de
ajo agarron-lhe a m o de ferro, e desprendeudo o
braco de Marlha, Nalalis disse:
Cuilado, Pedro aasima infligira*.
Desesperado de nao ter podido lizer a Marlha a
palavra : Adeos !
Nalalis audava enm Indo o risco em torno la fa-
zenda. Dionisia o vira, e cBamanilo-o pela jauella.
conliira-lhe a chegada de Pedro, e elle entrara sem
hesitar.
Ao aspecto de Nalalis todas as ideas de Pedro se
Ibe confundirn) novainente no cerebro.
Tu aqu! disse elle. Que vens Tazer ? Mellar-
le enlre iiiim e (cu Daniel '.' He intil, o cumplir
deve morrer...
O cmplice...nao de Daniel, meu iruian...
Od quem be enlao
Son eu, Pedro.
Tu! quedi/cs Es Inane amas minha niii-
Iher ?
adjodicou fazenda publica parle desse apresamen-
lo, e mandn restituir aos subditos brasileiros a par-
le que llies perlcncia, lord Cocbrane exige u paga-
mento de 23 cont* de rij, sendo tres contos do cas-
co, e 20 conlos da carga, objeclo esle que faz parle
do crdito pedido pelo governo em 12 de agosto do
anno passado.
i A roinmissao de fazenda entesada qne se deve
mandar salisfazer a respectiva qnanlia de1: Jo* Martins Vieira, ilednzindo-se da qnanlia cm
deposito, e que se deve deiluzir a de 23:0008 do cr-
dito pedido pelo governo em virluile da reelamacio
do referido lord t'.o lira ne, e para esle lim he le pa-
recer que se adopte a seguinle emenda i referida
proposla ilo governo, sendo este impresso no Jornal
do .Commercio para entrar cm disrussao com a refe-
rida proposta cm lempo conveniente,
o EMENDA.
a Hcilu/.ii se da importancia do crdito pedido pe-
lo governo para pagamento das presas da guerra da
independencia a quanlia de 23:0008, importancia
do valor do casco e carga do brigue Oriente, apre-
sado ha barra do Maranho, conforme as decises
dos competentes Iribunaes.
Consigne-se a quanlia de 1:9008 para pagamen-
to le Jos Martin* Vieira, conforme o projeclo n. 91
do anno de 1839.
Sata das rommiseow, 29 de agosta de l85ot
Silva t'erraz.C. Carneiro de Campos.fibeiro.n
Enlram em discussao as emendas posi;ao desla cmara qoe crea urna nova fregoezia,
lirada das do Sacramenta, SanfAnna eSan Jos.
Sem debate silo aprovadas e remeltidas ri commis-
sXs le redarrao.
O Sr. Wilkens de Mallos requer a urgencia para
qne entre em lerceira discussao na primeira parle
da ordem lo da com preferencia a qualquer das
malcras dadas,o projeclo n. 100 de 1S.">2 qnc conce-
de reformas aos ofliciaes da guarda policial das pro-
vlnciasdo Para e Amazonas que nao foram aprovei-
teilos na organisacao da lei da gnarda nacional: a
cmara cnsenle nesse pedido.
O Sr. Alendes pondera que estando na ordem do
dia o projeclo indo lo senado, isentando a fazenda
provincial de cerlos direilos, pede urgencia para que
se elle discuta.
Votada a urgencia, enlra em segunda discussao o
seguinle projeclo.
Arl. uniro. A Tazenda provincial fica isenla do
pagamento dos seguinles imposto*: sza dos hens de
raz comprados ou vendidos por conla dos cofres pro-
vincines, dizima la chancellara, e 8; sobre as lote-
ras concedidas pelas assemblas provinciaes para
qualquer fim de ulilidade da provincia: revogadas
asdisposirics em coutrario.a .
Sem dbale he approvado para pasar Icrceira
discussao.
O Sr. Alendes requer ainda dispensa de inlers-
licios para que o projeclo enlre amanha em lerceira
discussao.
A cmara apprnva este requerimenlo.
O .Sr. Hel/orl pede urgencia para se lisrulir o pro-
jer.lo do senado que ron-idera as duas loterascon-
crdidas pela assembla provincial do Maranho em
licneficio das obras do convento de Sanio Antonio,
comprehendidas na disposirao do arl. 12 da le n.
586 de 6 de selembrn de 1850.
Approvando a cmara esta urgencia, entra em se-
gumla discassao esle projeclo, na qual he approva-
do sem dbale.
O Sr. Belforl lambem requer dispensa c inters-
ticios para que o projeclo lenha amanlna a sua ler-
ceira discussao.
Approva-se esta dispensa. '
Continua a segunda discussao do projeclo n. 12
desle anno que crea o cabido do bispado de San Pe-
dro e marca as gralucae,es de suas dignidades.
He approvado sem dbale o arl. 1.
He apoiailo e approvado sem dbale a seguinle
emenda das commissoes de fazenda e negocios ecle-
sisticos ao arl. 2:
O seu pessoal constar le um arcediago e dez
conegos, iuclusive o conego llienlogal o o peniten-
ciario ; dez r.ipcllae-, inclusive o meslre de ceremo-
nias e o sub-chintre ; um sacrislao-mr ; qualro mo-
jos do coro ; um porteiro da massa ; e um organis-
ta. Sendo os ordenados c gralificaees de todas es-
tas dignidades igoaes aos ordenados e gralificarOcs
das do cabido da S de San Paulo. Antonio Jos
da Silva. Pinto de Campos. Ribeiro. Silra
Ferraz.
Commercio e transporte de eteravos.
Continua a primeira discussau do projeclo do Sr.
Wandcrley, acerca desla materia, Icndo sido rejei-
tado o adiamenlo por 2t horas proposln pelo Sr. A-
raujo I.ima. na sessaude 26 do correnle.
O Sr. l'iriato combate o projeclo por parcccr-lhe
contrario ao dircilo de propriedade garantido pela
constituirn, anli-cconomico o nao produzir alm
disso nenbum dos hens quo lem em visla o autor do
mesmo.
A disertssao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente;Va-se|solicilar lo governo a
designarao do lugar e hora era que S. M. o Impera-
dor se dignar de receber a depular.o que por parle
desla cmara lean de felcila-lo pelo faustsimo an-
iversario do seu consorcio. Nomeio para esla dc-
pular.v.i os Srs. Lisboa Serra, Miranda, Monleiro le
Barros, Almeida e Alhuqucrque, Silva, Siqueira
Quciroz, Candi lo Borges, I.oiz Carlos, Pereira da
Silva, Leal, Vasconcellos, Wandcrlcj, Jordao, Bel-
Sou eu. t
Fcslc tu que passaste a noile com ella ?
Pela alma de nossa mai, Martha be innocente,
Pedro!
Mas responde responde fosle lu "!
Fui!
Pedro varillen como nm domem ferido de.orna
bala. Quena fallar, eahriaa bocea sem que ne-
nhuma palavra, sem que nenbum som podesse della
sal ir.
Caim grilou elle cmfim com voz ronca, e le-
vanliindn a mao fechada cima da rabera. Marlha
ianrou-se a elle ; mas Pedro linha j cabido oulra
vez sobre urna cadeira.
Pedro, oiivc-me, por favor, disse enlao Nalalis
ao irmo incapaz de ouvi-lo. lie verdade, amo a
Marlha, ella passou junio de mim al esla manha ;
mas pelas das de meu pai esse amor he puro, esse
encontr era apenas una triste despedida !
Muilo bem disse (iiboureau rindo, passaram
a noile arando a Dos e fallando dos dcTunlos ?
Todava lambem isso he verdade, Marlha lor-
nou Nalalis tomando involuntariamente por lesteniu-
nha sua cmplice.
_ Ah Pedro, adrara e agraderea essesanjinhos .'
dse (iiboureau irnicamente.
Pedro rumo di'perlado por eslas amargas pala-
vras, ergueii para Giboureau um olhar sem vida, e
perguulnii :
Que deve tazer, (iibonrean '.'
Nao e da conselbo sobre isso, respondeu bru-
talmente Ciboureau ; lei o excinplo.
Oh be meu irmao muriuuroii Pedro cora vnz
sombra..
Sim, a deshonra e o criinc san luplos ; mas
pode-se punir duas vezes.
leus razSo! lisse Pedro, e levanlandn-se cr-
gueu os cabellos sobre a fronte, e a dir deu-lhc ao
pensamenln e voz ordinariamente vulgares, urna
especie de magostado.
Ten* razao I repeli elle. A reparado pode
ser monstruosa, pois a oflensa o foi. llovemos deba-
ler-nos, senhnr, disse elle a ISalals. bavemos de ha-
ler-nos como duas pessoas eslrauhas, romo dous ni-
migos. ,
Ah Pedro exrlamou Nalalis.
Oh i-so bj impossivel lisse Marlha lilil
luda.
O que he impossivel, senliora Que nma mu-
Ihi-i ame o irmo le seu mai ido .' Bem sabe qui- isso
pode ser, Senhor, is-aqui minha IcsU-muiihii, he
lo, Gonirs Ribeiro, Fernandes Vieira, Ferreira de
Ahreu, Lima, hado de Maroim. Lima e Silra,
Scra, Bclfort, Padua Fleury, e Jos Ascenco.
Casamento dos militares.
Cnnlnaa 2.-' discussao do art. 2. do projeclo n.
106 leste anno rom a* emendas apni.vlas.
O .Sr. Correa das Seres: -~ Reronheco, Sr. presi-
denta, que me arho collorado em urna posido assaz
dillicil, pir isso que lenho le sustentar urna opiniao
inleiramcnte avess aquella que he adoptada pelo
nobre ministro da guerra, cujas luzes e experiencia
assaz respeilo ; c lambem porque essa minha opiniao
vai em opposirao i do mu nolire general que me
preceden na Iribuna, o qual. com a experiencia co-
mo elle assevera, sustenta ser assaz difUcullaso com-
mandar soldados rom trambqlhos....
O Sr. Seara:Apoiadu; he a expressao qne lenho
ou vilo aos maos maridos,
O Sr. Correa das .Ver : ... mas, senhores, as
llliculdades la minha PaateJIa nan se acbam ISo s-
menle nesles poni*, porque o nobre ministro lem a
tolerancia precisa para admllir que um ou onlro re-
putado discorde do sen parecer, e o nobre general
tambem lem sufliciente generosiilade para soflrer
que eu me oppenha ao seu pensar, frurlo da seu)
experiencia...
O Sr. Seara:ORsl no sea direilo.
O Sr. Correa das Seres :... a maior las caiV
culdades de minha posicao, senhores, he o terreno
em que me acho colloeads ; terreno escorrega-
dice.
O Sr. Seara:Nas apoiado.
O Sr. Correa das Sccer : ...porque perlenro a
urna classa cujos deveres e direilos sendo por pou-
cos conhecidos, muilos 1 lie quercm tragar a espbera
de sua comprchensao, c descrever o horisonle que
elles levem alcanzar; prcleiidendo que lite nao he
permitilo discutir os alTectos, Iratar das paixfies, ou
fallar dos senlimenlos, sem que-seja punida com a
censura ; deslcmbrados deque o dever do sacerdocio
impc a ubrig.ic.1o de apresenlarinos os remedios
aos males provenientes das paixes, e que o remedio
mais efficaz que o sacerdote enconlra no conhssio-*
nario contra a incontinencia he o matrimonio.
He ainda difcil e esrnrrcgadira a minhn posiro,
porque quando com o cscalpello da analyse, como
o medico no esludo do corpo humano, examinamos
a ronscicncia, e descerno* ao coraran para observar
as suas paixes, para estallar os rcmedin* rom que
podem ser curadas, quamlo apres miamos os ell'eilos
laqiiellas. e o* meios necessarios para combalcr
sua influencia, se nos diz : Vis estis compoudn,
como Ovidio, urna nova ara amandi; sem se com-
preheuder que. assim como he da ohrigarao do me-
dico saber perfeilamcntc a siruriura do rorpo hu-
mano para conhecer os males le que cada um I
sansincmbro* possa ser allooladn, para applirar-lhc
0 rejiyidio conveniente, as-im lambem o sacerdote
teiauq|riga';nii de esludar o curaeao humano, conhe-
ceras-dirrerenlos paixes que podem aceommeite-
lo. para llie applicar remedios heroicos qunndo es-
liver enfermo.
Eu mesmo, senhores, ja senli o diflicil de minha
po*ic,ao, JWHUu: IJiaiiidu no meu primeiro discurso
defendala Mos ta rrainenitaile, prnpugnava pelo
remedio qoe ronhero ronlra as paixes amorosas e
seus efleilos, que alias podem ser, funestas, e sus-
tentava que o sarramculo do matrimonio, esse sa-
cramento instituido por Cbrislo, nilo deve ser em-
bararado, se disseeslou ouvindo Slorkler na sua
ode ao amor sem se lembrarrm, esnburc*, que o
meo dever me impe a obrigado de propugnar
por esse estado, que o meu Divino Meslre insl-
luio conlra a incontinencia e elevou ao alio grao
do Sacramenta. ( .tpoiados.)
Cerlamcnle he escorrcgadjrn o terreno cm que
eslou collocado, porque, pcrlenccndo indignamente
ao estado, que he para o pequeo numero daquelles
a respeilo dos quaes diz o apostlo;,. Sun eunuchi,
quise ip'os caslraveruntproplerregnum ciclorum.t
se diz : Vea combaleis o celibalo que he determi-
nado pela igreja aos que lomaran) o estado que vos
mesmo segus ; n deslembrados, senhores, de que
mesmo Jess Cbrislo nao impz como preceito a lo-
los os horneas esse estado ( apoiado), leslcmbrados
deque o mesmo apostlo, tratando a respeilo da cas-
lidade, diz : De virginibus praceptum Domini
non /tabeo, consiliiim aulem ; cu n3o lenho pre-
ceiloa tal respeilo, lenho s>>mente um conselbo.....
O Sr. Ferraz da um aparte.
O Sr. Correa das Arase* : .... deslembrados
de que o numero dos sacerdotes em lodos os paizes
he muito limitado, do que as pesteas que ascendem
1 esse eslado levem ler urna vocacao, que de certa
iiilusc exige para onlras classes da sociedade, c por
conseguinlc que quamlo o homem loma esse eslado
lem aceitado es*as condiees, lodas voluntaras, to-
das accordes ao estmulos de seu corado. ( Ipoia
dos.)
E por ventura, senhores, porque ou celibalario
nao poderei, em vista do que lenho dito, justificar
dentro da esphera de minh.is altrihince-, dentro
mesmo do alcance dos meus deveres, e sustentar a
nccessidaile do matrimonio para aquellas classes
que nern o seu slalo c ncm a sua natureza o pro-
hiben '.' Nao poderia, senhores, seguir oulro cami-
nho senao c*se, porque entilo Irahiria os meus de-
veros i apoiados ) ; e sendo assim, eu nilo lem
envolver-mc nesla qjeslilo, c nilo lemo que daqui
ou all se me alire urna censura, nao direi urna sa-
Ivra, por defender esse eslado para urna classe cuja
ndole nao pule deixar de admillir.
(iiboureau, meu amigo, meu irmao. l)cixn-o para
que -e en leuda c,ni elle. Tanto peior! seu enmo
mede seu castigo: o senhor malou-me, comlemno-o
a aoabar-mc. A senliora, siga-me.
Pedro lomou ni lmenlo a Marlha pelo lirado.
Aileos, Marlha grilou Nalalis.attonito.
Pois que quera anula abraca-la lalvez?
Peilro repcllio a Nalalis, arraslou a Martha meio
mora c fechou vinlcntamenle a porla.
Nalalis firou assim face a tare com Ciboureau. Ro-
gar a c*se homem fura intil, queixar-se-lbc fra
indigno. Nalalis ronlentau-sc de dizcr-lhe :
Espero suas o den-, senhor.
Bem Como olfendido Pedro lem a csrolba das
armas : tomo a pislola. Pnupoao senhor. O encon-
tr ser amanlnla as dez horas. Peilro parecer ir
sua administraran. Havemos de reunir-nos lio
largo lo Bcl-air, no bosque de Vinccnnes: perlo
dahi ha um lugar mu propicio. Nis levaremos as
armas.
Basla. Smenlc lenho de reclamar do senhor
um favor...(Ib Iranquillise-se. isso niio pode fazer
bem a ninguem Conteniere com urna <> leslemu-
nha de ambas as parles. Daniel sera a minha, se elle
consentir em ajudar-me em tal duello.
Pois bem. senhor. Nao lem mais nada que pc-
dir-me '.'... Enlao al amiinhaa. Veremos romo le
portars, bclln enamorailu !
Hei de provar-lhe que sci morrer disse Nalalis
indignado. Mas o senhor nao sabe viver !
A's seis horas Leonardo, Brgida, Mara c Daniel
rodeas am a Pedro na sala de familia, c s faltavam
os dous culpados, Marlha reliraila a seu quarto, Na-
lalis que voltura a Aulnav.
Pedro nao linha podido impedir a Marlha de con-
tar a Brgida a horrivel verdade. Quanlo a Daniel,
Nalalis linha ido casi lolle depni* le mejo-dia.
Nao Ihe foi preciso jurar que a villa de Pedro Ibe era
duas vezes sagrada, cque nilo levantara jamis urna
arma conlra sen irmao. Daniel linha pois aceitado
nilo scrvir-lhe le lc*lcmuiiha ; mas inlorvir para
nppor-sc a um combale impo. Se o conseguisse iria
ter rom Nalalis em Aulnay, a qualquer hora da noi-
le que fosse.
Mas ninguem linha arrancado ainda nada da som-
bra e feral resollido le Pedro. A mili lomara-lin-
as maos, rogava e rhoravo.
Nunro, iuiii.il. liria ella, me taras crer laes
coosas Nem Dos, nem cu o soflrerianios. Pedro,
acaso imaginas que eu mo le odiara se me lirasses
meu lilho '.'
Senhores. nos primitivos lempos da igreja o celi-
bato nao foi tao rigorosamente observado pelos a-
cerdoles. quanto an depois do seculo Vil. Na igreja
do Oriente, enlre os Gregos, aos diconos, qae deca- .
ravam nao poderem conservar-se no celibato, era
permittido o estado matrimonial ; o homem que era
casado c viva honestamente poda ascender ao .esta-
do sacerdotal, continuando a cohabitar com >ua mu-
llier ; e mullos desses individuos chegararo aba a
dignidade de hispo.
O Concilio gcral de Nieen na sua sesso *., enfen-
leu que devia prohibir que os diconos, ainda mes-
mo que declara-sein que nao podiam passar sem ea-
ar-se, bem como os nresbyleros e bispos, nao o pa-
leasen) fazer, c mesmo prohibi qoe os sacerdotes ca-
sados continuassem a viver com suas mulheres, de-
terminando que deviam deixa-las ; mas leudo ob-
servado um dos mongos qne se arbavam ncsle con-
cilio, monge muilo disliucto, cojo nome bem nao me
occorro, mas qae me parece ser Papdnucio, que es-
sa dolerminaeao do Concilio poda encontrar grandes
obstculos, os padres que o compunham accedern)
a taes razes ; porm, muilo, bispos que assstirara
a esse concilio quando se retiraran) para os seus bis-
nadea delerminarain que os sacerdotes casados ei-
xaesem suas mulheres, c a resultada foi a ftUiev
ajea, e muitos do* sacerdotes obligados a deixar san
molhrre* lomaran) irmia* espiritases, rhanasdas
agapetas ou mulieres sub introducas, pelo qae no
scalo VII alleruu-se a disciplina anliga, como diz
Cavallario, Instit. Jur. Can.
Celebrou-se o Concilio Tru llano, o qual prohibi
aos sacerdotes casarcm-sc depois d ordenados, pena
de desposicao; porm permiltio-se as pessoas casa-
das, dignas das orden*, o rcrelre-las, o recebendb-as
viver com suas mulheres ; mas a igreja latina nunca
aceilou a loulriua lesse Concilio e o papa Sergio I.
que nao tinha mandado legados a esse Concilio,
nnnea quiz confirmar os seos caones, apezar das
instancias Jo imperador Jnsliniano II.
Na igreja-latina o principio sego'ulo era onlro. Os
diconos nao podiam casar ; porm os individuos
casados podiam ascender ao sacerdocio, abanannan-
do suas mulheres ; porm isso nao era rigorosamen-
Ic exerutado, e nos lemo* a prova no cap. 7. do
Rescripta do papa Sirio a Himerio, celebre his-
po larragonense, ne qual o pontifico deplora
que os sacerdotes na Hespanha conlinaassem a
ler filhos das inulbor-s com quem eram casa-
dos antes de se ordenaren), pelo que, segundo
diz Cavallario, aproveilou mais aos Gregos o
rolaxamenlo da disciplina do que aos Latinos
profissao da virlude da continencia. Finalmente, se-
nhores, a Igreja grega conlinuou a adoptar as don-
trinas lo Concilio de Toulon, e ainda boje as segu ;
e a Igreja latina conlinuou a notar a cohabitado de
muilos padres casados com suas mulheres at o lem-
po em qne o papa Gregorio VII huuvc de determi-
nar a separarlo Ies*es individuos. Enlao grandes
opposies se apresenlaram, e al os monges bra-
-iiram e se tumultuaran) ; mas o papa, lirme em sen
proposito, prohibi que o povo assislisse aos sacrifi-
cios por elles celebrados e recebesse aa sacramentos
por elles administrados, e por isso foi es*e papa ar-
rasado como introductor i forra do celibato, mas el-
le diza : nada mais faro do que renovar as conslilui-
rej dos santissimos padres.
Enlao. senhores, o Concilio de Trnlo na sua ses-
so 23 de reformaone...
O Sr. Presidente :Nao se trata deslas malcras.
O Sr. Correa das Seres : Fui obrigado a tra-
tar deltas, e moslrarei a V. Ex. que ha alguma re-
larao enlre ellas c o artigo do projeclo que se dis-
cute.
Concluirei duendo que o Concilio de Trenlo, na
sua sessao 23 de reformalione, consagrou essa doi-
Irina da igreja; o celibalo foi estabclecido e recchi-
lo som opposirao. Eis-.iquj, senhores, a Instara do
celibalo, filho de (res causas: a I., a qualidaded
ministerio, porque o individuo que linha de exercer
um santo ministerio, le celebrarlo sacrificio incru-
ento, que devia receber em snas mos o homem
Dos, cerlamcnle cumpria que fosse puro, isenlo de
ludo quanto pudo-so manchar a pureza de seus pen-
*amenlos.
A segunda causa, senhores, foi porque leudo o sa-
cerdote de pregar, de ensinar, de sacrificar, de rezar
c de cuidar dos orphaos, das viuvas eenfermos, nao
poda dislraliir o seu lempo com os deveres que o es-
tado matrimonial Ihe impunha; a lerceira causa as-
semclha-se com n ministro principal, porque sendo
Jess Chrislovrgem, filho de urna virgem, nao poda
ser locado e recelado pelas maos de um homem que
nao fosse virgem, ou perpetuamente continente. Mas
porvenluia, pergunlo' cu, a classe militar lera de
exercer um ministerio tao sanio que exija semelhau-
le pureza ? Porvenlura a classe militar lera lam-
bem de representar um instituidor, ou de Iralar com
alguem, para o que Ihe seja mistar um tal estado '.'
Se assim nao be, a que vem o dilomma que alguns
me anlepe ou sejam celibalarios ou militares,
ou se casem os sacerdotes* Cerlamenle, senhores,
he o dilemma mais absurdo que conhern. Porvenlu-
ra ja vistes vos andarse recrutando para sacerdote
ou frade ? Obrigar-se o individuo a lomar ordens,
a receber o estado de celibalario ? (.potados.) Mas
nsvemos recrutar-se para as armas. E nao he urna
arbtrariedade roagir-se um individuo a tomar am
estado cija con-equencia seria deixar de poder gozar
as dornras da familia, supitar no seu corarao os es-
tmulos que a Omnipotencia conceden a quasi toda
Seu filho Ah que sou eu entilo X
Clamo meu filho aquello que morreria '. excla-
men Mr*, porque sinlo que elle morreria Mas, meu
I te,.-, a mi,,- sao meu sangue e minhas cntranrias.
Ili/cui que os lu, Pedro, que le assemeldas mais a
mm, ennvm pois ser romo eu Bem sades, o* b-
itos lem mais espirita, tu e cu sarnosos melhorcs
corarte* da familia. Sejamos bous, meu Pedro.
Amo a Tornea dous Mas lu o ama* tambem Lem-
bra-le, Pedro, de que o aniaste c carregasle sendo
menino, e quando leve aquella grande doeura na
idade do sele annos, e dlivcmos para perd-lo, como
o trataste como o vigiaste Foste lu que o salvaste
verdadeiramcnle E seria para mala-ln agora 1 Nao
lens r-se direito leus as maose o corarao atados !
Aponiendo para ello, aponlarias para la m'i! Nao
posto conceder a idea de urna simples separaran en-
lre vossosdous. Ambos sao um s para miro. O' meu
filho, pi'.lado para men filho !
Pedro tornav a Leonardo, roflecle que Natalia
he 13o joven Bem rejo, e deres ver que elle he ain-
da um menino, e que s um homem. S forle c s
clemente. Soffre e perdna. O curasao de la mai
tcm razan, ano pensamento de tal encontr he hor-
rivel, inaudito, insensato: leu irmao oua juslira
eterna nelle morreria !
Mara nada dizia ; mas linha inclinada a cabera
sobre o jodii e debaixo da mao do irmao, solncava.
Conlra a falta, ronlra a desgraca, ella punha na ou-
lra baca da batanen o maior conlrapeso : sua dr e
sua innocencia.
Pedro cmfim foi levantado pelo seu bom corado
lao alto, e mais alto do que nenhum dos que o ro-
garan!.
Oucam-me disse-lhes elle, dcixera-me obrar.
.1 posirao lie lerrirel, mas nao fui cu quem a qaiz !
Nao desrjo detes(a-lo sempre. Neccssilo urna repa-
raran, ronrm que elle espe. Temos sido muilo
lijaros para com elle : fui isso o que o perdeu. Como
elle lem educado, poupam-no. perdoam-lhe ludo.
Se elle lem talenln eu lenho meu corceo Conrm
que elle siuta que o coraran he tambem alguma
cousa : he o genio de lodo o mundo Vmcs. fallaram
de juslira '.' Pois bem, he justa que elle receba una
lu-ao nm lauto rule Hejnsln qiie ebegae aonde o
ronilii/.ia o aininlio que segua, lie justo quesearte
lepeiiiiii.iineiite rom a espada nu rom a pilola na
man em Trenle do irmao.
i"iiM//'Hi/r-sr-/i(/.


L\,1ir. UAD
a/i kr\\
K IAAK I


-
ni ARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 26 OE OUTUBRO DE 1854
a humanidade t Certamente seria urna barharidadc
inaudita.
Qual de ns, senderes, po leni ver com animo cal-
mee sanguc fri, maporrao de individuo por essas
ruis a recrular nulms para o estado sacerdotal, para
o estado monstica t Nenhum ; todos climariam
vivienda, barbar idade, poslergam-se as leis da na-
lureza (apoiados), e com toda a razao, porque pa-
ra este estado he necessario que o individuo sinla-
se com toda M Torcas para arrestar oslenlacea
carnaes, pirasatlocar a mais violenta das paixtes, e
entretanto quar-te coagir a esse estado, nao um in-
dividuo, mas uai elasse numerosa.
Mas ur-me-hlemuitos individuos seguem a
carreira niiitar per soa ventado, sao sao recru-
ladns.
Attendei bem, senhores, qnehaje ha nma gran-
ile dilliruldadc para obterem-se individuos que quei-
ratn seguir esta carreira ; ale hoje, vos nao tendes
podido cercar esla carreira de tantos interesses, de
tantas vantagens sjue desafia ao numero preciso de
individuos de que ella carece ; eo que nao ser se
estahdecerdes mais um onus a que a maior parle
dos humen se rerusam Apoiados. O que pode-
ri esperar qtiando o militar soifber que nao pode
jamis gozar da doco amizade da familia, quando a
santidade do estado de casado nao Ihe he mais per-
milti'la. quando soaber emlim qoe tem de abdicar
os foros do pai ?
OSr. Brandao:Apoiado, ficam feilo litotes.
O Sr. Correa das .Veres :Mas, disse o nohre
ministro da goerra: Senhores, 11A0 se trata de co-
hibir o casamento dos militares, e sim de dificul-
tar...
O Sr. Sera :De diffleuilar, nao.
O Sr. Correa das Setes'm... ou de regularisar.
Serve isto ao nobre general !
O Sr. Sera:Sian, senhnr.
O Sr. Corra das .Veri : Analysemos, senho-
res, com es olbos philosophicos, com calma e relie-
sao, com inleiligenle peiietracao,a grande dillerenca
qee ka ueste caso entre dinamitar e prohibir ; e ve-
jamos quaes sao os seus resultados, se elles distam
muilo um do outro. Pergunto eu, esta disposico
de le he ociosa ou tem uto lim I Necessariaraenle
me responderao que tem um fim.o qual he vedar que
o militar se case (ora de certas e determinadas condi-
toe ; mas, senhores, quaes sao cssas condiefies '! l)i-
xrm-roe, a primeira e a mais importante he que o
titilar mlopossa casar sera que teuha um patrimo-
nio que garanta o futuro da sua familia, ou que de-
posite urna qaanlia que sirva igualmente de garan-
ta. Mas pergenio eu. e esta proposico despida de
seus eafeites, despida de sua formula apparenlomea-
la ilhtsoria, neo importa mesmo orna prohibirlo ?
OSr. Hrandto :Apoiado.
O Sr. Oliceira Bello :Para |o derigo exige-se
um patrimonio.
OSr. Correa das Seces :He verdade ; mas um
patrimonio de 353 de renda por anno. E, senho-
res, se um militar puder achar urna nniva cora um
boro dote, querer continuar na carreira das armas?
O Sr. Octatiano : Muitos quererao pelo amor
da gloria.
O Sr. Correa iat Senes : Nao ho de ser mui-
los meu amigo, ao contrario quasi nenhum. Se Om
militar tiver um patrimonio com o qual possa ie}V
tilnir urna renda futura para sua mulher e filhos,
querer continuar na carreira das armas, tanto mais
qnanea, elle com este patrimonio podor adiar urna
mulher que lenha outro tanto ou mais, c assim fcil
Ihe sera seguir oulra carreira na qual encontr mais
favores, mais vanlagena, maiores gozos, mais liber-
dade c menos sacrificio? Certamente nenhum ; e
observemos que todos os nossos militares ato pobres
com muilo pouca exceptes : se, pois, he assim, he
claro que nunca elles pdenlo instituir patrimonio
para suas viuvas, e conseguintemente tmbem lie
claro quo jamis se poder.'io casar : eis ahi a medida
prohihindo o casamento aos militare?.
O Sr. Brandao : Apoiado.
O Sr. Correa das .Vece : Mas dir-se-lia : o
mililar podo achar urna ooiva com dote.Nao, se-
nhores, esta noiva com dote poucas vezes cabe ao
militar, quasi sempre a elle toca a honra, a probi-
dade, sim, mas acompanhada da pobreza. ( Apoia-
dot. ) Quando um pai v que pode dotar a sna li-
lha diz logo : nao quero genro mililar, a vida dos
militares he (rabalhosa, o militar nao tem estahilida-
de, a minlia filha tem de passar por muitos incommo-
dos; he smenle ara ltimos aperlos que um pai ri-
co concede sua flha cm casamento a um mililar. E
Me estar assim respondido esse argumento com
que prclendem provar que nos combatemos castel-
los por nos edificados, por isso que nao se pretende
prohibir o casamento dos militares? Certamente
esla respondido.
O Sr. Brandan : E victoriosamente.
O Sr. Correa das Seces: Eis, pois, senhores,
ponen mais ou menos o estado a que vem a ficar re-
duzida a rlasse militar, a homens que uto poderao
ser rcrebidns no seio das familias, porque todos os
pais ho de recear e temer que as aftcires iiaram,
e que as difliculdades apparccem para o casamcnlo
de suas lillias, difliculdades que quando possam vir
a ser venciveis, tem pelo menos muilo de liumil lian-
te, porque tem de submetter suas (libas ao juizo de
um ministro, a urna decisao talvez negativa, que
as tornen) um pouco desai rosas para com a opiniao
publica, por isso que a opiniao publica nao podrr
saber exactamente os motivos que levaram ao mi-
nistro a negar a tironea para n pedido casamcnlo.
(Apoiados.) E por ventura nao ser esle estado de
abandono, esse estado de sogregacao das familias,
esse estado de continua desennfianca em que devem
estar os ridadaos para com a rlasse dos milares,
um estado dolorosissimo, mortificante, hnmilhanle
c oneroso ? Certamente qoe sim. (Apoiados)
M-ls dir-mc-liao ainda :Ha classes enjos indivi-
duos nao podem casar, entretanto nao sao repcllidos
do seio das familias.Sim, senhores, he isto exacto,
us nao ha tanto perigo porque todos sabem que
nestas classes he impossivel o casamento, c esla im-
possibilidade unida a ou Iros molivos faz com que os
individuos que a ella pertencem so contenham, e
mesmo nenhuma affeicao excilem por que nenhuma
esperanza pode ser alimentada; mas na elasse mili-
lar ha urna esperanca), sabe-se que se pude obler urna
liceuca para o casamento, a donzela que alimenta
urna paixao por um militar alimenta a par delta a
esperanca de que se Ihe conceder;! essa licenea ; e
u resultado he que muilas vezes a esperanca lison-
geira, concebidas as doces illuses com qu se dei-
xaram embar, tem de ser cortadas cm flor pela mao
do arbitrio ou da prepolen-ia. (Apoiados.)
O Sr. Jos Aiccnro: .Com prejuizo talvez do
crdito.
OSr. farreadas ,\ eres:Sen liores, se cu e*perasse
que o nobre ministro eslivesse sempre no honroso car-
ga em que mui dignamente se acha, realmente nao
temeri de dar-the esta aulonsaro, de dar-llic este
arbitrio, entbora pensse, sobre a elasse militar
{apoiados); porque confiando em sua probidade, in-
teireza c prudencia e ma'.s que ludo porque S. Exc.
lambetn he pai de famil., e sabe ou pode avaliar
mui bem as difliceis posirOes em que nm desles po-
de aehar-se collocado, n. o recejara obstculos de
sua parle senao quando as conveniencias assim o exi-
gase; mas, senhores, eu n;lo posso contar com a es-
tada do nohre ministro reste polo elernameute e
nem posso saber se o cida lo que o tem de substi-
tuir ser lao prudente como S. Exc.; por jsso eu
tremo quando vejo lodos estes males que se agslomc-
ram sobre a rabeca dos n issus concidadaos, males im-
porlanlissimos, porque vilo chocar o que o homem
leni de mais melindroso, a sua honra, a honra de
sua familia, o seo crdito. .(Apoiado*.)
Ku.Sr. presidente, na primeira oecasio cm que
tive a honra de fallar nesta materia, entre outms
argumentos que infelizmente ftiram esquecidos pelo
nobre dapolado que, querendo combaler-me, m se
lembrou de citar um dos argumentos mais fracos que
iipaiiaualll, disse eu que esta medida ia'diflicultar a
pnpulacao do nosso paiz, altamente reclamada pelo
seu inleresse; mas eom a pan* a com que se tem
querido re misma panacea se quiz responder, n;lu sei se em um
aparte, o meu argumento de diminuido da pepula-
co, dizendo-se: Os padres lambem sao celibala-
rios, e isto nao leude a diminuir a populacho. Se-
nhores, este argumento nao he de minha lavra, este
argumento ha urna das armas mais valenles que (em
sido manejada pela mo da impiedade contra o es-
lado celilialaro ; mas se argumento, que a no. sa-
cerdotes nao fere, pode muilo ferir au projeclo em
discussao. A nos pouco oo nada pode ferir, digo eu,
porque como diz Filangieri, e numero dos sacerdo-
tes he lo diminuto em urna pupalaro, saje ovazin
que o celibato deixa na ^eracauquasi que nao appa-
reee ; mas, perguntn eu enhjres, a elasse militar
arhar-se-ha no mesmo estado, quanto ao numero,
que a elasse sacerdotal? Certamente que nao. A
elasse militar he extraordinariamente exaude. Este
arsumento manejado pela m;1o da impiedade contra
o celibato dos padres fez alguma nvssa no espirito
dos nossos Iheologos, tanto que elles respoudem daa-
ta maneira, dizem: O governo, a quem compele
edircito de suprema inspeceo, deve ler toda a cau-
tela em que o numero dos sacerdotes nao ee aug-
mente exclusivamente, seja somanto aquelle que for
inlciramenle indispensavel para o servido da igreja;
ou, como diz Filangieri:Se /celesta reipublica
eradat noria.Bis ahi, senhores, que os nossos
Idelogos reronheceram que esla arma poderia ferir,
e Ihe prestaran) a devida attenr.io ; portanlo, o ar-
gumento que prndazi nao fie lao sem fundamento
que nao merecesse alguma resposta. (Apoiados).
O nobre ministro querendo sustentar o projeclo,
entre oulros argumentos que apresenlou, e que
quanto a mim foram respondidos pelos nnbres de-
putados que me precederam, disse ; Nos temos
em vista com esle projeclo atlendcr ao bem estar da
elasse militar, por isso que com o pequeo sold
que tem os militares nao podem sustentar com de-
cencia as mulhcrcs e os filhos. Mas, senhores,
cu desejaria que o nobre ministro, mesmo em prol
do bem estar desta elasse, atindese a duas pala-
vras que lenlio de dizer.
Uui/ei a em 1.a lugar que o nobre ministro tra-
lasse de diminuir o mais que fosse possivel essa des-
peza extraordinaria que os militares so obrigados
a fazer cora um fardamento inulil de luxn (apoia-
dos) ; ha militares que sao obrigados a torero um
fardamento riquissimo.
O Sr. Brandao :Creio que a Icrem al 3 farda-
mentos.
O Sr. Correa das Seres :E se o nobre ministro
allende ao bem estar desta elasse, como eslou con-
vencido, se allende a que ella tem mesquinhos sol-
dos, certamente nao Ihe poder escapar as reformas
desses fardamenlos, nos quaes os militares conso-
mem grande porcao dos seus tenues vencimenlos.
Quanto a mim esla medida redama mais altamente
a nossa allencao, do que aquella da prohibirlo dos
casamentos. Facamos com que os nossos militares
Icnham um uniforme simples e econmico, augmen-
lemo-lhe quanlo for possivel os seus sidos (apoia-
dos), e deixemos qoe se casera, porque os casamen-
to* da maior parte destes militares redundara em
beneficio da elasse pobre da sociedade. (Apoiados.)
A maior parle dos militares rasam-se ordinariamen-
te eom filhas de oulros militares, com suas parelas,
e finalmente com virgens que nao tem dote, por-
que felizmente elles al hoje tem mostrado despre-
zar, no contrato matrimonial, islo que as oulras
classes entra como primeira condicilo, o dinheiro.
Privandii-se a elasse mililar de se poder casar, pre-
juiiicamos a essas donzellas pobres do lambem po-
derem cas?r; e o que damos nos, senhores, em
compensacao a essas infelizes que s tem por si a
honestidade e a honra l Com que prolezemos nos os
seos casamentos se excluimos dos nmeros do suas
prohabilidades a numerosa elasse que commumente
com ellas costumam contrahi-los ? Enlcndo, se-
nhores, que he muito digna da nossa altenrao essa
elasse media da sociedade, porque he certamente a
que constitiic a maior parte da popularan, c se nos
Ihe ilidicullarmos os casamentes, nao consenlindo
que os militares uella procuren) suas esposas, se as
oulras classes da sociedade nao o quizerem fazer
lambem, a que ficaro reduzidss essas infelizes T
Devenios atlendcr a islo.
O Sr. Brandao :Apoiado ; sao considemr,es de
milita importancia.
O Sr. Correa das .Veces :A facilidadc do casa-
mento dos militares, di/, se, faz com que se onerc
o tlicsouro publico com grande numero de viuvas
que tem de perceber o mcio sold de seus falleci-
dos maridos. Sim, senhores, assim he ; infelizmen-
te mis lastimamos esse aeio sold que nao he mais
do que o preco do sangue dos militares morios.
O Sr. Ministro da Guerra: Ninguem lastima
isso.
gloria, lornavam-se nolaveis, conquistavam o mundo familia, ou se no mililar que, nao podendo casar,
e finalmente faziam os prodigios que ainda hoje nos frequenla os lupanares oo ms companhias....
Se o nobre general sabe que esse im-
O Sr. Correa das Aeees :Nao me redro ao no-
hre ministro. Digo, Sr. presidente, se a razao de
pesar sobre os cofres pblicos o meio sold da vio-
vas dos militares, que leudo prestado longos anuos
ilc sen icos ao paiz. que perderam vida nos cam-
pos das batalhas, pode fazer com que sallando por
cima dos direitos da nalureza vamos prohibir que
elles conlraiam casamentos, raarqoe nao prohibimos
lambem que os magistrados s rasera, visto como
suas viuvas igualmente pesam com penses sobre o
tlicsouro publico ?
O Sr. frandSo :Apoiado, mnilo bem.
O Sr. Siqueira Qnetroz :Ha a mesma razo.
O Sr. Correa das Seres :Eu, senhores, nunca
lamcntarei nem o mcio sold que so il ;i viuva do
militar, e nem a pensAo que se d viuva do magis-
trado honrado o pobre (apoiados); este dinheiro he
um dos mais proficuos que o paiz pode gastar : cu
lamento s o que se da quclles que sendo favoreci-
dos da fortuna, que rodando em bellas berlindas,
que caminhando uvanles em grande estado, querem
augmentar esse luxo cusa dos cofres pblicos.
(Apoiados.) Mas a viuva pobre, carregadade filhos,
que lem nma mesquina pensao do Estado, nunca
me veri lamentar o que recebe, porque se esta infe-
liz nao fosse protegida pelo paiz, loria de lancar-se
na miseria, os seus filhos nao seriam educados, een-
lo viveriam na sentina dos vicios, seriam assim pe-
sados ao Eslado. \.1paiados.)
Deixarei de responder a oulros argumentos, por-
que o nobre depulndo que me preceden comhatcn-os
e, quanto a mim, den urna solucao satisfactoria a
lodos elles. Agora lenho oe responder ao nobre ge-
neral meu amigo. Entre nos havia como que um
desalio ; o nohre general annunciou que quera ficar
logo depois do meu nobre amigo depulado por Per-
namhuco que sustenta comigo eslasopinies, porque
pareceu-mc quera dar-lhe caba) resposla, quera
reduzr seus argumentos nullidade...
O .Sr. .Sera :Islo he exagerado.
O Sr. Correa da* iVer.es :E eu, nao porque le-
messem que o meu nobre amigo perdesse terreno,
pois pelo contrario sempre julsuei que elles so cofn-
hatessem com alguma igualdade, mas porque sendo
mea nohre amigo da elasse desses homens mansos
e pacficos, alTeitoa i penna, e nao espada, que
nunca se viram em um campo de halalha, nunca ou-
viram cnloar os hymnos da victoria, que pela pri-
meira vez lnha de achar-sc em frenle de um nobre
ueneral, ja coroado do lauros, j coberlo de cicalri-
zes, receiei que quando o meu nohre amigo nao fi-
cnsse de lodo derrotado, ao menos gravemente ferido
(risadas); por isso nicamente, por cavalheirismo e
n.lo por orgulho, ped para ser inscripto logo depois
do nobre general, para dcsl'arte soccorrer ao meu
nobre amigo...
O Sr. Seiira :Por isso fiquei entre Sylla e Ca-
r j bides.
O Sr. Correa das Seres :O nobre general per-
filaf.do-se, marcando o terreno, desemhainhando a
espada, dcixou-sc dominar por seus nnbres senli-
mentos de nobre ravalhciro, e disse : nao, nao devo
cnmbaler ; cu homem da espada com um homem da
penna ; quero ser generoso para com elle, nao o
quero mesmo alocar. E com ceilo por mais que
atindese nao vi um s golpe aliradn pelo nobre ge-
neral conlra o meu amigo...
Urna lo: :He que a penna embota a espada.
O Sr. Correa das Seres:O nobre general deixou
intactos toilos os seus argumentos, nao quiz mesmo
dar-se ao Irahallio de olhar para dles ; mas indis-
posto comiso talvez por ter lido o arrojo de pedir
para ficar inscriplo lozo asaos elle, vollou-se para
mim, e disse : < Comvosco be que me lenho de en-
tender, espero por vos para cnt.lo derrolar-vos. Eo
confio ainda na gcueralidade do nobre general. Se
o nobre general nao quiz cnmbaler com o meu nobre
amigo, por isso que era homem de ledras e nao de
armas, muilo menos deve cnmbaler comigo, homem
pacifico, hornero da igreja... (/Usadas.)
O Sr. /Irando :Muilo bem .'
O Sr. Correa das Seres:O nobre zcncral prin-
cipinu o sen discurso parapliraseaudo o romeen do
discurso do meu nohre amigo, no qual lembrava que
esta idea j.i tinha sitio suscitada no senado romano,
no seio desses ancics, dos quaes, disse um eslra-
nho: a que pareca mais urna reuniao de res do que
mesmo de homens, e disse : n dos Romanos, meus
senhores, nada mais sei que o roubo das Sabinas e
a casamento de um rci nao sei com quem. a ( fli-
sadas. ) Mas, senhores, o nobre general, que infe-
lizmcnte nao esl muilo lido na historia anima, essa
grande meslra dos campees da espada, mostrou sa-
ber quanto era bstanle para o raso vdenle, porque,
se o nobre geral da Historia Komana so sabe o roubo
das Sabinas, deveria salier que os Humanos emquan-
lo ronbavam mirilirres para se rasar, encham-se de
assomliram.
perador romano rasou-sc conlra a nalureza com um
individuo, sabe quanto he baslanle para nao duvi-
dar que a gloria remana prncipiou a decebir, prin-
cipio a olTuscar-*e quandoa iinmnralidadecomeeou
a cre-rer. exactamente quando o matrimonio prnci-
piou a ser desprendo cm liorna....
0 Sr. Brandao : -r- Apoiado, muiln bem ; eil
direilo !
O Sr. Correa das Seres : Eis aqni o nobre
general com e.ses doss nicos tpicos da histo-
ria, que diz ignorar, apreseatando os mais fortes
argumentos contra a sua mesma opiniao. Em-
quanlo em Roma o casamento era o meio de-
cente de abalar as paixes, emquanlo os Romanos
prorurnvam casar-sc para sopilaros eslmulos da na-
lureza, emqnanto os Romanos se lanca\am nos do-
ces lacos de familia, emquanlo os Romanos procu-
ravam ler filhos e moralisa-los, eram um povo de
res; quando os Romanos chegaram a ultima senti-
na da rrapnla, rcpelliam os casamentos, quando se
entresa\ ara aos vicios, cnlregavam-se depravado,
eram um povo de escravos....
Um Sr. neputao:Mas o Sr. Brandao disse que
a humanidade he sempre a mesma cousa.
OSr. Correa das Seresf-No alcanca o espiri-
to do aparle...
O Sr. Brandao :Nao entende a sisnificacSo do
aparle; quando disse islo foi em um sentido muito
dilTercule.
O Sr. Correa das Seres:Senhores, eu nao si-
go, permitlir-me-hao que nao siga, apezar le celi-
balario, a opiniao do nobre depulado pelo Kio-dran-
de-do-S'il, que disse que a mulher communica ao
fiemen) aro tanto ou quanlo da sua fraqaeza.
O Sr. Brandao:Isso he inleressante !
O .Sr. Correa das Senes :Eu sigo opiniao io-
teiramente contraria, ej tive oecasio de manifes-
ta-la; se erro, erro com a historia, erro com os ho-
mens sabios, erro finalmente com lodos os homens
que tem um coracao capaz de palpitar pela gloria...
Vota l'oz :Gloria de amor.
O Sr. Correa das Neees: Ora, gloria de
amor!...
Vina Vos : Responda ao aparle.
O Sr. Brandao:Continu, vai muito bem, lera
dilo optimamenle.
O Sr. Crrela das -Vetea : O nobre general,
querendo combaler o meu principio de que o ho-
rnera celihalario era um homem egosta, homem
quasi sem pal ra, hornero que nao se poderia deixar
possuir pelo amor da gloria, querendo sustentar a
opiniao do nobre depulado pelo Rio-Grande-do-Sul,
disse: Vos fallis da mulher e filhos, mas eu
quaudo eslou no campo da balalha ilesejo que nao
m'os leinbiera, porque muilas vezes lenho lido oe-
casio de arilar com as mos a face para chimar a
cor; muilas vezes he lal o eslado que lenho quei-
mado os labios com o charuto. Senhores eu sem-
pre julguci que o nobre general quando nao livesse
a firma conviccao desse genio das balalha, que a
frente dos esquadres, debaiio de urna abobada de
balas dizia a que (em de matar-me ainda nao esl
fundida, ao meos lena a calma do sargento Ju-
no! que, acabando de escrever a ultima pagina- de
om papel, apostrophou a nata que meando o chao a
seus oes, lanca arca sobre a escripia: a viestes mui-
lo a proposito, n E por isso vejo-me obligado a crer
que um general lao denodado que um general que
se tem coberlo de gloria, somenle para sustentara
sua opiniao, nos vem dizer que as suas (acuidades
inlellecluaes, na oecasio da accao eslo em lal es-
lado que queima os labios com o charolo! Eu fazen-
do ju-iira ao nobre general, peeo-lbe licenea para
de-screver o seu eslado no campo da gloria. O no-
bre general, no momento em que d a voz de avan-
car, cnche-se de nobre orgulho, esqoece-sc da vida,
leiiibra-se nicamente da gloria e do nome qoe lem
de legar a seus descendentes....
O .Sr. Brandao:Apoiado, eu pens assim ; foi
a necessidade de sustentar a sua opiniao que o fez
dizer estas palavra*.
O Sr. Correa das .Veres:O nobre general
acha-secom toda a presenta de espirito: v os de-
feilos da manobra do inimigo para aproveila-los, v
oserrosda sua tropa para remedia-los, reforma o
seu plano de alaque, aproveita com a maior calma
toilas as circunstancias do terreno. Porlanto, eu
reivindico a gloria do nobre general, elle nao se dei-
xa possuir desse estado que, talvez por modestia, nos
quiz pinlar.
Senhores, se nao ho exacta a minha opiniao, se a
lembranca da mulher e dos filiaos na hora do peri-
go no faz renascer no coracao do homem a coragem
presles a ahamlona-lo, se a lembranca de um nome
honrado que lem de legar sua posteridade nao o
faz encarar com isualdade de animo a morle e todos
os perigos que o rodciam, entao grande numero de
odiciacs casados nao M tenain coberlo de gloria,
nao leriam aflrontado todos esses perigos. Eu vos
poderia citar no Brasil mesmo nomes de muitos
olliciaes casados e com filhos que nao lem por isso
perdido o denodo, quando se acham a frenle do
inimigo. Temos, alm le oulros, o lenenle-corn-
nel Bruce, casado com filhos, o majnr Peceguei-
ro e os capilAes Campos, Manuel Jos da Soledade,
Orino de Castro, Wanderiey, Bandeira de Mello,
Antonio Jos dos Sanios, finalmente ontros mullos
olliciaes qoe em diuerentesoccasioes so lem portado
com lodo denodo e valor apezar de lerem mulher e
filhos (apoiados)...
Unta r.>: :Nao sao s esses.
O .Sr. Correa das Veres :Nao quiz fazer aqui
nm catalogo, nao ofrendo aquelles de quem me cs-
queci...
O Sr. Siqueira Ouetroz :Nao ha exemplo de
cohardia do militar por ser casado.
O Sr. Brandao:Essa honra seja feila oflicia-
liilade brasileira.
O Sr. Correa das Seres:Cm ultimo argumen-
to foi apresentado nesla casa em favor da medida
proposla : disse-se que os criados da casa imperial
lambem nao se casam sem licenea de Sua Magesla-
de. Senhores, notemos a srande diderenca, um
criado da caa imperial quando di parle a Sua Ma-
gestade que pretende casar nao faz mais do que
um acto de respeiln, de considerado a prssoa de seu
augusto amo; essa licenea nunca Ihe he negada,
elle lem disto certeza...
O .Sr. Siqueira Qaeiroz: E mora na casa do
amo.
O Sr. Correa das Aeres :Muilo bem lembra o
nobre depulado, mora na casa do amo,- lem de fa-
zer parle da sua familia, por consequencia nao deve
admiltir sua familia pessoas que nao sejam do
agrado do seu augusto amo. Mas demos que se
cascm sem pedir licenea, qual he a pena ? Perder
quando muito o foro ; esla pena esl em proporc.3o
com aquella que se quer decretar para punir o mi-
lilar qoe se casa sem licenea ? Admira que o no-
bre general que nos disse que se tinha horrorisado
quando se quiz impor a pena da relorma ao mili-
tar que se rasasse sem licenea, assignasse depois a
emenda que priva do meio sold a mulher do mes-
mo mililar, que quanlo a mim he mais horrorosa e
Ixrannica; no primeiro caso o militar relrava-se
da servido, pedera procurar oulros meos com que
pudesse deixar alguma fortuna a sna mulher e fi-
lhos ; mas no segundo enndemna sua mulher a ficar
sem mcios de subsistencia ; esta pena para mim lie
muito mais cruel.
Parccc-me que alo aqu nao moslrei as grandes
vanlagens do eslado matrimonial, ainda nao apre-
senlci as doeuras do casamento, por consequencia
nao salisfiz os desejos, on per nutra, n;1o cumpri a
prophecia do nobre depulado pelo Rio, que asseve-
rou no linal do seu discurso : J vejo que o nobre
depulado vem ."inora mostrar as (locuras do eslado
matrimonial, os interesses do Estado com o malri-
monio, c as suas consecuencias. Eu, senhores, (c-
ulio mostrado, t.-. as inconveniencias desla medida
em rdac,5o a moral publica; 2., as inconveniencias
em relarao aos principios naturacs inscriptos no co-
rado humano ; 3., os inconvenientes em relaeo
popular io do paiz ; i.\ os inconvenientes cm rela-
rao ao mesmo individuo.
Por ventura mereccrei desta vez que os meas ar-
gumentos sejam analysados e destruidos? mereccres
desla vez a pecha dcsciilimentalisls T Nao sei; mai
as pessoas que me lem ouvido, c que ouvirem as res-
postas que se me bao de dar, lerao de julgar.
Se mo fra pcrmiltidn ao (indar o meu discurse
fazer urna prrgunta ao nobre general, eu certamen-
te lli'a faria; en desejaria que o nobre general me
rcc|H>udessc;emqual dosdousolliriarsconfiar mais o
nohre general em qualquer commissao, se no mililar
O .Sr. Ministro da Guerra : Por nao se casar
frequenla lupanares? Islo he desafean.
O Sr. Correadas Seres:Nao obriga a frequen-
tar, maspergunto....
O Sr. Ministro da Guerra : He lgica a que se
nao pode responder.
O .Sr. Correa das Seres: Nao ohriga, nao digo
que ser assim, mas o que nao for casado se poder
dar a este vicio; nos sabemos que um homem qaan-
do se d ao vicio, marcha de grao em grao, de gra-
daajp em gradarSo, que nos vicios encentra sempre
companheiros mais pervertidos que o arrastrara a
oo tros mais sra ves. Perguntn eu, cm igualdade de
coragem em qual desses olliciaes o nobre general
confiara mais ? Cortamente confiar mais naqiielle
que sendo nasade (em nma moralidade a seu favor.
Eu sinlo baslanlcqiie o nohre minislro me nao com-
prehendesse, que essa m romprehensSo, sem duvida
filha da minha m expressao, livesse feilo com que
S. Exc. me dirigase um aparte que realmente julgo
nao ler merecido; parece-me mesmo que S. Exc.
desla vez nao consultan a bnodade com iue costuma
Iralar a todos, e com que me lem tratado al hoje ;
nao sei mesmo em que desmerec...
O Sr. Ministro da Guerra : Protesto por urna
explicacao.
f/rn Sr. Depulado : No aparte nao ha nada de
oflensivo.
O Sr. Correa das Seres : Parece-me que
havia.
O Sr. Ministro da Guerra : Nao admillia a
consequencia.
O Sr. Correa das Seres : Se foi islo, como ora
creio, retiro a queixa que muirlas palavras indican)
er descoberto no senlido das palavras do nobre mi-
nislro, se ellas nao linham...
Vozes : Nao nao.
O Sr. Correa das Seres: Eu roneloirei aqui,
eslou nm pouco incommodado, e realmente nao sejava mais discutir d'ora em liante esla queslo,
hoje principalmente ; concluirci pedindo perdao a
cmara se Ihe oecupei a sua allencao mal ( nlo a-
poiados ), dislrahindo-a lalvez de ouvr um oulro
orador que melhormenle do que eu pudesse ex-
pender e sustentar a sua opiniao, pedindo tambero
ao nobre minislro que se em minhas razes, se em
meus argumentos alguma consa bouve de oflensivo...
O Sr. Minislro da Guerra : Nao senhor.
OSr. Correa das Seres : ....baja de desenl-
par-me visto que nao houve a menor inlcneao de
minha parte.
Tem a cmara de volar sobre est qoeslao, qucsiao
alias muito importante, questao que merece toda a
sua allencao, toda a rellexao, queslo que joga com
os interesses de diflerentes ridadaos, tanto os que
seguem a elasse militar como mesmo os que nao se-
guem;por consequencia espero que a cmara com a
calma, com a sabedoria com que costuma cinhar to-
das as suas deeise, tomar lambem urna delibera-
cao a respeilo desta que saja mais eousentanea aos
principios religiosos, que seja mais consentanea aos
nteresses do paiz que seja mais conseutanea a mo-
ral, que seja mesmo menos otierosa a essa dasae que
ja quanto a mim, he sobrerarregada de muitos
onus, de muilas privares. lenho concluido.
Vozes : Muilo bem Muilo bem !
O Sr.Jacxntbo de Menioea:Sr. presidente, o
Ilustre depulado por Pernambuco, que na ultima
sessao impugnou a disposico do art. 2 do projeclo,
comecoii o seu discurso dizendo que o faza em nome
da religiao, da moralidade publica, da honestidade
das familias edos interesses da elasse militar. Por
um contraste bem singolar, mas que procurarei jus-
tificar, eu subo tribuna sob as mesraas invocaron.
venho lambem em nome da religiao, da moralidade
publica, da honestidade das familias, e o que mais
vai sorprender ao nobre depulado, em nome dos
interesses da elasse militar, roas avaliados por um
amigo sincero que nao leme desagradar qaando lem
a censciencia de ser til. (Apoiados.)
Nao me asosla, Sr. presidente, a supposla impo-
pularidadeda medida ; serei mais exacto dizendo o
desgoslo de algons inlercssados nascido nicamente
da falsa inlerpretacao do projeclo ( apoiados ); eu
sei esperar que me farito justca ; ha gloras de um
da que lem o brlho e a duraran dos meteoros, ha
ovaees que o eiithuamn sera boje e a rellexao
amanliaa condemna ; cu prefiro o juizo mais tardo,
porm desapaixonado e redolido dos proprios inte-
ressados ; e nem sou suspeito. Depulado c filho de
urna provincia anude o exercito encontrn o melhor
acolhimenlo anda nessa poca malfadada, era que
elle foi condemnado ao abandono, senao ao ostracis-
mo ; posso dizer que sou amigo verdadeiro da rlasse
mililar, em favor de cojos interesses por mais de
urna vez lenho elevado a minha dbil voz nesla casa.
(Apoiados.)
A ules porm, Sr. presidente, que passe a oceu-
par-me de alguns argumentos apresenlados pelos
impugnadores do projeclo, permilla-me V. Ex. que
record cmara que a discussao desle projeclo, des-
de o seu comeco, lem corrillo deslocada e inconve-
nientemente (apoiados); anude ha apenas urna res-
Irirr.in so diz existir orna prohibirn absoluta (apoia-
dos) ; rniicliees qoe melhoram, a meu ver, os inte-
resses da elasse militare as conveniencias do servico
publico sao encaradas pelos nebros depulados como
um decreto de celibato mililar, e essas falsas inler-
prelaces sao a origem uniea de maniresla;Oes pouco
prudentes (apoiados) ; mas, como j disse, eu antes
quero que os descontentes de hoje, fantasiando ma-
les qne nao senlcm, me recusem agora dores, do que
que algum dia, perscguidos'por verdadeiros dssabo-
res e por um arrependimente inulil, me raaldisao
porque nao live coragem baslanle para dizer toda a
verdade, e pronnnciar-me nesta materia pala ma-
neira por que cu cntendo que ella deve ser tratada.
( Muilo bem. )
Procurarei agora, Sr. presidente, justiear o pro-
jeclo das areiisaces de immoral, de anli-religioso e
de prejudicial aos interesses da rlasse mililar. Ser
immoralidade, Sr. presidente, eslabelecerem-se con-
dicroes que arredem da miseria e do infortunio dous
entes que a adeicilo pode muilas vezes levar a um
ea/.ament menos pensado ?S era isso immoral ? Se-
ra anli-religioso proceder por essa maneira ? Se eo
pudesse (cr de cor as palavras pronunciadas pelo sa-
cerdote chrislae quando prende cm no indissoluvcl
aos consortes eu as repetira chamando-as em abono
de que digo ; mas se nao posso lesliialmenlc refer-
las, posso comludo adirmar que o sacerdote quando
enumera os fruclos do casamento diz, em nome da
igreja, qoe o primeiro delles sao os filhos, que os
pais os devem desejar n.lo tanto para herdeiros de
seu nomee fortuna, como para os educar no temor
de Dos...
Cm Sr. Depulado :Isso he conlra o argumento
de V. Ex.
O Sr. Jacintho de Mendnra:Nao pode ser por-
que o qoe cu quero com isto provar he que I morali-
dade publica exige, e a religiao ira pee aos casados
corno primeiro dever a educaran de seus filhos, que
esta ediicaeiln nao consiste nos sculos e caricias dos
pais, e que sobre! udo nao he barata no nosso paiz, e
nao esla nelle lo espalhada que os proprios paisa
possam Iransmiliir a seos filhos...
O Sr. Brandao :Isso prova de mais, mnilo- mi-
litares existen) que tem dado boa educar a cus
filhos. (Continkao os apartes.
O Sr. Jacintho de Mendonra : Senhores, eu o
e cerlo raminho para o casamento (muitos apoiados,
reelamaeoes), c nem o mililar brioso querer ro-
merar avillondo o ohjeclo lesnas alTeirfies, aquella
que tem de trazer o seu nome.
Podem os nobres depulados acreditar que os mi-
litares e as suas pretendidas bao de continuar a
guardar inclumes os preceilos da honestidade.....
O Sr. Junqueira: Esse argumento lambem
serve para depois de casarem continuaren! a ser
muito honestas. ( /Usadas. )
O Sr. Jacintho de Mendonra: E quem o na-
ga ? 1 Mas, senhores, ser o mililar nicamente
aquello aquem se lem imposto restriegues ao casa-
mento ? Nao principia desdo a familia al a socie-
dade, desde o pai at o governo a conveniencia de
que o casamento s se faca em certas condiees ?
Um Sr. Depulado:Deixe-se ao pai esse cuidado
nao se mella o governo nisso.
O .Sr. Jacintho de Mendonra: Serao s, como
eu disse, essas resIricAes impostas aos militares! nao
excitaran oulras que os nobres depulados nao pode-
rlo negar que sao JHslas? Os nobres depulados nao
podem enntrahir casamento aquelles a quem as nos-
sas leis nao considerara maiores, e que a maiordade
comer aos M annos.....
(/la o aparle).
O oflicial, pelo fado de o ser, acedera a sua mai-
ordade, entra logo no gozo de seos direitos civls e
polilirns. e nao ser raro aos nobres depulados cn-
contrarem odlriaes na idade de 16 ou 17 annos....
O Sr. Brand!io:\Vt por urna razo especial.
O Sr. Jacintho de Mendonra: Mas essa razao
especial mcreera c esle privilegio? Por consegoule
j se v que as restriccoes nao sao s para os milita-
res. Altm disso he preciso declarar qoe salvo o es-
pirito de ordem que deve presidir sempre a socieda-
de de que o governo he o supremo inspector, nao
lem elle de entender direclamente com os que esle
na vida civil; ora, os nobres depulados nao podem
negar qne a elasse mililar he verdaderamente tute-
lada pelo governo. e que a rlasse mililar do Brasil
he a que mais precisa dessa luidla no que diz res-
peilo aos seus vencimentos, porlanto deve haver e
ha o direilo, visto qae a sociedade he quem minis-
tra os meos, nao de prohibir, como se apregoa, mas
de regular convenientemente os casamentos desea
elasse.
Senhores, ha fados j diados na casa que nao de-
vem passar desapercebidos nem parecer de Uo pou-
co momento aos impugnadores do projeclo, e sao es-
ses casamentos in ertremis pelos quaes o mililar le-
ga aquella com quem conlrahe nupcias, na ultima
hora, o direilo de pensionistas do Estado....
O Sr. Brandao:Islo ha oulro easo.
O Sr. Jacintho Mendonra:J os nobres depu-
lados fazem algumas cessSes.
O Sr. Brandao da um aparte.
O Sr. Jacintho de Mendonra: Mas, senhores,
de onde nasce a sospeitadeque o governo no regula-
mente que livcr de dar sobre a materia eslabdece-
r condiccoes taes qae equivalham a prohibir?,! ex-
pressa do calamento?....
O Sr. FtrrtS-,Ha casos in ertremis em que o
casamento he de grande moralidade. (Apoiados.)
O Sr. Jacintho de Mendonra:Mas isso se pode
conceder de urna maneira conveniente. (Trocam-se
alguns apartes.)
Sr. preeidenle, outro inconveniente e muilo gra-
ve he o lemhrado pelo nobre doputado pela Babia ;
fallo dos casamentos em lempo do guerra, e era paiz
eslrangeiro...
O .Sr. Perra::A esses sim, em lempo de guer-
ra concedo.
O Sr. Jacinto de Mendonra:Se por conseguin-
le o nohre depulado pela Baha est contado entre
os impugnadores do projeclo....
O .Sr. Ferra::Por causa da penalidade.
O Sr. Jacintho de Mendonca:...... e acaba de
declarar queadopla a medida....
O Sr. Ferraz: Mas nao a penalidade pro-
posla.
O Sr. Jacintho de Mendonra:..... sendo o seu
voto (So conspicuo e Ilustrado he preciso declarar-se
qoe elle adopla o projeclo.
O Sr. Ferraz d oulro aparle.
O .Sr. Jacintho de Mendonra:Seja-mc agora,
senhores permillido tomar em considera^ao am ar-
gumento dos nobres depulado; elles dao valor lal a
in llorona da mulher no espirito de homem, que fa-
zem ver tmenle nellas o incentivo' para a gloria
(ourem-se alguns apartes); eu sou dos que reco-
nhecem essa influencia at cerlo ponto; mas, per-
gunlo eu, assim como os sorisos da mulher sao o pre-
mio a qne se aspira, nao serao lambem as suas lagri-
mas e seus sodrimenlos haslanlesparaqucbrantarem
alguma cousa o animo do esposo rae se lemhrar que
a pode deixar na miseria ? Como muito bem disse-
ram o nobre minislro da guerra he o Ilustre gene-
ral pcrnainlnicano, o valor uao revelle estes senti-
menies no campo da balalha.
Cm Sr. Depulado:A humanidade he sempre a
mesma.
O Sr. Jacintho de Mendonra:Se he verdade
que a inlluenda da mulher he 13o forte no espirito
do homem, a ponto de se dizer que aquelle que nao
casa perde o incentivo c nao pode servir para mas
nada...,
O .Sr. Brandao: Nao fallei por essa ma-
neira.
O Sr. Jacintho de Mendonra:Perdee-me, sou
toreado a responder s arsumentares queouvi.
Se existo essa influencia, os nobres depulados nao
vm que os casamentos em lempo de guerra e em
paiz eslrangeiro podem ressenlir-se dessa Influencia?
V-se portanlo que a existencia desse inconveniente,
que ninguem nega, Iraz a necessidade de regular-
se o casamento dos militares.
Nao ha razio, senhores, para se presumir qae o
governo tenha o maligno prazer de ettorvar os casa-
mentos qoe e-lao no caso de ser feilos ; que inleres-
se ter o governo cm desgostar 6 oflicial ? Cnnvir-
llie-ha isso ? E demais, he nova essa disposico na
pralica ? Enlendn que nao, ella j exislc, e agora
tratamos nicamente de dar um regolamento para o
qae at hoje se lem feilo por arbitrio. (Apoiados.)
Se. senhores, ha alguma cousa quo distinga a mu-
lher he a constancia com que ella guarda as suas af-
feire; baveri. pois, mais um incentivo para os mi-
niares se collocarem as coralieOe do reculamente
afim de consegoirem a posse ila mulher que ama-
ren!. Porlanto, ainda por mais esla razao a medida
nao he destinada a contrariar as a Avienes dos mili-
tares, como se diz.
Se nos somos us verdugos do sen I i raen lo, para que
he que vos. que s a elle altendeis, ao menos nao
sois lgicos ? Porque he que advogando a necessida-
de da liberdade das alTeicOes dos olliciaes vos esqne-
ceis dos interirese dos soldados ? (Apoiados.) Pois
debaixo da farda grossado soldado nao bale s veze
um coracao bem nobre e generoso ? (Apoiados.) Po-
rm nao, abandonis esses a sua surte, esses que li-
quen! dependentes de licenea, s queris ser favora-
veis aos olliciaes; decididamente nao sois lgicos ;
nos, os defensores do projeclo, somos mais coheren-
tes, queremos a igualdade para Inda a elasse. Eu de-
sejaria saber quaes as razes especiaes em que vos
estribis para essa eicepc,ao.
Os nobres depulados enlendcm que ninguem lem
o direilo de cnarclar a liberdade, que o coracao po-
de-se dirigir como e para quem queira,e que nao ha
direilo de por cstorvos as inclina<;es ; mas pcrgunlo
reconher,o,e nem dos que eslejam no caso de o fazer | eu ao nobre depulado por Pernambuco, a hnniani-
scr impedido o casamento, o que se quer he que
anles de casarem os mililares mcdilem bem na gra-
\ idade das pensiles da vida de familia e nao fiquem
com o privilegio de desallcndcrem aos consclhos da
prudencia....
O Sr. Junqueira : Quem pensa nao casa. ( Ri-
sadas. )
O Sr. Jarintho de Mendonra : Respondo ao
nobre depulado que Dees nos livre do casamento
de quem nAo pensa ( Apoiados. )
O Sr. Jos Ascenro :Para os mililares que pen-
sam a disposico he inulil.
O Sr. Brandao : A poiado.
OSr. Jacintho de Mendonra : Justamente,
ella s sera precisa para os que nao pensam.
Senhores, eu disse lambem i|ue xinha em defesa
da honestidade das familias ; o poni he assaz deli-
cado, a cmara o romprehende, c nem cu direi cou-
sa alguma senao que se a necessidade de argumen-
tar poda levar os nobres depulados impugnadores
do projeclo a ilizcrciii que a disposirao do arl. i-.
pido promover a profanacAo do sancluario das ta-
radias. .i/miiii/n., reclatnares. ) Os nobres depu"!
lados prclendem que um calculo perverso se pode
fazer, para olilcr-se a lirenca exigida, mas eu me
roinprazo em crer que as nessas patricias nao ti.Io
dade, r.iinn elle mesmo disse, nao he a mesma em
todos, e o soldado nao se pode achar as mesmas
rundirnos que os olliciaes ? (Apoiados.)
Sr. presidcnle, nflo poso deixar de declarar c-
mara que estes nao sao es servidos qoe a elasse mi-
lilar agradecer mais aos nobres depulados, melhor
servico ser ir-se laucando as bases de eslabelcci-
menlos para a educaran de seas filhos (apo'ados) ;
melher servijoser procurarmos instituir as} los para
os invalidse oulros eslabelecimenlos desse genero
(apoiados) ; esles he que sao os verdadeiros servicos
que se devem prestar aos mililares ; o que se deve
he procurar melhorar as condicoes de sua existencia,
afim de tornar mais appeleeida c mais procurada es-
sa pobre carreira. {Apoiados.)
Nao lenho escrpulo, Sr. presidenle, era votar pe-
la disposico do projeclo, porque cnlendo que ella
nao mareta a liberdade do mililar conlralnr espon-
sacs a poni que o nao possa fazer, mas nicamente
em relarao a seus mesnios interesses. (Apoiados.)
Senhores, deixemos esse campo aonde a discussao
se lem manlulo por parle dos nobres impugnadores
do projeclo, c vamos ao que ha de real na vida. He
possivel que um militar que nao lem oulro recurso
mais do que o seu toldo e qae esleja ainda as paten-
tes priineiras de alferes ou lenle, possa manler
casado qne lem innlhei e tilhos, que he bofa pai de de persuardir-se qne a prosliluico he o mais curio I urna familia quando elle em razAo ile sua pmfisso
v-se obrigado a viver longe della. ser isso pos-
sivel?
O Sr. Brandao : Para muitos lem sido pos-
sivel.
O Sr. Jacintho de Mendonca :Nao queira o no-
bre depulado nem essa existencia e nem presenciar
o qoe s vezes elles sonrere...
O Sr. Brandao : Digo que muitos nao sao lo
desgracadas como o nobre depulndo soppoe.
O Sr. Jacintho ieMcndonta : Ha um engao
muito grande da parle do nohre depulado. O nobre
depotado disse que a eonseqorncia desse projeclo se-
ria urna lei que mandasse que os oflleiaes nao pre-
lendessem senao a pessoas ricas: o nobro depa-
rado nesta discussao lem andado sempre em exage-
rares.
O Sr. Siqueira Queiroz :Apoiado.
O Sr. Brandao :E que direi eo do nobre de-
pulado ?
O Sr. Jacintho de Mendonca : Nao eomprehen-
de o nobre depulado que enlre a riqueza e a pobre-
za ha uro meio termo, que he a- mediana ? E nao
deve soppr que o regulamenlo adoptar este meio
lermo ?
OSr. Brandilo .Quem sabe?
O Sr. Jacintho de Mendonra :O nobre depulado
enlBo quer condemnar desde ja o qut se fizer, e que
ainda nao sabe n quesera ?
Ora, a esse respeilo permiltam-me as nobres de-
pulados que eu invoque a enouanca que depositara
no actoal nobre ministro da guerra, e que us levou
a dizer que se o ministerio aclual se conservaste nao
se importaran) em volar essa lei. Pois, senhores, he
o aclual nobre ministro quem vai fazer u regula-
menlo, conflem nelle.
O Sr. F. Oslaciano d uro aparto qoo nao ouvi-
mos.
O Sr. Jacintho de Mendonra:Se o projeclo pas-
sar eu nao considero que no regulamenlo que ha de
ser feilo quem qoer que esleja na posieao de minis-
tro da corda lenha o maligno prazer de diflicullar o
casamento dos militaros a ponto que elles nunca o
possam contrahir, e digo mais, nem isso est nos in-
teresses do governo. Nao sei pois de onde o nobre
depulado tirn o direilo para as anear lal proposi;o;
fique o nobre depulado sabendu que enlre a rique-
za e a pobreza ha o meio termo, e que esse ha de
ser allendido no regolamento, porque o qoe se qoiz
prevenir sao os casamentos daquelles oflleiaes que
nao lem senao o nico toldo de soa palate, que nao
he suflicienle para a subsistencia de ama familia ;
nao se prohibo o casamento do oflicial, o que se quer
he eslabelecer-se que elle lenha meios de suslsn-
lar-se...
(Ourem-se varios apartes.)
Agora, Sr. presidenle, examinemos as convenien-
cias do paiz. Senhores, nao ha compararlo enlre o
mililar e o eropregado civil ; esle pela tua morle
nao lega a soa familia urna pensao paga pelo estado
e sua familia s a pode ler dada pelo governo e ap-
provada pelo corpo legislativo cm recompensa de
servicos relevantes; o mililar lega sempre o seu si-
do, e alem desse pode lambem ler penses.
Nao passam constantemente aqui penses para
aquelles que invalidan) no servico do paiz ou para
as suas familia* quando dles morrera no mesmo ser-
viro ? (Apoiados.) Nao se lembram os nobres depu -
lados que apenas o nobre primeiro secretorio aniinn-
cia urna pensao dada por servicos mililares. a cma-
ra em peso, o sem discussao, a approva ? (Apoiados.)
Porlanto nflo se pode dizer qne a cmara lem em
menospreso a elasse mililar ; e nrsle mesmo projeclo
que se discuto qual he o primeiro artigo ? Nao be
um favor que se concede ao mililar, e que se faz
transferivel a sua familia ? (Apoiados.)
Senhores, nao se pode dizer que a cmara abando-
na os interesses dos mililares, c nao cuida de Ibes fa-
zer ludo qoanlo pode ; he verdade que mais do que
iae tem feilo se Ihes deve fazer, porm nao he possivel
e ao impossivel nao se he obrigado ; os impugnado-
res do projeclo nao tem razao para vrem declarar
na cmara que se consulta menos bem os interesses
da elasse militar ; a cmara dos depulados, o parla-
mento brasileiro lem feilo qoanlo he possivel a bem
dessa elasse, e se o numero de seus membros eslor-
va que se faca mais, a culpa nao he nossa ; facamos
votos e todo o possivel para que o paiz chegue a um
estado de prosperidade. lal que se possam aogmcnlar
esses favores ; o quo acho muilo mo he que baja no
seio da cmara quem queira dar a entender que o
corpo legislativo he menos favnravel elasse militar
do que poda ser.
Eu disse no principio de meu discurso que anles
quero as bencos futuras do qoe as flores e ovacOes
de hoje, ainda o repito, passe o momento da eflerves-
seneia, veoha a calma da rellexao e a elasse mililar
ha de recouhecer que a sua liberdade nao he abso-
lutamente coarclada...
O Sr. Oliceira Bello : Ella s perde o que tem
de mo.
O Sr. Jacintho de Mendonra: .....que as
condiees impostas sao em seu proprio favor...
O Sr. Ferra: : Approva a penalidade ?
O Sr. Jacintho de Mendonra : Eu chegarei
l.
Sr. presidente, ha nm argumento do nobre depu-
lado por Pernambuco que provaria de mais se se qui-
zesse etlender a sua applicar.ln. O nobre depulado
por Pernambuco disse qne tem qoe houvetseesla me-
dida o exercito era bravo, cumpria cora seus deveres,
e que teme que a medida por lal maneira o desgosle
que deixe de portar-se como se lera podado al
hoje.
O Sr. Brandao : Nao disse esla segunda per-
te.
O Sr. Jacintho de\Mendonca:Se este argumen-
to fosse valioso provaria de mais, e provaria conlra o
exercito, perqu sa elle at cerlo ponto sem as van-
lagens que depois se Ihes deram comprio sempre os
seus deveres, desnecessario era onerarmos os cofres
pblicos com novos sacrificio. Por consequencia fi-
que o nobre depulado sabendo que nao he nica-
mente o favor qoe o corpo legislativo faz ao exerci-
to, mas sim o amor da doria, o amor do rumpr men-
lo dos seus deveros, o estimulo do militar brasileiro.
[Apoiados.)
O nobre depulado nesla discussao, ha de perroit-
lir que Ihe diga, nao lem tido muilo feliz ; os pro-
prios exemplos para qoe appella fallan).
O Sr. Brandao : O que ha de o nobre depu-
lado dizer senao isto?
O Sr. Jacintho de Mendonra : O nobre depu-
lado appdlou para o ilustre general pernambucano,
e elle disse :
a Senhores, eu ado que he urna fortuna que o mi-
lilar no campo da balalha nao se lembre da mulher
c dos filhos, que nao lenha dianle dos olhos uin futu-
ro desastroso para sua familia, para que elle possa,
sob memores inspraeoes. arriscar a sua vida.*
O Sr. Brandao : A isto j se responden.
O Sr. Jacintho de Mendonra : O nobre depu-
lado nao pode negar que o amor da familia,o desvelo
peto seu futuro, he e deve ser o primeiro cuidado
nao s do mililar, mas de todo o hornero, eque o es-
pectculo de urna familia na desgrana encheria de
temor anda o espectador, quanto mais ao chefe des-
sa familia. (Apoiados.)
O nobre depulado v que cu trago ludo islo para
mostrar que a mulher nao he o tnico estimlo que
o mililar pode ler para suas arrees de bravura,e que
at ainda mesmo passado o projeclo mo Ihe fallar
esse estimulo ; se Iho sao precisas essat aiieic,oes elle
as pode ler. Per consequencia nao concebo razio ne-
idiuma que demonstre que a rcslriccito do casamen-
to regularitando-o melhor e mais conveniente, quer
em relarao ao paiz, qoer em relac.lo ao proprio mi-
lilar, vai tirar o direilo que elle lem a te catar.
Senhores, um quadro que nesla discussao me lem
scnsibilisado he o Iracado pelo nobre ministro da guer-
ra. Em verdade he doloroso que um minislro lenha
dianlc de si urna esposa em pranlo que Ihe diz que
seus filhos eslao doenles. e qne se ellae elles nao lem
oulro amparo senao seu marido, e o minislro se v
obrigado a diner : Mas esle oflicial lem de comprir
um dever ; deve partir para onde o mandam. Islo
he realmente seiiivcl. E os nobres depulados en-
(endem que o governo pode ler um coracao marm-
reo para lodos esles casos ?
O Sr. Ferra: da um aparto.
O Sr. Jarintho de Mendonra: O que he cedo
beque com abusos nao se podo argumentar.
O Sr. ferros : He o mesmo que V. Exc. eet
fazendo.
O Sr. Jacintho de Mendonra : Eu eslou apo-
sentando fados que Indos os das succtdem, invoco
o leslerauuho das pessoas que lem eslado a (esta da
administrarlo, quer geral, quer das provincias. E
por ventura, senhores, a mulliplicidada dos olliciaes
casados nao diflicullar, nao impedir at corle pon-
to a niohilidade de nnssn exerdlo? (^posVldos.) l"m
dislindo general, que he urna das glorias, do exerci-
to brasileiro, general qoe por mais lempo o tem com-
mandado, general que mais pralicamente condece
lodos estes inconvenientes, o Sr. marquen de Casias
emfim.de o primeiro a contestar que nao mandou
publicar a ordem do dia qae obrigavt aea oflleiaes a
nao sa cataren sem licenea saa sanio impellido pe-
la necessidade. Havia drizado em urna povoajao
om balalhao, soas operar-Sea miniaras o impedirn!
por dous mezes de ir aquelle poeto, e qaando foi
receber o balalhao achou urna boa parte dos seus
oflleiaes casados, enllo deale fado elle conduio a
necesaidade de publicar aquella orden de dia. E,
scrihores.seja-mc ainda permillido diier qne esta or-
dem do dia existe na provincia do Rio Granito, nao
revogada at hoje, desde o anno de 1813 ou 18U, ,..
nem na occasilo do seu appare cimente, nem al
hoje se lem levantado queixumes e clamores no
exercito conlra ella.
O Sr. Ferra: : EnUo a lei que discutimos he
inulil.
O Sr. Jacintho de Mendonra: A le regularisa.
Ea diste no principio que deje Irala-se de eatabele-
cer em regulamenlo aqaillo que est no arbitrio, an-
da qae prudente tonda sido na matar parta daa ve-
zes ; mas o que de verdade he qae antes obdecer a
urna lei conhecida e escripia, do que aqaillo que a
prudencia possa dictar na oecasio. Enlendo que a
medida do projeclo nao vara fazer mais do que regu-
larisar aqnille qne ja existo, e regubuisar em senli-
do mais favoravel, porque o governo nao lem ne-
nhum inleresse de por obstculos invenciveit ao
casamento do mililar quando este estoja as condi-
ees le o fazer sem inconveniencia tua e para o
paiz. (Apoiaaos.)
Em verdade nao pude eom prebende r o alcance de
urna romparacao que o illnslre depulado por Pernam-
buco fez do estado em que licaria o nosso exercito asse-
melhando-o ao qae disse am escriptor portugus,
que era o exercito daquella .naejto urna barharida-
de organisada. Confesso ingenuamente que nao se'
responder a esle argumento.
O Sr. Brandao : Pois procure saber.
O .sr. Jacinthode Mendonra : Nao sei como e
porque o exercito, pastando esto medida, fique re-
duzido a urna barbar dade organisada I
O Sr. Pereira daSUea : Nem lie jaste metmo
o principio applicado ao exercito porlngoez.
O Sr. Brandao: He opiniao de am escriptor
daquelle paiz.
O Sr. Jacintho de Mendonca : He a optauao de
om homem, de um polilico.
O Sr. Pereira da Silva : Da am poeto.
O Sr. Jacintho de Mendonra : Desgranados de
nos se consignases no parlamento brasileiro a na
imprensa ludo quanto se escreve on se diz nos pai-
res eslrangeiros. (Apoiados). Creia a nobre depu-
lado que teriamos ama boa provisao de o usuras* al
anti-sociaes. Tudo se diz, todo se escreve, por ttn-
seguinte he necessario antes de ludo procurar avaliar
bem o grao de eredbilidade de aulorisaco que
possam leras palavras de om eteriptor, que pede ser
apaixonado e suspeito na materia de que se trata.
Eu nao faco a injusta de soppor que o exercile por-
(qguez seja urna barbaridade organisada, a raeuos
se pode dizer qae a isso ficar reduzido c eianito
brasileiro. (Apoiados.) Contra lal insinunrjo protes-
tan! os servicos que o exercito lem feilo ao paiz.
(Apoiados.) He pois necessario que o desojo de com-
baler opiniOes contrarias nao nos leve al a emiltir
propositos desla ordem ; isto esla metmo nos inte-
resses do nobre depulado, qae amanhaa nao querer
que um tea oppositor Ihe aprsenla argumentos
iguaes n esle.
O Sr. Brandao : NIo apande palavras (soladas
do meu discurso, para querer julga-las como bem
Ide parecer.
O Sr. Jacintho de Mendonca: Eu (rouxc o
texto; e tanto creio quo foi exacto, que o nobre
depulado nao protextou contra elle ; foi s depois
que eomeeei a tirar concilistas que o nobre depula-
do enleade qoe o nio fui exacto.
O Sr. Brandao : Islo veio em seguimenlo de
oulras cousas qoe cu disse.
O Sr. Jacintho de Mendonra : Eu anal) so con-
forme enlende ; e creio que o nobre depulado nao
tem o direilo de duvidar da minha (idriidade.
(Apoiados).
O Sr. Brandao : Ja disse que empreguei essa
phrase, mat he preciso combina-la coro o quo ante-
cedentemente havia dilo.
Sr. Jacintho de Mendonca : Hoje occipou a
tribuna o nobre depulado pela Parahiba. Toda a
primeira parte do seu discurso nao lera de mim res-
posta ; enlendo mesmo que se faz a mais grave das
injatliras o parlamento brasileiro julgar-se preci-
so fazer a domonstracao da necessidade dos casa-
mentos e fazer a sua apologa ; lodos nos o sabemos,
ninguem o ignora, ja al ara nobre depulado pela
Babia diste que o casamento era a base da familia,
e esta o ncleo da sociedade. Assim, nioguem con-
testa as ortliodoxat e bellas doulrinas do nobre de-
potado pela Parahiba a favor de casamento, mas do
casamento as condiees em que a sociedade lucra
que elle se faca. Ninguem dovida disto : se aqu
livesse algusm sustentado a tliese contraria, pode-
riara ter cabimento at rcdexes do nebro depulado
mas nao sei que eonnexao achou elle entre os argu-
mentos que empregou e o artigo do projeclo. Nao
quero pensar que o nobre depulado nos fea a i nj as-
tic, a de crer que nos precisa vamos qoe nos demons-
traste a ulilidade do casamento em relarao a socieda-
de. Mas o nobre. depulado, fallando do celibato,
apresenlou argumento! que de nlgutna maneira nos
podem servir. O nobre depulado fallando so-
bre o celibato clerical disse qua moilo boas razes
o delerminaram. Urna destas razes lie a segrate...
desojo, senhores, ser Uo lid na expoticao dos argu-
mentos do nobre depulado, como pens ter sida a
respeilo dos do nobre depulado por Pernambuco.
O Sr. Brandao:NSO volte i carga; que interas-
se he esse ?
O Sr. Jacintho de Mendonra: Drz o nobre de-
pulado pela Parahiba que o celibato clerical leva
por urna das soas razes a necessidade de qae aquel-
les que estao encarregados de duitriiiar o mando e
oxemplifiea-lo nao se distraiam desdas fnueces com
as penses da vida de familia. Pergenio o nobre
depulado.se he necessario que aquelles que lem rer-
las funceet que demandam urna applicaco eonstan-
le nilo lenham as penses de vida de familia, nao
pode haver nos primeiros um bello exemplo a seguir-
se para o segundo? Confesso cmara qae do dis-
curso do nobre depulado, na parle a qne me refiro
cnlendi que s me devla aproveilar desse argumen-
to; mas, senhores, n;loancluo daqui. segando o ex-
emplo das exageracoes que se lem dado, para a ne-
cessidade do celibato militar, apenas concilio que ho
necessario que se faram casamentos que no ve-
nham a eslorvar as funeces daquelles que < con-
trallen), e era tragara inconvenientes ao paiz.
O Sr. Junqueira:Isso lis geral a todo.
O Sr. Jacintho de Mendonra:Esl i claro, e fique
o nobre depulado persuadido que a sua opiniao de
quequem pensa nao casaser ludo quanlo qui-
zerem, menos philosophica, monos sodal e menos
conveniente....
OSr. .la nonr ira : JMas he nm dictado. ( /(lia-
da*.)
O .Sr. Jacinthode Mendonra:Vorm o nobre de-
pulado sabe que a voz do povo nem sempre he a
voz de Dos. ( Apoiados e no apoiados.)
O Sr. Junqueira d oulro aparle.
O .Sr. Jacintho de Mendonca: Ha preciso que
note qae a mentira engrossa na proporrao que lie
repelida, e s vezes chega a simular a verdade.
Um Sr. Deputa lo:O que he repelido no mundo
he dtono co.
(Outem-e mais alguns apartes.)
O Sr. Jacintho di Mendonca :Sr. presidente,
eu creio ler dado as razes pelas quaes te pode con-
cluir sem eslrandeza que voto pelo projedo e que o
faco na convicco de que no oliendo o inleresse dos
mililares, qae at agora tem sido mal interpretados
pelos nobres depulados que impognam o projeclo....
O .Sr. Brandilo :V. Exc. o que ha do dizer ?
Visto que vota peto projeclo nao pode Nzer oulra
cousa.
O .Sr. Jacintho de Mendonra :Itesla-me. Sr.
presidenle, a ultima parle do men discurso ; lenhn
tonudo na discussao a rrsponsabilidade da parto
compromellcdura, porque pens dever proceder por
esle modo.
Examinare! agora se a penalidade est convenien-
temente distribuida, e cm rriac.au eom o delicio. K
enlendo que se devem extremar os estados de guerra
e de paz ; o casamento no lempo de goerra pode
Irazer mui graves consequenrias par o paiz, e no
eslado de paz ser om delicio muito menos grave e
por eonseguinle na minha opiniao a penalidade de-
ve acompauhar essas duas phases, a da guerra e a
da paz ; para o caso da guerra en enlendo que lie
necessario que se esl a bel era urna pena mais forte
que corrija os delinquenles, mas nao lenha o aVfrite
da Iransrnissibiiidado aos innocentes (apoiados ;
muito bem); e portanlo n3o voto pela uppressio ita
;
I



^B



I HBMIpn -
OIARIOOE PERIHMBUCO. QUINTA FEiRI 26 DE OUTUBRO DE 1854.

\,
'.
.
5." parle, ncm pal* panalida le imposta primeira-
meramenle palo projecto. Aproveilar-me-hei de
parte da emenda apresentada pelo mea distinelo
amigo a depuiailo pela minha provii ca. appliraudo
essa parle ao lempo de p iz. uniendo, Sr, presidcn-
le, que o militar que em lempo de paz se catar sem
I ii.'ni-.i deve perder o direilo que lem a primeira
promorao ; nito he o espago qne vai da urna a outra
promovi quelhe lia de fazer mal, 'ie a ordem em
que se vai rollocar em relarSo rom seus companhei-
ros; o que, a roen ver, ha urna pena suftlcienle...
O Sr. Silceira da Mola:Bssa ho urna pana bem
grave para o mililar.
O Sr. Ferraz :Mala grave he pr?judicar-se fa-
milia. Continua a troca de aparte.)
O Sr. JacintAo de Mendonca :o estado de
guerra enlendo que ossa pena s nac- hasta, digo-o
com Franqueza, he necessario urna pena mais correc-
cional, e por i*o enlendo que se de\e associar a ella
a de priAo...
O Sr. Junqueira d um an.- rio.
(I Sr. Jaeinlko de Mendocu:Pois entao eslimo
muito quo eata pena satisfar o nnbre depulado,
porque rjSu detejo que o projecto faca mal sean a
quem merecer, e visto que esta pena nenhum pre-
juio causa a mulher do offlcial, he inais urna razao
porque ou voto por elle.
Sr. presdeme, julguei preciso dar a minha opi-
niao obre esse projecto, e declaro que as razies que
tenho lido a honra de apresenUr i cmara silo as
que me Iwo .le determinar a dar-lhe meu vol.
I'ozes:Mudo bem, muito bem.
Vai i mesa, he lida, ipoiada e entra em disenssao
a scguinle emenda:
A pana* serio, em lempn de paz, perda do di-
reilo da primeira promorao, e em lempo de guerra,
.ili'iii drsta pena a prisSo ate um auno, imposta pelo
cnnselho de guerra.J. de Mcndonct.
O Sr. Jote .iscenco:Nao prelondia tomar parte,
Sr. presidente, na que>tao que lem chamado a alten-
i.ao da cantara, porque muilr-s oradores Ilustres,
oradores que lem oceupadn a tribuna, desenvolve-
rn! mallo liem o objerto do art. 2o do projecto no
sentido em que vou fallar ; alem disso o meu me
estado de sanie lalvez nao m permiltissc esludar
essii que>l,lo como alias ella necessilava ; porm,
Sr. presidente, como tenho de me il -clarar contra
urna idea do nobre ministro di guerra consignada
em sen relatorio, nao posso doixar de manifestar as
raides que tenho para io.
Parece-mo que a disposieao do art. 2" do projec-
to que se discute he inteiramente intil, he mais
urna folha de papel que vamos ajunlar nossa col-
lercao de leis ; para os militares quo forein fezes,
para os mimosos de amor, tornar-sn-ha disposieao
mora, assim como o ser para aquellas qtie nao se
deixarem mpressiouar |ior esso senlmenln em
quem so domine a ra/.i >. Para os primeiros, Sr.
presidente, V. Ei. me ha de permillir que me re-
cord de um pensameiilo do poeta porlogucz.
Amantes esiorvar que astucias peina,
Tem azaso desrjo, a noilc o man :
Obstculo* nao ha que anuir nSo venra !
t'ozcs : Bravo bravo Muito bem (rifadas.)
O Sr. Jote Asctico: Ora, Sr. presidente, se a
amor he to poderoso (Ruadas,, a panlo de resistir
os obstculos...
Cm Sr. Depulado: Bravo ; temos o amor em
discoaaio. (fli'w.)
O Sr. Jote Ascenco : ... por isso foi que en
disse que a disposieao do projecto era intil, quer
para os mimosos de amor, quer para os dominados
pela ra/1.. Vou encarar por todos os lado.* a ques-
tao, e digo : ae amor lem tanto poder poder o go-
vorno resistir ao deferimento de urna selicao para o
casamento de urna victima que deiiou-se levar pelo
sentimcnlo do seu coracao, sacrifican lo a sua repu-
tado ? O que far o governo 1 Conceder mais om
Iriampho ao amor, ou marchar pela ciminlio da
iinmoralidade ? fia de infallivelmenlc acceder que
veuca mais um obstculo, porque loage de mim o
pensar que o governo coitcorra para a immoralida-
de, para um elemento lao poderoso de desorganisa-
eao social, por tanto o projecto ha de ser lellra mor-
a. Para aquelles que sao dominados pela razao e
pela refleiSo a disposieao nao lem importancia.
Sr. presidente, eu considero os militares debis o
de tres pontos de visla ; os que lem o que lites he
selrctameate necessario para viver, ou os que tem
possea para obter e auardar urna certa posicao social,
on os que lem posses para ni j so passai folgadamente,
como anda com luto, com ostentarlo. Para os pri-
meiros e para os segundos eu dire que o projecto
talvez de cousa alguma sirva, porque o iostincto
que Ihes he natural de nao aggravarem a sua posi-
r,flo ha do eonle los afim de nao contrahirem mos
casamento* ; a prudencia, a razao em fim Ibes acon-
selharao antes a methorar de condic/l, por tanto
parece-mu de nenliuma importancia semelhanle
disposieao.
Vamos ver quaos sao as razoes apresenladas para
que este artigo se torne Ici do paiz ; em quanto a
mim, as que eu pude ouvir lirmani-so ou nos ex-
emplos de paizes eslrangeiros, ou na economa que
o estado lem de fazer, ou finalmente na disciplina
do exercilo. Em quanto primeira razio, ilo he.
dos exeoiplos de paizes eslrangeiros, eu lastimo que
constantemente eslejaraos a plantar no nosso paiz
insliluir-s estrangeiras que nao silo muilas ve/es as
que r-.-cl ni un as necessidades puh.icas e as cir-
cumstancias do mesmo paiz. ./a o meu nobre ami-
go, depuladii por Pernambuco, demonsirou eviden-
temente isto, e at nos lembroii o principio procla-
mado pelo Sr. Mallhus, principio boje reronliecido
como venia.leim. de que o poder productivo do lin-
mem he muito maior para a molup'.icaean da sua
especie do que para a los meios do subsistencia ;
boje rcconhece-sc com loda a evidencia, e bem o
ilemiintr.iu o Sr. Kossi, que este principio pode
ser mollificado pela providencia e iiclinaco natu-
ral que cada um tem Ae nil i querer pciorar de
(indican, c descer da posicao social que oceupa.
Se a opiniao de Mallhus poderia influir sobre a
legislarlo de alguns dos paizes da Europa, entre
nos, paiz rico e privilegido pela iialureza, e neces-
sitado de populaco, nenhum susto pederia causar ;
demais, admittindo eu as ideas do Se Rossi. pens
que os militares jamis sai nucirn a sua posicao so
cial.
Aquelles, pois, que entendercm que eslao as
i mu instancias de manter o estado do casado, dado
o caso de que vigore esta lei, qa-? em quanto a mim
sera lellra mora, o governo n;lo ha de ser lao br-
baro que se opponli i a laes casamento*. Por con-
secuinte, por qualqucr maneira que encaro o pro-
jeei, vejo que elle he intil, completamente in-
til.
Vamos a segunda razio, isto lie, ti razao da eco-
noma *>* eofres pblicos. Sr. presdeme, lastimo
qne quando *e trata de urna classe que d pelo paiz
o sapgue e a vida se qneira altendur economa,
a um objerto tan material como o dinheiro Mas
vou encarar ainda mesmo por outro lado. O mili-
tar que so tenha casado pode no campo da halalha
prestar relevantes serviros ao paiz e uceumbir ; fi-
car a sua senhora na miseria, sem dircito ao meio
sold on ao monte-pio, como pretende o projecto
ou unta das emendas ? O casamento est realisado,
e o estado nflo ha de dar a cssa viuva nma pensflo
s em remuneraran dos relevantes serviros prestados
p*|o cu marido 1 Nhiguem o affirmar. Eis-aqui
aini.i por este lado como o artigo l.e intil. Nao
sei se me liz entender, e por isso vou repetir o ar-
gumento : O militar casa-se, supponhamos, antes
de ir para o combate delta a mulher, entra em'ac-
rJo, disliniue-se por actos de valor, eobre-se de
loaros, mas auecumbe, o governo uao ha de dar n
sua viova urna pensflo pelos servieps que elle tiver
preslado De certo qne sim.
E nao ser penoso o deixar-se nn riiseria a fami-
lia de nm militar que sempre disposio eslava a dar
vida a o sangue pela patria? Vnler a economa
tieale caso ? Porlanto, nao posan dar o meu voto.
Vamos a outra razio que se lem tratado discus-
Mo allm de sustentar o projectoa disciplina do ex-
ercilo/
Senlaores, a disciplina do exercilo brasleiro at
hoja lem sadn excmplar. (Apoiadot.) Todos hao con-
festado que, nflo obstante o dizer o nobre depulado
pelo Rio Grande qne o illnstaa ecncral, marque/, de
tilias, achara um balalliflo do sul >ma meta.le nn
qitasi inetadc dos seus olliciaes casados, os feilos des-
ses hroes sflo a fsvor da minha opiniao, edemons-
Iram evidentemente que nao era o cas imenlo que os
podia fazer cobardes; pelo contrario cobriram->e de
louriis quando tiveram de bater-ss com o inimgo.
i Apoiadoi.) En son daquelles qoe snstentam qne a
familia, Unge de acnbordar o militar, iuflue muito
para e sen valor. O militar quo se lem casado de
urna maneira pouco conveniente quanio fortuna, a-
presenta-se com denodo no* cmbales, diz: 'Vou ar-
riscar-me no campo da b itnlha pralicando acues de
valor e coragem. porque ou perco a vida prestando
serviros relevantes, e enlio niuha viova lera do
Estado urna pensflo para a sua decente subsistencia,
nn sou feliz escapando, e entao melhoro de posirjio
sendo promovido por distioccao.
Senbores, lem-sc andado pro.-nranio eiemplos de
paizes eatranseiros, e enlretant i ain la ninguem se
lembrou que Spartn, quando quiz quu os seus filbos
fnssem hroes, a poni do querer domiuar o muudo
su pela Torca, determinou que os qu dcsainparas-
*em o campo da batalha soOreriam, cutre oulras pe-
nas, o desprezo publico e o nflu poder ter mulher ;e
no Brasil qner-se fazer o contrario, prohibindo ou
difficultando o casamento dos militares para serein
valenles!
O Sr. Miranda:O projecto nao diz isso.
O Sr. Jos Ascenco:-Eu j moslrei que para os
favorecidos dn amor de nada valora a disposieao que
se quer cstahelerer, porque
Obitaculos nflo Ai i/ue amor mo tenca.
oh pena do governo querer marchar pelo "lado da
immur.ilidade. Senhores. pira que (slamos a que-
rer encarar os humens romo urna eslalua de cera, c
nao como riles sao ? Eiislem pliysioromias lao pri-
vilegiadas que altrahem, que < nrantam, e lodaa as
vezas que o legislador nao comp-rlierder o queseja
o lioinem, c qirnes as circumstaiicias do sen paiz, ja-
mis poder legislar bem.
Ora, o qnerer-se que o horneen constantemente se
guie por urna faculdade alias muito apreciavel, qual
lie a razan, he querer quasique um impossivcl ; esta
aculuade liem sempre reina, e eu j ilcmonstrei que
para aquelles que nflo se deixarem pour do amor
o projecto he inleirameiile inulil.
Masquaetsao as penas qne M lem aprescnlado a
espeilo desle.projecto-; fe,, p,!IISO, Sr. presidente,
qne qualquer dessas penas nflo ,-sl em relacito com
ese acloque seqoer considerar crimitoso;algumas
de/las at vao de encontr aos principios de direito
minina!, porque vejo determinar-so que o mililar
que casar -um licenca ha iU. ntio s perder o meio
sold para sua familia, como loflrer urna prisao!
Ora, en impondo-se duac penas gravissimis para um
ao arlo rrimiiwso !
O!
O,
arcan
pode
II
O,
que I
same
l
(lis
I
"\i
pe
Sr. Miranda d um aparle.
Sr. Jmc tscenco :Considero que quando uma
lo vai ol.uilcr aos direilos de terceiro deve-se ,
e-se punir, e conformo a sua gravidade cslahe-
teccr-se a nena mais ou menos forte ; porm lie ex-
traordinario que quand,, a celo, como no caso ver-
lente, he indilferenle soriedVde c sii atcela ao que
a pralira. se legisle penas Iflu gravsimas...
O Sr. Miranda: Por ah nlo vai bem.
O Sr. Jos Ascenco:Exislem dnas penas, uma
sobre a pessoa do delinquente, c outra que recabo
sobro a familia, o isso lie inconstitucional, porque a
nossa constituirlo prohibi quo as penas passasssem
alm da pessoa do delinquente.
" Sr. Miranda :Nisso cslsmos concordes.
Sr. Josf Ascenco :Como he pois, senhores,
_- hei de volar por um projecto quo tenho reco-
nherido inconstitucional !
A outra emenda ufferecida determina que em lem-
po de paz o mililar que rasar sem lirenca perca o di-
reito a 1* promnrao, e em lempo do feria soflra
prisao al o lempo de um anuo ; pena imposta pelos
consellios de guerra. Ora, tiesta emenda o seu no-
bre autor quiz fazer a ilislinrrao de tempo de guerra
e lempo de paz...
O Sr. Ferraz :Dislincran que he bem feila.
O Sr. Jos Ascenco :... a passar o projecto, ao
menos va o qne for mcllior.o que fot menos srave
-ts, anda assim, eu nflo concordo com isso. porque
__ mais a mais, a distincin de lempos de guerra
com lempos de paz me faz Rio romprchemler o pen-
samento do nobre depulado, porque pode haver ca-
-nmentos em lempo de paz em pai eslrangciro...
O .ir. Ferraz :Mas V. Exc atienda que essa
sposirao nao se estende aos ofliciaes de marinha.
O .Sr. Jos Ascenco : Se assim he, he mais uma
(usura.
7m .Sr. Depulado : Eslo lambem comprehen-
didos.
O Sr. Jos Ascenco ;Agora nos nao eslamos em
lempo de guerra e temos uma forra no Estado
Oriental, e qualqucr oflirial dessa forra que casar
sem licenca que pena deve solTrer, a primeira ou a
seeunda 7...
O .Sr. Ferrar :Ambas.
O Sr. Jos Ascenco:Creio que nao, porque en-
lAo a disposirflu lornava-.e ainda mais injusta.
O Sr. Ferraz :Mas he real esse pensamento : a
ina he a perda de promorflo o a prisao.
O Sr. Jos Atanco :Mas essas penas he em lem-
pos de paz ou de euerra
O Sr. Ferraz :Ah se faz a dislincrao.
O Sr. Jos Ascenco:Pois he possivet qne aquel-
qnc casar com uma patricia solfra a mesma pena
le o que se casar em paiz eslrangeiro'! Se he que
teme a influencia das mulheres, para ser-se con-
sequenlc sedevia impor aos militares que se casam
fora do paiz a mesma pena que om tempo de guerra.
O Sr. Ferraz d ontro aparle.
0 .Sr. Jos Ascenco : O nobre depulado nao me
atrapadla com os seus apartes, en n.lo sou dos que
dizem que os apartes Ibes fazem perder o fio do dis-
curso, pelo contrario susto dos apartes. ((Hitando pa-
ra o relogio do* saino.) Sr. presidente, ho muito
tarde, passam de 3 horas, he a hora em que a cssflo
(leve acabar, tenho procurado resumir o meu discur-
ro o quanto me he possivcl e nao quero ser quem
ibuseda paciencia da cmara.
Volee :Nao abusa.
A disenssao fica adiada pela hora ; designa-se a
ordem do dia e levanta-se a sessflo as :i horas da larde.
''Hiam i
BREVES CONSIDERACO'ES
I respeilo dos methoramenlas no fabrico dos as-
sucar proposlos A asscmbla provincial.
Sr. Redactor: Todo o mundo sabe que muilo
os temos oceupado de tudo o que diz respeilo i
duslri.i do fabrico do assucar, que alel temos fei-
a nm osludo especial nao so aqu no paiz como lam-
bem na Europa, e que muilo temos esrripto a res-
peilo, exislndoja impressn um tratado de fabrica-
cao que oExm. Sr. ministro do imperio jnlgou dig-
no de ser publicado a expensas da renarticao a seu
cargo.
Convcucido de que ludo ainda resta a fazer enlre
nos iiesta industria Iflo importante, procuramos in-
dagar os nussos males, afim de podermos acouselliar
o rcmelni mais prompto c mais seguro, altcndeodo
ao mesmo lempo ao estado do paiz.
Sempre nos mostramos franco nflo s pelos nossos
esenptos, como em conversaries parlirnlares, e es-
pecialmente para com todas as pessoas que nos lem
feilo o favor de visitar o nono estabelecimenlo de
refinana, distillaria e fabrico de rircflo animal,
que estamos montando era Nilherohy, roa da Praia
n. 45. com o aniel desejo de poder ennenrrer com
o que podemos aprender em pmveilo do nosso paiz.
I.enibrainn-nns que do estillo e exama do nosso
estabelerimenlo, do sou modo simples do trabalhar
e a vista dos bellos resoltarlo* que esperamos obter,
poderia resultar grande vanlagem para o paiz, e
possuido profundamente desla idea, apresenlamos ao
Exm. Sr. presidente da provincia tima exposican
em datado ii de abril, e nma pmposia na de '29
do mesmo mez a semelhanle respailo, quo foram
distribuidas na assembla provincial. Mais larde,
em 89 de agosto, dirigimos uma circular aos Exms.
depulados a assembla provincial, que se acha no
Diario do Rio de Janeiro de do correle ( expli-
cando um requerimctilo nosso a dita assrinblca,
apresen!, 1,1 em principios de agosto ), na qual ra-
ziamos ver quacs .criam as vantasens qne poiiiam re-
sultar do exame do nosso cslahelecimenln, e por isso
o olfereciamos como nma escola, segundo certas e
determinadas condiees.
Desde qne principiamos a edificar os vastos ar-
mazens de que necessitamos, queremos dizer. desde
maio, que romo* incnmmendar alguns tanques e
luiros de ferro na Pona da rea, ahi litemos a for-
tuna de conhecer o Sr. Thomar. Rutler Doinson. e
desde o nosso primeira cnrnntro sobe S. S. perfei-
lainenle ler completo coiiliecimenlo do que preten-
damos fazer, com que apparelhos iamos trabalhar e
quies os nossos resultados pruvaveis, e tanto mais
l.icilmeiile que nunca disso lizemos o menor mys-
leno.
Pelo que tem sido publicado por ns a respeilo,
pelo nosso reqnerimento a assembla provinrial, de
quens jomacs deram coma, pela nossa circular de:*)
de agosto, tambem sabia o Sr. Dtdijson qual o oftV-
recimenlo que linhamos feito a assembla provinci-
al, e o que della pedamos. Como pois S. S. tendo
tempo, e de sobra, para se apresenlar com mclho-
res condiees, afirn de obler igual premio, dexon
passar lauto tempo, se lembrou lao tarde, e smen-
te quando a nossa prelenrao ia entrar em disenssao,
de procurar relarda-la. pediudo que a assembla de-
morasse qualqucr decisau sobre o nosso requerimen-
to Sobreludo depois elle ja oblido um parecer fa-
voravel das commis<6es de industria agrirola e co-
lonisacao, c da dita assembla, eem outro igualmente favoravel
das commisses de industria manufaclureira e ar-
tulica, ede industria agrcola da sociedade Auxilia-
dora da Industria Nacional, dizendo-se entao S. S.
em condiees mais favoraveis ; embaracando por
este modo a nossa preleueao lio justa, al que S. S.
quema liem ( quando bem cnlenda ) determinar al-
guma cousa a respeilo.
Nflo fazendo ver, Sr. redalor, o quanto ha de par-
ticular em tal pedido do Sr. Dodgson, qoe a ser a-
ceilo Iraria por inmediata consequencia que pedi-
dos semelliantcs aps um dea oulros relardariam in-
definidamente a discussflo sobre qualquer negocio, e
pondo de lado ludo quanlo pode parecer extraor-
dinario na condocta dosle cavalheiro, eutremos um
pouco no fundo da questo, segundo o que nos cons-
ta do requerimenlo do mesmo senhor a assembla
provincial, em data de 2 do corre-tile.
Os apparelhos do Sr. Dodgson, segundo informa-
coes Mas, compe-se da prensa do Sr. Bessemer e de
aparelhos em que a evaporarlo do xarope se faz pela
passagem de ar quenlc a travs do xarope.
Como, pois S. S. no seu maciiinismo he de nro-
prm mc;if,io, quando lodo o mundo sabe que oSr.
fessemer urou, ha anuos, paleute de semelhaules
prensas em Inglaterra; ou serinvencao do Sr. Dod-
gson porque a ellas ajunlnu lalvez algum parafuso
ou cousa equivalente, u talvez porque a sua pren-
sa ro construida na Poma t Arca, como tambem
BU ver, onde ahi occasioitou nao pequeos embara-
cosnos dilferentes ensaios que roram Iflo mal suc-
cedidos*
S. S. parece conhecer Iflo pouco todas as vanlaj
gens da prensa que inlroduzio no seu engenho, que
naoasexpoz de uma maneira positiva: poderia S.
. consultar a respeilo o nosso tratado de rabricarAu
Ho assucar, pag. 17, em que ellas se acliam bem dc-
lermiiiadas rcndimenlo, *eo/ido o autor de 80 a
em caldo i, ao lado de grave inconvenicnle do
nagaro nao poder mais alimentar os dilTerenlcs fo-
gucs e o de lerem sido quasi todas as experiencias
mal .urce Ii.las.
E tambem sera, Sr. Rcd'aclor, de nova invenclo
o principio dos seus apparelhos de evaporadlo pela
passagem do ar quctile a Ira res do xarope? I
Lea o Sr. Dodgson ludo quanlo licou dito a lal
respeilo no arl. {, e ahi ver e compreheitdera bem
porque razao lodos os apparelhos que se apoiam em
tal principio, que he errneo, nao poderla senio pro-
duzr pessimos resultados, quae.quer que scjain suas
disposices particulares.
Quando a sciencia acnnscllia ea pratica saneciona
que he necessario evitar o mais possivcl o contarlo
'loar com os xaropes as dillcrenles operaees do la-
hriro do assucar (donde resullou a iulroducrao, as
melliores rabrjeas, de apparelhos Iralialliatidu no va-
cuo) apparece o Sr. Dodgson qne at-lmu que os seus
apparelhos, em que se multiplica a superlicio de con-
tado do xarope com o ar, s:to>ps melhoramenlo* os
mais modernos entroduzidos nBTabrico deassuiarde
raima! I
I
II!.
Accreseenla ainda o S. Dodgson que os melliorn-
nteulos que propomos sao ja cotilleados; na i calida-
de o sao, e de tal mancira'que S. S. mesmo nao faz
mais do que propor-se a rcalisar quasi idnticos.
1 ensarno* que S. S. queira-nos eombalor, dizen-
do que os processos que pretendemos seguir e os a-
parclhoscom que vamos trabalharsilo ja cotiliecidos.
Sim, Sr. Dodgson: I., sao lanliecdos c hamuiln
lempo como muilo bous; 2."
Nao sao de nossa propria inveneflo.porque nflo nos
conredemos a palcrnnlade sen.ai, mj que nos perten-
------------------- ,-------......----* ...,,,... ,, ,|,,^ ,,,,. 11r-i i
ce; J." podemos apparelhos seren construidos
Pona a", trea. como em ostra qualquer parle;
nao custam muito raro; .i.", podem ser oblidos' nio-
dihcamlo apenas com pequena despeza os -appare-
lhos j en.lentes no, uossos engenlios; .-, podem
pela simplicidadc ser manobrados com o nosso pes-
soal, ele.
Nao sabemos, mas duviilamos muilo que S.
possa ouererer guaes vanlageps, que devem en
em linlia de i-nnla.
i.'
S.
drar
IV.
He ainda muilo curiosa, Sr. Itedarlor, a primeira
vanlagem ipreaenlada pelo Sr. Dodgson a favor dos
seus apparelhos c prucesso.
Diz S. S. que harer economa de 3)3 parles no
coinbusliccl em cuinparacflo de oulro qualquer en-
genho.
Todo o mundo sabe que pm certa* engolillo* nos-
sos j nao se qneitna mais du que o hasaeo na ma
nipulacao do assucar ; loso o .Sr. Dodgson lera ma-
is que o suflrienle (ainda Iho sobrara as J|3 partes )
com lodo o bagaco que od era no sen engcnlio; co-
mo pois aecrescentaqueos seus apparelhos reclamam
o empresn do um fosflo alimentado em grande par-
le polo bagaco?, Quando diz em Brande parte, pare-
ce que he porque eraprega lainliem oulro comhusli-
vel alem do bagaco; logo, he porque elle nao checa
e romo ellcclua cnliio a rconomia de 2|3 no comlms-
livcl? Em que fica pois S. S. ha economa ou nao
uo rombiislivcl? Julgamosquc alti ha contradirao.
Muito se apoia ainda S. S. em quo elle fabrica
assucar da caima cmqiianto que aos refinamos sim-
plcsmenle.
lie de admirar que S. S., que quer se mostrar lao
nleirailo do que ha a respeilo ila industria do as-
sucar, poisjulsa em ultima instancia dos melliores
apparelhos e sabe os rlassilicar, isnore que as opera-
ees de una boa leflnari* abstrarao fcita da extrae-
cao do caldo, enerarlo inteiramente mecnica c que
nenliuma difticuldaile aprsenla enm fortes appare-
lhos) sm inleir.imenle (Idlicas s da fabricarn,
nao querendo arcrescentar que mesmo masdiftlceis,
porque muilas vezes c quasi sempre no Brasil) o as-
sucar que se refina nao s contcm todas imprczas do
caldo da emana, como tambera outras inherentes aos
nossos processos defeiluosos de fahricarao.
VI.
Compromeltc-se lambem o Sr. Dodgson a fazer
bom assocar, que tenha ao menos um valor maor
de 20 1 ao que se aprsenla nn mercado, sem o em-
prego do carrao animal, sempre dispendioso.
Muilo e-timatno* que fosse ncsla abenroada trra
de Santa Cruz que apparecesse o Sr. Do'tgson, que
resolvesse um dos maiores prublcraas ile qoe se
oceupa o mund,) srienlifirn e industrial ha muito
tempo ; mil paraban* a S. S.
Emquanln ao emprego du earvla animal ter dis-
pendio, lalvez que o Sr. Doigeon isnore nimia o
quanlo vem elle cuslar em cada afra, c se anime
apezar dioso a julgar do seu custo. Para que laca
convenientemente este calculo, Ihe forneceremos os
seguinles dados ; para lazer-se 100 arrobas de assu-
car por dia he necessario KM) arrobas de carvflo ani-
mal pouco mais ou menos ( que nos comprometie-
ntes a Ihe vender por menos de I5.00 por arroba),
servindo elle dorante i a ."1 dias, perdendo entao
suas prupriedades desinfectante* e descolranles, in-
do servir de novo durante a 3 dias para ao depois
ser ainda revivificado, e assim por dianlc ; ronsis-
lindo apenas a perda por cada uma leslas operares
em :i a i no peso.
Pelo que fica exposto, v-sc que o emprego do car-
vao animal nao he filo dispendioso como pareceu a
primeira vi-la ao Sr. Dodgson. Mas perdoe-nosS.
S., esqueciamo-nos que S. S. Taz bom assucar sem
carvao. porlanto quando elle mesmo ruslassc menos
de un real por arroba, ainda seria sempre dispen-
dioso.
Vil.
Antes de terminar muito desejariamos que o Sr.
Dodgson nos dtssesse onde vio fazer assucar, que fa-
bricas lem visitado, onde ja vio Iraballtar os nossos
apparelhos, e finalmente como Ae possicel fazer as-
sucar que nao venha a humedecer por forra sem o
emprego do careno animal, romo S. S. pretende, e
como lizemos ver o contrario no nosso Tratado (pae,
Jo).
Queira-nos descnlpar, Sr. Redactor, estas breves
rousideracoes a respeito do reqoerimenlo do Sr.
Dodgson. Julsamos de nosso dever esclarecer um
pouco estaqucslo qu se vai decidir na assembla
provincial, para que seja dado a cada um o que Ihe
perlence. Pedindo-lhe ain. a a publicarlo dos pa-
receres seguinles, mnilo obrisara ao seu constante
leilor.0 engenheiro, Pedro P. de Andrada.
Nilherohy, 30 de setembro de 18,i.
Primeiro parecer das commisses reunidas de in-
dustria manufaclureira e artstica, l de indus-
tria agrcola e colonitacao, ta assembla pro-
vincial.
Foi presente s commisses de commercio, asri-
cultura, industria e de fazenda provincial o reque-
rimentoem que o citgeiilieiro Pedro Pereira de An-
lawvJtT assc,nl'lea provincial um premio de
tO-.OJO pelos mellioramentns que vai inlroduzir no
paiz com o eslabelecimentoquc esla montando nesla
capital, sob o systema de apparelhos os mais mo-
dernos para relinarao do assucar, dislillarflo de boa
agurdente, alcool, rhum semelhanle ao da Jamaica
c fabrico de carvflo animal ; nllerccendo elevar este
eslabelecimenla ao grao de uma escola modelo, em
que os fazendeiros de assucar possam esludar os bons
resultadas expressados na exposirflo e proposta que,
cora as dalas de 1 e -2!) de abril' prximo passado,
apresenlou ao Exm. presidente da provincia, e na
sua circular a esta asscmbla de 29 de agosto ollimo
tudo com referencia a um tratado seu, que puhli-
coueste anno.etoi impreso por ordem da Exm,
ministro do imperio.
As commisses, examinando todas essas pecas, de
que resalla o couliccimeulo que o aupplicanle lem
da materia, e atlendendo a que elle se anima a
montar a sua cusa, e sera favor algum dos cofres
piiMieos, um estabelecimenlo era que empresa
vultados capilcs, oqueinduz na creuca da sesu-
ranca que lem de seus meios scienlificos ; atienden-
do a necessidade palpitante de proleser-se Iflo iin-
porlante ramo da o.sa agricullura c industria, que
desde annus se ve retroceder por causas que por
demasiado sensiveis seria ocioso enumerar ; atlen-
dendo mais a que nenliuma somma arrisca a pro-
vincia com esta leiitalva que -o supplicante vai fa-
zer a expensassuas, limilando-sc ella a conceder-
lliei um premio depois do conseguir os beneficios que
indica, e sflomelborainento dos apparelhos sem
augmento do pessoal, dimnuirao de tempo sem
augmento decombuslivel, niel nena do genero, quer
em qualidade, quer em quaitlidade, etc. ; atlen-
dendo a que esse premio nao pode de forma alguma
ser considerado nm onus para a provincia, que" s o
concede depois de obter os mclhoramenlos que o
supplicante promelle, e que se obriga a vulgarisar
eiisuiaodo-o! pralicamcnte por Ires annos no sen
eslabelccimento ; sao de parecer que se couverla
em le o segniule
Projee la.
A assembla legislativa provincial do Rio de Ja-
neiro rrsolve :
Al'" ,- nren" ,,e <0:0!M)sj concedido pela lei
n.ti. de lOdemaiode 1811. a Bernardo Font,
alira de inlroduzir inellioraraentos no fabrico do as-
sucar, serdadoaoengenheiro Pedro Pereira de An-
drada, rom as seguinles condiees :
l.a Montar na provincia do Rio de Janeiro uma
labrica de refinaeflo de assucar, distillacio do boa
agurdenle, alcool, rhum semelhanle ao da Jamaica,
e prepararan de carvao animal.
2.' Redozir em menos de l horas o mais ordi-
nario assucar mascavo ao melhor refinado.
3. Obler assucar anda do mesmo mcl por dilTe-
renlcs vezes.
i.' Knrnecer lodo o carvflo animal que Tor exi-
gido pelos fazendeiros da provincia a preros mais
oaixos do que Ihes vem da Europa.
5. Ensiuar a revivificar acantas animal, c lodo*
os mais processos que se pralicarem no estabeleci-
menlo, pelo espado de Ires anuos, a lodos os fazen-
deiros da provincia que para isso se lite aprsenla-
rem ouenviarem commissionadosseus, munidos uns
e oulros de ordem da presidencia da provincia.
6." Mostrar pralirainenle como se obler um
augmenlo de 50 por cenlo em qualquer engenho que
posma os apparelhos com que o supplicanlc vai Ira-
balitar, c sy-tema de moendasque elle indicar, com
vatilagens reaes para o fabrico do assucar.
7." Obrigar-se a mandar vir da Europa os appa-
relhos iiecesarios para qualqucr engenho de assucar
sem oulra retribuirlo de introdcelo mais do que
a commissflu usual.
Arl. 8. S l. l.ogo que o etnprezaro lizer cons-
tar a .....1 marcha do cslabelecimeulo visla dos
lions resultados da refinarao do assucar c fabrico do
carvao animal, sera pago de melade do premio. O
exame ser? feilo por nma commisslo de Ires fazen-
deiros da provincia, e dous engenheiro* Horneados
pelo presidente.
2." Montada a distillaria* ohtidos satisfarloria-
menle os citado* exame*. na forma arima, sera pago
de mais um quarlo se premio.
S 3. No liui dos tres anuos ora que (ver lido o
estabelecimenlo palcnte para ensillo dos mclhora-
mcnlus apuntados, sera paso do resto do premio.
aorevSadasasdisposiees em contra-
rio.S. a R.
Paco da SMsmbla, 20 de setembro de 1854.
fraz Carneiro Relens.
llardo do Pilar.
/ P. Ilarrclo ( dasduas roinmisses.)
Dr- J- F. de Almeida Barbosa,
segundo parecer das commisses reunidas de in-
dustria manufaclureira e arlistica, e de indus-
tria agrcola, da Sociedade Auxiliadora da In-
dustria Nacional.
As commisses reunidas de industria manufaclu-
reira e artstica, ele industria agrirola, a quem 011-
carrcsasles de examinar o eslalielecitiienlo de rcli-
i.acan de assucar, distillacio de agurdenle, alcool,
rhum c fabricaran de carta animal que esta mon-
tando era Nitheroliv o eldadio Pedro Pereira de An-
drada, depois de ler feilo as devidas observarnos por
intermedio de um de cus membros, lera a informar-
vos que os apparelhos que iletcn ser moitladus no
mesmo cslahclerimeiilu sin :
Uma machina de vapor de ."i cavaHos, rom cal-
detrasde capacidadepara forneccr vapor n.losu para
a machina, romo lambem para aqueccr os diversos
apparelhos do eslabeleciraenlo.
Hironles raldciras de forro balido para derreler
o assucar.
Filtros de ferro para clarificar o xarope com car-
vao animal.
Caldeira de cobre com serpentina concntrica
do mesmo racial, para ruzer os xaropes por meio
do vapor.
Rcsriiadoroiicryslallisidor do mesmo metal.
Diversos lauques c rcservalorios do ferro balido
para receber os xaropes 110 decurso du'trabadlo.
Deas centrfugas de Fai inau.r para clarificar o
assucar por meio do vapor ou xarope.
Lm centrifuga de (ail para clarificar com xa-
rope.
I'm alambique de Derosne, modificado pelo Sr.
Andrada, para dar espalos a dllercnles graos.
Diversos utensis, cniio linas, bandejas de ferro
lorneiras, luiros de cobre, bombas, He.
Todos estes apparelhos sflo os mais perfeilos c dos
arliialmcnleempregados na Europa, principalmente
no n o te da Franca, era trabadlos da ordem dos que
euiprehcnde n Sr. Andrada. As vossas roinmisses
eiilcndcm que o cslabelecimeulo dn Sr. Andrada
pode prestar grande utilidade industria na fabri-
carlo do carvao animal, relinacan, como lambem na
fabricaco do assucar. e distillarflo de agurdenle e
de alcool, rhum, e he por isso digno de toda a con-
sideraran.
Sala das scssesda Sociedade Auxiliadora da In-
dustria Nacional, l. de setembro de lK.",i. Jos
Albano Cordciro.Manoel de Arauio Porto-Ale-
gre.Bernardo Augusto Sasrentes de Azambuja.
Caciano Alberto Soares.Joai/uim Antonio de
Azeiedo.. _____ ( dem. )
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
RIO CHANDE DO NORTE.
Golannlnha 11 de antubro.
Na quelhe cs.-revi cmdita de 4do crranle. Ihe
expuz o modo singularmente i/israr/Anao de que
se soerorreu a poliria deslc termo, para dar cabo
dos criminosos ; c me persuado de a ter defendido
das arguiees, 011 antes das arcusaees que Ihe fa-
zem, por empregar ella os Pereiras em suas de
Usencias : o porque as arcnsacOes vflo fazendo echo,
nao cabe em mim deixar de communicar-lhc o que
sinlo : veja la se tenho ou nao razio.
Dizem as ms linguas, que apenasa polica se ser-
vio dosPereiraspara 17U11. resullou que o* anta*
deram guia para o oulro mundo um infeliz de
quartozc anuos, licandu alm disto carimbado nani-
ta com uma bala o irmflo menor daquclle infeliz ; c
o que he muilo para admirar e lastimar, j se tem
passado mais de dous mezo*, c nada de prncesso.
Vallia-me Dos com o povo lie preciso ser demaj
atadamente tolo, 011 de muilo m fe, para assim po
sar Quem nao v que o assassinalo de um e o fe-
rimeuln de oulro, tiveram lugar pela resistencia
que -otlreii a tropa ? Dirite ainda que nao houve o
menor vestigio de resistencia: mas eu respondo que
nem sempre os vestigios permanecem : a palavra es-
cripia, v. a., deixa um vclisio permanente ; nflo
assim a palavra pronunciada : neste ultimo caso es-
ta aquella resistencia. E demais, o nflo se ter lira-
do o processo he mais uma prora de que a polica o-
brou era regra ; eu vou dar a raz.lo.
Onde ha amor, ha cumc ; osdeha fogo, ha rumo ;
onde ha crinic. ha processo f eling.t-e o crime.
acabe-secom o fumo... adeos amor adeos foso !
I.oso, deixe-se em olvido o processo, esta malhema-
liramenlc demonstrado que naov-hoiive crime.Eu
rt perue assim. Alm de qoe (pese bem as minha*
ratees) do processo ncm sempre rrsulla.a poniro do
.lelinqiienle: supponlm Vine, que se lirava o* pro-
cesso ; o que se seguira daqui f Seria pronunciada
a autnriiiadc-em desasgravo dajustica ? A resposta
pela altirmaliva. pelo menos, naoha apoio na ex-
periencia : logo nflo vio liem os maldizenles em
marlclarem que em mais de dous mezes nao se li-
rou o processo.
Tambem nao posso levar em paciencia aecusarem
a polica por nao capturar o Antonio Gia, (vulgar-
mcnleassim conhecdo)desertor criminoso de mor-
le, c morador no Jardim duas leguas desta villa.
?ia que ltimamente Ihe cscrevi, de a rasao, que
me pareceu plausivel, o mais ho barra do povo. que
bebe os ares por navidades, e de ludo faz quesillo de
gabinete para Tallar.
No dia 7 do correntc chegaram aqui as cordas
Antonio Fernandos e um filho de Flippe Pereira.
por lerem entrado na casa de l.uiz Morcira, e rou-
bado as fazendasque aquello Mureira linha em uma
mala : tambem he voz publica, que ambos confes-
saram o rmibo. A lodos lera admirado a prirto des-
lesdous Pereiras, que s.lo as meninas dos olhot da
polica : uns dizem que esla pnsio Iraz agua no bi-
co ; oulros apostam que serao sollo', sem exemplo.
t> certo he. que boje foram sollos de canga e corda !
Os que profelisavam a soltara, fundavam-se era ca-
sos julgados, dos quaes o mais rcenle foi o seguin-
tc: Acontecen ronbarem nesla villa ao anoitecer
unas Mal e dinheiro, sem perda de lempo a dona
das joias fez saber a polica, que poz em cerco o va-
rejou algumas casas suspeilas : nesse cmenos apro-
ximava-se de uma das rasas cercadas a ladrona (pa-
ra que nao ignore o nome, chamase Maria Ctbeca),
fai presa em flagrante rom as joias e dinheiro que a-
caba de roubar, e sem e.remplo foi logo posta em
lilierdade para easligo sen e correceflo de oulros !
Quanlo a mim o caso julgado nao aproveila, porque
embora fesse presa em llagraiite, tambem em fla-
grante fai tomado o roiibo, e que maior rasligo qoe
a vergonha qne sollreu a Maria Caboca '! Assim fi-
cou o linirpelo rherar.
Vollando a varea fra ; dous dos Pereiras, om dos
quaes lie o pai do que eslava preso pelo roubo das
rateadas, foram enc.rregados de prender para o re-
crulameiito a um lidio de Francisoo Paz Bezerra, do
nome Pedro, c he voz publica que esta commissflo
leve por condicao a sollura dos roubadoras das fe-
zondas, vcrificou-se honlcm a prisao daquelle Pedro,
quehoje seguio para a capital, e porque palavra da-
da, \ ida em pon ha.la, j eslao no olho da roa os dous
Pereiras Se nao huuver alguma razao especial, o
povo leve razao esperialissima de pensar que os pre-
sos seriam sem e.remplo. Mas cu vou indagar do a-
migo I ruana o romo succedeu esle milagro para
lli o referir rom o cnnho da rerleza. Se for verda-
de que pelo preco de se prender om Individuo para
o recrulamenlo se sollaram dous criminosos, (Sania
Barbara S. Jcronymo I) 11 o sei onde ir parares-
te termo !
O Pragana que por genio 011 por amisade nao
sabe salprczar nm sagrado, di* supplenle do snbdelegado de Nova Cruz eslava em
talas para responder ao governo sobre a rcpresenla-
cao documentada que ronlra elle dirigir o delega-
do de polica, e mais me disse que o chele pedir a
demissao daquelle subdelegado, e arcresceiitou que
seria substituido pe., Garapa. Pela arapa tarro
esla : anosto que tal sabsIitoicSs nao ser feila, por-
que o chefe, zeloso como he de seus aclos, nflo que-
reni marear a sua carreira, propondo um homcm,
contra quem ja suhtram qneixas ao sen conhecimen-
lo : alm deque lodos sabemque o lal Garapa con-
serva-sc debaixo do mando exclusivo do Mencze.
t cjamos o que acontece.
lia poucos diasandou aqui o Conzaga da capital.
ven.leu.lo urnas obrinhas de ouro 011 cousa que o va-
!ha, c espumava de raira contra o Joaquim Isnacio,
porque sendo o contraanle de passagem dorio Sal-
gado, com regalas o sences inauferiveis, nao lem
cumprido orna das principara comlicoes contratada.,
e vem a ser ler para facilitar o transito publico
duas canoas, uma a quem e a outra alm do rio a to-
da a liora durante o dia ao passo em que com
uma su canoa, c nahoraque Ihe apras.mil fornecen-
do a passagem, com manifest prrjuizo dn publico.
Quero pamente acreditar o Gonttga, e lamento que
da capital nao bajara odios, que islo vejam !
No dja 7 do correle, o delegado dirigindo-se ao
lugar da feira acompanhado de soldados, deu mui-
los gritos o perorou a gritara ameacando com prisao
a* pessoas, que oomprassem e vendessem por atacado
antes das 3 horas da larde. Um socio que islo ou-
vio, sritoii ao p da lellra eu compro lodo o arroz
que esliver a venda depois das tres horas, por mais
duas patacas do preco que corre. 1 O arroz corria a
15200; os malulos levanlaram o preco para 39810,
ninguem mais comprou ; c a hora passada o socio
compren o arroz pelo preco, qoe eslpuluu, nao fai
islo comprar por lodo alarado ? Ficou a emenda
peinr que o soneto, lucraram os matulos, o genero
foi vendido por atacado e o delegado ficou sera saber
o que fizesse Quera o mandou inelter-se a lis-
cal ?
Os escravos por aqui conlinuam asercm vendidos
para fura da provincia, c um s real nao tem paso
a thesourana os traficantes : qnanlas cenlenas de
mil rs. nflu lena lucrada s Ihesouraria. se so lizesse
ellectiva a cobranca dcsle imposto Nao lenho ami-
zade ao inspector o Dr. Jernnymo ; mas como elle
he z.losonaarrecadaeaodosdinlicirosda provincia,
vou rnminuuicar-lhe isto, para que com ronheci-
iiieuto (loque por aquioccorre, d suas providencias;
creio qne elle ata levar a mal.
Adeos, at mais logo. De seu amigo etc.
K.
Babia, prelendendn que, em sua opiniao, aquellc
fora rcdiizido a p por esle ; entretanto compre
restablecer a verdade dos fados, e evitar que se
contino a repetir o que nao he exaelo. Discpulo
da escola de medicina de Pars, onde recchi o aro
de doutor, devo em parle ao antigo professnr de ehi-
roica a inslruccao medica que nessa lirilhante es-
cola adquir ; c por islo, e porque son grato me-
moria de Orfila a qnem devia favores, corre-mc a
obrigarao dedefcnde-la, tanto mais que. procedendo
por esle modo, presto um seitico quclle que ccr,
ca dislo nflo lem exactas informares.
Orfila n.lo ficou esmagado pelo" Sr. Raspad, e em
que.ioe. loxicologcas miisuem a rednria a p. -O
Sr. lia-pul. iuimigo, o nao rival, do celebre profe*-
sor, foi por osla razao consulladp ;) pelos advoga-
dos da deleza da viuva Lafarge. quando esta leve de
ser julgada pelo tribunal de Tulle, suppondo riles
sem duvida que sua proseara aterrara o dislnclo
reformador da Toxcologa. Com offeilo o Sr. Ras-
pad atacan o relatorio de Orfila, c como nem lodos
cntendem de qticstesifesta ordem, a muilos pareceu
que 11 ha va confundido : islo se disse, c anida boje
ha quem crcia que assim fel ; mas a verdade he,
que Orfila responden em urna brochara ao Sr. Ras-
pad, o o fez tao vanlajosamente, que sahio vic-
torioso.
He isto o quo muitosisnoram, porque nflo loram
essa resposta de Orfila; e he essa rcsposla que poss
dar a ler aquelles que o desejarcm, afinidequenan
coiiliniicm a repetir o que nao he exacto. Em sua
rcsposla Orfila nao s moslrou que o Sr. Raspad se
havia servido, em seus cscriplos relalivamenle a
esso processo, de asserres falsas c calumniosas,
aponan lo urna por urna e deslruindo-as cabalmen-
te, (SIMO commettido errns scienlificos, que nao
eram poucos. E o que responden o Sr. Raspad ?
Creio que nada, porque nao linha provas com que
podeste sustentar suas falsidades e calumnias ; e os
erros scienlificos eram laes, que nao admitliam
discussao.
E ha quem duvide de que I.alargo morresse en-
venenado pelo arsnico ? Creio que nflo ; mas se
foi na mulher l infeliz Mara Capelle, quem lh!o
propinon, ou se foi elle mesmo, que tomou-u na
inlcnciio de suicidarse teniendo algnm processo em
consequencia de ledras falsas e de uma rarta falsa
de madama de Viulainc que fizera. s Dos o sabe;
porque I.afargo e aua mulher jazem na eteriud ule.
Orfila nao disse que Maria Capelle fura quera
propinara o veneno; mas sim, que exista ars-
nico no cadver de Lafarge, o que provon exu-
berantemente ; nao querendo nem mesmo aflirmar
que Lafarsc raorrera envenenado. Assim, pois,
respeite-sc a memoria do grande professor a quem
os Brasileiros nlo pouco deviain, e nao se diga que
em qucsles t.lo graves s vezes dormitara.
Dr.J. d'.lquino Fonseca.
23 de outubro de 1854.
commercio!
PRACA DO RECIPE 2i DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOes olliciaes.
iloje nao houvcram cola^cs.
DEM UO DIA 36.
Descont de ledras de 2 mezes8 ", ao anno.
Di lo de di las de 1 e i mezes9 % ao anno.
AI.FANDEliA.
Rendraento do da 1 a 24.....186:66751
dem do dia 3........18:7623201
2ttt:i29j6>2
Itescarrcqam hoje 26 de outubro.
Barca nglezaObcronbacalho.
Barca ingle/aBonitamemulonas.
Escuna hollandezaAfrirankdem.
Barca brasilciraSania Cruzanos c ceblas.
CONSULADO UEHAL.
Heo.limen lo do dia la 21.
(dem do dia 25
4:.i95}545
2244686
:,S21 lilil
RIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenln do dia I a 24.....
dem do dia 25........
;1KO;096
558760
436*736
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS B-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo da 1 a 24.....29:095fi58
dem do dia 25........ 6939244
29:788? CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 24.....13:671*553
dem do dia 23
1979.591
13:8698114
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 23.
Assii18 di.-s, laucha brasileira Soca Esperanra,
de 39 toneladas, inestre'Bernab Jos de Sanl'Xn-
11a, equipacem 5, caraa sal e couros ; a Cunha ii
Amnrim. Passagciru, Carlos Antonio de Araujn.
Liverpool39 dias, galera ingleza Swordfisli, do
319 toneladas, capitao l'.eora Cobb, eqnipagem
90, carga fazendaso mais gneros ; a Mr. Calmont
& Compendia. Passageiros, D. Elisa Frankle,
seu lidio Alfred Emilio eseu irino thomar. Hid-
dem. Ficou de quarciitem por 10 dias. Pan-
deen no lamcirao.
Navios sabidos no mesmo dia.
PenedoHiale brasleiro Ligeiro, mestro Manoel
Joaquim, carga varios Keueros. Passaseiros, Fran-
cisco Antonio de Vascoucelliis, Braz Firmo da
Silveira, Anna Joaquina do Nascimento.
Rio de JaneiroPatacho brasleiro lisperanca, com
a mesma carga que Irouxe. Suspendcii do la-
meiran.
demBriguo brasleiro Feliz Destino, capilao Bel-
miro Baplista do Soma, carga vinho c mais g-
neros. Passageiro, Jo,lo Taux.
EDITAES.
R2PARTICAO DA POLICA.
Parle do dia 25 de otilubro.
Illin. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recehidas tiesta rcparlirao, consta lerem
sido presos : a ordem du subdelegado da fregue-
zta de San Frei Pedro Uoncalves, Joaquim Nuiles
da Silva, por crime de rapio, -do subileleaado de
Anln..... .Manuel Euzebiu, por crime de furto
o a do rabdelegado da Boa-Vista. Jos da Cunha
Hezerra para correceao.Por ollicio de honlem da-
tado, parltcujou-nie o delegado do 2. dislricto des-
lc termo, qne as 8 c horas da imite do dia 22
fora assassinado com um tiro dado pelas costad
um seu escravo de nonio Dominaos, que se achava
rugido 1111 engenho Caxito. de que he proprelarin o
capillo manoel Pires l'errera, sendo aulores da
inorte o administrador e alguns escravos do mesmo
engenho. Deram-sc niaisas convciiientes providen-
cias para screm capturados os criminosos, e contra
elles prnreder-sc na forma da le. O delegado do
I." distrirto desla ridado em oflicio lambem de
lionlein datado coiniuunicou-inc, que no dia 2:1 f'ra
rondiizidoda ra d'Aurora para a do Sol o cadver
de nina prala, cscrava de Elias Baplista da Silva, c
que proredendo o subdelegado de S. Antonio a com-
petente vesluria. declararan! os facultativos que a
morle da referida prcta fora occasionada por urna
apoplexia restallante de embriaguez, c que 110 dia >
indo o pardo Eloy Jote tialvio, alfaiale, morador
em lora de Portas, banhar-se na illia denoininada
Snassunaahi perecer afosado, apparecendo sen
cadver 110 dia sub.cquenlc | em eslado de pulrc-
r.iccan nos mangues prximos ao silio do Cajueiro,
na passagem da Magdalena, donde foi conduzido
para a igreja do Panizo, e ahi se Ihe fez a respec-
tiva vestona.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernainhurn 25 de outubro de 1851.Idni. c Exm.
Sr. consclhfiro Jos Rento da Cunha e Figueirodo,
presidente da provincia de Pernainhurn. Ochefe
de pulira, l.uiz Carlos de Paiva Tcixeira.
mmnmm\.
Srs. Redactores.S3o he a primeira voz, que M
diz, queurelcbre luxiculogisla Orilla foi esmagado
pelo sr. Raspad, quando se Iralou do processo da
viuva Lafarge, aecusa la de ter envenenado seu ma-
rido, e islo mesmo repele em seu Diario de Per-
ii'tmbuco de 21 do correnlc o sen correspondente da
O Illro. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo do disposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial n. |9, manda fazer publico para conheci-
metilo dos credores hypolhecarios e quaesquer nlc-
ressados, que foi desapropriada a Jos Joaquim de
r relias, uma casa de taip* sila na villa do Cabo, pe-
la quanlia de tXWWO rs., devendo o respectivo pro-
pnetario ser pago da importancia da desapropriacao
ogo que terminar o prazo de 15 dias contados 'da
dala deste, cujo prazo he concedido para as recla-
111.10 es.
E para constar se mandou aflixaro prsenle e pu-
nticar peto Diario, por 1.5 diassuccessivus.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
liuco 16 de oulubro de 1854. Osecreiarso. Antonio
terreira da Ahnunciacao.
O llltn. Sr. inspector da Ihesouraria provincial, em
cumpnmculoda ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia de 20 do correntc, manda fazer publico,
que nodia 16 deiiovemhro prximo vindouro, pe-
ranle a junta ta fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos lzer a obra dos
S^SSSS A arrematacao ser feila na forma da Ici provin-
cial u.343 de 1.5 de maio do correnle anuo, atea as
clausulas especiaos aballe copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla ai rematarlo,
coiiipareciun na sala das sessocs da me.na junta, pe-
lo ineio da, competentemente habilitadas
h para cuuslar so mandou aflixar o presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23de outubro de 1854.-Osctrelario../itonio
terreira da Annunciacao
Clausulas especiaespara a urremalarSo.
1. As obras dos rncenos da ponte do Cachang,
serlo feilas de c.iuformidade com o ornamento, apre-
senlado aapprovarao do Exm. presidente da provin-
cia na importancia de 5:396j>3U rs.
2. Sarao principiadas todas as obras no prazo de
um mez e concluidas no de cinco, contados esles om-
isa da data da arrematacao.
3.* A importancia das obras ser paga cm duas
prestarnos guaes ; a primeira quando eslivcr fei-
la melado das obras ; o a segunda qaaudo forera
concluidas todas as obras, as quaes sei o logo rece-
hidas definitivamente.
4." O arrematante empregar nestas obras ao me-
nos dous Ionjo. do pessoal de pessoas livres.
5." O arrematante sera obrigado a ler um meslre
para dirigir toda* a* obras, o qual sera da coiilianen
do engenheiro encarregado da sua raspenlo.
ti.' Para tudo quanlo nao esliver determinado as
prsenles clausula.,secutr-se-lia o que dispOe a res-
peilo a lei provincial n. 286 da 15 de maio de
1831.
Conforme.O secretario.Antonio Ferreira da
Annunciacao.
Achando-so vaco o oflicio de esertvto do cri-
me, cu el c olas do lermo de Ingazeira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para coiihecimenlo das parles inleressadas, o
ahiii de qne os prclendenles do dito oflicio, se habi-
lilctn na lorma do decreto 11. 817 de 30 de agosto de
I81I, e apresciitem os seus rcquerinienlos ao pri-
meiro supplenle dojnii municipal do mesmo lermo,
no prazo de 60 dias. que comcrou a correr do dia 11
do crranle em dianta, para "segnirem-se os tra-
mites marcados nos arls. 12 o 13 do rilado de-
creto.
Secretariado governo de Pernambuco 29 do setem-
bro de 18)4.Joaquim Pires Machado I'orlolla, 0(11-
cial-maior servindo de secretario.
Ach.wdo-so vago o oflicio de escrit lo do jury
do termo do Ingazeira, manda S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia assim o fazer publico para co-
iihecimenlo das parles iulcressadas, e afim de que os
pretendemos an dito oflicio se habiliten) na forma
do dccrclo n. 817 do 3(1 du agosto de 1851, c aprc-
enlem os seus requcrimenlos ao juiz de dircito da
comarca de Paje de Flores no prozo deOOdias, que
comeroii acorrer do dia II do correnlc era diante,
para secnirem-se os Irimilcs marcados no* arls.
12 e 13 do citado decrclo.
Secrclaria do governo de Pernambuco 29 do se-
tembro de 1851.Joaquim Pires Machado Porlella,
oflicial-maior servindo de secretario.
O Dr. Cuslodio Manoel da Silva Guimarr, juiz de
direito da primeira vara do commercio nesla cida-
dedo Recife, e(e., ele.
Faca saber aos que o presente edita! vrem, em
como por este meu juizo se hao de arrematar,
quem mais ner em leillo publico no dia 27 rio cor-
renlc mez ,-is 2 horas da larde, na portada hiberna
de Manoel Viera Franca, na ra dn Codeaio desla
cidade, tolos os gneros e objeelns da dita taberna,
e bem assim, as dividas pertcncentes ao dito Franca,
o que ludo conala do escriplo que se acha em poder
do porleiro do juizo.
Toda a pessoa que cm ditos poneros, ohjeclos c di-
vidas quizer lanrar, o poder fazer no dia do lei-
13o cima dilo.
E para que chegue no eonhermenlo de todos,
mandei passar o prsenle, c oulros que serao publi-
cados e arrisados nos lugares do esttlo, e publicado
pela imprensa.
Recife 2 de outubro de 185. Pedro Tertuliano
da Cunha, eacrtvao o eserevi,
Cuslodio Manoel da Silva Cuimares.
Jo.lo Ignacio de Mcdeiros Reg, ilennlado commer-
rial do tribunal do commercio da provincia de
Pernambuco o juiz commissario muendo pels
mesmo tribunal.
Faro saber aos que o prsenlo cdital vircm que
foi polo tribunal abcrla a fallencia da casa commer-
cialdeOltvcira Irmaos & Companhia. malriculada
no mesmo tribunal, e residente nesla praca, pela
Malenca do Iheor seauinle: A' vista dos documen-
tos que decorrem de folhas a folha* com qne se pro-
va a ressarln de pagamentos e eslado de insolvencia
da casa cnmmercial, sob a firma de Oliveir* Irmos
& Companhia, eslaholecida nesta cidade, declaram
berta a ua fallencia, e fixam o lermo legal della
do dia 7 de selembro do correnle anno. Designam
para juiz rnmraissario ou de inslmcrjlo dn respectivo
processo ao depulado commercial.'joo Ignacio de
Medeiros Rogo, e para escrivlo ao amanuense da
secretaria do tribunal, Dinamcrico Augusto do Reg
Kancel. 1 ir tenam que se pnnham sellos em todos es
bens. Iivros o papis dos snhredilos eommerrianlcs
Oliveira Irmlos vir de curador fiscal provisorio ao commercianle
thomaz de Aqiiino Fonceca Jnior, que prestar
juramento. E cusas a final. Tribunal do commer-
cio da provincia de Pernambnco em sessflo de 16 de
outubro de 1854.Bastos, presidente.Foi presen-
te, Souza Reao, secretario interino. Lento*.
Ferreira.Basto.
Nao lendo aceitado o cargo de rorador fiscal o
commercianle Thomaz de Aquino Fonseca Jnior, o
tribunal nomenu em lessae de 19 do dilo mez, ao
commercianle Aureliaiio de Almeida Rodrigues
Isaac, que prestan juramento.
Em cumplimento do que lodos os eredores do re-
ferido fallido, rompareeam na casa de minha resi-
dencia na ra da Cruz do bairro do Recife, n. 9
1. andar, no dia 30 do correnle pelas 10 horas da
maullan, afim de procederem a nomenc,ao lo depo-
sitario ou depositarios que bao de receber e adminis-
trar provisoriamente a casa fallida.
E para que chegue ao conhecimento de lodos
mandci passar o presente, qoe ser publicado pe*
imprensa, e afiliado nos lugares designados no arl.
812 do cdigo com inercia I.
Dado e passado nesla cidade dn Recife da provin-
c* d* Pernambuco aos 25 do mez de outubro de
18).Eu Diuamerico Augusto do R*go Rangel,
servindo de escrivSo o eserevi.
Joao Ignacio de Medeiros Reg.
DECLARAQOES.
CORREIO ('.ERAL.
Parlem hoje ao meio dia os correios para as cida-
des do Natal, Victoria, Coianna e Olinda, c pan a
villa de Mamanguape.
A Ihesouraria provincial compra para a repar-
tido das obras publicas um barril de alcalrao. Os
pretendemos comparceam na mesma Ihesouraria com
suas proposlas em carta fechada.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 21 de oulubro de 1854.
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Companhia Pernamhiicana de vapores.
O conselho da direccao da coinpatihia Pernamhu-
cana cnuvida os sensores accionistas a rcalisirem
mais 25 por cento sobre o numero de arres que
subscreveram, al o dia 15 do luluro mez da novem-
bro, alira deserem ledas cora regularidado para In-
glaterra as reraessas de fondos com que lem de al-
l 11.l-r os prazos do pagamento do primeiro vapor
em consirucrao, sendo encarregado do recebimenlo
o Sr. F. Coulon, na ra da Cruz n. 26. c
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 31
deslc mez cs-
pera-se da Eu-
ropa um dos
vapores da real
companhia, o
qual depois da
demora do cos-
tume seguir
para o sul : pira passageiro--, ele, Irata-se com os a-
aciiies Adamson Unirla 4 Companhia, no Trapiche
Novo n. 42.
Pela subdelegarla da Ircguczia da Boa Vista
forain recolhidos cadeia dous pardos com os nome*
de Virginio c Fabiao, que se suppoc serem escravos
fgidos do poder de seus senhores, esles justifiquen!
o seu dominio peraulc a mesma subdelegada.
Subdelegada da fregueza da Boa Visla 24 de ou-
lubro de 1854. O subdelegado supplenle, A. F.
Marlins Ribeiro.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em rielada de autoiisa-
cao do Exm. Sr. presidente da provincia tem de com-
prar os ohjeclos seguinles:
Para o meio batalhlo do Ccar.
Panno prclo para polainas, envadns 71.
Primeira c segunda classes de ofliciuas do arsenal
de guerra.
Taimas de assoalho de cedro 3; cuslado de dilo I;
arcos de ferro de 2 U pollegadas, arrobas 4; ditas
de dilo de t 3|4, arrobas 4.
Terceira classe.
Ferro sueco de Ires pollegadas, barras 6; dilo de
dilo de 4 ditas, barras 8 ; vergalhoes quadrados de
ferro sueco de 1 pollegada, 4; ferro de \ aran la. ar-
robas 2.
Quinta classe.
Ca.ludios do norte de n. (i 10; ditos dito de n. 8,
10; dito* dito de n. 10 10; dilos dito de n. 12, 10;
rame lino de ferro para amarrar, libras 16; dito do
dilo de mcia grossura, libras 16; Icncoesde lilao rom
o peso de 5 a 6 libras 2; folhas de Flandres dohradas.
caitas 2; ditas singellas 2; velas de carnauba, li-
bras 155.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propos-
tas em caria fechada na secretaria do conselho as 10
horas do dia 27 do correntc mez.
Secrclaria do conselho administrativo para fornc-
etmento do arsenal de guerra 24 de outubro de 1854.
Josc de llrilo Infles, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal c secretario.
Pela contadura di cmara municipil do Re-
cife se faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento a bocea do cofre, do imposto de carros, car-
reras c oulros vehculos de condcelo he do 1.' ao
ultimo de oulubro protimo futuro, licando sujetosa
mulla de 50 por cento os que nao pngarera no refe-
rido prazo. No impedimento do contador, o ama-
nuenseFrancisco Camilo daBon-liagem.
i'l Ale enUo o Sr. Raspad nunca linha sido con-
sultado como perilo ; edepois defendciido cm Dijon
Merrier pai. 0negando obstinadamente que as 110-
doasqueso ochavara sobre pralos de poiccllat.a fos-
sem arsenicaes, vio-se obrigado a reconhecer que
essas no.loas eram desse metal, o que provou sem
replica Orfila.

SOCIEDADE DKA1.1TICA EVPREZARIA.
14. RECITA DA ASSINATL'RA.
Sabbado 28 de oulubro de 1854.
Depnis da etecuclo de uma bella ouverlora, lera
principio a represculacao do encllenle drama inti-
tulado
OS DOUS RENEGADOS.
Farao parte no drama as senhoras DD. Leopoldi-
na e Orsal, eos senhores, Bczcrra, Reis, Costa, Men-
des, Sena, Monlciro, etc. A parle do pagem mouris-
co ser exceuladn pela senhora I). Amalia, Os in-
lervados serao pieenchidos com cscolhidas Befa) de
msica.
Terminar o espectculo com uma das melliores
comedias em um acto.
Principiar as oito horas.
AVISOS MAHITILIOS.
Para Lisboa seguir breve a galera porlttciieza
Margurida, de que he capillo Joao Ignacio de Mc-
nezes, por ler .1 maioria do seu carrcganicnto promp-
la : quem na mesma quizer carregaiou ir de passa-
gem, para a que lem bous comniodos, pode cnten-
der-se com os consignatarios Ainorim Irmos, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredilo capillo na praca
do Commercio.
PARA A BAHA.
Vai tegutrcombrevidadeo hiate ..For-
tuna, capitao Pedio Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-sc com os consignatarios
Antonio ele Almeida Gomes&C-, na ra
lio Trapiche n. 1(, segundo andar. .
l'ara o atesante segu cm poucos dias o bem
conhecido hiale Invcncicel, de 37 toneladas, pregado
c forrado de cobre, e de primeira marcha ; para o
resto da carga e passageiros, Irata-sc na la do Vi-
gario n. 5.
LEILOES
de sortimeiito de fazendas, as mais pro-
prias do mercado : sexta-feira 27 do cr-
tenle, as 10 horas da manha, no ieu
armazem, rita da Cruz.
O agente Rorja, quinta-dir X do correnle, no
sen armazem. roa do Collcgo n. 15, far leilo de
muilos objecto, romo bem: obra de marcineria do
diuerenles qualidades, nm eicellenle piano de jaca-
randa de gosto modernissimo. dous dilos mais infe-
ores, obras de ouro e prala, reoslos para ilgibei-
ra, parede e mesa, uma grande quolidadc de per-
fumaras minio finase modernas, nma dita de rasu-
raos de zinco, palmatoria., tinleiros de porcelana,
randieiros ingleses e franrezes de vario* modelo* e
laolernas de vidro e casquinho etc., amendoas con-
fciladas em frascos grandes e pequeos, familia de
mandioca mudo superior, melhor do qne a do lailn
passado, e onlros mudos objeclos de dilferentes qua-
lidades, que se acharan patentes no mesmo armazem.
,~ 9 acenle Viclor far lei lao poraolorisacao do
Illm. Sr. Dr. joiz da direito da primeira vira do ci-
vel e do commercio, a requerimenlo do procurador
fiscal da masa do fallido Manoel Botelho Cordeiro,
de todos os gneros, armacao e retanla dos traste
eiistenles na taberna da mesma ma**a. sita na ra
Direila n. 53. em um s lote 00 a voatade do* com-
pradores, pelo maior preco oflerecido. quinta feira
iti do correnle as 11 horas da manhaa ia indicada
taberna.
iT aRenta 0V"""i fari1 'eilao da mobilia com-
pleta de uma casa, inclusive prala, louca para meta,
apparelho de porcellana para cha, porla-licore, Bl-
Iheletros. garrafas e copos para vinho, toadlas e
guardanapos para mesa, porcilo de eicelleute vinho
engarrafado, e oulros muilos objeclos : segundi-fei-
ra, .30 do correte, as Itl horas da manhaa, na casa
o. 13, ra do Trapiche Novo.
avisos diversos!
Jas Bernardo tjoncalves Vieira, ex-socis ge-
rente da ioja de loara da na Nova n. 31, 1 qual gy-
rat a snb a firma social de Josa Mara (encalve* Vi-
era 11 iiitii.ii.ip-. j Irmao, faz sciente an respeilivel
corpo de commercio, que 110 dia 29 de setembro
protimo pastado ds dita Ioja, tica 11 lo lodo o activo o passivo desse esta-
belecimenlo cargo do mesmo Jos Maria, e o aba-
to assignado desonerado, como consta da quitaran
qne etisle em seu poder, reslande-lhe somanta o
prazer do feliz e honroso resultado dos balancos fir-
mados pelos mesmos e duas testemunhaa, dos quaes
ctisle um em poder do annnnciaole. Recife 6 de
oulubro de 1834.Jos Bernardo trancalves Vioira.
Fraorisco (lomes Castellao e Jos Bernardo
lionralve* Vieira fazem scienle ao respeilavei corpo
de commercio, que estabeleceram no di* 3 do cor-
rele oulubro um* sociedade com todas as formulas
eligidas pe'o cdigo commercial, e que em coo-e-
quencia della ja se acham estabelecido* comuiuar-
inazem de louca e vidros, na ra Nova o. 30. Socie-
rtadeessa que tem de gyrar sob a firma Castellao &
\leira.
Lotei-ia da matriz de San Jos.
As pessoas que aparlarara bi I hele* sata lotera na
ra Nova Ioja n. 16, de Jos Lniz Pereir. A rilho,
queiram vir busca-Ios hoje. al as cinco horas, do
contrario erao vendidos.
Pede-se ao Sr. subdelegado de S.
Pedro Martyr de Olinda, que pelo amol-
de Dos, mande enterrar um corpo que
existe no cemiterio ha tres dias, o qua!
esta' sendo comido pelos animaes.
Precisa-se de um bom cozinheiro
para uma casa ingleza, paga-se bem: a
Tallar na ra do Trapiche, armazem do
Sn> Miguel Carneiro n. 38.
Aniga-se o segundo andar da rtta de
Apollo n. 20. com Institutos commodos:
a tratar no armazem do Ferreira.
Amanhaa sexta-feira 27 de outu-
bro, corre a loteria da matriz de S. Jos,
no consistorio da igreja da Gonceicao
dos militares a's horas do costume: os
meusbi Hieles e cautelas estao a' venda
at a's 10 horas do dia 27, e sao pagos
todos os premios que nelles sahirem as
lojas ja" condecidas do respeitavel publi-
co no dia 28, logo que sahir a lista ge-
ral.O cautelista, Salustiano de Aqtnno
Ferreira.
Roga-se encarecidamenlc aofpassageiro do va-
por Guanbara que Irouw uma carta do Sr. G. H.
racha, da Babia, para I. II. Ueuker, queira entre-
ga-la na ra da Cruz q 13, ou annunciar a sua mo-
rada para ser procurado.
Precisa-se de urna boa ama de leile, forn ou
captiva ; na ra da Aurora, casa nova junto ao do
>r. Gustavo Jos do Itego.
Os meios bilheles da lolcria das obras da ma-
triz de S. Jos, que corre no dia 27 do correnle, per-
tencem a sociedadel'rontespicio do Carmo.
.No dia 28 do correnfe mez, por ser a ultima
praca, se ha de arrematar por venda um sitio com
cas. de vivenda, na estrada dosAfuielos, penhorada
ao coronel Francisco Joaquim Pereira Lobo, por
etecurao de Pedro Tertuliano da Cunha, cuja prara
ler lugar na porta da casa da residencia do Sr. It'r.
juiz municipal civil da segunda vara, na roa eslrei-
la do Rosario, pelas 4 horas da tarde.
Henrque de Azevedo Mello vai ao Rio de Ja-
neiro, e leva para o seu servco a sua escrava Luiza.
Antonio Teiseira dos. Santos e Antonio Sebas-
tiao do Medeiros fazem publico. que diaanlveram
amigavelmenle a sociedade que liuham na taberna,
sita na ra da Cadeia de Santo Antonio n. 16, por
lerem vendido a mesma taberna ao Sr. Jos Leile
de Sa, no dia 23 do correnle, coja sociedade gyrava
sob a urina de Santos Medeiros, Tirando o com-
prador obrigado a solver o passivo da mesma socie-
dade, constante do respectivo balance.
Roga-se ao Sr. Cassano, morador nos Arrum-
bados om Olinda, se digne por soa bondade mandar
entregar o* caslieaes qne sua merco pedio empresta-
do era tuna igreja em Olinda, para urna Testa do mez
Marianun, que sua merco fez em sua casa, pois que
isso j nao parece cinprestimo, mas sim um....
ATTENCAO'.
Oabaito assignado pede a todas as pessoas que Ihe
eslao devendo, que no prazo de K dias, contados des-
le, venham saldar suas cuntas se nflo quizerem pas-
sar palo dissabor de serem chamados a juizo.
Boaventura Jos de Castro Azeeedo.
No becen da Viracha n. :>, lava-sc oengomma-
se com per fe i cao, por barato preco.
RICAS Pl'LCEIRAS.
Os abaiio assignados, donos da Ioja de ourive..,
na ra do Cabug a. 11, confronte ao pateo da ma-
triz c ra Nova, fazem publico, que receberam de
novo um cscolhido sortimenlo de polceirasde dille-
rentes gostos, tanto para selfhnras como para meni-
nos, e muilo em cenia os preros ; rontinna-se a ga-
rantir a qualidade do ouro.Seraphim Irmilo.
No dia 27, as 11 horas da manhaa, na sala das
audiencias, depois de finda ao do Sr. Dr. jnii de au-
sentes, se ha de arrematar a casa terrea da roa do
Jardim n. 26, perlenccntc ao finado V'elisardu Go-
mes.
Na sala da* audiencias, em prosenra do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphaos q ausentes, se proceder a
arrematacao do preto Francisco pertenecido a testa-
mentaria de Francisco Jos G-onealves, no di* seita-
feira, 27 do correnle, as II horas da manhaa.
Conalando i mesa administradora da venera-
vekordem lerceira de S. Francisco desla ridade, que
nao obstante o desparti proferido pelo Illm. Sr. Dr.
juiz dosfeitos da fazenda. em Ii do correte me/,
j publicado nos Diarios de Pernrmburo ns. 239,
:240 c 2tl de 18, 19 e 20 deste mesmo mez, o Sr. of-
ficial do dilo juizo, Jos Francisco de Pnula, tem
publicado que j fez ver ao mesmo Illm. Sr. Dr. joiz
dos* feilos ila fazenda, que o mandado que tem para
penhora execuliva pela fazenda contra Jos Alves de
Almeida, he para eiecutar contra o Inqnilino qoe
fr morar para a Ioja do predio do patrimonio da
ordem, na roa do Torres, pela aclnal numeraran n.
18; qnando a Ioja em que esleve o dilo Jos Altes
de Almeida, foi a do predio n. l. na mesma rua,
numerarao que nao leve nunca o predio da ordem,
que amigamente leve o n. 116 : e desojando a or-
dem evitar-se ao dissabnr de requerer ainda outra
vez contra o dito Sr. oflirial, exige que este declare
se he certo o que Oca etposlo ; porque a insistir anda
sobre a competencia do mandado para a Ioja do pre-
dio da ordem, a mesa administradora da mesma or-
dem, ronliuuar a roquerer o sen direito, e conven-
cer por pravas indislrucliveis, qoe o sobredilo ofti-
cial nao procede assim por ienorancia, porm com
conhecimento de que a Ioja .lo predio da ordem nun-
ca leve o n. I.", nem foi oceupada por Jos Alves de
Almeida.
O ahaivo assisnado comprou por sua ronla e
de Manoel Joaquim Duarte duimaraes, de Macei,
o meio bdhelede n. 21)81 da primeira parle da pri-
meira lotera concedida a matriz de S. Jos desta
cidade.Jos Joaquim da Costa Maia.
Acliou-sc um par de botn*; quera fr seu do-
no, dando os signaes cerlos c, pagando a despeza des-
lc. se Iha entregar: na trataba da rua do Calabon-
ro n. :to.
Traspassa-se o arrenJamonlo da olaria do Ta-
mariueiro, a melhor dos Coclhos ; qnem a preten-
der, enlenda-.se rom Jos Carneiro da Cunha.
POS GALVNICOS !
PARA PKATEAK.
Na rua do Collegto n. 1.
jk (ncm tiver ohjeclos praleados c qne le-
|t nham perdido a cor argntea. Miando por |
. isso indecenlcs 011 inutdsados, Irm esles pos ^
um excedente restaurador, ronservando-os
9 sempre como novos, e sendo o processo para p
.'i usar dudas o mais simples : nada mais .lo qua (4
td esfregar rom om panno de linho molhado 0
9 om agua fra e passado nos mesmos pos. Urna 5$
JS cairinha, conlendn qnanlidade safliciente fft
$) para pratear III palmos quadrados. cusa a 0
@ mdica qoanlia de 19000, 'acompanhada de s
Sum impresso.
8>*$ @$9$*a)i94j)
Na rua das Crnzes n. 40, taberna do Campos
ha parale de bichas hamburenezas das melliores qua
:-3

Briinn Praeper &C, faraaletlao, ttor fc
intervenrao do agente OUveita. de g, ',-1 *% ve"de em ""^ e a *


i,... m*.
MHMi u

DIARIO OE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA '26 DE OUTUBRO DE 1854
NAVAI.HASA CONTF.!*.TO ESTE 01 KA S.
Na rua Ha Cadcia do Recife 11. IX, pnnwiro a-
ilar, cscfiptorin de Augusto (',. de Abren, ronli-
nuam-se a vender a 89IIOO o par (prcen li\o) as ja
bem ronheridas e afamada* navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as qoees alcm de duraran etlraordiiia-
namenlc, tiaosetenlem nurusln na arc.an le corlar ;
vcnilem-se com a condic,ilo de, nao agradando, po-
deom os compradores devolvc-las al I diasdepois
p.i i-ompra retluind-c o importe. Na mesma ca-
sa lia ricas lesourinlia- para uulias, feilas pelo mes-
iiin fal -icanle.
Os Srs. Francisco Xavier Cavolranli de Albu-
qiicrquc, que M empregado na repartidlo do ello,
o Manuel liezerra de Meoezes, que foi morador em
llom-Jardim, queiram declarar onde moram para
seren procurados i negocio de seu interesses, oudi-
rigir-sc na ra da Cadcia do Ricife n. O, que sas
berao quera Ihesquer fallar.
O Sf. Jos' Norberto Casado Lima,
queira apparecer na liviana n. 6 c 8 ta
piara da Independencia que se llie preci-
sa fallar a negocio.
I na pestoa que se acha babililada para ensi-
llar Keoprapliia rlielorica, e gramtica porlugtieza,
qtiem de seu presumo se quizor utilisar, dirija-se
a ra do l.nramehlo n. 1,1. andar.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeir,no e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna ama para fazer o serviro
diario de urna casa de pnuca f; milla, prererindo-se
sendo escrava : a tratar na ra do Collegio n. 15,
armazeru.
Precisa-te de dous efliciacs de cliaruteiros, que
traballiem em charutos linos: no ater ro da Bua-
Visla n. 77.
AOS SRS. SOLICITADORES.
Os Srs. solicitadores de causas, que
nao estiio inscriptos no alrnanak, e quei-
ram s-lo, podem mandar seus nomes e
moradas na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
O abaixo assignado, pede a todas as
|M*ssoas ipie llie sao devedoras por com-
pra de bilhetes de lotera, que se dignem
mandar pagar-lhe o mais breve possivel.
Antonio Jos de Faria Machado.
Responde-se ao Sr. Jos Maria (ionralves VI-
cira diurnai ao-, que no Mario n. 24t de (erra-feira
2t do corrente, diz ter justo e contratado a compra
de urna casa sita no l\.o > da Panella ra da Saiide
i. I, que dita casa nao pode ser vendida porque nao
pi'i u-nce a esae Sr. que se diz vendedor, e sim aos
legtimos herdeiros da finada II. Josepba Senhori-
nlia Lopes Gama, para cuja verificacao se poder o
Sr. iju i maraes enlender rom o lerdeiro JoAo Sergio
Cesar de Audrade.
Deseja-se fallar ao Sr. Br-rnardo Antonio de
Azevdo remandes, a negocio de scu interesse : no
escriplorio de Domingos Alves Malleus.
l'm sacerdote desoecupado se dfferece para as
misaas do Natal, seja em que lu zar fr; a fallar na
ra do Sebo, sobrado amarello.
Olterece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro ou de pouca familia ; quem precisar, dirija-se
a ra da Conceic,o da Boa-Vista n. 52.
Offerece-sc um homem hiisileiro para feilor,
administrador ou raixeiro de enzenho ; tem muila
pralica desse servido por nelle se ter empregado ha
inultos annos : na ra do Amorirn n. 48, armazern
de Paulo & Santos, se dir quem he.
Loja de Todos os Sanios, ra do Colle-
gio n. 1.
Chcgou mesma loja cima um sorlimento de
manganillas de vidro com difTcrcnlcs santos e sanias
dentro, que se vendem pelo diminuto preco de 500
rs.. tiiO, 800 rs., 19000, I96 11 c !-*m; assim cuino
poni- de marlim para alisar a IcOO; c um sorli-
mento de paliteiros de porcelana a 19000 e 19280.
Loja de Todos os Santos, ra do Colle-
gio i). 1.
Cliegou i mesma loja cima uir. sorlimento de es-
tampas de santos e santas, em ponto grande e peque-
o, que se Irocam por todo preco para acabar ; a
ellas aliles que se acabem.
;:) O Dr. (.arolino Francisco de l.im Sanios >
I, mudnu-sc para a rua das Cruces n. 18, pri-
meiru andar, onde contina no cxercicio de ->
** sua prolissao de medico ; c utilisa-se da occa- 5
siAo para de novo ao publico offerecer sen 5
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COX.X.EGIO 1 ANDAR 25.
(J Dr. P. A. I.oho Moscnzo da consultas homeopathicas lodos os das ans pobres, desde 9 horas da
manir aleo meio dia, e em rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
quer mullior que esleia mal de parto, e cujas circunstancias nSo perinitlam pagar ao medico.
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25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. (j. II. Jahr, traduzirioem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados em dous :................. 208000
Esta obra, a mais importante de lodas as que iralam da liomcopalhia, interessa a lodos M mediros que
quizerem eipcrimenlar a i'outrina de llahncmann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho c fazejdeiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capiles de navio, que nao podem deixar urna vez ou outra da ter precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e interessa a lodos os chefes de familia cue
por circuinslaucias, que iwm sempre podem ser prevenidas, silo nbrigados a prestar occorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou Iradurcao do Dr. Hering, obra igualmenlc til s pessoas que se
dedicara ao estudo da homeopalhia um volme grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, pbarmacia, le, etc.: obra indis
pensavel is pessoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
JJma carteira de 24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os dilos. ,................ ,
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de GO tubos com dilos.................
Dita de 144 com dilos...................',,..,
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de unturas > escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerto o abalimenlo de 109000 rs. em qualquer
das carleiras arinia mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... s.-noo
Dilas de 48 dilos......................... 162JOOO
Tubos grandes avulsos.......... ...... 18000
Vid ros de meia onca de tintura .'................ 99000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar oni pso seguro na pratica da
homeopalhia, c o proprielario.desle eslabelecimeiilo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possjvel e
ninguem duvida boje da superioridaile dos seus medicamentos.
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de tubos de crvstal de diversos lmannos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevid'ade e por precos muito rom-
modos. r
83000
ijOOO
40SOOO
4.-O000
505000
609000
1009000
No hotel de Europa da rua da Aurora tem
comidas e bou peliscos a loda a hora, por preco
muilo razoavel.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liaja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acliaem grande atrazo de pagamento.
g?.-'3!> R$5C
DENTISTA FRANCEZ.
H Paulo (iaignoui, eslabelerido na rua lama $t
& do Kosario n. 36, segundo ailar, colloca den-
41 tes com gengivas artificiaes, c dentadura com- 9
$t pela, oo parle della, com a pressao do ai. Q
9 Tainbem lera para vender agua denlifricedo 6t
Q Dr. I'ierre, c p para denles. Una larga do (
<9 Kosario n. 36 scuundo andar. (
;;
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, prol'essor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensiaar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen les ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolliimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a expectacao pu-
blica ainda a gusta dos maiores sacrificios,
e, emqiiantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Indeiiendencia ns.
6 c 8.
NOVO! livros de homeopalhia uicn-antcz, obras
todas de summa importancia :
lialincmanii, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
209000
6)000
7NKKI
liNKHI
169000
69000
S9000
169000
^ prestimo, como medico parleiro, e habilitado Z,
* a certas operacocssobre ludo das vias ouri- **
liaraspor se ter a ellas dado com especia-
K- lidade em Franca. ;;.-
s@ee@e
Prccisa-se de urna ama deleite: no largo do
Corpo Sanio, armazn, n. 6.
Na rua da Cadeia do Kecife n. 7 loja de Anto-
nio Lupes Pereira de Mello A C, continua haver
uto completo sortinieuto ce caixis com chapos de
fellro da bem conliccida fabrica de Jos de Carvalho
Pinto A C. do Hu de Janeiro e poi commodo preco,
bem iromo ainda e\islem algumas caixas com as en-
cllenles velas de carnauba da fabrica de Manoel Dias,
do Aracali, assim como alguns sapalos de orelha,
obra muito boa, feitos no mesr-.io lugar, ludo por
commoo pre^o.
Aluga-sc pelo lempo da fesla um sitio na Ca-
punga, a margein do rio, com oplima casa, conleudo
quatro salas, nove quartos, coziulia fra, com lodos
os mais arranjos necessarios a uina casa de campo:
os pretendeutes dirijara-se a rua Direila n. 93.
i >0 CINSUTOIIO |
DO DR. CASaNOVA,
RLA DAS CKL7ES N. 28, "
jar continua-se vender carleiras de homeopa- 8
Ihia de 12 tubos (grandes, medianos c peque- g
nos) de 21, de 36, de 48. de 60, de 96. de 120, W
'M de 144, de 180 al 380, por ni ecos razoaveis, val
g desde 59000 ale 20U9000.
H Elemonlos de homeopalhia, 4 vols. 68000 S
H Tinturas a esrolher (entre SS0 qnali-
M dados) cada vidro !?Oi)0 J8?
X* ...I."00 avulsos a escolha a 500 c 300
Tendo rallec.ido em 11 de selembro do rorren-
leanoo na villa de Anadia, provincia de Alagoas a
crioula Romana Maria da Conce.rao, lilha legitima
do prelo Africano Ventura Paes da CooceicAo e sua
mullier Vicenciade tal, crioula, sendo aquella falle-
cida Romana casada ua wcsma provincia de Alagoas
com o prelo Africano Francisco .los da Cosa,'que
anida llie sobrevive, faz-se mister, que quem se al-
ga* legtimamente prenle daquella tinada annuncie
por este Diario no prazo de tres das.
Roga-sc ao Sr........ que nc dia 23 do corrente
bilh7U"a- -T'V '1-:lualer"' Boa Vista o meio
bilhele n. 2.*f7 da lotera de Sin Jos, o favor de
comparecer na dita loja,alim de so resolver certa du'
vida; esc assim o nAolizer se usar, dos meios lenes
n X. "'? a Sr; Ci,ncini" Mavignier, retnflnta!
o obsequio de mandar levar a rua do I.ivramenlo
.ti, os retratos de daguerreolvpo que llie forara con-
hados, v.slo como iguora-se a sua morada, ou alias
lenha a bondade de declarar onde reside
procurado.
Aluga-se um armazern com
109000
89000|
79000
69OOO
490tKI
IOiOOO
305(X)0
para ser
grande quintal,
proprio para cocheira ou oflicina de marcineiro. silo
na travesa do Marlins : a Iralar nos (awll.n. k~_
do 11 4.
a Iralar nos Coelhos, sobra-
No da 22 do correle desaparecen dar
l.iyrameiito 11. 11, um cachorro grande muilo
ludo piulado de malhas brancas p?| corno coi
rua do
no*o,
...corpo, com orc-
inas colladas, levando no pescoro um pedar-o de cor-
ua, e tem a cauda col : quem o 1escobrirtiverem
seu poder, dir.ja-se a casa cima, que ser recom-
pensado generosamente por Francisco Cavalcanli de
Albuquerque.
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
lamina, que se presie a lodo o serviro de portas
dentro : na rua do llospirio 11. 31. '
Prccisa-se de uina ama habilitada
roula de urna casa ; na
segundo andar.
para lomar
rua das l.arangciras n. i,
Adverte-se ao dorio do arma/.em da
1 na da Praia n. 4(J, que quando quizer
saber onde residem as pessoas que nien-
CJonou no seu aviso publicado no Dia-
rio" ns. 240 a 241, nao tenha a audacia
de ameacar com declarar o negocio, pois
ja' todossabem(pieesie aviso lie para des-
cubrir gente para a guarda nacional, e
se nao tire a mascara c declare o motivo,
que nenhiiin dos mencionados o terne.
LOTERA DO lUO DE JANEIRO.
Pelo iTliatnesn, recebemos os novos
bilhetes da lotera 63 da Sant 1 Casa da
Misericordia. Avisamos aorespeitavcl pu-
Wico, que nos vemos obligados a augmen-
tar o preco dos bhetet e meios bilhetes,
que de boje em diante serio vendidos a
fSgOOO rs. os meios e2Ls(i()0 os inteiros.
pomos nao ser possivel continuar com o
mesmo preco, a' vista do grande imposto
e militas despezas ; obrigamo-nos poretn
a pagar os premios grandes por inteiro,
sem que sejam descontados os 8 porcento
da lei, cujos bilhetes e meios billietes sao
firmados no verso pelo abaixo assignado:
as lisias se es[>erain pelo vapor brasileiro,
que licou a partir do Rio de Janeiro a 25
. o cnente; M premio* Sao pagos a'en-
trega das mesma! listas. Antonio Jos
Rodrigue! de Souza Jnior:
lomes.
Teslc, rrolcstias dos meninos.....
Hering. homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacopa homeopalhica. .. .
Jahr, no,vo manual. 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle. .
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Iiai 1 limann. tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fajolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoueli........
Castihg, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen.......
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descrpcao
de lodas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homcopa-
thicu 1I0 Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro audar.
A casa de aferi<;ao mudou-sc para o palco do
Terjo n. 16, aonde serilo despachados os senhores
que tiverem de abrir os pesos e medidas dos eslabe-
lecimentos com promptidao, e faz ver aos senhores
que sao acoslumados a aferir em seus eslabeleci-
mentos, que oanligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do crrenle, e nda-se no ultimo dede-
zembrodo corrente anuo.
Os senhores proprietarios e rndenos
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. Ce 8 da praca da In-
dependencia.
-4'uga-se para o serviro de liolieirn um cscra-
vo mualo com muita pralica desse^flicio. Na rua
da Saudade frontera i dencia do Dr. I.ourenro Trigo de Looreiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do I.ivramenlo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.'
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
lia e americana, ecal virgera, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivode Iguarassu'. queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. Ce 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
Na rua do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro eprata ; c recebe-se qual-
quer encommenda. das mcsinas obras pa-
ra dar com promptidao c preco com-
modo.
Aluga-se annual ou por festa, urna
propriedade de pe-Ira e cal com coinmo-
des sullicientes para qualquer familia, no
lugar do Poco da Panella, contigua ao e\-
collegio de S. Boaventura : a tratar na
lundicao do Hrum ns. C, 8 c 10 com o
caixeiroda mesma.
No hotel de Europa da rua da Aurora manda-sc
para lora almoros c j.mlares, mcnsalmenlc, por pre-
co commodo.
Aluga-se umasala c duasalrovas de um andar,
na rua do IJueiniado : a Iralar ua mesma rua
11. 53.
Aluga-sc urna casa para pastar a festa, sila no
lugar da Boa-Viagem : auem a pretender, dirija-se
aos Alegado), casa n. 3, confronte a igreja da Paz.
Oflercce-sc urna nmllirr para lavar e enoni-
mar rom perfeirflo, a IIK) rs. a pera ; quem preci-
sar, dirija-se i rua da Mocila 11. 31," terceiro andar.
(7- Prerisa-so para um engenho perto da prara, de
tim homem que enlenda de alambique, e oulro" para
feilor: os pretendentes dirijam-se rua ta Cadcia
do Recife n. 38.
Fraurisro Carneiro Machado Ros faz publico,
que lendii assignado em branca, no dia 20 do cor-
rente, uina apudacla para se proceder a jusliliracao
do que Ihc ficou a dever Nirolao Jos da Fonsecalde
forus de nm lerreno na Piranga, '.'esappareceu dita
apudacla : e para que nao tenha ella em lempo al-
gara outra applicarao, declara que fica sem effrilo
essa sua assignalura.
Precisa-se de urna ama de leile ; na rua do
Cahuga, botica n. 11.
(I alteres Vctor (ionralves Torres, tendo de
retirar-te para a edite do imperio, declara que leva
a toa eterna Germana, de naej.o crioula, hem romo
faz teienle, que nada rteve nesla cidade, mas se al-
giieni se jnlgr seu credor, dirija-te casa de sua
residencia, na rua do Tainbia.
a| rede-te aosr Franctteo Alves Moniciro g
^ Jnior, o favor de declarar a sua morada,ou ?W
5 dirigr-se rua da Seuzalla-Velba n. 12, se- ^
r Rindo andar. -^
Othesoureirii das loteras da provin-
cia, faz constar que sexta-feia 27 do cr-
lente, correin as rodas da primeira par-
te da primeira lotera a benelicio das
obras da matriz de S. Jos, e o restante
dos bilhetes esta' a venda nos lugares ja'
annunciados.Recife 19 de outubro de
18."> \.Francisco Antonio de Oliveira.
Pieco dos bilhetes:
Inteiros. lOtfOOO
Meios. 5$000
Leitura repentina por Castilho.
Esl aberla no palacete da rua da Praia, a trola
por este cicellenle methodo, nelle acharo os pas
de familia um prorapto expediente para rorlar o vi-
sio que tem lodos os meninos de comerem at enn-
cuaules finaes das palavras. (I feriado em lugar das
quinlas-feiras he nossabhadus. O professor d.i gra-
tuitamente pedras, livros, eludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as tiene- das 7 as 9 horas da
noilc, para as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios.
BtaKBB^CBgaK5:gaB?^K
AO PUBLICO.
- No armazern de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorlimento
"de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, iuancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francesas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que otttro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazern da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Camisas i'rancezas.
Vcndcm-sc camisas francezas brancas e piuladas,
as mais linas que lera viudo, a 30?) a duzia : na rua
Nova luja 11. 16.
Palitos francezes.
Vcndem-se palitos e sobrecasaca de lirim de li-
iiho de cores a 30500, dilos urlicos de brclanba a
15, ditos de alpaca pelos c de cores a 79. 88 e !r?,
dilos de panno Tino prelo e de cores a 168, 18 e 208 :
na rua Nova loja 11. 16 de Jos Luiz Pereira A Fi-
Iho.
Cassas escocezas.
vcndem-se cassas escosser.w de quadros para ves-
tidos com 13 ,1, covadoso irle, e quasi vara de lar-
gura pelo baralo prero de 68 o corle : na rua Nova
loja 11. 1 ti.
Liias para vestidos.
Vendcm-sc laasinhas para vcslidos, corles de 15
covados, a 18; ditas de quadros escossezes a 500 rs.
o covado ; ditas de seda a 600 r. o covado: na rua
Nova loja n. ((;.
Estio-se acabando as chitas baratas.
Vendem se chitas linas de rores (xas padres cla-
res e oscuros a 160, 180 e 200 rs.. ditas largas fran-
cezas a 210 rs. o covado: na rua Nova loja n. 16.
Feijo mulatinho.
O mais novo e melhor leijao mulalinho se vende
na Invest da Madre de Dos ns. 3e 5, armazern de
Amonio Luiz de I Uncir Azevcdo.
Arroz de casca.
Vende-se arroz de casca o mais novo e mclhur pos-
sivel : na Iravessa da Madre de Dos ns. 3 e 5, ar-
mazern de Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Farinha de mandioca.
Vcndem-se saccas com farinha de mandioca
aun cinco quarlas : na Iravessa da Madre de Dos,
aTmazcm 11. 3 c 5 de Aulonio Luiz de Oliveira A-
zevedo.
Fazendas para a festa.
Vendem-se corles de seda de quadros com 17 co-
vados a 188, cassas c cambraias transparentes a 800
rs. a vara, romeiras de cambraia bordada a 2, capo-
linhos de cambraia com eufeiles a 5->, romeiras bor-
dadas de relroz de diferentes precos, sclim liso de
todas as cures a8Ors., dito lavrado proprio para
vcslidos de casamentos a #00 o covado, lencos
grandes de seda a Inmi, dudes de lila c seda muilo
linos a 38500, ditos fle seda muilo grandes a 1l>8,
vestidos de earntuaia com dous e quatro tiabados a
4e5o, e nutras inaitas l'azendas de goslo proprias
para resta, o que se vendem baralo: na rua Nova loja
11. 16. dejle Luiz Pereira A Filho.
Chitas achamalotadas de cores e pre-
tas, a 700 rs. o covado: na rua do Quei-
madon. 40.
Vende-se a loja de calcado que foi de Luiz
San?z, no aterro da Boa-Vista 11. 11, tendo puucos
fundos c por prec.0 mui commodo ; constando da ar-
madlo nova e iuvernisada, de calcado feilo, tanto
para senhora como'fiara meninos, de grande nume-
ro de formas, e oulros mullos objectos de usu da
dila loja, e o menciona lo individuo que nella mo-
rava por ter os necesarios commodos ; garauliudo-
se ao comprador o respectivo arrcudamcuic : a. Ira-
lar na la da Cadcia do Recife, escriplorion. 3.
Vendem-sc 20l> couros ile cabra ja cortlo- e
muilo grandes ; na rua do Vigario n. U, taberna.
Vcudc-se a laherua e deposito do paleo do
Terco 11. 22, com os fundos a vonladc do compra-
dor : a Iralar na mesma.
Vende-se una escrava crioula, mora, que ca-
lende de loda serviro de urna rasa de lamilla : quem
a pretender dirija-se a rua de Apollo sobrado n. 19
3." andar por cima de uina taberna.
Vende-se um sitio muilo grande, na estrada
de Santo Amaro para Belein, ao sabir da ponlezi-
nha diieila, com grande casa de pedra e cal e so-
lio com capacidade de morarcm duas familias, com
minios arvoredos dando frnclo, e Ierras para plan-
laroes, e dous viveiros: quem pretender dirija-se
.111 ali.iivi assignado, na praca doCorpn Sanio, ca-
sa n.2, 3." andar./.w; Antonio Barbosa de linio.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Procura-sc saber quem sao os procuradores, no
correspondentes nesla prara dos Srs. Joo Leile Fer-
reira, Juao Rodrigues dos Sanios Franca Leile, am-
bos moradores em Pianr, da provincia do ('.cara ;
Jos Cesar Muniz Falco, Joan Cavalcanli de Albu-
querque Mello, do engenho Araguary, c seu mano
Antonio Brasilino de Hollanda Cavalcanli, Filippe
Jos de Miranda, de Bom-Jardim ; Pedro de Mello
c Silva, do engenho Mririm, em Pedras de Fogo; e
de qualquer dos herdeiros de Joo Antonio de Mou-
ra, do engenho Terra-Nova, em Nazareth, para se
Ibes communicar negocios qoe devem intentar sa-
ber ; porlanlo sao rogados a declararem suas mora-
das para seren procurados, ou dirigirem-sc roa
da Cadeia n.40.
PIANOS.
Em casa de Rrunn Praeger&C, ru
da Cruz 11. 10, vendem-se dous excellen-
tes pianos chegados no ultimo navio da
llamburgij.
COGNAC
de superior qualidade, em caixas de urna
duzia: vende-se em casa de Brunn Prae-
ger& C, rita de Cruz n. 10.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na rua da
Cruz n. 10.
Na rua da Cruz n. 10, casa de Rrunn
Praeger & C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e sofa's para terraco e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura don-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dillerentes qualidades.
Vinho de Champagne.
Carros e cavallos.
vende-se um carro de 4 rodas e i assenlos, novo
e moderno, muilo bem construido ; vende-se outro
mais pequenocom pouco uso c muilo leve ; e ven-
dem-se lambem lioas parelbas de cavallos para os
mesmos, e para cabriolis e carrocas, ludo por pre-
0 commotlu : un rua Nova, cocheira de Adolpho
Bourgeois.
Vende-se.a taberna da rua do Rangel n.2,
com muilo boa freguezia para a Ierra, e com poucos
fundos ; a Iralar na mesma.
Vende-se nina crio<'liuha muilo bonita, com 8
annos, eum mulalinho cora 6 para 7 anuos, velas de
carnauba misturada a 'JjOOO a arroba, c cal virgen)
em barricas : na rua da Sensata Vellian.70, segun-
do andar, se dir quem vende.
Vende-se urna armarao de loja para roiudezas,
na rua do Cabug ; a'lralar ua loja de miudezas da
rua larga do Rosario u. 26.
Cal virgem de Lisboa.
Na rua de Apollo u. 10, vende-se cal virgem de
Lisboa, chegada no ultimo navio, por preco com-
modo.
Na loja da rua do Collegio n. 5, contina
a vender-te o mais superior doce em barris, pois es-
te doce be feito com loda a delicadeza e limpeza que
be possivel ; em quanto o pretsa nao deiiar o com-
prador de fazer negocio, nao so pelo preco como pe-
la qualidade do doce.
COMPRAS.
Compra-so eflerlivameule bronze, lalao e co-
bre velbo : no deposito da fundicao d'Aurora, na
rua do Brum, logo na entrada n. 28, c na mesma
i'undieao em S. Amaro.
Compra-se praia brasileira ou hespanhola : na
rua da Cadeia do Recife 11. 54, loja.
Na ruado Collegio, segundo andar n. 21, com-
pra-se para umj encommenda, uica mulalinha lida
csadia, de 12a 18annos, eque seja recolhida, nao
se olha a preco, um escravo c urna escrava, crioulos.
de bonitas figuras, ilc 18 a 20 annos.
Na rua do Collegio 11. 3. primeiro andar, com-
pra-so o 3. vol. do Repertorio das Ordenadles, o 2.
vol. de Maria Hespanhola, c.Inao do Porto, o 2.
vol. dos Lusiadas, edirao do Rio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
liuto Elysio, edicilo de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. c 8. vols das Memorias do Diabo, 1. e 4. vols de
U. nuiv.tr de la Mancha, 2. vol. de Ipsoboc, e 3
dos Desposados por W. Scoll.
Cumprara-sc 60apolices da companhia de Be-
herihe: quem as liver, dirija-sc a laherua da quina
da Camhoa do Carmo n. 16.
Compra-se o compendio de direito
ecclesiastico, pelo Dr. Jeronvmo Vilella:
quem tiver annuncie.
VENDE-SE:
Prezuntos para Hambre, queijos (^
londiiuos, corintes para podins, (A\
conservas, fructas para podins, ^
batatas inglezas em.gigos, caixi- X!
nhascom arenques, e outros mui- Z
tos objectos, tudo vindo ultima- "
mente pela galera ingleza Ro-
nita : na rua do Trapiche n. 54,
arrrazeni. (?i
LOTERA da matriz de s. jse1.
Na prara da Independencia, lujas dn Sr. Forluna-
lo, Paria Machado e Arantes ; rua do Queimndo,
loja de ferragcnsdeSouza & Freir; e praca da Boa-
Visla, loja de cera de Pedro Ignacio Baplisla, acham-
se o venda os bilheles e cautelas da lotera cima,
aos procos abaixo, rojos bilheles c meios hilhelessAo
pagos por inlciro sem o descont dus 8 nos premios
grandes.
Bilheles inteiros 119000
Meios bilheles 5J500
Uarlos 23800
Oilavos 1)500
Decimos 18300
Vigsimos 700
CORTES DE CIIAI.Y ESCOSSEZ.
a 68O00 !
Na rua do Oueimado loja n. 17, vendem-se corles
de charlv ou !Aa da escossia, com 14 covados, pelo
baralo proco de 68 cada corle, a dinheiro a visla.
ATTENCAO',
Vende-se muilo hom lijlo de ladrilho, alvenaria
grossa, e batida, dilos quadrados e de lapameulo,
cal, areia, por precos os mais commodos que he pos-
sivel, c com a condicao de se mandar ronduzir. as-
sim romo alugain-se carreras para carregar trastes,
madeiras e o mais, a qualquer hora : na rua da
Concordia, porto do Pocinho, armazern de malcriaes
ede canoras, junio a (averna de Jos Domingues.
Vende-se a dislilarao de espirilos e licores,
da ruado Rangel a.54, bem afreguezada, e monta-
da com os fundos, queconvier ao comprador: a tra-
tar na mesma, com o proprietario Victorino Fran-
cisco dos Sanios, dias uleis, das 8 da manliaa as 5
horas da tarde.
Pecliincha .
V ende-sc urna porrao de eslacas, varas e fachinas
para cerca, por pre(o muilo commodo : no primeiro
sobrado da roa da Senzala, defronle de Santa The-
reza em Olinda.
Vende-se urna morada de casa lerrea, livre e
desemhararada, em chaos proprios na rua do Pa-
dre Floriano n. 52 : a Iralar na rua de Horlas n.
122.
RLA NOVA N. 4.
Nesta nova loja vendem-se bilhetes e
meios bilhetes da loteria da matriz da S.
Jos, cpie corre sexta-feira 27.
Piceos:
Bilhetes inteiros. IOsOOO
Meios bilhetes. 5^000
Vendem-se 4 escravos, sendo duas prelas, urna
deltas com boas habilidades, 1 preto de meia idade,
ptimo rozinheiro. de boa conducta, e 1 molccolc de
idade 22 annos : na rua-Direila u. 3.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazern n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : ludo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
JAPONAS E JAQUETAS DE BAETA'O.
Vende-sc por preco commodo, na loja
n. 20 da rua da Cadeia do Recife, esqui-
na do becco largo.
SACCAS COM FARINHA.
Na loja n. 26 da rua da Cadcia, esqui-
na do liecco largo, vcndem-se saccas com
superior farinha da tena, por menos
preco do queem outra qualquer parte.
GENEBRA EM FRASQLEIRAS.
Da mais superior qualidade que existe
no mercado, vinda la Hollanda, e por
precos commodos: vende-sc na rua do
Trapichen. 10, segundo andar.
Vende-se umt casa terrea na rua
Imperial, com chaos proprios, livre e des-
embaracada, com grande quintal e por
Ereco commodo: trata-se na rua da Penha
ja de calcado n. 29.
SALSA PARRILIIA DO PARA'.
Chegada de fresco ede muito boa qua-
lidade, vende-se em casa de Antonio de
Almeida Gomes iSiC, rua do Trapichen.
10, segundo andar.
Cemento romano. ,
Vende-se cemcnlo romano, chegado proiiittamen-
le de llamburgo, sendo em barricas de 12 arrobas.
e as maiores que ha no mercado : na ruada Cruz
n. 13.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Aos 10:0008000.
Na casa da Fama n. 48, alerro da Boa-Vista, eslAo
eipotlot venda os bilheles e cautelas desla lotera.
Bilhetes lOgOOO
Meios ,58000
Quartos 2r)00
Decimos 18300
Vigsimos 700
CABRIOLET.
Vende-se um cahriolel em l>om
estado, por commodo preco ; no
alerro da Boa-Vista n. 55, casa de
F\ Poirier.
Vende-se reijao mulalinho muilo novo : na
rua Dircila n. 69.
Com toque de avnria.
Madapolao muilo largo a 38000 e 38-500 a pera :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadcia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
sedaaSsOOO, 12JOO0, 14,$000 e 18J0O0
rs., manteletes de seda de cor a ll.sOOO
rs chales pretosdela muito grandes a
.S00 rs., chales de algodo e seda a
lS280rs.
I
VENDAS.
Precisa-se de um pardinhu ou innieque de 15
ais anuos, para criado de um moco sollciro; quem
se adiar ncslas rircumslancias, dirija-se ao hotel
Francisco.
Precisa se de urna pessoa livre ou csrrava pa-
ra rosinhar em urna casa de familia, tendo boa con-
duela : no paleo da matriz de Santo Amonio por ci-
ma da loja decirgueiro.
Aluga-se pan pas ca terrea a beira do rio defronle da Ponte de
I choa, rom duas salas, seis quartos, rosinha fuft,
estribara, cocheira co.n casa para prelos: a tratar
na luja da rua da Cadeia do Kecife n. 43, ou no si-
tio de Manoel Luiz Upnfalveseml'onlcd'L'cliua.
HELPOVENE DE LA!\ E SEDA
DE QUADROS A l.s",00!
Dinheiro a'vista.
Com o nomc gracioso de Melpomcnc, chegou pelo
vapor vindo ltimamente da Europa, urna rateada
de seda e laa de quadros que lem quasi una vara de
largura, c que pelo seu brilho parece ser de velludo
ilc cores, propria para vestidos de senhoras, pelo ba-
rato preco de 1300 o covado!!! dao-se as amos-
tras com penhores : na na do ttaieimado n. 17,
loja.
Vende-se um silio na .povo.icao dos Reme-
dios, junio a ponlc do mesmo nome; defronle do
lliealro pastoril (dos prezepios! com casa de vlven-
da can ores de frijclo: a tratar na rua das Agoas-
\ erdes casa n. 16, ou na rua de Borlas n. 23.
Vende-se urna escrava de narao, de idade 17 a
18 anuos: em IV.ra de Portas n. 127.
Vende-se bolacha americana muilo superior :
em casa de Davis A Companhia, mi rua da Cruz,
armazern n. 'J.
Na rua de Sania Thercza n. 29, se dir o moti-
vo porque se vende nina bonita eterava, que sabe
cozinhar, lavar, e tem principios de rngominar, he
boaquitaudcirac lambem'refina atracar.
Vcndc-se um pequeo tobradinho com um
lerreno s ilharga, leudo c-le 90 palmos de freiilc. e
arabos no principio dama do Pilar, era Fra de Por-
tas, logo adianle da intendencia, era ptimo Irisar,
deitando os rund para a rua de titiararapes, para
onde tambera fax frenle ; ludo se acha livre c de-
sembararado de qualquer onus : os pretendentes di-
rijam-se i rua do Pilar n. 125, primeiro andar, ou
na rua do Crespo, loja n. 15.
Vende-se urna escrava, crioula. de 20 anuos de
idade, de bonita figura, a qual sabe rngommar, cose
e cuzinha, nao lem virio nein achaque : ua rua de
Horlas n. 60.
Vende-sc um ravallo aa, muilo gordo c n.ui-
lo bonito ; na rua de Aguas-Verdes n. 23.
Na rua Nova n. 27. vendem se 500 meios de
sula, por prci;o commodo.
Vende-se urna carrosa e ora boi muilo manso
para a mesma, junio ou separadamente ; na roa do
Sebo, sobrado amsrello.
Vende-te nina rasa lerrea na frtaue/.irt de S.
Jos, nuil duas meias-agnas no fundo, limito bem
eoil'll inda ; assim romo nina inolnlia de Jacaranda
em meio uso, lima rommoda de jacarando, mu guar-
da-hmci deainarelln, mesas redondas para meio de
sala de pao d'oleo : ua rua do Rangel n. 56.
Vende-se urna canoa de carreira no-
va, ptima paralamilia por ser espacosa,
e de e\cellente marcha: na rua doRrum,
armazern n. 26.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
arma/.em de N. O. Reber&C,, rua da
Cruzn. i.
Vcndcm-sc 105 travs de qualidades, sendo de
40 a 55 palmos de comprime uto e de 8 a 10 polle-
_a.las ile grossura : a Iralar na praia de Santa Rila,
serrara n. 27.
Vende-sc sal do Ass a bordo da barraca Flor
do /fio Grande, fondeada junio do trapiche do al-
godo.
Vende-sc urna duzia de cadeiras, um sof c
duas cadeiras de balanrn ludo ilc Jacaranda, e um
lavatorio de amarello: na rua larga do Rosario n.
48, das Ires horas Ua tarde em dianlc.
VARSOVIENAS A 340 RS.
Vcndc-se esta rzenda de quadros largos, padroes
de alpaca de seda de qualio palmos de largura, pelo
barato picro de 340 rs. o covado, alpaca de seda de
cores a il rs. o covado, chapeos francezes a 58500,
brim de linho padroes de novo goslo a 28400 o corle:
lia rua do (.inclinado n. :t8, em frente do becco da
Congregarlo.
CASEMIHAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para palitos por
ser muito leve a 28600 o covado. panno azul a 3 c
48000, dito prelo a 38, 38500, 48. 59 c .58500, lur-
tes de casemira le golos modernos a 69000, selim
prelo de Maco a 3;?200 c 48000 o covado : na rua
do (c-pn n. 6.
O OLE GUARDA FRI til ARDA CALOR:
porlanlo, vcndem-se. cobertores de alsodao com pel-
lo como os de l.la a IsiOO; dilos sem pello a 18200;
dilos de tapete a 1200 : na rua do Crespo n. 6.
Na Liberna do Retiro, no caes do Ramos, ven-
de-se continuadamente lenha de loda a qualidade,
fin grandes c pequeas porees, agurdenle de cali-
na de primeira qualidade, Inore.., genebra, vinagre
de Lisboa muilo Corte,e oulros nhjcclos tendentes ao
mesmo eslaheleciiuento ; lambem comprain-se gar-
rafas e botijas vastas, estas a 00 rs. e aquellas a 70, c
sendo em Iroca de licor, paga-sc a 80 rs.
Gneros baratos.
Vcndem-se os getferos da laboral da rua da Pod-
ra, defronle da ribeira n. 17, conlendo porcaodc len-
ca que se vende por menos do que era gigos : vinho
engarrafado, licores finos de lodas as qualidades,
lulas cora sardinhas, cerneja branca e prela, lijlos
para limpar Tacas, inilho alpisla, e oulros muitos g-
neros perlenceutcs a taberna, que se vendem por
junto e razcdo-scalium abalimenlo para acabar.
A' 18200 RS. O COVADO.
Na rua do (.lueima m n. 38, vcndem-se muilo
ricas laas de quadros. de novo gosto e ricas cores,
denominadas .MEI.I'O.MKNK, doqualrn palmos de
largura : da-se a.'nostras deitando penhores.
Ven.le-se lio de sapalciro, hom : cm casa deg.
P. Joiuislou r\ Companhia, rua da Son-ala Nova
n. 42.
NELTOIHI DE LAA E SEDA
A 11000 rs O COVADO.
Vende-se Melpoiuene di- laa e seda de quadros,
la/euda mi\a e de goslo, pelo htiialo preco de 1> o
covado ; dao-so as ainuslras cora penhores : na rua
Nova loja n. 1(1 de Jos Luiz Pereira & Filho.
Saccas de faainha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, nova e
bem torrada: na rua da Cadeia do Recife, loja
n. 18.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-se os melhores scllins qoe
lem vindo a este mercado, com seus
competentes freios etc., lambem chi-
cotes para carro, homem c senhora, por
precos muilo mdicos: no escriplorio
ou armazern de Eduardo H. VVyall,
rua do Trapiche Novo n. 78.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS'.
Anda a roda infalivelmente no dia 27
do corrente.
Aos 10:0008, 4:0003 e 1:000 res.
Na casa da Fortuna do alerro da Boa-Vista n. 72
vendem-se os mu acreditados bilheles. meios e cau-
lcla< do cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira.
Os bilheles e cautelas nao sofrem o descont de 8
pur cont do imposto gcral nos (res premios grandes
Bilheles 118IKK) recebe por inlciro 10:0O0sO0()
Meios ,V;500 idem 5:0008000
Oiiarlos 28800 idem 2:5008000
Oilavos 19500 idem l:250s000
Decimos 18300 idem 1:00OcO0O
Vigsimos 8700 idem 5009000
MIUDEZAS BARATAS.
Vcndc-se na rua da Cadeia do Recire n. 19, sapa-
los de conro de lustre para senhora a 18 rs. o par,
ditos de m..11 oiiiiini a 600 rs., dilos para homem a
800 e 000 rs., bolics de agalh para rami.-a a 200 n.
a sroza, linha de rores a 1. dila branca de 800 a
18200, papel de peso muilo hom a 28100 c 28500 a
resma, peulcs para alar cabellos a 240 rs., ditos lino-
a 8110 e 18. col veles a 60 c 90 rs. a caina, bicos, lilas,
allinctcs de lodas as qualidades, agulhas, lina- de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
Ihesouras linas c ordinarias, pulreiras de ouro fin-
gjndo de lei, carleiras para baile, peneiras de ao c
oulras militas cousas por precos muito cm conta.
Vcndc-se uina taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista ii. 47. que vende muito para a Ierra, os
seus fundos sao rerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador asim llie convier :
a Iralar junto a Alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazern u. 21.
Completos sor ti mentos de fazendas de botn
{jost, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volta para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cainhriiia.de
seda com barra o babados, 88000 rs. ; dilos com
llores, a 7.J, 98 e 108 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 118 ; cortes de cambraia franceza muilo 11-
na, li\a, rom barra, 9 varas por 1W*500 ; corles de
eassa de cor cora Ires barras, de lindos padroes,'
39200, pecas de cambraia para cortinados, com s i,
varas, por 38600, ditas de ramagem muito finas, ji
69 ; cambraia de salpico* mudinhoe.branca e de cj
muilo Hila, &KIH)rs. avara ;aloalhado de linhoacol-
\oado, 900 a vara, dilo adamascado com 7)i pal-
mos de largura, 28200c 39500a vara ; nanga ama-
relia li/.a da India muilo superior, a 400 rs. o cava-
do ;corles de rllele de fu*lu alroxoado c bous pa-
droes linos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
a 360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, 1600 r?.
o par ; ditas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vende-sc vcllas de cera de carnauba leitas no
Araealj de 6, 8, e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadcia do Kecife n- 49, primeiro
andar, 9
PIBI.ICACAO1 RELIGIOSA. '
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres rapuebinhos de N/. da Pe-
nha desla cidade. augmentado com a opvena da Se-
nhora da Cnnceirao, e da noticia hiorira da nie-
dalba milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-so iinicaineule na livraria n. 6 e 8 da placa da
independencia, a 184)110.
Vcudc-sc um ptimo cahriolel de duas rodas
e sem cubera, purein cora lodos os seus arreios:
na i ua de S. Francisco, cocheira de Paula 6: Silva.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
se a 36^000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. R.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rol tilos
das garrafas sao azues.
c*e@_
Vcndem-se ricos pianos com excedentes vo-
zes por prcQos commodos: em casa de J.C. Rabe,
rua do Trapiche n. 5.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando oa
de lila, a 19400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vcndc-c panno prelo i "28400, 28800, 3,
39500, 48500. 58500, 68000 rs. o rovado.dilo azul, o
28. 28800,48. 68, 78, a covado ; dilo verde, 28800,
39500, 48, 5 rs. o covado ; dilo ci'ir de pinhao a
48500 o covado ; corles Je casemira preta Irauceza e
clstica, 78500 e 88500 rs. ; ditos com pequeo
lpfeilo.ii 68500; dilos inglezenfestado a 58000 ; dilos
de cor a 48, 59500 69 rs.; merino prelo a lg, 18400
o covado.
AseneUde Edwia Hao,
Na rua de Apollo n. 6, armazern de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons .sorti-
mentos de taitas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horitontal para vapor com forca de
i cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de Oandres ; ludo por baralo prceo.
REI.OIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo : no arma-
zern de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do Ke-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, poi
preco commodo: na rua do Amorirn n
il, armazern de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se encllenle laboado de pinito, recen-
lemenle chegado da'America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entenderse com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorirn n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas Irancezas a 520 o covado.
Na rua dn Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendcm-sc cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
PIANOS.
Vcndem-se ricos pianos com cxcellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Scbmettau &C, rua do Tra-
piche n. 5.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velba, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conlat.
Bepoiito da fbrte de Todo* m Santo* na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pes de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai xas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho doRheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 3.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles viudos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escoro, ',
Madeira, ***' ..
em cai'.inlus de urna duzia de garrafas, e ,i vista da
qualidade por preto muito em conta.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vendem-se duas batanis grandes, nm braco e
pesos de urna e duas arrobas, lodo em bom estado:
na rua llireila n. 75.
Vndem-te 3 casas terreas, por prec,o commo-
do, na rua da tundirn cm Santo Amaro ; a Iralar
ua niesma rua con Jos Jacintho de Carvalho.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Corre indubilatelminle na texia ftira 27
de outubro.
v Aos 10:0009000, 4rfXfJ0O0 e 1:0009O00 rs.
Na rua da Cadeia do Recife, toja de cambio de Vi-
eira n. 2.1, vcndem-se o mui acreditado bilheles e
can lelas do cautelisla Salusliano de Aquino Ferrei-
ra. Ot hilhelet o cautelas nilo solfrem descont de
8 do imposto geral noa Ires primeiros premios
grandes.
Bilhetes. II9OOO 10:0001000
Meio. 59500 5:0009000
Olanos. 2S800 5009000
Oilavoa. 19500 1:2509000
Decimos. 19300' 1:0009000
Vigsimo. 9700 5009000
Verldem-se em casa de S. P. Johnss
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinha./'
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
GRANDE SORTIMENTO DE BR1NS PaR\
CALCAS E PALITO'.
Vende-se brim (raneado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 e I9OOO; dilo mesclado a
19100 ; corles de fuslao tira neo a 400 rt.; dilos de
cores de bom goalo a 800 rs. ; ganga a marelia lita da
India a 400 rs. o covado ; corles de casta chita a
2S000 c 292OO ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; ditos pequenos a 360 ; loalhas de panno
de linho dn Porto para rotlo a 149000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 1OBO0O ; guardanapos lambem aleo-
nados a 33600 : na rua do Crespo n. 6.
FAZENDAS DA MODA.
Clialy da India, de quadros, de la e teda, fazen-
da para vestidos, do melhor goslo e qualidade qoe
m!,n1'."d0,a"!a pra-a: no ,obn,d0 amarello, nos
Mainiranios da roa do Queimado, loja n.29, de
Jos More ir, 1 Iones. '
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 5 excel-
entes piano vtndos ltimamente de Bam-
b rgo.
Vendem-se no largo do Livramenlo n. 20, s
verdadeirat entadus do Porto, ralbadas d'aco, em
Mrtudc do que lem 1 vantagem de'corlar a r'aiz de
qualquer pao, e durarem o duplo das oolras.
9 Deposito de panno de algodao da
a fabrica de todos os santos na 5
9 Babia. g
?| Vende-se esle bem condecido panno, pro-9
t prio para saceos e roupa de escravos ; no es- fj)
9 cnpioiio de Novaes & Companhia, na roa do m
& Trapiche n. 34. au
*** $
NOMDADE.
Clwly de quadros para vestidos, fazenda bellissi-
ma e de goslo muilo moderno a 15000 o covado : na
rua do Queimado n. 46, loja de Bezerra 4 Moreira.'
Vende-se na rua do Crespo, loji ama-
relia r.. 4,
palilosde alpaca prela trancada a 79000, dilos de
bombazim preloe de corea a IO9OOO, dilos de panno
lino de cores.a lgOOO.
Na rua do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlat mil 't qoinhentos massot
de conlat de vidro lapidadas a 160 rt. rada mateo, e
70 duzias de caitas de massa para rap a I92OO a
duzia.
ka do tmpeh k m '
Em casa de Patn Nash & C., lia pa-
ra vender:
I Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos ate 1
3 polegada.
3 Champagne da melhor qualidade
jgj em garrafas e meias ditas.
B L'm_piano inglez dos melhores-
5E880E3888B8E i
Vende-se um exccllente carrlnho de 4 rodas
mui bem construido, eem bom estado ; esl. eipaalo
na rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes esamina-lo, e (retar do aju(e
com o mesmo senhor cima, ou ua rua da Cru no
Recift n. 27. armazern.
Moinhos de vento
com bombasde reputo para regar horlas e baia,
decapim, nafunrifaSde D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto ChristaO.
Sahio a luz a 2.* edicto do livrinho deuotninado
Devoto ChristSo.mais correcto e acrescenlado: vnde-
se onicamenle na livraria n. 6 e 8 da prac.a da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um trj panno, mnilo grandes e '
de hom gosto : vendem-se na roa do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vcndc-se urna balanca romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazern n. 4.
POTASSA BRASILEIRA. 9
Vende-se superior potassa, fa- tty
bjiicada no Rio de Janeiro, che- h
gada 'ecentemente, recommen- u%
da-se aos senhores de engenho os ^
seus bons clleitos ja' experimen- 1
tuilns : na rua da Cruz n. 20, ar- WM
mazem le L. Leconte Feron & w
Companhia.
Vendem-se relogios de ouro e praia. mai
baralo de yie cm qualquer oulra parle
na praca da Jjidepeudencia n. 18 e 20.
Na 61a
do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
scjam,:quorilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corle, 1
Na rua do Cres|u>; loja da e-quinn que volla para
a Cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
No dia 20 do corrente desnppareccu do abaito
assignado a sua escrava, crioula, de neme Tlioma-
zia, muito conhecida nesla cidade, conduziudo clao-
destiuamente loda a roupa do eu oto, e bem assim
a qnantia de 3179000 em tedulat que roubou ao
abaixo assignado : roga-se as autoridades policiaca
ou qualquer petsoa que a pegar, baja de leva-la ao
mesmo, na rua da Aurora n. 28, que serao genero-
samente gratificado. Ha nolicia de que a mesma
escrava se acha acornada em certa cata ahi para o
Hospicio, pelo qoe protesta desde j o abaito asig-
nado proceder com lodo o rigor contra quera quer
que a tiver acoolado.
Cwlodic Alce Roiriaues da Cotia.
Desapparecou na tarde de lerea-feira, 17 do
corrente, uina preta, crioula, de nome Maria, cor
fula, altura regular, secca do corpo, feiees feias';
levou vestido de cliila encarnada com palmas tnis-,
das, camisa de algodaozuiho e panno da Cotia,atur
com malame brauco, enndutio um balaio e uth lac-
eo bramo com algum dinhc'ira de cobre : quem a
pegar ou souber noticias dalla, leve-a a ma de San-
la Rila, sobrado de um audar n, 86, que ser recom-
pensado do seu (rabalho.
, Desappareceu na noitedo dia domingo para
amanbecer na segunda, pelas 8 horas da noite a es-
crava crioula de nome Josefa, reprasenla ler 20 a
30 anuos, com os signaos seguinles : leven vestido
de algodao azul, panno da Costa vclho, cor bem pre-
la, todos os denles, e lera o umbigo grande ; esta es-
crava veio remeUida pela Sr.> dona da engenho do
Forno da Cal era o Olinda, para ser vendida.
No dia 9 do'corrente mez desappareceu o mu-
lato Aleaodre do abaixo assignado, cora ot signaes
seguinles: alto, secco, qoe representa 20 a 22 annos,
bonita figura, com nm signal em um dos olhotque
fechado deixa apparecer o tignal de urna Aslnla, le-
vou camisa de algodflo e ceroula do mesmo panno,
com um gibo de couro de ovelha, fugio de San lien-
to de (iaranhons, lomou a estrada do Recife, fof vis-
to em San Joao dos Pombos, passou em Sanio An-
io, he provavel que esleja nesta prara, pois sempre ,
leve vontade de sentar praca assim fosse forro, e por
Isso recommenda-se a lodas as autoridades e capitn
ide campo a appreheoc,5o do dito mulato, e entender-
se com o procurador do abaixo assignado nesla cida-
de o Sr. Rufino da Costa Pinto, que fica com poder
para dar o destino ou vende-lo.
Joo Ro4rifum.it Hatao.
Esta fgido desde 23 do rara paasado, o prelo
de nome Alexandre, de idade 25 annos, estatura al-
ta, corpo rel'orcado e bastante sellado, quando anda
deita a barriga para afrente. Este escravo' foi do
franca Melequer, do Rio Doce, onte he muilo co-
ndecido, assim como em Olinda ; ha noticias de que
lem sido encontrado na estrada da Roa-Vista para
Olinda pela rundioao ; as raesmas noliciat ja deram
de que -linha sido encontrado no lugar de Marangua-
pc e Pampa : roga-se as autoridades deles lugares
e aos capitaes de campo a captura .do mesm6 prelo,
que se gratificar bem : na fundicao da rua do Brum
n. 28.
Pelas (i 1|2 horas da tarde do dia 22 do corren-
te, desappareceu do sitio do padre Joao Capislrano
de Mendonea, na Capunga, a escrava, crioula, de
nome Maria, com signaes seguinles: cor fula,'ca-
bellos carapinhados, rara redonda, beieos grossos o
nariz chalo ; tem os pes apalhelados, c cima do
tornozello do pe dimito urna cicatriz de queimadu-
ra ; altura regular e bastante gorda : quem a ap-
prehender, leve-a a rua Nora n. 51, que sera recom-
pensado.
Desappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
rrioulo, de nome Antonio, que rostoma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerino, e inllular-se forro,
he muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no.engenho Cail, comarca de
Sanio Aiililn, e diz ser nascido-no serian do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinha-
dos, c6r um puuco fula, olhos escores, nariz erando/
e grosso, bcic,os grossos. o semillante nm pouco f /
diado, nem barbado, porm nesla occasio foi coV
ella rapada, com lodos ns denles na frenle ;. levff.
camisa de madapolao, caira, e jaqoela branca, cha-
l%
I
*
el
1
peo de palha com aba pequea e umt Irouta de rou-
pa pequea; he de suppi'r que mude ule Irage: 'ra-
ga-sc porlanlo at autoridades poliriaes e pessoas ar-
lirulares, o appioheudam e tragara nesla pra;a do
Recife, na rua larga do Rosario n. 21, que te re-
compensar muilo hem o seu Irabtlho.
l'ERN. : TV. DE Al. F. DE FARIA. l&M-


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