Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01323


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Full Text

ANNO XXX. N. 245.


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A.
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i
\
Por 3 mezes atilintados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
CUARTA FEIRA 25 DE OUTUBRO DE 1854.
"*V
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SIJBSGR1PCAO'.
Reoife, o proprietario M. F. ile Karia; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
diinca; Parahiba, o Sr- Gervasio Viciorda Nalivi-
ilado; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AnloniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Mamullan, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 1/2 a 27 3/4 d. por 1
Paris, 358 rs.por 1 .
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, t 1/2 0/0 de rebate.
Acgoes do banco 40 0/0 de premio.
da conipanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de letlras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 295000
Moedas de 6S400 velhas. 169000
de 69400 novas. i (i8000
de 4*000...... 0000
Prala.Patacoes brasileiros..... 19040
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira as horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas eqiiintas-leiras. lOulubro
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
'uizo de orpbaos, secundas e quintas s 10 horas.
I." vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quarlase sabbadi.s ao meio dia.
EPIIE.MERIDES.
6 La cheia s horas, 18 minutse
48 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manbaa.
21 La nova as 7 boras, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
IMAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Joo Capistrano f. ;S. Joao Bou
24 Terca. S. Haphael Archanjo ; S Sptimo m.
25 Quarta. Ss. Cbrispim e Chrispiniano irs. nirn.
26 Quinta. S. Evaristo p. ; S. Rogaciano m.
27 Sexta. S. Elesbo imperador; S. Capitulina.
2 Sabbado. Ss. Simo e Judas Thadeo app.
29 Domingo. l.'Trasladacao de S. Isabel rai-
nha v. f : S. Benvinda v.
EXTERIOR.
FRRNCA.
O alto preco da carne.
O Kcho aijr'ivuln a-segura que se traa seriameiilc
dr novo da quesillo relativa i lihenlade do commer-
cio de carnes verdes cni Pars, c aocrescenla que o
conselbo de estado torna a oceupar-se rom isso. e
que a seccao a que est altela a quesillo cscolheu
o Sr. (".arniiilel para cu relator. Esle objecto inte-
ressa muiloessciioialmenleo consumo geral da F'ran-
<;a, digamo-lo melhor, a ecomimia publica do paiz.
Pos isso vamos dispender com elle algn Ililil>
lia mais de cinco anuos que a queslao da liborda-
ile dos acougues volla peridicamente ordem do
di. Ella deu orcasao a um inquerito solemne,
lauto no interior da Franca, como nos lugares viz-
nho ; loi debatida no congressn central de agricul-
tura, deu causa a um relatorio digno de loda a con-
slderarAo pelos dado qoe cncerra c pelo nomc de
sen autor, oulr'ura ministro da agricultura e do com-
mercio, e entretanto anda se ada pcndenle.
A dele/a e o ataque ao privilegio gyram em um
circulo de ideas batidas e rebatidas. Os partidistas
do monopolio dizem que elle presin grandes servi-
dos ; que por elle a carne se (urnou mais sbiiudantc,
mais barata, de melhor qualidade do que jamis o
leria sido -.oh o imperio da liberdade Absoluta : os
adversarios prolendem o contrario, e an lado do*
aeuugue privilegiados mostran os acougues livres
dos subuibios de Paria, no quaes i carne he lao boa
como a da cidade ; accrcsccntam que os acougues
livres pagam o gado lAo bem como pagam os privi-
legiados ; que a carne que vendrm lie sempre ssa ;
que pesaro-na com o memo escrpulo ; que a ven-
ili'in igualmente barata ; e que ciiilim entre oacou-
gue livre e o acougue privilegiado nao existe dlHe-
icneu alguina apparente. Se assim ha, dizem elles
por lim, para que estabelecer privilegios'.'
A i :on< lu-ao he seguramente muilo lgica, mas
0 raciocinio pecca pela base. Com elTeito elle parte
deste ponto, que o lalho livre crln Uo Ijoa carne e
1 vende lu barata como o acougue privilegiado :
isso ja he muilo ; mas ser bstanle '.' A causa dos
lalho livres seria fcilmente ganha te e pudese
demonstrar que cortam melhor carne, e que a ven-
den! mais barata. Mas desde quo ludo se rc-
lar-teque nao existe Milterenoa algmna apparente
entre as iluas clascs, cumprehondemoi que o gover-
no hesite, e por sua vez pcrguiite Para que sup-
primir o mouopolio a favor do qual se lem desen-
volvido tantos direitos consagrados ?
Nao permuta Dos que jamis nos facamos advo-
gados de um privilegio qualquer que seja ; nos-os
principios em materia de libardadcs sao couliecidos,
e expressamcnle declaramoaque a esle refpeilo nilo
admittimos a menor reslricjilo, excepto a das cau-
telas que se devem guardar na passagem de um sys-
lema a oulro, fazendo soffrer o menor prejuizo pos-
sivet aos inlercssados que dcscancavam na fe dcan-
ligo regulamcntos pblicos. Mas jeteamos que lia
erro quando se insiste em ver nicamente ua liber-
dade dos acougues a mola da queslao da carne ba-
rata ; nao tmenle esta nao he a queslao capital,
romo at vera a ser a sua feicao mais mesquiuha.
De faci, o commercio do corle dn carne em l'a-
ris nao esta exclusivamente collocado sob o rgimen
de privilegio. A venda pelas ras, com aperfeicoa-
mentos que a innncipalidade de l'aris Ihe addicio-
nou uestes ltimos lempos, lem em verdade escan-
ciado quasi a porta liberdade. Nao a os acou-
gues livres dos suburbios te-m lido por isso largo
acre-so no abastecimento da capital, mas nelle par-
ticipa anda amplameiile pelos fornecimeulos de in-
nuineras casas que pode fazer nos quaileiies vizi-
nlios das barreiras, subreludo nos de Batignole,
Moulniartre, Chapell de St.-Dinis, Bellevillo, etc.,
ele. Se pois semelhanle meio nao trouxe a Paris
carne em maior abundancia e mais barata, he que
por certo o nial lem causis de oulra ordem e mais
geraes. Alin disto nao he indiferente tembrar
que cni l>oiii numero dos grandes centros ilo consu-
mo urbano, laes como Kuao e o Havre, por exem-
plo, viziuhos dos lugares de criacao de gado, o corle
decante he inteiramenle livre, e entretanto o con-
sumo da carne nao est uelles em inelhores condi-
jow du que em Paria.
Km-' verdade he mislcr ser ceg para i|ue, procu-
rando a grande cansa da caresta da carne, nao se
atiente logo ua venladeira, que he a criacao do ga-
do as cundir/es que o rgimen, chamado protec-
tor, Iraoou como urna especie de murallia em (or-
no de uossos criadores ; e a proposita, pedimos per-
inissao para submallermos aos juues da queslao o
fragmento seguiule de um artigo que adiamos em
um dos numero do Correio dos Untados Unidos:
Os caminlias de ferro, os canaes e os barcos a
vapor que sulrem em todo o sentido o norte e o oc>le
dos Eslados Unidos, sio constantemente carregados
de urna quantidade inmensa de provises, cuja
maior parle vom ter ao mercado de New-York. Al
do interior dp Wiscousin os fazendeiros niandam
cidade imperial todos o productos de suas posses-
scs, mesmo milheiros de ovos. Qucm pedera
i re quo com semelhanle afliueucia de vveres o
sen preeo no mercado de New-York he sempre
alio?
i Os marchame* reunidos um diadcsles em Bull's
Mead, puzeraui o gado a um preco que elle nunca
chcguii ilosde IMJ9, por oecasi.Vi da grande especu-
lacSo do alraveuador Sleinlierger. Este Sleinber-
ger comprou todo o gado do Estados l'nidoa, c poz-
as depoa adietar le a lodos os rorlailore da U-
niao. Sua realeza, he verdade, durou pouco : a pe-
zar de seus gigantescos calculo, Sleubergcr dahi a
pouco lempo quebrou, apreaenlaiulo um passivo de
milhao e meio de dollar(3,TO0cont), floje o mer-
cado nflose acha, que o saibainos, s ibinellido a um
atraca/amento deste genero ; mai 01 marchantet
rnlendem-se un* com o OM/ro fV Um, i/ue do
rrgrat ao mercado como an .i Uomem.
9.
k FAMILIA AIBKV. (*)
Por Paulo Mauricr,
Segundo o proco por que se venda anle-hon-
Icm o gado, a libra de carne dos lugares peiores de-
ve ficar ile boje em liante a l<0 cent. (192 rs. ao
cambio de 320 rs. ), Quanlo ao rosbif e ao bifleck
{lomho, elc. ser fortuna se nn exceder de 300 rs.
Iloulein os pe.lacos escolhidos, conhecidos pe-
los nomos de porler house tlak cuslavam i."i rs. a
libra.
Procurar carneiro, he cali ir de Sylla em ('.harj'-
bdes: he mesmo dillicil ter ossos para sopa a razdo
de 200 rs. a libra, n
Se mesmo us Estados Unidos os marchantes eu-
tendein-se Ido bem quedan regras ao mercado como
um lioiuem, o que nao succedera em Franca ?
Nos Estados Unidos, pela forca das colisas, os cria-
dores lem um monopolio de fado ; em Franca, pe-
la muta le do legislador de 18IG. c nos termos de
urna lei cojos effeilos eslao apenas suspensos ha al-
guus mezes, lem elle um monopolio du direilo.
Sabemos hem que se argumenta com o pouco ine-
llioramenlo que o syslema transitorio lem introdu-
zidn no preco da carne, para lirar-se como cuuclu-
sao a inellicacia da liberdade em semelliantc materia;
mas ja lizemns observar quanlo seria temerario jul-
gar aulcci|iadamenle, pelo provisorio, das conse-
quencias da permanencia da liberdade. No domi-
nio dos dircilos prohibitivos o criadores sao senho-
re absolutos da prodcelo, e entendem-sc perfeila-
ineiile mis com m oulros para darem, como um s
hoiiiem, Iris uo mercado, de lal sorle que elle nao
lome urna extensao que traga o abaixamculo do pre-
co. Se a liberdade fus.-o constante e duravel, cs-
labelecer-se-hia em toda a liulia ras centros de produccao, cujos criadores viri.nn
disputar aos nossos criadores indgenas os favores de
nosso mercado interno. Nossa produccao nacional
odrera sem duvda os efTcilos desla concurrencia,
se ficasse nos limites em que esl boje. Mas nossos
criadores nao scriam l.io ineptos que se dcixassem
supplanlar pelos rivaes; criariam em maior escala
para cobrar pela quantidade a depreciacao de cada
caneca, e no lim de coutas lodos ganliariam, pro-
ductores e consumidores.
Eis-aqui, segundo nossa ooiniao, sem impedir is-
lo que e prosiga quanlo for possivcl para a liber-
dade do corle cni lo los ns pontos do territorio, qual
he o lado porque convein principalmente ferr hem
a queshlo, se se quizer adiar a razo dos males que
Iraz o privilegio.
(Journal du llacre.l
(Correio Mercantil do Rio.}
CAHNES VERDES EM PARS.
Em una Memoria, datada de 8 de jiinho passadn
o prefcilo ilo Sena acaba desubmcller ao exame da
eomiiiis-an municipal umprojeclo de decreto relati-
vo reorganisaeao do commercio das carnes verdes
em Pars. Antes de dar milicia a nossos le ore- das
principies disposicoes desse projeclo que muda ra-
dicalmente o rgimen actual desc commercio, jul-
::amos opporluun dar a historia dessa iusliluirao,
que lao imporlanle lugar oceupa no aprovisiooa-
inenlo ila capital.
O priineii'us actos conservados no archivo nacio-
nal acerca da coiporaeo dos carnireiro de l'aris
sao cartas patentes asignadas pelo re Philip|ie Au-
gusto. Tem ellas dula de 1182, e asseguram de um
modo oflicial aos raruireiros a mantenca dos seus
privilegios, que ale ah nao tinham sido senao usos
c coslumes Iransuiillidos, com a Iradie.ni, de fami-
lia era familia. Nessa poca o commercio das car-
nes verdes fazia-se no adro de Nossa Senhora, perlo
da igreja de S.-Pedro-aos-Bois. Ao depois cslabe-
leceram-se oulros acougues em Ionio da igreja de
Sanl'Iago da Carnicera defrontc do (iraude-Chalelel.
Esses acougues recebinm uas provisoes ilc dous
mercados, um, o de bois e porcos, era em Champe-
aux, ilo he, no hairro actual dos Innocentes ; o ou-
lro, o do- carneiro, fleava i beira do rio, alm do
velho l.ouvre.
No serillo XIII os carniceiros formavam urna clas-
se distiucla na burguczia. Um acougue passava em
cada familia de vario em varan, com evclusao das
rilliBs. Os carniceiros elegiam um chefe chamado
meslre ratiriceiro,que, vitalicio, exercia jurisdiccalo
absolola sobre ns mais carniceiros. Quando carni-
ceiros livres vieram estabelecer-se nos arredores do
(iranile-Cbalelel. sua \ i/inlninca e sua concurrencia
lizeram uascer entre elles e a curporacio sanguiuo-
lenlos coiillirlos, que duraram al que os acougues
nao privilegiados cahiram igualmente em poder du
anlgos carniceiros. leudo sido reunidos em um s
recinto lodos esses acougues Je diversa origem, lo-
inou esse lugar ii lime de tirando-Carnicera, e
por muilos serillos o conservnu.
He sabido o papel que representaran! os carni-
ceiros em l'aris no comeco do XV serulu, no rei-
nado de Cailos VI, .luanlo a rivalidade dos Ar-
magnacs c dos lio muimos ; a novilla e o thealro
popularisaram o nomede Simao Cabuche, esfnllador
de prolissJo, que fo senhor de Paris por conla de
Joao Sem-Medu, duque de Borgonha. Depois da
derrota dos Cabucbianos, um decreto de 13 de maio
de ll< ordenan deinolicao da Grande-Carnicera
al o ras do clio >em conscrcar coma alyuma.
Pelo mesmo decreto a communidade dos carniceiros
foi abolida, c esles, m.....los em urna e a mesma
corporacao^ deviarn dahi em dianle ser goveruadus
como as mais corporares de oflicio. Foi lambcm
eslaluido que quatro novos acougues se eslabelcccs-
sem um no mercado de Beauvais, outro dianle da
igreja de Santa l.cufreda, o terceiro perlo do Peque-
no-Chalelet. e o ultimo junio do cemterio de S.
Gervasio. Todava pouco durou sse rgimen ; us
Armagnacs foram por seu turno derribados, e um
decreto d* agoslo de 1418 restabeleceu a (irande-
Carniceria em sem amigos privilegios. Ao depois
o acougues dessa communidade leudo sido concen-
trados ua raaos de quatro ou cinco familias, por
morle dos anligos possuidures sem descendentes va-
re,os chefe- des-as familias, enriquecidos pelo mo-
nopolio, de- icnliarsin evercer pcssoalmeule, e ar-
reudaram os seus privilegios a companheiros que,
TERCIiIRA l'AKTli.
A CRITICA NO AMOR.
VIII
Nessa manhaa Marlha, ilepnis de um sorano paci-
fico, desceu lendo o coulenlamenlo no coracSo e o
o ri-o nos labios. Seu peito de ordinario opprimi-
do, respirava livremeute. e pela primeira vez desde
muilo lempo ella gozava jumamente a alegra que he
a tanda da alma, e a saude que he a alegra do
com.
Nao foi ella, pnrm Pedro quem pcrgiinlou pri-
iiienaun nir por Nalalis.
Elle |wrtecipa-iin-, respomleu Leonardo, que
piovavelmenle so vollar ainanlula.
Acaso vai elle tornar a caliir na loneura '' di-se
Pedro.
Marlha licnu ao principio algiim lano admirada ;
mas depois lianquillisou-se. Todos eram por ella
como de costume. nada pareca perturbado na casa
c o dia passou-se em paz.
As tres llora-, Brgida sabio para fazer as provi-
so-. < om quarto depois o porlciio foi ao quarto Je
Marlha euiregur-lhc ulna carta que um inensai;eiro
liuiivera para ser-lhe entregue sem demora em man
pi..|iiia.
lendo tratado por preco elcvadissimos, impuzeram
an povo de Pars procos exorbilaules por carnes de
ruim qualidade.
Urna senteuca do parlamento intervi enlncm da-
la de de maio de 1810, ordenando aos propriela-
rios de aconges exercerem pessoalmente. A resislen-
cia deste lornou intil a entonen, lano que o par-
lamento leve de adoptar om meio termo, que conss"
lia, tolerando a intervencao dos arrendatarios, em
exigir que cada acougue fosse alugado s por um an-
uo por autoridade da justica, por proco antecedente-
mente approvado pelo rei e sem que esse preejo pu-
desse ser excedido.
Nesta poca as rezes destinadas ao acougues eram
levadas ao mercado especial do Champeaiix ; mas
oulros pequeos mercados havia tambera nos arre-
dores, o que. espalhaudo o aprovisiuiiainenlo, fazia
subir o preco da carne. Para remediar a esse in-
convienle, o preboste dos mercaderes mandou que
lodo a gado trado para a capital, seria posto ven-
da nos seus proprios mercados, e ao mesmo lempo
foi prohibido aos carniceiros compra-lo em oulra
parte. Tal he a origem do privilegio dos morcado.
de Sccaux c de Poissy. A mesma poca vio igualmen-
te nascerainsliliiicaodu jurados vendedores, encar-
roados de regular as relares dos carniceiros e dos
foraneose de prever aoabasleciiueulo da cidade. lira
cas a essas medidas, o mercado de Paris, que era s
quartafeirase aos sabbados, linha sempre abundan-
cia e aprcscnlava 2 a .1,0011 carneros, 1,000 a 1,200
bois e varea*. ).acou-se eulSn o imposto de um sold
por libra em cada rez vendida no mercado de Paris
priicurou-.e tambora laxar o preco da carne para
impedir que os carniceiros, com fraudulento conloo,
1 elevasscni a preco exagerado ; a experiencia pnrm
nao lardn a provar que a liberdade do commercio
dara mais fcilmente do que qualquer outro sysle-
ma meios de prevenir laes abiuos_Emfim foi prohi-
bido aos carniceiros Icrem mais de um acougue, para
que a concurrencia ntreos vendedores fosse seria e
aproveilasse ao publico.
Havia um systema completo nessa diversas me-
didas, e para scnta-lo em bases duradouras Henri-
que II, em juulio de 1330, publicou um decreto que
maiituha os carniceiros nos seus antigos privilegios.
Outru decreto de fevereiro de 1587, publicado por
ilenriquc III, tentnu niodilicare-sa estado de colisas
pordm urna senlcuca do parlamento manleve o decre-
to de 1330, e fui elle anda mais continuado por ou-
lra senlcuca do Chalelcl de 12 de Janeiro de 1590.
Mandava alera disso es*a senleuea que nnmeassem os
mestres carniceiros quatro jurados de dous em dous
anuos para governar a rommiiuidade. Os mestres
deviam visitar as carnes espuelas nos acougues, vigi-
ar que neiiliui-ij rez doentc ou mora teme prove
lada para a venda ; deviam igualmente, desde Pas-
coa al San-Remigio, visitar as carites que snhras-
sein da quiula-fcila ao sabbado, para impedir que,
se estivessem avariadas, fossem vendidas. Tudas
essas rcsoluccs foram confirmadas por seulenca do
parlamento de 25 de Janeiro de 11,5:1, e maulidat,
sem ronsideravel alleraean, at a revnlucao de
1789.
Nessa poca, leudo sido abolida as corporac/ies
|>ela a le de 17 de mareo de 1791, lurnou-se livre o
commercio das carnes verdes. sSo sabidos os desas-
tres que Irouic cssa liberdade, e qnaulos vezes a
fome veio accrescer as desgranas da capital. Hor-
rve desorden seguiram-se, diz o relatorio apresen-
lado ao rei pelo minislerio do interior, precedendo
o decreto de l8deoutubro 1829 ; a carnes corrup-
tas foram vendida pelas ras, e pelas pracas, at nos
corredores c portas das casas ; ah um espectculo
asqueroso e urna enorme perda de materia, n Em
breve mesmo (albou de todo a materia : exhausta- a
Sologne e a Picarda, orden.ui-se a compra de gados
na Allemauha e na Suissa, e t,186 bois foram com-
prados para consumo de Pars, c anda foi nrcessa-
rin snjelar raeao o habitante de Paris, queso rece-
bia meia libra de carne dua vezes por decada sobre
cartas das coinmssOe civis. Ao cabo de muilos au-
no- desse estado de auarchia, um regulamenlo da
junta central de2i Morcar auno IV, prescreveu algu
mas medid.s propria* para fazer eessar, dizia. as
lesordens que e haviam inlroduzido no commercio
das carnes verdes, e que por lim de ludo o arruina-
riam. Depoi a 3 termidor do anuo V. c a 9 ger-
ininal do auno VIII, appareceram oulros decretos
dando alguma rcgnlaridade a esse commercio que
uceupava mil c cem carniceiros.
Todava nao foi realmente orgauisado esse sen ico
scuSo pelo decreto dos cnsules de 8 vindimario an-
no XI. Esse decreto iusliluio um yudicato, deci-
di que ninguem pudesse exercer ou abandonar a
proficuo de carniceiro scmlicenca do prefeilo de po-
licl#, ioipz caucan aos carniceiros, creou urna cai-
x com os fundos dessai cauees para auxiliar os car-
niceiros que sollressein perdas no seu commercio,
prohibi a venda de rezes para abastecimento de Pa-
rs fra dos mercados aiilorisado. prescreveu que to-
do acougue cstivesse sempre providode carne, eem
fim encarregou o syndicalo de redigir um projeclo
de estatutos c de regulamenlo para o rgimen e dis-
ciplina interior do matadouro. O decreto de vindi-
miarin foi completado por um decreto do imperador
de (i de fevereiro de 1811, que instiluio a caita de
Poisey, e reduzio a 300 o numero des carniceiros.
Eotto enlrou esse commercio no seu eslado normal,
c a ordem e a abundancia substituirn! a coufuso e
a penuria.
Em despeilo drases progressos, pareca ter de ser
esse rgimen meramente provisorio, pois um decre-
to real de 9 de oulubro de 1822, acrescentando ao
decreto de 1811 algmasdisposieoe especiaos, dizia
uo art. 2 que dentro de tre mezes seriara proposlas
as medidas definitivas que podiam exigir as necessi-
dades do consnmo de Paris, em referencia s carnes
verdes. Entretanto as cousas assim ficaram at o de-
creto de 12 de Janeiro de 1823. Apezar dos felize
multados do decreto de 1811, inlroduzio esse oulro
decreto um rgimen lodo novo, declaron Ilimitado o
numero do acougues, suppriinioo syndicalo, elevou
[] Vide Diario n. 211.
Marlha abri vivamente a carta e leu o seguiule :
u Marlha mea pai e ininha mi sabem ludo, e
de*lerram-mc de Paris. de tua vista, da vida. Fize-
raro-me pausar loda esla nuile liemeudo c cliorando
a seu pos. Elle failava-me como mu juiz, e como
ura pai atormeiilaiido-ine ao inesino lempo a cons-
eiencia e o enraca. Ella, ah Toi islooque mais
me aflligra ella nao leve torca- para dizer-mc una
palavra, nrm lauear-mc um olhar. De manhaa par-
t sem um heijo ilclla, sem um apello de m.i., de meu
pai, seni um olhar leu. Sahi vergonhoso, opprim-
chei esa porta que larrea nao passarei mais. Tua
janoll.i eslava fechada, loda a casa muda. Ninguem
iftsss-mc adco.s. Na ra amlei milito lempo perdido
entre os uhrciros e huilaleiros, que iam c viiihain
orno se ludo o'liv ene em paz. Eu eslava s! eslava
louco no meio .le-ses I, .mens. Eis algunas torturas !
his de que chorar, solfrcr, morrer .'...
a Pnrm, Marlha, lulo morro,nao soflro, nein cho-
ro. Julgas que ne-lc momenlo mil peiisamenlo de
aug.islia me alllig..,,, ; .\Vli |,., ,., a|eBria quc mc
embriaga .Marlha, desla noile lerrivel, de ininha
mai desesperada, de meu pai indignado, de ludoes-
queci-rnc Me coma eslrauha l,emhro-ine smen-
la que me prnmellesle, quau lo Uvesscmos de sepa-
rar-nos, ir a Aulnay e dar-me por imleiiinisaro de
raen passado, c resgale de meu filuro vinle c quatro
boras de la presenra vinle c qualro horas puras
como la fronte, nilo me he preciso repelir-le mas
ilclcitosjs como leus olllOS vinle c qualro horas, em
que eslaremoi mis no epaco e feli7.es no lempo vin-
le e qualro horas de paraizo sobre a Ierra !
< Marlha, iluraiile lies das hei de espi-rar-le des-
de a manbaa al duas horas ua estrada de Sceauv
no caoli- ,l.i avenida de l'.lialenav Se vieres, pmle-
rei anda viver, e nao vieres poderei raorrer.u
Cei lainenle com a leilura desla carta una grande
coniu-ao de pezar e de recejo encheu ao principio a
alma de Marlha ; mas que podei secreto a impellia 1
Tera a vonladc de Nalalis substituido hilen amento
a --ll.i '.' ou soubera lamhem o Dees chrislao cegar
aquellos a quem quer perder'.' O certo he que lauto
no coi ac.'m de Marlha como na caria de Nalalis foi a
dr que domiuou. A esperanca das vinle r qualro
horas prximas orcultou-lhe o Icrror de lodo o seu
futuro deserto.
Leonardo e Brgida sahiam seu segredo ; mas de-
viam saber lamben que seu amor fra lao innocen-
te, quanlo rresislivcl, cque ella nao linha nem leria
jamis de que corar dianle delles. Essa senaracao
que ia apartar poralgum lempo a Nalalis, ella mes-
ma a juigra neceesaria ; mas quem sabe se leria a
coragem de ordena-la '? Quem sabe se cssa desron-
iianca nao teria offendido a Nalalis:' Ascouas ohra-
vam em seu lugar, era a sorle que o desterrava. Ella
pelo contrario antes de entrega-lo ao duro exilio da-
va-lhe e parlicipava lambcm da embriaguez desse dia
venturoso !.,.
Oh quando a idea railianle vollava e sorria. niio
havia raciocinio possivcl, a alegra e a screuidadc
prevaleriam em sen cora cao. Sm, a screnidade ea
alegra Para ella o amor linha encantos porque era
menina, e nao linha perigos porque era um anjo.
l'ma fatalidade feliz servio a Marlha al an lim.
Nessa mesma larde chegou urna carta de Rav mundo
participando que sua lha segunda eslava doeule, e
pe lindo a Marlha que fosse antes do invern passar
um ou dous dia- era seu amigo aposenlo.
- Marlha, ilitM Leonardo cora iiilcucan, devea
ir, issu le fara bem.
V. como ella pareca hesitar .linda, Podro, Brgida
e Mana Ihe lepi-lliain :
lleves ir.
A coiwien.ia di/ia-llie : Podes. O amor nrilava-
llie : i.loerc-.
a 1,1100 francos a caucan, sujeilou o gado a una ins-
peccao antes da venda, prohibi a segunda vendadas
rezes em p, e lornou obligatorio o servico do mata-
douro. Nao fo feliz esse ensaio de liberdade ; o
crdito dos carniceiros ficou annullado e cem delles
lizeram hauca-rola ; a carne subi de preco e perdeu
a sua qualidade ; o monopolio de algn, carnicei-
ros Mibsiituioe a concurrencia de lodos ; diminuio
a aUlucucia de gado no mercado de Paris ; o mal
chegou a ponto lal que os criadora, que linliam so-
licitado o decreto de 1825, foram o* primeiros que
pedir.un a sua revogacAo. O proprio governo com-
prcliendcu que se havia engaado, e o decreto de 18
de outohro de 1829, anda boje em vigor, veio resta-
helecer o enligo eslado de cousas ; o syndicalo foi
reconstituido c confirmada a caixa de Poissy.
Entretanto apezar, ou antes em razan desses nu-
merosos decretos, o commercio das carnes verdes cni
Paris nao linha legslacao propria : viva ub ami-
gos regulamenlo revalidados, e sb disposicoes no-
vas que a prefeilura da polica adopta va para obviar
a momentneas emergencias. Era necessario um re-
gulamenlo definitivo, e em 1811 foi para sao sujeito
um projeclo ao conselbo municipal. Era esse pro-
jeclo no sentido da mais estricta limlacSo. A ques-
lao seguio lis tramites admnislralivos. e um relatorio
complctissimn do Sr. Boulay (da Meurlhe) fo apre-
senlado couimisso em 11 de agoslo de 1811. To-
dava a colisas ah parram. c nada se fez al 1818.
Nessa poca o commercio das carnes verdes, como to-
das as mais in decisao do governo provisorio, ile 18 de abril de
1818, suppriminos direilos de entrada da carne. Era
Privar a cidade de um rendimciilo de muitns mi.
Ihocs, e isso som conseguir que o consumidor paga-
se mais barata a carne. Por isso logo se reconbeceu
a imprudencia desa medida, e em .11 do agosto de
1818 oi pela assombla geral rcstabelccidu o di-
reilo de entrada.
Entretanto eram continuas asqueixas da caresta
da carne, e da diininuicao dos provimcnlos. Em
1819 in-tiloio.se a venda em leihlo. Ese ensaio fui
ao depoi* regulirsado pelo decreto de de fevereiro
de 1851, que foi ptimamente succedido, mas nao
mo.lificou sensivelmeiite o eslado de cousas. Em 1851
crcou-se una commissao junto prefeilura da poli-
ca, ao mesmo tempo era nrganisada urna enmmi-sao
de inquerilo. pela a-semble i legislativa, sob a proci-
dencia do Sr. Lanjuiuais. Muilas Memorias foram
publicadas, e a queilo foi linda nina vez examina-
da debuto de Indas as suas faces. 0 resollada des-
ses Iraba thus he um novo projeclo de le a presen lado
em 26 de novemhro de 1851 pelo ministro do com-
mcrcin ao conselbo de eslado e ao conseibo munici-
pal em 1 do jiinho de 1851.
Esse projeclo de lei, como dissemos a principio,
muda totalmente a legislacan oxislonle c approxima-
se do decrelo de 1825, que fo lao desgrarado ensaio
do systema da liberdade nesso commercio. Eis as snas
principal'- dispo a Arl. 1.0 lia promulgaran desleMccreto em dian-
le ii numero dos acougues em Paris cessa de ser li-
mitado, l'o.los pmlerao livremeMo-abrir acougues
sem mtarbarjia alguma, comanlo que prcliirinar-
mcnle o declaren na prefeilura da policia.
Arl. 2. O syndicalo das carnes verdes he man-
lido lal qual fo constituido pelo decreto de 8 de ou-
lubro de 1829.
Art. 1." O carniceiros nao serao mai ohriga-
dos a darem ranean.
As caucocs depositadas na caixa de Poisv seriio
restituidas dentro de 1 meses.
Art. 1. Fica revogada a proliibc.io de com-
prar gado frira dos mercados estabelecidos. Podc-
rSo os carniceiros fazer snas compras onde Mies
aprouver.
a Arl. 5. Da promulgacao deslc decreto em dian-
le a ulervencao da caita de Poissy sera facultativa
para os compradores e vendedores. A cidade de Pa-
ris ser obrigada a prever durante tres anuos ao ser-
vico desse estabcleciinenlo ; continuara a receher,
mas -omento al o lim desse prozo, 2 cen. 97 por
kilngramma de carne, representando o direito da ra-
xa de Poissy.
Arl. G. Os carniceiros p vieran livremenlc in-
Iroduzir em Paris carnes de reze moras fra, salva
o direito que competen autoridade de tomara ne-
cessarias medidas para assegurar a fidelidade da ven-
da e a salubridadc das carnes.
Arl. 7.' Fica supprimida a prohibican das se-
gundas vendas do gado em pe. /
Arl. 8. Ficam revogados o arl. I. do decreto de
18 de oulubro de 1829, que obriga caiUearniceiro
a ter s ura acougue, c a admiiii*lra-ln por si mes-
mo, c u arl. 10" do mesmo decrelo, que determina
que a arraiguequc'duraulc tres dia*consecutivos nilo
liver carne fique fechado durante seis mezes.
a Arl. 9. Supprimc-se a garanta de 9 dias im-
posta aos vendedores |ielo gado levado aos mercados
de Sreaux e de Poissy. O caos de morle depois da
venda serio regulados pelo direilo commum.
n Arl. 10. As despezas relativas ao servico do
matadouro geral, boje a cargo do syndicalo, entraran
no oreamenlo da cidade de Paris, como despezas de
admiuislracao. Nellas sero comprehenddas at que
se eitingam as pensos e sorcorros actualmente pa-
gos a anligos carnireiro ou'as suas familias, o pro-
duelo dos estreos dos curraes e os da limpezas do
matadouro perlcucerao cidade de Paris, e figura-
rao na tua reccila.
Arl. ||. Nenhuma indctiinisar.in sera concedi-
da aos acluaes carniceiros pela suppressan do seu
privilegio.
Arl. 12. As disposicoes dos decretos de ti de fe-
vereiro de 1811, c de 18 de oulubro de 1829, n.lo
contrarias a este rcgulamento, conminaran em vi-
gor.
Reservamos a discusso das principas quesles
desse projeclo para quando o conselbo municipal ti'
ver manifestado a sua decisao.
Journal dea Debata
[Jornal do Commercio do Rio.]
A EXPEDIC.U) A CRIMEA.
.7 descantonen* e ranlageu* i* demora.
O paiz se acha u'uin eslado de anciedade, mas ao I
mesmo lempo de cerla siispensau, em cuiisequcncia i
das noticias da Crimea, as quacs pndem agora ser
qiiotidianaueiilc esperadas. Tildo o que presente-
mente abemos he, que a exnedicao embarcou de-
baixo dos auspicios mais favoraveis. As exposiees
feilas pelos ofliciaes que presidiraiu aoembarque das
tropas nilo as mais gratas c sali-faiorias. Inglezes
Francezes e Turcos, lodos pareciam rivalisar entre
si em acliviilade. energa, bous scnlimcntos e boa
ordem. A anda dos soldados se achava peireita-
menle osl.ibelecida, e dizem que urna mainfeslacao
do mais elevado enlhnsiasmo, em presenra do dever
que esla ante elles, urcedeu .lepn,n que tinlia [
acoinpanliado a inaclivuladc e as molestias que I
estiveram siigrilo E o que he certo he que nuil- ;
ca e vira na historia do mundo um excrcilo. com-
posto de lao grande numero de (ropas esrnlliida-,
acompanhado de lal supprimenln do material de
guerra de lodo o genero, embarcar de urna vez para
qualquer servico.
Ao mesmo lempo deve occorrer ao espirito que as
dilliciililades da emprc/.i sao punencompreliemlidas,
e que nunca um excrcilo airrouloii urna campanha
com menos coacieneia do que linha a encontrar do
que as forra alli.nl,:- possucm na sua etpedic.in
contra a Crimea. He mu sabido, que durante mui-
tns anuos passadoslodo o cuidado e allcncao deque
poder do governo russo poda dispor alim de tor-
nar a prara ioetpugnavcl, foram pro ligalisado-, sem
eoiisideracao despeza, sobre aquello puni das Mas
praias. Por oulro lado, a grande demora que lem
derorridn desde a dedaracao de guerra, anles da que
leria sido pnssivel alinear este baluarte do ciar,
ininistrnii a opportundade de fazer-se oulros pre-
parativos para a sua defeza. Todava, por mais
deptOTavel que possa ser semelhanle demora, mo
ha duvida que lora necessaria sob as circums-
laucias.
Em quanlo a Russia ohron drerlamenle sobre a
ollen-iva contra a Turqua, c nao s manleve a
posse dos principados, mas al se sustenten na ocen-
paco militar nina porcan do territorio liirro ao sol
do Danubio, e ia marchando para Con be evidente que o primeiro dever dos Turcos e dos
exercilos alliados era resistir a estas operaces of-
fensvas da Russia, e em primeiro assegurar a isa
leisTdade do solo turco e a liberdade do seu povo,
antes que as operaces fossem eniprehendidas con-
tra o territorio russo. Ter allaradu um poni com-
parativamente remlo da costa rama ale que c-les
objerlos fossem plena mente conseguidos, lena ido
um evidente e-qiieciiiientn do- primeiros principios
da guerra, c do principal objcrlo qoe se linha em
Considerarlo. E islo s leve lugar al a grande
triomplio do ctercilo Mollinee Pacha, a prospera de-
feza de Silisliia, a assigualada falla dn principe
liorlchakoir, a final relirada das forcas rusas, c se
a orcupacao dos principados pelas (ropas austracas
em favor da Turqua houvesse inleiraracnlc prote-
gido a Turqua contra qualquer repelicao das ope-
races ofTensivas da parle da Russia, as forcas al-
liadas po (criara vallar osquadros sobre o czar, econ-
tinuar acampaiiha por meio de ura ataque sobre a
mais impelante posicao do seu lerrilorio meri-
dional.
He iurimlcslnvcl que o adi.miento de um ataque
sobre a Crimea lornou-se de grande vanlagem an
czar, quando lodosos movimenlos e as inlcnces ib,
excrcilo alliado, ale o poni em que pedia ser allir-
inado ou conjeclurado por va do apoio mais pera-
crulador i|e a correspondente* especian lem sido
accelerados de da em dia pe osmeios mais expeditos
publicados nos nn-sos jnniaes, c transferidos pelo
tcleerapho a S. Pelcrshurg lodos os dias, dculro de
oito huras depois que as primeira copias das nossa
gazelas da manhaa podiam ser oblidas. (' Elle
leve o inoiv o e o lempo permillido para cnucenlrar
todas as forjas possivei sobren ponto que sabe que
pode ser altarado ; e al dizem que um lapido mo-
vimenlo de Iropas leve rcceiilcmenle lugurda fron-
tera do Pruth para a Crimea. Tildo islo he ver-
dade, e foi inevilavel. O inleirn e completo des-
barato do czar em lodasassuasoperaee offensira*.
iiironlestavelmeule habillou-o a concentrar m-i-
forca sobre as operaces deffensica*, em que elle
fora arrcniessado anles que a primeira campanha,
ruma guerra que elle mesmo procuren, houvesse
sido completada. Mas se a demora lem sido una
va n la-un para o czar c para a suas operaces,
tambera lera sidu sob algn- re-peilos urna grande
vanlagcni para as forcas alladas. Em primen lu-
gar, resolveu todas asqueslftes relativas oceupacao
dos principados e a seguranca do lenitorio turco", e
tem dfl'ai-te, pelo intermedie d'Austria, habililado
ludas as forcas alladas a se colicenlrarem as visi-
lihane.is do altapie. Era segundo lugar, deu gran-
de prestigio de Iriumpbn s armas Inrras ; e, em ler-
ceiro lugar, o exercilo alliado tem acora a encoulrar
una lorca, posta que numerosa opprimida c abatida
-oh um longo cuiso de continuos revezes. E. o
que he la I ve/, mais impurlantc de ludo sto na ein-
preza mumentosa em que presentemente as nossas
tropas se achara empeiihadas, a demora que lem lido
lugar permillio a mais perfidia nrganisaefio de lodos
os elemeiilos requeiidos pela evcnlualid'ade.
Porein, por mais necesaria que a possede Sebas-
topol possa ser, nao he este o primeiro ou mesmo o
principal objecto da prsenle evpe.lieau. Suppo-
nhamos que lenha sido possivei loinnr-se esla forli-
ficarilo por mar, o mais imporlanle servico aiuda
licaria por ser exernlado. Se Sebastopol for lomada
amauhaa, cora a Crimea na posse dos Kussos, inlu
pode ser conservada por muilo lempo. A Crimea
urna vez tomada, a posse de Sebastopol be urna me-
ra queslao de lempo, c islo n'um mu curto espaco.
Por lano, o principal e primeiro objecto he adqui-
as rir a posse da Crimea.que s pode ser ell'ccluada
por una forca svfflcieulcparaoppor-scroin felicidade
tropas russa concentradas naquella pennsula. E
istn mostra a ignorancia da impaciencia que leve a
nossa frola para allacar Sebastopol antes que ura
nico regiment houvesse sabido da Inglaterra. He
inrontcslavel que a nossa frola lera um mais indis-
pcnsavel dever a curaprir, prolegendo e defendendo
a desembarque das nossas tropas ; mas a grande e
decisiva couleuda seriio rcconlro geral entre as nos-
sas Iropas e a da Russia, o qual deve determinar
qual ser o senhor da Crimea. A posse da Crimea
decidir virlualmcnle a posse de Sebastopol. An-
da quando baja resistencia, nao pode prevalecer
por muilo lempo contra osesforcos unido do exer-
cilo na iclagiiarda, e da frola pela frente ; c, sem
embargo de todas as dillicutdadcs qoe devem ser en-
contradas, e do valor quo deve ser desenvolvido, ha
loda a esperanca de que dentro de um curio perio-
do as forcas alladas oceuparao a Crimea, e as snas
haudeiras Ireinularao sobre o poni mais alio de Se-
bastopol.
INTERIOR.
Blo de Janeiro
9 de nutubro-
Falleceu no dia 12 de agoslo n Exm. hispo de
tjoyaz, I). Francisco F'crreira dos Santo Azevedo,
anriao nonagenario, natural de Cuyaba.
Esse digno pastor havia sido parodio da freguezia
de San'o Antonio de Casserubu' (villa de Macaco').
Em 1811 foi eleito bispo de Meliapr. A 18 de ou-
lubro de 1818 foi eleilo prelado de (ioyar. Tomou
posse da prelazia por procuraran a 29 de agoslo de
1819. com o titulo de bispo de Casloria, em que Sua
Santidade o conlirmou. mudando-llic o de Meliapr,
que se nao piale realizar.
Foi prtenla 35 anuos prelado, c hispo depoi, de
tioyaz.
Accresccnlareinus ainda alguma noticia acerca
leste bispado. A prelazia de tinyaz foi creada pela
bulla Candor lucs de 6 de dezemhro de 1746; c em-
quanlo nao se Ihe nomeoii prelado, couservram a
sua regencia os hispes do Rio de Janeiro at D. Jos
Joaquim Justiniano.
O primeiro nomeado para a prelazia foi o hispo
das ilhas de S. Thomc c Principe, F'r. Vicente do
Espiilu Sanio. Morreu sem lomar posse.
O segundo, D. Jos .Nicolao de Azeredo Couli-
nlnv l'ientil, bispo titular de Z.oara, ficuii no deado
da real rapella de villa Vicosa.
Olerceiio, padre Vicente Aletandrc de Tovar,
II dii.iiui, formado em caones, chegou a ser sagra-
do com o (lulo de hispo de Titopoli. mas fallecen
na viagem para a prelazia, em Paracalu', a S de
oulubro de 1808, de nina indigestan.
O quarto, o padre Antonio Rodrigues de .V-iiiar.
Fluminense, formado em caones, familiar do bis-
po do Rio, soercl.irui deste bispado, coucego e reitur
do seminario deS. Jos, tomou posse da prelazia poi
procuracao, cumititulo de bispo de Azoto ; mas sa-
hiuilo para Coyaz foi ussaltado de nina maligna era
Iguassu', c alli morreu a 2 de oulubro de 1816.
S o quintil nomeado, o rocem-fallecido, chegou
a seu lerrilorio espirilual, c exerecu por si os direi-
los prelaticio !
A prelazia de (ioyaz foi elevada a bispado pela
lei de 1 de novembro 1827, que apprnvou nessa par-
le a bulla Solicita catholiew gregi* cura.
(Correio Mercantil do Rio.'
12
PENITENCIARIA DA CORTE.
Relatorio do mez de srlcmbro.
Illm. c Exm. Era desempenho do meu dever
apreseuto a V. Exc. o movimenlo desla casa no
lido mez de selembro, nao havcnilo occorrido fra
disso circiiinslaucia alguma extraordinaria de que
lenha de dar cunta.
llorante u raez de selembro (indo enlraram nesla
casa 27 sentenciados, falleceu 1, c foram postos em
liberdade 17 : ctistindo portanlo uo 1*. do mez 103
cnlencadcs, havia no ultimo delle 112. O cres-
tudo numero de entradas foi devidu a circumstan-
cia de haverem sido rnndemnados como mearse no
arl. 296.12. do cdigo penal 21 individuos, dos
quaes foram poslos em liberdade no correr do mes-
mo mez 16. .
Paran castigados durante o dilo mez 5 senten-
ciados : 1 por desobediencia, 1 por nsubordinac,ao,
c I por tentar passar objeclns a oulro preso. No mez
de agosto haviam sido castigados 8 ; a difi'erenca he
em favor da resign.ic.io ,. \l:,-, conducta dos senten-
ciados.
Trabalharain no referido periodo as ofliriuas da
casa 89 sentenciados, nao contando os mendigos :
i na ufciiia de alatele 312 dias rom 35000 de
jornaes, 11 na de carpintciros271 l|2dias e 187)7.511
de jonmes; 15 na de encadernadores 111 1|2 das
e 29?100 de jornaes ; 21 na de sapaleiros .511 dias e
5i.*)9S0 de jornaes; 11 na de serralheiros 175 dase
3(9940 de jornaes ; e II em mitres serviros 277 dias
e 175700 de jornaes, que monlaram a 1919.110.
>\o mez de agoslo dispendeu-se com as mesmas
oflirinas o que consta do seguiule quadro, que cum-
prebende tarnbem o producto dola- no dito mez.
(The F.conomisth.)
(*) He hem sabido que os agentes russos abundara
em Londres, cujos deveres em parle consilein em
examinar cuidadosamente todos os papis pblicos,
e inmediatamente Iranmullir o que for imporlanle
a S. Petcrsbiirgo. l'ma coinmiinicarao lelegrapbi-
ca entre Londres e S. Pelershurgo oceupa oito ho-
ras. O conleudo dos nossos jornaes da manhaa be
conhecido pelo czar as tres horas do mesmo dia.
Pois hem, irei, respondeu ella. Ire amauhaa
e licarei la dous dias.
No dia segrale ella esleve prorapla redo. Aca-
bando de veslir-se tomou seu pequeuo relogioesmal-
tado de nal, e observou-o longo lem|> pcrgunlaudo
s horas secuni|iririam suas promessas.
Pedro foi atleucioso para cora a mullier, c nao
quizdeixa-la sabir sem ler lomada una chavena de
caf com leile. As-usladn dianle della e servindo-a,
elle encarava-a brandainonto um ponen cnlrrnccido
pela idea dessa breve separadlo.
Porque razao fez esla aeco lao simples c commum
acudirein lagrimas aos olhos de Marlha '.'
Oh ctrlamnu ella coinsigo mesma, nao le cn-
gauarei. hoineiii digno !
ledro ronduzio-a rarruagem de Chalenav, ahra-
eou-a o coco.....london-a ao cnnduclor. Depois leu-
do para ir admiuislracao um quarlo de hora, pas-
sou pela rasa de (iibonreau, c dssc-lhe :
Esluu viuvo, Marlha foi passar dous dias em
Chalenav. Se queres Iremos janter juntos no Palai
Royal. e dahi iremos ao espectculo no Thealro
Francez. Justamente boje represetita-se Xana.
Oh! la mullier pai lie '.'
Sim, por boje c amanba. liemos, ou nao '.'
Nao sel...Tena noticias do senhor Daniel'.'
Sm. creio que o vi anle-hnntem uuite.
Ah e o senhor Nalalis 1
Oh elle apenas restabeleceu-se, continua suas
escapadas! Auseulou-so honleui pela manbaa. e s
ha de vollar hoje.
F^-ls rerlo de que elle vollara boje '.'
Quem esl ceilu de colisa alguma a respailo
delle f
Mas leus cerina de que lila molino psl.i em
Chalenav !
l.--a he boa : aiiimpauhei-a ale ao carro uu
partida das nove horas. Achfl curiosas essas lilas
pergunlas I Di/.e-me, iras ou nao comigo ?
Nao irei. Pedro; pnrque lenlm de fazer alguma ;
cousa que te inleressa. Es raen melhnr amigo, c nao
periniltirei que se engae a um camarada, a um ve-
terano do quarlo de ravallaria. Espera-rae em la
casa esla noile ou amauhaa hem cedo.
IX
Nao linha havido oscolha de dia, bem como Nala-
lis leria querido, e nessa manbaa o lempo eslava
fri e o reo orregado.
No lim de dez minuto de carainho alm de
Sceaut, Nalalis encostado a uina arvore da estrada.
rcconheccu a Marlha na carruageni, fez sigual an
cnnduclor de que parasse, e foi pessoalmente abrir
a oo linha e dar a mao a sua querida para desccr.
Oh a senhora fica aqui '.' di-se o conductor.
Eu julgava que ia a Chalcnay.
Marlha eslava lao rninmovida e lao palpitante,
que nao pode responder. O conductor acantea; os
cavallos rcsmuiigando urna phrase iniutelligivel, c a
carruagem cnulinuon a caminho.
Natalia senlia a sen braco Marlha Iremer como
una folha, e sdi>se una palavra :
Kiulim !
Enlraram na vereda que conduxia aus bosques de
Aulnay, c depois que passaram a primeira volla e
que nenhiim ulhai pude segui-los, Nalalis rodena a
Marlha com us Iliacos, e apertando-a conlra o pei-
to, disse :
Ohrigado por leres viudo '. Mas, lilla-me, di-
ze-nie que mi- amas Reflerle que cada minuto des-
las horas hemdilas represeula-iue talve/. um mez de I
horrivel exilie, Di/e-nie que me amas jn !
Marlha aeoaou lirauiameiile, que sim, lenlandu
sorrir ; mas vaeillou lepeuliuaiiieiile, e Nalalis lui i
ohrigadn a leva-la ale ulna pedia grande, na qual
ella a-sentou-se. i
OFF1CINAS. Materias primas. Jornaes, tnclasire os dot mestres. Itendimen-lo bruto.
Alfaiale..... Carpiuteiro. Eucadernador Sipaleiro .... Serralheiro . 5(Hte262; 1449300 1139698' 1013900 2785600 1879220 257*911 1119590 169975' 1291-40 8209740 4269110 5119.500 188?i90 1129820
Total..... 1:1979116 5829210 2:5799690
O movimenlo da enferinaria no dito mez de se-
lembro foi o seguiule : Exislam no 1. do mez 9,
sentenciados; enlraram, durante o raez, 22; sahiram
curados 23 ; Tallcrcn 1 ; existan!, no ultimo dia, 7.
A enfermidades do que enlraram ua enfermara
foram : bronchilcs, 5 ; diarrha, t ; emhararo in-
lesliual, 2 ; frunculu, 1 ; gaslrile, 1 ; febre rheu-
malica, 1 ; inllammaiAn nos eserolos, 1 ; uevral-
gia, 1 ; rheumatismo, 2 ; > piules. 1 ; ulceras, 2 ;
n para observacSo, 4. Dos 21 que sahiram curados
19 perleni iam aos entrados.
lie o que tenbo i expender a V. Etc. nesla occa-
sio.
Dos guarde a V. Exc.Illm. e Exm. Sr. con-
selbeiro Euzebio de (Jueiroz Coutinho Malino C-
mara, picsidente da commissao inspectora.Anto-
nino Jos de Miranda Falco.
1.1
Como annunriamos na nossa /er/.s/a Semanal de
27 de agoslo. honlcm 12 de oulubro. anniversario
do ilescnhrimcnto da America, realisou-se cni parle
a idea do Sr. Candido Baplisla de Olivcira, fundan-
do-se nesla curte nina soriedade com u litlo de Co-
Ao cali de alguns minutes cheios de angnslia, a
moca passou a mo pela fronte, parecer.lo serenar-
se, c pcrguuloi::
linde e-lamos?
Oh estamos junios !
Charo Nalalis !.... Nao le assii-lcj, c perda-
mc. Nao ou forte '. Nao sei o que live, foi o des-
maio, ou a alegra, ou o modo. O que faco-me he
tao novo e lao misado Mas agora sinln-me bem, e
se qiieie-canliiihar, vamos.
Com efleilo ella recohrava a cor ; mas guardava
sempre o silencio, e pareca anda algnm lauto in-
quieta.
Vs, ilisse-lhe Nalalis, como esla vereda he
deserta c tranquilla '.' Eslar s com ligo era o meu
snnbo. he ininha primeira felicidade. Aqui nao te-
mos de rereiar neiihnm olhar curioso ; pois, abri-
rn! de l.halenav a Verdores um caminho mais cur-
to, e ninguem passa mais par este. Esle retiro s
a nos pcrlenre, Marlha... Mas, porque paras por-
que le tollas como se algucn loseguisse? Eslamos
SUS, inteiramenle sos !
Oh inteiramenle nao, Nalalis!
Como que ves cnlo '!
Vejo... vejo o peiisamculo de Pedro.
Nalalis empallideccu.
Nao posso oe. ii liar-te islo, lornou ella. Ama-
nbec alegre c chea de esperanca ; mas achei leu
irman tao bnm e confiado Elle acompanbou-me
al cairuageni, heijou-ine a fronte, ainda nao fa-
zem duas horas. Ah! a fronte esla pura ; mas o pen-
sainenlo '. Kinlim nos-o amor be culpado, Nalalis !
e alm disto ili/o-me, acaso Pedro mereca nosso
ci'iine '.'
Marlha. lu me allliges
lie verdade, meu lieos Vial rousolar-le e
allljo-le. Ah '. oque he que me atnriiieula e me
-.I I' une ,'
lombiana, cuja primeira reuniao leve tugar ao meio
dia na academia das Helias-Arles. Compareceram a
este aclo os Srs. conselheiros Candido Baplisla de
Ollveira, Aureliauo de Souza e Olivcira Coutinho,
Caodido Jos de Araojo Viauna, Bernardo de Souza
Franco, Antonio Manoel de Mello, Drs. Guilhenna
Schucb de Capanema, Francisco Freir Altem.lu,
Manoel de Araojo Porto-Alegre e Manoel Ferreira
Lagos, faltando com causa motivada o Iresmem-
bros que prefazcm o numero dos doze fundadores
da snciedade.
Por convite do Sr. conselheiro Candido Baplisla
servio de presidente o Sr. conselheiro Araojo Vun-
na e de secretario o Sr. Ferreira Lagos, abrindo-se
a sessSo com o seguinte discurso :
Eslao hoje consumados, senhore, ."162 anuo,,
depois do memoravet dia 12 de oulubro de 1492,
em qoe o geuio de Chrilovao Colombo, transpoudo
0 mmenso abysmo de um ocano desconhecido, re-
v elou an mundo a existencia da trra americana.
E ao pa largo campo ao descnvolvimenlo progresivo da ino-
derna civilisac'o entre os povos cultos, cousa singu-
lar parece que o grande nomc de Colnmbo se of-
iu-cira com u brilhii da sua propria zloria ; pois
um s monumento publico se nao erigir anda no
solo da America para atteslar dignamente s futuras
gerace o genio e n servico do navegador genovez,
j que a injuslica dos lunneiis desberdra essa mes-
illa Ierra du glorioso noine de Colombo !
A" no Brasileiros, lambem americanos, domi-
nando, quasi sem partidla, o vaste Peloponeso, guar-
dado pelos dou gigantes das aguas, o Amazonas eo
Prala, parece eslar reservada a nobre e meritoria
missao de reparar tao coudemnavel esquecimento.
<( lie ueste intuito, senhores, que, ulgando inter-
pretar dignamente os senlmentos patriticos dos
nnsos conterrneos, vos propomos ueste dia as-igua-
la.lo a iunMae.io de urna sociedade, qoe se denomi-
nar Colombiana, em honra do genio que nos de-
parou lao bella patria.
Esla sociedade Mover, em nossa opiniao, n-
cumbir-se dos encargos que passamos a indicar :
a A sociedade Colombiana iniciar o seus Iraba-
Ihos, invocando-se a genernsidade e patriotismo dos
Brasileiros, para que conlribuam individualmente
cora a mdica quanlia de mil ris, at preencher a
omina cin que for oreada a obra de um monumen-
to inaugurado i memoria de Chrslovao Colombo,
sob a direccao da mesma sociedade, c no lugar que
liouver de esrolher, dentro do recinto da capital do
imperio, com a permissau da autoridade compe-
tente.
O producto dessa sulwcripciio dever serdeposi-
1 ido era alguin dos bancos desla cidade, para a fim
de occorrer s despezas da obra a que be destinado,
ou para ser devolvido aos subscriptores, no caso de
nao levar-se a elleiln o m mumciilo projectado por
qualquer motivo imprevisto.
o A mdica offrenda de mitris, invariavcimente
litada para cada um subscriptor, tem por objecto
alargar o circulo dos cnnlribuinte voluntarios:
evitando por nutra parte que a geuerosidadc do rico
possa deslumhrar a modesta ohtacao do pobre uessa
empreza de puro patriotismo.
Paga assim a divida de reconheriineuto ede ve-
nerado memoria de Colombo, facamos lambem.
senhores, alguma cousa pela palria digamos me-
lhor, tacamos ludo em seu beneficio, chamando ao
gremio da nossa associacao todas as iulelligencia.-,
sem di-tincc,io de profissoes.
(}ue ah se asseniem em cordial concurrencia
o gemetra, o naturalista, u medico, o eugciiheiro, o
militar, o economista, olillerato, o estadista, o agro-
nomo : ludas as especialidades emlim que se apre-
sentarem sob a rccommeudarao da 'ciencia, da
ietlras e das arle* ; concentrando dessa sorte em
um poni as forcas inlellecluae dos homeus dedi-
cados ao progress.v c a illuslrai.ao do nosso paiz.
Para realisar finalmente este pensamento, coii-
vir que a societlade cree c sustente, a expensa
suas. um jornal desuado i publicacao regular dos
seus trahalhos, com a denominado de UoleHm dn
Sociedade Colombiana, ou aquella que melhor pa-
recer.
Eit, senhores, quanlo nos eumpria dizer-vo,
para que fosse bem compreheadido lodo o nosso
pensamento na adopco da idea que vos apresen-
tamo.
Aqui termina pois a nossa missao : o mais que
resla a fazer vos perteuce. Candido fapthla de
Oliceira.
Finda a leilura do seu programla da organisaran
ua sociedade, o mesmo Sr. conselheiro propoz que o
Sr. presidente nomeasse urna commissao para orga-
nisar os respectivos estatutos com a maior brevidade
possivcl, alim de serem depois discutidos e approva-
do. Foram escolhidos para essa commissao os Srs.
conselheiros Candido Baplisla c Souza Franco, Drs.
Freir Aliente, Ferreira Lagos e Capanema.
Passou-se eleie.io dos inemhros da mesa quo
inleriuameute deve dirigir a marcha da sociedade, e
por votacao unnime foram designados : Presidente
o Sr. conselheiro Araujo Viauna, vice-presidente o
Sr.conselheiro Candido Baplisla, secretario o Sr.
Ferreira Lagos e v ice-secretario o Sr. Capanema.
Declarando achar-se inslallada a sociedade Colom-
biana, o Sr. presidente levaulou a sessao a 1 hora
da tarde e designou o dia 12 de novembro prximo
para a primeira reuniao. 'dem.)
14
Reunir.im-sc honlem ao meio da, em assembla
geral, os accionistas do exlincto Bauco do Brasil
por convite da commissao liquidadora, e achando-
se representada a maioria absoluta do capital do
raesmn, propo/. o Sr. barao de Mau.i como presiden-
te da commissao liquidadora, urna queslao de ordem
consultando a assembla se a mesa eleila na ultima
reuniao devia funecionar nesla occasiao ; o que foi
decidido negativamente, sendo eleilo presidente da
assembla geral por acclamacao unnime o Sr. barao
de Maua.
Querida Marlha, be lalvez a tristeza deslc ca-
minho aiido, desla paizagem muda c mora, sem
arvores. sem rumor e sem movimenlo. (ianhemos
lugo os bosques, vamos paramis longe, la estaremos
melhor.
Aprimaraqi ambos o passo. e deixando a vereda
lr.ic.ada atravessaram urna especie de charneca, a
qoal levuu-iis logo ctlremidade dos bosques de
Aulnay.
Enlraram em urna sombra tranquilla e secreta, e
caniluharain sobro a relvaespe-sa e debaixo da fo-
Ihagein dourada. A indelinivel angustia que Mar-
lha havia experimentado disipou-se por um mo-
mento.
O passo de ambos (ornou-se mai Ionio, e seu
olhar mais tenro ; porm, se nSo era mais a aspere-
za da charneca, era a melancola dos bosque, era
o enlerneeiinenlo que o outnro coiuinuiiica alma
cora a harmona de snas cores desmaiadas, com o
i sussniro Me suas fnlhas moras. EnlAo lodo se dila-
j la. o co se tolda, a Ierra repousa. He a declina-
cao, he o fim, he a despedida. Coutin apresar-se
era viver. Marlha e Nalalis estavam bem prepara-
dus para receberem essa impressio da cousa supre-
ma, do ullimo minuto, e sua ennversarao resenta-
se disso, mo grado delles.
Entretanto encoulrar un um delicioso retiro no
vale. Ahi um riachiubo descia a encosla com ar de
torrente e sussurro de cscala ; fazia quanlo poda
para ser fogoso e lerrivel, mas era sempre lmpido e
agradavel. Perlo delle era um pequeo bosque an-
da vente e frondoso, passariuhos de todas as especies
fazi.im porfa um coucerlo alroador.
Nalalis e Marlha algnm lano enfadados do cami-
nho assenlaram-se sobre a relva e couvrisaran
quem o erara sobre colisas indillei ente- e geraes.
l'emiain o vrrdadeim assuiuplo de sua vida; por
isso tornaran) logu a rabir no silencio. Marlha lo-


Em seguida leu o di lo senlior o scguinlc rclalorio
Rclalorio.
u &r>. iiccionisliis il lindo Banco do Brasil.
A coir.niisso liquidadora dcsle Banco julgou de
scu depositar em votsas oaos os plenos poderes que
Ihe -confiasles pela volacao de jai ciro prjimo pas-
sadii.
Os mol vos que levnrain i cornmissiln a dar esta
passo nao vos silo desconliecidus. L'ma representa-
ran nos tai dirigida, cm que dsconhccendo-se o
zelo e dedirarao com que Invenios ronstantemen-
le pugnado |>elos vossos intereses se nos menos-
caba, rrogaiu!o-se-nos censuras, e at mesmo prc-
leiiilendn-se retirar-nos os poderes qne nos eonfe-
rislcs, i na volacao unnime, pela qual nos incun-
bistes de velar na liquidado, e j pelo que dispoe o
arl. 77 e seus dos estatutos do Banco novo, lam-
bem por vos approvados.
o A eommissdo liquidadora limitar-se-liia no ex-
poslo, porque leudo convicelo de haver cumprido
seu dever, basta-lhe a approvacan da sua conscien-
cia; eslii porm persuadida d que grande numero
di signatarios da represenlaco nao tinliam a m-
nima nlcnrao de nllende-la, mesmn porque entre
elle apparecem iiiuilns dos seus inclbores amigos,
rujas assignaluras tardo colindas invorando-se a
nossa arquieseencia, dispensando-se assim para mol-
las a nerosidade da leilura >lo documento que nos
era dirigido ; e por esle motivo nao se julga ella
dispensada de rclalaro que se tem passado a respeilo
da quistan sobre que versa a representarlo.
A 26 de selembro p. p. a dirceloria do banco
do Brasil dirigi a esla eommissdo liquidadora o
agtela oflicio (n. 1.) ; aislo respondeu esla eom-
missdo nos segrales Icrmos (n. 2.; J vedes, scnlio-
res, que a cornmissdo liqui im> se prelcnilc, a Iralar a respeilo da idea aventa-
da, e apenas fez questao de alguns dias, por julgar
que cobradas as ultimas ledras a receber, o que leria
lugar duranle o correte moz. seria mais opporluno
resolver a questao de urna maneira completa e dcli-
niliva, mesmo para ir em armona com o artigo 77
dos eslalulos do novo Bauco. Etlava mesmo osla
eommissdo na inlencdo de procurar a seu turno a
dirertoriado Banco da Brasil, apenes conseguiste a
rcalisarao da cobraura das ultimas ledras, no valor
de 519:9259000 resto de Indas as descontadas e cau-
cionadas ua importancia de 11,118:71-49109 que en-
tregou ao novo Bauco no da 8 de abril prximo
passado. Nossa liquidar.m eslava, para assim dizer,
concluida, pois que ale Diurnamente a directora .lo
novo Banco, depois de reiteradas instancias uossas,
bavia lambcm formulado as cundinos para a con-
versao da caixa filial do Kio (jrande, que lie de pre-
sumir fajan) aceilas pelos accionistas daqurlla caixu
na provincia.
Nao lie sem glande satisfazlo, Srs. accionistas,
que esla cummisso ao resignar o cargo para que a
elegesles, v realisados os vaticinios quo por vezes
leve occasiao de fazer-vos, como couselho de direc-
cao do Baoco do Brasil, exlincto, a respeito da soli-
dez de suas transarnos. Excedciam a duzenlos c
dous mil tronos de reis as operarnos daquelle esla-
bclerimento. c ncm um s adianlainento era conla
correte deixou de ser puntualmente pago, nem urna
ni letra descontada deixou de ser promptameulc sa-
d-taia, nem urna s letra caucionada deixar de
ser integralmenle realisada, porq je as r/ualro que
boje restara para cobrar lem garandas maiores de
toda a exceprdo, e scrSo recebidas ale fim do corren-
le mez I
Jle desla forma que esla eommissdo liquidadora
que igualmcule dirigi o eslabelecimenlo durante os
ullimos semestres da sua existencia, e alguns de seus
membros desde o primeiro dia de sua organisacdo,
responde a ludo e a lodos.
Kio de Janeiro, 13 deoutubro de 1854__Baro
de MauM. M. de Sou:a.J. A de F. Jnior.
M. J. F. Sello.A. It. Queiroga.J. Ignacio
Tarares, a
lllm. cExm. Sr.Tendo esla directora em sos
san de 22 deliberado que se offereresse por interme-
dio das commissoes liquidadoras des extinclos Bancos
a enlrrga aos respectivos accionistas dos saldos dis-
|HMiiveis as contal correles com esses cslabclcci-
mentos, cibe-me a "nonra de communica-lo a V. Ex.
para que se digne consultar aquella de que be mili
digno presidente, asscgurando-lhc que caso merera
osla idoa o seu assenlinenlo, este Banco se prestar
de lioiu grado a mandar fazer lodos os Irabalhos pa-
ra a realisaedo do dividendo. E porque possa aron-
lecer que, ainda adoptada polas commissoes liquida-
durns esla medida, alguns accionistas prcram con-
servar seus fuDdos oeste estibeleciineulA al o ter-
mo da bqutdardo com as condirues estipuladas no
contrato que celebramos com as exmelas directoras
as Mnimas ndo reclamadas conluuardo a veucer
sem inlerrupcao alguma o juro convencionado no
mencionado contrato. Dos guarde a V. Ex. Jo-
ao Duarle l.islioa Serta, preside de do Banco.
Illm. a Exm. Sr. barao de Mau, presidente da
eommissao liquidadora do exlincto Banco do Bra-
sil.
^ lllm. e Exm. Sr.Em resposla ao nlTicio que
V. Ex. me dirigi em mime da dirceloria do Banco
do Brasil, para ser presente .i eommissdo liquidadora
do cilincln Banco do llra-il, com daUi de 2I de se-
lembro prximo passado, cummur cando-nos a re-
snlucao era que esla essa directora de fazer ralcio
dos saldos disponiveis as e.onlas rorrenles dos ex-
tinclos Baucos pelos accionistas se merecer ana idea
o issenlimeiilti das respectivas commissoes liquida-
doras, lenho a honra de informar a V. Ex. que i-
quella de que son memhro, tendo maduramente
ponosle sobre a materia do referido ofllcio, em face
do arl. 77 g 7. dos estatuios do Banco do Brasil,
enlende que sem eslar realisado o que dispe o refe-
rido 7.", nao parece dever ter logara ralcio que se
deseja levar a elTeito. Podendo porem antever-la
que esleja em breve preenebido o psnsamenlo do men-
cionado paragraphn, nao diividar esla commissiio
liquidadora concordar oppoiluuamenle na idea aven-
lada. mormenle se for possivel um accordo equitati-
vo que flnalise a mi-sao qne aceitara. Daos guarde
a V. Ex. Sala das sessfies da conmissflo liquidado-
ra do exlincto Banco do Brasil, fin 2 do otilubro de
IK5t.Illm. c Exm. Sr. Joo Duarle Lisboa Sorra
presidente do Banco do Brasil.Harao de Mau.
Unda a leilura, o Sr. conselheiro Angelo Muniz
da Silva l'erraz pedio a palavra, eexpoz a sua con-
vicoaode que nao eslava na inleueao dos signalarios
da repiesenlaoao offender ou menoscabar a rotnmis-
sio liquidadora, no que fui unnimemente apoiado,
propunliaqoe iaaosedaelarasse, eseeonvidassea mes-
ma nimiiii-jip n continuar no exircicio de suas fun-
rfie*, e sendo proposla a volos a moran do Sr. Fer-
raz, foi unanimemenle approvada. O Sr. barao de
Mau declaroii enl.lo que a comriissilo liquidadora
eslava salisfeila, por ver quj os Srs. accionistas con-
titiuavaui a deposilar nclla a me- na confanrn ple-
na com que sempre a honrarain, c lcvanlou-se a
sessao. [dem.)
CONSEI.IIOS l)E INQURICAO POR MAU COM-
PORIAMENTCI UAI'.ITLAI.
A lei u. 2() do 1. dedezembro de 18I, no g :t."
do arl. -2.", ronferio ao governo a faculdade de re-
formar qualquer oflirial por motivo de man compor-
lamenlo habitual, ouvida primeira a opiniAo de um
ronselho de inquirirao coniposlo do tros ofliriacs do
patente igual ou superior, c prendiendo consulla de
couselho supremo militar. Esla faruldade, porem,
nao foi, como convinha, seguida de um regulamen-
ts determinativo de quae9 os termos do processo, qua-
es as pecas necessarias. o fundnmenlaes da acensaran
de m conducta habitual do alucia!, e quaes os mei-
os de poder este defender-sc pcranle o ronselho de
inquiricAo, que bem se pode qnalilicir do tribunal
de justica militar, por virtualidaile de umn sentcnt;a, e ns consequenrias
delta >3o ama pena, porque importan privaco de
honra e do fazenda do aecusado, por expn-lo i re-
provacao social, marrado com o ferrete infamante do
djscolo, e por levantar enlrc elle e o melhur fuluro
de sua carreira a impenelravel muralha da incapaci-
dade de continuara portcncer i honrosa classe.a cu-
j o servido se dedicara.
O primeiro couselho de inquiricao a que se proce-
deu na guarnirao da corle foi sobre a conduela de
um teneule-coronel ; e era cnlao commandanle das
armas o Exm. Sr. lencnle-gcneral bar.lo de Taquary.
S. Ex. vendo que nao bavia disposirics acerca do
processo dos consclhos de inquiricao, ordenou que o
daquelle lenenle-coronel seguisse os termos ordina-
rios dos de iuvcsdgarao, salos no exercito para veri-
licacSo dos crimes militares. O processo do conse-
lio do inquirirn, or-anisado por scmclhaute modo,
mereceu o assentimento do couselho supremo mililar
por isso que sobre elle deu seu parecer ; e o do po-
der oieculivn porqueem consequencia mandn re-
formar o ofliclal em questflo. Oulros consclhos de
inquiricao temos vislo. c ludos pelo mesmo esljlo.
Assim pois a pradea consuetudinaria de quasi trezc
anuos lem rslabelcrido como termos subslanciaes
do processo dos conselbos de inquiricao, os muraos
dos consclhos de invesliuacao. Parece-nos, porm,
que nao ha paridade neuliuma enlrc as fiincres es-
peciaos deslcs dous consclhos. O de iuvesligacao lem
por liiii a formarilo da culpa dos indiv'nluos milita-
res, e scu processo tem de servir de base do proces-
so verbal do couselho de guerra, que scnlencia, com
appelacao cx-oflicio para o conselho supremo mililar,
o qual julga definitivamente como tribunal de jusli-
ra mililar, de ullima inslaucia. O objeelo do con-
selho de inquiricao he couhecer se o comporlamen-
lo de um ollicial he ou nao habilualmente nio, no
sentido da aecusarao que a esse ollicial fr fcila ; e
opinar se elle esl.i ou nao no caso de continuar a
perleiiicr I. rlasse do exercito. A opinio dcsle
couselho he submeldda aojuizo do couselho supre-
mo militar, cm sua qualidade de corpo consultivo ;
c vista do parecer dcsle, o poder execulivo resolve,
reformando o ollicial, ou declarando que elle data
continuar a perlcnccr a I. classe. O conselho de
invesligarao, pois, toma conliecimenlo da culpabili-
dad.' ilo individuo, paraos Iribunaes militares com-
petentes imporcm a pena correspondente : o de in-
quirirao loma rouhecimento da incapacidade moral
do individuo para o poder execulivo applicar a dis-
posicao ila lei. Ora, sendo muilo diverso o Tira es-
pecial de cada um deslcs conselbos, diversa e apro-
priada a scu fim deve ser a respectiva praxe.
E porque o objecto do consellio de inquiricao seja
muilo melindroso, pela circumslancia de ter de qua-
lificar a rcpulacao de um ollicial ; parece de toda
conveniencia que os termos do processo a seguir se-
jao garanlidores de um parecer inconlrastavcl,
aliin de habilitar o poder execulivo a resolver com
juslira sobre o destino ulterior do processado.
No art. !). da lei n. 648, de 18 de agosto de 1852,
esl.i declarado que a iricuularidadc de conduela de
que lem de conherer o conselho de inquiricao, he a
definida no lil. 5." cap. 1., aeee.. 6.a, art. IGfi do
cdigo criminal, islo he, incontinencia publica e es-
candalosa, vicio de jogos prohibidos, embriaguez re-
pelida, e inepliilao Dataria, ou desidia habitual no
desempeuho de funceos. Nao he admissivel Mofo
sobre a base do condescendencia censuravel, que um
ollicial suba pela e-cada da desradaco cvica,
em relarao a qualquer dos ponlos que pelo arl. IWi
do cdigo criminal rnnsliluem a reizularidadc de
conducta ; e ebeaue al aodesrau da inrorrigibilida-
de, sem qua lenha sollrido por seus actos desregra-
los, prizes, reprehetises em circulo, em ordeus do
dia do corpo, giiaruicao, ele. ele, em que esliver
arriada ; sem que tcuba bavido contra elle partes
de seus superiores, queixas de seus subordinados, de
seus cantaradas, de seus concilladnos, ele. O mililar,
tendo a lodas ns horas meninuciosos deveres a cum-
prir, eslando snjeilo i severidade da disciplina mi-
lilar ; leudo constante sobre elle a zelosa vigilancia
de seus superiores, e em despeilo de ludo isso e ha-
bilualmente mal comporlado, deve ser rcpulado
iucorrigivel ; porque incorrisivel he aquelle que he
contumaz na pradea de acones reprovadas, c inflc-
xivels correcesque poressas acees se Ihe aplicara.
Esse deve ser processado pelo conselho de in-
quiricao ; e as parles, as queixas, as ordens do dia,
os aclus que Ihe inlligiram penas correccinacs,
sao na nossa opiniao os documentos que devem
servir de pecas subslanciaes da arrnwclo de ura
in.io romportamenlo habitual. O juizo do comman-
danle do corpo, e das autoridades superiores com-
petentes as informares semestraes de conduela,
parece-nos que aa devem 1er uutro fim sendo in-
dicar o procedimeuto que o ollicial vai leudo, para
que possa o governo imperial mandar proceder
a conselho de inquiricao, quando Ihe parecer que
assim convem a moralidadc, c disciplina do ex-
ercito. Nunca, porin, essas iuformacoes devem
representar como peeaj cardiaes da necusarao.
Pensamos que dcsle modo fica salva a rcpulacao das
autoridades inlormanles; porque nao he raro di-
zer-sc que olliciacs tem sido injustamente refor-
mados por mo comiiorlamento habitual, em con-
sequencia das informacoes dadas por commaudan-
les, que dizcni Ibes seren dcsafleclos. Dosjstema
que indicamos resulla lambem a conveniencia de
ir o ollicial coulieceudu um a um lodos ns elemen-
tos da base do processo que no futuro lera' de se
Ihe fazer, se nao cohibir-sc de pralicar actos dcs-
regrados ; processo cojas cousequencias silo a per-
da de sua dignidade, a macula de sua honra, o
paradeiro de sua carreira. As apontadas prece-
dencias para o processo do conselho de inquiri-
rn al lecm, a nosso ver, um fim raoralisadur.
O oflirial que sabe que as prises, as admoesla-
tOes, as partes, as queixas, etc., procedenlu de
seus feilos criminosos, sao torcas que se reunem
para alira-lo i desgraca de sua carreira mili-
tar, ao ludibrio de seus compaubeiros c a repro-
vacao de seus concidadaos; esse, se anda nao jo-
sou ao abvsino lodos os principios da disnidade
do homem. e a consciencia do que deve a honra
de suas dragonas, aos primeros embales da dis-
ciplina mililar, arripia carreira, corrgese e reap-
parece sem envergouhar-se no circulo de seus ca-
inaradas. Resultado iuual, porm, se n.m oblcm
das serrelas iuformacoes semestraes de conducta.
O ollicial que pecca por qualquer dos vicios men-
cionados no arl. ItiG do cdigo penal, c que v
que suas fallas apenas Iransluzcm por cnlre asceu-
suras amigaveis de um ou oulro camarada, julga
que ellas ou s3o de niui pouco peso na balanra da
disciplina mililar, on que passara desapercebidas
de seos chefes; c enlo arrastrado pelo engodo
DIARIO DE PERMMBUCO, QUARRTA FEIRA 25 DE OUTUBRO DE 1854.
cava a riacho com a pona dos d;dos, Natalia oovia
um passarinho, que pareca enlao execular um solo
dillicil.
Em que pensas"! pergmitnu elle repenlina-
raenle a Martha.
E In, Natalia ?
(Mi en em nada, nesse passarinho, dizia co-
miso : Elle he feliz, he livre '.
E eu nesla fonlc, dizia cmico : Ella he fe-
liz, he pura.
Natalia Irvanlou-se preripiladainenlc, e dsse :
Retreme-nos desle lugar, onde ha muita Iran-
quillidade para a nossa pcrturbiico. Vamos para o
lado das casas, .Martha. Quem poder reconhe-
cer-nos ?
Mactha obedeccu ainila, c seguio-o. Enlraram
Ingo em urna das ras crandci do bosque. Martha
At a calillado nos ha amarga! disse Natalia.
Cnslearam um muro que coiutuzio-osao portao de
um parque inglez, onde pararam um momenlo para
ver. I,ma incniia de dezoilo inezes, alva e rosada
corria sobre a rclva balbiiciando c vacillando. A
mili a segua i algnraa distancia com um livro na
mo. A menina rhegou-se ao porlao cnenrou com
admiracao a Martha, que Ihe sorria lirondamente,
depnis entrn a sorrir tambera, e disse esla nica
palavr.i : Maizinha I Martha vollaudo-se deixou
ver a Natalia duas lagrimas ao rango de suas faces.
Al os meninos nos sao crucis disse anda
Natalia. Oh .Martha,nao vamos mais adianto, (fue-
res ir para nossa casa I
Quero, respondeu Martha, eslou algum tanto fati-
gad:!.
Porm ilaham ainda de atraveaiar urna parle do
fatal da impunilaile, he arrojado a voragem da des-
honra. Unlrelaulo as informacSes scmcslracs de
conduela vao chelas de juizos desfavoraveis a rs-
pede dclle, de indicaces de m:i conducta civil e
militar, de falla de zelo pelo serviro, ele., ele.
mas nao aprcsenlam ola de nenhuin casdeo cor-
rercioiml pelas fallas, ou accfie m.iscommetdas.
O oflicial apenas sabe que o que ellcjulgava insig-
nificantes devaneios forara graves culpas contra a
disciplina, quando indirectamente Ihe consta que
esl.i sendo processado por mo comporlamenlo ha-
bitual.
Estamos bem longe de fazer edro com aquelles
que infundadamente allribuem a um ou oulro
commandanle o faci de haver concorrido para a
desgraca de algum de seus ofliciaes, dando as
nrorniaccs de conduela o vulto de culpas graves
:is sin; venaos fraqueza?, por causa de desalleicao
particular, c por espirito de mesquinha vinganca
pessoal.
Respeilamos profundamente a dignidade de nos-
sos chefes do corpos, e temos inlcira confianza
nclla ; paranlo nunca seremos echo dos mpru-
denlcs propaladorcs de lacs impulaces, poslo le-
nhanios a dolorosa consciencia de que o syslemu
de accusa^lo de mao comporlamenlo habitual se
presta a essas impularOcs ; poslo lenhamos vislo
que varios olliciacs acensados de scmelhaute ma-
cula, o processados pelo conselho de inquiricao s:lo
qualilcados innocentes cjulgados aptos para couli-
uttarem ii.i 1.'classe do excrcilo.
Segundo nosso pensar, a origem dessas fallazes
impulaces, dessas contrariedades que abalan a re-
putaran, csollapam a forra moral dos commandan-
Us dos corpos, esla na impropriedade c na incon-
veniencia da praxe dos processos de inquiricao
actualmente seguida para o lini especial dos inesinos
processos : esln era ser a base da aecusarao de mao
comporlamenlo habitual, nicamente o juizo pro-
ferido as iuformacoes semestraes de conducta.
A lei (ranean sobre o estado dos olliciacs, de 19
de mala mar ulliciaes por ma conducta habitual, e por ou-
lros mais motivos, precedeudo opiniao do conselho
de inquiricao; e a ordi-nanra regulamcntar para
execurao dessa le de 21 de dilo mcz o anuo, es-
laheleccuyO mudo de organisar o conselho de in-
quiricao, compodo de cincuofliciaes; delerminou
o processo desle conselho; quaes as pecas funda-
mentaos da aecusarao, etc., ele., e ordenou que o
acensado fnsse indinado, c produzsse pcranle o
conselho suas observaees sobre o objecto da aecu-
sacao. Os Iribunaes de honra da Prussia, que foram
instituidos em 1821, para conhecerem das fallas
que os olliciacs cummellem contra a henea, os
quaes sao compostos de toda a ollicialdade du cor-
po do oflicial que ha de ser processado, teem sua
praxe especial; seu processo lem por base os do-
cumentos cumprobalorios dos pontos de accusaco,
e o aecusado aprsenla sua defeza.
Julgamos, portanto, muito neccssaiio, inuito
conveniente, um regulamcutu orgnico para os
nossos consclhos de inquiricao, onde sedelermi-
ncm os meios de colligir as provas de mo com-
poi'lamento habitual do oflicial, e quaes as peca
que devem comprovar a accusacAo ; unde se or-
dene que o aecusado lenha couliccimciilo oflicial-
inenlc do processo que se llie forma ; onde se per-
milla que o oflicial processado use do direilo sagra-
do de defensa propria ; mide finalmente se prescre-
vam lodos os termos ordinarios do processo.
Vin manifestamos este nosso pensamento por
espirito de mitarao da pradea do eslrangeiro, mas
sim porque vemos nessa pradea urna garanda da
nacionalidad^ do parecer do conselho de inquiri-
cao, urna garanta da justa decisau do poder execu-
livo ; urna garanta da honra, da dignidade, do vnu-
lajoso fuluro do oflicial acensado, urna garanda fi-
nalmente ila forca moral dos chefes dos corpos, for-
ras que convem nianler em loda sita plcnilude por
bem da disciplina mililar cojo vigor, cuja integrida-
dc he de vital interesse para o bom desempeuho da
inissio especial da forcn armada.
Rio de Janeiro (i de agosto do 1854.
O capiao do estado maior de 1.a classe, Pira-
gibe.
i Diario do llio de Janeiro..'
Informaco'es semestraes de condeca.
fcjn o nosso arromado dooaprcaae no Diario do
llio te Janeiro de 10 do correulc raez fallamos ac-
cidentalmente das iutormaroes semestraes de con-
duela, a proposito de manifcslarmos nosso parecer
sobre o processo dos conselbos de inquiricao por
mo comporlamenlo habitual dos olliciacs do exer-
cito. Nesse arrazoado apoulamos os inconvenien-
tes resultantes de ser a base cardeal da aecusacao
de mo compnrtamenlo habitual sement o juizo
das autoridades informantes, proferido as iufor-
macoes semestraes; inconvenientes a que d mais
corpo a circumslancia de scrcm secretas laes infor-
males, e (ransmitlidas confidencialmente de in-
formante a informante, segundo a ordem gerajehi-
ca, al ao Exm. ministro da guerra, que actualmen-
te rcmelte-as a couimis-ao de promocoes. Depois da
pubticardo de nosso arrazoado, tratamos de indagar
que aclo do governu prescreveu o sigillo as iufor-
macoes de conducta ; e o lizemos principalmente
cora o lito de descobrir na rjzdo legal desse acto as
coudicOes de conveniencia de suas disposires. Re-
gozijamo-nos do ndo haver encontrado aclo algum
prohibitivo da publicidade das inforraaciics de con-
ducta, porque esta eircumstancia nos deu a liberda-
de de manifestar nosso pensamento em oppasioao e
nina prattea que nao preduz nenhuma vanlagcm, a
da qual dimanam minios iiieoiivenienles. Regozija-
mo-nos, porque se luuivessenios cnconlrailo a pres-
cripeao dosegredo, imposta por um superior com-
pleme, nos, soldado da obediencia constitucional,
e altamente rcspeilador do principio da auluri la-
do, curvar-nos-hiamos submi-so a essa prescripedx),
e nunca nos abalanzaramos a discutir as vanlagcus
ou dcsvanlagens de um ponto dedisciplina mililar
firmado pelos nossos superiores legitimo-, c muilo
especialmente pela suprema intendencia da forca
armada.
Julgamos que S. Alteza o Sr. marerhal general
dus exercilos poiluguezes, conde reinante de
Schaumburg l.ippc, foi quein instiluiu no S do
cap. 1,1 do rcgulamenlo approvado pelo altar de
1S de fevereiro de 17(i:l, as relafeea Irimestracs
da conduela, e caparidade dos olliciacs dos corpos,
para a vista dcllss se proverem os po-tos vagos
dos me-m.is corpos. Nesse remdamenlo nao pres-
creveu S. Alteza a publicidaile das informaroes,
mas lambem nao prescreveu o sigillo dellas. Com
o correr dos lempos se forara inlroduziudo modili-
caees no syslema de laes informaroes, lano na
forma, como na materia, como na poca de seren
dadas ; porm nunca se firmou o ponto de serem
ellss publicas ou secretas, quet facultativa, quer
obrigativamcnle. Entretanto, desde que cnlramos
na vida mililar ( e ja l vai mais de um quarlo de
seculo ) temos vislo guardar-se em geral um reli-
gioso segredo do contexto das infoi macos de con-
duela ; c mis mesnuis. tendo servido inleriuameiilc
de secretario de um corpo por mais de um anno,
o de secretario do roinmando das armas da corle
por mais de doze.ieiiiiiio- a consciencia de haver res-
eslreinereu rcpenlinameMe dislinguindo um lio-' bosque. Quando chegarain perlo da casa' Marlh.i
rnem, que pareca esconder-sea I-az das arvores. lancou os olhos para Iraz, e acerara a Natalia di-
disse ella espadada apellando o;~
Alsuein !
braco de Nalalis.
Vm passeador. lornnii esle.
Mas esli parado all.
Talvez para deixar-nus pascar.
Com lodo Martha ndo fiou tranquilla sendo quan-
do estove fra do alcance ce sua vsla. Porm, nao
leve medo quando vio um.i pobre miilher misera-
velmenle vestida, que apa hava lenha secca.
Ba-rae la bolsa, disse ella a Natalia, c tiran-
do urna moda de prata, deu-a pobre.
_ Agraileeo-lbes, mcus bons lilhos, disse esla,
nao par mira, mas pelo moa marido, que Ireme so-
bre o leito rioente desczfio. Debalde iraballm quan-
lo posso, somos mui dignos de lastima Ragarei a
Dos para que Vmrs. nao conhecam jamis essas
miseria.
Marlha enron e enipallidecea successivamenle.
Depois reliraram-se pressa.
zendo
Olha, mo he aquelle o homem de anda a-
gora ?
Bem nao o viste, nem podes ver esle : elle
esl muilo longo!
Todava se aluuotn nosespiasse?
Quera, ccom que interesse t Demais csuimos
j em casa.
Eram quasi qoatro horas da larde, c depois que
pcrcorrerain a casi e o jardlm, urna nevoa fra co-
niiigucm se linba servido desde muilo lempo, en-
ciieu logo a sala de urna funiaca insupporta-
vel.
Yodemos oa jardim, disse Marlha. A la dis.-ipou
a nevoa.
A noile eslava com efleilo asss bella ainda que um
pouco fra.
Depois de paasearen pelojardim.Martha c Natalia
assenlarain-se em um banco de madeira.
Efe, procuremos ser fcltzes disse ella inge-
nuanieule.
Nalalis pecon-IIic na mo e cncaron-a. Illumina-
rlO pela pallida claiidadc que vinba do reo, seu lin-
do semblante tniha nao sei quede diapbano e encan-
tad, ir que arrebalava os scnlids e alma.
Oh s bella cvclaumu Nalalis.
Meu amigo, lornou ella braudameule, sabe
que j gastamos mais de melade de no-sas ho-
ras
Que imporlam as horas! Todo a lempo pode
conler-se cm um minuto assim como lodo o amor cm
um coraeflo !
Sim ; ma, Nelalb, bem o sabe- e eu n quero,
nosso amor ndo deve ser como os fogos da Ierra que
sbrilbam consumindo-se ; convem que cllese asse-
mellic ns estrellas duceoquo esiao clernanienle vivas
e puras.
Nosso amor ilcvc ser '.... Convem que seja re-
peli Natalia com amargura.Vn-s lemmuilalirmcza,
' .. i.. i.,. .i......_,_. .... ..
peilado aquelle segredo com lana caulela como
se de divulga-lo rerahisse sobre nos a tremenda
responsabilidade moral de urna rcvolurao. Pejamo-
nos de confessar o nosso pnico ; e cspcramos
quo no-lo dcscnlpem, vislo ler-so elle insinuado em
nosso animo rom os severos principios disciplinaros
do lempo em que demos nossos primeros passos
na carreira militar, e ndo termos a fortuna de per-
teneer a classe desses espirilos lories, quo rcpulam
materialidades c desrouiidcravcis insignificancias
os pequeos prercitos da disciplina, cujo com-
plexo consliloe o poderoso mechanismo da ordem
mililar.
Tendo pois passado como principio inviolavcl o
segredo das inforrraces de conducta, o nao lendo
bavido ordem suprrior para isso, tiramos dahi a
illacao que esse segredo foi lanamente estableci-
do pelos chefes dos corpos nos primeros lempos ila
iustiluicao das iuformacoes. E com efleilo, he milito
possivel que os cavalheirosos coronis da escola do
senhor conde reinante de l.ippc, levados do pun-
donor de ndo ocrullarem ao soberano a minima
vcrilade a respeito de seus commandados ; e ao
mesmo lempo possuidos de um excesso de delica-
deza para com estes,dvessom por conveniente ndo
envergonhar aos menos bem comportados, pondo-
Ibes patente o catalogo de suas fallas, levadas ao
conliecimenlo do soberano, e o concedo desfavora-
vcl que dcllcs formavam, em consequencia de seu
irregular proceder ; pelo que conservavam reserva-
das laes inforraacoes. Essa reserva era sem do vida
seguida invariavelmcnlc pelos chefes que se suc-
cediam, ou porque ndo quizessem ceder palma
da delicadeza a seus antecessores, ou por ontro
qualquer motivo, que diflicl lira averiguar agora.
O allrilo da longa correte de anuos que tem pas-
sado por sobre a inslluir.lo das informaroes de
conducta, apagn lodos os vesligios das razocs la-
cilamenlc eslabclecidas, e aceilas em apoio do si-
gillo dessas informaroes ; c ellas licaram sendo se-
cretas pela auloridade do coslume longaraciile to-
lerado.
Nos, qoe bordamos miiilos dos instituios defei-
tuosos da mai patria, fomos seguindo sem discre-
pancia, ccralmeule fallando, a pradea de conser-
varem-sc secretas as iuformacoes de conduca ;
pradea que se lem mantillo inaleravel no meio dos
destroc! daqoellas que teem cabido aos golpes da
alavanoa civilisadora do progresso das lozes ; c en-
tre as que leem sido retocadas pelo buril da crilica
judiciosa, c postas em harmona com os principios
de nossas instituices sociaes.
Quaesquer porm que fossem as razes funda-
menlacs da reserva das informarnos de conducta,
confessamosque, percorrendo a escala das hj po-
nieses, neuliuma adiamos que nos parecesso plau-
sivel. Pelo contrario, a invesiigaca.i de laes razoes
nos habililou a julgar que a pradea da reserva das
infurmacocs he perniciosa a dignidade e a inlegri-
dade, que devem caraclerisar os chefes dos cor-
pos ; ndo prndiiz sobre o mal-procedido o efleilo
salutar da concedo, ncm provoca o estimulo do
hem-comportado pelo incentivo de ver soas boas
actes, seu bom procedimeuto, levados ao conhe-
cimento do governo, relevados pelo lisongeiro con-
cedo de seus chefes. Exultamos de haver encontra-
do, cm apoio de nossa opiniao, a opiniao poderosa e
rcspeitavcl do sabio c veneravel veterano do Rous-
silon, o Exm. Sr. general Ra\ mundo Jos da Cunha
Mallos, ma infesta em seu apreciaval e luminoso
repertorio da legislardo mililar, no dizer que en-
lende que o segredo das iuformacoes do conduela
s convem quando da publicidade resultar prejuizo
a nacao. Se ndo achassemos razes que encontras-
seni o segredo das inforuiaroes de conducta, con-
(enlavamo-nos com appor-lhc o couceilo judicio-
so do Ilustre soldado legisla, que lano abrilhanlou
o circulo ile nossos sabios generaes ; mas porque
essas razoes nos forara suggcridas por nossa fraca
inlelligencia, convem que exponhamo-Us.
Pelo decreta de i de dezembro de 1822, mo
comporlamenlo habitual aearretava ao mal com-
portado a reforma, ou a demissao. Pela lei n. 960
do 1-. de dezembro de 1841, acarrla Mmente a
reforma sob opinido do conselho de inquirido, e
parecer do conselho supremo mililar ; e pela de
n. 648 de 18 de agosta de 1852, \ perda, nessa re-
forma, das vantagens de sold e poslo qu Ihe
compclirem, nos lermos do alvar de 1l> de de-
zembro de IT'.MI^se liver 30 e mais annos de ser-
vico.
Estas c.isligos, segundo a praxe aceila, e aclual-
menle seguida no processo dos conselbos de inqui-
ricao, do impostas ao processado sem elle ter scien-
cia ollicial do processo, sem ser ouvido, sem deflen-
der-se, sem saber mesmo a especialidade das fal-
las de que he aecusado ; s sabe, e indirectamente
que o processo lie pela aecusacao indefinida de meio
comporlamenlo habitual. Ora, como a aecusacao
lem por base o juizo dos chefes as informaroes de
conducta ; como as iuformacoes de conduela sdo
secretas, e ndo se pode saber de quo faltas he aecu-
sado o oflicial. que naturalmente sempre se consi-
dera victima de impulaces ; segue-se que elle, seus
amigos, seus prenles, seus adherenles propalara
que o dieta o perseg.ie por odio pessoal, e para
viugar-se de tal ou tal accao particular, as vezes
mesquinha, s vezes indecorosa. Se o oflicial he
julgado innocente, como varias vezes lera aconte-
cido ; e nos ii.in deveraos allribuir sendo ao defei-
luoso sjslema da aecusacao e do processo) entilo a
linguagem da maledicencia toma o carcter de liu-
auagein da verdade. Se u ollicial he reformado, em
consequencia da accusajaii, a maledicencia ndo
calla-se, e atlribue o resultado a manejos secretas
do chefe, .i sua influencia nosjuizos superiores, por
meios olfensivos aos supposlos interventores. E nao
ser ludo islo muilo e muilo nocivo ao carcter,
dignidade dos chefes de corpo '.' Nao concorrer lu-
do isso para solapar o edificio da forja moral des-
ses chefes, que convem ser 13o fume e lo rigorosa
como a austera disciplina que elles lem rigorosa
obrigacao de manler Pois bem : lodas essas amar-
gas contrariedades dimanam de serem secretas as
iuformacoes de conduela.
Ja dissemos em oulro arrazoado, e o repetimos
ueste, porque callead re JIM o oflicial que com-
inclte algumas das fallas que consliluetn irrcgulari-
dade de conduela, e nao senlc logo o efleilo de urna
repressao legal, julga que laes fallas sao de puuca
importancia, e de nenhuma consequencia para a
disciplina; e enlo, acorocoado pela impundade,
a'.ira-so an golfo dus vicios ; e s quando no fundo
delta enrontra urna reforma vilipendiosa he que
condece a enormidade das fallas que commcllcu, e
que elle julgava descousideraveis.
E ndo sera isso nina deploravel consequencia de
serem secretas as informaroes de conducta? Pois
bem : ponde patente ao ollicial que comer a Iri-
diar a vereda do mo comporlamenlo a ola das
fallas que elle cominelleu em um semestre, c o
juizo desfavoravel qoe delle taz o scu chefe. em
consequencia dessas fallas ; nota, e juizo que vdo
ser levados presenta do governo, que (ndo duvi-
damos ailii uia-lo o chefe ndo lera de fazer no sc-
guinle semestre ola, e juizo semclhanles. E se
infelizmente liver de o fazer a respeilo de algum,
que se torne insensvcl urna adraoeslarao lo ca-
Idcgorica de seu mao proreder, seremos o primeiro
mecen a calur cm as sombras da noile, c tarcos.) I Marlha Eu pelo Contrario s lenho inroileza. Vos-
M jantarein na sala, a qual eslava hmida e s dil : Quero 1 Masen nao sei o que quero. Sim,
"'?; "Me cnular-so nao com minba lealdade, ao menos
O janlar Icrminou-sc logo ; porque elles nao l- e..m miiiha fraqueza. Eu era me atrevera a dizer-
nham tamc, e Marlha apenas comen alguns frte-
los.
l'ma circumslancia ridirula augmenlon ainda a
irritaran nervosa de Nalalis. Elle teiKou aeender
fogo ; mas a chaminc que era mal taita, e da qual
Ihe: Amo-te : E vos se atreverla '!
Porque ndo Eis-aqoi: amo-le, Natalia. Amo-
te Ido verdaderamente quaulo sofro. Amol rom
loda a iiiinha dor... Masqueleos? Ealremerts*
TamhemsoiTres ?
Pens.
Em que cousa lerrivel pensas enlao '.'
Mas, ovclam ni Nalalis fra de si. estas all mo-
Ca, bella, adorada vejo-le sosiuho a leus joclhos !
Amamo-nos, e peno ; Qucm sabe sea verdade oc-
culla pelas convencies e preconceilosnao he favora-
vel ao nosso amor'.' Quera sabe.se Dos nao nos di-
ra, quando comparercsscnios dianle delta : lizesles
bem era vos amariles Quera sabe, Marlha, enilim,
se o amor seja qual for o luaar, e o lempo em que
brilhe, nao he sempre inuocenta como o sol'.'
Oh! Nalalis deixemos desses raciocinios De-
ve haver partea emouvir essas ideas sublis. Eu nu-
co meu ooraedo e ineus insidelos. L'ma voz di/.-me :
Se- sincera si1 honesta juraste com razan ou sem
ella ser fiel a Pedro : compre leu juramento. Alin
dista, meu Dos 1 se cu faltasse a elle, Nalalis, que
pensaras de mira '.' Pergunlo agora islo a mira mes-
nia por lodo quanln taco. Digo comigo : Que pen-
sara elle ? Ea sempre iiiinba Icsleinunha. Ndocom-
preheniln que quera ama tara mal. Qucm ama tem
duas coiisciencias.
Quera ama s lem um coraran exclamnu elle.
Mas tu ndo me amas Es fra, triste e cruel Nao
me amas!
. Nao le amo Dos do reo E que faro enlo ?
(vs tu, Nalalis, que s duro e sombro. Mas, meu
charo, a situar o he tatvez mais forte do que lua
vnnladc. Ndo te arcusarci Porin mo digas que
ndo le amo !
Pois bem, se me amasda-me um beijo ao me-
nos om s !
Nalalis eslava aosps de Marlha. Ella dcu-lhc
um beijo na fronte, um beijo de consolarn, casto e
fia tei nal. Elle lcvanlou-se trmulo e transportado,
e ella lcvanlou-se ao mesmn lempo. Hnave romo
urna lula dos dous odiares.
a declarar que o rcinridenle ndo tem dignidade pa-
ra cingir urna banda : nao lem dignidade para em-
punhar urna espada. Esse deve ser expedido das li-
leiras, por intermedio do processo competenlc ; e
ajo pode declamar contra accusar.es infundadas,
porque, leudo-as visto de caja vez qne Ihe eram tai-
tas, deve levar bem gravada!'na consciencia a indig-
nidade de suas aeces. Dada pois aercumslancia da
publicidade das informarnos de conduela, admilli-
mos estas romo base cssencial do proccs'o de inqui-
rirao por mo comporlamenlo habitual.
Consideremos agora aa informacOes de conducta
cm reiaeje aos ofliciaes bem comportados. Todo
oflicial que se esmera em manler integralmente, na
esphera de sua auloridade, as regras, e prcceilosda
disciplina : que se estarca por bem desempenhar
as funcroes esperiaes de seu posta: que he zetase
de si c de seus devores ; que he activo, vigilante o
caprichoso ; deseja mu naturalmente que essas
quali.lades, que tem de influir no seu fuluro, ede-
?uem, devidamenle apreciadas pelo scu chefe, ao
conliecimenlo das autoridades superiores. Ora, nao
vendo elle as intarmaciies que dessas qualidades se
dao, e observando que seu chefe, pelo dever m-
prcscreptivel de sua posic.lo, dislribuc por lodos
igualmente demonslrarOes de urbanidado c de con-
liaoea, nao dando preferencias para prevnir o ci-
me, que he tao prejudicial ordem do serviro ; de-
monstrarnos meramente transitorias, e que por mais
lisongeiras guo sejam, nao consliluem nma prora
indelevcl da prioridade delle entre seus cantaradas
no desempeuho dos deveres professionaes; Irata de
limilar-se apenas a ndo desccr da posirdo rommum,
por nao ver um incentivo que o estmale i pradea
desses actas qoe revelam o genio e a rapacidade pa-
ra as rommissoes de alia confianra, para as empre-
zas arriscadas. E ndo ser isso urna nociva conse-
quencia do segredo das informaroes de conduela ?
Pois bem: moslra ao oflicial da nossa hypolhcse o
joizo que delta taz o scu dieta as informares de
conduela semeslralmenlc ; juizo, ondevo justamen-
te apreciados seu zelo, sua apliddo, sua inlelligencia,
sua capacidade para uservicn, seu bom comporla-
menlo, ele, e veris esse oflicial, estimulado pelo
lisongeiro couceilo de seu chefe, explcitamente
transmitilo ao conliecimenlo do governo, esmerar-
se rada vez mais cm palcntear zelo, aptidlo, inlel-
ligencia, capacidade para o serviro, bom comporla-
menlo, ele; e em fazer mesmo sacrificios para o
mclhor desempenho de seus deveres, afim de con-
tinuar a merecer aquelle conceilo, c ainda de mais
subido quilate.
Se pois resultam lanos prrjuzos do segredo das
informaees de conducta, se resudara lanas vanta-
gens de sua publicidade, o que he que impede que
ellas sejam publicas, quando nenhuma ordem ha
para que sejam secretas ? Nao se pense que desoja-
mos que as informares de conduela corran) iinpi es-
sas pelas gazetas, era que estojara patentes a quem
asquizerver; nao; porque isso lambem acarrla
inconvenienlcs. O que convem he que cada ofli-
cial veja ludo qu.mln delle se informa; o que os cho-
tas de corpo admiltam suas observarOes, taitas cm
termos habis, e subordinadamente, a respeito do
contexlo da informardo, quando circumslancias oc-
correrem que as reclamcm.
Temos a salisfaco de conhecer alguns, muilo
poucos, de nossos chefes de corpo, que, cheios da
dignidade de sua bullanle posico, e afrontando o
prejuizo dessa retina nefanda, que lera tido tarca
p.-ra supplanlar a independencia de lanos caracte-
res, coslumam aulorisar seus ofliciaes a verem, cada
um respectivamente, o que informam elles a sen
respeito scmeslralmente, e qual o conceilo em qoe
os leem : e de um desses chefes sabemos que d um
carcter oflicial a tal aulorisacao, publicando-a em
ordem da corpo, e permiltindo que os ofliciaes qoe
se julaarem prejudicados na nformaco, represen-
tamos anloridades rnmpclcntes contra aqutllo cm
que se suppuzerem tasados.
Quizeramos, ero honra da inlegridadc de Ido brio-
sos cheles, mencionar nqui seus nomes cobertosde
nosso profundo rspcilo. Nao o podemos, porm,
porque, aralando-os como nossos superiores, nao
lesejamos oltandrr sua mu le-lia, nem tamos aulori-
sacao sua para Ibes rndennos publica o explcita-
mente essa homenagem de nossa respeilosa conside-
raco.
Se lodos os no-sos dietas do corpo se penelrassem
das verdades que aponamos e quizessem imitar o
tauvavelcxemplo dos que indicamos, loriamos a sa-
listaran de ver desonllironisada a ratina malfica das
intarmaroes secretas > enthronisada a pradea venta-
josa, e benefir." das informarnos publicas. Se, po-
rm, para corlar essa arvorc de Ido amargos Inicios,
que lem creado profundas raizes no coslume invete-
rado, he neressario o concurso da acedo poderosa do
governo, o Ilustrado ministro da goerra que a der-
ribar, lera nesse aclo um padrdo de gloria perdora-
velj c sua memoria ser abollonada por lodo a-
quelle que liver a honra de gozar dos foros de no-
breza, garantidos por urna patenta de oflicial do ej-
ercito.
Rio de Janeiro, 29 de agosta de 1854,
O capildo do estado maior da 1. classe, Pira-
gybe.
[dem.)
PERMBICO.
REPARTICfAO DA POLICA.
Parte do dia 24 de outuhro.
Illm. o Eira. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recebidas nesla repartirlo, consta lercm
sido presos : a ordem do subdelegado da fregue-
zia de San Prej Pedro (ioncalves, o cscravo cabra
Alexamlre, a requerimenlo do senhor ; a ordem do
subdelegado da rregarzia de Santo Antonio o preto
cscravo Joaquim lambem a requerimenlo do senhor;
a ordem do subdelegado da freguezia de San Jos,
Eufrosino Ferreira Caldas Brando; e a do subdele-
gado da freguezia da Boa Vista Aleandrina Mara
da t.iuiccirao e o prelo Bernardo cscravo, todos pa-
ra corroccjlo.
Por oflicio de 19 do corrcnle parlicipoo-me o de-
legado do termo de tidianna, que segundo a com-
municacaoque Ihe fuera oautatalcgado do dislriclo
de Podras de Fogo, fra assassinado pelas tres horas
da larde do dia 18 um individuo de ame Barlho-
lomeo Rodrigue- dentro dos curraos da taira dos ga-
dos daquelle dislriclo, por um tiro que Ihe ffira dis-
parado de urna emboscada taita em os malo', clrcum-
vismbos aos ditas curraes ; resultando desse lirn,
alera do referido assassinalo o ferimento grave do
carneceiro Joaquim Flix c de dous meninos, que se
achavam prximos da victima : sendo quo ndo obs-
tanta Icr o sobdelegado ramedjatamenlc emprega-
do lodos os esforctjs para descobrir e caplurar o autor
de un somelhanlc altentado, o ndo havia ainda con-
seguido, e eonliooava na-, diligencias de alcanr.ar
urna c oulra cousa assim como ficava traandn de
instaurar o compleme summario.
Dos euarde V. Exc. Secretaria da polica de
Periiamburn 2 de oulubro de 1854.Illm. o Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Fgueircdo,
presidente da provincia de Pernambuco. Ochefe
de polica, Miz Carlos de Paita Tci.reira.
O Ira lamento do choler a-moi bus pelo
sulfato de strychnina.
Tendo sido publicada no Jornal do Commerrio do
Rio de Janeiro de 2 do rorrele urna nota do Sr.
Delamarre u cerca do Iralamenlo do rhotera-morbus
pelo sulfata de slrvrhnina, proposta pelo Sr. Abe-
ille, medico do hospital militar do Boulc, e trans-
cripta no Diario de Pernambuco de lti dcsle mez,
julgamos dever traduzir e publicar o relalorio que,
apresenlado ua academia de medicina de Pars na
sessao de 2 de selembro a respeilo desse Iralamenlo,
foi por ella approvado ; o islo taremos para que se
nao creia que dolamos passar desapercibidos fac-
los desla ordem, o so fique convencido que as noli-
Ah quem me retorta 1 exclamou elle fra
de si.
Islo disse ella tirando vivamente do dedo o
annel de ouro que Pedro (he dera.
Nalalis deu um ei ilo como se livesse vislo o irmdo,
e fundido repentinamente enlrauliou-se no jar-
dim.
Percnrreu-o cem vezes npressadamcnle. Ellcsof-
fria muilo, soflroii muilo lempo. Auitava, qual alma
tainiula. em torno dessa preza celeste, e compria que
elle misino dnmasse seus desejos.
Emlim sendo um pouco applacada a tempestado
de son coraedo, e voltanilo an bauco em que ludia
deixado Marlha, achou-a rom o roslo banbado de la-
grimas.
Perdoa-mc '. disse-lhe. Ah que dilTcrenra en-
lrc nos En fare-le solrer, c di solfres.
Ella fechoii-llic a Inicia com a inosinha o enrbu-
gando os olhos disse-lhe com um paludo sor-
riso :
Esl passado !
Marlba.deves ter fri, e vais adoeccr. Volla
casa, no leu quarto.
Ah podes voltar, ndo lemas.
Ella lez ura gesta de conlianca ; mas o certa he,
que coinccava entilo a lemer.
Deia-mc lirar aqni, disse-lhe. Sabes que he
meia noile, e que amanhda as nove horas quando
muilo. ilevu oslar na blenda'! Kcsla-nos liein pouco
lempo, amigo, c nos nossos son los daquclla noile lo-
dos os nossas minutas deviam sr Ido oecupados !
Por favor, nao soltaamos mais Parece-mc que le
esquecesile ser feliz!
Tend) colindo um raminlio de madresilva, ella
deu-lli'o a respirar.
Era lambem esse perfume que sentamos no
banco de Chalona) ao jardim de lua lia. disse Nata-
lis, quando ainda era lempo de amar-nos!
ras scienlificas, quccbegam rrle do imperio, ndo
sao ignoradas nesla provincia, onde lambem ha pes-
soas que se dao ao Irahatho de Icr o que se publica
na Europa, e se iulerrssam pela sorlc da humani-
dade.
A vista desse rclalorio e da discussdo da acade-
mia de medicina, que pode ser lida na Gazrtlc me-
dcale de Parit de 9 de selembro, se conheccr que
o Iralamenlo do choUra-morbu* ainda he o que era;
e que o sulfato de strychnina nao ha o especifico des-
sa lerrivel aflecedo.
18 de oulubro de 1854.
Dr. J. de Aquino Fonseca.
ACADEmi.1 VE MEDICINA DE PARS.
Samo' da 5 de setambro.
Presidencia do Sr. Itoslan.
Tratament do cholera-morbus pelo sulfato
de trychnina,
Srs.Venho preencher a missdo de que livesles a
bondade de cncarrcgar-rac, e dar-vos conla dos do-
cumentos, que vos foram transmtlidos acerca do
Iralamenlo do cholcra-morbus pelo Sr. Abeille, me-
dico do hospital mililar do Itoiilc. Esses documen-
tos se compoem de urna memoria e de urna collec-
cao de observarOes divididas em duas series.
Em sua memoria, depois de ter taita sentir a Im-
potencia actual da arle em presenca do cholera che-
gado a seu mais alta grao de dcsenvolvimenlo, o Sr.
Abeille submelte a vosso exame ora melhodo de Ira-
lamenlo por meio da strychnina que, segundo suas
expressoes, nao he inferior, por seus efTeilos no cho-
lera,ao sltalo de quinina na tabre poludosa, islo he,
que a slrychnina cooslilue seu especifico propia-
mente dita.
No intervallo comprchendido entre o dia 26 d"a-
brile.idejunho, o Sr. Abeille linda tratado por
meiodessa substancia 22 casos de cholera chegado ao
periodo cyanco-algido. Sobre esle numero, 10 do-
enles ficaram curados, 1 suecumbiram. Todos es-
ses doenles linham sido atacados peta cholera no
hospital. Sdo essas 22 observaees que compoem a
primeira serie da coleccao de que fallamos.
No dia 19 de junhi) o Sr. Abeille informava a
academia de scieucias bons resultados desee melho-
do curativo, e diriga os mesmos documentos ao con-
selho de saude dos exercilos. Em consequencia des-
la ultima ooinmunic icao c a seu pedido, nosso co-
lega tai submclddo a um exame superior ou antes a
urna conlra-cxpcrimenlaro oflicial. O Sr. Boudin,
mediro era cheta de hospital, foi encarregado de in-
dicar os doenles que deviam ser tratados, de seguir
lodas as phases de Iralamenlo, de verificar nova-
mente os doenles em sua sabida c de assislir s au-
topsias cadavricas.
Nessa conlra-cxperimcntacao, o Sr. Abeille tratan
do dia 2 a 31 de jaldo 33 cholencos lgidos; elle pa-
rou com suas observaroas depois da 22." docnle, a-
fim de ler um numero igual ao de suas primeras
experiencias. Sobre os 22 novos cholencos, 9 fica-
ram curados e 19 morreram; 5 linham sido ataca-
dos na sala dos febricitantes, os oulros 17 linham
chegado de fra. Essas 22 observaees formara a se-
gunda serie da coleccao precitada.'
Todos esses cliolericos da primeira c da segunda
serie apresentavam urna tal unitarmidade nossymp-
lomas que fcil tai reun-tas e organisar um quadro
tao conciso quao exacto.
Resfriamento geral, sempre mais intenso no rosta
e mitos, ausencia de pulso radial ou pulso impossivcl
de ser contado por causa de sua pequenhez, lingua e
respirado fras, cor azul escura do rosto e das ex-
tremidades e algumas vezes de todo o tronco ; vomi-
tas e dejecres de materias esbranquiradas liqui-
das como a solucdo de gemina ; cainita as na melade
dos casos, oppressdo mui-grando da respirando com
ameacosde asphy xia.suspensdo da secrcedo ourinaria
pelo menos depois das elote e qualro horas ; apho-
nia, excavando dos odos, adclgacemenlo (affilementj
dos trajos du rosto : laes sdo os phenomenos cons-
umios que apresentavam os doenles quando a stry-
chnina foi administrada.
O primeiro efleilo notado foi o reapparecimrnto
do pulso radial, o rrslabclecimento gradual da cir-
cularlo, e progressivaraente a volla do calor e das
funecajes d'hemaluse.
Sobre os 22 doeules da primeira serie, 3 suecum-
biram no estado lgido; os oulros 19 experimentaran-!
urna reaceao mais ou menos intensa.
A reappariedo do pulso de maneira a poder ser
contado cftacluou-se em 19 doenles enlrc seis em de-
zesele horas, desde o momenlo cm que a slrychnina
foi lomada, c completa a reacedo, islo he, a volla do
calor gcral, com pulso saliente e mais ou menos
tarta, cnlre dezeseis e quarenla c seis horas.
Em concluso, essa reaceao leve lugar por grada-
cao e sem abalo brusco ; entretanto algumas vezes
fui bastante forte, passadas vinte e qualro horas, pa-
ra lomar necessaria a sangra gcral c local.
A'visla das observacoes, parece demonstrado
que a slrychnina nao-delerminou accidente algum
no cerebro, no tubo-digestivo e organs da loeomo-
cdo; as caimbras mesmo rederam no fim de dezeseis
a vinte c seis doras. Emfim a secrcedo ourinaria, se-
guro indicio de urna reaceao franca, reslabeleceu-se
em inlcrvallosmais ou menos prolongados.
Definitivamente, sobro os 22 doenles da primeira
serie, 3 morreram no estado lgido, \ depois de le-
reni lido urna boa reacedo duranle quarenla e oito
horas a Ires dias, resfriaram-sc sbitamente c mor-
reram asphixyados, como na segunda algide; 4
suecumbiram no estado trpido. O 12 parece so-
bre ludo ler sido vielima de urna cunsumprao pre-
cipitada por orna dupla olorrhca c por urna parol-
ditasuppiirada. Emqnanlo aos 10 cholencos, que
licaram curados, uns sahiram do hospital e oulros
passaram a outras salas para serem traa los de suas
molestias anteriores.
As observaees de segunda serio colindas pela con-
Ira-experimenlaco oflicial sao lambem em numero
de22; ellas conlam 9 curas sobro 13 morles. Des-
ses22 cholencos, 5 viram a motaslin desenvolvcr-se
na sala dos febricitantes ; 3 morreram e 2 escapa-
ran!. Os oulros 17 chegaram de tara e foram tarnc-
cidos, 13 pelos caradores e granadeiros da guarda
aquarlcllados em Courbevoie; 2 pelos sapadnres-
bomheiros de Paris, 1 peta 22 de linba c por 1 do
8 ligeiro, aquarlelados em Paris. Sobros 13 ca-
radores c granadeiros da guarda, contam-se 8 mor-
les; dos 2 sapadores-hombeiros, 1 morreu. e 1 fi-
cou corado, e dos 2 cholencos do 22 e do 8, I
tamnem morreu, e oulro cscapou.
Se se reflecta que diversos desses militares de Co-
urbevoie em Ido adianladn oslado de algdez que a
morle eflecluou-se em urna hora, c una e meia de-
pois da chegada, Icm-se nova convicciio do imraenso
perigo, qne amoara os cholencos transportados para
um hospital remoto.
lia circumslancias que lem urna parle ainda mais
activa sobre o numero das raortes forneeidas pelos
militares de Courbevoie. Eisoquc a esle respeilo diz
o Sr. Abeille:
ila coosas qoe, a primeira vsla, ronfundem a
razao humana: a de que vamos fallar he desse nu-
mero. Fizemos a autopsia de 7 granadeiros e caca-
dores que figurara cm as 8 morles do cholencos de
Courbevoie, c, parecer incrivel, se ndo livessemos
como leslcmunhas nosso medico cm chefe e jovens
mdicos ajudaules inferiores; cncoulramos nos 7
mi ltalos adecenes orgnicas do coraran mais ou me-
nos adianladas.
Depois do ter descriplo as lesOcs
aproximando-as
Enlao vollaram-se ambos para os dias passados,
rczeram-nos com um amargo prazer, e calcularan!
lodas as probabilidades que liniiam lulo de vivercm
unidos.
Duas horas disse Marida repentinamente.
Ah deixemos, en le supplico, esse passado dolo-
roso !
Preferes o fuluro ? lornou Nalalis.
E mo grado -cu, encararan! es-e lgubre fuluro!
Que espetancas ahi os aguardaiam? cora que men-
tiras o encheriam ?
Para li, dizia .Marida, lia simia a arle.
.Mas Nalalis receiava que llie aconlccesse com a
arle o mesmo que rom a vida : jamis seria inestre.
Muilo inquieto, muilo fraco e mui prcmaluramenlc
caneado n.">o se limitarla elle ao esboco, ao projcclo,
ao sonho '.'
Ah minba pobre Marlha, mallogroa-se-mea
vida, sai lerei bom evito na morle.
Mas convem dcixar Dos obrar! lornou ella
gravemente, Bera sabes que lambem ndo temo o
grande repouso. A morle nao me parece un esque-
leto horrendo que mala, mas um bello nnjo que a-
dorniecc. Quem ama verdaderamente deve amar
um pouco a morle.
Rorreavam-sc cora estas ideas sinistras, das qnacs
ndo se apartavam sendo para volla* depois. Appro-
Minaiiiln-sea aurora, o vente se lornou mais fri, c
a Ierra mais hmida. Nalalis rogou a Marida que
entrases.
Ndo, respondeu ella, esla humillado allivia-me
a fronte ardenlc, o esle fro reaoima-me a fa-
diga.
Desde enlao guardaram o silencio, nao adormeci-
dos, mas entorpecidos pela mesma tabre. Nalalis
ousnn inclinar a caneca sobre peito de Marlha, o
qual ergoia-se e ahaixava-se romo urna onda e pen-
de oulros casos anlogos, o Sr. Abeille eTahi deluz
a fatal rondando que as molestias do COTMo con
rorrem poderosamente para a larminacao fa'nesla do
cholera.
Sobre os 22 doeules. da 5 quo morreram sem ta-
rara expenmenlado reacedo: sao 2 de mais do que
na primeira serie; lmenle, cabio no periodo lr-
pido depois da reaceao, omquan.o que enconlram-se
;> nessa primeira serie.
Emquantaaoseffeilosda slrychnian em relaco
ao decrcscimenlo e da de*apprica dos phonomc-
no. cholencos, lado .e passou poneo mais 0J menos
como nos 22 primeros casos.
Depois desla exposirdo sammaria dos resallados
fornecidos pela eolleccdo de observarOes, edegamos
ao ponto capital da questao, ao modo*de.lratanieiilo
proposlo peta Sr. Abeille. Esse Iralamenlo be urna
consequencia lgica e rigorosa dos tactos observados''
Para resolver esla grave queslao, de preciso, sen'he-
res, fazer-vos conhecer a tarmula definitiva em nos-
so collega lixou-se. Eis as prescripees sem que
ndo ha salvaran para os doenles:
1. Quando seda o sulfata de slrychnina no prin-
cipio ou no estado adianlado do periodo lgido, he
preciso dar-se pressa cm operar-se um vacuo nos
capillares. Como a sangra geral he imputante pa-
ra conseguir esse fim, pois que se nao oblcm sanguc
pela vea, he necesaario applicar 15 a 10 sangeso-
gas sobre a base do lliorax, segundo a tarca dos in-
dividuos.
2. A medida que, soba influenciada slrychnina,
a circulando se reslabelece, e aprcscnla-sc a reaerS,
rcilera-se a applicacdo de sanguesugas; mesmo se
abre a veia para esvasiar em parle os vasos, o dar
mais liberdade ao curso do sangue.
3. Pouco mais tarde, mele-sc o docnta cm um ba-
nho quente, cora a precaacao de conservar gelo ou
compressas d'agua fria sobre a cabera.
4. O sulfato de slrychnina he dado em 00 gram-
mas d'agua dislllada ou de solueio de gomma; nos
casos mui graves ou lgidos, a dso se eleva a
0,02 on 0,03 duas vezes por dia.
5. Essas dsos do medicamento cm 60 grammos
de vehculo devem ser tomadas em qualro horas, is-
lo he, um quarlo de porreo por hora.
6. No cholera, os doeotct tem frequenles vomitas,
e rcgeilam lodas as bebidas que tomam. He impor-
tante velar na adminislracao do medicamento, sob
pena de crois decepees; porquanto se he rogeila-
do pelo vomito, os doenles o nao absorvem realmen-
te, entretanto que se pode crer terem tomado (Mees
consideraveis. He pois preciso que se Ibes faca en-
golir om pequeo pedaco de gelo depois de cada
portao, ou algumas godas d'agua fresca. So ndo vo-
milam antes de dez minutos, e que as fancroes de
absorprdo ainda se execnlara, a strychnina lem lem-
po de ser absorvida; se vomitara antes dessa perodo
he necessario repetir immedialamenta a dse.
7. Quando a reaceao se ada bem establecida, isto
he, quando o pulso tem reapparecido largo e com
certa resistencia, quando a pelle he a sede de um ca-
tar suave o hmido, he preciso cessar o uso do me-
dicamento e continuar a dar em abundancia as be-
bidas quentes. O uso das bebidas fras, (ao desojadas
petas doenles, deve ser severamente proscripto.
8. Nesse periodo da molestia, rnnlentar-sc-lia com
observar os phenomenos denominados impropria-
mente lyphicos, e serio combalidos por meio das
sangras geral e local, o gelo sobre a cabera, os re-
vulsivos cutneos, os largos visicalaros era coita so-
bre a ralieca.
Repilo a minha qaesldo: este melhodo de Irala-
menlo, dilo especifico, he a consequencia legitima
e irrcsistivel dos fados observados?
Em os 22 cholencos que compoem a primeira se-
rie, e sobre os quaes se conlam 10 curas e 12 mor-
les, nunca um maior ou menor numero de sangesu-
gas foi applicado sobre a dase do (horas. Nunca os
doenles tarara mergulhados cm um bando quente
com refrigerantes sobre a cabera, afim de facilitar e
enlrctcr a reaceao.
Em corlo numero, o gelo tai prescriplo de prefe-
rencia s bebidas quentes.
Eralim, em mais de metade dos cajos, a slrychnina
tai administrada na dse do 15 miIle2ramraos peta
mandria e a tarde ; em oulros rasos a dse variou de
1 a 2 cenligrammos, raramente 3, lambem pela ma-
nhda e tanta.
Vedes, Srs., que o modo de Iralamenlo adoptado
nos doenles dessa primeira serie so aparta nao s,
mas ilutare em lolalidadc da tarmula gcral, que ex-
pomos.
Ouanto aos 22 cholencos da segunda serie, o Ira-
lamenlo se aproxima mais dessa formula. Digo mais,
porque ndo tendo sido empregados sendo Ires vezes
os banhos quentes, parece diflicl fizar sua cfllcacia
enunciada na formula; porque emfim o Irala-
menlo esl em upposi;do formal com o Iralamenlo
dilo especifico. O uso da slrychnina foi continuado,
ngo obstante urna rcaccSo franca, como se pode ve-
rificar as obr. XV. XVI e XVII.
Nao besito dizer que o Sr. Abeille commelleu um
erro profundo quando, reunindo e ennfundindo as
44 obsirvarOes, ebega a esla concluso, que, sobre 41
casos mui graves, obteve, por meio de sea trata-
ment especifico, 19 curas.
Esta concluso nao he admissivel, pois que o Ira-
lamenlo dos doenles da primeira serie ndo oltareca
analoga alguma cora o da segunda serie ; em vez de
um melhodo curativo nico e especial, he evideota
que exislem dous, cujos resulta los nao poderiam ser
comparaveis c comprehendidos na mesma calhego-
ria. A qual dos dous se deve dar a pretarenria ? A
cscolha ndo poderia ser duvidosa, pois que o Irala-
roento adoptado nos doenles da primeira serie he
mais simptes em sua adminislracao c conla mais cu-
ras. Esse Iralamenlo, que se subslilue naturalmen-
te no formulado com lano cuidado pelo Sr. Abeille,
reduzir-se-ha por fim ao uso da slrychnina dada na
dso de 1 a 0,02 cenligr. duas vezes por dia.
Tal he, Srs., o remedio especifico do cholera-
morbus em lodos os seos graos, especifico cuja acedo
he tao positiva quanlo o sulfato de quinina as tabres
de accesso.
Quando se quer elevar um medicamento i ordem
de um especifico, he iudispensavel determinar
precisamente seus dlercntcs modos de acedo e as
condircs que podem assegurar seus cltailos. Rela-
tivamente slrychnina, quando c como se eslabelc-
ecu a tolerancia? Foi muilas vetes precisoamiudar
as doso- do medicamento que poda sor expedido pe-
losvmitos? seu amargo excessivo provocou a re-
pugnancia dos doenles, e cm seguimenlo as nauseas
eos vmitos? Em que circumslancias fui preciso
augmentar ou diminuirs dses? Que mndifica-
ces opero a na natureza dos lquidos secretados ?
Todas estas quesloes e aquellas, que deslas so de-
duzcm, foram por acaso estada das. as 4 observa-
ees do Sr. Abeille ? He por esla modo que os m-
dicos llierapeulistas estndaram as prepararles de tar-
ro, de aolimonio, de iodc, de quinina, de morphinas
de digi latina. CtC. .'
Na quesillo que nos oceupa, era lambem iudis-
pensavel prestar os maiores cuidados as aulopsias
cadavricas, e principalmente s lesees dos orgaos
digestivos. Fallam totalmente as aulopsias na pri-
meira serie de observarOes. Na segunda serie, so-
bre as 13 ni irles, 1) autopsias forara pralicadas; so-
sava no lempo da infancia em que a mai o ani-
nava.
Entretanto as estrellas linba m-o apagado de
urna em urna nesseco paludo, c j as colovias, m-
sicas de manhda, haviain substituido os rouxinoes,
msicos da noile.
Marlha consultan nrclogio. ao qual dera corda na
vespera s seta horas ; mas elle linha parado s seta
doras e meia, Bem como na vespera ella conlem-
plou essas doras passadas em que haviain detallar
lano do amor, e em que lano haviain fallado de
morle. J era lempo de cuidar cm separar-se!
Butavam passadas as vinte e qualro horas do pa-
raizo !
Enldo viram-se laodesfcilos c lo Irislcs que as-
sustarain-se de sua mutua pallle/.. Marlha ajoslou
ura pouco os vestido, Nalalis lomou-llie o braco cm
silencio, ecm silencio sadiram da casa, o caiumha-
ram pela estrada hmida de orvalho.
Quando avistaran! ao lonee as priniciras rasas de
Clialcnay. pararan) p extremidade do bosque ain-
da sos por ura minuto, ainda ao ibrigudos le-
meos.
Ndo Miaran, ncm cdoraram : a dor e a admiracan
comprimiam-lhes os c-oracoes. Encararam-se sem
di/eivm nada, com amor, cora pasmo, com avidez, e
depois laiicaraiii -e nos bracos um do oulro... Oh !
mas ndo foi um beijo amoroso, foi ura abraco deses-
perada Depois separaram-sercpciiiinainenlc, ella
tai-se sem vollai-c. ello dcixou-a ir-se sem re-
ta-la.
Marida edegou porta da fazenda sustentando-se
rom difliculdade ; mas ficou petrificada no lumiar.
Pedro e iboureau eslavam no palco com os hrucu
cruzados e pareceudo espera-la.
FIM DA TERCEIRA PARTE.
4 :

f
/'

l

j
i
.!


I
DIARIO DE PERMMBUCO, QUARTA FEIRA 25 D OUTUBRO DE 85

bre as 10 aberturas cadavricas, 7 nao conten urna
palavra .1 respeilo dos o.-gaos digWliVM; as nutras
3 provara somonte a existencia d.t p~ .rentoria.
.M.h, dr-se-ha, os fados fallam ina s alto do que
a critica, e semprc foram aiitondade. Os tactos...,
mas sem Tallar dos jornacs o do numero incalcula-
vel de cscriptos que appareceram acerca ilo trata-
Mel do cholera, abr os carmel das academias de
^- lodos os ptzes, e nelles adiareis urna multidao de
raeeitaa e de observarnos to aiarav Diosas quanlo
asdo Sr. Abeille.
Nao eonlcslamos pois os tactos, mas os nao acei-
tamos senao sob condicoes de serem examinados c
-, verificados.
Tal be, Srs., a impresslo que me f/z experimen-
tar o lrali illi i do Sr. Abeille; laes \o as reflexes
que cm miui dispcrlaram. Suhmello-as sem reser-
va vossa approvarao e aj vosso jui;:o. Decidiris
se deveis animar um Iralamento dito especilico, lia -
seado sobre urna experimenlacAj imperteita, emp-
rica e perigosa. Digo |iericosa, por quaulo se o uso
da strychiiina deve espilhar-so pelo publico para
* conihater-se, como o propnc o Sr. Abeille, nio s
lodosos cboleras, senilo a choleriua, nao lardar que
l venha a apparecor uina lerrivel quesillo do respon-
silli l.i.lc medica.
Tenhn a lioura de propor-vos :
I. gtttMgntaga W.St. Abeille sua onmmu-
ntcaojol
2." Que se convide com instancia osse disno col-
lega a publicar suas observao/ies, .-fin que cada
-A '"n l10ssa apreciar seu valor ;
3. Que os documentos sejam rcmellidns a com-
ii. :--i. do cholera.
O presidente da academia poz volaran as con-
clusoes do rclalorio aprescnlado pelo Sr. C.iiardin
que foram approvadas, nao leudo um s pedido segundo escrulinio.
O Sr. Ciberl insisti era que se accresronlo urna
quarla conrluso, que posla a votos loi approvada :
l.-1 Einlim que se dirija a aliento sobre o poni
capital, que o algarismo das curas aununcindo pelo
Sr. Abeille be o que se oblom geralmcnlecom o Ira-
tamculo metbodico do cholera.
Fallaram a favor das roiicluses os Srs. (iiberl,
Loado, Bouchardat, Collincau, l.arrey, llcquim',
liiiuill.ui I e Cazeau ; entretanto que s o Sr. Des-
portes contra ellas falln.
HIBLICACVi, A PEDIDO.
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i VARIEDADES.
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Em 19 de julho de 18.il a colonia conlava 105 al-
mas, seudo
llomens IS, a saber : 91 rasados, em compa-
nbia das suas inulheres; s rasados, rom as snas
mullicres ausentes; 1S viuvos ; (iisollciros; 10 r-
pales.
Mulhcrcs lli, a saber : 91 casada, cm comna-
nhia dos seus maridos ; > casadas leudo os maridos
ausentes ; 11 raparigas.
Criancas 107, a saber : 55 do sexo masculino ;
ai do sexo reminino.
Allcmites, ti', Suissos, 6 ; llaliauo, 3: lles-
panhes, :l; Sueco, 1 ; Io|c/i |. Amcricall0f | .
irancezcs, ,t> ; total, <05.
Mendicidade.
_*>1 dial." de agosto de IS.il existan) na Bclcica
M,aW mendigos, sendo *0,91 lu.mens e 30,380
mulberes.
Tubaras da California.
I.vse n'uma folba de S. I'"raiiriscn que a desro-
bcrla desle precioso tubrculo causou tanta sensai;ao
como aelossc a de una mina deouro. OsSrs. Driard
e Braimer, proprietarios do l'rankl n-Reslauranl,
reuicllcram para Pars urna amostra desle produelo
lo estimado dos gastrnomos. A forma, o lamaulio
e o perfume tmu lu'iaras dao a esperani;a de que
sern pcrfeilas quaudu forcm rolbidi.s em eslac.lo
propria. Salie-se que Pin Tranca as labaras nito sAo
verdadeiramenle boas seuo no lim do onloiio, de-
|>ois das primeiras geadas.e que no principio da pri-
mavera perdem muilo do sen perfume e de sua du-
reza. i.IiiI a c.-lacau conveniente para a colbeila
das tobaras na California '.' He o que anida se igno-
ra, l'orm que exislem cm Sania Cruz ouemal-
-inn oulro ponto, bo cousa que 11A0 padece duvida.
Di/.-se al que os Indios conhecom a existencia dol-
as lia mnilo lempo, c que as comem com prazer.
f inganra motcotita.
Di/, o Birmingham Journal que um ourives de li-
me fllxcrs, viajando ultimamente 110 conlinentc,
rnconirou um Kussn de Smolensk, a queni per-
gunlou :
Que nolicias ha de vosso paiz *?
Nao me fallis cm noticias, lite rrspnndeu o
Kusso ; nada desejo saber. Aquelles que nos servem
sao espioes e sumos perseguidos porqualqucr cousa.
Nao temos folhas estrangeiras ; e as nossas dizem-
nos para onde vai o imperador,os novos generacs que
iioini-a, e nada mais.
Comludo, ao pedido de Myers, conlou-llio osen
amigo a scguinlo ancdota :
Por ordem do govemo rcuniram-se as senhoras
de Smolensk para prepararem fios ilc linhn para o
exercilo russo. Um dia.a mulher do cliefe ile polica
disse gracejando que nAo ere preciso tinto fio de li-
nhn, vislo que o exercilo anglo-francez era IA11 nu-
meroso que malaria lodosos Kussos. No da sesn in-
te mandaram-a chamar ieparlir.flo do goveruo, c
pergunlaram-lbe como pode ella enipngar semelhsn-
tc liiignagem. Deilaram-a ao chAo, levanlaram-llie
i> vestido, c admiuislraram-lhe 10 ch baladas, ludo
ido cm publico. Demais, lavaram-lhe as feridas
com urna lorio infusan da salitre, dizcndo-se-lbc que
se sen marido nAo oceupasse uina poscao emiiienle
manda-la-biam para a Siberia.
Concuo rinqular.
Existe agora uos Eslados-L'mdos um concurso de
riiario du meninos, sendo premiado v iudiviiluo que
aprsenla o mais gordo. O ronscllio da tnciedade
central de agricultura do sul acaba de publicar o
programma dos premios que serao concedidosna oc-
rasiAo do concurso : I. premio, um vaso de prala
do valor do .V) pesos, pela mais bella crianca de 2
anuos ; 2. premio, um vaso temclhanlc, porm do
valor de 25 pesos, pela mais India crianca de um an-
uo ; 3 uina laca de prala do valor de 10 pesos pe-
las chanca* de seis mezes. Urna comlic.An do con-
curso he qucosjovcns americanos que disputaren)
o premio serAo vestidos com fazoudas fabricadas no
paiz. O programma diz que os prcmi js serilo enlre-
gues aos vencedores pelos proprios membros do con-
sclho.
Machina de compr.
O Sr. Frederico Soerensen, engeoheiro civil de
<.openbague liinainarc acaba de inventar uina ma-
china de compor para a imprensa, por meio da qual
lodo o individuo, por mais estranho que seja as opc-
racocs lyposripliicas, pode coinMr lAo rapdamenle
como se falla.
I.'ioa deslas machinas Iraballia conslanlcmcnle na
(ypographia do jornal Faedrclandel (a Palria), de Co-
penhague, onde u publico be admiliido a v-la lodos
os das.
J.i ha muitos anuos que semelhaule- machinas fo-
ram inventadas ; linbaui lodas a prelemao de levan-
tar meranicamente a Mita; a pralic obrigou em
breve a abandona-las. lio para desejar que a inven-
cao do Sr. Frederico Soerensen lenli mediorexilo.
Cm hyppodromo momita-
Dizem que se vai construir cm Pars um inimcii-
0 hyypodroiiio para as corridas, fcslas nacionacs e so-
Icinuidades eqoeslres. Eslo circo si;ra situado na
magnfica planicie que cxislo entre o bosque do Bo-
lonbia, oSeiia c a aldea de S. James. A plaa ro
siibmellida ao imperador, que aapprovou. Eslc h\p-
podromo, ecrcado de muros c garnecido de rcl-
va, admillir as bancadas O.OO pessoas ; 300,000
puderao ver de fra.
Etlalittica ros suicidios em franca.
O ministerio dtjuttlea publicou urna labclla odl-
lal do numero de suicidios judicialmente) averigua-
do, desde o auno de tttf, ;,( no de 18.52 inclu-
sive, (.onsla dessa tabella (erem-sc suicidado no
decurso de 27 nnos 71,118 individuos. Em 1H2fi,
3,647 ; cm 1818. 3,306 ; em 1819, 3,58:! ; tu l5n
3,.VJ2; cw 18.51, 3,598 ; e cm 1852, 3,674.
.' .Socialismo.
>Sr. Cabel acaba de publicar em Nanvoo
priniiiro numero de um novo jornal. Eslc ucrio-
dicu ha esi-ripln em franrez e iulilnla-se a Colonia
Icaria. O primeirn numero conlm um eilensn
1 elalorio acerca da situaran da rolonia. Eis a es-
lalislira dos iodi.iduos que a compoera :
Origem da imprensa peridica.
A impronsa debaixo da sua forma aclual be do ori-
gem moderna, e al rcenle. A Inglaterra, aonde
ella Bateen, precedeu a Franca apenas de alguna
annos neslo invento com as formas modernas.
O primeiio fnlbclo do primeirn jornal que sabio
luz em Londres publiroii-sc em 1.588 com o ulu-
lo de Mercurio Ingle;. Vinte e Ircz annos depois,
em 1611, os dons irmaos Kichcr fundaram em Pa-
rs, com o ltalo de Mercurio t'rancez, urna pu-
blicacAo peridica, cuja'collccrao consta de25vo-
lumes.
A Gazela de Franca, que ainda exsle, sabio .i
luz em 1631, em virlude de 11111 privilegio que l.uiz
XIII roncedeu aosirmAos Rcnandol, semanal, eque
so depois da revolucao se lornou diaria. O Mercu-
rio de Franca, que dcixou de se publicar cm 1818,
vio a luz publica cm 1678. publicado por Jola U011-
neau de Vis. O Jornal dos Sabios, que dcsapparc-
cco quasi com a monarrhia. no meio dos successos
de 1792, e reuasrcii com ella cm 1816, foi fundado
em 1665 por iuiz de Sallo, ronselliciro do parla-
mento de Paris. O Jornal de l'ari:, que (caben em
1830 as mAos de Mvil, foi creado em 1777 por Co-
rancez. No auno de 1789 coinecou a publicar-se ao
inesmo lempo que o Mnniteur Unircrsal. que pri-
meiro seinliluloii Oazela Hacional,n Jornal dos De-
bales, que antea de 1er eslc tilulo era conbecido com
o de Jornal dos Debates, e dos Decretos cm forma-
to de olavo, depois passou a quarlo com o Ululo de
Jornal do Debates e das Ijcis, depois em folio com
o inesmo Ululo, o alinal nesle ultimo formato com o
Ululo de Jornal do Imperio.
Mineral.
Exlrahio-sc iiltimamenlc das minas de prala de
Kongsbcrg (Noruega) um mineral pesando 160 kilo-
grammas, com 94 kilogrammas de prala lina, o qual
vai ser levad-i ciposicAo animal daquella cidade.
Sequeslro dos bois em l'hiladelphia.
I carniceiros de Pbiladelphia, ncommodados por
um lado pelos criadores de gado que semprc qnc-
rein levantar os prei;os, e por oulro pelos consumi-
dores que pugnam conliuuamenle pela diminuacao
do preco das carnes verdes, acabam de lomar urna
enrgica resolugao com 1 qual lia de roflrer loda a
populacao. Em um manifest que publicaran! lia
pouco lempo declararam ler resolvido nao comprar
bois emquanlo os criadores os venderem lo caros,
c aconselharain os liabilanlcs a seguirem bereica-
menlo o scu exemplo, .1 di/erem um adens momen-
tneo aos beefstakcs, c roaslbeefs. O remedio be
cruel, sem davina,mas rspera-sc dcllc os melbores
resultados. Fomos levados, diicm os carniceiros, a
adoptar eslas medidas, porque sabemos que o gado
11A0 falla em nossos campos a poni de lornai neces-
saaios dcsproposilailos precos.
[Jornal do Commercio do Rio.)
Na Grecia para dar ao vinho um sabor e um
aroma delicioso, usain laucar 110 mnslo as flores da
vinlia de que foi exlrahido ; com cfl'cilo substancia
alguma poih dar-lhe inelbor sabor, c mais delica-
do aroma. Eis o processo :
Colliem-se as flores de larde, n'um dia qiienlc,
quando exhalan) aroma mais aclivo. Ahauam-se
as basteas com urna vara, leudo um pralo onde ca-
ben as flores ; depois col!ocam-sc n'um cesto leve,
eslendendo-so sobre um lencol bem branco, edei-
xam-se seccarasombra. Estando atecas mttlem-se
bem acamadas cm vazilhas do vidro 011 de p de
ledra, hermticamente ralbadas, gnanlandu-as
n om local seceo, al que enegae a poca de serem
cm pregadas.
Chegando o lempo proprio, lomam-se 40 a .50
litros de moslo bem claro, com que se enebe urna
pipa meltcni-se-lhe dentro, .500 graminas de flores
em pequeos saceos compridos, feilos de panno de
I111I10 branco, e suspenso pipa ; depois collora-se
o baloque com lodo o cuidado, inlroduzindo Ihe
um I11I11 cncurvado que alravcssa n baloque : dei-
xando-sc fermentar. Concluida a fermciita<;ao li-
ram-se as llores clrasfega-sc, leudo muilo ciidado
em que a oulra pipa lic:i romplclamcnle clicia.
Depois da segunda transiera esln concluida a opc-
rarao, c o vinho pede servir para dar a oulros vi-
nhos o sabor que se Ihe communicou. A quanli-
lade que nesle caso deve cinpregar-se depende do
goslo de qiiem o confecciona.
(Jornal do Commercio do Lisboa.)
CARTA DO VISCONDE DE KIKIKIKI. A SHA
ESPOSA, A VISCONDESSA DO MESMO TI-
I
Viscondcssa, pelo Cxsnc
Reccbi a sua d'oilo,"
Oualro arrales de biscoilo,
Dous presunlinlios dcMurca,
E urnas luvas de camurra."
II
Tres copos de gelalm,
lim bniao de marnela la,
Lina casaca tirada,
Duas loalhas de tilmo.
E Ires garrafas de vinho.
III
Tudo Uto acompanliadn
Da mais bella orlographia,
Eu espero qualquer da
Agradecer em pessoa
Esta iemhranca i i,, boa.
IV
Por entanlo Ihe remello
l'm lindo chapeo de sol,
One mandei lanzar no rol
De ina maselle Tliercza,
Mnlia modista franceza.
V
Tambem Ihe mando um frasquiuho
Prsenle muilo inleressanle,
Dessa pomada brilhanlc
<.)ue amacia, alisa o pello,
E faz Ungir o cabello.
VI
Monseur liaron, que mora
Ao Ciliado, 111', 10 \ eliden,
Ello em l'raiice/ nicdinc
yue a lal pomada, met bem,
as Europios faina tcm.
VII
Se jn lem alguma branca,
Trate logo de a Ungir:
Pois segundo meu sentir
Mulher de cabellos brancos
NAo vale um par de (amneos.
VIII
Saliera que vai correndo
O mundo smil maravilhas,
Na palria das paulorrilhas
rogara grandes navidades,
Contrarias as nasaatades.
Tive pela mala-pusla
Nolicias de Badajoz.
Mas islo lique enlrc mis.
Pois o govemo por lim
Anda com os olbosem mim.
Dcsconfiam, viscondessa,
Que cu pretendo dar o grito,
ratea de mim um cabrita !
Lm 11 ibiiun agitador !
lim lenaz touspirador !
XI
Valha-me Dos que nao sci
Onde me pona mcllcr,
Antes mil vezes morrer,
Doqiiesercngaioladu,
E ser um preso do esladn.
X"
lenho medo que me pello
Dos laes cabos de polcia,
Prefira Icr elbericia,
A propria gota serena
Me causara menos pena,
XIII
Bateo eu, chara priminha,
Ouc sou amigo da ordem !
Eu que deleslo n dwuidera :
Ouenao gnslnde liarolhos !
E lujo sempre de enlulhos.
XIV
Vea a lieos, miliha menina,
Que sobre mim vulva os olhos :
NAo vejo senao escolhos !
Pcrigos mil ante o nariz !
Semprc sou bem infeliz !
XV
Talvez pense a viscondcssa,
yue islo de revolucao
He um grande maranliAo.
Poio|heque nan lie pela,
Lea bem cssa Btela.
XVI
.liando, senhore. os jornacs
l.omccaui de roebiebar,
tic preciso preparar,
E ler sempre a mala-posta,
I os temos Mouro na rosly,
. XVII
l.ogo que vi que o cmela
Anda va ca pelas bordas :
Temos mosquitos por cardas,
Disse cu : ollie. priminha,
yueUI lie a raberinha!
XVIII
A mim nii me euganou elle !
Vi-lhc o rabinbn, c basloo :
Foi feliz, pois nao arhou
Nem um s dos parvallmiras,
yue Ihe fosse s tabaqueires,
\l\
O que Ihe peco, senbnra,
He que nao se comprometa,
Nao mesaada hcela ;
Tranquc-mc as portas e dcixe
yue o seu rapaz roma um ptixe.
XX
E seja o sanio que fiir,
Ora pro nobis, menina,
Sinlo di/.cr-lhe que alia
O calor de forma lal
Que me cbeia a tropical !
XXI
Ando em frabla de camisa ;
lenho as janellas fechadas.
Bebo IrnU limonadas,
E uso baulios de caua,
yue he receila muilo boa.
XXII
Mas nem mesmo assiin respiro,
Pois o sol lio tremebundo !
Dizcm que se acaba mundo !
Se assini be, nAo sel que faca
No meio de lal dosmnea !
XXIII
So asssim he, morremns lodos.
Nem vossa excedencia escapa :
.Minie o siillao, 111 .111' o Papa.
Morre loda a bichara,
Alea lia Maria !
XXIV
Eu por mim no como osla,
yue me parece mu gorda ;
Nao son nenbuin papa-acciirda
yue angola laisniaranhoes,
De tamaubas dmensocs.
XXV
yue meio mundo se acabe,
.Nao digo, prima, que nao ;
Porm nan acbo razo
<.)ue se acabe o mundo inlciro,
Ilavcndo lano dinheiro.
XXVI
Ha, acunara, o quer que soja
Contra os ministros da corda
Os jornaea ca de Lisboa,
Una sao contra, uniros sAo pro;
Eu leio o Diario s.
XXVII
He canudo uflicial
Dos aclos do miuislerio,
slenla 11 ni carcter serio;
Traja vtslidos mu rico,
NAo vive de moxericos.
XXVII]
Os laes Bastos van levando
Tapona de criar bicho!
Esla guerra he de capricho ;
Nenhiiin deles quer ceder,
E lodos querem vencer.
XXIX
Facam l.i o que quizercui;
l.cvem bstanle carolo,
En c par mim nao sou tolo:
A Itussia nada me importa,
Nem lenho nada com a Porla.
XXX
Ergo, prima, va com esla,
Seja-me sempre neutral;
Oihe que Ihe nAo vai mal,
Tenlia saudc, c adeosinlin:
Scu marido, o viscondinho.
(Braz Tisana.i
Francisco Alfonso de
.Mello.....
Francisca Mara, rali
de Jos l-'rancscn
Collares.....(a)
J0A0 Francisco l)u-
arle Jnior. .
Joaqun! Jos de Ho-
rnea ......
Francisco de Paula
Correa de Araujo
hmpregado* da re-
cebedoria.
Manoel Carneirn de
Sema Lcenla.
Monee! Amonio Si-
llines do Amaral. .
Joio Rodrigues de .Mi-
randa........
Francisco AVxandr:-
nn de Vaseonccllo
' .a'i.iea......
Manoel Auguslo de
I'uueiredo .
Joaquim Jos de Sou-
za Serrano.....
Jos (ioncalYesda Sil-
va.......
Angelo Custodio Ro-
drigues Franca. .
Joaquim Maria de Car
valho.......
Joo Antonio de Pan
la Rodrigues .
Jos Jcronymo de Sou
za l.imoeiro.....
Jos Joaquim Ferreira
de Carvalho .
COMMERCIO.
Al.FANDEtiA.
Rendimenlo du dia 1 a 23. .
dem do dia 21......
172:0:129209
14:6:!5>2!2
186:6673451
Descarrega hnje 25 ile autubro.
Barca InglesaBonitamercaderas.
Patache hollaDdeiAfricanodem.
CONSOLADO liERAL.
Ilendimenln do da 1 a 2:!.....4:361>5'il)
dem do dia 1........ 233)905
1:5950445
IM VERSAS PROVINCIAS,
Rendimenlo do da I a 2:1.....
Idi ni do dia 24 ....... .
3230716
573280
3801906
Exportacao'.
Rio de Janeiro, brigue brasileiro Feliz Drslino,
condado o seguale:-17 pipas vinho, 123 voluntes
diversos gneros, 1,351 saceos inlho, 587 moflios
Maros, 3,657 meios de vaquetas.
Penado, Mate nacional igeiro, de 78 toneladas,
condoli oseguinle: 112 voluntes gneros cslran-
geiros, 21! ditos ditos nacionacs.
KECBBEUORIA HE RENDAS INTERNAS liE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a il.....28:.5225 dem do dia 21........ 57:iHi'i2
9:0!)58658
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia li 23.....13::ll.5j96
dem do dia 21........155*607
13:671J553
MOViDICENTO DO PORTO.
Naciot entrados no lia 24.
Macei36 horas, galera agiota Margarclh Deanc,
de 466 toneladas, rapilao James Arlher, cqui-
paem2l, carga assoear e aigodao ; a Dcane Yan-
te i Companhia. Velo receber nrdens e seguio
para Liverpool.
Ierra Nova:t8das, barca in&leta Olieron, de 3iK)
loncladas. caplAo Thomaz Tavcrner, equipagem
16, carga 2,300 barricas com bacalbo ; a James
Crablree Aj Companhia.
Porloi-i das, barra porlugueza Sania Cruz, ilc
322 toneladas, eaplMo Adrio Ferreira da Silva,
raaipagem 17, carga vinho e mais gneros ; a
Francisco Alves da Cunha & Companhia. Passa-
geiros para esla provincia. J0A0 Lupes da Cosa
Araojo, Manoel Francisco Villarliam, Jos Das
Snares, Domingos Nuiles BirAo de Rezendc, An-
tonio dos Santos. Albino liomcs Viauna. Juslinn
de Souza Almeida, Jos lione.ilves. Justino Fran-
cisco Junqueira. Antonio Jos da Fonseea, Anto-
nio de Padua Texeira. Francisco GonealVM de
Carvalho, Anlnnio d'Aaonia de Sonz Junior,
Rernardino Anlonio de Ferias, Jos Manoel Lei-
lao, Anlonio l.araja, (iiuspanlonio Imperalrice,
Raphaelc Nohile.
Rio tiraude do Norte6 dias, lancha brasileira Fe-
liz das Ondas.iln 29 toneladas, meslre Lucas Jos
da Coso, equipagem carga assucar e sai; a
Alux;indi e Jos ila Cosa.
EUITAES.
denle da provincia assim o fazer publico para co-
nlierinienlo das parles aterestadas, e lim de que os
prelendenles ao ditoofllriose habililcn na forma
do decreto n. 817 de 30 de agoslo de IK.il, e apre-
sentem os seus requerinienlns ao juiz de direilo da
comarca do Pajefi de llores un pro/o de60dias, que
coinecou a correr do dia II do enrenle em diante,
para seguircm-se os Iramilcs marcados nos arls.
12 c Ll do citado decrelo.
Secretaria da governo de Pernmnbaea 29 de sc-
lenibro de 1854.Joaqaim Piros Machado Porlella,
ofilcial-mtior servindo de secrelnrio.
De ordem do lllm. Sr. inspector da llicsouraria de
rateada sa faz publica a rclar,Ao abaixo Irauscripla,
para ronbccimeiilu ibis pessoas a qiiem inlcressar.
Thesouraria de fazenda de Pcniambiico 23 de
miliibru de 1854.
O offlcial maior, Emilio Xarier Sobreira de Mello.
Relacao quidadas, que se mandara pagar na llicsouraria de
ruzenda da provincia de Pornambiico, por con-
la do crdito do 4" doart. II da le 11. 668,de II
de selemhro do 18.52, fa/endo-se a despeza rom
fundos do exercirio de 185155.
NOMES.
Ministe- Excr ci-
rios. clos.
---------- ----------
Juslica. 181517
u 181850
1852-53
1819-50
Guerra, 18:1811
Fazenda 1839-33
n
a
0 1)
n
f
11
l>
1>
l)

11
6725000
1559556
1009000
1569000
219612
155119
109821
89656
29312
69192
1338
69492
17*113
10-5821
109821
69195
Rs. 13389936
O lllm. Sr. inspector da llicsouraria provincial,
em cumprmcnlo do disposio no art. *4 da le pro-
vincial 11.129, manda fazer publico para conheci-
ment dos eredorea hypothecarios e quaesquer ialo-
rataadot, que fui desapropiada a Jos Joaquim de
I-relias, urna asa de laipa sita na villa do Cabo, pe-
la quaiilia de 8O.5OOO is., devendo o respectivo pro-
pietario ser pago da importancia da desapropriacAo
ogo que terminar o prate de 1.5 dias contados "da
dala desle, cujo prazu he concedido para as rccla-
rnacoea,
E para constar se mamlnu aflixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario, por 15 ditssucccssivus.
Secretaria da llicsouraria provincial de Pernam-
biicu 16 de oulubro de 1854.Osccrelarso, Anlonio
rerrtra da AnnunriacUo.
O lllm. Sr.inspector da Ihesouraria provincial, em
cumprmcnlo da ordem da Eira. Sr. presidente provincia de 20 do corrale, manda fazer publico,
que uodia 16 de novembro prximo vindouro, pe-
ranle a junla da fateoda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar a quciii por menos lizer a obra dos
concertos da ponlc do Cachaugii, avahados cm
053969308 rs.
A arremalaco ser fcila na forma da lci provin-
cial n.343 de 1.5 de maio do correle anao, esob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem .1 eda aircmalaeAo,
comparecain na sala das sesses da mesma junta, pe-
lo meloda, competentemente habilitadas
E para constar se inandou aliixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
Imcoildc oulubro de 18.51.-Osccrclario.../n,oHio
Ferreira da Annunciacao
Clausulas especules para a arrematacoo.
I.' As obras dos concerios da ponle do Cachaan,
serao feilas de conformdade com o nri-ainenlo. apre-
senlado a approvacAo do Exm. presidente da provin-
cia na importancia de 5:3965:100 _rs.
2.a SerAo principiadas lodas as abroa no pra/.o de
um incz e concluidas no de cinco, cuidados esles Bra-
zos da dala da arrcmatacAo.
3.a A importancia das obras ser paga cm dnas
preslaccs iguacs ; a priineira quando esliver fei-
la melado das obras ; e a scsiinda qaando rorein
concluidas lodas as obras, as quacs seras) loao rece-
Indas deliiiiUvamenlc.
4." O arreiiialanle empregani neslas obras ao me-
nos dous lercos do pessoal de pessoas livres.
'''' '* aricuialank' sera obriaado a ler um meslre
liara dirigir lodas as obras, o qual sera da ronlianea
do cagenhciroencarrtgado da sua inspeccao.
6.- Para ludo quanlo nao esliver delcrminado nas
prsenles cbiusulas,segur-sc-ha o que disiie a res-
peilo a le provincial n. 286 da 15 de maio de
asi.
Conforme.O secretario.Antonio Ferreira da
Annunciaciiii.
Achando-sc vaso o officio de cscrivao do rri-
mc, cixcl c olas do lerino de Inua/.eiro, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhcciincnlo .las parles interesadas, c
alim de que os prelendenles do dilooflicio, se habi-
lilcn na forma do decrelo 11. 817 de 30 de agoslo de
1851, c apresenlem os seus rcqiierimcnlos ao pri-
meiro supplcnle do juiz municipal do inesmo termo,
110 prazo de 60 dias. que comecou a correr do dia II
do correle cm dianic, para seguircm-se os Ira-
miles marcados nos arls. 12 c 1:1 do cilado do-
crolo.
Secretariado governode Pernamhiico 29 de scleni-
bro de 18.54.Joaquim Pires Machado Porlella, olli-
eial-maior servindo de serrelariu.
Arhando-se vago noflirio de cscrivao do jurv
do termo de Inuazeira, inaiula S. Exc. o Sr. prasi-
OBSERVACAO*.
ai Nfln se deve verificar csle pagamenlo sem que
musir Icr salisfoilo oscilo da lieranca, devendo o
documento ser remedido ao Ibesouro para ser junio
ao rrspeclivo processo. Secco de divida da :ta con-
ladoria do Ibesouro nacional cm 7 de oulubro de
1834.
Servindo de chefe de seceso, Jos Julio Dreijt.
O Dr. Custodio Manoel da Silva (uimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesla cida-
de do Recifc, ele, ele.
Face saber aos que o presente edilal virem, em
romo por esle meu juizo se I1A0 de arrematar,
queiii mais der em IcilAo publico no dia 27 do cor-
rele incz ns12 horas da larde, na portarla laberna
de Manoel Vieira Franca, na na do Collegia dcsla
cidade, lodos os gneros e objeelos da (lila laberna.
a bem assim, as dividas perlcncenles ao dito Franca,
o que Indo consta do escripto que se aclia em poder
do porlciro do juizo.
Toda a pessoa que em ditos eneros, objeelos c di-
vidas qnizer laucar, o poder* fazer 110 dia do lei-
lAo cima dilo.
E para que cheguo ao conbecimenlo de lodos,
mandei passar o prsenle, c oulros qac serlo publi-
cados e allixados nos lugares do csljlo, c publicado
pela imprenta.
Reeife 24 de oulubro de 1851. Pedro Tertuliano
da Cimba, esrrivao o esrrevi,
Custodio Manoel da Silca Ottimar'tcs.
O Dr. Francisco de Assis de Oliceira Maciel. juiz
municipal da segunda cara do termo desla ci-
ilodc do Reeife, por S. M. o Imperador; i/ue
Dos guarde ele.
Faro saber qoe pelo Dr. Manoel Clemenlino Car-
neiro da Caoba, juiz de direilo Interino da primlira
vara commcrcial desla coin.irra.me foi routmunicado
ler sido convocada a quarla sessAo judiciaria do jurv
no corrale anuo, para o dia 1.5 de novembro prux-
mo vindouro, ciijosorlcamcnln leve boje lugar, c sa-
hir.un sorteados para servirem na referida sessla os
'18 juizesde f.ielo seguinlcs .
.loso Alaria de Albuqucrquc l.aecriia.
Joo Neiionuccno Barroso.
Francisco Joaquim Machado Freir.
JoAn F'aeundo da Silva (luimar.ics.
J0A0 Francisco de Carvalho Paca de Aodrade.
Dr. Anlonio Vicente do Nasciincnlu FeHosa.
Anlonio io Ferreira Muniz,
Onofrc Jos da Costa.
Jorge Vctor Ferreira Lopes.
Joo de S LetAo.
Thoina/. Antonio Maciel Moulciro.
Jos Joaquim de Olivcira.
JoAn Francisco Maia.
Jos Ignacio Soares de Macdo.
Jos Francisco do Reg Ranos Jnior.
Joaquim Fclix Machado.
J0A0 Baptitla de Souza Lentos.
Manoel JosTcixeira Bastos.
Jos Paulino de Almeida Calanlio.
Dr. Conslaiiliuo Jos da Silva Braga.
Joaquim Jos de Souza Serrano.
Joilii Vieira Paz.
Jos Ignacio Ferreira c Silva.
llerrulann Deodalo dos Sanios.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Planos.
Ignacio Francisco da Silva.
Joaquim Cuelho Cintra.
Jrsiiino Jos 'lavares.
Caelano Goncalves Pcreira da Cmilia.
J0A0 Valentn Vibrila.
Dr. J0A0 Pedro Maduro da Fonceca.
Manoel Joaquim Antiines Correia.
Manoel Caelano de .Medcirns.
J0A0 ilcrmcnesildn Rorges Dniit.
Dr. luuoceiicio Scraphico de Assis Carvalho.
ChrstovAo Santiago de Oliveira.
Francisco Anloniu de Aguar Moularroius.
Manoel Ferreira Accioly.
Jos Caclanj Vieira da Silva.
Manoel Joaquim Mauricio Wanderlcv.
Manoel da Silva Nevea.
Manoel Rodrigues do Passo.
J0A0 Lcile de Azevedo.
Manoel Ignacio de Jess.
Jos Joaquim do Almeida Lopes.
J0A0 Manoel de llarros Wanderlcv.
Jos F'crnandesda Cruz.
Amaro (ioncalves dos Sanios
Os quacs ho de servir na referida sessflo, do-
vendo comparecer, assim romo lodos os cnleres-
sados no imlicado da as 1u da inanliAa.
E para que clieguc a noticia de lodos, mandei pas-
sar o prsenle, que ser i publicado pela imprensa e
aflixado nos logares mais poblicos desle termo.
Dado e passado ucsla cidade do Recite de Per-
nambiico, aos 24 de oulubro de 1851. Eu Joaquim
Francisco do Paula Esletos Clemente, cscrivao o cs-
escrevi.Francisco de Assis de Oliceira Maciel.
Terceira classe.
Ferro sueco de tres polleg idas, barras 6; dilo do
dilo de i dlas, barras 8 ; vergaHMMa ferro sueco de 1 pollcgada, 1; ferro de varauda, ar-
robas 2.
Quarla rlasse.
Cadinhos'do norte de n. 6 10; dilos dilo de o. 8,
10; dlns dilo de 11. 10 10; dilos dilo de 11. 12, 10;
anime liuo de ferro para amarrar, libras 16; dilo de
dilo de meia grossura, libras lli; loncoesde lalAo com
o peso de 5 a 6 libras 2; fallas de Flaudres dobladas,
caita*2; ditas singollas 2; vela, de carnauba, li-
bras 155.
(Juem os quizer vender aprsenle as suas propos-
tas cm caria fechada na secretaria do conscllio as 10
lloras do dia 27 do crrenle nicz.
Secretaria do cousclho administrativo para foruc-
cimcuto do arsenal de guerra 24 de oululunde 18.51.
Josc de llrilo Inglez, coronel presidente. llcr-
nitrdo l'crcira do Corma Jnnior, vogal c secretario.

SOr.IED.lllE DRAMTICA EJ1PREZARIA.
13. RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-feira 25 de oulubro de 185!.
Reentrada da actriz D. Maria Leopol-
dina Slibeito Sanches.
Depois da execueao de nina escolliida ouvcrlura,
lera principio a represcnlai;Ao do apparaloso drama
histrico, dividido em 5 aclos, e que pela primeira
vez ::> .1 -cen.i nesle Ihealrn, o qual se denomina:
OS SETE INFANTES DE LIBA.
loda a companhia faro parle no drama, sendo eje-
cutadas as principacs, pela Sr. D. Leopoldina, os
Srs. Rozerra, Cosa, Reis, Mondes, Sena. Piulo, ele.
Finalisar o espcclaculo com a muilo engraeada tar-
ea em I aclo intitulada.
O ASNO SEHPR3 HE ASNO.
Os Srs. atalgaantea que Bndnram j a sua assig-
nalura, c quizerem ronlinuar ruin ella hajam de o
mandar participar ale o dia terca-feira 21, ao meio
dia,no escriplorio da direc eo da sociedade.
Principiar as 8 lloras .
DECLACG'ES.
A Ihesouraria provincial compra para a repar-
lieAo das obras publicas um barril de alralrAo. Os
prelendenles eomoarecam na mesma thesouraria com
suas proposita em caria fechada.
Secretaria da llicsouraria provincial do Pcrnambu-
co 21 de oulubro de 1854.
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Companhia Pernamliiieana O conselhn da direccao da companhia Periimiihii-
c.ina ciuivida os senl'iires accionistas ,1 realisirein
mais 25 por ecutn sobre o numero de acees que
snbsrrevcr.-im, at o dia 15 do fuluro met de novem-
bro, alim de serem feilas com regularidade para In-
slalerra as remessas de fundos com que lcnide.il-
lender os pratoa do pagamenle do primeirn vapor
em conslrnccso, sendoencarregado do recebimeuto
o Sr. F. Coulon, na rila da Cruz 11. 26.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INCLE-
ZES A VAPOR.
No dia 31
desle mez cs-
pera-se da Eu-
ropa 11111 dos
vapores da real
companhia, o
qual depois da
demora do eos.
lumc seguir
para o sul : para passagoiro, Irala-sc com os asen-
tes Adamson Uowio & Companhia, no Trapiche No-
vo 11. 2.
Pela subdeiegaria da freguetia da Iloa Vista
foram recolhidot cadeia dous pardos com os mimes
do Virtilo e Fabin, que se suppic serem eacravoa
rugidos do poder de seus sciiborcs, esles justifiquein
o sen dominio pera ule a mesma subdelegada.
Subdelegara da frecuezia da 15oa Vista -2 de 011-
liibrn de 1851. O subdelegado supplcnle, ./. F.
Marlins Itibeiro.
Conselho administrativo.
O conselhn administrativo em virlude de auloiisa-
cAo do Etm. Sr. presidente da provincia lem de com-
prar ns objeetosaeguinles:
Para o meio bslalliAo do Cear.
Panno prelo para polainas, rotados"!.
Primeira e segunda classes de ollicinas do arsenal
de guerra.
T.iboas de assoalho de cedro II; euslado de dilo 1;
reos de ferro de 2 '. polleuadas, arrobas 1; ditas
de dito de I l|, arrobas |,
AVISOS MaltITDIOS.
Para a llahia seaue em poneos dias por ler par-
le de 911a carga prompla. a licm conbecida e vclei-
r.t sumaca Ilertcncia ; para o resto da carga e pas-
sageiios, para o que lem bous comniodos, (rala-se
com scu consignatario Domingos Alves Mallieus, na
ra da Cruz n. 54.
Para Lisboa seguir breve a salera pnrlusueza
Margarida, de que be capilAo Joan Ignacio do Me-
nezes, por ler i maioria do seu rarregamento promp-
la : quem na mesilla quizer corregir mi ir de passa-
gem, para o que lem bons rommodos, pude cnlen-
der-se com os consignatarios Amonin Irmaos, ra
da Cruz 11. 3, ou com o sobredilo capitAo na praca
do Commercio.
PABA A BAHA.
Vai seguir com brevidacle o Iiiate For-
tunan, capito Pedro Valette, Filbo: pa-
ra carga, trata-se com OS consignatarios
Antonio de Almeida (lomes txC, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
Para o MaranbAo segu em pouros dias o bem
conbecido hiato Intencicel, de 37 toneladas, prcuadu
e forrado de cobre, e de primeira man lia ; para o
resto da carga e passageiros, Irata-se na na do Vi-
gario n. 5.
LEILO'EST-
O agente Rotja, amula-leva 2t do crrente, no
scu arma/.eni, rua do Collegio n. 15, faro lelo de
mnitoa objeelos, como bem : obras de inarrineria de
diOetentet qualulades, um encllente piano de jaca-
rando de noslo modernissimo, dous dilos mais infe-
riores, obras de miro e prala, relngiot para allibei-
ra, parede mesa, uina grande qoantldade de per-
fumarias muilo linas e modernas, una dita de casli-
cacs do /inco, palmatorias, linteiros de porcelana,
candieiros ngUzes e Irancetea de varios modelos o
maternas de vidro c eaaqainbu ele, amendoascon-
feiladas em frascos grandes o pequeos, familia .le
mandioca muilo superior, mclbor do que a do leil.1i
passado, emitios muitos objeelos de diflerentei qua-
lidades, que se acliarSo patentes no mesmo armasen).
O agente Vctor Tara leble poraulonsacao du
lllm. Sr. Dr. juiz de direilo da primeira vara "do ci-
vel o do commercio, a reqoerimeofo do procurador
fiscal .y massn do faili.ln .Manoel iiolelbo Cordciro,
de lodos os seeros, armadlo c restante dos trastes
existentes na taberna da mesma mana, sita na rua
Direita n. 53, em um s lole 00 a voutade dos com-
pradores, pelo maior preco oiTerecido, quinta cira
2fi do corrale as 11 horas da manbaa na indicada
laberna.
O agente Oliveira far leilSo da mobilia, que
fui do tinado Dr. Comes, de saiidosa memoria, ron-
sislindo cm snfa, radeiras de jacarando, liamhur-
guetaa e americanas, niarqne?as,bancasdc rolumnas
edo joao, dita para sof, commodaa, suarda-livros,
secrelaria, rarleira rjeviagem, poreao de livros, me-
sa de abas para jaodar,cabido, un grande espelho
dourado, oulro dilo menor, mocador, reioglos para
mi sa, vasos para flores, lou^a de porcellana para ti-
moco c para janlar, garrabs, copos, eompoleiras, c
diversas obras de piala: quiila-leira 26 do corrale
os ni horas da uianhai, na casa que foi do referido
Dr.. aterro da Roa-Visla,
_ Brnnii Praeser 4 C. laro leilao por inlcrvcn-
co do agente Oliveira. de gratule sorlimenlo de fa-
tendas as mais proprias do mercado: sexla-lcira 27
do crranle, as to horas da manbaa, no seu rma-
tela, rua da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
AOS SKS. SOLICITADORES.
Os Srs. solicitadores de causas, que
nSoestiio inscriptos no almanak, e (|uei-
ram s-!o, podein mandar seus nomes e
moradas na livraria n. (i e S da praca da
Independencia.
O cauteiista Salustiano de Aqutao
Ferreira, tem toda a conviccao que os
seus bilhetes e cautelas liao de victoriosa-
mente tritimphar com as dual tortea gran-
des da lotera da matriz de S. Jos, pela
mui rica e variada numeraciio comprada
em grande escala aotliesoureiro; a elles
que estao no resto!
O abaixo assignado, pede i todas as
pessoas que Iba sao devedoras por com-
pra de bilhetes de lotera, que se dignein
mandar pagar-llie o mais breve possivel.
Anlonio .lose de Faria Hachado.
Rcsponde-se ao Sr. Jos Maria l i mcal ves Vi-
eira (iiiimarlcs, que no Diario n.2i do lerrja-feira
21 do corrate, diz ter justo c contratado a compra
de urna casa sita no Poco da Panella roa da S.u'ide
n. 1, que dita casa nao pode ser vendida porque nao
perlence a este Sr. que se diz vendedor, e tim aos
legtimos herdeiro* da finada D. Josepha Senliori-
nha Lopes tiama, para cuja verilicaciio so podeni o
Sr. Goimaraes entender com o bordei'ro JoSo Sergio
Cesar de Andraile. .
!)eseja-se fallar ao Sr. Bernardo Anlonio de
Azevdo reroaades, a negocio de seu interesas : no
escriplorio de Domingos Alves Mallieus.
L'm sacerdote desoecupado se olTerere para as
aristas do Natal, seja cm que lugar for ; a fallar na
rua do Sebo, sobrado amnrello.
OITerecc-si! una ama para casa de bomem sol-
Iciro ou do penca familia ; quem precisar, dirija-sc
rua da Ce.nceie.lo da Boa-Vista u. 52.
OUcrcie-se um liomcm brasileiro para feilor,
administrador ou caixero de eogenho ; lem muita
pratira desse servico por nellc se ler empregado ha
muilos anuos : na rua do Amorirn n. 48, arniazem
de Panto A Santos.se dir quem he.
Loja de Todos os Santos, rua do Colle-
gio n. I.
Chesnii mesma loja cima um sorlimenlo de
mangoinbas de vidro com diSerenlet tantos c sanias
dentro, que se vendem pelo eliminlo proco de 500
rs.. (10. 800rs., IfOOO, I9600cte00; assim como
peales de marfim para alsir a I^OOO; c um snrli-
inenlo de palileiros de porcelana a igOOO e l$280.
Loja de Todos os Santos, rua do Colle-
gio n. I.
Chcgou mesma luja cima um sorlimenlo de es-
lampas de sanios c sanias, em poni grande c peque-
o, que se trocara por lodo proco para acallar; a
ellas aliles quo se acabem.
&m* "..:."::" ;:.. "
@ O Di. Cnrolino Franciaco de Lima Sanios $j)
, mudou-so para a roa das Cru/.es n. 1S, pri- Jp
_ nieiro andar, onde roiitina no eiercieio de *.<
. sua prnlssaii de medico ; c alilisa-seda ocea- S
i para de novo ao publico oll'crecer seu
pi estimo, coi.....ncdico parleiro. o habilitado j
9 a certas operarlessobre tudo das vas nur- **
liaraspor a ollas se ler dado com especia- l
J lidadc em tranca. ft
S;.'.,::.?^.'i .', : :
DECI.ARACAO'.
Ningaem descobrira na oola, que se le no mappa
slalislicii das pessoas fallecidasna>fregueiias de San-
io Anlonio, S. Jos c Boa-Villa, por mim organisa-
do visla dos qoe liaviaui sido remanidos commit-
slo do Hygieoe Publica pelas respectivos Srs. viga-
ros, referencia ao Sr. Dr. Pratodes (ornes de Son-
ta Pilanca ; e tanlo nao foi minha intenco a elle
referir-me, quo ala honlem ignorava quo* este dia-
tineloeollem litaste ordem de remoller a mesma
cnmuiissao mappas niinuaes.
Dr, Jnai/ilim de aina Fon:e.u.
QhouS'/hc tndem, Catilinn,abutere patientia nostra.
At quando, Cainelislas, abusareis da nossa paciencia?!...
Ja muilo hemos dilo a respeilo dc-se pcriuico,
que appareccu cm minha provincia (tolerante i pon-
i de supporla-lo) com o nomo de Camelia. Para
que u publico avalie quo auge lem cbog.nli os
seus redactores, c para qoe nao julgue injusta a nos-
sa ctilict, Iranscri'vemus abaixo um artigo da /esme-
ralda n. l.o, publicado no auno de 18)0, c um da
Camelia n. (i, publicado em I85t! !.'
Nada mais diremos, pe,lindo somenle a alfencao
do publico sobre a sua leilura, pira que forme o seu
juizo ,i respeilo da Camelia vosso Hlenlo tal era re
gislr.ir mais esta vergonha daquelles plagiarios, qoe
roubam lao cscamlalosaiiienle, nas paginas da Pal-
matoria ; porm como as suas columnas sao i i de-
mais acauliadas, nos resolvemos a mandar imprimir
no Diario, para que lodos liquen! sabendo de quan-
lo he capaz a redacrao da Camelia'.
O redact-.r da Palmatoria.
A MINHA MELANCOLA.
Em um instante
Tudo miidoii-se,
0 riso em pranlo
Cruel Irocnu-se.
(Dirco.)
n Oue leus meu corac;lo'.',.. Porque nao pulsas
cuino oulr'ora?... O que le punge'? A trisleta, es-
sa filha do Averno, se apoderou de li. flaaella-le, e
nao le deixa respirar a tlexria, essa doce cmaiiacao
do eco! *
Ah! quao amarga b minha cxislcncia. qnlo
isiagosslo meas dias!... Melancnlia, foge, fjgodo
mea eoraetra, iiiio o persigas mais, vai-tc para as so-
lidcs, ausenla-le, c dcixa-me respirar!...Mas que
digot
He impossivel que assome o riso do prazer nos
(remitios e descoradoi labios de quem senle com an-
lecipacilo o agudo e horvado cspinbo ria saudade I
lie impossivel que, quem vai separar-se do talismn
que o prende a vida, quem vai de um co de delirias
calur n'um inferno do tormentos, quem vai passar
allim, por urna ausencia cruel de sua estrella queri-
da, Hala ao menos um vislumbre do satisfarn | Er-
guc. pois, melancola, minha terna e insoparave!
companlieira.o leu llirono dentro cm meu peilo, fixa
a Ina murada em meu coracao!
(Juanlos c quanlns dias nn decorrem, em que eu
passo entregue mil pensamentot, a mil considera-
ees I Qoantas e qaanlas horas ao te cseoam, em
que en passo, como alluciiiado, pronunciando so-
inenteiiin nomo que j milis se pude apagar do mi-
nha memoria, um nome lo charo, lao doce, laO ler-
no, lao scduclor!...L'm nome... que me faz recor-
dar ideas quo me cslo gravadas no intimo do cora-
cao .... Nome mvstciioso, nome querido, que, aem-
preao proouociar-te, me palpita o peilo! Nome de
un tajo A quem jurci adorar e incensar com o lliu-
nbulo de acrisolado amor Nome.... que exprime
para mim a mais deliciosa harmona, que eu desojo
cantar-te em lodos os lona, rom lodas as vibracOei
dos euros anglicos!Linaida!... Linaida!... h'e a
lua separaeo a origem da Iristeza do meu coracSo :
es lu a causa do meu sollrer!
Tu vas, e cu lico, isolado qual lenra plaa cm
rido diserto! As las palavras, bem como fres-
co urvalhosobre Ierra rioa c necea, animatam
meu coracilo c Ihe davam nova vida 1
E agora como existir?... Como longe dos leos
olhos, desses leus fascinadores olhos, posto eu tiver
sem que meu peilo nao seja apunhalado da mais
pungente dr?...
Nao vs aquella triste e gemebunda rola, quo,
havendo perdido o charo objeclo dos seus amores,
procura, sem cessar, aqui e all; c depois, nao o
adiando, pousa cm um raniinbn, carpindo sua des-
ventura '.'
Assim sou cu !
Nao te; aquello mancebo com os cabellos cm de-
sorden!, o rosto macilento, olhos encovados c siilToca-
do cm lagrimas, copia liel da Insiera, que perdeu
um bem que jamis achara cm loda a vida, a sua
caiinhosa mii !
Assim sou cu, que perco lalvez mais do que
mai,
No ves aquella virgem, oulr'ora lao bella, laose-
duciora, camiahando com passosIonios, loda pansa-
Uva, loda inerencoria. ir seniarsc na summidade
d'aquello roche do, a ver se anda lobriga o fraail le-
nho cm que partir o seu amante, e ja sem esperan-
ce deixa escapar do imo peilo un saudoso c magoado
suspiro, e acccna-lbc umadens com os olhos humi-
decidoa por ahorrado pranlo'.'
A Nao vs, emtim.aquellelijzarlo triste c pavoroso
onde, jai marmreo tmulo do um filho de Marlc,
cercado de verdes cypresles e cbarSet, que sobre'elle
se debrncaui c onde asourciras avet soltara lgubres
pios, que inlerroinpcm a ralada ,1a iioilc'.'
Assim iie a minha tristeza Oulr'ora o hori-
sonle dosmeus dias nao appareca anuvadn ; mo-
mentos de prazer cram todos os da minha existencia;
o riso assoniava constantemente cm meas labios; a
alegra dominava cm men coracao! Ah'. quao feliz
en era! Mas boje !
Nuilessfio os das da miaba vida.'... lagrimas e
suspiros-ao a expreslo de inhibas alegras !...
Mas ha um Dcos no eco, o una esperanca no meu
coracao!... < sao estes os dous los da cadeia que
me prende a este mundo '.. Quando iluvidando do
meu Dcos. renegar com elle minha rspecanca, a re-
siguacii do turnlo ser mea ultimo amparo! E
se um dia passares junio lousa que encubrir meu
carpo, nao escarneces do llardo, que leve um cora-
cao, cujo ultimo palpitar foi deamor que leve
una voz, cuja ultima vibracao fuiLinaida
D.
{Esmeralda u. 1.)
A MELANCOLA.
Em um inomrnlo
Tudo mudou-sc.
O riso cm pranlo
Cruel Irorou-se.
{Dircen.)
(no te npprimc, meu trisle coraro !... Porque
nao palpitas, romo lia pouco fazias !... Que le dila-
cera ? Que piinli.il asudo o espinaos birlos le ras-
gam dentro de meu peilo !... Quedar to penetran-
te le punge } A tritlexa essa filha do Averno, se
apossoii do li, llagella-le, e mo consenle que gozes
alegra, essa emsnacilo do eco !... Ah / quanlo a-
margurada be minha vida quao Irisles e dcplora-
veis sao meus dias!... Melaucolia, vermedevora-
dor, sella pcnclranle, ausenta le, foge do meu co-
racao. c vai para onde eu n.to le veja, onde nao
sinla leu poder. Tem piedade de mim. deixa-me
respirar!... Ah nao pode assumr o riso do pra-
zer nos desmatados labios qucllc que senlc anleri-
padamenle a saudade dilarera-lo, nao he dado corar
um s vislumbre de alegra, esse balsamo consola-
dor, aipiellc, a quem hmido pranlo reja suas la-
ces, que vai d'uin co de delicias aprofundar-se
Bol abvsmo de lormenlos, de horrores, que vai
carpir a ausencia consumidora da deon da seus
pensamentot !... Ah! melancola, ja me aprazos,
s minha el eompaoheira, vem habitar em meu
peilo, crgue nelle leu llirono, fixa leu imperio em
meu corarlo.
o Sim ; quanlos longos dias lem passado, quanlas
enfadonhas horas lem derorri lo em que lenho pas-
sado como delirante, halhuciandu cheio de aneieda-
de o dolalrado nome daquella a quem se dirigcm
lodos os meus pensamciilos, nome (ao temo, (lo
seductor Esse nome que ma Iraz a memoria mo-
mentos preciosos, e esl gravado denlro do meu
peilo !... Nome vysterioso, que faz-me o coracilo
palpitar, e desfazer-se cm sentidos ais: Carlinda !...
Carlinda !... Tu s a causa de meus males, desse
padecer que consume, desle amor que alea em meu
peilo l,'io intensa chainma !... A lua sepera^ilo he
a causa de minha tristeza .'... Como exislir sem le
ver como passar nm s momento fra dos leus olhos
fascinadores? como sollrer eslas puiihaladas Ha pc-
netranles, oslas dores lo (errveis '?... Tu vas e eu
lico abandonado, qual lema plaa em rido do-
serlo NAo ts aquella triste c semehunda reliaba
soltando por entre asarvore.s lamentosos qiieixumcs,
e piedosos ais, por ler perdido o mais prezado ob-
jeclo de seas amores, c procurando de balde, sem
cessar anu e all, c nao o adiando poiza rrnassada
de dar em um ramiuho, onde deplora sua infeiici-
dade ?
Assim, amada Carlinda, sou cu ?...
a Nio ts all aquello abatido mancebo com os
cabellos arrepiados, o semblante dcsfcilo, os olhos
desmaiadea e abysmados am lagrimas, imaaem pu-
ra da trisleza, a quem a dura marta Ihe rouliou -
enlc mais idolalrado, que elle nunca tornara a cn-
contrnr cm loda sua cxislcnria. sua amornsa mi !
Assim, Carlinda. son cu que pcrcoseni du-
vida mais do que mili.
Carlinda. nuiles silo os dias de minha vida!...
amargo pranlo, c piedosos ais slo as expresses de
meus prazeres !... Mas. ha um Dos no co, c nina
aspiracao no meu coracao, que s o os dous erillics
que rae ligam a este mnndo !... Qaaado davidando
do meu Deoa, roncear com elle minha aspirac-io, o
solfrimenlo do (uiiiulo ser meu ulliino arrimo! E
se os cuidados le levaren! llgOJB dia a passar junto
da friil louza, que encerrar meus restos, nao tom-
bos devale quo voloii-le um coracao cujo ultimo
palpitar foi de amor, que aotet de cerrar para sem-
pre seos olhos, pronunciou um so nome c eslc mi-
me foi o de Carlinda o
( Camelia, n. (i. )
O bilbele n. ttiLl da primeira parle da primei-
ra latera da matrit de San Jo-e, partaaee a caita
do segundo balalbao de infanlaria da suarda nacio-
nal desla cidade.
Prociaa-oo de urna ama de leile: no l.irso do
(iorpo Santa, arraatem ii. t.
No dia35 do onlabro, pelo juiz da segunda va-
ra do civol, por ser a ultima praca, se lia de aire-
matar a casa terrea tila no aterro da Una Vista u. 27
c um sobrado de um andar nos fundos da mesma.
Na rua da Cadeia do Herile n. 7 loja de Anto-
nio Lopes Pcreira do Mello V C, continua baver
nm Completo sorlimenlo de caitas com chapen de
fellro da bem condecida fabrica dejse do Carvalho
Pinto & C. do Itio de Janeiro e noi cummmln preco,
hem cuino anda existen! aluunia-, caitas com as cx-
cellcnlea yetas de carnauba da fabrica de Manuel Das,
do Aracali, assim como algatna tpalos de orelh.i,
obra mallo boa, feilos no mesmo lugar, ludo por
cuinmo io proco.
Prccisn-se de uina ama que atiba rozinhar e
fazer todo mais servido de urna casa : no largo do
Terco, segando andar, n. 27.
Alonarse pelo lempo da rosta un sitio na Ca-
pulina, a niarsem do ro, com oplima casa, cnnUndn
qualro salas, nove quarlos, cozioha fra, com lodos
os maia arranjoa necessarios ama casi de campo:
os prelendenles dirijani-se a i ua Direita n. !l:l.
Preei"a-se de um feilor para Iralar de um pe-
queo sitio pertO da praca : a Iratai na lineal a d:i
Madre di- Deaa, anna/em n. H,
Tonda fallecido cm 11 de setembro do corren-
le anno na villa do Anadia, provincia de Alalinas a
rriuula Romana Maiia da Conceican, filha legitima
do prelo Africano Ventura Paes da Concciciio e sua
mulher Vicencia de tal, crioula, sendo aquella falle-
cida Humana casada na mesma provincia de Alagoas
com o prelo Africano Francisco Jos da Costa, que
anida Ihe sobrevivo, faz se niisler, que quem se jul-
gar legtimamente prenle daquella Tinada annunciu
por este Diario no prazo de Ires dias.
No dia '.I do crrente me/ desappareceu o mu-
lato Alcx.indre do abaixo (asignado, com os siinaes
seguinlcs: alio, secco, qne reprsenla 20a 22 taaos,
honila Sgara, com um signal em nm dos olhos que
fechado deixa nppareetr o signal de lima fstula, le-
von cami-a de almidao e ceroula do mesmo panno,
com um gihio de courode ovelha, futi de San Ben-
(o de liaran!.un-', lo.non a estrada do Recite, foi vis-
lo em San Joflo dos Pnmhos, passnu cm Sauto An-
illo, he provavcl que estoja nesta praca, pois sempre
leve volitado de IBBlar praca assim fosse forro, o por
isso rccoinmcnd.i-so a lodas as autoridades o rapilacs
de campo a appreheucio do dilo mualo, e entender-
se com o procurador du abaixo assignado nesla cida-
de o Sr. Rufino da Cosa Pinlo, que fica com poder
para dar o destino ou vende-lo.
Joo Rodrigues da Paixo.
Roga-se ao ao Sr. A. P. que lem um chapeo
na rua da Praia u. 11. empenhado pela quanlia de
I';. que baja de ir lira-lo no prazo de tres dias, do
contrario ser vendido pela dita qiinntia.
Roga-se ao Sr........ quo no da 2 do cnrrenlc
romprou na loja n. 72do aterro da Boa Visla o meio
hilliptn n. 287 da latera de San Jos, o favor de
comparecer na dila loja.afim de se resolver certa du-
vida; ese assiin o nAofzcr so usar dos meios legaes.
Pede-se ao Sr. Cincinalo Mavignier, relralitta,
o obsequio do mandar levar i rua dn Livramenlo n.
3S, os retratos de dagucrrcolypo que Ihe foram con-
fiados, vislo como gnora-se a sua morada, ou alias
lenba a hondade de declarar onde reside para ser
procurado.
Aluga-so um armazem com grande quintal,
proprio para corheira ou oflicina de marcinciro, silo
na Iravessa .lo Marlins : a tratar nos Coelhos, sobra-
do n. i.
No dia 22 do crrenle desippareeeu da rua du
Livramenlo n. 14, um cachorro grande muilo noto,
lodo pintado de malhas brancas pelo corpa, enmuro
Ibas cortadas, levando no pescoco um podaco de cor-
da, e lem a cauda col : quem o descobrireliverem
sen poder, dirija-so casa cima, que sera recom-
pensado generosamente por Francisco Cavalcanli de
Albuquerqnc.
Precis,i-se de urna ama para casa de pequea
familia, que se preslc a lodo o servido de portas
dentro : na rua do Hospicio n. 3*.
Esti fgido desite 23 do mez pasado, o prelo
de nome Alexandrc, de idade 2> anuos, estatura al-
ta, rorpo reforcado c bastante sellado, qnandn anda
deita a barrsa para a frente. Esle escravo foi do
francez Melequer, do Uio Doce, onJo be muilo co-
nbecido, assim como emOlinda ; ha nolicias de que
tem sido encontrado na eslrada da Boa-Visla para
Olinda pela fundirn ; as mesillas nolicias ja deram
ilo que liaba sido encontrado halagar de Marangua-
pee Pampa: rogase as autoridades destes lugares
e aos capi.ies de campo a captura do mesmo prelo,
que se gratificar bem : na fundido da rua do Brom
n. 28.
Para e.vames em marco.
Manoel Cissiano de Oliveira Ledo tcm
, aberla urna aula particnlar de geometra, daa 6
i-5 5 as 6 horas da larde, e recebe alumnos al o
I.* do novembro : Irata-se no paleo do t'a- 0
J raizo, segundo andar, junio a igreja.
O pai do abaixo assignado avisa a qurtn taanil
o conheciincnlo deve perlencer, qne ueuhuma in-
fluencia lera mais seu llho com a redaccAo do pe-
ridico Camelia, c por isso faz o prsenle annnncio.
Jucino Ferreira Metida Guimaraes.
Roga-se ao Sr. subdelegado da freguezia de S.
Josc, que lenha a bondade de mandar dar despejo a
ninas prelas livres que moram na rua u> Ouro, de-
fronle no viveiro, pois quo basto as insolencias que
as mesinas fazem todas as imites por falla de polica,
pois os moradores da rua Augusta j lem snflrido
muilo, o que tal. ea no soffresse do urna familia ca-
paz : pede-se, porlanlo, ao dilo Sr. subdelegado,
que lenha a bondade de indagar da visinhaoc.a se he
verdade islo.E. R. M.lima queiarosa.
Precisa-se de urna ama habilitada para lomar
cotila de urna casa ; na rua das Larangeiras n. 5,
segundo andar.
O Dr. Francisco Joaqoim dasCbagas, lente da
farnbladc de direilo, acha-sc residindo no convenio
do Camodo Reeife.
Pelas (i l|2 horas da larde do da 22 do corra-
te, desappareceii do silio do padre Joo C pi-lrann
do Meinlonc,a, na Capiinga, a escrava, crioula, de
nome Maria, rom os siguaes seguales: cor fula, ca-
bellos carapinhados, rara redonda, beijos grnssos o
nariz chalo ; lem os pes apalhelados, c cima do
(oruozello do p direilo urna cicatriz ile qucimadii-
r, ; aliara regular e bastante corda : quem a ap-
prehender, leve-a i rua Nova n. 31, que sera recom-
pensado.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
clieira ce canos fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de quaU|tier
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
naeaona igteja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
eontrarao tudo com aceio, segundo dis-
pie o regulamento do eemiterio.
M (]0^StLTORIO
DO DR. CAS NOVA,
RUA DAS CRLZES N. 28,
; coiilimia-se vender carleiras de bomeopa-
; tliia de 12 lobos (arailes, medanos e peque-
I nos) de 21, de :>, de 18, de 60. de 'Mo. de120,
I de 111, de 180 al :iS0, por presos razeavets,
desde ,"x5000 al 2fMtOO.
Eiemenlos de homeopalhia. i vols. 69000
Tinturas a cscolhcr (cnlre :180 quali-
dadet] cada vidro i0UO
Tubos avulsos a escolha ,i 5O0 c 300
ni
MECMANISMO PARA EUSS-
XA FUSDigAO DE fehro do enge-
NHEIKU DAVID \\ BOWNIAN. NA
RUA DO BRLM, PASSANDO O C11A-
FARIZ,
ha sempre um erando sorlimenlo dos seguinlcs ob-
jeelos de mechanismos proprins para engenhos, a sa-
ber : moendas e rucias moendas da mais moderna
conslrucro ; taina de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanbos ; rodas
dcnladaspara asua ou animaes, de todas as >ropur-
eocs ; crivoa e boceas de fornallia e registrosoe Mi-
ro, aeuilhes.bronzes narafusos e civilhcs, moinhu
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FliNDIC.AO
se execulam lodas as encommendas com a superiori-
dade j conbecida, o com a devi'la presteza c commo-
didado em preco.
ROB 1-AFKECTEll.
O nico autorisado por decisiio do conselhn rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospilacs rcroimiiendain u arroba
Lailerteur, como sendo o nico aulorisado pelo so-
veriinc pela Real Sociedade de Medicina. Esle me-
dicamento d'um uoslo agradare!, c fcil a lomar
cm secreto, est ciu uso na inariiiba real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente cm ponen lempo,
com pouca despeza, sein mercurio, as alTorces da
pollo, impiigcus, as cousequeucias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da idade crilica c
da acrimonia hereditaria dos humores ; contcm aos
calbarros, da bexiga, as conlracces, e fraqueza
dos oceSot, precedida do abuso das inuoccocs nu de
niii is. Coiiiii anli-st [ibililirii. o arrobe cura de
pouco lempo os tluxos recentes ou rebeldes, que vol-
x'em inocssanles sein eonseqoeneia do emprego da co-
paiba, da cabeba, ou das injectoca que represen-
tamo virus sem ncutralisa-lo. o arrobe Lanecteu-
he cspi'cialmeiilc rcroniiucndado contra as doeocas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao iodurclu
do potasio. Vcnde-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Altes de Azevedo, pra-
ca de D. Podro n. 88, onde acaba de chesar nina
grande poreao de garrama grandes c paqueos, viu-
das diieclaincnle de Paris, de casa do Sr. Bovvcaus
LaOeeteav 12, ruc Richev ,\ Paria. Os formulario-
dam-sc gralis em casa do agente Silva, na praca lis
D. Pedro ii. 112. No Porlo, cm casa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima <.\; Irmaos; em Peruam-
buco, Soum; lo de Janeiro, Rocha & Fillios. c
Morcira, loja de drogas ; Villa-Nova, Joan Pcreira
de Magalcs Lcilc; BJo-Graodo, Francisco d Pau-
la Coulo & C.
('ravam-se e douram-se cm pedra mar-
more lililes para sepultura com o einhle-
'ma......i al. ou sem elle : quem precisar,
^dirija-so ao paleo do Hospital da Panizo
n. 10, loja de carros fnebres do Sr. Lucas.


DIARIO PtRIUMBUCU. QUARTA FEIRA 25 01 OUTUBRO DE I8b4
REMEDIO INCOMPARAEL.
CONSULTORIO DOS POBRES
1 AXTDAXl 26.
U luirs
.l.i
COMPRAS.
lAGlEYN) H0LL,Y\\.
Militares de individuo*d ludas as narcos podem
Icleinuiiliarasvirliidesdosc rsfnsilo ncomparavcl.
c provar, ein caso necesaria, que, pelo neoa,ne
dcllc llzcram, tem sen corpoc memhrosiiileiranu-nlc
sao, dupois de nave* empreado inulilmenle uniros
Iratamenlos. Cada pessoa po.ler-se-haconveiicerdessiis
curas maravllbosas pela leilura dos peridicos que Ih-as
relalam lodos os .lias ha limito aiinus; e, a niaior
parle dcllas sio tilo sorprendentes que kdrairara os
mediros mais clebres. Onantiis pessoas rccubraram
. mu este soberano remedio o uso de seus bracos e
perua, tlcpois de ler permanecido lonso lempo nos
hospilue, oude dcviam solTrcr a ampulaco Deltas
lia militas que havciido deivado tsses asylos de pa-
dccimenlo, para se nao submellcr;m a cssa operat;o
Morosa, foram curadas romple lamente, mediante
o iisodesse precioso remedio. Ahumas das tacs pes-
soa, na efusu de seu reccnhecimenlo. declararam
estes resultados benelicosdiaule rio lord corrcgedut,
e oulros magistrados, alim de mais aulenlicarem
sua afflrmallva.
Ningiiein deses|raria do'esladu de sua sainle se
livesse bastante conlanca para en-aiar este remedio
coiislaulemente, seguiudo algiim lempo o Iratamen-
lo que uecessilasse a naliiro/.d do mal, cojo resulla-
ro seria provar iiicoutcslaveliiieiile : Une tuilo cura!
O ungento he til mal* particularmente not
seguales casos.
Al|>orcas.
Cambra.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
llores de cabera.
das cosa.
dos membros.
Knlerinidadcsda culis em
geral.
Kliferinidadcs do antis.
Empegues escorbticas.
I-islillas no abdomen,
frialdade011 falta .le ca-
lor as extremidades.
Irieiras.
engivas escaldadas,
luchares.
Iiillainmacao do Bando.
i i.iln/.
Lepra
Males das pamas.
d-js peilos.
ile albos.
Mordc.turas de replis.
I'icaduras de mosquitos.
I'l I lili."'-.
i.lueim adelas.
Sarna.
Supurarnos polridas.
I'inba, emqualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulcera:, na bocea.
do usado.
d.is arliculaces.
Veas torcidas, 011 uodada
as penas.
25 BA DO GOX.I.EGIO
O Dr. P. A. Lobo Mosn/.u da r, nsnlta. bomeopatlncas lodos os di&s aos pobres, desd
manhita ate n ineio dia, c cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
(Illerece-se igualmente para praliear qnalquer operaran de rirurcia. e acudir promptamentc a qual-
quer mulhcrque esteja mal de parto, e cujas circunstancias nao permitlam pasar no nadie.
M CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO HOMO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo do Dr. G. II. Jahr, Iraduzdoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluincs cncadernados em dous:................ 2O{000
Esla obra, a mais importante de todas as que Iratamda liomcopalbia, interesa a lodos os medico* que
quizerem cspcrimenlar a doulrina de llabneinaiin, e por si proprios se convenceren) da verdade da
mesina: mteressa a lodosos senhores de engenbo fa/.e.ideiros que estilo lonae dos recurso dos medi-
ros : nleressa a lodosos rapiles de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra dt ler precisan de
acudir a qnalquer lucommodo scu ou de seus trillantes ; e inleressa a lodo os rliefrs de Emilia ru
por cirriiui-,ancias, que ntni sempre podem ser prevenidas, sao nbrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do liomeopallia ou irsducrilo do Dr. Ilcring, obra igualmenle til es pessoasque se
dedicam ao esludo da bomeopalbia un volme craude..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, le, etc.: obra indis-
pensavel aa pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
lima carteira de 1 tubos grandes de finissimo cbrislal rom o manual do Dr. Jabr c o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......-........
Dita de 30 rom os mesmos livros................ I !
Dila de 48 eom os ditos. ,............]
Cada crleira be acompanbada de dous frascos de tinturas indispensave'is, ii esculla'. !
Dila de 60 tubos enm ditos.....................
Dila de 14-t com ditos..............."
Eslas silo tcompanbauas de 6 vldros de tinturas esculla.
Asjiessoas que em lugar de Jabr quizerem o llering, lerao o abalimcnlo de 10JO0O rs. em qnalquer
das carteira cima mencionadas.
Carleiras de 21 lubos pequeos para algibeira............... 8000
Ditas de 48 ditos......................... 10.-000
Tubos grande avulsos..............".".".". '. ".".'. '. I 000
Vidros de meia oaca de linlura.................... 25000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar nin pasto sesmo na pralica da
homeopalhia, c o propriclario deslc cstalielecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem moldado possivel e
ninguem duvj.la boje da superioridade dos seus medie menlos.
Na inesnia casa ba sempre venda crande numero de lubos de cryslal de diversos lamaiihos, e
apri.mptso qualquer eucommenda de medicameutoscoiu toda a brevidade c por nrecos muito com-
modos. *
da bexisa.
Veude-se esle imgueiilo no esUibelecimenlo geral
de Londres, 2. Stiand, e na luja de lodos os boti-
carios, droguistas e unirs pessoas enrarreaada de
sua venda em loda a lotrica do Sul, llavana c
II. spauha.
Vendem-se a 800 res cada boccliiiba contin urna
justruccao em porluguez para explicar o modo de
fa/.er uso desle unguenlo.
O deposito geral be em casa do Sr. Soum, pbar.
na. etlico, ua ma da Cruz n. 22, em Pernambuco-
C. STARR & C.
respeilosamenle annunciam que no scu extenso es
labelecimcnto cm Sanio Amaro, continua a fabricar
eom a maior perfeicao e promptidao,loda a quaiidade
de marliinisuio para o uso da agricultura, navega-
rn e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lein
aborto em um dos grandes armasen* doSr. Mosqui-
ta na ra do llrtiin. atraz do arsenal de mariuba
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no diloseo cslabelecimeiilo.
All adiaran os compradores um completo sorli-
menlo ilc moendas de canna, eom lodos OS inelbo-
rameulos{alsuns dclles novos eoiisiuaes) de que a
experiencia de mullos anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
laixa de lodo tantauho, lano batidas como fundidas,
carros de mSo c ditos para conduzii formas ic assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, foruos de ferro balido [.ara farinba, arados de
ierro da mais approvada eonslruceao, fundo para
alambiques, crivo e norias para forualkas, c urna
lliliulilade de obras de ferro, que seria enfadoitha
entiinerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligeute e babililada para receber loda as eu-
coinmendas, etc., ele, que os aiinunciaiilcs contan-
do coma ca[iacidade de suas oflicinas c machinismo,
o pericia de seus olliciae, se compromellcm a fazer
cxecular, com a maior presteza, pe feirao, e exacta
eonformidade com os modelo ou descnis, e inslmc-
esque llie foremfornecidas.
?-
F'S GALUMCOS
PARA PRATEAR.
Na ra do Collegio n. 1.
i.lnem liver objeclus prateadoi c que le-
^ uliain perdido a cor arseulea, estando por
5 isso indeceules ou inutilisados, Irm esles pos ??
um cxeellenle reslaurador, conservando-os
Si sempre como novos, e sendo o processo para f
@ usar dellss o mais simples : nada mais do que 5
eslresar com um panno de liubo molbado i$
14 em agua friae passado nos mesmos pos. Urna $f
caixinba, conleudo quantidade sullicicnle <$
liara pratcar Mi palmos quadrados, cusa a &
$ mdica quaulia de 1SO0, acompanbada de &
C'^un iinpreso. j
Adveite-se ao dono do aiinazem da
ra da Praia n. W, (|tte (jitiindo (juizer
saber onde residem as pessoas rae men-
rionon no sea aviso publicado no ia-
riou ris. 240 e 241, nao tenha a audacia
de ameacar com declarar o negocio, pois
ja' todos sabem que esse aviso he para des-
cubrir gente para a guarda nacional, e
e nao tire a mascara e declare o motivo,
cpie Jienliuiu dos mencionados o teme.
AOS SRS. ADVOCADOS.
Estando conleccionaudcse o almanak,
roga-se aos genitores advogados epte nao
csliverem inscriptos nellc. o que o quize-
rem ser, queiram manda rseusnomese mo-
radas na livraria n. (i e 8 da praca da In-
dependencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Polo nTliames", recebemos os novos
billietes da lotera G3 da Santa Casa da
Misericordia. Avisamos aorespeitavel pu-
blico, que nos vemos obligados a augmen-
tar o preco dos bilbetes e mcios billietes,
que de boje em diante serao vendidos a
12.SD00 rs. os meios ei'i.sOOO os inleiros.
por DOS nao ser possivel continuar com o
mesmo preco, a vista do grande imposto
e militas despe/.as ; obrigamo-nos pore'm
a pagar os premios grandes por inteiro,
sera que sejam descontados os S porcento
da le, ctijos billetes e meios billietes sao
firmados no verso pelo abaixo assignado:
as listax se esperatn pelo vapor brasileo,
que ficou a partir do Rio de Janeiro a "i
do corente; os premios So pagos a'en-
trega das mesarlas listas. Antonio Jos
Rodrigues de Sou/.a Jnior:
I'rocura-se saber quem sao os procuradores, no
correspondentes nesta praca dos 8rs, joii ,,|P per.
reir, Juo Hodriur dos Sanios Franca Leile, ani-
llas moradores em Pianeo, da provincia do Ceari
Jos Cesar Miiniz balcilo, Joan Cavalcauti de Alhu-
querque Mello, do cnsenlio Araguarj, c sen mano
Antonio Brasflhu tic Hoilanda Cavalraiiti, Piippe
Jos de Miranda, de Bom-Jantim ; Pedro de .Mello
e Silva, to ensenlio .Mcirim, em Peiiras de Foso; e
de qnalquer dos henleiros de Joao Antonio de Mon-
ta, do engenbo Terra-Nova, em Nazarelb, parase
Ibes coi.....tiniear negocios que deven) inleressar sa-
ber ; purtanlo sio rosados a declararen] suas mora-
das para seren procurados, ou dirisirein-se ( ra
da Cadcia n. 40.
~ t-'-'ntam que o captiveiro do cao e a continua-
darixa desle como salo pnvtD de haver o ralo
rodo a carta de ilforria queaqiielle dera a esle para
guardar. Nao admira pois que o meu prenle e bc-
lienaado [o uome lie quasi ., r.tesmo; me arranjasse
dona mezes de eadeia e mulla roriv.pondenle a me-
lado des-e lempo, para se eximir ao pagamento
maior de I:4UU-?0X> que lia 10 ai.....4 n,e deve, e em
qne j. esta co.iden.uad. pela rclaSao. O iredor pa-
.lec.ii e be Ellas Emiliano llainus ; como uem lodos
oeonheeem, elle se rara Mohecido, usando poral-
:suns di.,, ,,. um |,.0 de fila roa no chapeo, e a lo-
OOSdir Muc soirrcu esla pena 1,1o injustamente, que
S. M. I. a perdiln quasi sem snppliea sua, por lia-
ver pedido de joelftpa na porta da alfaudeaa ao seo
devedor.que pelo amor de Deus edoSS. Sacramento
Ine pagaste o qualhedevia, Esle fado toi meihor
expendido peh folba Imprenta de o33 de feve-
reiro.le 1S.V1, e cAo Peinaniluiiimi ilc4 de marco.
Na ma das Cru/.es n. 10. taberna do Campos
1.1 porco de hienas bamburguezas das mmUntcs une
lia o ulereado, que se vende eiiiporc.es e S relallio,
e lamben) se alusam.
80000
i000
40JIMIO
l.SOOO
oOJOOO
fiftSOOO
IOO5OOO
Compra-as piala brasileira ou bespaubola : na
ra ila Cadea do Kecife n. 5''., loja.
Na ruado Collegio', segundo andar n. SI, com-
pra-e paratimi encommeiiila, ulnamiilalinbii linda
esddia, de Ija I811I1110. e que seja recolltida, nao
se nllia a pirco, uniescravo e una cscrava, criuulos.
di- lunillas lisuras, de 18 a 0 anuos,
Na ra do Collegio 11. .1. primeiro andar, com-
pra-so o 3. VOl.de- Keperliino da* Ordcnaces, o 2.
vol. de Mara despatillla, cditao do Porto, o 'J.
yol. dos I.lisiadas, edicau do Hio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Luvilano, 11 15 lo|. das obras de l-'i-
linio Elysio, p 7. e 8. vols das Memorias do llialm, I. c i. vols de
II. Quixole de U Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e .'I.
dos Desposados por \V. Scoll.
Compra-se o compendio le direito
ccclesiastico, pelo Dr. Jeronvmo Vilella :
quem liver ai.ui'.ncie.
VENIDAS.
0 thesoureiro das lotera* da provin-
ia, faz constar (pie sexta-feia 27 do cor-
Sr. procarador da cmara mu- r(1,ltl'- correm as rodas da primeira uar-
o Limoeiro, baja de mandar pa- ,(; ''" primena loleria a beneficio das
No hotel de Europa da ra da Aurora tem
comida e bous peliscos a toda a hora, por prectj
muilo razoavel.
OS
nicipal do umoeiro, naja ue mandar pa-
gar a assiguatiira do Diariode Pernam-
buco, para a inegma cmara, que se
aclia em grandeatrazo de pagamento.
DENTISTA Ht.VNCEZ.
J5 Paulo Uaignoux, esUbelecido na roa larsa S
59 to Rosario n. :tti, secando andar, collora den- 19
SJ tes rom genajvsa arliliciaes, cdenladtira com-
& pela, ou paite della, com a presso do ar. Q
ti Tambein tem para vender agua dentfrico do @
@ Dr. Picrrc, e po para denles, lina larsa do @
3 Rosario n. :iti sesundo andar. a*
;:;5s g Ti :@8i8S3 9999999 &
O padre Vicente Ferrar de Albu-
querque, profesor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a entinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
ragularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; c por isso espe-
ra oacolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de sea prestmio,
protestando satis'azer a' expectacao pu-
blica anda acusta dos maioressacnlicios,
e, cmquatitonaolixar sua residencia, cp.e
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pietendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
(i e S.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odasde sumiiia importancia :
llaluicmami, tratado da molestias chronicas, vo-
2O9OOO
69DO
71000
59OOO
169000
(JOOO
s^nm
I69000
Kwmo
8.^)00
"SO00
(i-lOOO
h 5000
10.7000
309000
I times.
Teste, irole-lias dos meninos.....
II. mi.:, bomeopalbia domestica.....
Jahr, pharmacnpnbomeopalhica. .
Jabr, novo manual, /| voluntes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jabr, molestias da palle.......
Kapou, historia da linmcopalhia, .'volumes
Hartltmanu. tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bumeopalbica. .
De Fayolle, doalrioa medica homeopalbira
Clinicn de Slaoneli........
Casling, verdade da bomeopalbia. .
Diccionario de Xvstcn.......
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conleudo a descripeo
de todas as partes do corpo humano ." .
vedem-sc lodo estes livros no consultorio liomcopa-
llii.ii do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 2j,
primeiro audar.
A casa de alerieau inuilou-sc para o paleo do
lerto n. tli, aonde serio de.parba.los os seuhores
que liverem de aferir os pesos e medida dos elabe-
lecimentos com promplido, e fas ver aos senbores
que sio acoslumados a aferir em seu eslabeleci-
incnlos, que oantigo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em -2 do rorrele, o linda-se no ultimo dede-
zembrodo crrenle anuo.
Os genitores propietarios e rende!ros
de engentaos, que no estiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. C c 8 da praca da In-
dependencia.
Alusa-se para o serviro de bolieiro um escra-
vo mulato com milita ortica desse ollirio. Na ra
da Saudade rronlcira a to Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenro Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim lerreira que leve loja na pra-
cinba do Livrainenlo tem uns carta na livraria ns.
0 c 8 da praca da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha milito superior potassa da Ru-
sia e americana, ecal virgem, cliegadaba
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. AdolphoManoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu'. queira quando
vter a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. c 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
Na rua do Vigario sobrado n. 14
obras da matriz de S. Jos, e 0 restante
dos bilhetei esta' a venda nos lugares ja'
anmmciados.Recife 1!) de outubro de
18..4.Francisco Antonio de Oliveira.
Pieco dos bilhetei:
lnteiros. lO.sOOl)
Meios. 5^000
Leitura repentina por Castillio.
Esl .iberia no palacete da rua da Praia. a escola
por esle cxcellcnte melbodo, nelle acharan os pais
de familia um promptn expediente para corlar o vi-
sto que lem todos os meninos de comerem as cou-
cnaulis linacs tas palavras. O feriado em lagardsa
quinlas-feiras he nossabbados. O professor d gra-
tiiilamenle podras, livros, eludo o mais preciso aos
alumnos, e vela para as lices tas 7 as il horas da
noitc, para as pessoas ocupada de dia em seus ne-
gocios.
AO PtBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
veude-se um completo sorlimcnto
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que cmoii-
tra qnalquer parte, tanio em por-
coes, como a retallio, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
abrio-se de combinacao com a
maior parte das casas coinmerciaes
inglesas, rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do cpie se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' lodos os
seus patricios, e ao publico em gis-
ral, para que venham (a' bem dos
seus inleresses) comprar azendas
baratas, no armazem da rua do
$8 Collegio n. 2, de
ic Antonio Luir, dos Sanios & Rohm.
TOALHAS
E CUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua to Crespo, loja da esquina que vo'la para
a cadcia, veudem-se toalhas tic panno .le linlm, lisas
c adamascadas para rosto, dila adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos coin-
modos.
O Sr. Jos Norberlo Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. G e 8 da
praca da Independencia (ue se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
l)eseja-se fallar a negocio de interesan, na liar
da Cadete lo Recife n. i, ao Sr. Vicente Kerreii a
da Cosa Miranda, morador no Carhang, Francisco
Luiz Viriles, tle (llinda, Antonio Nones de .Mello, de
Olinila. Manuel Cavalcauti de Albuquerque e Mello,
de Oliuda ou Agua-fria.
Aluga-se um excellcnte sitio com ptima e
srande casa, muilo perlo do Kecife : a Iralar na rua
do Queimado, loja n. SI.
Precisa-sc de srvenles, na obra da ponle pro-
visoria do Kecife.
Jos Maria Goncalvcs Vicira Guiniaraes lem
justo e contriilado a compra de urna ras com Cinci-
nalo Maviguier, sita un Poco da Panella. rua da
Sautle n. I, e sendo que alguctn lenlia dircilo a dila
casa por esrriplura tle bypotbeca onde dominio, di-
rija-se a casa do amillonante, defronle da matriz da
Boa-Visla, quina do Hospicio, lo no prazo tle :t
dios, para que nio se chamela a ignorancia.
A Ivpograpliia Uniao necessita de um tvpogra-
pho: quem se julcar nesla circunstancias,' dirja-
se ti mesma, ;i Iralar com o administrador.
Quem liver uro preto robusto, que o queira
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-1alogar~para o servico de padaria, aooiinde; c
tbo borda-se de todas as cualidades in- eM0 ** |r,a*r lasabas se compra, nao toado aeha-
| ques,sendo que o dono qaeira vender ou trocar por
urna pela mot;a c bem posanle para qualquer ser-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmaj obras pa-
ra dar com promptidao c preco
modo.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS
indubitavelmente na Isexta-feira,
Corre
27 de outubro.
Aos 10:0005000, 1:0003000. 1:0003000.
U caulelisia Saluslianu de Aquino l'erreira avisa
ao rcspeitavel publico, que os seus bilbetes e caute-
las nto soffrem o descont de 8 do imposto seral
nos Ires primeiros anadea premios. Ellas estilo cx-
poslos a venda lias lojas j conhecidas do respcilavel
pubiico.
113000
53*500
3X00
19500
13:100
700
Bilbetes
Mein.
(Juartos
Oilavos
Herimos
Vigsimos
10:0003000
5:0rj0a000
2:5003000
1 .JMgam
1:0003000
SOufOOO
Aluga-se annual ou por testa, urna
propriedade de pedia e cal com commo-
des su II i cien tes para qnalquer familia, no
lugar do Poco da Panella, contigua ao ex-
collegio de S. Roavcntura : a tratar na
fundicao do Rrtim ns. (i, 8 c 10 com o
catseiroda mesma.
No hotel de Europa da roa da Aurora niantla-se
para fura almoros c janlares. mensalmcntc, por prc-
ro commodo.
Alaoa-se oma boa sala c alcova ila fenle de
um primeiro andar em boa rua, propria para loja
tle alfaiale. ralielleirciro ele. elr. : a Iralar na rua
doQoetando, loja o. SI.
' t) abaixoassignado previne ao Sr. A.......que
nao continu a mandar pedir em sen nomo gigos
rom champagne casa tos Sis. L. Lcronle Feron t\
Companhia, ruino fezsabbada, -2\ do corre ule, do
contrario p..r-si-lbe-h,i a cslva mostos, lulo obs-
tante ser j lie ni cunbecido por seus feitos durante o
lempo que esleve decaixeiro em casa do Sr. V....
Joo MmliiK de Ilarrot.
Os eredores tic Joao Pinto tle Souza queiram
Presentar suas tontas ao aballo assignado al o lim
to correle inez, para seren conferidas e serem al-
leu,lula- oo raleioqucse ha de fazrr do liquido de
sua taberna.Joao Martin*d Barro'.
Alusa-se una sala c duasalrnvas de um indar,
na rua do Queimado : a tratar na mesma 111,1
11. 53.
Aluua-se nina casa para passar a fesla, sita no
lagar da Boa-Viageta : uuem a pretender, dirija-se
aos Alocados, casa o. 3, eoolropto a igreja da Paz.
Ollerrce-se urna miilbei- para lavar e engom-
mar rom peifeico, a 100 rs. a peca ; quem preci-
sar, dirija-se .1 rua da Moda u. 111, terreiro andar.
liosejindo-se fallar aos Sr-. Lu/, de Franra
l.onzaa, Manuel Ift-uriqti-s de Moris e Je/uniu
Jos dos Sanios, e iguoratldo-fe as suas muradas, ro-
ca--e aos meamos Srs. se digneiO declarar atiude po-
llero ser procurados, vislo ser a negocio une os in-
leressa.
vico : na rua do Colovello n. 0.
Lina pessoa que se acha habilitada para ensi-
10111- nar geopraphia rbelorira, c gramtica portugueza,
ou mesmo lalim, iiirerccc-se para o mesmo lim:
quem de seu presumo se quizer utilisar, dirija-se
a rua do LiM'amciilo 11. 1, I." audar.
Lava-sc e enguinma-se com loda 1 perfeicao c
aceio : 110 largo da ribeira de S. Jos, ta loja do so-
brado 11. 15.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
Prccisa-sc de urna ama para fazer o servico
diario de nina casa de pouca familia, preferiudo-se
sendo escrava : a tratar na rua do Collegio 11. 15,
armazem.
Precisa-sede dous ofllciies tic charuteiros, que
rabalbeni em charuto linos: no aterro da Boa-
Visla 11. 77.
Precisa se de urna pessoa livrcou cscrava pa-
ra eu-inliar cm urna casa do familia, leudo boa con-
duela : 110 paleo ila matriz tle Sanio Antonio por ci-
ma da loja decirgueiro.
Aluga-se para passar I fesla 011 por anuo, urna
rasa terrea a Mira do rio defronte da Ponte de
Ucboa, com tinas salas, seis quarlus, rosinba lora,
estribara, eocbeira rom rasa para prelos: a Iralar
na loja ila rua da Cadea do Herife n. 13, ou no si-
lio de Manuel Luiz liouratves em Ponte dirima.
|K Jnior, o favor tle declarar 1
xx tluigir-se i rua
&
m

&
gundo andar.
tle declarar a sua morada,un X,
da Sen/alia-Velba n. \'tl, >e- S
!a
A decifracao da charada tle boutem be !'.-
lomella.F.
ENGOMMADEIBA.
Precisase de tima ama forra un captiva, que en-
Komme perreluunenle, paga-se bem : no aleo da
Boa-Vista, loja n. 48.
Precisa-se de um pardinho 011 molt:quc de 15
a 18 anuos, para criado de um moro solteiro; quem
se echar oestes circunstancias, dirija-se ao hotel
Francisco.
Preeiss-se para um engenbo perlo da praca, de
um hornero .ue entemla de alambique, e oulro para
feilor : os prelendeulcs dirijam-se a rua da Cndcia
to Recife n. :w.
Francisco Carneiro Machado Bios faz publico,
que leudo as-iunado cm brancu, no dia ^0 do ctir-
renlc, una apodada para se proceder a jusliliraeao
do que Ihe lirn a dever Nicolao Jos ila romeca.de
hiros de uro lerreuo na Piranga, dasappareeau tlila
apudacla : e para que nao leuba ella em lempo al-
S..... outra applirarto, declara que lira sem elTf lio
essa sua assignalura.
Precisa-se de una ama tle leile ; na rua do
Cabuga, botica u. II.
O alteres Viciar lionc.ilves lories, leodo tle
iflirai se para a corte to imperio, declara que le\a
a sua osera va (iermami, tto nae:io en,,ola, bem romo .
faz srienle, que nata deve tit-'la Ciwde, roas se al- \
guem se julgar seu eredor, dirija-*e rasa de sua
residencia, na rua du 1'auihia.
IELnit.NI DE lX E SEDA
OEQUAURSA i|300II !
Dinbeiro a'visla.
Com o uome gracioso de Mtlporoeue, chegou pelo
vapor rindo ultimameuie da Eoropa, nina fazenda
de seda c lita tle qnadros que lem quasi nina vara tle
largura, c qne pelo scu brillio parece ser de velludo
de cores, propria para vestidos de senlioris, pelo ba-
rato preco de 1*100 o covado! I! dio-se as amos-
tras com peubores : na rua do Queimado 11. 17,
loja.
Carros e cava I los.
Veode-sa uro carro de 4 rodas e i Bmontos, novo
e moderno, muilo liem construido ; vende-se oulro
mais pequeuocom pouco uso e muilo leve ; c ven-
dem-se tambero boas parelbas de cavallns para o
mesmos, c para cabriolis e carrocas, ludo por pre-
to commodo : ua rua Nova, coebetra de Adolpho
Bourgeois.
Vende-se a taberna da rua to Kangel ... 2,
com minio boa l'rcguczia para a Ierra, e com poucus
fundos ; a Iralar na mesilla.
Vende-se nina crioi-ltnlia muilo bonila, com 8
anuo, e uro roiilaliubo com li para 7 anuos, velas de
carnauba misturada a 93000 a arrolla, e cal virgen,
em barricas: pa rua ta Seozala Vellia n.70, segun-
do andar, se dir quem vende.
Vendem-se auas balances grandes, um braco e
pesos de tuna c tinas arrobas, tudo cm bou. estado:
ua rua Uireila 11. 75.
\ endem-se ;i rasas terreas, por prero commo-
do, na rua da fundicao em Santo Amaro*; a Iralar
na mesma rua com Jos Jacintlio tle Carvalho.
Vende-se oma armarn tic luja para tuiudezas,
na rua to Cabug ; tratar na loja de miudezas da
rita larga do Kosario n. dli.
Cal virgem de Lisboa.
Na rua de Apollo 11. 10, vende-se cal virgem de
Lisboa, ebegada no ullimo navio, por preco com-
modo.
Na loja da rua do Collegio n. contina
a vender-se o mais superior nuce ero barr, pois es-
le doce be feilo com loda a delicadeza e limpeZS que
be possivel ; cmquantoo nrero li,lo deivan o com-
prador de fazer negocio, nao so pelo prero como pe-
la quaiidade tlu doce.
'$ VENDE-SE:
f^) Pre/.untos para fiambre, queijos
^ londtinos, corintes para podius,
(<* conservas, inicias para podinS,
S batatas inglesa* em gigos, caixi-
s nlias com arenques, outrosmui-
2 tos objectos, tudo indo ultima-
mente pela galera ingleza Bo-
nita n : na rua do Trapicbc ti. 54,
\?) armazem,
Vende-se itma canoa de carreira no-
va, ptima para lamilla por ser espacosa,
e de excellcnte marcha: na rua doBrum,
armazem n. 2(i.
Vendein-se lonas da Rusta por preco
commodo, e de superior quaiidade: 110
armazem derN. O. BieberciC,, rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se feijao mtilatinho muilo novo : na
rua Uireila 11. 09.
Vcudcm-se 105 bravea tle quaiidade, sendo tic
10 a 53 palmos de compnmeulo e de S a 10 polle-
gadas tic grotsura ; a iralar na piala tle Sania Hita,
serrara u. SI.
Veode-se sal do Ass a bordo da barrara Flor
do Hio Grande, tundeada junio do trapiche do al-
godAo.
Vendc-sc runa tluzia tle cadeiras, uin sof e
ditas eadeirai de balaoro tudo de Jacaranda, e um
lavatorio de auiaiello: na rua larga do Rosario u.
IS, das tres horas da larde em diaulc.
. \ entlt'-se urna escrava tle nara,., mura e de bo-
nila ligura, que eiigomn.a bem, cozinha. faz pastis
de uala, ensaboa bem, faz lodo o servico de qualquer
casa de familia coro perfcicilo, muilo diligente para
a rua, lanto para vender como p.iraqualquer recado
por ser bem latanle : quem a pretender dirija-se a
roa das Larangeiras casa de sobrado, primeiro an-
dar 11. 14.
VARSOVIENAS A JIO RS.
\ ende-se esla fazenda de quadros largo, padres
le alpaca de seda tle qualro palmo, de largura, pelo
barato pceo de:iiO rs. o covado, alpaca de seda de
rores a 410 rs. o cavado, cita peo francezc a 53500,
brim de liubo patlroes de novo goslo a !2$40 o corle:
na rua do Cfuelmado n. 118, em frente do becco da
Cuiiaregarilo.
CASE.MIRAS E PANNOS.
Vende-se caseroira preta e de cor para palito por
ser muilo leve a ~i;on o cavado, panno azul a :t e
laOUO, dila prcto a 3a, ;(500. 45. 59 e 5*500, cor-
le de casemira de gustos modernos a tJOOO, selim
pielude Macao a :fy200 c 45OOO o covado : na rua
do Crespo 11. 6.
O ytiE UARDA FBIO GUARDA CALOR:
porlanlo, veudem-se cobertores de algodilo com pel-
lo como os de laa a IsiOO; ditos sem pello a 15^00;
tlilos de tpele a l&iOO : ua rua do Crespo 11. .
Na taberna do Retiro, no caes do Ramos, ven-
de-se continuadamente leos de loda a quaiidade,
em grandes e pequeas poreoes, agtiardcutc de ci.11-
na de prinieirii quaiidade, licores, aenebra, vinagre
le Lisboa milito forte, e oulros objectos ledenles ao
mesmo eslabelecimenlo ; lamben compram-se gar-
rafas e botijas vastas, oslas a <>0 rs. e aquellas a 70, e
sendo ero troca de licor, paga-se a ISO rs.
(eneros baratos.
Vcmlem-sc os gneros da taberna ila rua da Pod-
ra, defronte da ribeira 11.17, conleudo porcilode loa-
ra que se vende por menos to que cm aigos : viiihu
engarrafado, licores Unos de ludas as qualidatles,
lalas rom sanliuhas, cerveja branca c preta, lijlos
para limpar facas, milho alpista, c oulros muilo.- g-
neros perlencentes a taberna, que se vrndem por
junio e fazeiiilo-sealcuro abalimeulo para acabar.
A' 1*200 RS. O COVADO.
Na rua do Queimado 11. :IS. vcudcm-se muilo
ricas las de quadros. tle novo goslo e ricas cores,
denominadas MEI.POMENE, tle qualro palmos de
largura : da-su a noslras deixaudo peiihorcs.
Ven Je-so fio de sapaleiro, boro : em casa de 4;.
P. Jobnslon ^ Cnmpaubia, rua da Scnsala Nova
11. H.
mmm m laa e seda
A ls rs. COVADO.
Vende-te llelpomene de laa e seda to quadros,
fazenda nova e de goslo, pelo barato preco tle 13 o
cavado ; do-se as amostras com penliures : na rua
Nova loja n. 10 tle Jos Luiz PereiraA Filho.
CORTES E CHALV ESCOSSEZ.
- a 1; 1.1.1 !
Na rua do Queimado loja 11. 17, vendem-se corles
le cbarh ou lila ta escosta, com 1i covados, pelo
barato prero de (5 cada corle, a dinbeiro a visla.
ATTENCAO',
Vende-se muilo boro ujoio de ladrilho, alvenaria
groan, e batida, tlilos quadrados c de lapamento,
cal, arela, por precos os mais commodo que he pos-
sivel, c curo a cundirn tle se mandar conduzir. as-
sim romo alugam-se earror.s para carregar trastes,
maileiras c o mais, a qualquer hora : na rua ila
Concordia, parlo do PtVinlto, uimazem de lualeriaes
ede curtirs, junto a trawssa do Jos Dominmics.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS .
Na prara da Independencia, lujas do Sr. Fortuna-
to, Parla Hachado e Araolca ; rua do Queimatlo,
loja tle feriagens de Souza & Freir; e prara ti Boa-
Vista, loja de cera de Pedro Ignacio liaplislii, acbam-
e a venda os tullirle e cautelas da lulcria cima,
aos precos abaixn, cujos bilbetes e inciu. bilbetes tilo
pagos por inteiro sem o descont dos S ', nos premios
glande.
Itilbeles inleiros
Meios bilbetes
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vicsimas
Vende-se a taberna e
Vende-se a dislilac.io tle espirito e l)cores,
da rua to llangel 11.5. bem afrrgiiezatla, e monta-
da rom o fundos, ipicronvier ao comprador ; aira-
lar na iiie-in.i, rom o propriclario \ iclorinu pran-
cisco dos Sanios, das ulcis, da N da manbaa as 5
horas ta tarde.
Pecliinclia .
Veinlc-se uina porcao tle eslaras, varas c fachinas
para cerca, por prero muilo commodo: no primeiro
-obrado da rita da Scn/.aln, defronle de Sania The-
reza em Oliuda.
Vrnde-se una morada tle casa terrea, livre e
desembarazada, em rhaos proprios ua rua do Pa-
dre Kloriano 11. 52 : a Iralar ua rua de Hurlas n.
li.
RUA NOVA N. \.
Nesta nova loja vendem-se billictes e
meios bilhetes da lotera da matriz da S.
.lose', que corre sexta-feira 27.
Precos:
Bilbetes inteiros. IO.sOOO
Meios bilbetes. .sOOO
Vendem-se 5 Mcravoa, sendo duas prelas, urna
deltas com boas habilidades, 1 preto tle meia idatle,
ptimo coziubeiro, de boa conduela, e 1 molccole de
idatle 2 auno : ua rua Direila 11. 3.
CONHLCIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Bussia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que milito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
JAPONAS E JAQUETAS DE BAETA'O.
Vende-se por preco commodo, na loja
n. 2(i da rua da Cadea do Becife, esqui-
na do becco largo.
SACCAS COM FABl.MIA.
Na loja n. 2 da rua da Cadcia, esqui-
na do becco largo, vendem-se saccas com
superior farinba da trra, por menos
preco doqueeinoutta qualquer parte.
CENEBBA EM FBASQUE1BAS.
Da mais superior quaiidade que existe
no mercado, vinda da Hoilanda, e por
precos cotnmodos: vende-se na rua do
Trapichen. 10, segundo andar.
Vende-se um lindo molequc, tle idade H an-
uos, mullo bem feilo, 1 ropnn para andar coro me-
nino ; ua rua doCollesio 11. tu, segundo andar.
Vende-se um casa terrea na rua
Imperial, com daos proprios, livre e des-
emburacada, com grande quintal e por
ireco commodo: trata-W na rua da Penlia
oja de calcado 11. 29.
SALSA PARRILHA 1)0 PARA'.
Cbegada de fresco edemuito boa qua-
iidade, vende-se em casa de Antonio de
Almeida Gomes&C, rita do Trapiche 11.
1 (i, segundo andar.
Cemento romano.
Vende-se cemento romano, ebegado prximamen-
te de llambnrgo, sendo cm barrica de 1-2 arroba,
e a matine que lia 110 mercado : na rua da Cruz
11. 13.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Aos KliOUOjOOO.
Na casada Fama n. 18, aterro da Boa-Vista, eslao
Ospoatos venda os bilbcle e cautelas dela lotera.
(Jubetes Iii-iiiki
Meios 5JMI00
Juartos 25800
Decimos IsUH)
Vigsimos 9700
I IrjiKKi
S#300
wtio
19500
19300
9700
deposito to palco do
Trro n. '22, rom os rumies a vonladu do compra-
dor : a Iralar na mesma.
Veotle-sc urna esrrava rrioula, mora, que cn-
leniie de todo serviro tle tima rasa de familia: quena
a pretender dirija-se .1 rua de Apollo sobrado n. t'.l
o." andar por olma de urna hiberna.
Vndese um sitio muito Brande, na estrada
tle Sanio Amaro para lielciu, au sabir da pnnle/.i-
ulia i iliieita, rom grande casa de podra a ral c so-
lao ruin capacidade de inurarem duas familias, rom
iiiiiitos aiv.nedo* liando frtelo, e Ierras para plan-
taces, e rios viveiros : unem pretender diiija-se
ao abaixn assignado, na piara doCorpu Sanio, ca-
sa n. 2, :1." andar./.ni- AntOHQ BtarbOMt de Unto.
AMADOS DE lEIU).
Na fundicao' tlf C. Sturr. A C. era
Sanio Amaro ad.a-se para vender ara-
dos ('" leiTO de 'tio'' iiualidade.
Vende-se a taberna da prara da Boa-Vit 11.
18 : a tratar na mesma a qualquer hora.
Com toque de avaria.
Madapolao muilo largo a 39(100 e 39.~>O0 a peca :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadcia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadea : vende-se chales de
sedaa8(00, 12.S0U0, HjjOOO e 18.S000
rs., manteletes de seda de cor a 11.S'OOO
rs diales pretosdelaa multo grandes a
stiOO rs., chales de algodao e seda a
1.S280 rs.
j) Deposito de viubo de cham- <@f
^) pague Chateau-Ay, primeiraqua- M
(gb lidade, de propriedade do condi **
k de Mateuil, rua da Cruz do Be- m
cife n. 20: este vinbo, o meihor
W de toda a champagne vende- W
(J9 se a .'ili.siKIO rs. cada caixa, ada-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
Ascaixas sao marcadas a fogo
Conde deMarcuil e os rtulos
das garrafas sao azucs.
Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
/es < por i'ieeu. commodo: em casa de J.C. Rabe,
rua do Trapiche 11. 5.
AOS SENHORES DE ENGENUO.
Cobertores escuro muilo grandes e encorpados,
ditos branrns ron. pello, muilo grandes, imilando os
de lila, a 1i00 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a eadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qne volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 29OO, -.fcriOO, 39,
39500. 'I9500, 31)300, (9000 rs. o rovado.dilo azul, a
29, -25800, 49. 09, 79, o covado ; dito verde, > 3KO0,
:i9.VKI, ^9. 09 rs. o covado ; dito cor de piuliau a
13500 o rnvado ; corles do casemira prela fraureza e
elstica, 11 79500 e 89500 rs. ; ditos com pequeo
defeilo.ii 69-'t00 ; tlilos inglezenfeslado a SbOOO ; ditos
de cora 49, 59500 Ii9rs. ; merino preto a 19, 19S00
o covado.
Aceneia de Ewls> Km.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmou-
& Companhia, aclta-se conslaulemenle bous sorli-
inenios de laias de ferro coado e balido, lauto ra-
sa romo fundas, moendas inetiras toda de ferro pa-
ra animar, agoa, etr., ditas para armar em utatlei-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais m*der-l Vendern-se' trntrn "Z, i ?v.'a3!.','.."%n ^
nos, marbma borio...al para vapor coro for ^^^Z^^^mST^ ero
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado .1-4.-1. -------.-
para casa de purgar, por menos prct;o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
llias de llandres; ludo por barato prero.
ItEI.OGIOS IMil.EZES E PATENTE.
Vendem-se por preto minio commodo : no arma-
zem de Harinea & Castro, na rua da Cadeia do Re-
cito 11. 4.
a
0
m
8
$)
Na rua do Crespo loja a marcha
11. 4, vendem-se:
linissimas cambraias rancezas de
muito gosto e de cores Uxas, com
quadros e listas escossezas a 240
rs. cada covado; cortes de laa
muito linas e de gosto moderno
com 13 covados cada corte, a
S'OOO rs.; chales de casemiras
de urna s cor e com barras de
cores a C$000 rs. ; chales de tro-
cal. 011 lilele bramos bordados
de 1 i- quartas, a 8,s500 cada um.
CABRIOLET.
\-, Vende-se um cabriole! ero bom
r*s -Vv.^.r estado, por commodo pre^o ; no
i;Tirr~Tdir alerro da Roa-Vista 11. 55, casa de
' B^^SSTaa I-. Poirier.
IARIM1A UE MANDIOCA.
Vendcin-sc saceos rom 11111 alqueirc e urna quarla
tle fariuba de mandioca, muilo torrada e a mais li-
na que ten, viudo a esle mercado : na Iravessa da
Madre de Dro' armazem 11. :l a 5, c na ra do Quei-
mado n ti, loja de Antonio Luiz de Oliveira A/.e.-
vedn.
Saccas de faainba.
Vendem-se saccas can farinba da Ierra, nova e
bem torrada: na rua da Cadeia do Recife, loja
n. 18.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-se os melhores scllins que
tero vindo a esle mercado, com seus
competentes frcios ele, lamben) chi-
cles para carro, hornero c senhora, por
preco, muilo mdicos: no escriplorio
ou armazem tle Eduardo II. Wjall,
rua do Trapiche Novo 11. 78.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS'.
Anda a roda iiifalivelmente no dia 27
do crrente.
Aos 10:000o, 4:0009 e 1:0009 ris.
Na casa ta fortuna do alerro da Boa-Visla n. 72
veudem-se os mu acreditados bilheles, meios e cau-
telas do cautelisla Saiustiano tle Aquino l'erreira.
Os bilheles e cautela Dio -ulreni o descont de 8
porcento do imposto geral nos tres premios grandes.
inteiro 10:0009000
5:0009000
J:5009000
1:250W)U0
1:0009000
50O9WMI
Bilheles 119000 recebe por
Meios 50500 dem
Quarlos 9800 idein
Oilavos 1-9-500 dem
Decimos 19-100 idem
Vigsimos 9700 idem
aWsua-ora
(iLARl)A NACIONAL.
Na toja tle sircuciro da proeja ila Indepen- B
^ dencia n. 17, venden.-se por preco commodo S
g lodos os olijeclo preciso para uniformes dos sg
^} Sr. olliciae da guarda nacional.
aEts-ja3ffi.aasa-a-saaaassEsssra-.
Mlt:UE/.AS BARATAS.
Vende-se ua rua da Cadeia do Recife n. l'J, sapa-
los de como de lustre para senhora a I9 rs. o par,
ditos de roarroquin a (00 re., dito para hornero a
800 e 000 rs., botos de agatii para camisa a 200 r.
a rom, linha tle cores a 19. dila branca de 800 a
I92OO, papel de peso nuilo bom a 2-900 e 29500 a
resma, penles para alar cabellos a 240 rs.. ditos litios
a 800 e 19. colxetcs a 00 e 90 rs. a caina, bicos, litas,
alfinelcs de loda a quaiidade, agulhas, luvas de
seda para senhora e meninas, ditos para hornero,
lliesnuras linas e ordinarias, pulecira de uuru lin-
iii.tt de le. carteira para baile, peneiras de ac e
oulra milita rousas por preros muilo cm coula.
Vcnde-se una laberpa na rua do Rosario da
Boa-Vala n. 47. que vende malte pera a Ierra, os
seu fundos silo cerra de 1:2009000 rs., vende-se
porin coro menos se o comprador assm Ibeeonvier :
a tratar junio alfandega, Iravessa da Madre de Dos
arma/.em n. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
goslo, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina qne volla para a
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de ennilir.na de
seda cm barra c abados, ,i 891X10 rs. ; ditos coro
llores, 79, 05 e 109 rs. ; ditos de quadros de bom
goslo, .1 119 ". corles tle cambraia fraueexa muito II-
na, lixa, rom barra, 0 varas por 49500 ; corlea de
cassa tle ror coro tres barras, de lindos padres, i
39200, peras tic cambraia para cortinado-, rom 8jj
varaa, por :i--:,ri:i. tlilas tle lamagcm muito finas, a
t9 cambraia desalpicos miutlinlios,branca e de cor
nuilo lina, 800 rs. 11 vara ;aloalliado tle liubo acol-
\oatlo, ,1 000 a vara, dito adamascada eom 7 '.; pal-
mos de largara, 29200c SySOOa vara ; panga ama-
relia liza da ludia iiiuilu superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de rllele tle fu-lao alcoxoado e bous pa-
drees lixo*, a 81K) rs. ; lencos tle cambraia de Multo
i :;ii(i ; dilos grandes lino, a (in.i rs. ; luv.is tb; etla
brancas, de ctir c prela muilo superiores, a KiOO rs.
o par ; tlila lio ila Escocia a 500 rs. o par.
Vende-se vallas de cera tle carnauba feilas 110
Aricar), dtj (i, 8. c il em libra de muilo lina quaii-
dade : na rua da Cadeia do Recife n. 4!), primeiro
andar,
ATTENCAO'.
Na rua to l'asseio Publico 11. 13, veinlcm-se corles
decasaa chita tle lindos padrdes, pelo barato prero
de 29OOO o rorle, metas rasemiras de quadros a 400
rs. o covado, corles de collele de fusllo do ullimo
misto a |$200 o corle.
i'UbM.ICACA(r RELIGIOSA.
Sabio i luz u novo Mez da Maria, adoplado pelos
reverentlisinios padresrapurbinhos de N. S. da Pe-
nda desla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhora ila Coucoirilo, e ta noticia histrica ta me-
dallia milagroH, cdeN. S. da Rom Conselbo : ven-
de-se nicamente na Ihraria n. (i e S da piara ila
iiidrprii.leticia, a IJflMJO.
Vende -.e um ptimo eal.ri.del de tinas ludas
e sem robera. |Hirein enm tojos os seus arreios:
na ma de S. Francisco, eocbeira de Pansa &. Silva.
GRANDE SOR1IMENTO UE BRINS PaRA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
bOO rs. a vara ; dito a 700 e 19000; dito mcsclado a
19400 ; corles de fustao hranco a 400 rs. ; dilos de
cores de boro gosto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
.J-," tu [** cov"'10 : corles de cassa chita a
. .-i,, "T^ '""0> ,,e cambraia de linho grau-
des a MO ; ditos pequeos a :uj)l; lualhas de panno
de hubo do rorlo para rosto a 14fjl) a duzia ; .0-
las alcoxoadas a IO9OOO ; ajBardangpw lambem aleo-
xoados a .I9MJ0 : na ros do Crespo 11. 6.
Vende-se, permuta-se ou arrenda-
se o sitio das Koseiras, do major Joaciuim
Elias de Moura, defronte da capella do
Kosarinbo com casa de sobrado no-
va, scn/.all.i, eocbeira, estribarla para
tres cavallos, quarto para feitor, etc.,e\-
cellente e grande horta, grande cercado
com matta dentro, immensas baivas pa-
ra capim. muito bons arvoredos de truc-
tos de muitas quaiidades, novo pargeiral
com muitas uvas, vendem-se tambem
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as que existem no engenbo Santa Anna,
novabas e garrotes, vende-se igualmen-
te toda a mi ilii I i,1, louca, vid ros e tudo o
mais que bouver de movis na mesma ca-
a, assim como um bom cavallo de estri-
ba ria: q uem o pretender dii ija-se ao mes-
mo sitio, que avista de tudo, tratara' com
o mesmo dono.
FAZENDAS DA MODA.
Chai) ta India, de quadros, de laa e seda, fazeu-
da para veslulos, do meihor gosto e quaiidade que
lem vindo a sla praca : no sobrado amarello. nos
qualro cantos da rua do Queimado, loja n. 29, do
Jo Moreira Iones.
Vende-se um pequeo silio lodo bem plantado,
e por preco commodo, sito no, Afogados : a fallar
na 1 elinarao da mesma povoucac. que chara com
quem Iralar.
Em casa de J. KelleriStC, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
buigo.
Vende-se nm novo e excellente pianno, de
muilo boas vozes : ua rua do Collegio o. 12, segundo
andar.
~ Ve"'le-.sc "ma cadera de rehuro cm meio uso,
tolla na Babia, por commodo prero : na rual eslrela
do Rosario sobrado n. 35.
Vendem-se saccas coro arroz ou em arroba,
seutlo a arroba 1 I9400 o 19800 rs.. bom ; e lam-
hem se vendem saccas com feijao inolatinho por pre-
co commodo: na taberna da rua Direila n. 2.
J

**
FUMO EM FOLHA-
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
iidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
il, armazem de Francisco (uedes de A-
raujo.
Vende-se cxeellenle taimado de pinito, reren-
lenientc chesado da America : na ru. de Apoliu,
trapiche do Ferreira, a entenderse com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinba de trigo SSSF de
superior quaiidade, e cbegada ltimamen-
te a .este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 50
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas rancezas a 520 o covado.
Na rua to Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se caas francezas de muito boro
gusto, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Schmettau dC, rua do Tra-
piche 11. 5.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior ane'.la para forro de scllins cbe-
gada recenlemenlc da America,
l'otassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio u. 12, vendc-sc muilo superior pola1 da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ha-
rato que he para fechar cotila-.
Beposito da (abri* de Todos o* Bastos na Baha
\ eude-se, em casa de N. O. Bieber Aj C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprin para sarcos de asucar e roupa de cs-
cravus, por prec,o commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
:om 720 pe'sde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedia e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Kangel n. 50.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Vinbo do Rlieno, de quaiidades es-
peciaes, em cai\as de urna duzia.charutos
de Uavana verdadeiros: rua do Trapi-
che n. 5.
Na rua da Cadcia do Recito 11.00, ven.lem--o os
eguinles violtos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porto,
lliiccllas,
Xerez ctir tle ouro,
Hilo escuro,
Madeira,
cm caixiuhas tle urna duzia de garrafas, e ii visla da
quaiidade por preco muilo cm coula.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua ila Cadeia do Recito n. O ba para vender
barr com cal de Lisboa, rccentemenle cbegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. \V.
Bowmann, na rua do Rrum, passan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inven^ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
O.
Cruz.
Bieber & Companhia, na rua da
n. 4.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
sen perlcncc, cm boro uso e de 2,000 libras ; quero
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. 1.

i
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada 110 Rio de Janeiro, cbe-
gada recen teniente, recommen-
da-se aos senbores de engenbo os
seus bons eli'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron ti
Companhia.
Vendem-serelogins deuuroe prata, ma
barato de que cm qualquer outra parte
na praca ila Independencia n. 18 e 20.
prtmei-
ik
Na rua do Vigario n. 19,
10 andar, tem para vender diversas mu-
sicas pura piano, violao e (lauta, como
kcjain,quadnllia3, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissiino
ebegado do Rio de Janeiro.
Lindo* cortes de lairzinha paca vertido de
senhora, com 15 covados cada corle, a
'|,S5()0.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
v irtudc do que lem a vanlagein de corlar a r'aiz de
pialquer po.e duraren, o duplo das nutras.
Na rua da Santa Cruz n. 3. vcnde-se urna ba-
tanea con. bracos, conchas peso de 16 libra a
inea quarla, por baralissimo prero; tambem se ven-
de urna porcao de earrafss e botijas, mel de pao su-
perior a RIO a garrafa, arroz pilado a 80 rs. a libra,
e a arroba 2&000.
Deposito de panno de algodao da
g fabrica de todos os santos na 9
a$ Babia. q
3$ Vende-se esle bem conhrcidn panno, pro- >
59 prio para saceos e roupa ito escravos ; no es- Q
$ i ripioiio tle Novacs i\ Companhia, na rua do S
f Trapiche n. 3i. m
Chai) de quadros para veslidos, fazenda bcllis-i-
ma e tle golo muilo moderno a 19000 o corado : na
rua do Queimado n. 16, loja de Bczerra 4 Moreira,
Vendem-se presuntos para fiambre, queijos
loiiilrinos. lalas rom arenques, hlalas inglezas era
gigos, rorrentes para puditis, conservas, fraclas para
pudn, hngus inglezas. ludu ebegado ullamarneute
pela galera Ihglez. Bonita: na rua do Trapiche u.
31, armazem.
Vende-se na rua do Crespo, loja ama-
rella R. 4,
palitos de alpaca prela trancada a "5000, dilos de
boinbazim prelo e de cores a IU90OO, dilos de panno
lino de cores a 138000.
Vende-se no di 23 do correnle, ao meio dia
em pimo, no armazem de M. Carneiro, na roa do
trapiche n. 38, arenes da compauhia l'ci uamburaua
tle vapores.
A 18000.
> endem-se eicellenles coberlores grande a 18000
cada um ; na rua do Queimado 11. 38, em reule do
becco ta Cengregar,ao.
Na rua du Collegio 11. 3, primeiro andar, veu-
dem-se para fechar rodas mil cquinhentos mansos
de conlas de vidro lapidadas a 100 rs. rada masso, e
70 dadas de cainas de massa para rape a Ip200 a
tluzia.
RUA DO TRAPICHE N. 10.
Emcasa de Patn Nash & C, ba pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos ate 1
polegada.
Champagne da meihor quaiidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
\ eude-se um excelleule carrlnho de 4 rodas
mu bem construido,eem bom eslado ; esl eiposto
na rua do Araao, casa do Sr. Raste n. 6, onde po-
llero os preteudentes eiamina-lo, e Iralar do ajosle
com o mesmo aenhor cima, ou na rua da Cruz ao
Kecito n. 27, armazem.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baila,
decapim.nafundirade. W". Bowmau : na rea
do Bruin ns. 6, 8e 10.
Devoto Cbiistao.
Sabio a luz a 2. edicao do livrnho (lenoniiuador-
Devolo l'.brislo.mais correcto e acresceulado: veude-
se uiiicamento na livraria 11. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a 610 rs. cada esemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de uro s panno, muilo grande e
tle bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para z cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Detappareceu desde o dia 21 de oulobro um
rapaz porluguez que venda capim, por nouie Ga-
briel, ror brauca, cabellos ruivos, barba pouca e
ruiva. levando comsigo al&um dinbeiro, 1 cavallo
rodatlo sujo, com marca de ferro, tendo s 2 lellras
no lado direito e 1 no lado esquerdo, e 3 arranhoes
deespinho no ladu direito, na vcrillia ; por issoro-
ga-se a todas as autoridad. puliran, que hajam de
agarrar esse bello menino. Coosla que esla nao he
a primeira vez.
No dia 20 do correnle desappareceo do abaiio
assignado a sua cscrava, crioula, de uome Thoma-
zia, muilo condecida nesta cidade, condoziudo clan-
destinamente loda a roupa do seu uso, e bem assim
a quaulia de 3179000 em sedulas que roubou ao
abaizo assignado : roga-se a autoridades policiae
ou qualquer pessoa que a pegar, baja de leva-la ao
mesmo, na rua da Aurora n. 28, que serao genero-
samente gratificados. Ha noticia de que a mesma
cscrava se acha acoulada em certa casa ahi para u
Hospicio, pelo que protesta desde j o abaixo assig-
nado proceder com lodo o rigur contra quem quer
que a liver acontado.
Custodie Mein Rodrigues da Costa.
Desappareceu ua larde de||lerc;-fera, 17 do
correnle, urna prela, crioula, de nome Mara, cor
fula, altura regular, secca do corpo, fcice feias ;
levou vestido tle chita encarnada con. palmas mia-
das, camisa de algodaozinho e panno da Cosa azul
coro mal.une lira nm, ebuduzio um balaio e ora ac-
co hranco con. algum dinheira de cobre : quem a
pegar ou soubcr uolicias della, leve-a rua de San-
la Rila, sobrado de um andar o. 86, quesera recom-
pensado do sen Irahalho.
Uesappareceu na noitedo dia domingo para
amanbecer na segunda, pelas8 hora da noile a es-
rrava crioula de aoow Josefa, represento ler 20 a
30 anuos, com os signaes seguinlrs: levou vestido
de ..l'j.i.l.iu azul, panno da Osla velbo, cor bem pre-
la, ledos os tiento, e tero o umbigo grande ; esla es-
crava veio remellida pela Sr." dona do engeubo do
I ni n da Cal cm o Oliuda, para ser vendida.
Ausenlou-se no dia 6 de oulubro o prcto Josc.
de narjo Costa, com os signaos segundes : roslo ta-
Ihado, altura resular, olhos prqueno, nariz afilado,
bocea resular, olha balso, e o andar he miudo, falla
grosso. barba branca por ser ja de idade : quero o
apprrheti.ler, pode levar ru do Queimado n. 14,
a seu senhor aJanoel Jos Guedes Magalliae-, que
ser recompensado.
Desappareceu no da 8 de setembro o escravo,
rriuiilo, de nome Antonio, que custuma trocar o no-
mo para Pedro Jos Cerino, e miilolar-se forro,
he muilo ladillo, toi ecrvo de Antonio Jos de
Sanl'Ann, morador nociigcnhn Cail, comarca tle
Santo Anlo, e diz ser nasritlo no seri.lo do Apod>,
estatura e corpo regular, cabellos pretos, carapinha-
dos, cor um pouco fula, olhos escures, nariz craude
e grosso, bcit;o g.twsos, o semblante nm pouco fe-
rliado, bem barbado, porem nesta oorailla toi com
ella rapada, com lodos os tientos na frente ; levou
camisa tto madapoln, ralea o jaqueta branca, cha-
peo de palhacom aba pequea e una Irotiva de rou-
pa pequea ; he tle suppnr que mude de Iraee: ro-
a-se porlanlo as autoridades policiae e |ies*uas par-
ticulares, o appr.-heudain e Irauaui nesta prara do
lenle, na rualai'ja do llosario 11. 21, que se re-
rnmpi-ns.ua muito bem o seu trabadlo.
I'EHN. : TY. DE M. V. E FAKIA. WM-

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