Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01322


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Full Text
ANNO XXX. N. 244.

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERQA FEIRA 24 DE OUTUBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCARREOADOS DA SI'BSCRirCAO'.
Recife, o proprietario M. K. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicior da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Auguilo Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres z7 1/2 a 27 3/4 d. por 1
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedas de 6400 velhas.
de 69400 novas.
de 4000. .
Prata.Patacoes brasileiros .
Pesos columnarios .
mexicanos......
298000
165000
16000
9>000
19010
1940
1860
PARTIDA DOS CORREIOS-
linda, lodo? os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Vietoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commeroio, segundas equintas-feiras.
Relacao, tcrfas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercw e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* tara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPHEtlERIDES.
Outubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutos e
48 segundos da manhaa.
14 Quito minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manhaa.
21 La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA,
23 Segunda. S. Joao Capistrano f. ; S. .loo Bor
24. Terca. S. Raphael Archanjo ; S. Sptimo m.
25 Quarla. Ss. Chrispim e Chrispin3no irs. mm.
26 Quinta. S. Evaristo p. ; S. Roe-aciano m.
2T Sexta.S. Elesbao imperador; S. Capituliua.
28 Sabbado. Ss. Simao e Judas Thadeo app.
29 Domingo. 21.'Trasladado de S. Isabel ra-
nha v. f. ; S. Benvinda v.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JUSTINA.
Ministerio dos negocio* da juslira. Rio de Janei-
ro, cin 7 de outubro do 185.
A' presenta augusta de S. M. o Imperador, fax
subir a marqueza de Jaca repague umrequerimenlo,
queixando-se do procedimenlo que ronlra suppl-
r.inlc livera o cliefo de policia da ciirte, o bacharel
Alexandre Joaquim de Siqueira, em haver mandado
senles de polica dar busca em sua casa, com o fun-
damento de apprehendcr escravos.que se dizia exisli-
rom nella orcullus. e que tinliam sido laucado- an
leslamenleiro pora pagamento da vinlena, decima
f.i/.enila nacional, legados e outras despeus no in-
ventario da fallecida ijscondes*a de Miraodella.
Ouvido o coiisellicirn procurador da corda acerca
de scmclhante objeclo, sendo untes n requerimento
informado pelo referido chefe de policia, ordenou S.
M. o Imperador, que a secrao de juslira do consc-
Iho de estado consultassc n respeito ; e conforman-
do.se. o mesmo augusto senlior com parecer da dita
cela, hnuve por bem, pela sua iinmciliala e impe-
rial resoluto de 27 do mez prximo lindo, decidir
que as autoridades rivis Ao complenles para pro-
cederem ou mandarera proceder a todas as diligen-
cias necesaria* para elTectiva seguranra ou cxcuss.lo
de bens. como penhoras, sequestros, arresto*, depsi-
tos, exhibid-oes, buscas e apprelienscs; sendo que
as autoridades puliciaes gmenle pmlein ordenar as
buscas nos casos crimes cxpreisot no artigo 189 do
cdigo do processo, ou auxiliar as referidas diligen-
cias civis, quando haja resistencia. O que com-
munico a V. S. pira sua intelligencia.
Dos guarde a V. S. / .Iraujo. Sr. Jeroovmo Marliniano Figueira de
Mello.
3. Seceso. Ministerio dos negocios da Justina.
Bio de Janeiro, em II de outubro de 185.
Illra. E\in. Sr. Transraitlio-ms essa presiden-
ria. com seu ofncio n. 163, de 12 de setembro ulti-
mo, o da juiz dos orphaos di villa do Kio Bonito, por
copia, consultan lo a casta de qneni deve ser creado
naquell* termo, o cofre de qoe trata a ord. liv. l.,
til. 88, 8 31, como lora determinado em provimenlo
geral pelo respectivo jai* de direilo : e S. II. o Im-
perador, qucoi foram presentes os sobreditos ofli-
cios, ordenou-me que declaraste a V. Eic, que a
mesma ordenacao manda expresiameule faxer o dito
cofre custa dol orphaos, por ser elle instituido em
seu heneflcio, que, em virtude isso, est de lon-
go lempo era uso no juixo dos orphaos da corle, a
pralica de rieduzir-se um oilavo par cenlo das quan-
tias recolhidas no respectivo cofre para essa c outras
despezas; nao se tornando porlanto necc-saria pro-
videncia alguma a semelhanle respeito. O que V.
Exc. tar constar ao referido juiz.
Dos guarde a V. ExcJote Thoma: Sabuco de
Arauju. Sr. vice-presidenle da provincia do Rio
da Janeiro.
MINISTERIO DA FAZENDA.
EXPEDIENTE O DIA 19 DE JTLHO DF. I85i.
An administrador da recebcJoria de municipio da
corle, participando que o tribunal do Ihesouro nozou
provimenlo ao recurso de Antonio Francisco da Bo-
cha, e adyerlinilo ao mesmo administrador que no
cuso de deixar um dos dous armazens do supplcan-
le de vender agurdenle, nao p le a tolacAo do im-
fiwlo do oulro ser elevada ao dobro, porque n. arl.
II5.* do regulamcnto n. 415 de 12 de junlio de
1815, existe o correctivo para a hypolliese de accres-
cimo de consumo.
An mesmo, communicando que o tribunal do
Ihesouro deu provimenlo ao recurso deJosAuto-
nio de Amorim Soares c oulro*, na parle em que pre-
leiidem realisar a transferencia dos predios n. 121,
123 e 127 da ra de San Clemente sem soflrerem a
pena do art. 16 do regulamenlo de 16 de abril de
1812; e confirmando lec-ao do mesmo adminis-
trador quanlo a impisimo da pena do arl. 13 do ci-
tado regulamcnto, resolveu o referido tribunal que
se fizesse lamhem effectiva i disposirito do arl. 18
quanto a multa.
Ao presidente da provincia de San Paulo, comrau-
nicando que approva a decisdo dada pelo antecessor
deS. Exc. sobre a duvida proposla pelo juiz de paz
daeidade de Ignape, resol vendo que nflo esto sujei-
los ao sello os termos de conciliario fe i tos pranteos
juizes de paz, conlendo a confissao de urna obrigac^io
e estipuladlo de pagamento de divida excedente a
1008; visto ser conforme n disposicao genrica do
arl. 18 da lei n. 369 de 18 de Miembro de 1815, que
comprelicnde tanto o sello lixo como o proporcional.
COMBANDO DAS ARMAS
Quartel da commando das armas da Pernam-
weo, na cldada de Recle, aaa 23 da outu-
bro da 1854.
OBDEM DO DIA N. 160.
Determinando o governo de S. M. o Imperador
em aviso expedido nelo ministerio dos negocios da
goerra a fi do crreme, qne fleassem perlencendo co-
mo elTectivas aos corpos a que eslivessem addidas
pesia provincia, as praras de prel do 8 batalli.lo de
iulanlaria estacionado na de Alagoas, e que neste
sentido se ordenara n'aquclla mesma dala a exclu-
san de laes pravas do dilo liatallnln ; n coronel com-
mandanle das armas interino assim o declara para
scienciada guamicslo e devido elfeito.
Assignado.Manoel Muniz Tacare/.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarrilado do detalhe.
EXTERIOR.
O servico da companhia das cosa da Italia e do
Levante, exploradas desde 1830 pelo estado, ape-
nas foi encarregado companhia Franceza, em ou-
tubro de IHl I; o came do relalorio aprescnlado
aos accionistas com data de 31 de dezembro, pouco
pode mostrar sobre as operacOes da companhia, por-
que s comprehende o primeiro c curio periodo de
vinle e sete mezes. Em lito limitado espado nao se
nodem encontrar senao os principios da companhia.
que comludo lem empregado diligencia par o seu
desenvolvimeoto, mostrando a soa aclividade em
precnclier as condicOes a que esl obrigada. Essas
condi;6es imp*em-lhe principalmente, em premio de
um subsidio de 3 milhoes, o trajelo de 103,216 le-
guas martimas, e a coiistrocio, nos cinco primei-
ros amiosda sua existencia, de cinco vapores da Tor-
ca de 300 cavados cada um. Vinte e sele mezes, he
apenas o lempo que tein docorrido depois da poste,
durante o qual lem reparado o velho material, qne
A FAMILIA AlBRY. (*)
Por Piolo Blaariee,
TERCEIRA PARTE.
A CRITICA HO AMOt:.
Vil
Enlrelaulo, quando Natalia e Marlha cliegaram ao
paiol, Leonardo havia desapparecido. Urna imile
de angustia succedeu para elle a esse ser.'io de elirlc-
dade. e no dia seguinle o mancebo failou ao pai
tremendo ; mas achou-o como de ordinario serio c
brando.
Ou foi son No nossn, ou ello niio nos >o dis,c
em voi baixa Nalalis a Martha.
Dos o queira mas parece-nic que tua mai
esl muitriste.
Pelo contrario ella aliracoii-me latan mais
ternamente que de coslume. Elles nlo sahem
nada.
Dos oqueira !
O serao foi anda uma de rciinioes de familia, as quacs ha ennversacao, tra-
badlo c repouso, as quaes os corares batem em
harmona, e roparlc-se romo em tnn piular coinmmu
a amisade, o calor e a vida, o lempo eslava alsum
tanto fro, e pela primcir ve* se fizera foco no
quarto de Brgida. Daniel mmparcreu. mas Gibon-
reau faltn ; assnn nata em torno do lar domestico
perlurbou o cordial accordo.
Um quarto antes das dez horas, lodos levanlaram-
?c para separarem-sc segundo o coslume. Enliio Leo-
nardo rhcgando-c sem ailci-iar.ln ,, aUlis, dsse-lhc
em voz baixa :
Daqui a uma han, Nalalis, quando lodos esl-
verem dormindo, volla levemente esla sala, onde
tua ni. i e en le esperaremos.
Nculiuinu cilacAo peanle qualquer tribunal de
juslira, i,-i iu parecido a Nalalis tilo teirivel como es-
tas palavras murmuradas pelo pai a siu ouvido ; as-
siin foi com o coraco fechado que s onza horas elle
conpatereu dianle do tribunal augosto.
Nalalis arhoii o pai e a rniii assenlados um an lado
herdou, comprado rslaleiros, Terramenlas, e reuni-
do os materiaes da conslruc;ao, sobreliido em urna-
poca em que as materias primas faltam a lorias as
industrias, em que os ferros, a folha de ferro, as ma-
chinas necessarias a navegaran fallam em maior
proponte do que qualquer outro artigo. Scndo-lbe
prohibido comprar navios no eslranceiro, recusando
o commcrco francez a venda do pouco qne ha, pro-
Iirio para o seu servico, era necesssario esperar que
louvesse lempo de construir por sua ronla. O exer-
cicio de I8>3 moslra esla siliiarflo forjada. Apesar
de ludo islo a flotilha da companhia augmentou ues-
te auno com dous navios ; elevou por tanto o nume-
ro dos navios cm aclividade de servido de 13 a 17,
augmenlnnilo-se no Irajecto 6,07i leguas; quer dizer
que aclualmenlc precorre 112,290 leguas em vez de
103,l6.
Nao he possivcl obter mais. He nicamente pelo
desenvolvimenlo do commercio, c dos passageiros,
que se pode julgar se a empreza esl em bom an-
riamento. se marcha ao fim a que se propoz, quan-
do se subsliluin a cxploracao por meio de uma com-
panhia particular a explorarlo por conla do estado.
I'artindo de lodos esles principios, os resultados sao
us mais satisfactorios, llouve um augmento de 30
por cenlo nos passageiros, 35,529 cm vez de 27,347
em 1832, e de quasi 40 por cenlo no peso das mer-
ca dorias transportadas, 12,975 tonnes, em lugar de
9.338. e islo nao obstante a inierrupran das opera-
ras de troca do banco de Conslantinopla, apesar da
inferi! idade da colheita das sedas, e apesar mesmo
do estado da guerra, que tem dado um golpe funes-
to no commcrcio da Turqua. Eslas causas de per-
da tcem sido compensadas, pelo desenvolvimenlo
considerael, que se lem manifestado na maior par-
le dos arligus da paula, e sobretudn na explorarlo
dos producios da industria nacional.
Comparada a 1852, a exportarlo dos lecidos de
laa e algodao, aprsenla s por si um augmento de
180 por cenlo.
O excrcicio relativo so correle anno he real-
mente, o qne pode dar uma jusla idfia do desenvol-
vimenlo da companhia Franceza. dos recursos que
pos'ue, e da rcsolujao que a anima. Tendo debu-
tado em outubro de 1831 com 15 navios, qne rt-
prcsenlam uma foren de 2820 cavallos, coolava no
mez de junho ultimo 23 em activo servico, e mais
(i em conslruc{.lo, que alevam o total do "seu effec-
tivo a 30 navios, e a 7I0 cavallos de forra a vapor,
e segundo parece acaba tambero de comprar ao com-
mercio Trancez 4 navios, que Ihe complelam a torca
de 8000 cavallos.
A companhia havia enmecado pof um Irajecto de
130,000 legua, e este anno ja percorre pelo menos
180,000, e a conta dos administradores annancia
aos accionislas que esta cifra subrn prximamente
a 240,000 leguas, que exigirao a carreira de 37 bar-
cos em activo servico, sem contar aquellcs que sera
neecisario conservar cm reserva, e nos eslaleiros pa-
r reparar qualquer eventualidade.
Causas diversas leem concorrido para esle desen-
volvimenlo extraordinario de csquadrilha e do ser-
viro da companhia Franceza. Quando se publca-
rem os exerririos de1H34, pode rombinar-sc o pro-
duelo dos (r.ihallios emprrhendirios em 1832, e pro-
seguidos com rara aclividade cm 1833. O Vatica-
no, o Capitolio de 200 cavallos; oSinai e o Carmel,
de 330 cavallos, e o Lbano tamben) de 370, que ha
pouco infelizmente se perdeu, sao comprchendidos
nesses trab-ilhos.
O estado da guerra lem ohrisado a companhia n
fazer esforcis imprevistas, e Ihc lem fornecido, pa-
ra augmentar a sua esqnadra, incios que ale enlao
Ihc haviam sido recusados.
Quando se loniou a resolurao de enviar mn exer-
cilo a Turqua, o coverno naturalmente Iralou de
mulliplicar assuascominunicarocs como Levanle,
e insisti rom a companhia para duplicar o numero
das -nas vagens naquella liada, ilo mancira que
liouvosse ama ebecada c ama sabida lodos os cinco
dias, em vez rio dez em dez dias.A utildade da me-
dida era evidente, mas para a levar a efTeilo. havia
falla de navios, c a esquadnlha da companhia, era
anda inuilo pouco numerosa, para que podesse pen-
sar em urna tao grande cxlensao no seu servido :
alem disso, nada havia que comprar em Franca.
Foi entlo que o governo francez permitlio a com-
pra dos uavios eslrangeiros, e que aulorisou a natu-
rnlsacilo de (res navios inglczes. O Gancc, Indus e
Euphrale, todos tres a hlice, de350 cavallos de for-
ja, e do 1600 toneladas de capacidade. Com esle
auxilio pode organisar o rpido servico, que ha al-
guns mezes fuucciona ji entre Conslantinopla e
Marselha, que parle e chega lodos os cinco dias, e
muilas vezas lem excedido em ligeireza a linlia de
Trieste, e mesmo a posta de Vicua. Apezar de lu-
do, com o henificio da rapidez, e mulliplcidade das
communcaeoes, nao he nicamente o publico, mas
sun o governo. que ganlm uesla novs oriranisacao ;
porque lem contribuido em grande parle para o
transporte do exercilo do Oriente ; o numero dos
soldados, que por esle meio lem partida para o Ihea-
Iro da guerra, excede boje a ez mil, sem contar
os cavallos c os materiaes, etc., ele.Se ascompa-
nias inglezas tiem prestado nestas circumslancias
serviros importantes ao seu govrrno, a companhia
Franceza nao lem feilo menos do que ellas.
Finalmente, a imprevista conclusao do serviroque
razia uma companhia de Marselha, entre a Fra'nra e
Argel, vio abrir uma nova carreira ; aclividade da
companhia imperial. Mediante um subsidio de um
milliao e 300 mil francos, cm Iroca do qual se obri-
gou para com o coverno ao transporte gratuito dos
despachos.de 13 mil homens de Iropa, t de 3 mil
lonnes de material, accitou asuccessaoqueselhe of-
fereceu.
0 servicod'Argel nao temsoundo um dade inler-
riipeao. e islo he um grande bem ; porque era ne-
cesario substituir immcriintamente os 28 mil homens,
que do exercilo d'Africa se haviam tirado para enviar
ao Oriente. Eflcclivamento mais de 20 mil homens
leem j sido mandados para Argel, pelos navios da
companhia Franceza no curio esparo, em que esle
servido Ihc cl confiado.
Tasa sao as causas, que acabam de dar um 13o
considera el dcscnvolvimenlu s operaroes da com-
panhia franceza de navegarSo a vapor no Mediterr-
neo. Nao lem seguramente feilo nada que produza
grande glora, dizem os jornaes franeczes, porque os
aconlccimenlos que se lem produzido, nao influem
mnilo poderosamente no seu destino ; mas a forra
de resistencia, que tem mostrado nas circumslancias
criticas, ea energa que lem desenvolvido para eslar
sempre prompla em lodas as eventualidades, afim de
cumprir quanto dola se exija, a resol nen-, com que
lem multiplicado osseus servicos, e augmentado as
suas despezas, quindu o colera sujeila os seus navios
a quarentena, quando a guerra ameac,a na orgiem o
(y Vide Diario n. 43.
do oulro, ambos serios e Irijles. Evidentemente na-
da havia que negar nem desculpar : elles sabiam lu-
do. No olhar firme de Leonardo ena fronte inclina-
da de Brgida havia lana dignidade e lanln dor, os
cabellos hrancos e os unios puros desses vclhos der-
ramavam cm torno delleslanla luz, que acunleceu a
Nalalis o que segundo as visites do Dante e do Mi-
guel-Anjo aconlecer no juzo final: sem om asen-
lenja, sem uma aecusarao, elle vio claramenle, Jal.
gou-se e condemnou-se por s mesmo. O simples
olhar do pai o fez passar allooito para a cs-
querda.
Nalalis apenas leve forjas para dizer !
Creiam Votes, o que crercm, juro que meu a-
inor he puro como aquella que era amada !
Nao bedela que se tr.la. responden o pai, he
de ti, Nalalis, justilica-le.
Arrepende-te erilou Brgida sem levantar a
rabera, ccomo do fundo do corarilo.
Ali como juslicar-se, como arrepender-se al-
guem ile seu destino !
Dominando-o. Tentaste ao menos evila-lo,
meu fillio ".'
Nao pude, n lalvez n,1o o livesse querido !
Uuves, llrigida exclamou dolorosamcnle Leo-
nardo.
A mili nao alrevcii-se a responder ; pois linha es-
perado vanamente que al enlao esse infeliz amor s
louvesse existido em eslado de apprchensao ou de
lula. Quando essas primeiras e breves palavras
rio uno, vollousc Icnlamente para Leonardo, c da-
In em dianle minia c iuimovel conservou os olhos fi-
los nellc para empor seu semblante pela energa do
manilo, e sem duvida lanibem para nao ver tor-
mento do fillio.
Leonardo lornou
sen trafico, ludo islo deve dar a confiante de que, se
ella nao fdr desla mancira empregadalodosos anuos,
como eui 1854.a companhia Franceza lera dentro em
ppnco reganhado a distancia, qne de principio a se-
perava dos seus rivaes, reslabelecendo a posirao, que
tem deixado de certa mancira interrumpida no Me-
diterrneo.
De todas as companhiasde navesarao a vapor fran-
ceza- ou eslrangeiros, eslacompanhia'he a nica, que
nos conste pelo menos, que ainda nao elevou os
seus prcros, desd o augmento extraordinario, que
sohreveio no valor do carvao.
{Jornal do Commercio de Lisboa.)
Despacho do conde de Ncsselrode em resposla sos
desparhos auslriaros c prussianos, os quaes apoia-
vam os quatro pontos de garanta. Eis aqu esse im-
portante documento :
.4o principe Sao Pelersburgo 14 (26 ) de agosto de 18-31.
o Becebi e submetli a S. M. o Imperador as com-
muncaeoes, que o gabinete austraco nos dirigi cm
dala de 10 de agoslo | pelo novo e-l lo ).
' .inmundo an desojo que a Austria linha ma-
nifestado de que nao levassemos mais longe nossas
operarOes militares na Turqua, e que retirassemos
nossas tropas dos principados do Danubio, linhamos
exclusivamente em vista os inleresses auslriaros e
allemcs, em nomc dos quaes nos era expressado
esse desejo. A concessao pedida devia Irazer para
nos as consequencias mais importantes ; porquanto
ella nos tirava. como j fizemos observar ao governo
austraco, a nica posiro militar, que piule reslabe-
lecer em nosso favor o equilibrio das posieftes no in-
menso Ihealro dasopcracOes da guerra. Ainda mais:
ella devia expornos irremediavelmnte ao perigo de
veras forjas militares da Franra, Inglaterra e Tur-
qua arremecarem-se em massa sobre nossas costas
da Asia e da Eupora no mar Neero.
n Nao obstante esles inconvenientes e perigos evi-
dentes, lomando em considerac,ao os desejos da Aus-
tria e da Allemsnha, nos linhamos todava mostrado
promplos pira retirar-nos voluntaria e completa-
mente dos principados do Danubio. Benunciavamos
ale lodas as condiees de reciprocidade da parte de
nossos adversarios, e delles nao pedamos nada abso-
lutamente.
Tinbamo-nos limitado a manifestar Austria o
desejo de sermos informados das garantas de segu-
ranza, que ella poda oderecer-nos pessoalmenlc ;
em oulros termos,c na prrv is.lo de que nao estivesse
em seu poder assegurar-nos um armisticio, deseja-
vamos saber, se depois de feila a evacuaco e por
consegueile campridas as promessas leilas por ella
s potencias occidenlaes, podamos ao menos contar,
que a Austria deixaria de fazer causa commum com
aquellas potencias no fim altamente declarado de
procuraren! o abalimenlo moral e material da Bus-
sia.
o Para riarmos ao mesmo lempo ama prova de
nossas inlenres pacificas, derlaravamo-nos promp?
los para adherir de anlemao acs principios inscripta*
nolproloeoln de 9 de abril.
A Austria em lugar de responder direclameeie
as qucsloes, que Ihc atara dirigidas, julgou que de-
via siibineller o negocio As potencias occidenlaes, e
fazer depender dolas a resolurao, que espersvamos
della smente.
Era evidente que o sacrificio, que eslavamos
promplos para fazer pelos seus inleresses |>artcula-
rese pelos inleresses deloda a Allemanha, nao po-
da ter valor aos olhos da Franca e da Inglaterra, e
que eslas duas cortes, cujo lim he hiimilhar e enfran-
quecer a Bussa prolungando a guerra, nao se mos-
Irariam disposlas para enlrar em eonriliar.au.
He isso infelizmente o que fez eonhecer a com-
mnoicaejio, que o cunde Eslerhazv nos fez.
O gabinete suslriaco na verdade nos Iransmtte
agora, como resultado de suas conferencias com as
corles de Paris e de Londres, novas bases de paj, as
quaes, na forma, sao red-idas de modo mui pouco
conveniente para uma aceitado honrosa, e sobre a
sua significacao nao nos podemos engaar, viso que
seaundo iconfissao do governo francez tal qual se
echa feila sem reserva pela publicacilo ofllcial de
sua resposla ao gabinete de Vienna, o que se cuten-
de por inlereste de equilibrio europeu nao signifi-
ca oulra cousa senao o aniquilamento de nossos tra-
tados anteriores, a rieslruicao de lodos os nossos es-
labelecimentos marilimos, os quaes, por causa da
falta de uma compensado, so, como dizem, orna
ameaca perpetua contra o imperio oltomano, e a
rr-lrirrao do poder russo no mar Negro.
Entretanto sao eslas as bases que o governo aus-
traco nos recommenria, e posto que nos exhorte a
aceita-las sem reslricces, nem por isso deia de in-
formar-nos que as potencias martimas de nenhom
modo as consideran) como definitivamente estaheleci-
das, e que se reservam pra modifica-las em lempo
opporlunu, segundo os successos da guerra ; de mo-
do que nosa aceilajao das bases nao seria bstanle
para nos dar ate a previso certa da cessacilo das hos-
lindados. Declara-nos que no seu entender estas
bases resullam dos principios do protocolo, e sao as
condcocs necessarias de uma paz solida e duradou-
ra ; conseguinlemanle nos faz ver que elle as adopta
completamente, e que at lez s potencias occiden-
laes a promesa formal de nao tratar comnosco cm
nenhuma oulra base.
Nestas circumslancias torna-se intil para nos
examinar condirOes que, se ficassem como no-las
submellem aclualmcnle, supporiam j uma llussia
enfraquecida pelo desalent de urna guerra longa, e
que, se o poder passageiro dos acontecimenlos nos
obncasse alsum dia a snjeitar-nos i ellas, longe de
assegurar Europa uma paz solida e sobretodo du-
radoura, como o governo austraco parece crer, nao
fariam seno expdr esta paz infinitas complicaroes.
O imperador aceitando, como fez, os principios ins-
criptos no protocolo, u,1o leve a intenr-o de attri-
buir-lbe a significacao, que se Ihes da.
n O sacrificio immenso, que estavamos promplos
para azer aos inleresses particulares da Austria e
da Allemanha, deviam ficar sem nenhuma recom-
pensa da psrle da Austria, que em lugar de o con-
siderar como um meio de soltar-sc das obrigaedes
aceilas por ella al enlao, julgou que devia unir-se
as potencias nossas inimigas por tratados ainda mais
sos ; por isso sentimos vivamen-
ii O governo ansl'iaco esta j informado, que mo-
tivos provenientes nicamente de nossas necessida-
dades estratgicas levaram o imperador a retirar
suas tropas para aquem do Prulh. Agora tendo vol-
lado para as nossas fronleiras, e conservando-nos
na defensiva, esperaremos nosla posirao, que pro-
postas equdosas nao permiltam lazer combinar
nossos volos para o reslabelecimenlo da paz com nos-
sa dignidade e nossos inleresses polticos, evitando
provocar, de caso pensado, um augmento de com-
plicarles, mas estando disposlos ao mesmo lempo
para defender com resolurao nosso territorio contra
todo ataque eslrangeirn, de qualquer parte que pos-
sa vlr.
V. Exc. lera a bondade de levar o presente
despacho aoconhecmento do Sr. conde de Buol.
o Becebei, etc.
Assignado.De Nesserolde.
INTERIOR.
fortes e mais extensos
te nao poder responder as suas ultimas commonica-
roes.
ci Em nossa posirao a cha I, julgamos ler esgotado
a medida das concessQcs compatveis com a nossa
honra, e nao lendo sido recebidas nossas ntenefles
sinceramente pacificas, resta-nos seguir forfosamen-
le'o camlnbo, que nos he trabado por nossos pro-
pros adversarios, islo he, deixar, como elles, os
successos da gaerra decidirem a base definitiva das
negociarles.
Ah. desgrarado. nao sabes a que me cons-
anges ncsle rnomenlo ao ,ahcs quesupplcio in-
igess leu pai julgas s.itrrer, c sirrcs sem duvida ;
Ir.i
n
porom fazes-mc seffrer rem vezes mais. O mais pu
nido, ornis atormentado de mis dous nao es t
Nao enlrevisle nada no que eu le diese ha um anuo '
Desde lanl-i lempo cu liulia-mc volunlariameule se-
parado dos homens. tmido, silencioso, resignado
restringido cm meu humilde dever.e ena mnha es'-
phera obscura, deixando os oulros fallarem e obra-
ren!, sem ousar sequer ver suas acres e seus pen>
smenlos: eu nem inesino era rspedador, quando
inuilo era vivenle, e .mora he misler que saia desla
'-1 "- i' me levante, e tara o que pode t deve ser-me mais
horrivel, he preciso que julgue e a quem ? a meu
filho !
O velho calou-se um instante como opprimido, e
depois proseguid:
E islo nao rasga-me somenle o coraran, des-
mente lambem lodas as minhas coflvicrOes! Certa-
mente, Nalalis, ha muilos das, qne le vejo soll'rer e
combaler; mas que por ventura o cmbale nao he
Matar i a dor nao fortifica'.' Ha muilos dias eu fe-
ria podido iulervir com minha auloridade em luis
acres; mas cm lim nao somos homens senao perma-
necendo livres Eu grilava-lecoragem: coragem !
pois era ludo o que meu amor linha que dizer-le.
tinha re em tua vontade, e esperanza em la vir-
ludc, e confcsso-le que minhas enlranbas de pai
comino erain-s,. quandojiilsuei que la alma ia des-
truir-te a vida, e que serias forte ale morrer. Mas
nao! apenas eslavas salvo, eu senlia-tc perdido, e
que o homem era morlo pela cura de meu filho.
Agora nao ha mais que recitar! Neutro dinnle do
bem, eu seria culpado e infame se nao me oppozesse
ao mal cm minha familia. Beleva pois que o pai
rcapparer.a; releva que sirva-me de meu poder do
qual lenho Bledo por mim e envergonho-me por li ;
releva que le con lemne ao que devias ler querido I
por quanto ds razio a lei fatal, infeliz, e o que
viudo de ti seria virtude, vindo de mis sera castigo.
Ouve pois...
Oh esper.i ainda um pouco exrlamou rom
voz fraca a mai supplirante. Dcixa-o ao menos
procurar defender-se. Convcm sempre que elle di-
ga algoma cousa, se nao para s ao menos para
mis.
Ah! Vine, he sempre boa c lerna, minha que-
rida m.li dlssc Nalalis. Mas, meu Dos que Ihe
riirci senao : Lamntenme! Porque nem posso la-
menlar-mc; amo! I'crdoe-me,porque a unica descnl-
pa que lenho a dar-lhe he lambem esla; amo De-
via resistir sem duv iria; mas entilo na teria amado!
Ah o que dgu aggrava ainda o que liz, meu pai ;
\ me. encara-me severamente, porom soffro. Vine,
bem sabe que cm sua presenra nao posso pleitear.
Kiz mal ; mas soll'ro; eis minha vanlageni. Vmc.
lem a juslire de sua parle, eu lenho a dor ; Vmc.
reflecte, mas cu choro; Vmc. riiscrrno, mas cu amo;
Vmc. ve luz da raz.io, mas minha luz he o amor,
c minha alma nao pode mais querer oulra elarida-
ilo, assim como meiis olhos nao podem esperar um
segando sol. Sou daquelles que nao lem oulro des-
lino senao o de seu coraran. Bem sei que Vmc. vai
responrier-me: (t amor he grande, mas leu amor be
criminoso mu, mas u gente uu distingue, nao
8. Paulo 9 da o.labro.
Essa alluviao de despachos Irazida pelo seu Jornal
cabio aqu como ama bomba, e a cadeira presiden-
cial, na occasiao em que escrevo, seacba bloqueada
por uma armada de prelcndentes que miram os lu-
gares que em multado (carao vago.
C para mim, esta he uma das phises mais amar-
as de um presidente. Tem dereceber una per una
a sopptira do candidato que por sea turno faz uma
dissertacSo no eslylo pathclico para tocar na fibra
governamenlal. Todava parece que o Sr. Saraiva
nao recea a circumslancia, pois qae nao prometi.
segundo se me diz. Aguarda a tafra de candidatos
para eum inte'ra liberdade escolher o afortunado,
que ser aquello que melhor convier, fazendo assim
que o quinto poder nao seja mercadoria muilo pro
curada no mercado.
He nesle ponto que o actual presidente se quarira
melhor nesta ierra de empenhor, nao ha precedente
at aqai que o desabone, em relacao malaria de
potentados; estamos livres dessa praga. Hoje quem
tem juslira vai i palacio rom ronlian'ra; nao he pre-
ciso que o obscuro ciriadan v agarrado casa de al-
gum nobre e ricaco para advogar a sua cansa. Nao
sei se por ser obscuro e ignorado he qoe acho enri-
al esle estado de cousas; o caso he que todos con-
cidem na minha npiniao. Hoje se ohtem juslica,
ainda que nio se pertenra almotpkera arintocr'a-
tica. Para corroborar o que levo dito em abono da
independencia do actual administrador, que vai dan-
do a Dos o que he de Dos, e a Cesar o que he de
Cesar, seja rico ou indigente, seja Urego ou Troya-
no, retiro-lhe um faci modernissimo.
O delegado policial de Un' resolveu fazer uma
gorda cacada para o nosso exercilo, com prejuizo da
harmona e meloda daquelles poticos lugares. Be-
crutou uma boa turma de msicos, que, segundo di-
zem, perlencendo ao partido fu ;"- daquella criade,
tinliam recabido no desagrado da auloridade. Ora,
a auloridade que assim obrou be saqiiarcma, cleilor
etc.; presuma o povo que os malaventurado. pr.>-
fessures leriam de jurar bandeira. O delegado re-
moliendo os presos represenlava a necessidade do sc-
rem irrevngavelmenle tiraras de prel, pois que no
caso contrario se faenarla sua forra mora!. OSr.
Saraiva cnlendeu que a auloridade linha procedido
despticamente, e, nlo considerando senSo o aclo,
esligmatisou-o, fez soltar os presos, e dirigi um
ollicio om tanto amargo, significando qoe se por
ventura a revoga<;no da tentenra traza quebra da
forra moral, linha seu direto'salvo de pediri sua
exonerarao. Trago esle fado por qne, a sua
noticia mexcu com toda a ci lade, sendo cerlo que o
povo de lia' reprovou-o liflcralmcnle; nao porque
,ne pievalera da occasiao para censurar a auloridade
do Itu", que lalvez l para si culendesse que proce-
da em regra.
Vai encantada a celebrada sjuaslao da estradas
de carro. Crelo queja Ihe noiciei ler expirado o
prazo para a presentaran de prnpostas, de couformi-
dade com ilsposi(o ebases fcilas ni assemhlea pro-
vincial. So comparcceu'a lurma doSr. Quarlim: o
Sr. Barros retirou-se, pois que encontrn alguma
espiuha. Alina! ainda a questao lea adiada. O Sr.
Saraiva resolveu esparar o prazo do concurso, decla-
rando que aceita qualquer proposta, ainda que ella
seja olercciria sobre bases mais ampias, ficando elle
sujeto a pedir i assembici approvafao dos actos nao
coudos na rielegacao que Ihe fni dada.
Os esludaoles dol.' anno, vclimas do feroz
direilo romano c vendo com espanto a aproximado
rios actos, resolveram dirigir uma representarao ao
governo geral para qoe (quem dispensados de tirar
ponto nesta materia. Me parece que sera muilo cu-
rial que coverno faja baxar um aviso que Ibes d
isenrao. He na verdade larefa quasi impossivel rom
com vinle e lanas lices, se lanas houveram. um
infortunado caloiro ler de responder pelo que l vai
pelo rorput. Ainda procede a razao, se elles s fo-
rem obrigados a responder dentro das Hrocs dadas,
pois que de principios geraes pouco ou nada pode-
rao dizer.
Parece que, militando a mesma causa em favor
dos quinlo-annta o aviso impetrado devia com-
prehende-los O caso be que elles nao se lizeram
cargo de pedir, porque um quinto-annista uao foge
de uma balalha administrativa, nem ama policio
desta ordem se compadece com a posirao aristocr-
tica de um quasi doulor; mas se vcr lambem um
aviso em seu favor nao desfeilearSo o Sr. Pedrcira
desdobrando ascienda administrativaern aclosolem-
ne, mormenle quando nao ha por aqui abundancia
de livros.
Ja Ihe nolicici, me parece, que as sumidades
do parlidn liberal reliram-sc da imprensa, ficando
o veterano Ypiranga entregue a alguns cstudantes
que vao alinbavando a niisso rom bonitos trechos
dos Girondinos e Mclanijes de I clor Hugo. Mas
sabe Vm. que o homem do interior nao svnipalhisa
muilo com este modo de defender as liberdadcs pu-
blicas, que se converterao, se as cousas assim conti-
nan! cm agua de ceslinho. ltimamente esla folha
tornou-se pasquim, para ultima degradarlo do credo
liberal. Ouvi mesmo dizer que as notabilidades que
ahi escreveram no lempo cm que o Ypiranga era
jornal acreditado, mo pudendo proseguir na larefa
prelendem acabalo. Ora, be bem verdade que o
Ypiranga, onde ja escreveram os Gabrieis, os Car-
rees, os Broleros e oulros, nao devia converter-sc
em brinco de dous moros, com prejuizo do proprio
liberalismo.
Entre os moros a quem cobe a redacto desla fo-
lha figuraam os quinto-anuistas Marronde- e Gelil-
lio; s.io moros circumspeclos, e incapazes de man-
char o jornalismo. Porem esles mesmos acabam de
relirar-se da arena, nao querendo lalvez receber o
udioso e redicolo provocado pelos oulros, que sao ric
anuo inferior, e menos habilitados para representar
a masa liberal.
- Nada lenho a noliciar-lbe quanlo Iranquilli-
dade publica. O celebre reo do policia, qae foi re-
col ludo a cadeia desta cidsde.o JoSo Antonioo, Luiz
Verguciro, etc., j annuncindo no seu Jornal como
eslellionalario de profiss^o. foi posto em liberdade,
em falta de indicios de crime mais importante que
pro oras.e procedimenln cx-officio. Esl pois es-
se cavalhciro livre e riesembararado para continuar a
deilar a rede aos papalvos. Finge-se um cavalhero
dislinrlo, relacionado com asprincipaes casas do Bio
e ria Europa.
Representa com tal finura cada papel romntico
que sua imaginarao engendra quesabe triumphanle
de lodas as aventuras, nimiamente quando anda
se acbava cm Campias, fingi ler ido a cara onde
perden a quantia de nove con los riereis! islo Ihe
servio para aproveitar-se da simpleza de um campi-
ncro que doliese compadecen.
Declaro aqui esta aventura para qne Vates, se
ponha.ni lerla; pois que o cavalhero, segundo me
dizem, lomou o caminho do Bio de Janeiro. He
provavel que queira ahi reproduzir as gentilezas, e
ea vou js prevenndo que o homem he tao rico e
abonado, qne vai a cara com nove contos na car-
teira!
Esta vai ao correr da penna, nicamente para a-
proveilar o Josephina, e ccrlilicar-lhe que a provin-
cia vai em pcrfeila paz.
At a segninte barca. .Carla particular.)
Jornal do Commercio do Rio.)
define, ama Nao amo a miilher de meu irm.io,
amo a Marlha. O invencivel instincto de meu co-
rarflo a isso me impellia, nao me imporlava sa-
lier se era bom ou mao, eu senta somente que era
agradavel I
Nalalis continuoumui(o lempo ueste lom, proles-
lando que prefera morrer a offender a Pedro ; mai
aferrando-sc a defender sua paixaocomo sua vida.
O velho Leonardo in(errompea-o e exprimindo-se
lambem com for^a disse :
Vou perseguir-te cm lenssophismas, e nao dei-
xar nenhuma mascara a leu crime. Pretendes pri-
meiraucnle que nao amns a mulher de leu irmao ;
porem a Marlha somenle 1 Pois bem 1 digo-te qne
mentes a nos ou que mentes a ti mesmo ; que quizcsle um amor extraordinario, um soffri-
niento escollado ; digo-le qne o amor simplese
grande nao salisfaz mais as almas enervadas, e que
suas ambicoes e suas curiosidades bao misler de ar-
dores excepcionaes. pode a paixao ser nellas cs-
poulauca, ingenua, sincera ".' Nao, sua frivolidadc
escarnece-a, sun sisudez analisa-n. Marlha fo-le
idlerecid.i ; porque nao a desjaste senao quando
ella le foi prohibida? Repilo, nao procuras a fel-
idade, porem a dor! Pois a melancola he para
li como um adorno, a pallidez assenla-le, e loas
lagrimas agradan) an leu oruulho. Homens de
meu lempo mcus velhos companlieiros, mcus vc-
lhos adversarios: fomos mis que demos mais do
que nossas lagrimas, que demos nosso saogue! E
quando pens que era para prodtizir esta poslcri-
riade lnguida, esta geranio dbil, que fez da fra-
queza urna grac.ii, c do desespero uma vaidade!
Tinbamns conquistado para ella, crcio que sobre o
proprio lieosmais do que a sciencia rio liein c rio
mal, a liberdade lo bem e do mal. E elles e-ro-
Ihem voliinlariamentc o mal Nossas ideas, o iiuico
vcrdadt'iro patrimonio que o homem pode Irans-
millir ao homem, ellos pertarbam-nas e deshon-
ran. Fazcm de nosso direilo servidao, c le nossa
liberdade liberlinagem Mas nao pensam que seu
velhos pas ainda vivem, c que visto permanecc-
rem inenuus, os trataremos como laes, corrigindo
seus erros, puninrio suas fallas, e, se lenlain man-
char nossa rasa, levantando-nos contra elles como
agora faro....
*.-un elloilo l.eonarilo eslava cm p severo, iadiff-
nado e lerrivel. Foi Nalalis enlao que leve nierio
< rom as maos postas exrlamou :
Oh nao assim mto rom esse semblauli1 ira-
rundo, meu pai! Sua colera me lie demasiadamen-
te loloiosa, e sua >ahedoria me seria tao til! Nao
PARAN'.
lelalorio apresentado assemblea legislativa pro-
vincial do Paran pelo presidente da provincia
o conselheiro Zacaras de Caes e l'asconcellos.
(Conetusao.)
agricultura, fabricas, commercio e navegacao.
I.
A benigna influencia do clima desla provincia os-
(enla-se na variedade de artigos qae o terreno pro-
duz, e na profusao com que recompensa o suor du
(rabalhador.
O Irigo. ocenleio, a cevada, o mil lio, o arroz, a
batata, a canna de assucar, ocha, o caf, o fumo, o
algodo, etc., ludo isso produz o paiz, se nao cm
urnas, n'oulras localidades, e Indo, se bem que al-
guns objeclos cm mnimas propon-Oes, se cultiva s
vezes s para o consumo do productor.
O trigo particularmente, que nao ha muilos anuos
aqui se cullivava cm qoantidade que exceda o con-
sumo do povo, e se exporlava, be lastima esteja agora
quasi abandonado, e parece-me digno da solicilude
da assemblea e governo provincial fazer os ltimos
esforjos para restituir a esse primeiro dos cercaes a
prosperidade deque ja gozou, c augmenta-la quanlo
for possivel.
Os lavradores allcgam, para justificar o seu des-
lenlo, a ferrugem, moleslia que de cerlo lempo a
esla parle assalta o trigo e olBMta.
Observare!, porem, que na Europa tambem a fer-
rugem e oulros males iccommetlem o Irigo, e nem
por isso dcixa-sc de cultivar com fervor o cereal, de
que depende o alimento dos povos civlisado.
O que apenas resulla do apparecmento da moles-
tia he esliiilarem os homens pralicos mcios do com-
bale-la, cxperimenlanrio-ie.a nimlanra de sement
ordinaria por oulra mais fructfera, se o methodo de
semear em linha uu densamente,na flor da Ierra ou
em certa profunilidade, pode Irazer colheita a van-
tajem desojada, e fazendo outras observarles le-
denles ao mesmo fim.
Aqui nao fui assim : apparcceu a ferrugem no tri-
go, c logo o desanimo do lavrador.
A verdadeira razao, porem, do desprezo de >ima
cultura tan proficua he outra que nao a allegada.
A pro-lurco do trigo exige paciencia e trabalbo
aturado : cumpre preparar a Ierra, depdr a semen-
t, esperar que germine e fructifique, etc.
Bem diversas sao as circumslancias dmale : os
hervaes silvestres ahi estao por toda a parte sem cus-
tarem aos habitantes o mnimo trabalbo, colbem-lhes
is follias, seccam-as ao fogo, no carijo, e quebrada
liudamente, esl prompla a herva, e vao vende-la
as fabricas, que as benefician! para exportar.
Nao he, logo, tanto a ferrugem como a herva que
faz mal ao trigo.
Johann Plelz, Ademan, que mora no roci
desla cidade ha mais de 22 annos, asseverou-me que
no limitado terreno deque dispde sema lodos os
annos Irigo, ese as vetes a sua plantario soflre ria
ferrugem, muilas oulras compensa largamente a
despeza e trabalbo que exige, dando em algumas
ocrasiOes por uma qusrla de sement 10 alqueires
de Irigo.
Alguns oulros lavradores rom quem convcrsei.ex-
primem-se quasi da mesma sorte.
Convem porlanto combaler a ferrugem, esludan-
do-se mui seriamente a nalure/a do mal,"pois que
he do nosso dever empregar lodo o esforco por le-
vantar, se fdr possivel, da sua actual decadencia esse
impni tantis-iino ramo da nossa lavoura.
Tambem o caf e o cha reclamam seria allenrao c
providencias como dous ramos de Irabalho agrcola,
a que o fuloro parece lao risonbo, quanto se moslra
sombro e triste predilecta congonha.
He rara aqui a familia que nao consuma cha da
propria lavra, c ocated-se admiravelmenle em al-
gumas siluardes.
Estender pois essas culturas, mprimir-lhes o
maior desenvolvimenlo que as circumslancias per-
inillircm, he um expediente da mais absoluta ne-
cessidade.
Presentemente, forra hcrcconhece-lo.a congonha
e a criarao absorvem a aiiencan e a aclividade da
grande maiona dos habitantes da provincia, aquella
de ricos e le pobres, esta dos homens abastados que
possiiem campos : riirei sobre cada um desses objec-
los algumas palavras.
O mate, pois que he uma produerjo espontanea
dos mmensos hervaes silvestres que cobrem uma
dilatada extensSo de territorio, est, como cu j dis-
se, ao alcance da maior parte de sua populacho,
sem disnce.io de sexo nem de dade, pois que lano
as molhercs como os homens, assim os velhos como
os meninos, sao azados a trabalharem no seu pri-
meiro e facilimo processo.
A cxporlacao que desse arligo se faz avalia a ea-
afi
fosada a industria em questao, cumpre que vos, se-
nhores. cm cuja aleada nao cabe remover prompla e
directamente outras causas de decadencia do mate,
nao encerris esta sessao sem ao menos combaler de
frente, e com eflicacia, a fraude que desacredita a
industria da herva.
Algumas medidaslembra acamara municipal des-
ta cidade para obstar a fraude dos preparadores da
herva, e vem a ser :
A ereae-lo de urna nspero.-, i nos bairros, onda
a herva se d o primeiro beneficio, pelo respectivo
inspeclor do quarteirao. ou pessoa para isso aulori-
mTa municipal desla cidade em 800 conlos, pouco !ada, que eminc M carjjos u is de es|ar mes.
a...i on, menos ; porem a.nri reduzindo-i, cifra ma erguilla e secca : i( obri(?asilo ,,e lloll della
de a r'"' q"e "nn finanCer0 avi!ar ao i****" P -'. -
ne IM-iJ18o3, conforme os mappas da repartirao '
me quebr para querer indereitar-me Seja saa
justira e nao sua indignadlo que me castigue.
Tens razao, .Nalalis, disse I.cornado applacan-
do-se. Nao convem o justicn nem tristeza o se-
rem irritadas. Deliro al ao amanhecer a sentenrn.
Se qaeres, conversemos por ora romo dous amigos
serios e pacficos. Ouvirei leu pezar, ouvirs mi-
nha experiencia. Ah se eslas ultimas horas pu-
dessem deixar em li um echo! Se ao menos as
verdades que meu passado pasou lo charas po-
dessem ser proveitosas ao leu futuro!
Eram duas horas da madrugada. Brgida levan-
lou-se para cncher le nzeite a candeia que lan-
suesciii, e depois voltou a lomar junto do marido
seu lugar e sua altilude.
Nalalis leve conlianra, c contou seus desfallcri-
mcnlos c suas penas, Leonardo foi indulgente e
misturou suas consol.-ires com suas reprchensucs.
A mai ouvia-os em silencio, e julgava a ambos com
seu instincto e sua fe.
Sim, meu nobre pai, dizia Nalalis, Vmc. tem
permanecido loda a vida em p alleslando a lihcr-
lade humana, e cu caminho curvado debaixo da
falalidade. A acro dcixou-o sem fadiga, e meus
sonhos aniqiilaram-me. Assevero-lhe que as ideas
sao muilo pesadas, e que as paixiibs veiicem mais
fcilmente as almas ja lo rarregadas. Um dia les-
tes re pare i no campo como o vcnlo prostra mais
fcilmente as arvores cuberas de inicios. Alm
disso a razao pode ser livre, mas o corceo?...
Sania Virgem pensava Briida com dor, acaso
meu lillio nao er na virtude?
Nalalis, loma a Leonardo, somos OS obreiros e
nlo os escravoi de nossa sorte; somos os represen-
tantes, c nao o ludibrio le Dos. Somos livres sem
elle, ainrinquando fosso contra elle! Dcos deu a si
mesmo para materia a nossa vida. Assim como nos-
sas maos ciillivam a lena, nossos espirilos cultivara
a Dos! lnlerroguemn-ln afoiliimcnlc, c se como os
protcslanlcs o actuamos ser melhor Irata-lo como
pai. Mas lira cerlo, Nalalis, le qoe assim como cu
fazia comtiRO, elle nos v e nao nos guia. De oulra
mancira seriamos mais inesquinhos, o qae o ternaria
iiienos grande. Pela minha parle, accrcsccnloii o
altivo velho, declaro que se lenho pralicado constan-
temente a justira. Dos lem estado sempre ausente
de minha virtude.
Jesus! dizia Brgida eonisigo espantada, acaso
meu marido nao er na providencia'.'
Knlrelanlo deiam uro horas da marirosada pri-
ineiramenle no Val de liai-e, e depots no relogio.
Nalalis levaiilou-se repenliiiaineule, e exclamou:
compelente, essa exportaran evidenlemcnte demons-
tra que o mate he hoje o ramo preponderante na
industria da provincia.
O eslado actual desse ramo de riqueza esl entre-
tanto bem longo le ser lisongciro, eo futuro ainda
menos favoravel se nos antulha.
E as razos por que assim pens com homens que
rellectcm sobre o estado das cousas e conheccm os
inleresses da provincia, sao as seguinles:
1. O mate do Paran, conhecido pelo nome de
herva de Paraiiagu, pelo porto donde o despacham,
he exportado cm maior escala para Buenos-Ayres o
Montevideo, bastante para o Chile, e muito pouco
para o Bio de Janeiro e Santa Catbarina.sendo cerlo
que no auno finanreiro de 18521853 ,a que me re-
ferirei sempre, porque dos antecedentes nem do ha
pouco findo lenho dados) a exportadlo para Buenos-
Ayres foi do valor-259:9904230, para Montevideo de
68:0933850, para Valparaso de 186:261*300, para o
Riode Janeiro 12:555, e para Santa Calharina a
de 26)9000.
Ora, em o grande mercado de Buenos-Ayres e
Montevideo a herva de Paranagu vai adiar tima
concurrencia temivel na herva de Paraguay e na de
MissOes, que all sempre desfruclam mchor prcro
por sua superior qualidade, I qual as lurna procu-
radas para consumo das cidades, ao passo que a do
Paranaau gasla-se na campanil.i, prcro que, por
exemplo, em dezembro ultimo, segundo uma pu-
blicarlo le Buenos-Ayres que vi, corra desle mo-
do :
Herva paraguay arroba i pts.
dem missioneira a 33 a 35 p. n.
dem de Paranagu 26 l|2 a 27 l|2 p. p.
Expufso assim la cidade para o campo, e adian-
do na sua propria inferioridailc o haiy prcro mcios
de agradar a consumidores le goslo menos apura-
do, a po-iro lo male la provincia no Rio la Pra-
la, relativamente s hervas concurrentes, he 11 des-
vantajosa no presente, e muilo mais pode sc-lo no
futuro.
Ainda so o goslo do male se espalbasse e Ihe fi-
zesse abrir novos mercados em oulros paizes, e mes-
mo nas dffereiiles provincias do imperio, bem es-
tara a congonha.
Mas, absolutamente ao revs lo que acontecen
btala, qucconduzida da America a Europa, fez all
profunda modilicarao ao rgimen econmico los po-
vos, tni-nan.lo-sc uma parle considetavel do seu ali-
mento, o uso male est boje, como eslava ha muilo
lempo, crcumscrplo aos morcados que dcixe refer-
dos, e parece que nao ha probabilidade de ampliar
o circulo dos seus consumidores.
2." No excesivo numero de pessoasque nesla pro-
vincia applcam-se producc.au do mate, quer no pri-
meiro processo la herva em rama, quer no do bene-
ficio que lhes dao as fabricas, existe lambem um
germeu le ruina.
Dissereis, ao ver l ancia com que lodos, ricos c
pobres, velhos c mocos, homens c mulbcrcs, oceu-
pam-sc c tr.ilam de congonha, dissereis, repito, qoe
s o carijo faz viver, e que sem um engenho de soc-
car male nao se pode fazer fortuna.
Ora, he um i lei econmica que todo o ramo de
industria a que se applica maior sorama de trabalbo
e capital do que o que elle naturalmente comporta,
tende a decahir.
3." E por fim a fraude em m hora inspirada pela
maldita sede de ganbo vem peiorar nolavelmenle a
rondn-a-i do male do paiz, porque os individuos que
dao s folbas da congonha a primeira prepararan cos-
tumam addicionar-lhes follras eslranhas, mas difli-
ceis de deicriminar-se, dolo acororoario pela sordidez
com que os possuidores de fabricas, nao cuidosos do
crdito de seus cslabelecimeolos nem do nome e inle-
resses da provincia, e attendendo somenle ao abali-
menlo de alguns rcaes que cusa de menos a herva
ruim, prompla c solTrcgamenle a compram, e assim
o vicio do producto vai ser dcscoberlo no mercado
eslrangeiro, onde perdida a confianza que Ibes man-
linba o prcro c a extraerlo, desacredila-se conside-
ravclmcnle, e eslraga-se nos depsitos.
Emquauto o lempo nao modifica as iilas lo povo
convencen lo-o i!e que Ihe convem ir gradualmente
deixando ao meaos em parte a industria do male, (se
o nome de industria merece o misler de colher folhas
de arvores nao plantadas, sccra-las ao fogo e quehra-
las ) por Irabalhos propriamente de agricultura, co-
mo os que j reeommendei, c a lavoura do fumo,
canna de assucar e outras, de que sao caroaveis as
trras la provincia, de sorle que com a reducto do
numero daquelles que que subsislem da herva,
possa diminuir de intensidade o inconveniente que
em segundo lugar aponlei, mantemlo-se mais desa-
Ah nao he disso que se trata Amo-ns e bem
vejo que vou perde- los. Basta dessas leas em que
nao estao nossos rorarGes Eu lhes dizia : o destino!
Mas pensava: O' meu pai! minha mai! Votes.
me respondiam: A liberdade! Masptnsavam: Meu
'Un! Ah agora lauto peior se seu dever he per-
manecer impassiveis, lenho o direilo le chorar, e
choro. He preciso que Vino, me expillam, sim!
mas posso ama-Ios, nao be assim '.' Pois bem entilo
he ebegada a hora. Pronuncie sua senleica, meu
pai, cu amo-o! Casligue-mc, eu ante-e Deslcrrc-
me, eu amo-o!
Nalalis linha cabido le joelbos, e assim fallaa ler-
no c fagucirocomo quando na infancia implrala o
perdi de uma falla : no fundo dessas ndoles gene-
rosas fita sempre alguma tousa demeninu. E se fos-
se o menino que grilassc ao pai e a mai onde se li-
diara um culpado c juizes ?
Leonardo e Brgida linbam-sc levantado involun-
tariamente, e atlrahidos por um poder irresislivel
para o charo prodigo le amor, chegavam-se a elle e
iam l,car-lhc nss raaos puslns, quando Leonardo j
inclinado sobre < filho trrnoii repentinamente a le-
vanlar-se. recuou, fez signal a Brgida de que se as-
senlasse. e lisse com voz lirine :
Deixcmos de fraqueza! Minha judcalura le
pai tornada agora necessaria, nao permitir es-a- pie-
dades perigosas: Tenho le fazer-te uma cousa me-
lhor do qoe laslmar-le, Nalalis, lenho le curar-le.
Condemnar-le he salvar-le. Obedecer-nos-has ao
menos, dizc!
Hci le ohedecer-lhe, men pai.
Pois bem, Nalalis, previste a sentenca: la
maieeaem nome los lireiios exigentes 'te nosso
amor, sentidos, rnaainOexiveis, le desterramos. Nes-
le* oilo dias deixars a Franra, uestes dous dias Pa-
ris. cm uma hora esla casa. Sahirs laqui sem tor-
nar a ver Pedro c Mara, e sohrcludo aquella que
nao quero mais Hornear em la presenca. Dexar-
nos-has severos, faze por lomar a ncbar-nos riso-
nhos. c por vollar-nos consolado c pcidoado Ouves
Nalalis. convem tarar ou morrer!
.Vli! isso he o mesmo luuruiurou Nalalis.
Eia, filho 1 lornou Leonardo. S corajoso co-
mo mis pie nao choramos.
O bom velho linha previsto ludo : punba a lispu-
sirao do Nalalis o liulieiro le suas o-ouoiiiias, eneas*.
regava-se de justificar a familia e nos' amigos essa
repentina partida, duendo ler i celo lo uo lia ~e-
goiote ama carta e as lesculpas de Nalalis ; lodos j
e-lavum liubiluado, ,, e--a- cUrava-jiicu-. tiiitin.
cehendo um certificado de haver ciimprido esle de-
ver ; e a nomearao le pessoas nos lugares do merca-
do ou nas barr-iras para examinaren! esle certificado
ou guia, por onde mostr que a herva foi inspeccio-
nada na sua primeira factura, que he legitima, sem
mistura, e feila em o carijo caberlo sob penas um
pouco fortes contra os productores que fallasscm a
esses deveres ou adullerassem, e conlra quem uisso
consenlisse.
Eslou inlciramenle de accordo quanto a iii'pecr.vj
lembrada, e vo-la indico como medida rigorosamen-
te indispensavel, discordando apenas a respeilo do
modo de a por cm pralica.
O exame incumbido aos inspectores de quarteirao
presuppi'ie fidelidade em maior escala do qoe he na-
tural esperar-se desses funecionarios subalternos col-
locados em circumslancias s vezes nao superiores ,i
suspeila de mislurarem tambem folhas eslranhas c
at nocivas cum as de congonha, de cujo negocio vi-
vem ; e armi-lus-hin de suflicicnte poder para op-
primir e perturbar o miseravel que nao fosse de sua
afleirao, em sua propria subsistencia,
A investigarlo feila nas barreiras lornar-sc-hia
nimiamente vexatoria pela indispensavel demoradlas
cargas, afim de serem revistadas, demora sempre
onerosa ao pobre, que da rapidez de sua viagem ao
mercado e volla casa lira a vaulagem le mais de-
press.i repetir os Irabalhos que lhes dao seos esc.issos
meios de viver.
Visto como be cerlo que a fraude na primeira pre-
pararan do male nao teria lunar se os proprietarios
las fabricas, que lhes dao o ultimo beneficio, nao fo-
menlassem-na, comprando sem hesitar a herva fal-
sificada medianlc um abalimenlo no respectivo pre-
ro, conlra esses donosile fabricas c compradores da
herva viciada, que a fazem exportar, hasta que a
lei se mostr severa, c se assim he. a inspecrao con-
viria cdahelecer no lugar ou na repartirn cm qae
fazem os despachos de cxporlacao.
Desse modo conseguir-se-hia o fim desejailo sem
grvame do cofre provincial, que com pequeas gra-
lilicacoespoderia remunerar semelhanle incumben-
cia, e o rigor da fiscalisai-ao far-sc-hia senlir contra
quem, a meu ver, maior parle lem no dolo, e por
sua posirao menos direilo benevolencia e a des-
culpa.
Dizem alguns que, na occasiSo de exporlar-e a
herva, lilicil parece o reconherer-se a mistura de
folhas eslranhas cora omale, porque o ultimo bene-
ficio confundio-as ainda mais ; pnrm esse conheci-
inento. de feilo, nao ser impossivel, antes mui fcil
aos homcus que liverem experiencia do genero, e
tanto islo he assim, que a fraudulenta prepararlo
lo male nao illude no mercado > consumidor.
O onlru ramo le Irabalho de goslo geral he a
cria-ao para a qual sao lalhados os vastos campos
da provincia. <
(Juizcra, mas nao posso, por falla de csclareci-
mentos, dar tima informaran circumstanciada do
eslado deesa industria.
Pde-se porem com seguratn-a aflirmar que ahi
lado anda entregue exclusivamente provida na-
lureza, desprezados os conselhos rom que a esiie-
riencia e pralica le oulros paizes moslram a pos-
sibilidade de melhorar progrcssivamenle as diver-
sas races de animaes.
O cavallo, animal lao precioso em toda a parle
como meio de prosperidade do solu e defeza do
paiz, e aqui eslimado com fervor por quasi lodos os
habitantes que primam na cqnilae,ao, nao be com
ludo melhor aquinhoadn qne oulras especies inferio-
res le animaes nos cuidados do criador e nas suas
diligencias por mclhorar-lhcs a prodorio.
N.1o e-lranha-sc aos fazendeiros la provincia o
dcixarcm de mandar vir por allos presos cavallos
inglezes de puro sangue, ou oulros cavallos eslran-
geiros de nobre nrigem, para o aperfeii-oamenlu
das raras que possuem, nao; lano nao se exige,
supposlo que qualquer sacrificio que nesse sentido
fizessem seria amplamenle compensados pela me-
Ihoria da prodaci-ao e consequenle subida do res-
pectivo prcro, como po lem concluir das sommas
elevadissimas porque alguns delles venden) os raros
pampas que tem venda.
Os que enlendem desla materia dizem que o me-
Ihoramenlo das raras equeslrcs pnde-se obler nao
s pelo cruzamenlo de uma rara com oulra de su-
perior qualidade, mas de tima rac,a por si mesma,
mediante uma escolha judicinsa dos animaes desu-
ados reproducido :|e, pois, essa prevenido bastava
que os fazendeiros tivessem para que suts fazeudas
produzissem melbores cavallos c de mais pre;o
que os que actualmente produzem.
Um meio ha. grandemente eflicaz, de estimular
e promover melboramcnlos nesse ramo de industria
aquillo de que Nalalis necessitasse Ihe seria enviado
ao luaar que elle escolhesse para sua residencia.
Leonardo levanlou-se depois, ioi janella, abri
a cortina, e disse :
Eis ahi o dia !
Eston promplo responden Nalalis, o qual pa-
reca ter-se armado de resolurao.
Porm a voz commovea-se-lhe quaudo aceres-
cenlou:
Adeos, meu pai!
Adeos, Nalalis.
O mancebo vollou-se enlao para a mai, a qual li-
nha anda os olhos filos em Leonardo ; deu un pas-
so para a cadeira em que ella eslava assenlaria c im-
movcl. depois parou, quiz fallar ; mas a voz failou-
Ihe. Emfim atlonilo, exclamou :
E Vmc, minha mai, uemao menos dir-mc-ha
adeos!
Brgida nao respondeu. Ella no chorava, nao
se mova, c senta que se abrisse a horca, se fizesse
um movimenlo, sera para lanrar-se nos bracos do
filho, e para romper cm solutos.
Nesse momento o ngelus soou no ar da manhaa.
Brgida estremecen, e como ohederendo a um habito
lirn do seio um rosario, ajoclhou-se dianle da ca-
deira. poz as maos, c disse cm voz alia :
< Padre nosso, que esliis no co, santificado seja
o vosso nome, venha a injs ,, vosso reiuo, seja feila
a Vosta vonladc, assim na Ierra romo no eco. O
pao nosso de cada dia dai-uos hoje, perdoai-nos as
nossas lvidas nssim como mis perdoamos aos nossos
levodores. nao nos deixcs caliir cm leularao; mas
livroi-nos vio mal. Amen, o
Nalalis romprclieudeu que a chisiaa dava-llie
quanlo nesse momento poda dar-lhe : uma oracao.
Pon lo si agarrou a mao ric Brgida, operlou-a so-
bro os labios, banhou-a com suas lagrimas, e depois
nao poilendo mais conlcr-sc, enviou a ambos mil
beijosc griteo-Ules pela ultima vez : Adosa adeos!
lomando a chapeo, o o capole, sabio precipitada-
mente -nitor,ido de SeleCOS.
Brgida linha lomado'.i cahir sobre a cadeira:
mas quando a porta da casa paterna fechoti-se sobre
o filho, ella vollou-se para o marido e pergunlou :
Posso chorar agora'!
Porm Leonardo deixaudo tanihcm correr as la-
grimas por sua face vcneravel, dobruuojoettte dian-
le la mai e disse-lhe :
Perdoa-me!
(Conlinuar-se-ha.-




01 ARIO DE PERNAMBUCO, TtRCft FEIRA 24 DE OUTUBRO DE 1854
em M paizes que Ihe dio devida importancia : re-
fito-me aos hyppodromos, ou pravas de-tinadjs s
corridas c excrcdos a cavallo.
As corridas de quo moslram-se lAo apaixonados
os iilhos desla provincia, seriam um ulil arremedo
dos hyppodromos, se, dcixando do ser um puro jo-
ro, como presentemente 3o, tivessem diversa di-
reccAo, e se realisassem debaixo do oulras valas.
O que sao as corridas presentemente ? Urna oc-
casiao de apostas, de rixas e malquercncas entre o
povo, c nada mais.
As cmaras municipaes, que era suas posturas Ira-
lam desse cnlrelenmcnto popular, o consideram so-
monte pelo lado fiscal, mpoudo-lhe certos tributos.
Asim lie que a deGuarapuava, em nm dos arli-
gos (le posturas que suhmctle \ossa approvaro,
dispe o que se segu :
He permiltida a corrida de cavallos em todo o
municipio, mediante o pagamento preveio de 10 por
ecutodo \alor da aposta ; sendo esta porem de 59
para cima, o infractor pagar o dobro da quanlia
que legalnienlc deveria pagar. i>
Entretanto as corridas poderiam ser mais do que
simples entretcnimento do curiosos c jogadores c pu-
ros excrcdos de cqulacAo, poderiam (c esse seria o
scu mellior resultado) produzir emularan entre os
fizcnderos acerca di criacao de cavallos mais fortes
e NgeirTM, so em vez de se fazerem, quando apraz
a cada um, em discordia e anarcliia, como agora no
meta dos campos tivessem lugar em cada munici-
pio lmenle durante ccrlo periodo, com reunan.la-
de. c na presenra de pessoas autorisadas a decidir
de que lado dcclarou-sc o Iriumplio, e se ao fazen-
ileiro, em cojos campos nascesse o cavallo reputado
mellior, se oulorgasse um premio ou gratificarAo
qualquer que fosse, como em outros paites, disputa-
do mais pela honra do que por scu pequeo valor.
A allenrao prestada a um (al assumpto s para
ineptos frivolos teria em seu abono cxemplos de re
c soberanos, a cojos cuidados devem os respectivos
paizes airando vantagem de possuirem boje bellas
raras de to prestimoso animal.
II.
As fabricas de mais importancia na provincia re-
senlem-scdo estado de atrazo da industria, a cujos
producios dio nova forma c valor addicional. Sao
cugenhos :
I." De socar lierva "om numero de 90 pouco mais
ou menos) onde o mate recebe o ultimo beneficio e
prepararlo.
J." De serrar madeira, em muilo menor nu-
mero.
.1:' De descascar arroz, poucos.
t. De fazer assucar e agurdenle em pequea
escala, alguns.
III.
t) mappasol) n. 13 mostra que a imoortieo no
anuo linaucciro de 1852 a 185:t chezou a........
1,437:14.59325, sendo o de exportacao apenas de
liss.i dilferonra entre a importarn e exportacao,
deexcessiva que lie, parece um indicio desfavoravel
ao commercio da provincia.
A imporlacAo de mercadorias estrangeiras he fe-
i,i i pa-1 exclusivamente pelo Rio de Janeiro com
caria de guia, c foi no anno a que refiro-me de
1,053:7799800.
O commercio directo da Europa para o porto des-
la provincia, depois de urna tentativa infeliz pelo
naufragio da escuna Seitu, que Irazia o anuo pr-
ximo passado de Liverpool urna carregarAo de fa-
zendas i casa commercial de Mir Si Companhia,
leve este anno mellior resultado com a Celerily,
que cliegou a salvamento com lazendas viudas da-
quella ridade para a mesma casa.
Esse cnsaio de commercio directo, se for seguido
de outros cxemplos, marcar a data de um grande
beneficio para a provincia, porque assim ir ella
gradualmente liberlando-se do onus e|dcpendeiicia a
que ora esl sujeila, havendo por manir prero e com
ilruporm adilicionaes aquillo que em primeira niao
ineno- llic cn-taria.
infelizmente o estado desfavoravel da exporla-
lae.io, a falta de producios proprios carga dos na-
vios que imporlarem mercadorias estrangeiras, ha
de, rrcio eu, eslorvar por algum lempo, ao menos
cni parle, o cumprimentodessa louvavel aspirarao.
Do niappa mencionado veris que os artigos de
exportarlo que dao alguma renda,reduzcm-se na or-
dem da respectiva importancia aos sesuinles :
Mate.....527:611)9780
Madeira c laboado. 42:0705070
Arroz pilado 15cl3UfOM
Os ilc mais sao de lio diminuto valor, que ne-
iiluim chega somma de 4:0009000.
(I commercio de madeiras ha de sem duvida pros-
perar consideravelinenle uo futuro, alenla a im-
mcusa copia dcllas (proprias nao so para diversas
obras como pira conslruccAo naval), que cxislc lano
no lilloral, comode ccrra-acima, onde os olhos dos
viandantes descortinam malas sem lim de pinheiros,
(cuja abundancia em iingua indgena d lugar ao
nome Conidia) por ora s aproveitidas no limi-
ta, lissmo consumo desla parle da provincia, e qoc
smente esperam para descerem a prover maiores
mercados, urna estrada que ao contrario das actuaet
permita condu/.i-las a hom porlo do embarque.
O gado veceum, cavallar c muar faz objeclo de
mui extenso commercio para os hbil mies de inte-
rior.
Avahando polos direitos de passagem, no Rio Ne-
gro, de animaos da 2 e 3a especie, vindos do Sul,
direitos de importancia superior a 100,0009, fcil
he de reconbecer que mais de 40 mil animaes cn-
tram rada anno em territorio desta provincia, don-
de quasi lodo depois vai ser vendido ra fera de So-
rocaba, ou onde mellior convem aos que a esse tra-
uco se npplicam.
E,pois,que he sabido que os Iilhos esla provincia
eslao em maioria entre os que fazem passar, Irazi-
dos do Sul, tantos animaes do Kio Negro, lambem
nao admillc duvida que mesma provincia pcrlen-
ce a roaior parle do capital empregado em semelhan-
te commercio, que, na couimum estimativa, he de
perlo de mil contos.
Gado vaceum cuviam o fazendeiro* da provincia
de algum lempo a esla parte para o Sul, nao s do
genero masculino, mas ale com desfalque da criacao
de suas fazendas do femenino, circunstancia que, na
npiniao de muilos, pede, o lanrar-se um imposto
que reprima, e se for possivel obste a improviden-
cia dos criadores, que leudo a comproraellero futu-
ro dos seus cslabclecimenlos,
IV.
A navegarao ou he martima ou interior: pouco
dirc de urna e oulra.
No anno linanceiro de 1852 1853 a navegarao
de longo curso no porto do Paran foi a seguinie:
Enlraram...... 42 11. 13,178 1. 516 eq.
Sahiram...... 51 0 13,861 588
Dos navios entrados eram brasilciros..... 15 0 3.565 178
Os que sahiram eram
Enlraram do estado Ar- 26 5,564 314
gentino ...... Enlraram do Estado 15 n 3,629 171
Oriental..... 14 s 4,407 17'.) a
Brasil...... 13 5,142 166
Sahiram para o Estado
Argentino. . 17 3,633 i) 195
28 a 7,297 299 b
Chili...... 6 0 ,931 b 94 b
FeZ-te lili no -ni" aiiiii a lavegarao de bota.
gem assim : Entrada .
Do Riu *de Janeiro. . 41 a. 1,129 t. 365 eq.
De Pernamhuco. De Sania Calharina. Do Rio Grande do Nor- 1 66 n 0 166 12 1,683 206 b
te....... Da Babia..... Do Kio Grande do Sul. 3 1 1 0 0 738 b 38 b 203 b .14 b 60 b 6
Dos porlos do iuterior. 28 Sahida Tara o Rio.....37 Sania Calharina. 67 Kio Grande do Sul. 1 Porlos do iuterior. 21 0 1. 0 D D 1,360 b 156 3,164 1. 312 cq. 1,756 S36 120 H 875 108
Da navegarao interior apenas posso informar 0
que vou expor:
1. O rio Tibagy, que se lanra no Parapanema,
assim como este no Paran, offerece com o Yvinhei-
ma e Brilhanle de Malto-Grosso urna va lluvial,
nem mais fcil mcio do communirarao para o Mal-
to-Grosso do que a indicada va lluvial, o que nao
pode deixar de produzir assignalados beneficios a
esla provincia, por motivos que e*Uo ao alcance de
todos.
Nao lie porem o Tibagy riu tal que cunsinla nave-
garao nao inlcrrompida e sem perigos, porque sa-
be-sc que lem militas cachoeiras o baixios que com
difliculdade se Iranspoem, e nao he possivel uavega-
lo com vantagens scniio em cerlas mniicOcs.
O cuyabano Antonio Montciro da Mencione^, que
ha pouco lempo veta de sua provincia a esta cidade
pela via de coiomuuicacAo de que se trata no rolei-
ro da viagem que publico, menciona a serie de
obstculos que rclardavam a marcha de sua canoa
frequentemente em luta com cachoeiras, baitios e
corredeiras.
2. O Yvahy, que se lanra no Paran quasi dc-
fronlc do Yvinheima, he lambem navegavel, porm
s na estarAo chuvosa da navegado mais conside-
ravel. O Dr. Faivrc, director da colonia Tbereza,
que li esl a pregar a civilisaro pelo Irabalho, com
bstanle conhecimento de causa fornece-me acer-
ca do yvahy essa norilo, em ludo de accordo com o
que dizem oulras pessoas igualmente bcra infor-
madas.
3." O Ygiiass, que prcsla-se com grande prove-
lo dos habitantes do interior navegarao do canoas
em certa exlensAo desde Cahiacanga al o porto da
Yictoria, he mal conhecido dahi em dianlc.
Pedro de Siqueira Cortes, residente emGuara-
puava, que a provincia conhece pela influencia que
leve ha poucos annos na descoberta dos campos de
Palmas, oflereceu-se i presidencia para, como parle
de uiaior explorara., que so propOe fazer explorar
lamhem o Yguass, dcscendo por elle ale sua con-
fluencia com o Paran, urna vez que receba dos
cofres pblicos o auxilio de 2.0009000.
Nessa derrota prclende ser acompanhado do Dr.
l-aivre, dando assim ao scu designio as probabili-
dades de bom resultado, que he sempre de esperar
em qualqoer empreza do concurso de urna grande
aclividade e intelligencia, as quaes no presente caso
vem a ser a aclividado de um sugeilo como o di-
to Corles, nao degenerado descendente dos antigos
Paulistas, celebres por sua affouleza e lemeridade
em emprezas desla ordem, e a intelligencia de um
Franccz lio versado em diversos ramos de conheci -
mentos humanos e amigo dos progressos do Brasil,
como o a que me tenho referido. Eu commuuiquei
comodevia ao Enverno central esse plano, e agora
trago-o lambem ao vosso conhecimeiilo, pelo niniln
que elle vos pode inleressar.
Aprcsso-mc porem em declarar que cm meu con-
ceito o plano de explorarlo que em parle propoe-sc
reconbecer o Yguass ale a sua confluencia no Para-
n, por mais satisfactorio resultado que obtenha, nao
ha de achar-lhe as proporeGes de navigabilidadeque
seriam para desejar, desde que lie j constante que,
alm da extraordinaria rapidez da correnle desse rio
e de varios saltos que conservam em grande aguacho
as suas aguas, um salto ha cnlre outros, crea de
tres leguas de sua confluencia, com mais de 100
bracas de largara o 170 pes de altura, que estorva a
sua navegacAo.
Se esse sallo do Yguass he um grande eslorvo a
sna navegacAo, urna circunstancia commum ao
Yvahy, que desemboca no Paran e ao Tibagy, qoe
confunde as suas aguas com as do Paranapancma,
que vai ter quelle grande rio, vem a ser que a na-
vegarao que tanto um como oulro por ventura per-
milla pelo vaslo l'arani e restricta smente ao in-
terior, porquanto, como mellior do que eu sabis, o
Yvahy e o Paranapanema desaguam no alio Paran,
islo he, cima do Salto-Grande, insupcravel obst-
culo navegarao, que o autor da Historia Argenti-
na chamaa mais maravilhosa obra da natureza
pela furia c veloeidade com que cabe lodo o curso
das aguas, precipilando-sc em urna penha como ca-
xa guarnecida de duas rochas, em que lodo o rio,
tendo no alto do salto mais de duas leguas de largu-
ra, se cstreila a Uro deflexa, e dahi se reparle em
onze cauacs, de sorle que nao ha olhos nem cabera
humana, que o possam contemplar sem experimen-
tar vertigcm c perder a vista ouvindo-sc o rumor de
ojio leguas de distancia, e vendo-se o vapor que se
levanta de mais do seis, como urna nuvem bran-
quissima.
Nada lenho a informar-vos da navegarao 1 va-
por as aguas da provincia, porque a nao ha.
O art. 19 da lei o. 14 de 19 de julho do 1852 de-
termina :
Fica o govemo aulorisado a conceder a qualquer
individuo ou companhia nacional ol cslrangeira
privilegio exclusivo para navegado a vapor entre
as villas de Antonina e Paranagui, e entre esla ci-
dade e o porto de Barrearos no municipio de Mor-
rctes; estipulado o contrato, licar dependente da
approvarAo desla assembla, debaixo das seguintes
bases :
1." Privilegio qne nao exceda a 10 annos.
2. Taxa de frele de passagem.
3. Kegularidade quanlo 10 numero das viagens,
podendo o governo, em caso de infracrAo deslas
condires e de oulras que julgar conveniente accres-
centar, impor mullas empreza.
Essa disposicao nAo passou de Icllra mora.
Consta mesmo que a ulil empreza de navegarao
a vapor desdo o Kio de Janeiro al Santa Calharina,
tocando em Paranagu, nao achou aqui o menor
auxilio.
E todava bastantemente vanlajosa seria aos inte-
resses da provincia una lal navegarao, e capaz de
compensar qualquer sacrificio que com ella se hou-
vesse de fazer.
Balita de Paranagu e porlo de dnlonina.
Havendo sido creada por decreto n. 1241 do 1."
de outubro do anno prximo passado urna capitana
no porlo de Paranagu, julguei conveniente incum-
bir ao digno ofticial de mantilla, a cujocargo se arha
a dila capitana, o reconliecimenlo daquella baha,
assim como do nal c porlo de Antonina, adverln-
do que fizesse a sondagem em loda a largura
do canal, e designarse na planta os lugares balisa-
veis.
O capiao-tcnenle Manoel Maria de BuIhOes R-
boiio, auxiliado pelo 2o lenle da armada Constan-
tino do Ainaral lavares, deu logo romeen aos seus
Irabalhos, e em dala de 12 de juuho prximo passa-
do oflicia-me assim :
Tendo recebido o ofllcio de V. Exc. datado de
19 de maio ultimo, em que V. Exc. me manda pro-
ceder ao conhecimento da baha de Paranagu, com-
prehendendo o canal directo de Anlonina, auxilia-
do pelo 2o lenle Constantino do Amaral Tavares'
devendo a sondagem ler lugar em toda a largura do
canal, e designar a planta os lugares balisaves; cum-
pre-me participar i V. Exc. que para desempenhar
a comini-.-m passei-me 110 dia 27 para Antonina com
o fm de principiaros Irabalhos poraquelle porto, e
all, eslabelecendo a base, fizas medirCes uccessa-
rias, observei a profundidade do canal demarcando
as pedras que devem ser halisadas, e no dia 7 do cr-
lenle regressei a esla cidade, dcixando o lente A-
ir.aral cm Anlonina, para verificar as sondas ate a
Iba doTeixeira ; tenho no enlanlo formado o es-
queleto e Iracado a planta desde a iba do Coriseo
al a ponta Grossa, sto he, a plaa da parlo do ca-
nal que exige mais cautela para navegar. Posso des-
de jassegurara V. Exc. que o porlo de Anlonina
adinltcqiialquer navio que cnlrar na barra de Para-
nagu, porque o menor fundo que encoulrei nabai
xa-mar das aguas vivas foi braca e mcia, e a defe-
rencia do preamar de mais lirada e meia de sorle que
tivemos uo preamar 1 re-bracas de fundo lodo sold, c
islo em um pequeo e-paco em frente a praia da
villa, enconlrando-se al o en sen lio de barao has
lauto fundo, assim romo da Pedra Ilapoa ale o Co-
riseo ou Graciosa, onde podem atracar as embarca-
rles ou lcarem abrigadas de loda c qualquer maro-
la que possa occasionar o vento S. E. que corre pelo
canal do porto.
1 Dos guarde i V. Exc. Paranagui 12 de ju-
nho, elc.B
E o 2 tcncnlc Constantino do Amaral Tavare-cm
dala de II dejunlio diz-mc:
Desde as pedras chamadas llupad-Grande at a
frente da casa de Antonio Jos Al ves, espado maior
que o comprcbeiidido cnlre os extremos da villa na
distancia estimada de 500 a 600 braras de Ierra fir-
me, encontramos conslanlcinenlcno baixa-mar 9 ps
de agua e 110 preamar 18 a 20, rrescendo o fundo
lano para cima das pedras at o Ilapcma de cima,
qoe, a partir do porto de Jataby nesla, vai ler ao havendo nesses dous pontos i braras, islo no baixa-
nlerioi- daquella provincia, occasionando despezas
iiicomparavelmenle menores do que as que se fa-
zem pela actual via de communicarSo, vista da
distancia que eururla-sp, e do lempo que se po-
pa. A nao ser pelos ros da Prala, Paran, e Para-
guay parece averiguado nao liaver mais promplo
mar. Daqui v V. Exc. que nao ha navio nao s do
commercio, como muilos de guerra, inclusive peque-
as fragatas, que deixe de por ahi passar no prea-
mar. O porlo he baslanlc abrigado, podendo -olre
apenas do vento S. E. Existe cima da villa e da
pona da Graciosa um anroradouro magnifico qne
forma quasi um dique ao abrigo de todos os ventos
em virlude de achar-sc ello por dclraz da ilha do
Coriseo, que o livra do S. E.b
Assim tica suslculada, cm formal asserrao de ho-
mens competentes, nAo s a capacidade do canal
de Anlonina, mas a bandado e seguranza de scu
porlo.
E nem be licito por cm duvida a suftlciencia do
canal e porto de Antonina sem contrariar a eviden-
cia de fados lanlis vezes repetidos aos olhos de quan-
tos lecni all visto embarcacOes do diflerentes porles
fondeadas ou carregando.
E a prova mais positiva da capacidade do canal e
porlo do Anlonina encontra-se em um artigo de cer-
ta reprasenlacao, que cum dala de 17 de fevereiro
ultimo dirisiram os negociantes de Paranagn ao
inspector da thesourara da provincia, expondo va-
rias necesidades do commercio daquella cidade. Nes-
sc arligo os negociantes pedem :
Que seja permitlido carregarem os navios naci-
"aes c eslrangciros, qoer para porlos do imperio,
quer para porlos estrangeiros, comprehendendo-se os
que vem com carga de madeiras para abarrolarem
com oulra carga, al o porlo de Anlonina, visto que
esla f.eulila le se d para carregar no 2 dislriclo,
pela razAo de facililar-se assim os rarregameutos, di-
minunilu as despezas do conduceao com que firam
sobrecarregados os carrcganientos.11
Da supplica dos negociantes de Paranagui rcsil-
lam duas consequencias : 1, a injuslira de ler-se re-
cusado de certo lempo a esla parle ao porlo de An-
tonina a faculdadc concedida a Guaraqnec,aba, se-
gundo dislriclo de Paranagui, de l irern navios na-
cionaes ou estrangeiros rregar ; 2, o reconheci-
menlo implcito da sufficicncia e capacidade do ca-
nal e porlo de Anlonina.
E porque csses negociantes sao homens de ambos
os credos polticos c sugeilas de mila consideracJlo
no lugar, disse eu que era positiva, c pens que nao
pode ser mais cabal, a prova que da sna expsito se
deduz em favonio porlo de Anlonina.
Mas se assim be, romo lem estado to esquecida
Anlonina : espalhando-se at a noticia qu seu porto
nao presta, c que o ranal nao lema precisa pa-
ndarle 1
Nao sei, ou anles, ahslrahindo do passado cm que
me nao convem tocar, salisraco-mc com declarar-vos
a profunda crenca que nutro de que Anlonina, com
a sua vistosa e saudavel posicAo, com o bom porlo
qne lem, distante, quando muilo, 12 leguas desla
cidade, sentando o commercio do serra cima do
jugo insupporlavcl do rio de Morretes, e dos pesa-
dos frelcs a que ora anda sujeilo, he o ponto da ma-
rinha, que esl nos inleresses da maioria da provin-
cia, escolhcr-so para porlo de embarque e desem-
barque dos habitantes de serra-acima e suas merca-
dorias.
Obriga-los a imporlar por Paranagu os artigos
de prodncrSo estrangeira, de que carecem, snjeilan-
do-os a pagar d'alli a Morretes na generalidade
dos ohjeclos metade do frele pago do Rio de Janei-
ro a Paranagu, e em alguns muilo mais, como a-
conlcce com urna pipa de vinho que cusa do Rio
de Janeiro a Paranagu, 49000 ; e de Paranagu a
Morretes 59 a 69OOO ; e isso alm dos damnos a
que as mercadorias se expoem no Iransporle pelo
rio, entregues a mAos de ronduclores proverbial-
incnlc inficis, he urna injuslira lao clamorosa, que
por forra ha de mais tarde ou mais cedo ter um
termo.
Constrange-los, por oulro lado, a conduzir de ci-
ma da serra os seus gneros a Mrceles, ahi confa-
los ao rio do mesmo uoine e m f de cscravos em-
pregados na respectiva navegado, e ir a Paranagu
vendc-Ios ou exporla-los, deixando um porlo como
o de Anlonina, quede tantas despezas cavaras po-
de cximi-los, he de certo pralica igualmente tortuo-
sa, que nao pude continuar por longo lempo.
Cumprc que esludeis acuradamente esle negocio,
para que, ji com o que esliver na vossa aleada, j
reprcscnlando ao poder competente, nppareca una
solurAo que seja qual pede o inlcresse bem entendi-
do da maioria da provincia.
Os documentos que tive vista quando redigi es-
le arligo scr-vos-hao, se quizerdos, presentes, as-
sim como quaesquer outros que vieram depois, ou
continuaren a vir ao mcu conhecimento.
Limites da produca com a de Santa Calharina.
Ao Paran passou 1 provincia de S.Paulo a in-
certeza de seus limites por esie lado, e lodos os in-
convenientes annexos a um tal estado de cousas.
Osupplemcnlo do Jornal do Commercio de 3 do
mez prximo passado Iraz um projecto do dcpulado
daquella provincia concebido nos seguinle termos:
As divisas eulrc as provincias de Sania Calha-
rina c Kio Grande do Sul sao os rios Mampiluba,
o anota, das Conlas, o rio Pellas e o l'ruguai ; e
entre aquella provincia c a do Paran sao o rio Sa-
n -Grande, o Ro Negro, c aquello era que elle de-
sagua. B
He sobre a segunda parle desse projeclo que cha-
mo vossa altcncAo.
Se o Rio Negro for limite da provincia de Sania
Calharina com a do l'arani, seguir-se-ha que, or-
eo pando a freguezia desse nome urna c oulra mar-
gem do rio, a parle da margem esquerda ftcar
perlcncendo a Sania Cathariua, conlra lodosos in-
leresses dos habitadores daquelle lugar, a quem
orna iuli.naci cm lal sentido donara estupe-
factos !
Se o Yguass puis lal he o rio em que desagua o
Rio-Negro) foi limite das duas provincias, enlao os
campos de Palmas, dcscobcrlos e povoados por vos-
sos comprovincianos, os campos de S. Joan, dcsco-
bcrlos e povoados por habitantes de Palmas, lodos
os campos cm summa e terrenos que demoram ao
sul do Yguass licam pertencendo a Sania Calha-
rina !
E lal he precisamente a formal inlenrAo do (le-
pla.lo de Sania Calharina. No discurso em que
procuruu justificar o projcclo.que apreseulira, diz
elle:
< lie iadubilavrd que lodos os terrenos ao sul do
rio Yguass nao podem deixar de pertencer pro-
vincia de Santa Calharina. b
Felizmente essa propo-ieao foi precedida de ou-
lras mais tranquilisadoras, como sejam :
a Pelo que respeila a limites com a provincia
actualmente do Paran, nada ha de certo... Bem
sei que nao lie fcil designar perfeilamenle esses li-
miles por causa da divergencia dos diversos map-
pas... b
Dada essa incerteza c divergencia 1 que se allude,
como pdc ser iudubitavel o direilo de Santa Ca-
lharina aos terrenos qne ficam ao sul do rio Yguas-
s ?
Na informarao que aos 9 de dezembro de 1812
deu Manoel da Cunba de Azeredo Coulinho Souza
l.bii borro ao marquez de Algrele, se diz que, (i-
cando para Sania Calharina a villa de l.ages, seja
1 divisao pelo rio Canoiuhas : nAo falla-so de Rio
Negro, r. menos do Yguass.
A divisao pelo rio boje conhecido pelo nome de
Canoiuhas ja sera inidmssivel, porque alm de
acarrelar a perda do muilos campos descoherlos e
povoados por lilhos desla provincia, teria o inconve-
nienl de nao corlar a queslao de limites coro San-
la Calharina, visto como pelo lado de soas cabecei-
ras ficaria o terreno em commum sem divisa al-
mima certa.
Se porem a deciso fosse pelo Rio Negro e Yguas-
s, subira de ponto a injuslira !
O ultimo rio,x .i- o sahes,denlillca-sc com o nome
da comarca, hojo elevada a provincia,e com o desla
cidade, perlo da qual, c quasi aos nossos olhos, elle
uasce, porque, alcm des-a denominaranYguass,
pela qual he ordinariamente designado nos mappas,
que, segundo a elhxmologia guaran quer ilizcr
rioarande lamhem o rbainnm rio de Corilba,
que naquellc idioma significa rio de muilos pi-
nhaes.
A perda di margem esquerda do rio da Coriliba e
dos terrenos que lbe ficam ao sul seria pois para os
hbil;mies desla provincia cm extremo dolorosa !
A posse mansa c pacifica cm que cstao desses terre-
nos, c o fado de terem sido sempre fritas a cusa
dos cofres da provincia do S. Paulo as despezas
com as estradas que passam no territorio agora dis-
putado, inspiran! confianza aos habitantes daquel-
las paragens, os quacs al da leda do alvari
que desmemurou a villa de l.ages e scu termo da Co-
riliba para enrorpora-Ia a Sania Catharioa dedu-
deni argumento em seu favor. O alvari diz :
a Eu cl-rei faro saber, ele, que lomando cm con-
sideraran que sendo a villa de l.ages a mais meri-
dional de S. Paulo pela grande distancia em que se
acha da capital, nAo pode ser proiuplamente soccor-
rida com opporlunas providencias que a facam ele-
\ ai -se do estado de decadencia em que se arha, pro-
cedida dos repetidos damnos que os indgenas seus
x mohos leem fcilocm seu territorio, c que, reunin-
do-se ao governo da capitana de Sania Calharina,
donde pode ser mais fcilmente auxiliada, se torna-
rao menos atrevidos aquelles malfazejos selvagcns,
c lalvez se sujeitem ou se retirem, deixando os colo-
nos com a segiirauta precisa para aproveilarem a
grande fcrlilidade das Ierras do lermo da mesma :
Ilei por bem, etc. b
O territorio c termo da villa de l.ages, em quo os
colonos qucriim estar em paz para lirar proveito da
fcrlilidade das Ierras, parece com efteito que, na in-
IcnrAodo alvari,na"o comprchendiam esses campos de
Palmas e de S. JoSo proprios para criaran, que ha
poucos annos foram descoberlos por vossos compro-
vincianos, repellindo talvez d'alli os atrevidos in-
dgenas que para l se haviam retirado, deixando os
colonos de l.ages tranquillos e seguros aproveilando
suas Ierras.
Fundando-so sem duvida na rcslrirrao do termo
de l.ages, que a latir do alvar citado parece indi-
car, ha nesta provincia muilo quem sostente que o
verdadeirn limile enlre as duas provincial, em vez
de ser o que chamam no Canoinhas, he o rio Canoas
que nasrc da serra giral, e passando nAo longe dessa
villa vai lancar-se no Pelotas.
No mcio de lacs prelencfies o que cumpre-vos fa-
zer he, imitando o exemplo da assembla de Santa
Calharina, representar ao poder competente sobre
o quo vos parece ser de direilo o de inleressc da pro-
vincia nessa grande quest.TO, fazendo sen-ixol a ne-
cessidade do adoplar-se por limite entre as duas pro-
vincias, quauto marinha, a serra gcral, e quanlo
o serian, a icrri chamada do EspigAo, segoindo en-
lre Palmas c Campos-Novos al locar no Uruguay,
logo ahaixo do passo ou, se o houver, um oulro li-
mite, que, proveiloso embora provincia do Sania
Cathariua, nao prejudique como o do projecto apre-
scnlado na cmara temporaria, o Paran.
ESTRADAS.
LEstradas de serra-ar.vna para o lilhorat.
Aprimeira necessidade desla provincia he decidi-
damenleo melhoramenlo de suas vias de coramuui-
carAo.
A lavoura, t.o atrasada como a descrevemos, nAo
pode alar ; o commercio nAo pode desenvolver-se
emquanto as estradas se conservaren) como cslAo ; e
o anhelo de altrahir aos exccllcntcs terrenos da pro-
vincia colonos europeos em certa escala, encentra
forte resistencia no estado deploravel das vias aclu-
aes de eommunicaeio, onde nAo pode rodar um car-
ro, e ludo se transporta, mal e muidispendiosamen-
le, cm costas de animaes.
Sobretodo, por em fcil communirarao o interior
da provincia com a marinha, c os municipios de ser-
ra-abaixo cora os de serra-acima, he negocio de lAo
vital inlcresse, que nao sei que utilidade haveria cm
crear-sc esta provincia, se os seus mandatarios nao
cuidassem em resolver, a lodo o transe, esli queslao,
que ha mais de cem annos agila-se sera solurAo sa-
tisfactoria.
Em virlude da recommendacito do governo impe-
rial, e conseio de Uo urgente necessidade, no dia se-
guinte ao em que tomei posse da administraran ex-
ped ordem ao teneotc-coronelde engenheiros Deli-
nque de Bcaurepaire Rohan, para que, com a possi-
vel brevidade, examinasse 8s estradas que de serra-
acima se dirigem as povoaces do litoral, especial-
mente a da Graciosa, que communica a villa de An-
lonina com esta cidade, informando qual fosse mais
vanlajosa e melhor se prestasse ao transporte por
carros e carruagens, para, no caso de existir algnma
nessas cirro instancias, promover-se s obras necessa-
rias, afim de que esse trasprtese fizesse commoda-
menlc e sem interrupcao no lempo das aguas ; e, na
hypolhese contraria, fazer-sc abrir novas picadas em
busca de direecan, cuja declividade nAo excedesse de
6 por ccnlo, e proceder-sc a planta e orcamenlo da
que fosse mais apropriada quelle inteulo.
O resultado desses exames e avcriguarOes espera-
va eu reccbe-lo em lempo de vo-lo aprescnlar em
maio, se enlAo se reunisse esla assembla.
Assim porm nAo succedeu, pois s no dia 1 do
correnle apresculou o referido engenheiro o seu ro-
tatorio, onde expoe todos os eselarecimentos que po-
de collier sobre a materia, e de passagem loca as
contrariedades que fizeram retardar o termo das ex-
plorares em que eslava empenhado cora os de mais
engenheiros que se lhc aggregaram.
Nao habilitado pois para dizer-vos em maio alcal-
inas palavras acerca do que considero a necessidade
suprema da provincia, arhei que lal circumstancia,
alm de oulras, fuslrlicava o adiamento que enlao
resolv.
Enl reanlo essa demora nao foi um mal.se nao um
bem, porque deu lugar a que se colligissem mais
dados, e cstiidasscm os homens da profissSo com mais
pausa e em todo o sen desenvolviinento o problema,
abrindo, em vez de urna picada em ama i direccAo,
difTerenles picadas as duas direceOes que com mais
affinco disputam preferencia vossa e-colha e do go-
verno.
Tres sAo as estradas por onde aclmmenle faz-se a
commiinicacao enlre as povoaces de serra-acima
com o litoral, e vice-versa, a saber: a da Graciosa, a
de Ylnpava c a do Arraial.
Sabe loda a provincia que nenhuma dessas estra-
das presla-se em seu estado actual i rodagero, e o
rclatorio do encenheiro, isso mesmo confirma, de-
monstrando quo a da Graciosa nAo, porque anda que
apanhe a serra cm exccllenlc loralidade, e sua posi-
rao fosse escolhida com intelligencia, foi a respecti-
va magistral dirigida de modo'quc acompanhando.no
sentido vertical, as ondular/es do terreno desde o
cume at a raiz da serra, aprsenla cm alguns luga-
res declives de 28 per cento, nAo a do Ylnpava, por
que lem declives de 40 por cento ; nAo a do Arraial,
porque, comeas oulras, be dodcfeiluosa conslruccjlo,
nao tendo nem 10 palmos no perfil transversal, apre-
sentando inclinarnos longitudinnes inaccessiveis ao
rro.
Apresso-mc a declarar que pela Graciosa algum
carro lem vindo a esta cidade, sendo certo que em
dezembro oltimo, dous carros transpuzeram a sorra,
(razendo diversos ohjeclos capital; mas como c cm
lempo? Fazendo 12 leguas em 5das, e despojndo-
se nos lugares mais ngremes de toda a carga que su-
ida em hombros e caberas de homens, os quaes lam-
bem pde-se dizer que nesses lugares carregavamos
mesmos carros, visto como os animaes s por si os
nao conduziam cima.
Assim, para banguez serve, c lem servido, a estra-
da da Graciosa ; para carros, pde-se afloulamentc
dizer que nAo.
A estrada de Ylupava porm para nada disso ser-
ve nem lem servido. A soa forte declividade oveda,
e oszig-zagsquo nella se observara e se multiplican)
de alto a baiio Ao, na phrase expressiva do tenenle-
coronel Bcaurepaire, nm leslemunho da impericia
desque a delincaram.ou um monumento da miseria
dos lempos em que se construio essa obra adroiravel-
mente m.
Compria portanlo abrir nrvas picadas era busca
de direrran, que nAo excedesse (l'por cento ; c isso
procurou-se fazer.
Coineciiu-sc por Ylupava, porque julguei conve-
niente acceder as patriticas instancias de muilos
habitantes de Morretes, e parlirularmanle do ins-
pector dapuella estrada Manoel Gonralves Marques,
que, sempre solicito, procurava indicar picadas que
dessem a desojada direrran, aos quaes folgo de ren-
der aqui um pnblico leslemunho do apreco que dei
aos esforjos e sacrificios qoe fizeram.
O engenheiro Yillalva, incumbido de abrir a pi-
rada do Ylupava, fe-la cm mais de dons mezes,
acbaudo alinal dirccrAo com declividade de menos
de6por cento.
Do meiado de maio ao mez de juuho oceupou-sc
o mesmo engenheiro de explorar a Graciosa, e de
abrir picadas em busca de direccAo que lvesse a in-
dicada declividade ; acabou o scu Irabalho cm um
mez, adiando logo direcrao com declividade menor
de 6 por ccnlo.
Da estrada do Arraial nao se Iratou na explora-
tAo de nova picada por inleressar smenle aos ha-
bitantes dos municipios de S. Jos dos Pinhaes c
Principe, resnela coiiscquenlemcnle cm scu pres-
umo a urna pequea parle da populacAo da pro-
vincia.
Eiammando-sc allcnlamcnleo que dizem os en-
genheiros sobre as vanlagcns c desvaulagcns da lo-
calidado da Graciosa e Ylupava para a estrada que
se projecla, colbe-se, acerca das duas picadas, o se-
guinle resultado :
1. A do Ylupava lem de eslciiso 2,818 bracas, a
da Graciosa 5.338.
2. A de Ylupava lem 12 corregos permanentes de
correnle impetuosa eleilo de pedra, 8 transitoriose
6 vertenles. precisando 5 dos corregos permanentes
de boas ponles, por serem profundos. A da Gracio-
sa lem 14 corregos permanente*, dos quaes 1 preci-
san) de ponles.
3. A de Ylupava olferecc de bom terreno 1,012! r,
bracas, c a da Graciosa 3,988.
4. A de Ylupava aprsenla de rocha viva 95 bra-
cas, c a da Graciosa 55.
5. Na de Ylupava ha 75 braras do pedra sola a
desmontar plvora, e na da Graciosa 400.
0. Na de Ylupava cxiilem 310 bracas de pedra
sola adcsmonlar pela alavanca, e nada Graciosa
570.
7. a de Ylupava paisa por urna encosla cuja in-
gremdadena exlensAo de 1,086 bracas do alinha-
mento he maiorque o talud nalural das Ierras, caso
cm que se deve encontrar depois de urna carnada de
arglla mais ou menos espesis urna massa de rocha
viva, geniieis ou ontra materia consislenlc, sobre a
qual assenlam as Ierras quo sem esse apoio nao se
poderiam sustentar ; a da Graciosa passa por nm
cosiao geralmcnle brando, cnconlrando-se essa in-
gremdade smenle as lraosir,cj dos accidenlcs do
COSIDO.
8. A de Ylupava nao esla sempre exposta aos
raios do sol, ao passo que a da Graciosa recbeos to-
do o dia e em todas as estaees.
Os dados que coulem-se em os ns. 2, 3, 4, 5,6,
7e 8 dao lodos i picada da Graciosa urna superiori-
dideinconleslavel relativamente a de Ylupava.
Em um ponto smenle, islo he, na exlensAo das
piradas, parece a de Ylupava levar a melhoria, por-
que lem menos que a da Graciosa 2,520 braras.
Ahi mesmo porm vence afinal a Graciosa, por-
que a sua maior cxlenso fica mais qne compensada
pelas 40 bracas de rocha viva em que a excede a de
Ylupava, e por oulras muilas vantagens que cima
forana ciposlas.
Diz o lencnle-roronel Beaurepaire :
A exlensAo qne aprsenla a serra nos dous pon-
tos parece dar preferencia a Ylupava, mas eumpre
observar: 1.,que a quantidade de rocha viva he
maior na do Ylupava, eporlanlo ma;s difficcisahi os
Irabalhos de mina ; 2 que o coslAo do Morro de
MAi-Calhira, por onde se deve lanzar a estrada da
Gracioso, lem sobre a do Ylupava a vantagem de es-
tar vallado para o lado do Nort, entretanto que o
do Ytupiva esti cm geral comprehendido no qua-
dranle do Sueste, ficando a primeira ciposta ao sol
durante todo o da e em lodas as estaees, entretan-
to qne a ontra, nAo se achando as mesmas cir-
comstancias, be mais sujeila hamidade ; 3." em-
lim, que o costo da Mai-Calhira exigo poucos zig-
zags, e esse mesmos de fcil conslrucrAo, e que no
do Ylupava sero os zig-zags de mais diflicil execu-
rAo, o que he sempre um inconvenicnlc na pra-
lica.
E o engenheiro Yillalva diz :
a Apezar do deleito da exlensAo, lem comludo a
serra da Graciosa a vanlagem de offcrecer um cosan
admiraveluieiite disposto para toda e qualquer obra
d'arlc. Tendo ocostAo do Ytupava 20." de inclina-
cao com a vertical, nos lugares de rocha viva he ne-
cessario corlar-scTli palmos de allura para obler um
leito de estrada com largura de 25 palmos, donde se
segu que em 10 braras de rocha viv que ha de
mais no Ylupava que na Graciosa, he necessario des-
moldar :I50 bracas cubicas de pedra, o que importa-
r em 10.5009.
Ora, a differenra de distancia da Graciosa sobre o
Ylnpava he de 2,520 braras, que, a 59 por braca de
comprinienlo, importa em 12:6009.
E, pois, vem a produzir a maior exlensAo da Gra-
ciosa urna despeza excedente do Ylupava apenas
em 2:1009, entretanto que em ludo o mais as con-
dirfies de construccAo solida e econmica eslAo em
favor da Graciosa e contra o Ylupava.
Islo pelo que toca ao cume da serra.
A estrada da raz da serra cm dianlc, assim como
no taboleiro que se eslende at o cume, nAo offerece
serias difficuldades, ou seja pela Graciosa ou seja pe-
lo Ylupava.
A distancia desta cidade a Anlonina pela Graciosa
sobre a magdral da estrada existente, com lodas as
suas sinuosidades c ondularles, e sem lomar anda
em consideraran alalhos que podem ecooomisar mais
de legua, be de 12 leguas, e pela estrada du Ylupava,
lomando o ramal do Porto de Cima 11, e o de Mor-
rele II. 3)1.
Neslas circunstancias, tendo sido submetlda a
decis.lo da presidencia a queslaoqual das duas pi-
cadas era mais vanlajosa aos inleresses da provin-
cia,nao hesilei cm pronunciar-mc, de accordo
com as ideas e dados tornenlos pelos engenheiros,
em favor da picada da Graciosa, ordenando que se
procedessea planta c orcamenlo della para ser-vos
presente, c se for necessario remelter-se ao governo
imperial, alim de babilila-lo a deliberar se convem
ou nAo auxiliar a provincia nessi obra.
NAo foram porm s o dados coudos nos rehi-
lnos dos engenheiros qae, anda que bastantes
para isso, fizeram inclnar-se Graciosa, pois mo-
veram-me lambem mitras razOes. Ei-las :
1. A' estrada da Graciosa pode ligar-me um ra-
mal que de Campia Grande v ler a tilla de Cas-
tro, encnrlando assim 15 leguas de distancia, de
sorle qne venha a haver de Anlonina a Castro 27 le-
guas, quando, azendo-se a commiinicacao por esla
cidade c pelos Campos-Gerae, ha 42.
Enlre os dous referidos ponlos da Campia Gran-
de e Castro abrio-se somonte de fouce ha 5 annos
urna estrada de 20 palmos de largnra, boje qnasi
intransilavel, apezar de ser de lodos reconhecida a
necessidade de restabelecer-se essa estrada para
mais fcil communicacAo da marinha com Castro,
e reciprocamente.
1. NAo s presta-se a Graciosa, melhor do qae
qualquer oulra estrada, a facilitar a communc,Ao
de Antonina com a villa de Castro, ponto imporlan-
lissimo da provincia, mas tende a approximar opor-
lo de mar de Antonina do porlo de Jatahy, di-
raiiiuindn assim as distancias para os ohjeclos que
houverem de ser transportados pela via fluvial que
do interior desla provincia vai ao Paraguay e Mal-
to-Grosso.
3." A estrada que pareceu-me prcferivcl he pois a
qae, ligando mais directamente. nAo diversos mu-
nicipios da mesma provincia, porm diversas pro-
vincias enlre si, apresenta-se com melhor direilo
a ser considerada, se nAo como estrada geral, ao
menos como obra da provincia merecedora dos sub-
sidios do governo geral.
E com elleilo nAo pequeas sommas foram ja
dispendidas por conla do ministerio do imperio na
estrada da Graciosa anles da inslallarAo da provin-
cia, e ainda ltimamente fui aulorisado a des-
pender nos mclhoramentos,della ale 12:0008000.
O governo liga bastante importancia i linha de
conimiinicarao com o Matto-Grosso por esta pro-
vincia, e debaixo de tal poni de vista a estrada
que offerece urna direcrao menos lorlnosa entre An-
tonia e Jatahy nAo pode deixar de merecer o seu
apoio: a Graciosa accommoda-se a esse plano.
4.> No meu entender he prcferivcl a estrada da
Graciosa da mesma forma que o he o porlo de An-
lonina para os inleresses dos habitantes de serra-a-
cima, os quacs nAo podem adiar minho mais per-
lo de que esse para o lilloral, desde que o porto
de Anlonina seja habilitado a |servi-los como con-
vem.
He xochido que desla cidade villa de Anlonina
ha 12 leguas pouco mais ou menos, e a Morreles!)
smenlc ; mas lambem he cerlo quede Morreles a
Peranagu por agua ha urnas 9 leguas, a saber : par-
le do rio e parle de baha, e por Ierra nAo menos de
6, se se fizer eslrada entre nma c outra povoaro.
Assim, de ser Anlonina o porto dos habitantes de
serra-acima e Graciosa a sua estrada, resulla para
ellcs diminuidlo de muilas leguas.
Resultara particularmente para o commercio a
Yanlagcm inapreciavel de dispensar a immensa des-
peza que faz cora agentes em Paranagui e agentes em
Morreles, fieles do rio a Parauagu e freles de Pa-
ranagu a Morreles.
A eslrada da Graciosa c o porlo de Antonina liber-
larfio o commercio de serra-cima das forcas cau-
dinas do rio de Morreles, dos males de sua nave-
gado, ora inlerrompida polas endientes, ora difli-
cil por falla de aguaa bastantes, e sempre mal vista
pelas avarias que ocrasiona, e deprcdares a que
d lugar, sem que os ncgorianlcs de serra-acima,
que sao tesados, possam pretender com provelo
urna justa indemnisaro, porque a culpa nao he dos
negocianles do Rio de Janeiro, nem de Paranagui,
nem de .Morreles, que lodos se defendem com a
sua prolidade e boa f, mas afinal deescravos e
genle baxa de cujas raaos se confiara os fardos que
clles. com rara habilidade, abrem c desfalcara : re-
firo um clamor que be geral.
Sei que a eslrada do Ylupava lena para os babi-
lanles do Porlo de Ciraa e Morreles o nierccmenlo
de passar-lhes i porta ; mas na Grado-a, se for co-
mo he de esperar adoptada por vos, partirn raniaes
que satisfarn) as necesidades dessas povoares,
eombinando-se insim os inleresses de lodos.
Tenho dilo o que cnlcndo; resolvei o quo vos
parecer mellior.
^ //.Diversas estradas de serra-nrinia.
Dcsejava, c muilo convinha, aprcsonlar-vos com-
pletas informadles de lodas ns estradas de serra-
acima, particularmente daquellas por onde se faz
lodo ou grande parte do commercio enlre as pro-
vincias do Sul e as de S. Paulo, Mnas-Geraes e Rio
e Janeiro, c por onde entrara todo* os annos mi-
litares de animaes vindos do Sul: mas 7 mezes in-
completos de ailministrarao, o a circumalancia de
lerem estado os poneos engenheiros que aqui ha ao
serviro da provincia eiclusivamenlc empregadoi no
exame dis estradas qoe x.io ter marinha, oppde-se
ao meu desojo, e s permitlem os breves esclarec-
menlos que vou expender.
Como nao vos he eslranho, a eslrada geral que
de S. Paulo dirige-se s provincias de Sania Calha-
rina e Rio Grande do Sul alravcssa a nova provin-
cia na direreao media de N. S., passando surressi-
vamenle pela villa de Castro, fregaezia da Ponta-
Grossa c Palmeira, villa do Principe, efregueziasdo
Rio Negro, com ramiliearoes ao Occidente a Orien-
te, qua a coi lam em diversos sentidos.
A parle desla eslrada geral, conhecida pelo nome
deeslrada da Malla do SerlAo, esl confiada
inspecro do lente Francisco Xavier de A-sis, que
informou-mc ofllcialmenle.
Esla eslrada nao est transitavcl, e passam os
viajantes com sacrificio e risco de serem assallados
pelos selvigcns. Foram reparados alguns passos no
invern de 1850, mas estes mesmos estAo iguaes cm
ruinas, porque alm do crescimento de brota dos la-
dos, teem cahido em diversos pontos grandes pi-
nheiros c oulras madeiras sobre o leito da eslrada.
A maior parle dos aterrados estAo arruinados, em-
barazando considcravelmente o transito, pois que
ilguns ha que nAo offerecem oulro tneio de passa-
gem. A ponte do rio S. Joo cahio parle della, pelo
facto de ter apodrecido a cobcrla. e informo a Y.
Ex. quo nAo lem all morador, e nem canoas que
possam ministrar aos viajantes a passagem franca
quando porventura fique o rio do uado, o que acon-
tece repetidas vezes. o
Tendo-lhe a presidencia ordenado que Szesse um
orramenlo das despezas necessarias aos reparos da
estrada sob soainspecrao, elle o apresculou na im-
portancia de 9:0389200, que opporluoamenle re-
metlerei esla assembla com as nbservaces que o
sea exame suggerio ao lenente-coronel Beaurepaire.
Com algumas redcenos nesse orcamenlo eu teria
immediatamente mandado fazer os reparos essen-
ciaes a essa parle da estrada, se o faci de, com a
elevarAo da Coriliba a provincia, lirar-se-lhe a ren-
da do registro do Rio Negro, nao me collocas.se. nos
apuros que nAo desconheceis.
Da ramificaran que da Pona Grossa vai a Guara-
puava, c segu na direccAo de Misscs do Ro Gran-
de do Sul, atravessando o rio Yguassn' e ao Sul del-
le os rapos de Palmas, he inspector o cidado
Antonio deS Camargn, membro desla assembla,
que poder minilrar-vos exactas e proveilosas io-
formardes.
A cmara municipal da villa de Guarapuava, fal-
lando da seccAo desse ramal que medeia enlre a
mesma villa e freguezia da Pona Grossa, informa:
a Foi aberla ha mais de 30 annos pelo governo
geral, e dessa poca para ca lem sido a mencionada
eslrada conservada al 1817 casta dos moradores
deGuarapuava, e nesse lempo o coverno provincial,
nomeando o cidadAo Antonio de S Carnario inspec-
tor della, antorisou-o a dispender 4i600gOOO, som-
ma insuillrienle para lal obra, que a nao ser o au-
xilio dospovos que com este e outros reparos anteri-
ores gastaram mais de 30:0009, cerlameote se leria
trancado a mencionada estrada : porm tornndo-
se ella de solTrivet transito, as muilas tropas que do
Rio Grande o anno passado alravessaram, a puzeram
era muilo man oslado. O administrador mandou fa-
zer nm reparo em que diz ter gaslo de sua bolsa
521-5600, por nAo haver fundos decretados para isso,
mas esses reparos nao foram suflicienlcs para trna-
la ao seu anligo estado, e he de urgenle necessida-
de um beneficio que far,a evitar maiores damnos.
A cmara orea em 20:0009 as quantias que juica
precisas para por em bom estado a estrada em ques-
lao, fazendo-lhe as ponles indispensaveis.
No que loca secQAo de eslrada que vai por Pal-
mas MissOes, cuja importancia he manifes'.a, por
que nao s une esla prnvinca a de S. Pedro do Rio
Grande do Sul por cxccllente loralidade, di mi mun-
do consideravelmenle a distancia que cnlic ellas ha,
mas presta-se a boas ramificares para Santa Calha-
rina, para as margens do Uroguay e para Corrientes,
informa a cmara que sao precisos uns i8:0009 para
que fique em bom estado.
Cabe aqui informar-vos que o inspector Antonio de
Sa (".amargo, autorisado pelo governo de S. Paulo
a dispender com os melhoraraenlos da eslrada de
Palmas 1 MissOes alguns contos de res com ordem
espressa e repelida de nAo afaslar-se da direcrao
anliga, que s lhc rompria reparar, apartou-se em
alguns pontos dessa anliga dirccrAo, e conseguinte-
mente lambem das ordens da presidencia, a qae de-
vera cingir-se, salvo o direilo de em lempo repre-
sentar e obter modificaeilo della-.
As in 110vacos praticadas polo inspector na estra-
da consislem em alguns alalhos, principalmcnle do
Xanxer povoar,Ao, que se dizem feilos para dar
eslrada melhor direcrao, c sobretodo evitar os lerri-
veis e perigosos passos dos rios Chapeos c Chopim.
Como porem a boa intencAu nAo justifica a trans-
gressAo de urna ordem expressa de auloridade com-
petente, trazido o negocio ao meu conhecimenlo por
parle de alguns individuos que se qucixavam de le-
rem sido com esses alalhos devassadas as suas inver-
nadas, aulori-ci, em 7 de fevereiro, os propietarios
que se diziam prrjudicados cora a nova direcrao da
eslrada a fechar seus campos c invernadas, impedin-
do por clles o transito de tropas, c dcclarci ao ins-
pector que, pois elle exorbitira de sua commissAo
lAo claramente iraraila as portaras que receb,
lornra-se assim responsavcl por qualquer daino
causado s fazendas de particulares sem previa in-
demnisario, alm de ser obrigado a repr a eslrada
no seu antigo eslado, se o exame que a presidencia
prelendia mandar fazer por pessoa profcssional mos-
Irassc queas innovaroes que elle produzira nAo ti-
nhau precisameulc por lira e elleilo tornar o caminho
mais curto e mais commodo.
Esse exame, que nAo leve lugar ha mais lempo por
falta de um engenheiro disponivel, ser brevemente
feilo, o a queslao decidida.
O inspector, que defende-se com insinuarrs que
Uvera de S. Piulo pira fazer os alalhos dizendo-se-
Ihe que o presidente da provincia, enlao fura da
capital, apenas se recolhesse ella despachara fa-
voravelmenlc cerlas representarles quo os solicila-
vam, inlelrado do meo despacho de 7 de fevereiro,
ollicioii-rne, cora dala de 4 de maio, assegurando :
l., que desejoso de mostrar o zelu inteireza com
quesehouvera em sua commisso, a expensas suas
mandara proceder a nova exploracAo a ver se um
mais profundo esludo das localidades poderia me
Inorar ainda a vereda que fez abrir, c quir dimi-
nuir as queixas que ella suscitara ; 2., que com
elleilo desrobrira nova direccAo, que diminuc mais
de 2 leguas a extencAo da eslrada, passando ape-
nas por pouco terreno do dominio particular de Ma-
noel Bandeira.
E conclue dizendo que prope-sc fazer com essa
directo a eslrada sua cusa se, a juizo do enge-
nheiro quo l for examinar as duaseslradas (novae
velha), for ella reputada capaz de produzir nlilidade
publica.
De Guarapuava a margem esquerda do Paran,
com pouco mais de 50 leguas de cxlenso, abrio-se
ha annos urna picada, boje nteiamenle apagada,
para fazer-sc urna eslrada que dsse communicacAo
com o Paraguay, c faciltame as visinhancas do
Paran o estabelecimento de colonos.
Chamo a vossa allenro sobre o ramo da eslrada
que, parlindo da freguezia da Palmeira, vai ler
povoarAo de Palmas : he um caminho que, campa
nativamente ao de Guarapuava, encurta de 60 le-
guas, que be, a 30 a dislancia a percorrer c, porlan-
to de Irausceiidcnle ulilidaile ao commercio que se
faz com Misscs, c ao commodo dos habitantes da-
quella nascenle povoarAo que por alli alcanram
mais commodainenle supprimento de sal para suas
lazendas,e exporlam os animaes que ellas produzem.
Aberla a eslrada a expensas do cofre gcral pelo
prestante cidadAo Domingos Ignacio de Araujo, bo-
je fallecido, ha muitos anuos se bao lembrado della
os ornamentos da provincia de S. Paulo, c por isso
acha-se actualmente no peior eslado possivel, obs-
truida pelo crescimento do mato t pelos troncos que
os funcSes lem feilo cahr sobre seu leito.
A cmara de Guarapuava pede para esse ramal a
quanlia de 4:000?.
Sao por certo dignas de attencAo as ramifir6cs
que di Ponta-Grossa c de Guarapuava se dirigem
a colonia Tbereza ; mas dessas duasestndas isenla-
vnsporagori de maior cuidado a solicitud do Ro-
verno imperial, qoe concedeu ao direclor da referi-
da colonia mcio de faze-las. recobendo da presiden-
cia da provincia as precisas inslroccoes.
De Castro, como cima disse, ha ama eslrada que
vem direclamente encontrar-se com a Graciosa; sua
imporlencia he immensa, e o direilo que tem al-
teroso dessa assembla iuconlestaxel.
Da mesma villa segu um ramal do porto de Ja-
tahy, de summa nlilidade, como parte da via da
commnniearAo com Malto-Grosso. Dirige-se urna
estrada deafci cidade de S. Francisco, na provincia
de Santa Calharina, qae muito convrn melhorar pa-
ra manter entre as duas cidades e provincias nma
communicacAo regular.
Os habitantes do dislriclo da Bibcira, provincia
de S. Paulo, dirigiram-ma em data de 8 de abril
ama represenlaco, que nAo |ioaso deixar de sub-
meller vossa considerarlo pota muilo qoe vos ella
importa.
Dizem os habitantes desse dislriclo, c lie urna
verdade incunlrastavel, que os terrenos onde morara,
e que caltivam, sAo de urna prodigiosa fcrlilidade,
que os diversos producios de sua industria seriam
por clles transportados ao mercado desta cidade, que
abastecer iam, se urna boa estrada Ihes permillisse
aqui Irazc-los com esperanca de salvaren) ao menos
os gastos da produccao e da transporte ; que porm
i-so nao aroutre, pois qae o pesstmo minho quo
tem a vencer o desanima a poni de deixarem noi
armazens a podrecen do muito productos da sua lavra.
Iimilaodo-sc a conduzir ao mercado, com alguma
abundancia, toucinho.
Em summa, podem-me no inleressc desla provin-
cia nno deltas que franqoee-se-lhes urna eslrada
de curia exlensAo e acil Irajcclo para terem sabida
os seui producios, eslrada que s em parte perlen-
ce i esla provincia, tocando a outra de S. Paulo.
larri chegara vos.a presen ca essa represen la rao.
De oulras estradas poderia ainda tratar, mas dis-
pensame de proseguir na indicacAo deltas o per-
fcilo conhecimenlo que lendes da materia. NAo
passarei a outro assumpto sem declarar-vos que,
vista de informarao do engenheiro Yillalva, aulo-
risei a dispender-se al 1:200* com reparos es son-
daos i estrada da Graciosa, para dar transito a gran-
des volumes, como bangues, pianos, etc. ; que ou -
vindo previamente o parecer do lenente-coronel
Beaurepaire, dei lambem autorisarAo a gastar-se al
1:1009 cm concertos indispensaveis ponte do rio
Yguass em S. Jos, e algumas quantias a pedido
do respectivo inspector, em reparar varios lagares
da estrada geral no muuicipio de Castro, e as pon-
les dos rios Yap e Tibagy.
Canal do Varaowro.
Se um relalorio nao he puramente a expressSo das
necessidades que eslao no caso de serem logo ntis-
feitas, mas pode conler ideas que, esludadas eom
pausa, xenham um da a realisar-se com grande pro-
veito do paiz, permilti-me que vos relira, pois sao
mui jiidiciosai as reflexes da cmara municipal de
Paranagu acerca do canal do Varadouro.
a Divide as aguas da bahia desla cidade com as
de Cmara e Yguapa o insthmo do Yaradoaro, que
lem menos de meia legua de exlensso ; aherln um
canal qae rom mu ique ambas as aguas, lodo o com-
mercio daquelles lugares, e os bellos producios do
rio da Ribcira, Juquia.ctc., viriam ao mercado des-
la cidade.
O engenheiro Yillalva, qne com Wizewski, fez o
ni vdamenle do Varadouro, ioforma-mc que eise Ira-
balho existe na secrelariada presidencia de S. Paulo.
Ou se obtenha do presidente de S. Paulo copia do
Irabalho concernente ao Varadouro, alli existente'
ou se facAo uovos estudos, eumpre nAo desprezar a
idea de chamar bahia de Paranagu a produccao
e commercio de Canana e Yguapc, cojos habim-
les alias leem lambem nessa communicaco o maior
inleressc.
Paco da assembla.
A necessidade de um predio para as sesses da
assembla legislativa da provincia, c o mdico pre-
co e condiccs vanlnjosas fazenda provincial por
que o cidadAo Manoel Goncalves de Muraos Roseira
propoz-se vender para esse lim urna casa que nesla
cidade possuia, nAo acabada, mas vasti e suflicienle
para o que se quera, persuadiram-me a manda-la
comprar e fazer as obras e acouimudacOcs necessarias
ao seu deslino.
Nessa casa prelendia eu livesse lagar a vossa reu-
n "o, mas nAo quiz assim o mercado desla cidade,
escassissinin de ma'eriaes e de recursos, que permit-
lem accclerar a conclusAo de urna obra medida dos
desejos de quem a promove, e por lano, necessario
foi recorrer cmara municipal, para ceder a casa
ile suas sesses, o que fez com a ponlualidadc e des-
velo com quo cosluma preslar-so a todo qu inlcrcs-
sa ao servico publico.
O preco da compra consla de nma das tabellas que
acompanham os Irabalhos da Ihesooraria.
Empregadoi da assembla.
Pareceu-me indispansvel noineai provisoriamente
um ofllcial, um amanuense e um porleiro, servindo
de continuo para cuidarem do servo;.) da assembla
legislativa provincial, emquanto ella no uso de seu
direilo nAo fizesse cITcdivamcnte as nomearOcs que
quizesse.
As pessoas em quem recabio a iioiiicarAo proviso-
ria sao : Antonio Ricardo Luslosa de Andrade pan
ofllcial da secretaria ; Honorio Decio da Cosa Lobo,
para amanuense ; e Candido Gonralves GuimarAes,
para porleiro servindo de continuo.
Eilatittica.
A eslalislica, ordinariamente imperfeila por falla
de melhodo e discernmento na colIcccAo dos fados,
sen.10 tambera de zelo c sinceridado da parle daquel-
les a quem essa larefasc commetle, ainda menos po-
de chegar a resultados rigorosamente satisfactorio,
em urna provincia nascenle, onde todos os recursos
fallara para Irabalhos de (al ordem.
NAo obstante apreienlo-vos, sob n. I'i, o mappa da
populacAo da provincia, e sob n. I."> n dos nas-
cimeulos e bitos que nella houve cm o anno pr-
ximo passado, mappas scniio absolutamente exactos,
ao menos organisados com escrpulo o probidade pe-
lo chafe dt polica, vista de nformarocs o di-
dos que lhe forneccram as autoridades subalter-
nas.
Da leilura dellcs infere-se :
I .Que em urna oxlensAo de lerrilorio.onde pode 111
vivera larga e sem molcilarem-se milhfies do" habi-
lanles, existe pouco mais de 62,000 individuos.
2." Que dessa limitada popularan urna sexta parle
smenle he de escravos.
3. Que sendo o numero de nascimenlos em 1853
de 3,476 e o de bitos de 969, houve um excesso da"
quelles sobre estes de 2,507.
4. Que a populado de loda a marinha he de
19,442 individuos, e a da Corityba o seu lermo
20,629.
. Que cm Paranagu, sendo 460 os nascimenlos,
os obilos foram 269, ao passo que cm Coriliba mor-
rcram 125, leudo nascido 614.
Dessas illaccs amas mostram que a provincia, fal-
la do genlc com cscravatura comparalivamenle di-
minulissima, e no gozo de um clima mui saudavel,
he urna das melhor apparclhadas para a colonisa-
rio, que se deseja, c eumpre promover no paiz; e as
oulras confitmam as asserroesque cima enunciei,
quando, nclinando-me ida de conservar-sc aqu
a pilal da provincia, disse que na Coriliba ha
mais saiidc que em Paranagu, e que esla ridade e
scu lermo lem maior populaco do que lodos 03 ter-
mos da marinha.
Compilanio das leis prorinciaes.
Sendo mui rara e diflicil de ohlcr-sc a rolictrAo
das leis da provinria de S. Paulo, e, por oulro la-
do, diminua a parle de suas disposiroes applcaveis
is circumslaneias desla provincia, parece Agente
proceder-sc a orna compiladlo dessas disposiroes,
que se pouha ao alcance do lodos os rdados, i-eti-
tos a'sim do onus, para alguns invencive', de fo-
Ihcar lanos volumes de les de nina provinria que
ja nao he a sua, para dahi eolher alguns poucos prc-
rcilos porque ainda se devem reger.
Urna commissAo de pessoas idneas daria em pou-
co lempo conla desse Irabalho, c far-se-hia com
isso ao povo um grande beneficio.
FAZENDA.
Pessoal.
No dia 20 de dezembro cncarreguei da adminis-
traran dos diuheiros prox indios a Ihcsouraria de
fazenda, autorisado para isso pelo governo imperial,
e contando com a vossa plena approxarAo.
A falla de ipessoas rompelentemente habilitadas
para exercer cargos de fazenda que exigem tirocinio
e piatira que aqu nao podia a principio existir no
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DIARIO DE PERNAMBUCO, TEI(A FEIRA 24 DE OUTUBRO DE 1854.
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grao que se desejava, o ofcver de t;uardar-se loda
a possivel economa, alientos as escassas rendas da
provincia nasccnlc, dic laram sem iluvida ao govor-
no a providencia de consentir que os empregados
Ja reparlicao geral arciimolasscm ;is saas fuiccnes
jaem si bastantemente onerosas, es-a incumbencia
provincial, ejustifiearAo s*B vosso conceito o expe-
diente que lomei de unoetr i Ihesouraria de fazen-
da a geslSo dos dinlieirot provinciaes, al que n
lempo e as cirrumslancias Iragam opporlunidade
de commeller-wi urna repartijAo especial da pro-
vincia.
Ouaes sejam os empregados da Iheioararia de fa-
zenda encarregados da geaUo dos dinheiros provin-
ciaes, e as lenoes gralMcfc,oes que lhes marquei,
constara da relacAO 18.
A verdade e a juslica Migem que reeonheca aqu
o zelo e assiduidade com que esses empregados te-
em-seprestado ao cvico da provincia, dirigidos
por seu activo e nlelligente chele.
Ha tabella que vai anntxa ao relate rio sol n. 17
veris quaes os emolumento eslabelecidos para a
Ihesuuraria na parte provincial.
No pessoal que acbei incumbido das colleclorias
c adminislracjo de barrelra, lem-se feilo em al-
auns lugares mudanras reclamadas pelo servido pu-
blico era face de motivos ponderosos, conslanlcs de
documente* que estintarei tendis occasiao de exa-
minar, para que Dqoe hem liquido que os inlcresses
li-caes, e so elles, motivaram euas mudabas.
A arrecadacAo dos dinheiros pblicos adi lein roe-
Ihorado.
Balanro.
I)o balanco da reeeila e despeza desde 20 de de-
zembro al .11 de maio ultimo, que a thesoiiraria
apresena, consta que aquella foi 28:427S9.10, e el-
la 94:0I356I, donde resulta o saldo de 1i:38t:)66.
Cumpre notar que na reeeila conla a lliesouraria
nao o dinheiro etTeetivnmente arreradado de 20
de dezembro at 31 do maio, na im|iorlancia de
!>:i7J93til, mas lamliem a quanlia He IH:8l6*l(i'.>,
que, eiislindo de saldo as colleclorias e barreiras
na occtsiAo de inslallar-sa a provincia, mandou-ae
recollier a thesouraria.
Sobre esses saldos move-sc de S. Paulo queslAo
querendo-se de laqualificar de injuslo o proced-
ment que doiive a respeilo delles ; porque sendo
relativa a lempos em que nao eslava eflecluada a
separarAo desla provincia, nAo Ihe podem competir,
mas sim aquella de que desmembrou-se
A ihesouraria, entretanto, assim obrou consi-
derando : I., que alguns servidos anteriores i ins-
Ullacao da provincia, nessa data ainda nao pagos,
iam ser, romo teem sido, aqui salisteitos ; 2.". que
umitas dezeuas de contos de res, arrecadadas pela
antiga provincia, algamas das quaes em virludc de
disposiees legislativas, deviam ser applicadas a
cortos melhoramenlos ordenados por le, nao se des-
tiuaram as convenientes quanlia, resultando dabi
nao pequeas sommas a atlcnder em competente
liquidaran, em que a nova provincia Reara com um
saldo.
Sem iluvida, nao lendo os cofres da provincia,
quando inslallon-se, dinheiro algum para as mais
pequeas necessidades, lano que aulorisei soh mi-
nha respousabilidade um empreslimo da caixa ge-
ral .i provincial, concordareis que n."o poda razna-
velmenle continuar esse expediente desde que a
Ihesouraria leve scieucia de laes saldos, que ella
rcpulava inferiores ao que alin.it S. Pculo deve ao
Paran.
O balanro da despeza deixar-vos-ha inlerados de
romo antea da vossa reunio, dispendrramie os di-
nheiros pblicos: parece que nao poda observar-
se mais rigurosa economa.
Orramenlo.
Nao pode ser perfeilo o oriniento que a thesou-
raria organisou, por falla de dados suflicieiiles em
que assentasse os seus clculos, e esse mesmo nao
presentara, como confessa, em maio, senao bou-
vera a presidencia adiado a assembla.
Calcula essa reparlicAo a reeeila commum em
2K:925gfiOO, e a despeza, segundo ai disposiees e
ordens existentes, em fil:552J)880.
Ha poisji um dficit de 37:627*280.
Se accretcenlarein-se i despeza calculada, i vis-
la de ordens a disposiees em vigor, algumas som-
mas necessarias ,-ts obras e melhoramentos que fo-
ram, era parle, por mim indicado, e de que a
provincia carece para arrancar-se, por assim d-
zer, vida vceetativam que tem al agora vivido,
o dficit lomara no orcamcnlo proporres incom-
paravelmcnte maiores ; e tanto em um como em
nuim caso os melhoramentos decretados ficaram em
papel.
Nestat cirrumstancias o que fazer '.'
A Ihesuuraria lembra, como um dos meios de
riimbaler o dficit, a crearlo do imposto da decima
cojo producto avaho em 10:0009000.
Esse imposto, ama vez que proceda -se com equi-
dade ao arbitramento, isenlando-se as casas de valor
mui baixo, e mesmo as de preco contideravel quan-
do nao habitadas, e s admitlidn as povoacoes de
certa imporUncia, nao deixa de ser conveniente, e
o novo paga-o com salUfacAo quando applica-se
especialmente i cerlos melhoramenlos indispensa-
veis, como calcadas, illuminacAo, ele.
No que loca a decima, lem-se invocado urna ex-
cepv/Au em favor da casa habitada pelo proprietarin ;
mas cumpre observar que, alem de reduzir-ae a na-
da a imposico, porque pequeo he 'o numero das
casas que se alugam, tirara sem plausivo! funda-
mento n proprelario, que ja nisso meimn de indi-
cios de fortuna, em mclhor rondien quanto ao im-
puslu, do que aquelle que, nao lendo propriedude
sua em que more, aluza.
Um imposto laucado sobre o gado vaceum que se
exportar da provincia, se parecer-vos conveniente,
viria atteuuar um poucu o mal que sen tem t cofres
provinciaes.
Indicar o quantum da iraposirAo nao o farei eu
na presenta de urna assembla como esla, em cujo
eio ha tantos membros habilitad issimos a dar sobre
tal nbjecio um parecer conseicnciosu.
O Imposto lembrado pode considerar-se como um
expediente fiscal ou romo um meio de protecc,ao
industria da criarlo do gado vaceum, amearada de
ruina ni opiniao de mailos faxendeiros, pela teu-
dencia de exportar-se coro darann da reproducan
as faiendas, gado tanto do genero masculino como
do femenino.
Hecommendo-o simplesmente sob o primeiro as-
pecio, alientos es apuros dos cofre e neeessidade de
fazer-se em prol dos melhoramentos da provincia
algum torco.
Mas se o estudo a que procederdes convenecr-vos
de que realmente as fa/.endas podem, em futuro nao
mui remoto, soflrerem cousequencia da lvre e nao
reprimida exportarlo do gado que produzem, e al
daquelle que he naturalmente destinado a povoa-
las, a maior clevacao da imposto para conler al
certo ponto a exportaro poderia em tal caso defen-
der-se com ponderosos motivos.
fcsses expedientrs, porm, nem uutros de iguaes
proporces serao capaza* de dar reeeila e despeza
la provincia o equilibrio de que acham-so tan afas-
tadns, sem o rcsUbelecimenlo dos impuslos do regis-
tro do Rio >egro, sopprlmidos pelo arl. 20 da lei da
a-emhlea provincial de S. Paulo sob n. 10 e dala
de 7 de maio de 1851.
, l,eJ,mP?tancia "llimamenle j mui superior a
1(M):00U900T>, os impostos do registro do Kio Negro
eram antiquissimos, pois remontavam-te aos lemiios
do rgimen colonial, e desile entao nram sempre
rohradoa sem a menor inlerrupralo.
E o computo delles iufluio, por cerlc, e nem po-
da deixar de influir, na considerarn laquelles que
jiilgaram que a 5 comarca linha eom que manler-
ae na ordem das provincias, em que desejava entrar
e Ihe promoveram essa categora, poique, privada
dos rcndimentos do registo do Rio Negro, Mea redu-
zida i miseria extrema.
A lei da assembla de S. Paolo sob n. 10 e data
de 7 de maio de 1851, como cima eu disse, suppri-
mio os impostos donominadns dos auimaes no re-
zislro do Ro Negro, e contribuirn para Guara-
puava.
Essa suppressAn, parece, foi Furamente numinal,
porque os impostos debaixo de outra denomiuacao,
mas na essencia precisamente os mesmos, llcaram
siiliiislindn s com a diferenra de nao nertenecrem
an Rio Negro, nem ao territorio que eom elle fosse
elevado a provincia.
A lei em quesillo diz assim no art. 20.
a Ficam supprimidos os impostos denominados
ds andinasno registrado Ro Negro, e conlrihui-
rao para Guarapuava, e creada urna barreira em que
se cobrarlo os sesuinles impostes :
1. Os animis sollos pela forma seguinle :
91500 por urna besta, 2 por um cavallu, 49 por
nina e-.ua, a 240 rs. por rabera de z.h o. Os refe-
ridos animaes que assim liverem pazo o imposto nAo
serlo mais obrigados a elle quando lenliam de pli-
sar de novo pela barreira.
2. Os animaes que passaren montados ou ear-
regldos, ou que forem d,eslinad a esse uso, pagaran
a mesaaa laxa pela roeima forana porque se cobra na
barreira do CabalSo, segunde lei respcelivn. *
Ora, ei-los ah sem discrepancia nem duereuca
no I. S que acabo de ler os importo- qye sa arrecj-
davam |>elo registro do Rio Negro. Nao honve se-
nan limitnea de lugar ; no mais sao os mesmos di-
reilos que, cem anuos atrs, se cohravam e ero co-
nhecidos na legislafAo porlugueza pelo numedi-
reilos de registro de Curililia.
Em busca de situarlo apropriada ao intento que
se linha cm vista, determinou a lei deque se trata
no arl. 25:
O governo, mandando proceder a lodos os Cla-
mes que forem necessarios, e ouvindo a thesouraria
fara collocar a barreira na estrada, desde Sorocaba
ale Castro, no lugar que for mais conveniente, a
No annoseguinle(1852) ja a ledo orcemenln pro-
vincial na parte relativa a receilas das barreiras, em
o arl. 32 !j 12, suppe eslabelccida a nova barreira
no Iterar, diiendo :
" Barreira nova do Itarar, 80:0009000 !
0 registro porm conlinuou no Rio Negro !
Em 1853 a lei do orcameuto repele a disposicjlo
da de 1852. somante com a dll'crenra de oresr em
maior somraa o produelo do imposto, pois no arl. 39
12 diz:
1 Taza de Itarar, 100:000.
E lodavia naosahiodo Kio Negro o registro, al
que afinal, aos 12 de dezembro do anuo prximo
passado, a saber : sele das antes da inslallarao desla
provincia estabeleceu-se a barreira creada em 1851,
nao em Itarar, como declaravam as leis menciona-
das, mas em Ilapitininga.
Fosse porm onde fosse eslabelecda a barreira, e
quaesquer que sejam as vislas que presidiram a sua
adopcao, o resultado certo, invariavcl, de urna lal
medida, he ficar a vossa provincia privada da nica
renda que a pode inanler.
Consta (nao o sei aulhenlicamente) que a assem-
bla provincial do S. Paulo reduzio esle anno i me-
lado a imposicAo da nova barreira, como deixando a
outra melade aos cofres desla provincia.
Se a noticia he certa, ha njiislica na nvtilha.
A applicar,ao do producto do impusto da nova bar-
reira ha exprissamenle determinada na lei n. 10 de
7 de maio de 1851. O arl. 23 dessa lei dix:
O producto desta barreira ser applicado a lo-
dos os cotcenos e melhoramentos das estradas, des-
de Sorocaba al a extrema meridional da provincia,
e desde Castro para Palmas porliuarapiiava e Yguas-
s, e'bem assim as mais estradas importantes da
comarca de Coritiba quo nao liverem renda propria.
As sobras scro consideradas como reeeila commum
da provincia, c applicadas s despezas que se lize-
rem por sua conla.
Islo posto,Testa saber so o onus que tica a nova
provincia he igual ao que pertenro a anliga, no que
toca aos concerlos e melhoramentos que a lei de-
signa.
Ningnem achara essa igualdade, antes confessa-
rAo lodos que nao lia compararan entre o encargo de
urna e outra provincia nessa parle.
Conforme as informarles que colhi. de pessoas
conhecedoras das localidades, ha em territorio da
provincia de S. Paulo :
Do Itarar a Perituba......." leguas.
De Perituba a I'a vina......."i
Da Faxina ao Apiahv......7
Do Apiahv aParanapanema .... 3 *
DeParanapaneraaavilladellapilininga 8
De Ilapitininga a Sorocaba .... 12 a
l.ivramcnto.
6. Jos Joaquim Anailacio multado na quanlia de
65 rs., por Ihe ser cnronlrado um peso falsifi-
cado.
It na do Rangel.
7. Joo Pinlo Regs de Souza multado cm 129 ".,
por Ihe seren encontrados dous pesos falsifi-
cados.
Kua da Penha.
8. Antonio Joaquim; da Costa e Silva multado em
129 rs., por Ihe serem encontradas azelonas
corruptas.
Travcssa da Polo.
9. Bcrnardiun Jos Leitlo multado na quanlia de
89 rs., por Ihe serem encontradas azeitnnas cor-
ruptas.
Ra das Cruzes.
10. Jos Patricio da Costa Valotile multado na quan-
lia de 369 rs., por Ihe serem encontrados um pe-
so falsificado, e assucar falsificado, julgado pelo
racullativo prejudicial a sade.
Paraizo.
11. Manoel d'Azcvedo Almeda multado cm 119 rs.,
por Ihe ser encontrado um peso falsificado, e
azeitouas corruptas.
12. Jos do Reg Pacheco multado na quanlia de
309 rs., por Ihe serem enconlados queijos, fari-
nha de tapioca, carne do Rio Grande corrnpla, c
mel falsificado.
Ra da Roda.
13. Joao Manoel de Siqueira multado cm 89 r
por Ihe ser encontrado vinagre degenerado.
Ra Nova.
14. Victorino do Almeda Rabello multado em 6f
rs., por I lie ser oncontrado um peso falsificado.
Ra das Flore-.
15. Souza & Carvalho ninli.nlo em :Htrs., por 'be
ser encontrado assucar falsificado e julgado pe-
lo facultativo nocivo a sade.
16. Jos Casemiro da Silva Pereira multado em
69 rs., por Ihe ser encontrado um peso falsifi-
cado.
Ra da Concordia.
17. Jos Domingues da Cosa multado rniK-r..
por Ihe ser encontrados queijos corruptos.
Subdelegada da freguezia de Santo-Antonio do
Recife, 16 de oiilubro de 1854. O subdelegado
supplente, Jone da Costa Dnarado
DIARIO DE PE1NA1BUC0.
Ao lodo 40 i>
Na parle do territorio da mesma provincia a que
se refere o arl. 23 da le, loda a estrada corre por
campos, havendo menos de Ir* leguas de malla
serlao) e algumas ponlcs sobre rios que a corlam.
Agora, quanto a esla provincia, a extensAo de es-
tradas por nial las ou ser|es vem a ser :
A estrada da malla pelo Ro Negro. 18 leguas.
l'alincir.i a Palma .... 32 a
Pona (irossa a (iuarapua-
va, inclusive a restinga
doUmbeluva......19
do Yguassti de (juarapuava
a Palmas.........5
Palmas a Missoes......14
Tnl.it. 88
Accresce que nao s essas, mas (odas as mais es-
tradas importantes de Coriliba, conforme a letlra
do citado artigo, que nao tem renda propria, eslao
a cargo do produclu da nova barreira.
As estradas desta provincia, que nao tem renda
propria, sAo muitas, sao quasi todas; as que precisara
de concerlos e reparos sao lodas, na extensAo da pa-
la vra.
Avaliai pois se foi jusla ,1 partilha, se o qulnhao
que vos dcixam do producto da nova barreira ou,
antes, dos impostos do registro do Rio Negro, arre-
cadados em oulro lugar, habilita a nova provincia a
inanler os encargos que ju linha, e que demais Ihe
vicram com a sua cmanripacao.
Tomai a docisAo que vos parecer mais conveni-
ente.
Muito depende, senhores, o augmento das ren-
das publicas do zelo e justa severidade com que se
procede ai sua arrccail.ie.1u serei a esse respeilo in-
cansavel.
Mas cumpre tambera que as les consideren! a
economa um rigoroso dever, c nao prodigalisem
o dinheiro do povu com a crearan de empregos des-
necessaros, aposentadoras injustas, e muitos
oulros modos por que a imprevidencia do legisla-
dor pode gradualmente sorecarregar os cofres p-
blicos cum despezas absolutamente improducti-
vas.
Em tal aboso, por certo, nao cahireis.
Barreira*.
He oreada a renda das 3barreiras, Graciosa, Ylu-
pava e Rio do Piulo, em -26.-0009000, e despeza
em 6:9069000, havendo pulanlo um saldo de
19:0943000 applicavel lis obras o melhoramenlos
de que cada urna deltas carece, ou para oulros
fins indicados na lei provincial de 24 de marco de
1833.
Achava-se eslabelecda a porcentagem de 13 por
cenlo para o administrador e escrvao da barreira
do Yiupava, e 30 por cento do Ro do Pinlo e Gra-
ciosa.
E porque estoja actualmente orrada era 15:0009
a renda do Ytupava, 9:1009000 do Rio du Pinlo,
e 1:6009000 na Graciosa, vinham o administrador e
escrivao da barreira do Ylupava a perceber 1:9509,
os do Rio do Pinlo 2:7209000, e os da Graciosa
4HOJ000.
llavia nessa distribuirn de vencimenlos urna in-
juslica que compria obviar: o maior trabalho 110
Ylupava linha reuiuueracAo inferior ao trabalho
mais moderado do Rio do Pinlo, e na Graciosa era
tan diminua a gralilicacao, que a nnguem poda
convidar a servir.
Assim delerminei .1 thesouraria que alterasse os
vencimenlos as barreiras, pela forma seguinle:
Ao administrador c escrivao do Ylu-
pava, 15 por centu........2:2.509000
Ao administrador e escrivao do Rio do
Pinto, 20 por cenlo......'. 1:8809000
Ao administrador e escrivao da Gra-
ciosa, emquanlo a renda se nao eleva a
MMOfOOO, e a gralificac,ao de 5109000,
alm de 30 por cenlo.......1:0209000
Espero que approvareis essa deliberaran.
Termino aqui esse relntorio, imperfeilo pelas cir-
cumslancias cm que acbei me, e poucos recursos i
minha disposi(Ao, c mais imperfelo ainda por falla
de pericia de quem o escreveu; mas fico persuadido
de que vos, otilando mais para miabas inlciirOcs c
boa vonlade do que para o resultado de meus sfor-
cos, seris indulgentes para comigo.
A vossa larefa, senhores, he ardua, e cu reconhe-
co-me um auxiliar improprio para tamaita em-
preza.
Nao importa: mellamos inflo obra.
A legislarlo de urna provincia nao,h<: Irabalho de
urna s assembla nem de lima s adminislrarao,
he um edificio do futuro para o qual cada assembla
e cada administrado conduz alguina pedra.
Se, obren n desgeitosu, eu nao souber ajudar-vos
na prmeira pedra que aqui viudos lancar, nao me
negareis ao menos o sincero desejo de inscrever nel-
la estas palavras Concordia e prosperidade do Pa-
ran.
Coriliba, em 15 de junho de 1854.
tacarla* de (loe* e t'atconcclloi.
(Correio Mercantil do Rio.)
Pelo vapor Inglcz Tnanies,enlradn honlem do sul,
re reliemos jornaes do Ro de Janeiro que alrancam a
15 du corrente, e da Babia a 20.
A assembla legislativa da provincia do Rio de Ja-
neiro linha sido de novo prorogada al o dia 18 do
crrenle.
Por decreto de 13 foi nomeadn secretario da pre-
sidencia da mesma provincia o Sr. Dr. J0A0 de Al-
meida Pereira Filhu.
Por decreto de 14 foi azrariario por S. M. o Impe-
rador, com o titulo de consellio, o Sr. commendadnr
Jos Maria do Ainaral, inviado extraordinario e
minslro plcnipolcnciariu do Brasil junto repbli-
ca do Uruguay.
0 1." lente da armada, o Sr. J0A0 Francisco
Xavier de Sonza Cabral,foi condecorado rom o habi-
to de Aviz.
I-oram nomeados 3" e 4 vire-presidenlcs da pro-
vincia do Piaitdv,os Srs. Balduino Jos Coelbo c Er-
nesto Jos Bapltsla.
Conslava que o Sr. Dr. Francisco de Quciroz Cou-
linlio Maltuso Cmara linha sido nomeado desem-
bargador da relarAo da corle, sendo substituido no
lugar de auditor de guerra pelo Sr. Dr. Jos Anto-
nio de Magalhaes Caslro.
O Sr. Dr. F. Octaviano de Almeda Rosa foi no-
meado para exercer inlerinamente a directora ge-
ral da instruecAo publica da corle, durante o Impe-
dimento do Sr. consclheiro de eslado Rodrisucs
1 orres.
No dia 12 do corrente, anniversaro do descubr-
metilo da America, reunin-se pela prmeira vez na
corle, na academia das Bellas-Arles. 11 mi sociedade
all creada com o ttulo de Columbiana, lendo por
um erigir um monumenln i memoria de ChristovAo
Colomho. mediante e subscriprAo de 1tKM) por cada
pessoa, c Irabalhar a bem da patria, chamando ao
seu gremio ludas as nlelligencias. sem dislnceao de
prolissoes. O Sr. lonselheiro Candido Baptisrta de
Ohveira foi quem Tez nessa occasiao a leitura do
programma da orgauisacAo da nova sociedade ; e On-
da aquella, passou-se a eleic.io d.i mesa interina, que
deu n seguinle resultado : presidente, o Sr. conse-
Ihcro Araujo Vianna ; viee presidente o Sr conse-
llieiro Candido Baplisla ; secretario n Sr. Ferrcira
Lasos ; o yce secretario o Sr. Capanema.
Na llalli* aununciaran os jornaes lcr-s concluido
o assiguado em Londres, 110 dia 23 do pasado, o
contrato da estrada de ferro do Joazeiro, devando os
engcnheiros partir para aquella provincia 110 dia 9
do corrente, segundo aflirmam cartas particulares, e
com elle- o Sr. J. Morgan Jnior, que grande parle
leve nesse negocio.
PERMMBICO.
HEPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 23 de oulubro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exr. que, das
partes hontcm e hoje recebidas nesla reparlicao, cous-
la terem sido presos : a ordem do subdelegado da
freguezia do Recife, Joao Francisco, sem declaracAo
do motivo e o prelo Salvador, escruvo de J0A0 Pinlo
de Lemoa, por insultos ; a ordem do subdelegado da
freguezia do S. Antouio, o prelo Manoel Caelano,
por furto, o prelo escravo Antonio, para averigua-
ces policiaes, a prela escrava Cuslodia, para ser cas-
tigada ; i ordem do subdelegado da freguezia de S.
Jos. Jesiiinu Ferreira de Souza, em declaraco do
motivo, MaIbias Rodrigues dos Sanios, para correc-
eJo ; e i do subdelegado da freguezia da Boa-Vsla,
Cypriauo Francisco da Silva, por ser desertor, as
S retas Joaquina Solera de Olivcira c a escrava Mara
oaquna, ambas para correrrao.
Dos guarden V. Exc. Secretaria da -polica de
Pernambiico 23 de oulubro de 1854.Illm. c Exm.
Sr. conselhciro Jos Bcnlo da Cunha e Figuercdo,
presidente da provincia de Pernamhuco. lidele
de polica, Im: Cartoi de Poica Teireira.
Illm. Sr.Incluso transmlloa V. S. a relaeAo dos
individuos donns das tabernas e casas izuacs, que
foram multados pelo subdelegado da frezuezia de
Sanlo-Aiiloiiio, por inl'racc.in dj posturas inuuici-
paes.cuja inspccc;ao leve lugar nos das 13 e 16 du
corrente.
Dos guarde a V. S. Delegaca do 1" dsrclo do
Kecirc, aoa )) de oulubro de 1*54.Illm. Sr. Dr.
ehere de polica desla provincia.f rancheo Bernar-
do de Carcalho, delegado sopplenle cm exerciciu.
felan',0 das pessoa* multadas na ubdeteqacia da
freguezia de Santo-Antonio, ;o dios 13 el6de
oulubro de 1854.
Ra Diraita.
1. Manoel Martin- Lopes multado na quanlia de
1290U rs., por Ihe serem encontrado dous pe-
sos falsifidadoj.
2. Francisco Rabello Munz multado em 69 rs.,
por Ihe ser encontrado um peso falsificado.
3. Jo3o Paulo da Silva multado em 65 rs., por Ihe
Ihe ser encontrado um peso falsificado.
4. JnSo Baptista Barros Machado multado em 69 rs.,
por Ihe ser encontrado um peso falsificado.
5. Antonio Francisco Pinto multado na quanlia de
2llo rs., por Ihe sererr, encontrados dous pesos
falsificados c hacalhuo corra po.
Somos informados de que o digno Sr. Dr. chefe de
polica, depols de ler feilo interrogatorios,averiuua-
eoete mais diligencias possiveis,noque tem desenvol-
vidosuacostamadaaeIivldade.descripjio:e zelo,Iraba-
lhando incessanlcmente nestas ditas semanas ultimas,
com o fim de descobrir quem sejam os introductores
c passadores de notasdas njvas do dez mil rs.,estam-
pa encarnada,e papel azul claro, que ultmenle
appareceram na circu4c,-3o, c que lem sido reco-
nhecMai falsas, fez remessa do ludas as peras rela-
liva ao objeclo ao Sr. Dr. juiz municipal da pr-
meira vara, visto que a este juizo c ao de dimito,
na forma da le de 2 de jullio de 1850, compele pro-
cessar e julgar o crme de moeda falsa. Se us diz que
exislem fundadas suspeilas contra alguns individuos,
sobre quem expediram-se ordens de prisAo, dos
quaes esl em custodia Rodrigo Piulo Moreira,
lendo-se occullado ou evadido os oulros suspelos,
sendo que laes prsOes sao conforme lei, pur ser o
crime nafiansavel na forma da lei de 3 de oulubro
de 1833. Fazemos volos para que o Sr. Dr. Titeo-
doro e Manoel Clemenlino, empregando seus bem
entendidos esforr;os e reconhecida mparealidadc,
como magistrados, fagan recahir a pena da lei con-
tra os verdadeiros eulpados e autores do' um mal,
que em geral aflccla a sociedade, deixando em paz os
innocentes. Justas.
Vimos na mnnha do dia domingo ultimo, o ba-
lalhAo da guarda nacional, sob o enmmando do Sr.
lente coronel Barata, desfilar no aterro da Una-
vista, anle u Exm. Sr. marccltal Sera, que se acha-
va na varanda da casa de sua residencia, e observa-
mos que os nelolOes ( 8 ) de 35 filas cada nm pou-
co mais ou menos, marcharan) perfelamcntc ali-
ndados, guardaudo restricta distancia entre si; o
pclolo de batideiras oceupou a posien, que Ihe
imporlava, mediante a esperialidade d marcha em
columnas .-iberias na preseura do superior: os
ofliciaes commandanlcs parciaes, enllocados no flan-
co pilo respectivo, mareltaram bem robcrlos, c os
guardas cora as armas regularmente pm lili idas. O
batalliMi alrahio a allenc.io do mesmo Sr. general
que pareceu apreciar o grao de iiistrucrao, i que
lem tocado. Por sobre o que lira alterado os guar-
das eslavam uniformemente fardados, bem arma-
dos, e com limpeza.
Sem embargo o lente coronel commaudanle do
ha tal bao comen eu um erro mandando miniar o passa
para a cadencia ordinaria, logo que aquello general
foi visto por S. S. Observem os cummandantes
0 que dispoe esle me-mo respeilo a provizAo de
6 de marro de 181:18 36 : repelimos observem lile-
ralmeule simellianle dispn-ie.ui, alislendo-se outro
sim deabater as espailas, islo he, de fazer continen-
cias de espada, quaudu as tropas, marchara a pao
dobrado. Oshomeus que enraman.Iam mediata-
mente forra publica 11A0 podem prodigalisar com
ella aratamenlos e dcmonslraroes de honras e con-
tinencias devidas, quem a lei nem so nao eoiinwe-
heude. como explcitamente desgnai^raos oulros
cor|to.E^-aos generaess^-as auloridadessuperiores.
Desprezem os raesrans commandaules quantos arro-
1 a 11 lo de superiores, se insinuao cora direilo a esta
especial continencia.
A mesma provizao cslabelcr.e a que as tropas em
parada, as guardas c as senliucllas devem fazer aos
ollleiacs em geral, conforme as suas patentes, bem
como aos individuos condecorados rom certas ordens
houorificas a Polybio.
Ido Pereira Re. Carlos Honorio, Nono Locio, com-
mendador l.uiz Gomes Fetr.eira, o proprelario desls
folda e alguns de seus redactares.
Fallaran) ainda por incomiDodados os Srs. visconde
de Olinda, conselltero Thoraaz Xavier c baro de
Pirassununga.
Fizeram-se cnlre oulros oslseguinles brindes : do
Sr. visconde de Paran, aos verdadeiros amigos do
Sr. r mezo Campos ; desle seiimr, aos amigos polti-
cos o particulares do Sr. viscotde de Paran ; do Sr.
Dr. .Nuil, quelles que leem empreaado lodos os
esforcos para unir e congrassir os Rrasternsaos
membros do gahinele actual; ib Sr. conego Campos,
a Sua Mageslado Imperial. Ede ultimo brinde foi
feilo ao som do hv rano nacional locado por urna ba-
il a de msica que se fizera ouvir durante o janttir.
Nesla occasiao foram ol erer id es ao Sr. conego Cam-
pos, pelo Sr. Zaluar, os seguinle) versos :
Qaando ao genio de Colimbo
Cm mundo novo surga.
Por cnlre as nares da Ierra
Confuso rumor se ouvia:
Ouro clamaram as turlns,
O pudor, a honra, as leis
Foram comprados, vendos,
Com elle pnvos e res !
Sim I o ouro Foi dos honens
Esla a ambicao. a verligen,
i.iiiaiidn insanos rctalharait
( seio da trra virgem 1
Nem o sauguc derramado
Depois a culpa remio,
Porm hoje a liberdaile
De novo aos homeus sorro !
Aqui neslc solo, altiva
A filha do co poiisou ;
Acliou guarida na Ierra,
Osen exilio acahou !
Da Polonia desterrada,
E ila Grecia esrrava e vil,
A Providencia aponloii-lbe
Para as plagas do Brasil !
Nem a espada de Alexandre,
Nem o 1 iu 11 hu de CalAo,
Servirlo de norma aos itovos,
De Evangelho ao coraran !
Nao se vinga a liberdade,
Algoz dos humen- nao ;
Mas como o genio, expiada
Pelos 111,11 tv res da f !
A celeste peregrina,
Do sul ao vivo cruzeiro.
Cingio d'cslrcllas a fronte
Ao Monarcha Brasleiro.
Comeca agora o rcinadu,
I 111 coro d'anjos dizin,
Do tlenlo e da virludc,
No solio da monarchia.
E vos, SABIOS, conservasles
Da independencia u thesuurn ;
De PEDRO SEGUNDO a gloria
Gravasles cm ledras d'ouro :
Agora podis alenlos
A's geraees repetir :
e Pertence historia o passatlo,
Mas ao Brasil o porvir
(Correio Mercantil do Rio.)
WIOIll---------
Illm. Sr.A' cmara municipal desta cidade.sci-
cnledc que V. S. pedio sua demisslo, e o governo
a conceden, e que por isto se acha a retirarle des-
la comarca, nAo pode deixar de Inhut.r-llie os seus
mais sinceros parabens pela maneira rom que V. S.
exerceo disnamenle o lugar de delegado e comman-
danle da forcii volante.
V. 8. no desempenho da alia miasAo que o gover-
no Ihe contiou como delegado, soube distribuir justi-
ci as partes, e como commaodante da turca vulanle,
he digno dos maiores elogios, pelo que, esla cmara
como orgAo do povo, dirige i V. S. os seus mais
acrizolados agradecimentos, aliaucando-llie verda-
dera amizade e eterna gratulan que Ihe con-
sagra.
Dos guarde a V. S. por mulos auno-.Paco da
cmara municipal do Rio Formoso, 7 de oolobro de
1854.Illm. Sr. capitu Manoel;da Cunha Wander-
ley Litis, mui digno delegado c cmmandante da for-
Ca volante do termo do Rio Forraoso. Joaquim
Francisco Diniz, presidente em exercicio. Jott
Antonio de Leao.Manoel de Mendonra e Sitia.
Jos Pereira Un*. Joaquim Cordeiro Bibeiro
Campo*.
Illm. Sr.Accuso a rccepcAo do offico que V. S.
me emlerecou em data de tj'do corrente, e tirando
inleirado de ler sido concedida pelo Exm. Sr. presi-
dente da provincia a demisslo que V. S. havia pedi-
do dos cargos do delegado de polica desle lermo, e
do commando da Torca volante da comarca, eu fal-
tara ao meii dcver.se nao agradecesse a V. S. as al-
teuees e cunsiderarao que sempre lite merec, as-
sim como a leal cooperarlo que nesla comarca pres-
lou ao ministerio publico, para a punirlo do crime e
persrguicAo dos delincuentes.
Dignc-se, pois, de aceitaros meus agradecimentos,
que sAo sinceros.
Agradccendo finalmente os generosos offerecimen-
los de V. S., en igualtnenle me offereco, tanto nes-
la oraarra, como em oulra qualquer parte onde es-
teja, para ludo que fr do serviro de V. S., i quem
Dos guarde felizmente.
Cidade do Rio Formoso 9 de oulubro de 18.54.
Illm. Sr. capilao Manoel da Cunha Wanderley l.ins.
O promotor publico,
Francisco Uoncalccs da Bocha.
Illm. Sr.Cumpre-me responder ao ofllcio de V.
S., em que me communica arhar-se exonerado dos
cargos de delegadu de polica, e commandanle vo-
lante da comarca que dignamente exercia, sou a di-
zcr-llte <|ue, com pesar recebi semelhanle nova, por
ver a falla que ao servico publico orcasiona seme-
lhanle demisslo, falta a meu ver, uas acluaes cir-
cunstancias difUc! de ser preei.chida.
Na occasilo pois, em que V. 6. tem de relrar-se
desla comarca, receba os meus sinceros agradecimen-
tos pela leal coadjovaelo que me presin no exerci-
cio dos cargos que oceupei nesla comarca, e fique V.
S. convencido da sinceridade de minha expresses.
Pouco lempo lalvez tenha de demorar-me como em-
pregado nesla comarca, mas em qualquer parle e
em qualquer posico em que me aehar cillocado, V.
S. poiler.-i dispr de mim como Ihe aprouver.nn firme
eonviccao de que cumprirei snas ordens, nlo s no
que fr tendente ao serv ico publico, romo ao parti-
cular de V. S., n quem Dos guarde.
Cidade do Rio Formoso 10 de oulubro de 1854___
Illm. Sr. capilao Manoel da Cunha Wanderley Lins.
O juiz municipal dos lermo de Serinhaem e Ro
Formoso,
('aspar tle Menezes l'asconcellos de Drummond.
Acabo de rereber o oflico de V. S. de data de hon-
lem, pelu qual se serve communicar-me, que haven-
do pedido ao Exm. Sr. conselheiro presidente desla
provincia, ser exonerado dos cargos de delegado de
pulira desle lermo, e rniiwnarala 11 te da forea volan-
te da comarca, oblivera favoravel deferimenlo |
pur lana de 27 de selembro prximo passado.
A CSla 1 nmmiinie.ien acresrenla V. S. a urbani-
dad de |iedir desculpa, se por ventura por algum
aclu no exercicio de ditas enmmissoes, ineorreu em
meu desairelo. Inleirado do contedo, relevo a d-
zer. que, removido eu para esla comarca, entrando
nella em exercicio da vara de dralo em 8 de julho
do crrenle anno, acbei a V. S. serviitdo ditos car
gos ; epor minha propria experiencia observei, qui
manleve V. S. com este juizo boa nlellgenca,.
melhor harmona, a que prendeu minha alinelo e
estima t sun pessoa, por onde longe de ler que per-
doar, s me cumpre luuvar c agradecer. Retribuo
seus valiosos offerccimcnlos, pondo a sua dspnsic-lo
os meus melltores desejrs de mpregar em seu ser-
vido o meu diminuto presumo.
Dos guarden V. S.. Cidade do Rio Formoso 7 de
oulubro de 1854.Illm, Sr. capillo Manoel da Cu-
nda Wanderlcx Lins. Joo Baptiita Conrakes
Campos,ande direilo da cumarca du RiuFur-
RECEDEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....26:619(8.18
dem do da 23........1:9025178
CORRESPONDENCIA.
Srs. RedactoresBem que cu nao seja da opi-
niAo das quarenlcnas, por estar persuadido que de
nada servem, lauto que a experiencia lem mostrado
que ellas nlo lem privado o cholera .le viajar de
uns para oulros paizes; inuilo menos o admiti du
modoem que ella se pralc ntrenos. Ilapotico en-
troo no nosso porto procedente de Inglaterra um
navio cum 106 dias, e quem dira que depois de
urna lao tonga viazcm sem que tivesse um s doenle
a bordo, se Ihe tnarcas-ein 10 dias de quarenlcua !
Alem disto a oulros se lem marcado urna quarenlc-
ua desuecessariu, por quanto dada que urna einuar-
cajao venha de paiz infectado, he fura de iluvida
que com 30 ou W das de vagem sera caso algum
epidmico a bordo, lem suilireulemeiile provado
Miar purficadu: mas cnucedeiidn que baja alguma
prevencao, slo mu sullcenles 48 horas de obser-
vado para se mohecer de sen eslado sanitario, e be
vexaloria a quarcnlena de 8e 10 dias. uepois de
um vaso ler alravassado u Atlntico assim o pensa.
(' Justiceiro.
COMMERCIO.
PRACA DO RF.C1FE 23 DE OITLBROAS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOes olllciaes.
Descont de Ictlras de 1 mez8 e9 ", ao anuo.
Dito de d'las de 3 c 5 mezes9", ao auno.
Al.FANDEGA.
Rendimenlo do dial a 21.....166:398*668
dem do dia 23........5:63354l
172:0325^09
28:522-5016
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do la 1 a21.....13:0419696
dem do dia '23........274fl250
13:3151916
PALTA
do* preros corrente* do assucar, algodiio, e mail
genero* do paiz, que te detpacham na meta do
confutado de Pemambuco, na temana ie 23 a
28 de oulubro de 1854.
Assucar cmcaixasbranco l. qualidade %
2." 11 n
n mase...........
bar. e sac. hranro.......
I ma-cavado.....
refinado........... .
Alzoidlo em pluma de 1.a qualidade
2.a 11 11
3." i)
em caroco.........
Espirito de agurdenle......caada
Agurdenle cachaca........
de caima.......
rclilada....... .,
Genebra

Licor .
.
11
n
. Cx
urna
um
''V
cento
PDHJCACOES a pedido.
O Sr. conego Pinlo de CssMpaa, deputado por
I ni na ni bur, que s0 relira hoje para essa provincia,
dau anle-lionlcm 110 Andaraliv um esplendido jantar
de despedida aos seus amigos, ao qual se acharan)
presentes pertodccincocula pessoas: entre essas con-
tavam-se lodos os membros do gabinete, excepto o
Sr. lampo de Abren, que se escusou por iucomnio-
do ; os Srs. senadores Kuzebin, visconde de bran-
les, lloilanda Cavalcanli, Paulino e Manoel Felizar-
du ; depolados Ferraz, Candido Meudes e Baudeira
de Mello ; coronis l'auariudo e Bruce ; Drs, Jacin-
Detcarrega hoje 21 de oulubro.
Barca inglezaBonilamcrcadorias.
Palacial dullaudezAfricanoidem.
Importacao'.
Iliale Incencicel, vindo da Aracalv, consignailo a
Jos Manuel Marlins, manifcsloii o seguinle :
63 couros salgados, 373 meios de sola ; a Caramba
e\ Filha.
77S mi-ios de sola ; a ordem.
115 meios de sola ; a Antonio Joaquim de Souza
Ribciro.
9 barricas sebo, 6 fardos sapalos. 1 sacco cera de
ahelh.i, 20 mullios pellesde cabra ; aSalvro Seraphim
da Silva.
20 inolhos esleir, 130 alqucires de sal ; a Joa-
quim Francisco de Alem.
2 caixes diversos odjectos, i saccas gomma ; a Joa-
quim Jos Dias Pereira.
Iliale Dacidoso, viudo do Araraly, consignado a
Joe Manuel Marlins, manifcslou o seguinle :
139 couros salgados, (00 meios de sola, 33 mullios
coiiriulios ; a Antonio Joaquim de Souza Ribciro.
18 inoldos esleirs, .562 couros salgados, IJKJO li-
jlos, 2 liicas de carnauba, 2 caixas velas de carnau-
ba, 1 sacca comma, 553 meios de sola, 108 molhos
coiirinhos. I bomba de carnauba ; ordem.
ile Srnjipanf, viudo do Ats, consignado a Jos
Teixeira Bastos, manifesloii o seguinle :
255 alqurires de sal, 110 molhos de pal ha ; a
ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia la 21.....4:S35f976
dem do dia 23........ 325J561
;l-
botija
caada
. garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueirc
cm casca...........
Azeile de mamona........caada
i> mendobim c de coco
de peixe .......
Cacau .............
Aves araras .......
papagaius.......
Bolachas ............
Biscoilos...........
Caf Iwm...........
reslolbo..........
com casta.........
muido...........
Carne secca......... .
Cocos com csea........
Charutos bous.........
n ordinarios......
regala e primor .
Cera do carnauba.......
em v elas.........
Cobre uovo mAo d'obra .'.
Couros de boi salgados.....
expixados.......
i> verdes.........
de onca ........
n cabra corlidos .
Doce de calda.........
11 11 goiaba........
secco ..........
jalea ..... ......
Estopa nacional........
eslrangeira, mAo d'obra
Espadadores grandes......
pequeos.....
Familia de mandioca.....
milho.......
aramia......
Feijao.............
Fumo hora..........
ordiuario ........
em fulha Ixim......
i) ordinario. .
reslolbo ....
Ipecacuauha .........
Gomma............
Gengihre............
Leuda de achas grandes ....
pequeuas.....
loros....... a
Pranchas de amarello de 2 coslades urna
louro......... n
Costado de amarello de35a 40p. de
c. e 2 ,'i a 3 de 1..... 1
de dito usuaes.......
Cosladinbo de dito........
Soalho de dito...........
Ferro de dito...........
Costado de louro.........
Cosladinho de dilo........
Soalho de dito........... :,
Forro de dilo............,
cedro..........
Toros de latajub..........quintal
Varas de parreira.........duzia
aguilhadas........
qoiris.......... i)
Em obras rodas de sicupira para c. par
i) n eixos 11 11 11 o
Mdaco...............caada
Milho...............alqueirc
Pedra de amolar.........una
filtrar
9
alqneirc
s

alqueire
aj
alq.
t
cenlo
rebolos.......,
Ponas de boi..........
Piassavn.............
Sola ou vaqueta........
Sebo em rama.........
Pelles de carneiro.......
Salsa purrilha..........
Tapioca.............
1,'nhas de boi.........
Sabio .............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa ........
Cabera- de cachirabe de barro.
o
cenlo
mol lio
meio
1
urna

cenia
a
milheiro
29700
23300
19900
29200
19600
39200
59700
.59300
19900
1315
9640
3440
3-520
9470
3480
9220
9480
3220
.49400
I96OO
3640
19440
1,3280
.59OOO
10000
33000
.59120
7.968O
43800
39200
491 W
b-HKI
4.9OOO
39IIOO
13200
9600
23200
79500
99500
9160
9160
9190
9090
I.59OOO
9180
9200
9160
3400
9320
13280
I9OOO
29000
13000
23.560
29000
59500
39200
79000
33OOO
89OOO
I9OOO
39OOO
329OM
39OOO
13500
23560
I9OOO
K19OOO
123000
73OOO
209000
IO9OOO
89OOO
63OOO
39.500
69OOO
.19200
39200
292O
X9OOO
1-3280
19280
I96OO
3960
409000
163000
9160
19280
9640
63000
3800
49000
9320
29100
65000
3180
179000
23500
9210
9090
9160
309000
.59000
de amarello, avahada em 159000 rs., apprehendida
pelo guarda Francisco Jorge de Souza, por extravio
dos direitos provinciaes.
Mesa do consulado provincial 23 de oulubro de
1851.O administrador,
Antonio Carneiro Machado Rio*.
Acbando-se vago o olliciu de cscrivlo do cri-
me, civel e olas do lajrmo de Ingazeira, manda S.
Exc. u Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhecimento das parles inleres>adas, c
aliui de que os prelcndentes do ditonfficio, se habi-
liten) na forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, c apre-entem os seus requerimenlos ao pri-
meiro supplente do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 dias, que eomecou a correr do dia 11
do correrle em dianle, para seguirem-se os tra-
mites marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretariado governo de Pernam buco 29 de selem-
bro de 18-51.Joaquim Pires Machado Portella, ofli-
cial-maior servindu de secretario.
Arhando-se vago ooflicinde escrivlo do jury
do lermo de Ingazeira, maudaS. Exc. o Sr. pres-
deme da provincia assim o fazer publico para co-
nhecimento das partes interesadas, e aiim de que os
pretendemos ao dilo ofllcio se hahililem na forma
do decrelo n. 817 de 30 de agosto de 1851, e apre-
senlcm os seus requerimenlos ao juiz de direilo da
comarca de Pajed de Flores no prozo de 60 dias, que
cumecou a correr do dia II do crranle era dianle,
para seguirem-se os tramites marcados uos arls.
12 e 13 do citado decrelo.
Secretaria do governo de Pemambuco 29 de se-
lembro de 1854.Joaquim Pires Machado Portella,
offlcial-maior servindo de secretario.
O Dr. Custodio Manoel da Silva I',uimarAes, juiz de
direilo do civel e commerrio desla cidade do Reci-
fe por S. M. I. e C. etc.
Pelo prsenle cdilal chamo aos credores dos falli-
dos Silva & C. commercianles desla prai;a, para que
no da 24 du crrenle comparecam em rata de mi-
nda residencia, na ra da Concurdia casa 11.... pelas
II horas da manhfla, afim dse verificaremos crdi-
tos c se deliberar sobre a concrdala, quando os fal-
lidos opponha, ou se formar o conlralo de iinio e se
proceder a Hornearan de administradores dos bens
da rasa fallida; e advirio aos mesmos credores que
uenlium sera admitidlo por procurador, se este nAo
liver poderes especiacs para o acto, e que a procura-
cao nio pode ser dada a pessoa que seja devedor ao
fallido, e uein um menino procurador representar por
dous diversos credores, sb pena de revelia. E para
que rheguc a nolicia a lodos, mandei passar eriitaes
que serao allixados noslugares do coslume e publica-
do pela imprensa. Dado e passado nesla cidade do
Recife aos21 de onlubro de 1854. Eu Manoel Jos
da Molla, escrivao o subscrevi.
Cutlodio Manoel da Sllca Guimaret.
MOVIMENTO DO PORTO
\acio tahido no
dia 22.
Rio Grande do SulBrigue brasleiro Bom Jess,
capito Jos Ferreira Pinto, carga sal, vinlio e
mais gneros. Passageiro, Joo da Sil v ,1 Velloso.
Varios entrado* no dia 23.
Rio de JaneirdeBahia7 dias,1,, vapor inglez Tha-
mes, commandanle W. Slrull. Passagciroj para
esta provinna, padre Joaquim Pinlo de Campos e
I criado, Dr. Joaquim Antonio Carneiro da Cu
nha Miranda e 1 criado.
AssIj dias, patacho brasleiro fsperanra, de 103
toneladas, meslre Jos Campos Marques, equipa-
ren) 9, carga sal; a Machado & Pinheiro. Vcio
largar n pralico e segu para o Rio de Janeiro.
dem14 das, dale brasleiro Serjipuno, de 54
toneladas, mestre Henriquc Jos Vieira, equipa-
sen! 5. rarga sal e palha ; a Jos Teixeira Bastos.
1 assageiros, Joaquim Francisco, Caetanu Jos
Duartc.
Nacios sahidos no mesmo dia.
Soutdamplon c portos intermediosvapor inglez
Ihame*, commandanle W. Slrutl. Passageiros
desta provincia, o capillo Pcats e sua senhora.
BahaHiate hrasileiro Amelia, meslre Joaquim
Jos da Slveira, carga varias geueros. Passagei-
ros, Jos dos Sanios Parahiba, Francisco l.uiz de
Figueiredo.
EDITAES.
Oabaixo assignado patsageiro do hiate Aoto
Destino, respondendo ao pedido do Sr. Jola Vieira
Lima, inserlo no Diario de sabbado 21 do corren-
te, declara que se chama Jlo Vieira de Lima, e
nAo J0A0 Vieira Lima, como por engao sahio no
ennonado Diario. Esl convencido que a prepo-
sTtao deprecedida a palavra Lima, ha nma mui-
to visivel diflerenca. Se porm cum issoS. me. nao
ficar salisfeilo, previne que nao mudara sen nome,
mxime por nAo morar trantacrUe* de monta para
paize* etlrangeirot. Quanto a esta praca vem ape-
uas urna ou dual vezes no anno, mal algnm pode
porlanlo occa.ionar an inleresses de S. me., a mes-
mo que aqui hahitasse, nenhuma compliearao ou
auttaa* se poderiam dar per nlo addicionar a seu
nome alcnnho algumJomo Vieira de Urna.
Aluga-se pora paseara fesla ou por anno, urna
casa terrea a beira Je rio defronte da Ponte de
echn, com duas salaV seis quarios, cosinha fra,
estribara, cocheira eom rasa para preloa : a tratar
na loja da ra da Cadeia do Recife n. 43, no no si-
llo de Manoel l.uiz Gonealves em Ponte d'L'choa.
:. : I; !. -X I .'
'ede-se ao Sr Francisco Alves"Sonlero'
Juiinr. o favor de declarar a sua morada,ou v
dirigir-se a ra da Senzalla-Velha n. 142, se- S
jx gondo andar.
MBBOH
PIVEKSAS PROVINCIAS.
Itenilinienlo do dia I a _!l.....
dem 1I0 dii 23 .....
46I95I0
28.5-312
389374
1239716
Peranle a cmara municipal desta cidade os-
lar em prac,a hoja (23 do corrente) e amanilla os
albos do assouguc publico das Cinco Ponas que
nao foram arrematados. Paro da cmara muni-
cipal do Recife 23 de oulubro de 1854.Bariio de
Capibaribe, presidente.O ofllcial maior, Manoel
Ferreira Accioli.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
era cumprimenlo do disposlo 110 arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para condec-
menlo dos credores hypolhccarios e quaesquer iule-
1 essados, que foi desapropriada a Jos Juaquiui de
I- reilas, urna casa de laipa sita na villa do Cabo, pe-
la quanlia de 809000 rs., deven.lo o r<*p.;clivu pro-
prelario ser pago da importancia da dcsapropriarau
ngo que terminar o prazo de 15 das contado- da
dala desle, cujo prazo he concedido para as recla-
macoes.
E para constar se mandn afllxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diissuccessivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pemam-
buco 16 de oulubro de 1854. Osecrelarso. Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial, em
riiitiprimento da ordem do Exm. Sr. presidente da
provincia de 20 do crrante, inunda fazer publiro,
que uodia 16 de novembro prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se
ha de arrematar a quem por menos lizer a obra dos
concerlos da ponte do Cachauga, avahados cm
5:3969:)0O rs.
A arroin.il irn ser feita na Turma da lei provin-
cial n. 343 de 1.5 de maio do corrente anuo, e sob as
clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a e-la ai reinal acra,
cnniparec.iiii na sala das sesses da mesma junta, pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas
E para constar se inandou afllxar u presente c pu-
blicar pele Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 23dc oulubro de 1&54.-Oseerelaro.;tionio
Ferreira da Annnnciaciio
Clmala* e*peciaetpara a arrematarao.
1.- As obras dos rnncerlos da ponte du Cacdanga,
serAo fetas de conformdade com o nrrameiilo. apre-
senlado aapprovacAo do Exm. presiden!e da provin-
cia na importancia de 5:3969300 rs.
2." SerAo principiadas lodas as obras no prazo de
um mez e concluidas no de cinco, contados estes pra-
zos da dala da arremalacao.
3. A importancia das obras ser paga cm dnas
prestai;ics iguaes ; a prmeira quando esliver fe-
la melade das obras ; e a segunda quando forem
concluidas lodas as obras, as quaes serlo logo rece-
bidas definitivamente.
1.a O ai remdante empregar nestas obras ao me-
nos dous tercos do pessoal depessnas livres.
> 5.a O arrematante sera obrigadn a ler um mestre
para dirigir todas as obras, o qual sera da coulianca
do ensenheiro enrarregado da sua inspecclo.
6.a Para ludo quanto nao esliver determinado as
presentes clausulas, seguir-se-ha o que dispe a res-
peilo a lei provincial 11. 286 da 15 de maio de
1851.
Conforme.II secretario.Antonio Ferreira da
Annunciucao.
Pela administrarlo da mesa do consulado pro-
vincial se faz publico, que no dia 30 do corrente se
da de arrematar em liasla publica ao meio dia, a
por la da mesma reparlicao, utnacarleira demadeirj
DECLARADO ES.
A thesouraria provincial compra para a repar-
ljAo das obras publicas um barril de alcalrAo. Os
prrlendenles cotnparec.am na mesma thesouraria com
suas proposlas em caria fechada.
Secretaria da thesouraria provincial de Pemambu-
co 21 de oulubro de 1854.
Antonio Ferreira da Annunciacilo.
Companhia Pernambutana de vapores.
O runselhu da direcrao da companhia Pernamhu-
rana convida os senhores accionistas a realisarem
mais 25 por cento sobre o numero de cees que
subscreveram, at o dia 15 do futuro mez de novem-
bro, afim de serem feitas com regularidade para In-
glaterra as remes-as de fundos com que lem de at-
lender os prazos do pagamento do primeiro vapor
em consiniccau, sendo eucarregado do recebi me uto
o Sr. F. Coulon, na ra da Cruz n. 26.
Por esla subdelegara se faz publico, que fra
apprchcndido a um prelo, de nome Antonio, que
disse ser escravo de Ju.iu Manoel Carneiro de Lacer-
d.i, umalfiuele de pcito de ouro, que se acha em po-
der da mesma subdelegada, para ser entregue a
quem pruvar que Ihe perlence. O prelo aclm-se re-
colhido a cadeia desla cidade. Subdelegacia de S.
Jos do Recife 23 de oulubro de 18.51. Manuel
Ferreira Accioli, subdelegado si'pplenle.
SOCIEDADE DXA1ATICA EHFREZARIA.
13.a RECITA DA ASSIGNATLRA.
(Juarlafeira 25 de oulubro de 185*.
Reentrada da actriz D. Maa Leopol-
dina Ribeiro Sanches.
Depois da execucAo de una escolhida ouverlura,
lera principio a representur.Ao do apparaloso drama
liislorico, dividido em 5 actos, e que pela prmeira
vez snbeascena neslo lliealro, o qual se denomina-
OS SETE INFANTE DE URA.
loda a companhia fara parte no drama, sendo exe-
culadas as principan-, pela Sr.a I). Leopoldina, os
Srs. Bezerra, Costa, Reis, Monde-, Sona. Pinto, etc.
Finalsar o espectculo cora a muito engranada far-
sa em I acto intitulada.
O ASNO SEMPRE HE ASNO.
Os Srs. assignantcs que findarnm ja a sua assig-
nalura, c quizerem continuar com ella dajam de o
maodar parlicipar al o da terca-reira 21, ao meio
da, no escriplorio da dirercao da sociedade.
Pincipiar as 8 horas.
AVISOS MABITEMOS
Para a Babia segu cm poucos dias por ler par-
te de sua carga prompla. a hem conhecida e velei-
ra sumaca Herlenria ; para o reslo da carga c pas-
sageiros, para o que tem bons commodns, trata-se
com seu consignatario Domingos Arves Matheus, na
ra da Cruz n. 54.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se estes dous dias do Ass a mui
veleira polaca Cndor, a uual depois
de pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro : para escravo e passa(;eiro3,
para o (pie tem e\cellentes commodos,
a tratar com Novaes & C., ra do Trapi-
che n. 34,
Para Lisboa seguir breve a galera porluiueza
Margarida, de que lie capilAo Joo Ignacio de" Me-
nezes, por ler maioria do seu carregameulo promp-
la : quem na mesma quizer carregarou ir de pass-
gem, para o que lem bons rommodos, pode cnleu-
der-e com os consignatarios Ainorim Irmos, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredlo capilao na prara
do Commercio.
Part o Aracaty
segu por estes dias o hiale nacional Rxatacto ; pa-
ra o reslo da carga c passageiros, trata-sc lia ra da
Madre de Dos 11. 36.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevtdade o hiate For-
tuna)), capilao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeda Gomes&C-, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O patacho nacional Esperanca, che-
gado liontetn do Assi, segu hoje: para
passageiros trata-se com Machado* Pi-
nheiro na ra doVigarion. 19, segun-
do andar.
A FKETAMENTO 01' A' CARCA
para qualquer dos portos do imperio, o lindo c bem
construido patacho nacional Clemenlino, surlo ues-
te porto : os prelendentes drijam-se a Francisco
Comes de Oliveira, agenle de leiles desla piaca.
LEILOES
Terca-fcira, 21 du corrente. as 10 t|2 horas da
mandas, o agente Vctor far IcilAo no seu .arma-
zeni, ra da Cruz 11. 25, de cxplendido snnimeutn de
obras de marcincria novas e usadas, de difiranles
qiialidadcs, relogios para parede, ditos para algbei-
ra, diversas obras de ouro, bem comolraucelins, cr-
ranles etc., um carrinho eom 4 rodas para menino,
una excellcntc mesa elstica, o oulros muitos objec-
los, que eslarAo a moslra n.i dia do leilAo.
O agente*Oliveira far leilAo era um 00 mais
loles, a vonlade dos licilantcs, por aulorisacAo do
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da prmeira varado ci-
vel o do connnercio, c a requcrinienlo do prorura-
dur fiscal da massa du fallido Antonio da Costa Fer-
reira Eslrella, de todos oj gneros, trastes c armac.lo
existentes na taberna da mesma massa, sita na ra
da Cadeia do Itecifu : terra-feir.-i.2i do crrenle, as
10 horas em ponto, na indicada taberna.
II agenle llcuja, quinta-fera 2ti do crranle, lio
seu arroazem, roa do Colico n. 15, far leiln de
muitos ohjeclos, como hem : obras de marriiieria de
diferente! qualidades, um excellcnle piano de Jaca-
randa de gusto modernissinin, dous dilos mais infe-
riores, odras de ouro e prala, rclosios para algihei-
ra, parede e mesa, urna grande quantidade de per-
fumaras minio finase modernas, una dita de rasu-
raos de tinco, palmatorias, tmteiros de porcelana,
randiciros inglezes e franeczes de varios modelos e
lanlernns de vidro e rasquinhu etc., ninendoas con-
t'eilad.i- cm frascos grandes c pequeos, fariiiha de
mandioca milito superior, mellior do que a do leilAo
passado, e oulros muitos ohjeclos de dillercuaes qua-
ldadcs, que se achariiu patentes no mesmo armazem.
O agente Vctor far leilAo por aulorisacAo du
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da prmeira vara do ci-
vel e do commercio, a requcrimciilo do procurador
fiscal da massa do fallido Manoel Bolelho Cordeiro,
de loilns os gneros, armadlo c retanle dos trastes
existentes na taberna da mesma massa, sita na ra
Direta n. 53, em nm s lole ou a vonlade dos com-
pradores, pelo maior preco offereridu, quinta feira
2(i do corrente as 11 horas da mandila na indicada
taberna.
O agenle Oliveira fam leilAo da mobilia, que
foi do finado Dr. Comes, de saudosa memoria, con-
sisliudo em sof, cadenas de Jacaranda, fiambar-
gnezaa e americanas, marquoza,baneas de columnas
e de jogo, dita para sof, commodas, guarda-livros
secrclaria, earteira de viagem, porjao de livros, me-
sa de abas para jaratar, cabide, um grande eapelbo
dourado, oulro dilo menor, loueador, relogios para
mesa, vasos para flores, louca da porcellana para al-
moco e para janUr, garrafas, copo, compuleiras, e
diversas ohrasde prala : quinta-feira 26 do corrente
as 10 horas da manhaa, na casa que foi do referido
Dr., alerro da Boa-Vsla.
AVISOS DIVERSOS.
X
Precisa-se de urna ama para fazer o serviro
diario de urna casa de pouca familia, preferindo-s
sendo escrava : a tratar na ra do Collegio n. 15,
arma/era.
Precisa-se de dous oOlciae de charutcir.s, que
irabaldeni em rharnlos linos: no alerro da Boa-
Visla 11. 77.
Precisa se de orna pessoa livre ou escrava pa-
ra eosinhar em urna casa de familia, leudo boa con-
ducta : no paleo da matriz de Santo Antonio por ci-
ma da loja decirgurirn.
I tesa pna rere 11 na n o le da dia domingo para
amanbecer na segunda, pelas8 horas da noile a es-
crava crioala de nome Josefa, representa ter 20 a
.10 anuos, com os sgnaes seguinles : levon vestido
de algodao azul, panno da Costa velbo, cor bem pre-
la, todos os denles, e (em o umbigo grande ; esta es-
crava veioremellida pela Sr.a dona ^ engenhodo
l-orno da Cal em o Olinda, para ser vendida.
, A decifrae-Jo da charada de hontcm heFi-
lomena.\
ENGOMMADEIRA.
1 recisti-se de urna ama forra on captiva, que eB-
gomme pcrreilameute, paga-se bem : no aterro da
Boa-Vista, loja n. 48.
Precisa-se de um pardinhs ou moleque de 15
a i armo, para criad de um anoco solleiro; quem
se achar nestas rircumstancias, dirija-e ao holel
t rancisco. '
Precisa-se para um engenho perlo da praca, de
um homem que enlenda de alambique, oulro" para
teilor : et prelendentes dirijam-se i ra da Cadeia
do Recife n. 38.
No dia 20 do crranle desappareees do abaixo
assignado a sua escrava, crioul. de nome Thoma-
zia, moila condecida nesla cidade, eondozindn clan-
destinamente loda a roopa do seu uso, e bem assim
a quanlia de 3173000 em sedulas que roubon ao
abaixo assignado : roga-se as autoridades polieiaes
ou qualquer pessoa que a pegar, haja de leva-la ao
mesmo, na ra da Aurora n. 28. que serao genero-
samente gratificados. Ha noticia de que a mesma
escrava se ada amulada em cerla casa ah para
Hospicio, pelo que protesta desde j o abaixo assig-
nado proceder com todo o rigor contra quem quer
que a tiver amulado.
Custodie Alce* Bodrigue* da Costa.
Francisco Carneiro Machado Rios fax publico,
que leedo assignado em hranro, no dia 20 do cr-
ranle, urna apudacla para se proceder a justilicacan
do que Ihe ucou a dever Nicolao Jos da Fonaeea.de
foros de um terreno na Piranga, desapparaeea di!
apudacla : e para que nao le.nha ella em lempo al-
gum oulra applieacAo, declara que lica sem effcilo
essa sua assignalura.
Precisa-se de urna ama de leile ; na roa do
Cabuga, botica n. II.
O alferes Viclor Gonealves Torres, leudo de
relirar-se para a corle do imperio, declara que leva
a sua escrava Germana, de liarlo crioula, bem como
rax scieule, que nada deve nesla cidade, mas se al-
guem se julgar seu credor, dirija-se a casa de sua
residencia, na ra do Tarahi.
Aluga-se urna casa para penar a resta, sita no
lugar da Boa-Viagem : ouem a pretender, dirija-se
aos Afosados, casa n. 3, confronte a igreja da Paz.
OfTerece-se urna mulher para lavar e ensom-
mar com perfeitao, a 100 rs. a peja quem preci-
sar, dirija-se i ra da Moda n. 31, lerceiro andar.
Declaracao.
O Dr. Prexedes Gomes de'Souza Pitan-a, encar-
reaado do hospital regimental, tendo lidn a observa-
cao fcila pelo Sr. Dr. Joaqoim de Aquinu Fonseca,
na slalislica morluaria inserta no Diario de 21 do
corraule, declara que nao commelleu falla alguma,
deixando de enviar-lhe trimcnsalmenle um mappa
stalislico, por isso que a ordem da presidencia desla
provincia de 13 de Janeiro do corrente anno, que
Ihe foi remellda purofflcio do commando das armas
de 16 do mesmo, I be ordena de apreseiitar ao pre-
sidente da junta de hygiene um mappa animal, o
que foi por elle exactamente cumprtdo a 18 do dilo
mez, e porlanlo 48 horas depois da recepcAo das or-
dens : sendo porm auc nenhuma duvida* leria eWe
de fornecer au Sr. Dr. Aquhw Fonseca. nAo s
mappas Irimensaes, como lodos aquclles que Ihe
aprouvesse, nma vez que S. S. se quizesse dignar
pedir-lh'es. Desculpe, porlaate, o Sr. Dr. Aqoi-
no esla declaracAo, que s lera por fim salvar qual-
quer ptiisamenlu deafavoravel que se posea fazer a
nosso respeilo, em cousequencia da observaran por
S. feita.
O abaixo assignado declara, que tem acabado
o seu armazem de assucar. na ra do Vigario, que
gvrava com a firma de Vieira & Companhia, e que
nenhuma lellra existe aceita por dita firma.
Luiz Antonio l'icira.
Desappareceu na larde de lerca-reira, 1" do
crranle, urna prela, crioula, de nome Maria, cor
fula, altura regular, secca do corpo, feiroes lea- ;
levou vestido de chita encarnada com palmas miu-
das, camisa de algodAozinho e panno da Cosa azul
com malame hranro, cooduzio um balaio e ura sac-
co brauco com algum dinheir de cobre : quem a
|>egar ou souber noticias dclla, leve-a a ra de San-
la Rita, sobrado de um andar o. 8ti, quesera recom-
pensado do seu Irabalho.
DesejarMo-se fallar aos Srs. Luiz de Franca
Gonzaga, Manoel delinques de Moraes c Jezuino
Jos dos Santos, e ignvrando-se as suas moradas, ro-
ga-se aos mesmos Srs. se dignen) declarar aonde po-
dem ser procurados, visto ser a negocio qne os in-
leressa.
O Sr. Marcolino Antonio Alvos de Carvalhu,
guarda da alfandega, morador na estrada de Joo da
Barros, lem urna caria no alerro da Boa-Vista n. 21,
primeiro andar.
Adverte-se ao dono do armazem da
rua da Praia n. -VB, que piando quizer
saber onde residem as pessoas qne men-
ctonou no seu aviso publicado no Dia-
rio us. 2i0 e il, nao tenha a audacia
de ameacar com declarar o negocio, pois
ja' todos sabem que esse aviso he para des-
cobrir gente para a guarda nacional, e
se nao tire a mascara c declare o motivo,
(pie nenhiun dos mencionados o teme.
AOS SRS. ADVOCADOS.
Estando confeccionando-be o almanak,
roga-se aos senhores advogados que nao
estiverem inscriptos nellc. e que o quize-
rem ser, (tueiram mandar seus nomos e mo-
radas na livraria 11. ti e 8 da piara da In-
dependencia.
Sahiramos ns. le 5 da Palmato-
ria, e aeham-se a venda na rita Nova n.
52 loja do Sr. Boaventura, pelo diminu-
to preco de \0 rs.: a' ella rapaziada do
bom. lotu!
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Pelo Thames, recelamos os novos
bilheles da lotera ~i da Santa Casa da
Misericordia. Avisamos aorespetavel pu-
blico, que nos vemos obrigados a augmen-
tar o preco dos bilhetcs e meios biibetex,
que de hoje em dianle serao vendidos a
I2.SII00 rs. os meios e24(000 os inteiros.
por nos nao ser nossvel continuar com o
mesmo preco, a vista do grande itiposlo
e militas despezas ; obrigamo-nos voiv'm
a pagar os premios grandes por inteiro,
sem que sejam descontados 8 por cento
ila le, cujos bilhetes e meios bilheles sao
Itrmados no verso pelo abaixo assignado:
as listas se esperara, pelo vapor brasleiro,
3ue licou a partir do Rio de Janeiro a 2"
o corrente; os premios sao pagos a'en-
trega das mesmas lisias. Antonio Jos
Rodrigues de Souza Jnior:
Aluga-sc pura p.-issar a festa urna rasa no lugar
da Torre, a qual lem duas janellas o urna porta na
frente e janellas no oit.lo lodas envidraradas, lem 2
salas, 2 quailos, dispensa, rozioha fra e om copiar,
fica perlo do banho e he na estrada : quem a pre-
tender, dirija-se ao sobrado da rua de Sania Thereza,
qne arriara com quem tratar.
r-


OIIRIO OE PERMIBUGO. TERCA FEIRA U Dt OUTUBRO OE 1854
MECHAB1SM0 PARA EB3E-
NliU.
NA FUNDICAO DE FI'.RRO IX) ENGE-
N11EIRO* DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O C1IA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlinicnlo dos seguinlcs ob-
jectos ile inechaiiismos proprios, para eugenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruceo ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
res ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.hronzes parafusos e cavilhOcs, moiulio
de mandioi', etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam todas as encoinmendas com a superion-
imli- j.i conhecida, e com a devida prstela e commo-
didade em preco.
O ahai-,0assignado prefine ao Sr. A.......que
nao continu a nisndar pedir em sen nome gigos
i'oin cbampagne a casa dos Srs. I,, I,reuni Feron c\
Companhia, como fez aabbado, Jl do correnle, du
(unitario por-se-lbe-ba a calva ruoslra, niao obs-
tante ser ja bein coiibecido |>or seus fritos durante o
leiupoque esleve decaixeiro em casa do Sr. V..
Joo Martn* de Barro*.
Os credores de Joo Bato de Souza queiram
presentar suasconlas ao iliwn assignado at o lim
do correle mez, para aerem conferidas e serem at-
tendidaa no rateioquese lia de fazrr do liquido de
sua taberna.Joo Marliiu de Barros.
Na anta das audiencias, em presenta do lllin.
Sr. Dr. jtaiz de orpbos e ausentes, se proceder a
arrematarlo do prelo Francisco, perlenceote a tes-
tamentaria de Francisco Jos Connives, no dia ler-
ra-leira, !': do correnle, as 11 lloras da inauhaa.
Aluga-se urna sala c duasalcovas de um andar,
na ra do Queimado : a tratar na mesma ra
ti. 53.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLWAY-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 AHDAR 25.
U De. P. A. Lobo Moscnzo di consultas bonieopatliicas lodos os dias aos pobre*, desde 9 boras da
uianlia ate o meio dia, e ein rusos extraordinario a qualquer bora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia, e acudir prompunentc a qual-
quer muiberque esleja mal de parlo, e cujas circuinslaiicias nao permillam pagar ao medico.
1CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do l)r. (1. H. Jabr, Iraduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatru
volumes encadernados em dous :................. -jt istmo
Esta obra, a mais importante de todas as que Iratam da liomeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a i'oulrina de llahiiemann, e por si proprios se conveucrreni da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senbores de engtnho e fazeiidciros que eslo louge dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capites de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra da ler precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes ; e inleressa a lodos os ebefes de familia ru
por circumslaucias, que netu sempre podem ser prevenidas, sao nbrigados a prestar-toe-corro-, a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do bomeopalha ou lradoc-*ao do l)r. Hering, obra igualmente til a pessoas que se
dediram ao esludo da bomeopalliia um volme grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, ate, etc.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo clirislal com o manual do Dr. Jabr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................
Dita de 36 com os mesmos livros...................\
Dila de 48 com os ditos. ,................ "
Cada carleira be acompanhada de dous frascos de tinturas iodispensaveis, a esculla. '.
Dila de 60 tubos com ditos..................
Dila de 144 com ditos........................
Estas sito acompauhadas de 6 vldros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, lerao o abalimeulo de OJOOO rs. em qualquer
das carleira* cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 89000
Ditas de 48 ditos....................'. 16S000
Tubos grandes avulsos....................... IgOOO
Vidros de meia onca de tintura...................\ SWOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasao seguro na pratira da
liomeopalhia, c o proprielario desle eslabelecirneiilo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uingiiem din ida boje da superioridade dos seus medicamenlos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de cryslal de diversos (amanbos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamento*com toda a brevidade e por precos muilo cora-
modos.
85000
49000
409000
45*000
509000
609000
tOOfOOO
Ha duas cartas para o* Srs. Jerouymo de Al-
liuquerque Mello e Antonio Kayiuundo de Mello,
na ra da Cadeia do Kecife 11. 41 : roga-se aos mea-
mos Srs. ou seus correspondentes nesta prara a bon-
dade de mandar busca-las.
COMPRAS.
Compra-sc pralabrasileira ou bcspunhola : na
ra da Cadeia do Kecile 11. 54, loja.
Compram-se dous ornamentos de basto, um
rxo e verde, oulro brinco c encarnado, 2 missaes e
2 cliz, ludo que esle a em boin estado: na casa do
sacristn da ordem Urceira de S. Francisco.
Na ra do Collegio, segundo andar n. 21, com-
pra-se para un 1 eiicammcutU, uica mulalinlia Iluda
csadia, de 12a lHainos. e que seja recolbida, nao
se olha a prero, um jscravo c urna cscrava, crioulos.
de Itonitas figuras, ib 18 a 20 anuos.
Na ra do Colegio 11. 3. primeiro andar, com-
prare o :i. vol. do Reperlorio das Ordenarnos, o 2.
vol. de Mara llcspanhola, cdirati do Porto, o 2.
vol. dos l.usiadas, edir.Au do Kio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
lilo Elysio, edicA de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. e 8. vols das Memorias do Diabo, 1. e 1. vols de
I'. Quixole de la Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e 3.
dos Desposados pr W. Scotl.
Compra-se o compendio de direito
ecclesiastico, pelo Dr. Jeronvmo Yilella :
VENDAS.
PILllAS HOLIMAY.
Este iueslimavul especilico, composlo inteirinieu-
Ic de hervas utedicinavs, nao conlcm mercurio, nem
oulra alguma substancia dclcclcrca. Benigno mais
lenra infancia, e a compleiro mais delicada, lie
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal na complejo mais robusta; he iulciramciitc
Minrenle em suas operaces c cflitos; pois busca e
reniove as doenras de qualquer especie e gro, por
mais antigs e leuazes que sejam.
Entre militares de |iessoas curadas com este reme-
dio, inulta* queja eslavam s portas da morir, per-
severando em seu uso, conseguirn! recobrar a sa-
de e forras, de|iois de liaver (cnlado intilmente,
todos os oulros remedios.
As mais alfliclas 11A0 devem enlrcgar-se i deses-
peracAo : facam um competente ensaio dos eicazes
ell'eilos dcsta assombrosa medicina, e prestes rciu-
porarao o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar esse rmedio para
qualquer das secoiutes enfermidades:
Accidentes epilpticos.
A I pon-a-,
Ampolas.
Arcias mal d';.
Aslbma.
Clicas.
CouvulsOes.
Deliilidade ou exlenua-
co.
Debilidade ou falla de
forras para qualquer
rousa.
Desintcria.
Dor de garuanla.
ile barriga.
11 nos rins.
Dureza no vcnlre.
Enfermidades no ligado.
venreas.
F.nxaqueca.
Ilervsi|iela.
Febres biliosas.
iiiicriuleulcs.
de toda especie.
Cola.
Hcmorrlioidas.
Hydropisia.
Ictericia.
Imligesloes.
Iiill.iininaries.
Irregularidades da mens-
IruacAo.
I.ombrigas de toda c-pc-
cie.
Mal-de-pcdra.
Manchas na cutis.
Obslruccito de vcnlre.
Phlhisica oucousuinprAo
pulmonar.
Kelenro d'niirin.i..
Klieumalismo.
S> mplomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
I.'leers.
Venreo (maP.
Vendein-se estas pillas no cslabelecimenlo qera
de Londres, n. 2W, Slrand. e na loja le lodos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarreuadas
de ana venda cm toda a America do Sul, llavann c
lli'spauha.
Vende-se as boeelinhas a 8IKI ris. Cada urna del-
tas conten urna iustruccAn em porluguez para ex-
plicar o modo dse usar deslas pilula .
O deposito geral lie em casada Sr. Soiini, pliar-
maceutico, na ra da Cruz n. 22, em Pernamuco.
No liolel de-Europa da ra da Aurora lem
comillas e bous pelisros a toda a hora, por preco
muito razoavel.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liuja de mandar pa-
ffiir a asignatura do Diario de Pcrnam-
uco, para a mesma cmara, que se
aclia em grandeatrazo de pagamento.
chronicas, 4 vo-
. 209000
. 65OOO
. "9000
. 69000
. 165OOII
. 69000
89(X)0
IO9OOO
10NXHI
SfOOD
79000
(OOO
49000
1050110
309000
Francisco Lucas Ferrara, com co-
clieira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
mai-"1(11111 igreja ou em casa, carros de
passeio e. ti ra* guia da cmara, e alii en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
"m: o regulamento do cemiterio.
NO COLUTORIO
DO D&. CAS ANO VA.
KLA DAS CKL7.ES N. 28,
coiiliuua-ae vender carteiras de homeopa-
tliia de 12 tobos ^grandes, medianos e pequo-
nos de 21, de 36, de 48, de 60, de !)6. de 120,
"* de 144, de 180 al 380, por prcroi razoaveis,
desde 59000 ot 2009000.
Elementos de homeopatliia. i vols. 69OOO
Tinturas a escolhcr (cutre 380 quali-
dades cada vidro 190<)O
Tubos avulsos a escolha a 50(1 e 300
i
10 PARA ALUIsAK.
Em consequencia de seu proprielario ler de reti-
lar-se para seu engeiiho, aluga seu ailioCajuciro, si-
to na Passagem da Magdalena, com bastante oxlen-
sao de terreno e bem plantado, um grande viveiroe
muilo bom bando ; assim como mais 3 casas dentro
lo mesuro sitio, todas com commndos para grande
familia ; ludo se aluga por auno ou por festa : tra-
la-se no mesmo sitio, ou na ra do Crespo, loja de
Hernardiiio Maia da Silva.
Um novo medicamento para febre
amarella.
-.! Constaudo-me que reina presentemente na
villa do Granja do dar a febre amarella, o-
q renco M pessoas inleressaiUs pela sorle dos
q habitantes daqnelle lugar um mcdicameiilo
2 1"e le* 'lado mili bons resultados nesta epi-
2 demia. resultados sempre constantes em lodos
os casos a que elle lem sido administrado :
da lo-hei gratuitamente na esperanza de rc-
reber das pessoas que arolhercm o meu offe-
recimenlo, minuciosas informares de ludo
que se 1 i.iir com o uso do medicamento.
Venda-grande 18 de oulubro de 1854.
Mu noel de Su/ uc 11 a C'acalcanli.
Procura-se saber quem sao os procuradores, no
correspondentes nesta prara dos Srs. J0A0 l.eile F'er-
rcira, Judo Rodrigues dos Sanios Franca l.eile, am-
bos moradores em Pianc, da provincia do Cear ;
Jos Cesar Muni/ Falcan, J0S0 Cavalcanti de Albu-
querque Mello, do engenho .\raguar>, e seu mano
Antonio Brasilino de Hotlanda Cavalcanti, Filippe
Jos de Miranda, de Bom-Jardim ; Pedro de Mello
e fulva, do cngeitlio Meirim, em Pcdras de Fogo ; e
de qualquer dos herdeiros de J0A0 Anlonio de Hon-
ra, do engenho Tcrra-Novii, em Nazarcth, para se
I es coininuuic.il negocios que devem interessar sa-
ber ; portanlo sao rogados a declarare* suas mora-
das para scrcm procurados, ou dirigirem-sc ra
da Cadeia 11. 40.
Conlam que o capliveiro do clo c 11 continua-
roldo a carta de alfurna que aquellc dera a estelpara
gaardar. Nao admira pois que o meu prenle e be-
neficiado (o nome he qutsi mesmo, me arranjasse
dous mezes de cadeia e multa correspondente a mc-
lade des*e lempo, para .*e eximir ao pagamento
maior de I: IiKiihhi que a 10 annos me deve, e em
que ja esta coiideiiinairo pela relarAo. O credor pa-
leceule he Elias Emiliano hamos ; como nem (mos
" riuihei......, elle se fara ronhecido, usando por al-
gn dias de um laro de fita rola 110 chapeo, e a lo-
dos dir que sollrru esta pena loo injustamente, que
S. M. I. a perduou quasi sem supplira sua, por ha- I
ver pedido de joelhos na porta dV alf.indega ao seu
devedor.qiie pelo amor de Dos e do SS. Sari amento
Ihepagasseoqui'lliedevia, E*Ip art,i Toi melhor
expendido pe.1 rulba Imprenta de 22 v. 2.i dp feve-
reiro de 0353, e Beko l'ei numbucuiio de 1 de marro.
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoui, eslabelecido na ra larga i
9 do Rosario 11. 36, segnndo andar, colloca den- 9
4t tes com genuivasarliliciaes, e dentadura com- eje
0 pela, ou parle della, com a pressao do ai. m
% Ta 111 bem lem para vender agua den ti trice do H
0 Dr. Picrrc, c p para denles. Rna larga do Q
ff Rosario n. :U> segnndo andar. a
9099999999sa8
O padre Vicente Perra* de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
ttca latina, propoe-se a ensinat- nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
meoto de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectac-ao pu-
lica ainda acusta dos maioressacrtlicios,
c, emquantonaotivar sua residencia, que
devera ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
C e 8.
Novos livros de liomeopalhia uicfranccz, obras
(odasde Mnima importancia :
llalinemaiin, tratado das molestias
lumes..........
Teste, u ole-ha* dos meninos.....
Hering, liomeopalhia domestica.....
Jabr, pliai m.icope.i bnmenpalhica. .
Jabr, novo manual, 4 volumes ....
Jalir, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da liomeopalhia, 2 voluntes
Harlbmanii, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomeopathica. .
De Favolle. doulrina medica hoineopathica
Clnica de Slaoneli........
Caslina, verdade da liomeopalhia. .
Diccionario de Ny sien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripejio
de todas as partes do corpo humano .
vedem-sc todos esles livros no consultorio homcopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio 11. 25,
primeiro audar.
A casa de aferiritn mudou-sc para o paleo do
1 eren 11. I (i, anude sern despachados os senhores
que liverem de aferir os pesos e medidas dos estabe-
lecimentos com promptido, e faz ver aos senhores
que sAo acostumados a aferir em seus estabcleci-
menlos, que o antigo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do correnle, e linda-se no ullimo dede-
zembrodo correnle anuo.
Os senbores proprietarioserendeiros
de engenbos, que nao estiverem mencio-
nados no Alir.anak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racSet a livraria n. 6e 8 da prara da In-
dependencia.
Aluga-se para o serviro de bolieiro um escra-
vo mualo com umita pratica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourcnco Trigo de Loureiro.
Traspassa-sc o a'rrcndamcnto da casa u. 60 do
aterro da Boa-Vista, com armado para qualquer es-
tabelecmenlo, commodos para grande familia, c
quintal com 2 pocos e banbeiro de pedra e cal.
O Sr. Joaqun) Ferreira que leve loja na pra-
cinba do Livramenlo lem urna caria na livraria ns.
ti e 8 da praca da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Kus-
sia e americana, ecal virgem, ebegadaba
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. AdolpboManoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. (i e 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. ii
segundo andar, cose-se, laz-se labyrin-
tho borda-se de todas as qtialidades in-
clusive de ouro e prata; c iecel)e-se qual-
quer encomnienda das mesmas obr
ra dar com promptido e
modo.
Precisa-sc de um forneiro para urna padaria ;
no paleo da Santa Cruz 11. 106.
Precisa-se alngar um coznlieiroou cozinhera;
na na do Qncimatlo 11. 51, loja de CuimarAes & A-
zevedo.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS
Corre indubituvelinente na sexta-fein
27 de outubi-o.
Aos 10:0009000, 4:0009000, 1:0009000.
0 taiilelisia Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilhelcs e caute-
las 11A0 sofTreni o descont de 8 do imposto geral
nos tres primciros grandes premios. Elles estilo ci-
postos 1 venda uas lujas j conhecdas do respeilavel
publico.
Bilheles 11gOOO 10:0009001)
Meios ,V*5O .kOOOsOIXI
Quarlos 29S00 2:."*090(KI
Oilavos ISVMI J :2509000
Deciinus HaOO 1:0009000
* jgesimos 700 5009000
Aluga-se annual ou por lesta, urna
propriedade de peba e cal com commo-
d.es sullicientes para qnalquer familia, no
lugar do Poco da I'anella, contigua ao c\-
collegio de S. Boaventura : a tratar na
l'undtcao do Brum ns. 8e 10 com o
caixeiroda mesma.
No hotel de Europa da ra da Aurora manda-se
para fora almoros e juntares, mensalmenlc, por pre-
co rommodo.
S rOS GALVNICOS
PARA PRATEAR. |
Na ra do Collegio n. 1.
IJucm liver ohjerlos praleadns c que le- 2
JZ nbam perdido a cor argntea, estando por S
j| isso inderenles ou inulilisados, lem estes pos 2
* um excellenle restaurador, ronservando-o
B sempre romo novos. c sendo o proceso para 9
9 usar rcllfs o mais simple* : nada mais do que
9 esfregar rom um panno de liubo inolliad i
W cm agia fria e passado nos mesmos pos. Urna '.i
38 caixinlia, conlendo quantidade sullicienle &
para pralear W palmos quadrados, rusia a Qt
moilica qiianlia de I9OOO, acompanhada de @
Jtun iinpresso. ^(
*### MtNMWM
Aluga-se urna Iwa sala e alcova da frenle de
um pniueiio andar em boa rna, propria para loja
de alfaiale, cabelleireiro ele. etc. : a tratar na ra
do Queimado, loja a. 91.
ra pa-
preco com-
'a,
O tbesoureiro das loteras da provin-
cia, faz constar que se\ta-feiia 27 to cor-
rente, correm as rodas da primeira par-
te da primeira lotera a beneiicio das
obras da matriz de S. Jos, e o restante
dos bilbetes esta' a venda nos lugares ja'
anu 1 ni-iailos.Recife 19 de outubro de
185V.Francisco Antonio de Olivara.
Pieco dos bilbetes:
lnteiros. 10(1000
Meios. SOO
Leitura repentina por Castilbo.
Est aherla no palaceleda ra da Praia. a esrola
por esle excellenle methodo, nelle acharan os pais
de familia um prompto espediente para cortar o vi-
sto que lem lodos os mcuinosde comercm as con-
coaules linar* das palav'ras. O feriado em lugar das
quintas-feiras he nossabbadus. O professor da gra-
tuitamente pedras, livros, e ludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lices das 7 as 9 horas da
noile, para as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios.

AO I'I MICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos maisbaixosdo que em 011-
tra qualquer parte, tanto em por-
cocs, como a retalbo, ayancndo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tera vendido, epoi*
isto ollereccndo elle maiores van-
tagens do que 011 tro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que vcnbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos S Rolim.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que voila para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de liubo, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros com-
modos.
O Sr. Jos' Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria 11. 6 e 8 da
praca da Independencia que se Ibe preci-
sa fallar a negocio.
Dcsejn-se'ifallar a negocio de inleressc, na uar
da Cadeia do Recife n. 54, ao Sr. Vicente Ferreira
da Costa Miranda, morador no Cachauga, Francisco
Luiz VirSes, de Ulinda, Antonio Nunes de Mello, de
Olinda, Mannel Cavalcaut de Albuquerque c Mello,
de Ulinda ou Agua-fria.
Aluga-se um excellenle sitio com ptima e
Krande casa, muilo perlo do Recife : a tratar na ra
do Queimado, loja 11. 21.
No da 24, as 11 horas da manh.la, na saladas
audiencias, depois de rinda ao do Sr. Dr. juiz de au-
sentes, se baile arrematar a casa terrea n. 26 da ra
do Jardim. perteuceute ao tinado Felisardo Gomes.
Precisa-se de serventes, na obra da ponte pro-
visoria do Kecife.
Jos Maria Gonralves Viera Cuimaraes lem
juslo c conlralado a compra de una cas com Cinci-
nato Mavigner, sila no Poro da I'anella. ra da
Sauden. I, e sendo que alguem tenha direilo a dila
casa por escriptura de hypolheca 011 de dominio, di-
rija-te casa duanuunrianle, defronle da malriz da
Boa-Vista, quina do Hospicio, isto no prazo de 3
dias, para qoc nao se chamem a ignorancia.
A lypographia Unio necessita de um tvpogra-
pho : quemsejulgar nestas crcumslancias,'dirja-
se i mesma, i tratar com o administrador.
Quem tiver um prclo robusto, que o queira
alngar para o servico de padaria, aununcie; e no
caso de agradar lambem se compra, nao tendo acha-
que!, sendo que o dono queira vender ou Irocar por
urna prcla moja e bem possanie para qualquer ser-
viro : na ra do Colovello n. 29.
Desappareceu desde o dia 21 de oulubro um
rapaz porluguez que venda capm, por nome Ga-
briel, cor branca, cabellos ruivos, barba pouca c
ruiva. levando comsigo algum dinheiro, 1 cavallo
rodado sujo, com marca de ferro, leudo s 2 lellras
110 lado direilo e 1 no lado esquerdo, e 3 arranhes
deespinlio 110 lado direito, na verillia ; por issoro-
ga-se a todas as autoridades polciaes, que hajam de
marrar esse bello menino. Consta que esla nao be
a primeira vez.
Na ra do Crespo, loja n. 12, muilo se deseja
fallar com os Srs. abaixo mencionados : Belisardo
Adolpbo l'erera dos Sanios, Bernardo Jos Lopes,
Jos Francisco l'erera Feio, Ignacio Nevcsde Arau-
jo, Jos J.iqum de Faria Ferreira. Antonio Jos
do Moute, Pedro de Moraes Carneiro da Cuiiha, Jo-
s Camello de Vascoucellos, Loureneo Bczerra Ma-
ntillo Falcao, Antonio Percira de Mello c Jos Ma-
ria de Souza Kangel.
Precisa-se de urna ama de Icilc forra ou capti-
va, que o leilc seja bom : no Passeio, loja n. y.
Alugam-sc.para passar-sca festa.duas casas no-
vas, pintadas c caladas, no lugar da Malla da Torre,
rom commodos para familia, por prec.o commodo :
dclraz da malriz da Boa-Vista n. 13.
Francisco da Rocha Miranda, do Rio do Janei-
ro, roga aos credores da casa fallida de Nello & Ir-
tiiSo, deque elle he administrador, queiram man-
dar suas coutas documentadas para serem verificado*
seus crditos, habilitando naquella cidade pessoas
que es representem : .la mesma forma sAo rogados
os levadores aquella rasa, para mandarem satisfazer
seus dbitos an referido administrador.
Precisase deuma inulher para lodo serviro de
urna rasa ; a tratar no Poro da Panella rom oaUe-
res Manuel Fernamles de Albuquerque Mello.
D. Maria Eugenia Vaz, porlugucza, relira-sc
gra fura do imperio.
Lina pessoa qoc se ada habilitada para ensi-
llar geopraphia rhelorica, c gramalia porlugucza.
ou mesmo lalim, ullerccc-sc para o mesmo fim :
quem de seu presumo se quzer ulilisar, dirija-se
a ra do Livramenlo n. t, 1, andar.
Lava-sc e engomma-se com toda 1 pcrfeicjto e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
J. Jane dentista,
contina rczidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
Encllenles cavallos de aluguel, na nova ca-
vallarice, travessa da rna Bella ; c sobre tudoo rom-
modo preco-, que muito agradar aos freguezes.
Roga-se por favor ao Sr. Joo Vieira Lima,
passageiro do hiale Feliz Destino, \ indo de Cama-
ragbe, que queira mudar 011 alterar o seu snbre-uo-
me cm raz.lo ilc complicarao 011 duvdas com o abai-
xo ,1i-'iiado do mesmo nome de que usa oe-la cida-
de aonde reside ha III 6 tanlos anuos, uioxendo Iran-
sarres de monta, tanto no paiz romo nos paizes
i'sliaugeirns, e assim he-lhe impossivel pmler o uies-
1110 .1,-1111 compliclo fazer llludanca.
Joo I eir Urna.
RLA NOVA N. \.
Nesta nova loja vendem-se bilhetes e
meios bilbetts da lotera da matriz da S.
Jos, que core sexta-feitii 27.
Precos:
Bilbetes inteiros. lO-jOOO
Mema bilbetes. 5$000
PIANOS.
Em casa de Brunn Praeger & C, ruc
da Cruz n. 10, vendem-se dous excellen-
tes pianos chegados 110 ultimo navio da
Hamburgc.
COGNAC
de superior qualidade, em cai\as de urna
1I11/.111: veide-se em casa de Brunn Prae-
ger & C, ra de Cruz n. 10.
CHARUTOS DE HAVANA.
Cbarntoi de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na ra da
Cruz n. 10.
Na ra da Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger & C, vende-seo seguate:
Cadena* e sofa's para terraco e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dilFerentes qualidades.
Vinbo de Champagne.
Vendera-se 4 escravos, sendo duas prelas, nma
dellas com boas habilklades, 1 prelo de meia idade.
ptimo cozinlieiro, de boa conducta, e I molecole de
idade 22 annos : na ra Direita o. 3.
Vende-se 120 palmos de frenle e 800 de fun-
do, no ii'cllu.r lugar da Ponte de Ucha : na prara
da Independencia 11. 6 c X achata com quem Iralar.
Veude-se um sobrado de dous andares muilo
bous, na ra de Aguas-Verdes : quem pretender,
dirija-se a,esla lypographia.
Vende-se una morada de casa lerrea. livre e
desembarazada, em chaos proprios na na do Pa-
dre Floriano n. 52 : a Iralar na ra de Horlas 11.
Pecbincba .
Vende-se uma porro de estacas, varas c fachinas
para cerca, por prec.o muito cpmmodo: no primeiro
aobrado da ruada Senzala, defronle de Santa The-
reza em Ulinda.
Vende-se uma casa lerrea na ra to Caldci-
reiro n.... com quintal grande e um terreno para
edificar duas casas com quintaes grandes, queda pa-
ra a ra da Concordia, leudo j um telheiro no fun-
do da mesma : quem pretender, dirija-se i ma Nova
11. 42.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se rasemira prcla c de cor para palito* por
ser muilo leve a 23600 o covado, panno azul a 38
13000, tlito prelo a 33, 33500. 1JS, >3 c 53500, or-
les de casemira de goslos moderno* a 6$000, selim
prelo de Maco a 3}200 e i*)000 o covado : na ra
do Crespo 11. 6.
chande sortimento de hkl.vs p.\ra
calcas e pai.ikvs.
Vende-se brim 'rauca lo le linho de quadros
600 rs. a vara ; dito a 700c 13000; dilo mesrlado a
13100 ; corles de fustn brauco a 100 rs. ; ditos de
cores de bom goslo a K00 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa dula
23OOO e 23201); lencos de cambraia de linho Rran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do Porto para rosto a 143000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a IO3OOO ; guardanapos lambem alco-
luados a 33600 : na ra do Crespo n. 6.
O OLE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanlo, veudem-se cobertores de algudSo com pe
lo como os de 1,1a a UIOO; ditos sem pello a 1200;
ditos de tpele a 15200 : na ra do Crespo u. 6.
Ka taberna do Retiro, no caes do Ramos, ven-
de-se continuadamente lenha de toda a qualidade,
em grandes e pequeas pm cues, agurdenle de cm
na de primeira qualidade, licores, genebra, vinagre
de Lisboa muilo forte, e outros objectos tendente ao
mesmo estabelecimento ; lambem compraro-se gar-
rafas e botijas vasias, estas a 60 rs. e aquellas a 70, e
sendo em Iroca de licor, paga-se a 80 r>.
lleneros baratos.
Vendem-se os gneros da taberna da ra da Poei-
ra, defronle da ribeira 11.17, conlendo porrilode lou-
;a que se vende por menos do que em gigos : vinho
engarrafado, licores finos de lodas as qualidades,
lalas com sardinhas, cerveja branca e prela, lijlos
para liinpar facas, milho alpisla, c oulros minio- g-
neros pertencentes a taberna, que se venden- por
juulo e fa/.cnilo-sc algum batimento para acabar.
Veude-se a distilarao de espirilos e licores,
da ra do Kangel n. 54, bem afreguezada, e monta-
da com os fundos.queconvierao comprador: aira-
lar na mesma, com o proprielario Victorino Fran-
cisco dos Santos, dias uleis, das 8 da inanhaa as 5
horas da larde.
A* 18200 RS. O COVADO.
Na ra do Queimado n. 38. vendem-se muilo
ricas laas tle quadros, de novo goslo e ricas cores,
denomiuadas MEI.POMENE, dequatro palmos de
largura : da-se aiioslras dciiaudo nenhores.
VenJe-se fio de sapaleiro, bom : em rasa de g.
P. Jolinslon & Compauliia, ra da Sensata Nova
a. 42.
HtLI'miKM*; DE LA'A E SEDA
A IsOOO rs. O COVADO.
Vcnde-ae Melponiene de laa e aeda tle quadros,
fazenda nova e de gosto, pelo barato prero de 13 o
covado ; dao-se as amostras com penhore : na ra
Nova loja 11. 16 de Jos Luiz Prreira & Filho.
CORTES DE CHALV ESCOSSEZ.
a 63000 !
Na ra do Oueimado loja u. 17, veudem-se corles
de charlv ou lila da escossia, com 11 covados, pelo
barato prero de 63 cada corle, a dinheiro a vista.
ATTENCAO',
VeadO-ea muilo bom lijlo de ladrilho, alvenari
grossa, e balida, ditos quadrados e tle lapameulo,
cal, areia, por precos os mais commodos que he pos-
sivel, e com a condiran de se mandar comluzir. as-
sim como alugam-se canoras para carregar Irastes;
nadeiras e o mais, a qualquer hora : na ra da
Concordia, prlu do Pcinho, armazem de materiaes
ede caotas, junio a travessa de Jos Doiningues.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS'.
Na prara da Independencia, lojasdo Sr. Fortuna-
to, Faria Machado c Arantes ; ra do Queimado,
loja tle rerragens de Souza & Freir; e prata da Hoa-
Vista, loja de cera de Pedro Ignacio Raplisla, acham-
sc a veuda os bilhelcs e cautela da lotera cima,
aos pregos abaixn, cojos bilheles c meios bilheles silo
pagos pqr inicuo sem o descontdus 8 ", nos premios
grandes.
Bilheles inlciros 113000
Meios bilheles 53500
Ouarlos 238OO
Oilavos 13.500
Decimos 13.UH)
Vigsimos 3700
Vende*-se a taberna c deposito do
Trro 11. 2, com os fundos i vontade do
dor : a Irahir na niesnu.
Veade-M urna cscrava crioula, mora, que cn-
lende de lodo serviro de nina casa de familia : quem
a pretender dirija-st i rna le Apollo sobrado 11. I!)
3." andar por cima de urna taberna.
Vende-se um silio muilo gratule, na estrada
de Santo Amaro para Uelcm, ao sabir da ponlezi-
nba diicila, rom grande rasa de petlra c ral e so-
lao rom eapacidaile de inorarein duas familias, com
muilusarvorcdoi liando friulo, c Ierras para |ilan-
lares, c dous viveiros: quem pretender dirija-se
ao abaixo assianado, na praca do Corpo Santo, ca-
li n. 2, 3." andar././; .Intonh llnrhotade Bnlo.
taixas di: flijro.
Na fundicao' d'Atirora em Santo
tainbeiu
mfi.i'iimim: de \.\\ e seda
DL QIADROS A 1#300!!!
Dinheiro a'vista.
Com o nome gracioso de Melpomeuc, cliegou pelo
vapor viudo .ltimamente da Europa, uma fazenda
tle seda e laa de quadros que lem quasi urna vara de
largura, e que pelo seu bnllio parece er de velludo
de cores, propria para vestidos de aenhora?, pelo ba-
rato prero de 13300 o covado!!! do-se as amos-
tra com peuhores : na ru do Queimado n. 17,
loja.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ler superior potassa da Russta e
Rio deJaiieiid, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos ireguezes.
Veudem-se apparelhos azucs e roMa para cha,
utos para jan lar, copos, compoleiras, garrafas e ca-
titees para vinho, portalicorea, tudo lapidado, appa-
relhos tle poiceliaoa branca edourados, Uuteruas de
casquinha, ditas de vidro, ditas tle bronze, palma-
torias de vidro, copos, clices e garrafas lisos, fras-
quiuhos linos para espirito, e unirs mullas fazendas
por prero mais oommodo do que em oulra qualquer
Srle: ua rna Nova n. 51, ao pe da ConccirAo do.,-
litares.
JAPONAS E JAQUETAS DE BAETAO.
Vende-se por preco commodo, na loja
n. 2G da ra da Cadeia do Recite, esqui-
na do becco largo.
SACCAS COM FARINHA.
iNa loja 11. 2(j da ra da Cadeia, esqui-
na do becco largo, vendem-se saccas com
superior farinba da trra, por menos
preco do queemoutia qualquer parte.
GENEBRA EM FRASQUEIRAS.
Da mais superior qualidade que existe
no mercado, vinda da Mol lauda, e por
precos commodos: vende-se na ra do
Trapichen, ltj, segundo andar.
Vende-se niel de utur, a mellur alielha que
ha, lirado ha 5 dias dos cor I ico*, por preco commodo
e razoavel cada garrafa : ein Olinda, ra do Vara
tlouro, taberna do Sr. Coellio.
Vendem-se 10 travs de escolhida qualidade,
de 45 palmos ; no armazem da ra da Praia 11. 14.
Vende-se um lindo moleque, de idade 8 an-
uo*, muilo liem l'eilu. proprio para andar com me-
ninos ; na ra do Collegio u. 10, segundo andar.
Vende-se urnt casa terrea na ra
Com toque de avaria.
Madapoln muilo largo a 3g000 e 33500 a peca :
11a ra do Crespo, loja da esquina que volU para
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8$000, 12#000, 14000 e 18000
rs., manteleta de seda de cor a 11 000
rs chales pretosde laa muito grandes a
"SGOO rs., chales de algodao e seda a
1*280 rs.
$&$$$$$
W Deposito de vinho de cham-
O pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
S de Mareuil, ra da Cruz do Re-
1 cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
I se a 6$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulo*
das garrafas sao azues.
N.VVALHASA CONT
Na roa da Cadeia
iNTEJiT'
do ler,
O ESTE 01"RAS.
fe n. 48, primeiro an-
Imperial, com chaos proprios, livre e des-
embaracada, com grande quintal e por
irei-o commodo: trata-sc na ra da Penlia
njii de calendo 11. 29.
SALSA PARRILHA DO PARA'.
Cllegada de fresco ede muito boa qua-
lidade, vende-se em casa de Antonio de
Almeida Gomes &C-, ra do Trapiche n.
lb\ segundo andar.
Cemento romano.
Vende-se cemento romano, chegado prximamen-
te de Ilamburgo, sendo em barricas de.12 arrobas,
e as maiores que ha no mercado : na ra da Crue
n. 13.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Aos 10:0003000.
Na casa da Fama o. 48, aterro da Boa-Vista, esldo
expustos ,1 venda os bilhelcs c cautelas dcsta lotera.
Bilhetes 103000
Meios jgOOO
Ouarlos 23800
Decimos 1.: U m 1
Vigsimos 9700
i

Na ra do Crespo loja amarella
n. 4, vendem-se:
inissimas cambraias francezas de
muito gosto e de cores li.\as, com
quadros c listas cscossezas a 240
i*s. cada covado; cortes de laa
muito linas e de gosto moderno
com 15 covados cada corte, a
44OOO rs.; chales de casemiras
de uma s cor e com barras de
cores a G.s'OOO rs. ; chales de tro-
cal, ou lilele brancos bordados
de 14 quartas, a S.S'500 cada um.
CABRIOLET.
Vende-se'um cabriole! cm bom
estado, por commodo preco ; no
aterro da Boa-Vista u. 55, casa de
F. Poirier.
FARINHA DE MANDIOCA.
Veudem-se saceos com um alqueire e uma quarla
de familia de mandioca, muilo torrada e a mais li-
na que ten, vindo a este mercado : na travessa da
Madre de Deoa armazem n. 3 a e na ra do Quei-
mado 11 9, loja de Antonio Luiz de Oliveira Aze-
vedo.
Saccas de faainba.
Vcndem-se saccas com familia da Ierra, nova e
bem torrada : na ra da Cadeia do Recife, loja
n. 18.
SELLINS INULEZES.
Vendem-sc os melhores scllins que
tem > i mili a esle mercado, com seus
competentes fre os etc., tambero chi-
cles para carro, horoem e seuhora, por
precos muilo mdicos: 110 escriptorio
ou armazem tle Eduardo H. Wvatt,
ra do Trapiche Novo n. 78.
lotera da matriz de s. jse;.
Anda a roda infalivelmente no dia 27
do corrente.
Aos 10:000, 4:0003 e 1:000 res.
Na casa da Fortuna do aterro da Boa-Vista n. 72
vendem-se os mu acreditados bilhetes, meios e cau-
telas do cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira.
Os bilhelcs e cautelas nao sofrem o descoci de 8
pr cenlo do imposto geral nos tres premios grandes.
Bilheles II9OOO recebe por inleiro 10:0003000
Meios 53500 dem 5:0005000
Uarlos 29S0O idem 2:5003000
Oilavos 13500 idem 1:25O3U0O
Decimos 13:100 idem 1:0009000
Vigsimos 3700 idem 5008000
GUARDA NACIONAL.
Na loja de sirgueiro da praca da Indepen-
dencia 11. 17, vendem-se por prero commodo
lodos os objectos precisos para uniformes dos
Srs. olliciaesda guarda nacional.
paleo do
compra-
Amaro, e tamben* no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Matinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindustet, para carregar ca-
noas, 011 carros livres de despe/.a. O
mecos sao' os mais commodos.
MIL'DEZAS BARATAS.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 11), tpa-
los de couro de lustre para senhura a 19 rs. o par,
ditos de tiiarroquim a 000 rs., ditos para liomem a
800 e 900 rs., boles de agath para cami.-a a 200 ra.
a groza, linha de cores a 19. dila branca de 800 1
13200, papel de peso muilo bom a 23100 e 29500 a
resina, penlcs para atar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 13. colseles a 00 c 90 rs. a caiva, lucos, fitas,
allnclcs de lodas as qualidades, agulhaa, I uvas de
aeda para seuhoras e mcniuaa, ditos para liomem,
Ihesnuras finas c ordinarias, pulceiras de ouro Ma-
guido de lei, carteiras para baile, peneirat de a;o e
oulras milita* cousas por prero* muilo em conta.
Vende-se uma taberna na ra do Rosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo cercarle 1:2009000 rs., vende-se
porcm com menos se o comprador assim Ihe convier :
a tratar junio i alfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volta para a
Cadeia, vendem-sc corlea tle vestidos de cambraia de
seda com barra c buhados, 83000 rs. ; ditos com
llores, i 79, 93 e 103 rs. ; tllos de quadros tle liom
goslo, i M3 ; cortes de cambraia frauceza muito li-
na, fina, com barra, 9 varas por 43500 ; corles de
rassa de cor com Ires barras, de lindos padres,
:i*)200, peras de cambraia para cortinados, coin8,'i
varas, por 33000, dilas de rainagem muilo finas, a
(>3 ; cambraia de salpico* iniudinhos.braura e de ctir
muilo fina, a800 rs. nvara -aloalhatlo de linho acul-
xoado, i 900 a vara, dilo adamascado com 7 '. pal-
mos de largura, i 23200c 33500a vara ; ganga ama-
rella liza ta ludia muilo superior, a 400 rs. o cova-
do ; corles tle collctc tle fuslao alcoxoado e hons pa-
dree* linos, .1 800 rs. ; lencos tle cambraia de linho
a 360 ; ditos grandes linos, a 000 rs. ; luvas tle seda
brancas, tle ctir c prelas muito superiores, HiOO rs.
o par ; lilas lio da Escocia i 500 rs. o par.
Vende-se vellas de cera de carnauba fcilas no
Arac.il>, de (i, 8, c 9 em libra de muilo boa quali-
dade : ia ra da Cadeia do Recife u. 49, primeiro
andar,
ATTENCAO*.
Na ra do Passeio Publico n. 13, vendem-sc corles
decassa chila tle lindos padrocs, pelo baralo pi eco
de 23OOO o corle, meias casemiras tic quadros 1 100
rs. o covado, curies de collcles de fusUo do ullimo
godo a 13200 o corle.
PUBLICACAO' RELH.IOSA.
Sabio 11 luz o novo Mez de Mai ia, adnplailo pelos
reverendsimos padresrapuchinhos de N. S. da Pe-
nha tiesta cidade. auumenlado com a novena da Se-
uhora ta ConceirAo, e da noticia histrica da me-
tlalha milagrosa, rde.V S. do Bom Gmselhu : ven-
de-se nicamente na livraria 11. lie 8 da prara da
independencia, a 154X10.
Vende-se um ptimo rabriole! de dila.- rodas
e sem robera, porein com todos os seus arreios:
na ra de S. Francisco, cocheira tle Paula & Silva.
Sedas achamalotadas de cores e prela 700 r.
o covado ; na ra do Queimado, loja u. 40.
Vendem-se ricos pianos com encllenles vo-
zes por precos commodos: em casa de J.C. Rabe,
ra do Trapiche n. 5.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpadon,
dilos brancos compeli, muilo grandes, imitando oa
de lila, a 19400 : na ra do Crespo, loja de esquina
que volta para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina qae volta para
a Cadeia, vendc-e panno prelo i 294o, 29800, 3a,
39S0O, 43500. 5*500, 69000 rs. o rovatlo.dito azul, i
25. 238110,43, 63, 73, o covado ; dilo verde, 29800,
39900, 43, 53 ra. o covado ; dilo cor de pinliao a
49500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
clstica, 73500 e 89500 rs. ; dilos rom pequeo
defeilo. 03500; dilos inglezenfestado a 53000 ; ditoa
de cora 49, 59500 69rs.; nnriuu prelo a 13, I9IOO
o covado.
Arnela ato Edwla Mw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-ee constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro roado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lmannos e modelos os maia moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslanliado
para casa de purgar, por menos pre^o que os de
cobre, eseo-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres; tudo por barato preco.
RELUCIOSINULEZES DE PATENTE.
Vcndem-se por preso muilo commodo : no arma-
zem de lian ora & Castro, na ra da Cadeia do Ke-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, poi
preco commodo: na ra do Amorim n
41, armazem de Francisco Cuedes de A-
raujo.
Vende-se excellenle taimado de pind, recen-
teniente chegado da America : oa rui de Apollo,
ira piche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, ecbegada ltimamen-
te a este mercado: tratar com Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 56
e 38, ou no caes da alfandega.
Cassas irancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Schmettau &C, ra do Tra-
piche n. 5.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de scllins che-
cada recenlemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velba, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kosaia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar coala*.
er-osito da la brioa de Todo* a anta* aa Baha
Vende-se, cm casa de N. O. Bieber 4 C, na ra
da Cruz n. 4, algodao tranrado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarros tle assurar e roupa de es-
cravos, por prer,o commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe's de coqueiros, com boa casa
de vi venda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinbo do Rhcno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de uma duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 5.
Na ra da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguidles millos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porto,
Rucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em cai\i alias de uma duzia de garrafas, e i vista da
qualidade por pre*;omuilo em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Kecife n. 50 lia para vender
barr- com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenho s.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafan/. continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quacs acbam-sc a venda, por
preco commodo e com promptido' :
embarcam-se ou carregam-se em can o
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e bollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
dar, eacriplono de Aubmi c <-e Abreo, cooli-
nuain-se a vender a 8MK) o par (prero fixo) as \i
bem conhecdas e afamada navalhas de barba, fetaa
pelo hbil fabricante que fe i premiado na exposicao
tle Londres, as quaes alaUe durarem extraordina-
riamente, nao se aeulrm aHreeto aa aceto de cortar;
veiidem-se com a eoodi'-Bde, nao agradando, po-
derein oa compradores difMve-las al 15 dias depois
pa compra rettiluiodo-aetl importe. a mesma ca-
sa ha ricas teaourinhas para indias, frita pelo mes-
mo fal'icanle.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOSK.
Corre iitiubilaielmuUe na texla feira 27
de otlbro.
Aos 1O:000W0O, 4:0*000 1:0009000 rs.
Na ra da Cadeia do Reejfe, loja de cambio de Vi-
eira n. 24, vendern-e o mu i redi lados bilheles e
cautelas do cautelisla Saluajianu de Aquino Ferrei-
ra. Os bilheles e eau Idee olio sollrem descont de
8 ", do imposto geral dos Ires primeiro* premios
grandes.
Bilheles. 11000 10:000*5000
Meios. 5-*t00 5:t*00*J000
Ouarios. 2|00 5001000
Oilavos. inpo 1:2509000
Decimos. ljfloo |-000*000
vigsimo. ||qo 5009000
Vende-se, permuta-se ou arrenda-
se o sitio das Roseiras. do maior Joaquim
Elias de Moura, defronte da capella do
Rosarinho com esta de sobrado no-
va, senzalla, cocheira, estribara para
tres cavallos, quarto para feitor. etc., e\-
cellente e grande borta, grande cercado
com matta dentro, immensas bai\as pa-
ra capim. muito bons arvoredos de fruc-
tos de muitas qualidades, novo parreiral
com muitas uvas, vendem-se Umbjn
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as que existen] no engenho Santa Anna,
novilhas e garrotes, vende-se igualmen-
te toda a mobilia, louca, vidros e tudo o
mais que bou ver de-movis na mesma ca-
sa, assim como um bom cavallo de estri-
bara : quem o pretender dii ija-se aa mes-
mo sitio.-qtie avista de tudo, tratara' com
o mesmo dono.
na7uaVde HorT m",,,,jnn*> P'mo para criado :
n.. ,ri Jl 1 '" 6 manhaa,
que achara com qawm IraUr.
r. .^---NDASDAMOuA.
Clialy da India, de quadros, de Ua e aeda fawn-
da para vestidos, do melhor goslo e qualidade que
lem vmdo a esta prara: 1... obrado amarello. o.
quatro calilos da ra do Queimado, loja o.-JS, de
Jos Moreira Laes.
GANSOS.
>. ende-se um casal de gansos, por preco commo-
do ; na ra do Colovello n. 109.
Z T?-*'1" um PeV>""> lio lodo bem plantado,
e por preco commodo, silo no. Afogsdos : a fallar
quem lrur. e*ma *""*&*' ** h-ir.com
- Na loja do antigo baraleiro da roa do Crespo
r.l, V "*e,g'om"r"* ** L,fro'* n porlugiez
e em franeez, algebra em portuguez e enifrancei
geomelna de Eudides e potica de Horacio '
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 00, ha para vender 5 exce-
lentes piano* vindos ltimamente de Hi
burgo.
_^ l!"'1*"" Uln novo "eme pianno. de
SI?. Y0ZeS: "" r* Col,egio "t*"
lam-
Vende-se a taberna da praca da Boa-VitU n
I 1 tratar na mesma a qualquer hora.
r.77 '"B Um8 Cadeira de "toy ""'o "<.
tana na Baha por commodopreco : na rual eslreil
do Rosario sobrado n. 35. 77
Veudem-se uceas com arroz ou em arroba,
bem se vendem saccas com taijAo molalinlio por pre-
ro coaftmodo: na taberna 4a ra Direila n. 2.
Veudem-ao no largo do Lrvrasnenuna. 'M, as
vfrV,!";" en"d*'*-P*"'o. calcada. d'aro.'.m
, ndIL '" T *""i,8e"' de corlar a raz de
qualquer pao, e durarem o duplo daa oalras.
i.7. rULda S""a Cr?1 3* "de-se uma ba-
n.eh. ?mi ^ C?-h"' ** te !* *
meia quarla, por baraiawmo pret;o; Uunbrm seven-
de urna porclo de garrafas e botija,, me| de m ,u.
r aataa)Srr" '"Z ,iU",oa80'--l'b".
!
9 De])osito de panno de algodao da
labnca de todo os santos na f
Baha.
9 Vende-ee esto bem coohecido panno, pro- S
9 |.rio para aaeo roupa de eacraVo, ; no a.- S
g nplo'io de Nova-es & Companhia, na ra do S
9 Trapiche n. 34. 2
noviuaue: ***
Chaly de quadros para vestidos, fazenda beilraH-
ma e de goslo muilo moderno a ISOOO o covado : oa
ra do Queimado n. 46, loja de Bezerra & Moreira.
Vendem-se presuntos para fiambre, queijos
londrinos. latas com arenques, batatas inglezas em
gigoa, correnle. para podins, conservas, froclas para
pudn lingua. inglezas. ludo chegado ltimamente
pela galera inglez. Bonita: a ru, &, Traiikhen.
34, armazem. *
Vende-se na ra do Crespo, loja ama-
rella r>. 4,
palilwde alpaca prela trancada a 78O0O, dilos de
bombaz.m preloe de cores a H19OOO, ditos de-anno
fino de cores a 1.19000. "^
Vende-se 110 dia 25 do correnle. an meio dia
em poni, no armazem de M. Carnriro, na rea do
Irapiche 11.38, aesoes da companhia PerDaiaTacaoa
de vapores.
v A A 18000.
v endem-se excelleutes cobertores grandes a 1S000
cada um ; na ra do Queimado n. 38, ein frenle do
becco da Ceigregarao.
Na ra do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil e quinhenlos masso-
d-cotilas de vidro lapidadas a 160 rs. cada mas,
/ duzas de caixas de massa para rape aljfiOO a
KUA DO TRAlMCBi
Ein casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
-j Sortimento variado de ferragens.
!. Amarras de ferro de 5 quartos ate 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano ingle/, dos melhores.
9VKja*. *K*e*CXr. JK-Vc j*kj*xj*k
s
\ ende-sc uma balanra romana com lodos os
seus perlcnces. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. I.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
fis bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
0
&
Vendem-se relogios d e ouro e praia, ma
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 'JO.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
dis para piano, viobjo e flauta, como
Jcjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Ro de Janeiro.
Lindos cortes de lauziiiha para vestido de
senbora, com 15 covados cada corte, a
If-yOO.
Na ra du Crespo, loja da esquina que volta para
a Cadeia.
Vende-se um excellenle rarrfnho de 4 rodas
mu bem construido, eem bom estado ; est expottu
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Crui no
Recita n. 27, armazem.
Moinhos de -vento
"om bombasde renazo para regar borlas e baita,
decapim.nafundicaodeD. W. Bowman : na rae
do Brom ns. 6,8 e 10.
Devoto Chiisto.
Sabio a taz a 2.a edicto do livriulio denominado-
Devoto Chrislao.mais correcta e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes a
de liom goslo : vendem-se na roa do Tresno, loja da
esquina que volta para a cadeia.
ESCBAVQS FGIDOS.
50,<(000 rs. de gratilicacao,
a qoem apprchender e levar ra Imperial n. 31, a
seu aeuhor Manoel Joaquim Ferreira Esleves, a es-
crava, parda, de uome Malliildc.;, qoe desappareceu
no da 2 tle juuho prximo passado, com os signaes
segtiiutes : bastante feia de cara, nariz e umbigo
grandes, ctir bastante afogueada ; esla cscrava veio
da cidade de Sobral, porm dessoiifia-sc que estaja
mesmo nesta cidade oceulta cm casa de algum jous-
oiau.uoso' pois que desde que desappareceu nunca
mais se soube noticia.
Ausentoo-sc no dia 6 de oulubro o preto Jos,
de iicAo Coala, rom oa signaes seguiulcs : rosto la-
lli.ido, altura regular, olhes pequeo, nariz afilado,
bocea regular, olha baixo, e o-indar he miudo, falla
grosso. barba branca por ser ja de idade : quem o
apprrheniler, pode levar ,1 ra do Queimado o. 14,
a seu senhor Manoel Jos Guedes Magallies, que
sera recompensado.
Desappareceu no dia 8 de selembro o -escravo,
crioulo, de uome Antonio, que cosluma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerillo, e inlilular-se forro,
he muito ladino, tai escravo de Antonio Jos de
Sant'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Sanio Aalio, e diz ser nasrido no serijo do Apodv,
estatura e corpo regular, cabellos preloe, carapinba-
dos, rr um pouco fula, olhos escuro, nariz grande
e grosso, henos grossos, o semblante um pouco ta-
chado, bem barbado, porm nrsla occasiao tai com
ella rapada, com lodos os deules na fenle ; levou
camisa tle madapolad, calca e jaquela branca, cha-
peo de palha com aba pequea e uma trouxa de rou-
pa pequea; he de suppor que mude de Uage: ro-
gase perianto as autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e tragam nesla praja do
Kecife, na ra lama do rlosarin n. 24, que se re-
compensar, muilo bem o seo Irabalho.
PEKN. : TV. DE M. F. 1)E FARIA. 1854-
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