Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01321


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Full Text
ANNO XXX. N. 243.
**Be*ammi*lttR^m*
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 23 DE OUTUBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
* K
. \
I
~i

DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPTO".
Recife, o propietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. AntoniodeLeraosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres !J7 1/2 a 27 3/4 d. pot I
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 298000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 4*000...... 9000
Prata.Pauriies brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS colmillos.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ourieury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PRRAHAR DE lio.!K.
Primeira s 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras. Outubro
Relacao, terfas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
i:iiii:mkiiii)i s.
6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manba.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto creseente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
23 Segunda. S. Joo Capistrano f. ; S. Joo Buir
24 Terca. S. Raphael Archanjo ; S. Sptimo ni.
25 Quarta. Ss. Cbrispime Chrispiniano irs. nirri.
26 Quinta. S. Evaristo p. ; S. Rogaciano m.
>' Sexta.S- Elesbao imperador; S. Gapitulina.
2* Sabbado. Ss. Simo e Judas Thadeo app.
29 Domingo. Sl.'Trasladacao de S. Isabel rai-
nha v. f. : S. Benvinda v.
MINISTERIO DO IMPERIO.
4." Scelo.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 26 de maio de 1851.
Tendo S. M. o Imperador por decreto de 24 do cor-
rale, nomeado Vmc. director da colonia militar,
creada as margeos do ribeiMo do Uruc, no lugar
em que he atravessado pela estrada que est abrindo
a companhia do Murury, eolre o porto de Santa Cla-
ra e o de Philadelphia, na margem do rio Todos os
Sanios, na provincia de Minas Geraes, passo a dar-
Ihe as instruccoea, pelas quaes Vmc. se guiar pro-
visoriamente na fundacio da dita colonia.
Arl. 1." Devera Vmc. parlir desla corle para a
villa de S. Jos de Porto Alegre, no primeiro va-
por da companhia do Mncury, a cujo bordo rao
lambem as pracas j designadas pelo ministerio da
guerra, alim de servirom de ncleo da nova colo-
nia.
Logo que chegar aquella villa seguir Vmc com
as referidas pracas em cnnas da mesma compa-
nlua ate o porto de Santa Clara, e lalli contiouar a
sua viagem com ellas, pelo meio qae for mais con-
veniente ateo ponto em que deve ser assenlida a co-
lonia.
Arl. 2. Nao pn.len.io ter lugar a rumiaran defini-
tiva da colonia, emquanto a estrada de Santa Clara,
para lodosos Santos uno prestar as necesarias faci-
lidades para o transito de carros diiquelle ponto ale
Uruc. ser a mesma colonia provisoriamente es-
labelecida a tres leguas, pouco milis ou menos, de
distancia de Santa Clara nos terrenos que a compa-
nhia do Mucury ofierece por emprestira, e onde os
colonos desde logo pode rito aproveilar-sede urna ro-
ja de cerca de 6 alqoeires de planta de milho, e on-
de podem, simplesmente batendo a derribada, plan-
tar este anno milho, feijso, arroz e mandioca, para as-
segurar a sua subsistencia de modo que no anno de
1855 eslejam habilitados para occoparem-se com van-
tagem da definitiva fundacio da colonia.
Arl. 3. No dito lugar quo Ihe ser indicado por
algom dos administradores da companhia, encontra-
ra Vmc. j alguns ranrho', cuja capacidade e nume-
ro far immediatamente augmentar, afini de que os
colonos (enham onde se abrigar a si e a suas baga-
gens : fazendo oulro sim Vmc. construir casas pro-
visori.spara sua habitacSo, paradeposilode vveres,
da ferramenta e instrumentos, para enfermaras a
oulro numeres da colonia.
Art. 4. Desde logo tratar Vmc. de ajoslar colo-
f.P*ra augmento do ncleo que leva, e os tra-
bajadores que forem necessarios. tanto para as o-
bras declaradas no arligo antecedente, como para a
plantaran e cultora dos gneros de subsisten-
cia.
Art. 5. Assim que Vmc. receber os terrenos de que
trata oart. 2. assignar un termo, cm virtudedo
qual seo reslituidos companhia, findo o prazo de
2 anuos, ao mais tardar, os ditos terrenos no estado
em que se acharem, vislo que o governo obriga-se a
iio exigir da mesma companhia indemnisacaoalgu-
nu por quaesquer bemfeilorias que por ventora all
tenhamfeilo us colonos ; assim como ella se com-
promelle a nio exigir retribuir:.! pelo oso de taet
terrenos e ranchos.
Art. 6. Logo que o ncleo da colonia for augmen-
tado e que estiverem feilos os trabalhos preparalo-
nos indispcnsaveis fundarlo da colonia provisoria,
ira \ me. daudo providencias para seu estam-lcci-
mento definitivo. Assim cuidar., apenas.lhe for pos-
sivel de escollier, no poni designado no art. 1 e pro-
por ao governo a melhor posirao para o assento da
futura povoac.n, tendo em alteara* as circumstan-
cias de alubrdade e de ferlilidade.
A.!" ApProv",i, a posicitopor Vmc. indicada,
ser-lhe-hao expedidas novas iustrueces, e designa-
dos os empregados, que permanen (emente deva ler
a colonia, oscdeficios publico, que devem ser cons-
truidos, segundo a planta, que Ihe ser enviada de-
pois de feita a con veniente medidlo do terreno, e a
divisao desle por lotes, na conformidade das ordens
que receber.
Arl. 8. Offerecendo-se a companhia do Mucurv
para fornecer transporte gratuitamente em seos va-
pores e canoas a Vmc. e os colonos, desde esta corte
ale Santa Clara ; dever Vmc. enlender-se para este
fim, com o presidente da mesma companhia, bem co-
mo sobre o vivares, que devem ir a bordo para o
seu sustento, e o das pracas que o acompanham,
os quaes tem de ser pagos pelo thesouro nacio-
Art. 9. Dever Vmc. entender-se lambem com o
referido presidente, para delle receber os instrumen-
tos e ulensis, que os colonos tem de levar comsigo;
passando-lhe Vmc. recibo de ludo quanlo Ihe for en-
tregue, afim de se mandar satisfazer a respectiva
importancia.
Arl. 10. Por intermedio do mesmo presidente re-
ceher Vmc. as quantiasque forem marcadas para as
despezas ordinarias da colonia, sendo-lhe entregue
as respectivas sommas pelo administrador do arma-
zem da companhia em Santa Clara, sem onos algum
para os cofres pblicos.
Arl. II. Pelo mesmo intermedio receber Vmc.
por esparode um auno acoulnr do dia em que che-
gar a Saula Clara, a carne secca, o feijo, o sal, o
loucioho ii fariiihn de que carecer os colonos pa-
ra sua subsistencia, devendo taes gneros ser all re-
cbidos por pessoa de sua couliauca, e transporta-
dos em costas dos aniroaes muars para isto indis-
pcn prar, no caso de se nao prestar a estrada a inda ao
transito de carros al o ponto em que for enllocada a
colonia provisoria.
O preco dos ditos gneros ser pago companhia,
conforme os offerecimcnlos por ella feitos ao gover-
no, pelo que Ihe tiverem custado, elivres dos freles
que 6cam a carao da mesma companhia, anda para
os gneros comprados nesta corle.
Art. 12. Ser desde j eclregue a Vmc. para as
primeiras despezas da colonia, a quanlia de um con-
t de ris (1:0O00"00), de cuja applicacdio dar as de-
vidas cuita.
Art. 13. Segundo os orcamanlos que Vmc. de-
ver organisar c remetler, de todas as despezas do
estabelecimento, ser-lhe-ha lachada a quanlia que
regularmente Ihe dever ser entregue, as pocas
que Vmc. combinai com o presidente da compa-
nhia.
Art. 14. As conlas de taes despezas serlo organi-
sadas at segunda ordem por Vmc, e transmitlidas
competentemente documentadas a esta secretaria de
eslado.paraaeremeaminadase remedidas ao thesou-
ro nacional, onde serio liquidadas.
Arl. 13. llovern merecer sua especial considera-
cao os administradores da companhia. e o director
dos Indios do Mucury, e lodosos Santos, ora resi-
dente em Philadelphia ; e Vmc,, alm de procurar
marchar de accordo com ellcs. Ihes prestar a coope-
racilodc quequepuder dispor, principalmente se
tor misler reprimir qualquer aggressao dos Indios
ou fazer respeitar os ditos administradores pelos tra-
balhadores livres ou escravos.
Arl. 16. No admillir nein consentir que se ad-
miltam no servan da colonia, trahalhador algum
contratado pela companhia, que nao tenha preenchi-

PpLHETM.
.4 FAMILIA AlBRV. (*)
Par Paulo Mrice,
TERCEIRA PARTE.
A CRITICA NO AMOR.
VI
Menos de quinze dias depois Nalalis eslava j in-
leiramente reslabelecid.,.
Fazia urna noile magnifica, apezar de ter cliovi.lo
de dia ; mas o vento havia varrido o co deix.n.do
smente correrem algnmas nuvens brancas entre as
estrellas. O grande murmurio longinquo de Pars,
que vinha morrer uo jardim da ra des Posles, fazia
sentir melhor a paz e a sereni.lade dessa bella noile
de outubro. Mas para gozar dessa calma s havia
as (lores ; loda a casa parecera adormecida, se una
luz nSo brilhasse no primeiro andar na janella da
sala que preceda o quarto de Pedro.
Cuando deram dez horas no Val de Grare, a pol-
la do pavilhao de Nalalis abrio-se lentamente, e o
proprio Nalalis sahindo alravessou ligeiramen'lo o
jardim. e parando dianlo da janella allumiada, ali-
a vidraca urna pedrinha, e depois esperou l'cn.lo
a mo sobre o coracSo, o qual bata violentamente
No Din de dous ou tres minutos, a porta envidra-
cada da sala abrio-se brandamentc debaixo do cara-
manchao, c Nalalis vio urna sombra graciosa brilhar
iiaves da talada e descer ligeiramcnle a esca.li.
No ultimo degro elle receheu de joelhos a Marlha,
a qual desfallecida fui obrigada a apoiar as fllHlu
bre os boTnt,rus de Nalalis.
O' iniiha querida disse elle.
() Vide Diario u. 212.
do o seu lempo de ni ust, nem tolerar que os colo-
nos ouempregados mallratem os Indios, ou contem
os escravos fagidos.
Estes escravos logo que forem descoberlos serio
presos o entregues aos administradores da compa-
nhia, se a ella perlencerem ou estiverem debaixo de
sua administraban, ou remetlidos autoridade poli-
cial mais prxima, se forem de outras pessoas que
nao residam as immediac.e* da colonia.
Arl. 17. Os vencmenlo dos empregados e dos
colonos, regular-se-han emquanto outra cousa nao
for determinada definitivamente, pelo regulamenlo
de 9 de novembro de 1850.
Art. 18. Pelo mesmo regulamenlo se reger Vmc.
provisoriamente na parle que nao esliver prevenida
as presentes instruec,5es.
Dos guarde a Vmc. Luiz Pedreira do Coulo
Ferraz.Sr. major Antonio Jos Ferreira, director
da colonia militar do Uruc.
-- *>-ai--------
MINISTERIO DA JUSTINA.
DECRETO N. 14:6 DE 23 DE SETEMBRO
DE 1854.
Marca os ordenados dos promotores pblicos das no-
vas comarcas do Lagarto e de Maroim, na provin-
cia da Sergipe.
Os promotores pblicos das comarcas do Lagarto e
de Maroim, creadas na provincia de Sergipe, ven-
rcrao cada um o ordenado annoal de 8009000 rs.
Jos Thomaz .Nabuco de Araojo, do meu conseibo,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
lica, assim o lenha entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro em 23 de setembrn de
185, trigsimo tercelro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de Sua Magestade o Impera-
dor.Jote Thomaz Nabuco de Araujo.
Conforme, Josino do Itaicimenlo Silca.
DECRETO N. 1438 DE 23 DE SETEMBRO
DE 1854.
Marca os ordenados dos promotores pblicos das no-
vas comarcas do Paranagu e de Castro, na pro-
vincia do Paran, o augmenta o do promotor da
comarca da capital da mesma provincia.
Hei por bem decretar o seguinte :
Arl. 1. Os promotores pblicos das camarcas de
Paranagu e de Castro, creadas na provincia do Pa-
ran, vencern cada um o ordenado annnal de
HoOsOOO rs.
Art. 2. Ficaelevado lambem a80t000 r. o or-
denado de promotor publico da comarca da capital
da mesma provincia.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
mioinro e secretario de estado dos negocios da jusli-
<;a, assim o lenha entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro ero 23 de selembro de
1854, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de Sua Magestade o Impera-
dor.Jote Thomaz Sabuco de Araujo.
Conforme. Jotino do Nancimento Silca.
DECRETO N. 1438 DE 23 DE SETEMBRO
DE 1854.
Declara de primeira miranda as comarcas de Para-
nagu e de Castro, creadas na provincia do Pa-
ran.
Hei por bem declarar de primeira enlrancia as
comarcas de Paranagu c de Castro, creadas na pro-
vincia do Paran, pela lei u. 2 de 26 de julho do
corrcnleauno, da respectiva assembla legislativa.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios dajusli-
ja, assim o lenha entendido e faja execular.
Palacio .1" Kio de Janeiro, em 23 de selembro de
1854, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio.C>m a rubrica de Sua Magestade o Impe-
rador.Jone Thomaz Sabuco de Araujo.
Conformo. Joxino do SaKimenlo Silea.
DECRETO N. 1439 DE 23 DE SETEMBKO
DE 18.51.
Declara de primeira enlrancia as comarcas do La-
garto e de Maroim, creadas na provincia de Ser-
grpe.
Hei por bem declarar de primeira enlrancia as
comarcas do Lagarto e de Maroim, creadas pela lei
numero 379, de 9 de maio do correnle anno, da as-
sembla jegislaliv.t da provincia de Sergipe.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu ronsel lio
ministro e secretario de estado .los negocios da Jus-
tina, assim o tenha entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de selembro de
1854, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de Sua Magestade o Impe-
radorJoi Thomaz Sabuco di Araujo.
Conforme, Josino do Sascimento Silva.
DECRETO N. 1440 DE 23 DE SETEMBRO
DE 1854.
Augmenta o ordenado do promotor publico da co-
marca da capital da provincia do Piauhy.
Hei por bem elevar i 8009000 rs. o ordenado de
promotor publico da comarca da capital da provin-
cia do Piauhy.
Jos Thomaz NabucodeAraujo.de meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
lica, assim o lenha entendido e faja execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de setembro de
18o*, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de Sua Magestade o Impera-
dor.Jote Thomaz Sabuco de Araujo.
Conforme, Josino do Sascimcnlo Silca.
DECRETO N. 1**1 DE 23 DE SETEMBRO
DE 1854.
Marca o ordenado do promotor publico da nova co-
marca de Santos, na provincia de S. Paulo.
Hei por bem que o promotor publico da comarca
de Santos, creada na provincia de S. Paulo, venca o
ordenado de 1:0009 rs.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
tica, assim o tenha entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 22 de selembro de
18*, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de Soa Magestade o Impe-
rador. Jos Tlutmaz habuco de Araujo.
Conforme, Josino do Sascimento Silca.
DECRETO N. 1*42 DE 23 DE SETEMBRO
DE 185*.
Declara de segunda enlrancia a comarca de Santos,
creada |na provincia de S. Paulo.
Hei por bem declarar de segunda enlrancia a co-
marca de Santos, creada pela lei o. 27, de 6 de maio
do correnle anno, da assembla legislativa da pro-
vincia de S. Paulo.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
miuislro e secretario de estado dos negocios da jusli-
ca, assim o lenha entendido, e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de selembro de
1851, trigsimo lerceiro da independencia e do im-
perio.Com i rubrica de Sua Magestade o Impera-
dor.Jos Thomaz Sabuco de Araujo.
Conforme, Jotino do Sascimento Silca.
Minislerio dos negocios da juslica.Kio de Janei-
ro, 28 de setembro de 1854.
Illm. e Exm. Sr. Os cidados brasileiros que
exercem nessa provincia o cargo de vice-consoles
eslrangeiros, dirigiram preseuca do S. M. o Im-
perador um rcquerimcnlo, no qual representaran]
Mais longe vamos para mais longe, Nalalis.
Aqu estamos mu porto licites.
Marlha unia-se a Nalalis tmida c palpitante como
um passarinhn friorenlo. Emlim ambos senlaram-
se em um banco no fundo do jardim, e depois que
se habituaran! um pouco ao terror e a alegra, Mar-
lha oppriini.la cnlao pelo silencio, disse smenle pa-
ra fallar.
Fing ler determinar urna costura. Pedro vol-
lando fatigado, deilon-se e est dormindo. Deixei
na sala a luz accesa para que elle julguc-me anda
la, se acordar.... Minio, engao, uso de antis! oh !
slo he muitn roo Para que me pediste esta entre-
vista Nalalis?
Ah nao tens observado que ha agora em tor-
no de mis nao sei que vigilancia ; que nao le dei-
xam rr.ais um minuto a sos comigo; que ininli.i mai
e Mara eslao sempre presentes ; e que ha duas se-
manas nao posso ver-te e fallar-te livremente ?
Sim, lenlio observado isso, e he o que justa-
mente me inquieta. Eia, disseslc-me que tinhasal-
guma cousa grave que pedir-me em segredo. Eis-
me aqu, ralla sem demora. Posso dar-te quando
multo urna hora. Nem sei mesmo, secsls j bem
restablecido para cares tanto lempo exposlo fres-
curada uoile. Nao be imprudencia?
N.lo, nao! lu cuiaste-me inleiramenle e de re-
pente, Mulla bella e milagrosa salvadora !
Mas dizc, para que me fizesle vir?
Oh! espera um pouco, Marlha. Temos lempo:
urna hora! liuhamos lauta necessdade de ver-nos !
Temos tantas cousas que dizer-nos!
He vurdade, Nalalis.
E ambos calaram-se. Seus corarcs eslavam l.'.o
chelos, que lo las as palavras Ihes pareciam vazias.
Que drci ? lornou emlim Marlha. Por oude
comecarei ?
Marlha, repele-me smenle: Eu te amo! Duas
ve/es apenas leus pronunciado esta palma divina ;
pnmeirameule na crise suprema de ininlia agona,
e depois quando recobrei us sentidos para continua-
contra a ultima parle do disposto no artigo 20 do
regulamenlo de 8 de novembro de 1851, que os su-
jeila ao semen da guarda nacional. Foi ouvida a
sercao de juslica do conselho de estado sobre seme-
ntante objecto, e conformando-se o mesmo Augusto
Senhor com o parecer da dita sec(3o, houve por
bem, por sua immediala e imperial resoluto de 20
do correnle mez. lomada sobre a consulla respecti-
va, declarar infundada a prelencao dos supplicantes,
e que se algum delles liver motivo para ser dispen-
sado do servco da guarda nacional, pela incompati-
bili.lade desse servicio com os afazeres do consulado
ou vce-consulado que exercer, dever solicitara
dispensa do governo imperial, sendo-lhe esta conce-
dida, se forem usas as razSes apresentadas, e vis-
la da informarlo dada por essa presidencia. O que
commuoico a V. Exc. para sua inteligencia, e para
fazer constar aos supplicantes.
Dos guarde a V. ExcJos Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presi.leule da provincia de S. Pedro
do Rio-lirande do Sul.
MINISTERIO DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 15 DE JULHO DE 1854.
Ao presidente da provincia do Maranhao, ap-
provando a deliberacao que lomou S. Exc. sobre a
representacao de Duchemin c C, e aolorisando-o a
conceder a licenca pedida pelos supplicantes, com
dispensa do disposto no artigo 29* do regulamenlo
de 22 dejunho de 1836, e arligo I das nslruccoes
de 14 de outubro de 18*5, sendo pagos os compe-
tentes direitos na mesa do consolado da capital, e
obrigando-se os peticionarios a fazerem a desneza
precisa com os empregados encarregados da (iscali-
sacao no ponto de embarque.
A' lliesouraria da provincia das Alagas, de-
clarand em resposta ao offlcio da mesma Ihesoura-
ria, de 1* do mez findo, n. **, que nao podem ser
compelilos os arrematantes de rendas publicas a sa-
tisfazer a revalidarlo dos litlos que deixarara de
solicitar em lempo; cumprndo aos empregados Os-
caes requisilar das autoridades competenles as pro-
videncias precisas para que se nao lome (lectiva a
arrematado sem expedido dos litlos aos arrema-
tantes; eapplicaras disposices do regnlamenlo de
10 de julho de 1850, sobre a revalidacSo e multa
quando se apresentarem, para qualquer efleilo le-
gal, Ututos dessa especie sem que conste o pagamen-
do sello.
_ 22
A' Ihesouraria da provincia do Para, approvaodo
a decisao proferida pelo inspector da mesma Ihesou-
raria, na consulla do collector da capital a a respeito
do sello que deveria cobrar de urna lettra que lendos
sido paga sem elle, foi depois apresentada ; porquan-
to o pagamento antes de'preenchidos os 30 dias mar-
cados para o sellle ttulos semelliantes, nao importa
a isencau das penas estabelecidas pela lei e regula-
menlos em vigor.
A' mesma, approvando, a deliberacao lomada
pelo inspector da mesma thesnuraria sobr a consul-
ta do colleclor da villa de Obidos, se a revalidacao
de urna lettra que Ihe foi apresentada para ser sella-
da, deveria ser cobrada na razao do sello fno ou pro-
porcional ; por quanto estando a revalidarlo da dila
lettra comprchendi.la em urna das hypotheses do
art. 13 l.o e 2. da lei de 21 de outubro de 18*3
devia ser deduzida do valor da mesma lellra, como
he o sello proporcional.
MINISTERIO DA HARINHA.
EXPEDIENTE DO DIA 21 DE AGOSTO DE 185*.
A' capitana do porlo da corle, jcommunicando
que pelo minislerio dos negocios eslrangeiros, foi par-
12Cf" ique V0T otthio do con,ul ccral ',o Bra,i| em
Lisboa, datado cm 13 do mez prximo pretrito, cons-
ta estar preste aVazer-se vela da ilha do Fayal para
eaa corle, a escuna americana Melila, bordo da
qual ha de vir o subdito hrasileiro Manuel Ignacio
a Ii""a 1aemS- M- Britnica concedeu urna me-
dalba de ouro, em remuneracSo do generoso proce-
dimiento que Uvera para com seis marinheiros dona-
vio inglez Chutan, salvando-oi quando naufragaram
em maio ultimo ; e determinando que, logo que che-
gue o dito correio. Ihe faca constar que se deve apre-
senlar nesta secretaria de estado, para receber a
mencionada medalha.
28
A intendencia da man una daeorle, commucican-
do que por decreto de 26 do correnle, foram nomea-
dos para os logares vagos de commissarios e escri-
vacs do numero, lano de nao como de fragata, os
seguintcs individuos, a saber : o cororoissario do nu-
mero da fragata Francisco Adriao Pereira, commis-
sario do numere de uao ; os commissarios extranu-
merarios Joaquim Marques de Santa Anna e Jos
Joaquim Ferreira de Magalhaes.commisarios do no-
mero do fragata ; o escrivo do numero de fragata
Jos Rodrigues de Abreu, escrivao do numero nao;
e os escrivaes extranumerarios Francisco Dias da Mol-
la Franca e Gabriel Herculanodos Santos, escrivies
do numero de fragata.
29.
A contadura geral de marinha. communicando
que, em conformadade do que expozera em oflicon.
127. de 19 do correte, no qual observa quea classi-
ticacao de algumas despezas as demonstraedes re-
medidas pelas thesourarias das proviocia do Mnra-
ranhao. Parahiba c Santa Calharina, nao tem sido
relia em harmoria com o que se acha e.pecificado no
remenlo, expediram-se hoje avisos aos presidentes
das sobredilas|proviocias, determinando que excepe-
<-am as conven.enlesordens primeira das menciona,
das thesourarias, nao s para levar os sidos Ido dis-
peiiseiro| do brigue escuna Guararapes e das pracas
do corpo de impenaes marinheiros, destacadas nesta
emharcacao, a verbaNavosarmadose naoCor-
po de armada c classes annexas os daquelle, e
Corpo de impenaes marinheiros os desta, mas lam-
bem para fazer os competenles descontos na forma
dale, para o Monte Po, uo sold do chefe de es-
quadra reformado Francisco de Assis Cabral e Teive,
e para o Asylo de Invlidos no do meslre do numero
de nao, empregado na capitana do porlo ; a segun-
da para classilicar na verba Arsenacs e nao
Corpo da armada e classes annexas os vencimemos
c vanlagens que se abonaran- ao capitn da fragata
Bernardino de Sena e Araujo, durante o lempo da
sua commissan. e na de Eventuaes em vez de
ser na de Malerial os alugueis das casas ao ser-
vico da repartirlo da marinha ; e ultima, para
fazer sabir da mesma verba Evenluaes e nao
Malerial a despeza com o Iratamento das pracas
de marinha. *
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente da 17.
(lllicioAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacional dele municipio, inlrirando-o de haver
deferido o requerimenlo em que o esludanle Maxi-
niiano Ribeiro de Aguiar Montarrovos pedia ser
dispensado do servico activo da mesma guarda na-
cional e recominendando a expedicao de suas or-
dena a respeito.
Dito.Ao eoronel commandanle das armas. Para
satisfazer as condices de hygicne publica que cou-
vem muilo aliender, julgo assis argente a transfe-
rencia da eocha ou ciivallaria da companhia fixa
res i.....lia razio e miulia salvaran. Repellc-m'a ago-
ra em plepa liberdade e alegra.
Marlha responden com urna gravidade quasi so-
lemne :
Sim, hei de repetir-te essa palavra. Nalalis,
porque be a verdade. porque leio-a em meu cora-
cao, porque ella salvou-te. Amo-te. Ha Iros sema-
nas passadas, nao o sabias, e todava eu te amava.
Ha um mez eu lambem nao o saba, e entretanto
amava-le da mesma sorle.
Ah isloheoco! exclamou elle.
Justamente. Nalalis, he o co ; porm cuidado!
O eco que nos cncaula os olhos e as almas nao pode
ser locado pelas nossas mos. Devemos, Nalalis, fa-
zer o mesmo com o nosso amor, llevemos consolar-
nos vendo-o sempre; mas nao cuidemos jamis em
locar-lhe. Seja elle nosso sonho, sim; no-sa felici-
dade nao Nalalis, Icmbraslc este respeito de las
promessas de honra. Nao leras a ingralidao e a in-
famia de lenlar perder-mc cum o que le salvou. Has
de partir, e deixar-me logo que esliveres inteira-
menic curado e reslabelecido. Oh! quando eslive-
res longe he me ousarei ler-le mais prsenle em meu
coracao !... Mas tu nada dizes ? Porque nao me res-
pondes ?
Para ouvir-te. Demais, s mioha vontade e
minha conscienria. Farei quanlo me disseres, e po-
derc quanto quizeres.
Obrigada, meu Nalalis E's bom e leal. Nao
es zumbador nem impio ; mas porque minea oras ?
Convemorai. Oremos junios, queres? Tu que s Lio
sabio .leia ao menos esta moca eusinar-le o que sa-
be. Chega-le a iniui, da-me a mao, une teus dedos
aos meus, alim de que Dos s veja urna alma e ore-
mos assim!
Marlha uuio a mo dreila mo esquorda de Na-
lalis, e depois elevando as inaos para o co, disse :
Meu Dos aqu vedes dous filhos vosso* que
se .iiii.iiu ; mas que vos amam. Filies rahiram em
desgnea ; mas nao deixarao esla desgraca lornar-se
um crime. Bemdilo sejais, Seuhur, la clcweule
para um lugar fora do centro da popnla(5o. E por
isso tenho nesta dala ordenado ao engenheiro das
obras militares que entendendo-se com V. S. me
indique o ponto qne jolgar mais apropriado para a
mencionada transferencia.Oulciou-te nesle senti-
do ao supedito engenheiro.
Dito.Ao commandanle da estaco naval decla-
rando que segundo communicou o inspector do ar-
senal de marinha, acha-se prompla e tbrnecida dos
objecto* precisos a corveta Berlioga que lem de se-
guir para a corle.
Dilo.Ao capiao do porlo. dizendo que pode
mandar con.luzir pela barcaca frimacero,a boia que
servindo de balisa a barra do porto desta cidade, deu
a cosa na praia de Goianna.
Dito.Ao director das obras publicas declarando
haver expedido ordem ao inspector da Ihesouraria
provincial para mandar pagar ao arrematante do 3.a
lamo da r.uiiiliracao da estrada do sul para a villa
do Cabo a importancia da prestacao a que elle tem
direilo.
. Dito.Ao thesoureiro das loteras desta provin-
cia inteirando-o de haver approvado o plano que
Smr. remellen para a exlracao, da 3. parte da 5.
lotera concedida em beneficio das obras da matriz
da Boa-Vista, e enviando urna copia do referido
plano para ter execucan.Igual copia transmillio-se
a Ihesouraria provincial.
Dilo.Ao agente da companhia das barcas de va-
por declarando que foram poslos a disposirao do
commandanle das armas e entregues ao doulr Pr-
xedes Gomes de Sooza Pilanca, cirurgiao encarrega-
do do hospital regimenlal os oilo volumes de que
traa Smc. os quaes vieram pira esta provincia a bor-
do do vapor Jozephina.
Dito.A cmara municipal de Olinda approvan-
do as arrematarles que foram feita* de varios im-
postas pertencentes aquella municipalidade e re-
commciidando que ponha novamenle em praca a-
quelles quo por falla de lanzadores deixaram de ser
arrematados.
18
(.HcioAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacional desle municipio, recommendar.do a ex-
pedicao de suas ordens, firn de serem dispensados
do servico activo da mesma guarda nacional, os eslu-
danlesEgidio Francisco das Chazas e Caelano da
Rocha Pereira Jnior,visto lerem a sea favor a pri-
meira parle do g 3. do arl. 1* da lei n. 602 de 19 de
selembro de 1850.
DiloAo coronel commandanle das armas, com-
municando haver concedido seb dias de licenca ao
alferes commandanle do destacamento de Tinbauba
Manoel do Nascimenlo Azevedo, para vir a esta ca-
pital.
HiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda, rc-
commendaudo que em qoanlo o engenheiro encar-
regado das obras militares, nao realisa com a com-
panhia de Beberibe, o contrato para acquisi^ao de
um anuid d'agua para o quartel do Hospicio, con-
trate S. S. o fornecimeoto d'agua neressaria ao 2o
balalhao de infamara existente no mesrao quartel.
Communicou-seao coronel commandanle das ar-
mas.
DiloAo mesmo, inteirandu-o de haver approva-
do a compra que fez o inspector do arsenal de ma-
rinha de vinle pecas de loua larga ingleza a Luiz
llorgrs de Cerqueira a 31 rs., de cem libras de fio
de velas a Joao Carlos Augusto da Silva, a seis ce-
ios res ; de Irinla pecas de luna eslreila ingleza a
Manoel Ignacio de Oliveira Braga a 22*500 rs. e de
60 petas de hrim proprio para velas a C. J. Aslley
iS C a I 'o">im rs.OrTiciou nesle senli.lo ao supra-
dilo inspector.
DiloAo mesmo, recommendan lo brevidade as
nforniaces que exhrio sobre os reqnerimenlos de
Si-etendenies aos lerrnos de marinha do Forte do
latios, e bem aasim sobre o ofllcio do engenheiro
Milel a respeilo dos terrenos da mesma naloreza e
alagados na cidade do Rio Formoso.
DitoAo commandanle da estacHo naval, recom-
meudando a expedicao de suas ordens para que o
commandanle da cory^it Berlioga, conduza a seu
bordo para a crle ao cidadaojos Rufino Moncorvo
Barbarino.
DitoAojuiz relator da junta de juslica, trans-
miltindo pala serem relatados em sessau da mesma
junta, os procesaos verbaesdos soldados Manoel Joa-
quim Jos de Santa Anua, Joao Jos da Fonseca e
Francisco Antonio Ferreira, o 1 do 2" balalhao de
inranlana, o 2 do 10 da mesma arma e o 3 do *
de artilharia a p.Communicou-se ao coronel com-
mandaote das armas.
DitoAo chefe de polica, dizendo que pode aa-
lorisar ao delegado do termo de Goianna, a desen-
redar a respectiva cadeia fim de fazer desaparecer
a pesie da bexiga que all est grassando.
DitoAo juiz de direilo de Garanhuns, inteiran-
do-o de haver Iransmllido |a Ihesouraria de fazen-
da, para ser paga estando nos termos legaes a conla
e recibos que Smc. remellen das despezas feilas com
seis recrutas que vieram daouella comarca para esla
capital. *
HiloAo captao do porlo, declarando haver de
sua informaran concedido a demissflo que pedio Do-
mingos delinques Mafra, do lagar de 2 pralico das
barras e porlo desta cidade.
DitoAo engenheiro encarregado das obras mili-
lares, para mandar caiar e pintar o quarlel da soli-
dade. Communcou-se ao coronel commandanle
dasarmas.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, au-
lorisando em visla de sua informarlo, a aceitar a
proposta que remelle por copia oOerecda por Jos
Goncalves Ferreira Cavalcanli, para a factura das
obrasdo 1 e 2 lauros da estrada de Apipaos, de-
vendo nesle senlido serem feilas as convenanles de-
claraccs no respectivo termo de contrato.Commu-
nicou-se ao director das obras publicas.
DiloAo commandanle do corpo de polica, para
lazer postar amanhaa pelas quatro horas da larde em
frente do grande hospital de Caridade, urna guarda
de honra do corpo sob seu commando com msica a
ira de as-isti a solemiiisarao do anniversario da
inslalacao daquelle estabelecimenlo.
DiloA cmara municipal da Boa-Vista, dizendo
que coma informado que remelle por copia dada
pelo administrador do correio desta cidade, responde
ao ofiicio da mesma cmara acerca do lugar de agen-
te do correio naquella villa.
PortaraConcedendo a exoneraran que pedio
Manoel Carnciro de Albuquerque, do cargo de 2.
supplenlc do subdelegado da Ireguezia da Luz.
Communicou-se ao chefe de polica.
DilaAo agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar transportar para a crle em algum
lugar vago para passageiros de estado no vapor que
se espera do norte a Ayres de Albuquerque Gama.
DilaDcinillindo, deconformidade com a propos-
ta do chefe de polica, a Francisco Berenguer Cezar
de A mirado Jnior, do cargo de subdelegado da fre-
guezia do Brejo, vislo ter aceitado o lugar de 1. sup-
plenle do juiz municipal daquelle termo, e nomean-
do para o aupradilo cargo a Joao Baplsla do Reg
Maciel, e para 6. supplenle do mesmo subdelegado a
Juveniano Alves Maciel,Communicou-se ao refe-
rido chefe de polica.
DilaNomeando a Simplicio da Cruz Ribeiro,
quepermillsque possa haver bem no mal, e prazer
puro em um amor culpado !
Marlha quiz depois desunir as mans. Nalalis aper-
tou os dedos para reter anda essa maosinha delica-
da ; mas entao Marlha desprendeu-sc vivamente. O'
mxstcrio o contado dessa mao joven, dessa palma
ardenle, liuha-lhecommiinicado durante a perigosa
ni.ii.an um cerlo fogo as veias.
Ella levanluu-se perturbada e disse ?
Nao he lempo ainda de rollar?
Nao, mea noite deu ueste momento. llna-
me ao menos duer-le lambem que te amo. Sentrs
a que ponto amo-te ? Agora, Marlha, meu coracao
nao bate mais aqu, porcm ahi. Vivo muilo mais de
li que de mira mesmo.... Minha alma est transfor-
mada em anuir I
Nalalis eslava inleiramenle reanimado c trans-
formado. A paixao luha-lbc emlim dcscido da fron-
te ao coracao O amor, a nova vida, a outra moci-
dade, a segunda innocencia, havia fcilo desse velho
um menino, desse crlico um poeta, desse llamlel
um Romeo. Depois de haver torturado lao rude-,
mente sua felicidade, elle amimava-a agora com de-
licada ternura O que pouco antes era sabio. Mar-
lha vio-o a seus ps simples c quasi pueril. Em tor-
no delles a paz, nclles a alegra. Como transporta-
dos fra do esparo e do lempo elles liveram ah um
dos momentos iliiosos, que este mundo de dores cha-
ma momentos de esquecimenlo. Emlim m nulos m-
morlaes; pois a alma he immorlal!
Olempopassa! disse Marlha. Passciemos un
pouco, Nalalis, dize-mc a cousa myslerosa que tens
a pedir-me, e depois vollemos para casa.
Levanlando-se ellcs deram alguns passos do lado
da casa.
Ah meu Dos! exclamou Marlha.
Que ha f
A luz que deixei foi apagada por alguem !
E quem te diz que ella nao apagou-se por si
un-na ?
lili! he o mesmo, Nalalis, lenliu medn Apres-
sa-lc! apressa-lc agora.
para prnfessor da cadeira de inslrucrao elementar do
1. gran da povnac.io do Peres, vislo* ler oblido pre-
ferencia ao concurso a que se procedeu para pro-
vimentu da mencionada cadeira.Fizeram-seas ne-
cessarias communicacOes respeito.
19
Ofllcio. Ao Exm. commandanle superior da
guarda nacional do municipio do Recife, recom-
mendando a expedicao de soasdrdens para qne de
um dos coi pos da guarda nacional sob seu comman-
do superior seja postada amanhaa as 10 horas do dia,
em frente da igreja Conceicao dos militares urna
guarda para fazer as honras fnebres ao cadver do
alferes do primeiro balalhao do municipio de Olinda
F rancisco Pereira Marques.
Dilo. A Ihesouraria de fazenda, communican-
do ler participado o bacharel Theodoro Machado
Freir Pereira da Silva Jnior, haver houtem reas-
sumido o exercicioo da primeira vara|do juizo|muni-
cipal desle termo na qualidade de primeiro supplen-
le. Communicou-se ao Exm. conselheiro presi-
dente da relacao.
Dilo. Ao mesmo, transmillindo o aviso de let-
tra sob n. 21 na importancia de 5009000 r. gacea-
rta pela Ihesouraria de fazenda do Rio-Grande-do-
Norte sobre essa e n favor de Antonio Joaquim Go-
mes. Communicou ao Exm. presidente d'aquella
provincia.
Dilo. Ao mesmo, communicando qne, segun-
do parlicipou o commandanle do presidio de Fer-
naiidoem ollicio de do correnle, foram entregues
por mo do commandanle do patacho Pirapama, os
8:000a000 rs. que S. S. remellen ltimamente para
occorrer as despezas do mencionado presidio.
Dilo. Ao director interino da faculdade de di-
reilo, dizendo que devendo ler lugar na casa que se
mandou preparar nesla cidade para a faculdade de
direito os respectivos aclos e exames, cumpre que
S. S. mande eulregar com brevidade ao engenheiro
Josc Joaquim Rodrigues Lopes, quem se expedi-
r m as competenles ordens, os movis e mais objec-
tos pertencentes a mesma faculdade, fim de que
transferidos para a dila casa, se reconhega quaes os
que podem ser aproveilados. ou concertados, e quaes
os que de novo devam ser feilos. Ofliciou-se nes-
le sentido ao mencionado engenheiro.
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha, re-
commendando a expedido de suas ordeus para que
o commandanle do patacho Pirapama, ponha a dis-
posico do director das obras publicas a pedra de
calcar, que trouxe i seu bordo do presidio de Fer-
nando ; entregando ao juiz municipal da primeira
vara os 9 presos que vieram do referido presidio em
dilo patacho. Fizeram-se as necessarias comrau-
nicacoes.
Dilo. Aojoiz municipal da primeira vara, de-
clarando que o commandanle do presidio de Fer-
nando participara em ollicio de 5 do correnle, lerem
cliega.lo ao mesmo presidio os sentenciados que l-
timamente foram para all remullidos no patacho
Pirapama.
Dito. Ao mesmo, remetiendo copia nao s do
oflicio do commandanle do presidio de Fernando de
I* do correte, mas lambem de oulro do cirorgiao
do mesme presidio firmado em 22 de selembro, dos
quaes consta o bito .losentenciado de juslica Joao
Domingues da Silva.
20
Oflicio.Ao coronel commandanle das armas,
transmillindo copia do aviso da guerra de22 de
agosto ultimo, do qual consta que na mesma data
se concedeu ao 1. sargento do primeiro regiment
de cava dar i.i Manoel Correa da Cosa, Ircs mezes de
licenca de favor para vir a esla provincia.
Dito.Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
'dizendo, que vislo nao lerem sido suflicien(es as
quantias consignadas na distribuicao do crdito do
minislerio da guerra nesta provincia para occorrer
as despezas do arsenal de guerra e couselho admi-
nistrativo, recmtaraenlo e cngajamenlo e repar-
ticao ecclesi.isiicacontinu S. S. emquanto o go-
verno nao resolver o contrario, mandar pagar,
sob a reiponsabilidade desla presidencia, as despe-
zas que forem correado por cunta de taes rubricas.
Dito.Ao mesmo, communicando que, segundo
parlicipou o coronel commandanle das armas em
ofllcio de 19 do correnle, fallecer? no dia 17 deste
mez o 2." (encole reformado Filippe Servulo Bezer-
ra Cavalcanli.
Dilo.Ao mesmo, communicando ler o bacharel
Antonio Luiz Cavalcanli de Albuquerque, promo-
tor publico desle lermo participado que reassumi-
ra o exercicin do seu cargo.Comraunicuu-se ao
Exm. conselheiro presidente da HelacAo.
Dilo.Ao juiz relator da junta de juslica, re-
metiendo, para depois de vislo ser relatado em ses-
4o da mesma junta, o processo verbal do soldado
do 2." balalhao de infamara Joaquim Amanrio.
Communicou-se ao commandanle das armas.
Dilo.Ao Dr. chefe de polica, declarando que
Iransmillio Ihesouraria provincial, afirn de ser
paga, estando nos termos legaes, a conla das des-
pezas feilas com o sustento dos presos pobres da
cadeia do lermo de Olinda, nos mezes de julho i
selembro ultimo, a qual acompanhou ao seu olli-
cio de hontem o. 818
Dilo.Ao director das obras publicas, dizendo,
que fica inteirado do conlcudo do ollicio de 17 do
correnle n. 522 acerca da obra dos concerlos da
ponte sobre o rio Tracunhaem, e declarando em
resposta que proceda respeilo como for de lei.
pilo.Ao juiz municipal da l. vara desla cida-
leinleirando de have-lo designado para presidir
o andamento das rodas da I.* parle da 1.' lotera
beneficio das obras da igreja matriz da fregoezia
d$ S. Jos, o qual ter lugar no dia 27 do correnle.
-Communicou-se ao respectivo thesoureiro.
Dilo.Ao inspector da Ihesouraria provincial,
para, em visla do orramento, de que remelle co-
pia, approvado nesta dala, mandar per em arre-
niatacao os concerlos urgentes de que precisa a
ponle do Catanga.Communicou-se ao director das
obras publicas.
Dilo.Ao commandanle superior da guarda na-
cional de Goianna.Estando j nomeado. os com-
mandantes dos cornos da guarda nacional sob seu
commando superior, convem que Vmc. fazendo-os
entrar em exercicio, depois de preslarem o devido
juramento, exija delles, e me envi com brevidade
as propostas para capitaes e subalternos dos dilos
corpos. Oulro sim, recommendo a Vmc, que
me remella para ser submellido ao couliecimenlo
do governo imperial, a proposta de ofliciaes para o
eslado-maior desse commando superior.Igoaes aos
rommandanlcs superiores dos municipios de Pao
d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo, Garanhuns;
quanlo a primeira parle aos dos municipios do
Bonito e Santo Antao.
Portara.Ao agenle da companhia das barcas
x'apor, recommendando a expedicAo de suas ordens
para que uo vapor que se espera do norte, sejam
transportados por conla do governo, para a corle,
o alferes do segundo balalhao de infanlaria Viclor
Goncalves Torres, sua mulhcr e dous filhos memo-
re*.Cummunicou-se ao coronel commandanle das
armas.
Dila.Nomeando, em vista da proposla do pro-
vedor da saude do porto, a Pedro Dovrnely, para
interinamente exercer as funccdocs.de secretario da-
quella provedoria.Fizeram-se as convenientes
rommunicares.
1.a Secfao.Rio de Janeiro.Minislerio dos ne-
gnos do imperio em7 de outubro de 185*.Illm.
e Exm. Sr.Arcusando o recebiment do ofllcio de
V. Exc. datado em 25 do mez passado, no qual par-
ticicipa a deliberarlo que lomou de convocar extra-
ordinariamente assembla legislativa provincial pa-
ra o dia 11 do correnle mez, alim de Iraiar de difle-
rentes objeclos urgentes, que V. Exc. refere, tenho
a declarara V. Exc, qne o governo imperial,Picando
inteirado approvou essa sua deliberacao.
Dos guarde V. ExcLuiz Pedreira do Coulo
Ferraz. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
'.....
2. Secco.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio cm 12 de outubro de 185*.Illm-
e Exm. SrMerecendo a imperial approvacaoa de-
liberacao que V. Exc lomou de mandar fazer sob
sua responsabilidad.', por falta de crdito, as despe-
zas necessarias com os reparos e accommodacSes no
edificio dessa capital, para onde lem de ser transferi-
da a faculdade de direito da cidade de Olinda, e
bem assim com o fornecimenln dos objeclos precisos
para os Irabalhos dn dita facalaade, e da aula de geo-
graphia do collegio das arles, segundo consta do of-
icia de V. Exc n. II* de 2 do correnle mez, e do
da Ihesouraria da mesma dala e copias annexas, as-
sim o participo V. Exc. para seu conhecimenlo e
daqoella reparticJio, aguardando a remesaa da conla
das referidas despezas, para a expedicao das conve-
nientes ordens do minislerio da fazenda.
Dos guarde V. ExcLuiz Pedreira do Coulo
Ferraz. Sr. presdeme da provincia de Pernam-
buco.
2." seceso. Rio de Janeiro.Minislerio dos ne-
gocios do imperio em o primeiro de outubro de 185*.
Illm e Exm. Sr. Accusando o recebimento do
oflicio de V. Exc. datado em 12 do mea passado sob
numero, 97 communicando que para eflectuar-se a
transferencia da faculdade de direilo de Olinda para
essa capital, resolv eu V. Exc. pelas raines que expoz
alugar duas grandes casas contiguas ao Hospicio,
afim de ser eslabelecida em urna a dila faculdade e
em oulra o collegio das artes, mandando faser as
mesma* casas as obras e reparos necessarios, lenho
de declarar a V. Exc, que o governo imperial fican-
do inteirado approvou os referidos actos de V. Exc,
e espera visla das informacOesquc no mesmo ofli-
cio d sobre o estado do edificio em que a faculdade
actualmente se acha eslabelecida, que era consequen-
ca das providencias dadas por V. Exc, possam ler
lugar, no Recife, os aclos do correnle anno lectivo.
Dos guaTde a V. Exc Luiz Pedreira do Coulo
Ferraz. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
INTERIOR.
Ri O DE JANEIRO.
SENADO.
Dia 36 de acost.
Llda e approvada a acia da antecedente, o 1. se-
cretario d conla do seguinte expediente r
Urna representacao de varios moradores da ra
do Cano, pedindo que na lei que se discutir sobre o
alargamenlo e prolnngacjo desla ra, se estabeleca
medidas que d aos propretarios preferencia n a lo-
caran dea novos predios, ou concedendo-lhcs urna
indemnisaco pelos adiantamentos recebidos dos
acluaes.
Sobre a mesa para ser lomada em considerarlo
quando se discutir a lei respectiva.
Procede-se ao sorleio da dcpulanlo que lem de
receber o ministro da juslica, que fra convidado
pelo senado para assistir discussao do projeclo da
cmara dos deputados sobre os tribunaes do com-
mercio, e sahem cienos os Srs. Souza Mello, Fer-
nandes Chaves, e Mendes dos Sanios.
Passando-se ordem do dia, lem lugar a ultima dis-
cussao da emenda do Sr. Feruandes Chaves, apre-
sentada cm 3." discusso, proposito vinda da c-
mara dos deputados autoriando o goveroo a conce-
der carta de ualuralisacao a Manoel Francisco Ri-
beiro de Abreu e uniros -. be approvada e remelli-
da commisso de redarrao. para depois ser remet-
ila mesmaeamara coma proposicaorespectiva.
Approva-se em 1. e 2. disciis proposic.io vlnda da cmara dos deputados autori-
sando o governo para reformar a academia das bel-
las-a res; sao igualmente approvadas eml.'e2.1
discussao, e passam i La, as proposir.des vindas da
mesma cmara approvando aspenses concedidas ao
guarda nacional Francisco Malheus da Silva e Luiz
Gomes da Cunha, c cm 3. para ser remcllida c-
mara dos deputados, indo antes commisso de re-
dacrao, a proposirao apresentada pela commisso de
cnnslituirao aolorisando o governo a conceder carta
de naluralisarao a Emilia Eulalia Nervi.
He approvada em 3. discussao, para ser remclli-
da a sanelo imperial, a proposirao vinda da cma-
ra dos deputados aulorisando o goveroo a pagar a
Manoel Iguacio da Silveira a quanlia de 2:30l?>980,
valor doseu hiale Pentamento Feliz.
Continua al. discussao, adiada cm 31 de agosto
de (853, da proposirao da referida cmara aulorisan-
do o governo para transferir para o corpo de enge-
nheiros, na qualidade de alferes alumno, o guarda-
marinha Antonio da Costa Barros Velloso, com o
parecer da commisso de marinha e guerra.
Fica adiada por se aoounciar achar-sc na ante-
cmara o ministro .la juslica, o qual sendo recebido
com as formalidades do eslylo, toma assento, e con-
tinua a 1. discussao do projeclo vindo da cmara
dos deputados sobre os tribunaes do commercio, adi-
ada em 2* do correnle.
O .Sr. Tosa : Peco licenca ao illuslre senador
pela provincia do Rio de Janeiro para dizer-lhe que
o seu argumeolo parece ser urna verdadeira pelicao
de principios. Pcrgunta-se ao nobre senador ; por-
qoc nao he permitido as sociedades commandila-
rias a divisao do fundo capital em aeces ? Res-
ponde elle : Porque o cdigo o nao declara :
Pergunla-se : porque o cdigo nao declara '.' respon-
de : Porque nao quiz permilli-lo. De m.uieira
Marlha, suspende-te com ambas as mans ao
meu hombro, e descansa a cabera sobre meu braco.
Nao estamos felizes assim'? Passear assim juntos e
sos pelo campo, pelos bosques, ao ar livre, longe das
casas, longe dos homens, Marlha, he para mim um
desojo muilo anligo e sempre novo, he o sonho que
eu quera supplicar-le esta noite que mercalises um
dia.
O sonho sempre o sonho, mesmo na alegra !
Qoando solfrermos, ser lempo de sonhar, ingrato !
Oh Marlha, deixa-ine terminar...
Enlo Nalalis contou-lhe como cm urna dessas car-
rcras de seu implacavel amor achara o fresco e paci-
fico asilo da casinha de Aubry ; confessou-lhe que
militas vezes a levara para l cm seus souhos, e que
essa chiinera bastara para sus(euta-lo em suasduvi-
das. Que seria se ella mesma e nao a sua imagem
sedignassede la ir um da !
Era isto que eu tinba de pedir-te, Marlha.
Oh nao digas j litio '. Reflecte quanlo es venera-
da c sagrada cm meu coracao. Ouanlo aos meios
de execucao, nada ha mais simples. Todos em casa
eslao habiiiia.los as minhas ausencias, e ten Ido
mu i la- vezes sosiiiha passar um ou dous dias em Cha-
lenav dista dieta legua de Auhry. Passars s um i
dia em rasa do bom velho Rav mundo, e dessas qua-
renta e tilo horas me dars.viule e quatro. Oh i
consuntos, uno he assim '.'
He impossivcl, Nalalis, he impossivel Al-
gumas horas sim ; mas um dia inleiro '
Ah porque meu desejo nAo ser satisleilo se-
an assim : perqu lenho j passado esse dia (antas
vezesem minha imaginarao Queres que le conlc '.'
Vejamos.
Devenios escollier c aguardar um dia cm que o
bom lempo seja mais cerlo. Quero o sol, as estrel-
las, todas as illuminacoes do co para uossa festa.
De manhaa vou es|ierar-le perlo de Sreanx, receb-
le ao descer da rarrtiagem, e depois por um
atalbn que sei,gandamos o bosque de Aubry. Ah !
meu lieos nesse camiuho em que lanas ve/es luoho
Vagado sosinho e triste, dar-te o hracu, fallar-te, e
ver-lc que delirio I Ahi deixei chorando em lodas
as vollas quasi em lodas as arvores mil pensamenlos
que le conhecem que te aman, e h3o de sorrir-le.
Charo Nalalis e que mais?
Chegamos logo ao nosso vale, no qual lenho
dcscoberlo retiros deliciosos, cautos perdidos onde
durante a semana ningucm jamis penetra. O que
ahi se ouve he o gorgeiar dos passarinhos nos ramos,
ou o grito da cigarra nos campos visinhos. O que
ahi se v ineiguillado cm urna baca claridade he o
eco azul entre 3* folhas verdes. Assenlamo-uos so-
bre a relva, pues tua mao na minha e conversamos.
De que fallamos '! Da vida nao I de nosso amor.
Nao de Pars nem de cousas tristes ; porcm de Dos,
se quizeres c das coosas ciernas. 0 dia passa cnlao
enmo um segundo.
E depois"! e depois ?
E depois pelas tres ou quatro horas da larde
levo-te a minha casinha, e quando hmiveres visitado
lodo o ten dominio acharemos a mesa posla no pa-
teo, assentamo-nos um ao lado do oulro e jantamns
alegremente. Eu le sirvo e lu me serves. Termi-
nado o janlar. vamos collier uossa sobremesa na vi-
nha, onde creio que os passarinhos nos tem deixado
ainda alguns graos domados. Entretanto rhegaa
noite... Marlha, ns uniros momentos| felizes de nos-
so amor, nos lem sido lodos concedidos de noile de-
baixo das arvores, ao ar livre. O jardim de Cha-
lona} um mez antes de minha partida ; hoje este
jardim em que nos arliamos e quando quizeres o
jardim de Aubry, cis ahi os nossos parasos. Re-
cusar-me-has o ultimo ?
Nao, Nalalis ; mas nessa mesma nolc as oilo
ou nove horas me couduzirs i fazenda.
Marlha nao me corles o que he apenas urna il-
lu-lo dcixa-m'a iuteira hu va-mu imaginar ao
nenas ler-le una vez debaixo de met lecto (.loan-
do a noile se adiantar, e te sentires enfadada, oh o
mais larde |Misvel,entraras para dormir em rasa.uo
leu qiiarln,nn.le meu respeilo te guardara melhor do
que a chave eo fernilbo. Eu licarei foravigiaiido-le,
olliaudn para tua janella, sonhaiido que essa fatal
que nao sahe do circulo vicioso que acabo de notar ;
com tal argumento nada se lem avancado porque o
principio verdadeiro he que aquillo que a lei nao
prohibe, entende-se ser permitlido.
Ora, nem mesmo seraelhante argumentarlo vai
de accordo com as verdadeiras regras da lgica ju-
rdica pelas quaes cumpria que se Iralasse da divisio
do fundo commandiario para poder ler lugar a ap-
plicacao da argumenta cao do nobre senador ; se po-
rem o cdigo se nao oceupon de semelhante divisao,
he evidente que nao podia tratar dos modos dessa
divisao, e consequentemenle que a falla de declara-
rlo desse modo nao prova que elle seja prohibido,
mas pelo contrario, qne he permitlido a face do priu-
cipio queja ficoneslabelecido. O argumento do no-
bre senador s pode ter cabimento em relacao ao ar-
tigo das sociedades anonymas, porque tralandu-se
ahi da divisio do capital, e preceituados os modos
de sua divisao, segue-se que s por esse modo pode
ser constituido o seu fundo, e nao por algum oulro.
A argumentarlo que combato funda-se na seguin-
te regra de direilo bem conhecida e fecunda em re-
sultados importantes que o que a lei affirma de
um nega do outro. Ora, esta regra nao se applica
seno a respeilo de objeclos idnticos e a idenlidade
no caso verlenle nAo exista, porque, repilo, o cdi-
go nao Iralou as sociedades commanditariasdo mo-
do de dividir o capital social; fc-lo somenle as com-
paohiasou sociedade anonymas.
Demais. senhores, essas e nutras regras jurdicas
falliam muitas vezes em su applicacao ; nao he del-
las que nasce o direilo e a verdadeira inlelligencia
das leis, mas deslasque as regras se deduzem. Cum-
pre portanlo nao decidir-nos somenle por ellas, pois
que apenas podem prestar cerlo auxilio ; he preciso
indagarmos a questao de mais alto.
Senhores, a ealureza das sociedades anonymas ad-
mittidas pelo cdigo exiga qae o legislador deler-
minasse expressimente quaes os meios de cousliluir
o seu Tundo capital e a maneira de transferir as res-
pectivas quotas, sendo ellas formadas para grandes
emprezas de ulildade publica, devendo ser adminis-
tradas por mandatarios socios ou nao socios, e sem
responsabilidade indefinida dos gerentes e socios,
conviudo inleressar nellas grande numero de indi-
viduos ; se a lei nao delerminasse a maneira de cons-
tituir o seu capital e o como podia ser dividido, po-
deriam dahi nascer infinitos abusos, porque nalu-
reza de tal sociedade nao repugnava quaesquer
meios imaginaveis, e s dependente do acto social.
Por outra parle, devendo o governo intervir com seu
consenlimento para formacao deisas sociedades, era
necessario expressaras regras essenriaes, segando as
quaes a licenja do governo podia ser oblida : de ou-
tro modo conceder-se-hia cm cerlo caso, i negar-
se-hia em oulro idntico.
Em urna palavra, sendo a natureza das sociedades
anonymas tal que admitlia quaesquer meios de cons-
tituir o capital e de Iransmitli-lo, entenderam os le-
gisladores que deveriam limla-Ios a ccrlos termos.
Dahi veio o artigo 297, que restringi essa ampia li-
berdade expressando os meios de formar e Iransmil-
lir o fundo capital. as sociedades commaudilarias,
porem, e as demais, nao miliUvam os mesmos mo-
tivos, e por iiso o cdigo nao Iralou da formacao e
divisao do fundo social.
O Sr. Rodrigues Torres : Por que razao !
OSr. Tosa : Voo dizer. Nao era preciso que
a lei Iralasse disto, porque, segundo a natureza das
sociedades comraandilarias, a divisao de capitaes nao
podia ser feiu seno por maneira limitada pela na-
luraza da mesma sociedade ; a (ransmissao de idn-
tica maneira.
No decurso das explicacoesqae hei de dardemons-
trarei o qae acabo de avancar. Era pois ocioso 1ra-
Lor daquillo que por soa nalureza eslava definido ;
por agora sirva isto para responder ao nobre sena-
dor.
Mas, senhores, o que lira Inda a duvida a respei-
lo da questao sujeila he o proprio cdigo do com-
mercio ; nao lenho necessidade de recorrer a onlros
argumentos, desde que posso apresenlar a positiva
delerminacao do cdigo. Disse-nos o nobre minis-
tro, e dizem-nos aquelles senhores que seguem urna
opiniao diversa da que estou sustentando : Nao
se pode dividir em accoes o capital social as socie-
dades commaodilaiias. Logo, concluo eu, lodo o
contrato commanditario que estipular semelhante
divisao he por sua natureza millo ; creio que nao se
pode negar esta conclusao, porque se nao he nulla,
mao he permitlido; esta 2. conclusao parece lam-
bem qae nao pode ser lgicamente contestada. Ou
he permitlido ou nao he ; se he permitlido, est pro-
vado que se pode fazer a divisao ; e se nao he
permitlido, entilo nao pode o contrato sortir seus ef-
feilo, e pois he nullo.
Mas, senhores, moslrai me onde he que a legisla-
cao actual irrogou nullidade a semelhantes contra-
tos ? Eu mostrarei que. pelo contrario nao irrroga
nullidade em semelhantes casos, e para islo me hei
de prevalecer do regulamenlo elaborado pelo nobre
ministro da justifica que sustenta a opiniao contra-
ria que en sigo.
Diz o artigo 682 que he o primeiro do titulo que
se inscreve da nuiidade dos contratos commerciaes
( lendo ) : o A nullidade dos contratos s pode ser
pronunciada, note bni o senado, ( nos seguinles ca-
sos : 1., quando a lei expressamcnle a declara...
Desejo que o nobre ministro me mostr a lei que
declara nullos os contratos das sociedades emeom-
inan.lita em que se estabelecer a divisao do fundo
social em aecoes ; era relacao as causas expressas
no arl. 129 do cdigo, e nos outros 288, etc. (con-
tinuando a ler): a 2.", quando for preterida al-
guma solemnidadc essenrial para a existencia do
contrato e fim da lei. Note o senadu que as pa-
lavras deste segundo periodo nao se Irala de ne-
nhum vicio intrnseco do contrato, como moslram
viagem a Italia nao leve lugar, que nao foi um anno
porm um mez que deenrreu desde a noile de Cha-
tenay, que Uve smenle um pesadelo ; mas que a
rcalidade da ventura o dissipara. A janella de leu
quarto fica ao oriente, e primeira claridade da au-
rora irei baler-le porta e acordar-te, minha dor-
minhoca. Viras ainda dar comigo um passeio pelo
jardim, e colher para ti um ramalhele no orvalho.
Depois le retiraras se quizeres e deixar-me-has por
muilo lempo, lalvez para sempre. Porm sabes que
urna su ti,ir basta para perfumar lodas as paginas de
um livro, assim essa nica lembraoca podem conso-
lar-me lodos os dias da vida.
Pois bem disse Marlha transportada. Ouve-
me, Nalalis : qoando deixares Paris, pois essa triste
separaran, cuja poca nao foi ainda marcada, esla
decretada como necessaria; quando liveres de ir, par-
tirs para lodos porm licars mais um dia para
mim s, e hei de dar-te esse dia tal qual me pedes.
Ests contente ?...
Como todos os anjos do co !
Mas at untan s paciente s prudente Ago-
ra deixa-mc xollar meu amigo, adeos, adeos !
Km.|u,iiiIii falla v .un, elles linliain continuado a
passear lentamente da oflicina para a casa e da ca-
sa para oflirina, e achavam-sc oulra vez diante do
poial. A la livrando-sc repentinamente de urna
nuvem que a embacava. innudou com sua branda
claridade o diloso par no mesmo instante em que
Nalalis beijando a fronte de Marlha dizia-lhe :
Adeos e obrigado! Ah creio que he a primei-
ra gota de verdadeira felicidade que tenho bebido
neste mando I
Marlha nao respondeu ; mas erguendo o dedo
moslrou-lhe o poial, e ambos recnarara assuslados.
Em p debaixo do caramanchao o velho Leonardo
Aobry, apparicao solemne, encarava-os e os raios
praliradosda la esclareciam-llie as caes e o sem-
blanle paludo e grave.
Oh exclamou Nalalis aterrado, ja as fezes
{Continuar-se-ha. >
.



2
DIARIO OE PRMMBUCO. SEGUNDA FEIRA 23 OE OUTUBRO DE 1854.
os arligos ah citados ; relere-te o artigo as solem-
nidades que ilevem nelle inlervir ; e nieis abaixu o
rcgulamenlo explica quaes ellas sejam ; eiplica-os
rilando os ni 265, 302 o 406 do cdigo do com-
nicrcio.
Os arligos sao os segualas (lendo) : 265. A li>-
potheca dos bens de rail, frita por qualquer obriga-
(to ou divida commercial, s pode provr-se por
escriptura publica. S se poda declarar uullo o
i- 106 trata dos protestos das lellras de cambio, diz :
O acto de protesto deve cooter esencialmente,
etc. ii Sao ainda solemnidades, e a divisao por ac-
jes lias commandilas nao o lio. Passare agora s
millidades chamadas de pleno direito. Diz o art.
681 do regulaiucnto citado: l.o, aquellas que a
Ici formalmente pronuncia em raan da mauifesla
prelerirao de solemuidade vsivel pelo meimo ius-
Irumeoto, ou por prova litlertd : taes s3o os ca-
sos do art. 129. Ora, em net liun delles se pode
comprebender a divisao por acjes uas commandi-
las : isto no necessita de demonstrarlo ; o outro
caso he u do art. 677 seus paragraplios. He ain-
da uullidade expressamente comminada em lei;
diz o artigo leudo : O contrato do seguro he uul-
lo ; os arls. 658, 827 e 828, sao tambem exprs-
sos quanto clausula irritante de nullidade.
Assim sao, scubores, os exemplos do cdigo citado
no rcgulamenlo, em nenhum dos quaes se pode ca-
pitular a nullidade do contrato commandilario por
arroes. Se nao lie exacto mostrem os de opinio
contraria o artigo que expressamente fulmine nulli-
dade ao contrato commandilario baseado em acjes.
Tenho por taulo direito de concluir que semelhan-
le contrato est Tora do alcance das nullidades for-
malmente pronunciadas pela lei.
Vamos segunda hypolhese do mesmo arl. 648,
islo he, quando ha falla de solemnidades ; estas
uullidades, posto que nao expressas em lei, sesub-
cutendem por ser a solemnidade substancial que se
prelerio substancial para a existencia do contrato.
Todo o mundo sabe quaes sito essas solemnidades.
Ellas sao por ventura nao fui feita a escriptura
por oflicial competente, se nao tem data nem subs-
cripto das parles, ou se nao for lida na presenta
dallas, etc. He manifest que taes solemnidades
nao po.lem, nem mesmo por ideulidade de razao,
applicar-se ao caso em questao, podem dar-sc no
contrato commandilario, mas nao em razao de di-
visao do fundo em acjes, que nao he solemnidade,
purera sim urna convenjao adjecta e nao esseucial.
O arl. 685 Irala de nullidades dependentes de
rescisao, deixando que os contratos produzam seus
efleilos em quanto se nao intenta a competente ac-
cao, ou se nao oppe por excepjiio ; mas, para se-
ren atlendidas taes nullidades, misler be que o c-
digo do commercio declare que podem ser opposlas,
ou enlio quando te moslra a existencia de fraude,
e por tanto nao podem ser applicadas ao caso da
rommaodia| por aeces. Procurar emiltir provas
para demonstra-lo era abusar da paciencia do se-
nado.
Ora, senhores, podera alguem sostentar que o
contrato commandilario, em que se convenciona
que o capital seja dividido em acjes, he annulla-
vel pelo cdigo somente por esse motivo ?
Or. Rodrigues Torres:Desta maneira pde-
se argumentar contra ludo.
O Sr. Tosa :No meu pensar est provado da
maneira mais evidente pelos arls. 682 eseguinles
do regularaento que regem a materia de nullidades
que uao se pod julgar millo o contrato commandi-
lario, cujo capital for dividido em aeces ; e isto
basla para justificar plenamente a miaba opiniao,
e mostrar qaao pouco procedentes sao os argumen-
tos que se emittiarm, a ser em retocan s convenien-
cias, mas eslas cedem i lei.
Pode-se responder a este argumento, senhores, por-
que nada ha, como diz um jurisconsulto justamente
celebre, a que se uao possa responder; mas apreseu-
tar razes solidas, e capazes de destruir o sentido
obvio e natural da lei, creio que ser um pouco dif-
licil. Declarando porem eu que o capital das socie-
dades coramamlitarias pode ser dividido em aeces,
entend qoe o nao pode ser em todas as especies que
sao conhecidas no commercio. Islo he oulra questao
de qae passo agora a tratar.
Todos sabem que o direito que tem cada um socio
as quotas respectivas do fundo social se domina in-
teresse, e s pode ser transferido a lerceiro por con-
senlimento expresso dos demais socios; quando po-
rem esse direito nao depende para ser cedido do
consentimenlo dosoutros sociosou pela nalureza do
contracto, ou porque nao sendo contrario i ndole
do mesmo contrato se convencionou previamente
que se possa fazer cessao a lerceiro, esle direito loma
o nome de aejao. He nesle sentido que tumo a pa-
la\ra accao, e que ella he geralraenle recebida. O
modo de figurar esse direilo be o ttulo em que se
declara o valor da quola, ou parte della. Creio que
o nobre ministro coucordar coui esta definirn.
Examinemos agora se islo se pode fazer as soci-
edades commanditarias.
Considerada a arcan por este modo, pode ella ser
Irausmillida a lerceiro por tres maneiras: ou como
titulo ao portador, ou como titulo nominativo por
ineio de endosso branco ou preto ou como titulo no-
minativo por meio de declararan no registro da so-
ciedade. Concordo que nao lie possivel dividir o
fundo das sociedades commanditarias em acones ao
portador e em aeces nominativas susceptivas de
endosso branco ou preto; mas em acedes Iranferi-
veis por inscripjo no registro da sociedade; creio
que sto lie inteiramente conforme com a nalureza
do conlralocommandilario.
O contrato commandilario ei'ge esencialmente,
alero das designadas no art. 311 do cdigo commer-
cial, duas condiejes: a 1. he que os fundos com
que os socios entram para a sociedade sejam eflectiva
mente prestados caixa social; a 2. condigno he
que, se por ventura algum dos socios enmmandita-
rios intervier na gesISo dos negocios da sociedade,
fique por esse mesmo faci obligado solidariamente
como gerente; o cdigo exige tambem que o socio
repouha os lucros recebidos no caso da falleocia.
Ora, se o fundo capital for dividido em acres ao
portador, nao he possivel vericar nenhuma das 3
condiejes indicadas; pode qualquer socio inlromel-
ter-se na gerencia, e nao saber-se a occasiao em que
cedeu suas aeces; nao pode portante o fundo soci-
al ser dividido em acres ao portador. Tambem nao
pode ser dividido em acres nominativas Iransferive-
is por endosso branco ou preto, e a razao lie a mes-
ma porque lia possibilidade de fraude; pode-se
Iraspassar com ante-dala a ejao por meio de endos-
so branco ou preto, sem ser possivel verilicar-se se
por ventura na occasiao em que esse individuo exer-
ceu qualquer acto de gerencia social era membro da
sociedade commanditaria.
Mas succede isla a cerca das aeces Iransmissive'u
pola declararlo no registro da sociedade? Sem du-
vida que nao; o comparecimeoto do socio cujo no-
me vem mencionado na accao para assignar por si
ou por procurador o Iraspasse della, a declararlo do
cessioiiurio a quem ella he transferida, bastam para
se verificar se em tal ou em tal poca esle ou aquel-
te membro da sociedade era ou nao elleclivaniente
tal e por comequencia se agesta que nesta occasiao
tinha feilo deve importar a responsabelidad solida-
ria como se fosse um dos membro* ccmmandilarios.
Os registros sociaes e os livros da sociedade verifi-
cara tambem o caso da falleucia ; a prestaran total da quota res-
pectiva licando determinada no acto social, e sendo
dcvidamenle provada, satisfaz plenamente a condi-
rao dos iris. 312 e 313. Assim os terrearos que con-
tratara com os gerentes e que nao podem exigir dos
commandilarios mais do que as forjas das suas res-
pectivas quotas ficam plenamente salisfcilo* ; os
fallidos que liverem recebido dividendos ficam ro-
uhecidos para repo-los; os commandilarios que se
liverem intromettido na gesiao d sociedade podem
ser respomabilisados pessoalmenle, porque nao po-
dem licar desconliecidos i face do registro social.
Como pois (Insular que a divisao em aeces Iransfe-
riven por este meio he pcrfeilamenle conforme com
a oatnreza e essencia da aasociajao eommaiidila-
ria.
Para ser possivel negar-se seria preciso revogar
primeiro o arl. 334 do cdigo coromcrcial, porque
nlo sendo a acjio mais do que a cesiarao de loda
ou de parle da quola social, o referido artigo auto-
risa semclhaule cessao, desde qne liouver consen-
timenlo expresso dos oulros socios. Ora, pudendo
esse consentimenlo expresso ser prestado previa-
mente por convencao laucada no aclo social, como
autorisa a genernlidade do arl. 201, segue-se que
os ttulos dessas quotas podem ser livreroente trans-
feridos, mas esses ttulos cessiveis a arbitrio do pro-
y prietario constiluem as arres. Assim, por lano
lira cada vez menos duvidosa a faculdade da divisan
do fundo commandilario cm acres nos termos que
ja ennuuciei.
Se he incnmpalivcl com as sociedades collectivas
a existencia de una convencao previa, estipulando
que a quola social possa ser traspassada a diversas
pessuas sem consentimenlo actual dos demais socios,
he porque se di nhi urna razao especial, cssa razao
consiste em que sendo todos os socios solidaria e
pessoalmenle rcsponsavtis, seria urna loucura esti-
pularse que essa solidariedade recahisse sobre urna
pessoa insera ; mas esto razao nao milita na so-
ciedade commanditaria quanto aos socios com-
mandilarios, qne nem gerem, nem eslao tujei-
los i responsabilidade pessoal, sao merot prestado-
res de fundos, cojos nomes mesmo o publico ignora,
Julgo pois que em ultimo resultado estou ron-
corle com o nobre senador pelo Rio de Janeiro, c
mesmo com o nobre ministro de juslija.
O Sr. Rodrigues Torre : Est milito longc.
O Sr. Tosa :Se estou longe da opiniao do no-
bre senador, ao menos parece-me ler dado razes
jurdicas que favorecer a opiniao que eu sustento ;
ao menos concordo em que a divisao do fundo social
nao pode ser feita em acues ao portador e nos no-
minativos cessiveis por endosso. E nem o poderiam
ser uaqueila i.' especie, porque entre us nao sao
mesmo ronhecidos esses ttulos de quotas sociaes
transmissiveis por simples Iradicao. Nesta parle
indubilaveliiienle tinha razao o nobre ministro de
negar a divisao dos fuudos commandilarios, e nao
s nessa, porm na 2." especie, de queja tralei mais
de urna vez. Por ultimo direi ao nobre ministro
que eu neg que a divisao em aeces he o carcter
dislinctivo das sociedades anonymas, e islo face
do art. 295 do cdigo.
Senhores, eu creio ler mostrado que pelo nosso
cdigo nao he prohibida a sociedade commandita-
ria cm que se eslabeleja a divisan do seu capital em
aeces, com lano que sejam Iransferiveis por meio
de declarado feita no registro social, e s Iransfe-
riveis depois que os liindos commandilarios liverem
sido recomidos na caixa social.
Agora poda eu acrescenlar algumas razes de con-
veniencia acerca das sociedades commanditarias aqui
tratadas com tao pouco favor; mas direi simplesmen-
le que os proprios adversarios dcsta especie de so-
ciedade, quando dividida em acres, o proprio Sr.
Horacio Say, lendo-se pronunciado acerca desla
materia nos ltimos arligos do Jornal dos Econo-
mistas, esso mesmo nao repelle as sociedades com-
manditarias formadas por arenes da maneira que
digo; moslra os inconvenientes, que na verdade sao
grandes, das sociedades formadas pela maneira por
que eu tambem nao quero que scjsm formadas, mas
nao ns repelle, antes moslra as vanlagens infinitas
que podem resultar da sua adopjS.o.
Eu por fim poderia dizerque as sociedades com-
manditarias tem sobre as anonymas vanlagens consi-
derareis. Eslas vanlagens sao : lodos os socios sa-
bem quaes sao os administradores em quem deposi-
tan! sua confianza para gestao dos fundos com que
concorrem, as anonymas nao pode existir essa con-
fianza, por que a eleijao da gerencia he sempre en-
tregae .-i maioria.
Em segundo lugar, as sociedades anonymas o
fundo he resnelo aquillo que fui eslahelecido, as
sociedades commanditarias nao s existe fundo cer-
to que fci dado em commandita, mas existe tambem
a responsabilidade indefinida dos socios gerentes.
Em lerceiro lugar, as sociedades commanditarias,
conhecidos como sao s agentes e gerentes sociaes,
as intrigas eloiter.ies c oatras semelhales, nao inler-
vindo os socios commandilarios na gesteo da socie-
dade sao mais diflireis de prodnzir effeilos deplora-
veis na associajo. Em quarlo lugar (e eu enlendo
sociedade nao seja permitlida ; se reconhece que
he preciso, para que nina sociedade seja reconhe-
cida como anoimna, que o contrato da sua incor-
porarao satisfaga as condijes que a lei exige, nao
piidc deduzir do art. 129 argumento a favor de sua
opiniao, islo he, nao pode demonstrar que s por-
que nao se contemplou nesle artigo o caso da divi-
san cm acres para lomar millo o contrato das so-
ciedades em commandilas he licito o daqucllas que
assim prtlicarem. Parece-me que isto tambero he
lgico.
O Sr. Tosa d um aparte.
O Sr. Rodrigues Torres:Perde V. Exc. ; ti
que quero he somenle demonstrar que o seu argu-
mento nao procedo, nao tem forja sufflclenle para
convencer o meu espirito.
Demais, nao creio que smente porque um con-
trato nao satisfaz a todas as condicoes a que deveria
salisfazer em virtudc da denominaran da sociedade
a que serve de instrumento, deva sempre por esse
motivo ser reputado nullo ou revogado. Suppo-
nliamos que dous individuos fazem um contrato de
aforamento, c que nelle eslabeleccm as condicoes
que sao pmpri.i-, nao do toramente, mas do ar-
rendamenln. Mear por ventura esle contrato nul-
'o ? Nao : mas em vez de ser um contrato de aforn-
menlo he na realidade da arrendamenlo, cmhora
se Ihe de o nome de aforamento. Creio que os Srs.
desembargadores enlendem-n lamhem assim.
O Sr, Pntenla Bueno :Eu estou de accordo.
O Sr. Rodrigues Torres:Logo, nao be de ne-
cessidade que o contrato seja nullo. Como os ter-
mos, as coudiees que elle conlm perlencem a
outro contrato, licar subsisliudo como contrato de
oulra nalureza e diferente denominajao. lima so-
ciedade commanditaria que nao satisfaz as condi-
jOes que a lei exige para ser reconhecida como tal,
ficar subsistindo como sociedade em nome conec-
tivo. Snpponha o nobre senador que se organisa
urna sociedade commercial com dous ou tres socios
commandilarios, que estes dous ou Ires socios lo-
mam parle na gestao dos negocios fica a sociedade
nulla, fica revogado o seu contrato? Nao ; em vez
de ser sociedade em commandita, converte-se em
sociedade em nome colleclivo ; mas nao ha aonulla-
jan do contrato.
Portanto o argumento do honrado membro, e que
elle apresentou seno como o nico, ao menos como
o mais valeule par provar que o codico permute
s sociedades em commandita a divisao do fundo
capital em acjes, nao tem, ao menos na minha
curta inlelligencia, forja alguma. Quanto a mim
he um circulo vicioso, he provar...
O Sr. Tosa:Provo que a sociedade em com-
mandila, dividindo o sen fundo em acres, conver-
te-sc em anonyma.
O Sr. Rodrigues Torres:Nao entro nesse exa-
m, porque me nao he preciso : basta que se me
conceda que no caso que figurei, a sociedade ano-
nyma nao pode ser considerada como tal para re-
conhecer-se a improcedencia da argumentarlo do
nobre senador.
Se sao nicamente os casos mencionados no art.
129 que podem annullar os contratos das sociedades
commerciaes, e se na opiniao do nobre senador a
sociedade cujo contrato nao incorrer em nullidade
em virtude desse artigo deve ser reputada legitima
e gozar das isenres que o cdigo lhe concede, se-
gue-se que as sociedades anonymas que se orga-
nisarem sem licenra do governo devem, na opiniao
do nobre senador, ser reputadas legitimas socieda-
des anonymas, porque o alcorao nao diz que neste
caso o contrato he nullo.
O Sr. Tnsla d um aparte.
O Sr. Rodrigues Torres:Parece-me que ra-
ciocino em regra; mas pode ser que lenha dito
que nao he esta urna razo para desprezar-se), que I despropsitos (nao apoiados) nao son jurisconsul-
nestas sociedades commanditarias a solidariedade to ; tanho realmente muito receio de argumentar
dos socos gerentes obi iga-os a ser muito mais cui- com os Srs. desembargadores, mrmente cm taes
dadosos e diligentes na gereocia dos fundos sociaes, | materias,
do que as sociedades anonymas, onde multas ve- o Sr. Tosa d outro aparte,
zes aquelles que menos interesses tem sao os que a | o Sr. Rodrigues Torres :-Nao, senhor, sou o
d.ngem. Bem longe de screm as sociedades com- [ primeiro que reconl.ceo no nobre senador muito
mandilaras inferiores as anonymas, pelo contrario {mata instruyo sobre eslas materias, muito ma*
Ihes sao mu.to superiores. |ucjaei clarai mais con|lecirnenlo qlle en
Eu nao comprendido como em um paiz onde lie | len|10. Cusla-me. e nao he senao profunda con-
prcciso animar-se o espirito de associa^ao sequer
por emba-aros 13o graves como me parecer ser os
que resultam da opiniao do nobre ministro e dos ou-
lros senhores que sustenlam a opiniao contraria
minha. Nao comprehendo que em um paiz, e n'u-
. r .v.f ma poca de l.berdade de induslria, se possa querer ,rina suputada pelo nobre senador
agrilhoar a liberdade do cidadao para se reunirem,
para associarcm suas forjas, seus capilacs sua inlel-
ligencia da maneira porque mais conveniente acha-
rem. Entendo que isto he urna tnlella insupporla-
vel. Paro aqui; posto que pudesse expor alguma
cousa mais, cuido porem que hei dilo quanto basla
para justificar a minha opiniao.
O Sr. Rodrigues Torres: Sr. presidente, nao
vim preparado para discutir a queslao de que Iralou
em ultimo lugar o honrado membro que me precedeu
por nao saber que ella tinha de ser boje suscitada de
novo; mas algumasdas observajes feitas pelo nobre
senador levaram-me a pedir j a palavra para res-
poHdcr-llie. Essas observarlos versaram sobre dous
arligos do cdigo em que o honrado membro fundou
a sua opiniao; limilar-me-bci portento a examinara
doutrina desses arligos.
Ji3o enlrarei no exame da conveniencia das socie-
dades commanditarias: creio que se nao trata disso.
Nio he nossa inlcnrao, nem ha na mesa projeclo al-
gum que lenha por fim revogar as disposijOes do c-
digo do commercio na parle relativa as sociedades
em commandita. Todava, como o honrado membro
exprimi sua opiniao a esle respeito, lia de permit-
lir-se-me tambem que emita a minha sem entrar
no desenvolvimento della, sem desenvolver as ra-
zes que quanto a mim justificara.
Nao desconheco as vaulagens das sociedades com-
manditariasemeertos e determinados casos; oque
me parece pouco judicioso he que o cdigo as tives-
se perroittido nos termos cm que o fez. Se se livesse
por cxemplo.limilado na sociedade commanditaria a
( er tos e determinados casos ; se se livesse excluido | lerceiro que n.lo seja socio a parle que liver na so-
principalmente bancaes da aijada dessas associajes;
se se tivessem lomado certas providencias que foram
adoptadas pela legislarao de oulros paizes mais adi-
antados do que nos, e que podem servirnos de mes-
tres nesta materia, nao loria eu duvida cm pronun-
ciar opinio favoravel a tees sociedades. Mas nos
'erreos em que o cdigo as permillio autorisando el-
le segundo ao menos a inlelligencia que se lhe d, a
orgauisajao de sociedades bancaes em forma de com-
mandita, pudendo eslas sociedades emiltir mesmo
notas ao purlador, como e quanto qulzerem, poden-
do por este maneira Iranstornar, perturbar todas as
relares commerciaes, alterar o valor da moeda, fa-
zer baixar o cambio a cada momenlo, entendo que
taes associares nao sao iileis, que sao antes preju-
diciaes aos interesses do paiz.
.\3o he porem esle o ponto de que Iralamos. A
queslao suscitada por mim em urna das sesses ante-
riores limita-se a saber se he ou nao permillido as
sociedades era commaodila dividir o fundo capitel
em .n-res. O honrado membro deriva esta permis-
so dos arls. 129 e 33t do cdigo; c faz consistir a
sua mais forte argumentarlo no seguinle racioci-
nio ;
viccao da opiniao que sustento que me leva a fazer
estas observarOes ; porque se me a finura (lalvcz que
cu seja nimiamente tmido, lalvez que os meus re-
cetes sejam meros phantasmas creados pela curlcza
da minha inlelligencia), que se prevalecer a dou-
teremos de
soflrer terriveis consequenclas.
Se o principio do hourado membro for reconhe-
cido verdadeiro, qual he o meio que lera o governo
de regular a circularlo monetaria, de evitar a de-
preciarlo do papel moeda, de por limites s oscil-
laroes do cambio ? Se qualquer sociedade puder de
um dia para oulro, poudo sua tcsla como geren-
te qualquer pessoa que nao offereca oulra garanlia
senao a de ser matriculado no Iribunal do commer-
cio, emiltir sem nenhuma responsabilidade real c
efficaz quanto quizer, inundar o mercado de no-
las ou lellras ao portador, onde iremos parar, se-
nhores?
O Sr. Tosa d um aparte.
O Sr. Rodrigues Torres:Eu fallo de notas ou
lettras ao portador.
O Sr. Tosa:Mas V. Exc. falla dessas socieda-
des em relarao aos negocios bancaes.
O Sr. Rodrigues Torres:V. Exc. nao me ouvio,
ou ouvio-me mal.
O Sr. Tosa:Ouvi bem.
O Sr. Rodrigues Torres:Eu tambem duvido de
que o cdigo commercial permita semelhante emis-
sflo: isto he, que qualquer associajao commandi-
taria ou nao commanditaria lenha direito de emiltir
notas ou lettras ao portador; mas o cerlo he que
muila gente o entrale assim.
O outro artigo a que se soccorreu o nobre senador
que rae precedeu para demonstrar que he permilli-
do s sociedades commandilarias dividir seus fundos
em aeces he o 334 do cdigo.
Diz elle: A nenhum socio he licito ceder a um
ciedade, nem fazer-sc substituir no exercicio das
funrces que nelle exercer, sera expresso consenti-
menlo dos oulros socios.
Allega pois o hourado membro que havendo con-
sentimenlo dos oulros pode qualquer socio transfe-
rir o seo quinliao. oo parte que tiver na sociedade ;
que pode mesmo esle consentimenlo ser dado pre-
viamente, islo he, como clausula do mralo. Eu
nao neg islo ; mas ceder a quola, ou parte que ca-
da um liver na sociedade, a om lerceiro, he cousn
militodilferenle de dividir o capitel rm incoes. O
honrado membro confunde a faculdade de cada so-
cio ceder a parle ou quola que liver no capital social
com a faculuade que quer dar a asaociajao de dividir
o capital em acjes ou fracres mnimas desle capi-
tel ; de riar-lh.es curso na bolsa, e de convert-las
finalmente cm efleilos de commercio. Urna cousa
he ceder cada socio a um lerceiro a quola que liver
no tundo social cora o consentimenlo dos oulros so-
cios, quer esle consenlimento seja dado na occa-
siao da cessao ou previamente quando se celebrar o
contrato social, c nutra cousa he dividir a parle de
cada socio cm fraesoes, dar-lhe o carcter de ffri-
los de commercio, faze-los colar ni bolsa, e entre-
gar exclusivamente a venda delles aos correctores.
As eonsequencins que daqui derivara sao do m.iior
alcance ; e constiluem urna exceprao a favor dos ef-
mas o rodigo expressamente determina no art. I9 i teilos de commercio de que nao gozam os quinhes
dos socios das nutras sociedades commerciaes. Ora.
esta exccpjao ou privilegio nao pode ser concedido
senao expressamente.
Ningucm negou que cada socio commandilario po-
de ceder a um lerceiro a sua parle. Mas ceder cada
socio a parle que tem era urna sociedade difiere mui-
to de poder dividi-la cm grande numero de fiacces
de dar a estas fracres o carcter especial de effeilos
de commercio, de incumbir a sua venda a cerlos e
determinados agentes do governo. de determinar que
a venda (lestes fundos se fara independentemenlc d
escriptura publica ou particular, isto, de um modo
dilferenle daquelle porque se faz a Iransfcrcncia ou
cessao dos quinhes das oulras sociedades. Aqui he
que est o esseucial. O honrado membro confunde
KfRo com quola. ou parte que cada socio lera...
O Sr. Tosa : V. Exc. he que nao deliue a
arjo lal qual a ilcfincm torios que....
O Sr. Rodrigues Torres: Senhores, a minha
queslao he esta : pode urna sociedade que nao tem
para esse lira conceilaa cvpres-a do governo dividir
o seu capital em fracres, de modo que cada socio
possa ceder a sua parle a 20, 30, ou mais pessoas,
que caraa sendo lamhem socios, e dar a estas frac-
ces o privilegio de clfeitos de commercio ? Eu en-
tendo que nao.
Portante a minha argnmentec3o consiste em que
Se as sociedades cm commandita nao podem di-
vidir capilaes cm acres. claro he que aquellas que
pralicarem esta divisao devem ser reputadas nullas;
os casos em que se d esta nullidade, e nestes casos
nao esl comprehendido o facto da sociedade dividir
o seu capitel em acres; logo o conlraclo da socie-
dade que assim pralicar nao he nullo; e portento
Ibes he permiltida scmelhanle faculdade.
Senhores, parecc-nie que no caso figurado pode o
contrato nao ser nullo, sem que todava a sociedade
seja reconhecida como c.immandtar). Nao son ju-
risconsulto, e trabo por isso muito receio de metter-
me na sera dos Srs. desembargadores, mas bao de
mepermillirquc eu exponba o que a razao medida.
Se o raciocinio do honrado membro he exacto, se-
euc-se que todas as vezes que so nrganisar urna asso-
ri.irau anonyma, e que esta associajao aprsenle seus
estatutos no tribunal do commercio e os fara ahi re-
gistrar, esta sociedade, elabora n.lo lenha oblido au-
loris.irao previa do governo, lira por isso licite e re-
conhecida como sociedade anonv ma, porque o c-
digo nao diz em nenhum dos paragraphos rio arl.
129, citado pelo honrario membro, que em lal caso
fica nullo o contrato. Islo me parece lgico.
O Sr. Tosa d um aparte.
O Sr, Rodrigues Turres:Poishcm, se so reco-
nhece que he preciso que o contrato satisfar a ou-
lras rundunes que a lei exige, se o honrado membro
reconhece que nao sao smenle as hypotheses de
que trata o arl. 129 que podem fazer com que a
esta maneira de fazer a transferencia ou cessao da
parte de cada socio he urna excepto do principio
gcraldo direilo commercisl.Telioexplicido a inlel-
ligencia quedou palavra aceito.Pode ser que cm
linguageui jurdica exprima oulra cousa, sobre isto
nao quesliono ;confesso que ignorse quinhaoequi-
vale a accao era linguagem jurdica, nBo o neg as-
sim como nao o aflirmo, nem lie de cslranhar que
'Iuem nao lie jurisconsulto ignore estes particulari-
dades.
Accresccntarci ainda, senhores, urna observaran.
Ha no cdigo commercial um artigo que prohibe
aos correctores adquirir para si, ou para pessoa de
sua familia, cousa cuja venda lhe for incumbida ;
mas excepta desta regra acquisirao de apolices da
divida publica e de aerees das sociedades anonymas.
Ora, se o cdigo reconhecesse acres de oulras socie-
dades commerciaes que nao fossem as anonj mas ; se
reconhecesse a exislcncia das acjes das sociedades
em commandita, poderia privar os correctores do di-
reilo do comprar semelhanles acjes, da mesma ma-
neira que as das sociedades anonymas e as apolices
da divida publica ? Craio que seria orna conlradi-
rao, por nao dizer absurdo, da lei.
As razes que militem para permitlir-se aos cor-
rectores a acquisijao de apolices da divida publica,
e de acres de sociedades anonymas, militaran!
igualmente para se Ihes permiltir a de sociedades em
commandita se o cdigo as reconhecesse. A Ici diz
aeces das sociedades anonymas., porque a pa-
lavra arenes tem em porluguez acepres difTercntes
daquella cm que a empregamos quando se Irata dos
lituloscommerciaes. Parece pois que desse mesmo
artigse deve colligir que o cdigo nao reconhece
a existencia de oulras sociedades que possam erai'.lir
acjoes.
Tem se alegado, senhores, exemplo de oulras na-
jes. N5o desconheco que ha paizes onde se per-
mute qne as sociedades em commandita possam di-
vidir o capitel em aeces, mas suas leis concedem
expressamente este faculdade ; tente se reconhece
quae nao he ella da essencia de tees sociedades.
Tem-sc allegado tambem o exemplo de alguns es-
tados americanos. Desses estados alguns ao menos
que lem permittido as sociedades em commandita,
nao Ihes deram todava o direilo de dividir o capital
em aeces posto que lh'o ata vedassem expressa-
mente, visto como baslava para prohibi-lo que a lei
Ihes nao concedesse urna semelhante faculdade. Pe-
co ao honrado membro a quem respondo que com-
pulse a legislajao do estado de New-York ; e se en-
tender que sao uteis as necessidaees em commandi-
ta, sujeitando-as as regras que Ihes impoz esse osla-
do achar-me-ha de accordo com a sua opiniao.
O Sr. Pimenta Rueo : Apoiado.
O Sr. Rodrigues Torres: Torno a dizer, as so-
ciedades commandilarias, como sao permiltidas por
nosso cdigo, parecem-me j perigosas, se as qoe fo-
rera organisadas com o fim de fazerem operajes
bancaes lem, como alguns perlendera o direito de
emiltir notas ou lellras ao portador; mas muito mai-
ores males podero produzir, se vingar o principio,
que me parece perniciosissiroo, de poderem ellas di-
vidir o capital em acres.
Nao pude ouvir o cornejo do dicurso do honrado
membro que me precedeu. I.imito-me portento s
observajes que tenho feito.
O Sr. Presidente: Quem se segu com a pa-
lavra lie o Sr. Pimenla Bueno, mas antes de Ih'a
dar devo declarar qc a discuss.lo lem estado intei-
ramente tora da ordem, porque .tratando se nica-
mente da orgauisarao e reforma dos tribonaes do
commercio, e estando o projeclo ern prirasira dis-
cussao, nao pode este versar senio sobre a ulilida-
de e conveniencia rio mesmo projeclo sem se entrar
no exame de cada um dos seus arligos, como he ex-
presso no arl. 75 do regiment.
Ora, o primeiro orador que enrelou o debate, bem
qucnoprincipiodeseu discursodissesse alguma cousa
sobre a materia, passou depois principalmente a oc-
cupar-se das sociedades em commandita do que o
projeclo nao trata, e sobre as quaes exclusivamente
versou o debate. Faro esla observajao para que
os oradores que se seguirem a .lenhao em considera-
cao.
Ainda que se tralasse de sociedades commandila-
rias, uo se poderia instituir sobre ellas um debate
seruellianle era l. discussao, quanto mais tratndo-
te de objecto dilferenle!
O Sr. Rodrigues Torres : Se fultei, foi por-
que V. Exc. me concedeu a palavra, e ja linha con-
sentido que primeiro fallasse nobre senador pela
Babia.
O Sr. Presidente : Eu nao quiz fazer a me-
nor censura ao Sr. senador, pois que nao sendo cha-
mado ordem o primeiro orador quo se afastou da
materia, nao o devo fazer aos que se seguircro e lhe
quizerem responder ; e nao chamei ordem o pri-
meiro orador, porque, havendo-o ja feilo duas ve-
zes em olra occasiao, e manifestado elle tanto de-
sejo de fallar sobre este materia, entend que o nao
devia privar de o fazer para que nao allribuisse o
procedimeulo contrario a m.i vonlade da minha
parle.
O Sr. Pimenla Bueno : Direi alguma cousa
smenle pela ordem, e nao duvldarei alinal obede-
cer determinaran de V. Exc, al porque V. Exc.
he meu presidente duas vezes. ( /,'s'i Creio que a
discussao nao est tora da ordem ; ella pode de-
monstrar que o projeclo que se discute he incom-
pleto, que nao cstabelece providencia sobre a ma-
teria em queslao.e preparar assim algum aditamen-
to conveniente.....
O Sr. PreHdenle : Mas isso he objecto da 2.
discussao, que he quando se pode admillir emtndas.
Se alguem quizer rulan mandar algum aditamento
estar no pleno direilo de ler a palavra.
O Sr. I'imenela Bueno: Talvez porem fosse
bom esclarecer a materia desde ja, para resolver-se
enlao o que fosse mclhor : erafiui, se V. Exc. en-
tendo qae nao se deve entrar nessa discussao, cedo
da palavra.
O Sr. Presidente : Depois de terem fallado
ja oulios senhores, a querer dizer alguma cousa se-
ria injuslja nao dar-lhe a palavra.
O Sr. Pimenla Bueno ; Bem ; e serei breve.
Nao enlrarei em cnnsi leracao econmica, nem tao
pouco em oulras que possam dizer-se dejureconsli-
tiendo, n3o : ligar-me-hei s e nicamente ques-
tao legal, as disposires do cdigo do commercio
boas ou ms, mas que san as normas quo cumpre
respeilar. He com o cdigo commercial e seu re-
gutamento, com os mesmos arls. 129 e 682 invoca-
dos pelo nobre senador pela Babia, que como elle
pretendo sustentar que a sociedade cm commandita
pode dividir seu fondo social em acres por isso que
a lei considera cssa convencao valida e porque o go-
verno nao pode prohibir um acto que a I ei declara
valido.
Empreguemos, senhores, a analyse, ella he quem
lem iillimamenle estendido e apcrfeiroRdo as scien-
cias, c entre ellas a legislarao, vejamos com seu au-
xilio se podemos determinar quaes sao todos os mo-
dos porque a lei pode cITectuar um contrato. O
quadro he pequeo, agora mesmo acabo de fazer
essa estilstica.
Os unicos modos porque a lei pode effecluar um
contrato ou convenjao, sao dous, como bem ex-
pressa o art. 682 do cdigo commercial, e vero a
ser regulando suas formalidades externas e soas for-
malidades internas ; fura disto resla a autonoma on
liberdade das convenjes, como o nobre ministro
tan Ilustradamente demonslrou oulr'ora na cmara
dos Srs. depulados, c eu pedirei os talentos de S.
E\r. em auxilio meu.
As formalidades exteruas referem-so forma das
convenrSes ou as solemnidades da prova : o que
exige a lei a esle respeito da sociedade em com-
mandita ? Exige para que o contrato lenha existen-
cia icgal que seja redigido em cscriptora publica ou
particular, e inscripto no Iribunal do commercio :
observando-sc pois tees condires nao (eremos
queslao.
Paseemos as formalidades internas : estas referem-
se ou as pessoas ou ao fundo da malcra, isto he, a
convenjao cm si mesraa, em sua enlidade moral
para que seja o que a ici a consumi e nao cousa
diversa ou nulla.
As que rcspcilam as pessoas, parle das quaes os
jurisconsultos chamn habilitantes, exigern que as
partes contratantes tenham rap.iridade c preslcm
consentimenlo valido. Quanto a capaerdade he ne-
cessario que nao incorram no defeito de menor ida-
de, inlerdicrao, dependencia de autorisajao alheia
inhibirn legal como a do funecionario publico que
nao pude ser rommercianle. Quanto ao consenli-
mento, exige a lei que nilo labore em erro subslan-
cial, violencia, dolo, lalo ou sujeirao leonina. At
aqui tembem nao temos questao.
Vejamos a ultima parle, isto he, as formalidades,
que referem-se ao contrato ou cousa era si. Nesta
parle a lei, Io laura sua lenrao sobre o objeclo, de-
clarando que a ser Ilcito ou iimnoral n3o pode
ser materia legal de couvenjAo ; 2." lauca tambera
sua Icnjao sobro a causa do contrario c declara
qne para a obrigajao subsistir deve ter una causa
real e licita ; 3. finalmente exige qut o Icor das
respectivas disposijes eslej era conformidn le com
as normas que ella ordena, e que respeitem as pro-
hibijes que ella irape.
O Sr. Visconie de branles : Vamos a isso.
O Sr. Pimenla Bueno : Vejamos primeiramen-
te o que n lei ordena com applicajSo a sociedade em
commandita. Ordena nos arls. III a 314 as diver-
sas condijes que sabemos que nesses arligos se con-
lm, e qne dao-lhe 0 ser legal porqu sao as cons-
titutivas do contrato ; a sociedade em commandita
lie pois a que. observar essas condires e suas refe-
rencias he valida e legilima.
Vejamos agora finalmente se temos alguma pro-
hibijAo legal applicavel materia. A prohibirn
pode ser expressa ou deduzida por argumento ou
Ulajao. Expressa cortamente nSo temos, resta a
illirao que seja realmente applicavel.
Para que ama illajao mrmenle prohibitiva, o
mrmenle derogatoria de dreilos individuaes possa
prevalecer he de misler que seja Uto positiva, tao
clara, Uto convincente, que nio deixe duvida algu-
ma, porque se nio reste a crenja fundada que a von-
lade da autoridade e nao a lei he quem governa, e
ahi este a difTerenja entre o governo absoluto e o
governo constitucional. Pois bem : embora os Srs.
senadores digAo que lem a illarAo do^rt. 297, illa
ro ou inapplicavel ou frouxa por isso que a dlspo-
sijao desse artigo refere-se materia delle mesmo, e
nao apresenta-se com carcter de exclusao, embora
queira eu admillir que d-se urna illajao, lies fal-
lando razoalincnle bao de conceder-rae que nao he
tao rlara, tan positiva, tao decisiva que nao deixe
alguma duvida. Alguma certamente resta, e a pra-
lica al agora seguida pelo commercio, e nSo impe-
dida, assim o atieste.
Terrinos pois de um lado urna duvida pequea,
embora, mas de oulro teremos urna certeza irrecu-
savel, ehe que os direilos individuaos devara ser res-
peitedos, eque em relarao a elles a constituijao con-
sagra o pricipio que ningaem he obrigado a fazer
oo deixar de fazer urna cousa qualquer seno em
virtude da lei. No parallelode urna duvida por pe-
quea que seja de um lado, e de urna certeza por
outro, como proferir aquella a este ? Como antepor
a fraca illajao de urna lei ordinaria i dispusijo
formal e clara da lei fundamente! do paiz ? Os di-
reito individuaes e constituco valem por ventu-
ra menos de que a duvida resultante do arl. 297 do
cdigo commercial ?
Senhores, loda esla discussao lem-se lalvez ali-
mentado porque olvidamos o principio de direito
publico que revclla que a lei nao he quera d o>
direilos, sea oRlcto est em restringi-los, e por is-
so Indo que ella nao restringe claramente he licito
ao cidadao em um estado constitucional ; ahi sim,
as autoridades sao que nao lera junsdiejao legitima
como taes se nao miquillo que compreheode-se no
poder qne a lei Ihes deu, por isso que o poder ou
jurisdiejao nao nasce da nalureza, nao se presume,
delega-se.
Resla pois, como disse a autonoma ou liberdade
das convelieres ; se pois em virtude della ama socie-
dade tm commandita accrescenlar ao cutnprlmento
das disposijOes legaes um incidente mais, a divisao
do Tundo social em aeces, o que nao contraria as
disposijCes irnperativasda mesraa lei, nem prohibirn
formal, porque nenhuma ha com esse carcter, co-
mo em vez de parar ao menos na duvida havemos
de invalidar om aclo valido ?
Tenho a meu favor e no sentido da inlelligencia
legal um facto anlogo atleslado peto Sr. Horacio
Sayl'oslo que econmicamente entendido o arl. 38
do cdigo do commercio francez se devesse concluir
que as acjes da sociedade em commandita nao de-
vem ser Iransferiveis vontade do portador por sim-
ples Iradiceac sem in-rnprio no registro social, to-
dava como argumenteva-se que a lei nao razia li-
mitejao expressa, prevaleccu essa liberdade embora
m.
O Sr. Rodrigues Torres : A faculdade dada
sociedado anonvma de dividir o capitel era acjes
he um privilegio.
O Sr. Pimenla Bueno: J oulr'ora disse que se
se demotistrasse que era um privilegio o argumento
seria procedente. Como porem, ou porque he pri-
vilegio ? Taulo os principios econmicos como o
direito commercial reconhecem que a liberdade das
transaejes e a livre circularan dos capitees em vez
de ser privilegio he urna uccessidade do bem ser e
riqueza publica. Enlao o proprio direilo commer-
cial lodo elle he um privilegio.
Senhores, o direito commum he o direilo civil; a
lei o modifica em rolaran ao commercio porque as-
sim convem, essa modificajio nao merece o nome
propriamentc de um privilegio, e se accaso merece
enlao elle he geral, e por isso mesmo inclue o objec-
lo em queslao, pois que trata-se de urna sociedade
commercial.
Procurarei agora responder a urna observajao do
nobre senador polo Rio de Janeiro. Disse elle : a nao
procade o argumeute do nobre senador pete Baha,
porqnanlo se urna sociedade commanditaria em
seus estatuios ou por seus actos violasse a lei, como
conseolindoque umsocio commandilario se tornas-
se gestor, nesse caso nao seria nulla a sociedade e
sim de una oulra especie.
O Sr. Rodrigues Torres d nm aparte.
O Sr. Pimenla Bueno : Bem, como era nesse
fim especial nao enlrarei neste queslao.
Sr. presidente, tenho exposto minha opiniao pelo
que loca inlelligencia da lei : posso eslar engaado
mas posso aeverar ao senado que esla he a minha
convicc&o.
O Sr. Nabuco (ministro da juslica) :Comcjarei
tratando da questao deque se lera principal meo le
oceupado os nobres senadores que me precederam.
Os nobres senadores insslem sobreludo nn argu-
mento de que seria urna violajSo da liberdade civil
prohibir que as sociedades commandilas dividam seo
fundo capital em acres, sendo que pela constitui-
jao do imperio nenhum concidadao pode ser obri-
gado a fazer ou deixar de fazer alguma cousa senao
em virtude de lei. He necessario, portento, segun-
do elles, que a lei seja sempre expressamente im-
perativa on prohibitiva.
Este argumento importe a derogajao de toda a
lgica judiciaria (apoiados), mala todos os argumen-
tos legaes de que nos servimos segundo a hermenu-
tica. Assim, do nenhum presumo sao os argumen-
tos que se fundara no caso expresso para os casos n3o
expressos, o argumento da excepjKo para a regra, a
contrario sensu, a /mi7f, a fortiori, de menor para
maior, e vice-versa.
Nao ha com effeilo orna prohibiro expressa no
capitulo ou secjao do cdigo que trata das socie-
dades commandilas ; mas ha no capitulo ou secjo
que define e caructerisa as sociedades anonymas a
disposirao relativa divisao rio seu fundo capital
cm acres. Temos este caso expresso que firma a
regra geral em contrario a respeito de todas as so-
ciedades commerciaes. (Apoiados.) O argumento do
nobre senador nao pode prevalecer ; segundo elle,
para se argumentar da exceprao para a regra geral
he preciso que os casos sejam do mesmo genero ;
pois bem, Irala-se de urna sociedade commercial em
relarao ta oulras sociedades commerciaes ; o que
conslitue e distingue urna especie nao pode ser ap-
plicario a oulra, o que se diz expressamente de urna
nao se pode attrihuir e cstender oulra.
O argumento lirado do cdigo francez he irresisli-
vel: eu o repilo, elle se funda em queconteria este
cdigo uraa disposirao ociosa autorisando expres-
samente e tambem as sociedades commandilas para
dividir o seu fundo capital era acjes, se esla divisao
do^ finido era acjes fosse da nalureza dessas socic-
dadrs : para que autorisar aquillo para que estao el-
las aulorisadas ? O cdigo Trance* autorisando ex-
pressamente,e o nosso nao autorisando valem, a mes.
ma cousa, tem ambos o mesmo efteito. (Apoiados.)
E vejara os nobres senadores que determinando o
cdigo commercial francez que os fundos da socie-
dade em rnmmaudila sedividissera cm acjes, ainda
em 1830 veto em duvida se estos acjes poiliam ser
ao portador. Enten grandes jurisconsultos opina-
ran! pela negativa, fundandoe em que as aeces ao
portador n.lo podem ser permiltidas senao as socie-
des anony mas, porque a ordem publica he inlercs-
sada era que loda a sociedade que se forma por ac-
jes ao portador csteja sob a vigilancia da autori-
dade publica ; essa duviri i foi a final rrsolviria pete
afurmativa pela Corle Keal de l'aris porque o artigo
do cdigo commercial francez se servia, quanto s
commandilas, da expreso pnderao tambem dirl
dir seus fundos em acjes, sendo o tambem relativo
as sociedades anonymas que p Miara dividir os fun-
dos em acjes ao porlador. (Apoiados.) Veja-se o
escrpulo dos juriscousullos e magistrados franec-
zes a esle respeito ; assim ero Franja, aonde a le"
autorisa as commanditaa para dividir o capitel cm
aeces, ahi se linha como cousa calmuda duvidosa
que eslas acjes fosaem ao porlador ; entre DOS, que
o cdigo ole declarou, romo o francei, qoe as com-
mandilas podiamlambem dividir o seu fuodo
m aerses, ellas podem ludo.
Senhores, oulro argumento qut me parece irresis-
livel he o seguinle : as sociedades commandilas he
Opiniao de Pardessot, fazem urna derogajao do di-
reito commercial (apoiados), como derogajao do di-
reilo, como excepjao nao podem fazer senao aquillo
que he expresso em le. (Apoiados.) As commandi-
las sao urna excepjo do direilo rommercial, porque
a regra geral he solidariedade ou responsabilidade
indefinita dos socios; para que as 'commandilas pu-
riesscni dividir os seus fundos era arrao (ora de mis-
ler que esta faculdade fosse expressa.
O Sr. Pimenla Bueno d um aparte.
O Sr. Ministro da Justina :A convenjao nao
pode derogar a lei, smente se podem admillir as
convenjes das partes quando nao sao contrarias
le commercial ou civil.
O nobre senador pela Babia recurren a um argu-
mento que me nao parece procedente: quid inde,
diz elle, se o regulamento commercial, que Irata das
nullidades dos contractos, nao anuulla o contrato da
sociedade commandita que dividi o seu fundo em
acres, que rcsolojo lem a queslao? Servin-se o
nobre senador para argumentar assim da disposijao
do art. 682. (Le.)
a Art. 682. A nullidade dos contratos s pode ser
pronunciada :
a 1. Quando a lei expressamente a declara.
(Arls. 129,288, 468. 656 c 677 do cdigo.)
2. Quanto fr preterida alguma solemnidade
substancial para a existencia do contrato e fim da
lei. (Arte. 265, 302 c 406 do cdigo. )
Antes de responder ao nobre senador, observarei
a terminologa de que se servio esle arligo quanto s
nullidades; nullidade que o juiz deve pronunciar,
e nullidade que o juiz deve supprir ; assim quando
elle diz que a nullidade deve ser pronunciada, quer
dizer que a nullidade nao pode ser supprida ; no ca-
so figurado d-se nullidade, e nullidade que deve
ser pronunciada e nosuprula.
No 2. est comprehendiria ahypothesequan-
do fr preterida alguma solemnidade substancial
para existencia do contrato e fim da lei; os tres
arligos do cdigo a que se refere este paragrapho
nSo deslroem a sua disposijao ; sao tres casos indi-
cados exemplificativamente e nao laxativamente,nao
se pode dizer qae seja s a preterirn das solemni-
dades desses Ires arligos que annulla o contrato. O
arligo seguinle, 2, condiz com este e Triza a ques-
tao mais claramente (l) :
a 2. Aquellas que, posto nao eipressas na lei,
se sublendem por ser a solemnidade que se prele-
rio substancial para a existencia do contrato e fim
da lei, como se o instrumento he feilo pelo oflicial
publico competente; sem dala e designaja^o do la-
gar ; sem subscripto das parles e testera unhas: no
seudo lido s partes o lettemunhas antes de astig-
oado.
OSr. Tosa:Para exemplo.
O Sr. Ministro da Juslica :Exemplo : nraa so-
ciedade commaodila, divindo seu capital em acres,
usurpando urna faculdade que s compele s ano-
nymas que carecem da autorisajao do governo.
O Sr. Tosa :Veja os exemplos que a lei Iraz.
O Sr. Ministro da Juslica :Estes exemplos por
serem exemplos nao sao os aicos casos. (l) Qaer
o nobre senador que somente sejam nullo, os con-
tratos relativos a estas especies, quando o cdigo usa
expressamente da clausula, como quando estes casos
sao indicadosexemplificando ?
Os nobres senadores que sustentara a opiniao con-
traria me parecem confessos, desde que elles reco-
nhecem as difiiculdades da sua opiniao, e recuam
fazeudo dislincjes e limitarnos; mas, perguoto eu,
quem vos aulorisou para limitar e distinguir '.'
Apoiados.) Ou haveis de admillir por extenrao, por
analoga, as acjes pela forma que o co Jigo pres-
creve para as sociedades anonymas, ou coufessais
que pelo cdigo nao compete s sociedades comman-
dilas essa faculdade que lhe confers.
O Sr. i'sromlc de branles :Reconhecem os
perlgos que ellas podem ler.
OSr. Pimenla Bueno:He oulra questao.
O Sr. Ministro da Juslica : Os nobres senado-
res dessa forma provsm que nao ha lei, que ha ue-
cessidade de lei ; nao he possivel admillir o arbitra-
rio ; ou as commandilas nao podem dividir o seu ca-
pitel em acjes, ou podem riivid-lo ero acres ao
porlador ou nominativas, como podem as socieda-
des aooDymas, porque nao ha lei que fajaaslimite-
Jes que arbitrariamente os nobres aentdorcs esla-
belecem ; he esse o escolho da queslao ; ou nao hu
lei, ou a lei que ha he a mesma das sociedades ano-
n> mas, mas sem a garanlia deltas, que he a autori-
sajao do governo.
Quanto aos oulros pontos ero que eu poderia in-
sistir, fui prevenido peto nobre senador do Rio de
Janeiro, que me parece ler Tallado e abuodando
na quc-sln satisfactoriamente.
O nobre senador pela Babia, que em primeiro lu-
gar fallou, encarregou-rae de oro Irabalbo bem ar-
duo ; seguodo o nobre senador, sou obrigado a de-
monstrar a ulilidade desle projeclo, sem que alias
S. Ex. lenha aprsenla lo razes em contrario.
Julgo que o projeclo, lendo por si a presumpjao
que se Tanda no voto da cmara dos Srs. deputados,
lendo sido l largamente discutido, ao uobre senador
he quo competa impugnara ulilidade do projeclo,
e nao iropor-me o ouus de prova-la.
Alm disso oulras razes j apresenlei uaqueila
cmara com o fim de mostrar que este projeclo nao
era obra da precipilajao, mas linha por si loda a
madureza ; a idea consignada no projeclo j foi in-
dicada por urna das illustrajes do nosso paiz, que
me precedeu na roparlijao dos negocios da juslica.
Invoco a opiniao do nobre senador que me fica em
frente, o qual no seu rclalorio de 1852 demonslrou
qae essa medida era esseucial a bem do commercio;
e successivameule o nobre senador pela provincia
de Minas-Cernes., que depois foi ministro dos nego-
cios da juslica, tembem seguio a mesma opiniao,
fundando-se tanto S. Ex. como o nobre senador pe-
to Rio de Janeiro as reclamajiles de todos os Iribu-
naes do commercio que insistiam nessa uecessidade.
E o primeira viste, senhores, se confiere que os
Iribunaes ordinarios nSo podem bastar para conhe-
cer de causas (ao numerosas como sao as commer-
ciaes com uVcleririadc que o commercio exige. Se-
ria misler por ainda em problema a uecessidade da
especialidade dos Iribunaes do commercio ? Nao bas-
la a legislaran de quasi todo o mundo ? Permita o
nobre senador que a este respeito eu me sirva de
ama parte da exposijao de motivos do cdigo do
commercio francez. (L~).
(".(incluimos o nosso projeclo pela insliluirao dos
Iribunaes especiaos do commercio.
Nao baste crear um instrumento ulil, he
confia-lo a raaos habis.
As transaejes do commercio difieren] lao cssen-
cialmente das transaejes chis pela sua nalureza e
resultados, qae umversalmente est reconhecido qae
a legislajo deve ser fundada em principios dille-
rentes.
Quasi lodos os negocios do commercio versara so-
bre quesles de facto, s3o quasi sempre conlestajes
cm as quaes a experiencia rio commerciaiile he lao
necessaria como a inlegridade do juiz: como espe-
rar que jaizes nao acoslumarins aos negocios do com-
mercio possam ser habis para julgar as conleslajes
cm as quaes a qualiriarie da fazenda, os delalhes
complicados da operaran, a .apuraran de urna conla
constiluem o fundo da questao? Como esperar que
a jui/.es acostumados ao ricor das formas que as
qucstes civisexigem, possam mudarallernalivamente
de sv Sicilia, e p is.it da lenlid.io do processo ordina-
rio para a rapidez dos procesaos commerciaes ?
A experiencia dos secutes tem consagrado a ulili-
dade dos Iribunaes especiaos nos negocios commer-
ciaes, lem resistido a lodos os ataques do interesse
privado, lem-se manlido no meio da torrente revo-
lucionaria.
Eslas observajes do relatoiio que acompanhou o
projeclo do cdigo francez me parecem mais que
suflicientes para justificar a especialidade dos Iribu-
nuaes do commercio.
O nobre senador pela Baha a qnem me refiro
quesliouou a respeito da orgauisarao dos Iribunaes
preciso
as questes que sao propriamente de direito, co roo
os aggravos, podem ser encarregldas s> esses ma-
gistrados.
Eu nunca em minha vida professei a idea de que
os Jaizes municipios eram inconslitucionaes, que
nao deviam faier parte do corpo judiciario. O no-
bre senador est engaado quando mi empresta es-
la opini "o. por coDsequencia a contradicro que elle
nolou nao lem a menor precedencia. Eu enlendo
qoe osjuizesmunicipaes nao devem proferir osjul-
gamenlos definitivos, mas no os considero inconsli-
tucionaes ou inhabeis, e a conslituijao os nao exclue
para prepararen! os proceasos e para julgarem as
causas denominadas correecionaes,para sobstiluirera
os jaizes de direilo.
Disse o flobre senador que os Iribunaes do com-
mercio em virtude desta lei vao ter dous caracteres,
administrativo e judiciario. Esses dous caracteres
la elles os lem pelo cdigo commercial. Na pirle ad-
mioislraliva nao ha razao alguma para qae ao tribu-
nal entre maior numero de desembargadores, as
questSes administrativas pode decidir como est ac-
tualmente ; para as quesles judicarias em segunda
instancia he que o projeoto chama como adjanclos
mais tres desembargaders na corle a mais doos as
provincias. Me parece que nao ha nenhuma ano-
mala insto, e j temos urna instituirn oo paiz as-
sim constituida. Quando no supremo conselho mili-
tar se decidera as quesles puramente militares nao
inlervem os juizes logados ; quando porm lem de
julgar as causas em segunda insiaacia, he ajodado
por juizes togados. He justamente o qoe se imite na
orsani sarao e-Iabeleci la no projeclo. Quando se tra-
a das quesles administrativas como registro de na-
vios, matriculas de negociantes e oulras, nao sen-
do ahi misler as luzes da jurisprudencia, o Iribunal
orno est hoje pod e servir para este fim ; quando se
trate de segunda instancia he enlao que sin admit-
idos mais tres desembargadores na cono e doos as
provincias, para inlervirem nesse julgaroeoto.
O nobre senador repruduzio contra o projeclo o
inconveniente que foi apreaeotado na cmara dos
depulados, e he que o tribunal do commercio viuda
a ser ao mesmo lempo tribunal de primeira e segun-
da instancia. Me paree que nao procede este argu-
mento, poique estebelecendo a lei que os tribonaes
do commercio julguem era segunda instancia, a al-
ribuijes que hoje lhe competem em primeira de-
vem passar para oulros juizes, assim as moratorias, as
concordatas, que sao parles do processo do fallitnen-
to, devem perteocer aos juizes que forera da primei-
ra instancia.
O nobre senador tambem observou que o projec-
lo ia crear urna grande despeu ; mas este soa ob-
servajao nao tem cabimento. Snpponha S. Ex. que
se creara tres jaizes especiaos, um oo Rio de Jaoei-
ro, m na Baha e outro em Pernambuco ; temos
justamente Ires juizes do eivel qae devem ser aboli-
dos e podem preeucher esses ovos lugares ; quando
mesmo sejam conservados todos os jaizes do civel, a
despeza he to pequea que nao vite a pena olhar
para ella em compararao da grande vanlagem que
vamos obler pela especialidade da jurisdiejao e do
commercio:
O nobre senador achou excessiva a aleada de
5:000)1 para as causas commerciaes. A airada dos
Iribunaes do commercio, senhores, he sempre mais
avullada do que a dos Iribunaes civis. Assim, quan-
do as retornes tinha ni a airada de 4009, os tribua
do commercio linham a de 2:0009 peto regulamealo
que baiioo para a execorao du cdigo commercial.
Tendo sido elevada pelo novo decreto a aijada das
relajos a 2:000$, nao ha razao para nao ser dupli-
cada a dos Iribuoaes do commercio, porque as cau-
sas commerciaes sao sempre de maioi quantia.
Sao essas as considerajes que forao apreseula-
daa e as observajes que tenho a fazer, c que me
permute aestreileza do lempo. (Apoiados.)
A discussao fica adiada pela hora.
O Presidente designa a ordem ito dia, e levanta
sess3o.
28
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1 se-
cretario le um officio do secretario da cmara dos
deputados acompanhando a seguinle resolujao :
a A assembla geral legislativa resolve :
" Arligo 1. As tabellas de ordenados e gratifica-
res auuexas aos decretos ns. 1386 ei387 de 28 de
abril de 1854, com que sao reformadas as acade-
mias de direito e as escolas de medicina, ficam ap-
provadas cora as seguales declarares :
o 1 Os substitutos, ainda quando se achem era
efieclivo exercicio do magisterio em qualquer ea-
deira, nao vencern oulra gratificarlo alm daquella
que Ihes he fixacla as tabellas.
(( 2." Os secretarios terao 1:0009 de ordenado e
1:0009 de gratificajlo. Os das faculdades de direito,
emquanto estes lugares foram oceupados pelos len-
tes raais anligos, segundo o arl. 153 do de-
crete n. 1,386, vencerao smente a cralilicajao au-
nul de 6009.
a 3.> Os lentes de clnica terao urna gratificaran
addicionalde 6009aaoualmente ; desla gralilrajau
nao serao excluidos os que forero mdicos das casas
de misericordia.
a 4.* Os professores dos corsos de preparatorios
annexos s faculdades de direito terao os meamos
vcnciinentos dos professores actuaos do collegio de
Pedro II.
a Art. 2. Ficam revogadas as disposires era
contrario.
Paro da cmara dos depulados, em 26 de agos-
to de 1854.Vis conde de Baependy, presidente,
Francisco de Paula Candido, 1. secretario.Fran-
cisco Xavier Paes Brrelo, 2. secretario.
O Sr. 3. Secretario l a redacrao do ornamen-
to, para ser remedida sanecao imperial, e cma-
ra dos deputados a da proposijao do senado autori-
sando o governo a conceder carta de naluralisajao
a Emilia Eularia Nerti, e a emenda feito peto sena-
do proposirao vinda da mesraa cmara autorisan-
do o governo a conceder carta de naluralisajao a
Manuel Francisco Kibeiro de Abren e oalros, as
quaes sao approvadas.
Procedee ao sorleio da deputarao que lem de
receber o Sr. ministro da juiti ja, e sahem eleilos os
Srs. Souza e Mello, Oliveira Coalinho, e Miranda
Ribeteo.
Passando-se ordem do da, contina a primeira
discussao da proposijao vinda da cmara dos depu-
tados autorisando o governo para transferir paa o
corpo de engenheiros, na qualidade de alteres alum-
no, o guarda-marinha Antonio da Cosa Barros Vel-
loso; passa u segunda e he approvada para a lercei-
ra discussao.
Segue-se a primeira discussao da proposijao vinda
da mesraa cmara autorisando a cmara municipal
da corlea incorporar urna companhla para o lim de
abrir a roa do Cano at o largo do Pajo, ele. Fica
a discussao adiada por constar achar-se na ante-ca-
mara o ministro dos negocios dajustija, o qual he
recebido com as formalidades do eslylo, e loma a
sent.
Conlinuaudo a discussao da proposirao da oulra
cmara reformando os Iribunaes do commereio,com-
balem-na os Srs. Vergueiro e Hollanda Cavalcauli,
defende-a o Sr. Montezuma, ficando a final a dis-
cussao adiada pela hora-
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessAo.
29
Por falla de numero nio houvo sessio.
ausjoiai
PARAN'-
Relatoro apresentado assembla legislatat pro-
vinial do Paran pelo presidente da pioin-ia
o conselhciro Zacaras de (oes e Yasconccllos.
(Continuacjlo.i
Colonsacao de Indgenas.
He urna desgraja, roas a verdide obriga-me a di-
zer vos que ueste provincia, onde os indios selva-
gens aus militares ( a cmara municipal de uara-
puava avalia em mais de 10,000 os que percorrem
os serles do Paran ) habilam o territorio de cerlns
municipios, onde no districto dos Arabrozios, 12 le-
guas pouco mais ou menos desla cidade, os indge-
nas anieajam a seguraura da gente civilisada, nao
existe um aldeamcnlo regular !
Nao ha anda Tunccionarius encarregados especial-
mente da calechese c civilisajilo dos indgenas, que
orrnlem-me com seus csclarecimenlos, nem da pro-
vincia de S. Paulo recebi una palavra sequer de
iuformajao sobre lao importante assumpto exporel
todava o que pude eolher.
0 aldeamenlo da freguezia de Palmas, viclima de
clamorosas injustijas que o lizeram sahir de uata-
puava, onde primeirameule esleve para aqaelle dis-
i
"A
J
>
4
<
do commercio, e pergiintou qual minha inlenjaore- trido, acluiva-sc reduzido miseria de nio ter 1er-
lal i v ament aos aggravos. Parece-me, que, compos- renos suflicieules que cullive, nem os recursos mais
lo olrihtiual de desembargadores e commerciante', j indispensaveis existencia.
/
4


OIARIO QE PtRUAMBCO, SEGUNDA FEIRA 23 OE OUTUBRO OE 1854
x
E eulreljolo us Indio que o compite, toda a vez
queostekagens desmatas vizinhas aspalbam osus-
lo v (errar por entre a gente eivilisada. tomam a
defeza delta, expando a Tida cun generosidade 1,1o
mal retribuida!
Veri, cacique dessa tribu, veio visitar-me, aconi-
panltado da 13 de mu subditos, a pedio-me :
I. Machados, enxadas, fauces, espingardas e al-
guma fazenda.
2. Dous hoii pan os trabalhos de conslrucrao de
una grande caero que lodos moren) junto-, e me-
llwr se delendam de alum assatto dos indios bar-
baros, seus morlaes inimigos.
3. Ordem para ser-llie entregue um lillio que se
achava em casa de pessoa daquelle municipio.
A estes pedidos atlendi. e vallan a cacique, an
que pareca, satisl'eito, ficandn-me prova irrcli aga-
vel do abandono desses indios e seu eslade de pe-
nuria.
Ja propuz ao governo o noroe de um cidadao ca-
paz da excrcei o logar de direclor-geral dos indios
da nova provincia, conforme o regulamento acerca
das missoes de calechese e civilisacao dos indgenas
u. V26 dt 1 i de julho de 1845.
Solicite! tambem do governo imperial um missio
nario que conserve a religiAo e a vida social esses
udios ja mansos, e chame f e a civilisacao oulros
que por all vivero em hordas errantes ; e mais soli-
citara se nio conliecesse a penuria de missionarios
actualmente a riisposirSo do governo.
A parcialidade de Veri consta de
llamen....... 45
Muldercs e cianea-. 17
Ao todo. 152
Ha as fronleiras de Mattu-i irnssn com o Para-
guay, viziohaucas do Yguatemi, confluente do
Paran, una nacao de indios os Cayus gente
de brando nalur.-il e dada agrieultura, dos quaes o
barao de Aiiloiiin.i tem buscado altrahir una parle
ao Jalahy.
E diz-me Joaquim Francisco Lopes, pelo mesmo
baru cucar rugado de recber os indgenas, em o lu-
cia de -ib' de maio ultimo, qae com elTeito tem all
rbesado un-. ;Pi5 iudios a saber :
Em 1853.......35
Em abril de 1851. ... 85
Em maio da 1851. ... 65
A permanencia dessa nacao naquella parte da
I. onluu'.i leria a vantagem de guirnece-la (no caso
de serem amigos sinceros do imperio' de delensotes
mu valentes e pouco dispendiosos ; mas, dada sua
emigrargo na escala que indique!, he dever do go-
veruo recebe-los bem, c isso ha de faze-lo.
Tire ja occaslo ite di/.er-vos que os indios selva-
gens mals de urna vez leem ameaca,lo a seguranza
dos habitantes dos Ambrozios, districto de S. Jos
dos Piihaes,
Agora devo comoiuoicar-vos que a forra orgaui-
sada pelo chele de polica cm defeza dos habitantes
daquelle, lugares, de accordo com as iustrucres
que recebara do referido magistrado, conseguioo lim
proppslo, em coinmetter actos de barbaridade, que
caracterisam asbandeiras.
Sorprenden essa diligencia um troco de indios
que no rociado de maio ultimo envin ao chefe de
polica : coinpunha-sc de 9 pessoas, coulando-se urna
velha que pareca crear por 80 anuos, urna enanca
de poucos dias de nascida, e entre esses dous extra-
aos rapazes e raparigas de I i annos para bailo.
Seria mu lo conveniente e liouvc designio de fazer
voltar is mallas a octogenaria e mais os rapzes e
raparigas, cuja idide e forras o consentissem, com
dadivas, que em gente rude e interesseira produzem
lorie iiupressAu, e os predispSc a receber o Evange-
llio c abracara vida social.
A morle porcia da velha e de Ircs indios um tanto
rrescidos, proveniente ou de pura nostalgia, ou de
molestias que produz a inudsnca de rgimen e modo
de viver, veio dentro em pouco tempo. imposibili-
tar qualquer intento nesse sentido.
Os que rcslam esli couflados a pessoas de car-
dade, para quem o ter um indio no seio da familia he
menos nma especularlo do proveito do que um des-
velo e onns de mais.
Foram entregues, mediante um termo que essas
pessoa* assignaram.
Sendo certo, seuhores, que i cifra da popularlo
da provincia he.diminutissima. e que ha urna quao-
lidade innunieravel de iudigenasque vaguciam per-
didos para o trabadlo e para a industria, pelas suas
Ierras devolutas eem grande parle ainda por explo-
rar, comprehendereis fcilmente a importancia ex-
trema de um expediente adequado a attrahi-los i so-
ciedade e u civilisacao.
Ao governo central compele, mais que a ninguem
d -olucao desaa difllculdade, que lauto lite da que
pensar, porem a vos nao he ella estrinha, se nao
muito do vosso dever e inlercsse, cabendo, segundo
0 aclo addicional, na aleada das assembleas provin-
ci'C*promover, cumulativamente com a a,semidea e
governo geraes, a ralecliese e civilisacao dos in-
dgenas.
E. pnis, permitti-me duas palavras sobre esse
objecln.
I lo us fados ha na historia dos nossos aborgenes
superiores a toda contestado, evem a ser : 1., que
a forra nao reduz indios nem os conserva aldcados,
se nao que os acaba e aniquila ; 3., que s o Evan-
gelho osabranda e faz abracar a vida social.
Os esforcos dos descobridores nada conseguirn!
de notavel emquanto ifraram-se na superiodade de
suas ai ni-.
Asmalocasdos Paulistas destrniram completa-
mente as floreteantes miisAes do tiuayra, aquem do
Paran, em territorio perteneci a esta provincia, c
1 ora m o flagello dos indios cm qualquer parle que os
alcancastem.
Oo nao tem havido reducciu de indios, ou ella
ha sido obra de homens apostlicos, sem outra arma
que urna cruz as mitos, sem outros recursos que os
do Evaugelho.
S os mrios brandes, sii a religio, que em si os re-
sume e sublima, hade pois elleiluar verdadeirameu-
le a civilisacao dos nossos indgenas.
E tanto He esse o pensamenlo da suprema admi-
ni-lrarao do estado, que o resulamenlo de 24 de
julho de 1Hl."> acerca das missoes de catoches? e ci-
vilisacao dos indios, expressamente manda empregar
as respectiva converslo lodos os mcios suaves.desde
o mimo que tuca a sita eobiea, at as pompas o ap-
pai alos das testas da christianitmo, que ferem-lbes
a imaginario e os enlevam e arrebatan], toda bran-
dura e condescendencia al deixar ao arbitrio dos
pais fazerem baplisar, se quizerem, suus lilhos.
Mas en lio como njto fat progressa a calechese, e
coniiiiuain ot indgenas no estado primitivo'!
Eu pens que, omillindo outras causas, ha duas
particulares que para isso muito concorrem.
Primeiramente, a inao da autorid ile civil, alias
odiosa ao indgena que v nella o conquistador que
oexpolsuo do territorio en que nascra e viva li-
vremenle, pesa demasiado sobre o aldeamento.
Conforme as circunstancias a aldeia pode ter:
I director.
1 tlieseureiro.
1 almovarifr.
1 rirurgiao.
I enfermeiro.
1 partida de forra militar ou de pedestres, maior
ou menor segundo as necessidades.
Toda essa gente, on a maior parte delta, ai fazer
na aldeia precisamente o contrario do que deve fa-
zer : he um dissolvente da civilisacjiu que poisa i i
apnntando entre os indgenas.
Ao revs disso, bem simples era o rgimen a que
" Paraguay de vera m osen esplendor e presperida-
de as celebres reducroes dos jesutas, c Uto simples,
que se continha as seguinles palavras: corregedo-
ras, alcaides, regedores e nulras autoridades sabidas
par el'ic.io do seio da aldeia, milicia composta s de
indgenas para defeza commum, mas o cura cima
de ludo, como mola e alma de ludas ai resolucdes.
Por nutro lado, us nossos missionarios, conforme
as disposiees em vigor, devem cirrumscrever-se de
ar,e ao que he puramente espiritual, qua nao ha
<|oe eaperar dellea a< direci;Oes praliras e provcitnsns
esiiarecimentos rom que poderiam ser uteis aos seiM
neophyos, a cxeraplo do que outr'ora lizeram, de
modo a excitar a ailmirarAo de seus proprios calum-
niadores, o, grandes calechislas do Paraguav.
isso porem lie o menos, pois o nne verdadrira-
n ente magda be que os missionarios actuaos de or-
iiuano i,i i ,an bem appafelbados instruinciilos mes-
dos ^nd* narand6 bra e'P'r',ual da Wg*nerar;ao
Bolado, muitn embora, de vastos ronhecimentos
conceruentes ao seu esUdo, fallando, supponha-se
mesmocomperfeisaoealticiimo, urna ou mais lin-
guas da Europa, i-lles metiera hombros empreza
sem lera menor noticia da lingua que fillam us in-
dgenas!
Engao em qoe nao rahiram os Jesutas, que
aprendan! cora esmero o idioma Ouarani e dialec-
tos qua f-IJava/u as hordas a que se dirigan) !
Erro falal que o mais grasseiro bom sen-o pode
descorlinar, e que a experiencia de todos o lempos
condemna, mostrando que quem tiver a inissao de
praar e converler, ou lia de receber do Espirilo-
Saiilo o ilom de fallar as linguas dos que quer re-
duzir .i sua crenra, ou aprende-las forja de es
ludo!
Suppor que tal estudo pode-sc di-pen-ar, e que
basta para locar o coracfto do indgena a venerarlo
que possa inspirar um rosto macerado polosjejuns e
absliucncia, un u vigor e energa de um pulmAu que
permiti elevar a voz ; maior altura, he o engao
ile missionarios, que cfleclivamciite nao ratcchsan,,
e que entretanto fa-lo-hiam rom vantagem se dos la-
bios dessa figura as-im desenliada sahissem palavras
que oselvagem entendesse, contemplando na cir-
cumslaucia da altencao que merece a sua linsua a
primeira prova de sympalhia e inlcresse por sua sor-
le e prosperidade.
'Conlinuar-ee-ha.'.
1 MMto--------
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Macelo' 19 de outubro.
Desta vez nao lenho oulro remedio sen.lo recor-
rer aos amigos, para poder dizer-llie alguma cou:a
que haja occorrido. pois por mais que cu andassr,
virarse c esquadrinhasse. nao pude por mim mesmot
descobrir cousa alguma digna de ser-lhc relatada.
I)ingi-me pois, em primeiro lugar I secretara de
polica, no intuito de puxar pela lingua do Mello
Vasconcelos, afim de saber como iamos respeito
da seguranca individual ; acheio-o vociferando bs-
tanle esquenlado. One he isso, amigo Mello, que
novidade temos, no le UUtmta rirpil'.' Deixe-
me com o seu lalinarin, que n.lo eslnupira o atorar,
acabo de saber agora de 2 as apurar a nacienria|cum pedamos de latm.Obassas-
-iii iin. I Diga-mc depresia, que assasslnalos foram
essesFormalison-se o Mello, e assim fallou:
Rmquanlo na Imperatriz, Alalaia e Matta-tiraudc,
municipios celebrrimos em facanlias sanguinarias,
vao actualmente desapparecendo homicidios c feri-
mentos, no municipio do Penedo, que era tido pelo
mais manso e paciheo da pro-dncia, occorrem dous
assassinalos, e um logo apnx nutro : no dia 30 de se-
lemhro um manijo de um hiato ancorado naquellr
porlo, foi morto por oulro marujo da mesma emhar-
cacao, o qual para maior lastima pode cvadir-sc ; no
dia Io do correnle, um cscravo do Mornay, deu urna
farada n'um sujeito, que morreu no dia seguinte ;
fcli/.mente este assassino foi preso em flagrante. Sa-
be V. muilo bem, que o Penedo sempre gozou dos
foros de essencalmenle pacifico, tanto assim, que o
presidente Mqira Barriga em um opsculo que fez
N respeilo da geographia da provincia, diza qoe nun-
ca linha havido a menor sodicAo rcvulla, on cousa
que se aproximasse a annrrhia nesta patriarrhal ci-
dade. cojos habitantes eram tranquillos, unidos, obe-
dientes, e respeitadores das autoridades ; pois boje,
meu amigo, ferve all a intriga, enredo, desaveoca
e discordia a tal ponto, que muilo receio algum Mal
desfecho !Mas a que atlribuc V. ludo isso '! .Nao
se faca innocente, tornou-mc o Mello. V. muilo bem
sabe, qual he a influencia malenca all existente, e
desde quamlo principiar.un as intrigas E com esta
rospostajme foi dando as cosas, c suhindo as escadas
do chefe de polica,
Fui honlenvjvisilar olCoulinlio Ihesoureiro da pro-
vincial), a quem cncoulrei veudendo azeiles cana-
das : indagando delle a causa porque se achava 13o
afervorado, soube que o motivo era um empresli-
mo.dc 8:0003000 que liaba do fazer .< tliesouraria
geral, que ha muilo se acha aneciada de urna extre-
ma atropina ; e ltimamente aggravou-se a molestia
a ponto Inl, que foi necessario recurrer-se ao facul-
tativo do coslum, o liberal Coulinho, que em va-
rias occasioes de idnticas crises lhe havia ministra-
do boas pillas; agora porm esl.i agastadu, equei-
xa-se de qua nem lhe pagam a botica nem as visi-
tas, que aquello pobre enfermu ja lhe deve 9:00->
rs., dusquaes nao sabe quaudo ser embolsado. O
caso he, que a tropa e varios empregados pblicos
eslAo ha mullo por pagar, e niin ha um real nos co-
fres geraes .' No entanlo, quasi todos esses servi-
lores do estado mantem-se de seus soldoi e ordena-
dos. Minio convira que o gnvernogeral, romo bom
pa, laucasse suas vistas rr.aisdesveladamenle sobre
as provincias pequeas, e de poneos rditos, pois
como as enancas pen-un ellas mais doi cuidados
pateruacs do que as grandes e ricas, que se podein
considerar adolescentes, e que cm si mesmas pm-
suem ampios recurso : o militar eu empregado pu-
blico que naquellas servem, prestam serviro mais
digno de remuneraran, do que aquellcs que servem
as de primeira class?, onde os abundantes diverli-
meutos, pas-a-lempos e distracccs, miligam o rigo-
rismo do irahaiho. Vao tentara) dcscrevir-lbe ,'vi.-
lo que ad impomibilia nenio teneln-) a carranca
com quo anda ue-les das o meu velho amigo Ihesou-
reiro da geral, vendo exhausto o mimoso cofre, de
que he elle Uto cioso ; ,-reio que, cuinparando o seu
desespero ao do tigre, que no antro deixou a chara
prole, e que na volta a nao enconlra, nao serei mui-
to h\ perbolico.
BasUnte razo linha eu, quamlo em minha ulti-
ma c[iislola dei ao Tocanliits, os epithelos de ve-
loz e rpido ; com elleilo. nao o esperavainos se-
mio M dia la a 16, eis que pelas 8 horas da inanha i
lo dia l, ribomba no paiol sigual de vapor, corri n
sala de orden- para saber de alguma novida le. c vi
lodos azafamados, duendo que era o Toca niin*. que
fiaba o presidente da provincia, e que havia cahido
o ministerio Bcranl. Muni-me do coragem, e cal-
cante pede dirigi-mc a Jaragua, para ter o prazer
descr um dos primeiros que visse o novu presiden-
te : achei la bom nunniro de lilhos de Eva, que li-
nham ido com a mesma louvavel intenr,ao. Pela
10 hora desemb^rcou em no-sas praias o Exm. Sr.
Antonio Coelho de Si c Al'iuquerque, sendo rece-
hidocom a all'abilidade e agrado que caracterisam os
Alagoanos : escu ra, msica, acompanhamento e oulras quejandas,
que soem ler lugar em idnticas occasioes, e que
nesta nao fallaran). No dia seguinte leve lugar a
po.se ; tambem na fallarei no liizido concurso de
autoridades, militares, empregados pblicos, e cida-
d.ios que acompanharam S. Exr. al a casa da c-
mara ; apenas lhe direi que quem leve seu far-
do aproveitou o enseio para lirar-lhe o mofo, ne-
nhuma casaca preta leon no cabide, iienhuma com-
menda uu racha na caixinha, neulium mimoso calo
den ni de -er maguado. Por ora, nada posso dizer a
respeilo do nossonovo administrador, feabu que lo-
dos os que o tem blo comprimeiilar, voltam penhn-
rados da ihaneza, urbauidad e cortezia. com que
tem sido Iratadns por S. Exc.: creio que he um bom
presagio para qualquer adminis(rac3u, quando osad-
ministrador se mostrara salisfeilos, e sympalbisam
com o administrador : alero disso, o Exm. Sr. S e
Albuquerque nao he presidente novo, nem bomem
ignoto ; seu lino administrativo a illuslrai;ao, o-lan
mais que comprovados pelo -eu tirocinio na Pa-
rahiha, e pelos brilhantes, lucidos e eloquentes dis-
cursos que proferiu lid cmara quatriennal.onde.qual
hbil medico, demonstrou que temcsludado profun-
damente e sondado com perita tenia a chaga que
ameaca anniquillar o Brasil, apresenlamlo o diag-
nostico, elembrando ao mesmo lempo a teraputica
conveniente para alalhar a gangrena. Con-lame
que S. Exc. vem pussuido dos inelhnres desejos i
respeilo dos melhorameulos inaleriaes mais impor-
tantes para a provincia, c especialmente do encan-
n,iiiienlo da ba agua poluvel paraabaslecimenloda
capital, onde e-te liquido indispensavel para a ali-
menla;ao, sendo exlrahido de pojse cacimbas nao
zeladas, lorna-se de mu qualidade. U-scjava pnssuir
a illuslrarao e cahedal de iiisIrncQo medien do Pau-
la Candido, para fazer-lhe aqui urna disserlaju a
respeito da malfica influencia, que sobre a economa
humana overee a agas de mn qualidade ; deixo po-
rm esse trabalho ao Piano, que me atfl ha de dei-
xar ficar mal. J que o novo administrador vem
animado do de capital, coiisinla que cu diga duas'palavras acerca
das dillicuhlu le- dessa importante obra. Exislem 2
regalos ou riachos, cujas aguas podem preslar-se a
esse misler: o Jararecica 3 leguas pouco mais ou
menos distante da cidade, e o Uebcdouro nina le-
gua pequea: o 1. he mais rico em manancial, e
sua ranalisai.-ao Iraria imporlanles melhoramenlos
para a cidade, porque, alm de ser a agua ptima
favorecera o desseccameiito dos pantanos, qoe tor-
nam a cidade insalubre ; as despezas, porm, para a
c inialisarao do Jararecica seriam enormes ; pois
mesmo,que se ella flzesse pormiode tubosmelali-
ro>, (systcma por sem duvida mais fcil) ter-se-hia
anda de empregar urna machina para elevar a agua
ao nivel da cidade, que be muilo mais alta que o
leito do rio ; s para a rompra de lulios seriam pre-
cisos uns 360:000?, pouco mais ou menos, fura a ma-
china, constru (oes e accessorios indispensavuis O
encaiiamenlo do Behcdouro anlolha-se mais vanta-
joso, e com quanloseu volumed'agua seja menor que
o do Jararecica, he comludo, suilicienlc para a po-
pulacao de Macei, e mesmo para cetra mais cre-
cida ; toda a vantagem consiste em estar o riacho
mais prximo a ri lade. e por ronsequeucia serem
menores as despezas ; mas exige tambem a machina
para elevaran da agua ao nivel da cidade, que com
os tubos e mais e perlencese ronslrurcoes ndispon-
saveis podera elevar a obra, segundo orrou um h-
bil engenheiro) a 0W):fJO09 rs. '.'.'. hoc om* hic la-
bor esl '. Onde adiar essi bagilella de -it)0:0009 rs.
n'uma provincia, em que os maiores capitalistas me
parece que nao possnem melado dessa quanlia em
moeda 7 Pelo que venho de expender ver V. que
toda n difliculdadc cifra-sc na falla dos fundos ne-
cessario. e nao na iusuperbilidade de obstculos
maleriac. OsExms. presidentes Jos Bentida Cunba
c figueiradoe Jos Anlunio Saraiva. ambos reco-
niicceram a palpitante necessidade do ene-mamen-
lo, e ate inandarain fazer exames e Irahalhos a esse
' ,L^'~-.'"""llio ? *rle 'l"e cllcs levassem a
*o
encelar c
.iil ; "d l'c"mllin "re efleito esse melboramenlo. praza a Dos que cniba j
concluid aa. ii*!5!'I!T! ?loria dc "ciar
concluir Ha importante obra.
pelel ; nao j.ilcue V. qe eu fela mal cor
aquella amavel Matara : hontem fui v.-lo perc
lar-me alguma rou>a, era um segredo que lhe pe-
Sirv-v-'^.....ss
Riea ne pese tanl au'ua secrel:
l-e porler loin cst dilllcile ex dame^ :
fct je tais meme sur ce fait
Bon nombre d'hommesqui sonl f'-mmes
Ora, o meu Pipelet entra nesse bom numero de
homens r/Hi ,ont femme*. a respeito de um segredi-
nlio, e foi logo depositando-o in //,* awntai desle
sen correspondente que tambem entra no tal bom
numero de que falla o fabulista Franrez. e con.e-
suuilemenlecKorrapirlia-oloaoiia missiva ; e V.
que nao he caixa eurourada arruma-a in conlinen-
li nos sfUs lypos, que por sem duvida slo nimio
mais indiscretos que mis todos juntos. Piirlnrienl
monte/, nascelur ridiculas mu*; o segiedo que tan-
to pesa va na lingua da bom Pipelel ota ap cuas mu
projecto de casamento, de que se falla aind a a sur-
dina ; eu porem nao sei qutdiabo lenho .juc nao
posso saber de um consorcio que nao me dil cocegis
e tentarnos de communirar-lh'o. Desta vezo tal
menino vendado de arco ealjava parece qu c tirn a
venda, pois rerlero nrremerou a sella no co rara do
meu amigo V. Wanderlev, que nao leve oulro gei-
lo senao render-se, dizeudo como aqucllc Inglez
de urna farra de queja me nao lemlna o no mi.
gostei, aturo razar ora sundn o Wanderli iv, romo
V. sabe, moro de ptimas qualidade*. na o houvc
obstculo, e segundo me andrina o Joao ti ornes, o
negocio est justo e contratado, c qualque r desles
dias leremos o feliz conjungo. i ale.
Paralaba 16 de outubro.
Depois de minha ultima, que seguio pelo Tocan-
Uns, e que ja li em letlra redonda, cahi em fa Jla, nao
lauto por culpa minha, como por fallencia lie noti-
cias, que mereraiii as honras la puhlicidadc ; e huje
res dvo-mea tomara peana smente para lv ra-lo da
cuidados por minha saude. que nao por que hajam
occorrido circunstancias uovas ueste pequen o inun-
do. Limpian I n eu Uve o pleno e exclusivo uso de no-
icia lor desta provincia eiicoulrava mais m ateras,
porque as occurrcncias de um uu oulro pon lo, que
chegavam ao meu conhecimeulo, me serviam de as-
sumpto; boje, porm, qoe em qualquer po nlo da
provincia lia um, c quando Dos quer dous corres-
pondentes, acho-me limitado e nos maiores :ipertos
quando icnho de escrcver-lhe. Quantas vez t:s me
nao lenho rido, comigo s, das torturas em qae po-
lillo meu espirito para" miulstrar-me o com que com-
plete nina missiva '.' Olanlas nao lenho sido obrigado
a remonlar-mc regioes desconhecdas com M fra-
geis azas, que lenho, em perignde cahir como icaro?
Quantas me nao terei posto cm perigo de ser alcu-
nhado de inspido massaule, desbridado divasador c
ale mesmo de pedante, somonte para enchrr urna
portan de papel, que me lenho determinado, como o
mnimo de minhas cartas !
Sei praticamente as agonas dos naneciros das re-
pblicas viziuhas ; pnis meus vexames leem muilo
de roinniiim rom os delle-.
O Mereles, que ISa hoM ollicios me prattav a, esla
boje dedicado us Silencias naluraes. De possed os ircs
aposentados, quer aleslalieleeer um curso de mine-
raloga, porque, diz elle, hevergonhoso que anic um
homem encanecido com porejtode crystacs, jul gando
possuir valiosos brilhantes." Com efreilo, o M reles
tem razio, e quinto a mim nada mais ddlorc so lo
que ver um homem transformarse em vidn i urna
mao cheia de suppostos diamantes, ou esvae cer-se
como o fumoosdoiiradossonhosdc um futuro liuhei-
roso ; mas porque razao hei de perder o meu ti Blcia-
dor por causa de alheas mamas *
Seja ou nao justo, o ccrlo be que o magano tassou
a director de cullegio, ou academia le scieiid ai na-
luraes, e muito breve o leremos curando homcipalhi-
camenle, que he por onde lindam sua carreirn os lil-
teralos de minlia torra.
lia ueste lorrao, que me vio nascer, manas iMrio-
iras, que urgem de lempos l lempos, em epoc as in-
determinadas ; mas sempre as mesmas, c sempre ga-
nliando terreno na credulidade publica, que tambem
Ibes vai dando vulto, pela regra -quem con I a um con-
t, augmeiila-llie um ponto .
Entre essas inanias a mais celebre he a de nnien-
taretados como lhe chaman) por exrellencia ) nnc-
lurnos, qoe de periodo em periodo surgem imai lina-
rao dos visionarios ou dos romancistas, e vao por em
alarma os medrosos e tolos. He summamenlc i Mi-
ento o ver a Torca de coiiviccn com que nessas o cca-
sioes os desaffeicoados, .ni- por puro medo, c ou Iros
lalvez para se darcm celebridade, reciprocam !nle
se allribuem aquellas almas penadas.
hniao milharcs de individuos sao indigilados | lara
victimas dos taes lioincus do capole ( traste indis| ien-
J'vel para ser entaretado ), centenares sito, recon be-
cidos e passam heroieamcnle por essa provauca. iicm
com ludo so darem ao trabalho le trocaren) pala vra
com taes entes privilegiados ; cnaopaucos Im ani
suas estiradas carreiras ao roncar de qualquer po reo,
que se adiar enllocado no centro das Irevas entre
dous de nosjos lampe fnebres.
Quando um major do dia lomar dous satelit, ou
orilenanras. e andar uncluruameule com a espirituo-
sidadcdc barata Iluminada, nao ha duviilar de que
esiamns em poca de mana encarelada.
Actualmente estamos em um peno lo deacceo. c
nao ha qPnl na iell| si,lo rer|lec(|0 pei,a ,,es
lohithomem, que tanda enmerado no numero iloo,
u forra de reproduccao, acham-so em pouco maw -le
tres das, elevados a una dalia beincontailn. lie o
que presentemente oceupa a allencao publica. Nem
a guerra oriental, nem a desorden) do panno do tbea-
Iro da Baha, nem a quesiannao ha le casarrae-
recem tanta allencao nesta provincia. E sabe o
meu amigo o que he um encarelado-.' Ol mu en-
crela lo, nao sei romo o delina, he um animal pie
perlenccans cominuiis de dous. especie dos niupin-
inos, i elasse los hermnphrodilas, que lem careta e
nao cara, que asosla, ameaca e nao faz mal, que
horrorisa pela fama, interesal aos vclhacos e espanta
aos tolos.
He mais do que os gigantes aalbjat, as chimeras
da i,lade media, os lubis-h'imrns do seculu passadn, o
defensor da pie de Mantibl, o caslello ciu.vi-
lados do catentao dn Mancha.
I.m encardado atacara Roldao e lodos os pares
de branca, fana descorar Alexandrc, tremers per-
lias a D. Quijote, chorar Sancho l'anra e zurrar o
r a'tante.
Km encardado, por parte da Franca e Inglaterra,
nana lions cma de parelha com o grande Napier,
tomara Mrorl.lieaeoes russas, faria um confortable
quattat de invern entre os gelos da Svberia, e poria
em agilacao o sangue da manija britnica, como ni-
lhues de lonaisderAMm.
Por parta da czar faria desequilibrar de chorre a
nalanca da Europa, poria a Franca cm sustos, a n-
Materra de salinoora, e a Turqua com a car.) pura
Koam mi'",r ',eSfeU para um c,evo"' '">
Um encarelado linalmeule mo faria gastar inutH-
mente urnas pennadas de tinta e algnro pedaco Se
E entilo he pouca cousa o lal monslro ?
Os thuggs, que se nlo encaretain, nao dcixam que
ar^^sStor t ou ouira w^-*8S
OExm. vce-pre-ilcnlc adoploo medida usada
men.n T'i |,l;e,"lei."e prov.ncia dos daatoea-
*,*"'K' c">Iom. un. na primeira e
secunda comarca, c oulro na lerccira. Sio certamen-
n.'r.T1 "",,0,l,'"a"l vendimar; mas nao ha
Z e irSSdWWl c a falla ,lele levemos urna
pequea colhcila.
-liLfermS!Cr T. muili' *H>" I'' '. Porqnc-
proviS08 """ l,"misiariiu u i,llcri'"' "
ln1v',;iLe.r,ii"le 1d?os ,"">" <"al' leem andado mui-
lo vigilantes, e nao deixa-los-hao por ps cm ramo
Osnossos eofres conlinuam cm phtvsiea pulmo-
nar, e so um xarope os poderla reslabe'lccer. O ac-
raiespera-o dessa provincia ou la corte ; ., provin-
cial da prxima futura sessao provincial, na qual os
eu,,, o, Imauce.ros, que par- evitar urna apoplexia,
le deram Uo larga sang.a, se.n duvida lhe applica-
r.io algum cnnfortalivu .la broa do celebrrimo con-
venio do assucar, que acredita muilo a joven eabecn
que ocnncebcu.
e.wUi?a (1" Cli,e a"lJam 0< empregados public.i*
calii ba.xos e merenconos, tristes e hvpi.ondriacns,
vendo-se prximos ao estado das obras ,le Mr. Bru-
net o como diz a Matraca, dos empregados da I-
I islnssima municipal, que por lal geito se lem havi-
do com os seus rendi.nc.ilus, nao leudo feito ha muilo
empo a mais iiisiguWcaule obra, que desde Janeiro
raz aquelles mfelizesde buceas amarradas e ein de-
-i airoz. Ja que fallo em semelhante enlidade, dir-
.e-he. que lem ella a hahilidade de lazer esqueccr
sua existencia, e su lembra-la por um desses actos es-
iiipemios em quo muita gente inlu gusta le figurar,
t-an-adas, fonles. puntes, roas, buracos, barrocas,
eslcrquilinios, animaes damninhos, vveres corrup-
tos, aguas insalubres, gazes nocivos, enlucios cm co-
nceoiie ruina, nlo incommodam e nem sao incnni-
modados por aquella pacilica cnrporarDo, que Dos
ennserve, para exemplo de paciencia e cadinho da
rcsignacao dos munkipes.
Se fura possivel morrer urna corporaco, en meen-
carregaria le seu apilhalio, depois de seu passamen-
lo. Para isso linha o
Aqui pedoso enlulho us ossos come
Un mais liel e rpido........
Que fra eterno a nao morrer de rome-
as quaei vjnha recommendado, c isso causou-lhe un
m io arranjo em sua chegada, nao fallando na bapli-
sa lo quo lhe lizeram, o qual sem duvida lhe aguar
as Umbrticas da larahiba. Creio, porem, que lti-
mamente nao leve razes le queixa pelo acolbi-
uienlo.
Veio examinar a barra o porlo desta cidade, por
parle da nova conipanbia de navegado vapor ; e
auJuu pelo Cabedellu, nao sei porm qual seu juizo
a respeito. Essa cumpauhia acha-sc. mas sem razao,
pievenida conlra esta provincia, e o acolhmenlo le
-Mr. Millcl. liltii. de mero acaso, tora uHvexde aug-
nieiitar essa prevenejlo. A Parahiba, alleudendo a
penuria de suas rendas, niio poda subvencionar
aquella empreza, e assim inelh u foi a Trauqueza do
que urna proinc-sa illusora. Alm disso a idea de
fazer a escala na Babia daTraigo, o quo viuha a dar
importancia villa de Mamanguape. aespensas des-
la capital, que gras-ou a par la noticia la creacao da
coinpaulna, nao poda ser bem rerebida por quem nio
residisse naquelle termo.
Estou porm convencido de que, seas cireumslan-
l^cias da provincia melhorarera, e os especuladores nao
apruveilarem essa navegagao para darem ultimo gar-
rote nossa agricultura e commercio da provincia
nao posso deixar de adoptar e seguir esta segunda
opinUto nao s porque nao eneejilro na nos.a legis-
lacilo disposicao alguma que deleiminc o contrario,
como laiubem porque jnlgo tal opiniiu mais can.cu-
tnea com us principios da juslica e equidade. Pea-
lare) por tanto agora a apresentar as razes em que
me fundo para adoptar lal opnio. A primeira
queslao que se aprsenla he le saber se. a divida pro-
vcuentc do au pagamento de urna letlra de cam-
bio passada em favor do Ihcsourn nacional, se pode
considerar como divida fiscal. Julgo poder dizer
que lal divida nao merece lal ilenominarao. Se
percorro a I. de 2 de dezemhro de 1761 que foi a
lei que firmn e regato* o privilegio da preferencia
concedido ao fisco ou fazenda naciunal, de lodos os
seus SS fcilmente se podededuzir que somenle po-
dem merecer o nome de dividas fiscaes, as prove-
nientes de anee.idacan de direilos a impostes nacio-
naes. Se consulto Almeida e Souza no seu tratado
pralicn do prucesso eiecutivo summarin, vejo que
elle lamben) assim n atonde, pois que todas as hy-
potbcses por elle aprese,nada, errsao sobre arreca-
daccs de direilos e iinpuslos, arremata^i'ies nacioua-
es etc. Mas quero conceder que miiiha interpreta-
ran seja falsa, e que da lei c autor citado se deva
sescunservavain-se homens iufelizcs, que Ib
c ravam juslica au se lembraram que enl
para o fuluro a provincia concorrer com o que for collegir outra cousa : concedo que minha inlerpre-
taco seja falsa, pois que, como ja dsse, sou um
principiante: mas nao poderci eu tambem dizer que
minha inlerprelacao be verdadeira, e que lal foi o
espirito do Icgislarlor, quantlo vejo o disliiicto juris-
consulto Pereira e Souza adoptar a mesma opiniao?
Sim, lea-se a nula 913 das primeira' liulias sobre o
razoavcl emattenrau aos lucros que colher.
A nossa cabnUgcm he pequea e fcila por barqui-
uhos, que oceupam algiins individuos, que licarau
sem essa induslria.
O dono ,lo carrcgamenlo, quando a bordo, governa
o barco ; culretaulo que a bordo dos vapores, ali
lalvez da maior lespeza. lera de sulfter os eumman- processo civil d'esw escriptor e ah se ver que elle
dantos e de ver jogar deshumanaincule com os seus | somenle constlera comprchendidas dcbaixo do nome
voliiiues de um a oulro lado, sem cuidado o al-i de divida fiscal : I. as rendas la cora; >. os direi-
t5j .- Ilos fMW|i '" "" oaeriplaa da allaodega. Podeni In-
1 elo que digo nao Icnho oulro lim senao prevenir cluir-se cm qualquer -restas especies, a divida pro-
..........,o ..... ..... ..... ..,.,. ii ,v .... n I t__.. ..... F. > *
a roinpaiihia, para que cm seus navios nao occorra
0 que apparere a bordo de alguns vapores, nos quaes
a h ig.igcm dos passageiros soflre qiiautos empuxes
c inao trato he possivel.
Estimare! muito que a rompanliia viusue. e que
nos d maiores commoditladcs 'lo que a actual, que
exigindo 259000 rs. por nm passagern de-sa para es-
ta provincia, viagem de urna noile, nos deixa dormir
ao retento no convs, e quando o roinmaudaute quer
mais algnma cousinha.
En como lenho, cousa rcenle, minlias lisposires
para viajar, vou-mc prevenindo com antecedencia,
porque mo gosto de seguir o costume d Porlu-uez
que tranca as portas depois de rnuhado.
Nada mais ha que mereca as honras de urna esne-
cial mencao.
Saudc, patacos, fortuna c gordura lhe dcscio or
mullos anuos, livre de calos.
PERNAMBUCO.
dZ,'!"f' T1'1 c,erni*u ".. infeliz sabio da aca-
lemia -lo Mereles.
.Jlr rH'!ar na ill08lr'*-'ma lembru-me de um des-
emhargadur, que leudo q.ieixas minhas, porque ds-
aiq M,Wpf 8Va "'J""*' enlrcgon-me munici-
pal, comande que ella me daria samas. Sobeia ra-
did. P., T,nl,,r"1"lur. '-' P"aa nao fui per-
dida. Para obter meu pcrd.1i> dir-lhc-hei. quen ca-
go ja excede gravida.le do neceado. Tcnl.o mi-
lh..es de calos pelo m,,o calcan.enlo ,las ras, lenho
dado .miliares -le tombos a, |)arrcas e ,lraros ,c_
nho passado Miles velando pr causa de um sobrado
somnolenloou caneado, que tica prximo a minha
clioupana, enho, e o que mais he, chairado ene/l-
cia* tao indccifraveis. complexas e irritantes, que
por mais le una vez maldigo-me le possuir trasto
chumado nariz.
lie pouco Isso, logado senhor Tuntw.ie animh
WferiTOM <>< 1 O respeilo sempre toi estimado pelos
anligos; porem se quer mais alguma cousa dr-lbc-
heique lenho medo las becas, principalmente Ic-
poisda reforma e do toro privilegiado ; do qual, com
o pdenle lieos, nos ha |e livr.ir senado.
-Mr. Br-Jiiel seguio no Tocanlim, mas o comman-
danto leve- medo que a anea o Minease, c recusen re-
cebe-la. leve aquelle senlinr le deixa-la cm casa de
um amigo, onde goza perfeila saude. rosnando sem-
pre, c sempre disposta a travar reing.i com quem
quer que seja.
Se encontrar aquello naturalista d-lhe Icmbran-
?as minliis, e diga-Uta que estiman-i ler noticias
suas, a-iu, como que a popularan -toseja que elle il
deshile a om;a, .mies que ella s'e enfade -le estar pri-
sioncira. p nilia-se em viagem. paRande a mesma
populfcae as despezas do rarncl. Se o Mereles a
quizesse em Casa para porleiro da academia !...
Ocommandanle-lo Tocanliin, que quera que cm
duas horas se preparases eexpediento la corte, qoh
vii.8ar.se, sen. duvida da escas.ez da maro cm .Mr.
Hriinel, que em nada concorreu para taes successos.
He nrao anligopagam os innocentes pelos perca-
dores, v
Amlou nesta provincia Mr. Milh-l, ei.genheineci-
vil, que em ver la-ie rhegou em hora mincoada. Te-
ve o nitorip u>> de u:io encontrar urna su das pessoas,
BECIFE 21 DE OUTUBRO E 185 i-
AS ti HORAS DATAItE.
r RETROSPECTO SEMANAL
Lomo os raptos anda nao salaran) da orden do
da, comecaremos dizendu qne. semindu tomos infor-
mados, mais um leve lugar la para as bandas de S
Joie. scgundo-se-lhe logo o casamento, estando lodo
d ante mao prevenido e preparado. Tambem ouv-
mos fallar de nutro, acompaiiliado de violencia, po-
rem nao nos toi possivel averiguar o caso. Em sum-
ma, a cousa parece haver entrado na ordem dos acnn-
lecimenlos oidinarios, e j ian pouca impressao faz,
que passa dcsapercehida ou sem commcnlarios e fal-
lalnno.
i N. tivemos o vapor inglez Bahiana. proce-
lenie da turupa, sen-lo a noticia de mais vulto o
-e-emliarque das tropas alliadas junto a Eupatorio,
na Lrnnea, com o flin do atacaren! a lamosa forlifl-
cic, e rost de Sebastopol. Agm-.rdemos o resultado
Oeste epizndio importante* mas que realmente nao
lera grande inllaeac.a no desferho do drama orien-
lal, seja qual fr o sen xito.
Da rlesp.iiih.-i na-, ha maior novidade, c sii a reu-
uiao da Consliluiito poder Irazer alguma que (ara
taoclura *prep"'*"*,,i Para e*" solemne 0 iholera-morluis conlinuava a decimar a popula-
do europea, nao sen-lo os seos estragos hem emb-
enlos, porque Irma inlcresse em que licassem occul-
tos. hnlretanlo, por en principiamos a sourer as con-
sequcnriasdessemal lerrivel, cm as quarentcnas a
que incvilavelmeiile devem ser sujeilos os navios
procedentes los lugares impeslados. Islo prciudica-
rasemdoyidao nosso commercio, que alias lauto
tensolTrido com o renitente flagelo da Tehre .ima-
rena ; mus como he necessario allender c pesar hem
I-Ios os .nleresscs soases, entre os qnaes figura em
primeira ordem a saude publica, nao ha remedio se-
nao por en. pral.ca as diUcrenlcs medidas que anda
se reputam come preservalivas do coulagi. Aqui po-
rem. e-.mo no lireito de defeza. s approva a razAo
os rigores estr.clameule necessario. a consecueao
provavel do fl.n que se tem em vistas.
LonsU-noa que as quarcnlenas nao tem sido tollas
com a devida regulandadc. sucediendo at que us
passageiros do vapor inglez. ao lesemhnrcar, segui-
rn! para 0 lazareto pelo mosqueiro. atravez dos na-
vios all tundeados, voltando ao prlo> bote que os
comi,.,ii,: e como se ito j;, na,, tosse bailante para
nullihrar a medida lomada, eslabelccem-se cerlas
i-ommiinicnci.es que rompem a liaba sanitaria, o -li-
zem mesmo qucalguus iloslrecea-chejiadoscvadeiii-
se do lazareto J'axa que. pois. atrentenos, a coa-
luiuarem as incuiias e al.erravf.es indicadas *
No da -iO entrn dos porlos do sul o vapor (,111-
niibara. que nada quasi Irouxe -le importancia. Ti-
nlia vagado a sede episcopal -la provincia le Matto-
l.rssn, coma morto do respectivo prelado, e mais
urna mitra se aprsenla por conseguale aos sacerdo-
tes hr.isilciros. qac por sua illu-lraeilo o virtudes fo-
rero -ligaos dells.
TraUva-se na corle eflicazmenle de prevenir a en-
trada do colera c as quarentcnas catarata tambem al-
l cm vigor.
S* tanto de ai, embarcou no Cnanabara o Exm.
Sr. Dr. trancisco Xavier Paes Brrelo, que vai lo-
mar eonla da presidencia da Parahiba, para que tora
ha noueo nomeado. Varios amigos couenrrernm ao
embarque de S. Exc. sendo entre elles o Exm. Sr.
conselheiro Dr. Jos Bcnto da Cunha e Figuciredo,
e o Sr. Dr. chefe de polica. Urna guarda da honra
presin ao novo presidente as continencias-devidas
ao sou elevado cargo. DesejamosaoExm. Sr.Pacs Br-
relo nina prospera edmiuialratto, e sobre ludo que
os bous Paralbanos se uuamestreilamenle a S.Exc.
para que com a sua sincera coadjuvacAo possa pro-
porcionar aquella provincia os melhoramenlos de
que tanto necessila, e que cnlram oasiolencoes de. S.
Exc.
A velha praga das sedulas falsas, que nunca ees-
sonde perseguir-nos.parece haveragoraaugmentado ;
maso enigma por lodos indicado, aindanAo levede-
cjuratae : os gafanhalo* encarnados voam de mao
em mao nos brancas j se nao folla i ; e todava, ha-
vendf enme. o.ln lia ou nao apparece criminoso...
trr. a noilf de 19 para -M toram cercadas varias ca-
sas desta culade, porm os varej-i -pie se eireclua-
ram de da, nenhiim resultado deram que aelarasse o
negocio, segundo nos allirmaram. A polica, nao
obstante, prosegueem suas diligencias.
Enirarain durante a semana 1(i embarcaroes e sa-
lara m 17.
Kendeu a alfondega :H:56nGI rs.
l-'alleccram 3!pessoas. sendo : 7 homens, 7mulhe-
res tu iwrvulos, livrs ; 3 horneas mulhercs, 1 pr-
vulo, escravos.
veniente ile urna letlra de cambio nao paga'.' Nao o
creio, e porlanlojulgo, que linnado naopiniAo -l'es-
se dislinclo escriptor, posso sustentar que na hypu-
these cima figurada o Ihesouro nao poile gozar
do privilegio de preferencia, pois que tal denla nao
pode ser considerada como divida fiscal, c que s a
respeilo Pesias he que se d i a preferencia.
Apezar do que lenho dito, e que julgo sera sufl-
enle para firmar a opiniao que adopto, quero
comludo recorrer aluda a nossa legislai;au cou.mer-
cal, pois que esta queslao be essencalmenle com-
ereial.
i Ninguea) deeerlo ignora que a legislacao coi.uncr-
cial he urna legislacao muilu especial na qual mu-
las vezes se vai d'cnconlro as disposijoes da legisla-
cao cummum, resultando d'ahi una opposiclo que
se torna perdoavel pelos immeusos beneficios que
resuflam do commercio, eque loruain necesitara a
prolecrAo que se lhe lem concedido. Ninguem po-
rtera contestar que desde que ha Icltra de cambio
ha ama transaci.-ao commercial, a qual dove regular-
se segundo M principios ,1a legislacao especial. NAo
se eaconlrar commercialsla algum que nAo seja de
opiniao que dando-sc leltra de cambio, existo neces-
- n iamenle urna transnccAo commercial, anda mes-
mo que ncnhiima das parles conlratanles seja
commerrianle ,'e ainda que o objeclo sobre que
versar essa Iraosacrao nao seja objeclo de commer-
cio.
Se c'le principio he exacto, e na-, lem sido at
aqu contestado, poder-se-ha negar que a Ihesouro
nacional recehrnilo lellras de cambio faz urna Iran-
sacrau commercial e deve por lanto snbmelter-se a
legislacao especial ".' t'.rcio que a aflirmaliva seria
bstanlediftteil. O Ihesouro nacional dando diiihei-
ros cm troca de lellras -le cambio, despe o seu ca-
rcter de fazenda nacional para lornar-se um sim-
ples particular que exeeuta urna Iraasacco com-
mercial pormiode urna Icltra de cambio, deven lo
por isso sujeitar-se as disposiees di lei commer-
cial.
O quo acabo -le dizer |me parece lauto mais justo
quando perrorrendo o nosso cdigo commercial, ne-
nliiima ilispnsicao encoulm que me seja dcsf.ivora-
vel, e sim, pelo contrario disposiees que muilo me
favorecen). Com effcilo leia-'e o arl. 871 j 3, e se
ver que o legislador depois de ler dividido os ere-
dores em qualrn rla seus crditos, i ncluc logo na primeira elasse os ere-
dores de lellras de cambio, assim como determina
uo arl. 880 qual a ordem em que devem preferir
uns aos outros. A vista le disposiees tao claras e
expresas poder-sc-ba considerar o lliesnuro com pre-
ferencia aos creilores de dominio, quando o dirrito
d'cssc ihesouro resalla de urna Iraosacrao semelli,li-
le a qne execularam us uniros credores"! Nao de
certo. e repetiremos o queja cima dssemos, o Ihe-
souro nacional nAo pode n'esta hy pothese ser consi-
derado como lisco, c sim cuino nm simples particu-
lar que elTecluou um, IransaccXo commercial. oao
podeiulo por isso preferir aos credores c-ljos direlos
se acham lirmados cm ttulos |a-t valiosos como os
que pussue o Ihesouro nacional. Emlim aprcsenla-
reinin-iiumoflicioito director geral di contencioso de
9 de abril de 1850 querlaramenle Iclermna qne as
qnesles relativas .a lettras de cambio saetadas cm
favor da fazenda nacional se sigam as disposiees e
formalidades determinadas Iptla legislacao commer-
cial.
Creio ter mostrado que lal privilegio nao pode ex-
istir nao SO porque se eneoiilraiu disposifSesque lhe
ato contrarias, cuino sobre ludo porque' mo so v
urna 90 le que ovpiessamente ilelermiue a existen-
cia d'esse privilegio na hxpothese -lula, oque de
ccrlo j lena sido frito o os nosras legisla-lores jul-
gassem que o privilegio la fazenda nacional se de-
vena e-ion,le, CS|e eaS(,. u emiee toa aimta
que.a legislacao por mim citada nao he expressa nem
pro nem conlra; deve-se portante julgar o raso como
omisso, devendo-se por isso recorrer ao lireito sub-
si-liario. i-lo he ao direito -las oaces mollentas e ci-
vihsadas. Se assim tosse, ainda julgo minha opinido
.-nais fortalecida, pois mo se encontrar legislacao
alguma de narao civilisada que conceda fazenda
nacional lal privilegio na hxpulhese dada, e sim pe-
lo contrario n.lo conceder senao dirnlos iguacs aos
dos outros credores. Em qu mo pois ss me nao
mostrar urna lei que expressamente determine que
i fazenda nacional goza do privilegio de preferencia
eia toda qualquer especie de Iraitsacrao, cu segui-
rei a opiniao que esse privilegu nao cxi-le na hvpn-
these ligurada, -leven.lo por musenucm -a o Ihesou-
ro sujeilar-sc a receber o que pel rateio da massa
fallida coaltar a cada credor. .Militas oulras oliscr-
yac-.es poderia fazer sobre os inconvenientes grav-
simos que poderiam resultar da exislencia d'esse pri-
vilegio, mas esto arligo ja vai bastante longo, e por-
lanlo parir nnui. /Y../. bes obse-
c ravam juslica : >io se lembraram que entre estes
lesgracauosos, porvealur*, innocentes, soiTreriam
por sua causa um grvame ainda mais nppressor em
sua iiberdade e direlos ; a os culpados, um mal
maior que o decretado na lei, para a justa puiiic.1i.
de suas culpas: porque, senln-rcs, 'odo esse lempo
de prisao que precede au julgamento, nAo sendo
con!,do na pena, lorna-se na realidade, um veame
que s pode ser juslilicailo pela necessidade, que lem
a sociedade de tirar ao criminoso os meins de frustrar
a aeco la juslica.
Mas, seuhores, aquella censura acha-sc boje con-
venida em li-ongeiras felii ilare-, que don a todos
os comrcaos e a mim proprio como juiz, por ver
reunidos ueste augusto recinto Unios caracteres de
honra e de patriotismo, compondo o presente con-
selho que convoquei, c me huiiro de presidir hoje na
qualidade de legitimo substituto do juz dedireito da
comarca.
E qual ser, senburrs, o magistrado, que rompre-
h.-o.leu.lo como lleve, que se ajuslica em geral he um
dos principad fundamentos de toda a sociedade
constituida, a juslica criminal ern parlicular he a
garanta de lodos os direlos. a salvaguarda da so-
ciedade mesma, scua-> ufanan- de presidir ao tribu-
nal do jury, o mais bello e vigoroso esleto da jusli-
ca, quaudo os enfadaos qde u compoem, ofiereiem
por seu carcter todas as garantas ?
Na rentada, senhores, se lerdea a historia e rirdei
nella paginas tintas -le sangue derramado em secute.'
d"_ inste c lainentavel memoria, por tribunaes cri-
iiiin.ies sanguinarios por commisses indiciaras
arbitrarias, c em ronsequeucia desse lerrivel o te-
nebroso Processo secreto iuventado pela rruel-
dade nos flus do sceulo 18, e posteriormente adopta-
do em quasi toda a Europa, vos apavorareis de hor-
ror :... Ah veris os principios da sAa juslica. subs-
tituidos por urna masmorra tAo lbrega, como os
misterios da aecusacao. ou por um eutello 13o oe-
fando como a iniquidaile dos j,ligamentos !
Mas, senhores, se no meio de lodos esles horrores
olhardcs para a Inglaterra,e a virdes alravessar eslas
pocas de sangue. defendida c abrigada na sua ins-
tituya,, do jury, enlao acclamareis os principios des-
la mslitiiicao. como os mais sanios c mais salulares
que poden, ser concebidos para os estabelcrimenlos
ju-liciarios !... E relicilaodo-vos, felicitaii-lo o no:so
paz e os nossos concidadAos. por possuirmo-los con-
signadns em nossas les. iini-onamenle Itemdireis o
instituidor lo primeiro jurv e a memoria do reinado
-le llcnrique. III, re le Inglaterra, resplcnder com
o urvalho das vossas heneaos patriticas !
Ja vedes, senhores, que o jurado que procura com
frivolos pretextos subslrar-sc aos Irahalhos de lao
palrinlic.te inspirada instilucao. renega sua quali-
dade le cidadao. ecnnseguinlemenlc incurre cm urna
sene c grave censura.
A multa pois.com que o nosso cdigo do processo pune
tilo culposo indiferentismo mo deve ser para o cida-
dao zeloso le seus direlos. e amigo da juslica n
uiiico motivo que o faca comparecer, quando sorte-
ado ; pelo contrario, he mais honroso fazc-lo por
dediracao a urna inslluicilo lao santa, e para ar-
redar le si os ril'oiios inoraes da censura, l'm dos
ornamentos da nossa magistratura, a Sr. dcseinbar-
gailor l'imenta Bueno assim se exprime a esse res-
peilo : Seria para desojar, que os jurados se compe-
iietras-em bem da alia importancia lo jury criminal,
do serviro valioso, que fazem ao paiz e aos seus pro-
prios direlos, e conseguinlemeiile que nao hoovease
occasiao de impor-lhes lal mulla...
Agora, Srs. jurados, permitti-me fazer-vos urna
igeira exhorlai.-Ao, quanto aos vnssos deveres em re-
lacao a juslica -la voss-.s julgamenlns, dessa juslica
que pelo juramento promelleis a Dos, e asseverais
aos homens ; eslabelerendn em vossas consrieocias
urna reaponsalnliilade moral, e em vossas decisoes
urna responsabilidade jurdica. Esla resnonsahili-
dade, Srs., acha-sc qualilicada por oossas lew, e ael-
las lem si,a sanccjto penal, t) nosso cdigo criminal
nosarligos 131, I3|, 150 e l3, mui expressamente
commina penas contra os juizes de fado, quejulga-
rem por pela uu subornn, ou que abusaron da ju-
risdicean que Ibes he confiatla, para julgarcm em
casos em que a lei os declara impedidos, ou para se I
decidrcm por consideran.?! eslranhas j-islira. i
Oulras ilisposices ha. que'com quanto se alo reti-
ran) especialmente a cllcs. sdo-lhcs todava applira-
veis por sua generalidadc.
A juslica criminal, Srs,, como todos deveis saber,
lio urna necessidade social, o mais forte laco que une
entre si os membros de um estado, c urna divida da
sociedade.
He ella, como diz o Sr. Ou-lal, a sa'va-guarda O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
commum da autoridade contra os particulares, e dos em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
particulares conlra a autoridade -, serve lo freio a la provincia, manda fazer publico que no dia 23 de
lieeuca, e de barreira ao arbitrio ; lefende a pessoa novembro prximo viudouro, peranlc a junta da fa-
publica. e protege as existencias privadas ; e direi "mito, se ha lo arrematar a queo por menos fizer.a
linalmeule, Sis., he ella -. balsamo curador da so- "''" Jo* reparos a fazer-sc na casa destinada |>ari
cieilade enferma ou moribunda!.. a cadeia na villa doOuricurx, avaliada cm 2:750a
A sua administrariio pnis, Srs. jurados, be a mais rc's-
guiar; estes preros nao estn fir-
mes, porque as noticias de Liver-
pool nao foram favoraveis, por ex-
istima) all perlo de900,000 saccas
cm ser; e consta qae a safra dos
Estados Unidos promelle 3,500,000
saccas, a maior condecida.
Assucar- .... a entrada aioda toi pequea, mas
vai augmentando todos os dias.
Dizem que vendeu-se algum mas-
cavado regular para expoliarlo a
I -g'iii por arroba, c mesmo algum
luancn baiv, a preco ncollo ; as
or-lens da Europa para compras
sao mais haixas que os preces ex-
ister', e a falla de navios esmo-
rece os compradores.
Courus ----- Os possuidores exigem 160 rs. por
libra dos seceus salgados, e a maior
parte dos compradores oflereccm
130 rs., e mais algum a cou-
sa. que ainda nao chega ao pedido
-los pussuidores.
Macalhio Chegou um navio que nao sabemos
se Mear.,. O prero lornou-se mais
firme pela diminuirn do deposito
que flrou boje cm 1,700 barricas.
Caroe secca- Somenle exislem i.OOO a, do Hio
lirande, tendo-se vendido de 4ai>00
a .55 por arroba.
Carvao de pedra- Vendeu-se a 128 por tonelada.
Karinha de Irigo- Ha no mercado te 1,200 a 1,300
barricas, e os preros sao mais fir-
mes de 28 a 298 por barrica. Es-
pera-s com brevidadeum carrega-
nif nlo de Ballimore.
Dcconlo O banco frinnn seus descontos a
8 *, au anno vencmenlo te novem-
bro e '.i ale csmeles, e persiste no
seu proposito antecedente. Os par-
ticulares descontaran) adinrenles
preros, sendo as lellras de prazo
uaior de seis mezes a mais de 9
por cea lo.
Frotes Silo n.uilo animadas e falla se em
60 e 70 para o ranal, com alguma
demora para o recebimenlo da
carga ; e o do algodao espera-e
seja superior aos ltimos, lia falla
de navios.
Ficaram no porlo 38 embarcacoes: sendo, 27 brau
silciras. 1 diuamarqueza, 2 hamburguezas, 2 hala
dezas, 2 ioglezas e 4 portuguesas.
MOVIMENTO DO PORTO.
^acio* entrados no dia 21.
Ar.iealv 11 dias, hiato brasileiro Incencicel, da 37
lnnel.nl.is, uieslre Joaquina Jos Martina, eaoipa-
gem 6, carga sola e sal ; a Jos Maaoel Martiiu.
Passageiros, Antonio da Silva Basto i'imeulel. Jo-
s Alexaiulre dos Beis, Jos l.uiz Fernandes, Jos
da Silva Braga.
Terra Nova38 .lias, barca ingleza Sprilof lhe
Times, de 259 toneladas, equipagem 13, carga
2. .li'l barricas rom bacalhao ; a Me. Calmoot \.
t.nmpauhi.i. Seguio para os portes do sul.
Naci sahidos no mesmo dia.
Marci(alera ingleza Pers'an, em laslro. Sus-
pendeu do lameirao.
Rio de JaneiroCrvela brasileira Hertioga, com-
mandanle o primeiro-teueoto Thomax da t'.unda
de Vascuucellos.
MelbourneEscuoa ioaleza Ithonda, com a mesma
carga que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
Para e porlos interme-liosVapor brasileiro Gea-
nabara, commandante o primeiro-tenante Salo-
m Ramos. Passageiros,'Ignacio de Alhoqaer-
que Mamullan Jnior. Antonio Jos de Amorim,
Semblo Eslelila dos Res uimaraes, Eim. Dr.
Fraurisco Xavier Paes Brrelo e 3 criados, Anlo-
uin Joaquim Texrira Bastos, laurino Qoiutilia-
no de Moraes, Dr. Thom Fernandes Madeira te
(.astro, sua senhora, 2 lilhos e t escravos, Antonio
Jos dos Passos, Miguel Rooker, Manuel Marques
Camacho, Manuel Jos da Costa, 1 escravo a
enlregar, Dr. Pedro Pereira da Silva (uimaraes
e I filha, Caelauo Tavares de Almeida, Ray-
mtimlo Augusto de Sii. Dr. Antonio Franca de
S.i llilteiro, Dr. Jos Roberto de So Ribeiro.
EDITAES.
uella e impirtanle das allriltuices na vos poderia A arreroala;a sera r.ita na forma da lei pro
conferir a lei : c tanto mais imprtenle ei ella. cial 3*3 de 15 de maio do correnle auno, e so
quaulii inamr for a garanta que olferecer. quer clausulas especiaes al.aixo copiadas.
Vlll-
sobas
existencia c cniscrvacaomllecliva la sociedade, quer
n Iiberdade, probdade, honra e i vi-la le cada
um de seus memhros !
A primeira condirao que exige cala garanta he a
independencia : ella he tao esseucal, como diz o
mesmo Sr. Ou.lal, q-.e sem ser escripia na lei, esta
comprchendi-la na delinicao la palavra-iuslica.
He na vossa independencia, pois, Srs., que est o
primeiro dos elementos, a condii-ao mais uecessaria
e essencial para obter-s. aquella garanlia ; he na~
vossa indepenilencia que se escuda a innocencia
divi.lu.il, e o primeiro dos inleresses le
sociedadea ordem
PIIBLICACOES A PEDIDO.
BEPAKTICAO DA POLICA.
Parle do dia 21 de oulubro.
Illm. a Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
parles hoje receladas ucsla rcparlir-ao.ronsla Icrem
s..lo presos : a ordem do subdelegado ,1a fregu/ia
do Itecite, o prelu Gaspar, escravo de Feliciano Jos
i.-.iiies. a rcquenmciilo deste, o pardo J.Forreira
uo fcspir.ta, santo, por se ler evadido-la cadeia do
termo (lo I>il0 cl'Alho, e l.uiz Crrela Duarle, or
priga ; i arttem do subdelegado la freguezia le San-
to Antonio, o preto escravo, Quiulih'aun, por feri-
menlos ; a ordem do subdelegado da rrcguezia deS
Jos os pardos J.h. Bernardo da Silva, e Jos dos
hiintos F isla, este por taiga, c aquelle por ebrio
ea do Subdelegado da freguezia dosAfngados, Kosa
Mana, sem derlaraco do motivo.
Dos guarde V. Exc. Secrelara la polica ,|e
Pernainduco 21 le ouluhro de 1851.-Illm. c Exm
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueirelo
presidente da provincia te Pcroamhuco. chele
de polica, l.uiz Carlos de Paiva Tei.reira.
COMUNICADO
Qnesta'o commercial.
Ildesejo dever esclarecida nina questao. que as
repelidas quebras rommerciacs que se lem dado
nesta piara, teem faite nascer, o que lem sido di-
versamente entendida, me leva boje a dizer alguma
cousa sobre essa mesina queslao, tosejando do nli-
uin I alma que as pessoas que por seus conliccimcn-
leee malta experiencia esUo mais ao fado da legis-
iiQao patria, se dignen) dar alguma luz a essa ques-
tao cuja soluc-an deveoocessariaiueule fazerdesappa-
recer abusos e evitar quesloes, s vezes. te couse-
qiieucias prcjudiciaes e fataes ao commercio.
A quesillo de que prociiraiei boje tratar de a se-
guinte :
Dada a liypjtltesc de ler o Ihesouro nacional da-
ilo dinlieirn em Irura de lellras de cambio paga-
reis na buropa, rollando evos ten ras recainbia-
dat por falta dr pagamento e lento entretanto o
""""lor aqui deetarado-se fallido, podera o Ihe-
souro nacional precalecetulo te do pricilegio de
preferencia concedido & fr.cmla nacional, erigir
/ne toa lellras srjam paga antes c quaesquer
oulro* '-redores, mema antes dos possuidores de
igiiat-' letlra de cambio '!
lal de a questao qu repelidas vezes n'esta piara,
tem producido demandas, aszjuaes tem ido diversa-
mente julgadas pelos liibunaesd.i Brasil, dando an-
da assim maupezo diversidade "le opinif.es que a
(al repello se aprsentela.
rato que principiante, nao se pense que me de-
cid a tratar de una questao de lauto pezo, sem ler
pi imeiiamiMile consultad,, pessoas que. por sua pnsi-
e.lo eslao mais aptas i dar sobro isto alguma decisao,
e.to. a diver-idade de opinii.es oque me decidi a
pegar hoje na peana. Exislem pus a lal respeilo
duas opimues inteiramenle distiitclas, visto iiuere-
rem uns, que anda na Inpolliesc dada, go/e o Ihe-
souro nacional do privilegio de preferencia, cm-
quaiito que outros sustentara que a preferencia con-
cedida a fazenda nacional nao se pode eslender a
esla hx -pothese, e que n'esta caso o Ihesouro nacio-
nal -leve ser cnosiderado como um simples particu-
lar possai.lor de lellras de cambio, e romo tal rece-
ber i que pelo raleio rouber a cada credor. Eu
CHARADA.
Militas vezes liada dama )
Se veste e enteila comigo ) *>li"'i,#
Moleslia que mullas vezes ;
Cosliima matar o trigo ) "
Gonceiio.
Ai. romper l'alva,
Na primavera,
' luvir leus cantes,
Oh qaem me drra !
i.hi.in l.i salidas
A fresca aurora,
Como o leu canto,
ludo enamora '.'...
One de magia
Em leus gorgeios,
fjuer te prazer
On do tristeza rheios '.'
Ouvir leus cantos.
Oh quem me itera '.
Em m.in ha.i linda,
Da jirimavera....
Discurso proferido pelo Dr. Nabar Car neiro llezer-
ra Caralcanli, por oceasiOo de abrir a primeira
sessao animal do jury do Umoeiro, no dia 11
de setembro do correnle auno.
Senhores jurados. Julgo de alguma ulildade
iustruir-vos sobro os rosta* deveres, na qualidade
de membros deste tribuna! ; c por isso rogo-vosque
me adeudis por um instante.
O primeiro dever dos jurados, senhores, be o
promplo comparecimenlossessiles ea patritica so-
licilude nos Irahalhos desta lao amena, quito ulular
inshluicao.
Este dever he anluo t oneroso na verdade, mas
seu cumprimenlo he altamente reclamado peto espi-
rito de liberdade.de juslica e de ordem, e sem o seu
hel desempenho lornar-se-hia impossivel a pralicade
inna insliluijo, que coala secutes de existencia, e
da sido sempre observada como maisrespeitoso cul-
todesde a mais remla anliguidade : le urna ins-
tilUK.-lo. que consagrada j, ainda quo em germen
puro c Iransluzeole, entre us antigos Alheuieiises em
suas assembleas populares, caire os Romanos duran-
te a repblica, e entre os Germanos no tempo da -.-
ranlia reciproca de suas centenas c decauias, e "do
sen estabclecimenlo dos Rachimburgos, acha-sc fc-
lizmenle adoptada cnlre nos com os iperreiconmcn-
los, que o progresas das luzes.a experiencia a pra-
lica lhe tem cnmmuiiicado: de una insliluicao,
que sendo um corollario necessario do dueilo que
lem lodocidadodeserjulga-lopor seus pares, re-
monta sua origen) s primeiras idades do mundo, se
a considerarmos no motivo de seu cslabelcci-
mento.
Sim, senhores, se a insliluaedo de urna jurisdiccao
composla -te cidadaose nrgauisada por Icis perma-
nentes para o julgamento los pioccssns crniinacs, he
creacao da soberana, que lem a jusli.-.i como um
deseos allrihulix, da nesta creacao o rei-oiidccimcn-
t.i -te um direito de cada cidadao, cuja exercicin nao
pode ser abandonado sem gravea perigos por nenlium
dellea : e de por i-so que a lei, inaliluindoojnr* co-
mo una garanlia, convcrlc o,lireito em dever, e vos
ol.riga a vir-les exerce-lo.
Mui ccosuravel, eulinres.foi o procedinienlo dos
primeiros jura,lus sorteados para a presente sessao,
quando marcada por um dos meus antecessores, pa-
ra o lia 20 de mata da correnle ann-i. Fas, anda
edegaram a esta villa com oapparentedesignio de se
preslarem aos trabalhos ; oas apenas soubrram que
se nao havia reunido ainda numero sufliciente, rc-
gressaram sem esperarerasequer que ctese coaiplc-
lasse pelos meto) legacs. Oalros, porm, tesa ao
menos proriirarcm collorar o sen indillercnlismo
nem se moveratn tte suas casas !
Coofcsso-vos. senhores, que censurei, e mui seria-
mente, um lal proceder Enxerguei nelle um egos-
tico indiflerenlismo pnuco digno te enfadaos m-
xime te cidadaos liotlislinclos e benemritos patrio-
las quaes os que me consta serem inscriptos na lis-
ta dos jurados desta comarca!
Nao se lembraram aquellcs sorteados que as pri-
10-
i I irnos da
. rauquillidade publica ; s
ella pone verdadeiramenle sublrahir a nnoccocia as
citadas doodio oda vinganca, e agilarconlra o crime
o rain Tingado* da juslica e descarregar-lhe o segu-
ro e pesado guipe la lei .'
Releva pois, Srs., que moslrando-vos ligos do
tribunal que compnndes, sejais iiidepeiidenles, rm-
parciaet e ntegros observadores .la lei, desempe-
nlianilocom madureza e rircums|ccao o dever por
ella imposto, de con-uillardes a vossa consciencia,
somenle a vossa consciencia, e nada mais que a vusa
esclarecida e convicta consciencia, quaudo houver-
des de proferir.. vosso magesloso verdiet.'..
Para isso deveis auiai-vos, j pelas provas lo
processo esenpo, j pelas que resultaren, dos deb-
tese ja linalmeule pelo inleiro couhccimeolo de
qualquer facto que. por ventura, tema a conven-
cerlos da existencia ou nao existencia dos deudos
.suluncllidns ao vossn julgamento. As provas, como
diz o sr. Beham, nao sao mais que fados que, tup-
pon,to-se v-erda-leiros, consideram-se romo molivos
ne cre.libiii.tone. para dclles dedozir-se a exislcocia
ou nao existencia de oulro facto.
Em vossas dcciaOes pois, Srs., nao vos deixeis ja-
mis levar por influencias eslranhas, ou por oulras
qiMesqiier considcracoesque uDo sejam as da mesma
juslica :
O odio, a vinganca, o temor, a ameaca, as se-
ducroes, as proiuessas, a esperanca de recompensa,
o patronato do crime, e isto a que tlesgra.-ada e ver-
goiiltos ente se cl.aoia entro nmespirito de par-
tidodeyem desaparecer dianlo da vossa convicrao
ile j,.iz-s!..
Ilcflicli que cada urna deslas entidades he na jus-
lica criminal urna fonle melanclica de impunidades
para o crime, ou de vexantes para a innocencia !;
que pode cada urna deltas abrir feridas graves na
or-lem e tranqulli.fade publica, na Iiberdade, na
torliina, na vida e na honra dos nossos concidadaos!.
Rcfledi que reunidos ueste respeitavel Tribunal
para deculirdes da sorlede vossos iguaes em nome
-lo paiz, representis o mesmo paiz e excrceis urna
dasallas allrihuicoes lesna soberana, pronuncian-
do sobros meios de sua propria conservac.lo, e so-
bre a garanta dos mais sagrados direlos de cada
unidos cidadaos !..,.
Eipcro pois, Srs., de vossa probdade, iuteireza c
reclidao de juizes de facto, que Icnbais sempre em
vista, como a invariavel o fecundissima norma de
vossos juigamenlos, este grande c universal precetu:
pal jusliiia, ut ne percal inundas'....... Don por
aborta a sessao.
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIPE 21 DE OCITBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
C.ntaces ollieiaes.
Descont tle lellras de 2 mezes8 ",; ao anuo.
Curvan de pedraa 123000 a arroba.
Al.FANDEl.A.
Ilen-limenlo do dia I a 20.....153:1)513921
I-lcii! -lo da 21........I2;WG.j747
lD:3'.l83(it>8
Descarrega hoje 2:1 de oulubro.
Barca inglezaToitamercaderas.
Iliate bratileire Inteneicelgneros -lo paiz.
CONSULADO tiERAI..
Reudimeuln do dia I a 211.....2:5!)2-stl
Itlem do dia 21........1:-i.'l>575
:03.5?H75
IMVEItSAS PROVINCIAS.
Kcntlimculo do dia I a 2(1.....
I.li:in -lo dia 21........
d6j|68i
UM58
2S.55.li2
Exportacao'.
Rio liaiide do Sul, litigue nacional Ilom Jess,
de 127 toneladas, conduzia u segainle : .HX) volu
mes diversasmercadorias, 7ti alquriret sal, 712 vo-
luaics -lili, rentes gneros.
RKCliBEDORIA DE RENDAS INTERNAS 1E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo lo da I a 20.....25:2til.'")(7
dem do lia 21........ITIjiTI
As pessoas que se prnpozcrema esla arrematarn,
cempareeasn na sala tas sesses da mesma junta pe-
o meio lia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou ailixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pemam-
bucu 13 de oulubro de 18.54.O secretorio,
Antonio Ferreira d'Auuunciaro
Clausulas especiaes para a arrematara.
i.' Indas as obra- rio faifas de conlu'ruiiifade
com o orrainenlo e planta apresrntados a approvarau
do Exm. Sr. presidente da provincia, na importan-
cia de 2:7503000 rs.
2.a As obras sern principiadas no prazo de dou
mezes, e concluidas no de oilo mezes, ambos conta-
dos de conformidade com os tris. 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3.a U pagamento da importancia desta obra ui
frito ern urna s prstenle quando ellas esliverem
concluidas, que sero logo receladas teliailivameiite.
4. Para ludo o que oao esliver dele,minado as
prsenles clausulas seguir-se-ha o disposlo na refe-
rida le n. 28l>.
Conforme.o secretario,
Antonio ferreira d'.lununrianm.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cuinprimento do disposlo no arl. 34 da toi pro-
vincial 11.129, manda faicr publico para coaheci-
menlu dos credures hvpollieetrios e quaesqatr iute-
res-d,b.s, que foi lesapropriada a Jo-e Joaquim de
Fre tas, urna casa de laipa sita aa villa do Cabo, pe-
la quanlia de rs., devendo o respectivo pro-
prietario ser pago da importancia da desapropriacau
ogo que terminar o prazo de 15 dios contados 'da
dala desle, cujo prazo he concedido para as recla-
inaccs.
E para constar se maudou ailixar o presenta a pu-
blicar pelo Diario, por 1.5 diassuccestivus.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco Ib de oulubro de 1854.Osecretorso. Antonio
ferreira da .lnnunriarSo.
Constando cmara municipal desta cidade,
qoe tem apparecido bilheles de alericAo do correato
anuo municipal, assignados por Antonio da Silva
GoasMa Jnior, e nao por Francisco Jos dos San-
tos, que he olegitimo arrematante do mesmo impos-
to, declara que taes bilheles mo tem validade, e
que as partes nao us devem aceilar,acm pagar a ae-
reao por este modo.
Paco da cmara municipal do Recito em sessao
ordinaria em 19 de outubro de 1851.i/aro de Ca-
pibaribe, presidente. No impedimento do secreta-
rlo, o olticial maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Cu-1,1.o Manoel da Silva 1 luimaraes, juiz de
direito lo rivcl o commercio desta ci lade do Reci-
te por S. M. I. e C. etc.
Pelo presente edite! chamo aos credores dos falli-
dos Silva t. C. commcrcianles desla prara, para que
no lia 2i do correnle comparcc,am cm casa de m-
nlia residencia, na ra da Concordia casa .... pelas
11 doras da inundan, alim de se verilica, em os credi-
los e se deliberar sobre a roocordala, quaulo os fal-
lidos opponha, ou se formar o contrato de unan e se
proceder a nomeacao le administradores dos bens
1a casa fallida; e advirto aos mesmos credores qne
ueiihum sera admillido por procurador, se este nao
tiver po I eres especiaes para o aclo, e que a procura-
cao nao pude ser dada a pessoa que seja devedor au
fallido, e nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores, sol. pena de revelia. E para
que edegue a noticia a Indos, mandei passar editaes
que sero afiliados uoslugares do cosime, e publica-
do pela imprensa. Dado e passado nesta cidade do
Recite aos21 de outubro te 185i. Eu Manoel Jos
da Molla, esrrivu o subscrevi.
Custodio Manoel da Sffra (Himaraet.
DECLAF.ACO ES.
2ti:(l!isK38
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiraeuto do -lia I a.20.....I2:80lj>595
dem do lia 21........-173101
13:0l3fi'.Mi
PHACA DO ItlXIFE 21 DE 01 11 BRO, AS 3
HURAS DA TARDE.
/treista semanal.
Cambios.....Sacou-se a 27 'i, 27 }t, 27 3|l e
28 d. por 1, e teiou-se a 27 :lji
com letras ufterecidas.
Algodao----------Knlraram 487 saccas, a leve gran-
ito haixa, purqoanto vendeu-se de
.53fiO0 a .55700 por arroba do esco-
llado e de 5J300 a 5J100 pelo re-
A Ihesouraria provincial compra para a repar-
tir; das obras publicas um barril de alealrao. Os
prclcndculcs cnuiparcram na mesma Ihesouraria com
suas pruposlas cm caria tediada.
Secrelara da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 21 de 1111tul.ro de 1851.
Antonio Ferreira da Innuiuiacao.
Coinputiliia Pei'iiainl)tu-aiia ili: vaporas.
O cousclbn da direci;;'u> da rnmpauhia Peroaaibu-
c.ina convida os senhores accionistas a realisareui
mais 25 por ceilto sobre o numero de acc-ocs que
suhscrcveram, at o dia 15 do futuro mez de uovem-
luo, alim de serem faifas com rcgulariifade para In-
glaterra as reinesas de fundos com que lem de.d-
leiuler os prazos do pagamenlu do primeirn vapor
cm ronslnirro, sendo encarfegado do recebiuieoti.
o Sr. F. Coulon, na ra da Cruz 11. 2ti.
BANCO t I'ERNAMBL'CO.
Por ordem do consellto de direeno do
Banco de Pernambuco, vio ter vendidas
19 accOet no valor de :8')0.s000 mil W,
'eorri'spondenlesa'tereeira ptcslacaode,)0
por rento da segunda entrada deeapilal:
08 pretendentes |K)demdir;rsiiaspropos-
tas em carta lechada ao consellto de di-
reccao, atesabbado I do crtente mez.
Banco de Pernambuco, I V de outubro
de I85i.0secretario do conselho, Joao
Ignacio de Medeiros Kego.
AVISOS MARTIMOS
Para a liahia segu cm poucos-lias por ler par-
to de sua carga prompla.. .a bem coubecida e velei-
rj sumara llerlenria ; para o resto da carga e pas-
sageiros, para o que tem bous comino In-, trata-se
com seu consignatario Domingos Alxes Mallieut, aa
ra da Cruz o, 54.


tsat




RIO DK JANEIRO.
Kspea-se estes dous dias do Ass a mu
vcleira polaca Cndor, a (pial depojs
de pequea demora leguira para o Rio
de Janeiro: para esclavos e passageiros,
para o que tem eseellentes commodos,
a tratar com Novaes i C., ra do Trapi-
che D. ,
Para Lisboa seguir breve i calera portucueza
Margando., de que he .apilan Joio Icnacio de Mc-
nezos, |ior ler maioria do seu carregamento promp-
i.i : qiiem na mesma quizcr carrearon ir de passa-
gero, para o que lem bous commodos, pude cnlen-
der-se com os consignatarios Ainorim rmeos, ra
da Crui n. 3. ou com o sobrcdilo capitao na praca
dO l. IIIMIL-I to.
Venda de navio.
Vende-te a escuna hollandc/.a Anije,
le milito boa e forte constriiceo, do lote
de It,000 arrobas peso bruto, p. m. o. m.
de primeira marcha, forrado do cobre,
anida quasi novo e com mn inventario
completo para poder logo seguir qual-
(pierviagcm: os pretendentes dirijam-se
aos consignatarios, ra do Trapichen.
10.
Para o Aracatv
segu por osles das o hiale nacional Hxalara-.i; pa-
ra o reslo da carga e passageiros, Irala-so lia ra da
Madre de Dos u. 36.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate "For-
tuna, capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomet&C-, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
DIARIO DE PERMMBUCO. SEGUNDA Ftlfi Ofc OUTUBRO DE4 185
205000
LEILOES
O agenle Uliveira fara leil.lo de um lido car-
ro lando, e de oulro encllente e mam-iro, ambos
bero construidos, para uso de familias respeilaveis ;
igualmente vender na mesma nccasiAo oulrosdous,
sendo um novo e oulro com pouco uso, de elegantes
e modernos gostos : segunda-feira. 23 do correnlc,
as II horas da mandila, na coclicira do Sr. Adolpho
Bourceois. ra Nova.
Terco-feira, 21 do correnle. as 10 1(2 horas da
manilas, o senle Vctor Tar teihlo no seu arma-
zem, ra da Crai n. 2, de enplendido sortiinenlo de
obras de marcinvria novas e usadas, de dilTereiiles
qualidades, relogios para parede, ditos para slgibei-
ra. diversas obras de ouro, bem romo trancemos, cor-
reles ele, um carrinho com i rodas para menino,
urna excellenle mesa elaslica, c oulros muilos objec-
los, que estarao a moslra na O agenle (Hiveira tara luan em um ol mais
lotes, a vonlddc dos licilanles, por aulorisacao do
Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da primeira vara do ci-
vel e do commercio, c a requcrimcnlo do procurt-
dor fiscal da massa do fallido Antonio da Cosa Fer-
reira Estrella, te lodos os gneros, Irasles e armado
emsleiiles na taberna da mesma massa, sita na ra
da Cadea do Recite : lerra-feira. 24 .lo correle, as
10 horas em ponto, na indicada lancina.
O agenle Boija, quinla-feira 20 do correnle, no
seu armazem, ra do Collegi.i n. 13, fara lelo de
muilos objeclos, como bem : obras de marcinera de
dillerentes qualidades, um excellenle piano de jaca-
randa de goslo modernsimo, di.us dilos mais infe-
riores, obras de ouro e prala. reloaios para alcihei-
ra. parede e mesa, urna grande quaiitidade de per-
fumaras minio luase modernas, urna dila ile rasli-
caes de unco, palmalorias, linleiros de porcelana,
andiciros nsteles e franrezes de varios modelos e
anle. as de vidro e casquinlm el.-., amendoas con-
eiladas em frascos grandes e pequeos, farinha de
mandioca multo superior, mclhor do que a do leilau
passado, e oulros muilos objeclos de dilTerenles qua-
lidades, que se acharao paleles no mesmo armazem
AVISOS DIVERSOS.
Excellcnles cavallo
Jlos de aluguel, na nova ra-
vaHance. (ravessa da ra Bella ; csobre udo eo n-
inodo preco. que mu.lo agradar aos frecuezc..
Koga-se por favor ao Sr. Joao Vicira l.im
sciro dohiale KHZ l)esli, viudo de Cama-
me ESSTZ n'",d,lr """" seu *-
me em razo de complicado .tuvi.tas com oabai-
voassiuna.lo.lo mesmo nome de que usa esta cida-
de aoude reside lia 40 c lanos illlnS, muven(|o f.
T^ """"*"!"";."" "*"-*:"> -mKi
-irangeiros, e assim l.e-lhc impossivel poder o mes-
mo assim complicado fazer mudanca.
..,. '""" 'eir Lima.
SITIO PARA ALlCAK.
fcm cunsequencia de seu propriclario ler de reli-
ar-se para seu engenho. alosa sen sitioCajuciro, si-
lo na Passaiiem da Magdalena, con, bstanle uxlen-
sao de terreno e bem planlado, um crai.de viveiroe
mu.lo bom baabo ; assim como ...ais :| easas denlro
do nies.no si .o, todas con. commodos par, grande
lam.l.a : ludo se aluga por anuo nu por fesla i Ira-
la-se no mesmo silio, ou na ra do Crespo, loja de
Bernar.linoMa.a da Silva. J
Aluga-sc para passara fesla urna casi no lunar
da lo,,e. a qu.,1 lem duas janella. e urna porta m.
Irenle e janellas no otile lodas envidracadas, lem 3
salas, _> quarlos dispensa, cozinha fra i um copiar"
ica perlo do baoho e he na eslra.la : quem a Dre-
lender d.r.ja^e ao sobrado da roa de Sania Tl.ere
que achara com quem Iralar.
^ Ira novo medicamento [jara febre
^ amarella.
^ Coiislando-.iie que reina prcscnlemenlc na
0, villa do Cranja do Cear a ebre an.arella, of-
9 er.cna pessoas inleressadas pela sorle dos
m hab. anle daquelle lugar um medicamenlo
^ que lem dado raui bons resultados nesla ep- i
S demia, resultado sempre couslanles em todos 9
os casos a que elle lem sido administrado:
daJo-lie. graluilamenle na esperanca de re-
ceuer Uas pessoas que acolherem o mcu olTe- #
reclnenlo, minuciosas informa.Oes de ludo *
que se passar com o uso do medicamenlo. #
Venda-graude 18 de oulubro de 1H.Ji.
Manoel ile Sii/tieira Caealcanli,
M
x;
i
26 1M BO COX.JL1SGIO 1 USJOAH SS.
O DT.. P. A. I.obo Mosco/o da consultas homeopatliieas lodo oa dias aos pobres desde !) horas da
uia.ihaa alo., meto Ua, e em casos extraordinario* a qualqucr hora dodia ou uoile
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operario de cirurgia. e acudir'prompUmenlo i qual-
quer mullierque eslcja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permillam |iagar a medico
m mmwm m dr. p. l lorii mma.
25 BA DO COLLEGIO 25
ViDE-SE O SEGUINTE:
Mauual comi.lclo do Dr. C. H. Jal.r, traduzidoem po.luguez pelo Dr. Moscozo, quiltro
volumes encadernados em dous :......... i""
Esta ol
quizcrcm
mesma
eos : ii..^.^.-... ,-;.~.i. ...,.,,, |C1Xilr amx vez 0
acudir a qualqoer mcommodo seu ou de seus IriHanles ; e interessa a lodos os dieres de f.milia cue
Tde'lla *' Ut"' SCmpre P S" I,rc,e"idas' sao obrigados a preslar soccorros a qualquer
O vade-mecum do liomeopalha ou Ir.duccao do Dr. llcring, obra igualmente til s pessoas que se
dedican ao esludo da homeopalhia um volme grande ..... 85OOO
O diccionario dos lermosMc medicina, cirurgia, aualomia, pharmacia, le, ele: obra ind's-
pensavel as pessoas que quercm dar-sc ao csludo de medicina .... 4(X)()
Urna carleira de 24 lubos grandes de hnissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, ele.......- .
Dita de 3t> com os mesmos livros.........
Dila de 48 com os ditos.........." ","""""
... lilla de 00 luhos com dilos..............
Dila de 144 com dilos...........
Eslas sao acompanhadas de fi vldros de unturas escollia."
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o Heriug
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 2i lubos pequeos para algibeira .
Dilas de 48 dilos.............
Tubos grandes avulsos..........
Vidros de meia onc,a de linlura
4JW00
IIWOOO
458000
50J000
60JHHX)
1OO8OO0
lerao o abalimcnlo de lOSOOOrs. em qualquer
8.5IKK)
ItiSIKW
IJJOOO
2jO(K)
horneo
11 i n g ti
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lmanlo*
aprompla-se qualquer cucommenda de medicamentos com loda a brevidade e por presos muilo com-
^em verdadeiros e bem preparados medicjmeiitos nao se pode dar um paso seguro na pralica da
icopall.i, e o proprielario .leste eslabclecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem moulado possivel c
guem duviela noje da supenondade dos seos medicamentos.
No holel de Europa da ra da Aurora lem
comidas e Imius peliscus a loda a hora, per prec,o
muilo razoavel.
O Sr. procurador da cmara mu
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
# DENTISTA FKANCEZ.
3$ Paulo Gaiguoux, eslabeleci.lo na roa lama fif
y do Kosario 11. 36, sesnndo andar, colluca den- @
tlt les com gcngivasarlilciaes, e denladura com- J;
H> pela, ou parle della, com a presso do ar. JJ-
9 Tambero lem para vender agua denlifricedu. $
gj l)r. Picrre, c p para denles. Kna larga do Jg
^$ Rosario n. 36 segundo andar. j
J. Jane dentista,
coiiliiia rezidir na ra Nova, primero andar 11.19.
Oflrece-sa um 111050 porluguez, de 16 a 17
anuos de idade. para qualquer negocio; quem o
pretender, dirija-sc a roa da Praia 11. 33.
Curam-se prelos doenles de bobas e frialdadc :
na ra da Concejero n. 1.
O padre Vicente Fcrrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propOe-se a ensinar nesta pia-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolliimcnlo de todas as pessoas qui-
se quizerem utiliiar de sen prestuno,
Cioteslando satisl'azer a' e\[)ectacao pu-
lica ainda a Cinta dos maioressacnicios,
e, emquantonaoixar sua residencia, Obe
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homcopalliia uiefraucez, obras
lodas de summa imporlancia :
Hahneinann. tratado das molestia* chroniras. 4 vo-
. 2O?O00
. (i.>'KMI
. 7S000
. 6- . Ki^HKI
6000
KJOOO
13<>00
Othesoureirodas loteras da provin-
cia, faz constar (pie se\ta-fcu a 7 do cor-
. rente, correm as rodas da primeira par-
te da primeira loteria a beneficio das
obras da matriz de S. Jos, e o restante
dos bilhetes esta' a venda nos lugares ja'
annunciados.Recife 10 de outubro de
I8V.Francisco Antonio de Oliven a.
Pieco dos bilhetes:
Inteiros. 10|000
-Meios. 5*000
_ O ahaixoassigiiado previne ao Sr. A.......quo
nao c.iiilinoc a mandar pedir em seu nome BSOI'
=ZJI.
CANSOS.
.. glgofl Vende -se mu casal de gansos, por prc.o commo-
opagne a caa Companliia, como er. sabhado, -I do correnlc, do
contrario por-sc-lhe-lia a carra a moslra.
com ch.
...........ao ods-
lanlcserja bem cnnhecido por seus eilos dorante o
lempo que esteve decaixeiro em casa do Sr. V ...
Juau Mnrtiua ,lc Burros.
Os .redores de Joao Piulo de Souza queiram
apresenlar suas cuntas ao abaixo assiguado al o lim
do correnle mez, para serem conferidas e sercm al-
lendidas no raleioqnese ha .le azer do liquido de
sua laberna.
IMA ADVERTENCIA.
O abaixo assisna.lo adverlc a lodos os seu fregu.
/.ese com especiadadc o* acadmicos que llie de-
vem. q.ioemvirlndedaraiidan.;:. ,1a academia para
o liecire. pede aos mesmos seohores que liaiam .le
salisfizer sejis debilos da dala desle a I.", das, pois
o mesmo abaixo assignado arha-se bstanle alcanra-
do na praca ; e londo muila ncrc.sidacle de se s-
labelcter 110 Kccifc, prev que uno pode eslahele-
ccr-se sem que primeiro nao salde o seu crdito :
poi lauto pe.lc aos mesmos seohores que haian de lulo
abusar de sua bondade.
Antonio Ignacio de Amaudula.
~ ">a saladas audiencia-, em presenra do Illm.
Sr. I'r. joiz.le orphaos c ausentes, se proceder a
arrematadlo (' prelo Francisco, perlenccnle a lc~-
l.iioehlan. ,|P Francisco Jos Coiicalvcs. 110 da ler-
ca-feira, 24 do rorrele, as 11 horas da maulifla
Alusa-se umasala o duas alcovas de um andar,
na ra do Queimado : a tratar na mesma ra
11. .10.
Hojc 23 do correnle. na casa das audiencias,
peraiileo lllm.Sr.Dr.joiz de direilo da primeira vara
do civel, lem de serem arrematadas os objeclos que
existem na loja de calcado da ra da Penha n. .",
ronsislindo em couros, armacilo e algumas obras fci-
las, penhoradas a Antonio Jos de'Freilas Cuima-
r3es pelos alugues a reqiienmeiilo dos lierderos do
finado Caelaiio le Carvalho Raposo.
Cravam-se e douram-se em pedra mar-
.uiore liiiilos para sepultara com o enilile-
_ "ma mortal, ou sem elle ; quem precisar,
*5>diiija-seao paleo do Hospital do Para izo
10, loja de carros fnebres doSr. Lucas.
COMPRAS.
105000
Ksoon
79000
3000
4WXH)
IOWXKI
30O00
Precisa-se de uintrabalhador de pa-
llara que entenda de maceira e fornalha,
para uma padaria uo mato pouco distan-
te desta praca, com pouco servico, e da-se
bom ordenado: na ra Nova n.' 10, se di-
r' quem precisa.
1 ..7.Va ''" m1""1"* para os Srs- Jeronvmo de Al-
a'ln,a',erMr"0 ''^T" KiOmundo, de Mello,
a ra da Ca.le.a do Kec.fc n. 41 roga-se aos mes-
mos Sis. ou seus corrcspondenles nesla praca a Iwn-
dade de mandar busca-las. "
Francisco da Rocha Mirao.la, do Rio de Janei-
ro, roga aos credores da casa allida de Nello ,V Ir-
.ar0s'11r.ell.e l,C ***!. queiram man-
in Z^"n,as1,lo.'-.u.""'"las para serem verilicado,
seu crditos, habilitando naquella ci.lade pe-soas
que os represeolem : da mesma forma sao rogados
os devedores.quella casa, para mandaren, salisfazer
seus dbitos ao referido administrador.
Precisa se de uma mulhcr para lodo servico de
urna casa ; a Iralar no Poco da Pauclla com o'alfc-
rcsMauorl 1-ernandes de Albuqiierquc Mello
fZ r'r,, El,:.e"ia yaz, porlugueza, relira-s
gra lora do imperio.
w Fara exames em marco 9 Manoel Cassiano de Olivcira l,edo lem **
S S?? u!'? aulj. Pelicular de geometra, 8
vJ das 5 as horas da larde ; c recebe alumuos I
W ate o I. de noveml.,., : lrala-se uo paleo do &
9 Paralio, segundo andar, junio igreia M
5S5ey *:;)S;j;sg|
Lma pessoa que se acha habilitada para ensi-
llar gcopraphia rhelorica, c gramali.a portugus
ou mes.no lalim, lle.cce se para o mesmo lim
quem de seu presumo se quizar ulilisar, dirija-se
a ra do l.ivramenlo ... I, I." andar.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeirao c
aceio: .10 largo da nbeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado .1. lo.
Na ra do Crespo, loja n. 12, muilo se dcs-ja
Tallar com os Srs. abaixo mencionados : Belisardo
Adolpho Pereira dos Santos, Bernardo Jos I opes
Jos Francisco Pereira Fcio, Ignacio Nevcsde Arau-
|o, Jos Joaqun, de l'ar.a Ferr ira, Antonio Ju.
do Moiile. Pedro de Moraes (jirneiro da Cunha, Jo-
s Camello de \asroncellos, I. invino Bezcn.i Ma-
nnlio Kalco, Antonio Pereira de Mello e Jos Ma-
na de Souza Ra.igcl.
Precisa-so de orna ama d,; leite forra ou capti-
va, que o leile seja bom : no l'asscio, loja ... !l.
Alugam-se.para panar-wa festa.doas ca nas, pioladas e caiadas. 110 lugar da Malla da Torre,
lT,.C,".''"" s |)ara r'""ilia- Pr l'rcC commodo:
deiraz da matriz da Boa-Villa n. 13.
l, c tom
cha ni ,0.?"""'? |,ari sc ^Hr a fs'"- (-a"
U.a^nga a margem do rio : a Iralar na rui
do Cano
turnes.
Tesle, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopall.ia duincslira.....
Jahr, pliarmacn|iahnmeopalhica. .
Jahr, novo manual, volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, metoalM da pelie.......
Rapou, historia da homeopalbia, 2 voluntes
Uarll.mann. Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica homcopalhica. .
De Favolle, doulrina medica bomeopatliica
Clnica de Slaooeli........
Caslii.g, vcrda.le da l.omeopathia. .
Diccionario de N\sien.......
.Villas completo do aualomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripca
de lodas as parles do rorpo humano .
vedem-sc lodos esles livros no consultorio hamcopa-
ll.ico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 2o,
primeiro tudar.
A casa de afericao mudou-sc para o paleo do
Terjo ... 16, aoude serSo despachados os seohores
que lucren, de aferir os pesos c medidas dos cslabe-
lccimcnlos com promplido, e faz ver aos senl.ores
que sao acoslumados a aferir em seus eslabeleci-
me.ilos, que'oaiiligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do correnle, c linda-se 110 ultimo de de-
zembro do correnle anuo.
Os senhores proprietarios erendeiros
de engenhos, eme nao cstiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. e 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um cscra-
vo mualo com muila pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.onrenco Trigo de l.oureiro.
Trapasa-se o arrcndamenlo da casa n. 60 do
aterro da Boa-Vista, com armacSo para qualquer es-
labclecimenlo. commodos para grande familia, e
quintal com 2 pocos e banheiro de pedra e cal.
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciuha do l-i% 1 menlo lem uma caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada lia
pouco. tudo por prero commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-.se a livraria da
praca da lude
ci que Ihe diz res|
Nauta do Vigario sobrado n. l
segundo andar, cose-se, (az-se labynn-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro enrata; e recebe-sequal-
quer encominenda das mesillas obras pa-
ra dar com promptidiio e preco com-
modo.
Precisa-se de uma pessoa que saiba Iraballiar
ein carrosas, paga-se bem.e mesmo se recebe alguin
escravoqoe disso cntcn.la : na ra da Concordia,
porto do Pourinho, armazem de maleriaes e carro-
cas, junio a taberna de Jos llominsues.
Precisa-se de um forueiro para uma padaria ;
no paleo da Sania Cruz o. 106.
ao Fi Bi.ir.o.
No dia 19 de oulubro .leste auno, indo um alfaia-
lc comprar 3 cavados c ', de sarja de Uta, na ra do
Crespo, aconleceu lallar-lhe 1.0 pagamento um cru-
zado, lendo ello dado para isso 6 patacas ; vollai.do
i can, e Irazendo o rcslaule, cis que diz-ll.e o lo-
Kisla que alli nao liuha navios scmclhanle negocio.
Que lal !
Precisa-se alugar um cozioheiroop cozinheira;
na ra do Uueimado 11. 51, loja de CuimarAcs & A-
zevedo.
Quem precisar de 111 bom feilor para um si-
tio, do qnalenleiidc muilo por ja leresladncm um
i anuos, baja de aiiuuuciar.
lotera da matriz de s. jse
Corre indiiliitnvelmente na sexta-feira,
27 de outubro.
Aos 10:0003000, i:000;i00. I :lXXrj(KI.
O .aulelisia Salusiiano de Aqi.iuo Ferreira avisa
. "ir.n,,Rm,<,S.ASE 'IC "I"'1 al,,a aue eOliBlMH
ruJ I S., lil' e'",c '"',li' conducta; ...
ra D.ie.la n. 100, segundo andar
- Desappareceu desde o dia 21 de oulubro um
apaz |K.rluguez q..e renda eapim, por nome Ca-
li el cor branca, cabellos ruivos. barba ,ica e
ruiva. levando rouis.go algi.m dinheiro, I 'cavado
".lado sujo, com marca de Ierro, lendo s > lellras
no lado direilo e I no lado esquerdo, e 3 arrahboes
decspinlio 110 lado direilo, na verilba ; por isso ro-
ga-se a lodas as auloridad.s polica, que hajam de
ganar esse bello meniuo. Consla que esla mo he
a primeira vez.
Sahioo7 numero da Camelia, e
achare a venda na rua Nova n. I, loja de
cha 1 h-os confronte ao pateo da matriz.
...iT. Alu,Ia-,fi am I sala e alcova da fenle de
. m l-n.ne.ro andar em Ih.., roa, propria p>ra loja
Leitura repentina por Castilho.
Est aberla no palacete da rua da Praia, a escola
por este excellenle methodo, nellc acbaro os pais
de lamilla um promplo expedienle para corlar o vi-
sio que lem lodos os meninos de comercio as con-
coaules tinacs das palavras. O feriado em lugar ilts
quinlas-feiras lie nossabhados. O professor d gra-
tuitamente pedras, livros, eludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as liedes das 7 as !> horas da
noite, para as pessoas ocupadas de dia cm seus ne-
gociiis.
iHHinawaiBg:gaaH bjblbbbs
AO PliBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
- vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
prero mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto cm por-
ree*, como aretalho, alliancandiv
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciineno
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, hancezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais cm
conta cloque se tem vendido, epot-
ista olferecendo elle maiores van-
tagens do que oulro qualquer ; o
pioprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' l>em dos
seus inleresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos A Rolim.
WUIMMIUiailllilBl..........li iii||||||||B
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vo la para
a cadeia, vendem-se loadlas de panno de liiihn, lisas
c adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
0 Sr. Jote Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
Desappareceu na larde do dia lerca-reira I" do
correnlc, urna prela crioula de nome Montea, cor
fula, altura regular, secca do corpo, feices feias, le-
vou vestido de chita encarnad., com palmas miiidas,
camisa de algodaozmho c panno da Cosa azul com
malamc branco, conduzio um halan, e um sacco bran-
co com algom dinheiro de cobre : qociu a pegar ou
souber noticias della, leve-a rua de S. Rila, sobra-
do de un andar ... 85, que ser recompensado de
eu I rabalho.
Deseja-se fallar a negocio de inleressc, na uar
da Cadeia do Recife n. 51, ao Sr. Vicente Ferreira
da Cosa Miranda, morador no Cachaa, Francisco
Lail VirAes, de Olinda, Antonio Nuiles d Mello, de
(Huida, Manuel Cavalcauti de Alhuquerque e Mello
de Olinda ou Agua-tria.
O THEATRO DE SANTA ISABEL.
Pergunla-se : quaes sao 0'>acri/icio>qiK tem fci-
l.i a aclual compaiihia emprezaria do Sania Isabel,
leve por veutura. menor lubrittio, que as cuipre-
zas anleMores"> lie obligada dar maior numero de
recitas O prozo dentro do qual dCvc represcnUr e
entrcler o publico, he mais prolongado f Deve
apresenlar corpo de baile, ou intermediaros aclos
cm cantona ? As emprezas que precedern! a ac-
lual, liveram delulareom urna dilliculdade quasi
insuperavel osvenci.nentns dos artistas. Esles
imffcnliain a lei ao emprezario ; qualqtaer dellcs se
julMva una canmiira de Mr. Ceorge, ou Taima,
Mas boje, d-
m
que se
Constante.
Srs. fedacloret.Eu fallara ao mais sagrado
dos deveres se deixasse de agradecer ao multo perito
e benigno facullativo da lili,, de Fernando, o Illm.
Sr. Dr. Olegario Cesar Cabuss, seu zelo, pericia
humanidade com que se dignen Iralar-me, emprc-
gaodo o maior cuidado para salvar-me de um alaque
cerebral de que fui accommellido cm a no.le de K.'o
correte, exercendo as fuicroes de sua proli-s,lu com
a maior aclividade possivel, que cm breve consegu
o que lalvcz no esperasse em resultado. Sirva-se
o Illm. Sr. Dr. Olegario Cesar Cabuss, aceitar os
meuscordeaes e sinceros agradccimei.los que scriio
eternos, e minlia amizade e meu limitado' preslim
em lodo e qualquer lempo. Ilha .le Femando lli
de oulubro de 1851.liotierto Peregrino 1'aUillm.
Aluga-se um eiccllcule si.io com oplima
grande casa, muito perlo do Recite: a Iralar na rua
do n.ieima.lo. loja n. 21.
No dia 24, as II horas da insulina, mi saladas
I audiencias, depois de linda ao do Sr. Dr. juiz de au-
| senles, se hade arrematar s casa terrea u. -2G .la rua
dojardim, perlenccnle ao finado Felisardu Gomes.
Precisa-sc de serventes, na obra da ponte pro-
visoria do Recife.
Cvulam que o capliveiro do co e a conlinua-
da risa deste com o galo proveo) de liaver u ralo
roido a caria de alfurria que aquello dera a e-lo para
guardar. Nao admira pois que o meu prenle c be-
neficiado (o nome be quasi mesmo; me arranjasse
dous mezes de cadeia c mulla correspondente a nie-
lado desse lempo, para se eiimir ao pagamento
maior de 1:400(1100 que ha II) anuos me .leve, e em
que js esta con.lcmiiudo pela relarao. O credor pa-
decenlc lie Elias Emiliano Ramos ; como ncm lodos
o conliecem, elle se fara condecido, usando poral-
suus .lias de um laco de fila roa no chapn, e a lo-
Compra-sc elTcrlivamr ule brouze, lati e co-
bre vcllio : no deposito da fundirn ..'Aurora, na
rua do Hrun, logo na entrada ... 28, e na mesma
fundicAo em S. Amaro.
Cou.pra-se prala brasileira oo hespanl.ola : ...
rua da Cadeia do Recife ... 51. loja.
Compram-se dous ornaiucnRis de baslo, um
roto e verde, oulro branco e encarnado, 2 missaes e
2 ralis, ludo que esleja em bom estado: na casa do
sacrislfto da or.lem lerceira de S. Francisco.
Na ruado Codesjo, segundo andar n. 21, com-
pra-se paraum.. enconimcnda, uira mulalinlia Ruda
esadia, de 12a 18anuos, c que seja recoll.ida, uAo
se ni ha a preco, um oscrav o e urna cscrava, cr ionio.
de bonitas figuras, de 18 a 21) anuo-.
Na ruado Collegio n. 3. primeiro andar, com-
pra-sc o 3. yol. lo Repertorio das Ordcnaces, o 2.
vol. de Maria llcspaiil.ola, edii.Ao do Porto, o 2.
vol. dos l.usiadas, edii;Ao do Rio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
lilo Khsin, edicAo de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. e 8. vols das Memorias do Diabo, 1. o i. vols de
D. Qusole de U Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e 3.
dos Desposados por W. Scott.
Cemento romano.
Vende-se cemento romano, chegado proiimamen-
Ic de II inibiiruo. sendo cm barricas de 12 arrobas,
casmai.iics que ha no morcado.
Vi :n.lo-sc urna bonita muala com habilidades;
na rua .Jo Rangrl ... 81, taberna.
PARA A FESTA.
Vcii.I ;m-sc corles de seda de quadros com 17 co-
vados a 189UUU, vestidos de cambraia de seda com i
habados de goslo moderno lijOOO, cambraias Iramr
prenlo < de I.....ilos c delicados .leaeuhns a 1DOl) a
vara, r. uncirs de rclroz boidadas, de dill'erenles
quali.la. les c precos. .lilas de lit a 39000. capolinho
de canil iraia a 53000. inaulelelcs e capolinhns de
seda pri tos e de cores a 10 c I2)000 rs., chales de
seda un uto grandes a Ilir^KK. chapeos de seda e
bonde para senhoras a 16 e I8SI100, dilos para me-
ninos o meninas do mclhor cosi que tem appare-
cido iMp 10*000, luvas de seda de lodas as core a
13600, e oulras fazendas de goslo e proprias para a
fesla ; na rua Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira
& Filb o.
\ 'ende-se lima nesriuha de 5 aunos, muilo es-
perta, mn uiiilalinlio de 7 anuos, un. prelo muilo
mogo, um .lilo de n.eia idade, una negra de 18 an-
uos po r ...uilo btalo preco por ler lido alguns bi-
chos n os pes ; na rua dos Quarteis n. 21.
Um eabriolet.
Ver idc-se um cabriole! de i rodas, em muilo bom
eslade e rom os competentes arreios para um ca-
vado :; qoem o pretender, enlcnda-se com o Sr. s-
nacio ua cocheira riefronle do Ihealro de S. Fran-
cisco, aoude existe dito cabriole!.
Vendem-se 2 mualas com habilidades, 1 mu-
1.ilinl 10 com 6 anuos, I crioulinl.a com 6 para 7 an-
uos, muilo salante, 1 nearo de nacAo. velas de car-
nauba misturada a "J.'SOOO a arroba, cal virgem em
horriii; na rua da Senzala Velha u. 70, segundo
andar, se dir quem vende.
FAZENDASBARATAS.
Vei idem-se dulas linas, de cores lisas, padrdes
claros e escurosa 140, 160, 180 e 200 r-. o cova.lo,
dila I ranreza muilo larga a 280 o rovado, riscado
largo francez a 240 o cova.lo, chita linas de barra a
WX l e 39200 o corle, cambraias abenas cor de rosa
e azu I a 39000 o corle, cseas rosas a 320 a vara,
hlazi. ibas para vestidos em corles de 15 covados a
19501 ), lijas esrocezas para vestidos a 500 c 600 rs. o
covn lo, vcsli.los de cambraia com baria e baba.los a
3, c 59:100, (li bordado a I9OOO a vara, loncos
gran, les de seda a I56OO. chales de cassa a 19140,
dilos de 1,1.1 eseda a 29000 c 25100, e oulras fazen-
das q ue sc veiidcm baratas, daudo-se amostras com
peuh ir : na rm .Nova, toja de fazendas n. 16.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOSfc.
Aos 10:0003000.
Na asada Fama ... 18, alr.ro da Boa-Visla, eslAo
espos los a venda os bilhclcs e cautelas desla lotera.
Bilhetes 109000
Meios 59000
(Juarlos 29800
Decimos 19300
Vucsimos 0700
Vcndc-sc uma inorada de rasa terrea, na rua do
l'ad re Floriano 11. 40, com :I0 palmos de frenlc c 75
de fundo: os prulcudcules dirijam-se na mesma,
queiacl.arAoro.il quem Iralar.
- Vendem-se sacias com milho c fariulia; na
rui-l da Cadeia Vcllia 11. II.
VENDAS
razian esigeoetaa dcsarrazoadas. ,
a liidC|>euclencia 11. 0 e 8, a liego- | se mesmo fado '.' NAo ; a propria empresa beque
Ihe diz respeito. 'J'm'"^ 'n' yu"f 8il0 Pois s sacrificios de que
Respondam ao
falla 1
ao 1 e.poil,.\el publico, que os seos bilhclcs e caulc- 9 a (,ue sonrcu csla_pcna lAo iiijiisUiiicnle, que
S. M. I. a per.luou quasi sem supphra sua, por ha-
ver pedido de joelhos na porla da allaudega ao seu
devcdor.quc pelo amor de Dos cdoSS. Sacramento
dic pagasse oque lhcdevia, Este fado foi melhor
cspendido |iela folln Imprema de 22 e 25 de fcc-
rciro de IK53, c zVrAo l'einaniburunn de i de marro.
Jota* Maria Conralvcs Vicira CuunarAes u-m
Oslo c conlrnlado a compra de ulna cas. com Cinei-
liato Mavignier, sita lio Poco da Panella. rua da
Saii.lc 11.1, e sendo que algucm Icnha direilo a dita
casa por esriiplura de livpolhccaonde dominio, di-
rija-se a casa doannunciaiitc, defronle da matriz da
Roa-Visfa, quina do Hospicio, islo no prazo de 3
dias, para qoe 11A0 se chaincm a iuiioraucia.
A lypographia Doitonecealadeum lypogra-
pbo: quemsejulgar fiestas cirruinslancias, dirja-
le mesma, Iralar com o administrador.
.'.i.n'ni liver um prelo robusto, qoe 0 queira
alu j,1 para o servico de padaria, aniiuueie; e no
raso de agradar lambem sc
las nao soflrem o desculo de 8 do imposlo geral
nos Ires primeiros grandes premios. Elles eslAo cs-
poslos venda as lujas j conheci.las dorespeilavel
publico.
Bilhetes I l.-sOOO IO:()OOROOO
Mei.s 59500 5:0tKljr00()
Qeartoa 23MKI riOtWHio
Dilavos 19500 1:250StNM)
Decimos l-liin 1:0003000
Vigc-imos 700 .V)09t)0O
Aluga-sc auniial 011 por esta, uma
propriedade de pelra e cal com comino-
des sullicientes para (|nalquer familia, no
lugar do Toco da Panella, contigua ao e\-
ollegio de S. Boaventura : a tratar 11a
lundirao do Bruin ns. (i, 8e 10 com o
cai\eiroda mesma.
._ .. .... ..._............ ... compra, 11A0 lendo acha-
No holel de Europa da rua da Aurora man.la-se qurs, sendo que o dono queira vender ou trocar puf
para fura aliiiocos e jantares, ...enslmenle, por pre- i urna prela moca e bem possaule para qualquer ser- i qualio canlos da rua" do Oueimado, loja 11. I, de
jo commodo. I Viro: na rua do Colon-lio 11.2!>. J,,,,. Moreir.i"
Vende-se uint casa lenca na rua
Imperial, com chaos proprios, livre e des-
embaracada, com grande quintal e por
preco commodo: trata-se na rua da Penha
loja de calcado n. 29.
MOENDAS SUPERIORES.
Xa fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello econstruccao muito superiores.
Vende-se cimento romano em barri-
cas e as tinas : atrs do theatro, armazem
de taboas de pinho.
SALSA. PARRI.HA DO PARA'.
Chegada de fresco cdemiuUi boa qua-
lidade, vende-se em casa de Antonio de
AI incida domes &C., rua do Trapichen.
10, segundo andar.
GENEBRA EM IR A SQL El HAS.
Da mais superior (jualidade que existe
no increado, viuda da Hollanda, e por
piceos commodos: vende-se na rua do
Trapiche; n. 1(, segundo andar.
Vende-se mol de iirur.i, a melliar abelha que
lia, tirado ha 5.lias dos corlieos. por ,,recu commodo
e c/navel rada sarrafa : cm Olinda, rua du Vara-
douro, laberna doSr. Coelho.
Ven.lem se II) travs de esrolliida qualidade,
de 15 palmos ; 110 armazem da ras da Praia 11. 1 .
Vende-se un. lindo molequc, de idade 8 an-
uos, muilo bem feilo, i-roprio para andar com me-
ninos ; narii.-i do Collegio 11. 10. segundo andar.Mf
MELromiNE DE IK\ E SEIIA
DE OL ADROSA l|500!
Dinheiro a'vista.
Com o nome gracioso de Mdpomenc, chegou pelo
vapor viudo ltimamente da Europa, uma fazenda
de seda e ISade quadros que lem quasi nina vara de
largura, c que pelo seu brill.o parece ser de velludo
de cores, propria para vestido) de senhoras, pelo ba-
rato preco de 18:100 o covado!!! do-se as antos-
lras com peuhores : na roa do Queimado ... 17.
loja.
JAPONAS E JAQUETAS DE BAETA'O.
Vende-se por preco commodo, na loja
u. 2( da rua da Cadeia do Recife, esqui-
na do becco largo.
SACCAS COM EARINIIA.
Na loja n. 20 da rua da Cadeia, esqui-
na, do becco largo, vendem-se saccas com
superior farinha da tena, por menos
preco do qucemoutia qualquer parte.
Vende-se ou arrenda-se um dos dous engenhos,
Tedia c Ifrilbanle. perlo da praca, pois san sil na-
dos no (crino de SeriiihAem, rom proporries para
grandes safras, para o que lem excellcnles varzeas,
muito boas mallas, agua muilo lioa, trras mui pro-
ductivas, limitando um como oulro periodo embar-
que lesua e meia, inocules c concilles, mn com agua
oulro com auimaes : ambos completos de lodo o ne-
cessario para fuiccinnareni, com boas obras, c um
detles completamente novo 1'ambem permuta-se
por alguin sitio perlo da praca : quem o pretender.
dirija-se ao emienho Tedia, residencia do seu pro-
pietario, ou nesla prac.a ao Dr. J0A0 V. da Silva
Cosa, no largo do Paraizo, sobrado da esquinada ru;i
da Koda.
Vende-se um rico vinillo de chaves de jacaran-
do rom sua competente eaixa, niarrhela.in.le ma.lre-
perola e marliiu, obra muilo delicada, alm do liar-
uioiiioso son. que da ao e\pcrimentar-sc, vende-se
por preco commodo : quem o pretender, dirija-se a
rua dos Marlvrios n. ti,que hi sc dir quem vende.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo arma/.em n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos c novos lregue/.es.
Vende-se, permuta-se ou arrenda-
se o silio das Roseiras, do major Joaquim
Elias de Moma, defronte da capella do
Rosarinho com casa de sobrado no-
va, senzalla, cocheira, estribara para
tres cavados, quarto para l'eitor. ele, ex-
cedente e grande horta, grande cercado
com matta dentro, tmmeiisas baixas pa-
ta capim, muito bous arvoredos de fruc-
tos de militas qualidade, novo parreiral
com muitas uvas, vendem-se tainbem
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as quee\slem no engenho Santa Anua,
novilhas e garrotes, vende-se igualmen-
te tolla a mobilia, louca, vidros e tudo o
mais (pie houver de movis na mesma ca-
sa, assim como um bom cavado de estri-
barla : quem o pretender dii ija-se ao mes-
mo sitio, que avista de tudo, tratara' com
o mesmo dono.
Com toque de avera.
Madapoln muilo largo a 39000 e :I5500 a peca :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
Vcn.leiii-sc apparelhos azues e rosos para cha,
iilos para janlai, copn-, cninpolciras. arralas era-
dices para siiilio, porlaluores, ludo lapidado, appa-
rellms de porcellaua branca elloarados, linternas de
rasqiiinlia, dilas de vidro, dilas de brouze, palma-
torias de vidro, copos, clices e carrafas lisos, fras-
qiiiuhos linos para espirita, e oulras militas fazendas
por preco mais oomuiod*. do que em outra qualquer
parle: na rua Nova n. 51, ao pe da CouceieAo des
Militares,
Vende-se um mulaiiiihn ptimo para criado :
na rua de llortas n. 118, das*) asS limas da inauliAa,
que achara com quem iralar.
FAZENDAS HA MUDA.
Chaly da ludia, de qiiad.os, do loa e seda, fazen-
da para vertidos, do m.-lhor goslo e qualidade que
em viudo a la praca : no sobrado amarell, nos
4*
iSSSS^$:SS$i&SS9)


A
\A
1
Na rua do Crespo loja amarella
n. i, vendem-se:
bnissimas camhraias francezas de
muito gostoe de cores lixas, com
quadros e listas escossezas a 210
rs. cada covado; cortes de laa
muito finas e de gosto moderno
com 13 covados cada corte, a
44OOO rs.; chales de casemiras
de uma s cor e com barras de
w cores a 6f0OO rs. ; chales de tro-
cal. ou flele blancos .bordados
vji9 do I i (piarlas, a S.sOO cada um. ^
CABK101.ET.
Vende-se um eabriolet em bom
_ estado, por commodo prero ; o
' aterro da Boa-Vista 11. 55, casa de
I'", l'oirier.
FAKIMM DE MANDIOCA.
V cr.dcm-se saceos com um alqucirc e uma quarla
de lamilla de mandioca, muito torrada e a mais
na que lem viudo a esle mercad : na Iravessa
Ma ,1ro de Dos armazem u. :', a 5, e na rua do Quei-
ma tto n '.), loja de Antonio i.uiz de Uliveira Aze-
vei lo.
Saccas de faainha.
Ycildcm-se saccas com farinha da Ierra, nova e
booi torrada : na rua da Cadeia do Recife, loja
1. 18.
SEL1.INS INCLEZES.
Vcndcm-sc os melhores sellins que
tem viudo a esle mercado, com seus
competentes lieio. etc., tamheiii chi-
cotes para carro, lioniem cstiihsca, por
precos muilo mdicos 110 escriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wvatl,
rua do Trapiche Novo 11. 78.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS'.
Anda a roda infalivclmente no dia 27
do eorrente.
Aos 10:000, 4:000!> e 1:0009 rcis.
Na casa da I ornna do aterro da Boa-Vista n. 72
veudem-se us mu arredilados bilhetes, meios c cau-
telas do caulelisla Salustianu de Aquino Ferreira.
Os bilhetes e cautelas 11A0 sofrem o descont de 8
porcenlo do imposlo geral nos Ircs premios grandes.
IISOOO recebe por iuleiro 10:0009000
59,500 i.rBm 5:000-9000
31800 idem 5009000
19-500 idem 1:250900
19300 idem 1:0005!K)0
9700 idem SOOfOOO
B libeles
Meios
Quarlos
Uilavos
Decimos
Vigsimos
Lopes.
1.1 amia NACIONAL.
S Na loja do sirguciro da praca da ludepen-
w delicia 11. 17, veudem-se por preco commodo
% lodos os objeclos precisos para uniformes dos
2S Srs. olliciaesda guarda nacional.
as!ass3Basas-s-ssaaKss&ssss?rK2
QL'EIJOS DO SERTAO'.
Ainda lia para vender os bous queijos do serbio
chamados de prensa.
MIIDEZAS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 11), pa-
lee de conro de lustre para senhora a 19 rs. o par,
dos de mairoquim a 000 rs., dilos para hoinem a
800 c 900 rs-, boloes de sgatli para cainita *) rs.
a groza, liaba de cores a 19, dita branca de 800 a
19200, papel de peso muilo bom a J100 e 5500 a
resma, peules para alar cabellos a 210 rs., dilos linos
a 800 e I9, coheles a O e 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
allineies de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
thesnuras lillas c ordinarias, puteeiras de ouro lin-
gindo de lei, carteiras para baile, peneiras de a{o c
oulras mullas cousas por precos muilo cm conta.
CHALES L MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a S.sO, 12.S00, 110006 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 11.S'000
rs chales pietosdelaa muito grandes a
"i.S'oOO rs-, chales de algodao e seda a
i.S'280 rs.
Vcnde-se unta laberna na rua do Rosario da
Boa-Visla a. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sAu cerrado 1:2009000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Mieconvier:
a Iralar junio.i alfaudega, Iravessa da Madre de Dcos
armazciii 11. 21.
Completossorlimentos de lir/endasde bom
gosto, por preros commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia. vcndcm-sc corles de vest,los d( camhmia de
seda com barra c habados, ii 85OOO rs. ; dilos rom
llores, .1 79. 93 e t0-"s rs. ; dilos de quadros .le bou.
gosto, a ll> ; corles do cambraia franreza muilo li-
na, lina, cun barra, 9 varas por 49500 ; orles de
rasca de cor rom lies barras, de lindos padrees, i
333OO, pecas de cambraia para coi Uados, onin.v.
varas, por :I9(0II, ditas de lamagein muilo linas, a
(i? ; cambraia de salpico., miudiuhos'.branra e de cor
muilo lina. >800 rs. avara aloalbado de linhoaml-
xoado, i 900 a vara, dilo adamascado com 7 '. pal-
mos de larguia, i 29200c 39500a vara ; ganga ama-
relia iza da India muilo superior, 00 rs. o cova-
do ; corles de collete de fu-to alcovoado e bous pa-
droes los, 800 rs. ; lenco* de cambraia de linho
:liin ; dilos grandes linos, a 000 rs. ; luvas de seda
brancas, de (r c prelas muilo superiores, ItiOO rs.
o par ; ditas fio da Escocia a 5110 rs. o par.
\eiide-sc vedas de cera de carnauba feilas no
Aracalv, de .i, 8. e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia do llecile n. -19, primeiro
andar,
ATTENCAO".
Na rua do l'asseio Publico u. 13, vci.dcm-se corles
de cassa chita de lindos padrees, pelo barato preco
de 23000 o corle, mcias casemiras de quadros a 100
rs. o covado, corles de rolletes de fusIAu do ulliiuo
gOSto a 19200 o corle.
PBLICAQAO' UELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
revereiidissimos padres tapuchiuhos de N. S. da Pe-
nha desla cid i,le, augmentado com a novena da Se-
nhora da C.iuceieao. e da milicia hislorira da me- i
dall.a milagrosa. ode.N. S. do lniu Cnuselho : Ven- ;
de-so uuirameulc na livraria 11. li e 8 da praca da |
in.lepen,lencia. a ISMKI.
\ i'l.de-si'um oplimn caliriolel de duas lodas
e sem coberta. porem con. lodos us seus aireios :
na rua de S. francisco, coclieira de Caula & Silva.
Vendem-se ricos pianos com encllenles vo-
zes por precu commodos: cm casa de J.C. Rabe.
rua do trapiche 11. 5.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores esruios muilo grandes e encorpados,
ditos brancos com pollo, muilo grandes, imilando o.
de la, a 19*00 : na rua do Crespo, toja da esquina
qn* olla para a cadeia.
Kecommeiida-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muilos
cliamain de fellro a 19000 rs. cada um : na iua do
Crespo loja 11. 6.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo toja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo i 23100, -29800, i
39.500. *9500. 59500, 63UOO rs. o covado.dilo azul. ,
29. 25800, 43. 69, "9, o covado ; dilo verde, J9H00,
33300, 43. 59 r. o covado ; dilo cor de piulido a
19500 o rovado ; corles de casemira prela franceza e
elaslica, 79500 e 83500 rs. ; ditos com pequeo
deleito,a ti->5tK); ditos inglezeufeslado a 58000 ; ditos
de cora 4-9, 59500 63rs. ; merino prelo a 13, IJiOO
o covado.
Atendaos Edwln Kaw.
Na rua de Apollan. 6, armazem de Me. Calmou-
A; Companhia, acha-se conslaulemeule bous sorli-
mentos de tainas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos la mandos e modelos os mais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
i cavados, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa de purgar, por menos prcc,o que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato prero.
REI.OIOS INCLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo : no arma-
zem de Barroca ii Castro, na rua da Cadeia do Re-
cite 11. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
il, arma/.em de Francisco Guedes de A-
raujo.
Ven le-se encllenle latinado de piulio, receu-
lementc chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enleudcr se com oadminis-
Irador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 50
e 38, ou no caes da alfandega.
Cassas trancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vemlem-sc cassas Trancezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tesvozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Schmettau &C., rua do Tra-
piche 11. 5.
VENDE-SE. -
Cobre em folha de 20 ate 28 oncas.
Estanho em verguinhas.
Chumbo em barras pequeninas de 1-i- li-
bras
Champagne, marca A &C.
Vinho do Kheno das qualidades mais
apreciadas, em caixas ae uma duzia.
Ca vinotes e armas de fogoem geral.
Lonas, e brins de vella.
Arreios, lampeOese chicotes para carro e
eabriolet.
liraixa ngleza de verni/.para arreios.
Esporas de ac lino, plateadas.
E para fei.var uma conta:
vende se por o maior preco que der, cer-
ca de 000 formas de folha de ferro pinta-
das, propria para fabrica de assucar : na
rua do Trapiche 11 3, armazem de C. J.
Astley & C.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos (' ferro de --'-rio'-qualidade.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flane.la para forro de sellins che-
gada receulcmenlc da America.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio ... 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar cotilas.
Bepotito da fabrica, de Todos os Snnioi na Babia
Vende-se, em casa deN. O. Bicber &C., na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
cora 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 5
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Boa da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e ineias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todo os tamauhos, para
dito.
Vinho doKheno, de qualidades es-
peciaes, em caivas de uma du/ia,cherutos
de llavana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 3.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguales vinhos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porto,
Hueella*.
Xerez cor de ouro, -
Dilo escuro,
Madeira,
em cainiihns de uma duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco mnitn cm eonla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
liareis ,,ni cal de Lisboa, receulcmenlc (llegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brura, passan-
do o chafan/. continua haver um
Vende-se um pequeo sillo todo bem planlado,
c por preco commodo, silo nos Afogados : a rallar
D relinayao da mesma povoacao, que adiar com
quem tratar.
Na loja do antigo baraleiro da r ua do Crespo
n. 11. Minese geometra de Larrom em porluguez
e em iraucez, algebra em portugus e em francez,
geometra de Eudides e potica de Horacio.
Vende-se o tereeiro numero do Brasiletro,
nos lugares annunciidos, a -40 rs. ; s diz verdad*.
Em casa de J. Keller&C., ua rua
da Cruz n. 55, ha para vender 3 e.vcel-
I.-lites piano* viudos ltimamente de Ilam-
burgo.
Veude-se um novo e encllenle phjuno. de
muiloboasvozes: uarua du Collegio n. 12, seuuiido
andar.
Veude-se a taberna da praca da Boa-Vist, n.
lo : a Iralar oa mesma a qualquer hora.
Veude-se urna cadeira de rebujo m meia oso,
lemua Baha, por commodo preco : na rus eslreiu
do Rosario sobrado n. 35.
Vendem-se saccas com arroz ou cm arroLa,
sendo a arroba n 1*400 e 18800 rs., boa ; e lam-
oem se vendem saccas com feijilo molalinuo por pre-
co commodo: na taberna da rua Direita n. 2.
vendem-se no largo do Livrameolv n. 20, s
verdaderas end do Porto, calcadas (Taco, em
virlude do que lem a vauUgem de cortar a ra de
qualqoer pao, e durarem o doplodas oulras.
i 7 "1""a Cru'' n' 3- twd-e-se orna ba-
lana com bracos conchas a pesos de 16 libra, a
meia quarla. por bar.liirao prer, {ambrm sevell.
de urna porc*. de carrafas e bolijw, mrl t ^ su-
perior a 640 agarrafa, arrox piUdo a 80 rs. a libra,
f h ai roba l"aM)u.
^ Deposito de panno de algodao da
9 fabrica de todos os santos na 9
Rabia. 1
Vende-so este bem conhecdn panuo, pro- O
prio para saceos roupa de escravos ; no es- tt
^ riplo.io de Novaes & Companliia, na rua do Z
/: Trapiche n. 4. 5
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sera despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagera para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo uo idioma porluguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vcn.lc-sc urna batanea romana com lodos os
NOVIOAUE.
Chai) de quadros para vestidas, fazenda bellissi-
ma e de goslo muito moderno a 18OU0 o rovado : ua
rua doQueimadou. 46, toja de Bezerra Moreira.
|0.nTrin ?m""e ,retun, Pa fiambre, queijos
n"r'rt'J".,"_C0.ro ""^** la. insteias '
Vende-se na rua do Crespo, loja ama-
relia r. V,
palitos de alpaca prela .raneada a 7*000 dilos de
Vcndc-sc urna crnala de bonita lisura miu-a
...14, casa de sobrado, primeiro andar. Na mesma
aluga-se un. prelo a Costa, moco, e possan.c para
lodo servico de qualqoer pessoa.
Veude-se no dia 25 do correnle. a., meio dia
em (Mimo, no armazem de M. Carnciro, na rua do
trapiche n. 38, aci;oes da companhia Pernambscai.a
de vapores.
A 18000. /
Vendem-se encllenlescoberlores grandes a laOOO
ZtL"? VIW r"a Qin""'<' **. em frenle do
becco da Cengregacao.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de pi-opriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de loda a champagne vende-
0sca 3o|0a0 i-s. cada caixa, acha- %
^ se nicamente em casa de L. Le- ;
9 comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo__
$| Conde de Mareuil e os rtulos
$f das garrafas sao azues. 2
*****: eses
- Na rua .lo Collegio n. 3, primeiro andarTven-
dem-se para fechar contas mil c quiuhenlos massos
do conlas de v.dro lapidadas a 160 rs. cada masso. e
il) duzas de camas de massa para rap s l>-'oo a
RUA DO TRAPICHE N. 1(T
Em casa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 3 quartos ate I
polegada.
Champagne da melhor qualidade S
em garrafas e ineias ditas. ?
UmpimOHigleg dos melhores. 3
iKaonoBR 3Kss mmwaaam
Vende-se um encllente carrinho de 4 rodas
mu. bem construido,een. bom estado ; esta enposlo
..a rua do Araaao casa do Sr. N.sme n. 6, onde?*-
dem os pretendentes eiamina-lo, e Iralar do ahnle
Mcinhog de vento
-ombombasderepoiopara regar borlase baila,
decapim.nafuiiifiCaodel).W. Bowmu.: na rita
do Brum os. 6,8 e 10.
Devoto Clnistao.
Sabio a fui a 2. edicAo do livrinho dcn^iiiadc
ivolo l^rjfao.mais correcto e acrescenladss Mide-
uincamertle na livraria u. fie 8 da praci di In-
dependencia a 640 rs. cada enemplar. \
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo granoes e
de lioni goslo : vendem-se na rus do Crespo, loia da
esquina que volta para t cadeia.
Vende-se oaiaeabrs (bicho) com um cabtilo,
pro|ina para criar meninos, a qual tem b.ilaulc lei-
le : na rua de Agoas-Verdes, sobrado u. 14.
PAJJTOS KBANCEZES.
Vendem-se palitos e sobrecasacas de briro de linho
de cores a 3j00, dilos de brelanha lina a 4J00, di-
Us d alpaca prelos e de cores a 8 e lOaOUO. dilos de
l>anno lino prelos e de cores a 16. 18 e- 20X000- na
rua Nova, loja a. 16, de Jos Loia Pereira & Filho,
v eude-se um eabrioletjiinlado de oovo,'e mul-
lo manriro : no allcrro da Boa-Aisla u. 19 ioja.se
dir quem vende.
Vcnde-se uma dutia de cadeiras de amarillo,
novas, maisem coaU do que em oulro qualquer'
parle : na rua da Cadeia de Sanio Antonio u. 20.
Sedas achamaloladas de cores e preta a 700 rs.
o covado ; oa rua do Queimado, loja o. 40.
ESGBAV
*
FGIDOS.
Desapparcceram no dia 2 do crrenle mez,do en-
genho de S. Amarinho, Irrguezia da Varzea, o, mo-
lecoles seguintes: Manoel, crioolo, que represenU 20
a 22 anuos, lem na frente um uo dous denles da par-
le de cima podres, como partidos; Paulo, com 17 a
a 18 anuos, da Costa, um pouco Tulla, booilote. bem
reilo e tem lodos os denles ; Benedicto, com 16 an-
uos pooco mais ou menos, relo, secco do corpo.
alegre, lem (aiubem lodos os" denles, e em cada can-
to da bocea 3 risquinhosaareceudo um p* de galli-
nha : quem os pegar ou dilles der noticia dirjase
ao mesmo engenho qoe ser bem pago de seu Ira-
balho.
50.S000 rs. de gratilicarao,
a qoem appreliender e levar > ma Imperial n. 31, a
f u senlior Manoel Joaquim Ferreira Esleves, a es-
crava. parda, de nome Malhil.ler., que desappareceu
no da 2 de junho protimo passado, com os signara
scgiiintes : bastante eia de cara, nariz e umbig.i
uran.les, cor bstanle arogueada ; esla escrava veio
da cidide de Sobral, poim ilcscoulia-se que esleja
mesmo nesla cidade occnlta em casa dealgum jous-
jijuj.oso' pois que desde que desappareceu nunca
mais sc soube noticia.
Ausenlou-se no dia 6 de oulubro o prelo Jos,
de nac,Jo Costa, com os signaes se^uinles : rosto la-
Ihado, allura reaular, olhos pequeos, nariz adiado,
SOS perlenres. em bom uso"c de 2,000 libras : quem I buCCi' "S*' fh" h"M< e u "'"" ''f miudo- 'U*
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. 4. "*?. ^ l,r,a" P"' sfr >* ,dc 'da.ue :, 1aem "
apprenen.lcr, pode levar a rua do (Jueimado n. 11,
| ,t seu s.nlmi Manoel Jos Cuedrs Magalhaes, que
I sera recompensado.
No dia l.i do correnle desappareceu o prelo
I irnnno, crioulu, idade 26 a :M) anuos, o qual venda
pao pela freguezia de Sanio Aulomo, e lem os sig-
naes -cumules: alio, ps grandes e grossos, inaos
crossas, eir. uma deltas lem una cicatriz provenien-
te de ler medido a man no cylindro, pega muilo na
falla e nao lem li.rl.a, s lem no queito alguns ca-
bellos, ja esteve em Macci, e suppoc-se que lajeas-
te esse caminho : quemo apprelitnder, queira lva-
lo na rua do Burgos, padaria n. 31, que ser rocom-
liensado.
Desappareceu no dia 8 de seterobrn o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que estoma trocar o no-
me para Pedro Jos Ccrino, c inlilular-sc forro
he muilo ladillo, foi ccravo de Antonio Jos de
Saul'Aiina, morador noengeulio Cail, comarca de
Sarita Aula, e diz ser nasudo np scrIAo do Apodv,
eslalura e corpo regular, cabellos prelos, carapiolia-
dos, cor um pouco fula, olhos scuros, nariz grande
e grosso, bcicos g.ossos, o>a*mblanle um pouco fe-
chado, bem barbado, prrh nesla occas.ilo foi com
ella rapada, com lodos ns denles na freule ; levou
caunsj de madajiolilo, cale ejaquela branca, clia-
po d* palhacom aba pequea e/quis Irouna de rou-
pa |*quena ; lie de suppe'ir que mude de Irage: n>-
ua-se porlanlo os auloridades pnliciaes e pessoas (ur-
liculaies, o appreheudam e Iragam nesla praca do
Kecife, ua rua laraa do HAsarin ... 24, que se re-
compensar muilo Ih*iii o seujiabalho.
>$) POTASSA RRASILEIRA.
0f Vende-se superior potassa, fa-
/A hricada no Rio de Janeiro, che-
> gada recentemente, recominen-
a da-sc aos senhores de engenho os
' seus hons ell'eitos ja' e\perimen-
tados: na rua da Cruz n. 20, ar-
@ mazem de L. Leconte Feron &
Valv Companhia.
Vciideni-serclogios de ouro e prala, mal
baralo de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 c 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem pata vender diversas mu-
sicas para piano, violao e llanta, como'
tojan, (|iiadrillias, valsas, redowas, scln>
tickes, modinhas tudo modernissirao
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos corles de laiiz.inl, a para vestido de
.senhora, rom l.ri covados cada corte, a
;i.".l>0.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta pira
a Cadeia.
PEKN. : TV. DE M. V. UE FAKIAJ, 1854.




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