Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01320


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Full Text
ANNO XXX. N. 242.

/
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
num -----

SASEADO 21 DE OUTUBRO DE 1854.
Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
km:.nutraaiion da scbsciupcao'.
Reeife, o proprielario M. F. ile Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Peroira Manins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; Parahiba, o Sr. Geranio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntontocteLemosBraga; Geera, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Meranhao, o Sr, Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIO
Sobre Londres 7 1/2 a 27 3/4 d. por 19
a Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
a Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebale.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
[ Discomo de lettras a 8 O/U.
IIETAES.
|Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedas de 6400 velhas.
" de 65400 novas.
de 4000. .
|Prala.Palaees brasileiros .
Pesos columnarios .
mexicanos......
299000
168000
16*000
99QU0
19940
19940
19860
PARTIDA DOS COIIREIOS-
Olinda, lodos os dias.
Caruari, Bonito e Garaahtins nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-VisU,|ieOuricury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as qointas-feiras.
. PRF.AMAR DE HOJK.
Primeira s 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS. E1MIEMEUIDES.
Tribunal do Commerrio, segundas eqointas-feiras. Oulubro 6 Lu cheia s 5 horas, 18 minutse
Relaco, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sexias-feirass 10 horas.
Tuizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas. |
1." vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do rival, quartase sabbados ao meio dia. I
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto rrscente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA,
16 5cgunda. Ss. Martiniano e Soturisno irs. mir
t" Terca. S. Eduvigesduqueza ; S. Mariano m.
18 Quarta. S. Lucas Exangelista; S. Theodoro ni.
19 Quinta. S. Pedro de Alcntara f.
20 Sexta. S. Joao Cancio ; Ss. Crapaztoe Ira.
21 Sabbado. Ss rsula e suas comp. ?. mm.
2 Domingo. 20.' S. Ladislao f. ; Ss. Hera-
clio, Alodia e Cordilla v. mm.
pete official.
IINISTERIO DO IMPERIO.
DECHETO N. 1431 DE B3 DE SETEMBRO
DE Ib\>I.
Crfa a repart.rao especial da* lenas publicas na
provincia do Amazona*.
He.pur hem decretar o segointe :
Artigo I. Fie creada na provinria do Amazonas
a repartilo especial das Ierras publicas, deque tra-
a o arl. 6 do regulamentu h. 1318 le 30 de Janeiro
do crtenle anno.
_ Arl. 2. A reparlicao sera composta de un dele-
gado-dn director geral da Ierras publicas, un fiscal
que ser o da Ihcsourara da fazenda geral da refe-
rida provincia ; um olfinal de secretaria ; tuu ama-
nuense r um porleiro archivista.
Arl. 3. Esles empregn.lns veiirrro annualmen-
le, o delegado 1:6009; o fiscal 3009-; o oflicial
t:2trj ; o amanuense (jOOJs ; e o porleiro archivis-
ta 800*.
Arl. 4. U minislro e secretario de estado dos a-
Socios do imperio expedir as mlruccfei uocesaa-
rias, alini de que a repartido ora- creada ruinece
desde Ineu a luneeionar.
Luir Pedreira de Coulo Ferraz, do met consellio,
ministro secretario de estado dos negocios do im-
perio, assim o lenlia entendido e faca execular.
vem transcripto o seguirte protocolo, assignado nes-
ta corte nj din 5 do mesmo mea pelo Sr. ministro
dos negocios eslrangeiros e pelo Sr. D. Andr La-
mas, enviado extraordinario ministro plenipoten-
ciario da repuhlica.
Ministerio dos negocios esirangeiros.
Protocolo.
n Aos cinco dias do niez de agoslo de IKii, nesla
cidade do Kio de Janeiro e na secretaria de eslado
dos negocios eslrangeiros, reunidos os Exms. Srs.
D. Andr Lamas, enviado extraordinario e mini-lro
plenipotenciario da Repuhlica Oriental do Uruguay,
c o ctiselhcjri, Antonio Paulino l.impo de Abren,
minislro e serrelario de estado dos negocio* eslran-
geirus, rom o liui de curnprir as ordens doa sens
respectivos gnv enes, determinando com clareza o
objeclo, as coiidirors e a durncAu do auxilio O nso na repuhlica de ludo e qualquer titulo com-
mcrcial cstrangeiro;
A propredade de escrovosja eslrangeiros, que serSo
obrigados a entrega-Ios ao eslado mediante o paga-
mento ila quanlta arbitrada por dous avaliadores
idneos ;
A occupacn por eslrangeiros de proprios nacio-
naes.
Sendo o Sr. Hopkins agente eral da companhia
de navegaran dosjEslados-lJuidos e do Paraguay ; es-
tando cin negociacoes para a compra de um terreno
desusado ao deposito do material daquella rompa-
nhia ; possilindo alguns cscravos para o servico da
mesma companhia c oecupando provisoriainenle um
propno do estada, era evidenle que todas aquellas
medidas nnh.uu sido lomadas para hoslilisa-lo.
Publicado rsle decreto, commuuicoii o cnsul of-
mililar que acliialtncnle pretta o governo do Bra- fleialmenlc ao governo que era agente geral da com-
zil a mesina repblica, visto rcconhcrcrcm que o \ paiihia de i.avegaoAo ; e intimado pela auloridade
lilio nilu esta sunicicntemenlc desenvolvido '. para despejar o proprio nacional que oceupava, res-
e explicado na leltra do tratado de allianea de 12 do
oulubro do lool depois de lereni conferenciado so-
bre a dita Bailarla couvicram em reduzir a protocolo
as seguinlo.d*Urcoes :
ii 1. O uuill.o do forra militar que actualmente
presta o Impeiio do Brasil Repubrira Oriental do
Uruguay leve c Icm por nico olijecln auxiliar o
guveVuo da dila repblica segundo exgiam e exi-
-''ii suas riiriimslanrias, para torjfbjcera nacioua-
ciin, ii.'.iiii v iciiiiii ciliCi.illUU U <" (iciui.l, l I' I .
Palacio do Rio de Janeiro em 2:1 de seteml.ro de '"de oriental por meio da paz ,
1854, trigsimo lerceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de Su.i Mageslade o Impera-
dor. Luiz Pedreira do Coulo Ferraz.
DECRETO N. 1132 DE 23 l)E, SETEMURO
DE 1B5t.
Cria a reparlicao especial das Ierra publicas na
procincia do Parani.
Ilei por hem decretar o seguinle :
Artigo 1." Fca creada na provincia do Paran a
repartirlo especial das Ierras publicas, deque Irala
0 arl. 6 do regutamcnlo n. 1318 d: 3U de Janeiro
do correle anno.
Art. i. A reparlicJo sera cninM-la de um dele-
gad do director xeral das Ierras publicas ; um lis-
cal, que ser o da Ipesouraria da l um la eral da
referida provincia ; um oITlcial da secretara ; um
amanuense ; e um porleiro archivista.
Arl. 3. E'tes emp'ejados veneerfM annaalmcn-
te. o delegado 1:6009; o fiscal 3009 ; o oflicial
1:2008; o amanuense 61109 ; e o porleiro-archi vis-
ta K00}.
Arl. 4." O minislro e secretario 'le estado dos ne-
gocios do imperio expedir as intrucciies necessa-
rias, alim ile que a reparticiu ora creada romece
desile logo a funecionar.
I.uiz Pedreira de Coulo Ferraz, do men conselho,
minlalre e secretario de eslado dos negocios do im-
perio., nssim o tenlia eulendido c faca eiccular.
Palacio do Rio de Jan-no em 2::. de setemhro de
1854, trigsimo lerceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de Su Magostado o Impera-
dor l.uiz Pedreira do Coulo Ferraz.
DECRETO N. 1433 DE 23 DE SETEMBRO
DE 18.V.
Cria a reparlicao especial das ierras publicas na
procincia do Pan.
Ilei por hem decretar o seguinle:
Arliio 1. Fie creada na provincia do Para a re-
partidlo especial da trras publica-, de qoe Irala o
art. 6 do regiilamcnlo n. 1318 de 30 de Janeiro do
correte auno.
Arl. 2. A reparlicao sera competa de um dele-
gado do director geral das trras publicas, um fiscal,
que ser o da lliesoiiraria da fazenda geral da refe-
flil.l nfriVinrii n lat nfli^iiil .1 n --,. ,,r -. 1., '. ^ _------
rlda provincia ; um oflicial da secretaria
nvense ; e uin|porlefro-arrliivista.
Arl. .!. Esles empregados vencerlo annualmcn-
le, o delegado lifiua; o fiscal ;.oU ; o oflicial
1r2l5 ; o am iiiucnse 60Trx; e o n .rteiro-arrbivrs-
laS-ms.
Arl. i. O minislro e secretario de eslado dos ne-
gocios do imperio, expedir as inslcucces necessa-
rins, afim de que a reparlicao ora creada comece
desde logo a funecinnar.
I.uit Pedreira do Coulo Ferraz. do mcu conselho,
ministro a secretario de estado dos negocios do im-
perio, as-ini o teulia enlendido e faja execular.
Palacio do Kio do Janeiro, em 23 de setemhro de
IKH, trigsimo lerceiro da indepemlcncia e do im
perid.Com a rubrica de Sua Mugctade o Impe-
rador. f.wi; Pedreira do Coulo Ferraz.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
8 da o atufar o
Por ilecretos de 28 de setemhro ultimo :
_ Ordciion-se que o juiz de direito da comarca de
Corilibu, Antonio Francisco de Azcvedn, passasse a
Servir na nova comarca de Parauagii.desmembrada
daquella pela les da assemhlea legislativa da pro-
vincia do Paran de 26 de jaiba prximo pas-
tado.
Foi nomeado o labelliao Manoel Vieira Rodrigues
para serrentuariodo silicio de labe/liao do registro
geral das hypolhecas da comarca de Cachoeira da
prnviucia da Babia.
Por decreto de 3 de oulubro correnlc foram con-
cedida! as honras de couegn da. S Metropolitana ao
padre Jos Alberto de Santa Anua.
Por decreto de. do me-mo me/. .
Foi aposentado o conselheiro Joe Verneque Ri-
beiro d Agilitar minislro do supremo Irihunal de
(nslica, cun o ordenado animal de 4:0009, depen-
dendo nesla parle da approvacao da assembla eral
legislativa.
Fi.ram removidos os juizes de direito :
Francisco l.ourenci. de Frailas, da comarca de
1 atbale, na provincia d S. Paulo, para a de Pira-
ti'iy nade S. Pedro do Rio Grande do Sul.
SiImto Fernandos de Arauju Jorge, para a co-
marca de Atalaia, na provincia da. Alagoas, ficando
sem efleito o decreto de 28 do me?, paasado, que o
havia removido para a comarca de Oeiras. no
Piauh).
los conslilncionacs, que fui e he
paes da allianca celebrada em
1K.J1.
a 2. A durarlo desle auxilio depender do acor-
d dos gevernos, porm em nenhum caso poden
exeder ao actual periodo presidencial.
3." O gnverno imperial declara mu explcita-
mente que no iiirsm dia em que o da repblica Ihe
notificar que se acha em circumstancias de poder
dispeusar a presenca das Irupas brasileiras no lerri-
lorio oriental, ordenara a completa e inmediata
evacuadlo do dilu Icrrilorio pur aquella forja dc-
vendo-se eflerluar esta evamacao no menor espaco
de lempo pos-ivcl n.lo pudendo em caso algum ex-
ceder a duus mezes contados da data na uolifica-
cao.
4. Ogoveim. imperial poder tamhem. anles
de concluir o prazo de que Irala a declararflo se-
gunda, reiirar a Torra em parte ou no lodo,' com-
anlo que notiliqic a sua rcsolurito ao governo ori-
ental c.ni aiiieci|ira..i de um mez.
5.a Coniquaii|u se estipulaste no acord celebra-
do e approvadu peta honrada assembla geral da re-
pblica para aiUafpaH das forras imperiaes no ter-
ritorio oricnliiJ-*Uf asios que rom ella se lizes-
sem correriaqi por conla da masilla repblica, nos
tormos do arC lodo tratado de allianca de 18 de
oulubro de 1851, o governo imperial desojando dar
una nova e iiicquivora prova do desinleres com que pre-l. aquelle auxilio e do sincero desejo
queliMn ihMii-lhorai|.|jrvir do Eslado Oriental,
couveioeni accrde^HHMo do enviado extraor-
dinario e minislra^H jmuciario de--c eslado, al-
teran,lo a ini"u'iiiiiH()ae/Rlpula-;ao s para o prsen-
le ea.n no- leriarH segmnles :
I.' Os subios ordinarios dos cheles, ofliciaes e
oblados da tropa de hulla da divisjlo brasilcira, seu
equipainento e armamento, corrern por conta do
imperio do Brasil.
II. TuiIihos outros gastos fcilos com a (ropa de
linha, com a unir exceprao dos declarados no pa-
ragrapbo anterior,c lodos os da guarda nacional,sciu
excepcau algunm, que lizesse ou fara parle da dita
divisao, rorreraa por ronta da repblica.
6.a Fira entendido que permanecer em pleno
vigor e ser applicado e cumprido cmquanio as
circumstancias o aeoiisLdharein o arl. tf lo tratado
le allianca de 12 de oulubro de 1851,e erpcrialnien-
ic.P.g.i. do dita arligu, quedispc o seguinle :
3 4. O governo Ja repblica se" olirUa a lomar
medidas eflicazes para reatabelecrr e conservar a lo-
dos os habilanlrs da repblica no pleno gozo das ga-
rantas que Ibes conceden! es aris. V.U, 131,, 135,
I9S, IW. 142, 113, 111, 145, 116 e 147 da sua
coustiluico. I.
~." Fica igualmente enlendido que o auxilio de
forra prestado pelo2overuo imperial au se eslende-
r riM dus casos especificados no arl. 6," do trata-
do de allianca de 12 de oulubro de 1851, e do modo
uelle ,1 -le mina,lo.
8." Os ministros que assign.im o prsenle ac-
enrdo o subniellenlo approvacao descus govrrnos,
e ilewle odia que se communicar respectivamente 3
approvac.au dos ditos governo*. se ronsiderar por
ambas asparles um acto perfeito c consumado pa-
ra lodos os scus efleilos.
Lulo o prsenle protocolo e arhando-n exacto
ambos os ministros, assignaram-o .ttm dbus autogra-
phose o sellaraui rom os seos respectivos sellos.
11 Andrs Lamas.
h .Intonio Paulino l.impo de Abreu. n
De Btenos-Ayre alcancam as dalas a 23 do pas-
sado. O niinislerin, causado com as violencias da
impreusa peridica e sem meios ile refrea-la, deu a
sua demissAo. A pedido do governador annuio po-
rm 1 con-ervar as pastas al a votarilo dos orca-
menlos.
O governo, por conselho da junta de hygicne pu-
blica ecomo meio de diminuir os estragos do chole-
ra se por infeliridade apparercr naquella capital,
ordenou ao chefe de polica que so occupa maior desvelo do asseio da capital e di remojan de
todos os depsitos de materias infecas qda possam
converler-se em focos d pulrefaccao ; e ao capitn
do porto que manlassc por de observacao lodos os
navios procedentes de porlos affectados pelo cho-
lera.
Conlirma-se a noticia viuda pelo Itioiirande de
ler relenla,lo urna *ublcvac,ao cin Corrientes, capi-
taneada pelo general Casero-. Accrescenla-se, po-
rm, que este fura derrnlado e feilo prisioneiro.
Da Assumpco de Paraguay ha noticias jl 5 do
mez pastado. J,i distemos que um cid.id.1o norte-
americano, irin'.o do Sr. Hopkins. cnsul dos Esta-
dos Unidos naquella republicu, Tora espancado por
nin soldado, e que csse aconleciinenlo linha dado
lugar a nina correspondencia oflicial muito acre en-
pondeu qu leinln-Ibo sido concedido esse predio por
lous anuos, nao o enlregaria anles de (indar esse
prazo, salvo se a issu fosse impellidn pela for^a.
O.governo replicn que uAo I lie reconhecia nem
recnhheceria nunca o titulo de agente geral da com-
panhia de navegaran, nem de oulra qualquer com-
panhia, e em 2 do mez passado cassi.u.lbe o exeqna-
lur de cnsul, para n3o soltrer, diz o decreto, os de-
saforos,, ataques bruscos, dialrilrps inslenles e allcn-
lados do Sr. Hopkins.
Eslo cavalleiro eslava aimla na Assumpcjlo 110 dia
o, mas-corria ita plano que o governo o insudara
sabir da repuhlica. J anles de apparerer o decreto
que Ihe cassou o exequtur, dizia a folha oflicial:
Eia, Sr. Hopkins,apromple-ae para sahtr da re-
publicalogo que for desobrigado do consulado.
De Valparaso tomos datas ai o (. de agoslo. A
repuhlica chilena conlinuava em paz. Tralava-se ja
das eleieoes e dizia-se que o presidente seria re-
eleilo.
Os ininrraes de Copiac apresenlavam-seem gran-
de abundancia, e a exploraran da carvao de pedra
ia em grande progresso. A qualidade linha melho-
rado muiln.
De Lima alcancam as noticias a 15 de jnlho. Pa-
rece que a rcvolucao eslava prxima do seu deste-
cho. O presdeme Echenique, e o general Casulla,
Chela dos sublevados, achavam-se rrenlc das suas
tortas, prompio. a vir s maos, o primeiro em Jaoja
e o segundo em Huancavelica. A sorle das armas
decidir- a conlenda em urna so halalha. Ao menos
assim tem acontecido al hoje as lulas peruanas.
12
O paquele Camilla, entrado bonlem do Ro da
l'rala, iraz dalas de Montevideo ale 1 e de Bucnos-
Ajres aleo I do crranle.
O presidente da Repblica Oriental, qoe satura de
Montevideo, romo J distemos, com inkncan de vi-
sitar os departamentos do interior, regressava iiics-
peradamcnle de Durazno, e eresperado na capital
no da 4 nule ou no dia 5 de manha. Diziam
uns que abandonara o seu projeclo de viagem ao
hallo c a Cerro Largo por se adiar doenle ; e outros,
sendo ela a opiniao geral, que voltava para subs-
tituir o minislro da fazenda, com cuja adminislra-
c,lo nao eslava salisfeilo.
As eleice, do senadores e depulados para a sti-
ma Icg.tatur, que Icm de escolher n futuro presi-
1 enle da repblica comocavam a excitar a atlencao
da impreusa peridica, masa populadlo iicnluun in-
leresse tumava'anda na qucsldo.
O Comercio del Plata de 4 do crrenlo diz:
Sabido he que no ultimo domingo de iiovembro
devem fazer-se em loda a repblica as eleicOi-s de
senadores o depulados para a legislatura que se
deve reunir em frvereiro, e eleger ulleriormeiile
oui presidente coiislilucional em sulisluicao do
actual, que ler mi na o seu periodo em marco de
I ojo.
recia imniinenlc, asuspeaderalei dorongressneons-
liliiinle de9.de dezemhro de 1853 que aulnrisuu a
eiaisslo ile papel-moeda.
Essa pinissao moutava a 1,678,213 pesos, do
quaes exisliam nos cofres do Ihe.miro publico
516,701 peso<, nos beos 473,760 e amortizados
11,731, restando assim ai crculac,io 676,021 1,,-.,-.
Por decreto de 26 do mor. pa-sadn ordennn o gover-
no federal que sesuspenJesse a inipro-sil c a emis-
sio dos hilhetes, fleando rrduzida aquellos 676,021
pesos a emissio de dous milhes e meio autorisada
por lei. Os referidos 676,021 pesos sera,, recebidos
nas rcparlires fiscales em pagamentos de impostos
pelo rulor que licerem no mercado.
I'nrnuir.s palavras, o'.governo nao pode tancar
na circuladlo senao ti,i.,,ki (sos, e como a des-
peilo ile ludas as medidat de rigor a que recorren
nao pude fazer aceitar ee papel-moeda, rcsgala-o
punco a ponen por melada do seu valor!
Carlas de Enlre Ros receadas em Montevideo no
da 4 anuuuciam que en Corrientes reheulara oulra
revolurao capitaneada p*r Madaraga, Ocampo e D.
Ballhazar Acosfa, homca importan le no pan, cqnc
o governador Pujol fugira para Enlre-Res.
De Valparaso alcancam as dalas a 7 de agoslo. Os
tralmllios do caminho dofcrr daquella cidade Ca-
pital eslavam suspenso e aisegurava-sa que ludo
quanlo si linha feilo se roconl ecra inalil.eimporl.i-
va a penla de meio milhao de pesos forte'. As
aerfies vendiam-se com T \ 1e descont.
O senado iniciara e approvira um prujeclo de lei
aiilorisaiidoo governo a"admiltir na repblica os pa-
dres da companhia, e 4 ceder-Ibes u anligu conven-
to da mesini ordem Situado na capital. Entrando
o prujeclo em discuss;io na cunara dos depulaibs,
rcsolveu osla adia-lo indeliniduneute.
O senado enlendeu qteesscadiameulo imporlava
urna offensa is suas pr*ogali\a, e reuni-.., ,
seswo secreta para ileliberar sobre esto incidente.
O presidente, o Sr. Lascano, propoz que nao se
1 lornasse a reunir u senado embaulo nao Ihe dense
a cmara dos depiitadoa)pieiia e ampia salisfarao do
seu descomcdimeiilo o procedimctito inconsliiucio-
nal, e esta propnsla fui gppn.vada.
Logo que a cmara dos, depulados leve conheri-
mcnlii tiesta decisflo. reainlo-se immediatamcnle, eo
seu presidente, o Sr. Lrineneta. lomando a palavra,
disse:
rt A ontra cmara tolgou que *a dos depulados,
adiando in.loliiiiilamenle discussao do projerio de
lei dos jesuta., obrara iiicoii-liiiicioualmenlo. p.lo
que iieulium artigo da euitiluii;ao prohibe cma-
ra de proceder como precede,,. Entretanto, para
que se nao qnalittqne tie desromedmenlo a condue-
la ilesla cmara, prnpuuhu casa que pas-e a dis-
cutir o projeclo. omilliml, o trmite de coinnissao...
Poz-sc com efleilo o projeclo em discussao, e nao
leudo uingiicm lomado a palavra,foi rejeitado o pro-
jertu por uina maioria de 30 votos.
PACANA-.
Corltlba 3 de setambro.
No dia 15 do correntarneerrou a assembla legs-
laliva desla provincia nLciis Irahalhos. O sen pre-
sidente, o Sr. Joaquim los Pinto Bandera, segun-
do os esta los da provincia de San Paulo, que em
muilas cousas sao nesla fVoviiiria adoptados, leu por
esta uccasia.i o seguinla discurso, que aqu Iransrrc-
vo, por hem elaborado, o porque resume, melhor do
que o po loria en fazer, as Irahalhos da sesso, for-
rando-me alias a esta entadnnlia (arefa, a que a uno
er elle por rerlo me darb.
He indisivel o prazer que sinlo an enrerrar os
nossos trabalho da priintira sesgas) legislativa dota
Acrcdila-se lambem que a pnrtimidade das cie- PrBy'"(l"> pe aasidnidade qnoasoairaslsw a porfa
res lenlia animado o espirito publico? Acredila-se com que desejaveis reciprocamente proceder na glo-
Joa t.asp.r dos Santos Lima, da comarca de Pi- ,re fonsiil da L'uiao e u governo paraguayo. Essa
raliiiy para a de'l'aubat, por assim o haver pe- orrespondencia progredio, e nfinal resolveu o go-
dido.
Foram concedidas'as honras de conego da S de '*" ao cnsul.
Mananta ao padre Jos Lameda ddOlivcira.
10
Recebemos bonlem folhas de Montivido al 27
do mez passado. *
O presidente da Repblica Oriental sabio no dia 9
para os departamentos do interior. Arompanba-o
nesla disgrcssai. u miuistro do interiur c dos negoci-
os eslraugeiros. Durante a sua ausencia as func-
<&***lo poder executivo scrao excrcidas pelo pre.1-
ilenle do senado.
No Commerrio del Plata de 22 do mez passado
veano por decreto do l. do passado cassar o exequa-
A FAMILIA AlBR. (*)
Per Paulo BSaarlce.
TERGEIRA PARTE.
A CRITICA NO AMOR.
IV
Nos papis de Natalia furam achalas lendu quasi
a dala desses dias as segninlci paginas, esperie de
baaaaaaa dolorosa, testamento de s-u pcnsamenlo.
Tranicrevfmos e>tas paginas laes quaes; porquaulo
segundo o litlo de Didcrol islo nao be um rnnlo ;
u Ja que (eolio um momelo lucido, demos ba-
taneo em nossa vida emquanlo nao dependo o livro.
Porm loquemos em mcu coiacao o menos pos-i-
vel ; pois est muito dorido!
o Em mim c fra do mm ludo osla Irislo e som-
bro. Em mru lempo assim romo em minba alma
nao lia luz nem espranos. Interiormente vejo-mc,
julgp-mi! e ciindcniuo-me.
Que sou eu 1 copia enfraqnecida de urna gra-
vara, da qual se liraram dez mil ox-mplares 1 1ra-
tluccau em pessima prosa de um poema mal coin-
preheiidnlo !
Ootr'ora ao mesmo lempo orgu lioso e motlcslo
esforrava-me por inventar para mim ama origina-
lid, do de solTnmi uto, e por pcrsuiulir-ine de que
sido me assemclhava aos grandes e sombros sem-
illantes, .-nja influencia fez Ol dcsfez minba OXI8-
leacia. Dizia coinigo : Hambcl he um pensador,
qas reeaa inceasanl.emeiile dianle da arjo lerri-
vel. que deve execular ; eu procuro dcbaldc o que
devo fazer. Donjun he um in'aciavel e intaligavel
amante di ideal, ao qual nao ha-laram mil c tres
mullicres ; en n tai.lw lido un nico amor, o qual
traiisbordnu-medu corado e despedaca-o. Cbilde
llarold, mmeu-o .rgulho tarn, e enfastiado de lu-
do invoca inililinente n lagrimas, e percorro o
iiiiindu (tira deslerrar-se de sen corac.lo ; eu nao
trullo asado de nada, e iiiiulid vida humilde o olis-
() Vide Diario n. *.
Apenas o Sr. Hopkins se queixou do insulto feilo
a un seu concillada,, e irmao. mandn o governo
caaligar o soldado. O Sr. Hoakins enlendeu que es-
sa sali-facao na era -a Ilicin le. ,. declarando, o ao
governo em termos pouco comedidos segundo aflir-
ma o Semanal io Paraguayo), exigi que o seu of-
ficio fosse Irau.cripto na fulh-i oflicial que se publi-
ca na Asiini| rao.
Azedados assim .os auimos expedio o governo um
decreto em 23 Mg agoslo pelo qual se prohibe ;
A venda de Ierras a eslrangeiros ;
cura ficou enraizada no lar domestico. Werther be
um ciilhusiasla desengaado ; eu sou um critico
inlelligeiile Rene solTria um amor maldito ; eu se
no escolbi, ao menos alimenlei e afaguei o mcu.
Meu pai acbaria cmliiii que a talalidade justifica a
lodus, e que a lberdade me arcusa ; que clles fu-
ram victimas, e que cu sou refractario.
Eu dizia isso comigo !... Ab que imporlam o
accidente, a form 1, a occasiao, o lempo e o lugar !
Meu mal s exUlisse, seria o mesmo que o delles,
seria o Malte, o amor, o desojo, a sede do infini-
to. Ora, o infinito he como o oc-ano, pingin-m pode
saciar-se em suas ondas amargas, e o menor regalo
be melhiir que elle para os l.hios humanos.
Mas existe meu mal ? Ou anles existira elle,
se lodus esjes nomes e lypos, que me alormcnlam,
nao evi.i i-iii ; Justamente por lercm sido a ex-
pressao drasas dores, parecem ler Mmenle deisado
pos do si a aITcctarau. E que cnusa ha mais raan
ravel duque a aflcclaca de urna enfermidade '.' Ao
menos elle- nao coiibeccram essa amargura. Dizer
um boinem com sigo cada vez que experimenta
urna sensacao: Ja vi islo em alguma parle Actor
o nao autor, repetir um papel esrriplo fazer ar-
ehaismo de senlimenlo ler a desgrara rlassjca !
Dcdeiihn o quasi al.orreo 1 minba indici'luali-
aaaVr, eoaao dtiem baja, c apezar disso 011 pos bao
desojo dar ine o dedicar-me a nina obra geral. Mas
qual'.' Lineo o< olluis em torno de mim, que po-
derla cu amar, defender c servir *
A liberdido responde-me meu pai. A arle !
responde-Be men mestre. A liberdade de que ? A
arle para que .'
o Estos grandes, osles grandes amores em rom-
mom requercm urna unitade.quo talla nussa pu-
ea dc-nrdenada. Nia teios a rcligiao, na qual rata
ludo. RcligiAo quer dizer taco. Ale agora era um
taro que prenda, c deva ser um taro qoe reunis-
e ; 1 reliman era cumpressao, c fura mislcr que
fosse harmona... 1
< Entretanto a qu se applicani a boa vonlade.
Soa apenas um simples uhrciro, neoessitaria de um
lom|M foito, e n.lo de um lempo por fazor. Teria
represenlado minba Darle em um lodo, nao leuho
forras para rrear de nada um mundo para mim. O
nuda be muito panda, e r*maga-n>t>.
o RatsW acia aaaliaieato de atiaba fraqoexa lor-
no-iiie na, fart. mal i minba mai, a Alai iba a
iiiinba querida Mara. Ellos me odiaran, eiulini,
que os cidada.is tlisciitein j a qnestAo eleiloral?
>,io p .r ceil-; alguns artigos de peridicos que,
quandn muito, rcp.e-ei taran as opiniOes isoladas
dos osrriplures. eis ah ludo quanlo lem ha vid-,. Os
circuios polilicos esiao, segundo parece, deslocados
c provavclmenle nao darao por ora signaes de vita
em favor de candidatos de um 011 de otilm partido.
Ser misler esperar, porque sendo a questao muito
seria, nao se pode razouvelmenle suppdr que as elei-
Ccs de iiflvcmbro dcixem deoecupar seriamenlc a
atlencao do povo.
O soldado do 5" halalho de caradores do exerci-
lo brasileiro qoe em 13 de agosto prximo passado
as.assinon, estando de gulrda na altaudega, o alto-
res coinmandante da me-ma guarda, foi passado pe-
tas armas no dia 26 de setemhro nas immediac.oes
do Buceiurm prsenos da divisao imperial.
No da*^9 riuifrahio o governu oriental um em-
[ireslinio de 128.352 pesos, ajuro de 1 ,',',, ao mez
e no dia 2 do correle receben o siibsidiodo Brasil
correspondente ao mez de oulubro. Estas duus
quanlias formam um total de 200.352 pesos, que
nao cliegou para pagar as folhas do mez de agoslo,
em consequencia do ohrigac^o anteriores e de anle-
cipacoes taitas ao governo.
A provincia de Bucnns-Ayres conlinuava em paz.
As cmaras tinham sanecionado aigumas leis im-
portantes, enlre ellas a das muuiripaliitadcs, a da
emigraran e a da reforma c simplilcac.io dos Ira-
sniles judiriaes nos juizos ordinarios.
O projeclo de lei approvadu pelo senado para a
abulicjlo total do passapnrle foi rejeitado pela cma-
ra dos representantes.
A Chn,i i ni, referiudo-se a boatos que corriam de
lenlalivas de sublevacio na Campanha, diz:
Nesses ltimos das, em consequencia das voci-
feracoes dos emigrados em Santa ti e em Monte-
video, fallou-se muito em una larraaaa prxima do
nasas Icrrilorio edos planos de revolla prximos a
rebentar. Estas vozes coincidem com a entrada
clandestina de alguns hnmens suspeilos, d'enlre os
quaes uns se aprescnlaram como trnsfugas das filas
inimigas /"cousa que mi, coinprebendemos pois que
nos adiamos em estado de perfeila paz), e outros ca-
biram cm poder das autoridades da fronteira. No nu-
mero dealesse acha um coinmandanfe Clavero e um
lilho do coronel Lap'rida.
O ffuvcmo dn estadu nao lem dado grande im-
portancia a esles boalos, porm obrigado como se
acha a conservar a ordem e a velar sobre a seguran-
r.i publica, tomn medidas de precauc.o tacs que se
por desgrara viesse a sueceder que os emigrados re-
beldes a lei consiitueiuual do seu paiz pisassem o
territorio com vistas hosts, o seu castigo seria Ha
promplo como iuevitavel. Esta convierto he pro-
funda no animo do povo, e a ella se deve por son
dimita, a perfeila Iranquillidade dos espirito., a ne-
iihuuia oscillacao di molaos e a nao occnltaoao dos
capilaes, symplomas inequvocos da confianza*
O general Urquiza, presidente da contoueraciio,
vio-sculirigado, para evitar urna sublevaciio que pa-
riusa. larcta de felicitar nossn paiz; serao sempre
lomudos c recordados rom saudades laes senlimcn-
tus. pelo que vos relicito. e sobretodo pelo lino rom
que soubeslrs desviar loda a idea que lendesse a dis-
pertar anligos odios que a exagerado dos parlidns
linha creado, e que se acham, como por encanto,
arrefecidos, empregandu assim exclusivamente ledos
os vossns recursos c cuidados em remediar as pren-
siles mais urgentes. Um paiz novo como este, ha
pouco sabido da infancia, aonde, por assim dizer, na-
da exista creado, sem duvida exigia luda a dedica-
clo de scus fillios.
Abri esla assembla scus Irahalhos agradecen-
do, como cumpria, aos supremos poderes o beneficio
que de suas mos acabaamos de rcccbcr por tira rom
noisa comarca do eslado deabalimento a que se a-
cbava reduzida, para colloci-la a par das provincias
do importo, elevando-a a igual categora : por este
tacto se v do quanlo Ibes sumos deveduros, pois que
boje estamos habilitados a Cuidar nu sea bem-ser,
'inundo anles tullamos de-esperar por tavores alheios;
para islo foi nnmeada urna rommis-a.i de pessnas re-
sllenles na corle, que devem levar nossos votos pe-
rantc o llirono de S. M. o Imperador.
Oulra commiss.lo do seio desla assembla foi
igualmente felicitar ao xm. governo da provincia
cm nomc da mesma, onde agradecen em tormos hem
expressivos o quanlo esta assembla se acha penho-
ratla pela dedicacao e valiosos servicos que lem pros
lado e continua a presta/ provincia, cuja creaeao
Ihe fui confiada.
A dcjignaciio da capital, de onde parlisscm os
raos ,1a administracto para todos os pontos, com
mus promplidao, seguramente era um dos nossos
primeiros deveres, e csse foi salisfeilo por una lei
que mereceu a sanccalo do governo.
Estando esla provincia rquandu comarca) no go-
zo immemorial de arrecadar cerlos direilos dos ani-
maos que por ella passavam, vindos peta estrada da
Malta, e depois lambeta por Palmas, cujo rendimen-
lo devia ser empreado uestes mesmos caminbos que
Ibes davam passagem, e cm oulrns ramaes, foi pelo
governo de San Paulo mudado u local de sua arre-
cadacao para oulro ponto itaquella provincia, dei-
xando-nos sem os mcios de occorrer ao concert de
mais de 81) leguas de serlao por onde tacs animaos
Icm de transitar; e como he este um direito consue-
tudinario, e alias da maior importancia e precisan,
julgou-se devc-lo reslabelccer nos-mesmos pontos de
onde foi tirado, o rom a mesma appliraro para que
era destinado, e urna lei foi saneciunada nesle sen-
lido.
a Emcumprmontn do que dispe o acU addicio-
nal consliliiioao do imperio, foi |ior osara le mar-
cada a puca da eleicao, apuraran e gajrmiao das fu-
turas assemblcas desla proviucia e serjs/enrimenlns.
o Aigumas propo-lus foram apreseniadas para se
elevarem a freguczius certas capellasc quesejulga-
vam merecedoras desle acee.sn, e s se deferio defi-
nitivamente a urna, que j linha ohlido o consenso
do ordinario, diricindo-se as uutras para osle cami-
nliu, afim tle sC maulerem inalleraveis os direilos
que sobre isto reciprocamente se devem os dous po-
deres.
Varias cadeiras de primeiras lellras para ambos
os sexos se crearam em difTerenles povoacOes, n.lo os-
capando .leste beneficio, mesmo alguns hairros popu-
losos aonde o governo pmle subvencionar possoas
que all exerram as funerfies de meslres. medanle
urna inilemnisacao proptircional. Para o ensillo se-
cundario foram creadas na capital aulas de lalim,
francezc ingloz.-dcixaiido-se para mais larde a or-
ganisacao de um lyeeo, aonde se posa habilitar a
mocdade estudiosa para proseguir nos esludos
maiorrs.
A primeira das necesidades da provinria__as
estradas,esse promotor do desoimilvimenlo de to-
das as industrias e ta felicidadc de um paiz, olher-
momelro por onde se avalia de sna prnsperidade c
engraiiuecimeutn a primeira vista, logo que a elle se
ebega. aqni se acham em tal eslado de alrazo, que
bem se pude dizer que nao lia urna que increca ser
qualilicada pur tal nume. O governo ti provincia,
compenetrado desla ventalle, e comprehendendo to-
lla a forra da necessidade, lomou a peilo remediar
esla falta, nao s em forma a mclliora-las, romo a
dotar a provincia com ria qu.i ligasse o interior ao
litoral tlaiuhi Iransito a carros ; um de seus piimei-
ros actos administrativos toi mandar examinar as vas
existentes, c qual melhor se prestara rodagem. e
em vista dos relatnos dos engenheiros que toram
prsenles a arta assembla, foi preferida a da ra-
cinsa, cuino a que mollinees cniulicoe* olTerecta para
este lim, e se a dotou com aquanlia de 30:0003 an-
nuaes, at a (Mataaao da obra ; a esla esculla, mo
s determinaran! as referidas intormares dos enge-
nheiros, romo respeitou-se o voto geral dos povos ha
lanos anuos manifestado cm seu favor. Como devia
licar esta obra imperreila, ou tic pouco valor, som
a adherencia de uma#irandega no porto de Antoni-
na, aonde ella vai locar, afim de prcslar-lhc os oh-
jeelos Iranspurlaves, e nrar H||ificada por osla
fulla, anda scgun.lo-c I mesma tendencia dos povos,
manifestada de novn par tliflerentos pcdilnrios de ai-
gumas cmaras do interior, una representarn a S.
M. ti Imperador foi assignada nesle sentido, e lu
hem fundadas razes tle esperannos favoravel defer-
monto, porque he maiiireslo, c esl ao alcance geral
que au lia s as tlelungas, despegas c diuiculdades
os molvos do desgoslo do commcrcio do interior, c
os ontis que sobre elle pesam, pelo condemnavcl ex-
clusivismo da via actual.
Com a maior discritioc ulerease sa diacutirau.
as posturas de differcnles cmaras, approvando-se
aquellas que se julgaram uleis, e n;1o aigumas que
vcrs.ivam sobre objerlos cm que ou j baria legisla-
C3o a respailo, i.u nao poder i.im convir a seus mu-
nicipios ; a leir.branca que estas posturas se iam con-
verler em leis, qoe linham de reger as municipali-
tlades, fez presidir a maior allcnc.ao c escrpulo
sua approvacjto.
Foi volatlo n orramenfn provincial, o nelle fo-
ram allendidas. quanlo podam ser nos diucrcnles
ramos do servico, aquellas precisos mais urgentes,
o posto nao tobamos conviccaoale que ellas fos-
sem complelamciile salisfeilas, ao^menos temos a
esperanca que repelidos auxilios no futuro as rao
miuguando, c a provincia lomar om aspecto mais
lisongeiro ponlcs. estradas, igrejas, cadeias e dif-
fercnlcs oulras obras publicas foram dotada, rom
pequeas quanlias sim, mas que servirlo para rome-
ro de mclhoramcnlo, o que logo com n andar dos
lempos preeneberflo seus fins, destratada a masera c
olivando a industria c o commerrio, al agora ani-
quilados por falta de urna I al prolccrao.
A exigqjdade das rendas provinciaes, a falta de
mcios para occorrer a lanas neressidades acruinula-
das, obrgaram a assembla a laucar mo de alguns
recursos financeiros por meio tle imposieoes ; he sa-
bido que sempre sSo mal recebidos laes presentes,
especialmente tlaquelles semelhanles a mesquinhos
avarenlos que blasphenia'ni c desesperam a nica
Iembrano,a que lem de contribuir com um poocu de
seu patiimouio, ainda mesmo a bem do paiz env que
vvem, eqnegritam ao mesmo lempo pela talla ties-
to ou daquelle melboramcnto ; mas no Paran laes
scnlimcnlos nao se cnronlrram, ea prova est em
que nem um s dos memhros desla assemhlea deixa
de contribuir, cm raz,1o dos impostos que ella mes-
ma decrclon.
lado ala lisura ainda esla mpose.ao como um ramo
de renda, que de alguma forma auxilie as mnicipa-
lidades para occorrercm a aigumas necesidades pu-
blicas, por falla de dados qnc Inrncm intallivris as
quanlias oreadas, nem por isso ella deixar de appa-
reecr nos futuros batanaos como leudo-. prestado
nos imprtanles melhora nicnlos deque mais care-
can!.
Creou-se um companhia de muinicipacs per-
manentes para o enrice da provincia, e ao mesmo
lempo foi exlinrla a guarda policial revogandu-se a
lei que a crcou.
A necessidade de urna nova divisao judiciaria
era ha mnilo lempo sentida ; porque, rnnsiiiuindo a
provincia urna scomarea, nem o respectivo magis-
irudopn lia curnprir a lei,perrnrrcndo-a asvrzea nel-
la reronimciidada, nem os crimes lerem aquella
prompla punioao que lano concorre para rrpteaaail
dos dcliclos ; |nir jsso, e para que a juslica possa
com mais proninl ido exercer a sua ar^ao nos luga-
res mais remotos, foram creadas mais duas comar-
cas, removendo-se assim aquellos inconvenientes.
Taes sao-, senhores, em resumo, os imprtan-
les Irahalhos da primeira se>silo legislativa desla pro-
vincia ; muito nella se fez, c muito ainda resla a ta-
zer-se ; o pouco- lempo e os curios recursos da pro.
vincia no tlcram lugar a allcnder-sc a lodas as pre-
cises lerabradas no relatorin do Exm. presidente ta
provincia, e aquellas que nossos conhccimenlos espe-
ciaos julgam de nao menor importancia ; as sesscs
futuras preenoher.io esta falla.
Agora que vai-se encerrar a sesso, devo agra-
deccr-vos a benevolencia e altencAo com que me 1ra-
laslcs, e a eleicao que de mim zcslcs para esta'ca-
deira, aomle liaviam lanos dislinclns cittadaos com
maisdireilo a occupa-la : resla pus que no seio de
nos-as familias, e no gozo da paz domestica, vamos
socegadainenlc eslodar os mi ios do promover o bem
tle nossos cuncdadaos c a mancra de recitar a nos-
sa patria.
Esl encerrada a scssilo.
Coriliba 15 de setemhro de 18.51. Joaquim Jos
'uto llandeira.
Concluiram-se, pois, na niaior harmona os Ira-
halhos legislativos da nossa primeira assemhlea, len-
tln apenas sobrevindn um nenenlo que ncuhiima
imprcsso prodii/.io, nem podia ilailaMil. porque
realmenle iicnhuma impoi lancia tcm, romo Vmc.
jassa a ver.
Xo dia 7 do crranle, annivrrsarn da nossa inde-
licndcncia, aohava-se postada porta da groja ma-
triz, onde se devia celebrar um solemne Te-Dcum,
uina guarda de honra roininamlnda por um alfercs.
Temi o oflicial dcixadu tle fazer continencia a s-
15 de fevereiro de IM.'!. que equipar ;is honras do
presidente s da assembla provincial; e na hypu-
Ihese de ser pr ignorancia, que providencias foram
lomadas pelo governo, afim da assembla ficar sci-
entilicada a respeilo, e archivar qualquer delibera-
rilo que se liver tomado para daat'arle a primeira
assembla do Paran Iransmitlir posteridade o mo-
do ppr queencarou o desreapeilo com que fui trata-
da em lo solemne dia. E S. Exc. manda-me res-
ponder a V. S., tlim de fazer constar assem-
bla legislativa provincial, qoe, chegandn ao seu
coiilieeimeulo no dia 8 essa omisdlo, do ilferes com-
inandanle da guarda, e sahendo qoe excitara algum
reparo, mandou, Undo altoneao pralica e arestos
allegados, cm ordem do dia 9 do crrante, de que a
assembla leve noticia, advertir o referido oflicial
que commellra urna falla deixando de fazer conli-
nenca assembla: que agitada porm de novo,
mediante o dito requermeuto, a quesln que pare-
ca com razio exlinrla, e sopposlo se pudesse colligir
tos tormos del le maior alcance do que aquello que
o direito e os eslylos permitlem em laes circumstan-
cias, mandou S. Exc. proceder a conselho de inves-
ligatao contra o oflicial peta falta que se Ihe allribue,
qoe este conselho, depois de proceder s diligencias
da lei, ouvindo o oflicial, e inquirindo tres lestcmu-
iihas.queprcsenciuramofaclo, foi unnimemente de
parecer que o oflicial argido de ignoran lo on des-
respeiteso para rom a assembla provincial, nem em
urna nem oulra censura esli incurso, porque a as-
sembla nao dirigio-se matriz encorporada de mu-
do a sor por tal devidamcnle reconhecida, e menos
ainda de um oflicial recetn-cliegsdo a esta provin-
cia, e pouco conbecedor de seus habitantes, visto co-
mo encaminharam-se ao templo quasi tudos os seus
memhros do chapos redondo-, e umitas munidos de
bengalas, Irijumlo luvas e grvalas de diversas co-
res, c sem as exterioridades c forma de corporacao;
que vista de tal proceder afigorou-se a S. Exc. ser
um acto de rigorosa juslica, una vez apreciada por
juizes competentes a talla de culpa do oflicial, de-
terminar, como dcleriniut.il em enteja do dia de bo-
ie, que ficasse sem efleito a de !, peta qual fra o
me-mu oflicial advenido, quandn S. Exc. suppoz
que huuvcra elle, por ignorancia ou de proposito.
deixa lo de fazer as continenciasdevidas assembla
legislativa provincial do Paran, a cojos memhros
lodos, individual ou collcclivaincnta lomados, S.
Exc. o Sr. conselheiro pr&sidcle da provincia Iri.
bale a mais subida estima e distincla considerado;
que, cmlim, afora ludo o que'fica exposto, orcorre
que mus de esparo, averiguando o caso c a disposi-
rao que o rege, persuade-so S. Exc. de que, aa-
do mesmo a assembla provincial fosse matriz in-
semble., quando em corporacao se diriga para a-1 corporada no rigor do eslMo. nem por issp Iheenni-
o Jos Correa, pelhia a continencia exigida pelo autor do requer-
ment, porquanlo o !f 8, da labellla a que se refere
i provisn de 15 de fevereiiu supru mencionada, ex-
pressamonte determina que as guardas de honra das
persuadido de qpe aquella corporacao linha tlireito
rnnlinciicia, lalvcz por ser essa a pralica deoutras
provincias, aprsenlo., no dia seguinle una queixa
contra o nllicial commandaulc da guarda, como com-
motlcndo um aclo irregular c alteiilaloro contra us
direilos cprcrogalivas da assemhlea.
O governo. em iitteneao a pralicas allegadas, co-
rno ilcpois declaro.!, e porvenlura nao querendo apu-
rar com una asamblea com qcm'eslava na maior
inlelligencia, o rigor da tabella sobre conlinencias,
mandou no dia !l advenir o oflicial, do que leve ntv
tici.i a assemhlea.
O Dr. Correa, porem. nao salisfeilo com isso, no
da II apresenlou o scsainle requerimenlo, quepas-
son desiipercebiilo em um momento de desruido tai,
frequcule nos corpos deliheranles, com especialida-
de nos ullmosdiasda sessau :
Requeiro que se pera ao governo da provincia a
nformacao que rota sob esta base; Se no dia 7
de Miembro, aumverMrio da independencia e do Im-
perio, o oflicial que couiiiiandava a guarda de honra
ilcixou de fazer de proposito ou por ignorancia as
honras devidas assemhlea legislaliva provincial,
no aclo queso diriga em curporacao aassistir o Te-
eum iMiidamus, conforme o que se acha proscrip-
to em a Provisao do canselbo supremo militar em
dala de 15 tle fevereiro tic 1843, que equipara as
honras to presidenlc da provincia as da assemhlea
igrejas em cujo numero est a tle que se Irala col-
locada porta da matriz) s facam conlinencia- ao
Sanlissimo Sacramento, ao Sagrado Viatico e Santo
l.cnho, s procisses, a S. M. o Imperador e mais
Pessoas ta familia imperial, c assembla geral le-
gislTiva 3o imperio, indo cm corporacao ambas as
cmaras.
yualquer oulra nlerprctacao da lahella, sejam
i quaes forcm os arestos e pralicas que se possam ci-
tar, parece delinilivamenlc a S. Exc. um erro, c,
mais anda, um abuso, que a ningucm da ifireilo, e
que S. Exc. Icm prevenido expedindo ordem para
que oDervc-sc lillcralmejite as disposrrsdo g 8 da
tabella aunexa provisao de 15 de fevereiro.
tt Eis o que Uve ordem de cmmunicar a V. S.
em rcsposla ao seu citado oflirio.
Dos guarde a V. S. Secretaria do governo da
provincia do Paran, em li de selembro do 1851.
Illoi. Sr. Dr. Jo Malinas lienrulvos Inimarjes,
primeiro secrolariu da assemblT fegislnliva provin-
cial. Augusto Frederico Coln, aertf lariu do go-
verno.
A assembla, que, no enlanlo, reflcclira sobre o
caso, conhecia j que elle era tle nenhnma impor-
proviiicial;c na h.xpulliese tic ser por ignorancia.- lancia, e cnnsequcnlcmeaje ouvio com prazer a de-
que providencias toram tomadas pelo governo. afim' liberar.lo que lomou a mesado mandar as informa-
se os aojos pndesssem odiar. Ah mcu Dos, odio a
mim mesmo !
" De que serve n solTrimento delles e o meu 1
Oiic disputo agona ? Purque ata impero de mor-
rer. existo? Meu talento, minha mocitlade, atiaba
iMu-ao, ludo esta atarla, vejo-os reapparecer cm
mim s vozes ; mas sao meros phanlasmas I
. Nao lie lempo tle livrar desla imporlunacao a
lodos aquellos que tanto lenho amado 1 llonlem cu
observava no Louvreo grupo de Laucn, essa trage-
dia sublime e profunda. Em nossa familia nao he
ao pai scnAo ao filho, que o Dos e as serpeles per-
segucm, e se osla nao >c offerecesse por si mesmo a
justa expiacao viria a sacrificar todos os scus...
V
(iboiireau linha do visitar a Pedro na reparlicao
e e-le di/.ia-lhc:
Nao he para admirar? S minha mai e eu
mostramos perrober a ventado das cousas O certo
he que .Nat.lis depereco e empallidece visivelmen-
le, que nao ilormc mais. come muito punen, passa
das inleiros c as vezos noiles fra, emlim penla a
saiitle Imaginan! que sua mnleslia esl na alma.
~"| vel,, Jacoul'iP leu pai quem inventa
Ah Ciboureaii, n.lo loques em meu pai lor-
noii I edro com ar deseonlciile. Tciibo conlianra
em tua opuuao, julaas supcriormcnle os bomens
rom minio desprozo ; mas pelo que rspeila a meu
Irmao, ou qualquer tic minha familia, sentlo | isso
he segredo !
thourcau bem o sabia Sua perspicacia tliaboli-
ea nao linha donado de fazer a respeilo de Marlha
e de Natalia mil ohservaetjes, qoesd cscapavam em
ra.a a robusta bondade de Pedro ; porm, todas as
vezes que com as insinuarue, mais deliradas elle ba-
ria Icniado soprar sobre Natalia a menor da vida,
ledro o linha Uto rudemenle repellido, que elle
mudara de lctica, e encobrra as baleras.
Desde enl.o, l.il.ourruu lomara a Daniel para bo-
de emissario cu regando-., de todas as suas suspeitas
o accumiilaudo sobre elle ludo o ciume de Podro
para taz-lu estuurar sobre Nalalis no momento pro- ^
picio. Ainda quandn Cibouraaii nao considorasse I mais ,
Pedro sua propnedade exclusiva, da qual urna fa-
milia fiiruiiimoda abarrava as Iros palles." a lerus
do M .na o o on.onlru de Sreaai lenam sido mo-
livotde viiijinca nuiilu sufliriiiles para um bu-
meni Mi... Dizeinosniii! Humaos? Ha desgra-
{adoa e iml.eceis, aquelles a quem o sofTrmcnln ir-
rila, e aquellos a quem a inlelligencia ale esclare-
ce, (iibnureau era de uns c de outros.
Nao pretendo tallar mal de leu pai, responden
elle lugo. O senlior Aubry lio um hum linmein, e o
senhor Natalis be um hoin rapaz ; porm, leus ra-
zao de iiocrr cm urna doenra da alma. Nlssn ha
algum iny.lorio.
Mas qual pode ser ?
Ah aqu esla. leu pai c Natalis sabem sem
duvida alguma rousa que le occullam, alguma cou-
sa que os perturba, irrita, desespera, c queprovavel-
inciile Ihcs he diflicil tle remediar. Sera porque o
senliur Daniel enchicha com la mulher sempre que
11,1o O eh-en atn ?
Pergunlci simplcsmenlc Marlha o que tli/iam
um ao oulro, rrspoudcu Pedro ; mas ella corou e hal-
buciuu.
A penuria dos cutres municipaes, manifestada
cm tantos pediduspara obras tic igrejas, cemilerios,
casas tle cmara e nutro- objeetns municipaes, me-
receu tanta atlencao qne lulo s foi-lhes marcada no
orcamenlo provincial nina quola para ser dislrihui-
daconforme a urgencia, ainda mais, foi-lhes" desu-
ado o rendinieiiln da decima urbana, um dos im-
postas agora creados, que lleve ser pago com tanta
salistooflo, quanlo tem o conirbuintc a cerleza que
vai ser dispendido nas proprias ras que lem de
pisar.
Se no orcamenlo municipal que acaba de ser vo-
Agasla-le, se quizeres, Pedro ; mas detesto csse
senhor Daniel !
Elle he urna pos-
Oh eu lambem nao o amo.
soa cstranba.
Todava que reccias? Tuu mulher ha cordata e
Sim ; mas he mora c crdula. Ab Ciboiireau,
quando pens nisto, passa-mo uina iiiivcm vermelha
pelos olhus. Mil carabinas! se cu suspcilasso se-
quer a menor cousa coulraria minlia honra !...
Bem sabes quaes o mea* principios. Pedro !
~" iwi cu nada faria a ella ; porm a elle torror-
Ibe-hia o pescoeo comoa r. taango, bem enlendido
em duello.
Sem piedade cnl.lo Ncssas. oceasioe* nao ha
amigos ueni prenles. I'in soldado velhn nflfl be
um mruiun Porm, I edro, nao lleves interrogar
la mulliei ; pois assim adespertas. Conven nao dar
mostrado nada, examinar secretamente, e depois
aproveilar a hora e o momento. Dcixu-me dirigir-lc
nisso ; pois sabes que sou algum lano disimulado, c
era a molhur vdela do regmenlo.
No mesmo lisiante passava-se na ra dos Poste,
nina cena quedescnncerlava ou ao menos ilutara as
coinbiiiacps de (iibnureau. Natalis voltava lalvcz
lesfeiln e ulalsosp Hitado que tle cosliune. arba-
va na Hda Marlha, Mara e Daniel. Eiiiquanlo Da-
niel Mana liaiu o nmversavam de inui boin ar-
eordo por aquello qual lo do hora, Nalalis t-bogavu-a-
aMarlbaaetn urna especie de parovismu febril, di-
zia-lhe em voz breve :
Marlha, desejava motlrar-lho urna rousa,por is-
rogo-lhc qu xenha romlgo minha olliciiia.
. Sosinha ?
Sim.
Nao iroi, responden Marlha assuslatta.
Voss me rerusa ? Pois hem.
Seu rcenlo foi tal que Marlha eslremcccu, c dis-
se levanlando-se :
Vamos!
Ellcs sabram sem que Daniel c Mara repara*-
em, alravessaram em silencio o jardim, e cnlraram
no p.u ilir.n.
Natalis levan Marlha (liante do mylerioso quailro,
que nao liaba anda mostrado a ningucm, e ah sem
prulerir urna s> liaba, tirou repentinamente a cortina
que u nceullava.
desla assemhlea ficar scientificada a respeilo, e ar-
chivar qualquer debcracao que se tiver lomado,
para ilesMrlca primeira assembla do Paran Irans-
miUii i posteridaili- do modo por que encaroil o
desiespcilo com que fui tratada em 15o solemne dia.
Sala das ses.es, em II de selembro de 1851.
O Dr. Francisco Jos Correa, n \
Em vista de semclhanle insistencia, o governo
lomou a deliberarilo de ntaadar o oflicial responder
a conselho de inxcsligarao ; tlepois do que mandou
responder assmblea da mancira constanledo olli-
cioabaxo transcripto, do secretario do governo, di-
rigido ao da assembla, em que todo esse Befada
vem delalhadainculc exposlo :
lllm. Sr.Fz presento a S. Exc. o Sr. conse-
lheiro presidenlc da provincia o ollieio de V. Exc-
sub n. 37 c data de 11 do crrante, cobriodu u reque-
rimentn de um tos memhros da assembla legislati-
va provincial, u Ur. Francisco Jos Correa, appro-
vado em sessao daquelle dia, no qual pede au gn-
verno da provincia informe se no dia 7 tle selem-
bro, anniversaro da independencia e do imperio, o
oflicial que commandava a guarda de honra deixou
de fazer de proposito ou pur ignorancia as honras
des. itlas a assembla legislativa provincial, no arlo
que se diriga em corpurarao assislir ao T+Deum
l.'indamus, conforme o que se acha prescriplo em
a Provisao to conselho supremo militar em dala de
uh .' sem demura, senhor Da-
J voii, responden Daniel.
Mas romo elle se n.lo levanlassc c continuaste a
fallar a Mara, Marlha disse-lhc rom voz sunnli-
eanle :
Sem demora
niel !
Daniel admirado enrarnii-a c foi apressadamcnlc.
Marlha corren janclla, srgui-o coma vista alravez
ilo jardim. c quando vio que a porli ta oflirina nao
eslava fechada a chave, c que elle eulrava livremen-
Ic, respiruu.
Daniel achou Nalalis neniada dianle do fogao tic
ferro adrando alguns fragmentos tle lelae de madei-
ra que arabavam de arder. F.llc pareca seguir com
o olhar lixoromo urna idea fu.
oes an autor to requerimenlo, declinando tic si u
solidariedade da suppesla (Tensa, e be provavcl que
mesmo o autor do reqocrimeiito afina! se convnce-
se de qne a baso sobre que rolavam as informacoos
pedidas era tSo frgil que nem a magiuac3u dos au-
tores do Hvssope e do Lutrin seria capaz de dar-lhu
vulto e cunsisleneia. (Caria particular.
MATO GBOSSO.
Fleirors.
Collegio da capital (1,'icleilorcs.
Srs. Desembargador Joao Anldnio de
Miranda..........
Bispo D. Jos........
Joao Alves Ribeiro. T.....
Villa Mara (13 eleitores
Srs. Miranda.........
Bispo...........
Juao Alves .........
Fallnm os collegios de Albuquerqnc e Diamanti-
na, bem romo'"a volacao de oilo eleitores qoe, per-
tenecilo ao aailigu collegio de Malo-Crosso, e de-
vendo volar em Villa Maria, nao compareccram.
{Um.)
Jornal do Commerrio do Kio.'.
a volos.
Li 1)
39
l.'l voto-.
19 a
II a
A lela representara, como elle lifina dita, a Paoh I 'fc 'X'11'*sc"lo,l:ic i,u la,lu do an,i-u- c e Franresrn. os dous amantes eslavam asscnlad.is.io
mudo, o
lado om .lo mitro em uina marquoza. leutln o poema
fatal sobro os joelhos ; Francesco olbava para o livro,
Pauto olhava para Franocsca.
Porm u que dava mais na vista era que Frances-
ca linha lodas as feires de Marlha, e Paolo asseme-
Ibava-se minio a Nalalis.
Era cs.a lias nina obra prima tle cxpressAu Urna
alma em fugo ah viva, c se o amanto era mi
pintor era rlnqueulc.
Marlha ficou um momento immovel, paluda e fas-
cinada ; mas depois reuni lodas as suas torras e dis-
se com olhar claro c voz firme :
Pois hem, Nalalis. se he isto o que voss tleseja
saber, be preciso destruir esto quadro.
Oucimar a obra impa be justo ton.ou Nata-
lis com a mesma calma apparenle : mas que ser tlu
autor da obra ?
Belire-se...ah volie curado !
ludo isso sera feilo! disse Natalis inclinan-
do-so.
Elle rallara com grattdnde ; mas seus ollios nao
eslavam .renos. Marlha espantada quiz continuar ;
porem Nalalis nao deii-lhe lempo. Tomou-a pela
mo, recontliizio-a com urna especio de ceremonia es.
Iranba alea porta, sauduu-a e vollou para aullhm.i
cuja porla fechuti sobre si.
Marlha xarillanfe, corran sala e rabio sobro um
asseulu Bailada de um tremor interior.
Senhor Daniel senliur Daniel' por favor va
ver Nalali. ou,-eu |i:iiilli.iu,Craiu que elle neo.
du senliur.
l.ma nnile ( era no priuripio do mez de oulubro )
so eslavam no quarto do enfermo Leonardo. Pedro e
Marlha. Brgida c Maria depois de (res noiles de
vigilia liaviam ido lomar urna hora de repouso. O
medico cliegou, e depois de examinar milito lempo a
Natalis em silencio, meneou Insumiente a cabera,
l'Ussou a rcoeita sobre a pona du mesa, e levantan -
du-se reasigna! a Pedro de que o seguisse.
Leonardo e .Marlha sorprendern! "sse signal. o
romo o pobre pai dispunba-se a sabir lambem, o me-
dico tlissc-lbe :
Oh fique, senhor Aubry, o senhor Pedro bas-
t para arompanhar-mc.
Sci soflrer, senhor, I.....ni o vclho.
Os (res bomens -ahiram, fooliuram a |Hirla c para-
ram na sala conversando nao longe dn lumiar. Mar-
Bonres, men pobre Nalalis c sci de que suf- Iba entilo nclinoii a oahcea para a tachadura, c pal-
tres. Marlha levo mais conhanca que tu om minha pilante ouvio a sentenca.
amizadc Cnnlou-mc todas as suas penas, lodos os .. r ,
scus rcreins. ruearrogoii-me de vigiarle, consolar- fronte que ella crgucu no fin de um minuto es-
te o alentar-te. Mas eu esperava de li um momento
de expnnsao...Nalalis Nalalis au ate olivos ?...
Daniel Inoun cm Nalalis. depois nhalou-o ; mas s
.chou urna niassa incrlo que nao enlia nada. Soa
fronte era de fogo, suas maos eram de gelo. Daniel
precipilou-se fra clamando socrorro, Leonardo qnc
acabara de entrar acudi, e Daniel e elle Iranspurla-
ram Nalalis para u quarlu de Maria.
L'm quarlu de hora tlepois, n medico chamado
presea confeasava a Pedro e a Daniel que, se a tabre
cerebral se deelarasse, s Dos o pndena salvar.
Durante das o noiles sucrederam-sc lerrivcis sof-
friinenlos. des quaes Nalalis nem mesma pareca ler
ronsricncia. O que elle senta smente era no pclo
um vacuo inmenso e como una fume da alma. S
fazia aspirar vidamente a alguma cousa inexperi-
menfatta que Ihe fallava. Morreria se livesse de es-
perar muilo lempu essa cousa nica.
Todas as pessoas da familia chamavam-no cun ler-
na. ...lavras, o elle au dava accordo de si. A mai
orara olucava raberera to leilo, e elle nao dava
.i. odo e si. A propria Marlha allomla e curvada
pa-sava-ll.e militas vezes .liante tos nlhos. o pile
ponu.iiipcia em spnlidos. Parpria assislir romo es.
Irnnbo o nilifiVreiile a linio o que via, assim i.....m a
ila ,nma in-oa de Ihealro, aqual livesseassislidu seni po-
tar ouvir nem runiprehender as personigens.
lava mais paluda que a de um cadver. Ellavnllou
ao leilo de Nalalis. runtemplou-lhc o semblante des-
carnado, os olhns meio fechados, a barba tonga c lo-
mou-lhe as ataos ardci.les nas baca claridade .le urna lamparilla allumiava esta
secna.
Nalalis advenido por um ullimo inslinrlo cnesrou
vagamente a Marlha. c poz-se a sorrir. Oh a esse
sorriso brando como urna orarao, affecluoso como
una despedida, Marlha nao pode resistir. Coila-
da ella linha lutado e sourido bastante. Um sor-
nso venceu-a. Cahindu tle joelhos por um movimen-
lo lao repentino que scus longos cabellos tlesala-
ram-se, agarrou o braco de Nalalis rom tanta gner-
gia que o enrarao desle s entorpecido na morle,
despertou-sc, e desesperada, crguendo as rniios e os
olhos ao eco com voz exilada, mas com alma ardente
'leu esto grito :
Seja elle salvo, meu Dos, e tanto peior porque
o amo! H
Purque milagro Nalalis ouvio este grito, porque
myslero senlio elle repeiiliiiamenlc vollar-lbe a vi-
da, nonImma scienra humana o poderla dizer ? O
amor he toiie rama a morle.. di/ a Esrrplur.i. o
amor aqu fui mais furto. Ile-t, salier s toi menos
lerjrivfl,
vCoiifiNMar-rr-na.
I
n
-_. _


.

2
CURIO OE PERMMBUCO, SBADO 21 O OUTUBRO DE 1854.
1'ARANA'.
Ilelalnrio apreienlado a**cmbl*a legislaiim prrn
iin inl do Paran pelo presidente da prorinria
o toiifelheiro acaria* de Gts e Vasconcellos.
Conlimiacao.
Cullo publica.
He verdadciraraenla excepcional, a cerlos respai-
les, o oslado do cullo na provincia.
De ti degellas que eiiitem i tra ha vigarioi
collados : mi deraais lio encomnieodados, havendn
las, a da Guaraiiiba e Palmelra, que nem de urna
nem 'le oiilra maneira tcem parodies que as rejam.
Ao poder que cura da salvado daa almas loca pro-
ver a lao urgente e imperiosa necessidade : e n mili
digno prelado diocesano, se j.i o n.lo tem fallo lo ca-
halmenle como Ihe ciimpre, lie sen) duvida porqur,
adiando pouco lodo o lento cm escolha de lanianha
responsahildado, nao quer entregar perpeluamenle
as p.irncliias a pastures de cujo proceder nao tenha o
mais [lerfeilu cnnhecimenlo.
S. Etc. Hvdm.' quer escolher sacerdotes dedica-
dos aos seus deveres e de bons eoslumes, e assenta
que para esse fim elevo previamente visitar sua dio-
cese.
Rcspclemos, scnliores, esse escrpulo redmenlo
plausivel, porque um paslor que, lonee de cuidar
de mm ovellias, serve-I lies de lobo, quecm lugar de
ser o ejemplo de pureza de costumes, he o primei-
ro a dar escndalo ; que em vez le procurar a har-
mona do sen rebanho, iuvolvc-sn activamenle na
discordia dos partidos, declurando-se por um dellcs,
e (cando assim em opposidio s vate* a maior parle
ile cu* parochianos, c sempre impossibllilado de
dcsem|ienliar para com lodos a sua missao divina,
am scinelhanlc paslor, digo, he o presente mais fatal
que possa um prelado f.i/er a qualquer pon;jo de
scu rebanho.
Forja porm he confesar que o mal qua soflre-se
he inmenso, e anida ha pouco Uve de dirigir a S.
K\c. una representaran da cantara de t'iuaraluba
pediudo instantemente um paroch i !
Os templos eslao lodos em pessrnn estado, pois ou
nao se arham concluidos, ou amearam ruina : ha
falla de alfaias e paramentos na maior parte das nia-
trizes.
Temi pedido a lodosos vigarios informarnos das
necessidades mais essenciaes de sojas parochias, he
tal o quadro dellas. quenaosci calcular qual seria a
soiiiina precisa para salisfaze-las, quando vejo que s
os ore amen los |que enviaram-me quatro parochos,
qnc quixeram dar-sc ao trabalho de apresentar o cal-
culo i|u inln as suas parochias, importam em.........
Essas inforrr.acesscr-vos-hao presentes opporlu-
namenle.
Quando eslive em Aolonina lembrei ao vigarin
promovesse urna subscripto em favor das obras da
malriz, o que elle fez com bem resultado, pois em
4 de junho ultimo j monlavn em 1:3668300 ; a 10
do dilo mez nomeei urna comraissao para arreca-
dar essa e outras quantias, e cuidar das obras da
igreja.
O vigarlo da freguezia desta cidade usou do mesmo
expediente, e nao dehalde: tambem nomcou-sc urna
rom mis; fio como para A nlunina.
E o me sino conseguirn outros que igualmente re-
rorrerem piedade de suas ovelhas. sempre incxgo-
lavel, quando convencida da exacta e fiel applicac,ao
do producto de seus donativos ao asseio e ornamento
de sua igreja, e mrmenle quando esla he regida por
parodio que sabe explicare melhorcumprira lei que
prolessa.
Enlrclanlo nao conven) nesla parle fiar ludo do
zelo c concurso dos parochianos, e nem se pode con-
tar com rendas das fabricas ; cumpre que alguma
qiianlia consignis para salisfazer as necessidades
mais urgentes nesse ramo de servio.
Kepresenlando-me o vgario da freguezia desla ci-
dade a falta absoluta que a matriz seutia de ohjeclos
uccessarios ao culto, mandei dar-Ihe para l respec-
tiva aequisiruO a quaulia detJOOJ, despeza que espe-
ro approvareis.-
Suppo.to caba cm nnlro lugar, permilli-me ex-
por-vos aqui o mal que resuda aos parochianos da
freguezia da Palmeira, da siluaeao da respectiva
malriz.
I.eio em um documento :
No principio do secuto passado Antonio i.uz
dade mesmo na Ierra, lemhro-vos que quanln vos
fr puativel busquis auxiliar, rom algum ronlingcnlc
da renda da provincia, o plano do E\m. prelado.
Fareis nisso o que faz a provincia de Sergpe, au-
xiliando com urna quanlia annual o seminario da
Baha, que o zelo do incansavel e sabio mrlropolila-
no alli faz prosperar.
Em odelo de 18 de marco diz-me S. Exc. reve-
r ndssima :
a A creado de urna vignraria geral nessa provin-
cia e capilal he mu i lo uecossaria ; mas mo e se
logo croada lera congrua como a da capilal dessa
provincia, porisso al que cu saiha, nomeei smento
vigarin da vara.
Istocommunico-vos para que, cerlos da intencHo
do prelado, lomis na divida consiileracao esse ob-
jeclo.
Secretaria do gocerno.
Creando provisoriamculo a secretarla, dei-lhe o
pessoal e os vencimeulos designados na tabella an-
nexa a esle relalorio sob n. 7, parerendo-me que
com um ofllcial maior a 800, officiaes a 650o cada
um, 2 amanuenses a 5308 cada um, 1 porleiro a
4509 e 1 continuo ssrvindo de correio a 4001, con-
ciliava perfcilamcnle as necessidades do servico com
as da economa, Ifl necessaria sempre, mas agora
nmilo mais nesla nascenle provincia.
A relatas soh n. 8 musir qUe -.rha-se anda vago
o lugar de oflicial-maior c o de um amanuense ;
polo que, sem grvame dos cofres pblicos, e muilo
iquem da consignacao respecliva, admitti para au-
xiliar os trabadlos da secrclaria dous pralicanles
cum a gralificarAo de 308000 mensaes a cada um ;
cxpc'lieuleque, alm de ulil no prsenle ao servico,
lem a vanlagem de preparar bons amanuenses c ofll-
ciaes com o exercicio de escrever, a que se vilo ha-
bituando.
Dei secretara um regulamenlo provisorio s
com o lim de lercm os respectivos empregados urna
norma emquanlo o poder competcnle a nao d per-
manententenle, deixando de submetle-lo ti vossa ap-
provae1o, porque a sccro do consclho de oslado, a
que pcrlencem os negocios do imperio, no parecer
que emillioem concilla de 15 de junho do 1816,
com que houvc por bem conformar-se S. M. o Im-
perador, (loriaron irrcmedavelmente insobsislenle
una lei provincial, que approvara um regulamento
da secrtlaria, por sor ucompetente a assembla paca
Iralar da nntureza e allrbqiooes dos empregados de
lal reparlicao. Nos art. 2 e 3 da lefia. 105 de 12
de maio de 1840, que inlerprelou varias disposiees
do aclo nddicioual, esla o fundamenlo desea deciso,
qae cumprc-me religiosamenle respeilar, embora se
possam cilar eallesar exemplos de idnticos regula-
nionlos, que, apezar do exposto, posteriormente se
publicaran), e conservam-se as collec,ues das diver-
sas proviucin*.
A necessidade de haver na secretaria quem lenha
sob suas vistas e responsabilidade o respectivo archi-
vo, levou-me a confia-lo, por espirito de economa,
a um dos oftlciacs, com a gratificaeao de 108 men-
saes.
Os trabalhos da secretaria marchan) regularmenle.
arhando-se sempre em dia o registro, pelo zelo com
que a dirige oseu ehefc, em qnem de mais aprecio
a fidelidae com quese ha comportado no compri-
men lo de seus deveres.
Appeusasa esle relalorio acharis, sob n. 9 c 10,
as tabellas em que estabeleco provisoriamculo os
emolumentos da reparlicao.
' accina.
Conforme a autorisacao que Uve do governo, no-
meei aqui vaccinador provincial o l)r. Jos Candido
da Silva Muricy, a quem incumbe proporao inspec-
tor geral do instituto vaccinieo do Imperio sugeitos
idneos para os lugares de commissarios monicipaes
e parochiaes, afim de, nomeado o pessoal respectivo,
Iralar com o zelo qu' he mislcr da propagaran da
vaccina em toda a provincia.
Algumas municipalidades sel que livcram, ja de
lia muito, a prevenido de inserir as suas posturas
disposircs tendenles a compellir a vaccina os que
volunlariamenle se nao preslo i receber tao impor-
lanlc beneficio : de lorias, porm, nao eslou habili-
tado a dizer o mesmo.
Determinei pois ao chefe de polica solicilasse das
liversas cmaras rpias das respectivas posturas
Tigre Te/ doaclo a Nossa Senhora do Carmo de meia pi,^', ca, de '""previdencia de algumas nesse in-
leressanlc assumpto. Icmbrar-lhes o dever de n3o
detarem, por sua mu-sao, continuar a criminosa
unereiica do seus nmnicpes em negocios desla
ordem.
Se descuido existe de algama cmara, a insinoa-
eao do chefe de polica, e de mais as rcpresentaees
que os vaccinadores, segundo o arl. i I do regula-
menlo n. 406 de 17 de agosto de 1846, devem fazer
acerca das posturas que Mies parerorem necessarias,
remediaran o mal, concorrendo para tornar efllcaz,
medanle penas adequadas, a ohrigaco da vacciua.
O Insliluto Vaccnico de Londres, qae ha quasi
30 annos empenha-se em extirpar a bciga por sneio
da vaccina, oxaltava ha pouco o seu mrito de um
mixto Lio novo quanlo verdadero, dizendo :
A exposiro da induslria de todas as nares
legua de Ierra, o edificou urna capel'.a, a que se deu
o nome de Tamandu : com o andar dos lempos foi
ella lomando incremento, at que ebegou ao maior
grao de s;u esplendor ; c por alvar de 90 de marro
de 1KI3 foi desmembrada da fregosla desla cidade
e elevada a freguezia collada. Comeroo dcpois a
declinar, quando o vigaro della, Antonio Doarte
dos Passos, sempre em lula com o prior ou guardin
do Carmo, se resolveu a eslabelecer a igreja em ou-
tro lugar, e obteve de M a noel Jos de Araojo a doa-
rao do lerreno em qae eslaisentnda hoje a malriz
da Palmeira. "
A aova siluaeao da rreguezia he lal, que compre-
hendida cnlre dous riachos cora 600 hraras de da-
mclro, pouco inaisou menos, cercado por lodos os
lados com pnrles e propriedades particulares, nao
(UTerocc servidlo algama publica : falta-lhe roco oo
logradouro, e nao lem os habilanles de onde lirem
leulia, nem caropocommutn onde pastem animaes.
Dr-se-liia que, lomando o termoovelhamuilo
ao |>c da ledra, encurralaram os parochianos da Pal-
meira pelo modo que fica cxposlo !
Em urna provincia vasla.como esla, onde ha lano
terreno devolulo, onde ca'da um possue leguas de
Ierras, he anomala inloleravel que os parschianos
de urna freguezia, roduzidos ao estado dos da Pal-
meira, nao disponham de um palmo de Ierra de lo-
gradouro commnm.
Son informado que prctendeu-se urna vez por ter-
mo a esse estado de miseria abrindo-se all urna subs-
i ripean paracomprar-se um terreno que servisse de
roco i freguezia ; mas es*e louvavel designio frus-
Irou se.
Ilizem que o abastado fazendeiro daqnelle lugar,
Jos CaeUuo de Oliveira, prop0e-se agora a comprar
um grande campo para doar a freguezia, reservando
para si a terca parle delle ; mas nao seise esle segun-
do prnjerto ser mais feliz que o primeiro.
O que no entantn sci, e o que mclhor do que cu
rumprehondeh), he qno urna das duas cumpre fazer-
sc, ou adquirir pcrlo da povoar9o,pur qoalquer mo-
do legitimo que seja, am terreno sufllcienlc para ro-
co da freguezia em termos que os parochianos cm
geral, c parlicularmenlc os pobres, possam ler don-
de lirar um po para o fogo, e onde sollar um ani-
mal sem pedir favor e render preito aos ricos do lu-
gar, ou I inrar os nlhos para essa capjlla, donde o
padre Antonio Duarle, por sublrahir-se a queslcs
rom os carmelitas, sabio em demanda dVrcpouso na
Palmeira.
O chele de polica, que foi, de ordem da presiden-
cia, a Palmeira examinar al que poni era exacta a
quexa dos parochianos daquella freguezia, relati-
vamente ao cerco em que viven), e leve incum-
bencia tambem de informar-me da potijflo de Ta-
mandoa, eonfessa, e nao ha qnem o negu, que as
ovelhas da Palmeira eslao verdaderamenle eucan-
loadas no meio de dous riachos com um poriao na
estrada dn freguezia, oulro, chamado do Francez, na
rava em ofllcio dirigido referida autoridade, que a
febre amarella a ncnhuin oulro individuo pastura,
equeo que havii cram febres intcrmitenles, tercas
e quolidianas.
E ha muilo quem diga que nem o caso nico de
febro amarella, que elle figura, realmente occor-
rru, leudo algum engao dado lugar sua infor-
roarao.
Mas. por mui verdadeira que fosse a suppoir.ao
do Or. Recksleimer, um caso nico de febre ama-
rella importa o mesmo que nao ter ella apparecldo
em Paranagu : e permilla a Providencia que nun-
ca mais m volle!
O que ha cm Paranagu iodos os annos s!o as
febres nlermilentes, a que alinde o doulor de
quem tallci, e cuja cansa elucienlc parece que bem
comprebendeu a cmara municipal daquella cidade,
dizendo-ino :
A posicao lopographra desla cidade e sua edi-
licacaomargemdorio Iliberc, faz com que ella
seja cercada de lerrenos alagadizos, especialmente
do lado de trra, onde, passado o laboleiro firme
em que esla a cidade, o terreno he haixo, correm por
longo lempo as aguas pluviacs. que crescem gran-
demente com as que produzcm os brejos c mulos
regatos que em todas as dirercOes corlam os (erre-
nos na exlensao de mais de legua. A cor deslas
aguas he amarellada por estarem impregnadas de
subslancia vegetaes ou pela qualidade do lerreno.
Em Morrcles den-se esle caso deploravcl que,
morlo de mordedura de cobra um boi, mandn o
dono lirar-lhc o couro deixando a carne no campo.
L'in pobre rnlo sem rellectir no que fazia. levou
dous quarlos da rez para sua casa e outros carrega-
ram o resto, e qnanlos delle comeram enfermaran)
gravemente, morrn.lo 5 pessoas.
No resloda provincia nuda occorreu que mere-
c mencionarse ; nao houve epidemia era pesie,
anlcs saude em abundancia para abonar a bonda-
de desle clima e s delle, porque a san bridado pu-
blica poucos ou nenhuns desvellos (em merecido
aqui dos individuos constituidos cm poder, os qoacs
uisso procedem como se fra ella exclusivamente da
airada da nalureza.
Eitabelecimciilos de caridade.
EmParanaguaes alli exsle um eslabelecmen-
lo dessa especie.
A receita com que elle conla, consisle nos an-
nuaes dos rmaos, nos rcndimenlos da bolsa c nos
da marinha, cobrados pela reparlicao da alfandega,
em virlude de lei provincial.
A receila do hospital, segundo representa-me a
mesa administrativa da Santa Casa da Misericor-
dia, cm constante deshirraonia com a despera qne
tem de fazer face, lia minler nrgentemenle ser au-
xiliada pelos cofres provinciaet.
A's siipplica, da mesa administrativa da Santa
Casa da Misericordia de Paranago uno pois as mi-
nhas reclamac.Oes em favor desse desojado auxilio.
Tambem pedio-me a referida mesa nessa occa-
siao, faculdade para salisfazer desperas indeclinaveis
do momento, promovendo urna csmola pelos fiis
devotos, urna parle da qual seria dislsibuida cm
premios para mais animar os donativos.
Era o plano contribuiris) os liis devotos com
1:0008 em 500 bilhetes a 25 cada um, recebendoos
premios, que pela numencao Ihes sahissemem sor-
ledos 72 eslabelecidos no mesmo plano desde 1208
al 508, oreando lodos em 600, de lal arle que o
produelo da esmola para o hospital seria de 4008 rs.
Recusei o pedido assentimenlo, porque pens, e
creio que pensareis comigo, que mo modo de ser-
vir a caridade he o jogo, e que o bem que se fizesse
a alguns enfermos no hospital de Paranagun por
mais meritoria que fosse a obra, nao compensara
o mal de arraigar-se por entre o novo, com aclos
approvados pelas autoridades, a crenca perigosa de
que nao he s o trabalho i rdadeira e legitima
origem da fortuna de cada uro, mas o azar e o jogo.
Consla-mc qae ha nesla cidade urna irmandade da
misericordia, e qne possue algum palrimonio,
llcm merecera ella da humanidade enferma se
lomaste a peto construir aqui um hospital com os
fins proprios de eslabclcrimenlos de lal ordem, e
eslou profundamente persuadido do que, accor-
dando do seu lelhargo, acharia na esclarecida pie-
dade desla assembla lodo o apoo e acolhimento.
Pela minha parle lenho assegurado a alguns mem-
bros da (mandado qUC eilarei sempre prompto a
coadjuva-la em ludo o que esliver ao meu alcance.
Vi UUt.
o As prses da provincia fieam de ora cm dianle
divididas as cinco seguintes ciernes :
a 1." Casas de delencao.
2.a Prses de polica municipacs.
3. Prses de juslira de comarcas.
a 4.* Prisftes rcnlraes de retencSo.
5. Casas de correcoao.
a Em Inda villa, que nao livor reunio de (riba-
nal do jury, e em loda freguezia, capella, ou lugar
populoso em que hoiivcr um subdelegado de polica,
pooer haver urna casa de delencao.
Em toda a vilto^ou cidade, que liver reuniao do
tribunal do juryR que nao seja destinada para as-
prendeu a attencao universal, e fet da Inglaterra o sent de urna pristi de classe superior, poder ha-
passeio do mundo eivilisado. tjrandes e gloriosos
foram os resultados de tan poderoso estimulo, e a
belleza, exibida aos mudares, atravesando o pa-,
lacio de rrxslal, dava em silencio lestemunho de
um fado, lalvez, nessa occasiao, de ningnem ad-
vertido, islo he, a excellencia do Tnslituto Vacci-
oo. Em rerdnde, se elle nao fra, tantos milha-
de seros humanos jamis poder iam reunir-se sem
P lornarem em subido grao repulsivos pela fealda-
de de faces marcadas, olhos cegos c oulros indicios
dos horrores associados bexiga, de sorle que os
Irahalhos do Insliluln prepararam urna parte da
belleza da mais bella exhib.;v. que se ha visto na
superficie da Ierra.
l'.niretanlo. seuhore, se a vaccina recommen.la-
se pela belleza que preserva esenes que evila no
rosto humano, muilo mais til torna-sc pelas vidas
que conserva, e, debaixo deste ponto de vista, he
um valor inraloulavel em um paiz como o nosso,
onde a popularan he tan rara.
O vaccinador commnnicou-mc qnc tendo feilo
uso de algumas laminas com puz vaccinieo que re-
cebi do ministerio brasilro em Londres, nenhum
resultado tirara.
Kequisilou- elle lo inspector geral o fluido vacci-
nieo necessario. c h.i de insistir na propagaran da
vaccina com a lenacidadc que conven).
AdminUIrarSo do correio.
Estando as vistas do governo imperial promo-
ver o possivel mclhoramento nesse importante ra-
mo de* servico, foi um de meus priineiros cuida-
dos, higo que cheguei provincia, dar-Ihe impulso.
Fazendo recabir a nomearao de administrador na
pe.soa do bacharel Augusto l.obo de Moura, rc-
commendei-lhe instantemente a indispensavet ne-
cessidade de, com um pessoal morigerado, impor
silencio ao nao de lodo infundado clamor que sus-
cilava o correio pela suspeila de que a obreia e o
lacre eram frageis obstculos curiosidade de mui-
to*.
E as cousas mclhoraram consideravelmenlc.
ver urna prisao de polica municipal.
Em cada urna das comarcas, exceptuada por
emquanlo a da capilal, no municipio, que for pelo
governo designado, em razao de maiores vanlagem.
que oHcrio;a haver.i urna prisao de juslira de co-
marca.
o Por emquanlo baver na capilal da provincia
urna prisao central de reltncao e urna casa de cor-
reoslo, i)
Acabis de ouxr, scnliores, a lelura das arls. 1
e 2 da lei provincial n. 39 do 21 de marjo de 18W,
e da apparaln-a e svslemulira ela-Mfirar,io de.pri-
ses.que ella estabeleceu.
Agora pergunto-vos : nesla onlr'ora quinta co-
marca, e boje provincia do Paran, qual he o estado
das prses ? Cumprio-se algama das promessas da
lei? a.
Nao, de corlo ; pois qoe a mclhor prisao da pro-
vincia he a da capital, cesta mesma est longo de
ser urna prisao de lerceiraV-classo conforme o eysle
ma da lei citada.
A cdela de Paranagun est em completo anla-
gonismo com as condiroes de nina cadeia moderna :
refiro-me as condires constlucionaes seguranca,
lmpeza, venlilacao, e separajao dos reos, conforme
suas eircumslancias e nalureza do seus crimes. He
um edificio velho c seni presumo no estado aclual,
como sao sem applicaco as ideas de garantas e de
penaldade que, no lempo em que foi construido,
vigoravam
Em Antoniua existen) os alicercesde urna cadeia
e delem-se os presos na loja do pessimo sobrado ala-
gado, em que a cmara faz suas sessos.
Em Castro ha urna casa velha, a que dao o nome
decadeia, o mesmo succede em Principe e (iuara-
puava.
E nada mais.
Assim subsiste o mal da falla de prses regula-
res, c a lei com o seu syslema e classificatlo longe
de produzir o beneficio promcltido, lornou-se nm
outro mal; porque sempre ha inconveniente quan-
do as leis, magnificas as ledras, licam na exe-
Alm das agencias que exisliam, creou-se urna
estrada giraV.Vum.'erMir n'a"eslrada"para"o pTho" I Cm ,iu"aPuaVi'> 'Paril onde ha correios dua. ve.es i cuoao reduzdas' n zero, ornando"om"en"to". cl-
ral,aopao que a capella de Tamandu lem. diz P
elle, cxcellenles paslagcns, mulos campos, frtilsi-
mo serbio o abundancia de aguas.
I
[ndependcnles de S. Paulo nos negocios desle
mundo, continuis, como os vossos commiltenlcs, a
pertcncer, no espiritual, achispado daquella provin-
cia; e, pois, coogralulu-me com vosoo pelo fervor
com qut o venerando prelado, conformando-so ao
espirito do Concilio de Trenlo, procura regenerar o
clero do saa diocese, eshhelecendo um seminario
em que os mancebos que se destinarem ao sacerdo-
cio wcjam, desde tenros anuos, educados e instruidos |
nos conhecimentos uccessarios alea dade das ordena,
para que nao aconleea como jora, que, fazendo os
seus primeiros cstudos, arredados da inspeerjao e
dilnmes de hornems zelosos e dedicados is cousas da
reiigiao calholica, approximem-se do sacerdoles res-
peilavais sno ultimo lempo de prepararlo para as
onlenv, quando j eslao, muitas vezes, bem civados
da. mauhas do serulo, e imbuidos mis mximas de
urna philnsophla mpia, de que diflicilmente se es-
queeem.
A falla hoje sentida dos parochos, as censuras que
anualmente fazem n3o pequea porrao do do cle-
ro, deixarao de ler lagar quando esse seminario rea
11 ..indo a sua mi.sao, promover ellicazmculc a edu-
caoao e nslruccao dos clrigos.
Trataudo-sc pois de om Cstabelecimenlo onde
eslao as indicares esperancasda reforma de urna clas-
se que, (amo n mesma reiigiao a que serve, quando
riesempeuha sua missao, nao enramiuha somonte os
homens para o co, mas sabe promovcr-llie a felici-' se mesmo Reckstei
por me/, urna na freguezia
Ira emS. Jos dos Pinbaes.
O correio que parlia para a marinha tres vezes por
mez, agora parlo de selo cm sele dias.
Allcrou-se a direco.lo para o interior, pois em
vez de seguir o correio em dircilura villa do Prin-
cipe, vai a Castro por Campo Largo, Palmeira e
Pona (iros.a: para o Principo ha um correio es-
pecial.
A correspondencia cnlre esla e a provincia de
Sania Calbarina, que fazia-se polo Kio do Janeiro,
tem boje lugar directamente por intermedio da vil-
la de uaratuha nesla provincia e a cidade de S.
Francisco daqucU'oiiIra, havendo o respectivo pre-
sidente, com quem enlcndi-me, promplamcute a
scnlido idea que Ihe propuz, lao vaulajosa a am-
bas os provincias.
Saude publica.
Ao excedente clima desla provincia devo a salis-
faoao de annuuciar-vos que a saude publica tem
apresentado o mais lisongeiro aspecto.
A febre amarella que em outros annos ceifou em
Paranagu muitas vidas, o verao passado alli nao
appareceu, poissupposlo o l)r, Carlos Tobas Kccks-
loimer, em dala do primeiro de marjo, ofllciasse
ao delagado daquella cidade, dizendo que sua cl-
nica araba v a de fornecer-lhe um caso de febre ama-
rella na pessoa de urna enferma que sollicitra se '
soccorro, o que dava-se presea em cnmmunica-lo a
auloridade policial do lugar para tomar as necessa-
rias providencias sanitarias e fa,.er dlsso sclenle
presidencia, afim de delibera' o que conviesse, es-
mer, quin.e dias depois, asseve-
leefSo.
Se adoplardcs, senhores, a idea de dividir em 3
comarcas, como cima vou indiquei, o territorio da
provincia, he da maior necessidade que/cada urna
dolas lenha, quanlo anles, urna prisao regular.
E porque a cadeia desla cidade, se nao he oplima,
pode todava servir, o que cumpre-vos na actualida-
de resolver he mandar razer na de Parnnagni as
obras indispensaveis para, quanlo for pralicavel,
resliluira esse edificio ango oluslrcja perdido, e
acommoda-lo s func^oes de urna cadeia de cabecn
de comarca, e outro sim applicar urna somma con-
veniente ao nii.mlamento o conclosoda cadeia nova
ilc Castro, que he justamente a que mais necessila
de urna prisao segura, por ser onde absolutamente a
nao lia que preste servico, ao passo que commel-
lem-sc alli em maior escala deliclus graves, ja no
municipio cfae limita a provincia com S. Paulo, e
ja no que be fronleiro com o Paraguay e Cor-
rienles.
Couvergndo nesla parle os csforr,os do governo c
as consignaoocs do orramento, que nao he mistor
sejam multo avultadas, sendo lolvez suflleientes nes-
( exercicio 6,0003000 para as duas obras que fi-
eam referidas, couseguir-se-ha um resultado satis-
factorio.
Pesenlcmenlc nao convem Iralar do construir pr-
ses em todas as villas, freguezins, capel las e lugares
papulosos ; a essas cheuara logo a sua vez.
Basta por ora que ah se aluguem pequeas casas
para presea da polica, e delenran dos delinqoenles,
duda nao pronunciados, ou que vio responder por
seus crimes peranle o jury.
Typogtaphia.
O ty pograpbo Candido Marlins Lopes, do Rio de
Janeiro, trouxe a esla cidade urna lypagraphiu que
ha rnezes Irabalha, publicando um pequeo peri-
dico, e oceupando-sc de oulras mpresscs : cons-
la-mc qae pretende assenlar lambem um eslabele-
cimenlo de encadernacao.
Parece de grande vanlagem para a nova provin-
cia ler urna follia que d publicidade aos actos do
sen governo e assembla* legislativa, urna l> pogra-
pha que senle-a dos unus de recorrer corle oa as
provincias vizinhas para obler qualquer impresso.
E por cerlo, se a imprensa acompanha natural-
mente o rgimen representativo, nao se dir que
essa clausula falla a vossa nova siluaeao.
Devo dizer-vos que tendo a lypographia vindo
espontneamente, nonliunia siibvenr.lo receben nem
recebe do governo da provincia, qae llmiloti-se a
fazer assignar urna poroao de nmeros do peri-
dico para mandar distribuir por diversas autorida-
des e corporares, visto publicar o sen expediente-
No lerreno de nculralidade em que vai marchan-
do, e em face da formal ialenoao que slenla, de
nao ciivnlvor-se om recrimnaces de partidos, e in-
sultos a pessoas e familias do lugar, o que seria al-
tamente opposlo a harmona que tinto cumpre
promover, he esse cslabelccimonlo digno de vossa
Ilustrada consideraran.
Mmini'lrarao da juslira.-
V regular adminstralo da juslira servem ac-
lualmenle de emhararo : l\ a vasla exlensao de
territorio que ao jdi/. de direilo incumbe percorrer
duas vezes ao menos cada aano ; 2\ a falla de jui-
zcs letrados nos Irruios, que d occasi.io a andar
esse ramo mporlanlissimo do servico publico em
uiaos de homens, ou absolutamente ineptos, ou, se
lem algama inlelligenca e mesmo zelo, dislrahidos
forzosamente com a adminslracao de seus negocios
particulares donde liram subsistencia para si e suas
familias; 3-, a escaces de homens em circomslan-
eias de bem exerecrem fiincocs do jurados, sendo o
pequeo numero delles em diversos termos cansa de
haver menos escrpulo na respecliva qualificacao,
o queja he em si um mal incalculavcl. de, anda
assim, nao haver algunvs vezes numero para Iraba-
Ihar o jury, ou, o que uto he menos prejudicial, re-
cabir a sorle quasi s em juizes de fado da ifTeican
dos reos e por elles prevenidos, cousa mui fcil de
succeder logo que as recusas leem de cffecluar-se
em um estreilissimo circulo de individuos.
Dos aponlados nconTenienles, o primeiro locavos
removercom a indispeasavel crearao de novas co-
marcas, o segundo ao governo geral, a quem ja pe-
providenciasse como convinha, o tereciro depen-
de de urna reforma na legislarse vigente, que res-
trinja o jury as cabecas de comarcas para assim fa-
zer-se melhor qualificacao de juizes i fado, refor-
ma de ha muilo reclamada como ndispensavel, e
quejalgo prestes a reilizar-se por impulso do ac-
lual ministro e secretario de estado dos negocios da
juslira.
Como, dadas as mesmas causas, seguem-se efiei-
los idenlicos, o jury nesla provincia paga, da mes-
ma forma que as oulras, o seu tributo a mal en-
tendida clemencia, que abre as portas das prses aos
reos dos mais graves allcnlados, e com razao se con-
sidera urna das primeiras cautos da mulplicidade
de delirios, que deshonra o paiz.
Cumpre todava reconhecer que nao lia na pro-
vincia potentados como esses que am outras parles
ousao intimidar a juslica e erabaracar-lhe a accao,
a ponto de impor-lhe osseus dctamos : lodos aqu
se curvam a lei e respeilam a auloridade, de sorle
que quando as quesles no anda implicada a en-
ldade colledivaparlido, nao apparecem fcil-
mente escndalos, e, como prova de lal asserc,aof
ah esta, sob n. II, o mappa de julgamenlos no jury
em o primeirosemeslre desle anuo, donde v-se que
esse tribunal procedeu com alguma regulardade.
Policii.
A polica resenle-ee, e nca pode deixar de resen-
lir-se, da desproporcao em que se acham os meios
de qae dispe, e as necessidades e servico a que lem
deallender.
A facilidade immcnsa de passar daqiii para as pro-
vincias visinlias principalmente ao Rio Grande do
Sul, o tambem para as repiblicas do lingua hespa-
nbnla e vice-versa, exige dasanlnridades dos muni-
cipios, que rieain as extrenas desla provincia com
outras e com o eslrangeiro, recursos que habilitem-
s a embarazar o transito dos faccinorosos, que cru-
zan) essas estradas sem tenor da captura, a impe-
dir o uso de armas defezas, ah preponderan le,' e a
fazer em tudo o mais respeilar a lei.
O que se ha podido fazer com os poneos recursos
actuaos, lem-se feilo ; o mais espero do lempo e de
providencias, qne se nao podem improvisar, como
sejam a reorganiscilo da gaarda nacional, estado
completo do corpo provisorio, flxarao e engajamenlo
da forra policial, etc.
O pessoal queachei funecionando na polica, con-
servou-se muilos mezes quasi nlacto, pois raras d-
misses dei e todas a pedido dos sugeitos para evi-
tar versoea desfavoraveis que nrriinariamenle acont-
panham laes mudancas no comeo.0 de urna admnis-
Iraoao.
De cerlo lempo a esta parte, porm, lem-se feilo
e conlinnarei a Tazer aUurarn alleracoes no pessoal
da polica, quando o exigir a hem entendida utili-
dades do servico.
llluminanio.
Ha em Paranagu e nesla cidade cerlo numero de
lampeos ; mas nem ln, nem aqni ha Iluminaran,
porque sopprmo-sc em lei provincial o imposlo es-
pecialmcnlc applicado i essa despeza.
Apenas em Para nagua acendem-te 4, oa pouco
mis, lampeos na carica e alfandega, e nesla cidade
dousjunioi residencia do governo !
Camarat munteipae*.
A todas essas corporares dirgi-me. Indagando
deltas quaes as mais argentes necessidades de seas
municipios, e nenhuma, juslic.a se Ihes faca, deixoo
do corresponder mnha espedativa, enviando -me,
em resposla, a mais sensata apreciarlo dos interesses
de suas localidades, e, is vezes, mesmo da provincia
em geral.
Expor-vos aqui o que esses documentos conlcm
fra repetir o que digo cm differenles artigos desle
relalorio, e cancar-vos com a reprodcelo taquillo
que nos mesmos originaes, que hei de mandar-vos,
podercis melhor avaliar.
Farei todava menelo de alguns podidos que, por
meu intermedio, cedas cmaras vos fazem.
A de 8. Jos diz : Urna cadeira do sexo femeni-
no he msler seja creada para inslroccao dessa parle
importante da sociedade, qae, vfda de conhecimen-
tos, frcquenla a aula do sexo masculino, donde se
ronclue sua natural tendencia illustrncao.
A de Paranagu pode, coro instancia, quanlias que
so applquem ao reparo da estrada daquella cidade
para Morrcles, a obras que deem esgoto as aguas es-
laguadas na visinhanca da pOToaele, as qaaes, co-
mo cima disso, bstanle daino causam lodos os
annos em determinadas quadras saude dos habi-
lanles.
A cmara municipal desta cidade lernbra a ur-
gente necessidade de ama praea de mercado, e de
nm matariouro regular.
E na verdade, por falla de um vasto edificio pu-
blico, onde os productores de gneros de primeira
necessidade venham cipo-Ios venda aos consumi-
dores da cidade, e, no caso de os nao venderem
promplamentc. acbcm, medanle um mdico alu-
gnel, quarlos para guarda-Ios al dispor delles, sao
esses productores ronslrangdos a recorrer ao bom
gazalhado de cerlos e determinados freguezes, que
liram dessa circunstancia ruvas forras e incremen-
to para o monopolio, com que opprimem o povo.
Assim pois, urna praea de mercado com certas
proporces, quefaclilco contado dos compradores
do geucro* alimenticios com os vendedores em pri-
meira mao, obstando a damnosa influencia dosatra-
vessadores, he um grande hendido para os habilan-
les desla cidade.
Por oulro lado, o coslumc de malar-se o gado as
ininoiliaros da capital, onde ecomo apraz ao dono
da re/, alom de fatal saluhridade publica, oppe-
se ao inleresse fiscal na cobranza do imposlo respec-
tivo, e, pois, o malariouro que a cmara lembra he
urna obra ndispensavel.
Os balancd. do receila o despeza das municipali-
dades que, em cumprimento do decreto de 31 de
oulubro de 1831 c le provincial n. 4 de I de maio
de 1830 me foram por ellas remedidos, serao oppor-
lunamenlc transmitilos a esla assembla.
O mesmo destino terao os orcamenlos das diver-
sas cmaras.
A cam.na municipal do (iuarapuava submetle 6
approvaran desta assonbla ttiarligos do posturas, a
a da villa de Anloniua 20, indicando urna e oulra
600 rs.
200 rs.
100 rs.
100 rs.
100 rs.
cerlos imposlos para occorrer sdespezasde srus mu-
nicipios, cujas rendas sao insulTIcienles.
Nao posso, entretanto, deixar de recommenilar-vos
o maior zelo no exama e discussao que insliluirdes
acerca dessas c quaesquer oulras posluras ; porque,
alen do grande valor que deveis ligar a ludo qae res-
peila ao rgimen municipal, nao poucas vezes suc-
cede que insinuam-se em taes dspoiiecs, apparen-
temcnle modestas c sem alcance, preceilos contrarios
ao inlerctses dos municipios, e, o que muilo impor-
ta evitar, offensivos da contlluicao do imperio.
Assim he que laucando oa olhos sobre as posluras
de Antonina vejo um artigo que diz:
0 lquidos importados de mar fra pagarao por
pipa de vinagre e agurdenlo 48000, de azele doce
ou de peixe ou do qualquer qualidade 38000 : os in-
fractores pagarao a mulla de 208000, e perdero o
genero quando seja encontrado em conlrabando.
Oulro arlao dispoe : Todo o que exportar na im-
portar couros de novilhos, lano de fra como para
fra do municipio, pagar o imposlo de 20 rs. por
cada um.
E a cmara de Guarapuava por seu turno lambem
prope:
Serao pagas no aclo da imporlacao pelo impor-
tador, soh mulla de 4000 rs., no caso de negligen-
cia ou fraude, as segnintcs imposices :
1. Por barril de liquido qualquer
2. Por arroba de fumo
3. Por dila ricassacar
4." Por dita de caf.
5. Por carga de sal
Taes disposices e quaesqner oulras qne se Ibes
asiemclhem, ofiendem a constituirn, que recusa ex-
pressainonle s assemhlas provinciaes faculdade de
legislar sobre imposlos de imporlacao, no arl. 12 do
acto addicional.
A importaran na provincia de ebjeclos vindos do
eslrangeiro esl na leltra do arligo citado ; e a im-
porlacao de municipio municipio, se nao esl em
caso idntico, he ordinariamente um eslorvo dictado
pelo ni.iisimprev idcnie bairrismo ao desciment de
municipios da mesma provincia, que alias nao pros-
peran) i cusa, ucm com riamno do seus viziphos.
Um dos arligos das postaras da cmara do Guara-
puav a eslabelcce :
n Ficam encorporados aos bensda camara.debaixn
de sua immcdala nspecc.ao, c fazendo parle do en
palrimonio, os campos e matos qae circamdam esla
villa, j conhocidos pelo nome de Roco.
He no entanlo cerlo que a cmara nao tem o di-
reilo qne se arroga, de fazer essa encorporacao, nem
augmentar, por propria deliberadlo, sojeita ao vos-
so assentimenlo, o seu palrimonio. '
Sobre campo de uso commum dos moradores de
ama ou mais freguezins, municipios, oa comarcas,
as normas que cumpre seguir eslao na lei geral n.
601 de 18 de selembao de 1830, e respectivo regula-
mento hoje em execueao nesla provincia.
Notareis anda que em muitas postaras nao sao
respetados rigorosamente os limites qae o art. 72
do regulamenlo das cmaras municipacs trcou-lhes,
qaanto as penas de mulla e prisao, qae aellas podem
cominar.
Repilo : preslai ao examo de todas as postaras
das cmaras a attencao, de qae ellas sao dignas, pe-
lo alcance que podem ler sobre a felicidade dos mfi-
nlcipios, e oppusicflo em que as vezes desapercibi-
damente se collocam s regras da legislacao geral e
da constituidlo.
Cemilerioi.
A reiigiao, nSo menos qae a hygiene, oppoe-se
ao reprovado cosame de se enterraren) nos templo
cadveres humanos ; mas lal he a forja dos hbitos
e dos abusos, que n**yezcs s o medo pode fazer in-
clinar-se a balanca em favor da razao e da expe-
riencia.
Assim foi que o pavor da febre amarella em 1850
introduzio em Paranago, Antonina e Morretes, os
primeiros ensaios de crmHcrios.
Foram, e sao ainda, esses ccmilerios obras im-
perfeHas e, por assim dizer, provisorias, e basla
considerar, que sao elles annexos s igrejas em Mor-
rcles, Anloniua c mesmo cm Paranagu, onde de
Iresquc ha, am perlence irmandade de S. Fran-
cisco da Penitencia, e dous pblicos, s am lestes
est collocado fra da povoaeao, a saber: o da ir-
mandade junio igreja de S. Francisco, um do
dous pblicos annexo u matriz, c oulro fra do re-
cinto da cidade.
B>m se v nsso apartamento Toreado e par-
cial, e nao completa renuncia de om uso invete-
rado.
No cnlanto fcil he de ver que as razn que aco;i
sclham a pratica dos enterramentos em corailerios,
nao sao completameole allendidas, se estes em vez
de edificado* em Iwm escolhidas siltiarfles, afaitados
do centro do povoado, levantam-se mesmo ao lado"
dos templos i que afllucm os fiis para render cullo
ao Creador.
Assim mesmo muilo melhor he esse estado de cou-
sas do que o que exista Desta cidade quando che-
guei : os cadveres eram sepultados no corno da ma-
triz, e minias vezes fragmentos de ossos humanos
anriavam dispersos aqui e alli.
Havia em o cofre da cmara municipal' 1:0908,
producto do imposto applicado por le a atoa obra,
mas nada se havia ainda feilo.
Mandei, pois, um |angenbeiro fazer a planta do
comiterio, e vai romecar-se a obra sob a admins-
lracao do cdadao Benedicto Eneas de Paula, de cu-
jo patriotismo espero tpdo zelo no desempenhu de
lal incumbencia.
Peco-vos, senhores, que auxiliis a conslruocao
dessa indisoensavel obra.
Informam-meque ha as freguezias da Palmeira,
Principe e Ponta Crossa, ccmilerios cercados de mu-
ros de pedra, e*pac,osos e bem situados.
Em Castro est comecario.e em adianlamenlo, um
cemiterio, perto da villa e penco esparoso.
Em tiuarapuava o que ha he de madeira, c muito
arruinado, mas promoveu-sc urna subicriprAo para
a conslruccao de um regular.
Em Palmas os cadveres cnterram-se no cam-
po !
Colonitacio.
Infurmar-vos-liei primeiro da oolonisaoao dos es-
Iraugeiros, depois tallarei da dos indgenas.
ColonitarBo estrangeira.
Ha na marinha urna colonia de estrangeiros a ou-
lra no interior da provincia.
A primeira, estaneleeida ha dous annos, como sa-
bis, por Ch. Perrd Gentil na pennsula de Sopera-
guhy, i entrada da Baha de l'.iranagui, compusta
em scu romero de mui poucos colonos, conla ainda
hoje 13 familias, como se vedo mappa sob n. 12,qae
enviou-me o referido Gentil. Os colonos, na maior
parle Suissoe, oceupam-se da cuitara do caf, canna,
arroz, mandioca, mitho, feijAo, legumese algum fumo
para o gaslo.
O fundador da colonia informa em ofiicio de 22
de fevereiro do corrate anno :
1. Que est fa/cnc'o um engenhodc bastante ca-
paciiladc para j este anno Irabalhar na preparadlo
do caf, da caima, dv arroz e da mandioca.
2. Oh: lem urna ferrara.
3." Que esl em pn-inripio a conslruccao de urna
alarla.
4. Que a cultura dos diversos productos, a que o
lerreno se presta, vai rceebendo grande dcsenvolvi-
mento.
5. Que pretendo inlrodazir acallan do ail e da
amoreira.
6. Que o clima lie o mclhor possivel. Sum co-
lono morrn no principio do eslabcleclmcnlo c de
moleslia anliga.
7. Que os colonos comporlam-so por tal modo,
que aliada nao houvc um delicio nem quexa.
A base do s\ sicma adoptado na colonia be aforar
ou vender loica de Ierra aos colono, os quaes tcem
a propriciladc do todo o resultado do seu Irahalbo
com a s clausula de, cm iguatdade de inoro, ser pre-
ferido o fundador na compra ou preparadlo dos pro-
ducios que Ihe pcrlencem.
Est se vendo que a colonia do Superaguhy he me-
nos urna colonia propriamonlc dila do que um n rico
ou urna esperanca do colonia.
Reducido ainda a lao mcsquinlias proporrics.pres-
ta comlndoj o eslabelecimenlo o inaprc iavel ser-
vido de ensinar, de um modo pralico, aos habitan-
tes daquella* parngens, que melhor cem vezes do
que a pesca, de que muilos se subsisten) niiseravel-
mcnle, he lavrar a Ierra, e do allrahir, se, como he
de esperar, fr prosperando, novos empreheudedores
a seguir o cxcmplo do fundador da colonia, apro-
veitndo-se assim lanos lerrenos incultos o riespre-
zados nos municipios de serra-abaixo, alias mai
feriis.
Torna-se pois digno'de prolerciio e apoio, no que
esliver ao alcance da assembla e aoverno provin-
cial, o plano da colonia Superagiihy, cujo fundador
nao omille diligencia e esforoo, para dar impulso
sua nascenle empreza.
O governo imperial, a q,.em P||e com oi |,,b|an-
les do Superaguby enderecou pela presidencia de
S. Paulo urna represeolaoao pedindo auxilio para a
colonia e cerlos melhoramenlos para o povo daquel-
la lugar, responden ji por meo intermedio, que lal
prelenoao s poderia ser lomada em consideraran de-
pois que se puzeasa em execucan a lei n. 60l' de 18
de selembro de 1850, pois qae os favores que se m-
petravam dependan) da inlelligenca qae se desse ao
arl. 18 da mesma lei.
Succede porem que o governo imperial,justamnle
compenetrado da necessidade de distribuir com pre-
ferencia os seus auxilios e favores com as emprezas
de colonisacao que se propuzerem povoar Ierras de-
volulaf, comprehendidas na zona de 10 leguas nos
limites do imperio com os paizes eslrangeiro!, no re-
gulamenlo que expedio com dala de 30 de jane'ro
ultimo, en. 1318, declarou, em o arl. 85, receber
proposlas de empreza ros' no sentido que acabo de
oxpor, sob as bases: l., da concessao de 10 leguas
em quadro, ou o sea equivalenle, para rada colonia
de 1,600 almas, sendo asierras de cultura, e 400
sendo campos proprios para a criacAo do animaos;
2., de um subsidio para ajuda da empreza, qae se-
ra regulado segundo as difliculdades que ella ofle-
recer.
E pois, a inlelligenca dada pelo governo ao arl.
18 da le das Ierras parece pouco favoravel a colo-
nia do Superaguby, que nao esl nos limites do im-
perio cora paizes estrangeiros, mas prxima ao A-
I la nuco.
Em oulro ofllciodc23 do mezacima ciladocmesmo
Gentil, lomando a colonisadio debaixo de nm ponto
de vista mais elevado como meio de inlroduzir po-
pulacho laboriosa e moralisada desde a margem do
mar al o inlcrior da provincia, e parndo do pre-
'upposto que nao he possivel aqui eslabelecer-se co-
lonisacao sem auxilio e impulso do governo provin-
cial, prope o scsuinle plano, para cuja execucSo
olTerece as relaroes que lem na Europa, e esl pres-
tes a entrar as necessarias combnac.s:
1. Conceder o governe Ierras e fazer o sacrificia
pecuniario annual de 36:0008 por cerlo numero de
annos para pagar os juros do capilal que se lomasse
emprestado,* se hoavesse de appHcnr s despezas de
viagem,e sustento de 500 a 600 familias.
2. Estar idreec.ao cargo de pe!SOas reg^,n.
saveis pelo capilar, sob a vigilancia do averno.
3." Seren at Iota, de Ierra divididos e vendidos
conforme am^reeo determinado, dcstinando-se
produjo nslrucrao de igrejas, escolas, etc.,
ele.
4. Incumbir direccao a procura de colonos, o
fornecimento de casa, semenles. animaes, vveres,
roupa, bom mercado aos seus productos, etc.
5. t.ullivarcm as colonias de cerra-cima coreaos,
criaren) animaes, fazerem manteiga e qoejo ao pas-
so qae as de serra-abaxo devem enlregar-se cul-
tora dos gneros coloniaes.
6. Fazer o governo as despezas com padres e
meslres de escolas.
Taes sao, pouco mais ou menos, as bases do plano
que olTerece o director da colonia de Superaguby
para colonisar-se, como he mislcr, o vasto territorio
da nova provincia.
Aprcscnlo-as vossa consideraran, porque pens
que foram-me dirigidas com esse fim, mas nao as
disculo, porque, sejam quaes forero, afazes em qne
e fundem, e sem examinar se sao ou eiao, no lodo
ou cm parle, admissiveis, lenho para mim que mui-
lo errado andara eu se no momento em que se ins-
lalla a provincia, quando os seas primeiros repre-
sentantes devem com urgen*! mpenhar lodos os
esforcos por dola-la de cortes toWlioramcutos, como
sejam estradas, essenciaes m*fViic>ao bom resultado
da colonisasao, e para as qoaes rdai-chegam os seas
recursos, quando ainda nao se sabe de cedo qual a
renda dos cofres provinciaes, viesse aconselbar-vos
o sacrificio do :10 conlosannuaes por cerlo periodo,com
risco de se nao camprir exactamente a palavrn em-
penhada, e de desacreditar por esse modo a coloni-
sacao em seu principio.
Estou persuadido de que sem forte e decidido
impulso do governo, a colonisacao nao podera rece-
ber o desejado riescnvolvimcnlo; mas nao he menos
cerlo que qualquer empenho que seja superior s
Torcas da nascenle provincia he capaz de desarranjar
profundamente financas, c, o que seria um mal gra-
vissimo, retardar consideravclmente a mesma colo-
nisacao.
Aoutra colonia do estrangeiros he a do Dr. Favre
no Yvahy, cora o nome de Thereza.
Difiranle da do Superaguby no plano, fim e phi-
lanlropa que se prope. a colonia Thereza, afastan-
do-se da cosa dn mar e dos grandes centro* d po-
pulacho para que o nflaxo da escravid.lo e das ten-
dencias roercanlis que nellas ha, nao obrasse malig-
namente sob o scu destino, qae he ( expressao de
seu fundador ) tornar o homem feliz o virtuoso, foi
encravar-se nocenlrodaproviucia margem do Yva-
hy na confluencia do ribeirao das Campias, de sorle
que, no isolataento, c distancia das grandes povoarfles
que de ordinario estorvam a prosptridade das colo-
nias e as acabam, veo Dr. Faivre om dos predicado
mais recommendaveis de seu eslabelecimenlo.
Oulra vanlagem, realmente inconlestaveL, da co-
lonia Thereza, he estar collocada margem de um
rio navegavel, >jue e lanca no Paran, quasi em
face da embocadura do Vvinheima do Malto-Grosso
olTerecendo assim urna ceto'moda va fluvial, por
onde, no presente nao, mas em um futuro talvez
pouco remoto para aquella provincia, he possivel
fazer nao s romessa de quaesquer ohjeclos do go-
verno otWe particulares, mas fornecimento de sal
que com profusao sao capaces de produzir aquellos
lugares, que abundam, conformo a noticia do mesmo
Dr. Faivre, em malas do sal-gema de que pode-so
lirar puro chlorareto de soda para abastecer toda a
provincia da Malto-Grosso, e parte das provincias
vizinhas.
Essa tenlaliva de colonisacao. se for avante, lera
ainda omerecimento de ser como um celleiro para
outros grupos do colonos que emprehendam eslabe-
lecer-se pelas viziuhancas, sendo porlanlo um pasto
seguro para o aprovcilamenlodd tantos terrenos ora
absolutamente incultos.
E para quo nao omita urna considerarao do valor
no plano de colonisacao por gtopos, idea predilecta
do r. Favre, dirci que elle se prope assim cale-*
chisar e reduzr os indgenas .vizinhos, persuadido
como eal de que cada grupo que se eslabelecer lera
am eslorvo is invases e torraras das hordas selva-
gens, e a conlinuacan delles aperlar de lal arte os
individuos cem seus lacos eivilisadores, que nao le-
an meio*do escapar-Ibes.
11 clima da colonia he mui sauriavcl.
Os seas lerrenos sao de nolavcl ferliiidade,
D-se perfeilameule alli a raima, o trigo,o millin,
o arroz, a mandioca, o feijao. a banana, o fumo e o
algodao ; prospera a criacrlo de porros e gallinhas e
de animaes era geral, e'rulliva-se com vanlagem a
laranaeira o outras arvores fructferas.
O rio Yvahy abunda em peixe.
A colonia possue 20 casas conlendo 90 pessoas,
dous ininnbos, alguns. pilcs, urna machina para
raspar mandioca, urna forja bem montada, um alam-
bique e urna olaria.
Cada colono lem sua propriedade, e Irabalha por
sua propria conla.
A colheila desle anno avalia-sc em 12 mil bole-
Ihasde agurdente e 30 arrobas de rapadura, que
para o anno vindouro ser o dohro. A agurdenle
he de qualidade superior de S. Paulo, e vende-se
a 200 rs. a bolelha.
O perseverante fundador desta colonia, desde o
principio protegido nao s deS. Magestadc a lm-
peralriz, que mesma den scu nome, mas pelo go-
verno imperial, acaba de obler delle novos favores
com que suas esperare,- mais se alraram.
Emconsequcncia dos auxilios receidos esta elle
obligado :
1." A promover a mclhoramento da colonia The-
reza, e eslabelecer dous novos ncleos de colonisa-
cao no prazo de Ires anuos.
2. A abrir duas estradas que da colonia Thereza
vo ler Pona trossae Guarapuava, receliendo ins-
Irncoes do governo da provincia.
3. A coidar da catechesc e dvilisacao dos indios
que habitan) as maltas vizinhas colonia Thereza,
e os novos grupos de colonos que obrigoa-se a esla-
belecer.
Eis o qnc sao as duas colonias qoe ha na provin-
cia, as quaes chamci de estrangeiros, porm que, em
verdade, conlcm cm sou seio muilos Brasileiros.
Na colonia Thereza parlicularmenle ha lanos fi-
Ihos do paiz, que a denomina seu fundador colo-
nia Franco-Brasileira, e parece-me qae he esse
am dos lados porque mais credo* se faz de encomi-
os o plano do Dr. Faivre, pois seria um ronlrasenso
dispender dinheiro e esforcos em mandar vir de
paizes remotos colonos para cullivar no-sa- Ierras
devolulas, deixando no entanlo entregues a) ocio e
miseria nao poneos Brasileiros que lalvez. por fal-
la de apoio e direcefio, nao se applcam com provei-
lo a algum ramo de industria.
Em 1828 o liara o de Antonina, cujo nome anda
associado s ideas de mor utilidade para esta provin-
cia, dirigi o eslabelecimenlo de ama colonia de
Allemacs no Rio-Negro.
Esla colonia dispersoo-se por diversas parles, con-
fundindo-e os>ilemaes quealli licaram no Rio-Ne-
gro edm a populadlo do paiz, nao todava sem pro-
velo do lugar a qtas dao o exemplo do amor do
trabalho, e a vanlagem dos producios qae levao ao
mercado.
Um sugeilo carioso que balla o Rio-Negro deu-
me acerca dos Allemacs que alli residen os segua-
les dados rslatislicos.
Vindos da Allemanha, homens.
mulheres.
Nascidos no Brasil, homens.
mulheres.
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l)e Allemaesqne, naiempon quoreiro-me, aban-
donaran) o Rio-Negro, e dos qae agora* lodos os dias
fogem da colonia de t. Francisca na provincia de
Sania Calbarina, oa por nao pagar as dividas que
contrahiram, on allrahidos pojo bom clima c ferliii-
dade do lerreno, v-se grande numero nesla cidade,
no seu suburbio e em diversas parles da provincia.
(Continua.)
CORHESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUGO.
B.hL IS a. catabro.
Sem ler sido rogado por Vmc, vou dar priocipio
a uina correspondencia, que pretendo eslabelecer ro-
mcilendo-lhc ponlualmeule por todos os vapores no-
ticias circumslanciada. desla provincia.
Iermilta-me por ora oecollar-lheo meu nome, o
nao cuide que a capa do annimo vai encobrar al-
gum assassino. que na obscuridade qoer lancr
lorio e a direilo punhaladas. Nao : de mim nab es-
5 l?' por1oe crei0 eom ''"i'on, que o homem
que he capaz de mentir he iudiguo de enlrar no rol
dos entes racionaos.
Me pergunlara Vmc, eom que inlencao Ihe es-
crevo se Ihe disser qoe verdaderamente nao se,
nao Ihe minio.
Criado desde os meas esludo* humanitarios na im-
prensa, por muilo lempo levei nessa tribuna uni-
versal,como mu propriamenle a|apelidon om roa-
vioso poeta francez, e as lulas polticas gaslei moilo
lempo, consum maior parle de minha vida, e co-
mo acreditava na sineeridade dos homens, cheguei
ate a adorar a poltica, porm, j heaa larde conbeci
que o meu dolo valia lano emnlo boi Api, que
foi adorado em Memphis, o crocodilo em Thebas, e
o gav.ao em Philis. c om om da de pouca pachorra,
disae adeos ao oojeclo dasminhasaoraces, e despe-
". J p:." ,empr'- ""qoeixoaocomoqual-
gnd^del,.0: qU veM,r h',t0 he umn ,e9""5a "se. se he
verdade o que disse o naluralisU BuffoH, eis-mesem
mais ceremonia feilo scu correspondelne.
^ao sei lambem se nislo influio muilo o enthusi-
asmo.que lenho pelo sea Diario, que sem lisonja.
he um rival poderoso do Jornal do Commtrcia, e
espero em Dos que elle sera ama valiosa alavanca,
que ha de destruir esse peridico, que quera ser uro
/a Continua Vmc. a fazer boa escolha de arligos, a a
ler Uo habis correspondentes, como os da Europa e
o chistoso da Paradina, cujo talento e ataca admino,
njo arrcpie carreira em ser extrenuaroente amigo
da verdade, que na phra.e de Mattlllon de o terror
da perversdade, a pena secreta do vicio, e a recom-
pensa da virlude, porque com islo presl* Vmc. um
arando servico ao paiz, o espere em Dos ver tnelho-
rada a nossa Ierra, porque a grande familia brasilei-
ra, Taz parle dessa sociedade, que pelo Sr. Thiers he
comparada ao Jadeo Erranlc, qae caminha, cami-
nha ale a consummacao dos seculos, e sempre para
o progresso. |
Emfim, para prologo islo j basla, e eniremos em
nolinas.
O fado mais importante que lenho a coinmuni-
car, be a absolvicao unnime, dada pelo jury.ao ne-
gocame Vianna. indigudo aalor do envenenamen-
lo de sua consorte a infeliz D. Carlota.
Quando fallecen esta senhora, de lito lindo rosto
quSo Inste sorle, a voz publica indigilou logo o seu
espozo como perpetrador desle crime. A auloridade
policial foi despertada pela voz do Sr. Dr. Conha,
moco muilo inlelligonle, e que com muita honrad
exerer o cargo de promotor publico. A polica de
ogo providencias, c o cadver foi exhumado, as en-
Iranhas Uie foram eitrahidas pelos rs. Ju-lniano
do Silva (.ornes, lenta de phiaiologia na faculdade
de medecina, e Francisco Rodrigue* da Silva.
As visceras foram guardadas e lacradas em vidros
proprios, e assim se remelleram ao Dr. Joao Fran-
cisco de Almeida, para, como director da faculdade
de Medecina, mandar proceder a analvse chimica,
como na verdade foi feila pelo hbil preparador e
pharroaceulico Manoel Rodrigues da Silva, que ex-
trahio do estomago, usados a pulmoes, nao peque-
a quantidade do acido nrcinioso.
Em consequencia disto, foi o Sr. Vianna pronun-
ciado, e depois do lanzado na prisao seguio o proces-
so os seus iramlles, na sessao passada |dojury
apresoniee-se i barra do tribunal com Ires valenles
IcITensores, cada qual mais hbil,o Dr. Liii Mara,
secretario do governo, que parece inspirado quando
ora, o Dr. Pinlo de Carvalho, natural de Serglpe,
cm quem sobejam talento brilhante, appliracjo aca-
rada, e amor da gloria, e e'Dr. Salustiann Ferreira
Soulo, medico ainda novo, e que j slenla lanos
eondeeimenlos, os quaes Ihe grangearam urna cadei-
ra de substituto na faculdade de medecina. Foi t*.
la a primeira vez qne nm medico seiilnu.se ao lado
de um reu, defendendo a innocencia, e o Sr. Soulo
lambem desempenhou sua mistao que par veaes r-
rancou -bravos- dos expedadure*. Com urna preaen-
ca agradavel, voz sonora, facundia de palavras il-
lustre medico caplivou a altonrAo de lodos e eam o
sea tlenlo c estudo dealruo n base da aecnaadto, e
provou que os chiuiicos com suas retortas muitas ve-
zes levavam ao patbulo innoceates. Nesla occasiao
lembrei-me multo da Inln deOrphila a Raspad, por
causa do processo de madama Lafarf/e. qae presen-
cie! em ranea, e que tanta gloria den a este Mi-
mo, que a mea ver reduzio ana grande toxiculo-
Kisla, que lambem algumas vezes dorr.itavaajwno o
bom Homero. *
A's duas doras o jury deu sen parecer, o jah nao
appellou, a mea ver loi ama juslira porque nao
havia urna s prova, quando aaae infeliz esposo era
extremoso por sua mulher, e toda a familia della
apresenlon-se defendendo muitosSr. Vianna,que ja
hoje v o sea crdito restaoetecido, a elle resiiliadn
i liberdarie. No fim de con tas eaam foi mais pre-
judicada foi a deaaracada D. Carila, porque
Hile etait de te monde
Ou let plut bellet ekotei ont te pire detlin.
Foi tambem absolvdo o escrivao Chaves por in-
diciado em crime de envcnenamenlo cm ama ctian-
c,a de 6 a 7 annos. Tres analyses rbimica foram fei-
las, urna na escola de medicina, ootra ne Ixeen. e
a ultima no laboratorio rliimicu do holicario Addu-
ei, e em nenhuma dellas pode obler-se nm s grao
de substancia toxica.
Contina no thealro publico a reinar a boa or
lem, depois que Icrminaram-se esses harnlhos oh
assuadas, que nao foram Uo pequeas coora caatoa
o Correio Mercantil, que depois de velho, visto
ser o Aislar dos jornaes baha nos, melle u-se em
poltica, e nem lao grandes como por seu apaixona-
do prisma vio o nedo Guaycurii.
Anda agora em scena / ilue h'ototri. Esta
tragedia lv rica compo-la por Piave, e posta em m-
sica pelo inaeMro liuiseppe Verdi, e qae he pulga-
da pelos entendedores como tima inspiracao, que
sabe arrebatar os ouvinles com a meloda dos seus
coros, arias, duelos, ele, (em sido urna boa mina
para o feliz emprezario.
Assisli a segunda represcnlacao, e vi e ouvi pela
primeira vez a senhora Saliva Moreno. Imagine
um ente ainda na flor dos annos, um pouco plida
ou romntica, com um roslo lindo, c desprenilcn-
do de dous bellos olhos rogos que como bailas fe-
riam muilos corarnos, e diga-me, meu caro senhnr,
se eu sendo nelo.de Ado eEva viria para casa cm
meu perfoilo juizo ?
De cerlo que nao, e lano que depois le velho,
casado, e com filhos ja cm academias, me procla-
mei urbi el orbi morenisla, e como lal estou ds-
poslo a eleva-la ao Ihrono do Ihealro'dc S. Joo.
Nessa noite brilharam muilo a minha rainhu, os
Srs. Giani e Fcderigo.
yn*> posso ainda esquecer-me da dolara com
que a senhora Moreno cantnii a pregliera
Tu al cui aguardo omnipossante.
Tullo etulla o tullo geme.
Finalmente o meu juizo sobro a companha lyrica
he que por lao pooco dinheiro nao e poda adiar
cousa lao boa, e rrcio al que vicram Iludidos pen-
sando que o Brasil era o Hl-Dourado, e qoe aqui
ainda liavnm as arvores das patacas.
Disse-mc um dos meus filhos, que he esludanle
de medicina, que sobre urna das mesas da biliiiollio-
ca desse eslabelecincnto existe um osso lo-sil, que
pesa 26 libras, e que foi encontrado na fazenda de-
nominada Tres Irmaos, distante da Villa de Monlc-
Allo quatro leguas, por trabalhariorcs, que abran)
um fosso, na distancia de duas bracas da superficie
da trra. He o osso da canda de um animal, ene
anda te nao ennhece. Ah .' Cuvier e BlenvHle! Se
estes maganfics anda v vessem, ja andaran) com
a cahcea pelos ares formando hy polhese*.
O Dr. Francisco Antonio Pereira Rocha em um
communicado inserto no Jornal da Bahia, tratan-
do dos aconlecimcnlos do thealro, analysou a pin-
tura do panno de bocea, e apoiario as Memorias
Hitloricax de Ignacio Accioli, que he hoje o cliro-
oista-mr do imperio, n<* Beauchanip. Robert Soa-
Idev e oulros historiadores de mrito, eom juslica.
inoraliiionle fallando relalhou essa pintara de po-
bre menean e ni- ral el execueao. O noo cri-
lico porm, no melhor da fcla d*smandou-se em
]
/,
-----.,

----__-


UJO*.-


D i ARIO OE PRMMBUCO, SBADO 21 OE OUTUBRO DE 1854.
3
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insultos ao governo, e (ornou-se echo dos Mareot-
Mandingas c Guaycunu. Terrivel idea I estrada
de ferro Pretenda elle ir a Inglaterra veoder o
privilegio deste importante mellioramento, se elle
jiorlencesse a Junta de Lacoura, que cu para nos
lie,cmprala de velhos pooeo favorecidos da* tarlu-
na, c sem aquello valor proprio para Irabalhos desla
ordeni.
Ora, o nosso amigo Roclia nao ia sobaba Al-
bion $6 por amor da patria... o como perdeu a isca,
esqueceu-se das suas opiniOes, e aliatoo-se as ban-
deiras da opposicao.
O Correio Mercantil em um artigo de fundo, em
vez de discutir, deseen da arena que s perlencc a
escriptores decentes para o campo dos insultos, e
boa copii dalles lanrou sobre o liomem que apre-
sentou-se coin o seo nome, e este nao lie dos que
e confundem no p da ohscuridade, porque o Or.
Rocha he de talento reconhecido, irllvogado nolavel,
e mui relacionado, mormenlc com o corpo de com-
raercio. O oflendido cliamou a rcsponsabiidade o
offensor, e desde j Ihe digo que teremos grande
mllenle no jury para ouvirem o advogado Jone
Diiarle, que no foro da Bahia representa o Itebou-
ras do Rio. Ambos sem pergaininho, e amhos illus-
trados. Ambo portille trate, rbula- ambo.
O Paiz de II do corrente denuncia um assassina-
lo perpetrado a I do passado junio ao engenho do
Buraco, freauena de S. Ooncalo, na pessoa de Luiz
Cirios da Silvcira. Di o mesmo peridico, que
por (res das oslcve insepulto o corpo da victima,
exposlo as intemperies do tempo c a voracidade
dos urubus, que o assassino era publicamenle in-
dignado na reir do Sauta Anua, e que o subdele-
gado do lugar banqoelava-se com o aulor do cri-
me. Mo sei com certeza como ocaso se passou,
e por islo nada aflirmo,. e nein juro em noticias de
jornaes polticos, mui principalmente quando elles
sito dirigidos por inimigos pessoaes do governo, por-
que sei que os odios pessoaes tazcm os homeus pro-
fundos em intrigas e impiacavcis cm resentimentos,
se he verdadeo que diz Lamartine.
A companhia dos chafarizes continua a Irabalhar
com artinro: ha goslo c dinheiro, e com estas duas
mollas reaes ludo se consegue. A cai.m (Tagua,
que esta no Queimado, esta quasi feita, petas ras
da Soledade ja se enconlram Inbos para o enrana-
mento, e ilefronle da igreja de Nossa Sentara ila
Couccicao da l'raia. I di junio as grades do arse-
nal o chafartz que nessa pr.ica tem descrrollu-
cado.
A sociedade commercial reuni-te para ouvir Icr
o relatarlo dos seus Irabalhos durante o ultimo sc-
meslre, e depoj) procedeu a clcieio da mesa, di-
reccao c commisslo de exame.
Eutraram na urna 365 listas, c os directores elc-
ios foram os
Senhores:
Antonio Francisco Brandad com 353 votos.
Manuel Coelho Moreira Jnior 335
Domingos Soares l'ereira 333
Mauoel l'ereira da Silva Reis 319
Raymundo F. H. Mageirilo .308
Antonio Francisco Ribeiro Magallies 301
Antonio Jo< tioncalves Bastos 2M> a
Sao supplentes os Srs. Tercira do Rio, Dr. Froes
e Antonio Cardozo.
No dia 14 a urna hora da tarde grande numero de
barcos de cabolagem, que so dedicam ao nosso com-
mercio do interior, soltarain vellas ao venlo, e
afanos seguiam um que levava a imagem de Nossa
Senhora da l'iedado de Maluim, que havia deittado
a sua modesta fregaezia para encarit.-ir-se, c que
agora rearrssava para sua igreja. O barao de Pas-
s por anniiucios antecedentemente publicados, poz
a disposicao dos devolos barcos para transprtalos.
O vapor Pedro II da companhia Bomfim. tai
rreladn, e no dia 15 as 8 horas da manha, carregado
de innmeras passageiros dirigio-sc a Maluim. O
mar sereno, o di* be.lo, o madamismo ahi nslen-
tando os seus encanladores doles, o arraial enfeitado
como so ser, o ar do campo, a visla das paizagens,
a fcjla com seus apndices de togueles, fogos de
planta, repiques de sinos etc, a concurrencia de de-
votos, a liberdade, c a generosa hospitalidade do ba-
rao, todo concorreu para que esse dia fosse um dos
que deixa saudades no nosso coracao por loda a
vida. r
Honlem (16) os pregneiros das torres bradaram
/ogoi Foi apenas urna cbamin que arden na roa
da Karruqiiinlia sem ler feilo grande eslrago.
J he lempo de dizer rom o poela latino.
Claudite jam ricos, sal piala biberunl, e por
isso adeos. Junius.
v- "Aprsenle as minhas saudaeee ao seu cor-
respondente da l'arahiha.
t
Serrlpe 30 de etembro.
Agricultura. Von boje Ihe dar milicias sobre as
parles productoras do morar desla provineia. Nos
lomos cinco rilieiras : (principiando do norte) a do
rio S. Francisco, chamada tambemo Brejogran-
de, que linda produz pouco ; a de Japaralnbaque
produz lauto que quando nao exceda a menos riva-
hsa com a vclln Colinguiba; a da Cotinguiba de
grande e anliga prodcelo, sempre avultando, e to-
mando a consideracao das de mais pelo commercio
dos seus duus importanles pontoscidade do Maro-
jm e cidade das I .ara nuca-: se na ribeira de Vasa-
barril chamad.i Irapisangue pelos Indio, corno su-
jeila as inundacocs desse rio nunca he certa a safra,
por|que quando estao s lavradores com bonitas es-
peranzas em visla dos grandes e vegetados eanaviaes,
he quando na vezes apparecc o rio d'enrhente, c le-
va ao mar em Intuito todo o Irabalho e suor do an-
uo, as \ ar/.cas sao boas e urna ou oulra grota ; a ri-
beira da Estancia e de Ierra nova, e como lal vai
dando ilguma canna, mas eu a nao tenho como mui
propria para esta enduraloda i sua pr.ipriedade
he para o caf, como demonstra n terreno vermelho
o algum principio de plantarles, e em quanlo nao
se convenceren! os propietarios desla verdad pou-
co lucrarlo. Uevem cornizo preslar alloman que o
Sr. vjsconde do Paran com 150 escravos, entrando
pequeo, leve de colheila cm i8j 80 mil arroba
de caro em sua tazenda !! e quanlo tiramos nos do
assocar com 100 200 e 300 en.radat ? nem nma
quinU pirle'... A barra da primeira ribeira he a do
no de S. Francisco, a da i. e 3.a he a da Colin-
guiba propri menle dita, ea de Vasa-barris he a deslc
proprio rio chamada tambem a da capital, a da Es-
tancia he, chamada do Rio-real, e qoe poderia lam-
liem ser chamada do Piauhy, por ser formada igual-
mente por esse rio que passa na cidade. Todas estas
barras sao de areia, e mui perigosas a barcos de ve-
la, porque nao podem bem bordejar.
Este anno, como pouco chuvoso, dar pouca sa-
fra : os lavradores das margena do Japaraluba e do
Vasa-barris ferio moilo, porque quando os oulros
choram elles riem-se, e vice-versa.
I.i ha pouco sobre urna mandioca de sua provin-
cia chamada Cariri, qoe nao se importa com a cs-
tar,ao dando ero pooeo tempo; quem me dera semen-
t d'ella! Se u livesse relaces com o coverno
lembraria a neeessidade desla (rausportacao. Li
nesta mesnia gacela ama milicia sobre urna machina
de preparar a nossa farinha. parece-me que ha na
fundicao da Aurora ou do Brum, quem me dera
lambem urna I ea dara laftjOO a quem m'a trou-
xease ca: se eu fosse o presidente mandara buscar
algumas para vende-las aos proprietarioa, mas como
uao sou presidente e nem ninguem m'a Iran, conti-
nuo na roliiia dos rodetes sem economa de lempo c
Irabalho. Deixa tai atsemplo para nao enfastiar aos
seus leilores.
Obrat. Estao conlraladas 3 ponles na estrada
Nova que vira da capital para l.arangeiras. I li /om-
ine que se est. facendo na capital no porta doCsrmo,
um canal para desembarque em qualquer mar, es-
laudo-K hiendo para melhor commodo urna especie
de cuas. Continuara as do mais obras, sobre as
quaes Ihe lenho fallado.
Companhia S. Cruz. Eiiretou, como j disse, a
naveaaeao cosleira a vapor, e depois de Ihe dizer
que esta bem montada esta companhia comexetlen-
lo vapores,bons comn>od dire lambem que acho que nao se vai bem eomprin-
do o contrata feilo rom esta provincia, e eis a razo:
da a provincia 3:0003000 de subvencao s pela en-
Irada da barra do rio Real afora pelas demais barras
que por ludo anda em 12:0009000, no entretanto he
o ancoradoun. dos vapores no .Hinque ueco, lugar
da Bahia,litando o detrimento aos passageiros da Es-
tancia andarem em canoa, e por forles Iravessiis de
mar 5a 6 leguas seguras, e fcarem na barra 6,7 e
8 dias eomo ja succedeu pela falla da promessa de dia;
romprehendo que dando a provincia esla'quanlia
l*la entrada desla barra, e nada dando a Baha,do-
vena ser lodo o commodo para nos, deveram os va-
porea chegados ao ancoradouro commum como acon-
tece nos outros lugares. Iloslaria Alagas que s
paga pela entrada ilu rio de S. Franciscq,que os va-
porea aucorassem em lugares de Sercipa Nao he
egoismo.be senlimento natural. Convm qne a pre-
sidencia entre as explicacf.es a rcspeilo.oo que a
aswmh ea diga algaraa cuusa na sua vndnura ses-
sa. Nao se enlenda da nossa parle ibdisposicao
contra a empreza, e so aventuramos estas linhas he
porque julgamos sustentar um direilo ele.
Polica.Vai ludo cm calma, so bem que aluuem
ha que diga que vai como fugo de monluro, que ar-
de sem labarcdn. A UniSo Liberal nao sei se dor-
me candada pelo lidar, ou se ja morreu como asse-
veram; se neste ultimo caso, desejo que a lern Ihe
seja pesada.
Ale o presente S. Exc. nao fez as nnmeares dos
supplenles dos juizes municipnes, ji Icndo lindado o
qiialriennio, a espera da reforma-nabuco,parece que
esta proceder ou antes esta omissao nao he mui re-
gular embura as boas inlencOes. Passari a lal re-
forma esta anno ? Eu crei e at espero proro-
garao se ella tar necessaria para o baplismo echris-
ma desle filho querido. Tacs sao as cousas desle
mundoO Vilella adiaulou-c lano no Cear, e o
Barbosa atrasa-sc lano em Scrgipe com as no-
mearoes.
Ilecursose procestes.() commendador Bolo en-
Iregou-sea priso no dia li do corrale, o como mos-
Irou dous alleslados de mdicos foi-lhe dada urna
casa para sua detenrao: inlenlou recurso.e espera-se
hom resultado em allencao juslica da sua causa.
\j ca as dnas correspoupencias cm defeza do Sr.
Bolo, dizem os seus aulores grandes verdades, mas
engauam-se redondamenle quando asseveram que
he esle Sr. chefadu maior parlido desla provincia :
os senhnres correspondentes talvez naoconliecan
Sersipc desses ltimos lempos, depois da derlara-
5*o dos principios geraes. O Sr. Bolo perdn o
predeii perdeu muilnem levantara bandelrn liberal.
Crea lodo o Brasil que a maioria desla provincia he
orrieira. Ila dous anuos que eu pouco ou nada di-
ra a respeilo.porqueaqui em anlilicasr bavia ama
mas.a inoriiieurna miseelinea de deas que nada
pram, mas hoje qoe vai ludo isan pouco desrrimi-
nado. pode-e awverir em merlo de errar que o
partido saquarema he o da maioria absoluta. Creiam
isso que Ihes dico, senhores correspondemos, e lam-
bem no pensern de leve que o que houvc conlraoSr.
Bolo rosse de plano politiceTal acto particular de
um juiz, pelo qual nao he, e nem deve ser rcpon-
savel um partido formado do homeus morler.idos, e
que como taes sao da ordem. A minha opiniao de-
ve eslar tara de suspeilas, porque felizmente son in-
dependeiile e nunca escureri a ver lade, como sabem
os que me conheccm e os que me Icrem sempre.
Sobre a unirle do Sr. Ladislao se enqueriram niin
sei quanlas leslcmunhas, e indo islo para 5 mezes
nao ha al o presente pronuiicia !! O que sera islo?!
he o que interroga o admira o publico de Sergipe!
/IcspontabitiJade.Denunciaran! peranle o juiz
de direilo da respectiva comarca do Dr. Leandro Ri-
beiro de Siqueira Maeiel, o a causa fnnd.imenl.il tai
aseguinle: era advogado em una caua nu Rosario
o Dr. He/erra, no inein desta quesiao foi despachado
o Dr. Maeiel juiz municipal e ile orphaos deslc ter-
mo do Rosario e oulros, este comociinhado daquel-
le, Uneou nos aulos que Ihe foram conclusos o des-
pachojuro suspeirao por ser ineu cunhado advoga-
do nesla causa etc. passado algum lempo tai des-
pachado o Dr. Be/erra para a Estancia, deixandopor
islo o palronalo da|causa, como segundo dizem, cons-
ta de um lermo dos proprios aulos ; passado mais
lempo depois de julgada a causa por supplenles, a
parta requereu, ja em embargos, que o feilo correa-
se peranle o Dr. Maeiel, vista ler desapparecdo a
causa da suspeie.iu, oque tai allendido pelo dita
juiz. loi considerada improcedente esla denuncia
pelo Dr. juiz de direilo, mas pela appcllaeao pende
a quesiao na relacao. Agora dicam os Drs., havia
causa de suspeirao pelo cunhadio 1 E quando exis-
lisse, conlinuava ellaquandoo Dr. Bezerra bavia dei-
xado o palronalo I Eu nada enlendo de direilo, mas
so o que nao me enlra, he que seja islo motivo para
responsabilidade, c se termos a pegar nessa* cascas
d albos, Mlao creio que Picaremos sem juizes. Para
mim o mais indispensavcl ao juiz, he honra e conbe-
cimenlos garanta da seriedade. O Dr. Maeiel he
moro honrado, hbil, ric, de familia, c se perder-
mos um tal juiz muilo se tem perdido : islo deixo
pezar um pouco no julcanicnl dos senhores da re-
lacao.
Plriteto ll'anderlnj.Ouvi fallar de omprojee-
lodoSr. Wanderley. pela qual lie.i exlinelo o com-
mercio dos escravos enlre as provincias : n.io acho
muilo foinl.menlo na idea, primeiro que ludo, por
que fere ilcan irte o direilo de propriedade, lo ga-
rantido pela comtituirao, em segundo lugar, porque
assim nao se favorece em nada as provincias pe-
quenas. O que querem os polticos hoje do Brasil,
nao he ve-lo livre de escravos '. Demonstra slo a
suppressao do Iralico, ea lei das Ierras: pois bem,
deixem logo euzar desle beneficio algumas provin-
cias, deixem vender bem os seus escravos, deixem a-
brr e preparar o camiuho para a caleauaeto, dei-
xem que ellas sejam logo ohrigadas a buscar o final
TecursoIrabalho livre por qualquer maneira : la-
ver sacrificios, crise na lavoura etc. ; mas afinal
primeiro se chegara ao estado decivilisacao. Eu, por
exemplo, esperava que os escravos chcgtssem a me-'
lhorpreen, para \eude-Ios lodos, e com o capital
buscar colonos, mas se passar a idea, fica sem llovi-
da burlado o ineu plano, porque os escravos rao ba-
ratear. Eu j fui da opiniao do Sr. Wanderley, j
suslenlei a neeessidade do forle imposta sobre a ex-
portado de escravos, porm hoje entendo que be
urna Iheoria falsa,e urna pnlca toda lesiva ao direilo
de propriedade, e loda contraria ao grande fim de
colonisar. 0 met peasamcnlo predominante beque
o governo liberte o paiz da escravidan, emhora coi-
iraln mo urna forte divida para com seus suImIos. A
Inglaterra nao deve tanta, c nao he feliz ? Enlo
denarcmos de ouvir esses gemidos de corlar coracao
do marido, que seu dedu deixa sua mulher mais Iris-
te que a viuva da mi que vendida deixa sua filha
orpnaa. Sim, o governo lleve com lodos os aicrifi-
cios tirar do nosso seio esle cancro que nos roe, cu-
rar esta chaga aberla pelo brbaro c herdado cosi-
me, restituir afinal estes direilos naturaei, dcixando
a liberdade absoluta raiarem n'ysso bonita horisonlc
brasilero: oh que talicidade .' !... nao he sonho uni-
cameule, sera urna elevada rcalidadc. Seria lalvcz
inconveniente dizer estas cousas, mas nao he lam-
bem nrce-sano manifestar a verdade pela imprensa
ou Iribuna 1 Ao menos consola i quem soflre com
a bella esperanr;a para os seus filhos.
Noticias dicertas.Ilouve agora umassassinalo o
ferimenlo mis viziuhaneas da capital. Os que bri-
garain licaram saos, e os que foram apartar solTrc-
ram.
No da 13 do correnta sabio para a sua comarca
da cidade de Alagas, o ex-cheta de polica Dr. San-
tiago. Esta inlcrinamenle servindo c>l Jacar o Dr.
Silva Comes, juiz de direilo da capilaL ..,
A pedido dcixou o Dr. OliveiraYugar de ins-
pcclor da provincial, e foi nomcido em seu lugar o
contador Silverio Jos Gomes, segundo me informa-
rais. ; lambem mo disseram que esse Dr. por certas
dcsgoslos prepara se para airar ou j cnlrou na l-
Icirado Bolo : cu enlendo que foi um erro comple-
ta. Veremos quando Tr lempo de figos, se as promes-
sas teem elTeilo.
| Daqui foram despachados agora 3 hachareis :
l.oban pan Villa-Nova, Belm e Erneslo Guia para
Mina-derac-. o 1" para Pitangui, e o 2 para a ci-
dade da Conceicnvo para Ierra do ouro, dos
queijos, e dos burros.
' Teem apparecido algum casos de suspeirao ios
juizes de urdaos, de modo que muilo- juizes de di-
reilo (eem trabalhado como adjuntas : se for islo se
(ornando pralica convm providencia.
O presidenta tem solrido cm sua saodc, e esta
meo apprchensivo. Nao deve murrer lao moco, ao
menoscmquanlo na acabar as obras da provincia.
Por fallar em moleslia do presidenta, veio-me a
vonlade de dizer-lhe que s tamos aqu o (erceiro ou
quarlo vice-presidenleque be o Sr. B. de Colingui-
ba : e porque o governo nao taz cslai nomearoes '
lie eaquecimculn talvez.
Agora mesmn um amigo me ilfz em nma caria
que o barao de Maruim est.i uomcado I vice-pre-
sidcnle. e o Trindade do Prado 3. : lambem me
diz que a Barboza faz agora as noincares, pois j
bnuva noticia do encerramenlo das cmaras, sem
que passaaw o prejecloNabuco no senado.
Adeo<- otinguibeiro.
PERNAMBUCO.
COMARCA DE SA\T0 ANTAO'
Victoria 16 de outubro.
Todo o homem tem um destino que deve seguir;
a sua meta que nao deve ultrapnsar,'diz o Moralis-
ta. Todo o que perleudcr como a atrevido Icaro,
sabir fura da sua espheraiialural, e alar-sc a urna
regiao que Ihe nao perlenej valendo-sc nicamente
das azas de sua vai.lade, lao perigosas c frageis como
asde cera que Icaro levava cm sua lemeraria as-
censlo, conle que ha ita voll-ir para o poni- donde
sabio, e ser muilo felyt seno destroncar as peritas
no seu relrocesso. Os repelidos naufragios deslas
machinas aero.laucas,deverain escarmentar os presu-
midos ; mas a filancM he incorrigivel c zomba da to-
das as lices da experiencia, mp cada um dentro
de seu circulo, dispa-se de inveJK*de ambiees, e
nao passar pela semsaboria da gralha chi fbula, que
namora.la da tarmosura das pennas dos pavOes, e
querendo razer figura no meio. deslas aves, vollou
espicacada e coberla de vcrgouha para a sua grei.
O mundo he composto do ludo, (em padrCes e lem
gr.ilh.is: ser gralha n.lo be vileza, mas querer ser
pavao he loucora... Vale boje um human d'uma
apoucarlisiima mediana, porque vende aqncmquer
que a lire da sua obscura e devda posirao, a sua
omnilhoda cooperacAs. Alguem que precisar des-
les manequim, comquanlo conheca a sua nullidade,
considera-os, aju.la-os, r.cilila-lhes a elevarao, e vai
rindb s escondidas dajNni. arranjos. Os noasos homens, cujo relevante mrito
esla decifrado no seu orgulho c no seu descome-
dido alrevimenlo, lutam a borheclia. alleiam a ao-
brollio, regulam melhndicamenle o movimenlo dos
nlho, conccrlam os ademanes, mesurain o passo,
compassam as tallas c repulam-se urnas notabilida-
des... Quem o ajada* val bem ; lira o sen inleres-
se, lem atara* esrravos, e emfim, l sabe o seu jo-
go... o Isso ludo be para Ihe dizer, meu charo, que
tamos aqui atrevidos Icaros, que esquecendo-se das
totea da prudencia, edeaejando, anda que a forja,
sahr do circulo de sua baixaobscnridade,*qB*fcm-se
remontar ao airo com as azas da vida e da tala pre-
sumpcao ; mas coiladns desde j posso asseverar
que elles scnlirao no peso da sua queda a sua peque-
nhez. Se o lempo os desenganasse, se a experien-
cia Ibes Oxease ronhecer a sua requnilada taurina,
bem iria ludo... Ma deiiemos estas rnr.es, que nin-
guem aqui na de querer entender, c vamos ao que
importa. ^
Como Ihe promelli dar cenia do resallado das ar-
remalacurs dos conlralos da cmara, por iso vou
anida dizer alguma cousa a respclo.
No dia 22 de pasado setembro liveram lugar as
arremalicrtes ; o negocio arranjou-se como cu linha
prevista, em boa paz e concordia, quero dizer, que
o presidenta da ornara eonscgaio sempre o seu in-
tenta ; os seus afilhados taram bem protegidos. O
amigo Anlonio Lourcnco. nao obstante ficar habili-
tado, todava nada arrematan : isso tai smenle para
se dar figa ao Vieloriense : v que seja, mas o caso
he, Sr. correspondenle, que lionvo quem suhsliluis-
sc em ludo ao mgico Antonio l.ourcnco. O Jos
Caetano, que he um human muilo arlivo e queleai
muila habilidade e geito para andar cavallo por
vales e por montes, procurando assignaluras para re-
preseuta^es favor dos inlercsses dos seus amigos,
tai esle digno substituto; mas o pobre human, ou o
presidente da cmara por elle, mimoseou com 50
a dous dos que se linliam habilitado com o lim so-
mente de algum lucro desla nalureza, dando a cada
un 2..J); tai pouco o ganlio, mas emfim Unto servia,
vista mo Icrem os laes industriosos adrado para a
sociedade com capital algum. O sobrinho do coro-
ne l-erraz, para que o Jo Caetano uto accumulas-
se tanta cousa, enlrou na dansa c lambem arremalou
o sea quinliao. Dizem as mas linguas que ludo tai
para o sacco de seu lio ; eu, como de nada lenho
cerlcza, nada digo.
Vi em um dos ns.doseu Diario urna corresponden-
cia do Sr. Mermes sobre esta mesmn obieclo.e o mais
he quc ludo quanlo disse esle Sr., be urna verdade ;
elle esla cheio de razes. He para Vine. Ver, Sr
corresponpenle, que eu sou escrupuloso em Ihe nar-
rar os fados, que aqui succedem : conta-os taes
quaes elles aconlccem, e nao dominado por motivos,
que sejam conlrarios a prohida.te,
De circumlocncoes eu nada sei,
O caso conlo. como o caso foi.
Da minha phrse na constante le,
O ladran he ladran, o bni be boi.
'/?/to.<
Falla-se por aqui que van chamar o Mermes n
responsabilidadc Como se querem perder lenho
d dessa gente. O I.amella e o He.r boborum, j
decidirn! em que artigo do cdigo criminal dcvfa
B Mermes ser acrusado. Meus senhores, olheni
que o Heniles anda coebichando com os carinos
desla cidade, e d'ahi pode sabir muila cousa ; vc-
jam bem o que querem fazer : o homem diz que
nao he de brincadeiras, ao depois.... ao depois....
He um aviso que eu don, e digam l que nao sou
amigo de todos '! I
No dia 2 de setembro, a nossa igreja mal iz ves-
lio-** de singla, mas elegante gata para o taslejo
da Archanjo S. Miguel. Ilouve tasla c Te Deum.
Fez os sermes o padre coadjutor : houvc lambem
procissAo larde, ludo com ordem c decencia.
Quanlo he educante o culta enrala* Quem polle-
ra resislir a cs-es seiilimeutas inspirados por urna
sublime religin que nos figura na Ierra, anida .que
ci um modo impertaito, a gloria de que havemos
de gozar algum dia em melhor patria t S loncos,
que nao romprelienileiido as grandes verdades da
religito, stoasnlem a neeessidade de um culta; s
estes nao respeitam os actos que se celchram nos
templos do Dos vivo. Appareccram dous dcsles
mocos, como os ha infelizmente em loda parte, que
s procuran! a igreja em dias de tasta para exerritar
a sua pcssi.nia ndole c m educacao : estas, de quem
tallo, emquanlo durou o Te Dem, postados debat-
i do coro da igreja, portaram-sc com loda inde-
cencia ; nao cessaram um momento de conversar,
galliotaar, criticar, escandalisar c perturbar a dc-
vorilo com qucalgiins liis assistiam a um acto tao
magestoso c sanio, onde se achava a Sanlissimn Sa-
cramenta cxposlo! Que homeus lao perversos e
desalmados O publico sensata sabe em que conla
deve-ie 1er gente como esla. Com a tasn de S.
Miguel, nenbum Irabalho leve o seu Ihesoureiro, que
s o tai in nomine. Que Ihesoureiro sabido, meu se-
nhor aarim, era eu capaz de tazer muilo boas
Testas.
Tendo-se mudado para esse Recita o Sr. Ignacio
Couliulio, (he o cujo) appareccu nesta cid.do no
principio de selembro para tratar, como Ihesoureiro,
que era da (al tasta, o que determinado, tai-sc com
inuito bom vento o Sr. Coulinho, deixando alguns
amigos encarregados de alguns negocios relativo*
a dita tasta, e prometiendo voltar urna semana antes
delta para dcscmpeiihar o seu lugar de Ihesourei-
ro ; entra.mo npproximaram-sc os das, taz-se a
tasta, porque nffe era possivel mais deixar de a fa-
zer ; e nao appareccu o Sr. Coulinho ; anda boje
o esperam: nao se leve nova, nem mandado dclle.
Quem sabe se desse Recita nao so mudou para a
California 1 talvez... esperemos esla noticia. O mais
he que dizem que um dos encarregados da bala
licou encalada.lo por causa do Sr. Coulinho. Que
pec,.i 1 nesla nao caba o filho de meu pai.'
Sem mais ceremonia tai-sc emhora o Sr. setem-
bro para dar o lugar ao Sr. oulubro. que enlrou com
muilo mo p.
No da 5 (de oulubro), segundo me disse certa
lynce, houvc urna pequea reunan em urna cosa
no pateo da matriz, onde deliberou-se que se de-
viam renovar os pasquins, aiu.la enm mais acrimo-
nia, se se desse uAo sei que circumslancia. O Sr.
Joao Mariano, homem serio, foi, talvez sem querer,
lestcinunha disso: digo sem querer, porque nao
he possivel que um homem serio c bem educado,
um bom pai de familia e probo cidadao, assisla vo-
luntariamente, e lome parle nesses manejos. Rogo
jo Sr. delegado, que lance suas vistas para estes
fabricadores de papis lAo infames, para estes ho-
meus que nAo sabem respeilar, e nem guardar o
decoro que se deve ao publico.
Mais um assassinalo! eis porque eu disse que
oulubro nAo enlrou bem. Jos Silvano de Araujo
foi innito com um tiro declaviuole no dia '.), as !)
horas da noite, por seu amigo Manocl Joaquim Pe-
dregullo a urna legua distante desla cidade. Foi
urna tara devorando a oulra Consta que Pedregu-
Iho, lendo viudo do Brejo d'Ara, onde mora, aos
30 de selembro, e se nbolelando em casa de Silva-
no, commcllcra este delicio A mandado de alguem
do Brejo, ou por causa de urna amasia do finado ;
o que he certa he, que se deu esta mor le, e que o
matador depois do crime commetldo largou a cor-
rer cavallo. Sabe-sc que esle assaasino descanrou
em Passassunga, cm l.imoeiro, c que seguio para
o Brejo d'Ara. O delegado il'aqui mandou para
o l.imoeiro este respaila, e consta que o delegado
daquella comarca deu providencias para ser cap-
turado o malvado, se por all cstivesse. Sahc-se
lamban que o finado Jos Silvano era um bnnicm
perverso: aecusavam-no de duas inorlcs taitas no
Brejo d'Ara, onde morava, e donde se mudou pa-
ra aqui ha mezes. O nosso delegado j havia per-
seguido este malvado com tropa, o que tai sem effei-
lo, porque o homem fugio cavallo quando tai
cercado : ltimamente, sabendo o delegado que elle
dorma no malo, andava cm diligencia para o pi-
Ihar, quando elle tai morlo. Tudo he permittido
por Dos. Quem sabe se niio tai esse monslro as-
sassinado, para se evilar a morle de algum soldado
innocente? O tal homem era um valenlo, que nao
se dcsapegava de um tarmidavel bacamarlc. Sabe-
so que elle dizia, que s seria preso aos pedacos.
A morle desla tara nAo foi sentida por ninguem,
antes estimada, porque elle intuitiva e amacava
todas as tamilias que por pcrlo delta moravam.
Que memoria tao horrorosa dcixam homens as-
sim :
Foram presos: Joao l.uiz de Mello, para rccrula;
JoAo Marlins e oulro individuo por oltansas phisi-
cas, humem suspeito assassno ; Joao Francisco, por
ienlva de morle, e Ignacio, escravo, fgido do en-
genho Cachoeiriuha.
Meu charo. Estao alguns amigos fumando corni-
zo por escrever na tabella dos homens celebrrimos
desta lugar nomes uohrcs, herdados sem mancha do
poderosos avoengos de cnvolu com es baixos, olis-
curose plebeos. Foi grande desaforo meu, por isso
ha de haver fogo na Vicloria. Que loucura Gen-
te mais prscumida anda ealou por conhecer.
Nao ha remedio seno descer a ama explicarn pa-
ra ver se ficam mais satisfcilos. Agora se a emenda
sabe peior do que o soneto ? mu ico me havia de rir.
Meus charssimos, pode-se ser celebre por qualquer
bobilidade grande, ou por qualquer oulra cousa, e
lodos podem eslar na classej celebridades sem uns
se nlleiiderem dos oulro*, *Um homem pode-se tor-
nar tallado, e celebre por ser lidalgo, sabio, por ler
muilo dinheiro, e tambem por infinitas malvadezas.
He celebre o homem quando be manso, como um
Cazuza ( rifan nesla cidade ) quando he mauhosn e
hypocrila como Benlinho de (.amella; quando he
devota como o Taveira eu Hv*nor cumprir bem o
o seu emprego, como o J. H. e'8 Pacheco ; por ler
habilidade para divertir a genle, como o advogado
de borla e capello.e o borracho, ay vai ay ; quando
he muilo servical, como o Lucas hochecha, e final-
mcnle pode-se ser eternamente celebrrimo pela ta-
ma de valentao, e.... por suspender ludo sen ta-
lanta pelas parlilhas elsticas ; por ser prente bem
perla e ennebegado do bsrAo de Kykyriky, e por
muitas oulrns cousas, que seria entadunho'enome-
rar. Por lodos esles bellos e grandes predicados po-
do ser qualquer homem, que os possuc elogiado, in-
censado, lisongeado, tallado e celebrrimo, como he
o Mala.
Grande cousa achci na feira Sem dimita por
esle adiado muilo mo ha de agradecer o amigo t.
Entre a mullidAndo povo taimle vi... Nao be ra-
paz de adevinhar o qne tai que cu vi, amigo M.
Nao, seuhor, nao pense que tai o catal de marrecos,
q ne me eucommendou ; foi cousa melhor. Bem,
como nao adeviuha l vai. Vi... eu vi.... urna tar-
midavel manga, que me pareca ser do sexo mascu-
lino, lembrei-me enlAo da sua manga viuva, que
lano lempo se lem conservado nesle Irisle estado !
Mas, s prazer que Uve em serv lo, cnviaiido-lhc
urna manga para com sua lirar boa rae, foi ofa
foseado por am grande logro, que me pregn um
magaa. Se eu o pilhasse !... Impingio-ine o lal
inaiiiiinho umqueijo. oh qne queijo mordendo-o,
liquei rogo de una vez sem Ires denles. Dci ao dc-
mo o malulo, e a tal queijinho, que me fez Icmhrar
d'aqnellc seu queijo dwlra... aquelle que sc.-vo de
delicioso paslo a rsfaimada caterva de turbulentos c
endiabrados rapazes.... no dia do sen cha de bala-
tinhas, que lano bem me fez ao Tfvollo estomago.
I.cmbra-se ? Pois de ludo me Icmbro, como se ta'sse
boje, e al nao esqueci aquella clcganle, e bella con-
cordancia in verbo tafia....ca... c... c.... feliz lem-
po, lempo de saudosa memoria !...
A salubrbridado publica, seuhor correspondenle,
vai sem allerarao.
Na sexta e sabbado da semana passada houvc al-
guma rbuva.
As feiras de gado, e de gneros alimenticios lecm
estado abundantes.
No_dia 22 e setembro panado liouveran nos cur-
raes 700 bois os de 8 arrobas .tarar de 12$ e I i.
de I pilas a 19.?. de 10 ditas 20?, os de 12 ditas a
269300.
Aos 29 de selembro houvcrnm 316 nos curraos.
Os de 8 e 9 arrobas deram de 19 i 20-5, c os de
11 ditas de 288 28>.VMI.
A feira de 700 correnles constan de 100 bois; os
de 7 arrobas deram 18-3. os de 9 ditas 21?. os de 10
ditas de 2 if a 269500, o os de 11 ditas 28S8IKI.
A tarinha lem oslado a 210. 20, e 320 a ruin ;
o milho a KiOrs. a cuia ; o taijao bom a 320, 360, c
100 rs. bom.
Saudc, e dinheiro Ihe desoja o lirloriense.
i Carla particular.)
Tabella dos prerns crlenles da fel
labro do corrale anno, na cilla
Arroz de rasca a 100 rs. a cuia. .
Assucar hrauco.......
Dito someno........
Dilo mascavado.......
Hnnha (nulo de porro a 210 rs, a
libra..........
Carne verde........
Dita de sol..... .
Dita do Cear.......
Bacalho.........
1'eijAo mulalnho a 180 rs. a cuia.
Dilo lineen a 180 rs. a cuia. .
Milho a I80 rs. a cuia.....
Farinha a 210 rs. a cuia. .
Ovo, du/ia por.......
Gomma, cuia a ...... .
Rapaduras, o cento a .
Sala llOrs. a cuia......
Sementado carra palo.....
I.aranjas da China, o cento a .
Gerimnus grandes o cenlo. .
Ditas pequeos o renta. .
Limas de umbigo e cenlo. .
Cocos seceos, dito a.....
CatM de poro, arroba a .
Esleir- de peperi, urna ....
i Albardas, urna......
j Caimas de caianna, o rento. .
ra de 1 i de on-
de Li inocirn.
alqueire 55120
arroba 39810
dita 2>SS0
dila 29360
dita 79680
dilo 39200
dila 69100
dila 6?i00
dita 59120
alqueire 159360
dita 159360
dito 59760
dilo 79380
160
320
1-000
dilo 1-5180
dilo 109001)
610
8JO00
4*000
280
."SIMIO
39840
.'10
[dem.)
800
25OOO
DIARIO DE .'EltMBiJCO.
Chegou honlem dos porlos do -ul o vapor (uana-
barn. Irazendo-uos jornaes do Rio de Janeiro al 12
do corrate, da Baha al 17 e de Maceta al 18.
Pcrmancciiiui em paz todas as provincias desse
lado.
Na corle Irabalhava-sc activanienle por prevenir'a
entrada do cnlera-morhus, tendo a visita de sade
rerebido ordem para fazer observar quarenlena a
lodos os navios procedentes dos portas da Europa.
Na madrugada de 12, parho bordo de vapor Gol-
phinho, o Dr. Paula Gandid, presidente da comis-
san de hygicne publica, com o fim de examinar, na
altura da tilia Grande, um lugar aprnpriado ao cs-
tahclecimenlo de um lazareto, que.levan servir .lu-
anle as quarcnlcnas impostas aos sobrcdilos na-
vios.
Conslava que havia tallecido, no dia 12 de agosto
p. p., o Exm. Sr. 1). Francisco Fcrreira do* Sanios
Azevedo, hispo de Goyaz, anciao nonagenario.
Em seu n. de 11 do correnle. noticia o Jornal do
Commercio que o brigua russiano Courrier, sabido
desla provincia para Valparaizo, rom carregamculo
de assucar por conla de una casa lun-ileiia da corle,
tara aprezado no mar daquella cidade pelo vapor de
guerra trancez Futan, sendo o carregamenlo entre-
gue all ans rcsperlvos consignatarios, c o navio con-
d'i/do para Brcsl.
No retaride Jornal de 7 l-se o seguinlc :
.1 O Bancos em liquidacao.Consta que a direc-
tora do novo Banco do Brasil propuzera s com-
mis-Ocs liscalisadoras dos exiinctas Bancos Commer-
cial e do Brasil o ralcio e entrega dos rundos liqui-
dadns, e que tendo-se opposlo as inesmas commis-
ses a esta medida, difierenlcs accionistas por meo
de urna derlarncAo escripia, e assignada por grande
numero de inleressados, reprovnm esta proredimen-
lo por nao se adiar ilenlrn din poderes das metmas
coinmisscs, esc.' contrario aosteus inleresses.
Sociedade l'liysioChimica.Inaugurou-scantc-
bonlem a sociedade Physico Chitnica, formada por
multo* estallantes das escolas de medicina e militar
e poi alguns mdicos e hachareis cm malhemalicas.
Assistiram sess3o de abertura da sociedade algn*
Icoles, enlre elles os Srs. Drs. Paula Candido e Tor-
res Homem, seus protectorese socios honorarios.
De novo nos felicitamos pela tendencia quemns-
Ira a nossa (alentosa mocidade para o esludo serio
das scicncias e das leltras.
Trovoada.Honlem pelas 2 horas da larde cahio
sobre a cidade urna forle Irovoada acompanhada de
um iufao de venta de N. O.
Xo convenio dos capuchinhns do morrodo Castal-
io rabio um raio, e com lana inl'elicidade que ferio
no'braco e na perna a Frei Paulo Anlonio, e malou
Fre Paulo.
Na Baha houve alguns sinislros. Sossobrram ;
un brigue hrasi|eiro no'ancoradoiiro da descarga, um
hiale a barlavcnlo da ilha das Enxadat, um hiato
cm frente do Vallougu, urna calraia na pona da
din das Cobras, um barco da navegaran inlerior em
frente ilha das Cobras.
Foi a pique em frente .10 arsenal de marnha
uina canoa carregadade carue secca.
Escapoude naufragar sobre o lugar chamado Pai-
xao urna barca nglcza que eslava atracada no trapi-
che da ilha das Cobras.
Nao consta ler perecido pessoa algnma.
Ferimento.Foi recolhdo aojhospilal da Santa
Casa da Misericordia o porlugucz Domingos Jos de
Azevedo. caixeirn de taberna, com urna tanda pene-
trante de gravidade.
Em oulra parle acharan os leilores as poucas no-
lici.is do Rio da Prala, provinriasdo Paran e Mallo
Grosso, assim romo os despachos publicados pelo
ministerio da juslica.
Da Baha nada ha que mereca especial men-
rAo. A imprensa da capital dessa" provincia conla
presentemente mais dous peridicos : a Kpoca, aa-
zela dedicada aos principios de ordem, e a licesta
da Inslruccao 1'uUica, produccao do respectivo a-
lliencn.
Tinha rhegado capital das Alagas no dia 12,
oExm. Sr. Dr. Antonio Coelho de S e Alhuquer-
que, que logo no dia seguinlc assumio a presiden-
cia da nu-in 1 provincia confiada aos seus cudalos.
No dia li entrara no porto 'de Maceta o vapor
Sania Cruz, perlcnccnlc a companhia do Sr. Pe-
droso.da Bahia.
Em nmeros diversos publica o Tempo as soguin-
les noticias : ,
a Honlem recebemos de Porta Calvo urna caria,
datada de 27 do crrenle mez, e nos enmmunieam
que a febre amarea est grassando naqoella villa
com muila intansidade,lendo sido atacadas diver-
sas pessoas, como lambem j lecm apparecido dous
casos de vomitas negros cm menos de 15 dias, do
qoe resultan a morle de um pai c urna filha.
F'o talvez o nico ponto da provincia, a nAo sc-
rem os do sertao, em que deixnu do reinar all a
febre amarella quando em 1819 para 1850 appare-
ccu nesta provincia; mas agora est scnlindo os cuel-
los de urna epidemia.
a Acha-se preso na radeia desla cidade Manocl
Jos do Nascimcntn, remedido da Assembtaa.por
Icr inalados um lillio de dous a Ires mezes, Depois
do que assou a rreanea, c oficreceu a mulher para
comer urna naca !
Dizem 'que tai a islo impedido por inlundadas
desconfianzas de que o lilla niio era sen.
A pessoa que nos deu esla noticia rcvcslida de
lodo criterio, nos afiancou que esse monslro quasi
mata a propria mullier na necasiao cm que ollereceii
a creanca, como paca.
O Sr. Dr. ebefe de polira, que havia ido co-
marca da Imperatrz instaurar o processo pelo assas-
sinalo do snbdelcaado da Lagc do Canholo, chegou
honlem, lendo prend idean lenle coronel Jos Ri-
beiro I.cites,,, padre JoAo Soares.como implicados em
o dita processo.o
Srs. /!, Iwtnres. Conslainln-nns que se 'lem al-
tribuido ao Rvmd. Sr. padic l.uiz Jos de Olivcira
Diniz, aclual capellao dajlha de Fernaudo, acres
laes, que nao eslao em relacao com a sua .-illa pro-
hVao e o carcter que deve tar um homem qoe se
acha enllocado na elevada edislincla escala sacerdo-
tal, somos ohrgados a declarar ao respeilavel publi-
co desta capital, que o referido Sr. padre Diuiz, he
um d'aquelles homens que nAo podem agradar a lo-
dos: porque he franco, sincero, virtuoso; porque he
lao caprichoso que cnsta do seu Irabalho lem posto
a igreja daquella ilha no maior asseio possivel, por-
que romprehendo bem o lugar que ocrupa, e esfor-
ca-se constantemente por honra-lo, anda que por
isso trulla sido victima das matares privares, poT-
que finalmcnto he um filho que sabeamari e obede-
cer a seus pas; e por elles, e por sua honra dar a vi-
da se possivel for.
Sao osles o? defelos do Rvmd. Sr. padre Diniz.
Quciram, Srs. Redactares, dar publicidade a estas
Imitas, que por amor da verdade. man.lam ao seu
acreditado jornal os Imparciaes.
i"]
UBLIC\I1\0 A PEDIDO.
^1 0 ; ? B ^O i* sa i. ^ _. j = ~ ~ ~ v ~ ~ ~ ^ _^ '' = ? = = s se 0 SE = C > > y. E *7 M i As* 5 & 1*1 il ** 2 >
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= I ri lis j 5 0 3 ; ~
1^ i
TO l -? 5 o" l'l Ci 2
1 p 5
( ^..assesgetcoSS b-3 c a a
OBSERVACO'ES.
< l'.v.lin. yigario da freguezia da Boa-Vista, cm
um inappa. di/ que, alrin das peasoag inencinnadas,
ralleceram mais il prvulos de menos de I anno, o
una parda o dous prclos, rojos cadveres I" i.un en-
contrados cm diversos lugares sem que se soubesse
nome nem idade ; nAo mencionando as pessoas talle-
cidas nos hospilacs do caridade, lzaro e militar por-
que o parodio nAo lem comiminiracAo alguma a esle
respeilo.
Al boje iicnhuin oulro inappa tai remeltiitas i
eommiasao de Ihgiene Publica, como cumpria, a
vista de ordem superior.
Sala das seses da ("ninmissiin !9dc oulubro de
ls.51. Or. Joaquim ttAautno Fomeea, presidente
da cnmmissAo.
COMMERCIO.
i'IUtJA DO RECIFE 18 K OTIIBROAS 3
HORAS DA TARDE.
Ciilacf.ps olliciaes.
Cambio sobre Londresa (Hl d|V. >' Dilo sobre diloa fiOdiv. -i7 l|e r :l|1 a dinheiro.
Heseniiln pnr > e rt mezesn 9 '. ao anno.
DEM DO DIA 19.
Cambn sobra LondresatiOd|v. 27 1|2d. a di-
nheiro.
Descont de Icllras de 2 mezes S \ ao anuo.
DEM DO DIA 20.
ilojc nAo houvcrain colar&es.
aLFAMDEGA.
Rendimcnlo do dia 1 a 19.....149:6954625
dem do dia 20........4:3S6|9M
153:9513921
Desearrega hoje 21 de oulubro.
Barra inglezaBonilamcrcadorias.
Importacao'.
Vapor nacional Cuanabara, vindo do sul, mani-
l'e-loii o seguinle :
1 barril ; a ordem.
1 pacota ; a Joaquim Jos de Amorim.
3 caixfics ; a Manuel Figueiroa de Farias.
1 embrulho ; a Albino Jos da Silva.
I dilo ; a Anlonio de Alinela Comes.
I raxole ; a R. F. Ribeiro.
1 caixolee 1 caixa ; a A. Pereira de Olivcira Ra-
mos.
I dita,; a M. A. Alves de Brilo.
I dito ; a J. F. de Araujo Lima.
1 fardo c 1 raxole ; a JoAo Pinto de Lemos J-
nior.
1 tala ; ao Dr. (1. S. Itapozo da Cmara.
1 coixolc ; a J. Francisco dos Santas & (Compa-
nhia.
I embrulho ; a Joaquim de Atmcida Pinto.
1 dita ; a Manocl Simoesda S. finio.
1 dilo ;a E. Marques de Miranda.
1 caixa de talha ; a Angelo da Molla Andrada.
1 caixAo ; ao.administrador do correio.
I rmhi tilim ; a Brendcr a Brandis & C.
1 dilo ; a Johnslon Paler & C.
1^ caixa de folha ; a Antonio Rodrigues Scxas.
1 hcela ; ao Dr. Anlonio de Araujo A. BolcAo.
1 dita ; a Jos Vicente de Lima.
Baica nacional Ipojuca. \inda da Bahia, consig-
nada a Bailar & Olivcira, manifestou o seguinle :
8 volumes fazendas a James Ryder & Compa-
nhia.
25 barricas cerveja ; a J. II. Denker.
10 tardos fumo cm talha, 25 caixoes charutos ; a
Antonio de Almeida Comes & C.
7141 barricas valias, 30 tardos tamo, 137 arrobas de
sebo em rama, 1 calila, 1 tardinho, e (> amarrados
com charutos. 850 quarlinhas sorlidas, 1 talhas, i
panelas vidradas, 2 boioes, e (i potas tudo de barro,
70 muros seceos ; a ordem.
CONSULADO UERAL.
Rendimenlo do dia I a 19.....2:2108813
dem do dia 20........ 381*568
fcSOSMOl
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 19..... :!<; i til
dem do dia 20........ I}280
965*684
reckbf:doria de rendas internas ce-
raes DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 19.....$2:6329578
dem do dia 20........2:628}989
25:261951)7
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 19
dem do dia 20
.11:5111888
1:289:707
12:8011595
PRAGA DO RIO DE JANEIRO II DE OUTUBKO,
AS 5 HORAS DA TARDE.
Colaciies officiaes.
Cambios. Londres: 28 d. a 60 dias, honlem ; 27
3|i a 60 e 0 dias, 28 d. a 90 dias, boje.
Paris: 310 ai) dias, honlem ; 316 e 318
a 60 dias, boje.
Hamburgo: 650 a 90 das.
Descont : 7 ao anno.
Apolicesde6",: 107 ; ;.
Acres.Banco do Brasil: 110 e 115| de premio.
Banco rural: 1109 de premio.
tiaz da cidade : 470J de premio.
Oncas da palria: 28B600.
Conliniiou boje 4 atiimarao 11.1 mercado do cam-
bio, sendo as transaceije* sobre Londres aluda mais
avulladas do que honlem, c as cotaetcs. Foram de
pouca importancia as quanlias negocia Jas sobre Pa-
ria e Hamburgo.
Pouco se fez em caf.
As Iransaccoes commerriaes em Montevideo no
mez de setembro foram lambem importantes; as
mais nutavcissAo as seguinles :
Arroz : 387 sacros a 10 X rls.
O assucar brauco de Pcrnambuco ven leu se lodo
o mez. a 17 rl. o mascavado de 12 a 12 lj rls.; do
de Campos 681 h. alcanraram 17 rls.
De aguantan le do Brasil 366 pina* de Pernamliu-
co. de 73 9 a 78 9. e 287 pipas d Babia a 719.
. De fumo do Rio de Janeiro 926 rolos, peta maior
parle, de i 9 1 a 4 9 2 por arroba.
Cambio sobre Londres, 40 pen.; Ro de Janeiro,
's % premio.
CAMBIOS.
Londres 27 3|i a 28 d. OILisboa nominal.
e 90 d. Hamburgo 650 rs.
Paris ... 318 rs.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas hespanliolas 299000 a 29S500
da palria. 289600
Pecas de 68100 velhas. 169000
Mocitas de 49.....98000
Soberanos.......90000
Pesos hcspanhnes I99IO a .1S96ff|
da palria .... 18860 a I988O
Palacoes........|f>860 a I98O
Apoliccs de 6 a,..........107 a 108 *.
provnciaes. / s 101 a 102 *,
(Jornal do Commercio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 20.
Rinde Janeiro e porlos intermedios7 dias e 11 ho-
ras, e do ullimo porta 15, vapor brasilciro Cua-
uabara, cominandanlc, o primeiro-lcncnle Salo-
m Ramos. Passageiros para esta provineia, com-
mendador Joao Jos de Azevedo Mello Pitada, pa-
dre Anlonip Tavarea Dorncllas, Jos Francisco do
Reg Barros, Joo Goncalvea Pcrejra, Francisco
Jos Augusta Fcrreira, Manocl da Silva Paranhos,
E. Cartas de Carvalbo Gama, Joo Vasco Cabral
e 1 escravo, Rnherlo l-irron, JoAo Comes Ribei-
ro, Anlonio Alves Valongo, Joaquim Fcrreira
Valenle, Manocl Joaquim de AlmeiJa, Firminn
Jos Flix da Rosa e 1 escravo, Jos Anlonio dos
Sanios Andrade, Domingos Jos de Azevedo,
Sanio Eustaquio Gomes, Antonio Manoel de Aa>
roxella Calvan e 1 escravo, Manocl Jos de Lapa,
Joao Baplista dos Sanios Lobo, Manocl CarlosTei-
xeira e 1 escravo. Anlouia.Peixolo. 1 sargento do
P"l'rn de eavallaria, I soldado do primeiro de
inianlaria, 4 ex-praras, 1 preso dejuslica e 2 pra-
xis que acompaiiham, e 2 prarasde mar'inba. Se-
auein para o norte : lenente-coronel Francisco
Joaquim Ferreira-de Carvalho. altares alumnn
Caetano de Bril* S. liaioso. altares Feliciano Jos
lleniiques Jnior, altares Manoel Joaquim Bello,
1.- cadete Jnao Pecho Corteja, 2.- cadete Segisuan-
do Cicero de Alencar* Araripe. Dr. Verinlo Ban-
dcira de Brilo, Dr. Raviiinud,, Ferrcira de Arau-
jo Lima, 3 pracas de prel. 2 mnlhercs dosmes-
mos ol ex-pracas.
Rio de Janeiro32 dias, galera ingleza Perscan, de
598 toneladas, capilao Joiin Howard. rqnipagem
20, em laslro ; a Deane Votile & Companhia.
AracalyII dias, hiato brasilero Dutidota, de 13
toneladas, meslre Joao Henrique de Almeida,
equpagem 5, carga sal eeouros; a Jos Manocl
.Marlins. Passageiros, Jo 11} polilo Vercosa,
Jos V.\ pri.iuo Carneiro Monleiro. -
Kollierdsm54 dias, patacho hollando/ Afrikaan,
de 112 toneladas, capilao Ti Tilok, equpagem 9,
carga queijos, cenebra e mais gneros ; a ti. A.
Brauder a Brandis. Ficoo em observarao pela
reparlicio da saude.
logo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala dcita, cujo prazo he concedido para as recla-
maeoet.
E para conslar se mandou affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassuccessivns.
Secretara da Ihcsourara provincial de Pernam-
bucnlU de oulubro de 1854. Osecrclarso. Antonio
Ferreira da AnnunciacSo.
Constando cmara municipal desla cidade,
que lem apparecido iiilheies e afericao do corrente
anuo municipal, assiguadns por Anlonio da Silva
Ciisina-i Jnior, e n.1o por Francisco Jos dusSan-
tos, que he o legitimo arrematante do mesmo impos-
to, declara que laes Ilbelcs nao lem validado, e
qne as parles nao usdevem aceitar,nem pagar a afc-
ricAo por esle modo.
i'aeo da 1 amara municipal du Recita em sessAo
ordinaria em 19 de oulubro de 1854.Barao de Ca-
pibaribe, presidenta. No impedimento do secreta-
rio, o oflicial maior, Manoel Ferreira Accioli.
DECLARACOES.
Pelo presenta so faz publico que o corpo de
polica precisa contratar 250 pares de sapatos; as
pessoas que se inleressarcm deverao comparecer na
secretaria do mesmo corpo no dia 23 do correnle
mez, pelas 10 horas da aunla com suas proposla,
cm carta fechada, acompanhadas das compelenlcs
rmoslras. Quarlel do corpo de polica 17 de oulu-
bro de 1854.Epifana Borges de Menezes Doria,
lenenlc secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem doconsellio de direcro do
Banco de Pernambuco, vao ser vendidas
19 acciies no valor de ~>:8Q0,S'0(>0 mil reis,
correspondentes a'tcrceira prestaraode O
por cento da segunda entrada de capital:
os pretendentes podem dirigir suas propos-
tas em carta fechada ao consellio de di-
reccao, ate sabbado 21 do corrente mez.
Banco de Pernambuco, li de outubro
de 1854.O secretario do consellio, Joao
Ignacio de Medciros llego.
RFAL COMPANHIA DE PAQUETES INGI.E7.ES
A VAPOR.
No da 21 ou 22 desle
. mez, espera-se1 do sul o
. vapor Thames, com-
raandanle Slrull, oqual
*"-" depois da demora do
coslumc seguir para a Europa: para passageiros ele,
trata--e com os agentes Adamson Ilowie & Compa-
nhia, na ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. As carias entregam-se no consulado inglcz,
110 Trapiche Navon. 12.
CORREIO.
O vapor Cuanabara, recebe as malas para os por-
tas do norte hoje 1 1 hora da larde : as correspon-
dencias que vierem depois dessa hora, pagarao a por-
to dupla.
Carlas seguras para os Srs. : las mundo Augus-
to de Sn, Manocl l.uiz Goncalves Jnior, Gracilia-
no Octavio da Cruz Marlins, Jeronymo Melquades
Ferreira da Silva, Lcunardo Antones Mcia, Paulo
Jos de Mello Rodrigues Costa, Pedro Borges de Cer-
queira, Francisco Moreira Lima, Anlonio Monleiro
Moura Jnior, Antonio Joaquim Corroa de Araujo
JoAo Bernardo de MagalhAes, Agoslinho da Silva
\ launa, Manoel A. de l.ima Gordilho.
A mala que lem de r.ondiizir o brigue nacional
Feliz Destinou para o Rio de Janeiro, lechase ama-
nhAa, 22 do correnle, ao meo da.
'
Adores.
Os Srs. Bezerra.
Reis.
SebasliAo.
Costa.
Senna.
Mendes.
Monteiro.
.( Santa Rosa.
o Pereira.
a Alves.
o Pinta.
0 Rozendo.
A Sra. D. Amalia.
a Ursa I.
EDITAES.
O Mim. Sr. inspector da Ihesoiirara provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda fazer publico que un dia 2,'t de
Miembro prximo vindouru, peranle a junta da f.1-
zenda, se ha de arrematar a quem por menos lizer.a
obra dos reparos a tazer-se na casa destinada para
a cadeia na villa do Ouricurv, avahada cm 2:750?
reis.
Aarremalacao ser tolla na forma da tai provin-
cial n. :14:| de 15 la maio do correnle anno, e sob as
clausulas especiaos abaxo copiadas.
As pessoas que se prnpozerem a esta arremataban,
comparecam na sata dassrsses ila mesma junta'pe-
o meio dia, compelenlcmcnlc habilitadas.
E para enlistarse mandou all vai o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesoararia provincial de Pernam-
buco 13 de oulubro de I8i.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunclaciio
Clausulas e'peciaes para a arremalanio. '
1.a Todas as obras serlo taitas de conformidade
como oreamenta e planta aprese nlados a approvacao
do Exm. Sr. presidenta da provincia, na importan-
cia de 2:7505000 rs.
2.a As obras serAo principiadas no prazo de dou
mezes, c concluidas no de oilo mezes, ambos rolda-
dos de conformidade enm os arls. 111 e :12 da lei
provincial n.281i de 17 de maio de 1831.
:t. O p.mmenlo da importancia desla obra sei
reilo em urna s preslacAn ajuandn ellas esliverem
concluidas, que serao logo recehidas delinlvamente.
4. Para ludo o que nao esliver .tala minado as
prsenles clausulas seguir-se-ha o disposlo na reto-
rida le n. 286.
Contarme.() secretario,
Antonio Ferreira a".lununciacHo.
0 lllm. Sr. inspeclor da lliesouraria provincial,
em cumprimenlo do disposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 120, manda fazer publico para conhrri-
menlo dos rredores hypolherarios e qnaesquer inlc-
ressailos, que foi desapropriada a Jos Joaqtnm de
Freilas, urna casa do laipa sita na villa do Cabo, pe-
la quanlia de 80JJM0 rs., devendo o respectivo pro-
prielario serpa? da importancia .ta desapropriaeao
SOCIEDADE D.UIVICA ENPREZARIA.
12. RECITA DA ASSIGNATURA.
Sabbado, 31 de outubro da 1854.
Depois da ov.eaic.ta de nina escollii.la ouvertora,
la ,1 principio a reprcscnlacAo do milito applaudido
drama histrico em 5 aclos, intitulado
0 .AAl Fi!Ai.II) IIA1 AI.ATA EDI \.
Versonaqens.
Pedro Hernn!. ....
Arlhur de Maisay. .
Cm emigrado fraiicez. .
Andr, marinheiro da rcp.
Matlicus l.ouchard. .
O Parisiense marinheiro. .
O Champanhez.....
JoAo, marinheiro francez. .
Graindesel, grumete. .
O commandaitle da Medn/a.
O o da fragata ingleza.
Um ollirial inglez. 1 .
Genoveva, mai de Pedro. .
Mara, rapariga educada por
Pedro.......
Urna crianca.
Soldados da marnha nglcza, ollicaes, marinhei-
ro- francez.es, ollicaes ditos, ele.
O primeiro arln he passado na coberla de nma
frasata ingleza, linalisando o acto com um bello
combato naval.
0 segundo he passado junto ao estaleiro onde esl
a fragata Mednza, prxima a ir ao mar.
Oliceirii em um quarlo da eslalagem.
O quarlo a bordo da fragala Mcduza em viacem,
onde se tara o festejo da passagem ala linha. canlar-
se-hAo bellissimos coros, c haverA varios dansades
de caboclos, de marinheiros, de prelos, de diahos, e
um bello torelo dansado pelo dos da linha, (o Sr.
Monde- sua espoza (o Sr, Sania Rosa)o o engranado
Champanhez, (o Sr. Monleiro' finalisando o aclo
com a naufragio da fragata Meduza sobre um b-
eosle areia.
O quinto e ultimo aclo passa-sc no meio do oca-
no sobre urna jangada, onde se salvarn varios nu-
fragos da fragata Mcduza.
Os entre-acto- serAo preenrhidos com escolhidas
ouvcrluras. No lim do primeiro aclo para o segun-
do executar-se-baA Favorita; do tereciro para o
quarloGuilhcrmc Tell; c no lim do quarlo para
o quintaA Balalha de Almoslcr. fualisando o
di\ a lmenlo com o ullinio.acln do drama.
Pincipiar as 8 horas.
avisos martimos"
BIO DE JANEIRO.
Espera-se estes dous dias do AssiT a mui
veleira polaca Cndor, a <|ualdepois
de pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: para escravos e passageiros,
para o que tem e\cellentes commodos,
a tratar com Novaes & C., roa do, Trapi-
che n. 34,
Para Lisboa seguir breve a galera porlucueza
Margarida, de que he capitn Joo Ignacio de Me-
nezes, por ler maioria do seu rarrcgamealo promp-
la : quem na mesma quizcr carregarnu il de passa-
gem, para o que lem hons commodos, pode enlen-
der-se com os consiunalarins Amonm lrmos, ra
da Cruz n. .'t, ou com o sobrediln capilao na prara
do Commercio.
Venda de navio.
Vende-sc a escuna liollandc/a Anlje,
de milito boa e forte coustrticrao, do iote
de 9,1)00 arrobas peso bruto, p. in. o. m.
de priuaeia marcha, forrado di; cobre,
ainda quasi novo e com um inventario
completo para poder logo seguir qual-
quer viagem: os pretenclentes dirijam-se
aos consignatarios, rita do Trapiche 11.
l.
Para o Rio dt^Janeiro, salie no dia
i\ do corrente o brigue Feliz Destino,
O qual ainda pode recebir alguma carga
miuda epassageiros: para e.-se lira tra-
la-se na ra do Collegio p. 17 segundo
andar, com Manoel Francitcoda Silva Car-
rico.
Pai-a o Aracatv
seguc por estes dias o hiale nacional F.ialaciio ; pa-
ra o reato da carga e passageiros, Irala-ac ta na da.
Madre de lieos 11. 3i>.
Para a Baha segu em poneos .lias pnr Icr par-
le de sua carga prompla, a bem conbecida c velei-
ra sumaca Ilerlemia ; para o resto da carga c pas-
sageiros, para o que lem bous commodos, Irata-sc
com seu consignatario Domingos Alves Malhcus, na
ra da Cruz 11. .">i.
PARA MACEltV E PE.NEIK).
0 hiale Ligeiro, segu imprelcrivelnienta sabba-
do ->\ to correnle com a carga que liver: quem qui-
lercarregar ou ir de passagem dirija-*** ra do Vi-
gario n. .5.
Para o Porlo. segu viascm com muila hrevi-
dade o bergantn portuguez S. Manuel I, capilao'
Cartas I en eir Soares, quem no mcsino ajanar car-
regar ou ir de passagem, para o que tem cxcelleules
commodos, dirija-.c ao mesmo capilao 011 a seu con-
signatario Manocl Joaquim Ramos e Silva.
PARA A RAIMA.
Vai seguir com brevidade o hiate "For-
tunan, capilao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatario
Antonio de Almeida Gomes & C., na ra
do Trapiche n. 1C, segundo andar.
LEILO'ES.
11 aitenie Olivara faro leilo de um lindo cai-
ro lando, e de oulro 1 vceltanta e inanciru, ambos
bem construidos, para uso de familias respeilavris;
igualmente vender na mesma necasilo outros dous,
sendo um novo e oulro com pouco uso, de elegantes
c modernos goslos : segunda-feira, -3 do correnle,
as 11 horas da manhaa, na cocheira do Sr. Adolpho
Bouraeois, roa Nova.
Terca-feira, -JAdo carrele, as 10 Ij horas da
mauhAa, o agento Viclor far leudo no seu arma-
zem, ra da Cruz n. 25, de cxplendido fonimenlo de
obras de marcincria novas e usadas, de dictaremos
qualidades, relogios para parale, ditos para algibei-
ra, diversas obras de ouro, bem como Irancelins, cor-
renles etc., um o.irrinho com i rodas para menino,
ama excellenlc mesa elstica, e outros mullos objec-
tos, que estarn a mn.lrn no dia do leilao.
O agenta Oliveira tara leilao em um oO mais
lotos, a vonlade dos licuantes, por auloriacAo do
lllm. Sr. Ur.juiz.de direilo da primeira vara doci-
vel e do commercio, e a requerimenlo do procura-
dor fiscal da massa do fallido Anlonio da Costa Fer-
reira Estrella, de lodos os gneros, trastos e armaran
existentes na taberna da mesma massa, sita na ra
da Cadeia do Recito : terca-feira, 24 do corrento, as
IU horas em ponto, na indicada taberna.
AVISOS DIVERSOS.
? QUEM TOCA.
Por vezes se lem declarado que o pagamento da
snbsrripoao deslc Diario a 48000 por quarlel deve
ser feilo dentro de 15 dias de seu comeen, mas al-
guns senhores assignanles deixando de pagar em
lempo, querem depois faze-lo pelo referido preco,
allegando futilidades para se evadirem aos 500 rs.
Quem assigna um jornal deve olharpara as condcOes
da siibscnpcn, e se Ihe nao convm nao assige ;
mas retar o valor da asigoalnra para pagar quando
se quer, nem he regular, e alm di-so causa embara-
zo a empreza, que tem a necorrer a grandes des-
pezas com essa mdica paga; vista do espendio
espera-se que os Srs. assignaales que lem a pagar
sua assigualura queiram manda-las salisfazer, sem
mais oulra advertencia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da loteria
8. da cultura das amoreiras, extrahida
em 6 de outubro.
1 N. 2581. . . - . -0:I10II.S
1 4*92. .... .... 10:000,$.
1 1235. .... .... 4:000*
1 1552. .... . 2:000s
(i > 122, 1118, *065 ,
49.-)* , 5558 , 5673. 1:000s
10 104, 352, 82* ,
1850, 3023 , 4572 ,
4720 , 4754 , 5290 ,
5514. . . - OII.S
20 108, 225, 482,
120*, 1*20, 2420 ,
2474 , 3019, 3774 ,
5795, 5806 , 4018 ,
4115, +1*4, 4549 ,
4581 , 4627 , 4837 ,
510*. 5508. 200.S
60 23 , 98 ,119, 218,
502, 80* , 1115 ,
1 225 , 1*56 , 1585 ,
1880, 2039, 2042 ,
2200, 2213, 2266 ,
2558, 2558 , 2372 ,
2397 , 2*01 , 24*7 ,
2W0 , 2558 , 266* ,
270* , 5005 , 5027 ,
5279 , 5287 , 35*8 ,
5593 , 3453 , 5471 ,
5788 , 5850 , 3902 ,
3910, 5907 , 4041 ,
4058 4251 \ 4157 , 4227 ,
*3*7 , 4361 ,
4*55 , 4*73 , 46*5 ,
*771 , *89i , 4999 ,
50*1 , 506* , 5074,
5353 , .).),).) , 5651 ,
5875 , 590* . * a 100*
100 de. . *0.s
1800 de. . 208
2000 premios.
Saino nesta provincia a ortede I :,000g
no o. 4954, emuitasde*00s000,200.s000
e IOO5OOO, os possuidores podem vir re-
ceber os premios.
Pelo- Thames esperamos os novos bi-
llietes da loteria 63- da Santa Casa da Mi-
sericordia? que correu a 19 ou 20 do pre-
sente.
Perdeu-se um mollio de chaves pe-
cpienas, no caminho da ponte de Ucha
ate ao Poco ; quem as adiar leve-as a ra
do Trapiche n. 5, que recebera' lO.s'000
rs. de gratiicaciio.
Precisa-se de ron trabalhador de pa-
dana que eutenda de maceira e fornalha,
para 11 uia padaria no mato pouco distan-
te desta praca, com pouco servico, e da-se
bom ordenado: na ra Nova p. 10, se di-
r' quem precisa.
J0S0 da Silva Velloso, subdito porluguei, reti-
ra-se para fra da provincia. .
Ha das cartas para os Srs. Jeronymo de Al-
liuqucrquc Mello e Anlonio Ratmuado de Mello,
na ra da Cadeia do Recito 11. 4 : roga-se aos mes-
mos Srs. ou seus correspondentes nesla orar* a bon-
dade de mandar botca-tas.
Francisco da Rocha Miranda, do Rio de Janei-
ro, roga aus ardores da rasa fallida de ello ri Ir-
111.10, deque elle he administrador, queiram man-
dar suas cmlas documentadas para serem verificados
seus crditos, habilitando naquella cidade pessoas
que es representam : da mesma forma sao rogados
os devedores aquella rasa, para mandarem salisfazer
seus debitas ao referido administrador.
Precisa se de urna mulher para lodo servico de
urna casa ; a tratar no Poco da Panella com o alto-
res Manocl Fernandes de Albuqnerque Mello.
D. Maris Eugenia Vai, porlugueza, retira-so.
para fra do imperio.
Para exames em marro
9 Manoel Cassiano de Oliveira 'l.edo lem
aberla urna aula particular de acomelria, 9
das S as (i horas da tarde ; e recebe alumnos <*
ate o I. de nuvemlirn : Irala-se no pateo do 9
St Paraizo, segundo andar, junto a icreja. it
tga sKesegi
ATTENCAO'.
Hoga-sc encarecidamente ao Sr. fiscal da fregue-
zia de S. Vi. Pedro (onralve, que deile soaa vistas
para a ni dos Tanoeiros, alim de observar as casas
da mesma, que fazenf despejos conlinnadamenle,
derramando ourins da janella a baixn das 9 horas
da noite em dianle, o que muilo iucommoda a visi-
nlianc.i ; e como islo seja urna das posturas da ca-
mura, faz-se muilo preciso que o Sr. fiscal lome em
-ran le eunsiderac.in, impendo grave pena aos in-
fractores porcalbOes, alim de verse melbnramos des-
lc mal.O inimigo de semelhanle cheiro.
5s*3*K3:33&88>
Um novo medicamento para febre
amarella.
V- Conalando-me que reina presentemente na
a villa do liranja do Cear a tabre amarella, of- 2
jg tareco as pessoas inlercssad.-s pela serte dos S
g habilanles daquclle lugar um medicameiilo 5
2 que lem dado mu bons resullados nesla epi- 5
J deinia. resultados sempre constanlcs em lodos *
os rasos n que elle lem sido administrado: S
O da lo-hei graluilamcnlc na esperanca de re- S6
9 relier das pessoas que arnlherem o meu olta- 9
K rccimenlo, minucinsas ntarmacoes de ludo @
W que se passar enm o uso do -medicamento. &
** Venda-grande 18 de oulubro de 1851.
8 Manoel de Siqueira Cacalcant. 0
?fl|t:99iWt? Exrellcnles cavallns de aluguel, na nova ca-
vallarice. Iravessa da ra Bella ; c sobre ludoo com-
modo preco, que muilo agradar aos frecuezes.
Roga-se por favor ao Sr. Joao Vieira l.ima,
passascuo do hiale *Fdi* Ueslino, vindo de C.ania-
racbe, quequeira mudar 011 alterar o seu sobre-no-
nie cm razo de complicaco ou duvidas com oabai-
snassisnado do mesmo nome de que usa nesla cida-
de aonde reside ha -IU c lanos aunos, movendo Iran-
sacees de monta, lano no paiz como nos paizes
cslrangeirns, e assim be-lhe impossvel poder o mes-
mo assim complicado fazer mudanra.
Joo l eir Lima.
ATTENCAO".
O dono itaarmazcm 11. I(i declara, que o ronvile
feilo a certas senhores Domingos unes Ferreira e
oulros, nns Diarios de 19 e -JO do rorrele, para
comparcrercm no mesmn armazcm, nao be por di
vida em que eslejam obrigados os meamos convida-
dos, mas sim para o servico da suarda nacional.
SITIO PARA AI.LI.AR.
Em consequencia de seu propriclario ler de rcli-
rar-c para seu engenho, aluza seu siloCajiiciro, si-
lo na Passagem da Magdalena, com bstanle oilcn-
sao de terreno c bem plantado, um srande viveirn e
muilo bom banho ; assim como maja \\ casas dentro
do mesmo sillo, todas com commodos para grande '
familia ; ludo se aluga por anno 00 por tasta : Ira-
la-se no mesmo silio, 011 na ra do Crespo, taja de
lleniar.liiio Maia da Silva.
Alnga-se para pasan a tasla urna casa no lugar
da Torre, a qual tem duas janellas e urna porta na
frente e janell.is no oililo (odas envidracadas, lem a
salas, i quarlos, dispensa, rozinha tara e um copiar,
lira perlo du banho e he na estrada : quem a pre-
lender. dirja-se ao sobrado da ra de Sania Thrreza,
que achata rmn quem tratar.
1 *a
1.
___


.
DIARIO DE PERMNBUtO StBADO 21 Dt OUTUBRO DE 1854
Quem precisar de um bnm l'eitur |iara um i-
lio. do qual enlemle muilo por ja ter ealudo ein um
t anuos. Ii,ij.i de anuunciar.
LOTEKIA UA MATRIZ DE S. JOS
Corre imbbita vclmeutc na sexta-feira,
27 de oiilubr.
lo* 10:11009000, i:(HH)jMXX, 1:00091)00.
II raulelisia Salustiauo de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel putiliro, que os seus liilliclcs e raule-
la< n,i oltrelll ti descoulo de 8 ', do imposto garal
nos Ir* primciros grandes premios. Ella esto ct-
poslos.i venda as toja* Ja coiih i1 las-do respeilavtl
puhliro.
1(3000
59500
8*800
I9VKI
13-100
700
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUADO COLLEGIO 1 ADAH 25.
O lir. l. A. I.oIk> Mosco/o ila consultos homeopalhicas lonn, os das aos pobres *'- um da
j iranliaa ale o meio d.a, e cm caso extraordinario, a qualquer l.ora do dia ou noile. '
erece-se igualmente para pralicar qualquer operado do rirurgia, e acudir promptamenlc a qual-
".2 ?!5i __ucJ'*r,n' e_5uascircd"i!'li'"'.-ia9 nao permitlam pagar ao medico.
Billielcs
Meios
Quartos
< lila\ n-
Decimos
Vigsimos
Arrenda-se o
Camevou, -iliiailo
IO:(IOOSOOO
5:000t000
2:5009000
1:2509001l
1:0009000
500000
I vende-se o oneenlio Birrade
na beira do rio (laa. moenle e
qoer mu
so ottsmom do dr. p. a. lobo hoscozo.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. (i. H. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo. nualro
volumes encadernados cm dous : ,
I..1..1.. .i- : ____.._. ... *.*.""'.......
correle, rom safra para mil pies de a-mar, sendo
melade ou mais de fazenda ; nunca falta agua, pois
inoe com o mesiu rio Camevou. Ksse engenho tem
eicellcnles Ierras, as quaes se pode anda levantar
nutro, lem mullas mallas virgen*, e est collocado
ein urna estrada real, oude passam al boiadas : a
tratar no mencionado engenlio, termo do Bonito,con-
seu prnprielario.
Precisa-se aluzar urna ama para casa de pou-
ca Tamilia: na ra do llospiccio n. II.
Aluga-se animal ou por testa, lima
propriedade de pe-ira e cal com comnio-
des suflicientes para qualquer familia, no
lugar do Poco da Panella, contigua ao ex-
eollegio de S. Boaventnra: a tratar na
I iludirn do Idimi ns. (i, 8 C 10 com O
caixeiroda mesma.
Urna pessoa que se acha babililada para ensi-
llar geopraphia rhelorica. c gramtica poilugueza,
ou mesmo lalim, oflerece-se para o mesmo fin
qiicm de seu presumo se quizer ulilisar, dirija-se
a ra do I.mmenlo n. I, I. andar.
No hule I de Europa da roa da Aurora manilap
para fora almocos c janlares, tncnsalmenle, por pre-
i commodo.
I .a vae e engomma-se com toda a perfeiclo e
.11 rio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Precisa-se de una ama que saiba cozinbar e
azer lodo inais servico de una casa : no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Na ra do Crespo, loja n. 12, muilo se desoja
Tallar com os Si-, abano mencionados: Belisardo
Adolplio Percira dos Santos. Bernardo Jos Lopes,
Jos Francisco Pereira Fein, Ignacio Nevcsde Arau-
|o, Jos Joaquim de Varia Ferreira, Antonio Jo.-c
do Monte, Pedro de Moraes Carneiro da Cuuha, Jo-
s Camello de Vascoucellos, I .mu enco Bezerra Ma-
riiiho Falco, Antonio Pereira de Mello, c Jos Ma-
ra de Sonza Kaogel.
Os abaiso assignados declaram que valor nc-
nliiini tem, pelassuas partes, una procurarlo bas-
taule, que em seu poder lem o Sr. Domingos Gomes
de Piulio, morador cm Porto do Calvo, cm virtude
desle Sr. se ter apossado da dita procuradlo para os
lins de salisfazer sua raiva ; c como se tenba llega-
do de a entregar, os annuncianles para diminuircm
sua firma, ofazem por meio desla Tulla.Rodrigues
& Lima.
Quem annuncinu quprer comprar o lerrciro
velme do Repertorio das OrdenacAes do Reino,
procure na ra do Kaugel u. 21 a qualquer hora do
dia; ese vendem uutros livros como l.inbas de Pe-
teira e Smi/.a, em muilo bom estado, e oulros livros
de oulros autores, um diccionario de medicina e de
rirurgia, esses nao estao em tilo bom estado.
Precisa-se de um caixeiro ; na ra Direita n.
24, padana.
Precisa-se de nina ama de Icile Torra ou capti-
va, que o leile seja bom : no Passeio, loja n. 9.
Alugam-so.para pasar-sca Tcsta,duascaas no-
vas, pintadas e caiadas. no lugar da Malla da Torre,
rom commodos para Tamilia, por preco commudo :
delraz da matriz da Boa-Vista n. 13.
Pede-se a Ilustre companhia do en-
canamento das aguas, queira sabir do
rnesquiilio circulo de vender agua nos
chalarizes, alongando-o ao ollerecer ba-
nhosfrios os habitantes destacapital,(pie
carece dellescomo de carne e farinha.
O vigia da sade.
MkSJVWI
a mais imporlanle de lorias as que Iralam da liomcopalliia, atareis a lodos os medico* que
nn>snnf" i?..P,^!e."",i""00,"!,",,e 1,li"'"cm"",fep"r f prur,r0S se ""veccren, da verdarieda
mesma interessa a i lodosos senhores de cugeulio e Tazp.idciros que estoo longe dos reculos dos mdi-
cos : micressa a lodosos catiilaes de navio, que nao poden deixar urna vez ou outra d ter precisa de
acudir a qualquer mcommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a lodos os chele* de familia ene
LC.'rj ".'i'' qUe ",m Sempre P,lem 5er Prevc"io9. su "brigados a prestar socorros a qualquer
Esta obra,
vade-mecum do liomcopalha ou lraduco,.lo do Dr. Ilering, obra igualmente ulil
dediram ao estudo da liomeopalbia um volume grande
s pessoas que se
85000
IJOOO
05000
4.551 NX)
.505000
609000
1009000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pliarmacia, etc., etc.': obra'indis-
pensavel as pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina.....
Urna carleira de 24 mbos grandes de linissimo cliristal com o manual do Dr. Jahr e o dinio-
nario dos lermos de medicina, ele, ele........
Dita de 36 com os mesnios livros............
Dita de 48 com os ditos. ,........",]
iv. C?d,'"i,r,"'ri1 lie acompanhada de dous frascos de tinturas indispensveis, a e'-cuilia'
Dila de <>0 111 los com ditos............. '
Dita de 144 com ditos.............".'.'.........
Eslas silo acompanhadas de 6 vldros de tinturas i esrolha.'
da, eirWSffi nTe'nSt'3'" **"*" *** ** ^n*"10 de 10800 "- *"'-"""
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira .... ^-.,u,
Dilas de 48 ditos ......................... ,2522
Tubos grandes avulsos.......... .'.'.'.'........ ll
Vid ros de meia Mfi de tintura........'.'.'.!!!...... -'SKKI
Som verdadeiros e bem preparados medicamentos nao s pode d'ar'um paso seguro'na pral.a da
2:':,'iL7'0Tl," JS f al-elecimenlo se lisongeia do le-lo mais bem monladopo s I e
iiinguem duwda boje da supenondade dos seus inedicameulos
yWreaca ha sempre venda grande numero de tubos de rrytlal de diversos lamanlu, e
mod 'tualquer encommenda de mcdieamcnlos com toda a brevidade e por precos muilo com-
Vcnde-se um pequeo silio lodobem plantado,. FAZENDAS BaHATAS.
e por prcni couimoiio, silo 110. Afolados: a fallar Veudcm-se chitas finas, He cures lisas, padries
na refiaai.ao da mesma povoarSa, que achifri com j calos e cacaras a 140. 160, 180 e 200 rs. o covado,
dila Traiircza muilo larga a 280 o covado, nscado
largo Trance/, a 240 o covado, chita finas de barra a
25100 c :t*200 o corte, cambraias alienas cor de rosa
c azul a 35000 o corle, cassas rotas a 320 a vara,
i.i.i/inlias para vestidos em cortes de 15 covados a
49500, las escocezas para vestidos a 500 c 600 rs. o
para 7 an- covado. vestidos de cambraiu com barra e habados a
muilo aalanlc, I necro de nacilo. velas de car- 3. 4, e ."0000, lil bordado a I5OOO a vara, lencos
naulia millarada a ',1500o a arroba, cal vlrgem em [ grandes de seda a I56OO. chales de casa a 19140,
narris ; na ra da Senzala \clha n. 70. segundo ditos de laa eseda a 28000 c 2-5100, e oulras fazen-
andar, se dia quem veml
quem iialu.
-Na loja ilo antigo baralciro da rila do Crespo
n. II, vndese geometra do Lacrois cm porluguez
e cm francez, algebra i-m norlagoex c cm fraiicez,
gcomelria de Eudidcs e poclira de Horacio.
, ,. -" .-" .....J. i
lal
mis
> ,..< ..a nuu IIIO C |^w.i. a --^ 1iki1.11 IV,
Vendem-se 2 mualas com habilidades, 1 n
ilinbo com 6 anuos. 1 crionlinha ruin 6 para 7 1
No hotel de Europa da ra da Aurora lem
comidas^ bous peliscos a toda a hora, per preco
muilo razoavel.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal doLimoeiro, baja de mandar pa- ,e da pri
gar a assignaltira do Diariode Pernam- .Dla.s..t.'a r
buco, para a mesma cmara, epte se
acha em grandeatrazo de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ. 2
(H Paulo Gaignout, estabelecido na ra larca C*
gj du Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 9
m tes com gencivas arlificiaes, e dentadura com- b
e
clironicas, 4 vo-
. 209000
. i.-s.'in
. 79(KK)
. 69OOO
I69OOO
69OOO
89000
165000
IO5OOO
85OOO
75OOO
65OOO
45000
IO5OOO
SO^XW
Francisco Lucft Ferreira, com co-
ebeira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cunar,* e abi en-
(X>ntraro tudo com aceto, segundo dis-
p"ie_o regulamento do cemiterio.
(jravam-se c douram-se cm pedra mar-
more titules para sepultura com o emble-
ma mortal, ou sem elle ; quem precisar,
dirija-se ao paleo do Hospital do Paraizo
n. 10, loja de carros fnebres doSr. Lucas.
Procura-se saber quem sao os procuradores, no
correspondentes nesla praca dos Srs. Joio Leile Fer-
reira, Joiio Rodrigues dos Santos Franca Leile, am-
bos moradores em Piane, da provincia do Cear ;
Jos Cesar Muoiz. Falco, Joao Cnvalcanli de Albu-
pierque Mello, do encenho Arasuarv, escu maito
Anlonio Brasilino de llmlamla Civalcauli, Filippc
Jos de Miranda, de Boni-Jardim ; Pedro de Mello
c Silva, do engenho Mcirim, em Pedras de F'ogo; e
de qualquer dos herdeiros de J0S0 Anlonio de Mou-
ra, do engenho Terra-Nova, em Nazarclh, para se
Ibes communicar negocios que devem interessar sa-
ber ; porlanto s3o rogados a declararem suas mora-
das para serem procurados, ou diricirem-sc i ra
da Cadeia n. 10.
POS GALVNICOS 2
PARA PRATEAR. f
Na ra do Gollegio n. 1. ^
(Juem tiver objeclns praleados e que le-
Imrt nanliiln *.*, ......... i.... ..*!.. .1 .. "
i
TI
^j nliam perdido a cor argntea, estando por
^ isso indecentes ou inulilUados, lem esles pcis 2
^ um encllente restaurador, conservando-os
fl* sempre como novos, e sendo o processo para 8
IS usar delles o mais simples : nada mais do que i
estregar com um panno de linhu molhado
C* em agua friae passadonjs mesmos [mis. lima 3i
09 caiiinha, contendo quinlidde sullicicnle Jjf
C-iv pura pralcar 40 palmos qoatjr'ados, cusa a t
f" mdica qoanlia de I9OOO, adompanhada de ^
il'im impresso. fj
Na ra das Crnzes n. 40, lahsrna do Campos
ha porreo de bichas hamhurguexas das mclliorcs que
ha no mercado, que se vende em porrees e a rclalho,
e tambem se alugam.
i
i
i
m
1
Homceopathia.
CLNICA especial das mo-
lestias NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia 011 gota co-
ral, rheumalismo, gola, paraU-
sia, defeitos da falla, do ouvido e
closolhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, ei>cbaque<-a,
dores e tudo mais que o povo co- t
nliece pelo nome genrico dencr- (A
voso- 9
As molestias nervosas requerem muilas ve- "j'
zes, alcm dos mediraureiilos, o emprego de (f
oulros meios, que despcrlem ou abalam a fi.
sensibilidade. Esles meios possno en ac- 9
ca, e os 111.nl,11 a disposirao do publico. 4h
Consultas lodos os dial "(de erara para os ,*a
pobres), desde s !l horas da manhaa. ale *3
as duas da larde. tk
Asconiullasevisilas.qiianiloniin poderem )%!
ser felas |wr mim, o temo por um medico <5>)
ile minlia maiorennfianca: na de S. Fran- fi
cisco (Mnndn-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino T&
Olegario Ludgero 1'inlw. (fj
No da >\ do corrate, na casa das audiencia
perante o lllm. Sr. Dr. jniz de dircilo da primeira
vara do civel, lem de ser arrematados os obieclos
que etistem na loja de calcado da ra da Penha n
.. coi.sislindo em couros, armacno e algumas obras
Teitas, penliorados a A ntooio Jo- de Freitas Gnima-
riles pelos alugueis. a requcrinicnlodos herdeiros do
tinado Caelano de Carvallo Raposo.
Aluga-se urna boa rasa de pedra e cal. com
baslaules commodos para se passar a festa. no Ca-
changa a margem do rio : a (ralar na ra do Cano
11. M.
PRECISA SE d> una ama aue saina cozinhar
e eugommar bem, e que ludia boa conduela ; ni
ra Direita n. 100, segundo andar.
pela, ou parte della, com a presso do ar.
9 Tambem tem para vender agua dentfrico do
9 Dr. Pierre, e pii para denles. Rna larga do
*j Rosario n. 36 segundo andar.
aj$s@33s sesea @
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
. Oflerece-se um mojo porluguez, de 16 a 17
annoa de idade. para qualquer negocio; quem o
pretender, dirija-se i roa da Praia n. 33.
Curam-se prelos .lenles de bobas e frialdadc :
na roa da ConccijSo n. 1.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, prolessor jubilado de gramnia-
ttca latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maioressacrificios,
e, emquanton5oi\ar sua residencia, que
devera' ser 110 centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirjam-se a
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de liomeopalbia mefranrez, obras
lorias de summa importancia :
llahnemanii, halado das molestias
lumes..........
Tesle, rroleslias ilos meninos.....
Herine. hotneopalliia domestica.....
Jahr, pharmacopcahomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da liomeopalbia, 2 volumes
ll.ii Ilumino, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medir bomeopalhica. .
e Favollc. doulrina medica bomeopalhica
Clnica de Slaoneli..... .
CaMinc, verdade da liomeopalbia. .
Diccionario de Nvslen.......
Altlas rompido de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descriprao
de todas as parles do corpo humano ,
vedem-se lodos esles livros no consultorio hmeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro sudar.
A casa de arcrirflo mudou-sc para o palco do
Terco n. 16, aonde serSo despachados os senhores
que liveremde afertr os pesos c medidas dos eslabe-
lecimeiilos com aromplido, e faz ver aos senhore*
qoe sao acoslumados a aferir cm seus estabeleci-
menlus.que o anligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do correle, e linda-se no ultimo dede-
zembrodo correle anuo. _
Os senbores proprietarios erendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, e(|uizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racoes a livraria n. Ce 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servico de boiiein
vo mualo com muila pralica desse ofticio. Na na
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. LourcncaaTrigo de l.oureiro.
Traspassa-sc o arrendamcnlo da casa n. 60 d..
aterro da Boa-> isla, com arm.ic.lo para qualquer es-
tabclecimenlo. commodos para grande familia, e
quintal cdni 2 pocos e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciiiha djlivramento lem urna caria na livraria ns.
h e o da praja da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n- 15, lia muito superior potassa da Rut-
lia e americana, ecal virgem, ebegada lia
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. AdolphoManocl Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. (i e 8, a nego-
cio que Hit* diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. 1 i
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tlio boi-da-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidiio e preco com-
modo.
Precisa-se de urna pessoa que saiba trabalhar
cm carrosas, paga-se bcm.e mesmo se recebe algiim
estrato que dsso enlcuda : na ra da Conrordia.
porlo do Poiicinho, armazcm de maleriaes e carro-
cas, junio a taberna de Jos Domingucs.
Prccisa-sc de um forueiro para urna padara :
no paleo da Sania Cruz n. 06.
AO PUBLICO.
No dia Ifl de oulobro desle auno, indo um alfaia-
le comprar 3 covados c !, de sarja de lAa. na ra do
Crespo, aconleccii fallar-lhe 110 pagamento um cru-
zado, lendo elle dado para isso 6 patacas ; vollando
casa, e Irazendo o restante, eis que diz-lhe o lo-
gisla qoe all nao liuha havido scmellianle necucio.
Que lal !
Precisa-se alugar um rozinheiroou cozinlicira;
na ra do Quciiuadu n. 51, loja de Cuimar.les .V A-
sevedo.
Pcrdcii-se ao anoilccer do dia 15 do corrpnle.
desde a ra Nova ale o principio do alerro da Boa-
Bista, urna pequea pulreira de cabello, encasillada
de ouro : qaem a livor adiado queira leva-la ao mes-
mo aterro da Boa-Visla, segundo andar do sobrado
n. 6, que ser recompensido.
Precisa-se de una ama com bom e bstanle lei-
le, que possa manipular a urna enanca por lempudc
11 m auno : na ra Nova 11. SO, see.....lo andar.
1 NO CONSULTORIO
DO DR. CASA.NOVA.
RLA DAS CRL7.ES N. 2K,
ng roiitiniia-se vender carteiras de homenpa-
S "lia de 12 lubos (grandes, medianos e peque-
m nos) de 24, de.'Mi, de 18, de 60, de 96. de 120,
gM de li, de IS0alc:i80, por piceosrazoaveis,
03 desde 5)000 ale 200^X10.
5} Elementos de hoineopalbia, i vola. 65OOO
g Tinturas a csrolhcr (cnlrc ISO qoali-
Kk dades, cada vidro |-(HKi
}, Tubos avulsos a escolha a 500 e 300
O tbesoureiro das loteras da provin-
cia, faz constar que sexta-feita 27 do cor-
ren te. correm as rodas da primeira par-
imeira loteiia a benecio das
matriz de S. Jos, e o restante
dos bilbetes esta' a venda nos lugares ja'
anrninciados.Recife 19 do outubro de
18."i.Francisco Antonio de Olivara.
Pieco ilus bi I leles :
Inteiros. IO.s'000
Meios. 5$000
Leitura repentina por Castillio.
Esl aberta no palacete da ra da Praia. a escola
por este excedente methodo, nelle acharan os pais
de fcmilia um promplo expediente para corlar o vi-
sio que lem lodos os meninos de comerem a con-
coaulcs linacs das palavra-, O feriado cm lusar das
quinlas-feiras henossabbados. O professor d gra-
luilamenle pedras, livros, e ludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lijcs das 7 as U horas da
uoile, para as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios.
AO 1-IMICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Gollegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais bai.xos do que emoi-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, afiiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combipacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano dcste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
tmztmem wwmmmuwKM
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
-Ka ra do Crespo, loja da esquina que vo ta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno do linda, lisas
c adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se llie preci-
sa fallar a negocio.
Passeio e lianln 1.
Arlia-se promplo o hotel e jogo da bola na povoa-
cSo do Cacbang, com commodos-parase passar das
e nuiles, aprompla-se com todo assciotoda ic qual-
quer cumida, e ainda existem quarlos para alugar-se;
o banlio dista da casa 3 biacas. *
Dpsapparrceu na larde do dia lerra-feira 17 do
corrente, urna prela crioula de nome Momea, cor
fula, altura regular, secca do corpo, feicocs fcias, lc-
vou vestido de chita encarnada com palmas miudas,
camisa de algodSozinho c panno da Coslh azul com
mtame bravo, conduzio um balaio e um sacco bran-
ro rom algum diulieiro de robre : queiu .1 pegar 011
souber Alicias della, leve-a i ra de S. Rila, sobra-
do de 11111 andar 11. 85, que ser recompensado de
cu Irabalho.
Deseja-se fallar a negociosde inleressc, na uar
da Cadeia do Recifq, n. 54, ao Sr. Vicente Ferreira
da Cusa Miranda, morador no Cachang, Francisco
LoRz Viriles, de Olinda, Anlonio Nimios de Mello, de
Olinda. Manuel Cavalcanli de Albuqucrquc e Mello,
de'Olinda ou Agua-frM.
-------------s_
COMPRAS.
Oirerecc-c urna pessoa para administrador ou
reitur de engenho, ou mesmo para algum sitio ; sus
tonga e-pirieucia o habilita para bem desempenbar
esse lugar: na ruado Amorim a. 48, esrriplorio de
I aula Sanios, se dir quem he.
Na ra da Cadeia do Recilc, loja 11.5,
arla para o Sr. Francisco Xavier da Fuus
Compra-se prata brasilcira ou hespnnhola : na
ra da Cadeia do Herife 11. 5*, loja.
^a ra. do Trapiche armazem n.
08 do Si. Miguel Carneiro, continua-sea
comprar pataedesbespanboes.
_ Compram-se dous ornamentos de basto, um
roxo e verde, outro branen e enramado, 2 missacs e
2 calix. ludo que esleja em bom eslado : na ca-a do
sacrislAo da ordem lerceira de S. Francisco.
Compram-se duas venesianas ainda momo
com algum us : na ra Direita, taberna de Joa-
quim Antones da Silva.
Compra-se um cavaoj eusinado e coslumado
a cabriole!, que seja bstanle forte : a tratar com
Anlonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, na ra do
Collegio n. 21, segundo andar.
Na ra do Collegio 11. 3. primeiro andar, com-
pra-se o 3. yol. do Repertorio das Ordcnacocs, o 2.
vol.doMaria Hespanhola, cian do Porlo, o 2.
vo!. dos I.usiadas, edie.au do Riu de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
lilo Elyrio, edicao de Lisboa, 2. vol. dos Incas,
7. e 8, vols das Memorias do Diabu, 1. e i. vols de
D. Ouixole de la Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e 3.
dos Desposados por W. Scoll.
"vendas
Vende-se
cari
linlio.
tem mu
Misera Cou-
uuie casa terrea na ra
Imperial, com chaos proprios, livreedcs-
embaracada.com grande quintal e por
pre^Ocommodo: trata-se na ra da Penha
loja d calcado n. 29.
Vende-se cimento romano em barri-
cas e as tinas: atrazdo iheatro, armazem
de tuboas de pinho.
SALSA PARRILHA DO PARA'.
Chegada de fresco ede milito boa qua-
lidade, vende-se em casa de Antonio de
Almeda Gomes A C-, ra do Trapiche n.
1(5, segundo andar.
GENEBRA EM FRASQUEIRAS.
Da mais superior aualidade que existe
no mercado, vinda. da llollanda, e por
precos commodos f vende-w na
Trapichen. 10, segundo andar.
Vcudc-sc mcl de urupii, a mellur abelhn que
ha, lirado ha 5 dias dos corlicos. por prejo romiuodo
c razoavel cada garrafa : cm Olinda, ra do Vara-
douro. taberna do Sr. Coclbo.
Vcndem-so 10 Irares de escolhida qualidade,
de 45 palmos ; no armazem da ra da Praia 11. 1(.
Na rna da Cuia. coebeira de Pereira, vnde-
se o melbor dos cavalb.s, chegailo i-m pagamento de
400?WNI.
CANSOS-,.
\ eude-se um casal de gansos, por prern raiuiuu-
do ; na ra do Colovello 11. |0>).
HLNIRRE U \ E SEDA
DEQLADROSA Il.sCiOO!!!
Dnheiro a'visla.
Com o nome gracioso de M'lpomrne, ehesnu pelo
vapor viudo ullimamenle da Europa, nina fazenda
de seda e laa de quadros que lem qnasi una vara de
larcura, e que pelo seu hrillio parcre ser de velludo
de rores, propria (ira vestidos de seiihuras, pelo ba-
rato preco ,io 19:1000 covado!!! dao-se as amos-
tras rom pcubores : na 111.1 do (Jiirimado n. 17,
loja.
Vcnde-se urna ranea aberta de 800 a 900 lij-
los, bem construida ; na Iravcssi do Lima, na ra
Imperial, a Iralar com o mesmo Lima.
Vcnde-se urna iiegrinlia de. anuos, muilo es-
perla, um mulalinbn de 7 auno, um prclo muito
moco, um dilo de meia idade. uina negra de 18 an-
uos por muilo barata preco por ler lido alguna bi-
chos nos ps ; na ra dos Quarleis n. 21.
Um cabriolet.
Vende-se um cabriolel de 4 rodas, cm muilo bom
oslado, e rom os compclenles arreios para um ca-
vallo ; quem o pretender, cnlenda-se com o Sr. Ig-
nacio, na cocheira defronle do lliealro de S. Fran-
cisco, aonde existe dilo cabriolel.
Cemento romano.
Vcnde-se cemento romano, dwsado prximamen-
te de Hamburgn. sendo ein barricas de 12 arrobas,
c as maiores que ha no mercado.
Vendc-sc ama bonita muala com habilidades;
na ra do Rauarl 11. 81, taberna.
Na ra da Cadeia de Sanio Anloniu rnufronla
o thealro velho. loja de corrieiron. 3, vende-se du-
zia c meia de laboasde pinlio, por preco commodo.
PARA A FESTA. '
Vendem-se eiirlcs de seda de quadros rom 17 co-
vados a I85OOO, vestidos de cambraia de seda com 2
habados, de goslo moderno HjOOO, ramhraias trans-
parentes de bonitos c delicados desodlos a I9OOO a
vara, Kimonas de rclroz bordadas, de difTerentes
qualidades e precos, dilas de lil a 31000, raputinhos
de cambraia a .">000, Manteletes c capolinhos de
seda pretos e de cores a 10 e 123001) rs., rhales de
seda muilo grandes a 169000, chapeos de seda e
b onde para senlioras a IB c 180000, ditos para me-
nino* e meninas do melbor costo que lem appare-
cido a e 108000, luvas de seda de lodas as tures a
15600, eoulras fazendas de cuslu e.proprias para a
fesla ; na ra Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz Pereira
& Filho.
JAPONAS E JAQUETAS DE RAETA'O.
Vende-se por preco commodo, na loja
n. 2G da ra da Cadeia do Recife, esqui-
na do becco largo.
SACCAS COM FARINHA.
Na loja 11. 2(i da ra da Cadeia, esqui-
na do becco largo, vendem-se saccas com
superior farinha da tena, por menos
pirco do pie em outra qualquer parte.
Vende-se ou arrenda-se um dos dous engenhos,
Tellia c Brilhaule, pe rio da prara, pois san situa-
dos 110 termo de Serinbacm, com proporres para
grandes safras, para o que lem eicellenlesvarzeas,
muilo boas maltas, amia muilo boa, Ierras mui pro-
ductivas, limitando um romo outro |ier(o do embar-
que legua c meia, moenles c lorenles, um com agaa
oulro com animaes : ambos completos de lodo o ne-
cessario para funecionarem, com boas obras, e um
delles rompidamente novo Tambem permula-se
por algum sitio perto da prara : quem o pretender,
dirija-se ao engenho Telha, residencia do seu pro-
priclario, 011 nesla jraca ao Dr. Joao V. da Silva
Cosa, no largo do Paraizo, sobrado da esquinada ra
da Roila.
Vende-se um rico vinlao de chaves de jacaran-
do rom sua coropeleiile caixa, marrhetadode madre-
perola e marfin, obra muilo delicada, alm do bar-
moiiioso som que d ao ctperimenlar-se, vcnde-se
por precn commodo : quem o pretender, dirija-se a
ra dos Marlvrios ri. 11, que l se dir quem vende.
Vende-se urna negrinha de 10 anuos de idade,
ede bonila figura ; na ra Direila n. 82.
_ Vende-se urna ptima escrava mora, sendo pe-
rita engommadeira e soO'rivel cozinheira e lavadci-
ra, a qual nao lem vicio nem achaque : na ra de
llortas n. 60.
Vende-sc a Rccreacao philosophira cm 10 volu-
mes: na ra Nova 11. 16.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 JJ, con-
tinua a ter superior potassa da Russta e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregueses.
Vende-se, permuta-te ou arrenda-
se o sitio das Roseiras, do majo* Joaquim
Elias de" Mottra, defronte da capella do
Rosarinho com casa de sobrado no-
va, senzalla, cocheira, estribara para
tres cavallos, quarto para feitor. etc., e\-
celleate e grande horta, grande cercado
com matta dentro, immensas bakas ga-
ra capim, muito bous arvoredos de fruo
tos de militas qualidades, novo parreiral
com muitas uvas, vendem-se tambem
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as que existem no engenho Santa Anua,
noviUajre e garrotes, vende-se igualmen-
te toda a mnliilia, louca, vdros e tudo o
mais que bou ver de movis na mesma ca-
a, assim como um bom cavallo de estri-
bara : quemo pretender dirija-se ao mes-
mo sitio, que avista de ludo, tratara' com
O, mesmo dono.
Na nova] padara do alerro dos Afosados n.
17J, confronte a Tabrica de sabao, vende-se bolacha
fina feila por machiua.quc se torna reco.-nmendavcl
para casas particulares por serem superiores ao me-
lbor pao, e lamhcm holat binlias Napolen muilo sa-
lioro-as,-propria- para aprcsenl.ir com cha, pur preco
commodo.
MADAPOI.AO COM AVARIA,
a 3|000 e 39JO0 rs. a peca.
Vendase na ra do Queimado, loja n. 17 ao p
da linlua, urna porejo de madapolcs largos com to-
que de avaha pelo barato preco de 39000 e 390U
cada peca.
Com toque de avarin.
.Madapoln muilo largo a .I9OOO e 33300 a peca :
na ra du Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadeia.
Vendem-se .lescravo, sendo 1 linda negrinha
de idade 2U anuos, engomma, cose e rozinha, 1 prc-
lo de meia idade, cozinbeiro. 2ditos de lodo seri-
ro, e I dilo bom carreiro ; na ra Direila n. 3.
VENDE-SE.
Cobre emfolha de 20 at 28 micas.
Eslanbo em verguinhas.
Chumbo em barras peqiteninas de I li-
bras
Champagne, marca A & C.
Vinho do lheno das. qualidades mais
apreciadas, em eaixas de lima duzia.
Ca vinotes e armas de logo em geral.
Lonas, e brins de vella.
Arreios, lainpeesc chicotes para carro e
cabriolet.
Graixa ingleza de vernz para arreios.
Esporas de ac (ino, plateadas.
E para feixar urna conta:
vcnde-se por o maior pirco que der, cer-
ca de 600 formas de lolha de Ierro pinta-
das, proprio para fabrica deanucar: na
rna do Trapiche 11 5, armazem de C. J
Astlev & C.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de canoas todas de ferro, de um
rnodello e construccio muito superiores.
Vcndcm-sc apparellms azues c nto* para rha,
idos para jantar, copos, compoleiras. sarrafas era-
dlci-s para vinho, portalicores, ludo lapidado, appa-
relbosde porrellaua branca c donradus. linternas de
rasqiiinha, dilas de vidro, dilas de bronze, palma-
lurias de vidro, ropo, clices e garrafas lisos, fras-
qiiirthns finos para espiriln, c oulras muilas faicndas
das que se vcudeni baratas, dando-se amostras com
penbur : 11.1 run .Nova, luja de fazendas 11. 16.
lotera da matriz de s. jse.
Aos 10:00030(10.
Na casa da Faina 11.1H, aterro da Boa-Visla, eslao
evpn-to- venia os bilhcles e cautelas desta lolena.
Hilhilcs ItteOOO
Meios SfOOO
guarios 258011
Decimos tySM
Vigsimos 9700
Vndese urna morada de casa terrea, na ruado
Padre Eloriano 11. 10, com :I0 palmos de frente c 7.i
de fundo: us prulciidcutes dirijam-sc na mesma,
que acharao rom quem Iralar.
Vcndcm-sc saccas com mili.o c farinha; na
ra da Cadeia Velha 11. II.
w
$ Na ra do Crespo loja ainarella
^) n. i, vendem-se: (A,
(g. linissimas cambraias francezas de S
j^j. muilo gostoe de cores lixas, com 7?
W quadros e listas escossezas a 240 W
w rs. cada covado ; cortes de laa
( muilo linas e de gosto moderno ftj)
g| com 15 covados cada corte, a /*.
VjjOOO rs.; chales de casemiras g
de urna s cor e com barras de J
9 cores a 6.S0OO rs. ; ebales de tro-
O cal. 011 (Hele blancos bordados
0 de I i- (piarlas, a 8#5Q0 cada um. $
CABRIOLET.
"V-- Vcnde-se um cabriolel cm bom
."'&L eslado, por commodo preea ; no
^V^^^ E alerro da Boa-Visla 11. 55, casa de
aasSBm atwi f. Poirier.
FARINUA DE MANDIOCA.
Vendem-se saceos com um alqueire e urna qoarta
de farinha de mandioca, muilo torrada e a mais -
ia que ten, viudo a este mercado : na Iravessa da
Madre de Dos armazem 11. 3 a 5, e na ra do Quei-
mado n 9, loja de Antonio Luiz de Oliveira Aza-
vedo.
Vende se um eaeravo mualo, bom canoelro e
padeiro, o molivo se dir ao comprador : Iralar na
ra do Amorim n. 48, escriplorio de Paula A; San-
tos, das 9 horas da manhAa as 6 da larde.
SACCAS COM MILHO.
Vende-se saccas com milho a SfOOO rs.,
ditas com farinha a -SOOO rs. : no caes
do liamos, casa amarella armazem de
Carlos Jos' Comes.
Saccas de laainba.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, uova e
tarrada: na ra da Cadeia do Recife, loja
bem
n. 18.
SELLINSlNf.LE/.ES.
Vendem-se os melhores scllins que
lem vindo a esle mercado, com seus
compelenles freios etc., tambem chi-
cotes para carro, homem esenhnra. por
precos muilo mdicos no escriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wyall,
ra do Trapiche Novo n. 78.
ATTENCO.
Na ra Direila n. 27 vcnde-se manteiga ingleta
nova ab0 rs., dila a 500 rs., dila OOrs.. dita a
480 rs., dila a 110 rs., dila franceza nova a 610 rs.,
dila a 500, queijos novos a l&HOO. dilo a I95OO rs..
fcij.lonovo a cuia a 400 rs., dito a 320 rs., cevada
nova a libra alGOrs., dila a 140 rs., alelria nova a
libra -280 rs., dila a 320 rs., cha hyson a libra a
25500 r., dilo brasilciru a 1800 rs. dito a 1j920
res.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS'.
Anda a roda infalivelmente no dia 27
do corrente.
Aos 10:000, 4:000.'> e 1:000 rcis.
Na rasa du Fortuna do alerro da Boa-Visla n. 72
vendem-sc os mu acreditados bilbetes, meios c cau-
telas do taulelisla Salusliano de Aquino l'erreira.
Os bilhcles e cautelas nilo -ol'rem u desconlo de 8
porcenlo ilu imposto gcral nos tres premios grandes.
113000 recebe por inleiro 10-.0OJJ0O0
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encornados,
ditos braiicos eum pello, muilo grandes, imitando os
de bla. IjHOO : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a radeia.
Kecommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Veiidem-se chapeos pardos de massa.a que inuilos
ciiamanidefcllroa IfjOOOrs. cada um : na ra do
Crespo loja n. 6.
Pannos linos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina qne >olla para
a Cadeia, vcnde-se panno prelo 294(10, 29800, 3,
40O, 49300, 55500, 69UOO rs. o covado.dito azul, a
2. 2?80(l, I, 6, 73, 0 covnd0 ; dilo verde, s800,
393OO, 4. 59 r. u covado ; dilo edr de piuhSo a
49500 o covado ; corles de case mira prela franceza e
clashea, a "9300 e 89300 rs. ; dilos com pequeo
detallo. 69500; ditos inglezenfetlado a 58000 ; dilos
de cor a 49, 59500 69 rs. j merino prelo a 1, 19100
0 covado. ,
Afnala de Edwl BKaw.
Na ruado Apollon. 6, armazem de Me. Calmon-
i\ Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taitas de ferro coado e balido, lano ri-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar ero madei-
ra de lodosos tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisonul para vapor com forra de
t cavallos. cocos, pnssndeiras de ferro eslaubado
para casa de purgar, por menos prec,o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
llias de II.nutres ; tudo por barato prmi.
RELOOIOS INGLEZES E PATENTE.
Vendem-se por pre^o muilo commodo : no arma-
zem de Barroca Si Castro, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
pirco commodo : na ra do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Ven.le-se etcelleule taboado de pinho, rece-
tcmente chegado da America : na ni 1 Je Apollo,
trapiche do l'erreira, a entender se confo adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 56"
e 38, ou no caes da alfandega.
Cassas irancezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muitu bom
gusto, a 320o cavado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Scbmettau &C, ra do Tra-
piche n. 3.
Toalhas e guardanapos atipa uno de linho.
Vcndcm-sc loalhas de panno de linho adamasca-
das para roslo a IO9000 a duzia, dilas lisas a 149000
a duzia, suardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na ra do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim I raneado com quadros de edr a 600 e 700 rs.
a vara, fnslao hranru alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado 4 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babadosa 2f(l00, gau-
ga amarella trancada a 320o covado : na loja da ra
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom gusto a 49OOO cada um, ditos de cassa
chita a 29000. dilos de chita franceza larga a 39000.
lencos de seda do 3 ponas a 640, ditos de cambraia
com bico a 280 caria om : na roa do Crespo, loja
n. 6.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanela para forro de sellins che-
gada reeenlemcnlc da America.
Potassa.
No anligo' deposilo da rna da Cadeia Velha, es-
criplorio liv t2. vende-se muilo superior polassa da
Rossia, americana e du Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar cotilas.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Corre in4*biatlmente na uxla fein *7
de outubro.
Aos 10:0009000. 4:0009000 e 1:00091100 rs.
Na ra da Cadeia do Recife. loja de cambio de Vi-
eira n. 24, vendem-se os mu acreditados bilbetes e
cautelas do eaotaiiiU Salusiiano de Aquino Ferrei-
ra. Os imbeles e cautelas nao soiTrem descont de
8 % do imposto geral nos (res primeiro* premio
grandes.
Bilhelts. II9OOO 10:0009000
Meii..... 5J500 5:0009000
Ouarios. 298OO 2:5009000
Oilavw. 19000 1:250900(1
Decimos. 19300 1:0009000
Vigesimo. 9700 50O9OUO
Deposiro de vinho de cham-
pagne Cha teau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho; o melbor
de toda a champagne vende-
*e a 06JOOO rs. cada caisa, acha-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Peron Companhia. N. B.
As eaixas sao- marcadas a fogo
Conde de Mareuil -- e os rtulos
jk das garrafas sao axucs
'-oca-sr -
Ja. ei
sjjta
thfi
Vcnile-se ou lroc*-e por urna casa terrea a
na praca oa emOlinda^em bom logar. ,. !..._
5a de 1.1 le de 14 caitas,
lio Doce, em Olind.
ra da Cadeia do R
se merecer.
"la barca-
jue naufragoo nMvt,id.
r^e-.''n*: n5S?"
fe n. j4. Dar-se-ha a 10lta
Na roa do Collegio n. 3. primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil eqiiinhenlos masaos
de caaUa de vidro lapidadas a 160 rs. cada mamo,
70 duzias de caitas de mana para rap a 1*200 a
duzia.
Blinde
Meios
Ouarlos
ilavos
Decimos
Vigsimos
59500
29800
19500
1:WX)
9700
idem
idem
idem
idem
idem
5:0009000
2:5009000
1:2509000
1:0005000
50O9"<>0
GUARDA NACIONAL.
Na loja de sirgueiro da pra^a da Indenen-
1 dencia 11. 17, vendem-se por preco comm- i!i,
I lodos os ebjeclos precisos para uniformes dos
I Srs. olliciaesda guarda nacional.
m
rila do
por preco mais oommodo do que em nutra qualquer
parle: na ra Nova 11. 51, ao p da Concn-,10 dos
Militares.
Vende-sc um mnlalinho nplimo para criado :
na roa de Moras 11. 38, das (i asM lluras da manhAa,
que achara com quem Indar. .
KAZENDAS D.V MODA.
Clialy da India, de quadros. de 1.1a e seda, fazen-
da para vestido*, do melbor go-lo c qualidade que
lem rindo a e-la praca : 110 sobrado amarello. no
qiiali-u cados da ruado Oiioiuiariu, loja 11. 2!), de
Jo-e Moreir.i Lopes.
ARADo di: rauto.
Na fiindicao' de C. Starr. & C. em
Sanio Amaro acha-se para vender ara-
dos (.' lirio de --"lioi qualidade.
PARA PRESEPE.
Ricas (guras <\ barro por diminuto
preco, na ra do Trapicbe n. 34.
Na ra da Madfede Dos n. 56.
Vendcm-se por precos commodos os segoinlcs g-
neros, vtulos do Aracaly : esleirs de palha de car-
nauba, cera amarella e couros curtidos.
QVEIJjOS DO SERTAO".
Ainda lia para .vender os bous queijos do serijo
chamados de prensa.
Mil Dli/AS BARATAS.
Vende-se na ra di Cadeia du Recife n. 19, sapa-
lus de iiniro de lustre para senliura a l.>rs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., dilos para homem a
800 e 900 rs., bolees de aualh para canina a 200 rs.
a groza, linha de cores a 19. dila branca de 800 a
19200, papel de peso muilo bom a 29WO e 29500 a
resma, peni es para alar cabellos a 240 rs., dilos linos
a 800 e 19, colteles a 60 c 90 rs. a caita, bicos, lilas,
alunclcs de ludas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
lliesnuras linas e ordinarias, pulceiras de ouro fin-
gindu de lei, carteiras para baile, pendras de ar,o c
oulras muilas cousas por precos muilo em conla.
CHALES E MANTELETES E SEDA
DE ROM, GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8.S000, 12 rs., manteletes de seda de cor II sOOO
rs chales pretos de laa muito glandes a
3,s(i00 rs., chales de algodto e seda a
I.S-280 rs.
Vendc-se orna taberna na ra do Rosario da
Boa-Visla 11. 47. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cercado 1:2009000 rs., vende-se
porcm com menos so o comprador as a tratar junio a alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completossortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-sc rone de vestidos de cambrtia de
seda com barra e habados, 11 89000 rs. ; dilos cum
dores, 79, 99 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 119 ; corles de cambraia franceza muilo fi-
na. Tita, cun barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cassa de cor com Ires barras, de lindos padroe,
o-"_lio, pecas de cambraia para corlinados, rom 81..
varas, por 39600, dilas de ramagem muilo finas, 1
69 ; cambraia de salpico* imudinhos.braiica e de edr
muito lina, a800 rs. avara ;aloalhado de linho acol-
toado, ,' 900 a vara, dilo adamascado com 71, pal-
mos de larguia, 29200 c 39500 a vara ; nanga ama-
Relia liza da India muilo superior, .1 400 rs. o eova'
du ; corles de rllele de fuslo alcotoado e bons pa-
driie filos, i 800 rs. ; lenco* de cambraia de linho
a 360 ; dilus grandes linos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cr c pretas muito superiores, i 1000 rs.
o par : dilas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vcndcm-sc esleirs de palha de carnauba cho-
cadas asura do Aracalv, a 129 o rento : na ruada
(.ailea do Recife n. 49 1. andar.
Vendc-se vcllas de cera de carnauba fcilas no
Aracaly, de (i, 8. e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rna da Cadeia do Recife h. 49, primeiro,
andar,
ATTENCO'.
Na roa do Passeio Puhliro n. 13. veudcm-se corles
de cassa chita ta lindos padres, pelo baralu preco
de -s.iiiin nrla. mina, casemiras de quadros a 400
rs. o cnaiado, corles de rlleles de fuslilo do ullimo
goslo aj-'iim o corle.
Vendem-se ricos pianos com cxeellentes vo-
zes e por precos commodos: em casa de J.C. Rahe,
rus do Trapiche 11. 5.
PLBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio o luz o novo Mez de Maria, adoplado pelos
reverendissimos padreslapiichinbos de N. S. da Pe-
nha desla ridade. augmentado com a novena da Se-
nliura da ConceicSo, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, c deN. S. do Boui Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da prai;a da
independencia, a 1,-shiii.
Vrndc-ae urna escrava moca, de bonila figura,
e rom habilidades ; molivo porque se vende se di-
la ao rlimpiador : na rna Direita n. 12, segando
andar.
Vende-se um uptinio cabriolel de duas nulas
e sem robera, poreni nuil lodos us seus arrcius:
na ra de S. Francisco, cocheira de Paula o; Silva.
A 4,000 RS. A ARROBA.
\ eude-se cania muilo sita e gorda, vinda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba cm pacoles de 4 arrobas : no armazem da
pona larga ao p do arco da Conceicao, defronle da
escadinha.
Ai que (rio.
Vende-sc suDeriures cobertores de (apele, de di-
versas core, grandes a 19200 rs.. dilos branens a
IfaOOn., dilos com pelo a imilar.io dos de papa a
19100 rs.: na roa do Crespo loja n. 6.
>poto d Cabrio* da Todo. o. Santos oa asabia
Vcnde-se,emeasa deN. O. Bicber &C, oa roa
oa Cruz n. *, algodaO trancado d'aquella labriea,
muitupruprioparasarrosdcassocar e roupa de OS-
cravos, por preco commodo.
Vende-se 011 arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Boce,
com720pesde coqueiros, com boa casa
de vi venda de.pedra e cal ; quein'o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de (en-o batidlo
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em eaixas de urna duzia.charutos
de IIivina verdaderos : ra do Trapi-
che n. .". -
CaSSAS FRANCEZAS A.1J0 RS. O COVADO.
Na loja de Cuimaraes & Henriques, rna do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo haralissimo prec,o de ISO rs. o covado.
Na ra da Cadeia do Recitan. 60, vendem-se os
sesuintes vn.hos, us mais superiores que tem viudo a
esle mercado. ,
Porlo,
Itucellas,
Xerez edr de ouro,
Dilo escoro",
Madeira,
em raitinhas de urna duzia de garrafas, e ;i visla da
qualidade por preco muito em conla.
DEPOSITO DE CAal DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. .50 ha par oender
han i- com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na lundicao' de %rro de D. W.
Rowmann, na ra do Rrum, passan-
do^o cbafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mel hora ment do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa, de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vcnrie-se urna batanea romana com lodos os
seus perlcnces. em bom oso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-sc i ra da Cruz, armazn n. 4.
- --^^.^?^^^^^.^^^^^'^^a^a^aap^^*^^^ o^naar oaosai ^^^ ^
H RA DO TRAPICHE N. 10.
i Emeasa de Patn Nash & C, lia pa-
(3 ra vender:
I Sortimento variado de l'crraguns.
Amarras de ferro de 5 qilartos ate 1
2 polegada.
H Champagne da melbor qualidade
S em garrafas e meias ditas,
jjjf L'm piano inglez dos ntelbores.
X**XKMXM **X*XMX*3&1
Vende-se um eteeliente earrinho de 4 roda*
mu bem consiruido.eem bom atando ; esl raoslo
na ra do Araaao, casa do Sr./fatM 11. 6, onde po-
dem os pretendentes etaminiHo, e Iralar do ajuale
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Crai no
Recife 11. 27, armazem.
Moinhos de vento
'ombombasde reputo para regar noria* e bata,
decapim, na fnndicao 4c D. W. Bewniaai: na roa
doBrumns. 6, 8e 10.
Devoto ChiistSo.
Sabio a luz a 2.a edicao do livrioho denomiiiado
Devoto Chrislilo.mais correcto e acrescoulado: vende-
se nicamente na livraria n. (i a 8 da praca oa la-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acochoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes a
de bom goslo : vendem-se na ra io Crespo, loja da
esquina que volla para 1 cadeia.
Vende-se urna prela de idada para servico de
casa ou do mallo, por pree,o commodo : a tratar na
ra da Cadeia de Sanio Anlonio n. 26.
Vende-se ama cabra micho; com um cabrita,
propria para criar meninos,' a qual tem baalaute lei-
It: na ra de Aguas-Verdes, sobrado n. 14.
Vendem-se sarcos vasios e bancos proprios para
anla de meninos, ludo por preco commodo ; na roa
Direila n. 39.
Vende-se 1 capa, 1 sobrecasaeo, 2 pare* da
calcas proprias para homem que lenha de ir a Eu-
ropa na presente nlaco : na ra Nova n. 16.
Vende-se um rhoriin, proprio para ofllcial dt
cavallaria : na roa Nova o. 16.
Vende-se urna cama de armaran por preco
commodo : na ra Nova n. 16.
Vendem-se algoma pecas de msica, para
bandas militares: na rna Nova n. 16.
PALITOS KRANCEZES.
Vendem-se paul* e sobrecasacas de brim de linho
decores a 3300, dilos de bretanha fina a I9OO0, di-
los da alpaca prelo e de core* a 8 o IO9OOO. dilos de
panno lino prelos e de cores a 16, 18 e 209000 : na
roa Nova, loja n. 16, de Jos I.uiz Pereira 4 Fillw,
Vende-se um cabriolel piulado de norole mui-
lo maneiro: no atierro da Boa-Vala n. 19 loja, ve
dir quem vende.
Vcnde-se urna duzia da cade ras de amarello,
novas, mais em conla do. que em oalra qualquer
parte : na ra da Cadeia da Santo Antonio o.20.
Seda achamaloladas de core e prela a 700 ra.
o covado ; na ra do Queimado, loja n. 10.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Gniz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Fcron 61
Companhia.
Vendem-serelogios decoro e praia, mai
baralo de que em qualquer oalra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, sel 10-
tickes, modinhas tudo modrnissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos curtes de laiizinha para vestido de
sci 1 hora, com t."> covados cada corle, a
'."O.
Na ra do Crespo, loja da esquina qoe volla para
a Cadeia,
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappaieceram no dia 9 do corrente mez.rio en-
genho de S. Amarinho, Ireguezia da Vanea, na mo-
ldles segnintcj: Manoel, crioulo, que representa 20
a 22 anuo, lem na frente nm oa dous dente da par-
le de cima podres, romo parlidoa; Paolo, com 17 a
a 18 a n nos, da Costa, um pouco fulla, bonilole, bem
feilo e (em todos os denle* ; Benedicto, com 16 an-
uos pouco mais oa menos, prelo, sacco do coras,
alegre, tem tambem lodo* o* denle*, e em cada can-
to da bocea 3 risquinho parecendo um p de galti-
nba : quem o pegar ou delles der noticia dirija-**
ao mesmo engenho qoe sera bem pago da sea Ira-
balho.
50j000 rs. de graticacao,
a qaem apprchender e levar ra Imperial n. 31, a
seu senhor Manoel Joaquim Ferreira Bsleve, a es-
crava. parda, de nome Mathildes. qae deaapparecea
no da 2 de junbo protimo paseado, coa* os signaos
seguintes: bstanle feia de car*,' nariz e urnbigo
grandes, cor bastante afogueada ; esta escrava veio
da cidade de Sobral, porm rietconfia-se que esleja
mesmo nesla cidade eccolU em casa de algum wu*-
aiau.lioso' pois que desde que Scsapparecen nanea
mai se soube noticia. .
A abaixo aasignaila declara ao publico e a In-
das as autoridades policiae. qoe no dia 8 do corren-
te, pela 4 hora da madrugada, desappareceram de
ua casa, servindo-se de ama cacada oac por alguem
de lora foi laucada a urna janella qne deilava parafu
quintal para favorecer a fuga, dea escrava* cabra*'
urna de nome l.uiza e oalra da nome Ignes ; a pri-
meira com os signan segainle*: estatura resalar,
grosaa do corpo, com o* cabello corlado pelo lado
de delraz e rese i dos peta frenle, com lodo o carpo
pirado do betigas, foi da cidade do leri provincia
do Ceara ; e a segunda 'da corpo regalar, eslalura
alta, cor fula, com 2 denle* de menea na frenle,
tai da barra de Nalnba. acodo qoe protesta proceder
com lodo o rigor das lei coulra qaem quer qae u
lenha acontadas. Sedo-lhe paren entregues ou de-
nunciadas, prometa guardar o maior segredo ofle-
recendoo premio de IOO9 o* capitn de campo, oa
oalra qualquer pessoa que delta* der noticia, oa as
levar u casa de sua residencia, na rna do l.ivramenlo
n. 4, oode se ibes dar generosa recompensa.
Jnno Joaquina Lint H'tnderley.
Ausenlou-se no dia 6 de oulubro o prelo Jos.
de na^lo Cosa, com os signaos segainle : roslo to-
ldado, aliara regular, olbos pequeos, nariz afilado,
bocea recular, olna haito, e andar he miado, bita
afosso. barba branca pur ser ja de idade : qaem o
apprrhender, pode levar na du Queimado n. 14,
a seu senhor Manoel Jos Guedes Magalhaes, que
sera recompensado.
No dia 15 do correnta drsnpparerev o preto
Firmino, crioulo. idade 26 a 30 auno, o qual vendia
pilo pela fregoezia de Sanio Anlonio, c lesa a* sig-
naes segoinlcs : alio, p* grande e grotsa*, nwos
grosss, em urna dellas lem urna cicalrii provenien-
te de ler meiliilo a mSo no rvlimlro, pega muilo na
falla e ui)o tem barba, s lem no queito alguna ca-
bellos, j.i esleve em Macei, c rapfoe-s* qae tomos-
se c*e ciminho : qaem o ipprehenrier, queir lva-
lo na ra do Burgos, padara a. 31, qoe serii recom-
pensado.
Dcsapparercu no dia 98 do agosto protimo pes-
iado urna escrava de narAo Costa, de nome Scveri-
na, de eslalura baixa, grossa do corpo, cabeci pe-
quea, nariz chalo, rosto lirado e carnudo, lem
pouros (albos, bocea regular, beiros grostos e iguaes,
denles limados, loilos iguaes c sem falla de neiiham,
orelhas turadas e em brinco, falla baslanle fina,
costas carnudas, lisas e sem marcas, peilos cabido.
maos curtas e bem carnudas, cabello curto e corlado
por igual, nao he bem prela e sim avermelhada ;
Icvou vestido usado, de rhila encarnada escura, com
salpicos lirancos bem miudos. panno da Cosa frail-
ee/, rom li-tias encarnadas e de malame* de duasor-
dens iiaj pona, e oceupa-se em vender Troclas; f*i\
escrava do Sr. Joaquim Viesas, e he por isso bem
runhernla na Passagem : qnem a pegar, leve roa
do Queimado n. la, qne ser recompensado.
Desapparecea no dia 8 de selembro o escravo,
crioulo, de nome Anlonio, que eosloma trocara no-
me par Pedro Jos Cerino, e iulilular-sc torro,
lie muilo ladillo, foi escravo de Anlonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Cail, comarca de
Santo Antao, e di/, ser nasrido no sertilo do Apody,
eslalura e corpo regular, cabellos prelos, earaplnha-
dns, cor um pouco fula, olhos escarna, naria Brande
e grosso, bcicos grotsos, o semblante nm ponen fe-
chado, bem barbado, porm nesla oecasiao foi com
ella rapada, rom lodos os denles na frenle ; levou
camisa de madapolAo, calca e jaquela branca, cha-
peo de palha com aba pequea e uina Irona de roa-
pn pequea; he de supporque mude de Irase: ro-
ga-se porlanlo a* anloridade polieiaes e pesa* par-
ticulares, u appri'hendam e Iragaiu nesla pi ac do
lente, na ra lara do Kosari 11. "I, que se re-
compensar, muilo lu-iii u seu liabtllw.
PEHN. : TV. DB M. F. DE FAKIA. 1854.
i
J
i

V
inai!
i.
ntV


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