Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01319


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Full Text
ANNO XXX. N. 241.
*
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
i w------
SEXTA FEIRA 20 DE OUTUBRO DE 1854.
r*?
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

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>
S
DIARIO DE PERNAMBUCO
- ----------------- :--------------------------- -----------------_______va--------------------' ------------------------
KM AIUVIC. VIX "S DA SUBSCRIPTO'.
Recite, o propietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. AnloniodeLemosBraga;Cear!, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranliao, o Sr. Joaquim
M. Bodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres !7 1/2 a 27 3/4 d. por 19
c Paris, 358 rs.por i f.
Lisboa, J05 po 100.
ii Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da coinpanhia de Beberibe ao par.
ii da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 O/U.
METAES.
Ouro.Oncas hespanbolas...... 299000
Moedas de 6*400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16*000
de 49O00...... 99000
Prala.Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caniai, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 13.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 9 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IlOJE.
Primeira s 1 horas e 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relaco, tercas-feiras e sabbados<
Fazenda, tercas e sextas-feiras s.o horas.
Juizo de orphaos, segundas e animas as 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sectas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabidos ao meio dia.
ErilEMERIDES.
Oulubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutos e
48 segundos da manhaa.
* 14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manhaa.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA,
16 egunda. Ss. Martiniano e Sotnriano irs. DBS
17 Terca. S. Eduviges duqueza ; S. Mariano m.
18 Quarta. S. Lucas Evangelista ;S. Theodoroiu.
19 Quinta. S. Pedro de Alcntara f.
20 Sexta. S. Joo Cancio ; Ss. Crapazioe Ira.
21 Sabbado. Ss. rsula e suas comp. vv. inm.
22 Domingo. 20." S. Ladislao ; Ss. Hera-
clio, Aluda uCordilla v. mu.

-
a-*
I
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PABTE ornciAL.
COMMANDo SUPERIOR.
Quanel do comaiado iiptrl r da (urda na-
cional do municipio do Recite, 13 da oulubro
de 185.
ORDEM DO DIA N.
> lllin. Sr. tmente-coronel chefe de estado-maior.
le ordem do Exm. Sr. commandanle superior, man-
da publicar o seguinle oflicio do Exm. Sr. presiden-
te da provincia :
Illm. e Exm. Sr.Haja V. Exc. de fazer cons-
tar ao chefe de estado-maior da suarda nacional
sob vil commando superior, que esle governo ficou
anula alisfeito com os bons servicos por elle presta-
dos, quando esleve no exercicio do coinmindo supe-
rior, o que espero que os continu a prestar no
.sen honroso poslo.
11 Dos guarde a V. Exc. Palacio do governo de
Pernambuco 19 de oulubro de 185.Jote liento
daCunhae Figueireao.\\\m. e Exm. Sr. baria
da Boa-Viste, commandanle superior da guarda na-
cional do Recite..
Outro sim, o mismo Exm. Sr. commaodante su-
perior, scienle de liaver o Sr. coronel chefe do
1." balalluo de fuzileiros entrado em exercicio, es-
pera do zelo, actividade o sympatliias de que goza o
referido Sr. curoucl, continuar a prestar ao gover-
no relevantes servicos ; como lamhem que Ihe he
mui grato louvar ao Sr. capillo Claudiuo Bcnicio
Machado, a disciplina c ordem que o distinguirn)
durante o lempo que esteve no commando do dito
balalhao.
E,filialmente, omesmo Exm. Sr. manda publicar,
que por oflicio de 11 do correlo, S. Exc. o Sr.
presidente da provincia communicou a este com-
iiiaudo, que S. M. o Imperador, por decreto de 19
de solembro fiudo, lera nomeado tenente-coronel
rommandanle do i. batalhao de infanlaria da
suarda nacional deste municipio, que eompreheude
as fregueziasdo Poro da Panella c Varzea, ao cida-
do Jui'i de Carvalho Paes d'Andrade.
Francisco de Miranda Leal Ser.
Major ajudanlc d'ordens.
INTERIOR.
/
A
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
i Da 28 do acost.
I.ida e approvada a acta da antecedente, sito
approvadas sem debate as redacrej das resolubles;
1,, que concede favores a companhias de navegaran
a vapor, e 2., sobre subsidio para condcelo de ma-
las entre a curte e a provincia do S. Paulo.
Sao tambem approvados o seguintes pareceres de
commisses:
1." Da commissao de fazenda mandando archivar
varios papis.
2." Da mesma, pedindo nformares ao governoso-
bre o projecto doSr. Meudes de Alenla, relativo
concessAo por esparo de 1. aunos da navegaran cos-
leira entre cerlos porlos, sobre a pretendo da asso-
ciar,Ao Calliariiicnse de commercio, agricultura c ar-
les ; sobre a prelcnrAo das nulas do corarlo de Ma-
ra ; sobre a reprcsenlaeao da assembla provincial
das Alagas relativa indcmnisacAo a quediz ter di-
reilo.
-I." Da mesma commissao, remetiendo ao governo
a representarlo do vicario da freguezia da Concei-
co do Rio Verde do bispmln de Mananta.
i." Da mesma, pedindo que seja ouvido o gover-
no sobre a representado da sociedade Dous de Ju-
Iho da Babia.
5. Da mesma, indeferiudo a preleneflo da con fia-
ra de Nossa Scnhora do Monte do Carino das Ala-
sitas, c a da assembla provincial da Parahiba pe-
dindo loteras.
6. Da miwma.indefcTindon requer ment de Jlo
de Souza Uuimares.
Sao julga tos objeetos de deliberarlo e vito a im-
primir os seguales projectos :
I." Da commissao de fazenda, autorisando o go-
verno a conceder irmandade do SS. Sacramento de
S. I.uiz do Maranhao a faculdade de adquirir bens
de raiz.
i.* Da mesma, dando a mesma autorisacao i ir-
mandade do Sacramento da freguezia de N. Senhora
da GouceirAo de Angra.
:l. Da commissao de constituido, aulorisaudn o
governo a conceder arla de naturalizarlo ao Dr.
Frcdcrico Jo Carlos Katk.
I.-C o segrale parecer das commisses reunidas
de constituirlo e Justina criminal sobre incompali-
bdidades, c juntamente os votos em separado dosSrs.
Ya-cnnrello-, Taques Miranda.
As commisses reunidas de conslituicSo e juslica
criminal examinaran) alternamente o artigo addlivo
ollereciito na segunda discussAo do projecto que atie-
ra algumas disposices das leis do procetso criminal,
c vem hoje ollcreccr considerarn deste augusta
cmara o seu parecer.
Pretcnde-se por aquelle artigo addilivo declarar
vagos os lugares dos juizes de direito, chefe* de po-
lica, promotores c juizes municipaes on de orphos,
que sendo elcilos membros das assembla peral ou
piovinciaes optarem pelo exercicio das funcees le-
gislativas.
A incompatibilidade que se prope nao deriva do
principio da divisan dos poderes, uem da indepen-
dencia que compre assesurar ao representaran da
naci ; parece nicamente lembrada no inleresse da
administrado da juitica.
Nao se tratando pois de saber qual a forma porque
cada umdospodereipolilicosdava serorganisadopara
inelhor realisar-se a diviso, independencia c harmo-
na que reclaman) os principios da sciencia, entcn-
dein .i- commisses dever abster-sc de largas cousi-
derares sobre as vantasens e inconvenientes que
podem resultar de impedir aos agentes do poder ju-
diciario o exercicio de funcroes legislativas.
Aceitando com esta augusta cmara res da constiluirao do imperio, compre antes de lu-
do examinar se a medida proposta pode ser adopta-
da sem feri-las.
No artigo 155 declara a conslituic.ao que os juizes
por scnlenra podem perderos seus lugares.
A perda dos lugares he urna das penas mais
graves em que pode .incorrer a juiz por fados
criminosos, previstos na legislarlo penal; eslabele
cer o perda do lugar como consequencia do exer-,
cicio das funcroes legislativas he equipara-lo em
resultado aos crimes mais graves, he probibi-to co-
mo se pm!iihtm os crimes, entretanto que nesse
exercicio se encerra o cumprimenlo de um dever da
maK alta importancia. Semelhanle prohibi^ao nao
restringe simiente em rolaran ao juiz aesphera dos
direitos polticos que n constituir garante a lodo o
cididAo ; semelhanle exclusao restringe-a tambem
naria > faculdade de determinar ascondiroes da ele-
gibilidade, mas s e restrictamente a de marcar o mo-
do pratico das eleieoes, e numero de representantes;
se a perda do lugar pelo exercicio das ftiurce legis-
lativas he una derogarlo da perpetuidade que ella
excluio, c una restricrao de direitos polticos, pare-
ce claro que nao pode ser decretada em lei ordina-
ria vista do disposto no art. 178 da mesma consti-
tuirlo.
As commisses nao podendo admitlir, por ollensi-
va da conslituico, a providencia do artigo addilivo,
nem por isso desconhecem as vantagens reaes de des-
viar-se o inaior numero possivel de juizes, princi-
palmente de Ia instancia, das oceupaces que inler-
rompem os esludos e os hbitos de sua prolis-ao. e
sujeitam os povos s consequencias da administradlo
de juslica couliada a subslilutos que nao reuncm as
condiresde capacidade e independencia presumida
nos juii.es perpetuos ; muito menos desconhecem as
commisses os males a que lira sujeita a sociedade, e
os perigos que correm a conscioucia o a gravidade do
juiz, quando envolvido as lulas eleitoraes solicita
una entrada no corno legislativo sem que Ihe seja
espontneamente ollerecida pelo voto popular em
consequencia de um merecimenlo notorio. Keco-
nhecendo esses males, as commisses entendem que
elles podem ser remediados, senao completa c efli-
cazmeule cm lodos os casos, pelo menos em sua m-
xima parle sem ferir os preceitos constitucionacs, ou
as theorias adversas s incompatibilidades.
O meio de alcaura-lo, na opinin das commis-
ses, he desenvolver quanln for possivel o syslema
encelado pela legislatura ultima, de ligar ao eflecti-
vo exercicio dos lugares tal semina de inleresse que
os juizes nao desejem interrompe-lo em busca de van
lagens na vida poltica. Nesle sentido temos j feito
depender as promores de um numero consderavel
de anuos de eltcctivo exercicio nos lugares de juiz.
Eslabelecemos gralilicaces pecuniarias, que s se
percehrm pelo mesmo exercicio, e garantimos no
projecto que se discute, a|>osenladoria> cujas v.inla-
vens sao ainda subordinadas ao effeclvo exercicio.
Esle cunjunclo de medidas actuaudo simultnea-
mente sobre a ciasse dos magistrados de Ia instancia,
nao os arredar lo los das cmaras legislativas, nao
arredar talvez n maior numero dos que actualmen-
te sao membros dellas, porm seguramente prepara-
r mais depressa do que a muilos se augura urna ma-
gistratura alheia cm sua quasi lotalidade s aspira-
ces polilicas, sendo razoavel a esperanza de que o
magistrado depois de habituarse a sua profissao por
lougo lempo, e nao se haveudo acoslumado desde a
mocidade com as emores, as incertezas c as preoc-
cupaces da vida polilica, u3o se precipitara nella
sem grande seguridade acerca do futuro que ah o
espera.
As commisses arredilan! na cfliracia desse sysle-
ma, e pensain que nellecumpre perseverar deseuvol-
vendo-o qoaulo fi'ir possivel. A maioria tic seus
membros uto hesita eiu propr que se adopte em
subslituirao do artigo ollerecido cm segunda disens-
sao oulra providencia j muitas vezes lembrada, que
consiste em dispensar os juizes de direito de exerce-
rem os seus lugares no intervallo das sesscs, em-
quaulo forem incmbros do corpo legislalivo, ou as-
sembleas provinciaes, nomeaudo-se juizes uh-iitul*
para servir durante la I impeiliinenlo d'entre os jui-
zes municipaes que mais se houvercm distinguido.
A influencia dcsla medida he lo potente que dis-
pensa qualquer demonstraran ; resta saber se pode
conciliar-se com as disposiciies conslilucionacs.
Parece a Ires membros da commissao que nem a
perpetuidade do juiz, nem a sua elegibilidade sof-
frem quebra. Nenhum artigo constitacional esta
belece, como direito, que as leis ordinarias nao pos-
sao modificar a faculdade de exercer o emprego no
intervallo das sesscs, ainda que alguns assim o en-
lendam por argumento a contrario tensu deduzido
do art. SS ; mas a dnutrina desse artigo no pensar
Jaquel les membros das commisses nSo pode 1er ou-
1ro alcance senao o de remover os obstculos que a
ohrigarao de servir o emprego poderia Irazeraocom
pare imenlii do depulado ou senador s sesses or-
dinarias ou extraordinarias da assembla geral ; seu
objeclo he a organisa;So do servico legislativo, e nao
dos empregos pblicos ; lei ordinaria compete de-
terminar se as atlribuires judicaras podem ser
convenientemente exercidas por juizes quesanobri-
gados a longas interrupces em cada anno da legis-
latura, e que devem para liem desempenhar as unc-
ees legislativas acompanhar a marcha dos negocios
pblicos mesmo nos intervallos das sesses, e dar-se
ao eslndo da sciencia polilica ; a ella compele apre-
ciar a influencia que sobre a ordem publica e a se-
guranza dos cidados pode exercer a conviccAo em
que estes eslejam de que as decises dos seus juizes
sao estranhas aos odios t interesses politicos, e resol-
vendo estas queslcs,declarar se convm que as func-
roes judicaras sejam exercidas, no intervallo das
sesses legislativas,por juizes que outros deveres del-
las distrahem.
Quanlo aos cheles de polica, aos promotores eaos
juizes municipaes e de orphos, quando membros do
corpo legislativo ou assemhlas provinciaes, dndo-
se idnticas razes de impedimento, e nao gozando
de perpeludade, nem havendo motivo para que os
lugares sejam longo lempo privados do servena
no ellectivo, parece que declarado o impedimento
por tula a legislatura podem ser logo e sem incon-
veniente substituidos. '
Conscguiulemeulc oflerecem os tres membros das
commisses em substiluicao do artigo addilivo de que
se (cm tratado, a seguinte emenda
Art. Os juizes de direito que forem d'ora em di-
ante elelos membros das cmaras legislativas ou as-
semhlas provinciaes aceitando, consideram-se im-
pedidos de exercer os seus lugares durante a legis-
latura respectiva.
$ 1. Os que acei la re m a nomeac.io de senador se-
rao aposentados na forma do art. 4. do projecto.
^ 2. I-ora do caso do s I. os juizes serSo substitui-
dos durante a legislatura por juizes de direito subs-
lilutos, escolhidos pelo sovernod'entre ns.juizes mu-
nicipaes.
3. Os i befes de polica, juizes de direito subs-
titutos, ou promotores e juizes municipaes ou de
orphos, sendo membros das cmaras legislativas ou
assembias provinciaes, consideram-se igualmente
impedidos de exercer os seus empregos, e serao com-
petentemente substituidos.Lu: Antonio zVuroosa,
J.A.dc Miranda, cum voto separado.Jos An-
tonio de Magalltex Castro.Jeronymo Martinia-
nt> Figutira de Mello.B. A. M. Taques, pelo vo-
cni relacao aos cidados activos, porque de fado
para que servir a faculdade de eleger a quem nao"*" em separado. F. D. Pereira de l'asconcellot,
com voto em separado.
I' 'oto em separado.
Nao leudo viudo a accordo com os meus honrados
gar, e que I csponUncidade da renuncia lira perda i collegas que fa/tin parle das commisses de consl-
do mesmo lugar o carcter de pena, e a le que a luirao c juslica criminal, cojo parecer esta augusta
pode aceitar o mndalo stro incorrer em pena sra-
vissima f Pretendo-ai que o juiz exercendo func-
res legislativas renuncia voluntariamente o sen lu-

cornminasse o carcter de prohibitiva.
Com semelhanle raciocinio chegar-se-hia a provar
que nenhum crime he prohibido, porque tambem ha
a opcAo entre a ahstenrao do crime c a satsfarao dos
niaos iiislinclos.
A perda do emprego pelo exercicio das foneces
legislativas nao lein o odioso da coiidemnac^lu, nem
a ignominia da pena, mas nao he porque nao impor-
te prohibirn, he nicamente pela inoralidade do ac-
to prohibido, que se tornara lano mais meritorio'
quanln maioi fosse o sacrilicio de quom o praticasse.
Se a conslitiiicftn por um lado nao admille que o
juta eja privado da seu lugar senao por entenra ; se
por uuiio lailu ella nao couliuu da legislatura ordi-
c.miara deliheron oovir sobre a materia dos artigos
additivos ollerecidos soa considcrarAo por alguns
Ilustres deputadus, decrclando a imcompalibilidade
das funcroes judiciarias da primeira instancia com
as legislativas, pede a gravidade e a importancia do
assiimplo que cu indiqoe os pontos e jiislilique os
motivos de miaba divergencia, niio me devendo
contentar para assigna-las com a singla dcclararao
de vencido que em oulras occasies se emprega.
Coinecarei por observar a impropriedade da oeea-
aUtodeate dbale, .'iivolvendo-se-o na.1* disciisslo de
um projecto que (rala de assumplo absnlulamenle
diverso, ruurorri'iidn-se desla s.irle para que seja
acaiihadoo seu de-eiiMilsimeolo, nial apreciadas as
questes importante que surgem i simples leitura
daquelles artigos addilivos, e sobretudo, quaudo
parece que o governo se nao empenha na proroga-
cao das cmaras, nao havendo assim esperanza de
que esle anno possa converler-se em lei quer a don-
trina que encerra o projecto da reforma judiciara,
quera das emendas additivas que foram mandadas
s commisses. Em cinco ou seis das nao se como
poderla discutir-so os referidos artigos que leni por
fim tirar ou restringir os direitos do cidado brasi-
lero, quando nos paizes e nos parlamentos esclare-
cidos da Europa, e mesmo entre nos, nao se repula
perdido o lempo que se destina a conteslares desta
ordem.
E para dispertar a memoria da cmara a respeito
das dilliculd,ules da queslao, seja-me licito referir
as diflerentes pilases porque eila tem cnlre nos pas-
sado desde a primeira vez que foi tratada nesta e na
oulra casa do parlamento.
Discutindo-se em 1845 a lei que actualmente regu-
la o proressoeleitoral, se procuren inserir nella a se-
guiulc disposirao : as provincias em que exercila-
rem jurisdicc.lo ou antoridade nao podem ser eleitos
deputados ou senadores os generaes em rhefc, os
presidentes, commandantes das armas, os cliefes de
polica, os inspectores de thesourarias, os che'es da
adminislrarao de fazenda provincial e os juizes de
direito, prevalecendo para estes a disposieAo deste ar-
tigo as provincias em que eslixerem servindo na
occasiAo da eleico, e naquellas donde pos sido removidos um inez antes ou depois da convoca-
ro da assembla geral.
Depois de larga discussAo foi este artigo rejeitado
por 58 volos contra 21, e mais da incuuslilurona-
lidade do que da conveniencia da medida se tralou
entao.
Nesse mesmo auno proponha ao senado o finado
Sr. senador Paula Souza o segrate : Os membros
do senado, os do conselho de estado, ou da cmara
dos deputados, ou assembias provinciaes, as se-
guintes legislaturas serA logo aposentados, segundo
a lei de 4 de oulubro de 1831, se forem vitalicios, e
se o nao forem deivaran de ser magistrados.
Nao me consta que o peusamenlo deste artigo fosse
adiante, ou caho no senado, uu foi retirado da
discussAo.
Em 1846 una proposta dopoderexeculivoconlinha
este artigo: Os membros do poder judiciario que
acceitarcm a eleico de deputados assembla geral
ou a de senador, serao por esse fado aposentados
sem ordenado se liverem menos de dez aonos de
service, com o terco do ordenado se liverem mais de
10, com melade se liverem mais de 20 e com lodo
se liverem mais de :10.
Este artigo foi lamhem rejeitado.
No anuo de 1848 urna disposirao quasi anloga
de 1845 foi nesta cmara apresentada, e depois de
aturado debate foi mandada para o senado, j sem
forra, ja desconceiluada, c foi rejeilada naquella c-
mara Tambem nao caminliou um projecto que a
esse mesmo lempo se iuiciou ahi, sea memoria rae
nao he infiel.
O que se pretende agora '.' Primeira, pelos ar-
tigos addilivos, declarar vagnsos turara dos juilas
de
tos
Ires meus honrados collegas, que us juizes de direito
que forem elcilns deputados nao possam exercer o
seu emprego no intervallo das sesses, devendo ser
estesoecupados por juizes substitutos; e os que forem
elcilus senadores aposentados, decretada a perda dos
lugares dos chefes de polica, juizes municipaes,
promotores as mesmas circunstancias, etc., ele.
Notar, i de passagem que parece uuanime nesla
casa a opiuio da iuconstilucionalidade da medida,
que tendo a privar os magistrados do direito de se-
ren eleitos deputados ou senadores; e cerlo fora
preciso demonstrar, ou que j nao existe o art. 95
da coustiiiiic.il) quando estabelece que sao habis pa-
ra serem Horneados deputados os que podem ser elei-
tores, ou que os magistrados nao pdenlo ser eleito-
res, ou que nao tema renda liquida de 1004, ou Ibes
falla qualquer das condires dos 5$ do arl. 95; o re-
sultado da quasi unanimidade desta convicronao po-
de ler oulra origera senao a luz que derramou no
paiz o porfiado combale que em tres legislaturas dif-
erenlcs se travou, e uo qual se empenharam talen-
tos superiores e estadistas os mais dsliuclos e (raque-
jados. E pois, a gravidade e a importancia da ma-
teria que tem preoecupado essas legislaturas, urna
das causas de nao ler tido ella urna solurAo al o
presente, convencido como estou que as nao anima-
ra outro inleresse senAo o do hem publico.
Deixando de lado esle ponto, o da iuconstiluciona-
lidade, que tralarei se me couber a palavra na dis-
cussAo, orcuparme-hei com as medidas lembradas,
ea que me refer antes desla breve digressao.
Concordo em alguns dos fundamentos do parecer
dos tres honrados membros das commisses quando
combalcm artigos addilivos, c aceitando como sufli-
cienles esses fundamentos para sua plena regeicAo,
farei algumas igeiras rnusderares sobre o arbitrio
lembrado pelos meus honrados col legas.
Applicando as luminosas observares que reuni-
rn! em um s pensamenlo os ineos Ilustres collegas
que sustenlam que o magistrado s podo perder seu
lugar por seutenra, he lgico concluir, segundo ellas
que a suspensao do magistrado est no mesmo caso,
e que decreta-la, como prelendem, he igual oflensa
ciiiistiuc.ii>.
A constituirAo no art. 154 faz depender a suspeu-
sAo de certas formalidades, d o magisfrado no in-
leresse publico garantas que a emenda da commis-
sao Ihes lira e se a perda do lugar he pena tambem
o he a suspeusAo; se urna depende a oulra nos casos
do art. 154 da consliliiicAo de formulas que Ihes cor-
responden!,
Para comprehender-se qOe i medida proposla nao
tem o alcauce que se Ihe pretende atlribuir, c cm
vez de minorar aggrava o mal que sentimos, basta
considerar o motivo que a inspira, o qual comiste
em obrigar os juizes a residencia mais aturada as
comarcas pela falla que fazem nos seus lugares, dei-
cando-os enlregues a substitutos que nao tem as ha-
bilitarles precisas e a quem sabretudo falla acon-
dico da perpetuidade.
Adoptada a emenda o juiz de direito eltcctivo nao
pode servir no emprego durante a legislatura, esern
elle exercido por um juiz subslilutocom lodos os in-
Couvenienles ponderados, quando actualmente en-
cerradas as eamaraso juiz rflectivo volla a occupa-lo
e pelo menos em metade do anno lein as comarcas
o juiz perpetuo que Ihesd a constiluirao.
Se o juiz de direito for reelcito duns, tres vezes,
etc., ahi leremos a inlerinidade por 8, 12 e mais
annos; decorrido esse esparo aa vallar s funcroes
judicaras lera adquirido talvez multas luzes, Iran
seu espirito enriquecido, mas ninguem se propor
asseverar que conserve un tal juiz os hbitos de jul-
gar, que esses os perdeu elle no eslndo, na conlem-
plai.ao de materias absolutamente estranhas profis-
sao dojulgador.
NAo se envolver mais este juiz as ludas elcilo-
raes"? lie quando para ellas se me augura mais des-
embarazado, porque se no exercicio do cargo senlia
vexame, se acanhava em solicitar volos, se faltava-
Ihe lempo para correr todos os cantos da sua comar-
ca, hoje sollo da pea que o prendera, ah o veremos
percoriondo afoulo e diligente o dislriclo de sua jai
risdicao, p rom um procurador activo e atereaaado
em sub-liluido na pessoa dujuiz municipal, que pra-
licaia por sua coula osexressos e abusos que se re-
leiam quando preleiila para si 09 cargos de eleico
popular rom preterirlo do juiz a quem subatilne;
creando-;e assim, em vez de um, dous candidatos
vida poltica.
Ve-se que deiio de lado considerar a que ciasse
fica prrtencendo este juiz substituto, entidad nova
que surge da emenda substitutiva.
Accresce que havendo um nao pequeo numero de
juizes de direito com a antisuidade de 15 annos, e
outro- prximos a ella, he para estes ineflicaz a me-
dida, que smente feria resultado se o accesso aos
tribuimos de segunda instanciase regulas-e pela an-
tiguidade cega, o que au admiltio o projecto da
reforma judiciara ; he queslao que me nao faro car-
go de considerar agora no intuito da resu-
mir-me.
Demais, se a inlen;3o com que se procura arredar
das cmaras legislativas os juizes de direito, he pela
influencia que cllesexercem as comarcas, esse in-
conveniente em paite se remove com a reforma ju-
diciara, que sem llovida e no ventadeiro inleresse
ila administraran da justicia importa a crearlo de nm
maior numero de comarcas.
A emenda substitutiva he aiuda injusta sobre ser
odiosa quando applicada a urna s ciasse, a dos jui-
zes de direito ; se as diflerentes propostas do poder
execulvo de que fiz menean no principio desta ex-
posicao. se os artigos que Ihes addieietaarain encer-
ra), mi inconvenieutes graves, pelo Mf nos tinham o
mrito de gcneralisar a providencia a mitras elasses,
anude se podem talvez notar maiures abusos na ra-
zao dos meios de mais intensa influencia de que dis-
pocm certos funecionarios.
Qual ser a sil uacan do paiz adoptado o expedien-
te lembrado de nao excrcerem os juizes de direilo
seus empregos no intervallo das sesses '.' Cessarao
porvenlura os clamores que se tem levantado de um
a outro ngulo do imperio contra a sinceridade da
eleico .' Calar-se-hAo as vozes dos que bradam pe-
las eleieoes directas, pela inelegibilidade dos presi-
dentes ile provincias, dos commandantes de armas,
etc. Cerlo que nao.
Islo vem em auxilio do que escrevi ha pouco, islo
lie, vem provar que a questo aqu he deslocada, que
em um projecto parle e precedendo as formalida-
des ciinslilnrionaes.se ronsiderasse a materia por te-
das as suas faces, ahi era lugar proprio para ser bein
Batanado e desenvolvido o assumplo.
Occorre-me referir o que acontecen na provincia
de Minas Geracs, providenciando a respectiva as-
sembla legislativa sobre a falla dos juizes de direito
elVcclivos em seus lugares. A le provincial n. 7:2
de 1837 eonlinha o seguinle artigo : Os juizes de
direilo que liverem asscnlo na assembla geral le-
gislativa, senlo dispensados do exercicio de suas
funrjes durante o periodo da legislatura a que per-
lenccrcm, conservando, porm, os seus lugares.
Esla disposirao nao vigorou nem al o anno do 1810,
em que se inlcrprelou o acto addicional ; a pro-
pria assembla provincial a revogou por inconve-
niente.
Prepoinicram emmeu espirito duvidas 1.1o serias
em resolve-lo pela medida a que me tenho referido,
que eu nao Hesitara em prcfcr-la a urna incompa-
libldadc absoluta nesles lermos : Os juizes da
direito, juizes maaicipaes, etc., que rorenj tji- naeira insianria que forem elelos membros do
deputados, Em segundo lugar; pelo llaaaiilfdj., jrjirpo legislativo oplirao, otf peloexcrcicio dasfunc-
ces legislativas, ou pelo das judiciarias.
Esla incompatibilidade assim absoluta Oca exposte
a objecces menos procedentes, c servir para signi-
ficar que o magi-lrado, en no duvidaria aceta-
la, se se enlcnde que a causa dos males de que o paiz
se qucxa desapparecer, nao servindo os juizes de
direito o seu emprego no intervallo das sesses, como
mui claramente o diz a roiisliiuiro.
Pode ser que seja eu singular tiesta opinio, mas
expendendo-a sou leal s minhas convieces.
Nem se mesupponha adversario das incompatibi-
lidades ; esposo pelo contrario a opinio daquelles
qne receiam a preponderancia de espritu de rorpo
as cmaras legislativas, mas entendo tambera que,
segundo nossa organsarAo polilica, a reforma do di-
reito de elegibilidad!! nao abandonou a constiluirao
merco de urna lei ordinaria ; direito poltico, o de
eleger e o de ser cleito, elle s pode ser alterado se-
guidos os tramites roiistilucionaes. Esle he o poni
de vista sobre o qual dever versar o dbale.
A ter-se pretendido que as legislaturas ordinarias
podem prover de remedio o mal que se sen te,al tribu
cu principalmente a inulilidade dos esforcos ale
qui euipi egailos para arredar das cmaras alguns
funecionarios pblicos.
Meu profundo acalamenlo constiluirao do Estado
me aconselha que nao ha escolhaentre viola-la e in-
terpreta-la.
Minha natural timidez, porm, minha insuffcien
co, me embargan) proseguir.
Eis o meu voto e os motivos de minha divergen-
cia.
Rio de Janeiro 28 de agosto de 1854. Francisco
Diogo I'ereira de l'asconcellot.
Adhiro ao vol cima, com declararan de que
a nica medida que tenho por conveniente na ma-
teria he de prohibir os magistrados de 1.a instancia
de serem volados nos collegos eleitoraes do distrelo
de sua jurisdiro.Benecenuto Augusto de Maga-
Ihaci Taques.
Voto em separado.
Hc-me bastante scnsivel nao adoptar a Ilustra-
da opinio de meus honrados collegas ; mas o in
leressc do meu paiz, como o considera a minha
ac.inhad.i inlellgeocia, e as convicres que a rapar-
lo desde muilo me animam, eslAo sobre ludo.
A discussAo do principio da necessidade de apar-
lar do corpo legislalivo cerlos,e determinados fune-
cionarios existe desde que existe o syslema repre-
sentativo ; ella he de todos os lempos e de todosx
paizes. As tentativas da Inglaterra desde os Sluarls,
os seus esforcos depois da revoloro de Kiss, e
sob o reinado de Guiihcrme III, manifestamente o
demonstram.
Apezar de lodas as contrariedades, o principio,
considerado ignobil pelo re Jcorge II, dominou
iii.n- ou inciios ainptamente. A queda de Walpolc
fui o annuucio de sen (riumpho.
Limitando a quistan ciasse dos magistrados,
v-se que na (iraa-Krelauba nao podem os juizes
ser elelos membros da cmara dos communs.
Na Franca diflerentes leis orgnicas tem adoptado
o principio, c nesse paiz os magistrados nao podem
hoje ser deputados.
Nos Estados-Unidos, embora nao tenham os jui-
zes o mesmo carcter que se ibes reconhece entre
nos c naquellas nares, lamhem vigora a mesma
doulrina.
Em o nosn paiz o pensamenlo poltico, al agora
condecido com a denominaran de liberal, admit e
no prograinma le seus melhoramentos o principio
das incompatibilidades dos magistrados.
Entre os esladist.-is da opinio conservadora, sup-
poslo nao livesse sido elle al certa poca aceite, o
foi coratudo mais ou menos modificado. Seja cx-
emplo o projecto do senado letlra II de 1848, ap-
provada nesta parte em 2.* discusso.
No projeelo sobre cleirao, que eu e um honrado
amigo meu (venios a honra de oflerecer conside-
racao da cmara cm de julho do anuo lindo, ron-
sagre igual doulrina.
Nao he pois de boje a ininlia opinio : ella asseu-
la sobre urna conviccAo formada em presenra das
neressidades dos povos e las exigencias do servico.
A lei n. ,V>7 de :!n dejunlm de 1X50, fazendo
desmotar a antisuidade ao magistrado diiraulc o
lempo dos trabalhos legislativos, recouheceu a ne-'
cessidade de serias providencias ; deu um passo pa-
ra as incompatibilidades.
Os vinle e um deputados que assignaram a emen-
da submeltida ao exame das commisses reunidas,
professam ideas bem pronunciadas a scmelliante
rapeMo.
A maioria das commisses sanecioua a necessi-
dade da medida, opinando no sentido de afaslar
por meios indirectos os magistrados da represcnlacAo
nacional.
Ser a providencia assenlada pelos meus Ilustres
collegas o meio cfficaz c idneo para salisfazer a
urna necessidade que lodos os partidos scnlcm, que
todo o paiz encara"!
lie minha opinio que a situadlo dos negocios
nao se satisfaz com a lembraiir,a da memoria das
commisses. A idea das incompatibilidades, taes
como na emenda se formulara, deve ser approvada,
salvo una pequea modificara.
Eis as minhas razes :
I. A emenda, mais ou menos modificada, (em
o assenlimenlo de lodas as opnies. As questes
de necessidade e de opportunidade acbam-se resol-
vidas ein todas asconsciencias.
O Sr. un lustro da juslica mesmo derlarou nesla
casa que as aceilava com as dislincres que figurara.
2* He para mim fra de duvida que urna resolu-
to approvada cm semelhanle sentido nAo oliendo
principio algum da constituirn.
A cmistitiiirao s poderia ser oflendida se se alle-
rasse a cundirn da vitalicedade. O magistrado qua
quizer ser magistrado he sem a menor couleslarao
vitalicio. O que faltar ao principio da permanen-
cia e s rondices da sua pn-ioAo, prelendendo a-
brarar a carreira putilica ou administrativa, moslra
querer deixar de ser magistrado. Esse o nao pode-
r ser.
Os empregos nAo sao prnpriamenle de algum na
sociedade brasileira. O cidado que aceita da so-
ciedade um erapregu he sempre com a condirao, la-
cita ao menos, de se submetter a quaesquer alter-
nativas, vicissludcs ou condires que tenham de
modificar a sua mancira de existir.
Assim como a lei augmenta hoje a jurisdirro do
magistrado, e a consolida com maiures garantas e
privilegios, pode pelo mesmo modo enfraqucce-la,
reduzi-la amanilla. O que salisfizer ns condir,es
que a successao dos fados que alterara a existencia
da sociedade loma necessarias, be magistrado e vi-
talicio. O que se nao conformar com ellas aban.lo-
na o seu emprego. Consultar por lanto os interes-
ses individiiaes do magistrado, quando o bem coin-
mum manda antes de tudo consultar os do paiz, se-
ra urna falta indisculpavcl.
3a A necessidade de permanencia dos magistrados
era seus lugares, a experiencia c conliecimenlo que
s com ella se adquirem, e as ronimodidades dos
povos, que lauto sollrem no caso uppostu, soccor-
rein a medida proposla.
A providencia lembrada pela maioria das com-
misses Tere semelhanle principio. A inlerinidade
de um magistrado sem futuro ; sujelo mesma lei
que o eflcctivu, nao pode salisfazer. Se o magistra-
do assim impedido he rceleito, contina no quadru
da magistratura a uceupar apenas urna posirao de
honra. Se volla ao lugar, acha-se arriscado a de-
xa-lo pelo mesmo fundamento.
Como fica dependendo a Hornearan do lugar de
desembargador mais do merecimenlo do que da an-
tiguidade, nao fallaran alguns a quem se nao d por
premio de seus afans polticos um accesso na escala
judiciara, ficando assim Iludida a le.
A inlelligencia de cada um c a discusso dar a
esla materia o desenvolvimcnlo de que he suscepli-
vel.
4a A alta posiro do magistrado, o honroso de
suas funeces, e o respeilo e forra moral a que tem
inconleslavel direito no paiz, o devem inhibir de
entrar em lulas polticas, e do se interessar por
qualquer modo no gozo das vantagens que podem
Irazer as asprac,es a cargos diflerentes.
5'1 Exercem os magistrados alta preponderancia
no paiz. A lei da reforma que se disrule va ar-
ma-Ios de lal poder e prestigio, que se torna indis-
pensavel pensar desde logo no correctivo adaptado.
Os legtimos interesses dos povos nAo podem ser
desconsiderados era face da siluarlo era que v.lo el-
les ser collocados.
6.a Tendo para mim, como cousa hem possivel,
que da compalibilidade do lugar de magistrado
com o cargo de representante do paiz podero mui-
tas vezes resultar inconvenientes que affectem,
conslranjam ou viciem a independencia dos dous
pederes, excrcidos era parle por um mesmo indi-
viduo. A alta qoeslAo ferenle que tem de ser rc-
solvida em referencia ao corpo da magistratura pe-
lo corpo legislalivo, que se compile cm t.o grande
parle de magistrados, pode servir para lliese do
descnvolvimeato a que se presta esta considerarlo.
Concluindo estas observares, declaro que seo
paiz, como entendo, tem muilo a ganhar de una
conciliario de partidos ou pensamentos politicos,
essa conciliarAo nao pode ser enllocada em inelhor
terreno do que naquelle em quo lodas as indiligen-
cias concorrem a adoptar as ideas de seus adversa-
rios qne mais consenlaneas sejam ao bem coraraum.
A idea das incompatibilidades, susleulada com vi-
gor pelo pensamenlo liberal, e aceita com modifi-
carnos pelos homens do lado opposlo, viria a cons-
tituir, na adopclo da emenda, um verdadeiro pon-
i de conciliaro de principios, que desarmara
muilos espirilos, e acarrelaria como consequencia
a sincera conciliaro de muitas pessoas.
Das concderares expendidas devo concluir para
a adopcAo da emenda esteiidendo-a aos ministros do
supremo tribunal de juslica, e aos desembargadores
igualmente, bem como a elcicao para senadores,
por se acharcm as mesmas circumslancia.
Assim, por lauto, tenho a honra de offerecer a
emenda modificativa uos segu ntes termos:
Artigo. Os ministros do supremo tribunal de jus-
lica, os desembargadores, juizes de direito, munici-
paes, de orphaos, promotores pblicos e chefes de
polica que forem escolhidos senadores, ou eleitos
de pillad- assembla geral, ou provincial, dei-
xar.lo por esse fado vagos os respectivos lugar,
salvo o direito de opro.
SerAo porcm aposentados, se por ventura live-
rem para esse effeito as condires marradas as leis.
Paro ila cmara dos deputados, cm '26 do agosto
do 1854./. ./. de Miranda.
O Sr. Ferraz (pela ordem):Esla materia be lo
importante, ha tantos pareceres sobre ella, que eu
requera cmara a iinprcssao de lodos elles (apoi-
dos,) para que depois de mpressos entrera na or-
dem do dia com o projecto. Nada podemos ouvir ; be
preciso que leamos ao menos. (Apoiados.) Peco pois
a impresso.
Vencese que se imprimara o parecer e os volos
cm separado.
Reforma lojpothecaria.
Entra era primeira discussAoo projecto (presenta-
do pelo Sr. Mabiico sobre esta malcra.
/ o;e :Votes, votos '.
Sem debate he ippi ovado para passar segunda
discussilo.
Tambem sem dbale passa em l discusso o pro-
jeelo que regula os direitos paroebiaes no arcebispa-
lo da Babia e bispados do llio Grande, S, Paulo,
.Maranhao, Gpyax e Mananta.
leuda dos liens da cuprita dr I lambe.
II Sr. Su e llhutiiirrqiir:Km 1850 passou na ra-
mal J una resoluro autorisando o governo a uianda
venders Ierras pertencenlesao vinculo dellamb,
na provincia de Pernambuco ; o auno passado esla
resoluro soll'reu nesla cmara urna alteraran ; foi
para o senado unida lei do orcamento ; o senado
deslacou-a dessa lei, discutio, votou c enviou-a a es-
la cmara em projecto,que esl impresso sob n. 135,
dado para a ordem do dia. Eu pedia a V. Exc. que
houvessede consultar a cmara se approva a urgen-
cia para que se discuta esta malcra ; os cofres
pblicos iuleressam com a execurao desla reso-
luro.
O Sr. Ferraz :Mas ha iuforma(es que se pe-
dirn) sobre slo.
Vota-se a urgencia para que se Iratc dessa mate-
ria na 1." parle da ordem do dia. Entra por conse-
quencia em 2.a discusso a seguinle resolucao do se-
nado.
n Artigo nico. Na venda dos bcus e Ierras da ca-
pellade llamb, na provincia de Pernambuco, de-
cretada pelo arl. 4.a da lei n. 586 de fi de setembro
de 1850, o governo poder affronlar primeiramenle,
pelos procos ilas nvaliacors a que se proceder judi-
cialmente, julgando-as razoaveis, aos individuos que,
ou j se acharen) por qualquer titulo era posse dos
dilos bens e Ierras, ou liverem neslas bemfeitorias :
revogadas as dispusieres cm contrario.
O Sr. Ilenriques :O projecto que V. Exc. aca-
ba de entregar discusso, vralo como voio do se-
nado, nao pele deixar do ter em seu apoio o cundo
las conveniencias publicas eda sa hedor la ; mas leu-
do de prcstar-lbc o meu vutu, peco cmara permit-
a que otlereca sua consideracao urna duvida em
que me acho, c que he natural possa ser solvida pe-
los uobres deputados por Pernambuco, a cuja pro-
vincia diz respeito a materia do projeelo.
O projeelo autorisa o governo para affronlar pelo
preco ilas a valanles que judicialmente se proceder,
e quaudo as julgue razoaveis, aos individuos que es-
liverem de posse da capella de llamb, ou que nella
liverem fcilo bemfeitorias, os bens da mesma capel-
la ; e he islo o que me parece inleiramenlc escusa-
do, porquanlo pelo arl. 4. da lei a que se refere o
mesmo projecto de 6 de selembro de 1850, o gover-
no, se me nAo engao, foi autorisado para mandar
vender pela maneira que entender mais couvenieu-
'e aos interesses da fazenda publica, os bens da so-
bredila capella de llamb, na provincia de Pernam-
buco. Parece-me, portan lo, que estando o governo
com a precisa aulorisarao, c urna aulorisarlo Uto
ampia e genrica, para a venda pelo modo que elle
nielbore mais convenientecnlenda aos nlcrcsses lis-
caes, nenhuma oulra aulorisarao se loma ncressariaa
semelhaule respeito ; e estando perianto comprehen-
dida na faculdade j dada a que faz o objecto do pre-
sente projecto, he este por consequencia escusado e
superfluo.
Podcrei estar em erro a este respeito ; estimara
que algum dos nobres deputados por Pernambuco,
que devem estar ao fado de quanlo ha occorrido a
semelhanle respeilo, rae prestasse os csclarecimenlos
de que preciso para volar com inleiro conliecimen-
lo de causa.
OSr. Augusto de Olivcira :O notare depulado
querobrigar ao governo a lomai urna responsabili-
dade da qual o mesmo governo enlende dever exi-
mir-se, pedindo para esle fira una aulorisarao espe-
cial ao corpo legislativo.
Disse onobre depulado que, pela lei de fi de se-
lembro de 185fr,% o governo aulorisado a vender
os bens e Ierras da capella de llamb pela maneira
que julgasse mais conveniente, he verdade ; maso
governo enlende que as disposices de semelhanle
le nao se acha comprehendidaa aulorisarao de pre-
ferir na venda dos referidos bens os posseiros, como
determina a resoluro.
O Sr. Henriques:Esl autorisado pela maneira
porque falla a lei.
OSr. Augusto de\Oliceira :Islo diz o nobre de-
pulado, mas o governu nAo se julga com essa aulo-
risarao, e o nobre depulado nAo pode obrigar o go-
verno a dar a essa lei a inlelligencia que a S. Exc.
parece conveniente.
Esses posseiros requereram ao governo que elles
fossem em idnticas circunstancias preferidos a ou-
tros licitantes, o governo porm respoudeu que a
lei nao Ihe dava semelhanle aulorisaco, qne elles re-
corressem ao corpo legislativo. E lendo elles segui-
do esse conselho a cmara julgou dever fazer essa
concessao ; por consequencia, votando agora pelo
projecto, a casa nao faz senao sustentar urna deciso
que ella anteriormente j havia ai-cordado. Os es-
crpulos do nobre depulado me parece que nao sao
fundados, una vez que S. Exc. quer obrigar o gover-
no a tomar a responsabilidade de um acto para o
qual o governo nao se julga aulorisado. Supponho
que estas breves reflexes devem ter desvanecido as
duvidas do nobre depulado, c que agora elle pode-
r prestar o seu valioso apoio ao projeelo, que nao
he mais que a reproduce,ao de urna idea que a cma-
ra j adoplou...
OSr. Henriques :Se conheccquc he reprodc-
elo, he escusada.
O Sr. Augusto de Oliveira :Sem duvida ; toda-
va cxprinii-me de modo qne o nobre depulado nAo
me comprchendeu, oque quero dizer he que a idea
desla resolurilo perlence a cmara, anude ella leve
a sua iniciativa, cnAo cmara vitalicia; foi a cma-
ra dos Srs. deputados que cm um artigo da lei do
orcamento do anno passado adoplou esla medida, ^o
senado, como a cmara sabe, havendo varios artigos
sido destacados da lei do orcamenlo a lira de serem
prnposlos em projeclos separados, be por esla razAo
que a resolucAo quesodiscule veio novamente i c-
mara para ser approvada.
Admira que o nobre depulado apresenlasse hoje
eslas suas reflexes, nao o leudo feilo quando esta
medida foi aqu discutida. Se o nobre depulado en-
tenda que o governo eslava plenamente autorisado
para preferiros posseiros a outros quaesquer lici-
tantes, deveria ter apresentado s suasduvidas quan-
do discutimos a lei do orc.aroen(o, porque nessa oc-
rasio o Sr. ministro da fazenda teria desvanecido o
erroem que eslava o nobre depulado.
I.imilo-me a estas breves reflexes, que me pare-
cen) mais que sufficienlcspara mostrar cmara que
o projecto Dio pode deixar de merecer a sua appro-
varao.
O Sr. Gomes Ribciro pondera que esta resoluro
lie inleiramenle contraria aos interesses os mais vi-
laes da fazenda nacional, a qual ven) seguramente a
perder talvez para mais tic -200:0005 na venda do
vinculo do llamb. Esla resoluro he inconsiderada.
O orador muilo duvida que S. Exc. oSr. ministro
da fazenda Ihe preste o seu assenliuienlo, se por ven-
lura vier assislir a esta discusso, prestando a devi-
da alinelo ao que elle orador livor enlAo de expor
sobre a maleria,|porquantn he de lodo contrario aos
principios de direilo que dcixc o vincul de que se
trala.de ser vendido cm prcglo com as formalidades
do eslxio, cenmo reelamam osinlcresscs da fazenda,
para ser aflronlado pelo valor da avadarlo ao seu
possuidor, avaliaco que ninguem sabe come fra
feita, muitas vezes impressionada pela influencia do
lal possuidor, que dizeni ser boincm poderoso que
nAo poupa sacrilicio algum para ficar comesto vincu-
lo. Tanto mais porque a elle orador ronslou que f-
ra lo benfica a sua avallarlo, que algucm havia na-
quella praca que eslava preparado para nclle lanrar
al 1011:0005, dinlieiro vista, quando a resoluro
que se discuto manda aflrontar ao tal possuidor pelos
290:000))em que lera avallado, c isla deixando em
|i subsislenle a ilisposirlo do artigo da lei de 1851,
queaulori-a a venda ainda a prasaa de lo anuos, de
maneira que alm da clausula de bemfeiloras, que
j o orador enverga no projecto que com ps dela
as admille e as faz valer, leremos que a reuda do
vnculo cm 10 annos dar para o seu pagamento, de-
duzidas as laes bemfeitorias. Conclue o orador man-
dando ,i mesa o seguinle requerimento de adia-
mcnlo :
Requeiro que fique adiado o prejecto at que
compareca discussAo o Sr. ministro da fazenda, pa-
ra o que seja convidado.
Man.Iu-sc a materia por discutida, lie rejeitado o
adiamcnlo e em segaida he approvado o projeelo pa-
ra passar i 3.a discusso.
Continuando a discusso do projeelo relativo ao
casamento dos militares, he sem debate rejeitado o
adianieoto proposto pelo Sr. Miranda.
O Sr. Oliteira Bello : Pejo desculpa cma-
ra de liaver insistido cm lomar parle ua discusso da
medida de reslriccAo da liberdade do casamento dos
oflieiaes do exercilo. NAo tenho por cerlo a louca
vaidade de suppor que pusso esclarece-la. Mas re-
presentando nesla casa a provincia do imperio onde
sem duvida esta medida lera a maior applicarAo,
porque essa provincia como que he o principal quar-
lel do mam exercilo ; e leudo por varias vezes le-
vantado aqui a minha dbil voz em sustentado e
defeza dos direitose interesses da nobre e benem-
rita ciasse militar que merece lodas as minhas al-
lenres, que merece a gralidao do paiz pelos rele-
vantes sen iros quo ha feito, c da qual o paiz deve
esperar sempre o melhores servidos | apoiados). eu
tenho necessidade deproduziras razes do vol quo
pretendo dar a favor dessa medida, porque desejo
ser bem comprehendido. NAo desejo passar por hos-
til a essa nobre ciasse, nem lambem quero na sus-
tentarlo c defeza de seus direitos ir alm dos ver-
daderos interesses do estado, das verdadeiras con-
veniencias da disciplina militar.
A materia acha-se j bstanle esclarecida pelos
honrados deputados que a tem discutido. Os oppo-
silnres da medida lera explorado hbilmente lodos os
recursos do seiitiinenlo ; os seus campees lero em-
pregado os melhores argumentos da razan esclareci-
da pela experiencia ; cu pero licenra para collocar-
me deste lado.
NAo posso, senhores, considerar, como muila geu-
(e tem considerado, como o prmeiro honrado depu-
lado que mpugnou esla medida na primeira discus-
sAo parecen considerar, que o alcance da medida,
que o seu fim seja condemnar ao celibato os oflieiaes
do exercito. Se ella tvesse semelhanle alcance, so
ella livesse por fim prohibir, vedar absolutamente
os casainenlos na ciasse militar, oppor taes embara-
ces e pias a esses casanientos que elles nunca se pu-
dessem effeduar, por cerlo eu Ihe negara o meu
vol. (Apoiados.)
O Sr. Correa das \cves : Pois enlo deve ne-
ga-lo.
O Sr. Bello: Mas eu entendo que o fim nico,
que lodo o alcance da medida se limita a restringir a
liberdade do casamento dos oflieiaes, a regular essa
liherdade de modo que evitando-se os casamentos
inconvenientes, fique todava o direilo de conlra-
hirem osofliciaes aquellos casamentos que sejam dig-
nos delles, que os nao iulelicilem e embaracen) na
sua carreira e servidos, reduzindo assim essa liher-
dade s verdadeiras proporres do direilo aos limites
do til, do conveniente...
O Sr. Correa das Meces : Enlao vamos fazer
extensiva.
O Sr. Branaao : Apoiado, a lodas as elasses, e
principalmente a dos erapregados pblicos.
O Sr. Oliteira Bello: A medida, senhores,
favorece os interesses do estado, d forr,a discipli-
na do exercilo, e assegura o bem-cslar dos oflieiaes
a quem ella se houver de applicar. Favorece os in-
teresses do estado, porque, diminuindo o numero
dos oflieiaes casados, o estado lera um exercito me-
nos pesado, mais movel e disponivel, e ficar me-
nos sobrecarregado dos onus de conferir penses s
viuvas pobres e aos orphaos dos oflieiaes, c de fazer
as avultadas despezas que ora faz com o transporte
das familias dos oflieiaes quando estes tem de mar -
char de uns para outros lugares. Ora, o estado a
quem os oflieiaes, casando, impe todas eslas obri-
gaces, nAo pode deixar de ler inleresse e direilo de
regular o principio d'onde essas obrigaces emanara.
{Apoiados.)
O Sr. Correa das Seres: O mesmo succede
com os magistrados, a cujas mulheres e filhos damos
penses.
O Sr. Oliceira Bello :Em lodas as oulrasclas-
ses em que os casamentos impe obrigaces ao prin-
cipio administrativo, o principio administrativo lem
direito de regalnr os casamentes, consenlindo nos
que Ihe parecerem convenientes, prohibindo ou
embarazando os mos...
O Sr. Brandan -. NAo he preciso reslabclecer
as antigs pragmticas.
O Sr. Oliceira Bello: Como o nobre depulado
falla em pragmticas, cu citarei urna, qne uo heau-
liga porque ainda esl em vigor, he a pragmtica, o
foral da casa imperial. Segundo essa lei nenhum
criado da casa imperial, grande do estado, camaris-
te, veador, guarda-roupa, ele, pode conlrahir ca-
samento sem licenra verbal do imperador, e sem um
alvara de licencia passado pela mordomia. E porque
se restringi assim a liberdade do casamento aos
criados da casa imperial ? Foi sem duvida porque
adquiriodo as mulheres e os filhos dos criados d.i
casa imperial as honras e privilegios de que elles go-
zan), o monarcha nAo podia deixar de ler alguraa
inspeccao sobre os seus casamcnlos fim de poder
evitar que elles os contrahissem menos dignos da sua
alta posirAo, clransmillircm suas honras e privile-
gios mulheres qne as nAo merecessem.
Esle mesmo precaitoque se acha eslahelecido pa-
ra essa ciasse lem urna -anecio; o criado da casa
imperial que casa sem licenra, sem o aprazimenlo
do monarcha, e sem o alvara da mordomia, nao po-
de transferir sua mulher e filhos os direitos e hon-
ras de que elle goza. Assim pois, senhores, na he
urna novidade a restricrao que se pretende cstabe-
lecer..
O Sr. BrandSo : Para a ciasse militar he.
O Sr. Oliceira Bello : Segundo a anliga legis-
larao portugueza, sabem os nobres deputados que
mesmo no Brasil alguns magistrados nao tinham o
direilo de casar quaudo e onde quzessem...
O Sr. Brando : Isso nAo rege entre nos.
O Sr. Oliceira Bello : Os juizes de orphos
n.lo podiam casar com mulher perlencentc ao terri-
torio de sua jurisdicrAo. A medida d forra disci-
plina do exercito, evitando as resistencias esolici-
lares dos oflieiaes c de suas familias as occasies
de marcha e destacamentos, e as reiteradas licenras
a que recorrem os oflieiaes com prejuizo do servico
para podercni ir ver suas familias, c allender a seus
negocios particulares. Assegura o bem-cslar dos of-
lriaes a quem ella se houver do applicar, porque
evilar que uns conlraiam casamenlos que ralo se-
jam dignos da nobre ciasse a que elles perteucem...
OSr. Correadas .Veces : EnlAo cncarregue-se
ao governo de lhc fazer os bous casamcutos. [Ri-
sadas.)
0 Sr. Olireira Bello : ... e que oulros, viveu-
do somenle de seu sold, casem com mulher lao po-
bre como elles...
O Sr. Correa da- Seres : Bem, a queslao he de
d llillell i ?
O Sr. Oliceira Bello : ... que Ibes nAo traga os
necessarios meios de prover i sua subsistencia e
educarlo de seus filhos.







DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 20 DE OUTUBRO DE 1851

O .Vr. BrantlOo : Conhcco muilos que casaram
pohrissimos c que cstao felizes.
O Sr. Oliceira licito: (Jomo pode, senhores. o
oflicial que casa neslas urcumslancias vivcr salitfei-
lo, estar sempre prompto para o servico, provcrcon-
venientemente manulenoo tlesun familia c ao as-
seio e decoro cora que ae lleve apresenlar sempre ?
Tara osles lie quo serve a restrccao, a esles lie que
ella sen applicada, ni> aos que quierem conlrahr
casamentas decentes, e que liverem os indspensaveis
meios de sustentar a mulher e de educar os fillios.
i Apoiados.)
Aipicllcs, ii,"n> podeiulo separar-sc de sua mulher
o lillios, por ii "o poderem deixar-lhes os ntcessaros
lucios de subsistencia, sao Abrigados a leva-Ios com-
ital as marchas, o para os acampamentos, (icaudo
asaim, pelos cuidados que devem n sna familia, em-
baraoados muilas vezes de prestaren) todo oservico
quedellessc exige...
O Sr. forrea das Aere : Sabe V. Ex. mais do
que o conde de l.ippe, qnc permiti as luullicrcs no
acampamento.
O Sr. Oliceira Bello : O conde de l.ippe pro-
hibe que os soldados casein sem licenca do seu com-
mandanle ; o o nobre deputado sabe que a palavra
soldado desista en gcral tambera o oflicial...
O Sr. Correa das .Veces : Est encanado, a pa-
lavra militar sim, porm a palavrasoldado
so designa a praca de pret.
O Sr. Oliceira Bello : Assim o tem entendi-
do algn* cheles do nosso exercilo, que tem prohi-
bido que os ofliciaes seus subordinados ,casem sem
licenca sua, ou do comraandante do corpo. Este
fado serve ao menos para provar que a medida
proposta he Uto necessaria, que aquelles que mai*
razao tem para conlieccrcm os inconvenientes da
falla delta, os chefesdo exercilo, j a tem applica-
do antes de estar estabelecida por lci.
Todas as nares da Europa que tem exercitos re-
gulares e permanentes cousagram em sua legisla-
cao militar esta medida acompanhada de mais ou
menos rigor....
O Sr. Brandao : A razao lie muito especial.
O Sr. Oliveira Bello : O nobre depntado pela
provincia do Rio Grande do Sul que falln em ul-
timo lugar na Mtfe de sahbado, recorrendo a his-
toria anliga do novo romano, da Grecia e lambem
do povo hebreu, pretenden mostrar que essa medi-
da era urna novidade que nOo linha tido arcilceo
na anliguidade. Eu responderei ao nobre deputa-
do que o exemplo nao serve, porque os povos a
quo ello se referi nilo tinham exercitos regulares
e permanentes. Nesses paizes e nesses lempos lo-
do o i idail.'m era soldado, quando era necessario de-
fender a palria, fazer una conquista, 0(1 vingar
urna injuria nacional...
O Sr. Correa das Heves : Como hoje.
O Sr. Oliceira Bello : .... mas, passada a oc-
casao, acabada a guerra, os soldados voltnvam aos
hbitos da paz, aos interesses da vida domestica,
confundiam-se com os domis cidadaos, e portanto
tinham aos mesmos direitos.
Se o nobre deputado a quera rae refiro quiz com
esse exemplo defender simplesmente o principio da
liberdade, eu Ihe direi que mesmo em nra dos po-
vos que elle citou, entre os l.acedemonios, a liber-
dade do casamanto para todos os cidadaos soffria
um forle reslrcco. Alli, como refere a historia, e
os nobres deputados sabem, nenhuin cidadao po-
da casar antes de ter 30 aunos de idade ; e se eu
nao tivesse declarado que me collocava do lado dos
argumentos da razao, declamara sobre esse attenla-
du contra a liberdade natural pralicado por um povo
que todava nao punha restriccOes ao casamento dos
militares ; porque, segundo os principios abstractos,
nada parece mais injusto do que lolhere aos lio-
inens a liberdade de casar, logo que tem a idade
natural para isso, e obriga-los a esperar aleaos Irn-
(a .unios.
OSr. Correa das .Veces di um aparte.
O Sr. Oliceira Bello : Os interesses da socie-
dade so a verdadera medida da liberdade dos po-
vos 5 1 oda a liberdade que contraria os verdadeiros
interesses sociaesnao he um bem, nao he um direi-
to ; he um mal, be abuso da liberdade, he a licen-
ca ( Apoiados. )
O Sr. Correa das Seres : Agora essa he que
he a queslao ; he preciso mostrar que a liberdade
do casamento dos militares contraria os interesses do
paiz.
O Sr, Oliceira Bello : Os militares pela me-
dida proposla podem casar lodos sem exceprao de
algum, comanlo porcra que casem conveniente-
mente ; e como a eiperiencia tem mostrado que
nem lodos sao bons juizes dessa conveniencia, por
isso cumpre que o governo lenha o direito de inler-
vir nesse acto raui importante, qe muilas vezes de-
cide da sortc de um bom oflicial, embaracando-o na
sua carreira, ou fazendo-o abandonar a profissao.
Esse direito exercem ledos os governos dos paizes
civilizados que tem exercitos regulares e permanen-
tes, como lie o nosso. Nos estados sardos, por ex-
emplo, nenhum oflicial pode casar-se sem licenca
do rei, obtida por inlermidio do coramandaote do
corpo a que o oflicial pertence, e do ministro da
guerra ; e se exige que o oflicial possua, ou que
possua a mulher com quem elle quer casar, ou em-
lim que possuara ambos em comraum.um capital ina-
lienavel de 24 mil francos, que llics assegure o ren-
dimento animal de 1,200 francos. Todo o oflicial
que casa sem salisfazer a estas condices lie de-
mitlido.
Nos Paizes-Blixos (ambem nenhum militar pode
casar sem licenca do governo ; exige-sc nma jusli-
licarao da moralidade da mulher, e para os ollicia-
cssubalternos a possede um capital que renda pelo
menos 1,200 francos por anno.
Na Blgica ha a mesma disposicao ; nenhum ofli-
cial piidc casar sera licenca do governo e sem que
(cuba o mesmo rendimenlo de 1,200 francos, cojo
capital seja inalienavcl; e aquelle que casa sem
licenca ho demiltido.
Alm disso, senhores, ha ainda nesse paiz urna
rcslricrao mais forte ; o governo s pode couceder
licenca para casar a melade dos capitaes de um cor-
po, a quarta parle dos tencnles, e a oitavaparle dos
alcres. Na Prussia, paiz essencialmenle militar, e
muito esclarecido, a partir dos postos mais elevados
al o de capilo iuclusive, nenhum oflicial pode ca-
sar sem licenca directa do rei, e este, quando a con-
cede, cosluma declarar sempre que todava estima-
ra mais que os seus ofliciaes uunca casasem: aos of-
liciaes subalternos he quasi sempre negada essa li-
cenca....
f/m Sr. Deputado : Mas isso he na Prussia.
O Sr. Oliceira Bello : Na Austria s se con-
cede licenca para casar sexla parte dos ofliciaes de
cada regiment ; os oulros nao podem obler licen-
ca emquanln esta completo esse numero ; e se exige
que os ofliciaes contribuam cora urna quantia, que
varia segundo os postos, de 780 a 1,560 francos, a
favor das caxas do conselho de guerra ulico, des-
tinadas a assegurar a subsistencia das viuvas.
No grao-ducado de Badn o rigor anda he roai-
or ; nenhum militar pode casar anles dos 28 anuos
de dade ; os segundos lenles nunca podem casar
da classe dos prinieiros lenles s se concede licen-
ca a quarta parte ; e se exige que possuao em bens
proprio, 00 da mulher, os primeiros lenles :id,000
francos, os capitaes 2.,O0O, e 11.000 os ofliciaes su-
periores : os ofliciaes que casara sem salisfazerem a
todas eslas rondices sao logo demillidos.
No reiuo de Hauover s se concede o casamento i
lcr<;a parle dos ofliciaes de cada corpo, e exige-se
atorada idade de 2> annos para lodos os ofliriaes
que os subalternos tenhao forluna bastante para
razerem viver sua familia dorante urna campanha,
independenlemenle de supprimeutos dcduzidos do
sold desses ofliciaes.
Na Franca dade o seculo de XVH por varias or-
denaneas militares so eslabelcceram reslricccs
mais ou menos indirectas para os casaincntos dos
ofliciaes c dos soldados, ou homeos de tropa. Prc-
hibia-se sol penas fortes que os capcllacs dos corpos
rasassem os militares que nao apresenlassem licen-
ca anlheulica dos commandanlcs dos corpos. Eslas
resirirroes, lendo sido derogadas pela licenca revo-
lucionaria da repblica de 1"!):), foram log restau-
radas no auno terceiro da repblica, c depois foram
inellior reguladas em 1808 e 1815. Iloje nenhum
oflicial subalterno pode casar sem licenca do com-
mandanle do corpo, do general da brigada c do mi-
nistro da guerra, e se o faz he logo demiltido. Os
soldados nao podem'casar sem licenca do conselho
administrativo, sob pena de roullidadedo casamen-
to. Na Ilespanha existe a mesma legislado, pouco
mais ou menos; c em Portugal, ha tres aunos, le-
gislou-se lambem sobre esta materia.
Os nobres deputados eslnrAo lembrados da ocoa-
ia.o critica em qqe o ministro da guaira, duque de
Saldando, pedio ao corpo legislativo a dccrelacAodc
medicrar de cslrcciio para os casamenlos do cx-
ercilo....
O Sr, Brandan : Nos estamos DO mesmo caso'.'
O Sr. Oliceira Helio :Nlo estamos nesse caso
precisamente ; mas nem por isso deixamos de ter
obrigacio de prevenir o qne possa acontecer...
O Sr. Correa das Aeres:Temos abundancia
de trras e superabundancia de populacao.
O Sr. Oliceira Bello :Esse argumento do no-
bre deputado leria muilo valor se se tralasse de
rondemiiar a classe militar ao celibato ; mas quando
se trata tmente de regular os casamenlos dos ofli-
ciaes e de fazer-lhes o beneficio de livra-los do e-
ngo de razerem casamenlos inconsiderados, com cs-
quecimento de seus proprios interesses do prsenle
c do futura ; quando se Irata de urna medida que
reslringe apenas e a poucos casos a liberdade do ca-
samento dos militares somente, o argumento do
nobre depuladn nao podo ter applicac.lo.
O Sr. Correa das .Veres: E principalmente
quando o nobre deputado se rerolhe s suas bateras
c declara que nao quer prohibir o casamento, res-
trngi-lo por motivos do disciplina.
O Sr. Oliceira Bello : O nobre deputado so-
mente falla na falla de populacho...
O Sr. Correa das Meces :Nao he somenlc isso.
O Sr. Bello de Oliceira: Sim, lambem fallou
em outra causa, qne he o incentivo ;is aeces de
bravura, que fallar aos militares se n,1o tivercm
esposas que os animen) e Ibes decm os emboras da
victoria quando voltam dos combales...
Cmaro:: E he ponco isso*
O Sr. Oliceira Bello : A esse argumento do
nobre deputado en poderia responder, com l.essac,
que na sociedade intima e permanente do casamen-
to inuitas vezes a mulher communica ao homem
urna parte de sua fraqneza. ( Oh'! nh )
O Sr. Correa das \tces (rindo-se):Muilo bem,
muilo bem ; respondeu ao ineu argumento muito
bem e eu responderei ao seu.
O Sr. Oliceira Bello : Da liberdade ampia que
hoje tem os militares entre mis para contrahirem
casamenlos resultara, alm dos inconvenientes que
j ficam mencionados, alguns abusos que nos cum-
pre cohibir. Nao seria novo, por exemplo, qoe um
oflicial cfleelivo ou reformado, depois de urna lonza
vida de solteiro, casasse in exlremis com urna mu-
lher, a quem pouco devesse, com a qual nao tives-
se querido casar anles por nao ser digna delle, so-
mente para deixar-lhc o meio sold, impondo as-
sim ao estado mais urna pensionista que lao pouco
merec.a o beneficio do estado. (Apoiado.) Nao ser
conveniente cohibir estes abusos?
O Sr. Goes Siqueira : Apoiado ; isso he urna
verdade.
O Sr. Oliceira Bello : Por estas razoes, se-
nhores, eu nao posso deixar de volar a favor dessa
medida, c voto muito conscicnciosamente, porque
eslou convencido de que ella he ulil, nao s ao es-
lado, mas lambem ao exerrito. (Apoiados.)
Mas, senhores, qual ser a sanrejo dcsta medi-
da '.' He inulil qualquer disposicao sem sanecao.
O illuslrado autor do projcclo propoz que a saucedo
fosse a reforma do oflicial que casasse sem licenca
com o sold correspondente ao lempo de servico.
Mas, sendo a reforma um favor, urna graca au-
torisada por nossa legislado a favor dos militares
que depois de baverem servido um cerlo numero de
anuos se acham impossibilitados de continuar a pres-
tar servicos ao paiz, eu nao posso concordar qne
ella seja applicada lambem como pena. Alm dis-
so, ella seria muilas vezes urna -anecio ineflicaz,
intil. 0 oflicial que quizesse a sua reforma e a
nao podesse obler por nao ter ainda o lempo de ser-
vico marcado na le, ou por se achar ainda em esta-
do de preslar bous servijos, adiara no casamento
um recurso certo para conseguir o seu fim : casara
sem pedir licenca, c inmediatamente seria refor-
mado com a vantagem ainda em cima do sold cor-
respondente ao lempo de servico que tivesse.
A nobre commissao de marinha e suerra propoz
que essa pena fosse substituida pela da perda do di-
reito ao meio sold c pensao do moute-po para
a familia do oflicial. Mas eu acho iniqua esta pena:
ella passa alera da pessoa do delinquente, e vai fc-
rir lambem os filhos, que n,o tem culpa do delicio
dos pais.
O Sr. Correa das Seces: Felizmente estamos
Concordes neste ponto.
O Sr. Oliceira Bello: Se a perda do meio
sold e monte-po se estendesse smente a mulher
do militar que casasse sem licenca, visto qoe ella
be cmplice em seu crme, ainda pedera passar ;
mas eslendendo-se tambera aos Albos me parece
muito iniqua, e nao Ihe darei ornen voto.
O pai de familia cujo filho casa cAitra o seu apra-
zimenio, e casa muito mal, pode negar o dol a seu
filho, mas nao deslenla os netos : a pena proposla
pela commissao be urna verdadera deslierdacao.
(Ap.iiados.)
Alm disto, senhores, essa pena lambem me pa-
rece injusta, porque priva a viuva e os filhos do
oflicial do beneficio da pensao do monte-pio. Nos
temos o monle-pio geral dos servidores do Estado e
o.monte-po dus ofliciaes de mariuha. Sem duvida
a nobre commissao nao se refere ao primeiru, por-
que he um estabelecimento particular, que o go-
verno protege, sim, mas nin rege, o cujos fundos
provm da contrbuicao espontanea dos ofliciaes do
exercito como de quaesquer outros funecionarios
pblicos que queram contribuir em beneficio de
sua viuva e lilbos. Kcfere-se porlaoto a nobre com-
missao ao sesundo, islo he, ao montepo da mari-
nha. Mas lambem esle, posto que seja adminis'
Irado pelo governo, c posto que seja toreada a
contribucAo de um dia de sold por raez, com que
os ofliciaes da armada concorrem para elle, nem por
isso deixa de ser nm estahelecimeiilo parlcular de
propriedade dos conlribuinles, a cujos beneficios es-
les tem direito inaiifcrivel, como compensaran dos
das de sold com que contribuirn..
Parece-rae que o governo nao piidc privar os
ofliciaes de marinha desse direito; e porlanlo jul-
go mais que iniqua, julgo injusta a emenda da
nobre commissao de marinha e guerra nesta parte.
{Apoiados.)
Qual ser porcm n garanta da cxccucao da me-
dida, a -anecao desse preceilo ? Ser a pena que
alguns Estados da Europa tem commiuado, a da de-
inissao Se eu nao vsse, senhores, que esta pena
poderia privar o Estado de alguns dos seus lucido-
res servidores, de ofliciaes muilo briosos e dislinctos,
por urna falla que ser possivel prevenir e punir
de outra surte.eu preferira essa pena,porque a acho
de todas a mais lgica. Mas vista daquelle in-
conveniente, cu lambem nao Ihe daria o meu voto.
Cuido, senhores, que urna pena que tivesse por ba-
se o beneficio conferido por esla mesma lei que se
acha em dscussao, e que entorpecerse o oflicial na
sua carreira por algum lempo, sera urna boa pena,
urna pena eflicaz, c que nao lera os inconvenientes
das outras que lera sido lembradas.
Por isso eu proporei cmara que se consigne na
lei que a pena para o oflicial que casar sem licenca
do governo conforme determinar o competente re-
glamento seja a da perda da .">." parte do sold
que Ihe he conferida no arl. 1. do projeclo, e mais
a perda do direito a accesso, ou a preter.;.10 em
dnas promocoes.
Eu sci, senhores, que esla medida, como todas
aquellas que lem por lira restringir direitos, coarc-
tar a liberdade, encontrar ao principio alguma re-
pugnancia, ter dcsafleicoados, como lem opposi-
tores. Alas nem por isso deveremos deixar de esta-
belece-la, urna vez que nos convencamos de que
ella he ulil, de que far bem ao paiz e a classe
militar.
" Si. Brandao : Ah be que esl o busilis.
O Sr. Oliceira Bello : A liberdade nao he
um bem senao quando he bem regulada, quando
esl em harmona com os verdadeiros inleresses do
hornera, ou da sociedade. A aUiaaea desse direi-
to com a ordem he o srande problema das socie-
dades humanas; de o estudo e o Irabalho do le-
gislador.
Voto pela I. parle do art. 2.
('.O Sr. Brandao:Meus senhores,lie em nomc
dessa classe briosa c dolada de nobres nslinclos que
conslitiie o exordio do meu paiz ; he crr. nomc da
moralidade publica, da religiao, c da honeslidade
das familias que eo lomo a palavra e levanlo-mc
para combaler o art. 2. do projcclo que se aihaem
discussao.
O Sr. Correa das Aeres: Apoiado.
O Sr. Brandao : Bem sei que tenho em tren-
te dous campeos respeitaveis pela sciencia e po*-
c3o oflicial em que se achara ; quero fallar do no-
bre ministro da guerra e do honrado general, meu
"uslre collega o amigo, deputado pela provincia
de Pernamliaeo ; mai, embora, eUmprirei o dever
le legislador concicnciosn, dever diflicil, porcra
sagrado, do qual nao declino em circuinslancia al-
guma, inrmeiitc quando se traa de una queslao
tao importante como esla que actualmente discu-
timos.
O Sr. Correa das Neta : Muito bem.
O Sr. Sera: Nesle campo somos cavallciros.
O Sr. Brandao : Mcus senhores, o que se pre-
tende fazer actualmente '! Nada menos do que re-
gular as ail'eicos do guerreiro, do homem de ar-
mas....
O Sr. Sera : Estao j regularizadas.
O Sr. Brandao ; .... do que larifar 01 impul-
sos de seu coracao, c reduzir a urna certa escalla I
for<;a expansiva da sua alma, lie pois visto que se
Irata de um assumplo delicado e que ja as vclhas
idades tora ohjocto de serias discussoes, o do exanie
de homeirs de um saber immenso.
O Sr. Correa das Seces Apoiado.
O Sr. Brandao: Sim, meus senhores, 1 ques-
lao que boje ventilamos nao he nova ; ella ja foi
discutida 110 senado romano por horaens que per-
lenceram a essa alta civilisacito 1 que nos ainda nao
temos ebe^ado.
O Sr. Correa das Seres :E nao foram tachados
ile sentimentalistas.
O Sr. Brandao : Enlao, quando na cidade dos
Cezares, e no meio da imbrcza de Koma, se levan-
taram oradores que defonderam a nobre classe dos
guerreiros, nao houve inein Ibes dissesse que clles
se achavam possuidos do scnlimcnlalismo vaporoso
dos romances da poca.
O Sr. Correa das Seces: Muito bem.
O Sr. Brandao : Pelo contrario, lodos reco-
nheccran qne clles defendan! os direitos da natn-
reza ; e o senado romano, cujas Iradieoes ainda hoje
nos merecen) tanta vencrac,ao, decidio-se pela noirc
causa da rafe, volitando quasi unnimemente em
favor da liberdade dos casamenlos dos bravos de
suas legies.
O Sr. Goes Siqueira:He preciso dislingnir as
pocas do senado romano.
O Sr. Brandao : Eu l irei. Diz o honrado de-
putado que he mister distinguir as pocas ; mas de-
vo obscrvar-lhe que a humanidade nao (em pocas
[apoiados], pois qne pertence a lodos os seculos,
alravessa todas as gerares, e he sempre a mesma
em lodos os lempos. (Apoiados.) Pelo que nao pos-
so admillir que o coracao de um Romano fosse me-
Ibormenle organisado, e dolado de outros senlimen-
tos que os cidadaos brasileiros nao possam experi-
mentar. (Apoiados.)
O Sr. Augusto de Oliceira:Dos nos livre qoe
esla cmara seja como o senado romano no lempo de
Caligula.
O Sr. Brandao:O seu aparte nao vero ao caso,
porque nao me refiro a esse lempo. Provado pois
que a queslao nao he nova, que ella ja tora aventada
e victoriosamente discutida em favor da classe mili-
tar no seio da populado a mais ['lustrada que a Ier-
ra tem visto, nao posso deixar de deplorar que o no-
bre ministro da guerra e o honrado memhro que
apresentou o projecto se lembrasscm de semelhante
assumplo para submelle-lo deliberaco da cma-
ra dos deputados do Brasil.
O Sr. Siqueira Queiroz: Mas a poca he das
incompatibilidades.
O Sr. Brandao:Porcm, senhores, terao elles
razao".' Poder-se-ha justificar essa I) rania que se quer
excrcer contra os coraoes dos militares? E oque
eu passo 1 averiguar. Tem se lito que os que im-
pugnan) o projeclo scxploramo campo do senti-
mentalismo, e desle modo se lem respoudido argu-
menlacao vigorosa que ate hoje ha sido apreseutada
(apoiados); entretanto a cmara me permillir que
eu lambem expenda as consideracoes que me occor-
rem c que mostr a injuslica com que se pretende
obscurecer a razao que falla em favor da heroica
classe militar.
Dizem os que sustentan) o projecto que cumpre
subordinar a certas regras os casamenlos dos milita-
res, para que suas familias uaovcnham apesar sobre
o Ihesouro, e lambem para que as muflieres Ihes
nao communiquem a sua fraqueza segundo disse o
honrado deputado peto Rio Grande do Sul que me
precedeu.
O Sr. Correa das Seces (ron irona):E com
islo destruirn) ludo.
O Sr. Brandao:Mas mens senhores, en declaro
que he falso que a mulher inspire fraqueza ao ho-
mem de armas; digo mesmo que he falso que ella
seja esse ente cobarde, pussillanime e incapaz de
nulrir senlimentos de herosmo, como se quer figu-
rar. (Apoiados). A historia ah esla paracprolcslar
contra semelhanlo injuslica : ella nos diz que a mu-
lher as diversas idades do mundo lem exhibido pro-
vas de energa d'alma, de amor a gloria, de resigna-
rao nos perigos o de elevacao e iiobreza de senlimeu-
lo. (Apoiados).
Urna toz: Ellas commnnicam o valor Ao ho-
mem.
O Sr. Brandao: l.ivia foi companheira de Ce-
sar as victorias, e se nao tora Josephiua, quem sa-
be se Napole.lo seria o here! Ao meu lado mesmo
eu vejo urna prova conlra aquella assercao (apontan-
do para o Sr. general Sera), fallo do meu nobre
amigo e patrate o Sr. general Sera; elle he casado,
e por ventura deixou como militar de cobrir-se sem-
pre de gloria depois que se casou? 'Apoiados.) Nao
lem continuado a ser um guerreiro valenle e dislin-
to, depois do sen casamento* (Apoiado:) Por certo
que swn.
OSr. Correa das Seces: Uo um exemplo
O Sr. lli-aiiOMO : Mas elle (em onlro lado pelo
qual deve ser considerado, c c n^)obrc ministro da
guerra mo permille, eu qualificarei de immoral a
idea que se acha no arl. 2. Sim,' meus senhores, es-
se artigo arorocoa a i inmoral idade, ecreio que pode-
rei convincentemente provar a minha aserco Se-
gundo a idea conlida nelle o militar s se piide casar
concorreudo taes c laes rondices que o goveree lem
de marcar no seu regulamenlo...
O Sr. Correa das Seces :Que nao sabemos
quae* sao.
O Sr. Brandao:Peto que ouvi ao nobre mi-
que se disrule, c que por consegiiinte jurn bandei-
ras com as nicas condiccs da lei exislenlc uaqiicl-
le lempo, tica cnniprchoiididn no arl. 2 do mesmo
projeclo, o consequentoroente privado da plena li-
berdade de contralor caamenloconi quem quizer?..
O Sr. Correa das Seces : Segundo o svslema
aponlado para as incompatibilidades naa fica."
O Sr. Brandao:l.embra muilo bem o meo no-
bre amigo. Me parece que em face da opinio emil-
lida nesla casa pelo nobre ministro da jostca, opi-
nio que. segundo pens, deve ser acceila palo hon-
O Sr. Brandao : Mas, admitamos por um mo-
mento que a mulher nao seja a mais propria para o
campo das batalhas....
O Sr. Sir/ueira Queiroz : Nao foi educada para
isso, mas se fosse....
O Sr. Brandao : .... perguntarci, nao he ella
quem lauto nos ajuda com os seus conselhos ? \A-
potados.) Nao he a companheira fiel do homem 1
Apoiados.) Nao he a bella parle da humanidade
destinada para suavisar os males da vida (Apoia-
dos.)
(', Repelimos osle discurso, por ter havido um
Irocadilho de periodos quando o publicamos.
Cruzam-se di/ferentes uparles.)
O Sr. Presidente : Atienco !
O Sr. Brando : Eu creio. meus senhores, que
ludo que Icnlio dito he pura verdade, e por isso pen-
s quo pretender separar essa parte do genero huma-
no, a que se da o nome de classe militar, da outra (o
bello sexo), que Ihe serve de complemento, he eom-
mellcr um ademado conlra a propri naiureza, e a
cmara sabe que toda lei que oliendo os sentimen-
los naliiracscncontra pelo menos urna resistencia oc-
culta, que acaba por desmoralisa-la c fazer com que
ella perca lodo o prestigio que deve ter.
Ofr. Oliceira Bello: i'roponha enlo a aboli-
lo do celibato clerical.
- Sr"Jlrand'i0 '() men nobre amigo o Sr. Cor-
rea das Neves, responder a este aparte ; cu nao me
cncarrego de o tazer, porque elle he muito capaz de
responder satisfactoriamente. (Apoiados.)
O Sr. Correa das Seces : E o arei.
O Sr. Brandao: Porlanlo, he para mim o pri-
meiro detono do projecto o ser fondado em urna
idea anli-nalural c que contraria as tendencias do
r.orae,'u humano apoiados), como confessou o nobre
deputado que me precedeu quando declarou que
elle era impopular.
O Sr. Oliceira Bello : Eu disse que tola a res-
Inecaode liberdade seria impopular.
O Sr. Brandao : V. Exc. reconheccu que ha o
quer que seja de impopular na idea fundamental do
projcclo; c nem era preciso que o dissesse, porque
ahi esl todo o Rio de Janeiro em peso para o altes-
lar. [Apoiados c nao apoiados.)
O Sr. Miranda : Protesto conlra essa proposi-
O Sr. Brandao': E, senhores, nao poda deixar
de ser assim, porquanlno projecto vai feriro militar
no que elle lem de mais nobre. vai fcri-lo no cora-
cao. (Apoiados.) () hnnieni d'annas pude supportar
com resignacSo a moiilacao c perda de qualquer
memhro de seu corpo. (Hilaridade.)
O Sr. Presidente : Allencao !
O Sr. Brandao : Nao sci se posso conti-
nuar.
Alguns Senhores: Pode, pode.
O Sr. Brandan : Pode soll'rcr sen) murmurar,
a dr phvsica resultante do cxcrcicio de sua profis-
sao peuivel, poisque, romodisse de oulra vez, a sua
vida he um complexo de constantes sacrificios (apoia-
dos), que nao poden) deixar de merecer as svmpa-
Idiasilaqiicllcsquchem os sabem apreciar (apoiados),
mas cvilai de fcri-lo no coracao, no objeelo de seus
latimos pensaincnlos e mais charas alimones, porque
elle certamente se rcvollar conlra semelhanle ly-
ranuia. (Apoiados.)
En irlo son militar, meus senhores, mas se bnuves-
se urna lei que dissesse : T s poderos casar com
aquella que liver as rondices marcadas as tarifas
do governo me parece que nao poderia deixar de
murmurar conlra ella, e de protestar conlra a vio-
lencia feila minha livre esculla. Pretender-se,
pois, que o militar s possa ras.T#./|uando o governo
quizer, c cora a mulher que o regulamenlo marrar
(risadas), he Ivranuisa-lo.
Cnncluo, porlanlo, que, alm de ser contrario a
nttareza.o projeclo he iniquo na parte que diz res-
peilo ao arl. segundo...
O Sr. Miranda : Pela razao que den, nao.
O Sr. brandao : Peca a palavra, e responda.
Sr. Miranda : Na (erceir.i discussao.
casar
para
Ora, supponha-se que esse militar sent paixo,
e he amado por urna donzella que nao possue dol,
mas que he virtuosa e duna doli; supponha-se
mais, como heualnral que aconleca era vista do
projecto, que o nobre ministro Ihe deneca licenca
para casar-se : o qne vira a succeder '! Nao se ca-
san), nao ht assim .'!!!... E o mais* '. !...
" .Sr. Sera: E cifia-se ludo nislo.
O Sr. Brandao :Piule acontecer que nao se cifre
ludo nislo...
O Sr. Sera :Assevero que sim.
O Sr. Brandao:Nao, meu general ; pode acon-
tecer...
O Sr. Correa das Seces:A subordinarlo mili-
tar nao vai at ahi.
O Sr. Brandao:....pode acontecer que a fra-
queza ceda, que a paix.lo hallucine, e que a inno-
cencia sueciimba, e neste caso qual sera a conse-
quencia '.' O nobre ministro ou ha de dar a licenca
depois tal ve/ de uma desgrana e das lagrimas de
urna familia, 011 hade continuar a denega-la ; se a
der, fica Iludida e inulilisada a lei...
O Sr. Correa das Seces:E aberla a porta im-
moralidade.
O Sr. Brandao:Se a nao der, concorrer para
augmentar o numero j anal crescido das desgra-
c,aua.
Vina coz:Conheccndo-se a moralidade das fa-
milias brasileiras, nao so podem dar esses exem-
plos.
Outra toz :Mas depois de casadas hao de ser
muito boas mais de familias.
O Sr. Brandao :Porm, senhores, nao he esla
a nica observado que eu tenho a fazer para mos-
trar a iminoraliadc do >.> artigo do projecto ; ou-
lra me occorre, e he a que passo a apresenlar. O
militar he homem, mas nao pode ter uma mulher
legitima, porque nao possue diuheiro, era acha
noiva que o leuda na quanlidade exigida pelo go-
verno, o que ha de fazer 7 Alirar se as relacfles ilu-
das e prohibidas, das quaes o mesmo governo o
nao poclera afastar, ainda quando empregue a mnis
severa espiuuagem ; neste caso surgir uma fami-
lia bastarda edesgracada, que servir de prova viva
da immoralidade da lei que Ide deu origen). Este
sera sem duvida o resultado de uma semelhaule lei,
ao passo que muilas virgens, que poderiam serex-
cclUnlcs esposas, e aspirar um fuluro no casamento
contrahido com militares pobres, porm briosos,
tiraran privadas de tao doce esperanza. Nem pen-
sis, meus senhores, que estas reflexes sao de pou-
co peso. NSo! Se he dever do legislador manler
a moralidade publica, seria un) erro fatal condem-
nar a classe militar a um celibato toreado ; seria
um grande desacerto impor a eondieao de uro certo
dol para que qualquer donzella possa casar com o
oflicial que a amar e a julgar digna de si ; e a este
rospeito direi que leudo visto em minha provincia
e tora della muitos militares que se casaram nos
postos de alteres, lenles e capitaes, sem fortuna
alguma, e que no ctanlo vivem boje muilo bem,
tratando de educar seos filhos, o que serve de prova
para contrariar a opinio do nobre deputado que me
precedeu, quando disse que sem dol nao pJe ha-
ver bom casamento...
O Sr. Oliceira Bello: Quem disse islo*
O Sr. Brandao :Pareceu-me ouvir 11 V. Exc...
O Sr. Oliceira Bello:Ah pareceu-lhe !
O Sr. Brandao:Creio, senhores, ter provado
que o projecto acorocoa a immoralidade, sacrifica a
innocencia, des lenha a pobreza, e faz dispertar nos
militares sentimentera lucilos...
O Sr. Seara : Nao teuha medo.
O Sr. Brandao : Enlo sao levados a panca-
das *....
O Sr. Seara : A' disciplina.
O Sr. Brandao : Agora, perguntarci ao nobre
miuislro a quera muilo respeilo, porque motivo nao
quiz S. Exc. ser o aolor delle* Por que razio nao
preslou-lhe a sua asignatura 7
O Sr. Ministro da Guerra: Mas a idea esl
no relatorio.
O Sr. Brandao Bem sei, porm parecia-me
quejulgando S. Exc. a medida indispensavel deve-
ria ser o proprio ,1 apresenlar o projeclo ao corpo le-
gislativo, e reclamar a sua adopcao...
O Sr. Pereira da Silra : Vem no relatorio.
O Sr. Brandan : Nao duvido disto, mas eslra-
nlio a raaneira indirecta por que o projcclo veio
cmara, o que me fez crer que a medida nelle conli-
da nao he necessaria, como se diz. Enlretanlo posso
alian car que se ella passar. o que Dos nao permit-
a, poder-se-ha mu bem dizer do exercito brasilei-
ro o mesmo que disse dos di Europa om escriplor
porlogucz, islo he, que elles representavam a bar-
baridade orgaitada...
O Sr. Ministro da Guerra : Nao apoiado.
O Sr. Brandao : Qaem o diz he o Sr. Lopes
de Mondn, a..
O Sr. Ministro da (turra : Pode dizer, mas
oao he islo.
O Sr Brandao : E en digo que assim he. por-
que segregar-se o homem de suas mais nobres affei-
Cfies, separa-lo desse ente que completa a sua exis-
tencia, e que faz as suas delicias nesle mundo, he
barb.1ris.1-lo, he po-lo tora das condieees moraesda
humanidade, que te acham bem definidas pela Sagra-
da Escriplura nos segoinles trechos :
Diz ella que depois de formado o horneo!, Dos se
cominera de ve-lo s, e dissera : Ao e bonum es-
se hominem solum, e depois accrescenlra : Demos-
Ihe uma companheira que Ihe sirva de auxilio. Fa
ciamos ei adjutorium simile sibi ; donde se v que
perturba-sc a lei geral da creacao, violenla-se, e bar-
barisa-se o homtm desde o momento em que se Ihe
impe o dever de ser eslranho aos senlimentos que
a mulher Ihe possa inspirar, ('...locado nesta situa-
53o, elle nao pode ter palria, e servir apeuasde ins-
trumento da 1 v rnula de qne he victima ; ser um
escommungado citando no meio das familias....
t7in Sr. Deputado: Horneas padres ou fiados.
OutroSr. Deputado : E este da companhia de
Jess.
0_ Sr. Brandao : .... emfim, ser um memhro
da importante e nobre classe militar Oh meus
senhores, nao ronsinlais que tal aconleca '. Era que
poca porm se quer que isso lenha lugar "I Na pre-
sente, em que o militar lem saboreado as docuras da
sociedade, os prazeres das reunios, j nos bailes, j
nos Ihealros, onde os dous sexos se encontrara, e or-
dinariamente as mutuas atleicoes tem nasciraeulo !
Uma Voz : lambem os padres vao a esses lu-
gares.
O Sr. Brandao :Para serem coherenles, e com-
pletaron a sua obra, os defensores do projecto deve-
riam accresccntai que o militar nao pudesse sabir do
seu quartel, era frcquenlar sociedades, c menos
ainda pr-se em contacto com familias ; este requin-
te de tv rannia seria por certo necessario para pou-
par a muilos coracOes pe/ares amargos
O Sr. f, Octaciano : Apoiado.
O Sr. Brandao : Eslou cerlo que o nobre mi-
nistro da guerra e o honrado general que me escu-
lam sentein a larga destas verdades ; eslou conven-
cido que se na idade de 25 ou 30 annos houvesse
quem dissesse a qualquer dos dous : Tu s podes
amar aquella que estiver cm taes e taes circumstan-
cias ; nao te he licito (er liberdade na escolha de tua
esposa, a elle condemnara com toda torca do seu
espirito uma imposicao tao barbara, uma pieteucao
lao tyrannica. (Apoiados.)
l'ma Voz: Ainda hoje.
Outra Vos i Arabos sao casados.
O Sr. Brandao : Porm tem -se dito nesta ca-
sa que sem aquella providencia nao pode liaver dis-
ciplina, nem exercito. Oh senhores !
(la um aparte.)
Pergunlo eu ao nobre ministro da guerra, possui-
mos ou nao um exercito de Ierra e mar que se lem
coberto de louros (Apoiados.) Temos ou nao um
corpo de tropas, uma ollicialidade valenle que ha
mantillo a tranquillidadedequc iM.imi'.'.//ii.ii/in.
Temos, senhores, possuimosum brioso exercito. e
quaudo a sociedade europea se achava abalada em
seus fundamentos, quando muilos (bronos \ o avara
era eslilhacos pelos ares, e todas as tradioes de or-
den) desa parecan! do solo europeo, nos ja urdamos
esse exercito quesusleutou a honra do paiz no exte-
rior e conservou a ordem nu interior. Ora, se te-
mos um exercito tiestas condicoes, sem haver sido
necessario o emprego do uma medida tao violenta e
absurda coran a que se quer que nos votemos, para
que se ha de faulasiar hvpodteses no intuito dse
fazer passar essa medida 7 Para que te ha de locar
nos coracOes dos domos guerreiros, om quera repou-
sam as esperancas rio paiz 7
Posso eslar engallado a respeilo do que se passa
em outros pontos do imperio, mas pelo que toca
minha provincia devo afianoar a cmara que os mi-
litares uella existentes lem cm diversas occasies da-
do (abejas pravas de bravura e valor o mais acriso-
lado, disMngundo-sc alm disto pela honra c probi-
dade, o que he natural que nconteca com os demais
de que se compoe o nosso exercilo. porque feliz-
mente entre nos essa classe ainda conserva a vi. ludo
anliga; e perguntoeo, para clles se portaren) pelo
modo que eu deixo ditotcm sido nocessaria essa me-
dida que o projeclo enuncia .' Certo que nao.
O nobre general,por exemplo. e semclhanra del-
le muitos compaulieiros seus igualmente nolaveis, u
honrado ministro da guerra, o da marinha, n3o f.lo
casados?
O Sr. Paula Candido : Mas o nobre deputado
anda mo se ca rado ministro da guerra em consequencia do princi-
nislro, a principal dessas rondices he que o mesmo pi da solidariedade do gabinete, o projecto que se
militar 011 a sua noiva possua certa fortuna ; don- 1 discute nao pode compr chender os militares ac-
do concilio que, a nao possuir. ou a ser 13o infeliz I luaes. porem sim os que no futuro o vierem a ser.
que nao nche uma noiva com dote, nao se poder 0 Sr. Ministro da Guerra:Me conformo po-
', sendo por conseguinte a prohibicao absoluta rem n.lo me conformo com a applicacao.
Ile- O Sr. Brandao:Note V. Exc. que o seu collega
o Sr. ministro da justo-a nos disse aqui, que nao era
possivel que as incompatibilidades relalivas ma-
gistratura abrangessem os actuaes magistrados, visto
como haviain aceitado os seus empregos isenlos
desta eondieao, queso aos futuros poda ser regu-
arraenle imposta; e, pois, se esta doutrina he verda-
dera, como allii ilion o honrado collega de S. Exc,
he clarissimo que ella lem (oda applicacao ao caso
dos militares queja exislirem ao lempo em que tor
volado o projeclo do que nos oceupamos ; slo ao
menos me paraece jusio e consequente. (Aoiados.)
O Sr. Correa das Aeres:Isso he uslo.
Ou/roSr. Depulado: E muilo lgico.
0 Sr. Brandao:Quanlo mais, senhores, que de-
veudo o servico militar ser reputado um verdadero
contrato celebrado com o governo, nao vejo raiao
que legitime a rosli iecao dolor.isa que se quer boje
fazer na liberdade de escolha de suas espozas, de que
sempre gozramos mentores dessa classe. (Apoiados).
Repito, senhores, que me refiro respeilavel au-
(oridade de um membro do gabinete na queslao de
incompatibilidades, e como o nobre ministro da
guerra faz parle desse gabinete, entendo qoe dever
acolher as miuhaiobservcaes...
O Sr. Ministro da Guerra: Aculho o principio
cmitlido, porm nao a applicacao.
O Sr. Brandao:Agora, Sr. presidente, passarei
a responder ao discurso do honrado membro depu-
tado pela provincia do Riu Grande do Sul na parte
que diz respeilo s legislacdes eslrangeiras. He uma
desgrac* nossa o procurarmos sempre miliar os es-
Irangeiros laucando mao do qne ha de peior entre
elles, e desprezando o seu exemplo no que leca ao
bomsensoe patriotismo. Para prova desta verdade
basta aquelle discurso. Trala-se, como en disse no
principio de nimbas odservaoes, de ferir o homem
de armas no seu roncan, e coma se justifica isto ?
Diz-se que na Prussia. na Austria, na Blgica, em
Wurlemberg eemoulros paizes assim se pratica ;
mas nao se allende a uma circunstancia muito im-
prtame, e he a difterenca dos costumes.dos climas,
das populaces, das localidades, ele, ele.
Ora, he sabido que do meado do seculo passado
para c engendrou-se nas caberas de muitos econo-
mistas e financeiros da Europa uma idea absurda a
da compressao do progresso e augmento da especie
humana.
OtSrs. Malthus.Scrope. M'Cullock, Mili e outros,
esposaran) essa 1 dea. en leuden, lo que a Europa correra
pergo se populacao nao fosse diminuida, ou pelo
menos retardado o seu progresso, porque ( disseraro
elles ) se assim nao acontecer, se ella for progresi-
vamente se desenvolvendo, muito breve chegar a
poca em que nem da\ern subsistencia sufficicnte
para al mienta-la. nem lao pouco urna superficie de
trra bstanle para ella habitar. Esladoulrin leve
sua voga, e fascinou a muilos espiritos, echando echo
entre 01 publicistas e homeos de estado muito emi-
nentes : n.1,1 he porlanlo de admirar que ella tam-
bera dominasse alguns governos, e foi o que acon-
leceu, principiando elles a ensaia-la nos seus ex-
ercitos.
He pois esta no meu entender a razao por qne
em alguns paizes europeos est legislado qoe os mi-
litares nao se possam casar senao em taes e toe cir-
cunstancias, ao mesmo lempo que noto (e isto
me fortalece na opinio que teuho ) qoe nos paizes
onde se se nao verificara ai comilones que exislem
na Prussia, na Austria, e dos pequeos estados da
Allemanha, nao ha legislacao a esle respeilo ; sirva
de exemplo a Russia : esle imperio possue uma
grande superficie, tem muitos meios de subsisten-
cia, e conseqiieutemente o seu governo nenhuma
providencia tomn para obstar o desenvolvimenlo
di especie humana. Em iguaes circumslancia nos
acharaos nos, porque possuimos um paiz extensissi-
mo a povoar, lomos recursos immensos de subsisten-
cia, e gozamos de muilas outras vantagens que os
velhos estados da Europa nao possnem ; como pois
haveraos de admiltir as suas legislacOes, que nenhu-
ma rdac.io tem cora as nossas circunstancias ?
Concluo, porlanlo, que os exemplos citados pelo
honrado depulado que me precedeu nenhuma appli-
cacao lem ao Brasil, nem a oulro qualquer paiz da
America, e que a consagradlo do principio ronlido
no projecto, bem longe de ser om bem, ser entre
nos um verdadeiro mal.
Demais, senhores, considerando ainda oeslado da
Prussia c da Austria em relacao ssuas posi;Ges ge-
ograpluras, devo lemhrar que esses paizes senlem a
cada momento a neressidade de mnverem rpida-
mente os seus excrcilos, o que faz cora que Ihes te-
ja ulil ter militares sem familias; mas estaremos us
no mesmo caso? Taremos cm nosso seio ou em nossas
fronteiras o perigo que amcao.i a Allemanha e diver-
sos estados da Eumpa Creio qoe nao.
O Sr. Ministro da Guerra : O nosso exercilo
deve ser muilo mais movel.
O Sr. Brandao : Passarei agora, Sr. presiden-
te, a considerar a pcnali.lade que a nobre c.mmiso
de marinha c guerra estatu pora o caso de n frac-cao
do artigo que se discute.
Admiro como o meu nobre amigo, o Sr. general
Sera, roncordou nessa penalidade que a emenda da
commissao designa, leudo sido elle o proprio que
dissera nesta rasa que se deixra lomar de horror
quando o honrado depulado autor do projeclo Ih'o
a prese niara para o assignar!
Senhores, a pena que se pretende eslabelecer he
na infestamente anli-constiluconal.c alem disto bar-
bara, porqe mo s vai ferir o coracao da ofli-
cial. como horrivelmenle fulminar a sua Iritte fa-
milia.
O Sr. Siqueira Qneiro- : Apoiado.
O Sr. Brandao: Em verdade, o que qner dizer
applirar-se ao militar, que na phrase do honrado de-
putado pelo Rio Grande do Sul ser muilas vezes
amistado a transgredir o Iv rmneo precedo qoe se
Ihe quer impor, a pena de perda da pensao do meio
sold e monle-pio que pertencem asua.viuva e filhas?
Se he elle o criminoso, como se faz recahir a pena
sobre sua Infeliz esposa e miseros lilbos ( Apoia-
dos ';.
O Sr. Siqueira Queiroz :Quejoao commelteram
crinic algum.
O Sr. Brandan :Se cu nao visse nesla emenda
a assignaturn do meu honrado amigo e collega o Sr.
general Seara, e a nao conhecesse, nao poderia crer.
Que a emenda he inconstitucional, me parece de
primeira intuico, porque prohibindo a cootiituicao
a (ransmissibilidade das penas, he obvio que a idea
con11 1.1 na emenda vai de encontr a ella. (Apoiados.)
Desejara que a nobre commisaao me dissesse, se o
fruclo de um matrimonio celebrado com infraccilo
de um regulamenlo he respousavel pela mesma in-
fracto ; desejma milito ouvi-la sobre este ponto,
para saber cm que fundn ella o seu pensamcnlo,
que me pareie extravagante. (Apoiados.)
O Sr. Sera :Pensamento do governo.
OSr. Brandao :.... seja embora pensamento
do governo, eoau diz o nobre general ; mas o que
posso allirmar be que nao acho uma razao qualquer
para justificar esse requinte de barbaridade. (Apoia-
dos.) No projeclo havia uma pena, que consista em
ser o oflicial reformado coro o sold correspondente
ao lempo de servico,
Orna coz :E era um premio em vez de uma
pena.
O i'r. Brandao :Nao era um premio, o nobre
depulado est engaado, era a eflectividade de um
direlo que o militar havia adquirido ; pde-se du-
vidar que o oflicial que, por exemplo, servio sen) se
rasar al um mez, ou um anno anles do lempo pre-
ciso para se poder reformar com todo o sold, lem
adquirido um direito perfeito sua reforma na ra-
zao do lempo do seu servico ? Creio que nao.
Portanto concluo di/ondo que a penalidade lembra-
da pela honrada commissao he horrivcl, he indigna
mesmo de figurar em uma lei.
Meus senhores, vou terminar pedindn dcsciilpa
cmara de hav-la talvez enfastiado nilo apoiados);
a minha conclusao he a scguinle : o corpo legislati-
vo vai decidir uma queslao importante, e que nao
pertence nicamente aos militares, mas lambem ao
resto da sociedade ; consequenlemenle toda circums-
pecoao he pouca. Se se quer ferir o coracao do
t1ilit-i.1l do exercito, se se pretende que elle fique in-
terdicto, e que a mulher deixe de ser um inylho,
ura sv raboto para elle, eu direi que a lci que passar
ueste senlido ser amaldicoada, e nao achara em seu
apio a saucrao da opinio publica. O homem de
armas, que he a expressao do homem de brio v Apoi-
ados), ao menos nu fundo do seu corarlo a repelli-
r. ( Apoiados.)
E pois, meus Maderas, considera! bem ; nao a-
piinh .le- o coradlo do servidor do Eslado, nao o sa-
crifiquis 110 que elle lem de sagrado, de mais nobre
no que lodos nos, anda memo o nobre miuislro e o
honrado general, lano apreciamos. Volai perian-
to, como en, conlra esse artigo. (Muilo bem Mui-
lo bem !)
He lida c apoiada a seguinte emenda substitutiva
da commissao :
a O oflicial que casar sem previa licenca do gover-
no poniera o ilircilo quinta parte do sold, c ser
preterido era dual promueves consecutivas.Olicei-
ra Bello, n
O Sr. Sera :Sr. presidente, nao he o prurido
de fallar que rao arrenieca tribua ; mas repug-
nancia qoas iuvcncivel que lenho de oral, princi-
palmente adianle ele lanas notabilidades, sobrepu-
jou a dever de nao me conservar como o mudo do
Oriente nesla cmara, mxime quando se traa de
assnraplos da minha profissao.
Eu linha pedido a V. Ex. que me inscrevesse im-
mediatamenle depois do nubre deputado o Sr. Bran-
dao para fallar nesla quoslao. porque sobre ser elle
meo intimo amigo, be um dos que nao fercm irai-
cao, ainda aos seus proprios inimigos ; desejava a-
coinpanliar o discurad que o nobre depulado houves-
se de prodozir nesta casa. Descmpcnho esle dever.
Tratan o nobre deputado om primeiro lugar de
Roma. Bisadas.' Eu s lento, da historia de Roma
o conheciineuto do rapio das Sabinas logo no come-
jo de sus fundacHO.... ( Bisadas. 1 Posteriormente,
desse casamento que um dos seus imperadores levou
a oitail pudn-amonto com um servo seu, n que foi
O Sr. Brandao : Rcspondo-lhc que nao son
militar, e se son bes-e que passava uma lei para que
os advogadus naocasassem,doje mesmo me casara...
/'in.S'r. Depulado : Muilo bem respondido.
OSr. Brandao: He porlanlo opinio minha.
Sr. presidente, que o projeclo he intempestivo e br-
baro pelas razes que j.i apuntei, mas agora anda
nerguularci ao nobre ministro uma cousa { a cmara
rae perdoar o ler-mc eu demorado alm do que
desiu.) (Sao apoiados.)
Uma coz:Contine, que vai muilo bem.
O Sr. (lomes llibeiro;Porem esta clamando no
deserto.
O Sr. Biandao:Pergonlareia S. Exc. se o mi-
litar que senlou pra^a 110 lempo anterior ao projecto
lo exalta ; recordo-me finalmente de nutras bellezas
queso mencionan) nos annaes de Tcito....
l'ma coz :Quando os Romanos eslavam desmo-
ral isados.
O Sr. Sera :Digo que li'onvcram essos exem-
plos. Avancnn o nobre depulado que a populacao
do Rio de Janeiro reprovava o projeclo. E per-
guntarei ao nobre depolado se emende que a popu-
lacao do Rio de Janeiro se elrciimscreve nas petsoat
que concorreram honlem ao baile dos militares, onde
o nobre depulado foi vicloriado !...
( Oucem-se dicersos apartes.)
O Sr. Presidente : Alinelo !
O Sr. Seara : .... onde receben conjuncta-
menle com o seu companheiro flores, ovace*. ele,
ele. (hilaridade) ; entretanto que quaudo eu rae
aproximava de alguma senhora, em lugar de receber
este ac himenio que o bello sexo cosluma prodiga-
lisar aos cavalbeiros. era tratado (continua a hilari-
dad' cora ama frieza qne cubrira de confusflo a
qualquer.menos a mim.
Uma Voz : Foi injuslica qne Ihe fizeram.
O Sr. Seara : O meu nobre amigo figurou o
caso de ler um militar offendido uma virgem, e do
que poderia acontecer sem tal cato o governo nao con-
cedesse licenca para reparar a offensa por meio do
casamento. Se o militar pralicasse o que suppde o
nobre deputado. elle procedera de um." maneira
digna da raaior reprovacao dos seut camaretas, mar-
chara de encontr aos principios de moralidade que
silo e bom som declaro que a classe militar sus-
tenta...
O Sr. Brandao : Argumenlei em hypolhese.
O Sr. Seara: No caso porem em que se d
offensa da honra de uma familia por nm militar,
enlendo que o governo Ihe nao negar licenca para
repara-la.
Uma Voz : Quem sabe ?
Outra Voz : Isto era acorocoar a immora-
lidade.
Outra Voz : Enlao he desnecessaria a lei.
o Sr. Seara : En enlendo que o governo,
quando se traa de reslabelecer a honra de uma fa-
milia honesta, repito, lem obrigarao de conceller a
licenca. Esla opinio he a mesma que deram os te-
nentes-generaes commandanlet das divisoes em
tranca ao general Soult, ministro da guerra e pre-
sidente do conselho. isto se collige da obra qoe sob
o titulo de legislarlo militar publicou o Sr.Gonvot.
Creio que o nobre deputado que se acha fronleiro a
miro, outr'ora membro da commissao de marinha e
guerra, nao deiiar de aflirma rque assim se expli-
caran! esses coramandanles que foram consultados.
O Sr. Miranda : He verdade.
O Sr. Seara : Disse ainda o nobre deputado
que o projecto era brbaro, porque ao cidado bra-
sileiroque asseolava praca ejurava bandeira nao
era imposto este onus de nao poder casar quando Ihe
aproovesse. O qne nao he exacto, porque no acto
de jurameulo de bandeira precede a leilura dos arli-
gos de guerra, dos quaes o 27 assim diz : a Nenhum
soldado se poder casar sem licenca de teu coronel.
Uma Voz : Islo he para o soldado, e nao "para
o alteres, lenle ou capitn.
O Sr. Seara: Desde que o ci.latino brasileiro
assenta (iraca nao pode casar sem licenca dos seus
Chetos, e quaudo passa a oflicial, na sna patento nao
se declarando que elle fica sent desle onus, he de
intuido que sob lal disposicao...
O Sr. Brandao: En tao a lei he inulil, visto
que eslt legislado.
O Sr. Seara: Quanlo a mim, se fosse ministro
da guerra, nao pedira semelhanle disposicao c-
mara.
Eu passaria uma circular aos coramandanles, di-
zendo : S. M. o Imperador.... (Signaet de repro-
carao.)
Uma Poz: Vai bem, vai bem.
O Sr. Seara: Eu entendo, senhores que o mi-
nisterio da guerra nao se pode comparar com o mi-
nisterio de estrangeiros ; porquanlo a sua princi-
pal incumbencia consiste em disciplinar o exercito,
inlillrar-llie a subordinado por meios enrgicos e
directos, afirn de qne elle seja proficuo ao paiz ; nao
precisa portanto servir-se dos meios diplomticos.
Eu expedira, como ia dizendo, nma ordem oes-
tes termos : S. M. o Imperador determina que os
commandanlcs das armas e dos corpos nao consin-
tam que os ofliciaes foc,ira casamenlos que n3o con-
venham i honra da classe, e o que fizer sera preso
( risadas ) e soflrer a pena de desobediente.
Ainda digo mais, Sr. presidente, que alguns mi-
nistros nao fallam aqui com a precisa franquezajpor-
que, exceptuada uma ou oulra queslao de pouca
monta, deveriam dizer : he negocio de confianza,
quem quizer vote a favor, quem nao quizer vote
contra....
O Sr. Ferraz : Enlao censura o ministro.
OSr. Brandao : Mlis islo nao he queslao de
gabinete.
O Sr. Sera: Eu fallo em Ihese. e entendo que
os ministros nao devem andar por aqui a pedir votos;
devem pronunciarse com franqueza, e nessas ques-
illos de confianca eu me haveria ante o parlamento
nao com a diplomacia do nobre ministro da marinha,
mas pelo modo que cima disse.
( Oucem-se alguns apartes ).
Dcixemo-not de mcias palavras : a minha lingua-
gem he fiiha do meu carador, son militar e s sei
fallar de vizeira erguida. ( Apoiados.)
Eu, Sr. presidente, leudo muito medo de adquirir
um inimigo ainda mesmo qne seja um mosquito, por-
que rae pode fazer mal ; porem qnando as cousas
chegara a corto ponto, e que algum se aprsenla co-
mo mea inimigo gratuito,he ocaso em que tem lo-
gar dizer-se :
F. junto de um penedo oulro penedo.
Deixo o meu nobre amigo o Sr. Hrando, o fieo
espera de oulro collega que depois de mira deve
fallar.
Reconhero, Sr. presidente, que eslou collocado
entre Scy lia e Carybdes ; ainda nao digo bem, es-
lou entre o malho e a bigorna, e he possivel que saia
com algum gilvaz. ( Bisadas.)
A respeilo do exercito, Sr. presidente, quero e-
mitlir a minha opinio. O exercito, pode-se dizer,
nao he outra cousa mais do que um htsliao pensante
que os governos conslriiem para aotepor aos ataques
dos inimigos em defeza do paiz, e que muilas vezes
serve para o desempenho dos seus caprichos ; roat
para que o exercilo seja habilitado para preencher o
fim de sua creacao, he de mislcr que se componha
de homeos que distraan) o menos que tor possivel
seus cuidados e sua aclivdade coro objectos eslra-
ntios saa profissao ; e por isso eulcndo que os indi-
viduos catados nao sao os mais aptos para soldados,
obrigados, como sao, a marchas rpidas e precipita-
das, nas quaes nao os podem acompanhar suas mu-
flieres, que alguns maridos raaos conduziro como
Irambolhos, e finalmente a deixar-se matar!...
Eu, Sr. presidente, posso fallar nesta materia por-
que tenho me adiado em alguns conflictos... e posso
asseverar qoe o oflicial casado precisa esqoecer-se
da mulher e dos filhos para em um combate nao
poupar a sua vida de uma maneira contraria a seu
dever e honra.
O Sr. Siqueira Queiroz : Assim acontece a
todos.
O Sr. Sera : Tom acontecido algumas vezes,
Sr. presidente, que nos cndilos eu me lenha esque-
cido, por merc de Dos, desses charos penhores que
adoro ; outras vezes, porem acontece que lembran-
do-me del les, sinto-me varillar, c forjado-a enrubc-
cer as faces para desterrar dolas a paUidez do susto,
e moslrar-me homem que n3o teme o perico, e que
tem por primeiro dar dever exemplo de coragera aos
sens subordinados.
O .Sr. Ferro: : Enlao a gloris militar nao vale
de nada ?
O Sr. Sera : abaixandn a voz ) : Gloria mi-
litar I a qualquer homem de patamar he licito e e-
clipsa-la.
(.Inanias vezes nos combates eo nao prefera ser
antes soldado do que oflicial ( Apoiados.) Por-
que, senhores, no nosso paiz quando o general ga-
nda uma balalha. ainda que tora das regras, se diz
er um grande general e quando a perde
he um fraco....
O Sr. Paula Candido : O geral do paiz sem-
pre faz justica.
O Sr. Sera :Considerando eu assim o exercito,
e por conveniencia da disciplina e da gloria dos
meus c.ni.nadas, que toram e pdenlo ainda ser
meus companheiros nesses liroteios, que eu desejo
que elles nao casem sem preceder licenca do gover-
no, queem these deve ser interessado cm uma e ou-
tra cousa.
N3o se diga, senhores, que o militar pode casar a
sen bel-prazer. porque ames de so eflecluaro casa-
mento sao necessarias as licencas da Igreja e remo-
ces de certos impedimentos, que talvez sejam mais
clifliccis de conseguir do que nina lcenea 1I0 gover-
no. Deixo essa queslao, Sr. presidente, c espero,
como dissequefallc o meu nobre amigo o Sr. Correa
das Neves.
Visto como o meu nobre collcga da commissao, por
occasiao da I. discussao desta projeclo, exclamo
nesla casa, com a cabera levantada, que elle, nao
obslaute ser paizano, era o que mais servicos linha
feilo a classe nililar...
O Sr. Pereira dd Silra :Nao foi tanto assim, dis-
se que esle anno fui um dos que mais servicos liulia
feilo a essa classe.
O Sr. Seara :Pois seja assim...esperava, Sr. pre-
sidente, que depois dessas palavras o nobre depula-
do, meu amigo, a quem respeilo como um dos domi-
nadores desta tribuna....
O 9r. Pereirada Silca :Nao apoiado.
O Sr. Sera :... apresentasse-nos o calendario
dos servicos que tem feilo classe militar ; mas ape-
nas vi que elle se referia a sor aulor desse artigo
addhivo eiixcrlado na le de fon-as do mar, que con-
toreaos marinheiros da armada, aos impenaes ma-
rinheiros, aos aprendizes menores, o augmento de
gralilicaces, ele. Eu creio qoe, se ao nobre depu-
lado cabe alguma gloria por esse servico, cu lambem
a devo comparlilliar, porque por nos auiDos foi as-
signado o respectivo projeclo.
O Sr. Pereira da Silca :Perde, cu u3o exclu
e niiiguem.
0 Sr. Seira :E des-a gloria nao podemos en c o
nobre deputado apossar-nos exclusivamente, porque
a idea da ranaselo dessas vantagens se acha consig-
nada explcitamente no relatorio do nobre miuislro
da marinha...
OSr. Brandao:Apoiado, a idea he do minis-
terio.
O Sr. Sera :... tanto mais que nos os membros
da commissao de marinha c guerra, segundo a opi-
nio do nobre depuladn pela Babia, nao nos pode-
mos nlrometler senao no negocio dos casamenlos
militares, por isso que nao temos crdito para oulra
cousa mais.
O Sr. Ferraz :Nao nos negocios do crdito.
O Sr. Sera:Itom; que nao nos llevemos in-
troraelter nos negocios de crdito, e porlanlo nao
nos; nao cabe pois, nem ao nobre depulado e nem
a mim, porque nos que defendemos ao ministerio s
direilas...
Um Sr. Depulado:E quem defende s esquer-
das ?
O Sr. Sera:... que nao somos como aquellos
que detondem.... ele... (risadas), nos nao podemos
senao ser os portadores do pensamento do minis-
terio... "
O Sr. Pereira da Silca :Portadores nao, appro-
vamot o que tor bom.
O Sr. Sera ;Eu enlendo que nm depntado que
sustenta com franqueza o ministerio, logo que esle
apresenlar uma medida que n.lo teja desarazoada.
deve convenientemente submette-la consideraos*,
da cmara.
O 8r. Pereira da Silca :S no caso de aonro-
va-la. Kl
O Sr. Sedra:En nao lenho o habito da pala-
vra, a por isso talvez nao me exprimirei bem, prin-
cipalmente quando todos ot nobres deputados lem
os olhos sobre mim....
O Sr. Correa das Neces :He porque o nobre
deputado lem o dom da altraeco.
Um Sr. Deputado :Percebe-*e muilo bem o que
o nobre depulado quer dizer, prosiga.
O Sr. Sera:O oulro servios que o nobre de -
putado alardea.... (Nao se zangue'contigo.) '
O Sr. Pereira da Silca :Nao.
_ O Sr. Sera :.... he a apresenlaco de um ar-
tigo additvo lei de flxacSo de torcas de Ierra, e
do qual nos chama recordar, autorisando o go-
verno a recrutar para os corpos de polica. Ora,
be notorio, e a cmara sabe que essa idea parti
do nobre ministro da jnslica que apresentou a emen-
da escripia para a commissao de marinha c guerra
subscreve-Ia.
O Sr. Pereira da Silva:Nao assignei tal; e he
Uo diflerenle a minha emenda que o nobre miuislro
mandn uma suh-emenda.
O Sr. Sera :O certo he qoe eu nao assignei,
mas por ella volei.
O Sr. Miranda:Eu assignei, mas relirei depois
a minha assignalura ouvindo ao nobre general.
O Sr. Seara : A uro deputado de Pernambu-
co parece que nao lie licito... oh! oh! oucam! ou-
eam, ouram...) um depulado de Pernamoueo que
condece o Sr. Nubuco me parece qoe nao lera roio
indo de encontr as suas prelencocs, porque ellas
nunca podem ser inconvenientes aos inleresses do
paiz...
O Sr. Paes Brrelo : Apoiado.
Um Sr. Deputado : Assim como a lodos os
outros.
O Sr. Seara : O nico ministro que temos ac-
tualmente filho de l'crnamhuco he o Sr. Nabuco....
O Sr. Aprigio : Neg, he filho da Bahia.
Um Sr. Deputado : Ahi est o Sr. Aprigio re-
clamando as honras para a sua provincia.
O Sr. Seara : Nos consideramos o Sr. Nabuco
ernarabucano, visto que elle he asado com uma
hlha desta provincia e alli tem passado a maior parle
de sua vida. (Apoiados).
Sr. presidenta, estando concluida a hora julgo
conveniente terminar aqu o meu discurso, decla-
rando cmara que voto pelo artigo e pela emenda.
(Muito bem, muito hemj.
O Sr. Octaciano e outros senhores compriroentan
o orador.
A discussao fica adiada pela hora. Levanla-se a
sesso.
V*
I
applaudido por esse povo que a nobre deputado Un-1 podemos considerar esse beneficio cumn partido de
PARAN'.
Relatorio apresenlado asscmblea legislativa pro-
vincial do Paran pelo presidente da procim-ia
o eonselheiro Zacaras de Ges e Vasconcellos.
Continuaran.
1. I'enrmenlo dos professores.
A legislacao sobre o ensillo, que nao tomar na de-
vida eunsider.io.io a sorle dos professores, por mais
mollas e outras penat que comine, por maior seve-
rdade que ostente, nao conseguir o seu fim.
Em um paiz como este, onde qualquer rarpintei-
ro ou pedreiro ganha por dia 28 ou mais, ondea ni-'
lima pessoa do povo tem, quando nao queira dar-se a
oulro Irabalho, o fcil recurso dos liervaes svesqgs
para lirar quanlo baste para suas precis6e>, querer
que um professor ganhe em alguns lugares menos
de 80(1 ra. diarios, he um absurdo. Sejamos fran-
cos : o professor que nfto preciar, se tor vitalicio,
aposente-se, se provisorio deslitua-se. mai lendo as
precisas liahililaco.es receba, pelo menos, sendo ef-
fectivo, o mximo dos ordenados lixados no art. !">
da lei n. 34 de 16 de marco de 18*6 para as cadeiras
das enlacies, villas e povoacoes.
A lei que acabo de citar manda o governo torne-
cer edificios proprios para o estabelecimento das es-
colas, haveodo-os panucos, e nao os havendo, or-
dena que proraova a proraplilicacao delles por meio
de subsrripoes nas localidades,, continuando, entre-
tanto, as aulas como na sua data, islo he, em casas
alugadas pelos professores.
Obrigar o governo i pednchar nat localidades '
mesquinhas parcellas para cafas das escolas, parc-
ce-me Uto improprio da lui, como pouco dig-
no do governo, e assim lembro-vos que ttl clau-
sula eliminis da lei que organisardes sobre o en-
sino.
Onde houvrr edificio publico, destine-so para o
estabelecimento das escolas ; e para os lugares em
que o nao haja, convro que o governo soja habi-
litado com quantia suflcienle a alugar predios
com proporcOes de ter em si as escolas, porque nao
coovcm dissimular que conslranger os_ professores
a alugar sna cusa casas maiores do qiie precisan)
para si e suas familias, a fin de dar aula seos dis-
cpulos he um meio indirecto, mas bem eflicaz, de
reduzir consideravelmenle os seus j tao parcos veu-
ciroenlos.
2.a Inspecfao.
Com sobeja razao allerou-se a lei n. 34 de 16 de
marco de 1816, aparle que conliava nspecrao
do ensino e exame dos alumnos a nma commissao
composla de tres membros, om dos quaes nomeado
pelo governo da provincia, e dous pelas cmaras
municipaes. Alm do absurdo de fazer procurar
tres onde muilas vezes com grande diffieotdada se
acha apenas um, sobresane o desacerto de aqui-
uboar raelhor as municipalidades que o governo da
provincia, na justa inlervencao que Ihe cumpre
exercer sobre as escolas, qnando a mais sensata
llieoria de organisacao eoncemente ao ensino aste-
gura sempre ao governo a prmazia de influencia,
como aquelle que esl no caso de Ihe dar maior ira-
pulso c unitormidade.
Em cada ditlriclo deve porlanlo haver um inspec-
tor parcial, c na capital da provincia nm inspector
geral, lodos da nomeacao da presidencia.
O inspector geral da inslruccao he uma enlidade
lao indispensavel 110 ramo do servico a que me re-
firo, c tao sensi v el te torna a sua falla, que julgo
seria esperdicar palavras o pedir-vos instituaes esse
cargo.
Na capital da provincia de S. Paulo e na corle ha
conselhos de inslrnccso, mui proprios a auxiliar rom
suas Inzeso governo em lodos os negocios relativos
ao ensino.
Se convencidos porm de que falla i esta cidade
abundancia de illuslraces, que leem aquellas qoe
mencionei, preseindirdes de tal peca na nrganisarao
que houverdes de decretar, acharis desculpa uas
circumslandas da acluatidade, e uem por isso dei-
xar ella de Irabalhar regularmente.
3.Objeelo e graos do ensino.
A lei paulistana, imitando a lei franceza de 28 de
junho do 1833, divide o ensino primario m dous
graos elementar e superior, mas mutilando por
tal modo o pensamento de Gnizol, que difcilmente o
reconheceraos na copia.
A's materias do ensino primario-elementar eu ae-
crescenlaria um objeelo alias importante, que vera
na lei franceza, e foi omiltido na de San Paulo o
svstema de pesos e medulas, que o regulameuto
geral de 19 de fevereiro do corrcnle anno incluio, a
meu ver muilo judiciosamentc, nas materias do en-
sino das escolas d primeiro grao, rom a reslriccao
pesos e medidas do municipio. Em compensaran
potlereis eliminar do primeiro grao a geometra pra-
tica de qoe a lei manda dar nocoes.
O objeelo do ensino primario superior, nos tormos
to artigo 4 da lci de San Paulo, consiste em accros-
ccular ao ensino elementar para osrxoinascolno as
seguintes materias: noces geraes de historia e geo-
graphia do Brasil, nocoes das sciencias physicas ap-
plicaveis aos usos da vida ; e para n sexo femioino:
nocoes geraes de historia c geographia e msica.
Deixando de parte o reparo, qne naturalmente sus-
cita a disposicao da lei, que, no ensino primario su-
perior reserva a msica so para o sexo feminiuo, con-
cordareis com gn que o ensino das escotas de segundo
grao deve ser mais ampio do que esla determinado
no artigo citado. Cumpre que elle, alm do objee-
lo do ensino elementar, ahrauja tojas ou a maior
parle das segrales materias :
O desenvolvimenlo da arithmelica em suas appli-
can..'- pralicas.
A leilura explicada dos cvangelbes "c noticia da
historia sagrada.
Os elementos da historia e geographia, principal-
mente do Brasil.
""HSprfilCi pos das sciencias physicas e da historia
natural, applicavcis aos usos da vida.
A geometra elementar, agrimensura, desenlio li-
near, nocoes de msica e exercicios de canto, gym-
naslica, e um esludo mais desenvolvido do systciua
de pesos e medidas do imperio o das nacoes com que
o Brasil tem mais relaeoes comnierciaes.
Com duas observa$oci conipletarei o meu pensa-
mcnlo. m
A primeira he quo o quadro das materias do ensino
primario superior, que acabo de esbozar, nao quer
dizer que todas essas materias se cntinem urces-a-
riamente em cada aula do segando grao; poisque
ao governo convmdar faculdadc para, conforme as
necessidades e recursos das localidades, assim lam-
ben) desenvolver mais ou menos, dentro dos limites
do refcritlo quadro, o ensillo superior, mandando
adoptar lat>ou lal materia.
Essa faculdade contore ao governo o regulamenlo
geral, que muilo recommendo vossa ineililacao. e
era dea ja consagrada na lci franceza, que a de San
Paulo procurou imitar.
A segunda observacao vera a serque a gralilica-
raoquea lei de 16 demarco adiccoua aos venci-
meiitos dos professores das escolas de segundo grao,
compre seja um pouco maior cm proporco das ma-
lcras sddicionaes, cujo ensino esliver a sea cargo.
4.Ensino obrigalorio. v -
Conforme a legislacao cm vigor, he licito a cada
nm enviar s escolas seus filhos ou deixar de taze-lo.
Eu reclamo instantemente de vossa sabedoria o
patriotismo disposicoes severas, que tornera o ensino
obriga torio.
Nos paizes que presam a civilisacao do povo e
veem nas escolas a orgem della, aprender as mate-
rias do ensino primario he mais que um direito. he
uma rigorosa obrigacao imposta a iodos, sb certas
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DIARIO DE PERNAMBLO, SEXTA FEIRA 20 DE OUTUBRO DE 1854.
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penas. As-im a deveis considerar 8 dispor na legis-
larlo Obriga-se n novo i vaceina.e elle obodeco ou deve
obedecer >em reparo, porque he um meio de preser-
var-se de um ll.ucllo fatal.
Ora, a inslrucrAo primaria, he por assim dizer,
urna vacciua moral, que preserva o povo do peior do
todos os flagellos condecidos e por conhecer a ig-
norancia;tas noc.ocs elementares, que nivela o ho-
mem ao bruto, e o torna materia apta e azado ios/
Irumento para o roubo, para o assassiualo, para
revoliir.ii'. para todo mal emfm.
A insirucr.il) primaria he mais, he urna especie de
baplisuio com que o hooiem, regenerado da crassa
ignorancia em que nasce, elTelua verdadeiramenle
sua entrada na associacao civil e no gozo dos direitos
e vantagens que Ihe sao inherentes.
Nao he logo a instru rilo primaria assumpto que
llenis pouderacito e arbitrio de vossos concidadSos,
linio mais quanlo conheceis peritamente a pouca
inclinarlo e iicuhuma diligencia de muitos de entre
riles .1 mandar escolas, c nellas conservar seus fi-
Ihos, ou saja porque quem nao sabe a arle a nao es-
tima, ou porque podeudo os meninos maiores de seis
annos ajuda-los j no carijo e outros misteres a
que os applicam, icnlem prvar-se de seu gratuito
e valioso contingente de Irabalho.
A juslica porra pede que se por nm lado obrignr-
des, sb penas determinadas, os pais, tutores, cura-
dores ou protectores a mandarem para as escolas os
meninos que estiverem em sen poder, e na idade e
circumslanoasde aprenderem, deveis. por outro la-
do, prevenir a circomstancia de indigencia, conve-
nientemente provada, para em tal caso farer-se, me-
diante urna quola do ornamento, o mais simples c
modesto orneciraento do que for essencial aos me-
ninos pobres.
>" Melhodo a adoptarse fias escolas.
A quejigo de methodo; que em todos os ramos de
conhecimentos humanos sobresali sempre por sua
importancia, porque o melhor importa economa de
lempo e de tnbalho, avulla muilo mais na inslruc-
,3o primaria, c especialmente para a maioria do po-
vo, visto como o lilho do pobre tem presta de avi-
ar-se para ajudar seu pae nos trabadlos com que ali-
menta a familia, e aprender com lempo orna prolis-
sao de que no futuro subsista.
A Ici paulislana, salisfeila com incumbir esco-
la normal que creou a explicarlo dos itivorsos me-
thodos e proeessos i)c cnsino, sua npplioacau e v.iii-
tagens comparativas, a nenliiimdeu preferencia nem
ineulcon como melhor para o cnsino dis escolas em
geral.
Nesse silencio nao descubro inronvenicntcs, anles
acert, porque no concurso do mclhndo individual,
simultaneo, mutuo ou lancasteriauo, mixto ou s-
mullaneo-mutuo, e outros, escusado he decidir-se
a lei por um, quando parece certo que a quesillo de
mediados nao pasta de questao da cifras, dependen-
te Inteiramenle do numero de alumnos que podem
frequenlar a aula, de sorle que em certas localida-
des pode-se adoptar um, e em oulras outro: urna
escola de t5 alumnos, por cxemplo, nAo ha de re-
ger-sc pelo me ver um numero 10 vezes maior.
De repente pode mesmo surgir um melliodo como
o de Castilho, chamadomethodo portnguezque
supplanta lodos os demais, c convenha logo ensai-
ar-se.
Assim pois convida qoe vos, acautelados como os
autores da lei de Ifi de marco em abster-vos de una
indiscreta preferencia, deixasscis a designarlo dos
inelhodos, conforme as necessidades do cnsino, au-
loridade superior incumbida de lisralisa-lu.
6. Numera de alumnos essencial existencia
da aula.
O arl. 4<) da lei citada manda supprimir as esco-
las qoe forcm frecuentadas por menos de 12 alum-
nos, quando seja isso devido i falla de populacho
do lugar.
Bcm: mas essa dezena de alumnos, qne por aca-
so for despedida da escola, que supprimir-se, nao
merece consideraran, nem sacrificio algum da parle
do enverno.' Se forem mizeraveis esses meninos, fi-
carao assim irremissivelmcnle condemnados i estu-
pidez?
Submello vosso Ilustrado crilcrio, para remediar
ese inconveniente, a scguinle idea do inspector ge-
ral da nstrurri) de S. Paulo, Diogo de Mcndour*
Tinto, no seu relalorio de 10 de marjo de 1852, que
parece laminosa:
n Un povoares e freguezias de ordem menor,
cujas cadeiras se acham vgis, lembro, diz elle, o
systema pralicado em alguns paizes da Europa, de
subsidiar-se com 12uj> a 160) os professores par i u-
lares sob a condicao de cnsinarcm graluitamcute
certo numero de alumnos pobres, escnlha do ins-
pector do d islriclo.
Oque ao di/deescolas vagas, applique-tea e-
rola lupprimidasler-se-ha, se me nAo engao,
urna boa providencia contra o mal que indiquei.
7. Escolas do se.ro feminino.
Diz a Ici de 16 de marco de 1816, no arl. 8, que
i frequencia promiscuamente de ambos os sexos em
urna escola so he perniittida nos lugares onde nAo
exislam escolas diversas para ambos. De urna tal
disposirtlo se conclue que a le, a que alludo, nao
lign o i nsirucr.in do sexo feminino o grao de impor-
lancia, a que lena direito. pois alm de nao determi-
nar a crearao de cadeiras de primeiras lellras para
esse sexo, ao menos em todos os municipios, descar-
(a-sedo dever de proporcionar-Ibe instrucran, man-
dando que as meninas vAo frequenlar as esrolas do
sexo masculino, onde as nAo houver especiacs para
o seu sexo.
l'arece-me que deveis consignar na lei que orga-
nizardes a idea de haver ama aula para o sexo femi-
nino em cada municipio ao menos. E quando seja
(o qoe nao he de suppor) 18o miscravel esse muni-
cipioquo nAo lenha 12 alumnas para enviar a escola
publica, antes adoptarla o expediente de dar algu-
ma profes-ora particular, que apparecesse, urna gra-
lilicarao rasoavel pelos cofres pblicos para ensinar
cerlo numero de alumnas indigentes, do que autori-
sar a frequencia promiscua dos dous sexos, que
em ultimo resultado, e quando nao houver outro
recurso, se pode tolerar.
He mui para notar-se qae haj -villas e munici-
pios, como S. Jos e Ouarapuav; onde o helio sexo
nao lenha escola especial'para instruir-se em pri-
meiras lellras, e parece essa falla de Unto maior al-
cance e grividade, quanto he conhecidn que a ios-
Iruceo do sexo feminino recommeiida-sc i allencAo
do legislador dcbaixo de mais de um Ululo, sendo
um dellcs singularmente valioso.
Com efleilo, a inslrucrilo do sexo feminino niio s
he urna divida sagrada do estado para essa parte tAo
importante da sociedade, mas e mui particularmen-
te, sobresalir como um dos meios mais seguros e ef-
licaxes de derramar e generalisir pelo povo o ensi-
llo primario e o verdideiro progresso, vi-lo que a
experiencia musir nao ha, ou he mui raro, exem-
plo de mi que saiha Itr e escrever, cujos filhos, em-
bora por cirrumslancias deixem de frequenlar as es-
colas, nao saibam ler e escrever, eusinando-llies ella
as suas horas vagas, i cusa de lodo sacrificio aquil-
lo qoeaprendtu; desorle que pode-se dizer que
instruirs meninas he de algum modo crear urna es-
cola em cada familia!
Outro lano nao se pode asseverar da inslrurcso
dada ao homem, porque este, principalmente se he
pobre, preoecupado com os Irabalhos, que lhe dAo
a subsistencia, nem Ampo lem do interrogar os fi-
lhos sobre o progresso que fizem as escolas, quin-
to mais pira servir-Mies de meslre!
Nao deiiarei o presente arligo sem informar-vos
que creei nesta ridade urna segunda cadeira de pri-
meir.is letras para o sexo masculino, e oulra lam-
i'em "^ondo grao para o sexo feminino na cilia-
da de Paran.gua, vista de mappa* das eseolas de
ambas as cidades, que mostraram serem ellas fre-
quentadaa por numero de alumnos e alumnas supe-
rior ao exigido por le pira ler lugir a creacao das
releridai cadeiras.
Marquei a nova cadeira de Paranagu o ordenado
de 41)0 rs., e desla cidade 500 rs.. alenlas is cir-
cuinslancias peculiares das duas localidades, de ac-
cordo com o disposto na lei vigente.
2. Entino secundario..
Exceptuando-te a cadeira de lingua latina e fran-
reza, exilente em Paranagu, na> ha absolutamente
na provincia ensiou secundario.
E todava promolgou-se urna lei, creando nesta
cidide em 1816 um lyceu, que, em resultado ofle-
reee-nos urna historia singular como poucas ius-
lilui^oes srmelhanles apresentim, porque das 4 ca-
deira creadas, a de geographia nunca Itouve quem
a quizesse, a de geometra foi preenchida, mas
nunca exercida, a de pbilosophi.i racional e moral,
preenchida, leve em um anno 2 alumnos, c i de
l.ilini e francez pouco durou, porque, redozido por
lei o respectivo vencimentn, n.lo pode o professor
ronltniMr. tendo havido um periodo de lempo em
que so elle exislia no lyceu, de qua era ao mesmo
lempo director!
Enlrelanto cumprc que lomis na mais seria
consideraran esse assumpto, porque parece alta-
mente reclamado pela nova siluacAo de vosso pait
um estabelecimento em que se proporcionem
mocidade que qurira dar-se is lellras, e abracar as
. prolisoes liberaes, meios de instruir-se conven'icntc-
menle.
Se nao estou em erro, a lei de :l de maio de 1846
sol o n. 33, que creou o lyceu dett cidade, lem
iuiperleiri.es e deeilos que nao podem escapar a
vo's.i illuslracao.
Prjmeiramenle parere-me acanludo de mais o
quadro das materias que o lyceu linha de ensinar,
a saber: grammalica latina lingua franreza,
roiisliluindo al." cadeira; philosophia racional c
moral i 2."; historia e geographia a :i. ; gcome-
Iria pralica e noroes geraes de mecnica applicada
hs arles a 4.
Nao sei com que fundamento deixe de ensinar-se
nn Ijeeu arillimelica c se reduza o cnsino da gco-
nielria a noroes pralieas.
Tambeni nao he conveniente a cxrluso da linaua
in-le/a, alias l.io iiecessaria. pois que he um estudo
preliminar para as academias do imperio, e a chave,
que pode franquear mocidade estudiosa os llic-
souros, que, em igricultura, commercio, industria,
arles e ciencias, possuem as duas grandes narcs,
que a fallam.
E pois que esla provincia he esencialmente agri-
coli, e, abunda em riquezas naluraes mal avaliadas
boje, por falta de conhecimentos propiios derrama-
dos entre u popularan, eu nAo eslou longe das vistas
da presidencia de S. Paulo, quando a pouco lempo
solicitava n renlo de urna cideira de liolanica,
zoologa, mineraloga, eoulra du rhimica ephjsica:
isso, porm, um pouco mais para dimle.
evo porm dizer logo que para o lyceu refor-
mado Dio ler a noria do primitivo, em que o soli-
tario protts-ior de latim era director de si mesmo, ,
por ultime enliou a desipparecen, cabe que se pro-
redi con lento e rircuinsperrAo determinandO-se
nao sejim prvidas todi as cadeiras de chofre, mas
comecando-se por aquellas que sAo a base do cnsi-
no secundario, e (ratando-se das oulras i propon-Ou
que o goslo c progresso das lellras, verilirado nos
precedentes esludos, apresentar suicienle nuiicrn
de aluninos, que frequenlem as aulas superiores do
eslahelecimeuto.
Em segundo lugar nolarci que a distrihuicAodas
materias, decretada na creacAo do Ivceu, nao he a
mais conveniente.
A annexasao da lingua franceza i latina, islo he,
de urna lingua viva a urna lingoa mor, nao he lAo
natural como a reuniao das duas materias, linguas
Traitceza e inglcza, ou geographia e philosophia,
uu philosophia e geoinetria, em utna s cadeira.
Enlrelanto a lei suppoz que se o professor de la-
lim, isto he, o homem que (salvo as 'honrosas ex-
reprSes) todo onlevado na phrastl arave o sonora
de Virgilio e Cicero, e na explicara i das diflicul-
diiles rcaes desea linsua, cm rujo estudo consu-
mi a melhor parlo de sua vida, nAo tcm costo
mesmo propria lingua que alalina de toda1 -ton-
ma, quanlo mais ti lingua franceza, s esse-profM-
sor, digo, pudesse accumular oulro eosiuo, negamln
igual direilo a utras cadeiras que, alias, harmoiii-
sam niellinr.
Admillido o plano, alias rasoavel, pela necessi-
dade ile economa, de accumular o ensillo das ma-
terias do duas cadeiras cm urna s, se Alguma ca-
deira deve. ficar sobre si o sem mistura de esludo
eslranlio, he nao a philosophia. a geographia ou a
geometra, mas precisamente o latim, porque sendo
anda predominante no etisinodo nafa, he ao mesmo
lempo Uto didicl, que, por melhor mclhndo que
as aulas se emprcgtte .sempre alguns anuos leva
aos alumnos, dos quaes apenas urna diminuta parle,
lalvcz nAo maior de 20 por cont aproveita o seu
lempo, e sane ciilcndendo a lingua que esluda.
Na miuha humilde opiniao, comrm que aulori-
seis confiar-sc o cnsino das malcras de duas cadei-
ras a um s professor. mas essa accumulacao deve
ser rasoavel e discreta, reunindo as malcras que
entro si liverem mais rebaja e alhnidade, e mais
fcilmente puderem ser lidas por um mesmo indi-
viduo.
Obscrvarci, cm Icrceiro losar, que os ordenados
da lei da crearan do Ivceu sao : para a cadeira de
Utimefrancs, 1:0009; para a de philosophia racio-
nal o moral, 1:600?; para a de historia e gco^rapliia,
1:100?, c para a de ueoinelria, IHIOO?.
Coinprehendc-se bcm a grande importancia da
philosophia, rimo de conhecimentos humanos que
deseuvolve e explica a celebre inscripeo do templo
de Uelphos : noiee te ipsum. Mas o Irabalho de
cnsinar-lhe os crementos mojos ja adiantados que
buscam aprcmle-los, nao pode ser lano nem tao
enfadonho como o de instruir em latim e francez
meninos mui verdes, que anda levam para essas au-
las habilos de travessura das escolas primarias, o em
que o4 professores lecm muilo que desbastar pri-
meirn que os torncm discpulos ltenlos e estudio-
sos; nAo he tanto nem 13o enfadonho, lorno a dizer,
3tic valha, mais do que essa duplicada c insana Ta-
iga, 6009000.
Na tarifa da lei, a philosophia vale mais que la-
lim c francez, mais que geographia, mais que geo-
metra ; a geometra est ao nivel do latim e francez
e s a geographia approxima-seum poucoda philoso-
phia.
Dessa desigualdadede retribuirn o que se segu
he que a cadeira de philosophia, como melhor re-
munerada, ha de allrahir um lalcnlo sullicienle pa-
ra cxerce-la, nAo assim a de lalim c francez, por
nao pagar o Irabalho que do.
Hab resultar que a aula das linguas, que prece-
de e habilita para as aulas superiores, ou uAp envi
as oulras alumnos, ou os nao mande capazes, e pois
a aula de philosophia sera em nm auno frequcnlada
por um ou dous alumnos, cirriimstaucia que servi-
r de pretexto para suspender-se o exvreico e pro-
vimenlo das cadeiras c extinsuir-se o lyceu por nao
haver no logar quem aprenda !
lnclino-me a crer que ennviria marrar-se ,i cada
urna cadeira de per si o ordenado de 8008 1:000
I duas reunidas esse ordenado e mais urna gralifi-
cac.Ao de 400ft a 600S. Sugeilo ao vosso criterio es-
se alvilre : resolvei-o melhor.
A 4." reflexiio, que occorre-me fazer-vos, he que
a le cm qucslAo com rigor excessvo ohrigava lodos
os alumnos, sem oceprAo, entrar cada anuo rom
a quantia tle 20* para as despezas do rstabelecimen-
lo, alem de pagar aos respectivos professores urna
gratificado annitil na propqrrAo seguinlc :
Ao da l. cadeira 5.
Ao da 8?).
Ao da :i.* 58.
Ao da 4. 4.
Ado cm extremo pezada essa contrliuico para os
alumnos emg eral, e teoho por nAo conforme equi-
dade a disposicAo, que nao excepta de tal onus o
esludanle que justifique pobreza.
O favor que indico, assenta bem na Ici ipie quizer
desenvolver e derramar a inslrucc.lo, pois he certo
que as vezes em alumnos da ultima pobreza brlham
talentos dignos da maior prolecrAo.
A remuneraran, dada pelo alumno aos professores
no plano da lei de que se trata, ou he um meio para
inelltorar o ordenado, que reconhecc insulVicienlc,
e nesle caso couvem mais que a mesma lei o augmen-
te, Tazcndo recolher i llicsmiraria a conlriboicSo
dos esluilantes. ou he um expediente para despertar
a .niul.n.-.io dos professores, e enlAo nAo consegue o
lim propusto, porque liavcndo nm s professor de
i-erta materia, os moros que quizerem csluda-la bao
de necessariamente ir a sua aula, e dar-lhe a remu-
nerarAo decretada, quer elle precncba diguamenle o
seu lugar, como urna capaciiUidc, quer se mostr
urna fastidiosa e insupportavel mediana.
Onde, como na Allemanha, ao lado dos professo-
res, ha adjuntos com faculdadc de ensinar as mesmas
materias, e he pcrmitlido por lei aos estudanles ou-
vtr indiflerentemenle a um ou an oulro, c remune-
rar aquello que lhe parecer melhor, ah sim, ha e-
mular.io, e a contribuirn dos alumnos vai a quem
a merece.
Scnhores, a lei que leudes de reconsiderar, man-
dava supprimir logo que eslivesseem exerccio o Iv-
ceu, as cadeiras de latim collocadas na distancia ci
menos de 10 leguas, providenciando sobre a sorle
dos professores que assim ficassem desetnpregados.
Nao houvesse na lei a reUricr.1,. das n) leguas, e
supprimisseella as cadeiras d latint parte da comarca para eoconlrar-sc oo lyceu a ins-
Iniccao secundaria, que muilo maisTasoavcl seria
o seu preccilo !
A insirucrAn primaria ronvem derramar-se por
toda a parle, aze-la cheaar a todas as localidades :
he indcdinavel c urgenlissima necessidade do povo.
Quanlo a secundaria, vale mais t-la concentrada
cm cerlos.pontos, porem forle, do que dilfundida c
dispersa por diversas localidades, mas traca : nAo ha
vida, nao ha progresso. nem emulacao em esludos
enllocado, na segunda das referidas coudic,oes.
Queris urna prova desla verdade? I.de as re-
larocs Inmensaes ( sob n. 2 e 3 jde 17 de maio ul-
timo, dos alumnos que frequeutaram. no priinciro
trimestre do correle anuo, as duas aulas de lalim c
francez de Paranagun regidas pelo professor JoVjo
.Manuel da Cunha.
Ah veris, de 11 alumnos de latim,um com idade
de 16 anuos, e mais de tlous annos de anla, Iradu-
zindo Quinto Curco, livro fcil e propro de meni-
nos ; outro da mesma ida le que anda nAo Iraduz,
dous de 15 annus de Eulropio para baixo, (res de 14
dem, e assim por diante.
E os alumnos de francez sAo apenas 4 apurados
d enlre ns de latim j de mis condecidos!
Ma faro desfavoravel juizo do professor : mas lie
forja confessar que as relaces, a que me refiro, re-
vclam pouca prosperidade no cnsino scrundario em
Paranagu. No enlanto essa cadeira, posta cm con-
tacto com oulras, melhor remunerada c sujeila a
urna regular fiscalsarAo, produzria sem duvida,
maior beneficio do que boje.
Entino privado.
Supposlo que mui pouco desenvolvido, nao ilc-
xa de wistir ensino particular em alguns pontos da
provincia.
Em Paranagu ha aulas particulares de nrimeiras
lettras.sendottmadellasfrcquenladas, segundo infor-
ma o inspector das aulas du dislrclo, por 35 alum-
nos.
Ncsla cidade alguns meninos rcrchem instrncr.io
particularmente, e assim lambem cm Oiiarapuava,
onde commnnica-me a respectiva cmara, em ofl-
ciode lo de l'rvcreiro do correle, exMrem, pa-
gas pelos habitantes d villa, aulas de msica e lin-
gua franceza.
Kallam-me informares cirrtimslaticiadas sobre
esse assumpto para trammillir-vos ; felizmente po-
rem vejo nesta assemblca individuo de lodos os mu-
nicipios da provincia, representantes de seus iote-
resses e conhecedores de suas necessidades, que etao
no caso de fornccer-lhe completos esclarccimenlos,
nao s a respeiln de tal ohjccto, como de quaesquer
outros de conveniencia publica.
Forca publica.
Considerando a forca publica dividida em tres par-
les primeira linha, poliria e guarda nacional,
de lodas, anda que smenle a de polica seja de
vdssa aijada, passo adar-vos alguns esclarecimen-
tos, porque, na fixacao da especie de forca sobre que
legislis, pode influir o conheciraento do estado das
oulras.
1.Primeira linha.
O decreto n. 1282 de 26 de novembro ultimo
creou nesta provincia um corpo provisorio de guar-
nirn conforme o plano approvado pelo den.782
de 19 de abril de 1851 para os corpas de guarnirlo
das provincias de S. Paulo, (ova/ e Minas.
Este corpo, j de si pequeo, c demais anda in-
completo, he todava o recurso da actualidade, pois
nao s faz a guarnico desla capital, mas presta des-
tacamento! para as harreiras e para alguns outros
pontos, sendo impossivel salisfazer a lodas as auto-
ridades qnc os solirtam para os seos districlos.
vista do respectivo estado, constante do mappa an-
nexo a este relalorio sob n. 4.
A principio, frequcnlesldeserccs faziam deposi-
tar, cumprc cortfessa-lo, poura ninli.inca no corpo :
mas hoje, com alguma severidade para com as pra-
ras, rom a sabida c repressAo de cerlos olliciaes me-
nos circomopectos, c entrada de outros que conde-
cen! a disnidade de seu posto, restabeleceii-s* a dis-
ciplina sob o commando do major Caelano M a noel
do Paria Albuquerque, e j. alguns voluntarios v.io
apparecendo para sentar prara, llrevemcnle es-
pero esleja o corpo cm eu estado completo.
Mas devo lemhrar-vosqoe fracciona-lo em peque-
nos deslaramentos para diversos pontos, incumbir-
Ibes inteiramenle servirn que de direito lhe nAo per-
lencc, mas forja policial, he matar-lhe a discipli-
na, e fazer com que jamis altinja ofim de sua crea-
{a.
.Guarda nacional.
A guarda nacional, exceptuando im ou oulro
municipio, aclia-se por (oda a parle no estado de
desurcinisarSo o mais completo, para o que lera
i mu

A.
. roncorrido, alm das causas procedentes da defei-
| luosa legslacAo atiliga, o abalo c especialiva cm que
eslo os nimos desde que se publicarais a Ici geral
n. 602 de 19 de scletnhro de 1850c respectivos regu-
lamcnlos, cuja rxecuco tanto se relardou, relati-
vamente Coriiba, que, elevada lia pouco a pro-
vincia, nada eslava, ao lempo de sua inslallacAo,
acabado como convinha.
Ilavia eu expedidu orden para o alislamcnlo c
classificajao tos guardas nacionaes, Irabalho pre-
limiuar da rcorganisarao derrotada pela lei n. 602,
quando, com o relalorio de 20 de Janeiro desle anuo
(que tal he a dala da cxposirAoquc enviou-me l pre-
sidencia de S. Paulo), daiido-ine os esclarecmcntos
precisos sobre os negocios dcsta provincia, recebido
por mima 6 de marco ultimo, vieraiti os Irabalhos
do alislamcnlo dos guardas nacionaes da quinta co-
marca.
be posse desses papis, pareceu-mc acertado do-
mear, como noincei, em portara de 27 de abril, urna
commissio composta depessoas habilitadas para or-
ganisar um mappa de loda a forca qualifirada na
comarca, com dislincjAo dos municipios e parochias
e da que pcrlencc ao servijo activo c da reserva, c
outro ilos baUlhes, corpos, esquadres. secces ou
companhiasque se .acharen creadas, fazondo-se tam-
bera niencAo das legies a que perlenccrem, e pro-
por-me a reparticAo on rcorgansacAo que mais con-
venha fazer-se a forca, quer do servijo activo, quer
do da reserva, indicando as paradas dos corpos que
houv rrein de ser conservados, ou novamente crea-
dos, e tendo em vista as regras eslabelecidas a lal res-
peito na legslacAo novissma.
A commissAo, que salisfc/ com o mais louvavel
zelooseu empenho, apresentou-mc em data de 29
de maio o resultado do irabalho de que eu a linha
encarregado.
Assim estar era breve salisfeila a rata anciedade
da provincia nesta parle.
""'Forra de Polica.
Ao chegar provincia, bavia aqui um fragmento
6 prajas) do corpo de permanentes de S. Paulo, e
ordem da respectiva presidencia para eslarcm des-
tacadas 10 praras da guarda policial cm Ciuarapua-
va. c polica fo a forja que arliei, pois as demais
pracas emservijo eram : cm Paranagu, 24 guar-
das naciniiaes destacados ; c tiesta cidade. 18 praras
lio rorpo fixo dai|uella provinria.
Antes de dar informaran acerca da forja policial,
que, segundo as necessidades do servijo, devela filar
na respecliva Ici aiinm, cumprc-mc dizer-vos fran-
camente o que pens arerca dessa guarda policial
que oor ahi existe,como um recurso para is autori-
dades policiars ou crimiuaes, esupplemenlo da for-
ja assalariada.
As leis e rcgulamcntos da provincia de S. Paulo,
nomeadamente a de -22 de junho de 1*50. e a de 20
de dezembro de 1851, acerca da guarda policial,
suppe em vigor a resolurAo de 25 de junho de 183
da assemblca geral legislativa lomada sohrc propos-
ta do conseibo geral da provincia de S. Pauta, cuja
substancia he aproveitar para o serviro iLa polica
dos diversos municipios lodos aquel les individuos
que tendo a idade determinada para sereui guardas
nacionaes, e nao dando-sc em seu favor alguma das
excepjcs e dispensas legis, nao lecm comludo a
renda liquida iteccssaria, islo he, de 280VB00 an-
nuaes por bens de raz, industria, romm.-rcio ou cm-
prego, e dio invidencias para que o serxijo de laes
individuos seja o mais proficuo e efliaz qoe ser
possr.
NAo obstante porm o acalamcnlo devido Ilus-
trada assemblca de S. Paulo, c apezar do respeito
em que lenho a aulordade do cidadao que em 1851
presidia aquella provincia, c hoje dirige a pasta dos
iicgnciosda jnstija, creio que a lei de 25 de junliode
1834 nAo pode mais consderar-sc em vigor, c que a
insliluijAo da guarda policial, como ella a creou, a-
lem do anachronismo que implica, lie absurda eemi-
nentemente perigosa.
Pa*rece-me que cadticou a le de 2.T,de junho, eque
nao pedis legislar, nem a presidencia da provincia
oceupar-se da guarda policial, que taz objeclo dess.
le; porque examinando o acto ad dicional, nAo vejo
atlrbuijau dada s asscmblas das provincias aterra
de forra publica sctiAo no S 2 do arl. 11, que diz
ser da sua compelencie : Filar sobre informacAo
do presidente da provincia, a fe rea policial respec-
tiva.
A forja pois a que se cslenil c a competencia da as-
sembla provincial lieuma for ja rerla, determinada,
ou, o que exprime ludo, fixat.a por ella, sobre infor-
mares da presidencia, como he ccrla e determinada
a que a assembla gem legi ilativa fixa animalmen-
te sobre lufonnaciies do gov.jrno : de oulra qualtda-
dede forja nAo podo legislar a assembla provin-
cial.
Ora, aguarda policial di; que falla a lei de 25 de
junho, a qoe se referen) a leis e regulamcnlos da
provincia de S. Paulo, na o he urna forja que a as-
semblca /u-e nem pota Jbsar, visto que comp5e-se,
na pbraaa da lei, delodos aquella que por alta de
renda sao c.r.rluido* ti guarda nacional.
lio-claro que a assetnlilca provincial nao p le de
anlc-niAo Irajar limil es a semelh.uile forja, sendo
cerloque ellosdcpcmlcm do niimern dos habitantes
dos municipios ede sua intelligencia.
i "* Suard< policial (diz o arl. 5. do regulamenlo
de a) de dezembro j cilado) ser distribuida cm cs-
quadras, sccjoes e inimpsnhias, coiiipando-se as com-
p.mbias de secres. e as secjoes de eVquadras.
<( llaverao (arl. 6.; lanas esquadrm quantos fo-
rera os quarleires, lanas secrocs quantos forcm os
districlos dos subdelegados, tantas companhias quan-
tos forom os dislriclosdos delegados.
Quando os quarleires (arl. 7.) liverem mais de
20 guardas, as esquadras seraosubdivididasem lur-
mas.cada lima de 10 guardas, havendo lautas turmas
quaiilos 10 guardas houvcrem.o
Assim que prescrcvcm-sc regras para a dslribui-
jAo c organisajAo das prajas da guarda policial ; o
seu numero, porm, niio se fixa. Boa emprc indeter-
minado, e varia na razan do descnvolvimento da po-
pulacho do municipio c do oslado da fortuna dos res-
pectivos habitantes: coutain-se as companhias pelas
delegacias, as secjoes pelas subdelegabas, as esqua-
dras pelos quarleires, e aslurmas por quanlus 10
guardas houvercm em um quarleiro logo que este
lenha mais de 20.
A guarda policial he urna instiluicAo absurda,
porque sendo composta dos excluidos da guarda na-
cional, e consequenlemenlc orgauisada com proleta-
rios e com o rebotalho da populacao, visto que a re-
"rafalla de 2008 de rendaabrange ludo, exice-se
entretanto dclla servijo incompalivel com o estado
pouco favoravel de fortuna, que he o seu caracte-
rstico.
Diz o art. 8" da Ici de 25 de junho, e repetcm as
leis e regulamcnlos de-S. Paulo :
O serviro da guarda policial ser remarlido de
modo que nAo exceda 5 das por cada vez, e nunca
cltegae aoque ja servio sem primeiro ler chegado cm
lodo o municipio aos que anda nAo servirn! ; c no
caso de!ser preciso servirem por mais lempo, rcccbc-
m por cada dia de servijo lano quanlo no lugar cos-
tuine ganhar um ptimo jornaleiro.n
? arl- -I7 do regulamenlo de 20 de dezembro de
letal dehnc o servijo ordinario do guarda assim :
Consiste o servijo ordinario em auxiliar as auto-
ridades policiaes e criminaos cm todas as diligencias
da curta durajAo, como para prisAo de criminosos,
captura de cscravos fgidos, rondas quer diurnas,
quer nocturnas, condoejo de presos ou guarda dcl-
le, ataques da quilombos, c outros semelhantes,
sendo, o serviro repartido pelos guardas com jgual-
dade. )i
Ueste modo, aquellcs que nAo teem vol as elei-
rOes primaras por possutrem menos de 2008 de ren-
da, que por essa circumstancia sao privados da
honra de serem contemplados na guarda nacional
entre os defensores da consliluirao, da liberdade,
da independencia e da ntegridade do imperio; es-
190 no caso de serem, como guardas policiaes, com-
petilos a executar as ordens das autoridades de po-
lica e crimiuaes, c auxilia-las gratuitamente em to-
das as diligencias de curta durajao !
E define-se curta durajao o esnaro de cinco
das !
Haja embora igualdadenadistiibuirAo do servi-
ro, essa igualdade nao exclue a oppressao.
Que he perigosa a itistiluirAo, senborcs, perfeita-
comprcbeiideis.
A lei de 25 de junho determina no art. 10 que
as cmaras municipaes suppram de seus co fres para
as armas necessarias aos guardas, quando nAo tenham proprins, ou ogovernn ila provriada as
nao possa ministrar, dsposijao ltleralmen le copia-
do arl. 43 do regulamenlo de 20 de dezembro de
I8.il.
Ilevem pois estar armados lodos s guardas poli-
ciaes, e o armamento cm mans de elasses nAo abas-
tadas, a experiencia o mostra, he quasi setnprc um
perigo para a ordem publica.
No exercilo, na armada, na forja polici.il do S 2"
do arl. II ilo acto addicional, as" armas inspifam
ronlianja pela disciplina dos que as manejain, c pe-
los salarios e rcinuiterares com que o cslailo ospe
a abrigo de necessidades e falaes ilcsignios que ellas
aconsclham.
Na guarda nacional as armas nAo causam receio
porque eslao ou cumprc que e-lcjam em niaos de
cidadilos e proprelarios, islo he, daquelles. que sAo
os mais profiindamcnlc inlcressados na nia.iiulenjAo
da ordem, a cuja sombra prosperara os set is haveres
c fortunas.
O que quer dizer porm armar cm una provin-
cia m libare- de individuos que. por pobres, nao vo-
tara, e como tacs sao excluidos da gualda nacio-
nal;;
Nos paizes cttllos, a forja on he assal ariada ou
nAo; a primeira cnmprchendn o exerrit 3 de linha
c a que he destinada manrilenjo da -polica ; a
segunda, a guarda cvica ou nacional.
Creio que o mesma saetada enirc mis.
Se [al be lambem vossa opiniAo, nSc tratis da
guarda policial, nem rom ella contemos para auxi-
liar as autoridades da provincia. i
Chamando, agora a vossa altenro sobre a forra
policial que cutnprc-vos \:ir, dirciquc.ein alten-
jAo aos tenues recursos da provincia, ba>la qnc por
ora autoriscis desde ja a crcarAo de urna companhia
de (7 prajas, pela forma comlanlc do plano antiexo
a clc relalorio sob n. 5.
Proponho nelie urna socrao de cavaliara, por-
que esparar que sejara cm cortos casos coroadas de
feliz resultado diligencias policiaes confiadas a sol-
dados de p contra individuos s vete:* bem mon-
tados, como he costume por esses can ipos, parece
querer; impossivel.
Devo rommuiicar-vos que, asseutndo arequisi-
jao do chefe de polica da provincia, fundada na
mais justa necessidade da polica, aulocie-o a con-
tratar urna esquadra de pedestres com vencimeii-
tos que percebem os pennanenlesdcS; Paulo. Pe-
queo he o numero dos que tem sido conlratados
e esses mesinos pasiarAo, se quizerem. para a com-
panhta de forra policial, que (em de ear-ar-, e
hatai
que dispensar os sens servijos. O seu iiumern
consta da relajAo n. 6. {Conlinuar-se-ha.)
GOMRCA DE Y.ZMT1I
17 da outubro.
Araba tle rcalisar-se a mudanja do Sr. capilAo
Francisco Antonio de Souza Camisao para a cidade
do tioianna. onde lem, scuundo ordens da presiden-
cia, de cslabclccer o qnarlel da forja volante sob o
seu commando, deveudo todava percorrer esta co-
marca, como pe ion ia aquella quaudo era aqui a
sede da dita forja.
O nome do Sr. CamisAo acba-sc licado a recorda
jes por lal forma agradareis, que jamis poder
ser esquecido dos Nazarenos; e nos, particularmen-
te, cm dcmonslrajAo da estima e amisade, que lhe
volamos, fa/emo-nos cargo de rcproduzir em breve
quadro, posto que muilo impcrfcilo.e muilo a quem
da rcaliiladc, os servijos por elle prestados duran-
te os le mezes de sua residencia nesta cidade.
Cbcgando aqui em 4 de maio do anno passado, e
encontrando a muilas familias em grande conster-
narn, e submergidas no pranlo. seus cheles fugiti-
vos, c a maior parle das casas fechadas, por causa
das violeocias e disturbios da noite de 27 de abril
do mesmo anrjlf, foi o sen primeiro cuidado enchu-
far as lagrimal* essas familias, c reslabelecer a
roulianra entre todos, mostrando como agente de
um governo forle pela opiniAo c pela juslica de sua
causa, que sua missao era de proteger e garantir a
todos, que nAoeslivesscm torada Ici; nem mais era
preciso! no dia seguinlc lados liaban) volvido a suas
pralieas habiluaes, ede boamenle faziam poresque-
ccr-se dos horrores dessa noite de 27 de abril...
Pelo lempo adianle, inlerpondo-se aos disidentes,
se nAo conscgtiio harmonisa-los pcrfcilainente (nem
isso era possivel, porque s do lempo se deveria es-
perar um tal milagre) ao menos fez com que se res-
peitassera, c deixassem de dar o triste espectculo
de continuadas e acerbas recriminajes; cITecluou a
captura de muitos criminosos : pertode 20 deserto-
re- foram presos por elle, e reconduzidos aos seus
corpos; fez arrecadar c recolher ao arsenal urna
grande quanlidade de armas reunas; finalmente,
nrou todo o pretexto de opposirAo, sem por forma
alguma alraijoar o programmado governo, nem as
vistas das autoridades, que deposilavam nelle iutei-
ra cunfianja O Sr. CamisAo leva as saudades de
lodos, e nos cordialmcnle lhe desojamos militas
venturas e sobretudo que possam os tioiannenses
apreciar suas bellas qualidades.
Sentamos j alguma admirarn, pelo silencio em
quo tcm estado ixlistrictode Alagoa-Secca, e inte-
riormente o aplaudiamos.quando veio lirar-uos desle
estado osegiiiule successo. que nos fo Iransmltido
por pessoa d'aquelle lugar.
Passando Kogerio de"tal, no da 10 do correnle,
pelo cercado do engenho Alagoa-Secca de cima, foi
ah accommcltido por JoAo l.uiz Curumba, e outros,
que aliraram-se a elle como lobos sfaimados, e fo-
rain-llie desandando boas culladas, que sem duvida
o malariam, scuAo fssa a bravura do cavallo em
que vinha, o qual salvou-o, correntio desembesta-
dainenle. Kogerio na carrera deixou cabir o cha-
peo, que foi por seus aggrcsores apanhado, c picado
cora um encarniramenlo lal, que bem denola a sel-
vajnna das feras. Consta-me que Kogerio apreseu-
tara-sc a aulordade do lugar, em occasiao em quo
esla eslava com o Sr. delegado de polica, e queixa-
ra-sede soinelhanleallentado; mas nAo me consta de
providencia alguma que lenha havido a tal respeito.
O dito Curumba he o mesmo que espaucou a um cs-
cravo de llenrique Pereira de Moraes, como j lhe
conle ha lempos ; e Kogerio he um dos que o pren-
deram nesse mesmo engenho de Alagua-Secca d-
cima.
Totlas as vezes que considero nos caprichos da for-
tuita, niio posso deixar de lastimar a inesquinha sor-
le, que me foi dada em parlilha; en me explico :
sugeilo ao Irabalho mais penivel, a lodo o rigor do
lempo, e a dez mil inconvenientes, sou obrigado a
tirar miuha parca subsistencia dessa profissAo, a que
por seus peccados, foi coudqmnado o awaa primeiro
pai; culretinlo vejo outros passarem com a maior
facilidade e sem os iucnmraodos, nom as evenluali-
des a que eslou adeslriclo. Entre muitos dcsles,
que ronhejo, fare raen j io de um, que agora me oc-
corro: he um mojo, urna alma bella e carilatica,
como se procura, o qual ao mesmo lempo que cuida
de seus inlercsses, faz a fortuna dos mais, muilo Aon-
radamente ; eu lho digo como; apresenla-se na feira
cara tima especie de armarinho porttil, ciiendo
colisa de 88 a 10a rs. de caluuguinhas, e um sacco de
bilheles enrolados, quem quec tira utn liilbete, que
cusa 40 rs., e, se nao sabe bmuco, lira utn calun-
guinba : be negjcio milito simples c que chega para
rodos, al mesmo para os escracos! Dizcm que lem
snas feias de 511? rs. e mais; nao obstante quer dei-
xar-nos, ingrato.' para ir eslabelecer-se na cidade da
Arcia : Deus lhe tl por l urna melhor sorle!
A proposito de bilheles, j correu a 1 parle da
lotera a favor da igreja de Anglicas, e arham-se a
venda os bilbeles da 2^ parle : he esta loteria muilo
recommendacel pelo fim a que se destina ; loucures
ao seu instituidor.
foram arrematados a semana pamdl os difieren-
tes ramea do rcreila da cmara municipal, os quaes
derain o seguiule resultado: imposto de 500 rs. por
Oda oei que se matar para o ajouguc 1:2838 rs. ;
imposto sobre medidas 2718800 rs.; imposto sobre
boreteiras e mscales408 rs., somma 1:5915,800 rs.;
deixandodearrcmatar-se o peso e repeso avahado em
4008 rs., por n.lo apparecer lanjador. Se, como he
mu provavel, arrematarse este imposto ainda mes-
mo por 3008 rs., leremos a receila tle 1:8948800 rs.,
que com 4008 rs. de mullas, termo medio, forman
total de 2:2948800 rs., nma bonita receila !
De tioianna nada consta por ora, seuo que en-
trara no exercicioda subdelegada d'aquclla povoa-
j3o o lenle coronel Amaro linmes da Cunha Ka-
bello, em qualidade de 1 supplentc. o qual espera-
se que nao dar quartel aos desordeiros, que turna-
ran! a seu cargo infestar aquella localidade.
Muilo conviria para total exlincjao dos mesmns
desordeiros que o dito Sr. lente-coronel fosse coad-
juvado pelas autoridades de Alagoa-Secca, c ossa
Senhora do O', pois que he para esses lugares que
IcrAo de correr, quando forcm accossados.
Consta tambera que o mesmo Sr. lenenle-cornncl
estrera sua polica pela prisao de um assassino, que
vinha pela noticia procurando encorporar-sc a sucia
de tioianuinha.
O nosso mercado de vveres vai cscasso, e espe-
ra-so que va a mais, pela moagem dos engenhos.
Al mais ver. .v.
{Carta particular.)
REPARTICAO DA POLICA.
Parle do dia 19 de outubro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recchidas nesta repart jAo, consta Icrem
sido presos : a ordem do subdelegado da freguezia
de S. Antonio, a parda Virencia de Jess por des-
orden! ; a ordem do subdelegado da freguezia de S.
Jos, o porluguez Ventura Joaquim da Rosa c a pre-
la I mbelina Paulina Mara, por briga ; a ordem do
subdelegado da freguezia da Boa-Vista, o pardo JoAo
liorleitcio Malinas ,. a parda Francisca Maria do
Nascimeulus, ambos para averigua jes policiaes ; e a
do subdelegado da freguezia do Poro d Panella. o
prelo Jos SiniAo, para corrcejAo. "e o pardo JoAo
(.alumino do Bem Successo, sein declarajAo do mo-
tivo.
Cumprc-me participar mais a V. Exc. que, leud-
me o inspector da tliesouraria do fazenda remellido
um termo de exame all fclo cm duas notas do rs.
108000, ta nova estampa reronhecidas falsas, c que
haviam sido levadas aquella Ihasoararia para se-
rem examinadas por Antonio Jos de Farias Macha-
do, lenho lal respeito procedido as convenientes
averiguarcs para conhecer o descobrir quaes sejam
os introductores de scmelhanles notas, c proceder na
ap|irelicnsao tiestas e na dos criminosos; sendo que
cn> contintiajAo das averiguarcs foram esla imite
postas em cerco pelo delegado do primeiro dislrclo
desle lertno cinro casas, cm que se suppoz encontrar
taes notase acbar-se azilado um individuo, que bnn-
Icm a larde comprando a um ccrceiro urna porjAo
de cera, lhe dent em pagamento duas das sobrcdlas
nulas, que foram apprebendidas e se achara em meu
poder, c polo que niio fosse possivel. depois tic va-
rejadas as ditas casas por mim, pelo referido delega-
do e pelos subdelegados das freguezias de S. Antonio
e da Boa-Vista com todas as formalidades lecaes,
encontrar as olas e o individuo procurado, lodavia
lenho dado as convenientes providencias para sua
captura, c continuo cm todas as diligencias para ob-
ler um rcsnljad satisfactorio.
lieos giiaraVi V. Exc. Secretaria da polica tle
l'ernambuco 19 de outubro tle 1854.Illm. c Exm.
Sr. cousclbeiro Jos liento da Cuaba e l-igueiiedo,
presidente da provincia de Pemamheo.-chele
de polica. Lu: Carlos de Pai.a Tei.rera.
COMMERCIO.
Al.FANDEliA.
Kendimcnto do dia 1 a 18. .
dem do dia 19 ..... .
111:1958631
5:1998891
119:695*525
CONSULADO GERAL,
Kendimcnto do dia I a 18.....2:1.56*118
dem do da 19........ 5;l(i5
2:210)813
DIVERSAS PROVINCIAS.
Randimenle do da I a 19 ? -201510.4
KECEUEDHItlA l)E KENIIAS INTEItNVS E-
RAES DE PRRNAHBUCO.
Itendimenlodo tlia 1 a 18.....20:1135112
dem do dia 19........:I8II-Ki(i
2232578
CONSULADO PROVINCIAL.
Rudimento do dia 1 a 18 ., .11:3038397
dem do da 19 .....'.. 211-3191
Silva, Paulino Accinli Canavarrn WVaudcrley,
Evaristo Antonio de Maccdo Lima.
liba de Fernn.lo de Noronln2 das c 22 horas,
patacho nacional Pirupama. conimaudanlo Ca-
millo tle Lcllis Fonseca. Passageiros, Prxedes
da Silva OusinAn, Lourcuco Justiniano tle Souza
Lobo, Manuel Saturnino dos Sanios Neves, Jos
Joaqoim de Sant'Anna, Manoel tos Pastos Keis,
4 mulheres, 5 prajas do excrcito e 8 sentenciados
que findaram suas senlcnjas.
Ro tic Janeiro17 das, brigue porluguez Tarujo
I, de 233 toneladas, rapilao Manoel de Olivcira
Faneca, cquipagem 13, cm lastro ; a Manoel Joa-
quim Ramos e Silva.
Babia7 das, barca brasilrira lpojuca, de 275 to-
neladas, capito Manoel l.uiz dos Santos, equipa-
gem 13, carga lastro c alguns gneros : a Ballhar
cV Olivcira,
Socios sahidos no mesmo dia.
BahaBrigue de guerra inglcz Fxpress, comman-
danle Boyes.
Rio (raudo do Sul e parios intermediosPatacho
brasileiro Sania Gruz, capilAo Manoel Joaquim
Lobato, carga sal e mais gneros.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico que no dia 23 de
novembro prximo vindouro, peranle a junta da fa-
zenda, so ha de arrematar a quem por menos iizer.a
obra tos reparos a faxer-se na casa destinada para
a cadeia na villa do Ouricurv, avahada cm 2:7503
res.
A arremalacAo ser feila na forma da le provin-
cial n. 343 tle 15 de maio do correle anuo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozeretna esta arrem.ilar.in.
rompa re jam na sata das sessie da mesma junlape-
lo meio dia, coiiipelenlemeule habilitadas.
E para constar se mandn alllxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'ernam-
buco 13 de oulubro de 1851.O secretario,
Antonio Ferrera d'dnnunciaiao
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1.a Todas as obras serio fcilas de confonnidade
como orjaraculo e planta apresrntados a approvajo
do Exm. Sr. presidente da provincia, na importan-
cia tle 2:7508000 rs.
8.a As obras serAo principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oilo meses, ambos conta-
dos de coiiformidade com os arls. 31 e 32 da Ici
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia dcsta obra ser
feito etn urna s preslajAo quando ellas esliverem
concluidas, que serio logo recebidas definitivamente.
4. Para ludo o que nAo esliver determinado as
presentes clausulas seguir-sc-ha o dsposlo na refe-
rida Ici n. 286.
Conforme.() secretario.
Antonio Ferrera iPAununciacSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesnuraria provincial,
em cumprimenlo do dsposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
tne.iiii tos iTedoreshypolhccarios e quaesquer inlc-
ressados, que foi tlesapropriada a Jos Joaquim de
Freitas, urna casa de laipa sita na villa do Cabo, pe-
la quaulia de 8O9OOO rs., inven lo o respectivo pro-
prielario ser pago da importancia da desapropriajAo
logo que ler minar o prazo de 15 das contados da
data desle, cujo prazo he concedido para as recta-
majrtes.
E para constar se mandou aflixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassucressivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
btteo 18 tie outubro de 1854. Osccrctarso. Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Dr. Francisco de Assis de Olveira Maciel, juiz
municipal da segunda vara do commercio nesta
cidade do Recite de Pernamlmco. por S. M. I. e
C. o Seulior D. Pedro II, que Dos guarde, etc.
Fajcsaber que no dia 31 do crreme mez as 4 ho-
ras da tardo se ha de arrematar por venda em praja
publica que lera lugar na porta da casa do niinha
residencia na ra cslreila do Rosario n. 21, 35 pe-
dajos de chano a 200 rs. a libra ; 26 ditos de violeta
a 320 rs. cada pedaro; 150 lahoas de pinito a 690 rs.
cada urna; 611 costados tle lotiro a 25500 cada um;
25 laboas de cedro para Ierro a 1rs600; 19 lahoas de
louro e amnrcllo por 59j>; 4 laboas de amarcllo para
forro por IOS; 2 dilas de Jacaranda a 3-5; 5 tlilas de
dito a 35; 2,000 pedajos tic madeira de differentes
lamanhos c qualidades a 100 rs. cada um; .500 liras
de laboas para obras de marcineiro a 103 rs.; um cal-
lao com fallas do mogno; urna porjAo tle dilas solas
de dilferentes qualidades, todas por 603; 62 pos e
travesas torneados. cnvernUados e preparados para
mesas a 400 rs. cada um; 5 podras de marmore pre-
lo a 53; duas ditas tl meia lu cor mais clara por
43.; Liiiluviua crnala idade .'15 anuos pur 4003; Ma-
ria parda, idade 8 mezes por 100-3; Manoel pardo,
idade oito mezes por 1003; Filippc crioulo, nladc
nove anuos por 1003; Anuncio, idade 10 me/es por
1003; (iregorio 4 anuos por 2003, cujos bens se a-
chatn embargados por JoAo Vigcns viuva e herdei-
ros tle JuliAo Berangcr. E para que chegue a noti-
cia tle totlos mandei passar o presente r-lil.il que se-
r publcalo pela imprensa, e dous do mesmo llieor
queserAu alunados na praja do Commercio c na casa
das audiencias. Dado o passado ncsla cidade do Re-
cife tle Pernamlmco aos 18 de outubro tle 1851. Eu
Manoel Joaquim llaplisla, cscrivAo interino o escre-
vi.Francisco de Assis de Olircira Maciel.
DECLARARES.
um bello terceto dansado pelo dos da linha, (o Sr.
Mondes) sua espoza (o Sr. Santa Rosa) o o engrajado
Cbampanhex, (o Sr. Monteiru) Hnalfsando o acto
com o naufragio da fragata Mcdnza sobre um ban-
co tle areia.
O quinto c ullimo acto passa-sc 110 meio do oca-
no sobre urna jangada, onde se salvarn varios nu-
fragos da fragata Mcduza.
Os cnlre-actos serSo prccnchilos com cscolhitlas
onvcrluras. N" fim do primeiro acto para o segun-
do executar-se-haA Favorita; do Icrceiro para o
quarto(iuithcrme Tell; e no fim do quarlo para
o quintoA Balalha tle Almoler, finalsando o
diverlinicnto com o ullimo aclo do drama.
;Pinripiar.1 al 8 lloras.
AVISOS MARTIMOS?
Parlem hoje ao meio dia os correios para as
cidades da Parabiha, tioianna eOlinda.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria to tribunal do commercio da pro-
vincia de Parnambuco se faz publico, que malricu-
laram-sc prximamente nesle tribunal a firma so-
cial nllemAa dos Srs. Isaac, Curio & Corapanhia,
com sua casa de commercio de grosso trato, domici-
liada ncsla praja. e o Sr. Jos Coelho de Miranda,
cidatlAo porluguez, com sua casa de commercio de
grosso trato c a retalho, na cidade da Parnahiba,
provincia do Piauhy. Secretaria 19 de oulubro de
1851.No impedimento do secretario,
yotio Ignacio de Medeiror Reg.
Pela admiuislrajo do corrcio desla cidade se
faz publico, que a crvela Bertioga tendo de seguir
para o Rio de Janeiro no dia 21 do correlo, rerebe-
r a mala para aquellc porto nesse mesmo dia 8o
meio dia.
Pelo prsenle se faz publico que o corpo de
polica precisa contratar 250 pares de sapalos ; as
pessos que se interessarem dcvcrAo comparecer na
secretaria do raesrao corpo no dia 23 to correnle
mez, pelas 10 horas da manhAa com suas propostas,
cm carta fechada, acoinpaiihadas das competentes
rmoslras. Quartel do corpo de poliria 17 de oulu-
bro de 1851.Epifana Borges de Menczes Doria,
lenle secrclario.
BANCO DE PERNAMBUC.
Por ordem docomellio de direcro do
Banco de Pernambflco, vSo ser vendidas
19 accoes no valor de 3:80,s000 mil re*,
correspondentes a'terceira pi estacao de
por cento da segunda entrada de capital:
os pretenden tes podem dirigir snas propos-
tas em carta lechada ao consellio de di-
reccao, atesabbado 21 do crlente mez.
Banco de Peinarabuco, li de outubro
de 183't.O secretario do conscllio, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
KFAL COMPANH1A DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
So dia 21 ou 22destc
mez, espera-sc do sul o
. vapor Thames, rom-
mandanle Slrtitl, oqoal
tlepois da demora do
costume seguir para aEuropa: para passageiros ele,
I ral a-se cora os agentes Adainson llowic y Compa-
nliia, na ra do Trapiche Novo n. 42.
N. B. As cartas enlrcgam-se no consulado inglez,
no Trapiche Kovon. 12.
SOCIEDADE DRAMTICA EXPBEZABIA.
12." RECITA DA ASSIGNATDBA.
Sabbado, 21 de outubro de 1354.
Denoto da exeeoeCS de urna cscolhida onverlura,
lera principio a reptesenlajAo do muilo applaudido
drama histrico cm 5 actos, intitulado
0MIFRA(I0DAFB\GATAMEDIJZ4.
Adores.
Os Srs. Bezerra.
Rcis.
I Sebasliao.
Cosa.
tt Senta.
Mendos.
t< Mouleiro.
tt Sania Rosa.
Pereira.
Alvcs.
it Pinto.
tt lio/rudo.
A Sra. 11. Amalia.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se estes dousdias do Ass a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
de pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: paraescravos e passageiros,
para o que tem e\cellentes commodos,
a tratar com Novacs ti C, rita do Trapi-
che n. 54,
Para Lisboa seguir breve a galera portunueza
Margarida, de que he capilAo Joo Ignacio de~Me-
nezes, por ter ma ion 1 do seu carrcgamenlo promp-
la : quem na mesma quizer carregarou ir de passa-
gem, paca o que lem bous commodos, pode enlen-
tler-se com os consignatarios Amorim Irmos, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredilo capitn na praca
do Commercio.
Venda de navio.
Vende-se a escuna liollandeza Antje,
de milito boaeforte constrtterao, dolte
de 9,000 arrobas peso bruto, p. m. o. m.
de primeira marcha, forrado de cobre,
ainda quasi novo c com nm inventario
completo para poder logo seguir qual-
qiierviagein: os pretcnclenles dirijam-se
aos consignatarios, ra do Trapiche 11.
16.
Para o Rio de Janeiro, sabe no dia
21 do crrante o brigue Feliz Destino,
o qual ainda pode receber alguma carga
muida e passageiros: para esse lim tra-
la-se na ra do Collegio p. 17 segundo
andar, com Manoel Francisco da Silva Car-
rico.
Para o Aracaty
segu por estes tlias o hiate nacional Exalarao ; pa-
ra o resto ta carga e passageiros, trata-se ta rita da
Madre de Dos n. 36.
Para a Baha segu cm poneos das por ler par-
te de sua carga prompla, a bcm conberitla e velei-
ra sumaca llerlena ; para o resto da carga e pas-
sageiros, para o que lem bous commodos," Irata-se
com seu consignatario Domingos Alves Malheus, na
ra da Cruz n. 54.
O hiate Amelia, segu para a Ba-
bia sabbado 21 do crrante, ainda pode
receber algumas miudezas: a tratar com
os consignatarios Novaes&C, ou com o
mestre no Trapiche do algodo.
PARA MACElO' E PENEDO.
O hiate Ligeiro, segu imprelcrivelmenle sabba-
do 21 do correnle rom a carga que livcr: quem qui-
zer cu-regar 011 ir de pasiagem dirija-se a na do Vi-
gario 11. 5.
Para o Porlo. segu viagem com minia brevi-
tlade o bergantn! porluguez S. Manoel l. capilAo
Carlos Ferreira Soares. quem no mesmo quizer car-
regar ou ir de passagem, para o que lem excellenlcs
commodos, dirija-.e ao mesmo capito ou a seu con-
signatario Manoel Joaquim Ramos e Silva.
LEILO'ES.
LEII.AO DE TERRENOS.
Seita-feira 20 do correnle ao meio tlia em poni
a agente Roberls, [ara leilAo 110 arraazem tle M.
(.ameno, na ra do Trapiche 11.118, de 2 ptimos ter-
renos silos no bairro deS. Antonio, leudo u;n dellcs
lugar para 6 casase o outro para 1 i ditas: na ra
da Praia do Caldcireiro c da Concordia.
O agente Borja fara leilao em sen novo arma-
seln, na ra do Collegio n. 15. sexla-feira 20 do
correnle as 10 horas, de um rompido sorlitnento tle
obras de mnreineria de differentes qualidades, romo
bem: cadeiras e sofs altamas de molla muilo moder-
nos, obras de ouro e piala, urna porcAo de rclogi-
nhos para rima de mesa, ditos de algtbcira, canili-
ciros Ir.nn ./.es e iuglezcs e varias quinquilleras
etc., 160 saccas de familia de mandioca muilo supe-
rior da marca J. C. S. viuda lia pouco ta Paralaba,
utna porro tle saccas tle arroz pi liado, c um ptimo
cavallo sellado cenfreiado, que eslora cm frente do
armazcm 110 dia to leilAo as II horas cm pouto.
Osgeole Olivcira far leihio de um lido car-
ro lando, e de outro encllente o maueiro, ambos
bem mu-Iudos, para uso tic familias respcitaveis ;
igualmente vender na mesma oceasiAo outros dous,
sendo um novo e oulro com pooco uso, tle elegantes
e modernos gostos : segund.i-feira, 23 do correnle,
as II horas da manhAa, na coebeira do Sr. Adolpho
Bourgeois, ra Nova.
AVISOS DIVERSOS.
11:511* .
IVIQVXMENTO DO PORTO.
.Varios entrados no dia l'J.
Camnragibe2 dias. hiate brasileiro Auto Destino,
tle 21 toneladas, meslre Balalo Kibciro, eqtiipa-
gera :i. carga madeira e arroz ; a Jos Manoel
Mariin-, Passageiros, JoAo Vieira Lima, Manoel
Loiireuro Alvcs dos Sanios, Jerouynio Jos ta
Pcrsonai/rit*.
Pedro Bcrnarl.....
Arlhur de Matsay. .
L'nt emigrado francez. .
Andr, marinheiro da rep.
Malheus l.ourliard. .
(t Parisiense marinheiro. .
O t'.hainpanhe/......
Joao. marinheiro francez. .
tiraiudcsel, grumete. .
O cotnmandanle da Medu/.a.
O a da fragata ingle.
I'm oflicial inglez. ." .
Genoveva, mai de Pedro. .
Maria, rapariga educada por
Pedro....... Orsat.
I ma crianra.
Soldados da mariiiha ingleza. ofliriacs, mariuhei-
ros francezes, olliciaes dilos, etc.
O primeiro aclo he passado na robera de una
fragata ingleza, linalisando o acto com um bello
combate naval.
O segundo he passado junio ao eslalciro onde est
a fragata Mcduza, prxima a ir ao mar.
O lercciro era um quarlo da eslalagera.
O quarlo a bordo da fragala Meduza em viagem,
onde se fara o festejo da passagem da linha. cantar-
se-bao bellissimos coros, e nevarte varios dansadns
de cnbocltw, de mariulieiros, de prelos, de diabos, e
A QUEM TOCA.
Por vezes se tem declarado que o pagamento da
snbscriprAo desle Oiaro a 4000 por quartel deve
ser feilo dentro de 15 dias de seu cometo, mas al-
guns senborcs assignanles dei-tando de pagar cm
lempo, quercm depois fazc-lo pelo referido prejo,
allegando futilidades para se evadircm aos 500 rs.
Quem assigna um jornal deve olharpara as rundunes
da suhscripcAo, e so lhe nAo convem niio assige ;
mas rcter o valor da assignatnra para pagar quando
se quer, nem he regular, p alm disso causa embara-
co a empreza, que tem a occorrer a grandes des-
pezas com essa mdica paga; vista do espenditio
espera-se |ue os Srs. asolanantes que tcm a pagar
6ua a-iiiatura que iran- manda-las salisfazer, sem
mais oulra advertencia.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocto-
O abaivo assignado, avisa aos senbo-
rcs logistas e mais donos de casas de reta-
lho em geral, que nao pagara* cousa al-
guma que seja tomada em seu nome, se
nao apresentarem ordem por escripto sua
ou de sua mullier: o anuunciante esta*
persuadido de que nada deve a ditas ca-
sas, comtudo se alguem julgar o contra-
rio aprsenle sua conta (pianto antes.
Kecil l) de outubro de 185i-.Joaquim
Lucio Monteiro da Franca.
PRECISA-SE de urna ama que saiba cozinhar
e cngominar bcm, c que tenha boa conduela ; na
ra Direila 11. 100, segundo andar.
SEGUNDA REMESSA.
Os cmicos doS. Isabel responderam ao nossnan-
uuncio na forma do louvavel rostume, insullando-
iios. chamando-nos nullitlade clr.
Dizcm-nns que nao hnuvc lempo psra cnsaiar-se
o dramaSote infantes de Larae que s a vapor
so pollera ter aprom|)lado ludo. Ora. que nos im-
porta islo? O que censuramos foi nao representar
Maria Leopoldina durante a primeira asignatkra
que se jinda sabbado, estando ella j ha muilo lempo
na cidade. 1 Do que se evidencia que liouve esper-
<-tcza etpnfora com o lim tic obriaar os asignante a
lomar segunda asignatura, porque na primeira nAo
poderam mais apreciar essa bella aclriz. Escolhcs-
sem oulro drama, que nAo sendo lo vrlho c co-
tilleado, poile-.-eao menos estar as forras ta com-
panhia e ser mais brevemente preparado, lie falso
que o dramaSele infantes de Laraseja naco pa-
ra toda a compauhia. Ao menos para a distincla
actriz Mara Leopoldina he elle muilo vellio, e sabi-
do; e eremos que lamhem o he para alguns outros
actores quej nelle Irabalharam.
Seos cmicos ou antes a sua dirernto, quercm
que Ibes vamos ensinar. lino tic stmeitar-seasrunsc-
aucncias desle noaro Irabalho. Dar-nos boa paga, e
receberem aspalmatoadas c correiadas que mcre-
cerem.
Anida diremos que nao podemos coniprehendcr
quaes os sacii/icios que lem feilo a rompauhia : por
qne tic todas as empresas a actual be a mais bcm a-
quinhnnda de amdirex sitares e turratica*. Posto
qoe nullidadr, incapaz tic ejuixar do merecinienlo
ta actual compauhia, iremos representaclo tos
Sele infantes de Lar, e diremos ao tlepois a* publi-
co qnem (excepto Mara Leopoldina) desempciihuu
bem o sen papel.
A ilirecro diz que nao nos responder mais, ha
nislo ainda utna embaradella, porque enm oulro
qualquer pseudnimo ha tle dar copia tle si. Ouerem
a diuca"? Pois bem; boa 011 mal. ha de apparecer, se
o dono tiesta Ivpographia nao contrariar ao
Constante.
_ Aluga-sc urna ama rom milito boni leilc : na
Saledadc para o Maiigoinho, lati esqnerdo.casa por
acabar, do Machado.
I'asseio e banhti.
Acha-se prompto o hotel ejogo da bola na povoa-
rao lo Cachaug, com cominodos para se passar tlias
c imites, aprompla-se com lodo asseio loda c qual-
quer comida, e ainda existen! quarlos para alugar-se;
o banhn dista ta casa 3 bracas.
Desapparecen na larde do dia lerra-feira 17 do
rorrcnlc, urna preta crioula de nome Monica, cor
fula, altura regular, secca do corpo, feircs feias, 1c-
vou vestido de chita enramad 1 com palmas miudas,
ramisa de algodAoziuho e panno da Cosa azul com
muame brauco, conduzio um balaioe um sacco bran-
co com algum dinheim de cobre : quera a pegar ou
souber noticias delta, leve-a ra de S. Hita, sobra-
do de um andar 11. 85, que ser recompensado tic
seu Irabalho.
A decifra^o ta charada de lioirtem heSalpico-
Deseja-se fallar a negocio de inleretsc, na ra
da Cadeia do lieeife n. 5i, ao Sr. Vicente Ferreira
ta Cusa Miranda, morador no Cachanga, Francisco
Luiz Viriet, tle Olinda, Antonio Nunes de Mello, du
Olinda, Manoel Cavalcanli de Albuquerque e Mello,
de Olinda 00 Agua-fra.
No dia 21 do correnle, na casa das audiencias,
peranle o Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da primeira
vara do civel, tem de ser arrematados os objectos
que exislem na loja de raleado da ra da Penha 11.
5, consisltndo em couros, rmac.io e algumas obras
feitas, penhorados a Antonio Jos de Freitas Guima-
rAes pelos alugueis. a requerimenlodos herdeirosdo
tinado Caelano de Carvalho Raposo.
Aluga-se urna boa casa de pedra e cal. com
bastantes commodos para se passar a Testa, no Ca-
changa a margem do rio : a Iralar na ra do Cano
n. <2.
Precisa-se tle urna pessoa que saiba trabalhar
cm crnicas, paga-se bem.c mesmo se recebe algum
escravoque disso enfeuda : na ra da Concordia,
porlo do Poucinho, armazem de maleriaes e carro-
sas, junto a taberna de Jos Dnmingues.
Descja-se saber noticias dos Srs. Antonio Fer-
nandos e Caelano Fernandes, naluraes da provincia
de Traz os Montes, do lugar denominado Ve-telo.
freguezia da riboira da Pena ; quem dos mesmo.
souber queira ler a bondade de escrever para a ra
do Conde n. 73, no Rio de Janeiro, pois que o an-
nunciantc desoja dar-Ibes noticias de sua familia.
Precisa-se de um forneiro para nma padaria ;
no paleo da Santa Cruz n. 106.
tiravam-se e douram-se em pedra mar-
more lilulos para sepultura com o emble-
ma mortal, ou sem elle ; quem precisar,
dirija-sa ao paleo do Hospital do Paraizo
n. 10, leja de carros fnebres doSr. Lucas.
. Sr. redactores.Em resposta a corresponden-
cia insera em vosso jornal de hontem, assiguada pe-
lo Sr. Antonio Joaquim da Silva, tenho a declarar
ser perfeilamento ciado ludo quanlo na mesma se
acha expendido ; o accrescenlo sem o menor cons-
trangiracnto e s cm abono da verdade, que se nao
bouvesse sido lao precipitado em requerer a busca
que se deu em sua casa, e anles della houvesse co-
lindo as inforraacoes que me deram a respeito de
seu comportamento e lioneslidadc, nem por instan-
tes liouvera concebido sospeita de qualidade alguma
contra aquello senhor, e muilo menos dara seu
respeito o passo que dci. Embora, porm, tive-sc
assim procedido, croia o Sr. Silva que n.lo live a me-
nor inlenran de iiijuria-lo, c fui apenas guiado pelo
tlesejo de evitar o dansno que soffri; e tendo para
esle fim recorrido aos meios legaes. parere-me que
nAo linha a recriar nenhoma accAo criminal a res-
peito. Enlrelanto folgo que o Sr. Silva se baja di-
rigido da maneira por que se dirigi, fazendo-me a
juslica qnc mereco; assim como lambem sou conlen-
le de poder com esta minba declararAo concorrer
liara que o seu crdito cm nada veha a soffrer,
quando mesmo para isso podesse influir o passo irre-
flcctido que dei contra elle. Recife 19 de oOtubro
de 1854.Francisco A.dcPinho.
AO PUBLICO.
-No tita 1!) de oulubro desle anno, indo nm albita-
le comprar :)covadosc ', de sarja delAa. na ra do
Crespo, acontecen f 11 lar-I lio no pagamento nm cru-
zado, leudo elle dado para isso 6 patacas; vollando
a cas, e Irazendo o rstanle, cis qoe di/.-lhe o lo-
gista qne all nao linha havido scmelhante negocni.
Qoe lal !
Precisa-se alugar um rozinheiro on cozioheira;
na ra do Queimado n. 51, loja de GuimarAes & A-
zevedo.
. O Sr. Cincinalo Maviguior, rclralisla, pensio-
nista de S. M. I., digne-se por esta folha declarar
onde reside, para negocio de seu particular inlc-
resse.
Perdeu-se ao anoilecer do dia 15 do correnle.
desde a ra Nova ate o principio do aterro da Boa-
Bisla. urna pequea pnleeira de cabello, encasillada
de ouro : quem a livcr achado queira leva-la ao mes-
mo aterro da Boa-Visla, segundo andar do sobrado
n. 6, que ser recompensado.
Precisa-sc de urna ama com bom e bstanle lei-
lc, .que possa mamen lar a nma n 1,111ra por lempo de
um anno : na ra Nova n. 50, segundo andar.
Alugam-se os fundos das tojas lo sobrado ta
ra do Rangel n. 15 ; a Iralar no primeiro andar do
mesmo. I
O thesoureiro das loteras da provin-
cia, laz constar que sexta-feira 27 do cor-
rente, correm as rodas da primeira par-
te da primeira loteria a beneficio das
obras da matriz de S. Jos, e o restante
dos bilbetes esta' a venda nos lugares ja*
annunciados.Recife 19 de oulubro de
1834.Francisco Antonio de Oliveia.
Pteco dos bilhetes:
Inteiros. 10x000
Meios. sOOO
Leitura repentina por Castilho.
Esl aberla no palacete da ra da Praia, a escola
por oslo, cxrellcntc melhodo, nelle acharan os pais
de familia um prompto expediente para cortar o vi-
sto que lem todos os meninos de comercm as rou-
coaulcs finacs das palavras. O feriado em lugar tas
quinlas-feiras he nos salibados, O professor do gra-
tuitamente podras, livrns, e ludo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lircs das 7 as 9 horas da
uoile, para as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios.
AO PLBLICO.
No armazem de fazendat* bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazenda, linas e grossas, por
preros maisbaixos do que emon-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaran com a
1 jBaior parte das casas commerciaes
' nglezas, rancezas, allemaas e surs-
sas.para vender lamidas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ofierceendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolitn.
TOALHAS
E GARDANAPOS DE PANNO DE
L1NHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina .que volla para
a cadeia, vcndeni-sc (oalhas de panno tle liiihn, lisas
e adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros com-
modos.
Francisco Lucas Ferrer;., com co-
ebeira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona gieja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da amara, c ahi en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamenlo do cemiterio.
MECHNISMO PARA ER3E-
m.
xa Fuxnir.vo de ferro do fxge-
NHKIRO DAVID W. ROWMAX. NA
RA DO RRLM, PASSAXIK) O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlinieuto dos seguinlesoh-
joctos de mechnismos proprios para engenhos, a sa-
ber-: moendas e mcias nmendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, c de lodos os lamanhos; rodas
dentadas para agua ou animaes. de todas as propor-
Soes ; crivos e boceas de fornalha c regislros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos c cavilhiics, moinho
de mandioca, etc. ele.
XA MESMA Fl XDICAO
se execulam lodas as encommendas com a superiori-
dad.'ja condecida, ecoin adevida presteza e coiiimu-
ilitladc era prorn.


OIARIO OE PERMMBUCO. SEXTA FEIRA 20 DE OUTUBRO DE 1854
10:00O00O
5:000a000
2:5003000
1 35QJ000
1:0009000
50O5OOO
cnceuho B.irra de
Precisa-se de un pi.rliicitez (cun preferencia
ilhn da Illii<>', que saiha irali r de trurlciras Ue si-
liu : quem esliver nestas circuinslaucias, c quereu-
do dar prava ilesua boa conducta, enlenila-sc com
o porleirn da allaudraa dcsla cidade, das 8 horas da
im.111 li.i.i as l da larde, na nimi rrparlirao.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho da direeeau cunvida aos senhores ac-
cionistas da companhia Pernambueaua a realizaren
do da Iti do rorrenle mez *m dianle, m.iis 2.' por
cenlo sobre o numero de ucres que sultscreveram,
afim de sertm feilas rom regulandade para Inglater-
ra as remessas de fundos com que Icui de allendcr
os prazos de pagamento do primeiro vapor cm cons-
irucrAo, sendo o eucarregado do rcccbimenlo o
Sr. F. t.oulon na ra da Cruz n. 26.
A quem iuteressar possa ....
I'recisa se de urna mulher captiva ou forra, para o
cvico de unid casa de familia, sendo lid : a ra
Bella n. 9.
LOTERA da matriz de s. jse
Corre indubitavcluiente na sexta-feira,
27 de ontubro.
Aos 10:0009000, 4:0009000, 1:0009000.
O rautelisia Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seus bilheles e caute-
las nao sofTrem o descont de 8 % do imposto geral
nos tres primeiros grandes premios. Elles estilo cz-
postes venda as lujas j couhecidas do respeilavel
publico.
Bilheles 119000
Meios 500
Quarlos 280O
Oitavos 19J()0
Decimos I9300
Vigsimos 700
Arreuda-se ou vende-se .
Camevou, siluado na belra do rio Una, moenle e
crrenle, com safra para mil pcs de assucar, sendo
melatle ou mais de fazenda ; nunca falla agua, pois
mne com o mesnio rio Camevou. Esse engenho tem
cicellenles Ierras, as quaes se pode ainda levantar
uulro, icui muilas mallas virgens, e esl collocado
cm una estrada real, onde passam al boladas : a
tratar nu mencionado engenlio, termo do Rumio.ron;
seu proprietario.
Precisa-se alugar uma ama para casa de pou-
ca Tamilia: na ra du llospiccio it. II.
Aluga-se annual ou por esta, uma
prpriedade de pedia e cal rom comino-
des sulicientes para qnalqucr familia, 110
bigardo Poro da Panella, contigua ao ex-
rollegio de S. Iioavcntura : a tratar na
iimdicao do Brttin ns. 0, 8 e 10 rom o
caixeiroda mesma.
DINHEIRO.
Na ra eslreita do Rosario n. 7, se dir quem con-
tinua a dar dinheiro juro com penhores de ouro.
Precisa-se alugaruma prela, para o servido de
casa : na ra larga do Rosario n. 48.
ORUEM TEKCEIKA DE S. FRANCISCO.
O actual procuradur geral di veneravel ordem
lerceira de S. Francisco desla cidade. la/..cenle que
a loja do sobrado da ra do Torres do bairro do Re-
cite n. 18, pertencente ao patrimonio da mesma or-
dem lerceira, nada deve de impostes a fazenda pu-
blica como se lem afirmado, e como se v pelo des-
pacho do Illm. Sr. Dr. juiz dos fcilos da fazenda,
que se segu. Visto moslrar-sequenenhum mandado
Miste contra a casa em qucsIAo (ruado Torres n. 18
lo bairro do Recite; e o procedimento irregular que
leve o ollicial Paula, seja elle suspeuso por 8 dias, e
advertido, que sera responsabilisado se repetir-se
asos laes. Recite 14 de nutubro de 1854.
L'cluia Cacaleanli.
I.ava-se e engomma-se roupa de homeni e de
scnbora com loda perteic.lo e brevidade, pagando as
pessoas por mez, por preco muilo commodo : na na
da Concordia, sobrado em que mora o juiz do com-
mercio, na loja do dito sobrado achara com nuein
Iralar.
Precisa-se aluaar um mulalinho forro ou cap-
livo para servico de um rapaz solloiro : quem esliver
nesla circumslancia dirija-se ao hotel Francisco.
Precisa-se alugar uma ama para criar um me-
nino de poucos dias. que Icnba bastante leile ; na
ra dos Quarleis n. 16.
Precisa-se alugar um preto forro ou apiree,
peren que se sujeile a lodo e qualquer serviro, dan-
lo-se de comer c I 9000 rs. mensaes, porm deve as-
sislir com o alugadur : na ra Imperial n. 31, arma-
zem de muros.
CAKTORIO DA FAZENDA.
Este ca-torio da fazenda, transferiose
para o aterro da Roa-Vista n. 38, loja.
Na estrada do Ponido I, na casa de Domingos
Marques, apparcceu um caroeiro : quem fi.r seu
loii.dando-lhe os signaos competentes, se llie en-
tregara, pagando eteanonado r ei matedcopoiji.
* Precisa-se de urna ama de leile, forra ou cap-
uva: quem pretender, dirija-se ao paleo do Carmo n.
9, prmeiro andar.
<)fferecc-se una ama para casade homem sol-
leiro, de porls paradeutro, que costaba o diario de
una caa, engomma elie muilo fiel: quem a preten-
der, ilirija-seao heccodo Scrigado n. 13.
Aluga-se uma crioula qiiecozinha, engomma,
c faz lodo o servido interno : na na Direila n. 4,
segundo andar.
I'ma pessoa que se acha habililada para ensi-
llar geopraphia rbelorica, e gramtica portugueza,
ou inesmo lalim, ouerece-se para o mesnio fien:
quem de seu presumo se quizer utilisar, dirija-se
a ra do l.ivramenlo n. 1,1." andar.
Precisa-sc de urna ama com leile, forra ou capti-
va, para criar uma chanca ; na casa n. 15 defronle
da igreja do Corpo Sanio.
Precisa-se alugar uma escrava mesmo sem ha-
bilidades, para o serviro de casa ; na ra da Cadeia
de Sanio Antonio, sobrado confronte a ordem ler-
ceira de S. Francisco n. 1, aonde fui a Appolinea
No hotel de Europa da ra da Aurora mauda-se
para fora almezos e jantares, mcuslmenle, por pre-
i.'o commodo.
I.ava-se e engomma-se com loda a perteijao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
Precisa-se alugar dous prelos de meia idade
par veuder cacado ; paga-se bem : na ra larga do
Rosario ti. 14.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar e
fazer todo inais servico de uma casa : no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Na ra do Crespo, loja n. 12, muilo se deseja
fallar com os Srs. abano mencionados : Belisardo
Adolpho Pereira dos Sanios, Bernardo Jos Lopes,
Jos Francisco Pereira Fcio, Ignacio Nevesde Arau-
jo, Jos Joaquim de Fari Ferreira, Antonio Jos
do Monte. Pedro de Moraes Carneiro da Cuuha, Jo-
s (amello de Vasconcellos, l.ourcnrn Bezerra Ma-
rinho Falco, Antonio Pereira de Mello e Jos Ma-
ra de Souza Rangel.
<)s abaito assignados declaram que valor nc-
nhtini tem, pelas suas partes, urna procurado bas-
tante, queem seu poder tem o Sr. Domingos Comes
de Pinho, morador em Porto do Calvo, cm v ii lude
desle Sr. se ler apossado da dita procuraran para os
lins de satisfazer sua raiva ; c como se lenha nega-
do de a entregar, os aiinuncianles para diminuirem
sua firma, o tata por ineio desla folha.Rodriquct
& Lin a.
Precisa-se de um homem brasileiro para Ira-
halhar cm um sitio ; na ra Nova u. 18.
Quem annuiiciou querer comprar o (eicciro
velume do Repcrlorio das Ordenar'.es do Reino,
procure na ra do Rangel u. 21 a qualquer hora do
dia ; ese vendem uulms livros como Linhas de Pe
reir e Souza, cm muilo bom estado, e oulros livros
de oulrosaulores, um dicciouarin de medicina e de
cirurgia, esses nao eslo em 13o bom estado.
Na sala das audiencias, em presenta do Illm.
Sr. Dr. juiz de orphaos e ausente'; se proceder a
airematarao do prelo Francisco, perteneenle a tes-
tamentaria de Francisco Jos Goncalves, no dia sex-
la-feira, 20 do correle, as 11 horas da manila.
Precisa-se de um caizeiro ; na ra Direila n.
24, padaria.
Na roa da Cadeia do Recite, loja n. 5, tem urna
carta para o Sr. Francisco Xavier .la.Fonseca Cou-
linhu.
JoSo l.uiz Goncalves, africano livre, relira-se
para fra da provincia, e declara que nao deve nada
nesla praca.
Precisa-se de urna ama de leile forra ou capti-
va, que o leile seja bom : no Passeio, loja n. 9.
Alugnm-se.para pasaar-sea testa,duas casas no-
vas, pintadas e caiadas, no lagar da Malla da Torre,
com cemmodos para familia, por prec,o commodo :
detraz da matriz da Boa-Vista n. 13.
Quem annunciou querer saber oude reside Jo-
s Jacinlho PavSo de Vasconcellos, dirija-se Cin-
co Ponas n. 66. que ahi ser informado por quem
com elle lem relamo.
Ofterecc-se uma pessoa para administrador ou
teilor de engenho, ou inesmo para algum sillo ; sua
longa esperiencia o habilita para bem desempenhar
es Paula Santos, se dir quem he.
, Arrenda-se, pelo lempo da testa, um silio 11a
lorrc a margem do rio, onde passou a testa o Sr.
Dr. Fenseca dous anuos consecutivos. A casa esl
reelificada, lcin7quar(os c baila de capim ; quem
o pretender, dirija-se a rua da Sania Cruz 11. 74.
Os Srs. Severino Jos Coclho, Anlonio Jos
linio, Francisco Pereira da Silva, Henrinue Pr-
xedes de Oliveira, llcnriqic Carlos da CosUl, Ma-
inel Antonio da Silva, Bernardo Germano do Es-
pirito Santo, Domingos Nunes Ferreira, Frederiro
Joaquim Lobato, Francisco Jos do SacramenteCa-
jazeira, Feliz Benedicto da Silva, Francisco Manuel
de Alrneula Penha, Francisco Antonio da Silva. Jo-
si! Alve Lavalcanli Jnior, JJU Germano da Silva,
Manoel Mannlio do Nascimi.niu, Caudillo Ferreira
Piulo, queiram apparecer 110 armazcm da rua da
Praia 11. 46, a negocio que I es diz respeilo, son pe-
na de se declarar por este Diario o negocio para que
ao chamados.
Pede-se a Ilustre companhia do cn-
caiiamento das aguas, queira Sabir do
inew[iiinlio circulo de vender agua nos
chalanees, alongando-o ao ollcrecer ba-
ldos trios os liabitantes desla capital, que
rai-ece delles como de cune e l'arinba.
O viga da sade.
Precisa-se de nina ama para o servico interno
de uin.i casa de pouca familia, e que lenha' bous cos-
luines : na rua Augusla 11. 17.
niUCACAO DO INSTITUTO H0M(E0PATHIC0 DO BRASIL
THESOURO H0MCE0PATHIC0
00
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
Melhodo roucisn, claro, e seguro de curar liomiropalhicamenle ludas us moleslias nuc illli"eui a
l'ecie humana, c parliculrmciilc aquellas que rcinaiu 110 Brasil.
espec
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Eslaobra mporlarilissima he boje, rcronhedda como n primeira e inelhor de Indas que (rala 111 da ap-
plieaplo da homuwpalhia no curativo das moleslias. lis curiosos, principalmente, nao ndcn dar UBI
passo seguro sem possui-la e cnnsulla-la.
Os pas de familias, os senl.ores de engenho, scenteles, viajantes, eapiUes ,|c navios, serlanejos, etc.,
ele, devem le-la a m3o para occorrer promplameule a qualquer caso de molestia.
Dous volumescrn brochura, por.......
Encadernodos.........
Voade.se uuicamente em casa do autor, rua de S. Francisco (Mando Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCOPATHICA.
Ninguem poder! ser feliz na cura das moleslias, sem que possua medicamentos verdadeiros, 011 de
boa qualidade. I or isso, e como propagador .te homceopalhia no norte, c inmediatamente inleressado
IfWMIO
119000
I0O8000
"JOflOO
A enicacia desles medicamentos he allcstada por lodos que os lem experimenlado; elles
mS resuu0doSCUn'me >; ^^ ^"'^ fu"le d"ae Mlliram para *** ,lu,i,ljr de sl
Lina carleira de 120 rnc.licamenlos da alia e bata diluido em glbulos recom-
meiidadosno IILSOLKO HOMOEOPATHICO, acompanhada da obra, c de uma
caua de 12 vidros de tinturas indispensaveis......
Hila de 96 medicamentos acompanhada da obra c de 8 vidros de Untura- '. '.
Dita iteoOprincipaes medicamentos recommendados especialmente ua obra, e corr
uma caixa de 6 vidros de unturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
.... ", ,. (tubos menores).
Dila de 48 ditos, dilos, com a obra [tubos grandes).......
" 1 (lubos menores).
Dita de :ili dilos acompanhada de 4 vidros de Untaras, com a obra (lubos grandes) .
(lubos menores;. .
Dita de :10 dilos, c 3 vidros de Unturas, com a obra (tubos grandes ....
(tubos menores)
Dila de 21 dilos dilos, com a obra, (lubos grandes).......
* (lubos menores}. ,
Tubos avulsos grandes.........
pren-
opli-
11 pequeos
Cada vidro de Untura.
(05000
4510M
509000
:i5oooo
403000
:io-skmi
:15300o
268000
.108000
208000
18000
3500
231KK)
conforme o
Venden-so alen disso carleiras avulsas desde o prcro de 83000 rs. alo de 4008000
numero e (amando dos lubos, a riqueza das caixas e dynmisac,oes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendasdemedicaineiitoscom a maior promplidao, e por presos commo-
(I ISS1 [lili*.
Vende-se o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 28000
Na mesma botica se vende a obra do Ur. G. H Jalir traduzido em portuguez e acom-
modada aintellisencio do povo. ....., 68000
Ba de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P. S. Extracto de uma carta, que ao autor do THKSOURO BOMuXOPATUICO, leve a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Altct da Silva Santo*, eslabelecido na villa de Barreiro*. '
u Iive a salisfacao de receber o Tliemuro honueopathica, precioso fruelo do Irabalho de V. S.,c Ihc
aflirmo que de lodas as obras que lenha lulo, he esla sem coulradicao a mclhor tanto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidades estes de molla importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
Iheocria e pralica, ect., ecl.,elc. o
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 AiVDAK 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mulherque esteja mal de parlo, e cujascircumstancias nao permillam pagar ao medico.
N CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O 3EGUINTE:
Manual complete do Dr. G. II. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualrq
volumes encadernados cm dous :............... 203000
Esla obra, a inais imprtenle de lodas as qnc Iralam da homeopalhia, inlcressa a todos ns mdicos que
quizcrcm experimentar a 'oulrina da llahnemann, c por si proprios se convCncrrem da verdade da
mesma : mleressa a lodosos senhores de engenho e fazcmleiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : mleressa a lodosos catitees de navio, que nao poden dcixar uma vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer mcommodo si'U ou de scus tripulantes ; e inlcressa a todos os cheles de familia ene
por circumslancias, que ueui sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prster socenrros a qualquer
pessoa della. 11
O vaoVniecum do liomeopalha ou Iraduccao do Dr. Hering, obra igualmente ulil s pessoas que se
ledicam ao esludo da homeopalhia um Tolume graude ."
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmaci'a, ele!, etc.': obra'indis-
penaavel as pessoas que querem dar-se ao cslud.. de medicina........
UBM carleira de 24 lubos grandes de finissimo ebristai com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-....,
Dila de 36 com os mesmos livros...........
Dila de 48 com os dilos. ,.......'.'.',,
.... Cadacarleil'i> he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a cscoiha'. '.
Dila de oO lubos enm dilos..............,
Dila de 144 com dilos............."."****
Estas sao acompauhadas de 6 vidros de Unturas i esculla.'
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abaUmouto de 108000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 85OOO
..................... 1t8 88000
49000
408000
453000
503000
6O3OOO
1008000
Hilas de 48 ditos
Tubos grandes avulsos
Vidros de meia onca de tintura
I3IMNI
231M10
-----....... ...i----^ ..,., .................... a,
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
Homeopalhia, c o proprietario dcslc cslabelecimcnlo se lisongeia de lelo o mais bem montado possivei 1
ninguem duvnla boje da superioridade dos seus medicamenlos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de rrvslal de diversos lmannos, e
aprompta-sc qualquer encommenda de medicamenlos com loda a brevidade e por precos rouito com-
modos. r ^
>
SV


<
>
CABR10I.ET.
Vende-se um cahriolcl cm bom
oslado, por commodo prern ; no
alcrro da Bua-Visla n. 55, casa de
F. Poirier.
Na rua do Crespo loja amarcil;
A 11. i, vendem-se:
Z liuissimas cambraias fiancezas de
S muilo gostoc de cores ixas, com
J2 qiiadroi < listas escossezas a 240
rs. cada covado ; cortes de laa
(^ milito linas e de gosto moderno
:> com 15 covados cada corte, a
i-6'000 rs.; chuls de (asemiras
de uma s cor e com barras de
cores a G.S'OO rs. ; chales do lio-
cal. 011 lilelc brnncos bordados
() do I quartas, a 8J500 cada um.
(d^dSf S:^S ^^^.^
LOTERA da matkiz DE S. JOS.
Aos 10:0003000.
Na casada Fama n. 18, aterro da fJoa-Visla, eslao
exposlos venda os bilheles e cauletSs desla lotera.
Bilheles IO3OOO
Meios SIMIO
Ruarlos 28800
Decimos 19300
Vigsimos 8"00
Vendc-se urna morada de caa terrea, na rua do
Padre Floriano n. 40, com :K1 palmos de frente e75
de fundo: os prelcndcnles dirijam-se na mesma,
que adiar.io com quem Iralar.
Vendem-se bSCCM com inilho c familia ; na
rua da Cadeia Velha 11. II.
fazenas baratas.
\ pintem-se cbilas linas, decores fizas, padroes
claros e e-curo, a 140. 160, 180e 200 rs. o covado,
dila mocea muilo larga a 280 o covado, rateado
largo francez a 24<) o covado, chites finas de barra a
28400 e 38200 o corle, cambraias abenas cor de rosa
e azul a 33000 o corle, cassas rojas a 320 a vara,
laazinhas para vestidos em corles de 15 covados a
19500, las escocezas para vestidos a 500 e 600 rs. o
covado. vestidos de rambraia com barra e hallados a
3. 4, e 53OO, fil bordado a 13000 a vara, lencos
grandes de seda a I36OO. chales de cassa a I9HO,
dilos de laa c seda a 28000 e 29400, e outras fazen-
das que se vendem baratas, dando-te amostras com
peuhiir : na ru Nova, loja ite fazendas n. 16.
PARA A FESTA.
Vendem-se corles de seda de quadros com 17 co-
vados a 188000, veslidos de camhraia de seda com 2
baados, de goslo moderno 143000, cambraias trans-
parentes de heniles e delicados descubes a I9OOO a
vara, romeiras de rctroz hoi dadas, de ililTerenles
Dualidades c precos, lilas de fil a 38000, capolinhos
de camhraia a 5)000, manteletes c capolinhos de
seda prelos e de cores a 10 c 128001) rs., chales de
seda muilo grandes a 168000, chapeos de seda e
blondo para senhoras a 16 c 183000, ditos para me-
ninos c meninas do melhor goslo que tem appare-
cido a 8 e 103000, luvas de seda de todas as cores a
13600, e oulras fazendas de guste e proprias para a
fesla ; na rua Nova, loja n. 16, de Jos Lab Pereira
,\. Filho.
JAPONAS E JAQUF.TAS DE BAETAO-
Vende-se por proco commodo, na loja
n. 26" da rita da Cadeia do Kecile, esqui-
na do becco largo.
SACCAS COM FARIXHA.
Na loja n. 20 da rua da Cadeia, esqui-
na do becco largo, vendem-se saccas com
superior farinha da trra, por menos
prerdoqueemoutia qualquer parte.
Vende-se ou arrenda-se um dns dous engenhos,
Telha e Bullanle, pe rio
inli.le
O padre Vicente Ferrar de Albu-
querque, professor jubilado de grammu-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maioressactilicios,
e, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretenden tes djrjam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopalhia uicfranccz, obras
lodas de summa importancia :
Ilahnemaiin, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
No hotel de Europa da rua da Aurora lem
comidas e bons pcliscos a loda a horai per prejo
muilo razoavel.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal doLimoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatttra do u Diario de Pernam-
DUCOn, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
larga

i
20.3000
6)000
78000
69OOO
I65OOO
68000
88000
168000
10SO00
88000
78000
6-8000
4JO0O
108000
30)000
turnes.
Tesle, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharinacnpahomeopalbica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlliiiiaui. halado completo das moleslias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle. doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .'.....
Casliiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas complete de analomia com bellas es-
lampas coloridas, cnitendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano _
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihieu do Dr. Lobo Hoscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro andar.
A casa de aterican mudou-sc para o pateo do
Ierco n. 16. aonde serlo despachados os senhores
que liverem de afcrir os pesos e medidas dos eslabe-
Iccimentes com promplidao, e faz ver aos senhores
que sao acostumados a aferir em scus eslahcleci-
menlos.que oanligo agente vai aterir, e leve prin-
cipie cm 2 du crrenle, e linda-se no ultimo de de-
zemhrodo correte anuo.
O cirurgiao. Joaquim Jos Alvci dcAlbuquer-
qne, eucarregado pelo governo de S. M. da direc-
5to, c Iratamento dusdoenles da entermaria de ma-
ruiha dcsla provincia, e lazarclo da Ilha do Pina
avisa a seus amigos e a todas as pessoas que de seo!
presumo se quizerem ulilisar, que o podem procurar
na rua da Cruz, no Recite, casa n. 51. ou em seu si-
lio, na Passagcmda Magdalena, detronte da estrada
que vai ler a wrrja dos Remedios.
Os senhores propietarios erndenos
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, etpiizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
rantes a livraria n. 0 e 8 da praca da In-
dependencia .
Aluga-se para o servico de bolieiro um cscra-
vo mualo com muila pralica desse offleio. Na rua
da Saudade frnulcira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenro Trigo de l.oureiro.
Tra-passa-sc o arrcndamcnlo da casa n. 60 du
alen o da lioa-Vista, com armacKo para qualquer cs-
labelecimcnlo. commodos para grande familia c
quintal com 2 poot e banbeiro de podra e cal.'
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
emha do l.ivramenlo lem nina caria na linaria us.
6 c 8 da piara da 111.le pendencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ka milito superior potassada Rus-
sia e americana, ceal virgem, chegada ha
pouco, tildo ))or prcro commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da I mlq tendencia n. 0 e 8, a nego-
cio que Me diz respeilo.
# DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoui, eslabelecido na rua
lio Rosario 11. 36, segundo andar, colluca den- 9
les com gcngivasarliliciaes, e dentadura com- Qf
pleta, 011 parte della, com a pressao do ar. #
Tambem lem para vender agua denlifricedo g>
Dr. Picrre, e pii para denles. Rna larga doA
(|S Rosario n. 36 segundu andar. m
J. Jane dentista,
cunlina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de um caixeiro para turnar conta de
uma taberna por balance, no Recite, que de fiador
a sua conduca, ou que entre com algum dinheiro,
pois se itera a metade dos lucros; a Iralar na rua
Direila u. 26.
Offerece-se ura muro portuguez, de 16 a 17
annos de idade, para qualquer negocio; quem o
pretender, dirija-se rua da Praia n. 33.
Curam-so prelos duenles de bobas e frialdade :
na rua da Conccic,ao n. 4.
COMPRAS.
Para lechar cuntas.
Vende-se na rua da Cadeia do Recite n. 30, cam-
hraia de cores indianas muilo propria para vestidos
de senli.ira, pelo mdico prcc,o de 480 rs. a vara;
chila franec/.a de barra e sem ella, mullo lina e de
padroes novos por 240 o covado; chite de cores para
escravos de rores fizas a 160 o covado; chapeos de
sol de seda de todas as cores a 58500. sendo cabo de
caima; chita de barra em corles por 18280 o corle ;
chales de seda para senhora muilo fiuos a 128000 rs.
cada um ; e outra porrflo de fazendas proprias da es-
larao, que se vndenlo por menos do seu valor.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vcndem-se saceos com 11111 alqueire e uma quarla
de farinha de mandioca, muilo loriada e a mais fi-
na que leu, viudo a este mercado : na Iravessa da
Madre de Dcos armazem n. 3 a 5, c na rua do Qnei-
mado n 0, luja de Antonio l.uiz de Oliveira Aze-
vedo.
Vende se 11 m escravo mualo, bom canoeiro e
padeiro, o motivo so dir ao comprador : Iralar na
rua do Amorim n. 48, escriplorio de Paula i San-
tos, das :i luirs da manhaa as 6 da larde.
(& Grande fabrica e loja de marci- &
(jj) neiria, na rua Nova n. 45 de $
Sk Lourenco Puggi-
( Eaz ver ao respeitavel publico (/&
2 M1"5 'em um *0,"ti|nento completo ,#,
*2 de trastes, todos de gosto e mo- J
w demos, assim como tem para W>
* vender vidros de espedios os mais (5)
superiores que ha, vindos de Pa-
ris.
SACCAS COM MILI10.
Vende-se saccas com milho ajjOOO rs.,
ditas com farinha a is'000 rs.: no caes
do Ramos, casa atnarella armazem de
Carlos Jos Gomes.
Saccas de faainha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, nova e
bem torrada : na rua da Cadeia do Recite, loia
n. 18.
Vei ite-se um escravo, crioulo, de idade de 25
annos, ofcial desapaleiro, coziuha bem o diario de
uma casa, e he cxcelleute criado, sem vicios, nem
achaques, o que se allianca : no Caes do Ramos, se-
gundo ailar.
Vcn-ie-se um silio pequeo com bastantes ar-
voredos de fruclns de varias qualidades. casa de po-
dra e cal, lauque d'agua para beber, em ezcellenle
chao proprio. por detraz da rua daSolcdade : quem
pretender, procure defronle do Passeio Publico, loja
n. 13, do l.oureiro. U mesmo Sr. lem ordem dadona
para ajuslar com quem quizer.
SELI.INS INGI.E7.ES.
Compra-se prata brasileira ou despalillla : na
rua da Cadeia do Recite 11. 54, loja.
Na rua do Trapiche armazem n.
8doSt. Miguel Carneiro, continua-se a
comprar patauoes hespanhoes.
_ Compram-se dous ornamentos de baslo, um
rozo c verde, oulro lira neo e encamado, 2 missacs e
2 calix, ludo que esteja em bom estado : na casa do
sacristao da ordem lerceira de S. Francisco.
Compra-se umamulaliuha ou negrinha de 12
a 18 anuos, com habilidades ou sem ellas, que seja
rccolbida : na rua Nova n. 34.
Compram-se duas venesianas ainda mesmo
com algum uso : na rua Direila, taberna de Joa-
quim Anlunes da Silva.
Compra-se um cavao j ensinado e coslnmado
a cabriole!, que seja bastante forte : a tratar com
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, na rua do
Collegio n. 21, segundo andar.
Na rua do Collegio 11. 3. primeiro andar, com-
pra-se o 3. vol. do Repcrlorio das Ordenaroes, o 2.
vol.de Mara Hespauhola, edirao do Porte, o 2.
vol. dos l.usiadas, edicao do Rio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de I 1-
liutoElysio, edcao de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. e 8. vols das Memorias do Diabo, 1. e 4. vols de
D. Quizte de la Mancha, 2. vol. de Ipsoboc, c 3.
dos Desposados por W. Scolt.
Compra-se um cais.lo de (landres, uma vara c
covado, para se vender fazenda na rua, sendo mes-
mo com algum usu ; na rua do Queimado n. 22.
VENDAS
MELPOMFM HE UN E SEDA
DEQUADKOSAljHHM)!!!
Dinheiro a'vista.
Com o nomo gracioso de Mdpoincnc, diego* pelo
vapor viudo ltimamente da Europa, urna fazenda
de seda e hla de quadros que tem quasi uma vara de
largura, e que pelo seu bt 1II10 parece ser de velludo
de cores, propria para vestidos de senhoras, pelo la-
ralo proco de 18300 o covado! II dao-sc as amos-
tras com penhores : na rua do Queimado n. 17,
loja.
Vende-se urna canoa iberia de 800 a 900 lij-
los, bem construida ; na Iravessa do Lima, na rua
Imperial, a Iralar com o mesmo Lima.
Vende-se urna neiirinha de 5 annos, muilo es-
perte, um mulalinho de 7 annos, um prelo muilo
uiO(o, um dilo de meia dade, urna negra de 18 an-
uos por milito barato proco por ler tillo alguna bi-
chos nos pes ; na rua dos Quarleis n. 2i.
Un cabriole!.
Vende-se um cahriolcl de 4 rodas, em muilo honi
oslado, c com os cgjiipclentes arreios para mu ea-
a rua do Vigario sobrado 11. 14 vallo ; quem o pretender, raleada-te rom o Sr. Ig-
segumlo andar, cose-se, az-se labvrin- n.acii Ba otehejira defronle do ihealtode S. Fraw-
____ j ,__1___. i-i |- i'iscu, aonde ezislc dilo cabriotel.
Cemento romane.
tho
borda-se de todas as qualidads ni-
el usi ve de ouro e prata; e recebe-se qnal-
quer encoiumenda das mesmas obras pa-
com promptidao c preco coin-
ra dai
modo.
Vende-se cemente romano, chegado prximamen-
te de liamhurgo. sendo em barricas de 12 arrobas,
eaimaioies que ba no mercado.
Vende-se urna bonita muala con\ habilidades;
na rua do Rangel n. si laherna.
, da praca, pois sS situa-
dos 110 termo de Scrinhacm, com proporcoes para
grandes safras, para o que lem czccllenlesvarzeas,
muilo boas mallas, agua muilo boa. Ierras mui pro-
ductivas, limitando um como oulro periodo embar-
que legua c meia, lmenlos e torrentes, um com agua
nutro com animaes : ambos completos de lodo o ne-
cessario para funecionarem, iiiin boas obras, e um
dellcs completamente novo Tambem permuta-se
por algum silio perlo da praca : quem o pretender,
dirija-se ao engenho Telha, residencia do seu pro-
prielariu, ou nesla praga ao Dr. Joao V. da Silva
Cosa, no largo do Paraizo, sobrado da esquinuda roa
da Roda.
Vende-se um rico vioblo de chaves de jacaran-
do com sua compclciile caita, marclietado de madre-
p. rola e marlim, obra muilo delicada, alcm do har-
monioso Milu que d ao evperiinentar-se, vende-se
por preco commodo : quem o pretender, dirija-se a
rua dus MnrUrios 11. 14, que l se dir quem vende.
NA VALAS A CONTEMO E TESOLRAS.
Na rua da Cadeia do Recite n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Auuuslo C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a 80000 o par (prego fizo) as ia
bem couhecidas c afamadas uavalhs de barba, teitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na czposicao
de Londres, as quaes alcm de duraren! eilraordina-
1 -lamen le, nao se sentem no rosta na accilo de corlar ;
vendem-se com a cundirn de, nao agradando, po-
derem os compradores devolvc-las al 15 diasdepois
pa compra resliloindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fat'icante.
BARATISSIMO.
Vendem-se na loja de enoadernac,ao, no becco da
Congregaran, os seguinles livrosem bom uso ainda :
a obra de Mello Freir, fallando um lomo, por 18 ;
primeiras linhas sobre o piocesso criminal, 2 lomos,
500 rs. ; um tomo avulso de l.obao (aeces somma-
rias) 300 rs. ; Iratado de appcllares e aggravos 500
r. ; dircilo administrativo por Silvestre Pinheiro,
3 lomos, 18000 ; um tomo (preleccOes de direito pa-
Irio) 320 ; obra de Bergier refuincao is doulrinas
de Rousseau; 2 lomos 500 rs.; economa poltica por
J. 1). Sa\. :t lomos, IgOOO.
Veude-sc uma negrinha de 10 anuos de idade,
ede bonila figura ; na rua Direila n. 82.
Vende-te um oplima escrava moga, sendo pe-
rila eugommadeira e soflrivel rozinheirn e Uvadei-
ra, a qual nao lem vicio nem achaque : na rua de
Hurlas n. 60.
Vende-se a Recrearlo philosophica em 10 volu-
mes: na rua Nova 11.16.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rita de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que milito satisfar'
aos seus antigos e novos lreguez.es.
Vende-se, permuta-sc ou arrenda-
se o sitio das Roseiras, do inajor Joaquim
Elias de afoura, defronte da capel la do
Rosarinho com casa de sobrado no-
va, senzalla, cocheira, estribara para
tres cavados, quarto para feitor. etc., ex-
cedente e grande borta, grande cercado
com matta dentro, inmensas baivas pa-
ra capim. muito bons arvoredos de fruc-
tos de militas qualidads, novo parreiral
com militas uvas, vendem-se tambem
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as que existem no engenho Santa Anua,
novilhas e garrotes, vende-se igualmen-
te toda 1 mobilia, louca, vidros e tudo o
mais que houver de movis na mesma ca-
sa, assim como um bom cavallo de estri-
bara : quem o pretender dii ija-sc ao mes-
mo sitio, que avista de tudo, tratara' com
o mesmo dono.
Para acabar.
Vendc-se na rwa da Cadeia do Recite n. 10, fari-
nha de mandioca muilo loi rada, pelo mdico preco
de 38000 cadasacca, escudo em porcao para cima de
100 saccas se far urna dilTerencii : .tul rua da Ca-
deia do Recite n. 10, loja de Joaquim Jos de F'aria
Machado.
Vende-se por lodo o preco, na rua da Cadeia
n. 30, teja que foi do Crillo, sniterior farinha de
mandioca, muilo torrada, de sacca de Ircs quartas
Na nova.- padaria do aterro dos Afogados n.
173, confronte a fabrica de tabSo, vende-se bolacha
lina fcila por machina, que se loma recommendavcl
para casas particulares por seren superiores ao me-
lhor pao, e lambein boladiinhas Napoteao muilo su-
berosas, proprias para aprcscnl.ir corocha, por proco
commodo.
MADAPOLO COM AVARIA,
a38(HH> e 39300 rs. apera.
Veinte-so ua rua du Queimado, luja 11. 17 ao |M
da botica, uma porcao de madapolAes largos com lo-
que de avaha pelo"barato prego de39000 c 3-850(1
cada pega.
CASEMIRAS BARATAS.
Cortes de caiga de casemia de cores a 45O0; na
loja de 4 portes da rua do Queimado 11. 10.
Corles deteda de cores, boa fazenda, e prego
barate : vcintein-sc na loja de 4 portal da rua do
l.lileima lo n. 10.
Cnnlinua-se a vender corles de chila larga a
:?000 rs. cada corle, havendo novo sortimenlo para
cscolher : na loja de i piulas da rua do llucimado
n. 10.
Vcnde-se urna escrava da Cosa de meia idade,
boa vendedora de rua, por prego commodo ; ua rua
cstreila do Rosario n. II.
Com loque de a varia.
Madapolao muilo largo a 3|000 c itaOO a pega :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia. .
Vendem-fB escravo, sondo 1 linda negrinha
te idade 20 anual, engomma, rose e rnzinlia, 1 pre-
lo de meia idade, eo/iulieico. 2 dilos de lodo seni-
ro, e I dito bom carreira ; na rua Direila u. 3.
Vende-tea mrlaile de mu mualo, que lem a
unir melado forra, bonila figura, ainda moco, por
prego commodo; no largo do l.ivramenln n*. 20, se
dir quem vende.
Vcndem-se ns melhores sellins que
lem vindo a este mercado, com scus
i competentes freios ele, tambem chi-
cles para carro, homem c senhora, por
prego muito mdicos: no escriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wvalt,
rua do Trapiche Novo n. 78.
ATTENCAO.
Na rua Direila n. -27 vende-se manteiga inzlea
nova a biO rs., .lita a .".fio rs., dila 500 rs.. dita a
480 rs., dila a 4 40 rs., dita franreza nova a 640 rs.,
dita a 560, queijiw novos a 16800, dilos a |J>500 rs.,
teijaonovo a cuia a 400 rs., dilo a 320 rs., cevada
toara a libra a 160 rs., dila a 140 rs., alel ia nova a
libra -80 rs., dita a 320 rs., cha hyson a libra a
25.500 rs., dito brasileiro a I58OO rs. dilo a 15920
res.
por inicuo 10:0008000
dem 5:01)05000
i dein 2:5005000
ii lem
LOTERA DA .MATRIZ DE S. JOS'.
Anda a roda infilivelmente no dia 27
do corrente.
Aos 10:000, 4:. 0005 e 1:000 ris.
Na rasa da Fortuna do alerru da Roa-Vista n. 72
vendem-se os mu acredit Hilos bilheles, meios c cau-
telas do cautelisla Saluslmnu de Aquino Ferreira.
11- lubeie- e cautelas nao sofrem a descuido de 8
porccnlo do imposto geral .nos Ires premios grandes.
Bildelcs 115000 recebe
Meios .V85O0
Quarlos 2800
Oilavos 19300 tem 1:2.505000
Decimos I5.IOO itlem 1:0005000
Vigsimos 700 icnm OU9OOO
aasssSKssasgK-a-sass.iBtSsssaasaB
GUARDA NACIONAL.
Na loja de sirgueiro dn prnga da Indepen- S
jg delicia 11. 17, vendem-sc por preco commodo
g lodos os objeclos precisos pan.' uniformes dos 3
53 Srs. olliciacsila guarda nacional.
PARA PRESEt'E.
Ricas liguras de barro por diminuto
preco, na rua do Trapiche n. 54.
Na rua da Cruz n. 57, vende-se rap Virginia,
fabricado, no Rio de Janeiro ; este rap lorua-se
muilo aprcciavel pela puridade de sua simples com-
posigao ; e cusa a libra 1280.
Na rua da Madre de Dos n. 50.
Vendem-se por pregos commodo os seguinles ge-
neras, vindos do Aracaty esleirs de palha de car-
uaubj, cera amarella e cooras curtidos.
Na rua da Cadeia de Saulo AnluDio.coufronla
o lliealro velho, loja de corrieiro n. 3, vende-se du-
zia e meia de laboas de pinho, por prego commodo.
QLEIJOS DO SERTAO'.
Ainda ha para vender os buns queijot do serlao
chamados de prensa.
MIL'DEZAS BARATAS.
Vcnde-se ua rua da Cadeia do Recite n. 19, sapa-
tos decouro de lustre para senhora a ljrs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., ditos para homem a
800 e 900 rs., botes de agatli para crnica a 200 rs.
a groza, ludia de cores a 1, dita branca de 800 1
I520O, papel de peso muilo bom a 2400 e 2500 a
resma, peines para atar cabellos a 240 rs., ditos finos
a 800 e 1. colzeles a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, filas,
allmeies de todas as qualidads, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
lliesouras linas e ordinarias, pulceiras de ouro fin-
giudo de lei, carleiras para baile, pendras de ago c
oulras muilas cousas por pregos muilu em conta.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8,s000, 12.S000, l^OOO e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 11 000
rs chales pretosdelaa muito grandes a
.SOO rs., chales de algodao e seda a
1J280 rs.
"Vcnde-se uma laberna na rua do Rosario da
Ii ia-\ 1.la n. 17, que vende muilo para 41 Ierra, os
seus fundos sau cercada 1:200000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Iheconvier :
a Iralar junto a aifandega, Iravessa da Madre de Dos
arma/.cm n. 21.
Completos sortimentos de lamidas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-sc corle de vestidos de cambraia de
seda com barra c habados, 8000 rs. ; dilos com
llores, 7, 9 c 10 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, a 11 ; corles de cambraia franceza muilo fi-
na, lixa. com barra, 9 varas por 4500 ; corles de
cassa de cor com Ires barras, de lindos padroes.
35^00, pecas de cambraia para cortinados, ciuiiN1.,
varas, por 35600, dilas de tamagem muilo finas, i
69 ; cambraia dcsalpicos miudinhos.branca e de cor
muilo fnnl, a800rs. avara ; a loa litado de lindo and-
\oado, !MKJ a vara, dilo adamascado com 1'-, pal-
mos de la rguia, i 2s200e 35O0a vara ; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, i 400 rs. o cova-
do ; cortei de cutele de fuslo alcoxoado e bous pa-
droes Bien, i 800 rs. ; lengos de cambraia de lindo
360 ; ditos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de ciir c prelas muitu superiores, i 1600 rs.
o par ; dilas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vendem-sc esleirs de palha de carnauba clie-
gadasago.ra do Aracaly, a 12 u cenlo : na ruada
Cadeia du Recite 11. 49 I. andar.
Veinte-se vcllas de cera de carnauba feilas 110
Aracalv, de 6, 8, c 9 cm libra de muito boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recite n. 49, primeiro
andar,
ATTENCAO'.
Naruailol.isseiul'iiblico n. 13, vcmlem-sc corles
de i assa el. la de lindos padrees, pelo barate prego
de 251HK) o corte, motas i-asentirs de quadros a 40
rs. o covado, corles de collelcs de fustao do aluno
gosto a l-iO0 o corle.
Vcndcm-se rieosgmnoi com czcellenles vo-
/cs c por pregos commodos: cm casa de J.C. Rabe,
rua do Trubichc n. 5.
PLKLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i lifz o novo Me/, de Mara, adoptado pelos
rcvcrendissi.miis padrescapucliinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conecigao, e da noticia hislorira da mc-
dallta mllagVOM, cdeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se iinicaiiienle na livraria 11. 6 c 8 da praca da
independencia, a 1,-lHKi.
Vcndc-se uma escrava moga, de bonita figura,
c com habilidades ; u niolivo porque se vende se di-
r ao comprador : na rua Direila n. 12, segundo
audar.
Vende-se um ptimo chronometio:
em casa d Rothe e Bldntac, rua do Tra-
piche n. 12.
Vende-se um nplimo rabriotet de duas rodas
e sem robera. |iorem com lodos os seus arreios:
na rua de S.Trancisco, cocheira de l'aula & Silva,
OH! QUE I'ECIIIMIIA !
GorgorSo de seda aeliamalolmlo de cores e prctu
para vesliilnsa 700 rs. o covado : na rua do Quei-
mado 11. 40.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes e encorpados,
dilos brincos com pello, muilo graodes, imitando os
de hla. a 1400 : na rua do Crespo, loja da esquina
qu folla para a cadeia.
Itecommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muilos
cbamam de fellro a 1000 rs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volta para
-'M'CI^ vcnde-.e pauno preto i 29*00, 2800, 3,
g| 4->>00, 5.-5JO0, 69OOO rs. o covado.dilo azul, a
2*r2' l3' ** ''!!' toViiu0 :,lil0 vente, a 2800,
gt ** 3 r. o covado ; dilo cor de pinhAu a
4*500 o covado ; coste de casemira prela franceza e
elstica, 7500 c 8S500 rs. ; dilos com pequeo
deteilo,i bo00 ; dlos inglezenfeslado a 5000 ; ditos
de eor a 4, ,>5O0 6 rs.; merino preto a 1, 1100
o cavado. K
Atesla o Edwln M.w,
Na roa de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
c5i Companhia, acha-se conslanlemente bons torli-
menlos de taizas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passudeiras de ferro estudiado
para casa de purgar, por menos prego que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de (landres; ludo por barato prego.
RELOGIOS INGI.EZES DE PATENTE.
Vendtm-se por prego muilo commodo : no arma-
zem de Han (tea i Castro, na .ua da Cadeia do Re-
cite 11. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidads, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo : na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
r a ujo.-
Vende-se ezcellenle la hitado de pinho, reem-
(emento chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador du inesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado : j tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 8, ou no caes da alfandega.
Cassas irancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja d esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320o covatlo.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Schmettau &C, rua do Tra-
pichen. 5.
Toa I lias e guardanapos de panno de 1'inho.
Vendem-se loalhas de panno de lindo adamasca-
das para rosto a lOgflOO a du/.ia, ditas lisas a 142000
a ilu/ia, guardanapos adamascados a 3600 a duzia :
na rua do Crespo 11. 6.
BRINS DE CORES.
Brim 1 raneado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fustao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muito eucorpado a 240 o'rovado. pegas de
cassa de quadros, proprias para babados a 20D0, gan-
ga amarella Irangada a 320 o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom gusto a >IMK) cada um, ditos de cassa
chite a 2000, dilos de chita franceza larga a 3000,
lengos de seda de 3 ponas a 610, ditos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior ilauclni para forro de sellins che-
gada recenlemcnlc da America.
Vende-te feijao mulalinho ; no caes do Ra-
mos, a bordo da barcaga Klor da Ponte.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de prpriedade do condi
de Marettil, rua da Cruz do Ke-
cile n. 20: este vinho, o melhor
f de toda a champagne vende-
se a .loi'OOO rs. cada caixa, acha-
' se nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B. 9
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
*
j
No antigo deposito di. rua da Cadeia Velha, es-
criplorio 11. 12, vende-so muito superior potassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a pregos ba-
ratos que he para fechar coalas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muitu saa e gurda, vinda da
provincia do Cear, pelo barate prego de 4000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceigao, defronle da
escadinha.
Ai que rio.
Vende-se superiures cobertores de tapete, de di-
versas core, grandes a 1200 rs., ditos brancas a
t,-: I.;00 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
a*epo*ito da fa bro de Todos o. Sanios na Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pes de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de en-o batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. K
Vinho do Uheno, de qualidads es-
peciaes, em caixas de uma duzia,charutos
de Havana verdadeiros: rua do Trapi-
che n. 5.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Pia loja-de duiuanles & Henriques, rua do Cres-
po*. 5,. vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo prego de 180 r. o covado.
Na rua da Cadeia do Recite n. 60, vendem-se os
seguinles viudos, us mais superiores que tem vindo a
este mercado.
Porto,
Rucellas,
Xerez cor de oaro,
Dilo escuro,
Hadaba,
em camnhas de uma duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prego muilo cm conia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recite n. O ha para vender
barr- com cal de Lisbua, recentemenlc chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brura, passan-
do o cha Inri/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarc/im-se ou carregam-se em carro
sem despza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stojle em Berln, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o raethodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vendc-se uma halanga romana com lodos os
seus perlences. cm bum uso e de .OOO libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, arm.tzcm u. 4.
Vende-te ou Iroca-se por urna casa terrea aqu
na praga ou em Olinda. em bom lugar, umi barri-
ga de tele de 14 caitas, que naufragoo nat praias do
Rio oce. cm Olinda, aonde te arda : a Iralar na
rua di Cadeia do Reciten. 54. Dar-se-ba a volla
se merecer.
Na roa do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para techar conlas mil e quindenios masaos
de contai de vidro lapidadas a 160 rs. cada misso. e
0 duzas de canas de massa para rap 11J200 a
duzia.
g Em casa de Patn Nash & C., lia pa-
ra vender:
M So'''ment0 va>'iado de ferragens.
. Amarras de ferro de 3 quarlos ate 1 *
* polegada. *
Champagne da melhor qualidade 8
em garrafas e meias dita.
Um piano inglez dos melhore.s.
Vende-se um ezcellenle carnudo de 4 rodas
mu bem construido,eem bom estado ; esla expendo
na rua do Araglo, casi do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem us prelendentes ezaroina-lo, e Iralar do aiusle
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cfoz du
Recite n. 27, armazem.
Moinhos de vento '
"ombombasderepuzopara regar borlase baila.
de capim. na fundigade D. W. Bowman : na rua
do Brum us. 6*8 e 10. .
Devoto Clnistao-
Sahio a luz a 2. edigSo do livrinho denominado-
Devoto Christao.mais correcto e icresrenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca di'In-
dependencia a 640 rs. cada ezemplar. '
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s pannu, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vende-se urna prela de idade para servico de
casa ou do mallo, por preco commodo : a Iralar ua
rua da Cadeia de Santo Antonio 11. 26.
Vende-se um terreno com 500 parmns de fren-
te e 300 de largura, silo na airada da ttoa-Viagem,
com 40 pes de coqueiros e mais ilguns arvoredos : a
Iralar na rui da AssumpgJo n. 40.
Vende-te um cabra bicho, com um cibriio,
propria para criar meninos, a qual tem bastante lei-
te : na rui de Aguas-Verdes, sobrado n. 44.
Vendem-se saceos vatios e bancos proprios pata
aula de meninos, tudo por preco commodo ; na roa
Direili n. 59.
Vende-se 1 capa, 1 tobrecataco, 2 parta do
cilgas proprias para homem que lenha de ir Eu-
ropa na presente esligao : na roa Novan. IB.
Vende-te um rdorao, proprio para official de
cavallirii : na rua Nova n. 16.
Vcnde-se uma cama de armariio por' preco
commodo : na rua Nova o. 16.
Vendem-se algumas pegas de msica, para
bandas militares: na ruiNova n. 16.
PAI.ITO'S KRANCE7.ES.
Vendem-se palitos e sobrepasaras de brim de lindo
decores a 39300, dilos de brelanha lina a 49000, di-
los de alpaca prelos e de cores a Se lOgOOO. dilos de
panno lino prelos ede rores a 16, 18 e 2USO0O: lia
rua Nova, luja n. 16, de Jos Lotz Pereira 4 Filho,
Vende-se um cabriotel pintado de uovote mui-
lo manen o : no atierro da Boa-Vista n. 19 loja, se
dir quem vende.
Vende-se ama duzia de cadeiras de amarello,
novas, mais em coala do que em oolra qualquer
parte : na rua da Cadeia de .Santo Antonio n. 20.
POTASSA BRASILEIRA.
Vcnde-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
maem de L. Leconte Feron &
Companhia.
k
Vendaai-se relogins de ouro e praia, mal
barate d que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na na do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ricas pura piano, violan e flauta, como
.i'j.un, 11 iiailnlllas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
if&OO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla pan
a Cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareeeramoodia 2 do corrente mez,do en-
genho de S. A mar i u/10. Ireguezia da Vmrtta, ot m-
ltenles sean i ules: Manoel, crivulo, que reprsenla 20
a 22 annos, tem na frente nm nu dous dentesda par-
le de cima podres, como paridlos-, Paulo, com 17.a
a 18 annos, da Costa, um pouco fulla, bomlole, bem
teilo e lem lodos os denles ; Benedicto, com 16 tu-
nos pouco mais ou menos, prelo, secco do corpo,
alegre, tem tambem lodos os denles, e em cada can-
to da bocea 3 risquinhos parecendo um p de gaili-
nlta : quem os pegar uu delles der noticia dirjase
ao mesmo engenho que si ni bem pago de seu Ira-
balho.
No dia 27 do mez da selemdro prximo pasta-
do, do silio Scpocag, junte a nova villa da Escada,
desappareccu o escravo Manoel, crioulo, de idade 25
anuos, liauo, secco do corpo, olhot vetaos, pouca
barba, lem uma cicatriz as cosas ; levou camisa e
ceroula de algodao, chape de palha o cobertor lis-
Irado : roa, prtenlo, o aiiiixo assgnado, as auto-
ridades polioioes coadjovem a caplura do mesmo, e
entregar nesta praca ao Sr. Joio Pinto Regia de Sou-
za, o qual graliiicar lodo o Irabalho, oa no engenho
Noruega, a seu legitimo dono
Joio Correia Lobo.
509000 rs. de gratilicacao,
a quem apprchender e levar i rua Imperial n. 31, a
seu senhor Manoel Joaquim Ferreira Esleves, a es-
crava, parda, de nonic alalhildes, qoe deuppareceu
no da 2 de junho prozimo pastado, com os signaes
seguinles: bastante feia da cara, nariz e umbigo
grandes, cor bastante afogueada ; esla escrava veio
da cidade de Sobral, porm ilesconlia-te qoe etteja
mesmo nesla cidade oceulta em cata de algum jous-
jijujiosu' pois que desde que desappareceu nunca
mais se soube noticia.
A abaixo a'ssignada declara ao publico e a le-
das as autoridades policiaes, que no dia H do corren-
te, pelas 4 horas da madrugada, desappareceram de
sua casa, serviudo-se de uma escada que por alguem
de fra foi laucada a uma janella que deitava para|o
quintal para favorecer a fuga, duas escravas cabras-
urna de nome l.uiza e oulra de nome Ignez ; 1 pri-
meira com os signaes seguinles: estilara regular,
grossa du corpo, com os cabellos corlados polo lado
de delraz c crescidos pela fronte, com lodo% corpo
picado de besgas, foi da cidade do Ico provincia
do Cear ; e a sesunda de corpo regular, estatura
alia, cor fulla com 2 denles d meos na frente,
foi da barra de Naluba, sendo que proteste proceder
com lodo o rigor das leis contra quem quer que as
lenha acontadas. Sendo-lhe porm entregues ou de-
nunciadas, prumeile guardar o maior stgredo offe-
recendoo premio de 1009 ios capilaes de campo, ou
oulra qualquer pessoa que dellat der noticia, ou as
levar cata de tua residencia, na rua do l.ivramenlo
n. 4, onde se Ibes dar generosa recompensa.
.tnnu Joaquina Lins If'anderley.
Desapparecci da casa do abaixo assignado no
dia 16 do corrente mez, o sen escravo de narao An-
gola, de nome l.uiz, de idade de 23 anuos, cor fu-
la, barba principiando a engruesar, porm demons-
tra ser muito barbado, altura regular, ollmsgIxjcca r
regular, ligura bonila, bem disposlo para srviroue
campo, muilo fltenle, e passa al por rriuulo por
Tallar muilo bem, e mesmo dizer qne he crioulo;
tem principio de alfaiite, as maos grossase dedos, e
sobre ellas tem lido verrugas, Vinda que lenham al-
an mas desvanecido, lodavia lem os signaes, pernas
grossas, ps curtos e largos proporcionadas as maos,
eiitlim, mudo corpulento ; ronduzio loda sua rou-
pa da praca ensominada e um chapeo de pello pre-
lo : quem o pegar e o levar ao abaiio assignado na .
rua do Queimado n. 6, primeiro andar, ser bem re-
compensado. Joaquim Jote de Lima.
Desappareceu no dia 15 do corrente um escra-
vo de nome Francisco, de nactlo Catango ; be padei-
ro. c estatura rezular : quem o pegar, leve-o em
Fra de Portes, rua dos Guararapcsn. 4.
Desappareceu no dia 28 do agoste prozimo pas-
sado urna escrava de narSo Costa, de nome Severi-
ua, de eslalura baila, grossa do corpo, rabera pe-
quea, nariz chalo, rosto (irado e carnudo, tem
poucos talhos, bocea regular, beiros ^rossos eiguaes,
denles limados, lodos iguacs c -em falla de nenhum,
orclhas turadas e sem brincos, falla bastante lina,
costas carnudas, lisas e sem marras, pellos cadillo.,
nulos curiase bem carnadas, cabello curio e corlado
por igual, nao he bem prela e sim avermelhada ;
levou vestido usado, de chita encarnada escura, com
sulpicos drancos bem miudos. pauno da Cosa fran-
cez com lislras encarnadas c de mal.mies de duas or-
den- as ponas, e ocrupa-se em vender Troclas; fui .
escrava do Sr. Joaquim Viesas, e he por isso bem
riiuhecida ua Passigem : quem a penar, leve i\ rua
du Queimado n. 15, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 8 de selemdro o escravo,
crioulo, de nome Anlonio, que costuma trocar o no-
mc para Pedro Jos Cerino, e inlilular-se forro,
he muilo ladino, fui ecrivo de Antonio Jos de
Sant'Anua, morador no engenho Caite, comarca de
Sanio Aniao, e diz ser nasridn 110 serijo do Aoadv,
e-laltira e corpo regular, cadellos prelos, carapinh-
dos, cor um pouco fula, olhos escaros, nariz grande
e groara, beicos grossos, o semillante um pouco te-
chado, bem bardado, porem nesla occaslo foi com
ella rapada, com Jodos .os denles ua frente ; levou
camisa de madapqlilo, calca e jaquela branca, cha-
peo de palha com. aba pequea c tima Irouxa de roo- f
pa pequea; he de suppnrque mude de Irage: ro-
la-se prtenlo as autoridades poliriae* e pessuas par-
ticulares, o appreheiidam e ti.ii.Mm nesla praca do
Recite, na rua larga do Rosario 11. 21, que se re-
compensara muito dein o seu Irahallui.
ERN. : TVP. DE M. F. l)E FARIA. 1854.
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