Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01318


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Full Text


ANNO XXX. N. 240.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 19 DE OUTUBRO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.




'

DIARIO DE PERNAMBUCO
EMIARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Mhrtins; Rahia, o Sr. F.
Diiprarf Maceio, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doza j'Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquimlgnacio Pereira; Araca-
ly, oSr. AnioniodeLemos Braga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 1/2 a 27 3/4 d. por 1
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Ro de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
isconto de leltras 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6M400 velhas. 163000
de 69400 novas. 16*000
de 4000...... 9000
Prala.PaUcoes brasileiros..... 1940
Pesos columnarios..... 1940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ourieury, a 13e28.
Goianna e Parahba, segundas e sextas-feiras.
Vietoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da man ja.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Rolaran, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, ierra? e sextas-foiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Outubro 6 Lua cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha.
14 Quarto minguanto aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 Lua nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescenle s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
16 Segunda. Ss. Martiniano e Soturiano irs. mir
1" Terca. S. Eduvigesduqueza ; S. Mariano m.
18 Quarta. S. Lucas Evangelista; S. Theodroin.
19 Quinta. S. Pedro de Alcntara f.
20 Sexta. S. JoaoCancio ; Ss. Crapazloe Ira.
21 Sabhado. Ss. rsula e suas eomp. vv. mm.
1 Domingo. 20. S. Ladislao f. ; Ss. Hera-
clio, Alodk e Cordilla v. mm.
pete ornciAL____
GOVERNO DA PROVINCIA.
ExpediMM do da 16.
OllicioAo Exm. presidente do MaranhAo. dizen-
do que, com a infurniaran que rinwtte |Hir copiando
administrador do correio de-la capital, responde'ao
offlcio a que vejo annexa a repre-entar.io da rora-
missao da praca^ta^-comroercio daquella provincia,
pedindo provideiicr^oara que senAo demore no re-
ferido correio a corrt^pndencia para aqu remetti-
Ha, com deslino aos porto* da Europa e vice
versa.
DiloAo coronel cnmmand.-inle das armas, trans-
vointeiro da capital, como o reino todo acclama o
joven niouarclia:
Vica D. Pedro I, rei de Portugal !
NSo bradamus lisonjas, nem escrevemos com arti-
ficios, porque laes vozes rebentam espnnlaneamenle
do coracAo.
Sean vede os festejos que o zelo nacional prepa-
ran a El-rei.
A magnifica Praca do Commercio,I usar destinado
para o sen desembarque, |tinha explcndidamenle ar-
madas as 112 jauellas do primeiro andar que eni ro-
da currcm no* edificios pblicos que all existen), e
raais 22 ilosezuudo andar dos lorrces do miui-lrrio
puente da mesma praca, para olido do Tejo. De
cada urna desla janellas pendisni verdes TStoes de
touro, a tocar as arcada, e entrelazadas com estes
oulras crinadlas inais pequeas, e verdes coras. O
segundo andar dos mesmus edificios se nao liiiliam
corlinadns por i-di'.-iir-.. com fesloes porm se engri-
naldavam. Corriam por sobre os lelliados em volla
da prara X bandeiras de diversas nares, e no arco
de madeiru onde se eslAo concluindo as obras da
mesina prara. e por baixo do qual o recia commi-
va ilevia dirigir-se calliedral. eslavam tres bandei-
ras nacionaes. Os 35 caodeeiros asscnlados para a
Iluminarn desla prara eslavam a com duas bandeiras ou estandartes dos nossosulicos
regiment*, saudnsas slnrias c heroicas rrcordac/irs
dos bobos felnsde armase proezas militares. Era
o genio guerreiro de Portugal, eram as ir.sizuias
abetunadas pelo Dos das victorias, que vinham Ire-
mular ufanas anta o berdeiro daquelles cojo tlirono
glorias pa-sadas n jjp-
millind i por copia o aviso da repartjrAo_da 4ucxar--r'
de ti de selembro deste'TO,rpelo'%ial-Te martT ,la suerra e lnbunal -do commercio. ao nasceole e
servir na fortaleza do Brom o padre Antonio da Cu-
nha Figueiredo. capelloria repartirlo ecclesiaslica
do exercilo, cumprindo que S. S. ordene ao mesmo
capelln, que trale de recolher na recebedoria de ren-
das desta provincia, a importancia dos emolumentos,
que segundo a nota que 'ambem remelle por copia,
lem elle de pagar por semelhanic nomeariln.
OOIciou-se neste sentido i thesouraria de fa-
zenda.
DitoAo commandanle da eslarao naval, dizendo
tiear inteirado de quanloS. S. eommunica relativa-
inente aos bricues Ceareme e Cal tope, e bricue es-
cuna Legalidade, e declarando que lica expedida a
capitana do porto a ordem que solieiiou acerca do
sesuudo dos ditos brignes.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
commendando a expedicao de su.i* ordeus, para que
sejam despachadas naalfandega desla eidade.livre de
direitos.cem barricas de cimenlo marca E M,rcenle-
mente chegadas no brgue hamhurguez S. Georg
Andreas, porroula das que coulralou o inspector do
arsenal de marinhacom Joan Carlos Augusto da Sil-
va, para as obras do melhoramento do porto.Com-
municou-se 10 mencionado inspector.
DitoAojuiz relator da Junia de Justina, traus-
mitlindo para ser relatado em sessAo da mesma jun-
ta o prncesso verbal feito ao soldado do segundo ha-
lalhio de infantaria, Manuel Ignacio do Espirito
Santo. Inleirou-se ao coronel commandanle das
armas.
Dito.Ao juiz dedireilo Jos Felippe de Souza
l.eo, caminanicando que, por decreto de 28 de se-
lembro ultimo segundo constou de aviso da reparti-
do da juslica d 2 do crrenle, foi S. me. removido
do lugar de juiz de direito da comarca de Flores para
a do Bonito, devendo S. me. entrar un exercicio do
novo lugar denlro du prazo de 4 mezes, e cumprir o
di.posto noarl. 2i do decreto o. 687 de 26 dejalho
de 1850.Fizeram-se as necesarias communicares
a respeito.
Dito.Ao capitao do porto, dizendo que julga pro-
rdenle a apprehensAo dos dous pranchoes de cedro
vermelho que perlencendo a Jos Constantino Kapo-
zo, foram encontrados a bordo da barcas* Santa
/lila viuda de Una.Igual acerca de um praachiu
de amarello vindo de Abreo de Una na barrara Boa
l'speranea.
Dilo.Ao engenbeiro em-arrecado das obras mi-
litares, recomendando que com a possivel brevidade
mande Smc. fazer ce concerlos de que precisa o por-
lito do quartel do Paraizo, onde est alojado o bata-
lhAo 10 de infantaria.Communicoo-se ao coronel
commandanle das armas.
Dilo.A cinara municipal do Recife, declarando
que.com a planta que remelle da estrada do Cliacom,
satisfaz a requisicAo d'aiiuella cmara.
Portara.Concedendo a autori>ac3o que pedio
acompauhia de Beberibe para construir nesla cda-
de no prazo de 10 anuos, e medanle as vantagens de
qne traa o 1$ 6. do arl. 2." da-jet provincial n. Hf
de 14de juulto de 1837, mais lrhafarizes nlem dos
ji exisleules. os quaes ero distribuidos pela ma-
neira seguinte :
Tres no bairro do Recife, sendo nm o largo da
igreja do Pilar, outro na prara circular do meio da
ra decaes do Apollo em frente aponte provisoria
do Recife, e oulro finalmente na ra do Vigario. Oj-
io no bairro de Santo Antonio, sendo um no centro
do campo em frente ao palacio da presidencia, outro
no largo da matriz, oulro na ra da Concordia, ou-
lro na de N. S. do Terco, oulro no largo de S. Jos,
outro no centro da ra do Livramento, outro na
ra do Alecrim, e oulro finalmente no aterro do Afo-
liados prximo a entrada da Cabanga. Qualro no
bairro da Boa Vista, sendo um no largo da igreja de
S. Uoncallo, oulro no largo da Ponlc Velha. outro
na ra da Alegra em frente a da Maugneira, ou-
tro finalmente na roa Formosa. Fizeram-se as
necessarias communicaces.
DitaO presidente d.i provincia, allendendo ao
que Ibe represenlou o juiz municipal e de orphans
do termo de Flores, em ollicio de 15 de setemhru
ultimo, e conformando-se com o parecer do conse-
llieiro presidente da relacao. firmado em ti do cor-
reule resolve, em additamenlo a portara de 22 de
agoslo prximo passado, pela qual nomeiou a Ma-
noel do Nascimenlo Casado Lima, para servir inte-
rinamente o ollicio de escrivAode orphos d'aquelle
lerino, durante o impedimento do escrivflo" vitalicio
Janio Domingos de Andrade, declarar,que deve
Is inesmas attribuicdes que eoanpete'rn'a esle ul-
.Communicou-e ao supradilojuiz.
GOWMANDO DAS ARMAS
Quartel do commaado das armas de Ptrnam-
bne, na eidada de Heeie, em 18 de oote-
brede 1854.
ORDEM DO DIA N. 159.
O coronel commandanle das armas interino, faz
ccrlo a guariiic.lu para os fins convenientes, que o go-
veruo de S. M. o Imperador, houve por bem deter-
minar", por aviso expedido pelo ministerio dos nego-
cios da guerra i 26 de selembro ultimo, que o Kvd,
rapcllao alfcres da reparlicau ccclesiastica do exer-
cito padre Antonio da Cunha Figueiredo, que se a-
rha addido ao 9. balalh.o de infantaria, passe a
exercer as fuaeces do seu ininisleriotit fortaleza do
Bru, sezundo constou de ofllcio da presidencia des-
la provincia de lionlem datado ; consegiiintemente
he dispensado do servico da mencionada fortaleza o
Rvd. capellao reformado Joaquim Mauricio Wan-
derlev.
Assgnado.,1/anoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudaole de
ordens encarrezado do delalhe.
EXTERIOR.
Pertngal.
Aewlvasdc arlilharia, as girndolas de fogueles,
o rosto alegre e pnsenteiro de nina capIHT Inleira
correndo loda Praea do Commercio no dia de hon-
tem, 17 de selembro, para saudaroseu re, deixou
gravado no curaran dos que exstem, e na historia
que havemoslegajaos nossos vindonros, o dia lian
loso em que t: Pedro V, regressando .i capital do
sen reino, foi receido nos bracos de Portuguezes,
enlhusiaslas de amor; de dedicacao c de respeito.
Houve urna priitceza singular que oceupou glorio-
samente o Ihrouo de Portugal... Essa prinreza,
essa ranha. que em seu reinado igualou os maiores
moiiarchas da nossa historia, deixou, em seu pri-
mognito, das suas virtudes o vivo espelho, da sua I-
luslrarflo um fulguroso raio. e do seu amor pel
pn\n o rhr\solo,iide e apuram as mais regias vir-
tudes.
El-rei I). Pedro V, o primognito da Scnhora I).
Mara II, o herdeiro das suas glorias, das suas vir-
tudes, e da sua dedicaran civica, ei-lo de novo entre
mis.
Na idade de 17 anuos, recebeu de moiiarchas j
consumados na goveruanra lestemunhos de respei-
to, quaes al agora smenle se hito visto Iriliuladns
a auuos nuil senil .' O joven monarrha, na sua \ia-
cobriram, e saiidar com as
rase as esperances do reinado de Pedro V.
um velho veterano vimos nos parar esUIp
essas bandeiras, que pelo rei, pela patria, e pela p-
dependencia nacional, os condnziraru victoria ;
lagrimas de prazer, de eulernecimento, e de mil re-
cordaroes gloriosas correrem-lhe a fio pelas dallas
faces, e estendendo as mos para essea y mbulns da
victoria c da lealdade, descobrindo a fronte heroica
que nunca pode curvarse no meio do mortfero fogo
dea liatalhGes nimigos, renovaran! ao novo rei o ve-
lho iuramenlo que sobre aquellas bandeiras linbam
dado em Bullir, na Amieira, em Badajoz, e era to-
dos eises pontos onde as bayonetas e espadas porlu-
zuezas faram buscar seus looros, arrancando-os a
fronte inimiga 1
Cada nina dessas bandeiras eslavam reunidaspelas
hasles nes Iropheus onde as haviam pendurado com
nina cora de louro.
Ao sol da praca, entre a estatua equeslre de el-
rei I). Jos, e o caes, levantava-se correndo norle a
sul um lindo pavilhao, de 120 palmos decomprido,
e 60 de largo. Elevado eslava elle 6 palmos do chito,
e de allura tinha 36 palmos. Para o lado do Tejo,
urna emita de 8 degres, corrida a loda a largura
lo pavilhao, dava entrada para o mesmo, saliindo-se
delle ao norle, por igual oseada de 6degrios. A liar-
te superior e externa do pavilhao era forrada de cor
de rosa e branca, e pela parle inferna.e pendendo
em cortinados apanhados em inlervallos certos, de
azul e branca). Ao sol do pavilhao, logo entrada,
erguia-se sobre 3 degruos um docel de velludo car-
mezim lavrado. bordado com franjas, e galldesde 11-
nissimn ouro, c apandado com conloes e borlas lara-
bem de ouro. Urna exeelleule alcatifa, da fabrica
do Sr. Daupias era Alcntara, cobria o pavimento
interno, e|os degros das escadas norte e sul, e oolra
alcatifa branca, com flores, da mesma fabrica, esla-
va cstendidano chao do docel. Tres riqnissimas ca-
deiras mageslalicas, das que no Paco das Necesida-
des servem na sala do tbrono, eslavam sob o mesmo
docel, com frcnle voltada para o norte. Trinla es-
tandartes, contando-se nesse numero o real, ondula-
vam sobre o pavilhao, e a inlervallos o corriam pelo
friso superior 34 coras de louro, marcando o topo
dos extremos norle e sul os escudos d'armas de Por-
tugal.
Na frente do pavilhao, para o lado do Tejo, ele-
vavam-se dous allos Iropheus, que, coroados com a
bandeira porluzueza, por entre coras e fesles de
louro, deixavam ver toda a classe de armas e instru-
mentos bellicos usados boje, adornados tambera com
estandartes. Antigs armaduras llie assenlavarn w-
bre a base, formada por circuios de espadas e sa-
br* ; e junto a mesma base, empilhadas no chao, es-
lavam bala*, bombas e granadas.
O desenhu do regio pavilhao, e mais adornos da
praca fui ds Srs. Kambois e Ciinatli, que tiveram
o peusamenlo de deixar aberlo o pavilhao por todos
os lados, para o povo ver desassombradametile a S.
M. eos actos oflciaes qoe alli deviam ter lugar. A
execuco foi em grande parle devida direcrao do
Sr. Pezeral. Tambera ser occa-io aqu de render
devido trbulo ao Sr. Ayres de S, que uAo abando-
nou nem um momento aquellos trabalhos. Vendo
esle camarista que as primeiras alcatifas assenladas
nao correspondan) pelo seu uso, a todas as ootras
nova peras com que o pavilhao era feito e forrado,
mandou comprar as que cima citamos custa da c-
mara municipal, que nesla occasAo, para a grande-
za do aclo, nSo poupou despezas.
Desde o alvoreccr iinmcnsa mullidao percorria as
roas do lranlo, e alulhava o caes do desembarque,
e a Praea do Commercio. Pelas 9 e meia da ma-
nha urna salva real deu sigual lropa para lomar
suas pusir/ies; e esla, composta dos qnalru batalhoes
nacionaes, a de linha que existe na capital, eguarda
municipal, marchou ao seu destino, dividida em
qualro brigadas.
Eais posirAo que oceupavam :
Do lado da prara, ao cscente, estendida de norle
a sul, eslava a arlilharia. Do lado do poenlc, o ba-
talhao de caladores n. 1 formava desde o caes atao
pavilliAo real. Seguia-ie dahi al quasi ao fim da
pr,'ir,a, na dirccrAo da ra Augusta, o regimenlo de
granadeiros da rainha ; e depois o regimenlo n. I
de ufana: h alquasi ao meio do primeiro quartei-
rao da snbredita ra Aogusla. Era esta a forra que
compunha a primeira brigada. Seguia-se o batalhAo
de car adore* n .">, que se estendia al primeira es-
quina da ra dos Alzibebcs ; c d'ahi vollando pela
ra dos Ketrozeres al esquina urienlal da ra
Augusta o regiment de infantaria n. 7. Desde a
referida esquina, seguindu pela ra dos Kelrozeiros
al a esquina oriental da ra da Prata, eslava posla-
do o regimenlo de infantaria n. 10, e d'ahi at ao
largo da Magdalena o n. 16, tambem de infantaria.
Aqu acabava a segunda brigada, e princpiava a
lerceira pelo primeira movel de atiradores, que oc-
cupava o largo da Magdalena, c enlrava pela ra de
Santo Amonio da S ; seguia-se o segundo movel
qne tucavacom as eacada! da igreja de Sanio Anto-
nio da S ; e d'ahi al as escadas da igreja palriar-
chal, o regiment da arlilharia da Carla, que, nao
janellas vistosamente rheias. As das secretarias e
mai re pai liene* publicas do Terrero do Paco esla-
vam apinbadas desorle a nAo mais ser possivel.
Pela* dez horas e meia as salva* e os fogueles du-
ra m signal da galeota real, e os vapores Cond> de
Tojal e Lince que compuuham o real acompanha-
mento largaratn do anroradouro ; e pelas onze horas
as consecutivas -cuidlas a novas salvas marcaran)
o momento em que a gileola chegava em frente do
cae.
A cmara municipal, reunida em corporacAo, e
ataajdjcnlc o estandarte dacidade, i|ne era levado pe-
lo %cador mais novo, aguardava junto ao pavilhao
real a cltegada de Sua Magestade ; e apenas a ga-
leota atracn ao caes, ah se dirigi com o pallio
para a sua receprAo. No' mesnjo litio se enconlra-
vam ocorpo diplomalico, altoi djgnilarin-, membros
dos tribunaes. e mais pe'soai quecompoe a corle.
Desembircott Sua Magestade e regia comitiva por
entre os vivas e acclantac,6es do povo que vicloriava
o augusto viajante, eao entrar no pavilhao real, al
onde foi condnzido debaixo d pallio, por enlre as
alas da guarda real de archeiros, vio-se filar os olhos
na grandiosa estatua de el-rei D. Jos, o monharcha
reedificador.osabio rei, em cuja |ioca mais lloriram
talvez que nunca asarles e o commercio, e cujas leis
e providencias auzustas sao honroso monumento dos
desvelos de um soberano pelo bem-e-lar do seu po-
vo, Neste olhar magestalico do joven rei para a
imagein do seu glorioso avo, o povo concebeu feliz
auguro para a sua ventura e destinos. Pareca que
Pedro V invocava a rezia sombra a transmitlir-lhe
ai inspirarfte* de umrci magnnimo ; nesse momen-
to recebia sobre sua auguata caliera a aureola bri-
Ihanle que fulgurou na corda daquelle rei. E quem
olbasse enlAo a soberba estatua do raonarcha reedi-
ficador, v-lo-hia apontando com seusceptro para o
neto augusto, onde lamanha gerarAo de res vem re-
pousar mm gloras e grandezas !
Collocado sob o docel, oovio Sua Magcslade a fe-
licilajAo que o presidente da cmara municipal Ihe
dirigi, e recebeu a congratularOcs das autoridades
presenta, Q protHlo poz-se a carainbo para a s pa-
Irilrl ( ^^Be lloras c tres qoarlos. Abra a
mT6bf eTiijjtaJIaria nacional. Tres cuches da casa
real, oMdaWes iam o eslribeiro-mr, varios empre-
gldosilo Wijo, e as regias ufana* e infantes prece-
dan 0 coche em qoe Sua Magestade el-rei I). Pe-
dro V e re regente eram conducidos: seguindo
ap**lg#Soesquadroesde lanceirose de cavallara
Ira>(djjldB municipal de Lisboa. As msicas dos re-
maoflnse batalhoes postados em parada tocaran) o
bymoo d'el-ri D. Pedro V, ao passar pela frente o
joven monarrha.
Na se foram Suas Magestades recehidossobnpalloi.
Cantott-se o Te Deum em acedo de gracas pelo feliz
regressod'cl-rei. A msica era nova, e produccao
do distincto professsnr o Sr. Daily, e nio do Sr. M.
Innoceocio, como erradamente distemos no prece-
dente numero. Todos a esla composicio facem jus-
tos e merecidos elogios. El-rei recente a honrou,
destinando-apara occasiao de tamaito regosijo, e
lesla Verdadeiramenle nacional.
Aos psdo Ihrono do Rei do co ajoelhou agrade-
gem ao eslrangeiro, nAo se hniirou a s, que da sua
alia iitlellizeiiria c virtudes paternas era tanto de i rahendotodo cm linha, liulia tima porrfloemcolum-
esperar, honrou o povo e a nacAn da qual he chefe ;! na cerrada no larso de Sanio Antonio. No da Scs-
bonrou a Portugal, de quem he gloria boje.
Admiraram-o os livres pnvos brilanos, receberam-
o pressurusos os industriosos belgas, confessarain seu
saber os fcicnlilicos aleraAes, e abracaram-n cnlhu-
sia*mados os briosos franeczes! Kcgressa ao seu
reino, rei de d(reJto,co"fido de heneaos por todos os
paizes que percorreu, "condecorado cm virtude do
propriu mrito por todos os moiurehas com quem
pralicot, e acrlamado mil vezes pelos povos, aos
quaes no trato inoslrou que Elle as arles he ho-
mem, as iciencias sabio, as armas um militar, na
snvernaora um polillrn.
E mis ? *
Nos an-l.......mu lnvioni.i 8 acclamou linutem o po-
tava a quarta brigada, cnmpo*la do terceiro ntevel
e da guarda municipal, era columnas cerradas.
A igreja de Santo Antonio da S tinha armadas
as janellas do ftnnli*pirio. A icreja patriarrhal es-
lava tirameiile armada ronivelludoscdamaicos. Lo-
so a tercera columna denota da entrada Icvaplava-
e um crelo, ilexaudo ao meio urna pequea por-
ta, por onde devia sezuir a regia comiliva. Adianlc
do crelo eslava o pallio que devia servir para a re-
ropran de Sua* Mazeslades. Sfguiam-se os bancos e
caderas para as peanas queassistissem ao Te Deum.
No cruzeiro da izreja clavara loanlada* duas raaz-
nifiras tribuna*.
As ras do Iransilu .irlia\am-*c ludas arcadas, A
se principaram a levantar quatro pyraimde no prin-
cipio da ra do Alecrim, com Iropheus, bandeiras,
e quatro figuras em relevo com cestos de florea, de
cada lado das pyramides. Eram para se Ilumina-
ren! a gaz. Todo isto foi a custa do corno commer-
cial e mai Mimo da nossa prara de Lisboa,
Smente boje foi qne se concluio esla illuiiiua-
cao. No centro da pra^a eslava levantado um cre-
lo, no qual locava a msica do regimen'.o 1*. No
fundo, sobre o caes, erguia-se urna grande estrella
Iluminada a caires. Em roda de toda a praca co rria
pendentes das arvores e presas de urnas s ootras,
unta vistosa grinalda de baloes.
Em frente do edificio da companhia do gaz se le-
vanlava tambem um arco, c mais adiatile oo rome-
ro da calcada do marquez d'Abratites entro. Junto
a este haviam de cada lado duas tribunas, d'ondc
lindas meninas vestidas de brinco, detavam llores
sobre o presido real, e tropas que desfilavam.
Adiaule no extinclo convento dos Marianos, boje
quartel do terceiro batalhAo movel, hava tambem
urna vistosa illuminacao com letlras que dzam :
Faros excelsa Pedro
a Dos Lazos a rentara.
O quarlel de granadeiros da rainha tambem liaba
um arco, c u'um dos quadros eslava escriplo o oo-
me de el-re, num oulro o dia 16 de selembro de
1837, dala do seu nascimenlo.
Da calcada da Pampulha al ao palacio das Ne-
cessidades viam-se mulas janellas armadas.
Foi por eslas ras que o cortejo seguio. Falta-
vain 10 minutos para a urna hora quando o caslcllo
deu signal de Icr acabado o Te Deum, e el-rei re-
gressar a palacio. Logo em seguida a forja da ca-
vallara coraecou a marchar a arlilharia, e apot es-
la desfilaran! lodos os corpos divididos em brigadas,
para pas*ar em continencia pela frente do palacio
das Necessidades. Sua Magestade el-rei D. Pedro
V. e Sua Magestade el-rei D. Fernando, achavara-se
n'uma das janellas do palacio, na inmediata os se-
reuissimos seuhores infantes e ufanas, e as oulras
os membros do ministerio, e mais digiularos. A
(ropa ter mi non a continencia ao som do hymno da
Carta, pela volla de 3 horas da tarde, recolliciido a
quarleis.
Varias poesiai se espalharam impressas, laudando
este feliz regrejoo. Os quarleis illuminaratn-se
noite explcndidamente. No do Carmo, a frenlc
para a praca de D. Pedro, tinha em grandes leltras
a legenda Pedro I'. 17 de selembro. O de carado-
res n. I. apresenlava um arco, leudo sobreposta
urna cora ao nome de el-rei, adornado tora ban-
deiras, e Iluminado por duas mil lanternii e du-
zentos balcs de cores
O 1. hatalhao movel ervio-se da golhica facha-
da do seu edificio rematando-a tambem cora urna
cerda. O regiment de infantaria 7 apresenlava
tres arcos Iluminados. Oda arlilharia nacional um
arco de louro. Emliin,todos os quarleis prepararan! a
suas Iluminarnos como era possivel no punco fempo
que mediou entre a noticia da chegada deel-rcieo
seu desembarque, rivalisaudo lodos a qual mais se
distinguira. Excepluou-se porem, o segando ba-
talhAo movel de atiradores, no qual o btrAo seu
No regio peilo elevado
O' povo, surgir veris,
Licito vasta, exemplos iionre
Da longa serie de Res. N
Coro.
Em Pedro Uuinln saudainos, ele.
III.
4 arles, que a mao paterna.
Vos ensina a proteger,
Ao* vivas querem do povo
Cora seus vivas concorrer.
Acharis por toda a parle.
Itespeilo, amor, devocao....
Nos damos qttanlo podemos
Com o applauso o corceo.
Coro.
Em Petlro Quinlo saudamos, etc.
[Imprenta e LH.)
lollreu na deslruiro da cidade, reclamou 1.1o so- j ao aniquilamento do DESPOTA que perturba a
nienle coutra o rapilAo Hollins, commandanle da i paz do mundo, e o principe Alberto : prjima
crvela Ct/ane. EstecapilAo, que se achava de pas- ; ciagem do imperador Inglaterra. O Moniteur
sagem em Nova-York, foi, cm consrquencia dislo, | deu-se pressa em desmentir este facto, o que deixa-
preso por ordem do jniz Oakey, e obrisado a dar va uppor que poda ser verdadeiro.
cido o moco rei da Ierra ; e como monarcha fidelis- commaiidanle, se conlenlou cora as simples lauler-
Imo e piedoso, gra;as -1>jl loawlara qntt itiilrlaaio |
s comas esusltn os sceplros. Na sua grandeza con-
fessou-se humilhado ; na sua mageslade, dependen-
te d'Aquelle que rege os destinos; na sua juvenlu-
nas uas jjnclla*, constandu-nus/nais que os seps be-
nemritos ofliciaes qneriam cotisar-ie para digna-
mente solemnsar esle feliz regresso.
Os habitantes da cidade itlumiuaram esponlauca-
dc, filho respeiloso para com o seu Creador As men'' as suas caas, e raro foi o predio onde esle
glorias e acrlamaces com que foi recebido, depo-
silou-as todas ajoelhado ante Esse, que a salvamen-
to o condnzio ao centro de lamanha* grandezas. Era
15o fervorosa a oraco soltada dos seus regios labios,
que as vozes do co, como em oulro lempo se ma-
nifestara no Sinay, Dessa occasiao tambero se dei-
xaram ouvir; e os trovoes que rebentsram entAo,
fendendo o espaso, deram largas oraco para che-
gar ao tbrono luminoso d'Aquelle a quem era di-
rigida !
Um quarto de hora depois do meio dia, a tropa
que te achava postada, com cima dissemos, mudou
de posicao indo a direita, que eslava no Terrero do
Paco, coliocar-se junio S, e seguindo dahi pela
ordem cima referida ; os outros corpos ficaram em
linha pela ra dos Rolrozeiros, Augusta, parte da
Praca do Commercio em direcrao a roa do Arsenal
argos do Pelourinho c Corpo Sanio, terminando a
esquerda, que era a guarda municipal, na ra di-
reita do Corpo Santo.
A ra do Arsenal al ao largo do Pelourinho li-
nha armadas todas as janellas das obras publicas, e
[rabanal de cotilas, e as da cmara municipal,
companhia fidelidade, banco e contrat do labaco-
Estes dous ltimos eslabelecioienlos haviam igual-
mente armado as suas janellas para o largo do Pe-
lourinho. Notamos que as janellas do tribunal de
contas e relacao de Lisboa foram armadas custa
do arsenal de mariitha, e pelos seus empregados !...
Ellas duas reparlices entendenram que o ocio e o
feriado eram bastantes para solemitisar a cltegada
d'el-rei !
O reslo do edificio do arsenal de marinha al ao
largo do Corpo Sanio eslava lodo armado.
A' entrada do arsenal de marinha achava-. pre-
parada urna arcada de louro, sohreposla com o escu-
do das armas reaes, cercado de bandeiras, e vasos
com flores. A voluta .le pedra de sua principal en-
trada eslava coberta com ornatos de ltele amarello,
branco, encarnado e azul. Duas figuras, com ces-
tos de (lores a cabeca, e do centro do arco pendente
um lustre, c dos fesloes que o adornavam varios ba-
lites de cores remalavam o frontispicio, que na fren-
te do arco apresenlava para o largo do Pelourinho
duas grossas columnas brancas com emblemas nu-
ticos, e cornadas por espberas nrmilarcs. Eslas co-
lumnas foram a imite Iluminada* a gaz.
Desde o prtico ou entrada principal do arsenal
al ao fim do corredor que d segunda entrada para
as ofllcinas de consIruccAo, vim-se de cada lado
cinco figuras era vulto, com cestos de flores cabe-
ca, e intervalladas com ellas tambem cinco urnas,
cobrndo assim de cada lado o esparo que do pr-
tico medeia entrada. Ouatro lustres, em toda
essa extensAo pendan do centro da abobada a inler-
vallos, e a cimalha sobre que esla anala, ia corrida
com urna guarnic.to de ltele das mesmas qualro co-
res que ornavam a entrada. Tambem do cada lado ",calro' Para- 1ual expressamente foi composlo pe-
A
pendiam Ires pequeas estrellas, de magnifico effei-
lo na occasiao de cataran Iluminadas..
No topo d'estc mrredor, orcultatido a entrada
para as nflicinas, baria urna grande estrella, na qua|
em bullante dstico apparecia o nome d'el-rc Datj
Pedro V. A illuminacao d'csla estrella era a vid ros'
c o fundo um transparente cm reuerbero no qual
apparecia recortada a mesma estrella. Urna cortina
azul e branca, correndo desde a abobada al ao
chao, orrullava de da esla estrella, c a note, ane-
gacada de ambos os lados, dcxava a vista este fun-
do Iluminado.
No largo do Pelourinho, a direila do prtico es-
lava levantado um crelo, no qual lem locado e(as
duas nuiles a msica do rorpo de marinheiros m-
'ilares, propria da rorporacao de marinha, e que se
compoe de vinle olo inslrnmentos. A illumiuarao
do trienal foi loda feita nos baloes e vidros a axeile
deolveira e velas de cera, o que prova que se nao
pouparam despezas.
Seguindo para o caes do Sodr era magnfica a
vista de bandeiras nacionaes, flmulas e galharde-
les que desde ah al a r lirada do marque/, de A-
hraules rriizavam de um a outro lado da na. O
raes do Smlr eslava \*lo*issmn, t hnnlem IMMM
signil de regosijo publico nao appareceu. A con-
correncia do povo a gozar do elfeito das illuminares
foi immensa.
Notou-se, talvez por esquecimeoto, a falta de col-
locar alguns lustres e serpentinas no pavilhao real,
falla que mais sobresatpa pelo reslo da illuminacao
em volla da Praca do Commercio, Picando assim o pa-
vilhao milito escuro. Tambem se reparn em que
as repartieses publicas que necupam o segundo pa-
vimento dos edificios da mesma praca, nao illumi-
nassem as suas janullas. Esta mesma falla se uolou
no edificio qoe foi do terrero publico, boje alfande-
ga municipal.
A Iluminaran da cmara muoicipal foi nesles
tres dias a brandoes de cera, quatro em cada janel-
la, tendo assente sobre cada um urna manga de
vdro.
No Ibcalro de D. Maria II, foi gratuita a repre-
-enlaca i como se Itavia annunciado. A tribuna real
esleve aberla e Iluminada. Remou a miior ordem
c decencia possivel. Na vespera que foi o dia de
anuos de S. M. el-rei I). Pedro V. a msica da
cuarda municipal foi tocar no salan nobre do mes-
mo theatro, preenchendo assim o inlervallos da rc-
|>resenlar,ao cora cscolhidas pecas de musir. Cons-
ta-nos que foi mandada para alli por ordem superior
depois do coinmaudaute do mesmo corpo a Icr offe-
recido ao theatro do Gymnaiio.
Os outros Iheatros, e diverlimentos pblicos tam-
bera estiveram muito concorridos.
O doGymuasio, que foi o primeiro a daroexcmplo
de um cspeclaculo gratuito no anniversario d'el-rei
D. Pedro V. lem estado estes tres dias cxpleudida-
meute decorado. A sua companhia, que smente
aos seus esforcos, sem auxilio estranho, deve o esta-
do em que se acha, nao s escolbeu para esse dia, e
para receber os seus convidados, um novo espect-
culo com o temario e msica do qual gastou perto
de seiscenlos mil rcis, mas fez alm disto urna des-
peza avullada com os adornos c rnalos para o seu
festejo. De azul e branco e cor de rosa eslavam en-
lejiados todos os camarotes ; o de S. M. corridas as
cortinas e Iluminado ; no alan de entrada varas fi-
guras e vasos com flores naturaes ; pelas escadas
que d.'io serventa aos camarotes, as alcatifas, os va-
sos, as llore*, e as estadas davam aprimorado re-
alce fesla ; c a pequea sala onde passeam as pes-
soas dos camarotes alcatifada lambem, adornada com
iguaes vasos, flores, figuras, suplas, e hamos estofa-
dos, apresenlava a novidade de um lindo zahinele.
Era milito talvez para as torcas da associarm ;
mas era pouro de certo para os desejos d'aquelles co-
raroes sinceros, que limbram ser porliizuezcs, c
magcslade render o tributo de amor e veneraran que
lodos lite devenios. Traduzir soube o poeta n'uma
das ledras que compoi para o hymno d'el-rei I).
Pedro V, ; e que por ora s ouvimos tocado n'csle
lo Sr. Casimiro Jnior ) as candidas aspiraroes c os
leaessenlimenlos d'esles arlirlas. Em seguida pu-
blicamos cssas ledras, que sao do Sr. Alendes Leal
Jnior, c com ellas fechamos a descripca. dos fes-
tejos com que a cidade de Lisboa celchrou u fausluso
dia do regresso de Sua Magcslade au seu reino.
i. I
\ inde, mni'-cb i Monarcha,
\ inde aos bracos d'esle povo,
One vos chama, que tfencra.
Nova a flor, e o fructauovo.
Ilerdciro dalla* virtudes,
Nobre ramo de Itragapra,
Cobris de looros as migoas
E as saudades de e-per n; i.
Cor.
Em Pedro Qninlo nadamos
Nosso porxir, nossa gloria,
A aurora de nevos dias.
De oulros dias a memoria.
II.
Se o portuzuez estandarte
t.repe fnebre ringio,
11 >i<-. em gala, despregado,
No eco da palria fulgi.
/
Discurso do presidente da cmara municipal de
Lisboa, por occasiao do fauslissimo anniversario
nnlalmo de S. M. el-rei o .iettltor D. Pedro I',
do venturoso regresso do mesmo Augusto Senhnr,
e de S. A. o serenissiuta Senhor infante duque
do Porto, a esla capital.
Senhor, e serenissimo senhnr! Percorrendo a nie-
Ihor parte da Europa rivilisada, VV. M. e A. recc-
berant unnime* demonslracocs de respeito e admi-
rac-lo, empre devidas s virtudes preclaras.
Dous gratules priucipes tambem portuguezes, e
he milito para nolar-se, com osraesmos augustos no-
mesde V. M. c de V. A., ji n'uutros lempos deixa-
ram de si e de mis clara fama nos mesmns paizes e
estados, que VV. M. e A. acaban) de percorrer.
Mas oque a antigttidade s vio com grande inler-
vallo de lempo, nos boje mais felices que nema pais
temos o nobreorgulho de posMirnoa simiiltanca-
mcnlc as augu*tas pessoas de VV. M.e A. Sin, sc-
nhores, vos recontis boje com vantagem os nnmes
gloriosos dos infantes .Pedro, duque de Coiinbra.
e D. Lu/., duque de Beja.
Os echos das are la ma ene* unnimes, que vos acom-
panbarain e seguirn) por loda a vossa longe digres-
sao, confirmam-nos ueste nosso jnizo, e foram elles
por ventura o nico lenitivo da nossa profunda sau-
de em lodo o lempo que de nos estiveslcs sepa-
rados.
Senhor '. Beta parle mais cuitada Europa nao po-
da deixar de rccouhccer em V. M. e em seu ausu*-
to innAo os|effeitos de extremoso cuidado deSS. MM.
a rainha, sua excelsa mai, que est em Gloria, bem
como do melhor do*pais, el-rei regente, que fizeraut
ao povo porlugucz a mais preciosa dadiva as subli-
mes qualidades, e na ioimilavel Ilustraran de lao
disnos principes.
Uojc queja vos (cutos enlre nos, que os nossos vo-
tos e desejosesto cumpridos, s nos resta damos a
V. M. e a V. A. os sinceros parabens 'la vossa feliz
ebezada, o que fazemosem nome do municipio que
representamos ; parabens que repetimos em especial
a V. M. tamben pelo fausto anniversario, que boje
celebramos, do dia em que aprouve Providencia
dar-nos para felicidade nossa um lal principe.
Senhor Como a Providencia vos escolheO para
governardes este povo, de quera.sois a maior gloria,
e mais segura espranos,or vos desejamos um rat-
eado tao longo como o do seuhor D. Joao I., e tan
venturoso como o do Sr. D. Minocl.
Ilesposla de S. Mageslade.
Em meu nume c do meu charo innAo, u Sr.
Infante, duque do Porto, azradcro a benemrita ca-
raira municipal de Lisboa, a obsequiosa eiprcssao
dos seus sentimentos de benevolencia pata com-
nosco.
Declarando-se fiel interprete do opiniAo dogrande
municipio da capital, receba a cantara a seguranca
que Ihe dnu, de que nada me pode ser mais agrada-
vel du que merecer o amor da uar.io porlugueza, a
que me honro de perlencer.
Leinhrado das insignes virtudes de miuha excelsa
mai, desaudosa memoria, Ilustrado pelos conselhos
de meu augusto e veneraudo pai, e mediante o favor
da Divina Providencia, einpregarei lodos os meus
desvelos para tornar-me digno de um dia presidir aos
destinos de un povo, cuja historia est cheia de fei-
los gloriosos e de heroicas virtudes, que e tornaram
celebre no mundo.
Merecedor mais do queuenhum outro, de gozaras
liberdades garantidas pela nossa le fuidamculal,jus-
to apreciidor do beneficio de inslilure*. que fu-
menlam a industria, as artes, e lodos melhorameii-
los pblicos, lem o povo porlugucz denlro cm si |Tu-
pido os meios de ser feliz, c de figurar enlre as naroes
mais adianladus.
Accedo mui reconhecdo as folicilacoes que a c-
mara me dirige pelo meu anniversario, que feliz-
mente se cumprio no seio da patria.
[dem.)
-moni a
Russia.O governo russiann publicou um uka-
se mandando proceder ao dcimo segundo recrula-
mento na parte accidental da Kussia. Um oulro
ukase exige de cada proprietaro a quanlia de (pi-
ronla francos para o equipamenlo de um recrula.
O governador de Odessa, general Krusenstcrn
dirigi aos habitantes da cidade a seguinte procla-
marlo :
Habitantes de Odessa.
O inintigo apre.*cnla-r de novo cm frente da
nossa cidade, mais forte do que nunca. Estamos
armados e bem preparados. Oppor-iios-hemos do
modo mais ctiergico a qualquer tentativa de desem-
barque da parte delle. Porem os canlies das suas
embarrarnos sao de grande alcance. Nao arredeis
p, apezar disso, porque ha meios de resistir a esle
perico. Provdc-vos de tulla-, c pelles molhadn*, c
arrerneeai-as is bombas que forem laucadas sobre
a cidade. Tende promplos uos lelhados baldes de
agua, para que se possam, sem demora apagar os
incendio*. Se apezar disto o inimigo, com os seus
canhoes de grande alcauce proseguir tenazmente no
combate, rclirar-iios-bemos para Tirasopol redu-
zndo primeiro a cinzas a cidade para que o inimigo
nao possa forlificar-se nella. Desgracado do que
apagar o fogo. krusenstcrn, governador.
-"------MBUI--------
America. As gazetas de Nova-York alcancavam
al 22 do corrente. Desafiava'muilo aaltenrflo pu-
blica una especie de doinonstrarAo fcila conlra a re-
publica de S. Domingos. A fragata Colombia, ten-
do a bordo o agente diplomalico, general Cazenau
hava ehegado no dia 17 de jolln, a Samana (Iba de
S. Domingos;, e o vapor Albany devia scgui-lo de
perto. A cltegada deslas forras causn milita sensa-
CAo as Indias occidcnlaes. O Sew-York-Ilcrald
diz que o projeclo do goveruo americano era de se
eslabelccer forra, ou por volitado, cm S. Domin-
gos. Alguem pensava que a nissao-do general Ca-
zenau era simplesmcnte alterar do alzum modo as
relaces dos Eslados-Undoscom os Dominicanos, o
obler diversos privilegios no porto de Samana.
O ('mtrier and Hnquirer diz que houve gran-
de correspondencia enlre Mr. Buchanan e lord Cla-
reiidnn. Esle ultimo reproduz as perlences dos In-
zle/es. protectorado do estado dos Mosquitos, e Mr.
Buchanan a run/;llv cm duas notas ttiuilo extensas,
exigin tu. sera coinresde prnleccao ao protectora-
do, a pone do mesmo estado.
u O negocio relativo ao bombardeanieiitu de
lireyloun tinha lomado urna direcrn que se nAo es-
perava. Mr. Calvin Diiraud, em vez de recntrer
ao* iiii'mi- semprc lenlus e duvidosos de tima rpcla-
mar.ln perantn aovemo federal, pelos ilainno* que
unta Manca de 10,000 dollars. A importancia dos
-lamno. e inlercs*es reclamados por Mr. C. Durand,
suba a 20,000 dolan.
As noticias do Mxico alcancavam al 22 de
agosto lindo. As gazetas desle paiz aflirmam, que
o conde Kaonsset de Boolbon, cabeca de urna suble-
varan que alli houve, fora nassado pelas armas.
Diario do Gorerno de Usboa.,1
Proposlas feilas pelo presidente da Dicta ser ma-
nir, env i,eluda Austria, i commissAo nomeada por
aquella assemhla para occopar-se le questo orien-
tal :
Segundo o espirito e o texto da proposla commum
de 20 de julho, os enviados da Austria e da Prussia
apresentaram Dieta cernan ira,era suasessAo de 17
do mez pas*ado, urna serie de domnenlos, que as
commsses reunida* devem submeiter sita apre-
ciarlo. E como se achassem as mos de todos os
membros estes documentos, impressos ha muilo lem-
po, julgiiei de meu dever convocar para boje as com-
msses, afim de que se possa realisar a intelligenca,
que lodos lem dircilo de exigir.
Da adhesAo dada pela confederaran cermanica ao
tratado, resulta que, como rae parece, a confedera-
ran faz nina idea clara das relaeflea existentes entre
os tratados e a situaran actual, que resulta dos do-
cumentos CDmiuuiiicados ; por couseguiute as com-
misses leunidas devem discutir as quesles seguin-
tes : as circunstancias, que o terceiro ponto do ar-
tigo addironal prrcncheu, lraz a annullarAo da
parte definitiva do tratado ? ou em outros ler-
mn< :
1." Este tratado protege a nionarchia austraca em
todas as circunstancias e por todo o lempo em que
ella nAo alacar alguem '.'
2." A rnufed.M-ar.iu zemanira considera como o-
brizalorio o principio estipulado no arl. 2 do tratado,
por todo lempo que os inleresses da Allemanha ex-
grcra a allilude da Austria '.'
3. A occupacAo do* principados nao est nos iu-
teressesda Allemanha, eos qualro pontos, a respeito
dos quaes a Austria romoromelteu-se, nao sAo de lal
naliirczaquca confederacAo deve precisamenlc pro-
curar de preferencia garantas para o futuro ?
4." Suppo*lo que o sejam, a roofcderac.lo germ-
nica nAo protegera sita posicao pela maneira mais
judiciosa, adherindo inleramenle a estes qualro pon-
Ios?
5. Porvcnlitra he ebezada a occasiao cm que, se-
gundo seus contratos aciones, a Allemanha duvecon-
correr para a defeza commum, em virtude dos arli-
gos l e2do tratado do alanra, se a Austria, que a-
caba do orcupar os principados confurrae com o da-
tado de 11 de juulio, for atacada em seu territorio
pela Uussa ?
ti. Nao be do ntcressedaconrderaco, reconhe-
eer do modo mais preriso, esla situacAo de cousas,
isto he. proclamar que, anda quando os casos espe-
cialmente designados un artigo addicional de 20 de
abril, nao sejam mais eminentes, todava todo peri-
go, que atueace o imperio austraco em sua allilude
acltial, obriga a conre.lerr.iu a tima defeza com-
mum ?
A estas qusetes se prenden asseguinles : est no
inleresse da importancia europea da confederacAo
eximir-se de crguer a voz, cmquaulo anda se pode
fazer ouvir de um modo independenle dos aconleci-
iiienln*. e por tanto lempo quanto ella poder, e com
islo laucar um grande peso na balanra em favor da
paz ; e assegurar para si urna grande parle as futu-
ras nczoriarM-s de paz? E no caso contrario, a com-
misso nao he obrgada a aprescnlar immedalamen-
le Deila? proposlas convenientes a este respeito.
Moniteur.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Pars 20 de selembro.
linio nao ha noticia alguina de inleresse. Todos es
espirilos se ncham na espeelaliva dos acontecimen-
los que se eslAo para realisar no Oriente. Ha 13
dias que a Bolsa desconla a tomada de Sebastopol.
Os nossos vizinhos a modo que n3o parecem lAo ani-
mados como nos : acnlheram o despacho que aun ini-
cia o desembarque das tropas adiadas enviadas
Crimea por urna haixa extraordinaria, o que aflli-
gio de algunia sorle os nossos especuladores. Certas
pessoas mui bem informadas altribuem a baixa da
Bolsa de Londres s quehras consideraveis que se
lem verificado naquella praca.
O imperador deixou Boulogne sabhado passado :
as siiasequipazens o esperavamno desembarcadonro
do rain i nbo de ferro do Norle ; elle chegou s Tui-
lerias cm cariuazem descoberta, sem escolta. Esle
signal de confianra na pnpulaco parisiense nAo ex-
citou enthosiasmo alzum ; vio-o alravessar os boule-
vards, sem que um s grito de viva o imperador fo-
sc pronunciado. Depois de tres dias, elle parti
para Brdeos, onde se achava a imperad i/, de volla
de Biaritz, c entraran) em Pars antes de honlem i
noile. Poslo que os joman minisleriaes celebras-
sem desde muilo lempo o reslahelerimenloda impe-
ralrbt, acham-na semprc paluda e incomniodada.
Anda espalham o boato de nova gravidez ; mas es-
le boato tem sido tantas vezes desmentido, que s
poderemo. acrcdita-lo depois da noticia oflicial do
Moniteur. As grandes manobras do campo de Bou-
loznc s lerAn luzar no comecode outubro. A corle
residir no castello de Compicgne, onde se annun-
clam grandes cacadas para o onlono.
As entrevistas do mpcradnr com el-rei do* Belgas
e como prncipe Alberto, em Boulogne, nAo foram
assiznaladas por incidente alzum digno de passar
poslcridade. Entretanto anegaran que el-rei Leo-
poldo as suas conversaces indinas com .Vapulean.
fizera alzuma* confidencias que comprometiera bs-
tanle os seus illustrcs amigos, el-rei da Prussia e o
imperador d'Austria. Segundo parece, el-rei Leo-
poldo he naturalmente pouco discreto. Foi por
causa desla fraqueza real que os seus ministros Hie-
ran) lodos os esforcos para iinpcir a viagem de Ca-
lais. Afina!, Leopoldo he um rei mui oricinal, e
pouco proprio para o papel que a fortuna Ihe desti-
noii. Depois da rcvolufAo de feverciro, o povo bel-
ga, com a sua mana habitat de arremedar os l-'ran-
ce/es,se poz a gritar como nos: viva a repblica !
Leopoldo dirige-se cmara dos dcpuladns ediz :
Seuhores, nao pretendo opprimir a ningn, se a
repblica vos agrada, dizei-o, cu me redro. E to-
dos espantados se pozeram I bradar : viva clrci.
lia das correu o boato de que NapoleAo devia ir
a Belzira pagar a visita a el-rei Leopoldo. Alguns
refugiados quzerani-se aproveilar desla viagem para
procurar drsfazer-se do imperador. I'ma machina
infernal foi fabricada e depusla no carainbo de ferro
de I.ille e Tascoing. Tinha a forma de urna caixi-
nha, c devia disparar, na occasiao da passagem do
imperador, por meio de um fio elctrico que ia ter
n'uma rasa sobre a borda da estrada. I'm emprega-
do descobrio-a : a juslica advertida fez algunas pri-
ses ; asseveram que as averiguarnos revelaran! urna
segunda machina infernal, qoe devia arrebenlar no
caso que a primeira falhasse. Como senipre, o go-
verno procedo nesle negocio com o maior srgredo, e
prohibi aos jornaes que o puhlicassem.
Um jornal inglez asseverava que nojanlar dado
felo imperador ao principe Alberto, cada um des-
te* nobre* convivas tinha feilo un brinde a Napoleao:
Se a expedicAo da Crimea fur feliz, os negocios
quasi nullos al o presente, recobraran um desenvol-
vimento consideravel, e a campan ha industrial de
18. ser urna das mais memora veis do seculo, em
ronseqnenra da exposicao universal. Os trabalhos
de consIruccAo continuara com um ardor incrivel.
Defronle do Louvre se est construindo um immen-
so holel que deve ser concluido no fim do invern.
Erigiram-se pbares para ahumar os Irabalhos a
noile. Todas as paredes mestras do Louvre eslao
terminadas ha muilo lempo ; a zura su se trata do in-
terior e dos trabalhos d'arle. O palacio da Indus-
tria em breve estar prompto para receber os pro-
ducios dos dous mundos.
Sem duvida deve ter ouvido fallar alzuma* vezes
era Mme.Georges, celebre pelo seu tlenlo trgico, e
mais ainda pela sua formosura que Ihe valeu a hon-
ra de ser duas vezes imperalriz da mo esquerda, a
primeira vez com NapoleAo I, g segunda com Ale-
xandre da Kussia. Como vi, Mme. (Jeorges ja nao
be da primeira mocidade. Acostumada a represen-
tar as Semiramc* e as Agrippinas no thealro e no
icu camarn), tinha contrahido naturalmente o ges-
to perdulario do emprego. Assim he diflkil con-
tar os milhoesque ella devorou nos lempos do seu
esplendor : recebeu do imperapor Alesandre perto
de um milho de diamantes. Lemhrome que ha
quinze annns ura director do thealro, para seduzir a
mulldAo, poz no cartaz : Mme. Georges represen-
tar com todos os seus diamantes. A mullidao cor-
reu em massa, e o qoe he curioso, be que, j na-
quella poca, os diamanto* da Kussia eslavam der-
retidos e o publico s hava admirado pedras falsa*.
Checott a velhice, e como Mme. Georges nao leve
a cautela de por na raiza econmica alguma cousa,
essa ex-imperatriz esl reduzida a dar lices de de-
clamarlo e a sollicitar soccorros do ministerio. Sem
duvida, o imperador em lembranra do seu illuslrc
lo, acaba de conceder-lhe o privilegio do deposito
das hengallis e du* chapeos de sol no palacio da in-
dustria. He urna dadiva pelo menos de ttns vinle
mil francos! mas nao importa : he para urna impe-
ralriz !
II muilo que se trata da viagem de Napoleao a
Inglaterra ; varias circumstancias a tem embargado
al o prsenle ;julga-s3 que a maior opposirAo vi-
uda da rainha, que nunca leve syrapathia para com
o nosso imperador. Elle convidara o principe Al-
berto a vr a Franca para pagar-lhe a sua visita. A
viaccm de Napoleao a Inslaterra lera lugar depois
do encerramonlo das manobras de Boologne. A
Independence fclge dizia boje que a imf)eratriz
arompanharia o sen augusto esposu: o facto he inex-
acto. Tem-se empregado todos os meios a este res-
peito, mas naufragaran) dianleda obslinarAo da rai-
nha, que s quer considerar a visita de Napoleao a
Inglaterra como visita poltica, e quer lirar-lbe lo-
do o carcter de intimidado que ella possa ler. Como
v, n imperalriz anda nAo he aceila oflicialmente
pela testas coreadas. Dizem que semelhanic af-
fronla Ihe he mui sensivel.
O Patriarca dos Trapeiros.
Ha pouco lempo foi commetlido um roubo cm
um rico holel do bairro Brcda. A maneira porque
elle foi cxeculado.denolava nos criminosos urna ha-
bilidade consumada. Nenhum delles pode ser
desenberto, e verificou-se que depois desle aconle-
cimento, urna Lorette jubilada, que viva cora zrau-
de esplendor naquella* praseos, desapparecera s-
bitamente, sem que fosse possivel descobrir-lbc os
vestigios. Proseguindo-se no corso desla* investi-
garc*. soube-se alinal que objectos preciosos, pro-
venientes do roubo, tiitham sido visto* tas mAos de
alguns trapeiros. Desde cutan, resoheu-se fazer
urna visita ao palmicha dos trapeiros. e,munido de
um mandado, M. Broudrot, commissaro das dele-
gacOes.se Iranspnrloit ao bairro Moufietard.
A parle mais recndita desle bairro he o dominio
exclusivo dos Irapeiros. Ahi ainda exislem ras
alravez das quaes os locatarios podem dar as mAos de
una janella para ottlra. Nesla* ras nunca se en-
contrara carruageus. Varas compridas baloucam so-
bre a cabeca do passageiro os farrapos mais fantsti-
cos. Um vapor mephlico se desprende de algumas
lojas lianas e obscuras onde se faz o commercio dos
trapo*,o ficam adjacenles lascas onde bebe-se de pe
urna especie de bebida chamada quebra-peilo.
He na ra do Bon-Poits que mora o patriarcha.que
urbana no bairro o Rothschilddos Irapeiros. Admi-
tido i presenra desta augusta personagem, ocommis-
sario de polica cncontrou um velho veneravel, cu-
jas barbas brancas desciam at o meio do podo. Ke-
ce!>eu com um magcslosa dgnidade o magistrado e
os seos agentes. luterrogado acerca dos objec-
los vistos as raAoi dos Irapeiros, responden o velho
que nenhum dos seus tributarios lite hava (razdo a
menor cousa que se parecesse com o que se lh pin-
lava. O roiimiissario de polica expoz-lhe a netessi-
dade em que eslava de dar um varejo : nao produ-
zo resudado algom. M. Broudrol iarelirar-se quan-
do observou que o patriarcha, com era suspiro de
coiilenlainetiln, levanlava os olhos para o co, como
para tomar a Dos por teslemunha da sua iuuoceii-
eii. O lugar do teclo em que se haviam gravado os
olhos do patriarcha, servir oulr'ora de passagem a
um conductor de fogAo. O commisserio mandou
examinar aquella cavidade, e ahi se encontrn um
enorme maco de conhecimentos do Mont-de-Piet,
entre os quaes se achava certo numero relativo ao
roubo de que cima fallamos.
Esla descoberta fez mmerar de novo as pesquizas,
e, n'um canlo obscuro, debaixo de um monstruo*"
minian de trapos, descortinou-se urna porta hbil-
mente disl'arrada na parede ; pediram a chave ao
velho, e como elle Anana que havia perdido, ar-
rombou-se a porta. O commissaro e os seus agentes
ficaram espantados, ao reren um local aceado, ele-
saule. ornado de espelhos, onde se observavam mo-
vis de goslo, armarios envidracados, contendo rou-
pa branca fina, joias, hronzes e fardos amarrados e
com rtulos, ludo feito com cuidado. Perguularam
ao velho cuja decepcAo era visivel, o que quera di-
zer ludo aquillo ; elle responden que era seu aposen-
to pnrticolar e que ludo quanto all se achava per-
lencia-lhe. Mas verificoo-se que aquello local com-
niunicava com oulra ra, e varios individous ebegas
rain successivamente daquelle lado, afim de reclamar
ohjerlosqite haviam deposlo romo penhor de um
empre-timo mais ou menos importante. Formava-sc
evidente que o Rolhschld dos trapeiros se enriqu-
cia, exercendoa usura em grande escala. Depois da-
averiguaces, elle foi preso. Vai-se procurar al
onde chega a sua parliriparAo no roubo do bairro de
lireda, c se a Lorello cm quem fallamos no principio
desle artigo tem alguma relacao com este negocio.
A juslica acaba de lerconheciniento de um ni me
horrivcl cercado de circumstancias extraordinarias.
Ha qualro ou cinco das, dous mancebos do 20 22
annos, mui bem vestidos, se apresentaram pela vol-
la de 8 para horas da noile, entrada do caminho
de ferro de Lyon, e.lirando da carruagem de aluguel
que os havia conduzido al alli urna caixa de madei-
ra que depn/.cram na sala das bagagens, annuncian-
do que logo voll.iriam ; depois tornaram a entrar na
rarroagem e se retiraran), ninguem os vio mais.
Hnnlem pela manha, os empregados do caminho
de ferro, perreiteiuln que a caixa exhalava um chciio
ptrido, mandaram-ua abrir, cVonheceram que ella
"..
MMTii Anr.
*t*mmim*mm
li f+l\l'W-




"^
_
eucerrava om cadver humano cm pulrefacsao, o
cadver de uro honiem que trazia na cabeca urna
grande fcrda taita com um instrumento conludeule,
que llie havia quebrada o crneo. Era evidente que
este lioinem liavia sido victima de um assassinaln.
Ao saber-se desla horrorosa descoberta, o chcfa do
do servido de seguranga, so dirigi ao lugar, e exa-
minando o cadver, foi levado a pensar que era o de
um sujeilo chamado Moiss Wahl, negociante de re-
logios, domiciliado em Lele (Suissa) que desappare-
cera lo hotel en que se arranjra em Pars, ra dos
Vienx-Auguslins. Elle tratou iramedialamente de
verificar as suas suspeitas, e nao tardou em cunven-
cer-se que se nao liavia engaado. Sendo perfeila-
mente establecida a idenlidade da victima, den ins-
truccoes aos sens agentes que se pozeram de campo
em campo, e elle se enlregou pessoalmenle a inves-
ligaeoes que foram coreadas por um pleno triumpho.
As divanas informacOes colhidas nos primeiros
ruomeiilos lizeram recahir as suspeitas sobre dous in-
dividuos : primeiro sobre um mancebo de 20 annos,
chamado D... olflcial de relojoeiro que teve relaces
de negocio com M. Whl, e dentro em pouco des-
cubrio-se o seu domicilio. Segundo, sobre outro
mancebo de 23 annos, chamado C... caixeiro, mo-
rador em um hotel, ua roa de S. Honor : os dous
individuos estovara ausentes. Tiraram-se inculcas
sobre diversos pontos da cidade, epela vollade II
horas da noite, o chefe do servico de seguranza con-
seguiodescobrir e prender primeiramenle D... ede-
pois de urna hora C... Ambos foram conduzidos i
prefeilura de Polica. D... comesou por sustentar
que nao liuha visto M. Wahl l.ava 15 dial; mas
ooufeesou 1er recebido 4 relogios deste ollimo e que
Ihe devia 600 a 700 fr. Dos i relogios, tres linhan
sido empenhados no Mont-de-Pil, e trazia o quar-
to comsigo. Suslenlou ser inleirameute estranho ao
crinie que se Ihemputava. C... pretendeu igual-
mente ser estranho ao crime, mas enlrou em pro-
meuores que permilliam assignar pouco maisou me-
nos o papel de cada um delles.
Declarou que segunda feira passada fora casa
de O... sen amigo, pelas 7 horas e meia da noite,
equeao entrar o encontrara oceupadd cm pregar
urna caixa de madeira, cunlendo, Ihe disse elle, um
colxo e vestidos do mulher, que devia ser enviado
pelo caminho de ferro de Ljon. Por convite delle
fora procurar urna carruagem de aluguel e se diri-
ira ,.,h.,j ---------------- iiiosmu na, c quasi as mesmas horas, outro
caxaTorTde^l. ". am' 8 7 nde gn'P0 ** *-dk, tem* dejo-
(uixa lOr.l (le IOS A mp-ona ,-in-.....s, 1.... -.. .
caixa fora deposta. A mesma carruagem os havia s
conduzido depois a um baile publico, onde tinham in
qucignoravaoconleudo docaixao. Proseeuindo-se deram rcpellir
as averiguaroes, soube-se tambeui o operario que
Mola eilo o caixao, e soobe-se igualmente que o ra,
dito caixao tinha sido encommendado por D... e C... les
egunda feira passada as 2 horas, que se aprsenla- lo"
rain ambos pararecebe-lo eesperaram n'um catevi- g.
smho ale que ficasse concluido, Um operario le- a
vou-o depois ao domicilio deD... e C... lomara oo-
tra direcro. """""
------T' ... "I0 ordem Para 1"e forra publica, em vez de con-
muto aTl*^? lh'das'Parece"oedesde "- >lla, como era de costme, se pos-
e i, r D".-lem>''<"< do seu generode vida, lasse e percorresse aquelles lugares que, por arre-
S^rY s t" trmez ,he ,,iuios d p'Mdo' -'* e-
havia escripto, encommer.dando moitos objecles. rias dos indios
Sra",T1 "n ***** de "*"">* A castastrophe de fevereiro felizmente nao tera-se
S"m vatr C0'UI""11 ,n",rM de rel- reprodualdo. mas consta do parlicipaces da cmara
-.IOS H UIU >alor 111(11 rnii4i<1ar.ivpl I.Vi-.. -. ,.,,,!.. ,r j_i___, r '
delegado de (iuarapuava, que no "da 29 de maio
ul espada naado D T f,aVaJ'"ode -"
teT.olnlurr.t 'r'n',ndre' ,0b Pte- <""-"< de 60, assa.laram os indios de novo,
delaadn/e JT. "" ]T- ""T** **> Nogueira do Amara., sendo repe.lidos,
relZVn .ln a ", "Ual fer, DfelZ < r*rda de dous d'en.re elles, pelas praeas de II-
relojoeiro. Depois do deposito no caminho de ferro nl-
do cadver da sua victima, o assassino empenhou em
---- ----------- .i>iiiu i,iii|ii,iiiiuu C1II
diUerentes Mout-de-Pil urna parte dos relogios de
'|ue o assassioato o havia tornado possuidor, e na
mesma noile elleassistia tranquillo e alegre no baile;
mas em presenca do cadver de Wahl, em urna das
lumbres sala, onde se depositan, os morios, os dous ci,,.
adraos eram os menos commovidos daquellesque hitantes, as precisas p evidencias. E^ma^ralo
2KSS COnfrUn,ia!5; **" dando instru-U en'que mui S2HK
L de -racua L ? "\ *le"""> TV*" mCn'e PW*W' VOlC"Cas "Moaconlra os in-
ue ae gramola, fazeudo observar que se nao tinha lo- "
go eoa*>ecido o cadver de Wahl foi por que o aeha-
va i ii mudado, depois que o vira. A cabera es-
... '------------- ---------v "- i.is'c ii.iquuiios lugares. Ale o ni
lavahomvelmenleesmagada.aboccaaindaconlinha dos Ambrozios nada ten, solTrid.
Ii;i h;i une rtoi uro .il........ .. __:_ i_ _*..
a palha que devera sufiocar o grilo da victima ; os
dedos eslavam quebrados.
lie mui crivcl que o corp de Wahl fora langado,
autes damortc no caixao, e que foi neste esquife.
.,_ iiln ,:..,... '------ ---------- '>; ><=' >|>arecuiiciliu, smsiici-
T.L1 'IJ1V ^ ^ antom0'l- '"loqueo dito I)on,in=es fra assassinado pela
crirne fora conclmdo. propria ,,,, uma ^ ^ ^ _
As aecusajoes que pesam sobre estes dous man- ios fugirampara o sul.
i'lllli lilil ,lniv 1,11 .1,,.-;.! _L_______i___L!H a. ( __
cebos, nao deixam duvida sobre a culpabilidade del-
les : estao ambos na prisao da Conciergerie e o pro-
cosso vai continuando. Um tem 21 annos e o onlro
2.'!; que horrivel futuro para estes dous mancebos,
se a jusMra nao os sorprender em caminho.
INTERIOR.
PARAN'.
Ilclalorio apresenlado assemblea legislativa pro-
vincial do Paran pelo presidente da provincia
o conselheiro Zacaras de Ges e l'asconcellos.
Seuhorcs. Viudo hoje a esle recinto expor-vus
o estado dos negocios pblicos da provincia, e as
providencias que ella ha misler para seu mellmra-
menlo, he do rueu dever, antes de tudo, felicilar-
vos pela vossa reuniao, confundindo comsos vossoos
meus senlimentos de applausos ao acto do poder le-
gislativo que conferio a esla Importante porrao do
territorio do imperio, a calcgoria a que ha tanto
lempo aspirava, o da ruis profunda homenagein ao
chefe supremo da narao pela solicilude com que,
sempre fiel ;i grandiosa ini--,io de enraminhar o
Brasil ;i sua maior prosperidade, julgou que era em-
lim chegada a Decanto de Iransformar-se a anliga e
alrazada comarca daCoriliba ua esperaurosa provin-
cia do Paran.
Essa poca, senhores, pareca cm verdaile nao
berpossivel por mais lempo relardar-se.
Banliada de um lado pelo ocano, onde Ihe nao
fallan, honsporlos, de outro pelo magestoso Paran,
cortada de ros coosderaveis, no gozo de un, clima
rccouhecidamcnle saudavel, com terrenos ferlilissi-
inos que preslam-ae aos mais abundantes e variados
productos, liuha a .". comarca da provincia de S.
Paulo dircilo e proporc,6es para haver subido a um
elevado gro ua escala dos melhoramenlos que ca-
raclerisama civilisarao moderna.
E no eul.into sabis, e resultara do imperfeilo tra-
ballio, cuja leilura vou fazer, contando com vossa
benevolencia que, a mullos respeilos ludo esl.i por
principiar, de sorle que se, por urna parle, grande
jubilo loca-vos pela dislincta honra de series os pri-
meiros representantes da nova provincia, (ambem
por outra, he assignalada a responsabilidade em que
eslaes ante vossos comprovincianos, os qaaes an-
ciosos esperam que sua priineira assemblea, com
nao deslra e afortunada, lame as bases do seu pro-
gresso iiiispeiisavel no presente, e ulterior desen
volvimento no futuro.
Ompra-me, senbores, ver-vos reonidos o ma.
cedo possivcl para ter nos rcpresenlanles da provin
cia o apoio de que tanto neoessava ; mas occorre
b^.b.B..,-^c (uiruca je Knaaor, aepuiano gerai, ^m".*i.nii aiinciies insmimcn
e membros di assemblea legislativa provincial,eessa Pois- cumpiia por Icrmo moda.
(HiniIrU. (lo nolr.14 V.tfae .1 *..,..__H_.l.. __:i!._ T*..... (
qundra, de oulras ve/es nao pouco agitada e critica,
passou sem deixar trajo da menor perturbarse
E mais do que isso ; pois nao smenle deixou de
haver violencia, como at presenciou Curitiba um
fado, poucas vezes octorrido na historia dos par-
tidos, che que na cleirilo de membros da assembl
provincial, estando cm maioria a parcialidade
quaroma, foram volados, e tem assenlo nesla .
scmblea muilos ridadaos distinrtos do lado l.uzia
(piando, depois, tevo-se de proceder elcirao de
nador, achando-seos I.uzias com mais alguns ele
res que os seus adversarios, compoz-sc a lisia Iri
In
sa-
as-
e
se-
iio-
dc uma e outra crenra poltica
l'm tal phenomeno, se nao exprime perfeita har-
mona e concillarao des partidos cm a nova pro-
vincia, rumpre, aos menos, que fique bem registra-
do nllm de mostrar que aquelles que, lomando por
thermometro, para aval ara chilisaran deste povo,
------icwirifljfjiwfi*
os tristes aconlecimcnlos de S. Jos dos Pinhaes en,
7denovembro de 18.12, |iensarcm que os partidos
aqui medem-se ordinarianienlc pela forea phvsica, e
pleilciam o triumpho da urna com o bacainartc, ca-
lumnian, atrozmente a ndole e o carcter dos habi-
tantes do Paran.
Ilajj om pouco de perseveranen na encelada car-
rera de moderacao c lolaranria, e creio que, em
breve, al os nomes cascudo e farrapo, que ho-
je um partido aqui applica, por cscarneo, ao onlro,
ccom que ambos, sem o pensaren,, se desairam aos
huios docstrjulios, serio riscados de seu vocabula-
rio poltico.
Seguranra de pessoa eprnprieiade.
A seguranca individual, se nao he qual convm e
deseja-se, pode-se aflirmar que lie superior ao que
perinillcm os escassos recursos, que na aclualidade
estao disposicSo da polica, c com que, provavel-
mente, poralgum lempo anda s6 ha de contar na
provincia.
Nos municipios de serra-abaixo no occorreu, du-
rante o ullimo semestre, alteolado contra a pessoa c
vida de alguem.
De serra-acima, porm, consla o seguinle :
1." No I .o de fevereiro do crranle anuo, uma
porcao de indios selvageus dos que percorrem o im-
menso serillo, qne ha entre o Paran e o municipio
de arapuava, leudo assallado a fazenda do alferes
Domingos Floriano Machado, matou-o e a oito pes-
soas de sua familia, ferio gravemente a mais cinco
e, levando comsigo o que na casa havia de mais va-
lor, o roslo enlregou devaslar.lo e a ruina.
He para notar que nessa fazenda, situada na orla
(lo campo e consequentemenle na visnhanfa dos
bosques que os selvageus infestan,, coslumavam el-
les de vez em quando apparecerem, e recebiam do
abastado e humano fazendeiro provas de amizade
nos presentes que Ihes dava.
Em fevereiro, pois, pensando qoe ia repelir-se
uma dessas scenas, a que eslava habituado, e dis-
posto a retribuir a visita dos selvageus com os mi-
mos docoslume, apenas advertido da aproximarlo
dos indios, sahio-lhes ao encontr sem cautela alga-
mi a*recebe-los; maslogo brido morlalmenle, arhou
na deslealdade delles, e no proprio descuido, como
acabei de dizer-vos, o seu prematuro fim c o de soa
familia.
No mesmo da, e quasi s mesmas horas, outro
OUfilO DE PERNAMBCO, QUINTA FIRA 19 DE OUTUBRO DE 1854.
Nogueira do Amaral, mas ahi nao lograram o seu
cnlo, porque pessoas de casa resistiram-lhes con,
ergia, al que soccorridas opportunamente, ospo-
ram rcpellir.
Por occasiao de 13o triste aconterimenlo, de Gua-
apuava pedio-se presidencia a creacao de umade-
gaetada polica naquelle poni, e um deslacamen-
de primera Halla em substituidlo das praras da
liiarda policial (deque logo fallarei) all chamadas
iserviro.
O governo da provincia a ludo altendeu, e expe-
la c mais pessoas que all eslavam.
2. Nos Ambrozios, districlo de S. Jos dos Pi-
ihaes, houve tambem cm fevereiro serio receio de
nvasao de selvageus, conforme communicaram as
espectivas autoridades. O chefe de polica leve
onseguntemente ordem de passar-sc aquello muni-
pio para tomar, cm prol da seguranca de seus ha-
ios, aulorsou que urna forra romposla de 40 a fio
lomens se pnzesse no encalco lelles, c os augen-
asse daquellcs lugares. At o presente o districlo
3. Da freguezia da Ponla-tirossa desapparecra
subilamenle um sugeilo de nome lato DomDgnes.
A voz dos visinhos comecou logo a allribuir a um
-norme atlenlado esse desapparecimculo, suspei-
E na ventada assim foi, pois descobrio-se o ca-
dver do iofeliz sepaltado defronte de sua casa, o !
soube-se que, recoihido urna noilc ao seu quarlo
foi, quando profundamente dorma, accommcllido
pela mulher, que descarrcgou-lhe um solpe de ma-
chado, de que instantneamente perecer, ajudada
nesse horrivel crime, e no acto, de sepultar o cada-!
ver, pela lilha, qne aeompanhou-a na fuga.
Koran, presas pelas autoridades do Principe, c re-
mettidas para Castro, onde se Ihes fez o competente !
processo, sendo delator um lilho do finado, islo he'
um filho e irmao das res !
i. No municipio do Principe, Jesuino Rodrigues I
de Jess, chamando a si, como para afTagar. om
pardinho seu escravo, matou-o i Tacadas. Foi pre-
so cesta processado; mas consla ser um homem
louco.
Com relarao i propriedade, recebe a polica ordi-
nariamenle queixasde damno, resultante de entra-
da de animaes em Ierras plantadas, de furto dos
mesmos, como he natural en, terrenos c campos qua-
si por toda a parle aberlos.
Agitam-se frequentes questocs de posses e limles,
que em geral procedem do eslado confuso e desor-
denado da propriedade territorial, as quaes, no
futoro he provavel se reduzam pouco ou nada,
com a observancia da le das trras e respectivos re-
gulamentos, que, procurando definir e fazer conlie-
cida a porrao de Ierra, de que cada um he proprie-
tario, tendern a assesurar. a lodos o gozo de scus
dirctos sem o temor de Torca do viznho, nem da
conta do escrivao e do advogado s vezes mais dam-
nosa.
Cabe referir aqu, como offensa a um proprio pro-
vincial, digna demencionar-sc, que ocx-adminislra-
dor de uma das barreiras da provincia, ao receber a
demissAo que alias pedir, dirigi-fe, acompanhado
de escravos, munidos dos compelenles instrumentos,
a casa da administracao, e ahi, mo grado as recla-
maroes do exactor nomeado, a forra e violenlamen-
le, com dizer que era bemfeitoras suas, foi mandan-
do arraucar o forro de uma alcova e outras pecas
com damno do edificio.
Esse estranho modo de allegar direilos, fazeudo
juslija a s mesmo, foi promplamente punido com
alguns das de prisao, applicados pelo chee de po-
lica, que levo ordem de r Morrctes conbecer do
faci, menos pela MtaaMo do damno cm si, do que
i- pelas consequencas do areslo, leudo assim asseu-
lado que, em um paz culto, o valor mais insigui-
s ficante, mesmo o de algamas taboas, estando em casa
i- alheia. lira-se por ordem e mandado da autoridade;
- por forja propria, nunca.
O Oso de armas defezas era, por assim dizer, um
ram razoes que impcllram-me a usar da faculd.de
concedida pelo artigo 21 2. do acto addicional, de dire.o consueludinario nesle paiz.
adiara assemblea.
... vasto poncho, de que serve-se a maioria dos ha
...irTT;eusub5'!;nc,e'-a,"i,/orlaria,leadi- "iia"'". -* ***^le iLll
2i, let r n "T "eSlerC- ar,ig0' manciae, ao .rajar de um I omem do
Uonotere.maisde urna vez ocras.ao de mostrar povo, d inseparave, clucheirli a fllca e a5
ra noje, nz oque as circumslancias impenosamenle (m pm inhiii,, h.^
reclamavam. iranalhos do campo, mas em passcio a ci-
dade, e ( parece incrivcl ) al- nos. templos do Se-
Tranquilidade publica.
No espaco de lempo decorrido desde 19 de dezem-
bro, da da inslallacao da provincia, al o prsenle,
nenhom aconlccimento houve qoe abalease mesmo
de leve o socego publico.
Celcbramse elices Je aenidor, dcpulado ger
nlior
Ora, esse coslume, bem o comprehendeis, era em-
nenlcmenle opposlo a sceuranra individual, porque
de um momento para onlro, pelo mais insignilicanle
prelexlo, podam funcrionar, corno lautas vezes
a|t funecionaran, .iqdclles instrumentos mortferos ; e,
Expedio por conscqucncia o chefe de polica or-
dens terminantes contra o uso de armas ocfi-ras, que
foram seguidas do mellior resullado nesla cidade c
as grandes povoaces, onde a Befos da polica pode
loruar-se mais cffeclixa.
as estradas e lugares remotos, longe das autori-
dades, que leem algama forca, anda voga o uso cri-
minoso; mas essa onle de crime- ir dimionindo
por (oda a parle com a progressiva actividade o des-
cnvolviinenlo da polica.
A ndole deste povo he lao dcil, que basta urna
pli- advertencia para leva-lo ao caminho do dever, c a
. ----------------,------r ^ .. ...F- ,, oara ie>a-io ao caminho do dever, c a
ceda modo que foram nella contemplados membros prova disto tendes cm que a simples palavra do vi-
(10 Ullla O Olllla crpnra M..IU;,... __-:J_____:._
gano da capital, declarando nao coiuenlaneo com o
respeilo devidn casa de Dos o uso do poncho e das
chilenas dentro dos templos, bastou para aqu dar
cabo desee anliquissmo habito.
Do mesmo modo as perseverantes rerommen-
dcBl da polica contra o uso de armas defezas, t
o caslgo de um c outro refractario farao, dentro
em pouco cessar, eu o espero, esse pernicioso cos-
iuuie.
Divisan judieiaria.
No meo conceilo.era lao urgente elevar calegoria
de provincia a ..= comarca de S. Paulo, quanlo lie
ndispcnsavel dividir em varias essa anliga comarca.
Assim i orno o governo de S. Paulo enconlrava
oas distancias obstculo quasi insuperavel aos seus
louvaveis designios em relarao a esla parle de seus
governados, acha o juz de dircilo da actual comar-
ca, no largo espaco que tem de percorrer, ora des-
cendo a marinha, ora subiudo para os campos-gera-
es, motivo de desanimo e de embarace ao exacto
cumprimenlo de tantas e tao importantes altribo-
cOes que Ihe compelen,.
Esse magistrado viaja sem cessar, fazeudo mais
de duzenlas leguas por anuo, coulando-so as idas c
vollas, para presidir o jury e fazer corrcirao!
Pcuso que marchareis de accordo com os nteresses
da admini'tracao da justiga, creando tres comarcas,
a saber: uma na marinha, c duas deserra-cima.
A da marinha compor-se-hia dos municipios de
Paranagu, (iiiaraluba, Aiitouiua e Morrctes.
As de serra-cma serian divididas de modo que
os municipios da capital, S. Jos dos Pinhaes e Prin-
cipe formassem orna comarca, e Castro c (juarapu-
ava oolra.
A nalureza, com a grande serra do mar que lorna
nolavclmcnle diversos o clima e os producios da
parle inferior c superior da provincia e al a muitos
respeilos, os coslumes e usos de seus habitantes, est
indicando-nos que os municipios de boira-mar con-
ven, que ronsliluan, s por si uma comarca.
A cxlani.-ao de territorio, que val daqui a Caslro
e (iuarapuava, a necessidade urgente de termos
nesses municipios, collocados nos limles da provin-
cia com oulras, e na fronleira do imperio com Para-
guay e Corrientes, autoridades que infundam maior
respeilo, e possam opporlunamenle e com discricao
expedir c solicitar providencias ndequadas aos casos
que occorrcrcm, altamente reclaman, que os muni-
cipios de Castro e (iuarapuava oto estejam ligados
comarca a que pcrlcncer esla cidade, mas formen,
uma oulra diversa della.
Nao deixarei esle tpico sem dizer-vos que as in -
forraares que (enho da bella povoacao da Pona
Groom, descrevem-na com direiio s prerogativas
de villa.
Se assim lie ou nao, ninguem mclhor do que vos,
que conheceis perfeilamcnlc as diversas localidades
da provincia, o pode saber.
Dkisao erclcsiaslica.
A idea suscitada na assemblea de S. Paulo, de
elevar-sc a freguezia, com as actuacs divisas, a ca-
pella carada de (uaraquecaba no municipio de Pa-
ranagu, sobre que foi ouvdo o Exm. bispo diocesa-
no, moreteo, como veris dos papis que ser-vos-ho
prsenles, a sua approvac.lo.
Guaraquecaba (em, conforme o mappa que foi
presente a S. Ex. Rvm., organisado pelo subdelega-
do de polica do districlo em 23 de julbo do anuo
prximo pretrito, 3,227 habitantes, e. conforme o
mappa que hei de referr-mc, quando tralar da
eslalislica da provincia, 3,i7(>.
Dista, alem disso, oito leguas da cidade de Para-
nagua, de que he separada pela baha muilas vezes
periaosa, quando agitada do sueste c sul.
Taes circunstancias pois, do prelenoao dos mo-
radores daquelle lugar justos fundamentos para ser
bem acolhida do-la assemblea.
Capital da provincia.
A lei n. 704 de 2!) de agosto de 1803, tratando da
capital da nova provincia, diz no, art. 2., que ser
esla cidade, em quanlo a assemblea provincial nao
decretar o contrario.
Parecendo-me pois natural que seja essa uma das
primeiras quesles que se agilem no seo da repre-
scnlacao provincial, e, talvez, com algum calor, al-
ientos os dillrentes c oppostos iuleresses das loca-
lidades, que a desejam resolvida cm seu favor, cum-
pre que desdo j eu manifest ornen pcusamenlo,
Uraco sim, mas imparcial, alhcio a conveniencias
locaes, c s dictado pelo que me parece o bem do
maior numero.
As razOcs porque o alvar de 1!> de leverciro de
isl_ iteipiiiHin.u que a Cnriliba fosse cabee,a de co-
marca e residencia dos ouvidores, poniendo Para-
nagu essa prerosaliva de que at entao sozsra,
isto he, a ser a Corlba mais central c bastante-
mente populosa ii procedem boje igualmente, re-
forradas por oulras, para combalcr os designios
que Paranagu ou qualquer municipio do liltoral
possa ter de supplantar esta cidade na disputada
preferencia para sede do uoverno da provincia.
Diversas vcnsideracOes, a meu ver mui valiosas,
militam com efleilo em favor da permanencia da
capital nesta cidade.
1. As providencias do governo parten, e dslri-
buem-se mais prompta e reuularmenle por loda a
provincia, emanando da Coriliha, pois que he mais
central do que de qualquer poni da marinha, por
importante que seja ; c principalmente de Para-
nagu, muilo mais arredado que as mitras povoa-
res ronsideraveis do liltoral.
2. lie esle o municipio mais populoso : s a Tre-
guezia da cidade d dous trros do numero de elei-
lores de loda a marinha, c o respectivo collegio
eleitoral quasi metade dos eleilores da provincia.
Nesle ponto terei depois occasiao de insistir, dan-
do-llie mais dcsenvolvimenlo.
3. Ha em alguns municipios de serra-acima me-
nos cullura c adiantamenlo do que nos de boira
mar ; pois que foi deste lado da provincia que, nao
ha muilo, ( em 1852) a irritaran dos parlidos poli-
ticos prodiizio scenas lamentaveis, e os facius con-
trarios seguranca individual que mais avullem no
lopico desle rclatorio, cima lido, c succedram.
E porlaulo, a acrao do governo muilo mais benfi-
ca deve ser posta aqui a capital, para velar de per-
to na observancia da lei, e conter com sna preseDca
desmandos, que compre reprimir.
i." Especilicadamenlc recordarei que existe na
parte superior da provincia om municipio em a
fronleira do imperio com repblicas de lingua hes-
panhola, lio vasto que se Ihe nao pmU'in assignar
limites, pois que nao esl ainda lodo explorado :
fallo de (iuarapuava c Palmas.
A visinhanra de paizes estrangeiros, a necessida-
de de promover pela colonisac,1o a cultura de tan-
to terreno esperdirado, e de chamar civilisarao
militares de indgenas que all andam errantes e
barbaros, pedem que o governo da nova provincia
aproximo.', quanlo seja possivel, desseslugares on-
de tamaitos iuleresses tem a fiscalisar e superin-
lender.
5. A hvgiene publica, consultada sobre a ques-
lao, estou que indicar tambem esla cidade para
capilal da provincia, com preferencia as povoacOes
da marinha.
Todos reconhecom e confcs*am a excellencia do
sen clima, e o documento mais seguro de sua su-
periorid.ido fornecem-nn os mesmos hahilanles do
liltoral, lodas as vezes ( e nao s3o poucas ) que, por
mclhorar de seos padecimenlos, soben, a serra e
ven, pedir aos bellos ares da Coriliba o reslabe-
lerimenlo de sua saude arruinada ly
A cmara municipal de Guarapoava, em repre-
senlai-ao que dirigio-me com dala de 10 de maio
ullimo, haseandn-se no dever que tem o imperio
de zclar suas fronteiras, na alta conveniencia po-
ltica de enllocar colonias no Uruguay e Paran, e
povoar os serlocs do Paquer, c n'oulras razoes que
o seu lonvavel patriotismo inspirou-lbe, reclama a
capilal para o seo municipio em lugar o mais pr-
ximo possivel dos nossos limites com os oslados
visinhos na confluencia, por exemplo, do Iguas-
su' cojn o Paran, embora nao exisla nesse lugar
uma s casa !
Dos dous extremos, senhores, entre a pretenc.au
da marinha que quer a capital junio do ocano, e
a de (iuarapuava que a desoja perlo do Paran, cu
ocho, fallo-vos com franqueza, mais prevideute,
mais compenetrado das conveniencias da provincia
o sesundo do (pie o primeiro, e pens que a cma-
ra de (iuarapuava discorre, al corlo ponto, com
mais acert do que a.noli' (pie fazem volos pela
exislencia da capilal no liltoral.
A marinha he una pequea parle da provincia :
o maior numero de seus hahilanles, a grande ves-
tidle de seus terrenos, c al os seus rios importan-
tes, pslao c em cima. Anda mais : os usos e eos-
turnes, os commodos dos hahilanles do liltoral dif-
ieran grandemente dos de serra cima.
Nesse presupposto, preferir a marinha para collo-
rar a capilal, he fazer uma escolha Impoltica, he
expor os nteresses da maior parle da provincia a
serem alcumas vezes mal romprehenddos, e nao
considerados, como compro, das autoridades supe-
riores, i|iif, residindn margena do mar, nao co-
taaaa
nhecercm praticamente as uecessidades dos muni-
cipios de serra cima.
Dado o caso de que ao Oeste evislisse uma po-
voacao com sufiicenria de ter em si a capital, eu
dara (ida a razilo acamara municipal de (juara-
puuva.
Mas vos sabis que a nao lia, e qoe entretanto a
Coriba, escapando aos inconvenientes apealados
conlia a situado do liltoral no poni de visla de que
se lula, em perfeita harmona com os intcreses do
inlcrbr, cuja frente naturalmente so acha, sem ser
indifltreulc aos melhoramenlos de serra abaixo,
esl ras circumlancias do bem desempenhar a mis-
sao di capital da nova provincia.
A Cortiba fica, he verdade, 12 leguas mais ou
menos arredada do mar, quasi como a capilal de
S. Paito (lisia da cidade de Santos ; mas alm de
que la, curia distancia, com uma boa estrada, por
assim (izer, dcsapparecc, ha naquellcs que incul-
can, a margen, do mar como situacao essencial
prosperidade de uma capilal, csquecimenlo formal
da historia : Roma, a capital do mundo anligo,
ucm Paris, a capilal do mundo moderno, lem a
posicao de Constantinorhi. E todava que dille-
renca ;m seus destinos !
Instrucrao publica.
Todas as corporaces e funecionarios, a quein oov
acerca do estado da insIruccAo ua provincia, deram-
me asmis desfavoraveis informarnos desse ramo do
servico publico, c assim parece ser, vista de do-
cumentos que Uve preseules. Seja pois este um
dos assumplns que mais mereram vossa solicilude e
alteiifao, pois qu, por cerlo, lie de maior alcance
e inlkenca para a prosperidado do paz. Considc-
mos o ensino publico, lano primario como secun-
dario, i ver o que mais importa na aclualidade de-
terminir.
!. Knsino primario.
Olanlas sejam as cadeiras do ensino primario em
loda a provincia, quacs as do sexo masculino, e
nao- a' do sexo femenino, que numero de alum-
nos as Irequenla, se os provimeulos sao eliectivos
ou provisorios, veris do mappa. n. 1.
Nola-se que grande parle das cadeiras eslao pro-
vidas interinamente, que esses professores interinos,
assim romo alguns elTeclivos, careccm das precisas
lia.nlilaees ; que as aulas nao sao frequenladas cm
proporc.lo do numero de habitantes do lugar ; e
qu no nicio dos alumnos avullan, mocos (aludos
quasi tacando a idade que a lei considera sufliciente
para cada ^individuo administrar seu patrimonio.
Paianagu com ser o districlo onde os estudos mais
llorescem, tem as escolas primarias alumnos de 12
o t annos: cm outros lugares ainda os ha mais
crescidos !
Com intento de fazer progredir o ensino primario,
avealurarei algumas reflexes, chamando a vossa
Henean sobre os seguiotes pontos.
( Coniinuar-se-ha. 1
PERNAMBCO.
COMARCA DE (Ali .MIIAS
8 de outubro.
Creio que j ter sido informado da evasao de 11
presos da cadeia da villa do Brejo da Madre de Dos
no Jia 21 do passadn, tres d'entre os quacs sao cri-
minosos nesle termo.
Desde o da (i traballia o jory nesla comarca, sdb
a presidencia do l)r. joiz de direito o Sr. Jos Ban-
deira de Mello. Foi em primeiro lugar julgado o
reo Manoel Florencio Sania Rosa, aecusado pela
juslica publica, como autor do assassinio do infeliz
Antonio Rodrigues Urna, subdelegado que foi do
Correte, dislriclo des(e lermo.
He Florencio um dos seis individuos aecusados
por esle crime, Ires dos quaes j foram absolvidos
pelo jury: resta Francisco Alves da Cosa, por que
Ignacio Alves da Costa foi dospronunciado pelo juiz
municipal supplentc; Francisco Alves da Costa, ha
ponen preso na cadeia dessa cidade, de presente a-
cha-se recoihido desle lermo, e lem de ser julgado
nesla sessRu: Manoel Florencio Santa Rosa foi ah-
solvido. lie notavel que enlrc lanos coreos nao se
saiba qual seja o verdadeiro criminoso ; entretanto
lenho oavido zcralmenle dizer que o referido Fran-
cisco Alves da Cosa, ronhecido por CAieO Grande, e
j romtemnado pelo jury en, Caruar pena de ga-
les perpeluas, he o cerlo: se porm foi elle nico
agente do crime, nao o sci eu nem os Paduanos.
No da 7 (honiem) foram julsados: l.oiz Antonio
das Ncves: este velho facinora foi pela primera vez
pronunciado cm 1812 por haver ferido gravemente a
Jos Machado no I usar .Ireia, .leste lermo; pouco
lempo depois o mesmo Hevea e osea socio Jalo Pio-
la deram nove tacadas e (iros no prelo forro Esle-
vo, que bem que uravemenle ferido, nao sucumbi.
Nao satisfeita de sangue humano essa fera. em 18i!)
rene no mesmo lugar da /Ireia uma qoadrilha,
e de emboscada assassinam Simplicio Gomes da
Silva Manoel Barbosa da Silva Rycardo Jos
la Silva; ferem com urna bala na prna a Jos
.Malinas o gravemente a Joaquim Aleixo que
veio a morrer depois. Residindo esse monslro mui
a seu salvo mi Lage do Canhoto, da provincia
das Alagnas, foi requisitada a sua prisao pelo Sr. Ca-
n i-a... I.uiz Antonio das Neves foi pelo jury absol-
vido!! do crime de lenlaliva de morle perpetrado
contra o referido prelo Estevo : o digno juiz de di-
reiio appellou dessa iniqua decisSo, fondado talvez
nos depoimenlos de lestemonlias presenciaes: hon-
ra Ihe seja le la. En, proseguimento foi julgado Ma-
noel Pereira da Silva, aecusado pelos crimes de fur-
to o uso sem lioenea de armas defezas: o primeiro
desses crimesdizem-me que nao eslava provado; foi
o reo condemnado a 35 dias de prisao simples; pare-
ce-me que o jury nesle julgamenlo moslrou-se justo,
absolvendo o reo do primeiro crime, e possuido de
equidade mesmo, quando impoz uma pena modera-
da pelo segundo, em a l toncan circumstancia de se
adiar o reo preso desde 1852.
Entran, amanhaa em julgamenlo os reos: Joao
Severiano l.eite e Joaquim Jos da Silva SolTreo ; o
primeiro aecusado pela morle de um individuo co-
nliecidopelo /.ulii de Paria, no districlo de S. Ben-
lo; e o segundo pela tentativa de morte na pessoa
do finado Antonio l.oiz Feij, aqui condecido por
(,'aton/io.
O Sr Netlo, escrivao do tribunal, pessoa mui cu-
riosa com quem me dou, prnmetleu-mo fazer um
quadro demonslralivo dos processos que forem jul-
gados na prsenle -e-sao: linda que seja ella eu o
remellerci a V. Me; a saber, senao houver falla na
honrada palavra do escrivao, oque nao espero, bem
que elle seja perna da usura, que uinguem sabe
quando esl pelos ps quando pela cabeca, se ri ou
se arranha. O Dr. Uarte, juiz municipal, prepa-
rou e apresenlou ao jury nesla sesao 53 processos.
Fico em paz. Nesies ltimos dias lem sido mui-
los criminosos voluntariamente recolhidos cadeia,
viudos principalmenle deBuique: dizem elles que
escolhem entre dous males o menor; mas em meu
entender hee sempre ser do muilo mo goslo o pre-
ferir a asphixianle almosplierade uma hedionda pri-
sao, qual a de (iaranhuns, doce brisa da noile, de-
baixo de um cocravado de perolas, c se ha luar?!...
enlao lie loucura completa.
Adeos, meu amigo, Dos olivre da cadeia de (a-
ranhuns.
[Carla particular.)
REFARTiqAO DA POLICA.
Parle do dia 18 de outubro.
Ilim. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje recebidas nesla repartirlo, consta terem
sido presos : a minha ordem o pardo Antonio Jos
Theodoro, por suspeitas de ser criminoso de morle ;
ordem do subdelegado da freguezia de S. Frei Pe-
dro lionealve-, o porluguez Antonio Lopes, por bri-
sa, Manoel Baplisla do Espirito Santo, e Bellarmi-
uo Jo Pereira, ambos para recrutas ; e ordem
do subdelegado da freguezia de Sanio Antonio, Fi-
lippe, escravo de Manuel Constancio, por furlo, e
Alejandrina Mara da Conceicao. por briga.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhucn 18 de outubro de 1851.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cuulia e Figoeircdo,
presidente da provincia de Pcrnambuco. O chefe
de polica, Luiz Carlos de Paha Tei.reira.
Illm. Sr. Constando-me que nesla cidade cm
alguns ac,ougues e casas de seceos e motila-
dos, chamadas tabernas, vende-se ao povo carne
emas nbjeclos com principio ja de corrupto, e
que os donos de lacs casas servem-se de pesos falsi-
ficados, com o que nada menos fazem do que fur-
larcm, acerca do que a polica oto deve ser indif-
ferenle ; compre que V. S. em dia nao previsto pe-
los donos de laes casas, por si inspeccione os acou-
aues, e pelos subdelegados, cada um em sua respec-
tiva freguezia, as vendas, fazeudo desde logo tancar
ao mar as carnes e aoneros adiados cm mo estado,
c proressar por infraccao de posturas os que iisarcm
de pesos falsificados, ilando-me alinal parle do que
a respeilo liver oi-corridu.
Dos guarde a V. S. Secretaria da polica de Pcr-
nambuco aos 10 de oulul.ro de 18.51.Illm. S. Dr.
Francisco Bernardo de ('. malln, delegado de poli-
ca desle Io dislriclo. (I chefe de polica, Lmi; (.'(ir-
los de Pa a Teixeira.
Illm. Sr. Em virlude da recommendacan que
me fez V. S. por ollcio de 10 do correte, proced
nos dias 13 e ti do mesmo mez, por mim a nspoc-
cjo dos acougucs, e renaccs de assucar desla cida-
de, c pelos subdetesados cada um em sua Tregue/a.
a das tabernas, alim de seren multados aquelles
que tivcssein pesos c medidas falsificados, e gneros
cm eslado de corrupc.no, sendo esles lancados ao
mar depois de um exame peles facultativos; leudo
em resultado sido multados os individuos constantes
as relaoBee inclusas que V. S. transmuto ; c
propnrrao que ua mais subdelegados me forem en-
viando suas relaces as irc Iraiismillindo \\ V. S.
Nao me descuidare! em continuar em semeliiautc
larefa tao proveilosa saude publica, e nos iuleres-
ses dos habitantes desta cidade pela regularidade
que se ha de encontrar daqui por dianlc nos pesos e
medidas.
lieos guarde a V. S. Delegara desle 1." dislriclo
do Rerife 17 de oiitubm do ix5, Illm. Sr. Dr.

I.uz Carlos de Paiva Teixeira, chefe de polica des-
la provincia. francisco Bernardo de Carvalho,
delegado supplcnle em exercicio.
Relarilo dos individuos multados, e quanlia das
mullas imposta pelo delegado deste 1 districlo
do ltecijc, por terem o pesos dos acougues e rt-
ftnares falsificados, cuja intpeerUo leve lugar
nesta cidade em o dia 13 de sete'mbro de 1854.
Kua do Rangel n. 77. lanado Ferroira (iuima-
Acougues. raes, foi multado na quanlia de
seis mil res por ter o peso de 2
libras falsificado, infraccao da
segunda parle do art. 2" til. ti
daspo'luras municipaes. (8000.
croo (i!.Pedro Mnrqocs de Alhayde
multad na quanlia de seis mil
ris, por ter o peso de duas li-
bras falsificado. (iflOOO.
j 65.Manoel Joaquim da Silva
Figueiredo, multado na quanlia
de seis mil ris, por (er o peso
de 8 libras falsificado. 63000.
63.Manoel de Souza Tvares,
multado na quanlia de doze mil
ris, por (er os pesos de uma e
duas Kbras falsificados. 125000.
a (( 39. Manuel Joaquim Garapia,
mulla lo na quanlia de doze mil
res, por ter os pesos de uma e
duas libras falsificados. 129000.
i( a 37. A companhia Pernambuca-
n.i. mohada na quanlia de seis
mil ris, por 1er o peso de duas
libras falsificado. 69OOO.
0 25.Jo-c Joaquim i'erreira, mul-
tado na quanlia de vintc e qua-
1ro mil ris, por 1er os pesos de
uma. doas, qoatro e oito libras
falsificados. 213000.
Kclimieao d'assu- Joaquim Jos d'Oliveira, multa-
car n. 21, ra do na quanlia de dezoilomil res,
das Grates. por Icr os pesos de urna, duas, e
01(0 libras falsificados. 189000.
dem. Paleo do Bento Alves da Cruz, multado na
Carmo 11. 7. quanlia de dezoilo mil ris, por
1er os peso de orna, duas e qualro
libras falsificados. 188000.
Arougue, ra da Sociedade dos Criadores, mellada
I.ingiiola 11. I. na quanlia de doze mil ris,ooo>
(er os pesos de uma c duas i falsificados. 129000.
Somma 120S00J),
Delegara do I" dislriclo do Koeife. IB de o6?i2
bro de I85. Delegado, Francisco Bernardo de
Carvalho.
Relaciio das multas impostas pelo subdelegado da
freguezia da Boa Visiaem 13 de outubro de 1854.
Aterro da Boa Vista.
Taberna n. 34.Manoel Jos Pereira Goncalves, foi
multado por infraccao da segunda parle do arl. 2,
til. 11 das posloras mooicipaes, em virlude de ser
encontrado om peso de libra faltando 2 otavas, e
ou tro de meia libra fallando tambem 2 otavas;
assim romo por infrareao da primera parle do
mesmo arlign, em virlude de ser encontrado um
peso de najarla nao aferido, 149.
Dita 11. 12.Ramos & C, foi multado o aferidor por
infraccao do art. 3, til. 11, em virlude de ser en-
contrado um peso de meia libra aferido, lendo
uma argola de chumbo sola, 18.
Dila n. 70.Joaquim Coelho de Almeida, foi mul-
tado por infraccao da primera parle do art. 2. do
tilulo citado, por sor encontrada uma medida de
vender azeile nao aferida, 29.
Dila n. 80.Vicente Ferreira da Costa, foi multado
por infraccao do artigo 22, lit. 4. em virlude de
ser enconlrada cxposla a venda uma porcao de
a/eilonas corrompidas,89.
Dila n. 88.Jos Mara Vicira GuimarSes, foi mal-
lado por infrareao da segunda parle do art. 2, til.
11, em virlude deser encontrado um peso de 4 li-
bras faltando 6 cilavas, e uma arga mencionada
na afericao, 68.
nafa da Boa Visla.
Dila n. 4.Jos Alves Lima, foi multado por infrac-
cao da primera parle do arl. 2, til. 11, em virlu-
de de ser encontrado um peso de quarta nao ateri-
do ; assim como por infraccao do-arta,*), lit 4, em
virlude deser encontrado expolia venda urna
porcao de revadinha toda turada, 1o|C
Dila n. 8.Jos Alves Lima, foi multado por infrac-
tb do arl. 22, til. 4. em virlade de ser encontra-
da exposla a venda uma porcao de mauleiga cor-
rompida, 89.
Dila n. 10.Manoel (lomes Loureiro, foi molledo o
aferidor por infracto do arl. 3, til. Il.erri Virlude
de ser encontrado um peso de quarta aferido lendo
urna argola de chumbo sola, 13.
Dila n... Jos Dias da Cosa, foi multado por in-
fracrao da primera parte do art. 2, til. 11, em
virlude de ser encontradas nao ateridas uma me-
dida de contramelade e outra de meia contramo-
la, le, i?).
Dila ii. 13.Joaqun, Domngnes da Cunha, foi mul-
lado o aferidor por infraccao do arl. 3, lil. 11, em
virlude de ser encontrado um peso de quatro li-
bras aferido, leudo uma argola de chumbo sola,
19000.
Dila n. 1.5.Joaquim Dominguesda Cunha, foi mul-
tad n aferidor por infraccao do arL 3, lit. II, em
virlude de ser encontrado um peso de meia ijuar-
la aferido, lendo urna argola de chumbo sola, 1J>.
l'i ac da Sania Cruz.
Dila n. 2.Luis Uonzaga da Rosa, foi mollad por
infraccao do arl. 22, til. 4, em virlude de ser en-
conlrada exposta a venda uma porcao de manteiga
corrupta, 89.
Corredor do Bispo.
Dita n. 22.Francisco da Cosa Amaral, fo multa-
do por infraccao da segunda parle do arl. 2, lit.
11, em virlude de serenconlrado um peso de quar-
ta falsificado, assim como por infraccao do art. 22,
til.i por serem cnconlradosgcneros corruptos. 1 -.
Dila n. 18.Anlonio Jos Pereira Bastos, foi mulla-
do o aferidor por infracco do arl. 3, lit. 11, em
virlude de ser encontrado um peso de 2 libras afe-
rido, tendo uma argola de chumbo sola, 19.
Dila ii... riiomaz Augusto de Vasconcellos, foi
multado por infraccao da segunda parlado arl. 2.
ML 11, em virlude de ser encontrado um peso de
meia libra falsificado, fallando urna argola de
chumbo como dizia ter o bilhele da aferic,o, 6*.
Subdelegacia da freguezia da Boa Vista 13 de ou-
tubro de 1854. O subdelegado supplenle, Anlo-
nio Ferreira Martin* Hibeiro.
Relaro das multas impostas pelo subdelegado a
Boa lisia no dia 14 de outubro de 1854.
Paleo da Sania Croz.
Taberna n. (3.Manoel Jos de Brilo, barbeiro. foi
multado por infraccao do artigo 22, lit. 1., em
virlude de ser enconlrada exposln venda uma
porfo de baralho em eslado de cormorn, 89.
Ra da Santa Cruz.
Dila n. 1Francisco Ferreira da Silva, foi multado
por inrracrao da segunda parle do arl. 2, lil. 11,
em virlude de ser encontrado um peso de duas li-
bras, fallando duas otavas, 69.
Dila n. 5.Antonio Fernandos de Azevedo, foi mul-
tado por infraccao da segunda parlo do arl. lit.
11, em virlude de ser encontrado um peso de oilo
libras fallando 4 otavas; assim como por infrac-
cao do arlign 22, lil. 4, em virlade de ser encon-
trada exposla a venda uma porrao de tapioca cor-
rupta, 149000.
Mondeso.
Dila n. 1. Florencio Mar mis da Silva Borges, foi
mulla lo por inlracrao da segunda parle do arl.
2, lil. II, em virlude de ser encontrado um peso
de 4 libras, fallando 4oilavas, c oulro de 2 libras,
fallando 4 nuevas, assim como por infrarca i do
arl. 22, lit. 4, cm virlude de ser encontrado ex-
poslo a venda urna porcao de macarra., em eslado
de currupc.io, 209.
Ba da Gloria.
Dila ii. 05. Domingos Bernardino da Cunha, foi
multado por inlraccao da segunda parte do arl. 2,
lil. II, em virlude de ser encontrado um peso de
8 libras fallando 2 oilavas, 69.
Refinacao n....Antonio Alves Vilella, foi multado
por infraccao do art. 22, lit. 4, em virlude de ser
encontrado caf moilo estando falsificado, cevada
e cafem estado de corrupcSo, assim como por in-
fraccao da segunda parle do arl. 2, lil. 11, em vir-
lude do serenconlrado um pesa de 8 libras fallan-
do 8 oilavas, 309.
Ra de Sao lioneal...
Taberna n. 25Domingos Pereira, foi multado por
infraccao do arl. 2, segunda parle, lil. 11, em vir-
lude de ser enconlrado um peso de8 libras fallan-
do i oilavas, assim como por infraccao do arl. 22,
lit. 4. em virlude de ser encontrada exposta ven-
da urna porcao de vinagre corrupto, 14.
Mondego.
Padaria a. 29.Manoel laxares de Aquino, foi mul-
tado por infraccao da segunda pane do artigo 2,
tilulo 11, em virlade de ser encontrado um peso
de meia libra, fallando a argola, que diz o bilhele
de afericao, 69.
Ponte Velha.
Taberna 1,....Anlonio Joaquim Ferreira, foi mol-
lado por inliacC'V, da segunda parte do arl. 2,
lil. ti, em virlude do ser enconlrado um peso de
2 libra, fallando 4 oilavas, 69.
Kua Velha.
Dila n.... Jos Anlnni Vasques, foi multado por
infraccao da primera parle do art. 2, lil. 11. em
virlude de ser enconlrada orna medida de recoulra
sem eslar aferida, 29.
Ra atraz da ni.di i/.
Padaria 11. Jli.Domingos Jos da Cunha, foi Bul-
lado por infraccSo do arl. 22, lil. i, cm virlude
de sor encontrada urna barrica de familia de Irigo
corrupta, 89.
Rua do ('.amaran.
Taberna.Andr Nauscr, foi multado por infraccao
do arl. 22, Ululo em virlude de ser enconlrada
cvposlo ii venda uma porcao de loucinho corrup-
to, 8.9000.
Km 1 do Hospicio.
Dila 11....Joao Alachado Brandan, foi inulta in por
infijccao da segunda parte do arl. 2, lil. II, em
virlude deser enconlrado 11111 peso de I libra fal-
lando i oilavas, (9.
Dila.Jos Kodrieues Privlo, foi militado por in-
fraccao do arl." 22, lit. i, en, virtud de ser encon-
lrado ex posto- venda bacalho em eslado de cor-
rupto, S9.
DilaIgnacio Francisco Cabral Canlanil, foi mulla-
do por iufTaccao do arl. 22, til. 4, em virlude de
serenconlrado bacalho o btalasexposlos .1 unida
em miado de corrupeo, 169.
Kua da Aurora.
Dila.Custodio Alves Rodrigues da Cosa, foi mul-
tad por infraccao do arl. 2, parle segunda, lil. II,
om virlude de ser enroulradn un peso de 8 libras,
fallando f oilavas, 69,
Alerro da Boa Visla.
Dila n. 2.Viuva Costa & Filho, foi multada por
inrraccao do art. 2, parle segunda, lil. 11, em vir-
lude de ser encontrado um peso de 4 libras, fal-
lando 4 otavas, 69.
Subdelegacia da freguezia da Boa Visla 14 de ou-
tubro de 1851. 01 subdelegado supplenle, Anlonio
Ferretra Marlins Ribeiro.
BEI.AC0 DOS BITOS DA FREtiEZIA DE
SANTO ANTONIO DO KECIFE NO MEZ DE
SETEMBHODEIR5. UB
Dias.
2. Jos Kamo.deOliw-'ira Mnia. branco, sollcro,
idade 50 anuos ; phlysica. Com lodos os sacra^
mculos.
dem. Jacinlho, croulo, escravo, idade 30 annos:
hepalhite. Sem sacramentos.
3. Antonio, africano, escravo, idade 48 annos ;
calaplite anida, na cadeia.Pobre.
dem. Joaquim Jos Jaques, pardo, casado, i Jade
50 anuos ; de eslupor.Pobre.
dem. Thereza.escrava, ingenua, idade 15menea ;
de mal de denles.
4. Alexandre l.eile de Menczes, branco, solleiro,
idade 28 anuos ; apoplexia rulmiiiaule.
. Severina, parda, escrava, idade 50 annos ; de
paralysia.
6. I.eandra Mario da Luz, parda, viuva, idade 6
anuos; de molestia interna.
8. Caetano, africano, escravo, idade 40 annos : de
espasmo.
11. Isabel, branca, dade i mezes; convnl-
ses.
15. Mara Francisca dos Alijos, parda, solteira,
idade 20 annos ; de parlo.
16. Joanna, africana, escrava, idade80 annos ; de
estupor.Recebeu a Santa Uno/o.
dem. Florinda, escrava, idade 80 annos; phtv-
sica.
17. Joao Puheiro Calle, branco, casado, dade
45 anuos ; eslupor. Sem sacramentos.
18. Manoel Joaquim Rodrigues de Souza,branco,
solleiro, idade 16 anuos ; erisipela.
19. Mara, parda, ingenua, idade 2 annos ; de
losse.
20. Jos Tavares Caj, pardo, solleiro, idade 50
annos ; febre maligua.
21. Manoel Jos da Vera Cruz, pardo, casado, ida-
de 50 annos ; de uma queda.
dem. Bolina Maria da Conceir-ao, parda, soltei-
ra, idade 60 anuos
22. Ernesto Pereira de Brilo, branco. solleiro.
idade 20 anuos ; molestia interior. Com lodos os
sacramentos.
dem. Marlha, croula escrava, idade 28 annos ;
pntwica.
23. Manoel, pardo, ingenuo, idade 2 mezes ; con-
vulsoes.Pobre.
dem. Marcelino, pardo, escravo, idade 2 mezes ;
espasmo.
dem. Maximiano, crioulo, escravo, idade 7 me-
zes ; de espasmo.
dem. Manoel Brrelo da Kncarnacao, prelo, in-
genuo, casado, idade 35 annos, na cadeia; phlvsico.
Pobre.
24. Francisco, pardo, ingenuo, idade 6 dias ; es-
pasmo.
dem. Victoria Pereira Vianna, croula, solteira,
idade 60 aunos; de estupor.Com tolos os sacra-
mentos.
25. Vieencia. parda, ingenua, dade 16 dias.Po-
bre.
25. Anna de Freilas Barbosa, branca, viuva, ida-
de 52 annos ; molestia interior. Com todos os sa-
cramentos.
dem. Ernesto, crioulo, ingenuo, solleiro, idade
20 aitaos ; afogado.
26. Nisia, parda, ingenua, idade 2 mezes; consM-
pacao.
dem. Jos, africano, escravo, idade 60 e lautos
annos ; ataque cerebral.
27. Manoel finptista Lisboa, branco, casado, du-
de 72 anuos ; de estupor.
28. Francisco Joaquim da Costa Leite, branco,
solleiro, idade 18 aooos ; de telano.Com todos os
sacramentos.
30. Clara, crioola, escrava, idade 25 aonos; febre
maligna.
dem. Eudoxia, branca, dade 4 annos ; nflam-
macao.
Total, 36.
O vigario, Venancio Henriques de Rezende.
hacia quinte dias que nao apparecia caso algum de
febre amarella naquella cidade, que esla epidemia
se poda considerar extincla. Com ludo, o conse-
lho de salubridade chamou a isto carta suja, e de-
claraodo-nos em quareulena, nos intimen a ordem
de nos apromplarmos para ir para o lal lazareto, ob-
jecto dos nossos receios e horrores e que linha sido
o nosso duende durante a viagem Resignamo-nos
com a nossa sorle e consolamo-nos com a esperanza
de que a nossa reclusaodurara poneos dias. Final-
mente pelas 4 horas da larde, nos e a nossa bagaeem
fomos baldeados para uma pequea chalupa, onde
liyemos de procurar lugar entre ama pro fusilo do
eaixas e habus e em companhia de papagaios, maca-
cos, ele. ele O conselheiro M......., nosso compa-
nlieiro de viagem, e qae ha poucos mezes oceupara
uma das mais alias posicOes polticas no noss paiz.
e tinha embarcado ua Baha com orna pompa quasi
imperial, tambero se achava com nosco no lal barco,
e durante o trajelo foi sentado em um molho de
corda* '.... Sic transit gloria mundi I...
A chalupa soltou as velas ao vento e nos dirigimos
para a Torre Velha, lugar onde deviamos cumprir
a nossa seutenca. Sallamos em Ierra em uma pe-
quena enseada, no meio de om cordao de soldados
que nos vigiavam a distancia respeilosa, e subindo
uma alta collina, nos adiamos em frenle de uma
pisada porta, eujos grossos ferrulhos, que nos fizeram
lembrar da inquisiciio, se fecharan, sobre nos, e roen
amigo, achei-me preso pela primeira vez na miulia
vida. Entrando n pauso do lazareto, vemos bs-
tanles grupos de individuos que se adaslaram de nos
a nossa enejada eram viajantes vindos de diver-
sos pontos da Europa, e qoe faziam quareulena por
causa do cholera morbui. e talvez com tanta juslica
como os a sonriamos pelo febre amarella.
A primeira pessoa com quem Iravamos conheci-
mento foi a celebre Sr. D. Francisca, directora da
hospedara do lazareto, e qne nos receben com toda
a amabilidade, nao podendo occullar a satisfacau
que Ihe causava o ver o numero dos seus comroe'ii-
saes, augmentado com tinte e seis bocea*, que ne-
cessaramenle tinham vinle e seis algibeira*___Esta
senhora, mui eslimavel por cerlo, anda jjias .-ua-da
fama por varias partes do mando^S febre amarella
a fez couhecida a lodosos xiajaij^rque aqui chegan
do Brasil, o cholera morbut9av lembrar a lodos
os passageiros que vem dos poTIo da Europa.Va-
rios morlaes fazem esforros inauditos para alcancar
um nome na historia, em quanlo esta lilha de Eva o
adquerio por um meaupii/srtnples :dar de comer
aos empestados pelo modlea-tireta de 1600 reis
diarios. r '
Durante a minha reclusao no lazareto, que durou
oito dias, pude observar os numerosos absurdos o
scenas cmicas que se passam naquelle estabeleci-
nienio.A' nossa entrada adiamos l viajantes che-
gados de Liverpool e de Southamplon. c uma com-
panliia de Sallimbancos, viuda de Cadix, nos dias
segundes entraram os passsageiros de um navio do
Para e de oulro da Bahia, e finalmente no dia 8 che-
gou o paquete de Cadix e Gibrallar. e baldeou para
0 lazareto uma compauhiade quadros vivos, e oulras
pantomimas, em numero de 26 pessoas e uma fami-
lia de judeus de Gibrallar, composla de 36 membros,
qae, conforme as leis da sua religao e com grande
pezar da Sr." 1). Francisca, fizeram comida i parle.
Porlaulo,posso aeseverar que nossa saluda do laza-
reto, l se achavam perlo de cento e cinroenta pes-
soas, o que nao parecer exagerado, se se considerar
que os gallegos que conduzem as bagagens, e os
guardas da alfandega que as aeompanham lamben,
ticam de quarenlena. Toda essa genle eslava aloja-
da n'am edifieio, que apenas poderia accommodar
decentemente 50 ou 60 pessoas, e os individuos de
cada orna das difiranles quarentenas, eram obriga-
dos a nao estar em contacto com os de outrapor
exemplo. nos, qae eramos considerados infecciona-
dosde febre amarella no 1o grao, por serros os
mais antigos, podamos passear e conversar com os
amarellos mais modernos e com os cholenca
de qualquer grao, mas se por infelicidad* to-
cassemos as raaos ou no vestuario de qualquer
desses individuos, seriamos obrigados a ficar no la-
zareto at elles sahirem, embora a oossa quareulena
se arabasse nesse dia. A's vezes era difficil cumprir
arisca esla disposicao, e frequenlemente occorriain
dilogos como o seguinle, entre doas pessoas que se
enconlravam nos eslreitos corredores do edificio :
Faja alto O Sr. ha amarello ou cholera)'!
Sou cholenco. E o Sr. *
Eu sou amarello e do primeiro grao, pois saio
amaoha.Arreda Arroda .'
Um dia succedeo que um pequeo saguim, de um
dos nossos companheros de viagem, fugisie a seu do-
no, correndo para um quarlo onde se achavam qua-
renlenaros de cholera. Houve ama completa re-
volocau enlre esles individuos, que temando ser <-
feccionados pe macaquiuho, fugiram delle como
de um tigre ou panthera, e os guardas indagaram
escrupulosamente se algum dos cholencos linha
sido locado pelo pequeo animal, que era considera-
do amarello!
Estes e outros episodios cmicos, nos diverliam e
ajudavam a passar esses dias de reclusao, que foram
bem enfadonhos.A nossa maior distraern consis-
ta em passeiar nos lerracos da Torre e admirar o
magnifico paoorama que tinhamos oanle dos olltos.
O Lazareto esl situado na margem meridional do
Tejo, mesmo em frente de Blm. e he fon-uso con-
fesar que em poucos lugares do globo se gozara um
poni de vista lao bello como aquello.'
Como fondo a esse paoorama vamos a Serra de
Cintra, com o seirCaslello da Pena quasi sempre en-
vollo em neblinas, e cujos altos pillearos se confun-
den, com as nuvens.A' estllenla e a grande, dis-
tancia ve-se a taz do Tejo, guardada pela fortaleza
de S. Juliao, la memoravel na historia recente de
i orlugaldepois segnem-se montes e valles colti-
vados com cuidado e enlremeados de povoaces, en-
tre as quaes se d-tinguen, Paco d'Arcos e Oeiras.
Mais perlo veci-ee Boa-Viagem, Saota-Calharinaa
S. Jos de Ki lia 111,1 r, n'oulro lempo conventos de sr-
didos frades Franciscanos e hoje transformados em
lindas casas de campo.Depois os palacios dos con-
des de Lumiares ede Pomneiro e a fashionable po-
voacao de Pedroicos, esta Brighton dos Lisbonenses,
em cajas praias aivejavam as barracas de banhos.
bm frenle de nos eslava a pequea e formosa Torre
de Belm, que com a sua linda archleclora golhica
e arrendados de pedra be,segundo diz um viajante,
mais apropriada para figurar em um mnzeu d'anli-
suidades, do que para defeuder uma cidade.Mais
a direila via-se a magnifica igreja dos Jerouvmos,
monumenlo que record D. Manoel e a descoberla
da ludia, o o Trnnpio da Memoria, que Iraz lem-
branca o marquez de Pombal e o seu secloisto
he, a aurora e o occaso das glorias portugnezas.
A\Ktavam-se tambem os jardins o o palacio de Be-
lem, eno lopo os marmrea massicos da Anda, cu-
jo plano primitivo ameacava sobrepujar o Escurial,
e que a pobreza dos cofres pblicos deixou em me-
nos de melada.Mais longe o vasto edificio da Cor-
doaria, e depois lodo o lado occidental de Lisboa,
com os seus monloes de casarla, coroados pelo mag-
nifico zimborio da Estrella, imilacao de S. Pedro
de Roma, e pelas igrejas de N. S. do Monle e da
(rara, e pelo caslello de S. Jorge.Os edificios da
Pracs do Commercio dislingoem-se na exlrema di-
reila ejunlo a alfandega viam-se os nevios que se
achavam no porto.Alguns vapore vomitando nu-
vens de fumo e numerosos barquinhus com as
velas solas ao venlo davam animaran a este qua-
dro.
Comlodo em breve nos enfastiamos do olhar para
ese panorama, que ainda exacerbava mais a nossa
impaciencia, mostrando-nos ao longe os edificios de
Lisboa, era rujas r uas nao nos era permitlido pas-
sear.Na nossas conversas nao ponpavaroos o con-
selho de salubridade, e parece que os nossos anle-
cessoreano Lazareto nao tinham lido mais resigna-
cao, pois adiamos as paredes do edificio coberlas de
imprecac,es em prosa e verso.Houve um logice
que l escreveu o seguinle : May ecer mischiefs
altead Ihe sleps of Ihe porluguese government'.
1 raza ao co que o infortunio siga sempre os pas-
sos do governo portugnez.' ) liavia muilos versos
conlendo expreises ainda mais enrgicascu tam-
bem Uve desejo de la escrever uma pequeua poe-
sa, mas resist lentacao, pois estando no Laza-
reto por causa da febre amarella e em companhia
de cholenco, e escapando a cssas duas molestias,
cria uma infelicidad, sabir de l infeccionado da
inania de fazer versos, que, na minha opiniao, he
muito peior enrermidade ainda.
Todava, nos humildes 11101 laes. nao deviamos ex-
1 tan liar nossos sollrimeulos, pois o Messias se acha-
va comnosco debaixo dos mesmos ledos o tambem
eslava em quarenlenaEsle he o episodio qne mais
nos fez rirc que nao quero passar em silencioEis
o caso :Enlre os passageiros da barca Flor do l'ez
que chegou da Babia no dia 5 de selembro, veio a
familia de um judeu, chamado Elias de lal, eslabe-
cido ha anuos naquella cidadeEsle individuo dizia
ilha, e ir a Nossa Senhora do Monte a cavallo, nos a 1ue.ni o quera ouvir, que um dos seus filhos li-
celcbrados rociuanles do Fuuchal 1 "ha vndo a esle mundo dentro de um envoltorio oue
Depois de se afastar o escaler da visita, appro-1 conlnha a seguinle inscripsaoem HebraicoUst he
ximaram-sc alguns boles conlendo frurlas o outros M.""HU Segundo me disseram. o pai deste novo
C0MMIM4D0
CARTA VI. DO AMIGO JULIO AO AMIGO
JULIANO.
SUMMABIO.O amigo Julio em ciagenu^-Sahi-
da de Pcrnambuco.O iapor Bahiano^Clicga-
ga a ilha da Madeira.A quarenlena.Entra-
da no Tejo.O consclho de salubridade.O
lazareto de Lisboa e a Sra. D. Francisca.A
febre amarella e o cholera morbus.Scenas c-
micas.Vitla de Lisboa e seus arrabaldes.O
Menta* em quarenlena.O despotismo dos Escu-
lapios.-
Lisboa 27 de selembro de 1854.
A migo Juliano.A cho-me emlim na anliga Ly-
sia, onde enlrei, lendu escapado as furias de Nep-
tono, mas depois de (er solTrid os rigores que o
conselho de salubridade impOe a quasi todos os
viajantes que visilam esta bella cidade 1
Na caria que, ainda do Recife, te dirig parti-
cularmente em 10 do mez passado, te expend as
razoes que me induziram a emprehender esta via-
gem, e por isso nao me aecuparei com esteassump-
lo, que nao ioteressa ao publico. Depois de algunia
hesitacao resolvi-me a continuar estas inhibas carias
de qualquer parle onde me ochas.c. por me pare-
cer que os leitores du Diario de Pcrnambuco lalvez
lomassem algum inleresse na puhlicarao da mesmas.
Porlauto, o meu plano primitivo In ara um pouco
ampliado, pois agora estas epstolas serao uma especie
de folha* cahidas da carteira de um viajante, que
d conta do que v, do qoe ouve e do que pansa.
Nao julgues comludo que eu pretendo escrever um
livr de ciagens, pois, conhecendo a minha inca-
pacidade, nao quero fazer ensato em um genero
em que se lem escriplo lanas e lao bellas obras :
porlaulo o publico dave apenas considerar que o
Diario de Pernambuco augmenlou o numero dos
seus collaboradores com um correspondente am-
bulante.
No dia 17 de agosto, embarquei a bordo do vapor
Bahiana da companhia de paquetes de Liverpool
{South American & General Steam Nacigalion
Cumpany,) que nesse mesmo dia linha Tundeado
defronle do Recife. A uma hora da tarde, o Ba-
hiana den um tiro de peje, soltou algumas vellas
ao veulo, o hlice den a primeira volia, e rpida-
mente nos afastamos das cosas do Brasil.
Que bello vapor he o Bahiana 1... De iolacAo de
1700 tonelladas e de forma mui elegante, este bar-
co aprsenla o maior luxo lias derorares interiores,
sendo para notar-so a profusa c gosio das doora-
duras, espelhos e sofs que oruam o vastissimo sa-
li da primeira cmara. Sobre o modo como os
passageiros sao tratados a bordo dos vapores ingieres
da carrena do Brasil, tem-se ahi dito cousas tao
terriveis quejulg conveniente declarar que, vista
do que observei a bordo do Bahiana, me parecen, in-
fundadas as queixas que tenho ouvdo a esse res-
peilo. A comida, ainda que coziohada ao goslo
ingloz, era variada e mui abundante, e servida com
a maior presteza por uma mullida de criados qoe
parecan! querer adeviuliar os desejos dos common-
sacs.
O receio da quarenlena bastante nos oceupou o
espirito durante a viagem, e muitas vezes conver-
savamos sobre as probabilidades de irmos a trra
na Madeira, que era a nossa nica escala, e enlrar-
mos em Lisboa sem passar pelo lazareto. Final-
mente, no dia 28 passamos a oeste da ilha do Fer-
ro, que amigamente serva de primeiro meridiano
a todos os geographos, e cujas alias monlanlias dis-
tinguimos perfetamenle, e no dia 30, pelas 9 horas
da manhaa, avistamos a ilha da Madeira. Pouco
a pouco os contornos da ilha, que ao principio se
confundan, com as nuvens se acclararaoi, e os edi-
ficios da cidade do Fuuchal foram i'pparecendo.
Pelas 2 horas da larde ancoramos em frenle da
cidade, e perlo de outros navios, enlre os quaes vi-
mos um vapor iuglez com bandeira amarella no
maslro de proa, o que para ns foi de mo agooro,
pois era signal de que eslava de quarenlena. Os
nossos receios realizaram-se, pois approximando-se
o escaler da vizila, nos foi declarado que tambem
(cavamos em quarenlena, vislo que, segundo nos
disseram, linha vindo orden, de Lisboa para obrar
assim com lodos os navios que chegassem do Bra-
sil. O deslenlo se apoderou do corarlo de lodos
nos, vendo fuslradas as esperances de passear na
objeclos, e os homens que os Iripulavam resolulamenlc
subiram ao convez do vapor, o que nos rausou bai-
lante sorpreza, visto estarmos ncommuuicaveis:
mas depoi soubenios que esses homens, -dundo do
navio, iam passar cinco dias no lazareto, sujeitan-
do-se a esla reclusao com a o-paranca de vende-
r m aos passageiros as suas mercadorias, que, alm
das frudas consisliam cm bouilos artefactos de ma-
deira, com embutidos de difiranles cores, c que
fazem m-iita honra industria insulana.
Retidos a bordo, nos passamos dia a olhar
para a Ierra, cuja belleza ainda nos fazia lamentar
Kcdemplor abandonou o seu eslabelecimenlo na Ba-
bia e vai a Londres aprcseular o seu lliesouro ao
bara Rolhcbild, naturalmente para induzir esle a
preslar os seus n.ilhoes para qne seu filho compra a
gloriosa roissao a qae est.i destinado.Muilas vezes
vi o tal Messias jogando as pedradas com oulros ra-
pazeshe urna erianca de 8 anuos de idade e usa
de cabellos muilo eompridos, pois nunca Ihe foram
corlados--os seus companheros de viagem me asse-
veraram que esle salvador do mando he um diahre-
te muilo mal creadoamiudadas vezes insullava o
pai, cbamando-lhc nomes injuriosos, ao que esle
mais o estarmos em quareulena. A cidade do Fun- I respoudia boijandu-o c dzendo. Tu has de ser a
chai, edificada en, ainphithealro, quando he visla minha fortuna, meu filho. n Alim di-so, o Messias
do lado do mar, lem um aspecto verdadeiramente
p loros,"., c juntamente rom as ntontaiihas que a
rodean,, parece merecer o nome de Flor do Ocano
(Oeean Floweri que um poeta nglez dou a ilha.
Lindas casas de campo se descobrem de lodas as
parles, c entre ellas se dislingue a que I1.1l.it m a
imperalriz do Brasil, e onde morrn a princeza D.
Amelia. A igreja de Nossa Senhora do Monte,
situada em um lugar elevado, parece olhar para os
navegantes do meio de um moniaodc verdura.
A's 6,'i horas da larde levantamos ferro, c conti-
nuando a nossa viagem sem novidade, no dia 2 do
correle chegamos a Lisboa. A's 8 horas da manhaa
avistamos o Cabo da Roca e em breve leudo delta-
do Cascaes nossa esqnerda, passamos enlre as tor-
res de Nin-.luliao e do Bogio. O dia esleve chuvo-
so e cheio de nuvens, o que em parle nosimpedo de
gozar dojinagnlicn panorama que aprsenla a entrada
do Tejo c que (antas vezes lem sido descriplo. Pas-
sando pela frente das piltorescas povo acns que or-
lan] as margens desse bello rio, ancoramos em fren-
te da Torre de Belem e pouco depois alracou ao va-
por o escaler do conselho de salubridade.caio's fune-
cionarios, lendo examinado os nossos papis, acha-
ram que a caria de *aiiie da Bahia deciarava que
pretende ser dotado do dom de prophelisar, e no
principio da viagem predisse que gaslavam Irinta e
sele dias da Bahia a Lisboa ; mas infelizmente para
o crdito do joven propbeta, o navio s enlrou no
Tejo depois de sessenla e qualro dias de viagem
Se o lal judeu Elias cnlra de boa f nesla faren ou se
tudo isto be uma eapeeolecSa para apauhar os cobres
ao Kohrhild, he o que eu nao posso decidir.
Finalmente no dia 10 do correnle acaben a nossa
quarenlena, e apenas nos deram a liberdade embar-
camos alegremente para LisboaPor ludo que ob-
servei, parece-mo que o conselho de salubridade he
qui uma potencia soberana, p'qoe o governo receia
oppor-seas suas disposirea; e peanlo lodos os via-
jantes que chegam a Lisbi.a."reem de sofirer o despo-
tismo desses EsculapiosHa quem diga que ahi an-
da espcciilarao, que os taes funecionarios recebem
um lauto por cabeca de cada empeslado que man-
dara para o Lazareto, eque a Sra. D. Francisca nSo
he msis do qne testa de ferroNao quero aprofun-
dar esla quesiaoapenas direi que o Lazerelo de
Lisboa, da maneira que esla organisado, poder dar
assumplo para urna encrasada farsa, mas dnvido
que preenrha os fins para qne foi estabelecdo. A-
deos. O amigo Julio.
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QHRIO DE PERHIMBUCO, QUINTA FEIRI 19 D OUTUBRO DE 185-4.
3
Ao Sr.
Srs. Redactort.Vendo no seu jornal de lerra-feira
17 do correule um annuucin assignadoO eiurota
caesu qual falla no meu nome, parecendo dirigir-
se a nlor d'alguraas insultoosas correspondencias,
que dizem ler-me dirigido o Brado do poro, peque-
no jornal que nao conheco nem me inleresso de ler;
peco-lhe o favor Je declarar se lie meu o annuncio
cilado, para que o publico me nao julgue severamen-
te, acreditndome nitor de semelhante desprop-
sito.
Aproveilo a occasiao para agradecer i pessoa
que, lalvez bem. intencionada, quiz generosamente
tomar a peilo a mioha delTeza, enganamlo-?c para
isso nos meios qnasi a ponto de enmprometter-me :
assim como nao devoesquecer urna snudacjlo iquclle
ou aquelles que, com tanta delicadeza, pretenden)
dcsconceituar-me i face de un publico sempre ge-
neroso e benigno ero acolber-mc, e ao qual constan-
temente tributo espeilo, gralido e reconbecimctito.
Nao sei quem sao meus detractores, nem procuro
conhecc-los : nunca vi seus apontuados para nao ter
de eajoar-me ao le-los : mas liquemcertos esses lacs
que inleulam abncanhar-me, queo coaxar das ras
em lodaral immando nao me atordoa, nem enzur-
dece.
Tomo o publico sensato por meu juiz, como uuico
iiutorisado a jugar a minha conducta.
Publicandoestas linhas, Srs. Redactar*, milito ob-
sequiarlo.
O seu atiento venerador
Jos da Silca Res.
Sis. Redactores.Em o dia ti do crranla bem
cedo pela manha, aehava-me eu tranquillo no seio
do minha familia, quaodo inesperadamente entra
cm minha casa, na ra da Oleada, o Sr. subdelega-
do de S. Jos, acompanhado de um individuo de no-
me Francisco Alves de Pinbo. com intuito de pro-
cederem n urna busca em dita minha casa. Sor-
prendeu-me tal procedimeulo ; mas nbravu-se em
nome da lei, e uenbuma ubjercao me era licito fa-
zer. Ueu-se, portado, a busca, c, como devia acon-
tecer, cousa nenliiima se cnconlrou por onde a po-
lica justifcasse dito procedimeulo. Islo feilo, pedi
ao Sr. subdelegado houvesse .le declarar-me quaesos
motivos que o induziram .iquelle passo, e enllo su-
be com grande pasmo que a busca referida tivera
por l'un, o verificar-se si? existan) em minha casaal-
guns objectos que, segundo dizia essa pessoa que a-
compauhava o Sr. subdelegado, haviam sido l'-irla-
dos da sua loja de miudezas na roa do Livramenlo ;
sendo que era ea ligado ao facto referido pelo fun-
damento de haver anteriormente concertado, na
qualidadede ferreiro que sou, urna chave da mesma
loja.
I- n;.un, Srs. Redactores, urna idea, do quanlo me
devia irritar em face de suspcita9 13o iujuriosas, mor-
nieiile se se attender a que, embora pobre, tenho
al hoje, graras a Dos, sabido minter-me com dig-
nida.lu e honra nessa mesma mesquinha posiejo que
oceupo na sociedade, accresccndo islo urna cir-
cuiu-lancia, que alm desta, devia ler desviado de
mim as suspeitas do Sr. Pinbo, a qual foi a de ter
estado seu caixeiro presente no concert que liz na
chave de sua loja.
Este procedimeulo da parle do Sr. Pinbo, crea
ccrlameute emmeu favor o direilo de enderezar ron-
Ira elle urna accao criminal ; mas, constando me
que o Sr. Pinho se tem mostrado nrrependido do
passo que dera, em visla das infrmame* que ulte-
riormente rolhera a respeilo de minha conduela, nao
quero de maueira alguma prevalccer-me dessa posi-
S-ao que me creou um acto menos refteclido do Sr.
Pinbo ; e por isso conlcnto-me com a publicado
deslas lionas, rogando ao mesmo lempo a este Sr.,
digue-se de declarar, se nilo he exarlo o que venho
de expender.e bem assim, o que pensa a meu repeit
com relacao ao facto que o levou a portar-se para
comigo do modo ja mencionado. He urna exigen-
cia i que tenho direito, e que S. S. me desculpani em
atlticta a miuha reputara, para mim tanto mais
apreciavel, quanlo he ella o nico titulo, pelo qual
me posso fazer valer no meio de meus concidadaos.
Kecife (7 de outubro do 1854.
Antonio Joaquim da Silva.
Srs. Redactores. Tive de apreciar ha pouco
lempo lodo o merecimento, e importancia de urna
auloridade justiceira, e esclarecida de*la provincia.
De nm canlinho dessa provincia da Parahiba, vi-
me obrigado, por negocios particulares i ir a comar-
ca de Garauhun ; e comquanto i principio se me
erguessem dilculdades, que me parecern) iiisupe-
raveis, eu todas pude vencer sob a gide do delega-
do do termo o capillo Carlos de Moraes Camisao. E
apezarde que s delle recebi juslica, he boje Uo ra-
ro encontrar quem a faca sempre.e com firmeza; que
me juigo obrigado e summamenle agradecido
aquello udicial porque nunca me a negou, e anlea
empregou lodos os meius, e recursos do poder publi-
co para que o meu direito fosse respeilado.
E como de Lio longe nao lenho oulro meio de dar
aoSr. Camisao.urna prova da minha gralido e esli-
ma,recorro ao sen jornal para dar publicidade a si-
tuara era que me achei em araohuus, e aos rele-
vanles serviros que me presin oSr. Camisao.
11 avia-so passado perlo de tres annos, que me ha-
viam furtado ilous e9cravos ; e consegu saber que
estes se acharara em Garanhuus em poder de pessoa
all muito consideradas. Enlao empreguei diversos
meios para os recobrar, mas foram baldados lodos
os meus e-Torro*,por que os delenlores dos meus es-
cravos zomhavam pela sua posirac c podero no lu-
gar dos meios que eu empregava ; assim se consu-
mirn) quasi tres anuos em diligencias infructferas.
Afiual euproprio, abandonando o meu engenhu, mi-
nha familia, e os meus interesses de ca, fui a Gara-
uhuiis. Aochegar quasi quedesanimai em visla da
po-irao das pessoas com quem ludia de lutar, c mais
anda pela convierta, hoje quasi geralmeule arreiga-
dade que a justica do imperio lie impotente, e iner-
te contra os poderosos, Quis, porem, antes de me
retirar sem combaler, tentar um esforco : dirigi-me
ao deleg mo o Sr. Camisao, e o liz sera esperanza de
ser bem succedido. Felizmente, purera, o delegado
desmentio os meus recejos.
O Sr. CamisAo arman to-se com a espada e ao mes-
mo lempo com a vendada justicia, fez pezar lodo o
rigor das leis sobre os autores do crime ; e para logo
potencias locaes.mombros de urna familia que se ar-
roga a primazia na provincia, foram todos fjferse-
guidos.e um eutrou na cadeia,e me fui restituido um
dos escravos furia lo-,n 'o sendo o oulro por se haver
evadido para a provincia da Baha, segundo elles o
dizem.
Yin rila re os nomes dos autores do crime,porque
o men fim aqui nilo he deprimir, e Mmenle soltar
nm brado de gralido em honra do di-lindo militar,
que all exerce as fuuccoes de delegado.
S os nossos govcrnos.quando nomeiam as auto-
ridades, nao tivessem em mira lavrar o rampo das
eleicoes e ao contrario curassem seriamente da segu-
ranra individual, e de propriedade : se os nossos
governos tivesem sempre a feliz lembranc* de confiar
a polica homens do quilate do Sr. Camisao,e arran-
ca-la das maos impotentes ou pervertidas dos man-
desdas vi.las,oulra e menos medonh>, seria asorle
do Brasil ; e os crimes se nao mulliplicariam pela
certeza da impunidade e patrocinio das potentados ;
e estes se nao al revenara a cominette-los on ordna-
los, enlrincheiradosna inviolahilidade de urna fami-
lia, na criminosa tolerancia dos partidos, ou no ter-
ror, que lucutem os seus siccarios.
Eu pois abenro a mito que assiguuu a nome.icao
do Sr. Camisao para a commissao em que se ach'a ;
e ao mesmo lempo felicito aos homens honestos de
li iranhuns pela acquisicao de nmn auloridade que
na comarca ha urna garanta viva de que ser respei-
lado o seu direito de seguranza e de propreidnde.
He hoje bem pouco cotiiraum encontrar-sc urna
auloridade que possua simultneamente tantas qua-
lidades eminentes: elle tem a primeira e a mais
esencial em todas as situares da vida social, e mais
ainda na publica, a probidade : a sua actividade in-
cansavel he atleslada pelos inuilos actos de aulorida-
de que pi tica, e se pode effirraar que lodo o seu
lempo elle o dispende na idminislraeao da polica.
lio iinparcial c ju*lis-imii: no exercicin de suas al-
Iribuicoes nao conhero partidos, c os pequeos tanto
romo os grandes encontrara nelle igual garanta de
seusdireilos.Sua firmczae resnlucao.itingucm apo-
de con testar : ninguem o vio anda trepidar diante
da responsabilidade de seus aclos, e nem l.o pouco
recuar anle os poderosos da comarca.
Oseudesinlere.se he|lal, que bem longe de co-
Iher vantagensdos emolumentos, que o goveruo Ihe
concede, ao contrario eu fui teslemunha de que elle
dispendia de sua bolsa com os negocios da polica,
quando para elles havia Paila de coii-ignaeAo ou sub-
sidio do governn. Es porque eu fellicilo os habi-
tantes de Uaranhuns por pos*uirem una auloridade
com qualidadcsiao eminentes c lao raras de se en-
contrar acumuladas no mesmo individuo.
A elles os meus parabens, e ao Sr. Camisilo um
protesto de minha sobida estima, o profunda grli-
So. Dignem-se.Senhores Redaclores.iledar publici-
dade esU minha caria, que fanlo ura assignalado
favor > Manoel Vas Je .l'bui/uergue.
B.....
JIOTE.
de.
Abomino a riqueza
Se nao da humanidade.
GLOSA.
"a virgem a grao pureza
Me roubou o rorarao ;
E de lio rico B......
Abomino a riqueza.
Amando Densa pobreza
Moslra noouro maldadr.
No pobre sania equidade
Em razao, c em Justina ;
E no rico o mal altea
So nao da humanidade.
17 de oulubro de 1K.Vi .
______ f. F. S. M.
CHARADA
as miuas me encontrara ) ...,
Mas uo mar he que eu nasci ) s>"tt>a.
)3
Mil c quinhenlos crusados
Sendo em prala ji val.
Gonce.io.
De sangue posso ser ou ser de tinta,
Posso ser de algodao ou ser de seda,
Que nodna possa ser ou ser enfeite
Da dama no vestido se conceda.
ERRATA.
Os versos publicados no Diario de honlem, em
lugar das lellras T. T. S. M.,deve serF. V. S. M.
WRIEDADE.
PUBLICARES A PEDIDO.
Qnadras otTerecidaa ao Sr. J. A. S. G. da S,
rl* desfecho Infeliz de men casamento com
na ennhada a sacrificada Exm-' Sr, D.
x-t J. .a
Sanhudoesciila meus versos
Feitns a li, animal,
.l.i quede razan nao ha
Em ten proceder signal:
slenlas vil fiugiincnlo
Atrairoando a verdade.
Fallas com sr disln ido
De retinada inaldade.
t,luem te couheccsnu cu
l'r'igo, pesie c coriseo,
Para cointigo aiuisade
Jamis, jamis ea arrisco.
Ah pena, tenho de lodos
Vue te crem cuino amigo ; .
Porque rrm ojjin,. garras
SolTrcra iguaes comigo.
Da brilla, feia.nogenla,
Da vil mesquinha Irairilo,
Paga esla que s das,
Em lugar de gralido.
Ostentas vil fingiraento
Alracotndo a verdade ;
Fallas com ar disfarcado
De refinada maldade."
EXPOSICAO' UNIVERSAL DE PARS.
O primeiro peusamentu das exposifes be inleiri-
inente francez.
Foi em 1798, no momento em que a F'ranca lur-
tava conlra a Europa colligada. e no meio da cam-
panba do Eg)po, que se decidi a primeira eiposi-
J1o era Franca.
Na Terdadaera urna primeira Icnlaliva tmida,
por issim dizer, mas havia a esperanca de que o seu
prodigioso concurso, animara o mundo inteiro a
entrar de futuro em lice. Ella eslava longe dessa
tentativa secundaria, cujas apparencias lodas pacifi-
ca, di*-imuavam, onnuiidu. urna iilensio aggressiva
e hostil; eslava longe dcsla exposirao exlrclameule
nacional, como lorneio universal, de que a Franca se
oceupa actualmente:
A historia das exposires francezas snecessivas se-
ria tamben) a historia do progresso industrial reali-
s)do durante meio serillo. E como nao deve atlra-
hir a admiradlo o inaravilhoso dcscnvnlvimcnlo,
que a passos de giuanle tem tdo as grandes applira-
cesscientiliras !?
A exposirao de 1798 apenas conlava urna dezena
de expositores dignos de screm recompensados;
aquelles que niaisse approximaram em lt)l c lSth
ja puuham em evidencia os nomes que deviam um
da figurar pelo seu desenvolvimenlo.
A expsito de I8U0, conlava dez vezes mais ex-
positores do que ad 1801;1819182118:27 fo-
ram decididamente as dalas mais gloriosas dos fados
industriaes dnquellc paiz. Os Jacquarl, os Ternaux,
os Monlgollier, os Thomire, etc., linham j, mais
em virtudu do sen genio pessoal, do que do impulso
geral, attrahido o inundo inteiro. Mas a sciencia
prestava-se a dar i industria um concurso assiduo e
muilo poderoso ; Chaptal, Vauauelin, d'Arcel, The-
nard, Gay-Lussac, Berlhollel, Conlc, e anda muitos
outros, preparavam no silencio das suas officinas os
mais deslumbrantes Iriuraphos das arles. Todos os
grandes ceiros manufactures. Lile, Nimes, Avig-
non, Ruao, Tarar, Mulheuse, Rouhaix, Carabrai,
Sl-Oueiiliii, Abbcville, etc., cslavam no habito de
fazer as suas exposiees. e alcaucavam, por meio da
compararlo, pacificas victorias.
A expsito de 183t, diz mr. Blanqui, excedeu
tanto em explendor e extensao i expsito de 1827,
como esla linha excedido a todas as precedentes.!)/
Em 1839 e em 18ii. o progresso ainda foi mais sa-
lienle, a Franca poda de futuro, cora justo orgulho
mostrar no mundo productos mu ricos, mui varia-
dos, diversos, de um gesto perfeilo, e de inemitavel
elegaucia.
Cem expositores concorreram i exposicao de 1798.
Em 1839, contavam-se 3381 e de >(i me'dilhas, ha-
viam chegado a 80.). A exposii;lo de 18ii devia ser
ainda mais brilhanle. Havia urna inITuencia mais
considcravel sobre as industrias e As vas facis de commuuica;ao roineearan a gc-
neralisar-se. A Europa inleira linha tdo occasiao
de avallaras vanlagensde um concurso de semelhan-
le iiatiirza, ainda que fosse enlre os nacionaes da-
quelle paiz : e depois disso a Europa usou de iguaes
meios. A Blgica, a Prussia, a Austria, a Hespa-
nha, ele, quizeram ler as suas exposc,es. Tive-
r.iin-nas mais ou menos bullanle*, mais ou meuos
imperfeitas; mas os grandes precedentes estahelece-
ram-se ; o impulso eslava dado, todos os manufac-
tores do inundo civilisado linuam os olhos fixos so-
bre estas manfestu-cs peridicas, e obre estes ba-
lancos do genio industrial de cada povo. Era enlo
o momento, que leve principio em 1798, de se en-
grandecer era elevadas proporcoes para o mundo in-
loiro.
A'Franca ainda roubc do novo a gloria de ler
concebido o primeiro projecto da abertura de urna
exposirao para os producios do universo. A exposi-
cao de 1849 devia ser urna exposirao universal. In-
felizmente a execucao tao prorap'la, enconlrou dif-
liculdades, c i Inglaterra, cora osen grande poder,
vonlade e appticac,;io, a Inglaterra soubc prevenir
ludo. Justiea pois a cada um segundo o seu direilo.
A Inglaterra leve, na fardada, ura grande mereci-
mento, he necessario reconhcce-lo, quando levou a
effeilo o que havia sido concebido.
O que a exposirao universal de Londres foi, nin-
guem o ignora. Nao foi i competencia de urna ni-
ca nacao, de urna assnciacao, foi a lula industria!
dos dous mundos ; e os magnficos productos nalu-
raes dos povos das mais ricas regios da Ierra, vie-
ran) rollncar-se a par das mais complicadas obras do
nenio da civilisacao ; a India e a China, o Egyplo e
Persia, inslallarainse n.qoollo conjunclo de Indus-
tria, junto i Franja, i Blgica, i Prussia e Russia.
He esla a occasiao, em que a Franca oflerece urna
suinpluosa hospilalidade em Paris i todas as naroes
da Ierra.
Para se enmpreheuder o que pode e deve ser a
exposirao universal de 1865, hasta examinar alten-
lainenle, o progresso de cada urna das exposic,es an-
teriores, comparadas com as que as precedern).
A exposirao universal de Paris deve ser em rela-
cao i de Londres, o que as exposires parciaes de
Franca no ultimo reinado, foram para a ullima ex-
posicao do imperio e da restaurado.
O progreso dassciencias humanas nasapplicaces
scienlificas; esse progresso consolidado em si mes-
mo por mil cnvime* visveis e explendiilas ; esse
progresso, que s pode negar-se aos olhos fechados;
esse progresso, de cuja cansa nunca dezerlaremos,
porque nao smenle o julgamos compalivcl, mas es-
seucialmenle conforme as intenses de Dos sobre o
homem, porque he leslemunha da lei suprema do
Irabalho do homem pelo suor do seu roslo, imoosia
como castigo ; esse progresso que a lodos lembr'a, fi-
Ibos de Adao, que o Creador deu a Ierra para a ap-
propriar e Iransformar por meio do Irabalho ; esse
progresso, progresso do genero humano, existe por
toda a parte.
Por toda a parte elle leru derribado os obstcu-
los, desvanecido as dilHculdades, aberlo as monla-
nhas,saltadu osabjsmos, destruido lodas as harrei-
ras, approximado todas as distancias, centuplicado
lodas as Toreas, ligando os seus c-iorros, e multipli-
cada a vida pela econmica do lempo.
Os caminhos de ferro, que boje rodeiam o globo,
e que sem cessar se ramificara ; esses vapores rpi-
dos que afluem, soleando os mares e os ros ; essa
necessidide, essa urgencia de commiinicares com-
mcrciaes, que se leva a effeilo nos dous hemisplie-
rios; essa suppressao moral das fronleiras, essa ex-
pausao sempre mais activa entre cada urna das na-
Ccs, no meie de cada povo enlre si, es9a troca de
lires, esse commercio de genio, eis o que gcralmen-
te se testemunha.
Sim, ludo est promplo, lodos eslo promplos pa-
ra a exposirao de iBSS, islo he, para urna nova
sorpreza, depois das sorprezas das antcredenles ex-
posires, para urna ajMMilMaeao do mundo inteiro,
em proveilo do genero humano e da sua gloria.
A Franca industrial, tornando-se no auno pr-
ximo o amphilryao do universo, tem deveres a
prcencher. Inspirada pelo patriotismo, saberi ex-
ceder a si mesmo, e deixara sem receiojulaar as
suas obras.
He sobre esle campo do halalha pacifico, que os
seus lilhos lerao o direilo de ser allivos do seu no-
me, Telizcs do seu explendor, ricos do seu trium-
P'10- Jornal do Commercio de Lisboa.)
33 ditas sag, -2 caixas bixas, 3 dilas raiz de alinea,
7 ditas couro de lustre, una dita meios de sulla,
I dita couros. V ditas cal angas, 1 dita gales de
miro e lita, .Vi ditas .cnebra, I dila camisas de nia-
dapolao ; a onlcni.
i caixas lecidus de algodn e linho, II caixas lu-
cidos de lia, de Uta e algodio e algodao, 13 -Jilas de
algodao e 3 enibulhos amostras; a Schapheilln ecC.
i caixas pianos, 1 dita lecidos de lila c algodao,
S ditas brim de algodao c linho, 7 dilas lecidos de
hla, I embrulhos amostras, I caixa amoslras de as-
surar. I dila dila de loura ; a J. Kcllerci C.
I caixa limas, I dita facas e obras de tartaruga,
I dila bracos de balance, 1 dila pinecis c obras de
lati, I dila faces, 1 dila formos, 1 dila com I
piano, I dila botos de niadrepcrnla. -J dilas brim
de algodao c linho, 3 embrulhos amoslras, 11 caixas
e I fardo chales, 2 dilas gomla laca, 1 pecas de
carne de fui, 2 latas bolachinhaa, 1 caixa sapa los
para meninos. I lata de cevadinha e nina lata com
flor de macolla, 2 caixas bezeTTos, 5 ditas coares de
lustre, i fardos lonas. 1 caixa objectos de ebapelei-
ro, 100 barricas genebra. 8 barra carne salgada,
100 barricas cemento ; a N. O. Ilieher e C.1.
100 barricas cemente ; a J. C. Rabc.
3 caixas chales de algodao, ^200 barricas cemento,
1 caixa com I piano, ti dilas lecidos de l.ia e algO-
dlo. ti embrulhos amoslras, i4 caixas lecidos de
algodao, i caixas e I i fardes ditos de 15a, 18 ditos
de algodao, de algodao e linho. e de linho, G dilas
dilas de algodao e lila e I dila espedios de fechadu-
ras e guarniees para janellas de carro. I dita livros,
papis etc., 3 caixas lecidos de linho, i ditas chapeos
de palha, -2 dilas com 1 burra de ferro e -2 camas
de dilo, -22 ditas palitos de fugo. -JO dilas miudezas,
1 dita obras de mclal, I dita obras de ac a de la-
lio, ."> dilas filas de algodao e dilas de seda, 9 ditas
e I barrica ferrageus, 3 fardos barbante, 1 caixa I
lilas, 10 barricas eeuebra, 2 dilas tinta de irapri-
mir, 9 caixas lecidos de algodao e linho, 1 dila di-
lo, de dito e seda, 2 ditas pannos, I embrollo, li-
vros ; a Timra Mouseu & Vinassa.
2 caixas lecidos de algodao e linho, I dila dilos
de algodao c lia ; a J. II. Gaenslv.
2)0 caixas vcllas de romposiciio, (i dilas lecidos
de algodao o linho. I embrulho amostras. 2 caixas
lecidos de lia e algodlo, i dilas dilos de linho e
algodao, 9 dilas dito* de algodao e seda, 1 dilas
dilos de linho, 2 .lilas dilos de seda, 3 embrulhos
amoslras ; a C. J. Asile) c C".
CONSOLADO GEKAL.
Rendimento do dia 1 a 17.....2:0099718
dem do dia 18........ 146*630
COMMERCIO.
i'KACA DO RECIFE 12 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos olliciaes.
Cambio sobre Londresi GOd|V. 27 '. d. eom prazo.
Dilo sobre ditoa 60 d|v. 27 ,'' e 27 'l|2 a dinheiro.
Descont de leltras de 2 e 3 mezes 9 ;; ao anuo.
Al.FAN'DEGA.
Rendimento do dia 1 a 17.....137:159J873
dem do dia 18........7:035*761
144:1931634
tscarrega koj 19 de oulubro,
Briguc bamburgiiezGenrge Andreascemento.
Impottacao'.
Brigue banburgiiez Ccorge Andreas, viudo de
llanibiirgo, consignado a Tini.n Mousen & Vinassa,
manifeslou n seguinle :
10 caixas lonas, 15 ditas cspclhos de gaveta, 4
dilas botesde calca ; a Kullic iV Bidoulac.
.. ("r'j P31"10' > agulhas; a Briinn Prae-
I barril mcrcadorias de lalao. 7b caixas ferrasen,
1 embrulho amoslras, 3 caixas miudezas, 10 di-
tas espedios ; a S. P. Johnslun & C.
8 caixas e 2 barricas ferrageus; a E. H. \V\alt.
1 caixa papis impressos ; a C. Sleiiber.
o canas vidros ; a Feidel Pinlo & C..
7 caixas vidros, 12 ditas vellas de coraposicao,
2 dilas rclogios, 1 dila pesos para os ditos, 2 bar-
ridas rerveja, 1 caixa gomma laca. 1 dila rom I
carro para enancas e 20 libras de gomma, 2 fardos
galha, 1 barril vitriolo branca, 2 caixas man, 3
barricas e 1 caixa drogas, H uarrafes cevadinha,
1561348
PIVERSAS PROVINCIAS."
Rcndimenlo do dia I a 18..... 2(irlu
Exportacao .
Ili .Lian le do Mil pelos porlos intermedios, pila-
cho nacional 'anra Cruz, de 115 toneladas, rondu-
zio o seguinle : 525 alqueires de sal do Ass.
RECBBBDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
ItAES DE PERiNAMBOCO.
Kemlimento do dia 1 a 17.....18:075j28
dem do dia 18........S:36<#l64
20:ii35il2
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 17.....I0:99(>;79.">
dem do dia 18........306#602
11:303r397
MOVIMENTO DO PORTO.
Xavios suhido' no dia 18.
AssBrigue hra'ileiro Novo Minerca, em laslro.
Suspenden do lameirio.
BabiaPatacho brasileiro Conceirao, com a mesma
carga que Irouxe. Susocudeu do lameirao.
Em commissaoBrigue escuna de guerra Ugnlida-
de, roramandante o rapihio-leueule Pedro Anto-
nio de Lima Ferreira.
ParahibaHiate brasileiro Conceirao de Mara,
mslre Izidoro Brrelo de Mell, carga varios
gneros. Passageiros, los Henriquc Monleirn,
Manoel Henrique Monlciro, Jos Antonio de Pa-
ria Conlo.
EDITAES.
A cmara municipal desla ciiiadc, faz pubiieo
que, em virtude da resolocao que lomou nesla data,
estarao em praca hoje (19 do rorrenle) os aeougues
pblicos, era lotes de i e 5 tainos, pelo preo cada
lole, que ser dado aos licitantes.
Paco da cmara municipal do Recifc em sessaode
18 de oulubro de 18.54.liarilo deCaibaribr, pre-
sidente. No impedimento do secretario, o omcial
maior Manoel Ferreira Arcioli.
A cmara municipal desta rilado, d.i principio
a 4. sessito ordinaria deslc auno, hoje 19 do cr-
renle.)
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico que no dia 23 de
novembro prximo vindnuro, peradlc a junla da fa-
zen.la, se ha de arrematar a quem por menos fizer.a
obra dos reparos a fazer-se n.i casa destinada paro
a cadeia na villa do Ouricury, avadada em 2:750a
reis.
A arremlaelo seri feita na forma (la lei provin-
cial ii. 343 de 15 da maio do corrcnle anuo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerema esla arrematadlo,
comparecam na sala das sesses da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn affixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de oulubro de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d' Annuueiarao
Clausulas especiaes para a arremataran. '
1." Todas as obras sero feitas de conformidade
com o orramcnlo e planta aprese litados a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, na importan-
cia de 2:7508000 rs.
2. As obras serao principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oilo mezes, ambos conta-
dos de conformidade com os arls. 31 e 32 da lei
provincial a.886 de 17 de maio de 1851.
.3. O pagamento da importancia desla obra sei
feilo em urna s prestai.ao quando ellas cstiverem
concluidas, que serao logo recebidas definitivamente.
4." Para ludo o que ralo esliver determinado lias
presentes clausulas seguir-se-ha o dispoito na refe-
rida lei n. jm.
Conforme.y secrelario.
Antonio Ferreira iTAununciarao.
. O Mim. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 7 do correule, manila fazer
publico, que no dia 2 de uoveinhro prximo vmdou-
ro, peranlea junla da (alenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos lizer a
obra dos reparos da ponte de Gindaby, avadada em
):o202000 rs.
A arremataran ser fcila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correule anno, c sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla arremalaco
comparecam lia sala das sesses da mesma juula,"no
da cima declarado pelo meio da. compelenle-
menlc habilitadas.
E para constar se mandn allixar o prsenle, e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de l'ernam-
buco, 9 de oulubro de I8. O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciaro.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
t.* F'ar-se-hiio dilos reparos de conformidade com
o orcameoto approvado pela directora em conselho,
c apresenlado a approvacao do Exm. Sr. presideulc
da provincia, na importancia de 4:(>23000 rs.
2." O arrematante dar principio as obras uo pra-
zo de um mez, e as concluir no de seis mezes, ara-
bos contados na forma do artigo 31 da lei provincial
n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremalarao
realisar-se-ha era qualro preslaces iguaes ; a pri-
meira quando esliver concluida a lerja parle das
obras ; a segunda depois de eilo o segundo terco ; a
lerccira no reccbiiucnlo provisorio, e a qiiarl na
entrega definitiva, sendo de um anno o prazo de
responsabilidade.
4." Melado do pessoal da obra serii de gente livre.
>.' O arrematante devei proporcionar transito
ao publico no fim de Ircs mezes.
6. Para todo o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas nem no oreamenlo. seguir-se-
ha o que dispe a respeilo a le n. 286.
Conforme. o secrelario,
Antonio Ferreira da Aiinnnciaran.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo do disposto no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda Tazer publico para conheci-
ment dos eredareshypolbecarios e qnaesqaar inle-
ressados, que fui desapropriada a Jos Joaquim de
! reilas, orna casa de laipa sita na villa do Cabo, pe-
la quanlia de 805000 rs., devendo o respectivo pro-
pietario ser pago da importancia da desapropriacao
logo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala deste, cujo prazo he concedido para as recla-
inaces.
E para constar se mandn afflxaro presente e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassuccessivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de I'ernam-
buco Ib ferreira da Annunciaco.
O Dr. Alexandre Bernardino dos Res o Silva, ioii
de direilo da segunda vara criminal da comarca
do Recifc, presideulc da terrena sessao judiciaria
do jury do correle anno, por Sua Magestsde 0
linpcrador, que Dos guarde ele.
Fa?o saber era virlude do artigo 28(1 do cdigo
do processo, que leudo sido convocada para odia 18
de seleinbro pruiimo lindo lerceira sesslo indicia-
ra do jury deste termo do Recite, inslalou-*e no
da 20 do mesmo. leudo sido julgados uclla 16 pro-
eessos cometido 17 los presos, que foram assiduos
os senhores jurados coactivos seguiste:
Feliciano Joaquim dos Santos.
Francisco Jos da Cosa Campcllo. '
Francisco Antonio .le Figueiredo.
Juvencio Angosto de Alhayde.
Francisco Simes da Silva.'
Gabriel Allunso V,-.iicira.
Jo-e Joaquim Anluues.
Ignacio Beuto de l.oxola.
Jos Brasilino da Silva.
Jos Joaquim da Cunha.
Jos Gomes Leal.
Manoel Jos Lopes Braga.
Tbomaz de Aquino Fonseca Jnior.
Manoel Partir Lenos.
Manoel Gomes Vicaas.
Joan F'rancisco Ponlc.
Capilio Manoel Juaquim Paes Sarmenlo.
Juridos supplenles:
i. Hara Cesar do Amoral.
Capilao-lenente Jo3o Uaplisla de Oliveira Gul
nnires.
Francisco Serfico de Astil Carvalho.
Francisco .Vnlonio da Silva Cavalcanti.
Francisco Augusto da Costa Guinaracs.
Malillas Manuel de Jess.
Domingos Francisco Tavares. ,
Anlonio da Cunha Soares Guiniaraes.
Dnulor Anlonio Jos da Cosa Ribciro.
riiom.iz de Carvalho Paes de Andrade.
Doulur Jos Flix de Brilo Maeedo.
Tenenlc-coronel Francisco Rodrigues Cardlo*.
Joan Bernardo de Siqueira.
Antonio Francisco Pcreira.
Franrisro de Miranda Leal Sevc.
Joaquim ltn.lrii.Mies de Almeida.
Jos da Rocha Prannos.
Dnulor Antonio da Assumpc.lo Cabral.
Francisco Ignacio Ferreira Dias.
Jos Baplisla da F'ouseca Jnior.
Francisco Xavier de Moraes.
Jos da Silva Neves.
Que foram menos assiduos por motivos justificados,
os senhores:
Gabriel Germano de Asuiar Monlarrovos.
Flix da Cunha Teixeira.
Manoel Antonio Ferreira Gomes.
Donlor Pedro de Alhayde Lobo Moscoso.
Jos Mari i Seve.
Manoel Joaquim Sevc.
Komao Anlonio da Silva Alranlara.
Capital) Manoel de Mello Albuqucrque.
Foram mudados em 340tOOO ris, cada ura dos se-
nhores jurados eflectivos, segninles:
Manoel de Sampaio Barros.
(darlos Jos Gomes de Oliveira.
J^ciiiiho de Abren Ribeiro Machado.
Francisco Pcreira da Silva.
Manuel Jos da Silva Grilo.
Dr. Ignacio de Barros Brrelo.
Manuel Carnciro Rodrigues Campello.
.Manoel Carne!ro de Jess.
Pedro Joaquim Gomes.
Melquades Antones de Almeida.
Em 3203000 rs. cada um'dos senhores jurados sup-
plenles:
Anlonio Augusto afaciei.
Dr. Sabino Olegario Ludgcro Pinho.
Em 3003M)0 rs., os senhores:
Manuel Gonc,alves Ferreira.
Anlonio Gnnralves Ferreira.
E em 2405000 rs., osenhor:
Maiioel dos Sanios Nunes de Oliveira.
E para constar mandci passar o prsenle OM sera
publicado pela imprensa.
Dado e passado nesla cidade do Recife, aos 7 de
ou ubro de 185*-En, Joaquim Francisco de Paula
Estoves Clemente, escrivao, o escrevi.. ile.randre
nernarjino dos Reis suca.
DECLASACjQ'ES.
COR RE 10 GERAL.
O patacho Santa Cruz, recebe as malas boje as 9
horas do da, para o Rio Grande do Sul, com escala
pelos porlos intermedios. Macei, e Rio de Janeiro.
Parlem hoje ao meio dia os corrcios para as ci-
dades do Natal, Sanio Antao, Goianna, Olinda, e
para a villa dcMamanguape.
Pelo prsenle se faz publico que o corpo poheta precisa contratar 2.50 pares de sapalos; as
pessoas que se inleressarcm deverao comparecer na
secretaria do mesmo corpo no dia 23 do crrente
mez, pelas 10 horas da maniata com suas proposlas,
em caria fechada, acompanhadas das competentes
rnioslras. (luartel du corpo de polica 17 de oulu-
bro de 1854.Emfamo Borget de Menezes Doria,
lenle secretario.
BANCO Dh PEKNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direcro do
Banco de Pernambuco, vao ser vendidas
19 acoies no valor de ."):800.s()00 mil reis,
correspondentesa'terceira piestacaode O
por cento da segunda entrada decapita!:
os pretenderte*, podeindirigir suas propos-
tas em carta lechada ao conselho dti-
rctvao, atsabbado21 docorrente^mez.
Banco de Pernambuco, 14 de outubro
de 1854.O secretario do conselho, Joao
Ignacio de Medeiros Bepo.
RFAL COMPA.MIIA DE PAQUETES INGLE/.ES
A VAPOR.
J ?3J No dia 21 ou 22desle
/w* ^-^SiiSS nlez> esiiera-se do sul o
'<^!c!-^'.t\V:rrj. vapor fhames, com-
^w:^b6HBS5b_ IUiUllla'le Slrull, nqual
: "v-rJ:C-..a..-3*?* -' depoi* da demora do
cosuine seguir para aEuropa: para passageiros ele,
trala-ae eom o* agenles Adamaon. Qowie i\ Corapa-
nbi;>, na ra do Trapiche Novrf n. 'i2.
N. R. As cartas enlregam-scuo consulado inglez,
no liapiche Novon. 12.
SOCIEDADE DRAMTICA ESPREZARIA.
12. RECITA DA ASSIGNATL'RA.
Sabbado, 21 da outubro de 1854.
Depois da execucao de urna escollada ouverlnra,
lera principio a represenl.ic.ao do muito applaudido
drama histrico em ."> actos, intitulado
0 NAUFRAGIO DA FRAGATA UNZA.
Personagens. Actores.
Pedro Bernard..... Os Srs. Bezerra.
Arlhur de Maisay. ... Kcis.
L'm emigrado francez. Sebasliao.
Andr, mannheiro da rep. a Cosa.
Mallieus Loucharil. ... Senna.
O Parisiense marinheiro. Mendes.
O Cbainpanhez..... Monteiro.
Joan, mannheiro francez. ,, Sania Rosa.
Oraindesel, grumete. ... Pereira.
O coiumandante da Meduza. Alves.
O da fragala inglcza. a Pinlo.
Lm ollicial inglez....., Rozendo.
Genoveva, mai de Pedro. A Sra. D. Amalia.
Mana, rapariga educada por
}'.C(lru....... Orsal.
Lina enanca.
Soldados da marinha ingleza, odlciaes, marinhei-
ros franrezts, olliciaes ditos, ele.
0 primeiro aclo he passado na coberla de urna
irania ingleza, linalisaudo o aclo com um bello
Combate naval.
O segundo he passado junio ao eslaleiro onde esla
a fragata Meduza, prxima a ir ao mar.
O teteciro era um quarlo da eslaiagem.
O quarlo a bordo da fragala Meduza em viagem,
onde se rara o feslejo da passagem da linha, caniar-
o-nlo bedissiraos coros, e haverio varios dansados
de enboclos, de marlnbeiros, de prelos, de diabos, o
nm bello terceto dansado pelo deo da linha, (o Sr.
Mondes sua espoza [o Sr. Sania Rsale o engracado
Charapauiez, (o Sr. MonleiroJ linalisando' o aclo
com o naufragio da fragata Meduza sobre um ban-
co de areia.
O quinto c ultimo aclo patsa-se no meio do oca-
no sobre urna jangada, onde se salvaran varios nu-
fragos da fragala Meduza.
Os enlre-aclos serao precnebidos rom escodadas
ouverluras. No lira do primeiro acto para o segun-
do exccular-se-haA Favorita: do terceiro para o
quarloGuilbcrme Tell; e no lim do quarlo para
o quintoA Balaiha de Alino-ter, linalisando o
diverlimcnlocoi o ultimo acto do drama.
Pincipiani is 8 horas.
AVISOS martimos.
B10 DE JANEIRO.
Espeta-te estes dous dias do Ass a mui
veleira polaca uCondor. a (pial depois
de pequea demora seguir' para o iiio
de Janeiro: para escravos e passageiros,
para o a tratar com Novaes & C-, ra do Trapi-
che ii. 54,
I'.'ira Lisboa sesuira breve a calera por!u?uoza
Margarida, de que he capillo Joto Ignacio de Me-
nezes, por ler i niaioria do sen rarregamenlo promp-
la : quein na inesnia quizer carregaron ir de passa-
gein, para o que lera bous commodos, p.i.le enten-
.i.-i-se eom os consignatarios Amorim IrmXos, ra
da t.ruz n. .1, ou cora o sobrcdil.i capitao na praca
do Commercio.
Venda de navio.
\ ende-se a escuna hoilandeza Antje,
de iiiIi) boacforte conslruccao, do lote
de9,000arrobas peso bruto, p. m. o. m.
de primeira marcha, forrado de cobre,
anda quasi novo e com um inventario
completo para poder logo seguir qual-
querviafjcm: os pretendentes dirijam-se
aos consignatarios, ra do Trapiche n.
I.
Para o lito de Janeiro, sabe no dia
I docorreiite o brigue FelizDestino,
o pial ninda pode receber alguma carga
muida epassageiros: para esse lim tra-
la-se na rita do Collegio r. 17 segundo
andar, com Manoel Francisco da Silva Car-
rico.
RIO DE JANEIRO-
Segu em jxmeos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal Veremos : para o resto e escravos
a Inte trata-secom J. IJ. da Fonseca J-
nior, na ra do Vigario n. i, primeiro
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Obrgue Feliz Destino, capitaoBef-
miro Baptista de Soti/.a, deve sabir ate 'lo
docorrente por lera maior parte do car-
regamento prompto: para o restante e
passageiros trata-se com Manoel Francis-
co da Silva Carrico, na ra do Collegio n.
17, segundo andar.
Para o Aracatv
segu por ses dias o hiate nacional FxalarSo ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, Irala-so a rita da
Madre de Heos n. 3G.
Para a Babia segu era poucosdias por ler pir-
le de sua carga prompla. a bem couhecida e velei-
ra sumaca Hertencia ; para o rcslo da carga c pas-
sageiros, para o que lem bous commodos, Irala-se
com seu consignatario Domingos Alves Mallieus, na
ra da (..ruz n. ,>i.
O hiate Amelia, segu para a Ra-
bia sabbado 21 do corrente, ainda pode
receber algumas miudezas: a tratar com
os consignatarios Novaes&C, ou com o
niestre no Trapiche do algodao.
PARA MACElO- E PENEDO.
O hiate l.igeiro, segu imprelcrivelnieulc sabba-
do 21 do correule rom a carga que liver: quem qui-
zer carregar ou ir de passagem dirija-sca ra do Vi-
gario n. 5.
Para o Porlo. segu viagem com milita hrevi-
dade o berganlini porluguez S. Manoel l, capillo
t.arlos Ferreira Soares. quem no mesmo quizer car-
reaar ou ir de passagem, para o que lem excedentes
'onimodos, dirija-.e ao mesmo capito ou a seu con-
signatario Mano,;! Joaquim Hamos e Silva.
LEILOES.
I.EII.O l)E TERRENOS,
hezla-feira 20 do crreme ao meio dia em poni
a agente Roberls, tara Icilao no armazem de M.
Carneiro, narua do Trapiche n.:i8, de 2 ptimos Icr-
renoa silos no bairro deS. Antonio, lendo um delles
lugar para (i casas c o onlro para 14 dilas : na ra
da Praia do Cal.lcireiro c da Concordia.
t) agente Borla Tara leilio em seu novo arma-
sera, na roa do Collcsio n. 15, scila-feira il) do
crrenle as 10 horas, de um completo sedimento de
obras de mai cineria de diflerenles qualidades, como
bem: cadeiras e solas allemaas de molla muilo moder-
nos, obras de ouro e piala, una porreo do relogi-
nhas para cima de mesa, dilos de alg'ibeira, candi-
eiros france/.cs e ingleses c varias quinquilharias
etc., IfiOsacca de farinha de mandioca muilositpc-
nor da marra J. C. S. vinda ha poucu da Parahiba,
urna porcao de saccas de arroz pi 'lado, e um oplimo
cavado sellado eenfreiado, que oslar em frenle do
armazem uo dia do leilao as II horas em nonio.
LEILAO' SEM LIMITES.
O agente Oliveira far leilao por qoalqoer prero,
de grande porcao do mobilia, consislindo em cadi-
raa de jacarando e de oleo, mesas redondas e oolras,
canap, marquezas,sofiis. Iremos com lampes de pe-
dra e rum espedios, e oulros sem estes, leitns para
casados e para solleiros, loncas finas de mesa e so-
bremesa, cryslaes, candelabros para cima de Ire-
mos, e de bronze inglez para pendurar em ledo
de sala de visitas, lampeos, lanternas com mancas,
estojo para homem, relogios para cima de mesa, di-
los patente ingle/, de ouro para algibeira, lindos quu-
dros em molduras, cadeiras e canaps de abrir e
fechar proprios para campo, um lindo piano novo
ile vozes as mais sonoras, c de muitos oulrus arligos
quecslarao palcules : quinla-leira, 19 do correnle,
as 10 horas da manhfa, na sua casa, ruadaCroz,
por cima do armazem de blendas, dos Srs. Pos
Brothers.
0 agenle Viclor Par leilao por aulorisacao do
lllm. }r. I)r. joiz de direilo da primeira vara do ei-
vel e commercio, e a requerimenln do procurador
fiscal da massa do fallido Manoel Bolelho Cordeiro,
de lodos os teneros, armac/io c trastes cxislenlcs na
taberna dainesuia massa, sila na ra Direita n. 53.
e de una eserava moca, porra doenle, que se ven-
der por lodopreco, tairtbem pedencenlea dila mas-
ia, quinta ffira 19 do corrente is II horas da ma-
nha na indicada taberna : sendo dividido ludo era
'1 lotes, primeiro a taberna, segundo os trastes, ter-
cciro a eserava.
O agenle Oliveira fara leiliio de um lindo car-
ro lando, e de oulro excdeme e maneiro, arabos
bem construidos, para uso de familias respeilaveis ;
analmente vender na mesma occasiao oulros dous,
sendo um novo e oulro com pouco uso, de elegantes
e modernos gustos : segiiuda-feira, l\ do correule,
as II horas ila manilla, na cocheira do Sr. Adolpho
Bourseois, roa Nova.
AVISOS DIVERSOS.
A QUEM TOCA.
Por vezes se lera declarado que o pagamento da
snbscnpe.-iodesleZJionoa i0U0 por qu.irlcl deve
ser feilo dentro de 15 dias de sen romero, mas al-
guna seuhores assignanles dcixando d pagar em
lempo, querem depois faze-lo pelo referido prero,
allegando futilidades para se evadirem aos OO 'rs.
Quena aseigna um jornal deve odiar para as enndices
da subscripto, e se Ihe nao couvm tio asige ;
mas reler o valor da assigualura para pagar quando
se quer, nem he regular, e alm disso causa embara-
zo a empreza, que tem a occorror a gratines des-
pezas cun essa mdica paga; ;i visla do espendido
espera-se que os Srs. assiunaales que tem a pigar
sua assigualura queiram manda-las satisfazer, sem
mais oulra advertencia.
Pede-se a Ilustre companhia do en-
canamento das aguas, queira sabir do
mesquinho circulo de vender agua nos
chafarizes, alongando-o ao ollerecer ba-
ldos Trios os habitantes desta capital, que
carece delles como de carne e farinha.
O viga da sade.
THEATRO.
Tejido os abaixo assignados deparado no Diario
de 17 do correle com um aviso inserto, aasignade O
Constante, em que diz que he urna cstrateaia da
nossa parle, a Sr. t. Mara Leopoldina, nao traba-
Ihar no sabbado, estando aqui ha muitos dias, temos
a responder o seguinle: Quando n Sr.' I). Mara
Leopoldina chegou, eslavamos ensatando o drama
Challerton que foi n scena no dia 1 i do correnle,
por consegrante nao se pode dar principio aos cu-
sa ios do dramaOs sele infantes de Larapara es-
trs da Sr. Maria, se nao na segunda reir Iti,
agora se o Sr. Constante emende que no esparo de
seaunda a sabbado, pode ir i scena o drama Sele
Infantes de Lara, sendo novo para toda a compa-
nhia, enlilo far-nos ha muilo favor cin vir enainar-
nos a maneira deensaiar, fazer roupa, piular e de-
corar ludo por vapor, porque de oulra maneira nfio
pode ser. Met amigo, cada qual no seu oflirio. Ter-
minamos ela resposla, dizendo ao Sr. Constante,
que nos admiramos bastante que baja um Sr. ass-
snanle que se queixe da assigualura, quando nunca
os Srs. assignanles liveram. nem bao de ler as rega-
las, que Ihe deu a actual empreza; 1 recuas por
mez, com dramas novse comedias de I acto, \2 por
cento de abatimenlo e livres do beneficios!. E as-
sim mesmo nao csiao contentes! com os sacrificios
folios pela actual emprezanada serve, nada agrada
ao Sr. Inconstante qun ser muilo hahililado para
oulros mislercs, mas que quanlo a Ihealro, vi.lo o
reale do sru anniincio, he niillidadc. Precisamos
e muilo da proteecte publica, temos, e continuare-
mos a empregar lodos os nossos esforos alim desa-
lurmos com honra do que temos contratado rom o
governo, e cora o publico, mas lorna-se-nos impos-
sivel salisfazcr o Sr. Constante ; e assim leremos o
desgoslo de ve-lo retirara sua assigualura, c porque
meu Dos!., porque ainda nao lenios o nietbodo de
aproniplar dramas a Vapor.fallando-nos lempo
para bem cumprir nossos deveres nada mais depois
deste responderemos ao Sr. Constante.
A Dirccrio.
O abaixo assfenado declara pelo prsenle que no
dia 30 de selembro prozimo passado, sabira, para o
sul desla provincia, e dahi para a das Alagoas, afim
de curar deseas negocios; declara mais que dila via-
gem nao foi momentnea como se vulgarisou, por
ssoquede ha muiloa linha premediladncomomuitas
pessoas nao ignoram, enlrecando inteiraincnte ao
desprezoqualqueri.la desfavoravel que em sua au-
sencia se tenha feilo. Serinhaem (i de oulubro de
1854.Eduardo da Costa Oliveira.
Prccisa-se de urna ama para o serviro iulcrno
de urna casa de pouca lamida, c que Icnha" bous cos-
anles : na ra AugOSta n. 17.
l.uram-se prelos .lenles de bobas o frialdadc:
na ra da Cnnceir.lo n. i.
Sis. Redactores.\. o tenho demorado o inventa-
rio de minha fallecida tnulher. por omissHo minha
coran consta ao men idvogado. o Sr. Jos Narciso
Camello; ora, leudo en Iralado eom os herdeiros ri-
cos lerem a sua heranea no sitio,assim me assevera-
ram lano por procuradores bem romo por escripias;
com ludo lili rilado boje por Jos i.uiz de Caldas
l.ins marido, de minba lidia, para fa/.er andar o in-
venlario, pena de sequetro e dar-se-lhe oulro n-
venlarante ; c eu que fique ao abrigo de .Uunn
sera ler a quera pera ura cupo d'aaun ; e quera he
Srs. Redactores, o que assim se noria he o genro
rico, senhor de iresengenbos Fabricados; o inventa-
rio ja se lem avadado us bena e parle delles esUo no
rarloro competente. SebatiSo dos Oculos Arco
l'erde Pernambuco,
Perdeu-se ao anoilceer de dia l'i do rorrenle.
desde a ra .Nova ale o principio do aleo da Boa-
Billa, una pequea pulcera de cabello, encasillada
de ouro : quem a livor adiado queira leva-la ao mes-
rao aterro da Boa-Visla, segundo andar do sobrado
n. fi, que sera recompensado.
Precien-fe de urna ama com bom e bstanle lei-
le, que possa mamenlar a urna crianza por lempo de
ura anno : na ra Nova n. JO, segundo andar.
Alugam-se os fundos das tojas do sobrado da
ra .lo Kangel n. i."> ; a iralar no primeiro andar do
inesmo.
O thesoureiro das loteras da provin-
cia, faz constar que sexta-feia 27 do cr-
tente, correm as rodas da primeira par-
le da primeira loteria a benecio das
obras da matriz de S. Jos, e o restante
dos bilhetes esta' a venda nos lugares ja'
annunciados.Recife I i) de outubro de
18") ..Francisco Antonio de Oliveira.
Pieco dos bilhetes:
Inteiros. lO.s'000
Meios. .sOOO
Tendo-se de solemnisar o anniversa-
no da installacaodo hospital deCaridade,
amanhaa 19 do correule, estara' o mes-
mo hospital aberto das horas da tsanbaa
ate a s 8 horas da noite, para as pessoas
pie oquizerem visitar.Jos Pires Fer-
reira
Precisa-se de urna ama que saiba engommar,
lavar e fazer o servicn de casa : na ra das Laran-
geiras, sobrado segnndo andar, de varanda de pao.
dcfronle da relinaeao n. 13.
Os Srs. Severino Jos Coclbo, Anlonio Jos ] e adamascadas para roslo, dilas adamascadas'para
Pinlo, francisco Pereira da Silva, Henrique Pra-, mesa, guardanapos adamascados, por oreos com-
iedes de Oliveira, llenriqne Carlos da Costa, Ma- modos.
noel Anlonio da Silva. Bernardo Germano do Es- t f.n~. ,...' I r j-j n i
pirilo Santo, Domingos Nunes Ferreira, Frederiro ,.A protessora particular Candida Bal-
Deseja-se fallar n negocio de inleresse, na ra
da Cadeia do Kecife n. ~A, ao Sr. Vicente Ferreira
da Cosa Miranda, morador no Cachang>, Francisco
I.uiz \ iraes, de Olinda, Antonio Nunes de Mello, de
Olinda. Manoel Cavalcanti de Albuquerque e Mello,
de Olinda ou Agua-fria.
No dia i\ do correnle, na casa das audiencias,
peranteo lllm. Sr. Dr. joiz de direilo da primeira
vara do civel, lem de ser arrematados os objectos
que exi-tem ua loja do calcado da ra da Penha u.
.. consislindo em couros, armaran e algumas obras
feitas, penhorados a Anlonio Jos depredas Guima-
raes pelos aiugueis. a requer ment dos herdeiros do
finado Caelano de Carvalho Haposo.
O' l Sr. Xai da ra do Queimado.' quem Iho
perguntou pela vida nlheia '.' Se pretende ser espo-
leta da guarda narional, aviso-lhe que he mo olli-
co, e que antes arrancar locos com o.... e por isso
concede o joizo e de ura remonte a ease corpo, Isso
lite pedeO incommodado.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina qne volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
Joaquim Lobato, Francisco Jos do Sacramento Ca-
jazeira. Feliz Benedicto da Silva, Francisco Manoel
de Almeida Penha, Francisco Antonio da Silva, Jo-
s Alves Cavalcanti Jnior, JoSo Germano da Silva,
Manoel Marinho do Nnscimcnln, Claudino Ferreira
Piulo, queiram apparecer no armazem da ra da
Praia n. Mi, a negado que Ibes diz respeilo, sob pe-
lla de se declarar por esle Diario o negocio para que
sao chamados.
O primeiro secretario da sociedade das Arles
Mechanicas e Libera.-- desla cidade, faz publico que
hoje,1(1 do correnle as 7 horas da noile.haver,i sessao
da sociedade.
Pergunta-aa ao Sr. Pitorra Tonel, qual das duis
colisas he mais prejudicial, se socio de salas de dan-
sa, se devotos de S. Marlinbo, islo Ihe roga seu col-
loga. Guampa.
Desappareceramnndia 2 do correnle mcz.do cn-
genhodeS. Amarinan, freguezia da Varzea, os mo-
lecoles seeuinles: Manoel, crioulo, que representa 0
a 2 annos, lem na frente um ou dous denles da par-
te de cima podres, como partidos ; Paulo, com 17 a
a 18 annos, da Cosa, um pouco fulla, bonlote. bem
feilo e lem lodos os denles ; Benedicto, com 1fi an-
nos pouco mais ou menos, preto, secco do corpo,
alegre, lem tambera lodos os denles, c em cada can-
to da bocea 3 risquinhos parecendo um p de galli-
nha : quem os pegar ou delles der milicia dirlja-se
ao mesmo engeuho que seri bem pago de seu Ira-
balho.
Olferecc-se uma pessoa para administrador ou
feitor de engenho, mi mesmo para ligan sitio ; sul
longo esperiencia o habilita nira bem desempenhar
esse lugar: na ra do Amorim n. 48, escriplnrio de
Paula Santos, se dir.i quem he.
Arrenda-se, pelo lempo da Testa, um sitio na
Torre i margem do rio, onde passou a fesla o Sr.
Dr. Fenseca dous annos consecutivos. A casa esl
reeducada, lera 7 quarlos e baila de capim ; quera
o pretender, dirija-se ra da Sania Cruz n. 74.
Joao I.uiz Goncalves. africano livre, re(ira-se
para fra da provincia, e declara que nao deve nada
nesla praca.
Precisa-se de uma ama de leile forra ou capti-
va, que o leile seja bom : no Passeio, loja n. 9.
Alugam-se.para passar-sea fesla.duas casas no-
vas, pintadas c caiadas, no lugar da Malla da Torre,
com commodos para familia, por prec,o commodo :
delraz da matriz Quem anniinciou querer salwr onde reside Jo-
s Jacintho Pava de Vas-ourellos, dirija-cea Cin-
co Ponas n. 66. que ah ser informado por quem
com elle lem relares.
Koga-se a eerlo vendelhln da ra do Vigario,
que quando lomar sua borracheira cosa em sua casa,
e nao saia percorrendo as ras alia noite, proferin.lo
palavns nleiramenle ahsenas, c desla sorle incom-
modando as familias era snas casas. Islo Ihe pede
l'm morador do becco Ijirgo.,
AO FULIGO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallto, alliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : esto estabelecimento
abrio-Se de combinacao com a
maior paite das casas commercines
injjlezas, trancezas, allemaas e suis-
sas, para veuder fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
sto olfcrecendo elle maiores van-
tagens do que otttro <[ualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
m 2HcSri amwuumaamoH
Pferisa-se alugar dous prelos de meia idade
para vender calcado ; paga-sc bem : na roa larga do
' Rosario n. 14.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinbar e
fazer lodo mais serviro de uma casa : no largo do
lerc,o n. 2~i, segundo andar.
Franrisco Pereira de Merelles, subdito porlu-
guez, relira-so para o Rio de Janeiro.
Xa ra do Crespo, loja n. \2, mudo se deseja
fallar com os Sra. abaixo mencionados: Belisar.lo
Adolpho Pereira dos Sanios, Bernardo Jos Lopes,
Jos Francisco Pereira Fcio, Ignacio Neves de Arau-
jo, Jos Joaquim de Faria Ferreira, Antonio Jos-
do Monlc. Pedro de Moraes Carneiro da Cunha, Jo-
s Camello de Vasconcellos, Loorenen Bezerra Ma-
rinho Paleto, Antonio Pereira de Mello e Jos Ma-
ria de Souza Bangel.
INSISTENCIA.
Chamados por esle Diaria o Sr. Joaquim Goncal-
ves Bastos e sua irmaa a Sra. I). Maria Francisca
dos Anjos Baslos, para que eiplcassem o enredo que
se notav.t de achar-se o silio da Casa Fodc, que an-
da em praca por execucao da fazenda provincial,
como perlencenlc ao Sr. Basto?, e que sua irmaa
era sen lealamento e codieilo as notas dos labelhaes
Coelho e Salles, chama seu por have lo arrematado ;
appareceu o Sr. Bastos declarando por este mesmo |
Diario, que essa propriedade fora sempre sua, em-
hora o fado de figurar como dona da mesma, dila
sua irraa ; mas a Sra. I). Mara Francisca uesle
negocio conserva rompido silencio, sendo j aluus
dias paandoa : parece que se nega a declarar a ver-
dade : ah iemos prtanlo, permanecendo o enredo.
O Sr. Baslos di;endo que o silio foi sempre seu, mo
indica qual o titulo por que o lera nos-uido ; sua ir-
maa que o chama seu por le-lo arrematado em pra-
ca, indicando assim u-n titulo, nao apparece oppon-
do cousa alguma Pergunla-se aora a e-sas pessoas
que in\.lorio os leva nesle negocio, deixaudo que
no meio desla con fusilo continu a estar em praca
um ubjcclo sujeilo aconteuda. ainda mesmo para'o
futuro com seus herdeiros Pois bem, se acaso he
para esse futuro que se aguardan), sujeite-se a elle
e as suas ronsequencias quem quizer, mas nao
Oque ia sendo II tul'rio.
ORDEM TERCEIRA 1)0 CARMO.
A fesla de Senhor Bom Jess dos Passos da venc-
ravel ordem lerceira de N. S. do atonte do Carme,
lera lugar no dia Jdo rorrenle me/. O irmflo cn-
carresado do meame altar, roca a lodos o- seus cha-
rissiinos irraHos se dignem comparecer, alim de as-
sistircm a mesma fesla ei'e-Deum, pelo quesera
eternamente grato.
Precisa-sede uma boa ama de leile : na ra
da Aurora, casa nova, junto a do Sr. Gustavo Jnsc
du Reg.
Os abaiio assignados declarara que valor ne-
nbiiii) lera, pelas suas parles, nina procur.ic.io bs-
tanle, que era seu poder lera o Sr. Domingos tioines
de Pinbo, morador em Porto do Calvo, em virlude
leste Sr. se ler apossado da dila procurneSo para os
lius de salisfazcr sua raiva ; e como se leuha nega-
do de a entresar, os annonrianlea p ira dimiiuiirem
sua firma, o fazem portneio desta folha.Rodrigues
& Lima. "
No dia 27 do mez de selembro prximo passi-
do, do silio Scpocagi, junio a nova villa da Escada.
desappareccu o escravo Manuel, crioulo, de idade i
bina da Paixao Kocba, residente na ra
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
nua a admittir pensionistas, meias pen-
sionistas e discipulas externas, por presos
rasoaveis, as quaes ensina a doutrina
ebristaa. ler, escrever, contar, gramma-
tica da lingua materna, cozer, bordar de
lodas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7 bocas da ma-
nbaa meio dia, e das 2 a's 6 horas da
tarde.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ah en-
contrarao tildo com aceio, segundo dis-
pe o regulamento do cemiterio.
Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Campos
ha porro de bichas hamhurguezas das inelhores que
ha no mercado, que se vende em porrdes e a retalho,
e lambem se alugam.
ip) Homosopathia.
*y CLNICA especial das mo- LESTIAS NERVOSAS. g
Hysteria, epilepsia ou gota co- 2,
ral, rbeumalismo, gota, paraly- J
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dos olbos, melancola, cenbalalgia $
(^) ou dores de cabera, encliaqueca, (j5)
B dores e tudo mais (pie o povo co- ffc
!$) n'ie('e Pe' nome genrico done,-
i
voso.
As molestias nervosas requeren) mudas ve- *
zes. alera dos medicamentos, o emprego de 'S
oulros meios, que desperlem ou abalam a A
v sensibilidade. Esles meios panano eu ago- ^P
(y) ra. e os ponho a disposieflo do publico. ()
<<*. Consullas lodos os dias (de grara para os /*
W robres;, desde a 9 horas da ronhaa, al w)
(es as duas da larde. *
S As consultas evisilas. quando n:7o poderem S!
V/ ser feitas por mira, o serao por um medico V|v/
(i de minha maior cmiuanca: ra de S. Fran-
7"*
risco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
^iii.i
V^9 Olegario l.udgero Pinho.
HEGHARISMO PARA ER3S-
NHO.
NA FU.NDICAO DE FERKO DO ENCE-
NHEIRO DAVID \V. BOVVNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construrcao ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qoalidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafusos e cav limes, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam lodas as encnmmendas com a snperiori-
dade ja conherida, e cora a devida presteza e commo-
didade em prcc,o.
anuos, balso, secco do corpo, odios vesos, pouca
barba, lem una cicatriz as cosas levou camisa o
ceroula de algodlo, chapeo de palha e cobertor lis-
Irado : ro:;a, porlanlo. .. abaixo asignado, as auto-
ridades poliojees coadjuvem a captura do mesmo, e
entregar nesla praca ao Sr. Joao Piulo Regis de Sou-
za, o quil gratificar lodo o Irabalho, ou uo engenho
Noruega, a seu legitimo dono
Joao Corrcia Lobo.
Precisa-se de nm homem brasileiro para Ira-
balhar em um sitio ; na rui Nova n. 18.
Quem aiiniinciuii querer comprar o terceiro
velume do Repertorio das Ordenarles do Reino,
procure na ra do Ranscl n. :!l i qualquer hora do
dia ; ese venden) outros livros como Linhas de Pe
reir c Souza. em muito bom estado, e outros livros
de oulro*autoree, um diccionario de medicina ede
cirurgia, esses nao eslo em 13o bom estado.
Na sala das audiencias, en> presenca do lllm.
Sr. l)r. juiz de orphos e ausente-, se proceder i
arremalarao do preto Francisco, pcrtenrcnle a tes-
tamentaria de Francisco Jos Goncalves, no dia sex-
la-feira, 20 do correte, as II horas da manhaa.
Precisa-se de um caixeiro ; na ra Dircila n.
2\, padarid.
Na ra da Cadeia do Recite, loja n. 5, tem uma
caria para o Sr. Francisco Xavier da Fonseca Cou-
linho.
C. STARR&C.
respetuosamente annunriam que no seu extenso es
tabelcciniento em Sanio Amaro, coulinua a fabrirar
com a maior perfcic,ao e prompldao.loda a qoalidade
de niarhinismo para o uso da agricultura, navega-
(ao e manufactura, c que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberlo em um dos glandes armazens do Sr. Mesqui-
la na ra (o Brum, atraz do arsenal de marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
conslruidas no dito seu estabelecimento.
Alli arharo os compradores um completo sorli-
menlo de moendas de canna, com lodos os mellio-
ramenlos (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos anuos tem moslrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa c alia pressao,
laixas de lodo tamaito, lano batidas como fundidas,
carros de mao e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro hatillo para fariuha, arados de
ierro da mais approvada ronslruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para Tornadlas, e uma
inliuidtde de obras de ferro, que seria cufadonha
enumerar. No iuesmo deposito existe uma pessoa
inlelligenle c habilitada para rrceber todas as en-
comineadas, ele, ele, que os annuncianlcs contan-
do romacapacidadede suas ollicinas e machinismo,
e pericia de seus olliciaes, se comprometiera a fazer
cxecnlar, cora a maior preMesa, perfeiro, e ciarla
conformidade coni os modelos ou desenhs, e inslruc-
Oesqne Ihe foremiurneri.las.
I POS GALVNICOS
PARA PRATEAR.
Na ra do Collegio n. 1. ^
-* Quem liver objectos praieados e qne le- -
.... nliain perdido a cor argntea, estando por a
t isso indecentes ou inolilUados, Irtn esles pos ~,
j* um excellenlc restaurador, cnuservando-os
" sempre como novos, e sendo o processo para ^
@ osar delles o mais simples : nada mais do que *5
<3 esfresar rom um panno de linho molhado W
J") em agua friae passado nos meemos pos. I ma 4)9
9 caixinha, conlcndo quanlidade sulleicnle viO
:) para pralcar 10 palmos quadiado-, cusa a
.'.i modira quanlia de 13000, acompanhada de ."
.nm nnpresio. en
Procura-se saber quem o os procuradores, no
correspondentes nesla praca dos Srs. Joao Leile Fer-
reira, jlo Rodrign dos Santos Franca Leite, am-
bos moradores em Pianr.i, da provincia do Ccara ;
Jos Cesar Muniz PalcSo, Joao Cavalcanti de Albu-
querque Mello, do engenta Araguarv, e seu roano
Anlonio Braailino de lieilanda Cavalcanti, F'ilipitu
Jos ilo Miranda, de Bom-Jardim ; Pedro de Mello
e Silva, do engenho Meirim, em Pcdras de Foso* c
le qualquer dos herdeiros de JoSo Antonio de Mira-
ra, do engenta Terra-Nova, emNazarelh, parase
Ibes communicar uegocios que devem inleressar sa-
ber ; [unanlo sao rogados a declararen! suas mora-
das para serem procurados, ou dirigirem-se i ma
da Cadeia n. 40.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeidlo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado it. I.'i.




-

DIARIO DE PERMMEUIQ, QUINTA FURA 19 01 OUTUBRO t 1854
No hotel de Europa da ra fia Aurora matida-se
para tora almocus e jaulares, mrnsalmeiilc, por pre-
ro commodo.
Lcilura repentina por Castilho.
E-i.i aherla no palacete da ra da Praia, a escola
por este exrellenle melhodo, nelle acharo os pas
le lamilla um prompto expediente para cortar o vi-
sto que lem iodos on meninos de comerem a* eon-
coaules finaes das palavras. O feriado ein lugar das
quintas-reiras he lio*sabhailos. t) professur d gra-
tuitameute pedras, livros, eludo o ruis preciso aos
alumnos, e velas para as lines das 7 as 9 horas da
tioile, para as pessoas ocupadas de di* eni seus ne-
gocios.
M CONSULTORIO |
DO DR. CAS ANO VA.
RLA DAS CR17.ES N. 28.
r continua-se vender iarleira* de homeopa- 5
x* thia de 12 tubos (granees, medianos e peque- **}
nos) de24, de 36, de Wde 60, de 96. de 120, i
*-| de 144, de 180 al 380, por presos razoaveis, y^
desde 58000 al 2009000.
Elementos de homeopalliia, 4 vols. 69000 Q
Tinturas a escolher (entre 380 quali-
dades) cada vidro 150K)
K Tubos avulsos a escolha a 500 e 300 &
Tggggggsangang mpHmmfpfnx
Aluga-se o segundo andar da casa n. 2, sito
ua ra da Cruz, freguezia do Recite, leudo um so-
slo, que he um outro audar, offereceudo assim as
ni oporroes oecessarias para a accommodacao de urna
ao pequea familia,: a tratar na inesma ra, bo-
tica do Sr. Luiz Pedro das fieves.
Precisa-se alugar um moleque, negro, ou ne-
ara, que saiba cozinhar: na ra do Queimado a.
34, loja de ferragens.
Precisa-se de um purtuguez (com preferencia
lilho das Mas], que saiba tratar de fructeiras de si-
lio : quem esliver uestes circumslaucias, c queren-
do dar prova desua boa couducla, eD(enda-se com
o pot teiru da alfandega desta cidade, das 8 horas da
manhaa as 4 da larde, na mesma reparlirao
COMPANHIA PEKNAMBUCANA.
O tonselho da direcr.au couvida aos senhores ac-
cionistas da compaohia Peruambucana a realizarem
do da Ib do correute mez em dianle, mais 25 por
cenlo sobre o numero de accoes que subscreveram,
alim de serem teilas com regulandade para Inglater-
ra as remessas de fundos com quo lem de alleuder
os prazos de pagamento do primeiro vapor em cons-
Iruccao, sendo o encarregado do recebimenlo o
Sr. F. l.onloii na ra da Cruz 11. ti.
A quem iuteressar possa.'M!....
Precisa se de urna raulher captiva ou forra, para o
cvico de urna casa de familia, sendo lid : ua ra
Bella n. 9.
LOTERA da matriz de s. jse
Corre indubitavelmente na sexta-feira,
27 de outubro.
Aos 10:0009000, 4:0008000, i:000000.
O caulelisia Salustiano de Aquiuo Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bilheles e caute-
las uao soffrem o descont de 8 % do imposto cera!
nos tres pnmeiros grandes premios. Elles esta cx-
postbs venda as lojas j conhecidas do respeitavel
publico. r
Bilheles 118000 10:0009000
Meios 50500 5:000jOOO
Qoarlos 2J800 OOpOOO
Oilavos 1*500 1:2508000
Decimos 1300 1:0005000
Vigsimos 700 5008000
Arrenda-se ou vende-se o engenho Bjrra de
t.ainevou, situado na beira do rio una, moenle e
crrente, com safra para mil pes de assucar, sendo
melade ou mais de fazenda ; nunca Talla agua, pois
moe com o mesmo rio Camevou. Esse engenho tem
excellentes Ierras, as quaes se pode anda levantar
uutro, lem multas mallas virgen, e esl collocado
em urna estrada real, onde passam ale boiadas : a
Iralar no mencionado engenho, termo do Bouito.com
seu prnpretario.
Quem tiver na Boa-Vista urna casa terrea ou
om sobrado pequeo com quintal, 00 mesmo um si-
tio pequeo, porm perlo da praca, dirija-se a ra
das I-lores 11. 37, primeiro andar, para Iralar.
Precisa-se de um homem que enlenda de bor-
la, para um engenho distante desla praca 7 leguas-
a fallar ua ra da. Flores 11. 37. primeiro anrfar-
Frecisa-sc de um cozinheiro forro ou captivo,
para um eugeuho dislanle desla praca 7 leguas : a
fallar na ra das Flores 11. 37, primeiro audar.
Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer^ncommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
~ l'/eeisa- logar ama ama para casa de pou-
ca| ramilla: na ra do Ilospiccio 11.11.
'Aluga-se annual ou por festa, urna
proprtedade de pe-ha e cal com commo-
des sulhctentes para qnalquer familia, no
bigardo Poco da Panella, contigua ao ex-
collegio de S. Boaventura: a tratar na
lundicao do Brum ns. 0, 8e 10 com o
caixeiroda mesma.
Francisco Jos Germano, com loja
de relojoeiro na ra Nova n. 21, faz sci-
ente ao respeitavel publico e em parti-
cular aos seus freguezes, que receben
mais um ollicial de relojoeiro, e que de
ora em diante nao havera' mais demora
nos relogios que a sen cargo orem con-
fiados para se concertar, e que todos que
foremconcertados continua-se alliancaro
seu regulamento como de antes.
DINHEIRO.
Na ra estrella do Rosario n. 7, se dir quem con-
tinua a dar dinheiro a juro com penhores de onro.
Lniz Jos de Medeiros, subdito portuguez, pre-
tende fazer urna viagem ao Para.
iri* nd'?, '! *?- 9 hori" ">auh5a- sahiram do
sitio do Poriao de Ferio na estrada de J0A0 de Barros.
2 yaccas e orna bezerra : quem as lev.r para o di
sino ou der noticia dellas ser recompensado.
Precisa-se de um Irabaldador de masseira equ
entregue pao em urna freeuezia, fiados por cunta d
casa : na padaria do paleo da Sanla-Cruz n. 6..
tralar ua mesma.
Lava-se de sabao e engomma-se rom loda per
teirao, a por preco commodo ; na Iravessa da
da Concordia, casa da quina do lado esnuerdo.
vai para a cadeia nova.
Precisase alugar urna prela, para o servico
asa : na ra larga do Bosario 11. 48.
ORDEM TERCEIRA DE S. FRANCISCO.
|JL Prcurad"r ?' "" veneravel orden
i .?, a, k' 5ra,:clsco es|a cidade. fazscienlequ.
a loja do sobrado da ra do Torres do bairro do Ke
ule n. 18. perleoceote ao patrimonio da mema or
dem tercera, nada deve de impostes a fazenda po
gg.Sg.?** *. e como se vi pelo ies
S?.1 } "i8.1"- "r- la,z SSl^i" "'-* quncnlium mandad,
existe contra a casa em questao rua do Torres 11. 1(
7*, Zd-0,,ifC,e) PWd"nto irregular qu.
leve o oQlcial Paula, seja elle suspenso por 8 dia ,
advenido, que sera responsabilisado se repetir-si
asos lae. Recite 14 de outubro de 1854.
UcluSa Cacalcanti.
J.ava-se e engomma-se roupa de homem e
senhora com loda perteicao e brevidade, pagando
pessoas por mez. por preco moho commodo: na
mar,*!"0" 1 80,rad,? cm c'ue nl0ra o J"'* ''o co
"ratar J" d" Ml,rrto acliari' com qo
.Jj Pcde-se. pessoa que levon da loja de miud
?,? &!m He"rlu" Silva, junto a. arco
Santo Antouio. um hvro de amostras de filas
re,hn1'0n0HCOrenle ?" leDha l,0nuadC ''
resumir ou declarar o lugar para ser procurado.
Precisa-se alugar um mulalinho forro ou c
livo para serviCode um rapaz solteiro : quem esti
nesta circumslancia oirija-e ao hotel Francisco
Precisa-se alugar urna ama para criar un
nio de poucos dias, que lenha bastante leite
ra dos (juarleis n. 16.
Precisa-se alugar um prelo forro ou capti
norem que sesujeile a lodo e qualquer serviro d
do-se de comer e 12JO00 rs. mensaes, pormde've
sislir com o alugador : na ra Imperial 11. 31, arma-
zem de couros.
CARTORIO DA FAZENDA.
Este cartorio da fazenda, transferio-se
para o aterrada Boa-Vista n. 38, loja.
Na estrada do Pombal. na ca de Dominaos
Marques, apparereu um carneiru : qnein fr sen
douo, dando-lhe os signaes competentes, se Ihe en-
tregara, pagando esteannunrio easmaisdrspezas.
Precisa-se de urna ama de leite, forra ou cap-
Uva: quem pretender, dirija-se ao paleo do Carmo n.
i, primeiro andar.
Olterece-se una ama para casade homem sol-
teiro, de porlus paradeulro, que cozinha o diario de
urna casa, engomma ehemuilo fiel: quem a preten-
der, dinja-seao becco do Serigado n. 13.
Aluga-se urna crioula que cozinha, engomma,
e faz lodo o servico interno : na ra Direita n. 34,
segundo andar.
Urna pessoa que se ada habilitada para ensi-
llar geopraplna rhelorica, e gramtica porluzueza,
ou mesmo lalim, nfterece se para o mesmo fim :
quem de seu presliinu se qaixer ulilisar, dirija-se
a ra do l.ivramenlo n. 1,1 andar.
Precisa-se de urna ama cum leite. forra ou capti-
va, para criar urna irianca ; ni- casa 11. iSdtlronte
di rejado Corno Sanio.
. ~ Precisa-se alugar urna escrava mesmo sem ha-
litlidades, para o servico de casa ; na ra da Cadeia
de santo Antonio, sobrado confronte a ordem ler-
ceira de S. Francisco 11. i, aonde foi a Appolinea
O Sr. Adolpho Hanoel Camello Lins,
esenvao de Iguanuau', queira qttando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
[iraca da lndc|>eudencia n. f e 8. a iiep.i-
cin que Ihe diz respeito.
ilo
que
na
, quem
de
do
as
ra
1 com-
lem
'lo-
do
en
o
p-
\ei
me-
na
livo,
.111-
as-
109000
118000
PUBLICADO 0 INSTITUTO H0M(E0PATHIC0 DO BRASIL
THESOURQ HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMCEOPATHA.
esSte'tinZail'p^ularnSie^J^ 'daS >* ***** ^">
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra imporlanlissima he hoja reconhecida como a primeira e melhor de tedas que Iralain da ai>-
plicacao da honi.eopathia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao podan dar um
passo seeuro sem possui-la e consulla-la. r" d
Os pais de familias, os senhores de engenho. sacerdotes, viajantes, c.pilaes de navios, serlanejos, etc.,
etc., devem te-la a m.lo para occorrer promplainente a qualquer caso de molestia
Dous voluntes cm brnchiira, por......
Encadernados .....
Vende-se nicamente em casa do autor, ra d S. Francisco (Mondo Novo) n.' 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninsuem poder* ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, 011 de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da humo-opalina no norte, c immediatameute inleressado
em seus benficos sucressos tem o autor do THESOURO HOMCEOPATHICO mandado preparar, sub
sua immcdiala inspecrno, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmarcaliro
eprofessoreml,oni de e dedicacauqne se pode desejar.
A efflcacia desles nicdicamenlos he attestada por lodos que os lem experimentado; elles nao preii-
m resnllTosr'CU'"me S3U' ***"''* a funte donde Sahiram para se ,,ao ,luvi,,,r de P-
l'roa carleira de 120 medicamentos da alfa e baixa diluicao em glbulos recom-
mendados 110 THESOURO HOMOEOPATH1CO, aeompauhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis .
Dita de % medicamentos acompanhada da obrae de 8 vidros de tinturas '. '.
Dita de 60 principaes medicamentos recuinmendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
_. (tubos menores).
Dila de 48 ditos, ditos, com a obra ("lubos grandes)........
" i> (tubos menores).
Dila de .16dilos acompanhada de 4 vidros de Unturas, com a obra (tubos grandes) .
" (tubos menores;.
Dila de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) ....
B (tobos menores)
Dila de 24 dilos ditos, com a obra, (tubos grandes).......
(tubos menores). .
Tubos avulsos grandes............
(i pequeos...........
Cada vidro de tintura........... !
Vendem-se nlm disso carleiras avulsas desde o preco de 88000 rs. at de 4009000 rs., conforme o
numero e tamanho dos tulios, a riqueza das caixas e d>namisa(oes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptidao, e por prcoos commo-
Vende-se o tralado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 2a000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. H Jahr traduzido em portuguez e acora-
modada a intelligencio do povo........ fi.sO0O
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
1 P:.S: girado de urna caria, que ao autor do THHSOUnO HOM(EOPATHlCO, lere a bonda-
ae de dntgtr o Sr. cirurgiao Ignacio Altes da Silta Sanios, eslabelecido na villa de Harreiros.
u Tive a salisfaro de receber o Themuro lioma-opathico, precioso fruclo do trabalho do X. S e Ihe
aflirmo que de tedas as obras quclenholido. he esla sem contradico a melhor lauto pela clareza, com
queseacna escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem empregar ;
qualidades eslas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
liieocna e pratica, ect., ect., etc.
10OS0OO
9O9OOO
603000
i.VSKIO
301000
355OOO
408000
30500
359OOO
268000
:0(KK)
2O5OOO
I5OOO
S-jOO
HMXI
CONSULTORIO 00S POBRES
25 WBA DO GOJLU2GIO 1 AWDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consullas homeopathicas iodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Otlerece-se igualmente para praticar qualquer operacao de cirnrgia, e acudir prompUmenle a qual-
quer mulnerque esteja mal de parlo, e cujas circumslancias nao permutara pagar ao medico.
N CONSULTORIO 00 OR. P. A. LORO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complete do Dr. G. H. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados cm dous :.......
.. ^,--------------------, .,".. ..-.- r. ... .,. .ni.ni uma te* uu unir uc ler nrecis.iu ue
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripolanles ; e interessa a todos os chefes de familia cue
oca Cl1rd"m^la"c,as' que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
O vade-mecum do homcopalha ou Ir.doccHo do Dr. Hering, obra igualmente ulil i, pessoas que
dedicara ao esludo da homeopathia um volume grande.....
O diccionario dos termos de medicina, eiruria, anatoma, pliarmacia, etc., ele.: obra'ind'is-
pensavel as peawaa que querem dar-sc ao estudo de medicina.....
lima carteira de 24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr c o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......-
Dita de 36 com os mesmos livros..........,
Dila de 48 com os dilos............".
iv. SadanC?r!eira ,,c ac?mPnhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escoma*. !
Dila de 60 lubos com dilos..............
Dila de 144 com ditos.........
Estas silo acompanhadas de 6 vidros de tinturas .'escollia. *
,ia. AS.f e,t,08S que em lam !!e Jabr 1Q'7ercm Hering, terao o abatimenlo de 108000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira ....
Ditas de 48 ditos.............. .......
Tubos grandes avulsus......."."..."."
Vidros de meia onca de tintura....."""'.".'!!!.'!'.'.
Sem verdadeiros e bem preparados medieamenlos nao se pod dar'un pasito seeu'r na pratiTn da
homeopata, e o propietario desle eslabclecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
iiinguem duMda hoje da supenoridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lobos de crjslal de diversos lainanhos. e
mo'-i"^ 1ual1uel" encommenda de medicaraenloscom teda a brevidade e por precos muilo com-
89000
49000
40S000
459000
5OSO00
608000
IOU3OOO
8.NKH)
165000
18000
25000
205000
(000
78000
65000
165000
68 85000
16a000
105000
85OOO
"5000
65000
45000
105000
:105000
O padre Vicente Ferret- de Albu-
(|uerque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regulandade concernentes ao adianta-
merto de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolliimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu preftimo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pu-
lica ainda acusta dos maioressacnicios,
e, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8. r
Novos livros de horoeopalhia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemaun, tratado das molestias chronicas, 4 vo
lumes............
Tesle, rrolestins dos meninos .... i
Uering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmaenpea homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, moleslias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapnu, histeria da homeopalhin, 2 volumes
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos.........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Favolle. doulrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Njalen.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro audar.
A casa de aterirao mudou-se para o palco do
Terco 11. 16. aonde serao despachados os senhores
que liverem de aferir os pesos e medidas dos eslabe-
lecimenlos com promplido, e faz ver aos senhores
que sao acoslumados a aferir cm seus eslaboleci-
uicntos. que oanligo senle vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 du crrente, e linda-se no ullimo dede-
zembrodo rorrente anuo.
O cirurgiao Joaquina Jos Alves de Albuquer-
que, encarregado pelo governo de S. M. da lirec-
cao. c Iratamento dosdoentes da enfermara de ma-
rinna dcsta provincia, c lazareto da III1.1 do Pina,
avisa a seus amigos e a tedas as pessoas que de seu
presumo se quizerem utilisar, que o pudem procurar
na ra da Cruz, no Recite, casa n. 51. ou em seu si-
llo, na Passagemda Magdalena, defronte da estrada
que vai ter a igreja dos Remedios.
Os senhores proprietarios erendeiros
deengenlios, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, equi/.erem ser con-
templados, pieiram mandar sitas decla-
ranies a livraria n. Ce 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servido de boliciro um cscra-
vo mulato com muita pralica desse ofOciu. Na ra
da Saudade fronlera a do Hospicio, casa da resi-
denciado Dr. Lourenro Trigo de l.oureiro.
Tra*passa-se oarrenilamcnlo da casa n. 60 do
aterrada Boa-Vista, com armacao para qualquer es-
labclecimenlo. commodos para grande familia, e
quintal com > pocos e banheiro de pedra e cal.
T S,r" Joa1llim l'errera que leve loja na pra-
c.nba do Livramenlo ten, urna carta na livraria ns.
b e 8 da praca da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 13, ha mttito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
potteo, tttdo por preco commodo.
Joia&.
Os abae uxsFsignailos, donos di loja de oilrves, na
ruado Cahuua n. II, coufroul. an pateo da matriz
e ra .Nova, fazem publico que estao sempre surtidos
dos mais riros a melhores goslos de todas as pbras
le ouro necestarias, tanli. para senhoras camo para
liomeus e meninas, conlinnam os precos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha urna conla cm
rcsnonsabilidade, especificando a qualidade de oro
de 14 on 18 quilates, liramlo assim garantido o com-
prador se apparecer alguina duvida.SruuMm &
Inulto. I J
No hotel de Europa da ra da Aurora tem
comidas e bous petiscos a loda a hora, por preco
muilo 1,1/0.im I.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
bitco, para a inesma cmara, que se
ada em glandeatra/.o de pagamento.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Caignoux, eslabelecido na ra lama
do Rosario n. 36, segnudo andar, colloca den-
les com gengivasarliticiaes, e dentadura com- it
9 pleta, ou parle della, com a pressao do ar.
Tambem tem para vender agua dentifricedu
Dr. Picrre, e p para dentes. Rna larga do S
Rosario n. 36 segundo andar. M
J. Jane dentista,
cunlina rezidir na ra Nuva, primeiro andar n. 19.
Precisase de um caixeiro para lomar conla de
urna taberna por balanro, no Recite, que d fiador
a sua conducta, ou que enlre com algom dinheiro,
pois se d?r a melade dos lucros: a Iralar na ra
Direila n. 26.
I-ARINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se sarcos cum um alqueire e urna quarla
de i'u ma de mandioca, muilo torrada o a mais li-
na que leu. viudo a este merend : nn Irnvessa da
Madre de Deo armazem n. 3 a .">. e na ra do Qnei-
mado n 9, loja de Antonio Lata de Oliveira Az-
vedo.
Vndese um cscravn mulato, boin ranocirn e
padeiro, o molivu se dir ao comprador : Iralar na
rna do Amorim n. 48, escriptorio de Paula & San-
tos, das 9 horas da manhaa as 6 da tarde.
YENDI'-SE.
Cobre etaiulha de'20 te 28 oncas.
Estando em vergiiinhas.
Chumbo em barras pequerinab de 1 i li-
bias
Champagne, marcaA&C.
Vinho do Kheno das qualidades mais
apreciadas, em cai\as Clavinotes e umasde logo em geral.
Lonas, e bruta de vella.
Arretos, lampeoese cbit-oics para carro e
cabriolet.
Craixa ingleza de verni/. para arreios.
Esporas de ac lino, prateadas.
E para feixar urna conta:
vende-se por o maior preco que der, cer-
ca de 600 lo i-mas de ollia de ferro pinta-
das, proprio para fabrica de assucar: na
ra do Trapiche u. 3, armazem de C. J.
Astley&C.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fttndico de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao milito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao" de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos (*" ferro de ---rior qualidade.
Grande fabrica e loja de marci- '^)
neiria, na ra Nova n. 45 de
1 Lourenco Puggi- (A
Faz. ver ao respeitavel publico a
me tem um sortimento completo ?
de trastes, todos de goslo e mo- *|
demos, assim como tem para *'
vender vidros de espelhos os mais tt
superiores que ha, vindos de Pa-
1 ris.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Corre indubilavelmenlc na sexta feira 27
de outubro,
Aos 10:0005000. 4:000-5000 e 1:0005000 rs.
Na ra da Cadeia do Recite, loja de cambio de Vi-
cira 11. 21, vcudem-seos mui acreditados bilheles e
cautelas do caulelisla Salustiano de Aquiuo Ferrei-
ra. Os bilheles e cautelas nao solTrem desconlo de
8 % do imposto geral nos Ires primeiros premios
grandes.
Bilheles. 115000 10:0005000
Meios. 5500 5:0005000
Quarios. '2S800 5005000
Oilavos. 18500 1:2505000
Decimos. I5.IOO IMKMIjOOO
Vigsimo. 700 5OO5OOO
CONIIECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra.: tudo a preco que muito satisfar'
aa**us antigos e novos regue/.es.
^?Vende-se, permuta-se ou arrenda-
se o sitio das Roseiras, do inajor Joaquim
Elias de Moura, defronte da capella do
Rosarin'io com casa de sobrado no-
va, senzalla, cocheira, estribarla para
tres cavallos, quarto para feitor. etc., e\-
cellente e jrande horta, grande cercado
com matta dfntro, immensas baixas pa-
ra capim. mujto bons arvoredos de fruc-
tos de militas qualidades, novo parreiral
com muilas litis, vendem-se tambem
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as que existem no engenho Santa Amia,
novilhas e garrotes, vende-so igualmen-
te toda a mobilia, lotica, vidros e tudo o
mais cpie houver de movis na mesma ca-
sa, assim como um botn cavallo de estri-
bara : quein o pretender dii ija-se ao mes-
mo sitio, que avista de tudo, tratara' com
o mesmo dono.
Vende-se teijao mulalinho ; no caes do Ra-
mos, a burdo da barraca Klurda Punten.
Vende-se nina das melheres casas feila a mo-
derna, e com um pequenu sitio no lugar da Capuu-
ga Vclha : a fallar com M. Carnciro.
Vomle-se um sitio com casa de laipa, 110 lucar
ilo iiiqni.i, bem plantado de rnqueiros, e mais algu-
masarvoresde huelo, e Ierras terciras : quem o pre-
tender, dirija-se ra Imperial n. 3t, que ahi acha-
ra us esrlarecimentos necessarios ; adverle-se que
lem planta de capim c 2 ou 3 viveiros.
Saccas de laainha.
Vendem-sc sacras com farinha da Ierra, nova e
bem lorala : nn ra da Cadeia do Recite, loja
n. 18.
Vende-se 11111 relogia patente inglez; na ra
do Oueiinado, luja n. 14.
Vende-se cimento tomano em bar-
ricas c as tinas: atroz do theatro, arma-
zem de taboas de piuho-
Vendem-se .300 raibros de maane c 20 enla-
mes de 22 palmos, de louro, bastantes grossos, e 1
carroen nova rom pouro uso pnra cavallo ; na ra
da Concordia, no armazem defronte do sobrado de
Pedro Anlonio Teixeira tjuimaraes.
Vende-se a taberna, sila na ra do Rangel n.
2, com bastante freguezia para a trra ; qoem a pre-
tender, dinja-se a mesma.
Vende-se urna casa terrea 110 luaar da Capunga
Nova, com commodus para pequea familia e quin-
tal bem plantado : a tralar na ru Nova n. 16.
Vende-se nm escravo, crioulo, de idnde de 25
annos, nllicial dcsapaleiro, cozinha bem o diario de
urna casa, c he excellanle criado, sem vicios, nem
achaques, o que se alliajira: nu Caes do Ramos, se-
gundo andar.
Vende-se por commodo proco, as Cinco Pon-
las n. 66. os sesuinles objeclos, por seu dono se re-
tirar : 1 cama de nnsico, 1 sof, 1 cmoda, 1 banca
de meio de sala. 1 joso de bancas de Jacaranda, 1
palanqun!. I rotula e unsraixilhos de alcova.
Vende-se um sitio pequeo com bastantes ar-
voredos de fruidas de varias qualidades, casa de pe-
dra e cal, Innque d'agua para beber, em excedente
chao proprio, por delraz ua roa daSoledade : quem
pretender, procure defronle du Passein Publico, loja
11. 13, ilo l.oureiro. O mesmo Sr. tem ordem da dona
para njuslar com quem quizer.
Vende-se a taberna, sila na ra do Pilar n. 88;
a Iratar na mesma.
SELLINS INGLEZES.
Vendem-se os melhores sellins que
tem vindo a este mercado, com seus
competentes freios ele, tambem chi-
cotes para carro, homem e senhnra, por
precos muilo mdicos: no escriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wyall,
ra do Trapiche Novo n. 78.
ATTENCO.
Na ra Direila n. 27 vende-se manleiga inaleza
nova a 640 rs.. dila a 560 rs., dila 500 rs.. dila a
480 rs., dila a 440 rs.. dita franreza nuva a 640 rs.,
dita a >60, queijos novos a I$800, dilos a I95OO rs.,
teijao novo a cuia a 40O rs., dito a 320 rs., cevada
nova a libra a 160 rs., dita a 140 rs., alelria nova a
SSL380 rs- dila"30 rs->ch n>son a iib
28;>00 rs., dito brasleiro a 15800 rs. dilo a 15920
res.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS1.
Anda a roda infalivelmente no dia 27
do corrente.
Aos 10:0005, 4:0005 e 1:0005 res.
Na casa da Fortuna do aterro da Boa-Vista n. 72
vendem-se os mu acreditados bilheles. meios e cn-
telas do caulelisla Salustiano de Aquino Ferreira.
tls bilheles e cautelas nao sofrem o desronlo de 8
por cenlo do imposte aeral nos Ires premios grandes.
___________COMPRAS.
Compra-se prata brasileira ou hespanhola : 11a
ra da Cadeia do Recite n. 54, loja.
Na rua do Trapiche armazem n.
38 do Sr. Miguel Carneiro, continua-se a
comprar patacoeshespanhoes.
Compram-se dous ornamentos de basto, um
roxoc verde, outro branco e encarnado, i misases e
2 calix, ludo que esleja em bom estado : na casa do
sacrisiao da ordem lerceira de S.i'rancisco.
Comprase umsmulalinha ou iiegriuha de 12
a ISannus, com habilidades ou sem ellas, que seja
rccolhida : na rua Nova 11. 34.
Compra-se um cavallo j ensillado c co-( amado
a cabriolet, que seja bastante forte : a Iralar com
Anlonio Jos Rodrigues de Sonza Jnior, na rua do
Collegio n. 21, seeundo andar.
Na rua do Collegio 11. 3. primeiro andar, com-
pra-se o 3. vol. do Repertorio das Ordenarocs, o 2.
vol. de Maria Hespanhola, edi(3o do Porto, o 2.
vol. dos Lusiadas, edicao do Rio de Janeiro, o 5.
yol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
linto Elyaio, edicjlo de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. c 8. vols das Memorias do Diabo, 1. e 4. vols de
D.Quixole de la Mancha, 2. vol. de Ipsoboc, e 3.
dos Desposados por W. Scotl.
Compram-se accoes do Banco de Pernambuco:
na rua da Cruz n.3, escriplorio de Amorim lmiaos.
Compra-seo diccionario de Moraes, da ultima
edicrao, que esteja em bumeslado : na rua doCres-
pu loja ila esquina que volla para a Cadeia.
Compra-se um caixao de llandres, urna vara c
covado, para te vender fazenda na rua, sendo mes-
mo com algum uso ; na rua do Queimado n. 22.
VENDAS
BARATISSIMO.
Vendem-se na loja de encaderna;ao, no becco di
Congregarlo, os seguinles livros em bom uso ainda
a obra de Mello Freir, fallando um tomo, por 15
primeiras linhas sobre a processo criminal, > tumos
500 rs. ; um lomo avulso de Lubao (aerties summa
ras) 300 rs. ; tratado de appellacCes e aggravos 500
rs. ; direito administrativo por Silvestre Pinheiro,
3 tumos, 15000; um tomo (prelecces de direilo pa-
trio) 320 ; obra de Bergier irefula'rao s doulrinas
de Rousseau) 2 lomos 500 rs.; economa poltica por
J. B.Saj,3 lomos, 15000.
Vende-se urna negrnlia de 10 annos de idade,
e de bonita iigura ; na rua Direila 11. 82.
Vende-se um ptima escrava mora, sendo pe-
rita engommadeira e sollrivel cozinheira e lnvadci-
ra, a qual nao lem vicio era achaque : na rua de
lorias 11. 60.
TAI XAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
uta do Brum logo na entrada, e defron
te do. Arsenal de Mat tilia ha' sempre
um grande sortimento de taicliua tanto
de t^biica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
raza, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros Iitres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Vende-se a RecrearioArhilo8ophca em 10 volu-
mes: na rua Nova n. 16.
>- -.
El
Deposito de vinho de cham-
jagne Ghateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
m. de Mareuil, na da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende- ?6
se a 065OOO rs. cada caixa, acha- (A
a se nicamente emeasa de L. Le- :
W comte Ferondt Companhia. N. B.
W As caixas sao marcadas a fogo tt
Conde de Mareuil e os rtulos fg
das garrafas sao azues. fi|
Bilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
II5000 recebe
."5500
25800
15500
15300
5700
por inleiro 10:0005000
dem 5:000t000
idem 2:50|000
dem 1:2505000
dem 1:0005000
idem 5O00O0
GUARDA NACIONAL.
Na loja de sirgueiro da prafa da Indepen-
dencia n. 17. vendem-se por preco commodo
lodos os objeclos precisos para uniformes dos
Srs. o II i caos iia miar, la nacional.
Para fechar cuntas.
Vende-sena ruada Cadeia do Recite n. 30, cam-
braia de cores indianas muilo propria para vestidos
de seiihora, pelo mdico preco de 480 rs. a vara;
chita frauceza de barra e seiu'ella, minio fina e de
padroes novos por 240 n covado; chita de cores para
escravos de cores lixas a 160 o covado; chapeos de
sol de seda de todas as cores a 55500. sendo cabo de
caima; chita de barra em corles por 15280 o corle ;
chales de seda para senhnra muilo finos a 129000 rs.
cada um ; e outra porfi de fazeudas proprias da es-
tacan, que se venderlo por menos do sen valor.
Para acabar.
Vendc-se na rua da Cadeia do Recite n. 10, fari-
nha de mandioca muilo torrada, pelo mdico preco
de 350OO cada sacra, e sendo em purcao para cima de
100 saccas se fara una diflerenca : na rua da Ca-
deia do Recite 11. 10, loja de Joaquim Jos de Faria
Machado.
Vende-se por lodo o preco, na roa da Cadeia
n. 30, loja que foi do Grillo, superior farinha de
mandioca, muilo lorrada, de aaeca de Ires quarlas.
Vende-se nma muala radia, lava e rozinha o
diario de urna casa : na rua da Tresspe em frente
rua do Sebo, casa sem numero.
Chapeos linos demassa para homem a
^i'OO, "mais inferiores a l,s700.
Pedc-se aos compradores pie veuham ver os
mencionados chapos, que vista dos precos e qua-
lidades, nao deixarao de comprar : na rua larga do
Rosario n. 14.
_ Na nova padaria do aterro dos Afogados n.
173, confronte a fabrica de sabao, vendc-se bolacha
fina teita por machina, que se torna recommendavel
para casas particulares por serem superiores ao me-
lhor pao, e lambem bolachinhas Napoleao muito sa-
borosas, proprias para apresenlar com cha, por preco
commodo.
\ endem-se 12 colheres para sopa, 1 palilciro
de bonito gosto, 1 colher de tirar sopa, ludo de pra-
ta, meios adereces de ouro, de oslo moderno, iiur
preco commodo : na rua do Queimado, loja 11. 14.
MADAPOI.AO COM VARIA,
a 33000 e 3V500 rs. a peca.
\ ende-sc na rua do Queimado, loja n. 17 ao pe-
da botica, urna poreo de madapoles largos com lo-
que de avaria pelo baralo preco de 35000 e 850u
cada peen.
CASEMIRAS BARATAS.
Corles de calca de casemira de cores a 43500; -na
loja de 4 porlas da rua do Queimado 11. 10.
Corles de seda de cores, boa fazenda, e preco
baralo: vendem-sc na loja de 4 porlas da rua'lio
Queimado 11. ir). '
Coniinua]-so a vender corlea de chita larga a
WOOO rs. radalcrlc, bavendo novo sorlimenlo para
esrolher : na loja de 4 porlas da rua do Qucimadu
n. 10. I ^
Vcnde-s una escrava da (".osla de meia idade,
boa vendr lora) de ru, por preco commodo ; na rua
eslreila do Rosario n. II.
Cpm toque de avaria.
Madapolao .'muilo Breo a 33000 e 35500 a pei;a :
na rua do Crano, loja da esquina que volla para n
Cadeia. /
50O3OOO.
Vende-se nm pardo de idade 30 anuos, bom car-
reiro, c proprio para um sitio 011 engenho ; quem o
pretender, dirija-se as (anco Puntas u. 71, taberna.
- \ enddm-sc 5 esrraux, sendo I linda negrinha
ilc Idade 20 annos, ensnnima, cose e cozinha, 1 pre-
lo de meia idade, cozinheiro. 2 ditos de lodo servi-
co, e 1 tlitti bom carreteo : na rua Direila n. 3.
veinte-sea melado de um mualo, que lem a
mili a melade forra, bonita Iteurn, hinda inoro, por
preco commodo; no lamo do l.ivramenlo '. ti, te
\ dir quem vende.
Vendc-st- iinia.'linda inulaliiiha de idade de
aeia anuos: nn paleo de S. Pedro, sobrado da esqui-
na que valla para runde 11 mas, 2" andar. '
A
PARA PRESEPL.
Ricas (gneas de barro por diminuto
preco, na rua do Trapiche n. 54.
Na rua da Cnlz n.57, vende-se rap Virginia,
fabriendo no Rio de Janeiro ; esle rap lorua-se
muilo aprecinvcl pela puridade de sua simples com-
posicao ; c cusa a libra l?:^.
Na rua do l.ivramenlo n. 36, loja. se dir
quem vende 1 prela de Angola que cozinha, ens-
tela e vende na aun, 1 relogiu palele inglez, 1 dte
palele suissu, correles para os nie-mu-. 1 alfinele
que serve tanln para homem como para menina, com
1 Brande diamante rosa 110 meio, ludo muilo em
conta por seu dono retirar-se para fra do Imperio.
Na rua da Madre de Dos n. 06.
Vendem-se por pircos commodos os seguinles ge-
ueros, vindos do Aracaty : esleirs de palha de car-
nauba, cera amarella e couros curtidos.
Na rua da Cadeia de Santo Antonio.coafronta
o theatro velho. loja de corrieiro 11. 3, vende-se du-
zia c meia de taboas de pinho, por preco commodo.
QL'EIJOS DO SERTAO'.
Ainda ha para vender os bons queijos do sertao
chamados de prensa.
MIUDEZAS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recite n. 19, sapa-
tos de couro de lustre para senhora a 18 rs. o par,
dilos de mairoquim a 600 rs., ditos para homem a
800 e 900 rs., boles de agalh para camisa a 200 rs.
a groza, linha de cores a 1, dila branca de 800 a
15200, papel de peso muilo bom a 25100 e 25500 a
resma, peni es para alar cabellos a 240 rs.. dilos finos
a 800 e 1. colxcles a 60 e 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
alneles de todas as qualidades, agulhas, luvas de
eda para senhoras e meninas, dilos para hornera,
(hesouras finas e ordinarias, pulceiras de ouro fin-
giodo de le, carleiras para baile, peneiras de acp e
outras muilas rousas por precos muilo em conla. ., ,
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
voka para a Cadeia : vende-se chales de
seda a S.s'000, I2J000, U000 e J8$000
rs., manteletes de seda de cor a 11 jjOOO
rs chales pretosdelaa muito grandes a
5|600 rs., chales de algodao e seda a
1J280 rs.
Vende-se urna taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista n. 47. que vende muilo para a trra, us
seus fundos sao cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador asim Iheconvier :
a Iralar junto alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sortimentos de fazendasde bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo teja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-sc corle de vestidos de cambraia de
seda com barra c babados, n 83000 rs. ; dilos com
llores, a 73, 98 e 105 rs. ; dilos de quadros de bom
Soslo, 118 corles de cambraia franreza muilo fi-
na, fixa, com barra, 9 varas por 45500 ; corles de
rassa de cor com ires barras, de lindos padroes,
332OO, peras de cambraia para cortinados, com8;,'
varas, por 35600, ditas de ramagem muilo finas,'a
65 ; cambraia de -lpicos miudiiihos.branca e de cor
muito fina, 800 rs. avara ;aloalhadode linhoacol-
xoado, i 900 a vara, dilo adamascado com 7 '4 pal-
mos de largura, i 25200e 35500a vara ; canga ama-
relia liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; cortes de collelc de fuslao alcoxoado e bons pa-
droes fixos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
i 360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, i 1600 rs.
o par ; dilas lio da Escocia 500 rs. o par.
Vendem-sc esleirs de palha de carnauba che-
gadas azora do Aracaty. a 123 o cenlo : na ruada
Cadein do Recite n. 49 I. andar.
Vende-se vellas de cera de carnauba fritas 110
Arar.it>, de 6, 8. c 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recite u. 49, primeiro
andar,
ATTENCO'.
Na rua do Passeio Publico n. 13, vendem-sc corles
de rassa chila de lindos padroes, pelo barato preco
de 25000 o rrte, meias casemirns de quadros a 400
rs. o covado, corles de rolletes de Instan do ullimo
oslo a I32OO o corte.
Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
zcs e poc-prcros commodos: cm casa de J.C. Rabe,
ruado Trapiche 11. 5.
* PBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sabio .i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendi-simos padresrapurliinhos de N. S. da Pe-
nda desla ridade. augmentado rom a novena da Se-
ndera da Conccicao, e da noticia histrica da me-
dalda milagrosa, c deN. S. do Bom Conseldo : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I3OOO.
Vende-se urna escrava mofa, de bonita figura,
c com 'labilidades ; u molivu porque se vende so di-
r ao comprador : na rua Direila 11. 12, segund
andar.
Vende-se um moleque, crioulo, moro, exrel-
Icnle figura, fea achaques, com principio "de buliei-
ro : na rua Nova, taberna da esquina, que volla pa-
ra Santo Amaro. Na nicsnia taberna se dir quem
precisa dr um prelo de meia idade que sirva para o
serviro interno de una casa de familia.
Vende-se 11111 ptimo chronometio:
em casa de Rothee Bidoulac, rua do Tra-
piche n. i->.
Vende-se um ptimo cabriolet de dnas rodas
a sem lobera, poreni com lodos os seus arreios:
na rua de P. Francisco, rorhrira de Paula & Silva.
OH! QUE PF.CIIiNCHA !
tiOrgurM de seda ai-liamalotado de rores e prelo
pnra vislidosa 700 is. o ruvado : na rua do Quei-
mado n. 40.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encornados,
dilos urlicos com pello, muito grandes, imitando os
de l.l-i. a 1400 : na roa do Crespo, loja da esquina
que sulla para a cadeia.
Recoramenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muiloa
rbamam de lid tro a 18000 rs. cada nm : na rua do
Crespo loja 11. 6.
Pannos finos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 28100, 23801), 33
35500. 43500, 58500, 68000 rs. o rovado.dilo azul, a
25. 238OO, 43, 68. 78, o covado ; dilo verde, a 23800,
33500, 48, 55 rs. o corado ; dilo cor de pinhao a
45500 o,covado ; corles de casemira preta frauceza e
elstica, "3500 e 88500 rs. ; ditos com pequeo
deteito. 68500; ditos inglez entestado a 53000 ; ditos
de edr a 48, 5500 68 rs. ; merio prelo a 18, 18400
o covado.
Afe*Ude Edwl Ka.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras tedas de ferro pa-
ra animaes, aaoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelososmais moder-
nos, machina horisoBtal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, patsadeiras de ferro estenhndo
para casa de porgar, por menos prero que os de
robre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de llandres; tndo por baralo preco.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por prec.0 muito commodo : no arma-
zem de Ranoca & Castro, na rua da Cadeia do Re-
cite n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por;
preco commodo : na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
ratijo.
Vende-se cxeelleule laboado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na rni de Apollo,
trapiche do Ferretea, a enlender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas irancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excel len-
tes vozes e por precos commodos: emea-
sa de Rabe Schmettau 4C, rua do Tra-
piche n. 5.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se toalhas de panno de linho adamasca-
das para roste a 105000 a duzia, ditas lisas a 145000
a duzia, sunrdauapos adamascados a 38600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim trancado eom quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fustn branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o aovado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 28000, gan-
ga amarella trancada a 320 o covado : ua loja da rua
ilo Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 48000 cada um, ditos de cassa
chita a 28000, ditos de chita franreza larga a 33000,
lencos de seda do 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua du Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Vclha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que de para fechar conla?.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muito saa e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 48000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceico, defronle da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de (apele, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs.. dilos brancos a
IgaOOra., ditos com pelo a imitnrao dos de papa a
15400 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
^volito da labriea de Todoa os oto* na Bahia
\ ende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua'
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe's de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
- Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Ha vana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
SACCAS COM M1LHO.
Vende-e saccas com milho a 3*000 rs.,
ditas com farinha a 4*000 rs. : no caes
do Ramos, casa amarella armazem de
Carlos Jos' Gomes.
NA VALAS A CONTENTO E TESl HA S.
Na rua da Cadeia do Recite n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conli-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fro) as ja
bem conhecidas e afamadas navalh de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposiro
de Londres, as quaes alcn de duraran xtraordia-
riamenle, n.lo se senlem nu rosto na a&to de cortar ;
vendem-se com a condicao de, nao faradando, po-
derem os compradores devolve-las al 1i diai depois
pa compra resliliiiudo-se o imporle. a nesmaca-
s> ha ricas lesouitobas para unbas, feilas pelo ota-
me fabricante.
Vendem-se em casa de S. P. Je,
ton & C, na rua de Senzalla Nova ni\]
Vinho do Porto superiof engarrafado J
Sellins ingleses.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 aJrobas.
Pomos de farinha.
Candelabros e candieirof bromeados.
Despenceira de ferro gafvarisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vende-se oo Iroca-se por umaVasa terrea aqui
na praca on em Olinda. em bom lugar, urna barca-
<;a de lote de 14 caixas, que naufragon as praial do
Rio Doce, em Olinda, aonde te acha : a Iralar na
rua da Cadeia do Recite n.54. Dar-se-ha i volla
se merecer.
Na roa do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para Techar contas mil e quinhenlos masaos
-?. Cf"""* de *idro uP'dadas a 160 rs. cada masso, e
<0 dunas de caixas de massa para rap a 18O0 a
duzia.
RLA 1)0 TRAPICHE N. O.
Emeasa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos ate 1 T
polegada.
Champagne da melhor qualidade 8
em garrafas e meias ditas.
UmJ?'an0 ingle/, dos memores. S
TOKSXK m *aaK^x3e*S
Vende-se um excellenle carrtnho de 4 rodas
mu bem construido, eem bom estado ; est exposto
na roa do Aragao, rasa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo sendor cima, ou na rua da Cruz no
Recite u. 27, armazem.
Moinhos de vento
'om bombasde repulo para regar borlase baixa.
decapim.nafundiradeD.W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.' edicao do livriuho denominado-
Devoto ChrisUo.mais correlo e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo graudes e
de bom goslo : vendem-se na rui do Crespo, teja da
esquina que volla para a cadeia.
Vendem-se lainhas d'Alagas muilo frescaes,
por preco eemmodn, em porcese a retaldo: na rua
da Praia, armazem n. 37.
Vende-se urna prela de idade para servico de
casa ou do malto, por preco commodo : a tratar na
rua da Cadeia de Santo Antonio n. 26.
Vende-se nm terreno com 500 palmos de fren-
te e 300 de largura, silo na estrada da Boa-Viagem,
com 40 ps de coqueiros e mais alguna arvoredos : a
Iralar na rua da Assompcao n. 40.
Vende-se nma cabra (bicho) com um cabrito,
propria para criar meninos, a qual tem bastante lei-
te : na rua de Aguas-Verdes, sobrado n. 14.
Vendem-se saceos vasios e bancos proprios para
aula de meninos, ludo por preso commodo ; na rua
Direita n. 59.
Vende-se 1 capa, 1 sobrecaaaco, 2 pares de
calcas proprias para homem que lenha de ir a Eu-
ropa na preseute eslacao : na rna Nova n. 16.
Vende-se um cborao, proprio para nllicial de
cavallaria : na roa Nova n. 16.
Vende-se urna cama de armac.no por preco
commodo : na rua Nova n. 16.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na teja de Guimaraes 4 Henriques, rua do Cres-
po n. 5, veinlem-se cassas francezas do ullimo gos-
lo, pelo biralissimo preco de 180 r. o covado.
Na roa da Cadeia do Reciten. 60, vendem-se os
seguinles viudos, us mais superiores que tem vindo a
este mercado.
Porto,
Bucellas, ,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro, ^
Madeira, i *
em cairindas de urna duzia de garrafas, e i vista da
qualidade por preco muilo cm conla.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recite n. 50 lia para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Taixas para engentaos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao*
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vendc-se urna balanra romana rom lodos os
seus perlrnres. cm bom uso e de 2.000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem u. 1.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
Vendem-se relogios de onro e prala, mai
baralo de que em qualquer oulra parte
na prara da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mt-
ficas para piano, violfto e flauta, como
scjain, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora. cora 15 covados rada corte, a
*$5oe.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Vendem-se algomas peras de msica,
bandas militares : ua rua Nova" n. 16.
para
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausentou-se no dia 6 de oulnbro o preto Jos,
de nacao Cosa, com os signaes seguinles : rosto la-
biado, altura regular, odos pequeos, nariz afilado,
bocea regular, olha baixo, e o andar he miudo, falla
grosso, barba branca por ser ja de idade : quem o
apprehender. pode leva lo n rna do Queimado n.
14, a seu senhor Manoel Jos uedes Magalhaes que
sera recompensado.
50)'000 rs. de gratiicacao,
a qoem apprehender e levar i rua Imperial n. 31 a
seu senhor Manoel Joaquim Ferreira Esleves, a es-
crava. parda, de nome Malhildes, qoe desappareceu
no da 2 de junho protimo passado, coro, os signaes
seguinles : bastante feia de rara, nariz urobigo
grandes, cor bastante afogueada ; esla escrava veio
da cidsde de Sobral, porm dwconfia-sfltque esteja
mesmo nesta cidade occulla em casa dealgam aous-
Jtaujiuso' pois que desde que desapparecStt Moca
mais se soube noticia.
A abaixo assignada declara ao publico e a to-
das as autoridades policiaca, que ao dia 8 do corren-
te, petas 4 horas da madrugada, desappareeeram de
sua casa, servindo-se de ulna cacadaqne por alguem
de fra tei laucada a urna jaaelia que deilava paralo
quintal pura favorecer a iuga, Lina de nomo l.uiza e oulra iteataime liu ; a pri-
meira com os signaes aeguinteaTleilalarl regular,
grossa do corpo, com os cabellos cortado* pelo lado
de detraz c cresckles pela frente, com lod corpo
picado de bezigas, foi da cidade do leo provincia
do Cear ; e a segunda de corpo regalar, catalura
alta, cor fula, com 2 denles de menos na frente,
foi da bar de Naluba, sendo qoe protesta proceder
com lodo o rigor das leis contra quem quer que as
tenba acontadas. Sendo-lhe porm entregues ou de-
nunciadas, promelle guardar o maior segredo ode-
reerndooBcjynio de 10tt ao*capitaes de campo, on
lilil "JidjeJEpcsaoa qne dellas der nolicia, ou aa
te\|gcSM|>aaa residencia, nn rua do l.ivramenlo
n. Tunde se Ibes dar generosa recompensa.
, Anna Joaquina Lint Wandcrlev.
Desappareceu da casa do abaiio assignado no
dia 16 do corrente mez, o seu escravo de afio An-
gela, de nome Lniz, de idade de 25 anuos, cor fu-
la, barba principiando a engranar, porm demons-
tra ser muito barbado, altura reaular, olbos e bocea
regular, lisura bonita, bem disposto para servico de
campo, muito fallante, e passa al por crioulo por
fallar muilo bem, e mesmo dizer qne he crioulo;
lem principio dealfaite, as maos groswse dedos,e
sobre ellas tem lid o verrugas, ainda que lenhara al-
gumas desvanecido, todava lem os signaes, pernas
grossas, ps curtes e largos proporcionadas as roaos,
emfim, muito corpulento ; couduzio toda sua rou-
pa da praca engommada e nm chapeo de pello pre-
lo : quem o pegare o.levar ao abaixo assignado na
roa do Queimado n. 6, primeiro andar, ser bemre-
compensado. JuagiHm Jos de Lima..
Desappareceu no dia liado corrente um escra-
vo de nome Francisco, de ncelo Cacaoge ; lie padei-
ro, e estatura regular : quem o pegar, leve-o era
l-'ora de Parlas, roa dos Guararapes n. 4.
Besappareceu no dia 28 do agoste proiirac-pas-
sadu Ama escrava de nacao Cosa, de nome Sv-
na, de'eslaljjra baia, grossa do cerpo, cabeja pe-
quena, nariz chalo, roste lirado e carnudo, lem
poneos laidos, bocea regular, beiros groases e iguaes,
denles limados, lodos iguaes c sem falla de neuhum,
urelhas Turadas e sem brincos, falla bastante fina,
rostas carnudas, lisas e sem marras, peilos cahidos,
maos curtas e bem carnadas, cabello corto e cortado
por icual, nao he bem prela e sim avermelhada :
levou vestido usado, de chita encarnada escura, com
-lpicos brancos bem miudos, panno da Costa fran-
crz com lislras encarnadas e de malames de duas ur-
den- as ponas, e necupa-se em vender frtelas; foi
escravn do Sr. Joaquim Viesas, e he por isso bem
runherida na Passagem : quem a pegar, leve rua
du Queimado n. 13, que ser recompensado.
509000.
Desappareceu no dia 25 de selembro prximo pas-
sado, do engenho Vicente Campe lio. o escravo (Jas-
par, de nacilo Coste, com 50 anuos de idade, alte,
cor preta, rosto romprido, o beiro de baixo grande c
cabido, e lem barba ; o qual escravo veio da Babia,
c tei comprado a Anlonio Ricardo do Kego nesta
praca : quem o penar, leve-o ao mencionado enge-
nho, que recebei do abaixo assignado 5OS00O rs e
ueste cidade ao Illm. Sr. Joo Pinto de l.cmos J-
nior.Manoel (loncotees Ferreira Lima.
Desappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
criuulo, de nome Antonio, que costuma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerinu, e inlitular-sr forro,
he muilo ladino, foi esrravo de Antonio Jos de
Saiil'Anna, morador no engenho Cail, comarca de
Santo Ania, e diz ser nasridn no seriao do Apody,
estatura- e eorpo regular, cabelles prelos, carapinh-
dos, cor in*pniiro fula, odos escaros, nariz crande
e grosso' iroico grossos, o semblante um pouco te- |
citado, bem bafliarfo, porm tiesta occasiao foi com
ella rapada, com todos os denles na frente ; levon
camisa de madapoln," calca ejaqurla branca, cha-
peo da palha rom aba pequea e urna Irouxa de rou-
pa pcipn-iia ; he de suppr que mude de Irage: ro-
aa-se porlattlu ns aulorfdades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragam nesta praca do
Kecife, na rua laraaf.do Rosario n. Jl, quere-
rumpensari muito tem o seu trabalho.

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EHN. : TVP. DE M. F. DE FAKIA
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