Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01317


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Full Text
ANNO XXX. N. 239.

QUARTA FEIRA 18 DE OUTUBRO DE 1854.
*

\
1
i
<

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
M>*
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
ENCARHEGAOS DA SI BSCRIIM: AO\
Recite, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Mamitis; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei.oSr. Joaquim Bernardo de Men-
Ionca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Hativi-
ade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; A reca-
to,1 Sr. AntoniodeLemosBraga; Cear, oSr. Ytc-
jorino Augusto Borgos; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAM ISIOS-
Sobre Londres 27 3/4 a prazo e 28 a d.
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebalc.
Acodes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras a 8 0/0.
HETAES.
Ouro.ticas bespanholas. .
Moedas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 4000. .
Prata.Pataces brasilciros .
Pesos columnarios .
mexicanos......
29J00O
165000
16*000
900O
19940
1*940
1860
PARTIDA DOS CORREWS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos diis 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricuy,a 13e28,
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria; e Natal, as quinus-feiras.
PREAMAR DF. HOJE.
Primeira 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda 1 hora e 4-2 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equitilas-eiras.
Relacao, tero.as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas,
.luizo de orphaos, segundas quintas s 10 horas.
l. vara do rival, seguafcs e sextas ao mcio dia.
2.* vara do civel, quinase sabbados ao meio dia.
EPI1EMERIDES.
Oulubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutos e
43 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manhaa.
21 La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA,
16 fegunda. Ss. Marliniano e Soluriano ir, mu
17 Terca. S. Eduvigesduqueza ; S. Mariano ni.
18 Quarta. S. Lucas Evangelista; S. Theodorom.
19 Quinta. S. Pedro de Alcntara f.
20 Sexta. S. Joao Cancio ; Ss. Oapazioe Ira.
21 Sabbado. Ss. rsula e suas comp. vv. mm.
22 Domingo. 20.' S. Ladislao f. ; Ss. Hera-
clio, Alodia eCordula v. mm.
PARB5 OFFICIAL.
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expedtaata do da 14.
OIHcioAo Exm. Rarao Ha Boa-Vista, comman-
danlo superior da guarda nacional do municipio do
Recite, dizendo esa resposla ao seu oflicio de 10 do
correle, sob n. 308, que convm eni que sejam
chamados para o servcu de rundas nocturnas os
guardas da re-erva, que forcm necessarios para al-
liviar un pouco os do semen activo, pudendo S.
Exc. expedir luai orden nesle senlido.
DitoAomesmo, puraque baja tic informar rer-
r.i Jo conleiido do odelo, ijne 'tJM^M" 78!,
i|ue dirigi em III do correute^RfiHlc direilo
rhefe do polica sobro a dispensa ..Tico activo
da guarda nacional, sob seu comnrarido superior,
concedida em 3 de fevereiro passado ao segundo
amanuense da secretaria de polica, Carlos Augusto
Aulran da Malta Albuquerque.
DitoAo Exm. director eral interino da inslruc-
oao publica, inleirando-o- de liaver designado para
examinadores no concurso,'* que se lein de procc-
ilcr para provimenlo mentar do Peres, aos profesoras padre Vicente
Ferreira de Srqueira VarejAn, Joaquim Antonio ile
Castro Nnncs e Silvano Thomaz de Soma Maga-
IhAes.
HiloAo coronel commati lanle das armas inte-
rino, rouiiuuuicando que nesla tala aulorisa o ins-
pector da tbesouraria de fazenda mandar pasar ao
quartcl-meslredo 9 batalhao dS infamara, Fran-
cisco Jos Joaquim de Barros, a quanlia de ")>siiii
que, segundo os documento- que sa refere o ofli-
rio de S. S. de honleai, se'dispeudeu com o trans-
porte dos artigos das na comarca de Paje de Flores.
DiloAo cnsul de Portugal. Tnhn prsenle a
ola de. 9 do correnle cm que V. S. pondera-uie o
seguidle :
One vira publicado no Diario de Peniambuco
da semana passada, o decroto u. 778 de 6 de se-
lemliro deslc anuo sobre a vendados bcus e Ierras,
que oult'ora perlenceram ao vinculo da capclla de
Nossa Senliora' do 1 lambe; e que acliando-te mu-
llido de or.lem do governo de S. M. Fidclissjma
para proteger e sustentar os direitns, que diz ler a
Sania Casa da Misericordia de Lisboa sobre o men-
cionado vinculo, drlara que protesta por qualquer
acto, que leuda i por em exeoueAo a venda ou ar-
rematarlo de toes trras c beris, e pede ao mesmo
lempo, que eu faja constar o sen procedimenlo a
auloridade competente nesla provincia.
Al este momento iienhuma ordem recebi do gn-v
verno imperial acerca do deslino que deve ler o en"
'apellado do I lambo, considerado e inventariado
como proprio nacional.
Mas em lodo o. caso parece-me mais conveniente,
que V. S. se dirija i tal respeilo ao representante
portuguez na corle do Rio de Janeiro, anu dellc en-
tender-se com o governo de S. M. o Imperador
pois que. como V. S. sabe, nao lie por aqu que '
deve agitar urna qaeslAo da' nalureza l.io grave.
\--im, qnan lo me fosse permiltido admillir se-
inelhanle protesto, nao ptderia de cerlo az-lo sem
contra-protestar.
Prevaleeo-me da orrasiAo para renovar i V. S.
os signaos da mais perfeila estima e consdcracAo.
DiloAo inspector da tbesouraria de fazenda,
devolvendo o requerimeulo e mais papis do bacha-
rel Jos Mamede Alvcs Ferrcira, que vieram aune-
ios ao eu oflicio de honlem, n. 539, e dizendo cm
resposla, que o aulorisa mandar passar ao referido
bacliarel o titulo de a foramen I o do alagado de ma-
rinlia n. 53 A, de que trata o citado oflicio.
DiloAo mesmo, pra fornecer ao commandantc
superior da guarda nacional deste municipio os ob-
eelos consta ni as da relacA que remelle, se quaes
sao precisos para o archivo daqucllc ominando.
Communicou-se ao Exm. cominandanle superior.
DitoAo mesmo, para m indar entregar ao Exm.
presidenta Horneado para a Parahiba, Dr. Francisco
Xavier Paes Brrelo, a quanlia de 1:2008"como aju-
da de custo para o seu transporte.
DitoAo presidentee memhros do conselho de
administrarlo naval, approvandu o cnnlralo de g-
neros para furnecimento dos navios da armada,
barca de escavai;3o, enfermara e mais eslabelcci-
moutos do arsenal de marinha no ultimo trimestfe
do correnle anno.Communicou-se aihesouraria
de fazenda.
DiloAo ebefe do polica, communicando que
acaba de Iransmillir i Uiesouraria provincial, para
ser paga, estando nos termos legaes, a conta que
ariimp.iiilniu o seu oflicio de honlem, sob n. 799,
das despeina feitas com o sustento dos presos po-
bres da cadeia do termo do Bonito nos mezes de ju-
llio selembro deste anuo.
DiloAo director do arsenal de guerra, para for-
necer ao subdelegado da freguezia de Afogados 50
espadas com, centuroes e igual numero de pistolas
o clavinoti.
DitaAo director das obras publicas, dizendo
em resposla ao sen offlcio de 10 do crrenle n. .">I4,
que appreva a medida por Smc proposta em dilo
aflicto, de mandar intimar ao ar rema lanle do cm-
pedramento do II lanro da estrada da Victoria,
l>em como ao da contervacao da mesma estrada,
para no prazo de 13 das eiecutarem as pequeas
obras de que Irata 6 mencionado cilicio, sob pena
leserem ellas feitas por administracAo e por conla
delles.
DitoAo inspector da tbesouraria provincial, pa-
raadiaular ao Uiesoureiro pagador das obras pu-
blicas, conforme reqoisilou o respeclivo direcior, a
quanlia de 1:600$ pira pagamento cida por John Donnely paca o calramenlo das ras
desla cidade.Communicou-se ao director das obras
publicas.
DiloAojuiz municipal do termo de Garanhuns,
diieodo em resposfa ao seu offlcio de -2 de setembro
ultimo n. 4, que remellen as duas Africanas bocaes,
de que Irala o cilado oflicio, ao Exm. presidente da
proviecia das Alagas, onde suppoe-se ler sido o
desembarque das mesmas. e conseguintemeute ser
o lugar do delicio ; accrescendo lerem all residen-
cia a pesaoas que se dizem donosilellas, cumprindo
paranlo que Smc. mande, quanlo antes, abm.de'ler
o mesmo deslino, o procesa que a lal respeilo se
deveria ler abi comecado:
l>iloAo commandantc do corpo de polica, di-
zendo que pode recother aos cofres da tbesouraria
provincial, para o que s"t\pedir.nn as coiivenien-
les ordens, os 2:000 que em 26 de maio deste an-
uo se mandn adiantar a aquelle commando, por
eonla do que foi marcado nd arl, i'J do ^enl-
menlo provincial de 2 de dezeintiro do auno pro-
ronymo de Novaes e Francisco Antonio de Car-
valbo.
DitoAo ebefe de polica, inleirando-o de haver
Iransmillido Ihesouraria provincial, alim de seren
pagas, estando nos termos legaes, as conlas que Smc
remellen das desperas finl as com o sustento dos pre-
sos pobres das radeias de Tacaral e S. AnlAo, nos
mezes de jnlho a selembro desle anuo.
Dilo Ao mesmo, rommunirando que rcmelleu
i thesouraria provincia! para ser paga a sua impor-
tancia, o pret e guias que Smc. envin dos veucinieii-
los da pscolla de guardas uacionaes que roiiduzio al-
iins criminosos do termo de Caruar para esta ca-
piliil.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, reenm-
mandando qno l.nee siiaa vislas para o la/.arelo do
Pina, alim de que eucontmu os soccorros necessa-
rios as pessoas que para I i forcm mandadas.Com-
nmiiirone ao cnsul inglcz.
DiloAo inspector da tbesouraria provincial, di-
zendo que mande anmiiiciar i compra do barril de
lcali ao de que Irala o seu oflicio n. 557. afim de se
poder nbter palo menor preco, licando Smc. na in-
lelligencia de que apprnvou-se a compra dos presos
mencionados em dito oflicio, ese expedio ordem ao
director das obras publicas para mandar aprescnlar
aquella tbesouraria a peana que os lem do rece-
Jwr. Ofliciou-sc nesse sentido ao referido di-
rerlor.
PortaraNomeaudo, de conformidade com a pro-
posla do commaudaiile do lercciro batalhao da suar-
da nacional de reserva do municipio do Rccife, ao
cidadao f rancisco Jos da Silva para o posto de tc-
ueolc-rirunziao do mesmo balalliAo.Coininuiiicou-
jse ao respeclivo cominandanlc superior.
DitaO presidente da provincia, usando da facul-
dailc que Ibe confere o arl. 19 da le n. 261 de .', de
dezembro de 1811. resolve nomear para substituios
do juiz municipal do termo da Escada, ltimamente
creado pela le provincial n. 326 de 19 de abril deste
nnno, aos cidadAos aliaixo declarados :
1. Bacliarel Joan Francisco de Arruda Falcao.
2. Jos Cavalcanli de I jeenla Campcllo*
3. Bacliarel JoAoda Bocha llollanda Cavalcanli.
4. Jos Francisco de Farias Salles.
5. Andr Das de Araujo.
6. Manuel da Rocha Lilis.
EXTERIOR.
DINAMARCA.
Pourns pnvos ha como o dnamarquez, que possam
com mais jo-la razan vjngloriar-se de possuir um
carcter enrgico e vigoroso, redolada a boa mnrigc-
rafAo. Amiga da piz, be corajoso c patriota quan-
do urna guerra necessaria Ihefaz empuulur as armas.
Ainla nao se esqneceu de cerlo a guerra chamada
da successao dos ducados, de que muito se occdpa-
ram lodosos gabinetes, e em que urna nacAo de dous
milheajsle almas resisti alnriosaineide ania revo-
^.'aidJBativatni'nle formidavel, contra os direilos le-
'liniorila seu soberano, e aos eshircos oue Ibe eram
W, de urna potencia diplomtica.
Ao cabo desla lula emqueflcou viclfiMo, assvm-
palliias e a eslima da Europa foram por elle.
A historia da Dinamarca esl ligada de quasi to-
das as n.ieoes modernas.
He sabido que esie-paiz foi oslicrco desses Nor-
mandos, que emigrando na dade media invadiram o
meio dia e o occidente da Europa, e abi levantaran!
povoados. No Ibrono da Inglaterra sentou-se urna
dj nastia diuamarqueza. e a conquisla de Cuilhernie
o Bastardo conlinuou na (irJa-Brclanha o dominio
normando, t'ma das melliore. c mais ricas provin-
cias da Franca, conservou o nome desses audaciosos
navegantes.
Assim as veas das dttaf grandes naces que hnje
sulcam triunipialmenle as aguas do Bltico gjrasali-
gue diiwiiiarquez....
A Dinamarca ronservou-se liel politira do impe-
rador NapoleAo I, M par isso que em 1807 perdeu
a sua marinha, cntao florcsccnte, e cm 1814 a No-
ruega.
O general Bnrdin fallando a respeilo do excrcilo
da Dinamarca diz oseguinle :
O exerrito dnamarquez he de (erceira ordem
em quanto ao numero de soldados, mas esl na pri-
meira cm quanto ao desenvol> imcnlodc certos ramos
da arle militar.
Com ell'eilo na sua ullima guerra do Holstein e
Schleiwig provou que se coinpe de magnlicos ele-
mentos e que lie hem ilirigido....,
O exerrito dnamarquez em lempo de paz, consta
de 2,>:IKK) homens, e em lempo de guerra de 69:509.
Sendoalejles ullimos735, eslado-maior. escolas, etc.,
40:301 de nfantaria ;*)0:G26 de cavallaria, 8:000
le arlilhria,Sil engenhiros.
A ariilhariaconsta de I ii pecas.
A
da
tes racas de cavalios^iar a guerra...
Poucos paizes haver na Europa undena ins-
Irucco esteja mais disseminada do queftfl)iia-
marca. a
NAo se cncoulra mu Ii uneni do campo que nAo
saiba ler e cscrever. N'um paz de menos de Ircs
milbes de almas que emita 2 unversidades.'gymua-
sios. 7 escolas superiores, e perlo de 1:000 esrolas
primarias, oexercilo deve ser rnrcosamenle inslrui-
do, em ludas as suas calliegorias.
Alm das esrolas regimenlacs, ha urna academia
de cadetes, urna escola militar superior, um instla-
lo gymnaslico e urna escola de manobra e de equila-
cAo.
A guerra de 1807 anniquilou a marcha da Dina-
marca. Nessa epoca possuia 18 naos, 15 fragatas e
l navios de classe inferior.
Moje a marinha real dinamarqueza possue,7 naos,
9 Trgala., 5 crvelas, 12 brigues. escunas e cuters
e 82 chalupas canhoneiras e barcos armados.
A Dinamarca linha j ha annos 6 barcos a vapor
de guerra, sendo um da forra de 800 cavallos.
(Jornal da Commercio de Lisboa.)
O infante D. IlenriqnV dirigi Urna caria aos che-
les e ofliciaes da milicia nacrapafida, Madrid, reuni-
dos por occasiAo dos successo"Bo dia tH de agosto, le-
citaudo-os pelo seu proceder Ifeul e palstutiro e feli-
,linan .... :..___:_.___1.,'iL?; j^
dindu ser inscripto no balalba aqvie perlcnce o pre
sidenle da municipalidade, rnk da milicia de Ma-
rtd.
timenU) de tristeza dos successes do dia 28 de agosto,
limo passado, visto na* ser essa quanlia mais ne- e dos gnlos que se soltaram para os tornar anda
eaKina ao supradito cor|o, segundo Smc. decla-
ra! em oflicio de II do correnle, n. 46.Officiou-
se nesle sentido i tbesouraria provinn d.
-14
OflicioAo Exm. presidente de Sania Calharini,
aecusando recebidas duas collccjes que S. Exc. re-
incltau dos acto* legislativos da assembla daquella
provincia, promulgados na sessAo ordinaria do cor-
renle aano.
'f*'"~Ao, Exm. presidenle do Par, aecusandure-
ceaulo o oflicio a que acoinpanharam dous cxempla-
rw do relalorio apresentado por S. Exc. assembla
legislativa daquella provincia no dia de sua inslal-
lacp. Igual ao Exm. presidente de Mallo lirosso.
DiloAo Exm. i'ornnian Idiile superior da guarda
nacional do Recife, devolvendo para ser por S. Exc.
atlendido como fr de le, o requerimento em que
# <>me Jos dos Sanios Callado, alferes da tela
guarda nacional da provincia do Cear. pede que se
Ihe marque um prazo razoavel para a aprcscnlarao
de sua patente de reforma, a qual j solicluu ao go-
verno daquellaqirovincia.
DitoAo mesmo, recommendanilo a expediciio de
suas ordens, para que seja dispensado do servio ac-
livo da guarda nacional, em quanto estver eiripre-
gado como cozinheiro da enfermara do arsenal de
marinha, Luiz Jos da Silva, que se acha alistado no
sexto balalba de inf inlari i da mesma guarda ua-
conal.
HiloAo coronel commandantc das armas, Irans-
millindo por copia o aviso do ministerio da guerra de
29 de selembro ullimo, no qual se determina que se
de. bata do serviro ao particular do segundo bata-
lhao de infamara Jos Francisco Baplisla de Almei-
da, yislo ler nuio comportainciilo habitual.
DitoAo mesmo, inleirando-o de haver expedido
ordem a tbesouraria de fazenda, para pagar ao alfe-
res secretario do dcimo halalhAo de infamara Cui-
lhernie dos Sanios Sazes Ca le, a gratflcarAo de que
Irala o requerimeulo que S. S. remetlcu.'
DitoAo mesmo, enviando, para que lenhaa de-
uda execorAo, copia do aviso do ministerio da guer-
ra de 26 d selembro ullimo, visto ler o rapellao-
lenenie da reparlir-Ao do exerrito padre Manocl da
vera Crnz, exibido conhecmenlo de haver pago os
direilos e emolumentos correspondentes a pro.oga-
cao de licenrirque Ihe foi concedida pelo cilado
aviso.
DiloAo mesmo, remetiendo com copia do aviso
do mini.lerio da guerra de 2 de selembro ultimo.
as relacoes de alleracao de serviro que no inez de
agoatoMeste an'no liveram os capiles do dcimo, ad-
^i dido m lerceiro balalhAo de iiifanlara, Miguel Je-
^
H
A remoiila da ravaHasia cda ariilharia he lirada
i Jullandia e do Holstein, que produzem cxcellcn-
Dtz o infanta a este respeilo :
Eis a carta do infante D. llenrque, que nos pare-
ce um documento importante.
9rs. Forrado a ausenlar-me dessa curi por
grave enfermiilade de um l'ilho meu muilo querido,
emprehendia iiiinha jornada persuadido que a ordem
ja nao corra risco; sube porcm com patritico sen-
inais lgubres.
gico so achava na dreccilo dos negocios pblicos, e
felizmente lambem chcgoii a hora em que milicia
nacional demonstrasse que he digna de empualiar as
armas que recouqustou em julho. Se os amolirtados
iriumphassem.o que seria da nacAo Hespauliola en-
Iraqiiecida ja per tantas vicissitudes succedidas em
tilo largo espaco de annosj Que seria do Ihrono e
da verdadeira liherdadc "
A milicia, essa corporacAo sensata e heroica,
unida pelos eslreitos c sagrados laroa do palriolismo
ao valenlc exercilo, .leu mais nina 'prova de que na
Despalilla ato acabaram, as sabias inslituiroes e o
Ihrono conslitucioiMl confiado a baionelas lAo
leaes.
Eslmem todos a iiistluirSo da milicia, como
eu ja a estimo, e se me fosse possivcl, correra sem
delenca a abracar, com toda a cITusAo da minha al-
ma, a lodos e a cada um dos que legnlmenle usam
do glorioso Ululo de milicianos hacionacs.
(i A liraeo. sim, a V. e com V. a lodns.e depos de
Ibes dar os paraMens, que o paz inleiro Ibes deve.an-
belo anda dar orna prova mais, e he vestir com dig-
nidade o honroso uniforme miliciano nacional, ins-
creveudu-mc no balalhAo a que perlencer o presi-
denle a quem dirig esla caria.
a l-.iit.nl, similores, um infante de Despalilla, que
pode ostentar uniros ttulos, contar ufano com mais
um |iara sabir com os seus rompanbeiros nos mo-
mentos de maior perigo cm deeza da lberdade c do
Ihrono de sua augusta prima.
n Ao vosso lado e sem fugir a Yienhum perigo se-
rei o primciro a Iraballiar para que a gloriosa revo-
lucAo de julho protlnza os razoaveis resultados quB
o povo deteja, e-forrando-me ncessanleineule por
lim de ale.mear cpie os Impostes que o sobrecarregaan,
cnainlinilos onosqoeo affligem sejam unie.imeale
os mdispensaveis cm qualquer nacan hem coiisIIb-
da. sem que por esse motivo se dprezem os palrio-
licos sacrihrios que exige o progresso da nossa mari-
nha, vi-lo que nella se cncerra o glorioso fuluro da
llrspanlia. sem que se e Cilodevnla usarlcscueiigranderimento da indus-
tria c commercio ; o favor devido sricncia e o de-
senvo'.vimento completo de lodosos me res-e, mo-
racs e maleriacs.
Para lal lim, replo, me encontrareis aq vosso
lado e pr es. ii i oso rorreiei em defeza de qiialuiier
victima hornada de luda a especie de Ivrannia, c em
defeza da lberdade, p do Ihrono cunsilueonal.
O meu braco, guiado pelo meu coraeo hespa-
uhol,saber defender esle |hivu unido ronivosro, Sai-
bam-no lodos, e copie-se esla caria, que desej se
fac,a correr pelas coinpaubias da benemrita milicia
nacional.
i Em quanlo nao ehega o da em que possa pro-
var o que deixo dilo, licai'cerlo que be lodo vosso
llenrinne Mara de Bourbon.
Valencia 4 de selembro.
Sendo prsenle esta caria municipalidade de
Madrid, o seu presidente responden em termos r-
lezes e lisoiigeirns para o infanle.accusandoa recep-
cAo da carta, c dizendo que fora presente a sua pre-
ii'iic.ei ile .ili-tare na milicia nacional i respectiva
roniiiiissAo.eiicarregada do alislau^eulo. [dem,)
Um 1 ufa'o nos Sitados Unidos .
O Corrrio dos F.slados-Tuidos refere minuciosa-
mente ns desastres occasionailos por um liorrivel tu-
Ao que cabio sobre a cidade de l.ouisville no Ken-
tucky, no da 27 de agosto.
Itouveram muilas pessoas moras c maltratadas, e
as perdas de edificios foram enormes.
Eis alguns extractos da narrativa do referido jor-
nal :
Era justamente a hora cm que os fiis asssti-
am aos oflcios divinos. A congregarlo da terceira
igreja presbiteriana achava-se reunida romo as de-
ntis. De repente abre-se a porta rom grande estre-
pito, impcllida pelo vento, e o furarAo invado o lom-
illo com urna brea pasmosa. O edificio abalado at
aos alicorees, desala, sepultando as suas ruinas os
liis all reunidos. A calastrophe foi instantnea,
llanera possivcl prevc-la nnii evita-la ; a popula-
cAo acudi logo, mas j* nao achou scnAo ruinas,
donde seextraliiram vnlc e cinco cadveres horri-
velmcnle mulilados. Nesle numero entra urna mAi
com os seus Ires lilhos.
Os fuicraes dessas infclizes victima', tiveram
lugar na dia 28, com todas as dcmouslraroesdo luc-
io publico.
A populaco assisto toda a esta fnebre cere-
monia, e os sinos dobraram em quanto ella durou.
No domingo segunle o doulor Morisson, que ora-
va n oongregacao, victima daquella lerrivel castas-
truphc, cunlou todos os pormenores de lo luctuoso
successo.
Em quanl* os fiis asssliarii picdlca. Icvan-
tou-so um temporal e a porta do templo abrio-se
CVjm a violencia do venlo. L'm empregado do tem-
plo foi logo para a fechar, porcm tornando a abrir-
se, julgnti dever cncostar-e a ella para licar mais se-
gura. No ealrelanto o vento rreseera por tal forma,
que lornou inules lodos os seus esfor^os, e o arre-
messou ao cliAo.
Logo lodo o rrcnlo foi invadido por urna den-
sa nuvem de poeira, queembargou a vista aos indi-
viduos presentes, que se levanlaram mmedialamcn-
Ic, fugindo alguns pclajanellas. De repente sen-
tin-seii medoiiho ranger do edificio, que ia desa-
liar. Felizmente a parle onde eslava o pulpito licou
hilarla, e'doulor Morrison quando abri os olhos
vio o mais lamenloso espectculo. Muilas senboras
idosas. que eslava ni sentadas perlo do pulpito, ha-
vam escapado ao desastre, porem por lodos os lados
se viam corpos mutilados, caberas separadas do tron-
co e fenilos que se eslo/cinin nos ltimos paroxis-
mos. No mcio das ruinas, via-se um cadver inlei-
ramenlc desfigurado, abi prximo urna senliora an-
da moca aperlava o lino contra o eio, e exprava
conservaudoHi abracado ; urna don/ella eslendida
sobre um banco, oflercrii a vsla um especlarulo las-
ilunoso e ao mesmo teni|io repugnante, debaixo das
ruinas soavam os gemidos dos ferdos e o estertor
dos moribundos.
Odesahamenloda igreja presbylcriaua foi o in-
cidenle mais liorrivel desla calastrophe.
Os desaslrosos efleilosdeste forado senliram-se
cm toda a cidade, poslo que niio lAo dolorosamentc
romo no Icniplo j i mencionado. Baslou o esparo de
loasoulres minutos para arrasar lodos os edificios
coinprehedidos n um espaco de 3,500 ps.
a Seria difflcil avahar as perdas malcraos causa-
das pelo filiaran.
n O que porem compgngia e corlava o coraran era
o especlacolu das pessoas que corriam de ruina em
ruma cm procura das pessoas que Ibes eram charas.
MAis desoladas proruravam seus filhos, esposas seus
maridos, lilhos sens pais, e correnpo de grupo em
grupo interrompiain os seus ais e os seus gemidos
para ouvirem a narracAo de alguma desgraca ainda
ignorada. Mascada brado de afilicAo era o pregSo
de um novo desasir. Aqui he um pai que os seus
amigos arrancam da rama onde jazia enfermo, de-
pois a MI, depois a iilha, e afinal os dous filhos
lodos mutilados horrivelmente e j cadveres. Isto
n urna so casa que pareca um sepulcro, oude em
vida fora sepultada aquella familia infeliz.
Mais adianlevio-se urna farinosa menina, de
idade qualro annos lalvez, nos bracos de um
roftuslo operario acabava ile lirar aquella innocente de enlre um
montando \i-as, porem urna travegcossa ao p da
qual cabio Ihe salvara a vida ; a menina olhava es-
pantada em redor si, sem comprcheurJer loda essa
sent que a seguir, acariciaudo-a e applaudindo
o seu libertador.
Vimos urna mulher ainda moca correado por
qnjre a mullidAo, desesperada e soltando dolorosos
pitos, em procura de seu marido, o qual julgava
morto debaixo das ruinas. '
O marido ouviudu a-
quella voz lamentosa, que elle lato bem conhecia,
corre a ella, que igualmente mjgava perdida e rece-
beu-a meia desmatada nos seus bracos, soltando am-
bos esle supremo grilo de alegra: (iracas a Dos
estas salvo
O jornal cima rilado dizque o lufAo.lwara urna
enanoa do que anda nao havia noiria. 'l'm ven-
dedor de jurnaes leve quasi a mesma sorte. O lu-
Ao le van lo ii-o earrojou-oa urna grande distancia,
e foi urna allifcslaaBnode esbarrou.que poz termo
a sua wagem aci. *
O lufAo iasli|-sc lambem em Sbipprngs|iorl, c
I orllahd, oas sm causar grande estrago. Igual-
mente pasaou pdr New-Albanv e Jeffersonville, aon-
de se diz que'arrasra algumas casas, morrendo bas-
Unle genio. dem.)
'i
^--a-.
Mata
CORRESPONDENCIA SO DIARIO SE
PERNAMBUCO
Boo(i*al 18 de setembro.
Nosso bolelim leva ela vzatenos que de coslu-
me, a narracAo exacta da qiiinzcna, c |>or islo pedi-
mos humildemente perdo aos nossos benvolos cor-
respondentes. Eslivemos duas semanas alsenles da
grande cidade, na qual se esl muilo bem collocado
para observar-se a marcha de todos os fjelos, que
cousliluem a civilisacAo moderna e a historia con-
tempornea. NAo he porque eslvessemos lAo loirge
Se IAo_retirados, para que os echos nAo podesseirr"vi-
frosameiile Hvar-nos o rumor de catla noticia i,po-
!m eslivemos em um desses sitios relira.los e pro-
videneiacs; un meio dos quaes ouve-se crguer urna
voz muilo mais eloquenle, maior c mais mageslosa
que a do homem e de suas obra, urna voz que fal-
la desde o romper do da al u pdr do sol, e desde o
cahir da noile at o surgir da aurora, nos mil suspi-
piros da brisa, que passam ciciando pelas lioras Ho-
ndas dos caininhos, no I.alone,h das folhas, que Ire-
mnlain nos solemnes retiros dos bosques e nos gemi-
dos das aguas, que vem espreguicar-sc as tolvas
margens do* rios: duas semana- sAo hem curtas,
quando sao consagradas a dar urna r.lleucAo reco-
Ihida a essa voz, que se exprime cm lingagcm di-
vina, porque ella ha a vot,daquelle que, dcsenvol-
yeudo lodos os recursos, lodos os Ihesouros de sua
neigotavel hondade'. parece dilar humaiiidade os
elevadas peiisamcnloa, <|ue tem sobro ella, o he um
dever univeisal ouvi-Ia e rccelior religiosamente ni
menos alguns desles consclbos, que ella nos envia de
(Ao alio, dando-nos csse doce e alegre sorriso da es-
larao do esto. L'm grande poela disse :
De um.iwi prenda d'alma ennobrecida
Fez o .senli,u- o coradlo do justo,
Como a cup'la do co de urna saphira.
Esla nica virtude he a hondade ; c com cllilo
sede bomhe o maior de lodos" os prcccilos. Nesles
momentos da benigna eslaco e nesles encantadores
reliros a benevolencia divina he lAo visivel,quc lodos
que nuvem a sublime ligio, senlimlo-se lornarem-se
melliore-, o prcscnleados s mAos cheias pola Pro-
videncia, abrem lambem as suas a lodo aquelle, que
eu -oniram em seu camiiibo ; o protegidos henigna-
mente dAo, com espontaneo a llago, que duplica seu
iiierccimcnlo, o pAoque sustenta e as palavras ani-
madoras que o confortan]. Einl'un depois deslas ho-
ras de rerolbimenlo tica-se como Moyses quando
descia da moiitanha. O lugar que esco'lbcmos, fazia
lalvez sorrir desdeiiliosameule olhos brasilciros ha-
bituados aos cspccbculos lAo grandiosos de urna na-
lureza maravillio-amenlc bella., s sienas (Ao snbli-
mes da solidau das florestas virgens, s rorreutrs lAo
magnificas dos grandes rios americanos. Seja como
for, elle nos he charo, e seu nome he obscuramente
Bongival, pequea aldeia em amphithealro, cuja ca-
bera descanca nos bosques, que sAo a continuac.Ao
daquelles no meio dos quaes Luiz XIV linda seu
Veralhes, a cidade real presenlemoule adnrmerida,
e eujoa pos poisain as aguas do Sena, mode-lu rio,
l.io oruiilhiKo de aliavessar a grande capital fiaiire-
U, que nao p.ide resolver-se adoua-la, e adiando a
cada in-lanle para lomar a vo-la oulra vez, faz a ci-
>*
da pana urna nova sinuosidade. c mutas vezes urna
linha de graciosos contornos, lledalli, a qoalro le-
guas c moia de Paris, entre aquelles bosques e eslas
ilhas, que datamos boje nossa correspondencia da
quinzena. All o mez de selembro he igual ao mais
bello mezdejiinho de nossos anuos europeos; o
sol lem raios lAo quelites, que loda a natureza en-
volvida em um vapor dourado, cstfndc-se em li-
uhas vcrdadriramentc italianas, o por que nada fal-
le, para que a illuo soja inleirameite completa,
para qae una pessoa se crea alcm dos montes, os
olhos descobrein muilas vezes uo horiionlc, e domi-
nando o campo, um aquedurto gigantesco de curvas
immensas, como um velbo desirvo do mundo roma-
no desapparecido.
A grandeza decahida dos Humanos pouco importa
aqni, mas catas vrllias arcarlas atMlam a passasem
de nina mageslade lAo iminorlal ID historia ; ellas
foram laucadas no vale pela in.lo omnipnlenle de
l.uiz o grande, e como para satisfazer um de aeus
caprichos, ellai anda transportan! as aguas dessa*
nacas gcralmcnlc celebres do paUciO real de Vcr-
sallic.
Por urna circiimslancia toda especial, nada impor-
lanlc, nada que possa nter 10 nosso nundo enro-
peu complicaces graves eliuiversaos, ie passa nesle
momento. Ilcspanba anda ronlina u* estado pro-
visorio o indefinido, cajo problema deve ser rcolvi-
do em nuvimilirn prximo de um modo qualquer pe-
las enres consliiunles. Em Franca sAo as recep-
eoos ofliciaes feitas aorell. Pedro V, ao principe
Alberto, ao re Leopoldo e ao son lilho, o principe
de Brabante, e Indas estas solemnidades cncerrain
em si urna alta significaran, um grande alcance po-
ltico.
Na l'rn-s.i contina a mesma attiludc de diplom-
tica iudacisio, esta esperane i cierna de realar s ne-
goeiaeri-s russas, de boje cm diaule impossiveis.
Na Austria, lomos a adhcsAo franca e decidida do
governo de Francisco Jos poltica franco-ingleza ;
na Turqua os esforcos combinados pan ebegar-se a
urna ilucii da grande quesbio, que lem suspendido
lodos os nileresses europeus, e o concurso siiniilla-
neo das grandes potencias para applirai com Inda a
prudencia ao czar o caslign reservado a sua injusta
aggrcisAo. Na Bltico ha o feilo do armjs de Bomar-
suid, no Mar-Negro os preparativos para Sebasto-
pol e Crimea; cm Varna, lugar de opences impor-
tantes, concursos donla lo., e med las lomadas
enin a maior discricAo. Finalmente na Inglaterra
bu a prxima seasto do parlainenlo.
Franra. Osdeslinos da escola contempornea.
Bellas-Arles. ,
Sem citar o nome, sem laucar as vistas sobic
grupo radiante de nossos artistas moderaos, diremos
boje una palavra sobre o fuluro da arle no sceulo
XIX. Refalaremos um paradoxo repelido tantas
vezes, e em lanos lugares, que aos nlbos de min-
ios parecera urna verdade : lu pessoa; que vAo por
toda a parle repelndd, que no lempo do renovacAo
social cm que gvra o mundo, ha sessenla anuos, cm
urna poca, em que todas a desigualdades ilcsap-
parercm, a arle morre por falta de ser protegida,
animada e sustentada pelas grandes caitas econ-
micas. Os artistas dcsauimam-se por falla de um
meio cheio de doonra e de cnnunodilade, que Ibes
he necessario. c aue ellos linham outr'ora. Nao sa-
llemos que idea mosqunha e frtil essa scnlc lem
feilo da arle considerando-a somcnle como um fri-
volo desela lu dos ditosos do mundo, on como de-
pendente de sua nica influencia, por mais csrlu-
recida e iutelligouleque fosse. Ha lambem pessoas
que dizem, que estamos em nina poca de civilisa-
cAo envclliecida, c as novas sociedades peilem aos
poelas c aos artistas o grande cnaino, que as forma
e as iiistruo. e que as velhas nAo Ibes pede sanio
um dvertimcnlo, e urna distraern, que por ron-
seuuintn cm nossos dios a arte deliulia lambem por
nao coni|,relum ler a grande missao, que rousliliie
a sua forra ; ln pouco abemo., que i.ira hicaacta
tem ellas feilo da epoca. em que vivem para crer
que pcrleiirem ao numero daquellas que se devem
divertir di-trabir.
A arle cm seu sentido mais ampio he o senli-
mento do bello, he o dum de ver o comprehender
a obra divina por propria insprarAo, c revela-la
aos outros ; lem, por tanto, como missAo ensillar,
sustentar e conduzir os homens pelos grandes cami-
nhos, que a mau divina Ibes tem tracado. e dar-
Ibes urna erando parle em todos os elementos, que
a nio [omnipotente de Dos Ihes lem, dado para
preenrherem os grandes designios, qae lem sobro
elles. Quando a faculdade de ver, de comprehender
e de admirar se applica aos objeclos externos, faz
os artistas; quando passa alm do sentimento pil-
loresco, quando pelos olhos da alma onlranba-se
pelas iu-oIuii lozas do mundo ideal faz os poefas.
Os grandes pintores e os grandes esculptores nAo
sAo artistas smenlo, sAo poetas, e seu destino, no
mundo he 'los mais invejave', porque lem por fim
nAo a dislracro le um pequeo numero, mas a e-
ducaeao moral da humanidade inlcira. EsluJando-
se, diz Mr. iiuiz.nl, adquire-se bem depressa a con-
viccAo, ile que a civilisacAo he muilo nova, c que
convern que o mundo meca a sus carreira ; o peu-
sameiiln humano est certamente liem longo ,le ser
boje ludo quanlo pode vir a ser. Estamos bem Ion-
ge de abracar o futuro todo inleiro dos homens ;
cada um desja em seu pensamcnlo, interrogue a
si mesmo sobre a bem possivel, conceba, espere,
roordenc a sua idea acerca do que existe boje no
mundo, e enlAo se convencer, que a sociedade e
a civilisacAo sAo muto novas, que apezar de toilb
o raminho, que temos andado, anda mais lem que
fazer. A sociedade por conseguinle ainda esl no
lempo, em que deve adiar as arles o reflexo, a i-
magem furmosa de seus setitimenlos, como um cn-
sino, e como urna animacAo ; ella eshi longe na
poca, em quenAo poder.i mais adiar seuAo urna
frivola dislracro; por quanlo, he ja lempo de di-
zer : esludai-mc para me instruir e elevar-me, e
nAo diverli-me. As duas ideas, que annuuciamus
aqui sAo de urna demoustracAo evidente, e ama vis-
ta de olhos laucada ao passado, cse livro sempre
ahcrlo experiencia das naces, complela/ aVpou-
cas lindas, que aqui temos trabado. NtVdaltare-
mos dos povos que nao lem esse dom: poblfuaiito,
onde nAo da o scnlimento artislito, niio poderao ja-
mis crea-lo as protecces ainda as mais^eflic.izos,
c as mais esclarecidas. He esla una vejuade que
basta enunciar parase rompreheiider ; onde o sen-
limcnlo arlistico viv c edura-se, costiima dcsenvol-
ver-se o reinar, muilo mais que penssri.im os aut-
cratas. Ileinontaremo- cm vAo aos lempos anligos.
a arle grega, essa glorilicaco a mais brilhanlc da
forma, e da belleza \ izivel. O cliristianismo trou-
xc para as arles urna parle tao grande de espirilua-
lismo, que nenhuma analoga he possivel ; pa-sa-
i einos lambem sobre os lempos de Koma, nAo aba-
lante seu palrciado omnipotente, no mcio de lodos
os esplendores de sua cidade immorlal. Os Huma-
nos nao poderam crear urna arle nacional, c elles
smenle se rccomniendam posteridade por lerem
reunido todas as civilsa^oes anteriores, transmit-
lindo-as, como um deposito sagrado, ao qual nada
acrcscentarain do dominio da iinagina;o. e das ar-
les, o nao agitaremos aqui a queslAo de saber se a
civilsaro grega, por urna apparico premaluia
em Huma, sustou o viio da civilisacAo romana, co-
mo no lim do seiulo dcimo quinto depos da tu-
rnada de Constautinopla, a civilisacAo grego-laliua
fez appareccr a civilisacAo da Europa moderna, ou
se o mundo romano.lAo rico de suas inslil incoes,
que ainda boje rcfleiilem e vivem por loda a parle,
nAo leve o grande sentimenln arlistico, um dos ele-
mentos ctvilisadores. Fallaremos do fim da idade
media; sem razAo di -se o nome dos Mediis ao
grande seculo da csculpliira, archilcclara. e pin-
tura italianas, como um patronato qa^facililnu
seu brilho radiante; lio um anacbroninrA. lina
revolucAo nao he oulra coutf que a revelacu de
um estado de cousas preexistente ; os aronterimen-
los sao maiores do que peiisam os humen-, c aquel-
los mesmo. que pareccui obra de um accidente, de
um individuo, de am intercale particular, ou de
alguma circaimtaacia exlerna, lem causas muilo
mais profundas, e urna signilicacAo muilo diversa.
i,noto, Orcagna sao do sceulo XIII, ambos com-
patriotas c contemporneos de Dante, comcraram
e inauguraran! a pintura para rcpruduzir de um
modo sensivel do Campo Santo o poema maravilhn-
so, que he a Induccao do peusameulo de toda a Ita-
lia naquella poca." Elles foram sobre ludu execl-
lenles, como ilcviain se-lo depois os artistas Irfncc-
zes do seculo XVI. porque no vode sen genio nas-
cenle nao eiiconlruram nein na anliguidade, iiem
na idade media (railices feitas para eiprimir o
fundo de seus peiisamenlns ; depozeram om suas
obras o germen do verdadeiro, caja indagacAn pren-
de nclles as diflcrcutes pocas da humanidade, e
ludo isso passou-se sem a accAo dos chefesdos prin-
cipadad e das repuhlirao. A par desles Muntejna,
precursor da escola lombarda, Mosaeeio, precur-
sor da escola florentina, vivaran) ignorados e fura
das IIlustrarles contemporneas, e sua existencia
lio myslerlota ; Brunelleschi, Donatello Albcili, e
mullos outros linham dolado Florrnca com suas
obras primas, quando no meiadn ,1o -e'eulo XV ap-
p.ireeeiam e hrilharaiu os Mediis ; estes ltimos
por lana nAo foram u instigadores da rRaseene..;
acharani-na intejrainelile leita, exislindo enl a
escola florentina inleiraiiieiile esplendida, e son lu
a mais nacional do lodas as escolas, tirando de to-
das as classes os seus lilhos dotados da chamma sa-
grada. Sua influencia nAo desenvotvcu as arlos,
pelo contrario foi funesta aos destiuos dessa escola,
que liulia feilo as pinturas a fresco do Carmen e e-
dilirado o zjmhorio de Sania Maria de la Fiori. Desde
que elle appareccram, os mestresdeiiaram de Iraba-
lliar para a mullidan ; as ronslriicces municipaes
foram quasi abandonadas, nao siib'sislindo mais do
que a arle corlezaa, islo he, a arle pela arle, em una
palavra a negacAo la arlo. Nao houve mais aedu-
raro de lados, scniio a dislrarrao de alguns, ea
arte nAo padenlo mais aliinenlar-se da moralidade
dos Florenlinus, foi erida de mnrle. Se a deca-
dencia he bom dissimulada polos grandes artistas
do cometo do sceulo XVI, o s elles resistirn!, he
porque foram educados no lim do serillo \V, e li-
nbaiii o esplritualismo poderoso, que Iriumpba de
lulo. Alm disso. Leonardo da Vinel por sua ri-
queza e independencia andou sempre a par dos .Me-
diis, dos Sfnrzas, dos Conzagas, c dos duques de
Esl. Ilapha.l. ebegando cidade pnnldeal, junio
de Julio II era ja o divino mostr queTosiime to-
da a arle italiana. Miguel Angelo he lima grande
individualidade. em que iienhnm meio podia ter
influencia ; (ornando-sc cada vez mais sublime no
decano de sua langa carreira. iuspirou-sc do Dcos
que muda sua ventado os destinos dos povos, e no
meio da Italia entregue a todos os infortunios, per-
maneceu maior por seu carcter, do que per sua
obra a maisaudaciosa, c a mais gigantesca das obras
humanas.
Corregi vivan do destino o mais ignorada c o
mais retirado dos poderosos do seu sceulo ; final-
mente os senhnres do Venen, (leorgion. c Ticiann
em sen amor pela arle retiraram-so muilas vezes das
feslas esplendidas da serenissima repblica para vi-
ver no retiro com o seu genio. Depois dele flores-
cimento da arle italiana surge a decadencia, indo a
pialada florentina levar corle de Franca a arte sem
nacionalidad.', sem esplritualismo, sem elevarAo dos
Pi'imatiri e dos Ritan, e deler om sua prxima ma-
uifestaraon desenvolvimenlo da arle franeeza. Nin-
guem sabe que paginas verdaderamente mais glori-
osas da historia da arle loriamos lido sem a rhega-
da da columna italiana de Foiilaiuebleau, pulindo-
se dizer o mesmo da litleratura franeeza ponindo-
se no mnvimeiilo groi'o-romano de Honsard e de sua
escola ; a cadeia quebrada nAo foi reatada senao no
fim da primeira melado do secuto XVII.
Quando a arle cortesa, que arrastava a decaden-
cia da arle italiana, cspacav.i ao mesmo lempo o
progresso da arle franeeza, prestes a manifestar-.o
no seculo XVI ; deve-se pos dizer que a verdadeira
renascenca dala do seculo XIII, o que o que rha-
mam rommiiminenle renascenca he por miiilos li-
tulos indiiiio deste nome.
L'm seculo depois, na primeira meiade do sceulo
XVII he queepcuulramos os meslres fraiirezc< lAo
grandes pelo pen-amento, e pela expressAo, e islo
em I na a sua individualidade, c longede toda influ-
encia aristocrtica, islo he, l.esueuer, humilde e po-
bre, vivendo as grojas e convenios, onde Irahalha,
chorando em sua mundade a mulher, nica consola-
eio de seus tristes das, recolhendo-se aos 38annos
de idade ao convento da Carlucba, que seu pincel
immortalisa ; Possin admiltido lias gracas i\p cardeal
duque de Kicholicu em loda a sua residencia cm Pa-
rs, sempre retirado, s em Koma com sua constante
lembranea da Franca, e com a amizade Ao viva e
lAo esclarecida do M. de Chatelan; Claudio Lamia,
creador da paizagem. que linha viudo Italia por
acaso, na modesta mli -nu do Agostillo Tasse, onde
sent desabrochar em si a primeira flor do cnlliusias-
mo, csse desojo de admirar que be lAu contagioso.
Kuhensc Vau-Dirk uati viviam na dependencia de
pessoa alguma, e suas obras feitas as corles cou-
teem menos ensillo que as das outros pintores fla-
mencos, que vivaran retirados no Irisle, montono
a pairiarcbal paz de Handr.s. como sejam Ruvr
Dael, Paulo Poller c Bemhrandl.' Na corto de l.uiz
XIV encoiitram-sc os pintores do rei. inferiores aos
l.e-ui nrs e Poussins, sAo os l.cbruns e os Hig-
nards.
Dcnos dos vicios do seculo de l.uiz XV, durante
o qual lodos os filhos perdido- das grandes escolas
encheram com suas obras frivolas as habilacrs li-
cenciosas de una nobreza inconsiderada o louca, a
pintura aacea ainda mais urna vez fora da influen-
cia dos aristcratas. Em 1784, David manda de Ro-
ma para Paris seu juramento dos Horacios, primei-
ro monumento da renovaco da arte. Restaurador
do desenlio e do peusameulo sollreu menor influen-
cia do seu serulo, do que aquella que Ihe imprimi
seu genio, um dos mais indepciidenles, um dos mais
dominantes que lem havidq. Prudhon fui om gran-
de pintor, e lodos sibem que sua vida foi infeliz por
muilo lempo, quasi sempre izuorada. He tiros,
quem realou a cadeia quebrada da grande IrudicAo;
elle nao foi somcnle pintor de corte, fez revivar a
arte, que se dirige a todos, reproduzio em seus ana-
dias uumorlaes daquella poca imperial, cojos cali-
los correm o mundo contemporneo, como as narra-
Seos da epopea homrica.
Percorrcndo outr'ora o inundo anligo, elle fez-se
o pinlor do urna historia, que em Franca perlcnce a
lodos, como um dos bullanlos mpulso's da nariona-
lidade; e he por esla razAo, que elle he o maior pin-
tor do nosso seculo. Cericaolr foi apenas una
grande esperanea, porque murreu cedo.
O pincel que sua mo deixou cahir, foi apandado
piadosamente por Eugenio Delacroix e a obra dos
predecessores he dignamente continuada por nina
geracan, queja conla nomes Musties.
No meio deste grande dcsenxplvment, a escola
moderna lem feilo certos progrcs'os, que fazcm ver
que a arle volla boje para o seu vcnladeiro cami-
nbo, que he o esludo, a inlcllgencia, a admiraeao
da obra divina em sua forma bella c^m seu pensa-
mcnlo lAo grandemente providenciar:' ,
A paizagem, esquecida desde Ciando Lorrain.lem
ebegado ao sru apogeu. e ha de ser urna gloria da ar-
te contempornea, porque os paizaistus rumplelam
a obra dos nulros meslres, ensinando s massas as
grandes lices escripias cm todas as paginas no gran-
de livro da nalureza ; elles Irazcm seu tributo ao la-
do da inlerprelacAo da creacAo animada lio elevada
c lAo espiritualista em nossos das. Podemos pois
dizer : nAo, suas arles nAo vivem da protccjAo c das
animarnos de um pequeo numero, vivem do gran-
de e alio doslino, que leem de se dirigir s multi-
does e educa-las. engrandece-las e -dar-Ibes a edu-
caeao moral. Eis aqui porque ellas nAo cslAo pres-
tes a cxlinguir-sc, qualquer que seja o lempo qae te-
nbam de alravessar ; eis aqui porque em urna epata
a osles tiahalhos, vivru obscuramente al a sua ele-
vacan no palacio de kensingiors, onde uiorava com
sua mal. A joven soberana foi saudada na Ingla-
terra com um brado de eiilhusiasmn, c seus nuvos
subditos dizcm com orgnllio, que seu paz era o ni-
co di inundo, onde urna moca reina, sem que a na-
oao sentisse n menor abalo. A raiana linha achado
na dircicao dos negocios urna administracilo hig,
presidida por lord Molhourue, que gozava de sua
plena conlianca ; ella cunliou lodos os cargos- de
soa curie a Awigs, c com e*la preferencia atlrahio so-
bre si alcona ataques da parle dos lorjs, cujas quei-
xas Inda vanse perderam nos burra bs da mullidan.
Ella foi roroada, minster no meio de um eiilbusiasmo iudisivel com o
pomposo ceremonial golhicu dos velhos lempos res-
suscitados dasla vez no meio do sceulo XIX. Con-
viiiha ii-dyiHisHa que so prociirassc unr-esposo -para
a.joven soberana: o principe consorte dovia seguu-
dn os ternvns da ron.; i inicio prolcslaute, serdacsco-
Iha da rainha o do seus con-elbeiros srcrelos, e esla
recahio sobre o principe Alberto de Saxe Coburgo-
li-illia. primo do sua mageslade brilauica. O ca-
samento foi celebrado em Londres, a 10 de feverei-
ro de 180. na real capclla deS. James, com loda a
pompa usada nostas solemnidades. Naquella posa
a rainha linha 1\ annos, era mais linda que bella,
um pouco pequea mas hem leita, reuuindo a ludo
tas -frrais
issu nina phvsioiiomia
lis felices. O principo
Alberto mais moco que ella ilatis m-z-, era um dos
ma heliosravalleiros de Loore". O povo inulez
vendo esle lindo par duvidya muilo que a corea de-
volvesse mais para ilgum dos lilhos de Ueorge III.
e a rainha de Inglaterra o.scif real esposo lem reali-
sado, -en.io excedido, essat esperancas. S. M.a rai-
nha Victoria lem boje 8 Albos, sendo" a princeza Vic-
toria Adeliidc Maria Luiza nascida a i de novein-
brn de I80 a mais vellia, c herdeiro presumplivo o
principe de Calles Alberto Eduardo nascido a i) de
novembro de 1811.
A queslao doOrienlcquc contina boje, tare o
seu prologo cm 1810: as desinlelligencias da Fran-
ca e da Inglaterra paieccram desvanecer-se com a
queda du gabinete de M. Huera, c com a Hevacao
do de M. Cuizol. A rainha convidada pelo rei Luiz
Filippe.c com a pcrmis-ao do gabinete britnico,
veto Eu. cm Franca, em selembro de I8II. e por 4
dias foi a hospede festejada da casa de Ofician L'm
anuo depois ella pagan ao rei dos /raneczes em
windsor a hospilalidadc que linha recelado, con-
frrindu-lhe nesta orcasio a ordem da Jarreleira.
Hoje que ao cabo de lanos acouteciineutus a ques-
lAo do Oriente poz. em relarcs mais que sinceras
as dual potencias occideiilacs, a rainha Victoria, que
fez-sc convidada do embaixador conde de Walcski,
renovara pon entura com o novo soberano da Fran-
ca essa truca de relacijes graciosas'? O futuro no-lo
dir. Fora das solemnidades dtflpolMiea, Sua ma-
geslade britnica vive alisoliilameiile como una sim-
ples ladj.guar cm Londres, quer no palacio do Bu-
ckiiigdam/ fljpois de 1er aberlo o parlamento, assis-
liilo a 3isu 4 bei|amAos, volla a viver romo simples
particular; se passcia em Uvde-I'ark em sua car-
ruagem, niigiiem chega I pefreber que he a rainha,
nAo ba L'i-ilo- do U'munslfirfl, a o euiliusiasmu be
reservado para os ihasde ere|iWia ollicial. A rai-
nha divide Indos os aqnu o toeipo que cunsagrs a
residencia do campuulraa illia de Wighl o Wind-
sor. Versalhes he b reinado de Luiz XIV c a revo-
lucao de ITS'J, a curte do gratule re e o jogo da Pel-
la-, NVimiso-be a historia da Inglaterra, elle lem
lido por hospedo os hroes dfrifcWa Redonda, os mo-
narrhas savjnins, os conq^uros normandos, o
leudali-mu, a realeza ab.-oluHi, a repblica, o pro-
tectorado, a restaurado o 8 monarchia constitucio-
nal. He all que Sua mageslade britnica cercada
de sua numerosa familia Ihe consagra seus cuidados
inalcrnacs.
Teleijrapla.
I.0.1 urna de nossas ultimas correspondencias, fal-
lamos de teve dos ndimnrrcls egetioS-^ obli.loa nes-
la especie de commuiucaeAo; queremos fallar de
um modo mais completo da urna invenrAo lo ulil a
riqueza da, naces; entraremos na doscnpcAo apro-
rundada de lew processus, bebendo nossos dados cm
urna milicia dos mais habis er.gcnheiros francezoS,
Me. \ iclor Buis.
Esta demonstrado que a rapidez d i correnle elec-
trica com o emprego de um fiu de ferro he de 2.)
mil leguas por segundo, e com o emprego de um fio
decidir lie de quarenla e cinco mil leguas. Esta
prodigiosa rapidez he a que se emprega na lelegra-
phta elctrica, c he lal, qne se podo considerar a
IransmissAo, como instantnea, nao s de dia, como
de uoilc, lano durante u temporal, como em cal-
mara.
Icmia-so que a ebuva fosse prejudicial ou que a
eleclricidade se perdesse na Ierra, quando os iios es-
tivcssem niolhailos; porm a experiencia lem pro-
vado que a separacAo dos fios, sua psito sobre os
posies elevados respoudem a esla objeccAo. Becca-
vam-se lambem os eiTeitos da eleclrir.id'ade athmus-
pherica ; porm reeonbeceu-se, que ella apenas lem
una influencia limiladissima ; he verdade que o raio
pode foriros Iios, fundi-los. qucbra-los; mas os pos-
tes da Irlegraphia aeria nAo estavam ao abrigo des-
tes perigos, que alcm disso apreseotam casos mu
pouco numerosos.
A mais seria de lodas as ohjec^oes he a seguinle :
o hos melallicos, que servem do'lransmillir as no-
ticias, sBo excedentes conductores da eleclricidade;
sabe-sc que os para-raios tem conductores melalli-
cos scuielhanles, os quaes vAo dar cm um |ioco, ou
em um fosso rlrcio de carvao : mas aqui o fio do lele-
grapbo termina em suas extremidades cm dous ho-
mens ; nAo esto estes homens exposlos a verdadei-
ros pongos".' Estes perigos podem ser evitados com
certas precaafoea:
I. Han fazendo entrar na cmara do estacionario
senao um fio de um meio millimetro, cm vez de con-
tinuar o fio de qaatro millimelros o* meio de dime-
tro, que ha em toda a linda;
-" Como a eleclricidade almosplierica lie atlradi-
oa potas extremidades, e como a eleclricidade mag-
ntica nAo se dosenvolve scnAo pelo contacto, sera
Desuna) pra se desembaracar desla eleclricidade cs-
lanba, enllocar diaule de cada eslarAdt ale um c ou-
lro lado, ponas que nao loquem no'fi*. mas que se
approximcm-alc a distancia de um millimctro e
communiquemaosolo. A eleclricidade almospliori-
el
neli
cslicionari
Nesles termos recorre a esta cmara desprezan-
do o recurso administrativo para o conseldo de es-
lado.
a A commissSo julga que esta materia he obj lu
puro e essencialmenle da competencia do poder ad-
ministrativo, e por isso he de parecer que se declare
ao supplicanle que nana cabe a esla cmara provi-
denciar.
Sala das commissos, :2.> de agosto de 18M.
Silrn Ferraz.Oarneiro de Campos.
Para queacominissaode fazenda po-sa dar o seu
parecer sobre a legalidade da ItccitAo do poder ju-
diciario que aiiiiullou urna lei da assembla provin-
cial do Cear, que inandou cncorporar aos proprios
provinciaes o patrimonio das exliuclas ralearas mu-
nieipaes de Meccjaua, Arrunches e Sourc da provin-
cia do Cear, o ao mesmo lempo sobre a importante
queslAose os bensperlcncenles s municipalidades
exlinctas, sendo destinados para logradouro dos po-
vos de um municipio, cxlinclo esle, e reunida seu
territorio ao de oulro, so devem considerar devoto-
tos, e passarem como hens vagos pav o dominio do
estado c da fazenda goral, precisa que para esle
fim se retinara a ella as commissoes de consliluirao,
de assemhlas provinciaes e de juslira, civil; o que
requer.
a Sala das commissoes, "> de agosto de ISif.__
Silca Fcrra:.-r-Carneiro' de Campot.
A rommissao de marinha e guerra he de pare-
cer que se remella ao goyrno, para informar, o re-
querimonlo do 1 lente Jos Joaquim Pereira Cui-
marAcs, que pede mclhoramenlo do reforma. Pe-
reira da Silca.J. j. de Urna e Silra Sobrtnho.
A. C. Sera.B
A commissAo de marinha e guerra examinou u
requerimeulo e documentos de Sorberlo Alves Ca-
valcanli.
Servio em i'ernambiico no 7 balalba de enca-
dares da 1 linha no posto de leneiitf ; quaudo foi
nomoado para marchar para o Para em novembro de
1885, den parle de doenle.c sendo inspeccionado fui
julgadn promplo.
Como, apezar disso, nao quizesso obedecer, pre-
textando sempre molestias que o impossihilitavam
de marchar para o Para, foi mandado prender, e nao
foi encontrado.
Precedidas as formalidades da lei de 1815. foi
qnalilicado desertor ; apresontou-sc elle voluntaria-
mente em 1817, c recnlheu-se prisao.
O conselho de guerra o rondemnou i perda do
poslq, e a junto da juslira, empatando em votos, con-
lirinou a senlenca pelo voto do prcsidenle, que des-
ompatou contra elle. O supremo tribunal dejusli-
ca. peranlc o qual levou seu recurso, ncgou-lhe jus-
tica c revista.
Sendo, por decreto de >:l de fevereiro de I8i,>,
perduados os desertoressenlcnciadose por sentenciar,
apresentou-se o mencionado Cavalcanli ao comman-
danledas armas, pensando aproveilar-lhe o indulto,
o requeren ser reinlegrado no posto, tanto mais quan-
lo Ihe pareca iiisanavelmcnte nulla a senlenca da
una de juslira que o privara da sua paleole.porque
pela lei nAo linha voto o presidente delta, e a em-
pale de.votos importa ahsoivlco, seguudo a resolu-
raode !> de novembro de 18 e o decreto de '1 de
agosto de 18311.
O conselho supremo mililar consultado, foi do
opiniAoqueo indulto nAo aproveitava M requeren-
le, mas que elle deveria ser reinlegrado no seu pos-
lo, porque inqucstionavclmcnle nao tndo os presi-
dentes das junlas de juslira voto, podia-se conside-
rar absolvido pelo empale dos votos.
Indo ao conseldo de estado o requerimento, as
scenos de guerra, marinha e juslica consultaran!
que fosse *llc iijifTerido, alenla a nalureza do cri-
mepralicado, a-prelerico que causar i reinle-
grado delle aos officiaes que nunca desortarim. "
la das seeroes do consclli,p de estado.
a Recorre agora ao cofpo legislativo o requcrcnle,
pcdindo urna disposicao enf se fayor que o declare
reinlegrado no seu posto de lenle do exercilo, e
nulla a senlenca qe o privara da respectiva pa-
.i.muiiiquemansolo. A eleclricidade almospheri-
a, se for roiidnzida pelos fios passara loda para o
"Ao sallando sobre as ponas, e a eleclricidade mag-
J",1^?^continuar a circular al os apparelhos dos
sem ser iiilliieuciada pelas ponas,
turo das sociedades mesmas: podem dizer com os
olhos fixos na historia que tlMas as vezes que a arle
lem experimentado a imposirAo de ordens e de ca-
prichos individuaes, ella lem-se anniquiladn, desap-
parecido, e que nao viveu, nem resuscitou senAo
quando compreheudeu sua elevada e sublime mis-
sAo, como no principio desle serulo. Finalmente a
escola franeeza, como disse Charles Blane, cscriplor
verdaderamente artista, inauguren o principio dc
hoje em dianle iiicmilcstado, principio feruiido, e
generoso, que devo-so ensinar aus pintores de todas
as escolas, porque elle enuobrece a individualidade
do artista, fazcndu-lbe exprimir suas paixes pes-
snaes, e eleva a dignidade da arle, assiguando-lhc
um grande fim, clcvandu-a s rogies do pensamen-
lo, e sublime poesa, pode ter a realeza de que ella
marcha a frente da asela moderna, como esla bella
Franca marcha frente do mundo rivili-si l<>.
Inglaterra.Esludos biograpliicos. A rainha Vic-
toria,
Emquanloas salas do palacio de Weslminsler cs-
peram as prximas sossoes do parlamento, digamos
alguma cousa da soberana dc Inglaterra, ondea rer
loza tem tito pouco lugar, que ,e pude dizer que a-
quollo naiz he mais aulocralico, do que inonarchico.
Jamis cm ncnhiima parte o celebre principioo
rei reina e nAo governasC vio uhjeclo de urna ap-
phcacSo mais completa do que no imperio da cons-
Uluieao britnica, e no reinado da joven rainha, cm
cujo coraran a aifeicAo do familia vence as preoecu-
paces polticas ; porm por p'ouca accao que lenba
um personagem real no paiz, a cu;a fenle acha-sc
collocado, se esse pai* he, como a Inglaterra, urna
das grandes naooes do mundo, esse porsonacm resu-
me cm si uiu iiiloressc.uue Ihe da una verdadeira
grandeza,
disse sua ultima exprsate. Os limites dc nosso bo-
lelim nAo nos peniullindo entrar cm mais ampios
de-euMihimentos, continuaremos cm nossa prxima
correspondencia. ti. II.
INTERIOR.
guando a -20 de Janeiro de 1817 o rei Cuilherme
IV morriaem \\indsnrcom 72 annos de idade, a Ii-
lha do fallecido duque dc Kenl, leudo enlAo H an-
uos, suba ao Himno da t.raa-llrelanba. Desde ISI!)
a morle de seu pai, houloiro do rei Cuilherme I\",
que nAo linha lilhos, havia feilo da piinccza Victo-
ria I herdrira presiimpliva da cora. Ella foi edu-
cada rom o maior cuidado sob a du orean da duque
Xorthiimherland, mulher esclarecida e'.illeicnada aos
principios dos liigs, iniciada lias selencin iis o
positivas, erigMaS pola posiniute\re|nioiial, que un
dia olla devia uCCJlpar, adquire nncfies corlas e ex-
lensas sobro msica e botnica, aprende a desenliar
e a gravar ubre ac, sendo dotada de ludo quanlo
RIO DE JANEIRO.
CMARA 00S SRS. DEPUTAOOS.
Dia 26 dc acost
l.ida c approvaila a acia da antecedente, o I. se-
cretario da conla do seguinle expediento :
Cm cilicio (|n ministro da fazenda, satisfazendo a
requisicAoque por esta cunara foi feila sobre o a-
prezamculo do briguc Oriente, feilo no porto da
barra dc S. I.ubj do MaranhAo pelo almirante mar-
quoz do Maranhau.A quem fes a roquisicao.
Do I. secretorio do senado, enviando as emendas
feilas o approvadas pelo senado a proposicAo ijasla
cmara erigindo em matriz a capclla de Santo AmaV
nio dos Pobres desla corlo.VAoa imprimir para en-
trar na ordem dos trabalbos.
SAo approvados os seguinlcs pareceres de com-
missoes.
a M noel Kufino dc Olivcira Jamarar, como cm-
lenle.
A enmmissao de marinha e guerra, consideran-
do que indepeqdcnles sAo os poderes polticos mar-
cados pela conslitnicAo do imperio, e que o poder
judiciario, ao qual compela, bavendo dado a sus de-
cisAo, que passou em julgado depois Je esgolados os
recursos legaes, nAo compete ao poder TeSislalivo an-
nullar ou revogar essa decisAo cm favor de um cida-
dao quaesquer que sejam as circumslancias que em
sen favor allegue de injustca de senlenca ou nolli-
pretencao da requerente o por isso he de opnio que
seja indeferido.
a Paro da cmara dos depulados, 21 de agosto de
1834.Pereira da Silca. t. C. Sera.J. J. de
Limae Silra Sobrinlw.n
Subsidio para condurt-So de malas.
O Sr. Paula Candido :Sr. prcsidenle, quando
se pensa no seculo actual, se pe.isa em induslria, e
quando se pensa em industria, he counexa, irrevo-
gaveliiicnleella ligada, a idea do vapor. Ora,
orno ha aqui um projeclo sobre vapores, pr.ijeclo
mu simples, queja foi submctlido a cmara em _>
discussao.eupedia V. Exc. dispensa do intersticio
que falla para a > discussao, para que o projeelo en-
lre inmediatamente nessa 3 discusso. He projeclo
muilo simples, cuno disse, e quejnlgo de' utilidade
para o paiz.
Consultada a cmara sobre esla requerimento do
nobre depulado, approva a dispensa do intersticio.
Entra em 3> discussAo o projeclo que approva o con-
tradi fcito para a conduccAo das malas do porto des-
la capital para Santos c Iguape, locando os vapores
nos porlos de Uhaluba e S. Sebastian,
Sem dbale be approvado o projeclo e remedida
rommissAode redaprao.
Enlrandoem diaeussao o requerimeulo do Sr. Jun-
queira apresentado em nina das precedentes sos-
soes, ralla o Sr. Lisboa Ierra, licando por lim adia-
da a discussao pela hora.
Entra em 2.a discussAo o arl. I." do projeclo n.
IIKi desle auno sobre a parle do sold dos mili-
lares.
SAo apoadasas seguinles emendas :
Ao arl. I. accrescenlc-se o segujnle membro :
A disposicao desle artigo comprehendera lam-
bem os ofliciaes da J.^ classe do exerrito e armada.
./. C. era. Pereira da Silca. J. J. de Li-
mn e Silva Sol inho.
i Ao arl. i.o :
Faca-so extensiva a .. parle aos ofliciaes da
2.' classe do exercilo e armada.
,Pneo dr enmara, -26 dc agosto de 183. j../.
le Miranda.
O Sr. Ilellegarde (ministro da guerra): Sr.
progado do fazenda, foi pela Incsooraria do Ceara i prcsidenle, j ulguci de meu dever vir tomar parle na
em mato de IKI., cncarrogado cxlraordinariamcnle j discussao sobre umVobjeclo de que fallc no rclalo-
dc ir ao centro da mesma provincia lomar cuntas
aos cullcclorcs da referida parle da mesma pro-
vincia, edereceber delles a impertoncia arreca-
dada.
a No desempenbo desla commissAo recebvn ditTc-
rentos papis de crdito ou cdulas irotinciacs que
deviara ter sidoresga^iUs, e cujo prazo* do rescate
j havia expirado. Esles lilulos baviam sido receb-
dos pelos collcclorcs dos contribuinles ao leraji
em que ainda legalmenle corriam, rouhXine se al-
lega.
No ajusta do su-r-nnla laes lilulos niio Ibe fo-
ram, aceito* pola Ihesouraria respecliva, e sen recur-
faz os grandes artista--, e entregue a esles esludos, e i so ao tribunal do lliesouro nAo foi alleuddo.
.*_
a,


rio que li\e a honra de aprcsenlar a assembla ge-
ral legislativa. Wpoiados.) V. Ex. e a ramara crcio
que me daYao-liceitra para que, alm dc expender
a minha opinl*sobre o arl. I. do projeclo, diga
lambem algunfa cusa sobre os demais artigos lim
de cstabolccer a inledigcnci.i que o governo d lana
a esla prt\poitacomo s emendas que apir-eulou a
illi'-'.r.- cuinmissao de marinha e guerra...
O Sr. Presidente: Esses uo sao os usos da
casa, e n prescito rcejuieiilal he que a %j> discus-
sAo deve versar sobre cada um dos artigos sepaia-
ilatMate-
(i sr. Ministra da Guerra : Bem. rt arl. I.
do projeclo dit o seguiule. ^Li-.




-
O augmento da quinta parle fien desle modo en-
globado no sold em lodas as suat consequenciat. A
primeira cousa que devenios tratar lie de saber os
sacrificios que Ira* ao lliesouro a adoprao dessa me-
dida.
Na tabella le dislrbuicoos que acompaiilia a iei
de ornamento volada esle anuo, se di para os refor-
mados do eiercilo a quimil de577:000, para os
de marinha ttOOOfr, para oa meins toldos 209:0009,
e para o monle-pio a quanlia de 83:000, lommn
920:000?; est visto pois que he a quanlia de.........
930:0009 em que monlan as despezas feilas pelo es-
lado eom essas elasscs dos reformados de Ierra e mar
e das familias dos fallecido i fiiendo-se-llies pois
cilcnsivo o augmento di quinta parle do sold, o
accrescimo da despeza animal seria a qulnla parle
diquella somma, ou lStrtlOj.
Antes porm de aceitar esla sommi, devemos fa-
zer algumas obterraroes. Primeiro que ludo nte-
le que a detpcza com os reformados do ejercito e
armada se Kha elevada de tal modo, porque leudo
sido abolida a 3." clasae dos ofliciaes do eiercilo
passaram lodos aquellos que a compunliam a fazer
parle dos reformados, cm consequencia disso a
verba rresceu, e poriaulo esse algarismo nao be
normal. Tanto mais se reeonhecc esta verdade.
quanto nos ltimos annos corneja tal parcella a ler
diminu!, jo.
Esse algarismo que loca aos reformados do eicrri-
lo, aogmenlado como esta pela entrada de oulra rios-
se, lem de diminuir pela morlalidadc, sendo o nu-
mero dos que passam a perlenccr a esia classe me-
nor do que o dos que morrem cada anno, e porlanto
a quanlia da 5." parte vira a ser diminuida natural-
mente, nao direiom quanto, porque o calculo nao he
fcil de fazer-se, e so se podera regular quando se
acabar a rotaro dos peusionistas de estado de que
se trata, e forem lodos os pensionistas da actual li-
ria substituidos peloi da que eslabclccc a Iei que
se disculc.
Esla converso, conforme os dados geracs de mor-
lalidadc e pela coinpirarao dos dados exislcules,
nao pode exceder de um dezeseis ivos a um c vinle
avos da quanlia actual, e por consesuinte temos,
mesmo suppondo a quanlia annualde 181:0009 para
o augmento total da despeza, depois de feila a com-
pleta conversan, no primeirn anuo um accrescimo
de despeza de 10:0009, no segundo de 30:0009, no
terceiro do 30iO0O, e rnente no fim de 16 a 20 an-
uos Icremosqde os pensionistas da actual tabella te-
rAp substituidos pelos da nova. Porlanto esse aug-
mento nao sohrccarrega inmediatamente as despe-
zas do estado, vai carregando succcssivamenle al
cliegar aquelle limite ; e desle modo Bao vejo in-
conveniente na adopto do artigo, tanto mais quan-
to este augmento animal er em parle compensado
pela diminuido do numero dos ofliciaes reformados,
como ponderei.
A emenda declara que a medida do arl. I. fica
exlentiva aos ofliciaes de %.' classe. Adopto inleira-
mcule essa emenda da commisso (apoiados) ; pri-
meiro que ludo, porque o numero desses ofliciaes he
pequeo, limitndose apenas a 30 e tantos, e por-
lanto o sacrificio nao he grande; e depois, porque
passou ha pouco lempo urna nulorisac/io mandando
que se Ibes dcstc_ quando cstivessem em servieo os
mesmos vencimenlos que os ofliciaes de 1. linha,
porque cm geral esses ofliciaes eslito na 2. classe por
causas indcpendenles da sua vonlade.
Ha urnas quatro ou cinco causas que levara os of-
liciaes do eiercilo i segunda classe, a primeira he
quando o oOicial nao vahe no quadro do eiercilo, en-
tao be passado para a segunda classe, o Iodos vm
que essa causa he independenl1 da sua vonlade, e
mesmo de sua conducta ; a segunda causa he urna
doenra prolongada por mais de um auno, e lambem
esla causa he independenlc da sua vonlade. A nao
X
01 ARIO DE PERHAMBiCO, QUVRTA FElRA 18 D OUTUBRO DE 1854.
lumnario a saz, dos juros das cslradas de ferro,
quando se derem, das reformas das secretarias, que
Cacan proposlas, passaram un senado e se achara
pendentes dcsti cmara, de lodos es>cs augmenlos
dos vencimenlos dos lentes das escolas ? O orra-
menlo passou baldo dolncios para taes despezas, e o
resutlado, senhores, serao os crditos, c tmenle de-
pois dellcs he que liberemos so o minislerio nos fal-
la verdade.
Emendo, Sr. presidente, que pode-so dizer ilaca-
ta que he de Justina dar-se o augmento dessas des-
pezas (apoiados), que he justo que de algum modo
compensemos os Irabilhos dessas rlatses baldas de
meios, mas uo venhomos aprcsenlar ao corpo le-
gislativo clculos mal rcilosquenao podem produzir
o desojado cfTeito, clculos quo devendo fazer-se so-
bre as labons de morlalidadc, apenas se fez fun-
dndose no terco nu pouco mais da despeza que f,iz
actualmente o pessoal inactivo do eiercilo, no que
'lecerto nao entrara as pessoas que tem direilo ao
mcio toldo... o fuluro nos demonstrara ; paste essa
medida, e a cmara c aquelles que lercm os nossos
orenmentos verao como se bao de augmentar esta*
despezas.
Fiz eslat rcucies para que a cmara considere a
mileria e nao se i Iluda com os clculos do nobre mi-
nistro da guerra, que rito falsos.
Julga-se a materia suflicientcmenle disculida.
Posto a votos o artigo he approvado, assim como a
emenda da commisso, liculo comprehendida a do
Sr. Miranda.
Entra em discussao o arl. 2. sj0 apoiadas as se-
cunles emendas:
Ao arl. -2., ao membro primeiro :
Supprimam-sc as palavrasexcepto os generaes
e ofliciaes superiores.
Ao membro segundo :
l>epuis da palavralicenca,em vei da phrase
do artigo diga-seperder o direilo n pensao do meio
sold e monle-pio para sua viuva e filhos, alcm de
soflrer urna pena correccional que nao exceda a I
anno de prisao.-.t. C. Seara.-Pcreirada Silca.
/. J. de Limar .Silca Sobrinho.
Diflerenlet senhores pedeni a palavra ao mesmo
lempo, e formulada a lisia nominal, le-se a ordem
por que se acham inscriptos.
O Sr. Seara (pela ordem; : Nao sei, Sr. presi-
dente, se mesera licito pedir um obsequio a V. Exr.
e vem a ser, se nao fr de encontr ao regiment da
casa, que V. Eic. me enlloque inmediatamente de-
pois do meu Ilustre traigo O Sr. I)r. Brandao, por-
que be a elle que querT*dar balslha. {Miada*.)
O Sr. Correadas MM-Se he permit ido lam-
bem desejo ficar enllocado posleriormenle ao Sr.
geueral para responder-fhe. (Risadas.)
O Sr. Prndenle :Tem a palavra o Sr. Fcrraz.
O Sr. Ferra: :Mis pense a casa que me vou oc-
cupar cm (rajar urna bella disserjarao sobre as van-
lagenada onitoconjugal, nem da descripeo e deli-
cioso qoadro das depuras dos carinhos e afagos que
um homem pode receber de sua consorte ; nao, islo
he um pouco romntico, est fora do Alcance do le-
gislador. Ninguem contesta que a base da socieda-
de he a familia, e a base da familia a uniao conju-
gal, (potados.) He isto muito conhecido, nao pre-
cisa de demonslracjio ; o ponto da discussao he por-
lanto oulro. Considerarel nicamente- a medida
apresenlada em relaco a disciplina, c a combalerc'
pelo lado do scu rigor.
Entcudn, senbores, que o poder social pode esla-
bclecer regras a (odas classes dos servidores do esta-
dodehaixodestaou daquclla ordem desle ou daquel-
Ie inleresse, em relacaoao servieo pubjico ; que lo-
dot n'.qualquer que seja a classe a que perteneci-
mos, devemos sojeilar-nos a essas condisoes do scu
exercicio. ,
Nao partilho as ideas do nobre ministro da juslira
passar esla emenda, a familia do ofilcial qne suc- 1uc ,la l"0000 lempo aqu fez urna dislineco a res-
cumbirauma enfermidado breve ficar mais bem
aquinhoada do que aquella que perde o scu eliefo
depois de una longa doenra.
Como j.i disse, a 2. classe apenas so compc de
pouco mais de 30 ouiciaes, e pelas razos aponladas
nao vejo rada para se eslabcleccr una exccpr.lo na
Iei contra essa classe, quo Iraria urna mesquinha
eronomia para o Ihesouro, e em muilos casos urna
grande injuslica para.esses ofliciaes.
O Sr. Sera:Timban passam para asegunda
classe pelo motivo de ficarcm prisioneiros de guerra.
O Sr. Ministro da Guerra : Eu disse que rtif-
ferenles causas motivavam a passagem para a se-
gunda classe, c porlanto essa lambem he compre-
hendida.
A malcriado art. I., Sr. presidente, he conne-
xa com a dos oulros arligos, porque augnicnlanilo
mis a m.is-a do direilo das familias dos ofliciaes, de-
vemos tambem regular esse mesmo direilo...
O Sr. Presidente: Mas os oulros arl i sos sern
discutidos em occasiSo op|iortuiia. V
O Sr. Ministro da Guerra : fir. presidente,
liaveudo dilo o que enlcndia tohrejLarl. 1., e nao
me sendo permitlido asura fozer obtervariles'sobre
os arligos 2 e 3., reservme, comprimi o prcec-
lo de V. Ex., para quando ellas entrarem em dis-
cussao.
O Sr. Ferrar.: Sr. presidente, nao me fui pos-
sivel ouvir ao nobre ninislroda guerra e comprc-
heudc-lo pela rapidez con?que S. El. falla, c falla
baixu, lano mais quinlo elle entrou em materias
de calclos que demsndam pauta, e grande allen-
.o ; rreio porm qic S. Ex. nao Jamn para seu
aliulo no que Joca a reforma urna base segura, c
nem nos apresentou liase alsuma sobra a despeza re-
sultante do meio sold e monle-pio...
OSr. Ministro ia Guerra :-0 tolal das classes
inactivas do eiercilo sobe a !t0:000..
O Sr. Ferra: :Mas o nobre ministro ha de con-
rordar que essa base pode falscar.que o numero dos
reformados pode crccer, e ao mesmo ptsso que (oda
a hase dos meios sidos s viuvas, etc., se deve funj
dar as la boas da morlalidade. a base que temos he
ftil ; o qoe importa ao calculo do mcio sold e ao
inonte-pio concedido as familias dos ofliciaes do
eiercilo o numero actual das classes inactivas do
eiercilo* O meio sold ojo he somenle concedido
svinvas, como t fillias dos ofliciaes fallecidos;
muilas circumstancias podem determinar o maior
numero desses pensionistas, a base pois mais idnea
e verdadeira para o calculo he, como disse, a que
offerecem as labois da morlalidade. r o nobre mi-
nwlro nao apresentoe essa base ; o seu calculo falla
porque a despeza pode ir alm e o offectivo assigna-
lado no nosso orcamento pode ir augmentando cada
ilia, e o movimenlo ascendente conserva-e
muilos annos.
O nobre mtnisfro i(5o pode ter urna hase firme pi-
ra calcular as penj6t de indo sold que caliera s
filhat dos ofliciaes, issim como as penses do mon-
le-pio, porque seria vicioso o calculo que se flzesse
sobre as penses hojo existentes, e porlanto a base
desensclculos he falsa t anillo o moslra ; dos
pensionistas actuaes pode-se de alguma sorle reco-
nhecer por dados estalisticos qnal o numero de suts
familias, mis pode o nobre ministro calenlar o nu-
mero das pe..os qui tem direilo a esses beneficios
Pode o nolire ministro calcular a mudanca de esla-
do qne enlre essa* pensionistas se pode dar animal-
mente ? O nobra miutslro abe que conforme a
mudanca de cslndo o numeriTpodc diminu
alelo pois desapparece.
Quanto ao monle-pio o nobre ministro pode esla-
bclecer o seu calculo, porque poneos ofliciaes exis-
Icm que podem ter dircio a elle, serao lalve qua-
tro ou cinco,e etses mesmos s3o os ofliciaes 0% exer-
por
ur, O SCU
peilo dos acluaes magistrados, cousiderando que elles
lem um direilo de pTopredmle do qual nao podem
ser csbulhados para que se possam eslahelecer as
eoiidiees do exercicio deseus cargos por mcio de in-
compatibilidades directas ou indirectas. Nao vou
lambem |icln lado dos que eulcndcm.como elle, que
devenios rcspeilar os prsenles e legislar para os Tu-
lliros. Se a medida he-tfeeessaria, qualqucr que ella
seja.dcvcrcgular lo los osados dos acluaes membros
le qualqucr classe, c aquelles que se acham colloca-
dos debaixo da sancc.lo da Iei, m algnm dia loma-
rcm o leme da dminslrac,ao reconhecerao as van-
lagens dn urna medida qne pareca alacar seus inte-
resses individuaet.
Estas vantagens.senhorcs, sao he fcil demonslra-
5.1o : que he misler que os regulamenlos mililares
tejamexeeuladus, ninsucn pode contestar; que existe
umi ilisposir.lo nesses regulamenlos qoe ohriga o mi-
litar anles de dar esle passo do casamento a pedir li-
cenra a seu superior, tambem creioque he urna ver-
dade inconleslavel ; que os ofliciaes superiores ou os
coronis abusam dessa faculdade, he igualmente in-
conleslavel ; que para muilos essa licenca he urna
cousa obsoleta, pens lambem que nao se pode du-
vidar ;quc oulros cm circumstancias difliceistomam
medidas extraordinarias no sentido desla prohibirn.
o nobre general membro da commisso de marinha
e guerra nos revelou ; cabe-nos, porlanlo, devemos
procurar manlcr a disciplina, cslahclccendo umi
sanelo penal, que, sem ler o carcter de Iei de Ura-
co, faca conduelo com que esla dspo ressa disciplina seja manlida.
Que be vaifafpsa urna medida deslas, principal-
mente quando urna parle do excreiln esl em paiz
cslrangeiro, ninguem o pode contestar, e a cmara
conhece bem a posicao de um ofilcial que estando em
territorio cslrangeiro se alliar a familia pcrtenccnle
.1 es-e mesmo territorio, por esse acto esse, ardor,
essa vigilancia, esse inlcresse, essa disciplina se en-
fraqueceri ou se quebrar cm perda dos inleresses
da guerra (.tpoiados ).
Mas que a medida seja extensiva de um modo lo
rigoroso para ludo e para lodos, cm lodos os casos c
cm lodos os lempos, e cm lodas as idades e em todas
as pocas... cerlo que nao he justo nem conveniente ;
acho que nao he pssivel que admitalos taes Meas.
( .tpoiados.) As circumstancias especiacs da guer-
ra exigen] tamhem medidas cxcepcionacs ledenles
a que ella chesue a seu fim de um modo conveni-
ente ao paiz, mas que cm circumstancias ordinarias,
durante a paz (Si cslabclcc,amos regras, penas lio se-
veras como as dos lempos cxcepcionacs '..... nao me
parece razoavel. Creio que mesmo o espirito da
legislado militar nao o permute, porque ella fez a
devida separaran das penas em lempo de paz, das
penas em lempo de guerra.
E quacs silo, saibores, as penas que se quer esta-
belecer A perda do exercicio cfleclivo, a reforma
do ofilcial.' He urna pena para o lado e para o
official, eemmuilos casos um bem para esle e um
mal para o servieo publico.
O Sr. I'ereira da Silva : J ht una emenda a
esle respeilo.
O Sr. Ferra: : Eu eslou combtanlo primei-
ramente o projeclo, passarci depois emenda.
Essa pena em lempo de guerra, quando a forra
brasileira esliver em territorio cslrangeiro, ser suf-
lirtculc ? Talvez em virlude della nm mililar til
se desloque da Jaste dos efleclivos, e quando o ei-
ercilo miis dfjajMM serviros precise. Sen eflicicntc
em lempo de paz?
Saibores, as penas rigorosas sempre (razan comsi-
go o defeilo de nao seren cumpridas ; e cu nao sei
qoal seria o governo que nao perdoasse a um ofil-
cial digno da banda que cinge, a um official que li-
vesseprcslado relcvanlet serviros, a um moro brioso<
ro. (Apt.atlos. ) Qual pois ser a medida que eu
julgo mais idnea lina pena que mostrando ao
official qucclli linha pralicado urna falla, corrigisse;
urna pena que por meio do eicmplo c de sua certe-
za adverlissc aos seus companheiros que nao se lole-
rava que fallassem aos deveres marcados na Iei, es-
ta pena poderla sei a prohibirlo de poderem ser pro-
movidos por anliguidadc por um certo espaco de
lempo, a perda da anliguidade por Ires anuos em
tem de paz, c cm lempo di guerra poderla ser
mais forle.
Sr. Sera : He muito grave.
O Sr. Ferra:: E a pena imposta de (Miar sem
mc.os de subsistencia as suas familias nao he du-
nstim 1 Nao he utua pena quo vai ale aos filhos 7
| ytptiados ).
E, senhoret, a circumslancia que cu apresenlei
'lo oflicial casar-aa quando estiver destacado em Icr-
nlorio eslrangeiro nao deve ser avahada pelo legis
lador ? O perigo ahi nao he maior do que no lempo
de paz?
Nao sei qnnes sao as emendas que cxislcm sobre
a mesa, rtesojiva a pasrnr os olhos sobre ellas;,sc V.
Eic. se dignaste mandar-mas, era um favor que
me fazia. (O orador he satis feito e le as emendas )
Senbores, temos como pena proposta pela emenda
da commisso a perda de meio sold s viuvas e II-
ihas ; temos anda mais a pristo ale um anno !
O .Sr. Correa das Nem : Esse pouco, essa
hagalella !
O Sr. Fcrraz : He regra em materia, penal
que o legislador nao deve eslahelecer penas arbitra-
rias; estas penas lem o carador sempre de injuslira,
podem ser falaes a uns, favoraveis a oulros ; para "os
obsequiados pela fortuna una peni assim cslabele-
cida seria de I dia de prisaoale 8 quando muilo, e
para os nao favorecidos seria de 1 anno (potados).
A regra estahelecida pelas nossas leis peines vem a
ser, marcar o minimoje o mafimo das penas, e o
medio entre os doos extremos dado.
No ponto em quesho ha urna falta, e qual he el-
la ? Ter o oflicial deixado de pedir licenca para o
casamenlo. O caracler des.a acr.lo he isual em to-
dos os lempos e em lodos os lugares, a infraeco de
um preccilOj em todos o casos he sempre a mes-
ma ; orno pois eslabelecer-sc esla escala de um dia
al um anno do prisilo ? A' discrirao de quem ficar
est pena ? A emenda nao o diz ; quem julgar ?
O Sr. Seara : Os seus pares.
O Sr. Ferra:: He o consclho de guerra ?
O Sr. Sera : Kcspondem no foro mililar.
O Sr. Ferra: : Poda ser a pena imposta pelos
seus superiores. Eu cnlendo que o olllcial deve pas-
tar pela falta de observancia do preceilo das leis mi-
Miares, por conselho de guerra, e entao eslas penas,
no caso de passar a emenda como ssl, serao impos-
tas por sen lencas.
E, saibores, adeudamos ainda mais ao fim do pro-
jeclo, e i medida proposta. O oflicial que se casar
sem licenr perde o direilo ao meio sold, nao dei-
xa esse subsidio a sua familia, lem um anuo de pri-
sao ; mas os inconvenientes que os nohres dcpula-
dot apontaram na 1.* discussao subsislcm, o oflici-
al subsiste rameado de Tamilia, ligado a um lugar,
preocenpado coma manulenran e fuluro da familia,
a ella preso nao proceder como se deseja, por con-
seguinte o fim do projeclo falla porque o oflicial
continua no exercito ; c quaesquer que sejam as pe-
nas nao lerao ueste ponto a forra de fazer com que o
homem reprima os impulsos de seu corasfto.
O Sr.. Brando : Pode se dizer que a emenda
foi peior que o soneto.
O Sr. Ferra: : Ter por fim por ventura o pro-
jeclo, lal qual esl emendado, fazer coroiue 0J ofli-
ciaes deiiem-se de casar? Cerlo que nao; poderi
corrigir osefTeilos do abuso da falla de lcenc.a ? Cer-
lo lambem que nao ; poder o nobre ministro da
guerra, quando fosse cierno no ministerio, ler forra
bastante para nao ceder aos empenhos dos pas da
familias, dos ofliciaes que nao obstante as suas cir-
cumstancias se quizerem rasor ? Cerlo que nao ; qual
scri pois o resultado ? Urna grande dependencia que
ser corada de successo, urna simples formalidade ;
e una simples formalidade, senbores, dar lugar a
que para nos ludo seja fcil e doce, c para oulros
ludo rigor.
Ainda ha pouco lempo, dcsta rorle um cadete quiz
casar-se com urna filha de um oflicial que eslava no
Sul. o commandanle oppz-se i islo com lodas as
suas forras ; mas alinal o casamento so elTccluou ; e
qual a ratta pan esta opposrao ? Nenhuma bavia.
O Sr. Lima e Silca Sobrinho : A familia nao
quera.
O Sr. Ferra: sQucria, e eu fui empenbado or
ella.
O Sr. Urna e silca Sobrinho:A mai do cadele
cinpenhou-se cm tenlidoopposlo.
O Sr. Ferra: : Eis ahi urna razao.... O resul-
tado foi razer-se o casamento, c bavia de ser feilo io-
fallivclmcnle.
Scnhores, eslas liceuras com penas taes s dao lu-
gar ao arbitrio, ao capricho ; Hendamos ao estado
de lodas as cousas entre nos, c veremos quo sempre
isso se dar pela maior parle.
Assim pois, senbores, se o nobre ministro, se a c-
mara cnlende que alguma cousa se deve providen-
ciar sobre esta materia, eu julgo que a parle princi-
pal vem a ser prolnbirao do casamento em territorio
eslrangeiro quando nellc honver forra destacada, e
igualmente lempo de guerra ; para ahi he qne (odas
as vislasdo governo devem-se volver, pelos nconve-
nicnlet que podem resnllir diteipliua da forra as-
sim destacada em lerriltriocslranho, ou em opc'raroes
cm nosso proprio Icrrrlorio actualmente, e no lempo
de paz estas penas nad devem ser 13o duras, devem
lo de Portugal qne passaram para o nosso, como dolado de tlenlo, avantajado ns carreira da trien-
arabo de diier, ereio que exislem tres ou quatro c'a' "m ',omcm quo livesse dado pravas de ilcno-
dcsles otliciaet.a^hi sini, se pode ettabelecer a base '' c co'agem, o gravissimo trinic de se ler casado !
porm na avaliaro do meio sold jamis... Se pois1^ resultado, pois, seria que essa pena tno rigorosa
a base sobre que asscnla o clenla do nobre ministro
he facticia, pergunlo, qual lio a despeza que se pode
presumir resultante desse augmento ?, Ninguem a
pode determinar. E hatera neeessidSde de lal des-
peza, ou dar-se sua opporlunidade na poca actual,
depois que o nobre ministro' da, fazcnd.i veio-nos
aqu demonstrar que a guerra do Oriente pode mui-
to influir sobre o estado de postas financas, a neces-
sidadede volar-se despeza para ut Juros dos caplaes
empreados as estradas de ierro, epaf., conseguidla,
a necestidade de economa ? Dcsrjava muilo que o
nobre ministro da guerra bem pnadejasse essas cir-
cumstincies anles de fazer os scu clcalos.
Eu, senderes, nao me opporia c nem me opponho
cm resra ao augmento que se quer fazer olhando a
pislira (apoiados\ mas me opponho porque emen-
do que o ministerio n,lo pode-nos bem dar lifoes de
economa, e vir depois pouco a pouco pedir aulori-
saeflet para nugmenlos de despezas....
Cm Sr. Dtputado :Mas elle j conlou com esse
augmento de despezas de que se treta.
O Sr. Ferra::Quil conlou 1 he pnssivel que
elle livesse contado com a dospeza resultante da il-
roayl.c
iHiapn
ie, raras vetea se applcaria, e desle modo nao
atingira o seu verdadelro fim.
He, pois, necessario que procuremos penas mais
brandas, as quacs nao podem ser nem as proposlas
no projeclo nem as eslabclccidas na emenda. Nao
pulan ser as do projeclo, porque, eu jn projei que o
resulladoscria perder um oflicial ulil por orna falta
pequea ; nao podem ser as da emenda, porque a
sociedade depois, saibores, vcr- dc de dar pensiles s- familias desses ofliciaes para
que livesscm recurso para viverem sculas das gar-
ras da miseria ; e assim poit o estado em vez de dar
meio sold dara pensos equivalentes, c nos sabemos
que os monarchas sao desvelados pela orphaudade
ds familias dos seos servidores, e o nosso nao dein-
r por cerlo de dar soccorros aquellos que livercm
prestado serviros io paiz.
Privar-se de soccorros a um oflicial por urna falla
j nao grave, a nm oflicial que pela escassez de teus
haveres nao tem meio de cconnmisar, a um official
brasileo que quasi sempre ou sempre gasta ludo
quanto ganha, a um official que na tem alojamenlo
como lem os de oulros paizes, islo, senhoreshe, du-
verem pcsoasquc os protejan!.
A medida cstendc-strt'aos ofliciaes generaos : creio
que he proposlo propter amorem. (Ruadas.) Uns
sao casados, outrps velbos, que nao o pdenlo ser....
O Sr. Correi, das .\eces : Se dependesse da
licenca cisavafc-se Ires vezct ou quatro. (Risadas.)
O Sr* Ferra: : Nao sei mesmo se islo nao he
mais do que urna formalidade para o ofliciaes gene-
raes, c apresenlado para colorar a medida parcial so-
bre os subalternos.
Eu ouvi dizer aqu nesta cata que o fim principal
da emenda era fazer com que os ofliciaes mocos nao
so alirassem a esse caminho perigoso do casamento,
pnnc.palmcnle quando ainda nao cstivessem avanla-
ados em postos. Assim, pois, se reeonhecc o funda-
mento da minha rcfleao. O meio melhorque eu con-
sidero, o meio que pode muilo bem evitar nao s o
fuluro desastroso das familias, ainda fazer com que
baja datarle daquelles que querem conlrahir casa-
menlot mais reflciao, teria eslahelecer urna caixade
soccorro em que elles conlribuissern para deiiarem
nielhorcs pensos s suas familia. Se se bbrigasae os
ofliciaes a umacontribuirao para esla caixa, conser-
vando-sc todava o direilo que elles lem pelas leis
ao meio sold, seria o meio de evitar o fuluro desas-
troso das familias, e assim caria considerada a parle
pbilanlropica do projeclo. Mas,eu nao tei mesmo se-
nbores, qual o fim do projeclo ; enlendo que foi urna
vclleidade apenas....
O Sr. Brandao : Bem o parece.
O Ferra:: .... ora lendia disciplina, ora
a prevenir o futuro desastroso das familias, etc. ; ao
prRicipio os ofliciaes subalternos, agora apresciila-sc
una medida extensiva aos ofliciaes generaes He a
poca das roncilia^Ocs, das lnnsacc.oes ; como fez
nissaa prohibir a respeilo dos ofliciaes subalter-
nos, eslende-se essa medida agora aos ofllciaesge-
neraes, doura-se desle modo a medida. Eu nao acho
islo necessario ; se a medida he ttilj o que nos im-
porta os rumores que se possam fazer, c clamores que
se iDossam levantar ? A disciplina he a primeira cou-
sa,' volemos pela medida se he necesaria ; e se nao he
til, enUto para que eslas transacettes ?
O Sr. F. Ortaviano d um aparte.
O Sr. Ferra::Os ofliciaes, diz muilo bem o no-
bre dcpulado pelo Kiodc Janeiro, quando chegam ao
posto de general ou j sao vclhos, ou j sao casados,
a licenca pois de que vale !
Urna ro: : He urna burla ; so fosto para poder
catar segunda vez cnlao eslava bem.
O Sr. Feria: :Sr. presidente, a experiencia
ainda me lem moslrado a necetiidade, principalmen-
te dos commandantct dos rorpns sercm catados ; de
ordinario nos acampamentos muilos fados de insu-
bordinaran apparccem porque oscommandaiiles nao
ao casados. (Apoiados.)
er-brandas quanto se possw. se ellas forem rige tequiado, dlzendo que al o Musir depnlado ..
rosas, rccah.rao smenle so'bre aquelles que nao II- \j espaco re i mezes, leve 4 peosamentos diver-
ve assentar a smcjAo desla Iei, nao sabe mesmo o
que deve faier.
O Sr. Seara. J atsentou.
Q Sr. Ferra;: J assentoo em privar a familia
desses ofliciaes do meios de subsistencia, em fazer
com que a peni caa, nao sobre o culpido, mas so-
bre os seus fillos, reduzindo-os miseria, muilas
vezet filhosde un ofilcial benemeritoque tenha pres-
tado relevanlesiervirot ao paiz, que tenha pralicado
acr,oes dignat ib lodo o elogio Oh isto he proprio
da cmara dosSrs. deputados ? Nao; eu creio que
ella se levantan como urna s pessoa para reprovar
esla medida, (potados.) Etsa pena he urna barbara
que recahir ssbre a orphandade, sobre a viuva des-
valida, Milla afamiliado ofilcial benemrito mise-
ria (Apoiados) Nao sei como pean haver militares
que volem poi urna medida lal ; nao sou militar,
mas vol contri o projeclo
OISr. Miraida :Sr. presidente, quando na pri-
meira discussao desle projeclo live a honra de pedir
casa que so serviste de permiltir que fosse elle re-
medido conmi-sao de marinha egoerraparao
considerar, lila eu para isto muito bors fundamen-
tos. 11ojo a dis'uss bavida, e miia que ludo o pro-
cedimenlo da nibre commisso do marinha e guerre
emendandosemilhaute projeclo, pleoamenle me jus-
lificam 1
Disso eu entao Sr. presidente, que me opponha ao
projeclo por n completo e imperfeiln, o dei como
fundamento coaira o arl. 1 o nao ser a diiposirao
nclle conlida extensiva aos ofliciaes da 2." classe do
eiercilo e da armada, idea essa que havia consignado
em um dos ar'ieos additivos por mim apresenlados
na sessao de 30 de maio desle anno que serviram de
base ao projecli que se discute. Pedi cnlao, funda-
do em boas rares, que fotte o projeclo remanido
commisso. A cmara porm, depois de ouvir ao
nobre ministro Ja marinha, e a dous membros da il-
luslre commisso, repellio o meu pedido, mas a mes-
ma nobre commisso, entrelanlo, compenetrada
da juslica desse pedido, enlendcu quo se achi-
va na rigorosa newssidadc de providenciar de algu-
maneira sobre a nateria tomando-a cm sua alta con-
siderae.io, e lano que mandou boje mesa umi
emenda ao projiclo no sentido de ampliar-se aos of-
ficiaes da -J.i ciaste do eiercilo e da armada a riispo-
sirao que no projeclo se achava, apenas consagrada
para os ofliciaes de Ia classe : eslou porlanlo justi-
ficado 1
Ainda aqu nao fica o negocio. Disse cu mais qne
a doutrina do arl. uecessilava de ser profunda-
mente medilida, que a penalidade que decrelava o
projeclo nao podia ser volada de momento, porque
acerca della lanas erilo ns caberas quanlas as sen-
tenras, mesmo enlre os membros da casa ; referi al
o que se ciicantri nit legiilacOct dos oulrot paizes
em relajan materia vdente....
O Sr. Perrira da Silca :Sao diversas as legis-
larOes.
O Sr. Mircnda :Diz o meu amigo, membro da
commisso de marinha e guerra, que sao muilo dif-
ferenlcs as oiinidcs. Isso he a meu favor. Ora,
para que V. Ex. conhera e a enmara posta avahar
a importancia, a difliculdade desla materia no lo-
canle i penalidade, Jiasla dizer a V. Ei., Sr. pre-
sidente, que mesmo nobre raembro da comniitsao
de marinha c guerra que me acaba de honrar cm
seu aparte, leve cm menos de dous mezes quatro opi-
niOesdivcrsis, quatro pensamenlos distinclos, a ret-
peito da mesna maleaia....
Cma to: :Quatro opinies diversas !
O Sr. Pereira da Silca :S live duas opinies
a do projeclo e esla.
OSr. Miranda Quatro opinies diversas, Sr.
presidente Nesse projeclo que a maioria da com-
misso de marinha e guerra recusou assignar, e que
um dos membros della, o Sr. general Sera, decla-
ren que o bavia horrorisado, se consignava como
pena a perda da patente e de todos os serviros ante-
riormente prestados contra o mililar que casaste sem
consonlimeulo do governo. Eis a primeira idea, o
primeiro pcnsamenlo, a primeiri penalidade volada
pelo nobre deputado.
Urna ro: :Ahi tenias urna.
O Sr. Pereira da Silca d um aparto que nao
ouvimos.
O Sr. Miranda :No projeclo cm discnssSo exi-
ge o nobre dcpulado que o oflicial que se casar sem
licenra seja reformado com o sold da patente, se-
gundo os anuos que liver. Eit o seu segundo pensa-
mento, eis urna seuunda especie de pena !
OSr. Pereira da Silca :-l.embre-se o nobra de.
pnlado que foi quem me deu essa idea.
O Sr. Miranda :Ahi csUto duat qualidades de
penas !
) Sr. Pereira da Silca :Essa he do genitor, he
sua.
O Sr. Miranda :Entrando este projeclo em 1
discussao, e depois das reflcxes que offereci para
mostrar a difliculdade da materia, o onbre deputado,
orando aps de mim, declarou casa que no tinha
urna idea fia respeilo da penalidade, masque nao
duvidava aceitar como pena a perda da 5 parle do
sold contra o oflicial desobediente. Eis porlanto
urna lerceira opiniao, um pensamento efe nova es-
pecie.
O-Sr. Brando :He verdade : ahi Via tres.
O Sr. Pereira da Silca d oulro aparte.
O Sr. Miranda :En nao quero veiar o nobre
deputado, exponho.a verdade, arcumeulo com fe-
los....
OSr. Pereira da Siloa :JiSo me veic.
O Sr. Mirandf :... o que quero he mostrar a
difliculdade de um acord qnanlo a penalidade e he
por isso que lenho a ousadia de romerar pelo nobre
no
O Sr. Correa Jas Neeet: D-lhc por ahi.
O Sr. Ferra: : Ees tommandantes s vezes
passam de velbos menino', e Tazcm mais do que os
meninos. 'Risadas.) E no eiercilo do Snl mais de
urna vez hr.uvenm exemplot trilles de taes prore-
dimenlos.
En disse qup o projeclo he urna vclleidade ; a no-
bre commis- lo ainda nao lem base fia obre que de-
sos. Isto vale alguma cousa.
O quarlo pensamento do nobre depnlado acha-se
consignado na emenda por elle c pela commisso a-
presenlada agora, a qual foi excedentemente com-
batida pelo nobre orador que me preceden : nao le-
nho aqu a emenda, c pero a V. El. Sr. prcsidenlc,
o favor de remcllcr-m'a. (He tatisfeilo.) Diz a emen-
da. (U.)
O Sr. .Brando:Ahi esl a quafta.
" ?T fronda:Aeora, senhoret, pergunlo sao
nu nao abarro pensamenlos diversos? Sao ou nao
qualronjMjHi diversas? Esl ou nilo prvida a dif-
bruIdado da materia ? Est ou nao prosada a neces-
sidade dcfmelter-se este projeclo a commisso de
marinha e guerra para o medtfitr e oflerccef aira
medida, que convindo aos inleresses do Estado, que
firmando a subordinado no exercito, esteja mais de
acord com a juslija e com os legtimos inleresses
dos mililares?....'
O Sr. Ilrund'w: E com osdireitos do homem
lamban.
O Sr. Miranda:Nao posto, Sr. preetdenle, dei-
lar de comhaler a emenda pelo penalidade qne ella
eslabelece. A idea da commisso de marinha e
guerra he incompleta, injuridica e injusta; he mes-
mo anli-i onsliucional e odiosa (apoiados),' porque
se entenden que se deva fazer perder s miseras vi-
uvas e aos desgranados orpbaos, em nada absoluta-
mente culpados (potados), essa quinta parle do sol-
do, deixando-se de ampliar aos casos das reformas,
que iriam justamente fenr overdadeiro delnqueme.
(Apoiados.) Se a commisso faz perder svinvas c
aos orpbaos a :>.' parle proporcia$al ,que deveria cal-
cular-se para os meios sidos c monle-pios, por que
motivo nao faz tambem extensiva essa pena aos ven-
rimeiiios de reforma-? Porque rcspeilar os inleres-
ses do veratmeiro delnqueme, c ferir os innocentes,
os desgranados orpaos, a infeliz viuva? Nao sabe a
nobre commisso que nenhuma pena deve de passar
da pessoa do criminoso, c que nesle caso a mulla
e os filhos ncham-sc garantidos pela legislado do
imperio, que nao permiti que contra elles se decre
le punirn alguma? (Apoiados.) Que culpa podem
ler Csas infelzes espozas ou esses frurlos infelizei
dos infelzes casamentas dos imprudentes paisque os
eclebraram contra as leis'? Apoiadat). Se scot piis
nsuhordinando-se c ronda a disposicao da Iei casa-
ram-se, porque a penalidade nao. recahir somenle
sobre elles, porque nao lirado elles -rnente res-
ponsaveis desses aclos? Qual a razan porque respei-
lando-se os seus venrimenlos de reforma, se ir re-
du/ii a sua de-::racada familia' s penscs de mcio
sold e monle-pio?....
O Sr. Correa da Stttr.M* um novo peccado
mor I al. [Apoiados.)
O Sr. Miranda:Sr. presidente, determinan) as
leis mililares.... rogo a V.Ex. que mande vira cot-
lerao de leis de I7(>3.)
Cma Co::O regulanieolo do conde de l.ippe.
O Sr. Miranda:.....qne os ofliciaes sejam repu-
tados nobres s polo simples ficto de terem urna p-
lenle assignada pelo pnnhu regio, e fulminam ellas
a perda da patente contra o oflicial que platicar um
adn que o cubra de deshonra e de infamia. Se mis
nao nos adiamos habilitados, ou nao queremos ou
nao podemos legislar para as classes militares no
sentido que Ihes con vem, acompanhando o alto pen-
samento da coroa que na abertura da correnlc tes-
sao nos recomendou que alguma coosa fizetsemos
para melhorar a sorle dos nossos bravos de mar e
"erra, complclando a defeiluosa organisacjlo qua
potsuimos, e asiegunndo o fuluro bem estar de
suas familias, procedamos ao menos com acerlo em
alguma pequea cousa que tenannos. Nao lem
sido possivel acompanhar o magesloso pcnsamenlo
da coma, nada temos feito, nada he possivel fazer-se
bem dos mililares, e das leis dos eiercilot de mar
e Ierra .- ahi continuara estas leis, essas insliluitoes
etsns anomalas, esses obstculos disciplina, a for-
ra, c a prosperidade dos eiercitos, pois bem ; curo-
Pre nao complicar, nao augmentar a anarchia e ca-
m.nhar de acord com o que existe quando Iralar-
mosida urna inuovacao, de urna pequea medida.
lrata-sc boje de creer um delicio, do decretar orna
pena desconhecida ni legislado militar ; etludcmos
a legularao, faramo-lo de acord com ella.
Acaban, de informar-me que nao existe na casa
acollecrao de leis que pedi () mi|,ar, Sr. preii.
denle, pode, segundo a Iei que cei/o de que mu la
gente tem noticia, pralicarum aclo infame que o
degrade. O poni de honra deve mais do que al-
gum oulro motivo animar o oflicial. O aclo des-
l'onroso pode por ,i constitu um delicio, ou
augmentar, como circumslancia aegravanle, a gra-
v.dade do crime. Or, nao he possivel que o mili-
lar con.mcllendo o crime de desobediencia nesle
caso,o-Taca cem a circumstaneia igsravante da in-
famia:.... Nao he possivel que se allie a urna mu-
".erqucocubradevergonl,a,e que o degrade ao.
olhos de seus briosos companheiros de armas \ O
que se casar, porlanto, commdlcndo esse acto de
loucura e com a circumslancia aggravanle da igno-
mima. devera incorrerna mesma pena que houver
de sofirer o que apenas praticar um acto de desobe-
diencia c de insubordinarao ?
Nao aprsenlo esla idea como oplma. como aquel
la que deva predominar na casa ; j disse que a ma-
teria he muilo importante c complicada, e porlanto
que deve ser esludada. Tambem nao aprsenlo
urna idea que, alcm da probabildade de ser repro-
vada pela cmara, se posta entender que lende a em-
barazar a adopcao do projeclo que se discute. O
meu desejobeque este projeclo passe, mis passe per-
rato e digno de mis, e por isso quero que volle i
commissio, como a principio havia pedido, ou entao
quealgurn dos nossos collegas nos honre com alguma
emenda que nos fac deparar e abracar urna pena-
lidade mais convinhavele jurdica.
O Sr. Brando:Eu mandara urna emenda para
que o artigo fosse supprimido. ( Apoiados.)
OSr. Miranda:-Alm,porlanto, das observarles
ollerecidas casa pelo nobre orador que me prece-
deu, alan dasreflexes que nascern naturalmente da
lellura do arligo c quo tambem resultara da discre-
pancia oiislento enlre as opinioes dos diflerenls
membros da commisso de marinha e guerra, renho
a honra de oflcreeer mais a idea que acabo de emit-
lir, visto como pode djr-se a bypothese de que um
oflicial, descoiihecendo a ti, e a briosa classe a que
perlence, elevado de um acto de loucura, conlraia"
um casamenlo que o deshonre. -
Nem se diga que nau haveria um tribunal a quem
competira o respectivo julgamenlo. Eiiste infe-
lizmente esse tribunal ou commisso, creada na le!
do primeiro dedezembro de 1811, ad instar do ds-
poslo na provsao de agosto de.1821, sobre cuja na-
lureza e allribuioes eu clianaei de algum modo a
allencaodo governo, quando, disenlindo as aulori-
saroes que se Ihc prclendeu dar por occatiao da dis-
cussao da le do orsamenlo, fui de opinio que lam-
bem ficisse auloritadopara reformar os processosdos
tribunaes mililares, organsando-os conveniente-
mente. A commisso a que jae redro lem por fim
julgiro mo comporlamenlS habitual, a conduela
irregular do mililar, dr. QnemVierce um seme-
lliante poder em relacao honradez do-mililar, lam-
bem poderia, caso fosse conveniente, ser chamado
decidir se o oflicial, no caso vdenle, praticra um
ido que, ilm de ser punivel como desobediencia,
fosse caracterisado pela circumslancia aggravanlissi-
ma de ser pralicado com deshonra, que, segundo a
legislarao mililar, seria por s s suflicicnic para
justificar a perda da patente.
Trago. Sr. presidente, o excmplo dessa especie de
casamento reprovado, porque enlendo que as reslric-
?6es que o legislador lem de eslahelecer para o
cisot de que te trata nao deve de ler s por fim o in-
teresse immediato do Estada.. Alm desso interesse
inmediato que tem o Estado, j no que respeita aos
sacrificios que o podem onerar, j no que perlence
subordinarao, disciplina, e respeilo que os subal-
ternos devem aos seos superiores, e lodos elles ao
governo, lambem o Estado quer de alguma. aprle e
nao pode deixar de querer coninltar os legtimos
inleresses aduaet c ruturos daquelles sobre quem ex-
crce urna immediata inspeccao, propra de um pii,
donde vem que nao deve querer qne elles conlraiam
nupcias que.os,degridem oa que Ibes Iragam pesados
encargos eom oj quaes nao pottam. (Apoiados.)
O Sr. Correa das -Vece:Entao deve-se Um*
bem lomar iguaes medidas para toda classe da-ci-
dadaus.
O Sr. Branda: EnUto deve-se lambem lomar
as mesmas piwiaecias para lodos os empregados
pblicos.
O Sr. Miranda : Sr. presidente, para que eu
approve a idea sem mais refleioes, baslaria-me sa-
ber que nao ha no mundo urna narao que se preze 88'
ler exercito, e um exercito bem organlsado, que em
anas leis militares nao cunte urna le, urna disposi-
cao no sentido da de que se treta....
O Sr. Brando : Faz-me o favor de dizer se
na Inglaterra ha isso ?
O Sr. Miranda : A Inglaterra he exepcional
nesse poni, nao era possivel que as naroes que
mais te prezam de ler um boaa exercito e.de contal-
lar o verdadero inleresse di cjasJsc .militar, erras-
sem. pralicajudo um aclo que os prejudteasse, qoe
merecesse a sua justa exprobrarao^aoifi^rjndo em
suas leis a disposirao que eu desejo que sa applique
classe mililar do llrasil. (Ouvem-se alguns apar-
es.'' Apezar de lodas essas-cirelimstancias, srjjjjiores,
que deviam ler sido lambem maduramente pensadas
pelos legisladores dos paizes a-juc roe retiro, essas
disposiroes foram decretadas e sao at boje susten-
tadas, embora modificadas segundo a inlelligencia
de cada um Estarlo.
O Sr. Brando : Quando eu fallar Ihe dire a
razo porque foram sustentadas.
O Sr. Miranda : No posso conceber como,
quando no seo da sociedade ha lanas classes cujos
iridiiios nao podem conlrahir espousaes sem que re-
corram a seus superiores para oblerem a devida li-
cenra, nao p"sso persuadir-mc como um militar,
jojo primeiro brazo he o resprit> e subordinarao
a teus superiores, possa, sem quebrar um elemento
de disciplina, sem allenrao para com seos chefes
e para com o governo, mudar de estado.... (Apoia-
dot. )
O Sr. Sera : Apoiado.
O Sr. Correa das ^tietr* : Oj escravos lam-
bem nao podem mudar detestado sem licenca.
(Apoiados.) ,
O Sr. Miranda : Poja hetn : nao podem ot et-
cravot, nao podem os soldados, os nossos filhos, t
menores, os criados do Paro... um caixeiro mesmo
o nao deve de fazer sem ter altenr.iu para e.6% seu
amo...
O e>. Correa das Xetes : Mis olbe que is-
so nao esla no cdigo do rnmmercio. alisadas.
O Sr. Miranda : Nao sei como so compadera
com a disciplina que um mililar possa conlrahir es-
pousaes sem prestar a mooor obediencia a seus su-
periores Quanlas vezes nao acontece que um mi-
lilar se veja na rollisAo de fugir ao sen ico, ou de
faz-lo mal Icilo, ou de abandonar a consorte !
Quanlas vezes, momentos depois de rasado, recebe
elle urna ordem de partida Que solTrimcnlos nao
Irasa, ou conduziudo ou deixando a consorte, j por
se adiar molesta, e j porque seus pequeos recur-
sos nao a podem fazer acompanhar para um penoso
destacamento ?
OSr. Correa das Seres: Aponte aquelles que
te recusaran) allegando essa causa. (Oucem-se mais
alguns apartes.)
O Sr. Miranddi iirigindo-se ao Sr. Corra
das \eces ): Pcrgunle 10 nobre ministro da guer-
ra ou i teus antecessores. (Continuara os apartes;
Pergiinle-se a quem lem administrado provincias.
a quem commanda ; pergenie a si proprio, que be
secretario de provincia. Mas emfim, senhores, essa
razao que dou nao he a unir, nao he a fundamen-
tal, nao he a qoe prnduz a necestidade dessa medi-
di. A primeira razao he a dn Estado, ha a di su-
bordina .-io, he a do inleresse da lulelli qne o Esta-
do lem como pai pin os militares que sao seus fi-
lhos, he o interesse que tem a narao em promover
o bem daquelles que eslao debaixo de sua 'inmedia-
ta nspeccan. Depois dessas razos, a como raie*
accessorat, nao sao para desprezar essat outras que
ofiereru. ( Proseguem os apartes.)
Sr. prndenle, eu deaejava que o nobre ministro
da guerra ou algum membro da nobre commisso de
marinha e guerra me apresenliise umi relacao dos
ofliciaes do eiercilo aulteiros, catados e viuvos; ao
qui/era ver a proporcilo que se d enlre os dille-
rentes estados ; desejava saber se exislem ou podem
existir razOes lao fortes que fac.ao suppor que a brio-
sa classe mililar com juslica sejulgue oftendid com
a resiricrao que se lauca i ampia liberdade de que
al agora lem gozado.
Nao he possivel, Sr. presidente, que mocos Ilus-
tres, bem nascidos e educados, se levantassem con-
tra temelhante medida, te ettivesscm bem seguros
deseus legtimos inleresses. Urna irreflexao, orna
lmprudeiileinformac.nl, urna precipitac.au filha do
verdor dos annos podem mal dirigir coraces que
antes de ludo sao falos pan a honra e para a pa-
tria.
O Sr. Octaciano: A esposa do militar he a
farda.
O Sr. Miranda : Diz muilo bem.
Consultan os mililares as leis de todos os paizes,
allcndam t exigencias da disciplina, aprecian os
inleresses do Estado, olhem com refleao para si e
para seu futuro, que por cerlo abencoarao seme-
llianlc Iei.
Eslou convencido, Sr. presdeme, de que o nobre
deputado para Paralaba quando liver a palavra hi
de mostrar as diversas vantagens do matrimonio.....
O Sr. Correa das Meces : Sabe disso ?
O Sr. Miranda : .... ha de mostrar a necessi-
dade dos casamento, como aconselhados pala igr/-
ja, como iodispensaveis ao socego c bem eslar das
familias, prosperidade do Estado.... *
O Sr. Correa das A'eeej : Sabe disso ? Poi en
ainda nao sabia de tanlo.
O Sr. Miranda : ... mas, nao obstante lodas
as vanlascnt que o nobre dcpulado ha de demons-
trar, outras tambem de grande ponderarlo em con-
trario exislem....
( Ourem-te dif furentes apartes. )
Considerada poit assim a quesUo, e mostrando-se
que nao te quer prohibir ao mililar o casamento,
mas que o que se deseja he que elle o nao contraa
em condires desfavoraveit ( apoiados), ss quaes
podem vir a ser prejudiciaes disciplina do aierei-
lo, aos inleresses do Eslado, e aos proprios inte-
rs!....
. Urna co: : Prohiba-se tambem aos mendigos.
( Oucem-se mais alguns apartes. )
O Sr. Miranda : Debaixo pois desses pontos
do vista me parece que os militares devem de ser
os primeiros a a poi,ir as vislat do legislador, reco-
nhecendo a utilidade da providencia ( Ora 1 ora !
Sr. presidente, a nnovaejo que se procura nao he
prejudicial i classe militar (afolados), nao he lyran-
nica (apoiados.wem opposta razo ou t convenien-
cias publicas. Se o fosse, cu nao a sustentara. Na-
da posso fazer a faVor de urna clatse cuja felcdade
tanto ambiciono, cujos individuos tanlo prezo ; mas
tibe a casi que nunca se trata dos inleresses dos mi-
lilares que eu nao enuncie a ;eu favor um pens-
rnoslo (tpoiados), que nao diga urna palavra sequer
(apoiados), que me n>o inleresse sinceramente por
elles. Eu seria o -primeiro a combater semelhanle
'dea se ella ferisse a honra da ciaste mililar. (Apoia-
dos, muilo bem.)
Or. F, Octaciano : E muilo illuslradamenle.
O Sr. Bellegarde ministro da guerra):__Sr.
presidente, declaro qne aceito o artigo com a emen-
da. A segunda parte do artigo IraU, da fenafflade
que sustento, tjtela emenda da commissio.
Trita-se de saber se he justo e conveniente que os
ofliciaes do eiercilo e armada se casem sem licenca
do governo. No se traa de enndemnar os ofliciaes
ao celibato, trata-sede aulorisar o governo a etta-
belecer em regulamenlo at condices para que pos-
m ler lagar esses casamentes com o menor prejui-
zo da disciplina, e com a pro(ec;ao que o governo
deve sempre dar aos ofliciaes.
Com ofleito o final do artigo diz que o governo
marear em regulamenlo as rundinos com que taes
brencas po.lerao sor concedidas ; por consequencia
todas as duvidat a respeilo do arbitrio ficam sana-
das por esta disposice.
Apezar de que os meus clculos sobre nmeros
neo tiverara valor, sobretodo quando se discuta o
art. 1 dessa proposta, todava vou novamenle ipre-
sentar algnns afim de se lomar mais fcil o qoe pre-
tendo demonstrar. 45 quadro actual do eiercilo he
de 1,300 o tantos,ofloiaes que dependan das vagas
que exislem { destrs sao conhecidamenle Casados
552, digo conlieadamente casados porque ha milita*
que nao se ssbe se sao com efleito ; mus da lerja
parle da ofllcialidade do nosso eiercilo est casad! ;
mili da Ierra parle tem familia que sao obrigados
de ama maneira mais on meaes conveniente a man-
ler ; mais de terca parle leaajpelo scu fallccmenlo'j
de deixar pesados encargos % Ihesouro.
"%?'"' I"8"1*0 ""* augmentamos estes cncargotcora
ajrtagmenloda 5.' parle doiaoMo at penses das viu-
va,, nao devemos tambem amolelar para que isto
nao va um extremo que nao lenba limites tap-
porlatjj^ielos nossos recursos ? (Apoiados.) Nao
lem o governo direilo de exe/cer urna- talella sobre
a classe militar ? nao se ca/ella com a sai bandei-
n, como bem disse em um-aparte um nobre depn-
lado *.,. t
. O Sr. Brando : O nobre minislro foi quem
declarou o verdadeiro pensamento da disposirao do
arl. 2.0
Urna ro: : En muito claro.
O Sr. Ministro da Guerra: Vamos ver as ra-
zoes qua devem mover o governo o lomar conheci-
menlo das condices para os casamenlos dos mili-
lares. Tem o governo meios quo subministrar a lo"
detiSs ofliciaes militares para manler-se a si e a ama
familia numero t 1U possivel que d esses meios ?
Nao. as actuaos atrfbmsl.incas do Ihesouro nao
se pode dar ao alfana vencmenlos que cheguem pa-
ra sustentar urna /abulia. He um oflicial mililar
empresario comovjuaJqaer oulro ? Nao. I'm empre-
gado publico qujlaoer aareseula-se oa repartirlo,
em que serve cern Htftrajo mais ou menos econo-
mico, quando muit atderi pa'ssar por cicenlr.co s- *J" Ieem lno'! ,lhM "'* ,on
deixar sua tamilii; aqu pergunlarei." he nada
chegar-se o oflicial ao seu superior, dzer-lhe qoe
deia sua familia tem meios ? He nada diier-se a
esse oflicial que parta oa te despera do servieo ?
He isto firil ? He mais ficil abrir as portas do sen-
timentalismo para vir proclamar-so que se quer fe-
rir urna cune lateara do que fechar-te a coracao !
dizer-tea um homem netut circumslancatIdee
para Uto he que be preciso congem.
Ha precito, Sr. presdanle, trabarse com islo ;
j dista que temos a terca, parte da ofllcialidade ca-
sada ; ha muilo* que uaote sabe uo realmente
casados, e a provahe que lem hivW infelizmente
ligaos eisos de bigamia ; lemos 108 alteres que se
sibe qoe sao casados, 130 lenlas, 150 eapiues, \1
raajores gradnados, 49 majores eflectivos, etc.
A objeccao mais essendal que sa lem aprsenla-
do he a que diz respeilo ao arbitrio, mas a isla se
responde com a ultima parle do arligo em qoe te de-
lerm na que o governo marcar no regulamenlo u
eondiOes....
o S&Ferraz : A penalidade nW pode ser ct-
Ubelecdi pelo governo ; davs-se ettabelecer o m-
ximo e o mnimo. e
0$r. Ministro da Churra : Trata-te da es-
lahelecer urna penalidade, porque o preceilo da li
sem penalidade he perfeitamente intil....
O Sr. Ferra: : o que digo he qtte a penali-
dade nao he do governo.
OSr. Ministro 4a Guerra:A emenda da
commisso diz que ella sen o perdimcnlo da pen-
sao para a mulher oa filhos prevenientes do casamen-
lo defendido, e alm disto a prisBo eorreeioiial al
um anno. Observou-se que Uta en impor urna
pena i familia, qne a familia he qnem vem a soffrer
quando o fto fallece ; mas o qoe saceede quindo 0
official commette um dilielo pelo qual he demiltido
do servijo ? O que suceede quando commette nm
delicio pelo qual nao pode ter mais iccesso t O que
suceede i l^ajaaa^ssas familias quando procede-
mos mal ef i aos bens qoe potsuimos ? As-
sim lambem c_#ncal qne se catar sem o consenti-
mento do governo esbanja o patrimonio que podia
deiiar a sua familia ; nao vejo nitto nada diflerente
do que suceede cm outras circumstancias. I Aaoia-
dos. ) F
Tambem julgo precUefenM. correccional, por-
que nvuihis, quando le catata, no pensam as viu-
vas, nem nos filhos; por consequencia he preciso
pque pestualmcnle soflram.
Senhores, esla disposicao para que os militares
nao se casem sem licenca'do governo he geral em
lodos ot exercito! regulares; he precisa para manter-
sea disciplina, paravmanter mesuio a honra do mi-
litar. Dse-se que na Inglaterra nao ha eamelhan-
le dsposi|ao ; fio sei te, existe, mas o que digo he
que lambem nao he precisa all, porque na Inglaler"
ra s os ricos he que sao ofliciaes ; enlre nos porm
que o homem aaais pobre pode ser oflicial, em qae
a carreira mililar est aberli a todas as fortunas, em
qne feralmente o exercicio das armas nao he o pre-
ferido pelos ricos, deve-ae deiiar o oflicial precip-
lar-se nuro ahvsmo de -miserias ? Convencido pois
que, longe de se fazer oro mal aos ofliciaes, faz-se
um beneficio classe, eu adopto as emendas da
commisso, e nada mais lenho a daar. ( Signaes de
adlieso.)
Fozes: Muilo bem muilo bem !
O Sr. Brusgue (Mavimeato de allenrao'. : Sr.
presidente, o discurso que acaba de proferir o nobre
minislro lera-mefeito emudecer te at duvidat que
Hnlio sobre o artigo em discussao nao fotsem nasci-
aas de minha consciencia pouco esclarecida. Eu
me atrevo ainda a offerece-Ias consideraco da c-
mara, siijelando-as censura do nobre minislro, a
quem tributo a mais alta contidera^ao.
Senhores, a faculdade de conlrahir o snenlo
ais condces do notso direilo civil e leis da igreja
lie um direilo do cidadae- na nossa sociedade. Su-
bordinar esla faculdade a novni condices, qae o di-
reilo constituido nao rcconhccia, prescrev-las Uo
somenle para nns, he restringir de algum modo um
direilo adquirido, que no entinto conservamos para
oulros em toda a plenilode. Esta desiaunl.lade he
urna das cousas que me embanca. Oofflcial subalter-
no do uosso eiercilo he tambem cidtdao da notta so-
ciedade ; urna Iei pois que Ihe der menos como ci-
dadaodo que tem ot oulros cdadaos ser sempre
urna Iei injusta. Mas esle cidadan pur ciogir urna
banda nio deia de ser homem (apoiados) ; un Iei
poit que tentar erguer barreira ingeale entre os ge-
nerosos senlimenlos desui alma e a proprii nalure-
za que os formou, he urna Iei dllicil.
Esti lineiiagem, meas senhoret, nao ser um vio
sentimentalismo ; eu appello para voseas ronscien-
das; he a linguagem da propra natureza que se
revela no intimo da propra contciencia. A razio
especulativa, os preconeeitos mesmo mus arraigado
no fundo da nossa sociedade amortreem, quebram-
se, lio deve/ados por estas tendencias naluraes que
a religiao tahcrJlci. E assim he, porque pela plit-
rosophia do cbrislianismo o casamenlo importa a tro-
ca de generosos senlimen los: he a troca da devorio,
da abnegaca'o; o amor paternal que nisee desses
senlimenlos nao se fu muito esperar para completar
o quadro ; vem lego fljapriroindo neasas rels^et o
carcter da espiriloiliadeque as sancliOea poetisa.
O que pode contra isto o resto das coatas desle
mundo ?... O pouco avaro senda! do pobre, a teda
da opulencia, al mesmo a purpura dea reit, nao
poderao jamiit evitar aes triosdo foraiaa humano
o imperio dis leit da 'natureza. Milo bem '. A
propra Etcriplora Sagrada nos esl diendo que a
molher ateen do mesmo homem a para a homem.
O amor do homem pela mulher he setopte certo ; e
qnantu'vezes impelooso como umi rreale que sa
despega do cimo di montinhaese predaili en valle;
e o amor da vrgem lem Unta forca carao o deatinel
.Nao obstante, meus seifcores, desda velhos lempos
a sociedade tem enlcadnra postnir o llifeilo de re-
cular o eiercieio deseas lendencias nalaraes. Se re-
montamos a velha idadT,' a hitloria da Gree, por
eiemplo, not esta dlzendo qoe, segando e sysiemn
de Plaiao, o atildo de familia nio deva cretcer,
nem mesmo podia detenvolver-se netta poca. Urna
Iei dizia qae a molher nao se pedia casar antea das
20 annos, e o qne he mais, apenas tintn licenca pa-
r ler filbos al os 40 ; qae ot homens antes dos 30
alo se podiam casar, nem ler filhos depois dos 50 ;
os veUiot gozavam de faculdade ampia, comanla
oa*
mas o mililar que nao se apresenlal*derentemente
vestfjev com o seu armamento proprio, o qae todo
cusa lnheiro muilo elevado, e para o que o gover-
no Ihe faz ailiinlanienlos sobre ot seas venajmen-
(os, he reo, tem nm delicio de qne ha de ser puni-
do.. Ora, facamot as ronlas ; apez ir'de ler sido in-
feliz a primeira vez, continuarei ainda-com os cal-
culos numricos. O aderes lem 360000 de toldo,
7500 de elipe, 108000 de gratificaran addicional,
ao lodo .538500 ; se he sol le ro, se nao lem familia,
pode morar no quartel, onde (em um quarlo ; com
os sens 539 pode, sendo econmico, limitar-te a ves-
tir decentemente ; porm se lem familia, j nao
pode morar no quartel, ha obrigado a alagar nma
casa, a manler familia, a*trila-li com decencia ;
alm disto he muilas veres tambem obrigado a se-
perar-sc da familia, a ler duat rasas, o qoe nao
acontece ao empregado civil. Ora, neslas circums-
tancias, porque nln havemos do proteger os nossos
ofliciaes contra a (enlacio de se casaron sem os
meios necessarios para se manieron ? (Muito ftem.i
Mas quer o projeclo privar aos militares de se
catarem ? Nao, o que qajer he que ot que te casa-
ron tenham ot meio necessarios pin tuttcnlircm
a familia. Sendo to assim, nao vejo motivo para
tanlo sentimentalismo, para lana opposrao i esle
projeclo. (Apoiados.)
Ditse-te qne nao se quer que os mililires se ca-
sem, que gozem das (locuras da familia, e qoe esla
condicao he aliante. Senhores, nao ha oulra clas-
se na nossa sociedade que lambem nao goza das do-
cura da familia, e que nem por itso deixa de gozar
da maior considcracjlo e respeilo ?
Um Sr. Deputado : Mas esle lem a vanlagem
de ireni pira o co.
O Sr. Minislro da Gaerra : Tambemvai pa-
ra o co o militar qae morre pela patria, pela tua
bandeira. (Muito bem.)
Sr. presidente, todos aquelles que tem adminis-
trarlo por algum lempo, qae lem lirio necestidade
de empregar a forja mililar cm grande ou pequea
fraccAo, tem vitlo as diflleuldades que provm dos
casamenlos, pero licenra para dizer, indiscretos de
Igunt ofliciaes ; elles mesmos reconhecem islo i
apello para estes que tem cenlrahido semelhenles
obrigacoes tem rellcviu elles mesmos at laslimam,
nao por oulro motivo que nao seja o de etlarem to-
dos os diis hilando com inmensas difliculdadet, rom
a miseria. Deinas, o mililar he nm homem movel,
he ohrigadn a partir quanln se Ihe determinara,
condires da le ou das pocas legaes cfim votados
enslmenle ao exterminio. Mas, senhores, essa le-
gslicao netse lempo era li certo ponto legitimada
pelo principio particular que a dominaraa igual-
dade das fortunasdogma politieo o fundamental
da conililuirao do Alada*
Por nm priraipieEirpeajaemSparla foi a fami-
lia protegida; o pai Se famas goztvi de privile-
gios, chegava mesmo atar a rsenr,ao de lodot os car-
gos publico!.
Em Roma um pitixipio diflerente, qual foiade-
pravarao dos costuran que se quera evitar, fez eom
qae Augusto e Trajino, pcincipelmcnle, acorocoas-
scm os catamenlot, e os faverecessem ; os Romanos
leviram a lal ponto este principio, que vos ledos sa-
bis que eoroivam publicamente aquelles qne l-
nhim tirio a forja c coragm para conlrahir mallos
casamentes succettivamenle.
Entre os Hebreos era o celibato reputado um op-
probrio; enlre o primeiros chritiaot era tido e con-
siderado como urna causa da exclusao dos cargos
pblicos, principalmente dos cargos da magistra-
tura. Todos os povos guerreiros da anliguidade,
mais ou menos reslrlnuiram, ou ampliiram a facul-
dade do casamenlos segundo as necesdads do me-
mento. Na notsa idide porm, Tneus senbores, os
moralistas, qnati lodos, lem sustentado que o homem
em materia do catamenlot deve contultar primeiro
que ludo, e mais que ludo, as su.-.s lendennai nata-
raes, guardando asproporjocj das leis civis e reli-
giosas do paiz a que pertence. Nio me admira por-
lanto que com boas razes talvez se possa sustentar
o arligo em discussao.
Mas este artigo que limita esla faculdade em qee
se funda ?... Vejamos; tao roalet que lem occorri-
do, e coja reprodcelo se procun obviar?... He
um bem que te quer garantir n familia do oflicial?...
Se he um mal, meus senhoret, acaso lem elle occor-
rido somenle na dasse dos ofliciaes sub liemos? Se
he nm bem, porque no se etiende esle bem clatse
dos ofliciaes superiores ?
O Sr. Correa das Secer.A emenda eslende.
O Sr. F. Oclatiano:E he por isso qae eSr. ge-
neral Sera a assignou. /Usadas.'
O Sr. Seara:He verdade. (Cottrtrraam risej-
eVu.)
O Sr. Brusgue:Esla dispoticSo qae disentimos,
em minha opiniao, em vez de iciolelar a serte da
familia, medanle roudiees que Ihe augurem nm
bom porvir, pelo coirtrarn parece que a asgrava
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01 ARIO DE PRMMBUCO. QUARTA FIM 18 DE OUTBRO DE 1854.
3


A pena comnmiada por uro ticlo c|uc eucerra em i
um aclo que a nalureta pede, que a rcligite acon-
selha, he xeesaiva. (Apoiadot.)
Esla pena Toga dianle de todas as considerares
de lodos os principios que o direito criminal lem es-
labelecida como donlrina da impulabilidadc (apota-
dos); osla pena da maneira porque he concebida no
projecto peiora a condiefle do oflicial, infellicila a
viuva e os Blhinho; e ote lie desle modo, meus se-
nhores, que haveraos de acaolclar a sorle da fami-
lia. Sim, nilo ser, em minlia opiniao, legislando
desle modo, que reantelaremot o porvir das familias
dos oflldaet. Nos paites aonde existe lemellianle
legislarlo, ora se atienden a urna (al ou qual fortuna
ora se eiigio urna caete ou urna conlribuicao como
garantia do Maro da familia do oilici.il que quer
easar. Aondo esl.i nesle projeelo a idea de urna
caurte que posM ser pedida ao offlcial que se queira
casar, corno garanta do futuro de sua esposa e
filhos?
O Sr. StratIsto lie do rcgnlamenlo.
O Sr. Bnutm:En la vou; esperara este mes-
mo aparte. O projeelo nada diz; epor teu silencio
[ em materia delta ordem devo cre> (orno consequen-
. cia delle que o reglamento que tom" de fazer o go-
"vernopiraa sua execuc.lon'lo pode exigir esta condi-
cte. A lei civil, que regula, os contratos de casa-
mento, nao poda ser alterada se rao por oulra lci.
A ordenaste do Teino prese rev terminantemente
qae se guarde e compra o que entre as partes for
contratado acerca dos seus bens, c no silencio dellas
manda qne te repute o casamento feito por carta
de amelade l estn o direito romano que nos he sub-
sidiarlo regulando casusticamente toda a materia de
dote o arrlias.
Ora, meus senhores mrrear novas condicses de
nma dolarte que o direito civil at hoje nte reco-
nhece, prescrever novas condiefies de urna habilita-
rn civil, n,1o poder seren tuinlia opiniao, materia
de um regulamento, o sim de urna lei. ( Apoiadot)
Porlanlo, peco ao meu honrado collcga, o nobre ge-
neral, que receba a exproio desta minlia opiniao
como respotta ao sen aparte.
O Sr. Rrandiio:Teas argumentado muilo bem
com o direito.
O Sr. Brutqur.Enlendo.pois, que nao lira bem
acautelada a surte da familia com a disposiriio que
disentimos.
Na Aostria, meus senhores, nao he tirito (amhcm
ao oflicial casar-te aem licenea do governo, c esla
licenea nao pode ser concedida senilo a 6." parle dos
ofllciaes de im regiment, e t depois que o oflicial
liver depositado nos cofres do conselho de guerra
ulico uma caacAo capaz de prodiuir urna renda que
est calculada em relacte a calefotia da oflicial ge-
neral, superior e subalterno. A afta pentao lem di-
reilo a viuva do oflicial quando 11A0 (em por outro
qualquer (iluto alguma pensilo, que o Estado d's
us casos de fallecimento delle era cmbale, ou por,
oceasiao de molestia ou ferimentos adquiridos no
servico. Na Austria lainbem nao se admiti o ca-
samento sem previa licenfa ; exige-so que o oflicial
declare com quantoquer contribuir para o cofre das
viuvas, como garantia da manulenon futura de sua
esposa e de sius flillios, o que eeU regulado c calcu-
lado, nAo me record agora em quanto; mas estou
segaro de que o offlcial be obrigado a entrar logo
com o valor correspondente a um anuo, concrren-
do depois com um tanto portento. Ora, em paizes
como estes, onde nao he a familia do oflicial pensio-
nista do E<(ado, he raxoavel a cautela de exigir que
o oflicial que se casa procure garantir a sorle de son
viuva e de seus fiilhos....
O Sr Otiteira Bello:Esse argumento he contra-
producente.
O Sr. frutque:Nesses paizes aonde o oflicial a
muilos respeitos lean oulrit muilns vanlagens que
n.io (em o oflicial brasilotro (npoiados), nao he de
mais que seus governo* exijam delle mais este
sacrificio de uma conlriltuirAo em favor de sua pro-
pria familia. (Apoiadot). I. i, onde a popularte j
he lamanha, que qoasi podemos dizer que ja Ihe
falta o esparo, nao he de admirar que se dillicullem
os casamentos ; mas outro tanto se nao d a nosso
respailo.
Has, se nenhum dtsses motivos que venho de
considerar constituem a razilo sufflrienle do artigo
em discussAo, se lemos lambem cm visla acaulelar
que o joven c inexperienlo no verdor dos anoos nao
coulraia umcasamenlo quemis larde Ihe he pesado,
cniio concederme que esta dispotican abrange do
mais. (potados', 'lie uma verdade, que cu ja-
mis negarei, que na juvenludea natureza nos pre-
para uma verdadeira crise do espirito e do corpo;
mas eu perno qae a solucAo mais natural e mais
moral desta crise he n casamento ; esla solante deve
ser, em minha opiniao, mais favoravel sociedade
e qoasi sempre a mais propicia ao propno individuo
ha o casamento das primaras inclinaccs; vite entra
nelle a refloxae, mas lambem nffo entra o calculo;
e ha atquem diga que sao os mais felizes. Mas,
seodooto rae contradiz, te a experiencia do partido
liver mostrado que nao he proficuo o casamento no
verdor dos annos, estar no mesmo caso, ou haver
a metraa ratlo a retpeilo do lenle ou do capilAo
de Ierra ou de mar, que licer 30 ou 40 annos de
idade ? '
A legislarlo da Badeu prohibindo o casamentado
mililare sajettando-o a cortas con.licAes, leve a cau-
tela de mancar a idade de '28 annos, antes da qual
nAo podehaver licenea pata o casamento. A legis-
la rao de Hanover scmclhaulemenlc mareou a idade
deUannos; ato seria mais ratonvel que lambem
calr nos se determinaste uma idade antes da ,qual
nao fosee licito o calamento, depois da qual fvsse elle
permitlido francamente ? Me parece qne sim.
(Apotttt.) ta cwmprhendo bem, senhores, que a
disciplina pedaque o oflicial nao case sem solicitar de-
vidaveoia ;trcilo he unta grande familia, e esse
acloquando manos, he um acto de reverencia queum
filho, quaiquer que seja sua posirte, deve guardar
para com seos malares; mas tappor em toda a ida-
de a possibilidade de ser negada, he dureza de
mais. [Atoiaios.)
Vamos agora, meus senhores, considerar uma
oolra cauta qo* para mim nAo era provavel, mas e-
nunciada per um ios nobres depulacios que antes de
mim fallou, e he a desigaaldade das condiees nos
casamento*. Bisa desigaaldade ou he relativa a fot-
luna ao petto* ; abtlcnho-mc da fazer considera-
<;e* acerca da' primeira iiypolhcse, porque enlendo
que nte pastara pela imaginario do nobre autor do
projeelo suppor ponivel proliibir-se o casamento
at ponto da faaer erar que nao poder casar o
oflicial com uma doazella qaa no Irouxer um dol
ou vice-vera.
O Su. Braniao-.Vurtco quelsso lie uma idea re-
servada. (Reclamae*.)
O Sr. Brusque:Ni erefo. A pobreza, em mi-
nlia opiniao. senhores, (em tamben) direilos, possue
virlooct; ella he nobre aos i/lboi de Dos, igual
roranoteo pelat leifda nalureza i asdilferencas que
a contIHuem as sociedades he feilura somenle dos
borneas; mas, senhore, supponliainns mesmo que
rxslem casamentos desisuaes, que grandes males no
lem elle importado \' En conlicro bem qoe uo se-
gundo caso por mim h mu,id o pode ter um mal que
se deva lamentar ; alguna falos dcploraveis tcm
com efleilo appareddo nu nosso exercilo; eu Icoho
conheeimenlo de algn mas nao sao lanos que
me faeam crer que por amor delles devem pagar
lano* innocente....
O Sr. Brando: Apoiado, moilo apoiadn.
O Sr. Brinque-.Qo* nos importa a desigualdadc
de condirao? repilo-vos.... Dixia um escriptor
moderno, o Dr.*Drnhen : n A desigaaldade de con-
diraotempreexisti, cjamaisdeixardeeiislir;ella he
necestaria mesnia ordem: porque ella he a fonte
donde nasccui eslas rela(( cia e affeirao queentrelem a liarmonia na sociedade.
Eu nAo irci 15o longe ; mas pens que no deve-
mus apurar muiloadcsigualdade decondirocsa ponto
de nos (oroarmos em zel.idores de lirios, ou precon-
ceitos esquecidos por am ou outro que lem constitui-
do as raras excepces da honra e bro de uma ciarse
obre, que longc de pastar pelo que l-m passadosua
O Sr. A'rnra: Ha de ser sempre o mesmo. recer, por nAo as ter sabido evitar, organi-ando sua
O Sr. Brinque: Assim o desejo cu ; mas o que
digo he que os regularoenlos podem-se surceder
mui facilmcnle, amplicanrio ou reslringindo aquel-
la faculdadeque Icria maiseslahilidade, consagradas
assuas cundirnos na propria lei.
Assim pens, porque esla materia cm minha opi-
nia he lambem muilo delirada. Separar com uma
phraseindeferidodous cnlcs que desde o berco
vinliaiu um para o outro caminhando; ou que se e-
contraram como destinados pelo dedo da Omnipo-
tencia um para outro, podo em al^uns casos ser um
sacrilegio. Uma informarAo menos pensada, hafe-
jada por paixOes occullas, pode motivar, na melhor
boa fe possivel, um indeferido.Esta senlenra, que
nAo deve ter recurso, podo fazer na vida dous cnlcs
infelizes, e as suas maldic,oes na hura da desgrana
podem da Ierra chegar ao co.
E nesle terreno lem a queslflo para mim serios
embaraces. A honra da douzclla violada, que he o
segredo de um pai austero guardado no seio de uma
mai afflicla, ja nao poder ser reparado sem que o
mundo o saiba. ( Apoiado*. ) A occessidade de
uma informacao favoravel o denuncia a um com-
mandante de corpo, seu secretario logo o sabe, e
mais algnem, pouco a pouco elle passa do seio dos
camaradas ao dominio do publico. Na praca, no
sabio, no proprio templo o maldizenle escarnece do
infortunio alheio.
Chega a licenea, mas ja vem tarde, o casamento ju
nao apaga a nodoa que a dillmacau deixoo! (Apoia-
dot. ) Ainda nao he ludo : pretende um offlcial um
casamento, julga-se as coiidirOes da lci, uma fami-
lia o pensa assim, solicita a licenra mas nAo a ohlem
Aqui um assignala uma razAo desfavoravcl, alli um
oulro a conlirma, acula um lerceiro piie ludo em
duvida ; dentro em pouco vem a honra de uma fa-
milia, quantas vezet di^na, em almoeda praca pu-
blica mordida da calumnia. ( Apoiaaos. )
Nesle leil.lo doloroso da honra alheia nos lodos sa-
bemos que nAo he o conhecido meramente quem
misa affronlar o lance, o amigo apenas he quem se
atreve a reccher o ramo para occulla-lo em seu seio.
( Apoiadot. )
O governo julga precisa esla medida ; mas, senho-
res, expressem-se as condirocs de sua existencia sc-
no na propria lci, como eu desojara, ao menos como
ser posa, e quanlo antes. Sailia o pai de familia
desde logo os novos principios que deve nddiciottar
a seu codifto domestico ; saiba a donzella como, e
quando he que a lei do homem pretende ter a forra
de fazer calar no seu coraran a lei de Dos; saiba'o
joven oflicial se deve esperar do lempo ou da for-
tuna a que os homens lhc negaram !.... ( Muilo
bem, muilo bem. )
Timbo sido extenso de mais : pero pcrdAo I c-
mara por haver por lano lempo abusado de sua pa-
ciencia { niio apoiadot), e ao nobre ministro da
guerra ( o orador tolla-te para o Sr. minitlro ), a
quem trbulo a mais profunda considcrarAo, por jia-
ver de alguma maneira conltariado o seu pensa-
mento (o .Sr minitr.) da guerra inclina-te ) mas
esse nAo he o ineu lim ; meus desejos sao de esclare-
cer minha consciencia cm materias IAu melindrosas,
ouvindo sobre inhibas duvidas o nobre ministro,
cuja opiniao ja se dijuoii an(ecipar-me, ouvindo os
pralicos que lem assenlo na casa, como o nobre ge-
ncraUjue me lom feito a honra de escular, cujas oi-
ojessio semprade muilo pesu.
O Sr. Stara ? Ser salisfcitn.
O Sr. Urutqut :Aaradeco cordialmenle a c-
mara a allenr.lo ruin que se dipnoo ouvir-mc.
Vozet'. Muilo bem, muilo bem.
O Sr.' Pretidqnle da a palavra aos oradores ins-
criptos, o que suscita algumas reclamaee*. Uns
nAo eslAo na casa ; outrot nao quereiii fallar por
eslar abura muilo adan la la e a cmara deserta.
Uma voz : Slo qoasi tres horas. Orelogio esl
atrasado....
O St. PreMenle : Mas be elle que regula no
sabio.
A metma tos : Abrio-se a sessAo depois das
onze horas, mesmo por esse relogio que anda atra-
sadissmo....
O St. Prndenle : Na luyendo mais nlnguem
com a palavra vou por a volas.
O Sr. Mjfamla peda a palavra pata oaslar a que
lique encerrada a diseassao, c requer adiamen-
lo por 21 horas.
No ba\ einlo casa para se vota o adiamento fica
a sua ditcussAo encerrada e procede-se chamada.
I.evanla-se a sessAo pelas Jl horas da larde.
DIARIO E PERNAMtTO.
O vapor inglez Bahiana, chegado hoqlem da Eu-
ropa, Irouxc-uos a infausta noticia de que a Casa
i uinmerci.il de Dcaue Voulc c\ Companhia, eslabe-
lecida em Liverpool, e uma das mais acreditadas cm
Inglaterra, em cunscqucucia de importantes prejui-
zos causados pelos falliinentosdc duas casas de Man-
chester, dos Srs. David Scoll cS Companhia, e W.
A. P.irk, fni.obrigada a suspender os seos pagamen-
tos ; e conseguinlemcnte voltaram recambiadas al-
gumas ledras sacadas sobre ella cm favor de-la
prae,a, e enlre onlras uma de quinze mil libras, pro-
veniente de uma remessa feila pela Ihcsduraria des-
ta provincia aos banqueiros do governo brasileiro
em Londres.
Comquauio esle aconlccimeulo lenha de occasio-
nar a suspenso dos pasamentos da casa commercial
dos Srs. Iieane Youle nesto praca, todava estamos informados que o com-
mercio brasileiro pnnro ou nada perder* com esta
oceurrencia, porquanto subre ser credora de uma
avullada quanlia sobre a casa de Liverpool, consta-
nos que a casa de I'crnambuco lem em si valores, e
oflerece todas as garantas aos seus credores.
Estamos igualmente informados que os agentes
deasa casa tcncionam convocar os seus credores, e
he de esperar que o resultado de semelhanlc convo-
cee,Ao ser que os Srs. Ueaue Youlc i Companhia
poss.im continuar lvremenleos seus nesocios de ma-
neira i poderem recobrar em punco lempo o crdito
de_ que el les lem gozado al hoje.
Os passageiros viudos no vapor cima (orara re-
collii los ao lazareto, para uma quarenlena de ob-
servacao, porvirem de paz infectado do colera.
Sr.'. Iledarloret.Acudi espora do Sr. Jesufno
Ferreira da Silva, e em o n. 23.1 desle arredilado
Diario, publicado a 14 do cor rente, Aoure por bem
detcer da alia regiao de honetlidade, proidade, e
moralidade, em que rnllocou-o sua bella tttrellu.
circumdando-o de innmeros admiradores que o lem
honrado com sua ettimu e contiderarSo, para nive-
lar-se com o pobre de nfim, que se arrattra emaca-
nhadissimi etphcra, e dar-me resposla cg'oaf com o
tainele e erudirUo, que Ihe reconhecem qiantos ho
lido a ingenie ventura de se Ihe approximar, e de
apreciar-lhe. portanlo, sciencia e linura, que he pe-
na nao leiiham sido devidamentc aproveitados em
bem da Ierra que nos rio natcer, e das que fleam
alm-mar, as quacs nada Icriam jiorvenlura a re-
ceiar das consequenclas dessa desastrosa suerra do
Oriente, que se augura loprenhe de fatalidades, se,
para rcmov-las, contatsem com o auxilio dusconse-
Ihos de quem lauto prima em tricas, estrategias, e
bem disposlos planos diplomticos. I'cnniiiam-me,
porein, Vmcs., rom a boud7.de que os cararterisi^pie
eu recorra s paginas desle mesmo Diario para of-
fererer ligeirissimas considerac/ies ao Sr. Jesuino ; e
continla esle mui atto,poderotn illuttrado tenhor,
que, nao obstante minha buij-aMudiro, busque eu
erguer-me al a eminencia em qe Smc. fulgura,
paaa jusliflear-me ante n poblico, que, depois de
ouvir-nos, lem de julgar-nos con> o criterio que sem-
pre Ihe sobra. *
Principia o Sr. Jesuino a sua erudita correspon-
dencia por uma lirAo de philologia ao ignoranlacode
mim, que nenhuma duvida lem em confessar-se-lhe
tmenos em todos os ramos de lilleratura e scieacia,
em cada um dos quacs muito se avanlaja Sim). a
quantos por ahi andam na persuasAn de que Tlio sao
superiores as materias que os con-iitueni. sement
porque cursavam aulas c lolbeavam livros emquan-
lo Smc. se dava a misteres que nenhuma relacao tem
com ellas: e isto porque no sabem que ha homens
que uasrcn predestinados para excederem a ludo aos
seus semelhantcs, e que sem o mnimo esforco
acham-se em poslajto de esmaga-los, cada vez que
rom elles se encontrara,ainda mesmo no vastissimo
campo da inlelligencia; porque, sobre, oulro* dons,
receberam de Dos o da omnisciencia, e por Islo ta-
tito ludo, ainda metmo que nada tenham etludado,
nem pretitem ettudar.
Nao buscaiti acompanhar o Sr. Jesuino ness
qoesiao, mnl fcil para elle e mui diflicil para mim,
que me proclamo incapaf de detatar-lheas correias,
dot tpalas em ludo quanto entender possa com
os seus tastos conhecimenlot, que, em bem da ins-
IruccA de nossa mocidade.be de esperar sejim apro-
veitados nesse f (tternaio que ahi se vai crear; mas
apenas observar-lhe-hei que, sesundo Conttancio,
cuja autoridad lie tem durida inferior de Smc.,
c a qual, isto nao obstante.me apraz recorrer, o \er-
borertifi'-ar(ainbcm significacorrigir, rmrn-
dar intetuSet; e que, supposto ti veste eu dito, as
lindas que provocaram a luqnota caria de Smc.,
que me propunha a fazer alfumas rect i/carnet ao
teu annuncio, todava quem lionver lido ettat li-
nba-, lera comprehendido pcrfeilamcnlc que laes
rcrlifteuriiet refetiram-sc antes as inlenrBet reterra-
dat de Smc., ai quaes, felizmente para 'mim, comc-
ram a patentear-sc.do que ao annuncio em ti mesmo.
I irme no proposito de levantar castellos para pro-
porcionar-se o prazer de desbarala-lns, o Sr. Jesui-
uo, depois de honrar-me com sua cerelirina prelec-
cao philologica, invcnlon que Ihe eu attribuira a
inlencao de erguer quettc: quando hourer de ter
apretenlada a tua complicadittima conta. PcrdAo,
Sr. Jesuino. Nem eu afilrmci semelhanlc cauta ;
nem isto te pdejeduzir de miiihat loteas palavras.
Eslas ijiieslcs (nmo-aseu como inevilaveis, princi-
palmente quando Smc. j nao faz mvslerio em decla-
cnnla de maneira a pre\cni-las.
He enuenlxisa a maneira eoBH para snlvar-sc ,i
respousabilidade, c oslanlaado por consrguinle esse
mrito de cobarda que Ihe apprnuvc atlribuir-mc,
pr-rsislc o Sr. Jesuino na in(enran, ja nao digo de
por cm duvida, mas de dencarir-nic o crdito, dirigin-
do-me pcrgunlat, cada uma das quaes lendc, se bem
que furtivamenlc, a matar-mc a reputaco. Tain-
bem nAo deixadc ser diiino deum brecel d'inceiition
0 geilo, com que mce. esvoaca sobre o meu passa-
do, convidando-mc a entrar "cm minucioso came
de consiencia, para recouheccr, se estou, ou nAo,
no cato de ser deprimido em meu crodilo por Smee.
Imitando o, poderia eu couvida-lo a desmascarar-
se, e a cxprimir-sc em termos que me habiliten! a
lvalo anleo tribunal competente, para obriga-lo a
provar quanto houver de dizer claramente contra
mim. NAo o fazendo, porm; limilar-me-bei pon-
derar-lhe que, se, n'uma ou n'oulra ocrasiAo, tenho
deixado de ser Oo pnnlual em meus trato, quanto
desejo, he porque desde os meus mais tenros annos
lulo rom dillii oblados indispeusaveis a quem, sem
dispiir de grandes mcios, vc-se a bracos com o cos-
teio de familia numerosa, que nAo leve animo de
abandonar aos a luir-se em cirrunslancias de formar peculio, ou sa-
borear mais Mintade prazeres domesliros, nAo
sauccionados pelasteis divinas, nem pelas humanas.
1 '.-imiis. he preciso advertir que o credilo do homem
social nao depende smente da ponluajidade nos pa-
gamentos. A ser exacto esse principio, solemne-
mente consagrado pelo Sr. Jesuino cm sua corres-
pondencia, nhi-iieui excedera em crdito mere-
triz que suuhessc haver bstanle diiiheiro para pasar
do promplo snas cuntas, ou ao contrabandista que
pudesse pr.iporconar-se uma fortuna, mais ou me-
nos consideravcl, que o puzesse ao abrigo de apuros
flnanceiros.
Com o lim de inculcar c avalheirismn, pretende o
Sr. Jesuino fazer crcr que lidiara do publicar, logo
depois de dissolvida nossa fatal sociedade, o annuncio
que susciten a polmica em que estamos cinpenha-
dos, por nAo querer crcar-me diflicoldades. i.iueni
conherer de perlo o Sr. Jesuino, nAo o acreditar
nesle |innlo ; pelo contrario, pensara commiiro que,
em principio, abstevt)-*e Smce. de semelhanlc pro-
ccdimenlo por persuadir-se de que, por amor da
concurrencia com a qual ia cu loriar, nao poderia
continuar por muilo lempo rom o eslabelecimenlo,
c (icaria redu/.ido lalvez a enlrcgar-lhe ludo o que
nelle existe, mediante alguma pequea indemnisa-
rao. com a qual conlava porventura saldar lodas as
nossas conlas. NAo permiltindo, porm, a divina
providencia que assim aconlecease, e vendo Smce.
que, graras a ella, vou eu Irabalhando de' modo a
poder suslenlar-me apezar da guerra surda que se
me promove, recorren ao carluxoque reservava para
ultimo tiro, e vcio dispara-lo em oceasiao que lhc
pareccu opporluna, mas que cm verdade o nAo era ;
pos que. como Smce. lem visto, me nAo achou lo
desprovido, qne me fosse impussivel corresponder-
Ihe.Por mais que se esforc o Sr. Jesuino para
provar que foi cm beneficio nicu que assim procc-
deu, e que soliciluu o decantado prazo de teis mezet,
ninguem o acreditar rectamente ; pois que nao ha
homein IAo falto de senso commuin, que conceda o
lilulo te protector aquello que pede um prazo para
apresenlar coalas a que esl.i obrigado, c d p de pro-
tegido a quem concede esse prazo a inslancas repe-
tidas ante, pestoa, que nAo sei se estar disposta ade-
clara-lo em juizo, ou fura delle, mas que em verdade
as te-lemiinbuu, c cujo uomc nAo cilo, porque para
isfo tile nao acho aulorisado.
OSr^ Jesuino, porein. impoz-mc condiees na con-
venci a qual -e socorre ; loso ronclu elle) esla
tircuinslaucia depoe allamentc conlra a asse\ erarn
de havc-la pedido ao modo como o mendigo tolicita
o piio de caridade. A" primeira visla parecer a al-
guem que he Cuncludente esla aruunientacan do Sr.
Jesuino ; mas ella nenhum valor lera ante os que,
por experiencia propria, souberem de que Iracas he
capaba hypotrisia. Eslivcra cu munido de aulori-
sarAo para recorrer ao lesteinuiiho de uma pcs'oa,
que, no locante coiivenc.Au citada, o Sr. Jesuiuo
nlcrpoz eulrc mim e Smce, c, invocando-o, prova-
ria que esse Sr desenvolvendo manha que cm ver-
dadelie superior sua idade e pralica do mundo,
rogou-me instantemente para acedar laes condiees,
c nao m'as impoz ; porque dizia-lhe talvez a ronsci-
cncia, que, se rcrorresst. a arrogancia, denunciara
lodo o seu plano, e pdT-me-hia em guarda contra
ellee conlra quem o forjara, para Ihe nAo conceder
com lamanha Ihaneza -aquillo que aullieiitica lauto
mais a sua m fe, quanto he Smce. o proprio que lodo
ahcho inquire do motivo por que me suhjeilci a suas
estipularles.
Porque nAo rediizi eu o prazo de teh mezet 1 Per-
gnnla-me ufano o Sr. Jesuino... Porque pedi o
de dous para examinar a ronla que me elle hou-
vetse de apresenlar? Continua Smc. cm lom de
arrogancia. Ah I Sr. Jesuino, Sr. Jesuino .' Por
vezes tenho ouvdo di/.er que o crocodillo angaria
com o choro as Victimas que pretende devorar....
Ja e esquece Smc. de ludo quanto se pa-uu a res-
peilo ?... Nao recorda-se do quanto hesitei conce-
der-lhc IAo dilatado prazo, e de nao haver eu con-
cordado nelle senSo depois do me 1er Smc. ascve-
rado que o eslemba lano, smenle para prevenir
algum caso fortuito, lal como o de molestia, e que
lalvez dentro de dout mezet me exhibtsso sua cele-
brrima conla >... So est olvidado de ludo islo,
lembre-se ao menos de que lodos os passos, que deu
nesle negocio, foram (cslemunhadot por individuo
que me nao consta lenha precedentes conlra si, e
que, probo como he, nAo se ha de negar a dizer a
verdade, logo que as cousas corram de modo a ser
de misler informacao sua, on mesmo depoimeulo
seu. Quanto ao lempo que julguei necessario para
o exame dessa conla, nAo sei para que foi Irazido
balha ; amenos que, para cumulo de irrisao, queira
o Sr. Jesuino inculcar que elle he demasiado para o
exame della, quando no mesmo periodo, ao qual
me vou referindo, assevera nAo ser-lhe possivel con-
fecciona-la m menos de seit mezet, que he justa-
mente o triplo daquelle prazo.
o Fui caixa tmente dot dinlieirot queettete-
nhor ;eui me quera dar, pois qua era elle quem
recebia as pagas dos diversos enlerros, e apenas
uma ou oulra vez recebi eu. Saiba mais o pu-
blico que umitas vezes empreslei dinheiro, adi.ui-
hoje me comidero credor de parte dessa quan-
fia. Eis uma das bellas liradas do Sr. Jesui-
no, que carece de respotta mais meditada. Verei
se Iba posso llar.
Socio gerente, achava-me sempre no eslabeleci-
menlo, ao passo que o Sr. Jesuino vagava pelas
ras, ou eslava na alfandega, onde he despachante.
Em eonseqiicncia, recebia eu, ou mandava reccher
por um caixeiro, que supponho ler com o Sr. Jc-
soino re iroes que se approximain das do parentes-
co, o importe dos enterrameulos ; mas a recepc/io
de cadaquantia era revelada pelo desapparecimculo
de um dos recibos que, rubricados por mim c pelo
Sr. Jesuino, existiam n'um.livro de talAo : no lim
cu uo lopico em que asseverci que, te meu pai niio
tere a fortuna de ter teut filhot nadaran ta abun-
dancia, lambem nao honre o detgotlo de re-lot en-
ccrgnnhar-tc do pouco que pottuiam, quando elle
pastan dettapara melhor tida. Acha o Sr. Jesui-
no que ha ah algum pciisarncnlo reservado, que
Ihe quadre '.'... V pergunla-lo propria conteicn-
cia. e nAo nudo a apanhar quantas rarapiicas ah
se talham ; para que nao baja alguem menos cand-
te que Ihe repila o proverbio: (Jitem anda aospor-
cot, em todot na rautas Ihe t'onca.
Ainda haver na caria do Sr. Jesuino algum pon-
i com visos de serio, ao qual nAo lenha eu fcilo os
devidos reparos /... Ha, sim, Srs. Redactores; he
o lopico cm que, levanlando-mo mais tjnj falso les-
lemunho, diz que cu quero negar rallidade ao nos-
so ultimo contrato, por nao ser csrrpiura publica,
e dizque cu ale ignoro que a etse papel, que attig-
mimos, te pode chamar ctrriptura, embora niio e-
ja ctrriptura publica, itto he, feito por labclliao
com lodat at tolemnidaet legaet.
Dos me de paciencia para soUrero Sr. Jesuino!...
Em seu annuncio, Smc. chama etcripiura publica a
esse papel; cu que, nAo obstante a minha ignorancia,
aperrehi que se Ihe nao patita dar semelhanlc deno-
iniii.ir.it>, embora se pudesse ilizcr que elle lem for-
ra de etcripiura, procurei indicar-lhe o erro casual,
u vorbntario, cm que havia cabido : Smc, em vez
de justificarse, arguc-me, c passa-meuma zcriban-
da que. segundo as snas propria palavras, mais ca-
be a elle do que a mim 1 .... Ja vio o publico cou-
sa semelhanle .'... E devo cu persistir cm malbara-
tar inhibas horas preciosas com o Sr. Jesuino ?...
Creio que nao.
NAo mais vollarei, pois, queslAo, a menos quo
na replica do Sr. Josujpo appareca alguma dessas
proposicocs que a honra manda repellir.
Kecife, 17 de nu'nloo do |S.">t. FrancitcoLucat
Ferreira.
OflHEM V saOJYJIlHM
QUEM ES TU'.
T s a flor mais formosa,
Mais formosa do jardim ;
T es mais bella que a troa.
Como a rosa rubra assim.
Mas l, flor, l lens um lume,
Tens um lume c resplendor;
T expandes lal perfume.
Que um nume pareces, flor.
Veneno nos sens carinhos,
I n damntolios, guarda a flor!
Singelanao lens espinhos....,
I eus carinhos silo de amor.
Bem pouco na rosa dura
l-'ormosura, encantos sous;
Mas a luz, que em li fulgura,
Mais se apura, he a luz de Dos.
E si a rosa he lao vaidosa,
Vida** de sua cor;
S lambem, s como a rosa
Orgulhosa minha flor.
Que l es a flor mais bella,
A mais bella do jardim ;
l-.s a virgem maissingella,
A mais bella para mim.
Onlubio l(i de .VI. /;.
_ tatttjitja.
\ ama joven morena e encantadora.
Quando vi la face morena
Meu eoracao (remen, vaeilou ;
I m gemido abalado exalci
L'm ai de m/u peilo eslalou,
Tua pura innocencia ferio-me,
l-'iqnei mudo d'amor pensativo,
Mago riso em leus lahiospercebo
Eu por elle me dei leu caplivo.
Ah virgem relratod'um co
He teu peito he leu col mimoso,
Fecundo, castos, globos oscilam,
Em leu seio virgino amoroso.
Eu sei que a sorle me magoa
Com rigor mais duro e lyranno ;
Eu sei que pr'a mim ludo liccrimt*.
Eu sei que pr'a mim ludo he daino.
D'amor agora suporto
Ferino duroelleilo:
Parle te na o corarAo,
Chora de magua meu peilo.
17 de outubrodc tfil.
___^_____________T. T. S. .1/.
COMMERGIO.
'HACA DO KECIFE 17 DE 0UTUBK0AS3
HORAS DA TARDE.
ColacOct ofliciae*.
Cambio sobre Londresa('Od|Y. -r is (|. a prazo.
Dito sobre ditoa (K) dpr. -X d. a diihciro.
ALFANDEGA. '
Kendimcnlodndia I a 16.....133:6621436
dem do dial?........:l:i97el:i"
13T:l39o73
igual no velho mundo, lcin-se portado uo Brasil com rar cl"e aquillo que possuo nos fundos do cslabcle-
dignidade e louvavcl disciplina.
Senhores, seguro deque me farcisa justica de crer
que sou dcil em reconbecer meus errn, couvencen-
do-me delles, eu prosigo na exposirAo de minhas du-
vidas. Sea experiencia dos negocios pblicos reda-
ma a medida que se encerra rio artigo que disculi-
mot, teria a mea ver conveniente qu* o governo a
11 vento com bate* certas, alim do poder proseguir
com p segoro c firme na vereda delicada qoe se Ihe
anlolh. de torlequenao ilqnem variaveis pela suc-
cimenlo, em que iueipericnlc e desgracadamenle o
associei, nao chegar talvez para pagar-lhe aquillo
que d aule mao atsevera Smc, dcbaixo de sua pata-
rra Iwnrada. dever-lhc o mesmo eslabelecimenlo.
E, em verdade, ter possivel aue. com inexplicavel
longauimidade, aceile cu, de bracos misados c sem
soltar ao menos um gemido, etsa conla, em cuja or-
ganisacAo quer o Sr. Jesuino gastar teis longot mezet
para chegar ao resollado do acclamar-se credor do
eslabelecimenlo em quesillo?... Oh! Sr. Jesuino,
fdra islo exigir muilo do misero de mim, que, por
mais que deseje condescender com Smc, nAo exa-
gerara esta dispusico ao poni de deixar-se defrau-

j
r
cessAo do* governo ai eondicSet, a quacs so enlen- dar impunemente. As quetloes. portanlo, hAo de
de derqr tohnrdiiiar a facnldade dos casamcnlns.
1) ir. Brauiho '. Se sempre pudestemos ronlar
rooi o osverun aciual...
apparecer, ou nao, conforme a sua conla se me af-
figurar mait ou menos lesiva : sendo que, se a mim
roub-r o papel de redamante, a Smc. locar o de
provocador das rerlamacoes que houvereni de appa-
de cada semana eiamiuavamos esse livro, somma-
vamos a importancia dos recibos exlrahidos, dedu-
ziamos do total as despezas de costeio, bem como
as que me eram pessoaes, e o restante ia para po-
der do Sr. Jesuino, que disto me dava quitarAo.
He portanlo evidente, que cu Ihe nAu dava o que
Ihe quera, mas b qoe lhc deca dar; sendo que,
se o dipheiro nAo Jiassava directamente das mos
do caheiro ou "na dos directores dos enlerros para
as do Sr. Jesuino. era porque Smc quera andar
a dout carrinho', ou diverlir-se no cnlrctanlu que
eu (rabalhava- para mim e para elle. He, ainda
mait, de primeira inlciirAo, quo todo o dinheiro que
sen-analmente sobra va do cosleio do eslabelecimen-
lo e dtiowninhas despezas particulares, que alias sAo
bem poucas, ia ler s lenlas unhas do Sr. Jesui-
no. que desfarlc sempre conservou o carcter de
caixa.
Quanlo aos emprrstimos e adianlamenlos, e quan-
lo ao fado de reputar-se o Sr. Jesuiuo credor do
eslabelecimenlo. he diflicil acredila-lo, desde que
considerar-se : l., que sempre conservou elle em
deposito fen ludo quanlo, como dito fica, sobrava do
cosleio ordinario da casa, c do pouco qoe eu lira-
va para minha subsistencia: 2., que, se fosse f-
cil ao Sr. Jesuino transmiltir aos oulros a crenra,
em que diz estar, de ter. credor do eslahelcrimeniu,
em vez de pedir um prazo para apresenlar sua coi-
la, dar-se-hia pres-a em exhibi-la ; \ islo como nin-
gnem ha que, de motu proprio, se demore em pro-
curar haver que se Ihe deve.
Eu, porm, fui por vezes convidado pelo Sr. Je-
suino para proceder, deparceria cem elle, orga-
nisarao da conla que niJo contitte no retamo da
receita e detpeza, mas depende da conferencia dr-
ada* as parca tas, de toda* a* compra e pagamen-
to, e da e.rhibicao de documentos que esciarcam
ludo, bem como da ron-, eran, da parte de Smc,
em visla dos lale* dot litro retperlirot, de que a
receita do eslabelecimento foi com effeito esta que
eu apresenlci.lio esla mais una da- allegarocs
que o Sr. Jesuino tea cm conta de poderosas ;
mas que cerlo o nAo he, como passarei a demons-
Em primeiro lugar, era de misler que fosse eu
homem de ferro para preslar-me a coadjuvar o Sr.
Jesuino na oruanisacAo da conla, c poder desempe-
nhar salisialoriamcnlc os demais deveres qne sobre
mim pesavam, c que me roiibavam lodo o lempo.
Em segundo lugar, esa coadjuvaco se toruava
dcsiicccssaria, porquanto os esrlarcrimcnlos que
ser-me-hia possivel dar ao Sr. Jesuino, linlia-os
Smc as folhas semanacs que Ihe eu fornecia.
Qoanlo i diffiruldade da conferencia, toda a gente
comprehender que ella nAo existe senao na ima-
ginado do Sr. Jesuino: os dorumenlot, tcin-os
Smc ; pois quo nAo era to nescio que paga-se o
que comprava, sem exigir recibo do vendedor :
o* lirrot de tatito, conserva os Smc. cm seu poder
ha muilo lempo. O que resta portanlo ?... He a
somma material das parcellas. E, seo Sr. Jesuiuo,
ainda se nao julga habilitado a apresenlar a sua
complicalittima conla, ou be de uma rudeza es-
pantosa, c eulAo nao devia nssiuiiir encargo quo
nAo piule absolutamente desempenhar ; ou mu de
proposito a demora, e cnlAo deixa aperecher que
quer lempo para dispar as rou-as de modo a aicla-
mar-se credor do eslahelecimento.
Qucixa-se o Sr. Jesuino de ainda Ihe Bao haver
Cu pago uma i das men-aIidadcs.de que trata o ar-
sgo 3." da nos-a convcnrAo; mas quem souber que
anda se nao deu o bataneo de que faz menrAo esse
Irtio, c, inlerprclando-o devidamente, nAolor ma-
licioso ao nonio de querer tusicular que esse paga-
mento pos-a ler lugar antes de organisado dilo ba-
lanco, reconhecera cerlamenle que essa queixa do
Sr. Jesuino he IAo balda de fundamento quanlo o
sao atinvrelivas ou aecussees em que abunda sua
correspondencia.
Quasi a terminar sua caria, prnvoca-nie o Sr. Je-
suino a declarar Un-tom appliraeA.i quanlo disse
Detcarregam haje iHde oulabro.
SumacallarlenciaalgodAo e charutos.
Brigue hamiiiirnuc/.f.eargr \ndrtasinerrado-
rias.
Impoi tacao'.
Sumaca nacional llorlenci, viuda da Babia, con-
tignada a Domingos Alves Matheus, manifeslou o
seguinle :
1 eaixAo com I cadeira de arruar com 1 brac,o, 10
caixas, 1 pacote, 760 caixinliase 178 meias ditas cha-
rutos, 10 fardos labaco, 48 ditos fumo em folba. 69
saccas caf, 1 caia rape, 3 saccat cola, 8 duzias e
mcia cossueiras de Jacaranda, 10 cadeiras de jaca-
rauda, 1 mesa redonda com pedra, I tof, 1 cama, I
connivida. 2 espelhos, 1 colxao, 1 marque/a, 1 boce-
ta com 3 imagens, 136 fardos de algodAo, iO barri-
cat gomma, 1 dita com 1 lalba e 21 quartinhas; a or-
dem.
1 caxAo fazendas ; a Francisco Gomes d* Oli-
veira.
30 caixas velascomposlascomespermacete;a Bran-
dao Dugues.
1 eaixAo com I mappa geographico; a AssociacAo
Commercial.
3 caixiles c iOO caixinhas charutos ; a Jos Anto-
nio da Cnnha &C.
7ii caixinhas charutos ; a Manoel Tavares Cor-
deiro.
3 raixcs charutos ; a Oliveira Azcvcdo.
7 caitas rap ; a Domingos Alies Mmeos.
00 sacras caf ; a Manuel da Silva Santos.
i barricas rapadura, 8 dilas farinha de tapioca. 20
saccas car, 20 ditas farinha de mandioca ; a Jote
Mendes de Frcilas.
Vapor inglez Bahiana, vindo de Liverpool, mani-
feslou o seguinle :
1 caixa relogios, c 1 embrulho amostras ; a H.
(ihsnn.
1 embrulho amostras; a J. Keller.
1 caixa ; a ordem.
1 embrulho amostras ; a James Reydtt ft Com-
panhia.
I dilo dilas ; a Fox Brothers.
1 dilo dilas ; a llowman & C. '
I pacote ; a Hussell Mellursft C.
Precisa-se de uma ama do Icile, forra su rap-
livt: quem prclender, dirija-te ao palco do (Carmon.
!t, primeiro andar.
. Offerece-sc una ama para casade homem sol-
leiro, de portas para,deiilro. que cozinha o diario de
uma casa, engomma che muilo fiel: quem a preten-
der, dirlja-scao hecco do Scrigado n. 13.
Aluga-se uma rrioula que cozinha, engomma,
e Taz todo oservico interno: na ra Direila n. 24,
segundo andar.
CONSULADO (ERAL.
Rendimcnto do dia 1 a 16.....i:%~9612
dem do dia 17........ 42s076
2:0098718
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 16..... 1I.3326
dem do dia 17........ 1194078
964*404
BECEBEDORiA DE RENDAS INTERNAS tiE-
RAES DE PERNAMBL'CO.
Rendimento do dia 1 a 16.....12:7065292
dem do da 17........5:36fc9.--6
18:07.->e218
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimeiiln do dia I a 16.....10:619(100
dem do dia 17........J77*:t9.>
10-196879J
REVISTA COMMERCIAL DOS PRINCIPAES
MERCADOS DA EUROPA.
//umfciiroo 20 de tetembro.
CafaFizeram-sc vendas importantes, cm con-
seqnencia do resultado favoravel dos leiles da so-
ciedade commercial dos Paizcs Baixos. Essas Iran-
ceftes foram favoravois a todos os precos que se
conservado tirincs, c moslram uma tendencia
',, Ouajaquil de .1 U a :t 3|1 ; MaranhAo.e Para de
3 a 3 ;, e Babia de 2 3|t a 3 xclin.
Amslerdam 21 de tetembro.
Cafe.Este genero suslenla-se bem ; as Irantac-
ees sao muilo importanlct e fazcm ver a existencia
de uecessidades rcaes. NAo he fcil obler-se pelos
precos pagos cm venda publica partida de grande im-
portancia. Iin carrcgamenlo de 20,000 saccas de
caf vindo de Padang e de CevIAo, decidir prova-
velmenle o prejo desle genero no invern.
Attucar bruto.Vai muilo bem. Ilouve grandes
eucoiniiieiidas feitas pela Hussia por via de Memel,
de assucar Iiranro e -inicuo por pceo, elevados, que
influiram favoravelincnle na venda publica, que le-
ve lugar a 18 em Rotterdam.
(oiiros epellrs.A falla que ha, he grande. Pro-
curam-se pesados e os couros leves nAo Ao absoluta-
mente procurados.
Madeira de tinturara do Pernambuco nao ha no
mercado.
Gomma copal do Brasil de 85a 16 florins.
/iotherdam 21 de tetembro.
Cafe.A segunda venda publica que a sociedade
commercial fez no oulntnno, no dia 7 de setembro,
comprehende 215,230 saccas de Java. As vendas
foram animadas e com um proco igual ao das vendas
precedentes cm Am-lcrdan.
Assucar.A 18 leve luaar a venda publica de as-
sucar. Pagou-se o n. 6 a 2.' :l| i fl ; n. 7 a 26 l|4 fl ;
n. na26.i|4; n.9a 27 l|2 ; n. 10 a 28 1|4 ; n. 11
a21|i; n. 12a291|2;n. 13 a 30; n. I i a :m 11 i :
n. 1 a 30 3|i ; n. 16 a 31 1|2 ; n; 17 a 32 3|1. ( El-
les piceos moslram um augmento de 2 a 2 1|2 florins
obre os do preco das vendas eITceluadasem julhopas-
sado.)
Antuerpia 21 de tetembro.
Caf.Com a influencia do resultado favoravel
das vendas hollandezas, os precos leem subido de 112
cntimo para o caf de S. Domingos c Java ; a pro-
cura fora finalmente muilo animada. No houve-
rain vendas mais imporlanlcs porque os delenlores
apresentaram oulra vez suas prcleuccs nesles lti-
mos das. O pouco cal do Brasil, que o mercado
oflerece escnlha e os grandes presos pedidos, obs-
laram as vendas desle arligo, e apenas comprou-sc
em primeira mo unta partida de 800 fardos, que sao
esperados pelo Mara Thereza de 28 l|2 a 31 cn-
timos porktlrgramma. t:tuinas tendal. Em depo-
sito ( pavilliAoesIranKCiro ) Brasil fino verde 28 l|2
cent., verde 26 1|2 a 27. esverdeado "> IrJ a 26 l|2 ;
boni ordinario 2 l|2 a 25; bnm ordinario para ordi-
nario 23 1|2 a-2i. S. Domingos27 1|2 a 28cntimos,
ludo por 1|2 kilogramma.
Attucar O movimenlo das Iransaccs foi mais
animado em consequencia de algumas conccsses
fcila no preco pelos delenlores, com Indo as vendas
se limilam ao assucar de llavaua. Ultimat vendas.
Ilavana, somenosde 13 l|ia 15 3|1 (cm deposito pa-
vilhAo nariunal.
Courot.O resultado da fcira de Francfort nao
correspondeu ao que se esperava ; os preros alli ob-
lidinnao excedem aos da fcira prercdenle ; por esta
os rurlidoies moslram-se pouco disposlos para vol-
(arein ao mercado. As vendas limitar* sa por con-
seguinle a 3,600 couros seceos do Rio da Prala e a
3,000 salgados, idem, e mais 600 pelles seccas de ca-
vallo de Montevideo. Os precos continan! firmes.
Cardo.I rocura limitada e preco fraco. Nego-
riaram-sc pequeos lotes doMaranbo a 18 cntimos
cdcCiiavaquil a 22 cent, por meio kilogramma. O
da Babia vende-se a 15 1|2 cntimos, e o de S. Do-
mingos a 1' i 11 i a 16 3)1.
lAindret 21 de tetembro
Caf.O resollado feliz das vendas da sociedade
coqinierei.il dos Paizes Baixos, nao deixou deexcrcer
uma influencia no mercado de Londres, cojos cursos
lem mais firmeza ; houve al alta em certos rasos.
I'endas. Ccxlao 10,000 fardos de 45 xcl. bom ordi-
nario. Moka 6000 fardos de 34 63 xel. e 6 d. Nos
oulros alia- erimcnlo- citanH-se 2600 saccas de Santos
para llamhurgo a 43 xel. Um carregamcnlo do Rio
de Janeiro a 43, 6 e 1000 saceos de Costa Rica, e de
Cavlode 45 a 48 xel.
Assucar. O mercado asta calmo, e os delenlores
liveram de soflrer uma baixa de 6 d. Enlre as Iran-
saees suscepliveis de inlerecsar o Brasil, acha-se um
carregamcnlo ele 43,000 saceos da Babia vendidos
para Antuerpia a 21 xel., branco prelo c a 18 e9
mascavado.
Ijrerpool 23 de tetembro.
Algodao. I eni-se procurado muilo para exportar-
se, mas rin compensaran a especularan, eo cousum-
mo lem obtido pouca cousa. Por esla razAo o preco
(em sido um pouco liaixo visla das cifras elevadas
das imporlaces. Vendas : 80,000 saccas, das quaes
1680 sao de Pernambuco, de 6 '( i 7 3|4 d. ; 1610da
Babia de 6 3|8 a 7 ; 660 do MaranliSo de 5 5*8 a
6 5|8.
Extslem cm lodos os mercados reunidas 880,000
saccas. ndas quaes 50,000 sao do Brasil, .contra
860,000, (46,000 do Brasil) qne existiam em 1853 na
mesma dala.
Ilatre 22 de setembro.
Cafe. 0 preco do cafe lem-sc conservado firme,
e al se lem pago procos mais elevados. As Irausa-
eoe* nAo sao milito iinpui iiiiile- ; lodavia a procura
he regular, e ludo que apparece no mercado com
preco conveniente, he promptamente comprado.
Vendas : 2341 saccas do Haili por 63,50 a 61, 2 fr.
os 50 kilng. em deposito ), 266 do Hait avadado,
vendido cm leilao por 112 a 114 ; 300 ditos do Kio
de Janeiro nAo lavado por 58 fr. e 50 cent, a 60 fr.
25 cent, os 50 kilog. ; 350 ditos lavados por 70 fr.
70 francos c 50 cent, os 50 kilog. Em hasta publica,
alein de algumas centellas de fardos de (iuiaives,
venderam-sc 9/0 saccas avadados, vindos do Rio de
Janeiro no D. Pedro II., por 109 fr. 121 fr. ;
162 bailles de Moka igualmente avadado por 120 a
Astucar.Pouca importancia as Iransaccoes. 700
barricas das Anlilhas franeczas obliveram57 fr.
57 fr. c50ccnl. Cila-se alcm disto 703 de Java a
56 fr. os 50 kilog.
Courot.A pe-icio he a mesma, os precos se
conservam elevados e o nconsumo compra somenle
para at necesidades urgentes ; por esla razAo as
vendas se limilam a 9,500 do Rio de Janeiro, salga-
dos verdes ( dos quacs 5,800 foram vendidos a 42
fr. c 50 cen, pagos os direilos no Carolina) eo
resto a 40 e a 41 francos cm diversos navios. Vcn-
deram-se ltimamente 4,000 salgados verdes do Rio
de Janeiao a 41 fr. c 50 cent., saldo do /), Pedro
II, 2,897 salgados verdes avadados do Riodo Prala,
foram vendidos publicamente a 49 e 51 fr. e 75
cent, os 50 kilog. direilos pagos).
Marselha.
Caf.A diminuiraodos abastecimentos cmodo
porque se fizeram as vendas da II ol,inda, conten am
esle arligo cm boa posirao. Comludo as vendas nAo
lem sido numerosas, c relativamente ao Brasil, ellas
se Hmitarain a 2,000 saceos vendidos cm pequeas
porrei.
Attucar bruto.Conserva ainda urna boa posirau.
As refinadas (em feito compras, que pela maior
parle lem recabido sobre o assucar das Anlilhas. As
Vendas do assucar branco, liniiiaram-sc a 4,000 cai-
xas de Ilavana a 30 fr. os 50 kilogr.
Courot.Tem-te vendido couros do Bioda Prala
sobre ludo 6,000 couros secos com cabello, de Bue-
nos-A j res de 93 a 115 fr. os 50 kilogr.
Tri'cse.
Caf.Fizeram-sc pequeas negociables, nao obs-
lanle terem liad lu grandes conccsses. Vcnderam-
se 300 saccas de Santiago a 40 11. e a 44 ; 186 de
Santos a 35 II.; 600 do Rio de Janeiro a 30 e 32 fl.
c 1,350 saccas do Kio de Janeiro a variados a 28 II.
por quintal.
Attucar.As Iransaccoes um pouco animadas fo-
ram de800 caixas de as>ucar branco de Ilavana a 16
c l|2 c 17 11- II. 820 cajias dilo dito avadado,
1,000 saceos branco da Paralo lia e 5,000 mascavado
de Pernambuco n preros nAo sabidos.
Courot.Os preros conservam-se firmes na falla
de carregamentns. 1,500 couros de boi salgados da
America foram vendidos a 58 e 63 fl. ( pezando 17 a
32 libras. ) O reslo das Iransaccoes di/em respailo
ao Oriente e a Calcutl.
Manifest do navio francez Ijtfaijeltc que ficava a
sabir do Havre com deslino ao Rio de Janeiro : 150
barris manleiga. 20 ditos carne salgada, 205 raias
conservas. 90 ditas sardinhas, 11)62 ditas vinlw, 73
dilas licores. 33 dilas e 4 barris azeile doce, 50 cai-
xas vidros, 10 dilas porccllana, 217 ditas lecidos di-
versos, 5 dilas linhas, 13 ditas roupas, 37 ditas cha-
peos, 24 ditas modas, 38 dilas pelles preparada-, 37
dilas obras de couro, 50 dilas dilas de ferro. 15 dilas
dilas de madeira, 88 dilas movis, 63 ditas papel, 14
dilas livros, 12 dilas carines, 36 dilas merrearias, 83
dilas instrumentos de musir. 11 dilas perfumadas,
7 ditas chapeos de sol, 8 dilas quadros a oleo, 19 di-
tas cuidada, 4 dilas medicamentos, I i dita- bijoute-
rtat, 2 dilas oiiro em barra.
Manifest do navio francez (instara II sabido no
dia 10 de selembro do Havre com destino a Pernam-
buco : 1,110 barris manleiga, 119 caisas sardinhas,
29: ditos vinbo, 23 cestos cervoja, 124 caixas diver-
sos lecidos, 3 ditas roupa, 20 ditas modaa, 19 ditas
chapeos, 6 dilas obras de couro, 21 dilas obras de
madeira, 4 dilas pelles preparadas, 21 dilat mercia-
rias, 30 dilas moveis, 129 dilas papel, 28 dilas perfu-
maras, 7 ditas porcellana, 30 dilas vidros, 6 barris
oca, 5 caixas acido sulphurico, 3 dilas chapeos de
sol, 5 ditas hijoulerias, 2 dilas instrumentos de mu-
sica, 3 dilat carros.
lem
para a alta. l\ artigo, que ltimamente ainda foi
mais impressionadn pela venda publira, que leve lu-
gar em Rotterdam, lira firme e em bom eslado para
ofuluro. lenda : 31,000 saccas do Brasil
veis de I 3|8 a 51(1 xel.ntreos quaes (igi
de Santos ; 7,000 do Brasil por preco ainda nao sa-
bido ; 12,700 de S. Domingos de 4 '., a 5 xcl.
13,800 do La Unavra de 5 a 5 :l|l xcl. ultima* ren-
da pf/iciaes. Brasil real ordinario 4 9(10 a 4 5i8
xel.
Attucar. Ha procura. Vendas 4,800 caixas de
Ilavana someiio branco c someno;l,20U saceos de Za-
za mascavado, 5,600 ditos de Pernambuco, 2,800 da
Babia pelos preros segundes: Havana mascavado 12
a 14 3|8; dilosomeim ll:l|la 17, someno branco
16 3|1 a 17 1|2, branco 12 a 21 1|9. Baha mascava-
do 13 a 11 1|4, someno, prelo e branco 14 3|l a 17
'i m. b.
Courot. Exislem 32,600 pelles as mo* dos de-
lenlores. At vendas sAo diminutas por nAo haver cs-
colha e a nica que merece ser mencionada he a de
10,000 de Buenos-Arres, sendo 3.000 para entre-
gar.
Cano. Ha procura para o roosumn i o le en com
tendencia .,ar;, a tffa Vendas Caracas de 7 a 9
necida, com bocal eponleira de metal, no'.valor de
28000 n. cada nma, tolat 218000 rs. ; 10 caivetes
em forma depunhal, no valor de 208 rs. ; e 3 cai-
vetes grandes c 4 pequeos, lambem cm formado
[iunlnl.no valor de 328000 rs.
Alfandega de Pernambuco 17 do oulubro de 1854.
O inspector,
lenlo Jote Fernanda Barrot.
O Illm. Sr. inspector da thesnuraria provincial,
em cumprimenlo do disposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para esnbeci-
menlo do credoret hypolhecariot e quaesquer inlc-
ressados, que foi desapropiada a Jos Joaquim de
Freitas, urna rata de laipa sila na villa do Cabo, pe-
la quanlia de 808000 rs., devendo o respectivo pro-
prielario ser pago da importancia da desapropria^Ao
logo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala desle, cujo prazo he concedido para at recla-
raares.
E para constar se mandn afllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diastuccessivut.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de oulubro de 1854. Osecrclarso. Antonio
Ferreira da AnnunciacSg.
DECLARADO ES.
MOVIMENTO DO PORTO.
Vacos entrado.* no dia 17.
Rio de Janeiro 33 dias, brigue brasileiro rVott Mi-
nerca, de 201 toneladas, capitn JoAo Jsc da Sil-
va Flores, rquipagem 13, cm ltiro ; a Amorim
Irniaos. Veio receber pralico c segu para o
Assii.
Assii10 dias, patacho brasileiro Conceican. de 145
toneladas, incslre Joaquim Francisco' da Cosa,
cquipagein il, carga sal ; a Antonio l.uizde Aze-
vedo.
A'an'oa tajtidot no tnetmo dia. fc
LiverpoolCalera iagleza Golden lira, com a mes-
ma carga que Iroaxe. Suspenden do lamcirAo.
AssBrigne brasileiro Astombra, cm lastro. Sus-
_ pendeu do lamen n.
Em commissAoBrigues de guerra brasilciros Ca-
liopc c Cearente.
"editaesT-
Pela inspcrcAo da alfandega se faz publico que,
no dia 23do correle mez,depois demeiodia.se
bao de arrematar cm hasta publica na porta da mes-
ma repartirn, livret de direilos ao arrematante com
a condirao de reexportados para fura do imperio, co-
mo determina a ordem circular do tribunal do Ibe-
sonro n. 14 de 21 de agosto de 1853, os seguinle*
objerlos apprehendidos de ronformidadecomo dis-
posto no regulamcnlo n. 633 de 2K de agosto de
1819: 12 facas de ptala com baiulia de couro guar-
De ordem do Sr. intpeclor-da thesouraria de fa-
zenda, se faz publico o termo abaixo para conheei-
menlo das pessoas a quem inleretsar. Secretaria da
lliesutiraria de fazenda de PernimlMfco 14 de oulu-
bro de 1851. O oflicial maior, Emilio Xavier So-
brea de Mello.
Aos 13 de oulubro de 1854 na casa dos cofres da
thesouraria de Tazenda da provincia de Pernam-
buco onde se acbava o Ihesoureiro, e o pagador da
mesma thesouraria, e o thesoarciro da recebedoria
de rendas internas abaixo assignados, foram prsen-
les com a portara do Sr. inspector desta data duas
notas de 108000 res de lerceira estampa primeira
serie nmeros 1883, e 1960, com a assignalura de
Fraucisco Jos Moreira de Carvallio, e sendo logo
pelos raesmos examinadas, e reconhecidas falsas,
comparando-as com urna verdadeira patsaram a fazer
as seguimos declaiac/ies. O papel das notas falsas
he de azul mait claro, e tem mais corpo e atpercsa
o que indica ser fabricado com porro de algodao
ou oulra materia temelhanle e a lima lao grotseira
que musir cm algumas parles confusa a expressao
da chapa, na nota verdadeira a India superior da
grande larja horisoulal corresponde exactamente a
curvatura interna o superior do zero maiusculo que
pospostoaoalgansmo um, lambem maiusculo re-
prsenla os dez, quando nat falsas na ludia superi-
or da grande larja horitonlal passa muilo abaixo da
predila curvatura interna e superior do zero : na
nota verdadeira anda essa ludia superior da grande
larja horisoulal corresponde a meta largura do lino
innicial do algarismo um, quando na nula falsa essa
buha toca a parle dcbaixo do mesmo lino innical
desse algarismo um. E porque acbassem suflicicn-
les estas explicarnos lavraram o prsenle termo que
vai ctcriplo pelo pagador e por iodos aangoad.
Domingo .I/ansa .Very Ferreira. Manoel Jote
Te.reira Batios. Joaquim Mara de Carcalho.
ConformeEmilio Xavier Sobreiru de Mello.
BANCO Dli PERNAMBUCO.
Por ordem doconsellio de direero do
Banco de Pernambuco, v3o ser vendidas
19 accoes no valor de 5:8U0$000mt'res,
correspondentes a'terceira prestarlo'de 30
por cento da segunda entrada de capital:
os pretendentes podem di rigi r suas propos-
tas em carta techada ao conselho de di-
reccao, atsabbado21 docorrente mez.
Banco de Pernambuco, li de outubro
de 1854.O secretario do conselho, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INCLEZES
A VAPOR.
No da 21 ou 22 desle
mez, espera-sc do sol o
. vapor Thamet, com-
mandanle Slrull, o qaa!
depoit da demora do
coslume seguir para aEuropa: para passageiros etc.,
Irala-se com os agentes Adamson llowie nhia, na ra do Trapiche Novo n. 42.
N.'B. As carias entregam-sc no consulado inglez,
no Trapiche Kovon. 12.
Conselho administrativo.
O renselho administrativo em cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlod* 1* de dezembro de 1852,
fax publico que foram aceitas as proposlas de Fran-
cisco Maciel de Souza. Antonio Percira de Olivei-
ra Ramos, Francisco Jote Raposo, Nicolao Cadaull,
Joaquim Conralvrs de Albuquerquc, Joaquim Jos
Das Pereira, Timm Moirsrn & Vinas**, Joaquim
Irancisco dos Sanios Mala, aV)cardo de Freitas Ri-
beiro, Souza & Irmo, Joo Fernandes Prenle
\ ianna, para fornecerem : o I", 434 pares de sapa-
los de sola c vira feilos na .erra a 13190 rs. ; o 2,
duas espadas com bainhas de ac,o, para o 2 balalhAo,
a 2.13 rs. ; o 3o, 36 laboas de assoalho de amarcllo,
csrulbidas, a 6,-jOOO rs., um prauebo de cedro por
27sU00 rt., 6 duzias de laboas de assoalho de louro
esrolludas, a 4JJOO0 rt,; o 4, 17 pares de luvu
de camurca co;n caohOes de couro d'anla, a 45000
rs. ; n ", 466 ranadas de azeite de rarrapalo, me-
dida nova, a800rs. ; o 6, 30'i dilas de dita de
coco, medida nova, 18750, 3 libras de fio de algo-
dio a oM rs.; o 7, 670 varas de brim branco liso
para o meio batalnao do Ceara a 390 rs., 873 varat
d'algodaozinho a 190 rs., 29 covapos de panno prelo
para polainas a 2y200 rs. ; o 8", 29 grozas de bn-
loes pretos, a :!00 rs., 18 ditas de ditos brancos.a 300
rs., 6 duzias de parios, a 100 rs. ; o 9, 5 resmas
de papel almasso perlina fino, a 48000 rs., 40 ma-
cos deobreias de cor a 60 rs., 40 garrafas de tinta
prcla, a 480 rs. ; o 10, 20 resmas de papel alma-
co perlina, a 30200 rs., 8 duzias de lapit, a 220 rt.,
i dilas de ditos linos, a 480 rs., 11, um arco de
pa com 24 ferros por 68500. 1 duzia de limas
chalas de 5 pollccadas por 18200 rs., 2 ditas de di-
las de 6 dilas, teudo urna chala c oulra Iriangular,
l|H00 rs., 2 ditas de 7, seudo uma de meia canna,
1-3900 rs., 3 dilas de 8, sendo uma de mcia caima,
3300 rs., 2 dilas de 9, sendo orna de meia canna, a
38000 rs., 2 ditas de 10, a 38100 rs,, 4 ditas de 12
sendo 2 duzias de meia canna, a 5JQ0 rs., 4 dilas
de 14, sendo 2 duzia* de meia cann*> 78500 rs.;
e avisa aot referidos vendedores qoe rletem reco-
Ihcr os supradilos objerlos ao arsenal de guerra no
dia 18 do crrenle mez. Secretaria do conselho ad-
ministrativo para furnecimeut'i do arsenal de guer-
ra 16 de oulubro de 1851.Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal c secretario.
O Illm. Sr. ca[liio do porto para.que ningucm
possa allegar ignorancia das disposices cuntidas no
arl. 13 do reguluincuto n. 417 de 19 de maio de
1816, manda u consegiiiiileiucnte transcrever abai-
xo derla. Capitana do porto de Pernambuco 17 de
outubro de 18">i,O secretario,
Alexandre Rodrigue dae Alijos.
Artigo 13 a que te re/ere a declarao tupro.
Ningucm poder fazer alerros, ou obras no litio-
ral do porlo, ou rio- uavegaveis se* qc lenha obti-
do licenea da cmara municipal,c pela capitana do
portojseja declarado depois de feilos ot devidos eia-
mes, que nAo prejudicam o bom eslado do porto ou
dos, os estabelccimenlos nacionaes da marinha de
guerra e os logradouros pblicos, sol pena de demo-
lieAodas obra- c mulla a bem di indemtiisaco do
damiio que liver causado.O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
SOCIEDADE DKAMVTiCA ENPREZARIA.
12. RECITA DA ASSIGNATWIA.
Sabbado, 21 da oulubro da 1854.
Depois da execucAo de uma escolhida.ouvcrlura,
ter principio a representadlo do muilo applaudido
drama histrico em 5 aclos, intitulado
0\ALFRA(.IODAFRA(iATAjiEDlZ4.
Actores.
Os Srs. Ilezcrra.
a Reis.
Sebastian.
Cosa.
Sema.
M rndes.
Monleiro.
o Santa Rosa.
Percira.
Alves.
(i Piulo.
Rnzendo.
A Sra. I). Amalia.
Orsal.
Pertunai/ent.
Pedro Kernard.....
Arlhur de Maisay. .
L'm emigrado francez. .
Andrc, marinheiro da rcp.
Matheus Lourliard. .
O Paritiensc marinheiro. .
II Champaidiez.....
JoAo, marinheiro francez. .
Craindesel, grumete. .
O i nmtiandanlc da Mcduza.
0 <( da fragata ingle/.a.
1 m oflicial iuglec. .
Genoveva, rali de Pedro. .
Mara, rapariga educada por
Pedro. ......
I'ma enanca.
Soldados da marinha ingina, ofliciacs, marhihei-
ros fraiirczrs, olliciacs dilas, ele.
O primeiro acto lie passado na cubera de urna
fragata iugleza, inaltsando o aclo com um bello
combale naval.
(I segundo he passado junio ao eslalciro onde est
a fragata Mcduza. prxima a ir ao mar.
O lerceiro cm um quarlo da eslalagcm.
O quarlo a bordo da fragata Meduza em viagem,
onde te fara o festejo da passagem da llnba, cantar-
se-bao bellissinio- coros, c bavei > varios dansados
de caboclos, de inarinlieiros, de pretos, de diabot, e
um bello terceto dansado pelo dos da linha, (o Sr.
Alendes) toa espoza (o Sr. Santa Rosa i e o engracado
Cbampanhez, (o Sr. Monleiro' linalisainbi o aclo
com n naufragio da fragata Meduza sobre um ban-
co de areia.
O quinto c ultimo aclo pasta-te no meio do oca-
no sobre urna jangada, onde te salvarn varios nu-
fragos da fragata Mcduza.
Os entre-actos serAo prcenrliidnt com escolhidas
ouverlurat. No lim da primeiro aclo para o segun-
do cxecnlar-se-haA Favorita ;do lerceiro para o
quarloOuilherme Tell; e no lim de quarlo para
o quintoA Utitallui de AlmoUer, finasando o
divelmenlo rom o ultimo acto do drama.
Pinripiar atSlioras.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se estes dous dias do Ass a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
de pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro : para escravo e passarjeiros,
para o que tem excellentet commodos,
a tratar com Novaes & C., ra do Trapi-
che n. 54,
Para Lisboa seguir breve a galera porlueueza
Margando, da aiie be capitAo Joo Ignacio de Me-
nezes, por ler a maioria do sen carregamcnlo promp-
la : quem na mesma quizer carregar ou ir de pasta-
gem, pa^a o que lem bona commodos, pode enlen-
der-se com o* consignatarios Amorim rmeos, ra
da Cruz o. 3, ou com o tobredilo capillo na praca
do Commerrio.
Venda de navio.
Vende-se a escuna iiollandeza Antj*j,
de muito boa e forte construccao, do lote
de 9,000 arrobas peso bruto, p. m. o. m.
de primeira marcha, forrado de cobre,
ainda quasi. novo e com um inventario
completo para poder logo leguir qual-
quer viagein: os pretenaentm dirijam-sc
aos consignatarios, ra do Trapichen.
16. K
Para o Rio de Janeiro, salte no dia
21 docorrente o briguc Feliz Destino,
o qual ainda pode receber alguma carga
miuda epassageiros: para esse lim tia-
ta-se na ra do Collegio p. 17 segundo
andar, com Manoel Franciscoda Silva Car-
rico.
RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal Veremos : para o resto e ecravos
a frete trata-secom J. B. da Fonscca J-
nior, na ma do Vigario n. 4, primeiro
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Obrigue Feliz. Destino, capitaoBel-
miroBaptista de Souza, devesahir ate 25
do corrente por ter a maior parte docar-
regamento prompto: para b restante c
passageiros trata-se com Manoel Francis-
co da Silva Carrico, na ra do Collegio n.
17,segundo andar.
Para o Aracaty
segu por etlcs dias o hiale nocional Exalacio; pa-
M.lTl0 m '*"* "84. lU-se a ra da
Madre de Dos n. 36.
i T lar* Blia w8"e em poucos dias por ler par-
te de sua carga prompta. a bem condecida e velei-
ra sumaca Herlencia; para o reslo da carga e pas-
sageiio, para o que lem bons commodos, Irala-se
com sei consignatario Domingos Alves Malheos, na
ra da Cruz n. 51.
Ohiate Amelia, segu para a Ba-
ha sabbado 21 do corrente, ainda pode
receber algumas mi udezas: a tratar com
os consignatarios Novaes&C, ou com o
mestre no Trapiche do algodao.
LEILO'ES.
i) ngenle Oliveira fara leilao em um so lole.
por aulonsacao do Illm. Sr. Ur. joiz de direito da
primeira vara do civet e do rommercio, e a reqaeri-
menio do procurador liscal da massa do fallido An-
tonio da Costa Ferreira Estrella, de todos os gneros,
irasles, c armario existentes na taberna da mesma
massa, sita na ra da Cadeia du Recifc : quarta-fei-
ra, 18 do corrente. as II horas da manhsa em ponto,
na indicada taberna.
LEILAO DE TERRENOS.
Seila-reira O do correnle ao meio dia em nonio
a agente Roberls, fara leilao no armnzetr. de M.
carnciro. na ra do Trapichen. 38, de 2 ptimos ler-
renot silos no bairro deS. Antonio, leudo um delles
lugar para 6 casas c o oulro para 11 dilas: na ra
da Traa do Caldcireiro ,. da Concordia.
Oagenlc Borja faro leilao em seu novo arma-
sem, na ra do Collegio n. 15, quinta reir 9 correnle as 10 horas, de um completo sorlmento de
obras de marcincria de differentes qualidades, como
bem: cadeir.s e tofas allemas de molla muilo moder-
nos, obras de ouro e prala, uma porcao do relogi-
nhos para cima de mesa, ditos de alcibeira, canili-
ciros rrancezet e inglczet c variat qainquilhanat
ele, 160 saccas de farinha de mandioca muito smie-
nor da marca J. C. S. vinda ha ponco da Parahiba,
urna porr.40 de saccas de arroz pillado, e um oplimo
cavallo sellado e enfreiado, que estara cm frente do
armazem no da do leilao at 11 horas em nonio.
LEILAO.
Ouarla-feira 18 do correnle as 10', horas da ma-
nlaa, o agente \ clor fara leilao no seu armazem.
ra da Cruz n. 25, de grande e variado sortimeuto
tes qualidades, e oulros muitos obieclos, que so com
a vista, pois que tornar-se-hia enfadonho mencio-
na-los.
LEILAO'SEM LIMITES.
O agctile Olrveit far leilao po* qualquer preco,
de grande portao de mobilia, consistindo em cadei-
ras de Jacaranda e de oleo, metas redonda e oolras,
canap. marquezas,tofa, iremos com lampos de pe-
dra erom espelhos, e outrot sem estes, leitos para
casados e para solleiros, loucat linas de mesa s-
bremela, cryslaes, candelabro* para rima de Ire-
mos, e de bronze inglez para pendurar em ledo
de sala de visitas, lampeftes, lanternas com mangas,
estojo para homem, relogios.pan cima de mesa, di-
tos plenle inglez datero para algibeira, lindot qua-
dros em moldura*, cadeiras e canaps de abrir e
Techar proprio* para campo, um lindo piano novo
(le vozes as mais ora, c de muilos nutres rticos
que estarte palcnle. : quinta-eira, 19 do corrente,
as i lloras di manliaa, na sua casa, roa da Crn,
por cima do armazem de fazendas, dos Srs. Fox
nrolliers.
O agenle Oliveira fara leilao poraolorisacaoe
em presenta do Illm. Sr. Dr. jniz do civel e com-
mercio da segunda vara, e a rcquerimcnlo de Joa-
quim Lucio Monleiro da Franca, na qnalidade de
liquidatano da firma de Franca & Irmao, do* gene-
ros, armacao e mais uteocilios existentes ua taber-
na de Joaquim Duarle pio Suva & Companhia,
si ti na ra larga do Rosario n. 9 : quarta-feira, 18
do correnle, ai 2 horas da larde em poni, no logar
tupra indicado da taberna.
~ O agente Vctor fara leilao por auloriacaodo
Illm. Sr. Dr. joiz de dircilo da primeira vara do ci-
vel e commercio, e a requerimenlo do procurador
liscal da massa do fallido Manoel Bolelho Cordeiro,
de todos os genero, armarte e Irasles existente na
laberna da mesma massa, tila na ra Direila n. 53,
e de uma escrava moca, porm doenle, qne se ven-
der por^odo preco* lambem perlencenlea di la mat-
sa. quinta feira 19 do crtente ia II hora, da ma-
nlia na indicada taberna : sendo dividido lado em
:t loles, primeiro a laberna, segundo os trastes, ler-
ceiro a escrava.
AVISOS DIVERSOS.
A' companhia do theatro de Sania Isahel-
Coiitlando a crrlut assigoantes de camarotes des-
se Iheatrn, que sabbado ir a trenaO nnufraein da
fragata Medusa ; entretanto que a dltlincla actriz
Mara Leopoldina no repretenla, estando j* netla
ridade ha muilos diat; declara-so que se Mo he
urna estrategia para novas assignalurat nada adian-
la a companhia: porque, quanlo a nos, te Mara
Leopoldina ii.ii, representar no sabbado, ao theatro
nilo continuaremos a ir, c nos dosf-odirentos, visto
j.i eslarmos caneados de lanas pecas, ou iiisignili-
canles, ob mal desempenhadas por serem superio-
res aos actores que execulam os papis.
O Constante.
Desappareceu. no dia 10 do correnle. da casa
de seu senbor. na rus Hnva, fresneda da Escada, a
escrava Joseplia. de iiaeJR Angola, de 10 annos pou-
co mais ou menos; levou saia prcla ja rola, len^o de,
drill usado e canete de inadapolo ; lem um dos
pes radiado no calcanhar c cosluma embriagar-ae :
quem a pegar piule leva-la a ra da Madre de Dos
n. 16, on a Joaquim Rodrigues dot Santos, na ra
Nova, fregnezia da Escada. que ser recompensado.
Desappareceu da casa do abaixo asstgnado no
dia 16 docorrente met, o sen escrav de nariio An-
gola, de nome Luiz, de idade de "i anno*, cor fu-
la, barba principiando a cugrnssar, porm demons-
tro ser muilo barbado, altura regular, ollint c bocea
regular, ligura bonita, bem disposto para sen rod
campo, muilo l'allanle, c passa ale por crioulo* por
fajlar mdiln bim, e mesmo di/.er qne he crioulo;
lem principio daalfaite, a< maos grossas e dedos, o
tobre ellas lem tirio verrugas, ainda ue tenham al-
cumas desvanecido, lodavia lem os signaes, penias
grossas, ps curios e largos proporcionadas as maos,
mfim, muilo corpulento ; ronduzio toda sua rou-
pa da praca engommada c um chapen de pello pre-
lo : quem o negare o levar ao abaixo assignado na
ra do Ouoimado n. 6, primeiro andar, ser bem re-
compensado. Joaquim Jote de Lima
* CAKTORIO DA FAZENDA-
Este cartorio da a/.enda, trairseriose
para o aterrg da Boa-Vista n. 3K, loja.
Precisa-sede urna ama tic leile: na
rita do Collegio armazem n. 15, se dir'
quem precisa.
Na estrada do l'.uiibal. na rata de Domingos,
Marques, appareceu um rarnciro : qoem fr teu
dono,dando-llic os signaes competente--, se Ihe en-
tregar, pagando esle annuncio c as mais despejas.
Respotta ao autor da charada insera no Dia-
rio de hontemresponde-stLyceu.
i amador de chai adat.
Desappareceu no dia 15 do corrente um etera-
vo de nome Francisco, de nac.1oC.ic.ange ; he padei-
ro. e estatura regular : quem o pegar, leve-o em
tora de Corlas, ra dos (uararape* n. 1,
' .
I, -----.
*
ii
*l



4
OI ARIO DE PERMDBUCO, QHARTA FEIRA 18 DE OUTUBRO DE 1854
No hotel de Europa da ra da Aurora manda-te
para fora aimoros c juntares, mciisalmeulc, por prc-
ro eommodo.
Leitura re|ientna |X>r Caslillio.
Iili aborta no palacete da ra da l'raia, a escola
por esto cvcclleale aielliodo, uello acuario 11- pais
iic i< mi i 1,1 uiii prompto expediente para cortar ovi-
stuque lein (idos os nieuinosde coiurrcm as con-
roaulrs fiiaes das palavras. O feriado cin lugar dos
piinlas-feiras he nussabhudos. O professur da gra-
ilulamente peoras, livros, e ludo o inais preciso aos
.iIiiiiiiios, e ven para as lindes das 7 as ) horas da
unile, para as pessoas ocupadas du da eni seus ne-
gocies,
l'recisa-te logar urna prela pie tenha hahili
dades c boa conducta, para una rasa eslrangeira : a
tratar na roa do Trapiche u. 10.
Aluga-se o secundo andar da casa n. 52, silo
na ra da Cruz, fregurzia do Keeifc, leudo uin so-
sto, que he um oolro andar, uffcreccinr assim as
uropurre* necessarias para a aecou.uioda{Aode una
Aao pequea fanulia, : a tratar na mesma ra, Lo-
lice do Sr. I.uiz Pedro das Neres.
l'rei'isa-sc lugar un. muleque, negro, ou ne-
-ia, que iiba cozinhar : na ra do Quemado :i.
34, loja de lerragens.
O abaixo assiguado lem para vender cavallos
novas e em boas carnes, c niu duvida veode-los a
prazo a bas lirnias, e quem quiter preferir, dirja-
se a ra do Vigario n. bX Retire 13 de oulubro de
liSii.Manuel de Mello Montenegro.
Precisa-se de um portugus (com preferencia
lilho das libas), que saiba Halar de frucleiras de si-
tio : quem esliver ne-las eircuinslaucias, e queren-
do dar prova desua boa conduela, eutenda-sc ctun
o porleiro da alfaudega desla cidade, ilas 8 horas da
inanhila as 4 da larde, na mesma repartirlo.
COMPANHIA l'KIl.NAMIII CA.A.
O tooselho riouialas da compauhia Pernainbucaua a realizaron
do dia III do crrenle mez i-in dianle, niais 25 |ior
rento sobre o numero de arn.es que subsereveram,
.ilini de seren feilas com regulandade para Iuglater-
ra as reuiessas de fundos com que lem de alleudcr
os prazosde pagamento do primeiro vapor em cuiis-
Iruccao, sendo o encarregado do recebimeulo o
Sr. I. Loulon na ra da Cruz n. 26.
A quem iulercssar possa II!!....
Precisa se de una tiuill.cr captiva ou forra, para o
ervtca de uina casa de familia, sendo lid : na ra
Bella n. 9.
LOTERA da matriz de s. jse
Corre indiibitaveluiente na sexta-feira,
27 de otttubro.
Aos 10:0001000, 4:0008000, 1:0005000.
O i aulelisia Salusliano de Aquiuo Ferrcira avisa
ao respeilavel publico, que os seus b.Hieles e caute-
las nao Mill'rein o dejcuulo de 8 do imposto geral
nos tres primeiros grandes premios. Elles eslAo es-
poslos a venda as lojas j couhecidas do respeilavel
publico.
Hieles 119000 10:0009000
Meios .VOOO .VOOOjOOO
Quarlos 20800 2:5003000
Oilavos I950O 1:2509000
Decimos I930O 1:0003000
Vigsimos 70U OOjOOO
Quem liver adiado o 2." volumc do sennom.i-
rio de Vieira, perdido em caminho da freguezia da
Boa-Visla a do Kccife, na noile de sexta-leira, 10
do correle, querendu rcstilui-ki, ser gratilicado :
ua ra de Apollo n. 24.
O abaixo assiguado faz scicnle ao respeilavel
publico, que deiiou de ser caive.ro de Francisco Jo-
so da Silva Macieira desde o I. de agoste, o qual
agradece oboni Iratamculo que do mesmo Sr. rece-
beu durante o lempo que esleve em sua casa ; c o
mesmo se olleieec para caixciru de qualquer esiabc-
lecimenlo : quem de seu presumo -e quizer ulili-
sar, aiiuiiuric.Francisco Jos (lomes Juuiui.
Prccisa-sc fallar ao Sr. Ignacio Manuel lava-
res, c como se ignora onde reside, roga-se-lhe o fa-
vor de anniiuar sua morada.
Arrenda-se ou vende-se o engenhu Bjrra de
Camevou, situado na beira do rio Una, inocule e
crrenle, com safra para mil pes de assucar, sendo
inelade ou mais de fazenda ; nanea falla agua, pois
mu com o mesmo rio Camevou. Esse engenho lem
excellcntes trras, as quaes se pode anda levantar
ruin., lem minias mallas virgeus, e osla collocado
cm uina estrada real, onde iiassam at boiadas a
Iralarno mencionado engenhu, lermodo liomlo.coir.
seu proprietario.
FURTO.
Do sitio do Salgadinbo. em Olinda, furlaram um
avallo rujo, doeule da niau esquerda, na noile do
dia 13 para 14 do corrente : quem dellc iler noticia,
dirija-sc ra Vaina da Boa-Vista 11. 123.
Quem liver na Boa-Visla urna casa Ierren ou
um sobrado pequeo com quintal, ou mesmo um si-
lio pequeo, purm perlo da prac,a, dirija-se a ra
das Flores 11. 37, primeiro andar, para Iralar.
O abaixo assigoario. Icndu I ido no Liberal Per-
nambucano n. 577 de 14 de setembro ultimo, urna
correspondencia assignada pelo Sr. MnrlinliuJosc de
Mello, previne ao respeilavel publico, que muilo
breve lem de aprcseular adefeza ilotmil impulaccs
que Ihe faz, nao o Sr. Marliubo a quem ncm mesmo
por IradiccAo ronhece, mas um homein chamado Ma-
nuel Aiileuio, casado com urna 11111,1,1 do abaixo as-
siguadu, que sem duvida abusn do nome do Sr.
Mello, que assignou essa correspondencia. Povoa-
co de Capueiras 3 do oulubro de 1854.
Manuel Francisco Je .linorim.
Precisa-sc de um liumem que cnleuda de bor-
la, para um engenho distante desla praca 7 leguas:
a fallar ua ra das Flores n. 37, primeiro andar-
Precisa-se de um cozinheiro forro ou captivo,
para um eucenho distante desta praca 7 leguas : a
tallar na raa das Flores n. 37, primeiro andar.
Ausenloii-se no dia 6 de oulubro o prcto Jos,
de uacAo Cosa, com os signaes segundes : rosto la-
Ih.ido, aliara regular, ulhos pequeos, nariz afilado,
bocea regular, olha baixo. e o ailar he miudo, falla
grosso, barba branca por ser ja de idade : quem o
apprehcnder. pdc lvalo n ra do Queimado n.
14, a seu scuhor .Manuel Jos Gucdes Magalhaes que
ser recompensado.
Loteras da provincia,
Acham-se i venda os bilbeles da .mucura parle
da primeira lotera da matriz de S. Jos, nos luga-
res do coslume : praca. da lmleaendcncia, lujas dos
Srs. Fortnalo e Araulcs; ra do Queimado, luja do
Sr. Moracs ; Livramenlo. bolita do Sr. Chagas ; Ca-
huga. botica do Sr; Moreira Fragoso; aterro da
Boa-\ isla, loja do Sr. Cuunaraes ; c na ra do Col-
legio, na Ihesouraria das loteras.
A pessoa que aununciou pelo Diario de 14 do
corrente, para dar de comer diariamente para Ires
|>essoas, duiji-se ra da Cadeia de Santo Anlouio
11.20.
Tendo-se dissolvido asociedade Pcrnambuca-
n, que malava gado para o consumo desta cidade,
laz-ie venda de 5 carneas, bois de carro, c varios
oulros objeclos, dous cavallos de carga, etc. Os pre-
tendentes dirijam-se ra Augusla n. 80 para ver
os objeclus, que serlo vendidos em leilio no dia 20
docorreule, no lugar das Cinco Ponas, is 10 horas
da manlia.
Na ra do Vigario sobrado n. li
segundo andar, cose-se, faz-se -Jabyrin-
tho borda-se de todas as ((tialidades in-
clusive de ouro e piala; e recebe-se mial-
quer encommenda das mesmus obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
Precisa-se alugar uina ama para casa de pou-
ca[familia: na ra do |lospiccio o. II.
Aluga-se aunual 011 por festa, urna
propriedade d pe-li-a e ail com commo-
dessuflcientespai'a qnalqtier l'amilia, no
lugai-d Poro da Panella, contigua ao e\-
collegio de S. Boa ventura : a tratar na
lundirao do Bruin ns. C, 8 e 10 com o
caixeiroda mesma.
Francisco Jos Germano, com leja
de relojoeiro na rita Nova 11. 21, faz sci-
ente ao respeitavel publico e em parti-
cular aos seus fregueze, que receben
maitim ollicial de relojoeiro, e/pie de
ora em diante nao. liavera' mais demora
nos relogios ,11c a traigo forem coti-
iiadospara se concertar, ec|ue todos itie
loiem concertados cODtioua-te ffiaocaro
seu rcgulamentocomo de antes.
LOTERA J)0 RIO DE JANEIRO.
Qtiarta-I'eira 18 do crtenle, seespera
1I0 Rio de Janeiro o vapor Guahaba-
i-a, conductor das litas da lotera oitava
da cultura das amoreiras, e a inda se a-
chain a venda alguns meips bilhetes: os
premios serao pagos logo que se. liz
distribuirn) das listas.
. DIMIEIHO.
Na 1 ua eslrcila do Rosario 11. 7, se dir quem con-
tinua 1 dar dinheiro i juro com pcnborcs de ouro.
I.uiz Jos de Medeiros, subdito porluguez, pre-
tende fazer una viauem ao Para,
Nf dia II as !) horas da inaiui, saliiram do
silio do Portan de Ferio na estrada de J0A0de Barros,
2 vareas e urna bc/erra : quem ns levir para o dito
silio ou der milicia deltas ser recompensado.
Alusa-se 011 compr.i-st mn silio perlo da ridade.
como bem : Passagcm,Keliro,Capunga ele., com casa
le vivenda e com baixa para Capta, 011 pasto para
yado : quem tiver annuucic para seri^rncurado.
Preeisa-se do um Irabalbador de masseira cque
entregue p;lo cm urna rreguezia. liados por conta da
casa : na padaria do paleo (|a Santa-Cruz n. G a
Iratar na mesma.
ufi-te ile sibo e engomma-sc rom toda ner-
reirao, e por precn eommodo ; ua Iravessa da ra
da lamcordia, casa da quina do lado csqueido, quem
val para acdela nova.
reena-te alagar urna prela, para o icrvko de
casa : na ra larga do Rosario ... 18.
Quem .precisarde ra|1-n, purluauez, de idade
ew anuos, pan eaiieiru de qualqaer eslabeli-ci-
meniu, dinja-sea ra llircila 11. 11, que achara rom
quem tratar.
109000
II5OOO
rUILKAIJAO O INSTITUTO HOMEOPATHIGO DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICQ
ou
VADE-MECUM DO HOKEOPATHA.
Melhodo conciso, claro, e seguro de curar bomceopalhicamenle todas as molestias, que aflli'-cm a
especie humana, c particularmente aquellas que reinan, no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imporlanlissima be boje reconhec.ida como a primeira c mclhor de lodas que Iralam da ap-
plicacao da l.omceopalhia no curativo das- molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
passo securn sem possui-la e consulta-la.
Os pais de familias, os senhores de ensenho, sarcrdoles, viajantes, capilaes de navios, scrlanejos, ele,
etc., devem le-la a nulo para oceorrer promplameule a qualquer cato de molestia.
Dous voluntes em bruchura, por..........
Encadcrnados .........,.
Vende-se nicamente em casa do autor, ra de S. Fraucisco (Mundo Novo) n." 08 A.
BOTICA CENTRAL HOIVKEOPATHICA
Mnsuem potlerWr feliz ua cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou ile
boa qualidade. Porsso, e como propacadur da luui.cn.plida 110 norte, e immcdialamcnle iiilcressado
em seus benelicos successos, lem o autor do TI1ESOI RO IIOMOEOPATIIICO mandado preparar, soh
sua immediala Hispec^Ao, tollosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalbo o l.ahil pharmaceuliro
e professor em homtropalliia, l)r. I", de P. Pires Ramos, que u lem ejecutado com lodu o zelo, lealda-
dc e dedicanloque se pode desejar.
A eulcacia deslcs medicamentos he allcslada por lodos que ns lem eiperimenlado; elles nSo preri-
sam ilc n.aior m .u.n.endaeau ; basta saber-so a funte dundo sahiram para se nao duvi.l.ir de seus upli-
nios resollados.
Lina carteira de Idll medicamento* da alta e baixa diluico em slobulos recom-
mendarios no THESOURO IIOMOEOPATIIICO, acompahada da obra, c de uina
caita de Id vidrc.s de tinturas indispe.isaveis........ lOttfOOO
Di la da 96 me licamentos acompahada da obra e da 8 vdros de Unturas OOjjOOO
Dila deCO principaes medicamentos rcenme..dados esperiilnitnlc na obra, e com
urna caisa de G vidros de tinturas, e com a dila obra (tubos grandes.).
(tubos menores).
Dila de 48 dilos, ditos, com a obra tubos grandes)........
(tubos menores).
Dila de :M dilos acompahada de 4 vidros de linluras, com a obra (lubos grandes) .
i n (lubos menores). ...
Dila de 1(0 dilos, c 3 vidros de Unturas, com a obra (lubos arailes ....
(lubos menores)
Dila de -Ji dilos dilos, com a obra, (lubos grandes).......
a lubos menores).
Tubos avulsos grandes.............
601000
?58000
.VIJOOO
r^KKi
409000
30*000
ssiooo
961000
:mw)ih
20)000
IHKIII
-.-.Idl
Prerisa-se de um caiieiro pira lom ar conla de
uina taberna por batanen, no Rerife, que d fiador
a sua conducs, ou que entre com alguin dinheiro,
pois se drr a metade dos lucros; a Iralar na ra
Direila u. 'JO.
A ahaixo assigua.la declara ao publico c a lo-
das as autoridades policiaes, que un dia 8 du crren-
le, pelas i horas da madrugad.., de-appareceram de
sua casa, serviudo-sc de una eseada que por atae...
de fra foi laucada a umajanella que deilava para o
quintad para favorecer a fuaa, .loas e-cravas cabras,
nina de nume l.uiza e oulra de mime lunez ; a pri-
mcirajcnm os signaes seuinles : estatura regular,
amssa do corpo, rom os cabellos cortados pelo lado
de detraz c crescidos pela frente, rom lodo o corpu
pirado de beiigas, foi da cidade alo Ico provincia
do Cear ; c a seaunda de corpa regular, estatura
alia, cor fula, rom -1 denles de ...ellos na frente,
fui da barra do Naliiba. sendo que protesta proceder
com lodo o rigor das leis ronlra quem qner que as
lenba acontadas. Sendo-lhe porm entregues un de-
nunciadas, promelte uuardar o n.aior segredo oll'e-
recendoo premio de 100 aos capilAcs de campo, ou
oulra qualquer pessoa que dcllas der noticia, 011 as
levar a casa de sua residencia, na ra do l.ivramcnlo
n. 1, onde se Ibes dar gneros, recompensa.
Annu Joaquina Lilis ll'anderleij.
Urna pesaoa que se acha habilitada para ensi-
llar seopraphia rbclorira, c gramtica portuguea,
ou me-.no laiii, aderece se para o mesmo lim:
quem de seu presumo se quizer ulilisar, dirija-se
a ra do l.ivraincnto 11. I. 1 andar.
Prccisa-sc de urna ama com leile, forra ou capti-
va, par criar urna rrianea ; na casa 11. 1 j defrunle
da igreja do Corpo Santo.
Precisa-se alusarama j.or.i\,. mesrno sem ha-
bilidades, para oservirn de casa ; na ra da Cadeia
de Sanio Antonio, sobrado confronte a orden, ter-
nura de S. Francisco n. 1, amule fui a Appolinea.
COMPRAS.
ce pequeos ............
Cada vidro de Untura. ............
Vendcm-se alm disso rarlciras avnlsas desde o prcro de 85000 rs. al de iOOjiOOO rs., conforme o
numero c (amanl.o dos lubos, a riqueza das eaixas e t\\ nainisaeoes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer eiicummendas de medicamentos com a maior promptidao, e por precos commo-
dissimos.
Vende-se o tratado de PEBRE AMAKIil.l.A pelo l)r. I de C. Carreira, por. 23000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. O. II Jal.r Iraduzido em porluguez e acom-
modada a inlelliaencio dopovo........... (13000
Ra de S. l-'rancisco (Mundo Nina n. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOMIBOPATMCO, leer a bonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiiio Ignacio Alces da Suca .Santos, estabelecido na villa de Harreiros.
o Tivc a salisfaco de rcecber o Thesouro honnropalhico, precioso fri.rlo do Irabalbo de V. S.,c Ihe
allirmo que de lodas as obra- quclei.holido, he esla sem contradir.ao a melhor lauto pela clareza, com
que se aeli.i escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem empresar ;
qualidade- eslas de minia impurtancia, principalmente para as pessoas que desconhcccm a medicina
llieocria e pralica, ecl., cct.,elc.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RITA DO GOZ.Z.ISGIO 1 AH9AE 25. '
O Dr. P. A. I.obo Moscnzo da consullas homcopalhicas lodos os di>s aos pobres, desde 9 horas da
manl.aa aleo meio dia, c cm c Oflereec-se' igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurcia, e acudir promplameule a qual-
quer mullicr que esleja nial de parlo, e cujascrcuinstanrias nao permitan, pasar ao medico.
1 CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO 1I0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complelo do Dr. 0. H. Jabr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluraes encadcrnados cm dous : .'................ 909060
Esla obra, a mais importante de lodas as que Iratam da homcopathia, interessa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a doulrina de llalinemann, c por si proprios se conveiicereni da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de enanillo e fazc.idciros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : inlercssa a ledos os rajiites de navio, que nao pelen, deixar urna vez ou oulra de Icr precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a todos os chefes de familia cue
pur circunstancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa dola.
O vade-mecum do homeopalha oa Iraduccao do Dr. llering, obra gualmenle ulil ts pessoas que se
ue iicun ao esludo da homeopalhia um volme aiai.de ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ptiarmacia, ele, ele.: obra indis-
po-..\. 1 a- pe-.-.as que ijueiem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos grandes de Oiiissimo chrislal com o manual do Dr. Jal.r e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......-........
Dila de 36 cum os mesmos livros................*..,.
Dila de 48 rom os dilos. ,................ .
Cada carteira he acompahada de dous frascos de tinturas iudispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 lubos com dilos......................
Dila de 144 com dilos................... ,
Eslas sao acompanhadas de C vidros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizcreni o llering, lerAo o abalimcnlo de 10SO00 rs. cm qualquer
das carleiras cima mencionadas.
('.ai-le.as de i lubos pequeos para algibeira............... s-iit)0
Dilas de 48 dilos.................m....... K-SXKJ
Tubos grandes avulsus....................... laOOO
Vidros de meia 01.5a de tintura.................... 2J00
Sem verdadeiros'e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homcnpalliia, c o piuprielario dcsle cslabclccimcnlo se lsongcia de le-lo o mais bem motilado possivcl e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa lia sempre venda crande numero de lubos de rrvslal de diversos lmannos, e
prompla-se qualquer encuiiimcnda de medcameuloscom (oda a brevidade c por precos muitn com-
85000
48000
405000
453000
508000
608000
1008000
modos.
No holcl de Europa da ra da Aurora tem
comidas e bous peUtCOS a loda a hora, per prcro
muilo razoavel.
OITerece-se urna Portuguesa para ama le casa
de hnmem soltciro ou le poura familia, a qual en-
ai.ii.ma. e faz o mais servir, tanlo para a praja co-
mo para algum silio perlo dola ; quem precisar di-
rija-sc a ra da Conceieilo da Roa-Vista 11. 5-J.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limociro, ha ja de mandar pa-
O padre Vicente Fcrrer de Albu-
(|iierque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a entinar nota pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimcnto de todas as pessoas que
se riuizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satislazer a' expectarao pu- gara assignalura do iariode Pernam-
l)lica anda i^custa dos maioressacnlicios,'
e, emquaatonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopalhia tuefrancez, obras
(odas de sumina importancia :
llal.nemaui. halado das molestias chronicas, 4 vo-
. OsOOO
. 68000
. 78000
. (8000
. 165000
68000
88000
165OOO
Compra-se praa brasileira ou hespaiibola : na
ra da Cadeia do Recite 11. 51, luja.
Compra-se umamulalinha 011 negrinba dol!
a 18 anuos, cum habilidades ou sem ellas, que seja
recibida : na ra Nova 11. 31.
Compra-se um cavaoj ensillado ecnslumado
a cabriolel, que seja bstanle forte : ,1 balar com
Antonio Jos Rodriaues de Souza Jnior, ua ra do
Collesio n. di, sr-aundo andar,
fia ra do Collegio 11. :!. primeiro andar, com-
pra-so o 3. vol. do Repertorio das Ordcnaroc*, o -2.
vol. de .Mana He vol. ilos I.lisiadas, edieflo do Rio de Janeiro, a 5.
vol. do Parnaso l,u-iiano, o 15 vol. das obras de Fi-
lilo Elysio, edicao de Lisboa, o -. vol. dos Incas,
7. c 8. vols das Memorias do Diabo, 1. e 1. vols de
l>. Ouixole de U Mancha, _'. vol. de Ipsoboc, c 3.
dus Desposados por \V. Scoll.
("ouiprain-sc acces do Banco de Pernambuco:
na ruada Cruz 11.3, escriplorio de Amurim InnAus.
Compra-se o diccionario do Muraos, da ultima
edircAo, que esleja em bum estado : na ra du Cres-
po luja da esquina que volla para a Cadeia.
Compra-se um caivau de Handre*, uina vara e
rovado, para se vender fa/.enda na ra, sendo mes-
mo com algum uso ; na ra do Queimado 11. 2.
VENDAS.
105000
85000
75000
65 4.5000
IO5OOO
lumes.
Tesle, n ole-lia- dos meninos.....
Merina, homeopaliiia domestica.....
Jabr, pbarniacopiihomeopalhica. .
Jabr, novo manual, 4 volumes ....
Jabr, "molestias nervosas.......
Jabr, molestias d pelle.......
Hapou, historia da homeopalhia, -2 volumes
llaillinninn, tratado complelo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medir humen palluca. .
De I'a>ollc. iloulrina medica homeopalliica
Clinica de Staoueli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario dcNvslen.......
Alllas complelo de a..atoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a deschpc
de todas as partes do cori>o humano .* 308000
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homcopa-
thico do Dr. I.obo Moscoso, ra de Collegio 11. 25,
primeiro audar.
A casa de aerieao mudou-se para o palco do
Terr;o 11. 16. aonde serSo despachados os senhores
que livercm de aferir os pesos c medidas dos eslabe-
Iccimcnlos com promptidao, e faz ver aos senhores
que sflo acosluinados a aferir cm seus eslabcleci-
inenln-, que o ulico agente vai aferir, e leve prin-
cipio em i du crrenle, o linda-se no ultimo de de-
zembrodo roircnle auno.
O cirurajao Juaquim Jos Alves de Albuquer-
que, encarreaado pelo aoverno de S. M. da itirec-
rao, c Iratainenlo .tos iloenles da enfermaria de 111a-
rinha desta provincia, c lazareto da liba do Pina,
avisa a seus amigos o a lodas as pessoas que de seu
preslimo se quizeren. ulilisar, que o podem procurar
ua ra da Cruz, no Rccife, rasa n. 51, ou em seu si-
lio, na Pungen da Magdalena, dcfronle da eslrada
que vai ter a igrej dos l; medios.
Os senhores proprietarios erendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar sitas decla-
raees a livraria n. dependencia. ,
Aluga-se para o sorvieo lo boljejro um c-cra-
vo mualo com umita pralica lesse ofllria. Na ra
la Saudade frnnlcira a lo Hospicio, casa da resi-
denciado Dr. I.ourenro Trigo le l.uuii-iiu.
Tra-passa-sc o arrcndamcnlo da rasa 11. 60 lo
aferr da Boa-Visla, com raselo para qualquer es-
labelerinicuto, cummcilus para grande familia, e
quintal com 2 Docol e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaqirtm Kerreira que leve loja na pra-
ciuba do l.ivrameiilo lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da placa la I ndcpcmlenria.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha milito superior polassa da Kus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo ]K)r preco eommodo.
nuco, para a mesma cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
cscrivao de Iguarassu', queira quando
vier a C3ta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia 11. e 8, anegos-
do que Ihe diz respeito.
tsssaii @5@ a
DENTISTA FRANCEZ. *
Zj) Paulo Gaignoux, e-labelceulu na ra lama t
t.) do Rosario 11. 36, segnndo andar, colloca den- 0
*.-; les com gengivas arliliciacs, e dentadura com- fy
s; plcta, ou parte della, com a pressao du ar. @
i{ Tamben tem para vender agua denlifriccdo
8 lr. Pierre, e p para denles. Rna larga do tj$
;$ Rusario n. 36 sesundo andar. ge
J. Jane dentista,
contina rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
I.ava-se e engomma-se com loda .1 perfeieito e
accio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado 11. 15.
ORDEMTERCEIRA" DE S. FRANCISCO.
(tactual procurador geral da veneravel ordem
le cena de S. Francisco desla cidade, fazsciente que
a loja do sobrado da ra do Turres do bairro do Re-
cife n. 18, perlcncenle ao pnlrimoniu da mesma or-
dem lerccira, nada deve de impostes a fazenda pu-
blica como se lem alienado, e como se v pelo des-
pacho do Illm. Sr. Dr. juiz dos fcilos da fazenda,
que se segu. Visto moslrar-se que nenlium mandado
exisle contra a casa em que-tan (ra do Torres n. 18
do bairro do Rccife c o proceriimenlo irregular que
leve o nilii ial Paula, seja elle suspenso por 8 lias, c
advertido, que sera responsabilisado se repelir-sc
casos laes. Recife 14 de oulubro de 1855.
Ucliiia Cacalcanti.
Aluga-se urna boa casa com gratule quintal,
cacimba de agua de beber, e varias frucleiras : no
principio da eslrada dus Afdiclus ao pe da ponte do
Manguinbo.
I.ava-se eengomma-se roupa de bomcm e le
senhora cora loda perfeicjlo e brevidade, pagando as
pessoas por mez. por preco muilo eommodo : na ra
la Concordia, sobrado em que mora o juiz lo com-
mercio, na loja do dito sobrado achara com quim
Iralar.
Pcde-se a pesspa que Icvon da loja de miada-
ras de Joaquim Ile.riqucs da Silva, junto ao arco de
Santo Antonio, um livro de amostras dr das em
principio do corrente mez, tenha a bomladc le o
resliiuir ou declarar o lugar para ser procurailc.
Roga-so ao Sr. correspondente do Sr. Joflo la
(.osla Villar, seithor de engenho da comarca de lioi-
aima, declarar a sua morada nesla praca.
Precisa-se alugar um mulalinho forro ou cap-
tivo para senro le um rapaz s.dlciro : quem estiver
tiesta circumslancia lirija-se ao hotel Francisco.
Tem-se susle.it,.do que do rereliimcnlo das Bs-
sisnal.tras do Anliarrogantc c rereberam mais de
4008000 ; para \ criticar de maticira evidente as
quantias que foram cobradas, roga qui-m as receben,
por inuilo obsequio, a quem p.igutt, le confiar os
seus recibos ao Sr. Miguel Jos Barbosa (iuimaries.
na loja da ra do Crespo 11. 5. Assim he que Bu-
farlo duvidas. Fira igualmente desde j leclara.lu
que setcnlregaram pur nao pagarem ao obrador,53
recibos na importancia le r<. 1108000, que lem de
se diligenciar novamcnlc o seu reecbimenlo, para
alinal se publican, resultado quellouM'r.
50/jOOO rs. de gratilicncfio,
a quem apprehcnder c levar i hia Imperial 11. 31, a
seu scuhor Manoel Joaquim Fcrreira Estoves, a es-
crava, parda, le nume Malhildes, que Icsappareccu
no lia 2 le jiinho provimo passailo, com os signaes
seguinles : bstanle feia de cara, nariz e iinibigo
anuidos, cor bstanle afnaueada ; esta eserava veio
la id de de Sobral, porm desenulia-se pie esleja
Osahau i.\-;-ianaJos, donos da loja de otirives, na mesmo nesla cidade oceulla cm casa le algum jous-
a|juj|uso' pois que lesdc que deaapparcreu nunca
mais se soube noticia.
Precisa-sc alugar una ana para criar um me-
nino de pouros lias, que tenha bstanle leile: na
111a dos l.luai le- n. 10.
Precisa-se alugar um prelo forro ou captivo,
.oren, qm- se sujeite a linio e qualipier ser\ii;o. lan-
lo-se de comer e l:t;miii rs. meusaes, pul.n. d.-ve as-
sislir com o alugailor : ua ra Imperial n. 31, arma-
zem de couros.
oas.
ra lo Calma i n. 11, confiont* ao paleo la matriz
c ra .Nova, fazcm publico que eslflo sempre sorullos
'los mais lieos c melhores goslos de ledas as obras
le ouro necessari.ls, tanto para seuhoras como para
liumeme meninas, conliunam precos mesmo ba-
ratos romo lem sj,|0 ; passai-so-ha urna conla rom
rosponsahilidaile, especUicandn a qualiilade le ouro
de 14 ou IH quil.it,-., tieaiido aun garantido oroin-
liradnr se apparecer alguma duvidaSeraphim &
Irmau.
CONDECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rita de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de. Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos Ireguezes.
SACCAS COM M1LDO.
Vende-se saccascom milho a,3jj000 rs.,
ditas com arinha a 5OOO rs. : no caes
do Hamos, casa amarclla armazem de
Carlos Jos Gomes.
Vendd-se, permuta-ce ou arrenda-
se o sitio das Koseiras, do niajor Joaquim
Elias de Moma, defronte da capella do
Hosarinho, com urna casa de sobrado no-
va, senzalla, cocheira, estribara para
tres cavallos, quarto para leitor, etc., e\-
cellente e grande horta, grande cercado
com multa dentro, inmensas bai\as pa-
ra capim, muito bous arvoredos de riic-
tos de militas sutilidades, novo parreiral
com muitas uvas, vendem-se tambem
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as que existen] 110 engenho Santa Anna,
novilhns c garrotes, vende-se igualmen-
te toda a mobilia, lo tica, vidros e ludo o
mais que lionvcr de movis na mesma ca-
sa, assim como un bom cavallo de eslii-
baria: quem o pretender dil ija-se ao mes-
mo sitio, que avista de tudo, tratara' com
o mesmo dono.
Vemle-se um sitio com rasa le taipa, no lugar
do Giqui, bem plantado le coque ros, e mais algu-
masarvoresde Ir irlo, e Ierras fon-iras : quem o pre-
tender, dirija-se ra Imperial 11. 31, que al.i acha-
ra os esclarecimeulos necessarios ; adverle-se que
lem planta de capim e 2 ou 3 viveiros.
Saccas de iaainha.
Vendem-se saccas com familia da leira, nova e
bem torrada : na ra da Cadeia do Recife, loja
11. 18.
Para fechar contas.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife 11. 30, cam-
bial,, le cores indiana- muilo propria para vestidos
de senhora, pelo mdico preco de 80 rs. a vara;
chita (ranela de barra e sem ella, muilo dna e le
pailn.es novos por 10 o covado; chita de corra para
escravos de cores das a 160 o covado; chapeos de
sol de seda de lodas as cores a5;0,l. sendo cabo de
ranua; chita de barra em orles por 180 o corle ;
chales de seda para senhora muilo finos a 129000 rs.
cada um ; e oalra porreo de fazendas proprias da es-
laeilo, qae se venderAu por menos do sen valor.
Para acabar.
Vende-se na rna da Cadeia do Recife n. 10, fari-
nba de mandioca muilo torrada, pelo mdico piara
de 39000 cada aacca, e sendo em purcao para cima de
10()saccas se fari urna dilierenca : na ruada Ca-
deia do Recife n. 10, loja de Joaquim Jos de Faria
Machado.
Vende-se por lodo o preco, na roa da Cadeia
n. 30, loja que foi do Grillo, superior farinha de
mandioca, muilo torrada, le sacca de Ires quarlas.
Vendo-se feijao mulalinho ; no caes lo Ra-
mos, a bordo da barraca Flor da Ponte.
Vcndc-se uina das inelhcres casas feila a mo-
lerna, e com um pequeo silio no lugar da Capun-
ga Vclha : a fallar com M. Carneiro.
Vende-se urna mulata sailia, lava c cozinha o
diario de urna ra-a : na ru.i da Tiempo em fre.te ,-i
ra do Sebo, casa sem numero.
Chapeos Tinos de massa para homem a
i.SOO.e mais inferiores a Ls700.
Pe m.'iu lonndo- chapeos, que visla los precos e qua-
lidades, nao ileivjrao de comprar : na ra' larga do
Rosario 11. 11.
_ Na nova padaria ilojalcrro los Afpgados n.
173, confronte a fabrica le sabio, vcndc-se buladla
dna feila pur machina, que se loma recommondavcl
liara casas particulares por seren superiores ao me-
lhor pAo, e lambe... holachinhas Napolen muilo sa-
bulosas, proprias para apresenlar com cha, por pre;o
eommodo.
Vendem-se 12 collierrs para sopa. 1 palilciro
le bonito go-lo, 1 colher le tirar atipa, ludo de pra-
la, meio- adc.ecos de ouro, de gosto mollento, por
preco eommodo: na ra do Queimado, loja n. II.
Vende-se urna taberna, sila na ra de S. Ben-
10, em Olinda u. 18 : a fallar ua mesma.
MAI)APOI.AO COM AVAItlA,
a 3|000 e 39-500 rs. a peca.
Vende-se na ra do Queimado, luja n. 17 ao p
da botica, urna porreo de inadapoh'ic- largos com lo-
que le avaria pelo barato preco le 39000 e 3950u
caila pera.
CASEMIRAS BARATAS.
Corles de caira de casemira de cures a 19500 ; na
loja de 1 pollas da ra do Queimado n. 10.
Corles de seda de cores, 00a fazenda, e prcro
barato : vendem-se na luja de 1 portas da ra to
Queimado n. 1().
Conlinua-sc a vender corles de chita larga a
2?0()0 PS. cada corle, havendo novo sorlitnenln para
cscollier : na loja de 1 porlas da ra do Queimado
11. 10. '
Vende-se urna cscrava la Cosa de meia idade,
boa vendedora le ra, por prego eommodo ; na ra
cstreila do Rosario n. II.
Vrnde-sc urna cscrava 11 iut.la, moca, de pti-
ma condjtcta, sem virio nem achaque, o'quc se af-
lianca : ua rita le Aguas Veriles 11. 36'.
Vende-se -uina cscrava erioula, moca com al-
guma liabilidade : na ra de Hurlas 11. (.
Vende-se cimento lomanocm bar-
ricas cas linas: alraz do theatro, arma-
zem de tahuas de pinito.
Vendem-se 300 caibros de mangue e 20 ensa-
rnes de 22 palmos, de lonro, I....tantos arossos, e 1
carraca nova rom pouco uso para cavallo ; na na
la Concordia, no armazem defronle do Sobrado de
Pedro Antonio Teixeira Uuimaraes.
Vende-se a laberna, sila na rna do Rangel n.
2, rom bstanle freguezia para a Ierra ; quem a pre-
leniler. dirija-se a mesma.
_Vende-te urna rasa lerrea no lugar da Capones
.Nova, com rnmmnilns para pequea familia e quin-
tal bem plantado : a tratar na ru Nova n. 1(i.
Vende-se um esrravo, crioulo, de idade de 25
anuos, odirial desapaleiro, cozinha bem o diario de
urna casa, c be cvrellei.le criado, sem vicios, ncm
achaques, o que se amanea: 110 Caes ,1o Ramos, se-
gundo andar.
Vende-se por eommodo preco, as Cinco Pon-
as n. <;<>, ns ReaniMes Objectoa, por seu dono so re-
tirar : 1 rama le aneico, 1 sof, 1 cmoda, I banca
de meio de sala. 1 jugo de bancas le Jacaranda, 1
palanquim, 1 rotula e unscaivilhos de alcova.
Vende-se um silio pequeo com batanles ar-
voredos le frtelas le varias qnalidades, casa le pe-
dra e cal, hinque (Tagua para beber, em asedenle
chao proprio, ponlclraz ua ra daSoledadc quera
prelendcr, procure defronle do Passein Publico, loja
n. 13, do l.oureiro. O mesmo Sr. lem ordem da dona
para ajuslar com qiem quizer.
Vende-se a taberna, sila na ra do Pilar n. 88;
a tratar na mesma.
SELI.INS INGI.EZE9.'
Vendem-se ns melhores sellins qne
lem viiulo a esle mercailo, com seos
compleme freio. ele, tambem chi-
cotes para rarro, homem c senhora. por
prec.os muilo mdicos: 110 escriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wvall,
ra do Trapiche Novo n. 78.
ATTENCAO.
r'" Direila 11. 27 vende-se manleiga iugleza
nova e6M rs.. dita a 560 rs., dila 500 rs.....la a
180 rs.. dila a 110 rs., dila traneza nova a 610 rs.,
lila a obO, que.jos novos a 19800, ditos a 19500 rs.,
fejflonovoacti.a a 400 rs., dito a 320 rs.. reva.la
nova a hhra a 160 rs.. lila lio,,., aletria nova 1
aS280 r.- ,Ula S-^ rs- ehi ,,yn "h"
Zfpna rs., dito brasilciro a I58OO rs. dito a 11890
res.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS1.
Anda a roda infajivelmente no dia 27
do corrente.
Aos 10:0005, 4:000-5 e 1:000 res.
Na casa da Fortuna do aterro da Boa-Visla n. 72
vendem-so os mui acre.liladoi bilbeles. meios c cn-
idas lo caulelisla Saluslianu le Aquino Fcrreira.
Os bilhclcs e cautelas mo sofrem o desronlo de 8
purcento lo inipnslo geral nos Ires premios gratules.
Bilbeles
Meios
Quarlr.s
Oilavos
Decimos
Vigsimos
(.! Alln.\ NACIONAI..
3 Na loja de sirguciro da praji Ha Indepen- *3
gj leticia 11. 17. vendcm-se por preco* comnipdu
gg lodos os objeclus precisos para "uniformes dos w
gg Srs. olhciaesda guarda nacional.
S-4aBHKaSSH-a-ERK38M3KS358::s?S
PARA PRESEPE.
Ricas figuras de barro por diminuto
preco, na ra do Trapiche n. 54. v
CHAPEOS BARATOS. ,
Chapeos de aws*t eseda para homem e rJiapelinas
para seuhoras, sendo de varias qualidades, por presos
1S0 em conla que se sedeclarasse anles lus fregnezes
vercm as qualidades au acre titariain:-o para desen-
gao, venhao cerlidrar-se que naodeisaraode.com-
prar.pois nada ha lao barato: ta ra larga do Rosario
loja 11.14.
Na na la Cruz 11. 57. vende-se rape Virginia,
11*000 recebe por nteiro 10:000-2000
500 lem 5:00030110
28800 idem -5003000
I9.VK) i lem 1:2-)(rj000
10300 lem 1:0005000
5700 idem 5003000
i
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuras muito grandes e encorpados,
dtt. brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de la. a 1400 : na ra do Cresno. Ini A, J.i
que volla para a cadeia.
> Crespo, loja da esquina
Recommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de maa,a qae minios
rliamaui de feltro a I3OO rs. cada mu : a ra do
Crespo loja n. 6.
Pannos finos c casemiras.
Na rna do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-re panno prelo .1 29100, 2woo :|
33500. 4*500, 5*300, C9OOO rs. o covado.diio azul.
23,_ 298OO, 49. 6.3, 73, o covado ; dilo verde, a 23*00,
3K00, 49, 53 r. o covado ; dito cor le pinl.au a
49500 o,rovado ; curtes le casemira prela franceza e
elstica, i 79500 e 89500 rs. ; dilos rom pequeo
defcilo.a 69500; dilos inglezenfeslado a 59000 ; dilos
de cr a 4-3, 5*500 69 rs.; merino prelo a 1*. 1*100
0 covado.
Agamia de dra M,
Na raa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
A Companbia, acba-se constan (emente bous sorli-
menlos de laizas de ferro coado e balido, tapio ra-
sa como fundas, 1.mondas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanbos e modelososmas moder-
nos, machina horisonlal para vapor com Torca de
1 cavallos, cocos, passndeiraa de ferro cstanhado
para casa de purgar, por menos preco que- o* de
cubre, csco-vens para navios, ferro la Suecia, ft>-
II.as le ll.11.1lre-; ludo por barato preco. *
REI.OUIOS INC-I.EZES DE '.PATENTE. '
Vendem-se por preco muilo eommodo : no arma-
zem de Barroca tSi Castro, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FIMO EM FOLHA.
Vende-se fumojem olha de todas as fina-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco eommodo: na ra do Amoritn n
*1, armazem de Francisco (luedes de A-
raujo.
Vende-se excellculc taima lo de pinho, recen-
lemenlo ebegado ta America: na rui de Apollo,
Irapichc do Perreira, a cnleodcr-sc com o adminis-
trador lo mesmo. *
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, c chegada iiltimamen-
tea este mercado: a tratar com Manoel
da SilvajSantos na ra do Amorim n. 56
e ")S, ou no caes da alfandega.
Cassas rancezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
f.ailcia, vtmlem-se cassas franeczas de muilo bom
goslp, a 320'o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos' pianos corh cxcellen-
tes vozes e por precos comrn/ylo*: rp ca-
sabe Rabe Schmettau &C, 511a pichen, '
Toalhas e guardanaposdepaqno Venden.-- loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a IO9OOO a dnzia, ditas lisas,a-14000
a dnzia, Euardanapos adamascados a :lc(ii.H) a duzia :
na ra du Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Bnm (raneado com qiiadros le r*ir a 600 c*700 rs.
a vara, fesISo I.rnnco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor -moiln encoipado-a 240 o covado. pe(as le
caisa dequailros, proprias para hallados a 23000, gan-
ga amarella Ira..cada a 320 o covado : na loja da ra
lo Crespo n. (i.
Cortes de cambraia.
Superiores corte-do ca.nb.aia bordados de seda,
de uiuito burn gusto a 49000 cada om, Utos de cassa
chita a 290l)0, lulos te chita fra.ncez.i laaga a :<9000,
lencos le s^n do '8 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a>286 cada um : na ra do Crespo, loja
n. C .** *
v Na ra d Tig ario n. 19 primeiro andar, lem a
VAIlfin 3 aBl lififlfl r ll'i iifi'1-i inri fnrrn da rnlln,. Im
Vende-te ntn relogio patente inglez; na ra
do Ijiieimado, loja n. 14.
MECHANISMO PARA EJSSE
no.
NA FUNDICAO DE FEKRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN NA
RITA DO BRUM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande torlimenlo dos seguinles oh-
jeclos de mechanismos proprios para engeiil.m tA-
l>*r : moendas e meia mandas' da mait moderna
conslrucg ; lanas de ferro fundido < balido de
superior qualidade, e de lodos os lamanlios ; r'odas
dentadas para agua ou anime, de todas at propor-
Ces ; crivos e bocean de fornalha e registros de b-
ro, aguilhes.bronie parafusos e cavilboes, mutullo
te iiiamMoea, ele. ele.
NA MESMA FUNDigAO
n..uT"liln. ,odas a* *">n">n dScX;1 e com d*vid, prM,eia e o.Dimo"
REMEDIO INCOMPARAEL.
IMillMO IWLLOWW
M .bares de individuos de ludas as na;es podem
lestiyjjutmarasvirtudes desle remedio incomparavel,
e pfoTar, cm caso necessario, que, pelo uso gu
lelli-llzeran, lem sen corpoe membros inleirameiiie
sao, depon de baver empregado inulilinenle uulrus
Iralameiitos. Cada pessua podi--se-bacoiivcncer dessas
curas 11 lara v illiosas pela leilura dos peridicos qoe Ib'as
relatam lodos os das ha muilos annos; e, a maior
parte dcllas sin W6 sorprendentes que .dmiram os
mdicos mais clebres, (nanlas pessoas recwbraram
com esle soberauo remeiliu o uso de seus bracos e
nemas, depois de ter permanecido longo lempo us
hospilacs, onde deviam soffrer a ampulaco Pellas
ha mullas que havendo deixado csses asv'los de na-
Icriincnlo, parase naosubmetlcrem a essa operaran
dolorosa, foram curadas complelamcnlc, medialc
o uso desse prenoto remedio. Algnmas das laes pc>-
soas, na efusau de seu reconhecimenlo, leclararam
estes resullailus benelicos dianle do lor.l corregeilor
e oulros magistrados, alim d mais autenticaren!
sua allirmaliv a.
Niugucm desesperara dojeslado de sua saude se
tivesse bastante coullanca fra ensatar esle remedio
cunslanlcmenle, srguiiilo al^um lempo o Iratamen-
lo que ncccssiUisse a nalure/.a do mal, rujo resulla-
ro seria provat iuconlcslareluicnle : Que tudo cura!
O ungento k^ulil mal particularmente tu
mlfs caeos.
4 matriz.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
le ollios.
Mordeduras de reptis.
Picailuras de mosquilos.
l'ulmoes.
MPQiieimadelas.
Sarna..
Siipui-arOes ptridas,
fcrupcocs escorbultcas. Tit.ha, ero raalqucr parte
Itslulas 110 abdomeaf. que sejaa.
Frialdad on falla de cjl Tremor de ervos,
[ornas extremidades. Ulceras nauocca.
Alporcas.
(tmbras.
Gafe
Caurercs.
Cortaduras.' ,
Dures de cabera.
das costas.
dos membros.
K11fo.n1.dado- da culis
geral.
Eiifcnnidadcs do anas.
r.l ,;., 1 .. i,- 1 1 -......- -'" "" "" '- ''"i*' .o .i.uic-it anclar, ter. a
mHa.rnHi.nJ^TVH6510 r^ i10"**" "^ pctior lUnefta pari forro de sellins ebe-
muilo aprenavel pela purtdade de sua simples com-
posic.lo ; c cusa a libra 19?80.
ATTENCAO'.
Vendcm-se lijlos le lodas as qualidades, cal, le-
lltas, harrn c arca, por presos os mais commodos que
he possivcl. e conduz-sc os mesmos malcriaes para
os lugares que indicar o comprador, dentro da cida-
Ic, e altigain-sc carrocis para carregar quaesquer
objeclus; no armazem le malerraes e de carrocas,
no porto do l'uocinl.o, junto a taberna de Jos Do-
mingucs.
A 54500.
Vendem-se chapeos francozes da ultima moda, pe-
lo l.aralo preco ic .9.OO ; q.T ra do Queimado 11.
38, em frente do becco da (".ungregarSu.
Na ra do Livramenlo n. 36, loja. se dir
quem vende 1 prela le Angola que cozinha, ensa-
lma e vende na ra, 1 relogio patente inglez, 1 dilo
patente suissu, correntes para os mesmos, 1 aliiuete
)ue serve lantn para homem como para menina, com
grande diamante rosa no meio, ludo muilo cm
conta por seu dono icl.ra.--e para fra do Imperio.
a s s s & s & s-s s,-.? 9 9 a 11
Na ruada Madre de Dos n. o(i.
Vendcm-se por procos commodos os seguinles g-
neros, viudos do Arae.it\ : esleirs de palha de car-
nauba, cera amarella c couros curtidos.
Na ra da Cadeia de Sanio Antonio,nu.i'ro..la
o ll.ealro vell.o. luja de coriic.ro ... :i, vende-se dn-
zia c meia de laboas de pinho, por preco eommodo.
QUEDOS DO SERTAO'."
Ainda ha para vender os bons queijos do serbio
chamados de prensa.
MIL"DE7.AS BARATAS.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 19, tpa-
los de cotiro de lustre para senhora a 19 rs. o par,
dilos le morroquim a600rs dilos para homem a
800 e 900 rs., boloes de agalh para camiia a 900 rs.
a groza, liulia de cores a 19. dila branca de 800 i
19200, papel de peso muilo bom a 29400 e 29500 a
resma, peales para alar cabellos a 240 rs., dilos linos
a 800 e 19, col veles a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
allincles de Indas as qualidades, agulhas, luyas de
seda |.ara seuhoras e meninas, dilos para homem,
Ihesnuras linas e ordinarias, pulceiras de uuro lin-
gindu de Ici, carleiras para baile, peneiras de ajo e
ulras mui las coi.sas por procos muilo cm conta.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na
~ r __....---------------------j .
a recenteinenlc da America.
Potassa.
No anligo deposito da ra la Cadeia Vellu, cs-
rriphirio 11. 12, vcndc-se muilo superior potasas da
Russia, americana e lo Rio le .laneiro, a precos ba-
ratos que he para ferhar cotilas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vnde-se carne muilo saa e gorda, viuda da
provincia lo Cear, pelo barato preco de 49OOO rs.
a arroba en paroles de 4 arrobas : no armazem da
porla larga ao p do arco da Cnceico, defronle da
escadinha.
Ai que fro.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., ditos brancos a
IfSOurt,, ditos com pelo a imtlarao dos de papa a
19100 rs.: na ra rio Crespo loja n. 6.
Hepo.ito da fabrica de Todo* oa Sent, na Sabia
Vende-se, em rasa de N. O. Bieber 4 C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado l'aquella fabrica,
minio proprio para sacros de assucar e roupa de es-
cravos, por preco eommodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante jrande, no lugar do Rio Doce,
com 720 |ie'sde coque!ros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Ra da
Scnzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixgs de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinbo do Ulieno, de quafidades es-
peciaes, em eaixas de Ama dilzia.charutos
de Hava.na verdadeiros : ra do Tra
che n. .".
jpi-
Com loque de avaria.
Madapolao muito largo a MjOOO e 3f5O0 a pe;a :
na rita do Crespo, loja da esquina que volla para a
Catleia..
Vemle-se um caivflo de casa le muilo bom gos-
to, bous malcriaes e mtdeiras, 0111 unta cacimba le
agua le beber, e quinlal com umita plan'.aeao de cn-
\erto, para quem quiier continuar o negocio; na
estrada tos Allliclos da parte do Lscenle, que corre
grande virarao.
5O0JOOO.
Vemle-se um pardo de idade :I0 anuos, bom car-
reira, epruprio .ara um silio 01. engo.din ; quemo
pretender, dirija-te as Cinco Ponasn. 71, laberna.
~ Vendem-seescravos, sendo I linda uegrinha
de idade 20 auno-, engonm.a, cuse c cozinha, 1 prc-
1o de meia i ludo, cozinheiro, 2 en, e I tilo bom earreiro ; na ra Direila 11. 3.
Vende-se a melado le un. mualo, que lem a
oulra iiielade forra, bonita figura, ainda inoro, por
preco camiuo.lo ; 110 largo lo I,mmenlo n. 20, se
lita quem vende.
veAde-se nina limia mulalinbi d idade le
seis auno- : 1.0 paleo de S. Pedro, sohratluda esqui-
na que volla para rinde Hurlas, 2andar.
ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8*000, 12s000, 1 i-JOOO e 18*000
rs., manteletes de seda de cor a 11*000
rs chales pretosdelaa muito grandes a
.S'OO rs., chales de atgodiio seda a
1 j'280 rs.
Vende-se una taberna na* raa do Rosario da
Boa-Villa B. 47, que vende muilo para** Ierra, es
eos raudos sao cerca le 1:2009000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Ihecouvier :
a tratar junto .1 alfaudega. Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sol timentos de lazendasdeMiom
goslo, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia. vendem-se rorles de veslidos de camhma le
seda cum barra c buhado-, a 89000 rs. ; dilos com
llores, 1 79, 99 e 109 rs. ; dilos de quadros le bom
goslo, 115 ; corles de cambraia franceza muito 0-
na, l'ua, cum barra, 9 varas pur 49500; corles de
cassa de cor cum Ires barras, le lindos padroes, i
39200, pecas de cambraia para cortinados, roniN1,
varas, por 39600, litas de lainagcm muilo Tinas,
(i> ; cambraia le salpico* miudinhos.branca e de cor
muito lina, a800rs. avara ;aloall.a.lode linhoacol-
xoado, JOO a vara, dilo adamascado com 7 ', pal-
mos das largura, 25200c 3y500a vara ; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, i 400 rs. o cova-
do ; corles de collelc de fu'lao alcoxoado o bons pa-
droes lixos, ,i 800 rs. ; lencea le cambraia de linho
360 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, le cr c pelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; lilas lio da Escocia 11 500 rs. o par.
Vendem-se esleirs de palha de carnauba chc-
gadas agora do Aracaly, a 129 o cenlo : na ruada
Cadeia do Recife n. 49 1. andar.
Vende-so vellas de cera de carnauba feilas no
Aracaly, de 6, 8, e 9 em libra de muilu boa quali-
ladc : ua ra da Cadeia do lecife u. 49, primeiro
audar,
ATTENt-AO'.
Na ra do Pstelo Publico n. 13. vendem-sc corles
decanta cllila de lindos padroes, pelo baralo preco
de 29t)00 o corle, meias casemira le quadros a loo
rs. o covado, corles de culleles de fustn do ultimo
guslo a 19200 o corle.
Vendem-se ricos pianos com cxcellenles vo-
zcs t por prtco* cummodos: em casa de J.C. Rabe,
ra du Trapiche n. 5.
PlULtCAQAO' RELICIOSA.
Sabio luz 0 novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres rapiicliitihos de N. S. la Pe-
* nlia desta ciliado, augmentado com a novena da Se-
nhora da (.onceicao, e da noticia histrica da n.e-
clallia milagrosa, e.le.N. S. do Rom Cnnsell.j. ven-
dc-sc naicament na linaria 11. 6 c 8 la praca da
Independencia, a I5000.
Vende-So urna cscrava moca, de bonita figura,
e com babilidade- ; o molivo porque se vende so di-
r ao romprador : na ra Uircila n. 12, segundo
ailar.
Vemle-se um muleque, crioulo, muco, encl-
lenle figura, sem achaques, com principio le boliei-
... : na rna .Nova, laberna la esquina, i|ue volla pa-
ra Sanio Amaro. Na mesma taberna se lira quem
precisa de um prelo le meia iilailc que sirva para o
servir interno de urna casa de familia.
Yende-se un ptimo chronometro:
em rasa de Kothec Bidoulac, ra do Tra-
piche 11. 12.
Vende-se um ptimo cabriolel de duas rodas
e sem cubera, purein com lodos os seus arrelos:
ua na dr S. IVanrisco, cocheira le Paula Mil! (.HE PECIIINCHA I
Coigutao le si'da ai'l.aiiialolado le cores e prelo
para vestida*a 700 rs. u ruvado ; na ra do (juei-
in.olu II. 40.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Cuimaraes 4 llenriip.es. ra do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezasdo ultimo gos-
lo, pelo baralissimo preco de 180 rs. n covado.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles viudos, us mais superiores que teni viudo a
esle mercado.
Porto,
llucrllas,
Xerez cr de ouro,
Dilo escaro,
Madeira,
em calimbas de urna duzia de garrafas, e i visla da
qualidade por precaanuilo em conla.
DEPOSITO DECA. DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do'Recife n. 50 da para vender
barr- com cal le Lisboa, reccnlcmenle cdegadL
Tabeas para engenhos .**"%'
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, "passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai xas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco eommodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o "melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vcmlc-se urna batanea romana com lodos os
seus perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i^rna da Cruz, armazem n.4.
POTASSA BRASILEIRA.
'Pf Vende-se superior potassa, fa-
(01 bricada no Rio de Janeiro, ebe-
zv* gada recentemente, recommen-
^ da-se aos senhores de engenho os
seus bons cubitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz 11. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Compauhiii.
Vendcm-serelogios do ouro e prala, mi
baratu de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
rjani,.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzHtlia para veslido d
senhora, rota 15 covadoscaua corle, a
t#50O.
Na rna lu Crespo, loja la esquina qae valla para
a Cadeia.
do ligado.
das arlicularocs.
Veas torcidas, ouiiodadas
as pernas.
I'rcirtis.
Gengivas escaldadas.
IncharOcs.
lnlia...maca., do (gado.
da bexiga.
HSKendc-se esle ungento no eslabclecimenlo geral
de Londres, 211, Slrand, na loja de lodos os boti-
carios, droguistas e onlras pessoas enrarresadas de
sua venda em toda a tmerca do Sal, Havana c
llrspanba.
Vendem-se a 800ris cada bocelinba conlm urna
nslruccao em porluguez para explicar o modo de
fazer uso dcsle ungento.
O deposito geral he en casa do Sr. Soum, pbar.
mareutico, na rna da Crue 11. 22, em Pcrnambaco-
\ ende-se ou Iroca-se por urna casa lerrea aqu
na praca ou em Olinda. em bom lugar, una bafca-
gl de lote de 14 eaixas, .-que naufragou as praias do
Rio Doce, cm Olinda, aonde se acha : a Iralar na
ra da Cadeia do Recife n. 54. Dar-se-ua a volla
se merecer.
Na ra do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar cotilas mil equindenios mataos
de conlas de vidro lapidadas a 160 rs. rada masto,
70 du/ias de eaixas de massa para rap a ts-iOO a
duzia.
RLA DO jraAp2cHin
5 Em casa de Patn Nash Si C.;'ha pa-
ra ra vender:
jg Sortimento variado de ferrageus.
Amarras de ferro d 5 oitavos at 1
g* polcgada.^^*^
g Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
L'm pjno inglez dos meihores.
M
Vende-se um excellenle rarrtnda de 4 rodas
mui bem construido, eem bom estado ; est eipoalu
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde p-
dem us pretendentes examiua-lo, e Iralar do ajuste
com i mesmo sei.hor cima, ou na na de Cruz ao
Recife 11. 27, armazem.
Moinhos de vento
"ombomiasde repuso para regar borlase baixa,
de capim, na faudicaAdeD. W. Bowmaa : na ra
do Bromas, b, 8e 10.
Devoto Cluistao.
- Sabio a luz a 2.' edicao do livrinhe denominado
Devoto Christ3o,mas correcto e acrecentado: venrle-
se* nicamente na livraria o. 6 e 8 da traca qJAp-
dopelidentiaa 6|0 r. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, roja da
esquina que volla para a cadeia.
Vendem-se lanhas d'Alagas muilo frescaes,
por prc;o eommodo, em porcajei e a rela'ho: m roa
la Praia, armazem 11. 37.
ESCBAVOS FGIDOS.
------------------------------------------------- i
Dcsapparereu no dia 28 do agosto prximo pas-
na, de estatura baixa, grossa do corpo, cabera pe-
quea, nariz chalo, rosto tirado c camodo, tem
puurus laII.os, bocea regular, l.eicos grossos eiguaes,
denles limados, todos iguaes esem falla de nrnhum,
orelhas Turadas e sem brincos, falla bastante fina,
costas carnudas, lisas e sem marras, peilos cabidos,
man curtas bem carnadas, c.kello corlo e corlado
por igual, nilo he bem prela e sim avcrmelhada ;
levou veslido usado, de chita encarnada escura, com
salpicos blancos bem miudos. panno da Costa fran-
co/ cum lislras encarnadas e de malames de rias or-
den- as ponas, e necupa-se em vender frucia-; foi
escrava lo Sr. Joaquim Viegas, e he por isso bem
cuiiheci.la ua l'assagem : quem a pegar, leve roa
do Queimado 11.15, que ser recompensado.
50(0000.
Desappareceu no dia 25 le setembro proxieap pe-
sado, lo engenho \ rente Campello, a escraee Gas-
par, de necio Cotia, com 50 anuas de' idade, alio,
cor prela, rosto comprido, o btiro de baixo rande e
cabido, e lem barita ; o qual escravo veio da Babia,
e foi comprado a Antonio Ricardo do Reg nesla
praca: quem o pegar, lev c-o ao mencionado enge-
nho, que rceebcia do abaixo assiguado 50BJ0OO rs., e
nesla cidade ao Illm. Sr. Jlo Pinto de l.emos J-
nior. Manoel (loncotees Fcrreira Lima.
Desappareceu boje das '7 para 8 horas da ma-
nhAa, u e>cravo, crioulo, de nome Uauliano, de es-
tatura regular, grosso do corpo, denles limados linos,
olbos c cara grande, com bastantes signaes de bechi-
gas por as ter tido em quanlidade em 1850 logo que
o cumprei em 30 de oulubro do dito anuo ao Sr.
Jos de liollanda Cavalcanli l.eilao. que o Iwuve ,
por heranca paterna de seu fallecido pai o capilAo
Antonio Vieira de Mello Leilao, moradores no lu-
gar lo Jac, lermo da villa de Nazarelb, d'vnde he
di lio o dito escravo. que represenla^er 23 anuos |>or
declara, o formal de par.Iba- quando o compre, ter
19 anuos; levou calca do algorio azul trancado.
cama le madapolao, chapeo velho de seda ou rio
eouro, presmese ser sedo/ido a fngir por nAo haver
motivo algum : quem oapprrhcndir pude leva-lo ao
abaixo as-ignario, scuhor do dito escravo, com pren-
sa de algodo no Forte do Slallos 11. 7, ou raa jlu
Queimado n. II, quesera bem rerumpensadu. Recite
2 de oulubro de 1851.
Manoel Ignacio de Oliceira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que rosluma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerillo, c intiliilar-se forro,
he muilo ladino, foi ecravo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca le
Sanio AnlAo, e diz ser nascido no serlao do Apoilv,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, rarapinha-
Ins, cor um pouco fula, oll.os escuros, nariz grande
e grosso, beicos grossos, o semblante un. pouco fe-
chado, bem barbado, porm ursla occasiAn foi com
ella rapada, com lodos ns denles na frente ;' levou
camisa de madapolao, calca e jaqaela branca, du-
la o de palha com aba pequea e urna I roma de rou-
pa pequea ; he de suppr que mude de Irage : ro-
ga-se porlanlu as autoridades policiaes e pesavas par-
tidla.os, o appi.'I.eudam e Iragam nesla piuca do
Recife, na ra larga lo Rosario 11. 24, que s re-
compensar ...... lo bem o seu liabalho.

/
I

EHN. : TYV. DE M. F. DB. FARIA. 1854.
-------
-------------------1
s
f i


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