Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01316


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Full Text

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I
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AHNO XXX. N. 238.
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
wiaiii -----
TERCA FEIRA 17 DE OUTUBRO DE 1854.
-
Por anno adiantndo 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
^
DIARIO DE PERNAMBUCO
BNCARREGADOS DA SLBSCRIPCAO'.
le, o proprielariqfM. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joio Pereira Marlias; Ilahia, o Sr. F.
Ifciprad; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doora; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
!^Bw. AnloniodeLemosBraga ;Cear, oSr. Vic-
uano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
Bf. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4 a prazo e 28 a d.
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
( Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de Ictlras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 16000
de 68400 novas. 16)000
de 49000...... 9000
Prata. Patocoes brasileiros..... 1940
Pesos columnarios..... 1940
mexicanos........ 19860
, PARTIDA DOS COR REOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e"28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeira O e 03 minutos da Urde.
Segunda O e 54 minutos da manha.
PUTE 0FF1CL4L.
oatu-
ISO DAS ARMAS
Quitol i> H^am, d.. ara F,
oo, ata aisla e Recle, em 1C de
kr. le 1MM.
OREH O U1A N. 158.
O Hlev. Sr. coronel commandante Has armas in-
terino inanda declarar para os fins conveniente",
que o Hvd. padre Manoel la Vera Cruz, lente
eapetito di repartido ecriasiaslica do exordio, ad-
didn ao 5 haUlhlo de infamara, que. nesla pro-
vincia 9* aclia ao oro de seis niezc* de lircnrn com
veneimentos. concedida |>elo governo oin aviso do
HiHiMleriu anuo, a contar d t de jiiiiho. obleve, por aviso do
mesa minisle 26 de selembro prximo lindo
prorogacao d cenca ppr mais seis mezes, que,
e flndarao no fe jando do anuo vindouro.
(freir, ajudante de urden en-
carregadu do detalhe.
EXTERIOR.
CAUSAS DOMA'O SUCCESSO DA REPBLICA
RDO Mxico.
Quando os llexicanos prorlantaram a repohlica,
depois de tere derribado o llirono de Ilurliide, jul-
garam que .para gota re m de lodas as suas vanlagens,
era snfticiente torem pronunciado o >cti nome. Ven-
do essogrupo da antigs colonias inglezas formarem
finia poderosa nacAo e marcharcm rom passo de gi-
gante no camiuho do progresso e da prosperidade,
debaixo da egide da auas novas insttuices, os esta-
distas do Mxico soppunliam sem duvida, que po-
diarn obteros mesmosresullados, esrreveudo smen-
te a p.davra repblica na primeira pagina de urna
cunstitoicio.
A liberdade, base do lodos os progressos que um
povo he capaz de efectuar, devia reinar com a re-
publica no Mxico como nos Estados-Unidos. A esta
libardade conectiva e individual lie que os Estados-
Laidos devem essa emigrarlo europea, que vale para
elle* mi|hoes de bracos vigorosos, os quaes dAo n-
quelle paiz a riqueza levando-lite o traballio. Poi-
que razio esta emigrarn nao segu o caminlio do
Mxico, como segu o da Uniao americana ? Entre-
tanto todos sabem que esla ex-colonia hcspanliola lie
urna das mais favorecidas da natureza. .Seu co he
puro e azul como o da Italia ; sen clima lie doce e
delicioso; a solo lie frtil c rapaz de produzir lu-
do o qoe responde as necessidades de urna civilisa-
cao apurada. Porque lanas vaulageiis naturaes sito
desprezadas por esta mullidan de europeus. que vito
procurar lo longe da palria a felicidad?, que llies
recasam os abusos de inslUuicoes rolinciras? A res-
pnsla he fcil.
No Mxico ha urna religiao exclusiva e tolerante ;
11 m clero omnipotente palas suas riquezas e pelo fa-
nalismo do povo. O estrangeiro pouco pode conlar
com a proleccSo das leis, porque ellas eslao sempre
sujeitas i cubica ou vngaiica dos funcctoiiarios p-
blicos. Quanlas vezesnm chefe de partido a mesmo o
govenio constituido na tem despojado o estrangeiro
**** ireese tiai laiiajou aunu* we rrsatnho poi
urna contribuirlo forrada !
Homens ambiciosos disputam o poder no Mxico
quasi empre 10111 as armas na mo, e aqueiles que
se achara de posse delle, se oceupam em conservar
esta posse por meio da forja, sem procurar fortifi-
car-ae nella pela sabedoria, ofereeendo ao paiz urna
boa adniinistrafSo. Bera longe de procurar rasgar o
vo da grosseirn ignorancia, que pesa sobre o povo,
o governo a o clero anem seus esforcos para perpe-
tuar essa ignorancia-afim de poderem reinar sem cen-
sura am ama nae,o degradada e servil.
A devalo de um liomem virtuoso ao poder he
bastante para regenerar um povo. Collocai Ilurbi-
deou Santa-Auna em lugar de Washington, que os
lisiados-Unidos se consumriaiu no seo da ignoran-
cia, da ierras mis e da fanatismo religioso, n
progresso he ama paiavra va para o Mxico. Os ca-
minhosde ferro, os canses, a telegraphia elctrica e
dades e defeilos, que Ihes sao proprios, assim como
individualmente entr os homens. He verdade que
a rata bespanhola nao tem o culto do (raballio, mas
o da indolencia e do repouso. Para um povo seroe-
Ihanle a Ierra daveria ser um Edn, onde a mais
bella crealura de Dos tivesse sement a escolha dos
gozos e o trabadlo de respirar um ar impregnado de
suaves perfumes.
He justamente por causa desla perniciosa propen-
silo para a sen blica mexicana teriam devido conceder aos eslrangei-
ros grandes vaulageiis para os allrabir em mullidlo,
e formar assim una narao ao mesmo lempo laborio-
sa, intelligeolc e esclarecida.
Percorrei os Estados-Unidos e ahi veris paizes
vastos, onde nao se cnconlra senJo Allemiles, a mor
parte dos quaes nao sabem at pedir o necessario da
vida na lingua, que rege a confederaran. Mas as
florestas nao deixam de desapparecer dehaixo dos
golpes do machado, e as ricas ceifas de surgir do
solo par-i derramar a prosperidade e a civilisarao as
regiies, onde viven anda confusamente o lioiiiem
indgena e o bruto, procurando destruir-se para se
alimentar. Pouco importa ao governo da Uniii..,
que estes emigrantes adorm a Dos de vinle mauei-
ras diversas. A religiao so be bem julgada pelo
Creador ; as leis humanas devein respeila-las sem
as examinar ; so os actos do cidadAo he que devem
licar sujeitos s leis que o governam socialmenle.
Dcpois de se Icr fundado a repblica no Mxico,
devia-se Irabalhar em fazer desapparecer al o me-
nor vestigio dos ruinosos privilegios, que exisliam
no antigo rgimen. A nobreza de nascimento ahi
conservou pelo contrario todas as vanlagens, qoe
esla casia allribuio a si desde o priucipio da con-
quista. Naquella poca primitiva os conquistado-
res dividirn) entre si as melhores no renes do ter-
ritorio. Este estado de cuusas anda existe acloal-
menlc ; a rafa e o clero possuem quaai todo o ter-
ritorio suseeplivel de produzir. As cinco sextas
partes do povo nao tem una polegada de Ierra em
um paiz, que apenas couta a vigsima parte da po-
pularlo, que pode sustentar na abundancia com o
auxilio da agricultura, do commercio e da indus-
tria.
Os licspanhoes desde o principio da conquista do
Mxico, nao se limitaran! a apropriar-se do solo
conquistado, lizeram o meuno com os indisenas.
Esla odiosa escravidao se Iraiismillio de geraco i
geracSo at a queda do poder colonial da Hespa-
nha. Se a forinarao da especie de repblica, que
succedeu a esso governo absoluto, deu alguma li-
berdade ao povo, ella se consliluio de modo que
Ihedeixa todos os cargos administrativos, a miseria
e a ignorancia. Com eireito, a aristocracia se es-
quivou de sacrificar sua injusla pasicao ; os empre-
gos e as honras licaram sendo sua parlilha. O po-
vo linha recebuh o titulo decidadao com condi-
{o de nao ter as suas atcUmicocs.
Oa beus iinmcusos do clero foram isentos do ti-
ADIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, lerfas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
demnados polticos, e transferido para a priaSo cha-
mada carceri nuove fnriatM novas). Palo cami-
nlio, Coslantini, posto que comprehendosse o motivo
dela niudnnra, em urna hora l.io avanradd da noite,
mostrou-sc alegre e indifferente.' Depois de hora e
meia, islo he, as onze horas e mcia da noite, um of-
ficial de juslira, llie intimou seguudo a lei, sua sen-
lenfa de morle neslcs termos :
O tribunal vos con lemna a morrer amanhaa de
manhaa, as cinco horas. O condemnado nflo ma-
nifestou nenhuina agilarrto, mas desrez-se em inju-
rias, c imprecarles contra o oflicial de juslira e os
juizes. Muilas pessoas procuraram chama-lo a bons
scnlimeuton, e exhorla-lo a morrer contricto. (i>s-
tanlini moslrou-se surdo s suas instancias, e pedio
para ter a senleiica, pela qual linha sido condemna-
do. Os directores da priso Ihe mandaram euiao
uma copia dell. O condemnado gaslou urna boa
meia hora na Icilura daquelle documento. Vollando
se depois para aquelleSqueeslavam presentes, excla-
mou : esta sentenra lie um tecido de falsidades, e
dcraculiras, e os juizes que a pronunciaran!, sao in-
fames. 11 Por mais que nslassem com o condemna-
do para que voltasse a melhores sanlimeulos, e se
reconciliasse com Dos, diante do qual ia apparecer,
ludo foi intil. Oui/erein tentar um ultimo cs/or-
S'i e mandaram procurar um capuchinho, e um, tri-
nitario ; mas apezar das piedosas exhorlaces des-
les dous religiosos, Coslantini persisti na resolucao
que linha tomado de rejeilar os soccorros, e as con-
solacocs da religiao, Emlim tendo chegado a hora
do sacrificio, fizeram-o subir na fatal carreta, onde
dous ministros da religiao, .collocados a sea lado,
de balde lenlaram vencer sua obalinacao.
No momento em que o fnebre acompanhamenlo
passava pela praca de San Carlos, em Calinari.o con-
demnado vendo em urna das janellas do convenio u
cardeal que alli morava, Ihe dirigi grosser,s
veclivas. Tendo chegado ao lugar do suplicio, de-
pois de uma pequea estacan na capella que se linha
preparado alli segundo o coslume, o condemnado
niarcyou com um passo firme para o cadafalso. e cn-
quanto suba os degraos, poz-se a exclamar : tica
a repblica algumas pessoas aflirniam que elle
acrescentou ; ,/,, Dio crala (que Dos creou); mas
os tambores rufaram logo, e nao se pode ouvir mais
suas ultimas palavras.
Poucos instantes depois, Toussaint Coslantini,
deixou de viver, c seu cerpo era laucado em um
fosso cavado fura da cidade.
A polica linha fcilo uma grande ostenlacao de
bulo, e os padres licaram eucarregados de derramar !'' """^ {r""CCl nha. I"81* *u' con-
,dB^-M.ciio. -A consecuencia .test, favor erica.. ^SJ "'*"** ?***'" "*" "*'
foi que, como u'antes, o calhecismo compoz o pro-
gramma da educacao das massas.
Nao si he misler a um ministro do co piedade
e tolerancia, aenia anda uma intelligencia supe-
rior para que elle comprendida que sua misso na
Ierra Ihe ordena que esclareca o espirito do liomem,
se o quer regenerar ; porque o mais funesto de to-
dos ospeccados he a suorancia. Infelizmente a
grande maioria do clero mexicano pouco se distin-
gue pelas preciosas qualidades, que acabamos de
enumerar.
es sobre a exeeticao de Toussainl Coslantini, con-1 e desde a sua entrada na Valachia e seu comporta-
demnado a morle pelo supremo tribunal da Sagrada- menlo nao foi (al, que pudesse feze-los populsres.
Consulla, a 17 de mao, como criminoso de assassi- As perscguc,ies do partido da opposisao, e as medi-
nalo na pemoa do conde Rossi. das contra os fugitivos politices, allemaes e polonc-
Sexla-feira 21 de julho, leudo o procurador fia- zes, assim como o compartimento altivo e arrebata-
cal ordenado que a executao de Coslantini tivesse do dos seus seneracs talvez fizeram resfriar artrym-
lugar no dia seguinle,wbbado 22,o condemnado foi patinas que ao principio teriam encontrado, tam-
liradonn irrwmo dia de sexta-feira.s 10 horas da noi- bem nao fallaram conflictos com as autoridades lur-
te, da prisAo de S. Miguel, onde ostao todos os con- [ cas, c s o procedimenlo enrgico de Omer Pacha
at as estradas ordinarias sao descouhecidas; e posto
que os dous ocanos banhem aquello frtil paiz, a
marinha ainda alli nao leve nascimento.
Se o estrangeiro livesse oncoulrado no Mxico um
governo protector, uma liberdade de accao como nos
Estados-Unidos, a emigrarlo le ia apparecido alli
como na grande confederar jo, cavando numerlos
canaes e eniutruiido carinchos de ferro em lodas as
direi-oes, roteando a* florestas virgens em proveilo
de ricas ceifas; os conventos teriam cedido o lugar as
esesiu primarias; o fanatismo se teria dissipado ;i
luz da luz ialelleclual, e o Irabalhu leriaexpellido a
piegnifa trazido a abundincia para onde reinava
a miseria.
O estado prospero da Uniao americana so lem lo-
mado um augmeoto prodigioso, depois que a Europa
esla em pal, prova inconleslavcl de que esta longa
prosperidade he devida ;i seiva, que a emigracao do
velho mundo derrama lodos os anuos cada vez mais
nesla joven a vasta repblica. O grande segredo de
fazer naseer a riqueza em um paiz inculto e frtil
he atrahir para elle brafos, que o cullivcm, oue-
recendo-se aos estrangeiros lodas as vanlagens pos-
sivfais. I
A California permaneceu intil equasi ignorada
lodo o lempo, em que pcrlenceu Hespanha ou ao
Mxico. Apenas caldo ella em poder dos America-
nos, acordou repenlinamento de seu longo somuo
para mostrar com oslenta(au lodas as riquezas, que
ella offerecia ao Irabalho a .1 industria. No dia em
qoe o Mxico caliir pela sua velhice nos bracos da
Uniao, ver-se-lia operar naqucUe rico paiz a mesma
mclamorphose que actualmente aprsenla a Cali-
fornia.
Eiiirclauto lie verdade q~tpo\os teem quali-
Os maiores recursos do paiz coosislem agora em
minas de ouro e prata ; mas estas riquezas e-t.io
quasi todas as maos de companhias estrangeirs,
que as explnram para haverem as sommas adianla-
das ao governo. Como o thesouro publico esl sem-
pre vasio, o chefe da poder n3o tem occupases
mais graves do que adiar meio de salisfazer sua cu-
bija e a de seus partidarios. Estas criminosas pro-
digalidades sao a causa principal da ausencia de
todo progresso material e moral e das revolures,
que nio deixam de succeder-se naquclle infeliz
paiz.
A escravidao lerminou 110 Mxico com o governo
colonial. O negro e o Indio eslo ao nivel do bran-
co da elasse inferior ; mas por falla da menor ius-
truc;Ao, esta raca mixta nao tem aptidau para a-
propria-se os vicios dos povos civilisados e repellir
as qualidades que os allenuam. Eslc bello e rico
paiz oflerece boje mais perigo ao viajante do que
na poca em que os llcspauhoes o conquistaram.
Quem pode dizer as vezes que, entre Vera Cruz e
Mxico, os ladrees virio collocar-vos o punhal no
peilo para despojar-vos de ludo sem vos deixar a
camisa lio cor po.
Este mesmo salteador, que lo pouro caso faz da
vida deseinemcllianl, se eximirlodavia de pas-
sar por uma igreja ou por um padre sem (azer uma
profunda reverencia pelo respeito religiao,
elle pn.fessa la > indignamente.
A repblica mexicana deixando subsistir lodos
os abusos dos aovemos anteriores, era um poder
anormalque, nao tendo sabido fundar seu pedestal,
devia Icr a serte que Ihe tem dado, que reina boje
sem rcspoiisabilidade naquella miseravel na;3o.
Este estado de colisas so ter fim, quando o pvi-
Ihao estrellado da Uniao fluctuar na capital do M-
xico. Nao he preciso ser prophela para dizer, que
esle acontecimento nao se far esperar muilo Icm-
P- (Preste.)
Uma correspondencia de Roma, enviada ao peri-
dico O Direilo, contera *as particularidades teguin-
IJornal des Debis.)
que
A FAMILIA AlBRV. (*)
Vt Pmlo BBUarlce,
>^ 1
TEKCEIBA PARTE.
*
A CRITICA HOAStOK.
III
Agora be preciso que a acr.lo, bom ou m.10 -la-
do, lome passo da febre, o passo aprtssado e des-
ordenado do detirio de Nalalis.
Eis primeiramenle quaes foram as resnluroes as-
ss inesperada, que tomou este rnrarao ebein de
imaginarao. Nalalis disse comsiso :
He cerlo que amo a Martha, < he possivel que
-Marlha me ame. Oh se ella meamasse que remor-
s<>! mas se ella nao me amasse, que dr! Meo
I>pos : pensar que a traigo pode ser celeste, e a ale-
gra fratricida Comiedo nao roiivm, nao quero
que nos amemos! Ora, para rurar-mc e cura-la, s
vejo um meio: lfnt-la d'ora em ilianle e sempre
com dureza o lio, ullend-la de lodas as mam-iras,
fingir constantemente a amargura e a crueldade.
Ella me dosprezai, deslestar-me-lia, e seremos
salvos.
Minios pretendern que se a lamina estava real-
menlejn no coraedo de Marlha. Nalalis nao poda
portar-* melhor [jara finca-la mais : porm parece
que os namorados nao sao hoin.L-opathas.
* el lamilla Marlha para goar-se, em falla de sc-
encia linha a conscieucia! Ella ua.i lomou um pa-
pel : lava um semblante.
u.mdo Nalalis loruou a apparecer diante della,
arhoii-a mal.arave talvcz; porm igualmente sere-
na. A adroiraraoda tristeza aulisliliiira em sen ros-
to a adiiiiracSo da ignorancia mas ella nao lesle-
munhou ao cimbado risor nem embaraco, nao evi-
lou-o num eiirarou-o.
Elle licou coi.ruso por essa implacavel Iranquilli-
dade; porem nao deixou de querer lutar como Itc-
uaud na floresta nranlada, com o inimgo, mesmo
invisivel. Nos das seguiolrs, fiel ao seu maravillo-
so programma, Nalalis mostrou-sc irnico e mo :
Marlha permanecen lerna e boa ; ella pareca tomar
lauto cuidado delle como Maria ; mas menos do que
Brgida. Ooanlo mais tempestuoso elle era, lauto
mais ella moslrava-se serena como
o marmore impc-
; Vide Diario n. I.

nelravel. ao qual todas as borrascas exteriores s fa-
zem lavar algum lano.
Nalalis procurava c esfor^ava-se de balde ; seu
olbar sombra nada dcscnbria na fronte pura de Mar-
tha, nella a virlude cundira o amor melhor do
que a duvida nellc. Um abysmo de azul desafia a
VltU lauto quanlo um abvsmo delrevas; a noile
occulla as flores tanto quanto o dia occulla as es-
trellas.
Eolio acontecen uma consa extravagante. Nalalis
linha contado com sua dyr paraa tormentara Marlha,
com sua pallulez para ungir da mesma cor o rosto da
ainada, loia insensibilidade ao menos apparenle de
Marlha que alorinenlou-o: o padecente enfadnu o
".'" ^"-" 'llle Nalalis assostoii-se com a seguran-
za de Marlha, quando espanlou-se de nao Icr deci-
didamente de temer seu amor, cessou de fingir-se,
allligio-se c chorou, r0i sincero... c lornou-se nova-
mente nensoso.
Marlha leve nesso lempo rom Daniel, quando Na-
lalis nao estove cin casa, breves conferencias e -
parles mysteriosos, de que Maria gracejava muilo ;
mas que excitavam o ciume de Pedro.
Can grande espanto de Leonardo, e com profun-
da diir ile Brgida, a vida de Nalalis era rada vez
mais desigual, e sau humor cada vez mais feroz. El-
le nao locava na palbela, nao ria mais com Maria
c com Daniel, e e>quecia-se s vezes de abracar a
mai. [Sao poda estar parado, senlia uma neepssida-
de da ir e vir perdido nessas carreiras vagabundas e
inseosalas, laiuiliarrg qnelles a quem a paixan per-
seaue, ou qoepersegoem o pen.amento.
As ideas mais eslranhas erain as que Nalalis aco-
Ihia cunin amigas.
Urna inanliaa. no principio de eletnbro, elle re-
GORRESPONDENGIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hambut-to 20 de aatambre.
Ja na minha uliima carta tenho dado a noticia da
resposla negativa da Kussia s proposicoes de paz
das potencias occidentaes. A respectiva nota, como
ja disse, foi dirigida ao gabinete da Austria, o qual
e^i dala de 8 de agosto linha adoptado por si tam-
bem as ditas quatro proposicoes, declarando a sua a-
ceilasao como a uoica possibilidade da restiluicao da
pz. A Prussia nao se linha unido as proposites
de paz das potencias occidentaes, ontenlandu-se
nicamente do reeommenda-las ao gabinete de S.
Pelersburgo. Por esse mesmo molivo o gabinete
prussano receben uma resposta particular do czar,
acompanhada d'uma copia da nota negativa dirigida
Austria, reconhecendo o czar do modo mais lson-
geiro os esforcos mediadores da poltica de Berlim.
Um tal recooliccimento naturalmente nao deixar
le estimular a Prussia para sustentar toul prix a
sua posrAode neulralidade, e por consequoncia nAo
ha por ora esperanca alguma de ver os eslados alle-
maes procederem de commm accordo.
Em uma nota circular, dirigida pelo Sr. Manlcuf-
fel aos seus aneles diplomticos as cortes da Alle-
manha, que vista a retirada dos Kussos dos princi-
pados danubianos, c a declarado do czar de se limi-
tar a defensiva dentro do seu proprio lerrilorio, ces-
sava pois Prussia lodo o motivo para um procedi-
menlo hostil contra a Russia. Ao mesmo lempo a
Austria lambem nao considerou a nota negativa da
Russia como uma exigencia para um procedimenlo
militar. Um conselho de ministros, que nos pri-
meiros das de selembro leve lugar debiixo da pre-
sidencia do imperador, se uni sobre os seguinles
pontos: a nota rossa nao be cwshs 6efli para a Aus-
tria ; o gabiuele austraco porm nAo considera a
resposla como podendo abrir a porta a negociaeoes
de paz. A Austria por coiisequencia sustenta a sua
posirAo armada nos paizes limilrophes e nos prin-
cipados danubiano, ecumpre a oceupacao desses
ltimos. Essas decises foram commuoicadas s
potencias occidentaes, e lano que estas desejariam
uma participaran activa da parte da Austria, coin-
luda as suas declarares foram aceitas em Londres
e Paris sem observarlo em contrario.
Entretanto leve logar a entrada dos Austracos em
Hurharesl (grande Valachia) e em Krajowa (peque-
a Valachia ; porm nAo foram alli recebidos com
aqoelle jubilo, com que se sai ida ria a Omer Pacha,
he que impedio um rompimenlo.
A retirada dos Russos, nos ltimos dias, tomou
um carcter accclerado. Toda a Valachia grande
esl evacuada, assim como parte oriental da Mol-
davia at liuh.i de Serelh, e uma parle do sul
d'esse principado. Como dizem ter lugar em bre-
ve uma marcha accclcrada dos Turcos, dcbaixo do
commando immediato de Omer Pacha, na direccAo
da Bessarabia. Omer Pacha para esse fim vai mu-
dar o seu qnarlel general para Hrail.i.
O que ueste momento occona a allenrAo geral he
a grande expedirn das forjas anglo-francezas e lur-
cas combinadas no mar Negro. Finalmente ella par-
lio entre > c S do c.urente mez ; uma expedirn
lao grandiosa como nunca se vio. Perlo de 80,00(1
homens sobre 600 navios eslao em caminho contra
um punto ainda nao conhecido a maior armada
que jamis se achou no mar, e munida do lodos os
mcios. Segundo um despacho lelegraphicn ha no-
ticias da expedirlo al o dia 13 de selembro, e di-
zem que nesse dia fora bonbardeada a cidade de
Odessa, c que eslava incendiada em diversos pontos.
Estas noticias porm sao duvidosas. ao menos nao
foram confirmadas de parle fidedigna. Estamos
cada hora anciosamente esperando noticias,* uma
vez que o primeiro passo foi dado. Porque cerlo
he que as consequencias sero incalculavcis para a
Europa, e para lodo o mundo civilisado,
No Bltico entretanto leve lugar uma especie de
armislicio.a obrgacao de empregar lodas as suas for-
ras na grande empreza do mar Negro, loma impos-
sivel i Frattfa e Inglaterra de juntar ao mesmo
lempo forcas suflicienles no Bltico para dar um
golpe decisivo. Por isso depois de haverem toma-
do as Ibas de Alan I,e destruido as suas fortilicaces
se comentara a conliiiura o bloqueio dos portos
russos, al que ogelo e o invern o tornarem im-
possivel. A maior parte das tropas francezas se arha
ja de Yolta, a omesmo lempo cuulinuam as negocia-
eoes com a Suecia, para obter a sua adhesao, sem
que por ora isso lenha sido levado a um resallado
definitivo.
Da Allemanha nada de novo. Talvez que seja in-
Icressaote para o Brasil saber que uma das princi-
pies gazelas d'esla cidade, os llamburger SacUrich-
lense oceupam muiio com ludo que iulercssa ao
Brasil, e que entre nutras materias muilo fallam do
eslabelerinsr-uto de uma linha de vapores entre esta
cidadee PcrnamSnco, Babia, e o Ro de Janeiro.
P. S. .No momento de concluir recebo de Vienna
por lelcgraplm a noticia de haver o exercito anglo-
rrancez dezemharrado jO.OO, homens em rUipalo-
rianao costas da Crimea, dez leguas (lisiante de Se-
bastopol, sem liavcr cncoiiliado resistencia.
Paris 21 de selembro
parou que Marlha fallava ao almoco e perguntou
por ella. Disseram-lhe que estiva em Clialciiav on-
de ia as vezes passar um ou dous dias, quer na fa-
zenda de Ra> mundo, quer em casa da lilha primo-
gnita desle, rere lilemente casada.
Terminado o almoco, Nalalis sabio e dirisio-se
machualmenle paraa barreira que conduzia a Cha-
lenay ; elle nao senta o menor desejo de ir ver Mar-
lha. pelo contrario te-la-ha evilado se a tivesse en-
contrado ; mas gostava de r para o lado em que el-
la eslava, e alera disso era essa a estrada que havia
seguido cheio de esperanca na noite eucanlada da
vespera de seu ducllo.
Caminhando, pois, ao acaso por montes c valles,
perden-se e aclmu-se rc|>enliiaiiienle em um bos-
que onde julgava nunca ler do. Percorreu-o com
passo aventuren,, subiudo e desrendo com' as vere-
das ; mas um muro o fez parar. No iiiesne momen-
to abrio-se uma portiuha no mu o, e della saino um
velho jardineiro, o qual tirando o bonete, pergun-
tou-Ihc:
Acaso o senhor vem visitar o pavilliAo mobi-
Ihado que esl para se alusar?
Sim, respundeu Nalalis levado de um sent-
ment descouhecido.
Oh! seuhor. isso nao gastar muilo lempo. O
pavilhAo he lindo; mas nao lie grande, uma boceli-
uh.i ilccoiifeilos!
Com fleilo era um rerdadeiro ninho de namora-
do debaxo dos ramos. No pavimento terreo, sala de
janlar, nHo c eoznha ; no primeiro c nico andar
ateoxa e camarim. Eis a casa ; mas estava simple*e
alegremente mobilhada. Ojardim era pequeo co-
mo o da ra des Postes; mas deleila\el, como fez
observar o velho jardineiro. Mal se viam os muros
as arvores velhas, as mas sinuosas, os acci^nles
Na minha ultima carta annunciei-lhe que o exer-
cito expedicionario devera embarcar-se para a Cri-
mea a 30 ou 31 de agosto ; n noticia era exacta, mas
diversas circunstancias retardaram esla partida. Em
primeiro lugar levanlaram-se violentos venios no
mar Negro, c a esqoadras so viram obligadas a per-
manecer em seus portos ; depois as cousas ainda se
nao achavam preparadas para o dia designado.
Quando pensamos nos inmensos preparativos que
exige semelhante cxpeilicAo, esta demora nada tem
que sorprenda. ComefTeito, tralava-se de transpor-
tar por mar mais de se-senla mil homens com um
material para acampar, para fazer um assedio regu-
lar, e provisdes para um mez inleiro. Segundo as
carias chegadas Vienns no dia 15, a nossa esqua-
dra, partida de Varna a 5 de selembro, appareceu a
l na Iba das Serpeles onde se reuni esquadra
mgleza. Toda a esquadra s se pode reunir no dia
II ou 12 no lugar aprazado para a reuniao geral;
compoe-se de 100 navios a vapor de lodas as dimen-
ses, lano inglezes como francezes ; Irezenlos na-
vios de transporte e Irinta e seis naos. Segundo Ires
despachos chegado* boje a Paris, 5,000 Francezes,
">,0U0 Inglezes e 10,000 Turcos, desembarcaran! a
I i em En palor a, sera resistencia, e marcha rain im-
mediatamente sobre Sebastopol. Os transportes par-
tirn! inmediatamente para Varna, afim de recebe-
rcm a reserva da 14,000 Francezes. Todos se ad-
miram que os Russos nao oppozcssem resistencia al-
guma ao desembarque ; este faci se explica ou pela
ignorancia em que estavam acerca do lugar do dc barque ou entao em consequencia de um movimen-
lo dcconcentraco das suas forjas em tomo de Se-
bastopol.
O TVines publica um despacho dcGalatza 13 de
selembro, que se be verdadeiro, provaria que a es-
quadra russa nao se tem sempre encerrado 110 porlo
de Sebastopol. Parece que os Turcos, fazendo um
reconliecimento, enronlraram a esquadra russa a 48
milhas inglezas de Sebastopol, espoderao escapar
por meio da fuga. Se o Tacto he verdadeiro, deve-
remosconcluir que a esquadra russa, que at o pr-
senle se tem conservado prudentemente sob a defeza
dos seus fortes, se decidi em fim a aceitar o com-
bate 1 Nao lardaremos a saber.
Todo o mundo poltico na Europa esl espera dos
arnnlecimeotos qne se realisam ncsle momenlo na
Crimea. Cada qual discute os lances felizes ou des-
granados desla expedieo ; devo dizer-lbe que aqui
a opiiin Me lie favoravcl. A Russia nao *e Ilude
acerca da importancia que deve Icr a lomada de Se-
bastopol para o desenlace da guerra do Oriente ;
tambem ella nao lem desprezado cousa alguma pa-
ra a sua defeza. O principe Menachikon lem esgo-
lado todas as medidas para tornar a cidade inex-
pusnavel por Ierra e por mar. Entre Sebastopol e
llalaklava, se conslruiram cinco fortes deslacados
bem municiados; as estradas se lem lomado impra-
licaveis e minadas em mullos ponlos. As eminen-
cias que dominam Sebastopol esto cercadas de Irn-
cheiras e fossos guarnecidos de 18 baleras, defen-
didas por -20,000 homens. Julga-se que a guarnieao
de Sebastopol nao ae eleva a mais de 10,000 ho-
mens, c, se Ihe juntarmos as equipngens das esqoa-
dras, s se conlam 20,001) homens. MenschikofT na
sua proclamarlo de. 3 de selembro preparou a sua
gente para o caso, peior. Depois do ler enumerado
todas as victorias que os Russos alcancaram nesle
seclo, c exhortado os seus soldados a acresccnlar
novas, termina da maneiraseguinle : a Se, comludn,
por um arresto immulavel do co for dado ao iniuii-
ro vencer-nos. entao poremos fogo aos paioesda pl-
vora, e os Taremos voar cbm ches. Anles morrer
que enlregarmo-nos ao inimgo. 11 Como v, a re-
sistencia ser enrgica e desesperada.
Carlas particulares de Conslantinopla dizem que
nos conselhos de cuerra que tiveram lugar em Var-
na, a expedrio da Crimea foi enrgicamente com-
batida pela maioria tos marinlleiros e paaaaejtacs ge-
neme ; mas o marechal S. Aniaud desprezou tudo,
Tazeudo comprehemlor que uma inacefln mais pro-
longada Jierderia o exercilo ja meio desmornlisado
pela epidemia, e que esla cnipanha eradiflicil, mas
necessaria. O marechal linha razio, porque a no-
ticia da partida para a Crimea fui arolhida peto exer
cilo com um enlhusiasmo extraordinario que nao
ser desmentido em frente do inimgo, Francezes,
Inglezes, Turcos, combalcndo pela primeira vez,
uns ao p dos oulros, rivalisaio em valenta e au-
dacia c prallcarAn prodigios de valor. Todains tro-
pas sao tropas de flor, actistumadas guerra, que de>-
fendem uma causa juslae santa, ao passo que os
RussossAo pela inr parte desgranados abutres pela
escravidao o pela correia do Koul; preve-se com fa-
cilidade de que lado esta a victoria. Se como lodo
indica, o marechal S. Arnaud Iriumphar na sua
empreza, ser Horneado duque de Sebastopol. Ape-
zar da nossa pouca sympathia para cora elle, como
verdadeiro Irancez, desejamos-lhc esle titulo de lodo
O nosso eiirac.a-i.
As noticias do Bltico sAo ncslc-momenle de ura
interesse tolalraentc secundario. As tropas expedi-
cionarias j;i lem vollado para Franca p1a maior
parle ; as esquadras nao tardaran em'scgui-la* ; en-
tretanto vo continuando os seus passeios martimos
ao longo das praias russas. Al a approximam mui-
las vezes dos portos russos, como para provocar as
esquadras inimigas a sabir ; mas estas sempre se
conservam ao longe. Na Inglaterra reina grande
desconlenlainento em consequencia da narran das
esquadras adiadas no Bltico ; lodaxia a sua presenta
destechen um golpe desastroso no commercio dese
paiz.
Nao heprovavel que o almirante Napier reassume
o commando da esquadra do Bltico. J se trata de
dar-lhe substituto. Se devemos dar crdito ao
SWndard, lord Abenlcen olferercu a principio es-
te commando a lord Dundnald. Esse responde
que estava promplo a aceiia-lo, com tonto que fot-
s aulorixado a serctr se licremenle das forras
i/ue Ihe fassem confiadas. Lord Aberdeen nao q'uiz
consentir em laes coudirOcs; c lord llundnal regei-
(00 o commando da esquadra.
A Allemanha esl sempre na mesma situacao em
face das nutra* potencias da Europa. A Prussia se
vai inclinando cada vez mais para a Russia ; e
quanlo a Austria causa o desesperados nossos mais
alilados diplmalas, yuer cortejar ao mesmo lem-
po a Russia e as potencias occidentaes, com lano
que isto continu por algum lempo, se concentrar
com a sua Imbilidade para se intrigar com lodo o
mundo. Se devemos crr as indiscrices dos cor-
tcsAos, Napoleo nos seus aquarlelamenlns do cam-
po de Bouloine dise as palavras seguinles : 11 Se a
Austria est com nosco, lano melhor, as comas se
arbanlo mais depressa ; se a Auslria for conlra
nos, tanto melhor, e isto nos permillir corrigir a
carta da Europa; s a Austria quizer permanecer
neulra, tanto melhor, perder toda a sua influencia,
e ja nao causara reccios.
Ttaoha nada intcrenanle om Hespanha; rudo pare-
ce adiad... airar cuidan dos cortes. Madrid parece que
vollou asna Iranquilidade ordinaria, maso mesmo nao
acontecenas provincias. Asresislenciasqueenconlram
osager.lesdogoverno, reduzem aadminislracao ini-
possibildade de cuidar nos servieos publico-, e pro-
teger efllicazinenle as pessoas e a's propriedades. O
partido republicano n3o se quer dar por vencido ;
liose-se morto em Madrid, mas organisa-se com ac-
tividadc nas provincias de Leste, do Sul e do Oesle.
Os carlistas se agitara igualmente, e tudoannuncia
para o uluro novas tempestades.
A noticia da loucura de Maria Chrislna nao he
verdadeira. At se annuncia que ella se propoepu-
blicar um manifest para dcsculpar-se de lodas as
aren.ardes que Ihe foram dirigidas.
i:i'in:.Mi;iii)i:s.
Oulubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha. .
14 Qtiarto minguanle aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, C minutse
48 segundos da tarde.
28^uarto crescen^a4 horas, 44 mi-
nulos -s segtjiidos da tarde.
=----------' ^ ^--------------
DIAS DA SEMANA.
16 Segunda. So. Marliniano e Soturiano irs. imu
1" Terca. S. Eduviges dqjjueza ; S. Mariano m.
18 Quarta. S. Lucas Evangelista ; S. Tbeodorom.
19 Quinta. S. Pedro de Alcntara f.
20 Secta. S. Joo Cancio ; Ss. Ctapazio e Ira.
21 Sabbado. Ss. rsula e suas comp. vv. mm. .
22 Domingo. 20 S. Ladislao f. ; S. Hera-
clio, A lodia c Cordilla v. mm.
Porto esUi de lodo iiisinjl ; pois lodo o que mi-
lila naslileiras do bom tm foi parad I"../, e Lessa
refrescar as escandece neta da pbkfco no salto un-
ioto, como dizem algunsJBKW) nico atse-
me ni que lera havido no totko os saraos poticos
musicaes, instituida! pelo Castjlio, da leilura repen-
tina, na casa da assocacao industrial. Nao lem fal-
tado poetas bons e maus, e o bello sexo tem abr-
Ihanlado com asna preseura tsla especied'ouleiros.
que alguns episodios tornecem para os annaes do ri-
diculo. No sabbado foi o i saru, c no secunde sab-
bado parece ser o ultimo a que assiste o Caslilbo
[autor das .arlas iluKMlu a IvWciso; que Tai partir
para o Rio do Janeiro. O liomem, apezar de ceg
he uma uolabilidadc potica Iitteraria, e nao obstan-
te a sua mana da leiura repentina, faz honra ao
paiz e ao ventre que o gerou. A poltica est insulsa.
A qucalAo do rapto da rica herdeira Ferreirinha,
vai 110 seu quarlo mngoanle, apezar da carta que a
maida sohredila fez publicar 110 sabbado, datada
de vigo, dizendo que vai para o cslraugeiro para
fngr familia saldanha. Esle memorndum fnica
he acompaiihado do compelenle protesto por perdas
e dainos.'!!...
A poltica esta embucada, especulando em mex-
ricos, o que deuola dficit de elementos de maior
vulto. Continua o zum-zum de que o regente quer
deixar .1 regencia, e que est lirmemeute decidido
a largar a carga, propondo na prxima reuniao das
corles a maoridade do Re, em que cerla fraccao
polica poe todas as suas esperauras. O que for so-
ar. Os felejos pela chegada do joven rei a Lisboa
foram eslrondosos. Aquellos a quem nada-escapa no-
laram que no pavilhao real que e erigi no Tcrreiro
do Paco, e na decoracao da porta do arsenal de ma-
rinha apparecesse acasualidade casual de figuraren!
confundidas as cores das bandeiras hespanhola e
porlugueza. Tambem se lomou por epigramma o ap-
parecer a bandeira turca ua secretaria da fazenda, e
a pontificia na do reino. Sao casualidades que os
f(/:edores de espirito nunca deixam de aproveilar.
Na casa da cmara estava uma bandeira bespanhola!!
Por causa do dize tu, dirci eu, leve lugar um du-
ello entre o redactor da Recolucao de Setembio, e
um dos redactores do Porluguez, bateu S. Paio cora
SanfAiiua. Foi um especlaculn gratuito com toda a
pompa do ridiculo, que acabou por um ligeiro fe-
rimenlo que a pistola de S. Paio prodnzio em uma
uadega de Sanl'Anna. O ridiculo tambera lem o seu
sublime, he preciso saber aprecia-lo. O general
.Narvez cliegou a Lisboa, mas j alli nao achou a
Madre del pueblo (Maria Chrislina! que se demrou
poucos dias na. patrji d'UIhses, embarcando para
Franca ra um vapor fraucez. Na nossa \ isiuha a
ordem do dia sao elcicoes, programmas e manifeslos,
lodosos partidos eslao em campo. A exallacao de-
mocrtica vai amainando, comludo o liorisonle po-
ltico esta muilo nublado. Nao be dillicil prever
que a renuia.. das corles, pelos clcmcutos bclorogc-
iieosde que devem compor-sc, lia de produzir serias
dilliruldades. A guerra civil j|Ui ene perspecti>a
em Hespanha. Finalmeulo o rabo ha sempre o
peior do afolar. Vamos vendo.
de terreno e os carpes eram laes que qualqcr se
leria quasi perdido nese parque em miniatura. As
flores e reivas abundavain ; mas havia poneos ou ne-
nhuus fruclos. Apenas algunas vides trepavam nelo
muro do sul ou pela casiuha branca.
H l.ma loiica ballucinacao aflagava Nalalis: em que
vida anterior, atrnvez de que -mimo diapliaun havia
elle ja ronliecidn esse jardini e esse bosque rircum-
vizinbu.'Elle o ignorava; mas linha cerlamenle

passeado em oulro lempo com Martha por essas ve-
redas e essas ras.
E por quanlo aluga-se esla casa? perguntou
elle ao jardineiro.
Mil francos por anno, senhur, c he de erara !
uma verdade ira joia.'
Sim ; mas a estacan j vai He adianlada! Ou-
Ca-me, trare amauliaa quindenios francos em inun-
da, e prometi entregar as chaves 110 primeiro de
abril. Aceila t
Fallar ao proprielarin, senhor, e amanhaa
Ihe dnrei a resposla.
O'jinhenlos*francos era qaasi o que reslava a Na-
lali- do prec.j de sua- pinturas de Burdeos ; mas el-
le nao lazia economa*. No dia seguinlc o proprie-
(ario disso sim, e Nalalis entrn logo na posse de
sua phanlasia. SenlAo foi que elle soubc que era
em Auiuay perlo de Sceanx em un valle charo aos
poetas que linha encontrado esse paraiie de um
quarlo de geira.
Desde entao houve para Nalalis dous mundos dis-
linclo-, um l'.-i o de miseria, de lodo, de gesso e de
passageiros estpidos, nutro chelo de esperanca, de
perfumes, de relva o,de illiiw.es: Paris e Aolnay.
Em am, Martha sorria-lhe. em outro all'eclava ape-
nas olbar para elle. (Juan I o ar da cidade dorna-
va-se insupportavel a Nalalis. quando Marlsli aca-
bava de gela-lo cora uma p.iMvra banal, 011 coin um
olbar iiiilill'erente, elle corriajogo para o se refu-
gio, c ahi apenas linha passido o lumiar e feehau a
porta por denlro com o ferrollio, a alegra e a luz
rcnasciam nelle : amava e ere amado !
Era um despertar.... ou un somuo, nao importa !
Elle via a Marlha, fallava-Hie. locava-a. Ambos
passeavam de bracee dados |iIas fresras ras do jar-
dim, ou elle rahia-lh aos pes e desfazia-se em longos
discursos de anuir e de embriaguez, que ella ouvia
sorriudo. Entao elle nao pensava mais no mundo,
uos homens e no inferno que rodeava seo ceo, ua fa-
milia, em Leonardo, em Pedro! NAo I elle* exis-
liam sos sobre a lena, s erara ura debaixo do pa-
cifico firmamento, .liante do Seuhor demento :
Cada vez que Nalalis ahria a porlinha de seo jar-
dira para entrar, eirlaiiiava a Quanlo sois bom,
iiieii Dos, porlerdesmixturado nsoulin coma vida!..
C Cada ven que lecha va a porta sahindo exclama > a :
Porto 25 de selembro.
Anda por c ludo atomalado com medo do cholera
que em quasi toda a Hespanha se inanifeslou, c al
se diz a mcia bocea que algumas casas linham appa-
recido no Algarvc. A tal alliada da morle be o pa-
pao anida dos mais corajosos. HojesAo aquias ex-
equias pelo vigsimo aniversario da morle de I).
Pedro, que deram lugar a um derrisso em que a po-
ltica melleu logo o seu bedelho. Tem sido coslume
al agora dar a cmara I.VfcjOOO rs. para ajuda da
despeza das exequias, porem esle anno altendendo
dimiiiuicao dorendimenlo-municipal produzida
pela escacez de entradas de xinho para consumo ; c
porque a caresta do pao obngou a cmara a man-
dar cozer esle genero por sua conta para o vender
ao publico, decidirn) os vereadores rcduzir a M}
rs. a verba destinada s exequias. A irmandade da
Lapa csquenlou-sc e nao quiz receber nada, deci-
dindo-se a fazer as exequias, limitando a despeza ao
rendimenlo do fundo de 3:0008000 de res, que em
1838 so reuni por subscripto, e que a dita ir-
mandade adminstrava. Nesla idea foi encom-
mendada uma armaran mais econmica ; porem o
hra-ilt iro GoDcalVM Airan.ir, que he um dos mesa-
rios da Lape, foi ler cora o armador, e declarou
qne quera que ludo se iizesse como os mais aunes,
e que elle pagara toda a despeza que excedesse ao
rendimenlo do fundo. Ora, esle piparole dado na
cmara, lem Torneado mofe para variadas glozas,
que a publica aproveila sempre mui lampeini.
. almosphera continua esquentada e abrazadora
sendo geral a falta d'agua. Teem secado alguns rios
e riberos que nao ha memoria de que sccassem nos
anuos de maior secca. Falla a agua, encarece cada
vez mais o vinbo ; sea cousa assim contina ter
de subir for rusamente o prero da esmnlla das inissas
para as quaes he indiipensavel o viuho e agua. Em
consequencia da escacez da colbeila do milho, pa-
rece que vai ser prorogado al 31 de dezembro o
prazo para a livre m portar Ao desle genero. O
Lisboa 15 da selembro.
Esla aqui ludo em alvoroco com .1 chegada d'e-
rci. Esl barra, mas nAo desembarcar sem com-
pletar os dias de quarcnlena. Fazem-se grandes
preparativos no Terreirodo Pacoe em toda a cidade,
com embandeiramenlos e luminarias. Ainda queja
nAo ha feslas deslas como n'oulro lempo, esle feste-
jo he humilde, direi mesmo pobre, mas he esponta-
neo. He uma segunda feslividade do rei chegoxt, mas
livre e cordealmente feta, porque D. Pedro nao tem
senil affeicOes, que se augmentaran) com o coneclo
que da sua capacidade e lalenlos se Tez em lodas as
cortes da Europa onde esleve. S. M. sempre se avis-
tou com o imperador dos Francezes, no acampamen-
to de Bolonba, ao qual foram ambos os soberanos
ver esle formidavel bivac. El-re demorou-se ape-
nas oilohoras cm Bolonba, nio s para nao eslorvar
os preparativos que se eslavam fazendo para receber
o esposo da rainha de Inglaterra e o re dos Belgas,
mas porque linham de vir acorapanhados pelo va-
por da carreira do Brasil, o que assim se verificoo-
No dia 9 chegou a esla capital a rainha Chrislina
de Hespanha c seu marido o Buque de Rianzares.
Foi um escalcr real com o ministro dos negocios es-
trangeros, o govemador civil, o embaxador e a
embaitatriz de Hespanha busca-la a Alda-C-allega.
Foi de madrugada, c incgnitamente, com o titulo
de comiera de Imarindi. Alojou-se no palacio do
embaxador de Hespanha, na Calcada do Duque,
linda casa da viuva Caldas. Teve nma guarda de
honran porla, mas ella pedio que se relirasse. De-
morou-se aqui seis dias, durante os quaes andou
n'um coche da casa real, mas sem apparalo. El re
I). Fernando vcio de Cintra visla-la, e ella foi jan-
lar ao pai;o daqnclla villa, de Ui foi a Mafra, visilou
os principaes eslabelecimenlos de Lisboa, mas nun-
ca foi ao Ibealro. De Hespanha nao ha noticia ne-
nluiina transcendente ludo sAo programmas di-
versos sobre as candidaturas paraos prximas corles,
de sorle que se nao pode conjeclurar qual ser o
exilo desla revoluto, sobre a qual nao ha nenhum
Bandarra poltico qoe se alrexa a prophetisar.
Futr' no- lia scelo. O ministerio vai se susten-
tando, porque nao Ihe lem fallado dinheiro, e esl
sempre promplo para fazer a bocea doce sos seus
maiores adversarios, o que na Ierra de tantos gulo-
sos he um graudc meio de governar. A historia do
rapio esta agora encabezada ua poltica, e lalvez fa-
ca mossa. (1- grandes incendios na poltica nascem
destas pequeas falseas, baja vista a historia do ca-
leche etc.
Parece qne foi aceila a proposla de uma socieda-
u Meu Dos, quanlo sois cruel por lerdes misturado
a vida com o sonho!
Com etleilo elle ralo poda deixar seu oasis pelo
mundo sem ler enconlros funestos.
Ordinariamente elle iaap; porque a fadiga do
corpa alliviava-lhe a alma. Lu dia opprimido de
calor, eulrou passando por Sceaux em uma especie
de bolcquin campestre, assenluii -e a uma mesa de-
baixo de umcaramancliAo de vide, e pedio urna gar-
rafa de cerveja.
Apiando os colovcllos na mesa, e leudo a cabe
ca cnlrc as raaos, pensava em Marlha c em seu
amor; por isso nAo reparou que no caramanchAo vi-
llano do seu linha-se iuslallado um par mais 011 me-
nos enamorado; porm ouvio sera querer urna voz,
a qual rcronlieceu vagamente e dizia:
Sim, Virginia, o amor he o mais precioso be-
u el i cm que nos cunee.ieram os deoses para consolar-
nos nn caminho da existencia!
Nalalis sahindo fui obrigado a passar junio do
persoilagem lyrieo. Era tiiboureau, conversava com
uma rapariga morena c vigorosa.
O ex-sargenlo Uucuu-lbe um olbar venenoso ; po-
rm Oalalis nao fez caso e relirou-sc.
Alguns dias depois elle enconlrou cm um cae-o
grande pintor de que lra discpulo. O meslre achou
Nalalis muilo mudado, todo transformado Ulvez,
seiilio-lhe svmpalliirameule sobre a fronte alguma
alia concepcao un alguma paiv.lo profunda, e adev-
nhoii que Nalalis fazia alguma cousa bella com Dos,
011 que Dos fazia alguma cousa lislc rom elle: dor
ou cu-culi", cume ou abysmo, he sempre a gran-
deza !
Em que Irabalhas '.' pcrgejnlou elle repenti-
namente.
Em nata.
Irada.> ests enamorado !
E como Nalalis nAo Ihe respnndesse, o mestre ac-
cresceulou :
Imbcil! perder o lempo com o amor quando
ha a arle.' Dar o inundo por una saia Ah! a pal-
va.1 s deve ser lomada para eicilaule, assim como o
cafe.
Porm Nalalis permanecen serio, e deixando desla
vez fallar sua alma, rom mu -imple, eiilhusiasmu
foi mais forle do que a alia irona do illslre artista. 1
de de Purluguezes e Brasileiros, testa da qual sin
o Ramos (maneta) para lomarem empreza do ca-
minho de ferro do Alemlejo. J est feito o deposi-
to. Em dezembro he que se adjudica. Houve ura
djiello pistola entre o Sampaio redactor da fan-
luro. e o Sanl'Anna, redactor do Porluguez, cu-
jas cirenmstancias ainda ignoro.
30
El-rei e seo augusto irralo esliremra 48 hurasfuu-
deados de fronte de Belcm, acallando a quarcnlena a
que se sujelam todos os' navios que vem de portos
infectos, ou siwpeilns do cholera rnorbu*. A lei lie
igual para lodos ; o soberano nao he superior a el-
la, e por isso nao ha que louvar, como muila gente
aqui fez, este acto, alias honroso de S. MageslaMe.
O desembarque eflecluou-se no dia 17 pela* II ho-
ras da manhaa. J passou o lempe em que nestas
feslas reae* se faziam grandes dispendies. e anda
maiores regosijos; entretanto no meio da nossa
pobreza, e para lempos em que eslao exlinclos
os cnlliuasmos, a recepcao que Lisboa fez a el-
rei deveu de ser-lhc muitu lisongeira e satisfaloria,
mostrar Ihe a esperanca que todos lem no seu reina-
do, e einfim a alTeicao que todo o povo leal boje
familia real. Eis aqui uma succinla relacao do rece-
bimento de S. M.
oProjeclarao governoque o desembarque dea reaes
viajantes fosse no arsenal da marinha, e para ieso
havia o respectivo ministro ordenado se levantaste
um grande pavilhao junio ao reducto do inspector,
que secomecou a armar, fazendo-se ootros prepara-
tivos ; porem vendo o mesmo governo, de accordo
ron! a cmara municipal, qoe o lugar era acanhado
para o.accesso do povo, visivelmente anciosode as-
ssr aqueUe acto e de victoriar el-rei, determi-
nou que o desembarque fnsse na vaslissima praca do
commercio, onde elle poderla salisfaze* os seus dc-
sejos. Assenlado islo com os vereadores, noraearara
elles d'enlre si uma commitso para regular os Ira-
balho*, os quaes foram enlregues a direccAo do en-
genheiro da cmara Mr. Peseral, enndjuvado por
Mr*. Cinali e Ramboi auxiliados por olliciaes de ma-
rinha, e pelo inlelligeoto meslre do numero da nao
Joo Borges, com os seus marinbeiros 4o troec-,e va-
rios carpintesjAs. de machado.
Assim, rimoveu-se do arsenal para o Terreire do
Paco o pavilhao que abrangia um rectngulo de 80
palmos de coraprido por 60 de largo, eslabeiecido
n'um labiado alio de seis palmos com degros nos
menores lados do norte e sul, a mcia distancia da
estatua equeslre e o caes das columnas. Este pavi-
lhao era dividido em tres secroes longiludioies, des-
tinadas, a primeira para SS. MM. e AA., a dolado
oriental para .1 curie callos funecioaariot, e a occi-
dental para a cmara. O pavilhao lera aberto em
lodosos sentidos tatemes para o* povo ver el-rei e
gozar o grandioso*)cordeal "apectacufiJ-da sua recep-
rAo,' e era saslentado por pilastras delgadas guarne-
radas oeari arle e goslo de cortinas lisiadas de azul
claro e brinco, apanln das com muila elegancia,
chelas de franjase borlas brancas e atoes ferretes :
os eorrimoes e lecto eram em bandas cor de rosa com
franjas grandes da mesi.-. 1 cor.porom raais viva,que
deslacava muilo agradavelmenle. Na coxia do meio,
elevava-sc o llirono de cinco degros, debaixo de
um rico dncel de velludo e ouro, aberlo igualmen-
te, apanhando-se as cortinas delle s pilastras mais
prosimas dos seos quatro ngulos com cordes e
grandes borlas de ouro ; uma rica alcatifa do custo
de 6009 rs., eslreada nesse momenlo, cobria o tabla-
do.do pavilhao ; e outr muilo mais ..rica, branca e
malisada de rosas e folhagens de goslo cabra o'thro-
no, onde se collocirarh Ires riquissimas cadenas do
Paco das Neeessidades viradas para a cidade (que se
presuma receber el-rei) para elle, o regente e S. A.
o Sr. infante D. Euiz; ao lado direilo deslasdispoze-
raan-se outras cinco cadeira dos camaristas, pan as
princezas e principes irmaos de S. M.
a O pavilhao linha nos qualro ngulos, qealro
grandes bandeiras nacionaes dos navios de guerra,
e em lileiras sobre o lelo correspondentes coxias,
vinle edons estandarte* dos regimenlos de ravallaria
do exercito. Nos dous topes do pao de Hierra do lec-
to havia pendentes duas grandes armas reaes, por
delraz das quaes sobresaham doos mastro para
bandeiras; nodo Borle irou-se desde o principio a
bandeira nacional ; o do sul, era desuado, e nelle
se arvorou opstandartelkal qnando el-rei pisou Ier-
ra de Lisboa. -
Sobre o arco do ra Augusj, havia Ires grandes
maslros com bandeiras porlugoezas, bem como so-
bre os cuuliaes das horras da ras do Ouro. da Pra-
ta, do Arsenal, e da Ribeira Vclha; e sobre a ba-
laustrada que domina os nobres edificios da praca,
as bandeiras ; brasileira, ngleza, fraocea, belga,
romana, bespanhola, auslrira, russia na, dos Estados-
L'nidos, sarda, napolitana, hollandcza, dinamarque-
za, sueca, noruegueza, piemonteza, turca,.ele, te-
das disparando de*paos um pouco pendentes'para a
praca ; e sobre os torredes, paos com bandeiras de
signaes. ,
Em lodas as columnas dos eandecirosda praca lia
via bandeiras* dos nossosrcgiaientosde primer e se-
Lgunda linha amigo e modernos da guarda e bata-
llles nacionaes, em aspa, sustentadas por'coras de
louro, svmbolisadorasdo seu, valore servifoa pa-
lria. A pouca distancia do pavilhao para o lado do
mar, levanlaram-se dous* tropheus moiiumeiilaes,
sobre dous cubos de sele palmos de arcsla eompos-
los cada um de seu feixe a prumo de duas pe^as de
calibre 21 e duas de 18 ; e qualro de calibre 12 dis-
postas artsticamente, todas de bronze, com as cula-
tras para baxo, guarnecidas de caixas de guerra,
armas brancas, de arremeco, ou de fogo.; corpos de
armas, lanadas, soquetes cinarras, langas, estandir-
les, giiises, assentc Indo cm arossas pulas de balas
Oh! disse este ficaudn pensativo, lambem nao
sabes viver, e quem nao sabe viver....
Morre, lornou Nalalis, o q*aal nao julgava pro-
phetisar para dous.
Sim exclaman elle quanlo licou s, o amor
he sublime, o amor he divino, assim como a arle.
Amor, eu le amo! O meslre zomba de balde, a du-
vida do liomem de engenhe,tem mais religiao do que
a empbase do bruto '
IslonAu impeli Nalalis de nessa mesma larde na
sala de familia tentar anda commover Marlha, refe-
rindodiaulc della as phrases mais scepticas do glorio-
so incrdulo que deixava.
Leonardo, Pedro e Daniel eslavam ahi nesse mo-
menlo. Debaixo dos odiares de animaran das Ires
mulheies, nessa almosphera favoravcl elles cnipre-
lienderam curar o charo doenle.
'ftdo isso nAo passa de creancicc disse Pedro
em forma de carua de cavnllaria.
_ O seuhor Pedro lem milita raiao. Mr ii.nn,
Nalalis, fumar de vez em quando os charutos do pa-
rad.no para ajtvJar a digeslao das ideas ; mas que-
rer nulnr-se dessa fumaca seria loucura.
Meu lilho, disse Leonardo, procuras ideas fac-
ticia--, c lalvez culpadas, crias para li males imagi-
narios e lalvez impos. ParaMhe le escolas r.o vacuo?
Para qne estas Toboso sobre Orn cavadlo 01311*0/
Oh! exclaman Nalalis, o falso he melhor que
o verdadeiro,' o mal cresre mais brevemente que o
bem o injusto surle melhor eOeilo que o justo!
A mesa do janlar ainda nao linha sido lirada.
Leonardo turinm uma garrafa branca que eslava va-
sia e collocou-a sobre o gargalo.
Ouc fazes. I ..'..nardo'.' ditsc Brgida. Esl lou-
ro'.' Assim quebras-me a garrafa.
Nao, pergenia a-Nalalis, elle te dir que ella
est firme.
Sim ; mas o menor movimenlo Ihe far perder
o equilibrio e cahir.
Ouves llia mAi, Natalia? Aequidade be*o equi-
librio dos homens, assim como o equilibrio he aequi-
dade das cousas.
Nalalis, fallo de razAo e de torcas, levanlou-se pa-
ra sabir, Lconaidn dh-ieio-se a rile e apkrlando-lhe
u bram como para communicar-lhe*iia energa, di-
sc-lhe cem voz baixa e senlidn :
Coragem, meu charo lilho Vejo que sollres,
nao sei de que.If roas a lula he muilas vezes boa e
ahilar. Convm hitar I
Acaso a peder fazer ?
11 as de quere-io .'
Querer era precisamente o que havia de mais dif-
licil para Nalalis, o qual prefera arriscar a vida a
derende-la.
Em um dos dias seguinles, Leonardo esperava Pe
dro, cora quera havia de sabir, c pedio a Nalalis que
fosse afervorar o irmao. Nalalis achou Pedro ua sa-
luiha acabando de veslir-se, e Marlha de roupau ar-
rumando algumas cousas.
Nalalis cliegoa-se hcela de pistolas que eslava
sobre nina mesiulia, abrio-a e lirn uma pistola.
Cuidado, Nalalis! disse-Ihe Pedro, pondo 11
grvala. Deixo s vene essas pistolas rarregadas.
Ah de veras? tornou Nalalis rom iudineren-
ra. E agora esl.in carregaas ?
Pode ser que sim, nAo sei com certeza.
Nalalis armou a pistola.
Nao me ouves? grilou-lhe Pedro lomando o
cutirle. Digo-te que essas pistolas eslao lalvez car-
regadas de bala.
Nalalis sem responder apoiou conlra a fronle que
eslava ar.lente o rano fri da arma. Marlha vio es-
la accAo, mas nem teve o lempo de dar um grito,
porque elle puxon logo polo galilho. A pedra b-
tenos nn fuzl fez saltar algumas faiscas ; mas a pis-
tola nao eslava carregada. *
Pedro lanceu-se pura Nalalis grilsndo :
Desararado! quetfares?
Nada respondeufriamenle Nalalis (ornaudo a
a a pistola em seu lugar. Pude-se de quando era-
ndo interrogar a Dees. Ests promplo, desdamos.
Marlha linha-se conservado em p por um.esfor-
o sobre bumano ; mas quando os dous irmaos sa-
drn), rahiodesraaiada.
Porm Nalalis que s linha visto sua serenidade,
disse comsigo:
Oh nao lmente ella nao me ama, mas creio
que consegu bem o meu intento, eqne ella me odia.
Porque ? Nem ao menos diste-lhe que amo-a. Pul.
bem, hei de dizer-lh'o, ella me repllire ao menos
tudo Ufara acabado. Hei de dizer-lh'o amaiihiia.
(Conf/iMar-se-Ai.)



e granadas de calibre 21, que fazu.ra um bellistimo
efTeito ; e no terrena, correspondentes a cada face
do cubo, aun pilha de 365 balas : as qualro faces
deles, um cabido noseiui-eirculo, de ricas espadas
antigs, sustentadas por cora de bur, e seu fes-
loes pendentes ; e servindo de eixo aos Iropheas,
doni grandes mastro azues claros donde disparavam
duas baudeiras de mo, porlugueza. Todas as ja-
nellas da praca eslavam guarnecidaqde corlioadosde
damasco e de fesloes de louro pendentes de ornas a
oulra.
Os navios de guerra cslivara (odia embandera-
dos de arco, e os vapores da companhia do Tejo, 9
vapores de guerra, o Condt do Tojal, e o Lince com
bandas da msicas marciaes, foram navegar at Be-
lm, a servir de escolta ao vapor Miruello, bem
como os vapores do Tejo, e nimios escaleras do ar-
senal da marnha e dos navios armados, guarnecidos
por officiaes, assim como immensos escaleras, e bo-
tes cheioi de povo e gente linipa e bem vestida lo-
cando vario instrumentos rodearam o Mindello vic-
turiando el-rei. A galeota real com o regente, e
ministerio approximou-se do vapor seriam 11.huras,
para a qual el-rei e o Sr. infante desceram, prefc-
rindo aquelle transporte ao Mindello. lima salva
real dos navios surtos e da torre de Belem aonun-
ciou a partida de SS. MM.cdn quadro da quarenle-
ua, bem como outra salva do caslello de S. Jorge.
Cem dunas de fogueles do trrelo d'oeste do Ter-
roiro do Pacri deram sigual de que elle chegava ao
caes du columnas. EuUo a cmara municipal foi
veceber os augustos viajantes dehaixn do palio, eos
ondutio ao pavilhao por eutre duas alas de pravas
da companhia de guardas mariohas e a guarda real
dos archeira seguida do conselho de estado, diplo-
mticos, geoeraes, e militares de todas as armas, al-
tos funecionarios. e muilos empregados publicos, os
quaesagilardavain aohegada deSS. MM. c Altezas
periodo pavilhao. A praca eslava guarnecida de tro-
pa no mais completo estado de aceio edisciplina,for-
maudo alas desde o pavilhao at ao arco da ra Au-
gusta, e seguindo todos os corpos por sua anliguida-
dce a guarda municipal, al ao largo da S: a ar-
(ilheria montada oceupiva o lado oriental da praca.
Immensa como ella he, todas as vastas janellas dos
scus grandioso! edificios, todas as ras do transito,
todas as janellas das anas casas nao podiam conlcr
mais espectadores, mais curiosos, mais gente alegre
o festival, do que essa que esperava o seu joven rei,
e se congralulava cordeal e sinceramente pela sua
volla e do principe seu irmito e pelos litlos de af"
l'eicn e respailo que clles adquiriram, e com que
lionraram o nobre, e sempre honroso iiome porlu-
guez. A S eslava primorosamente armada, c all
auistiramSS. MM. e Altezas a um solemne Te-
feuin cranoslo expresamente para esta occasiao pe-
lo distinelo professor Dad), acompauhados da c-
mara municipal, conselho de estado, pares e depula-
dus, eorpo diplomtico, e quantos militares de mar
e de Ierra, bem' como magistrados civis e poli ticos
poda conter o templo.
Acabado o Te-Deum partirn) SS. MM. e- Alte-
zas, acompanliadas da cmara municipal, conselhei-
rosde eslado,*geueral da provincia, gencraes, gran-
des do reino, e quantas pessoas de dislnecao podiam
formar o prestito, para o Paco das Necessidades,
sendo sempre acompanhadas de immenso povo ; o
qual apelar da trovoada e chova que sobreveio ino-
pinadamente, mal deixava seguir os coches. Por
todas estas ras nao era possivel encontrar mais
gente nem as janellas das mesmas podiam admittir
mais seu horas, e curiosos que saudavam os de novo
bem vindoi. Tudo annunciava festinas cordialida-
de ; baudeiras alravcssando as ras, fogoetes, flores,
versos, arcos, emblemas, e vivas, acompanhado islo
tudo de urna esponlaneidade, e de urna expansaoto
natura! e pacifica, (3o singela e de puro aflecto como
parece que nunca se oluervou em Ierra alguma do
mundo se nao nesla trra e no meiodeste povo por-
luguez essencialmente pacifico, generoso e civi-
lisado.
A' porta de arsenal de marinha havia um arco
de louro, coroado de seu Iroplteo de baudeiras, ro-
deando as armas reaes primorosamente piuladas; e
por fora desle arco, duas gigantescas columnas ros-
Iraes; o corredor abobadado que vai da porta at
ao arsenal, esteva guarnecido de \ aso obre cari-
tides, de estrellas transparentes, r'.e fes IO es de flo-
res, e de bambinellas de filelle amarello, tranco e
encarnado, que fa/.iain marzailhoso efleilo ; tapan-
do a porta interior, havia urna grande estrella, no
centro da qual se lia: vivo o Sr. D. Pedro V. As
janellas desle grandioso edificio, e as do Banco, es-
lavam todas guarnecidas de cortinas de damasco,
bem como varias de particulares da ra do Ar-
senal e do largo dos Komulares.
No largo dos Komulares, ruado Arsenal, mas
visinlias, bocea da ra doAlecrim, travesea doCor-
po Santo, largo deS. Paulo, ra da BoaoVisla, etc.,
at ao largo das Necessidades, todo eslava adornado
de baudeiras, que era um nuuca acabar ale ver. Na
bocea da ra do Alecrim levantramos visinbos do
Cae do Sodr qualros obliscos de louro, cornados
rada uiu com sua esphera armilar. que illuminaram
a gaz primorosamente, e sobre o relogio do meio do
largo, levantaram um grande crelo para msica,
bem guarnecido de globo corados, assim como cer-
caran) o largo na direc cao do arvoredo, lambem de
globos chinezes, que laziam ptimo efTeito : desde o
anoitecer do dia do bcija-uiao alca mein uorle, lo
cou a msica, e laucaran) foguetes incessantmeute.
I) largo eslava encantador : era romo ma sala iin-
aeeota aonde urna familia de8 a 10 mil prenles se
retaeia para gozar o fresco daquella amenlssima vi-
rar*), por entre es grupos de senhoras sentadas em
cadeiras, bancos, e at sof ou tamhem sentadas
nos assenios e parapeilo do caes ; e tudo com urna
fraleraidadc, respeito, e con venicncias sociaes, dig-
nas do maior elogio e adrniraco:
Na frente da oflicina do gaz. havia um arco re-
vestido de loare ; no largo do Conde Barao havia
Ira jauellas bem armadas de cortinas de damasco,
leudo a do meio seus transparentes, c legendas al-
legarlo* ao assumplo. No limite oriental da fre-
goeza de Santos o Vclho, havia dous maslros com
baudeiras pertuguezas, e outras de naques amigas
pendentes, ao p dos quaes levanlou o regedor da
inesnia parochia dous pulpitos bem armados de se-
das, onde linlc feilo subir dez meninas .exposlas,
vestidas sua cuita, coja acafate* de-flores, que
lancaram por cima dos aeches de SS. MM. e Alte-
zas, com vatjos imprsso d cures, conlendo versos
alluzivos i cliegada de el-rei.
A Pampulha havia tamhem minias bandeiras
pendentes, e urna boi corda de k>uro, e llores linas,
suspeusa no meio da i-ua.de modo e com tal arle,que
se arreou, epeosou opporlunamente sobre o coche
de SS. MM., onde foi al as Necessidades, para cu-
jo paco a levaran), e expozeram na sala dos ar-
cheiraa.
a Finalmente, a Iluminara a gaz do arsenal de
marinha, a banda de msica dos marinheiros mili-
lares, a illnminarao do (jes do Sodr e sua musir,
a Iluminara" do quartcl da guardaemunicip.il, e
sua msica, a Iluminaran dos quateis da tropa da
guarnicao, o accessp franco e gratuito dos Ihealros
ao povo. deram a eita fesU verdadeiramenle popu-
lar, e patritica, um carcter da 'lovidade e alegria,
imposxivel de descrever-se ; c que t pode avallar
quema presenciou, e se compenetran dos genoro'O-
senli ment manifestados pelo escolenle povo de
Lisboa, pelo seu patritico municipio, e pelo gvver-
no do regente, que parece ler fcilo esquecer todas
as rivalidades e inlercsses pessoaes e do partidos,
para se rereber cordialmei le o rei de maiores es-
peranzas, gue tcm lido esli trra de Portugal.
01 ARIO D PERMMBUCO, TERCA FIRA 17 OE OUTUBRO DE 1854.
meios com que conlam as differentes fraejes que
combalemo ministerio.
Nesla caria ha algomas allosdes bem pungentes ao
actual minislerio, posto que mui indirectas.
O ditsidentes tanto reconhecem e temem a mino-
ra em que se acham, queja decidiram nao tomar
parte as proximaseleicoes complementares para de-
pulados,
De que este partido tem feilo agora com mais
io lencia a sua arma poltica, be de urna declararan
publicada em Vigo pela viuvaFerrcira, do Porlo,
em que relata o caio do rapto attribuido ao conde
de Saldanha, equesc dizhaver lambem annuenciado
duque, cartas em branco ele. Ahi vai a copia da la I
declarado que realmente lem feilo grande iropres-
sao no publico, e pode dar de si serios resultados,
principalmente para a saude do marechal, que est
bem duvidosa.
Conslrangida a abandonar a patria,iiiiiihaqueri.la-
mai, prenles, administrarlo da minha casa, e tan
los negocios que demandavam a minha presenta,
para subtrahir-roe i perseguido da familia Salda-
nha que nao envergonhada de ver malograda a len-
lativa de rapto posta em pralica na fatal noite de
i para 25 de agosto prximo passado^para se apo-
deraron traicoelrroenle de rninha innocente lilha,
que acabava de completar doze anuos, de idade, e
com ella da sua fortuna, Buico alvo das anas ambi-
rucs, coulnuav nos seus diablicos planos de rea-
lisar us inlculos de cubica que a domina apoiada por
essa roio de ferro tornada'Oaacllu da minha existen-
cia, e terror da innocente victima, quando nics-
mo na ausencia de seiitiineulus uobres c religio-
sos, que ja nao pode ostentar, devia ser o am-
paro dos desvalidos pela alta pu-io/m social que uc-
cupa, emendo agora que ao abrigo de cslranhos pos-
so fallare ver a luz do dia, dirigir-me a lodos os
meus concidadaos, que possuidos de seulimenlo de
hiiin.iiiulade e juslica lem lomado parle no sligma
de laohorroroso alternado.condanmando autores ese-
quazes de um crime que, a nao ser nos lempos bar-
Baros, e pelas circumslancias de que Toi revestido,
nao ha excinplo na historia dos pai/es civilisados,
para cordealmente Ihe agradecer, fazeudo-o particu-
larmente aos cavalleiros que acolherain as miuhas
lagrimas nos momentos das miuhas maiores angustias
e geralraeute aos escriplores do meu paiz, que lao
corajosamente se arrostaram contra o poder, dando
publicdade a Uto inaudito crime, que sem .receio de
ser desmentida confirmo, com provas nao equivocas,
uao s pelo icsleinunlio de meus dedicados visinhos,
domsticos, e pessoas da minha particular amisade,
a quemdevo.abaixo da Providencian salvar-me, ea
minha innocente lilha das garras dos bem conheci-
dos assassinos que procuraram no escuro da noite ar-
rebata-la dos meus bracos, ou dos de sua carinhosa
av aonde a julgavam segura para o complemento de
seu tenebroso plano,
a Por esta occasiao nao posso esqueccr osservic,os de
amisade que em tao Irislc conjunclura me preslou o
meu honrado prenle o lllm." Sr. M. A. I". Cerdei-
ra.no s participando e pevenindo-mede todo o tra-
ma.de queinfelizmenlcs Uvera noticia depois de poslo
em execu^ao, afllrmaudo em toda a parle ter visto,
em poder de um dos agentes aclivos da tentativa,
chamado Soveral, caria branca do marechal Salda-
nha em que rogava a lodas as autoridades militares
c civis coadjuvassem o apresenlanle para concluir
negocio que muito o inleressava e sua familia, auto-
risando-o a cromeller graras, mercs, etc.; indo
mais longe a dedicaran daquelle honi prenle que
nao se poupandn a fadigas se dirigi no mesmo sen-
tido ao Exm.Sr. general governador civil do dislric-
to de Villa Real, honra do uossn seculo, ao Exm.
brigadeiro commandaute dobatalhao de caradores
n. 3, e muiloboutros cavalleiros seus amigos.
Neguem estes fados de lodos sabidos e por muilos
presenciados, assim como foi a roga dirigida pelo tal
Sr. Soveral, e por mais alguem desobejo conhecido,
de mais de 30 assassinos na poiroacao dos Casaes e
suas immedarSes, com os quaes se dirigiram pelo
rio, a cncoulrar-se* com osdemas socios vindos do
Porlo, todos acoberlados pela noite c armados de
davina e bacamarles para o ass.ilto que venho de
narrar 1!! Neguem as ameac i- que em seguida me
foram dirigidas por intermedio dos meu agentes,
pelo proprio filho do duque de Saldanha, ameacan-
do-me com a polica secreta tambem sua dispo-
sir;3o, de qne Ihe nao escapara mesmo fora lo
reino! 1 eis o extremo a que fui cliegada, persegui-
da c banida, e ohrigada a fugir aos criminosos !! eis
a juslira que impera na minha desgrarada patria I!
Sem segura noa no presente.e a meara da no futuro
s me restava abrigar-mc generosidade dos estra-
nhos e esperar enlre ellos que reappareta na minha
patria a Justina que cmmudcceu voz do seu actual
chele, para cntao livremcnle usar dos dlreitos que
me sao Jev idos, protestando desde ji contra a familia
do primeiro ministro de Portugal, seus satclliles e
sequazes por todos os males causados, e que de boje
em diante sobreveuham minha seguranca e de mi-
nha perseguida filha, de quem legilimamcnle suu
lulora e administradora.
* Rogo por ultimo a lo la a imprensa da minha pa-
tria, ea eslrangeira, que a estampe nos seus jornaes
esta minha declararan, para que a memoria de un
escndalo de lal magnilnde spja conhecido de lodo
mundo, e mais que ludo de lodosos pais de fami-
lia, c clamen)por vngaura contra os meus persegui-
lores, que o san dos vnculos mais sagrados da soci-
edade, assim calcados aos pes s porque aprouveao
dictador sombra do poder que empolga, para en-
riquecer a sua familia, cusa do patrimonio de urna
menina de doze minos, c das lagrimes de urna mii
pers'guida e velada com o exilio a que se volou
para salvar sua lilha da rapadJade e prematura
sorle que ronlra lodas as leis divinas e humanas Ihe
queran) impor forra.
a Vigo, I) de selembro de 18.M.
D. Antonia Aielaide 'erreira. s
Ilouve quem aconselhasscao marechal que fosse fa-
zer urna viagem tora do reino, e que cncarregasse o
duque da Terceira da pasla da guerra inlernamen-
te. Parece que o duque de Saldanha no eslava
muilo longe dearquescer, e que indirectamente che-
gara a fallar ao Terceira, isas este recusou-. turalmente aconselhado pelos seus amigos polticos.
Kntrelanlo Irala-seactivameulc de desmembrar com-
pletamente o partido cabralista. I). Carlos Masca-
renhas, o ex-commaudanle da municipal, foi rom i-
, dado para ir governar a India, c uao esl anda de-
cidido se aceita ou nao.
Tambem se trata do dar o titulo de duque ao ir-
mao, o raarquez de 'ronteira, e aos marquezes de
l.oulr e de i'icalho. Tudo islo*So piojelos de fu-
slo, que he o que lem sustentado, e ha de susleqlar
a aclual situarlo.
O desafio enlre o Sampaio, redaclor da Reroluro,
e o Sanl'Anna, redaclor do Portugus, sempre se
verilicou. O motivo, romo j Ihe disse, fura una
polmica que houve enlre o editor do Portugus, M.
de'J. Coelho, e Sampaio, em que este, n'um artigo
inslenle escriptopur Sanl'Anna, foi injuriado direc-
laaaente, a que Sampaio replicn com urna allego-
ria que chamava lidiado a Sant'Anna. Esle desa-
liou, Sampaio aceiloo, e eis-aquia acia que para re-
ciproca salisfar5o publicaran) ambos os jornaes. As
primeirasduas testen)unhas ou padrinhos, alojoa-
quim'Pedro Celestino Soares, e Jos Estevao Coelho
de Magalhaes, por parle do Sampaio, as segundas,
Manoel do Jess Coelho, c Francisco Mara de Sou-
za Brandao, por parle de Saiil'Anrla. Este levou
a bala no quailo dircilo, que por duas linhas o
nao mala inemis-ivelmente. He o dcimo desafio
que tem hroe. Esleve i um dia decama, inasain-
da ceieia algun lano.
viole e qualro pasos, como a acta deixava para de-
terminar, visto o mximo o o mnimo da distancia,
que nell.i se marrara ; e lendo-so seguido todas as
mais formalidades prescriplas para o docllo, nao
pegn fugo ua pistola do Sr. A. R. S. nio tendo o
Sr- J- hs- v- f'10 niovimenio para alirar.
( Os padrinhos, huid i percebido que o Sr. S. e V.
nao destechara, depois de conferenciaren: brevemen-
te sobre esle fado, naojulgaram dever lomar reso-
lucao alguma sobre elle para nao enfraqueccrem o
duello, e preparando de novo a pistola do Sr. S.,
ordenaran! que recomerasse o combale.
Desfechando o Sr. S. vio-se o Sr. S. e V. fe-
rido levemente n ilharga dircila, nao lendo dis-
parado.
a Entao o Sr. S. e V. pedio novos tiros a distan-
cias mais curtas, e o Sr. S. interrogado se eslava
prompto a aceitar estas contienes, declarou que os
seu padrinhos cram juizes da sua honra, e faria o
que ellcs ordenassem.
o Os padrinhos do Sr. S., em conformidade com o
que eslava accordado na acia, deram o duello por
acabado, com o que nao poderam deixar de concor-
dar o padrinhos do Sr. S. e. V.
Os contendoresmantveram-:e no rampocomco-
ragem c dignidade.
Lisboa 13 de selembro'de 1851.J. p'. C. S.
J. C. de M.M. de J. C.F. M. de S. B.
O visconde deA.tiarrelt leve um alaque sbito
de cntranhas que esleve a morle. Acha-se porm li-
vre de pergo, e em fctahelecimento. lien-ulano
regressa a Lisboa no fim do rorrentc. Caslilho est
no Porto dando um curso de Icilura repentina : e de
l passa para Combra. He incansavel na sua propa-
ganda que lem custado a-vingar, a despeilo da sua
ioconleslavcl vanlagem para o aprender a 1er.
Anda aqu nao chesou o novo cmbaixadordelles-
panha. larra que por ser candidato a depulado.
Daquelle reino nao ha noticia de importancia. Es-
l-se procadendo ao apuramento das candidaturas,
mas por ora nao se sabe que partido predominar.
Os papis sobre a queixa contra o cnsul de Per-
nambuco, eslao anda rni poder do procurador da
eora. Ouv que rile se lastimara de ter de cscre-
ver laura sobre tal negocio, lendo sido abrigado a in-
lerromper esta consulta por dilfercntes vezes. Uili-
uiamenle sendo instado por um alio personagem pa-
ja concluir esta consulla, cuja demora ja dava es-
cndalo; promcllcu faze-la rcmetler secretaria
dentro desle mez Vai para um anuo que este ne-
gocio esta pendente. Que Ierra, e que funeciona-
rios publicos estes !
dem 29 de selembro.
A noticia de Iruz que pespegamos na nossa ultima
foram os preparativos que s'e faziam para receber o
joven re de Portugal. Assim foi que no dia 15 de
setembio houve sigual que o vapor de guerra Min-
dello, ronduzuido a sen bordo o auguslo viajante e
seu iranio 0 serenssimo infante Duque do Porlo es-
lava i vista, no cabo da Roca^craquasi noite, quan-
do correu a nova. Aconipanbava aquelle vaso de
guerra o paquete nglez da carreira do Brasil, se-
gundo dizcm, ajustado para laso, porque o sobredilo
vaso fazia agua. Nao desembarcaram os auguslos
Majantes no dia scguinle por ter o barco tocado em
porto sujo, e o tremen lo e horroroso tribunal de saii-
le nili, i,ido ne-te sentido ao governo, pedindo ins-
Irucces, e ser-lhe respondido que cumprisse a lci.
EITeclivamcntc a ril comitiva esleve a bordo al do-
mingo 17, dia em que leve lugar o desembarque por
volla das 10 horas da manhan como eslava determi-
nado oflirialmente. O cortejo venlicou-se conforme
o programma publicado para esse lim.Nenhuma cou-
sa siiccedeu digna de nolar-se, a nao aer um agua-
ceiro que desabou quando o real acompanhamentu
entreva para a catedral, alim de aarialir ao Te-Deum.
t) bicho soldado foi siiquem solfreu, mais ninguem ;
emquanloaos festejos foi nezocio em que nem lodos
eslao com-ordes. Para os que navegan! no rumo do
ministerio nao houve cousa melln para os que
vem pelos olhos da Sarao (peridico) nao houve
rousa peior,esla senhora he muilo un pertinente c an-
da sempre de mo humor. Nao admira, he fado da
gente vellia, e a sobredita conla um bom par de ja-
neiros ; pois se o diabo da mulher quer se loucar a
moda das cortes de Lamrgo ; esquecendo-se do ve-
Ihodilado iln seu lempo, quediz assim : quemadian-
le nao olha atrs Rea : esla velha tomou enlre denles
o joven inonarrha Pedro V, s porque he filho da
rainha D. Maria II, e neto do imperador do Brasil
l'edro I. U inoro re anda nao fez mal a ninguem.
e muilo mon. ..tem culpa das rezingas da Sarao com
os seus maiores, essas cuntas v i ajusfar com osde-
fuios. O inolivo de ludo isso he claro ; a mui res-
peilavel malronara. e senhora meo.nlo podo levar
a paciencia, que llores^a no llirouo de Portugal a mi-
mosa carneSaxe Coburgo Gotha, pois, dizella, qne
Ir toda aerada na Estranja, Iraiida l de fura toda
ella. A respeitavei rainha D. Maria II, era intrusa
no Himno de l'ortngal, por ser Brasileira, e o Brasil
como nacao independenle tambem heoulro osso que
ella nao pode roer ; (naoqueremos dizer com isso,
que lenha instinrtos caninos, he modo de fallar ;)que
I. Pedro I do Brasil perder o direitn acora por-
lugueza por ler abalado com aquella inleressanle co-
lonia que se chama Brasil. E de mais a mais, oh! es-
cndalo dos esca milos ; ser o joven Pedro V filho
de um Saxe Coburgo (iolha. A A'aro pelo que tem
pregado quera carninha pura de Lamego. Essa
fii-se. Ha um velho rifao pnrliigucz quo diz : sar-
diuha que o gato leva lambida vai. Nao dcixa de ser
curioso e at divertido, ouvir um vcfho partidista da
me-nia rahujcnla senhora. Imagine Vmc. um sub-
dilo, ou fallando pela velha linguagem, um vassalo
porluguez com os seus 00 invenios no espinharo,
vestido com aceio e sorvendo muito rap, sempre
muilo desgotoso e enfadado de ludo quanlo v da
casa reinante, I.sumando sempre o bom lempo da
sua rapazeada em que servir as milicias, e que se
as cousas nao mudassem eslava boje capitao-mr, ou
se lal nao acontecesse, segundo diz, com um bom
emprego no exlinclo erario, e um bom oflicio para o
sen pequeo mais velho. Iamos com o nosso vagar,
all por volla da larde, dar um passeio pelo Terreiro
do Paro, logo no dia seguinle ao do desembarque dos
reaes personagens, fazia calma ; ma urna ligeira vi-
racaoquesoprava da barra, ao declinar do sol, con-
vidava a todos pelo refrigerio quo Irazia. Aproxi-
mamo-nos do pavilhao levantado para recebimeolo
do augusto mancebo, c ah deparamos com o figura
acuna descriplo. Eslava, como j Ihe dissemos~. de-
centemente veslido ; masa sen modo, encademado
nn seu casaco prelo, cujas alias deitavain l para
b.iixodosjnelhoi, cousa de urna man trave-a. pauta-,
lonas do mcsinai panno, sem prezilhas todava, c com
urna ligeira abertura do lamanho correspondente a
altura da bainha, bola de feilio romboide, sallo lar-
2o e muilo h.iixo: m-neava urna bengala de caima da
India com cabo de corrimao ; o chapeo era de seda,
rom abas largasecopa baixa, de vez em quando tira-
va-o, alisando a sedaarrepiada com ocanhao do bra-
ro dreito. Conversava, ou para melhor dizer, diri-
uia atguanaj palavras em tom desdenhoso para oulra
lisura qne Ihe firava fronteira ; esla nao era menos
curiosa, (rajando nm casaco militar, que pelas di-
ineiices, feilio e longo uso, bem moslrava ter assis-
lle de advenir qnescncJo una nov idade entre mis
o abriram-M o. theatrM palia, aperar de ler havido C
grande ah tienda de povOiOiao ha iienhuma desor-
dem, lendo-se todos, e em todosos das, perlado com
luda a decencia.
El-rei ero mais magro, em consequencia de ter
padecido do estomago, ponamaU alto, e promclle
ser de bella eslatura. OSr. inraulc 1). I.uiz cres-
ceu muilo, e estt um galante rr.oco.
Toda a familia real foi no dia seguinle a S. Vi-
cente orar por alma da l, Marn II, acto queo'Sr.
D. Pedro liaba pralicado antes de sahir do reino ;a
logo depois partirn) lodos para Cintra, onde a* a-
rham, regrosando tilvez no dia sVdo mez prximo
para os bando* do mar. >
A poltica est eatacionttria. O partido prozressis-
la diaaideule contina na tarefa de se organisar, mas
rom davidosociilo. A. Uerculano, como se linha
previsto.recusou aceitar a presidencia da commis-
sa central, para que hivia sido eleilo rh Lisboa.
N'uma carta que foi publicada nos jornaes, deu elle
ai razte porque mo era compalivel com as obras a
que dedicou o sea lempo, lomar nenbmu encargo po-
lilico, mrmente porque rtreiava da eflirncia do

M. M. de J. C. e F. M. de S. B. padrinhos
em um duello, os primeiros por parle do Sr. A. R.
S. os segundos por parle do Sr. J. A. S. e V. ;
depois de feilas todas as diligencias-"#> conciliario,
rcunirain-se em tSda selembro e lavraram urna acia
das rcsolnres por ellos lomadas, rerra do mesmo
duello, a qual be do tliojonaoguinle :
Dia 12de selemhroTuma hora. Asscntou-se
que a razos do. desafio nao eram, nem de primei-
ra, nem de segunda ordem. Que as condicoes de-
viam ser reguladas nesle sentido. (Jue o desafio se-
ria aislla. (Jue os contendores se oalcriam en-
tre vintea lrinla passos, parlindo do mesmo poni
e vollando-sc para alirar a% signal dado. Assigna-
dos. J. P. C. S. /!(. ale J, C, A E. C. de M.,
P. M. de S. H.
a Em conformidade deslas resoluces.no dia 13 ao
meio di* reuniram-se os padrinhos e o desaliados
as larras de Palma, e ahi examinadas, carregadas e
sorleadas as armas fez-ae a leitura aos Sr. A. R.
S. e J. A. S. e .V., da acta cima referida, a cu-
jas ndiracfte elles se sohmelteram, lendo os padri-
nhos decidido no campe, qae o rombal devia ser a
ti lo a couvenc.io d'Evora-Monlc, a estatura esauia
e arqueada, o biodc russo, a expressao c-qualida do
semblante, conlirmavam as nossas aprehenses. Nao
nos engaamos como se ver pelo contedn do singu-
lar monologo. Islo prstala para nada ; di/.i.i o do
casaco prelo ; he desla maneira que se recebe um
re'.' as guarnicGes sao de panuinho de lutre ; o que
ha de seda a velludo, he o doce! cas cadeiras : retor-
quio o oulro ; he verdade, as cadeiras lambem, re-
peli o paisano. Realmente asim era, as guarnirOes
do pavilhao eram da lela mencionada. Apenas o
docel e as cadeiras eram de seda" adamascada. De-
ptua a figura apaisanada alonganda a vista pelosan-
diciros da illuminarao publica ose eslavam cru-
zados por velhas bandeiras e argumas memoraseis,
discorrcu obren mo goslo dequeUc alavios, demo-
randn-sc no caso que leve lugar, quando as colloca-
ram, cfoi que apparecera una em que se lia a legen-
da seguinle : Viva 1). Miguel I, rindo-se com cn-
leruecimenlo do lal distico que Ihe dera no goto- A
handeira de que rallamos logo se arreou apenas a
apontaram. Os personagens da nossa historela con-
tinuaran) a discorrer sobre o mo goslo da illumina-
rao feila no poriao do arsenal de marinha, com par-
licularidade sobre as duas columnas estacadas no
mesmo portao. as quaesdiziam elles, eram tao hoju-
das e desproporcionadas, que einparhavam a ra, t i
pobreza do reslo dos rnalos. Dcixemos eles dou
seiihores, e nao nos fazemos cargo relatar tudo
quanlo disseram, para nao enfastiar leitoros de 1.1o
longe, basta s aflirmar que foi motejo velho e ve-
lho .los mindelleiros, romo ellcs, os partidistas da
Sarao cha mam aos do partido cnnstiliiicional. Ac-
crescentando. porm, que DO Incaute ao goslo e pom-
pa dos festejos, nao doix.ivain de ler os seus motivos
razoavcislpara o epgramina.(l lino csihelcofalha-nos
Porluguezes. O pavilhao era dganle, nao ha duvi-
da emdize-lo; a lembraiica de odeixar aherlo por
lodos os ladee, aflea de que os concurrentes vis-cm o
que all se pasassc, foi cxcellenle ; mas rumpre coa-
fosar que as decoracrs nao eorrespouderain a gran-
deza e solemnidadedoact*. lia cousas que se bao
defazer com o apparalo correspoiidenle ao lim. ou
nao fazer nada. Alsueni diste que.a seda ou nutro
brocado, custava mais o pregar, n que nao couipnr-
lava a preasa dos |ireparalivos. Essa evasiva lie da-
quellas que se rosluinam dizer, decabo de esquadra,
que he a segunda patente do pxercilo ; scsiindo d-
zrm. A illuminarao que maisagradou pela slmpli-
cid.ide e grara ingenia, foi a do caes de Sodr, im-
\ provisada no niomeii: por alguna cidadaos. Flore
linio c luzc-, circun-dando os columnellos que sus-
lenlam nscandirirosda illuminarao publira ; bandei-
ras disposlas em diversos sentidos daquelle largo, pa-
recan) melhor do qne os lampadarios de papel da
eulrada do arsenal. A coiicurrencialoi numerosa, e
e cortejo com loda a gravidade ; uto hoOvc grande
vivorio, o que foi muilo do agrado da genlc seria,
que nao gosta muilo de herrara. (H homeoseape-
rimetiladus as cousas da vida sabem muilo bem
que valem Vivas! Nada mais enada menos que
mereja especial alienlo. O sol proceden do mesmo
modo. V ci a noile da metma maneira ; qoem nao
linha pao firou sem elle. Quem eslava farlo andou
contente, t'aim esjas peripecias corre o drama mis-
terioso qne se fhama Mundo. L est em cima
quero sabe* que he. Nao no* lembrou dizer-lltr
^~-
que as dnas figuras quo bosquejamos nesle noticia-
rio, levaram muilo a mal qOa o nobre duque de Sal-
danha nao viese assislir A recepodoseu rei, ainda
que fosse n'uma maca, dizia o velho militar, era o
seu dever, replicava o oulro fazendo urnas boa care-
tas, que nos uniros pobres diahos de corresponden-
tes fechamos o olhos, pondo dianle do roslo a mao
direila, para anteparo do chnveiro de perdiglos que
nao foi pequeo. Oshomensnaquelle momento po-
zeram < na parle mindelleira o discurran) em con-
sequencia. Bem hajam. Agora por fallarmo no
iluqne, o homem l esl em Cintra, e a chocarreira
daopposicno de cerlosjornaes, entre osquaes nota-
se a decantada Sarao, depois*jue pilhou o acepi|>e
do rapto da joven Ferrcira lem debicado, alirando
bordoada de ceg emS. Ex.ljrgucm o uobre duque:
Viva a galiuha com suapevde. Fallemos du Bra-
sil que ainda he lempo.
Na nossa ultima correspondencia tracemos urna
cvposirao sumroarissima das ideas e'opinies que
nos sao peculiares sobre os deslinos sul-amerira-
nos em relacao ao Brasil, aonde parece que v.lo
convergir lodos o raios do fui uro delles ; a marcha
dos negocios aclnaes, a nalural propensao, o pen-
dor que v,1o tomando, assim oindicam.
Temos escriplo parcicularmenle acerca da emi-
gracao da familia europea, com especialdade do
ramo da mesma familia que por suas tradicOes e
parentesco mais svmpatisam com essa parte da
America.
Aponamos os nossos alvilre que mais couvinham
no nosso entender para seu engrandecimenlo e pros-
pendade. pois a geracao actual dessa regio ha de
ler em vista preparar e nspor os fundamentos que
nao de dar a patria brasileira o lugar eminente que
ella ja antev em espirito; e ao continente sul-ame-
ricano aconselha-lo, dirigi-lo, lomando a iniciativa
poltica que achar mais adequada e adaptada -s
circorrislancias delle pelos meios mais inlelligenles
c conducentes ao seu proposito, servindo-se da con-
vicjao c nunca da violencia. A dignidade do Bra-
sil deve ser a buasola dos csladislas brasileiros. Tal
he a missao poltica desse imperio na America do
Sul. fc lodos oesperam dasabedoria do seu hbil
monarcha. Qaando diaeorremea sobre a emigrarao
europea para esse conliuenle do novo mundo, um
de leve tocamos sobre oulras familias que fazeni
hoje em dia parle da populadlo ..mericaua, e que
mererem Inda a attencao dos legisladores e pensado-
res potilicos.
A familia europea, por outras palavras. a casta
branca emigran e continua a emigrar; a casta lis-
era foi transplanlada para essa regiau por condiroes
especiaes ; a prmeira foi para Irabalhar e mandar ;
a segunda transportada para Irabalhar e servir;
ser mandada ; o desliuo de urna fui interamenle
activ; o da oulra completamente passivo. Esla
questao iovnlve muilas outras de nao pequeo in-
leresse ; todava a de que nos oceuparemos agora
ser a Iliteraria e talvez scienllira, que nlo he de
pequea monla lao pouco. Meditando nesle ob-
jeclo occorrem naturalmente as seguintes pergun-
las:" Quaes serao os ramos da familia negra que
tem sido transplanlada para o Brasil'! em que pro-
porres lem-se feilo ou tem acontecido esla Iraus-
planlarao ? qual a propagarlo e fecundidade que
lem lido no terreno brasileira? em que quantidade
tem sido esse producto'! a qualidade delle? de en-
volla com as mencionadas perguntas vem a ronsi-
derarao, de que o contacto das dnas castas branca
e uegra produzo urna lr.in-bu inao.ui de que surgi
a mulalaria ; designamos |ior esle termo Iodos os
cambiantes da geracao brauco-negricia, a casia.ori-
ginal e inleressanle do novo mundo, e dissemi-
nada em ambos os continentes, a sua exquisita sen-
sibilidade, talentos e gentileza, a sua energa bao
de Ihe dar subida participaran na historia dn espi-
rito humano ; e 'todos os esludos, observadles ana-
thomicas. phvsinlogicas e psvehologicas que se fi-
zerem neste sentido, stram de* summa importancia.
Os mulatos, hmeos respeitavei por iiislriirrao e
saber, achariam nesla questao materia para serios
estudos e medilaces, e cscriplos transcendentes;
auxiliando por este modo os excellenles trabalhos
que lem fcilo, e mnimum a fazer muilos humens
doulos da Europa com reconhecida vanlagem e pro-
gresso da historia natural do homem. Avanzamos
tambem. que o que temos dito, nao he s mera
curiosidade; salla aos olhos o lucro que viulia a
gnv em.icao desse paiz com estes estados puramente
scienlificos, dando mais larga base aos seus dado
eslalislicos, al mesmo adquc'rindo novos elementos
de forra e iniciativa poltica ; emlim, os Brasileiros,
especialmente mdicos enaluralistas leriam occasiao
de fazer descuberlas nos seus ramo respectivos, c
de grande iiilercsse na scicncia. A medicina nao
consegua pouco nestas indagae< ; na clnica da
escravalura, por exemplo, ha muilo que estudar,
e que redundara em proveilo pessoal. Ha moles-
lias especificas da familia negra, e por conseguinle
as transformares que rom ella piendem, que es-
lao pedindo seria allenrao. -Os resultados desses
esludos dizem por si mesmo o Inleresse que he des-
necessario encarecer aqu.
A historia moral do homem he um Irabalhoque
ainda esl por fazer ; ha trabalhos parciaes de al
lissima importancia e alcance, ha mesmo tenla-
livas de raroaprero; umeorpo de obra completo
porm, nao, pelo menos ao nosso ver. E de feilo
assim havia de acontecer. O mundo moral au he
senao urna evuluco do mundo nalural; emquaulo
este nao for bem conhecido nao o ser lambem
aquelle.
Raciocinando na mesma esphera ; emquaulo e
historia nalural do homem nao esliver de lodo ro-
iibccida, a sua historia moral n,1o eslar completa-
Verdade he qne as successivas imciares moraeshao
de trazer ou apressar o conhecimento dos successos
n.iliif ars, c viceversa. Esla combinarao de phe-
uomenos nao implica com aquella argumeulacdo a
que os dialelicos chamam circulo vicioso; quer di-
zer simplesmente ; que o desenvolvimeuto de um
arrasta e envolve o de outro. Ambos correspondem-
se reciprocamente.
Est-nosalpular o desejo de fazer alguma citaroes,
c adduzirem nosso abono as autoridades competen-
tes; falo-hia-nos senos nao inhimbisseoreceiode ca-
hir no pedantismo. Dispensamo-lo por lano; assim
como tambem o uso dos termos de escola. A lin-
guagem popular e correle serve mu bem ao nosso
intento; be sem controversia mais aproveitavel por-
que ficamos ao alcance de loda a casta de leilo-
res.
Proseguindo com o nosso presupposlo Taremos al-
gunsapoulamenlossobre a casia aborgine do Brasil;
entendemos por esla expressao aquella parle da fa-
milia humana, que o Portugurzes acharara nessa
porreo do continente sul-americano, hoje vulgar-
mente conliecidr com o nome de caboclos. Os eu-
ropeos de eulao appellidaram-uns por Indios, tal-
vez por apellidaren) lambem a America India oc-
cidentacs.
Seja como for, nos agora servir-nos-hemos do ter-
mo vulgar na nossa opinio mais expressivo e ca-
racterstico. Assim como enunciamos cima as per-
guntas que nos sugera o espirito acerca da casta ne-
gra ; enunciaremos lambem as que nosiugere a cas-
la americana propriamenle, a brasilica? Qual se-
ra a urigem da familia primitiva do novo mundo?
com qual das familias humanas lera ella parentesco,
ou pontos de contado e seinellianca ? Que grao de
cultura linham na occasiao do descbrimenlo daquel-
la parte do globo ? a lingistica deparia ua lingua-
gem desses povos liaces comas linguas couhecidat?
a sua historia de entao para c ? propagado, cru-
zamenlo e trau-formac,o '.'
Nao nos caneamos de repetir a importancia des-
tes esludos de lama transcendencia, o que ja avau-
c unos cima milita do mesmo modo e iuteresse nes-
te assumplo. Por esla occasiao fazemos os nossos
encomios aos (rabalhos do instituto histrico do Bra-
sil nesla imporlantissima qucslac, que na verdade
sao excellenles. N admiramo-los.
Em conclusao dizemos lambem ; que arrazoados
equivalente, aos que temos expendido, militan) da
mesma maneira respectivamente a familia branca es-
labelecida e aclimada no Brasil : em que quanlida-
de lem-se feto e continua a fazer-se a emigracao do
sul da Europa para esse paiz ? em que propurres se
faz a do norte ? propagarlo fecundidade ? e em que
[ii opurrcs lem acontecido o cruzamenlo desla fami-
lia com as oulra ? as motlicaciies que aprsenla ?
Codos estes esludos sao demuila gravidade e ponde-
rarlo ; nos a historia natural do hornera adquire
e rompe novos liorisonlcs, a historia em geral, e a
do Brasil em particular liram subida vantagem ; a
governarao desse paiz muilo conseguira com a ob-
servaraodeslcs fados, osquaes succedem no reslo do
sul da America, sean em termos igaaes, em rel-
celes proporcionaos, sem duvida ncnluima. O ho-
rnera que mais profundo couhecimenlo tiver delles,
mais elevadlo ntlingr na sua apreciaro, melhor
souber avalia-los, lino laclo p.ira os dirigir a um fim
determinado ; e se esse homem, repetimos, tiver nas-
cido no Brasil, esse sera o grande estadista sul-ame-
ricano ; e o fim determinado, o engrandecimenlo do
Brasil, c a exallaro sul-amerirana.
Do exposto vamos tirar muilas Manes no con-
rernente lingua |iorlugueza, que provavclmente
mo ha de licarpelo lempo adame, tal qual he hoje,
lemquepassar por limitase successivas inodificacoes,
a roiifec^ao de todas as castas, o seu desenvolvmen-
lo, c por conseguinle as nossas necessidades de cerlo
'he bao de abrir novos mbitos, e quando a idea sal-
americana surgirno seu zenilh, hade ser bem oulra
dn que lie agora. Mas ronvein para essa prnjeceao
que ter no l'iiluro, que a porro illuslrada desse
paiz elija perfeitaineule senhora do genio da lin-
gua alim de que siga o seu curso sem extravos, en-
riquerendo-se romas nova alllueules ; bem como
um grande rio que vai engrossando no seu trajelo
com os riachos c ribeiros que para elle allluem sem
o desviar da forra impulsiva da sua correnle. Tina
rollecrao completa c cuidadosamente arabada dos
mclhores escrptnres porluguee* seria um servicn
do maior proveilo que se faria. Algumas tentativa
tcm-se feilo ueste sentido ; todava nenhuma logran
r a elfeito, segundo nos consta.
Os hoinens pensadores do Brasil haodc ler sempre
em vista aplaiuar o caininho para o futuro do seu
paiz. Ambas as Ameriras o que tem por ora he a
emaneiparo poltica; a espiritual ainda nao. Vvcm
ambas da rvilisar.1o europra ; nao lem rivilisarao
sua. Obumbradas ambas pelo que c vai, nao lem
nada seu. I.illcralura, artes, scicncias, ludo he o
reftexo do genio eurapeu. Imilares, copias, mais
ou menos dignas. Ora assim como o genio europcu
se dcscuvoiveii e clevu ao esplendor em que sajeha
tambem o genio americano com o lempo se ha ce de-
senvolver a dar ao inundo o espectculo de ama ci-
vilisaeo nova e original,sua propria, que Ihe venha
das suas forcaijingenitas. Coma differenca, porem,
que cada continente n desenvolver na esphera que
Ihe esta destinada pela necessidades da sua regiSo ;
pois que lem de seguir raminho bem opposlo en-
lre si.
He nosaa opiniao qitt lu de ser no Brasil onde te-
rao lugar todos esto fado do porvr americaoo, te-
mo as nossa razoes para fundamentar esle modo
de ver ; pelo menos assim se nos aotolha. A fami-
lia anglo-saxonia emigrando para a America, e all
cslaiielecida com forjas ameacadoras, cheia de
grandes qualidade c anida maiores defeito, Iratou
de exlermnar a raja aborigine, e pode-sc aflirmar
que lem dado cabo dclla ; o sen egoismo sacrilego,
o seu orgnlho nefaudo e assassinodegradou e avillou
s Iransrormacfics que naturalmente *obrevram do
seu cruzamenlo dclla com a familias trasplanta-
das; por outras palavras, o seu sangue, nao se reno-
vou com o da* novas familias com quem lem vivrdo
sempre em guerra aberla. nao perdendo occasiao de
as repellir em topadas lie sangue em constqnencia
firou s, pois a emigraran subsequente lem sido dos
outro; ramos da mesma familia, esta ja lem experi-
mentado e al gaslo as suas forras.
O resultado he ja, e ser ver aquella nacao ( sem
nome ) repoduzir e emitir o qne se fizer na Euro-
pa, porque nao lem irapulsaouova, que Ihe d origi-
nalidade e vigor de cunho descoiihecdo. Tudo
quanlo se faz c elles l imilam ; nada mais. Ou-
lro lano nao acontecen na Ainejra do Sul. Falle-
mos do Brasil em especial. A familia branca esta-
belecida no Brasil nao foi cruel nem leve o iuslnc-
lo do exterminio, digamo-lo por honra dos Porlu-
guezes, algumas grosserias e brutalidades que com-
mclleram eram cousas do lempo, inevtaveis pelas
circumslancias; fazemos gala em registrar esle acon-
tecimento do mais feliz ageuro, as familias conquis-
tadas e conquistadoras coiumunicaram-sc Iransfor-
maram-se e nesla muda reciproca adquiriram novos
elementos de forra e grandeza, que bem aproveitados
e dirigidos formar a caracterisarao especialissiroa
da naelo brasileira, e do reslo do sul da America.
A popularlo variegada dn Brasil, que alguem pa-
recer urna calamidade, no nosso entender he o fo-
mento do -en gloriosa pnrvir. e o legislador sul-ame-
ricauo adiar com que compor o aovo povo, bem
como o artista que de varios nielaos fundidos tira
materia para lalhar a estatua, daudo-lhe frma com
o cinzel. Ajuntcmos mais algumas observables para
comprovar as nossas npinioes.
A familia eslabelecida no norte da America, e all
isolada, ja realisou as suas tradirees na Europa,
as suas inauifeslaroes teri localdade, orginaliade,
nunca talvez que a consiga para o futuro da emigra-
do ebineza ( a familia amuralla 1 que vai crescendo
de ponto. Tarde aera, porque ambas a familias sao
notaseis pelo sen egoismo e exclusivismo. Antip-
ticas.
Nao nos drslembramos de azer justira c honrar
os boinciis rcspcilaveis da casta anglo-sxoua que
lem lomado a peilo estas qiicsle Halando de adver-
tiros seus compatriota- em lermos habis. Os Esta-
dos-Cuidos da America he urna nacao bem admi-
nistrada. Nada mais. O Brasil lie narao do /u-
luro americano, ha de ser o povo iniciador. No
norle lerao lugar os fados do mundo industrial,
prenda que Ihe vero por her.rnoa. No sul, os fados
do mundo moral, qve cooseguio com a pralica da
raridade, o preceilo mais elevado, e de mais alcan-
ce da d. mii ma rhrista.
Se a governacao brasileira conseguir conciliar es-
tes dous factores, sem os quae nao ha sociedade pos-
sivel, auloridade e a liberdade caminhar a passos
largos para o engrandecimenlo, que Ihe aguanlain os
desliuos sul-amcricanos. Se conseguir conciliar os
dous principios a prmeira vista incunciliaveis, mas
que nem por isso deixam de ser neressarios, porque
esta nos deslinos humanos, em breve far o rami-
nho do seu apogeu. Agora o que he preciso he paz
e ordem. A paz que fecunda, e a ordem que sus-
olnla. O mais Irar o lempo.
PEIMIIIH'CO.
pastado te malaram 90 rezet para consamo da mes-
ma freguezia.Inlerada.
Oulro do solicitador, participando o eslado em
que se acha
horas da manhaa, nma seena bastante triste, qne na
momelo qae escrevo-lhe ainda me faltam as eipres-
sOes, pela convulsao que live do presenciar tcaoa
que se acha a execucao que move esla cmara con- Uo horrenda, que se achara oulra entre teiva-
irii Joaquim Lucio Monlei.-o da Franca, e cnsul- gen, e anlropophagos. Voo Ihe eonUr o cato eo-
mo o catte patsou. No dia viole e cinco (>)
fique bem em lembranca alravettava nossas ruaa
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
Sossao' extraordinaria de 4 de oatnbro de 18S4.
Pretidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs., Reg e Albuqnerque, Reg,
Vianna, Barata, OOveira e Gameiro, abrio-se a ses-
sio, c foi lida c approvafla a acia da antecedente.
Foi lido o seguinle :
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente da provincia,- ap-
provando as arrematares dos impostos municipaes,
que se fizeram na sessao passada, Inteirada, e que
se fizessem as neressaras participadles, e os termos
de contrato.
Oulro do mesmo, approvando provisoriameole a
postura aJdicional, que esta cmara Ihe em ion em
dala de >' do mez nltimo.Que se publicasse, e se
rcmelessrin copias aos fiscaes.
Oulro do Dr. Jcronymo Villela de Castro Tavares.
dando seu parecer acerca do projeclo do contrato
que pretende a cmara celebrar com a companhia
de Bcberibc, para esla fornecer a agua precisa dia-
riamente as rezos destinadas ao consumo desla ca-
pital; e adiando a cmara judiciosas as razoes ex-
poslas no parecer, resol ven qne fose elle remedido
com o projeclo i cammissao especial dos Srs. S Pe-
re'ir c Oliveira. para reconsideraron o objecto com
audiencia da companhia, ou da commissao por ella
nomcada, afim de seren allendidas as reflexOes co-
udas no parecer, relativas aos arligos 7., 8., e 10
do projeclo.
Oulro do :!."supplente do juizde orphaos, partici-
pando ler entrado no dia 2 do correnle, no exerccio
da dita vara, por se adiar impedido, por molestia, o
respectivo proprielario.Inteirada.
Oulro do fiscal de Santo Antonio, communcando
tero repesador Ihe remedido a chave do repeso, di-
zeudo que no da 30 de selembro ultimo em dianle
nao servia mais dito lugar, propondo o fiscal para
subslilui-lo a C\priauo Antonio dos Santos, que,
em virtud r da le do ornamento municipal, que prin-
cipia a vigorar, servir simultneamente o cargo de
guarda municipal.Approvou-e.
Oulro do mesmo, informando em sentido favora-
vel a peticSo de Eduardo da Cosa Oliveira, em que
pede licenja para depositar no terreno existente nos
fundos do seu armazcm, na roa da Cadeia d'esla fre-
guezia, algumas madeiras. Concedeo-sc a li-
cenca.
Oulro do fiscal da Boa-Vila, participando que o
repesador da mesma freguezia deixara este lugar
desde o da 1. do corrale, por nao querer aecumu-
lar o serviro de guarda municipal, como dispe a lei
do orrameuto municipal cm vigor, e propondo o
fiscal em sen lugar a Miguel de Ostro Oliveira.
Approvou-se e mandou-se communicar ao fiscal, e
ao contador.
Oulro do mesmo, informando favoravelmente a
peticn de Francisco Martins Raposo, qae requereu
Hcenca para levantar um (elheiro no lugar dos Co-
llios, nos fondos de suas mei'aguas ahi situadas.
Coiiccdeii-se a Hcenca.
Outro do procurador, remetiendo os balanros da
reccita e despeza municipal, no mez de selembro ul-
timo, c o do ccmilerio publico, no trimestre de ju-
Iho ao dito mez de selaajbro.A' commissao de no-
licia.
Oulro do engenheiro cordeador, participando
ler consignado na planta geral da cidade a altera-
cao recentemenle approvada pelo governo da pro-
vincia, no sentido de ser transferida a rampa que se
achava projeclada na exlremidade do sul da ra No-
va, transversal a da Gloria para o large da Ponle-
velha.Inteirada.
Oulro iki administrador do crin i ierre, eommani-
cando ler-se effectuado a demolirao da casa, qae li-
cava a quem dos muros do cemilerio, conservando
smente, e mandando repara-lo, d'acordo com o Sr-
vereador Vianna, o acrescimo que linha a mesma
casa, ao lado do poente, para nellc serem guardados
os ulensis do eslabelecimento, c servir de abrigo,
as horas de comida, ao rcpeclivos empregados,
gaslaudo-se cm os reparos K alqueires de cal, da
que lirou-sc do lelhero das Cinco-Poutas: igual-
mente, participava que, afora os lijlos e lelhas da
casa demolida, n demais m.ileriaes eslavam perfeita-
mentc inililisadus; assim como os ohjeclos do orato-
rio provisorio, menos a imagem do crucificado.
Mandou-se responder, approvando-sc a conservarlo
do acrescimo, c scenlificando-se que, excepeo
dos lijlos, que serao empregados na obra da capel-
la, os de mais materiacs serao arrematados em hasta
publica, depois de avahados pelo engenheiro cor-
deador, c a imagem conservada onde se acha.
Mandou-se expedir ordem ao engenheiro cordeador
para e-se fim.
Oulro do mesmo, participando que 9,030 lijlos,
c 020 alqueires de cal, foram conduzidos do lelhe-
ro das (nco-l'outas para a obra da capella, e que
logo que recebesse do direclor da obras publicas as
guias de entrada desse material, as remclleria ao
procurador : Iralava lambem o administrador da
despeza que se lem feilo rom a obra da rapella por
conla da quanlia de ."i:000st>00 mandada dispender
pelo governo da provincia, pela quota do iiiatadou-
ro.Iglcirada.
Outro do mesmo, communicandn ter feilo vollar
ao arsenal de marinha, por se haver portado malis-
sim,menlo, um dos qualro africanos livres, que do
mo-mo arsenal maridara o Exm. presidente da pro-
vincia para seren oceupados uo serviro da obra da
capella do cemilerio.Inteirada ; e que se commu-
nicas.ea S. Exc.
Outros (3) do fiscal de S. Jos, remellando os
mappas das rezes moras para consumo desla cida-
de desde o dia 11 de selembro at o l. do cor-
rente, ,U.">l rezes.Que se arehivasse.
Ontro do fiscal do Poco, participando qoe no mw
lando acerca do seu jiroseguimeiilo, parlicipa_
tambem que Ihe nao linha sido ainda possivel dar
audameoto ao procesto de Paranho, em razao de
terem estado sumido os autos; mas que logo que
chegatse o Dr. juiz de dreito da villa de Iguaras-
, requerera as cedidos necessarias.Adiado,
requerimenlo do Sr. Barata.O Sr. Gameiro fez
o seguinle requermentu, que foi approvado: Re_
queiro que se ordene ao fiscal da Varzea, informe
e se abriram algumas vallas na estrada do Zonga,
e no caso de aftlrmaliva, se ellas impedem o transi-
to publico, e com qae Hcenca se abriram. Sala
da sessde 4 de oulubro de 18..Gameiro.
A commissao encarregada de propor a dislribui-
cao dos acougues publicos petos marchames na pro-
porc3o das rezes que elle maUm diariamente para
consumo, apresentou esse Irabalho, declarando nao
afiancar a sua exaclidao, par nao ler base em qne
sefirmasse, e reflexionando sobre a improlicuidade
de semclhanle medida, e ser ella contraria ao dit-
poslo no arl. da lei do 1. de oulubro de 1828 ;
e correndo a dscussao nosenlido de se ponderar
au Exm. presidente da provincia acerca desle ob-
jecto, o Sr. Barata fez o seguale requerimenlo,
que foi approvado, volaoto contra o Sr. Oliveira,
por o julgarescnsado, vista do citado artigo :
Requeiro que esla cmara consulte a presidencia,
se pode sem oftensa da lei que Ihe serve de regimen-
t, arrendar sem ser em hasta publica, os acougue
da tres freguezia que fazem parle de sua rendas,
atientas as fonsideraroes que se dao para que ella as-
sita proceda.Recife i de outubro de 185i.O ve-
reador, Barata, o
Despacharam-se as petic6es de Antonio da Silva
Gusrnao, de Auna Maria de Oliveira, de Antonio
Palheiro Brrelo Accioli, do Barao de Beberbe, de
Bellarmino Alves de Arocha, do bacharel Fran-
cisco de Asis de Oliveira Maciel, i de Silippe
da Cunha Santiago, de Francisco Ventura Fernan-
des da Luz, de Francisco de Paula da Costa, de
Francisco Jos Gomes de. Santa Rosa, de Henrique
Jorge, de Henrique Fox & C., de Joaquim Jos
de Faria Nerv, de Jacinlho Marques dos Santos,
de Jos Antonio de Carvalho, de Ju3o Facundo
da Silva Goimaraes, de Joaquim Francisco de Pau-
la Esleves Clemente, de Joaquim Jos de Amorim.
de Jo3o Soares da Funseca Velloso, de Joao Jos
Rodrigues Lofller, de Joaquim Pereira Arantes, de
Jeronvmo Freir de Faria Pedroza, de Joaquim
Francisco Ribeiro, de Manoel da Paixao Paz, de
Nazario Maria dos Santos, de Forsler & C.. de
Senhorinha Maria do Sacramento, de Vicencia Ma-
ra do Sacramento, e levanlou-se a sessao.
Eu Manoel Ferrcira Accioli, oflicial-maior da se-
cretaria, a escrevi no impedimento do secretario.__
Barao de Capibaribe, presidente. Mamede.Ga-
meiro.Vianna. Rego.S Pereira.Oliceira.
Barata de Almeida.Rego Albuquerque.
RELACO OSBAPTISADOS DESTA FREGUE-
ZIA DE SANTO ANTONIO DO RECIFE DO
MEZ DE SETEMBRO DE 1854.
Dia 3.JoSo, pardo, n ase i do ao 17 de agosto do
correnle anno.
dem.Maria, prela, escrava, nascidaa idemaiodo
crrante anno.
dem.Marlinho, branco, nascido a II de novem-
bro do anno prximo passado. '
dem.Joao, branco, nascido a 28 de'julho do cor-
rente anno.
dem.Francelino, prelo, nascido aj 29 de julho do
correnle anno.
dem.Manoel, branco, nascido a" de abril do cr-
ranle anno.
dem 8.Clemenlina, parda, liberta, nascida ha 1
mez e tantos dias.
dem 9.Joao, branco, nascido ha 5 mezes.
dem.Laz, branco, nascido a 13 de marro do cor-
rente anno.
dem 10.Capitalina, branca, nascida aos 27 de
Janeiro do crranle anno.
dem.Alexandrino, pardbyescravo, nascido no ol-
limo de julho do correnle anno.
dem.Joao, pardo, oteravo, nascido a 24 de juoho
do corrale anno.
demJoanna, prela, escrava, nascida ha dous
mezes.
dem.Augusto, branca, nateida a 29 de junho de
1849
dem.Abertina, branca, nascida a 31 de mao do
correnle anno.
demAnna, branca, nascida a 27 de abril do cor-
rente anno.
dem 14.Amelia, branca, nascida aos 29 de mar-
co do correnle anno.
dem 17.Luiza, parda, escrava, nascida a II dejo-
alio de 18>2.
dem 20.Joaquim, pardo, nascido aos 21 de maio
Uo correnle anuo.
dem.Maria, parda, Sanios leos, nascida a 12 de
outubro de 1832.
dem 22.Alexandrina, parda, nascida a 27 de mar-
co do correte anno.
dem 23.Maria, branca, nascida a 30 de Janeiro
do correnle anno.
dem 24.JoSo, branco, nascido a 7 de julho do cor-
rete aono.
dem.Maria, branca, nascida a 7 de abril do cor-
rento anno.
dem.Maria, branca, nascida a 14 de agosto do
correnle anno.
dem.Maria, parda, Sanios Oleo, escrava, nas-
cida a 15 de outubro do anno prximo passado.
dem.Vernica, prela, escrava, nascida a 9 de ju-
lho do correnle anno.
dem.Julia, parda, escrava, nascida ha i auno.
dem.Jos, branco, nascido a 15 de julho do cor-
rale anno.
Jdem 28.Mauoel, pardo, nascido aos IB de marco
do corrale anno.
dem.Marianno, branco, sob condilione, nascido
a 6 de julho do correnle aono.
Ao lodo 31.
Freguezia de Sanio Antonio do Recife, 30 de se-
lembro de 1854.
O vigaro, Venancio Henrique de Rezende.
Bananelra og a
He com indifterenra, mea charo amigo, que vejo
algons duende. se queixareru do seu correspondente,
sempre sem razan, perqu he muilo anligo o dictado
que dizquem nao quer ser lobo, nao se parece com
ellee osle cazozinha de miaba Ierra entendem o
contrario, porque sao lobo, e nao querem ser lido
por laei. Mas c que fazer com semclhanle gente 1
Suppurla-los he o melhor de tudo. Deixa-los ia-
garellar contra o seu correspondente, que" ainda hoje
me acho du mesma largura.' Nem mais ama psla-
vra llies direi, e irei proseguindo minha tarefa. S
desejo que esles tutunquts nao queiram pastar a
oulras vas, por*que ficarSo sos no campo dos Epa-
minondas. Eu desde j Ihe abanen, que nao me
esquecerei do dictado que nos acomeda, e he pou-
co mais oo ou menos lo,emquautn eu corra, mi-
nha m.li lem filho,por isso Ihe digo que nada me
assusta; e deixa-los esraramurar.
Ha muilo que Ihe fallo nns doulores do Alcarar
de Toledo; e talvez Vmc. tome por pulha o que Ihe
lenho dito a eu respeito ; porem para Vmc. nao
ignorar quem ellcs tejan, quero ne-la dar-lhe urna
idea succinta deslcs bous homeopallias, adevinhos,
grammalicos, melhorc interpretadores da Biblia,
e do bicho das sete cabecas, lo fallado no apocalip-
se, qae pouco Ibes falla para jubilarem-sc na histo-
ria das mil e urna nuiles. Esles doulores andam ra-
biscando a seu Diario com olas, citando erras
grammalicos, que sao puramente Iv pographicos.
Temos mais rsle lexicographo pedante, para honra
da patria dos Toledo, como qae elle sabe de que
cor he esse retro/.. E digam que nao estamos no
seculo do progresso' Digam que rclrosradamos, o
que cu amol. Calumbemos com os olhos no futu-
ro, que o passado j se envolveu com esse fumo es-
pesso, que envolveu lambem o graininalico Toledo
do Pilar, e seus comparsas. Islo enlcuda-se com u
moro que inarginou o sea Diario, mimando de sa-
bichao, notando erros que sao puramente Ivpogra-
phicos.
Porque al hoje inda nojri.
No m, livros sem sua errata,
Escrivao sem ser esperlalhao,
Esem burro ser homeopalha...........
E nada mais lenho a dizer-lhc a seus respeitos;
pastemos ao que anais coavm, e ao publico em ge-
ral.
No dia 25 a* crrente in-e realisandu, pelas sete
um pobre velho, cooduziodo em teut bracos ama
crianciiiha de um anuo, levando no oulro ama trou-
xa, e quando mal peosava vio-se rodeado de urna
malilha de caes, e travaram-se com o pobre veibo,
que o lancaram por Ierra; ficando todo mordido, e
juntamente a pobre criaocioha, qoe fazia pena ve-la
aos gritos loda maltratada nos bracos de seu incansa-
vel pai, que quaudo cahio por torra, s leve em
vista, ampara-la com o sea corpo, salvando a vida
daquella innocenttoha que Ihe era tao chara! Cseo
Ihe disse eram sele horas da manhaa, e poucas pos-
tos havia na rus, que acudissem ao pobre ve-
lho, para assim arraea-lo dos denles lerofes da-
quelles aoimaes. Compre nao etquecer que dosis
perleoeiam ao nosso bellissimo fiscal. Coatou-se do-
ze cadello em derredor d'aqoelle pobre bosaam,
cada um arrancando a melhor o sso pedaeo. Doze
minutos nao seriam mais preciso para o harem
not paroxismos da marte, ea inaocenawba ? Ella
pobre menina, nao obstante a defea de ara Incan-
savel pai, lambem se achava toda mordida, faaendo
corlar mracao ao ve-la naqoeHe estado aaiagravel.
Sim, mais miseravel he hoje o estado desse Sscal.
desse chabrega, desse hesuoUo, qu sobre elle
he quepesamas maidices destaeaestornaia familia.
Igual scena s se podar ver em nm paii tao ingo-
vernavel, como a nossa Banaiierras, q s pu-
nhal he apolheosado, onde o fusil hi tao* re-
ligiosamente, l'm pobre hornera ni hv li-
c enra de alravessar nossas ras, qn*4 hj victi-
ma de um lote de cachorros, qae lem a fiscal
para ofiender a quem pasea pelo seu camfobe. Boa
Ierra lie a nossa Bananeirar, onde am labrego vtin
ser fical. Oh Sr. fiscal! I Oh I Sr.
he que Vmc. nao lem pejo de suas o ini-
quas, t.i.i miseraveis romo Vmc. mesmo? Core de
pudor, se o (em, e prosiga de maneira acertada.
Vine, sendo fiscal, pralica desla mai e onde
esta a nossa afamada Ulm. qae nao \ issuatcon-
travencoes '.' Oh! meu Dos I Que papi I Uo misera-
vel nao representa a nossa tmara 1! qne be feilo
dessa moribunda, que nao v os desvio de seo fis-
cal ?! Dorme, que dormiodo le has jk. acabar, be
o consol que lenho mais salutar. Ha keila tom-
miseracao do nosso fiscal,aera lano. ate., Sr. lis-
cal, resla-me dlzer-lhe, he o svmbot os pesslemo,
ara nigro-tanla onde se queima _a p dio de seu
todo, onde Vmc. s fara echo, e qoem fez fiscal ;
onde Ihe cabe um lugar dislindo, para nio apagar
de lodo a sua eslrea de miseravel adolador. O que
Ihe posso asteverar he, meu amigo, qne os cachor-
ros depois daquella ma acijio qoe pratiaaram,
ninguem o vio mais na ra, nao por qae seos do-
nos os prendessem; mas por qoe elles se.eovergo-
nharam do que pralicaram, mais do qoe e nosso fis-
cal, que se acha na mesma, rom a sua cora de duas
leguas, e seu nar; oblongo (parecido com o base do
papagaio) que bem me parece com aquelle aariz.
que o seu correspondente de Ipojuca eoeeMroena
sua Testa; que esperoa um quarlo de han per u
seu ligimo dono, que depois de nio pequeo iotn-
vallo, apresenlou-se todo lepidp, reclamando aoe
aquella forraidaveis ventas Ihe perlenciam
isso Irazia procurarlo bastaule, lemeodo nao acbar
qoem Ih'as disputasse.
Paro aqui com o nosso fiscal, nao me esquecendo
delle para uulra, quando tiver lempo e paciencia.
Resla-me dizer da polica de Mamangaape. que o
verdadeiro cmplice da surra qoe levou o Valentim
Jos Concia, nao deve ser esquecido do proeessa que
tem de ser instaurado all, por estar bstanle conhe-
cido, e ser cousa que ninguem iguora, e aqui nlo
ha cao nem gafo que o nao nomeie, sendo 'notorio
donde sahio essa ronda ligeira, sendo sen chefe o
bem conhecido N. M. F. Portonlo compre poli-
ca nao perder lempo para punir os mandatarios, e"
os mandantes, e nao esses meninos que ahi se achara
preso, e outros inpiciadosem crime, ficando os ver-
dadeiro mandantes esgravalando os denles, e os po-
bres pebat com o rabo na ra toe ira assim acontece aos
beslas.
Distante daqoi doas leguas no lagar Jacar, am
individuo dea am tiro u'outro,feriado com arca forr-
eada a am uegro, julgo qae perlencente ao qae le-
vou o tiro, e at hoje ainda anda de passeio peto
nosso mundo largo. O motivo que tovou a tonto,
nao sei, como lambem ignoio o seu nome, qualida-
de e especie, ele, ele, eic. Agora resla-me res-
ponder aquella carlinha do meu eslimadisaimo com-
padre, qne leve a lembranca de connllar-me tao
boas cousas:
Seohor A. I. C. do Ass.
Meu compadre e amigo vellie. Receto toa ea-
limadissima carlinha e sem mais cavaco, eu prem-
bulo, vou reponder-lhe, cerlo de qae Vmc- nio
mais tornara a seu compadre com semeUiaolea leaa-
brancas, qae mais parecem lacos para apanbar-ae
lobos, do que consultas, que me quizaste faaer. He
maisque verdade, meu compadre, que aqui e i nra
individuo que em si absorve lodos os oflicio e em- '
pregos que ha na oossa lerrinha, e se mais hsaves-
poucos- seriam, porque Vmc. nio ha de estar es-
quecido do rifao quem em trra de ceg lea um
olho, lie rei. Agorase ser possivel desemaenbar
lodos, he o que Vmc. muilo bem sabe, mais do que
eu. Nao resta duvida qoe Vmc. nao he a o mera-
vilhado, com lauta accumulacjo, muilos se achara
como Vmc. assomlirados com temelbanteordem de
co usas e eu agora Ihe digo no ouvido qoeo melhor
de ludo he calafit e$t bocorvm senio cacetorem
est costoruai. Vmc. me disse que sonliava por ve-
zes isso mesmo, e eu agora Ihe diga qae orna mais
com suas consallas indigestas.
que Ihe esqueceu foi nao acabar os ttulos
de seu queixado. devendo accrescenlar qae alem
de escrivao da col lectora, secretario da cmara,
advogado publico, homeopalha, era mais 1." aup-
pleule de subdelegado sempre em exerccio, e julgo
que mais, por descont de seus neceados, sola-procu
rador de N. S. do Livramenlo. Se pode oo nio
accumular tanto emprego, veja os doas avisos de
que Vmc. me falla, qne eslao bem palales, Vmc
como he l.lo curioso para andar desenterrando de-
funlos, seja lao bem para eitsa-los e le-los Adeos,
!l8o no agenlo O seu compadre amigo.
O Peroba.
P. S. Ddepois que j linha eonatoMo esta,
lembrei-me de dizer-lhealguma cousa do natsoior-
reio, para ver se assim temos mais regulatidde na
recepto dos seus Diarios, que presentemente au
ha dia cerlo para elle. Urnas vezes. ci*t* uos
dias 8, 18, 28, era algum lempo nos dias 9, 19, 29
c agora nos dia quasais Ihe convem: chegam qaan-
do bem querhi, e logo farao o que enlemlcrein,
islo he, andarlo com cajeados nos pes para terem
descuipa mai plausivel. Ado bom que a dminis-
Irarao do correio na capital regale melhor a parti-
da dos correios, para assim finar essa irrcgnlarida-
de, em prejuizo do publico, e tuto continu como ale
aaora. Au reeot'r.
'sWlaii
S.
1
WA
i
REFARTI9AO DA POUCIA.
Parte do dia 16 de outubro.
lllm. c Exm. Sr.Participo a V. Exc. qoe, das
parles boje receladas nesta reparlic.io, consta terem
sido presos : a minha ordem u pardo Manoel Joao de
Mesquita, por se adiar sentenciado ; i dt delegado
supplenle de 1 .tullirlo desle termo, os nardos "Jos
Ignacio Rodrigues, e Jozino Pereira da Silva, ambos
por reniemos ; a da subdelegado da freguezia de S.
Fr. Pedro (ioncalve-., Albano dos>Santos, srm de-
clararan do motivo ; a do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, Joao Antonio da Souza, por tor-
io, os prelos.Deiic.lido escravo de D. Maria, e Jos
esrravo dr Delfiuo ttonralvM Pereira Lima, ambos
para aveiignaces : a do subdelegado da freguezia da
Boa-Vista, o prelo Francisco Xavier de Oliveira por
desiir.iem. pardo Virginio, escravo de JoSo Victo-
rino, e l'abi.l.) cabra escravo du Joao Filippe, am-
bos por fgidos ; c do subdelegado da freguezia dos
Vf.igi.los, prelo Cloriudo 'escravo de Lufa Pires
l-'crrera, por ser encontrado sobre o ielbado/de urna
casa, com lenraode roubar.
Dos guarden V. Exc. Secretaria da polica de
l'ei namliiico Iti de outubro de 18.>i.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e^Figueiredo,
presideule da provincia de l'crnambuco. Ochle
de polica. Lu; Cario de Paa Teixeira.
Wm DE PERNAMBUCO.
I
1 elo vapor Hahiana, entrado honlem de Liver-
pool, va Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vicente, re-
re hemos as cartas dt nossos correspondentes da Ha m-
burgo, l'aris, Lisboa e Porto transcriptas em ontro la-
gar desla folha, c bem assim varias gazels inglezas,
franeczas e portuguesas; estas at30dc selembro pr-
ximo passado, e aquellas ato 22.
A noticia mai importante que nos trouxe o vapor,
ha sem contradiecn a do desembarque das forja
alliadas junio de Eupatoria, pequea cida.le ea Cri-
mea, viril leguas ao norte de Sebastopol e da mar-
.


i

DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 17 D OUTUBRO DE 1854.


I
>

4
J

>
f
H de stlembro.
O ejercito desembarcado compoc-sc de 25,000
l'ranceies, 25,000lnffexeie 8,000 Turco-,mas resta-
va anda m Viro* urna reserva de (4,000 Francezee
que devia partir tambenfsem demora pura o lugar
las operarles.
O desembarque foi cOecluado sem i menor resis-
tencia da parte Jos Russos.
O general Saint Aroaud nnnnmiou esta expedi-
rn ao ejercito de seu.comniaudu pela ai;uiiitc pro-
clamarlo :
Soldados!
(f Acabis de dar adrairavtis provas de paciencia,
persoveranca a energa, no meio das dolorosas cir-
cumslaocas, que lie mister nao lembrar. He chega-
da a hora de cumbater e de vencer.
O iiiimigo na uos esperou -.obre < IMnubin.
As aoas columnas dcsmorolisadas, rareadns pelas do-
encas, afl*siam-se penosamente, e Coi talvez a Pro-
videncia, que uaoquz eipur-nos aos efleilns desses
pai/.cs Insalubres, lie lambrm a Providencia que
uos chama i Crimea, paiz tito sadiu como o nosse, e
a Seba onde reunido* vamos buscar <>. perhur du paz, e da
volts os nanos lares. >
A empreza he grande e.' ,na de tos ; vos a le-
vurcisao cabo, auxiliados peV inais furmidavel treni
de guerra', martimo e militar, q e o mundo tem
visto.
a As esquadra alliadas con as suas li.000 pecas
e os seus 25,004) valcntes marinheiros conduzirao a
trra de Crines aro ejercito inglez, cujo valor os
vossos antepagadosrespeitaram, urna escoltada di-
visio desaes soldado allmanos, que a nos-a vila
muslraram o que va teca, e um ejercito francez, que
en tenlio o direilo e a presnmpc,Su de ch.' mar tlur
de lodo o eierctlo.
Coto la es elementos, nao espero so o bnm ejilo
desta empresa, cont cav ella.
"ieneraes, e inundantes de rorpus, olliciaes
de todas as armai, vsparlill aris e commuiiicareis
aos vossos soldadbt a confiani;, que me anima.
c Em breve, juntos saudaremus as tres bandeiras
reunidas, tremolando sobre as mu-albas de Sebasto-
pol, coro o tiosso grito nacional. Viva o imperador,
yuarlel gseeral de Varna, 25 de agosto.
O manchal de Franca,
Saint Arnaud.
As duas carias que segoem escri Has, nina de Var-
na, outra de Ballciiicli dao minuciosas noticias acer-
ca desea difcil empreza :
'< Ha dotu dias que estou a borlo do Valim, on-
de se ar.haoauniraole Lugcol, e lie comir andado pe-
lo capilao l.ee lie... Estamos preparareis para par-
tir para Sebasto) pu eslSi embarcadas uou-
i-u rnais ou inane '90,000 homens e l,(M> cavallos.
temos o principa Napoleao a bord>. Cida au tem
a bombordo e a esttbordo um barco para o desembar-
que das tropas jalm disto, ravegara entro duas tr-
galas a vapor, a>irti a reboque de outra. A vista
de trra 1( eembarcar.'s pequeas se colloca-"]
ro em pos Da maior prnximidade, i varreraoa
praia com a sua arlilliaria. gntao todas as embar-
cacOos carregan i de tropa, liem como os barcos de
desembarquevancarao, os soldados saltaran cni trra
e darao urna carga a bayoneta.
Agurdanos para partir a esquadra ingleza, que
anda eslean Varna, e que ecnsla de 12naus, sendo.'!
de tres bateras, ja aqui estilo (i. De gorie que con-
tamos 15 naus francezas, sendo i de tres bateras,
18 naus inglesas, 6 naus turcas, i fragetaa a vapor
turcas, 6 Inglezes, e 20 francezas.
Marchamos em tres linbas, linlia da cidade de
Part, do Maule Bello, do lalmij, depois segnem-se
i>s navios mercantes carregados de tropa e de miini-
eoes e a final a osquadra turra.
a He um espectculo que nao pode descrever-se
o uiovimentoj sem confusao de todas estas forjas
navaes, tundeadas em redor do Valmy, e impacien-
tes de se encontrar com a esquadra russa, se por
ventura sabir ao mar.
Embarcamos no dia 2 de setemhro. Tres dias
depois o ejercito lera desembarcado as costas da
Crimea. No dii 7, provavelmente, llavera una
-rande.batalha, ea 15 estaremos em frente de Sf-
liastopol. Os doos ejrcitos acham-se em mellior es-
lado emulto entiiusiaslas. Nunca se vio, em tan
pouco lempo, por em moviinoiilo l.lo consideraveis
forjas de mar e Ierra. As tres esquadras, ingleza,
ranceza e turca, contara 45 naus, e dobrado nu-
mero das fragatas e barcos a vapor, e continuamente
cliegam de Franja, de Inglaterra e Constautiuopla
navios de todas as qualidades ; talvez 500 a 600 na
vios de rodee de hlice e de velas. F.m menos di-
urna lionas esquadras podem desembarrar 12:000
hmeos, e duas horas depois podem estar em Ierra
-0:000 homens. O desembarque apoindo por 24 a
.'10 peras de artilharia pode eflecluar-se em qualquer
ponto.
EsU operario, senipre dilficil, cflecljar-seha ao
abrigo da artilliaria das esquadr-, que batero lodo
litoral : depois as canhonei'as montan lo peras de
24 e formando orna especie de bateras flucluanles,
conduzirao as tropas a praia e protegarao o desem-
barque alqneas bateras de tena baji.m garantido
a posijio da arlilharia. Para facilitar promplues-
labelecimento das tropas em trra, a esquadra de
transporte leva 30 40:000 cestOes e saceos de trra,
de forma que vinle e quatro horas depois do desem-
barque o ejercito podera, ao abrigo de eiitrincheira-
mento, resistir aos mais violentos ataques dn inimigo.
A frene depoistfetfpresriilar tim mippe comple-
to de todas as forras russas, esprme-se da maneira
segninte acerca do ataque da Crimea :
a Nesle mappa das forras inimigas, vimos figurar
a Crimea com 30 batalliOes e 80 pecas ; porm a es-
tes 30,000 homens de infantaria, he mister accres-
centar alm das tripolares da esquadra e dos cossa-
cos encarregado especialmente de guardar as cos-
tas, os retorcos enviados para esta parle do imperio
rusto desde que te trata da expedir 1 anglo-fran-
ceza. Atsin as nossa* tropas dentro em poucu se
acharan em frente de 70 a 80,000 homens, que de-
fender a pennsula.
cr Ou o exercilo russo da Crimea se julgar bas-
tante forte para se conservar em campo, e ueste raso
n seo primeiro empenhn ser desr.obrir local do des-
embarque, envinado para ahi a maior "arca que po-
der e embararar por lodos os modos esta primeira
pilase do grande drama que vai comejar, a mais im-
portante e talvez decisiva ; ou enlau esse ejercito
nao se julgara com forja snflicienle para combaler o
ejercito adiado, e encerrar-e ha em Sebastopol.
Nesle ultimo caso est perdido ; compre dizer que
parece impoesivei que o principe Msuschikou" nao
se conserve em campo por alguns diat.
A nossa primeira operajao ser, pnis, eflectoar
o desembarque,e a dos Rus-os abitar wi desembar-
que. Doos motivos temos para confiarmos no bom
exilo desta primeira empresa.
Estes dos motivos em que coidiarnos sao :* Em
primeiro lugar, os recursos materiaes de que se acha
prvida a esquadra parsttqrar o seu intento ; a ir-
rettilitel forca material, n o alcance da nossa arti-
lliaria naval de grande calibre, que proteger o des-
embarque, metralhando o^inimtRo e varrendo o ter-
reno, se os Russos liverem a l'elicidade de reunir
grandes massai no ponto ameajado-. em segundo lu-
gar, a irrttittieel forra moral, que urna operajao
dcsla natoreza commuuica aos Fraucezes, realisada
em frente das Irepas de outras nirries, a intelligente
aclividade dos nossos soldados, a sua habilulade em
aproveitareaa-se de ludo por si proprios, afim de se
fortificaren] depois de haverem desbaratado o ini-
migo.
1'orUnto ha muito qu? esperar, e pouro que te-
mer da primeira operajao na Crimea.
usado o desembarque, he quati certo que
deutroeo pouco lempo lodo o material de cerco, 10-
drtirt^!)sciinenlosscacliaro em Urra, equeem
menos lempo anda as Irepas se acbarao ao abrigo
de reducios ou linbas de circiimvallarV, queoini-
migo ngo- podera vencer.
Eniao dever carntar o ataque regular da pra
ra pelo lado de trra, e ao raesoio lempo do lado do
mar, asesquadras alliadas lerdo bloqueado os navios
runos.
" Por ventura o inimige lera forja material e mo-
ral surlicienle para atacar as linbas francezas e tra-
v.ir urna acjjo, que salve a rulado '.' Nao podemos
dize-lo. A maneira poroue se liouveram as tropas
rustas al boje as margena do Danubio, einlr.nl*
de Silatru e no Ballico, aotorisa una opiniao pou-
co favoMvel sobre a sua anergia moni. Ora, seo
principe JUeuscbikotf nao se conserva em campo, nao
|iersegue es atacantes, e se enerra na praja que llie
incumbe sustentar, limtindo-se a urna defeza di-
reeU, parece-nos que podemos desde ja dizer que
Sebastopol est perdida para a Kussia, e que a sua
completamente feliz ; de ha muito que segu alien-
ta os vossos Iriumphos. Como um novo 10I em ceu
esplendido, como um mundo novo cheio de espe-
ranja e de venturas, como tim suspiro da Ierra re-
Xnlado as celestes resides, a mocidade valacha
ludava com o sentinieulu mais puro e fervoro-
so. Sois mais do que o hroe de urna poca, do
qne o genio militar da aclualidade. Sois a encar-
na jao sublime das aspirajes generosas de um povo;
sois a realisa.;a 1 dessa era de gloria, que urna najan
Marfil apen.s. Vinde Alteza, para entre esla na-
eSo que vos considera o meusageiroda sua felicidade
\ 111 de para entre este povo, que vos ama como o
objeclo dos seus mais elevados votos. Viude para
esla mocidade, que vos eslima e venera. O vosso
noine levado as.asas da fua corre o mundo, repe-
lem-o todas as boceas, lodos os corajes palpilam
ouviudo-o pronunciar ; de toda a parle vos accla-
iiiatn e saudam. Eu expriinu a significaj.tu dessas
nnmerosas manifeslarOesquc vos acompanliam.
A victoria, a gloria e -^mmorlalidide cis osvo-
los, que por vos dirigimos- ao ceo.
a Aceita!, Alteza, esta simples mis ingenua lin-
guagem do nosso corajao. Corre veloz o tempo ;
ludo esquecer, porm as gerajOes vindouras encon-
trarao o vossonome glorioso 110 rosto dos nossos ua-
naes, e nos nossos monumentos de gloria.
Viva o Sullo nosso- poderoso soberano viva
Omer Pacha.
Em Hespaiiha deram-sc anda ullimameutealguns
pequeos disturbios em Madrid e Barcelona, ma
felizmente ludo foi acabado sem derramamento des
sa ligue.
O que mais ocenpava a pipular.ui eram as elei-
jes.
A junta central ele'itaral de Madrid, dirigi aos
eleitores liberaos a seguinte allocujao :
Fallara ao seu primeiro detver, nao correspon-
dera a vossa legiiimaespectalivaajunta quenomeas-
tes para auxiliar os vossos eslorjos, se nao comejasse
por encarecer-vos a significa jao e transcendencia das
prximas cortes consliluintes.
Quandu a jusura, a consciencia codever, sao
yelipendiados ; qoando o escarnen da socedade e o
invilecimetilo de todos os inlercsses desprezados e
opprimidosparccem a unir norma da auloridade que
vai reduzndo a lyrannia asxslcma ; quando o poder
se atreve a ludo profanar, a le moral que nuucamor-
re. recobra toda a sua virlude. c manilesla-se Ua po-
derosa, como nesses dias, e nessas provas solemnes c
Iraballiesas que a lolosainda lembram. Oscspiritos
elevados nao so*obram anle a immoralidade e a co-
bija, porque comprehendem que as inspira roes eter-
nas da qrjtavm c do progresso nao suecumbem nunca
petos esforjos das dictaduras, porque o pensamenlo e
a razao sao immortaes. Esgolado o sollrimento.acau-
sa publica veoceu, o a redempjau deve cumprir-se
no grande sancluario.
Vos nao queris, por corlo que as leis fonda-
mpntaes provenhain de mesquinlius combiiiajoes e
clculos apoucados, porque aspiris a que sejam taes
quaes cumpie quesejam, para a completa garanta da
Causa publica.
A junta entende que as leis fundainenlaes serao
urna realidade, se se derivar, ni da razao, se a sabe-
doria as inspirar, e se forem conformes as lijoes da
experiencia.
a K-speil.uido a vossa liberdade et integrdade
da vossa consciencia, nao vos indicaremos candidato
algum. O religioso respeilo com que acatamos 1 vos-
sa vontade veda-nos ulerveures altivas c ullii iu-as.
A escolha dos nossos inforluneos eloqucnlemenle nos
.apona o nosso devar. A virlude, o saber e a digni-
dade devem corresponder lealmente ao aclo sobera-
no para que vos preparis j, |por lodos os meios le-
gitimse puros que acreditan) a ejcellenca dos vos-
sos pensamenlos.
As najes 1180 te reorganisam c consl'.uem a
medo. Quando se abalam s seus licerces, he pur-
que algum mal profundo cgeral as mina, e careccm
de remedio universal e enrgico. (}s vossos deputa-
dos devem ser a expressao mais elevada de valor e
patriotismo, de dignidade e sabedoria. Ue assim qoe
puderau brular tudas as fontes da prosperidade publi-
ca e particular. Elles procurarao leis sabias rmadas
em bases solidas. Oxala que acerlem ao levantar o
monumento perpetuo da nossa liberdade I....
o Prorurai que o espirito Jos vussos representan-
tes seja o voslo ; peusai, quando os escolher-
des, na necesshlade de trabalhar sem vistas apouca-
das na causa de todos os Hespanboes, que desejam
ver levantado sobre seguros alicerces o templo do pro-
verbio ; afastar as vi-tas exclusivas que devem ceder
O pisso aos li.ins principios.
Se desojis leu polilicas, administrativas e eco-
nmicas, que mo vos opprimam ; se queris a possi-
vel diminuicao dos impdslos, a reducrao das des-
pezas publicas, a successiva liberdade do commercio,
o desenvolvimento das relajOes inlellecluaes com o
mundo, a liberdade industrial, o progresso e a pros-
peridade da agricultura e das artes e a completa ap-
plicarao das ciencias; se queris urna boa adminis-
trar n> local, provincial e geral, que seja excluida
tanto a cenlralitajao exagerada comoasinvasdesdas
localidades, leude em vista 10 escolher dos vossos re-
presentantes, a illustrajao, o liberalismo e a mora-
lidade.
cr Que os vossos depuladoi nao queiram a consli-
tuijo su para elles e para um partido ; as nossasleis
e as funda meniae- parlicularmenle, devem ser a egi-
de de lodos os Hespauboes.
Mosirai que sois os dignos lilhos da escola libe-
ral, e nao esquejaos que a tolerancia, a qaao e a
prolecrao;reciproca,,sao meiosnecessarios pira o tri-
umpbo.
o A junta aiuiliar os vossos Irabalhos, procurar
evitar lodos os confliclos.e acalmar todas as discor-
dias que surgirem ; proteger a liberdade do vol,
dirigir sem pu-".i. nem violencia os Irabalhos elei-
toraes no que della depender ; empregaros seus es-
forjos para remover lodos os obstculos que perlur-
bem a harmona de aclos 13o solemnes, e alten Jera
zelosa defeza daordem e liberdade das eleiroes. He
assim que a junta enleudc, que cumprir a misso
com que a honrasles.
a Madrid 13 de setembro. ( Seguem as asigna-
turas. )
Cria-te que por necasiao da reuniao das cortes ;
ou inesmn antes disso, haveria modilicajo no ga-
binele.
A ranlia tem appareeido diversas vezes em pu-
blico, sendo sempre geralmenle vicloriada.
Diz a Emanciparo Belga, que as cmaras belgas
serao extraordinariamentecouvocadas para 17 de 011-
lubro.
Os ministros conservara.! as pastas al i abertu-
ra do parlamento, perante o qual se ventilar a ques-
lao de saber se c ministerio merece a sua conlian-
ca. iz-se que ministerio acouselhra a formajao
de um gabinete inleriuo, tirado d'enlre os membrot
dat duas cmaras; porm esla combinajo jul-
gou-se impralicavel e os ministros conservaran! a
palas.
Segundo diz a Uazeta de Caitel, parece que se
Irala novamentc da questao da successao do thro-
no da Dinamarca. lie sabido que o protocollo de
Londres eslipulou que a monarebia dinamarqueza
nao seria dividida ; o prolocoMo de Varsovia, assig-
nado nicamente pela Dinamarca e pela Russia,
garante Rusia os direiios de successao sobre toda
a monarebia dinamarqueza ; o priucipe Chrisliano
de Glncksburgo e a sua descendencia masculina
foram chamados 11 successao do throno da Dina-
marca, depois desla haver renunciado pelo proto-
collo de Londres aos seus direilos eveoluaes suc-
cessao da parte g(aa-ducal de Holstein; a descen-
dencia do principe consta hoje de dous lilhos me-
nores. Se por ventura esta descendencia se cxlin-
gusse, a Russia seria, sem harmona com a conven-
ci russo-dinamarqueza, o herdeiro mais prximo
do Ihroiin da Dinamarca.
O ministerio dinaraarquez fez estas combinajes,
indo de encontr aos votos do povo e da Dieta dina-
marqueza.
. jje esta combinar."! subsiste, seguc que he pos-
sivel que dentro em pouco a Dinamarca venlia a
ser urna proviucia russa, o Bltico um n mare clau-
som (mar fecludo) e o czar o guarda do Sund.
A ordem de cousas, a que obsiou no mar Negro
a inlervenjao de quasi toda a Europa, pode repro-
duzir-se no Bltico.
Os interesses da Russia ao nordeste sao idnti-
cos aos da Austria no sudoeste. Os estados scandi-
navos tem tanta forja para resistir 11 Russia, como a
Porta, advertiudo qne a Russia tem alcancado en-
tre elles una grande preponderancia e inlueocia,
que nunca leve sobre a Porta.
A respetto da China e dos Eslados-Unidos eis o
o que se l no Jornal io Commercio de Lisboa :
Em consequencia da grande aVaitajao qoe reina
PIILICACAO A PEDIDO.
ELEiGAO'
dos juizes e mais mesarios que ten? de
solciniiisuf a Nossa Senhora do Rosario
no anno de 1855 a 1854.
Jutz.
O Illm. Sr. Antonio Joatjuim Pereira da Silva.
HscrtvSo.
a a los Joaquim da Cosa Macicl. -
Thesoureiro.
a a Jos Pedro de Alcntara.
Procurador geral.
a a Manocl Dias Fernandes.
Juiz por dc<-orao.
Mauoel Aulonio do Jess.
fiserieoo por deiorSc.
a a Manocl Pereira Lcmos.
Juiz perpetuo.
O lllm. e Exm. Sr. D. Joo da Purilicacao.
Juiza por cleirio.
A Illm". Exm. Sr." D. Joanna Emilia de Moraes
lilba do Illm. Sr. Jos Pires
ile Moraes.
Eterica por decorao.
D. Josefina Bemvinda de Mi-
randa Ivo, inulher do Illm.
- Sr. Dr. Ivo Miqulino da Cu-
nta Soolo Maior.
Juiza por deroro.
D. Jaciutlia, mulher do Illm.
Sr. Antonio de Almeida l'o-
jas.
lisertcaa por decoro.
n D. Mara, mulher do Illm.
Sr. Mauoel Aniones'Ferreira
Villaja.
Protecfora.
I). Anua Joaquina Lins Wati-
derley.
Mor domas.
A Illm. Exm. Sr." D. Auna, mulher do Illm. Sr.
Jos Lourenco da Cruz.
v I). Isabel, mulher do- Illm.
Sr. loio Vallenlim Villcla.
v D. Carlota, mulher do Illm.
Sr. Bellarmino dos Santos Bul-
cao,
u u 11. Feliciana, mulher do Illm.
Sr. Manoel Jos Lopes.
u al). Francisca Justina, mu-
lher do Illm. Sr. Jos Clan-
di if o l.eile.
a a 1). Senhorinha, mulher do
lllm. Sr. llenrique Jorge.
o 1 1). Erminia, mulher do Illm.
Sr. Jo.lo Policarpo dos Sanios
Campos.
n 11 11 D. Joaquina, mulher do lllm.
Sr. Antonio Joaquim Peasco.
ie D. Antonia, mulher do Illm.
Sr. Victorino Jos Pereira.
D. Francisca, mulher do Illm.
Sr. Manoel Antonio de Jess,
ff v ir l>. Narcisa Sofia, mulher do
Illm. Sr. Joaquim da Costa
Maia.-
Mordomos.
O lllm. Sr. Mauoel Jos Lopes.
Ignacio Lopes Fernn les.
Juaquim Duarle Pinto e Silva.
n Caelano Agapito de Sonza.
Joaquim Dias Fernandes.
n Luiz Manoel Rolrigues Valleuca.
o Francisco Pinto da Cosa Lima.
a Jos Dias da Silva Cardeal.
Bartholomeu Francisco de Souza.
Francisco Piulo Ozorm.
Joaquim Bernardo dos Res.
Joaquim Antonio Peicira.
Jos Francisco de Souza Lima.
Antonio Joaquim Pan Jo Caetano de Carvalho.
ir Jo3o Manoel de Siqueira.
a Antonio Jos Comes do Correio.
Joaquim da Costa Maia.
Antonio Francisco dos Santos Silva,
ir Thomnz de Aqui no Vasconcellos.
ir Jos l.nureiiru da Cruz.
Victorino Jos Ferreira.
Luiz de Fi.iiic.i Soulo.
n liabriel Antonio de Castro.
ir Policiano Luurenjo da Silva-
ir Jojo Jo Mcndes.
Bellarmino dos Santos Bulcao.
Dr. Candido Auli.ni da Malta c Albu-
querque.
ir Paulo Gainoni.
a Antonio Augusto dos Santas Porto.
11 Antonio Jos de Faria Machado.
Joaquim Jos Fernandes da Luz.
r< Jos Juaquim Pereira de Mendunra.
Consistorio da Iimanda 1- de Nossa Senhora do
Rosario 16 de outubru de 1853.
O Vigario I'enuncio llenriquet de llezende.
ERRATAS.
Erratas do communicado transcripto no Diario
de Peruaiubuco do leidu correnle. Em lugar de
para prender e Haminnr o aqutllct a quein por
duas vezes 13o sabia e palrioticamenle dirigi la-
separa presidir e Iluminar ele, etc.
Mais abaixo na lnia dcima terceiraem vez de
j bem couhecidoI6a-sehe j bem conhecido.
Azeite v.......... alm. 40400 4i50
Agurdente encascada 10 graos, p. 2200000
Vinbi) uiuscalel de Setubal. caix. 89000 S-300
Vinho lints marca F.S, a bordo, pipa 960000
Dito dito ditu, idem......anc 988000
Dilodilo marca B. e F., idem. pipa 960000
Dito dito dito, idem......auc. 980000'
Dito dito T. P. e Filos, dem, pipa 960000
Hilo Jilo ditu. dem ..... .anc 1000000
Dito luanco marra F. S., idem. pipa 900000
Dito dilo dito, idem ...... auc. 940000
Dito dito marca II. e 1., idem pipa 960000 -
Dilo dito dito idem. ...... anc lOOOO
Dito dilo marca P. G., idem. pipa 943000
Dilo dito dito, idem. ..... anc. 840000
Dito marca T. P.e Pulios, idem. pipa 840000
Dilo dilo, idem.........anc lOOSOOO
Vinagre tinto marca F. S. idem. pipa 400000
Dilo marca B. c F., idem pipa 450000
Dilo marca P. G.. idem .... pipa 4*0000
Dilodilo marca f P. e F., idem pipa 400000
Dilo branco F. S., idem. pipa 425000
Dito dilo marca B. F.,idem pipa 4">f,000
Dilo dilo marca P.O., idem. pipa440000
Dilo dilo dilo T. P. e F." idem. pipa 450000
Dilo dilo dito. I). F. & C. idem. anc. 400000
EM BARCACO'ES ENTRADAS.
Setembro 16 da Babia barca porlugueza Bussa-
co, rapilao J. D. dos Sanios.
dem idem brigue porluguez Mondego, capi-
l.iii J. P. Dias.
SABIDAS.
Setembro 16 para o Par patacho porluguez
Tarujo II, capilao I. O. Faneco.
dem 18 para a Baha brigue porluguez Emilia
Julia, capilar I. M. de Souza.
A' CARCA.
Para o Rio de Janeirogalera brasileira Theodora
dem brigue porluguez Carlota.
dem barca Progresista.
Para o Maraubaupatacho porluguez Liberdade.
Para o Para barca porlugueza Flor do Vez.
Para a Baha barca porlugueza Bella Figuei-
rense.
Para o Para palhabote porluguez Prteisto.
Para o Riobrigue porluguez Guilhermina.
dembarca sueca Alexandrina.
dempatacho porluguez Maria.
Para Pernambuco barca porlugueza Gralidao.
Para o .Maraubau brigue porluguez Aioco Ven-
cedor.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de oulubro de 1851.O secretario,
Antonio Ferreira d'Anuunciariio
Clausulas etpcciact para a arremataco.
1. Todas as obras serSo feilas de conforraidade
com o orjamento e planta apresenlados a approvajao
do Ejm. Sr. presidente da provincia, na importan-
cia de 7.500000 rs.
27 As obras serao principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos de r iid',11 -m.iade com os arla, 31 e 32 da lei
provincial 11. 286 de 17 de maio de 185L*
3. O pagamento da importancia desta obra si
feilo ejr urna s prestaran quando ellas esliverem
concluidas, que serao logo recebidas definitivamente.
4. Para linio o que nao esliver determinado as
presentes clausulas seguir-se-ba o disposlo na refe-
rida le n. 286. "
Couforme.() secretario,
Antonio Ferreira d"Aununciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia /le 7 do correnle, manda fazer
publico, que no dia 2 de novemhro prximo vindou-
ro, peanle a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer
Actores.
O Srs. Beierra.
a Reia.
Sebasliao.
Costa.
Senna.
Mendes.
o Monteiro.
a Santa Rosa.
Pereira.
Alves.
Pinto.
Rozendo.
A Sra. D. Amalia.
PALTA
dos precos correnle do assucar, algoiSo, e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 16 a
21 de outubro de 1854.
Assucar em caixat tranco i. qualidade 11 a 2.a
i> mase.........
bar. esac. branco.......
masen ado.....
refinado..........;
Algo.I.ci em pluma de 1." qualidade
11
2.
3.
cm caroro.........
Espirito de agurdenle......caada
Agurdenle cachara .,.....
de caima.......
o reslilada.......
Ccnebra...............1
............... botija
'cor ...............caada
.'..............garrafa.
Arroz piladu duas arrobas um alqueire
cm casca...........u
Azeite de mamona.....'. .caada
roendobim e de coco
de peixe.........
urna
um
i ai
cento


COMMERCIO.
PRACA DO KECIFE 16 DE OUTLBROAS3
DORAS DA TARDE.
Cotajes olliciaes.
iloje nao liouveram Iransacjes.
ALFANDEGA.
Kendimento do dia 1 a 14.....129:8360i()7
dem do dia 16.........3:826029
133:6620436
Oesearregam lioje 17 de outubro.
Sumacallortenciagneros do paiz.
SumacaFiordo Angelimazeite de palma.
Brigue hamburguezGeorge Andreasmercado-
ras.
CONSULADO liERAL.
Rendimento do dia 1 a 14.....1:4690642
dem do dia 16........ 4980000
1:9670612
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 16..... 1150326
RF.CEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimento do da 1 a 14.....8:6130148
dem do dia 16........4:093ol44
Canta
Aves araras .......
11 papagaios........
Bolachas............
Biscoilos.............
Caf hom............
restolho .'........
>i com casia.........
muido...........
Carne secca..........
Cocos com casca........
Charutos bous .........
ordinarios ......
regala e primor .
Cera de carnauba.......
o em velas.........
Cubre novo roao d'obra ....
Couros de boi salgados.....
expixados .......
>i verdes.........
de ouja ........
n cabra corlidoa .
Doce de calda.........
n n goiaba........
11. secco..........
11 jalea ,.....,
Estopa nacional........
o eslrangeira, ni.io d'obra
F.spanadurcs grandes.....
11 pequeos....
Fariuha de mandioca .....
u niilho.......
n arurula......
Feij.iu............,
Fumo Iioto..........
ordinario........
em folha bom.....
ordinario. .
reslolhu .
Ipecacuauha........,
(iomma...........,
(iengibre...........
Lenhu de achas grandes ...
pequeuas ,
loros .......
Prendas de amarello de 2 costados
loura.........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ,' a 3 de I.....
de dito usuaes.......
Costadinhn de dilo a>....... a
Sn.dlio de dito.........'.
Ferro de dilo...........
Costado de louro.........
Co-1,1 liiiliu de dilo........ .
Soalho de dilo........... n
Forro de dilo...........
cedro ..........
Titos de tatajuha .
Varas do pnrreira .
n aguilhadas........ p
a quiris..........
Em obras rodas de sicupira para c. par
cixos 11

um

alqueire
6!>
s
alqueire

alq.
cento
urna
23700
liSIIHI
10900
2i()0
10600
.10200
50900
50500
50100
10475
0640
-tl
0.520
0470
0480
0220
48
0220
44(K)
10600
0640
10440
10280
50000
100000
30000
50120
7o680
40800
30200
40000
60400
400011
30000
10200
0600
2320(1
70.VKI
90-500
0160
0160
0190
0090
153000
0180
0200
0160
OWO
W20
13280
lOOOO
20000
I3OOO
20560
20000
."aoo
35200
70000
33OOU
83OOO
40000
3*000
339000
afOM
10500
20-560
IsOOO
100000
120000
70000
2000011
obra dos reparos da pouleile Cndahv, avahada em
4:6200000 rs.
A arremataren ser feta na forma da lei provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do correnle anno, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propnzerem a esla arrematarlo
comparejam na sala das sesses da mesma junta,"no
dia cima declarado pelo meio dia, competente
mente habilitadas.
E para constar se mandoo aluzar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 9 de outubro de 1854. O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciafao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1. Far-se-hao ditos reparos de conformidade com
o orramento approvado pela directora em oouselho,
c apresenlado a approvajau do Exm. Sr. presidente
da provincia, na imporlauri de 4:6200000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras 110 pra-
zo de um mez, e as concluir no de seis mezes, am-
bos contados na forma do artigo 31 da lei provincial
n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremataran
realsar-se-ha em quatro prestajoes zues; a pri-
meira quando cstiver concluida a terca parle das
obras ; a segunda depois de felto o segundo lerjo ; a
lerreira no recebirncnlo provisorio, c a quarla na
entrega definitiva, sendo de um anno o prazo de
respoiisabilidade.
4. Melade do pessoal da obra ser de genleilvre.
5. arrematante dever- proporcionar transito
ao publico no lim de tres mezes.
6. Para lodo o que nao estiver determinado as
presentes clausulas nem 110 orramenlo, seguir-se-
ba o que dspe a respeilo a lei "11. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Aununciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em. cumprimento do disposlo no arl. 34 da lei pro-
vincial 11. 129, manda fazer publico para conheci-
racnlo dos credores hypolhecarios e qnaesquer inte-
resados, que fui desaproprada a Jos Joaquim de
Freilas, urna casa de laipa sita na villa do Cab), pe-
la quanlia de 8O3OOO rs., devendo o respectivo pro-
piielariu ser pago da importancia da dcsapjnpnarao
logo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala desle, cujo prazo he concedido para as recla-
marles.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu.-
blicar pelo Diario, por 15 diassuccessivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de outubro do 1854. Osecretarso. Antonio
Ferreira da Aununciacao.
A thesouraria provincial compra para a repar-
tir.io das obras publicas um barril de alcatrao. Os
piclon bmie comparejam mesma thesouraria no
da 19 do correnle com suas proposlas em caria fe-
chada.O secretario, Antonio Ferreira da Annun
ciaciio.
Personagens.
Pedro Bern.ird.....
Arlbur de 'Maisay. .
Um emigrado francez. .
Andr, marinheiro da rep.
Matbeus Lonchan!. .
O Parisiense marinheiro. .
O Champanhez.....
Joiio, marinheiro francez. .
Crandesel, grumete.
O commaeislante da Meduza.
O a ?da fragata ingleza.
tira oflicial inglez. .
Genoveva, mili de Pedro. .
Maria, rapariga educada por
Pedro....... Orsal.
lima chanca.
Soldados da" marinha ingleza, olliciaes, mariuhei-
ros francezts, olliciaes dilos, ele.
O primeiro aclo he passado na robera de urna
fragata ingleza, finalisando o acto com um bello
combale naval.
O sesundo he passado junio ao estaleiro onde esla
a fragata Meduza, prxima a ir ao mar.
O leiceiro em om quarto da cslalagem.
O quarto a bordo da fragata Meduza em viagem,
onde se far o feslejo da passagem da lioha, cantar-
se-bao bellissmos coros, e haverao varios dansados
de caboclos, do marinheiros, de prelos, de diabos, e
um bello terceto dansado pelo dos da linha, (o Sr.
Mcndes) sua espoza (o Sr. Santa Rosa) e o engrajado
Champanhez, (o*Sr. Monleiroi nalisandn o aclo
com o naufragio da fragata Medaza sobre um ban-
co de areia.
O quinto o ultimo aclo passa-se no meio do oca-
no sobra uma'jancad.i, oude se salvarlo varios nu-
fragos da fragata Meduza.
Os entre-aclos si-rao prcenchidos com escolhidas
ouverturas. No lim do primeiro aclo para o segun-
do execular-se-haA Favorita; do lerceiro para o
quarlo-Guilberme Tell; e nojm do quarto para
o quinto-A Balalha de Alanosler-, finalisando o Xivramento n. 46, onde moran
divertimento com o ultimo aclo do drama. 1 Tl da Boa-Visla, que ser recoi
Pincipiar as 8 horas.
AY1SOS MAHITIMOS.
DECLAfAC ES.
quintal
duzia
12:7060-292
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do da la 11.....10:2203260
Idem do dia 16........3999140
10:6I9J400
, BOLETIM.
LISBOA 28 DE SETEMBRO.
Precos correales dos gneros de importacao do
Brasil.
Por baldearan.
* -t r* --------- *-%* "iiiiyiu uut nina
queda sera a origem de vantauens incalculaveis, a em Canino, por caus da approxiniajjto dos novos
tomada da Crimea e a ruina de melade da marinha1'
do ciar.
O Monitear publica a seguiute correspondencia
de Constautiuopla tamJjtynsobie o mcsmoassumplo.
A malar parle das Iropas mglo-fraiicezas e dez
mil Torcosescolliidoa partirn) para um poni da
rosta da Crimea prximo de Sebastopol, cm duas
xiagens. Logo que as tropas desembarquen), sent
rondozidas ao cmbale, ou contra as tropas russas,
se esla lenlarem defender as po-irbes que prolc-
^em Sebastopol, ou contra a propri ridade, se as
Iropas roseas se conteiilarem de e-perarabi. ao abri-
go das suas fortilicares, os seus lerriveis nimigos.
Se Sebastopol for tomada, os ejrcitos alliados le-
r,10 realisado uTh brilhanle feilo d'armas, que aca-
bar de desmoralisar a Russia, c contribuir pode-
rosammle parao reslahelecimento da paz.
Se pele contraro, o numero dos russos ua la i-
mea for maior do que consta d)s informacocs obti-
das, se a cidade prolong r a sua defeza, se sobre-
vierem obstculos prove entes da eslar.lo, se liual-
iiieule um forte exercilo russo ronseguir reforcar a
Crimea, os ejrcitos alliados ficarao quites por um
reembarque, e o ataqu; tle Sebastopol licara adia-
do para o anuo prximo no cornejo ,la primavera.
Allacar a Crimea, be da parto da Franja e da In-
glaterra ama obrigajAu moral dea conquistar, e he
quasi certo que essa obriza jao sera rumprnla. Con
Uiii-tar a Crimea a lodo o cu-ln ou abandonar aos
qu-soso imperio do Orietile, he a alternativa em ipie
a Hussia collocon as potencias oee'n.entaes. Sejam
quaes forero os obstculos, o aVifinilivo desenlace nao
|islepor-emdvidd.
As Impas uslriacat linbao ja ailado na Molda-
va ; escudo ahi recebidas com grande eulhusiasiiio ;
esperiva-te que al ao lim de setembro os Russos
tiveem evacuado todo o territorio hirco.
A mocidade valacha havia dirigido a Omer Pacha
a tegainle ntrn-agem.
asenteschins, muilas familias emigraram para Ma-
cau e liong-kong, com os seus hvates.
Parece que se naojulga a cdade bastante forte,
para resistir aos insuraentes.
a O paiz est completamente deaorganisado: o
commercio parou ; os nanqueiros fecharam os seus
eslab-lccimenlos.
EslSo qualro navios de guerra em frente de
Cantao, para proteger as (citorias em caso de neces-
sidade.
Em Shanghai hoiive um aecrdo entre as for-
jas imperiaes, os rebeldes e os cslrangeiros para evi-
tar qualquer aggresso, cmquahlo durarem as hosli-
lidailes.
1 Em Nankim os rebeldes trataran) mal dous va-
pores de guerra inglezes que all foram, lendo-lhes
recusado a entrada no porto, aonde se demoraram
dez dias uegaudo-lhes peraiissao para se abaslece-
rem de carvo.
O Times menciona urna carta da Dataria com
data de 8 de jullio, na qual se diz que fragata in-
gleza IVinchester. do 50 pecas, aprezara urna fraga-
la e duas corvetas russas nos mares septenlriouaes
da China.
As noticias da America sao do 2 de setembro.
a wh'** estao guerreando de'apiedadamenl* a
a Imioi.iiacao do eeperal Pierce. Tem-lhe servido
de grande cavallo de balalha o hombardeamenlo de
(reyltown, e agora allam de urna expedijao con-
tra a repblica de San-Dominzos.
J o tratado mexicano tiuba servido de prclex-
lo para a mais acerba guerra.
Diz um jornal que-este procedimenlo he con-
traro pralica al aqui seguida, porqiienlo desde
que o presidente he eleito, ha por elle o maior res-
peilo e presla-te-lhe todo o apoto, nos negocios e
emprezas conformes ao inleresse geral da federarn
embora durante a lula eleiloral se empreguem on-^ Toucinho.
T.
V
11 Alteza.A Franca e a Inglaterra represenlam 1
inlelligenca ;a vossa g'orioaj patria reprsenla a
forca e o herosmo, e e paiz dos Rournaooa o senli-
menlo. Todos aqu celebrara os voseos merecimen-
loa ; ass aqui amada por lodos; e oa vossos glorio-
sos feilas corren) de bocea em bocea. _
a A mecidade riminai tiulli boj* de alegriu. he
Ira elle ludo os meios, que a amplissima liberdade
dos Estados-Unidoi cnsente.
Agora quando a eleicio anda tarda dous an-
uos, j os seus adversarios comejam urna guerra
contrara pralica sempre seguida. ^
Em Londres os consolidados caram de 95 % a
955(8; os landos brasileiros a 101 i ; os qualro e
meto por cenlo russos di 88 a 89 os sardos 8.
Algodo de Pernambuco. ... Dito do .Maraiih.ni...... 11
Dilo do Para..........
Dilo dilo de machina.....
Cacao..............
Cale do Rio primeirasorlc.
Dilo dito segunda dila.....
Hilo dito lerreira dila.....
Dilo da Haba .........
Couros seceos em cabello 24 a 27 S
Dilos seceos espichados.....
Dilos salg. Baha e Para -JS a 32. 11
Ditas ditos dito 26 a 20.....
Ditos dilos de P. e Cesr ->S a 32 a
Ditos ditos dilo 6 a 20 ...
Dilos dilos do Maranhao 28,a 32.
Gravo girofe. 1......
Dito do Maranhao.......
Comina copal......... j
I pecacuaulia.......... %
Ouruc...........
Salsa parrilha superior..... |
Dita dita mediana.......
Hila dila inferior......
Captivo de direilos.
Assucar de Peruambiiro
Dilo do Rio de Janeiro.
Dilo da Babia..........
Dito du Para, bruto.......
Dito mascavado.........
Dito refinado no paiz em formas
Dilo dilo quebrado (pil1. .
Dilo dito em p rap)......
Vaquetas de Peni." e Cear 1
Dita do Maranhao.......
Cbil'rcs do Brasil pequeos. .
Despachados

125
120
Ibi
110
20000
20300
-205011
20200
20600
1*7
127
132
132
124
124
127
200
ion
200011
MU
100
120
20100
20900
2#fitJ0
20300
3*800
157
167
137
137
145
145
145
140
59000
lootm
185
110600 150000
99600 lOo.iOO
69500 80000
10900
I-71111
10600
10:H)
lo:MK)
39200
20VIO
20200
i -i'i.i
10300
25000
10750
156511
153.it 1
10350
15800
10600
mil 389000 405000
Arroz de Sanios.
Dilo do Maranhao e Par mil.
Dito dilo do inelbui.....
Dilo dilo su|ieiiiir........
Dilo dito miudo........
Dilo do Rio de Janeiro. .
F'ariulia de pa'o do Brasil .
Pao campeche........
Tapioca...........
'VI
Nao ha.
50200 50400
69OOO
60*1X1
40200
10100
I94OO
50800
1 b.-ilHI
401100
a 40200
i 700
M'l 3e20)
a !--|i 1
Precos correnlct do* gneros de exportacao pura
o Brasil.
Captivos de direilos.
Amendoa cni minio doce do Al-
garve.............ib 35IOO 35200
Dila cm casca ronca.......alq. 95>. 10050
Nozes..............a 410 .500
Figos do Algarve comadre ... La. 650 750
Amcias.......... a 400 800
---------* TI
Mclajo.
Milho......
Pedra de amolar
11 librar .
11 rebolos
Ponas de bol .
Piassava.....
Sola ou vaqueta .
Sebo em rama .
Pe les de carneiro
Salsa parrilha .
Tapioca.....
I'nlias de boi .
Sahilo......
Esleirs de perperi........urna
Vinagre pipa...........
Caberas de cachimbe de barro. milheiro
....
cauada
alqueire
una
ceulo
molho
meio
I
urna
@

cento
60OOO
30-500
60000
5o200
30200
252OO
30000
10280
10280
1-5600
0960
11)5000
IO3OOO
0160
1-5280
06O
65OOO
0K00
lOOOO
0320
25100
(iv-000
0180
170000
20500
5210
0090
0160
3050IKI
59000
MOVIMENTO DO POSTO.
\acios entrados no dia 15.
Londres106 dias. escuna ingleza llhonda, de 101
toneladas, capilao I). M. I.achlan, equipagem6,
carga fazeudas e mais gneros ; a ordem. Veio
refrescar e segu para Mclbourne. Ficou de qua-
renlena por 10 dios.
Baha7 dias.sumaca brasileira Hortmcia, de 96 to-
neladas, capilao Sebasliao Lopes da Cosa, equi-
pagem 9, carga fazendas e mais gneros: a Da-
iiuugos Alves Malhcus.
Natos entrados no dia 16.
Rio de Janeiro32 dias, brigue brastleiro Assom-
bro, de 292 toneladas.capilni JoSo Egidio Bapts-
la das Neves, equiongem 12, em lastra. Veio re-
reber pralico e tegua para o Ass.
Liverpool e porlos intermedios21 dias, vapor in-
glcz Bahiana, commandaiile Daniel breen: Pas-
sageiros para esla provincia. Conper tilho c sobr-
nlio, .1 Sra. Wond, Ryder, Alfred de Mornav,
Joiio da Silva Ramos, sua senhora e 1 fllho de'3
horas, Joaquim Jos Apolinarin, sua senhora e I
criado, Alred Paaollo Hogam, David Ferreira
Bailar. Pussidonio Mancio da tamba, Aulonio Jo-
s de Araujn Goimarles, Jos Gomes Villar, An-
lonio Jos Furtado, Eduardo J. da Silva Araujo,
Mehrlcns.
-Vacos salados no mesmo dia,
Ararat} rlate brasileira Capibaribe, mcslrc An-
tonio Jos Vianua, rarsa vario genero-, Passa-
aeiros, .Manoel Jos Pereira Pacheco, Bernardino
de Sena Pereira Pacheco.
A* llriuue brasileira Feliz Destino, em laslro.
Suspendeu do lameirao.
demlli.de brasilero Anglica, meslre Jos Joa-
quim Alves da Silva, rama varios gneros. Pas-
s>geros, Flix Severo Dantas. Antonio Casado da
Fonseca. \ cenle Jos de Brito Jnior, Jos Lo-
pes Machado, Domingos Anlouiode Araujo, Lou-
renju de t.iueiru/. Pesoa.
MaranhaoPolaca hespanhola S. Jos, meslre Ma-
Iheus Masauel, em laslro.
De ordem do Sr. inspector da thesouraria de fa-
zenda, se faz publico o termb abaixo para conheci-
mento das pessoas a quem interessar. Secretaria da
thesouraria de fazenda de Pernambuco 14 de outu-
bro de 1854. O otlicial maior, Emilio Xavier So-
breira de Mello.
Aos 13 de oulubro de 1854 na casados cofres da
thesouraria de fazenda da provincia de Pernam-
buco onde se ochava o Ihesoureiro, e o pagador da
mesma Ihcsouraria, e o thesoureiro da recebedoria
de rendas internas abaixo assignados, foram preten-
les com a portara do Sr. inspector desla dala duas
notas de IO3OOO res de lercera estampa primeira
serie nmeros 1883, e 1960, com a a-signalura de
Francisco Jos Moren a de Carvalho, e sendo logo
pelos mesmos examinadas, e reconhecidas falsas,
comparando-as com umaverdadeira tasaram a fazer
as seguinles drelaracoes. O papel das olas falsas
he de azul mais clara, e tem mais curpu e asperesa
o que indica ser fabricado com porro de aUcda
ou outra materia scmelhanle e a tinta tao grosseira
que moslra em algumas parles confusa a expressao
da chapa, na nota verdndeira a linha superior da
grande tarja horisonlal corresponde exactamente 4
curvatura interna e superior do zero maiusculo que
posposlo aoalgarismo um, lambem maiusculo re-
prsenla os dez. quando as falsas na linha superi-
or da grande tarja horisonlal passa niuiln abaixo da
predita curvatura interna e superior do zero : na
nota verdadeira anda essa linhn superior da grande
tarja horisonlal corresponde a meia largura do tino
innicial do algarismo um, quando na nula falsa essa
linha loca a parle debaixu do mesmo lino innicial
desse algarismo um. E porque achassem sufflcien-
tes estas explicajes lavraram o presente termo que
vai cscripto pelo pagador e por todos assignado.
Domingos Af/anso Xcry Ferreira. Manoel Jos
Texeiru Bastos. Joaquim Maria de Carcatho.
Conforme.Emilio Xavier Sobreira de Mello.
BANCO DtS PERNAMBUCO.
Por ordem doconselho de direcrto do
Banco de Pernambuco, vao ser vendidas
19 aceites no valor de 3.-800$000 mil ris,
correspondentes a' terceira preslarao de 30
por cento da segunda entrada de capital:
os pretendentes podem dirigir suaspropos-
tas em carta lechada ao consellio de di-
reccao, atesabbado 21 do crlente mez.
Banco de Pernambuco, 14 de outubro
de 185V.O secretario do consellio, Joao
Ignacio de -Mede-os Reg.
RFAL COMPAMIIA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No da iil ou 2desle
mez, espera-se do sul o
vapor Thames, com-
inandanle Slrtill, o qual
depois da demora do
coslume seguir para o sol: para passageiros ele,
Irala-s com os senles Adamson Ilowie & Compa-
nhia, na ra do Trapiche Novo 11. 12.
N. B. As carias enlrcgam-se no consulado inglez,
no Trapiche Novo n. 12.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de 14 de dezembro de 1852,
fas publico qne foram aceilas as proposlas de F'ran-
cisen Mciel de Souza, Antonio Pereira deOlvei-
ra Hamos, Francisco Jos Raposo, Nicolao Gadaull,
Joaquim Goncalves de Albuqiierque, Joaquim Jos
Dias Pereira, Timm Mousen & Vinassa. Joaquim
Francisco dos Sanios Maia, Ricardo de Freilas Ri-
beiro, Souza & Iroollo, Joao F'ernandes Prenle
Vianna, para foroecerem : o 1", 454 pares de sapa-
lus de sola e vira feitns na Ierra a 10190 rs. ; o 2a,
duas espadas com bainhas de ajo, para o 2" batalhao,
a 230 rs. ; o 3, 36 (aboas de assoalho de amarello,
esrolhidas, a 60000 rs., um iiraucbo de cedro por
27080(1 rs., 6 duzias de taimas de assoalho de louro
escolhidas, a 460000 rs,; o'4, 17 pares de Inva-
de ramurra com ranbes de couro d'auli, a ,7tKKl
rs. ; o 5, 466 cunadas de azeite de carrapato, me-
dida nova, a 800 rs. ; o 6, 30;,' dilas de dila de
coco, medida nova, 10750, 3 libras de fio de aluo-
d.io a 550 rs.; o 7o, 670 varas de. brini branco liso
parao meio balalhito do la-ara a390 rs., 873 varas
(l'algodaozinlio a 190 rs.,29 rovapos de panno prclo
tiara polainas o 0200 rs.; o 8, 29 grozas de lin-
es prein-, a :>:<> rs., 18 dita de ditos blanco.,a 300
rs., 11 ilu/i.i- de pavios, a 100 rs. ; o 9, 5 resmas
de papel almasso perlina fino, a iOOOrs., 40 ma-
ros de obrcias do cor a 60 rs., 40 garrafas de (na
prela, a 480 rs. ; o 10, 20 resmas de papel alma-
i-o perlina, a 30200 rs., 8 duzias de laps, a 220 rs.,
i dilas de dilos linos, .1 480 rs., 11, um arco de
pa com 2i ferros por 60-500. 1 duzia de limas
chatas de 5 polleuadas por 10200 rs., i ditas de di-
las de 6 dilas, sendo urna chala e outra triangular,
I.ViOO rs., 2 ditas do 7, sendo urna de meia rumia.
I-'.mi rs., 3 ditas de 8, sendo urna de meia cumia,
2o30O rs., 2 dilas de 9, sendo urna de meia canna, a
:>-M) rs., 2 dius de 10, a 30100 rs., 4 ditas de 12
sendo 2 duzias de meia canoa, a -'HHI rs., 4dilas
de 11, sendo 2 duzias de meia raima, a 70500 rs.;
c avia aos referidos vendedores que devem reco-
Ibcr os snpraditos objectos ao arsenal de guerra no
dia 18 do crrenle mez. Secrclaria do conselho ad-
ministrativo para foruecimeiitu do arsenal de guer-
ra 16 de oulubro de 1854.Bernardo Pereira do
Carino Jnior, vogal e secretario.
RIO BE JANEIRO.
Espeta-se estes dous dia do Ass a mui
veleira polaca uCndor, a qual depois
de pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: paraescravos e passageiros,
para o que tem e\cellentes commodos,
a tratar com Novaes & C., ra do Trapi-
che n. 34,
Para Lisboa seguir lireve a galera porlugueza
Margarida, de qoe he capitn Joo Ignacio de Me-
nezes, por ler maioria doseucarrcgamenlo promp-
la : quem na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que lem bons commodos, pode enlen-
der-se com os consignatarios Amorim Irmos, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredilo capilao na praea
du Commercio.
Venda de navio.
Vende-se a escuna hollandeza Antje,
de muito boaeforte construccao, dolte
de 9,000 arrobas peso bruto, p. m. o. m
de primeira marcha, forrado de cobre,
anda quasi novo e com um inventario
completo para poder lorjo seguir qual-
quer viagem: os pretendentes dirijam-se
aos consignatarios, ra do Trapiche n.
16.
Para o Rio de Janeiro, salte no dia
21 docorrente o brigue Feliz Destino,
o 11 udI ainda pode receber alguma carga
mi uda e passageiros : para esse im tra-
ta-se na ra do Collegio n. 17 segundo
andar, com Manoel Francisco da Silva Car-
rico.
RIO DE JANEIRO-
Segu em poneos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal Veremos : para o restle ecravo
a fete trata-secom J. R. da Fonseca J-
nior, na rita do Vigario n. 4, primeiro
andar.
PARA O RTO DE JANEIRO.
Obligue Feliz Destino, capitoRel-
miro Raptista de Souza, devesahir t 25
do corrente por ter a maior parte docar-
regamento prompto: para o restante e
passageiros trata-se com Manoel Francis-
co da Silva Carneo, na ra do Collegio n.
17, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes tres ou quarr dia*
do Assu', o patacho nacional Esperan-
ra/que depois de unta pequea demora '
seguir' seu destino : quem quizer it de
passagem, ou emba car escravos a fcete,
trata-se com Machado & Pinheiro, na ra
datVigarion. 19 segundo andar.
Para o Aracaty
segu por osles dias o hiale nacional Eaalacav; pa-
ra o reslo da carga e passageiros, trata-se lia ra da
Madre de Dos n. 36.
Para a Bahia segu em poneos dias por ler par-
le de sua carga prompta, a bem conhecida e vele-
ra sumaca Ilertencia ; para o reslo da carga e pas-
sageiros, para o que lem bons commodos, Irala-se
com seu consignatario Domingos Alves .Malhcus, na
ra da Cruz n. 54. ,
liiate Amelia, segu para a fia-
hia sabbado 21 do corrente, ainda pode
receber algumas miudezas: a tratar com
os consignatarios Novaes&C, ou com o
meslre no Trapiche do algodo.
AVISOS DIVERSOS.
Na ra do Crespo loja n. 12. muilo se deseja
fallar com os Srs, abaixo mencionados : Belizardo A-
dolpho Pereira dos SantosBernardo Jos Lopes
Jos Francisca Pereira FeioIgnacio Neves de A-
raujoJos Joaqufm de Faria Ferreira Antonio
Jos do MontePedro de Moraes Carneiro da Cu-
ntaJos Camello de Vasconcellos Lourenco Be-
zerra Marinho FalcaoAnlonio Pereita de Mello
e Jos Maria de Souza Banuel.
Francisco Pereira de Meireles, tobdito porlu-
guez, relira-se para o Rio de Janeiro.
Precisa-se de urna ama que saib cozinhar, e
fazer todo mais servico de urna casa : no largo do
Trro n. 27, segundo andar.
Precisa-se alugar dous pretos de meia idade
Sara vender calcado, paga-se bem : na roa larga do
[osario n. 14.
Koga-se a certo vendclhao da roa do Vigario,
que quando lomar sua borracheira coza em sua casa,
e nao saia percorrendo as ras alta noile, proferlndo
palavras inleiramenle obsenas ; e desta sorle incota-.
modando as familias em sus casas, isto Ihe pede
Um morador 4o Becco-Largo.
Na quarla-fcira, 18 do cosiente, depois da au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da segunda
vara, ser arrematada em hasla publica a loja de
ealrado do aterro da Boa-Visla a. 11, por eiecoc,ao
do consenhor do predio Manoel Rodrigues dos An-
jos, contra Luiz San-s, conlendo algumas obras fei-
las, a armario invernisada e envidracada, om lami-
nador para sala, orna pnrrao de formas francezas e
moldes de metal para obras, e bem assim siguas mo-
vis. As avaliacfies constam do cscripto e edita! em
mao do porleiro Sanios Torres, e a prara ter lagar
a 1 1|2 hora da larde, na mesma loja.
Perdeu-se urna pulceira de ouro, sem ser es-
maltada, na noite de 14 desle mez, ds pracioba do
l.ivremenlo ale o thealro de Santa-Isabel ; quem a
tiver achado, querendo restituir, leve a pracinha do
as irmSas do Sr. ba-
ecom pensado.
Alusa-se o segundo andar do sobrado da ra
do Padre l'loriano o. 21 ; a tratar na ra do Colle-
gio n. 1, loja de miudezas. '
Xa ra da Cruz n. 34,'primeiro andar, tem
carias para as Illm-. Sras. Ds. Francisca Senhorinha
Lopes. Francisca Angosta de Castro e Albuquerque,
Joanna Maria do Espirito Santo; e para os Srs. Dr.
Anlonio Maria de Faria Neves, Joaquim Jos de Fa-
ria Neves, Candido Coriolano de Castro Silva, e Dr.
Joaquim Maria de Carvalho ; qaeiram vir recebe-
las sa citada casa.
O Jfefs declara ao Sr. analphabete de Prado,
que nunca seoecupou em escrever para o publico,
e se sua mcrce quer mamar por esaa tangente, bata
em outra parle onde seja menos eonhecido que pelo
linchla caes.
Precisa-se de orna ama qne saina eensommar,
lavar e fzer o servico de casa : 'na ra das Larao-
geiras, sobrado, segundo andar de varanda de pan,
defronle da refinarao n. 13.
Alugam-ae os fundos da loja do sobrado da
roa do Rangel n. 45 ; a tratar no primeiro asHar do
mesmo.
Quem annunciou querer saber onde reside Jo-
s Jaciotho PavAo de Vasconcellos, dirija-se i Cinco
Ponas n. 66, que ahi ser informado por quem com
elle lem relajoes.
Alusa-se para passar-se a fesla 2 casas novas,
pintadas e catadas, no lagar da malla da Torr, enm
commodos para familia, por prero commodo : de-
Iraz da matriz da Boa-Vista n. 13.
Presuntos, .
Carne ensaccada
95#
410
630
400
'isoon
9J000
39500
4S700
105
Sal grosso a bordo.......mpio 1I50
Hilo redondo dem.......J 15000
Dilo trigneiro grosso idem ... 1I50
Cera branca por baldeaco. 1 295
Dita em grume idem...... 330
Dita *n vellis idem....... 380
Banba de porro
Pimenla de Goa.
15200
1,1100
13200
350
360
360
2BITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento da ordem do F.\m. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico que no dia 23 de
novemhro proimo vindoo.ro, perante a junta da fa-
zeuda, se ha de arrematar a quem por menos li/er.a
obra dos reparos a fazer-se na casa destinada para
a cadeia na villa doOurcury, avaliada em 2:7.505
A arrematarlo ser teita na forma da lei provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do corrale anno, e sob as
clausulas especiaes abaiio copiadas.
A pessoas que se propnzerem a esla arrematarlo,
comparajcam na sala das sessoes da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E pira constar se mandn aflhar o prsenle e pu-
blicar |ielo Diario.
SOI lEDV'.li: DKtMiT.a EDfPREZVRU.
12. RECITA DA ASSIGNATLKA.
Sabbado, 21 da outubro do 1854.
Depois da eaecucao de urna escolhida.oaverlura,
(er principio a representadlo do muilo apptaudido
drama histrico em 5 artos, intitulado
\4tFR4(IO DA FRAGATA JtEDl/1
LEILOES.
. O ageule Uliveira fara lailn em um so lole,
por aulonsarao do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da
primeira vara do civel e do commercio, e a requeri-
menlo do procurador fiscal da massa do fallido An-
lonio da Cusa Ferreira Estrella, de lodos os gneros,
trastes, e armarjlo existentes ua taberna da mesma
massa, silana ra da Csdeia do Recife : quarla-IVi-
ra, 18 do corrente, as II horas da maiihaa em poni,
na indicadalaberna.
LEILAO DE TERRENOS.
Seila-feira 20 do correnle ao meio dia em ponto
a agente Robera, far lei!.10 no armazem de M.
Carneiro, na ra do Trapiche 11. 38, de 2 ptimos ter-
renos'silos no bairro deS. Anlonio, tendo um delles
lugar para 6 casas e o oulro para 14 dilas : na ra
da Praia do Caldeirero e da Concordia.
O agente Borja fara leilao em seu novo arma-
seis, na ra do Collegio 11. 15, quinta reir 19 do
correnle as 10 horas, de um completo sorimenlo de
obras de marcineria de diflerentes qualidades, como
bem: cadeirs e sof*s allemaas de molla muilo moder-
nos, obras da ouro e praia, urna porrito de relogi-
ulios para cima de mesa, dilos de algibeira, eamli-
eiros francezes e inglezes e varias ,quinquilharias
ele, 160 saccas de fariuha de mandioca multo supe-
rior da marca J. C. S. viuda ha poucu da Parahiba,
iima poican de saccas de arroz pillado, e um ptimo
cavalo sellado cenfreiado, que estar cm frente do
armazem no da do leilflo as II horas em ponto.
LEILAO.
Ijuarla-feira 18 do corrente as lOlj horas da ma-
nhaa, o agente Vctor fara leilao 110 seu armazem,
ra da Cruz n. 25, de grande e variado sorlimenlo
de obras de marcineria novas e usada? de diOeren
les qualidades, e Oulros muitos objectos, que so com
a vista, pois que lornar-se-hia eufadonho mencio-
ua-los.
James Crablree & Compaiihia farSo leilao por
iulei \ciic o, do agente Oliveira, de ldadcs de fazendas inglezas as mais prupras) mercado, para fechar cuntas : lerr;.i-feira, 17 do cor-
renle, as 10 lloras da manhaa, no seu armazem. roa
da Cruz.
LEILAO' SEM LIMITES.
O agente Oliveira fari leil.io por qualquer arreo,
de grande porfito de mobilia, consisliiido em cade-
ras de jacarando e de ole, mesas redonda e outras,
canap, marquezas, ofis. Iremos com lampos de pe-
dra e com espelhos, c oulros sem esles. leilos para
casados e para solleiros, loueas finas de mesa e so-
bremesa, cryslaes, candelabros para cima de Ire-
mos, c de bronze ingle/, para 1 endurar era lerlo
de sala de visilas, lampees, laolernas com mangas,
eslojo para homeiii, relogios para cima de mesa, di-
los plenle inglez de 0111 uara algibeira, lindos qua-
dros cm molduras, cadeiras e canaps de abrir
fechar proprios para campo, um lindo piano novo
de vozes as mais sonoras, e de muilos oulros arlisns
queeslarao paleles : quiota-feira, 19 do corrente,
as 10 horas da manhaa, 11,1 sua casa, ma da Cruz,
por cima do'tjrmii/.em de fazen las, dos Srs. Fox
Brothers.
O agente Oliveira far leilao por uulorisarao e
em eresenca do lllm. SkDr. juiz do civel e com-
mercio da segunda variap a requerimentn de Joa-
quim l.nrin Monlciro da ranea, na qualidade de
liquidalario da firma de Franca & Irino, dos gene-
ros. armacSo c maia uleucilus existentes ua iaber-
nade Joaquim Duarle Pinto Silva & Compaiihia,
siln na ra larga do Rosario 11. 9 : auarla-feira, t9
do correnle, as 2 huras da larde em poni, no lucar
supra indicado da taberna.
O gente Vctor f#a leilflo por aalorisato do
Illm. Sr. Dr.juiz de direilo da primeira vara do ci-
vel e eommertio, e a requerimentn do procurador
Bacal da massa do fallido Manoel Bolelho Cordeiro,
de lodos os genero, armaran e trastes existentes na
laberna da mesma massa, sita na ra Direila n. 53
o de urna escrava mora, porm doente, que se ven-
der por todo preco, lambem pertencentea dila ma-
-a, quinla feira 19 do crrenlo s II hora da ma-
nb.i.i na indicada taberna : sendo dividido ludo em
3 lotes, primeiro a taberna, segundo os trasles. ler-
ceiro a escrava.
Precisa-se de urna ama de leite forra ou cap-
tiva, que o leite seja bom: no Passeio, loja n. 9.
0 cirurgiao Francisco Marciano de Araujo Li-
ma pode ser procurado a qualquer hora, oa ma da
Gloria n. 71.
Joao Luiz Goncalves, africano lvre, relira-ser
para fra da provincia, e declara que nao deve nada*
nesta praca.
No dia 15 do correnle desappareceu o prelo Fir-
nfino, criouln, idade 26 a 30 annos, o qual venda
pao pela freguezia de Sanio Anlonio, lem os signaes
seguinles : alto, ps grandese grosso, maos groases,
em urna della lem urna cicatriz proveniente de ter
medido a mao no c\ lindro, pega muilo na falla e
nao (em barba, s lem no queixo alguns cabellos, j
esteve em Macei. e suppoe-se que tomaste esse ca-
minho : quem av pegar, queira leva-lo na njajp-
lliirgos, padaiAni.'l, que ser recompensado-?
Arrenda-se pelo lempo da fesla um^rtio na
Torre, margem d > rio, onde passou a resta oSr.
Dr. Funseca 2 aunes consecutivos ; a casi est reedi-
ficada, tem 7 quartns e baixa de aapim ; quem o pre-
tender, dirija-se ra da Sania Cruz n. 74.
Lava-se de sabo e engomma-se'com toda per-
feicjlo, e por prcen commodo ; na Iravessa da roa
da'Concordia, casa da quina do lado esqaerdo, quem
vai para a cadeia nova.
Precisa-se alugar urna prela, para o servico de
casa : na ra larga do Rosario 11. 48.
Quem precisar de um rapaz pprtdguez, de idade
de 16 annos, para caixeiro de qualquer eslabeleci-
menlo, dirija-se ana Direitu. 14, que achara com
quein tratar.
* DINHEIRO.
Na ra eslreila do Rosario n. 7, se dir qoem con-
linua a dar dinbeiro juro com penbres de ouro.
O Sr. Joao do Reg da Cosa, queira appartcer
no hotel Francisco, a fallar com o abaixo assignado
para Ihe entregar urna carta viuda da liba de San-
Miguel, croikaB pai Manar 1 do Reg da Costa, relati-
va aos interesses dos herdeiros de Jo3o Tavares dos
Sanios, fallecido em Pernambuco.
Policarpo Jos Layne.
A pessoa que annunciou no Diario ds hontern,
para dar-se diariamente de comer a tres pessoas, por
preco razuavel dirija-se roa Nova n. 37, primeiro
andar.
Luis Jos de Medeiros, subdito porluguez, pre-
tende tazet urna viagem ao Par.
No diajll as 9 horas da mauliH, sahiram do
silio do Portao de Ferio na estrada de Joao de Barros,
2 yaecas e urna bezerra : quem as levar para o dilo
silio ou der noticia dellas ser recompensado.
Aluga-seou compra-seura sitio perloda cdade,
como bem : Passagem,Retiro,Capunaa etc., com casa
de vivenda e com baixa para capim, oa pasto para
gado : quem tiver aiinuncie para ser procurado.
Aluga-se urna ama com bom leite : na Sole-
dad ao Manguiiho lado esquerdo, urna cas, por
acabar a do Macharlo.
Precisa-se a um Irabalhador de masseiraequa
entregue pao em urna fresuezia, Dados por conta da
rasa : na padana do paleo da Santa-Cruz o. 6 a
1 calar na mesma.
Q Illm. Sr. Jos Bonifacio da Costa e Silva,
estudanle na academia de Olnda, queira dirigir-te
a ra do Queimad n. 20, para receber ama carta
\ in la do Rio de Janeiro.
LOTERA D UO DE JANEIRO.
Quarta-eira 18 do corrente, se espera
do Rio de Janeiro o vapor < Guanaba-
ra, conductor das litas da lotera oitava
da cultura da* amoreiras, e ainda te a-
cliatn a'venda alguna meios bilhetes: os
premios serao pagos logo .que se fizer a
distribuico das listas.
Pergunta-se ;i cmara de Olinda, se
a cacimba do Monte be do uso publico,
ou pertence aos religiosos Benedictino,
visto que consta quererem cobrar do pu-
blico dous vinteus por cada carga de
agua que aili se toma.
CONHECLPO DEPOSITO DE POTASSA
E C#.
Na na de Apollo armaaem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
Francisco Jos Germano, com loja
tic relojoeiro Da ra Nova n. 21, taz sci-
ente ao respeitavcl publico e em parti-
cular aos seu freguezes, que receben
mais um oliicial de relojoeiro, e que de
ora em diante nfio lia vera' mais demora
nos 1 elogio que a seu cargo orem con-
liadospara se concertar, eque todos qne
foi cm concertados continuat-se affianciaro
seu regulamento como de antes.
Aluga-se aun 11 al ou por festa, urna
propriedade-de pclra e cal com comino-
des sullicientes para qualquer familia,.110
lugar do Poco da Panella, contigua ao e\-
<:ollegio de S. Boaventura: a tratar na
fundtcao do Briun ns. (i, 8e 10 com o
caixeroda mesma.
A profesora particular Candida Bal-
bina da Pai.vo. Rocha, residente na ra
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
o'ua a admittir pensionistas, raeias pen-
sionistas e discipular externas, por precos
raSoavei?, a's (junes rusias a doutrina
ebristaa. ler, escrever>j^*Val> gramma-
tica da lingua materna Jper, lxirdar de
todas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7 horas da ma-
nh a m eio dia, e das 2 a's 6 horas da
tarde.
Lava-se e engamiua-se com lods a perfettao e
aceio: no largo da rlbeira de S. Joa, na loja do so-
brado n. 13.
* Na rus do Vigario sobrado n.14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tito burda-se de todas as i|italidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer eacommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
Precisa-se. alugar orna ama para casa de pon-
ai familia: na ra do Uospiccio o. II.
I
^
I II


4
DIARIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 17 DE OUTUBRO DE I8&4
No holel de Europa da ra da Aurora manda-s l
par fora a I moco i e juntares, mensalmenle, por pre-1
ro commodo.
Leitura repentina por Castilho.
Est aberta no palacete da na da Praia, a esrola
por este eicellenle methodo, nelle acharan os pas
de familia um prompto expec ente para cortar o vi-
sm que tein iodos os tnoiiinos de conirrcm as con-
coautes finaes dan palavras. O feriado em lujar il qninlas-feiras he nossabl.ndu,. O professor da gra-
tuitamente pedras, livms, eludo o mais preciso aos
alumnos, e vela para as lices das 7 as 9 huras da
iioite, para as pessoas ocupadas de da em seus ne-
gocios.
Precisa-se aloga. nina prela que lenlia liabili
.lades c boa conducta, para una rasa cslrangeira : a
tratar ua roa do Trapicho n. 10.
O lintureiro da ra do Mundo Novo, mudou
Ma residencia para a ra da Cadcia de Santo Anto-
nio, casa n. 6, linge-sc com pcrleicao de todas as
cores.
Aluga-se o segundo andar da casa n. 52, silo
na rua da Cruz, Ireguezia do Recire, leudo um so-
slo, que he un oulro andar, offerecendo assim as
nroporces necessariis pira a accommodaciode uma
.14o pequea familia,: a tratar na mcsma ra, bo-
tica do Sr. Luiz redro das Noves.
l'recisa-se alugar um moleque, negro, ou ne-
gra, que saiba cozinhar: na ra do Queimado -i.
H, loja de ferragens.
O abaiio asiigoado tero para vender savallos
novo e em boas carnes, e n.lo duvida vende-los a
prao a boas firmas, e quem quizer preferir, dirija-
w a ra do Vigario n. 33. Kecife 13 de outubro de
loM.Manoel de Mello Montenegro.
No dia 17, pela* i horas da tarde, confronte a
matriz da Boa-Vista, porta do Sr. l)r. juiz de au-
sentes, se ha de arremalar a casa terrea n. 2t> da ra
do Jardn), ptrleocenlc a heranra do finado Felisar-
do dome.
Precisa-se de um purtuzuez (rom preferencia
lilho das Ilhas), que saiba tratar de fructeiras de si-
tio : quem estiver neslas circumstaucias. c quejen-
do dar prova destia boa conducta, enlcnda-se com
o porteiro da alfandega desta cidade, das 8 horas da
nidiihaa as 4 da tarde, na mesma reparlicao.
COMPANHIA PEKNAitBL'CANA.
O conselho da direerjlu coutida aos senhores ic-
cioBulas da companhia Pernambucana a realizarem
do dia-16 do correute mez em diante, mais i por
cento sobre o numero de aec/.es que substreveram,
am de seren teil.isenni reeulandade |iara Inglater-
ra as remessas de fundos com que tcm de atlender
us prazosde pagamento do primeiro vapor em ront-
Iruccao, sendo o enenrregado do recebimenlo o
Sr. F. i.ouli.n oa ra da Cruz u. 26.
Josa M. Ribeiro dos Santos, retirandn-se para
o Rio de Jaueiro, taz seienlequc'se despedio da cas
dos Srs. Jote Pinto de Lemos & Filbo desde o dia
30 de seleiuoro de-correule anuo.Rccife 13 de ou-
tubro de 1854.
O abaixo assignado, sinceramente agradece aos
lllms. Srs. Jlo Piulo 'de I.erro e Joan Pinto de l.e-
mos Jnuior, a cordial benevoleneiife delicadeza com
que sed.guaran sempre trali-lu durante o lempo
que foi seu caixeiro: e parliodu paia o Rio de Ja-
ueiro, all ousa offerecer-llies c-s seus insignificaiites
serviros.Recite 13 de oulubro de 185i.
Jote M. Ilibeiro dos Sanios.
A quem iuteressar jiossa!!!!____
Precisa-se de una roulher captiva ou forra, para o
crvico de ums casa de familia, sendo fiel : n,, ra
Relia n. 9.
. ~ Av'sa-se a certo logisla. que se quizer vender
blindes as loteras do Rio de Jaueiro, baja de dei-
!*lL!,!2vl"b"leta, ar"u oe aor collelauu l10 imposlo de
1:0005000 como os oulrusosiln, do contrario se de-
nunciar, pois n4o he justo que escandalosa incide se
zumbe das leisdo paiz, furlan jo-se aopagamento do
imposlo.o Observador.
Aluga-se um ix>m sitio e excedente
casa, muito perto da piara: a fallar n
tita do Queiniado loja n. 21.
Alugam-se o terceiro equarlo andares da casa
da roa da Cruz n. 13, muitu frescos, com visla para
o mar, e com commodos para familia.
Precia-se de 2 negros pura serviro de casa :
na roa da Aurora a. 58.
tQTERlA DA MATRIADE S. JOS
Correynduhitavelmente na sextaTfeira,
27 de outubro.
Aos 10:0009000, i :000500(), 1:0008000.
O rautelisia Salustiano de quino Kerreira avisa
ao respeiUvel publico, que os seus billielese caute-
las nao loffrem o descont de 8 do imposlo cera!
nos tres prinieirosgraudes premios. Elles estaoex-
poslos n veuda uas lojas ja conhecidas dorespeilavel
publico.
Bilheles 11*000 10:0003000
Meius rtOO 5:000fl000
Quarlos 2J00 2:5005000
Oilavos 15.500 1:2505000
Decimos 19300 1:0005000
Vigsimos 700 5005000 .
~i H?' liver chado -" colme do sermonia-
rio de \ ieira, perdido era caminho da Ireguezia da
Boa-Vista a do Recife, na noite de seila-fcira, 10
do correte, querendo restilui-lo, seta gratificado :
na ra de Apollo n. 24.
O abaiio assignado fu :iente ao respcilavl
publico, que deixou de ser caixeiro de Francisco Jo-
se da Silva Macieira desde o 1. de agoste, o qual
agradece obom Iratamento que do mesrao'Sr. rece-
beu durante o lempo que esleve em sua casa ; e o
momo se oerece para caixeiro de qualquer esiabe-
lecimenlo : quem de seu presumo se quizer ulili-
sar, annuocie.Francisco Jos Gomes Jnior.
Precisa-se Tallar ao Sr. Ignacio Manoel lava-
res, e como se ignora onde -reside, rosa-se-lho o fa-
vor de annuociar siia morada.
O bacuarel Luiz Ignacio ilc MelliMBarrelo (em
aberto seu escriplorio no primeiro andar da ra das
Cruzes n. 39, e ah se offerece com amiduidade para
quem de seu serviro necessilar, compreoiettendo pa-
ra isso em ptol de seus constiluintes lodo o zelo e
aclividde que estiver em sua esphera.
, Arreoda-se ou veude-se o eogeulio Barra de
Camevou, situado na beira-do rio Una, uniente e
crranle, com safra para mil nes de assucar, sendo
inelade ou mais de fazeuda ;*nuaca falla agua, pois
me com o mesmo rio Camevou. Esse eiigenho tem
eicellenles trras, iras quaes su,pode anda levantar
uutro, tem militas mallas virgen, e esl collocado
em uma estrada reiil, onde passam al lunadas : a
tratar 00 mencionado eugeulio, termo do Bonito,com
seu proprietario.
FURTO.
Do sitio do Salga linlio. em Olinda, furlaram um
cavallo ruco, deenta da m4o esquerda, na noite do
da 13 pura 14 do corren'.e : quem delle'der nolicia
dirij-se ra Vellia da Boa-Vista n. VXi.
Quem liver u,i Boa-Vista urna casa terrea ou
mn sobrado pequeo com quintal, ou mesmo um si-
lio pequeuo, porni perlo da pracs, dirija-se a ra
das Flores 11. 37, primeiro andar, para tralar.
O abaixo assisuado, lendo lido no Liberal Per-
nambucano n. 577 de 14 de selembro ultimo, um*
correspoadencia assignada pelo Sr. Marlinlio Jos de
Mello, nreviue aorespeilavel publico, que muilo
breve lera de apresuntar adeleza dessas impulaces
que llie faz, nao o tu. Martinlio a quem nem mesmo
por tradicrlo conhece.mas um homein cliamado .Ma-
noel Anleuio, casado com uma irmSa do abaixo'as-
signado, que sem duvida abusou do nome do Sr.
Mello, que atsignou essa correspondencia. Povoa-
c.lo de Capoeiras 3 do oulubro de 1854.
Manoel Francisco de Ainorim.
Precisa-se de um humem que entetida de bor-
la, para om engenho distante desla praca 7 lc"uas
a fallar ua roa das Flores n. 37, primeiro andar-
Precisa-se de 1111 csiinhei.-o forro ou captivo
para um eogenho distante desla praca 7 leguas : a
fallar na roa das Fliifts 11. 37, primeiro andar.
Ausentou-se 00 dia 6 de oulubro o prclo Jo
de najao Cosa, com os signaes scauiiles : rosto a-
Ibado, aliara regular, ollios pequeuos, nariz afilado,
bocea regalar, ollia baixo, e o andar he miudo, falla
grosso, barba brama por ser ja de idade : quem o
apprebender. pode lvalo iua do Queimadu 11
14, a seu seulior Manoel Jos Guedes Magalbaes que
sera recompensado.
LOTERAS DA PROVINCIA.
Acham-se a venda os billietes da primeira parle
da primeira lotera da matriz de S. J, nos luga-
res do costume : praca da Independencia, lojas dos
Srs. Ferlonalo e Aranlcs; ra do Queimado, loja do
Sr. Moraes ; Livramenlo, botica doSr, Chagaj Ca-
buga, bolka d Sr. Moreira e Fragoso;-aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes; e na roa do Col-
legio, na thesouraria das loteras.
Em presenra do Illm. Sr. Dr. juiz de orphaos
e ausentes suppleple.se 1 roceder a arremalacao por
venda de um preto pertcncenle leslamenlaria de
Francisco Jos Goncalves, no dia lerca-feira, 17 do
correnle is 4 horas da larde na praca'da Boa-Vista.
A pessoa quo aununciou pelo Diario de H do
correnle, para dar de comer diariamente para tres
pessoas, dirija-se ra da Cadeia de Sanio Antonio
u. 20.
Tendo-se diisomdo asocedade Pernambuca-
na, que malava gado para o consumo desla cidade,
faz-se venda de 5 canoas, bois de carro, c varios
oulrosobjectos, dous cavallos de carga, etc. Os pre-
lendeoles drijam-se a roa AugiMta n. SO para ver
s objectus, que serao veudidos em leilao no dia 'O
do crrenle, no lugar das Ciuco Punas, s 10 horas
da niauha.
(9 Paulo daignoui:; eslabelecido na ra larca *
9 do Rosarlo n. 36, segundo andar, colloca den- A
$) tes com geiisivasarttficiaes, e dentadura com- a
# pleta, ou parle Telia, com a prestid no ar. A
9 Tambcm tem para vender agua denlilrice do 2
tf. Dr. Pierre, e po para .lentes. Rna larga do
0 Rosario n. 30 segundo andar.
J. Jane dentista,
contina rezidr na na Nova, primeiro andar 11 19
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE I'AWO PE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina quo rolla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de litilio, lisas
e adamascadas para rosto, dilaa adamascadas para
mesa, guardauanos adamascados, por precos coni-
modos. *T

Pl]BUCA{A0 DO INSTITUTO H0M(E0PATIHC0 DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
YADE-MECUM DO HOMOGOPATHA.
^t^^JS^^^^SS^S^. "" -,no,eslias- -^ amisem"
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
1 obra mportaiili-sim.i he hoje reconherida como a primeira e mellior de lodas que lril
da homceopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, pnncipalmeiile. nao mide!
iiru sem nossui-la e ronsulla-la ... 1 ..u^,
Um da ap-
'iii dar um
Esta
plica ro
passo sesuro sem possui-la e ronsulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, opilaos do navios, serlanejos, ele,
etc., devemle-laa mo paraoccorrer promptameute a qualqucr caso de moleslia
Dous voliuiicscm brochura, por, rwium
Encademados ...'.'.'.'.'.[', ttSoOO
Vende-se nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 66 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninsueni poder, ser feliz na cura das n.oleslias. sem que possua medicamenlos verdaderos, ou de
boa qiial.dadc. Por isso, e como propagador da honueopalliia 1,0 norle, c immedialamenle uleressaMn
em seus bcnel.cos successos, ten. o autor do THESOIKO IIOMOEOPATHICO Modada. .,,^01.
sua ....medala inspecco odosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pliar.nacculic
V?S5Stt+ide p-i,ires Ra,nos'quc ,era cxecu,ad0 com ,odu "--a",a-
a i*'8"'r.d"!Lrc,,,'c"me,1llo he "'a" Por Imlos que os tcm expermenUdo; elles nao preci-
mns resnlUdos ? '' ba8,a fiber-se a r"le duna P^a se nao duvidar de seus opli-
Lma eartera de 120 medicamento, da alia e baixa dluirao em glbulos recom-
mendados no niESOURO HO.MOEOPATH1CO, acom,hada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis ....
D.la de 96 medicamentos acompahhada da obra e de 8 vidros de tinturas .'
DiUdeoOpriucipaes medicamentos recommendados espeflalmenle na obra, e coni
uma caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.;.
ivi j ".o j- ?. !' (tubos menores).
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra ('tubos grandes)......
TV, 1 ",is j- (tubos menores). \
Dita de Jodilos acompanhada de 4 vidros de Unturas, com a obra (tubos grandes)
_.,.".. B I (lubos menores;.
Dita de .10 dilos, c 3 vidros de tinturas, com 1 obra (lubos grandesl ....
i.-, 1 ?,. ..-. J!. (tubos menores) !
Dita de i2i ditos ditas, com a obra, (lubos grandes).......
.,. (lubos menores). '. '. !
lubos avulsos grnndcs. .......
tf "- a pequeos .
Cada vidro de Untara...... ." ]
Ve.i.lem-sc ..lm diso carleiras avolsas desde o proco de 8JO00 rs. al .le'wflyioo rs., conforme o
numero c tamanlio dos lubos, a riqueza das eaixas e dvnamisacOesdos medicamenlos.
Aviam-se quaesquer encomniendasdemedicameiiloscom' a maior promplidao, e por precos commo-
Vende-se o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. ->j000
Na mesma botica so vende a obrado Dr. H Jahr Iraduzido em portuguez c acoin-
modada a intelligeocio do povo........ RMWtl
Ra de S. Francisca, (Mundo Novo) 11. 8 A.
P. S. I-:., tracto de urna curta, que. un autor do Tlli:sOi:ilO IIOMtKOP.ITIIICO, lece a bonda-
iao Ignacio Mees da Silva Santos, ettabelnido na cilla de Barrcirns.
IOO9OOO
905000
fioaooo
4.58000
.5030011
358000
401000
303000
avsooo
26WKHI
3IWXK)
203000
18000
0500
23000
,~'9lr *''' cttmrgrdo /, cttaiicimao na cuta ae tarreirot
Iivc a salisfaraodereceber o Thcsauro honuropalhico, precioso frurto do Irabalho de V S e Ihe
airnio que de lodas as obras que lenlm lido, lio esta sem conlradicao a mclhor tanto pela clareza rom
que se aclia escripia, como pela precisan cm que indicji os medicamentos, que se deveni emprecar
qualidades estas de malta importancia, priucipalmenle para as pessoas que desconheccm -=---
llieocria e pralica, ecl.. eck, etc.
a medicina
CONSULTORIO DOS POBRES
25 &A DO GOX.Z.SGIO 1 AUTSAH 25.
mni?i, /.'. ," Mo9col d "sulUs homeopalhicas lodo, os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio da, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noite
amJTSEZZ ,P'nte para praticar qualquer operario de cirurgia, e acu.lir'promplamenle a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, c cujas circumstaucias nao permitan, pagar ao medico.
N CONSULTORIO N DR. P. A. LOBO fflOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Vende-se por commodo prec,o, mis Cinco Pon-
las n. 66, os sesiiiiiles'objeclos, por seu dono se re-
tirar : 1 cama de angico, 1 sof, I cmoda, I banca
de meio de sala. 1 jogo de bancas de Jacaranda, 1
palanqun., 1 rotula e unscaix.llios de alcova.
Vende-se uin silo pequeo com bstanles ar
voredodc fruct,i< de vanas qnalidades, casa de po-
dra c cal, lauque d'agua para beber, em exrellenlc
chao proprio. por delraz na ra da Soledade : quem
prclendcr, procure defronle do Passeio Publico, loja
n. 13, do l.nureiro. O mesmo Sr. tem ordein da dona
para ajustar com quem qui/.cr.
Vende-se a taberna, sita na ra do Pilar n. 88;
a Iralarna inesm.i.
Vendem-se 300 cabros de mangue e 90 enla-
m* de 22 palmos, de louro, basUute cros rarroca nova com pouco uso para cavallo ; na ra
da Concordia, no armazem defroute do sobrado de
Pedro Antonio Teixeira liiiimares.
Vende-ce a laberna, sita na roa do Rangel n.
2, coni bastante frri.'uezia para a trra ; quem a pre-
tender, dirijn-se a mesma.
Vende-se uma casa terrea no lusar da Capunga
Nova, com cominodos para pequea familia c quin-
tal lien, plantado : a tratar na ra Nova n. 16.
Vende-se um escravu, crioulo, de idade de 25
anuos, ofticial desapaleiro, ro/.iulia he.n o diario de
uma casa, e he excellenle criado, sem vicios, nem
achaques, o que se afflauca: no Caes do Ranlof, se-
gundo andar.
SACCAS COM MILHO.
Vende-se saccascom millio a3|00Q is.,
ditas com l'atinlia a i.vOOO rs. : no caes
do llamos,' casa ama relia armazem de
Carlos Jos Gomes.
Grande fabrica e loja de marci-
(j^ nenia, na ra Nova n. 45 de
i I.ourenro Pufjgi. .
S la/, ver ao respeitavel publico
jv flo*eni umsortimento completo
g de trastes, todos de ;osto e mo-
W demos, assim como tem para
B vender vidros de espellios os mais
($) superiores (|ue lia, viudos de Pa-
lis-
i
i
MtaffiK scuou de euslripolanles; e inl.ressa a todos os dieres de familia cue
pessoa dlal! Q Mmpre P*,em *" Preveui;ls- sSo obrigados a presUr soccorros a qualqucr
nano dos termos de medicina, ele, ele.
Dila de 3fi com os mesmos livros.....
Dila de 48 coni os ditos.
Dia^C,obtac0'madC,,!'a'!a-, Dila de 141 com ditos..........".....".......
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas iescollia...........
das ctleTra?atr meSd^''' qUZerem HerU6' terto ^ti* de 10^ 'alquer
109000
453000
503000
609000
1005000
ma mencionadas.
C.arteiras de 2* tubos pequeos para algibeira
lillas de 48 dilos .
Tubos grandes avulsos _
Vidros de meia onca de tintura .
83000
169000
13000
-.3000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nio s'e pode dar'uni nasso' scurn'na orali
LB^^vioVWaT^
nni.ni ni duvi i,i boje da supenoridade dos seus medicamentos.
!\ mesma cata ha sempre u venda grande numero de lubos de crvstal de diversos lamanlim e
S^ qUaU,Uer e"Cn"Denda de ".edicamentoscom toda a brevSade e por pre^s S com!
O padre Vicent? Ferrer de Albu-
(juerque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maioressacriicios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
hvraria da piara da Independencia ns.
(i e 8.
Novos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
lodas de summa importancia :
Uahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
20-3000
(3000
780IX)
6f000
169000
69000
8.3OOO
1GJ00
109000
89OOO
73000
68000
40000
IO3OO
:w.**ioo
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos .!!."]
Hering, homeopalhia domestica. ".
Jahr, pharmacnpabomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosis......)
Jahr, molestias da pelle..... \
ttapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhmann, Iralado complelo das moleslias
dos meninos.........
A Tesle, malcra medica homeopathica. '.
Ue Favolle. doutrjjia medica liomeopalhira
Clnica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. ". \
Diccionario de Nvslen......\
Atllas completo de analomia com bellas'es-
lampas coloridas, conlendo a deteripcao
de lodas as parles do rorpo humano .' .
vedem-se lodos estes livros no cousulturio horaeopa-
lluco do Dr. I.obo Moscoso, ra do Collegio 11. 25
primeiro audar.
A casa de arencan mudou-sc para o paleoTo
Ierro ... 16, aonde serao despachados os senhores
que livercm de aferir os pesos e medidas dos estabe-
lccmcnlos com promplidao, e faz ver aos senhores
que sao acoslumados a aferir em seus estabcleci-
mentos.quc oantige>agenle vai aferir, c leve prin-
cipio em 2 do crrenle, e linda-se no ultimo dode-
zembrodo correnle anno.
Ocirurgiao Joaquim Jos Alves de Albnouer-
que, encarregado pelo governo de S. M. da direc-
30, e Iralamviilii dosdoentes da enfermara de ma-
ana desta provincia, c lazareto da Ill.a do Pina
avisa a seus amigos e a todas as pessoas que de se
presumo se quizerem utilisar, que o podem procurar
na ra da Cruz, no Recife, casa n. 51. ou e. seu si-
no, na Pa-sageni da Magdalena, defronle da estrada
queva ler a igreja dos Remedios.
Os. senhores proprieta rios c rende! ros
de engenlios, que nao estiverein mencio-
nados- no Almanak, equi/.erem ser con-,
templados, queiram mandar suas decla-
raedes a livraria 11. e'8 da piara da In-
dependencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com minia pralica desse odicio. .Na ra
da Saudade fronteira 11 do Hospicio, caja da resi-
dencia do Dr. I.ourenro Trigo de l.ourero.
. "iiP"s?C0 i,rre"lrocnlo da casa 11. 60 do
aterro da Boa-\ isla, com armacao para qualquer es-
labeleeuntiilo, cominodos para grande familia e
quintal com 1 pocos e baiiheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
c.uha dol.ivraineiilo tem uma carta na hvraria ns.
6e 8 da praca da Independencia.
A.NTICO DEPOSITO DE CAL E
I'OTASSA.
No antigo deposito-da rita do Trapiclie
n- 15, lia mtiito superior polassa da Hus-
sia e americana, ecal virgen., cliegada lia
pouco. tildo por preco commodo.
Joias.
tls ahaiMiisJtignados, douos da loja de onrives, 11,1
ra do Cainita ,.. 1|, confronte ao paleo da matriz
e ra Nora, Uzci publico que oslan sempre sonidos
1 os mais ricos o melhores goslos de todas as obras
de ooro necessarias, tanto para se.ihor.is como para
hoinens e meninas, conlinnam os precos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha um. conta com
responsabil.dade, pechcando a qualidide da ouro
de 11 ou 18 quilates, licando assim garantido o com-
prador te appirecer alguma duvida___Saroi'Aii
imitio.
K M
T TT7"
No holel de Europa da ra da Aurora lem
comidas e bous peliscos a loda a hora, per preco
muilo razoavel.
Oflerece-se uma Portugueza para ama de cata
de homem olleiro ou de pouca familia, a qual cn-
gomma, e faz o mais serviro, lano para a praca co-
mo para algn, silio perlo della ; quem precisar di-
rija-sc ra da Conceicao da Boa-Vista 11. 52.
gBB&BBBBEfraB& BBUBQi
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Coilegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, inas e grossas, por
precos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, aflianrando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que Se tem vendido, epor
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualtpier ; o
pi'oprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Coilegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a ssignatura do Diario de Pernam-
buco-, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
esetivao de Iguarassu'. queira qttando
vier a esta praca, drigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
COMPRAS? _
Compra-sc prala hrasileira ou hespnnhola : na
ra da Cadeia do Kecife 11. oi, loja.
Compra-se umainulalinha ou negrinba de l
a 18 anuos, com habilidades ou sem ellas, que seja
recolhida : na ra Nova 11. 3i.
Compram-se 20 grosas de boles pequeos
amarellos, ovados liso?, proprios para fardas de mi-
niar : quem os tiver e quizer vende-los, dirija-se a
loja n. 3 ao lado do arco de Santo Antonio.
Compra-se um cavallo j ensinado e cnslmnado
a cabriolel, que seja bstanle forte : a tratar com
Antonio Jos Rodrisues de Souza Jnior, na rua do
Coilegio n.'2l, segundo andar.
Na rua do Coilegio 11. 3, primeiro andar, com-
pra-so o :t. yol. do Keperlorio das Ordenarnos, o >.
vol. do Maria Despalillla, cdu.ao do Porto, o >.
vol. dos [.lisiadas, edicSo do Rio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
Unlo Elysio, ediiyio de Lisboa, o >. vol. dos Incas,
7. c 8. vols das Memorias do Diabo, 1. c i. vols de
I). Ouivole de la Mancha. >. Vol. de psobo, o 3.
dos Desposados por \V. Scoll.
Compram-se acees do Banco doPernamlmro:
na rua da Cruz 11.3, escriplorio d Amorim Ir.11,105.
Compra-seo diccionario de Moraes, da ultima
cdiccHo, que eslej em Ihiiii eslado : na rua do Cres-
po lujada esquina que volla para a Cadeia.
Vende-se, permuta-te 0.1 arrenda-
se o sitio das Hoseiras, do inajor Joaquim
Elias de Motira, defronte da capella do
Rosarinho, com iiinn casa do sobrado no-
va, senzalla, coclieira, estribara para
tres cavallos, quarto.para feitor, etc., ex-
cellenle e grande liorta, grande cercado
com maita dentro, inmensas baivis pa-
ra capim. milito boas arvoredos de trac-
tos de militas qualidades, novo parreiral
com militas uvas, vendem-se tambem
as vaccas de leite existentes no cercado, e
as (jueexistem no engenho Santa Auna,
npvilhas e garrotes: quem o pretender
diija-se ao mesmo sitio, (pie avista de til-
do, tratara' com o mesmo dono.
Vende-se uma das mclheres casas' feita a mo-
derna, e com um pequeo silio no lugar da Capun-
ga Velha : a fallar com M. Carneiro.
Vende-se urna muala sadia, lava e cozirrha o
diario de uma casa : na rua da Tremiic em frenle A
rua do Sebo, casa sem numero.
Chapeos linos de massa para homem a
ri.siOO.e mais inferiores a 1.S700.
Pede-se aos compradores que venliam ver os
meiicioiados chapeos, qne visla dos precos e qua-
lidades, nao deixaro de comprar : na rua" larga do
Rosario 11. I .
Vende-se cimento tomaiio em bar-
ricas e as tinas: atraz do theatro, arma-
zem de taboas de pinho.
VENDE-SE.
Cobre cmfolha de 20 ate 28 oncas.
Estanho em verguinhas.
Chumbo em barras pequeninas de 1 \ li-
bras
Champagne, marcaAiVC.
Vinho do Klicno das (itialidades mais
apreciadas, cm eaixas de uma duzia.
Clavinotes e armas de logo em geral.
Lonas, e bruisde vella.
Arretos, lampeoes e chicotes para carro e
cabriolet.
Graixa ingleza de veroizpara arreios.
Esporas de aro lino, pruteadas.
E pura l'eixur uma conta :
vende-se por o maior preco epte der, cer-
ca de 600 formas de folha de ferro pinta-
das, proprio para fabrica de assucar : na
rua do Trapiche 11 o, armazem de C. J.
Astley & C.
Na nova padariu do| alerro dos Afogados n.
173, confronte a fabrica de abito, vende-se bolacha
lina fcila por machina, que se torna recommendavel
para casas particulares por serem superiores ao me-
llior pAo, e tambe... bolachinhas Napoleo muilo sa-
borosas, proprias para apresentar com chii, por preco
commodo.
Vendem-se 12 colheres para sopa, 1 palileiro
de bonito gosto, 1 colher de lirar sopa, ludo de pra-
la, meins aderecos de ouro, de gosio moderno, por
preco commodo : na rua do (Juaimado, loja 11. 11.
Vende-se urna taberna, sita na rua de S. Ben-
10, em Olinda u. 18 : a fallar na mesma.
- Ainda se routinua a vender saceos com al-
queire de familia muilo boa, medida anliga, por
barato preco : na rua do Rangel n. 21 a qualquer
hora do dia. Tambem lem para vender algumas
cadeiras e urna mesa de meio desala de jacarando,
um sof da mesma madeira, e uma porreo de cal
de caiar, e uma rotula novado cinco palmos de lar-
go, lambem uma porta de amarello cora 12 palmos
e meio de altura coro pouco uso, uma porta de ja-
nella partida em duas, serve mnilo para casa de
campo, um banco do ollicio de earpina, e urna
caixa com alguma ferramcuta do mesmo ollicio!:
ua rua do Rangel 11 21, a qualquer hora do dia.
MADAP01.AO COM A VARIA,
a 39000 e 35500 rs. a peca.
Vende-se na rua do tti.eimado, loja n. 17 ao pe
da botica, urna porcao de inadapoles largos com to-
que de averia pelo baralo preco de 35000 c 350o
cada pera.
CASEMIRAS BARATAS.
Corles de calca de casemira de cores a 45500; na
loja do 4 porlas da rua'do Queimadn n. 10.
Cortes de seda de cores, boa fazeuda, e preco
baralo : vendem-se na loja de i porlas da roa do
Queimado .1. 10.
Contnua-sc a vender corles de chita larga a
25000 rs. cada corle, havcuo novo sortimento para
escolher : ua loja de H porlas da rua do Oueimado
11. 10.
Vende-se uma escrava da Cosa de meia idade,
boa vendedora de rua, por preco commodo ; ua rua
eslreila do Rosario 11. 11.
Vndese uma loja de ealcados com poucos
fundos, na rua do Livramenlo 11.'39 : a fallar na
mesma.
Veude-se 1 lavatorio moderno com gaveta,
espelho, jarro e baca de rauca lina, 1 par de mesi-
nhas coni gavetas, e 1 quadro com o retrato de urna
comiera franceza elegantemente vestida de montu-
na, e que deve servir de liaurino as enhoras ner-
naniluicanas que aqui'iiam imillar : na ruada Paz
n. 3.
Vende-se uma escrava trioula, moca, de pti-
ma couducta, sem vicio nem achaque, o que se af-
lianca : ua rua de Aguas Verdes n. 36.
Vende-se uma escrava crioula, moja com al-
guma habilidadc : na rua de Hurlas 11. tiO.
LOTERA da MATRIZ DE S. JOS.
Corre indubilucelmente na sexta feira 27
de outubro.
Aos 10:OOfJ000. 4:000OO e 1:0005000 rs.
Na rua da Cadeia do Recife, loja de cambio de Vi-
eira 11. 21, vendero-sc oa mui acreditados hilheles c
cautelas do caulclisla Saluslianu le Aquiuo Ferrei-
ra. Os bilhefes e cautelas ndo solTrcm descont de
';, do imposlo geral nos tres primeiros premios
grandes.
Rulotes. II5OUO 10:0005000
Meio. 5.V.00 ..:000500o
Onarios. i-Sill) 2:5003000
Olla vos. I&500 1:2505000
Decimos. I5IOO 1:0009000
Vigsimo. 9700 500000U
VENDAS
Com toque de avaria.
Madapolo muito lamo a 39000 e 33500 a peca :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
Vende-se um caiaodecasa de muito uum gos-
lo, bous materiaes e madeira-, com urna cacimba de
agua de beber, p quintal com minia planlacuo de en-
verlo, para quem quier conliiiuar o negocio; M
eslrada dos A inicio da parle do mcenle, une corre
grande viraco.
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
tou & C, na rua de Senzalla Nova n. -.2.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellius iugle/.es.
Helogios de ouro patente inglcz.
Chicotes de carro.
Parello em sacras de o arrobas.
Fiirnos de farinha.
Candelabros e caiyliciros bronzeados.
Despcnceira de fetro galvanisado.
Ferro galvanisad'cm. folha para forro.
Cobre de fono.
NA VALIJAS A COtiTK.VK. i; TKSOl RAS.
.Xa rua da Cadeia do Recife 11. S, iinmeiro an-
dar, escriplorio de AuusIo C. de Abren, conli-
nnam-se a tender a tcjOOO o par (preco livo as ja
bem conliecidas e afamadas navallias de barba, eilas
pelo hbil fabrieanle que foi premiado na Wposicao
de Londres, as quaes aUm .le doraren,, eilraordia-
riamenle, iiaosesinl.'in un roslo na aceito de corla. ;
vendem-se cm romlico de, nao agradando, pn-
1 deiciii os coapradoies drvolve-las al 15 diasdepois
pa compra ranloindo-sp o iuipone. Na mesma ca-
sa ha rica lasaarinhai paca andas, l'eilas pelo ines-
oiofai'icaob;.
SELI.I.NS INGLE/.ES.
Vendem-se os melhores scllins i|uc
(em viudo a este mercado, com seus
competentes freios etc., lambem chi-
cles para carro, homem csenhnra, por
preco. muilo mdicos: no escriplorio
ou armazem da Eduardo II. Wvall,
rua do I rapiche Novo n. 78.
ATTENCAO.
Na rua Direila n. 27 vende-sn manleica nsIflU
nova a (.10 rs dila aSOOrs., dila 500 rs.. dita a
'iSO rs.. dila HOrs., dila Tranecza nova a640 rs.,
dila a 560, queijos novo al9HH0, dilos a 19500 rs.,
reijo novo a cuia a OO rs., dito a 320 rs., cevada
nova a libra a 160n., .lila 140 rs., alelria nova a
libra 280 rs., dila a 320 rs., cha hyson a libra a
29500 rs., dilo brasileiro a I980O rs. dito a 15020
res.
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS'.
Anda a roda infalivelmente no dia 27
do corren te.
Aos 10:000. 4:000 e 1:000 res.
Na casa da Fortuna do aterro da Roa-Vista n. 72
vendem-se ns mui acreditados billietes. meios e cau-
tela* do caulelisla Salustiano de Aquino Ferreira.
Osbilhclese cautelas nao sofrem a descont de 8
por cento do imposto geral nos Ires premios grandes.
Iilheles II9IHHI recebe por inleiro 10:0009000
55-500 idem 5:0009000
25800 dem 2:5OOO0O
15500 idem 1:25051100
15100 idem 1:0009000
9700 idem 5005(100
GUARDA NACIONAL.
Na loja d siraueiro da praca da Indepen- g
jg delicia 11. 17. vendem-se por preco commodo S
2g lodos os objeclos precisos para uniformes dos
Ss Srs. olliciaesda guarda nacioual.
WsWnaamKaxnvtaKMBHUBBBBSBBi
PARA PRESEPE.
Ricas liguias de barro por diminuto
preco, na rua do Trapiche n. 3"4.
CHAPE'OS BA-RATOS.
Chapeos de mas-a eseda para homem e chapelinas
para senhoras, sendo de varas qualidades, por precos
loem conta que sesedeclarassc antes dos fregnezes
vercm as qualidades nao arredilaran.: c para desen-
gao, venbao cerlilirar-se que n.lo ileixarAode com-
prar, pois nada ha tao baralo: na rua larga do Rosario
loja u. 14.
Vende-se uma varanda de ferro nova a 1280
cada palmo, leudo esla 29 palmos de coinprimenlo.
I ditas pelo mesmo preco, de 7 palmos cada uma, e
1 dila tambem pelo mesmo, com 14 a 15 palmos de
comprido ; e bem assim 5 Iraves de louro, por preco
muilo baralo : a fallar com Jos Joaquim da Silva
Maia, na praca da Independencia, ou rua do los-
piejo n. (i.
Vendem-se 2 casas terreas, fallando pouco para
acabar, sila no caminho novo da Soledade: quem
prelender, dirija-se a botica de JoAo Moreira, que
se dir quem vende.
.Xa rua da Cruz n.57. vende-se rape Virginia,
fabricado no Rio de Janeiro ; esle rap tornase
minio aprcciavel pela puridade de sua simples com-
posirao ; e cusa a libra 1ji280.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 3 porlas na rua do Livramenlo 11.
8, ao pe do armazem de Inuca, vendem-se riscadinhos
asearan, o covado 100, chitas francezas muilo finase
cores lisas, o covado 260, 280 e 300 rs., lindas cas-
sas de cor muilo linas e padrees modernos, vara
(00, 650 o 700 rs., dilas abaixo. a vara 360,'400 e
160rs., corles de cambraia brancos e de cor a 4i00,
45800. 55OOO, 5954K) e K5OOO, ricos corles de cam-
braia de seda com 3 e 4 babadas a 95OOO e IO.7OOO,
corles de casemira de cor a 456OO/.55OOO e 09500!
chapeos de massa francezes de forma moderna a
SfSMe 75OOO, e ooi'as mullas fazendas baratas
AITENCAO1.
Vendem-se lijlos de lodas as qualidades, cal, Ic-
Iha, barro e arca, por precos os mais rommodos que
he possivcl. t conduz-se 09 mesmos materiaes para
os lugares que indicar o comprador, dentro da cida-
de, e alugam-se carrocas par carregar quaesquer
objectos; no armazem de materiaes c de carrocas,
no porto do Poc.cinhp, junio a laberna de Jos Do-
mingues.
A 5j500.
Vendem-se chapeos francezes da ultima moda, pe-
lo baralo preco de .55500 ; na rua do Queimadu 11.
38, cm frenle do becco da Congrcgacao.
Vende-se uma casa lerrea na ficguezia de San
Jos cm chaos proprios, livre o desen.baracada : Ira-
la se na rua da Penha loja de calcados n. 29. Na
mesma loja precisa-sc de 5009 a premio.
Na rua do Livramcntu n. 36, loja. se dir
quem vende I prela de Alisla que cozuilia, ensa-
lma c vende na rua, 1 relogio palele inglez, 1 dilo
palele raima, correnle para os mesmos, 1 alflnete
que serve tanto para homem como para menina, com
1 -rande diamanto rosa no meio, ludo muito em
conta por seu dono retirar-se para fra do Imperio.
Na rua da Madre de Dos n. 06".
Vendem-se por precos commodoa os segrales g-
neros, viudos do Aracaly : esleirs de palha de-car-
nauba, cera amarella e couros curtidos.
Na roa da Cadeia de Santo Antomo.coufronla
o ihealro vcllio. loja de corrieiron. 3, vende-se du-
zia e meia de laboas de piuho, por prejo commodo.
QUEIJOS DO SERTAO'.
Ainda ha para veuder os bous queijos do serbio
chamados de prensa.
MILDEZAS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los de couro de lustre para seuhora a 1rs. apar,
dilos de marroqiiim a 600 rs., dilos para homein a
800 e 900 rs., bolocs de agalh para cama a 200 rs.
a sroza, linlia de cores a 1. dita branca de 800 a
19200, papel de peso muilo basa a 25400 e 29500 a
resms, pentes para atar cabellos a 240 rs., ditos finos
a 800 e I5. cohetes a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, litas,
allincles de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, ditos para homem,
ibesoiiras linas e ordinarias, pulceiras de ouro fin-
gindo de lei, carteiras para baile, peneiras de ajo e
oulras imilla cousas por procos mullo cm conla.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina (pie
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8.S00, 12s000, li.s'000 e 18$00
rs., manteletes de seda de cor a 11 $000
rs chales pretosie laa muito grandes a
.".SOOO rs., chales de algodao e seda a
l>'280 rs.
Vende-se uma taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista n. 47, quo vende muilo para a trra, os
seus fundo sao cercado 1:200000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Iheronvier :
a tratar juuloftliaudega, Iravssa da Madre de Dos
armazem 11. 21.
Completossortimentos de lir/^ndasde bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina qne volla para a
Cadeia, vendem-se corle de vestidos de cambraia de
seda com barra e habados, 8000 rs. ; dilos coni
llores, 7, 9 e 105 rs. ; dilos de quadros de bom
gosto, 1 lio ; corles de cau.braia franceza muito fi-
na, fu. con. barra, 9 varas por 49-500 ; cortes de
rassa de cor com Ires barras, de lindos padroes,
392O0, pecas de cambraia para reniados, comS,1
varas, por 35600, dilas de ramagem muilo finas,
65 ; cambraia de salpico* miudiuhos.branca e de cor
muilo lina, 800 rs. avara ; a loa I hado de linhoacol-
\oado, 900 a vara, dilo adamascado com 7 U pal-
mos de largura, i 2200e 39.500a vara ; nanga ama-
relia liza da ludia muilo superior, i400 rs. o cova-
do ;corles de rollete de fuslo alcoxoado e bons pa-
drees tizos, 800 r. ; lencos de cambraia dcHtiho
a 360 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muito superiores, 1600 rs.
o par ; dilas lio da Escocia .500 rs. o par.
Vende-se um sobrado deteriorado em Olinda,
na rua des. lenlo, defronle do mosleiro: quemo
prelender dirija-se a rua do Roin-Succcsso defronle
da quina dos Qoarleis onde lem um lampeao.
Venden ae esleirs de palha de carnauba che-
sadasagora do Aracatv, a 129 o cento : na ruada
Cadeia do Recife n. 49 1. andar.
Vende-se vcllas de cera de carnauba feilas 110
Aracalv, de ti, 8, e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia Uo Recife u. 49, primeiro
andar,
ATTENCAO".
Na rua do Passeio Publico 11. 13, vciiilcm-su corles
de cassa clnla.de lindos padroes, pelo barato preco
de 25X>o corle, molas casemira ale quadros a 100
rs. o covado, corles de colletes de fusUo do ultimo
goslo a 120 o corte.
Veiidcm-se ricos pianos com excellenles vo-
iea e por precos commodos: cm casa de J.C. Rabo,
rui do Trapiche 11. 5.
I'BLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mezdu Ma.ia, adoptado pelos
revereudissihios padresrapiichinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, 'augmentado con. a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da nolicia hislorica da n.e-
dalba milagrosa, cdeN. S. da Bou. Conselho : ven-
de-se nicamente ua livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia, a 15000.
Deposito de vinho de cham-
parjnt Chateau-Av, primeiraqua-
Inlide, de propiiedade do condi
de nfareuil, rua la Cruz ilo Re-
cife n. 20: este vinho, o mellior
de toda a cbatnpagne vende-
se a b;j000 rs. cada caixa, adia-
se nticamente em casa-de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
AsCaixastfp marcadas a fogo
Conde ile Marcuil das garrafas sao a/.m-s.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpado,
dilos brincos com pello, muito grandes, imitando os
de isa, a 1400 : mi rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Kecommenda-se aos homens do campTO
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos-de massa.a que mnitos
chamara d ellro a IJOOOrs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 29I0O, 2JN00, 3,
395(K). 49500. 59-500, 69OOO rs. o covado.dilo azul, a
29. 29800, 4, 65, 7. o covado ; dilo verde, a 29800,
39500, 49, 59 rs. o covado ; dilo cor de pinl.ao a
i9500o,rovado ; corles de casemira prela franceza'e
claslica, 79500 e 89500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 69500 ; dilos inglezenfestado a 55OOO ; dilos
de cor 4, 59500 65 rs. ; merino preto a 1, I540O
o covado.
Agencia de Edwla Maw.
Na rua de A polln. 6, armazem de Me. Calmon-
A Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlus de taixas de ferro cnado e batido, tanlo ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lmannos e modelososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa de purgar, por menos pre^o que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato preco.
REI.OCIOS INULEZBf UE PATENTE.
. Veiid*in-se por preso muilo commodo : no arma-
zem de Barroca & Caslro, oa rua da Cadeia do Re-
cife 11.4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
M, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
lemenle chegadd da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enleiider-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e cliegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas rancezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, veudem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com exceden-
tes voz.es oajp< ir precos commodos: em ca-
sa de Halie Schmettau &C-, rua do Tra-
piche n. 5. .
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para roslo a 109000 a duzia, ditas lisas a 145000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim (raneado com quadros de. cor a 600 c 700 rs.
a vara, fusiao hranco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para lobados a 2;(XK, gan-
ga amarella trancada a 320 o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 45000 cada um, dilos de cassa
chita a 29000, dilos de chita franceza larga a 35000,
lencos de seda do 3 ponas a 610. (filos de cambraia
com biro a 280 cada um : ua rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flancila para forro de sellius clie-
gada recenlemcnle da America.
Potassa. ,
No anligo deposito da .rua da Cadeia VeMn, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he pan fechar contas.
4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo saa- e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba em pacolcs de i- arrobas : no armazem da
porla larga ao pe do arco da Conceicao, defronte da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de dH
versas cores, grandes a I92OO rs., dilos trancos a
15200., dilos com pelo a imilacSo dos de papa a
(9100 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
epo..U*U br.c da Todo* o. Sao lo na B.hl.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber t C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por proco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com.^20 ps de coqueiros, com boa casa
de vivencia de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimeofo continua *na*
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tantas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. K
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em eaixas de uma duzia,charutos
de Ilavana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. o.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Guimaraes & llenriques, rua do Cres-
po 11. vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo biralssimo preco de 180 rs. o covado.
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vindo
esle mercado.
Porlo,
Uncidlas, *
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em camnhas de uma duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prcc,o muilo ent conta.
DEPOSITO DE CATDE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 30 ha para vender
barris coni cal de Lisboa, recenlcmentc cliegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de farro de D. W.
Bou mann na rua .do Brinn, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prbmptidao' :
embarcam-se ou carregam-se 'em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem. parap melhoramento do
assucar, acha-st a venda, em latas d 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma balanra romana com lodos os
seus perlcnces. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazam u. 4.

Vendem-se estas ptlnlai no eslihelerira
de Londres n. 214. Slmi. e na loja de lodo
boticarios, droguista e oolras peK> enea red
Hc"panlfa '"' """V Amerir^^X>"a e
Vende-se asbocelinhas 800 ria. Cada ma dol-
as conlem uma mslruccsy em porluguez para ex-
plicar o iudo de se osar deatas pilota
O deposito geral he em cala do !r. Souas, pliar-
maceulico. na rua ila CAi n. 22, era Pernaniuco
Vende-stfou Iroca-se por uma casa lerrea aqui
na prar; 011 em Olinda. em Bom lugar, uma birca-
ca de lole de 14 taixas, que uaufragoo as praiai do
Rio Doce, em Olinda, aonde se aeha<: a Irajar na
rua d Cadeia do Recire 54. Dar-se-ha a volla
se merecer.
Na rua d Coilegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar contas mil equiuhentes massos
de conlis de vidro lapidadas a 160 rs. cada manso, e
70 duzias de caitas de massa para rap 13200 a
duziak
Na rua Augusta, casa lerrea n. 64, cha-sea
venda uma cabra grvida, coro 22 annos de idade,
boa figura, com principio de costura, e eoxinha ; foi
cliegada lia pouco do mallo, e nao consta que leuhi
vicios; aji, la do comprador francamente te Iba ex-
pon ludo, pois que he pessoa que nao desea en-
gaar.
i
O

aaafe^flau. .
-
v/
IV I^Ni^VaV l-T-i\ \ r-X^-N.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- (f
bricada no Rio de Janeiro, che- ft
gada recentemente, recommen- /j*
da-se aos senhores de engenho os 1
seus bons elidios ja' evperimen- J
tados : na rua da Cruz. n. 20, ar- w
mazem de L. Leconte Feron & $)
Companhia. ^
SsSSS^S^SS^S^Si
Vendem-se relogios de ouro c prala, mai
baralo de que en. qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
&
Na rua do Vigajfio n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao c flauta, como
tejara, quaorilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo moderniss'uno ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora-, cota 15 covndos cada corte, a
A3(KI.
Na rna do Crespo, loja da esquina qae volla para
a Cadeia.
rua
Veode-se um relogio patente inglez;
do Queiroado, loja n. 14.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
PIULAS HOLLejM.
Esle inestimivel especifico, comporto inleirimeu-
le de hervas medicimes, nao routem merenro, nem
oulra alguma substancia delederea. piano mais
lenra infancia, e a compleicao mais "delicadi, he
igualmente (.rompi e seguro para desarraigar o
mal na compleicao mais robusta; he iateiratsente
innocente em suas operacOes e efleitos; pois buica e
re.i.ove as doenc de qualquer especie e grao, por
mais tnligas e lenizetque sejam.
Entre milhares de^\soas curadas com este fne-
dio, mnilas qne j esl va n porta da roorte, per-
severando em seu uso, conseguirn, recobrar a sa-
de e forras, denois de haver tentado Igaailmenle,
todos os oulros remedios.
As mais aliclas nao devem enlregar-se tftaes-
peracao: facain um compeleale ensato dos eltieazr
elleilos desla assombrosa medicina, e proales ttcvf-
perarao o beneficio da sidr.
Nao se aerea lempo em lunar aaw rraedio para
qualquer (lis seauinles eafenaidades:
Accidente* epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Arelas (mal d')>
Astlima.
Clicas.
Convulses.
Debilidade ou exlenui-
rio.
Debilidade ou fill da
forras para qualquer
cousa.
Deshile, ia.
Dor ile garganta.
ir de barriga.
nos rins.
Dureza 1.0 \ entre.
lioIcnnidadesuu ligado.
a venreas.
Knxaqueca.
liervsipela.
l-'ebres biliosas.
intermitientes..
Veude-se um exceilente carrlnho de 4 rodas
mui bem construido, eem boro estada ; est etposto
na rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onda po-
den, os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste
om o mesmo senhor cima, u na rua da Cruz aw
Recife 11. 27, armazem.
Moinhos de vento
"oin bombasde repulo para regar hurtase baila,
de capim. na fundicao del). W. Bowman : na rua
do lirum us. 6, 8e 10.
Devoto Cbiistao.
Sabio a luz a 2." edico do Hvriuho denominado
llevlo Chrisuo.maif correctoeaerescenlado: veode-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolcboadas,
brancas e de cores de um so paonu, mnilo grandes e
de bom goslo : vendem-se oa rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
. Vende-se uma casa de pasto ; na raa do Viga-
rio n. 2.
Vcnde-se a primeira taberna na roa da Hos-
picio, muilo afreguezada, por preco i simada a
tratar com o mesmo dono na dila taberna.
Vende-te urna cibrinjia de leite, a anal lem
leile, e he propr pan criar .meninas ; por baixo
da Turre do Carme, a fallar com a Sn. JoaaioM,
Vendem-se tainhis d'Alagoas mnilo frseles,
por preco commodo, em porcoese a retalhu: aja rua
da Praia, armazem n. 37.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-te par vender
moendas de cannas todas de ferro, e um
modello e construccao anuito superiores.
ESCRAVOS FGIDOS.
-------------------------:--------0-----------
Ausenlon-se no dia 9 d-> correnle a preto Gar-
los rom os signaes seguinles: altura ordinaria, ebeiu
do rorpo, quaudo andi puxa aur uma pe esquer-
da, olhus bailse o esquerdo mais perlado; levou
calca de eslop e camisa de meia: quena o pegar
pde-o levar a rna do Viaario-o. loja de cabos
qae se gratificar.
Desappareceu no dia 28 do agosto prximo pas-
tado uma escrava de 1.1530 Cosa, de neme Severi-
na. de eslalura baixa, grossa do corpo, ealitca pe-
quena, nariz chalo, rosto tirado e'ci ido," tem
poucos laidos, bocea regular, bci;os grossafcJi*au)is,
denles limados, lodos iguaes esem falO'de nhnni,
orell.as Turadas e sem brincos, falla batante fina,
rosts carnudas, lisas e sem marcas, peitos cnidos,
litos curtas e bem cami/dat, cabello curta e corlado
por igual, nao he bem prela e sira areroielhuda ;
levou veslido usado, de chita encarnada escura, coni
salpicos brancos birri miudos, panno Cotia fran-
cezcom lislras encarnadas e de malames la doisor-
dens as poulas, e necupa-se em vender fruclas ; foi
escrava rio Sr. Joaquim Viesas, e ha par isto bem
conhecida na l'assagem : quem a pegar, leve rua
do Qneimado 11. 13, qae aera recompensado.
508000.
Desappareceu no dia 25 de selembro prximo pas-
snlo, do engenho Vicente Campcllo, o escrava lias- .
par, de nacao Costa, com 50 anuos de idade, alto,
cor prela, rosto comprido, o beico de baixo gratde e
cabido, e lem barba ; o qual eteravo veio da Babia,
e foi comprado a A11 Ionio Ricardo do Reg nesla
praca: quem o pe^ar, leve-o ao mencionado enge-
nho, que recebera do abaixo assignado 509000 rs., e
nesla cidade ao Illm. Sr. Joo Pinto de Letaos J-
nior.Manoel Concalces Ferreira Lima.
Desappareceu boje d% 7 para 8 horas da ma-
nhaa, o c-cravo, crioulo, de uome Claudiauo, de es-
lalura regular, rosso do corpo, denles timados finos,
olhos e cara grande, com bailantes signaesde hechi-
zas por as ler lido em quaulidade em 1850 logo que
o comprei em 30 de outubro d.r dito anuo ae Sr.
Jos de llollanda Cavalcanti l.eilAo, que o houve
por beranca paterna de seu fallecido pai o capiln
Antonio Vicira de Mello Leilao, moradores no Iu-
aar do Jac, termo da villa de Nazirelh, d'oude he
f.ihi. o dilo escravo. que reprsenla lar 23 anuo |>or
declarar 11 formal de parlilhas quando o comprei ler
l'.l anuos; levou culi; a de algodao azul trincado,
camisa de inadapulo, chapeo velha de seda 00 de
couro, piesunie-se ser seduzidna fugir por nao haver
.nolivoalgu.n : quem o apprrliendir pode leva-la ao
abaixo assignado, seulior do dilo escrivo, com pren-
sa de algodao no lorie do Mallos n. 7, ou roa do
Queimadn. I i, quesera bem recompensado. Recire
2 de oulubro de 1854.
.v/arioe Ignacio de Oliceira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosluma trocara no-
mo para I'edro Jos Cerino, e inlilular-se ferro,
he milito ladino, fui escravo de Anlonio Jote de
Sant'Aiina, ...orador no engenho Cail, comarca de
Sanio Aula, e diz ser nasrido 110 serillo do Apodv,
eslalura e corpo regular, cabello pretos, carapinha-
dos, cor um pouco fula, olhos oscuros, nariz erando
e grosso, beicos grossos, o semblante nm potico le-
chado, bem barbado, porcm nesla occisii. foi rom
ella rapada, com lodos ns denles na frenle ; levou
camisa de madapoln, calca e jaquela branca, cha-
peo de palha com aba pequea c unu Iropxa de rou-
pa pequea ; be de supporque ronde u"l) trage: ro-
fia-se porlaulo at auloridades noliciaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragairl nesla prara do
ReciTe. na rua lirga do Rosario n. 24, que se re-.
compensar muilo liem o seu Irahtlhu.
r

f
de toda especie.
Lola.
Hemorr tradas,
llydropisia.
Ictericia,
ladigattoea.
Inllaminacoes.
ridadesda roeus-

i
Lotakt gas de, loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas ni calis.
Ubstracfae de venlre.
I'blliisica ou coasumpcjiu
pulmonar.
Keleoco d'ourina.
Rlieumatisruo.
Svmpiouu segundino.
lmures.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
'
r

Lm casa de Patn Nash A C., ha pa-
ra vender:
Sortimen to variado de ferragens.. S
Amarras de ferro de 5 oitavos atfi'l T
fiolegada.
ampagne da mclhor qualidade.
em garrafas e meius ditas.
Um piano inglez dos melhores.
imbr
*

1 i
I
*
\
L
ERN. : TVP. DE M. F. DE VARIA. 1854.
V

ate
II


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