Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01315


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Full Text


AUNO XXX. N. 237.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 16 DE OUTUBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
f
y
DIARIO DE PERMMBUCO
.

V
ENt.ARRBGADOS DA SCBSCRIPCAO'.
Recita, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marti ns; Baha, o r. F.
Duprad; Macei.o Sr. Joa<]iiim Bernardo de Men-
dooca; Prahiba. o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Auguito Borpss; Maranbao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Pora, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/i a prazo e 28 a d.
a Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acooes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholaa...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 169000
de (MMi)O Binas. 16)000
de 4*000...... 9Q00
Prata.PaUcoes brasileiros..... 1940
Pesos coiumnarioe..... 1*940
mexicanos........ 1*860
PARTIDA DOS COHREIOS-
Olinda, lodos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Nata!, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primciro as II hora- e 42 minutos da maoha.
Segunda s 12 (toras e C minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, terc,a4eiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sajttas-tairas s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Oulubro 6 l.ua cheia s 5 horas, 18 minutos e
48 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manhaa.
21 La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto cresoente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA,
16 Segunda. Ss. Martiniano e Soturiano irs. mm
1* Terca. S. Eduviges duqueza ; S. Mariano m.
18 Ouaria. S. Lucas Evangelista; S. Theodoro m.
19 Quinta. L Pedro d Alcntara (.
20 Sexta. S. Joao Cancio ; Ss. Crapazioe Ira.
21 Sabbado. Ss. rsula e suas comp. rv. rom.
22 Domingo. 20.* S. Ladislao f. ; Ss. Hera-
clio, Alodia eCordula v. rom.
PARTE OFFICUL.
OOVERNO DA PROVINCIA.
fnrpoMaMe o dia 11.
OftlcioAo Exm. rommuniiwilc superior.l suar-
da nacional do municipio do Recite, commankando
que. segundo consta de pnrtcipaeJlo ria secretaria
de estado dos negocios da jusiica de 25 ge Miembro
ultima, fra nomc.v.lo, por decreto de 19 do mesmo
mei, Joito de Carvalho Paes de Andrade para o no-
lo ile lenenta-eoronel commandanlo infamara co da Panelia Vare Dit_Ao cemmandanle dan arm, eommuni-
candoqae aesla dala deferindo tavoravclmente o re-
querlmento que a jullio ultimo, expedir ojrdcm ao commandanle do
corpo de polica, para tentar pagar ao soldado do
aegundo balalhao de infamara Joito Cypriano Go-
mes, a importancia do faldamento, que se llic flcou
i de ver, quando prara dnqueltc corpo.
Dito Ao dispertar da tliesouraria de fazenda,
rommiinicinilo haver participado o juiz municipal
c de orphos do tere de Nazarelh, hacliarel Jos
Mara Moscoso da Veisja Peasoa, que no dia 27 de
setemhro ultimo, reassumtra o cxcrcicio do seu car-
go. Communicoa-se ao Exm. presidente da re-
lacio.
Dito Ao mesmo, transmi'.tinilo copia do aviso
de 27 de selemuro ultimo, em que o Exm. ministro
dolmperio, aopasso que rommonica liaver -ido ap-
provada a deliberarlo lomada por asta presidencia^
de mandar contratar na provincia das Alagoa* por
'JfMOt madera iiocetaaria para a conslruceao da
obra da ponte provisoria do Recite, declara ao mes-
mo fajBpu que oxpedira as convenientes ordens, para
que irt*a lliesouraria seja posta i di-posie.lo desle
goverasesla quantia, bem como mais 40:0000, afim
de seren empreados na factura da dita obra.
Dito ''An rneimo, communicaiido haver deferi-
do o requentaaento em que Aolonio Conralvcs da
Silva pede Hcf>a valho Morae*', pela quantia de ^:200J, nma morada
da casa sita nr terreno de marinlia n. 53 na ra do
Sol, devegdo porm passar-M novo titulo ao com-
prador, conforma propflo o procurador fiscal dessa
thesourara.
Dito Ao dieta A* polica, declarando em respos-
ta ao seu ofilcio de honlem n. 792, que nesU dala
Iraasmitle lliesouraria provincial, a cunta que
acompanlisii ao citado oflii-o, da despeza feita com
o sustenta dos presos pobres da cadeia do lermo do
Brejo no mez de tetemhro ultimo, atim de que es-
tando ella pos termos legaes, seja pasa a sua impor-
tancia a Simplicio Jos de Mello.
HitoAo inspector da lliesouraria provincial, au-
torisauda-n em vista de sua informaran de 9 do cor-
rele *. W6, acarea do requcrinenln da cemnatoao
cncarregaita da came das conlas da exmela lliesou-
raria provincial, a incumbir nina pessoa, medan-
le a paga de 59 measaes. de inventariar os livros
da mesma exmela Ihesotirnria, conformo indica a re-
ferida eommss.lo, deven I > esse ifatmlho tirar con-
cluida dentro do prazo de sois mezes.
Dito Ao mesmo, recommctidando que mande
no a comprar pelos preces indicados na ola, que
acnmpanhnu a sua informarao de 7 do correnle n.
512, e que vai jimia por copia, vule e cinco mi-
Ihoiros de presos rpals da Ierra, um birr il de alca-
Irao para a obra da casa .de detened", mas lambem
fazer 46 grades de forro para as, portas da referida
cata, ficando Smc. na inlelliseneia de que acaba de
autorsar ao director das obras publicas, a comprar
para a metma obra sale dozias de costado de ama-
relto I2I1J a dnza. Communicou-se ao director
das obras publicas.
Dilo A adminislracao do patrimonio dos or-
pbaos, declarando e* raspissla ao seu oflicio de 29
de setemhro ultimo, qua deve r admiltida de pre-
ferencia, nocoltemoila* orpliaas.a eiposta Joaquina
Mara da Caaceicilo, de que (rala o oflicio desla pre-
sidencia de 25 do passadA.
DiloA cmara municipal do Recifc, dizendo
em resposta ao mu oflklo de 4 do correnle n. 9:t, qne
se do arrendamenlo dos rougnes feito em hasta pu-
blica resultar ficarcm elles, ou smenle as mos dos
antigs contrata.lores, ou aa dos criadores; u se fi-
nalmente da competencia oaprichosa entre uns eou-
trnsrcsultar firarem os mesnros a^ougucs por um
alio oreen, que venha peSir sobre os consumidores,
come ponderou essa cmara em oflicio de 13 do pas-
tado ; em tal caso deveriie Smcs. entregar por um
alague! razoavd os mencionados acougucs reparli-
ilamente ,aos e\contraladores, e aos criadores, de
modo qae fiquem igualadas as vautagens, c possa >er
sustentada orna conveniente; competencia no mer-
cado.
Portara Reformando no mesmo posto ao teen-
le-ajudanle do etlincto q'iarlo hatalbao do guarda
nacional do municipio do Recite Joaquim Malaquias
Pacheco. Communicou-se ao commandanle supe-
rior.
-12-
Oflicio Ao Exm. vice-presidenle das Alagi'ias,
enviando o oflicio do Exm. ministro do Brasil em
Paris, dirigido i S. Exc., cominunicando que nes-
la dala ficam expedidas as convenientes ordens no
sentido de cficcluar-se para aquella provincia a re-
messa do pliarol \indo do Havre com destino ao
porto do Maceio ; e bem assim que pela lliesouraria
de fazenda se mandara pagar a J. R. I.a-erre &
Companhia a quanlia de 22lsV.ll rs. importancia
do frelc do mesmo pliarol al o porto desta cidade.
Expediram-se as ordens de que se traa.
Dilo Ao Exm. commandanle superior da guar-
da nacional do municipio do Recife.llaja V. Exc.
de fazer constar ao chufe do estado inaior da guar-
da nacional son seu enlomando superior, que este
enverno lirn mu salisfeito com os bous servicus
por elle prestados quando estere no scrvieo do com-
in.in li> superior, c que espero que os continu a
prestar no mu honroso poslo.
Dito Ao Exm. director gcral da instrueco pu- *
blica, cnmmiinicando que, por portara desta dala,
conceder quiuze dias de lieenca com vencimenlos
ao professor publico de primeiro gran da villa de
Barrciros, Joao Manuel Pereira da Silva, para vir a
esla cidade tratar de sua san.le.Communicoa-se i
lliesouraria provincial.
DiloAo inspector da lliesouraria de fazenda,
traii-inilndo para os conveniente- csames. as arlas
do coiisclbo admnislralivo datadas de 23 e 27 de se-
temhro ultimo.
Dilo Ao dieta de polica, dizendo que, com co-
pia da informaran da lliesouraria provincial de 10
do correnle, responde an officio de S. me. de 6 do
correnle n. 783, acompanhado de oulro, que devol-
ve, do delegado do termo de Sanlo-Antao, relativo
ao pagamento que fui embargado naquella lliesou-
raria da importancia do fornecmento feito aos pre-
sos da cadeia ila cidade da Victoria, em os mezes de
oulubro c dezembro de 1852.
Dilo Ao mesmo, declarando, em resposta aos
seus oflrios de hnnlcm, sb ns. 793 e 794, que a
thesourara provincial lem ordem para pagar, nao
s a importancia do fiele para a en luccao de 8
granadeirat apprcbcndidas pelo delegado do lermo
de Santo Antao, mas lambem a das despezas feilas
com o sustento dos presos pobres da cadeia de (iara-
nbuiis nns mezes de jullio a Miembro desle auno.
Dito Ao inspector do arsenal do marinha, de-
clarando que, vista do dispntlo no aviso da re-
parlica-i da marinha de 19 de Miembro ultime, do
qual se llic remellen copia naquella dala, nilo pode
ser aproveitada a lembraiicn de S. me. para ser no
briuue de guerra 'alinpt transportada para o Para'
e Piauhy a polvora',de que Irata o seu oflicio de 6do
correnle.
Dilo Ao mesmo, commnnicando que indefiri-
ra o rcqucrimcnln, que devolvr, no qual Joito Jo-
s Tercciro, soldado da companhia de invlidos,
de presente esse arsenal, pede que lhe seja paja em
dinheiro a racao que lhe compele.
Dilo Ao director das obras publicas, para in-
formar cireiimstauciadamente acerca do estado de
omscrvacao da ponte pensil do Carlianj,o dos repa-
ros de que ella necessila. .
Dilo A inspector da (iK-souraria provincial,
dizendo, em rcspusla no seu oflicio .le honlem n. 335,
que acaba de recommendar ao inspector oVtlicseu-
raria de fazenda a expedico de suas ordens, atim
ile que na alfaudega desla cidade seja despachado 1-
vrc de dircilos o arinainculo de que Irala o citado
oflicio, o qual devera Mr recolhido ao lugar onde se
acha o quej veio.Ofliciou-sc neslc sentido ao ins-
pector de lliesouraria de fazenda e ao director do
amenal de guerra.
Dilo Ao mesmo, commnnicando que, por por-
lariii desla dala, conceder 20 dias de lieenca, com
veucimenlos, ao segundo escriplmario daquella llie-
souraria, Joaquim Mariuho Cavalcanli de Albn-
querque, para tratar de mus negocios fra da ci-
dade.
Portara Nomeando, de ennformidade rom o
arlgo 1. do decreto n. 1291 de 16 de dezembro de
Iri'i3, c em vista ila proposta do juiz municipal sup-
plente do lermo do l.imoeiro de 3 do correnle, ao
ridad.io Jos Mara Velloso da Silva Azevcdo, para
servir iiilerinamenle o oflicio de escrivao de or-
phos, e trmetra tahelliao de notas daquclle termo.
l'i'oiam-se ar. uecessarias commuucacdes.
ti .iuslinn Manoel do Kascimrnto. rcmcllido da
Malla Grande, na povoacilo das Alagdas, pronuncia-
do em erime de morle.
12 Antonio Cyriacn, preso no dislriclo de Buique
por indiciado em lomada de presos do poder da jos-
lira.
13 Joaquim Antonio Cornelio. dem no dislriclo
de Panacaca, pronunciado por crime de furto da
escravo.
14. Manoel Fel da Silva, dem, pronunciado por
furlo de cavados e escravos.
IS Jeronjino le ro rada Silva, dem, por furto
de ravallos.
Ifi Francisco Calisto de Sousa, dem, no dislriclo
le Papacaca. pronunciado no arl. 202, do cdigo
Ignario le reir Pimental, dem, por crime de
morle no lugar do Canliolo, em Uaranhuns.
18 l.uiz Alvcs de Souza, idem, no dstriclode Pa-
pacara, por crime de morle, porque csl Mudo pro-
cessado.
19 Donato Lopes de Andrade, dem, no dislriclo
de San-Benlo, pronunciado por furlo de cavallo.
20 Flix Jos da Silva, idem, no dislriclode Papa-
cara, fui remetlido para o lermo de Asseinblca, pro-
vincia das Alagas, onde he indiciado criminoso.
21 Antonio Pereira Das, dem, no dislriclo de
Garanhuns, requisicao da competente auloridade
le Pesqueira, para onde/ni remedido como pronun-
ciado em crime de ferimenlo.
22 Nuno Jom do Coulo, preso no dislriclo .leSan-
llcnto, onde fiira pronunciado por furlo de ca-
vallo..
2:1. Jo Lopes Lima, idem, em Correles, pro-
nunciado por crime de furlo de escravos.
24 Antonio Chaves Gamillo, idem, pronunciado
no arl. 179 do rod. penal.
25 Antonio Joaquim A Ivs, conhecido por Anto-
nio Nicacin,
2(i Manoel Joaquim Tavares,
27 Joaquim Josc Florencio,
28 Jos Dias da Silva :Foram presos ordem do
subdelegado do primeiro dislriclo de Garanhuns,
conduzindo urna porrao decavallos furlados, perlen-
cem urna quadrilba, e um deltas he criminoso de
morle.
29 Manoel Joan do Xascimenlo, preso por dnerlor
do primeiro batalhao de cacadores.
30 Manoel Joaquim de Harros,
31 Jos Lucio, presos por desordem, foram pro-
cessado*.
32 Joaquim Lul Vanna, preso por ferimenlo,
em Papacara.
33 Joaquim Lourenco Barreiro, idem, em Gara-
nhuns, por crime de morle.
31 Thomaz di Hollanda l'orlclla, idem, por furto
de escravos.
35 Alexandre Jos da Silva, dem, por um Uro,
dado em oulro por succosso na noile de S. Jo8o. Fe*-
se-lhe n compelcnte processo.
36 Manoel Abelha,
37 I ..mi en c., da Silva Lima, presos do dislriclo da-
I'.ipncaca,pronunciados por l.imadajde presos der da jusiica, na povoacodo Btiiquc.
38 Antonio Thomaz, idem, no Buique, por indi
ciado criminoso.
39 Goncalo Anlunes, idem, pronunciado por lo-
mada ile presos, e por tentativa da morle.
EXTERIOR.
K FAMILIA AlBRV. (*)
Par Paulo Maarice,
TERCEIRA PARTE.
v
i
A CRITICA NO AMOR.
ir
Una manhaa Nalalis receben e leu durante o al-
in,ico a Mguinle caria de Daniel :
a Ha pon o nicu lio eulrou-ine repenliuamcnta
no quarto, e dis.c-ine: Charo Daniel, venho dar-lc
urna nolicia que lia de encher-te de alegra. Parles
daqui a duas horas para Calais, de lii para Douvres,
da la para Londacs, de la para os dislrirlos mana-
farlureiros. He esla la recompensa por (eres apren-
dido I .lo brevemente oingltz. Eis-aqiii tua insiriir-
rics, las carias de recommendatilo, e ofdinheiro para
a Kslas contente, vacabundo? Mas, nicu lio!....
Convem por a casa. fi( cata inteirainenle sem par,
adquirir dnus ou tres scuredos iinporlanlcs, c travar
relaccs neccssai ias. Mas, meo lio!... Eia !
Krepara j la mala, un., carruasem le espera em
uto, leu lugar est retido por dez horas na deligcn-
ci numero 1 do lejadilho. assento dearli-la. pois he
camo arlisla que viajas. Vai, leu segundo pai dis-
pon tildo... Euccplo de mim, meo lio Que
di/.es? Ilesilarias por ventura, inralo? Knt.lo uem
mais nma palavra. Basla. Adeo.
Abusoii-sc jamis Iflo violentamente de um ser-
vien que se ha de prestar alum dia '.' Comprebeiides
scmelbanle descont de reeonlieriinenln? yne usura
de nina promessa de emprnstimo Mas eiuliiii met
futuro predecessor ordena e eu parlo, Nalalis, ou
antes j pai li. Mcu bemfeilor presuiuplivo apenas
me da o lempo de escrever-te elas palavras: Adcns !
e concille em incu liorna nrn cobarde armisticio de
um mez com minha cara Iaualga, a Miihora Mara.
De qiicm he ea caria? pergunlou Maria que
julgra ter rcronhecidna lellrn.
Nada, he urna cominunirac.)., usignifiraute.
responden Nalalis metiendo a orla na algilteirn.
O acaso desla viageui rnniplelava maravilhosa-
inenle Vil plano.
/ Vidc Diario n. 2:16.

llelan'w das pettoa prca na comarca de Gara-
nhuns desle 6 de agosto i do correnle.
1 JoSo Ignacio de Oirvalho, preso no Buique i
requisicao do delegado de Pesqueira, onde eslii Mu-
do prucessado por crime de morle.
2 Pedro de Alhuquerque Cavalcanli, idem ao dis-
lriclo de Aguas Helias; pronunciado por crime de
morle.
3 Manoel Jos dos Santas, idem, idem,
4 Jos Victoriano, idem no dislriclo de Buique,
pronunciarlo por crime de morle.
3 Houoroto Pereira, idem, idem.
6 Joao Pereira da Silva, idem, por lomada de pre-
sos do poder da jusiica, na povoaro do Buique.
7 Josrpha Maria, idem, idem.
8 Florentino de Tal, idem, idem, na mesma fre-
guezia.
9 Pedro Francisco Camello, remedido da Malla-
Grande, por indiciado em furlo de escravos naquel-
la comarca.
10 Joao Valerio, preso no dislriclo do Buique, pro-
nunciado em crime do morle em pesqueira, para
onde j foi remedido.
Desse dia em diaulc, Nalalis pareccu le feilo um
coiiipiiiini-so com suas anciedades serretas. Dcpois
que voltura de Brdeos, despresra muilo a pintura ;
porm lornou a applicar-M i ella com afinco,
Desde a manhaa al noile encerrado no pavilhao
do jardim elle Irabalhava em urna lela que nSo quera
mostrar a nimiuem. recusando al dizer o objeclo
desse quailro myslcriosn. Urna cortina verde o cu-
bra quandu rerebia algnem na ufficina, e guarda-
va-o em mu almario quando casualmente sabia por
algomas horas.
Grave e recolhido, cosn e ardenle, elle conlnua-
va sua ubra em silencio. Al na sala da familia,
pareca continuar o Irabalho, e ter diante de si in-
ce-anlemenle seu qu.nlro. ou fin dcsconhccido.
Marlha sorpreza e inquieta por essa frcza dislra-
hida que sui-cedia a ia ternas cffusoes, fallava-lhe
;is vezes sem que elle moslrasso ao menos ouvi-la.
He vrrdade que Leonardo alegre por esse zelo do li-
Iho recoir.iueiiilava que rrspclasMm sua idea.
Ilavia na familia nutra alma em penas, era Mara.
Daniel nao deii.iva passar urna Minana Mm ir of-
ferecer-se aos dores epgrammas de sua gentil ad-
versara, e desteais dequinze das Daniel nao ha-
va apparecido na ra des Postes. Mara que(cou*a
extravagante, c ajndada sem duvida da idadei lor-
nava se de dia em da mais seria rnm esses brinque-
dos de menino Iravesso, informnu-sc prmeiramen-
lc do irman a respeit" do ausente ; mas Nalalis res-
ponden com negligencia :
Elle nan lem viudo porque csl oceupado,
porque Irabalba romo eu...
Mara recorren cuta i a urna va indirerla, a Mar-
lha, e Mesmo i mfti: O senhor Daniel eslar dn-
enle. Nalalis tari valo Mu amigo em casa ?
Nalalis engastan lodas as pcrgunlas; e Alaria eo-
mecava a acrusnr luleriormenle o irmao de um e-
giismo incrivcl para com mus melhorrs amigos.
Tin mez |iassou-M assm. c quadro de Nalalis
eslava acabado ; mas antas de moslra-lo, elle quera
anda reloca-ln.
Km nma rbuvosa larde do principio de agosto Mar-
Iba e Maracoziam no pavilhao coi que o irmao as
linha ailmiltibi, cmqnantn elle orioso folheava pa-
vuras. Hepeiilnainenlc Nalalis empallidercu e le-
vaulou-se: atravez da vidraca fechada avistara no
jardim a Daniel dtrigindo-M para a ollieiua. A ho-
ra uaf II coraran de Nalalis halia ao menos como wa
entra,ls do animo coinerasse para elle a mais dolo-
rosa pe l|*cia.
Ks-ah Daniel! disse elle Psf,irrando-e de
balde por di..miniar a einncilo de na voz.
A esse iiome Mana estrrnieceu, depois levanlan-
Londre 4 de setembro.
Os exercicios militares que enmecaram esla sema-
na em lloulogne tiram um raro grao ilc importancia
e de rcaiidade das operaeoes da guerra actual em
que o o'xcrcita francez se acha agora empenhado, c
lambem oll'erecein una opportunidade que nao
lem sido desprezada para aperlar a allianca ora fe-
lizmente evidente entro os estados e exercilos da
Europa occidental. O imperapor dos Francezes
annunciou a inlencAn de passar lodo o mez de se-
tembro em Boulogne, exceprao de urna curta au-
sencia que faii em qiianto vai buscar a imperalriz
que esla ao suida Franca. El-rei da Blgica j li-
nha rhegado a Calais para pagar una visita ao mu
poderoso vizinho; e o principe concerle de Inglater-
ra ao mesmo lempo partir com um esquadrao de
hiales reaespara unirse acorta de tranca em Bou-
logne, onde permanecer durante a inaior parta da
presenta semana. Comprchendcr-se-ha fcilmente
que esta acta de corlcza na crise actual indica que
ossoberanos, assim como as nares da Franca e da
Inglaterra, esiao resolvidos a unir coraran e mao as
preparacoes militares nrcessarias para assrgurar o
trioiiiplin n empreza em que esiao empenhados; que
con-dei am com um commum inleresse para as tro-
pas reunidas para esse grande objeclo, e que os a-
ca ni panculos formados ao norlc da Franja, tange
de ser um assiiiiipio de ciume ou aprehensao para
I Blgica ou para a Inglaterra, sao considerador por
estes paiz.es como os armamentos de um vizinho al-
ijado identificado com a sua propria causa. Venta-
lle he que as associaces ligadas com um acampa-
mento imperial em Boulogne elevam a um grao no-
lavel o contrasta entre lodos os primilivos periodos
da historia e o pre-sen le estado de cousas. Ha cin-
coenta unios os uomes de Capecure, Ponlde Bri-
que, Amblcteuse, e Wimereux eram vocabulos fa-
miliares para o* hossos pas, por que elles descreviam
os lugares onde as legies de Napoleao se reunirn,
para um desembarque as praias britnicas, mas mi-
de ellas permanetiam, a despco do tlenlo e da
amhrao do seo grande capitn, paralyaadas pela vi-
gilancia e pelo poder naval da Graa-Brelanha, al
que pur om repmlioo e gigantesco esforro estas mes-
mas Iropat foram enviadas linha do Danubio, e
coinlu/.dasii ciara em Austerlilz.
Ah tambera sobre as eminencias cima de Bou-
locne.'qnaudo a primeira dislribuico da insignia da
Lesla d'llooragtpt taita ao exercilo de Napoleao,
de um amphilliealro que ilominav um prospecto da
flolilha em baix, e as collinas do Albon alem, a
riyalidade das tlua< uaces eslava em seu auge, e
a Inglaterra pataje i a marcada pelas agidas francezas
para serv ir-lliea,de priva. Enlrelanto o espacn de
meio mcuIo j lem extinguido estas paixcsen-
lrelanto os sueeessos da actualidade e as aggrcsooe*
da Runa lem dado urna dirercan actualmente dif-
ferenlc marcial energa dos dous paizes e en-
trclanlna prnvimidaita da Franca e da Inglaterra,que
deu nascimenls a inuilus secutas de amarga inimisa
de e de coutlctas sanguinolento*, esla convertida
em um \ incnlu Je allianca que lodos os anuos se
vai tornando ina% social, assim comopolilica niio
he inconvenieftlaqiie Boulogne e a costa adjacenlc
que foram nuti'nrn os principacs pontos da aggrcssao
e de ameaca, recebain agara a primeira visita dos
soberanos adiados representados por dous principes
da familia de Cabourg. Nao duvidamos que nos ap-
plausos populares que saudaram a Luir. Napoleao
nesla visita a Bontogne, as vozes dos nossos proprius
concidadilos conrdrram menos com a sua plena parta
para a sua nvacilo, e a visita do principe Alberto se-
r nra signal de amigavel iuvasao do departamen-
to do Pas de Calais, tal como nunca tai leslemunha-
ilo desde que os Inglczes armados susleram urna
fortaleza na costa da Picarda. As preparacoes mi-
litares do exercile francez sao na mais larga escala,
e dizem que Ifl&OOO homens se acham reunidos nos
diflerenles acampamentos existentes ao ltigo da
cosa desde Boulugne al S. mcr. As aldeias Icm-
porarias, romo af podem denominar, em que os sol-
dados francezoi flprmam os mus acaulonamenlos, sao
construidas conv alguma arta c decoradas com certa
grata ; e stiapfis-se que scrao oceupadas por esle
exercilo al qae a volla da primavera habilite as
tropa a lomar parle as operaeoes que entilo possam
ter lugar ao norta da Europa.
Todava a visita do prncipe Alberto ao impera-
dor dos Francezes lem inqucstioiiavelmente nmasta
nifiracfto poltica de maior inleresse do que a revis-
ta das tropas ou is mmicas manobras que eiao pre
parando o exercilo paraos fuluros traballins da guer-
ra. Involve, da parle do soberano desle paz, assim
como do governo, um augmento de confianza -na es-
tahelidade itassa alljaura ein que esla nacao acredita
na acloalidade, nao sti para o triuiiiplin da guerra
mas para seuraitca do paz ; c procede de um de-
sejo de assigualarpor um tacla.da cortesa ao gover-
nail.ir da l'ranra a"nosa ctinsfrericia da parle franca
e firme que elle lem lido na sustentacao dos noaaoa
inleresse- coinmuns. No principio do seu reinado
declarou elle |>or lodos os meios ao seu alcance,
que conceba que a allianca desle paiz era a roniie-
sMa em que elle linha mais razio para hasear a sua
polilica eslraugeiri ; e, posta que oslas declarajoes
fossem uecessarianenlc recelados com grande sus-
peila. em consequ>ncia de parliretn de um governo
'lindado nos principios mais opposlos s livres insl-
iiiiccs da Inglateira, deve-te ennfeasar que l.uiz.
Napoleao se lem comportado, acerca dessas decla-
raees de urna maneira mui parlicular. Com cll'ei -
lo, nunca sentouss no Ihrono de Franca soberano
algum que Iributasse mais severo respeilo aos com-
promisos em que tem entrado com este paiz, ou
maior acndaincnta tm promover os inleresses ingle-
zes tuda vez que se convenca que sao compaliveis
com os da nacao fr nceza. Elle nao s entrn cor-
dialmenlc na preseiSe guerra e lentou a grande ex-
periencia do combinar as forras da Franca e da In-
glaterra por mar e por Ierra, mas quando oulros se
lem mostrado simulados ou irresolutos elle nunca
vacilou na sua resoluc/to de acompanhar-nos em lu-
do quanlo temos emarehendido. Tambem nao lem
mostrado menos disp isic.ao em seguir e adoptar a po-
lilica commercial que esto paiz fui o primeiro em in-
Iroduzr com assignalada vanlagem ; gradualmente,
mas promptamenta a prohibitiva tarifa franceza lem
cabido as golpes dos decretos mais liberaos du go-
verno ; a decadente escala dos direitos sobre o trigo
presentemente nao ser reslahelccda ; ferro, gado,
provisdes salgadas e vinho podem entrar em Frail-
a, pagando direitos mui reduzidos ; c a Exposirao
da Indusliia de todas as nacoes que deve ler lugar
em Paris no anuo segunle, em que todos os arl-
gos expostas pu lem ser vendidos com urna pequea
caa, he o maior golpe descarregado sobre os Protcc-
(ionsliis do continente.
Considerando esles objectos, que sao de conse-
qucnciiumui momenlosas para a paz e para o pro-
gresso do genero humana, he do dever de lodos os
guvcriiantas, e daquelles que representan! esta na-
cao no mundo, quer em virlude da sua posic<1o so-
|ial, quer como os prncipaes organs da opjnio pu-
blica, olhar exclusivamente para os resultados que
com aociedade procuramosalcaucarsem referencia aos
individuos ouas instiluicoes pelas quaes podem ser
nhlidus. Iiidiibitavclmente, as qucslcs de pessoas
silo o Ihema ordinario das paites polilicas c o vol-
car grito de reuoi.lo dos partidos polticos ; mas das
pessoas empcnltadas as scenas mudaveis da vida
poltica, em verdadese. pode dizer, que as melho-
res raras vezes realizam as nossis esperanras, ouas
peoresos nossos receins. Cerlamenta estamos acnslu-
iimlos a olhar com maior conlianca para as insliliii-
rOes livres, porque slo urna barrera conlra os ca-
prichos e os abusos da auloridade absoluta, e dao
permanencia a ludo qmnin be digno do conservar-se
na estructura pililica de urna nac.lo ; mas as usti-
luicocs vres, liem romo nutra qualqoer porrao do
mecanismo da sociedade, devem ser julgadas pelo
bem que produiem, c fura o cumulo da pedantara
e injuslica depreciar um beneficio positivo por-
que nao tem orizem n'uma forma de governo lilu
popular rnmo a nossa propria. Como Inglezes, he
um negocio de indeflerenra para mis, porque fami-
lia de principes a Franja deva ser governada, e lio
um negocio do importancia secundaria para nos
qual seja a sua forma interna de gaverno e al
certa poni, nao nos importamos de maneira algu-
ma com l esculla de urna ilvnaslta franceza ou
com a nazarea de urna constlutaao franceza, mas
estamos desmesuradamente ligados na manutened.! da
paz e na bu \notado que existe entre mis mesmos
e nosso mais prximo e mais poderoso visinho. Sa-
bemos que esla inii.l > he a nnssa tarea e a nossa pros-
peridado ; e uestes lempos os amploi interesses na-
cionaesque tem nasciita entre ascommunidades mais
civilisadas do inundo, silo o primeiro objecto a que
se dirigem a no Neslc sentido a excursilo do principo Alberto a Bou-
tagne lem um inleresse nacional, posto que nao
tenlia o carcter de urna mis-do nublar ou polti-
ca, e nao .dividamos que a sua recepcao em Franca
sera Un cordial como us melhore* amigos dos dous
paizes podem desejar. ( Times. )
do-se vivamente, drgio-se para a porta, e abri -a
antes de Daniel ler chegado ao lumiar.
Obrigadu: disse-lhe o viajanlc com seu mais
gracioso sorriso.
Oh senhur, respondru ella com seccara, nao
abr para faz-lo entrar, abr para sabir.
Ser porque enlro? .
As hostilidades lao repenlinamenle reeomecadas
nesM lom foram asss vivas. Daniel lerido mait
cruelmente do que desejaria parecer, tentn justifi-
car sua ausencia gracejando; porm Maria inter-
rompeu-o:
O senhor diz que passou um mez fura"! He
possiyel Eu nem linha reparado nisso. (.embro-
me smenle de que Mrprendiam-inc muilo cada vez
que me perauilavam noticias suas, c quandu ret-
pnudiam : Elle anda nao veo eu diza Mmpre :
Essa he boa Como explica o senhor esla feliz e dis-
Irahda udiflerenca que alie inspirar? 1) senhor
est ah. Pos bem Que O senhor nao esl mais
ah. Que importa Mas, perdue-iiie, cu sabia quan-
du o senhor cnlrava.
Maria sabio rom efleita teniendo sem duvida ser
trabilla pela sua mesma amargara,
Cumprehendes alguma cousa disso? pergunlou
Daniel entristecido a Nalalis.
Sim, respondeu esta, lirando da car lefia a car-
ta que receben hatia um mez. Vai j mostrar-lhe
esta caria, c arrusa-ine quanlo quizeres. Vai, e faze
que ella volle.
Daniel (omou a caria e correu alegre aps de
Mara.
Marlha poz-se a sorrir; pnrquanln nao ilava mui-
la jra\ i lade a essas laucas dcsaveiieas.
Elles so dcleslain, isso he divertido, disse ella.
Nilo tarnnii Nalalis com um accnlo cslranho,
isso he triste .' Elles ainam-s'c !
IJue, Nalalis!
Elles amaiii-sc! lornou u mancebo inpeluo-
sameiita. Eslranhas Uso, Marlha; mas he assim!
Oh lalvcz elles mismos o ignoren. O peilo respira
o ar, e a alma n amor, a gente nao percebe isso a
vive. Elles amain-se I Elles ainam-sc!
Como me dizes isso, Nalalis !
Sim, ndo ciitciutas nada deslas cousas, Mar-
lha! Ah quem entende deltas miiIo Dos? Quan-
do e como paivao nasce, de que he eila, de que
lembranc.i*. de que sonlius': He esse um Mgredo du
absululo. Procuroi, uh bullistas e pbilosophos Nao
m derompe o diamanta nem o amor Mas o amor
romo o diamanta revelase pelas ISUM rhaminas, e af-
lirmo-ti., Marlha, que Maria mu o saber ama I 11a-
, niel, ama verdaileiraiuenle a Daniel.
Ama-o verdadrirnineiile sem o saber repeli
1 Marlha pensilva.
E se podessesver em cu corarao como no leu.
lornou Nalalis, ve-lo-hias inundado desse amor. O
fundo do sua vida he agora o pen*.miento d Daniel,
a elle se referem lodas as suas accOes, lodos os Mus
Miilimcntns. O fuluro, o mundo, a familia para
ella he elle. Ella ouve-o quaodo elle nao talla mais.
e velo quando elle nao falla mais, e v-lo quando
elle nilo csl mais ah; ou ante- qur prsenle, quer
ausenta, para ella elle esl Mmpre ahi, ausenta como
dor, presente como aleara.
E he isso que significa o amor? pergunlou Mar-
lha hesitando. E a genle pode ignorar seu proprio
amor! Mas Nalalis para que me fallas com esse ar
feroz.'!
Nalalis pareca espantado, c cncarando-a lirme-
menle, ia responder-lhe, quando Daniel voltou des-
peitadn. e disse:
Ella nao quer crer-me! Diz que enlrcguci-te
agora esta carta!
Ella acreditar a palavra de Marlha, dize-lhc
que venha.
Ah! j Me disse! Deixemos passar um pouco
mu capricho. Mas que idea livesle Nalalis de cnco-
brir esla carta ?
Quo queres eslava lodo absorta por um Ira-
balho dio exigente!
Que Irabalho era esse?
Oh elle nao lhe dir, senhor Daniel 1 lornou
Marlha. Veja essa vil cortina que ncculla a lodos c
ine-ino a nos o quadro myslerioso. Nem sabemos ao
menos o que elle reprsenla.
De veras ?
_ Ah he r.ma Francisca de Rimiui. disse Nala-
lis com voz breve, leudo o peilo opprmido.
O dado he bom .' ohscrvuu Daniel.
l'ma Francesco de Kniini'.' repeli Marlha.
Quanlo he triste ser ignorante! N.1o sci mais do que
danles. Quem he essa Francesco de Itiiiiini'.'
Nalalis respondeu lao balso que mal se pode
ouvir.
Pergiitila-o a Daniel, elle l'o dir mclhor da
que eu.
Conviria antas pergunla-lo a Danta, o qual
Ih'o dira mclhor do que nos, c a senhura compre-
henderia logo e-sa grande c forte poesa.
Dante, esl ah sobre a mesa, disse Nalalis com
a mesma voz.
Sim, e-lo aqu, disse Daniel tomando o vol-
me. Se a -colima quer, vou ler esta tradurc.lo tal
qual.... Mas, accrescenlni. acho na mesma pssj-
aeiu que proeuro nutra Irailurcao.... detiaa leda.
Nalalis, e em versos lainhem Oh! esludaste leu as-
Hiirnplo'.... Masen ll.io sabia que eras to dado as
musas.
I.! disse Nalalis.
LIVERPOOL 6 DE SETEMBRO DE 1851. 0 QL'E
HE A ALLIANCA AUSTRACA?
Em p.illacan do proco lmenlo de lord Aberdcen
durante o progresso da quesillo oriental, as suas ga-
zelas syrophanlas e apoloaslas cilam Iriiimphanle-
inenle a allianca austraca. Esta be a sua nica
resposta a lodas as aecusaces de vacllacao odissi-
inulac.io taitas conlra o seu palnlo, e a applicacao
que d:lo relativamente aos seus repetidos protestos
das suas esperanzas de paz. Ao pauso que o paiz vai
pensando em c'omhater, o seu ministro se lem empa-
tillado em laboriosas intrigas diplomticas para obler
o apoio das potencias allemilas, na crenca de que a
respectiva adhcsAo nossa cans abrigarla ao mesmo
lempo a ltussiii.il pedir paz.
Por tanto lodos os esforeos dos orgos de lord A-
benleen slo devolados y representar falsamenlc o
verdadeiro carcter desla allianca austraca. Esle be
um dever a! lamen le ion roso para ser empranendido
pela imprensa livn, de Inglaterra I)ti_iiij|iOs;".
com toda a forca do casustico c do dssmulado, que
a Austria vai agora de corpo o alma comnosco, e
que contra semclhiinta unan do principal estado al-
lemao com as poleucias nccdcutacs, he impossivel
que o czar se astale.
A polmica m volla para a real inlellgencia de
certas passagensdui documcnlos diplomticos reren-
lemenlc trocados entre os governos austraco, fran-
cez e inalcz. As mui conhecdas quatro bases de
paz que foram aceitas pela Austria, sern lodas as
que esta potencia exigira, ou estilo sujeilas a ser
modificadas pelas eventualidades da guerra? Porou-
Iras palavras, se as potencias occidentaes poderem
saiihar maioreslriumphos e exigirem maiores con-
cessdes como o|preniio da paz, dado o caso que a Aus-
tria taja causa commum com ellas neslas exigencias,
ou para favorecer a Russa, fallar sua palavra
para com estas menores comilones que se acham des-
criptas nos documentos referidos?
lie importante que esla quesillo seja re-olvida
importante aos inleresses externos do paizanda
mais inquiranlo, determinando o verdadeiro carc-
ter da polilica de lord Abcrdeen. lie agora e,in-
festado que a nica desculpa para o compartamen-
lo passado desle ministro he encontrada no fado de
ler elle realisado nma allianca real com a Austria,
em ter convencido aos seus estadistas que os mus
verdadeiros inleresses sao idntico, com um procc-
dimenlo honroso para com o restn da Europa.
Nos primeirns arligos j nos cstarcamos para mos-
trar aos nossos lcilores que as quatro bases da
paz adoptadas pelo conde Buul por parle da Aus-
tria consltucraum castigo nsuflicicnle para o czar, e
urna compensarlo anda mais insuflrienle Ingla-
terra e Fn.iica pelos sacrificios que lem feilo. Te-
mos lambem insistido em que o seu eftalo nao sera
decisivo, restrinaindo a futura ambcao da Russia.
AU;iii disso, M urna paz for concluida na actualidade
sobre as bases das proposices de lord Clirendon,
aceitas pelo conde Buol, o nico estado que ganha-
ria com semellianle paz seria a propria Austria a
potencia que mo lem feito nada para resistir, mas
ludo para animar, as armas da Russia, e que apenas
lem movido as suas forras com o intuito de apo*sar-
sc dos principados. Os organs de lord Aberdrcn re-
conhecem de urna maneira tilo cuitante que esle he
o estado real das cousas, que lodos os seus esforeos
silo d ir ejidos para desviar o publico quanlo ao ac-
tual aspecto dessas proposires, quanlo an espirito
em que foram aceitas pela Austria. Elles te more-
jam para nos fazer crer que a A usina estar pre-
parada para proMgnir' d'ora em vanle, Mgundo a
direcrilu que a guerra lomar ; e que ella, no esta-
do presentada quesblo, nao pode entrar em com-
p-oinis-os mais providente*. Todava, tal nao lem
sido o comporlamento da Inglaterra e ila Franca.
Desde n minero o imperador francez declarou os
seus designhx ulteriores ; e al o nosso proprin ga-
hincle^jlegawaenalord Palmerston resisti de ale.ii-
ma serte contra a tmida e comprometledora polti-
ca do lord Abordecu, puhlicou a proclamarlo da
ranha, que obrgou o paiz a uui decisivo Ihenr de
acro.
L'ma ref.iiac.n desta maneira de argumentarao, e
nina osposic-ao auloritaliva do verdadeiro estado da
polilica austraca ; fn publicada rcrenlemenle na
Allemanha. A Auslria e a Prussia depozeram anta
a Dicta cm Fraukforl os papis diplomticos que el-
las lem publicado recenlemcnle sobre a questao
oriental.
Entre esles papis se encontram ns despachos do
governo austraco aoseu cmhaixador em S. Pelers-
burgn, canteado urna explicaran do sentido rm
que a Austria acceda as quatro propixices. Urna
mu trafican mais completa da hypolhcM dos ora-m-
ita lord Aberdcen nao poJeria ser ministrada. A
Austria, mui tange de adoptar um comporlamento
lioslil, mesmo previdentamcnle, para com a Russia
cobre esta potencia com todos ossgnaes de amisade.
as in-truree* do conde Buol ao princepe Ester-
hazy, a paz he repcsculada como sendo o iiniCo ob-
jeclo do Gabinete austraco. L'ma tacita animaca-,
he dada ao imperadur da Russia para eoslderar o
imperador ila Austria como um me li.inero que cer-
lamenta se inclinara para o mu lado da queslo ; e
nenhuma palavra he indicada de carcter mais hos-
til no caso de recusa.
Ou a Austria esl engaando lord Aberdeen, ou
lord Aberdeen esl engaando a sua propria patria.
Esta allianca austraca nan nos proporciona garan-
da alguma de tarea nddcinnal, moral ou material,
em a nossa contestaran com a Rus-a. Poio con-
trario, a Auslria esta n'uma siluaca de lornar-se
traidora s potencias occidentaes. e rehaver a perdi-
da amisade da Russia, sem que postamos convnce-
la de criminalidade. Em qnalqiicr momento, ella
pode fallar a palavra s quatro proposices, cada
urna das quaes he um genho directo c positivo para
eila. O imperailr da Russia, posto que fritstrHita
nos seus principacs designios, receli-ri com gratidao
una niediae-ni que proporcionou-lhe os meios de
escapar i liiimilharao fatal, ao paaw que el'e cal-
cula que, dentro de pouen lempo a Auslria requere-
r n iv.iniente a sua codjuvacao.
Osiricsmos jnrnaetque reclamam para lord Aber-
deen grande nclita,como leudo organisado a alli-
anca asfr3r*r ^fiidiaalisam immensis censuras
ao comlTortanieTiIo da Prussia. N'isln da-se incon-
sislenria. Seja o que foc que a Austria lenli.i feito,
fa-lo cm favor smenle ilus seus proprios inleresses;
e s uesle intu lo ella tem dado um pasea adiantc du
Prussia. El-Rei da Prussia pode Mr urna perso-
uagem mui obstinada e vohivcl, mas ao menos lem
sido fiel a sua allianca, lano pessoal como polilica,
com o imperador da Russia ; c nislo os seus senli-
mentos e inleresses pareccm ter sido idnticos. Na
ampia questao da paz ou da guerra, a corle da
Prussia lem adoptado um comporlamanlo mui se-
melhanleao adoptado pela Auslria, mas sem ter em
consideradlo as mesmas vanlagens directas e positi-
vas. He induhilavclmeule do inleresse de ambas
estas potencias alleinaa* nao entrar em hostilidades
com a Russia, se poderem cvila-lo ; ma9 he do seu
inleresse ver o poder da Russia agrilhoado, c o seu
prestigio destruido na Europa. As bases da paz in-
cluidas as recentes communicaciles entre as poten-
cias orcidentaes e a Auslria sao calculadas para
eflcrtuar esle unido ohjcctn da Austria e da Prussia;
mas a Prussia nao ganha nada alem da hmniliacao
da Rus-ia, ao pasM que a Austria ganha positivas
vintagens commerciacs e Icrritoriaes. Tcndo odiado
para oslas circumslancias, nos lemos dado ao Ira-
balho de examinar a mais rcenle liugoagem da
corte da Prussia, e o resudado he urna ulterior con-
vicio das infames usanc.as a que um jornalismo cor-
rompido ueste paiz esl enllocado por lord Ahcr
deen. Elevar a Austria he aviltar a Prussia ; com
ludo a Prussia lem fcilu com comparativo desinte-
resse o que a Austria lem resolvido smenle em
ennsequencia de supremo egoismo. Temos dianta
de nos a circular as instrucecs enviadas pelo mi-
nistro prussiano a varios embaixadores daquella
curie, lie datada a 13 de agosta, e he admiravel
que baja scmelliauca entre a sua liugoagem e a do
despacho do ministro austraco ao princepe Esler-
bazv, em S. Pctcrsburgo.El-rei da Prussia nilo dis-
tarla asua anciedade pela pazsobreas ultimas bazes
propnslas. A Auslria nao lem feilo mais do que
i-lo no inleresse da Europa, poslo que, era con-
sequeucia do am proprio, ella lenha enviado um ex-
ercilo ans principados. Segundo estes varios docu-
mentas parece que no meio da guerra lord Aberdeen
eslava precavendo a paze as nossasprimeirasasMve-
raees estilo oflicial c assignaladamenlc confir-
madas. ( The Liverpool Courrier. )
IMERIOR.
O poeta Dante, seohora, gatada pelo poela Vir-
gilio percorre lados os circuios do inferno, c chega
ao circulo em que silo punidos os amores criminosos.
Ahi um luan cierno acoula e arrebata as almas.
Mas Ir! exclamnu Nalalis, c desta vez com
urna especie de impaciencia.
Elle linha-sc enllocado cm face de Marlha paludo
e immovel cohrindo-a com seu olhar ardenle e sua
alma vida, carador apaixonado do amor, jogador
frentico do dous dcslinos.
Daniel comecou:
Ah! deixa-mc que falta ancioso, instante,
A'quclles que all vao enlrelacados
Ao impulso do venta sibilante.
Pois talta-llies do amor, que os escravisa,
Virao j ler aqui, como alrahidot
Pur voz lao doce, como o som da brisa.
Aproximai-vos, disse. almas penadas,
Se he que algum poder occiidu, inmenso
Nao vos Iraz a seu mando encadeiadas.
Quaes bravios Irocases repassados
De um mesmo ardor cm voo erguido e largo
Oanligu iiinlin liL-scain acodados:
Assim o triste par Indo maligno
Achega-sa de mis, que condoidos
O eseulamos com rosto almo, benigno.
Mortal amigo, ente compassivo
i.iu a i baialhro vens ver quem sobre a vida
l.araos traeos ileivnu de sangnu vivo,
Se nns amasse, escuta, a Diviudade
aviamos pcdir-lbea paz futura,
l'ui- he seu corarilo todo bondaile.
Emqnaulu le aprouver ouiir-nns ledo,
Sorrniibi em ferros cantarcnins junios
A nossa historia, que Cslreou tilo cedo.
A Ierra de meu berro lira assenlQ
Onde as aguas mi (uiiiido uceauo
O p despeja rpido, frenicntc.
Amor que cedo iiicendiou-me n peiln.
Dando minha belleza uuli'ora cnianlos,
llnjc lirio,esmarrido, em p desfeilo ;
Amor, que me deixou amar una alma
Que me soubesM amar, tanrou-uos ambos
Nesle sitio, onde reina eterno alarma.n
Emqiiaulo ella evalava a queixa amara,
Baaalal 1 em silencio roudoido
Da voz que em ais a triste desalara.
Porm veud,, ine absorto n vale amigo,
ii que leus pericunlnu-me ; e entilo do pa-nin
Gun grande esfuren despertar eumsigo.
mm
RIO DE JANEIRO.
SENIDO.
Sia 25 de ajotto
I,ila e approvada a acta da antecedente, passa-se
a ordem do dia por nao haver expedienta :
ProMgue a 3." dMiissao, adiada na aessao anlere-
dente, da pronosirau da cmara dos deputados auto-
ri-.indo u aovernaVa conceder carta de naluralisa-
cao a Manoel Franciwo Ribeiro de Abreu e oulros,
com a emenda, anotada, na sessao anterior, do Sr.
Fcrnandes Chaves.
He approvada a proposico, bem romo a emen-
da, Picando esta para ler 2. dixusso na Mguinle
sessao.
Entrando em 3." discusso o ornamento geral imperta, o Sr. Vergueiro respondendo ao Sr. Fer-
nandes Chaves; depois de breves contideraroes, ex-
plica da maneira seguinle n systema por elle limp-
iado em sua colunia, o qual diz ler prodnzidc gran-
des vantagens tanto para si como para os proprios
colonos. *
Eu linha Ierras que promeltiam inleresse sendo
cultivadas, a minha fazenda eslava fabricada em ter-
mos de poder admittir um Irabalho inmediatamen-
te lucrativo, cunvidei Irabalhadores para islo, asso-
ciei-me com elles, e crcio que nao sao captivos os
iiieus colonos, como disec o nobre senador, Pnisha
capliveiro nislo ? Enlao corra-se por es*as peque-
as casas de commercio, e .veja-M que lodo que
vai par ahi he captivo ; enfilo lodas at vezes que M
associam os capilars com a industria ha escravido !
E se nSo se escravisa no commercio como M escravi-
sa na agricultura ?
Ha anda oulra cousa mais, e he que um meo co-
lono obriga-M a trabalhar, mas a toda a hora que
quer deixar a colonia o pode fazer. j se sabe, indem-
nisando-mo de qualquer adiaalameulo que lhe le-
nha feito; e islo nao acontece na maior parle dastocie-
dadescommerciaes, que lem um lempo determinado,
duranleo qual os socios sJ obrieados aservir ;eu con-
cedo aos meus socios que se relirem quando quizerem,
comanlo que me paguen o que me devem. Se el-
les acham mclhor surte em oulra casa, vao la e
diaain : llevo a fulano tanto, d-me dinheiro pa-
ra pagar-llie, c en virci para c. E assim o fa-
zem : aonde pois esta aqui o capliveiro ? Esla phra-
e capliveiro em verdade he um pouco forte,
nao me parece que seja bom applica-la, porque as-
sim he qife havemos espantar a colonisacAo europea.
U trhalhador que. sabe da Europa e que nao (em
cort! que se eslabetaca. sabe muilo l>em que lia de
'vtrcmpreaar osseus Ira bal los para adquirir os meios
ile se cslabclccer ; mis quando mis de" ci lhe dis-
sermos que citas vm ser captivos, horrorisar-se-hao
com islo, lano mais sabendo que no paiz ha escra-
vos. Veja-te pois o perigo que ha em scmellianles
Cxpressftes.
Eu lenho j apontado excmplos, e crcio que to-
dos conhecem, das associaces mcrcaiitis em que um
entra com seu trabalhu e industria, e o oulro com
o capital ; islo he usado em todas as parles do mun-
do aonde ha commercio, c nunca ninguem di-sc que
o industrial te caplivava : ha urna difierenra muilo
grande entre capliveiro e o ruin primen lo do nma
ohrigacilo.
O meu colono goza de loda a liberdada domestica,
vive na sua casa, eu nao procuro saber a que horas
vai para o servido, nem aquella a que se recolhe,
quando dorme, quando trabadla etc. ; e he captiva,
gozando de loda esta liberdade, s porque csl obri-
gado a trabalhar para pagar o quo deve ? Enlao lo-
do o horoetn que deve he captivo, porque he obri-
gado a trabalhar para ter meios com qae pagar ao
seu rredor.
Islo, j digo, lem maiores consequencias salindo-
se na Europa, como se sabe, que no Brasil ha escra-
vos, porque entilo argumenta-M dizendo: Mes ser
CMravo, assim se disse no senado, emquanlo nao pa-
gantes o que esliverdes devendo. Enlrelanto islo
nao he exacta, os colonosgozam de toda a lbenla.
de, sao sujetos a pagar ama somma que se lhesad-
aulou para u mu beneficio ; islo nao he ser esrmvo.
Sobre a qualidade da colonia, em verdaAe os meus
colonos nao lem pmpriedade, sao meramente socios
induslraes, a propredade he minha, a socio i-jde he
simplesmcnle nos lucros, c estamos assim mais apios
para separarnin-nos quando isto nos conven ha. O
colono chega all, e se nao precisa de adianlamenlo
de dinheiro (como boje lenho alguns) esta desemba-
racado : se nao lem recetado adautamento algum,
pode sabir quando quizer ; se tem recebido, lia de
trabalhar para pagar, mas a lodo o lempo pode sa-
bir. He verdade que urna cousa que atlrahe moito
a emigraco da Europa he o deMjo que todos lem de
seren proprielarius ; islo nio ohlem os colonos na
minha colonia, mas obtem nella os meios de o conse-
guir; nilo m convertem inmediatamente em pro-
prielarius ; mas, desde que chegam all, comecam a
adquirir os meios de o screm, e logo que os adqui-
rem, se querem continuar n* colonia, eu nio os lau-
co fra ; nao se pJe dizer que he precaria a torta
deltas, porque eu eslou preparado para dar qua-f.i-
zer a um grande numero de Ira bal hadares. Elles
mo lem o recro deque eu us expulse da colonia
Ah lornci-lhe abatido eu coailava
Ncsse ileseju placido, e suave
Que outr'ora os dous talvez alimenlava.
Francesca, di-se enfilo, sobre o meu rosto
Transluz bem viva a dor, que me lacera ;
Tilo grande be para mim vosso (tasoslo.
Como porm, dizei-me, a paz dilosa
De vossa vida ronvertau-se presta
Y s*,i paivao ia efunda e dolorosa ?
Ahi ato tabea, (ornou-mc, quanlo be duro
Na de. til-, tambrar felices dias,
Sem espeluncas de mclhor fuluru.
Como porcm le movem no'sas dores
Dir-te-hei entre pranlo amargurado
A historia dcstes trbidos amores.
Liamos Lanceta!, nao reparando
Que amor ia sagaz em nossas vcias
O veneno sublil insinuando.
No correr da leitura se enconlravam
llem vezes no-sos odios ; nossas frontes
Nesse momento de pintar coravam.
Mas cm cerlo lagar delicioso
Desse livro fatal desfez-sc o curanto
E IragOD-nut o inferno vaporoso.
Tremendo um beijo em meus labios formosus
Itapoz meu socio de loriiicnln, e dores
E nos taz para sciiipro desdilosos.
Mas em(|iiauln esse caulo retalia
Cm ilos esp'ritos, o oulro que o cncarava,
Fez-me lamber no chao, como um cadver,
Tal ca o prauto atroz que o suflbeava.
Daniel laranti o livro.
Oh is-o he bello disso Marlha transpnrlada.
Isso be araiule o triste, nan be assim? F'izcsle bem,
Nalalis. de lomar esse as-uniplo. Mas ha aiinla pas-
saaens que nilu compicbendi bem. Fra inislcr sa-
ber a historia. Para que, Nans, impedas ao se-
nhor Daniel de preparar-BM sua leitura Y He verda-
de que agora depois que elle leu, eslou anda mais
curiosa.
Daniel nao reparn na pallle/ e nns estremeci-
ineiito- de Nalalis, c tomando novaincnle o volume
disM:
Vi aqu embaixo da pagina urna nota explicativa.
Leu : I.,un.dio. senhor de Rimihi, casou com a
lidia de Cuida da Pulenta, Miihur de Raveuna.
Francesca amou a Paolo, iiman mais moeu de I an
emita, e fui .ainada delta'....T
.Marlha ergueu-se repenlinamenle romo espautada, I
MM
c interrogou com olhar inquieta a Nalalis trmulo.
Daniel sem dar f de nada roolinuava :
i A pobre rapariga nao pode resistir a ama uli-
ca paiv.lo, e os dous amantes, sorprendidos pelo ma-
rido, foram morios por elle com a mesma espada....
Marlha lornou com urna Iranqnillidade admiravel
e comu rcunindo loda sua inlellgencia e loda tua
raz.lo :
I)escnlpe-me. senhor Daniel, islo he Mm duvi-
da mu ridicula para mim ; porm creta que son an-
da mais ignorante de certas cousas da vida que da
historia e dos poetas. Teuho apenas de/asele anuos,
e fui educada nos campos.... Acaso ouvi-o bem ? O
senhor leu realmente que esse Paolo amava a mulher
de seu irmao?.
Sim, -enliora.
Ah disM Marlha.
Ella asMiitou-M lentamente, e depois houve um
desses minutas de silencio que comprehendem um
secuta cheiu de emocet, e fazem comprchender co-
mo pedera o lempo Mr supprmido no paraso ou
no inferno. Smenle ouvia-M o movimenlo regu-
lar do relogio. Daniel olbou para Marlha e Nalalis,
sendo no ar alguma cuosa de grave, c levanlando-su
disse:
Vou tentar anda applacar nossa arrufada.
E brevemente o seguirei, disse Marlha.
Daniel sabio, e enlao Marlha vollando-M para Na-
lalis :
Nalalis, diaa-me lambem voss que ensinoii-
me j ha pouco que urna pessoa pode amar sem o sa-
ber : Acaso pode alguem amar a mulher de seu ir-
milo ?
Nalalis s pude responder caldudo de joelhos.
Marlha em p llou sobre elle um olhar cheo de
colera e de pintado, o odiar ao mesmo lempo severo
e triste do anjo dimite das fallas do homem. Depois
sem accrescenlar urna palavra, deixou a oflicina e
seguio a Dauiel.
Ah r* desgranado f exelamou Nalalis. Agora
nao resta duvida, tu a amas !
Enlrelanto Oibourean, que linha enlrado com Pe-
dro, va pela janella da sala Marlha ao lado de Da-
uiel, e dizia ao amigo :
Donde volla Ina mulher lao padilla e Mo com-
niovida com o senhor Daniel?
__ Do pavilhao de Nalalis, respondeu Pedro car-
regando osobrollin; mas be preciso que eu vige
MO.
__ Assim l'o aronselho, e hei de ajudar-le, Pedro.
CoHljimar-se-kn.




rara fura, e lem o direito desahirempremalarnmcn-
Ic sem rcceiarem nada.
Ora, vejamos o que acontece aos colonos que vito
para Ierras devolulas. Aquelles que nao lem meios
uem para pagar as suas passagens porvenlura cho-
gam ao Brasil e compran) logo trras '.' Esli enga-
itados ; nito acontan* hto, nem pode acontecer. O
que hado fazer um colono que nao tem dinheiro pa-
ra pagar a sua passagem ? Comprar trras Dadas ?
Quando lie que ene, entrando em um terreno de-
viilulo, onde nao sabe trabalhar, porque a agricul-
tura dos malos virgen ha milito diversa, em nada
se assemelha i agricultura a qae esta habituado, ha
de |>oder tirar lucros para te tornar proprietario pa-
gando o terreno que comproa Elle nao sabe tra-
balhar nesses malos virgens, nito silo pequeas as df-
Ikuldades para se romper um serlAo, fallan) cami-
nhos, faltam lodos os recursos ; he necessario car-
regar os raantimentos para o logar onde tem de tra-
balhar. Nos Estados-laidos anda se eneonlram
IHwoacOe prximas, entre nt nito, e a razio mo-
Ira que assim lia de acontecer. Todas aquellas Ier-
ras devolutas que pudiam ler presumo para a agri-
cultura, que estavam porto de mercados, eslo oceu-
pada, porque as ornas leis facullavam isto ; por-
tanto, as que eiislem sao aquellas que ninguem as
quit por nao serem feriis, e por militas outras
circumslancias ; aa que fexiam conta foram todas
povoadas. Ora, considrele l nesses lugares (que
hao de ser sempre remlos) um pobre colono que
veio do seu pait sem raeio algum, empenhado, sem
ler com que pagar a >ua passagem ; o que ha de ta-
lar este pobre homem '.' Ha de morrer mizera ; e
he por euasdifticuldades que os colonos encontrsm
nos Estados-Unidos, quo na grande lista dos crimi-
nosos avullam eases colonos que nao acharam mcios
de se eslabelecerem. Eu nao digo, repito, que o
meu systema seja o melhor, e sim qae he bom, que
serve; e no meu enaceito parecer superior aos
oulrcx. mas recommendo mesmo que experimenten)
todos e vejam qnal he o melhor. Creio que o nohre
senador coacordara em que devenios cuidar de soc-
correr a lavoura, os grandes estabelocimentos de a-
-(iculUira que eslo em termos de se arruinaron.
Talvez que o nobre seuador nao d peso a islo,
porque na provincia de S. Pedro nao ha estes ris-
cos ; como sao falencias de criar, costeam-se com
pouca gente ; mas quem pode desconhecer os riscos
que cerrem as fazendas do agricultura de fcarem
os canilles erapregados t O soccnrre-las nao he levar
os colonos para o meio das matas, lie traze-los para
as suas proximidades, he repovoar o que esl mal
povoado ; ou hao de estar as matas 011 ho de vir
para os povoados ; nao podem ser duas cousas ao
mesmo lempo. Entendo que o meu systema satisfaz
a isso.
Nao digo que nao haja oulro que satisfa-
ca. O ^pbre senador disse que eu considero
como novo esse systema ; nao ha invencAo mi-
nha ; em toda a parU do muudo creio que ella
existe. Ao menos as leis as mais aatigas de Portu-
gal IraUvam delle com o titulo de parecria. O que
eu fiz foi applicar esse sjslema, oslo lie que esta a
rrovidade. Pode ser que islo mesmo nao seja novo,
mas eu nao lenho noticia.
Melli-mc nessa empreza quando o governu me
cnnvidou para isso; que eu eslava bem descanrado,
nao tinha Icm branca ajguma de entrar em planos de
eolunisaoAo, porque naoconfiava no meio de empre-
gar colouos assalariados por meio de jornal ou solda-
da. Nao acredilavanisto, que he, pare-mc, por on-
de o nobre senador quiz alacar o meu systema, que
nao he este. i
Onobrc senador devia rclleclir que as quei visque se
fizeram contra os colonos que nao Irabalavam erara
a respeitodoscolODOsconlractadosa jornal ou soldada
Pareceu-me que este methodo he que nAoera appli-
cavel, ou pelo menos era difTicil de ser applirado; a-
iiul.i considero que pode ler alguma applicarao a
respeito de colonos solteiros, mas eu nao sei como
pessa ser empregado a respeito das familias. As
queixas que o nobre senador disse que lem havid0
jul;o que sao sobre col. misa ;Ao a jornal ou a soldada
a isso he que enlcndo que nao se podiam sujeitar os
colonos. Entend que era necessario, para olilcr
colonos para a rainha fazenda, conservar toda a sua
liberdade domeslica, c alem disto convda-lns com
um beneficio corto: be assim qoe os lenho obtido.
Ora, nao sei como o nobre senador est 13o indis-
posto contra a minha colonia....
O Sr. Fernandez Chace:Nao estou tal.
O St l'ergueiro:....quando me glorio de ler
amistado a opiniao dn paiz c da Europa, c ter Iri-
timphado. A minia colonia nao est escondida; (em
sido visitada por muilis pessoas nacionaesc c-lran-
geiras que a tem approvado; nao vai um viajante le-
trado a S. Panlo que a nao procure ver. O encar-
regado dos negocios da Blgica antes de ir para Por-
luzal, quando para all foi removido, fez urna via-
gem a S. Paulo s para ver a minha colonia; c elle
queja tinha visitado muilos estabelecimentos coloni-
aes nos Estados-Unidos; elle que era conhecednr da
materia, disse-me que nAo tinha anda visln nenlium
cstabelecinienlo onde os colonos fossem Uto felizes.
Eu ja lenho talvez dez imitadores qae fondaram
seus depsitos de colonos farci a vonlade ao nohre
senador usando da expressAodeposito de colonos
cm lugar decolonia). lenho tomado a pelo a
importneAo de colonos, lenho introduzido na provin-
cia mais de dous mil; lodos eslao eslabeleridos, e
quasi lodos debaixo deste systema, excepto alguns
artfice* que vao por as suas oflicinas ; mas o que lie
lavrador prefere sempre este systema.
Por madigo, Irumpliei da opiniao do paiz, que re-
pugnava a isso, c foi a razao porque se justen Ion Uto
longo o trafico da escravatnra; os fazendeiros nao se
persuadan) da utilidade da cultura em grande com
bracos livres. Eu vene) essa opiniao, c hoje vejo
com prazer que na provincia de S. Paulo ha talvez
dez ncleos decolonos que se eslao formando, e pro-
mrllem prosperar.
O Sr. Foneeca:Apoiadn.
O Sr. l+rgueiro:Portante n fado da minha co-
lonia era sufllcienle (se he qae o fado demooslra a
iwssibilidade das coasas, como sempre oovi dizer 1
para mostrara possibilidade do sy jlema de colonisa-
;ao por parceria.
Porem ds>e-se: Oulro tem sido mal succedidos
Nao condemoemos o negocio assim-, examinemos a
razao porque lem havido esse mos successos. Tam-
Iwm a minha colonia nao esteve sempre como esl
hoja; ao principio loica com muilas difllculdade; os
colono vinham com a imaainacAo moilo exaltada a
respailo de interesse*; persnadiam-sc que vinham
encostra a arvore da pataca. Mas eu os acumpanhe
nao os fabjuguei, ainpresle-Uies mesmo dinheiro
para que elle* eoropr.issem trra para traualharero
por sua corita ; amas doze familias sahiram persoa-
dindo-se que Irabalhando por sua conta obteriam
maior interesse, experimenlaram, virao que nao Mies
aconteca isso, por vergonha nao quizeram vollar pa-
ra a minha colonia, mais foram procurar abrigo em
oulra, arrependidas dolerem ido to cedo eslabclc-
rer-se sobre si.
A principio nao encontrei um mar de ross, tive
muilos sacrificio a fnzer para por a colonia em ro-
gularidade; c portanlo.qurrcrem os oulros que logo
que principian) ludo Ibes corra as mil innravlhas,
he omito querer. O negocio he moilo dificultoso;
minera por nao se entender a linguagem dos colono.
be necessario um interpreto que sai lia as daaslinguas
o interprete ha de ser escolhido em um pequeo cir-
culo, porque sao poucos os que se acham nessas cir-
coruaUncias; e nesse pequeo crculo lio necessario
conhecer o homem de probidade, bom senso, c capa-
cidade necessaria para dirigir a colunia: islo hedf-
licultotissimo, ceisaquijmn embarace que ha, con-
Ira o qua| muita genio ha de esbarrar, alcm de ou-
lra cousas, alem da maanea de hbitos que he
nccessaaio fazer.
Senhores, nos estamos em urna criso de liansicao,
e trausirao mu grave- ()s fazendeiros eslavam aeos-
DBIO DE PERNAMBUCQ, SGUHD* FEIRA 16 D OUTUBRO DE 1854.
eos propendem para o despotismo ? he pela farilida-
de que ha nislo ; o re manda, esta acabad ; porm
governar conforme as regras da razio he muilo mais
ciitoso. Assim o fazendeiro que esta acoslumado s
a mandar cscravos, como haver-sc com gente livre t
Urnas vezes d-lhc una consderacAo cima do que
eonvm, a outras vezes traa os colonos com una
aeveridade superior ao que deve ser; he diflicil rc-
eonhecer o justo meio.
Entretanto l as minhas visinbancas, pomas le-
guas distante da minha (azenda, ha um fazendei-
ro que estabeleccti orna colonia ha pouco mais de um
anno, e que lem caminhado na melhor harmona
possivel; elle salisfeilo com os colonos e os colonos
salisfeitos com elle, porque nao pode haver salUfa-
cao de urna parle sem haver da oulra.
O Sr. fomeca : Apolado; he muito meu co-
ndecido.
O Sr. Vergueiro : E os colonos nao fazcm in-
leresse, porque elle fundou essa colonia permatura-
menle, o cafezal ainda nao produza. Eu Ihe per-
guntei o segredo que tinha para contentar os colo-
nos; os meus eslao contentes, mas fazem .innual-. primera prepose^,, ^gonueTnVeVessa
mente um mteresse que os convida a isso. Com ef- convidar a emigrado para povoar as I
felo he cousa que me admirou ; ludo he o geto e
turnados a trabalhar f com escravos; nassarem dis-
so a trabalhar com g.;nte lirre he diflerenca muilo
Vi ande, sao hbitos muilo opposlos; poaeos haver
zer as modificar.* que he preciso fazer-so a cuse
Tcspeilo, porque -o habito de, governar escravos lie
mosto mais fcil, o reho eridireiln ludo ; eaigo mais
que nao acredito o quo lem dito cscriplorcs de Tan-
de nota, islo he, que o Irabalho livre he innis van-
lajoso; pelo contrario, a experiencia lem cnsinado
que o Irabalho do csrravo rende raais; o negro vai
|>ara o servido is horas qun se manila, c o fcilor nao
e descuida de olirlga-io a trabalhar. Ser pre.e-
rivel o Irabalho livre para outras especiedi; indus-
tria, mas para os traliallu grosaeiros da rora o Ira-
balho escravo he msis rendoso, porque he muilo
mais fcil znvern.ir r-eravo-.
Qual he razio porque Indos os goverooi polili-
modo com que esse fazendeiro sabe reger os seus co-
lonos.
Em oulrns colonias lem havido suas desavencas,
seus tumultos mesmo. Tenbo procurado examinar
isso, porque ordinariamente quando estou na minha
fazenda sou o juiz de paz de todas as colonias, e
quando nao eslnu, ato as pessoas que eslao i testa
ilo meu estabelecimenlo ; sei de lodos os movmen-
losque lem havido em outras colonias, quasi sempre
todas as desordens que tem havido sao por culpa dos
directores.
Maslodosesscs inconvenientes vao-scaplanandocadn
vezmais. Aminhaeolonialemdadodirecluresparaou-
Iras; nao sao muilo bous, porm ao inenos-ao homens
dereconbecida probidade.aindaquenotenham mui-
ta ntelligencia, e as cousas vao assim raminbando
melhor. Dcpois que passarem uns poucos de annos,
ludo se ha de aplanar ; todos os fazendeiros bao de
poder ter seus depsitos de colonos.
Prtenlo, parece-me que o nobre senador nAo le-
ve razao de estigmalisar Uto forlemcnlc a minha co-
lonia. De cerlo a nao eoubece, mas informe-se de
pessoas qne j. a lem ido ver, e que nao sao poucas
pessoas de conhecimento e cJur.ic.lo. Do municipio
de Campos mandou um fazendeiro um seu filho,
que acahavade vollar da Europa, esludar a minha
colonia, porque quera fundar urna semelhanle.
Ha muita gente que sabe o que he a minha colo-
nia, nao be um segredo. E, senhores, se isso se sabe
na Europa, como nAo se ha de saber aqu ? Admira
que o nobre senador nao esleja mais ao facto disso,
pois que se dt ao esludo dessas cousa*. No Brasil ha-
vin opiniao de qae era implaravel o Irabalho de
agricultura em grande com bracos livres, c na Eu"
ropa renava oulra opiniao que era contrara emi-
grajao para o Brasil, porque usava-se da linguagem
de que usou o nobre senador, isto he, que os colo-
nos vinham ser cscravos. Eu posso ter a gloria de
haver desvanecido essa opniAn na Europa, boje j
se escreve em outros termos, boje j como que vai
desponlando a emigraco espontanea para o Brasil.
O Sr. Fomeca s Apoiado.
O Sr. l'ergueiro:Chamo espontanea a vinda
de 18 colonos que me chegaram ltimamente, que
fizeram as despezas sua cusa.
O Sr. Fonseca : Eu os encontrei quando vinha
para ca.
O Sr. l'ergueiro : Aqui lem o nobre senador
18 leslcmunhas a favor da minha colonia, e 18 tes-
(emunhas suissos franrezes que l na sua patria li-
veram noticia da minha colonia, e adiando que el-
la Ibes convinba vendern) as suas pequeas propric-
dades e puzeram-se om marcha para ci. Estiveram
aqui no principio do mez passado ; apreseolaram-
c ao correspondente da minha casa ; pediram-lbe
que os fizesse sabir quaulo antes; estiveram s dous
lias no Kio de Janeiro, e foram para a colonia. Pois
essas leslemuiihas nAo farao peso na razAo do nobre
senador ? Parece-me que sAo livres de teda a objee
(Ao, porque elles (izeram toda a sua despeza, c co-
mo haviam de faze-la se nAo tvessem as convenien-
tes intermacocs na Snssa? E he na Suissa onde se
conlicce issu.
Pouco depois a minha casa receben orna embar-
C3C.A0 com I Sil colonos ; os ca nies tinham-llies pa-
co :l|4 da passagem, eeu s fui obrigado a pasar l|i.
Islo tambem ja he urna prova deque al I i se conside-
ra que os emigrados venham ser caplivos na minha
colonia : porque de certo os governos dos canicies
nao haviam de querer quo os seusconcidadaos vies-
sem para ter tal sorlc ; he porque sabem que nao
silo caplivos, que pelo contrario gozam de toda a
liberdade melhor do que cm parle uenhuma, e que
immcdialamenle que chegam comer.un a adquirir
meos de se tornaren) proprielarios.
Islo hoje he l sabido ; eu pude conseguir espa-
ntar esta ideas, e ellas pegaram de tal forma, que
escriptores de grande nota se tem oceupadoa escrc-
ver sobre isso. S aqui be qne se considera que os
mcos colonos estilo escravisados ; fiquei espantado
de ver que o nobre senador eslivesse lo mal infor-
mado ; e por isso insisto, porque dizer-se no sena-
do que os meus colonos sAo como captivos, lem co-
sequencias muilo serias.
O que vale he que a opiniao contrara j tem do
adianlc para a Europa, porque sen.o, seria lerrivel.
Que bulha nAo fariam com eslat palavras na Euro-
pa os inimigos da emigrarlo para o Brasil? f Ve-
de, um se:,ador do imperio disse que l os colonos
silo caplivos, sao tratados como escravos. He por
causa dessas consequencias serias que eu me oceu-
po a fazer estas rellexOes; porque do contrario cu
abandonara isso, que em nada me prejudica ; hei
de ler os colonos de que precisar e com obra ; a
minha colonia j tem o Seu crdito muilo e muilo
eslabelcrido ; mas eu trato da causa publica, islo he
que me inlercssa.
Dizendoeu quecstava satisfeilo com os meus co-
lono, disse o nobre senador : Era necessario que
ellesUmbemo eslivessem. AlTirmo que estaoe de-
monstro, porque nAo he possivel qne eu eslivesse
t.lo satisfeilo com elle* se elles ala eslivessem (ao
salisfeitos comigo. Lago que ha discordancia de urna
parle tambem ha 'la oulra; c eu produzn por tesle-
munhas esses dezoilo Suissos que agora fiama e
omitiros que eslao vindo e os que eslo para vir.
Caf tivesse eu para que elles o tratassem !... Eu
nao posso oceupar lanos nanlos desejam ocenpar-
se na minha colonia ; sou obrigado a rep.u li-los
com os visinbos.
Precc-me que lenho dilo quanlo he bastante pa-
ra repellir as censuras que o nobre senador fez
minha colonia. Em resumo : nn minha colonia nAo
lia .marran uenhuma ; ha urna polica, porem pura-
mente moral, porque sabe-se que as pessoas da mi-
nha opiniao lem areprovacao de lodos aquellas que
sustentan) o governo, e por isso nAo podendo recor-
rer s autoridades, neccssilo empregar a furca mo-
ralr Nole-se que o grio de liberdade de que gozam
os colonos he tal, que o proprietario nem a an tur i. la-
pe legal pode recorrer com vanlagem ; esl lao Ion-
ge de poder abates* que nem para aquilln em que
tem justicia pode recorrer a essa autoridade. A po-
lica pois, que ha na minha colonia he inlcirainen-
le moral; e o fundamento que sustenta essa associa-
rA" he o interesse reciproco ; eu lenho nlcressc em
conserva-Ios como socios, e elles lem inleresses em
qne os conserve cmqiianlo nAo tem peculio para se
cslabclccrrein, porque eolia de ;cerlo estaro mais
sua Miniad,-.
Portante peco que caracteriscm bem i minha co-
lonia, nao Iheatlribuam rousasque nao convem al-
tribiiir-sc, c que Ihe uo perlcncem.
Porque eu nAo quero que os meus colonos se nalu-
raliscm ? He pura os nAo ver sujcilos a essas per-
seguiees a que eslAo expostos todos os que lem vo-
l : ou bao de renunciar sua conscicncia, ou hAo
de ser perseguidos. Se esses colonos se naluralisas-
sem, se livessem vote lias eluiroc-, eslava lado per-
dido, eslava destruida a colonia no mesmo instante-
conlra esta maro Ola N poda navegar.
Mas leudo elles a felridadc de ser estrangeiros.de
mo irem urna, nini'ucm os inenmmoda, vivem
abandonados naquelle-canlo; nAo commcllem crimes,
vivcfl) padficamcnle. All nao ha polica senAo mo-
ral. O nexo que sustenta nossas relacoe he s o
interesse reciproco. Quando o colono chega tem lu-
do o que necesila ; se quer sabir sabe; achando que
pode melhorar de fortuna"vai ver quem Ihe empres-
te dinheiro, ndemoisa-roc. Se quer ficar, fica ; al-
gun lem-e conservado all mesmo, depois de lindo
o seu lempo, cun alguna conlos de ri*. Para que
Ibes hei de eu diaer qae aiam ? Para vircm ou-
lro ? Que interesse lenho em deisar os que ji co-
tilleen para meller oolros ? Est claro que nunca os
hei de despedir i-mquaulo so conduzircm bem. Eis
o capiivciro da minha culoni ; reduz-se a islo e a
mais nada.
Agora aquelles colonos qne sabem sAo inulcis ao
paiz Para onde vAo elles ? Vollam para suas Ier-
ras -.' Nao, vAo trabalhar cm outras fazendas, e os
qgc se demoram vAo cstabelecer-so por si. Eis co-
mo se condensa a populacho. Hoje aquelles meus
terrenos estilo muilo mais povoados do que quando
eu principiei, c epcro que em poucos anuos bao de
aprcsenlar all urna povoarAo numerosa.
Julgo que lenho justificado o mea syslema de nl-
gum estigma que se Ihe lanceo ; tinha necessidade
de repclli-lo c espera que hei de adiar materia suf-
llcienle para repellir ludo qne ainda se poss dizer
a tal respeito.
Agora, dando por averiguado isto que rsped
minha colonia, quero dizer alguma cousa sobre a
queslAo geral qun qualifique de importantissima,
islo be de saber-sc para onde convem allrahir mais
populacao, se para as trras povoadas, se para as
mallas virgen. Eu don tima preferencia decidida
muilo mais
Ierras apro-
piadas. Nao reprovo por so a oulra, porque cu
nito lenho uenhuma idea exclusiva quando se Irata
ile rolonisar.lo ; j disse que lodos os meos condu-
zem a um fim til, apenas com a dilTcrenca de se-
rem mais oa menos dispendiosos, mais ou menos ef-
ficazes ; Indo quaulo importar gente, be til. Nao
reprovo pois a colonsac,ao para as trras devolnlas,
ainda que cm regra prclira sempre reprovar as Ier-
ras apropradas, no entretanto todas as regras lem
sua excepcao ; podem haver algumas localidades de-
volutas para onde convenha chamar alguma popula-
cao, j lembrei as margens dos grandes rios para o
norte, e tambem esse serlas abcrlo no rio Mucury ;
emlim pode haver algum lugar, alguma especiali-
dade.
Nolc-se, porem que a tbese geral subsiste. Pod
haver alguma especialidade onde convenha formar
colonias, mesmo essas colonias militares que se cha-
marAo nd generit, porque verdadeiramenle nAo sao
colonias militares. So o governo lite quizesse dar
o verdadeiro deslino, ao menos o que eu entendo,
poda chamar-Ibes colonias de proleccao ; porque eu
entendo que essas colonias nao devem ser eslabele-
cidas senao para proteger alguns pilos que carecam
de proleccao, por exemplo, um le reno que he mui-
lo atacado do indios que est cheio de malfeilores,
como eram as maltas de Jacuipe, a commiinicacilo
de urnas para para oulras provincias, etc. Eu dava
esle nome porque explica o lim n que se devem ap-
plicar, porque como colonias militares, nao lem lo-
gar nenlium. Deve haver um presidio, urna forja
mililar para cslabelecer essa proleccao, que nao po-
de ser dada de oulro modo.
Mas digo, sao especialidades, a regra geral he que
convem muilo mais chamar a populacao para as Ier-
ras J povoadas, repovoar o que esl mal povoado,
que he, para assim dizer, tola essa parle do Brasil
que ediz povoada, porque nos nao temos anda agri-
cultura ; nao merecen esle nome os methodos selva-
gens que se empregam. O nobre senador pelo Rio-
Grandc-do-Sul nao esl muilo no estado de sentir
estas cousas pela especialidade da sua provincia,
porque alii est ludo apropriado, corre-se bem por
abi, e ha para isso bons cavados; o forte he somente
a creacAo de gados. Mas as outras provincias nao
esta tiesto caso. Dar campo de crear prepara-se
fcilmente, lanca-so fogo, arden, abi vem o capim
brotando e largam-se os animaes. Os creadores
sao os que lem esse privilegio, mas os agricultores
nao podem limitar-se a isso, necessitam suar muilo
para ohler alguma cousa.
Esla agricultura selvagem, que consiste em destru-
ir, derrobar mallas e alacar fogo, que he a agricul-
tura de que actualmente se usa. nao pode as mal-
las ser substituida por oulra, he a primera que lem
I pratirar-se ; mas o qne tem acontecido com isso
lie verdade que no principio coinecou-se a cultivar
as proximidades alas primeiras povoaces que se
eslabcleceram, c rullivando-se alguns annos nessas
proximidades.as Ierras na phrase ordinaria, cansaran)
porque a nalnreza sendo assim maltratada no resisl'
a essa t> ranina do ferro, fogo, fraquea; as Ierras en-
fraquecem com a queima ; islo he conhecido por
quem Icm ldo alguma cousa de agronoma. Ellas
engordan) cornos depojis dos vegelaes ; se isto lites
falla, cmmagrecem. Estas Ierras enlJo abandonam-
sc como Ierras cansadas. L'mas cansan) logo ao
primeiro fogo ; e quando sAo boas, segundo o seu
grode fertilidad.'. dAo ainda alguma cousa, porem
lepis ca o-, un, nao.l,lo nada, necessitam de agricul-
tura artificial. Com esta agricultura selvagem ficam
reduzidas a pastos, apenas dan algum capim. He
por esle modo que a populacao se foi alongando a
IAo grandes distancias no ntcio deslas enconlraram-
se campos ; e como com um tipio de fogo se podem
cultivar leguas de campos, meltcram-lhes quatro
vareas e disseram: islo he meu. Eis a histeria
da nossa agricultura.
iras islo ha de continuar sempre? NSo, ha de
acabar, ha de por forja substiluir-se a agricultura
artificial; e isto he o que o governo deve cuidar
em promover, nAo he smenle allrahir populacao
para as Ierras povoadas, he necessario promover os
mcios de nlroiluzir a agricaltura artificial que nao
temos. Digo afloilameule que nao a temos, nem
mesmo no municipio da corle, so excepluarmos al-
guma chcara plantada de capim. Onde se estru-
ma 1 Qual he o lavrador que empresa o eslrume 1
Qnal he o lavrador qne emprega o arado, e como
pede liaver agricultura sem estes grandes agentes,
eslrume e arado ? Ji nao fallo cm regra, isso coo-
siilera-se urna ehrimera : se for fallar nisso ao la-
vrador nao acredite, diz que d bem sem rga. E
se rogando der duas vezes? A queslAo he se o Ira-
balho da rga ser igual ao da oulra cultura. Mas
deixemos isto, he necessnrio comecar a inlroduzir
a agricultura artificial, nisto he que o governu de-
ve cuidar muito, porque os terrenos que se lem
corrido hao se se (ornara correr com ella ; princi-
piou-se nos primeiros focos de populacho, comecoo-
sc o rolcamenlo selvagem, a que eu chamo deilora-
t para se rotearen) a cstabeleccr-se a agricultura ar
lilirial.
Pareja, senhores, en j toque! levemente neste
ponto, trata-se muilo de resto os conhecimentos da
agricultura, e nAo ha industria que dependa de
mais variados conhecimentos do que seja a agricul-
tura. (Apoiados.J Ho necessario saber chimica.
chinaca vegetal, saber mineraloga, botnica, etc.,
al be necessario alguma cousa de astronoma. A
mecnica lamliem he necessaria an agricultor, por-
que agricultura cstao annexas minias machinas
que he necessario que o lavrador saiba por em exe-
ciicAn. Emlim, creio que todas as scicncias cha-
madas natiirars ou phj sicas e maihemalicas sAo ne-
C osa arias, porque a ciencias abstractas e physicas
toilas concorrem para i agricultura. J se sabe
que nao he necessario que o agricultor le-
lil, i um vasto conhecimento dessas sciencias, bas-
tam-lhe as precisas nococs de cada urna para ap-
plita-las agricultura. Era para isto que eu que-
ra que se estabelccessem escolas, mas infeli/.-
mcnle do na a se lem cuidado a esse respeito.
Que escolas se lem creado depois da independen-
cia? Tralou-se primeiro da nossa atada, e nisso
andou-se bem ; rcforinaram-se as duas academias
atedies. Crcaram-sc tambem dons cursosjuridi-
cns. e entendo que baria urna necessidade instante
dclles, pois nao bata absolutamente pessoas a quem
empregar na admiitistrarao.
Mas, feilo issn, deviamos cuidar no mais. Creou-
se a escola militar ; r.Ao digo que se fez mal, mas
essa poda ler esperad) mais alguma cousa, porque
nao estamos rodeados de inimigos ; devia-se porm
ao mesmo lempo dar inlluxo i educarlo geral ; jul-
go muilo necessarias as escolas das sciencias phy-
sicas c maihemalicas elementares, especialmente
de chimica e de mecnica, e nem s em um s pon-
to, mas esp.ilh.idas. Deslinava-se para isso o collc-
gio de Pedro II, mas esse, em vez de ser para os
pobres, foi para os ricos.
Devia ao menos no Rio de Janeiro haver um mo-
delo diste, porque ilabi cnlAo se devia caminliar
para as fazcmlas iiorniaes, para os estuJos pralicos
da agrirullura. O povo ilo Brasil Icm desejos de
marchar para diante, parece que a mocidade c o
fbjet da vegctacAo impclle o pava a querer andar ;
mas como ha de andar por ramiubos desconhec-
dos ? A estas cousas nAo pule chegar. Como ha
de um particular eslabclecer urna escola destas ?
NAo o pode fazer. Islo he que esl previdentcmen-
le a careo do governo, s o governo o pode fazer.
Mas o governo nao cuida destas cousas, e quer ao
mesmo lempo introtnelter-se a tutelar inleresses
que nilo Ihe pertenrem, em que devia deixar Inda
a liberdade ao ciladau; islo ha o que devia aban-
donar e tratar de fazer aquillo que o cidado nao
pode fazer, quo he o eslabelccimeoto dessas escolas,
primeiro as theoricas, depois a pralicas. Ora ca-
minhando por esle meio, cspalhando as Iheorias que
sAo necessarias para crear a agricultura, a crea-la
de novo, porque podemos entender que nao temos
nada, e depois eslabelecendo escola nomines onde
se applicassem cales principios, parece-me qne o
Brasil fara progressos espantosos.
Hoje creio que j o interesse vai convidando a
inlruilozir a agricultura artificial, porqne cerlos
objectos he necessario virem ja de muilo longe, .
vem sobrecarregados pelo proco do transporte, por
isso vale a pena fazer alguma cousa no roleamento
das trras qoa llcam perto das povoacoes. Se o go-
verno tratar, como digo, decspalhar os conheci-
mentos Iheorcos, e depois os pralicos, creando fa-
zendas-modclos, julgo que a agricultura artificial
se estabclccer em muilo pouco lempo. Depois
della eslabelccida as proximidades da grandes po-
voaces ha do ir marchando para dianlc as trras
cansadas, porque entre essas ierras ha algumas fer-
lilissimas, precisam do Irabalho do homem, nSo sao
como as Ierras virgen* que alias lambem precisam
de muilo Irabalho, porque he necessario derrubar
as mallas c colber com muilo costo no meio de
grandes tranqueiras. Mas nos liaremos participar
por forca ; ainda nao principiamos com a agricul-
tura propriamenle dita, mas estamos muito prxi-
mos a comec.ar ; be necessario porm que o gover-
no d o impulso, que cslabelcca os meios necessa-
rio, o que o particular nAo pode fazer. Keduz-se
islo a escolas theoricas aonde se propaguen) os prin-
cipios, c depois as escolas pratica onde se punham
em execueau os novos methodos de Irabalho. Fei-
lo isto, em lagar da populacao caminliar para os
scrtOes, ha de refluir prra ao p das grandes pov.oa-
cOcs, porque lem muilo que dar de si os terrenos
que se dizem cansado, (em moilo a produzir,
urna vez auxiliados pela mAo e ntelligencia do ho-
mem.
Eis-aqu porque cu digo que a populacao de lodo
o Brazil cabia bem em umn provincia, por exemplo
na de S. Paulo mesmo depois da diminuirlo que
soflreu. Eu considero eslas linbas desde as praias
al Caraba. Ve-se qne he rarinante in guroile
casto. Eis o que he a populacho do Brazil. Com-
pare-se com a populacao relativa da Europa, e veja-
se quanla popularan nAo podem receber is Ierras que
eslo apropradas e mal povoadas.
Ora, qne bens nao rcsnllam daqui ? He pequea
cousa condensar a populacao ? Eu vejo que esl
disculindo na onlra cmara nma le obre a organi-
sacAo judiciara, e que o maior embarace que se sen-
t para fazer essa organisacAo de um modo satisfac-
torio he a raridade da populacao. Se tivessemos s
esta cidade, on o municipio neutro, nao cuslava na-
da ; mas formar ama regra que convenha ao muni-
cipio neutro, e qae convenha a comarcas de dezenas
e dezenas de leguas com pequenssima populacao,
eslabelecer um meio termo qae convenha aos dou
extremos, he nma grande difliculdade, e creio mes-
mo que nAo he possivel. Ora qoando livermos o
terreno apropriado cheio de popularan, nao se di-
minttem, n.1o se extinguen) mesmo eslas difliculda-
des ? De cerlo : eis um grande interesse que se lira
diste. Como se pode promover a civilisacao as ex-
tremidades que se approximao das Ierras devolutas ?
Que forcas humauas haveri que possao levar a
civilisacao a estes serles ? Nao be possivel, he por
sso que se ve essa repelicAo de assassinalos, porque
nos lugares menos povoados a autoridade publica
nao pode nada, cada um faz joslira por s, domina-
do pelas paixes brutees d nesses excessos. O meio
'le evitar ludo islo he condensar a popularn, cha-
mar a emigraco para repovoar o que est mal po-
voado.
Eu nao digo que nAo seja bom povoar as Ierras
devolulas, mas be primeramente nao se caram os
males qne o Brazil solfre pela raridade da popola-
rto, e depois nao se supprcm de bracos os fazen-
deiros, que eslao a ponto de perderem grandes ca-
plaes por falta de bracos. Aislo nao satisfaz a
emigraco para as Ierras devolulas. Por isso creio
que lenho razao de dizer que he prcferivel em re-
gra eeral a repovoarAo. Parece-mc que lenho mos-
trado que convem mais isto, qae cura os males que
provm da raridade da povoacAo, e alcm disso aug-
menta a civitisarao. que he nm grande benelicio.
O meio mais elicaz, ala sel so digo bem, para
promover a civlsacAo he a condensacao ; he assim
que os oulros meios que se aplicaren) sarao eflicazes.
Va-se eslabelecer orna escola de agicoltora na villa
da Franca ou em oolra, ninguem a frequenta, tra-
la-se isso de coimera. He necesszrio qoe a povoa-
C3o se coodense e adquira o desejo de desenvolver o
espirite, porque o homem no serta) nao quer saber
de nada disto, o que quer saber In de malar a soa
caca, e ainda be bom, qoando nao passa a malar
gente. A emigraran para as Ierras dcvnlolas s
produz om beneficio, que he augmentar a popula-
cao, mas este beneficio consegue-se lambem pelo ou-
lro meio, islo be, pela repovoacau, e alm disso ob-
lem-se os oulros que lenho enamorado.
Sobre os meios applicndos para isto, pelo qoe res-
peita ao syslema que prefiro, disse o nobre senador
que a minha favorita era pagar ai passagens dos me-
nores do 16 annos.
Senhores, he verdade qoe lembrei esle meio, mas
olhem qoe Icmbret-o relalivamcole a om oolro.
parece-me que o nobre senador pelo Rio de Ja-
neiro, director geral das Ierras lembrou, notando a
differenca que ha nos preces dos transporte pira os
Estados-Unidos, que he muilo mais barato que para
o Brazil, que era necessario compensar is*o, porque
senao deriao os emgrsnlcs : < Fazendo menos dc-
peza para os Estados-Unidos, vamos para l. Eo
nao dcsapprovo esla idea, mas quera sobslilui-la
por oulra, a raen ver mais vanlajosa, era, cm logar
desla quota, pagar as passagem dos menores de 16
aonos ; e a razao que eo dava para isso era qoe nm
casal de colonos que se propOe a emigrar nao sent
grande difliculdade em indvidar-sc no precc- de sua
passagem para depois paga-la com seu Irabalho, mas
um pai de nomerosa familia muilas vezes desani-
ma por causa da grande divida que tem de cootra-
hr. Vou aprcsenlar um cxeaiplo diste.
Um individuo cum mulher e 8 Alos qaeria vir
para o Brazil, masqoaodo razia a conta da enorme
somma em que Acava alcancido, esmoreca, e cor-
tea esta difliculdade deixando Acaremcasa a mulher
com j filhos de menor idade, e vindo para o Brazil
com nm Alho de 1.3 annos e duas filhas mais velhas ;
porque o calculo delle foi : Vea trabalhar para mi-
nha passagem e depois mandarei bascar minha mu-
lher e os oulros filhos. Chegoo, cooversou com
seus parlricios, vio o estado da colonia, e entilo disse
comsigo : a Nao tem duvda, posso fcilmente pagar
a importancia da passagem de toda mnlia familia.
E pedio para se mandar vir a mulher c os lilhos.
Com eiloiin vieram ; e infelizmente qoando chega-
ram esse pai de familia muito Irabalhador e moilo
honrado tinha fallecido ; mas a viuva acbou as 2 fi-
lhas j casadas, para o que concorreo a administra-
ran do es Libelen ment, co filho eslava convenien-
temente empregado.
Portante, a experiencia do nezocio da algum pro.
veilo ; lo me fez reAeclir sobre a necessidade do
governo pagar n passagem dos menores, o que faria
desapparecer essa difliculdade de emigraren) familias
para u imperio. Eis-aqui porque me parecen con-
veniente substituir por esta idea do nobre senador
pelo Rio ile Janeiro ; mas islo nao quer dizer que
reprovo esta idea : nao dovido accila-la senao pre-
valecer a minha.
quanlo senAo increverem na colonia nao tem obriga-
faa nenhiima ; vejan) se ha oulra pessoa que offereca
mclhorcs con.lices. Alguns ofliciaes de oAlcio ha
quo se arranjAo por al, o que levamos muito a bem
e os que querem nssgnar o coolracte vio para a
colonia.
Mas se o governo distribuste, enlAo nao sei convoi
isso baria ser. Quem sabe que qualidade de gente
teriamos ? Viriam aquelles que en nao quero por
melhor.-s que sejam as condcoesque offerecAo. Pr-
tenlo julgo que o governo nAo deve ter a meoor en-
trada oisso, o que quero he que elle auxilie as pas-
sagem pela razAo de serem mais caras para aqui do
que para os Eslados-Uoidos.
Creio que quando na Europa se conhecer is v0-
laaens que lem os colonos que emigrao para o Bra-
sil sobre as dos Estados-Unidos, essa dilTcrenca tam-
bem nao Talar coosa nemhuma ; mas por ora he
necessario tima compensaso, |,e necessario talvez
dar mais alguma cousa do qoe sso, dar-se ainda um
favor maior do que esa diflerenca.
Tenho com a assemhlea provincial de S. Paulo
um contracto lesivo, que he receber 3:000 para
importar 500 colono ; ja se v que ^:000 reparti-
dos por 300 loca 305 o que he impossirel ; mas em-
lim esse contracto, que nAo poda ser aceito por nen-
huma casa, foi aceito pela administrar.,, da minha ;
e porque ? Porque ella esl empenhada a importar
colonos com lodo o sacrificio, c portento venhAo esses
2>:00OS de auxilio com espera de 5 anoos, deveodo
os colonos serem transferidos no prazo de i annos.
Isto he uina lesAo ; mas, j digo, a minha casa acei-
tou semelhanle contrete pela mana ou o quer que
he em que esl de inlroduzir colonos, e mesmo por-
que eslava espera de barcos rarregados.
Eulrelanto esse contracto excilou um clamor geral
( he para moslrar a neceisidade que tenho de remar
contra a mare i; clamaram porque esse contrete foi
feilo com minha casa, porque he daquellas que nao
dobram as suas consciencias as vonlade e aos capii-
clios do governo. O vicc-presdenle da provincia
com quem se fez o contracto) era de oulra opinlo;
mas emlim reconhc.eu que eslava anlorisado por
lei para fazer esto negocio c que nAo lite era possi-
vel encontrar condicf.es (ao favoraveis. O acaso he
que deu lugar a isso, o encontr do gerente de mi-
nha casa com n vire-presidente, porque senao o
cootraclo nao leri.i sido felo, apezar das enndiees
desvanlajosas a que nos sujelamos. Ma no anno,
seguinle houve urna opposicAo muilo forte, a assem-
hlea provincial quiz alterar o contracto, c urna das
condcoes era eslaque nAo se desse mais o dinheiro
sem que se lizesse um rezulamenlo em que se inse-
risse que a distribuirn seria fela pelo galerno.
Eu liz um protesto contra sso ; declare! que nao
admillia a mais pequea innovarlo no coolracte, e
principalmente essa, de que rcsulteria um traostor-
no extraordinario. No protesto se dhue : Temos
merecido algom credlo oa Europa a esse respeito,
porque concedemos toda liberdade aos colonos : os
queramos contratar para a nossa colonia ou nao sem-
pre Ibes dizemos :vede se adiis melhor negocio ;
como havemos de os por dependentes de serem re-
partidos pelas pessoas que o governo quizer ? Isto
repugna cum a base do nosso systema, qoe he dar
toda a lalilude possivel liberdade dos colooos.
Creio que me falta responder aioda a algumas
cousas mas nAo me lembro. Aos que contesto o es-
lado de minha colonia convido pira irem vela ; e a
respeito da proposito geral aponlarei s os doos
graudes beneficios que resultan) ao paiz de convidar-
se a emigrarlo para as trras oceupadas, que he sus-
tentar as grandes fazendas que sem bracos livres
hao de ca!iir, e he concentrar a gente para poder
haver civilisacao e agricultura, resultados esses qne
me parecen) digoos de teda allenco, e por sso, sem
reprovar que se parda lambem Ierra devolutas em
algumas especialidades, julgu que a reara geral deve
sempre ser repovoar o que esl mal povoado.
Agora, quanlo aos mcios, eu esludei muilo a
materia quanto liz essa empresa ; lembrei-me do sys-
tema de jornal ou soldadas; esse syslema he qne
Wakficld diz que foi mal succeddo em algumas par-
les; mas nao vejn que nenlium escriptor lenha affir-
mado que esse mo successo se possa daf a respeito
da a-sociacu do capital com o Irabalho ; e eu digo
qae se algamas pessoas forero mal sucedidas, he isto
cousa que muito naturalmente pode occorrer a se-
mentante negocio, mas que isto na".> deve de maneira
alguma pode-se conseguir melhorcs resultados, por quanto
eslou ioteirameote persuadido qae o mea syslema
he preferivcl ao oolro.
O Sr. Fernanda Chace combate o systema adop-
tado pelo procedente orador e sustenta que nao pode
produzir bons resultados pela razao d sujeilar a li-
berdade do emigrado durante certo Damero de annos
lornando-sc este assim de algomn sorle caplvo da-
quellc que Ihe adianto a passagem e as primeiras
lespezas no momento cm qoe se eslabelece na colo-
nia.
O Sr. l'ergueiro responde ao precedente orador
e nao haventln mais quem perja a palavra, julga-se a
materia discutida e approva-se o orcameoto.
Entrando em 1.a discussAo a proposicAo da cmara
dos depatados que approva a penso concedida a
Antonio Jos Pereira Leal, he approvada sem de-
bate ; entrando immedalamenle em S>* discnssAo,
nao pode ser votada por nao haver casa.
O Presidente designa a ordem do dia e levanta a
cessAo.
PERNAMBICO.
O nobre senador por S. Pedro me altriboio a opi-
niao do governo mandar vir colouos para rcparli-
Ins pelos lavradores ; mas en nao disse semelhanle
cousa ; sou sempre opposln a privilegios. O que cu
queria era istoque o governo auxiliasse as passa-
acns,o que na la Icm com os lavradores. Chcgoit
ao porto um barco com colonos, o governo mandou
examinar, segundo a opiniao do nobre senador pelo
Rio de Janeiro, cm quanlo importa., as passagens,
paga a tajarla parle, c nAo se importe com cousa
nenhiima ; e segando a minha opiniAo o governo
manda examinar qnnnlos sitos menores de 16 annos,
pnga-lhes a passagem o nao se importa com mais na-
da.
Dos nos livres que a governo cnlrasse nessa ds-
Iribuico de colonos ; islo teria consequencias muilo
serias, alcm de quo sera um Aagello moi grande
para o governo. No sabemos quanlo o governo
snllria na distribttic.lo dos Africanos livres ; que
empenhos, quo apertes levava por lodos os latios !
Mas ho gue isso nAo be necessario ; que o colono
ronlrale-se livreuienle com quem quizer, e cada qual
faca por ser bom cavalheiro. Quando o meus co-
lonos ibegfto a Santos sempre se lile faz esla falla :
Se nao Ins serve, anda eslao em lempo ; em
RECIPE 15 DE OUTUBRO DE 1831.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETR6SPEGT0 SEMANAL
NAo metras de tres vapores entraran) em nosso
porto na semana linda : o /.usitania e o D. Mara
I nos das'.) e 12, procedentes ambos do Riu de
Janeiro; o Tccanliin no da 10, procedente dos
portos do norte. A tranquilldade publica contina
inalteravel cm todo o imperio; mas quanto a noti-
cia ou novidades, quasi ncnliuma nos cliegnu de
geral interesse, mesmo dn mundo poltico. Varios
despachos de pouca importancia liveram lugar, sen-
do mais notaveis os de alguns juizes de dreilo.
Sem qoe constasse pelas gazetas, veio todava pe-
lo D. Mara II, a iiomeacAo do Sr. Dr. Francisco
Xavier Pae Brrelo, tleputado por esla provincia,
para a presidencia da Paralrlba, Oe qoe em breve,
segundo nos consta, ira lomar posse.
o da 11 embarrilo no Tocantint o Exm. Sr. Dr.
Antonio Coelho de S. e Albuquerque, tambem de-
putado, com destino a provincia das Alagoas. cuja
administraran ihe tora confiada pelo governo impe-
rial, ainda nAo ha muilo lempo. Urna coarda de
honra assistio ao embarque de S. Etc., e prestoo-
Ihe as continencias devidas ao seo elevado cargo.
leudo o tribunal do commercin, a requerimenlo
de parte, expedido maodadode captura conlra o ge-
rente da casa commercial fallida de Oliveira & Ir-
ma..-, nito pude o iiirsmo ser executado, porque o
dito gerente poz-se iminediatamente em futa, de<-
apparcecudo sem se saber para onde. Sean pelo
mesmo motivo, ao menos talvez por factos anlogos,
aos quaes deram lugar qoelle maodado, desapparc-
cerain ainda esta semana dous veiidelhfies, soppon-
do-se geralmeule que seguiram para a Europa.
Um desasir lamcnlavel suceden a bordo do va-
por Tocantint. ao sabir para os portes do sul. Um
marinbeiro que subir verga de um dos mastros,
de te cahio sobre a borda do navio, c desla ao mar,
onde sumio-sc, deixando vestigios de sangue.
Pela alia noitc dn dia 12 foi espanrado por nm si-
cario, na praca da Independencia, cerlo individuo
que ficou com o crneo gravemente fracturado. O
delnqueme foi logo preso por orna ronda da guarda
nacional, e cousta-nos que lambem o fura depois o
mandante desse atlenlado.
O conservatorio dramtico em Pernambuco princ-
piou modestamente a dar seus fruclos provincia,
com a n-present.ic.aii do Chaltcrton, drama francez,
Iraduziito pelo Sr. Antonio Marques Rodrigues, dig-
no membro do mesmo conservatorio, c por elle gra-
tuitamente ofierecitlo companhia eir.|irczaria do
(h-a.ro de S inla I -. i bel, que o levou a -cena em a noi-
(e de lionleiu sahhado.
O Chatterlon'hc urna das mais grvese primorosas
prnduccOes do illu-tre pocla francez, o conde Alfre
do de Viany, e que leve inmenso successo, causan-
do no publico a maior e mais pungente imprcssAo.
Em um lom simples, c nicamente armado cum a
elegancia do eslylo, ao mesmo lempo qne com a
sravdade das ideas, o autor do Chalterlun faz a cri-
tica a mais seria c amarga dos vicios da socieda.le
actual, onde o dinheiro he titilo, e o tlenlo nada :
a chremalistica iudeza soo*re aotpcs desapiedados, e
poela colloca-se decididamente entre a phalauge
mais exaltada ta escola econmica moderna.
Neste imprtanle assumpto Alfredo de Vigny le-
a, quanto a nos, toda a raz.lo, se deixando o trilho
j lio balido do governamenlalismo, se houvcsse
lain;ado na estrada mais ampia e arejada da liber-
dade, once.leudo alguma cousa lambem ao capital.
O dinheiro, em verdade, nao deve ser ludo, e he a
mais vergonlios.i das mizeras humanas asna supre-
maca iiirontcslada ; ma nao se podoria rom razAo
esliginati dizerIrabalhoe virlade. Por cotro lado, se o
talento muilas vezes be desconhecido, e bem raras
enconlra remutirraco proporcionada, ser isso ni-
camente por falta de proteccAo directa da parle dos
poderes soriaes? Evidentemente nAo. Abol os mo-
nopolios, os patronatos legaei ou governamentaes,
que Minan o asceneao dos oeapazes e mediocre,
ao passo qne deprimen) as superioridades reae, e
\erei se o bom senso e espirito de joslira da huraa-
nidade, colloeam ou nAo o genio o o talento em sea
verdadeiro lugar.
Vollemos porm a nossa limtela larefa, que j nos
amo. excedendo. O drama, no enmeco, pareceu
eapt.var pouco a altencflo do res,iia,d, mas para o
fim sempre produzto alguma eo,,. do seo eueilo
natural, nolando-sc pelo mai. profundo silencio do
'tanteles, a impressao qoe causara nos ltimos
actos. O. dous pr.ncipaes pape,,, no Challerton e
de htlty-Bell, foram excelentemente desemoenha-
dos : O Sr. Reis e a Sr." Orsal entraran) na realida-
de, e por isso sahiram-se multe bem; fizeram as de-
licias da noile, e receberam em palmas a honras que
ho thealro Ibes eram devidas.
Em ootra parle deixamot Iranscriplo, para intel-
ligcncia do publico, o exorne a que procedeu a the-
sonraria em duas notas falsas de 105000 rs., ltima-
mente appareriilas na cintilaran.
Eis o que de mais iuteressanle nAereceu a se-
mana; e tora disso s boave do notevel a noile
quasi invernosa que a encerroti. cousa um pouco ra-
ra no mez de oulubro.
Enlraram 16 embarcaces e sahiram 14.
Kendeu a alfandega 49:7935371 rs.
fallecern) 33 pessoas : 7 homens, 8 mnlheres, e
12 prvulos, livres; 4 homens, 2mnlheres, cscravos.
COMARCA DO IIIIMTO.
20 deseiembro.
(amiecarei a presente litera dando de c desla po-
bre humilde meusembor.is a lernas Fluminenses, e
s nossas patricias em geral,pelo Irumpbo aleanrado
no parlamento, ontle estorbados cavalleiros.tomaram
lano a pelo adaten ilossen direilo, efizeram re-
cuar a lei nao ha de casar, que a liaver passado
puna fra do combate um bom numero de jovens.
que apezar de cincirem ao lado urna espada,
Seutem tambem como nos
As dociiras do amor:
O valento soldado que se arroja
Com brio denodado a expr a vida
Em defeza da patria ameacada
De mmicas falanges.
Eotrc os bracos da limitla donzell,
Qoe amor Ihe prometiera, promplo esquece
A passadas fatligas, os horrores
Da guerra sanguinosa.
Honra, por tanto, aos exlrentias defensores dos di-
reitos do sexo amavel ; por tanta dedcacao mostra-
ran) nao ceder a
Esses denodados doze Portugoezes.
Que se foram bater c'os dozo Inglezes.
Acredite qae se eu fura depulado nao exi Liria em
lomar a posicAo dosSrs. Brandao, l.indolpho o oulros,
com os quaes me congratulo pelo brilhante papel
que representaran! nessa a qoe chamare! das moras
que viram-se em papo de aranha, em risco de per-
derem urnas boas centenas de candidatos
Aos sacros lacos
De bx minen gostoso.
Por quanto minha opiniAo ser sempre em prol dos
anginhos da ierra, emboramlo as possa apreciar mais,
porque minha vida j vai anoitecendo.' Tambem
aceiten) as nossas felictaces os Sr. militares que es-
caparan) do tirar/>/flf oh i(/n, islo he, Mi o simples
jus aprectandi, e assim na dura necessidade de, em
presenca de on olhos negro.....dzerem com o ni-
seocivel Narciso :
.............mas eo.....nAo posso
amar-te.
Variedades oenhumas. felizmente.
Da 22.
Aqui chegaram juiz de direilo e promotor, para o
jury.
I. de oulubro.
O jury esl Irabalhando, minios processosexislem
para serem submellidos a juicamente.
Foram absolvidos aquelles da (tura, porm o jaiz
appelloo.
Na segoinle dare mais minuciosamente noticias
do nosso tribunal dos pare.
Aqu chegaram os presos da capital.
O verti vai indo um tanto fresco ; de quando cm
vez madama piura vem atenuar um pnuquilo o>
seos rigores, por cuja cama, magestoso senhor, me
cejo na protercia necessidade de des fazer as a p pre-
hensiles qoe Ihe manifestei a respeito das plantas de
feijao, que muito lem endireitado.
CARUARU'.
Os presos al tentaran) urna evasAo, arrumbando a
parede da cadea para a casa do teneute-corooel JoAo
Veira, quer ter esla boa vizinhanca, c poi nAo este
livre de acordar urna noile com urna visita doseu/os,
visto estar parede-meia com elles.
Ao relmpago irei sem mais socorro,
E quando elle despare o falco raio,
Oudescubroa impostura,ou forte morro ;
Ser de ogromaocia om torpe ensate
Com qoe astuto pretende ao que discorro...
dens para all, felizmente foram cumplidas ; e gra-
nas a energa do Sr. Gonzalo Teixeira de Carvalhn,
subdelegado, primeir suptente m exercco, esta
o tal Marinhn capturado, a esla madrugada parti-
rn) 7 praca de linha, para trazer em IriumpUo o
dito cujo. Consta me que o mesmo subdelegado
pedio esse auxilio porqne recei qae haja quero quei-
ra proteger la faite do irwnsieura quem venios
galernos condonas a este porto para descanr do
bons. {Carta particitiar.)
COIARCADOBREJl,
8 da salabro.
Meu amiso, deparei ao liberal Fe\
com a primera carta de om segundo i
te d'csla enmarca. Na verdade, te a tal i
menlindo por soa conla e risco, deixa-lal..,.
litando muito soa vontade a senda. queWolheti ;
jaque porm eovolve. e promelte envolver esa* seu
criado uaa suas asquerosidades, es nfiaoeo Ur dis-
posto sempre a dar-lhe algom caeaeo. tinado afeas-
cara a impostura, e i (altidmde. Sempre he bem
mtquinho o tal novo correspondente quando, oa
quaiidade de chrooista desee an terreno odioso a
pnrcialidade, escolliendo-o com poltica para roor-
lisanriTL0 por deC0ITIP>r aquella genipapada, e ana-
de e A;I Ln)?Slr're' 1aBn,n "" lnB *> W*<-
hei'ta e, "npreciabilimma peana, qtje lao
o,nssonasmin?Cr"'- P"ncpi. tachaodo.ro. de
ralisar a adm.ni,ac.lto jortir<, ,esljl romam ,
?Aon ludivuuo1 r* -tfwssss."
L Ha te q7' POT "* "'"tenas alta, j
tem dado o que tezer ao cscrivao, e ao carcerero
Como faz de codea o tal ^poraiiV"^":
be elle qoe entrar com violencia em \ e anai.
quer individuo, quer seja nm doqoe, nuer eia orna
intseravel prostituta, e tirar, arrombano caixa haliu
ou gaveta, objecto alheio, seja a burra di Cre,'
seja a agulha da costureira, he um crime a fice \,
orl.gos 237, e269 do cdigo penal do pala? E oueu
seu amacel liarrafao commelteo o crime de ronbo
ruando o lenco bordado de urna prostituta, violen-
tando a porta, e arrumbando a eanastra, que eooli-
iina aquello objecto, islo dentro de urna villa, a face
das aulondades ? o que meu ver j devia estar
processado a ojo r a desproporcto da pena com a
vileza da cousa fortada. J
Continua o correspondente,dizeodo qoe Isidoro
'.', ttr.uT. er !,rc,Udo ""' aoi g-abirm. do
. !' \ """ ,mPuln ue om '"das ,o. deo, e
n.Mt'."^.'."?0^0 deu d-tab? aconteci
.? ?'!Jad0!hef" r a sua
missiva
(Caramur.)
Tousa no termo de Cnmarii um animal de dous
ps, sem pennas, da ra mongola, qoe, segundo a
opiniao mais recebida esl abaixo de charllao 327
furo, a qonl vai chamando para na alaiheiras os
cobres dos necios, pelo modo e maneira seguinle :
Faz-se advinhador, e por isso apenas v qualquer
pessoa diz-lhe iur-le-champ, toda a molestias havi-
dase por liaver.
14 lem ido muita gente consultar o orculo que
pro labore, e contente apenas com bago de cada
i/uitque qae cae na asncira. Moilo j historian)
prosas e eslraordinarin desse indmlrioto, qoe rae
afflrmam, lemj ganho para mais de 1005 (vendo
pela rarregacAu.'
O advinhAu conla que he formado ; os que o conde-
cen) porm, dizem que fui elle escravo tle um coran-
deiro, de qaem herdou cerlos termo, com que em-
pansinn aos seusdoenlcs. Olierc nunca este ckiz
sol t, mas tem constantemente a latere doos natu-
ralmente para o que der e vier.
Vou escrever comadre
P'ra pedir an delegado
Para olhar p'ra o tal marrco.
Todo o que Ihe hei dito de Caruar.tnuhe por urna
caria que d'alli me escreveu a viuva de mea com-
padre, a qual concluesua epstola do modo seguinle :
Meu compadre.
tZajampeperi, mon-rher,
Um menino mu galante
Que em todo o Me retrata o sen compadre
Pelo que sua enmadre
Sempre chora quando o ve.
VABIEDADES.
Quatro pkilotopho dittinclos.
Scrates dizia nao sei nada,
Montagne, o que sei eu ?
Descartes dizia en sinto
l.orke eu pens.
Marino Faliero.
Hitando foi decapitado Marino Faliero, appare-
ceuem urna das janellas do palacio o presidente do
rnnselho dos dez, lendo cm urna mo a caheca da-
quelle infeliz ancen, e na oatra a espada rnianguen-
lada, e disse: que o Doge acabava de soffrer o justo
castigo de sen crimes.
Homens tuicepttcei.
O terrivel Bllaud Vrennos, chorou por om pe-
reqoilo que elle am.iv muilo, e que lite foi roubado
por nma ave de rapia.
Tem-se visto homens de I dirs, diz'o medico l.or-
ry, lio susceptiveis que cahem em fraquexa, lendo
os mais bellos pedacos tle Virgilio e Horacio.
A susceptibilidad,; de G i rondel era exlrem.i.nan era
da rtdr, ma do desespero que Ihe eausava a critica.
Algumas vezes, diz-se, sens amigos lite arrancaran)
ila mAos quadros. porque o sapro impuro de nm
Aristarcho vinha de bsfeja-lo em sua presenca.
Dominiquin chorou saliendo que cerlos quadros de
Titio iam para Hcspanha.
Voltaire passava da colera a ternura. Da indigna-
cao ao gracejo. Elle mn-aern sous iimncnsos 1ra-
halltos em agradar aos Parisienses,elle mesmo os cha-
ma a escoria do genero humano.
Marmoold refere que intlo visite-te depois da
norte da marqtteza de Chatelel o acliou muilo 'clio-
roso, e inconsolavel. Mai apenas enlrou o inten-
dente de Cliaiivelin e cometn a cootar historias,
ei-lo a rir.
l'ma saudarSo.
Na batalhade Dcltingen em 1742 nm ollieial in-
glez na frente de um esquadrAo apenas tinha um
braco rom que securaxa na re lea de seu cavallo;
no calor da acejio um joven ollieial e dirige a elle
para o atacar, porm vendo que s tinha um braco.
a sauda respeilosamentc com a espada e passa a
oulro.
Filiz e Alfeo.
N'um deleitoso retiro
Com Alfeo Filiz brineava
E do sen srdrnlc amor
A confissAo Ihe escutava.
Por metigar-lhe piudoza
Dn inceii liilo peilo o ardor
' Nos labios meica Ihe imprime
Um beijo consolador.
A chama, que Alfeo abrasa
No cor.ic.lo se lite atea
Comd delle a lema Filiz
Mais dous beijo- Ihe franquea.
I hice bem cada vez mais
O-meu mal cresce c se agrava
Pois toma tlez, toma cem
E ao pastor cem betjos dava.
Insta Alfeo que o fogo ardcnlc
O rorar.lo Ihe devora
Pois loma mil. c mil beijos
Ancioso da-lhe a pastora.
Meu terno amor nao se abi anda
Por mais beijos que Ihe deres
Caro Alteo, meica diz Filiz
Pois ento dize o que queros.
Um bilioso, e oulro l Corneille e I.a Fontainc eram done grandes poete,
mas um era hilio-o, e oulro linphaliro.
Au recoir.
N. B. Andava em Grvala umgraade criminoso de
mortes em l.imociro, de nome Jos Marinhn. O de-
noeltme^0 *****#o d'eala acontedmenlc.;
que hoje esta conven.eotemnte processado.
malt-' 0-2-0corr*POde..teque ha diasTho-
maz Alves Jiiiiior,preald.al, interiltoda camara.deu
l7reZj"|Cpecem-0mi'nulh(r: E'la ei"'"""
berevol.ante: oSr. Thoroaz A|Yes (ato em orna po-
sicAo lao elevada da honradez e vrlodes cin,
afeiSao. e apadnnhado pelo annimo.
rnm0?. fiualm?nle >f"pondsote a soa muqueca
com um cerstnho depuro; para- o que lfn7ma
queda desmarcada, lie ama baforaoV, de rdicularias:
sebe verdade que a arvore se eonhece pelo fruclo. o
lal aborte be um ridiculo acabada, que abasa sem
pejo da boa fe do jornal, a quera eflereee a sua fto-
oozetra.
Dizera-mt qoeojory do Pesqaeir este marcado
aara o da 16 desle crranle,
Hoje chegoo o novo alteres commandanle do des-
lacamenlo. e qoe vai rendar ao Sr. Joaquim AoI.k
des tsZSUl T?'- dci" bem Prr aaaaa-
JuM 'f",' T0rre8 G,"ind0- **<* a Barra
una natural, a quem muilo amava. Loso as lo-
mou casa puxou-a para a sua companhia e a eslava
creando, quando no dia IK do passado apparece a
infeliz menina mora com lodos os indicios de ter
sido assassiiada; e he voz publica que a malher do
referido l.etle foi a autora dnquelle scWrde barbari-
lade,servindo-se de omscu escravo parando iiiteodn
atlenlado. l
No da 30 nm lal Joaqnim Quizaba, cM) um facao
em um samba, deu dous golpes em urna'mulher de
nomo Joaquina, qual sendo pcilada,segundo dizem,
por dez mil res escondeo-se; porm o promotor j a
descobro e requercu corpo de delicio-: do reato ain-
da nAo sei.
Nilo pretenda fallar mais no Pancada, porm eons-
lando-rae que elle dissera ahi na capital qoe havi
ccrcatlo ajfazcnda do delegado dwle termo, e qne
prendera nao sei a quem, e mesmo lendo visto no
Liberal Pcrnambucana urna correspondencia sobre
este rarto, firmada em ama carta do referido Pancada:
vai aqui urna oolra do mesmissimo Pancada, sella-
da e recoohecida, que fra dirigida ao delegado so-
tes de partir.
Illm. Sr. delegado' Francisco Alves Cavaleanti
Camboim. Brejo em 10 de julho de 185*. Desejo
qoe V. S. responda-me sol sua palavra de honra
aos quesitos seguimos: 1. se foi verdade ou ate,
ler-me dirigido a casa de V. S. no lugar denomina-
do Puco, seis legua distante d'esla villa, alim de
mosirar-llie um ofllcio do Sr. capujo Cario de Mo-
raes Camiso, em que me determinara a fazer urna
diligencias por ordem da presidencia, par V. S. me-
lhor me dirigir a fim de poder eu com mais facilidade
capturar aquelles criminosos, indigitados pelo refe-
rido sr. capilo: com esla resposla moilo Ihe agrade-
cer o sea venerador obraado, criado. Antete
Marques de Souza.
Era isto cerbo ad cerbum.
Kesposla do delegado.
Illm. Sr. alteres A. M. da S. Nao ha dttvida que
V. s. aqu veio aofim.qoe na sua mendona, enoem
tttslo duvidar que se dirija a mim, que referirei ludo
exaclamertle. Parece-me ter satisfeilo a soa exi-
gencia. Desejo-lhe saode e felicidades. O seo patri-
cio muilo alleociosoFrancisco Alves Cavaleanti
Camboim. Pojo 11 de julho da 185*.
Compare esla com a que veio inserida oa Liberal
e veja que lal he o Pancada'.! yat,.
(Htm.)
COMARCA DB/A B'ALHf,
12 da ont.br.
Cada vez rejo-me roa erobaracado para continu-
ar a muservar o incgnito qne tenho sabido guardar
ale hoje neste epstolas, gracaaa lideldade amigo Jos do Egypto, qae me ubslluio IAo digna-
mente durante a rrnha ausencia, a quem apro-
veilo a opportunidade para agradecer a maneira
porque desempenhou a proroessa que roo Qzera, dan-
envolvendo orna habilidade queexcedeu a minha c*-
pedairra.
Cora elleite, he um gosto oovir-se allribair a pa-
lernidade destas missivas a este eaquelle, priaeiaal-
menle aos senhores doulores. que aa opiniao de
muita geole sao os nicos habilitados oeste logar
para rscrever para o seu cooceitnado Diaria, a ate
chegaram ltimamente a crer qoe o sea eerrespon-
deule era um moco qoe ha pouco foi ao Brejo da
Madre de Dos, donde regressoo ha das, porqne
Ihe declare que ia para o seria, onde na verdade
eslive para melhorar de urna enchaqueca, qne ha
annos acabrunhn esle seo velho amigo, que ja conta
Wl j.tnciros, o esl coBaaauenlemciite cempreheodide
naquelleanexmsefa/us est morbos.
Felizmente para mimos tees senhores curiuso a
descobridores de niel de pao, por mais voltes qae
hajam dado, oso poderam aintla descobrir o seo
verdadeiro correspondente, que embora viva o
obscuridade e nAo aode por toda a parle, lem toda-
va um compadre qne vive em lodos os crculos da
alte e baxa sociedade. e Ihe transmute as noticias
para serem estampadas em seo muilo lido jornal.
Basta decacaco, e vamos ao que interessa.
O jary desla comarca qoe linha sido convocado
para o da 9 do rorrente, prindpioo a futiccionar
naquelle mesmo di, por terem comparecido 38 ju-
rado, sendo presidente do tribunal o juiz da direito
Dr. Manuel Teixeira Peixoto, e promotor publico o
Dr. Jeaquim Eduardo Pina.
Foram apreseolsdos pelo Dr. juiz municipal .">
processos, conlendu j reo, qoe foram jolgado da
maneira seguinle :
1. Roo, Manoel JoAo Cabral de Mosquita, aecu-
ado por liaver com outros assassinado em Janeiro de
I8'2, e na fregueziada Gloria, a Aotooio Severino
l.eile, e por haver tentado matar um filho daquclle
infeliz, ferindn-o rom nm tiro ; foi conderanado a
t annos e 8 mezes de prisAo simple, gran medio do
arlign 193, combinado com o artiga. 3i do codico
criminal, visto como negoo o jury ler sido o predito
reo autor do assassinalo do referido Leite. Foi ad-
vocado do reo o Dr. Manoel de Oliveira Cavaleanti
de Albuquerque.
2. Reo, Jos Bufino da Silva, aecusado pela se-
gunda vez, por ler vendido urna sua sobrinh forra,'
foi absolxido. Este reo lendo ido absolvido oa
sessAo de setembro de 1853, foi appellado pelo Dr.
promotor publico para o tribunal da retecAo. que
mandou submelter o prncesso a novo jurv,
le julgamenloo Dr. jutzr
do reo Bento Francisco de Faria
-

-
i
1
/
}
\

^
Presidio a esle julgamenlo o Dr. juiz 'municipal,
sendo defensor A~ -*~ -----
Torres.
3. Reo, Vilal Pereira, acensado por ler em 9 tte
setembro ultimo ferido lexeiuonle a Germano, taller
doJoiode Deo da Silva; foi absolvido. Foi seu
advogado o Dr. Paulino dos Santos Cavalcaoli da
Albuquerque.
i. Reo, Anionio Soarcs da Fonseca, levado a bar-
ra do tribunal pela scgituiln vez, por ler a miado
um sen filho a malar a Roque Fcrreira da Casia, no
mez tic dezembro ilo anno de 1853 ; foi absolxido.
Este reo, havendo sido absolvido na sessao de mar-
co tte nrirnic anuo, foi appellado pelo Dr. juiz tle
direilo. Teve por defensor, liento Frandaco de
Feria Torres, o qual para mostrar a innocencia do
sen cliente disse que se ningiiem poda ser alfaialo
no pedreiro sem ler um aprendizado, nao era pos-
sivel que seu cliente fosse assassino sem ler nunca
morlo a algorm, entilando a idade de 72 anuos. Re-
sisti esta bella compararan, porque lalvez possa
ser aprnvelada para defeza de otttroo reos.
5. Ito, admirado, Antonio Jos Nunes do Va
le, aecusado pur ler amearadn com urna toca t
punta a um soldado de polica, que condoza pre
a ordem do delegado um seu irmo, auto de pod.
dcsl'arte oblcr a soltura to mesmo ; fui absolv.
Foi defendido pelo dilo Turre,
Taes foram as decisoes proferidas pelo tribunal ...
jury na sua secunda e ultima sessao ordinaria dp an-r
no que este a expirar, decisoes esta que nAo se po-
de deixar tic qii.ililicar tte menos justas, poit que nlo
he crvel que d'enlre cinco aecusado somente ath
fasaeialgado criminoso pelos jurados, qoe julgaai tle
legado teve noticia dese Chirinada, e deo suas or- ronscieorta e nilo petes autos. Quando ebegar a
>*
-
-----.



.
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA FIRA 16 DE OUTUBRO DE 1854.
V
I

i
nanita a i
a venda
Ihoet
Iraesitar
parta i
tris-i ma
epo-a eiu que o tribunal do jury dt-iiar de sor um
tribinat de condescendencia e de impunidarie?
Atesta da capella de S. Francisca nao fui muilo
roioorrida pelo povo osle auno ; porm eni compen-
sar* nao nvemos de laitimar os actos de escndalo
praicados o anno passado por um senhora respei-
lavel, e com foros de /Haiga, a qual portou-se den-
tro 4o templo, como urna resaleira era nrara nn-
blici. '
Al'JiMrWma destace marra, i-omprelionilciiilomc-
Ibor oj see/deveres, mandou observar urna certa or-
dem entraros vendedores de diversos gneros, assig-
les os competentes lugares para ciporem
' seus gneros 'e evitando assim o baru-
8o que exista, a ponto de nao se poder
or all nos dias de sabbado. Pela .....si
Itoapplaudimos essa deliberacAo da illus-
fe fajemos votos para que ella tome ein
consideiarao oulras medidas le palpitante necessi-
dado pira os seos municipes, as quaes tem eslado
era ceopleto abandono, e entre oulras lite lemhra-
rejiosa facnra do acougue publico, cuja obra lia
sido arotelada al esta data, apezar le estar compe-
lentuneole antorisada para isso, e de contribuir o
novopars os cofres da nmnicipalidade com mil rs.
par lid* re qne se mala.
Ni noile de I do andante, den n jtiiz municipal o
I ir. Francisco Brederoda de Andrarie, um osplon-
ddi cha em commerouj-.icao do dia do sanio do seu
nome, para o qual fi.rai i convidadas todas as aulo-
ridaSes e pessoas gradas lo lugar. Ditem que esleve
bedivertida a reunio, relirando-se os convivas
mulo satisfeilos para tas casas s onza horas da
noifc.
.\Vropoilo (leste senhor, devo conressar que por
nraestamos muilo salisfeitos com dio, e bem assim
cora o novo delegado, que como primeiro bomem
em riqueza na comarca, leve ser muilo interesado
na sianulenclo da tranquilidad* publica, cabendo-
nos louvsr ao Ej.ro. presidente da provincia, a acer-
ada escolna daquelle anriao e rico propietario para
He importante cargo; no qual be de esperar que elle
continuara a prestar a esta comarca os mesmos va-
liosos serviros que prestou em tompns nac mui re-
molos ; sendo quo por esse motivo ficamos um pou-
co suavisados no scntimenlo que a todos rauson a
?*oneracito por incompalibilidade legal do nosso dis-
inclo comarcio e rico proprielario, o commaiidanle
uperior Francisco do Reeoe Albuqucrque.
l-cirain presos ltimamente nas Ierras rio engenta)
tenia Anna, lous individuos da compantiia dos se-'
tino*, (ladres de cavallos) cojo chele he um celebre
Allomo Carlos, morador na estrada nova do Recife,
1e mo obstante liaver eslado na cadeia dessa cida-
muitas vezes, lem sido sempre tollo. Tal ho o
psler mgico deesa cavalieiro da noile, verdadeiro
leror dos poesuidores do cavRlIus !
'.'iusa que um dos ditos presos contossara que nAo
lidia crime, porque nao lora elle quem furlnra o c-
valo, e apenas recebra dous patacoes de Antonio
Calos para abrir o ferrollioda cstriharia, levando
aqsel'e ocavallo. Que tal a escapatoria do menino-
r.srae sem duvida deve estar bem imbuido nasdis-
noifoes do cdigo do Pasa-mao.
lo ,1a propietaria do engenho San-JoAo, para com
ostonibojekos, o especalmenle.'para com oscarguei-
nse cavalleiroi desta comarca que sAo os que mais
soTiem. Quero (aliar da exlorsao, ou como mdhor
nana haja em diraito, qnc aquella senhora esta eser-
ceido para com o aovo, onrigando a este a pagar 20
ras por cada ra vallo que passa por sen engenho. em
cmsequencia de urna sertidAn forrada que lem es-
la>elcci.lo,|mailando abrir um valadn na trras do
sea engenho para forcar n pobre coniboveiro a pas-
sw por urna ponle, alim de poder cobrar o tal pe-
digo. He lidio que a sjera fimesauri procure en-
liesourar e amonloar riqueza -, mas nAo por um
eio lo reprovado e piiressvo para os povos, co-
m o que levamos agora ao dominio do publico. E
pw isso esperamos que a cmara municipal de Po
dAlho trate quanlo antes de acabar cora semelhan-
U usurpara, inlenlandu nma aceito da fore_a nova
unir a referida senhora para ser oh-truido-o valla-
di aberto, e ficar livre ao povo o.transita por aquel-
i Paralle,,, Esse acto da cmara municipal oobrir
Jas henean, do povo os cus autores.
Idilio sido por demais eilenso, e por isso aqui ler-
itino, iliin de ii.io massar mais i paciencia dos leilo-
cs do seo Diario, aos quaes pec.0 de-culpa, acres-
leiiiando anda, que a farinha vendeu-sa na ullima
tira a 280 rs. a cuia, o milho a ll), e a carne a
z$>60 rs. a arroba. y.
ildem.)
COMARCA DKtiOUMt

30 da eeteaabro.
Ha ummez poraqui ando, e logo impossibililado
le Iraiismittir-lhe. alsunus noliciai. porque aperas
lieguei.fuiaccommellido pelas malditas-malda,
woe, cu como melhor uume haja quo sAo a mo-
estia endmica desta trra. Entretanto, para que
roen amigo nAo me considere omisso, e j sque-
;ido da. suas boas relaciies, vou fazer esforCos (no
nlervallo da ft-hre ecalafrio,), para dizer-lhe ilgn-
J.K-fl" TObr' e'to bc" l08r. eos seus amaveis
liahilantes.
NAo llie ser desconbei ido, que a anliga villa de
.oanna lem sido o laaalrt. ,ic niuitos feilos glorio-
sos desta heroica provincia, e por isso apenas lem-
lirar-lhe-liei dous dus priuripacs.
Era 16,16, o valeroso brasilciro Antonio Filippe
t.amarao. possuido do maisacrisoladn amor da pa-
ma e dama rara coragcm.inveslio aosllollaivle/.cs,
que em grande numero su haviam apoderado desse
poni, e consegua desaloja-tos, levando ludo a lio
de espada, e reduzindo a rhamroas o que por oulro
modo alo pode deslroir. E posteriormenle vendo-
tt obngado a relirar-sc d'alli, escollou e salvou gran-
de numere dos seus hahjlanles, e (oda a guarnido,
que procuravam fusir do periso, sendo que condu-
znido todos na mdhor orlem possivel. tomoa a di-
.recraodas provincias das Alagoas e Baha, alravez
de mallas qoasi inlransilavds, ele.
Em 22 de agosto de I8 I, o povo e a tropa reunidos
(em tiatanna, erearam um soverno provisorio sob a
presidencia d cidadao Francisco de Paula Comes
dos Santos, para frustrar o plano do seneralLuit do
Reg Brrelo, que era promover o jurameolo da
rousliluieao desse anno, allm de raellior conservar-
se no poder. Aquellas tropas no dia 21 de Miembro
(lomesmo anno, marchaiam dalli para atacar a co-
rnial, e ja nas immediaco"! de Olinda, Iravaram re-
i nhido cmbale eorfl as forras porlugoezas, rnons-
i i raudo o mnor denodo possivel, e por ultimo acce-
. derara vicleriommenle a capilula(A'> oflerreid por
aqaetle general, a qual loi inlilnlada ConvenrAo
de Beberrbe.
U*<*ea deliniliva ezpnlsAo dos Hollandezes em
1b.>, eameroa a prosperar a pocoa'rito de Goinna,
Tazendo sempre parte da capitana do Ilamarar, at
1685 em qne foi elevada a callicsoria de villa, resi-
dindo ah ojuiz e a repi;lva cmara, e assim foi
lomando tal enarandecimenlo, que no obslanto le-
rem sido de novo all insinuadas aqoellas autorida-
des, por caria regia de 20 de nevembrn de 1708. lor-
nou-se a Mdeda capilania de Itamarac em 7 de ja-
llc'd l7'l- Apezar dislo, em 5 de dezembrode
1'1',,1e"en! Manoel i.e Souza Tavares, e ouvidor
pda le Joao Gdedes Alcanforado,, a privaran) desta
regala, indo ambos permanecer ou residir em Ila-
, manen. O l)r. Felkiino Piulo de Vaseoncdlos
oovidor Iriennal, a seu lamo reaviven alternar as
andlenciaa ora em llamarac^g ora em Goinnna,
desde 171* ate6 de MlDbro4F|?l2, que el-rei 1).
Joao V Jabeleceu denitivaiMSle a residencia da
Tri, emGo'*nn- Prf alTara do I. de agos-
to de 1808. foi exmela a ouvidori de Itamarac, e
creado o lagAr de juiz ,1o tora de Goianna depen-
dente do de Pemamboco; a pelo alvar de 30 de
maio de 181* foram annexados o dislricto e villa de
(mianna a amarca de Dunda. Em summa, pela lei
da aswmhlea legislativa desta provincia, sub n. 86,
da j da mam de 1840, foi a mesma villa de Goianna
elevada a cathegoria de ddade.
mk Esta cidade denominada .le S. Pedro de Goian-
m nana aseas extensa, banhada pelo rio do mesmo
nome, o qual m forma nas abas delta pela reuniaodos
M nneiroslracunliaemeCpiboribe-merim, edah cor-
I. re rumo leste cerca de 3 oo leeuas para o ocano,
.\ leguas ao mirle da Ira de Ilamarar entre a Pona
41a Pedras a a dos Coqaeiros em 7 gros, e 32 minu-
tos de longiliide oeste.
O porto de Goianna he largo, profundo e sufll-
nenle para ancoragem das navios co-leiros degran-
< de lolacio, e at ha bem poucos annos snbiam perlo
rta cidade as sumacas e brigoes o quej hoje n1o he
possivel por seachar obstruido o rie, e ser preciso
canalisa-lo, para cujo melhoramcnlo tantas leis pro-
vinciaes leem providenciado, como sejama de n. 161
Si- d,e.n"'rembf de 1fi*6; n. 193 do 12 de abril de
lolL' i,*,L 3 *; 228 ile 5 de sclcml.ru de
1818, arl. 37; n. 300 de 7 de maio de 1852 arl. 1i ;
e al m volaram undos na verba de 200 eonln de
res noorjcamenlo provincial, Le sol n. 3*6 le 16
de maio de lrf arl. I2;t algoempor c ler agota an-
. ado promovendo a org,niMCAo de urna associarAo
dos rapiialistas e propriciarios do lugar !:....
A comarca de Goianna confina ao norte rom a
#prnvinda da Paraluba, so oeste com o Ceara. ao sul
com o termo de Iguarassu' e cnece a leste no
Ocano.
Calcula-*ea sua popularlo em 35,000 hnbilanles,
sendo .>,.>00 proprWlarios. commerciautes e arlisUs
Gonlam-se 80 cnaenhos de fazer assucar, c os seus
proprielariQssno pela maior p;irte abaslados, alguns
ricos e todos muilo hnsp laleiios o amovis.
O coilegio deiloral de Goianna encerra as tresfre-
guezias, Goianna com )33 voltiles e *8 eleitorc<
Ilamb com 93.1 volantes c 25 eleilores, e Tisicupa-
^ po com *66 volantes e 12 eleilores; ao lodo, 3192 vo-
' lanlesj e 85eleilores, Mgnndo as instrucc'csda pre-
deuda de 18 de Miembro de 18.12.
A collectoria das rendas seraes do municipio de
"ianna rende annualmcnle para mais de i con tos
de leis, e oulro lano a das rendas provincines, A
amara municipal do Goianna no correle anno li-
aanceiro, lieaulorisada B dispender rs. 3:6563000,
egnndoa lei ilo ornamento municipal n. 3*8 de 21
ajainiilode 1H51 arl. 4.
Em 1851 coniaram-so om loda a comarca 1573
baplisamenlos, 47* caameiilo. e 871 obllos.
A comarca eucerra um sii termo, e oulro dislrirlo
miicmI, comprdieiidendo Goianna, (oianniilia, Ti-
licupapo, limliauha, Mochi, f.ruanav. Pedras le
'oo, Ilamhe, N. S. na l,apa eTnquara, onde exis-
m as respeclivas autoridades ccclesiaslicas e po-
icine.
A juslica (ocal he cxeicida, o adminisirnda por
|ii|z do lireilodo criiqe, un juiz municipal, p de
liaos, aoMiitea, oiYd, commercial, provcdqi de
oape|la, e residuos, 1 promotor publico, I escrivAo
do juizo de orphaos e ausentes, 1 dito de capellas e
rosiduos.l dito privativo do jury, 3 escrivAes dos
juizoi commercial, civel, criminal, o labelliAes de
nolas, sendo um delles privativo do registro de hy-
polhecas,2 partidores, 2 avaliadores, 5 meirinhos, t
depositario geral.
lia mais urna cmara municipal, I commando su-
perior, 1 colleclor das rendas eeracs, oulro das pro-
viuriaes, 2 escrivAes respectivos. I ajudante do pro-
curador fiscal da lliosouraria provincial, e I proDlo-
lor fiscal da mesma, 1 commissario vaccinador, 1
agente da administrarlo do corrcio, I professor pu-
blico de lalim, 5 ditos de ioslrurrau primaria para o
snxo-masculmo, 1 professora para o sexo feminino.
I inspectur do 31 circulo Iliterario. 1 capataz, 2
mediros, l cirursiao, 3 boticas, 9 advocados, e ou-
lras enlidailes referidas no novo melhodo, ele.
A cidade de Goianna ho inaseslosa, risonha, e of-
ferece sobreludoa quem oliMrva-la do alto da torre
da igreja da Misericordia, a mais bella e eiicanlndra
vista. Ella disla do Recite 15 leeuas. de ptimo ca-
minho por urna estrada quasi loda plana, larga, e
cercada do alamedas de aores. As suas ras sao
pela maior parte rectas c espacosas. principalmente
a denominada Direita, que lera cerca de 60 palmos
de largura, c pouco mais ou menos a do Amparo,
Mndo que em todas ha soflrivcis calcada, lalcraes.ou
pasMios.
Con(am-M 8 igrejas, das quaes algunas rivalisam
em archilcclurae ornato com as dessa capital, laes
ao a malriz, as do Amparo. Patrocinio, Rosario,
Misericordia, onde ha um sollrivcl hospital, a Sol-
dade com um recolhimenlo para o sexo femenino, o
convenio de N". S. do Carmo, e os Martvrios, notan-
do-scque estes tres ltimos templos achamse asss
arruinados,,- demandam nAo pequeos concertos.
Us hnbilanles da cidade de Goianna san muilo do-
minados ou fanalisino, e por isso rarissimo he o ilia no qual se
nao ooca o aununcio dado pilos sinos e foqueles,
de que ha alguma fesla, que sempre so procura ce-
lebrar com loda a pompa possivel, bella msica, c
profunda devoro.
Os mesmos habitantes san datados de cararler mui
dcil, benigno, e sobretodo hospitaleiro ; c pelo pou-
co que lenlio observado parece-mo que reina a pal
e a harmona enlre as ramilias,desciivolvetido- da vez mais o espirito de reunan, ou sociedade. a
ponto de que Goianna ja nao indica ser urna cidade
central, ou do mallo.
Oulr'ora Goianna foi muilo cnninicrrianle. e hoje
parece estar decadenlc, aUrihiudo-se isso geni-
mente a fatal lemliranca de removerse para Podras
de Kogo Brande l'eira. que aqui havia. Actual-
mente o seu principal corumercio consiste em pouco
alsodao, bastante assucar, e oulros (teneros indus-
triaes; para o que j ha sofiriveis annazens, Mudo de
deplorar repilo que por m adiar obstruido o cau-
daloso rio de Goianna nac. se lenha ainda estabeleci-
do maiores deposilos para asan diversos producios
locacs. os quais por cerlo para aqui seriam trans-
portados de preferencia (pela proximidadc e facilida-
de) a aeren conduzidos para essa cidade, c isso por si
so bastara para fazer crescer espantosamente o gy-
ro mercantil, e ao mesmo lempo para desapparecr
esse Toco das intermitientes e insaluliridade desta
bella cidade.
Tambern he notavel, que leudo a lei provincial
n.228 de 5 de setembro de 18*8. arl. 28, designa-
do 20 lanipeoes para a Iluminarlo desta cidade, a de
n. 312 arl. I"autorisado ao presidente a mandar
collocar 30 desses lampeOes, o a de n. 346 le 16 d
maiode mii, art.18 fixado csperialmcnle fundos,
ale o presente nAo se lenha levado a clTelo esse
Brande beneficio, evitandn-se assim que a noitc an-
de-se a quebrar a cabera, dar topadas, arrancar
unbas, etc.
Existem algumas fonles, que dio asua clara, e
lmpida, mas nao Uto boa coma a do nosso rio da
Prala. Ha urna casa que serve le mercado, onde
apparecem fruclas, mormente,os saborosos ahaca-
s as primorusas piuhas, as lulcissimas laranjas
selectas, as magnficas condecas, muilas verduras,
oplimopeixeetc. A comarca he prvida de algn-
mas puntes, como sejam a do Taiiquinho, na ciia-
je; a de Bujary. no enaenho do mesmo nome, e he
deplorar que anda se n.lo haja feito a do Japomm
que he tAo uecessaria.
Tenho observado igoalmeule. que os habilanles
le Goianna enchem-se .le urgullio por ser clin a pa-
tria de alguns liomens illustrados, c palriotas nola-
veis, como o desembarsador Nones Machado, Drs.
Arroda, Faria, HraiulAo, Aguiar. c oulros a quem
esta provincia lem sempre considerado.
Em fim he notavel a geral vocaro, e bom goslo
que ha nesla cidade para a msica,"asim como es-
lou persuadido que em parle alguma da nossa pro-
vincia se fazem mais ricos labyrinlhoi e rendas l.lo
primorosas, que se anda nAo mcrecem mnorapreco
enlre nos he porque nAo vem de paiz eslrangero.pe-
la bem sabida reara de que a gatlinha da minhari-
tinha he mais gorda que a minlia.
Basta por hnje.meu charo amigo: adeo<. al breve-
mente, que aauardo para escrever-lhc sobre cerlos
lacios aqui occorridos, pintar-Uta alauns caracteres
desle lugar, e Iransmillir-the a minuciosa descrip-
cAoda solemne fesla le N. S. do Rosara, que ama-
nha lera lugar na igreja malriz desta cidade.I,em-
brancas aos amigos. Preso-me de ser seu patricio e
amigo veno. y.
(dem.)
ejpaaa---------
REPARTICAO DA POLICA.
Parto do dia I* de oulnbro.
Illin. c Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
parles boje recehidas ncsla repartirlo, consta lerem
sido presos : a ordem do subdelegado la fregnezia de
... Antonio, Francisco Antonio *lves Mascarenlias,
para avcrigiiar,oes ; e lo suhdeleaado da freguezia
da Boa-\ isla, o cabra Benedicto Jos Rufino, lam-
bem pura averrgnarOcs, c o prclu Manoel de Campos
Mello, por desorden).
Em oflicio de 17 desclembro ultimo, parlicpou-
me o delegailo do lermo de Flores, que pelo com-
mandanleda forca volante que conserva em Fazcnda
diaii le e I araralii. foram presos os crim:nosos na
comarca da Boa-Vista Joaquim Antonio, autor de
dous assassinalos, e Dominaos Antonio, que tambera
he criminoso no lugar de Traip la provincia las
Alaaoas, onde assnssinou I seu proprio pai em urna
quinta-feira Sania, que igualmente foram presos Pla-
cido de Souza da i i rara, criminoso de morlc, e Pedro
Camassari, por ler furtado um escravo na povoacAo
do Buique e um cavallo no lermo la Malta Grande,
das Alagoas. Todos estes criminosos foram remedi-
dos e postos a disposicao das autoridades dos lugares
cm que sAo criminosos.
II delegado do primeiro lislrdo desle lermo me
acaba de participar que, as 11 horas da noite do dia
12 do corrente, na praca da Independencia e em di-
recrao i ra das Cruzes. Salusliano Augusto Pnten-
la de Souza Peres recebera urna forle cacelada so-
bre a caneen, resudando dola o ferimeiilo de duas
pollegadas de profundidadec oulras tantas de exten-
sao, Mndo autor do delilo Joaquim Jos Leoncio, que
immediatamenle foi preso e remiendo i cadeia, e
contra quem esl o subdelegado da frecuezia de S.
Anloniu instaurando o competente prncesso.
Dos guarde a V. Ezc. Secretara da polica de
Pernamliuco 11 de outuhro le I8.54.Illm. c Exm.
Sr. conMlheiro Jos Benlo da Couha e Figndredo,
presidente da provincia do Pernambuco.Ochcfe
de polica, tMtZ Carlos de Paiva Tei.reira.
A fama he um snbscrplo e epigraphe que declara
e musir o que o bomem he ; ella m Irn.millo aos
ollnis c aos ouvidos de todo, e por is9o he a fama
o llicsouro mais seguro e de mais eslima, ou o pa-
trimonio mais rico, como lite chamou Publo Mi-
mo : Ifonesliii rumor esl palrimnnium.
Semclhante a sombra que segu inscparavel e
necesariamente o corpo, ella vai, urnas vezes adate-
le, oulras alraz, seguindo sempre os nossos passos,
segundo os lina dasnossas inleui.Oes.
Aquella pois, que pela pralica das boas acones e
Teilos gloriosos, caminba intrpido pela estrada da
rcchilAo e da justira, obriga rorcosamcnle, a qae
como a sombra siga os seus passos a fama, essa fama
iminorredora que, zombando dos mcuIos, eterniza
o nome daquelle a quem ella endeosa proclamando
as suas virtudes.
E quem enlre nos, por urna nunca inlerrompida
successAo de Tactos patriticos e virtudes cvicas,
tem grangeado a eslima, o amor dos seus coacida-
daos e a fama a mais indita ? Nnguem duvidar
conressar de promplo e solemnemente que he o
Exm. Sr. Barao da Boa-vista, esse eximiulpalriola e
Ilustrado Pernambucano.
Girando no capitel do nosso edificio parlamenler
qual aslro radioso, c a iiianeira deso, elle, trans-
pondo-se da sua eminencia, desrc, sem nada perder
do seu brilhantismo, para premier e illuininar a
aquellos quem por duas vezes tao sabia e patri-
ticamente dirigi.
Sim; o Exm. Sr. Baro da Boa-vista tol nomeado pe-
lo palernal aovemodeS. M. I. (o actual ministerio}
coramaiidanle superior da guarda nacional do mu-
nicipio do Recife, e S. M. o I. houve por bem
sanecionar a nomeai;o desso sen bim condecido
e preslimoso vassallo, desse luzeiro lo norle e mo
narchisla por excellcncin.
No din do corrente outuhro o Exm. Sr. Barao
preslou o juramcnlo do costume na presenta do
Ezm. Sr. Jos Benlo da Cunlia Figudredo, presi-
dente da provincia, lesM acrrimo e incansavel se-
guidor da poltica pelo Sr. Barao plantada, quan-
do por las vezes regeu os destinos de Pernam-
buco.
Muilo emhora, a calumnia pretenda offuscar o
renome j hnje grandioso do Exm. Sr. Jos Benlo
em Pernambuco.
Os aromas cheiram com mais vehemencia, quan-
do com mais violencia se movem, qiiebram e Iritu-
ram ; assim o renome de S. Exc. o Sr. Jos Benlo,
ja bem conliecido em lodo o Brasil ; porque, assim
como as estrellas luzem c brilliaiu mais quando a
noile mais se eseurece, assim a fama mais resplan-
dece e vigoriza mira as nuvens da calumnia, quan-4
do eslas prelendem edvpsa-la.
Temos pois, o Exm. Sr. RarAo la Boa-visla a
frente da briosa guar.la nacional, e consta-nos que
no da ti do andante mez lumou passe.
Todos os quesilos fvora>eis ulionaiii ess
nomeacao. S. Exc. com
talivas o graves preenchera satisraloriamenlc eSJ
nova e honrosa missao de que o encarreaou o me-
lhor dos monardias. No cxcrcicio do seu comman-
do, elle lera om vista, como oulr'on leve quando
presidente, a mxima consagrada nos seuuintes
versqs:
I ara nao pasear Icsapercel.ido 'esse arto do gover- i ramenle a mea filho Bonifacio, e antes s?mpre V.
no, para rw multo honroso c significativo, dignen)- S. foi muilo humano no seu castigo. Ainda mo li-
se, srs. ncdaclores, dar publicdade a eslas poucas re da escola de V. S. o nicu lilho,
hullas escripias imparcialmenle por um Pcrnamiru-
Imigo do mrito.
Recife 12 de oulubro. de 185*
isa jusla
suas maneiras aulori-
Aoii tomen ai pieiiis tangebat rumma polentas
.\e nimis indulgens regia cirga cada!.
Por essa lAo acertada oscollia, louvores, mil lou-
vores Mjam dados,a S. M. I. e a guarda nacional,
aos mouarduslas, aos amigos da or.lem e a lodos os
I'crnainbucanos em geral muilo* parabens e muilas
fdicitaooes.
VIH VI REPEI.I.EIIE'I.ICET.
Srs. Redactores. Itetit a meu pezar anda una
vez vollo as suas bem conceituadas columna-, pois
que a lauto me obrigam a vileza l'alma c os niesqui-
nhos clculos le baixa e lorpe vingiinra de um Sr.
Jos Airo de Albuqucrque MaranhAo," que rae ha
tomado para seo palito, lirando-mc s minhas oceu-
pacocs, c obrigando-me do alguma forma I sacri-
ncios pecuniario-, para qne se nAo acha liabiliudo
um pobre professor de laslrucdio dementar, mora-
do de ramilla, que nao trafica rom Africanos livres.
e nenhum nutro modas rirciidi lem alera de seu
empresa, ()
NAo he a esse ente rancoroso que eu me dirijo, e
sim ao publico sensalo que naa julga. He cm vistas
de melhurar o ensino publico, nesla freguezia, que
0 hr. Jos Afro promove representadles contra mim,
e oceupa a iinprensa com lihellos ramosos, como ve-
no V mes. do sen numero 195 le 26 de agosto desle
anno, procurando da balde dcsconceiluar-nic NAo
veem \mrs. ,i,cs*e infame proceder urna persegui-
rAo alraz? Pois o Sr. Jos Arro que lera afrontado
a morahdade publica, no lugar onde residimos,
le um modo csrandalosn.que nao teme sancrAomoral,
que de ha imnto ha sellado os cus icios com um es-
tigma, que Um nao invejo. he o mesmo humem que
vem a imprcnsa apreguar-sc le amanle o zelador la
ustrucrAo publica, quando os ineus superiores no
lugar, disperlados pelos alcves que o Sr. Jos Afro
me ha gra. -lameiitc irrogado, hilo swidicndo do
meu proceder em qualidade le empregado publico,
e ilevera de oslar convencidos de quo infundadas e
calumniosas sAo asaccusa;~ies que me ha alirado esse
graluilo immigo, esse hornera cheio de venloe de fu-
mo, mas tAo simplorio, que rn4 icbarmo-nos ainda
em lempo dos senlinres de barao e cutello ?
Quer, senbores redactores, esse Sr. Jos Afro, sus-
tentar a acensadlo que 13o injustamente me re/.,
apoiodoem documentos, que por mim ja foram vir-
loi ni.amonte ronfuladosu anniquillados.e em oulros
que, pelas firma* de sus autores, nada valcm.
NAo admira que os baixos instrumentos do Sr. Jo-
M Afro alte.la..oni aquillo mesmo quu assignaraui
na celebre representaran, que contra mim esse liga-
da! inimigo promoveu, por quanlo cahiriam na vil,
baixa e mMravel conlradicfAo, cm que cabio o se-
nhor l.uiz Tenorio. O digno juiz le paz do pri-
meiro distrillo lesta freguezia, o Sr. Peilro Antonio
de Barros Malla he lAo bem couceiluadoquc jamis
a servil conlradiccAo do Sr. l.uiz Tenorio peder
macular seu crdito e renome. Desprezaudo solem-
nemente os documentos do Sr. Jos Afro, por serem
ja por mim (como ja ilisse) victorio lados e annquillados. passarci a Iralar de Luciano
Jos dus Sanios, e de Pedro Mariannn Bello Tirrica.
Luciano lie um ente millo, he um cnlc lAo infame
e miseraval que nem para oflicial de juslija servio
he um ente, em summa, (Ao relaxado, vil o despezi-
vel que he dar-se-lhe muila importancia o fallar nel-
le: Pedro Marianno he um ente desprerivel, casado
com urna filha de um prelo da Cosa, liberto da ca-
sa lesM Sr. Jos Afro.
Castiguei moderadamente, nAoexccdendodeti pal-
matoadas, como he de meu costume, em 1816 pelo
crime de sodoma, Manoel Jos Transando, e nAo
com 46 palmaloadas, como diz Luciano, vil e lor-
pe instrumento de vinganca desse tallado Jos Afro.
Como podara es*e Luciano lirar de minha aula o fi-
lho, no mesmo da em que presenciou eu castigar
brbaramente como elle torpe c nugcntamenlo liz,
com *6 palmaloadas Manoel Jos Trosanclo. se
1 aulino Jos dos Santos, filho desse miseravcl ins-
Irumento u'o m malriculou em minha aula Bu anno
de 1816 como mn.la do livro da malricnl.i o sim
nu auno de I815,e no de 1817? Cora nogento instru-
mento dcvinganra.lu.ciiuein le fez mentir.se he|que
Me senlimenlo leus. ||c falso que baja cu casica-
do brbaramente ao filho adoptivo do Sr. Pedro Ma-
rianno; somonte pela iniseravel servidao, esse senhor
seria capazde.com acara calcada de aro, asseve-
rar lAo nogenla c asquerosa falsidade.
Appareceu, em minha aula, cm o anno de 1851
ou cincoenta e dona, para sor matriculado Alexan-
dro de tai, ciir preta, idade, no vnllo representava
ler, de quarloze a quinze anuos, filho adoptivo do Sr.
I edro Marianno : chamando eu a esse inoro para
maliirula-lo, e perguntando-lhe pela idade, 'nario-
ualidade, naliiralidnde, ele, rospoiideu-me que nAo
sabia. Pelo que deixei de nialriciilar a esse mora,
e aguardei BTlstar-ma com o Sr. Pedro Marianno,
para enlAo matricnla-lo. Acontecen que depois le
dous ou Ires lias o Sr. Pedro Marianno precisou lo
filho, c o condoli sem me communicar nara urna
viagcm ; de volla, depois de quinze ou inaisdias, de
novo appareceu era minha aula o mencionado Ale-
xandre. EnlAo disse-llie cu o segunle : u Vine,
anda bem n.lo esl malriculado, j d faltas, islo
nao me convm, se o senhor seu pai v que contina
Mra-lo, ser melhor lira-lo logo por urna vez. n
Nunca mais appareceu n'aula esse Sr. Alexandre,
pelo que n.lo Uve occasiAo nem de mutricula-lo. nem
<"e o cjsligar. E mo passado de 1853, propalou quo eu india casti-
gado brbaramente um filho delle de nome Apol-
linario ;aeonleccu porm que nnguem preslou al-
leacaa a essa refinada e maliciosa mentira, um so-
lemne desprezo foi o resudado de sua mesquinha e
ntiscravel urdidura : nada podeudo esse Sr. Jos
Afro conseguir por esse torpe mcio, lembrou-se do
Sr. Pedro Marianno, como instrumento proprio.para
suas urdiduras e mesquinhas vingancas. fazendu-o
servil e lorpemenle mentir peranteo publico. Jul-
R.u.e .ora Pul,licn sensalo se os documentos ou
AS PESSOAS PROVERBIAES,-do Sr. J Afro
podem conrular e aniquilar os, por mim appresen-,
dos-. Desde ja declaro a esse gratuito e ligadal
inimigo, qac, fadando-me lempo como j disso) e
meios para sustentar urna polmica intil e nlermi-
naycl, nenhnma resposla Ihe darei mais a esse res-
pcito. e, que Iralarci cora solemne desprezo lodas as
suas nojentas e asquerosas urdiduras, condignas da
pessoa de seu aulor, enlrelanto que.perante os reos
superiores legitimo*, eslou Mmpre prompto e habi-
litado para juslilicar-me. Declaro alto e bom som,
que o inimigo capilal que lenha be esM Sr. Jos
Au-o, e que esM mesmo senhor ser o nico respon-
savel por minha existencia ; a minha cabeca nAo
sera conduzda como um dos mus Iropheos, e muilo
menos pendurada em algum quintal, porque da I-
luslradissima e excellcntissima ndmmislrarao da
provincia espero providencias as mais enrgicas e
terminantes possives. Conlenha-se, Sr. Jos Airo,
cleue-M de perseguido ; repare queo lempo do sau-
losa memoria, do sic rolo, sic jabeo, sic ralione vo-
lunta*, jala passou. Adeuda que o Exm. Sr. con-
selheiro presidente da provincia, enjo itluslrado cri-
leno.juslicae imparcialiiladc slo exiiberanlemenlc
recmiliecidas, jamis, como he do mu prudente, sa-
bios elouvayel costume em idnticas drcumslan-
ciis, dormir o somno da iiidiflerenra. e previdenle
,lber:' remover quaesquer ailtistros intentos. En-
,en"e '....... Abr, Sis. redactores, a matricula aos
iU de selembro de 18*5. n nesic mesmo anno tive
dezenove alumnos; em 18*6. tive *0; em 18*7. Uve
.2 ; em 1818, Uve 15 ; em 18*9, Uve 15 ; em 1*50,
31 ; em 18..I, 38; em 1852, 37 ; em 1853, 75 ; e nes-
le presente anno de 185*. tenho tido a fortuna, em-
hora as perseguirles alrozes do Sr. Jos Afro, de ler
*.lalumnos ; lestes sabio Lourcnro de Carvalho le
Araujo Cavalcanl, filho de Jos de Carvalho de
Aojo Cavalcanl, e falleceu Francisco J, s Barbo,
sa, filho de Pedro Jos Callslo. tendo por lano a
minha aula 41 alumnos existentes. Revendo o li-
vro dos exames, nelle achei approvados plenamente
os alumnos segiiinic* : Nicolao Pcreira Bezerra, filho
de Francisco Xavier Bezerra ; Pedro da Silva Dias
Reta, niho de Sineao dos Res e Silva ; Cietano Ve-
nssimo da Cosa, filho de Caetanu da Cosa Mara-
nhao; Joso de Carvalho de Araujo Cavalcanl Jnior,
lilho de Joo de Carvalho de Araujo Cavalcanl; JoAo
iiualberlo da Silva Cavalcanl, lilho de I.uza Mara
da t.onceicao;Josc- Joaquim de Olivcira, filhode Jo-
quini Jos de Oliveira ; Amonio Marlins da Cimba
Souto-miior, filho le Luzia Mara da Concce.Ao ;
Ijurenlino Xavier Bezerrt, lilho de Francisco Xa-
vier Bezerra, aJUnrao MU! I.oarenro Bezerra
caiatcanti de Antquerqne Maranhao, filho de Jos
Jiro de Albuqucrque Maranhao ; Antonino Ramos
de Vasconccllos ; lilho de Antonio Ramas de Ves-
conrellos Antonio Joaquim le Olivcira. lilho de
J oaquim Jos de Oliveira. Deixaram de compare-
cer 11 exame, por motivos justificados, os alumnos so-
auiiiles: Francisco Xavier Bezerra Jnnior, lilho do
ranciMo Xavier Bezerra ; Amciico Cavalcanl de
Albuquerane MaranhAo, filhode Apollinario Flo-
rentino de Albuquerque Maranhao. Pur se adia-
ren promplos nas materias conreriicnles inslrnc-
ao elemenlar, sahiram da miaba aula os alumnos
segimiles : Manuel Pereira Pida, lilho de Theotono
i,ri u.i uM-uia ue v. n. o im:u mim, crabora muilas
pessnas me hajam pedido para cu a lirar, o o man-
dar para a escola doSr. incslre particular, Jos Ra-
mos, e nicamente por falla do meos nao o tenho
mandado este auno para a escola de V. S.
Em T de \ enlode he o que Ihe posso allirmar, e
por nao saber ler noni escrever, ped a meu gunrn
JoAo Evangelista Kogo, esla por raim lizessc c a meu
rogo assiguasse.
I!iIiot.i 26 de selembro de 185*. A rogo de
Leja Francisca da Espirito Sauto,./oto /rangelista
llego.
Eslava reconhccd.i.
.Srs. Redactare*. Chegou as minhas ruaos o seu
ronceituado Diario n. 195 do 96sleagosto leste au-
no. Ah deparei com urna correspondencia contra o
lignn proTessor publico desta freguezia Liberato Ti-
liurlino de Miranda Macel, que salisfalnriaiucnle ha
ilesempcnhado as funcroes do seu professoralo, iue
ha muilo exerre nesla "mesma Trcguezia : somcnle
mesquinhas vinganras e baixu servilismo seriara ca-
pazos de assacar os alcves que ao mesmo senhor ha
gratuitamente irrogado o sen capilal inimigo. Ah
lambein deparei com um Irecho, em que un.eras el
e servilmente o Sr. l.uiz Tenorio de Albuqucrque,
liega descaradamente o que, sem cu Ihe pergunlar,
rae diesen. Se o Sr. Tenorio baixa c servilmente se
ronlradiz, com receio do chicle, desejn quelhe taca
bom proreito. Sempre presum tallar a verdade, o so-
monte por amor ella, qfir lano prezo, digo eslas
duas palavras. He ao publico sensato que me cu me
dirijo,'o nao esM homcm.scm presgio.sem crdito,
que uo salir dar aproen aquillo que o liomem de
bem mais acata. Eslou no firme proposito de nAo mais
responder a osle bomem mendaz, pois quem publi-
ca ou particularmente se conlrailiz, lie mais que in-
fame e iniseravel, pelo que soberanamcule o despre-
zo. Rogo-lhos encarecidamente, Srs. redactores, o es-
pecial obsequio de darcm publicdade prsenle,
com o que milito Ibes lie,no obrigndo o de Vmrs.
servo obediente.Pedro Antonio de Barros Malta.
Aguas-Bellas 26 de setembro le 1851.
Pl'BLICiCAO A PEDIDO.
CHARADA.
I resenlos passos da China, medidaI sillaba.
Regiao vasssim.1, e mu condecidai2
Couceilo.
Son da sabedoria o manancinl
E la ignorancia inimigo ligadal.
<\
VARIEDADE.
Novo tratamonto do cholera.
Parerendo que a epidemia cholenca se lomara en-
dmica na Edropa.julgainos ulil dSr publicdade a
um neto medico de que as toldas especiacs muilo se
tem oceupado neslos ullimos lempos, e que foi oh-
jeelo le communcai;es dirigidas academia das
sciencias e n academia de medicina. Fallamns
tralamenlo lo cholera pelo sulfalo de slrych-
nine.
I.m medico honrosamenle condecido na scencia, o
Dr. Abeillc, depois de numerosas experiencias e ob-
servares conscienciosas, julga ler descoberlo no sul-
falndesiryehninco verdadeiro especifico de cholera.
Esle siilpdatu d os melhorcs resollados nos caaes
mais graves, e nos graos inferiores da molestia he
applicado com vanlagens, que augmentara propor-
cimialmenle u medida que a mnleslia he combatida
man perlo do sen principio.
Segundo o Dr. Abeillc, o sulfato de slr\lininc
alara a propna|moleslia mesma, e nAo somenle os
symplomas. He por isso que este remedio enrgico
se applica era lodos os casos, Icndo-sc cumiado o
cuidado de graduar as loses segundo o grao de afl'ec-
{So.
Das faldas le medicina que fallaran) loiignmente
das experiencias deste remedio cxlrahimus os relo*
segrales :
Em urna experiencia, de 22cholencos chegailosao
ullimn periodo da molesla, ao periodo chamado
Cvanico-algido no qual a medicina ordinaria perde
pelo menos Ires quarlas parles los (lenles oblive-
rani-sc 10curase 19 vezes a rcapparirao lo pulsoe
da ralor.
Nos casos medios deram-sc 9 curas em 10 len-
les.
As cbolerinnssAo geralmcnlc curadas.
lie sempre prudente que a npplicarao de um re-
medio lao entrgico como a slrychiiine seja feila por
um medico. As indicaciiesque vamos reproduzir tem
por lim nicamente dar a condecer o modo de
proceder daquclleque primeiro empregou esla subs-
lancia ;
Para a cdolerina, 0.01 sulfalo le slrxcdnne em 60
grainmas de vehculo que se toma diariamente em
qualro porcOes, do hora em hora.
Para o cholera medio, 0,015 sulfato de slrvchnine
na mesma quantidade le vehculo lomado lo"mesmo
modo.
Para o cholera grave c mu grave, 0.02 e 0,03 na
m '.un quantidade de vehculo; nesles casos asdoses
repclom-se le mandan e de larde.
Se osdocnlcs lanram antes de lerem docorrdo dez
minuloadepois da IngesUo, de preciso reiterar a dase
metiendo um pedaco de ado ni bocea do docntc.co-
mo gcralinenle se pralica para conter os vmitos.
A bebida limita-.e a urna nilu-a > qucnlc de follus
de larangeira.
Nos rasos graves, ao mesmo paso quo se di a
slivclinine, applicam-so 15 a 20 bicha* na base do
pello.
.!oigamos do nosso dever lar publicdade a estas
indieaces, alim de quo os mdicos, sobreludo os de
paizes estrnngeira*. possam empregar um remedio
que,.seriamente experimenlado, tem dado mui bons
resudados e parece vira a er para o cholera o que o
sulfalo de quinina he para as febres dos pantanos.
Se, como ludo induz a cror, se obtiver este precioso
resollado, o cholera, que assusta sobrclu lo pelo
myslerio em que anda envolvida a sna causa, e pela
incerteza dos meios curalivos, enlrar na categora
da* numerosas molestias que sAo parlilha da huma-
nidadc, e nAo inspirar s populaces mais receios
do que inultsimas adecenes graves de que se sira
ou morre, segundo o medicamento he applicado a
lempo ou tarde. Velamarre.
(Jornal do Commercio do Rio.)
carne secca. Enlrou no porto um
carregainentn de 2,500 barricas, o
qualfoi vendiilo para descarregar
no Rio de Janeiro, porein o prero
iicou ocullo, raasdizemque onv'oi]
por 15,500.
Carne secca- Enlron buje o briguc Fluminense
conductor de 10,000 arrobas, o
qual anda nAo ahro prero.
Farinha de trigo- vendeu-ee a 28 por barrica da de
Richmond, a 265 da de Balliinore,
a 295 a le SSSF, e a 265270 a hes-
panimia. Fiaram cm ser 1,600
barricas, c como nAo houvessc en-
frailas os procos lornaram-se mais
firmes.
(icneliia dem a 390 rs. por botija da de
Hollando.
Manleiga- dem de 630 a 635 rs. por libra da
ingleza, e de 180 a 190 rs. la fran-
ceza de vacca, c a 360 rs. da le
porro.
IJueijos Os flamengos obliveram 19550.
Descont----------Rchaleram-se letras de seis a nnve
por cenlo ao anno, c o banco lem
desapuntado as transarres regei-
tando firmas que mrrerem todo o
rredlo. cora quanlo se liga que
lem em caixa o melhordc600:00<>5
NAo se alia a que atribuir seme-
Ihanle arlo; o qual lem-se repula-
do urna lioslilidade ao commercio,
le qifem lodos os dias ouvimos
queixas a lal rcspcilo.
Frclcs lano pela falta de navios como
pela de gneros, na< lem havido
l'relameiil ..
Ficaram no porto 36 embarcarnos: sendo, 27 bra-
silciras. I diuninarqueza, 1 hamhurgueza, 1 hespa-
nholas, 3 inglezas c 3 porluguezas.
MOVIMENTO m> PORTO
COMMERCIO.
NUCA 1)0 RECIFE 1* DE OUTUBRO AS 3
IIDRAS DA TARDE.
Cotaees olciaes.
Descont le ledras le 2 mezes c menos7 e 9 I ao
anuo.
ALI'ANDEOA.
Keiidimcoto do dia I a 13. 12l:*79}95l
dem do lia 1*........5:3505*56
129:8363107
Uetcarrega hoje 16 de outuhro.
Briguu hamburguezGeorge Andreasmercado-
rias.
Importacao'.
Briguc nacional Fluminense, viudo da Babia, con-
signado a Amorim A IrmAo, raanifestn o seguinte:
t.llhti arrobas carne, 3* couros ; aos consigna ta-
os.
Patacho nacional Flor de Angelim, vindo la Ba-
ha, consignado a Jos Teixeira Bastos, manrestou o
seguinte :
10 pipas azeite de palma ; a Delfino Conralves Pe-
reira Lima.
1,900 alqueiresde farinha, 8 latas oleo de ricino,
813 .-minlias charulos, 1 caxAo charutos ; a 6. da
Silva tiiiimarAes.
CONSULADO C.KRAL.
Reiidimento do lia 1 a 13.....I:I3&007
dem do dia 1*........ 317563-5
1:1695612
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 13.....
dem lo dia 1* ....... .
595710
5.5J616
1159326
Belarmino de Torres Calindo. filho lo Bernardo .los
Je lorrcsjTorlullano Jos.leTorres.liibnsdc Bernar-
do J>se de Jorres; Lourenco Jos Callslo detiou-
veia,lilho de Joso Callslo de Couvcia;Joairaiin Joso
de OliveiraJunior.till '
Ionio Maruilio do Jess, FUippc Marinho de Santia-
go, lidio le Antonio Marinho de Jess. Laurindo
Messias dos Sanies, lilho de l.uiz la Graca dos San-
ios. Hogua Vaca, que se dignem lar ao prelo
presente, c as cartas que junio ouerce.0. Aguas
Bellas27 de selembro de 185*.Profesor pulJco,
Liberato Tiburlino le Miranda Mm-iel.
Ju m"ZI (;<"n(,s- S. <:. 20 doselembro de
I8.H.nngo-lbc eucarocidiniriilo que ao p desta
me responda, se eu castiguei brbaramente ao lilho
de V me. de nome Bonifacio ; c bem assim se Vmc.
o lirn da minha aula, e porque motivo. Scicnle .le
que, muilo Ihe saberei agrailecer, se me responder.
Sau com estima e reapeilP '* Vine, servo oliriga-
dissnia.Liberato Tiburlino de Mirwvla Mantel
lllm. Sr. Liberato Tiburlio de Miranda Mecd.
Salisrazendo o seu favor de M deste moz de e-
(om'iru, respondo ; que V. S, nunca caatigou bario-
Pudera o Sr. Jioso Alvo dizer que tenho um
ronsutlorw homeopalhico, a que respondo : O meu
consultorio he gratis, e somenle recebo de una ou
oulra pessoa alguma cninpensacao para com ella com-
prar medicamentos; pois tambera sou podre : o meu
alvo de ser ulil dumamdaiie o islo rae lie das-
Exportacao .
Ilarbor t'.iacc. drigue inglcz e/i ladas, ronduzio o segunle :120 toneladas le lastro
le ara.
.\racaty, date nacional Capiharilie, de 39 tone-
ladas, couduzioo segunle : 209 volumes gneros
oslrangeiros. 208 ditos ditos nacionacs.
Assi, hiato nacional Anglica, de 82 toneladas,
condiizio o segunle : :)2 volumes generas e-tran-
geiroa. 2ili Idos ditos nacionacs.
UECKBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS CE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlodo dia la 13.....8:256>I88
dem do da 1*........ 3561060
8:6135118
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiincnln do dia la 13
dem do da 11
9:6331590
.586*670
10:22llo2(;0
PBACA DO RECIFE ti DE OUTUBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Reii*ta semanal.
lanosos----------- Sacou-se a 27 3|*d. por Isa pra-
10, e a 28 a dnheiro, e a esle ha
mais dnheiro que letras.
Algodao A entrada to um pouco mais avul-
lada. c as vendas orcaram para
o regular de .V?t00 a .V)7.50. para
o escolhido de .55900 a 69IOO e
mesmo a 69200.
Assatcar-----------Ainda toi peqneoa aenlra.la, e s-
menle 'se vendou para consumo, o
bronco de 29560a 3jk c o masca-
vado do 15280 a 15780.
GoarM Fizeram-sc pequeas vendas a 150
rs. por libra, c maiores de 155 a
160 rs.. porm boje os comprado-
ros esbjo mais esmorecidos.
Agurdente-------Vcndeo-sc de 76-5 a 78 por pipa.
Alratrito -------dem le 16b 17 por barril.
Bacalliao----------Retaldou se a 15500, o existem
no mercado 3,500 barricas, uo
lendosido grande o consumo como
era de esperar, alenla a falla de
Navios entrados no dia 11.
Babia8 dias, sumaca brasileira Flor o Angelim,
de 98 toneladas, mesire JoAo Rodrigues dos San-
tos, cqiiipagem II, carga farinha c mais generas ;
a Jos Teixeira Bastos. Passagcims, a familia do
capillo.
Hainburgn65 dias,briguc hanihmguez Georeg An-
dreas, de 222 toneladas, capiUe P. C. Kruse. cqu-
pagem 11.carga varios gneros; a Tirain. M. c Vi-
nassa. Passagcro, Job Alb. Baucrmeister.
Babia9 lias, briguc brasileira Fluminense, le 268
toneladas, capitn Heiiriqic Antonio Vianna,
equipagein 13, carga carne ; a Amorim IrmAos.
demfi dias. brigue brasileira feliz Destino, de
162 toneladas, cuntan Joao Augusto Pinto Victo-
ria, equipagein II, em lastro ; a Amorim luna....
Veio receber pralico e segu para o Assi.
/Varios sahido* no mesmo dia.
Terra NovaBrigue inglez tUanciis, capitn R.
Dnncan, em laslro.
HavreBrigue inglcz Bella, capilao James Brown.
em laslro.
CorkBarca ingleza Koh I. Soor, com a mesma
carga que Irouxe. Suspendcu do lamerao.
EDITAES.-
O lllm. Sr. inspector da (lie. Mirara provincial,
cm cumprimuto da ordem do Exm. Sr. presiiienle
da provincia, manda fazer publico que no da 23 de
novembro prximo vindourn, peranle a jimia da fa-
zenda, se hadearremalar a quem por menos lizcr.a
obra dos reparos a fazer-sc na casa destinada para
a cadeia na villa do Ouricurv, avadada cm 2:7505
rcis.
Aarremalaean ser feila na forma la Ici provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, c sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerema esla arrematarAo,
comparei-am na sala las sessTics da me-ma junto pe-
lo mcio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandn aflixaro presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihe.mirara provincial de Pernam-
buco 13 de oulubro de 1851.O secretario,
Antonio Fcrreira f AnnunHariio.
Clausulas especiaes para a arrematariio.'
1.a Todas as obras serao feilas de conformidade
com o ori-amcnlo e planla|.ipresrnlados a approva;o
do Exm. Sr. presidcnlc da provincia, na importan-
cia de 2:7.505tK>0 rs.
2. As obras serAo principiada' no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oilo mc/es, ambos rolda-
dos de conformidade com os arls. 31 e 32 da lei
provincial n.286 de 17 de maio de 1851.
8.' O pagamento da importancia desta obra seta'
felo em urna s preslarAo quando ellas esverem
concluidas, que serio logo receblas definitivamente.
4.' Para ludo o que nao esliver determinado nas
presentes clausulas seguir-sc-ba o disposlo na refe-
rida Ici n. 286.
Conforme.o secretario,
Antonio Ferrcira d'Aununciaciio.
O lllm. Sr. inspector la Ihesouraria provin-
cial, cm cumplimento da ordem iio Exm. Sr. pre-
siiienle da provincia le 7 do corrente, manda far.cr
puhhco, que no dia 2 de novemhiu prximo \ i 11 hui-
ro, peranle a junta da azenda da mesma Ihesoura-
ria, se hadearremalar a quem por menos fizer a
obra dos reparos da ponle de Gindahv, avadada em
4:6205000 rs.
A arremalacAo ser fcla na forma la Ici provin-
cial n. 313 de 15 le maio do correle anno, e sob
as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalarao
conipareeam na sala das scsscs da mesma junla,"no
da acuna declarado pelo meio da, competente
mente habilitadas.
E para ensatar se mandn afflxar o prsenle, e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ibesonraria provincial de Pernam-
buco, 9 de oulubro de 185*. O sccrclaejo.
Antonio Ferreira da Annuneiarao.
Clausulas especiaes para a arrematariio.
1." r'ar-sc-hAo dilos reparos de conformidade com
o oreamenlo approvado pela directora era conselho,
e apresenlado a approvarao do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 4:6203000 re.
2." O arrematante dar principio as obras lio pra-
zo de um mez, e as concluir 110 de seis mezes, am-
bos contados na forma do arligo :il da Ici provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalarao
rcalisar-se-ha em qualro preslaces iguaes; a pr-
meira quando esliver concluida a terca parle das
obras ; a segunda depois de felo o segundo terco
lerceira no rerebimenlo provisorio, c a qiiarla na
entrega definitiva, sendo de um anno o prazo de
responsahilidade.
4. Melade do pessoal da obra ser de gente lvro.
>." O arrematante deven proporcionar transito
ao publuo no lim de tres mezes.
6." Para ludo o que nu esliver determinado nas
presentes clausulas nem 110 orramenlo. segur-se-
ha o que disrme respeito a lei n. 286.
Conforme. o secretario,
Antonio Ferreira da Annunciaro.
Nos dias 14, 16 c 18 do correnle, estn em
praca o arrendamenlo tos acougoes pudlicos, os
quaes quando se de algum dos casos figuradas pelo
Ex:n. presidente .la provincia em oflicio desla lata,
scrAo entregues por um alugurl rnzoavel aos ex-con-
tratadorosc aos criadores, de moilo que liquen) igua-
ladas as vauhuens, e possa ser sustentada urna con-
veniente competencia no mercado.
A base la arremalacAo he a mesmade 2:0535 rs
j aiinuuciada.
Os prelendcnles devom apresenlar fiadores habili-
tados lio forma da lei.
Paco da cmara municipal do Recire em scss'ode
11 de outubroale 18.54.Barao de Capibarib'e, prc-
sirienlc. No impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Ferreira Accioli.
A cmara municipal desla cidade, de confor-
midade rom a nulorsai.-aoque Ihe confere o arl. 14
da lei provincial n. 318, do oreamenlo municipal
vigente, contralle nos termos do mesmo arligo um
emprestrao de 158:5009 rs., pora poder levar ef-
reito a obra projeclada do novo maladouro publico,
oreada em rs. 1.50*005. e a d'um mercado publico
regular na freguezia de S. Jos, n\ aliado em re
8:5000000.
Quem pretender fazer dito emprcstlmn, dirija suas
proposlas a mesma cmara, para depois Iralar de-
lalhadamenle das bases lo contrato.
Paro da cmara municipal do Recife em sossAode
II de oulubro de 18.54.tiara ule Capibaribe, pre-
sidcnlc No impedimento do secretario, o oflirial
maior, Manoel Ferreira Accioli.
Nos lias 11, 16 c 18 do correnle, oslaran em
pnea o* mateuaesvclhos da rasa demolida, perln-
cenlc ao comilerio publico, oque (cava a quem la
respectiva muralba, avadados em 6*9 ; sendo te-
dias, portas, vigas c oulros onjeclosque seacham na-
quellc cstabelecimcnln.
A importancia da arrematadlo sera paga a bocea
do cofre.
Paco da cmara municipal lo Recife em sessAo le
11 de ontubro de 18.5*.Barao de Capibaribe. pre-
sdeme. Nu impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Ferreira Accioli.
que moslra cm algumas parles ronfusn a exprrssAo
Na chapa, na ola verdadeira a linha superior da
grande tarja horisonlal corresponde exactamente a
curvatura interna c superior lo zero maiosculo que
posposlo aoalgarismo um, tambera maitiseulo re-
presenta os dez, quando nas falsas na linda superi-
or da grande larja liorisoulal passa muilo abaixo da
predila curvatura interna c superior do zero : na
nota verdadeira anda essa linda superior da grande
tarja linrisoulal corresponde a inda largura lo lino
(inicial do algai i.mo um, quando na nula falsa essa
linda loca a parledebatl-i lo mesma fino iunicial
desse algarismo um. E porque achassera sufficien-
Ics estas explicares lavraram o presente termo que
vai escripio pelo pagador e por lodos assignado.
Domingos .///orino Xery Ferreira. Manoel Jos
re.reira Bastos. Joaquim Mara de Carvalho
Conforme. Emilio Xavier Sobreira de Mello.
BANCO Di! PERNAMBUCO.
Por ordem Joconsellio de direcro do
Banco de Pernanihuco, vao ser vendidas
I airf.es no valor de r(:800ji000 mil ris,
correspondentes a' terceira prestacao de O
por cento da segunda entrada de capital:
os pretendentes podetndirigir suaspropos-
tas em cai^p fechada ao consellio de di-
reccSo, ate sabbado 21 do corrente mez.
Banco de Pernambuco, 14 de ontubro
de 1855-.O secretario do conselho, Joao
Ignacio de Medeiros Reg.
Pda conla.lora d cmara municipal do Re-
cito se fax publico, que o prazo marcado para pa-
gamento a bocea lo cofre, do iraposlo de carros.car-
r.jc.as e oulros vehculos de conduccAo, he lo 1- ao
ultimo de oulubro prximo fuluro, cando sujeilosa
mulla Je .)0 ", os que nao nagarem nn ror.rlo -..
que nao pagarem no referido pra
/-o. No impedimento do coaladar, o amanuense,
francisco (anulo da Boa-viaqcm.
REAL COMPANHIA UE PAQUETES INGLE/ES
A VAPOR.
_i^ No la 21 ou 22 desle
^I: moz, espera-sc do sul o
7* vapor Thame*, com-
5-^^S?P.' rnamUnlc Slrull, o qual
1nU'iifftf' SSS* depois da demora do
costme seguir para o ul: para passageiros ele,
Irala-se com os agentes Adamson Howie & Compa-
nhia, na ra do Trapiche Novo n. 12.
'A ,As Cilrlas enlreaam-sc uo consulado ingle,
nu trapiche Rovos). 12.
AVISOS martimos.
Venda de navio.
Vende-se a escuna hollande/.a Antie,
de milito boa e forte construceao, do lote
de9,000arrobas piso bruto, p. m. o. m.
de primeira marcha, forrado de cobre,
ainda tpiasi novo e com um inventario
completo para poder logo seguir qual-
querviagem: os pretendentes dirijam-se
aos consignatarios, ra do Trapiche n.
le Liverpool.
Esperase de Liver-
pool no dia 16 o vapor
Haitiana, ronimantian-
le D. Green, depois da
demora do costume se-
snl. Agencia em ca-a de
gira para os portas
Deane Youle C : ra da Cadeia Velba 11. 52
1. >!, as
carias para os porlos do imperio recebem-se 110 cor-
reio, e as para Monte-Video c Buenos-Ayres na
agencia, pagando o porle de cada carta singela
500 rs.
Quem livor cotilas contra a galera ingleza Gol-
den tira, arribada a esle porto na sua viagom de
Melbournc para Liverpool, queira aprescnla-las
no consulado britnico al as II horas lo dia 16 do
crrenle, que depois desla dala nilo se licara respon-
savel pur rondi alguma.
Para Lisboa seguir breve a calera pnrtugueza
MargariJa, do que he capilao Joao Ignacio de Mc-
nezes, por ter maioria do seo carrcgaincnto promp-
la : quem na mesma quizer carregarou ir de passa-
gem, pan o que lem bons commodos, piide cnlen-
ler-se com os consignatarios Amorim Inin-, ra
da t'.ruz 11. 3, ou com o sobredilo capilito na praca
do Commercio.
RIO DE JANEIRO.
Espera-suestes dous dias do Ass a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
de Janeiro: paraescravos e passageiros,
para o quu tem e\cellentes commodos,
a tratar com Novaes & C, ra do Trapi-
che n. i,
Para a Baha.
Sane na presente semana o bem co-
nliecido eveleiro hiate Amelia, por ter
seu carregamento prompto, anda pode
receber alguma carga : trata-se com os
consignatarios Novaes i C., na ra do Tra-
piche n. 34, 011 com ocapito no Trapi-
che do algodao.
Para o Ararat), segue cm poucas dias o bem
conliecido hiate Capibaribe, para o resto la carga e
passageiros trata-se : na ra do Vigario 11. 5.
Para o Rio le Janeiro, sabe no dia
21 do corrente o brigue Feliz Destino,
o qual ainda pode receber alguma carga
mi 1 ida e passageiros : para esse lim tra-
ta-se na ra do Coilegio p. 17 segundo
andar, com Manoel Franciscoda Silva Car-
rico.
RIO DE JANEIRO.
Segu em poneos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal Veremos : para o resto c escravos
a lete ttala-secom J. B. da Fonseca J-
nior, na ra do Vigario n. i, primeiro
andar. o
iiilervcncao do agento Oliveira, de diOerenles qua-
lidades de fazendis inglezas as mais proprias do
mercado, para fechar cootas : terea-feira, 17 de cor-
renle, as 10 horas da manhaa, no seu armazem. ra
dn Cruz.
LEILAO' SEM LMITES.
O agente Oliveira far Icilo por qnalqner prero,
de grande porclo de mobilia, consislindo em cadei-
ras de Jacaranda e de oleo, mesas redondas e oolras,
canap, marquezas, sof, iremos com lampos de po-
dra e rum espedios, e outros sem estes, leitos para
casados e para solteiros. loaras finas de mesa a so-
bremesa, crystaes, candelabros para cima de Ire-
ms. e de bronze inglez para pendurar em ledo
de sala de visitas, lampeos, lanternas coro mangas,
estojo para homem, rdogios para cima de mesa, di-
tos patento inglez de 011ro para algibeira, liados qun-
dros em molduras, cadeiras e canaps de abrir e
fechar proprios para campo, um lindo piano novo
le vozes as mais sonoras, e de mullos outros artigas
que estarna patentes : quinla-fera, 19 do correte,
as 10 horas da manhs.i, na sua casa, ra da Cruz,
por cima do armazem de facen las, dos Srs. Fox
Brothers.
AVISOS diversos"
Precisa-se alagar orna ama para casa de pou-
a ramilla : na roa do Hospiccio n. II.
No hotel de Europa da ra da Aurora lem
comidas e bons peliscos a (oda a hora, per preco
muilo razoavel.
OITerece-ie urna Porlugueza para ama de casa
PARA O RIO DE JANEIRO.
O briguc Feliz Destino, capilfioBel-
miro Baptista de Souza, devesahir at 25
do corrente por ter a maior parte do car-
regamento prompto: para o restante e
passageiros trata-se com Manoel Francis-
co da Silva Carrieo, na ra do Coilegio n.
1",segundo andar.
I'.ira o Acarar 11 segue cm poucos di.is porju
ter a maior parle da carga a bordo, o hiate nacional
Castro i para o resto da carga Irala-se na ra da
Cruz n. 51, ou rom a capilao a bordo.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes tres ou quatro dias
do Assif, o patacho nacional Esperan-
ca, que depois de uina pequea demora
seguir' seu destino : quem quizer ir de
passagem, ou emba car escravos a fete,
trata-se com Machado & Pinheiro, na ra
da;Vigarion. l) segundo andar.
Para o Aracatv
segue por esles dias o hiato nacional Exalarao ; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-se a rus da
Madre de lieos 11. 36.
LEILO'ES.
DECLAJRACO'ES.
CORKEIO GEHAL.
As malas que deve conduzir o vapor inglez que
Sroximo se espera do mirle, para o Mo de Janeiro e
ahia, serao fechadas e ni treguo- no arlo la reoep-
,ao das da Europa, rccchcndo-se porta duplo como
dos vapores da real ronipanhia.
He ordem do Sr. inspector da Ihesouraria le fa-
zcnda, se faz publico o termo abaixa para conheri-
mento das pessnas a quem inlcres-ar. Secrelaria da
Ihesouraria de Tazcnda rie Pernsmburn II de oulu-
bro de I KM. O oflicial maior, ICmilio Xavier So-
breira de Mello.
Aos 13 le oulubro de IKM na casa dos cofres la
Ihesouraria de raleada da provincia le Pernam-
buco onde se achava o lliesoureiro, e o pagador da
mesma Ihesouraria, e o lliesoureiro la rerehedoria
de rendas inlernas abaixo assignados. forana prsen-
les com a portara doSr. inspector lesta data loas
nolas de lll-MKXI res de terceira estampa primeira
serie nmeros Itsxt, e lMJO. com a asehmatura de
francisco Jos Moreira le Carvalho, c senda logo
pelos mesmos examinadas, e rroonhecidas falsas,
cun paran.In-a. com urna verdadeira passaram a fazer
as seguales declararnos. O papel las olas falsas
he de azul mais claro, c lem mais carpo e asperesa
o que indica ser fabricado com porro de algodao
ou oulra malcra semclhante c i lian He grosseira
O agente Oliveira Tara leudo em um so lote,
por aulorisai.'ftn do lllm. Sr. Dr. juiz do direlo da
primeira vara do civel e do commercio, c 11 requeri-
menlo lo procurador fiscal da ina.-a rio fallido An-
lonio da Cosa l'erreira Estrella, de lodos os gneros,
trastes, e armaeo eii-tenlcs na hiberna da mesma
massa, alia na ra da Cxlcia do Recife : qtiarla-fei-
ra, 18 do corrale, as 11 horas da maiihaa cm potilo,
na indicada taberna.
Segunda-feira 16 do corrente, l'ar-
se-ha leilaode lima poreao de alhos e no-
zes etn l, un estado, por con ta de quem
pertenec': na cscadinha da aliiinderra,
pelas lOfaorasda manlifia.
O agente Borja, continuara' hoje
o leilo de livros, que tew lugar se\ta-
eira 13.
-r
LEIL.VO 1)E TERRENOS.
Sezla-fcira O do crreme ao meio dia em ponto
a agente Hnherls, rara Ici Ido no armazem de AI.
Carneiro. na na do Trapiche 11. :1H, de'! ptimos ter-
renos silos no bairro deS. Antonio, leudo um delles
lugar para < casas e o oulro para I i ditas : na ra
da Praia la Caldciroiro c la Concordia.
O agente BoVja faro lefHo era seu novo arma-
sen), na 111.1 lo Cullegio n. 13, quinta feira l!l do,
corrento as III horas, de um rompido sorlimcnlo d"
obras de niarcineria deiliflerrntes qualidaiics, como
bem: ealeirs e sofss alleinAas de mulla muilo modor-'
nos, obras de 011ro o prala, una parolo do rclogi-
nhos para cima le mesa, ditos de algibeira, candi-
eiros francezes e inglezcs e varias quinquilleras
etc., ItiO surcas de farinha de mandioca muilo supe-
rior da marca J. C. S. vind lia pouco da Paralaba,
urna porcilo de saccas de arroz pillado, c um ptimo
cavallo sellado e enfreiadn, que eslara cm frenle do
armazem no dia do bulan as 11 horas em pimo.
LEILAO.
Ouarla-toira 18 do correnle as 10 'j horas da ma-
nhaa, u agenle Vctor fara leililo no seu armazem,
na da Cruz 11. 25, de grande e variado sorliraento
de obras de niarcineria novas e osadas de lirTeren-
los qualidades, e oulros muilos objeclos, que so com
a vista, pois que lornar-sc-lsto enfsilonho menrio-
na-los.
James Crablree & Companhia farUo leililo por
nM
de homem sollcro ou de pooca familia, a qual en-
gomma, e faz o mais servido, tanto para a praca co-
mo para algum silio perlo lella ; quem precisar di-
rija-se ra da Conceicdo da Boa-Vista n. 52.
O Sr. Manoel Marques de Abren Porto, que
morou na Iravessa da Litigela, queira annunciar
sua morada, 011 dirija-se esta h pograpbia, que se
lhc desoja fallar.
Em presenca lo lllm. Sr. Dr. juiz de orphaos
e ausentes supplenle.se proceder a arremataran por
venda de um preto pertcncenle a testamentaria de
Francisco Jos Concalves, no dia terra-feira, 17 do
corrente s \ horas da tarde na praca da Boa-Vista.
ATTENCAO.
Pcde-se a lodas as pessoas, que sao deve.lora- s
casas de soryele do aterro da Boa-Vista n. 21 e 82.
o (avor de virem salisfazer seus dbitos, na ra es-
trella do Rosario, n. 10. das 6 s 8 horas da roa-
nhaa, e das i as 6 da larde, isto no prazo de 8 dias
contados da dala desle, do contrario lerdo dever
seus nomes nesla fulha, ( islo com escepcao.) O
dono. "^
A pessoa que annuneiou pelo Diario de 14 do
correnle, para dar de comer diariamente para tres
pessoas, dirija-se ma da Cadeia de Santo Antonio
11.20.
Quem annuneiou que precisava de nma pes-
soa, qne corinh.s-e particularmente, dirija-se roa
le S. Francisco n. B8 A. na toja do sobrado, aon-
mora o Sr. Dr. Sabino, que achar pessoa capaz.
Tendo-se dissolvido a sociedade Pernamboca-
na, que maleva gado para o consumo desta cidade,
Taz-se venda de 5 carrosas, bois de carro, e varios
oulros objeclos. dous cavallos de carga, etc. Os pre-
Icnrtenles lirijam-se a ra Augusta n. 80 para ver
ns objeclos, que serao \ elididos em leilio no dia 20
do correnle, no lugar das Ciuco Ponas, s 10 horas
da maubaa.
Perdeu-se urna pulceira do onro sem ser es-
maltada, na noile de ti desle mez, da pracinha de
I.ivramento al o thealro de Sania Isabel, quem a
liver achado, qoerendo restitui-la, leve-a > praci-
nha do Li\ ramento, n. 46, onde morara as manas
do Sr. bario da Boa-Vista, que ser recompensado.
CASEMIRAS BARATAS.
Corles de calca de rnsemira de cores a 4)300; na
loja de 4 portas da roa do Qoeimado n. 10.
Cortes de seda de cores, boa fazcnda, e prero
barato : vendem-so na loja de 4 norias da raa do
Queimado n. 10.
Conlnua-se a vender cortes do chita larga a
:000 rs. cada corte, haveodo novo sortmento para
cscolher : na loja de 4 podas da ra do Qoeimado
LOTERAS DA PROVINCIA.
Achamse venda os bilhetes la primeira parle
la primeira lotera da malriz de S. Jos, nos tuga-
re, do costume : prac,a la Independencia, tojas dos
Srs. Fortnalo c Arantes; ra do Queimado. loja do
Sr. Moracs ; I.ivramento, botica do Sr. Chsgas; Ca-
buga, bolca do Sr. Aloreira e Fragoso; aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Uu i maraes ; e na roa do Coi-
legio, na Ihesouraria das loteras.
Precisa-sc de um homem que entenda He hor-
la. para um engenho dislanle desla praca leguas:
a rallar na ra das Flores n. 37. primeiro andar-
Precisa-se de um cozinheiro forro ou captivo,
para um eugenho lisiante desla praca 7 leguas : a
fallar na ra das Flores 11. 37, primeiro andar.
Ausentou-se no da 6 de oulubro o prelo Jos,
de najdo Cosa, com os signaes seguinles : rosto la-
Ihado, altura regular, olhos pequeos, nariz afilado,
bocea regular, olha bazo, e 1 andar he miudo. Talla
grosso, barba branca por ser ja de idade : quem o
apprehender. pode lvalo i ra do Queimado 11.
14, a seu seuhor Manoel Jos Guedes Magalhdes que
sera recompensado.
O abaiioassignado. tendo ldo no Liberal Per-
nambucano 11. 577 de 14 de setembro ultimo, urna
correspondencia assiaoada pelo Sr. MartinhuJosde
Mello, previne ao respeilavd publico, que muilo
breve tem rie apresenlar adefeza dessas imputacoes
que Ihe faz, ndo o Sr. Marlinho a quem nem roesme
por Iradiccae condece, mas um homem chamado Ma-
noel Antonio, casado cora urna irmaa do abaixo as-
signado, que sem duvida abusou do nome do Sr.
Mello, que assignou essa correspondencia. Pevoa-
rao le^apociras 3 rio oulubro de 1854.
Manoel Francisco de Amorim.
FURTO.
I)o sillo do Salgadinho, em Olinda, rurlaram um
cavallo ru;o, rioenle da mdo esqoerda, na noile do
dia 13 para 14 da correnle: quem delle der nolida,
dinja-sc ra Velha da Boa-Vista n. 123.
Quem liver na Boa-Vista urna casa terrea ou
om sobrado pequeo com quintal, ou mesmo um si-
do pequeo, porm perlo da praca, dirija-se a roa
das Flores 11. 37, primeiro andar, para tratar.
Precisa-se alngar um preto ou preta que saiba
coznhar o diario de urna casa de homem solteiro, e
qne seja escravo : na ra do Queimado, loja n. 46,
de Re/erra & Moreira.
Precisa-se fallar ao Sr. Ignacio Manoel Tava-
res, e como se ignora onde reside, roga-se-lhe o fa-
vor de annunciar sua morada.
0 hachare! l.uiz Ignacio de Mello Brrelo lem
aberto seu cscriplorio no pruncirn andar da roa das
Cruzes n. 39, e ahfse oflerececom assidnidade para
quem de seu serviro necessilar, comprometiendo pa-
ra isso em prol de seus constiluintcs todo- o zelo c
aclividade que esliver em sua esphera.
Arrenda-se ou vende-se o engenho Birra de
Camevon, situado na heira do rio l'na, mocle e
correnle, com safra para mil paes de assucar, sendo
melade ou mais de fazcnda ; nunca falla agua, pois
mne com o mesmo rio Camevou. Esse engenho tem
encllenle, trras, nas quaes se pode ainda levantar
oulro, lem muilas mallas virgens, e esl enllocado
cm urna eslrada real, onde passam al boladas: a
tratar nn mencionado engenho, lermo do Bonito,rom
seu prnprietario.
. Quem liver achado o 2." volume do seranonia-
rio de Vieira, perdido em caminho da fregaeria da
Roa-Vi-la a do Recife, na noile de seita-ferra, 10
do correnle, querendo restituido, sei gratificado :
na ra de A pollo n. 21.
11 abaixo assignado faz sciente ao respeilavel
publico, que deiiou de ser caxeiro de Francisco Jo-
s da Silva Macieira desde al. de agosto, o qual
agradece o bom tralamenlo que do mesmo Sr. rece-
ben durante o lempo que esleve em sua casa ; e o
mesmo se oflerece para caixeiro de qualquer eslabc-
lecimento : quem rie seu presumo -e quizer ulih-
sar, anniincie.Francisco Jos tiomes Jnior.
LOTERA da matriz DE S. JOS
Corre indubitavelmente na sexta-feira,
27 de ontubro.
Aos 10:0008000, 4KK1J0O0,1:0009080.
O cauldisia Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que os seos bilheles e cento-
las 11S0 solTrem o descont de 8 "; do imposto geral
nos tres primeiros grandes premios. Elles estflo ez-
postos venda nas tojas j conbocidas do respeilavel
publico.
Bilheles 1 MN W:0O0BO0O
Meios j5>50(l 5:000a000
Quartos fWOO 2:500g000
(litavos l5.5ij(| 1:2.Vc)0fHI
Decimos lyujn l:0OtJO0tl
Vigsimos 700 .5009000
i
i
POS GALVNICOS
PARA PRATEAR.
Na ra do Coilegio n. 1.
Ouem liver objeclos praieados e qne le-
nham perdido a rir argntea, estando por
] isso mlcoenles ou inutilisados, lem esles pos
un excedente restaurador, rnnsenando-os
W sempre como novos, e sendo o processo para
usar delles o mais simples : nada mais do que V
esfregar com um panno de lu.hu molhado 9
W em agua frae passado nos mesmos pos. Urna 0
$ ramulla, conlendo qiqflidade sullicicnle #
@ para pralcar 40 palmos^uadrados, cusa a *S
5 mdica quanlia de I9OOO, acompauhada de #
0-iim impresse. *
Os Srs. Francisco Xavier Cavalcanl de Albu-
qucrque. que foi empregado na reperli;ao do sella,
e Manoel Itezerra de Menezos, que foi morador em
Rom-Jarriim. qudram declarar onde moram para
serem procurados negocio de seus interesses, oud-
rigir-sonaroa la Cadeia do Hecife n. 40, qne sas
hera quem Ibes quer tillar.
I'rorura-sc saber quem sao os procuradores. 110
correspondentes nesla praca los Sr". Joo Leile Fer-
reira, Joao Rodrigues dos Sanios Franca Leile, am-
bos moradores era Pianrii, da provincia do Ceara ;
Jos Cesar Muir F'alcao, Joo Cavalcanl de Albu-
querque Mello, do engenho Araguarv, e seu mano
Antonio Brasilino de lio.lauda Cavalcauli, Filippe
Jos de Miranda, de Bom-Jardim ; Pedro de Mello
c Silva, do engenho Merim, em Pedras de Foco; e
de qualquer los herdeiros de Joilo Antonio deMou-
ra, do engenho Yerra-Nova, em Nazarelh, para se
Ibes communicar negocios que rievem interessar sa-
bor ; porlanto sao rogados a declararen) suas mora-
das para serem procurados, ou dirigircm-sc ra
da Cadeia 11. 40.
-


r
i- -- -

DIARIO OE PERNlUtO. SECUNDA FEIRA i6 DE OUTUBRO QE I8b4
=
uguezquc cu-
elo engolillo ;
Trocam-se 5 perfeilns imaecns. chozadas rc-
conlemenle de Lisboa, j-eiulo S. Mi Bnptisla, S.
Antonio, Santa Luz a e N. S. do Carino : na ra do
Collegio n. 12.
No liolel de Europa ila rua da Aurora nuind.i-se
para fora almoc,os e.Hilares, mi nsalmeiile, por pre-
cu commodo.
Precisa-serie uin criado, Bel e nlclligente, for-
ro 011 escravo, para servida inlcrno Irangeira : a queui (onvior dirija-sc a rua da Cruz
1.4. primeiro aodar.
Precisa-so de".: negros para servido de casa :
na rua da Aurora u. 58.
Precisa-te alo.ar una escrava mesmo sem ha-
liiliilades, para o servido de casa : no jotrado cun-
frunte a ordem Irradia <._ S. Francisco a. 1, onde
Coi a Apolnea.
Livraria, rua da Cruz do Hecife n. 32.
Nenie novo eslabelecimcuto encontrar o publico
uin bom sortimenU do* melhores livros portugue-
ses, latiuos, fnmcezes e ingleses ele, etc.. ditos ein
iirauco hamburgueses Irancezc-s, papel rie todas as
qualidades, e mais ubjectus para escriplorio, por
precos coromodos.
Na estrada de Belrn, sitio em que mora Ma-
nuid Jos de Azevedn Amorim, appareceram no dia
9 do correnle mez de oulnbro : garrotas v 1 carnci-
ro : quem tr seu dono, poile procura-Ios para lhe
-i-i iiii entregues, dando os sigues e pilcando nao s
este aiiiiiinrio como a destruido aue li/orain ; as-
sim como se declara nio se responsabilisar porqul-
quer incidente que possa aconlecer-lhes.
Aluga-se urna boa casa com gratulo quintal,
cacimba de agua di: beber, e varias Cruclciras, no
principio da estrada dus Afuictus a pe da ponte do
Manguinho : a tratar no largo da Trcmpe. sobrado
n.'1, com taberna por baivo.
l'recisa-se do urna ama que tenlia boa conduc
ta que eugomme bein e cozinhc, para casa de pouca-
faiiiilia : no paleo Lie S. Pedro n. 4.
Leitura repentina por Castilho.
Est aborta no palacete da rua da l'raiu, a escola
por este enclleme molinillo, uolle acharan os pas
de familia um prouipto expediente para cortar ovi-
no que tem lodos os meninos de comrrem as con-
soaules finaes das | alavt as. O feriado ein lunar das
quinlas-feiras he nossabbadus. O profesor da gra-
tiiilameule pedras, livrus, e ludo o mais preciso aos
alumnos, e velas pura as licoes das 7 as 11 horas da
uoile, para as pessoas ocupadas de dia eni scus m-
gocios.
LOTERA 130 RIO DE JANEIRO.
Acabamos de receber pelo vapor Ln-
sitania osnovosbilltetcs da oitava lotera
da cultura das amorciras, cuja roda an-
da va a (i do corren te, as listas vem pelo
v;i|>or nacional (|uc: salte do Rio de Ja-
neiro a 10 do correte: os premios serao
payos logo pie se li/.er a distribuirao das
lisias.
Precisa-se alugar urna prela que lenha habili
dades c boa conducta,.para una rasa eslrangeira : a
tratar na rua do Trapiche n. 1(1.
O linturclro da rua do Mundo Novo, mudou
sua residencia para a rua da Caricia de Santo Anto-
nio, casa ii. 6, linge-se com perfeico de todas as
cores. a
Aluga-se o segundo andar da casa n. 52, sito
na rua da Cruz, freguezia do Recife, leudo um so-
-I". que he um nutro andar, offerecendo assiin as
nroporces necessarias para acenmmodaraode urna
ao pequea familia,: a Iralar na mesma rua, bo-
tica do Sr. Luiz Pedro das Nevos.
O Dr. Filippc Lopes Nello, lendo de parlir no
vapor Tocantinsn para o Kio de Janeiro, d'onde
tenci na regressar al o l'un de novembro prximo
I o l uro. avisa aos seus clientws que. durante sua cur-
ia ausencia, licam cncarregarios das causas que lhe
estilo conliadas, os Srs. Urs. Antonio Vicente do
Nascimeoto Feilosa e Antonio Joaquim deMoraese
Silva.
Precisa-se de um homem
leuda deservido de campo para fei
na travessa do Queimado n. 1, primeiro andar.
Aluga-se a casa n. 21 da rua Augusta a Iratar
com Jos Joaquim Das Feruandes : na rua da Ca-
ricia do Recite n. 63.
Precisa-se atusar um molcque. negro, ou ne-
gxa, que aiba cozinliar: na rua do Queimado a.
Ui, loja de ferragens.
0 Sr. Joiio Antonio l.oilo tem urna carta na
rua do l.ivramenlo n. 8, leja ; e na mesma deseja-
se saber se ncsla provincia existo. Joao dos Reis, filho
da provincia do Rio Grande do Sul.
I.iii/Jos Mpi eir Pinho. subdito porlugoez,
pretende fazer urna viasem ao Par.
O abaixo assignado lem para vender cavallos
novos e cm boas carnes, c nao duvida vende-lus a
prazo a boas tirinas, e quem quizer preferir, dirja-
se i rua do Vicario n. 33. Recife 13 de dttlubro de
1851.Manoel de Mello Montenegro.
Precisa-se de um caixeiro que lenha pralica de
hiberna : a Iratar na rua Dircila dos Afogados n. 13.
No dia 17. pelas 4 huras da larde, confronte a
matriz da Boa-Vista, porta do Sr. Dr. juiz de au-
sentes, se ha de arrematar a casa terrea n. 2(i da roa
do Jardim, pertcncenle a herauca do finado Felisar-
do (lomes.
Precisa-se de um purtucuez (com preferencia
iilho das lillas que saiba Halar de fruclciras de si-
lio : quem esliver notas circumslaucias, e queren-
do dar prova de sua boa conduela, cnlcnda-se com
o porteiro da alfandcga desta cidade, das 8 horas da
mantilla as 4 da laide, na'mesma repartilo.
COMPANJ1IA PERNAMBUC4NA.*
O conselho da dreeoiln convida aor senhores ac-
cionistas da companhia Pcrnamliuraiia a realizaren!
do dia 16 do correnle mez em (liante, mais 2.1 por
cenlo sobre o numero de acodos que subscreveram,
alini de serem feilas com regulandade para Inglater-
ra as remessas de fundos cum que lem de allender
os prazosde pagamento do primeiro vapor cm cons-
trucrAo, sendo o eurarregado do reccbimenlo o
Sr. F. Coulon oa rua da Cruz n. 26.
Jos M. Kibeiro dos Sanios, reliraiidn-sc para
0 Rio de Janeiro, faz scicnte que se despeilio da casi
dos Srs. JoSo Pint de Lemos & Filho desde o dia
3(1 de setembro do correule anuo.Recifo 13 de mi-
mbro de 1854.
O abaixo assignado, sinceramente agradece aos
Illms. Srs. Joao Pinto de Lemos e Joan Pinld de Le-
mos Jnior, a cordial benevolenciae delicadeza cum
que s dignaran) semprc traalo durante o lempo
que fui seu caixeiro: e parlindor para o Kio de Ja-
neiro, all ons offerccer-lhes is seus insiguifcaiLtes
serv icos.Recife 13 de oulnbro de 1851.
Jos M. Itibeiro dos Sanios.
A quem inleressar possa!!!!....
Precisa se de urna niullier captiva ou forra, para o
ni mo de una casa de familia, sendo fiel : na rua
Bella n. 9.
Avisa-sc a cerlo legisla, que se quizer vender
bilhclcs das lolerias do Rio de Janeiro, baja de dei-
larsua taholela, alim de ser ci.Helado no imposto de
1 KHJOgtXKI como os outros o sao, do contrario se de-
nunciar, pois nao he justo qu<; escandalosamente se
zombe das leisdopaiz, forlando-se ao pagamento do
imposto.O Obsercador.
So alguma possoa particular quizer dar de co-
mer diariamente a 3 pessoas, por'precoriizoavel, an-
uiiuciopara ser procurado.
Francisco Manoel da Veiga, com estaleiro em
Cururipe de Alagoas, de presente ncsV) ciriade, ofle-
rece-se para naqii'lle lugar construir navios, alva-
rengaa Barracas dejutalquer lamanho que te lhe
encommendar, cunsllaidas com toda a pcrfeicAo,
pois que lem grande pralica: as pessoas que de -en
presumo squizer^m iitilisar, podem o procurar na
rua da. Cadeia do Kecife, hija u. 56, que l o encon-
traran.
Os abatxo assignados, donos da loja de nurives, na
rua do Cabug n. II, confronte ao patio da matriz
e rua Nova, fazcm publico que estn sempre surtidos
dos mais ricos e nielhores solos de todas as obras
de ouro necessarias, lanln para senhoras como para
lioinciis e meninas, continan) os preces mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha una cotila com
rcsponsjrbilidade, especiticaiido a qualidade de ouro
de 14 ou 18 quilates, tirando assiin itaraiilido o com-
prador se appareecr aluuma Jn\ida.jern/i/iim &
Irmiio.
Ahig-se um Iwm sitio e excellente
casa, ti tu lio perto da praca>: n fallar na
rua do Queimado loja n. 21.
Alugam-sc o tereciro equarlo andares da casa
ih rua da Cruz n. 13, muito frescos, com vista para
o mar, c com commodus para familia.
Precisase de 2 negros para servico do casa :
na rua da Aurora n. 58.
NBLIGACAO DO INSTITITOUOKEIPATMICO DO BRASIL
THESOURO HOI^CEOPATHICO
ou ,
VADEMCUM DO HOMCGOPATHA.
.Mclhndo conciso, claro, c seguro do curar liomrropathicamcntc iodas as molestias, que aflligoni a
especio humana, c particiilarmcnle aquellas que reinan) no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra imporlanlissima be boje reconherida como a prmeira o mclhor de todas que Irataui da ap-
plica;ao da- honuoopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao podem dar um
passo seeiiro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias,os senhores de cneenho, sacerdotes, viajantes, espilles de navios, scrlanojos, ele,
ele, devem lo-la a miln paraoccorrer promptamcnlc a qualqucr casu de mnlcslia.
Dous volumesem brochura, por.......... lO^NK)
Eneadernados............. II5OOO
Vende-se unicaincnle em casa do autor, rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
Ninguem poder sor feliz na cora das molestias, sem que possua medicamentos vordadoiros, 011 de
boa qualidade. Por isso, e como prapanador da liomipopalhia no norte, o imnicdialamento inloressado
em scus benclicos successos, lem o aUTor do THESOI KO IIOMOEOPATIIICO mandado preparar, sol)
sua inimoiliala inspecrao. lodosos meilicaiiienlos. sendo incumbido desse Iralialho o halul |iliannareoiiro
o professor em honnropalliia. Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem exceulado com todo o zelo, lcalda-
de e deriiearaoque se pode dosejar.
A eflicacia deslcs medicamentos he atleslada por lodos que os lem experimentado; ellos nao pren-
san) de maior rccommendarfm; basta saber-sc a l'oiite donde sabiram para se nao duvid.ir de seus pti-
mos resultados.
Lina carteira de 120 medicamentos da alta e baixa dilnicao om glbulos recni-
mendados no THESOI'KO IIOMOEOPATIIICO, acompabada da obra, o de urna
caixa de 12 vidrus.de tinturas indispensavois........ lii;i-.niii
Dita de % medicamentos acompanhada da obra c do 8 vidins de tinturas 'JOgOO)
Dita de 60 principaes medicamentos recominoudados especialnunte na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, c com a dita obra (tubos grf ndcs.T
o (tubos menores). .
Pita de 48 dilos, ditos, com a obra .lobos grandes)........
al (lobos menores). .
Dila de 36dilos acompanhada de 4 vidros de tintura-, com a obra (tobos grandes) .
)> (tubos menores,!. .
Pila de 30 ditos, e 3 wdros de tintura-, rom 11 obra tubos grande- ....
;tuhos menores)
Dila de 21 dilos dilos, cum a obra, (tubos grandes).......
> i) (lubos menores).
Tubos avulsos mandos.............
Na rua das Causea n. 40. taberna do Campos
ha porcia de bichas liainbiirgiif/.as das mello res que
ha 110 increado, que se vende em pon-Oes e a relallio,
e tamben) so alugani.
Altia-seum sitio para a fesla ou por auno, na
losar da Torro, marucn do G*pbatiDe com ex-
cellcnlo cara ha poueo aeahsda, conteudo 2 boas
salas, i quarlos e I sollo coinpelcnleinente reparti-
do, cacimba (Tagua do beber, casa para prelos e es-
tribara fora i^qjicm pretender, dirija-sc > rua da
Cruz n. 10.
COMPRAS.
(o;ooo
4.1}IHMI
.VR94MKI
:i.)90<)0
HIJIMNI
303000
351000
a%900()
30S000
201000
13000
9500
23000
rs., con forme o
Conipra-so pr.iln irasilcir.i 011 hespanhoU : na
111.1 da Caricia do Kecife 11. 54, loja.
Compra so iimumulaiiiiba 011 uegrinfia de 12
a 18 anuos, rom habilidades ou sem ellas, que soja
recolliida : na na Nova n. 3.
Comprani-sr 20 gTOsas de botos pequeos
amarollos. ovados li-o?, propiios para fardas de mi-
litar : quem os tiver e qui/or vende-loa, dirija-sen
luja n. 3 an lado do arco de Santo Antonio.
(ainipra-se um cava'.loj ensillado c cosluinailo
a cabriole!, que soja baslairic forte : a Iratar com
Antonio Jos Rodrigues de Souxa Jnior, na rua do
Collegio n. 21. secundo aud.i".
Na rua du Collegio n. 3. primeiro andar, com-
pra-so o 3. \ol. do Reperlono da* Ordenarnos, o J.
vol. do Maria lle-paubnla. odii.ao do Porto, o 2.
vol. dos Lusiadas, edicao da Kio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, 1 15 vol. das obras de Fi-
lilo Elysio, criirao de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. e 8. vols das Memorias d Pioln, 1. e S. vols de
D. Quixote de la Mancha, 2. vol. de Ipsobo, c 3.
dos Desposados por \V. Scoll.
Compra-se cm segunda man um melhodo de
tiesto por Carulli,estando em bom estado] annuii-
cic por este jemal, 011 dirija-se a rua do (Jueimado,
loja n. 1(i, que se dir quem o compra.
Compram-se acrocs do Raneo do Pornambuco:
na ruada Cruz 11.3, escriplorio de Amorim traaos.
Compra-sc a obra do Jos Daniel, Rarca da
Carreira dos Tolos : quem a ver aiiiiuncic.
o (( pequeos ............
Cada \i.lro de tintura.............
Vndcm-sc alcm dissn carteiras avulsas desde o proco de 83OOO rs. at de MOfOOO
numero e lamanho dos lubos, a riqueza das caixas e dvnaniisacofs dos mcdicamcnlos.
Aviam-sc quaesquer eiicommendas de medicamentos com s maior promplidao, e por prccos.commo-
dissimos.
Vende-so o tratado de FEBKE AMAHELI.A polo Dr. I., do C. Carreira, por. 23000
Na mesma botica se vendo a obra do Dr. (j. II Jahr Iraduzido em porluguez e acom-
modada aiiilcllicL'iicio do povo........... r.-itii
Rua de S. rrancisco (Mundo Novo) n. 08A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOIKBOPATHICO, tete a honda-
de de dirigir o Sr. rirurgian Ignacio .tices da Silva Santos, estabeleridn na cilla de llarrciros.
a Tivc a salisfaco de receber o Theionro homnopalhico, preciosofructo do Irsbalho de V. S..0 lhe
aliiiinn que de Indas as obras que lenlioldn, he osla sem contradirao a mellior lano pola clareza, com
que se acba escripia, como pela precislo com que indica os mcdicamcnlos, que' so deven) emprear ;
qoalidades oslas de inuila importancia, principalmente para as pessoas que desconhcccm a medicina
Iheocria e pralica, ecl., cct.,elc.
VENDAS.
30*000
2A RUA DO GOIaJaSaCrSO 2 AlfTXlAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Mosco/o di consullas humenpalbicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas di
maiihaa aleo meio dia, c ein casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer uperac,o de cirurgia, e acudir prnniplamcnlc a qual-
quer mulher que esteja mal de parlo, c cujas circumslaucias nao permitan) pagar ao medico
m COUMIO lili DR. P. Ll tr
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O, SEGUINTE:
Manual cmplelo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes eneadernados em dous :.................
Esla obra, a mais imporlanlc de todas as que Iratam da homeopalhia, inlcressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a 'nulriiia do llaliiicmaui, c por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma: inlercssa lodosos senhores de engenho c fazc.idciros que eslao lotice dos recursos dos mdi-
cos : inlercssa a lodosos ciupilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra d Icr preciso de
acudir a qualquer nromniodo scu ou de scus Iripolanles ; o inlercssa a lodos as cheles de familia ru
por circumslaucias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qoalqer
pe-soa delta.
O vade-meciim (lo homcopalha oo Iraduccao do Dr. Ilering, obra igualmente til is pessoas que se
dedicain ao e-ludo da liomeopatliia uin volunic uraiule ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pliartnacia, etc., ele.: obra iudis-
pensavtl lis pessoas que quercni dar-so ao cslndo de medicina........
L'ma carteira de 24 lubos grandes de liuissimo chrislai com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, etc., ele.....-.-..,.....
Dila de 30 com os meamos livros....................
Dila de 48 cum os dilos. ,..................
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensavois, a esculla. .
Dila de 60 lubos com dilos......................
Dila de 144 com dilos.....................%
Estas sao acompanhadas do 6 vidros de tinturas esculla.
As pessoas quVcm lugar do Jahr quizerem o Ilering, ler,io o abalimctito de 1OO00 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lobos pequeos para algibeira............... 8501)0
Pilas de 48 ditos......................... 1(>000
Tubos grandes avulsos.......... ............ I9IKK)
Vidros de meia anea de tintura.................... 29OOO
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario rieslc estahelecimento so lisongcia de le-lo o mais bem montado possivcl e
ninguem duvida boje da superiuridade dus seus medicamentos.
Na mesma casa ha semprc i venda crande numero de lubos do rrvslal do diversos lmannos, c
aprompla-se qualquer encommenda do nicdicamenloscom loda a brevidiide e por precos muilo rom-
modos.
(Iiiniiiulii
89000
49000
40.3000
459000
503000
(O30OO
1009000
O padre Vicente Ferrer de A^-iM|#MMMM^%'c JS*
iiiemue, professor jubilado de (rramma- 9 DENTISTA FRANCEZ.
i^.- 4s Paulo daignotix, estabelecnlo na rua larca
tica latina, prope-se a enstnar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhiracnto de todas as pessoas pie
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Crotestando satisfazer a' expectacao pit-
uca ainda acusta dos maioiessactilicios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Notos livros de homeopalhia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das mole-lia- chronicas, 4 vo-
203000
69i(K
73000
(3000
161000
6|000
83000
1G3000
103000
83000
73OOO
(3000
43OOO
103000
303000
lumes.
Teste, rrolestins dos meninos.....
Ilering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pliarmacopabomcopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teslc, materia medica homoopalhica. .
De Favolle, doiilnna medica homcopalbica
Cliiiicn de Slaoneli........
Casling, verdado da honicopathia. .
Diccionario dcNvslen.......
Alibis cmplelo de aualomia com bellas e-
lampas coloridas, coulendo a dcscripeo
de todas as partes do corpo bmiiaiii) .
vedem-se lodos estes livros no consiillurio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio 11. 25,
primeiro audar.
Joao Petro- Vogeley.
Fabricante de pianos alia c roncera os mosmns
com loda poi frican e por mdico prcro : ludas as
pessoas que se quizerem utilisar de seu 'irabalbo, rii-
rijam-sc a rua Nova 11. l primeiro andar.
A casa do aterirn mudou-sc para o paleo do
Trro n. lli, aonde scrA despachados os senhores
que liverom .te aferir os pesos c medidas dos estabe-
lecimontos com promplidao, e faz ver aos senhores
que sao acoslumados a aferir em scus ostabcleci-
menlos, que oanligo aecute val alerir, e leve prin-
cipio cm 2 do crrente, e linda-so no ultimo dede-
aeiiibro rio correle auno.
ATTENCAO'.
Chegou ultimamenlo do Portugal a nlorcssanlc
obra que lem por (luloPas pocas da vidapor
Cimillo Ca-lrllii-ltrancn. vende-se cada cxomplar
pelo diniinulj preco de 23000 : na rua do Crespo,
lojan. 1 confroulc ao arco de Sanio Antonio, c na
rua do Queimado 11. 5, loja.
$} do Rosario 11. 3(>, secundo andar, colloca don- @
<3 les rom gengivasarliliciars, e dentadura com- S
Si plcla,*ou parto della, com a prcsso do ar. .':(
J Tamben) lem para vender agua denlifricodo $j
Q Dr. Pierrc, o p para denles. Rna larga do y
/' Rosario a. 36 segundo andar. Q
>>>
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
TOALHAS
E GUAKDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PUKO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla'para
a cadeia, vciidcm-se toalhasde panno de lindo, lisas
c adamascadas para rnslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
AO TIBLICO.
: No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, unas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
lra qualquer parte, tanto em por-
ches, como a retiilbo, afliancando-
se aos compradores um s preco,
para todos : este estabeleciment
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allcmaas c suis-
sas.para vender fa/.endas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFerccendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante cs-
labelecimento convida a' todos os
scus patricios, e 10 publico cm go
ral, para que vcnliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Itolim.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
TlllO DE ADMIaUAO'.
Lojtt de fazendas do lado do norte, na
rua do Crespo n. 14, de Dias i\
Lemos.
A 100 o covado de cbila com parirnos imilando
cassas, a IW) o covado de chita rom nnvos desenhos,
sendo os dos ltimos goslos, a 100 o covado de ris-
cadinhosiniuriinhos finos c lindos padroes, a 200 rs.
o covado las exccllenles chitas ramelas das mais li-
nas que lem apparecido no mercado, a 2Q00O o cor-
le das cambra 1.15 com Ostras o ramagens de cores, a
1)600 o corle de brim (raneado <)e linuo de quadros
largse sem olios, fazend da ultima moda, a 49200
o corle do casemira encorpada e padroes oscuros, a
I330 a perinha de canea amarolla l'raurcza mullo
lina, e a 300 o covado, a 3200 a pecinha de hrela-
nba de linho lina, a 13800 a pora das verdadeiras
brUanhas de rolo encorparias, a 1^250 o cobertor de
algoriao escuro iiiuilo grosso o proprio para o trio, a
(>0 o robertor arande de alco.iau da Rabia, e a 360
o mais pequeo, a 180 o covarie de algodio mescla-
do proprio para roupa de servieo de campo, a 500 o
cavado de saija de lila muilo encorpada, a 720 o co-
vado de alpaca prela com lustro, c 400 rs. a mais
ordinaria ; linalmenle os amante* do barato encoii-
Irarao semprc fsle cslabclerimeiilo bem surtido de
fazendas, o tudas por cenos pi eco do que cm oulra
qualqucr parlo.
PAUA PUESEPE.
Bitas figuras de barro por
preco, na rita do Trapiclte n. 34.
CIIAPE'OS IIARATOS.
Chapeos de mass eseda para homem o rbapclinas
para senhoras, sendo de varias gualidades, por presos
tao era conla que so sedeclarasse antes dos Iregoezes
vcrcn as qualidades nao acre lilariam; o para desen-
gao, vcnlulo cerlilcar-sc que nao dcixarilode com-
prar,pois nada ha lio barato: na rua larga do Rosario
loja o. I i.
WgMCTsstililaiaail-HI-iu IWBS&BHBBi
GUARDA NACIONAL.
Na ioja de sirgoeiro da pra^a da Iudepen- i;
jj dencia 11. 17, vendom-se por prcro conimudo j
9 lodos os objeclos precisos para uniforma dos m
i* Srs. ofliciaesda guarda nacional.
lotera da m ynu/. de s.#jose\
Anda a roda iiifalivelmente no dia 27
do corrente.
Aos 10:0009, 4:0009 e l:00:o res.
Na casa da Fortuna do sierro da Boa-Vista n. 72
vciidem-se os mu acreditados bilholes. meios o cau-
telas do cautelisla .Saluslia.'io de .Vquino b'errcira.
Os billielcs e cautelas 11S0 sofrein o descont de 8
purcoiilo du ini|)oslo coi al iius tres premios grandes.
Bilhclcs 11-KMM) recebe
Meios 49500
Quarlus 29>00
Oilavos I95OO
Deeimna 19:100
Vigsimos 9700
ATTENCAO.
Na rua Dircila n. 27 vcuric-sc manleiga insleza
nova a (i'it) rs., dila a 500 rs., dila 500 rs.. dila a
480 rs., dila a i 0 rs dila fraoceza nova a 640 rs.,
dila a 360, queijos novos a I98OO, dilos a 19500 rs.,
fcijilo novo a cuia a 4D0 rs., dilo a 320 rs., cevada
nova a libra a 160 rs., dila a 140 rs.', alel ia nova a
libra 280 rs., dita a 320 rs., ch hjson a libra a
29500 rs., dilo brasilciru a I98OO rs. dilo a 19920
ris.
SEI.I.INS INC LE/ES.
Vonde-sc urna varanda do ferro nova a 19280
cada palmo, leudo esla 20 palmos de coinprimeuto,
i -ii s polo mesmo proco, do 7 palmos cada urna, e
1 Tita lamhein pelo mesmo, com 14- a 15 p'almo& de
comprlo ; e bem assiin 5 travs de louro, por prcro
muilo barato : a fallar rom Jos Joaquim da Silva
Maia, na prara da Independencia, 011 rua do Hos-
picio 11. 6.
\ enriem-se 2 casas Ierre.-, fallando pnuco para
acabar, sita no caininho novo da Solrdade : qnem
pretender, dirija-so a botica de Joao Moreira, que
se (lira quem vendo.
f>a rua da Cruz n.57. vcnilc-sc rapo Virginia,
fabrirario no Rio de Janeiro : este rape lorna-se
muilo aprrciavcl pola paridad de sua simples com-
posicAo ; c cusa a libra 19280.
I A/.ENDAS BARATAS.
Na nova loja de 3 pofla*. na roa do l.ivramenlo n.
8, ao pe do armazem (le loora, vendem-se riscadtolios
c-cnri.s, o rovado 160, rbilas franrezas muilo finase
cores lixas, o royado 260, 280 e 300 rs., lindas cas-
sas rio rdr limito linas o parires modernos, ,1 vara
600,650 e 700 rs., dilas aballo, a vara 360, 400 c
460 rs., rrles de rambraia brancas e de cor a 49400,
49800. 59000, 59500 e 63OOO, rico, corles de cam-
hraia de seria com 3 o i hadados a "jotio o 109000,
corles de casemira de cor a 496Wl,".\9000 e 59500,
chapeos do massa francezes do frma moderna a
695"0e 79000, c oc'-as militas fazendas baratas.
AlTENtAO'.
Vendom-se lijlos de lorias as qualidades. cal, lo-
Ihas, barro e arca, por presos os maiscommodos que
he pussivcl. r conduz-se ns raesmos malcraos para
os lugares que indicar o comprador, dentro da cida-
dc. e alucam-sc carrocas para carregar quaesquer
objectos ; no armazem de malcraos o do carroca,
no porto do Poucinho, junio a taberna de Jos l)o-
niingues.
A 5|00.
Vendom-sc chapeos francezes da ultima moda, pe-
lo barato preco ,!e :,-.Mwi ; na rua rio Queimadon.
38. em froole do boceo da CongregacSo.
Vonric-sc orna casa lerrca na i ocuc/ia de San
Jos em chaos proprios, |vrc e dcsomharacada : 1ra-
1 1 so mi rua da Penba loja de calcados 11. 20. Na
mesma loja precisa-so do 5009 a premio.
fia rua do Livramcntu n. 36, loja. 'so dir
quem vende 1 prela de Ansula que cuzuha, ensa-
lma e vende na rua, 1 relogiu palete iriglez, 1 dilo
palale uissu, crrenlos para os m'esmos, 1 alfiuele
que serve tanto para homem como para menino, com
i sraurie diamanto rosa no meio, ludo muilo ora
cunta por sou dono rolirar-se para fora do Imperio.
;-. ;.;k;'5;;-:. 2; e SC ;;tga a ; 3
PALITO'S '*
por iiloiro IO:0009IKIO
dem 5:00O.3U0(l
i loui 2:5009000
idom 1:25090(10
ilau 1:0009000
dem 5009M00
Fiacism Lucas Ferretra, com co-
clieira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 11), enCarrega-sc defliiuli|iier
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
marDona igteja 011 em casa, carros de
passcio i- tirar guia da cmara, tf lili en-
contrarao ludo com accio, segundo dis-
pAe o regulamento do cemiterio.
Os senbores proprietarios erendciios gar a assignatura do o Diario de Pernam-
buco, para a inesma cmara, que se
acba em grande alra/.o de pagamento.
O Sr. Adolpbo Manoel Camello Lint,
escrivao de Iguarassu'. cjucira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. G e S, a nego-
cio que lhe di/, respeito.
Na rua do Vigario sobrado n. l
segundo andar, cose-se, Inz-se laliviiti-
tho borda-se de todas as (jiialidadcs in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer enconiniciiila das mesillas obras pa-
ra dar com prompticlao e preco com-
inodo.
A professora particular Candida Bal-
bina da Paixao Koclia, residente na rita
do Vigario n. 1 \ segundo andar, conli-
i'ita a adtniltir pensionistas, lucias pen-
sionistas e d6ci|*ilas externas, por precos
rasoaveis, as quaes ensina a dotilriiu
cluislaa. ler, escrever, contar, gramina-
tica da lingua materna, co/.er, bordar de
todas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7 boias da ma-
nliaa ao meio dia, e das 2 a" (i boras da
larde.
I.ava-se e enguroma se eom loda a perfeico o
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja du so-
biario 11. 15.
de engenhos, que So estiveretn mencio-
nados no Ah,nuilL. equi/.crem ser con-
templados, rpieiram mandar suas decla-
raees a livraria n. e 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servieo de holiciro um oscra-
vo mulato com umita pralica desse oeio. Na rua
da Saudade fronte ira a do Hospicio, casa da resi-
denciado Dr. I.ourenco Trico (le l.ouroiro.
Tra-passa-se o arrondainciilo da casa 11. 60 do
alerro da lioa-Vista, com ai maraco para qualquer es-
labolocimculo* commodus para aNHide familia, e
quintal com 2 pocos c bnnheiro de podra o cal.
O Sr. Joaquim l-'errcira que leve loja na pra-
cinha do l.ivraniento leui una carta na Jivraria ns.
6 e 8 da praca da In.lefjlpriecia..
AMIliO DCP0S1T0 DE CAL E
POTASSA.
, No antigo deposito da rua do Trapiclie
n. 15, lia milito superior polassada lits--
sia e americana, ocal virgem, cliegada lia
pouco. tirio por presjp commodo.
Precisa-se de um porluguez para feilor de um
engenho distante dctUa praca 16 lesnas : quem so
julcar nesta circumslancias, dirija-se rua da Cruz
11. 21, escriplorio, que achar com quem tratar.
O cirurgiao Joaquim Jos Alvos de Albuquer-
que, cncariocado pelo governo de S. M. da riirec-
cao. a Iralampiil rins doenles da enfermaria do ina-
riohadcsla provincia, e lazareto da liba do Pina,
avisa a seus amicos ea Iodas as pe-soas (|uo de seu
proslimn se quizerem utilisar, que o podem procurar
na rua da Cruz, no Ksefte. casa 11. 51, 011 em son si-
tio, na Passagemda Magdalena, defronle da eslrada
que vai ler t igrej dos Remedios.
Vendem-so ns mclhoros sellins que
lem viudo a osle mercado, com scus
competentes frcios ele, tamben) chi-
cles para carro, homem e seubora, por
precos muilo mdicos : no escriplorio
ou armazem de Eduardo H. Wyall,
rua do Trapiche Novo 11. 78.
Na nova padaria rio alerro dos Afogados 11.
173, ron fronte a fabrica do sabio, vcudc-se bolacha
lina fcila por machina, que se loma recommendavel
para casas particulares por seren superiores ao me-
llior pao, e lamben) bolachinhas Napoleilo muilo sa-
borosas, proprias para aprescnlar com cha, por prcro
commodo.
Vende-se ou Iroca-se por urna casa lerrca aqu
na praca ou em Oliula, cm bom lugar, urna barra-
ca de lote de II caixas, quenaufracoii as praias do
Kio Doce, em Miada, apnile se acba : a Iratar na
rua dt Caricia do Kcclc n.l. ar-sc-ha a volta
se merecer.
Vcnde-sc um escravo de nacao do Angola, of
licial de carpinteiro, de iriarie regular, por preco
commodo : quem quizer, dirija-sc rua do Caldoi-
reiro 11. :)6.
Veudem-sc12 collieres para sopa. 1 palileiro
de bonito goslo, 1 colber de tirar sopa, ludo de pa-
la, meios a,le ecos rio ouro, rio goslo moderno, por
proco comm,oto : na rua ilu (Jueimadn, luja n. I i.
Vcude-se una taberna, sita na rua de S. lien-
to, cm (Miiida 11. 18 : a fallar na misma.
Ainda se continua a vender saceos com al-
qiieirc de fai'inba muilo boa, medida antiga, por
barato preco : na rua du Kaugcl 11. 21 a qualqucr
hura dodia. Tamben) lem para vender algunas
cadeiras o urna mesa de meio desala de jacarando,
um sof da mesma madeira, c urna poreflo de cal
de caiar, o una rotula novado cinco palmos de lar-
go, lamben) una porla do amarellu com 12 palmos
e meio de altura com ponen uso, urna porla de ja-
nolla partida em duas, servo muilo para esa de
campo, um banco do oflicio do carpiua, c tima
caixa com alcuma fcrramciila do mesmo.oflicio):
ia rua rio Kancol 11. 21, a qualquer hora do dia.
MADAPOI.O COM AVAKIA,
a 35000 e 3*500 rs. a poca.
Vcndc-so na rua do Queimado, loja n. 17 ao p
da botica, una porcao do BHldapoloes largos com to-
que de avaria pelo barato preco de 35000 o .'fcJOu
cada peca.
NAVALIIAS A CONTENTOS ffesoi'RAS.
Na rua da Caricia do Recife n. 18, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. do Abrcu, couti-
nuam-se a vender a HpOOO o par (proco lixo) as ja
bem conhecidas e afamadas uavalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposicAo
de Londres, as quaes alni de durarcm evlraorriina-
riamcnlo, mo se senlein no ruslu na acollo de corlar ;
venriem-se com a coiidit;1o rio, nao auradando, po-
dercm os compradores devolve-las alo 15 diasdepoia
pa compra retiluindo-at o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesinirinbas para unhas, feilas pelo mes-
mo fal-icanlo.
superior a n
Vendc-se panno lino prolo
S 5500", 23800, 4. >. Gj e 75OOO n covado, "
dilo azul 1 S350SS 39:00, ." c GgUQOocova- y.
"~ do, dilo verde oscuro, dito cor de pilthao,
dilu cor de caf o rosa a 'O, .".-> o 69000 1
dilo rr do caf r
7>000
verde claro muito
^ covado,
jj superior a 7>lKK) o K^OOO o covado, casemia j
* piola franre/.a muilo elstica a7^000,91000,
M IO9OOO0 128000 o crle, ditas de cores a 15. **
ii "5e 69OOO o corlo : na rua Nova, luja do la- E.
^ zendas n. 16, de Jos l.lliz Peroira i\- Filho. jjjj.
vjinde-si' nina esclava da ('.osla do meia iriarie,
boa vendedora de iiia.jnor preco commodo ; na rua
estreila.do llosario 11. rl.
Vendse nina loja do calcados cum poneos
fundos, na rua du LiVr.imenlu 11. '.VJ : a fallar na
mesma.
Vendem-se barriscom cal virgem. a mais nova
du mercado, o. velas do cera do carnauba a 99000 a
arrnba: na rua da Bengala"Vclba n. 70, segundo
andar.
venriem--e 2 mualas prendada, 1 mulalinlio
de 6 para 7 anuos, I negro do nacao para lodo ser-
vico : na rua da Sen/ala Yclha 11. 70, segundo an-
dar, se dir quem vende.
Vende-so I lavatorio moderno com cvela,
espelho, jarro o hacia do lunVa lina, \ par do mesi-
nbas cum uavelas, o I quadrii rom o retratado urna
conded frauc. /a olec.intonienle vestida do monta-
na, eqne deve servir de licmiiio as senhoras |>er-
iiambiirtnas que a qiioiraiu iinillar : na rua da Paz
n.31.
CRANDE SORTIMENTO DE
f> FRANCEZES.
i Na rua Nova, loja do fazendas n. Ifi. de Jos W
l.uiz l'ercira tV Filho, acha-sc sempro um $6
'i completo snrliiiionlo de palilns francezes de
@ hrim de linho de cores a 33500, branros de *
i'i brelanha a ifOOO, dilos de alpaca protos e de i*
fe coros a 8.3OOO. 99000 o 101006% dilos rio panno &
.': lino prolo, cor do caf, rio piuhao, verde es- $g
g| curo, claro o rovo a I69OOO, 185IHH) c 203000,
3 torios bem acallados e da ultima moda. f
.K.-35 i5Sf "@@
Na rua da Madre de Dos n. .10.
Venricm-sp |or precos commorios os soguintcs g-
neros, viudos rio Aracaly : e-lenas de palha de car-
nauba cora amarolla e conros curtidos.
Vonde-sc lima escrava de nacao, de bonita fi-
gura, e babil para lorio o servieo ; qnem a preten-
der, dirija-se a Fora de Portas, rua do Pilar n. 85,
segundo andar.
Sedas acbamalotadas de cores a 080 o
covado.
Na rua do Queimado n. 40.
ATTENCAO'.
Vcndc-so 110 alerro da Roa Vista n. 78 muilo bom
becerra francs, polo diminuto prego de 29560 a
pelle, meias para seubora a 220 c 230 rs. o par, di-
las de cor para homem a 160 e200 rs. o'par, colxe-
les a 60 rs. a caixa, hicos de Iodas as qualidades,
trancas de lila e seda c umitas miudezas mais que
se vende por lodo o proco vista do comprador.
ATTENCAO'.
Vende-se a ama{ae da loja do alerro da Boa Vis-
la a. 72, muilo piopria para qualqucr negocio : a
Irrtar na loja 11. 78.
Vende-se por bailo prer;o urna negra de 35 an-
uos, a qual lem sande perfeila e est grvida : na
Aurora 11. 36.
Na rua da Cadeia de Sanio Anlonio.coiifronla
o thealro velho. luja de corrieiro a, 3, vende-se riu-
zia c meia de laboasde pinho, por precio commodo.
Vende-se nina murada de casa terrea com hons
coninindos, om chaos proprios, c com quintal, livre c
(lesembaracada, sita nacdade de Olinda, ao p da
larioira dase : a Iratar tu rua Augusta, casa do Sr.
Nuhrc.
QUEIJOS DO SERTAO'. %
Ainda ha para vender us bous queijos do scrlao
chamados] de prensa.
MIUDEZAS BARATAS.
Venda se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los de cuuro de luslre para senhura a 13 rs. o par,
ditos de marroquim a 600 rs., ditos para homem a
80U e 900 rs., liOIOcs de acalli para cainita a dOO rs.
a croza. Huta decores a 13, dila branca de 800 a
10200, papel de peso muilo bom a 23100 e 29500 a
resma, penle para alar cabellas a 240 rs., dilos linos
a 800 e 13. col vote a 60 o DO rs. a caixa, hicus, lilas,
aioetcs do (odas as qualidades, agulhas, luvas de
soda para senhoras e meninas, dilos para homem,
lliesnuras linas c ordinarias, pulcciras de ooro fin-
giudu de Ici, carteiras para baile, penciras de ac o
oulras limitas cousas por presos muito cm conla.
CUALES E MANTELETES E SEDA
DE BOM (1OST0.
Na rua do Crespo loja da esquina cjue
volta para a Cadeia : vende-se diales de
seda a 8f00, 12x000, 1 V.fOOO e 18000
rs., manteletes de seda de cor a I I.silln
rs diales pretosdelaa muito grandes a
.S'OOO rs., diales de algodao e seda a
1#280 rs.
Vcndc-se orna laberna na roa do Rosario da
Roa-Visla n. 47, que vende muilo pata a Ierra, os
seus fundos silo cerca de 1:2003000 rs., vende-se
porm jcom menos se o comprador as-im lhe convitr :
a tratar junio nalfauriega, Iravcssa da Madre de Dos
armazem 11. 21.
Completossortiinentos de fa/.endasde bom
josto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendom-se corles do vestidos de eainhr. ia de
seda curo barra c babados, i 83000 rs. ; ditos com
llores, 1 73, 93 o 103 rs. ; dilos de quadros de bom
gosto, i 113 ; corles rio cambraia franroza muilo li-
lla, lixa. com barra, 9 varas por 43500 ; corles de
eassa rio cor com ires barras, de lindos padroes,
3320O, pecas do cambraia para corlinados, com 8)1
varas, por 33600, ditas dr rainagem muilo linas, ,-i
63 ; cambraia de salpicn miudinhos.hranca e de cor
inulto fina, 800 rs. ovara ;atoalhado de linhoacol-
xoado, 900 a vara, dilo adamascado com 7.'; pal-
mos de largura, i 23200c 38500a vara; sanga'ama-
rclla liza da ludia muilo superior, 400 rs. o cova-
do cortos de collclc de fuslo alcoxoado c bous pa-
droes lixos, a 800 rs. ; lenco- de cambraia de linho
a 360 ; dilos grandes finos, i 600 rs. ; luvas de seria
brancas, de cor c proles muito superiores, 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia i .500 rs. o par.
Vendc-se um lindo caixao com 4 ropnrlimcn-
los, coulendo 16 palmos do romprimrnlo, proprio
para deposito de bolacha 011 de assucar : na rua Di-
rcila, taberna 11. 19.
Vendc-se um sobrado dolcriorado cm Olinda,
1111 rua de S. lenlo, dcfroiilc do musleiro: (piorno
pretender dirija-se a rua do Boin-Succosso defronle
da quina dos Quarlcis onde lem um lampean.
Vcndcm-se esltiras de palha du carnauba clie-
gadasacora do Aracaly, a 123 o cenlo : na rua da
Caricia 1) 1 Recife 11. 49 I. andar.
Vende-se vellas de cora de carnauba feilas no
Arecal] de 6, 8. a 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Recommenda-se aos bomens do campo o
seguinte anntindo.
Vcndcm-se chapos pardos de massa,a que muilos
chamam rio feliro a 13000 rs. cada um : na tua do
Crespo loja n. 0.
ATTENCAO'.
Na rua rio Pa'soio Publico n. 13. vendem-sc corles
decassa chita delindos padroes, polo barato prcro
do 23OOO o corle, meias casenuras de quadros a 400
rs. o covado, corles de rolletes de fushlo do ultimo
costo a 13200 o corle.
Vciidcm-sc ricos pianos com exccllenles ve-
tes e por procos commodos: cm casa de J.C. Rabe,
1 u.i du Tinpichc n. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o nnvii Mez do Maria, adoptado polos
revcrcndlrsimoB pariros capiichiulios de N. S. da Pe-
nba rir-sla cidade. augmentado com a novena da Se-
nhiir* da Concciclo, o da noticia histrica da mo-
ilalba milagrosa, erieN. S, do Bom Conselho : von-
ilo-sc nicamente na livraria 11. lie 8 da praca da
independencia. 13000.
g 9< % %% : $$M vM
$3, Deposilo de vinlto de chara- ($/
^ pague Cbaleau-Ay, primeiraqua- ^
tjt lidaile, de propiiodade do condi (et
,-i\ de Marcuil, rua da Cruz do Re- ^a
cife n. 20: este vinbo, o mclbor -
^1 lie toda a cbampa gne vende- va-
(A se a TisODO rs. cada caixa, acha- 4
se itiiicaiiicntci cm casa de L. Le- "
B coinli lean & Companhia. N. B. W
-S AscaNassao marcadas a logo (JS
^r) Conde de Marcuil e os rtulos (
iL das garralas sao ir/.tirs. f?
AO!#SENI10RES DE ENGENHO.
Cohorlurcx esrnroi innilu grandes o encornados,
ditos Manen com pello, muilo grandes, imitando o
de lila, a 134(10 : na rua do Crespo, b>ja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo luja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se pauno prelo 2)i00, 28800, 3,
i*;,!ni. 43500. 53,500. 63000 rs. o covado,(11 lo azul,
23. 23800, 43. 63, "s. u covado ; dilo verde, a 23800,
:i3500, 43. J3 r. o covado ; dito cor de pinliau a
43500 o covado ; corle de casemira prela francoza e
clstica, 73500 e 83-500 rs. ; dilos com pequeo
dcfeilo. 6350O; ditos inglczenfeslado a 53000 ; dilos
de cor a 49, 53500 6 rs. ; merino prelo a 1, 1300
o covado.
(enca de Edwlm M.w.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
t\ Companhia, ar.ha-se couslantemenl bons sorli-
moilos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moondas ineliras todas de forro pa-
ra animaos, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelos os mais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com foro de
4 cavallos, cocos, passadeira* de ferro eslanhado
para casa de nurgar, por menos precaj que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Soecia, fo-
llias de flantlres ; ludo por barato preco.
, REMIGIOS INGI.E/.ES DE PATENTE.
Venriem-se por proco muito commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em iolba de todas as (iua-
lidades, em lardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Cuedes de A-
raujo.
Vende-so excellente laboado de pinho, recen-
(emenlo chocado da America: na rui de Apopo,
trapiche do Kerreira, a cntenricr-sc com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinlia de trigo SSSF de
superiorqualidade, echegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 50
e 8, ou no caes da alindega.
Cassas irancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas franco/as de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com cxrellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Ka be Scbtnettau &C, rita do Tra-
pichen. 5.
Toalbas e guardanapos de panno de linbo.
Vendcm-so loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a IO.3OOO a riu/.ia, ditas lisas a 143000
a dalia, enardanapaa adamascados a 33000 a riuzia :
na rua do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fusta,1 hrauco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muito enenrpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babarios a 23000, gan-
ga amarolla trancada a 320 o covado : na loja da rua
do Crespo 11. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muilo linin gusto a 43000 rada um, dilnsde cassa
chita a 2300, dilos rio iluta francoza larga a .13000,
lencos rio seria de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior Danclla para forro de sellins che-
garia rcccnlcmenlc da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Vclha, es-
criplorio 11. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
\ende-se carne muilo sAa e gorda, viuda da
provincia rio Cear, pelo barato preco de 43000 rs.
a arroba cm pacoles de i arrobas : 00 armazem da
porla larga ao pe do arco da Couceicao, defronle da
cscadinha.
Ai que irio.
Vende-se superiores cobertores de lapele, de di-
versas cores, grandes a. 13200 rs., ditos braneos a
19200rs., dilos com pelo a inri tacan dos de papa a
13K*0 rs. : na rua do Crespo luja n. 6.
JNipovito da Sabra* de Todos o* Santos na Baha
\cnde-se, emeasa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, alendan trancado d'aquella fabrica,
muito prnprio para saceos de assucar e roupa de os-
era vos, por preco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Kio Doce,
com 720 pes de coque!ros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Kangcl n. 5 AGENCIA
Da Fund.ic.ao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rbeno, de qualidades es-
peciacs, em caixas de tuna du/ia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
Na roa Augusta, cas, ,errM aelMHea
venda urna cabra grvida, com 22 annos da Mide,
boa ligura, com principio de (oslara, a cozaha foi
chegada ha pouco do matta, e nao coma qne taha
vicios ; avista do comprador francameale se lhe es-
pora ludo, pois que lie pessoa que Bao desoja en- .
ganar.
IECHAHIS10 PARA EJGE-
HHO.
NA FNDIQAO DE FERKO, DatNflE-
NHE1KO DAVID VV. BOWNIAV. NA
KUA DO BKUM, PASSANDO OcHA-
FAKIZ,
ha sempre um grande sorlimeuto dos srguii
jeclos de mechanismos proprios para engonlr-
bcr : moondas e meias moendas da mais 1
consrucean ; laixas de ferro,fundido e batid
superior 'qualiilade, e de todos us tamaitos ;
dentadas para agua ou animaos, de todas as pr
C6es ; crivos e boceas de fornalha e registros de I
ro, attuilhcs.hronzes parafusos e cavillie mot
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUND1CAO
se aculara Iodas as encommendas com a sup
dade ja omhecida, e com a devida presteza e 1
didade em preco.
Na rua do Collegio n. 3. primeiro andar,
leni-se para fechar cotilas mil eqtiiubentos ma
de cotilas de viriro lapidadas a 160 rs. rada massa e
70 (lucias de caixas de massa para rape a 13W a
duzia. '
VENDE-SE.
Cobre em folha de 20 at 28 oncus.
Estanho em verguinhaa.^
Cliiunlio em barras perf&eninas de I* li-
bras
Champagne, marca A &C.
Vinho do Kbeno das miadadea mais
apreciadas, em caixa de urna duzia.
fa vinotes e armas de logo eavj
onas, u brins de vella.
4.
d

"'*
1
i
Ai icios, lampei'iesc chicles,para carro t
cabriolet.
Graixa ingleza de verniz para ar reos.
Esporas de ac lino, pea tea das.
E para l'eixar tuna donla :
vende-se por o maior preco que der, ce.
ca de 000 formas de folha de ferro pinta-
das, proprio para fabrica de assucar : m
rua do Trapiche 11 5, aiinazetB de C. 1
Astlev & C.

KUA DO TKAPlCHEN.r.
5 Km casa de Patn Nash & C, ha pa-
s ra vender:
3 Sortimento variado dferragens.
Amarras de ferro de 5 oilavos ate 1
j* polegada. -
K Cltainpagne da melhor qualidade
5g em garrafas e meias ditas.
Jg( l'm piano ingle/, dos melhores.
Vende-se um escolenle rarrtnbo de 4 rodas
mui bem construido,eem bom estado ; est evpo-lt
na rua do Arago, casa do Sr. Nosnie 11. 6, onde po-
dem os pretendentes esamina-lo, e tratar do ajuste
con) o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz o
Kecife n. 27, armazem.
Moinhos de vento
'ombombasdercpniopara regar borlase baia,
decapim, na fundicaOde W. Bowuian : na rua
do liru.ni us. 6,8e 10.
Devoto Ch listan.
Saldo a luz a 2.> edir.lo do livrinho denominado-
Devoto Chrislilo.mais correcto e acrosecntado: vende
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca ds In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Kedes acofcnadas,
brencas e do cores de um so panno, muito grandes (
de bom posto : vendem-se na ru do Crespo, loja da
esquina que volla para >. cadeia.
Vende-se urna casada pesia ; na .rna do Viga-
rio n. i.
Vende-se a primeira taberna na rua do Hds--
picio, muito sfreguezada, por preco commodo: a
iralar com o mesmo dono na Oil.i taberna.
Vende-se urna cahrinha de leile, a qual losa .
leilo, e he proprta para triar meninos ; por bailo
da Turro du Carino, a fallar com a Sra. Joauinha."
Vcnricm-sc laiuhas d'A tacitas aiuito rrescaes,
por preco commodo, em porces e a rela.'bo: na?1ttavaaMsaaw
da Praia, armazem n. 37.
hri
ESCRAVOS FGIDOS.
C.vSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Iiuimaraos & llciiriqurs. rita do Cres-
po n. ."), v onrioiii-se cassas fraucezas du ullimo gos-
lo, pelo baratissimo proco de 180 rs. o covado.
Vende-se um mulato bom sapaleiro, lunilla fi-
gura, sem del eilosaleans, iriarie de 18 annos : quem
o prelender, dirija-se rua de aoas-Vcrdes n. 17.
Vende-se urna escrava criuitla. moca, de pti-
ma conducta, sem vicio nem achaqnn, oque se af-
li.uica: na rua de Asnas Venios 11. 36.
Vende-se umi escrava crioula, aaaea com al-
guma lia hlela.le : na rua de Hurlas n. lid.
Veudc-so um rolnsio palonlc inglez; na rua
do Queimado, loja n. 14.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintesvinhos., us mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porto,
Burellas,
Xercz cr de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
cm camnhns de urna riiuja de carrafas, e vista da
qualidade por preco muito em conla.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia rio Kecife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rcccnlcmenlc chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do lirum, passan-
do o chalan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramcnto do
assucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz;, n. 4.
Vcuric-sc una balanca romana com lodos os
siis porlcnccs, cm hom uso e do "_'.(HM) libras : qocm
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
I

POTASSA BRASILE1KA.
Vcndc-se superior potassa, fa-
bricada no Kio de Janeiro, che-
gada rccentemciite, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vcndcm-serelusios de ouro e prala, mai
barato de que em qualqucr oulra parle
na praca da Independencia n. 18 c 'JO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender' diversas mu-
sicas para piano, violo e llaula, como
tejam, qitudrilhas, valsas, rcdowas, sebo-
tickes, modinlias tildo inoderuissimo ,
I chegado do Rio de Janeiro.
i Lindos corles de lanzinha para vestido de
senbora, cpru l.'i covadocada corte, a
t|500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Ausenlouse 110 dia 9 do correnle o prelo Car-
los com os siguaes seguiules: altura ordinaria, cheio
do corpo, quando anda puta por urna poma esquer- *
da. olhiis baivuso o esqnerdo mais aperlado ; levan
calca de estopa c camisa de meia: quem o pegar
pule-o levar a rua do Vigario 11.5, leja de cabos
que se gratificar. s
A abaiio assignada declara ao publico e a In-
dis as autoridades policiaes, que no oa d do corren-
le, pelas 4 horas da madrugada, riesappareceram de
sua rasa, servinrio-sc de urna escaria que por algocm
de fora foi laucada a urna janella que drilava para o
quintal para favorecer a fuga, duna escrava raers,
urna de nomo l.uiza e oulra de nomo Ignez ; a pri-
meira com os sigftaes seguimos : estatura regular,
grossa du corpo, com os cabellos corlados pelo lado
rieriolraz c desculo pela- frenie, com lodo o corpo
pirado de hexigas, foi da cidade do Ico provincial
do Ccan ; e a secunda de corpo regular, estaturaJ
alia, cor fula, com '2 denles de menos na froiito,)
foi da barra de Na I nba: sendo qae protesta proceder
rom lorio n rigor das leis contra quem qur que ss
lenha acolitadas. Sendo-llie porcm eidrejiio oo de-
niiiu uidas.promellc guardar o maior segredn, offe-,
recendo o premio de (*> aos espitaos de campo, oa
nutra quslquer pessoa que della der noticia, ou as
levar casa de sua residencia, na rua do l.ivramenlo
n. 4, onde se lhe* dar generosa recompensa.
Anna Joaquina Utu H'anderley.
Dcsappareceu no dia 28 do agosto prximo pes-
iado urna escrava de iia^ilo Cosa, do uome Severi-
na, de estatura baiva, grossa rio corpa, raneta |>e-
quena. nariz chalo,.rosto tirado e carnudo, lem
poueos lalhus, liocca recular, beicos grossos e suaes,
rieules limados, lodos igiiaes c.-cm falla de nonhnm,
orelhas Turadas e sem biincos, falla bstanle fina,
rnslas carnudas, lisas c sem marras, pcilos cabidos,
tunos corlas c bem carnudas, cabello curio e corlado
por icuul. nao he bem prela e stm avermelhada ;
Icvoii vestido usado; de ciiila entarnada escara, eom
salpicos branros bom miudos. panno da Costa fran-
cezrnni lislras encarnadas e de matantes de duasor-
ricns as puntas, o ocrupa-se om vender frtelas; foi
escrava .lo Sr. Joaquim Viegas, e he par isso bem
runhecida na l'assagom : quem a pegai leve rna
do Queimado n. 15, que sera recompensado.
oOSOO.
Dcsappareceu no dia 25 de setembro prjimo pas-
sa.lo,rio engenho Vicente Campello, o escravoiiasi
par, de neciiu Costa, com 50 anims de idade, alto,
cr prela, roslo comprido, o boiro de baixo grande s
cabido, e lem barba ; o qual escravo Veio da Baha,,
c foi comprado a Antonio Kirardo do Rege ne
praca: quem o pegar, leve-o ao mencionado ong
olio, que receliei do abaito assignado 509000 n.,M
ncsla cidade ao lllm. Sr. Joo Pialo de Lemos JiA.
nior.Manoel (loncalces Ptrreira lima.
Auscnlou-sc no dia 23 do correnle o prelo A4
li'vandrc. de nnean S. Paulo, idade de 25 anuos, al-1
lo, falla demorada e corpo reforcado, foi escravo do ,'
francez Milique, morador no Rio Doce, e ltima-
mente do Sr. Eduardo Bol) ; esse prelo cos orna
em suas frequenles fgidas andar pela roa da Auro-
ra, ir para Olinda, e refugiar-so as campias do
Rio Doce : roga-se, porlanlo, a quem o pegar 00
riolle der noticia, dirija-se rua do Brum n. 28, fa-
brica do caldoireiro, que ser bem recompensado.
Desapparcccu boje das 7 para 8 horas da ma- ''
ulula, o c-cravo, erinulo, de nome Claudiano, de es-
tatua regular, grosso rio corpo, denlos limados linos,
ollios e cara grande, com bstanles signan de becbi-
gas pnr as lor lirin em quanlidadc em 1850 logo que
o comproi cm 30 de oulubro do dilo anuo so Sr.
Jos de llollanda Cavnlcaitli l.eit.lo, que o luuive*
por lieranfa paterna de seu fallecida pai o capildo
Antunin Vicira de Mello Leil, moradoies no lu-
gar rio Jar, termo da villa de Naaarclh, kd'onde lie
liibo o dito escravo, que representa ler 2.1 annos por
rierlarar o formal de parlilhas quando a comprei ler
l'.lannns; Icvnu calca tic algodil* azul trancado,
caimn de mariapolo, chapeo villut de seda ou rio
cuuro, presume-so ser scduzidna fugir por 11,10 haver
motivo alguin : quem napprrbeutUr pude leva-lo ao
abaivo assignado, senhor rio rilio escravo, com pren- t
sa de algo(lao 110 Forte do Mallos 11. 7, 00 raa do
Oueim.i.liiii. 1 i, que ser bem recompensadu. Rrci
2 de oulubro de 1854. *
Manoel Ignmcio de Qliceira Lobo,
Desappareccu no dia 8 de setembro o escravo
crioulo, do uome Antonio, que cosluma trocar o no
me para Pedro Jn Ccrinlt, c inlilnlar-se forroi
ho lonilo ladino, foi escravo de Antunin Jos
Sant'Anna, morador no cneenho Caite, coman <
Sal" A11IA0, e diz ser nasrido no serbio do Apody,
estatura e corpo resillar, cahellus prelns, carapinh"
rins, cor um pouco fula, olhos ccuros, uariz uran
e grosso, beicos giossos, o semblante um (tonco
chulo, bem barbado, porcm nrsta occastSo foi <
ella rapada, com todos ns denles na fente ; le
camisa de madapoln, calca ejaqueta branca, cht
|tco rio imllia cam aba pequea e mu Iroiua de ro
pa pequea ; he de supporque mude de trace: ro-
sa-se portanla as autoridades pulidnos o pessoas p
licularos.^o approhendam e li.m.nn novia |traca
Hecife, na rua larca rija Rosario n. 21, que se're-
cuinpoiisar muita bou) u son liabalho.
'i
Vi
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*
ERN.
V.
dem. v. de Varia. X 185.
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