Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01314


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Full Text
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ANNO XXX. N. 236.

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Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 14 DE OUTUBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
------- un------
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAUIEGADOS DA SUBSCRlPtAO".
ecife, o proprielario M. F. de BBa; Rio de Ja-
liro, o Sr.Joao Pereira Mariins; Baha, o Sr. F.
Recife
neiro
D"nrad i Macelo, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
ilunra; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad); Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio de Lanos Braga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augviito Borgus; MaranhSo, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4 a nrtzo e 28 a d.
Paris, 358 rs.por 1 f.
c Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
* da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAES.
lOuro.ticas hespanholas...... 299000
Moedasde 6400 velbas. 163000
de 69400 novas. i6000
de 400...... MUOO
|Prala.Palaces brasileiros..... 1*940
Pesos columnarios..... 1J940
mexicanos........ 1*860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Cmaro, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
' PREAMAR DE 1K>JE.
Primeira as 10 horas e 6 minutos da manha.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-fciras.
Relaco, teifas-feiras e sabbados.
Fazenda, tanjas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Oulubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
i) 28 Quarto crescenie s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
9 Segunda.S. Dionisio li. ni. ; S..Abraham.
10 Terca. S. Francisco de Borja ; S. Eulampio.
11 Quarta. S. Nicacio b m. ; S. Sumatra ni.
12 Quinta. Ss. Prisciliano e Domnina rom.
13 Sexta. Ss. Daniel e Hugolino mm.; S. Samuel
14 Sabbado. S. Calislo p. m.; S. Fortunata.
15 Domingo. W. S. Tbereza de Jess v. c.;
S. Ageleo m. ; Ss. Anlhioeo e Severo bb.
PARTE 0FF1CUL.
OOVEHNO DA PROVINCIA.
Expeliente do dia 10.
OflickiAo Exm. presidente do Alto Amazonas,
acensando recebido o ofllci) de 1t do nacY nltimo,
o qual acompaharam dous exemplares ilo relato-
rio por S. E\c. apresenladu a assembla legislativa
daquella provincia, no dia I." de agosto dcsle anuo.
Dito Ao Exm. presidente de Minas-Ueraes, in-
leirando-o de haverera sido entregues duas coller-
ones do< acto* da assembla legislativa daquella pro-
vincia promulgados nocorri'iite auno, bem romo os
reaulamentu* expedidor por S. Etc. sob ns. 27 II.
Dilo Ao Exm. harao da Boa-Vista commaudan-
te superior da suarda nacional do Kecife.Kico in-
leirado da haver V. Exc. entrado no exercicio do
eliminando superior da guarda nacional deste muni-
cipio. E mui certn da beni merecida reputarlo e
sympathia de que V. Exc. sempre gozou entre os
sen* comprovincianos, tenlio a mais benV fundada
esperanza de que a guarda nacional desw capital,
guiada pela prudencia e sustentada pela disciplina
do sen cliefe. prestara ao governo os mais relevan-
tes servieos.
Dito Ao commandante das armas, remetiendo
copia do aviso da guerra de 28 de setemhro ultimo.
do qual consta se mandara que o lenle Francisco
Jos do Rosario, lioje dosec;undo batalhao de infan-
taria. e que pertenceu nulr'ora ao meio batalhao do
Piauhy, continu a per temer a primeira classe do
exercilo por nao se achar'plenamenlc provado 'pelo
conselho de inquirioSo, que se proceden sobre a sha
conduela, que esse ollicial Icnlia i ido 111,10 comporla-
nicnlo banilual.Igual i thesouraria de f.itenda.
hilo Ao niesrao, communicando, afim de que o
faca constar ,10 ex-msico do lerceiro balalho de
mfanlaria, Manuel Alves do Espirito Santo, que,
segundo consta de aviso da guerra de 2 liro ullimo. lora indeferdo, por ser contra' a le, o
reqqerinienlo que elle enderc-sou S. M. o Impe-
rador.
Dito Ao mesmo, iiileir; ndo-o de baver-se, se-
gando consta de aviso da guerra de 2G de selembro
ultimo, prorogado por seis mezes a licenca com ven-
cimenles, com que se acha nesfa provincia o capel-
ln lenle da repartirn eccleiiastica do exercilo,
padre Mauoel da Vera-Cruz; e recommendando que
ordene ao referido capclllo que trale, quanlo antes,
de pagar na recebedoria de remlas, vista da nota
por copia junta, a importancia dos direito e emolu-
mentos correspondentes dita prorogac,1o, sem o
que nao pode ter execucao dito aviso. Communi-
eoii-se lltesouraria de fazenda.
Dito A mesmo, transmitiendo copia do aviso
da guerra de 26-de selembro ultimo, no qual se de-
termina que o lenle do dcimo batalhao de infen-
laria, Maaoel Joaquim lime- Briln, sirva como ad-
dido na companlna fixa de Sergipe. Coinmuiicou-
se thesouraria de fazenda.
Hilo Ao mesmo, communicando que, segundo
consta de aviso do ministerio da guerra de 29 de se-
lembro ultimo, de que remette copia, se conceder
passagem para a compauliii lixa de cavallaria dcsla
provincia, ao segundo cadete do oilavo batalhao de
mfanlaria, Jos Melquades Bezerra da Silva Cosa.
Dita Ao mesmo, dizemlo que licam expedidas
ai ordena, que S. S. solicilou em ofllcio de liouleni,
u. 956. to so para que seja transportad para a cur-
te, na primeirn vapor que pausar para o sul. o alfe-
res Maawel Baplisla Rineiro de raria, mas lamliem
para que se pa-s'guia de soccorrimeutn i esse oi-
cial.Expcliram-se as onlens de que se trata.
Dito Ao mesmo, (ransniillindo, para ter o con-
veniente deslino, a le de officio do lenle Francis-
ca) Joa do Rosario, quem sff concedeu passagem
para a segundo batallilo de Infamara, aslacianad
nesta proviiicia.
Dito Ao inipeetor, conuMUlicando que, segundo consta de parlicip.icjln
da seeretsria de eslado dos negocias da justicia de 28
de selembro ultimo, por dsercto de 2i do mesmo
mez, tf* nonieado o desembargador da relacan des-
la provtMa, jeronvma Marliuiano Figueira de Mel-
lo, para cargo de (befe de polica do municipio da
corle Cammunicou-sc ao Exm. presidente da re-
lacM.
Dito Ao mesmo, IransiniHindo, para os us
conveniente*, a relaeAo dos {atnros recebidos no al-
moxarifado do arsenal de mtirinha no mez de selem-
bro ultimo.
Dito Ao mesmo, communicando liaver parti-
cipado em 8 do crrante. bacilar*! Antonio l.uiz
Cavalcauli de Albuquerqpe que dciira, por em-
quanlo, o exercicio do cargo, de promotor publico
deste termo, era conseqotncia de achar se docule.
Fizeram-s* a* couvenienles communicacAes.
Uiln Ao ebefe de pplicia, declarando, em res-
Cla ao seu ofllcio de bontem. sob n. 78G, que aca-
lla Iransmitih" ii lliesouraria provineial as cuntas,
que acompanharam ao citado ofllcio, -das despejas
feilas com o (slenlo dos preso* pobres- a cadeia do
leranodo I.imoeiro nos mez de mata juulio desie
amaft afim de que, estando nos termo* legaes, seja
paga a iva importancia i Manad Pereira de Cai-
vallio.
Dito Ao juiz do civel, remetiendo copia do pa -
recerdo conselheiro presidente du relacAo de 23 de
agosto ultimo, afim de que me., na conrormidade
do mesmo, proceda i respailo de* avaliadnres Anto-
nio Correia Cabral e Jnao B.ipli Dito Ao curador dos Alricanos livres, commu-
nicando liaver participado o director'do arsenal de
guerra em ofllcio de lionlem, n. 241, lerein dado a
luz as Africanas livres de ames Domingas e Kila,
eiisleutes m referido arsenal, a primeira no dia 4
d correle urna criania de cor arela e do sexo fe-
minino, e a segunda naquella dita ama outra cri-
anca, lambem de cor perla, e do sexo masculino.
Comrannlcou-se ao juia alpe l'eilos.
Dita Ao inspacloc da (hesonraria provincial,
aiiloriMiido-o a mandar pagar Jos Lopes Gnima-
raes, arrematante da ponte ar>bre o rio Capibaribe na
estrada do l'ao-d'Allio, 3001)1)00 rs., 1 que elle lem
direito por existir naquella obra tres bracas cubica*
da cantara, deveudo essa quanlia ser incluida na
primeira preelacjto, coja importancia j recebeu o
mencionado arremalante. Commiinicou-se ao d-
reclot da* obra* publica*.
Dita. Ao mesmo, para mandar pagar ao cali do
carpa de polica. Joaquina Apolinario do Nascimen-
to. a quanlia de I9HOO r*., que, segundo consta de
oflicio do chefe de polica de hontem n. 787, fni ds-
pendida com alnguel de um cavallo para conduzir
uro criminoso do termo de Sanlo-AnUlo para o de
CaruarCniiiuiinieoii-se ao cliefe de polica.
Dito Ao major eurarre jado das obras mililare,
para contratar com brevdade com a companhia de
Beberibe um annel d'agoa para o uso, lauto do hos-
pital militar, que se esl conslruindo, como do quar-
tel do llospirjo, mediante as uecessarias condicei,
devendo S. me. communcar esla presidencia o re-
sultado desse contrato para ler definitivamente ap-
provado.
Porlaria Ao agente da companhia das barcas
de vapor, recommendando a expedico de suas or-
den para que no vapor Tocanthu, que acaba de
rbegar do norte, seja transportado para as Alagoas
o soldado Jos Custodio dos Santos.
Dita Ao mesmo, para mandar dar passagem pa-
ra as Alagoas, no vapor Toeantint ao desertor do
oitavo balalliAo de iufanlaria, Manocl Jos do .Na
cimento, e para a corle ao soldado do primeiro ba-
talllo da mesma arma, Jos Gomes Soarcs da Sil-
va.Communicoti-sc ao commandante das armas.
Dito Ao -mesmo, para dar passagem, por con-
la do governo, no vapor Tocaiilins, ao capilAo l-
enle Manocl Jos Yicira.
Dita Ao mesmo. para que srjain Iransporlados
para a Babia no vapor T"ran(int os soldados do car-
po de polica daquella provincia, Manoel Jos Tei-
xrira c Jacinllio Jo- Gabriel, que Ibes serio man-
dados aprescular pelo chefe de polica. Communi-
se a esle.
Dita Mandando admillir novamente ao ser-
vico do exercilo, como voluntario, peto lempo de
seis anuo-, a Manoel Alves dos Santos, que i ser-
vio no me-mn exerrito o lempo por que era oliriga-
do; ahouando-c-lhc, alm dos vencimenlos, qoc por
lei Ibe cnmpclirem. o premio de 41009000 rs.F'ize-
ram-se as uecessarias rommuiiica^cs.
*> 1
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel da commando das armas da Pernam-
bnea, na eidade da Reelle, em 13 de eata-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 157.
Acbando-se dninle o Sr. alferes da corno de esla-
do inaior do i classe Manoel Marques do Amaral,
ajudante da fortaleza do Brum, o coronel comman-
ilaulc das armas uterino determina, que duraule o
mp-diinenlo deste Sr. ollicial, sirva dito emprego o
Sr. alteres reformado l.oorenco Jos Rom.i. que se
apresenlar 1 ao Sr. lenle coronel coiiiniaudanle da
mencionada fortaleza.
Assiguadn.Mantel Muniz Tacare.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
onlens encarregado do delalhe.
COMMANDO SUPERIOR.
Qaartel do eemmando superior 5 de oulubro
da 1851.
ORDEM DO DIA.
Achando-sc nomeado pelo governo imperial com-
mandante superior .le guarda nacional do munici-
pio do Recife a Exm. Sr. coronel de eslado maior
do exercito barita da Boa Vista, e lendo prestado as
m.ios da presidencia da provincia o devido juraineu-
lo para culrar em exercicio, Icnho a satisfarAu de
fezer publico para conbecimenlo dos corpos, que el-
le assumio hoje o cumulando superior do qual me
aclwva inlerinamenle encarregado como chefe de
estado maior. Felicito pois a guarda nacional desla
capital por ler na freule um l'ornambucmo tilo
honrado e inlelligcnle, quanto dislincto official, de-
baixo de cujas ordens e direccao passo a servir.
Sebailiao Lopes Guimaraeit.
INTERIOR.
A FAMILIA AlBRV. (*)
Par Panlo Maarlce.
RIO DE JANEIRO.
CMARA 00S SRS. OEPUTADOS.
Da 35 de aiosto
l.idas e approvadas as actas das dua* anteceden-
tes, o I. secretario da canta do segu ule expe-
diente :
I111 odicin do ministro da mariiiba, dando as in-
forinacoe* que por esla cmara foram pedidas acerca
rto requcrinicnto do l)r. Jo*o Bautista dos Anjo. -
A quem fenimiuistcau.
Do ministro da fazenda, enviando o lialanco geral
da caixa da amorli-ac.io da divida naconai do an-
uo linanceiro de 18531851. com a observarlo do
movimenlo dos fundos pblicos durante o dilo au-
no, e o quadro deinoustralivo das iransaeeoes da-
qucllc estabelecimenlo desde a sua fundaco at o
fin de junbo prximo passidu.A' commissao de
fazenda.
Urna representacan de Joo de Souza Guimarfles,
um dos herdeiros de Custodio de Souza Guimaraes,
reclamando contra um parecer da commissao de
fazenda dado acerca de um requcrimenlo do dito
Custodio.A' ronimi-sai) de fazenda.
Sao approvadoi os seguintes pareceres de comms-
ses.
A fnmm'slo de fazenda, para poder dar o seu
parecer obre o incluso requcrimenlo em que o co-
ronel IVocopin Gomes de Mello e seu irmao J0B0
Gomes deUello peilem oua remisso do seu debito
a fazenda nacon|L 011 una moratoria sem juros
com levanlamcntoslo-sequestro a que se proceden
em *eus Mus, e o pHgaiuculo do mesmo debito em
Srslaroas animaos de 1:0005, precisa que se pe-
tn ao governo informaees sobre esla prclen-
rin, e a sua opimao sobre a justira do mesmo pe-
dido.
Sala das commis^oe* 2i de agosto de I8*it.
Silra b'erruz.Carneiro de Campas, d
A cuminissao de jiislie,a civil, cm vista do pare-
cer n. 66 de 1831 e projecto de rciolucao, que ofle-
receu, smenle depoisde nova consideraran sobre
o objecto do mesmo parecer tem a accrescentar ao
dilo parecer, para precaver a eveuliialidade de po-
der Mlecrr a acluai administradora du inorgado, de-
pois exlinila a sua liuha de descendencia, e ter
assim'ilf ser repartido o morgado pelos seus collalc-
raes do sangue du instiluidor, segundo direiln,*a sc-
auinte emenda addiliva ao projecto sendo de pa-
recer que enlre o projecto cm discussao com a dita
emenda : a]
i O* bens do morgado arrematados em liasla pu-
blica serla reduzidos a a poli ees inalienaveis da di-
vida publica, que por morle da actual administra-
dora lerte repartidos pelo* legtimos uccessores do
morgado.8. R./.. f. M. Fiuza. Silceira da
Molla, o
I.-se e entra em diirussao o seguinte parecer :
A commissao de in-lruccao publica, tendo exa-
minado a materia dos nrligns addilivos apresentados
pelos Sr*. Virialo e Braudao, igualando os venci-
menlos dos lentes das academias militar c de mari-
nba ao do* professores da* faculdades de direito e
medicina, passa a expor a sua opiniaoa semelliau-
le respeito :
o O* lentes proprielario. das academias militar e
de mariuha percebein actualmente de 1:8009. se
s,lo paizaoos, a 2:1529 sendo militares ( na propor-
caode suas patentes I ; e a* substitutos, de 1:100; a
t :2ll> pela mesma forma.
o Entre esse profes'ores e os das faculdades de
direito e medicina, segundo as novas tabellas, la-
ver pois urna desproporc,ao nos vencimenlos, que
nao parece juslilicavel por principio algom.
r Que as sciencias physcas e mathemalicas tem
lauta elevacao e importancia como as jurdicas c me-
dicas, alm de ser uina verdade irrecusavel, j he
lambem urna idea consagrada na nossa legislado pe- |
la caria de le de l de dezemtiro de 1810, que no
tit. 10 .i-n se expressa :
Os professores da academia real militar gozaran
o todos os privilegios, indultos e franquezas que lem
it e gozam os lentes da uuiversidade de Cuinil.ru.
E pe'lo decreto de 0 de marco de 1812, que mandn
dar o gr*o de doulor aos alumnos approvado nos sc-
le anuos do cuiso completo da escola militar.
u Se a dcsproporcjlo dos vencimenlos desles di-
versos professores nao se funda, portanlo, na supe-
rioridade das materias que lem de leccunar, porque
esta nao existe, poder-se-ha dizer que o* trabadlos
acadmicos do piofessor de medicina 011 de direito
Ibe roubain mais lempo, nu exigein mais estudn e
applicaeAodoque os Irabalbos do professor de scien-
|-cias irhysTcas e malhemaliras t A consciencia es-
clarecida da cmara resolver lacilmenle esla ques-
l.in apela negativa.
Nao entra a commissAo lio exame do que vai pe-
los paizes eslrangeiros a semelhanle respeilo, viste
que o prazo que Ihc foi marcado para emiltir o sen
parecer impele, por limitado, um estudo mais com-
pleto da materia. Porm tratando da questao nos
devidos termos, ella pensa que seria urna grave in-
juslica retribuir-se o profesorado que prepara os
nossos mdicos e juristas com mais largueza e vanta-
gens do que o profesorado qdfe prepara os nossos
engenlieiros. os olliciaes das diversas arma* do exer-
cilo, e a nossa ollicialidade de marnlia. No enten-
der da commissao, he igual a importancia das mate-
rias eninadas a mis e a oulros ; e iguaes devem ser
lambem as vanlagens e onas dos professores respec-
tivos.
Nesta sentido a commissao prope o seguinte
artigo que substituir! o.< addilivos apresentados pelos
Sis. depulados Virialo e Brandan, nu ser conside-
rado como projecto separado, se assm u parecer a
esla augusta cmara.
11 A assembla geral legislativa resolve :
Art. nico. Firam extensivas aos lentes da esco-
la militar e da academia de marinha as disposicSes
dos art*. 51 a 56 e 130 a I i") du- eslatutos das facili-
dades de medicina.
R O* \encmenlos desses lentes sero os raesmos
marcados na tabella aiiuea aos ditos estatutos.
h Os actuaes lentes militares perceberao o sold
de suas patentes, e ordenado que ora tem, e urna
gratificarlo igual ao que faltar para preeocher os
vencimenlos marcados na tabella.
Sala dascominissocs, 21 de agosto de I85i.F.
Octaciamo.Jacintho Je Mewhn^n. n
O Sr. f"n iiifo prope a urgencia para se tratar
desse ultimo parecer, visto ler sidodado para ser dis-
cutido na 3* discussaodo projecto em que vem a ta-
bella dos vencimenlos dos lenici da escola de me-
dicina.
Sendo approvada a urgencia, enlr.i o parecer em
discussao.
Depois de breves reflexues do Sr. Augusto de Oli-
veira, julga-se discutida a materia, sondo o parecer
approvado na parle em que prope que c conside-
re como projecto separado o artigo a Iditivo relativo
aos lentes da escola militar e academia de ma-
rinha.
O Sr. Augusto de Olicelra reclama contra a falta
da in-erco de um aparte que dea ao Sr. F*. Octa-
viano, quando este na .1." discussao do projecto so-
bre a academia das Bellas Arles lite allribuira urna
proposico que elle orador nao emillra na casa.
O Sr. F. Oclariano explicando a falla de Miser-
ean do abarte dn Sr. Augusto de Oliveira, dizque
nao pretendendo aos foros de orador, pedir aos la-
chigrapliiM que loinassem seus discursos em extrac-
tos, importando-so smenlo com as suas opinies
pois nao quera usar do direito de fazer discursos em
raa eom atavise ornatos que desconheca ; que esla
mu AJ"aza 'U "a **l"r 'mPre,8o u aparte em
O Sr. UrandSo (pela ordeml pede que se cnsul le
a cmara se dispensa a impressao do projeclo ha
pouco apresentado pela commissao de instrucc^o pu-
blica a respeito dos vencimenlos dos lentes da esco-
la militar e da marinha.
Consultada a cmara nao dispensa a impressao.
O Sr. Paranhos ministro da marinha aprsenla
um projeclo sobre o accesse os pastos de offlciaes
da armada, e fu 11 Jameula-o com as segualos ra-
zoes :
VA necessidade de urna lei de promo^e* para a cor-
pora^ao da armada he de todos coolecda. A le-
gislacao vigente, que consta da resoluc.lo de cousul-
ta de 20 de oulubro de 17% e do airar de 13 de no-
vembro de 1800, he tummamente defectiva ", nao of-
ferece suflicieenles garantas, nem para o* inleresse
do Esladb, nem para os fnleresses dessa classe doss
seus servidores. Ha pouco adoptaram-se principio*
e regras uovas para as promoroes no exercilo ; no
entretanto subsiste anda I mesma legislacao quanto
a armada. *
No rola lorio que Uve a honra de apresenlar as-
sembla geral indiquei a necessidade de urna lei de
promoeoes; qnando se discuta a fixaco das forjas
de mar ne-la casa onolire deputado pela provincia
do Rio de Janeiro, membro da commissao de mari-
nha o guerra, declamo, sem duvida pelo que Ihe
informei em parlcular, que o governo pretenda
apresenlar urna lei de promoeoes para a armada ;
por occasiao semelhanle, sendo inlerpellado no se-
nado pelo nobre senador o Sr. Monlezuma, dei bem
a perceber, se nao declarc explicilamente, que o
goveruo se oceupava desse assumplo.
Veuho pois. Sr. presidente, cumprir esle dever,
apresenlaudo um projeclo de lei que regula as pro-
moeoes no corpa da armada. Esle projecto he 13o
assimilado lei do exercilo quanlo o permute a es-
pecialidade da organisacao e serviro da armada. So-
bre elle auvi o parecer de alguns olliciaes de mari-
nha dos mais distinclos por sua experiencia e luzes.
O governo acredita que o projeclo que ora aprsenlo
be digno da approvacao do poder legislativo ; e para
lo inmediatamente inferior, pelo menos tres annus,
a bordo de navios de guerra.
\.<> Ninguem ser promovido a eaplSo de fra-
gata 011 a capilao de mar e guerra sem que lenha
servido no posto immediatan>cnte inferior pelo me-
nos tres anuos, rto* qnaes dous commandando navio
de guerra.
S 5." Ninguem sera promovido a cliefe de diviso
uu a chefe de esquadra sem que tenha servido nu
poslo immcilialamcnte inferior pelo inenus tres an-
uos, do* qnaes um commandando forca naval.
8 6 O uceesso a vce-almirante o'u a almirante
portera dar-se com qualqucr lempo de servico 110
posto anterior.
7o A falla de lempo de commando de navio em
um poslo portera ser supprida pelo :.ees.o que se
lenlia dado nos dous immediatamente inferiores,
na se nuil.indo porm para a promuran du capitao-
leuenle ou capiUo de fragata mais de um anuo de
commando como 1 lenle.
O lempo de caminando de navio porterf con-
lar-se pela inelade como lempo de commando de
forca naval, e este pelo dobro daquelle.
Art. 2o Xas proniores da armada se observarlo
a* regras seguintes :
1u 'i- guardas-mariulias passaro a segundos-
teuentcs logo que leuham salisfeilo as condiees es-
labelecidas no art. 1, K
Ser demittido o que nao preenclicr as ditas enn-
dii-ocs ileiilm do mximo do lempo que for marca-
do nos reclmenlos do goveroo, ou merece-lo pe-
lo sen ino comportanMIltn.
JS 2" Os poslos vago* do primero-lenente serao
conferidos tres quarto* por anliguidade e um quar-
to por escollia.
8 3 Os posto* vagos de capitao-leiienle serao
conferidos metade por anliguidade e melade por
escolha.
g Io Os poslos vagos de capilao de fragata serio
conferidos um quarto por anliguidade e tres quartos
por esculla.
S 5o Todas as vagas desde capilao de mar e guer-
ra at almirante serio preenchida por escolha.
Art. 3o A anliguidade para as accessos stru con-
tada da dala do decreto do ultimo posto. Sendo es-
la igual, prevalecer a dos poslos succes* va mente
inferiores p[ a primeira praca. Se forcm iguaes
Indas a< dalas, decidir o maior tempo de servico,
depois a nJatMidae. c finalmente a sorle.
A anliguidade relativa dos guardas-marinhas aca-
dmicos que forcm despachados na mesma dala se-
r determinada pelo guverno no seus regulameulos.
.Nao so contara para o* accessos de que trata a
presente lei o lempo de licenca registrada, e de
cumprimesln de sentenca condemnaloria, e o ps-
sado em sen ico estranho a reparlirau da marinha.
Exceptua-se desla disposico o lempo de servico
em missoes diplomticas, n'pertenccndo o official
ao quadro do corpo diplomtico, presidencias de
urovncias ministerios o corpo legislativo ; bem co-
10 o que dentro ou fra do imperio for einprega-
YERCEIKA PARTE.
A CRITICA NO AMOR.
as
I
Continuadlo.,
Pedro moslrou ao irmao o aposento que havia
mandado preparar para si. Esse aposento commuui-
cava inlcriorinente com a ha lacio do pai por urna
escadiuha em forma de aspiral, pralicada em um
ranto da sala de jantar; elle compunha-se de nina
antecmara, urna salinha, onde Marina Irabalhava.
e urna alcova. Nalalis ah leconbeccu movis que
haviam sido de madama l.apcrlier. c cerlos objeetns
que liuliam perlenridoa Ma'lha qiiauto solteira.
Nao he necessario dizer que as duas casas nao Ta-
ziaui mais que una so debaixo da direccao econ-
mica da mai.
Nalalis nao devia nem poda m.\:> cui lar em se-
parar-sc dos seus'. Seu quarto no lerceiro andar o
esperara anda lal qual elle o linba dcixado. Hcsln-
va-lbe smente procurar umn ollieina de pintor na
viziuhanra.
Esse arranjos e projecto* cram feilo* de nole de-
pois rto jantar ao redor da mesa de familia...
Vosses nao sabern? di**n Nalalis, animado por
essa expansao. Trago algum dinheiro de Brdeos, e
lenlwi voulade dchiandar preparar para minha olli-
eina o paviHiao que est no fondo do jardim. Com
ligninas laboas, a vidraca alargada, nina man de
cal, mu fogiu de ferro, miiilns gravoras, meus bus-
^ile Diario a. 233.
los c algn* tapetes velhos na prele, elle Picar
prompto, e ah Irabalharci como um rei da arle 1 Ao
mesmo lempo separado e vziuho de vosss. Pobre
pavilhao! al agora lemos feilo a injusliea do aban-
dona lo, de nao dar-lhe nada de nossa vida de fami-
lia, neiiuum raiu, neuliuma baforada de nosso ca-
lor. Pois bem. se quizerem, loma-lo-hei para mim.
A proposta fui aceita com eulliiisiasnio. A* mea-
noile, acoiitecimcnto extraordinario nos hbitos da
familia, ronversava-se, interrogava-se, cantava-sc
anda.
Quando Nalalis achou-se s em seu quarlo, assen-
ton-se 110 leito, o, pen-aiivo e serio, com a man so-
bre a fronte, disse coin-igo :
Ei-a, recordemos exactamente as impresses
de boje. Parece-mc que Indo vai a mclhor. Decidi-
damenta a pretenca de Marlha me perturba menos
que sua ausencia : a rcalidadc he sempre mais sja
do que o sunho Como porlou-sc ella para contigo 1
Aileeiuo-a e alienta como una irmaa ; mas serena e
desembaraza la. Bemdilo aeja Dos! E eu tornei a
achar, admirei como oulr'ora essa belleza tranquil-
la, essa pallle/, do penda, essa languidez de lyrio,
a meiguiee dfeMe* olbos !... porcni julgo que nao ex-
perimeutei uenbuma nn.irin m.i, iienhiim desojo
impo. Siin. rrcio, eslou cerlo de que ambos esla- i
mos Iranquiltos. Ah qu- felicidade Se assm nao i
fura, poderia en eslabelecer-me aqui, expor-me a i
corromper a alrgria de lodos a quem amo? De ccr- i
lo he urna verdadeira felicidade! Todava, cuidadol
Nao couvein adnrmecer-me e enganar-me sobre ne-
nbun ,-ignal. Marlha explicou mui smplcsmenlc a
nzao porque tralou-me por tu com tanta facilidade
e presteza; percm meo p,-i disse que efla foi quasi
um mez fra ereralada para com o marido. Acaso
nao amava ella a Pedro ? Seria isso urna cousa assas
grave. Se*'ha- ah um pergo releva que en o pene
Ir. Como um medico prudente devosaber e vigiar
ludo. Pedro lem um corae.t,. excellentc; mas he
fallo de espirito. Todava eu teria imaginado que
por isso, pela sua pouea cullura, Martin, aiuda que
naturalmente iiiuilo nlelligenle lera lido mais alli-
nidade rom Pedro que fumigo. Porm nao nos en-
gaemos, as Margaridas beque ao amadas dos Faus-
tos '. Que ritma fazer aqui Goethe 1 Assim prime-
que aajam 9er elle mellior considerado pela cmara,
rogu a V. Exc. se digne envia-lo i nobre commissao
de marinha e guerra.
A assembla geral legislativa decreta :
Art. i.o O acresso aos poslos de olliciaes da ar-
mada ser gradual c successivo desde guarda mari-
nha ou segundo lente al almirante.
8 1. Nenhum guarda-marinha passar a segundo-
Iciienle m que lenha salisfeilo as condicOes que" san
uu furem prescriptas pelas leis e regulamentos rela-
tivos ao ensino e educacao do* olliciaes ae marinha ;
e demais servido dous anuos* a bordo de navios de
guerra com boas informarnos dos reipaclivos com-
mandante*.
2." Podero ser promovidos a seguados-tenentes
os pillos de caria e o* meslres de primeira classe
que como taes e com bata comportamento houverem
servido a bordo dos navios do e-lado cinco anuos,
do* quaes Ircs pelo menos em navios de guerra ; e
que alm disso aatisflzerem a om came de suffi-
ciencia sobre lodos os conbecinienlo* pralicosque pa-
ra o acccs*o forem exigidos do guarda-mariuha.
g 3." Ninguem ser promovido a primeiro len-
te ou a capilao-leuenle sem que lenha servido nu po-
ra occasiao esclarecamos este ponto, e at enlao se-
ja nossa senha : Marlha ama 011 nao a Pedro ?
Nalalis em sua alia previdencia su esqdeca-se de
urna cou-a : que talvez essa mesma enrosidade era
outro perigo.
Durante qoinze dias elle esleve lodo oceupado em
sua in-lallacau. Tornou a ver seu mesure, seu* col-
legas, seus amigos, e em primeiro lugar Daniel 01-
ry.nqnal enl.ln aprendia o inglez e a'isrripturaeao
em partidas deliradas, c comerava a deslindar as
bellezas de Shakspcarc e as do lnro-me4*re,edacon-
la-corrculc. jr '
Todava Daniel achava anda tempo de ir militas
vezes passar o sero com a familia Aulirv; elle le-
lemunhava a Marlha respeilo e altelo ; "mas linba
agora com Mara escaramuceas, em que diziam mu-
luamcnle lodas as suas verdades. Toctos suppunham
que ellos se deteslavam ; porm erairi dous inimigo*
bem proporciona-los, e parec 1111 ler muilo prazer
cm odiaroin-se.
I'm dia, no lim do mez, quanrtu Nalalis vollava e
diriga-se pelo jardn ao seu pavilhtto j restaurado,
urna voz bem couhecida chamou-o da janella do pri-
meiro andar:
Natalia! Nalalis! sobo por algn, minutos
aqui. Todus sabir,mi, o lenha que contar-lc um
grande sesredo, e pedir-le um grande serviro.
I- vou, Marlha! E acrescentou rmsigo :
Bis talvez o momenlo Coragem! e sangue fro !
Natalia subi salinha do primeiro andar, onde
Marlha, que bordava junio du janela, mostrou-lbe
nina cadeira asen lado.
Ets-aqui para que le ehtimei, Nalalis: a festa
dos anuos ilc Pedro he d'agora a um mez, nossa
mai ha de fazer-lhe presente de um cllele, Mara
esl burdando-1 be unas chimillas, e eu s tenho pa-
n offereccr-lhe esta grvala ; porm se quizeres,
Nalalis, Ihe prepararemos a melhor sorpreza dando-
Ihe meu retrato. Tens lempo, Nalalis, do tirar bre-
ve e mvsterusamenlc a retrato de la vil cunhada "
(a-co que sim Baslai ao algumas horas.
Puis bem! na semana prxima minha lia e
Mara lulo dj sabir juntas para fazer compras, e fi-
laremos su* em casa, llei de adverlir-te na ves-
pera.
ta, requisilandn previamente das reparlices da
marinha todas as informaees que julgar uecessa-
rias.
A nomearAn de commissao de proposlas sera pu-
blicada pela impressa.
Art. 10. Ficam prohibidas :
S Io Qualquer promocao com a clausulasem pre-
juizo da anliguidade de quem a livor maior.
2o A concess.10 de graduaces, excepto ao olli-
cial mais anligo de cada classe.
ji 3o Toda e qualqner graducan mililar a empre-
ados- civisda rcparli^ao, ,,orm, dos queemharcam
nos navios do estado, dasprimcirastclaassesrie cons-
Iruclor naval, dos engenheiros e oulros funrcionarios
de quem se exijam conhecimcnlos srenlificos.
Sao lambem exceplnarlos o palroe*-mres. o pa-
iran das imperaies galeotas e oulros empregados de
serviros martimos que eslejam nasmesmas circums-
laucias.
Arl. 11. O governo be autorisado a expedir os re-
gulanieiilns necessarios para a execucao da prsenle
lei.
Arl. 12. Ficam revogadas as disposces em con-
traro.
O Sr. Junqueira aprsenla o eguinle projeclo o
qual sendu fundamenladu com varas razoes pelo seu
aulor. he julgado objecto de deliberacAo e vai'a im-
primir.
11 A assembla geral legislativa resolve:
r Arl. nico. Ficam concedidas coufraria de
S. Vicente le Paula, da provincia da Babia, duas
loteras do capital de 120:000.) cada urna pelo plano
das oulras de igual quanlia, as quac* lolerii* deve-
rao correr na eidade do Bio de Janeiro, livredequal-
quer imposto.
< Sala das sesses, 25 de agoslo de 185.5.Jun-
qutlra.
I'roocde-se 1 volaran do arl. I. do projecto n. 78
viudo do senado, o qual auturisa o governo a alte-
rar 1 tabella das esmolas das sepulturas e a deso-
nerara sania casa da obrigario de manler enferma-
ria* publicas, etc.. cifja discussao licou encerrada na
Ultima -ess.io.
He approvado.
lie igualmente approvado sem rtiscussAo o arl. 2.
A pedido do Sr. Paula Candido he dispensado o
iuiersiiriu, e entrando o projeclo em lerceira discus-
sao he apprjpvido sem dbale e adoptado.
Enlra'em lerceira discussao o projecto que approva
a tabella de ordenados e gratificacoes annexas au
decreto 11. 1387 de 28 de abril de 1854, com algu-
mas alterares. lio apoiado o seguinte projeclo
substitutivo:
h A assembla geral legislativa resolve:
R Art. 1. As tabellas de ordenados c gratifica-
Cues annexa* aos decretos n*. 1386 e 1387 de 28 de
abril de 185i, que refonnaram as academias de di-
reito e as escolas de medicina licam approvadas rom
Ss segundes declaracrs :
1. Os aubsfilulos anda quando se achem nare-
gencia de qualqner cadeira au lerAo outra gialili-
do, com permisso do mimisleTisi da marinha, em carA'o alm daquella que Ibes esl marcada as la-
cnmmissrs militares, (rahalhos liydrograplllro*, bellas.
cunslrucces navacs ou hydranlicas, c oolrn* sr-
\icns em que sejam de ulilidade os conliecimetitos
especiaes dontueial de marinha.
ts prsioneiros de guerra couservnro seus drei-
los de anliguidade, saho se o aprcsionamenlo for
por motivo reprovado, assim julgado na forma das
leis criminaos militares.
Art. 5 Aos olliciaes que se empregarcn em upc-
races activas de guerra cnnlar-se-ha pelu iluplo
a lempo em que nellas forem empregados, para
preenchimeulo dos annos de serviro ou de comman-
do exigidos 110 arl. 1 '
Das regras. porm, e-labeleri.ias no arl. 2 so-
niente se po lera prescindir:
S Io Por arenes de extraordinaria bravura, nu
3rv iros que proven, dislincla e mmior inlelligcu-
i, senilu lae* feto 00 servico* devfdamenie jus-
tificados cm urden do da do commandante em che-
fe das Torcas em operaran, ou da uitoridade mililar
1 quem corresponder quando o official pertencer a
navio ou forra que nao tenha commandante em
chefe. A ordem do da de vera ser publicada pela
imprensa logo qu* seja possivel.
2 Quando for urgente e nao se poderr precn
cher por oulra forma as vagas que oceurrorem as-
guarnirnos em preseura do inimigo.
Arl. y> Aos olliciaes empregados nos arseuaes,
corpo* de marinha, capitanas dos porto* c qunes-
quer oulras commssOes que nao sejam do servico
naval activo, coular-se-ha pela melade como lem-
po de embarque nu de commando em navio de
(ierra, conforme se exigir pan o accesso, urna ou
mira dessa* enndiees, o lempo que passarem as
ditas commisse*,
O mesmo se entender a respeilo dos offlciaes qke
furem lentes da academia da marinha, ou de outro*
eslabelecmcnlosde ihslruccao martima que por ven-
tura se fundarem. E se embarcarera com os allum-
nos em viagen* de in-lrucran, conlar-se-ha C|da urna
siestas como um auno de embarque ou de comman-
do. anda que dure menos lempo.
O servico em corrcios c transportes se rutilar
igualmente pela metad em todo o lempo que exer-
der de um auno. a
Nao SjVcXinsiderar de nchuin modo como servico
bordo de navios de guerra o que for prestado em na-
vios desarmados.
Arl. 6 Poder ser promovido a guarda marinha
extraordinario e empregado no batalhao uaval a bor-
do ou em trra o sargento do mesmo batalhao que
pralicar algom arlo de dislincla bravum, comanlo
que lenha Iros anuos de -enico efleelivo naarmnda,
lium comportamento civil c militar, e informaees
queabonem a sua inlclligcucia. -
O mesmuse entender a respeito dos sargentos do
corpo de imperiae* njttinheiros.
Esles guardas marinnas pdenlo passar a segundos
lenles, depois de (res auno* de servico em navios
de guerra, se salisfizcrem ao exame de suflic.ieucia
exigido no arl. 1., 2, para o accesso dos pillas e
meslres.
Arl. 7 Os guardas-marinhas acadmicos que ler-
minarem os seus esludos e enlrarem no servico da
armada er9o reputados maisantgos do que aquelles
que tenham subido do podo de sargento ; e se com
esles concorrerem, ou com os pillos e meslres, sen-
lo promovidos na mesma data a segundos-lenles,
serao igualmente reputados mais anligos uesle
poslo.
Arl. 8 Olpreencliimenlo das,vagas que occorrercro
nao poder ser demorado por mais de um anno, se o
sen numero for tal que na promocao se possam oh-
sen.ir as proporeos de anliguidade e escolha esla-
belecida* uu artigo 2. E todas as promoeoes e 110-
meaees de olliciaes serao immcdalamenle publica-
das pela imprensa.
Arl. 9 Ncnhuma promocao se far sem que seja
ouyida urna commissao composta de tres ou mais of-
flciaes generaos, emquanto a algum conselho ou Iri-
bunaUermancnle nao for especialmente conferida
essa arfrhuicao. A commissao ou tribunal, quando
Ibe fr ordenado pelo governo, organisara as propos-
Est dito, Marlha !
I -'cara contente ese bom Pedro"! exclamou
ella balendo palmas.
Kssehnin Pedro! repeli Nalalis. Erenenli-
nainenle depois dejim silencio: Tu o amas muilo,
nao he assim minha irmaa?
Sim, lenho-lhe urna amisade profunda c rern-
nbecida responden Marlha sem hesitar. Elle esco-
Iheu-me pobre, amou-me orphaa. Como teria eu o
coracao de recusar-lhc minha dedicaban?
Bem. Marlha Eniao o aceitaste por marido
com alegra!
Meu Dos, Nalalis, no principio cnnfessn que
nao sen lia-me alloicoa la a elle. Enlao cu nao ra-
ciocinara, era quasi nu dia seguinte ao da mor le de
minha tia, cu nancoiiliocia a Pedro, julgava que elle
linb 1 o duplo de minha idade. Enilni.... Mas ha-
rtas de reprehcnder-nie ou de zombar dajaini, se
eu le dissesse isso.
Nao nao me occulles nada exclamou o es
Iranbu confessnr.
Sim. eu linha medo, lornou Marlha. Islo he
absurdo, he ridculo ; ^ias meu casamenta pareca-
me a umclc. Eu ralculava os dias que mesepsra-
vam das bodas e dii/a contigo. Bestam-me anida
oilo dias de vida! reslam-me aiuda seis! E de noile
acordava chorosa e gritando: Meu Dos! meu Dcos!
murrer lAo moca.'
Nalalis calou-se e liesilou um momento romo-se
houvessc einlim entrevisto os riscos do fatal interro-
gatorio ; todava conlinuoii bem que Com algum es-
forco:
Mas agora, Marlha, amas a Pedro e s feliz....
sem mistura'.'
Sou feliz, meu irmao ; mas dize-me, er* que
se possa ser feliz sem mistura t Isso pcrlencc s me-
ditaroes. Ha sempre momentos peniveis. Pedro
he as vezes grosseiro sem o sentir, eu eslou as vejes
Inste sem saber porque. Nao alrexo-nie a di/er-lhe
certas cousas; porque parece-me que uo a* rumpre
hende. Aconleee-lbe ir quando desejochorar: mas
no fundo simo que elle he o meu melhnr amigo e
seu feliz.
lauto melhor! tanto melhor disse Nalalis
r i. Os secretarios percehero l:Q0lfc>de ordena-
do e1:000> de gralilicacao. Os das faculdades de
direito emquanto estes lugares foicm preenrhidos
pelos lente* mais anligos, segundo o art. 153 do de-
creto n. 1386, perceberao smenle a gralilicarao de
600?. v
n 3. Os lentes de clnica lerao urna gralificacao
addiciotial de OGXfc annualmente. Desla gralili'ca-
Cao nao scro excluidos o* que forem mdicos da
sarda casa de Misericordia.
r A. Os professores do* cursos de preparatorios
atiuexo* s faculdades de direito perceberao os mes-
mos \ encmenlos ilos professores actuaos do rollegio
de Pedru II.
r Arl. 2. F'icam revogadas as disposices em con-
trario.F. Octaviano.Jarinllio de Meiulonra.
\r. luau.la iU nilmMra iialir ntada
mesa a seguinle emenda que nAulie apoiarta :
h A gralilicarao dos substituto- ser de 800?, igual
a dos lentes.S. a R.A. de Oliceira.
Julga-se a materia suflicienlemente disculida, e
poslo a votos he approvado o projeclo substitutivo.
Entra em lerceira dafnia o projeclo n. 136 des-
te anno, queaulorisa o governo a conceder s com-
panhias Anglo-Brasileira c l.uso-Brasileira de pa-
quetes a vapor, os mesmos favores e isenrOes con
cedidas a rcsl companhia de Soulhamplnn.'
He lido e apoiado u seguinle arligo addilivo.
h Fica o governo aulurisado, se julgar cunveni-
ene. a conceder igual favor companhia de vapor
da linha da Blgica au Brasil, logo que principie a
fuiccionar. S. a B.A. de Oliceira. i>
O Sr'.fAugusto de Olireira :Apenas ped a pa-
lavra tiara fazer duas reflexoes acerca do arligo ad-
dilivo que acaba de ser lido. Esse artigo ou men
da tem por lim autorisar o governo a conceder os
favores de que Irata a presente resolurao a urna li-
nha de \ apures que se acha organisada "pra fazer as
viajens da Blgica ao-Brasil. Algn* membros des-
la casa suppem que essa cmprez.a nao esl aiuda or-
ganisada ; para Iranqullsar a esses meus collegas
que asshn pensam, Ibes declaro que exisle um ron-
trato feilu enlre urna companhia e a governo belga ;
j lendo havido parlicpac,cs offlciaes ao nosso go-
verno da cftutenria dessa companhia, sendo que es-
sa mesma^mpreza, segundo eslou informado, a-
guarda a solucao le propostas feilas ao governo im-
perial, afim de construir os seus vapores com a suf-
licienlecapac.lade para o transporte de colonos pa-
ra o Brasil.
Devo declarar a cmara que a Blgica he um paiz
mu'lo industrioso, foi da Blgica que parliram os
prinieiros vapores grandes que ntravcs*aram u Atlan-
ticu; o primeiro vapor que chegou da Europa aos
Eslados-L'nidos foi um de nome Creat Britain. per-
lenccntea urna companhia belga de Ostenrte ou An-
tuerpia ; portanlo nao he de esperar que a Blgica
que lem lomado sempre a diantera nesses ramos de
inrtuslria mercantil, lique alraz rte oulras nac6es que
jt niandam vapore* ao Brasil, he impossvel mesmo
que aquelle paiz nao queira dar desenvolviuienlo ao
seu commercio, e cslreilar mais as sua* relaees com
o imperio.
Exisle, senhores, como ha pouco vos disse, nina
companhia organisada, cs a copia rto seu contracto
apresenlado pelo minislro dos negocios eslrangeiros
s cmaras belgas, que j volaram um subsidio para
osa companhia ; e j que o governo imperial recc-
4ieu as devidas parlcipaces offlciaes de todas cssas
uceurenciaa, a cmara approvando a emenda ao arl.
8 por mim proposlo, 1180 lenha escrpulos de conce-
der a essa companhia favores iguaes aos concedidos
a oulras.
lambem, como ja disse, essa companhia, desojan-
do cura 1 re;.ir-se especialmente do transporte de co-
lonos e ltenla a vanlajosa posicao geographica da-
quelle paiz ella nos podera fcilmente trazer colonos
da Allemanha e Suissa, e pnanlo nos servir d
muilo. [Apoiados.) Ha vista destas breves consi-
deracfiese artigo que acabo de propr nao pode dei-
xar de merecer a approvacao desla augusta cmara.
O Sr. Arras :Sr. presidente, aproveito a occa-
com voz perturbada. Mas vou retirar-mc, Marlha,
temo que minha mu c Mara vollcm, enaocon-
vem que ellas slispeilem nossa cnnjurariio.
O mancebo eslava ancoso por ficar s, pur isso
corren a fechar-se na ollieina, e laucando--e sobre
o divn, exclamou :
Ella nao o ama .' Pois bem sondemos meu
coracao. Que Icio, que acho uelle a esla idea? Es-
panto. E depois '.' Bemorso. E depois ? Ah !
desgracado E depois alegra C.rutt alegra pelo
mal de oulrem Mas que prova esla alegra '.' Que
estou enamorado, ou somenle, miseria que sou
liomem '.'
E Marlha'! S (em a Pedro reciinhecimcnlo
e amisade ; mas qtie.scu.ile ella por mim '.' Nao sei.
E todava ella ujbi*i-ine o coracao com adoravel in-
nocencia de Ignez dnnlc do Horacio. E que sou
eu senao um Horacio falal o espantado ? Ah a
/:*cola das Mullieres portera campar lambem urna
tragedia tcrrivel !... (Depois de Goethe, Molier-
re.!) Mas para que fui tao longo'.' e para que
nao fui mas longe? Agora ja he larde para
reatar. Sim, no da cm que for tirar o relra-
lo rte Marlha, chegaroi ao fim, inlerroga-la-he
a meu respeilo. Sabendo osentimento que Ihe ins-
piro, saherei o que experimento, e enlAu, se *or-
prendpr algum vestigio da lerrivcl paixao em nos-
sas iMas almas, podere seguramente combate-la, c
se for preciso, saherei fugir.
Asim como o lavrador atormenla a Ierra, e o mor-
gnljiudor n mar, Nalalis alormenlava seu amor ;
elle di'ia talvez comsgo vagamcnle que se esse a-
m*V nao livesse nascido vividooro, elle o malaria
em germen em seu peilo por lautas prov,1-, e o lata
abortar. No meado de junbo, na ollieina do pavi-
lhao Marlha eslava assenlada em urna velha pollro-
110 de carvalho, e Nalalis a desenbava sentado cm
urna cadeira baila, quatro passos (lisiante dola.
Ambos guardavam o silencio ; mas seus olbos con-
fundan! a cada lisiante suas almas. Contemplaco
chea de escullios Acaso poda Nalalis estudar e
alagar impunemente ruin a vista e-a. linba- deli-
cadas e linas, essas formas jnxenc e mimosas, Indas
as particularidades oinliiu dessa belleza escolbida'.' 1
siao de achar-se presente o nubre minislro do im-
perio para consultar a S. Ex. sobre urna idea que
Icnho rte apresenlar como emenda ao projecto que
se acha em ilicussAo.
Na 2." discussao do projecto eu e o meu honrado
amigo deputado pela Baha, n Sr. Wanderley. mos-
tramos a conveniencia de eslebelecerrm-se algumas
condicOes em recompensa aos favores que fazemos
a essas companhias. O meu honrado amigo disse a
casa que a companhia l.uso-Brasileira se oflerecia a
prestar-sc passagem gratuita de um ou dous pas-
sageros do Estado ; desla companhia, assim como
de oulras, eu creio que podemos obler estas ou ou-
lras vanlagens ; culendo pois senhores, e julgo con-
veniente que a cmara adopte duas emendas que
vou oflerecrr ao prnjeelo ; a 1 he a a seguinle. />
A 2" he (.J Viudo assim o projeclo a ficar redigi-
dn rto modo seguinle. {/V.)
I'ozes:Muito bem, esta innito bom.
O Sr. Ferra::Desejava que o nobre ministro
me dei lar.is-e se acceitavaessas emendas. (OSr. mi-
nistro faz siijnal afirmativo.Muilo bem.)
Vflo a mesa, sao lida*. apoiadas e entram em dis-
cussao a* emendas publicada* no Supplemenlo de
sexla-fcira.
O Sr. Pedreira {Ministro do Imperio;:Vta'i.
Sr. presidente, as palavra smente para declarar que
com as emenda* apresentada* pelo nobre depulado o
prnjeelo lica muilo mais vanlajuso, e por isso nao ic-
nho duvida al&uma em aceita-las.
lotes:Votos! Votos!
Julga-se a malcrasiiflicicntemcnle discut la, e he
approvado o projecto com as emendas do Sr. Irerraz
licamlu prajudicarta a du Sr. Augustu de Qtivdtra.
Continua a 2. discussao do arl. 1."do projeclo 11.
130 desle anuo que approva a cancessao .* da rtn-
dirilo 7." a que se refere o decreto 11. 1066 dar 13
de novembro de 1852, dando nina suhxencA de
500? mensaes pela conduecn das malas do porlo
desla corte para o de Sanios.
O Sr. Junqueira cede palavra para votar-se.
Julga-se a materia suilicientemeule disculida, e
he approvado o projecto com a emenda do Sr. Sil
veira da Molla.
Continua a 1." discussao do projeclo do Sr. Wan-
derley prnhibindo o transporte de cscravos de urnas
para oulras provincias do imperio- .-e*
O Sr. Araujo Lima sustenta o projecto, desen-
volveudo nesse sentido varas considerarnos c cou-
elue o seu discurso requerendo que fique elle adia-
do por 2i horas, vista nao achar-se prsenle o seu
aulor.
Por nao haver casa, 11.I0 vota-se sobre este requc-
rimenlo.
O presidenta designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
28 de aatembro.
Seputlou-se honlcm no ccmilerio de S. Joo Bap-
lisla o Sr. Manoel Inuoceucio Pires Camargo, ollici-
al reformado da secretaria de estado dos negocios da
marinha.
Desapparcreu da face da (erra mas um dus vetera-
nos da nosso iiidcpcndenria ; quando a Instara ti-
rar a limpo os protagonistas desse grande drama pa-
tritico, o seu nome figurar como um dos mais
conspicuos cuuperadorcs dos Anrtradas, Ledos, Ja-
nuarius e Nobregas, para fazer figurar nu catalogo
das naces a nossa palria. Sobre o seu tmulo es-
parzan flores saudosas deamizade e patriotismo o be-
nemrita coronel o Sr. Miguel de Fras e Vascou-
cellosquo maiai foi precusor dajuslirae gralidao na-
cional poslhumns. De um conuminicado do
(Correio Mercantil do Rio.)
FALLA
dirigida assembla legislativa provincial do A-
mazonat. nn dia I. de agosto de 1851. em que
se abri a sua 3." sessao ordinaria, pelo presi-
dente da provincia, o conselheiro Herculano Fer-
reira Pena.
Senhores da assembla legislativa provincial.
Compremelo pela segunda vez n'esle recinto, para
informar-vos do estado dos negocios pblicos, o de
algumas providencia* que me parerem adequadas
s acluaes circumstancias da provincia, sinlo
prazer igual confianra, quo me inspira a so
desejada reuniao de seus dignos representantes. as
vossis luzes, experiencia e patriotismo cont achar
lodo o auxilio necessario para cumprir os deveres do
cargo que tenho a honra de orcupar, assim como
vos abanen o mais constante e sincero desejo de con-
correr com quanto cstver a meu alcance pira que
os Irabalbos, que boje encelaos, correspondam em
seus resultados bem fundadas esperanras dos ha-
bitante* do Amazonas.
A noticia, que em primeiro lugar itasv dar-vos.
senhores, como a mais importante e .igr.idavel ato-
dos os Brasileiros, he que S.S. Mago-bu les Imperiaes
e as serensimas princezas gozavam de perfeila sao-
de al o dia 5 de junbo p. p., dala das ultimas par-
tid parcs rere! 1 i das da curte.
Ao racimo lempo porm vejo-me na necessidade
de recordar um successq, que enlutando a familia
imperial quando senlia ainrta mui vivamente a ma-
goa de oulra grande pona, deu motivo mais justa
e geral conslcrnarao no Brasil como em Portugal.
Quero Tallar-vos do inexperado fallecimento da rai-
nha lidelissima a Sr. I). Maria II, a primognita do
fundador rto imperio, que foi chamada por Dos a
sua santa gloria no dia 15 de novemdro de 1853,
deixando-nos por consolarlo a lemhranca e o exem-
plo de virtudes, que a lizcram digna de figurar na
historia corno nm modelo das Soberanas.
Tranquillidade publica.
A tranquillidada geral da provincia nao foi de
maneira alguma alterada em lodo o tempo decorrido
deade a abertura da antecedente ses3o, e para ga-
raitlir-lhe o gozo d'esse inapreruvcl beneficio da
Divina Providencia concorrem, como j oulr'ora ob-
servei, diversas razes, sendo a principal d'ellas a
propria ndole dos seus habitantes.
A eleicao dos Ilustres membros, que actualmente
compie esla assembla, verificou-sc em lodos os col-
legios no diaaprasado, sem que apparecesse um s
excesso, um sii incidente da natureza d'aquelles, que
por muila* vezes lem assignalado o encontr dos
parlidos na arena poltica.
Ncnhuma rcpresenlarao ou quexa chegou ao meu
conhecimento, da qual se pudesse inferir que nao
Podia clld impunemente achar e exprimir oas fei-
ees, eria allilude cs*a alma graciosa, esse* senti-
meiiio- puros a bondade, a innocencia, a melan-
cola um anjo, urna menina, una mulher '.'
Tres horas passaram-se assim ; o desenlio acaboo-
se e Nalalis nao linha adiado a forra de pronun-
ciar as patarra decisivas, que deviam abrr-lhe,
lemvel sesame, os segredos de seus destinos.
Largando o crean, elle Icvanlou-sc c disse :
Esla quasi fcito.
Vejamos exclamou Marlha.
Nalalis enlregou-lhe o retrato, o assentau-sc-lhe
aos ps, sobre nm coxim, com a cabera \ olla la para
ella, c conlcmplaiido-a em quanlo ella contempla-
va o desenlio.
Oh dsse Marlha enterada, osla melhor do
que eu, Nalalis Sou cu, c nao sei que mais, tua
amizade, uu leu pensamcnlo.
Que enanca nao conhcccs a Ii mesmo cer-
tanaante inlo le relralei lal qual le vejo.
Devcras? Pois bem (u ensillas a couhecer-
me, disse ella ingenuamente.
-*^ Assim acontece militas vezes, e a mim, Mar-
lha, dize-me como me vos'.'
Ah nao posso expriinr-lc isso, respondeu
ella. Admiro-te, e nada mais. Parece 11-me um
ente superior a mim. sou obrigada a elevar o espi-
rito assim conin os olbos pan vcr-le, e isso agrada-
me. Ao mesmo lempo tenho conlianca, crcio-te
bom e torno, nao me envergoiiho de minha inferio-
1 -idade em (na presenca, sinlo que Ir* em mim cou-
sas que nao sei dizer. Em lim que eu lnina nas-
cido la irmaa, c s meu irmao !
Mas no o leu melhor amigo; pois dizias ou-
lio dia que e-sr-eia Pedro.
Oh! quertesgraca faltarem-me aspalavras!....
Ouve-me, elle he o melhor amigo de minha vida, t
o de meu coracao.
Nalalis escutav'a-a aloniloe palpitante a seu* ps...
Mas ella permaneca tranquilla e serena, e ronser-
x.iva torta a sua presenca de espirito.
Meu Dos! #s ah Maria no jardim disse
Marlha, e occuliando vivamente o retrato sem ne-
nhum;! perturbarlo, beijou fraternalmente os cabel-
foi mantda em toda a soa plenilnde a liberdada do
voto; ese honve alguma autoridade local, que abu-
zarse da influencia do seu cargo para prejudica-la,
'o que todava nao me consta), a propria conscien-
cia Ihe dir que a uso a nao indozio a menor insi-
nuacAo que partisse rto governo.
No dia 8 de abril sen lio algum abalo o profundo
socego, de que goza constantemente esta capital,
mostrando-se as familias assustadas i ponto de jul-
gar necessario o digno vice-presideole, enlao em ex-
ercicio, chamar s armas leda a guarda nacional
para auxiliar a lrpa de linha na manulencao de
seguranra publica. Proceden islu nicamente de
ouvr-se dizer que linham apparecido as mata* v-
zinha* vario* individuos desconhecidos, ou disfarea-
dos, a quem os mais limidos altrbuiram logo o de-
signio de algum grande .mentado; mas as diligen-
cias, que as autoridades fizeram para averiguar o
fado, nada dcscobriram, e tao pouco importante me
pareceu elle qua nem o mencionara n'esta occasiao,
e o meu silencio nao pudesse ser diversamente in-
terpretado.
as fronleiras nenhum successo occorreu que per-
turbasse as relaees de amisade do imperio com os
paizes rtajamaplie.
SamMmja individual e de propriedade.
I'm mappe de todos os rrimes commetllrto* na
provincia deveria ser a base de quaesquer rellexes,
que eu prelendesse agora fazer sobre a seguranra
individual e de propriedade ; embora porm as fal-
le esle ir.ih.dho estatstco, dillicil de obler nos pai-
zes mais bem polciados e impossvel em ncdlas ac-
uaes circumstancias, nao duvido, fundando-nio na
noluriedade dos factos, e na tninha propria observa-
1.M0, repetir hojeo que dizia no 1. de oulubro do
anno passado, iito he, que debaixo d'esle poni de
vista pode a provincia do Amazonas ser considerada
como urna das mais felizes do imperio ; e creio que
slo mesmo ser alteslado por quanto* nacionaes e
eslrangeiros a pereorrem al o* mais remotos e de-
serlos lugares, sem julgarem necessaria qualqner
proeaucao que os resguarde de encontr de malfei-
tores. Dos crme* que mais alTronlam a mageeUde
da lei, e que prrjudicam mai* directamente a ordem
publica e a fortuna particular, como, por exemplo, a
resistencia, a insurreicao, a tirada de preso* do po-
der da jipslirn, oroubo, e a moeda falsa, nao se on-
ve aqui fallar ; e se desgmradauenle perpelram-se
assassinalose fermeolos graves, v-se que pela mor
parle nao revelam a existencia de planos de anleman
combinados, nem procedem das paixes que militas
vezes cegain us homens a punto de procuraren! na
morle dos seus scmelhantes um meio de adquirir
riquezas, ou de ganhar influencia e podero em cer-
las localidades. Os autores e a* victima* tem sido
quasi sempre pe*soas de baiva cnndicao, e a em-
briaguez a principal origem ri'esses lamenlaveis Ac-
cessos.
Dos homicidios, que chegaram ao meu conheci-
inenta, foi u mai* nutavcl por sua alrocidadc o de
um indio de 10 a 12 anuo* de idade, chamado Ber-
nardo, cojo cadver eucoulrou -se cm 16 de abril
prximo passado no Igarap do* Remedios com a fa-
ce i o tetramente desfigurada pelos golpes de que Ihe
l>rnvtn~ a r...,,(.
Impula-se esle altenlado tal um Jos Raymaodo.
lambem indio, em cuja companhia morava a mai dn
infeliz menino ; e, poslo que fosse immedialamenle
preso, nao se concluio anda o seu processo, segundo
informaees que Uve n jaiz municipal, por depen-
der do depuimenlo de urna teslcmunha, que se acha
ausente.
AdminUlraciio da jusura criminal.
O jury d'esla capital celebrou a* suas sesses or-
dinarias em oulubro de 1853, e abril do correle
anno, e o de Maus em junbo. Dos mappas que
apresentou-me o Dr- juiz de direito consta lerem
ido julgados 7 reo, 1 por homicidio, e ti por fer-
menlos e oulras offensas physcas, dos quaes foram 5
absolvidus, e 2 condemuados. Um d'esle- appelluu,
e o outro esl cumprindo a senlenca. as decises
dos jurado* lem-se notado nao poucas vezes o efl'ei-
to de sua excessva bondade, e da complacencia
com que cedem a pedido* e considerarnos parli-
culares, nao calculando o alcance de urna absolviru
injusta.
Por crime de responsabilidade so se formuu um
processo, sendo o reo absolvido.
Seis crimes policiaes foram definilivamenle julga-
dos, tres dos reos absolvido-, e os oulros condemna-
dos. Dous d'esie, cumprram a seuleii ceiro evadio-se.
O juiz de direito jnlgou nos termos da resolurao
de 2 de julho e do regularoenta. de 9 de oulubro de
1850 cinco reos, dos quaes foi condemnado I, que
nppellou da sentenca, e 4 absolvidos.
Na cadeia da capital exisliam em 17 de julho I i
presos, sendo 8 por crime de morle, 3 pelo -Je fer-
menlos graves, 1 pelo de reduzir escravido pessoa
livre. i por oflensss physcas leve*, el par radio.
D'esle* presos acham-se 2 pronunciado* para res-
pouderem ao jury, 2 absolvidos, e 3 condemuados,
pendendo porem os processo* de decisao da relaco,
5 aiuda uo pronunciados, e dous cumprindo senlen-
ca. Todos elles sao sustentados como pobres pela
cmara municipal, absorvendo esla despeza a maior
parle da sua renda.
Das informaees ltimamente recetadas consta que
as diversas villas da provincia au exista preso al-
gum, c quando exislircm muila dillculdadc llavera
em guarda-Ios, sendo o eslado das cadeia* o que j
desrrevi no anterior relaturio.
lviso civil e judiciaa.
O goveroo imperial, altendendo tao benignamen-
te como era de esperar evposirao que Ihe liz das
circunislancias do municipio da villa d'Ega no que
los de Nalalis, e sabio para impedir que Maria en-
trasse.
Eia, vejamos: Ama-mc ella ou nao pergun-
luu Nalalis a si mesmo, apenas recobrou a (ranquil-
lidade. Sim ella ama-me; ma sera e-se amor so-
monte alfeiraoT Ah ignoro-o mais do que nunca,
e ella o sabe talvez aiuda menos que eu. Assim m'o
disse ; mas chamando-me son irmao ella abraza-mc
e permanece fra. O* mal do bem corrupcao da
virlurte .' Todava convm que eu sai ha a venlade !
(Jueru dizer a esse anjo de perdiran, quem ensuiar-
Ihe, quero que ella lea algum lano em caracteres
brilhaules. Pode alguem amar sem o saber Pode
alguem amar a quem chama seu irmao!...
Repentinamente como locado de urna idea, elle
correu ao- pouco* livrus truncados que formavam'sua
bibliulheca, folheou um convulsivamente, achou c
leu em llamlel a esplendida scena em que o lilhu
do rei faz representar no tlieatro da corte em presen-
Ca do assas-ino o drama de seu proprio crme.
Depois de Moliere, Shakspeare .'
Nalalis largan o lim, abri oulru, a Divina Co-
media, e pmrurou no Inferno o episodio de Fran-
cisca de Kimini.
He isso.' disse elle depois rte ler lido, e mar-
rando a pagina deixou o lvro sobre a mesa.
Depois rte Shakspeare, Dante. Os autores do ena-
morado lili ralo eram ao menos de boa escolha.
Pedro no dia da festa licou transportado de alegra
pela sorpreza do retrato da mulher. e moslreu-o or-
gulhosameiile a Gihoureau, u qual nao apparecia
mais senao no aposento do primeiro audar.
~ "*tf'* (ez il em Poucas horas na soa ollieina,
dizia Pedro, sem que cu o suspeilasse ao menos, sem
que ninguem o suspeitaise !
Oh! o senbnr Daniel devia ter parle no wgre-
du 1 disse Uibourcau. Desde que seu amigo mora
na casa, o senhor Daniel nao deve mais sahir della,
nao he assim ?
s- Cioso !
Tolo! Se o senhor Daniel vesse aqui por Ma-
ra, ha quasi umaniio, nao a leria j pedido em .1-
samenlii f
Mas por quem vina elle enlao aqui? disse Pe-
dro. ^ContnuaT+e-ha.
"'


r

2
01 ARIO DE PERMMBUCQ. SBADO 14 DE OUTUSRO DE 1854.
loca a adminislrato da juslica, resolveu eleva-lo
por decreto de 28 de setembro. de 1853 eitegorii
de termo judiciario, separado do da capilal, e crear"
all o lujar dejuiz municipal ede orphaos, Como
ordenado de nm cont de res, para o qual fdl dw-
pachado em Ude abril ultimo o bachrel Joio Fran-
cisco Coellio Bilanciurl.
COm igual solicito le Iratou o governo de faier eC-
fectiva a croacao da comarca do Solimoes decretada
pela lei provincial n. 26 de 7 de dezembro de 1853,
Horneando para olngal dejuit de direito o becharel
Antonio Marcelino Nunca Gonralve, que he aqui
espera-Jo-am cada vapor, e mareando ao promotor
publko o ordenado de nm cotilo de reis.
l.ogopoi queso instale a nova comarca eomeca-
ro a sef salisfeilas as mais sensiveis necesidades
dos habitantes d'aquella consideravel parte da pro-
vincia facilitando-se tambein a execucao de militas
providencia da dminislrarao, que al o presente
tem fleado sem entilo por fallarem funecionarios, a
quem potsam seres|>ecialmente incumbidas.
Para o lagar de juiz municipal e de orphaos do
termo de Maus fei nomeado por decreto de 15 de
novernbro de 1853 o hacharel Nicolao Alfonso de
Carvalho, mas anda nao veio tomar posse; o da ca-
pital acha-se tambein ausente por enfermo, e alalia
de nm e oulro, mal siipprirh pelos substitutos, traz
gravissimo detrimento adminislratao da justica
civil e criminal cm loda a provincia, obrigando mul-
tas vezes as parles inleressadas a oceupar a altcncao
do presidente com q lestcs ioteiramente eslraohas
sua competencia.
Em 2ti de novernbro de 1853 creei urna subdele-
gada de polica na fregueza de S. Gabriel, e oulra
em 13 de maio ultimo na de N_. S. do Bom Soccor-
ro do Andir, onde mandei tainhem proceder i elei-
'_"" de juizes de paz, que ver ilicou-sc no da 9 de
julho. As divisas provisoriamente marcadas esta
nova frogue/.ia, sendo as mesmas que deveria ler a
capella liliai seguudo a |H>rtaria da presidencia de 29
ile dezembro de 1852, careccm de algama alleracao,
e tendo j ouvide o parecer de pessoas que coohecem
os lugares espero anda obter mais completas infor-
macoes das autoridades competentes, para cumprir o
preceilo do art. 2." da resolucao n. 1* de 17 de no-
vernbro de 1853.
Forra publica.
O 1. balalhao de caradores da gnarda nacional
da provincia, creado por decreto de 31 dejulliode
IH., loi orzansado em fins de dezembro prximo
passado, com a Core* de 787 pracas, dividida em 6
rompnhias, comprebedendo o seu islrielo os muni-
cipios da capilal e Silves.
Tambem organisou-ee urna companhia de reserva
com 8* pracas, cuja parida he nesta cidade, e nma
seccao naquella villa com 66. Para lodos os poslos
lz a hornearan de olliciaes, e s deiiou de aceita-
la por eutormo um lmente da reserva.
A rrearjn dos balalhoes dos municipios d'Ega e
Maus foi ja appovods por decreto de 26 de outubro
de 1853, c para orgaiiisf-los so espero que me seja
commanicada pelo governo imperial a nomeacao dos
tenentes coronis rumman lacles.
Al o prsenle nao propuz a organisacao que con-
vira dar guarda nacional do municipio de Barcel-
los, porque ha muiUi poneos das que chegaram
esta capital as listas da primeira qualificacSo feita
em virludeda inslruccoes de 2 cle|ou(ubro de 1850,
fallando anda a da fieguezia de S. Gabriel.
Xcnhiima informacao se me oflerece a accrescen-
lar s que dei no anterior relatorio a respeito da
guarda policial e do carp de trabalhadores. Aquella
continua a prestar algum servido nos lugares onde
n:lo foi aihda substituida pela guarda nacional,
c este acha-se quasi extinelo de facto, sendo al dif-
ficil saber os ames, e o residencia dos commandan-
tes das companhias. Nao lenho porem julgado con-
veniente empenhar-me na sua reorganisarao, por
estar persuadido deque algumas das principaes is-
posirOes da lei respecva nao seriam hoje cxeqni-
eqiiivalcra a obrgacAo de prestar-lhes os mcios de
subsistencia desde que sahissem de suas Ierras al
que aqui se achassem cm cirenmslancias de susten-
lar-se com os jnrnaes que percebessem. Eulrelanlo
Mo fallir da minba parle, romo al boje nao tem
(litado, a melhor riisposirao paraempregar com ven-
cimento correspondenle s cirenmslancias desla ci-
dade, isto he. com um salarlo superior ao que ordi-
nariamente se paga em oulras provincias, lodos a-
quelles que se me apresenlarem.
Um meslre de obras, 8 pedreiros, 3 carpinteiros,
2 oleiros, 2 aprendices de ferreiro, e 41 (rabalhado-
re> sem offlcio compoem o pessoal de que actualmen-
te disponho, incluidos 1 sentenciado, e 6 Africanos
lvros, que o Exm. Sr. ministro do imperio dignou-
se mamlar-me da corle logo que leve noticia da de-
ficiencia qae aqui havi de operarios. Quasi todos os
irahalliadores sao Indios do alio Rio Negro, que re-
cebendo puntualmente os seus jnrnaes no fim deca-
da semana, e conhecendo que nao fallo i proroessa
de dispensa-Ios em certo prazo, tem-se prestad* ao
servico de melhor vontade do que dantes, e'moatra-
freguezias de Serpa, Silves, Villa Bella da Impera-
Irz, Manea, Borba, Ega, Moura, Bnrcellos, Tdo-
mar, Canum. Alvellosou Coary, S. Paulo de Oli-
venca, e S. Gabriel. Estas qualro ullimas, creadas
pela referida lei n. 15, ja lom professores interinos,
mas vagaram as de Moura e Serpa.
O mappas iillimamente recebidos conlemo Da-
mero de discipalos que passo a mencionar : meni-
nas na da capital 14, meninos 53, villa Bella da Iro-
peralriz 31, Maus 35, Canum 27, Borba 17, Al-
vellos 2, Ega 21, Barcellos 15, Tbomar 13, e S.
Gabriel 29. Total 320, que comparado como do anno
de 1853 aprsenla um accrescimo de 8l.
A da capilal,- tendo tido qualro professores desde o
dia 3 de malo da 1852, vagou uovamenle em 14 de
junho ulliino, e be agora regida pelo reverendo co-
nego vigario geral, que mais urna vez encarregou-se
de prestar Uto meritorio servido em quanlo nao ap-
parece um candidato idneo ; a de Silves, para
qual nomeei ha poneos das um professor interino,
por haver fallecido em 5 de junho o que all ser-
via, era rublo frequentada por .",6 discpulos ; a de
1
do hbitos mu i diversos dos de certas tribus, como j Moura linda 9 guando vagou por igual motivo, e
Cento e Ireze pracas do 3. balalhao de artilharia
a pe, commandadas por um capilao, e 21 odiciaes
do diversas classes e arma, entrando nesle numero
10 reformados, compoem loda a forja do linba que
cxislisse na proviucii seodopor lano de absoluta
necessidade para fazer-se o servico interno, sem que
fiquem inteiramente desguarnecidos os pontos mili-
lares das fronte-iras, conservar cm destaeamenso com
sold eelapes, na forma dos artigos 86 $ 1." e 91 da
lei de 19 de setembro de 1850, um contingente da
guaraa nacional, qu actualmente consta de l-
enle, e SO pracas de pret. A substiluicAo de tres
cm tres mezes torna-] des menos penoso o encargo,
ecomprazer observo que nesles ltimos lempos lem-
e ellas apresenlado m.iis puntualmente, for.eorio-se
por isso dignas de louvor.
Em virlude da dispisicao do artigo 4. do lei n.
715 de 19 de selembro de 1853 foi nomeado para o
commando das armas um dislincto ollicisl do exerci-
lo, que deve ler j partido da corte, c eu creio que
o governo imperial, conhecendo tao perfeitamenle
como condece a conveniencia de elevar a guarnirn
da provincia a um estado correspondenle a exlen-
ale de suas fronteiras, e as necessidade que de da
cm dia v3o nasceudn com o desenvolvimenlo do
commercio e da navugacao, nao deixar de o fazer
logo que seja possivel.
Obras publieai.
O desejo que eu linha de dar impulso desde os
I rmenos dias da minba administrarlo is diversas
obras publicas de que carece esta capital, encontrn
por muito lempo o maior dos obstculos na falla
qnasi absoluta de operarios, e de materiaes, como
expuz no relatorio antecedente.
Em meiado de dezembro pude em fim contratar
com o agenlc da companhia de navegaro e com-
niereio do^nnzonas os serviros de 4 carpinteiros,
ti peilmrofpB 8serventes, que ella mandara vir de
Portugal por sua conta, obrigaodn-me a pagar a
un* 209000 por mez, e a ostros o jornal de 1S600 a
28000 ; maarjf mesmo agente os tem retirado, de-
lando somente qualro.
Quando constoo-mc que de cento e tantos emigra-
do dos Estados-Unidos, e ontros paizes, vindos de
l.ima para nma nova colonia, que o governo do Pe-
ni pretenda fundar era Cavallo-Coche districto de
I .relo havia-se dispersado a maior parle, por nao
se acommodarem is condiroes da sua existencia na-
quelle lugar, e que pretendan) passar-se para o
territorio do imperio, conceb a esperanza de con-
tratar de entre elles um numero snfliciente de art-
fices, oa pelo menos de trabalhadores, que quizes-
sem empreajar-se no corte de madeiras e outros ser-
vido semelhanles ; e para consegui-lo fiz todas as
diligencias que eslav,m a ineu alcance. I.ogo, po-
raa conheri que nao era aquella a gente de qne
precisana*, porque, seduzida lalvcz pelas pocti-av
cas descrtptoes, que alguns viajantes lera feilo do *
valle do Amazonas, contando adiar aqoi urna no-
va California, pareca desdenhar como demasiada-
men le prosaica e fastidiosa qualqucr oceupajito que
a nao enriqueces?* em poucos dias. De quanlos
chegaram a esta cidade dissenm-me uns quepodc-
riam Irabalhar somente como relralistas,onlrocomo
vidraceiros, oolros como fabricantes de chapeos de
sol, etc., e algum al declarou-me, que nao acei-
tara qualqoar ajuste que o desviaste da sua prots-
slo de negociante, para cujo exercicio s I he falta-
va'diitheiro. Nem um del le quiz sujeilar-se ao
servico de enchada e machado, e o nico pedreiro
que ajustei pelo jornal de 2^)00 abandonou cm
poucos das a obra, allegando, que era mu diminu-
to um tal vencimenlo.
por exemplo a dos Muras, coja propensa o para a fu-
ga ser diffieil de corrigr, mrmeule cmquanto sc-
iiilo applicarem severas penas aos especuladores,que
empregam os mais escandalosos meios de sedcelo
para chama-Ios ao seu servico particular com detri-
mento do publico. Bem se v pois que essa mes-
ma necessidade de despedi-los logo que findem dous
ou tres mezes, para que se nao desgostem, e a dili-
culdade que lia em conseguir a vinda de oulros que
os subsliluam regularmente, nao permittndo que
aprendam qnalquer ofilcio mecnico, tornam tam-
bem mullo contingente o progresso das obras.
A eonli uccao da nova olaria, a reedificaro do
quarlel do largo do Pelourinbo, o preparo do anli-
go cemiterio dos Remedios, a limpeza e concert das
ras da cidade, o corle e rondiicrao de madeiras sao
os trabalhos que lenho podidof>romover nesles nl-
limos mezes.
A olaria j comerou a dar algum producto, e eu
espero que, assentada urna nova machina da mais
aperfeiroadas, que o Exm. Sr. ministro do imperio
mandou vir da Europa, baja em ponco lempo abun-
dancia de lelha e lijlo, c que assim se facilite a
edilicacao de muitos predios parlicolares anda nao
comee ida,ou interrompida por falla desles materiaes.
Agora trata-se da construccau de urna casa propra
para residencia dos operarios, e deposito de mate-
riaes ; logo depois farei dar romero a cullura nao so
da palmeira bumbonatsa, mas tambem de majfHoca
e de diversos cerees em quantidade bastante para
sustento, dos Indios que all se reunirem, e assim
creio que podera iquelle sitio vir a ser em pouco
lempo o assenin de urna aldeia das mais florescenles.
Urna serrara de madeiras, movida por agua, be a
primeira obra de que pretendo cuidar logo que possa
dispor de maior numero de trabalhadores, se for
fcil, como parece, conslrui-la abaixo da Caxoeiri-
nha do mesmo Igarap de MaDns, que existe, como
saltis, a mui curta distancia da Olaria, preferir!
esse local a qualquer oulro pela vaulagem de lica-
rem ambos os eslabelecimenlos sujeilos a immcdiila
constante inspdtcSo de um s administrador.
O quarlel ja oITcrece sufDcienle commodo para
alojamento da actual forra da guarnicao, alm de
duas enfermaras, cuja falla fazia-se sentir a cada
momento. A construccao de um cano deztelia e
ral para esgolo das aguas, e de urna grossa mnralba
no fundo do edificio tem sido a parte mais diffieil;
mas essa mesma acha-se bem adianlada, c eu espe-
ro que ludo se ultime em poucos mezes com a solidez
ncressaria para urna longa duracao.
O cemiterio foi feilo romo urna obra provisoria,
mas nao Ihe falta a decencia e seguranza necessaria
a taes lugares, e desde a sua concluso cessou o tris-
te e repugnante espectculo dos enterramenlos sem
resguardo algum no largo da anliga matriz, e em
outras paragens da cidade igualmente freqaculadas.
Achando-se hoje isolado, pnder elle cm poucos au-
no* perder essa cssencial condiran, se progredir r-
pidamente a coiislriiccao de predios as ras que se
dirigen) igrejade Nossa Senborados Remedios ; ve-
rificada porm esta hvpotbesc, lambem se apressar
o governo a fazer construir nutro em lugar que pa-
icca mais azado.
Tao sensivcl tem sido a falla de um relogio publi-
co, pelo qual se regule o servijo das diversas repar-
licocs da capilal, que julguei dever applicar a este
objeclo com preferencia a qualquer oulro, a quanlia
que restava da consiguaua para ilc*pezas evenluaes
no corrcnle acno. Assim pois mandeio-o comprar
no Rio de Janeiro, donde espero que me seja breve-
mente remctlido; mas nao haveudo aqui urna igreja,
nem oulro edificio cm que possa (car bem enllocado,
indspensavel ser ainda construir urna torre pro-
pra. t) lugar que me parece melhor para assenlo
della heo largo do Pelourinbo, ao qual servir lam-
bc*||(c ornato, e se concurdardes comigo espero que
na lei do orc,amenlo se inclua o crdito necessario
para esta despeza.
A ailminislraco das obras publicas coinpoc-se.se-
gundo as inslruccoes por mim expedidas em 6 de ju-
nho de 1853, e confirmadas pela lei n. 24. do 1. de
dezembro, de um director, cujas funcees tem sido
inteiramente exercidas desde selembro daquelle anno
pelo capilao de artilharia Hilario Matimano Anio-
nes Gurjao^pm a gratificarlo de 40$ rs. mensacs,
paga palo atrnislcriodo imperio.de um administrador
com aaV" e de um escrivao com !'<) rs.
Para as diversas obras, qoer geraes quer provin-
eiaes, que parecessem mais necessarias, afora as mi-
litares, conceden o governo imperial pela reparticao
do imperio dous eruditos, sendo um de doffeonlos
de rs. no exercicio de 185253, e outro de dezeseis
conlos no de 185354. Do primeiro dispendeu-se
apeuas a quanlia de 3:0409566, como declarei no
meu anlerior-relalorio, e do segundo pouco mais de
8 conlos, restando a pagar 1:030 de materiaes ja
comprados ou coutralados, e algumas ferramentas
encommeudadas no Para, das quaes nao veio ainda
a conta.
Das diversts consignacSes da lei do oramenlo
provincial do auno de 1853, que importavam em
6:0508000, s se gaslou, segundo o batanen da admi-
nislracao de fazenda, a quanlia de 2:8569171, e no
primeiro semestre do crrenle a de 7058300 por con-
ta dos crditos .iberios pela lei respectiva, cuja som-
ma he de 7:70X)S0uO.
Importa pois em 15 a 16 conlos loda a despeza
fcila com obras publicas, tan lo pelo cofre geral como
pelo provincial, desde o principio do ajo de 1853
al* fim de junho proxiirto passado, incluindo-se
Se lodos quizessem permanecer na provincia, Ira-
balhando por sua conta em qualquer ramo de in-
dustria, de muito bom grado eu Ibes prestara a
proteccao e auxilio que dependesse do governo. Nao
me sendo porm possivel assegurar-lhes o paga-
mento de elevados jnrnaes, e manl-los assim cos-
a dos cofres pblicos sem que a utilidade de scus
serviros correspondes!* a csse dispendio, deixei que
fossem procurar fortuna no Par e outros lugares.
Como exceprao, devo mencionar nma familia alle-
maa, com posta de seis individual, qoe ebegou por
ultimo, e parece disposla a nao seguir esse exem-
plo.
Afllrmam-me algumas pessoas'quc em cerlas pro-
vincias, e principalmente no Cear, nao Callara*
carpinteiros, pedreiros, e ferreiros naciooaas que
queiram vir aqui residir, romo j vieram sisn- pa-
ra a capilal do Para mas sendo muito natural que
lodos elles exijamajudas de cusi e transporte gratui-
to para s e suas familias, e nao me julgando aalo-
risadu a dispender por semelhanlc maneira as pe-
queiias sommas consignadas para as obras publicas,
alan de encontrar grande embararo na falla queain-
da sentimos de casas eni que se accommodeuj a pea-
so* que chegam de rra, uao me lenho animado a
dirigir-Ibes um convite em noroe do governo, qae
cada aos cemilerios e matrizes de Mauc's, Borba, Ser-
pa e Villa Bella da Imperalriz, bulos os vencmeii-
os do pessoal, de que fazem parle os que percebeu
o engenheiro Rnzwadowski durante a commisAo es-
pecial de que foi enearresado por occasiao da pri-
meira viagem do vapor Maraj a Nauta, e finalmen-
te o valor de nao pequea quantidade de cal, ferra-
mentas, madeiras, embarcar,oes, manlimeotos, bois
de sen ico, carros e outros materiaes e utearls exis-
tentes em deposito. **
A obras da rasa da cmara da capilal fiearam con-
eluidns no prazo marcado ao arrematante, e como
hovesse urgente necessidade de accommodar a ud-
ininislrscao de fazenda na sala cm que funecionava
esta assembla, e me parecesse nao menos propria
para as sesscs a em que agora vos acbaes reunidos,
tomei a deliheracao do mandar fazer a mud anea do
respectivos archivos, contando com o vosso benvo-
lo consentimenlo.
Dos melhoramenlos materiaes que reclamara as
diversas villas da provincia ainda njo fui possivel
cuidar-sc como convem, nem devenios ter a esperan-
ca de conseguir resultado algum importante c dura-
vel com a somma de dous conlos de reis consigna-
rla na actual lei do orcamento para as malrizesj e
eadeias, que penas far face despeza de pequeos
repares.
Na villa rt'Ejga. elevada a calbegoria de cabeca de
comarca, det>sc necessariamenle substituir por
urna boa cadek o casebre que tem servido de prisao
civil o militar,** heesla urna das obras qne recom-
inendo a vossa particular allcnrao,
IiutrurrSo publica.
Usando da autorisarao conferida pela lei n. I", de
18 de novernbro de 1853 art. 6, arbitrei em 31 de
dezembro a aratificarao mensa! de 309000 ao direc-
tor da iiislrnrcao publica, e por ler adoecdo o Dr.
Flix Gomes do Reg, nomeei interiuamentc para
este lugar o Rv. conego vigario gcral-Joaqoim Gon-
calves de Azevedo, que tambem o serve eom lodo
o zelo.
Quinze sa* as cadeira* d**'primeira Mira qae
actualmente existem na provincia, a saber ; dnas
na capital, sendo urna para o sexo feminlno, e as
de Serpa 25 quando coneedj demissao ao professor.
Quanio a ile S. Paulo de Olivcnca duda nao le-
nho noticia de haver lomado posse o reverendo vi-
gario Manoel Fcrreira Brrelo, nomeado professor
interino, mas consla-me que excrcendo particular-
mente o magisterio corda va -Jf discpulos.
Em toda a provincia lia somente tres escutas par-
liculare, a saber : urna na capilal, regida pelo re-
verendo vigario Jo.lo Amonio da Silva com 2 dis-
Jpulos de lalim, e 18 dc|priraeiras lettras, entrando
n"cste numero 3 meninas ; oulra em Borba, regida
pelo reverendo vigario Antonio I'errera da Silva
Franco, com 4 de lalim e 21 de primeiras'lellras ; e
oulra em Ega, recenlemenle aberta pelo italiano
Juliao Sabhatini, que ensina primeiras leltras a 10
meninos e 4 meninas.
Os professores pblicos linda nao percebem a gra-
lificacao de que trata o art. 4. da lei n. 15, porque
a fixacAo d'ella depende de disposice de um novo
regulamento, que ser brevemente publicado ; mas
j se Ib* lem abonado a qnantia arbitrada para alu-
guel de casas, e eu nao me descuido de prov-las
dos movis que Ibes fallao, nem de prestar aos alum-
nos pobres os compendios, papel, e mais objectos ne-
cessario* ao ensino.
A aula de arithmelica, algebra e geometra, crea-
da pela lei n. 22 de 28 de novernbro de 1853, con-
tinua a ser regida, com permissAo do ministerio da
guerra, |>elo capilao de artilharia, bacharcl em ma
Ihemalicas, Hilario Maxmiano Aniones urjAo, t
he aclualmenle frequenlada por 8 esludantes. Dos
10, que**mairicularamem 1853, s tres fizeram
exame no fim do anno : a assuidudade do seu pro-
fessor lem tornado desnecessaria al o prsenle a
nomeacao do substituto de que (rala a mesma lei.
A de francrz, geograplna e liisloria, leudo vagado
em 7 de marco do corrcnle anno por demissao do
bacharcl E, Japlio. esl hoje a cargo do professor
uterino Vital Goeidan, que d duas lices diarias,
ensinando aquella lingo* a 10 esludantes, e geogra-
phia a 12. O curso de historia ainda nao pode ter
principio. Cinco dos matriculados em 18*3 fizeram
exame publico de francez, cllenlo ""polieo lempo
que linbao lido da eiTeclivo estudOyOlodeixaram dp
mostrar algum aproveilamentn. ,
Estas tres aulas, assim comoa de primeiras lellras
para meninos, acbam-se eslabelccidis no seminario
ebiscopal.
Para reger a escola de msica vocal e instrumen-
tal, creada pela lei n. 20 de 26 de novernbro de 1853
noineei o anligo e hbil professor Gaspar Jos de
Maltas Fcrreira de Luccna, que entrn em exercicio
no dia 24 de julho p. p matriculando-se entao 6
discpulos. Como ajada de cusi para sua mudan-
za da cidade de Santarem mandei abonar-lbe a
quanlia de 5(Js000, mas elle reprsenla que, leudo
numerosa familia, e sendo obrigado a dar duas li-
ces diarias, nao poder subsistir aqui com o orde-
nado de 4009000. Parccc-inc pois justo c conve-
niente concedeullie um augmento, que chegue ao
menos para o alugucl de casas.
O numero de esludantes, que aclualmenle fre-
quenlam u seminario episcopal, nao excede a 9, len-
do 6 internos, mantidos expensas da provincia, c
3 externos. Nos exames pblicos, eilos pela primei-
ra vez a 2 de outubro de 1833, foram alguns d'elles
approvados em lalim, relhorca, e francez.
Quanlo n>!ns ri ">- ... ..I. nil.lnl.ill
ment nada so me oflerece a accrescentar ao que
disse no anterior relatorio, se nao que estando ain-
da por pagar a quanlia de 3:5008000 ao vendedor
da propria casa, em que residem os seminaristas,
mal poder o Exm. hispo diocesano promover o
seu melhoimenlo, se nao for auxiliado pelo cofre
geral, ou pelo provincial na salisfacao d'esla divida.
Coneluirei o presente capitulo observando que se
a inslruccao publica acha-se ainda em estado nuriu
distante d'aquelle, a que dever ebegar para sals-
fazerosnossos desejos, e as necessidades da pro-
vincia, he todava innegavel que nos ltimos lempos
tem ellq Ceilo algum progresso, como nao. potia dei-
xar de acontecer desde que a presenta d* um pre-
sidente e de um director n'esta cidade lornou mais
inmediata a inspeccAo das escola, anda mais fcil
o conbecimenlo da conducta da^rssores, e mais
promplo o eHeilo de muitas prudencias, que ofl-
ir'oradependiamdeiutoiidadcs resideules na capi-
tal do Par. r
Que aos pais de familias, ainda dos lagares mais
incultos, nao falta voulade de dar eduoarto a seos
lilbos, prova-o o numero dos alumnos quTcomeca-
ram a frequentar as qualro escolas ltimamente
creadas, desde que ellas se abriram ; oulros diitrc-
tos ha, como por exemplo o de Taba litiga, que recia-
mam igual beneficio, c se nao podemos aspirar a glo-
ria de levar ja o ensino publico ao gro de pereic.lo
que se observa em oulros paizes, eumprremos en-
(relanto um grande dever generalsaiido-o quanlo
scja.possvel e tomando por um dos nossos principaes
cnipenlios a acquisifAo de professores, que se re-
commendem por seu zelo e moralidade.
MminhlracSo da fazenda provincial.
O estado d'esla reparticao nao he ainda salisfauav rio, nem baila todo o desvelo da presidencia para
remover em pouco lempo os obstculos, ja por mim
aponlados, que se oppoem ao seu melhoramenlo.
Continuamaeslar vagas todas scolleclorlas do Rio
Negro, isto de, das Creguezlas de Moura, Moreira,
Barcellos, e Marabilanas, por nao haver quem as
aceite ; e em algumas das providas nao se faz a irre-
cadacao Uto exactamente como os regalamenlos re-
nda a quanlia de 8O08O00 paga ao arremtenle das commendam, o que he devido em parle cireoms-
da casa da cmara da capital, a de 1:1809000 appli- Imeias materiaes que Cavorecem o extravio, em par-
do lugar de administrador, iuloriindo-o pan por
desde logo em pralica aquella providencia* que de-
pendendo smenle de ordem do governo fossem re-
clamadas pelas necessidade? do servico, e exigindo
que afinal me propozesse as medida qae julgasse
mais adequidas crcumstaneia* da adminilracao
cenlral'e da eollectoria.
Elle cumprio com muito zelo as minhis inslruc-
coes, nao s supprindo ai falta e eorrigindo o* er-
ro que encontrn na marcha do servico, e que re-
coohecen serem devidos nicamente a inexperien-
cia do empregados, oa a defeitos da legialacao em
vigor, mas lambem eiUbelecendo nm melhor syte-
ma de escripturacao e de contabilidid*; e em 23
de marco concluio a ua tarefa com a apresenlacao
de dous projeclos, vista dos quaes (ralo de Cor-
mular os novos regulamenlos que deverao lambem
comprehender o commercio de regalan, permillido
pela lei provincial n. 19 de 25 de novernbro de
1853.
Parecendo-me entretanto que nao seria jnsto de-
morar por mais lempo o melhoramenlo da orle do
empregado da reparticao, e estando alera disto in-
formado de que alguns dellcs dispunham-se a pro-
curar oulros meios de vid, por nao serem sullicien-
te* para sua subsistencia os vencmentos que per
cebiam, resolv angmcnla-los quanlo o permittio a
com a condicao de fazer-se um novo arbilra-
lei
ment da porcenigem no principio de cada anno,
segundo o orcamento da receila) e crear alguns no-
vos lugares, como se v do seguinle quadro que
acha-se em vigor desde o 1. de julho, faltando s-
menle um guarda para completar o pessoal.
Empregado. Ordenados. Porcenlagem
(5 'i da renda
que Cor di-
rectamente
arrecadada
pela reparti-
cao dividi-
dos em 16
parles.)
Quolas.
. 8008000 3
. 6008000 2
. 8009000 1
. 6009000 1
. 4009000
V 6209000 2
. 3209000 1
.1:2009000 . 1
5:3409000
1 Administrador. .
1 Primeiro escriplurario
2 Segundos ditos a 4009.
2 Amanuenses a 3009.
1 Agente fiscal .
1 Thesoureiro, sendo 1209
para quebras .
1 Portero ...
4 Guarda a 3008000
Os balaucos, que bao de ser-vos apresenlado*, mos-
Iram que a receila do anno, de 1853, nao incloido o
saldo do anterior, excedeu como eu havia previsto,
a somma cm que a respectiva lei fixra a despeza, e-
levando-se o sen total a rs. 29:3039789, a Cora
3749172 de decima urbana, qoe fiearam por arreca-
dar ; e pela seguinle tabella tambem conhecerei a
quintia produzio cada um do* imposto.
IMPOSTOS.
Art. 10 da lei. Total da arretadarao.
1. Decima dos predios urbanos:
Pela idministricao da ,
w::
Pelas
fazenda .
colleclorin
2. Dizimo :
Administrarlo
Colleclorias .
8679525
1339902
2:5599802
8049876
1:0019127
3." Meio dizimo :
Adminislracaii 5:6739953
' Colleclorias 4:7489959
t. Mil ris por pole de manleiga d'o-
vos de tartaruga :
Administrado 2:0719750
Colleclorias .... 8589000
3:3619678
Tr42289l2
5. Seis mil reis por cada cavallo na
capilal e villa :
Administrarlo. 309000
Colleclorias..... 9
2:929o"50
6. Vinte e cinco por cento sobre o con-
sumo de agurdenle :
Adminisliacao. 1:7169300
Colleclorias.....-j:-2SNn:iO*l
Cem reis por Crasqueira de bebidas
espirituosa ;
Administradlo. ... 8
Colleclorias..... 9
7.
309000
i:uu48t>uo
8. Dez mil ris sobre casa em que se
ven.lem mol hados:
Administrara*. 3309000
Colleclorias.....2609000
9. Dazenlos mil ris sobre citas de ne-
gocios Cora do limites di ci-
dade, etcA
5909000
Adminilracao .
Colleclorias .
3
9
10. Dez mil ris sobre casas em qoe se
venderem bijoolerias:
Administricao 9
CdHeclora..... 9
11. Vinte e cinco mil ris sobre canoa
de commercio Unto:
AdminislracAo* 3509000
Colleclorias .1:3759000
12. Mil ris por anno por tonelada de
embarcarlo da commer-
cio interno : m
Administra^. .1:0119722
CouHcloriu.....f238OO0
13.
Dei pofcenlo da derancas e lega-
dos: 4}
Adtainislracao .... 868320
Cotfcclorias..... 9
I .....
inco por cento na compra e venda
de escravq* :
Adminislrarflo .... 4149850
Collectoriis.....669250
1:7259000
2:3349722
869320
15. De* por ccnlo sobre o provimento
de empregos provinciaes:
Adniiuistracao .... 6239912
Collectoriis...... 9
le frnuxid,io e inexperiencia dos colleciores, c
lambem ao rereio qae elles lem de incorrer no de-
sagrado dos v\ Ira viadores quando estes sao pessoas
1I0 alguma con.iderac.lo.
O chefe da adminislrarao, qnasi sempre enfermo,
nao se applica com 1 necessaria assiduidade ao
comprimen lo dos seus deveres ; oolros empregados
lem tidq longo impedimento por igual motivo, e os
embaracos provenientes destas fallas edegariam lal-
vcz a ponto de parar lodo o expediente, se as nao
supprisse a actividade e zelo do 1.escripturario
Jos Antonio de A mirada Barra, que subslitue o ad-
ministrador.
A carencia de meios para as rondas do litoral da
cidade. qae oflerece. como sabis, facilimo acceno
ao contrabando at o interior das casas, e a de um
trapiche ou barracas cm que se deposite, sem Picar
exposla a avarias, a carga das embarcares snjeilas
a despacho, torna tao difllcil a conferencia, que em
alguns casos lem sido de absoluta necessidade dispen-
sa-la, do que resollara coiisidj>**jtorejuizo fazen-
da provincial, se o proprio inl|rM*dos donos dos
gneros que lem de ser consamms no Pai, ou ex-
portados para rra do imperio, os nao aconselhasse
a pagar aqui os direilos, por serem menores do qoe
os daquella provincia.
O meio que occorre, como ja lembrci, para fazer
eflecliva a conferencia he exigi-la nos proprios lu-
gares do interior, onde embarcarem os gneros, ce*
brandse ah os impostas; mas eise mesmo nao
sortiri todo o elTeilo desejavel, por que vacancia
de algumas colleclorias, e a falla de exarlidao no
serficp de oulras que acabe! de notar, accresce a
manifesla impossibilidade de obstar a que as em.
cacos depara d ttaipaehadas recebara maiscarg*
qualquer ponto M margena dos ros.
Para levar clleito a refurma autorsada |>elo art.
3. S I. da lei n. 24 do |. de dezembro de IK.V1,
julguei conveniente comecar por um minucioso exa-
me do estado da admiuistracao, e desse trabalho
incumb, em 20 d* Janeiro prximo passado, o che-
fe de seclo da Ihesouraria de fazenda do Para Ai-
dr Curcino Benjamim, que aqui se achava cora ti-
ronea, conferindo-lhe loda as allribniertes propria
16. Dous por cento de Cianeas crimi-
nan I
Adminislrarao. 509050
Colleclorias. 29000
11
Seis mil c quilro ceios ri por es-
cravo qae sabir da provin-
eic
Adminislrarao.....2.'i9600
Colleclorias. 128800
18. Vinte mil ri por armazem de mo-
linillos oa seceos:
Admiuistracao '. 208000
Colleclorias......9
19. Dez mil ris por loja de fazenda a
retalho e miodezas :
Administradlo .
Colleclorias. .
2808000
230*000
20. Ilesliluicoes rcpoiices e alcan-
ces :
Admiuistracao .... 158554
Cullecloria*..... 9
21. Ouialienlos n quarenla ris porcada
urna pesso* de Iripolacdo :
Adminislrarao 3878460
Colleclorin.....1749380
22. Imposto sobre a* paleo(e*T*Joeo go-
verno expedir aos oflieiaes do
corpo de ligeiros:
Ailmiiiilrac,lo .... 9
Colleclorias..... 8
23. Maltas de um ronlo de ris sobre a
plvora :
Adminislrarao .... 8
Colleclorias..... 3
4819100
6268912
528050
388100
909000
0IO9OOO
159554
3615810
Adminislrarao
Colleclorias. .
1118060
1599962
26. Novos direilos de follias corrida :
Admiuistracao.... 69480
Colleclorias..... 49322
2719028
101808
29:3039789
A despeza verificada no mesmo anno de 1853 Col a
seguinle :
Assembla legislativa pro-
vincial.....
Secretaria do governo .
Inslrcelo publica .. .
Culta publico.....
Saude e caridade publica .
Obras publicas.....
Adminislrarao de fazenda,
incluidas as colleclorias.
Diversas despezas. .
Divida de 1852.....
4:7549100
2:7899627
*:577486
5619850
1009000
2:8569171
7:2259467
1:7449408
3:1349320
27:7438379
Saldo que passou para o anno de 1854 1:5609110
A receila condecida no I. semestre de
1854, Incluido o saldo de 1853,impor-
lou em.
17:4355102
E a despeza..........10:7349186
Saldo que passou para o 2. semestre. 6:7009616
A despeza do anno de 1855 he oreada pela admi-
nislrarao da fazenda em 46:8789160, e a receila em
36:9929000 ; mas ludo indoz a crer qne o desenvol-
vimenlo da industria e commercio da provincia, *
o melhoramenlo da arrecadac,ao dos imposto dar-
nos-bao mais ampios recursos.
Cabe aqui informar-vos que em 11 de Janeiro p. p.
renov! por cinco anuos o contrata de arrendameu-
ro da casa, em que funeciona 1 adminirttScSo da
fazenda, obrigando-se o proprietario a fazer-lhe to-
das as obras e concertos que Corcm necessarios para
sua seguranza, e aceio, e Picando elevado o aluguel
i 4509OOO. A metade porm desta despeza he paga
pelo ministerio da guerra, por haver-se estabelecido
cm parle da mesma casa o armazem de artigo bel-
licos.
Thesouraria de fazenda..
A receila geral importou no exercicio de 1853 a
1854 em 9:8929190, como se v da seguinle tabella.
5 por 0(0 ni compra e ven-
d de embarcajoes. 6139650
Renda do correio.... 4229401
Siza de berfs de rata 8299769
Direilos novo e velhos e de
chancellarla. .' 1:7399195
Dizima da chancillara 879011
Sello do papel.....1:0579815
Emolumentos da reparli-
cOes de fazenda.... 2089400
Imposto sobre loja di. 1:0819800
Dilosobrebarcosdo interior. 6629100
Taxa de escravos .... 1969000
Renda nao classificada 1:380*750
Bens de defunta e ausente. 6049279
Venda de genero. '1:0059720
Aj despeza do mesmo exercicio montan
I 80:0658148, a saber : '
Pilo ministerio do imperio. 18:8359550
da justica. 11:1029608
marinha. 3298641
b guerra. .37:7919343
b fazenda .12:0068006
9:8928190
80:0659148
21. Maltas diversas por infracres de
leis e regulamenlos provin-
ciaes:
Adminislrarao .... 2238700
Colleclorias..... 9
25. Producto de rendas nao classifica-
da- ;
9
9
8
2239700
Dficit supprido pela Ihesouraria do Par 70:1729958
.Vacejarao, commercio, e industria.
Os vapores da companhia de navegarao e com-
mercio do Amazonas lem Ceito regularmente asvia-
gens mensaes na primeira linha, sem accidente al-
gum que nwre(a especial mencao, excepto o enca-
lho do "M* Negro em pedras, at entao descoohe-
cidas, da enseada denominada de Sarapap entre a
Coz do Madeira e a povoacao de Serpa.
Occorreu estesinistros 11 horas da manhaa de 14
de oulubro de 1853, e, pissadus Ircs rr.ezes, quando
eraoja mui iracas as esperanzas de salvir a barca,
tiveram feliz xito, com o favor da encheofe do rio,
os Torcos para esse-lim empregado pelo zeloso
commandanle, o 1. lente da armada Antonio Joa
Pereira Leal.
Levada a reboque at o porto de Belem, all *
repararam as grandes avarias que linha goflrido, e
entrou uovamenle ero, servico no mez de junho.
O portas de escala, a*Vm como os precos das
passagens, iao ainda os me*roos que a principio se
raarcaram, a saber :
De Belem Breves.........2090fl*J
> Gurupa........3O9M0
* Pninha........409000
b Santarem........509000
Obidos........ 6090
* Villa da Imperalriz.....759000
Serpa.........859000
Barra do Ro Negro 1009000
Os pasiageiros ds 2. clatse pagam a melada des-
ta qaanlia, e o d convez a quarta parle.
He gratuita a passagem para loda* a criancaa me-
nores de (res annos, e aa cmara de re pigam 1 me-
tade as de tres at nove annos, mas nao lem direito
a camarote separado.
Ouando a bagagem do passageiro excede a 32 pal-
mos cbicos cobra-se Creta da diflerenen.
No Cretas Cez o gerenta da companhia algumas
alter.icois, a que dei provisoriamente e mea con-
seniimcnto em abril do correnta anno, segundo as'
ordens expedidas pelo ministerio do imperio, tendo
em vista as nCormacesque pude obler das pessoas
mais pralica no commercio desta provine!*,-* o pa-
recer dos directores dn assiciaeao commereial do
Para. Urna e oulras tabellas dependem ainda de
definitiva approvaco do governo imperial.
Em alguma vlagen nao (em as baan podido
receber loda a carga, que se Ihes oflerece nos di-
versos porlos, lano na subida, como ni descida, e o
numero de paoageiros ja por diversas vezes excedeu
a qusrcnla na chegada e sabida do de Belem. Eites
dados, e a ijrohbilidide do augmento progressivo
da imporlacao e cvportacao induzem a crer que a
companhia nao deixara de lucrar, le desdeja esta-
Bclecesse duas viagan* mensaes.
Os dis de partida das barcas da capital do Para
Coram ince*Mat'juubo do corrente anno ; olvcu o getDate designar o 1. de rada mez, a-
m pode-se esperar ordiniriamenle a sua chegada
a esta cidade n 8 o 9, como ji se verificon em jolho
a do Rio Negro.
A primeira viagem emprehendida na 2.a linha pe-
lo vapor Marojo, de qne dei nolicia no anterior re-
latorio, concleio-se em 36 dias, e 18 hora.
Tendo partido daqui a 4 horas da manda* de 22
de setembro de 1853. qtiando a visante do rio esla-
va quasi linda, surgi elle no porto de Naola 1
llora e 30 minutos da tarde de 14 de oolabro, depoit
dhaver t*cd* no territorio brasileiro os porlos da'
Coz do Coaryi Coz do TefT, Coz do Caiarrhy, Coz do
Tocenlins, Samto Antonio do le, Amitur, S. Pau-
lo da Olivenrji, e Tabalioga, e na repblica do Pe-
r' os de toitlu. Cocbiquina, Pebas, l'ucaalpa, e
Iquitos. .
De NauljfNfpItoa as 9 hora e 5 minuto da ma-
nhaa de 17 de oulubro, e tendo Ceilo a mesma es-
cita qae na ida (menos is de Pebas e Pucaalpa
cora a diflerenen de aurorar no porta da vllad'Ega,
por j Ih'o penniltir o repiquete da endiento, die-
go u esta cidade s 10 horas da noile de 28 do mes-
mo mez.
Na subida gassu 321 doras e 59 minuto de eflec-
liva navegarao, e na descida 148 hons e 16 minutos
caliendb a cada hora no 1." caso pouco mais d* tres
e meia milhas. e too segundo cerca de 7 '1, se sao
exactos os calculo qae le lem feilo das distancia.
O rccebimenlo e embarque da lenha foi o motivo
de quasi loda a demora nos porlos ; em oulro lugar
estove lambem tundeado o vapor por causa do
mo lempo, e Ires vezas encalhado sobre bancos, ou
enroas de ara. SemcDiantes bancos, que se formam
e desappareccm, ou mndam de lugar com cada en-
diento, foram o nico* obstculos que enconlrou o
Marojo, mas esses mesmo pdenlo ser evitados pela
habilidade dos praticos sempre que procuraren! o
lio da rorrele, que en toda a parte oflerece no
fondo nao menor de 15 (tratas.
No dia II de marco, lempo era que a endiento
sobe a don* tercos da sua matar (llora, comecou a
segunda viagem o vapor tHonarcha, (do 70 tonela-
da e 25 ra v alloi e fazeudo as mesma escitas ja
mencionad, menos a de Quciilpa, e demais as de
Manacaparu' nesta provincia, e Peruat no lerrilo-
rio peruano chegou a ffoula com 306 hora* 59
minlo de navegicao, e 192 hora e 31 minu-
tos de demora.
Dilll regresiou em 31 demarco, eposto qne li-
ve*M maior daotfr n* escala do Cory por haver
subid* da Coz ata a povoacao de Alvellot, qoe diHa
cerca da qualro leguas, chegou esta drade na
tarde da 8 de abril, cuncluindo em 28 dia e 15 ho-
ras a viagem redonda, qde comparad* cornado
Maraji aprsenla a diflerenca de 8 da e 3 horas
para manos, sem qne Ihe occorresse obstculo algum
alm do* numeroso madeiro, que descerni ora a
flor d'agna, oraencoberlos, faziam suspender maili
vezes* mirchi. I'm driles, irrombandoaraiu da
roda E B, quebrou toda 1 pin, e mais perigots* se-
riam talvez o accidentes, se nao hovesse muito
cuidado cm fazer parar immediatamente a barca
quando nao era possivel evitar lies enconlros.
l'ma lercera viagem feita pelo mesmo vapor Monar.
chano mez de maio, quando a endienta eslava quasi
na sua maior altara, Coi ainda mais rpida, pois qae
nao excedeu a 23dias, 6 horas e 30 minlo tendo
15 dias, 23 heras e 30 mioutos de effecliva nave-
gaban, e 7 dias e 7 horas de demora nos porlos.
Assim pois tem-se pralicamente conhecido qoe,
se na vitante oflerec* o rio franca navegarao a va-
pores da grande porte, mais fcil ainda se torna el-
la (preveoiodo-se o encontr dos madeiro) quand
a endiento nao s permute que slgim qualquer di-
recreo, qoe mais convenha para evitar a sinuosida-
dc do fio da correnle, encoslando-se al as malas
qoe bordam as margen, como lambem abre-Ibes a
passagem de numerosos piranamerins, que encar-
tan! consideravelmente as distancias. Calando ape-
nas 38 pollegadas d'agua, pode o Monarclta apro-
vetar todas estas vantagens, e o seo>commaodaute
er que nm vapor de semel hanle construccao, leu-
do a governo do leme proa, e a forra de 50 caval-
lo, poder fazer a viagem redonda -entre a Barra
do Rio Negro e Nauta, com toda as demoras nos
porta qoe marca a actual tabella, em 18 dios, e
talvez ainda em menos lempo.
O conde Rozwadowski desempenhou a commis-
sao de que o encerr guel, a presen lando-me um mi-
nucioso roleiro da viagem do Marai um mappa
do Solimes at Nauta com a parte do Rio Negro ;
qoe fica eotre esta cidade e a barr, e um relatorio,
que a par dos noticias do que elle observoa de mais
inleressanle comprehende a indicarlo de muitos me-
lhoramenlos, de qoe julga susceplivel o servico con-
tratado com a companhia, e dos meios pelos quaes
Ih* parece qoe o governo imperial poder d*r oa-
vagacao e colonisaca* um impulso correspondenle
grandeza e recurso do territorio desta provincia, e
importancia de suas Cutara retacee commerciaea
com o diverso estados limilrophcs.
Bem se v que em urna nica e tao rpida viagem
nao poda aquello ofllciil, posta que dolido de mul-
ta talentoe perspicacia, adquirir completo conheei-
menlo das cirenmslancias peculiares de cada um do
districto por onde passou, nem habilitar-se para
dar a todas as quesloe* a solucao mais conveniente
o progresso, e prosperidade de tao vastas empre-
zas ; mas ainda atsim conlm o eos trabalhos di-
versos esclarecimenlos que al entao oos Caltavam, e
merecen) tambem particular apreco como prova do
zelo e escrpulo com que elle procurou saluCazer a
vistas do governo.
Tratando da escolha de lugares para atiento de
colonias e aldaamentos, objeclo especialmente re-
commendado as minhas inslruccoes, indica o con-
de os que Ihe pareceram preferiveis pela aliara so-
bre o nivel das maiores endientes, peta fama da sua
saluhridade, e peta abundancia rio pescado, e dos
variados fruclos e drogas, que o solo produz espon-
tneamente ; asilm como lembra a conveniencia de
limitar por ora as colonias de esirangeiros s mar*
gens do Solimes e dos lagos prximos, geralmenle
sadias, reservndose as dos affluenles para os al-
deamentos, visto qoe os Indios, aCeitos ao clima da
sua trra natal, nao padecem tanto das sezOes e ou-
lras molestias, qne ahi reinim em cerlas quadras
do anno.
Desta parta do sen relatorio, isto he, di designa-
cao de taes logares, segundo ordem de sua posi-
C3o geographica, tanta na margem do Sul como na
do Norte al Tabalinga, julgo dever apresenlir-vos
o seguinle extracto, porque a importancia do as-
siii|'iu o faz digno da vossa particular al'yto e
exame.
N. 1. Sul. Jauanac. Bocea a barreiras do lago.
Communica-se na enchente
com o Mamuri, com o L'au-
la-as-, e finalmente com o
rio Madeira.
2. Norte.Caldeiro Bocea e barreiras do lago.
19. S.Caiambe.
90. S.
:
22. S.Coai ,
23. S.L arini.
24. S.upuac.
25. N. JmpufH
26. S.Jawtl .
28. k-ttu---------
29. S.*Rio Juma
30. S.Arara
31. S.Campia.
35. N.Sururu.
43. N.Amprale.
4. N. Manacaparu
5. S. Canaba-oca .
6. N. Anam
7. N.Jauari
8. S. (!) .
9. N.Miu.
10. K.Cwlajt.
3. S. Manauuiri Bocea e barreiras de lago,
ja habitada por urna popu-
larlo de,pouco mais ou me-
nos, 500 Indio mansos da
nacao Mora. Sahe-se por
aqoi na endiento para o
Madeira.
Bocea e barreiras do lago.
Algumasjterras firmes pou-
co ditlaffie do bocea do la-
go priacipalmente al o
Manaquiri. m
Bocea e barreiras do ligo.
S aqui poderiam residir
500 mil habitantes.
Bocea e barreiras do lago.
Margena do rio Part, des-
de meio-di* de viagem em
montara cima da bocea,
oudese enconlram trra fir-
mes, lagos e igarspes/tomo
por exemplo o lry*t Pa-
ran-pixona, do qual com
pequeo transito por trra,
sahe-se as margen do Ma-
deira. perto do Cralo.
Bocea e barreira do lago,
cora muitas ilha de Ierra
firme, isto he,nio sujeilas a
inundado. J existem aqu
vario* moradores, ilmdos
Muras.
Bocea c barreiras do lagos,
que segacm pelos ceiros
em consideravel extanso.
A communicacao que sal*
t o lago CapiMra ( cima
d'Ega ) he pralicavel por
isariis grandes e bateloes
em todo o lempo.
Bocea e barrairas do lago, e
igualmente a barreira qae
se estende desde o Caro do
Cmara al a bocea do Coa-
ry, rompreheudeudo a bar-
reira de nome Paricatobi,
qae ja lem diverso sitio e
plantacoes de moradores do
Coar;.
Bocea e barreiras do lago
em ama consideravel Meo-
slo, j em parte habitadas
por Muras.
Barreiras do lago, as mar-
gen* dos ros Coary, L'rucii-
piran e Uaru que nelle
rieiaguam.
Bocea c barreira do lago.
J lem orna meia iluzia de
sitios de moradora* djp Coa-
rj, com algumas plafltaces.
Bocea e barreiras do lago,
de urna importancia secun-
daria.
S.Mutum-coara Barreira. Diz-* que na*
campia prximas existo
gado bravio, mas esta tra-
dicSo tendo por origem o
nico Caclodo apparecimen-
lo de um novilho, que se
presumi Iwver cabido da
barreira na margem do rio,
he ainda muito duvidosa.
Bocea e barreiras do lago,
em considera**! cxlenso.
Esta bocea lem sempre Can-
do bstanla para dar entra-
da a candas da grandes di-
meases, como igualmente
o lentas do oolros lagos de
maior importancia.
11. S___rojura.
12. S.Mamia.
13. S.Coary.
14. S.Apauar.
tt. ,lptiuna
16.
17. SCa-lmi
18. S.Jutica-paran Bocea e barreiras d* fago.
Tem j algn sitios.
Bocea e barreira do lago
em consideravel extenu.
Tem sitios de moradores
d'Ega.
Ai marytntio Tiff, a lambeta as barrei-
ra qoe segoem desde 1
bocear ufo Coary al as do
Tff. O Gcalios desle rio
communlcim atravessando
o* centro de torra firme
com o d* Purs, e corado
v do Jaran.
21. S. l'arauari 1 Canaria. Barreiras desde a
pona do Panuiri. J exis-
tem aqui algas* sitias.
. Enseada com barreiras.
. Bocea e barreiras do lago. c
Ha aqoi diverso* morada-
ras, urna fazenda con al-
gum gado e eageohoca da
tasar aguarden le.
Boe* a barreiras do lago.
. lia rreira, do ra desde 10 ta-
gua da bocea.
. Barreira ata a bocea infe-
rior do Cora do Camadii.
27. S.A barreira desde a bocea superior do Curo
rio Carnada n a boceado
lago Guara, eomprehtnden-
doa bocea a a barreirado
mesmo.
Bocea e barreira* do ligo.
Barreiras desde parlo da
bocea.
Barreira do mesmo nome,
que comecam 3 leguas a-
baxo do riacho Amanapia
al Fonle-Boa. J lem fi-
lio de moradores desta fre-
gnezia.
Bocea e Krreiras do lago, e
a barreira do Solimoes, qae
segu at a altar* do meio
* do Caro do Tirar.
32. S.As barreira* da Jutahy, qae legacm desde
a bocea superior do Curo
Puruini al a bocea do ria-
cho Sapo.
33. S. As margen do rio Jutahy.
34. N.A barreira qoe comecam em Crale da
ilha Iaait al a bocea do
o. Tem ji algumas rotas
comecando do Jacar.
A margen do riacho desle
nome.
36. N. As margen* do Rio Tocanlins.
37. N. A margen* do Rio lea desde perlo da
bocea.
38. S.As barreiras qae comecam ponco cima da
ilha Morera al o Igarop-
pixuna.compreliendendo as
barreiras de Amalar.
39. S.Caluri e Patrntaperera. A barreiras
at a bocea do rio Jsodia-
tb*.
40. S. As margen do ra Jandialuba.
41. N.Jac rapa A barreira e margem orien-
tal do foro do mesmo nome.
42. S.A barreira que cometa posteo cima da
bocea da rio Jandialuba ,
compreheadendo as Ierras
de S. Piula d'OIivenca, al
a bocea da riacho Sama lea 11.
A barreira cutre a ilha do
Jan ara e as ilha da Rita.
44. y.Juruparitapera. A barreira desde a boc-
ea do riacho Catara at ex-
ceder a bocea do Iginp-
pixuna defronle da poeta
i nferior da ilha Acantea.
Ha aqui algn litios de In-
dios Tacanas.
45. N.A barreira qae cornee* na margem iape-
rior do riacho Cajari.
46. N.A barreira defronle da praia Capiahy.
47. S.A barreira da margem superior do riacho
Tauar.
18. SAs barreiras qae comecam n* aliar* da
-una arana tarjar dentro
do Rio Javar. Ma aqoi
grande numero da Indio*.
49. 8. Aa margen* do Rio Javar.
50. N.As barreira* ** a*gaem da altara da ilha
Araaaaaai ata Tabalinga.
Desejindo habililar-me com algum conhecimenta
pratico desta parle da provincia para cumprir mais
exactamente as recommeadace do governo Imperial
respeito nao s da navegaefo e colonisacao, como
de oolros ramos do servico patjlico, occapei um lu-
gir entre paageiros do vapor Oateo*rcha na ma
primeira viagem; e posto qua j tivesse navegado o
grande rio subindo do Para pan esta capital, nao
cessei de admirara mageslade qae elle ostenta dcsd*
a distancia de tantas centenas de lega* da saa fox,
e linda antes de haver recebido o abedil do* seus
mais soberbos tributarios, a moltiplicidade de ca-
nee qua retalham o tolo, ea magniBeencia das mitas
loe Ihe cobrem a superficie.
Todo o Brasileiro qoe contemplar esse qnadro,
sentir o mais vivo prazar, imaginando o estado
que poder ebegar o aeu paiz q'uaudo forem apro-
veilados lano elemento de prosperidade, lano
favores da Divina Providencia ; mas para ser exacto
cumpre-me Cazer tambem um observacSo, qae
cerflimeiile nao eslranhareis, Uta he, qoe' no paco
de mais de 230 legaa* comprehendido entra a Barra
e Tabalinga nada se v, uada exista de importante,
que seja devido industria do homaro, e qoe a m-
xima parte do Solimoes s otTereea por Ma a. aspecto
de umaagnifico deserto.
Exceptuada a villa d'Ega, e ess* mesma mni pe-
quea, apenas se encoulram Jagarrjo* e Uta* par-
ticulares com insignificante callara, icprado por
grandes distancias, e habitados quasi exdosivament*
por Indio, pacifico* sim, a bem dposto pela man-
sidao da ua ndole para a vid* aocial, porem deli-
tudo do* mai Iriviae* principio* de edocatao, e
apegado* ratina do *eos anlcpassados, qoe con-
siste, geralmente Callando, em pascar e planiar
quinto baste para o sustento diario, e consagrar a
ociosidade ou aos folguedos todo o lempo redale, "
sem o menor cuidado de fataro, sem menor ot- '
biejo de nivense qae Uves possam provir de qual-
qaer outro trabalho. Assim *e ai plica a (alta que a
viajante senle de quasi Indo quanlo he necessario
vida em ama das mais feriis e mais bella regies
do mando.
O qae obtervei desde Tabating* at Nauta nao ne
deu idea de um estado mais livoogeiro, nem deve
isso causar admirarlo a quem considerar qoe de-
pul* de haver celebrado com o Brasil a convenci de
23 de outubro de 1*51 tralou o governo Peruano
de promover a cultura e povoameoto daquelle ter-
ritorio por meios Uto ampios como o do decreta de
15 de abril de 1853, caja execucio lem sido desgra-
cadamenle estorvndi pelas commorocs polilicas qae
rebenlaram no seto da repblica.
Em cada urna das povoac,es de Nauta, Pebas e
I quilos vi reunido um numero de Indios, que julgo
muito superior 10 da qualquer das achines aldeia*
desla provincia, e creio poder tairbem aflirmar que
o rgimen a que sao nijeilo o lem tornado mai
obedientes autoridades locaes.c menos propensos
n fuga ; mas nao Uve occasi.lo de apreciar o desen-
volvimenlo da agricultura, nem de qualquer ramo
de industria, 011 de commercio, sendo at mui di-
minuta em numero e cm capacidad* a* embarra- *V
toes, que navegavam entre os dous lagares cima
indicados.
Na conferencia qne Uve com oSr. coronel Fran-
ciscu Alvarado Orliz, digno governador geral pol-
tico e militar do litoral de Lorelo, cen que tomn
parle o agente da companhia, Irate segundo as
ordens do governo imperial, da designaran das es-
calas, e da Gxarao da qoantias que os vapores em-
pregado na segunda linha devem cobrar de Creles
c passagens, licandb desde entao em vigor a respeito
destas a seguinle tabella provisoria :
Da barra do rio Negro a Coz do
Coary............21
I
/

(I) 0 ignal indica o lugares que pare rom pre-
feriveis para Aldeamenlo.
s
a Ega..........318
a loute-Boa......48

* S. Paulo de Olivenca 665
TabaUng........75
Lcelo. ...-....'. 79
Pebas.........87

aa*
-*-*
a-


r
-.
OIRIO DE PERMMBUCO, SABIDO 14 D OUTUBRO DE 1854.

C
nanlo sos passageiroi de segunda classe, de me-
nor Uade e da convez, e o fres das basasen* a-
disposic,oes sao idenlicaj s qne ss adiara em pra-
lica na primeiri liona.
Ns fiMfdo dos freles procurou-se guardar a pos-
sivel proporcSo com os da primeira linlia secundo
os clenlos des distancia inais geralmenle aceilos, e
assim um quintal de ferro que paga de Belem al a
Barra 1*100 rs., pagar da Barra al Nauta is io, e
urna arroba de cacao 530 de Nauta at a Barra, e
isii da Barra at Belem.
A experiencia da navegado e commercio do So-
liinOet n.lo oflerecia enlio, nem offertce anda hoje
.ullicienlet dados para condecer-se at que ponto
pdenlo combinar-te os bem entendidos inleres-
ses dos negociantes com os da companhia mas
era ndispensavel organisar urna tabella, por
ser itso exigido pelos contratos, e a de que lenhu
feilo menoao nao den at hoje motivo queiva, 011
reclamado algnma, que ebegasse no meu conheci-
mento. Oulrotanlo nao posso diier dos preros das
passagens, quer da segunda, quer da primeira linha
porque observa-se geralmenle que os da deseida
nio devem ser iguaes, como (em sido aos da subida,
em que se gasta ordinariamente o dobro do lempo
e razoavel me parece esperar que a adminislraco
da companhia, atienden lo aos principios de equida-
de, e a soa propria conveniencia, resolva-se a mo-
didca-los de maneira que nao continuem moitos vi-
ajantes a preferir os barcos de vela quando a mon-
(flo Ihes for favoravel.
O seguinte quadro moslra a pequea qunnlidade
de gneros, que os vapores conduziram dos porlos
da S. linha as tres viagens, de que tenate tratado,
sendo de notar-te qua na subida nada levaram, se-
nt Ulvta alguma encoir menda.
Portos.
Piassava em rama . ,896 i)
Borraba..... 519
Salsa parrilha. . 5.119 -2\ b
Tabaco..... 191 10
Couros seceos. 85
Redes de maqueira. 2,091
Caslanlia .... 22,955 alq.
Espiss de pinssva . 10,733 polen"-
Oleo de rup.iiba. . sol caadas.
Manteiga de ovos de
tartaruga . 4,1*1 poles.
Hita de peixe-hui. . 4,7112 i) 9
Mixira de pei\e-boi. 510
N. B. As embarcaris foram fi", com 1515 lonel-
Udas. Alguraas delias fizerara mais de nina via-
gem.
Gneros exportado da barra do llio Segro para o
Para no rapore da companhia no mezes de no-
vembro de 1833 a junho de 185*.
Carne.......... 4* arroba?.
Pirarucii.........1,8*2
Borraxa.........332
Tabaco......... 59
Salsa parrilha.......16*
........ 76
44&720 | As freauezias de Maus, Canum e Villa Bella da
*2087(Nl Imperalriz j lem parodio* aposentados por S. M.
0 Imperador, que em breve iris lomar posse ; e
muilo tarto estou do quo o Exm. Sr. hispo dioce-
sano contina fazer as diligencias proprias do sen
esclarecido zelo, para que sejam prvidas, anda
que intermamenlc, toda* as oulras que se acham
vaga, a saber : no Kio .Negro a de Moura, Car-
voeiro, Barcellos, Morcira, Tlomar, Sanla-Isahel,
S. Gabriel c Marihuanas; no Rio Branco a do Car-
mu ; e no Solimoes as do Alvellos, Nogueira, .Ylva-
raes, Fonte-Ba, Amatur ou Castro do Avelilcs e
Tahatinga.
Para o concedo da matriz de Serpa mandei en-
tregar respectiva commissSo cm virtude do art.
7 da lei n. 10, 1050 lelhas, ca qaanlia de 2009
que anida naosei se ja Ibi dispendida.
Entre oulras muilas, que reclamam prompln au-
xilio, merecem especial menean aos de Ega e San-
1 aulo de Olivenca, mas a soninia de que posso du-
pa*- he 13o diminuta, que cedamcnle nSo bastar
para melhorar como convem o estado de urna s
delias.
2,7088*16
799633
49923
334*590
1.2889000
3919507
3379000
34661000
2,0*89550
1889900
17:335978*
na cidade da barra do Rio-Negro, 1 de agoslo de
1854.(I presidente da provincia, llerculano Fer-
reira Peana.
Gneros.
1
Total.
Salsa parrilha 72 ar.50 11)1 ar. 10 .223 ar. 10
Piracuni. 40 40
Cacao .... 106 27 106 27
Cif..... V 9
Tabaco. 5 b h>
Far." de man-
dioca. ... 20 alq. 20 alq.
Feijao .... 3 3
Redes de ma-
queira. 25 200 250
Chapeos de
palha. ...**-. 170 170
O numero de passageiros tambem foi tilo limitado
como se v da seguinls relajao:
I. VisgsraVapor Marojo.
Da Barra para Nauta.
Ollicial do eiereilo (passageiro de estado). 1
Franceses..............2
Brasileiro, soldada..........1
Para 6. Paulo de Olivenca.
Brasileiro..........., 1
Para Ega.
Portugus..............1
De Nauta para a Barra.
i inicial do exercilo (patsageiro de estado1.
Suisso.............
Francezes ( ......
Brasileiro, soldado.........
2. ViagemVapor Monarcha.
Da Barra para Nauta.
Brasileiros (passageiros de estado). .
Dito, soldado.........
Para Ega.
Brasileiro............
De Nauta para a Barra,
ilrasileirot (passageiros d<5 estado). .
Dilo (toldado)..........
De l.oreto para a Barra.
Peruano (passageiro de estado) ....
Brasileiro............
De Tabalinga para a Barra.
Brasileiro, soldado.........
De Ega para a Barra.
Brasileiros...........
3." ViagemV por Monarcha. .
. i
. 2
9
27
No anuo que linduu em junlio prximo pistado,
ernpregaram-te no coiuu errio entre os porlos desta
provincia e do Per 16 embarcarles de vela, (nao
excedendo o porte de algumas delias a 200 arrobas)
con se v da seguinte relaco :
Fizeram a viagem redonda entre Ega e Lo reto.
Nacionaes. 3
Persianas. 2
. * irr 16 g.
. 51 >
119 a 29 n
799 > 20 )
. 39 16 ,
8060
y.
i
J
Entre o Coary e l.oreto.
Naclonanv .... 2
Entre S. Paulo de Olivenca e l.oreto. ,
Entre Lortliye a.Barra do Rio Negro.
Peruanas.....2
Desceram de l.oreto al a Barra.
Nacionaes. 3
Peruanas. ^ 3
* >. 1
. *
As 8 que chegaram* esta cidade manifesUramos
seguinles gneros :
Borracha ....
Palha para chapos.
Qoina.....
Salsa parrilha .
Tabaco. ....
Chapeos de palha .
Manteiga de ovoide lar-
lamga......43 poles.
Panno de algodao ... 23 rolos.
Redes de maqueira 648
Objeclot de historia natu-
ral ....... | caia.
Dos genero* importares as que diegaram jmen-
le ate a villa de Ega e 0>ary, nao pode ainda saber
exactamente as qualidadus e quanlidades, qne deve-
riam constar de guias pausadas em l.oreto, para nao
pagarem os direilos a que esiao tujeitos os similares
da producto do a principal parle da sua carga consisti, segundo o
*ceslume, em salta parrilha, chapeos de palha, e pan-
no de algodao, alm de algum diuheiro em prata, e
ouro em p. Al que subiram para o Per lavaram
ferragens, louca, ferro em barra, chumbo, bebidas,
em su roma diverjas mercadorias das que nao podem
ser transportadas, como o sao as de menor peso e
volme, da costa do 1'aciQco para Chadia poyas,
Moyobamba, e oulrot logares prximos t margens
do Amazonas e de Hoallaga.
Cabe aqui isformar-vos que lendo as embarradles
bratilsiras pago em I,ordo, titulo de ancoragem,
nm imposto de 41)2 peso*, a que nao eslao sujeitas
as I'eruauas, dirig a conveniente reelamac.Ao adSr.
coronel goverriador geral, que dcclarou-me haver j
submettlde este negocio (i decsan do govrrnn supre-
mo da repblica. Devemos pois esperar que elle re-
solva em sua sabedoria a suspenso de lal sobranja,
por ser evidentemente ode nsiva da convenrao de 23
de oulubrode 1851.
Da exportatao desta provincia para a do Para nao
permute anda o estad, de nossas reparliS0es fis-
caes que se organisaste cm mappa completo. EnUe-
lanlo apresento-vos as seguinles tabellas dos gneros
exportados em embarcacoes de vela desde o I.'* da
Janeiro de 1853, e nos vapores desde novembro do
mesmo anno al ^> lim de julho prximo passado
rumprindo notar que faltiini nao s os despachados
lelas colleclorias de Mae* e VUla Bella da Impera-
Ira, per onde se verifica a exportadlo de lodos os
productos daqucllcs dous municipios, e do de Silves,
mas tambem grande quardidtde dos que se reexpor-
(aram desta mesma capital sem que fossem entao
sujeitos a despacho, por j lereni pago os direilos no
deiembarque.
teatro e.rportapot da barra do fio Segro para
o Para em etnbarcace de crtadetde o 1." de Ja-
neiro de 1853 at o fim dejunho de 2854.
Importancia.
QuantidadiM do dizimo
e meio di-imo.
Caf..........
Sebo..........15,'c a
Cacao.......... 17
Cutiros seceos....... 57
Redes de maqueira..... 3*
Caslanha.........150 alqr.
Cal:' para Villa Bella da Impera-
lriz. )......... 22 a
Chapeos de palha...... 1 volume.
Da qualidade, quantidade,e valor das mercadorias
importadas do Para, e consumidas nesli provincia,
ou transportadas para o Per, ncnliuma informarAo
posso dar, que inspire contianra, por que sendo
cillas de lodo o dircilo, nao vem aroiiipanliadas de
manifestos ou guias, nem lem sido sujeilas a examc
algum. Som causar vcxaine ao commercio, mas
ainda as-im com alguma dilliculdadc e despeza, s
seria possivel obter um resultado mui pouco inte-
ressante, icio he, o conhecimentn do numero de vo-
lumes transportados, quer nos vapores, quer uas
embarcarnos de vela,
Nos novosregulamenlos, deque j fallei, e para
cuja execujao cont com a benvola cooperario e
auxilio das autoridades de l.oreto e do Para procu-
rarei eslabelecer algumas disposieoes, que uAo s
previnam, quanto permittirem as circumslancias da
navegaQao nuvial,o extravio dos gneros, como tam-
bera- faciliten! a confecc,3o dos trabalhos cstalislicos,
cuja falla nos he tan sensivcl.
A fabrica proviucial de chapeos de palha lem
Irabalhado conslanlemcnie, mas he ainda nini dimi-
nuto o numero dos aprendizes. O meslre assignou
cm 26 de Janeiro do correntc anno um novo con-
trato, pelo qual obrigou-se a dirigla al 16 de
julho de 1855, vencendo salario de 409000 por
me?.
Ja se veuderam em hasta publica 3i chapeos, que
produziram a quantia de 1969600, prc.-o tal ve/; in-
ferior ao que poderiam aleanrar, se nao houvesse no
mercadogrande abundancia dos importados de Moyo-
bamba ; e posto que o Ihesouro provincial nenhum
lucro leuda ainda percebido, continuo a crer que
se liouver perseverancia em animar o fabrico, pro-
movendo-se ao mesmo lempo a cultura da materia
prima, dentro de bem poucosannos lera a provin-
cia nesla to fcil quanto iiileressanlc industria um
novo elemento da prosperidade do seu commercio.
A cultura e fabrico do guaran, que foi at rerlo
lempo, como sabis, urna industria privativa dos In-
dios Mundurucs e Maus, vai-se propagando no
municipio deste nome.
De um ollicio, que tcnlio prsenle, consta que
d'alli exportaram-sc no anno de 18)2, pagando di-
reilos, 262 arrobas e 29 libras, no de 1853175 ar-
robas e 17 libras, e em 1854 al junho 11 arrobas
somonte, licando 10 em deposito, por (er sido extra-
ordinariamente escasiaa ultima colheits. Observam
entretanto algumas pessoas bem informadas desle
commercio que, levando-se em conla o consumo in-
terno, e aquanlidade extraviada por Dcgneianles de
Cuiab, e oulros, que sobem da cidade de Santarem
al as Aldeas dos Indios para ah fazerem as com-
pras, nao poder a producr.lo animal ser computada
cm menos de -iOO arrobas.
Nos annos nafatflilas tatiea o preso entre 320 e 700
rs. por libra, e he de presumir que este producto
indgena do alto Amazonas adquira maior estimacao
e valor no mercado medida que a experiencia for
confirmando a opinio dos mdicos, que o qualifi-
cam como um excellente remedio tnico e calmante,
summamentc til em todas as doenr.is de fraqueza
e as nervosas, e ainda mesmo na phtisica at certn
grao, por afastar as complicarles que de ordinario a
acompanham.
No extenso catalogo dos ai lisos de exportado da
provincia dever oceupar mui brevemente o primei-
ro lugar a gomma elstica ou borraxa, que, ainda
ha bem pooco lempo, ningoem aproveitava.
A incalculavcl abundancia de sua prodcelo as
Ierras bandadas pelo Amazonas, e oulros ros, a fa-
cilidade com que um Irahalhador colhe e prepara
diariamente 12, 16, t mais libras, e a inlinidade de
applicaces qoe hoje se lhe d cm diversos pazes dn
America e da Europa, collocara este genero em cir-
cumslancias lao favoraveis, que a industria da sua
extraern nao pode deixar de preferir a qualquer
oulra das condecidas al agora, aluda que baixe o
preco de 359000 por arroba, que ltimamente obteve
ao Para.
Muila gente, vinda d'aquella provincia, j Iraba-
Iha, segundo me consta, as margens do Madera,
e nos l'a'irtas; com os Iraballudores vo concorrendn
oegoca\ules,quepreleodemcomprnr-lhes o genero; e
esse movimento commcrcial, que romera a animar
a decadente pox oarao de Serpa, onde a rmii|.aiibi.i
do Amazonas mandn construir urna olaria, e urna
serrara de vapor, ha de naturalmente estender-sc a
oulros niuilns districlos.
Porei remite a esta parle da minha ciposi^Ao, ob-
servando que se o commercio e industria da provin-
cia era geral, com quanto tcoluun progredido nos l-
timos annos, circumscrevem-sa aiuda hoje em limi-
tes muito acaudados, c nao rorrespoiidem de manei-
ra alguma vaslidao e riqueza uatflral do territorio,
aflianram-nos o mais li*ongeiro futuro os diversos
meios, pelos quaes ogoverno imperial se empenha
era promover a sua prosperidade, isto he, a dislri-
bnirao das trras devolutas, na forma da lei de 18 de
setembro d" 1850 e do regalamenlo de 30 de Janeiro
do correnle anno, a fundarlo de colonias composlas
<1e estrangeiros bem morigerados, e industriosos, a
calechese dos indios, o eslabelccimenlo da navegar^lo
a vapor no llio Negro, no Madcira e oulros grandes
tributarios do Amazonas, e a abertura de relares
directas com os estados rbeirnhos sobre bases teme-
Ihanles asda convenrao celebrada com a repblica
do Per, cuja execucao vai cada da fazendo mais
firme, e mais apreciavel em seus resultados a ami-
zade que felizmente existe entre os dous paizes.
Culto publico.
Era principio de margo prximo passado lomou
posseda nova freguezia de Nossa Sendora do Bom
Son oto do Andir, como parodio interino, o re-
verendo Joao Estevao da Cunda e Uliveira, cessan-
do desde entao o exercicio do missionario Fr. Pedro
de Ciriana, de quem reeehi um mappa, que conlm
os seguntcs dados cstalislicos :
Populacao da nota freguezia, fallando ot Indio
Maros, que nao qu'zeram darse rol.
Rio Andir.
Homens ..........466
Mulherts..........4*8 91*
Catechese e eioiUtaeSo dos Indgenas.
Poucas iiiorinaedes posso hoje arcresecntar sque
| dei sobre este relevantsimo assumpto no meu pri-
nieiro relatono. O estado dos Indios em geral he
I anida hoje o mesmo que cutan descrevi, e haldada
sera loda aesperaura do seu meldoramento emquau-
lo depender smente dos directores creados pelo rc-
gulameiitode 1* de julho de 1815.
sselvagens nao (em repelido incursf.es seme-
lliantes as de 1852 e 18.53, de que resullaram des-
gracadamenle varios homicidios, e eu persisto no pro-
posito de cumprr fielmente as rccommciidacocs do
governo imperial, nao consentindo que algucm os
provoque, nem que se empregue contra elles a
forca, se nao em caso de absoluta necessidade dede-
feza.
O missionario Fre Gregorio Jos Mara do Bene
continua a excrcer o seu ministerio as aldeas das
marsciis do Uaups, e [gana, achando-sc lamhcm en-
carregadoda administraran dos Sacramentos em di-
versas parorhias do alio Rio Negro.
Sao d'esla parte da provincia os Indios, que em-
preados as libras publicas da capital tem preen-
cliido de mellior xontade o prazo que se Ibes marca.
como ja notei em oulro lugar; e poslo quo ncnlium
d enes so rosolvesse ainda a litar aqui a sua resi-
dencia, ere.o que continuando a receber um peque-
no jornal, aliu do bom tratameulo que merecem
por sua conducta sempre pacifica, e espalliando-
se as aldeas esta milicia, sera menos dillicil conse-
guir que se apresenlem quando forem chama-
do-.
Logo que se extingui a missao do Andir resolv
encarresar o capuedinho Frei Pedro de Ciriana da
fundaran de oulra nas margeos do Puns, para onde
parti cm 2* de julho prximo passado, levando al-
guns lecidos, fcrranieutas, > nutros objeclos, que de-
vem ser distribuidos como brindes aos Indios. A
existencia d'esla missao, cujocentro ser designado
visla do resulta lo dos exames. a que mandei pro-
ceder, poiiera intereeaar a numerosas tribus ja co-
ndecidas, c al boje entregues a lamanlavel aban-
dono, e contribuir para que seja mais frequenlado
acuelle grande rio.
Os franciscanos du convento do Para Frei Joaquim
do Espirito Santo Dias e Silva, e Frei Manocl de
Sanl'Anna Salgado, que acham-sc na provincia, p-
denlo tambem empregar-se em missoes; mas sao
muilas as que cnnvm eslabelecer desde ja, c esla
necessidade s poder ser ultendida quando vicr da
Italia maior numr-ro de capuchinhos, como espera o
governo imperial, porque em todo o imperio s ex-
islem 49, e as oulras provincias tambem os prdem
cora instancia.
O director da aldea de Abacachis, cujo estado se
melera de xilio do cofre provincial para a concluso .las obras
de urna capella, jjuc os Indios Mnndururs e-lao
conslruindo, e eu farei chegar ao vosso eonhcciinen-
lo a sua represenlarao.
A's cmaras munidpaes, aos directores das aldeas,
aos niis~ion.ilio-, c a diversas aulpriiladcs locaes re-
commendei que, examinando atientamente a lista
geral das nadies ou tribus indgenas annexa ao meu
antecedente rclalorio, me ndirassem qualquer ines-
jriniao un falta que llic descuhrissem na parle con-
cernciile a seus res'pedivos distrirlos.
Das io.postas alo agora receidas collijo que mui
poucas pessoas acham-se habilitadas para salisfazer
a esla exigencia, e o qqe lenbo geralmciile ouvidu
e observado po liara de duvida que a referida lisia,
mencionando grande numero de tribus nao exis-
tentes, omillio oulras bem ronhecidas. Entretanto
continuo a fazer todas as indagares possiveis para
rectifica-la como convm.
Bren. . 187',' arrobas. IV>732
Caes . . aV'Mlar. 11 Ib. aSM
Caf..... Is27 o 26 n 1399610
Camar. . 1 ii 26 i. 19060
Orajuru . 8 s 28688
slopa. . . 1,138 i. 609688
Grade de peixe IB a 9*68
i'irarucu . . *3,006 a 5.65&1229
Peixe-aoi . 224 > 169160
Paiar. . . il K* .*16
Margem dirella do rio /lamo, da fu; do
Mnmiirti at o Lago do l'reto.
Ilomens..........137
Mulheres.........138
Total. .
Baplismoscmquanto duroii a missao. .
bitos.............
Casamentos...........
Casas que o missionario aclum cm 1819. .
Ditas feitas no lempo da missao ....
Ditas cm conslrurc,ao j adianlada .
Ditas principiadas. ...,.,..
Ditas pequeas de palha. ......
Igrejas, estando a nova em eonstrucco j
bem adianlada.........
Quarlel, qaa ambem serve o> prslo civil
Ccmiterio...........
Sitios e casat em lorie o dislricto .
1,189
X>i
156
9*
12
20
13
7
7
>
i
1
157
O Andir contioha, segundo o recenseamcnlo fei-
lo pelo missionario era 18*9 o nmero total de 507
ha luanles, e, nao obstante a mortaodade que liouve
em 1850 e 1851, v-te que em cinco annos verili-
cou-se o aecresrimo de 409, devido ao desciment
dos Gentos, aos rtamen(os e ao aocrso de que
gozoo o dislricto da missao.
Saude publica
Em lodo o lempo que decorreu desde a abertura da
sessilo antecedente nao sentimos, grabas Divina
Providencia, os efTeilns de molestia alauma conta-
giosa, ou epidmica, das que mais allligem a huma -
Helado, cuino a lelo- amarella.ca varila, leudo
simiente apparecido no principio da endiente o da
vasante dos ros as que sao communs n'essas qua-
dras.
O ciniiuiaa militar Dr. Antonio Jos Morcira,
nico medico residente na provincia, e o professor
de homii-opathia Marius Pode, que tem viajado
grande parle della, deram-me a resuelto do sen es-
lado sanitario as iiil'orinai-oe constantes dos oflicios
anelos a este i obitorio. ^
A propaga;ao da vaccina continua a encontrar os
embarazos que sao geralmenle conhecdos, e para
remove-los rauita perseveranca ser necessaria, por
Jue lem sua origem na indolencia e preconceitos
e grande parle do povo.
A l'imdae.io de um hospital da candado nesla ca-
pital he objecto, que me merece particular cuidado,
e eu nao deixarci de dar-lne impulso loco que pos.a
realizar a extracc.lo das loteras concedidas pela lei
n. 19de 19 de novembro de 1853, ou dispor de ou-
lros recursos n.ait promplos e ellicazes.
Secretaria da presidencia.
Tendo partido para a corte o prestante secretario
da provincia, alim de lomar assento na cmara dos
dcpiilados. achando-se um dos amanuenses inleri-
namenl|gmcajregado das funcroesdo lugar vago de
porteirof* ^al restando mais que tres empreados
das diversas rlasses promplos para o servigo, acon-
teca muilas v !/.- que faltando qualquer d'ellcs nao
fosse possivel vencer nem ainda'n expediente trivial
e diario nas horas marradas pelo rgulamento ; para
que pois se na i atra/as.em dedia cm dia orejislroe
oulros trabalhos, lomei a deliberaran de nomear
pro visoria mente um iillici al su |ira numera rio. que en-
trn em exercicio no 1. de julho, com o venc me uto
de 0009000 annuaes titulo de gralilcarao, licando
sujeito a descont camo os oulros qiiando fallar
sera mofivo justificado. Ainda assim ser dillicil
conseguir a conveniente pon ua I i bule na ex ped cao
dos negocios a cargo de secretaria, achando-se im-
pedido o seu digno eOeial maior, por ler lomado
asseulo n'esla asseiiiblca.
Daudo-vos conla d'aquella deliberadlo, devo pon-
derar que me parece acertado confirma-la como me-
dida permanente, porque a experiencia tem lote
jmente demonstrado quanto he sen-i vid a falla de
mais algum otlici.il, que esteja habilita lo para au-
xiliar presidencia no exame dos diversos assump-
los sujeitos a sua decisao que conheca, se nao todas
as leis e regulamentos era vigor, ao menos as appli-
caveis aos casos que mais frrquentemente occorrem;
que possa em fim redkir as pei;as ofilciaes, e com-
pletar lodo o expediente relativo a qualquer negocio
quando se lhe indicar em siimma a decisao que elle
deva ter.
Os acluaes vencimenlos do oflicial maior nao cor-
responden! aos trabalhos que lhe sao proprios, e os
dos oulros empreados, sarantindo-lh.es apenas urna
parca siih-islencia. nao po lerto servir de incentivo a
pessoa habis para que aceitera c exercao por muilo
lempo os lugares.
Os emolumentos arrecadadoa era todo o anno de
IN53 importaran! em rs. 2859*66, provindo grande
parle desta somma das patentes dos vlliciaes 1I0 pn-
meiro balalhao da guarda nacional raaenteincnle or-
ganisado; e feil.i a di.irihuirao coube a cada um
empregadoa quantia de 479577. A tabella que o
regula precK-i de altera;es, para ficar em harmo-
nia com a legislaran geral, e se ellos passassem a fa-
zer |wrle da renda provincial, iiidcmmsando-se os
empregados com o correspondente ausmeiilnemseus
ordenados, seria iso til, como j lem mostrado a
pralica de oulras secretarias.
Usando da autorisa^ao conferida no art. 1 S 6"
da lei n. 24 do 1 de dezembro de 1853 conlralei
com o edclor da Estrella do Amazonas a publi-
carlo do expediente pela quaptia animal de 2i(fc>0
obrigando-se elle a dar 30 exemplares, para serem
distribuidos s cmaras municipaes c oulras autori-
dades. Assim vein a fazenda a pagar 1 eomentc o
prego ordinario da a-signatura, mas sendo a folha
semanal, c de mui pequeno frmalo, apenas aduiil
le, alm dos editaos das reparliras publicas, urna
diminua parle dos actos do governo, e d*adi nasce
a necessidade do maior despeza coM impressoes
avulsas.
Adminittracao municipal.
Pelo exame dos halaiii-os, nreanieulis e propos-
las das cmaras, que bao de. ser-vos presentes, co-
nhecercis a reccita e despeza de cada municipio, c
suas necessidades.
Diversas causas, sendo una das principies a falla
do meios pecuniarios, obstara ao desempenho dos
mais importantes deveres desta* corporac,oes, c s
do lempo, do progicsso da civilisacao e da riqueza
publica, e da reforma de varias disposic/ies da lei
do primeiro de oulubro de IK28 podemos esperar o
mclhoramenlo do estado, (ao pouco Irtongeiro, da
admini-irarao municipal.
O cdigo de posturas promulgado pela assWnhla
do Para em I88 nao he geralmenle condecido nes-
ta provincia, nem restam exemplares de sobresalen-
le pare serem poslos venda, e distribuidos s au-
toridades. Nao julgo lodavia conveniente mandar
rcimprimi-lo emquanlo lhe no fizerdcs as emendas
jii acoiiselliadas pela experiencia, c reclamadas pelas
circumslancias peculiares de cada mu dos dis-
triclos.
Os arligos conrernentes aferirau dos pesos e
medidas nao tem (ido o devido cnmprimeulo, e para
que nao continu o publico a ser prejudicado pela
relaxaran da polica dos mercados em ponto lio cs-
senri 1, muito convem marrar um prazo, dentro do
qual sejam (odas as cmaras nhriuad 1- a mandar fa-
zer padres iauaes aos de que se usa na provincia
do Para, coiisigiianilo-se-lhes no orean ion lo as quan-
lias nerevarias para asta despeza.
Concilio, seuliores da assemdla legislativa pro-
vincial, reiliando-vos os protestos da minha mais
di-iinria roii-i.iciar,o, e assegurando quajulgar-mc-
he feliz sempre que possa prestar algum servic, que
eja mil n esla arande provincia.
Palario do governo da provincia do Amazonas
Aaora que vai i acea do Ihealro de S. Isabel o
primeiro drama de Alfredo de Vigay, intitulado
Cliallcrlon, vertido em liiicuagcm pelo nosso amigo
A. Marques Rodrigues, talvez que nao baja desa-
cedo em apresenlar ao publico o juizo de um cri-
tico illu-lrado acerca desso drama que enriquece a
lilleralura moderna, llavera lre annos que fui
representado o Challerlon no original, cm Lisboa,
por urna socieda le particular e da mellior e da mais
disuada, o foi nessa nrrisiln que urna penna ame
Irada snb o pseudnimo de TacilH* escreveu o juizo
que se segu. J. A. II.
O Challerlon de Vigny he urna traaedia intima,
um drama excepcional como o here que llie deu
o nome; urna serie de scenas tristes c senlimentaes,
sem il alo- de palco, sem visualidades inleressan-
les. He ludo para a alma e para o roraeao. Quem
nao sanie, escusa de ler, porque da de adoreccr-
sc ; quem 11.I0 comprelicnde o que seja realmente
a vida, um caminlin semeado de carease adroltos,
saia, e nao ouca, para nao bocejar, que dizem ser
ina errario.
O Challerlon he um producto da lilleralura mo-
derna, da familia dos Rene* c dos Obermans, de que
descerni em linha recta nrotiteslavelmenle o Bar-
do do Sr. Caslilho. Existencias excepeionaes, qua-
si inimaginaveis, apenas incAiiiprchensiveis. Crea-
res phanlaslicas de genios valetudinarios, represeu-
tandii ao mesmo passo urna terrivel realidado. He
essa nixsleriosa relacAo entre a vida positiva, bru-
tal, bastarda, e allhcla da sociedade moderna, e as
aspiracoes altas, nebro-, pura e anglicas do senio
do domein ; essa lucia continua e Invada entre a
expansilo interior, e a compressao produzida pelas
posilixidades do inundo em que vivemos, que re-
presenlam os lypos da familia dos Cliallertons e dos
nenas.lila pugna;a vida de urna lula iuces-
saute. continua, nunca interrompida do bcrco
sepultura ; desde que vertemos a primeira lagrima
ao abandonar o ventre materno, al o verdadeiro
suspiro que cxdalamos no Icito da agona.
O que fez dizer a l.utdero, sitando o ccmilerio
de Worms, que mal sabia quaes eram mais para
lamentar, se os que adi jsiiam soterrados c esqueci-
dos. se os que esperavam cora aucicdaile peloelerno
som no. I'ita pugna, a vida he um comdale com os
elementos, com os homens, com a sociedade, com a
uossa propria imaginadlo, o mais prfido o cruel al-
nuz da nossa existencia.
O Chatterlon indica urna dessas crealuras, sen-
tenciadas pelo deslino a urna descraea imprelerivel.
Como cedas (lores que dcsadrocliam com o alvore-
cer da aurora para miircdarein com o pr do sol,
apenas saudam o astro Nminoso, e j eslao
sepultas na eterna escurido. E esse momento
deve ser (crrivel, repastado de angustia, estallado
de maldiccs, como aquello em que o viajante per-
dido em africanos areacs, cade desfallecido c re-
quemado pelo sol c pela sede, expirando com os
odos litos no asis queja avista ao longe.
O drama representa o Cdallerton n'uma situacilo
anloga : no momento em que avista a gloria e o
amor, esses dous asiros de luz na vida dopoeta, pa-
ra cadir de sbito no ahysmo do suicidio. Um
amor impossivel, urna gloria malozrada, que mais
de necessario paracravar um espinho mortal n'uma
alma de excepto !
Como pensamculo o Chatterlon revela as dores e
os soltrimenlos desta nossa sociedade, alada ao pes-
ie infame das formulas seculares, aspirando no Tu-
luro a liberdade e a bemavenluranc,a.
He o grito interior e surfocado da consciencia hu-
mana que prev, longe ainda, os horisonles da pro-
iiii-sio, e se julga com direilos iuconteslaveis ao
gozo do evangelho. Como se nao houvessse Pro-
videncia, como se nao podesse haver regeneraco
sem sacrificio! He por este lado que o Chatterlon
perca de aereis. As prophecias lem de cumprir-
so5mas s no livro de cima est escripln o momen-
to da sua reasarao. Al ah nao ha agua luslral,
que nos limpe do pateada. He de prova em prova, *
de s all menlo em solfrimenlo que a rara dilecta tem
de regcnerar-se. II de aparar o amargo no seu bor-
lo das oliveiras, c subir depois ao calvario da sua
emancipadlo.
A dea jaz ainda em tenebroso apncalypse; mas
deixsroot vir os lempos; e entao rejuvcsiiccidos c
identificados cm oossos descendentes salvaremos a
aurora das^vcnlurosas existencias.
Como drama, o Challerlon he urna idea simples.
(Icscomplexa, grande, bella e pavorosa : cssenciaes
condicOes de qualquer tragedia severa.- O lempo,
o luaar e acr.i 1. ludo ahi esl fiel e eslheticamenle
desenliado, sera que ncnliuma das unidades po prejudicar os elbiio.. Quando o vimos cm scena,
vieram-nos mente as inuncusas alnidadcs que
lem o fr. I.uiz do nosso mais dislinrto lillcrato.
Pareccm a mesma obra, comeeada em francez e
acabada em lingua palria. A mesilla severidade e
comis 10 de cslylo, igual pavor do principio at ao
lio), pairando sobre o espirito dos espectadores;
iguaes sculimciitos, eOcitos semclhanles. O Challar-
an antev a gloria, cadevinda o amor, nao consc-
aue nina man oulra, 8 refugiaste no suicidio. Fr.
I.uiz de poeta igualmente, e ravalleirn esplendido ;
leva a storia alada aos ropos da sua espada, c o
amor prezo ao corare, de U. Magdalena de Vithe-
na. A sorle porm nega-lhe o gozo de ambos,
de- iia--o lhe aquclles dous ns tan formosos c ama-
dos; c tambem o arremessa em suicidio, igualmen-
te c.poulaneo, iuiperplexo, inexoravcl ; lalvez, de
culo mais terrivel que o de Chatterlon. Esle
vai rsqueccr ludo dehaixo da lousa ignorada
de um cerailerio obscuro ; fr, I.uiz atira-sc a um
sepulchro de homens vivos ; eacerra se em clausu-
ra para dormir igual somno yPaajui, porm iulcr-
rompido o cortado pelos acerbos pesadellos des-e
mundo, que rcmoiuha la fura das grades clauslraes.
O drama francez he para assim dizer a aurora da-
quella grande tragedia porltigueza, o fr. I.uiz de
So uza. Taeilut
Babia9 dias, hriguc de guerra ittgfcH Exprs,
coinmandante Uoycs.
Sacio sahidos no mesmo dia.
S. Malheus pida Babialliale brasileiro Audaz,
mostr Manuel Jos de Audrade, carga varios g-
neros. Passageiros, Jerouyiuo Barbosa e 1 escra-
vocom passaporle.
Babialliale brasileiro Aniphilrite, meslre I.uiz
Joaquim da Silva, carga sal e bacalho.
Rio Grande do Sul por CamposPa(arlio brasileiro
Flor da l'erdade, meslre Miguel de Souza c Sil-
va, carga sal.
Lisboa e portos intermediosVapor poriuguez D.
Marta II, e.minian I inte Jos Tomp'sou. Passa-
geiros desla provincia, .Manuel Fcrreira Tavares,
Jo,1o Ferrsira Tavares, Antonio Joaquim Pereira
da Silva, Jiulo Martina Go'ncalvcs e sua familia,
Adriano do Reg, Joao Macdado Brandao, D. Ma-
ra Leopoldina de Queirnz, I lilao e 1 atildada,
Joao Morena Marques.
EDITAES.
c Rozendo.
Sebaslido.
N. N.
m N. n.
N. N.
a N. N.
Lord Laderdale......
Lord Kingston......
Dous tirona.......
Um obreiro.......
Hachel, lillia de Killy Bell, de
idade seis annos.....
Seu inii.lt> de idade de i annos.
Tres lurds mancebos.
Doze ohreros da fabrica de John Bell,
lim criado do lord Mairc.
Os intervallos dos aclos sern preenrhidos com es-
rnlhiilas pecas de msica, e lindara o espectculo com
a ensacada comedia lyrica era um acto, iutitulada
O CACAD0R.
Com toda a sua msica.
Principiar as 8 doras.
PIBLICACOES (PEDIDO.
Duas palacras de consolo ao I lim. Sr. W. O. 7o
meto Pettoa pela senlidissima marte de sua
esposa.
Tea coracao lem sido um calis do amarguras ; em
vez do vaso de unce ui, delicias, infancias, educaran,
adolescencia e amores, lem-se ludo convertido em
espindos e fel A sorle complelou as fese, que a
inao de um pai te preparen : lalvez confirmasse cega
a maldirao injii-la di nulo, que repellio aquello a
quem devia guiar Alas choras'.' cdoras, porque
leus amores fusiram de ser 11. olvidos n'uma madu-
ran airo/, abrigndose no Co Cdoras, porque um
anjo foi pedir por (i salisfarao no Co da ioju-lica
da Ierra : cdoras, porque as lagrima* do doinem de
vem acompandar as suplicas dosanjos ; cdoras, por-
que um amigo te acompanhar no prauto, e as la-
grimas lavarla o calix das dores A-im oheio, of-
fcrccc-o a esse pai, que veja no pranui. de um ami-
go a sua lcao, c ao C, que ver nojllcu flranto o
leu direito! E urna sombra te nao he mulher
dos leus amores, ser a'anjo do leu futuro. *
SONETO
csscinrrciila Virgen do Carmelo Santa
Tiierrza tic Jc.siim.
Ha quem possa compredender a gloria.
De I'beie/a, que he palma vcrdejanlc,
Na penitencia exemplo o mais constante,
Alcanzando por islo alta victoria.
Trinla e dous claustros sAo sua memoria;
Foi amada de Dos, de Dos amante:
Flor do Carmello, e nelle aslro brillianle ;
Sempre viva nas paginas da historia.
Virgem doulora, rosa de pureza
Do Carmello reforma, vida e luz
Asscinbro e pasmo, toda nalure/a.
F'oi sem martxrio marlyr junto cruz
Foi sobre a trra um aslro na belleza
Nos (".eos um ederubim junto a Jezus.
0 Illm. Sr. iuspeclor da tdesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da orden) do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 7 do correntc, manda fazer
publico, que no dia 2 de novembro prximo vindou-
ro, peante a junta da fazenda da mesma tdesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos fizer a
obra dos reparos da ponte de Gindahy, avallada em
4:6208000 rs.
A arrematacao ser fcila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do corrente anno, c sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propnzerem a esta arrematarlo
comparecara na sala das sesses da raesmajunla, no
dia cima declarado polo meio da, competente
mente habilitadas.
E para Constar se man Ion afinar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 9 do oulubro de 1854. O secretario.
Antonio Eerreira da AnnunciacSo.
Clausula especiaes para a arremataco.
1.a Far-se-dao ditos reparos de ronformidade com
o orramento approvado pela direrloria em consellio,
c apresentado a approvadio do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 4:6208000 rs.
2." O arrematante dar principio as obras 110 pra-
zo de um me/., e as concluir 110 de seis mezes, am-
bos contados na forma do arliao 31 da lei provincial
n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematacao
realisar-se-da em qualro preslac/es iguaes; a pri-
meira quando esliver concluida a Ierra parle das
obras ; a segunda depois de feilo o segundo Ierro ; a
lerceira no recchimento provisorio, c a quarla na
entrega definitiva, sendo de um anno o prazo de
responsabilidade.
4.a Melade do pessoal da obra ser de gcnle livre.
5.a O arrematante dever proporcionar transito
ao publico no fim de tres mezes.
6.a Para ludo o que nao esliver determinado pas
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-
ha o que dispoe a respeilo a lei n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Fcrreira da Annunciofito.
Nos dias 1-4, 16 o 18 do correnle. oslara em
prnr;a o arrendamcnlo dos acougues pblicos, ..s
quaes quando se d algum dos casos figurados pelo
Exm. presidente da provincia era ollicio dcsla data.
serle eolregues por um alnguel razoavel aos ex-con-
t calador es e aos criadores, de modo que ti quem igua-
ladas as xani.uons, e possa ser sustentada uraa con-
veniente competencia no mercado.
A base da arrematacao he a mesma de 2:0538 rs
j annuncfldt.
Os pretendentcs devem apresenlar fiadores habili-
tados un forma da lei.
Paco da cmara municipal do Recife em css"o de
11 de oulubro de 1854Bordo de Capibaribe, pre-
sdeme. No impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Pyrcira Accioli.
A cmara municipal desla cidade. de confor-
mi.lade cora a autorisacao que lhe confere o art. 14
da lei provincial n. 38, do orramento municipal
a/igente, contralle nos termos do "mesmo artigo um
empreslimo de 158:5008 rs.. para poder levar .1 ef-
feilo a obra projeclada do novo mal admiro publico,
oreada em rs. 150:0008. e a d'uin mercado publico
recular na freguezia de S. Jos, avadado cm re
8:5003000.
Ouem prelen le fazer dilo empreslimo,dirija suas
propostas a mesma cmara, para depois Iraiar dc-
lalha.Lmenlo das bases do contrato.
Paro da cmara municipal do Recife em sessaode
11 de oulubro de 1854.Bardodtgjapibaribe, pre-
sidente. No impedimento do secflno, o ollicial
maior, Manoel Ferreira Accioli.
Nos dias 1 i, 16e18 do correnle, eslarao em
prara os maleriaes velbos da rasa demolida, perlcn-
cenle ao ccmilerio pudlico. oque firava a quem da
respectiva inurallia, avahados cm 648 sendo le-
das, podas, visas c oulros objeclos que seaedam na-
quellc e.stadelecimcnlo.
A importancia da arremataran sera paga a bocea
do cofre.
Pus da cmara municipal do Recife em sessao de
II de oulubro de 1854.Barao de Capibaribe. pre-
sidente. No impedimento do secretario, o ollicial
maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guiarles juiz de
direilo ta l.a vara civel desta ridade do llecil'e,
per8. M. I. cC, etc.
Faro saber aos que a presente carta de edictos vi-
rem, que D. Marianna Dorolhea Joaquina, teslamen-
leira do casal de seu finado pai Jos Francisco Bcl-
lem, rae fez a pelicilo do theor seguinte :
D. Marianna Dorotha Joaquina, lestamenleira
c iiivenlariaule do casal de seu finado pai Jos Fran-
cisco Bellem, lendo de propor accao de libello con-
tra os fillios de SehastiaoFraucisco Bellem, lilho do
mesmo Inventariado, fez citar os presentes, que silo,
Sebasliao Franrisco Bellem, I.uiz Francisr.oBclIem,
Marianno Francisco Bellem e Manoel Luis Coclhode
Almeida, como administrador de sua mulher, e es-
lando ausente em luaar inscrlo os oulros filhos An-
tonio aJjrauciscu Bellem e Joao Francisco Bellem,
quesaonsulicos, sendo que, leudo sabido a mezes
desla cidade, te ignora iuleirameule o lugar em que
presentemente se adiara, requer V. S. disne-se de
(le admitli-laa justificar essa ausencia eincerlezn de
lugar, alim de provada, proceder a rilarlo edilal,
uomcando-se-llies curador. Pede V. S. Illm. Sr.
Dr.juiz de dircilo do civel as'im o delira. Ei
R. M. Advogado Fon-seca. Nada mais se
conlinda em dita pelillo, em virtude da qual dei o
despacho seguinte : distribuida como requer. Re-
cie de agosto de 1854..N'ifra Guimaraes Dis-
ribuijao. A Mulla.Oliceira.
E m ns se. mo cnntihha em dito despacho e dislri-
bnieiioaqui copiado, cm virtude do qual despacho,
asupplicanle produzio suas teslcmunhas, o subindo-
me os autos conclusos, mandei vista das mesmas
leslemunhas, passar a presente carta de edictos, com
o prazo de 30 dias, pelo theor da qual, bei por cila-
dos aossupplicados, para se proceder a accao que a
supplic,inte vai propor, constante de sua pclic.o su-
pra transcripta, alim de comparecerem poraiou seut
procuradores, primeira audiencia desle uizo, que
lera lugar a iminediala depois de lindo o dito prazo,
sob pea de revelia at final -enleje 1. e sua execu-
';ao. Pelo que loda e qualqucHpcssoa, prenles,
amigosu o condecidos dos supplicdos, o poderao fa-
zer scienle do que fica dito, e o porleiro do juizo pu-
blicara e afilar? nos lugares docosluine, e sera pu-
Bnfada pelo Diario.
Dada e passada nesla cidade do Recife aos 12 de
oulubro de 1854.
Eu Manoel Jos da Molla cscrivio a sbscrevi.__
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
AVISOS MARTIMOS.
Venda de navio.
Vendc-se a escuna hollandeza Antje,
de muito boae forte eonstrucco, do lote
de 9,WO arrobas peso bruto, p. m. o. m.
de primeira marcha, forrado de cobre,
ainda quasi novo e com um inventario
completo para poder logo seguir qual-
quer viagem: os pretendentes dirijam-se
aos consignatarios, rua do Trapiche n.
1G.
Companhia de Liverpool.
Esperase de Liver-
pool no dia 16 o vapor
-.-rrrx. ahiana, commaudan-
^^^f|^^{e^ le 1). Green, depois da
JoiaK.
","^c~si'-,r demora do costume se-
cuir para ot portos do snl. Agencia em casa de
Deane Voule ci C : rua da Cadeia Velha 11. 52, as
carias para os porlos do imperio reeebem-se no cor-
reio, e as para Monte-\ ideo e Buenos-Ajres na
aaencia, pairando o porte de cada carta aingela
300 rs.
Quem tiyer contas contra a galera ingleza Gol-
den Era. arribada a esle porto na sua viaaeni de
Mein oniie para Liverpool, queira aprsenla-las
lio consulado dritanicn al as ti doras do dia 16 do
correnle, que depois desla dala nao se licar re-pon
savel por conla almima.
A venda,
O lindo e muito velciro patacho CJemenlina,
lotaeao 137 toneladas) rccenlemeule chegado do Rio
Grande do Sul, com um carregamenlo de carnesc-
ca para onde linda desle porto couduzido oulro car-
regamenlo de assurar; vendc-se com toda a maslrea-
$ao, veame, mcame, amarras e ferros, e com lodos
os ulencilios e perlenccs, lal qual se arda prompln
para erapredender nova viagem, media 1.le algum
pequeno reparo: as prelendenlcsdirijam-seaoagen-
e de leilr.es Francisco Gomes de Oliveira.
Para Lisboa seguir breve a palera porlusueza
Margando, de que he capitn Joo Ignacio de'Me-
nezes, por ter maioria do sen carregamenlo promp-
la : quem na mesma qmzer carregar on ir de pass>-
gem, para o que lem bous commodos, pode cnlen-
der-e com os consignatarios Amorim IrmSos, rua
da Cruz n. 3, ou com o tobredilo capilao na praca
do Commercio.
RIO DE JANEIRO.
Espea-se estes dous dias do Ass a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
de pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: paraescravos e passageiros,
para o que tem excellente commodos,
a tratar com Novaes & C, rua do Trapi-
che n. 34,
Para a Baha.
Sahe na presente semana o bem co-
ndecido eveleiro hiate Amelia, por ter
seu carregament prompto, anda pode
receber alguma carga : trata-se com os
consignatarios Novaes & C., na rua do Tra-
Diclie n. i, 011 com o capitao no Trapi-
che do algodao.
l'ara o Aracaly, sezuc cm pasteas dias o bem
aliecido dialc Capibaribe, para o resto da carga e
COMMERCIO.
BACA DO RECIFE 13 DE OLTLBROAS 3
HORAS DA,TARDE.
CotacOcs olliciaes.
Cambio sobre LondresaGitdpv. 28 d. a diuheiro.
Descont de letlras de 3 mezes8 '. ao anno.
Dilo de d'las de (i mezes9 "., ao anno.
AI.FANDECA.
Kemliincnlodo dia 1 a 12. .
dem do dia 13 ..... .
1l5:(Hi09t20
9:llAX3f
121:1791951
Descarrega hoje \\ de oulubro.
Escuna dnllandezatiitjequeijos e genebra.
CONSULADO (EKAL.
Rendimenln do dia 1 a 12..... 988f5S
dem do dia 13........ 1635165
\gBSS0ffl
DIVERSAS PROVINCIAS
Rendimenln do dia 1 a 12.....
Idtm do dia 13 .......
565882
2-^s28
399710
RECEBBDORIA DE RENDAS INTERNAS liE-
HAES l)F. I'KRNAMBIICO.
Rendimenlodo dia 1 a 12.....":8!li.sTi
dem do dia 13........361531 i
DECLARARES.
Pela conladoria da cmara municipal do Re-
cife se faz publico, que o prazo marcado para pa-
gamento ti lioctBgp cofre, do imposto de carros, Car-
rojas e oulros* IHiiculos de cnnduccjtn, de do 1 ao
ullimo de oulubro prximo fuluro, 'tirando sujeilnsa
mulla de 50 \ os que nao pagarem no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
Fraucisco Canuto da Boa-ciagem.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-
uliores accionistas do Banco de Pernain-
buco a realisarem do I. a 15 de outitbro
do corrente anno, mais 30 0|0 sobre o
numero das acnles tpie Ihes foram distri-
buidas, para levar a elleit o complemen-
to do capital do Raneo, de dous mil eoli-
tos de ris, conforme a renliiciio lomada
pela asscmblea geral dos accionistas de 2
de setembro do anuo prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1854.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. de Al. Reg.
8:256*188
CONSULADO PROVINCIAL.
'rudimento do dia
dem do dia 13
I a 12
'.):220;Mf5
MSfMS
!l:63.1t.V.I0
MOVIMENTO DO PORTO.
.Varios entrados no dia LL
Valparaio"i das, barca inalcza Koh I. \aort de
303 toneladas, equipagem 15, caraa guano ; a or-
dem. \eio refrescar c segu para Cork, com 2
pamujeirw.
SOCIEDADE NUTICA EflPREZARIA.
!!. RECITADA ASSIGNATORA.
Sabbado, 14 de outubro de 1854.
Depois da execurju de urna esroldida ouvcrtuia,
lera prinripio a represenlarao do novo drama cUl
Ires aclos, dividido cm qualro quadros
GHATTERTON.
Componerlo original do conde Alfredo de Vigny,
c vcrsilo do Illm. Sr. Dr. Antonio Marques Rodri-
gues, membro do conservatorio dramtico de I'er-
nambuco.
Persomigens. Actores!
C.dalterloi.........O Sr, Reis.
Un Quaker....... a Cosa.
Killy Hcll.........\ Sra. I. Orsal.
Jodi Bell........O Sr. Senna.
Lord Beckford.......< Pinto.
Lord Tabolt........< Memles.
l'ara
con
passageiros Irala-se : na rua do Vigario 11. 5.
O dale Amphilrile seaue em poucos dias para
a Baha por ler prompla a maior parle da rarga ; pa-
ra o restante, [rala se com Amorim I raaos, na rua
da Cruz n. 3.
Para o Bio de Janeiro, o muito velei-
10 brigue Becile pie se espera dos por-
tos do norte ate' o dia 16 do corrente, de-
vendo ter muito pouca demora por ter de
seguir com parte do carregaiuento pie
tra/.: por isso piern quizer carregar ou
ir de passagem entenda-se com antece-
dencia com Manoel Francisco da Silva
Cari ico na rua do Collegio n. 17, segun-
do andar.
BIO DE JANEIRO.
Segu em poneos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal nVeremos" : para o resto e escravos
a rete trata-sccom J. B. da Fonseca J-
nior, na rua do Vigario n. -i, primeiro
anclar.
PABA O BIO DE JANEIRO.
O brigue Feliz Destino, capitao Bel-
miro Baptista de Souza, devesahir at 23
do corrente por ter a maior parte docar-
regamento prompto: para o restante e
passageiros trata-e com Manoel Francis-
co da Silva Carrito, na rua do Collegio n.
17, segundo andar.
Para o Acarac segu em pouco* dias jorja
(cr a maior parle da carga a bordo, o dale uannal
Catiro ; para o reslo da caria tra(a-sc na roa da
Cruz n. 01, ou com o ca pililo a bordo.
BIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes tres ou quatro dias
do Assn o patacho nacional Esperan-
ca, que depois de urna pequea demora
seguir' seu destintf: quem quizer it de
passagem, ou embaicar escravos a Irete,
trata-se com Machado & Pinheiro, na rua
daiVigarion. l) segundo andar.
Para o Aracaty
segu por estes dias o diale nacional Exalaco; pa-
ra a reslo da rarga e passageiros, Irala-se na rua da
Madre de Dos 11. 36.
Os abaixo assisnados, donos da luja de oOrivcs, na
rua do Obug 11. 11, coufronls ao pateo da matriz
e rua Nova, fazem publico qoe eslo sempre sortidos
dos mais ricos e meldores gostaWe lodas as obras
de onro necessarias, tanto para sahhorst como para
domens e meninas, continnam os presos mesmo ba-
ratos como lem sido; passar-se-ha urna conta com
responsabilidade, especificando a qualidade de ouro
de 14 su 18 quilates, tirando assim garantido o rom-
prador te appirecer algnma duvda.Seraphim &
Irmo. .
Se algoma pessoa particular qnizer tst le co-
mer diariamente a 3 pessoas, por preco razoavel, an-
nuncie para ser procurado.
Francisco Manoel da Velga, com eslaleiro em
Curoripe de Alagoas, de prsenle nesla cidade, oll'e-
rece-se para naquelle lugar construir navios, alva-
rengat e barcacas de qualquer (amando que te Ida
encommendar, conslruidas com loda a perfeicAo,
pois que lem grande pralica : as pessoas qoe de teu
presumo se quizerem ulilisar, po lem o procurar na
rua da Cadeia do Recife, luja 11. 56, que l o encou-
Iraio.
A quem interesssr possa!!!!....
Precisase de urna molder captiva ou forra, para o
servido de urna casa de familia, sendo ftl : na roa
Bella n. 9.
Bernardo Pereira fai scienle ao publico, que
passa d'ora em diante a auignar-se por Bernardo Pe-
reira Coimbra, por haver oulro de igual nome.
Avita-sc a corlo logista, qoe se quizer vender
bilhetes das loteras do Rio de Janeiro, baja de dei-
larsoa laholeta, alim de ser colletado no imposto de
l:OOOBO0O como os oulros o san, do contrario se de-
nunciar, pois nilo be justo que escandalosamente se
zombe das leis .lo paiz, furlando-se ao pagamento do
imposto.<> Obtertador.
A pssoa qoe quer saber quera seja o procura-
dor de Lino Jos de Castro Araujo. dirija-te a rua
do Costa, casa n. 12, no Forte do Mallos.
Jos M. Ribeiro dos Sanios, relirando-se para
o Rio de Janeiro, faz scienle que se despedio da osa
(los Srs. Joao Pinto de Lomos & Filho desde o dia
30 de setembro do mrenle anuo.Recite 13 de ou-
tubro de 1854.
O abaixo assignado, sinceramente agradece aos
lllms. Srs. loto Pinto de l.emos e Joo Pinto de Le-
mos Jnior, a GOCdUl benevolenciae delicadeza com
que se diguaram sempre (radio durante o lempo
que foi seu caiteiro: e parlindo para o Rio de Ja-
neiro, all ousa ofTererer-llies os setas insignincanles
serviros.Recife 13 de oulubro de 185*.
Jote M. Ribeiro dos Santos.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
O conselho da direccao convida aos senhores ac-
ciouslas da companhia Pernambucana a rralizarem
do da 16 do correnle mez em dianle, mais 25 por
erlo sobre o numero de accr.es que subscreveram,
afim de serem feilas com rcgulandade para Inglater-
ra as rcmessas de fundos com que tem de altender
os prazos de pgamenlu do primeiro vapor em cons-
Irurrflo, sendo o encarregado dn recebimento o
Sr. F. Conlon na rua da Cruz n. 26.
O abaixo assignado aprovi(a-se deste meio pa-
ra pedir desculpa aos seus amigos, de qnem se nao
despedio petsoalmenle por iucommodo de saude, of-
fcrrceiido-lbes o seu diminuto presumo na ridade do
Porto ou Braga.Antonio Jos Pereira da Silca.
Precisa-se de um caixeiro que tenba pralica de
taberna : a tratar na rua Direila dos Afogadot n. 13.
No dia 17, pelas 4 hora) da larde, confronte a
malriz da Boa-Vista, portado Sr. Dr. juiz de au-
sentes, se ha de arrematar a casa terrea n. 26 da rua
do Jardim, perlencenle a heranra do finado Felisar-
do Comes.
I NO CONSl'LTORIO
DO DR. CAS ANO VA,
35 RLA DAS CRL'ZES N. 28,
jar conlinua-te i vender rarleiras de homeopa-
3 (hia de 12 tobos (grandes, medianos e peque-
nos) de 21, de 36, de 48, de 60. de 96. de 120,
jg de 114, de 180 ale 380, por prcros razoaveis,
g desde .'jOOO ate 21)0901)0.
[ KliMiienlos de bomeopalhia. 4 vais. 690IH)
Tinturas a csrolhcr (entre 380 quali-
^ dade cada vidro IJMO
fH Tobos avulsos a cscnlha a 500 e 300
LEILO'ES.
De ordem do Illm. Sr. Dr.juiz municipal da
segunda vara do civel e commercio Francisco de
Assisde Oliveira Maciel.a requrrimenlo de Joaqnim
Lucio Mouleiro da Franca, llquidalariu da tirina de
Franca & Irmflo, o agenle Borja fr Icilao da la-
derna com todos 09 gneros, armaran e utenclios
alistantes na mesma sila na rua das Cinco Ponas
n. 5., saddado 14 do correle s 11 doras em ponto.
O agenle Oliveira, far leilAo por ordem doSr.
cnsul de Franca, ua cdancellaria do mesmo consu-
lado, rua da Cruz n. 10, do espolio do lina.ln subdito
franco/. A. Daujo}, coiisistindoem roupa do seu uso,
2 espingardas de cara, 1 cavalln, sellim. 1 atlas, e al-*
suns livros inalheinalicos : sabbado 14 do corrente,
ao meio dia em poni.
+ O agenle Oliveira fara leilao em um so lole,
por autorisacao do Illm. Sr. Dr. juiz de direilo da
primeira rara do civel c do commercio, c a requeri-
mento do procurador fiscal da massa do fallido An-
tonio da Costa Ferreira Estrella, de lodos os gneros,
trastes, c armaran existentes na taberna da mesma
massa, sila>na rua da Cidcia do Recife : quarla-fei-
ra, IK do correnle, as II horas da manlnla cm ponto,
na indicada taberna.
Segimda-leira lli do correnle, f*ar-
se-ha leilao de un.a poirao de albos e no-
zes em bom estado, por conla de quem
pertencer: na etcadinba da allndega,
pelas lOhorrsda manhaa.
AVISOS DIVERSOS. "
Aluga-sc um bom sitio c cvellente
casa, muito perto da praca: a tallar na
rua do Oiicim.ulii lojn n. il.
ao pini.ico.
Ainda que ceg, mas lendo-se-me feilo saber o
anniinrin que nesle Diorio fez alsucm com a assig-
nalriaal'in que ia sendo Iludido,chamando-me
para^pJrlarar a verda le, aehando-int no lim da vi-
da e lio devendo iucalacrar a minha cor.siiencia,
declaro que o sido da Casa-Forte de qiuajio mesmo
fc traa. fosempre propriedade minlia, por mim
edificada, c da qual leudo estado semprarue posso at
agora que fot pendorada pelo juizo da fazenda. em-
bora o factn dederlarar nimba irinaa D.allaria Fran-
cisca dos Anjo*, que o sitio he seu, como refero do
annniirio, pois ninancm mellior do que ella sabe,
que por motivos fortes da minba parle me vi obrica-
do a fazer licurar ella por todos os modos cpm dom-
na do mesmo sitio c nada mais : esla lie a verdade
da qual no posso fuair. Quanlo ao mais que diz o
anniinrin, minlia irm.la ou antes as pessoas que boje
no fim da toa vida liguram como seus prolerlercs
que respondam como quizerem.
Joaquim Gowalces Bastos
Deseja-sc saber quera de, e onde mora nejla
ridade, Tlicreza de Jesut Campos, a neuocio de sea
muilo inlereste : na rua de S. Hila n. 63.
Alu>:aiD-se o terceisa e quarto andares da rasa
da 111a da Cruz n. 13. moito frescos, com visla para
o mar, com commodos para familia.
Preeita-te de 2 nsera para servira de casa :
na rua da Aurora n.58.
Precisa-te de um p>'rlusiiez (rom preferencia
filho da lillas., que saiba Iraiar de frucleiras de si-
tio : quem esliver afias cirrumslaucias, c queren-
do dar prova .lesna boa condurta, cnlenda-tc cora
o porleiro da alfandega desla cidade, das 8 horas da
manhaa as 4 da larde, na mesma repartirlo.
O Sr. Joo Antonio Leilao lem urna carta na
ra do Livramcnlo 11. 8, luja ; c na mesma deseja-
se sader se nesla provincia existe JoBo dos Reis, fildo
da provincia do Rio Grande do Sul.
I.uiz Jos Moreira Pind, subulo porlugnez,
pretende fazer urna viagem ao Para.
Aluga-te um prclo possanlc para lodo servieo:
na roa do Sol n. 23, segundo andar.
O abaixo assignado lem para vender cavallos
novos e em doas carnes, e nao duvida vende-los a
prazo a boas tirinas, c quem quizer preferir, dirja-
se roa do Visario n. 33. Recife 13de oulubro de
1851.Manoel de Mello Montenegro.
Dcicja-se saber se exislc nesla prara, ou fura
della oSr.Jot Jacinldo Pavao, de Vasconcellos, na-
ural da ilda de San-Miguci, queveio para esla pro-
vincia cm 1830 ou 31. e ueste lempo foi caixeiro em
un engendo para as bandas de Iguiras, a negocio
de grande inlercssc : annunce por esle Diario sna
residencia.
Tasto Irmo parlicipam ao publico que o Sr.
Joao da Silva Veloso, deitou de ser seo caixeiro des-
de o dia 11 do correnle.
O Dr. Filippe Lopes Nello, lendo de parlr no
vapor Toranlinsi. para o Rio do Janeiro, d'onde
lenciona rearessar at o fim de novembro prximo
fuluro, avisa aos seut oliente qoe. durante sua cur-
ta ausencl. ficam eftearregados das causas que lhe
eslao confiadas, ot Srs. Dr. Antonio Vicente do
.Na-cimenlo Feitosa e Antonio Joaquim deMoraesc
Silva.
An-EfiCAO'.
I.uiz Canlarclli, meslre de danta, participa ao
rcspcilavel publico desla capilal. que mudou sua
residencia para a rua das Trincbeiras n. 19, primei-
ro andar, aonde te adiar lodos os das das 7 as 9
lloras da manliAa, bem como na tala do Sr. Mira,
pelo favor que gratuitamente Ide faz etle seudor ;
nas Mgundas. quartas e sextas-reirs, dat 7 as 9 ho-
ras da noile quera do eu presumo se quizer uli-
lisar uaquellt sala, ou particularmente, queira en-
tender-se com o mesmo a esla* doras, e nos lugares
mencionados. Oulro sira, como anda lhe sodram
alsnmas horas nas noites de tercas, quintas-feiras e
-abbados, tem deliberado abrir urna salaae tua arle
nos dias cima, na referida casa de safljaaorada,
aonde entinar por diminuto proco a MjPss pes-
soas que o quizerem honrar.
<$ Homoeopathia. g)
CLNICA ESPECIAL DAS MO- f
LESTIAS NEBVOSAS. g
Hvsteria, epilepsia ou gota co-
jS* ral, rheumatismo, gota, paraly-
w sia, defeitos da falla, do ouvido e
W dos olhos, melancola, cephalalgia ^
P) ou dores de cabera, enclianneca, (^
') dores e tildo mais que o povo co- A
1A nliece pelo nome genrico dener- (A
2 vow>- (A
JS As molestias nervosas requerem muilas ve- jt
f(W zes, alm dos mediramenlos, o emprego de op
M "'ros meios, que despertem 011 abalara a k
2 sensibilidade. Esles meios possuo en ago- w
r^) ra, e os pondo a disposicao dn publico, (A
^k Consullas lodos os dias (de graja para os /!k
w pobres), dcde t 9 horas da mandas, al ^W
tJ} as duas da larde. i.
A. Aseonsullate visitas, quando nao poderem 2
W* ser feitas por mim, o sbrao por um medico *&)
l&l de minda maior confianra: rua de S. Fran- ftflk
2 risco (Mando-Novo, 11. 68 A.Dr. Sabino
Olegario I.udgero Pinho.
m
- Precisa-se de ata domem porlusucz que en-
lenda de serviro de campo para frikir de engenho
na Iravcsta do Queimado n. I, primeiro andar.
Aluga-se aniiualmenlc ou por festa urna pro-
priedade de podra e cal com commodos suficientcs
para qualquer familia, no locar do Pon da Panella,
continua ao cx-collesio de S. Bnavcnura : a Iraiar
na fundicao do ib un 11. (>, 8 e 10, cora o caixeiro
da mesma.
I 11 mi no Moreira da Costa romprou por conta
e ordem de Manoel Dias Fernandos, 0 meio Ilde-
Ic n. 1313 da oMava Maria do Rio de Janeiro con-
cedida a beneficio da empresa da cultura deamorei-
ras criaro do dicho de seda.
Faz-se pudlico que a Sr. Jos Paulo da louse-
ca, davendo testada seus pasamentos, e nenliuma
concordata liavcndn feilo com seus credores, n;lo
pode fazer venda dos u'.encilios de seu armazcm,
como annunria seu procurador.
Na rua da Cidria do Recife 11. 10 se dir quera
precita de um caixeiro para loja e um linmem para
< aixeiro de casa de purear, dando garante de sua
conducta, sendo para Mamangnapc, distante 40 le-
guas desla prara, que se dar Imm ordenado.
Precisa-se de um domem purlucuez que en-
feuda de doria,para um engendo dislar.te da prara 7
lernas ; na travessa do (Jiieima lo 11. 1, primeiro
andar.
Aclia-tea venda nos tuzares j annunciados o
-e-uiolo numero du Brasileiro. Esta cncrgiro : c
quera dcaprezara douliinas tan sacrosantas?'
Na taberna do palco do Carino, quina da rua
de llorlas n. >, ha novo dore seccodc caj, e o prc-
rohe jOO rs. a libra.
Asuga-se a casa 11. >\ da rua Angosta a Iraiar
com Joy Joaquim Ibas l'ernandes : na rua da Ca-
deia do Kecile II. (3.
Precisa-se alusar um moleque, nejrn, ou ue-
ara, que saiba roziudar : na rua do i.iueiinado :i.
31, loja de ferracens.
Castao Affonsu Teixeira relira-ss para Ma-
cei(i a tratar de seus negocias.
Precisa-se de alagar um moleque: na rua da
Cruz n. M) primeiro andar.
m
aa-tta
'


DIARIO OE PERNIMEUCO, SBADO 14 DE OUTUBRO DE 1854
Trocum-se 5 perfeila imagen, chcsadiis re-
ceulemeule >le l.isl o.i, sendo S. Jo* Bapiisla, S.
Anlonio, Santa Luzia e N. S. do Carino : na ra do
Collegio n. 12.
Satinado 11 do correnle, (ero de sor arrematada
oin piara publica o Iliin. Si. Dr. juiz municipal
da vara, por seja ultima praca, a toja de caldudos
do aterro da Boa-Wta o. 11, com lorio, os seus per-
lonces, inclusive a irmc,ilo euvernisada e eavldra-
cada, un laminador excedente para sala.alguns mo-
vis, obras feitas e una pnreflo de formas novas
trncela, e moldes de metal para sapillos, por ex-
cueflo do cousenhor do predio Manoel Rodrigues dos
Aojos, contra. Luir Sanas : a a\ aliaran consta do es-
cupi e edital cid inao do poileiro Sanio* Torres; a
praca lie ua portado juiz lepis da audiencia.
Roga-se ao Sr. Joaquim C-onealves Bastos, e
ii i irmaa L>. Mara francisca dus Aojos Bastos, que
por amor da verdaiie, alim de nao compruineller o
direilo de alguem (.odo ia aconleccndo com quem se
achava dispvslo a arrematar o sitio da Gisa Forte,
que auda ein praca pelo jui/.o da rateada provincial,
quo eipliqueo o seguinic enredo : o sitio penhora-
uu esta como perlencente ao Sr. Bastos, para paga-
mento do sello da heranca dos beus do seu falleci-
do irrafio FranciKc liuucal vc> Bastos: mas a Sr.*
1). Mara Krancisc i dos Aojos Bastos, fazeudo lia
aunos leslameiilo nas olas du labclliao Coellio, dii
uelle quo esse sitio lie seu, por le-lo arrematado em
praca, e consta lambem que fazeudo ella lia pouco
lempo codicilo nas notas do lauelliao Salles, diz a
mesis coasa Se pois este facto lie vcrdadeiro,
porque lie que esj seuliora leudo-sc opposlo a p-
ndola que cotnprelteudeu objeclos que eram seus,
nao fetou nao fax o mesmo a respeilo do sitio da
Casa Forte, urna vez que da |ierleucer-llie"! uaia
de duas, ou o sitio lie com elitilo dessa sculiora.e en-
to ueste caso devena apparecur oppondo-se a pe-
nhora como lez sobre os outros objeclos, evitando
assim que alguem em boa fe o arremato para se
ver ao depois em demanda ; ou entilo lie do ar. Joa-
quim (jououlves Bustos, que como se diz para livrar-
se de perde-lo, denle muiln tem feilo seuipre ligu-
rar sua irmaa como duna do mesmo. C-enle honrada,
como considrame- que sao estas patatal deve, ap-
parecer dizeudo a verdade, e por amor de lodos re-
vela esle facto.Uin que ia teiup illudidu.
No hotel de Europa da ra da Aurora manda-se
para fora almocos o j.miares, meusalmeute, por pre-
co commodo.
Prccisa-se de um criado, tiele inlelligeule, for-
ro ou escravo, para seivico interno de urna casa es-
liaugeira : a quem convier dinja-se a ra da Cruz
ii. 1, primeiro audar.
(i abaixo assiguado le.-luiucnleiro e inventari-
ante dos bens deixadus pela sua Uada irmaa .Mana
Tliomazn do fcspir lo Santo, faz publico, que leudo
in.indadodeSauluAin.no aoude mora, no dia8do
correule ao Hecife a escravaGenoveva de nac,au Coss
la com idade de 36 aunos pouco mais ou menos,
altura regular, pos grossos lem uas costas urna mar-
ra de lallio, levou saia de ganga azul, um vestido
ua chita brauca com palmas encamadas, a qual es-
crava perteuce a uiassa dos ditos bens, acontece que
nao Iha vollasse al o prsenle para casa, e como
nunca fugisse nem em coinpaulua da imada sua ir-
maa, e nem duraute o lempo que est sub adminis-
Ir.ioao do abaixo assiguado, e por isso nao pudendo
suppo-la fgida visto que razaoalgiima bavia,purisco
a suppoe extraviada ou pegada por alguem ; lamo
inais quaodo a sobredita recrava pende pelojuizoda
eguuua vara do civel desla ridade urna aceito de li-
belloeulre o abjixo assiguado,na qualidade de tesla-
meuteiro, sendo auturfAulunio Fraucisco de l'aula
do Rosario ; e por isso protesta pelo presente o abai-
xo assigiiado contra a pessoa tni cujo |K>der for ella
encoulradi, e recomuieuila a captura dclla a polica
e a qualquer pessoa que eucoiilra-la, que sera grali-
licaua levando-a a casa do bailo assiguado oin
Sanio Amaro.
Miguel Archanjo 'ernandes l'iauna.
Presisa-se de 2 negros pai a servido de casa:
Da ra da Aurora u. 58.
l'recisa-se alugar una escrava mesmo sem ha-
bilidades, para o servido de casa : no sobrado con-
fronte a oiilem terceira de S. Francisco u. I, onde
fui a Apolnea.
Livraria, ra da Cruz do Recife n. 52.
JSesle novo eslaln.lei'imcuto cucoulrara o publico
um boro sorliuienli dos melhoi es livros porlugue-
ze, latinos, fraiiceie c inglezes etc., etc., ditos em
branco hamburgueses e francezes, papel de todas as
qualidades, e mal* objeclos para escriplono, por
precos commodos.
Na estrada de Belin, sitio em que mora ila-
uoel Jos de Azevedn Aiiinrini, appareceram no da
y do correte mez de oulubra>2 ganlas e l carnei-
io : quem Idr seu dono, pode procura-Ios para me
seren entregues, dando oa signacs c pagandu nao so
osle anuuncio como a deslruicao que lizeiam ; as-
sun como se declara nao se responsabilizar por qual-
quer incidente que possa aconieccr-lhes.
l'recisa-se do oOOgOOO a 6OU9UOU, de que se
pagara um juro ruzoavcl, faz.'iidu-se o pagaiiioulo
em diulieiro ou em lenha, chamada de paltana, cun
o abale que se couvenciouar ; da-.-c banca mi garun-
lia em ambos os casos : na Boa-Vista, becco dos
Fcrreiros n. 5, se dar noticia ampia.
Quem precisar de um rapaz porluguez, casado,
para fcitor de sitio, dirija-se a la da Praia 11. 77,
primeiro andar.
PARA A FESTA.
Espera-sc receber pelo primeiro na-
L vio que chegar de Liverpool, os hem
[ condecidos e acreditados sellins iugle-
I zes de patente, que pela boa qualidade
je diminuto preco lornam-se recom-
meinlaveis por isso previne se com
lempo as pessoas que sabem apreciar o
hoin e baralo, que mu breve encon-
traran esla pechincha em casa de Adamson llowie
e\ Companhia, ra do Trapiche Novo n. 42.
Aluga-se urna boa casa com grande quintal,
cacimba de agua de beber, e varias fructeiras, no
principio da estrada dos A Mieles ao p da ponte do
Manguinho.
OlTerece-se um rapaz portuguez naja caixeirc
de taberna, da qual tem bstanle pralica. quem pre-
cisar, dirija-se ao paleo do Carmo n, 43, que achara
com quem Iralar.
O cirurgiao Joaquim Jos Alves de Albuquer-
que, encarroado r*lo go>erno de S. M. da direc-
can, e Iralamenln uosdoenles da enfermara de ma-
rinha desta provincia, c lazareto da liba do Pina,
avisa a seus amigos ea todas as pessoas que de seu
presumo se quizerem nlilisar, que o podem procurar
na ra da Cruz, no Hecife, casa n. Si, ou em seu si-
tio, na Pasagemda Magdaleua, defronle da estrada
que vai ler a igrrja dos Remedios.
Aluga-se una casa com bastante
commodos no lugar de Cruz de Almas,
com sitio, estribara, etc. : a fallar na ra
doTraojpben. 12, escriptoiio.
Ufeeja-se Tillar ao Sr. Jos Liturenti-
no de Jfievedo, ou a quem suas vezes l-
zer: na ra do Vigario n. 7.
Aluga-se um sitio com casa deviven-
da.emS, Anna, Ijenominado do Cordei-
10, eo terceiro andar da casa n. oda ra
do Vigario : a tratar na casa n. 7.
Precisa-sc do urna ama que lenha boa conduc
la que engomme bem e cozinhe, par casa de pouca-
I aun lia : no paleo de S. Pedro n. f.
Crystalotyno.
J-J. Pacheco, tendo de rctirar-se breve para o
K10 de Janeiro, previne a quem quiter aproveilar
esa favoravel occasiao para retralar-se, que diguc-
e procura-lo al o dia O do correnle, 110 Aterro 11.
i, terceiro andar. O annuncianle vende urna boa
machina de daauerreolv po com lodos os perlences
mostrando ao comprador a perfeiro com que rila
lira os relratos.
Aluga-se um;i cocheira
riBLIGA0 O 1NSTITIT0 HOMffiOPATHICO O BRASIL
THESOURO HONICEQPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
ele
Melhodo conciso, claro, e seguro de corar homcpopathicamcnle (odas as molestias nue al'cm a
especie humana, c particplarmenle aquellas que reinara no Brasil. '
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra jmporlantMima he hoje reconhecida como a primeira c melhor de bulas que Iralam da ap-
plica^ao da hormeopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao ndem dar um
passo sesmo sem possui-la e consulla-la.
Os pas de familian, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capilaes de navios, serlanejos, ele,
., devem te-la a m3o paraoccorrer promplamente a qualquer raso de molestia.
Dous volumescm brochura, por........
Enradernados..........
Vende-sc nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco {Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMOEOPATHICA
Ninguem poder* ser feliz ua cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, 011 de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da homoeopathia no norte, e immedialamente iiileressado
em seus beneheos siircessos, lem o autor do TIIESOLRO H0M0E0PATH1C0 mandado preparar, sob
sua immediala inspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmareulico
eprofessor em homceopalhia, Dr. F. de P. Pires Kamos, que o tem ezeculado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicaeau que se pode desrjar.
A elUracia drsles medicamentos he alfeslada por todos que os lem experimentado; elle nao preci-
san! de maior recoinmcndacao; basta saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resollados.
Urna carleira de 1O medicamentos da alta e baixa diluir em glbulos recom-
mendados no TIIESOLRO 1I0M0E0PATH1C0, acompanhada da obra, c de urna
cana de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 principaes medicamentos recummendados especialmente na obra, c com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (lobos grtndes.).
* (tubos menores).
Hila de 48 ditos, ditos, com 1 obra ('tubos grandes)........
,,. i) (lobos menores).
Hila de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de Unturas, com a obra (tubos grandes) .
" (tubos menores;.
Dita de 30 dilos, c 3 vidros de tinturas, com 1 obra lobos grandes) ....
d '. a (lubos menores)
Dita de 24 dilos dilos, com a obra, (lubos grandes).......
i) (lubos menores).
Tubos avulsos grandes.............
COMPRAS.
KMtoOOO
OtCOOO
pequeos
Cada \i.bo de Untura.
8Q4000
459000
509000
359O0O
403000
309000
359600
969000
309000
203000
I .-'li 111
3500
Compra-so effeclivamt ule hronze, labio eco
hrc velho : uu deposito da fundicao d'Aurora, na
ra do Bru, logo ua entrada n. 28, c na inosnia
! 1111111._. 1 em S. Amaro. ^
Compra-se dous pesos de duas arrobas e um
dito de duas arrobas: na ra do Apollo, armazem
ti. 13.
Comprase um mulalnha ou negrinha de 12
a 18 anuos, com habilidades ou sem ellas, que seja
reonllii ia : na ra Nova n. 34.
Compram-st 20 grosas de holoes pequeos
amarellos, ovados liso!, proprios para fardas de mi-
litar : quem os tiver e qui/.cr vcude-los, dirija-se a
luja ii. 3 ao lado do arco de Santo Antonio.
Compra-se um cava'.lo j ensiuado e costuinado
a cahiolol, que seja batanle lorie : a tratar com
Anlonio Jos Koilrisucs de Sooza Jnior, na ra do
Callegio u. 21, secundo and.r.
Na ra do Collegio n. 3. primeiro andar, coin-
pra-se o 3. vnl. do Repertorio das Ordeuaroes, o 2.
vol. de Mara llespanhola, udn.ao do Porto, o 2.
vol. dos l.usiadas, edi{.lo do Ri de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de Fi-
lilo Elysio, edirao de Lisboa, ti 2. vol. dos Incas
7. c 8. vols das Memorias do Diabo, I. o i. vols de
D.Quixole de I. Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e 3.
dos Desposados por W. Scoll.
_Compra-se em segunda atila um melhodo de
violao por Carulli,estando em bom oslado ; annun-
cie por este jornal, ou dirija-se a ra do Queimado,
loja n. 16, que se dirajiem o compra.
i aunpiam-so accoes do Banco de Pernambuco:
na ra da Cruz n. 3, escriplono de Amurim IrmaOs.
Compra-se una lipoia em bom uso ; na ra
do Qucinado, loja n. 14.
Compra-se a obra de Jos Daniel, Barca da
Carreira dos Tolos : quem a liver annunce.
Cnmpram-se algumas casas terreas nu de um
andar com sotao : a Iralar com Manuel l.uiz da Vei-
ga, ou na casa doalcrro da Boa-Vistan. 4.">,segundo
andar.
"vendas. ~
i (JLEIJOS DO SERTAO'.
Anda ha para vender os bous quejos do serlo
_ I chamados de prensa.
BOA FUMACA.
Veaulcm-se caixa com UM) cliarolos de superior
qualidade a 13000, maro com 25 charutos a 160,
dilos a 240, dibis a 320, dilosa ">20. ludo de superior
qualidade : na fabrifa da rom do Raugel 11. .)9. "|
Cassas lrancezas a 020 rs. a vara. J
Na ra do Qucimadu, loja n. 40.
Na ra do Livramenlo n. 36, loja, se dir
quem vende 1 prela de Angola que cozinha, enaa-
lia e vende na ra, 1 relozu patente inglcz, 1 dilo
palenle uissu, correnle para os mesmos, 1 alfinete
que sorve lanto para liomem romo para menino, com
I Branda diamante rosa no meo, ludo muito em
conla por seu dono relirar-se para fra dn Imperio.
i9t;###!saizr ftiSLT^*#
GRANDE SOKTIMENTO DE PALITO'S &
KRANCE7.ES. *
@ Na ra Nova, loja de lazendas n. 16. de Jos 'l
Luz Pereira & Filho, ach se sempre um
9 cuiiplclo sorlimcnto de palitiH francezes de ft
@ hrm ile linda de cores a 39509, hrancos de f
brelanlia a 19000, dflos de alpara prelos e de
8 cores a 8*000, (W000 e 109000, dilos de panno 9
$ lino preto, cor de cafe, de pinhao, verde es- *jt
;:-) curo, claro e rxo a 163000,189000 e 203000,
a todos hem acabados e da ultima moda. 9
........ 23OOO
Veudem-sc alcm disso carleiras avulsas desde o pceo ilc 89000 rs. ale de 4009000 rs., conforme o
numero e tamaito dos lubos, a riqueza das caixas e dynamisacdes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer cncoiumendasdcmediramenloscom a manir promptdao, e por proco- commo-
dissimos.
Vende-sc o Iralado de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 23000
Na mesnia bolica se vende a obra do Dr. (i. H Jahr iradn/ido em porluguez e acom-
mudada a inlelligcncio do povo........... 63OOO
Una de S. Francisco (Mundo Novo; n. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOMtBOPATUICO, tere a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiao Ignacio Alces da Sitta Sanio.; ettabelecido na tilla de Barreirot.
Tive a salisface de receber o Thesouro homa-opathico, precioso Inicio do traballm de V. S.,e Ihe
a fin 1110 que de todas as obras que lenhn lido, he esla sem cnnlradicao a melhor lauto pela clareza, com
queseacha escripia, romo pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem empresar ;
qualidades estas de umita importancia, principalmente par*as pessoas que desconheccm a medicina
(heocria e pralica, ecl., ecl.,elc.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 AHTBAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manha alomeio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Otlerrce-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia. e acudir promplamenle a qual-
quer mulherque csteja mal de parlo, e cujas circumstanrias nao permitan] pagar ao medico.
1 CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complelo do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes enradernados em dous:.............._ 203000
Esla obra, a mais imporlanlc de lodas as que Iratam da homeopalhia, interessa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a 'oulnna de .Hahnemann, e por si proprios se conveucerem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de ci.genho c faze.ideiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : mlercssa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra da ler precisao de ..
acudir a qualquer uirommodo seu ou de. seus lri|Kilanles ; e interessa a lodos os chefes de familia ruc I os lugares que indicar o comprador, denlro da cida
por circumslaiicias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer '
pessoa dola.
com poucos
a fallar na
Vcndc-se uma*loja de cal
fundos, na ra do Livramenlo n.
mesma.
Vendem-sc baniscom cal virgem. a mais nova
do mercado, e velas de cera de carnauba a 93000 a
arroba : na ra da Scnzala Velha n. 70, segundo
andar.
Vondem-se 2 mulatas prendada, I mulatinho
de 6 para 7 anuos, 1 negro de iiagn para lodo ser-
vido : ua ra da Seuzala Velha u. 70, segundo an-
dar, se dir quem vende.
Vende-se 1 lavatorio moderno
Na ruada Madre de Dos n. (i.
Vendein-se por procos commodos os *?guinlcs g-
neros, viudos do Aracaly : esleirs de palha de car-
nauba cera amarella e couros curlidos.
Vende-sc urna ccrava de narSo, de bonita li-
sura, c hbil para lodo o en ico ;'quem a preten-
der, dirija-se a Fra de Portas, ra do Pilar n. 85,
segundo andar.
Sedas achatnalotadas de cores a 080 o
covado.
Na ra do Oucimado n. 40.
ATTENCAO'.
Vndese no aterro da Boa Vista n. 78 muilohnm
liezerro francez pelo diminuto proco de 29560 a
pello, meias para senhnra a 220 e 230 rs. o par, di-
las de cor para homem a 160 e200 rs. o par, colxe-
les a 60 rs. a caixa, bicos de lodas as qualidade,
trancas de laa e seda e muilas miudezas mais que
se vende por lodo o prern a visla do comprador.
ATTENCAO".
Vende-sc a armadlo da loja do aterro da Boa Vis-
la n. 72, muito piopn.i para qualquer negocio : a
birlar na loja n. 78.
Vende-se porbaixo prefo urna negra de 33 an-
uos, a qual lem saude pcrfeila e est grvida : na
Aurora u. 36.
Na ra da Cadeia de Sanio Antonio .confronto
Pannos finjs e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que Tolla para
a Cadeia, vcnde-e panno preto 29400, 29800, 39,
39500, 48300, 33300, 63000 rs. o covado.dilo azul,
23. 29800,49, 69, 79, o covado ; dilo verde, 28800,
39300, W, 59 r. o covado ; dilo edr de pinhao a
49.JOO0 covado : corle* decasemira prela franceza^
elstica, i 73,500 e 89500 rs. ; ditos Ambpequeo
defeilo.a 69500_; dilos inglezenfesUdo a 590911; dilos
de cor a 43, 39500 68 rs. ; merino preto al9, I940O
o covado.
JLfaaeta Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Cnmpanhia. acha-se conslanlemenle bous sorti-
menlos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras ludas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelos osmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavados, cocos, paisndeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos prejo qoe os de
cobre, csco-vens para nav ios. ferro da Suecia, fa-
llas de flandres ; ludo por baralo prceo.
HEI.UI.IOS I.Mil.E/ES DE^PATENTE.
Vendem-se por preso minio commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, na ra da Cadeia do Re-
cife 11. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folln de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
prero commodo: na ra do Amorim a
M, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
-------......... cem gaveta,
espelho,jarro e hacia de lour.ii fina, 1 par de mesi- o ibealro velho, loja de corrieiron. 3, vende-se du-
nhas com gavetas, e 1 quadro com o relrato de urna ,ia e meia lle 'aboas de pinho, |>or preco commodo.
condena franceza elegantemente vestida de 111011I.1
na, cquedeve servir de tigurino as seuliora per-
uamhoeanas que a queiraro imillar.
Vende-sc urna randa de ferro nova a l2B0
rada palmo, leudo esla 29 palmos de comprimenlo,
4 ditas pelo mesmo preco, de 7 pilmes atada una, e
I dila lauhem pelo mesmo, com 14 a 15 palmos de
romp ido ; e hem assim 5 travs de louro, por preco
muito baralo : a fallar com Jos Joaquim da Silva
Main, na praca da Independencia, 011 ra do Hos-
picio 11. 6.
Veadem-StS casas tema!, fallando pouco para
acabar, sita no caminho novo da Soledade : quem
pretender, dirija-se a bolica de Jo3o Moreira, que
se dir quem vende.
>a ra da Cruz n.57, vende-se rap Virginia,
fabricado no Rio de Janeiro ; esle rape lorua-sc
muilo apreciavel p?la puridade de sua simples com-
posicao ; c cusa a libra lSi'SO.
Na ra Augusta, casa lerrea n. 64, acha-se
venda urna cabra grvida, com 22Nninos de idade,
boa figura, com principio de cuslura, o cozinha ; fui
chegada ha pouco do mullo, c niio concia que len||a
vicios ; avista do comprador francamente se Ihefex-
i pora ludo, pois que he pessoa que nao desoja en-
gaar.
ATTENCAO".
Vendciu-sc lijlos de Indas as qualidades, cal, le-
llias, barro e arca, por presos os mais commodos que
he possivcl. e couduz-se os mesmos materiaes para
pessoas que se
89000
49000
403000
433000
309000
608000
IOO9OOO
Urna carleira de 24 lubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele........
Dila de 36 com os mesmos livros.......... m
Dila de 48 com os dilos. ,.....
.. CadLcar,eira he acompanhada de dous frascos de 'tinturas indispensavek a esculla. '.
Dila ile 60 lubos com dilos............
Dila de 144 com dilo..............." ........
Eslas sao acompauhadas de 6 vidros de tinturas escollia.'
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hcring, lerao o abalimenlo de lOJOOOrs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas. <= i"""!""
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira ... ,...,
Dilas de 48 ditos ...... f.....!!;.'"...... IMOOfl
Tubos grandes avulsus............."t......... hUM
Vidros de meia onca de tintura..... .t^uui
Sem verdaderos c bem preparados medicamentos n5o se pode dar um passo seguro na pralica da
lomoopalhi?, e o proprietario desle estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da supenondade dos seus medicamentos.
.._."." 32 lia ,emPre v,cn?a graJ'-,de numero le tubos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompli-se qualquer eucommenda de medrramenloscom toda a brevidade e por presos muito cora-
0 padre Vicente Ferrer de Albit-: 9S-si;e3ias f3Sst S
querque, professor jubilado de fjramma- <
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingtta com todo o esmero e
regttlaridade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhlracnto de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pu-
lica anda acusta dos maioressacrificios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopalhia tuefraDcez, obras
lodas de summa importancia :
Hahnemann, Iralado das molestias chronicas, 4 to-
203000
69OOO
7000
63000
168000
63(K)0
89000
163000
103000
83000
73000
9000
48000
1U3O00
309000
lugar muilo
vanlajoso ecommoilo por ler cacimba, e agasalha 12
?"u ,0;D"eni pretender dirija-se a ra da Cadeia
ao necie n. 16.
Preeia-se de um fcitor para um silio perlo
desta praca, daudo-se prereiencia a um homem ca-
sado, e promelte-se bom ordenado : na ra da Ca-
deia do Recife n. 16, se dir quem precisa.
Laatura repentina |K>r Castillio.
~.r.'.a5rtau"0.pi,l"ce.leda ruada Praia- a "cla
por esle excellenle melhodo. nelle acharo os pas
de familia um promplo expediente para corlar o vi-
co que lem lodos os meninos de comerem as con-
Maules nnaes das palavra. O feriado em lugar das
quinlas-feiras he nossabhadus. O professor d ara-
1.11 lamen le pedras, livros. e ludo o mais preciso aos
alumnos, e velas pira as lices das 7 as 9 horas da
uoile, para as pessoas ocupadas de da em seus ne-
gocios.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acabamos de receber pelo vapor Lu-
d? !.^nra.dal.am.?:e','a8:.CUJa roda '".'- -Ossenlioresproprietarioserendei-os
lumes.
Tesle, iroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa liomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhmann, Iralado complelo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica liomeopalhica'. ".
De Kayolle. doulrina medica liomeopalhica
Clinicn de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. '. '. \
Diccionario de Nvslen......
Altlas complelo de aualnmia com bellas es-
lampas coloridas, cooleodo a descriprjo
de todas as partes rio'corpo humano .
vedem-se lodos estes livros 110 coiisullorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro audar.
Joo Petro Vogelex.
l-'abricanle de pianos atina c couc'erla o mesmos
com loda pcrfeic,ao e por mdico preco : lodas as
pesMas que se quizerem utilisar de seu 'trabalho, di-
rijam-ie a ra Nova n. 41 primeiro andar.
Traspassa-se o arrendanienlo da loja da ra
dotlueimado n. 49 : a Iralar na ra da Cadeia do
Recife, loja de miudezas n. 14.
A casa de afcrioilo mudou-se para o paleo do
1 eren n. Ib, aoude serao despachados os senhores
que liverem de aferir os pesos c medidas dos eslabe-
leeimcntos com promplidiio, e faz ver aos senhores
que sao acoslumados a aferir em seus e.-laheb'ci-
menlos, que oanligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do correnle, e linda-se no ultimo de de-
zembrodo correnle anuo.
ATTENCAO'.
Chegou ltimamente de Portugal a interessante
obra que lm por tituloDuas pocas da vidapor
Cantillo Castello-Branco, vende-se cada cxemplar
pelo diminua preco de 23000 : na ra do Crespo,
loja n. I coiifroulc ao arco de Sanio Anlonio, c na
ra diiQueiuiado n. 5, loja.
Precisa-so de urna ama qne alba, cozinhar c
fazer lodo o mais servido de urna casa ; no largo do
^ Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga t
9 do Hosario n. 36, seunndo andar, colloca den- Jj
99 les com gengivas arliliciacs, c dentadura com- Cj
a pela, ou parte della, com a pros-So do ar.
9 Tambem lem para vender agua denlifricedo 9
j Dr. Pierre, e po para denles. Rna largarlo 9)
ff Rosario 11. 36 segundo andar. aj)
&** a eaesai
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno deliulin, lisas
e adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modo.
fe
dava a C do correte, as listas veiu pelo
vapor nacional que salie do Rio de Ja-
neiro a 10 docorrente: os premios serao
pagos logo que se Gzer a dislribiiirao das
lisias.
,~. *?* 1 alagar urna prela que lenha liabili
,!* c l")a c,""lucla, para urna rasa eslraimcira : a
tratar na ruado Trapiche n. 10.
..re-ai." lro rj "'" <"o Mundo Novo, mudou
nta n fi P a ru ,,a cores 'g,:'SC COln W"*0 de '"das |
- l'recisa-se de um porluguez para eilor de um
Zr,? C ''?'" I':* legaa : quem se
JolOT ncsIasc.reumstanriHs, ilrij,. si ,'. Cruz
n. 21, escriplono, que achara con, quCm Iralar.
na ra da Cruz, fregiiezia do*ecife, leudo um so-
iao. qiieheum 011I10 andar^olferecendo assim as
proporrOes necessarias para a accominodarilo de urna
nao pequea tanlliii, : a Iralar na mesma raa, bo-
llen do sr. Luiz Pedro das Neves.
1 ~1S?ocon*i'|a iricqiadas que liverem isencao legal do serviro da
urna nacional, a comparererem no dia lri'oroi-
renlf. m., horas da larde, no salan do Ibealro de
Apollo.
Deseja-ia fallar com Sr. Euzehio Pinto, mo-
rador nos Afogados: na ra do Queimado 11, 38.
de engonhos, que nao cstiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
raroes a livrajia n. (i c 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o serviro de bolieiro oMBpra-
vo mulato com niuila pralica des da Sainlida fiouleira do Hospicio, casa da refl-
denria do Ur. Lunrenro Trigo de Louroiro.
Tia>r*aa-sc o arrcndamenlo da casa n. 60 dn
aterro da Boa-Visla, com ai macan para qualquer es-
laholecimenlo. commodos para grande familia, e
quintal com 2 poros e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquim I erren a que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da uraca da Independencia.
ANTKiO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rita do Trapiche
11. 15, lia muito superior polassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada lia
pouco. tudo por preco commodo.
Mobilias de aluguel.
Alugam-seuiob;iascomp|ctasoiiqoalqm4lr.islc se-
parado, i, \r,niade do alugador : na ra Nova arma-
zem de trastes do Pinto defronle da ra de Sanlo-
Amaro.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-*e um completo sortimento
de fazendl*, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por
coes, como a retalho, anianc>ando-,
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinado com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto oirerecendo elle mSIbfes van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Linweiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achaem grandeatrazo de pagamento.
;0 Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', qitcira (piando
vier a esta praca, dirigir-xe a livraria da
praca da Independencia n. e 8, a nego-
cio que Ihe diz respejjo.-A
Na ra do Vigario^bbrado n. 1-1
segundo andar, cose-se, faz-se labvrin-
tho boi-da-se de todas as qualidades in-
clusive de ottro e prata; e recebe-se qual-
quer encominenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
Aprofessora particular Candida Bal-
bina da Paixao Rocha, residente na ra
do Vigario n. \\ segundo anclar, conti-
nua a admiltir pensionistas, meias pen-
sionistas e discipulas externas, por precos
rasoaveis, a's quacs ensina a doutrina
christaa. ler, cscrever, contar, grainma-
tica da lingtia materna, twzer, bordar de
todas as qualidades inclusive de uro, ten-
do sua aula aberta das 7 horas da ma-
nila. ao mcio da, o das 2 a'x 0 horas d.i
tarde.
I.\a-se e engomina-se com loda 11 perfeic.lo e
accio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. I">.
de. e alugam-sc carroras para. carregaV quaesquer
objeetos ; no armazem de maleriaes c da carroca,
no porto do Poiicinho, junio a laiicrna de Jos Do-
mingues.
A OSOO.
Vendem-se chapeos francezes da ultima moda, pe-
lo barato preco de .VmOii ; na ru.i rio Queimado u.
.18, em fenle do becco da Congregaran.
VENDE-SE.
Cobre em i'olha de 20 ate 28 oncas.
Estanho em verguinhas.
Chumbo em barras pequeninas de 1 i li-
bras
Champagne, marca ASC.
Vinlio do lUicno las imilidades maix
apreciadas, em caixas de urna du/.ia.
Clavinotes e rmasele logo em geral.
Lonas, e brins de vella.
Arreos, lampeoes e chicotes para carro e
cabriolet.
Graixa ingleza djt vernizpara arreios.
Esporas de ai o fino, prateadas.
E para feixar tuna conta:
vende-se por o maior prero que der, cer-
ca de COI) formas de folha de ferro pinta-
das, proprio para fabrica de assucar : na
ra do Trapich u armazem de C. J.
Astlev & C.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companbia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccto muito superiores.
Vende-te urna casa lerrea na freguezia de San
Jos em chao proprios, livre e desembarazada : Ira-
la-se na ra da Penha loja de calcados 11. 2'i. Na
mesma loja prccisa-se de 05 a premio.
Vende-se um armazem de sal, novo e bem fei-
lo, afreguezado, com hons commodos para familia
morar : narualmperi.il n. 37, para Iralar.
FAZENDAS BARATAS.
Vende-se una morada de casa lerrea com bons
cummodos, em chao proprios, e rom quintal, livre e
riesembararada, sila 1111 cidade de (IIinda, ao pe da
ladeira da Se : a tratar na na Augusta, casa do Sr.
Nobre..
Na roa Nova loja de fazendas n. 16, de Jos
Lu/. Pereira c* Filho, \endem-se rico e modernos
corle de sedas de quadros clislras a 40; irles de
edas escoeczas de modernissimos aosln a 20: cor-
les de cassas sedas roa Iros babario, fazenda moder-
na e de gesto a I6>; romeira de relroz bordada,
de differenles precos e ch.les grandes de seda a 168;
cassas francezas transparer.lcs, de bonitos o delicados
desenlio, a la a vara; corles de laasinha com 15
cavados a 4S00; lilas do seria a 600 rs- o covado,
vestidos de cassas de tres babados, com chale da
mesma fazenda a 5; vcslidos de cambraia de barra
e de babiibos. brancos e de core a 35. 49 3J; cam-
braia de chuvisquinho a 720 r. a vara; cliilaa e ris-
cados francezes a 240 r*. ocuvado, e nutras militas
fazendas de aoslo proprias para- a testa, que se ven-
dem por precos baixos, dando-se de ludo amostras
com peuhor.
MIUDEZAS BARATAS.
Vende-se na ra da Cadeia du Recife md9, sapa-
los de couro deluslrc para senhora a 1J>rs. o par,
dilo de marroqiiiui a 600 rs., dilos para homem a
800 e 90U rs., boloe de asalli para camisa a 200 rs.
a groza, liuha de cores a I, dila branca de 800 11
15200, papel de peso muilo bom a 25400 e 25JOO a
resm, lenle para alar cabellos a 240 rs.. dilos linos
a KO e lo. colvetcs a 60 c 'JO r. a caixa, bicos, lilas,
allineles de, lodas as qualidades, agulha, luvas de
seda para scnlioras e meninas, dilos para homem,
Ihesnura lillas e ordinaria, pulceiras de 011ro fin-
gindo de le, carleiras para baile, pcueira de a^o c
oulra muilas rousas por precos muilo em conla. '
Vende-sc i earroeaa novas muilo bem cons-
truidas, as quaes servem para, boi ou cavallo: na
ra da Cadeia do Recife n. 16, se dir quem vende.
Vende-se una carioca muilo grande, nova,
conslruida pelo sjslema mais moderno e que serve
para condcelo de assucar de algum engenho.por ser
muilo forte e aguantar muilo peso: na ra da Ca-
deia do Recife n. 16, se dir quem vende.
Vendem-se 50 espadadores de cabos enverni-
sadns, muilo bem feilos, proprios para embarque :
na ra Nova n. 12, loja de Diogo Jos da Casia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crelpo loja da esquina que
volla para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8^000, 12.S000, 1 isOOO e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 1 l.sOOO
rs chales pretos tleJaa muito grandes a
^SoOO rs., chales de algodo e seda a
I 280 rs.
Aos 10:0008000.
Na casa da Fama, no aterro da Boa-Visla n. 48,
estilo a venda os buhles e cautelas da primeira lo-
tera da matriz de S. Jos.
Buhles 105000
Meios
Quarlo
Decimos 18!
Vigsimos 9700
Vende-se una taberna na ra do Rosario da
Boa-Visla 11. 47,*'quovende muilo para a Ierra, os
eos fundos sao cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menose o comprador asim Ihe convier :
a Iralar junto lfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completossortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodo.
Na ra do Crespo loja da esquina qoe volla para a
Cadeia, vendem-se corle de vestidos de cambriiia de
seda com barra c babados, 85000 rs. ; dilos com
llores, n ~8, 08 e 105 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 115 ; corle de cambraia franceza muilo fi-
na, lixa. com barra, 9 varas por 45500 ; corles de
Vende-se excellenle laboado de pinho, recn-
tenteme chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferrein, a enleodcr-se com o adminis-
tradlo dn mesmo.
Vende-se familia de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas irancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, 1320 o covado.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Schmettau &C-, ra do Tra-
piche n. 5.
Toalhase guardanapos de panno de linlio.
Vendem-se loalhas de panno de lindo adamasca-
das para roslo a 108000 a duzia, dilas lisas a 145000
a duzia, goardanapo adamascados a 35000 a duzia :
na ra do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim I raneado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pocas de
cassa de quadros, proprias para babados a 25000, gan-
ga amarella trancada a 320 o covado : ua loja da ra
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 48000 cada um, dilos de cansa
cinta a 28000, dilos de chila franceza larga a 35000,
lenco- de seda de 3 ponas a640, dilos de cambraia
rom bico a 280 cada um : na ra do Crespo, loja
n. 6.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flancila para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da rna da Cadeia Velha, e<-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Russia, americana e rio Rio de Janciio, a procos ba-
ratos que he para fechar conla.
i 4,000 RS. i ARROBA.
\ende-se carne muilo saa e gorda, viuda da
provincia rio Cear, lelo barato preoo de 48000 rs".
a arroba cm pacolcs de 4 arrobas : no armazem da
pona larga*) p do arco da Conceicao, defronle da
escadinba.
Ai que rio.
Vende-sc superiore cobertores de tapete, de di-
versas coren, grandes a 18200 rs., dilos brancos a
l?200rs., dilos com pelo a imilaeao dos de papa a
18*00 rs.: na ra do Crespo loja 11. 6.
Bf po,iio da labriMt de Todo* oa Santo* na Iahi>
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO (raneado d'aquella fabrica,
mui lo proprin para sacros de as'sucar e roupa de es-
cravos, por pret;o commodo.
Vende-se ou arienda-se um sitio
bastante grande, 110 lugar do Kio Doce,
com 720 pe'sde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se 11' ra do Kangel n. 5 LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Corre tndubilaeelmenle na sexta feirt 37
de oulubro.
Aos ItfcOOUOOO. 4:I08000 e 1:0008000 n.
Na ra da Cadeia do Recife, loja de cambio da Vi-
eira 11. 24, vendem-w o mu acreditado bilhetes e
cautelas do cautelada Salusliano de Aquino Ferra-
ra. O bilhetes e caulela.uao soOrem descont de
8 do imposto gcrel no tras primeiro. premio,
grandes. '
Bilhele. 118OTO*1(fcO0O80OO
Mew. 5*500 3:0008001
puario.. 28800 5O08000
Oilavot. 19500 1:2508000
Decimos. 18300 1:00ra00
Vigsimo. 8700 5WMWO
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton 4C, na ra de Senzaiia Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em sacras de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candietro bronzeadoa.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
> A VA III AS A CONTENTO E TESOl RA S.
Na ra da Cadeia do Recife o. 48, primeiro an-
dar, escriplono de Aususlo C. de Abren, eoali-
nuam-se a vender a 88000 o par (preto Bxo) as ja
bem ronhecidas e afamadas navalhs de barba, ferias
pelo hbil fabricante que foi premiada na expoaira
de Londres, as quaes alean de duraron eitraordina-
riamenlc, nao se senlem no roslo na accSo de cortar ;
\enilom-se eom a condirilo de, nao anudando, po-
derem os compradores devolvc-las at 45 da depois
pa compra resliloindo-ne o importe. Na meama ca-
sa ha ricas letonriuhas para unhat, feita pelo mes-
mo fat 'cante.
Na roa do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar contas mil o quindenio masaos
de canias de viriro lapidada a 160 rs. rada masto. e
70 duzias de caixas de masta para rap a 18200 a
duzia.
W^exmoBtm-'m
RA DO TRAPICHE
p Em casa de Patn Nash & C.,] ha pa-
gj ra vender:
gj Sortimento variado de ferragen.
^ Amarras de ferro de 5 oitavo ate I
polegada. .
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas,
ano inglez do JKlhores.
Na noya loja d 3 porta, na ra do Livramenlo 11. eatsa de cor com Ires barras, de lindos padrcs,
BOU, 08WU
baala de seda
cufies de ca
ainapeos de 11
8,ao pedo arniazem de loura, \cndem-se riscadinhos
o-oiin.s, o rot^aJu 160, chitas francezas muilo finase
cores Iras, o covado 260, 280 e 300 rs., lindas cas-
sas do c#r niuio linas e padrOcs modernos, i vara
600.650 e 700 rs., dilas abao, a vara 360, 400 e
460 rs., tortea de cambraia branco e de cor a 45400,
4800, 55OOO, 58500 e 65OOO, ricos corles de cam-
seda com 3 e 4 babados a 9)000 e KtjOOO,
asemira de cor i 49800, 58U00 e 35500,
un"a francezes de forma moderna a
6550c 75000, e ooira muilas fazendas baralas.
TI 1)0 DE AINIIRUIAO'.
Loja de fazendas do lado do norte, na
rna do Crespo n. 14, de Dias
Lemos.
A 160 o covado de chila com padres imitando
cassas, a 180 o covado de chita rom novo desenlio,
sendo o do ollimos costos, a 1!K) o covado de ris-
cadinliosmiudiiilios finos e lindos padioes. a 200 rs.
o covado das excellenle chitas clmela das mais fi-
nas que tem apparecido no mercado, a 25000 o cor-
le da ranibrais rom lislra e ramageus de cores, a
15800 o corte de brim trancado fie linho de quadros
largse sem elle, fazenda da ultima moda, a 45200
o corle de casemiraencorpada e padroe escuro, a
15350 a pechina de nansa amarella franceza muilo
lina, e a 360 o covado. a 35200 a pecinha de brela-
ha de linho fina, a 18800 a peca das verdadeiras
bnia nba- de rolo encorpadas, a 18230 o cobertor de
algodao escuro muilo gro'so e proprio para o friu, a
640 o cobertor Brande de alsodao da Babia, e a 60
o mais pequeo, a 180 o covade de alsodilo mesrla-
do proprio para roupa'de servico de campo, .1 560 o
ovado de sarja de laa muilo cucorpada, a 720 o co-
vado de alpaca prela com lustre, c 400 rs. a mais
ordinaria ; finalmente os amantes do baralo encoii-
Irarilo sempre este estabelecimenlo bem sonido de
fazenda, c lodas porir.cnos preoo duque em oulra
qualquer parte.
IIMO EM FOLHA 1>V TODAS AS QUA-
LIDADES.
Ua grande torlinieato de fumo para charutos, far-
dos de duas a oilo arroba, por prceo mais commo-
do do que cm oulra parle: no armazeiisdo Rosa, na
Iravessa da Madre de Dcos n. 13 e 15.
l'S.NOS FINOS li CASEMIRAS. ||
Vende so panno lino preto superior a |S
3 sao. 28.N0O, 4S. .">5. S dilo azul a 38500, 38900, '>5 e 65000 o cova- Si
S do, dilo verde escuro, dito ror de pinhao, jn
jjj| dilo cor de caf e ivo a 48i 5J e 63OOO o |g
S covado, dilo cor de caf e-verde claro muilo i
^ superior a 7n000 e 88000 o covado. casemira ^-
Sj prela franceza mallo clstica a 7)000, OfOBO, ffi
i* IO5OOOe 12,7.100 o (rlc, dilas de cores a 45. M
OelliOOO o corle : na ra Nova, loja do fa- A
t zeodasn. Ib. do Jos Luir. Pereira & Filio). |tf
mmaem mmfsmmssmimm
Oh que pechincha !
Vende-se na loja da ra do (Jueimario 11. 40, lafe-
li dea ore a 400 rs. o cavado, selim de cores a 600
rs. o covado, leos de seda de cores para enhoia a
18000, velludo pelo para vcslidos a 35200 o covado.
Ricas pulceiras.
Chegou a Inja de miudezas da ruado Collegio n. 1,
um rico sorlimeiilo de pulceiras do ultimo gosto,
pelo diminuto proco de l?600 e 25500.
Vende-so nma escrava da Costa de meia idade,
boa vencedora do ron, por preoo commodo ; na ra
eslreila do Rosario 11. II.
V'eade-so um nioleque de 2 anuo e meio, p.a
proco commodo ; no paleo da Sania Cruz 11. 1, bo-
tica.
352OO, peras de cambraia para cortinado,fomS'i
vara, por 35600, dilas de ramaseni muilo^nas, 11
65 ; cambraia de salpico miud11 los.branca e rio edr
muilo lina, 800 rs. avara ; aloalliado de linhoacol-
\oado, a 900 a vara, dilo adamascado com 7 mos de largura, 25200e 35500 a vara ; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, i 400 rs. o cova-r
do ; corles de col lelo de fuslo alcoxoario c bon pa-
drcs fios, .1 800 rs. ; lenco de cambraia de linho
i 360 ; dilos grande* finos, 600 r. ; luva de seda
brancas, de cor c prelas muito superiores, i 1600 rs.
o par ; dila fio da Escocia 11 500 rs. o par.
Vende-se, um Ijndo caixo com 4 rcparlimcn-
los, contondo 16 plido de comprimenlo, proprio
para deposito de bolacha 011 de assucar : na ra Di-
reila, hiberna n. 19.
Vende-sc um sobrado deteriorado em Olinda.
na ra de S. liento, defronle do mosleiro: quemo
pretender dirija-se a ra do Botn-Successo defronle
da quina do (Juarteis onde lem um lampean.
Vendern-se esleirs de palha de carnauba che-
gada agora do Aracaly. a 125 o cenlo : na ruada
Cadeia du Recife n. 49 1. andar.
Vende-se vellas de cera de carnauba feilns no
Aracaly, de 6, 8. c 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na roa da Cadeia do Recife n. 49. primeiro
andar,
Recommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muilos
chamam de fcilroa faOOOrs. cada um : na ra do
Crespo loja n. 6.
ATTENCAO'.
Na rua'rioPa*seoJ'uhlico n. III, vcudem-sc ejles
decassa chila de lindos padrcs, pelo baralo |ire<;o
de 25<>IK) o rrluf*meias casemiras de quadros a 400
rs. o covadovcurtos de collcles de fuslao do ultimo
soslo a 15200 o corle.
Vendem-se ricos pianos
com excellenle vo-
cm casa de J.C. Ralic,
zcs por pruros commodds
rui do Trapiche 11. 5.
Pl;BLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Ma/ia, adoptado pelos
rcverendissinius padresrapiichinlios de N. S. da Pc-
1 lu desla cidade, augineulado com a novena da Se-
nhora da Concedan, e da noticia histrica da me-
dallia milagrosa, c deN. S. do Rom Consellio : ven-
ric-sc unicameiilc na livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia, s 15000.
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Ay, primeira rpia-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife 11. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a oCsOOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. I.e-
cointc Feron & Companhia. X. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil c os rtulos
das garrafas sao azuct.
m&&m?--& sos 1
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. H
Vinho do Rlieno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzin.charutos
de Havana verdadeiros: ra do Trapi-
che n. 5.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 US. O COVADO.
Na loja de Guimares & Herfriqaes, na do Cres-
po n. 5, vendem-sc cassas francezas do ultimo gos-
to, pelo baralissimo preco de 180 r. o covado.
NOVAORLEANS.
Baralo sim, fiado nao.
Na na do Queimado Inja n. 17, vende-sc alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orlean* pelo baralo preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo propria para vcslidos
de senhora e meninos; saze de laa e seda de core
as mai delicada,muilo proprio para veslidos dse
nhora e meninos a 300 r. o covado. **
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, veiidesn-se*>s
seguinle vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado. ,
Corto,
' Bucella,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em raiviiilias de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixaa para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezns, com gran-
de vantagem para o meliioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber 1S1 Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna balanca romana com lodos o
sem perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n. I.
Vende-se um eicelleule carimbo de 4 rodas
mni bem construido,eem bom estado ; esln exposlo
na ra do AragSo, casa do Sr. Neme u. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do ajutle
com o mesmo senhor aeima, ou na rna da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Moinhos de Vento
ombombasde repulo para regar orlase baixa,
decapim. na fundicao de D. W. Bowman : na rna
do Brum ns. 6, 8 e 10. -
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2.* edir;jo de livrinho denominado__
Devoto Chrisliio.mais correcto e aerescenlado: vnde-
se nicamente na livraria m. 6c 8 da praca da In-
dependencia a 640 ra. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
branca e de core de m panno, maito grande e
de bom goslo : vendem-*e r roa do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vende-sc urna casa de paslo ; na r do Vica-
rio n. 2.
Vende-sc a primeira taberna **1a raa do Hos-
picio, niuilo afreguezada, por preco commodo: a
Iralar com o mesmo dono na dila bberne. .
Vende-se urna cabrinba de leile, a qual lem
leile, e he propria para criar menino; por baixo
da Torre do Carmo, a fallar com a Sra. Joaninha.
Vendem-se lainbas d'Alagdas muilo fresee,
por preto commodo, em porroe e a relalba: na raa
da Praia, arma/.em 11. 37.
ESCBAVOS FGIDOS.
Ausentoo-se no dia 9 do correnle o preto Car-
io com os signaes seguinlea: altura ordinaria, chei
do corpo, quando anda puxa par urna perna aaqaer-
da, ulhos baixos e o esquerdo mais apertado; levo*
calca de eslopa e camisa de meia: quero o pegar
pode-o levar a roa do Vigario n. 5, loja de canoa
que se srnlilicarn.
A abaixo assignada declara ao publico c a lo-
rias as autoridades policiaes, qae no oa 8 do correu-
le, pela i hura da madrugada. pareceraaB de
sua cusa, servindo-se de urna escaria qoe por algoem
de fra foi lanzada a urna janella que deilava para a
quintal para favorecer a fuga, dua escrava cabras,
urna de nomo Luiza e oulra de nome gnea ; a pri-
meira com os aignaes seguinle : estatura regalar,
grossa do corpo, com oa cuellos corlados pelo lado
dedelraz e crescido pela frente, eom lodo a corpa
pirado de bexigas, Coi da oiriade di Ico provincia
do Cear ; e a segunda de corpo regalar, estatura
alia, cor fula, com 2 denles de mena na frente,
fui da barra de Natnba: sendo que protesta proceder
com lodo o rigor das leis contra quem quer qoe ai
Iciihljacouladas. Senoo-ine poraa entregue oa de-
uunciada,prometle guardar o.psf aegredo, offe-
recendo o premio de 509 aoa'fcaptaw de campo, oa
oulra qualquer pessoa que riVttai der noticia, oa a
levar u casa de sua residencia, na roa do Livramenlo
n. 4, ende se Ihe dar generosa recompensa.
Anna Joaquina- Lins Itanderley.
Desappareceu nod28 do agosto prximo pai-
sado una escrava de nacjl Cosja, 4a nome Se veri-
na, de estatura baixa, groja do corpo, eabec pe-
quea, nariz chalo. -ruto lirado e camodo, lean
pouco lallios, l*xc/regular,.Veico groatseiguae,
denle limados, ledos iguae eicro falla de nenhuw,
orelhas Turadas e aem I brinco*, llalla bstanle linat
cosas carnuda, lisa e aem marca, peilos caliido,
lamaos curio e bem camoda, cabello cario e corlado
por igual, nao he bem prela e sim. avermelbada ;
levou vestido usado, de chila encamada cacara, com
salpico branco bem intuiros, panno da Coda fran-
ecajeqm lislra encarnada e de mtame de dea or-
den as pona, e oceupa-se can vander frncta; foi
escrava do Sr. Joaquim Viesas, e he per >so aem
condecida na Passagem : quem a pegar, leve ra
do Queimado n. 15, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 6 do correute, da cidade
de Olinda, um moleque, crioulo, idade 20 anos,
pouco mai ou menos, estatura regular, aeoca do
corpo, perna lina, lem em urna da face logo abat-
i do 0II10 urna costura que o distingue bem ; de-
sappareceu com urna calca de brim branco velha,
camisa de riscado azul de algodao, he muito pasla,
chama-se J0S0, e lem sido visto em mallos lagares
no liedle carregando freles: quem o appreneuder,
leve-o .1 cidade de Olinda, nu de S. Pedro Novo n.
2, ou no Hecife, rna du Catinga, loja de otirive da
Sr. Manoel Antonio lioncalves.
509000.
Desappareceu no dia 25 de Miembro prximo pas-
tado, do engenho Vicente Campello, o escravo tias-
par, de nr-cilo Cotia, com 50 anuo de idade, alto.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
ISricada no Kio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz 11. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Bl
Vendem-se relogios de ouro e praia, mai
baralo rie que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na na do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, epiaurilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
AOS SKMIOBIS DE ENC.KNHO. buhla, cora 15 covados cada corte, a
Coberlnres oscuros minio grandes e encorpado, '
ililos hrancos compeli, muilo grandes, imitando o i IfMO.
de lila. .1 l$100 : ua ra do Crespo, loja da esquina Na ra do Crespo, loja da esquina qne volla para
que volla para a cadeia. 'a Cadeia.
%
edr prela, rotlo eomprido, o beieo de baixo grande e
cabido, e lem barba ; o qual eacravo veio da Baha,
e foi comprado a Antonio Ricardo de Rogo nesla
praca: quem o pegar, leve-o ao menciouado enge-
nho, que receber do abaise assignado 509000 rs., t
nesta cidade ao Illm. Sr. Joto Pinto de Lerao J-
nior.Manoel (loncalees Ferreira Lima.
Ausenloa-se no dia 23 do correnle o preto A-
lesandre, de naco S. Paulo, idade de 25 auno, al-
to, falla demorada e corpo reforjado, foi escravo do
francez Miliqoe, morador 110 Rio Doce, e olliroa-
mcnle do Sr. Eduardo tlolly ; esse preto costoma
em sua freqoenles fgidas andar pela roa da Aaro-
ra. ir para Olinda, e refugiar-so nas rampioa de
Rio Doce : roga-se, porlanlo, a quem o pegar oa
riel lo rier milicia, dirija-se a ra do Brum n. 28, fa-
brica HcSapparecou boje da 7 para 8 horada ma-
nida, o escravo, crioulo, de nome Uaudiano, de es-
tatura regular, grosso rio corpo, denles limado finos,
ni los e cara grande, com bastante signaes de beelii-
ga por a ler lido em quanlidade em 1850 logo que
o comprei em 30 de outuhro do dito anuo ao Sr.
Jos de llollanda Cavalcanli Leilo, qoe o houve
por heranca paterna de seu fallecido pin o capitn
Antonio Vicha de Mello Leilao, moradores no lu-
nar do Jac, lermo da villa de Nazarellt, d'onde he
fiibo o dito escravo. que reprsenla ler 23 anuo por
declarar o formal de parlillwsquarfBo o comprei ler
I!)anuos; leuiu calca de algodao azul trancado,
camisa de madapoln, chapeo velho de seda 011 de
couro, presume-se ser seduzido a fugir por nao haver
molivo algum : qiiemoapprehendir pode leva-lo ao
abaixo assisnado, senhor do dilo escravo, com pren-
sa de algodao no Forte do Mallo n. 7, oa roa du
Queimarion. 11, quesera bem recompensado. Recite
2 de oulubro de 1851.
Manoel Ignacio de Oliicira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de seMnbro o escravo,
crioulo, dr nome Anlonio, que rosloma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerillo, e inlilular-se forro,
he muito ladino, foi ecravo de Antonio Jos de
Su n 1'A tina, morador no engenho Caito, comarca de
Santo Anillo, e dix ser nascirio no serbio do Apoih ,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapiulm-
dos, cor um pouco fula, olhos escuro, nariz eran.le
e grosso, bcicos grosso, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta occasiao -fui eom
ella rapada, com lodos ns denles na frente ; levou
camisa de madapolSo, caifa e jaqucla branca, cha-
peo de palha com aba pequea e unta Irouxade rou-
pa pequea ; he de supprquo mude de Irage: ro-
ua--e porlanlo as autoridades poeiae e pessoas par-
ticulares, o npprehendam e. Iragam nesla praca do
Kerife, na rna larca do Rosario n. 21, que se re-
compensar maito bom o seu trahelno.
ERN.: TVP. D M. F. DE FAUA. -r 1854.
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astada.


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