Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01313


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Full Text
>
)
I

****wtmamm
A11N0 XXX. N. 235.
i m m
Por 3 metes adiantdos 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.

7
SEXTA FEIRA 13 DE OUTUBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porto franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
fe, o proprietario M. F. de Fari.i; Rio de Ja-
ira, o Sr.Joao Pereira Martin-; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
dom^; Parahiba, o Sr- Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaipiro Ignacio Pereira; Araca-
ty, o'Sr. AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
VM- Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4 a prazo e 28 a d.
Paris, 358 rs.por 1 .
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros'ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas. 299000
1W0OO
Moedas de 6 O vellias.
de 69400 novas.
de 4000.'. .
Prala.Palacoes brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos......
16*000
99000
19940
19940
19860
s;
PARTIDA DOS CORREIOS*
Olinda, todos os das.
Caruar, BonitosGannhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury.a 13e28.
Gaianna e Parabiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quinlas-eiras.
. PREAMAR IMS MOJE.
Primeira s 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
Pif-rrulMo* no Krihons sststignitii
Se* slesvte Mario que alniln nn'o pngn
ram^a'SubsMTipca'o, que o pino de
fl *** "tel he mlinllllilo
O le inlnze lias do romero, lin-
*> qe sssV w recebe a 4,500.
PARTE 0FFIC1AL
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equiutas-feiras. Outubro
Rolarao, Xercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Ju'izo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
I." vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manba.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manba.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas 4fefasai-
nutos e 48 segundos da tarde.

GOVERNO DA PROVINCIA.
Espedala do di. 8.
UllicioAo Em. bario da Boa-Vista, enmman-
dante saperior da guarda nacional do Recite, i-
viamlt, a relar,A0 dos oITlciaes da suarda nacional sed,
seu commando superior, que seguiid a parliciparAu
da secretaria le estado do uogocios da justica de'lS
de etenibro otlim foran. reformado-, e recommen-
dando a expedido de s jas orden, para que elles
tratero quanlo mies de pagar na recehedoria de ren-
da* desta provincia a importancia constante da nota
que remelle, dos dUrcito o emolumentos correspon-
dentes as suas pa lente* afim de poderem solicila-las
na secretaria do govnroo.Communicou-se i thesou-
raria de fazenda. \
/Mario dos of/iciaes \aue se refere o offu-io de hoje
do Kcin. Sr, presidente da provincia.
Jone Peres CampeDo, coronel reformado
da exliucla 1 legio da guarda uaciooal do
municipio do Recife, por decreto de I de
abril de 1854.
Direitos. .
Sello. .
Emolumentos
50*000
9160
909000
loriaraAo asente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem, porjconla do go-
verno, para a Bahia no I vapor que passar para o
sul, a Jola Jos de Sanl'Anoa. que leve haixa do
servio da coinpauhia fixa de avallara desta pro-
vincia.
DitaXomeando a Vicente*Licinio da Cosa Cam-
pello, para o lugar vago de amanuense cartorario da
lliesonraria provincial, e a Julio Cesar Pereira da
Rocha, para o de pralicante da mesma Ihesoiiraria,
aos quaes se devenlo passar os compelenles lilulos.
Hzeram-sc as necessaras communirares.
Maxiuiiano Francisco Uuarlc, inajur re-
formado da guarda nacional do msmo mu*
aicipio, por decreto de :'. de selevnbro de
llireitos. A .
Sello. ....
Emolumentos
700160
:>S0U0
o m
M|M0
49-3160
Horencio Jos Carneiro Monleiro, majar
reformado da antiga guirda nacional do
mesmo municipio, por decreto de 26 de a-
gostnde I81.
Direitns. .
Sello.....
Emolumeotes .

3590QO
5160
113000
195160
DitoAo cominaudante das amias, inleiraiido-o
de haver-se concedido lirenca aospriineiros cadeles
do oiliivo hatalhao de iufanlaria, addidos ao nono da
mesma arma, Alfredo de Barros Cavalcanli de li-
eerda e Pedro de Barros Cavalcanli de Lcenla, para
ealudarem na escola militar da corle, devendo a pre-
sente licenca ler vigor no mez de dezemhro prximo
vindoiiro, e recommendainfo que ordene aos men-
cionados cadetes que tralcm quanlo anles de pagar
u recebedoria de rendas, i visla da ola que remel-
le, a importancia dos direi'.os e emolumentos corres-
ponden te esa* lcenca, sem o que nlo pode ter exe-
curle o mencionado aviso.Communicou-se i Ihe-
ouraria de fazenda.
DitoAo commandantc da estacan naval, para
mandar passar guia de desembarque ao grumete do
brigue de guerra C*are;isc, Juflo Marlins da Sil-
v|r, visto ter elle 1 presentado senrao legal.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, para
.contratar com o mestre de alguma embarcarlo que
Ituir par* a provincia da. J!aralri^,a rondurRffn de
varios objeclot qua pelo director dqnrsenal de guer-
ra Iho serio mandados aprsenla sendo uns des-
uados ao meio balalbSo provisorio d'aquella pro-
vincia, e ontros ao servido da forlaler.a do Cabedcllo:
Communicou-se ao arsenal de guerra. Igual
ceres de objectos destinados cumpanhia fixa do
Kto Grande do Sorte. .\
DitoAo capjMo do porlol remellcndo, afim de
que llie d a deAda pobltcidade, u.lo sn copia do
vise da qiarinM de -23 de aaosto ultimo mas tam-
hem copiad Iratluccflo do exlracj da Cazata de
^ 1:{ e 16 de junlio dcsle* auno, conlendo
, que o gnven o de S. M. Britnica II-
jiiein eslabelecido era cerlos porlos rus-
Blegro, e no Bltico pelas esquadrascoiQ-
[UrSa-Brelaoha e da Franca.
1 mesmo, trantmillindo por copia para
ipublicidade, a tradcelo da nolilicarilp
aVoni'aur de 18 de junlio ultimo, e quo
de S. M. o imperador dos Francezes li-
nueio eslabelecido em cerlos porlos ru-
Negro e no Bltico pelas esquadras conl-
Grita-Brelanha e da Franca.
1 inspector da thi>sooraria provincial,'
i que, leudo ou\ ido au comniaiidau
ilicia acerca do final da niforinacA
__orrente n. 534 foi por Smc. dada 1
la requorimentii de Joo Jos dc'Oliveir
etarau elle haver expedido as convenientes
para qne a despeza feila cunto rornecimento _
e agua para o destacamento dos Afosados d'ora em-
dianle seja inrluita na foltia mensal d'agua e lu pa-
ra o quartel do supradilo corpo.
liiloAo coronel Franci ico Alves Cavalcanli Cam-
boiin, coiumanicandu quo, segundo consla de parli-
cipacauda aaeretaria de estado dos negocios da jus-
lica da 18 de ae)!mbro ultimo, fura Smc. nomeado
coinmiindante superior da gu-rrta nacional dos mu-
nicipios do Brejoe Cimbres, e bem assim lenleco-
ranel dobatalhiodeinfanlaria do municipio do Bre-
jo Caetano de Oliveira Mello, e recommendandoque
salisfaca, bemcomwo dito lenle coronel, na rece-
bedoria de rendas-Memas a importancia constante
das nulas, por eopMjunlas, afim de oblerem as res-
pectivas pautes na secretaria deste sovemo.
Yola" yu* >e rtftre o offir.io supra.
Commandinta superior da uoarda naci-
EXTERIOR.
I.ONSaMaiaiWE SETEIIBRO UE 1854.
Dlzem que um consellio de gabinete ha ido em
Vienna a 6, a que presidio o imperador Francisco
Joc em ptssoa, fora decidido pelos ministros do im-
perio que a regec.Ao ily garantas exigidas pela Aus-
tria e pelas putencias uccidenlaes nao equivalas
nmroaus MU contra a Russia, masque a Austria
perseverarla em apoiar estas eondicOes, e montera a
SSH Deutral posicAo, ae passo que aguarda os resol-
lados do ataque pelas potcnciaMlladas em Sebasto-
pol. Esta liugiiascm e esta determinado da parte
do gabinete de Vienna n3o nos sorprende na ac-
tual siluarAo dos negocibs, porque aquella corteja
consegu!) varios dos objectos em virlude dos quaes
se bavia preparado para tomar parle na guerra, e
fui bem succedda seni dcsembainliar a espada, posto
que em cpnjuncclo com as potencias belligcraiilcs,
compelliiulo a Russia a renunciar a sua aggressAo
sobre a Turqua europea, e a evacuar o penbor ma-
lorial ellaseapoderou do Danubio.* Como a Rus-
sia nao julgou conveniente resenlir-se por alguma
medida declarada, do comportamento da Austria al-
liando-se ao sullAo, e compellindo o exerclo russo
a fazer urna retirada ignominiosa diante das Iropas
de Omcr Pacha c do general Hess, o gabinete de
Vicua parece ler julgado que nAo linha ncsle mo-
mento um molivo suflicicnle para dar um carcter
mais hostil e oflensivo ao seu comporlamenlo, e,
u'iima palavra, invadir os territorios russos que de-
veria ser o segntote passo que exigia a guerra actu-
almente entre os dousimperos. Mais do que oulro
qualquer estado, a Austria he interessada em
vinir a exlenco das linslildad'S
a Porta, c pelo sen assenlimento s eondicOes
exigidas pelas potencias occidenlaes. O seu jo-
ven imperador ja lem repelido a recompensa
da firmeza e da energa que elle professava mos-
trar, adquirindo um grao de respeito na Allema-
nha e na Europa que nenhum soberano austraco
linha gozado ha mnilos aas. As suas proprias d-
fliculdades financeiras desappareceram debaixo de
um esforco nacional, estimulado pelacrenca de que
posto que a guerra estivesse nomnenle, era orna
guerra contra Bsala, e da parle da Inglaterra
c da Franca. A estas esperanzas, a cslarccein-
uascida coulianra, a ultima decsAo do gabinete
austraco dar um severo golpe, porque deve-
se inferir que em Vicua assim como era oulrai par- ; sencaminhados o dom de
todo o soccorro. E aa humildade de nosso corar.lo,
11S0 estamos caneados de invocar e pedir a Dos rico
era misericordias com sapplicasardentes e fervoro-
sas, que se digne fazer que a guerra desaparee* de
nina a oulra extremidade da Ierra ; que depois de
ter acalmado as dissencoes enlre os principes chris-
tos. d aos seus povos a paz, a concordia o a Iran-
quildade; quo inspire a estes principes um zelo
crescente e cada vez mais dedicado pela defeza o
propagarlo da f e da doulrina cathulica, ron le- prin-
cipas* da felicidade dos estados : qne llvre,finalmen-
te, os soberanos e os povos de lodos es ilagellos, que
os nppriinem, e Ibes d jubilo cuchen.io-o. da todas
as verdadeiras felicidades ; que d aus que eslao de-
ual dos mnnici
docrclo de 3 de'
o Brejo e Cimbres por
de lt54.
Direitos, .
Sillo. 5 .
Emolumentos .
1009000
!>I60
209OOO
Casiano de Oliveira Mella, lenle coro-
nel com-nandantedo balaluAo de infinita-
ra do municipio do Brejo, pelo decreto ci-
tado.
Direitos. .
Sllo.....
Emolumentos .
809000
9160
165000
965160
Communicou-se i (hesouraria de fazenda.
A FAMILIA AlBRV. (*)
Per Panlo M.urice,
SEGUNDA PARTE.
Acgio EPAIXO.
Vil
Em Roma, na mauliAa do dia 12 de Janeiro, Xata-
lis uervjiso e febril depois de urna noile de vigilia
saltn repentinamente fra da cama ; elle acabava
le tomar a resolu^lo repentina c desesperada de
correr Par, e oppr-se ao casaucnlo de .Martn
bin Pedro, se anda fosse lempo.
Desde o dia em que urna carta do pai o informara
de que sua mdica riqueza acabava de ser 1.1o extrn-
nrduiariamenle recobrada, e que eslava marrada a
poca dessas bodas falaes, a alma de Nalals vollava-
>e como um arciero. Sua paixAo iulcrmitleiile loi-
nava a assalla-lo... Ah esses rostos doeutes e va-
rillantes lem urna allitude m para qnem os qner
piular 11.I1> be pos-ivel traduzir com firmeza senlo
sua propria>Viilubilidade. Nalalis n.lo reconliecia-se,
n,ln comprelieiiilia-se, nao cria mais uem em sua
dc-grara, nem por couseguinle em sua corasen).
Elle nao sabia o que quera, bem romo diz a boa
gente.
Su nica desculpa era que solfria realmente mu-
lo. Eslava sull'iicado em Ron ,1, e lugia para respi-
rar mais vonlade Qa'sotidAu dos campos vizinhos.
Abi vagava elle de ca'beca baixa impelliiidn com os
ps (liante de s asfolaaare ai medilaces morlaes,
n entao colliia llores sH,Veslrs. e rompunha cuida-
dosamente um ramalhele, o qual lanrava fra vol-
tan.lo as portas da ridade. A quem l-lo-hia dado ?
Asxioi fatia elle ennf as llore* de sua alma.
(). VWe Oono n. -m.
prc-
n'ura campo lia
contiguo aos seus proprjos dominio?, e ella he de-
sejosa da rcstauracAo da paz em termos semelhanles
aos que rerenlcmnle foram propostos pelas pulen-
cas occidenlaes. A sua poltica na presente mo-
meulo lie provavelnienle bastada na esperanca de
qucostriumplios das Torcas nlliadas na Crimea, a
lomada de Sebastopol, o a dcstruicAo uu captura da
esquadra russa naquelle porto pedem tornar ambas
as parles mais accessveis negociarAo no decurso
do invern seguinle. Se, por nm lado, estas opera-
res das ro cas combinadas forera 1.1o prosperas como
esperamos e eremos que I1A0 de ser, u poder da Rus-
sia no Mar Negro ser anniquilado e os objectos
principaes pelos quaes as potencias occdenraes esIAo
combalendo rcr-Ao ipso faci consummados. Por
uutro lado, se u imperador da Russia perder Safes*
topol eludo quanlo encerra esta forlilicasAO antes do
encerraraento da presente campanlia, elle pode pre-
ver que toda a energa e forra das potencias mar-
timas provavclmcnte seria dirigida no anno seguinle
com vanlagem contra Cronstadl. Portanto, o go-
verno aulraco parece esperar que se as cousas se-
guirem este rumo, urna parle (cara sufticieutemente
talisfeila cam os seus Iriumphus e a oulra com o seu
desbarato para tornar urna renovarAo de negociarAo
possive||cibrc as bases que o imperador Nicolao lm
actualmente regetadu de urna maneira tao im-
periosa.
Se estes.molivos slo correctamente attribudos aos
ministros austracosposto que, indubitavelmenle,
oulros milvos nao menos honrosos possam ser c
serio imputados quelle governopensamos que
nao hedilncil mostrar sjue elle tem considerado de
urna maneira acaudada, imprudente e pergosa o
rever que lem e curaprirliesta imporlanle crise dos
oecocios da Europa. A* oltintas communicaces
trocadas entre Vienna eS.Pelersburgo tem mostrado
que a Russi. est (ao longecomo serapre de ceder
aos termos mbre que tmente, como o conde Buul
lem repelidas vezes declarado, a paz pode ser res-
labelecida com seuuranra. Has se a reslauraeo da
paz he ograude objecto do governo austraco, anda
ue este objecto so pode ser realisado
oes conlcudas as olas de8deogos-
l"' """Sr" inferir a Russia pode ser trazda pela forra subraetler-se
a esseja termos, aos quaes nao alteuder de oulra
maneira, e fue a Austria concorreria no uso da forra
para esle lm. A somma de coercAo que pode ser
applicada vonlade do Autcrata he por consegunte
a nica medida da duracao da guerra actual ; e te-
mos repetidas vezes manifestado a nossa convieco
de que se a Austria e a Prussia houvessem, desde
o principio na presente guerra, mostrado animo e
delerminscAo para refurrar os principios que nAo
hesitaran, adoptar, a guerra teria sido terminada
pela prsenle campanha.
Todo quanlo a Russia pedia destes oslados era a
ua ncutralidade, e, se ella honvesse conseguido
Islo, elles ter-lhe-hiam dado toda
que ousarm conceder em
Franra 'o da Inglaterra e
blira da Europa.
Tal oi por algum lempo a evidente poiilica da
Prussia, e Ihe tem accarrelado as censaras que ella
merece. Mas a Austria havia adoptado um com-
porlamenlo muito mais franco pela parle que ella
bnia lomado as negociarnos, pelas suas immeusas
preparacoes para a guerra, pelo seu Iratado com
les da Allemanha ha urna disposicAo m.-s forte para '
considerar do que pralicar e consultar antes n aca-
nhado interesse, do que previnir os perigos futuros
que ameacam a independencia nao so da Turqua
como da Europa. Se tal for o comportamen-
to dos estados allemAes, islo jostifica a arrogante
presnmpcao do imperador Nicolao as suas conver-
sas com Sr II. Sejmour, de que os graudes nego-
ciosdo mundu hAo de ser resolvidos pela Russia,
pela Inglaterra e pela Franca sera a concurrencia
dos estados allemAes.
Em quanlo urna declararo de hostilidades pela
Austria nao leude a cncorlar a guerra, reduzndo
os provelosos recursos da Russia, e efleluando urna
diversAo em nosso favor, nAo lemos interesse direc-
to as medidas que as potencias alleraaas podern uu
nAo tomar, porque as operares em que os inleres-
ses alijados se achara compropssilidas sAo totalmen-
te odependeules de qualquer coadjuvarAo que possa
ser prestada pela Allemanha, e estas opcrarcs
nAotemsido retardadas ora so dia por considera'cao
alguma desla uatureza. Nos proprios prncipado's o
exerclo de Omer Pacha ca na completa posse da
linha do Danubio e de todos os pontos principaes, e
o principal elTeilo da occupacAoausIriaca he lomar
impossivel urna repelicAu da invasAo russa. He pro-
vavel que os negocios pe*maneram ua sna presente
situacao por algum lempo naquella parle, se os Rus-
sos cumprirem a promessa de relirar-se para uutra
banda do Prnth, e se abandonaran (ialalz, Brailou
c lodos os poutos alem das suas fronleiras. Ao mes-
mo lempo 11A0 vemos razSo para temer que o impe-
rador Nicolao seja capaz de relirar alguma con-
sideravel somma de Iropas das provincias occiden-
laes do imperio em lempo de ser empregadas na
Crimea, que esl separada da Rusta propria por
muilas centenares de milha. Acerca da grandeexpe-
licAo contra Sebastopol, que foi conbecda pela pro-
clamarao do marechal S. Anuid em data de 25 de
agosto, na vespera da partida, os olhos da Europa e
do mundo cifl,. agora voltados exclusivamente para
aquelle lado. Todo o genero humano tem finalmen-
te reconhecido a verdade da proposirAo porque le-
mos promptamenle contendido, de qu'e da conrlusAo
desla mumenlosa empreza depende presentemcnle
o destino da guerra. Em compsratAo desla, todas
a. oalra. couleslacoe-s ao ucamUrai a i*la a.
coiiibiuaroes dplomalicas pncris. Mas quando a
ra e a Franca triumpharem nrsla empreza,
sua gra^a celeste para os
como esperamos, pelasbenreesdo cosebre urna can-1 tbesouros celesl
sa justa, desfechar omao golpe que ha de ser senti-
do igualmente pelos povos da Asia e pelos cerls d
Europa, e a mesma victoria que desmoronar o poder
do inimigo reunir ao nosso estandarte os eslados
que aiuda csto mu irresolutos a parlilhar os peri-
gos da lula. mmt-)
reconduzir do caminbu da perdieJu para o da ver-
dade e da justica, c coicric-Ios sinceramente a
Dos. Ja em nossa bem amada cidade temos orde-
nado preces para implorar a Divina Misericordia ;
comtudo a exeroplo de nossos Ilustres predecessores,
lambem lemos resolvido recorrer s vossas supplcas
e s da greja.
He para este fnn, veneraveis irm.los. que vos diri-
gimos eslas lellras, pelas qoacs pedimos com vi-
va instancia ,i vossa piedade emioenle e experi-
mentada, que empregueis lodo o zelo e cuidado pos-
sivel em exhortar os fiis confiados vossa solicilude
pelos raolivos cima expendidos, para deporrm por
meio de orna sincera penilencia o fardo deseos pec-
cados c esforcarem-se com oraees, jejuns, esmolas
c outras obras de piedade, em acalmar a colera de
Dos, provocada pelos criints dos homens.
Fazei ver aos liis, como vo-Io inspiraren! vossa
fervorosa piedade e vossa sahedoria, quanlo sao
abundaules as misericordias de Dos para todos a-
quelles qne a provocam; qoe forja tem a urarflo
para nos aproximar de Deos"e se fechar todo o
accesso ao inimigo de nossa salvarao.
A supplica, para nos servir da linguagem de Sao
Joaochrysostomo, be a fonte, he a raiz, he a ni A i
de bens innuraeraveis; a poder da oracao exlinguc as
chammas, refrea o uror dos leoes.silspende a guer-
ra, modera os cmbales, acalma as tempestades,
afugenta os demonios, abre as portas do co, quebra
os lacos da inorte, cura as moleslas, afasia as in-
felicidades, firma as cidades asiladas; flagellos do eco,
tentativas dos homens, nAo ha mal, que'a orarAo nao
dissipe. i> -
Desejamos ardeojemenle, veneraveis irmios, que
em quanlo se dirigir ao Pai das misericordias fervo-
rosas supplicas pelas causas cima apresentadas, nao
deiasseis, segundo o vol de nossas eneyciieas de 2
de feverciro de 1849, datadas do Caeta, de implorar
de accordo com lodos os liis por meio de supplicas
e volos mais ardcnles que nunca, a bondade dcsle
mesmo Pai, para que se digne esclarecer nossas al-
mas com a luz de seu Espirilo Santo, e que desle
modo possamos a respeito da concepcao da Sanlis-
sima Virgen Marie, loraaro mais cedo possivel urna
decisAo, que seja a maior gloria para Dos c para a
propria Virgen, nossa querida jriAi.
Para qe.osliei.,qn vos sao oliados teiHiam nes-
tas supplicas um fervor maisardenle e rolham dellas
fruclosmais abundantes, temos querido abrir os
paz he ograude
quj declare que
sesf e as opmlic
coadjuvaro
opposijao as forca da
unnime opiniAo pu-
Considerando com amargas e pueris angustias o
quo passava-seem Pars, elle represenlava na ima-
uuacAo os preparalivos do casamento, os banhos pu-
cados, osconviles fe.los, o enxoval c o vestido da
noiva comprados.
Eralim lenlou o ultimo recurso de vollar a Paris
I-roa (leci-Ao subila e violenta siibstilue muilas ve-
zes nos espiritos fracos os principios c o carcter.
1- 11 .* casi,.men"> devia ler lugar de 20 a
2.,. elle poda nAo chegar tarde. I.anSar-sc-hia aos
pesdo irmao, rogara a Marlha, e assim destruira
Esse desali feilo .i soite era como um jugo. O ju-
gador be aquelle que, adraillindo as perdas de Si-
utieiro enlre os desastres humanos, procura a occa-
siao de sua ruina, c arranja agosto a possioilidade
de joaar sua bola, jogava seu destino e o dos oulros.
bsrrevendo algumas linhas ao direclor da escola
elle parti como fugitivo, comparando corasiao mes-
mo sua expedirlo com a de Pedro; mas esquecendo-
sc de que Pedro quizera salvar o bcm-eslar da fami-
lia, o que elle ia lalvee perturhar-lhc o repousu.
Em Turin iiuvio dizer que os Alpes eslavam in-
iransilavcis, e vi0-se obrigado a vollar afim de cm-
barcaMean Genova para Marselha. donde passou a
t'aris. Elle vetara os peMUhoe*. coma pouco e nao
iiormia tomando sua agitarlo por aclividade.
So c legn a Pars no dia 22. Urna hora depoisjlo
meio-dia, apeou-se no pateo da casa da ra des lis-
tes extenuado de fadiaa e de anciedade.
A porta da sala de janlar eslava enlreaberla. Al-
gnns criados eslranhos acabavam de armar urna
mesa.
Natalis etciitou.
O noi,0 he HwJujni rapaz. nAo be altivo nem
alegre! dizia um rius criaitnsrS^UjnanbAaelle ra
e batcii-me no hombro perguntando-me*-8r> o iaulnr
seria bem feilo. '
Viste a nova'.' He mu formosa I
Algum lano paluda.
J!
Oh romo he tolo esse Francisco!
Nalalis apresenlou-se. A criada da casa reconhe-
(eu-o e informou-o de que.o casamenlo civil Ijvera
lugar na vespera, e que todos linham ido ao meo-
(tia para a igreja, donde brevemente vollariam. O
Encycliea do Sar.ro Padre o Papa Po IX, a
qual concede ana Jubilen universal j
A nostos reneraveh irmios patriarchas, primazes,
arcebitpon, bitpot e oulros ordinarios, que eslao em
grara e em communhao coma Sania Sr Apostlica,
Pi IX P. p.
Veneraveis irmAos, saude e benro apostlica.
Volvendo nossos olhos para todo o mundo calholico
civil com a solicilude e os entimentos de nosa ca-
ridade apostlica, apenas podemos exprimir, vene-
raveis irmaos, u profundo pezar, de que nos adia-
mos possuido, quando vemos a sociedada ehrisUa e
civil perturbada de lodos os lados e de nm modo do-
loroso, alormcnlada e como opprmida pela, mais
tristes calamidades. Vos nao n ignoris ; as naccs
chrstaas sao nesle momento atribuladas e confun-
didas por goerras muito crueis, por dssensoes intes-
tinas, por medonhos terremotos, pela peste e por
oulros males affclivos. O qoe he mais para laiten-
lar-se, he que entre tantos males e calastrophes dig-
nas de lagrima, os filhos das trevas, que em sua gc-
raro sAo mais prudentes que os filhos da luz, com
toda sortc de artificios diablicos, de machinaces e
de conspirares, se esfoream cada vez mais em con-
tinuar urna guerra encarnicada contra a greja ca-
Iholica e sua doulrina salular, em destruir e arruinar
a auloridade de todo poder legitimo, em perverter e
corromper por toda .1 parte os espirites e os coraoScs,
em propagar em todos os lugares o veneno morlaldo
indefferentismo e da incredu/idade, em confundir
lodosos direitos divinos e humanos, em suscitar e
alimenlar as queslOes, as discordias, as revollas e as
rebeldas impias, nao recuando diante de nenhum
crime, de nenhuma maldadc, de nenhnma tenlaliva
para aniquilar, se fosse possivel, nossa sania religo
e al para destruir inlciramente (oda sociedade hu-
mana.
He por esta razAoque, no meio de crenmstancias
tao criticas, lembrando-nos que pela misericordia
particular de Dos possoimos o recorso da supplica
para obter lodos os bens, qoe precisamos, e conjurar
os males que tememos, nao temos deixado de crguer
nossos olhos a sania monlanlia, da qual esperamos
es, cuja dispensacao o Allissimo nos
tem confiado.
He por isto que, apoado na misericordia de Dos
e na auloridade de seos santos a|>ostolos Pedro e
Paulo, em virtode desle poder de ligar e desligar,
que o Senhor nos lem concedido, apezar de nossa
indigojdade, pela presente concedemos a iodos e a
cada em dos fiis de yossas dioceses de arabos os
sexos, qne, no espaco de tres mezes que cada un
de vos deveru filar antecipadamente e a contar do
dia que tiver sido determinado, examinando seus
neceados com homildade, os liverem confessado com
um arrependimento sincero, e purificado com a ah-
solvirao sacramental; tiverem recebido com res-
pedo o sacramento da eocharislia o visitado devota-
mente Ires igrejas por designadas, 011 urna
dellas por Ires vezes diversas, orando nella com
devoco por algum lempo, segundo nossa iulencao
pela cxallacAo e prosperidade de vossa santa mil a
Igreja, e da s apostlica, pela extirparlo das herc-
sias, pela paz e concordia dos principes ehristaos,
pela paz e unidade de povo chrislAo, e que alera
disto tiverem jejuado orna vez no raesroo intervallo,
e feilo algumas esmolas aos pobres conforme a sua
piedade; nos Ihes concedemos urna indulgencia em
forma de jnbileu, que elles poderlo applicar em
forma de suffragios s almas do Purgatorio.
Por islo, nesta occasilo smente, e no espaco de
mezes cima ditos, vos damos a faculdadede conce-
derdes aos eonfessores de vossas dioceses todos os
poderes por nos concedidos no jubileu publicado por
nossa hcyclica de 21 de novembro de 1851, enc> cu-
ca impressa, dirigida a vos e comceaodo por estas
patarras: Em virtuce da nos oulros; todava jul-
gamos dever azer as mesmas excepcoes que fizemos
naquella enc>clica. Alm disto damos a permissAo
de concederdes aos fiis de vossa docese, nao s.
leigos, como ecclesiasticos, seculares e irregulares,
e de qualquer instituico que for, mesmo daquel-
les que tenham necessidade de urna menrAo espe-
cial, a faculdade de escoHier nessa occasiAo" o padre
que Ihe agradar, secular ou regular, enlre os padres
approvados, e conceder a mesma faculdade s reli-
giosas, mesmo aquellas que nao eslo senlas da ju-
risdieao do ordinario, e as oulra mulheresque mc-
ram nos convenios.
Ao trabatho pois, veneraveis irmaos. que sois
chamados para parlilhar nossa solicilude, e fosleS
constituidos os guardas dos muros de Jesuralem.
NA deixeis de orar coranosco de dia e de noile, de
unir humilde e fervorosamente rosaos brados e vos-
sas supplicas au Senhor nosso Dos s vossas continuas
aeces de -nica, de implorar sua divina misericor-
dia, alim de que sua propicia raAo desvie os Ilagellos
que nossos peccados tem atlrabido sobre nos, e der-
rame sobre todos com clemencia as riquezas de sua
bondade.
Nao duvidamos que vos deis pressa em responder
da maneira a mais perfeita aos desejos e pedidos
qoe acabamos de fazer; estamos lambem inteira-
mente persuadidos de que ns ecclesiasticos, sobre lu-
do, os religiosos e as mulheres consagradas a Dos,
assim como todos os leigos fiis que, levando urna
vida piedcnaVJjt marcliaui dignamente no camiuho de
sua vocarao, dirigirle a Dos, sem inlerrnpefo e
com o zelo mais ardehte. suas supplicas. E para
que nossos padres achcm um accesso mais fcil jun-
io de Dos, nao c [invocar os suffragios daquelles que j lera conquis-
tado a coroa e a palma da victoria, e nossas preces
sobre ludo te dirijan com perseveranra a Mara,
mi de Dos e Virgen I inmaculada, cuja intercep-
So he mais poderosa e raais favoravel junto de Dos,
por ser ella a mAi de graea e de misericordia ; pe-
camos lambem a proleccAo dos sanios apstelos Pe-
dro c Paulo, e lodos os sanios que reinara com Je-
ss Quisto nos ceos.
Nlo procuris, nem consideris nada mais impor-
lanle do que empregar lodos os esforcos do'vosso
zelo fin exhortar constantemente os fiis confiados
aos vossos cuidados, dar-Ibes vossas conselhos e vos-
sas animaces para que se cdiliquem cada dia com
mais firmeza e solidez na prolissAo da rcligilo ca-
thulica ; fujam com o cuidado mais solicito aos em-
bustes, s astucias c s fraudes los homens que
procurara perde-lo-. e se esforceui em marchar com
um prazer rresceole no caminho dos prcceilos de
Deo, abstendo-se com lodo u zelo possivel dos pec-
cados, que slo a origen) de lodos os males que aflli-
gera a hiimanidade. Nao desprezeis nada para es-
timular lano como convem, o zelo dos parocbos
especialmente, afim de que, cumprindo cuidadosa
e religiosamente o dever de seu cargo, nao deixem
de inculcar aos ehristaos quo Ibes eslo confiados
Uto perfeitamenlc quanlo slo cnpazes, as lices san-
tas c prescripcoes de nossa fe divina, de aperfeicoa-
los, mi 1 r i -los com a administrarlo dos sacramentos,
c exborla-los na sania doulrina.
Finalmente, como penhor de lodos os dnus celes-
tes c prova da ardenlissima ra ridade que temo
para vos, receliei a benrao apostlica que vo-la-
damos do fpndo de nosso roraclo e com amor a
vos, veneraveis irmaos, o a lodos os clrigos o fiis
leigos confiados i vossa guarda.
Dado em S. Pedro em Roma no 1. de agoste de
1855. nono anno do nosso pontificado.
Pi IX papa.
viuT,
DAS DA SEMANA.
9 Segunda.S. Dionisio h. m. ; 8. Abrahaiii.
10 Terca. S. Francisco de Borja; S. Eulampio.
11 Quarta. S. Nicacio b m. ; S. Samatra 111.
12 Quima. Ss. Prisciliano e Domnina mra.
18 Sexta.Ss. DanieleHugolinomm.; S.Samuel
14. Sabbado. S. Calislo p. m.; S. Fortunata.
15 Domingo. 19.* S. Tbereza de Jess v. c. ;
S- Ageleo m. ; Ss. Aulbiocp Severo bb.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO
Dia 23 de acost.
I.ida e approvada a acia da antecedente, o pri-
d emita do seguinle expedien-
ia iisnesa o se-
senlior Aubry e o senhor Pedro leram grande sals-
larao de tornar a ver o senhor Natalis !
Assim ludo eslava feilo Nalalis s era exacto
para o Janlar de bodas O homem da ultima hora
negara para a primeira, e 11A0 rallara ao menos
como convidado i testa.
O rumor das carruagens qne entravam no pateo
lembrou-lhe logo que linha de representar o papel
de irmlo aITceluoso. Elle compoz as fecOes, tomou
o ar da circumstanca, e esperou a p firme. Para
sermos justes devemos concordar qoe elle nAose por-
(ava mal em face da dr que psovocra.
Ouando o viran, lodos derib eiclamacoes de ad-
mirarlo e de alegra.
Imagine o leitor os transportes da ma. a emorla
ue Leonardo, a cordial expanslo de Pedro c de la-
Mas Marlha, o aspecto le Marlha, o acoVhimen-
lo de Marlha era o que Nalals desejava e tema.
Inquietarlo de culpado! Marlha foi serena como a
propria honeslidade.
Ella entrn dando o braco a Mara, ajqual' vendo
INatalis lancou-sc-lhe ao pescoro exclamando:
Meu irm.iii !
Quando Mara dcxou-o, Marlhaadiantou-se lam-
bem, e com sua voz argenlina e sonora ao corarlo,
disse como Mara :
Meo irmao!
E apresentou-lhe fronte .10 bejo.
Nalalis encarou-a. Ella nao linha corado ; mas o
que impressionou-o sobreludo foi sua inefavel scre-
nidade. Seu sorriso nem linha a suspeila do mal.
bastamente admirada e ingenuamente carinhosa, el-
la Irouie-Ilie a memoria as virgens de Corregi toda
simplicidadee bondade.
Sm, folgo de v-la, minha irmAa Marlha, dis-
se-inc elle pondo-se como que por conslrangraeulo
no tom dessa harmunia. OT
Sabe, Natalis! tornou ella, foi sua boa cla Ni
que decidio-me inlciramente.
Nao havia em'seu acento ou seu ar a sombra 'de
urna reprehensao, ou de um pensaraento secreto. El-
la linha e\ iiteiftemiMite dado inlera a essa carta
mentirosa, e eslava convencida deque Nalals nnn-
ea li.nn olhado para ella eno com srmizade. lima
inspiraclo ignorante a linha um monaenlo deslum-
hrado e perturbado; ludo eslava acabado, ella linha
dispertado e eslava curada.
O supplirio de sua Iranquillidade e de sua graca
pareceu logo a Nalalis superior as suas tercas.
Oh! quero turnar a partir! disse elle comsi-
go. Convem que lome a partir!
Os comprimenlos dos convidados o reliveram il-
guns instantes. Ahi eslavam lodos os amigos da fa-
milia, os superiores de Leonardo na bibliollieca,
que linli un querido honrar o velho cninpanbeiro de
seus trabalbos, os empregados, collegas de Pedro,
Raymundoc lodosos seus filhos. Giboureau fez de
passageni a Natalis urna saudacao glacial.
Ouve-me, Daniel, disse Natalis era voz baixa a
seu amigo, ti decorarlo daquella sala de janlar de
Uordeos foi jWancoinmendiida a oulro pintor .'
Nlo qua en saiba.
tem, ranle euviar-me a Uordeos urna carta
de introduces de teu amigo Ileiiriquc. Por ora
confirma ao menos pelo teu silencio o que" vou dizer
em Ina arsenca a meu pai,elevandn-o para o lado
de Leonardo, tomou-os ambos parte e disse:
Meu charo pai, Vmc. v que nao tardei a par-
ticipar de suas ideas, e a deixar essa Rema, qne re-
almente e-maga e aniquila O pensam'ulo individual.
Quizfazcra Vmcs. ana sorpreza, cijo segredo s
meu charo Daniel possuia, e por una volla algum
lanto lonsa vim aqui para assislr jo menos sua
felicidade; mas a verdade he que en devia ler ido
directamente a Brdeos, onde sou esperado para o
Irahallioque Vmc. sabe. Nao quero enlrislecer a
fesla, e me esquivare) sem dizer 11.1ra logo que sa-
bir da mesa. Vmc. desculpar milha retirada de
noile junto de minha mi.
Que! apenas chegaste, j quires vollar cx-
clamou Leonardo. Natalis andava agora de estrada
em estrada, e essa necessidade febril de movimen-
lo conrordava com sua desorden! interior.
a ou dous? a-
mciro secretario
le:
L'm oflicio do secretario da cmara dos deputa-
dos acoiupanhaudo a seguinle resolur;ao ;
o A assemblea geral legislativa res'olve:
Arligo nico. O governo he aulorisado para
conceder caria de naturalisaclo de cidadlo brasilei-
ro aos subditos portuguezes padre Joaqoim Ferrei-
ra dos Sanios, bacbarel Bernardo Teixeira do Mo-
raes l.eile \ elho, Duarle Guilherme Correa de Mel-
lo, e Joao Jos de Almeida Cruz, e ao subdito sardo
padre Jos Imeco; cando para.esse fim revogadas
as disposicas em contraro.
Paco da cmara dos depulados, em 2de aguslo
de 1851. liiconde de Batpendq, presidente.
francisco de Paula Candido, I. secretario.
Francisco Xavier, Paes Brrelo, 2. seepetario.
A imprimir un Jornal, nlo o estando.
O Sr. Monlezuma motiva e maud
guinlc requeriraento :
i Requeiro que se peca com urgencia ao governo
um ornamente approximado do valor dos predios da
ra do Sano, cuja abertura se (leve de'tratar no se-
nado, conforme o projeclo que passou na cmara
d* Srs. depulados. fazeudo-se ver ilislinclamenle o
valor daquelles edificios que devem ser uecessara-
menle demolidos, qualquer que possa ser o syslcma
adoptado para a referida abertura.
Pacu do senado, \ de agosto de 1851.Mon-
lezuma. n
Fica adiado pela hora.
I.e-se e approva-se a redacelo das emendas feilas
pelo senado a proposirlo, viuda da cmara dos de-
pulados, erigndo (em matriz a capella de Sanio
Antonio dos Pobres, e remclle-sc referida c-
mara.
Passando-sc ordem do da, couliuua a 2." dis-
cusso do ornamente no arl. !>., relativo a reinessa
da proposla do poder execulivn com os seus pa-
ragraphos e emendas da cmara dos Srs. depula-
dos.
O Sf. I'isconde de Paran,'Presidente do Cont-
Uto):Sr. presidente, muito pouco lenho que ob-
servar.
Primeramente, pelo que loca ao calculo da recci-
la para o anno financeiro de 18551856, notou o
nobre senador (o Sr. Monlezuma) que elle era dimi-
nuto.
Tenho a declarar ao senado que a base do calculo
foi a que a lei determina, o reudimento dos Ires l-
timos annos, entrando o I." semestre do anno fi-
nanceiro de 185.11851. Al enllo nao lindamos'
oulros dados para lomar; e com elTeilo, seaundo es-
tes dados, a renda est exactamente calculada em
.11,000:01)03. He ceno que hoje ha maiores dados,
purque existe jo conhecimento da importancia do
rcndirnenlo do ullmo semestre de 185:1 a 1854; e
se tvessemos em conta o ren lmenlo desse semes-
tre, o calculo poderia ser mais aventajado, a renda
poderia ter sido elevada a maior algarismo; mas com
os dados com que se fez o ornamento ella nao pode-
rla ter sido elevada a mais de 3i,000.-0O0. E mes-
mo nlo seria prudente eleva-la quando nos anuos
nuanceiros passados nlo occorrerara as cirenras-
laucias da guerra do Oriente que occorrem nesle
anno, e que provavelnienle orcorrcrAo no anno ..
douro, e que devem influir lalvez a respeito da nos*
renda.
Estuu persuadido, Sr. presidente, qoe os elTeilo
dessa guerra bao de se fazer mais sentir no correnle
anno financeiro do que no anuo vindouro: prova-
velmenle novos navios se construirn, e o commer-
cio supprirn com esses novos navios a falta que tem
actualmente sentido daquelles que, atlrabido. por
nulras necesidades da guerra, nlo tem concorrido
no mesmo p em qoe auleriormente conrnrram aos
porlos do Brasil. Espero pos, Sr. presidente, que
no anuo finaiiceiro'futiiro a renda nlo baixar do
31,000:0003 calculados; mas, comquanto recoutiera
que os dados que temos.hoje poderiam permiltirqiie
ella fosse elevada, repilo, nAo enlendo anda presten-
te fnze-Io, nao posso calcular al que poni a guer-
ra podera influir sobre o augmente ou diminuirlo da
renda.
Pelo que toca. Sr. presidente, tarifa, he cerlo,
como disse o nobre senador, que a tarifa se ache em
esludo, e que a intencAo do governo he considerar
esta materia e fazer ludo quanlo for possivel, gu-
ando-se nesne ponto pelas sobras que houve na re-
colta. Nlo leudo nos eslabelecido novos impostos
que pudetsem habilitar a reforma da tarifa era urna
grande escala, estando na necessidade de a fazer
cora as sobras da rcccila ordinaria, nlo be pus-ivel
dar grandes largas a lemelliante reforma, nem mes-
mo he prudente; todava, acompauho as ideas do
nohre senador emquanto enlende qoe os seeros
alimentares slo daquelles que mais favor merecem,
e que chamara particular allenco do governo na
reforma que houver de fazer; mas estando em eslu-
do esle objecto, como bem ohservou o nobre sena-
dor, tendo o governo de ouvir a seccilo no conselho
de estado a que esta affeclo, ulo julso prudente
aventurar nem esperanzas nem desanimo a este res-
peito. .
O Sr. Monlezuma:Apiado.
(' Sr. Presidente do Conselho:Slo eslas, Sr. pre-
sidente, as observarles que linha a fazer.
NAo liavendn mais quem pera a palavra. julga-se a
malcra discutida, e procede- o {, volacAo; sao appro
vados sem debate u arts. 8, $> c 10. *
Enlraemdiscusslooarl.il additvo com seus
paragraphos.
O Sr. Monlezuma pede esclarecimcntos relativa-
mente ao j -2. do art. em dscuss, e faz alm dis-
so varias uservaces.
O Sr. I isconde de Paran (Presidente do Con-
selho):Darei primeramente aquellas iuformaces
que posso a respelo das estradas de ferro da Babia
e du Rio de Janeiro.
Pelo que .loca i da Baha, nAo consla, que esteja
companhia oraanisada para a eiecncao desla eslrada
porem ha esperancasde que com una garanlia ad
dieioual de juro que fui volada pela assembla da-
quella provincia possa o cinprezario conseguir orga-
msa-la. Honvc em Londres alguma duvida a res-
pedo da legalidade dessa garanlia concedida pela as-
sembla provincial; o governo ouvio ae-le respeito
a seceAo do imperio, e j solveu a, duvidasque se
mili 111 suscitado.
O Sr. Monlezuma: Decidi favoravelmente J
O Sr. Presidente da ContelhoSim, senhor por-
tante be de esperar que o empresario p. ssa com es-
ta garanta addirional organisar a companhia.
Pelo que respeita ao contrate para a estrada da
provincia do Rio de Janeiro, existem os obstculos
que o nobre senador ponderou; isto he, este mra-
lo da pnssibiiidade aos conlraladorcs, sem faltarem
a sua letra, de procrasluarema execuclo da estrada.
O governo tem peasado sobre o meios.de apressa-la
e creio que enlre oulros delibera o Sr. ministiu do
imperio talvez mandar fazer o iiivelaraenlo da estra-
da porque, qualquer qjie seja a deliberaclo dos
contrnlaoores. adiantar-se-lia assim o trabalhs. Es-
te iiivelamenlo, segundo o contrato, devia ser man-
dado fazer pela companhia.
O Sr. Monlezuma:A cula ilella.
0 Sr. Presidente do Conselho: Ella adianlava
as despezas, mas no caso de que afinal delibrame
nao constituir o camiuho, o governo tinha de mdem-
nisa-la; por consequencia parece que nao perder o
governo em mandar adiantar este nivelamento; ou
a companhia conslrua a estrada e ha de pagar essas
despezas, ou nao a comlrue e nesse caso nao tem de
as pagar; serapre o governo teria de carregar com
esla despeza segundo o contrate. O Sr. ministro
,mP*i" esLl d'9Posto' ,0R 1ue teuha os engenhei-
ros habilitados proceder ao nivclamenio, de adiantar
esse 1 rabaiho. He quanlo posso informar a este res-
peito.
Pelo que toca ao objerto qne se discute, leudo de
dizer acerca da conslruccao por parle do governo ou
de grandes companhia sao serapre mais caras; por-
tento se for possivel que esla obra da casa da moeda
se execute por empreza nao duvidare admitlir.
1 elo que (oca acquisiclo do trapiche da Ilhn das
Cobras dlrra dizer que nao eslou na deliberarlo de
adquirido ja qualquer que soja o preco. O trapiche
perlence a dilTerentes herdeiros, por issod-sea pes-
sibilidade de ser comprado, porque lalvez se fosse de
um so dono nAo se dense a mesma possibilidade. Por
esle trapiche tem o governo pago nma renda 10:0005
e he vantajoso esle pagamento porqueo produelo da
armazenagens he superior a esla renda. Sem duvi-
da esse trapiche he mil \ alfandega, e couvr ad-
quiri-lo mas no raso de que passe a aulorsarlo nlo
o farei senlo em termos razoaveis, lano qauto o
posso fazer com vanlagem do Ihesuuro publico.
Pelo que respeita consignado para o lusliluto,
tenho de observar qoe desde 1810 parece-me que se
consigna para o Insllute dous conlos de res. O
anno passado para auxiliar algumas publicares 11-
Icis que u Instituto (rala de fazer se julgou conveni-
ente elevar esta cousignarlo de dous contos a qualro
e passou este augmento era ura artigo addilivo. Es-
le anno na orgauisaeaodo orcamenlo pelo ministerio
do imperio devia-se ler consignado desde logo os
qualro conloa, o que dispensara o artigo additvo de
que se traa, mas nlo so comprebendeo se nlo a
ciinsigiLicao anterior, nao se fizeram cargo de pedir
a consignadlo addicional dada o anuo passado em
11111 arligo addilivo. Esla falla he que se reparou
consignando estes dous conlos. Parece-ine que he
sullicienle esla somma c esl conforme com as recla-
maces do Inslitulo; julga-se que a somma de 1:000
ha sullicienle parasefazerem as publicaees Je obras
ique nao eslo anda impressas.
Ouanlo ao paramentes das calhedraes, he urna
despeza que se tem tornado neerssaria, por isso que
todos os paramentos da maior parle das Sos do im-
perio esto lacerados. Amigamente cs(es paramen-
tes eram romenlos pelo Ihesouro ou pelo rei; he
necessario dar alguma cousa para esse objerto. Con-
cordo com o nobre senador que, vistas as necessida-
des que temos de promover as estradas, a navegai;ao
objectos que pdeme fomentar a industria do paiz.'hc
necessario quo estes foruecmenlos se fseam o mais
econmicamente possivel, e esla me parece ser a 'n-
lencAo do Sr. ministro da justica, reparando-os va-
garosamente, nAo dando logo paramentes de gran-
des cusios a Indas as Ss, mas occorrendo aquellas
que liverem mais necesidades, e soprinde s o mais
iudispcnsavel. He o que tenho a dizer.
Nlo havendo mais quem peca a palavra, he posto
o arligo i volarlo c approtado.
O arl. 13 be appro vado ten debate.
Enlra em diseuseSo o arl. 13 redinMo a 5 % a la-
xa do juro do empresliroo do cofre dos orphaos, etc.
Fallam os Srs. Ilollanda, Tosa, visconde de Pa-
ran, e Monlezuma e nlo havendo mais quem peca
a palavra, julga-se a malcra disentida e approva-se
o art. 13.
Entra em disrussdo o art. 14 que diz qoe a dispo-
sicAo de arl. 5. da lei n. (83 de 5 de jomo de asme
passado.coiuprehende desde j o fondo encorporado
ao Raneado Brasil.
O Sr. Tosa depois de fazer algumas considra-
seles em opposcao ao arligo.continua nos seguinle
termos :
Deixarei de fazer as observacoes qoe tinha de of-
terecer'neen a desla materia, deixarei de emillir
a minha oplniln ; mas eu quera faz-lo para evitar
que se reprodnzisse algum aclo semeihanle a oulro
qnej appareeeu. e agora com mais alguna razio,
*Jom mais vislumbre de competencia, do qoe no ca-
so a que alindo. Esle caso he o do decrete qne esl
no relalorodo Sr. ministro da justica acerca dashy-
polheeas commerriaes, declarando que estas nlo pre-
ci-am ser registrada no tribunal do commercio pa-
ra que punan produzir lodos os seus emsilos, se
por ventura liverem sido inscriptas no registro ge-
"'. Houve aqoi urna derogarlo manifest do art.
26.) do cdigo rommerrial.
Ora, se um arligo do cdigo, Uo claro e Uo ei-
presso, foi assim derogado por om decrete, conlra
aquillo mesmo que o Sr. ministro da jnslica como
collaboradordo regulamenlu de 25 de novembro de
18j0 havia deixado entrever bem explcitamente,
lenho muito receo de que se v por um aclo do
poder execolivo attribuir a lei a iotellisencia qne
ella nao lem, por meio de interpretarlo aolbentica
que Ihe nlo pode competir em semelhante caso.
S. Exc. prevaleceu-se da disposicae constitucio-
nal que permute ao governo dar regulamentos para
a boa esecoclo das leis, o que por certo nao impor-
te a derngaclo de qualquer preceilo dellas: eolre-
taolo debaixo daquelle pretexto S. Exc. foi derogar
um arligo expresso e claro da lei, e (ao espresso e
claro que V. Exc, Sr. presidente, qoe eolio presi-
dia ao tribunal da relaeio, ha do eslar lembrado de
que houve desejo e intcnclo manifest de se nlo
dar rump imento ao decreto, porque era manifest
0 excesso, e inquesliooavel .1 violarlo do preceilo
legal, por mais conveniente que fosse a sna doulri-
na 11a opiniAo de alguu.
Nlo se tome isto por opposcao, nlo o he absolu-
tamente, nem eu quero fazer disto colpa ao nobre
ministro ; enlendo que foi om desse* actos que ns
veaes se pralicam sem se ter pensado muilo madu-
ramente sobre o negocio.
O Sr. Rodriguet Torres Dzem qoe moilo
reltecti lo, muito razoavel e muito justo.
O Sr. Totla : O nobre senador parece qne he
dessa opimio. porm se ler o arligo do cdigo ha de
ter urna opimlo iuteiramfeiite contraria. Mas, Sr.
presidente, permita V.Exc. que eu faca anda urna
observacaoi...
O Sr. Prtridente: Nlo posso admiltir discus-
sao sobre 11 cdigo do commercio.
fl Sr. Tosa : V. Exc. lem deixado discutir.
lirremente a quanlos tem pedido a palavra....
O Sr. Presidente : Tenho s deixado rallar a
respeito de objectos que dzem respeito ao orcamen-
lo de que se trata-
(Ha um aparte.)
O Sr. Totla: He verdade, tem se fallado de
omm cioifi; entretanto que eu qoe poucas vezes
uso da palavra, e que. eoahimo ser seaapre restricto
as materias em dscussao, sou inhibido dt proferir o
que pens....
1 9 ,Sr-Prftfc"le:Seo senado enlende que se po-
de fallar sobre esse objeclo pode-o decidir, eu enlen-
do que 11A0.
0 Sr. Tosta :Pois bem, lenho dilo quanlo me
1 pcrmillido.
foi
1 jli:
o podes conceder-nos nm
crescenlou o pai.
He impossivel! retire meu luar por cincoiJio-
ras alim do afrontar teda a lenteci. Minha vinfa a
Paris laz-me perder mais de urna senan.i. O dever
esla em primeirn loaar, nio he assm ? Alm disso
desla vez nlo estarc ausente mais le dous uu Ires
mezes.
Esla promessa c a linguagem firme de Nalalis per-
suadiram a Leonardo, o qual senlia-se mais conten-
te do que linda estado desde muilo lempo. No cen-
tro dessa mesa palriarc.hal, rodeada de una eoroa de
fiis amigos, elle ronlcmplava ora sua mulher re-
morada, seu primognito casado, seu Nalalis j de
volla, Mara viva e riaonha, Marida, sua nova fillia,
lio boa quanlo bella. Emlira por toda a parle anu-
de eslemba a vista sii poda ver telicidade e honra
para lodos os seus.
Nalalis assenlado ao ladu da mii em frente da noi-
va opprimia Brgida de ternuras; mas ao mesmo
lempo farla\a a alma c os olhos com a visla de
Marida.
Elle foi odiosamente arraucado dessa alegra do-
lorosa por Cbourcau, o qual na sobremesa canlou
coplas de seo goslo, as quaes tralava-se muito de
.Marlha e Venus.
Terminado o janlar, Nalalis foi aperlar furtiva-
mente u roaos do pai e de Daniel, e saturnio sem
ser percebido dirigio-so logo ara a eslacao das
po-lil-,
Eli? nlo me amava disse elle comsigo no ca-
minho. Eu nao amo-a lambem, e sobreludo nunca a
amarei!
Sincero 011 nao, o desojo de Nalalis cegava-se. Se
na algum amor que deva altralnr e eduzir urna ai-
rad fraca he rviientcmentc um amor impossivel.
Fim da seguna parle.
TERCEIRA PAUTE.
A CRITICA NO AMOR.
I
Podemos dizer que a histeria de Nalals resumi-
se em Ires (lucilos. No primeiro, do qualsahim ven-
cedor, sustentado, protegido e salvo pela familia, el-
le combalera pela familia. O segundo duello de Na-
lalis, nao .0 menos nolavel, foi conlra si mesm.
No ca-lolio de Merignar perlo de Brdeos, onde
havia de facer as pinliiras da sala de janlar, Nalals
i',1"7 ,m"es q."3si s- ?"^"^ .ompanhia para Nalals so achou em casa as tres mull.ere, Brinda
elle! Sol.dlo. pobreza, pnto, exilio, os homens Marina e Mara, a. quaesrabslhavamTi n i, no a?"
fortes lem era s, o que Ibes he osario para sup. | im eWVersando. ^ZT^^lZolmVt:
porlarem essas miseria, perdoem-nos es(a rompara-
eao ; elles sao como o camello, construidos c arma-
dos para atravessar os desertes. Foriuam-se lambem
corcovas era sen pensamenlo, e quando "sua alma
tem fume ou sedo, vive disso. Porm Nalalis redu-
zido a si mesmo devorava sua verdadeira substancia,
sua propria sciva.
O trabiilho leria pulido preserva-lo; mas o que
elle linha de piular eram asqualru partes di mun-
do em cima de cada porta, e o norte e o mciodia en-
tre diias. c estes assomplos requeriam raais a hahi-
lidade da mAo que o esforco da fronte. A bibliollie-
ca do castello eslava t sua disposieSo. Retirado ein
seu 1111 nlo nos longos seres de f-\ cr.-ini e de mareo
elle lia e relia, esereva mullo e mesmo rimava algu-
mas vezes, completando assim a cducaclo de sua dor.
Nossos Icilores hao do eslar lemhrados de que nes-
sa poca o adulterio eslava em moda.... nos roman-
ces, e que as viuhetns dos livros in o lavo represeu-
lavan infallivelrocnle mulheres mui desenvollas. O
danqueiro proprctario do caslcllo linda-se casado re-
cenlemenlc com una rapariga americana ocio-a, e
enfadada, que naodara vir de Paris as novidades
Iliterarias. Nalalis leve as mos lodos esses volu-
mes anda impregnado! de um vago perfume de mu-
lher e com elle enlreleve seu delirio.
No lm de abril seu (rabalho eslava terminado.
1 rimeiramente elle lind pensado em viajar; mas
soa alma lema e febril eslava desde mais de seis
mezes saodoaa da amisade da familia, do almo calor
da vida em commum.' Elle nAo leve a coragem de
desterrar-se mais lempo dos beijos da roli.
Smente foi mu severo para com sigo e disse:
Estou quasi ccrlo de que Marida nlo me ama e
nunca me ann; nAo sei se arao-a ou nlo, nem
mesmo se a amarei anda. Ser preciso pois que to-
dos os dase quasi tedas as horas cu me interrogue,
e me analyse e fue um escrupuloso exame de cons-
ciencia no meu cmelo. Ao menor symptnma de
recadida, .1 menor appreheuslo do mal, fugrei.
Cheio desse pensamenlo, o mancebo vollou para
Paris, onde chegou em um bello dia de maio. Oreo
eslava azul, o ar poro e fresco, ludo sorria de esoe-
rauca e de vida. *.. v
O Sr. Presidente do Conselho .Peco a palavra.
OSr. Prndente :Tem a palavra, mas devo
anii)em lembrar ao Sr. ministro que, se he para tra-
tar da mesma materia, ella nlo est em discosslo.
i n/eonde de Paran (Prndenle do Con-
selho ):Parece que posso res|>onder censara que
acaba de ser feila. H
Sr. presidente, o nobre senador fez roenclo de
um aclo do poder execulivo pelo qual se dedarou
que ulo era necessario o registro especial do eom-
iiiercio, quando urna hypolheca qualquer linha sido
registrada no registro geral. He verdade, Sr. pre-
sidente, que esta deliberarlo foi tomada pelo go-
verno, e ao nobre senador parece qne ella esl em
opposcao directa com urna dspo-iclo do cdigo.
NAo desconhero, Sr. presidente, qne ha una op-
poscao perante o cdigo do commercio. Quando elle
o projectado nlo exista anda o registro geral das
hv polhecas, e eutao lendo o cdigo de eslabelecer a
necessidade desse registro, deveu na verdade declarar
que serian registradas tedas as hypothecas qoe li-
vessein relaeio com o commercio. Mas, desde que
houve um registro geral de h) polhecas, j 19 v que
este artigo do cdigo poda ser oorrigido* Parece
que era iiiteramente negocio regulamentar eslabele-
cer a nAo necessidade de daos registros simultneos
para urna s hypolheca. He o qoe tez o Sr. minis-
tro da justica com a sua declararlo.
Esta declararlo nAo foi resolvida ligeiramenle.
ro ouvida a scelo dejusliea doconselho de estado;
nAo foi urna simples deliberarlo do Sr. ministro, foi
de conformidade com o parecer da scelo dejusliea
do conselbu de eslado, que pareceu moilo circuras-
perla e bem fundada. Nao ha necessidade nenhuma
de onerar o ewnmercio com a repetirjjo de regis-
iro c emolumentos para urna hvpotheca j* regis-
trada.
O Sr. Tosa : d um aparte.
" Sr. Presiiente do Conselho :Quando o cdi-
go foi projectado nlo havia registro geral, por con-
quencia leve necessidade de assim dispor ; depois
quando foi votado nlo se altendeu a essa disposrlo.
Nlo me oceuparei, Sr. presidente, com as socieda-
des commandilaria, tenho a declarar ao nobre
senador que me achode conformidade com oSr. mi-
nistro da justica.
O Sr. Monlezuma : d um aparte.
O Sr. Presidente :Para que vem o Sr. minis-
tro reproduzr esla discussao ? Eu j declare! que
nlo linda urna regrt para uns e outra para oulros.
Enlendo que esta discosslo de fora da ordem; se o
Si. ministro pode fallar, lambem pode fallar qual-
quer oulro Sr. senador. Eu entend que nlo poda
deixar continuar a dscussao sobre o cdigo do com-
mercio, porque elle nao esl em disenssao. Se o se-
nado enlende o contrario pode-o resolver. '
O Sr. Totla :Vou explicar muito succinlamen-
te a opiniAo que emilti, isto he..que o decreto de
que se esta queslionando he positivamente opposlu
n le, e que nao foi maduramente pensado para que
fosse publicado.
i.
mi iTii Ar\r\
cipe, Mara com seus gritos de passarinho alegre.
Marida com um dello oldar fagueiro, Brgida com
seus abraco incessantes. Depois vieram as pergun-
las, as narracoes e oulras pergonlas. Nalals lam-
bem seutia-se serenado e contente. Assenlado aos
pes dellas em ura lamborete, tendo Brgida direila.
Mara esquerda c Marlha na frente, abandonou-se
um instante sua ndole, e sentie-ee satisfelo de sua
surte c de si mesmo.
Lembras-te, minha mli ? exdamoo elle alegre-
mente. Quando eu era menino, amava muito mais
as mulheres do que os homens. Oh! quanta razio
linha Ellas nos consolam muilo melhor do que el-
le no sutenlam. Sua misslo he enchugar os olhos
que rlinram e alagar as frontes ardentes, e o bom
Dos nAo Ibes deu para oulra cousa essas mAosinhas
delicadas.
Pedro volteo primeramenle e por pouco nlo es-
magou Natalis em seo vigoroso abraco.
Ah j viesle. lilho prodigo! Mas nlo ha ca-
drilo para elle, minha ma! He melhor a carne de
doi! ad! ad.'ah!
Reparando que Nalals e Marlha nao se Iratavaru
por lu. Pedro disse-lhes:
He preciso habiluarem-se a isso
Voss rae permiltir trata-la por tu, Marlha !
pergunlou Natalis. v '
Como quzeres, meu irmao, respondeu ella ser-
rindo. r
A chegada. do pai completou a famiUa. Leonardo
te"'va emlim a ver lodos os filhos reuuidos^m tor-
node si. Esla idea lanc.ou na gravidade habitual do
veino urna especie de alegra, e mesmo em sua ale-
gra urna ponte de malicia. Vendo Marlha lao em-
penhada e to fraternal como Mara para com o re-
esjlcbegado, elle disse rindo : ,
Ada) ad Natalis domeslcoo-le j, selvagero,
que um mez depois do casamente chama vas anda
leu marido: senhor Pedro c qoe tratas pur fu o
leo irmao no fim de om quarlo de hora I
Nalalis corou, e Marlha respondeu Iranqnitla-
menle:
Que pai maligno Com Nalalis Uve o lempo
de liahiliiar-me ao seu pensaruenlu, e domis somos
da mesma idide.
[Conlimar-re-ha..

-:-(


a



.9.....I" HUH

OSr. Pruidmle do Coiuelhi: Foi maduramen-
te penudo.
O Sr. Tonta : Nole o senado as patarras do
cdigo, e notar tambem is palavras do Sr. mioittro
ila juslica. Trata-ie da hviiolheca conimercial, he
o art. at. Diz elle :
a A hypotheca dos bent de raa feila para segurar
qualquer ohrigajAo ou divida cummercill s pode
prorar-se por eecriplura publica inscripta no rcgii-
tro do comuiercio etc. i
Esta dispusiQao nao oftVrece a menor durida, e o
que declarou o Sr. ministro da juslija ? Que a hy-
polheca commerrial queiiao for registrada no tribu-
nal do commercio, mai q e liver ido registrada oo
registro civil, pode sor provada independentemente
daquelle regi*. Ha violceo mais manifesta ?
lie preciso qnalquer oulra aranmenlajao para se
poder convencer de que o artigo do cdigo mi ma-
infestamente conculcado, quaesquer que fossem as
conveniencias Se porem havia conveniencia era
de nao publicar-se esse decreto, quando nao havia
quem em boa f duvidasse da inlellisrncia do arti-
go citado, quindo ao poder judiciario esltvam sujei-
las causas julgadas em !. e2." inslancia.no sentido
obvio do masmo artigo.
Do maneira que com a poblicajao deste decrolo
se foi jotamente ferir direlo adquiridos em boa
je. que se fundavam na expressa determinaclio da
le. De maneira que se foi fazer com que muilos
mdivldnos ficassem illudidos em sua boa f, porque
nao yendo hypolheras inscriptas no registro do com-
mercio, contrataran! cum os llovedores respectivos
ua hypolhece de que os bens desles nao estavam su-
jeilos semelhantes onns.
Por consequencia, se lluvia conveniencia pelo que
foram respeilavaaos inculcados credores hypolheca-
nos.queomissns na execojaode urna disposicio legal,
indubitavelmenle muiton ai o conveniencia liaviaem
nao arrullar odireilo daquelles que confiaran! no
cumprimenlo religioso dessa disposica.i.
V Sr. Presidente do Couselho: Antes hivia
toda. Com isto se favoreca a boa f, e nAo a m fe.
O Sr. Totla : Depos o Sr. ministro da jusli-
ja quer justificar o seu de.reto com o artigo (!t:l do
reglamento n. 737. Diz este artigo : A falla de
registro, salvos os casos eipressos no cdigo, nao im-
porta a nullidade do insimlenlo, mas someule a
sanejao especial nos casos em que o exige.
Ora, a sanelo especial esla declarada no art. 265,
e lie que o instrumento nao pode provar cousa al-
guma, qne a h\ potheca nao pode ter nenlium ciTei-
to. O regulamento refer >se a oulros casos em que
se exige a solemnidade de reaislro, sem declarar os
elleilos delle, porem no seu nal salvou a sanccSo
especial que j notei. Agora quem lie que delermi-
nou isto I O mesmo Sr. miuistro que Unha redigido
o artigo que von 1er ao senado, porque elle iutervcio
como rollaborarlor ueste regulamento.
He o artigo 63 do regulamento posterior aquelle
de que fallei. Diz elle : a As escripturas de hvpo-
lliera commercial, antes de serena levadasao registro
publico do commercio, deveio ser registradas no re-
gistro geral das hypothecas. ..
Ora, senhores, quem lenlia reconhecido pelo arti-
go propno do regulamento, que eram necessarias
Uuas inscripjcs, vem pelo seu decreto dizer que nao
eram necessarias 1 Que algum oulro o tivesse feilo
poderia allnbuir-se a falla de conhccimenlo de urna
declarajao tao autenticara ; mas que fosse o pro-
prio eoilahorador do rcgul.imcnto, he cousa que deve
causar admiraran I
En peco, portando, licenja para dizer anda urna
vez que o decreto he maiiireslamenleopposto i lei,
e que por consequencia nao houve toda a madureza
necessaria para ser publicado.
Sr- Yi'inute do Paran (Prndenle do Conse-
u>o ): Sr. presidente, eu acho muito mais fura da
ordem esta dlscussao do que seria a das sociedades
em commandita ; tanto mais que o Sr. ministro da
juslica esleve nesta casa e nao se ventilen isto ; se
ate decreto eslava compreieudido na atlribuicao re-
gulamenlnr do governo, ou sehavia excesso, naosou
eu. senhores. o mais competente para discutir este
objeclo, porem nao mo parece que este decreto pu-
desse dar lugar a Iludir a boa f de alguem ; pelo
contrario, Sr. presidente, cm vez de Iludir, leve tai-
vez ero vista proteger os credores de boa f contra os
devedures dolosos que quizessem annullar hypothe-
ca!. legtimamente fritas por escripturas publicas e
rcgislradas no regislro geral. De sorle que, em vez
de proteger a m f. protega a boa f, e dcsprole-
gia a fraude e a m f ; porque s por fraude ein
fe pode um devedor qualquer prevalccer-e da falta
de registro no tribunal do commercio para annullar
a escnplura de Irypotheca legilimamenle feila no re-
gistro geral, qaaudo de ir.ais a mais aquello regislro
se torna inteiraincnlc escusado,porque lie tao sujeito
a ser conhecido do publico o regislro geral das livpo-
lliecas como o especial.
O governo, como disse, resolveu com toda madu-
reza, tordo accordo com a consulta do tribunal do
commercio, muito competente sobre a materia ; na
secrao de conformidade com esla opiniao. Podcm Iraver
opuiies individuaes que se apartem deste modo de
entender, mas ellas nao cheaaram ao governo ; o go-
vemo couformouse neste caso com a opiniao do tribu-
nal do commercio e da secro dejnslja ; e me pare-
ce que decidi bem, c prolegeu a boa f para livra-
la dos meros de que o dolo podia laucar mao para
annullar actos legtimamente constituidos. O mesmo
artigo que clou o nobre senador vem em apoio da
minha opiniao, isto he, aquelle que declara o effeilo
<|ue poda ter a liypolheca na folha de regislro, e he
precisamente a coutirinajJo desse artigo o que resul-
la da illsposic.io do govemo.
O resto que ha a dizer nao julao da minha com-
pclencia.
O Sr. Lopes Gama :Como V. Exc. tem admit-
lido alaumas reflexes obre o objecto, e como fui
iiiembro da seclo da juslija que deu o parecer, que-
na dizer algumas palavres em abono da ooiuiao nue
emitli. r '
Onindo eu fui consltalo sobre este objeclo, on-
carei-o por oulro lado, porque elle nao foi encara-
rlo pelo nobre senador que conbaleu n decreto do go-
v.,n"' cdigo do commercio instiluio a necessi-
dade re um regislro especial de bvpotlieca ; depois
disso appareceu urna le insliluiudo o regislro geral
pergunto.em presenca de nina lei que eslabelece o re-
wro geral nao desapparece ao especial 10 acral
nao ubsorve tu.lo ? Era urna superfetacao o registro
especial depois de haver urna lei csl.-ttelecciido que
I toda hypotheca para prorfuzir seus cffeilos havia de
ir ao registro geral. l'artindo deste principio parece-
me que o eoverno obrou bem, dixemln que com o
registro geral Unha ilesapparecido i necessidade do
registro especial.
Nao fajo mais do que justificar a sen;.lo a que per-
lenc, porque entend tambem nesta medida. Pare-
ce-roe que nao oceupei r or muilo lempo a attenrao
do senado*. '
Nallam lambemosSrs. Hollanda Cavalcanti, Mon-
lezuma c Rodrigues Torres, depois do que nao lia-
vcudo mais quem tenha a palavra, he o artigo posto
a votos e approvado.
O Presidente designa i ordem do da e levanta a
se-o. s
n
I.ida e approvada a acta da antecdeme, o 1" se-
"{u-io da conta do seguinte expediente :
DousoOicios do secretario da cmara dos dcnuta-
dos acnmpanhando :
a 1" Emendas e addiees feilas e approvadas pela
cmara dos deputados i proposico do senado que
anlorisa a Ordem Terceira de S. Francisco da Peni-
tencia da cidade de S. I'anlo para possui bens de
raz at o valor de lOrOtO.
ArL 3 (Addilivo.) Igual autorisacao, e com as
mesmas clausulas do artigo antecedente, be conce-
dida :
i L irmnd'<' le Nossa Scnhora do Rosa-
rio Ce S. Benedicto da villa de S. Joao do Principe
para possuir ale 40:0009.
I* A' irmandade do Santissimo Sacramento
SSS?6*.1? d? S-lM da corle Para possuir al
!5U:wiU5 alein dos cinco predios que actualmente
possue as ras de S. Jjs, do Colovello c da La-
pa do Desterro, cuja pesse fica por esta lei revali-
dada.
" S 3 A' irmandade do Sanlissimo Sacramento
na cidade de Macei para possuir at 80:000. rom-
prcliendidns os bens que ja possue.
4" A' archi-confrarra de S. Francisco re Assis
da capella da Luz da cilade Diamantina, provin-
cia, de Minas vieraes, para possuir al 12:00(1.
5 A ordem lerccira de S. Franrisc* da cida-
de do Recifc para possuir at 100:000-8, compre-
heudulos os bens que ja possue.
i' O art. 3 do piojeclj passa a 4
o Paco da cmara dos deputados. cm ->2 de agos-
to de 1K.M. fittond de Haependy, presidente.
t'rancheo de Pauta Candido, 1 secretario.Fran-
cco Xavier Paet Brrelo, 2" secretario.
A assenibla geral legislativa resolve :
o Art 1 Fica o goteruo aulorisado para refor-
mar a academia das Bel las-Artes, observando as se-
guintes dsposicoes:
i* Conservar* as cdeiras aciuaes de arcliitcc-
lura, escnlplura, pnlur.i, gravura, paisagem, dc-
r-euho e anatoma.
2 Orara as aulas de desenlio geomtrico, de-
scdIio de orualiis, eseulptura de ornato, mathema-
ticas applieadas, e historia das Bellas-Arles.
3* Supprimir os lugares de substitutos, con-
servando porm os aciuaes, al que Ibes possa dar
conveniente destino.
.** Vnnexar o conservatorio de msica i aca-
demia das Bellas-Arles. cvulinuando porm aquel-
le eslabeleciroento a manter-se com os seuproprios
reenrsos. r
.ry> Creara o lugar drj conservador e reslautador
de qiiadrri-,
o 6 Dar academia novos estatutos para a exe-
cucao da presente lei. regulando nellcs a distiibu-
?lo das malcras, a nomeaeao, altribuccs e ven-
ciiiienlos do director, |irofessi>res e mais entrega-
dos, e bem assim os premios e concursos para as
viagens artsticas a Roma e a duraco deslas
i< 7a potlcr dispenifer com a reormai in'cluiudo
o augmcnlo rio pessoal seus vencirnento, mais do
que a quanta de cinco oontos de rcisannuacs alm
do que se dispeude aclu.ilmenle.
" Ar|. 2 A reforma que o governo fizer poder
sr desde logo posta em execucao, dependeudo po-
rem de apprevacao definitiva do poder lef>s|alivo.
Art. 3 Ficam revogaJas as dsposieves em
. iPBa?,-aJa c7n",rl dos de pulados, em 23 de agos-
10 riei8j._( ttconde Je Baependy, presidente___
FrancUco de Paula Candido, 1 secrelario.-fra/i-
etieo Aunec Pae$ Brrelo, -J secretario.
Entra em discussao o requerimento do Sr. Mon-
lezorna apresenladn na sessao anterior, que ficou
adiado pela hora. O rresmo Sr. senador pede ret-
ra-io, elbe lie conpedico pelo senado.
OIARIO DEPEflMMBUCO, SEXTA EIRA 13 DE OUTUBRO DE 185-5.
ORDEM DO DA.
Artigo additirot ao o comento.
Contina a 2j> discu Enlram em dlscussao por sua ordem, e sem deba-
te sao approvados, os arla. 16 17 e 18 addilivo*
Drr.w.Dv9, u n,,a. iu ij e io auaiuvus. a rassam
Entra em discussao o art. 19 adtlilivo, dispondo esaes fados,
que os premios dos bilheles do loteras concedidas a Hontem de manliaa foi a autoridade nolicial n
pelas assembleai provinclaes. que nao forem cobra- formada que um cadver tnba san lo n?afa ra-
dos no lempo marcad,, nos rcoulamenlos. se am re- clrr, n.,i .i. ,,., -., i__!_ prala """.":
------ ---------.... ,, -, nrara iinria-
lio, perlo da ponto nova. Immcrliatamenle para l
se transportaram o Sr. delegado de polica Lopes de
dos no lempo mareada nos rcgulamenlos, sejam re-
colhido. aof cofres provincaes. iransportaram o sr. delegado de r
OSr. Montezuma:-Qatn nicamente pedir Barros, o Sr. cnsul porlugaei \mTrt Ribeiro e
urna informacae eo nobre ministro da fazenda. Eu muilos cidadas. A primeiraELESSkrESSit
i.' h!5.I0 qU' ''e fim de"e ,?,g?- Esle mpos- a de5',ci, de lu'"a *MomsS53S pw?1 inda m
lo he geral e nos vamos dar o produelo asprovincias se allender que 1 das tnha elle atado ffinS "
ou he provincial ? Eu approvo o artigo querllese- orimerra insneeran e r.ntJ.. Z ***1
--~ r>---- m. WHiini Mili l'liniliilii ,i- (II rri UIL i ,1
ou he provincial ? Eu approvo o artigo querllese
ja considerado inposlo provincial, quer geral.
:.,-----r.- r.-- --, ^ e^.M.. ., i,irinci uu lainrnp ..vares, ronsorv t
si, k "C!,.rfe d" P"ra,n :i,re,lden,e d0 <""- "oda com que coslumava andar vestirlo
Ihop : Naquellas provincias cm que as assoroblas
exprrssameute legislam a respeilo do imposto de
suas loteras, qnamlo nao api>arccem os donos dos bi-
lheles sao as mesmas assemblas competentes para
darem destino aos respectivos premios ; mas as
provincias cujas assemblas nao legislam a esle res-
peilo deviam os premios nao reclamados ser recolhi-
dos ao Ihesouro publico. O artigo di a cases premios
o destino que Ihe riariam as assemblas provincaes
se tivessem legislado a respeilo do imposto das lote-
ras concedidas, isto he, manda que sejam recolhj-
dos aos cofres provincaes.
Nao havendo mais quem peca a palavra, lie posto
o artigo volacao e approvado. Os oulros arligos ad-
dilivossao approvados sem dbale, e bem assim o
arl. 11 da proposla.
Dase por concluida 2" discussao da proposla e
emendas, e sao approvadas para passarem 3 dis-
cussao.
O Sr. Mendet dos Santos pela ordem) requer a
dispensa de intersticios para que a3discussao tenha
lugar amanilla.
Assim se vence.
Reforma dos Iribunaes do commercio.
Entra eral riiscus>ai>o projerlo da oulra cmara
reformando os Iribunaes do commercio.
O Sr. Tosa depois de varias consideracoes, re-
quer que seja convidado o ministro da jusli'ca para
assislr discussao, licaudo o pro celo adiado aloque
elle compareca.
Sendo approvado esle requerimento, fica a discus-
sao adiada.
Contina a 2" discussao riu projecto vindo da c-
mara dos Srs. deputados approvando a pensao de
600," concedida a viscondossa da Laguna, rom urna
emenda do Sr. Lopes Cama aprcscnlada na sessao
de 22 do curenle.
A requerimento do Sr. visronde de Paran fica
adiada por 3 dias a discussao da resolucao.
Segue-se a 1" e 2 discussao. e passa a 3a, da pro-
posito da cmara dos deputados approvando a pen-
sao de 1:000 ao coronel da guarda nacional de S.
Pedro, Manoel Adolpho Charo.
Tem lugar a 3" discussao da proposiea da mesura
cmara, conrcdcinlocarlasrie naluralisacaoa Manoel
Francisco Ribeiro de Abren e oulros.
OSr. Fernanda Cltaces manda i mesa sseguin-
te emenda :
o Acrescenle-see a Carlus Janson, Allcmao.
temantes Chaves, n
He apoiada.
Verificndose nao haverrasa para se votar, pro-
cede-se chamada e reconhece-se terem-se retirado
os Srs pimpo, harao .I.- Anlonina, Araujo Vianna,
Moutezuma, Alves Branco, Soares de Souza,viscon-
dc de Mont'Alegre. evisconde de branles..
O Presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
2 ti outubro.
Por decreto de 15 de selembro prximo passado:
Foi reformado no mesmo posto, o coronel da ex-
mela legao da auarda narienal do municipio do
Curvello da provincia do Minas Ceraes, a Jeronymo
Martius do Reg.
Foi demiltido do poslo de lenenlc-coronel chafo
de estado maior da guarda nacional da capital do 2 $f """.
Maranhao, o major da U linha Lourenco Justiano f" d e ""? 1uc era na r
da Serra Freir.
Por decretos de 10 do dito mez :
---i-----------------"-'.a i.na giral da provincia ra Babia, e bispado de Pemam
buco.
Foi perdoada a Tlieofilo Jos Ribeiro da Silva, a
pena 45 das de prisau e mulla, que Ihe fui imposla
per senlcnca do subdelegado de polica da freguezia
de Marapicri, do termo de Iguass, da provincia do
Kiodc Janeiro.
Foram nomeados lenle coronel commandanledo
confessos oulros, os perpelradoros de Uo horrirel
enme, e al o cadver da victima foi arrojado as
praia, como se a Providencia quzesse rasgar de alto
abaixo o veo do myslerio com que elle foi pralicado.
I assamos a narrar em lodos os seus delalhes
------- ------------------...... ce esiacro n agua, a
pnmeira inspeceao se reconheccu, diziamos, que era
i) cadver do misero lavares, conservando a roopa
ci O corpo eslava amarrado como se dia vulgar-
mente,frmando um bolo.pois tinha os joelbos
quasi encostados aos hombro, e rima corda de pias-
sava os assegurava nessa posira cruzando pelas cos-
tas c cintura em diversos sentidos.
Jim horrendo corte na garganta mostrara que
aquelle desgr.eado linha sido degollado, mas era a
nica frula que se reconhecia.
Transportado para a Santa Casa do Misericordia
c corpo, all em presenca do Sr. delegado de polica
c rio Sr. cnsul portriauez, habis facultativosientre
elles os Srs. Mores. Lbaluha e Campos, procederam
ao mais in.nncioso exame. realisand.. diversas opera-
ces cirurgicas para constatar as lesocs e ferimentos
que deviam ter produzidu a morte. Desse trabalbo
resulioii provado que Tavarcs fra degollado, e que
o fora estando cm Ierra.
Comose Silbe, eslava verificado que o individuo
UomiiigosJosc Baplista, com um o dous cmplices,
tinlra sido o autor desse assassnatu. Para ver que
imprcssao Ihe faria a vista de sua victima, se fez con-
duzr drante do cadver a esse Baplsla, e ao seu
cmplice que eslava preso.
n Ao ver o corpo desfigurado do infeliz moco a
quem linha dado a morte o semblante de Bapt'ista
se immiilou terrivelmenle. seus olhos ficaram des-
vainlos, seu corpo lodo trema, mas laucando mao
de um meio para occullar aos olhos do numeroso
concurso a perlurbaeo que o denunciara, rompeu
Baplsla n runa declamaban cm altos gritos proles-
lando a sua innocencia. Nao se precisa ser mulo co-
nbecedor do coraeao humano, nem ter visto mullos
criminosos averiados, para recotiliecetluanlo sao
alsos esses cxagerailosprotestos. A vozna innocen-
cia he lirma, porm nao be oca: tem consciencia de
que nao precisa estrondos para que a aeredilem.
ii Se tralou de interrogar osdousros, masellcs
se suslcnlaram cm suas negativas, lalvez porque era
numeroso o concurso das pessoas que deviam ouvir
sua confiesan. Reconduziram-os, pois, para a cadeia-
mas sendo levado de novo o mais moco del I es a'
santa casa, o Sr. cnsul portuauez se encarregou de
o interrogar particularmente.
Ahi mostrou o Sr. Amaral Ribeiro toda a sua
capacidade, (orlo o coiiliecimcnlo do coraeao huma-
no, ale que1, adiando o fracoda alma anda Mo im-
periernida no crime do interrogado fallando-Ihe do
seu vellm pai, da sua mai c mais familia, com lal
habilidade baten sobre essa brecha, que o reo pro-
testando a sua inuoceuca ou a curta complicdade
que no crime lvara ludo confessou.
Eis a historia desse triste acnnlecimenlo: "es-
lamos cerlos que os lelores nao a lerao sem Irazer
i lembranca algumas dessas scenas que tao terri-
velmenle dcscreve a peona de Eugenio Suc nos
Mytteriot de Paris.
< lavares vvia pacficamente entregue ao seu
commercio, e sabe-se mais que sua parcimonia fa*
zia acreditar que elle lvesse muito dinheiro. Pois
bem, o ternvel Baplisla se comhinou com um in-
dividuo por nomc Flix Rodriaues de Olivcra,
que fora amigamente offlcial inferior n'um corpo
de linha, para assassinarem a Tavares. Feliz Ro-
drigues se encarregou du o atlrahir sua casa, e o
Tez olleiecendo-lho urna marqueza, traste que Ta-
vares nao possna. Na noile de 17 de agosto, de-
ES !~ -C.!?r 15Ua toTCni d'"gio-se Tavares para
rio Arvoredo, onde
-----, ,|-w ,.,,,,,., u,i uu ai iviciju, orine
ja eslava, alem deste, Baplsla e oreo confcssanle.
1 ergunlando Tavares pela marqueza, disse-lhe Fc-
Foram concedidas as honras de'coneso da S de *T' t?" |,orl0; co convidou para desccr
Olnida, ao padro Manoel Roberto Sobrina, vigario -LfL1!E!?' 'I"an' ? Ja ,a af*'". pareee
da freguezia de Sania Anua do Sacramento do Au- SSJ aJSU" Pr*fs !">ento, e hesitou, porem
giral da provincia da Babia, e bispado de Pemam- i "?, a"'"5Lf b,r,e ellc .Fel" Kodr.gues e Baplisla,
batalhao re infaoUra da guarda uacona da fregu^
Ha c Varna, da capital de Per-
zia do l'oo. da Panell. .
nambuco.Joao deCarvalbo Pacsde Andrade; len-
le coronel ebefe de estado maior do commaudo su-
perior da guarda nacional da capital de Maranhao,
Joao Antonio da Cosa Rodrigues.
Foi reformado no mesmo posto, o tenente coronel
do exliuclo batalhao da guarda nacional do munici-
pio da villa de Porto Feliz, da pvincia de S. Pau-
lo. Antonio Correa de Moracs.
Por decreto de 21 do mesmu mez, leve merc Jo-
s Candido de Campos da serventa vitalicia do or-
nan de escrivao dos orphos da villa de San-Leo-
poldo, na provincia de S. Pedro do Rio Crande do
bul.
Por decreto de 22 do mesmo mez, fora perdoa-
rios: a Elias Emiliano Ramos, a pena de dous mezes
de prsao c multa, a que foi condemnado, por sen-
tenca do subdelegado de polica da cidade do Re-
cife;
Manoel de Araujo I-'onseca, a pena de 4 annos de
priso a que foi condemnado.
I-o exonerado Francisco Jos da Fonseca, docar-
go de 1 supplenle do subdelegarlo de polica da fre-
guezia de Sania Anua, da corte.
Foi nomeado Luiz Jos de Sa Charem, para tenen-
te coronel conimaiidanle do batalhao deinfautaria n.
2->, ria provincia do Rio de Janeiro.
Fui reformado no mesmo posto :
O major do extincto batalhao de infantaria da
guarda nacional do municipio do Sobral, da provin-
cia do Rio de Janeiro, Antonio Vieira Machado da
(.unha.
Por decretos de 28 rio dito mez :
Foram exonarados dos cargos de chefe de polieia
daspioviuciasdaParabiba crio Maranhao, os ha-
chareis Silveno Feniaudes de Araujo Jorge e Aulo-
nio de Barros Vascuncellos.
Foram nomeados cheles de polica :
Da proviucia da Parahba. o juiz de direlo Joao
Antonio de Araujo Freitas Henriques;
Da provincia do aaaranldo, o juiz de direlo Ve-
rialo Bandeira linar le.
Foram removidos os juizes de direlo:
l.uvigildode Amoriin Filauciras, da comarca de
Sanio Se para a de iiihamhupe, na Baha;
Manoel ric Frelas Cesar arcez. da do Bonito cm
1 ernaniburo para o Lagarto em Sergipe, por o haver
pedido; ^^
Jos Filippe de Sana Lelo, da de Flores para a
do Bonito, por o haver pedido;
Raymundo Ferreira de Araujo Lima, da de Porto
Calvo as Alagas. para a da Imperatrz no Ceara,
por o haver pedido;.
SjJvino Feniaudes de Araujo Jorge, para a co-
marca de Oeiras, no Pauhy;
Amonio de Barros Vascoiicellos, para a de Itape-
curumirim, no Maranhao;
Luiz Carlos da Rocha, da de Oeiras para a de Mo-
gy-menm em S. Paulo, por o haver pedido;
Joaqun. Fernando ria Fonseca, da de Mogy-me-
nm para a de Santos, na dila provincia;
Luiz Francisco da Cunara Leal, da da Impera-
triz para a de Cortiba na provincia do Paran,
0 haver pedido.
Foram concedidas as honras de conego da S Me-
tropolitana, ao padro Jo de Souza Barbosa, viga-
rio ria freguezia do Sr. Bom Jesos do Rio de Contas,
na Baha.
Por decreto de 20 do mesmo mez foram nomea-
dos:
Juiz der direlo da comarca de Sanio S, o juiz
municipal Juatiniano Baplsla Madureira;
dem da comarca de Maroim cm Sergpc, oba-
charcl Alexanrtre Piulo Lobao;
dem da comarca de Porto Calvo, o hachar el Ma-
noel Jnaqum de Mcndonea Castalio Branco;
dem da comarca de Flores, o juiz municipal Es-
peruliao de Barros Pmenle;!
dem da comarca de Cislrn, na provincia do Pa-
ran, o juiz de orphos Jos Antonio Vaz deCar-
valhacs;
dem ria comarca de S. Borja, na provincia deS.
1 edro do Rio (Jraiidc do Sul, Manoel Joo Serlorio
Jnior.
Majores ajudanles de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dos municipios de Valenca,
Jequiric.a, Taporoa, Sanlarem o Ca>r da provincia
da Babia, o major Joao Manoel do Nascimenlo e
Joao Antonio da Fonseca.
(.apilan secretario geral do mesmo commando,
l-rancisco Carlos.
Capiao quartel-mestre dito dilo, Leonardo de
Souza eOliveira.
Capillo eirii/giao-mirr dilo dito, o Dr. Balhno
Francisco da Silva Brilo.
Majores ajudanles de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio de Itapcuiri.
da incsma provincia, o capilao Ezeiiuicl Ferreira
Baplisla e Gaspar Alves do Paco.
Capilao secretario geral do niesmo commando, o
tenente Joaquim Vellm Baplsla.
Capilao quarlel-meslrc dito dito, o lenle Anto-
nio Jos (nuiles.
Capilao ciriirgiao-mr dilo dito, o alteres Antonia
de Oliveira Maciel.
Foi concedida ao coronel da primeara elasse do
cxerciln, bario do Boa-\ isla, commaiidaiite supe-
rior ria auarda nacional do Recfe. a aralilicacao an-
nual de 2:0003000 rs. durante o exerccio do mesmo
commando.
Foi aceita a desistencia que fez Jo.lo Francisco
dos Sanios, dos oflicios de segundo labelliau do pu-
hlco.judicial e olas, e de escrivao do civel, crime e
orphos ra villa de Pirahy, ria provincia rio Rio de
Janeiro. (Diario do Rio deJaneirs.)
O paquete a vapor Cuanabara, entrado hontem,
Ira* dalas de Porlo-Alegre de 24, do Rio Grande de
27,e de Sania Calharina-de 29 do mez passado.Essas
b pr."vinciils cunlinnavam em pcrfeila paz.
Km I orlo-Aleare foi descoberto o cadver do sub-
dito portugue* Tavares.de cuja asassinalo ja de-
mos conta. Es como o MercasWt daqoella capital
rerere os fiormenores desse triste drama :
a Finalmente eslo descobertas todas aa circums-
laaciM desse cruento issumplo : eiiao conTiclos uns.
e esle correndo-ihe a Taca pela aarganla deu tao
rapnla c lerrivelmeuie morlc ao desgracado moco,
que nao leve elle lempo de dar um grito. Toma-
ran! os assassnoj o corpo, amarraran!- cum osjoe-
llios encostados nos hombros, metteram-o n'um sac-
oo, e urnas vezea de rastos, outras carregando com
elle, o levaram praia, e embarcaram-o cm urna
canoa e foram dela-lo no meio do ro. Vollaram
depois, crirn a chave de que se tinham apossado
vieran) abrir a laverna, onde roubaram o dinheiro,
urnas jota que Tavares linha em penhor e algn,
oulros ohreclus. Feilo slo os asassinos se separa-
ran). .
i Sustenta o reo conressanle que ellc Icntou obs-
ar aoassassinio de Tavares, e que vendo isso Bap-
lisla I he alirou um lalho, que elle pode evitar re-
cebendo todava urna leve ferida na mao, queaiuda
conserva.
Com estes e oulros mais delalhes que deu o reo
coiifessanle, mandou-se proceder prisflo de Flix
Kolrigiies de Oliveira, e sendo ellc achado na sua
casa iransporlaram-o para a cadeia, onde foi logo
carrraado de rorros.
Como se v, a ronlissao de um dos reos nao
tez senao Irazer a ultima evidencia ao descobrimen-
to re quem eram os assassinos de Tavares, e verifi-
car a complicdade re Flix Rodrigues, a quem alias
a polica tintn sol sua inspecro. Quanto ao ap-
parecimcnlo do corpo. elle fez muilo e foi provar
ale onde linha ido o horrendo sanguc-frio dos assas-
sinos.
ii Nada mais resla agora a rlescobrir sobre esse
crime : so resta a juslica descarregar o seu cutello
(remend sobre as caheeas homicidas.
fc.ni quanto esse rliachega, a socedade tem a
agradecer aos muilo estimareis Srs. delegado de po-
lica e cnsul de S. M. F. o descobrimenlo pleno e
romplelissimo de um crime 13o (fosado, e que lano
atarmou nossa populacho. Receban) elles por isso lo-
dos os lnuvores. o recebam-os tambem outros em-
presarios siibiliernos que com a maior dedicado os
ijudarara. Entre estes cunijire mencionar o Sr. Ma-
ciel, carcererro da cadeia. que lem mostrado cm lo-
rio esle assumplo perspicacia, zelo e energa, anda
lioiilcm. prendeud) su elleaum dos dous priucipaes
assassinos.
ii Concluiremos dzendo que, segundo a cnfissao
do seu complico, Baplisla lem pralicado nove homici-
dios, inclusive o de sua mullier, a quem enforcou
coni urna loalha.n
Em S. Gabriel foi feslcjado brilhanlementc o anni-
versano da independeuciu do imperio. Infelizmente
hiram perturbados esses festejos por um incidente
ilesagradavcl. A esle resiielo diz o Mercantil de
Porlo-Alegre:
OSr. lenenlc-coronel de auarda nacional Faria
esta ha lempos em ricsavenca com o Sr. capilao do
reaimento Jos Manoel Mena Brrelo. Estando o
Jiailo, a um aceno que um delles fez ao oulro, sahi-
ram para a ra, e o Sr. Faria se dirigi para a sua
casa a tomar urna espada, cambiando entretanto os
dous antagonistas palavras insulluosas. Um filhodo
sr. hara, carile do regiment, que eslava no baile,
lomou a pnmeira esparta que achou mao, e sabio
para halcr-se no lugar de seu pai. Chcgou-sc, porm,
para e le um Sr. capilao Paleto, do mesmo corpo, e
lbe cohrou a espada, dizendo que era sua.e dando ao
cadete voz de preso ; esle eiilrcgou a espada e se rieu
a pjalo ; mas o capilao o accommcltcu entao, c Ihe
le? wersos ferimentos na cuhec.a que puzeram em
risco a vida rio cadele. O capio foi logo preso, e
iriineiros adversarios separados.
mesmo peridico refere o seguinte caso de lon-
idade:
Falleceu no dia 21 de agosto do auno correnle,
no lugar denominadoLombasmunicipio de San-
io Antonio da Patrulha, Dorolha Francisca da Cosa
com 112 annos de idade I Era natural da colonia do
Sacramento, casou-sc cm Viamo com Jos Silvera
da Luz, fallecido lia 16 annos. Teve 25 lillios, dos
quacs exislem II, 94 netos, 20 bisnelos e 15 tr-
netos. He pois sua descendencia, existente hoje,
composta de 110 pessoas Al morrer conservou sem-
pre suas acuidades iilellecluaes, apezar de eslar
entrevada, quasicega,torda; porm lia quatro
annos recobiou osilous ltimos sentidos, a ponto do
ter sem oculos, e ciitreter sua familia narrando-llie o
que lio, ensinando-lhc crvo o oulros truhallios de
guia ; e qualro mezes antes de sen passamenlo leu
perreilamenle urna escrplura. cuja lell/a nao podia
ser inlerprelada pela pessoa que a possuia, pela sua
eonln-.io. ii
Carlas de Algrete rie 13 rio mez passado annun-
cram que em C-orrieules rebenlara urna revolucao
contra o governo, capitaneada por Caceres c Viraso-
J-ii. Accresceiilam que os habitantes da villa da Res-
tauracin liiiham emigrado para o Uruguavana com
o coinmandanle militar coronel Lopes. '
Jornal do_ Commercio da corle.)
PIAUHY.
Falla com que o Illm. e Exm. Sr. presidente do
Plauhy, Dr. Antonio Francisco Ferelra da
Caratillo, abri a sessao' ordinaria da ai-
sembla legislativa provincial no dia do
julho de 1854.
Senhores depulados i asscmhla legislativa da
provincia do Pauhy.Possudn da mais viva salis-
fai;ao, venho hojeciimprir o preccilo rio arl. 8" ria
le de 12 deagoslo de 18!, dando-vos conla dos
negocios publicas desla provincia rcl.rlvaiuciile aos
diversos ramos da sua adminifiraeio, sentindo
rcm que o curto espaco de minna gerencia ad
nrslraliva, o estado pouco lisongeirn de minha sao.
de c a falla de hahililacons, me prohiban) de apre-
senlar um Irahallio perfeilo, cumo tanto conviria no
quailii) solemne,cm que se reuiremos Iegisladoresda
provincia, para criraa dos seus negocios, prorer de
cmedo as suas necessdades, alm de fazer allinair
o grao do prosperidarlc i que tem iicontestavcl di-
relo esta bella estrella do diadema imperial !
Se urna tal idea amcsqninha o mcu espirito, se-
nhores, consla-mo a conviceao de que as vossas lu-
zes c palriolsmo riispeiisam o auxilio, que poJcria
rrrrnistrar-vos ; e, se anda assim precisar.lcs de
algumas informac/ies, para o acert das vossas de-
liberacoes, ou mesmo de qualqoer oulro adjulo-
rio da parle da adminislrae,io fleai cerlos, de
cra" risce
P os ,.,
"<- leu
qoe enconlrar#is em mim a melhor boa vonlade,
e vos coadjovare ainda mesmo cusa de sacrifi-
cios ; pois que eilou coostiluido na obrigacao de
corresponder alia confianca, qae em mim se dig-
nou depositar S. M. o Imperador, nomeando-ma
presidente de de outubro do anno prximo passado.
Antes, porm, de entrar na ciposicao dos objec-
los com que por momentos pretendo oceupar a
vossa allencao, permitli-me, que Irate de um, que
he sobremaueira charo aos Brasileiros, porque esl
no espirito e no coraeao de lodos elles ; j sabis,
antes de v-lo dizer, que quero fallar de S. M. o
imperador e da augusta familia imperial Sinto,
porm, nao ter boje a fortuna, que j Uve em po-
ca difireme, quando administre! oulra provincia,
de dar-vos este respeilo a mais grata noticia ; pois
que urna princeza, modelo de sabedoria e de vir-
tudes, a Sra. D. Mara II, e que nos era chara pelo
duplicado motivo de ser irmaa de nosso adorado
monarcha e nossa patricia, fallecen no dia 13 de
uou'inlirn rio anno prximo passado !
Falleceu essa grande princeza Americana, a pr-
meira que assentou-se sobre um Ihrono do velho
mundo, rico de rccordae,oes, e que com mereci-
menlo soube empunhar um sceplro, que Ihe foi rei-
vindicado pela espada gloriosa do fundador do im-
perio I Ecclipsou-sc para sempre no Occidente da
Europa esse astro brilhanle, deixando cm legado .
familia imperial o lucio e ador! E se este faci,
senhores. magou os coraeoes dos Brasileiros, que
sentan) um nobre orgulho, vendo no Ihrono de
Portugal urna princeza brasileira, deve-nos conso-
lar a certeza que temos de gozar da mais perfeita
saude S. M. o Imperador e sua augusta familia.
TranquHlidadc publica.
Nunca o eslado do paiz em relaerlo tranquill-
dade publica foi mais satisfactorio do que actual-
mente. As ideas de ordem se acham arraigadas
no espirito ric todos os Brasileiros, e supponho qne
nao erro affirmando-vos que os partidos em que
se ocho dividido o paiz desejam a sua manutencao ;
lodos elles eslao convencidos de que a ordem he o
primeiro elemento necessaro ao engrandecimentp
c prosperidade de um paiz, como o nosso, que s
no remanso da paz poder desenvolver os muitos e
variados germens de riqueza, que Ihe asseguram
um futuro grande e glorioso! Folgo, senhores, de fa-
zer esla juslica aos partidos,a qual muilo riere agradar
ao que lomou a denominacao de Liberal. A guerra
que cm cerlos periodos da existencia dos poros era
urna necessidade, como meio de abrir campo s
novas ideas, que pelo correr dos scculos e das ge-
raees liiiham adquirido direlo substituir as anti-
gs e obsoletas, mas que governos despticos com
selvtica obstinado se oppunham ao seu triumpho,
suppoudoconlcrem em si o dom daOmnipotencia,
para no caminlio da vida dizercm humandade
parai, a guerra, repito, que nessas pocas, que j
foram, era urna necessidade social, e que dah tira-
va a sua justificaeao, como bem o demonstra urna
das grandes illuslraces dos nossos da, oSr. Cou-
siu, deixa de ser urna necessidade, lie pelo contraro
urna loucura nos paites aonde se goza de plena li-
berdade de exprimir o pensamenlo, lberdade lao
vasla enlre nos, que infelizraeulc degenera muitas
rom em licenea, como o atteslam os repelidos des-
vos da imprensa ; e por isso os partidos nao preci-
san) de recurso das armas, porque se as suas ideas
devem um dia fazer a felicidarie rio paiz, o seu
Irumpho he queslio smente de lempo : visto co-
mo, senhores, as grandes deas trazem corusigo o cu-
nlio do fatalismo, coma disse um philosopho, e bao
re necessariamcnle ler a sita poca de existencia ; e,
sendo assim, o appello s armas, quando' se pode
obler um triumpho pacifico e incruento, he um acto
de rematada loucura e de selvajaria, e que bem
longe de concorrer, para queso attinja o alvo de-
sejado, s serve para entorpecer o paiz e|aze-lo re-
trograda. He preciso queos partidos lenham confian-
ca no futuro, e que esperen) do lempo, o que s
delle pderu alcancar ; se as suas ideas sao vanla-
josas, urna vez que estejam no dominio do publico,
bao de amadurecer e dar frurlos : se, porem. nun-
ca chegar essa poca, he porque sao ms, nao invol-
vem inleresse real, porque as boas nunca pdem pe-
recer. Tal era, senhores, a conviceao profunda que
a respeilo nutria um hornero muito distinelo, sup-
ponho que o ssnhor Rnser Callar,I, qn.inii riisu :
Collocarei o mcu navio sobre o crime do um pro-
montorio, e espero que as aguas creseam tao alto,
que oacam fluctuar.
Seguranza individual.
O eslado da seguranza individual, se nao he inlei-
ramenlc salisfalorio, nao deixa de ser um tanto li-
songeiro, altcndendo a cifra dos crimes pralcados, e
aos fracos meiosde rcpressaoem urna provincia, cu-
ja forja publica he 15o insignificante em rclacan a
sua exlensao, e cuja popularlo se acha lao dissemi-
n,na. PorJ;os assassnilos ho apparecdo duranle a
minha administraran, e os seus autores pela maior
parle lem sido capturados e entreaues juslica ; os
poucos que lograram evilar a pcrsegueao da poli-
ca, acham-se, como os primeiro-, processados. Do
quadro dcmonslralivo, nrganisario pelo chefe de po-
lica, e que abrange o espaco de lempo decorrido
do l.o de junho de 1853 3 de niaio do correle an-
no, verificareis a cifra dos meamos. Homicidios, es-
pecie que mais avulla, oreara por 21. Esle resulta-
do, senhores, nao deia de ser lisongeiro, e, com
quanto lenho mostrado todo oempeDhoiiapersegui-
eao do crime, nao pensis, que me ^allribuo a gloria
de tanlo haver conseguido ; pois que, renrlenooaJio-
menagem verdade, devo lant-a-lo cm conta aos
esforcos perseverantes de urna seriede administra-
dores, queme lem precedido, perseguidores do cri-
me, e ao bom pessoal da polica, como lalvez nao
lenham igual outras provincias mais achantadas.
Sem embargo porm rio que acabo de expor-vos,
pouco teremos feilo, emqoanlo nao virmos a segn-
ranca individual cercada de sufliciente garanda ; e
esta s liarer.r quando existir a conviceao de que o
crime lera por consequencia lgica c natural a res-
pectiva punicao. A certeza da pu ni cao he a primeira
necessidade social, he a base da moralidade de um
povo ; lal he, senhores, a opiniao de um celebre cs-
crplor, rallo rio Sr. Tracj. Entre os diversos meios
de se eslabelecer a moral de um povo, dlzia esse
grande philosopho, o primeiro he inconleslavelmc.ii-
tc a punicao ; porque logo que se ligar ao espirito
do individuo a idea de que o crime a acarretar in-
l'allvelmerrle, o mesmo desapparecer da socedade,
ou se tornar oaoii raro, e a raKo desse seu pensa-
menlo nao pode ser oulra, senao porque a puuicao
he o meio mais prompto e immedalo, que se Ihe po-
de oppor, entretanto que oulros em si eflicazes nao
sao Uo promplos, porque de sua nalureza morosos
muitas vezes a sua apparicao he obra de seculos A
instrucelo por exempio muguen) negar ser asss
poderosa para evilar o crime, muitas vezes filho mais
da ignorancia do que da perversidaclc do coraeao
humano ; mas, senhores, a iiislruccao de um povo se
nao improvisa, he o fruclo de seculos, e o resollado
de Irabalhos accumulailos riemuilasgeraces, he por
consequencia um bem, que s pode chegar larde !
A religiau, que actuando aobre asconscicncias, tem
tanlo poder, nao he sempre ellicaz ; porque adan-
do a realisacAo das suas ameac,as para ii-na poca e
vida futuras, succede frequenlcmenle, que os seus
brados o?o ebegam aos ouvidos dos sceleralos que
a descreci, ou que pouca importancia ligam do
futuro, porque s se oceupam rio presente.
Do que vos lenho cxposlo comprchendereis, se-
nhores, qual a importancia da punicao, mas infeliz-
mente um obstculo se Ihe oppoe, segundo o nos-
so syslema de julgameiilo, e he o espirito de patro-
nato, qne tudo invade, e nao recua flm profanar o
sancluariodas leis, apresenlando-sc naftriliunacs
advogar a caosa do crime, que parfl^ergonha rio
nosso paiz algumas vezes lem (riumphado da inno-
cencia, laucando por esse modo um labo sobre a
moralidade da nossa sociedade !
Em abono do que eu digo, ahi eslao cssas escan-
dalosas absolvieres proferidas pelos jurys de certas
localidades, c com as quaes preter lem alguns indi-
viduos adquirir t reputadlo de polenlados__ou
antes a vcrgonhasacelebririadedc protectores re cri-
minosos, e seus cmplices Admira, senhores,
uc hajain pcssois, para quem mais mereca o cri-
i, do que a innocencia, e que em Uo pouco esti-
men) a socedade. que, prolegcudo a criminosos, os
habilitem para ntvos crimes, e por este modo os a-
coroQoem. CerUmentc semelbanles protecres sao
verdadeiros eslinulos, e a sociedade lem a temer
dos protectores dbs criminosos, do que desles lti-
mos ; por que se nao fossem aquclles, muilos desles
eslariam solfrenio a jusla punicao, e assim ler-sc-
hia polipario graidc numero de vctimas, e evitar-
se-hia o mo eiemplo sempre tao funesto I He
preciso, senhores, que a opiniao publica se pronun-
cie contra laes polectores ; porque logo que elles
colham em troco o desprezo, e a aoimadverso pu-
bica, nao haver mais quera deseje tao triste cele-
bridade, e prucurar-se-h 'obler a verdadeira, que
he a que procede da virtudes individuaos los serr
vp>s prestados ao paffr e i humandade, e por esle,
modo a punicao do crime ser urna realidade, que
influir eficazmente sobre a moralidade* publica, e
o perar a reforma social, de que mais carecemos.
FORCA PUBLICA.
Guarda Nacional.
A guarda nacional da provincia consla de dez
commandos superiores, 19 batalhoes, 2 sec^oes de
balalhoes, c 12 esquadres de cavallara.
Apezar do empeuho que lie i mostrado, nao me
tem sido possivel at agora levar efleito a rcorga-
in-ac.u) ra guarda nacional, como tanto couvira,
concorrenjo para a sua couservaco no mao estado
em que se acha, a crrumslanca de nao haverem
anda rhegado da corle militas das patentes de offi-
ciaes superiores; logo porem que consiga remover
esse obstculo me esforrarci praa que em breve re-
ceba a devida organisacSo.
Primeira linha.
Compc-sc de um meio batalhao com a forja
constante do raappa de lellra a .
Polica.
O ciTerlivo do corpo de polici a consla de 110 pra-
vas, inclusive o seu eslado maior e menor, odiciaese
inferiores, rallando anda 8i para completar o seu
quariro, como veris rio mappa de lellra b .
Esla Torca acha-se distribuida pela proviucia, e oe-
,cupa-se ur/servico dos destacamentos como mostra o
raappa ric lellra c .
O augmento ria forea policial he urna necessidade
assis sensivcl ; constantemenlc as autoridades poli-
ciaes dos diversos termos requislam-me forja, para
podercm cumprir os arduos deveres, que lbe s3o in-
cumbidos ; em alguns dos termos nao ha destaca-
mentos, c em ontros sao mu insignficanles, mas nao
me auimo a pedir-vosesse augmento vslo quesera
de nenlium provelo. alenla a circiimslancia de nao
ter anda sido possivel levar o corpo ao seu eslado
completo.
Saude publica.
O estado sanitario da provincia ltimamente nao
lem sido lisongeiro ; desciivolveram-se no fim das
aguas as epidemias dos calarrhoes e intermitientes,
funestas em muilos casos : felizmente j v3o de-
clinando com a eutrada do verao, se bem que ainda
algnns individuo soffram de tao terriveis flagellos.
Hospital de caridade.
Funcciona n'esta cidade este eslabelecimcnlo po,
desde o 1 .n de Janeiro do correnle anno, da em que
foi inaugurado na parle prompta do quartel do cor-
po de polieia, vislo nao existir casa propria, como
lano convem; por sso e por causa da localidade,
em que que se acha o mesmo quartel e na falla de
um edificio, ainda mesmo particular, que rena as
acommodacoes necessarias, com acerlo dispoz a re-
solucao provincial n. 30 de H de selembro de 1853,
que fosse aproveilado provisoriamente o referido
quartel.por ora pouco precisa para o corpo,em con-
sequencia rie achar-sc esle distribuido por diversos
municipios no servijo dos destacamentos. Tem sido
tratados os (lenles constantes do mappa de lellra
d Alm do hospital da caridade desla capital,
coutinu'a a existir o da caridade de Oeiras com
denomnaeao de enfermarla, no qual foram trata-
dos os enfermos, de que trata o mappa de lellra
e ; e proposilo devo dizer-vos, que muilo con-
vem, que lomis alguma medida i respeilo, alienta
a circumstancin da insurlicieiica do crdito votado
para a sua manulenjao, e as despezas que o mesmo
faz com o grande numero de doentes que para
elle concorre, despeza que excede j a quanlia
volada, como lereis occasiao de verificar ; por tanto
ou auamentai a quola respectiva, ou fiai o numero
dos doentes, que lenham de ser tratados.
t'accina.
Por mais diligencias que tenha feilo no sentido de
propagar a vaccina, nenlium resultado hei obtido,
principio allribui m qualidade do pos exisleute,
apezar de allirmar-me o respectivo vacciuador pro-
ceder a sua inellicacia da inilitencia do clima da pro-
vincia ; quiz desenganar-me, sullicitando laminas
novas da corte, de Pernambuco, e do Maranhao, e
procedendo-se experiencia, o resultado fo o mesmo,
isto he, inellicacia dii inoculacao. Por esle motivo
lenho rieixario do mandar vaccinar aqu os recru-
t.-ii enviados para a corle, requsilando doExm. pre-
sidente do Maranhao esla providencia sanitaria, pa-
ra que nao succeda, que esses individuos sejam as
provincias do sul viclimas de 13o terrivel flagello,
do qual eslao quasi iscnlos em sua provincia na-
tal,a onde pelo menos, so urna ou oulra vez appare-
ce essa cnfermdade.he sempre coro o carcter o mais
benigno possivel, porque o intenso calor do clima
avoca nimedialamenleepdermeovirs, sem lbe
dar lempo ao seu maligno desenvolvimento.
/nstrucrio publica.
A inslrureao publica da provincia se divide em
secundaria e primaria; a secundaria he limitada ao
lyceu d'esla capital com as cadeiras de lalim, fran-
cez, plitaophia, geomclria, geographia, rhelorca
e lngua nacional. Eslas aulas foram pouco fre-
quenladas, como veris do mappa de lellraf.
O lycfiu nao marcha ainda com regularidade, e
isto he devido a circumstancia de nao se adiar um
edificio, que Ihe seja apropriado ; porm quanlo os
respectivos professores dao aula em suas proprias
casas, o que he asss inconveniente, como bem o com-
prehenrieis, mas com a mudanca da capital para a
localidade, em que se acha, n3o s nao lem sido
possivel s forjas pecuniarias da provincia a cons-
Irucrao de um edificio com as acommodacoes devidas,
uem mesmo lem-se encontrado por aluguel algum,
que para esle fim possa servir.No principio do an-
no ullieiou-me o respectivo director, pedindo casa,
mas nao obslanle le-lo aulorisado procurar urna e
aluga-la, narla conseguio; por cujo motivo, nao po-
riem os Irabalhos lectivos ser regulares, e nem o mes-
mo director exercer aquella vigilancia e superinten-
dencia, que se fazem de raisler. O profesor de
geometra continua a leccionar uu cidade d'Ociras,
sendo isso motivado pela circumstancia de nao ler
eu podido por ora dispensar alli os seus servijos de
medico encarregadoda enfermara de caridade,olios
pilal militar ; logo porm que o possa subsliluir, or-
denar-lhc-hei, que parta para esta capital, para exer-
cer aqui as fuuccocs do seu magisterio.
Alm das cadeiras do ensino secundario, que cons-
tilucm o lycu, ha mais urna de lalinidade na ci-
dade de Oeiras, creada pela lei provincial n. 350
de 4 de selembro de 1853, acerca da qual nada pos-
so i nlormar-vos, por nao terera chegado al o pre-
sente os mappas c esclarecmenlos exigidos do res-
pectiva director da instruejao publica.
A insiruccan primaria lie distribuida ;i mocdade
cm trinta e duas cadeiras de primeiras lellras, das
quaes 21 perlcncem ao sexo masculino e 11 ao
femenino, cujos professores, numero de alumnos,
lugares em quecxisle:n c maisesclarecimenlos ve-
ris do mappa annexo de lellragO ensino pri-
mario da provincia precisa de reforma, e para nao
oceupar-vos o lempo reproduzindo o muilo que a
respeilo se lem dilo, apiesenlando-vos Ihcorias, al-
gumas das quaes precisara ainda da aufordade do
lempo, pedra de loque da prolicuidade das mesmas,
limilar-ine-he as segunlcs consderacoes. O en-
sino primario careco de reforma, nao s quanlo ao
pessoal, como no raelhodo ou syslcma : acerca -Jo
pessoal nao basta que os profesaste, lenham a sufli-
ciente inslruccao para poderem cultivar comvan-
tagem os espirilos dos'seus discpulos, pois que in-
cuinhc-lhes urna larefa mais ardua, c sem riuvda
importante, qual a de formaren) os seus coraeoes;
e bem vedes, senhores, que para isso muilos pre-
dicados devem ler as pessoas que se encarregam de
Uio alia missilo, e por ccrlo, que sera asss raro en-
eanliarem-so individuos, que su lucientemente ha-
bilitarlos, se queiram prestar ao magisterio, sendo
tao mal retribuidos; porlanlo o augmcnlo dos or-
denarlos ser o meio mais proficuo pon crear urna
maior concurrencia, que assegure melhor esculla :
alm disso conriria que os candidatos approvados
nao fossem inmediatamente prvidos (iluto vi-
talicio, porm interinamente, etigiudo-se-llies por
esla firrma o everccio do seu magisterio por espajo
de 1 anuos por exempio, no fim do qual podesse
entao o governo nomca-los dcfiiilivamenlc, no caso
de darem provas de aplipao. O lapso de lempo
de provanea constituira um proveiloso noviciado,
e a dependencia de um provimento futuro, e s
realisarel mediante esforjos aturados, seriam esli-
mulos sufficiciiles para que os candidatos se avanta-
jassem na carrera do magisterio, c adquerissem os
hbitos proprirrs da proflssao; havendo anda a van-
tagem de poder a provincia descartar-se dos mos
professores, oue sao pensionistas bem pesados. En-
tretanto, sennoVer., llmilo-me consignacSo das rai-
nhas ideas ; n3o peco o augmento dos ordenados
dos professores, ja porque be preciso at'tender s
circumslancas financeiras da provincia 13o emba-
razada com as obras que requer nma nova capital,
como porque para ser a medida proveltosa, deve-
ria ser completa, isto he, reforraarem-se os mos .
o que, se fosse possivel, onerara consideravelmenle
0 Ihesouro provincial.
Melhodo de ensino.Segundo ponto sobre que
deveria versar a reforma ; a esle respeilo a pruden-
cia aconselha, que colhamos a experiencia de pro-
vincias mais adiantadas qne trabalham no sentido
de melhorar esle ramo do servieo publico, o por
isso bom ser, que esperemos, pois que lalvez pa-
gassemos caro a nossa lemeridade, empenhando-nos
em urna reforma radi""------(caanjeiM liumiicia
os recursos pecuniarios e inljelleajacs de outras,
nao sendo por isso a mais propria para lomar a ini-
ciativa em materia tao Iranscedenlc. Principia a
oceupar a altenjao publica o melhodo de leilura
repentina do Ilustre lillerato Casllho, que vai sen-
do ensaiado em Portugal ; se for vantajoso como se
suppoe, nao lardara em apparecer no nosso paiz,
mesmo porque, se me nao falha a memoria, recor-
do-me de/ ler lirio,'que o seu aulor pretenda ir au
Rio de Janeiro para faze-lo inaugurar all. Pelas
coosderajfies que acabo de expender, e mesmo por-
que o governo imperial lem tratado de semelhanle
objecto, he conveniente que esperemos e guardemos
1 reforma da instruejao para urna poca cm que
com mais acert possa ser rcalisada de modo i pres-
tar .i maior somma de bens, e nao estejamos lodo-
os dias fazer ensaios sm o preciso criterio, e sem
'erraos as reformas a f precisa de que devem cslar
revestidos os reformadores.
Culto publico.
He laslimoso o eslado da maior parle das nossas
malrizes;quem comprehende a influencia da reli-
giao sobre a moral publica, nao pode dexar de la-
mentar o abandono o ruina em que muitas se acham:
por que ao mesmo lempo que esle aclo atiesta o ar-
reecimento dos seiilimeolos de periade, serve de
thermomelro para avaliar-se da decadencia dos nos-
sos costu mes. Sendo a religiao a base ole toda a
moral, mal deremos julgar d'esta uilima, quando
aquella nao tesleinuuha por artos citeriores a sua
influencia, como em pocas mais remolas, em que a
piedarie dos fiis fazia surgir, como que por encanto,
templos; muitos d'clles sumptuosos, que ao passo
que eram verdadeirae homenagens tributadas di-
viuriade, provavam os sentimenlos religiosos, que os
animavam e a sua moraliriaric.
Educandos artfices.
Esle instituto, que lanas vanlagens prometi,
vai continuando manlcr as esperanjas, que n'elle
se deposita, n3o s como um estabelccimenlo hu-
manitario, onde a infancia desvalida ucontra
abrigo, proteejao, occupar.lo honesta e um futuro,
como por ser o viveiro d'onde devem sabir os artis-
ta, de que precisa a provincia. Al o presente vai
marchando do modo compativel com a circumstan-
cia de falta de accomodajoes no edificio, em que se
acha, e mesquinhos recursos, que Ihe acareou o facto
da sua Irasladajao de Oeiras para esla capital. Do
relaloriu do respectivo director ficareis a par das
necessdades de tao ull estabelecimento, sendo a
mais saliente a de casa apropriada, necessidade, que
n3o pode ser satisfeita estando como al aqui em
urna particular, porque eslabelecimentos desla or-
dem precisara de edificios proprios, em cuja cons-
Irucco se allendam logo aos coinraodos, que devem
ler nao s o pessoal, como asofllcinas, aulas c outros
misteres, que Ihes sao iuriispeusaveis.
Apezar de nao eslarem montadas todas as olTici-
uas, e s funecionarem regularmente as de alfaiate e
marcineiro, lem rendido a quanta de 1,3069744
res da qual dedozio-se a de 849:208 res, que dis-
peudeu-se com as pagas dos meslres de msica, de
primeiras lettras e compra do alguns objectos para a
aula. Os menores vao mostrando sufliciente apli-
dao, e sois testemunhas do desenvolvimento, que a-
presenlam para msica, de maneira que executam
com pericia belssimas pejas na banda militar, que
possuem. Se nao fosse por lodos observado, uao se
acreditara, que em tao curto espajo de ensino se
babiliassem i execotar ricas pejas, algumas d'elta
difliceis, enancas que pouco antes nao condecan)
urna s figura da msica. Amigo da juslija, egos-
Undo rie estimular o mrito, me perniittireis, e-
nhores, que d'este lugar elogie o respectivo profes-
sor, pelo zelo, pericia e empenho, que lera mostrado
no aproveitameulo dos seus jovens discpulos, com o
que lem por cerlo grangeado a eslma e reconheci-
inenlo do publico :
Com o fim de promover o adianlamento de tao
ulil estabelecimento, mandei construir um grande
lelheiro uo quintal da casa, para nelle montar aofi-
cina de ferreiro; a obra se acha cm andamento e
espero, que brevemente poder principiar traba-
Ihar a referida odcina.
O governo imperial, annuindo represenlaco,
que Ihe foi feila pelo vice-presidenle, que m'enlra-
gou a administrajao da provincia, ordenou por avi-
so do ministerio da guerra de 29 d'abril ultimo, que
fosse manufacturado na casa dos educandos o cal-
jado preciso para a tropa de primeira linha, medida
esta rie transcendente utilidade para o eslabcleciraen-
lo, pois que nao s dar muila aniraajao officina
de sapalaria, como concorreri ellicazmenle para o
augmento da sua recela.
Obras publicas.
As obras publicas em andamento sao o cemilerio,
cadeia e matriz da capital ; o primeiro estara con-
cluido ate o meado do correnle mez, lendo sido fei-
lo com toda a elegancia e solidez.
A cadeia, que por empreilada se encarregou o
raeslre das obras publicas da con,ir ucea o de urna das
amelades, vai em bom andamento, o contem em si
quatro prises, duas para o lado do norte e outras
duas para o do sul, as primeiras terao de licar prom-
pta-. por todo o correnle mez, e as segundas no mes-
mo lempo receberao o respectivo madeiramento.
A obra da matriz lem sido a mais Irabalhosa e ao
mesmo lempo a de maior dispendio, comocostumam
ser obras desla nalureza.
Acha-se ja muilo adianlada leudo promplas a ca-
pella-mr, as duassachrislias, as duas i apellas lale-
raes, concluidas as paredes dos corredores, e em an-
damento as do corpo da igreja.
Um incendio occorreu nessa obra, ha poucos me-
zes, e foi o abalimenlo de duas polegadas, pouco mais
ou menos do arco cruzeiro, parede de maior peso,
porser a mais elevada; esla uilima circumstancia,
a de ler occorrido o fado, durante o rigor do inver-
n, o conhccimenlo que lenho da inconsistencia ou
l'rouxid ro do terreno da cidade, fizeram crear em
mim a conviejo de que a ruina era o efieilo da ja
mencionada inconsistencia, do solo, que, por muilo
humidecdo pelas aguas pluvaes linha cedido ao pe-
so da parede, que sobre elle carrega.
Sendo o arco examinado pelo hbil engenheiro,
Dr. Joao Nunesde Campos, dsse-ine, que resenta-
se de algum desaprumo, circumstancia contestad i
pelo meslic das obras, mas de cuja existencia nao
duvidei, porque nada mais possivel, do que, que o
abalimenlo Ih'o acarrelasse ; entretanto assignou
como causa de semelhanle acontecimenlo a mesma,
queeu linha descoberto, isto he, a inconsistencia do
solo.
Poneos dias depois que isso se passou, chanici de
novo o mesmo engenheiro, c perii-llie sua opiniao
acerca do arco, se amcajaria eminente perigo de
desabamento ; respnndeu-mc que nao podia assegu-
rar esse resultado, por quanto eslava o mesmo susten-
tado por muito fortes gigantes, arrcsrciitando qne,
se no espajo de 15 dias nao desabasse. e se conser-
rasse no mesmo estado,sem que conlinuasse a ruina,
que nao desaliara mais, e nessa occasiao fui de opi-
niao que so deviam lomar lorias as fendas, como
meio de observar se progreda ; assim se fez, e com
quanlo depois disso appareccssem grandes churas e
trovo.i,la-, a ruina nao coiilinuori, como o prova o
fado de se conservarem lapadas as rendas ja la rio
alguns mezes. Em negocio lao milindroso nao quiz
ser precipitarlo, deixaudo-me arralar pelas versos
que corrian destituidas de criterio, c uem desprezci
a opiniao dos professionaes, e por isso marchei sem-
pre de accordo com o ja mencionado engenheiro, pa-
ra mim autoridade na materia, alientos os seus co-
nheciinentos, entretanto opina o meslro das obras
pela conveniencia rio fazer-se sempre algum concer-
t, mas nao por agora.
Obras 13o grandes e 13o dispendiosas como as que
se acham cm construejau, lem-me privado de em-
prebender oulras, de que lano carece esla capital,
como sejam ; hospital de caridade, casa para o lrceu,
dita para os educandos artfices, dila para mercado,
capella dentro do cemilerio, e muitas outras, qoe se-
ria longo o refer-las ; mas para as quaes nao lem a
provincia os precisos meios para cuidar em (odas
simultneamente. Conhecendo por experiencia pro-
pria quanto soffria a populacho desta capital com
o uso da agua do rio Parnahiba durante a estajeo
inrrnosa, por qne tolda por nm modo que fica qua-
si cor de sangue, pelo moito barro vormelho de que
se empregna, resolv fazer um pojo na praja da
Constitoijao com dimetro de rite palmos e 32 de
profundidade, ver, se por esto modo consegua
minorar o mal: o succeoto correspondeu minha
expectativa, e o poco den exceUenle agua polavel, e
em grande quanlidade, pois conservado 14 15 pal-
mos, sendo que delta, e das pluviaas foram as de
que se abastecen a populajao durante o invern.
Ainda so nao acha todo lijolado, porque o invern
embaracen, que se proseguase no fabrico do lijlo,
todava conseguio-se empedrar uns 13. palmos, o
agora que o lempo o permute, concluir-se-ha breve-
mente obra tao til. %
Alm desse pojo, oulros mais sao precisos em di-
versas localidades, para commoddade do publica,
mas tralei simplcsmente da abertura de um, tanto
por causa do invern como porque quera Ter o re-
sultado do primeiro, fim de proceder com segorau-
ja acerca dos outros, o nao succeder gastar intil-
mente osdinheros da provincia.
Nao he s a capital, que neceesita de obras ; os di-
versos municipios da provincia tambera as reda-
mam : aponlarei por exempio a fonuj publica ou
ajude, de que tanlo carece Campo-Maior. Compe-
netrado da necessidado dessa obra, para a qual esla
assembla tem volado fundos, e existe urna tubs-
cripjao dos respectivos habitantes na importancia de
um cont e tantos mil ris, fiz seguir, ha ponea*
para aquella villa o engenheiro civil Dr. Joao uos
rie Campos,com o fim de estudar aobra,rixga> seu orjamenlo, e levantar a planta, e>wiaminar as
vanlagens, quede sua execucao resoltaran)ao mu-
nicipio. O mesmo engenheiro transportou-se im-
mcdiatamenle ao lugar, e acaba de dar-me conta da
sua commissao que, segundo o seu costme, foi de-
sempenharia salisfadorlanienle, transmitodo-me a
planta c com ella o respectivo orjamenlo, que com-
prebende ao mesmo lempo urna exposijo succinta,
porm rie muila clareza acerca das anas vautageiui,
as quaes passo a enumerar :'
o-. A de licar abaslecida de aguas,annualmeote
renovadas durante o invern, em vez de o ser como
aciualmenle pelas aguas eslagnadas deumalagoa, .
qne s de annos annos se renovero com as eilra-
vasajes do rio.
2'. A de licar muito mais abundantemente absle-
cida, vslo com a repreza se far sentir no rio e nos
seus afiluentes de cima,-m urna distancia de meia
legua, segundo uns, de legua e meia, segundo
muilos.
3-. A de permitir, que as circumvisinhaocas da
villa durante o vero, se possam cultivar numerosos
objectos de lavoura, especialmente fructos suculentos
e plantas hurlen-es.
Concluidas as obras do cemilerio e cadeia, Dco ha-
bilitado a emprchender oulras, prelendeodo cuidar
de preferencia na casa de mercado publico, e ajude
de Campo-Maior, leudo destinado para a primeira
um Icrreuo concedido pela cmara municipal ao co-
ronel Jacob Manoel de Almendra na, praja da Cons-
tiiuirju.e prximo ao rio Parnahiba,lugar de lodos o
mais apropriado para isso, nao s por ser mais plano
do qne o que lbe fica fronleiro na mesma "praja,
que, por muilo desigual, lomara a obra assis dis-
pendiosa, como porque, alenlas as condijoes lopo-
graphicas desla capital, e a circumstancia de ser for
agua a maior parte dos transportes dos geueros, e
mesmo pela razao de serem fornecidos muilos arli-
gos alimenticios pela oulra margem do rio da pro-
vincia do Maranhao, s em sua proximidade, em
urna praja e no lugar mais central em relajeo ao
povoado, he que deve existir tao ulil edificio. J
mandei levantar a planta e organisar o respectivo or-
cameuto, c com quanto esle ultimo aprsente orna
cifra muilo elevada, e que lomara inexequivel a
obra, alenlos os recursos pecuniarios da provincia.
se se quzesse conslrui-la de um jacto, visto como o
seu plano be de grandes proporjoes, com ludo ne-
nhum embaraco serio oflerece esta considerajfro ;
por quauto nem ha necessidade de fazer simult-
neamente lodos os raios do edificio, bastando por
ora o mais pequeo qoe he o du lado do sul, que
faz frente para a praja, e nem conclui-lo em tres ou ".
quatro mezes, podendo gradualmente ser construida
smente a pon;ai eelamrela pela necessidade ecom-"
modos do publico. As plantas e orjameotos, de que
acabo de rallar, ser-vos-ho apresentados opportu-
namenle.
Edificarlo particular da capital.
Do relalorio c quadro cstalislico organisados pelo
encarreaado rio balisamenlo, ficareis a par de ludo
quanlo ha occorrido semelhanle respeilo, e do sea
estado lisongeiro de progresso.
Industria.
A principal industria da provincia he incoutesta-
velmenle a da criajao do gado vaceum e cavallar, he
della que proceden) quasi (odas as fortunas particu-
lares, e a maior parte das rendas publicas provin-
caes. Apezar da sua anliguidade e importancia, a-
cha-se cm grande atrazo, e pde-se dizer, qoe o tan-
jo do homem nao ajuda a nalureza ; e por isso em
vez de progredir, lem marchado em sensivcl deca-
dencia.
or
Urna das causas principacs, que empecen) edes-
envolvimenlo desla industria, he a rregularidadedas
estacos, qne occasiona as seccas nos nossas serios,
e a segunda a degenerajao das rajas : ambos estes
males sao remediareis, o primeiro com a conslruc-
jao de ajudes, o segundo com a mporlajao de no-
ras rajas, para eslabelecer-se o crozamento ; mas os
nossos fazendeiros sao pela mrir parle homens roti-
nciros, iiiimiaosdc iunorajes, e sr) fazem aquillo,
que seus pas fizeram : sirva de exempio o que suc-
cede acerca da criajao do gado cavallar, que podan-
do ser nm ramo de industria muito importante, nao
o he al o preseute ; porque, ou conteotam-se com"
a raja propramenle cavaliar muilo fraca e degene-
rada, un com a muar, mas a per >,.que he procedida
dos nossos animaes cavallarescorn jmenlos de mar-
ca pequea, entretanto que se fosse com os de mar- "
ca grande, nao s leriam urna raja muar maior o
mais vigorosa como auteririam outros lucros que
at boje tem perdido. .Se os nossos razendei-
ros curassem seriamente dos seus interesses, com-
prchenderiam fcilmente, que era-lhes de grande
vantagem promover a propagajao da raja muar,por
que, emquanlo que um boi he vendido por 10-; a
129 rs., vende-se por 809 c ainda mais um macho, ou
mu ; havendo ain la a difieren ja a favor do segun-
do, que o primeiro precisa de .> annos para chegar
ao eslado de perfeilo desenvolvmenlo, bastando a
esle ultimo someule dous, e resiste mais aos rigores
da secca, do que o gado vaceum.
Sendo rie incontestavel vantagem a propagajao da
raja muar, da qual tanlo inleresse liram as pro-
vincias de Minas e S. Paulo, rccommendando-vooa
eonsignajao de quola na lei do orjamenlo, para que
a presidencia possa mandar buscar alguns casaes de *
jumentos ric marca grande, para ou distrboi-loo com
os fazendeiros, vendendo-os pelo prejo porque aqui
chegarem, ou manda-Ios para algumas das fazuinlas
fiscaes, a fim de conservar pura a raja, e distribuir
poslcriormenle a producjilo qoe dos mesraos pro-
ceder.
l'm industria que pode ser mnilo lucrativa pro-
vincia, be a da creajao de carneiros pela lia que
produzcm, a qual j boje he urna funle de riqueza na
provincia do Rio Orando do Sul, e consla-me que
na do Ccar corneja a ser exportada jara o eslran-
aeiro, c tem-se lomado objecto de que se oceupam
algumas pessoas. Para que essa industria olfcreja
vanlagens indicenles, he de mislcr a sulisliluicao ria
rara actual, pois que os nossos carneiros nao sso os
rie melhor la ; mais propria para esse misler be a
Saxonia, e j no Rio Grande do Sul se lentou nmn.
ensaio, mandando vr de Hamburgo carneiros me-
rinos, da raja de que cima Iralo.
O governo imperial, sollicilo em promover o bem
do paiz, riirigio-me.pcla secretaria rio ministerio do
imperio um ariso, no qual'cxigc sabcr.se a provin-
cia ofierece proporjoes para a criacao e propagac.iu
de lacs animaes, c se ha proprielarios, que se quei-
ram entregar esla induslria, recebendoao que aqui
forem importados mediante a indemnisaeao do res-
pectivo cusi ;respond pela alnrmativa, e por is-
so espero, que brevemente tenhamos urna nova raja
de carneiros, que sem duvida ser superior exis-
tente.
Alem da creajo de gados, existe na provincia a
industria agrcola, mas inleiramenlc no seu eslado
primitivo, colhendo-se aquillo que a Ierra quasi que
espontneamente qaer prndazir, e o qoe anda he
peior, continuando o systeraa, dlrei melhor, o*pre-
joizo, o erro da devastajao das maltas e da etteri-
llsacao das trras pelo uso inmoderado do fofo.
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DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA EEIRA 13 DE OUTUBRO DE 1854.
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Nenlium dos inalruraenlusndmiltidoscom UnU van-
lagem na Europa, na cultura das Ierras, e mesmo
era algumas provincias do Imperio sao usados aqui.
O prnprio arado n.lo he onheculo. Conversando
coro peesoa que moslra algum gosto pela agricultura
sobre as vanlagena do emprego desle ultimo instru-
mento, o cidadao Lourengi Antonio Marreiros de
Castello Branco, o mostrando este desojo de ensaiar
o sea uso no planto da e.inna, encarreguei-me de
mandar buscar um de Pernarobuco, que espero
cada momento, e se aprese ntar os bons resultados,
que he de presumir, confio, quo brevemente se
generalizara, sendo abracado por todos os agri-
cultores.
O produetoagrcola da provincia, que mais avul-
to he do algodao, tujeilo porem is enfermidades 011
molestias, que de anuos esta parte o perseguem.
leudo sido distribuida por ordem a$>governo impe-
rial sement de algodilo herbceo, noobtive anda
informagoei sufUcienles acerca do seu resultado,
que me habilitem a formar juio seguro sobre a sua
proflcuidade.
A plautacao do fumo comer a desenvolver-se
entre nos, e promelte mirto as frescas e feriis
margeos do Parnahiba e Poly:destribuio-se porgao
de sementes do de Ha vana, que lieomelhor que
actualmente se conhece ; anda uao ha lempo para
se conhecer se produz lambem -como o iudigena, c
se nAo obstante a differenga do clima, conserva a
boa qualidade que Ihe grangeou a fama de que
goza.
Alem da cultura do algodao e fumo, existe a da
cauna em muto pequea escala, a do arroz, milho,
feijo e mandioca, porem estes ulliiros rticos nao
sJo produzidos em grandes quaulidade que possam
ser exportados, mas somenle na que he suflicienle
para o consumo da provincia.

Nategaro /Vnrial.


4
O rio Paruahiba, eohores, com 300 o tantas le-
gua* de curso, guarda em si o livro em brinco em
que se ha da escrever a historia de-la provincia, em
relagao a sua prospendade c grandeza futura, e s o
entregar ao primeiro vapor que sulcar as suas
agua e subjugar a sua corrale .' O vapor, que
por onde passa leva a civilisagao e a riqueza, trar
\i!a a esta provincia que destituida de meios de
transporte jaz amortecida, sem poder desenvolver
os elementos de sua grandeza. Sou feliz, podendo-
vos hoje dizer que esta que,t3o vital para o Piauhy
oceupa a mais sera atlengSo do governo imperial,
lie una dos objeclos do se i erapeuho. De minha
parte nao tenho cessado de tratar della, remetiendo
ae mesmo governo todos os esclarecimenlose .infor-
magesque he oblido, e cuido que nao estar milito
Ionge a poca de ser visitada por vapores a capital
desla provincia. .
O resaltado do exame que por ordem da presi-
dencia proceden u engenheiro civil, I)r. Joflo Nu-
iles de Campos sobre a capicidade do rio, foi o mais
lisongeiro posiivcl, como consta do seu relatorio
que opportunamente ser-vos-ha transmiltdo ; do
mesmo se v, que a sua menor profundidade de-de
urna das soasfozes al esta capilal he de lres pal-
mos, eisto somante nos lugires Malapasto, Vassou-
ras e Puly ; em todos os uniros ha maior volume
de aguas e em muitos grande fundo, seudo este re-
gularmente na linha influa do seu leito de 12 a 18
palmos, excedendo em alguns pontos a 5 bracas,
dando-se alm (lisio a circunstancia de que qualquer
erescente faz subir o nivel lo rio 5, 7, 9 c 12 pal-
mos, e na grandes clieias sobe al 5 bragas ; mas
notai a circumstancia de le r sido o exame feito no
maior rigor da secca.de um anno do invern escasso
c a de ser o leito do rio de itreia, de sorte que nao
embaraca a marcha de vapores de maior forja, do
que os que admilliriam esses lugares mais rasos.
A approximagao do invern prohibi, que o incn-
<-ionao engenheiro continuasse na exploracao ou
exame do rio desla capital para cima, limitando os
seas trabalhos deste pouto ate a cidade da Parnahi-
ba, distancia de 90 leguas.
Kui lslemunlia de um felo bastante lisongeiro
navegado do rio, o de ter descido da barra do Me-
douho para esta capital Jos Antonio Barreira de
Macedo com balsas carregalas de madeiras e oulros
gneros, percorrendo a distancia de cenlo e setenta
e lanas leguas pouco mais ou menos, sem que na sua
viagem enconlrasse embarago algum serio. Urna
obra muto conveniente n navegagao, porque leude
dar raelhor direegao asazuas dTarnabba, e
profundar urna das suas melliores barras, a da Amar-
ragio, encurtaudo ao mesmo lempo alguraa distan-
cia he a do furo do Iguaruss ; esta obra acha-se cm
andamento, e com quanto o empreileiro nao a lenha
ainda conclnido, e mesmo de ccrlo poni em dianle
apenas abrisse urna pequea vala, "esperando que as
enehorradas do rio a alarg.'.sse e fizesseomais.c nao
as houvessem Tortes durante este invern, que pro-
luzissem o efTeito desejado.. com ludo sou informado
de que as aguas procuram aquella direegao, e se cn-
caminham pela vala, sendo de suppor, que para
dianle apparega o resultado previsto, havendo cn-
to neceasidade de deserabaragar o canal que pode Pi-
car obstruido com o desmiironamenlo das ribancei-
ras. que as aguas forem solapando.
Nao obstante ainda nao termos a navegaran va-
por, e ser insignificante a ele canoas e gabarras, an-
tes da trasladarlo da capilal para esta localidade,
para ministrar urna base fcil para a collecta, porque
do contrario seria preciso o emprego de meios in-
qusitoracs, alim de se chegar ao conhecmenlo real
do rendimeulo dos mesmos estabclccimentos, para
sobro elle pesar a iraposigJo.
Ainda maisine confirmo uesta opiniao; porque do
contrario resultariam graves absurdos, como o do fi-
caremde peior condigno os commerciaules nao pro-
prielarios, que oceupam casas de aluguel, desappa-
recendo por este modo o principio equitativo c econ-
mico da igualdade nos imposlos, seren taes predios
sujeilos duas imposigoes, a da decima urbana e a
dos 3 por ceoto, e finalmente pagarem-no sem fun-
damento algum, porque salisfazendo aos propriela-
rios com a paga mental dos alaguis as vanlagens
que auferem do uso das suas casas, iicnhuma obriga-
gao devem ler de pagar mais cousa alguma par cau-
sa dellas.
Nao obstante a opiniao que acabo de enunciar,
mande i sobrestar na cohranga do imposto, at que es-
la assembla se reunisse, c explicasse o verdadeiro
sentido la lei, e assim proced, para que nao paro-
cessenos reclamaules arbitraria a minha decisao, e
moslrassem repugnancia em paga-lo, suppondoanles
ser urna cxlorsao do que cobranra de imposirta le-
gitima.
ou-se execugao ao regulamenlo piovincial o. 23,
que eslnbelece a manen a da .irrecadarw do imposto
dos 5 por cenlo sobre o fumo produzido na provin-
cia.
Muitos queixumes se tem levantado contra o mes-
mo, os quaes urdinariamenle snem apparecer todas
as vezes que (rala-se de cobrar imposiges novas.com
ludo enlendo que com a experiencia que a respeito
o lempo tem subministrado, deve ser revisto o men-
cionado regulamenlo e altor.il > pouco mais on me-
nos no sentido cm que opina o inspector da adminis-
trarao de fazenda no seu relatorio.
A lei provincial li.355 de 13 desetembro de 1853,
que altern a legislarlo antes della existente acerca
da arrecadar.lo da imposigao de-10 por ecutn so-
bre o gado vaceum ecavallar, necessila de ser revis-
ta, porque embora encerr algumas disposiges boas,
e que devem ser aproveiladas, conlem outras asss
inconvenientes; deixarei de fazer a resenta dcslas ul-
timas e demonstra-las, porque disso largamente se
oceupa o relatorio do inspector da administraban de
fazenda, para o quat vos remello, recommendando-
vos instantemente, que tomis logo cm considerarlo
negocio lao importante, para evitar as complicaces
e embaraces, com que lera de hitar aquella reparti-
rn, sendo apparecer em lempo o remedio pre-
ciso.
Legislara/) provincial.
Acha-se em execucao a lei n. 336 de 11 de agosto
de 1853, que extingui os lugares de pensionistas da
provincia creados pela de n. 208 de 12 de setembro
de 1816 continuando i existir um pensiouisla desti-
nado ao cstudo da engenharia.
Forma igualmente executadas a do n. 339 de 21
de agosto do mesmo mino m\mdn um lugar de la-
bellio de notas para esta cidade, que nao est an-
da prvido pelo governo imperial, leudo diversos
pretendentes cncaminhado os seus requerimentos ;
a de ii. 310 do mesmo mez e anuo, creando urna
nova freguezia no 3o islricto do termo de Peracrr-
ruca com a denominar"m de Balalha, a qual ja se
acha com parodio cncommendado ; a de n. 348 de
27 do mesmo mez c anuo, creando urna freguezia
na povoarao do Eslanhado, depois Villa da Unan,
a qual ja se acha provida de parodio ; a de n. 353
de 6 de setembro .do dito auno, que mandou ad-
initiir mais 20 educandos artfices, fallando apenas
3 para o complelo desle numero ; a do n. 357 de
15 de setembro, mandando dar a gratificaran de
1209000 rs. .professora de primeiras ledras do se-
xo femiuino desla cidade ; a de n. 359, coucedendo
urna in lemnisagao i Liberato Lopes da Silva ; a de
n. 352 de 8de julho, creando urna aideica de pri-
meiras ledras do sexo masculino na povoago do
Corrente, queja est provida de professor, e igual-
mente todas as demais leis promulgadas por esta as-
sembla na sua ultima sessao, exceprao sanenle
das segunles ; a resolngtlo provincial n. 316 de
25 de agoslo estatuiudo que as execures dos deve-
dores da fazenda enrressem nos respectivos muni-
cipios perante os juizes municipaes, do que ja Ira-
tei em outro lugar ; a de n. 853 de 13 de agosto
do auno passado, que versa sobre ti arrecadagao dos
10 por cenlo do gado vaceum c cavallar, quanto ,
algumas das suas disposiges, do que lambem ja
Iralei em lugar competente ; a de. n. 342, conce-
dendo 1:6003 rs. a Manoel Jos de Souza encarre-
gado da obra matriz da villa de Panlagua por nao
le-la aiuda requerido provandn o cumprimenlo das
clausulas estabelecidas na dila lei; a de n. 345 de
25 de agoslo, coucedendo urna moratoria a Koberlo
Veira Passos, por nao ter comparecido adminis-
trarlo de fazenda munido de fiadores idneos para
assiguar as ledras ; a de n. 356 de 15 de setembro,
creando urna freguezia na povoago do Bello Stu-
nal, por nao estar ainda provida de parodio. Igu-
almente a de n. 335 de II de agosto, creaudo urna
freguezia no Curato das ribeiros do Piauhy e Fi-
dalgo, pelo motivo da antecedente.
Objeclos diremos.
A secretaria do governo marcha com regularida-
de no desempenho de seus trabalhos, o que em
chando com passo firme na estrada do progresso,
logre collocar-se na posiglo brilhanle, que os seus
allns destinos lhe assiguaram.
Palacio do governo do Piauby na cidade Therezi-
na 1 de julho de 1854.
Antonio Francisco Percira de Carralho.
com tudo j esla ultima se vai desenvolvendo consi-1 grall(te par(c De devido ao zelo do honrado secre-
deravelmenle, pois mutas lem aqai chegado vindas
da cidade da Parnahiba, conduzindo gneros cslrau-
geiros e oulros du diversos ponlos da provincia, tra-
zendo farinha, milhoe oulris arligos de alimentarao,
podendo-se dizer, que dos objeclos de que fallo, lie a
capital abastecida pelo rio.
Urna necessidade momentos*, c que quotidiana-
mente se faz sentir, he a de um regulameulo para as
tripolaroes das canoas, e que sirva de frcio inso-
bordinnrao m fde muiios individuos, que te dio
easa vida, com o qne sollre o commercio considera-
vlmente ; entondo, porm, que nao est no poder
tiesta asiembla remediar 13o grande mal, porque
perlencendo urna da margena do rio provincia do
Maranhao, logo que para ella se passarem os rerac-
'arios, escapartto a saneco penal do mesmo regula-
menlo, somenle obrigalorlo para esta provincia, sen-
do que por esla considerar.io nao dei cumprimenlo
resolorao provincial n. 323 de 24 de agoslo de
1852, qne aalorisou a preiideocia a coofecciona-lo ;
entretanto enlendo qne alguma consa se pude fazer
cora rf regulamenlo geral dn 19 de maio de 1846, so-
lirilando-se do governo imperial a crearlo na cidade
da Parnahiba de urna capana do porto, na qual se
matricule a gente, que se oceupa com a navegaro
fluvial, e possa por este modo serem-lhe applicadas
aa disposires penses, sendo que o tal regulamenlo
previne muitos dos casos, que fazem ohjectn dos
queixumes do commercio, podendo-se requislar as
d mais providencias acn idhadas pela experiencia,
e cujo reipeilo fr elle ommisso.
Fazenda protinrial.
A administrarlo de fazenda provincial marcha
com a poeaivei rcgularidadc sol a direcrao do seu hon-
rado in.peclnr.
l)o relatorio que elle me dirigi em dala de 9 do
mez prximo passado, eque ser-vos-ha prsenle com
o orrumento da receila e respeza para o anuo fuian-
ceiro de 1855 a 1856, conhecereis o estado desla re-
parlic.lo, suas necessidadtts e medidas de que preci-
sa ; chamo porm a vossaatlenr.io sobre o que parc-
le-metle maior importancia.
A resolucao provincial n. :U6 de 25 de agoslo de
185:1 eslaluio, que as exccur/ies dos devedores da fa-
zenda fosseaj feitas por municipios pcranle os res-
pectivos juizes locaes ; dependendo o cumprimenlo
deaaa resoluto de um regulamenlo da presidencia;
antes de ser este expedido, submedeu o inspector da
thesouraria i consideracao do meu antecessor urna
representaran, que vos sen transmiltida, na qual ex-
Mioe os inconveniente;, que se seguirian da sua
execucao ; o que obslou, ique elle expedisse o res-
pectivo regulamenlo, e p;recendo-mede algum pe-
so o que se acha ponderad i cm lal representar "o, le-
nho procedido de igual modo, suppondo mais pru-
dente, que reconsideris .1 materia, e deliberis de-
finitivamente como julgar les mais conveniente. O
regulamenlo provincial n. 26 de 31 de agosto do au-
no passado, expedido em virludedo arl.6 da lei 331
de 5 de julho do mesmo anno para excruejo do 29
do art. 2 da mencionada loi, com quanto tenhn sido
confeccionado em perfeito accordo com a sua ledra,
du lugar urna reclamadlo da parle dos negocian-
te, que lem os seus eslabelecimentos em edificios
proprios. Nao pareceu-me fundada a opiniao que
sustentara, denlo eslarem as suas casas commerciaes
sujeilaa iroposigao dos 3 por cenlo, entendendo por
esta rnaneira, que a impoiigao deve recaliir sobre os
auagueia, e alo sobre os ei enlendo do modo eonlrari >, a que a expresado alu-
goMa, da tjue aaua a lai n regulamenlo ha sumea le
lacio, que a dirige.
Ainda que nao lenha sido possfvcl organisar um
quadro demooslralivo do rendimeulo da alfaudega
da Parnahiba durante o anno linanceiro, que ler-
minon honlem, cm razao da distancia em que exis-
te essa repartirao, e ignorar-se o arrecadado l-
timamente, com tudo posso assegurar-vos, que vai
teado um rendimeulo consideravelmenle superior
ao de oulros annos, sendo esle um dos resudados
da mudamja da capital para este ponto,,o que tem
pcrmillido, que seja esta cidade supprida em parle
de gneros eslrangeiros importados por all, e cres-
cu o commercio do nico porto maritimn da provin-
cia e as rendas publicas.
Nao lenho podido ainda fazer cotrer a loleria con-
cedida a favor da igreja malriz, por existir porgao
de bilhelesem poder dos eucarregados de sua dislri-
liuieao sem que eu saiba se com effeilo ja se acharo
vendidos.
Comprehendendo o alcance das vanlagens, que
podem resudar provincia da fundarlo de povoados
em cortos pontos remotos, que aproveitern a rique-
za do solo em mudas partes abandonada, resolv
ensaiar a creagao de urna povoago margem do
rio Parnahiba no lugar fronteiro ao em que conflue
o rio Mcdonho, aproveitando para sso as disposi-
gea de alguus individuos, que, apezar dos bous
desejos, a isso se nao alrcviam rom recco de hosti-
lidades dos Indios Guajajaras que demoram
muito perlo. Fia destacar para o ponto indicado dez
pragas, e anime os povoadores com proraessas de
todos os auxilios da parte daadministragao, dando
i nova povoago a denominaran de Santa Philo-
mena que escolherarn para sua padroeira. Sup-
ponho que os novos povondores ja se acharan no
lugar, pois que prclendiam partir no mez de ju-
nho prximo lindo.
Immcnsas vanlagens promelte a nova povoago,
j por causa da ferlilidade do seu solo, e da grande
abundancia1 de madeiras de conslrucrao c marcineiria
j porque a margem do Parnahiba, provocar de fu-
turo a navegagao do rio ale all, j pela proximidade
em que se acha dos indios selvagcns, lornando-se por
esle modo fcil o promover-se a calechese dos mes-
mos, e chama-Ios ti aldeiamcnlos, e j finalmente
porque mnito prximo do territorio de (ioyz, do
qual apenas dista 40 leguas ou pouco mais, po-
der-ac-ha abrir proveilosas reiagcs com os habitan-
tes d'aquella provincia, c com estas vistas esloa dis-
poslo a ludo invid.tr no intento de promover o seu
progresso, solicitando al do governo imperial os
meios que faltarem adminislrarao provincial, pa-
ra o que apenas aguardo a communicagao do csla-
belecimenlo dos povoadores, para pcdir-lhcs infor-
maroes precisas acerca das nece-si I a des, ti ;quo con-
venha prover.
Senhores dcoulados assembla legislativa da pro-
vincia do PiaUhv, devo aqui parar ; pois lenho ter-
minado a minha exposigao, sem duvida imperfcila
pelas considerariies que emilli a principio ; rsta-
me purm a consolagao, de que os seus dcfeitns sao
de insignificante resudado, por ser dirigida a urna
assembla Uro illuslrc como esla, em cujo recinto
rabe-me a honra en fortuna de achar-mc. leudes
bastante patriotismo, conliecimento perfeito das nc-
ressidades publicas, gozis de plena confianza da
provincia, que depnsilou em vos as mais bellas es-
perangas, comegai a desempenhar a vossa honrosa
misaln, que eu no poslo em que o dever me collo-
cou, serei incansavel em coadjuvar-vos, no que de
mim depender, para qae esta bella provincia, mar-
COMARCA DO PAJEL*.
VUU Bella 1.. de outubro.
Complelo boje 1 anno.que acedando por minha ex-
ponlauea vonlade o penivel encargo de noliciar-lho
as occurrencias desle Paje, lhe dirig a minha pri-
ineira missiva no inlerese tao smente de fazer che-
gar ao conhecmenlo publico cerlos aconlccimcnlos,
que ale enMojaziam no mais completo olvido, cm de-
trimento nosso, e de denunciar aquelltts neressidades
que nao devem ser desconhecidas ,1 quera pode e de-
ve remedia-las ; e beinqueao desconliega haverem-
mc faltado as necessarashabililares para o bom de-
sempenho dessa imprtame e ardua missao, que s
por oraissao e abandono deoutrosexergo, Iranquilli-
sam-me com ludo os esforgos, bonsdesejos e verac-
dade com que lenho procurado preenche-la. E se a
fraqueza da minha inlelligencia ohrigou-me a subs-
litur palavras e expressoes vulgares e sem rnalo a
esse estyln llorido e potico que abril ha ni a o maior
numero das correspondencias insertas eiu seu jornal,
liz ao menos quanto me foi poeaivei por conservar a
qualidade mais indispen-avel quem se encarrega
desle genero de Irabalho, isto he a de veritlico e inge-
nuo, assim como me persuado nao ter passado alera
do circulo tragado pela decencia, uem fallado ao de-
coro c convenieiiciasqucpromell cjulguei indispen-
savel guardar.
Apezar desses esforgos que nunca poupei, desses
bons desejos qaje nunca me abtindonaram e dessa vc-
im' na le que sempre me servio de mirle, creio nao
ler agradado a todos, mximo aquelles que, nSo se
envergonhaiidodecommeder billas, militse enver-
gonhain e escandalisam de as ver publicadas, aecu-
sando-mc de Ibes haver fallado rom a caridado evan-
glica ; como se lora antea um crime que urna vir-
lude a publicagao daquellas verdades, que lo viva-
mente in ler essa tn a sociedade, o cuja rcvelagao be
acousclhada como meritoria pela propria igreja. nSo
obstante o seu recmiherido rigorismo, quando fit ad
instruclionem prwsentium el id audienlium, ti ca-
rean! similia. Ho verdade que um clironista nao
se limita as vezes a registar simp*lesmente os fados :
procurando moralisa-los couslitue-se tao bom censor
e denunciante, mas a denuncia nao bes aconselba-
da, he mesmo imposta pela lei evanglica que, pres-
eievendo o modo porque deve ser exercida acorreegao
fraterna, estende esle dever censura c denuncia
dn. crinies do nosso prximo,quando elle nao cede a
admoestarao particular e publica: ,Si peccareril....
fraler tuus.radcet corrig'eeuin nter le tt ipsum so-
lan.... Si te non audierit, aihibe tecum adhuc
unum re dos.... Quod si nonuudieril eos, dic er-
ctesia? ; si atilcm ecclesiam non audierit, sil Ubi
sicut F.thnicas el Publicannt.
Com quanto porem o que lica dilo me pareen suf-
ficientc para pr-me cm paz com a minha coiiscien-
cia,mesmo debaivo do ponto de vista religoso,naonbs-
tanle a demasiada susrcplibilidadc de alguns senho-
res, com ludo nao lenho inlcnrocs de crear e man-
ler discordias, e ir.uilo menos de odiar e ser odiado
pessoa alguma. serei o primeiro a dar exemplo de
humildade rlnislaa ntlo s pedindo pcrdSo a
quem quer que se possa considerar oflendido por
miuhas missivas no decurso do precedente anno,
como perdnar.do ex loto carde, meo et ex tola anima
mea a lodos os que me ofTcnderam e ludo que
de mim tecm dilo, para que entremos'nn novo anuo
de cuntas justas e despidos de paixfles. Ainda mais :
lanr.indo um denso veo sobre esso passado, que nos
deve ler prevenido para o futuro, pegoe rogo a lo-
dos os que se inlcressam pela ntlo publicagao de cer-
los fados, que, no anno que vamos encelar, s me
pruporcionem occasiao" de fallar de suas virtudes,
cerlos de que nenhuma prevengao ha de minha par-
le, mas por nenhuma considerago deixarede regs-
lar em minhas cartas os crinies de quem qner que
oscommetler, c os errse fallas dos empregados p-
blicos, donde possam resultar damno publico ou par-
ticular.
Parece bem natural que, vista do que expendido
lica, eu nao podesse continuar a dar-lhe noticias de
certa ordem sem aguardar os siihsequcnlcs fados,
pois isso pode inferirse do minhas palavras. Mas,
se assim aeonteresse qirom o iaforinaria do pourn
que ha occurritlo depois da ultima que lhe enderecei'.'
Nao tenho portanlo outro geito se nilo faze-lo, poslo
que com alguma reserva, para ntlo provocar novas
desavengas- depois de 13o solemnes perdoes.
Priucipiarei pela llana Verde onde tem bavido
suas aguas sujas. Kccordo-me de le% comegado a
minha primeira missiva no precedente anno por ti- ^hril
ros, facadase oulros feritnentos havidos no di'lriclo '
tle Baixa Verde, c he ainda boje esse mesmo divne-
lo que me fornece dados para romegar esla, depois
de ter atravessadoquasi um anuo em plena tran-
quillidade. Os raaos iiabilos ilillcullosamenle per-
dem-sc. Uous Franciscos ou Cliiquinhos ambo flo-
rales tate el arcades ambo, altercaran a respeilo
doque um devia aooulro, o porque ambos cram vn-
Icntespassaram s vas do Tarto, Ipbcaram enceladas
por facadas, sahindo o provocado'izravemenle ferido ^inador municipal
no pedo, e o provocador quasi tao sao e salvo, que
pude evadir-se. Alm desla briga dao como certo
ter bavido por all outras de menos cousequencia, de
cujos pormenores, nao estando bem nleirado, deixo
de fazer menguo, recelando avanrar alguma inexac-
lidtlo.
De i 'acrala sei o que me foi communicado na se-
guinte carta :
i Este termo tem estado tranquillo. O incansavel
alferes Ctipislrano, tem aqui capturado 5 criminosos:
Joaqtiiin Antonio c Domingos Antonio, ambos cri-
minosos de morle na comarca da Boa-Vista, c para
alli remedidos cm 20 de julho; Placido de Souza da
Graga, criminoso de murl na Malta Grande, c para
la enviado a 6 de selembro ; Pedro Camagari, cri-
minoso de rnuho no Buiquc ede furto do cavados
na Malla Grande, para onde lora remedido a 30 de
agoslo ; e filialmente Carolino Jos do Nascimenlo,
pronuuciado por uso d'armas defezas. Estas prises
lor.im elleclo.nl,is pelo dito alferes entre 30 de julho
e 2 de selembro.
lambem se acham presos na Fazenda Grande,
por lerem viudo intentar recurso, que foi ltimamen-
te desprezado por faltas havidas no respectivo pro-
cesso, Joaquim Sevcriano Brrelo de Alencar, Do-
mingos Gomes de Souza Rocha, e Manocl4-raaicisco
Molla Jnior, a quem dizem que mudo de proposito
se quiz fazer carga na formagao da culpa, proceden-
do-se de um modo pouco regular ; porque promo-
vendo-se aqui urna diligencia policial por ordem es-
cripia do subdelegado desle dislrielo, para capturar
alguns Indios, que infestavam varios lugares, c fur-
lavam c roubavam gados aos fazendeiros (o que en-
tre nos he um grandissimo clamor), resultou que, re-
sistindoos Indios c ferrado gravemente a tropa, mor-
ressem dous dus mesmos Indios, efossem os mais cap-
turados em numero de 15 ou 17, como lhe noticei no
principio do corrente anno. O juiz municipal sup-
plenle daqui, por insinuages que ntlo honrara mul-
lo quem as fez, inslaurouo processo em que,- enra-
rando o fado como alguem o havia entendido, pro-
nuncien no arl. 192 du cdigo penal nao s a toda a
tropa, masas pessoas, que como as que ficam men-
cionadas, nao assisliram ao acto,nein mesmo habilam
nesla provincia. Conliece-se fcilmente a interven-
gao russa nao tanto por ser publico que as ve.peras
do processo insnuavara-se as testeiuunhas sobre o
modo purque deverara depor, como pelo syslema de
pergunlar as mesmas lesleinunhas adoptado pelo juiz,
que prescindindo do fado principal da resistencia,
s iudagava o que era peculiar aoVrimc de assassi-
nato, e o que podesse comprometter a certa gente
que conviiiha envolver. Ah.' meu amigo', muitos
actos da nossa justira, principalmente alguns que se
pralicam por estes centros, seriamem outrascras va-
liosos documentos para um famoso auto de f. Se o
sanio ti ilniial da inquisirau podesse ainda boje ser
invocado em soccorro dus opprimidos, e levantar fo-
guriras na praga publica, mudas autoridades do nos-
so paiz, e algumas bem minhas conhecidas, nao re-
nunciarais por "ccrlo as honras do potro e a gloria do
martyrio, que Ibes deixaria um relime eterno.
Nao devo coucluir esla, sem dize; lhe alguma cou-
sa a respeilo do agudo que, por arrcmalagao, est
conslruindo ao p desla villa no riacho do Sacco, o
Sr. coinmandanle superior Manoel Pereira da Silva.
Os Irabalhos desse acude, segundo se conclue da
respectiva planta, consisten!, alm de outras obras
menos imporlanles : 1.", cm um dique da) Ierra liti-
gada em urna planicie de 130 bragas de exteusao cul-
que so os taludes do paradlo (do lado nlerno do
agude somenle fossem feitos em vez do cal com
trra, que licasse unida, em urna e oulra evlretnila
de, a Ierra do dique, formando desse lado urna s
linha de trra entre os dous morros, mais seguranza
dovra ter a obra, do que sendo os taludes desse la-
do feitos de cal, por que nesse caso entre as extre-
midades do dique e do paredao o no proprio lugar
onde se locam, a agua procuran neccssarianjenle
enlranbar-se, por mais que a trra esleja socada a
pililo; e por ahi vira ruina obra. A 4." e ultima
vantagem seria a entrada por cima do aterro, que
evilasse o extraordinario rodeio, segundo os incon-
venientes que se dtlo no transito pelo lado debaixo
do agudc. Nao obstante estas poucas ohservagoes a
obra vai marchando no sentido da planta, e acha-se
bem adiantada. *
Achando-sc esta um pouco longa obriga-mc a pa-
rar aqui; aerrescentando somenle que un dia 8 de
selembro teve lugar nesla villa a festividade da hossa
padroeira a Scnliora daPenha, se ntlo com a pompa
que a mesma senhora mernce, ao menos com aquella
decencia compalivcl com os recursos do lugar, llou-
ve missa solemne, sermo, procisstlo e Te Deum. O
lllm. Sr. major Porlclla, para solcninisar mais o ac-
to, prestou a sua forra, que se aprcsenlou com a-
quelleaceio, ordem e regularidade, que caracleri-
s.im a boa disciplina da tropa e actividade e bro do
seu chefe.
Saude c dinheiro lhe desejo.
(Carta particular.)
DE PEKA1BG0.
Foram presos no termo de Tacaralii os criminosos
da comarca da Boa-Vista, Joaquim Antonio, por ler
commetlido dous assassinalos, e Domingos Antonio,
criminoso.ua mesma comarca, e cmTraip das Ala-
gas, por ler assassiuado sen prnprio pai, em urna
(|tiinl i-feita sania.
Foram igualmente presos por crime de morle Pla-
cido de Souza da Graga ; c |ior haver furlado um
cscravo em Buique, c um cavado em Matta-Graudc,
Pedro Camagary.
Foi lambem capturado no mesmo termo de Ta-
caralii, Carolino Manoel do Nascimenlo, processado
por crime le armas defezas.
drn Pereira da Silva GuimarSes, Antonio Jos de
Amorra), Antonio Vctor Marques de Amorm,
Jos Manoel de Freitas Jnior, Dr. Jos Augusto
de Souza Pilanga, Olimpio Adulphode Souza P-
tanga, B.Rosa Amelia de Sott/.a Pilanga, D. Li-
dia de Souza Pilanca, Scbasie Paes de Souza.
A'attio sahido no mesmo dia.
Em commissao-Escuna nacional Lindoia, com-
- mandante Joaquim Alves Moreira.
EDITAZS.
Chegou honlem larde do sul, o vapor D. Marta
II., Irazendo-nos jornaes do Rio de Janeiro al 4 do
corrente e da Babia al 9.
Alm dos despachos e noticias que em oulro lugar
Iranscrevcmos. pouco mais adlanlam as gazclas, que
lenha algum inleresse.
Por decreto de 28 do passado foram promovidos a
segundos cirurgies, alferesdo corno de saiide do cx-
errilo, os Iii-. Candido Jos deFigueiredo, Joaquim
da Silva Araujo Amazonas, Aincrico Marques de
Sania Rosa, Rodrigo Jos Mauricio, Julo Albano de
Souza, Antonio Jos Moreira GuimarSes, a Jos An-
giisto de Souza Pilanga.
L-sc no Jornal do Commercio de 4 do correle :
Desastre. O vapor Nitherohy, na viagem que
fa/.ia honlem s 9 horas da manhaa para Niiherohy,
ahaleroou junio restinga de pedra- do Trem a um
bote que vinha de Villegaignon. Depois de ter pa-
rado o vapor e de separar-sc do bote, a Iripolagao
deste, assustada anida com o abalroamenlo, atirou-se
ao mar, e infelizmente pereccu um dos remadores.
Naufragios.Com o temporal do S. S. E, c S.E.
que houve no Rio Grande do Sul nos dias 3 e 'i de
selembro ultimo deram-sc os segunles naufragios .
No lugar denominado Capao do Mein o hrigue es-
cuna nacional Harmona, precedente do Rio de Ja-
neiro com carga de carvao; morrernm 7 pessoas da
Iripolagao.
Na ilha de Saragonha o hiate Balea, empregado
na navegagao interior.
Alm disln crfealhdu no lugar denominado Arcias-
Gordas, um orrtro hiate lamben) da navegagao do
interior.
Da Babia nada ha que se possa mencionar.
PI1L1G4C40 A PEDIDO.
FABAHIBA.
Mappa da vaccinacao' praticada no
municipio de Mamanguape, de abril
a setembro de 1854.
Mezes. Sexos.
| 1 ia
Abril I3J
Maio 1-40 I5!l
1 nuil i 117 911
Julho 322 301
Agoslo 363 339
Selbr. 361 295
l'olal 1135 1305
Condenes
Resultado da
vaceinarao.
5 s>

S o
o "a
.5 2
182 62 218 8
243 .56 285 i
184 32 191 15
495 128 480 59
564 138 620 37
599 57 510 17
>67 473 2:143 131
18
12
10
91
36
99
266
Olllm. Sr. inspeclor da thesouraria proviu-
cial, cm euiiipiimenin da ordera do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 7 do .rorrele, manda fazer
publico, que no dia 2 de novemhro prximo vindou-
ro, pcranle a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos li/.er u
obra dos reparos da ponte de Gindahy, avadada em
4:6203000 rs.
A ai remataran ser fcita na forma da lei provin-
cial n. 33 de 15 de maio do corrente anno, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esla arrcmalagao
compareram na sala das sessues da mesma junta, no
dia tirima declarado pelo meio dia, competente
mente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secrclaria da thesouraria provincial de Perniiin-
buco, 9 de ouluhro de 185S. O secretario.
Antonio Ferrera da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematara/).
I. Far-se-hao ditos reparos de conformidade com
o orea ment approvado pela directora em conselho,
e apresentado a approvago do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 4:620^000 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de seis mezes, am-
bos contados na forma do arligo 31 da lei provincial
n. 286.
3." O pagamento da importancia da arrcmalagao
realisar-se-ba em qualro preslagoes igiiaes; a pri-
meira quando estiver concluida a lerga parle das
obras ; a segunda depois de felo o segundo terco ; a
ternura no recebiraenlo provisorio, c a quarla na
entrega definitiva, sendo de um anno o prazo de
responsahilidade.
4.a Melado do pessoal da obra sera de gente livre.
.5." O arremtame devem proporcionar transito
ao publico no lira de tres mezes.
6." Para tudo o que nao estiver determinado as
presentes clausulas nem no orgamenlo. segair-se-
fia o que dispoe respeilo a lei n. 286.
Conform5. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Nos dias 14, 16 e 18 do frrenle, estar em
prtira o arrcndamcnlo dos agougues pblicos, os
quaes quando se de algum dos casos figurados pelo
Exm. presidente ila provincia emofficio desla dala,
serao entregues por um aluguel razoavel aos ex-con-
Iraladorese aos criadores, ladas as vanlagens, e possa ser sustentada urna con-
veniente competencia no mercado.
A base da arrcmalagao he a mesmade 2:0538 rs,,
j annunciada.
Os pretendentes devem apresentar fiadores habili-
tados no forma da lei.
Pago da cmara municipal do Recife em css5.o de
11 de outubro de 1854.Barao de Capibaribe, pre-
sidente. No impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Ferreira Arc'toli.
A cmara municipal desla cidade, de confor-
midade rom a aulorisagao que lhe nolt o art. 14
da Jei provincial n. 348, do orgamenlo municipal
vigsrate, contralle nos termos do mesmo arligo um
emprestimo de 1,58:5009 rs., para poder levar ef-
feilo a obra projeclada do novo maladouro publico,
ufe.' la em rs. 150:0003, e a d'um mercado publico
regular na freguezia de S. Jos, avadado entris
8:5003000.
Quem pretender fazer dito emprestimo,dirija suas
propostas a mesma cmara, para depois Iralar de-
talbadamcnle das bases do contrato.
Pagoda cmara municipal do Recife em sessao de
11 de outubro de 1854.Barao de Capibaribe, pre-
sidente. No impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Ferreira Arcioli.
Nos dias 14, 16 c 18 do corrente, clamo era
praga os malcriaesvelhos da casa demolida, perlcn-
cenle ao cemilcrio publico, eque firava a quem da
respectiva muradla, avahados em 643 ; sendo te-
dias, porlas, vigas e oulros objeclos que se acham na-
quellceslabelecimento.
A importancia da arremataran ser paga I bocea
do cofre.
Pago da enmara municipal do, lierife pm sessao de
11 de ouluhro de 1854.Barao de Capibaribe.pre-
sidenle. No impedimento do secretario, o oflicial
maior, Manoel Ferreira Arcioli.
consignatarios Novaes& C, na ra do Tra-
piche n. 54, ou com o capito no Trapi-
che do algodao.
Para o Aracaly, segu em poucas din. o be
conhecido hiato Capibaribe, para o resto passageiros Irata-se : na ra do Vigario n. 5.
O hiate Amphilrite segu em poucos dis para
a Babia por ter prompta a maior parle da carga ; pa-
ra o restante, Irata-se com Amorim lrmaos, na ra
da Cruz n. 3.
Para o Rio de Janeiro, o muito velei-
robrigue Recife que se espera do&por-
tos do norte ate o dia 16 do corrente, de-
vendo ter muito pouca demora por ter de
seguir com parte do carregamento que
traz: por isso quem quizer carregar ou
ir de passagem entenda-se com antece-
dencia com Manoel Francisco da Silva
Cari ico na ra do Collcgio n. 17, segun-
do andar.
RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal Veremos : para o resto e escravos
a frete trata-se com J. R. da Fonseca J u-
nior, na ra do Vigario n. 4, primeiro
andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O hrigue Feliz Destino, capitiioBel-
miro Baptista de Souza, devesahir at 25
do corrente por ter a maior parte do car-
regamento prompto: para o restante e
passageiros trata-se com Manoel Francis-
co da Silva Carneo, na ra do Collegio n.
17, segundo andar.
Para o A carac segu cm poucos dias por ja
ler a maior parte da rarga a bordo, o hiate nacional
Castro ; para o resto da carca Irata-se na roa da
Cruz n. Vi, ou com o capitao a bordo.
RIO DE JANEIRO.
Espera-sepor estes tres ou qualro dias
do Assu', o patacho nacional Esperan-
ca, que depois de urna pequea demora
seguir' seu destino : quem quizer ir de
passagem, ou emhaicar escravos a frete,
trata-se com Machado APinlieiro, na rua
daiVigurion. 19 segundo andar.
Para o Aracaty
segu por estes dias o hiate nacional Exalarao; pa-
ra o resto da carga e passageiros, trata-se lia rua da
Madre de Dos n. 36.
744
'299
-216
623
702
656
2740
Antonio de Souza \unes Piulo, commissario vac-
COMMERCIO.
LEILO'ES.
De ordem do lllm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civcl e commercio Francisco de
Assisde Oliveira Macicl.a requerimenlodo Joaquim
Lucio Mouteiro da franca, llquidataro da firma de
Franca & Irmao, o agente Borja faca leilo da ta-
berna com lodos os gneros, armago e utencilios
existentes na mesma sita na rua das Cinco Ponas
n. 5., sabbado 14 do correle is 11 horas em ponto.
Q agente Oliveira, far leilao por ordem doSr.
cnsul de Franga, na chancellara do mesmo consu-
lado, rua da Cruz n. 19, do espolio do finado subdito
frunce/ A. Danjoy, consistinduemroupa do seu nso,
2 espingardas de caga, 1 cavado, sellim, 1 alias, e al-
guns livros malhematicos : sabbado 14 do correle,
ao meio dia em ponto.
O agente Oliveira, n3o po leudo concluir por
falta de tempn, o seu leilao de mobilia, confirmara
o mesmo, consislindo as melhores pegas que lica-
ram por vender, inclusive encllenle mesa elstica
de jantar grande e nova, piano e apparelhos de lou-
ra de porcelana deSevres para IHou 36 pessoas ele:
hoje 13, as 10 horas da manlia. na casa de sua re-
sidencia, rua da Cudria por cima do armazem de fa-
zendas dos Srs. F'oi Brothers.
AVISOS DIVERSOS.
DECLARACO'ES.
PRACA DO KEC1FE IS DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colagea Blliciaes.
Cambio sobre Londresa fO d|v. 28d.
Descont de lellras de 2 metes8 % ao anno.
aLFANDEU.
Rendimcnlo do dia 1 a 11.....106:S:)6$8I4
dem do dia 12........8:2329306
II 5:069! 20
Descarrega hoje 13 de ouluhro.
Escuna hollandeza. tutjcqueijns e genebra.
Importacao'.
Escuna hollandeza Antje, vinda de Harlingen,
entrada por franqua, com destino lambem a Baha,
consignada a Rrander a Brandis & Companhia, ma-
nifesloii o seguinle :
117 canas queijos de Tralo. 156 bolijaseleo de li-
nhara, 100 fciies de rolim, 100 barricas c 100 fras-
queiras genebra, 38 balas de papel de cmbrullio,
[i.ilh.t de milho, 45 toneladas de carvao de pedra ;
aos consignatarios.
CONSOLADO GERAL.
HrmlaJaVnin dn dia la II. m, 946J002
dem do dia 12........ 423,510
COMPANHIA LUSO BRASILEIKA.
O vapor /'. Maria II recebe a mala para Lisboa
boje, 13 de ouluhio, as oilu horas da nidiiha: na
agencia rua do Trapiche n. 26.
Pela ronladoria da cmara municipal do Re-
cife se faz publico, que o prazo marcado para pa-
gamento ti lin ra di cofre, do imposto de carros, car-
rugas e oulros vehculos de conduegao, he do Io ao
ultimo de oulubro prximo futuro, licando sujeilos a
mulla de 50 ", os que nao pagaren! no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o umauuensc,
Francisco Canuto da Boa-viagem.
BANCO DE PER.NAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
huco a realisarem do 1. a 15 de outubro
do corrente anno, mais O (qO sobre o
numero das acnies que lites loram distri-
buidas, para levar a ell'eito o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil eoli-
tos de ris, conforme a resolucao tomada
pela assembla geral dos accionistas de 26"
de setembro do anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
185"S-.O secretario do conselho de direc-
cao- -J. J. de M. Reg.
9885-512
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimcnlo do dia I a 11 i 18J50
dem do dia 12........ 38531:2
565882
Exportacao'.
Rio (iraude do Sul por Campos, patacho nacional
Flor da Verdade, de 79 toneladas, conduzio o se-
guinle : 1,140 alqueires de sal,100 harriliilhos do-
ce de calda, 1,000 cocos com casca, 20 dunas de co-
cos de beber agua.
Babia, hiale nacional .imphitrilc, conduzio o se-
guinle : 412 alqueires de sal, 100 barricas baca-
Ihao, 20 barris alralrao, 2 caixoes fazendas.
S. Malhcus pela Babia, hiale nacional Audaz, ae
105 tonelada-., conduzio n segunde : 1 gigos Mu-
ga, 6 quarlolas e 29 barris com 766 caadas de ci-
te de carrapato, 40 caixas velas de carnauba, 508|kl-
queires de sal.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimentodo dia la II.....7:158.1919
Idcra do dia 12........ 7359925
7:8915871
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimcnlo dn dia
dem do dia 1:
la II
8:7458850
4715795
9:220J615
locada entre dous grandes morros ; 2., em um pa-
cedlo de lijlo e cal, conslruindo no raeioi do dique
com a altura do nivel da entrada do Saccb, que se-
gundo o exame ltimamente feilo, lie de 12 palmos
e ii.'m de 10como lhe havia dilo na minha preceden-
te caria. Este paredao, sobre que deve sangrar o
ccoso d'tigua doarudc, dever ler, segundo a mes-
ma planla,20 palmos de comprimeuto e 112 de altura
(que lie o nivel da entrada do Sacco): e o dique de
Ierra, devendo ler 6 palmos cima do nivel do pare
dao, lera segundo a planta 18 palmus de altura.
Consta-me que o arrematante, conliercndo que a
altara do alerro he insullicienle cm urna liio grande
obra, bem como que o comprimenlo de 20 palmos
para sangra das aguas parece inconleslavclmenle
piuco, e poderiaoccasionar a ruina da obra segundo
a quaulidade d'agua com que costnrai correr aqoellc
ribeiro, pretende fazer o paredao com 16 palmos
d'allura e 25 a 30 do cumplimento, c o dique com
22 palmos d'allura, isto he, com um augmento de 5
a 10 palmos un comprimenlo c 16 na altura do pa-
redao de cal, ede 4 palmos uti aliara de loda a obra
que, pela enorme eiteniRO de 1300 palmos poderia
orgar em um cunto de ris. Se esla noticia he ver-
dadeira, a obra dever ficar um pouco maior do que
lhe marcara a respectiva planta, e ainda a-sim ntlo
he o que poderia e deveria ser, se se prescindiese
desse paredao de cal c se dirigisse a sangra das aguas
do iraude por um terreno mui proprio, que licarnn-
liguo a um dos morros, onde termina o dique. Com
um pouco mais de Irabalho c dispendio poderiamos
ler urna obra gigantesca, cujas vanlagens seriara
comparativamente maioros, as quaes enlre Outras
seriam as segunles: I." um augmento considera-
vel d'agua que, bauhaiido um terreno de mais de
legua de exlensao, o lomara ferlil o productivo ;
2. um sangradouro natural, franco eseguro, donde
resultara; 3. a completa seguranga da obra; por
que nao precisa-seserengenheiro para conhecer quea
obra de cal diflrilmente *e unir de Ierra, e por
conseguidle o paredao construido de cal uo meio do
alerro de Ierra conserva em si o elemento de ruina
da loda a obra: a experiencia o mustiar. Parece
PIUCA DO RIO DE JANEIRO 3 DE OUTUBRO,
AS 5 HORAS DA TARDE.
Cotarras o/ficiaes.
Desconlos: 7 e 7 ,'j "'
Acgoes.Caz da cidade : lOftj de premio.
Bapoo rural: 105-3 de premio.
As vendas de caf foram regulares, sera alleragao
no prego.
O dinheiro he abundante, c a 7 dcsconlaram-sc
quanlins de alguma importancia.
Houve alguma animarao no mercado das arroes ;
as do gaz foram procuradas,
usa
i igny,
tqdri-
f
lores.
s2Ss85
sociedade mmivTia ni.'iiF/.u\.
HA RECITA DA ASSIGNATUBA.
Sabbado, 14 de outubro de 1854.
Depois da execugo de urna escolhida ouvcrluia,
lera principio a representagao do novo drama cm
lres actos, dividido em qualro quadros
CHATTER.TON.
Composigao original do conde Alfredo de Vigny,
c versao do lllm. Sr. Dr. Antonio Marques II
gues, merabro do conservatorio dramtico de
nambuco.
Personagens. Acto
Challerlon........O Sr. Re-.
Um Quaker.......
Kltv Bell........
John Bell........
Lord Beckford......
Lord Tahuli.......
Lord Laderdale......
Lord Kingslou......
ous liroon.......
Um obreiru.......
Rachel, lilha de Kilty Bell, de
idade seis annos.....
Seu irmao de idade de 4 annos.
Tres lurds mancebos.
Doze obreros da fabrica de John Bell.
Um criado de lord Mairc.
Os inlervallos dos actos serao prcenrbidos com cs-
colhidas pegas de msica, e lindar oe-peclaculo com
a engagada comedia lyrica em um acto, intitulada
O CAQADOR.
Cora toda a sua msica.
Principiar as 8 horas.
Costa.
A Sra . D. Orsal.
0 Sr Senna.
a Pinto.
(C Aleudes.
Rozcndo.
Sebasliao.
a N. H.
a N. N.
N. N.
N. N.
Ausenlou-se no din 9 do corrente o preto Car-
Ios com os signaes seguinles: altura ordinaria, cheio
docorpo, quando anda puxa por urna perna esquer-
da, olhns baixos e o esquerdo mais aperlado; levou
caiga de estopa e camisa de mcia: quem o pegar
pde-o leva* a roa do Vigario n. 5, luja de cabos
que se gratificar.
Os abaixo assignados dunos e propretaros da
livraria n. 20, sila na rua do Collegio desla cidade,
fazem publico que lendo celebrado por cscriptuta
publica sucio,i.,,te commercial no mesmo eslaheleci-
inenlo de hoje por dianle a firma social serRi-
cardo de Freitas & C. Os mesmos proprietaro do dio
lo e.laheleeiinei'.ln fazem lambem publica que aca-
bara de receber de ranga um completo sorlimenlo
de livros; e recommendam por esta forma aos ama-
dores das sciencas e da lilteralura. principnlmeulc
um bello sorlimenlo de livros elassiens e elementa-
res da lingua italiana, que vendem por prego* es
mais ia/a .neis Recife 12 de oulubro de 1851.
Ricardo de Freitas Ribeiro. Domingos Ferreira
das .\ffre Guimaraes.
Trocam-se 5 perfeilas imagens, chegadas re-
centemente de Lisboa, sendo S. JoSo Baplisla, S.
Antonio, Santa Luzia e N. S. du Carino : na ruai do
Collegio n. 12.
Aluga-se a casa n. 21 da rua Augusta a Iralar
com Jus Joaquim Dias Fernandes: na rua da Ca-
deia do Recife n. 63.
l'recis.i-se alugar um moleque, negro, oa ne-
gra, que saiba cozinhar: na rua do Queimado n.
34, loja de frraseos.
Roga-se ao Sr. Joaquim (jpngalves Bastos, e
su.i irmaa D Maria Francisca dos Alijos Bastos, que
por amor da verdade, alim de nao comproiiieller o
direilo de alguem como ia aconlecendo com quem se
achava disposlo a arrematar o sitan da Casa Forte,
que anda em praga pelo juizo da fazenda provincial,
que expliquen) o seguinle enredo : o sitio penhora-
do est como pertencente ao Sr. Bastos, para paga-
mento do sello da heranga dos bens do seu falleci-
do irmao Francisco Gonralves Baslos: mas a Sr."
I). Maria Francisca dos Aojos Bados, fazendo ha
annns testamento as notas do lahelliao Coelho, diz
ncllc que esse sitio he seo. por te-to arrematado em
praga, e consta lambem que fazendo ella lia pouco
lempo codicilo as olas do laliellia.i Salles, diz a
mesmcousa! Se pois esle fado he verdadeiro,
porque he que essa scnliora lendo-se opposlo a pe-
nhora que corapreheudeu objeclos que erara sens,
nao fezou au faz o mesmo a respeilo do silio da
Casa Forte, urna vec que diz pertenccr-lhe'?! urna
de duas, ou o silio he com elftilo dessa senhora,e en-
tilo neste caso deveria apparecer oppondo-se a pc-
nhora como tez sobre os oulros objeclos, evitando
assim que alguem em boa f o arremate para se
ver au depois era demauda ; ou eutao ho do Sr. Joa-
quim (iongalves Bastos, que como se diz para livrar-
se de perdc-lo, desde muilo lem feito sempre figu-
rar sua irmaa como dona do mesmo. Gente honrada,
como consideramos que sao eslas pessoas deve, ap-
parecer dizeudo a verdade, e por amor de lodos re-
vela esle fado.Um que ia sendo Iludido.
No holel de Europa da rua da Aurora manda-se
para fura almogos c juntares, mensalmenle, por pre-
go commodo.
Precisa-sede um criado, fiel e inlelligente, for-
ro ou cscravo, para semen interno de urna casa et-
"^cira : a quem convier dirija-sc a rua da Cruz
primeiro radar.
ti aDaixo assjignado lestamenteiro e invcnlari-
anle dos bcnsileiudos pela sua Uada irmaa Maria
Thonnzin do Espirito Sanio, faz publico, que lendo
mandado de Sanio Amaro amule inora, no dia 8do
correnfe ao Recife a escrava f icnoveva de narao Coss
la com ilade do 36 annos pouco mais ou nienos,
altura regular, |ius grossos lera as cosas urna mar-
ca de talho, levou saia de ganga azul, um vestido
de chita branca com palmas encarnadas, a qual es-
crava perlencc a massa dos ditos bens, acontece que
nao lhe vullassc al o presente para casa, e como
nunca fugisse nem em companhia da finada sua ir-
maa, e nem durante o lempo que est sob adminis-
Irugao do abaixo assignado, e por isso ntlo podendo
suppo-la fgida visloquc razaoalgiima havia, por isso
a suppBe extraviada uu pegada por alguem ; tanto
mais quundu a subredila escrava pende peln juizo da
segunda yjra do cixel desla cidade urna acgo de li-
tro o aballo assignado,na qualidade de lesla-
M a. 1. i
I. I- I
Londres.
Paris .
CAMBIOS.
-3|a90d.|Lisboa
tVi rs. Illaniburgo
t)MM
MESES E FUNDOS PBLICOS.
META ES.
IF%
S. Ongu
ltiilllili.il.
650 rs.
as despalilllas
') da patria. .
i> Pegas de fiJOO vellos.
moedas de 4?.....
Soberanos.......
i> Pesos licspanhcs .
n da patria .
Palaces.......
Apoliccs de 6 *..........
pruvinciacs.
299000 a, 29.Vi00
289700
169000
99000
95000
M994O ti
1)860 a
13860 a
107 a 108
101 a 102
I-S960
19X80
19910
AVISOS MARTIMOS
{Jornal do CommereoJ
IH'1
f
MOVIMIENTO DO PORTO.
i
Salios entrados no dia 12.
Harlingen1/dias, escuna bollandezu Anljc, de
101 toneladas, capitao A. M. Sthaafsma, equipa-
geaa.iT, carga qOeijos, genebra t mais gneros ; a
O. A. Brander a Brandis.
Terra Nova30dias, brigue inglel Jreni, de 266 lo-
neladas, capitao Archibald Sleele, cquipagem 13,
rarga bacalhu ; a ordem. Seguio para o Rio de
Janeiro.
Rio de Janeiro e Baha8 dias, vpor portuguez D.
Mara II, commandanle Jos Vompson. Passa-
geiros para esla provincia, JoSo Barbosa de Souza,
Domingos de Souza Lean, \ lili n e 2 ruados, Pe-
-------.
Iho e I

A venda,
O lindo _e muilo veleiro patacho Clemenlna,
lutacau 137 toneladas) recenteraenle chegado do Rio
11 cuide do Sul, con- um carregamculo de carne S'c-
ca para onde linha desle porlo ronduzido oulro car-
regamculo de assucar; vende-se com luda a maslrca-
gu, veame, inarame, amarras e ferros, e com lodos
os utencilios e perlcnces, lal qual se acha promplo
para emprchender nova viagem, mediante algum
pequeo reparo ; aa prelendculesdirijam-seaoagcn-
e de leiles francisco Comes de Oliveira.
Para l.isbua seguir breve a calera pnrlngiieza
Margarida, de que he capitao Joan Ignacio de Mo-
licies, por ler maioria do seu carregamenlo promp-
ta : quera na mesma quncr carregar ou ir de passa-
gem, para o que lem bons comniodus, pode cnlcn-
der-se cora os consignatarios Amorim rmeos, rua
Cruz n. 3, ou coq) o sobredilo capitao na praga
Commercio. tm
RIO DE JANEIRO.
Espera-se estes dous dias do Ass a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
de pequea demora seguir'para o Rio
de Janeiro: para escravos e passujjeiro,
pan o que tem*e\ccllentes commodos,
a tratar com N'ovaes & C, rua do Trapi-
che n. 7>,
Para a Baliia.
Salle na presente semana o bem co-
nhecido e veleiro hiate Amelia, por ter
seu carregamento prompto, anda pode
receber alguma carga: trata-se com os
__
bello en
menleiro, sendo autor Antonio Francisco de Paula
du Rosario ; c |wr isto prnlesla pelo presente o abai-
xo a-signado i-unir a pessoa em cuju puder fur ella
encontrada, e recommeuda a captura della a polica
e a qualquer pessoa que encontra-la, quesera grati-
ficada l.:\ mdu-a a casa do abaixo assignado cm
Sanio Amaro.
Miguel Archanjo Fernandes l'ianna.
Prccisa-se de 2 negros para serviro do casa:
na rua da Aurora 11. 58.
Oircrece-sc um hornera que ha pouco den bai-
xa do serxigo docverrilu, para criado ou holieiro de
qualquer casa, c d fiadur de sua conduela; quera
delle precisar, dirija-s? aoquarlcl do 9." halalhAo, a
fallar rom Joan Jos Wafracer.
Precita-se alugar una escrava mesmo sem ha-
bilidades, para o serviro de casa ; no sobrado con-
fronte a ordem lerceira de S. Francisco 11. 1, onde
fui 1 Apolnea.
Uuciii quizer alugar 11111 moleque para pagem,
dirija-se rua Augusta, casa n. 4X, que achara cora
quem Iralar.
Livraria, rua da Crozdo Rccil'e n. 52.
Neste novo estabelecimenlo cncuntrtir o publico
um bom sorlimenlo dos melhores livros purtgue-
zes, latinos, frncelos o iuglczes etc., elr., dilos em
branco hamburguezes c francezes, papel de lodas as
i|iitilidniles, e mais objeclos para cscriptorio, por
prcgosroininndo*.
Na estrada de Bclm, sitio era que mora Ma-
noel Jos de Aievedo Aniuriin, appareceram no dia
9 do corrente mez de oulubro 2 garrotas c I carnei-
rn : quem fr sen dono, pode procura-Ios para lhe
seren entregues, dando os signaes c pagando nao s
esle annuncio como a destruirn que fizeram ', as-
sim como se declara nSo se responsahilisar por qual-
quer incidente que possa acontecer-Ibes.
Precisase de 5009000 a 6OO9OOO, de Ique se
pagar um juro razoavel, fazendoe o partimento
em dinheiro ou esa lenha, chamada de paaiaria, com
o abale que se coannciooar; d-se fianga^ou garan-
ta em ambos oa raaos: na Boa-Vista, bpero dos
Ferreiros n..', ae dar noticia ampia. (
A pessoa que quer fallar a Francisco Xavier
Cavalcanti de Albuqoerque, que foi empregado na
repartic.io do ello, e Manoel Bezerra de Meuezes,
que morou em llom J.'.rdim, queira drigir-se ao ce-
miterio publico, que alli encontrar o portero, que
Iho dar noticias rircomslanciadas do lugar onde os
mcsrrjos esidem.
A pessoa que deseja saber aonde existe Jos
Jarintbo Pava de Vaaconcetlos, natural da Ilha de
S. Miguel, dirija-se rua dn Crespo n. 16 A.
Adverle-se que a lettra de rs. 1701000, sacada
pelos abaixo assignados, e aceita por Viava Brandan
& Irmo, foi paga a riles sacadores em 17 de margo
pelo caixeiro dos ardanles, e em nome dos mes-
mos.C. J. Astley d Companhia.
Quem precisar de um rapaz portuguez, catado,
para feitor de tiln, dirija-te a rua da Praia n. 77,
primeiro andar.
PARA A FESTA.
Espera-sc recebar pelo primeiro na-
vio que chegar de Liverpool, oa hem
conhecidos e acreditados sellins iqgle-
zes de patente, que pela boa qualidade
e diminnlo prego loram-ae reconi-
mendaveis por isso previne-te com
lempo as pessoas que sabem apreciar o
bom e barato, que mui breve encon-
Irarao esta pcrhineha em casa de Adamson Howie
& i'.nni|ianhia. rua do Trapiche Novo n. 42.
Aluga-se urna boa casa com grande quintal,
cacimba de agoa de beber, e varias frncteiras, no
Srncipio da estrada dus Afflictos ao p da ponte do
languinho. w
Olferccc-se um rapaz portuguez para caixeiro
de taberna, da qual tem bastante pratica: quem pre-
cisar, dirija-se ao paleo do ('.armo n, 43, que achara
com quem tratar.
O cirm--_-i.il> Joaquim Jos Alvea de Albuquer-
que, encarregado pelo governo de S. M. da direc-
g3o, e Iralamcnto dos doentea da enfermara de mi-
rinha desta provincia, e lazareto da Ilha do Pina,
avisa a seus amigos e a todas as pessoas qne de seu
presumo se quizerem ullisar, que o podem procurar
na rua da Cruz, no Recife, casa 51, ou em seo si-
tio, na Passagem da Magdalena, defronte da estrada
que vai ter a igreja dos Remedios.
MECHANISMO PARA EHGE-
HHO.
NA FNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAYID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre nm grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de meehanismos proprioa para engenhoa, a sa-
ber : moen,las e meias moendas da mais moderna
conslrucgo ; taixas de' ferro fundido batido, de'
superior qualidade*. e (le lodos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
gfies ; crivos 'boceas de fordalha e registrosde,boei-
ro, aguiihoea.hronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FNDICAO
se execulam lodas as encommendas com asuperiori-
dade j conhecida, e com a devida presteza e commu-
didade em prego.
Joao Jone de Faria e D. Maria Jesui-
na Cavalcanti, tem carias vindas do sul:
na rua do Crespo loja amarelia h. 4.
Aluga-se urna casa com bastantes
commodos no lugar de Cruz de Almas,
com sitio, estribara, etc. : a fallar na rua
do Trapiche n. 12, escriptorio.
Deseja-se fallar aoSr. Jos Laurenti-
no de Azevedo, ou a quem suas vezes -
zer: na rua do Vigario n. 7.
Aluga-se um sitio com casa deviven-
da, em S, Auna, benominado do Cordei-
ro, e o terceiro andar da casa n. oda rua
do Vigario : a tratar na casa n. 1.
Sabbado 1i do correle, tero de ser arrematada
era praga publica do lllm. Sr. Mi. juiz municipal
da 2.' vara, por ser a ullima praga, a loja decalgados
do aterro da Boa-Vista n. II, com lodos os seus per-
lcnces, inclusive a armagao envernisada e envidra-
gada, um laminador encllenle para sala,alguns mo-
vis, obras feilas e urna porgao de formas novas
francetas, e moldes de metal para sapalos, por exe-
cugo do consenhor do predio Manoel Rodrigues dos
Alijos, contra Luiz Sitias : a avallarn constado es-
cupi e edilal em nio do porteiro Santos Torres; a
praga he na porla|dojuiz depois da audiencia.
Deseja-se saber se existe nesla praga, ou fura
della o Sr. Jos Jacnllio Pavao, de Vascuncellos, na-
tural da ilha de San-Miguel, queveio para esta pro-
vincia em 1830 ou 31. c neste lempo foi caixeiro em
um cugeulio para as. bandas delgoarass, a negocio
de grande inleresse : annuncie por este Diario sna
residencia.
Tasso Irmao participan) ao publico qne o Sr.
Joao da Silva Veloso, deixoude ser sea caixeiro des-
de o dia 11 do corrente.
7 A pessoa que precisar comprar porgao de tijolo
de alvcoaria, do fin) do corrente mez em dianle, e
queira comprar mais commodo, dirija-se a rua Nova
n. 18.
O Dr. Filippe Lopes Netto, tendo de partir no
vapor uToCanlins para o Ro de Janeiro, d'onde
lenciona regressar ate o lira de novembro prximo
fu 1 uro, avisa aos seus clientes qoe, durante ana cur-
ta ausencia, ficam encarregados das causas que lhe
estn confiadas, os Srs. Drs. Antonio Vicente do
Nascimenlo Feilosa e Antonio Joaquim deMoraese
Silva.
ATTENCAO'.
Luiz Canlarelli, meslre de dansa, participa ao
rcspeilavel publico desta capilal, que mudou sua
residencia para a rua das Trncheiras n. 19, primei-
ro andar, aonde se adiar todos os dias das 7 as 9
horas da manhaa, bem como na sala do Sr. Mira,
pelo favor que gratuitamente lhe faz esle seohor ;
as segundas, quarlas e sexlas-feiras, das 7 as 9 ho-
ras da noite : quem do seu presumo se quizer ul-
lisar naquella sala, ou particularmente, queira en-
lendcr-se com o mesmo a estas horas, e nos lugares
mencionados. Oulro sim, como ainda lhe sqbram
algumas horas as noiles'de letras, quiutas-feiras e
saUados, (em deliberado abrir urna sala de sua arte
nos dias cima, na referida casa de sua morada,
aonde ensillara por diminuto prego a todas as pes-
soas que o quizerem honrar.
Aluga-se animalmente ou por fesla urna pro-
predade de pedra e cal com commodos sufficientes
para qualquer familia, no lugar du Pogo da Panella,
contigua ao ex-collegio de S- Boaveulura : a tratar
na rundirn do Bruin n. (I, is e 10, com o caixeiro
da mesma.
Firmino Moreira da Costa comprou porconta
e ordem de Manoel Dias Fernandes, o meio bilhe-
le n. 1313 da oilava lotera do Rio de Janeiro con-
cedida a beneficio da empreza da cultura deamorei-
ras enaguo do bicho de seda.
F'az-se publico que o Sr. Jos Paulo da Fonse-
ca, havendo cessado seus pagamentos, e nenhuma
concrdala havendo feilo com seus credores, nao
pode fazer venda dos utencilios de seu armazem,
como annuncia seu procurador.
11 -cerda rin da ir mandado de N. S. doTergo,
em nome da mesa regedora, convida a lodos os r-
mau- geralmente para no dia 15 do corrente, pelas 9
horas da manhaa, comparecercm no respectivo con-
sistorio, alim de elegerem a nova meta que (em de
funecionar no anno de 1834 a 1855.
Precisa-se de um humera portuguez que en-
(enda de horl,1,para nm engenho distante da praga 7
leguas; na travessa do Queimado n. 1, primeiro
andar.
Acha-se venda nos lagares j anuunciados o
segundo numero do Brasileiro. Esl enrgico : e
quem desprezar doulrinas tao sacrosantas 1
Na taberna do palco do Carao, qnina da rua
de Ilortas n. i, ha novo doce seccode caj, e o pre-
go he 500 rs. a libra.
-i- Precisa-se de um hornera portuguez que eu-
lenda de servigo de campo para feilor de engenho ;
na travessa do Queimado n. 1, primeiro andar.
, FL'MO EM FOLHA DF TODAS AS QCA-
LIDADES.
Ha grande sorlimenlo de fumo para charutos, far-
dos de duas a nito arrobas, por prego mais commo-
do do que cm outra parle: nos armazens do Rosa, na
traveata da Madre de Dos n. 13 e 15.
Caelano Alfonso Teixeira retira-se para Ma-
cei tratar de seus negocios.
Prerlsn-se de alugar um muleque: na rua da
Cruz n. -21. primeiro andar.
Na rua da Cadeia do Recife n. ID se dir quem
precisa de um caixeiro para loja e um homem para
caixeiro de casa de purgar, dando garante de sua
conduela, sendo para Mamanguape distante 40 le-
cuits desla |iraca, que se dar bom ornenado.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital ii. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e abi en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
1
.'_
.a, k


i m'm
---

Precisa-se de urna ama qoe lenha boa conduc-
a, que engomme oem e cozinhe, pan casa de poura
Iniuilia : no pateo de S. Pedro n. i.
A firma coonnercial de 1. C. Rabo, leudo li-
cado exmela desde o dia 30 de selembro ullimo,
contina o niesmn negocio do 1* de oulubro corre-
te, sob a firma de Rabe Sclimeilau & Companhia.
Lava-se a engomma-se cora lodan pcrleirao e
aceio : no largo di ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado n. 15.
O senhores proprietarios erendeiros
de engenho*, que nao estiverem mencio-
nados no Abxanak, equzerem ser con-
templado, queiram mandar suas decla-
raoOe. a livraria n. Ge 8 da piara da In-
dependencia.
Rga-separ, o servico de bolieiro um cscra-
V 1mu com m""a l,ratica desse ofliciu. Na ra
da Saudade frontera a do Hospicio, casa da resi-
denciado l)r. I.uu -i-in.-i Triso de l.ourciro.
Traspassa-se o arrendamento da casa n. 60 do
aterro da Boa-Vista, com armado para qualquer es-
Ubcieciiuento, commodos para grande familia, e
quintal com 2 posos e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaqun Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna caria na livraria ns.
t> e 8 da prasa da ludependeucia.
- O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a asignatura do Dimriode Pernam-
buco, para a inesma cmara, que se
achaem grande atrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manocl Camello Lins,
escriv&o de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tlio e borda-se de todas as quaiidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
A professori particular Candida Bal-
bina da PaixSo Rocha, residente na ra
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
nua a admittir pensionistas, meias pen-
sionistas e discipulas externas, por precos
rasoaveis, as quaes ensina a doutrina
christaa. 1er, escrever, contar, gramma-
tica da lingua materna, cozer, bordar de
todas as quaiidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7 horas da ma-
nlia ao meio dia, e das 2 a's 6 horas da
larde.
OIIRIO DE PERNA5IBUC0. SEXTA FElRA I OE OTUBRO OE 1854
Jolas.
(W abaixo assignaibs, donosda Inja de mimes, ua
ruado Cabug.i n. 11, confronle ao pateo da malriz
e roa Nova, fazem publico que estao sempre surtidos
dos mais ricos e niel lores goslos,rie todas as obras
de ouro necesarias, tanto para senhoras como para
homens e meninas, continoam os precos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha uina conta com
responsabilidade, especificando a qualidade de ouro
de 14 ou 18 quilates, fleando assim garantido o com-
prador se apparecer algumr duvida.Seraphim &
Irmiios.
LOJA DE TODOS OS SANTOS.
Ra do Collegio n. 1.
Cliegou a esta loja um grande sorlimento de es-
lampas de sanios e santas eni ponto pequeo c gran-
de a saber: Santa Joaquina, S. Joaquim, Saula Ma-
rianna, Santa Libania, Sania Alexaudrna, Santa
Carolina. Santa Man;; lina. Santa Jozefua, S. Aflon-
so, N. S. da Soledade, Sania Bernarda, N. S. do
Carmo. Santa Uenriq iel.i. Sania Conslanoa, N. S.
da Candado apparecida em ipe liba de Cuba, com
os 6 paros em volla, S. Marciano, S. Francisco de
Paula, Delicias do Menino Jess, S. Caelano. S.
Gregorio, Pi IX, S. Francisco recebendo as Cha-
gao; Saula Senhorinha, S. Paulo, S. Eulalio, S. Bar-
Iholomeu, N. S. da Periade, S. Braz, N. S. da Pc-
nha, Salvador do Muudo, boni pastor, S. Tlieodoru,
Santa Cuilliermina, as Virtudes Tlieologaes, S. Ma-
noel, Santa Kozalina, as I res Pessoas da Sanlissima
Triudade, S. Dauiel, Santa Candida, Sania Manan-
ta, Santa Paulina, Jcsjs com a cruz seoslas, Sania
Anna, Sania Adelaide, S. JoAo Baplisla, Menino
pregando no dezerlo, S. Caudido, Sania Rosa, de
Vilerbo, S. Valenlim, Sania Carolina, N. S. do Ro-
sario com os 15 mys!erios.S. Roberto, Adorarlo dos
Sagrados Corac&es, Santa Emilia, N. S. dos Desam-
parados, Divina Pasin das Almas, N. S. das Dores,
Jess atado a columna, N. S. do Boro Conselho, S.
Thomaz de Aquino, Santa Theodora, S. Benedicto,
Santa Claudina. S. Antonio, S.Policarpo, N. S. da
l.uz, Sania Amelia, Sania Vernica de N. Senhor,
Sagrado Corceo de Jess e de Maria, Sr. dos Pas-
sos, N. S. da Conceicao, Monedo Justo, Morle do
peccador e outros muilos que se deixam de anouii-
ciar.
Crystalotypo.
J. J. Pacheco, lendo de relirar-se breve para o
Rio de Janeiro, previne a quem quizer aproveilar
esla favoravel occasiao para rclralar-se, que dgne-
se procura-lo al o dia 20 do correte, no Aterro n.
1, lerceiro audar. O aonuncianle vende urna boa
machina de dasuerreotypo com lodos os perlences,
mostrando ao comprador a perfeirao com que ella
tira os mralos.
Mobilias de aluguel.
Aliiguni-se mobilias completas nu qualquer traste se-
parado, a vontade do alugador : na ra Nova arma-
zem de trastes do Pinlo defronUj da ra de Sanlo-
Amaro.
Aluga-se una coclieira em um lugar muito
vautijoso ecommodo por Icr cacimba, e aiiasallia 12
c.ivallos: quem pretenderdirija-se a ra da Cadeia
do Recite o. 16.
Precisa-se de ubi feilor para ura silio perlo
desl.i praca, dando-se preferencia a um homem ca-
sado, e promette-se boro ordeuado : na ra da Ca-
deia do Recite n. IB, se dir quem precisa.
Leitura repentina por Castilho.
Esla abena no palacete da ra da Praia, a escola
por este escolente melhodo, nelle acharo os pas
de familia um prompto expediente para cortar o vi-
cio que tem todos, os meninos de.comerem as con-
-i.mies finaes das palavras. O feriado em lugar das
quinlas-feiraahe nossab'iadus. O professor d gra-
luilameute podras, livros, e tudu o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lc,es das 7 as 9 horas da
uoite, para as petsoas ocupadas de d*a em seus ne-
gocios.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acabamos de recbf r pelo vtipor Lu-
sitania os noves bilhetes da oitava lotera
da cultura das amoreiras, cuja roda an-
dava a 6 do cor rente, as listas van pelo
vapor nacional que sahe do Rio de Ja-
neiro a 10 docorrente: os premios serao
lagos logo que se lizer a distribuicao das
istas.
- *js Amaro Fernandes retirare para a provin-
cia do Ceara, nada ficando a dever nesui praca e pro-
vincia, e se porvenlura algucm se julgarse credor,
queira a presentar sua conta noprazo de 8 dia, e o
nao hiendo protesta o mesmo por qualquer debito
que adianle lhe fr a presentado.
Precisa-se alugar urna preta quelenha habili
dades e boa conducta, para urna rasa eslraugeira : a
tratar im ra do Trapicho n. 10.
Preeisa-se de uina coziuheira livre ou escrava :
na ra da Cadeia, defronte da Ordem Terceira, n. 1
casa que foi da Apolnea.
,. On*erect*-se urna ama de leile : na ra das
Ciuco Ponas casa de 2 porta* junto a oulr de n. 7.
O tinturciro da rua dvMundo Novo, mudou
sua residencia para a ru.i nio, casa n. 6, tioge-se cora porleigo de todas, as
cores. ,
Precisa-se de um porlugucz para feilor de um
engenlio distanle desla praca-1K legoas : quem se
julaar nesUscircumstancias, 'dirija-se i rua da Cruz
n. 21, wcriptorio, que achara com quem tratar.
A pessoa da ruado Colovello que aniiunciou
precisar de urna cadeirinha, dirija-se rua da Praia
n. >>, segundo andar.
UITerecc-se om rapaz para caisciro de qualquer
cstaiielecirnenio : quem precisar, dirija-se a rualra-
perial n. Ibi eeu abaixo asignado, faro saber ao
publico que dexei de sreaixeiro de Francisco Jos
c"Ia C""1^"^o Aiuga-se o segundo andar da casa n. 52, sito
na rua da Cruz, freguezia do Rccife, leudo um so
lao, que he um oulro aud.ir, ollerecendo assim as
proporces noessanas para a crommodacao de urna
nao pequen, hu a Iratar na n^^ rua, bu.
Uca ilo Sr. Luiz Pedro das Neves.
Precisa-se de orna ama de leile, paga-sc bem
na rua Augusta n. 5(i.
So convidados lodoi> os caixeirusilc casas Ma-
triculadas que liverem isenr.io legal do servico ila
guarda nacional, a comparncerem no da 16 docor-
rente, as 5 horas da tarde, no sallo do thealro de
Apollo.
- Onereee-se um rapaz para caixeiro de padria
o qoal lem muito boa lellra, e muila pralica, lauto
de servico inlowo como xleruo. c da fiador a sua
conduca : quem precisar de seu presumo mande
dar parte no paleo do Tarto n. 18.
r>eseja-se fallar cnm'o Sr. Euzebio Pinlo, mo-
rador uos ngulos: na rua do Queimado n, :I8.
rilUGACAO DO INSTITUTO HOMIEOPATHICO DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADE-MECM DO HOMIEOPATHA.
*


Melhodo lonciso, claro, e seguro de curar homoeopathicamente todas as molestias, oue allliitcm a
especie humana, e particularmente aquellas que reinara no Brasil. que ""kem
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
-.$* "b,a importanliisima he hoje reconhecida como a primeira e mclhor de todas que Iralam da ap-
plicacao da hoimcopathia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao odem dar um
passo seguro sem pos- m-la e consulla-la. }>>.>
Os pas de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capitacs de navios, serlaneios, etc.,
etc., devem te-la a mo para occorrer promptameole a qualquer caso de molestia.
Dous voluntes em brochura, por.
Encadernados t
Vndese unicamenle em casa do autor, rua de' S. Francisco (M
ando Novo) n. 68 A.
10-5000
119000
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. I or isso, e romo propagador da hom.popathia no norte, c inmediatamente inleressado
em seus benficos successos, lem o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immediata inspeeco, todoos medicamentos, sendo iucumbido desse Irabalho o hbil pharmaceulico
eproressorem bonirropalhia, l)r. F. de P. Pires Ramos, que o lem excculado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicado que se pode desejar.
A ITicacia desles medicamentos lie allcslada por lodos que os lem cxperimenlado; elle, nao preci-
sara de maior reeoinmcndacao; basta ssber-se a fonte donde sahiram para se uo duvid.ir de seus opli-
nios 11' m i ti ii 11 < ', *
Uina carleira de 120 medicamentos da alia e baixa diluicSo em glbulos recom- '
inendadosnolHESOURO HOMOEOPATHICO, acorapahada da obra, e de una
n.cal" '2vidrosde tinturas indispensaveis.......
Dila de % medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
una deoOprincipaes medicamentos recommeudados especialmenle na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de unturas, e com a dita obra (tubos grandes.}.
tvi j "o j-, (lubos menores).
una ae 4 dilos, ditos, com a obra (tubos grandes)........
* i> (lubos menores).
Dila rvi o j- -. (tubos menores,'. .
Dita de ,10 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) ....
_.. J (lubos meDores)
Dila de 2t ditos di los, com a obra, (tubos grandes).......
I i) (lubos menores),
lubos avulsos grandes. ........
o pequeos ............
Cada vidro de Untura...........
Vendcm-se alcm disso carleras avulsas desde o preco de 85OOO rs. ate de OOoOOO rs., .conformo o
numero e lamanbo dos lubos. a riqueza das caixas e dj namisaroes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer eiicoinmeiidasdemedicaineiitosconi a maior promptidao, e por precos commo-
dissimos. *
Vende-se o tratado de FEBRE A M.\ UK1.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 22000
Na mesma botica, se vende a obra do Dr. C. H Jalir traduzido em porluguez e acom-
modada a intellieencio do povo. ........ 6>000
Rua de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68A.
a j Pj-S' PxlTac, de uma carla' de de dirigir o Sr. arurgiao Ignacio Mvet da Silca Santn, istabelecido na tilla de Barreiroi.
Iive a salisfacao de receber o Tlu/ouro komronalhico, precioso frurto do tribalho de V. S.,e lhe
allirmo que de todas as obras que lei.lio lido, he esla sem c6ulradi(;ao a melhor lano pela clareza, com
''"Vjj* es,'r'ola' como P*'a precisao com que indica os medicamentos, que se devem empreear ;
quahdadus estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
llieocria e pralica, ecl.. ecl.,elc.
lOOfOOO
90*000
IWatKK)
isyooo
SOfOOO
35V000
409000
:iosooi)
359000
269000
309000
209000
19000
9500
29000
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUADO GOZ.Z.ISGIO 1 ANDAE 25.
u ur. i. a. Lobo Moscozo da consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhiia aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uoile.
Onerece-se igualmente para praticar qualquer operacao de cirurgia. e acudir promptamenlc a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, e cujas circunstancias n3o permitlam pagar ao medico.
1CMSDLTOUU O DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous:........ .......... 203000
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopalhia, inleressa a todos os mdicos que
quizcrem experimen ar a doutriua de llahncmann, e por si proprios se conveucerem da verdade da
mesma inleressa a lodosos senhores de engenho c fazo.ideiros que esiao longo dos recursos dos mdi-
cos inleressa a lodosos capitacs de navio, que nao podemdeixar uma vez ou outra de ter precislo de
acudir a qualquer mcommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a lodos os chefes de familia cue
PCMMMUi "1C'a% qe UtlU Sel"Pre Pdem S" I'revemdas' sa "brigados a preslar soccorros a qualquer
O vade-mecum do homeopallia ou lraduc?ao do Dr. Hering, obra igualmcnle ulil as pessoas que se
dedicara ao esludo da homeopalhia um volme grande *.....
U diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........
Uma carleira de 24 lubos grandes de fioissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o dicrio-
"ario "los termos de medicina, etc., ele........
Dila de 36 com os mcsinos livros..........
Dila de 48 rom os ditos.........*".*.'.".".
iv, (dLc?r!eira llc acmpanbada de dous frascos de 'unturas indispeoM
Dila de 60 tubos com dilos.........
Dila de 144 com dilos............'. \ '. \ '.
Eslas sao acompauhadas de 6 vidros de linluras escollia."
As pessoas que em lugar de Jahr quzerem o Hering, ler.lo o abatimenlo de 10O00
das carleras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algbeira..... R-rfKifi
Dilas de 48 ditos...... ......... ir3i
Tubos grandes avulsos......'.""'.............. tS55h
idros de meia onfa do tintura...........
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um
liomcopalbia, e o proprielario desle eslahelecimento se lisongeia de le-lo o i
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
ensaveis, a escolha.
89000
43000
405000
459000
509000
60000
1009000
) rs. em qualquer
..... 29000
paso seguro na pralica da
mais bem montado possivel e
apro
modos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crvstal de
mpti-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade c p
diversos lainanhos, e
por procos muito rom-
O padre Vicente Ferrer de Albu- r
querque, professor jubilado de gramma- *
tica^atina, propoe-se a ensinar aestapra-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolliimento de todas as pessoas que
se quzerem utilisar de seu pi-estimo,
Erotestando satisfazer a' expectar^ao pu-
lica anda acusta dos maioressacnicios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' sej no centro do bairro de Santo
Antonio, ot pretendentes dirijara-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8. '
N'ovos livros de homeopalhia mefranicz, obras
todas de summa imporlancia :
Hahnemann, tratado das molestias clironicas, i vo-
. 208O00
68000
7O00
69000
169000
. .. 69000
89000
I63OOO
IO9OOO
89000
-9OOO
69000
49OOO
f O9OOO
SOfOOO
zembrodb rorrenle anuo.
ATTENCAO'.
Cbegou ulhmamenle de Portugal a inlercssante
obra que Un. por tituloDuas pocas da vidapor
Canullo Caslello-llranco, vende-so cada cxcmplar
pelo diniiuulj proSo de 29000 : na 1 ua do Cre' o.
loja n. I confronle an arco .Je Sanio Antonio, e ni
rua do Queimado 11. 5, luja.'
Piecisa-se depila ama qne saiba coznhar e
razer todo o maw serviso de uma casa ; no largo do
Ierro n. 2,. segundo andar.
Jotufr-aurc relira-te para o Rio de Janeiro.
, Faz-se preciso saber quera he a pessoa que nes-
ja Cidade licou com procurarao do Sr. Lino Jos de
CnslroAraujo, eencarregado dos seus negocios, ou
fs o mesmo Sr. Castro Araujo ja se lecolheu, pora
*e lhe fallar sobre negocio do seu nleresse ; e e
jiedc ao primara, nao se lendo recolhido o segundo,
que se digne declarar seu nome e morada, e quando
fa csteja presente o segundo, o favor de declarar sua
esidencia habitual.
O atender do municipio de Olinda avisa
quiera con vier, que podem apparecer em casa do
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo tiaignoux, eslahelecido na rua larga if
@ do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- $
S tes com gengivas arliliciacs, e dentadura com- 0
$* pleta, ou parte della, com a pressaodo ar. 9
Tambem lem para vender agua dentifricc do f)
;; Dr. Picrre, c p para denles. Una larga do sj
9 Rosario n. 36 segundo andar. 9
lumes.
Teste, iroleslias dos meninos ., .
Hering. homeopalhia domestica. ".
Jahr, pharmacnpa homeopathie*. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pello......'.
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhmann, Iratado completo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica homeopathica! !
De Favolle, doutrina medica homeopathica
Clnica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. '. '.
Diccionario de Nj sien.......
Attlas completo de anatoma com bollas'es-
tampas coloridas, conlendo a descripsao
de todas as parles do corpo human .
vedem-se lodos estes livros no consullorio homeo
lineo do Dr. I.obo Moscoso, rua do Collegio 11.
prmeiro audar.
Joao Petio Vogelev.
Fabricanle de pianos alia e conceda os mesnms
com loda perteigao e por mdico preco : todas as
pessoas que se quzerem utilisar de seu "irabalho, di-
rgam-se a rua Nova n. II primeiro andar.
Traspassa-se o arrendamento da loja da rua
doyueimado n. 49 : a Iratar na rua da Cadeia do
necie, loja de miudezas n. II.
. CUERRA DO ORIENTE.
Jos Nogueira de Souza, com loja de enadernarao
e livros na rua do Collegio n. 8, acaba de receber
de transa urna poreo de livros e entre os quaes veio
a obra com o titulo a Russia, a Turqua e a his-
toria da actual guerra do Orienle t vol. de 372 pag
vende-se pelo preco de 39000, assim como carlaado
thealro da guerra actual entre a Russia c Turqua
as quaes vende-se por commodo piei.o.
A casa de aferirao mudou-sc para o pateo do
Terso n. 16, aonde serao despachados os senhores
que liverem de aferir os pesos e medidas dos eslabe-
lecimenlos com promptidao, e faz ver aos senhores
que sao acostumados a aferir em seus eslabcleci-
raeulos, que oanligo agente vai aferir, e leve prn-J--'=" Compra-s em segu
cipio era 2 do rorrele, e linda-se no ultimo de de- vila" Pr Carulli,estando em hora eslado ; ai
J. Jane dentista,
contina residir na rua Nova, primeiro andar m 19.
TOALHAS
E CUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de liiho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
bbIFp]blco:
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, amanendo-
se aos compradores um s preco
Mam todos : este estabelecimento
kalirio-se de combnacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Holim.
COMPRAS.
Compra-se dous pesos de duas arrobas e um
dilo de as arrobas: na rua do Apollo, armazem
n. 13
Compra-se em segunda mao um melhodo de
cic por este jornal, ou dirija-se a rua do Queimado,
loja n. 16, que se dir quem o compra.
Compram-se acroes do Banco de Pernamburo:
na rua da Cruz n. 3, esrriptorio de Amorim IrraHos.
Compra-se uma lipoia em bom uso ; ua rua
do Oueraado, loja 11. 14.
Compra-se una casa terrea que seja pequea,
para uma pequea familia; na praca da Indepen-
dencia 11. 21 a 30.
Compra-se a obra de Jos Daniel, llarca da
Carreira dos Tolos : quem a liver annuncie.
' Compram-se alsumas casas terreas u de um
andar com solSo : a tratar com Manoel l.uiz da Vci-
ga; ou na casa do aterro da Bua-Vislan. 45 .segundo
andar.
VENDAS.
Vende-se por preco commodo, uma
arrracao de amarello onveruizada, pro-
pria para qualquer estabelecimento, prin-
cipalmente para loja de fazendas : a tra-
tar na rua Direita 11. ">!!. segundo andar.
' Vende-se uma escrava de nae"io, de bonita fi-
gura, e hbil para lodo o serviso ; quem a preten-
der.-dirija-se a Fra de Porlas, rua do Pilar n. 85,
segundo andar. ,
Sedas acbamalotadas de cores a 680 o
covado.
Na rna do Queimado n. 10.
ATTENCAO'.
Vcndp-se no alerro da Boa Vista 11. 78 miiilnlmm
hezerro franrez pelo "dminoto preso de 29560 a
pelle, meias para senlmra .1 220 p 2:10 r. o par, di-
las de cor para homem a KM) oOO rs. o par, odse-
les a 60 rs. a caixa, bicos de Unas as quaiidades,
Iransas de |ia e seda e maitas miudezas mais que
se vende por todo o prejo visia do comprador.
ATTENCAO'.
Vende-se a armasan da loja do alerro da Boa Vis-
la 11. 72, muilo propria para qualquer negocio : a
Iratar na h.ja 11. 78.
Vende-se porbaixn proco uma negra de 35 an-
uos, a qual loin saude porfeila e esla grvida : na
Aurora n. :t6.
GRANDE SORTIMENTO DE PALITOS
FRANCE/ES.
9 Na roa Nova, loja de fazendas n. 16. de Jos
Luiz Pereira & Fillio. acba-so sempre um @
cmplelo sorlimento de palitos francezes de @
9 brim de Indio de cores a 39500, brancos do
W brelanha a I9OOO. dilos .le alpaca prelos e de 5
cores a 89000, 99000 109000, dilos de panno 4
J9 fino prelo, ror de caf, de pinhao, verta os- 9
# curo, claro e rdio a 1690IX), 189000 e 209000,
W lodos hem acabados c da ultima moda. AJ)
Na ruada Madre de Dos n. tj.
Vendcm-se por presos commodos os spuuintcs g-
neros, viudos do Aracaly : esleirs de palha de car-
nauba, cera amarella e couros curtidos.
Na rua do Livramenlo 11. 36, loja. se dir
quem vende 1 prela de Angola que rozuiha, ensa-
lma e vende ua rua, 1 relngio palele inglez, 1 dilo
palele suiss, crrenle* para os inesmos, 1 alfuele
que serve lano para homem como para menino, com
I grande diamante rosa no meio, ludo muilo em
eonla por seu dono rolirar-so pira fra !> Imperio.
m PANNOS FINOS E CASEM1RAS.
H Vende-so panno fino proto superior a
i 29500, 29800. 49, 5, 69 e 79000 o covado,
3 lito azul a 29500, 39-500, 59 c 69OOO o cova-
X do, dilo verde escuro, dito cor de pinhao,
|J[ dilo cor de caf e rdxo a 49, 59 e 69OOO o
jg covado, dilo edr de caf e verde claro muilo
j superior a 79000 e 8g000 o covado, casomira
SS prela fraureza muilo rlaslira a 79000,',
S* 109000 e 129000 o corle, dilas de coros
@4 59 e 6S000 o corle : na rua Nova, I
J| /.endas n. 16. dejse l.uz Perora
TA1XAS DJ FEKKO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do lrum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Mai inlia lia' sempre
um grande sortimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos c1" ferro de --"vior qualidade.
MOEN'DAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companliia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moewias de Cannas todas de ferro, de um
raodello e construcco muito superiores.
BOA FliMACA.
Vendom-se caixas com 100 charutos de superior
qualidade a I90U0, maso* ruin 25 efiarulos a 160,
dilos a 240, dilos a 320, dilos a 520, ludo de superior
qualidade : na fabrica da rua do Raugel 11. 59.
Cassas francezas a o20 rs. a vara.
Na rua do Queimado, loja n. 40.
Ol que pecliinclia !
Vende-se na loja da rua do Queimado 11. 40, lafe-
l de uro a 100 rs. o covado, selim de cores a 600
rs. o covado, teucos de seda de cores para -enhura a
19000, velludo preto para vestidos a 39200 o covado.
icas pulceiras.
Cliegou a luja de miudezas da ruado Collegio 11. 1,
um rico sorlimenio de pulceiras do ultimo gosto,
pelo diminuto preco de I96OO e 29500.
Vende-se uma escrava da Cosa de meia idade,
boa vende.Inra de rua, por preco commodo ; na rua
eslreila do Rosario n. II.
Vende-se um moloque de 2 annos e meio, por
prero commodo ; no pajeo da Saula Cruz n. 4, bo-
tica.
QUEIJOS O SERTAO'.
Ainda ha pura vender os bons queijos do serian
chamados de prensa.
REMEDIO INCOMPARAEL.
IMIiESTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de todas as iiares podem
teslemunharas virtudes desle remedio nrmparavcl.
e provar, em caso necessario! jne. pclousotqtie
dclle llzeram,acm seu corpo o. membros inle^Qpcule
sao, tpoh de iiaver empregado intilmente oulros
1 ralaiiiou los. Cada pessoa podei-se-haconvcncer des*a-
curas maravilhosas pelaleilura dos peridicos que Ih'as
relalam lodos os das ha muilos anuos; e, a maior
parte dellas sao tao sorprendentes que ailrairara os
mdicos mais clebres. QuanUs |issoas recobraram
com esle soberano remedio u uso de seus brasos c
pernas, depois de ler permanecido longo lempo nos
huspitaos, onde/lcviam sofTrer a ampulaso I Dellas
ha muilas que havendo doixado esses asylos de pa-
dccimenlo, para se naosuhmellVem a cssa operacao
dolorosa, foram curadas complelamcnle, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das tacs pes-
soas, naefusao de seu recouhecimenlo, declararam
esles resultados benficos diaute do lord corregedor,
u outros magistrados, afini de mais iiulenlirarcm
sua aflirmativa.
Ninguem descs|ieraria do^csladn de sua saulc se
tivesse baslaute conlianea para ensaiar esle remedio
constantemente, seguindo algum lempo o tralamen-
lo que ncccssitassc a natureza rio mal, rujo re-ulia-
ro seria provar incoulcstavelnienle : Que tudo cura'
Q ungento he ulil mate particularmente nos
seauinles casos.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
'..anecie-.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das cosas.
dos mciubros.
Enfermidadcsda culis era
geral.
Enfermidades do anu.
Erupsoes o-corliiilitas.
Fislulas 110 abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor oas extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
luehaeoes.
lollammaiao
Vende-se ura armazem de sal, novo e hem (oj-
io, afreguezado. com bous commodos para familia
morar : na rua Imperial n. 37, para Iratar.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova toja de 3 parlas na rua do Livramoido 11.
sino, na ruada Boa-Ora, para aferirem pesos, 8, ao pedo arma?em de louca, vendom-se riseadinhos
J
meUidas etc., dentro do prazo de 30 dias, contados
da Ala desle. Olinda 10 de oulubro do 1851.
Sl'recisa-se de um raixeiro porluguez que lenha
pralicaXde Mioma e d fiador a sua conduela : na
rua Direila 11. 2.
,.~~ Welaiin Alfonso f eixeira Coellio rotira-se para
(ara da |grnvinria*a Iralarde seusinleresses.
Qoeo-" precisar de uma ama de leile para casa
capaz, duija-se rua Augusta n. 37.
escurus, o covado 160, ehil f/ancezas muilo linase
coros lizas, o covado 260, 280 e .100 rs., lindas cas-
sas de cor muilo finas e padres modernos, a vara
600, 650 e 700 rs., dilas abaixo, a vara 360, 100 e
160 rs., corles de ramhraia brancas e de cir a i-IKI,
19800, 59000, 59500 e liOOO, ricos cirios da i'ani-
hraia do seda com Se i babadas a I9UOO a iiiniiiii,
corles de rasemiru de cor a icXKni, 5.9OIK) o 5>500,
chapeos de massa francezes de furnia moderna a
69500 e 79000, e onlras militas fazendas baralas.
-faiiMri
seguales casos.
matriz.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
ilc olhos.
Mordeduras de reptis.
l'ieaduras de mosquitos.
Pulmocs.
Queiraadelas.
Sarna.
Supurasiies pulridas. 0
Tinha, em qualquer parte
que soja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do figado.
das articulacoes.
* Veas torcidas, ou uodadas
do figado. lias pernas.
da hexiga.
Vende-so esle ungento no eslabelecimento geral
de Londres. 244, Slrand, c na loja do lodos os holi-
carios, droguislas c oulras pessoas curarregarias de
sua venda em luda a America do S11I, llavana e
Ilespaulia.
Vendom-se a 800 res cada horclnlia Conten uma
.'instrucsao em porluguez para explicar o modo de
fazer uso desle iinguenlo.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, otar.
maeeulico, na rna da Cruz 11. 22, era Pernambuco-
Tl'DO DE ADlMUtftO'.
Loja de fazendas do lado do norte, na
ma do Crespo n. 14, de Dias &
Lentos.
A 160 o covado de chla com padnie* imitando
cassas, a 180 o covado de chila rom novos desenhos.
sendo os dos ltimos goslos, a 190o covado de ris-
cadinlios miudiulios finos e lindos padroes, a 200 rs.
0 covado ilas excd lentes chitas clmelas das ra.iis li-
nas que lem apparecido no mercado, a 29000 o cr-
e das eAinbraiasrom lislras o rainagens de cores, a
8800 o corle ddjtfim trancado ne linbo do quadros
largse sem ells, fazcud da ultima moda, a lyoO
rlede easeiniraancorpada e parirnos escuros, a
"50 a peeiuha de ranga amarella l'rauceza muilo
, e a 360 o covado, 1 3(000 a pecinha de brcla-
a de linlio lina, a I96OO a pea das verdadeiras
bretanbaide rolo poeorpadaa, a 19250 o cobertor de
aluodao escuro muilo grosso e proprio para o fri, a
610 o cobertor grande de algoofle da Baha, e a 560
o mais pequeo, 1 180 o covadede algodAo msela*
do proprio para rUa de serviso'de campo, a 560 o
covado de sarja delaa muilo encornada, a 720 o co- i
vado de alpaca pt-ia com lustre, c iOOrs. a mais
ordinaria ; liualnioliie os ainaulos do barato Oliron-
Irarlio sempre osle ealabeleciinenlo bem surtido de
fazendas, e todas por menos preco ,|0 que etu oulra
qualquer parle, j
Na rua da Cadeia de Sanio Antonio,confronto
o thealro velho. loja de rorrieiron. 3, vende-se du-
zia c meia de tahuas de pinho, por preso commodo.
Vende-se uma morada de casa terrea com bons
commodos, em chaos proprios, com quintal, livre e
desemba arada, sita na cidade de Olinda, ao p da
ladeira da Se : a tratar na rna Augusta, casa do Sr.
Nobre.
Na rua Nova loja de fazendas n. 16, de Jos
Luiz l'ercira & F1II10, vendem-se ricos e mode/nns'
corles de sedas de quadros c listras a 40; cortes de
sedas oscoeczas de modernssimos gosto a 20; cor-
les de cassas sedas rom (res baados, fazenda moder-
na erie goslo a I69; romeiras de relroz bordadas,
de diflerenlcs presse ch.lcs Brandes de seda a 169;
cassas rraucezas transparentes, de bonitos e delicados
desenhos, a 19 a vara; cortos de laasinhas com 13
.ovados a 490OO; laas de soda a 600 rs- o covado,
vestido* de cassas de tres babados, com chale da
mesma fazenda a ,>9; velidos de cambraia de barra
e de bababos. broncos e de cores a 39, 49 e 5; cam-
braia de cliuvisqiunlio a 720 rs. a vara; chita- e ris-
cados rraiicczcs a 210 n. o covado, e oulras muilas
lazendas de gosto proprlas para a fesla, que se veu-
dem por presos baixos, daudo-sc de lodo amostras
com penhor.
Na rua da Cadeia do Recite n. 1S, loja de miu-
dezas, vende-se muilo bom azeile de carrapalo a 200
rs. a ca rala, e se fr caada I,'4-10.
Vende-se na taberna do pateo do Carmo, quina
da rua de llortas 11. 2, linguiras do serlo a 210.
noarieaa de Lisboa a 400 rs.. manleiga ingleza de
400 a 800 rs., bolachinha ingleza a 320, banha de
porco muilo aha a i su a libra, bracos de haUm-a ile
Romilo A; Companhin, proprios para balcao a 189,
pendras de rame para refinadores e parieiros a 7 e
89OOO, viiiho de Lisboa a 480, rio Porto muito fino a
560 a garrafa.
MIUDEZASBARATAS.
\ende-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, Jpa-
los de couro de lustre para senhora al9rs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., dilos para hornera a
800 e 900 rs., botos de agalh para crnica a 200 rs.
a uroza, India de cores a 19. dita branca de 800 a
13200, papel de peso muilo bom a SMOO e 29-500 a
*' ',enle* nara i"ar cabellos a 240 rs., ditos finos
a 800 e 19. colxeles a 60 e 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
allineles de lodas as quaiidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos pan homem,
Ihesoura. linas e ordinarias, pulceiras de ouro Ati-
grado de le, carleiras para baile, peneiras de aso e
oulras muilas rousas por preros muito em conta.
Vende-sc 4 rarrorns novas muito bem cons-
truidas, as quaos sorvein para bni ou cavallo: ua
ruada Cadeia do Recife 11. 16, se dir quem vendo.
Vende-se uma oarroca muilo grande, nova,
construida pelo systema mais moderno e que serve
para runducsao de assucar de algum engenbo.por ser
muilo forte e aguantar muilo peso: na rua da Ca-
deia do Recife 11. 16, se dir quem vendo.
Vende-se um silio 110 lugar d'Olho d'Agua,
freguezia da Taquaia, mia legua distanle do em-
barque, com bstanle arvoredo de espinho, e lam-
bem se vendem 2 lindos esoravos de 19 annos cada
ura. oulro de 30. lodos crioulos a mu lindos: na rua
do Pilar, em Fra de Porlas n. 111.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excelen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Sclimettati &C, rua do Tra-
piche 11. .">.
Vende-se urna laberna com poucos fundos, na
rua da Senzalla-Velha n. 50 : a Iratar na rua Direi-
reila n. 26.
Vende-se um piano cm bom eslado c por pre-
so commodo : na rua do Raugel n. 36, segundo
andar.
Vcudem-re50 ospauadores d cabos ouverni-
sados, muito bem feilos, proprios para embarque :
na rua Nova 11. 12, loja de DiogoJosda Casta.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na raa do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8*000, 12.S000, lijiOOO e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a llsOOO
rs chales pretosde liia muito grandes a
o.SoOO rs., diales de algodao e seda a
1,8280 rs.
Jos Paulo da Fonseca vende os utensilios do
seu aimazera de socar assucar, silo na rua de Apol-
lo n. 1 : ns prelendentes riirijam-se all para Iratar
con: o seu respectivo procurador.
Aos 10:0009000.
Na casa da Fama, no alerro da Boa-Visla n. 48,
estao > venda dkbilheles e cautelas da primeira lo-
tera da matriz de S. Jos.
Bilhetcs IO9OOO
Meios 53)000
Otarlo* 29800
Decimos 19300
Vigsimos 9700
Vende W urna laberna na rua do Rosario da
Boa-Visla 11. 47. que vende muilo para a trra, os
seus Tundo* sao "corea de 1:'J009O0O rs., vende-se
porm com menos -e o comprador asim Iheconvier :
alralarjunloaifandega, travesea da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sorlimentos de lazendas de bom
gDSto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles degestidos de cambraia de
seda com barra e babados, 89OOO rs. ; ditos com
(lores, a 79, 99 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, a 119 ; corles de cambraia fraureza muilo fi-
na, fu. com barra, 9 varas por 49500 ; cortes de
cassa de cor rom Iros barras, de lindos padres,
392OO, pesas do cambraia para cortinados, com8>
varas, por 39600, ditas de ramagem muito finas, i
6 ; cambraia desalpicos miudinhos.brauca e de cor
muito fina, 800 rs. avara aloalhadode linhoacol-
xoado, a 900 a vara, dilo adamascado com 7'.' pal-
mos de largura, i 29200e 39500a vara ; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collele de fuslo alcoxoado e bons pa-
drSes fivos, i 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
a 360 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prolas muilo superiores, a 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia .500 rs. o par.
Vestidos de seda baratos.
Veijdera-se corles de vestido* de seda bous goslos,
boa qualidade e por preco muilo baralo : na loja de
qualro portas da rua do Queimado 11. 10, de M. J.
Leile.
Vende-seos verdadeiros charutos da Hsvana
por preso commodo : na roa da Cruz n. 66 primei-
ro andar.
Continuao a vender corles de chita larga co-
ros fixa* a 2, corles da calca de casroira decores
1-58OO, havendo de ludo aonde escolher: na loja de
qualro portas da rua do yucimario n. 10 de M. J.
Leile.
PARINHA DE MANDIOCA.
Vende-sc lina Cariota de mandioca em saccas de
cinco quarlas : na Iravessa da Madre de Dos, arma-
zem n. 3 e 5. ou na rua do Queimado n. 9, loja de
Antonio Luir, de Oliveira Azevcdo.
Vende-se um lindo caixo com 4 reparlimen-
los, conlendo 16 palmos de comprimenlo, proprio
para deposito de bolacha ou de assucar : na rua Di-
reita, laberna n. 19.
Vende-se um sobrado deteriorado em Olinda,
na rua de S. Beulo, dcfrnnle do mosteiro: quemo
pretender dirija-se a rua do Bom Successo defroote
da quina dos Ouarlei- onde lem um lampeau.
Deposito de cal.
Vende-se cal virgem de Lisboa, proximamenle
chegada. por o mais razoavel preco : no armazem de
assucar da viuva Pereira da Cunta, rua de Apollo
n. 2.
Vendem-se esleirs de palha de carnauba che-
gadas agora do Aracaly. a 129 o cenlo : na ruada
Cadeia do Recife u. 49 1. andar.
Vende-se vcllas de cera de carnauba feilas 110
Aracalv, de (i, 8, c 9 om libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recife u. 49, primeiro
andar,
Ilecommendase aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de ma-a,a que muilos
ehamam de fellro a IJjOOOrs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
VELAS-DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
ssio, feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preso que em
oulra qualquer parle : na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
Vendcm-se ricos pianos com cxccllenles Ve-
as por preso commodos: em casa de J.C. Rabe,
na do I i.ipiche 11. 3.
''.', PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sitiio a luz o novo Mcz de Mara, adoplailo pelos
reverondissimos padres capiichinhos de N. S. da Pe-
nda deslaridade. augmentado com a novena da Se-
nhor* da ConceisSe, e da nolira histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do 11 mi Conselho : ven-
ric-se unioaineiile na. livraria n. 6 e N da praca da
independencia, a I90OO.
Deposito de vinho de cham-
pagne Cliatea-Ay, primeira qua-
| lidade, de propriedade do condi
31 de Mareuil, rua da Cruz do He-
" cife 11. 20: este vinho, o melhor
%3 de toda a champagne vende-
js se a tisOOO rs. cada caixa, acha-
il se nicamente cm casa de L. Le*
I comle Feron S Companhia. N. B.
W A caixas sio marcadas a logo
^ Conde de Mareuil c os rtulos
(^ ilas garrafas sao azueS-
9d^v$@:Q: &S8SS
AOS SF.NIIORES DE ENT.ENIIO.
t:oberloros oscuros muilo grandes o oneorpados,
dilos brauros com pello, mullo grandes, imitando os
de laa. a I9SOO : na rua do Crespo, loja da esquina
qne volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qoe volta para
a Cadeia, vende-te panno prelo i 2400, 28000, 3a,
39500. 4300, 5!>500, 6000 rs. o covado.dito azul, a
23. 28800, 4. 68, 7. o covado ; dilo verde, 28800,
39900, 4*. 5 r. o covado ; dilo edr de pinhao a
48500 o covado ; corle de casomira preta franco/a e
elstica, 78500 e 88500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 6S.1OO; ditos iiiglezenfestad0 a 55000 ; dilo*
de ciir a 48, 3800 68 rs. ; merino ptelo a lj, 18100
o covado.
Acosada do Edwl BU.
Na rua de A pelln, t, armazem de Me Calmn-
os Companhia, acha-se constantemenlo bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra anmaes, agoa, ele, ditas para armar em niadei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisoutal para vapor com forra de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro eslanhsdo
para casa de parm, por-menos preco qoe os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de llandres; tudo por barato preco.
_ REMIGIOS IM.Lt/.F.S DE PATENTE.
A eudem-se por preso muilo commodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, na rua da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em ollia de todas as qua-
iidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo : na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se excellenle taboado de pinho, recen-
lemenlc chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-sc com o adminis-
trador do mesmo.
Vnde-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 30
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas Irancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquino que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, 13-20 o covado.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo s.ia e boa carne, pelo baralo pre-
so dn 45OOO a arroba, e facto socco de gado, por ba-
rato preso, proprio para escravos : na rua do Quei-
mado, loja 11. 14.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se toalhas de panno de linho adamasca-
das para roslo a 108O00 a duzia, dilas lisas a 148000
a duzia, guardanapos adamascados a 38600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim I raneado com quadros de cir a 600 e 706 rs.
a vara, tasUo branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pesas de
cassa de quadros, pCoprias para babados a 28000, gan-
ga amarella transada a 320o covadi,: ua loja da rua
rio Crespo 11. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muito Imn goslo a 48000 cada ura, ditos rie cassa
chila a 28000, dilos de chila fruncoza larga a 38000.
leen- .le seda de 3 ponas a 640, ditos de cambraia
cora bico a 280 cada ora : na rua do Crespo, loja
1. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro desellius che-
gada recentemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Vclha. es-
criplorio 11. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he par* fechar cotilas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vrndo-se carne muilo saa e gorda, viuda da
provincia do Ccar, pelo barato preso de 48000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceic.io, defronle da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs.. dilos brancos a
15200 rs., dilos com pelo a imitaco dos de papa a
I50O rs.: na rua dn Crespo loja n. 6. '
aVponlo da fabrica de Todo* o* Santo* na Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodao transado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de
cravos, por preso commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vivencia de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 5G.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
N'este estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engent, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Hlieno, de qualidade es-
peciaes, em caixas de uma duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. ". > \
Cassas francezas a iso h o covado.
, Na loja de Ouimaraes & Henriqoes, rua do Cres-
po n. .1, vendem-se cassas francesas do ultimo gos-
lo, pelo baratissimo preco de 180 rs. o covad.
NOVAORLEANS.
Rara lo sim, fiado nao.
Na na do Queimado loja u. 17, vende-sc alpr
ca de seda forl cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleans pelo baralo preso de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaiedeHIa o seda de cores
asmis delieadas.muilo propriopara vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o covado.
Na rua da Cadeia do RecireaJ*, vendeni-so os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem viudo
esle mercado.
M'orlo,
Rucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escaro, ,*
.Madoira. <<**x
cm caixinh.is de uma duzia de garrafas, a viabula
qualidade por preso muilo em conla*. .
DEPOSITO DE QAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barr- com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do lrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao* :
embarcam-se ou. carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma halanca romana com todos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se Na roa do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dcm-se para fechar cotilas mil equindenio* masaos
de cenias de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso,
70 dnzias de caixas de matsa para rop s 18200 a
duzia.
2PEX2BO&KXX3K-;
RA DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash di C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 oitavos ate 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
efti garrafas c meias rutas.
^ Um piano ingle/, dos mviliant.
\ ende-se um excellenle earrinho ide 4 rodas,
mui bem consMfjMo.eeni bom oslado ; esl oxpo.lu
na rua do AraeJereasa do Sr. Nesme n. 6, emde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e tratar do ajuste
cora o mesmo senhor cima, 00 na rua da Cruz ao
Recif 11. 27, armazem.
Moinhos de vento
"om hombasde repuio para regar borlase baixa,
decapim.nafundisaodeD. W. Bowman : ua rn
do Brumos. 6,8el0.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.a ediso do livrinho denominado-
Devoto t'.lirisiao.mais correctoe acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brincas e de cores de um so panno, moilo grande* a
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, laja da
esquina qoe volla para a cadeia.
OBRAS DE LABYR1NTHO..
Vendcm-se toalhas, tensos, coeiros de labyrintho
de todas as quaiidades, rendas, bicos largos e eslrti-
tos, por commodos presos : na roa da Cruz do Re-
cife n. 34, primeiro andar.
Vendem-se toalhas de roslo de verdadeiro linho
puro, pelo baralo preso do 88000 rs. a dula : na
loja de 4 porlas n. 3, ao lado do arco de Sanio A11-
lonlo.
Vendem-se luvas pretas de Jovin pira senhora
e liomem. as raelhores que lem viudo del'arit: na
loja de 4 portas n. 3, ao lado do arco de Sanie Anto-
nio.
Vende-se panno proprio para forrar billar : ua
rua do Crespo loja de 4 porlas 11. 3, ao lado do arco
de Sanio Antonio.
Vende-se murenliua escoces propria para ves-
tidos de senhora e meninas, como bem vestuario* da
meninos pelo baralo preso de 640 rs. o covado : na
rua do Crespo loja n. 3, de 4 portas, ao lado do oreo
de Sanio Antonio.
Vende-se uma cabrinha de leile, a qual toa
leite, e he propria para- criar meninos; por beiso
da Torre do Carmo, a fallar com a Sra. Joaninha.
Vendem-se lainhas d'Alagas muilo frescae*.
por preso commodo, em porcese a relalho: na rua
da Praia, armazem n. 37a
C ICOI TI
V
ESCUALOS
FGIDOS.
A abaixo assignada declara ao publico e a lo-
ds as autoridades policies, que no dia 8 do corre-
le, pelas 4 horas da madrugada, desappareeeram de
sua casa, sorvindn-se de uma oseada qoe por alguem
de fra foi lansad* a urna janella que doitava para o
quintal para favorecer a fuga, duas escravas cabras,
uma de nomo Lniza e oulra de nome Ignez ; a pri-
meira com os signaes segoinle : estatura regular,
grossa do corpo, com os cabellos cortados pelo lado
dedetraz e crescidos pela fronle, com todo a corpo
picado de bexigas, foi da cidade do Ico provincia
do Ceara ; e a segunda de corpo regular, estatura
alia, cor fula, com '2 denles de menos oa frente,
foi da barra de Naluba : sendo qoe protesta proceder
com lodo o rigor das leis contra quem qoer que as
ten ha aroutadas. Sendo-lhe porm entregues ou de
nunciadas.promette guardar o maior sogredo, offe-
recendo o premio de 505 aos capitaes de campo, oa
nutra qualquer pessoa que dellas der noticia, o
levar casa de sua residencia, na rna do Livramenlo
11. 4, onde se Ibes dar generosa recompensa.
Anna Joaquina Lint tVanderiey.
Dcsappareceu nndia 28 do agosto prximo pas-
sado uma escrava de narao Cosa, de nome Severi-
na, de estatura baixa, grossa do corpo, caben pe-
quea, nariz chalo, roslo tirado e carnudo, lem
poucos (albos, bocea regular, beiso* grossos eiguae*,
deules limados, lodos iguaes esem falta de nenhud),
orelhas toradas e sem brincos, falla bastante, teatSs
coslju raruudas, lisas e sem marcas, peilos cabidos,
maos curtas e bem carnudas, cabello corlo e corlado
por igual, nao he bem prela e sim avermelhada ;
levou vestido usado, de chita encarnada escara, coas
salpicos brancos bem miudos, panno da Costa fian-
ce/, com listras encarnada* e de malames de dua* or-
den- as pona-, e oceupa-se em vender Crudas; foi
escrava do Sr. Joaquim Viegas, e he por isso bem
conhecida na Panagem : quem a pegar, leva a roa
do Queimado o. 15, que ser recompensado.
Dcsappareceu li dia 6 do correle, da cidade
de Olinda, um moleque, crioulo, idade 30 annos,
pouco mais ou menos, estatura regular, ana do
corpo, pernas linas, tem em orna da* face* lora'abai-
xo do olho uma costura que o distingue Una: de-
sappareceu com uma calca de brim kHffl
camisa de riscado azul de algodao, r*
chama-se Joflo, etem sido visto em mui tos Tugare*
no Koeife carregaudo freles : quem o apprehender
leve-o a cidade de Olinda, roa de S. Pedro Novo
2, ou no Recife, rua v Cabug., leja de ourives de
Sr. Manuel Antonio e selembro prximo pes-
nmpello, o escrava Gaa-
anuos de idade, alto,
leo de bailo Branda e
jaecravo veio da Babia,
ado a Antonio (Mcardo do Reg Miel*
o pegar, leve-o ao mencionado enge-
'-r do abaixo asignado .508000 rs., o
*"jn. Sr. Jola Pinlo de Lanos Ju-
Rfaices Perriira Lima.
de selembro prximo passado do cor-
eo do engeuho Sanios ItrV
deTW*-
POTASSA RRAS1LEIRA. \
Vende-se superior potassa, fa- I
bricada no Rio de Janeiro, che- 2
gada recentemenle, recommen- /,
da-se aos senhores de engenho os 5
seus bons elleitos ja"" experimen- J
tados : na rua da Cruz n. 20, ar- %
mazem de L. Leconte Feron & %
Companhia. j
k
Vendem-se relogios de ouro e grala, ma
baralo de que em qualquer oulra parle
na prasa da Independencia u. 18 e 20.
Na'rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
Jcjani.quadrilhas, valsas, redomas, scho-
tickes, inndinhas ludo inodernissimo ,
chegado do Kio de Janeiro.
Lindos cortes de lan/.inha para vestido de
l senhoru, coro 15 covados cada corte, a
4.">00.
Na rua do Crespo, loja da esquina qoe volta para
a Cadeia.
Desappsreceu no dia !
sado, do engenho Vicenta
par, de necao Costa, com
cor prela, rosto comprido, 1
cabido, e lem barba ; o qu
prasj: q|
nho qu,
nesla chl
nior. *a
> No dii
renle auno, 1
des, na freguezia''diAracuntiaem, comarca
zarelh da Malla, propriedade de Laurenlino Gome*
da Cunha Pereira Bellrao, ama escrava de aorne
Mana, com os lignaes seguinles : de bom carpo, car .
alguma cousa fula, pos camodes, dados curia* qoe
nao asscnlam no chao, ar esperto, devenida e de-
sembaracada na falla, denles perfeitos, e sem a me-
nor hssyi no rosto, alguns cabellos no queixo, pisa
duro, foi comprada ha 4 tunos om Po-d'Alho ao Sr.
Jo^c Filippe Salvador; levou de roupa um vestido
de chila usado, uma saia de algodozinho branco ;
porlanlo, rogase as auloridades polieiaea. capilltes
de campo e mais pessoas do povo, que aapprehen-
dam e levem ao menciouado engenho, oa ao Recife
11 entregar ao Sr. Manoel Ignacio de Oliveira, na
praca do commerco n. 6, que se dar 509000 I
malilicarao ; coosla que foi encontrada ao p 4)
ponle do Cachang.
Km 17 de setembro prximo passado fugio do
engenho Caluanda, indo par* o Recife a mandado,
um cabrinha escravo, o qual lerii de idade 16 annos,
pouro mais ou menos, tora o roslo um pouco compri-
do, bocea e beisos salientes, nariz aquilino, olho
pequeos e um lano papudos ; levou camisa da
madapolao, cals* de riscado escuro, bonet de panno
fuiu com |ialla, e de nome Antonio Francisco ; jul-
ga-se andar pela prasa on seos arrabaldes. como
bem oslrada nova defronle a Torro ele, de cujea lu-
gares lem bstanle conhecimetilo por ler oolles j
rcidido, e quasi sempre audado de pagem: paga-se
ecnerosamenlc a quem o caplurar, podendo dirigir-
se com dilo escravo ao rolerido engenho Caluanda,
a fallar com Francisco Xavier Carueiro da Cunha
".ampollo, ou nesla prasa a Jos Pinlo da Costa, ta-
berna a direila, no becco que segu para o paleo de
S. Pedro, enlrando-se pela rua Direila.
Ausenlou-se no dia 23 do rorrenle o preto A-
lexandre, de nac.io S. Paulo, idade de 25 anuos, al-
io, falla demorada e corpo reforrado, foi escrava a*>
francez Miliquo, morador no Rio Doce, e nltima-
menle do Sr. Kduardo Bolly ; esse prelo cosloma
em suas freqoeles fgidas andar pela roa di Aaro-
ra. ir para Olinda, e refugiar-se na* campias do
Rio Doce : roga-se, porlanlo, a quem o pegar oa ,
dclle der nolira, dirija-se i rua do Brum 11. 28, fa-
brica de caldeireiro, que ser bem recompensado.
Desappareceu hoje das 7 para 8 horas da ma-
nhaa, o escravo, crioulo, de nome Claudiano, de es-
tatura regular, grosso do corpo, denles limados linos,
olhos e cara grande, com bstanles signaesde bechi-
gas por as ler lido em quanlidade em 1850 logo que
o comproi em 30 de outubro do dilo anno so Sr.
Jos ile ilollunda Cavalcanli Leilao, qne o houve
por lieranca palema de seu fallecido pai o capilau
Antonio Meira de Mello Leilao, moradores no lu-
ar do Jac, lerrno da villa de Nazarelt), d'onde he
liiho o dilo escravo, qne reprsenla ler 23 annos |ior.
declarar o formal de partidlas quando o comprei ler
19anuos; levou ralea de algodao azul trincado,
camisa do madapolao, chapeo vrlho de seda ou de
couro, presume-so sor seduzidoa fngir por nao haver
molivo algum : quem o apprehender pode leva-io o
abaixo assicnado, senhor do dilo escravo, com pren-
sa de algodao no Forte do Mallos 11. 7, 00 rua do *
Oueimadoii. 11, quesera bem recompensado. Recife
2 de oulubro de 1854.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
Desappareceu no da 8 de selembro o escravo,
crioulo, de nome Anlonio, que cosluma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerinu, e iulilular-sc forro,
he muilo ladino, foi escravo de Anlonio Jos de
Sant'Anna, morador no engenho Cail, comarca do
Sanio AnlSo, e diz ser nascido no soriao do Apdv
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinh-
dos, cor um pouco fula, olhos escuros, nariz srande
o grosso, beisos grossos, o semhlanle nm pouco fe-
chado, bem barbado, porm ursla occasiao foi com
ella rapada, com lodos ns denles na frente ; levou
camisa de madapolao, calsa ejaqucla branca, cha-
peo de palha com aba pequea e uma.irooxa de rou-
pa pequea ; he de suppor que muda / traga ro-
ga-se porlanlo as auloridades policies e pessoa, nar-
licoUres. o apprehendam e Irag.m nesla praca do
Herile. na rua larga dn Rosario n. _",, que ,..
compensar muilo bem o sen Irabalho.

.


ERN. v TYP. DB'M. F. E FARIA. 1854.
OMoi
- lilla..


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