Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01312


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Full Text
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ANNO XXX. N. 234.
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*
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
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QUINTA FEIRA 12 DE OUTUBRO DE 1854.
i
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

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DIARIO DE PERNAMBUCO
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EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
fc;ifo, o proprietario M. F. i Faria; Hiede Ja-
ro, o Sr. Joao Pereira Martim; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Uervazio Viclor da Nativi-
dadc; Nafil, oSf. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
^r, oSr. AoWriijkLemosBraga;Osar, oSr. Vic-
toriano AuguetpOrg; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigue} Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4 a prazo e 28 a d.
Paris, 368 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
ci Rio de Janeiro, 1 1/-2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40'0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras a S 0/0.
MKTAES.
299000
Moedas de 69400 velhas. . 165000
de 69400 novas. . 169000
de 49000...... 99000
Piala.Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
19860
PARTIR ROS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury,a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR RE HOJE.
Primeira s 8 horas e 30 minutos da manhia.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
\i IDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-eiras.
Relaco, tenjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbadGS ao meio dia.
EPHEMERIDES. DIAS DA SEMANA,
Outubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse! 9 Fegunda.S. Dionisio h. m. ; S. Ahraham.
48 segundos da manbaa. 110 Terca. S. Francisco de Borja; S. Eulampio,
n 14 Quarto minguante aos 15 minutos 11 Quarta. S. Nicacio b m. ; S. Samatra m.
e 48 segundos da manbaa. 12 Quinta. Ss. VriscilianoeDomnina mm.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e 13 Sexta.Ss. Daniel eHugolino mm. ; S. Samuel
48 segundos da Urde. 14 Sabbado. S. Calisto p. m.; S. Fortunata.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi- 15 Domingo. 19.* S. There/a de Jeras v. c. ;
utos e 48 segundos da urde. 1 S. Ageleo m. ; Ss. Anthioco e Severo be.
i
l'rr>rniiiio no ocnhora'w .iicnan-
tos dente Diario que nlmln nao paga-
ram a nubHrriprn o. qne o P**X >*
I.OOO |>or qiiiirl el to he ndmlttldo
dea tro de qnlnzc dinn do o.....oro. an-
do* os qunr* so' oe reeehe n 4,500.
PARTE OFFICUL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente 4o 41* 7.
OHldoAo commandanle das armas communi-
cando liarer autorisario Ihesoorari ele fazenda i
pagar a quanlia de 31920!) rs. que, segundo os do-
cumentos que vicram auuexos ao seu olllcio de 7 do
rorrenle, dspendera o lenenje Antonio Cabra! de
Mello Leoncio como alu?uel de ravalgaduras, du-
rante o lempo em que servio no destacamento volM-
te do Rio-Formoso.
DitoAo mesmo, communicando que, segundo
consta de aviso da repar ija'o da guerra de 1K de sc-
tembro ollimo, se conceder licenja para esludar na
escola militar o corso da respectiva arma no primei-
ro sargento do 10. balnlhao de infantaria, M.irli-
niano Lopes Macicl, que dever seguir para a corle
em lempo opporluno, e recommendando que orde-
ne i esse sargento que pague, quanlo antes, na rc-
cebedoria de rendas, visla da ola por copia jun-
ta, a importancia do ello correspondente essa li-
cenja, sena o que nao pode ler execojao o referido
aviso.Conmunicou-se thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, dizendo que, para poder dnr
rumprimenlo ao que he ordenado em aviso da guer-
ra de 13 de setembro ultimo, de que remelle copia,
fa-se mister que S. S. remella i esla presidencia co-
pia autbentica das uoUs constantes dai rclajes se-
mestraes de conducta relativas ao lenle reforma-
do Jos Xavier Pereira de Rrilo, que aqjii servio no
exmelo sexto batalbao de caladores, c bem assim
quaesquer informarnos constantes de oflicios e or-
den* do dia desse cominnndo, e de oulros commau-
dos de, forjas durante o lempo em que a (ranquilli-
dade desta provincia es'.eve alterad*.
DitoAo mesmo, declarando que, segundo cons-
ta de aviso da guerra de 12 de selembro ultimo, se
conceder Ires mezes de licenja com sold e elape
ao alfercs do nono halal.i.ui de infan Liria. Raymun-
do Nonnalo da Silva, para ir provincia da Uahia, e
recommendando qne ordene a csse ofTicial que,
quanlo antes, trate de pagar na rctchedoria de ren-
das, vista da ola jonla por copia, a importancia
dos emolumentos correspondentes essa liroii-a, sem
o que Xo pode ser execulado o citado aviso.
DitoAo mesmo, enviando copia do aviso da
guerra de 19 de selembio ultimo, determinando que
lenhl baila do servico o soltclo do nono batalbao
de infanUria, Antonio Mam de Jess, que se aclia
destacado na illia de Femando.
DitoAo mesmo, trausmillindo copia do aviso da
guerra de 13 de selembro ultimo, no qual se decla-
ra que o lente Claro da Cosla^Mauriz sendo do
ijalalnau de c.ir;idoaJ9ff,je primeiro de In-
fa^fia^oTaTfciJri'***""''0 batalbao do Piauhv por
decreto de 6 de'ubril de ISO, e perlcncendo actual-
mente ao quinto de infantaria, deve ser ciclo.lo do
estado edeclivo uaque.ll; corpo.Communicou-se
thesouraria de faienda.
DiloAo mesmo, communicando que, segundo
consta de aviso da repartirlo da guerra de 1'.) de se-
tembro oltimo, do qual remelle copia, se delermina-
va que o alferes do estarlo maior de primeira classe,
Joao Brrelo Pejanha, que por aviso de 3 de junbo
ultimse mandn servir nesla provincia, seja dis-
pensado do mesmo servico Picando na corle.Com-
municou-se llteaouraria de fazenda.
I DiloAo mesmo. eommunicand) que se conce-
der licenja para esludar na escolas militar o curso
di respectiva arma, ao primeiro cadete sargento aju-
eWfcle do mjhio batalbao de infamara, Mauoel Eras-
f.Carvalho de Moura, que devera ir para acorte
lempo de matricular-se no anno prximo vin-
0, e recommendan lo que ordene esse cadet*
I recollia, quanlo ules, a recebedoria de rendas,
jptta Ja nota que remelle, a importancia do sello e
emolumentos correspondentes essa licenca, sem n
qile n*o pr'nle ter c\ecu;io o citado aviso.Commu-
nieou-so i Ihesouraria (le fazonda.
DiloAoincsmo, reconrmendando, em vista do
que solicilou o E\m. vice-presidenle das Alagas
em olllcio de 27 de setembro ultimo, a expedica de
sua-i ordens para aue soja satisfeita a requisito do
coronel commandanle do oilavo balilbao de iiifanla-
ria, constante da copia que remelle, acerca do sol-
dado do mesmo baUlhio, JoSo l'io re Senni.
OlioAo mesmo, re metiendo copia do aviso da
guerra de 21 de selembr ultimo, do qual consta que
S. M. o Imperador bouve por nem, por sua imme-
diaUe imperial reso|uto de lli do citado mez, re-
formar no mesmo patio que oceupa o alferes do no-
no.b*alli5o de infantaria, Jos Marlins da Silvcira,
veeeendo o sold que Ihe for designado na respec-
tiva patente, visto achar-se prvido sulHccnlemen-
le tea mu comportamenlo habitual no servico do
ejercito.Igual Ibesooraria de fazenda.
RitoAo mesmo, enviando a ola que foi remel-
lida com aviso da repartirn da guerra de 18 de se-
lembro ultimo, conleucio as alterar es, que leve no
mez de agosto desle uino ocapilAo do segundo ba-
talbao de infantaria, Jos Gomes dcAlmeida, que
se acha addido ao corp de guarnirlo lixa de Minas
Geraes.
DiloAo commandanle d,- estacio naval, dizen-
do que, pela leilura do seu oflicio de bonlem, sb n.
99, Oca inleirado de luver o capilao lenle, Jos
Mara Rodrigues, substituido nocommando do bri-
-iic Calinpr ao capilao lenle Manoel Jos Vieira.
RiloAocommandante superior da guarda na-
cional do municipio do Cabo, communicando que,
segundo consta de parlicipariio da secretaria re esta-
do dos negocios da juslira de K de agoslo ultimo, fu-
ra reformado Agostinlni Bcxerra da Silva Cavalcan-
li no posto de coronel da exmela primeira legiao
11. i guarda nacional daqoelle municipio.
DiloAo capilao de porto, dizendo que. com a
x-pia que remelle do parecer uto procurador liscal da
Ihesouraria de fazenda, responde ao seu oflicio de .">
lo rorrete, n. 2V2, re'alivanienle aos venciiuenlos
que deverao {lrceber os pratir/os da barra quaudo
forem chamados para o servico do jury.
DiloAo inspector ila thesouraria provincial, pa-
ra, em visla do on.aineulo e clausulas juntas, appro-
vailas nesla dala, mandar pi'irem arrematarn ns re-
paros de que precisa a ponte de Gindaliy sobre o rio
Serinbaem.Coinmunicou-se ao director das obras
publicas.
DiloAo mesmo. declarando que nct dala au-
torisou ao director das obras publicas a comprar pa-
ra o apparclbo co pequeo macaco destinado ao eu-
(iiicamcnlo das estacas <\t> muro de encost da ponlc
slos Alogados ilous cadernaes i 149000 rs. e lies bra-
cas de cabo de Manilba de diversas grossuras 6M)
rs. a libra, bem como rara a obra do concedo de
urna bomba da segunda parle dos reparos da estrada
lo Pan d'Albo li.000 tijollos de alvenaria 20?)00
rs o milbciro na olaria, e 2.'i0 alqueircs de cal 700
rs. cada um, posla no porto Oluciou-se neste senlido ao director das obras pu-
blicas.
DiloAo lenle Jou Marlene Cnvalcanli de Al-
biiqiierque, para enlregar ao i-onst'l ile Frani;a o es-
polio iln subdito frailee/ Augusto Danjoy, que S.
lt. Irouxe da colonia militar de l'imenloiras
jToMBiioiriiu -e ao referido cuiisul.
DiloAos directores da companhiaPernambu-
cana, remetiendo copia do decreto n. 1*13, de 15
de jullio ultimo, approvando os estatutos dessa com-
panhia, a qual foi enviada pela secretaria de estado
dos negocios do imperio, em substituirn a que foi
transmilliit a Ss. Ss. em 8 de agosto, porse ter da-
do na meso vim engao de data no corpo do de-
creto.
PortaraDesonerando, de conformidade com a
proposta do ebefe de polica de honlcm n. 781. ao
cidadao Aulono de Antoje c Alhuquerque do cargo
de subdelegado do dislriclo do Goianninba do termo
de (nianna.Communicou-so ao ebefe do polica.
DitaNomeando para o lugar vago de segundo es-
criturario da Ihesouraria provincial, em visla do
termo de exanic, a que proceden para preenchimeu-
lo do referido lugar, ao amanuense carlorario da
mesma thesouraria, Antonio Witruvio Pinto Ban-
dera Accioli de Vasconcellos.Fizeram-se as ne-
cessarias communica^ocs.
Circular. -2.' seceso.Re rlc Janeiro. Minis-
terio dos negocios do imperio, em 4 de setembro de
1851.Illm. e Etm. Sr.S. M. o Imperador, lo-
mando em consideradlo o que eipoz u conselheiro de
estado, provedor da Sania Casa da Misericordia des-
la rcirle, em nllicio de IS do mez lindo, representando
que nao pde.sem grandes inconvenientes,ser por ora
augmentado o n. dos alienados indigentes cargo
do hospicio Pedro II, o qual j he de 235, porque
a renda desle cslabelccimento be insuflicicnte para
occorrer s despezas que exigem o sustento, vestua-
rio c curativo desles infelizes; e oulro sim, que con-
vem fazer cessar as irregularidades, por vezes prali-
cadas, nasremessas dos mesmos enfermos : ha por
bem ordenar :
1. Que se nao contine remetler alunados para
seren rccolbidos no dilo hospicio sem previa aulo-
risarao desle ministerio ; cumprindo por isso que V.
Eic., quando entender ser conveniente a remessa
dos que existimo nessa provincia, o participe fa-
zendo as derla i arors rercmmendad.es em aviso j ex-
pedido por esla secretaria de estado sobre a sua na-
luralidade, residencia, idade, condicSo civil e esta-
do, alim de ser auloriaada a sua viuda, i medida que
for possivel a entrada dclles.
i." Que em nenhum rasosejam remellidos aliena-
dos, qne se repulem incuraveis, visto como o refe-
rido cslabelecimcnlo nao he principalmente destina-
do a ser um simples isylo, mas ao tralamenlo e cu-
ralivo desses infelizes, limque viria ser prejudica-
do com a conlinuacao de semelbante pralica, pois
que nem a capacidade do edificio, nem os meios pe-
cuniarios de que aquelle pode dispor, permitlem a
admissao de todos os alienados do imperio indislinc-
t ament.
3. Que nao he adinissirel exuncrarem-se os hos-
pilaes e cas es dr candade das provincias da ohriga-
eflo de aliinciilarcm e curarem os alienados, que em
virldde de suat instituirnos liverem seu cargo, en-
viandjt-os para o dilo hospicio, salvo respeito da-
quelles cujci reslabelecimenlo si se possa esperar,
fundadamente, do tralamenlo especial que ueste es-
labelecimeulo he dado, e que nessas casis nao he
possivel.
4. Que a remcsa dos alienados deve ser sempre
feila por ordem de V. Exc., nao sendo conveniente
a pralica seguida pelos provedores de algumas ca-
sas de injaerieordia de fazercm directamente lal re-
messa. Oquecommunico V. Etc. para sua indi-
ligencia e\e\ecurao.
Dos guarde V. Exc.,u: I'edreira do Coulo
da provincia de Pernam-
Palacio do governo de Per-
de 1854.Figueiredo.
Dos guarde i V. Exc-
Ferros.So^presidente
buco. Cujnpra-se. I
nambuen, M de outubro
COMMANDO DAS ARMAS
Qaartal do commaodo das armas 4* Pernua-
baco, oa cidada do Reclle, em 11 de aatca-
bro de 1854.
(IRHE.M DO DA N. 156.
O coronel coinmandaiite das armas interino, ten-
do em presenta as communicacoes recebidas da pre-
sidencia desta proviuria com a data de bonlem, faz
reo to, para inlclligencia da guarnijao e devida ob-
servancia, que o governo de S. M.o Imperador bou-
v por bem, por aviso do ministerio dos negocios
da guerra de 26 da selembro ultimo, determinar que
o Sr. lenle do dcimo balalban de infantaria, Ma-
noel Joaquim Gomes de Brito, passe a servir como
addido na companhia lixa de Sergipe ; cque em vir-
luiTe da imperial resolurao de 20 do dito mez, to-
mada sobre consulta do conselho supremo militar,
se mandou que o Sr. lenle Francisco Jos do Ro-
sario, actualmente do segundo batalbao da mesma
arma, outr'ora do meio batalbao do Piauhv, conti-
nu a pertencer a primeira classe do exercilo, por
nao se adiar plenamente provado pelo conselho de
inquirirn, que se proredeu sobre sua conducta, que
este Sr. ollicial lenlia tido mao comportamenlo ha-
bilual, segundo foi declarado em aviso do referido
ministerio de 28, lambem de selembro.
O mesmo coronel commandanle das armas inleVi-
uo declara, que boje contrahio novo cngajamenla
por mais seis anuos, nos termos do regulamenlo de
14 de dr/ruihrn de 18.">2, e decreto n. 1401 de 10de
junho do corrcnlc anno, preceilcndo inspecf.ao de
sade, o-soldado do quarto balalhAo de artilharia a
pe, Antonio Jos dos Keis, o qual, alm dos venci-
raenlos que por lei Ihe compelirem, pereeber o pre-
mio de qualrocciilos mil rtis, pagos de conformida-
de com o artigo 3. do citado decreto, e Ando o en-
gajameulo uma.dala de Ierras devinto duas mil e
quiubenlas bracjquadridas,"
Desertando, ineorrera no perdimenlo das vanla-
gens do premio, e daquellas a que liver direilo, ser
considerado recrutado, desconlar-se-lbe-ha no lempo
do engajamenlo o de prisao, em virlude de senten-
c;a, averbando-se esle descont e a perda das vanU-
gens no respectivo titulo, como est por lei deter-
minado
Asaignadn.Manoel Muniz Tataret.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlede
ordens encarregado do delalhe.
- Na America do Norle, os Estados-Unidos, que
sao a mais elevada e mais completa expressao da de-
mocracia organisada em repblica.
Na America do Snl, o imperio do Brasil, isto
he, o ante poda do governo dos Estados do Norte.
a Tudo o que exisle c que lem procurado, lia
Irinta annos, conslituir-se ao lado deslas duas na-
ees nao lem representado senao desordem, anar-
Cllia. fraque/a.
Nao tomo aqui em linba de conta as vastas co-
lonias inglezas do norle da America, nem as do
sul, e so fallo dos poyos qne, bavendo acudido o
jugo da melropole. proclamaram sua independen-
cia e reivindirarain urna nacionalidade. que fu-
nesta a alguns d'enlrc elles, nao o foi menos ci-
vilisaeco.
Kesulla do deploravcl espectculo que tcem
dado ao mundo estas repblicas improvisadas, im-
pacientes, revolucionarias e sempre em revoliic-lo,
incapazes de formarem ou de conservaren) nm go-
verno e leis; viven.lo ao acaso, devoradas pela guer-
ras intestinas e sem descanco, atirando-se* urnas de
encontr as nutras ; resulla desla iluacao anormal,
que esses povos, sem regras e sem freio, a esto
destinados a solTrcr a presso das duas nicas po-
tencias quesouberam se elevar ese manler na ca-
Ihegoria de naques verdadeiramente serias.
Pde-se mesmo considerar como urna sorle de
fado providencial, que eslas duas potencias nao se
bajam eucnnlrado as mesmas latitudes, e que esle
vaslo continente da America, dividido em duas
porrees immensas, Ibes timba, por assim di/.er, re-
servado a cada urna, urna missao distincta a preen-
cher.
" No pcintci de vista geographico e polilico, os
Eslados-nidos e o Brasil sao com elleilo os domi-
nadoies, esle do sul, aquelle do norle da America,
e excrcem, sobre os povos com que entestam, urna
dominaran moral, que evidentemente disperla na
ambirAn de ambos o pensamento de urna conquista
futura, quer pela invasflo, quer pela exlenuacao
successiva daquelles povos. '
a Dissc eu que geographica e politicamente fal-
lando era esse o papel do Brasil e dos Estados-Uni-
dos; agora accrescenlarei que semelhanle papel Ibes
esl forcosa e naturalmente trucado.
Politicamente:
Porque lodos aquelles povos, desorganisado*
c sem recursos, oo se contlituem s*u tribuanos,
como o Mxico a respeito dos Estados-Unidos ; ou
invocam a sua mediarao e a for.; de uas armas,
como o Uruguay o fez receiitemntc anda como
Brasil, dando-Ibes assim direilos que mais larde
justifiquen) e legitimem as recl.imnc.fies vilenlas ou
as invasOes a titulo de servidos prestados.
Ceographicamenle:
n Elles acham um protexlo para obrarem assim,
porque a mor parle desses estados, j vergados sol
o peso de una poltica que os annulla, lem o de-
leito ou a desgrnca de se acharem encravados em
lerritorios cujns limites pareccm ser as divisas na-
luraes das duas grandes potencias de que falla-
mos.
As considerarnos que vo transcriptas tcem al-
gum fundo de verdade, mas erram na generalida-
de de sua enunciaco. A tendencia conquistado-
ra dos Eslados-Uuidos be nm fado que be allesla-
do pela compra que lizeram da Luisiana e da
Florida, pela oceuparao do Drogan, pela absorp-
r.lo do Texot, pela posse da California e do lerri-
lorio do Novo Mlico, e pelos olhos longos c am-
biciosos que deilam sobre lodo o Mxico. Mas des-
sa tendencia dos Estados-Unidos nao se deve ar-
gumentar em relnrao ao Brasil, a pelo simples
fado de ser o Brasil urna potencia imporlaule,
consolidada e que cnlrou no caminlio do pro-
gresso.
Os serviros prestados ao Uruguay nao leem o
pensainenlo occullo que Ibes allribue o Sr. Eyma.
He desculpavel a um aulor europeu que enterga
na nossa futura inlluenria na America do Snl a
diminuirn do crdito europeu no poni de visla
commercial e martimo, confundir as duas polti-
cas lAo diversas das duas grandes potencias a me-
iaranas cm rolaran s nutra- de menor vulto. Mas
contra essa confusao podemos allegar nao s os
proprios inlercsses do Brasil, como lambem os nos-
sos prccedenles. Na poca em que o Paraguay mais
precisou de um apoio moral na America, quando
se contestn a sua independencia, o Brasil pres-
lou-liie esse apoio e manleve essa independencia
perante todas as nances e com sacrificios polticos,
bem graves naquella quadra. Acaso prevaleceu-se
desse serviro? Nao nos lem o Paraguay encontra-
do sempre desinteresados, e amigos condescen-
dentes T
se desenvolveu, porque ahi se havia refugiado loda
a aclivid.ido. O resto foi, se nao compleLimenle
abandonado, ao menos desprwado.
a Esla grande cxlensao de territorio que rahira
em par ti I lia ao Brasil, nao deixou 4c suscitar em tor-
no oeale imperio receins e cumes, tanto se tema a
preponderancia que ella Ihe dara ; de sorle que o
Brasil se acboumulo lempo a bneoeceni a diplomacia
europea, que o avexava e persegua.
a A poltica ingleza loi a primeira a adianlar-se.
A Inglaterra nada receiava das invasoes do Brasil
por alm das regioes do Amazonas, porque desse lado
a cxtensAo do territorio he vasl e mesmo ncommo-
da, enrrendo de leste a oeste, da extremidade do ca-
bo de S. Hoque ao rio Javary, nos confns do Equa-
dorVIo-Pen. Porem mais tarde o Brasil fez al-
guma sombra Inglaterra, pelo que dizia respeilo
ao Paraguay, ao Uruguay, e a Buenos-Ayrcs.
Por esla parle, o imperio hrasileiro se eslreila
consideravclmenlc. e parece peado pelos paizes vi-
zinlins, de que o nao separa limite algum natural,
E em summa ah se faz sentir essa acliva inlluenria
de que o Kio de Janeiro he o cenlro.
Comprehende-sc assim como a for^a do Brasil
>e nuila, de fado no norle, e porque se overee toda
no snl. De sorle que o Brasil nao prestara soccorro
algum ellira/. de pridorrao material contra nina in-
vasiodns Estados-Unidos, nem a Venezuela, nem a
Nova-Granada,nem ao Equador,nem ao Per. E o
Americanos da Unlopoderiam assenhnrear-se desses
pai/os,e ameacar as fronte-iras do norle e do oeste do
Brasil antes dos navios desla naco terem (obrado o
Cabo d'llom para enlraem no Pacifico, ou antes de
seos exercilos haverem alraVessado o immenso terri-
torio que a separa desses Estadas.
he lemivel.
Sobre esle poni, a ultima phrasc de sua polti-
ca anda n.lo foi proferida. Bealizem-se os aconlc-
cimenlos que sua ambiguo espreita, e elle lomara
com lauta auloridade como os Eslados-Unidos essa
preponderancia que boje anda nao exerce de um
modo atldalo nos nesncios da America.
a He assim que o Brasil representou as lulas
internas da repblica Argentina e na lula entre
Buenos-Ayrcs c Montevideo um papel imporlaule,
hbilmente preparado com toda a antecedencia.
Qual he pois o fim que o Brasil lem cm vislas?
EXTERIOR.
Comunal,
AS DUAS AMERICaS
Por Xavier Evma. (*)
O livro que vamos examinar trata de quetles
imporlanlcs da organisacao interna dos Estados
Americanos, e das vislas e poltica do Brasil em re-
lano aos Estados do Sul.
Se a apreciaran que seu autor faz dessa organ-
sarao e dessa poltica lulo lie sempre exacta, deve-se
confessar que cm neuliuma de suas palavras transpi-
ra m voniade contra o Brasil.
0 Sr. Xavier lv. ma mi infesta no correr do sen
livro tendencias mouarcbicas, e cutre as duas for-
mas de governo da America prefere, para a recons-
tituirn das repblicas do cenlro, a que foi lo
acertadamente adoptada na regiao mais imprtame
do Sul.
No seu modo de ver, c he esse o sen pensamento
logo nas primeiras paginas, as insliluirOespolilicas
dos Americanos do norte exerceram sobre o restante
da America una inlluenria fatal, porque as colo-
nias bespanholas, cnibusiaMnad.es pelo deseuvolvi-
menlo prodigioso da repblica federativa, acclama-
ram os mesmos principios, s cegas, sem olbarcm
para a dillorcnra de hbitos, de origen), de antece-
dentes polticos,germens fecundos da fortuna e da
seguridade social dos Eslados-Unidos. *
1 invalido de parle o histrico desse fado, admil-
lida a organisacao actual dessas colonias e partimlo
dabi, pergunla-se:para que as repblicas ame-
ricanas do centro e lo sul possam resgnardar a ua
independencia emearada e lomar entre as naroes
a postilo a qne aspiram, devem persistir na via
funesta em que enlrnram, ou romper com esse breve
passado que no enlamo j Ibes he de um peso insup-
pi ir I a ve. I t
Eis romo o Sr. Eyma enlloca a quesiao.
Besolvendo-a no senlido de una transformaran
que renegu as formas adoptadas elle diz :
Duas potencia* ennsideraveis e representando
principie. op|ioslos, exercem em rada urna das
duas America* urna inlluenria preponderante.
Part,
Le Den.r Ainerii/ue; por Xavier Eyma.
O Sr. Xavier Eyma, em suas previses de urna
supremaca pergosa dos Estados-Unidos, emiti,
como o meio proprio para atalhar essas invasSes da
Uniao c do cspiriln americano, a idea da creadlo de
urna grande monarchia, na America central for-
mada ile Honduras, Nicaragua, San-Salvador, Gua-
temala e Costa-Bica, ou por oulro a rcconslituico
da capitana geral de Guatemala debaixo de um po-
der mcinarc lero.
A repblica nao Ihe servira hoje senao para ao-
niquila-las complelamenle. Esses povos nao leem
chegado i decadencia e perda de suas forras por
imberilidade de seus habitantes, nem pela eslerili-
dade de seu solo, nem por alguma das causas ma-
teriaes que empobrecen! as naces. A causa de seus
males tein sido a monomana de repblica.
Se j experimentaran! essa forma de governo,
ue Ibes nao lem dade paz, nem riqueza, nem im-
srlancia, que nilo Ibes lem dado mesmo a inde-
pendencia, como lio de persistir em conservar sc-
mlhaule forma assim desacreditada ? Se o seu
maier perigo ti no espirito conquistador dos Es-
lados-Unidos, eomo nao se bao da ligar em um s
feixe contra as invasoes do inimigo enmmum i
. "Se a Uniao Americana, diz o Sr. Evma, se
penar da America central, lera dado um graude
passo para a conquisla da America do Sul.
A primeira he, pois, o baluarte da segunda.
Ora para que esle baluarte, continua elle, pos-
sa resistir aos ataques que o ameacam, he de ab-
soluta necessidade que a confederacao dos cinco
lados se conslitua em urna potencia forle e in-
dependenlc.
Ha perlo de 30 annos que esses estados se agi-
tam como repblicas agonisantes, fro.uxas e mori-
bundas. Tudn demonstra que n3o podorao rcha-
ver as forr.es indispensaveis para resislirem, senao
regenerando-se no principio monarchlcn. Trinla
annos de experiencia nao baslam para Ihea provarem
aineflicacia de lanos esforcos baldados t a
Depoisde reslabelecer o seu plano de reconsllui-
^ao da America central para impedir a marcha in-
vasora dos Estados-Unidos o Sr. Eyma examinan
situaran das repubicas do Sul em relarao ao Brasil,
que na sua opiniao leude a Uisorv-ls por modo
menos vilenlo do que a Uniao' Americana.
As suas cmisidorarries acerca do Brasil merecem
ser copiadas lexloalmcnle para inteligencia plena
dos leilores.
c Quando o Brasil, diz elle, se separou de Por
lugal, nao rcinpou coma Irado;,1o muan hica. Con-
linuou sob a forma de um imperio, ja poderoso cn-
lao, e que se nao prngredo na proporcAo de seus
recursos, nao lem deixado de adquirir urna cerla
preponderancia na poltica.
O Brasil leria podido, c pareca a isto desuado,
representar na America do Sul o mesmo papel que
os Eslados-IInidos.ha America, do Norle. Causa mes-
mo eslranheza que rom os (dmenlos de que esse
imperio dispunha nao teulia cahido sobre a Ameri-
ca do Sul com lodo o peso da inlluenria que Bie pa-
reca reservada.
Diversas causas se inlerpuzeram. He bomas-
signnla-las para que se mo imagine que no caso de
urna irrupro dos Eslados-Unidos na America do
Sul o Brasil se adiara em forja e psito de con-
Irabnlanrar aquelle podero.
O Brasil, dsele o me mentrt de sua independen-
cia, se achou em posse de um lerrilorio i inmenso,
desproporcion.il sua popularao, ao seu grao de ci-
vilismo, a importancia commercial e martima do
paiz. Disscminar anas forjas por um esparn iao-
considravel hnuvera sido impoltico da parle de
um governo recenlemente investido de sua autor!
dade p de seu direilo de aev.lo. O governo brasi-
Iciro m ocrnpoii, pelo contrario, em concentrar-se,
c applieuu luda a sua aclividade sobre a parle de
seu lerrilorio que Ihe oiTerecia immedialamcnle
mais probabilidades dcdescnvolvimenlo ede prospe-
ridade. '
e A vantagem que os Eslados-Unidos levaram em
relajan ao Brasil, foi que so constituirn) em um
lerrilorio eslreilado c relativamente povoadissimo.
Heais, a acrio govoi nainonlal nao ti lili H no-
ce.solado, pela nalure/a mesmo de suas inslilui-
Jes rnmmunaes, ominenlcmonle desenvolvidas nas
colonias inglezas, de se fazer senlir em loda a ex-
lenso do solo, Assim pois, lano os Eslados-Uni-
dos eram levados a se espalbar, e linham mesmo in-
leresse em fazr-lo, quanlo o Brasil era abrigado a
roncenlrar-se, de algum modo, em um ponto. Ns-
so rom elleilo consista a sua forra futura ; e natu-
ralmente fui pira sa parle de sen lerrilorio com-
(r He fcil de entrever so.
A* repblica Oriental do Uruguay he um dos
teatros onde mais a miudo se lem presentado as
paixocs polticas que aniqoilam a seiva nativa de
um paiz, c por sua posijao vanlajosa, o porlo de
Montevideo lie, de ha longo lempo, o objeclo de r-
lenles cobijas.
Oim o prolcxlo muiln allendivel de proteger
o Uruguay contra Buenos-A)res e de pacilh-a-lo,
o Brasil poi o p no terreno do Uruguay e a inAo
raseos negocios internos. Ora, hacerlo que o Uru-
guay, invocando o .auxilio do Brasil, rontrahin
urna divida para com esle imperio, que cedo ou
tarde Ih'a (ar pagar. O Uruguay lera de ser ins-
cripto de novo no livro das eonquilas do Brasil.
x O mesmo sucediera ao Paraguay e a lodos os
territorios encravados actualmente entre os limi-
tes do imperio e a inarsem querda do Paran c
do Paraguay que, na sua junrrao com o primeiro,
forma conm una linba roela que parece urna fron-
leira natural.
O Brasil, nao o pomos cm duviila, lera de ar-
roslar dlltriildailes diplomticas ao realizar esle
vol ele sua acullican, porque nao lem anda a au-
dacia dos Esfadus-Unidos ; mas ello trocara le boa
v otilado, em caso de precis.lo, parle de seu lerrilo-
rio do norle para se fortalecer na conquista desles
paizes do sul, cuja posse augmentara verdadera-
mente sua importancia marili/na c commercial
ce Mas em suman,, ser isso viI ?
n Montevideo he um rival incommodo para o por-
lo de Buenos-Ayres, ea Bepublica Argentina olbar
sempre para o Uruguay eom albos torvos de iuveja.
Esle ultimo ebegou desgrajadamcnle a lodo o sen
desenvolvimelo : he-lhe impossivcl estender-se, a
menos que invada o lerrilorio de Buenos-A\re<.
Entre as duas repblicas exclusivamente o destecho
de una lula nao sera longo. Pois bem nao s-
mcnle o Uruguay mo esl em, posirAo de alacar,
mas para se defender he obrigado a recorrer ao
Brasil.
Eis-ahi, de fado, dous paizes ricos de solo e bem
dolados pela nalurcza, mas que sero sempre abala-
dos por discordias civis e por guerras de rivalidadc.
emquanlo um delles estiver a sos com a sua fraque/a,
a Mas nao be de receir que o Brasil, senbor do
Uruguay, do Paraguay e de loda a margen) esquer-
ra do Paran, cuide ero passar q rio e se ache lAo
perlo do Pr.ila, que medite alravessa-lo lambem '.'
v Eis o perigO, porque a ainbie.io do Brasil co-
bija esse ponle>da America do Sul. Elle por em-
quanlo nao su, iiicommodara com a Boliva, por
evo ni pin. mas desojar ardenlemenle Buenos-Avres.
Em lodo esle moilo'oe appreciar a nossa poltica e
as nossas tendencias ha um erro, que he jusllicavel
no Sr. Xavier Eyma, mas que o nAo seria em quem
livesse eslinla.h> melhor nAo siimeule a siluajAo do
Brasil, mas lambem a das repblicas do Piala.
Para, que o Brasil se estendesse pelo lerrilorio des-
sas repblicas seria necessario ; '
Primeiro,-que o Augmento de sua populajAo
o obrizas* a isso, ou Ihe disperlasse ambijoes novas;
em segundo lugar,que a pat e a Irnqoilli-
dade dessas ltepublicas e do Estado Oriental nAo
convidassem a emigrajAu c o commercio para all, c
por conseguirle nAo Ibes augmeulassem a forja de
vida e a importancia.
Fortalecidas com a paz, progredindo em com-
mercio, cm Industria, em populajAo, e por conse-
guinle ein imdortancia, as repblicas do Prata le
rAo cm si mesmas grandes e forles elementos para
conlraslarcm ntlo s qualquer influencia nociva
que o Brasil quizesg yir a exercer nos seus nego-
cios, mas lambem qualquer irruprAo material. Aca-
so fallecen! ao Urugusfy, Bepublica Argentina, a
fcnlrc-Bios, ao Paraguay, as condijes naloraes
para seu engrandecimento, se comprebenderem que
a sua primeira c mais essencial necessidade boje be
a paz, a'lranqulllidade, o descanso anos lanas lulas,
a seguranja de vida c de propriedade f
Se a poltica do Brasil fosse a de um conquistador
que se prepara para cahir como a ave de rapia no
momelo azado, oulro sera o seu modo de proce-
der, oulros seriam os sena inleresses acluaes. Em
vez de procurar, rusia de .seu sangue e de seu nheiro, a cusa de lodos os sacrificios, reslabelecer a
ordem no Uruftav, firmar a independencia do Pa-
raguay, e procuiar desenvolver todos os elementos
de riqueza c de importancia das repblicas visinhas,
o Brasil facillilaria mais seu futuro de invasor ou
de preponderante dcixando-as dilacerarm-se pelas
lulas inleslinas, e correrem para sua ruina.
Mas pelo modo por que o Brasil tem procedido
solfreudo por largo WBpo tudo quanlo o ex-dictador
de Buoiius- A\ ros leuluu conlra o imperio, csgolan-
do at o derradeiro meio pacifico c diplomtico an-
tes de mandar o sen exercilo e a sua marinda argu-
menlarem mais ellicazmente,suppor que temos
clculos de urna ambijAo, refolhada, he reputar-nos
imbeccis. E nole-se que neslaargumentajao cm res-
posla ao Sr. Eyma, nao pomos em rclevo.como o po-
deramos far.er e fa-lo-hiamos com juslrn,a gene-
rosidade e senlimenlns nnbros qne sempre presi-
diram a poltica exterior do governo imperial.
Se para a regiAo central da America, romo o tni-
co paradeiro da invasAo dos Eslados-Unidos, o meio
que ao Sr. Evmi parece mais proficuo be a recons-
liluijao da aliga capitama-geral de Guatemala cm
urna monarchia forte, lambem para as repblicas do
sul elle nao cnxcrga oulra medida de salvajAo, ou-
Ira unir,elb i para rcpcllir a inllueiicia brasileira se
nAo o mesmo elemento monatcluco, a mesma fcele-
rajAo de inleresses, de vistan, de poltica e de go-
verna debaixo de una so nacionalidade e com um
chefe supremo rodeado de lodo o presligio da rea-
leza.
O ejemplo do Brasil he invocado com razAa para
apoiaaAale conselho. Nao foi creando pequeas na-
cionallilades, suscitando inleresses desencofrados,
hilando pela supremaca local, que as diversas pro-
vincias do territorio brasilciro procuraran) constituir-
se. Uniudo-sc politicamente cm um feixe commum,
como j se nchavam na tura linn i,-, pela origem, pela
historia, pela religiAo, pelos hbitos, pela lingua-
gem ;adoptando livree conscicnciosamcnle afir-
ma monarrbica que acea va risonha a lodos os e.-pi-
rilns na quadra de sua emancipajAo, e que realison
depos as promessas que enlo fazia ; as provin-
cias do Brasil poderam desenvolver grtdualineule
os seus recursos, c concorrer para a elevajAo>e im-
portancia do imperio. ,
O pensamento do Sr. Eyma, alm de nobre, nao
deixa de ter algum fundamento politice. Para qiH
certas repblicas do sul se rcunain em urna s na-
jan, nAo Ibes fallecen) alguns doselemenlns deron-
iratornidada que congregaram as prvincas brasilei-
ras ; ideulidade de linguagem, de relgo, de raja,
de hbitos e de inleresses commerciaes. Maso obs-
tculo que surge logo i primeira visla be o modo de
se realisar esse rengrajameulo, e de se rhegar a um
acrordo definitivo. Como se extinguir de chofre a
os povo
Montevideo, Corrientes, Entre-Uices. e tantos pre-
lendenxes qxiautns san os fragmentis to antigo mo-
nunientalicspanliol ".' E o meio,ser um ajuste
entre os povos, urna confederajSo discutida em con-
gr>3sso legislativo ou diplomtico, um desses -cuellos
que podem fantasiar os poetas ou os utopistas, mas
que perdem o seu dourado na apreciajo calma e
relleclida dos hnmens polticos ?
Anda ha um meio, porm esse nn se aconselha :
be o meio que a Providencia oscila s vezes, mas
3ue quasi sempre he o resultado de urna ambrAo
vairada. lie o meio que Rosas tentn ; que Ur-
quiza quiz tentar, e que Garzn lalvez livesse apro-
veilado se a morle o nAo roldse lAo cedo : he a
conquisla, he a vassalagem por meio das armas, he
a dictadura imposta, e depois maulida a forja. Mas
essa ronquiitamoa podem fazer um eslrangciro
que falle uulr linguagem, e que descerna de outra
origem. Se ella se der, o chefe audaz que isso rai-
prehenda lera sabido d'entre aquelles mesmos povos
com o presligio da nacionalidade e do inleressc com-
mum.
.Nao se supponha que rnmbatemos a idea de urna
forma monarebica para as repblicas do sul confede-
radas em um imperio. Fra egosmo pouco nobre
neo quererme que nossos irmAos e viziulios gozem
das mesmas vantagens que temos colbido la forma de governo. O que ilizemos somente he
que nan ras.rearemos na adualidade o ponto de
apoio para semelbante rcorganisacAo de lanos po-
vos rvaes.
O livro do Sr. Eyma he consagrado, depois desles
planos de poltica internacional, a urna anal,se
mais vasta, a urna apreciaran mais completa de lu-
do o que diz respeilo aos Eslados-Unidos. Posto que
seja muilo curioso e bem cscriplo, nAo lem no en-
tanlopara nos o mesmu inlcresseque acompanhou-
nos ale aqui.
Antes porm de terminar esla nolicia e came de
um livro que traa da poltica americana, Iraduzire-
mos algumas considerajoes que faz o Sr. Eyma so-
bre a navegajao do Amazonas, assumplo da adua-
lidade:
Militas causas independent da cslahilidade de
suas iu-liiuiri's polticas lem obstado o desenvolvi-
menlo do Brasil nas mesmas proporjesdo da Uniao-
Americana. No numero dessas causas deve-sc collo-
car a falla de rommunicajes directas enlre a cosa
oriental e as immensas regioes que se cstendem ao
oeste at os confus do Per, da Boliva, do Equa-
dor, communicacoes que a navegajao dos nos s
pode eslabeleccr." -
He o que o Brasil comprehendeu, o de concer-
t com o Peni emprehendeu a abertura do Ama-
zouas.
* O Amazonas he um dos mais bellos rios do
mundo ; com o Mississpee o Missourc manlcm a
prmazia dos grandes canaes naluraes. Nasrendn no
Per perlo do lago Beyes, corre do sul ao norte ba-
nhaudo nina grande parle do Per, a paite oriental
da repblica do Equador, depois faz um colnvello
para atravessar. quasi cm linba horizontal, o impe-
rio do Brasil em sua parte a mais larga, e vai lau-
car-se no Ocano Allanlico, por duas vastas embo-
caduras, pouco mais ou menos debaixo da linba o-
quinoxial.
He sua nasconja sua foz o Amazonas lem um
curso de perlo de 1,900 leguas. No dia em que o va-
por lanjar suas poderosas forras molrizcs nas aguas
inexploradas al hoje dwsc rio, o problema da
juurran dos dous ocanos lera orna duplice solujo,
no cenlro e no sul da America. Eslcs dous resulla-
do igualmente preciosos para o mundo martimo e
commercial lerao, rumiado, um carcter totalmente
dillerenle.
Pelo Panam e pela America central, ajunrjAo
dos dous grandes mares be quai inmediata, e se
opera pela caualisajAo e pel.s vas frreas em urna
lingua de Ierra ; o radiameulo desle beneficio be,
por assim dzer, limitado, o que nAo embarga que
lenha consequencias iminensas, no poni de visla
commercial.
(i Mas a navegajao pelo Amazonas nAo smenle
poe ein commuiiicajAo as cosas do Allanlico com os
paizes bauhados pelas ondas do Pacifico, mas abre
um futuro iucalculavel a valas regioes interiores,
depon leales do imperio do Brasil, c lAo eiilranha-
das, que apenas leem visto umou oulro raio da ci-
viliajAo. SAo campos novos para a emigrajAo, rique-
zas agrcolas que se olTerecem aos brajos dos cnlli-
vadores, mercados consideraveis para a industria do
melo inlciro.
Basta lanjar-se os olhos para o meandro do A-
mazonas, de sua nascenra i sua foz, para se com-
prelieudero grande futuro qoVahrir i civilisajAo c
aclividade humaua a realisajAo completa do pro-
jeclo entre o Brasil e o Per.
a Tivesse embora o engenho humano gasto Indas
as combiiiajcs da scienca e da ai le para lerer urna
rede de communicacoes destinadas a fecundaren! um
I pajz, nunca podera encontrar cm seus estudos o
' kILl* "a'ul'ela ^e'- esponlaneamenle. NAo se pode
definir de arredilar i|ue a Providencia designou de
anle-MAo a sorle dos Estados.
[Comi Mtrwnlil do Kio de Janeiro.)
INTERIOR.
prehendida enlre o cabo de S. Hoque
iieim, e sobreliido para a t>sla, aue
, T ~' s .._._.. ..-... .->. .... ~.,, v.-s-a. i ai dirig.o, que a populacaorresceu, que o commercio' minencia, a queslAo do ciume, enlre Buenos-Ayres, silo respondida por esla m.meira |ielo Sr. ministro.
lie e o llio de Ja- | rivalidade, hoje quasi raurur, que separa
ue a emigrajAo se do Sul Como se ha de resolver a quesl
queelo de pree-
--------------T-f-
RIO DE JANEIRO.
SEMOO.
Dia 22 de agosto
l.i'l.i c approvada a acia da aulecedenlc, o 1" se-
crelario le um olllcio do Sr. I). Manoel. no qual
participa que por incommodos desaude nao compa-
rece ssesses. Fica o senado inleirado.
Passando-sc i ordem do dia, couiina a 3a discus-
sao, adiada ua sessAo anterior, i'o projecto subs-
lilulivo, apreenlado polas commiswies de negocios
ecclesiaslicos e de consliluijAo, crigindo cm matriz
a capella de Santo Antonio dos Pobres, ao projedu
da cmara dos depulados.
He approvado, le mandado commissao de rc-
dacjAo, para depos ser remellido cmara dos de-
pulados.
Segue-sc a |a discusso da proposijao da mesma
cmara approvando a pensAo de 6009 concedida
viscondessa da Laguna ; passa 2a, e vem i me-
sa a cumule emenda :
Perccbendo a dla pensao desde a dala do de-
creto que a conccdcu. Lopes Gama, a
Fica adiada pela hora.
Corneja a 2' discusnAo do orjamento da fazenda.
O art. 7 relativo a despezas daqueilc ministerio
he approvado sem debate com todos os seus para-
graphos.
Entra em discusso o art. 9 c seus paragraphos,
relativo i receila, com as emendas da cmara dea
Srs. depulados, brando para o final da discusso o
art. 8.
O Sr. Hollando Cacalcanli : Sr. presidente.
V. Ex. me permillir que eu falle pela ordem. l)e-
sejnria que o Sr. ministro me dsse alguns esclarc-
cimenlos sobre urnas quesloes. Descjaria saber se
nas transferencias das arcos das companhias ano-
iivmas paga-se o sello, e se i-la esl comprelieudi-
da no paragrapho que diz :Sello do papel, fixo e
proporcional.
O Sr. l xconde de Paran ( presidente do con-
selho : Paga-se.
O Sr. Hnllanda Cavalcanli: Enlo esl com-
, ('hendida ueste paragrapho '!
O Sr. Presidente do Comelho : Sim, senbor.
O Sr. Hnllanda Cavalcanli: Nao vejo aqui
lambem una verba qq,e sempre enlrou na receila ;
he a vecba chamadadous urluj|.is. NAo sci se
estar comprehondido no paragrapro Receila c-
venlual ou se foi abolida.
O Sr. Presidente do Conselho : Foi supprimi-
O Sr. Presidente do Conselho: Respondo as-
sim, porm depois darei mais esclarecimenlos so-
bre ellas.
O Sr. Hollando Catalcanli :Dissc S. Ex. que
na transferencia das accoes das companhias paga-se
sello.
O Sr. Presidente do Conselho: Sim, senhor
O Sr. Hollando Cacalcanli : Disse que a ren-
da dos dons gratuitos entra no orjamento.
O Sr. Presidente do Conselho :, Se apparecer
alguma, ha de se escriplurar na verba recolta e-
vcntual.
O Sr. Hollando Catalcanli : Aclio que le-
nbo alguma razAo cm pedir informajcs sobre isso,
porque he objecto que com elTeilo nAq esl especi-
ficado aqui. Disse mais S. Ex. que do desfalque
de 20:0009000 que bouve em urna remessa, de
fundos para o Ihesouro ainda nAo foi elle indemni-
sado.
O Sr. Presidente do Comelho i A esle res-
peilo preciso responder mais desenvolvidamenle ;
nAo posto fazer dizendo apenassim ou nao ;
elevo dar urna informaran mais circumstanciada.
O Sr. Hollando Cacalcanli: Se V. Ex. quer
da-la, estimarei.
O Sr. Presidente do Consellw :SeoSr. presi-
dcnle consenle...
O Sr. Presidente : Se o Sr. ministro quer. tem
a palavra.
O Sr. 'isconde de Paran presidente do con-
selho): Sr. presidente, qiiun.l i se deu o desfal-
que ilos 20:MX>5 na quanlia icmetli.la pela thesou-
raria de Pcrnamhuco, a primeira impressao que
bouve fa de que esle desfalque prvida de encano
daquella Ihesouraria, porque a principio o lhcs,iu-
reiro geral vendo que o caitole em que se fez a rs-
messa chegou ao Ihesouro pregado e sellado, decla-
rou, sem proceder a exames, que nao descobria
vestigios de arrombamenle.
Conseguintemenle expedio-sc ordem para que se
dsse halanjo na Ihesouraria de Pernamburo, e fos-
se esta indemnisada pelo Ihesoureiro. As informa-
joes que pnsteriormcnle vieram de Pernambuco
tornaran) necessario um examo ; e procedendo-sc a
corpo de delicio sobre o caixAo, descobriram-se al-
guns vestigios de arrombamenlo, em cousequencia
do que se mandou proceder a novas averiguajoes
no lugar em qucsejulgou ler sido commellido o
reculen. () proprio commandanle do vapor que Irou-
xc a remessa pretenda que a sublracjAo linba sido
feila pela Ihesouraria.
Dessas averiguajoes rcsullou a rulpabilidade ao
commandanle, que se acha actualmente pronuncia-
do, e lem de responder pelo crime de roobo.
Logo que appareceram os vestigios de arromba-
menlo no caix.n mandou-se proceder a embargo
nos bens que se achassem do commandanle. Fez-
se um exanic em sua casa e nAo se encontrn quan-
lia sufliccnle para indemnisajao do Ihesouro ; po-
rm ludo quanlo se descobrio em seu poder foi de-
positado, e o Ihesouro tem aejao obre isso ; mas,
repilo, he insullicienle. So com elleilo o comman-
danle, como he de presumir das provas que appa-
receram a esse respeilo, fez a sublracjao, linba pos-
to o dinbero era cautela, de maneira que nAo foi
descoberlo. Descobrio-se, creio eu, a somma de
seis a ele contos de ris, que esl embarcada. Al
essa quanlia lem o tbcsoiirn garanta para in-
demnisajao. Quanlo a oulras quanlias que se des-
robrirem no futuro, esl eslo negocio incumbido
ao juiz dos feilos da fazenda na corte. O prores-
so lo entregue ao chefe de polica de Pernambuco,
e hoje tem o commandanle de responder ao jury
aquella provincia.
Quanlo no Ihesoureiro nao Ihe lendo resallado
responsabilidade alguma no processo que se inslal
lou, maudei levantar a suspensao que se linba or-
denado do seo emprego ; acha-se hoje sem vigor es-
sa suspensAo c elle em exercicio.
He tudo quanlo posso informar sobre esle ponto.
A respeilo dos dons gratuitos, lenha de informar
ao nobre senador que o Ihesouro nAo fez dos dons
gratuitos urna verba especial do orjamento, porque
nesla parle lem copiado as disposijoes dos orjamen-
tas anteriores. Em alguns dos orjamentos apresen-
lados ao corpo legislativo havia esta verba especial;
porm foi supprimida cm urna das leis dos annos an-
teriores, sem duvida por se julgar comprehendida
na verba receila eventual.
He por isso que*"nao ha una verba especial de
dons gratuitos ; mas se os houver nAo deixaraode
ser acelos c escriplurados como receila eventual.
Quanlo s transferencias das acjoes, se ellas sao
ou nAo obrigadas ao sello respondo que o sello be
devido, o que lem sido pago. De ordinario se con-
cede ss companhias poderem arrecada-lo, e entrar
depuis para o Ihesouro com elle. He disposijAo do
regulamenlo.
O Sr. Hollando Cacalcanli: Sr. presidente,
entre objectus de lana importancia, em umaques-
lAo que envolve considerajoes to ampias, quasi que
cu a amesqunbo tratando de um ou oulro poni de
menos interesan Na lixarao da despeza em que ha
ohjeclos tfls ttmo o pagamento da divida publica,
como (odasessas operajoes de crdito que se lizeram
ltimamente, convira instituir um exame muilo mi-
nucioso e aprofuudado ; mas nada disso foi lomado
em consideraran, nem eu o poderia lomar, pois sAo
negocios de grande amplidao que exigem umitas e
variadas informajoes. Sem duvida ein outra occa-
siAo scrao considerados. Agora na receila parecerAo
mesquinbas as pequeas considerajoes que vou fa-
zer : mas, por mesquinbas quesejam, sAo as quecs-
lao mais .- mao, sAo as msis salientes, nAo be neces-
sario mili lo esludo da malcra para as ver, para as
entender.
A qucslao de Pernambuco a que se refere o nobre
ministro parece-mc que nao tem sido bem conside-
rada ep muilos ponlos. Primeiro, eu presumo que
(em hav do alguma falla de zelo da parle das repar-
lijcs fiscaes cm nAo eslar recolhida aos cofres na-
cionaes essa qnantia que foi dclles dslrahida, por I bem cnlendem
que efsloii persuadido que essa quanlia eslava mu- '
lo segura c esl. Eslou persuadido que o responsavel
por essa quanlia he a Companhia dos Paqucles de
Vapor, que o commandanle do navio nAo he senao
um prcposlo dessa companhia, que o privilegio, os
favores que ella recebe da nacao impocm-lbc pelo
conlralo a obrigajo de Irazerem os barcos, os di-
nhoiros, os fundos pblicos. O preposlo da compa-
nhia druquilajAo thesouraria de Pernambuco, es-
se dinbero nAo enlrou para o Ihesouro, de quem
enmpre have-lo'! Quem be o responsavel ? Sem du-
vida a Companhia dos Paquetes de Vapor ; c eu pre-
sumo que ella nAo se poderia recusar a urna urdem
do tbcsuiiro publico para enlrar immedialamcnle
com esse dinheiro. Fizesse-o a companhia c hou-
i vesse depos de quem quer que fosse, doscu prepos-
da una vez na lei de ornamento.
OSr. Hollaiula Cacalcanli: Enlao ja nao 'o a quanlia. Quando o Ihesouro ordennu que aquel-
exislcm dons graluilus ?
O .NT. Presidente do Conselho :Se houver, en-
IrarAo na verbareceila eventual.
O Sr. Ilollanda Cacalcanli: Descjaria igual-
mente quo S. Ex. me informare se um desfalque
de dinheiro que houva em urna remessa vinda de
Pernambuco para o IhcsouM^ publico foi preenchi-
da, isto he, se o Ihesouro ja alta indemnisado del-
le?
O Sr. Presidente do ('onselho : Nao, senhor.
O Si: Ilollanda Caralcanti i Ainda nao esl ;
bem! Estas qupslnes, que a primeira visla se me
aninlb im relativamente materia em discusso,
le dinheiro livesse aquella direcrao, nao mandou
que se entregasse a fulano nem a cicrano, mas que
se cnlrcgasse ordem da Companhia dos Paquetes
de Vapor. A rompanhia he responsavel.
Poderci eslar engaado, desejo ser esclarecido, mas
cnlendo que nao (cm havido da parle dos fiscaes do
Ihesouro o devido cumprimcnlo dos seus deveres.
Essa queslAo, Sr. presidente, infelizmente envolve
mais, na minba opinio, alguns erros ou algnmas
iururialidadesda parle da adminisIraeAo da fazenda.
Senhores, com muilo justa razan a lei reqm-r ga-
rantas, reqner Cianeas para cerlos e determinados
empregos. Essa disposijAo legal lem todava mallos
inconvenientes, e elles sAo law qne eu apresenlarei
um evempln para mostrar qoe a disposijAo nao he
de todo livre de censura. Eu supponho que oa ins-
pectores da caixa da amortizajao lem lido difftcul-
dade para adiar fiadores, e supponho que ainda nin-
guem foi informado de que para esse lugar da caixa
da amoriisarao nao tenham -ado nomeados horneas
de reconhecida probidade.
Ora, se a eslas dilliculdades, que eu rbamarei na-
luraes de laea disposijAes da lei, se ajontarem algu-
mas inchrialidades da adminislrajo, assevero que
nao baver.i nenhum homem de senso communr
que quera ser fiador de empregado algum. Eu
sirvo-me Uoje das palavrassenao commumnao
me record de oulras mais apropriadas. O Ihesou-
reiro da provincia de Pernambuco be pessoa que no
decurso de loda a sua vida nunca soflreu a mais leve
duvida sobre probidade de seu carcter: no desem-
penho das suas allribnijOet foi sempre pontualisi-
mo. Eu tenbn a honra de invocar o leslemunlio do
nobre senador qoe esta amen lado n Sr. Totta,)
desejo que elle e todos os que cstiveram testa da
admiiiistrajAo de Pernambuco me digam senao con-
firmim esla opinio qne lenho, daquelle funeciona-
ri". Apenas chegou all a noticia di falta desse di-
nheiro, o Ihesoureiro" foi primeiro a requerer
auloridade um exame, um halanjo nos cofres a seu
cargo, e com efleilo procedeu-se inmediatamente a
esse acto. Deu-se csse balanjo, e tudo se achou na
mais perfeita regolaridade. Depois disso, ou lalvez
nesse mesmo vapor ou oulro, foi ordem para o pre-
sidente mandar proceder a esse balanjo; parece-me
que o presidente em pessoa assistio ,i elle e verilicou
quiln que ja linba acontecido. E um homem, se-
nhores, que em toda a sua vida publica lem mostra-
do haver bem servido a seu paiz, que lem sido ex-
acto no cumprimento de seus devores, que goza de
urna lal ou qual considerajAo enlre seus concilladnos
esse homem sem nenhuma presumpjAo de crime, sem
ler sido ouvido, ve-ie por urna ordem do thesonro
suspenso do seu lugar, inandaudo-se-lhc que entre
para o Ihesouro com a quanlia- desfalcada, sob pena
de ser posto na cadeia! Oh! senhores!
Eu sei, Sr. presidente, o rigor das leis Ciscan. Se
com rlcito houvesse presumpjAo, se hnuves.se de-
confianja de que o thesonreiro fosse reo, bem; o
Ihesouro procedera no seu direilo. Mas iio, esse
Ihesoureiro linba em sua man a qutajio dosdinhei-
ros que eslavam a seu cargo; elle nao responda por
um vinlem, linba entregue esse dinheiro aquelle a
quem o governo o mandar enlregar. Oh! senho
res, se a respeilo de um homem que obra deala for-
ma pode iiaver presumpjao de crime, nos lodos so-
mos criminosos, o homem mais honesto, mais rigoro-
so no eomprimenlo dos seus deveres lie criminoso.
Semelbante procedimeulo, Sr. presidente, faz com
que nenhum homem de senso commum quera ser
fiador de Ihesoureiro algum por mais probo, por
mais digno que seja. Esse acto da adminislrajo eu
repulo llmenle censuravel e contra os interesics
do Ihesouro publico.
Senhores, qualquer que seja a estima ou amixade
que eu imha para com esse individuo, a quesUo nao
he com elle, he com os inleresses da fazenda nacio-
nal. O que eu ndvogo nAo he o carcter, nao he a
probidade do meu amigo, porque elle uAo precisa
ila minba iraca voz: he o justo comportamenlo que
deve ler o Ihesouro para a boa fiscalisajAo dos seus
dinheiros. Ilouve um procedimenlo cslranho! A
parle que devia enlrar com o dinheiro ainda nAo en-
lrou, o verdadeiro responsavel nAo se leve com elle
nenhuma intellgencia. Isto he muilo censuravel !
Agora, Sr. presidente, passarei oulra duvida
que lenho sobre os dous gratuitos. He noloro, he
patente que na distribuijAo das accoes do Banco do
Brasil o governo impoz um premio ('muilo em seu
direilo, nao o censuro por isso, achou que era de jns-
lija, e en lambem acho que o foi); mas foi injasli-
ja exigir parcialmente a uns sim, e a "oulro-, nao.
O caso he que bouve um dora gratuire^liinguem ha
que diga qne foi violentado, forjado; flnguem foi
forjado a lomar acjoes quem as quiz foi debaixo da
condijao daquelle dom. Pergunto eu, o dom gratuito
enlrou no Ihesouro enlrou na receila publica'.'
O Sr. I'ianna:Sim, senbor,
O Sr. Ilollanda Cacalcantt*Eslimo muilo que
enlrasse. Mas, pergunlo, deu-se alguma applicajao
a esse dinheiro?
- O Sr. Presidentedn Conselho:A applicajAo pa-
rece que eslava determinada pelos doadores.
O Sr. Hollando Cacalcanti: Pelos doadores?
Perdao. Quem exigi adoajao, exigio-a no seu ple-
no direilo, porque linba de distribuir estas acjoes,
rindieron que ellas linham um prejo muilo maior do
que o nominal, nao havia meio mais justo do que es-
se, a doajAo dma mesmo ser um poiicachinho mais
lorie. Eu S(^Pesidenle, eslou no Rio de Janeiro,
apezar dessa doajao exigida dizem que a concorren-
cia dos pretenderles era tal que foi necessario em 2
ou 3 horas fechar a subscripjAo, que os clamores fo-
ram inmenso-, que muila gente ficou queixosa de
nAo ser contemplada. Por cousequencia o donativo
foi ainda pequeo, devia ser um pouco mais forte;
cmfim, isso he jazo do governo, elle nao quiz pare-
cer lambem muilo exigente: nAo censuro por isso.
Mas os dons gratuitos sAo receila publica; apezar de
nAo vir esse aqui, especicadamente designado, o
nobre ministro, e 6 nobre senador que he um dos
principar- funecionarios do Ihesouro, asseveram que
elle enlrou para o Ihesouro.
O Sr. I'ianna da um aparle.
O Sr. Ilollanda Cacalcanli: Sim; mas como
nao esl aqui poda suscitar duvida. Confirmo que
o dom gratuito he legal, o governo obroa dentro de
suas allribnijes; mas a applicajAo dos dinheiros
pblicos s despezas nacinnaes nao perlence ao go-
verno; se se poe isto em duvida eu leio o artigo da
ccnslitucAo; se o poem em duvida, duvidam do que
nsestamosfazendo. Noshequeapplicamosos dinhei-
ros pblicos sdespezas lambem publicas, esse direilo
ainda nao nos foi con(eslado;como he que os ministros,
que o poder execulvo, se arrogan) o direilo de ap-
plicar as rendas publicas, as despezas que elles mu-
Quem recebeu as acedes nao li-
nba ile saber nem Ihcimporlava a applicajAo do pre-
mio ; o seu iulcresse nAo era a applicajSb, mas n va-
lor real que linham eslas acjoes, valia a pena dar
2(1? ou 10? para dahi a ti mezes, como se realison,
ler I50n. Elles dcviarfl conbccermuilo bem islo.isso
nao eslava s ao meu alcance. Eu prognosliquei, eu
com a minba fraca intellgencia via, quando se dis-
cuti aqui essa materia, que a fazenda nacional era
pouco zelada, que se ia fazor urna dissipajo enorme.
O fado que acouteceu rcalisou completamente as
inhiba- previses.
Enlcndo, senhores, que esses dinheiros devem en-
trar para os cofres pblicos, e nao podem ter oulra
applicajao seuAo aquella que a assemblca geral Ibes
dignar ; e se o ministro os distrabir para qualquer
oulro fim, na minba opinAn be altamente respon-
sivel.
Esse negocio carece de mais alguns esclarecimen-
los, porque nao sei mesmo, Sr. presidenle.... fallo
por informajes vagas, supponho que nao lia nenhu-
ma nolicia ollicial, supponho que no relatorio do Sr.
ministro da fazenda nao se menciona o que acoule-
ceu nesse negocio.....
O Sr. Presidente do Comellto : Pois nao se
menciona ?
O Sr. Ilollanda Cacalcanli:Meadoni-se ?Po-
de ser...
O Sr. Presidente do Conselho: A' pagina 7, no
artigoBanco.
O Sr. Hollando Cacalcanli:Pois bem, irei apre-
scnlando as minhas duvidas, porque pode ser que
-J
mi mi Ann
*fc
.
^^


r
DIARIO DE PERMWBCO, QUINTA EIRA 12 DE OUTUBRO DE 1854.
mencionassc e quo nao comprehendesse o que vou
referir. Aqurllo di! que tenho noticia, vaga sim, sem
me lembrar que cnconlraise no relalorio do nobre
ministro, lie que os dous Bancos do Kio de Janeiro
liveram tantas actes quanlas correspondan) ao va-
lor das que pertenciam t es?s Bancos, que essas
acresconferidas ih Bancos nio deram dom gratui-
to ; elles se constituirn) com direito a taes acedes
sein nenhuma coatribuicao pelo valor nominal.
As acres que M distribniraiu na prata do Bio de
Janeiro, fura essas dos Bancos, pagram essa oon-
tribuicao, ou dellai ae quizesse donativo. Mas sup-
ponbo que asacres que se dislribuio pelo Banco do
Kio de Janeiro, e aquellas que se venderam DI prara
juntas nAo fazem a lotalidado das aeces com que se
cnslilui',o Banco, e por consequencia ainda liavia
urna porrAo de actes a distribuir. Nao sei se nessa
distribuidlo foi considerado tamhem o donativo. Eu
nao H isto ne relalorio, ou estarc engaado....
O Sr. Presidente do Conselho :No relalorio
existen! as indica<;Oes convenientes para o senlior
saber.
O Sr. llollanda Cacalcanli:Isso lie outra cou-
sa, e cis a razio po .-que digo que li o relatorio, e na-
da vi a esse respeito.
O Sr. Presidente do Conselho : Nio vio os es-
tatutos*
O Sr. llollanda Canalcanti : Eslou fallando
no relalorio. Nada Icnho eom os estatutos, nao sou
membro do Banco, nao tenlio aceites ; com o que me
importo he com o relatorio, porque quero saber disso
offlcialmente, e digo que ofticinlmente nao se men-
ciona o que occorreu acerca da distribuirlo das ac-
res, salvo se estou engaado, o quepiirie ser, porque
j estou velho.
Essa medida d dom gratuito, tomada pelo nobre
ministro demonstra tlenlo ealilamcnto ; com ell'eilo
be medida que appi ovo,porque de oulra maneira al
o ministro ver-se-hia exposto a mutas conjecturas.
O meio mais licito de distribuir as acones seria
talvez p-lat em linca ; mas foi o que se fe
Nao sei o que se fez, mas digo que se devia fazer.
Entretanto o dom gratuito foi boa idea, posto que eu
veja alguma parcialidade niso, 'porquanlo lodos do-
viam estar as mesmas circumslancias. Nao sei que
motivo poda haver, Sr. presidente, para se dar esse
jubileo aos Bancos do Brasil, e islo he, aos Bancos do
Kio da Janeiro ; porque, sea administrado enlende
qne be de direito esse jubileo dado aos Bancos do
Bio de Janeiro, cnle redamo igual procediinento
para com os Bancos das provincias.
O Sr. Dantas :Apelado.
O Sr. llollanda Cacalcanti:Forlanto essas ac-
tes que sobram nao lem senflo de ser transferidas
em troco ou compensarlo das actes dos Bancos par-
ticulares das provincias.
O Sr. Dantas : He do regulamenlo.
O Sr. llollanda Cacalcanli:Masfez-se algu-
ma cousa a este respeito He materia, Sr. presi-
dente, que acho deva ser mais clara ; nao julgo que
baja necessidade di! nenhum mysterio ; putea pode
ser que eu esteja encanado nisso, pode ser que eu nao
esteja tem informado, que mesmo tenha alguns pre-
juizos respeito. Mas no que supponho que nao
eslou engaado, porque a conslituicio he mui clara,
lie que o dom grato lo ha de ser applicado segundo
a assembla geral designar, e nao discri^ao doj
minislrso, do poder execulivo.
l'asarei agora, Sr. presidente, ao terceiro ponto
sobre que ped csclaiecimentos, e que nao sei se ain-
da he mais transcendente do que esses outros a que
me tenho referido.
Sr. presidente, confesse que causou-me urna sen-
sacio mui doloi osa o fado que leve lugar no mez
dejunho, nao sei se ne de maio tambem, na prata
do Kio de Janeiro ; refiro-me a esse jogo de fundos
publico?.
Por mais de un motivo essa sen-aran devia pro-
duzir-se em meu espirito : o primeiro era esse furor
do jogo em lao grande escala, desenvolvido face
de Dees e de todo o mundo, que parece devia amea-
rar a fortuna particular, e-a moral publica ; o se-
gundo mniivo queeu linda, Sr. presidente, para essa
sensai;Ao dolorosa, era o muilo que aprecio a opi-
niao e o bom conceilo em que devem de eslar para
o paiz as primeiras nitoridades delle.
Senhores, eu avalio a alllicrSo que deveria causar
ao nobre ministro da cora o faci que se leu de tal
jogo em orara publica.
I'evo confessar urna cousa, senhores, talvez en es-
leja nisso em erro, mesmo nao sei se ser um tal on
qual amor-proprio, ou sera milito boa fe que acen-
sa m de demasiada : eu entenda e cnlendo que lodo
esse movimenlo da | rica nao foi lillio scnao da pre-
cipitarlo com que se Icgislou a respeilo de nm sys-
lema ou de um objeclo lo Iransrcndenle.
Quando se discuta aqu o projeclo do Banco, cu
dizia :
Oh! com favores- taes, no da em que o banco se
instaurar as actes nIo poderio deixar de ler cento
por cento cima do' valor nominal. Eis-aqui o
meu amor proprio, Sr. presidente ,- eu tenho dito
comiso : Como se realrsnram minhas conjeclu-
ras Cousveu era exacto as opiomes que emtti
no parlamento quani'o se discotia esta materia
E este ameswroprio, Sr. presidente, me pode indu-
zir em erro ; pode set qne a causa do jogo nao fosse
esta, e todava acredito que foi.
Os favores foram laes, senhores, para essa inslilui-
rAo, que nao podiam deixar de produzir o plieuome-
no que leve lugar quando se tornou effetivo tal esta-
beleciroerilo. A-sim aquellos que nao puderam ser
contemplados nessa distrihuirflo, que munidos de
capitaes vrao qae linlnm occasiao de os empregar
mu productivamente, deveriam correr im nediala-
inenle para haver taei aeros por premios exorbitan-
tes ; e nessa occasiao a medida que taes concurren-
tes procediain assim sem conheciment, oulros qne
cxislem sempre na sociedade, os chamados. nao
me record da palavra propri, e me servirei de on-
Ira queja esl adoptada ntrenos, e que os Porlugue-
zes ja lem como palma castica ; ssjjsjregarei a pa-
lavra agiota.
Os agiotas no momento em que vtram o procedi-
menlo dos capitalistas qne desejavam empregar bem
os seus fundos, inlervieram no negocio, promove-
ram esse jogo de quem mais d, e assim compro-
metieran) as fortunas particulares e a moralidade
publica.
Mas eu presumo que una vez que o Braca llnha
j ebegado n um prero justo das suas actes Ja digo,
nao soa abatisado nesla -ciencia, mas com effeilo
um premio de lVt a l.j<) do valor nominal das ae-
rees j he um emprego mui raHevel de capitaes), e
nao haverla grandes oscillares, a nio haver grande
erro da assembla geral ou infelizmente fraude as
autoridades.
O que cumpre vista disto 1 Compra aos repre-
sentantes estarcm muilo em guarda sobre qualquer
medida que pon-entura tenha de er lomada sem a
mais apurada reflexao.
En presumo pois que a causa de lal elevacAo, de
lal.....nao sei que palavra d, de furor, ambicio,
desejo, demanda.....itm, da demanda dessas aci.-oes,
era sem duvida o valor que deviam ler logo que se
organisasse o eslabelecimenlo.
Mas esta opiniao ru tenho nao ser lalvez a ni-
ca, Sr. presidente, nesla materia. Oh se eu qui-
/csse citar aqu exemplos de narOescivilisadas, quan-
lo lempo ni roubaria i casa, e em que labyrinlho
nao me ia eu meller.'
l'eco queme dispensem de cilar faclos anlogos
le outros paizes e mi! presumo lano mais ao alean-
ce delta dispensa, que applirarei um caso.
Supponha V. Exc. um ministro o mais probo e o
mais melindroso no desempenbo das suas attribui-
;es. Um ministro desla nalureza c dcsla ordem
u.lo pode obrar s por si ; as ideas que elle lem so-
breas materias que lem de dirigir, essa grande ope-
racao de entender t fazer execulnr as Icis, Mo de-
pende smente da calicca do ministro ; elle lem su-
balternos, lem a mijes com quem consulta, lem mes-
mo pessoas nao amigas quetem conhecimciilo c cer-
'eza (taquillo que o 'iiinislro lem de fazer ; e, Sr-
Sr. presidente, pode haver um maor partido no jo-
go ? Nao he outra cousa mais do que dous pareci-
ros, um que lem as suas cartas e \ as do seu contra-
rio, e este que nao jo:;a scnao com as suas.
Eis porque eu digo, Sr. presidente, quanlo dolo-
roso nao devo ser a cm ministro da cora tim acon-
teeimento semelhanU quanlo nao devia estar em
descoullanna das pesssoasnuco cereavam que com-
promet ment nao poderia acarretar sobre o crdito
do governo um aconleeimento semelhante !
Sr. presidente, talvez eu pudesse applicar aqui o
miseris luceurrere dUro ; eu lanibemjili minis-
tro, e sei o alcance da vista e dos ouVdoS de Is-
rael.
No meio de todas estas consderaces, dizia u :
N3o bavM algummeio de exlorvar um scmcllinnle
jogo"! NJo haverial(;ummelodeauxilIaro(Tediloda
adminislrarao e de remover os riscos da sociedada '!
Enl.u occorreu-inc o sello das aeros. Eu dizia cu-
mijo : Senhores, a lei que eslabeleccu o sello nao
excluio o das acees do Banco ; no caso de transle-
icnciadeve ler lugar o sello ; e seo Ibcsouro publi-
co foc atiento em escogitar melos de tornar eflecliva
essa contribuicao, na occasiao da transferencia o
jogo nio podar ser Uto arriscado nem to Den-
goso.
Nao sei se eslou fallando de alguma cousa que nao
seja entendida. As vezes nao me expresso da ma-
neira que entendo, e cu desejava ser claro. Se nao
sou bem comprehendido digam-me, porque talvez
u possa-me explicar mellior. Talvez cu estoja fal-
lando em alguma utopia ; lana gente me chama de
utopista que j tenho medo de o ser.
Mas eslou persuadido que se se lurnas.se effectivo
o sello da transferencia, as operarles do jogo nao pe-
deran) ser lao rpidas ; o governo exerceria urna tal
ou qual polica sobre os jogadores.
Achei conveniente, Sr. presidente, emllir eslas
ideas sobre eslas tres pequeas verbas da malcra em
discusso, na certeza de que se o Sr. ministro ou
qualquer mtmbro do senado entender quo algumas
miuhasobservacoes sAo liguas de consderarao, que
podem lender a qualquer melhoramenlo na arreca-
dacAo das rendas, ou ler influencia benfica sobre a
morsl publica, nio duvdarei mandar alguma e-
menda.
O Sr. Rodrigues Torres : Para eslabeleccr o
sello as transferencias ?
O Sr. llollanda Cacalcanli : Nao ; exigir o
sello antes que ellas so cllectuem. Eu supponho que
u as acroes nao pudessem ser transferidas, sonAo fos-
se legal, a operarao sem quo o ello fosse pago, a,
operarnos do jogo, como dise, nao poderiam ser lao
rpidas.
O Sr. Rodrigues Torres: A inscripto nao se
faz sem que o sello estoja pago. Agora se lem meio
de fazer com que se conhecam le lodas as operaees
que se fizerem antes da tranferencia!....
O Sr, l'isconde de branles : Sera bem
bom.
OSr. llollanda Cacalcanli:Eu supponho que
algum meio baveria para que essas operaees feilas
em pleno da... parecc-me que ha algum risco de
nullidadc, alguma penalidade a esse respeito; pare-
ce que ah ha alguma fraude, que a lei lem aeeiio
sobre isso Eu j digo, nao me occorre j a medi-
da, chamo a altencao do governo sobre esse objecto
e compromcllo-mc a auxiliar ninvern no que puder.
Isto mesmo que estou fazendo presumo que he um
auxilio ao governo. Nao sei se a minha presnmp-
;ao be bem fundada ; chamo a altencao da casa e
do governo sobreest objeclo. He urna calamidade
laes acontccimenlos. Nao he tanto a pilanca do sel-
lo que nao entra para o tliesouro, nao ; o que he
mais he o risco da fraude, da dcsmoralisacAn.
Ora, eu presumo que baveria muibt materia mais
sobre que dscorrer no artigo que est em discussfio,
mas nao desejo parecer radiador ; nao, nao o quero
ser nem parece-lo, l.imilo-me simplesmcnle a estes
tres pequeos lopicos, pedindo aos nobres senadores
que sao versados nesta materia que tomem parle na
discusso ; nao digo s nos objeclos em que eu fal-
lei, mas no resto que aqui est. At mesmo para
justificar as nossas reclamanes, quandn o orramenln
nao viiba lao cedo para o senado, he necessario que
os mostrmosos motivos que tinhamos para eslas
reclamar,es.
O Sr. Presidente do Conscllto : J se lem mos-
Irado.
O Sr. llollanda Cacalcanle :Enlilo ludo quan-
lo se lem fcito lem sido bom t
O Sr. Presidente do Conselho :De cerlo ; quan-
do a discusso caminba assim, quandn se disculem
as verbas do orramenlo, nao ha nada que eslranhar,
he excellenlc.
O Sr. llollanda Cacalcanti: Pois eu sigo o prc-
ceito do velho Horacio, sou breve, limilo-me as ob-
servarles que fiz.
O .Sr. KtVtcoHje de Paran (presidente do conse-
lho) : O nobre senador censrou o procedimeolo do
governo por ler mandado que o Ibesoureiro da llie-
suuraria de Pernambuco entrasse com a quantiaque
fallou na rcmessa daquella provincia ao Ihesouro na-
ciunal ; c censrou tambem que nao se (oroasse cf-
fecliva a arreeadaeAo dcsta quantia, exigindo-a de
quem o nobro senador enlende ser responsa-
vcl.
Da primeira vez que fallci j disse ao nobre sena-
dor os motivos pelos quacs mandei suspender o the-
soureiro, c porque ordenei se procedesse ao bnlanro,
tirando o lliesourciro suspenso al entrar com a im-
portancia do desfalque para o respectivo cofre.
Ora, he necessario que cu diga francamente ao se-
nado quanlo orcorreu a esle respeilo. Faro o me-
llior conceito da probidade do Ibesoureiro ; eslava
certo deque elle se achava mui bem alianrado : e
nao linba pessoalmenle nenhuma duvida sobre seu
carcter probo c honrado. Mas devo declarar ao se-
nado que antes desta ocenrrencia recebi urna denun-
cia, na qual se insinuava que o dilo Ibesoureiro ne-
gociava com os dinheiros da Ihesouraria. Pedi esrla-
recimentos ao presidente da provincia, disse-lhemes-
mo que se se acbasse alguma probahildade na de-
nuncia ilessc um lialanrn e roandasse proceder como
fosse de direito.
O presidente da provincia informou-me deque nao
liavia snspeila alguma a respeito des-e funeciona-
fosse o delinquenle, inmediatamente ordenei que a
soinnu com que o Ibesoureiro tiiba entrado fosse
restituida ; c desde que conslou-me a pronuncia do
eorr.mandante c a nehuma culpabilidade do Ibesou-
reiro mandei fiear sem elTeilo a suspensAo. Nao du-
vido dos sollriiiieiib do ilie-oureirn, eu lastimo as
oceurrencias quederam lugar a esses solfrimeutos, e
espontneamente Icnlio-lhe fcilo todas as rcpararCes
que eslavam ao meu alcance. Creio haver procedi-
do muilo regularmente, como devia proceder um
ministro da fazcuda que livesse zelo pelos dinheiros
pblicos.
Mas, disse o nobre senador porque na lendes
procedido contra o responsavel que $. Exc. pre-
sume ser a companhia.
O Sr. Hollando Cacalcanli: Para haver o di-
nhriro.
O Sr. Presidente do Conselho: Eu, senhores,
nao me quero pronunciar na questao so a companhia
he ou nio responsavel, be urna questao que devo ser
decidida pelos tnbuuaes. Eu s podia proceder con-
Ira os im mediata mente responsaveis. Sei que na Ul-
tra do contrato nao est essa respousabilidade, mas se
os ell'eitos do contrato existente entre o governo
e a companhia podem ter esse alcance, he questao
que nao roe compele decidir, que deve ser ventilada
perante os tnbuuaes. (Jpoiados.) Eii'nao devia pre-
judicar a qucslao. Primeiramenle, mesmo para se
exigir da companhia a (pianlia subtrahida ao.Ihesou-
ro era preciso ter-se demonstrado a respousabilidade
do preposto da compaiibia : ora, be isso o que se es-
levc averiguando al agora. Como essa respousabi-
lidade da companhia nao resultara seuAo da respon-
sabilidadedo preposto, j v S. Exc. que era esle
umprocedimcnlo neccssario.inesmoadmillindo como
verdadeira a doulrna que o nobre senador sustenta.
Eu nao me faeo cargo de a ventilar por nSo ser da
minha competencia.
O Sr. llollanda Cacalcanti: Ora se he.
O Sr. Presidente Jo Conselho : Tenho pois ex-
plicado a razAo justificativa do procedimcnlo do Ihe-
souro, proccdmenlo muito regular. Houve as pri-
meiras suspeilas contra o thesoureiro, e procedeu-
se debaixo da mpressao dessas suspeilas ; mas desde
que ellas se dissiparam e que se manifestaran) con-
tra uutro, procedeu-sc com toda e energa e com lo-
das as circumslancias necestarias para que a verda-
dade fosse descoberta. Cuanto ao julgamcnto, de-
pende do tribunal do jury a que tem de responder o
reo. Islo pelo que toca responsabildade criminal;
provns suficienles para a indemnidade civil, para
pedir ao reo a quantia subtrahida, essas existem,
bastava simplesmcnle o seu recibo.
O Sr. Hollando Cacalcanti: Apoiado, mas be
da companhia, nao he delle.
O Sr. Presidente do Conselho: O nobre sena-
dor approvandoo donativo que se cobrou das 30,000
acres do Banco do Brasil, nicas que se distribui-
rn! nesla corle, julga todava que a appliraro da
somina resultante deste donativo deve ser feta pelo
corpo legislativo. I)irei ao nobre senador que os
precedentes eslao contra elle. Eu nao duvido que
o-dons gratuitos que entrara para o Ihesouro sem um
fim designado entrera na receila, c nao possio ser
applicado- scnao em consequenria das dispusic/ies do
corpo legislativo ; mas desde muilo, senhores, que
exislem dons gratuitos para objeclos designados, que
existem mesmo legadosdeixados i fazenda publica
com destino certo c determinada.
O Sr. llollanda Cacalcanli: Isto he diffe-
rente.
O Sr. Presidente do Conselho : Desde que se
marca este destino certo o determinado, ou nao se
ha de aceitar a doarao, ou, aceilando-se, ho de se
respeilar os fins que liveram os doadores.
O Sr. Hollando Cacalcanti:He verdade.
O Sr. Presidente do Conselho:Ora, he verdade
que esle fim foi indicado ou iniciado pelo governo.
A razo quo Uve para indicar lata applicarao foi en-
tender que esle agio devia resultar em proveito do
publico, e me parece que o meio mais conveniente
para que se turna-e esse proveito geral era dar-se-
Ihc esla applicarao. Podia errar, mas, urna vez
feila a duacAo com oslas rundinos me parece que
au pode ser desviada para oulros lias.
Direi ao nobre senador, sem me lembrar de mili-
tas nutras, que lem havido durante lodos os ministe-
rios dnaces feilas com applicarao especial.
O Sr. llollanda Cacalcanti: Entradas no Ihe-
souro ;
O .Sr. Presidente do Conselho:Bem sabe o no-
bre senador que o deposito nao muda a nalureza de
doarao {apoiado.'; se algucm quizer encarregar o
Ihesouro de receber como deposito urna summa doa-
da para ler urna certa applicarao, nem por isso ser
licito ao depositario apropriar-se della; deve entre-
ga-la quando for exigida, quando a applicarao de-
terminada puder ter lugar.
Ora, a entrada para o Ihesouro foi a titulo de de-
posito, nan foi como renda publica ; a applicarao
qne devia ler eslava resnlv da anles da doarao verifi-
car-se.
En nao faco senaq recordar ao nobre senador que
em lodas as pocas, em lodos os ministerios que me
tem precedido, tem havido doares para um objeclo
determinado, e que neslas dnaces de inleresse pu-
blico nem por isso tem a applicacao lestes dinhei-
ros sido feila pelo corpo legislativo; lem sido a to* K
plicaeao determinada pelos doadores.
A circumslancia de se recolher em deposito no
rio; que formava delle o mellior conceilo possivel. Ihesouro uAo muda o negocio. ""-Nao ha muilo (em-
Foi tiestas circumslancias, que apresantando-se aqui
um caixole que dtvia conler 100:0008, encontrou-se
a falla de-20:.)00?. Al ahi na verdade o Ibesoureiro
linha para mim o conceilo de probo, mas tambem o
commandantc do vapor gozava deslc conceilo.
O Sr. Tosa : Apoiado, e atada goza.
OSr. Presidente do ConsclRo: As provas sao
contra elle.
O Sr. Tosa : Nao apoiado.
O Sr. Presidente do Conselho : O nobre sena-
dor nan vio as provas, nao vio o processo..,
O Sr. Tosa : Isso he prevenir a opiniao dos
tribunues.
0 Sr. Presidente do Conselho : E o uobre se-
nador lamben) esl prevenindo. Para que previne"!
A pronuncia he publica, os dados sAo condecidos, as
tcslemunhas depuzeram sobre o objeclo ; em que ha
aqui prevencAo ? Para que me dislrahe? V.Exc.
apreciou, leu o processo ?
O Sr. Tosa : E V. Exc. leu-o. *v
O Sr. Presidente do Conselho : Sim, senlior,
nans o li, mas mandei mesmo consultar a sec{3o (e
ju-lica, da fazenda e do imperio sobre algumas
quesles emcrgenlcs.
O Sr. Tosa : Ainda assim nao podia revelar na
casa...
O Sr. Presidente do Conselhc : Menos cum-
pria a \. Exc. ler-me interrompido no juizo que
formei. Eu disse que formava moito bom conceilo
do commaudante at aqnclla occasiao, mas que boje
era obrigado pela pronuncia existente a refarma-lo,
porque um dos efleiloa leiaes da pronuncia* he tor-
nar o reo suspeilo do, Rver commcllido e erime, e
de obriga-lo a respomjer por elle cm juizo compe-
tenlc.
O Sr. Tost : Tem provas positivas f %
O Sr. Presidente do Conselho : Sim, senhor ;
que o dinheiro cnlrou para o caixole, e que o caixo-
le foi arrombado.
O Sr. Tosta d um aparte.
O Sr. Residente : A discusso nao pode con-
tinuar assim.
O Sr. Presidente do Conselho: O Sr. senador
da coi lamente urna direcrao a esta discusso que eu
nAo quera dar, islo he altamente inconveniente.
Mas, senhores, como dizia, eu formava o mellior
conceilo do commaudante, posto que tambem o for-
masse do Ibesoureiro. Mas como a parliciparo que
me fez o Ibesoureiro leral era que o caixole vin'ia
pregado, que nAo liavia vcslaios de arrombamenlo,
c como o commandanlc allegava que nAo linha con-
tado o dinheiro, e que o caixole eslava pregado como
linha recebido, cu devia suppr que a falla provinha
de engao da Ihesouraria. Assim mandei que se
desse bataneo. Se se achasse o dinheiro nada liavia
a fazer; mas se nao se acbasse deva proceder-se con-
trao thesoureiro. Posteriormente porcm houve de
verificar-se oulras consas. Vio-so. por um examc
do corpo de delicio, que o sello do caixole nao linha
impio-sjn. que esta liavia sido coberla posteriormen-
te com pasta de lacre. Houve portanlo presotnprjjo
deque o caixole tivesse sido arrombado.
Em Pernambuco esla presumpcAo adquiri forra
de prova por mutas circumslancias que se verifica-
ran), e provas leslemiirihaes que se recolheraro.
Mas, senhores, romo dizia, quando mandei proce-
der contra o thesoureiro nao havia anda ns provas
que posteriormente appareceram contra o rnrnman-
daiilc,c na ausencia dolas lomci essa deliberaran :
po que um doador enlrou para o Ihesouro rom urna
quantia para ser dada cm Porto-Alegrc; mas porque
enlrou para o Ihesouro nao pode elle apropriar-se
dclla. nem isso d lugar a que n-Aofe lne possa dar a
applicacao determinada sem consentimcnlo do corpo
legislativo.
O nobre senador, approvanJo a di-n ibuirao como
foi feila mediante esse premio, nota que nAo fossem
sujetas ao mesmo premio as acees que foram dis-
tribuidas aos Bancos do Brasil e Commercial, e pa-
rece crerque dcixci de informar ao corpo legislativo
do que houve a scmelbanle respeito.
Ccrlamenlc, senhores, que eu naoafalysei os' es-
lalulos do Banco c o accordo ncllc havido, ex pondo
por cxlcnso ludo o que occorreu. Mas achando-se
os documentos mpressos, estando no conhecimento
de todos e sendo o objeclo oceorrido antes da minha
entrada para o ministerio, reeri todava cm resumo
como convnba; nAo me pareccu conveniente entrar
na analjse dos eslatulosdo Banco ou referir as dispo-
sces de cada um dos artigas. Eu disse a esle res-
peilo. (IA a parle do relatorio que se refere a este
objeclo.)
Em virtudedos eslalulos c do accordo havido, dis-
Irihuio-se aos Bancos um cerlo numero de actes,
acto que achci consummado, e que eslava de con-
formidade com o accordo, com a lei e com os esta-
tutos; por consequenria o que reslava a distribuir
cram as :M),000 acroes, para as quaes, secundo os
mesmos estatuios, o governo devia abrir subscripto.
Conscguinlcmenle eslas que restavam para ser dis-
tribuidas eram as nicas que podiim ter aquello
premio. Alem disso. os Bancos anles de sercm en-
corporados cero, o Banco Nacional, linham ja em
suas acres um premio superior aquella quantia que
se exigi; por consequencia nSo seria justo que das
acees perlcncenlcs aos accionistas desses Bneos se
exigisse semelhaule premio. Demais, islo nao foi
objeclo de minha deliberarlo, por isso que ja eslava
determinado nos estatuios.
O nobre senador quer que ojo.o que houve na
prara fosse influenciado polas dispnsires da lei ap-
provada o auno pass.ido. Eu creio que nessa lei
prevaleccram os principios mais solidos que regu-
lan) a cunslituirao dos bancos; nAo posso explicar o
agio extraordinario a que siibirain as acees do Ban-
co Nacional com as di iposicAes da lei. De cerlo que
os agiotas deviam indicaros lucros extraordinarios
que devia ter o Baneo para poderem fazer valer a
sua mcrcadoria e obier maior prero. Foi lalvez
cm parle essa etaagtrarao dos lucras pfasuniiveis, e
em parte a febre, o desejo que os capitalistas liiibam
de collocar seus capitaes no|Banco, queproduziram
esse excessivo preco. A prva de que nao foram os
privilegios excessvos conferidos ao Banco que pro-
du/.iram esse jogo est ahi no Banco Bural [apoia-
dos:; o qual sem ler privilegio algum vio suas aeces
oblcrcm nm premio exagerado na prara, e o mes-
mo succedeu a oulras icres de companhus. Al se
diz liavcrem ubtido premio as promessas de acrOes
de una companhia que devia fa/.er a iniciaran do
Paran, Paraguay e S. Lourciiro al Cu valia ; com-
panhia que lias nio Buha oblido esse privilegio,
que nao podia prosperar sem grande subsidio, sem
conccsscs que era impossivcl fizer-lhe, por isso que
uAo se havia ajustado ainda rom a Kepoblica do Pa-
raSunv Um tratado de navegado do rio desse nome
na pnrte possuida por ella.
Repito, ateas promessas de aeces de lal compa-
Daqui, Sr. presdeme, se seaue, a meu ver, que
os privilegios concedidos aos bancos uto foram a cau-
sa desse agio extraordinario ; foi o desejo dos ca-
pilalislas de fiarem seus capilaes no Banco ; isso he
que deu lugar a esse jogo extraordinario, nao s as
actes do Banco mas tambem cm oulras acees que
nao lem esses privilegio.
Prelendeu o nobre senador que com a cobranza do
seBo podia-sc evitar a agiotagem. Devo "dizer que
pens que nao ha meio de cobrar o sello de lodas as
operai-cs que se fazem na prara una vez que ellas
no Iragam a necessidade de urna transferencia ef-
fecliva de aceite!. Se fotse possivel verificar-e o
sello de laes negocios, e se a (verificas*) deslesello
podesse curar o mal do jogo da prara, de cerlo nao
leria escapado aos Iuglezes e Francezes alguma le-
gislarao a esle respeito. Quem pude impedir que
una pessoa que nao possua ac;es venda arrcs |
Quem pude impedir que um cerlo numero de acees
passem successivamente por 10 ou 90 possuidores,
sem so verificar a transferencia ? Quando se exige
do Banco a elTecliva transferencia de actes de um
nome para outro lem lugar o sello ; mas quando
ludo se',,assa verbalmente entre os corrotores o prc-
(endentes de acroes, he evidente que nAo ha meio
de fazer com que essas operaees fiquem sujeitas ao
pagamento do sello.
Edepnis, senhores, he preciso dizer que se lodos
esses negocios de ac;es que nao dessem lugar a
transferencias fossem sujeitos ao sello, seria isso bas-
tante til para o Ihesouro, augmentara a receila ;
mas eslou persuadido de que, alin desla, nAo leria
oulra ullidade, nao poderia embararar o jogo, por-
que o sello be diminuto. NAo he 200 res de sello
que se paga em cada aejao que iria embararar o
jogo de muitos ceios de mil reis.
O .Sr. Hollando Cacalcanti: Este processo
dava lempo i reflexao.
O Sr. Presidente do Conselho : Qual be o paiz
em qne estojara prohibidos esses negocios verbaes,
sem verilicarao de sello ? He porque nao he possivel
senhores.
O que posso dizer ao nohre senador he que ne-
nhnma transferencia se realisou no compelenle li-
vro do Banco sem que se lizesse o pagamento do
tilo. E do resto, be um objeclo que se pode f-
cilmente verificar : sempre que o Ihesouro ou as c-
maras quizessem proceder a um exame, veriao que
lodas as inulares de possuidores de aeces dAo lu-
gar ao sello.
Tenho pois demonstrado ao nobre senador que no
meu pensar oao ha meio xle fazer realisar o paga-
mento do sello por todos os negocios de acroes, urna
vez que nao baja transferencia effecliva. Tenho
tambem a meu ver dito quanlo he suflicienle para
que o nobre senador se convenea de que o paga-
mento do sello nAo poderia embararar o agio das
arenes. Finalmente, j declarei que ludo quanlo
eslava ao alcance do governo para embararar o que
se realisou nesla prara foi por nos empregado.
O Sr. llollanda Cavalcanli e visconde de Para-
n tallara ainda no mesmo sentido dos precedentes
discursos.
O Sr. Montezuma faz varias observares sobre a
materia em discussAo e conclue n seu discurso nos
segundes termos.
Duas quesles se tem agitado nesle casa hoje, que
creioque nAo deveram ser agitadas squi. A primei-
ra he relativa ao processo criminal cometido e cou-
tinuado na capital da provincia de Pernambuco e
sobre o thesoureiro da Ihesouraria da mesma pro-
vincia. Eu creio que sem o thesoureiro e o oQicial
commandanlc do vapor, ainda pode haver algum
terceiro que seja seja criminoso.
NAo acho que excluido um dos dous se siga de-
finitivamente que o criminoso be* oulro, principal-
mente quando o caixAo queconlinha o dinheiro es-
leve na cmara do vapor, e quando entravnm pesso-
as designadas nesse vapor loda a hora, pessoas que
linham alli loda a confianza, que podiam ler lempo
-ullioionlc para commelter qualquer aclo de roubo
que imaginassem.
Nesle caso, para que fazer um juizo sobre a crimi-
na I i lado ile utu ou de oulro ? (1 governo, no meu
.conceilo, obrou pcrfeilamep.le bem, nAo podia obrar
nem com mais zelo nem com mais legalidade. As
observares que se fizeram na casa relativamente ao
decoro, dignidade, juslira e equidade com que de-
vora ser tratado o thesoureiro daquella Ihesouraria,
ludo isto foi lilho de amizade e nao de outro mo-
tivo.
O governo nao devora, ainda mesmo sendo amigo
intimo daquelle thesoureiro, proceder de oulra for-
ma. Era negocio muilo grave, se nao tanto pelo va-
lor sublrahido, queja nao he pequeo, pela morali-
dade do aclo.
Portanlo, o governo obrou perfeitamenle, lo-
mou lodas as medidas com a maior promplidlo, e o
presidente daquella provincia ronsla-me qae tam-
bem se comportou admiravelmente.
Os exames foram os mais regulares ; aqulllo que
disse o nobre ministro da fazenda, eu vi, examinei
nos proprios autos jue servil anide base n pronuncia.
Se me perguntarem : quem foi o criminoso ? foi o
commaudante t Nao sei, F"oi b Ibesoureiro ?
Tambem nao agi Para mim de naoSer um uaose
segu que seja o oulro; poda ser unfxrceiro ; havia
o dispenseiro, havia um rapaz que servia de criado
no commandanle ; o caixAo esleve em Ierra em Per-
nambuco durante -_'i horas, islo he, o commandan-
le o receben e nAo o embarcou senao uo dia seguin-
le...... ,
O Sr. Prndenle do C mstllio : Nao-se sabe se
embarcou ou nao. -^f-
O Sr. Monlezuma: Aqui o desembareou e nao
o levou ao Ihesouro seuAo no oulro dia.
Todas estas circumslancias podem dar lugar a que
se vculia dcscobrir um terceiro ; eu nao sei quem he
o criminoso!...
Lamento muilo que se vej um olllcrel da armada
sob o peso de urna lal aecusaco, e fijo, votos ao co
para que elle nao seje criminoso, porque respeilo
muito aquella classe ; ella lem sido sempre sem
mancha a esle respeito; creio tjue se poderu dizer
que he a primeira vez que tal acontece.
Vou agora a outra questao conuexa com esla, c
que V. Exc. me permittir que eu diga que tambem
nao he propria daqui, mas sobre a qwal, j que se
agilou, tenho necessidade de dizer o que pens a
a respeito della.
I.ouvo, Sr. presidente, a cautela com que o nobre
ministro da fazenda se explicou relativamente a essa
qucslao ,- isto he, se a coinpanlua de Paquetes a Va-
por he responsavel pelo que pralicoi#ou possu vir
pralicar o commaudante de um de seus vapores; lou-
yo, porque me parece que o nobre ministro assim
devia proceder, visto que essa questao nao he de di-
reito administrativo, he objeclo do poder judiciario
e por consequencia aos, Iribunaes e nao ao governo
perlence a dedsAodelle; e entab um membro do po-
der executivo nao devia emittir j a sua opiniao. nem
o nobre ministrse podia explienr por oulra forma,
porque obrara imprudentemente.
Mas Mi-tenlou-se no senado, Sr. prndenle, que a
compauhia era obrigada pelos aclos.dos commandan-
le- dos vapores ; e, para se provar i.lo, servio-se da
palavra preposto. Se na realidade assim fra,
eslava a companhia obrigada ; mas he que nao ; nem
eu creio que por direito commum o dono do navio
seja obrigado pelas fallas, descaminho, ou qualquer
oulra cousa praticada a bordo pelo capito do na-
vio.
A baratara do capitn, por cxemplo, nao obriga
o dono do navio pelo furto que apparece a bordo ;
pelo dcsappareciment de gneros embarca.los o na-
vio nao responde; ainda mesmo que nao baja a
cautela ou declararan que um nobre senador meu
digno collega pela Babia lembrou, que he iguo-
Certamcnle nao podia, nao linha razao nenhuma
para isso, porque ainda nao esl verificado que foi
o preposto, segundo os principios do honrado mem-
bro, quem pralicou o Tacto.
O Sr. Rodrigues Torres djnm aparte longo.
O Sr. Presidente : Isso lie um discurso. {Riso.)
O Sr. Monlezuma: SU tao lucidos os apartes
do honrado membro, que os escolo como se Uvera
de ouvir um discurso.
O Sr. rodrigues Torres : peCo a palavra.
O Sr. Monlezuma : Portanlo nao ha razao al-
guma para se poder^ecnsurar o proced ment do go-
verno ; elle esl a espera que se decida a qucslao
preliminar.
Sr. presidenle, creio que quaesquer observacea
que eu liyesse de fazer ao senado acerca da ques-
lo de que se traa ellas uaoseriam bem aceitas, por
que a baraja est muilo adiantada. Portanlo lindo
aqui o raen discurso.
A discusso lira adiada.
O Presidente marca a ordem do dia e levanta a
sessao.
entre os ordenados dos juizes municipaes e dos juizei
de direito.
Discursos do Sr. depulado Augusto de Olice\ra,pro-
nunciados na sessiio de 18 de agosto,por occasiao
da discusso dos ordenados dos lentes das aulas
de medicina.
O Sr. AuguHo de Oliceira : Sr. presidente,
eu nao pedi a palavra com o fim de fazer opposicao
resoluto, desejando, porm. Hncamele solicitar al-
gumas eiplicares do nobre ministro do impe-
rio.
Nao tenho duvida de volar pela tabella na parle
que marca os ordenados para ns lentes das escolas de
medicina c direito ; porcm seja-me permillido apre-
seular algumas reflexoes acerca do ordenado marca-
do pamos substituir.
Pela (ahella, Sr. presideule, os substituios tem tres
queras partes do ordenado que percebem os profes-
sores : a estes foi marcado o ordenado de 3:2003000,
e aos substitutos o de 2:1009000.
Parece-mc, senhores, que entre estes dous ordena-
dos nao existe a devida analoga. Se eu examino os
ordenado) marcados para os lentes e substituios de
lodas as academias eslr.iogeiras vejo que a anologia
nao he a mesma.
Caso nao esleja engaado, parece-mc que as aca-
demias de direito e de medicina em Franca, o orde-
nado dos lenles he de 8,000 francos, e o dos substi-
tuios lio de 3,000 francos, isto he, pouco mais da
terca parle. Bem que esteja em duvida a respeilo
da Franca, posso, porm, sem receio de errar, asse-
verar que os ordenados marcados as academias da
Blgica esto nessa mesma proporjao ; os professo-
res alli tem 8,000 francos de ordenado, os lentes ex-
traordinarios 3,000, e os substitutos nao tem cousa al-
guma ; este lugar he puramente honorario c de ti-
rocinio, ao passo que entre nos vai-se dar aos subs-
ttulos 2:4009000 Se comparo os ordenados marca-
dos para os membros da nosia magistratura, vejo
que ha urna grande dillercnca entre os ordenados dos
juizes municipaes e o ordenado los juizes de direito.
A cmara sabe quo os juizes municipaes tem de
MOgMQa 1:0005000 de ordenado, conforme as co-
marcas a que pertenecen, e os juizes de direito tem o
ordenado de 2:1009000. Assim v a cmara que o
nobre ministro do imperio foi de alguma maneira li-
beral quando marcou o ordenado dos substitutos das
escolas da medicina e de direito.
O Sr. Ministro do Impe io: Est enga-
ado.
OSr. Augusto de Oliceira : Bespeito muito ao
nobre ministro ; mas acho que S. Exc. fui summa-
mente generoso nesta sua tabella, como o lem sido
lodas as vezes que lem tratado de oulras medidas
idnticas ; por esta razao poco eu lioenra a S. Exc
paraapresentar as minhas duvidas.
Entenda, Sr. presidente, que mesmo nao llovamos
augmentar os ordenados dos professores e substituios
pela maneira porque o faz a tabella ; entenda que
fura mais convenienteeslabelecer entre nos os direi-
tos de exame que existem em algumas academias es-
tranieiras. e cojo producto he alli repartido entre os
entese substitutos examinadores. Em Franca, por
exemplo, os estudantes pagam urna matricula para
admissao aos esludas como entre ns.e depois pagam
os direitos dos exames que revertem em beneficio dos
lentes examinadores; fora sem duvida muito melhor
estabelecer onlre n* este mesmo systema.
Unta l'oz : N O Sr. Augusto de Oliceira: Acho que lodo o
systema que allivia os cofres pblicos de alguma
despeza he conveniente e pode ser adoptado, assim
como para mim todo o augmento de despeza he pre-
judicial ao paiz. Entendo que esla resoluoAo devia
flear adiada al a scssAo do anno que vem ; por-
quanlo conliuuando a diminuir consideravelmente a
receila do estado, parece aconselhar a prudencia que
nao se augmente a despea com o pessoal. Masmo
eu nao esperava, Sr. presidenle, que esla resoloro
passasse boje segunda discussSo, porque em lal hy-
polhese feria Irazido um trabalho que emprehendi
sobre os ordenados que percebem os professores de
varias academias europeas, afirn de mostrar cmara
que os ordenados acluaes doa nosso professores, em-
bora parecam justos primeira vista, sao todava um
pouco exagerados ; e quando se julgasse de loda a
necessidade augmentar-sc esses ordenados, eu sera
deopiniio que este augmento tivesse lugar pelo mo-
do quo ha pouco indiquen, eslabelecendo-se os direi-
tos de exames sobre os estudantes e reverlendo o seu
producto em beneficio dos examinadores.
OSr. .Ministro do Imperio : He um systema
j reprovado.
O Sr. Augusto de Oliceira: Nao sei se lem si-
da reprovado ; o que he cerlo he. qne esse systema
existe em Franca desde quo all ha unversidade ; e
que, lando a inslruccao publica soflrido all ltima-
mente urna modilicacao sensivet, todava foram con-
servados esses dreilosdeoxames em favor dos lenles,
o que entra luis poderia ser admllido como emolu-
mentos, substiluiudo a parle do ordenado que lem o
nome de gratificado.
Se o nobre ministro liouvesse nos seus eslalulos I
augmentado a cifra das matriculas que actualmente
pagam os estudantes de maneira que um exceeso de
receila pudesse compensar a despeza qne se vai fa-
zer com os ordenados dos lentes e substitutos, eu
dira que esta resoluclo nao trazendo augmento al-
gum ao Estado devia ser adoptada ; mas vejo que
nao houve alteraran na cifra das matriculas; e se os
nobres depulados enlendem que esse systema de di-
reito de exames nao he conveniente na actualidade,
propnnham nesta casa um augmento na importancia
das matriculas, que he um meio indirecto de alli-
viar os cofres pblicos dessa despeza que se quer
fazer.
O Sr. Luiz Carlos:Os estillantes rslAo j mui-
to sobrecarregados.
O Sr. Aagusto de Oliceira : E o nobre depa-
tado nao acba que os cofres pblicos eslio tambem
muito sobrecarregados '.' Demais, o nobre depulado
nao v que enlre nos s aspiran) aos esludos superio-
res homens que tem meios para viverem decente-
mente ? Nao v que pela forma que acabo de in
dicar esses direitos vm a ser pagos pela parle abas-
tada da nossa popolacao !
O Sr. Luis Carlos : Nio he lano assim.
O Sr. Augusto de Oliceira: A regra he esla ;
a instrnrc;ao as escolas de medicina e as acade-
mias de direito he si procurada pelas pessoas que
lem alguns bens da fortuna ; no mesmo caso nAo
esta a iii-li ucean que se d na escola militar e na
academia de marmita.
O Sr. I'iriato: Qual lie a diflu enea *
O Sr. Augusto de Oliceira : Pois o nobre de-
pntado nAo sabe que o esludante na escola mili-
tar e na academia de marinha corneja logo a pon e-
bcr sold '.'
A cmara sabe qoeoluga^iubslilulo das esco-
las de medicina e academias de direiln he de lroc-
uio e escala por onde podem chegaajao posto de len-
te ealhedralico. '
OSr.Luiz Carlos:Esl engaado.
OSr. Augusto de Oliceira: Se o> substituios
das escolas de medicina sAo mdicos podem ter algu-
ma dioica, e se pertencetn as academias de dirtilo
podem advogar. A cmara abe que o facto de ser
membro deslas-curporarf.es he um Ululo de recom -
mendarao, he urna circunstancia muilo favoravel
para qualquer individuo ser chamado a advogar urna
causa on exetcer a clnica medica. Ao menos pela
minha parle declaro que o simples facb) de ver um
individuo collocado em qualquer destas academias,
ma faz suppor que elle tem coubecimentos muilo
profundos das materias que ensina ; e portanlo he
de crerque um bomem desles, lente de urna escolade
medicina, seja bom medico, e assim que o lente de
urna academia de direito seja bomadvogado. Mas
quandoos lenles, por exemplo, da escola demedicina
possam ler grande clnica, sao todava chamadospara
mutas consullas. Alm disto os lenles da escola de
medicina estao em circumslancias mais favoraveis
do que os da academia de direilo, e islo em conse-
quencia dos lugares em que esli situadas essas aca-
demias. A cmara sabe que as escolas de medici-
na se acham eslabelecidas urna na cidade da Babia
c oulra aqui na corle, dous centros de grande popo-
laao, duas ridades muito populosas, aoode os lenles
de t.-ies escola- podem ler grande clnica ; nao acon-
tece assim com s academias de direito,' porque estao
enllocadas em Olindk e em S. Paulo, aonde o foro
apenas oflerece meios de subsistencia para poucos
advogados.
O Sr. Goes Siqueira :Os mdicos que sao len-
les nao podem ler mula clnica.
O Sr. Augusto de Oliceira : Veste caso o nobre
depulado consagre esla soa dea em urna emenda.
O Sr. Goes Siqueira :Como consagrar em emen-
da t O que eu digo he que o medico que quer ser
bom professor pouca clnica pode ter.
O Sr. Augusto de Oliceira :Se eu fosse da opi-
niao do nobre depulado de que para se ser bom pro-
fessor era necessario. oaoc exercer a medicina, eu
dira que sera mais convenicnle augmentar os orde-
nados dos lentes pronmimo-lhes que livessem cl-
nica.
O Sr. Ges Siqueira :NAo me eulendeu.
O Sr. Augusto de Oliceira :Mas nao acontece
assim : nos sabemos que os bous professores das es-
colas de medicina, aqnelles que enlendem verd.idei-
ramenlc da scienca, exercem a profissAo de medico;
c faco um appellu para o meu nobre collega o Sr.
1." secretario, que sendo professor he igualmente um
medico dulinctn. e que por isso lem mula clnica,
nAo nbslaiilo ser lente de urna escola de medecina.
O Sr. Paula Candido':Islo he bondade do no-
bre depulado.
O Sr. Augusto de Oliceira :Nao sei porlanto
como o nuire depulado vem aqui sustentar que em
medicina, para um professor ser bom, nao deve Ur
clnica.
O Sr. Ges Siqueira :Nao comprehendeu o meu
aparte.
O Sr. Augusto de Oliceira :Coroprehend per-
feitamcnle, e lalvez pudesse.sustentar com vanta-
gem a !iv polhese inversa, sto he, que nao te pode
ser bom professor sem s ser bpm clnico.
O Sr. Candido Borges :Conforme as materias.
O Sr. Aagusto de Oliceira :Sim, senhor, con-
forme as materias.
Tambem, Sr. presidente, pedirciaonobre miuislro
do imperio que me diga se lie permitido essa aecu-
mulacAo de ordenados que fazem cortos individuos
exercendo cadeiras em diversos e-labelecimentos
-cientficos ; ser isto conveniente? Alem de nao me
parecer muito til que o mesmo individuo perceba
dous ordenados, li ao mesmo lempo contra a lei.
O Sr. Gomes Ribeiro:He contra a lei.
O Sr. Augusto de Oliceira :Nao citarci minies.
nao quero entrar em quesles de individualidades ;
mas a cmara sabe que ha mais de um indivdou que
percebe dous ordenados, proles-ando duas cadeiras.
O Sr. Candido Borges :Na escola de medicina,
no.
O Sr. Ministro do Imperio :E as academias
de direilo tambem nao me consta.
O Sr. Augusto de Oliceira:Pois eu entendo que
o nohre ministro devia saber ; cmfim, nao me red-
ro particularmente a esle ou aquello, he urna pro-
pn-ieao geral ; mas o fado d.i-se, e eu pergunto ao
nobre ministro se enlende que um professor per-
Icccndo a qualquer eslabelecimenlo sci^ntilico no
imperio pode reger alguma cadera em ouln esta-
bclecimeuto. ^
l.imilo-me, Sr. presidenle, a eslas liai
vaces, declarando por ultimo que vomi
mera pelas palavra He pois etc., al a segunda
colunia* ante da linhae que acabaa palavra ar-
tigo.
iiiairn n
iris ob-er-
ei pelo pro-
jeclo.
logo porm que appareceram suspeilas de que oulro I tibia chegarain a obler algum premio.
ro o conleiido.
Ora, por direito especial isso nao poda ser senao. O Sr. Smira : He porque assenta praca
li Mo do contrato, o contrato be que deve dclcrmi-
nar quaes as obrigaces da companhia ; mas infor-
maram-me aqui que o contrato nada dizia a esse
respeito ; e consta por*fra que, quando se fez esse
contrato ou em poca anterior, prcleiidendo-scqiic a
companhia se responsabilisass pelos actos doscom-
mandanles, ella n3o quizera annuir a isso de forma
alguma.
coz : .Nem podia querer.
Sr. Monlezuma: Nem. podia tpaercr, era
inn onus de um alcance extraordinario.
Se pois nao he da leltra do contrato essa obriga-
o.io. c se alem disto consta que a companhia nao
quiz sojeitar-se a essa condirao, como se pode dizer
que ella he responsavel por esse desfalque de.........
-_' i:"iixi ? Mas eu nao emiti a minlia opiniao ; he
que o caso ha de se decidir pela leltra do contrato, e
que quem ha do decidir sAo os Iribunaes.
Mas o governo, para poder ser censurado, j de-
vera al hoje ler mandado activar esse processo ?
O Sr. Augusto de OUctira : O facto he este,
nan sei quacs sao as causas, O que eslou dizendo
he que para se frcqncnlar as escolas de medicina e
de direito entre nos lio preciso que os estudanles,
seus pais ou protcelores, estojara em circumslancias
favoravois de fortuna ; um homem pobre, que nio
tem meios de viver, nao pude hoje freqnenlar essas
escolas; porlanlo. so os estudantes pagam urna ma-
tricula le 120? animalmente, podiam pagar 1309 ou
Um-, isto he, lano qnaii'n fosse necessario para que
esle augmento pudesse roinpensaro augmento de des-
peza qne vai ter lugar com esla resolucao.
Dopois, Sr. 11 -denlo, que o nohre ministro do
imperio houver de dar as expliracSes que pedi, se eu
julgar convenicnle aprescnlarei urna emenda para
que seja reduzida o ordenado dos substitutos, ao me-
nos para que estes empregados percebam melade
do quo percebem slenle*. Se um lente lem 3:2005,
o substitulu deve ler 1:6009; e ainda assim mesmo
esla cifra Bao esl na mesma propongo que existe
O Sr. Augusto de Oliceira :Prncpiarei por
agradecer ao nobre ministro do imperio as explica-
rles que se dignou ministrar-me, a se S. Ex. me
livesse melhor comprehendido, ou eu melhor me
exprimido, talvez que (er-se-hia panpado o trabalho
de tanto alongar nessas e\ pl i raros. Devo novameu-
tc declarar que nao fiz opposicao tabella na parte
que marea os vencimcnlos para os professores ; sou
o primeiro a reconhecer que o desinleressc he qua-
lidade propria daquelles que se dedicara cultura e
ensino de certos ramos elevados dos conhecmenlos
humanos, porlanlo forzoso me he reconhecer que
aquelles que sao chamados a exercer funcees tao
importaoles como as do profcssoralo das ciencias
elevadas, devem receber urna justa retribuirlo pelo
servijo que fazem. Todava nao desconheco tam-
bem que talvez conviesse adiar esse augmento por
um anno, aliento o nosso estado de fianneas.
Sr. presidente, pelo que diz respeilo ns reflexoes
que liz sobre os ordenados c gratificaces dos subs.
litudos, as observares do nobre ministro, longe de
abalarem a minha coBvicrSo, fortalecem-a ; disse ou
que os ordenados marcados para substitutos nao
(inham a devida analoga nem guardavam a conve-
niente proporcao cm relacao aos ordenados los len-
tes cal hedraticos : recorr a excmpos das academias
eslrangeiras.
O nobre ministro nao ousou rontcstar-me nesle
terreno ; porero S. Ex. recorreu legslai-ao patria.
Assim mesmo foi lio infeliz S. Ex. que as disposi-
res da nossa legislaran citada por S. Ex. dio mais
forja minha argumoutarao c desabonara a sua opi-
niao. Em virlude da tabella presentemente submel-
lida approvaeao da cmara, os substitutos devem
ter tres quartas parles dos vencmenlos dos professo-
res ; e segundo a lei do 1827, clada por S. Ex., os
lentes linham 1:200? e os substitutos 8009, sto he
dous lercos ; segundo a outra lei citada tambera por
S.Ex.,tinhamoslenlcs 2:0009, os substitutos 1:2009,
isto he, tres quintos; sendo loas tercos ou Ires quin-
tos menos do que Ires quarlos, esla provada a minha
proposirao.
O Sr. Presidente do Conselho di um aparte que
nao ouvimos.
O Sr. Airgusto de Oliceira [digindo-se ao Sr.
presidente do conselho, : O que eu mostre he que
a analoga, mesmo segundo a nossa legislarlo, nun-
ca pode ser de Ires quarlos.
Se, Sr. presidente, o nobre ministro quizesse guar-
dar a devida proporrao na tabella que se discute en-
tre o ordenado dos lenles propriclarios e o dos subs-
tituios, tendo dado aos lentes proprietarios 3:2009,
devia dar aos substitutos duas tercas parles dessa
quantia, alim de nao estabelecer innovadlo c con-
servar o que j existe.
J que o nobre ministro recorreu a legislarao
actual, peto liceuca a S. Ex. para aprsenla!- urna
emenda, pela qual se de aos substituios duas lertas
parles dos ordenados c gratilicatocs que percebem os
lenles proprielarios ; parecc-me pois que hada faro
mais do que pedir se consigne na presente lei o mes-
mo espirito das leis anteriores.
SAo apojadas as seguintes emendas :
a Os substituto- e professores das escolas de di-
reilo e medicina s preceberao 2|3 dos ordenados c
gralificatoes dos professores. S. a R. A. de Oli-
ceira. >)
a Os lentes e substituios das escolas da medicina
perceberao as gralilicnces pelo mesmo modo c to-
baja* das mesmas cuinlices observadas para os de-
sembargadores. S. a K. A. de Oliceira.
CORmarPONDENGIAS DO DIARIO DE
iuo Grande do norte.
GaUaaJaha li a catabro.
Boa saaMe,.bon patacos, e ludo bom Ibe desejo
etc. Nao me he possivel citar agora adata da sua
carta ; porque a mala esl a fechar-aa, e nao eslou
muito disposlo para o trabalho de ama busca ; soc-
corr-me porm do que toiserve na memoria.
Pergunlou-mo Vme..a raifto, porque se acba preso
nesla villa o escrivlo da subdelegada de Nova Cruz
em o seu.compromisirio, o subdejafajlo supplenle
Jos Mara ? A respoala he facilima : pela regra do
yambo flarente* elotenm e outr*> deviam eslar
j|iaidos debaixo do chamado anno do nascimenio
Ce Y. sr. Jess Christo, ou ambos presos, on ambos
sollos ; mas pela regra do lempo ainda se conserva
preso o pobre escrivao. e sollo o subdelegado; e
nao admira a piisao, e sim o nao haver processo al
a dala desla A razio desla sem razio nao pode ser
deeifrada sem conceilo.
Para dar-lbe orna respoala cabal sobre o segundo
trecho de sua carta, pergunlei ao amigo Praganna
se elle ja linha restituido i partea o que a eslas
usurpara enormemente Hsuieudeu-inc mullo
cheio de si mesmoque n8o.Pergonlei-llie mais
se o julz de direilo na correicao doannopassado nio
havia ordenado agella inderanisarao por um pro-
vimculo'.' Mas o 1*1 amigo, que tanto tem de pe-
queo como de velhaco, sahio-se com um dilema,
que me tapou a bocea; ei-lo: ou houve extorsAo as
cuelas dos inventarios, ou nio ; se Jionve, porque
razao o juiz de direito nio fez effecliva a respousa-
bilidade ? Se nao hoove, o qua importa oprovi-
nieiito Ha urna leltra morta, disse-lhe eu: ai,
ai, ai, re zao, porque o Dr. promotor desta comarca nAo poz
o negocio no nlho da juslira. i estou vendo que
me pergunlar se a juslira temolho ? Quer*
antccipar a respnsU : tem sim, .enhor; amigamente
piawti-se a juslira cega. porque se quiz que ella fos-
se o que devia ser, mas hoje que ella deve ser o qua
esta sendo, foi necessario que se ella pinlasse com
olhose bem aberlo% Oulra razao anda se pode
allegar, e vera a ser: se eslamos no secuto das fine
sera justo que s a justica por eega viva as Irevas
Alem disto em acios le justica costuma-se dizer
*'a o parles.. Comn po l&? ? id !fano *" Sf?l!i quo meu 'mi80 Praganna nao
indigesta com as cusas enormes; sao osseuspres
^"m. seu d:re"> procura-los. por oao dizer-
cxlorqui los. A proposito, por allaTno Praganna,
lembro-me de d.zer-fheque nao me tem sido possi-
vel comprar o cavallo com as flualidades por Vmc.
recommendadas. '
Tenho satisfeito aos questos de sua clada carta :
vou-me avisinhando a perorocio e devo tralar de
oulro objeclo: vire folha.
OJoro nesla villa vai marchando a mil maravi-
IhasFo escrivao Praganna (nao ha oulro remedio,
se nAo vir para a sceoa o mesmo prologonisla) nao
comparece as audiencias. Agora acabo de saber
que o juz municipal ordenou-lhe por urna portara
que declarasse o motivo deseo nAo comparecimeoto;
a resposla ha de ser guapa. Seja ella como*for, na-
da de mal Ihe resultar; porque o homem (dizcm os
meninos da Candiiiha. (em mi de JTajajafr. e sabe
atamancar os juizes.
Bem dizem que os modernos tem mais alcance do
3uo os antigos: que estes, supposlo que livessem si-
o gigantes, sempre vam menos do que aquelles,
embora sejam pigmeos; porque um pigmeo em ci-
ma de um gigante ha de ver muito mais ao longe.
Este prembulo he para convence-lo da bondade re-
lfica de um novo methodo de policiar, que por se-
melhanra on idenlidade de razio se pode chamar
homeopalhicn.Eu explieo-me: assim como pela
bomeopalbia cura-se om mal com oulro mal da
mesma nalureza ; da mesma sorle na polica pelo
methodo Itomeomthico, se podem capturar os crimi-
nosos com a -iihvencin policial de oulros crimino-
sos. Nao me censure o simile: porque se alli eu-
ra-se o individuo, aqui cura-se a sociedade. Quero
ci lar-I be um s exemplo para nao abusar da sua pa-
ciencia. No Jardn, noe disla desla villa duas le-
guas, mora urna comniunidade de Pereiras. lodos
meslres na arle de vbrtar: io elle* os que dAo gua-
rida a quantos ladres ha por esse mondo de meu
Dos; sao elle os que fazem junla de cavallos e ga-
dos, e os conservam em pastara loe para ns entregar
aos seus comparsas; sAo elles de cujo poder nao pou-
cos animaes de urna e oulra especie tem sido loma-
dos: islo aqui he por todos notorio, e a polica que-
rendo expurgar o municipio dos laesPereiras li-
nha offlciado as Sr. Dr. Carvalho, enia.i presidente
desla provincia, para com seu auxilio lar um golpe
redondo o maxujn ; nada se pode fazer; porque foi
islo nos rifas di ahid do Sr. Dr. Carvalho para a
presidencia do Piauhy. Jis seuo quando.... a po-
lica de hoje de lal tnrmra se ha congratado com
os Pereiras, que sao estes os guas das diligencias!
O povo arrepia-se com esla methodo de policiar; mas
eo, que nio pens como o povo, digo que a polica
com a sua homeopalhia ha de curar esle municipio
la o sania e admiraMssente. que em breve tempi_
ser a provincia o espelrVfin que as outra
rem. E te enlre os Perera"ftf-=>rS minoso de mor te Antonio (iia, serao lao saudaieis
os resultados de taes diligencias, que as autoridades
dos demais municipios requisitario polica daqui
o miraculoso Antonio (jia, nao para o remetiereis)
como desertor c criminoso ao governo, mas para adu-
bo das suas espooageus e diligencias. Daqui cu-
nhecer Vmc. que nio lem razio os que aualhema-
sam a polica desle termo; e nem se admire, quan-
do souber que o Oa tambem mora no Jardisn : o ve-
nenoentra na composicio dos remedios; e porque
nao entrar o Gia na composicio da cora da socie-
dade '.' O veneno s mala quando he mal appli-
cado ; da mesma sorle, o Gn s he nocivo, quando
nao he applicado policialmenle. Bntendo-met
Quer queira, quer naosou seu amigo.
A.
COMMIIO
i
O CNSUL PORTUGUEZ JOGANDO ASCRIS-
TAS com os portugi;ezes.
Corre de bocea em bocea que o cnsul Joaquim
Baplsla Moreira em o dia 9 do crrente, fra en) pes-
soa ao escriptnrio da agencia dos vaporea de Liver-
pool e embargara a sabida do Portufoez Alexandre
Martin- Kerreira, estando elle a pagar a sua pasta-
gem para a ilha da Madeira, munido de legal passa-
porle, e com o visto do mesmo cnsul. Esta fac-
to a ser verdadeiro ,e corno tal se reputar ae o cn-
sul se nio defender desla argair.it) esle facto repeti-
mos nAo deixa a duvidar de que o nobre cnsul, pe-
queo em carpo, no lem grande alma 1! Alexan-
dre Marlins 1- erraira chegando a Pernambuco no va-
por Lusitania no da 12 de selembro ultimo, diri-
gio-se ao consulado porluguez para empelrar meios
de regressar i\ Madeira; visto n impossibilidade de
obler arranjar-fte, o cnsul e vice-cousul o acolbe-
ram com benignidade e Ihe prometieran) iria elle a
expensas do consulado para slia patria no primeiro
vapor. Esle acolhimeujo foi retribuido com um elo-
gio inserto no Diario n. 212 de lude selembro, mas
nAo cumprindo o cnsul a sua promessa, pois pas-
saudo o vapor, licou o pobre .Martins Kerreira em
Ierra, fe), esto a correspondencia que se l no Diario
n. 231 de 9 desle me?, e nesla correspondencia ape-
nas relalava o acontecido. Islo bastou para aten-
der as iras do noble cnsul, e tomar elle a delibera-
ran ou anles a triste vinganca de obstar a sna parti-
da, e de certo leria conseguido sau intento, a Mo
ser a nobre e generosa resolucao da agencia inglea,
a quem rendemos nossos agradecimenlos.
lie preciso que o nobre cnsul Joaquim Baptisla
Moreira se conventa de que os Portnguezes nio sao
seus escravos, que elles conhecem seas direitos e
suas obrigaces; que se convenea mais de qae nao
receiam os Porluguezes suas bravatas, suas ameacas
porque estao em um paiz amigo, onde existem auto-
ridades em que teem toda a conlianea, e de quem
esperara proleceao para nao serem esmagados pela
prepotencia de um cnsul, padrasto e encarnizado
ininiigu daquelles, que teem direito a serem garan-
tidos.
I
i
EKBATA.
No discurso do Sr. Dr. Brandan, depois do para-
grapho, Pergunto eu ao nobre ministro, ele, que
ermina pela palavragozamose que foi publicado
na !. columna da 2." pagina; deve terse o parsgra-
plio Temos, Srs. etc., que se acba na 2.* columna
aleo final do mesmo discurso que est nessa pagina;
e depois vollar a 1." columna o paragrapho que co-
C0RRESP0\DEM1\S.
Srs. redactores.Bem dizia um velho do meu
conhecimento:ha gente para todo... Quem suppn-
zcra que o Sr. Claudino Benicio Machado, em vet
de censuras pelo desaso com o qual se lem bav ida
no cumulando interino do primeira balalliao de in-
fanlana de guardas nacienaes desle municipio, rece-
bena elogios, a cusa mesmo daquelles enlre os
quaes reinavam desdesmeito a intriga e o desanimo,
se felizmente nao livessem elles melhor sonso do que
Smc. e so nao se coolentassera de v-la expr-se
ao ridiculo, procurando exceder-se nessas ninharias.
cm que cnsluntam esforcar-se por primar as almas
pequeninas, a rafa alcance nao eslao as acroes oe-
bres e elevadas"!.. Cerlo que iimeneH!.
Entretanto, houve alauem que, assiguando-s*
C, appareceu no seu Diario de honlem, lerendo
encomios ao Sr. Heido Machado pelo hrilhanti-mo
do referido hatalhao, sem recordar-se ao menos de
que essa lisongeira siluaro de tao brioso corpo ha
(tevida, nao s ao elTeilo mgico que cm seus ofi-
ciaos e prora- produz o prestigioso nome de seu n-
clito commaudante, o Sr. coronel Domingos Alfon-
so Ner> Ferreira, senau tambem aos patriticos es-
furru- ilos Srs. cominandanles de companluas, que
em verdade h3o envidado ludo para que eslas le-
nham chegado ao estado em que o <". se desvanece
de v-las.
A nao serem essas duas causas poderosas, Srs. re-
dactores, o primeiro batalbAo de fu zi lei ros de guar-
das nacionaes do municipio do Kecife jamis excita-
ra no publico semimenlos de svmpattiin e admira-
cao ; porquanlo o Sr. Benicio Machado tem geitu
para ludo, menos para commandar um corpo, visto
como quasi que nao ha dia cm que nao pralique ac-
tos menos relleclidos. e que por si s serian) bastan-
tes para derramar o indilfereiilismo enlre os ofliciaes
c praca- de um hatalhao, e malar-Ibes por ronsa-
guinle o onlhusiasmo de que he de misler estejam
pos-nidos os membros de qualquer rnrporarao, pora
que Ihe dediquem todos os seus cuidados, e a porfa
conrorram para a prosperidade dclla.
felizmente, o Sr. coronel Nerx Ferreira j asan-
mo n caminando em que lio nial se houve o ftt.
Benicio Machado ; e he para crer que com o ao
que o caraclerisa, remedie em poucos das os des-
propsitos que em lanos metes fez o StjftEfUo
>

w
'- -
I llllls*.
Basas
---
AJ I'
II


(hado,
01 ARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA EEUU. 12 DE OUTUBRO DE 1854.

;
i






Machada, que te n.lo (leve suppor alguma cuusa,
simiente porque houve queci o lliurireras.: por-
quanto. segundo uuvi en dixer algores, un ttit nut-
re toujourt un plus sol qui Vadmire.
Kecife, fO de oulubni de 1854. D.
Senhores Bedaftores.-,Em resposla aocominuni-
cado que tem por cpigraphe T-L"m imposto proviu-
cial, cumpre-me declarar au seu ulor, que o ins-
pector da (hetonraria provincial uo l)e quem defi-
nitivamente decide as qiestfies que dizem rejspeito a
iutelligeuria e execucao das ieis o resulamenlos. por
que ou sSo ellas levadas janla da mesma thesoura-
rj, divergindo osseus merobros de parecer, qu nSo ;
no primeiro caso a decisSo da junta fica sujeita a ap-
provarao do governo, e no segundo, pode a parle re-
correr para o mewio governo. Vi par lauto o Sr.
communicante, que as decisoesque temhavido sobre
o imposto de seis centoi ris por arroba de tabaco
nao fabricado, o que seni duvida levou-o a publicar
a sua opiniao, e a dizar que se lein empreado sub-
terfugios e sophismas ua inlelligeucia da lei, nao me
pertenreiii. He verdade *iue a minha opinlo he con-
traria a do Sr. communicante, e a posso sustentar
com valiosas raznes, mis nao quero occopar-me rom
polmicas. Leve-se a queslao i assembla provin-
cial, qne ella a discidir, e entao se for consultadu
ou chamado a discussao. direi com franqueza o que
pens sobre ella.
Dignem-se, Sr. redactores, imprimir estas poucas
linhas, que muilo Ihes fl :ara agradecido.
Jote Pedro da Silea
PlBLICArte A'ADOT
114 LAURINA
obre m rtsiss morusa da senhora D. Sancha
Asxftxste de Soun, esposa que rol do Illm.
Sr. Amaro Benedicto de Soasa.
\ La religin le batanea dan* le ber-
W ceau de la He: tes beau.r ehants el
*a mam malernelle Vendormirttil
dan le bcrceau de la mor.
(Chateaubriand.)
A inexhoravcl parca acaba de roubar do taro
conjugal a Kxm. Sr." I). Sandia Augusta deSou/a,
lillra legitima do tinado Sr. Joaquim Lopes Machada
e sua mulher D. Joainia lo Rosario Uuimares Ma-
chado. Cora todo o vico da t)a,venlude, contando
apenas 28 anuos de idade, quarido ella, vigorosa ca
fagueira fruia as delicias lo hymine a'que c liavia
ligado com o Sr. Amaro Benedicto de Souza; quan-
do dcilmente se abrigava a arvore materna, e della
reecbia aquellos saborosos frulos que se prodigali-
ssr urna carnhosa mai; os que a ampulheta da vida
se Ihe vai exhaurindo, n logo o sino fatal da morlc
Ihe sonancia eslar preste o sen passamento !
He nesse momento pungente, nesse inslanle hor-
rivele melanclico que o seu esposo, sua carinhosa
mai, e seus lenros lilhns vem-se rallados de sauda-
des; e ama acerba dor, loca e fere os seus corajes;
quaudo teslemuuham esle transito doloroso, esta se-
pararan eterna que o deiiam em completo deliquio.
Elles lamentara e inconsolaveis carpem-se, vendo
o objecto idolatrado descer ao horror do sepulchro,
reduzindo-se logo pelo sopro da morte, a insensihi-
lidadedopl
Na verdade, o problema da vida, a morte rcvolve
em p'i. Ilonlem a vamos to cheia de vida o hoje
exanaue e inanimada, bem como a mimosa bonina
borrifada pelo fresco orvalho da manhaa. sorri gen-
til ao despostar da aurora, eao crespusculo da larde
murclia e secca!
Sic transit gloria munii!!
Filha submissa e amorosa, consorte virlnosa, mili
desvelada, em summa, as qualidades caractersticas
de una perfeila matrona, ella as tnlia recebido da
natureza que Ihe liavia prodigalisado; e alm disto
ornada de virtudes singulares pela Providencia, ella
sempre soube desempenhar os ileveres de religiosa
sem linsimenln, caritativa sem afleclar,,1o, rompla-
cente extremosa. A voz da indigencia ia echoar-sc
em sua alma; o grito da desventurado clamor do
ITIiclo, palpitavam-lhe incessanlemente no peilo, e
deste sempre sahiara remedios que miligavam a dor
daquelle que coherlo de andrajos e miserias Ihe es-
tendia mao supplicanle.
Mas para que eommemorar actocs pie lasas, la-
mentar o passamento da Exm. Sr. I). Sancha,
quando ella apenas pasan lo o tribu* irrecusavel da
natureza, sacudi christaimcnle a poeira das suas
sandalias para entrar sitan -sa nos passos doSenhor'
l'ara que mais carpi-la, guando suas virtudes fue-
ram mudar a enroa de espinho para cingir a de bel-
los lirios, e gozar logo a nansao dos justos.'!
Kesignacao aos arcanut da Providencia, he o escu-
do do vertladeiro orlhoduxo. Choremos como sau-
dade a separaran de Uo virtuosa inatrolia, deposite-
mos no sea moimento urna saudade,synrbolo da dor,
e rogaemos conformados, ao supremo Creador pela
sua candida alma.
Nao roce labios meas nem mais um riso;
Meu terno curadlo rallai de saudade.
fallara ainda todas as obras que soeni constituir um
porto verdadeiraraenla digno deste nome.
So nao existime esla ridaflo e tralasse-se de
escolher, nesla parle do lilloral da provincia, o
melhor lugar para ahi estabelc'rcr um porto, talvez
houvesse duvida para | escolha entre o porto ac-
tual e a barra do rio Cear.i, (pie provavcliuente
poderia ser novameute aberra ao conimereio; pu-
rera a existencia e llorescenle estado desta cidade
me parecem ]er decidido a queslao em seu favor;
pois a remoran do porto para oulro qiialquer lugar,
trazando corasigo a deslocacao de commercio, e por
conseguinte fia populacho e riqueza, alm de empo-
brecer os proprielariosdesla cidade que iria delinean-
do, occasjpnaria taes perturbares as fortunas, c
por conseguinte encontrara taes obstaculusque niu
sera possivel leva-la a effeito. Deven) por lano lo-
dos os estarnos serem dirigido* em vista di melhorar-
se o actuar porto do Cear, isto he, o actual ancora-
douro.
Islo posto, qual he a parle rio vasto espaco com-
prehendido onlre a pona do Mucuripo e o baixo dos
Arpuadores, onde devem, ao menos por ora, conceu-
trarem-so os esforr.o do governo ? I'arcce-me n-
contestavet ser h parle coinprehendida entre o arre-
cife e a praa da alfalulegaM ah he que com menor
despeza |>ode-se ohlcr um ancoradouro abrigado c
coinniodo desembarque e embarque para os gneros
e individuos.
As obras i fazerem-se para obler este resultado
sao as segu nles :
1." Levantar com pe Ira o cimento hydraulico at
i allurada preamardis aguas vivas o arrecife actual
collocando ah pecas para amarracao dos barcos, o
que peder cuslar de 1801 '200 conlos de res.
-'. Construir, em frente do mesmo arrecife, na
distancia de 101) bracas pouco mais ou menos, um
caes com rampa de desembarque, ao qual encostar-
se-hiam os trapiches que se houvee de estabelecer,
depeza que eu avaho de 170 a 180 conlos.
3. Cavar as parles seccas ou rasas do espaco com-
prchendido enlre o caes e o arrecife, em ordem de
obler-se fondo de 18 palmos na liaixa-inar em toda a
extensaoda hacia, Irabalho este que nao exigira
mais de .V) a 60 conlos.
Obtcr-se-hia dest'arte solTrivel ancoradouro com
perto de 30 mil bracas quadrada de superlicie, no
qiialsiibsistiriain anda -2 deleito- : asiladlo na prea-
inar e iirande correnteza no sentido E. O. ; deleitas
que ao depois poderam ser removidos levantando-se
o arrecife mais ."i ou ti palmos, e ferhando-se por
Wio de um dique a exlremidade E. da baca ; po-
rm laes obras s deveriara ser levadas elfeilo de-
poisquesc houvesse obtido a immohilisacao das du-
nas do lilloral por meio de plantacOes bem dirigidas.
Mais para chante se, com o aagmenlo provavel do
commercio lornasse-se o porto insullicieiite, podera-
sedhe acrescentar nova baca, proLcgendo, por meio
de um dique, ou arrec fe'artificia! na baxo do meio,
o actual fiindcadouro dos barcos de roininercio, e
outra na enseada do Mucuri; entretanto, por ora,
o mais urgente seria:
1; Recular o arrecife de maiicira que Boom lo-
do cima da baixa mar de aguas moras. (Po leu-
do ser npphcadas com vantageiu para esla obra as
pedras que existem em abundancia na pona do Mu-
curipe, e provavel he tamben) que achar-se-hiao
n'algum ponto do litoral, ou das serVas pe Iras sus-
ceptiveis de dareni, sendo calcinadas, cimento hy-
draulico que subslilusse o da Europa.)
'*" Construir na praa da alfandega urnas rnco-
cnla bracas de caes para ah descancar ou trapiche
da mesma alfandega e for ni .r-se a rampa de desem-
barquepara o publico.
3. Cuidar ja e ja de plantar as dunas para obler
a iinmohihsacao de que-acinu Tallei e sem a qual
mais cedo, ou mais larde ficariam inutilisadas quaes-
quer obras elas para mellioramento da navegacao.
Alemdessas obras, anda ha oulra de menos im-
portancia pecuniaria indispensavel para guiar os
navcaantcs por entre os escullios da enseada onde
se acha collocado o porto desta cidade. quero fallar
da collocacao de seis boias, a primeira na exlremida-
de N. E. do baxo do Merelle ; sesumla na exlre-
midade E. do baixo do meio ; a lerceira na extre-
midade S. do baixo da Irempe ; a quarta na cxlre-
midads N. O. do baxo do meio ; a quinta na exlre-
midade N. do baxo de Carauhat e a sexta na exlre-
midade S. do baxo da villa Vclha. Tedas ellas sao
neeessarias, porem as mais urgentes sao as dos nme-
ros I, 2e6.
Taes sao, Exm. Sr., as recxes que me ha sug-
gerido o rpido examc que me foi possivel fazer do
lilloral desta provincia, eque eu tenho a honra de
siibmeller a exclarecida apreciadlo de V.Ex.,a quem
Deus guarde por muilos aonoo.
Cidade da Fortaleza em 30 de maio do 18>i.
Illin. eExm. Sr. conselheiro Vicente Pires da Mol-
la, dignssmo presidente desta provincia.
Ilenrique Auguslo ifitet, jfpenheiro civil.
Illm. e Exm. Sr.Enoarregado pelo, governo da
irovincia de Pcrnambuco, i pedido da rompanhia
'eruambucana de barcos de vapor orcanisada em
virtode do decreto II13, de examuiros'portos com-
prehendidusentre as cidades do Kecife e Fortaleza
em ordem de determinar quaes (lestes porlos pres-
laiu-se navegacao por vapores, e quaes as onras e
melhoramenlosque exigem, quer por parte do go-
verno, quer pelo lado d* companhia, julgaria fallar
as minlus obrgaces se Mo communicasse a V. Exc.
o resultado da minha coiimissao em relacao pro-
vincia, cajos deslinos Ihe I iran confiados.
Da barra de Mossor. limite desla provincia
com a do Rio-Grande do norte, al a pona do
Mucuripe, uu existe por ora, alm da enseada
do Reliro-tiraiide 7 leguas ao S. E. da foz do ro
Jaguaribe, parle alguma do lilloral que se preste
com facilidade ao embarque e desembarque dos g-
neros e mercaduras em navios de grande lotacao,
e comtudo he de suppor que nao seja vaiilajuso
nem a companhia nem ao commercio demorarem-
se o* vapores no Retiro ruis do que o lempo ne-
cessario para largar e lomar passageros; pois a
distancia em que dito aucortdoaro se ach da ci-
dade do Aracaly, principtl emporio do commercio
do sol da provincia, e as dilliculdades do Iraos-
pof'ejlravez terrenos arenosos, farflo que o commer-
cio preUra continuar com os hieles e barcacas segun-
do Menilodeclarado os principaes negociantes do A-
racaly ; alm disto, leudo os vapores do fundearem
na distancia de ama milhn, o embarque dos gneros
pera se poder realisar conv a necessaria rapidez, exi-
gira um material consideiavei alm de edificar,ao
de trapiches e armazeus, ji. por conseguinte. despe-
za* avalladas que a compaNu s poderia fazer se
houvesse certeza, ou pelo iheWi.'r.ndeprohabihda-
de, que para all psssasie oemmercio do Aracaty,
ao passo que tan probabilidades nao existem, pois'o
Reliro-Grande nao olTerec; proiioroes para colloca-
cao de ama villa, e at solre grande falta de agua
potavel no vero.
Ora, 7 leguas ao N. O. do Retiro-Grande acha-se
a foz do rio Jaguaribe, rio navegavel por grandes
embareaeoes at 2 leguas oara o centro, e cuja barra
dava entrada em oulros lempos as embarcacOes es-
trangeiras as quaes iam fi naiar a menos de 1 legua
da cidade do AracalJ1;; as endientes do ros a mar-
cha progressiva dos morros de ara collocado aoS.
E. oa barra deve-se aehar'-se ella actualmente com
urna largura demasiada (pjrln do mea legua! e in-
leirameute abslruMa por bancos continuos de area
que apenas conservam dous e tres palmos d'agua na
baixa mar d'aguis vivas, e onde a arrehenlacao do
mar faz com qve s possam entrar all sem risco de
bater pequeos navios que nao exgem mais del) pal-
mos de agua.
Entretanto a cidade do Aracaty he a sede do mui
a\ ululo commercio com os serbios desta provincia,
dos do Rio Grande e Paraliiba, e al parte de l'er-
iiainb ico : eslabelecida que seja linha.de vapores
costeos, a qual pretende encelar as suas viagens an-
tes do flm do annu crreme.) e tocando elles no Ma-
cno do Ass, lera de passar-se necessariamente pa-
ra a barra do Amargoso graude parte do commer-
cio dos pontos cima rilaros, a menos que oa vapo-
res possam entrar na barra do Jaguaribe, o que he
impossivel no estado aclaal da dita barra.
Seria, por lano, da summa utilidade para esla
P^ovineia, e um padro de gloria para o seu digno
administrador, restituir ao commercio a barrado Ja-
guaribe, encaando convenientemente as aguas por
meio de um dique, que parlindo do Barro Prelo no
puntal do sal, seguase em direcrao ao puntal
do norte com a exiensitn de qunhentas bracas
lioaco mais oa menos. Semelhinlc obra, exe-
crada com pedra c argamassa, ou cimento hy-
draulico. e terminada por urna parle semicircular
onde devena ser colloe.do um pharol, nao pode ser
avallada m menos de 5110 a 600 cuntos, e por con-
seguinte, nao cabe as fo-caedos cofres desla pro-
vincia ; lalvex que lambem nao seja possivel obler-
se do governo gcral semelhantc sacrificio em pro da
populacao eearense; porm, poderia Jila obra ser
substituida por oulra menos durativa, que todava
liara presentemente os mesmos resultados e servira
de ncleo a pffmeira quando se houvesse de reali-
sa-la, quero fallar de um dique de pedra secca pro-
tegido exleriormente por urna forte estacada, e cujo
cusi nao poderia exceder moto de cem conlos de
res: c al nao seria iiecessark) gastar inmediata-
mente toda a quanlia, a qual poderia ser repartida
em cinco annos, sendo a meu ver mui provavel, que
logo que eslivessem promptas as primeiras ISO a 200
oraras, as aguas da vazanle abririam caminho para o
norte, onde esleve a anliga barra, de maneira a olfe-
reccr um canal qne licass. com 8 a 10 palmos na
tjaiia-mar, o que sera sufliciente para que oo eolio
da preamar podesseiu entrr os vapores e outras em-
bareaeoes grandes.
Entretanto, qualquer que seja o plana que se
execute nao se poder conservar urna barra no Ara-
c) sem immobisar as dunas, ou morros de areia
rollocados aoS. E. da barra, e que alm de a lerum
entupido ja teem na sua imrcha para o N. submer-
gixlo varios sitios, cujos altos coqueiros apenas mos-
tram a exlremidade das follias por cima das arelas
accumuladas. Para esse fim nao oflerccc a sriencia
"u ro meio alem da rcplantacao, a qr.al he sem du-
vida alguma a grande neceisidade de toda essa cosa
rtiamada doseriao, orlada ci morrosmovedicos, que
impcllidos lelos ventos vio submergindo as cultu-
ras, tapando as embocaduras dos rios c eslerilisando
os terrenos de plantarles.
Pelo que loca ao porlo desla cidade V. Exc. nao
Ignora que nao pasaa dito (rio de um fundeadouro
pouco mais abrigado que o resto da costil, e onde
todava diflicilimo ue o embarque e desembarque,
quer das fazenda feoero-i, qoer dos individuo, i
O HOTELS. NICOLAO EM NEW-YORK.
Eis u mo'ielo dos botis passados, prsenles e fu-
turos ; e neuhum receio temos de que nos contradi-
gan), allirmando aos nossos leilores que o hotel S.
Nicolao locou a perfeicao no seu genero. A descip-
jao que vamos dar, da melhor maneira que nos for
possivel, deste Cara vaneara Americano, bastar pa-
ra convence-tus. Ignoramos realmente o que pn-
dem as geraees futuras inventar para lomar ocon-
fort <\o viajante ainda inaiordoque he actualmente
na America ; porem em nosso entender chegou-se a
um completo aperrci^oamrnlo .
O hotel S. Nicolao situado no meio dessa grande
arteria de Nen-York. chamada Broadwav, no ngu-
lo formado pelas ras de Merccr e de Spring, na
parte a maieTraouenlada da cidade.imperial da Uaito,
cobre um terreo de seis mil metros quadrados.
O arrliiteBlu conslruio tres fachadas de um esty-
lo ao mesmo lempo elegante e severo, que se apro-
xima da ordem corintia. A fachada principal, si-
tuada sobre Broadway, leudo 275 ps de compri-
viento cerca de 92 metros) he feila de um marmore
branco, que brilba como se estivesse salpicado de
pedras preciosas. He a qualidade do marmore ame-
ricano, que, se nao serve para estatuas, pres'a-se ao
menos admiravelmenle s precisoes da architectura.
Esle magestoso raoniao de marmore iiOercce um
magnifico golpe de visla que descanca os olhos da
monotona produzida pelas conslrucces cor de rho-
col.ile, e de lijlos vennelhos. eslvlo f.uiz XIII, que
apresenlam, com poucas excepc/.es, (odas as casas
particulares nos Estados-Unidos. As duas outras fa-
chadas sao de cantara, e a mais comprida, a que se
eslende por Mcrcer-SIrcet. tem 75 metros.
O ponao principal do hotel abre1 sobre Broadwav,
no centro do edificio : ha alm desta, mais quatro
entradas, das quaes duas sao especialmente destina,
das as senlioras que mnram.no holcl, suas familias,
easpessoas do bello sexo. As outras duas servein
nicamente para os criados incomhidos do servico,
e o fornecedores ; porem no caso de incendio oe-
reccriam urna sabida para os commensacs da c;isa.
U hotel S. Nicolao Icm cinco andares, afora o pa-
vimento baixo (rez de chusse). A altura media de
cada andar he de a :l melros.
Entremos no hotel pelo prtico que abre sobre
broadwav ,c sigamos o nosso Cicerone. O Sr. John P.
;'leri*rih.er',reau*e. socio dos Srs. John Acker.e
irgilWInicomb.os land lord* (donos da casa) do S.
Mcolao.va razer-nos as houras do palacio, alugado
aos Srs. M. I). H. Harght e A. Lonbal, os propie-
tarios desse caravancara dirigido pelos nossos quatro
americanos, com una habilidad admiravel.
Adianto-nos n'um vestbulo de 200 ps de fundo,
com paredes de estuque, no go-lo italiano, e cujo
chao he ladrilbado de pedra mormore de varias co-
res., formando um mosaico. A' direita. existe um
saleo exclusivamente deshilado para os homens, ao
lado do qual esla o gabinete de leitura, onde se en-
coiilram, arrumados sobre as mesas e carteirascollo-
caoasem ro la do quarlu.lodos os jornaes dos Esta-
dos-i. nidos eda Europa, naoesquecendo f.'llliutra.
non, que acliou seu lugar ao lado das outras sue-
las parisienses, inglezas, italianas, allcmaas, e deV
dos os paizes do mundo.
Penetramos ao depnis na aucncia do correio, a
qual so acha adido um empregado especial.
Sezuc o cscriptorio 'oflice) do holel, isto he, o lu-
gar onde assislem os donos. o ponto central oudc
conversen! todas asrdeos dos viajantes morado-
res do S. INicolao, e de onde s.lo dislribuidas as di-
versas runeres, que competen! a cada um dos cria-
dos. He all, que em bancos cullocados nos dous
lados da sal estao sentados os criados promplo a
responder) a qualquer loque de campauhia. ea
porem -se a .lisposico daquelles dos hospedes (boar-
aersi do h. .Nicolao, que precisara delles. All lam-
iiem esta o registro em que cscrevem os viajantes
seus nomes, e que he o nico passaporle exigido
pela polica municipal, to fcil de ser engaada
por esse nodo, quanto, seudo preciso, he hbil em
descubrir o criminoso debaixo de um nome suppos-
lo no meio da gente de bem abrigada no S. Nico-
lao, ou qualquer oulro hotel. He tambera no cs-
criptorio quo se ve esse quadro engenhoso em que
sao inscriptos, sobre um circulo de latte movedi
lodos os nmeros dos quarlos do hotel, correspon-
dendo por am fio de rame ao boho collocado ao
lado do fogao de cada quarlo, e que locado pelo
locatario, communica um movimenlo por meio da
eleclncnlade, e chama a atlencao do director do
esenptono, ou do seu caixeiro, para mandara quem
o chama, um criado promplo a cumprir suas or-
dens. All lambem eslao penduradas as paredes
noticias sem uuinero, ;addrepes, cartazos dos Dies-
tros, em fim ludas as indicacoes neeessarias a um
viajante, para conhecer as horas da partida dos
barcos de vapor, caininlios de ferro, diligencias ista-
gese oulros meios de transporte.
Eis-nos,. agora em oulro grande sabio exclusiva-
mente destinado os hospedes do sexo masculino
do S. Nicolao e quelles que os procuran) para
vizita-ios. Ao lado esla urna sala para fumar, co-
jas paredes pintadas a fresco, eslo em parle cober-
las de espelhos immensos com riquissimaa molduras
douradas. Em um dos lados dessa sala est um apa-
rador immenso, por delraz do qual estao criados
para servirem aos consumidores violtos de Sherrv.
Bordeaux ,clarel) porto, Champagne, brandy co-
gnac, cerveja, branca ou prcla. licores de lodas as
qualidades, e sobre ludo essas afamadas bebidas a-
mericanas, a que rhamam Sherrv cobblers, muit
pileps, brandy cork-tails hot WUkey punch, ele.
que nossos labios apenas provara.n ha d,,,,-; annos,
n cafe l.ebloud, no Boulevard dos Italianos. Em
um dos cantos dessa sala os directores do S. Nicol.o
estabelcceram um telegrapho elctrico que corres-
ponde com todas as cidades principaes dos Estados
Lindos, pelas ludias geraes dessa administrarlo c
por meiu do qual um viajante que mora no hotel
node em um lempo dado e milito diminuto, man-
dar urna mensagem qualquer e receber a resposla
Asmd), por eiemplo, um negociante de Nova-Or-
leans pode, no esparo de 20 minutos, dirigir ao seu
correspondente ordem para Ihe comprar algiimas
mil laceas dealgodao por lal ou tal prero. A ope-
os aposentos do pavimento baixo fie/, de
e) sao ladrilhados de marmore, e durante!)
... preijo. a opc
racao cirectua-se. e 20 niinulus depeis, recebe a
participac.lo
Todos os
chausse)
invern o fri dos salees he temperado'por meio de
calorferos numerosos.
O Sr. Treadwell condoz-iios ao prineirn andar
por urna oseada magnifica em que vem dar inmen-
sos rorredores indo de urna exlremidade da raa
oulra, leudo o principal 175 ps de compriinenlo.
A direila estao duas salas de jantar em cada
urna das quaes .100 convivas podem adiar Bsenlo.
Ahi ludo se faz com a njelhor ordem possivel. A
mesa est posta e preparada, c em lugar dercscal-
deiras e iguanas sem numero, ruja visla so basta
para tirar o Bppclite, so apparecem em cima da
loalha, flores inicias e lotes. Todo o seevico he
feto russiana, (em aparadores, <>u por meio de
nina roda Cada conviva tem adianto de si a lisia
do jantar imprcssa em um bilhele assetinado. c so
tem que escolher para ser iminedialanicnte servido,
sera o menor ruido, sem que sua conversacao com
o seu viziuho seja inlerrompidu pela bulla dos cria-
dos apressados, pois que todo o soalho esta coberto
de espessos tapetes, que amorteccm a bulla dos
seus passos. Quanto ;i variedade de iguarias loma-
mos por acaso a lista de 27 de abril ultimo, que te-
mos a mao, e pela qual farao os nossos leilores urna
idea da profusao americana. Segu nmlista de a
jantar momtro.)
Os criados vestem uniformemente, sera com tildo
lerem libr. Todos estao de casacas, ralea- e cohetes
pretos, luyas brancas de algodao, que se mudam
varias vezes ao da.
A esquerda das sals de jantar entramos para os
dous sales onde se toma o cha, em seguiniento dos
quaes vem oulros qualro de reunan para os senlio-
ras, e aposentos especialmente destinados a noivos,
e outros quarlos dispostos de maneira a poderem re-
ceber familia.' inteiras. Jolito intil descrever aqu
a riqueza e elegancia dos movis de todos csses apo-
lei
A arrematarlo ser feila na formada .,
uncial n. 313 de 15 de maio do correle anno, esob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoasque se prupozercm a esta arrematarao,
comparceam na sala das sessoes da mesma ionta pe-
lo meio da, competentemente habilitadas.
sen.s, todos forrados de ricas sedas de I.yon.-e da-1 blMtoStarto! ^"^ ""h" PreSe"lC C *"
mseos das mais vivas cores, conde os ps encon- Secretaria da Ibes
liara os mais fofos tapetes, o corpo descaiiea em
sofas poltronas, ecadeiras estufadas de seda e velli-
do de alto preco, o onde brilliam os dourados a luz
de innmeros bicos dagaz. Apenas cilarei romo
speciinen, a elegancia e o gosto primoroso do gran-
de aposento reservado para os HAS mrried cou-
plet, cujas paredes estao forradas de selim branco
com hieles d'ouro. A cama he embutida de mar-
(un, e ludo quanto a cobre, inclusive os lenroes, he
segralo me asseveraram do selim o mais superfino.
Os vatros movis desse quera nupcial corresponder
em esplendida riqueza. O preco de urna noilc pas-
sada nesse placi de fadas, levantado sol os aus-
picios de \ enus Luciiia. he de 200 dolan smente.
Sem duvida almima, ludo aquillo he de nina sump-
luosidade de principe, a que nada chega na Europa
mesmo nos palacios dos res.
O 2." e 3. andar do holel de S. Nicolao ainda
estao dispostos para receber familias. No',. e .
esla o dormitorio geral dos homens, que consi-le
u urna serie de quarlos composlos de urna alcova
com urna saltaba, gabinete de toilele, privada, etc.
O numero tolal dos quarlos de dormir he de 800;
mas podem se dar canias para mil pessoas. Cada a-
posento completo lem no seu recinto um quarto para
banlio, e duas privadas. Exislem alm d'isto em
cada andar um quarto de liando, para o un gcral
de lodos. Cada mesa de toilette, em todos os quar-
los esta collocada defrnule de duas torneiras de on-
de correm a vonlade, noilc e da agua quenle, e fria
c para levar essa agua ato os andares superiores,
collocou o archilcrlo nas adcas subterrneas tres
machinas de vapor, que trahaiham sm cessar. Os
tubos de chumbo dos diversos conductores d'agua c
gaz no holel, pesavam 125 mil kilogrammas.
O hotel inteiro he Iluminado a saz, que se fabri-
ca em um lugar visinho, disposto para esse lim. O
numero total dos bicos d* gaz he de 3 mil.
Durante o invern, o hotel he aquerido por va-
por, distribuido por meio de canudos de ferro fun-
dido.
Chegamos agora a lavandera, que he urna das
maravilhas do hotel S. Nicolao. Toda a rnupa d'es-
sc immenso cslabelecimcnlo he lavada e cnsomma-
da em casa ; porem nao s.lo mulhcres incumbidas
d e-si importante operaran. Foi esse cuidado ron-
hado a urna machina de vapor, e dous homens que
vigiara movimenlo doeugonho, sao bastantes para
se lavarem, e cnxaguarem por dia (i mil pecas de
ronda,
lira viajante chega ao hotel, tendo sujado tuda a
sua roupa cinraminho, e |quer entretanto vestirse
sem lar de acrrcscenlar a sua guarila-roupa com
novos objectos, inmediatamente he despejado o seu
sacro de viagem na lavandera, c emqaanlo laz a
barba, lava-se, uentea-se etc., isto he uu .espaco de
30 minutos, todas as suas camisas, teneos, ateias,
colarinhos etc.foram lavados.cnxulos e engonimados.
Recebe Indo junto. Tudo isto fez-se sem perigo
para n roupa, que sotTre menos com esla opera^o
do que passamlo pelas maos e ps das nossas lava-
deiras Trancczas.
Se da lavandera passarmos para as costabas, en-
traremos primeiro na que he destinada aos almocos
situada i ptsslsaidada da sala.le jmil.r no primeiro
au.iai. A arando cozinha est no pavimento baixo.
A i oaee-io he geralmenlc operada pelo vapor ;
excep;ao dos guisados, pratos preparados e assades,
que sao cozidos pelo carvo.
vamosaaora padaria, e pastellaria. Tudo quan-
to se come de pao, bollinhos, o pastelees no holcl
S. .Nicolao, he le i o em casa.
Ja fallamos na riqueza da mobilia ; accrescenla-
remos somenle, que em toda a casa, al nos corre-
dores estao macios tapetes. A somma lolal depen-
dida com a mobilia do holel S. Nicolao he de um
nulhao e .500 mil Trancos.
Vemos d'aqui maior parto dos nossas leilores sor-
rindo lendo a descripcao fastuosa d'esse palocio ame-
ricano destinado aos viajantes : tudo islo he magni-
fico, dizem elles, nao ha duvida ; porm esses ledos
dourados nao sao para as bolsas pouco recbeadas.
bis o enzano.
Fajamos uossa conta com o Sr. Treadwell. Os
aposentos completos, conforme o mular e a aposi<-o
que oceupam no hotel esli colados de 10 a 30 e .50
trancos por dia, incluindo banhos, gaz e o servico.
cent.
O viajante que oceupar unicainenle um quarlo,
seja qual for o andar ( os primeirus chegados leudo
a preferencia na escolha 1 pagar pelo seu quarlo,
mesa, logo e luz, a diminua quanlia de 12 fr. 50
cent por dia.
Queris salier o que se chama a mesa no hotel S.
sVsv10. ^'* a ordem das comidas, das quaesqual-
's pensionistas podo tomar o seu quinhao,
capitn Joaquim Martins de Merelles, carga sal.
Passageiro, Francisco Jos da Silva Paula.
MelbournBarca ingleza llrening fllarr, com a
mesma carga que truiixe. Suspeudeu do lamei-
r.lo.
Rio de Janeiro o portos intermediosVapor brasi-
leiro Tocanliut, rommandaiito o capilao-teneute
.Mancebo. Passageros desla provincia, Dr. An-
tonio Coelho de Sa Albiiquerquc, 3 escravos e 1
criado. Lu/. Leitc Mari/.. Dr. Ernesto do Aquinp
l'onscca, Francisco de Paula Pessoa Jnior c I es-
cravo, Jo.lo tionralves Pcreira, Dr. Filippe Lopes
Nellu/llenriquc Goncalves de Miranda kcller,
Jos Goncalves de Alhuquerqur, Dr. Quiiiliuo Jo-
s de .Miranda e 1 esclavo, capilAo-lencnte Ma-
nuel Jos Vieira, Dr. Lourcnto Accioli Wander-
ley Canavarfo. Ra\ mundo Carlos I.eile, alfares
.Manuel llapli-la Riboiro de Faria, Dr. Ilenielc-
no Jos-Velloso da Silveira c I escr.ivo, 2 solda-
dos de polica, 2 africanas livres, 2 escravos a en-
henar, Jos Manuel de Araojo, Dr. Antonio Al-
ves de Souza Carvalbo c ti escravos, Joo Joaquim
Alvcs, Antonio Mara Ramos e S escravos, Fran-
cisco Jos Auguslo Ferreira, Jos Joaquim de Oli-
vcira, 2 soldados, 1 deserlor, 1 ex-prara e 5 es-
cravos a entregar.
EDITAES.
O Illm. Sr.
nspeclor da thesourara provin-
cial, em cumprimenloda ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 30 de setembro ultimo, man-
da fazer publico, que no dia 96 do correun peranle
ajumada (anudada mesma thesouraria. selrt de
arrematar a aquem por menos lizer a obra dos con-
ccrlos da cadeia dafvilla do Cabo, avahada em
t:i.>i5rs. .
::
com lano que tenha um estomago disposlo para essa
abundancia iminodcrada. Das sete horas da manh.1.1
ao meio da, ha mesa franca para o almoco de gar-
ro. Encontrareis adianle de vos em cima"da mesa
urna hsta de variadas iguarias, cha, caf, chocolates
tudo com profusao e servido quentf. Do meio dia
as 2 horas o lunch a nicreiida Ds duas s 3 l|2
para quelles que preferem jantar mais cedo, mesa
particular, como para o almoco ; mas a .5 horas, (ora
a campa, abrem-sc as porlas da s?la de jantar, e en-
13o podis -entur-v..- mesa de honra, e farlar-vos
em um desses janlares de gargantua, de que mais
cima demos urna relacao. Atad nao he tudo, das
/ as9 huras da noite, o cli'cnmpbslo de boliuhos
de loda a especie, carnes salgadas, com salames, va-
ca femada, linguas e doces, servidos a quem quer :
finalmente das 9 a I hora ilepois de meia noite unta
cea fra espera nos aparadores itn sala de jantar pe-
los pensionistas que uilt.nu mais larde do thealro, de
um baile, ou de um passeio mais demorado, ou mes-
mo por algum viajanlo trazido pelos caminhos de
ferro ou barcos de vapor.
Ainda mais algumas primadas para arabarmos a
desenpraodo hotel S. Nicolao. O servico he feilo
por 2:10 criados, que durante a bou eslara'o sao aju-
dados por mais cem mpanheiros. A despeza dia-
ria anda por seis mil francos. Sao .500 a 600 mora-
dores termo medio no hotel ; porem nn verao o nu-
mero sobe a 800 por dia.
Para o lado Mescer-Slreel, estao as estribaras, e
coclieiras que podem accommodar 1.50 cavallos, e
tO carruageos.
Terminaremos este artigo declarando aqui o va-
lor do terreno em que est edificado o hotel S. Nico-
lao, que he de dous milhues de dollars. A conslru-
cao custou taual quanlia, u que traduzido em nossa
moeda, representa o valor de 22 milhoes de Trancos.
( Iutlralion "i
! Peridico dos Pubret, )
COMMERCIO.
i'RACA DO KECIFE 11 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
.. Cotacoes ollieiaes.
Lambo sobre Londresa 60 d|> 28 d
Mta sobre o Rio de Janeiroa2 ; de rebate.
Uesconlo de ledras de pouco temmiK no auno.
ALFANDEGA.
Kendimenlo do dia 1 a 10.
dem do dia II .
98:.573S27
H:2.59j987
10t>:S3(iS.S|.i
CONSULADO GERAL.
Keiidiinento do da I a 10.
dem do diajl ,
,. llVEKSAS PKOVINCIAS.
Kcndimenln do da 1 a 10 .
dem do dia II. .
907vf47
38(Vj3
IS700
3jHI0
2." O arremalanleidar principio as obras no pra-
zo de I mez, e as concluir no .le 3 mezes, ambos
cornados na forma do artigo 31 da lei provincial nu-
mero 286.
3." O pagamento da importancia da arrematado,
realisar-se-ha em 3 preslaroes, a primeira quando
hver feito a Ierra parte, a segunda quando liver fei-
lo os dous tercos, e a lerceira quando esliver con-
chuda .quesera loso recetada definitivamente, por
nao haver prazode responsahilidadc.
4." O arrematante empregar melada dos traba-
jadores livres.
5. Para ludo o mais que nao esliver determinado
nas presentes clausulas, nem no ornamento, seguir-
se-ha o que dispoc a respeito a lei n. 286.
Conforme. (> secretario,
Antonia Pernera df.tmmneiaro.
. O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 7 do rorrete, manda fazer
publico, que no dia 2 de novemhro prximo vindou-
ro, peranle a junta da fazenda da mesma thesoura-
ria, so hade arrematar a quem por menos lizer a
obra dos reparos da ponte de Giodaby, avahada em
i:(i20000 rs. "
A arrematarao ser feila na forma da lei provin-
cial ii. 3i3 de L5 de maio do correnle anno, c sob
as clausulas especiaes abaixqtcopiadas.
As pessoas que se propnzereai a esla arrematarao
comparceam ua sala das sessoes da mesma junta, no
da cima declarado pelo meio dia, competente
mente habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o prsenle, e
publirar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 9 de oulubro de 185i. O secretario.
Antonio Ferreira da Annunciaro.
Clausulas ttpeciae* para a arrematarao.
\.' rar-se-hao ditos reparo!de conformidade com
o ornamento approvado pe directora em conselho,
c apreseiilado a approvaco do Exm. Sr. presidente
da provincia, na importancia de 4:6209000 rs.
2. O arrematante dar principio as obrasne pra-
zo de um mcz,%.as conclslr no de seis mezes, am-
bos ruulados na forma do artigo 31 da lei provincial
n. 286V jt
."!. O Pxamcnto da importancia da arrematarao
rcahsar-se-fa em qualro preslaroes iu'oaea; a pri-
meira quando esliver concluida a lerr,a parle das
obras ; a segunda depois de felto o segundo terno ; a
lerceira no reccbiiiienlo provisorio, c a quart'a na
entrega definitiva, sendo de um anno o plazo de
respoiisabilidade.
4. Melade do^icssoal da obra ser de gcnlc livre.
).' O arrematante dever proporcionar transita
ao publico no lint de tres mezes.
6. Para ludo o que nao esliver determinada, nas
prsenles clausulas nem no ornamento, segulf-se-
ha o que dispoe respeita a lei n. 286.
Contarme. o secretario.
Antonio Ferreira da Annundarao.
O Dr. Custodio Manocl da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara desta cidade do Recife por
S. M. l..eC.-elc.
Foco saber aos que o prsenle cdital virem. que
no da 3 de novemhro deste correle anno se hade
arrematar por venda a quem mais der, depois da au-
diencia deste juizo na risadas mesmas, urna casa
terrea sita na ra do Fogq.ii. 30, avahada em 3:0005
rs., peiihorada porexecuca! de Manoel Antonio dos
Sanios 'onles contra Antonio' Piulo Soares.
E para que chegue a noticia de lilos mandei pas-
sar edilacs, que sero publicados pefoljornaps e atli-
xados na praca do commercio e casa das audiencias.
Dada e passada nesla cidade do Recife aos 9 de
oulubro de 18.51. E cu, Manoel Jos da Molla, es-
criviio o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaraes.
Para Lisboa seguir breve a m lera porlucueza
Uargarda, de que he capitn Joao Ignacio de Me-
nezes, por ter ;i maioria do seutarrcgamenlo promp-
la : quem na mesma quizer carcegarou ir de pass-
gem, para o que tem lions conaTnodos, pode enlen-
der-se cora os consignatarios Amorim Irui-tas, ra
da Cruz n. 3, ou com o Sobredilo rapila na praca
do Commercio.
Pata a Baliia.
Salie n present! semana o bem co-
nliecidoeveleiro liiate "Amelia, por-tet-
sen carregamento pronipto, anda pode
recebeB alguma carga ; trala-se com os
consignalai os XovaesA C, na rita do'J'ta-
piclie ir. o, otjcotu ocapitiio no Trapi-
che do algodao.
Para o Arafatv, sesue cm poucos das o bem
conherido hiato Capibarihe, para o resto da carga e
passageros (rala-se : na ra do Visado n. 5.
O hiale.tmphrite segu cin poucos dias para
a Babia por ler proraptaa maior partida carga ; pa-
ra o restante, trala-se com Amorim Irtaaos, na ra
da Cruz ii. 3.
Para o Rio de Janeiro, o muito velei-
ro brigne Recite que se espera dos por-
tos do norte ate o din 1G do corrente, de-
vendo ter muito potica demora por ter de
peguircom parte do carregamento que
paz: pot isso |uem (|iti/.er carregar ou
r de passagem entenda-se com antece-
dencia com Manoel Francisco da Silva
Carr ico na ra do Collegio n. 17, segun-
do andar.
RIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal Veremos : para o resto e escravos
afrete trata-secom J. R. da l'onseca J-
nior, na ra do Vigario n. -, primeiro
andar.
PARA O RIO E JANEIRO.
O brigue Feliz Destino, capitoBcl-
miro Baptista de Souza, devesaliir ate 23
do corrente por ter a maior parte docar-
thesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 1 de oulubro de 18.54. O'sccrelario
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiar* para a arremataran.
1." As obras dos cotcenos da cadeia da'villa do
Cabo, lar-se-hao de. conformidade com o ornamento
approvado pela directora em conselho, c apresen-
lado a approuir.io do Exm. presidente dil provincia,
na importancia de 1:155 rs.
'.n O arrematante dar principio us obras no pTa>
WdM sW mez, cas concluir mide .5 mezes, ambos pegamento prompto: pura o restante e
coniados na forma do artigo 31 da lei provincial passageiros trata-se com Manoel Francia-
3." O pagamenlo da imporUncia da arrcmalacio,
reahsiir-c-lia emduas preslaces iguaes, a primei-
ra quando esliver fcita a melade do servico,'a outra
depois da obra concluida, e Ua haver prazo de res-
ponsabilidade. ,
i. O arrematante empregar melade dos Irabalha-
dores livres.
5.a Para tudo o que nao se adiar determinado nas
presentes clausulas nem no orremeulo, seguir-se-ha
o que dispOe a respeito a lei provincial nume-
ro 86. o secretario.
Conforme. Antonio Ferreira d'Annuncianto
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm.Sr. presi-
dente da provincia de 30 de setembro ultimo, man-
da fazer publico, que no dia 20 do corrente peranle
a junta da fazenda da mesma Ihesnurarin, se ha de
arrematar a quem por menos lizer os reparos urgen-
tes no caes da ra da Aurora, avahados em reis
7:0718098.
A arremataran ser fcita na forma da lei provin-
cial n. 3i3 de 1.5 de maio do corrente auno, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As psenos que se propozerem a esta arrcmalarao,
comparceam na saladas sessoes da mesma junta pe-
lo meta dia, competentemente habilitadas.
E para constarse maudou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 4 de oulubro de 1851. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes pa a arremalacao.
1. Os reparos do caes da ra da Aurora, far-sc-
hao de conformidade com o orr.-tmcnlo approvado
pela directora em conselho. e apresentado a appro-
vaco do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de 7:!7I50!I8.
Sabbado 14 do corrente, lem de ser arrematada
em praca publica do Illm. Sr. Dr. juiz municipal
da 2.a vara, por sera ultima prora, a loja decalcados
do aterro lia Boa-Vista n. II, com lodo os seus'per-
lencos, inclusive a armacao envernisada e envidra-
nada, um laminador excelleiile para sala.algunsmo-
vis, obras feitas e ama pnrcao de formas novas
francezas, e moldes de metal para spalos,' por exe-
rneao doonsenhor do predio Manoel Rodrigues dos
Aojos, contra Luiz Sanas : a avaliacSu constado el-
criptu e cdilaj em mao do purteiru Sanios Torres ; a
prora he ua mesma loja pelas 5 lunas da tarde.
Dcscja-se saber se existe nesla praca, ou- tara
derla oSr. Jos Jacttitho Pauio, de Vasroncellos, na-
tural da ilha de S m-Mi-iucl, que veta para esla pro-
vincia em 1830 ou 31, c nesse. lempo foi caixeiro em
um eiigeiili.o para as bandas deJguarass. a negocio
de srande interesse : aiinuncie por esje Diario sna
residencia. '. .
Tasso Irm.ei participan) ao publico que o Sr.
Joao da Silva Veloso, deixou de,ser seu caixeiro des-
de o dia 11 ilo corrente."
_ Avisa-se a um Sr. dn mallo, que se de boje a
1.5 dias nao tiver ido a ra do Aterro n. 5 pagar os
dous vestidos que mandn tingir ha 3 mezes. ven-
der-se-hao para o pagamenlo dos 95000 rs. que
deve.
Desappareceu nodia 28 do azoslo prximo pas-
sado urna escrava de uacao Cosa, de nome Sever-
na, de estatura baixa, grossa do corpo, taboca pe-
quena, nariz chalo, rosto tirado e camodo, tem
poucos talhos, bocea regular, beicos grossos elguaes,
denles limados, todos iuuaes c -riii falla de nenhum,
orclias Turadas e sera brincos, falla bastante, lem as
costas carnudas, lisas e sem marcas, peilos cahidos,
maus curtas e bem carnudas, cabello curto e corlado
por goal, nao he bem prela e sim avermclhada ;
levou vestido usado, de chita encarnada escura, com
salpicos brancos bem miudos, panno da Cosa fran-
cezcom Usina encamadas e de mal,mies de duas r-
deos nas ponas, encrupa-se em vender fruclas; foi
escrava do Sr. Joaquim Viegas, c be por so bem
coiihecida na Passagem : quem a pegar, leve roa
do Queimado n. 15, que ser recompensado.
A pessoa que precisar comprar portan de lijlo
de alvcnara, do fim do correnle me em dianle, e
queira comprar mais commodo, diriia-se a ra Nova
n. 18. '
O Dr. Filippe Lopes Nclto, lendo de partir no
vapor Tecaatiou para o Rio de Janeiro, d'onde
leilciona repesan al o tira de novemhro prximo
futuro, avisa aos seus clientes que. durante sua cur-
ta ausencia, licam encarresados das causas que llio
eslao confiadas, os Srs. Drs. Antonio Vicente do
Nascimento Feilosa e Antonio Joaquim deMoraese
Silva.
Desappareceu no dia fi do correnle, da cidade
de Olinda, um molequc, crioulo, dado 20 annus,
to aaauva Canteo, na lita do tollegto n J poueo mais ou menos, estatura regular, secco do
17, segundo andar. 1 "fi
Para o A carac segu em pnuros dios por ja
ler a maior parte da carga a bordo, o hiatc nadfinal
Castro ; para a resto da rarca lrata-sc na ra da
Cruz n. 51, ou com o cptalo a bordo.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes tres ou quatro dias
do Assu', o patacbo nacional Efperan-
ca, (pie depois de unta pequea demora
seguir' sen destino : quem rjKzer it de
passagem, ou emba car escravos a frete,
trata-se com .Alachado & Pinheiro, na ra
datVigario n. 19 segundo andar.
DECLA2SACO 'ES.
CORREIO.
Partem hoja ao meio db) oscorreios para as cida-
des de Sanio Antao, Rio tirande do .Norte, Uoiauna
eOlm.la, e para a villa de Mamanguape.
Pela conladoria da amara municipal do Re-
cife se faz publico, que o prazo marcado para pa-
gamento a bocea do cofre, do imposto de carros,car-
roas e outros vehculos de condcele, he do 1 ao
ultimo de oulubro prximo futuro, licanrio sujeilnsa
multa de 50 os que niio pagaran no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
Frauciico Canuto da foa-ciagem.
BANCO DE PER.NAMRLCO.
O consellio de direcrao convida aos se-
nliores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do l_ a lile oittubro
do crtente anno, mais 30 OjO
numero das a cees epte lites loram distri-
ltiidas, par levar a ell'eiloo complemen-
to dQjjapital do Banco, de dous mil con-
los de reis, conforme aajliesolucfieMtemada
> 9*6a"2 ipejp assemHea geral vdos accionistas di;2(i
ne setembro do anno prximo panado.
Raneo de Peiianiliuco 7 de agosto de
1831.O secretario doconselhodedirec-
eaoJ. J. de M. Reg. '
SOCIEDADE 1M5VMiTIC\ EMPREZARU.
11. RECITA DA ASSINATL'RA.
Sabbado, 14 de oulubro de 1854.
Depois da execuro de urna escoltada ouvcrtiiia,
lera principio a represenlacSo do novo drama em
tres actos, dividido em quatro quadros
CHATTERTOIV.
Composicao original do conde Alfredo de Vigny,
c versao do Illm. Sr. Dr. Antonio Marques Rodri-
gue, membro do conservatorio dramtico de Pcr-
nambuco.
Personagens.
Challerlon........
Um Quaker.......
Kittv Bell........
Joln'i Bell........
Lord lleckford......
Lord Taholt.......
I.ord l.aderdalc......
I.ord Kingston......
Dnus tiroun....., .
L'm obreiro.......
Rachcl, filha de Kitty Bell, de
dade seis anuos.....
Seu irmao de idade de anuos.
Tres larda mancebos.
Dozeohreiros da fabrica de John Bell.
I ni criado de lord .Muir.
Os intcrvallos dos aclos serao prcenchidos com cs-
colhidas pecas de msica, e lindar oespeclaculo com
a engaada comedia lyrica em um acto, intitulad.
O CACADOR.
Cora loda a sua msica.
Prncipiarjsiis 8 horas.
Actores.
0 Sr. Res.
u Costa.
A Sra . Orsat.
0 Sr. Senna.
H Pinto.
(( .lleudes.
(( Kozcndo.
S"bastiao.
(f N. N.
* N. N.
(f N. N.
N. N.
LUA DO CrtLLEGItt\\\
LEILrtO' EXTRAORDINARIO
da una srande porrao de livros, conleiido obras re-
|9aaas de direilo e lilteratura, romances recreali-
osetc.-e^. tanto em francez como em porluuuez,
voutras militas obras de dillcrenles linguas.
0 AGENTE BORJA
far o leilao ncifi mencionado, quinta feira \i do
correnle as !> horaaida manhaa, seai recusa de qual-
quer preo ollerenido, e do dia 10 por dianle serao
distribuidos os calhalogos.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civel c commercio Francisco de
Assisde Ohvcira Mortal,a requnrimentodc Joaquim
Lucio Monleiro da Franca, liquidalarta da tirina de
Franca & Irmao, o agento Bura fni leilo da ta-
berna com lodos os gneros, armariio e ulencilios
existentes na mesma sita na ra das Cinco Ponas
n. 3., sabbado 14 do correte s 11 horas em poni.
O agente F. G. de Oliveira, tendo
de fazer sua residencia no campo, fara'
leilao da mobnia da casa em que tem re-
sidido, no Recife, por cima do seu escrip-
torio, consistindo em cadeiras usuaes e de
bracos, catnapes, solaz, marquesa*, mesas
redondas de meio de sala, sendo urna com
lampo de pedra marmore, urna encllen-
te mesa clstica de jantar, grande e no-
va, um ptimo apparador, mesas de jogo,
lettos para casados, marquezas de Jacaran-
da' com armacao, proprias para leilos
singelos, toucadores, leito france/. para
solteiro, tiernos com bellos espelhos, guar-
da-vestidos, lindo lustre de bron/.e inglez
para quatro luz.es com mangas, candiei-
ros de globo, lanternas, um ou dous ricos
apparelhos de louea de porcelana de se-
vres para 18 ou 56 pessoas, grande collec-
eo de bellos quadrosescolhidos com tnol-
duras, um excellente piano, pistolas |>ra
duellos etc. ; livros impressos etn dilie-
rentes idiomas, em tos outros artigosde
utilidade : (|uinta-feira, 12 do corrente,
as 10 horas da manhaa, na indicada casa,
rita da Cadeia, por cima do arinazem de
foseadas dos Srs. Fo\ Rrothers.
O ajenie Oliveira, far leilao por ordem doSr.
cnsul de Franca, na chancellara do mesmo consu-
lado, roa da Cruz n. 19, do espolio do filiado subdito
Arancel A. Danjey, cunsislindoem roupa do seu uso,
corrento i I esPln=nrJa< ('e cara, 1 cavalln, sellim, 1 alias, e al-
) sobre O I guns livros raalhematicos : sabbado 11 do crrenle,
au meiu dia em ponto.
ISjO
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS tiE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlodo dia I n Id li-sos-j.ll
dem da dia II........ :t.,o.V,'lK
7:1581949
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendiraeiilo do dia I a 10 .
dem do dia 11 ,
S:!K.>-0I8
2608H
H:7iJtK.iO
MOVDMENTO DO PORTO.
Sanos salidos no dia II.
Rio (irande do SulBrisue hraileiro romacuo'i,
AVISOS martimos.
Clcmenlina,
A venda,
O lindo e mnilo veleiro patacho
lolaeao l:)71ouelada*> recenlemeiilc vhesado So Ri
(laude doSnl, com um rarrejainenlo de carnes<-c-
ca para onde linha deste porto ronduzido nutro car-
resaaicnloae assucar; vende-se cmto'da a maslrea-
?au, veame, mar.ame, amarras c ferros/e cora todos
os ulencilios e pertcnecs, lal qual se acha prompto
para emprchciider nova viaRem, mcdiai.te algum
pequeo reparo; os pretendenlesdirijam-seaoasen-
e de leiles Francisco Comes de Oliveira.
PARA O ASSU1. ,
No da 11 do corrente sabe imprelerivelmenle o
Inate Anqehca; para carea e passarjeiros trala-se na
roa da Cadeia do Recife n. W, primeiro andar.
O leilao de livros que tinha lugar
hoje na rita do Collegio n. I \, lica trans-
ferido para antanliaa l~>ti lOhorasem
ponto. ;
,------^-^------------_________,________
^ AVISOS DIVERSOS.
Joo Jos de Faria e D. Alaria Jesui-
na Cavalcaiit* tem cartas vindas do sul:
na rita do Crespo loja amarella n. i.
Aluga-se tuna casa com bastantes
commodos no lugar de Cruz, de Almas,
|r>m sitio, estribara, etc. : a tallar na ra
do Trapiche n. I 2, escriplotio.
Deseja-se fallar ao SrrJose Ltyenti-
no de Azevedo, oti a quem sitas vezes li-
zer : na rita do Vigario n. 7.
Aluga-se um sitio com casa de viven-
da, em S, Auna, benominado do Cordei-
ro, e o terceiro andar da casa n. .">da rna
do Vigario: a tratar na casa n. 7.
Deseja-se fallar com a Sr. Euzebio Pinto, mo-
rador nos Alosados! na ra do Quejando n, 3S.
pernaslinas, lem em urna da\faces loicoabai-
io do olho urna costura que o distingue bem ; de-
sappareceu cun urna caira de brim branco velha,
camisa de riscado azul de a'odao, he muilo paiola,
chama-se JoSo, e tem sido visto em muilus bisares
no lenle carrejando frcles: quem o apprchcndcr,
leve-o cidade de Olinda. ra de S. Pedro Nuvo n.
2, ou no Recife, ra do Cahus, loja de ourives do
Sr. Manoel Antonio (loncalves.
ATTENCAO'.
Luiz Canlarclli, mesure de dansa, participa ao
respeitavcl publico desta capital, que mudou sua
residencia para a rut das Trincheiras n. 19, primei-
ro andar, aonde se acl*r todos os dias das 7 as 9
horas da manhaa, b,em csvnu na sala do Sr. Mira,
pelo favor que gratuitamente Ihe faz esle senhur ;
nas segundas, quarlas e senlas-fciras, das 7 as 9 ho-
ras da imite quera do seu presumo se quizer uli-
hsar naquella sala, ou parhcularmentc, queira eu-
lendcr-se com o mesmo a estas hora-, c nos limares
mencionados. Outro sim, como ainda Ihe sobram
alSHinas horas nas noites de lerdas, quintns-feiras e
sabbados, lem deliberado abrir urna sala de sua arte
nos dias cima, na referida casa de sua morada,
aonde ensillara por diminuto prero a lodas as pes-
soas que o quizerem honrar.
Alnga-se anniialmenle ou p>r fcsla urna pro-
pnedade de pedra e cal com r.ommodos siilcienles
para qualquer familia, no lagar do Poco da Pancha,
contigua ao ci-cnllesio de S. Boaventura : a tratar
na fundirao do Bruta u. C, 8 e 10, com o caixeiro
da mesma.
IVdi'-se enrarerid.miente ao autor do annuncio
em o Diario de Pernambnco de 10 do correnle n.
2*2, assinnado Viola do Pagode,que para de-
sengao de algnen e bem do publico em gcral, de-
clare por esla fulha o nome ou nomes dos sucios da
siiiagoa da rasa do Pono, a raargem do ro Capiba-
nbe, para nao abusaran da franqueza de mitran, i &
ele. etc.
Firmino Moreir.i da Cosa comprou por conta
e ordem de Manuel de Dos l'ernandes.o meio bilhe-
le n. 13S:| da oitava lotera do Rio de Jsoeird con-
cedida a licnriie'o da emprea da cultura de amorei-
ras criaraodo bicho de seda.
Fai-ee publico que o Sr. Jos Paulo da Pona
ca, havendo cessado seos pagamentos, e neuhuma
concordata havendo feilo rom seus nredores, nao
pode fazer venda dos ulencilios de seu armazcm,
como aununcia seu procurador.
U secretario da irmiindadc de N. S. du Terco,
em lime da mesa regedora, convida a todos os ir-
mao geralmenlc para no dia 15 do crrenle, pelas 9
horas da manlnla, comparecercm no respectivo con-
sislouo, afim de clcsercm a nova mesa que lem de
fuiccionar no anno de I8.il a 1835.
Prccisa-se de um hoincm portuguez que en-
einla de horla.para um engenho distable da praca 7
leguas; na Iravcssa do Queimado n. 1, primeiro
andar.
Acha-sc i venda nos lugares j annunciados o
segundo numero do llrasilciro. Esla enrgico : e
quem desprezar douhinas 1,1o sacrosantas ?
~ ^a labcnia do palco do Carmo, quina da ra
de I lorias n. >, ha novo doce secco de caj, e o pre-
co he 500 r. a libra.
Precisa-se de um homem portuguez que en-
lenda deservido de campo para feilor de engenho ;
na Iravcssa do Oueimado n. I, primeiro andar.
Roga-se ao Sr. Francisco Luein Coelho que
va paguro que ficoudevendo noarougoe da ra lar-
ga do Rosario a. 5, pois nao se pode esperar mais.
Joaguim da Costa Barros.
Sao conv dados lodos os caiveirosde casas ma-
triculadas que hverem isenr.lo legal do servico da
guarda nacional, a comparecerem no dia 10 do cor-
renle, as 5 horas da larde, no salSo do Iheatro de
Apollo.
O0erece-se um rapaz para caixeiro de padaria,
o qual lem muito boa lellra, e nafta pralica, lauto
de serviro interno como externo, c da fiador a sua
conduela : quem precisar de sou presumo mande
dar parte no paleo do Trro n. 18.
Olfcrecc-se um rapaz para caixeiro de qualquer
cslabelecimeuto : quera precisar, dirija se I ra Im-
perial n. 1(>, eeu abaixo assignado, fanu saber ao
publico que dexei de .ser caixeiro de Francisco Jos
da Costa Campello.Jqfe Joaquim de Amorim.
Alusa-se o segundo andar da casa n. 32, silo
na ra da Cruz, freguezia du Recife, leudo um so
hlo, que he um oulro andar, offerecendo assim as
proporres neeessarias para a areominodar.o de urna
iiio pequea familia, : a tratar na mesma ra, bo-
tica do Sr. Luiz Pedro das Nevcs.
Precisa-se de nina ama de leite, paga-sc bem:
na ra Augusta u. 56.
Precisa-se de nina cozinheira livre ou escrava :
na ra da Cadeia. dcfronlc da Ordem Tcrceira, n. 1
casa que foi da Apolnea.
OITerece-sc urna ama de leilc : na ra das
Cinco Puntas casa de 2porta* junlu a outra de n. (7.
- O (intureiro da ra do Mundo Novo, mudou
uSAesidencia para a ra da Cadeia de Sanio Anlo-
Francisco Lucas Ferreira, com cc-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n.' 10, encarrega-e de qualquer
luneral, sendo padres, msica, cera, ar-
naeaona igieja ou em casa, carros de
paeto e tirar guia da cmara, e lii en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiteno.
ROB LAFFECTEOat .
O nico autoritado por deeiaoli conselho rea
e decreto imperial. *
Os mdicos dos huspitaes recommendam e arroba
Ladecteur, como sendo o nico autorisado peta go-
verno e pela Real Sociedade de Medicina. Esle me-
dicamento d'um gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, est era uso na marinha real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affecnoes da
pelle, impingeos, as consequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
calharros, da bexiga, as conlracnoes, e fraqueza
dos orgflos, precedida do abuso das inscrees ou de
sondas. Como anti-svphihtico, o arrobe rara de
pouco lempo us Ouxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem inressanles sem consequciicia doempregoda cu-
|iaibn, da rubeba.'ou das injecnOes que represen-
taln o virus sem naSBralisa-lo. o' arrobe Laltecdeus
he especialmente reeonimcndado contra as doeiira-
inveieradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodureto
de potasio. Vende-se em Lislxia, na botica de Rar-
ral. e de Antonio Eeliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de D. Pedro n.TJS, onde acaba de chegar urna
grande porro de garrafa grandes e pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Bovvean-
l.allecteuv 12, ruc Richev i'.Paris. Os formularios
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praca ds
l). Pedro n. 82. No Porto, era casa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima & Irmos; em Pernam-
bnco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Couto 41,.
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO- (A
LESTIAS NERVOSASv. g
Hysteria, epilepsia ou gota co- g
ral, rlieumatismo, gota, paraly- J
sia, defeitos da falla, do ouvido e jjjj|
dosolbos, melancola, cephalalgia ^
ou dores de cabeca, enenaqueca, i&
dores e tudo mais que o povo co- ()
nliece pelo nome genrico de ner- gb
VOSfJ. (A.
As molestias nervosas reqaarem militas ve- *
zes, alem dos medicamciilos, o emprego de ^
outros meios, que drspertem ou abalara a /aSx
- 'iisiliilidade. Estes meios possuo eu ago- ''
ra, e os ponhn a disposcBo do publico. (a)
Consullas todos os dias de grara para os ,j^
pobres], desde s 9 horas da manhaa, ale Wr
as duas da larde. ()
Ascoiisullase visitas, quando nao poderem .-
sejpeilas per mira, o serao por um medico v7
irfj de aniilwjfUior cnnfiaiira: ra de S. Fran- k
^2 riseWMao-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Z
9 Ottqario Cndgero Pinhn. ^)
LOTERA PA MATRIZ l)E S. JOS.
Corre indubilarelmentc na sexta feira 27
de oulubro.
Aos 10:0005000. 4:0(105000 e 1:000*000 rs.
Na ra da Cadeia do Recife, loja de cambio de Vi-
eira n. 21, vendem-se o mui acreditados bilhetes o
cautelas do caulehsta Salusliano de Aquno Ferrei-
ra. Os bilhetes o cautelas nao solTrem descont de
8 do imposto geral nos Ires primeirss premios
grandes.
119000
S>560
39800
lOJOO
19300
5700
Bilhetes.
' Meios. .
tluarios.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimo.
10:00091100
5:0005000
2:5009000
1:2509000
1:0005000
5005000
D A-UT.-J A.

nio, casa n. 6, tinge-so cora perleicao de todas as
cores.
e:e:-;tgsr @a4j)8a
m GALVNICOS
PARA PBATEAB.
Na roa do Collegio n. 1. ^
^ Oucni hver objeclus prateados c que le- -\
nbaiii perdido a cor arccnlea, estando por S
isso indecentes ou inutilizados, tem cslcs pos 2
um excellenle reslaurador, conservandu-os
sempre como novos, c sendo o proresso para
usar delles o mais simples : nada mais do que ;
esfregar com um panno de linho molhado
J em agua friae passado nos mesmos pos. Tina 55
f.'i civiiiha, remiendo quanlDrade sullicicnlc 'ti
^ para pralcar 10 palmos qadradus, cusa a g
9tjnodica quanlia de 1-KIOO, aeosnpaniada de
ihi impresso.
@ essg
Precisa-se de um portuguez para feilor de um
engenho distante desla praca 1l> leguas : quem se
julaar iieslascrcunislancias, dirija-sc ra da Crui
i. 21, escriplorta, que achara com quem tratar.
A pessoa da na do Cotovello que annunci>\>
precisar de una cadeirinha, uirija-se i ra da 1'i.iTa
45, segundo andar.
O aleridur do muuicipio de Ouda avisa a
quem convier, que podem apparcrer em casa do
mesmo, na ra da Boa-Ora, para al'erireiii pesos,
medidas ele, dentro do prazo de :K( dias. contados
da dala deste. Olinda 10 de oulubro de 1851.
Oltarccc-se um rapaz brasileiro para nralican-
le de qualquer casa deasiegocio, ou mesmo para cai-
xeiro de um ensenho, do que da lador a sua con-
duela : quem pretender, aiuinncie para ser procu-
rado.
Precisa DB de um caixeiro portuguez que tenha
pralica de taberna e d fiador a sua conduela : na
rna Direi la n. 2.
Cactano AIToiiso leivcira Coelho rotirase para
tara da provincia a tratar de seus inleresses.
Qoem precisar de una ama de leite para casa
capaz, dirija-se na Augusta n. 37.
Sr^^JS \tr^t\WK^<^ssmrmsK
^0 CONSl LTOBIO
DO DR. CAS ANO VA,
RA DAS CRI7.ES X. 28,
coiiltaua-sc vender narleiras de hnineopa-
tbia de 12 tubos (grandes, medianos e peque-
os) de 21, de :)(, de 18.de til), de 90. de 120,
de 114, de 18(1 ale .180, por procos razoaveis, yat
desde .59000 ale 2005000.
Elementos de homeopalhia. i vota. O9OOO !
Tinturas a escolher ecutre .180 quali-
dades cada vidro 150110 %
Tubos avulsos a escolha .1 500 e 300 i
Precisa-.*e de ama ama qne atan rnzinhar e
faier todo o mais serviro de orna nasa ; no lareo do
Terca n. 27, segundo andar.
- Joo Faore revira-se para o Hio de Janeiro.
C. STARR&C.
respeitosamente annunciam que uo seo extenso es
tahclcrtaienlu em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeiriio e promplido.loda a qualidade
de machinismo para o uso da agricultura, navega-
Sao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
alierlo em um dos graudes armazens do Sr. Al esqui-
la na ra do lirum. alraz do arsenal de marinha
DEPOSITO DE MACHINAS
oanslruidas no dito seu eslabelccimenlu.
AUiyliaro os compradores um completa sorli-
meiilo de moudas de canna, com todos os melho-
ramenlos ntaiiiis delles no\os eorginaes) de que a
experiencia de muitos annos tem mostrado a neees-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
la i xas de Indo la 1 na n lio. lauto batidas romo fundidas,
carros de mo c ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas pag muer mandioca, prensas para di-
to, ionios de flW batido para fartaha, arados de
ierro da mais apprqaada couslrucro, fundos para
alambiques, rrivoa*vpoiTas Para furnahias, e urna
inlinidade de obesa de ferro, que seria eufadoulia
enumerar. Xo mesmo deposito existe urna pessoa
inlclligcnte e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os anuunciantes contan-
do com a capacidade de suas oflicinas e machinismo,
e pericia de seus oOlcacs, se comprometiera a fazer
exceular, com a maior presteza, peifeicao, e exacta
conformidade com os modelos ou descuhs, e instrnc-
esque Ihe foremfornecidas.
Faz-se preciso saber quem he n pessoa que nes-
la cidade licou coraDaopuracao do Sr. Liuo Jos de
Castro Araujo, c encflstgado dos seus negocios, ou
se o mesmo Sr. Castra Araujo j se recolheu, para
se Ihe fallar sobre negocio do seu interesse; e se
pede ao primeiro, nao se tendo recolhido o segunda,
que se digne declarar seu nome c morada, e quaudo
ja esteja presente o segundo, u favor de declarar sua
residencia habitual.
Perdeu-se urna lettra da quanlia fle 1709000,
a vencer em 28 du corrente, sacada por C. J. Aslley
e aceita por Viuva Brandan & Inn.ius; portento
ningueni faca negocio com a dita lettra, visto que
disto esta prevenido o sacadur e o aceitante.
Aos freguezes da boa pilada do fumo de ara-
nhus; a ede antes que se acabe: na ra Imperial,
Liberna 11. 71.
FUMO EM FOI.11A DF TODAS AS QUA-
LIDADES.
Ha grande sorlimciito de fumo para charutos, far-
dos de 2 a 8 arrobas, por prero mais commodo do
que em oulra paite : nos armazens do Rosa, na Ira-
vcssa da Madre de Dos 11. til e 15.
Caetano Alfonso Ferreira relira-se para Ma-
ce a tratar de seos negocios.
Prerisa-sc de alugar um molequc: na roa da
Cruz 1'. ''t, primtru arrdar.
.Y 1 ra da Cadeia%u Recife 11. 1(1 se draqucm
prerisa de umraixeiru para loja e um homem para
caixeiro de caa de purgar, dando garante de sua
rondurla, sendo para Mamanguape, distante 40 le-
snas desta praca, que se dar hora ordenado.
Aluga-se um sitio para a festa 011 por anno, no
lugar da Torro, margem do Capibaribe. com ex-
cellenle casa ha pouco acabada, conloudo 2 boas
salas, i quarlos c I sollo competentemente reparti-
do, carimba d'agua de beber, casa para prelos ees-
tribara tara : quem pretender, dirija-se ra da
Cruz n. 10.
Prnriira-scsaber quem sao os procuradores, ao
correspondentes nesla praca dos Srs. Joilo Leite Fer-
reira, Joao Rodrigues dos Santos Franca Leite, am-
bos moradores em Pianr, da provincia do Ceara ;
Jos Cesar Muiiiz. Valcao.-Joio Cavalcanl de Albu-
querque Mello, do engenho Araguarj, c seu mano
Antonio Brasilina de Dollanda Cavalranli, Filippe
Jos de Miranda, de Boin-Janlim ; Pedra de Mello
c Silva, do engenho Hririm, cni Pedras de Fogo; a
de qualquer dos herdeiros de Joao Antonio de Mea-
ra, do engenho Tcrra-Xova, nm Xazarcth, para se
Ibes roniinuniear negocios que devem iuteressar sa-
ber ; porlanlo sao rogados a declararen! suas mora-
das para seren procurados, ou dirigirern-sc a ra
da Cadeia 11. 10.
Os Srs. Francisco Xavier Cavalcanl de Albu-
querque, que foi empregado na repartirn do sello,
e Manuel Bezerra de Menezes, que foi morador cm
Bom-Jardim, qneiram declarar onde murara para
seren procurados a neconio de seu* inleresse, ou d-
riar-se na rna da Cadeia do Recife n, 10, qne s>-
bero quem Ihesqner fallar.


r~

Aluga-se un grande s,lio a margeni do rioCa-
pibaribe, no lugar ila Capunga, ra ilo Jacobina,
coui casa de inultos commodos pura familia, coc,ei-
r, estribara e grande baiva para capini : quem o
pretender dirija-se ao mesmo ilio.
Precha-se alugar 5 trabajadores livres ou can-
il voa: na ra Precia-e de urna ama qne lenha boa condue-
la, que engomm bem e cotinhe, para casa de poma
lamilla : no paleo de S. Pedro n. 4.
Adriano do Reg relira-se para a Europa, a
Iralar de aua saude. '
O procuradores do casal doTallecido Norberlo
Joaquim Juso t.uedes e da Sra. Viuva l'.uedes s3o
Miguel Jntouio da Costa e Silva e o Dr. Joao Pedro
Atadura da ronseca. Arrenda-fe o lio junio ao rc-
m.torio publico, do casal da viuva Guedes : os pre-
lendentes fallern rom Anlonio Jos Coelho do Rosa-
rio, ra da Crin.
_, Precisa-sede urna ama forra ou capliva para
casa de pouca familia ; na ra dasTrinrhcims 11. 8.
A firma commercial de J. C. Kalie, lendo (i-
cado flmela desde o da 30 do selembro iillimo,
continua o mesmo negocio 1I0 1 de oulubro corren-
Ic, sob a firma de Rabe Schmellau & Companbia.
Precisa-se de 2 uegros para alugael ; na roa
la Aurora n. 58.
Anlonio Alfonso Novo relira-se para fura da
provincia.
Antonio Joaquim Teixeira Basto, sulnlilo oor-
lugue/,vai ao Para. f>
l.ava-se e engomma-sc com loda n pcrrelco e
aceio : no Usgo da ribeira de S. Jos, na loia do so-
brado u. lo.
Os sentares proprietarios e renderos
de engenhoe-vque nao estiverem mencio-
nados-no lmanak, equzerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
ra roes a lvraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia.
Atuga-se para o servico de bolieiro um escra-
\o mualo com muila pralica desse oflicio. Na ra
da saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Loureoco Trigo de l.oureiro.
Trapaesa-sc o arrendamento da casa n. fi do
atorro da Boa-Vista, com armacao para qualquer es-
labelecimento, commodos para grande ramilla, e
quintal com 2 pocos c banbeiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquim Kerreira que leve loia na pra-
cinha do l.ivrameulo lem urna caria ra livraria ns.
ti e 8 da praca da Independencia.
O Sr. procurador jja cmara mu-
nicipal do Limoairo, naja de mandar pa-
yar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a niesma cmara, que se
ada em grande-atrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de IgttaraSsu'; queira <(itando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. be 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. 1 i
segundo andar, coxe-se, faz-se labyrin-
tho e borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e piala; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar pm promptidao e preco com
modo.
A professora particular Candida Bal-
bina da Paixfio Hoclia, residente na ra
do Vigario 11. 14 segundo andar, conti-
nua a admit ir pensionistas, meias pen-
sionistas e discipulas externas, por precos
rasoaveis, a*s quaes ensina a doutrina
clirista. ler, escrever, contar, grainma-
tica da lingua materna, cozer, bordar de
todas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7 lloras da ma-
nlla ao meio dia, e das 2 a's lloras da
larde,
OURIO DE PERMMBUCO, QUINTA FElRA 12 OE OUTUBRO OE 1854
Joias.

Os abaixo assignado?, danos da toja de ourives, na
ra do Caibuga n. II, confronto ao palpo da malri/
e ra Nova- fazcm publico que estilo sempre sonidos
dos mais ticos c melhores gostes de (odas as obras
de ouro necessarias, bulo para enboras como'para
bomens e meninas, co llinnam os precos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha urna conla com
responsabilidad?, especificando a qualidade de ouro
de II ou 18 quilates, litando assim garantido o com-
prador so appareccr lignina din da___Serapliim
/finitos.
Ainda esl para se vender a casa sila na roa
doMolclomb n. 41 : os prelendentes podem a'.-
risir-se i ra da Concordia n. 2l>, que achatan com
quem fazer negocio a contento dos pretendemos.
LQIADE TODOS OS SANTOS.
Ra do Collegio n. 1.
Chrgou a esta loja um grande sorlimento de es-
lampas de sanios e sanias em ponto pequeo cgran-
de a saber : Santa Joaquina, S. Joaquim, Sania Ma-
riaaaa. Santo l.ibaria. Sania Alejandrina, Santa
Carolina, Sania Marcaliua. Sania Jozefiua, S. Aitn-
so, N. S. da S.de lacle. Sania Bernarda, N. S. do
Cae mu. Sania Hcnriquela, Sania Constanza, N. S.
ua l'.ai da.le apparecida em ipe liba de Cuba, com
ns (i patos em volla, S. Marciano, S. Francisco de
Paula, Delicias do Menino Jess, S. Caelano, S.
Cregorio, Pi IX, S. Francisco rerebrnrio as Cha-
Has, Sania Senhuriiiba, S. Paulo, S. Eulalio, S. Bar-
Iholomeu.N.S. .laPieilade, S. Braz, N. S. da Pe-
nda, Salvador do Mundo, bom pastor, S. Tbeodoro,
Sania liuilhermina, as Virtudes Theologaes, S. Ma-
noel. Santa Kozalina, asir Pessoas da Santissima
IrindadevS. Daniel, Santa Candida, Sania Manan-
na,Sania Paulina, Jesus com a cruz seoslas, Sania
Auna, Sania Adelanto, S. Joao Baplisla, Menino
pregando no dezerlo, S. Candido. Sania Rosa, de
* ilerbo, S. Valenlim, Sania Carolina, N. S. do Ro-
sario com os I. mytlciios.S. Roberto, Adoracaodos
Sagrados Coracoet, Sarta Emilia, N. S. dos Desam-
parados, Diviua Pastora das Almas, N. S. das Dores,
Jess alado a columna. N. S. do Bom Conselho, S.
Iliomaz de Aquino, Sania Thcoilora, S. Bencdiclo,
Sania Claudina, S. Anlonio, S. Policarpo, N. S.*J|
l.u/., Sania Amelia, Santa Vernica de X. Scnlinr,
Sagrado Coracao de Jetus e de Maria, Sr. dos i'as-
sos, N. S. da Conceicao, Morle do Justo. Marte do
percador e oulros muilos que se dcixam de Snuu-
ciar.
Crystalotvpo.
J. J. Pacheco, lendo de relirar-se breve para o
Rio de Janeiro, previne a quem uuer aproveilar
esla lavoravel ocrasiSo para relratar-sc, que dgne-
se procura-lo al o da 0 du cujenle, no Alcrro 11.
1, lerceiro andar. O .'inuuiicflme vende urna boa
machina de duguerreolvp com todos os perlences,
mostrando ao comprador a perico ,lo rom que ella
lira os retratos.
Mol>ilias de aluguel.
Aliigam-semobiliascompleUsou qualquer traste se-
parado, a vonlade do alusador : na ra Nova arma-
zem de trastes do Pinto dcfronle da ra de Sanlo-
Amaro.
Aluga-se urna coeheira em um lugar muilo
vantajoso ecommodo por ler cacimba, e aeasalha i->
ravallos: quem pretender diruc a ra da Caileia
do Recife n. 16. I
Precisa-su de om feilor para nm silio perlo
desla prca, dando-se preferencia a um bomem ca-
sado, e promelte-se bnm ordenado : na ra da Ca-
deia do Recil'e 11. lt, se dir quem precisa.
Leitura repentina |K>r Castillio.
Esli'i alierla no palacete da ra da Praia, a esrola
por esle relente metbodn, nelle arharo os pas
de familia um promplo espediente para cortar o vi-
cio que lem iodos os meninos de comerem as con-
soautes linaes das palavras. O feriado em lugar das
qoiiilas-feiras he nossabhados. O professor da gra-
tiiilameute pedras, livr.s, eludo o mais preciso, aos
alumnos, e velas para as lirocs das 7 as ',) horas da
uoile, para as pessoas ocupadas de dia em seus ne-
gocios.
AXTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia inuito superior potassa da Rus-
sia eamriaana, ceal virgem, cbegatla lia
punco, tudrjpor pflero commodo.
LOTERA DO KllDE JANEIRO.
Acabamos de receber pelo vapor Ln-
litania osnovosbillietesda oitava lotera
da cultura das ameraras, cuja roda an-
dava a li do corrente, as listas vein pelo
vapor nacional que sabe do Rio de Ja-
neiro a 10 do corrente: os premiosserao
pagos logo que se lizer a distribuidlo das
listas.
_ Desfnramnhou-se no dia 1 do crrenle pelas
- '",ri,s '* "*!" "'" barril rom niaiileisa com
a marca M. e 8 libras de vela, do carnauba, oue 11
preto conduza para embarrar no Forte do .Mallos;
romo ale agora nao lenlia apparerul di| pr.lo nc...
M objerlot, roga-sca quem driles souber ou ilcr no-
li.ia. ou mesmo a quem rorem ITerecidos, de os
aprehender e leva-Ios a ra do Itngel n.-jl qU(.,,.
recompensara.
Jos Amaro Fenindes relira-se para a proviu-
CMdoCeara. nada Itrandoa ilever nesta prara cara-
vinria, e se porvenluru alguem se jnlgar seu" credar,
queira apreaenlar sua conla no prazo de 8 das e
n la Tazindo protesta o inesino por qualquer dbil
que ailiante lile Mr apresenlado.
Aluga-se o sobrido /.migu, em Apipuros,
eveellenie para se (amar a fasta : .1 fallar cotuAn-
loniu l.uis Caldas 1111 fiigenbo llous Irado*,
Prensa-se alagar aupa prela que lenbn habili-
dades e boa todsela, para uiua rasa eslraiiu.-ira : a
Iratar na ra do Irapirhe 11. 10.
um
e
:em
rilUCACAO DO INSTITUTO HOMOPATIIICO DO BRASIL
THESQURO HOMCEGPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMEOPATHA.
I05 1 igoot)
i-
Melbodo coneiso, claro, e. seguro de crar homrropaihic^menle todas as molestias nc alia-m a
especie humana, c parlicularmenlc aquellas que reinam no Brasil. "eslas,, que allliBtm a
PELO
DR. SABINO-OLEGARIO LUDGERO PINHO.
ni^ E,a '1""? imrM,rli,"I!Sma l'ehoje reconberida como a primeira c mclhor fle toda* que (ralam da ai.-
S2tt!2Rtt?SZS m0,e8,aS- OS"Ur0SS' .^^-.. P..eTdarulm
*&pttJtt5Z2^^ 8cr,anPi0S' "*
Dous voliimescm brochura, por.....
Knradei nados......| >
Vendc-se nicamente em casa do autor, raadeS. FranciscojMund'o Novo) n." 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
bm^SS^^C^t^^^^Sh ? 15 Pssua n''l"">e'os verdadeiros, ou da
boa quahdade. 1 or isso, e como propaaador da homrcopalh.a no norte, c inmediatamente inleressado
Z h.,m^!'flt ,^."r^S0?,ie,n ""?T 'l0 THBSOORO IIOMOF.OPATHICO mandaZ preparar, sob
Inr XZ,nm l, Xf'";, ,?S 1mc> lc'"e''!<"'- c"' incumbido desse trabalho o hbil pharmaeeulicn
tF^SRS^SS^i *'e P" ,,rCS Kam0S que ,cm ec,<' ">"> I-' I, lealda-
de e rJeoiearaoque se pode deseiar.
A effiracia dnlc* mcdicamenlos he atlcslada por lodos que os lem experimenlado: elle
Wfc de v.ior recommeanUca.; basta s.ber-sc a baja bada sahiram parase naoduvi.lir de seus
II IOS rraillIrlllOSa
Lina carleira de 120 medicamenlos da alia baixa diluirao em glbulos recom-
mendadosi.o rilEhOlRO HUMOEOPATHICO, acompahada da obra, e de urna
caixa de 12 vidros de Unturas ndispensaveis ....
Dita de % medicamentos acompahada da obra c de 8 vidros de Unturas .'
Dita de 60 principan medicamenlos recommendados especialmtnle na obra, e com
urna cana de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
iv. j ".o j-. ",-. !|UD0* menores).
Hila de 48 ditos, dilos, com 1 obra lobas grandes)........
. >' (tubos menores).
Dila de .o ditos acompahada de vidros de Unturas, com a obra (tubos grandes) .
ivi 1 !L a- "n (lulios menores;.
Dila de JO ditos, e 3 vidros de tinturas, com obra tubos grande) ....
i.-. .. ". ." (lubos menores)
Dita de 2 uilos dilos, com a obra, (tubos grandes). .......
_. *' (lubos menores). *i ',
Tubos avnlsos grandes....., .
pequeos.......".*.".!'.
Cada vidro de Untura.
Venilem-se alm dissn carleiras avulsas desde o pceo de 89000 rs. al de 4005000
numero e tamaulm dos lubos, a riqueza das caivas e dvnamisacQesdos medicamentos.
^_Aviam-.se quaesquer enconimendas de medicamentos com" a maior promptidao, e por precos commo-
23O00
ranrisco ,Mun'do Novo) 11. 68A. 50
P.S. Extracto de urna carta, que ao autor (lo TlUiSOi/K) HO.MtKOPATIUCO, tete a honda-
I,
goslo,
udem-se alm disso carleiras avulsas desde o proco de 89000 rs. al
1 e tamaulm dos lubos, a riqueza das caivas e dvnamisarftesdos medica
iam-se quaesquer enconimendas de medicamentos com" a maior prom|
Ven.le-se o Iralado de PEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. 1.. de C. Carreira, por.
aesma bolita so vende a obrado Dr. G. H Jalfclraduzido em portocuez e acom-
limilar u iiO.illO,.....a,, .1.........
nan pren
opli-
1008000
909000
009000
4.59KK)
509000
il.VHJIKI
4O9OOO
309000
35-3000
269000
309000
aotaooo
I301K)
*"|00
99000
rs., conforme o
Na mesma
modada a iplellisenrio do novo.
KuadeS.F
de de dirigir o Sr. ontr/Uo Ignacio Alcen da Silca .Santo,, estabelecido na villa de Barrei,
uve a salisfarao de receber o Thexouro homiropathico, precioso fruclo do trabalho de V S e lhe
allirmo que de lodas as obras que tei.hn lido, he esla sem conlradicAo a melhor tanto pela clareza com
queseacha escripia, como pela prerisao com que indica os medicamentos, que se devem empreaar
qualidades estas de minia importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
Iheucria e pralira, ecl., or., ele.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA D0 GOZ.Z.BGIO 1 AWDAR 25.
uJi-. .V- A" ':"b0 MoscoI d" consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manbaa aleo meio da, c em casos extraordinarios a qualquer hora de dia-ou noile.
nrS2 'gualmenle para pralicar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
quer mullir, que esteja mal de parlo, c cujascircumstanrias nao permillam pasar ao medico. u
NO CONSULTORIO 00 DR. P. A. LOBO B0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. (1. II. Jahr, Iradur-idoem portugue* pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes eneadernados em dous :.............. 901000
n,.7e^en,0i,.r.i!nr,rr,1Jr,p0,r''',,'!C ^ "," ,|"e nesm. in'r 0U,,'!,a,1C ,,lill"'e'n'1- P proprios se convenceren, da verdade da
mf! i:, J,i 1 i seJ,ll"rcs de enganhoc faze.ideiros que eslao lonja dos recursos dos meili-
2'., i:J \ l i a "S S "I","1"* . He nao podem dcixar urna ver. ou oulra de ler precis-io de
fw rU,ZK mcommo'0 wu e tri|K,laiues ; e labran a lodos os chefes de familia cue
pessoa dela. """ Se,"Pre P0 Sef >,reve"i,ias' **" "i>"Sios a prestar soccorros a qualquer
O vade-mecum do homeopalba ou tradocrao do Dr. llering, obra igualmente
dedicam ao esludo da boiiieopalhia um volme grande .....
(1 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, etc., ele.': olira'ind'is-
pensivel as pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina .
Urna carleira de 21 lubos grandes de linissimo cbrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, ele........
Dita de 3fi com os mesnios livros..........
Dita de 48 rom os ditos. ,..... .......
mi (.i"l<*C;" .eira '" cpnipanbada de dous irascos de Unturas ndispensaveis, 'a escoiha'. !
lilla de 60 lubos com ditos...........
Dita de 144 com ditos...........','.'. '. '.....
Eslas sao acompaiihadas de 6 vidros de Unturas esculla."
d.sr.ri^"".5 qUe el" 'URi,r "e Jal,r I"""1 o "ering, lerao o abalimenlo de 10000rs. em qualquer
as rartciras acuna mencionadas. M
Carleiras de 24 lubos pequeos para alcibeira..... fi*nnn
Ditas de 48 ditos...... ......... .J*"
Tubos grandes avulsos...........".'.'.......... ISKM
\ idros de meia onca de tintura.......... \....... 2300(1
llnmil0.m,|VCr'li"le'r0S C b,m prC.|)i,ra,los me'li^mentos'naosc pode dar um pso seguro'na pralira da
m^.. a o propr.clar.o desle eslabclecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem monlado i-ossivel e
uingiiem duvida boje da supenoridaile dos seus mediramentos.
anr,mn,mT,,C,ai'a semV":' \<">^ grande numero de lubos de cryslal de diversos lanianhos, e
!Pmp '"^ ,l"1,l1"er emommenda de mediramentos com loda a brevidade c por presos muilo rom-
as pessoas que se
89000
19000
40JO0O
459000
509000
609000
101)9000
modos.
O padre Vicente Ferrer de Albn-
queique, professor jubilado de jiamma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regtilaridade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolliiracnto de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presumo,
protestando satisiazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maioressacriiicios,
e, emquanton5oli\ar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretenden tes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
Iie8.( '
- No*s livros de homeopalhia ojcfrantz, obras
(odasde summa importancia :
Ilabncmann, tratado das molestias elimine,,. 4 vo-
lumes. .......... o;,,,
esle, rroleslias dos mcninw.....
llering, homeopalhia domeflira.....
Jahr, pharmacnpcabomeopalbica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas......\
Jahr, molestias ta pclle......',
Rapou, historia da homeopalhia, -_'volumes
llarlhmanii, tratado completo das mulcslias
dos meninos.........
A Teslc, materia medir homeopalhica. .
De Pavulle, doulrina medica homeopalhira
Clnica de Slaoneli.......
CasUng, verdade da homeopalhia. !
Diccionario de N"v sien......
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas nloridas, contendo a descripeao
de lodas as parles lo eor_io humano ..
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homeoua-
llucodo Dr. Lobo Hoscoso, ra do Gfilesio u. -K
pnmeiro audar. J.
Joao Petra Vogelex.
Fabricanle de pianos alia c conc'erla os mesmns
com toda pcrfeirao e por mdico preco : todas as
pessoas que se quizerem ulil.sar deseu 'irabalho, di-
njam-se a ra Nova n. 41 pnmeiro andar.
Perdeu-so .lo atierro da Boa-Vista ale o largo
ua i_adeia Non, urna carleira, leudo dentro 'la mes-
ma .1 recibo* de algodiln, 89 a 109 rs. em dinbeiro,
e alguna papen oue su servem de ilucumento para o
abaivoassignado : enlrelantu a pessoa que adiar di-
la carleira pude ulilisar-se do dinbeiro. fechando em
caria os papis c billar no eorreio, drigindo-se a
Runo Camello Pessoa, por inlcrmcdio-de Manoe
Anlonio Riheiro, com prensa de algodo- no ruHe
do Mallo, que sen) gratilicadn com :MI^0IM1 rs.
Traspassa-se o arrendamento da loia ila ra
doyueimido n. 49 : a tratar na ra da Cadcia do
Recife, loja de miudezas 11. II.
liUERRA DO ORIENTE.
Jos Nogueira de Souza, cun loja de encadernaro
"vros na ra doColieglo n. K, araba dn receber
l>i.i"i
"9000
691101)
169000
69OOO
K5000
I65OOO
IO9OOO
89OOO
79000
69000
49tHMI
10C000
:I09000
DENTISTA I-RANCEZ. 9
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga iX
do Rosario 11. 36, segundo andar, collora den- 9
?5 les rom gengivas arliliciaes, e dentadura com- 9
& pela, ou parle della, com a pressao do ar. 9
9 Tambem lenanara vender agua denlifricc,lo ($
6 Dr. Fierre, ToT>ara denles._Rna larga do 9
n Rosario 11. 36 segundo andar. ar
J. Jane dentista,
conlinia rezidir na ra Nova, primen andar n. 19.
TOALHA^
E GUARDANAPOS DE PAN DE
L1NHO PURO.
Na ra do Creapo, loja da esquina que volla para
a cadcia, vendem-se loalhas de panuu de liiiho, Usas
e adamascadas para roslo, dilas.'adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros com-
modos.
Na ra da Cadeia de Sanio Anlonio, rnnfroirie
0 Ihealru velho, luja do corrieiro n. 3, vende-se (I11-
za o meia de laboasde pinlio, purpreeo commodo.
Vendc-se unta inorada tic rasa terrea rom bons
commodos, em chaos proprins, e rom quintal, livre e
desembarazada, ila na cidade de Olinda, ao pe da
ladera da Se : a Iralar na ra Augusta, casa do Sr.
Robie.
BOA FL'MACA.
\ endem-se raixas com 100 charutos de superior
qualidade a 19000, maco* rom 25 charutos a 160,
ditos a 240, ditos a 320. dilos a 520. ludo de superior
qualidade : na fabrica da rundo Raugcl nfc5!l.
Cassas rancezas a ."lO i-s. a vara.
Na ra do Queimado. loja n. 40.
Ob que ped india !
Vende-se na loja da ra do QueinuAo n. 40, lafe-
la le cores a 400 rs. o rnvado, selim de cores a 600
__*__ <"<>vado, lencos de seda de cores para acnbora a
18000, velluilo preto para vestidos a 39200 O covado.
Ricas pnleeras.
Cbegou a loja de miudeza. da ruado Collegio n
um neo sorlimenlo de pulceiras lia ultimo aos
pelo diminulo preco de 19000 e 29.500.
Vende-se una cscrava da Cosa de meia idade,
ihw vendedora de ra, por prero commodo ; na ra
estrella do Rosario n. 11.
Vendc-se um moleque de 2 annos e meio, por
lica"" COmmo,lo ; "" 8m'1 Cra* *. I-
1 .iT a rna !iw:t W" (le '""'""las n. 16, de Jos
ltLa'"". Filh0- ,ve,,ll''"-se ricos c modernos
rorig cit~,ndas de quadros cli.lras a40j; corles de
scoas rsrorezas de modernissimns goslos a 2091 cr-
les-de rassas sedas rom Ires babados. fazenda moder-
na de goslo a 16.,; romerasde relroz bordada-,
tic unironles preros e chiles grandes de seda a 16;
___"____ macera transparentes, de bonitos c delicados
desenhos, a 19 a vara; curtes de laasinhas co* |5
covado, a 49-500; laas de seda a 600 rs- o covado,
veslidos de rassas de Ires babados, com chale da
mesma Tazenda a .59; vestidos de cambraia de barra
e oe bahahos. brancas ede cores a 3-9. 49 e 5; cam-
hraia de chuvisqninho a 720 rs. a vara; chitas eris-
cartos ftancezes a 240 rs. o evado, e nutras muitas
lazeiidas de goslo nroprias para a fesla. quese ven-
em por precos haixos, dando-se de ludo amostras
com penhor.
QI.F.IJOS DO SERTAO'.
Anda ha p.ra vender os bons queijos do serlao
chamados de prensa.
Vendem-se em casa de S. P. Jolinic
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinlio do Porto superior engarrafado.
Sellins inglez.es.
Relogios de ouro patente nglez.
Chicotes de carro.
Farellf) em saccas de ." arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galVanisado.
Ferro galvanisado em follia para forro.
Cobre de forro.
NA\ ALHAS A CONT NTO E TESOURA S.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escnplorio de Augi.slo C. de Abren, conli-
niiam-se a vender a 89OOO o par (prero Oxo) as ja
bem contiendas c afamadas navalhs nc Barba, feilas
pelo hahil fabricante que foi premiado na exposiro
de Londres, as quaes alcm de durarcm exlraortlia-
riamenle, naosesenlein no roaT na accao de corlar ;
vendem-se com a eondiefa de, mo agradando, po-
derem os compradores devolvc-las ale 15 diasdepois
pa compra reslituiiulo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para nabas, feilas pelo mes-
mo tal' -irania.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY-
PIULAS II0L1OVAV.
Esle ineslimavel especilico, com|H>slo inleiramen-
Ic de hervasmediriuacs, uAu ronlem mercurio, nem
oulra algara substancia delcrlcrca. Biyiiguo i mais
lenra infancia, e i cumpleirao mais delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar o
mal ua cumpleirao mais robusta; he inleira,nenie
inuorenleciii suas operaroes c clleilos; pois busca e
reinove as doeneas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e Icnazes que lejana.
Entre milhares de pessoas curadas com esle reme-
dio, muitas queja eslava,,, as pollas da morle, per-
severando em seu uso, rouseguiram recobrar a Mu-
de e forras, depois de havci" tentado intilmente,
bolos os oulros remedius.
As mais all,ra. nao devem cnlregar-se deses-
poraeao: fa,;ain un, competente ensaio dos ellicazes
flleilns dcsia assombrosa medicina, e preslcs recu-
perarau o benclicio da sade.
Nao se perca lempu em lumar esse rmeilio para
qualquer Uas seguiules ente,mida,les:
vleiiua-
\rcidentcs epilpticos.
Alporras.
Ampolas.
Arelas mal d').
Aslbma.
Clicas.
Couvulses.
Debilidade ou
jao.
Debilidade ou falla de
turras para qualquer
rousa.
Desiulcria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no \entre.
Enfermidades no ligado.
venreas.*
Enxaqueca.
ilervsipcla.
Pebres biliosas.
* inlermilteulcs.
Vi
de
de loda especie.
Gola.
liemorrhoidas.
Hvdropisia.
Ictericia.
IndigeslOes.
ln 11 a 111 manes.
Irregular,dadeayia niens-
1, liaran.
I.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pcdra.
Manchas na culis.
Obslrucrao de venlrc.
I'blliisira ou ron-umprao
pul, minar.
Keiencjo d'ourina.
Hlieiimalisiii".
_S_> mplomas segundario.
Teinures.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (pal'.
eral
os os
t< iiiiermuieiiics. V encreo (mal'.
1endem-se eslas pilulaaSio |eslalie|erimenlo g
Londres, n.!44, .Slrand, e na loja de ledo
*
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais haixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
Oes, como a retalbo, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem tos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
> l-'ranra una purea,, de livros cenlre os quaes velo provincia,
obra com o Ululo a Itussia, a Turqua e a bis- _________
Quem annunciou quere comprar urna mobilia
de Jacaranda, querendo urna duzia de cadeiras e um
sof, dirija se 1 rua do Rangel n. -2\ a qualquer hora
do dia, que achara com quem Iralar.
Anlonio Allomo Novo relira-se para fura da
bolicarios, droguistas e oulras pessoas7 etaarregadas
de Sua venda em loda a America to SuLTI
Hespanha.
Vende-se as bucelinbas a 800 rcis. Cada urna dcl-
lascoutemuma nujlrucrao em porluguez para ex-
plicar o modo dse usar deslas pilula .
O deposilo geral he cm casa do Sr. Soum, phar-.
maceulico, na rua da Cruz 11. 2, em Pernaniiico
Na rua da Cadeia do Recife n 14, loja de miu-
dezas, vende-se muilo bom azeile d camnalo a 00
rs. a garrafa, e se fr caada 1,450.'
-Vende-se na taberna do paleo do Carmo, quina
da rua de llorlas n. -2, linguiras do serijo a U).
chuuricasdeLisboaa400tW manleiga ingleza de
rs., bolarliinhaTH|lc/.a a 30, banha de
dc.balinra de
balean a 189,
wul',raS- f ar!,"n,0 ,,ara rel""''''cs aafeiros a 7 e
85000, vinlio de Lisboa a 480, do Porlo muilo fino a
iiii) a garrafa.
Ewco muilo alva a 480 a libra, bracos
om.1o Compauhia, proprios para
peneiras de rame para relinadores e
85000, vinlio de Lisboa a 480, do Porl
jOO a garrafa.
Vcndc-te um escravo de meia idade, propri
para lodo o servico : na rua das Plores n. 11. s
dir quem vende.
ni ipi
loria da actual guerra do Oriente 1 vol. de 372 pags.
vendc-se pelo preco de 39000, assim como carias do
lliealro da guerra actual entre a Itussia c Turqua,
as quaes vendc-se por coininodo piero.
LOTERA DA PROVINCIA.
Arham-sc a venda os billuilcs da primeira parle
la primeira lotera da malride S. Jos nos lugares
docoslunie: prara da Independencia, lujas dosSrs.
I'orlunalo e Arantes; rua do Queimado, loia do Sr.
Monea ; l.iv ramala, bolra do Sr. Chagas; Cabu-
ga,bolira dos Sr.s Morera & Fragoao aterro da Boa-
> isla, loja do Sr. l.uimaraes; c na rua do Collegio,
na lliesourana das lotera*. Corre imprelcrivcl-
nicnle no illa Ti de oulubro.
... A *" ,lc |fcr''.ao muduu-se para o palco do
Ierro 11. !(,. aoude serlo despachados ossenhores
que liverem de aferir os pesos c medidas ilos cslabe-
Iccinicntns rom promplidao, e bl ver aos senhores
que sao aroslumados a aferir em seus eslabcleci-
meiilus, que oanligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio cm 2 do corrale, e liada-te no ullimu de dc-
zembrodo cutiente anuo.
AITENCArt1.
Cbegou ulliinamenle de Portugal a inlercssanlc
obra que lem por UluloDuas pocas da vidapor
Cimillo t'.a-tell.i-Ibanr,i, vende-se cada exemplar
pelo diminua preco de 51KKI : na rua do Crespo,
luja n. I roi.fnmle arco de Sanio Anlonio, e na
rua do Queimado 11. 5, loja.
Negocio de vantagem.
Precisa-so .le urna pessoa rapa/, e que d fiador a
a eoiwluclii, par., andar ruin um prelo na rua com
11111 labnleiro ,1,. Uzeada*, qae se dar,, algum inle-
resseou ordenado : na rua do Queimado nt i.>.,
se i.,,., queiu quer.
COMPRAS.
i-.- J*0"^-*5 uus pesos de duas arrobas e 11111
dito de duas arrobas: na rua do Apollo, armazem
Compram-se dous ornamentos sebasto, sendo
um roxo c verde c oulro encarnado e branca, dous
clices e dous msase*, ludo que esleja em bom uso :
na casa do sacrisblo da Ordcm Tercena de S Fran-
cisco. .4
Compra-sc escrava moca, que saiba bem
engommar e coser ; a Iralar no aterro da Boa-Vista
11. 8.
. o.
Compram-se acees do llano de JPerjianilmro-
a ruada Cruz n.3, eseriplorio de Airiurim Irmflos.
Compra-sc urna lipma cm hom uso ; na rua
do Queimado, loja 11. II.
Compra-se una casa lo, roa,fue aria pequea,
para urna pequea familia ; na praca da Indepen-
dencia n. -24 a 30.
Compra-sc um pequeo silio perlo da prara ale
a Ponte de L'choa : quem qsizcr vender dirja-M
esta Ivpograplfia.
Cnmpra-se a obra de Jos Daniel, Barra da
Carreira dus Tulos:quem a liver annuiicic.
Cnmpram-seTdguiiins rasas torreas ou de um
andar rnm aollo : a Iralar rom Manuel Luiz da Vei-
ga, 011 na tasa do alcrro da Boa-Visla n. 4*i.segundo
andar.
quem vende.
Vende-se urna propredade de Ierras com mal-
las e com proporces do se Tazcr um cugcuho peque-
no, sila na freguezia de Muribcca : quem a preten-
der, dirija-se* Sanio Amaro de Jaboalo, a fallar
com Amaro Femaudes Dallro.
MICDE/.AS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
tos de ,.......de lustre para Malura a lrs. o par,
dilos de niarroquin a 60(1 rs., ditos para bomem a
800 c 900 rs-, boloe* de agallf para cainita a 200 rs.
a gro/a, liaba de cores a 13, dita branca de 800 a
I52U0, papel de peso muilo bom a 23400 e 29000 a
reama, penlcs para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 13, colxeles a O c 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
alfinetcs de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
aeda para senhoras e meninas, dilos para bomem,
lliesouras linas c ordinarias, pulceiras de ouro fiti-
gindo de Ici, carteiras para baile, peneiras de ac c
oolras muitas rousas por precos muilo em conla.
^ ende-sc 4 carroras novas muilo bem cons-
truidas, as quaes servem para boi ou cavallo: na
ruada Cadcia do Recife 11. I(>, se dir quem vende.
\ cndi'-se 111,1,1 canora muilo grande, nova,
construida pelo syslema mais moderno e que serve
para condocrau de assuear de algum cngeuho,por ser
muilo lorie e aguentar muilo peso: na rua da Ca-
deia do Recito 11. 16, se dir quem vende.
Vende-se urna negra crioula, mora, sadia, que
sabe lavar bem c enlcnde do arranjo'de caa : na
rua Nova 11. 9.
II 1)0 DE \miIB4M0.
Loja de fazendas do lado co norte, na
rua do Crespo n. 14, de JJlas tV
Lema.
A tliO o covado de chUa com padrnes imilaitrlotl
rassas, a 180 o rovado de chita cun novo* desenhos,
sendo os dos ultimes goslos, a 1!K) o cavado de ris-
cadinhosmiudinhos finoie lindos padrdes, a 200 rs.
o rovado das exrellenles chitas raliuclas das mais li-
nas que lem apparecido no mercado, a 23000 o cor-
le das cambra,as rom lislras e rainagens de coras, a
ICHOJ) unirte de brim Iraneadu ue hubo de quadros
largse sem el les, fazenda da ni I una moda, a 43200
o corle de casemira en,,,, paila_ e padrcs escoro*, a
I30 a perinba de ganga aniatella frauceza muilo
lina, e :Hi0 o covado, a :I920 a pecinha de breta-
nba de linho lina, a I38OO a pera das Verdade,ras
!,rt la nhas ,le rolo encorpailas, a l32-")0 o cobertor de
algodao escuro muilo grossu c prupriu para u fri, a
610 o roberlor |ran le de algodao da Babia, e aOO
o mais pequeo, a ISO ,1 Cogrsde de atondan me.cia-
do proprio para roupa de servico de campo, a .'16O o
evado de sarja de laa muilo eneorpada, a 720 o co-
vado de alpaca pula com luir, e illll rs. a mais
I ordinaria ; linalinenlo os unanle* da barato enenii-
\ en.le-se un, arma/em de sal, novo c bem lei- Iranio sempre esle eslab, leriinenlu bem sorlidu de
'-ue/ailo, rom bons roinmudns para familia fazendas, 1-ludas pr menos pirro do que em oulra
ial 11. 37, para Iralar. qualquer parle.
\ o,,de-so um silio no lugar d'OIbo d'Agoa,
freaticzia da Taquara, meia legua dislanle do em-
barque, com baslanle aorado de espinho, e lam-
bem se vendeni 2 lindos oscravos de 19 annos cada
um. outro de 30. todos crnulos e mu lindos: na rua
du Par, em Pora de Porta* n. 111.
PIANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes voz.es e por piceos commodos: em ca-
sa de Ralie Sclimettau diC., rua do Tra-
piche n. .
Vende-se tima laherna com poucos fundos, na
rna da Scnzalla-Velha n. 30: a Iralar na rua Direi-
ifita n. 26.
\'ende-to "m piano em bom estado e per pre-
co commodo : na rua do Rangel n. 36, segundo
andar.
Sedas acliamnlotadas de cores a 8(1
rs. covado: na rita do Queimado loja
n. 40.
Vendem-se 50 espanadores de cabos enverni-
sados, muilo bem feilos, proprios para embarque :
na rua Nova 11. 12. loja de Dioso Jos da Osla.
IFAR1NHA DE MANDIOCA:
\ ende-se a sacca de boa farinha de mandioca a
31500 em porrao : na lravasa do arsenal de guerra
11. 9.
FARINHA DE MANDIOCA.
\eoric-sc boa farinha de mandioca a 33500 em
porreo : na rua da Cadeia de Sanio Anlonio n. 16.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE ROM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8J000, 12(1000, 1 i.-jOOO e 18S000
rs., manteletes de seda de cor a 11 .sOOO
rs chales pretosde la muito grandes a
SOO i-s., chales de algodo e seda a
10*280 rs.
LIVROS BARATOS.
Acham-se i venda na loja de enCadernacao do
becco da Congregarflo os seguiules livros : Ordena-
ran do Reino 400u. Mello Freir, faltando algum
Votante IgQOO, Primeiraslinhassobrco processo cri-
minal 51 NI rs.. l.ob.lo (acressummarias^ 1 lomo 500
rs., Appellarcs c agaravos 500. Principios de direi-
lo adminislralivo por Silvestre Pinbeiro 13000, Pre-
leces de direilo patrio, 1 (orno 3B0. Bergier 1 lomo
990, Sav, rconomia polilic. 3 tomos 1JO00, l.izfci-
xeira, direilo civil, novo K90INI.
Jo' Paulo da Fonseca vende os nteosilios do
seo aimazem de socar assuear, sito na rua de Apol-
lo n. 1 : os prelendentes dirijam-ie all para tratar
corr. o seu respectivo procurador.
Aos 10:0003000.
Na rasa da Fama, no aterro da Boa-Vi*la n. 48,
esiao a venda osbilheles e cautelas da primeira lo-
leria da malrizde S. Jos.
llilhetc* 109000
Meio* 59OOO
(juarlo* 23H00
Decimos ||3oo
Vigsimos 3700
vendem-se Missaes Romanos, da ultima edic-
cao e muilo bem eneadernados: na rua do Encanta-
mento armazem n. II.
Vende-senma taberna na roa do Rosario da
Boa-V isla n. 4/. que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sau cerca de 1:2003000 rs., vende-se
porem com menos se ,1 comprador assim Iheconvier :
a Iralar junio JUfand'ega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 2r.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qne volla para
a Cadeia, vende ue panno prelo i 2300, 8*900. 3,
4500, 43500. .53500, 63000 rs. o covado.tlilo azul,
23. 29800, 49. 63, "9. o covado ; dito verde, i 23800,
J9500. 49, 59 rs. o covado ; dito cor de pinba,, a
435QO o rovado ; curie de casemira prela frauceza e
elstica, a 73500 c 83500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo.a 0300; dilos inglezenrestado a 53000 ; dilos
de cura 43, 59500 69 rs. ; merio prelo a 19, 13100
o covado.
Completos sortimentos de fazendas de hom
{josto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambraia de
seda com barra c babados, i 89000 rs. ; ditos com
llores, a /9, 93 c 103 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo. a 113 ; cortos de cambraia frauceza muilo li-
na, hxa. com barra, 9 varas por 43500 ; corles de
rassa de cor com Ires barras, de lindos padrnes,
.13200, pecas de cambraia para cortinados, com 8 <
varas, por 33600, ditas de ramagem muilo finas, i
63 j cambraia de salpico miudinhos.branca e de ctlr
muilo lina, aSOO rs. avara aloalhado de linhoacol-
xoado, a 900 a vara, dito adamascado com 71. pal-
mos de largura, i 29200c 39300a vara; canga ama-
relia liza da ludia muilo superior, i 400 r*. o cova-
do ; corles de collele de fuslao alcoxoado e bons pa-
drocs lixos, a 800 rs. ; lenco de cambraia de linho
a .MiO ; ditos grandes fino, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia i 500 rs. o par.
Vestidos de seda baratos.
\'endem-*e corles de vestidos de seda bous goslos,
boa qualidade e por preco mullo barato : na loja de
qualro porlas da rua do Qneimado n. 10, de M. J.
Leile.
Vende-*eos verdadeiros charutos da Htvana
por preco commodo : na roa da Cruz n. 66 primei-
ro andar.
Continua-se a vender corles de chita larga co-
res fixas a 29, corlea da calca de casemira decores
49800, havendo de ludo aoude escolher : na loja de
qualro porlas da rua do Queimado n. 10 de M. J.
Leile.
FARINHA DE MANDIOCA.
> ende-sc lina farinha de mandioca em saccas de
cinco quartas : na Iravessa da Madre de Dos, arma-
zem n. 3 e 5. ou na rua do Queimado n. 9, loja de
Antonio l.uiz de Oliveira Azevedo.
Vende-se om lindo caixo com 4 rcparlimen-
los, conleudo 16 palmos de cumplimento, proprio
para deposilo de bolacha ou de assuear : na roa Di-
reita, taberna n. 19.
As enca de JSdwIa H,
Na raade Apollon. 6, armazem de Me. Calmon-
Companhia, acha-se constantemente non sorli-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, raoendas im-liras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos (amaiihos e modelos os mais miJaef-
nos, machina horisonlal para vapor com forc* de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa de purgar, por menos pren, que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, to-
ldas de Ibmil, es; ludo por barato preco.
Na loja de livros do anligo barateiro, na rua
do Crespo n. 11, vcude-se colleccao de compendios,
contendo calliecismoda doulrina Clirisia.i, elemen-
tos de orthographiae de arithmlica, regras de civi-
lidadc e mximas muraes eneadernados por 400 rs.,
diccionario das flores a 160, carias patriticas a 160.
diccionario de Moraesda 2. ediceflo por 129000, sa-
luslio e fbulas latinas a 640, instiluicfto de direilo
civil brasilciro dbr Pashoal Jos de Mello Freir a
640, o guara-livrq. moderno, em 3 volumes por
6>000 rs. *
Vende-se um sobrado deteriorado em Olinda.
na rua de S. liento, del ron le do mosleiro: quemo
pretender dirija-se a rua do Boin-Successo defronlc
da quina dos Quarleis onde lem um tan,pelo.
Deposito de cal.
Vendc-sc cal virgem de Lisboa, prximamente
chegada, por o mais razoavel preco : no arma/em de
assuear da viuva Percira da Cunda, roa de Apollo
n. 2.
VENDAS
tu.
mora
na rua li
Vendem-se esleirs de pal lia de carnauba che-
gadasagora do Aracaly, a 129 o ce,,lo : na ru da
Cadeia do Recito n. 49 1. andar.
Vende-se vellas de cera de carnauba feilas no
Aracalv, de 6, 8. e 0 em libra de muito boa quali-
dade : ua rua da Cadcia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Recommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que mnilos
chamam de fellro a ISOOOrs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendein-sc velas de rera de carnauba de compo-
siro. feilas 110 Aracalv. da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preco qne em
oulra qualquer parte : na rua da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
Vendem-se ricos pianos com excellenles vo-
zcs e por preros commodos: em casa de J.C. Rabe,
ruado Trapiche n.JK
PIRLICACACV RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mea de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padresrapuchinhos de N. S. da Pc-
nha desto cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia hislorira'da me-
dalba milagrosa, c deN. S. do Bo,n Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia. I3OOO.
Deposito de vinho de cham-
gne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propredade do cond
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cil'e n. 20: este vinho, o, melhor
de toda a champagne vnde-
se a 56f000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron & Compauhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
(A das garra fus sao azues.
AOS SENHORES DE ENCENIIO.
Coboiiores oscuros mullo grandes e enrnrpados,
dilos branros rom pello, muilo cande-, imilaiidn os
de bla. a I3INI : ua rua du Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
RELOGIOS IMil.E/.ES DE PATENTE.
V endem-se por preco minio commodo : no arma-
zem de Barroca & Caslro, na rua da Cadei* do Re-
cito n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lojjha de todas as qua-
lidades. em fardo de 2 ate 8 arrobas, por
prero commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes. de A-
raujo.
Vende-ee cxcelleule taimado de pinlio, recen-
tomento ehegadu da America : na ruj de Apollo,
trapiche do Kerreira, a enlendcr-se com adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, de supeiior qualidade e por
preco commodo: na ruada Cruz n. 26
primeiro an-lar.
Na loja do Cardeal rua do Rosario,
vende-se o bem conhecdo rap rolao
francez.
Vendem-se camisas francezas muito
bem feitas, competos de linho e de ma-
dapolao, e aberturas tic linho e de mada-
polao para camisas, tudode superior qua-
lidade e por preco commodo: na ruada
Cruz n, 26 primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez Kiseche e Abssinthe, por preco com-
modo : na rua da Cruz n. 26 primeiro
andar.
Cassas rancezas a 320 *>eovatlo.
Na rua do Crespo, loja da esqufna que vira para aJ
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto, 3-20 o covado.
FACTO SECCO. '
Vende-se muilo saa e boa carne, pelo barato pre-
co de 49OOO a arroba, e fado secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravo* : na rua do Quei-
mado, loja u_M4. *
Toallias e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a IO3OOO a duzia, dilas lisas a 143000
a duzia, guardanapos adamascados a 33600 a duzia :
na roa do Crespo n. 6. -
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 r.
a vara, fuslao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, peca* de
cassa de quadros, propri as para babados a 28000, gan-
ga amarella trancada a 320 o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia,
Superiores corle* de cambraia bordados de seda,
de moilo bom goslo a 43000 cada um, dito* de cassa
chito a 2$000, dilos de chiul frsncrza larga a SJOOO,
lencos de seda do 3 ponas a 610, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loia
n. 6.
Na rae do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-ee para fechar cenias mil equinhenlos masaos
de cantas de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso,
70 duzia* de caixas de maasa para rap a UtfOO a
duzia.
Sapci
RUA- DO TRAPICHEAN 10.
Em casa de Paln Nash S C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado deferrapens.
Amarras de ferro de 5 oitavos ate 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas,
ano i nglez dos melhores.
xsLxsaaats
u
Vende-se um exrellente earrlnbo de 4 roda*,
mu bem construido,eem bom etlado ; esl eiposfo
na rua do Anejo, casa do Sr. Nesme n. 6, onde pd>
dem o* prelendentes examina-lo, e Iralar do ajusta
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz ae
Recif* n. 27, armazem.
Mohnos de vento
'ombombasderepuxopara regar horlas e baia,
decapim.nafundicaodel). W. Bowman : na rna
doBrumns. 6,8el0.
Devoto ChrUtao.
Sahio a luz a 2. edicSo do (ivafnno denominado
Devoto Cliristao.nuis correcto fracrWenUdo: vende
se nicamente na Iftraria n. 6e 8 as praca da Io>
dependencia 9 640 rs. cada ejemplar, 1
Redes acolchoadas, .
brancas e de core* de om s panno, moilo grande* e
de bom goslo : vendem-se n* rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
OBRAS DE I.ABVKI.MHO.
Vendem-se loalhas, lencos, coeiro* de labvrinlho
de lodas as qualidades, renda*, bico* larga* e estra-
to, por commodo* preco* : na roa da Cru do Re-
cite 11. .14, primeiro andar.
Vende-se o bem acreditado rape ro-
lao francez : na rua da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vendem-se toalbaa de roslo de verdadeiro linho
poto, pelo barato prtco de 83000 r,. a dozia : na
toa* de 4 porlas n. 3, aolado do arco de Sanio An-
tonio,
Vendem-se Invas prelas de Jovin para senhora
c bomem, as melhores que tem viudo de Par*: na
loja do i porlas n. 3, ao lado do arco de Santo Aalo-
1110.
Vende-se panoo prprio para forrar buhar : na
rua do Crespo loja de 4 porta* n. 3, ao lado do arco
de santo Antonio.
. Vende-se murculina escoce* propri* para ves-
tidos de senhora e meninas, como bem vestuarios de
meninos pelo barato preco de 640 r. o covado : na
rua do Crespo luja n. 3, de 4 portas, ao lado do arco
de sanio Antonio.
Vende-se alpaca de seda aehamalotada a 640
rs. o covado: na rua do Queimado n, 38.
ESCRAVOS FGIDOS.
o, ma-
batido
os, para
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior (lanella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
eriplorio n. 12, v*iide-e muilo superior potissa da
Rossia, a,1,encana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que be par* fechar conlas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo saa e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato prero de 43000 rs.
a arroba cm pacole* de i arrolla* : no armazem da
porla larga ao pe do arco da Conceicao, defronte da
escadinha.
Ai que fro.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 1200 rs., ditos branco a
J an?1*"' o'l0"Vm Pe'0*1 milacflo dos de papa a
13400 rs.: na na do Crespo toja n. 6.
T>oMo da fbric de Todo* o* antoa na Babia,
vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sacco* de assuear e*roupa de e-
eravos, por preco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com720pesde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 49.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimentl" e. moen-
das e meias moendas para en
chinas de vapor, e taixas de
e coado, de todos os tama
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do TrapiV,
che n. .".
CASSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de < muanles Aj JJenriques, rua do Cre*-
po n. ., vendcm,-se cassas francezas do ultimo ges-
to, pelo baralissimo preco de 180 r. o covado.
NOVAORLEANS.
Rara I o si m, liado nao.
Na na do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furto corea lisa e de lislra* intitulada
*ova Orleanspelo barato preco de 500 r*., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
de se nimia e menino*; aaze de la eseda de kpre*
asmis delicadas.muilo proprio para vertidos de se-
nhora e menino* a 500 rs. covado.
Na roa da Cadeia do Recife 11.60, veodem-se o*
seguiules vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porto, *'
Bucellas, +
Xerez edr ele ouro,
Hilo escoro,
M adalra.
em eaixinha* de urna duzia de garrafas, e vi*la da
qualidade por preco moilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
cpppleto sortimento de taixas de fej-io
fundido e batido de 5 a 8 palmo d*j
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao* :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assuear, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber S Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vendc-sc urna balanca romana com lodos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : qocm
a prcleuder, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons efleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20
mazem de L.
Companhia.
Leconte
ar-
Feron &
k
Vendem-se relogios deonroe prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
icaspara piano, volao e flauta, como
tCjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modnhas tudo modernissmo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos corles de hin/.inha para vestido de
senhora, iiim |."i eovados cada corle, a
IfSQO.
Na rua do Crespo, loja da esquina qoe volla para
a Cadeia.
A abano assignada declara ao publico ea lo-
das as autoridades policiaes, que no dia 8 do crren-
le, pelas 4 horas da madrugada, desappareceram de
sua rasa, servindo-se de um.i escada que por alguem
de fura toi laucada a urna janella que deitova para o
quintal para favorecer a fuga, duat escrava* cabras.
urna de nome Luiz* e oulra de nome Ignez ; a pri-
meira com os signaes segointo* : estatura regalar,
grossa do corpo, com o* cabellos corlados pelo lado
de detraz e crescidos pela frente, com todo o corpo
pirado de devisas ; e a segunda de corpo regalar,
estatura alia, cor fula, com 2 denle* de menos na
freule; sendo que protesta proceder com lodo o ri-
gor das lei* contra quem quer que lenha aconta-
das. Sendo-lhe porem entregue* ou denunciada*,
proraello guardar o maior segredo, offerecendo o
premio de 503000 aos capiUes de campo, ou oulra
qualquer pessoa que della* dtr noticia, ou a* levar
a casa de sua residencia, na rua do l.ivraraenlo 11. 4,
onde se Ihes dar generosa recompensa.
Anua Joaquina Lint ll'anierley.
50JI000.
Desappareceu no dia 25 de selembro prximo pas-
tado, do engenho Vicente Campello, o escravo lias-
par, de iiecio Costa, com 50 anuos de idade, alio,
cor prela, roslo comprido, o beico de bati grande e
cahidp, e lem barba ; oqual escravo veio da Babia,
e toi comprado a Antonio Ricardo do Reg nesta
praca: Duem o pegar, leve-o ao mencionado enge-
nho, que receber do abaixo assignado 508000 rs.. a
nesta cidade ao Illm. Sr. Joao Pinlo de Lemos J-
nior. Manoel Confalces Ferreira Lima.
Desappareceu do sitio du padre Manoel Flo-
rencio de Albuquerque, na Iravessa da Cruz de
Almas, de Ponle-L'choa, no dia 5 do crtenle-, om
seu escravo de nome Manoel, de naeao Rebolo, ale
meia idade, bailo, grosso du corpo, meio cangoei- >
ro : levou om sacco com roupa sua, o escravo Sai
comprado por muito bom, ao Sr. Manoel de A Inun-
da Lopes, que o venden por ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : roga-e, porlaolo, as auto-
ridades policiaes, capilaesde campo, 011 oulra qual-
quer pessoa. que o apnrehendam e leve-o a rna da
Horlas n. 15, ou no dito silio, qoe ser recompensa-
do ; adverle-se que o dito prelo he casado em ea-
nlio Lamur, freauefiajlo Cabo.
Desappareceu no dia 13 demez prximo ms-
aado ama prela de nome Joanna, de nacao Coaco,
estatura regular, feia, magra, com falta dedentes,
velha e puxa de una perna; levou aaia prela de
chito com palminhas branca, cabecao de abjedflii
novo, panno azul da Costa ja velho, e'anda venfando
para nao ser couliecida ; consta andar peMMaalei-
ro, Apipoco, Panagem, evem alea ribeiradjrBo*
Visto : rnga-se a quem a apprehender, de leVs-la
rua da Conceicao n. 4, que sera recompensado.
Desappareceu no dia 9 de correarlo.d prelo
Manuel, rrioulo, de estatura regular, liai*jn*l||i ler
25 anuos, ponen mais ou menos, he mmbrMIador,
he oDicial de caldeirciro da fabrica da ro* 4e IJrum
n. 28 : quem o pegar ou delle der noticia, dirija-se
,1 pesma fabrica que ser bem recompensado.
fr- No dia 26 de selembro prximo paaaade de cor-
rento auno, desappareceu do engenho Sania* Men-
es, na freBuezia de Tracunhaeru. comarca de Na-
aarelli da Malla, propredade de Laurentjno Gomes
da Cunha Pereira Bellrio, ama eseravr de neme
aria, com ossignaeajaagninles : de bom corpo, cor
alguma cousa fofa, pe*carnudos, dedos carie* qne
nSo assentom no ch*WW esperto, devenida e de-
sembarazada na rair.Menles perfeitoa, e sda* a me-
nor leso no roslo, alfana cabellos no qnell*. pisa
duro, foi comprada ha 4 nonos em Pao-d'AIe ao Sr.
Jwe tilippe Salvador; levou de roupa om vestido
de chito usado, orna aaia de nleodaozinho branco
porlanlo, roga-se aa autoridades policiaes, capiUes
de campo e mais pessoa* do povo, que a apprehen-
dam e Icvem ao mencionado engenho, ea ae Recife
a entregar ao Sr. Manoel Ignacio de (Hlveira, na
praca do commercio n. 6, que se dar 50*000 de
graliflcacito ; consto que foi encontrada *u pe da
ponto do Cachan,.
Em 17 de setombro .prximo pastado fogto do
engenho Caluand, indo para o Redfc i mandado,
um cabrinha escravo, o qual tera.de idade 16 anuos,
pouro mais 011 menos, tem oroaflum pouco compri-
do, bocea e beicos salientes, nariz aquilino, ollioa
pequeos e um lano papudos ; levou camisa de
madapolilo, calca de riscadn escuro, bonel de panno
iinu com palla, e de nome Antonio Francisco ; jnl-
g-se andar pela praja ou cus arrabaldes, como
bem eslrada nova defronle a Torre ele, de cajo lu-
garesfem bastante conhecimeulo por ler nene* ja
residido, e quasi sempre andado de pagem: paga-te
generosamente a quem o capturar, podendo dirigir-
se com dito escravo ao referido engenho Caloanda,
a fallar com Francisco Xavier Carneiro da Cnnha
Campello, ou nesla praja a Jos Pinlo. da Cotia, ta-
berna a dimita, no becco qne segu para o pateo de
S. Pedro, enlrando-se pela rua Direila.
Auscnlou-se no dia 23 do corrente o preto A-
lexandre, de naca,, S. Paulo, idade de 25 annos, al-
to, falla demorada e corpo reforrado, foi escravo do
francez Miliquc, morador no Rio Doce, e ullima-
ineiile do Sr. Eduardo Bol) ; esse prelo costme
em suas frequenles tosidas andar pela rua da Auro-
ra, ir para Olinda, e refugiarse as campia* do
Rio Doce : roga-sc, porlanlo, a quem o pegar ou
delle der noticia, dirija-se roa do Brum n. 28, fa-
brica de caldeireiro, que *er bem recompensado.
Desappareceu boje das 7 para 8 horas da ma-
ndila, o escravo, crinulo, de nome" Uaudiano, de es-
tatura regular, grosso do corpo, denles limado* lino,'
olbos e cara grande, com bastantes signaes de hechi-
zas por as ler lido em quanlidade em 1850 logo que
o comprei em 311 de oulubro do dito nno ao Sr.
Jos de I lailn,la Cavalcanti Leiuln, qoe o hoove
por heranca paterna de seu fallecido pai o capililo
Antonio \ icira de Mello Lcilo, moradores no lu-
gar do Jac, tormo da villa de NazaMh, d'onde he
fiiho o dito escravo, que reprsenla ter 23 anuo* por
declarar o formal de parlilhas quando o comprei ler
19anuos; levou calca de aleudan azul trancado,
camisa de madapolo, chapeo velho de seda ou de
couro, presume-se ser scdozido a fugir por nao haver
molivo algum : quem o apprehender pode leva-lo ao
abaixo assignado, senhor do dito escravo, com pren-
sa de algodo no Forte do Mallos 11. 7, ou roa do
Queimado n. 11, queseni bem recompenssdu. Recife
2 de oulubro de 1854.
Manoel Ignacio de Olireira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
criuulo, de nome Antonio, que cosloma trocar o no-
me par* Pedro Jos Cerinu, e iulitular-se forro,
he muilo ladino, foi esrravo de Antonio Jos do
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
.Nuia Anio, e diz ser nnscido no serlao do Apodv,
estatura e corpo regular, cabellos prelo*, rarapinha-
dn*, cor um pouco fula, olhos escuro*, nariz grande
e grossu, beicos giosso*. o semblante nm pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesla occasiSo foi com
ella rapada, com todos os denles na frenlc ; levou
camisa d madapolSo, calca e jaquela branca, cha-
peo de pallo, com aba pequea e um* Irouxa de rou-
pa pequea; he desuppurquemude de Irage: ro-
a-sc porlanlo as auloridadn.-poliriaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragam nesla praca d
Kerife, na rua larga do Rosario 11. 21, que se re-
rompensar* muito bem o seu trabalho.
r-

..

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PEKN. : TYP. DE M.
F. DE FARIAS mmm
-a.


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