Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01311


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Full Text
ANNG XXX. .. 233.
Por 3 maces adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
yUMniM rCinH ll UL UUIUUIIU uu ioun.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
DIARIO DE PERNAMBUCO

E.V:arregados IIA siksckiim: AO
Kecife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr.JooPereiraMarlins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. ion [< i ni Bernardo de Men-
donga; parahiba, o Sr. ftirvazio Victor da Nativi-
ilade; Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemos Braga ;Ceani, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
II. Rodrigues; Para, o Si'. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4 a praao e 28 a d.
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Dsconto de lettras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de (J-iOO velhas. 169000
de 65400 novas. 169000
de 4000...... 99000
Prala.Pataces brasileiros..... 1S940
Pesos columnaro..... 1*940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORItElOS-
Olimla, todos os das.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury, a 13e 28.
(loianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
ViMoria e Natal, as quintas-feiras.
* PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 7 horas t minutos da manlia.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS. EPIIEUEMDES.
Tribunal do Comraercio, segundase quintas-feiras. Outubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
Relaco, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas esexlas-ferass 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas. |
1." vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Dionisio b. m. ; S. bratela.
10 Terca. S. Francisco de Borja : S. Eulampio.
11 Quarta. S. Nicacio b m. ; S. Samatra iu.
12 Quinta. Ss. Prisciliano e Domnina mo.
13 Sexta. Ss- Daniel eHugolinoinm. ; S. Samuel
14 Sabbado. S. Calisto p. m.; S. Fortunata.
15 Domingo. 19.* S. Tbereza de Jess'v. c. ;
S. Ageleo m. ; Ss. Aulbioco e Severo bb.
1

1
t
iMVEKNO DA PROVINCIA.
Ese fltate lo da 6.
OflicioAo Exro. prelado diocesano, enviando ura
evemplar impreso da falla com que S. M. o Impe-
rador neerrou a segunda kmo da nona legislatura
da aaaombla gcral no dia 12 do mez ulliino.Igunes
a Extn. conselheiro presie'ente da relac.au, com-
mandanle das armas, chele de polica, e algumas
cmaras.
DitoAoEim. conselheiro presidente da relacao,
remetiendo, para a devida exeeuco na parle que
llie loca, copia do aviso da repartirlo da justira de
14 de setembro ultimo, determinando nao soque se
aclivem asappellacors inlcrpostas ex-onicio pelojjiz
de direito presidente do jury de Caruar cm a sita
primeira seseo de 22 de julho pretrito, mas tim-
bera que se promova o seu breve jutgamenlo nessa
relami.Communicon-se ;io joiz de direito do Bo-
nito.
DitoAo commandante las armas interino, com-
munieamto qoe, segundo constado aviso da guerra
do 16 setembro ultimo, de que remello copia, se
mandara passar para o 7." balalhao de infantaria o
alferes do 1. da mesma ama, Manocl Baptisla Ri-
beiro de Faria.Communicou-so lliesouraria de
fazenda.
DiloAo inspector du Ihesouraria de Calenda,
Ir.msmiitindn copia do aviso da guerra de 19 de e-
lembro ultimo, do qual ce usa se mandara que ao
2. lente reformado Bernardo Pereira do Carmo
Jnior, qoe c ach nesla provincia, se cont lempo
le servico militar desde 29 demarro de 1844 em
diante, ajuiilando-se-llie mais o decorrido do 1. de
mrc de 1840, al 16 de novembro de 1842.Igual
Ihesouraria de fazenda.
DiloAo niesrao, recomnendan loa expedicilede
suas or leus, afm iR que seja posta a disposieSo do
Exm. bario da Boa Vista, commandanle superior
da guarda nacional desle municipio, urna praca da
companhia (iza de cavallaria para Iheservir de orde-
nanza.
DitoAo mesmo, autorisando-o, eni visla de sua
inrormac.au dada sobre o requer ment do soldado do
4. balalhao de arlilharia i pe Luciano Lobato, a
mandar passar-lhc escusa do servico, aceitando em
seo lugar o soldado por el* oflVrecido Joaquim Ro-
drigue, queja finalisou o lempo porque era obri-
gado servir, fazqndo-*e ncsle sentido as necessarias
declaraoSes nos respectivos asscnlamentos de prara.
DitoAnmcsino, comni micaudo cm resposla ao
seu ofllcio de liontem n. 049, que nesta data auto-
risa o inspector da tliesouraria de fazenda a indem-
ni-ar o 2. balalhao de infantaria da quanlia de 'f
cm que, segundo a cunta a que se refere o citado
oflicio, importa a despeza feila com o entrrame-uto
nocemilerin do soldado do mesmo balalhao Silves-
tre Gomes da Silva.
Dito Ao mesnao, envi indo copia do aviso da
guerra de 16 de setembro ultimo, determinando que
ae fai;a seguir para a Parahiba o alferrs do 8. bala-
lliao de infantaria Manocl Joaquim Bello, que se
acha nesla provincia, deveudo S. S. ordenar a esse
riici.il que quantn antes trate de rccolhcr a rcrclte-
doria de rendas a importancia dos emolumentos que
por essa oideiu competen) a reparlicao da guerra,
segundo a conla que reme te por copia.Communi-
cou-se a thesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
repartidlo da guerra de lli de setembro ultimo, de-
terminando que se faca se;:uir para a corte o alteres
do I. balalhao de infantaria Augusto Carlos de Si-
queira Chaves, que se aelm nesla provincia, recom-
mundamlo S. S. esse ollicial que trate quanlo an-
tea de pagar na reeebedori i de rendas internas os
emolumentos, que por essi permissao compelen), se-
gundo a nota pnr copia junla, a repartirlo da guer-
ra.Gommunicou-se thesouraria de fazeitda.
DitoAo mesmo, Iransnuiltindo copia do aviso da
guerra de 23 de setembro ultimo, ordenando que si-
ga para a corle o alfares do 2. balalhao de infanta-
ria Vctor Gonealvea iones. Coinmunicou-se i
Ihesonraria de fazeoda.
DiloAo mesmo, dizendo que, para sersalisfeila
a requisito doconselho s jpremo militar, constante
da portara de I9|de selerr bro ulliino, junta por co-
pia, faz-se preciso qne S. 8, remella sta presiden -
cia, cura a possivcl tire vid ade, o processo de guerra
feaio i An';iiu Das de Paiva, ex-soldado do*2. ba-
lalbaa-tle fuiilciros (anlig.i numeraco/
,pililoAo mesmo, para mandar forncrer aocom-
niiudante superior da guarda nacional do munici-
pio Un Recite, os ohjectos mencionados na relaco
(fue remelle, os quaes tito precisos para o archivo e
expediente do eommande superior, c do chefe de
estado maior da guarda nacional do mesmo munici-
pio.Communicuu-sc ao commandaulcsuperior res-
pectivo.
IHto^Ao mesmo, comraunicando baver participa-
do o juiz de direito da comarca da Una-Visla, ba-
charel Joo de Souza Re;, cm oflicio de 29 de agos-
to ulliino, que naquella dala entrara no ejercicio
de sen cargo, para o qual l'oi nomeado por decreto
de 20de abril do correnle anno. Communicon-se
aoExm. presidente da relaja.
DilnAo mesmo, declarando ter participado o
s
A FAMILIA AlBRY. (*)
Pr Paulo Man rice.
SECUNDA PAUTE.
):
/ '
ACgiO f.PAlXO.
V
(ContinuafBo.i
i manliia do dia seguinte Pedro eslava em llru-
Ses. Sem deiiar-se perturbar pela sombra de urna
uvida nesse duello de liieireza enlrc urna tarlaru-
ga e um passarlnho, alugou urna carruagem, que cm
tres lloras levou-o a Oslendc. Seu primeiro cuidado
foi informar-se da hora di mar. Nepluno o favo-
reci. O paquete para a Inglaterra s parlia s duaa
hora ila larde.
Tenlio duas horas! disse Pedro, e dirigindo-se
ao primeiro hotel de Ostende, pergiinloii pelo se.
nhor l>.....
Foi passeiar no dique; mas vollar hreve-
menlf.
Pots b*m! espoaarei por elle, disse Pedro.
No nm da nm quarto d'liora, o senhor D... appa-
reren, chamoo um criado vestido de libr, e dandn-
Ihe ordens subi para o seu quarto no primeiro an-
dar. Pedro aeguio-os e paiseioii durante alguna mi-
notos no corredor al nue vio sabir o criado. E itao
lirou a chave da recbadora, entrnu hrandamenl.- no
quarlo, fechon por dentro pona com O fermlho,
meitu a chave na algibeia, e vultnir-M para o se-
nhor ... leudo na man a bocel., cic pistolas.
A srena entre o ei-drasio e o biimiueiro nao foi
Hidi:;na la sobnsi.l.ide o.i laln ,|, in^eouidade dos
meics ale entao empregailna por Pedro
_ rtenhor, disscesle. tenho a hnm-.i'de sauda-lo.
Nao lembra-sedcimim?
Nnjtenhn esa vanlagem, senhor.
Sou Pedro Aubry, jm son clienie.
Ah muilo bem, ilisse o banquoiro sorprezo,
Hm que o pono servir 1
Misto : oaenhor dev a meu pai e a mim 48,000
francos entre rapilal juros. Nao sei ju.lamnle
qual lie a fr^ccao ; assim nao falU>moi mals aulla
F.u lite (Icaria milito obricado se me eulregasse im-
me-rtainente essa somma,
('. Vid* Diario n. 232.
juiz municipal c de orphaosdo termo do Cabo, ba-
charel Joo Paulo Monleiro de Andrade, em oflicio
de 26 de setembro ultimo, que no dia antecedente
entrara no eiercicio da vara de direito daquella co-
marca, cm consequeocia descachar no gozo de li-
cenca o seu proprielario, e que passara o axercicio
da vara municipal au respectivo supplente.Com-
munirim-se ao Etm. conselheiro presidenta da re-
laco.
Dilo Ao memo, communieando que, segundo
consla de parlicipacAo da secretaria de estado dos
negocios do imperio, em 14 do correnle, foram nes-
sa dala creadas mais viole agencias de correio nesla
provincia, nos seguinles locares: Iguarassi, llczer-
ros, Allinho, Villa Bella, San-I.ourenro da Malla,
Po-d'Alho, Nazarelh, Limoeiro, Brejo da Madre de
Dos, Pcsqueira, Ingazeira, Bella, Cabo, Ipojuca,
Rio-Formoso, Una, lia, reros. Agua-Prela, Pimen-
teiras c Serinhem.Igual ao administrador do cor-
reio.
Dito Ao mesmo, remetiendo copia do aviso do
justira de 13 de sclemhro ultimo, determinando que
essa thesouraria envi, com a possivcl brevidade,
secretaria de estado o orramenlo da despeza que se
lem de fazer com o servco daquelle ministerio, no
fuluro exercicio de 1856 1857, afim de se poder
organisar em lempo o orramenlo geral para ser pro-
posto ao corpo legislativo na sua prxima reniao.
Dito -r Ao commandante da oslaron naval, con
municaniln que, segundo consla de aviso da mari-
nha de 19 de setembro ultimo, por mitro aviso da
mesma dala se mandara suspender, ate ulterior de-
liberaran, a rxecucao das ordens expedida* em 30
de agosto desle anno para que o brigue Caliope,
pertcncenle cslac.lo desta provincia, loyae substi-
tuir na do Maranhao o brigue Capibaril, vindo es-
le- fazer parle da primeira das mencionadas eslacoes.
Dito Ao director interino da faenldade de di-
reito, declarando, que paia poder dar cumprimento
ao aviso do imperio de 13 do mez ultimo, faz-se
misler que S. S. informe sobre o requerimento, que
remelle, de Francisco I.uiz Vimos, que pede a ef-
feclividade do lugar de bedel daquella faculdade.
Dilo Ao desemliar-ador juiz relator da junta de
jmlica, remetiendo para, depois de vsui, ser relata-
do cm ses-o da mesma juntar" o processo verbal do
soldado do segundo balalhao de infantaria, Joao Jo-
so da Silva.Commuuicou-se ao commandanle das
armas.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, commu-
nicando que, por aviso da guerra de 25 de setembro
ultimo, se recnmmenda a maior brevidade possivel
na remessa para a.pruvincia da Parahiba dos objec-
los constantes dos pedidos que por copia acompa
nharam ao oflicio desta presidencia de 3 de julho ul-
timo.
Dito Ao director das obras publicas, commu-
nicando que. leudo or ciliado nesla data com o cn-
genheiro civil Theufilu Schmidl o contrato -constan-
te do termo de que remelle copia, Ihe ordenara que
parlissc quanlo antes para a colonia militar de Pi-
incnlciras, afim de l ciecular as inslrurces, rMe
lambcm por copia foram remctlidas i S. me. com
officiu de 28 de julho ulliino; e rccoinmeudando que
forneca ao mesmu engenliciro os instrumentos que
por elle forcm requisita lo. para o bom desempenho
da conimi-sn de que se acha encarregadn.Com-
municou-se ao director daquella colonia.
Dilo Ao vigario da Vare*, communicando
que, segundo consla de aviso do imperio de 21 do
me/, ulliino, houve por bem S. M. o Imperador, em
alinelo ao que Ihe represento!) S. me., nSn s acei-
tar o titulo de juiz perpetuo da groja matriz dessa
freguezia, mas lambcm permillir que a mesma se
denomineImperial Matriz de Nossa Senhura do
Rosario da freguezia da Vanea.
Dilo Ao inspector da Ibesouraria provincial,
recommcii.lando que, em vista do compleme certi-
ficado, manilo pagar ao arremalantc do quarto lance
da ramificacao da estrada do sul para a villa do Ca-
bo, Autonio Victoriano Pacheco, a imporlaucia da
primeira prestaran que lem dreilo___Communi-
cou-se ao director das obras publicas.
Dito Ao commau'danle do corpo de polica, in-
teirando-o de haver transmutlo a Ihesnuraria pro-
vincial para ser paga, estando nos termos legaes, a
conla que S. me. remallen das despezas feilas no
mez de selembro ultimo com os dous calcetas empre-
gados na limpezae asseio do quartel daquelle corpo.
DitoA adminislraro do patrimonio dosorphaos,
para mandar orear a despeza i fazer-se com o for-
ro dos dormitorios do collegio dos orphaos de O-
linda.
Dilo A cmara municipal da Victoria, appro-
vando as arremalar,des das rendas daquella munici-
palidadc, conslanle da relaca que veio annexa ao
seu oflicio n. 33, e coneedendo a aulerisacao que pe-
dio, para por novamente em praea, com o abale da
terca parte do valor do respectivo orcameulo, o im-
posto da balaira do assucar.
Portara Coneedendo ao arrematante do oilavo
lauco da estrada do sul, Manocl tiouveia do Souza
Jnior, mais dous mezes de prorogacao para a cou-
cluso das onras do seu contrato.Fizeram-se as ne-
cessarias communicacOes.
lloare da parle do hanqueiro um silencio de pas-
mo, e depois elle loruou :
ypjo que o senhor ignora anda meu desastre.
Meu hwn I o poslo em deposito antes de honlem,
sendo meu falimiento declarado honiem em Paris.
Bem sei, senhor, e he por isso que tenho corri-
llo em sea scguimenlo at aqui.
Mas, seultor Aubry. n.lo posso ero devo pa-
gar-lhc ueste momento. Mais larde espero dar aos
meus credores vinle e cinco, e lalvez Irinla por
cenlo. r
Entao o senhor lem dinhero? lornou Pedro.
LiiIjo paguc-me.
Nao posso I
Pedro abijo a hcela, lirou as duas pistolas, e a-
ponlando-as Iranquillamenle para o banqueiro,
disse:
Pague-me, do contrario aliro.
O banqueiro crgueiise assuslado, e exclamou :
(lomo que violencia he essa Nao alire! Que
queres. desgracado I Assassinar-me, e suicidarte
depois ?
Nao! rr-poinleu Pedro Iranquillamenla, as
duas pistolas sao para o senhor. Calculei meu nego-
cio: foram precisos vinte anuos a meu pai e dez a
mim para ajunlaro diuheiro que o senhor uns rou-
ba. Nao serei roudemnadn a mais de trinla anuos
por ler mnrlo um ladillo. Ei-a, decida-sc, do con-
trario aliro.
Ah vou aritar, chamar!
Eu alrn !
Espere! exclamou o banqueiro paludo como
um cadver. Vine, sabe no menos u que faz ? Pede-
mea bolsa o a vida.
Pedro lirou uu momelo aturdido pelaarrusacao ;
mf?" ''* sel"1" c""'mum loi quasi espirituoso.
Oh! Mo, disse elle : eu pcco-llic : Minha bol-
sa ou a vida.
Ilavia em naallilude tanta firmeza, e por assim
dizer lana serenidade, seu porte de ex-soldado. sua
lila encarnada, sua. pistolas aponladas, os fcrrolhos
da porta corridos, ludo isso fallava lio eloquenle-
menle que o hancarroteiroeslremeccndo de medo
de raiva, disse cumsigo: "
Esto brulo vai evidentemente alejar-me ou
matar-me; executemo-nns!
_ Todava tentando um ultimo esforco, disse :
' Emlm um homem nao leva por loda a parle
urna somma dessa importancia Se eu n,lo tiver es-
sedinheiro';
' Aliro, lornou Pedro sem pestanejar.
O banqueiro proferio urna hurrivel praga ; mas
silado por essas formidaveis pistolas foi a urna mala
forrada de cobre, tomou urna carleira de fecliadura
EXTERIOR.
Liverpool 30 de agosto
Ol remltado* da guerra.
Depois de termos gasto muilos ronca em opera-
coes militares em Ierra e no mar, e depois de ter-
mos dispendido mais milhoes do que o numero de
mezes que leraos consumido, desojamos naturalmen-
te saber quaes san os resultados que podemos mos-
trar, respectivamente aos nossos dispendios de lem-
po e de diuheiro. O imperador dos Francezrs, na
soa ultima proclamarlo aos soldados no Oriente, e
os nossos ministros, nos arligos que lem inspirado
aos seus orgaos, dizem ao mundo que, posto que
nao contemos victorias materiaes, lemos ldo Irium-
phos moraes. Scmelhanle maneira de fallar pode
ser poltica da parle de petele III, poa que sa-
be quanlo mur da gloria inherente nalureza do
soldado fraaWtyideve 1er agitado a inaccao, aggrava-
da polos hejrrorcs do cboljra. Elle pode natural-
mente temer que os descontentes entre os seos pro-
pros consliluintes procurem iuslituir eomparacijes
desfavoraveis a si entre esla sua primeira guerra e
as gloriosas eampanhasde seu lio. l.ivre do ullian-
ras com governos eslrangeiros, tracoeiros ou inca-
pazes, e senhor absoluto da sua propria volicSo, o
grande Napoleao eslava acostumado a desfcehar gol-
pes, dolorosos, promptos, decisivos. O tacto da sua
partida de Paris para urna campanha era o seguro
presagio do Iriumpho. Unta victoria era a primei-
ra noticia que os Francezes recebiam depois da sua
marcha.
Nao era coslume seu mandar um valente exer-
cilo morrer de peste no pantanos, ou consumir o
seu cnlhusiasmo e fortaleza na morlifleacao da pre-
guija, da rresntiieo e da inaccao.
Alguraas reflexdes como eslas talvez lenham ins-
tigado o sobrinhn desse homem notavel publicar
urna proclamai-ao no intuito de reanimar o decaden-
te valor das tropas francezas no Oriente ; e podemos
cabalmente conceber a morlificacao sofTrida por um
homem lao promplo e vigoroso nos seus actos, ao
achar-se, at a undcima hora, a victima da paraly-
sadora poltica do gabinete inglez.
Mas quanlo aos nossos propros ministros, adop-
tar semelhantc tom he evidente hypocrisia, a mais
revollanle, quando rendimos nos militares dos bem
cidadaos que lem encontrado urna morle ingloria
nos hospitaes do exercilo expedicionario,victimas
da vacilacSo, da irresoluto, ou das lcticas en 'ac-
tuadas que tem feilo desta guerra a mauxtidkala dos
empns modernos. .
O povo inglez ja cometa a pergnnlar quaes sao
os resultados pelos quaes se lem gasto tanta moeda,
se tem sacrificado lautas vidas i epidemia, c se lem
perturbado todas as operar/es de comraercio e de in-
dustria productiva,se por ventura nao oslan total-
mente parausadas. A historia das operaces das es-
quadras e dos exordios combinados nos dous mares
he tima historia do vergonlia. Ninguem negar que
a projeclada chegada das toreas alliedas no Danuhiu,
e subsequenlenicnle a sua aclaal apparicao, excr-
ceu cerlo peso de influencia moral, e accelerou por
algumas semanas a inevilavel retirada dos Russos ;
mas esla retirada tornou-sc um negocio de ne-
cessidade muilo antes que a vagarosa accao do com-
mssariado inglez ou a contemporisadora poltica
do gabinete inglez houvesse permiltido n nossa in-
lervencao ir alm das amearas diplomticas. Quaes,
quer que lenham sido os resultados verificados
nos principados s3o devidos exclusivamente a
valenta dos zureos; lauto he assim, que per-
gunlamos se nao concedemos muilo, admilliudn
que apresenca das tropas nglezas e francezas ajuda-
ram materialmenle, obrigandu os Russos a evacuar
o territorio de que se haviam apossado de urna
maneira Ue injuslificavel. O fingido bombirdea-
raeute de Odessa he realmente o nico feilo de que
a armas alliadas se podem gabar no mar-Negro ;
pos que o ISo fallado desembarque na Crimea,
ainda que Icuha lugar mais cedo ou mais tarde, foi
annuuciado pelo Times, como presumimos, smen-
le no intuito de evilar censuras ao parlamento, e
conduzir os ministros atravez da prorogacao.
Se uos vollarmos para o mar Bltico, adiamos
poucu mais para alimentar urna .revista retrospecti-
va. A mais bella esquadra que tenha estado sob as
ordens de um almirante ingle/., e urna torca naval
franceza, talvez nao inferior cm material ou disci-
plina, ha mezes que anda pairando perlo das pra-
cas russas fortificadas. At quinze das, a sua ioac-
r.ao liuha sido inexplicavel ; e s se apruximou um
resultado que de alguma sorte compensas as duas
narocs alliados pelos seus sacrificios, depois que o
imperador francez, amofinando-sc em consequencia
da ridicula posicao em que se achava, agnilhoou o
nosso primeiro ministro para que consentisse que
se mamlassem forras militares em socorro dos navios
de guerra. A captura das i Ib as de Aland nao era in-
duhitavelmente um feilo brilhanle e salsfaloiio ;
mas pergunlamosdesapaixonadamenle ao lelor, se
nao era melhor qne essas valenles esquadras lives-
sem sido empregadas em algum serviro mais glorio-
so do que o de um mero bloqueio T
A captura do Bomarsund he realmente o nico
resultado que temos a moslrar como os nossos fio-
rdes no norte da Europa ; em verdade, este feilo
le ac, o lirou dola cinco macos de bilheles de ban-
co, dos quaes separou smenle dous.
Eis-aqu os seus 18,000 francos, disse elle lan-
cando os oulros dianle de Pedro.
Obrigado. Vou dar-lhe um recibo lornou Pe-
dro depois de conlar.
Oh he inulil 1
I'erdoe-me! lie necessario, replicou Pedro.
Nao quero que u senhor va processar-me quando eu
sabir daqui...
Oh I senhor, lornou o banqueiro furioso, he
hora e meia, e hei de embarcar-me s duas horas.
Imagiua que proporei urna demanda por essa mise-
ria de cincoeuta mil francos?
Ah! exclamou orgulhosamenle Pedro, os ere-
dores sao uns tolos! e guardando as pistolas, abri
a porta, saudou gravemente o banqueiro c sabio.
No da segrale a noile elle eslava em Paris de-
pon de qualro das de ausencia, e achou cm torno do
fogao loda a familia e Daniel.
Eis-aqui o diuheiro, disse elle com magosta-
do, e depois conlou toda a sua n isssca.
He cousa pasmosa! exclamou Daniel. O se-
nhor Pedro achou meio de alirar visla sobre um
bancarroleirol
Pedro nao comprcheudeii o dilo de Daniel, nem
Daniel comprchendia a aceito de Pedro. Quanlo a
Briuida, ella admirou profundamente seu primo-
gnito. r
Os dados eram a favor de Pedro. Na semana se-
grate chegou a resposla de Natalia, Mara e a mi
foram leva-la a Chatenay.
.. *~ Vatler islo em leu quarlo, disse Maria a Mar-
ida entregaudo-lbe a caria.
Muitas vezes ? Providencia enva por ns oulros
cegos vvenles ordens selladas, que s devemos ler e
exceular cm lugares e lempos indeterminados. Foi
cun a man Iremula que Marlha abri urna dessas
dobras divinas.
Al entilo seu coracao nao tinha jamis sido mu
lucido, ella havia-o esculado por instincto innocen-
te e ingeiiuamenle ; tinha-c deizado aflagar por es-
sa vaga msica Ulterior sem formular por si mesma
nonhuma idea precisa, neuhuma esperanca certa ;
tinha sidosempre para com Natalia como os que
dorraem esouham, e querendo andar, nao podem
dar um passo, querendo fallar, nao podem proferir
palavra. Seu coracao tinha sido de alguma sorte
somnmbulo*. '
A caria de Nalalis disperlnn-a sobresaltada.
Oh I ella linha pensado Relie; mis ella nunca ti-
nha pensado nella Na verdade tinha elle jamis di-
lo una palavra que justificarse as illusoes da moca ?
encerra loda a campanha. Mas o paiz naturalmen-
te perguuta, que tem feilo as nossas Torcas lodos
esles mezes no mar Bltico e He melhor naj fa-
zer nada, diz o servil 7'mr.s,in venenando o espi-
rito publico no inleresse do ministerio, n he me-
lhor nao fazer nada do que destruir o nossos navios
contra as forlificaces de Cronsladt ? E com seme-
Ihanie resposla a indignarlo publica foi embarga-
da ale que chegaram noticias do ataque de Bomar-
sund. Os homens pensadores nao cstao satisfeilos
com esla lgica de ligdrelia de maos. Pcrgiinlara
porque razao as tropas nao foram mandadas, a pri-
meira vez, cm numero sufficicnte para redazir qual-
quer praca segundo a capacidade dos nossos meios.
A combinada sciencia militar e naval dos Francezes
e Inglezes devia ser sullirieute para moslrar que
praras forlilira las nao podem ser tomadas sera urna
forra terrestre para cuadjuvar o fogo das pecas dos
navios. Se eslas forras nao forem mandadas al
a estacan queja esla muilo adiantada para as opera-
ces activas, o que he que se deve inferir"! Inca-
pacidade nos conselhcros militares? He impossivel.
Secreta intencao de nao combater ? Semelhanle hy-
pothese he infelizmente mu admissivel a vista dos
fados subscquenles. Os nossos ministros tem lega-
da a partida do czar por ama mera delicadeza.
Como disculpa, se nos lem dito que nao podamos
adoptar um theor de proceder mais activo em quan-
lo nao livessemos a Europa combinada contra a
Russia. Eja (eremos nos a Europa combinada con-
tra a Russia ? Depois de lanos mezes gastos em nc-
gociacOes, o que temos nos ohtido d'Austria ?
Dar--e-ha que leiihamo* oblidn nma allianra oflen-
sva e defensiva contra a Russia ? Nao. Urna coo-
perario pela Austria cmquanin convem aos inle-
resses austracos, com ama libenlade absoluta da
sua parle para prestar-se ao traidor a causa da
Europa assim que a crise apparecer. Presentemen-
te ella he s quem tem ganho nesla grande convul-
rao do syslema curnpeu. Tendo oblido legalmcnte
e por tratado a posae dos principados danubianos,
erigi oulra barreira contra as usurparOes da Rus-
sia na sua fronteira oriental ; ao passo que as enn-
dces eslabelecidas como bases do um futuro Ira-
ladoa livre navcgacfiOj do Danubio, com a consc-
quenle separarlo do mar Negro do dominio rus-
soIhe proporcionara solidas vanlagcns commerciaes
de iucalculavel valor na prsenle condirao dos ne-
gocios. E que garantas temos nos de que ella nao
estoja illudindo a Turqua e as potencias orciden-
laes ? O imperador .Nicolao, as suasconversarOes
com ir Hamillon Seyuour, expressou-se como es-
tando totalmente sesuroquanlo i Austria. Scme-
lhanle declaradlo nao lefia sido fcita levianamenle.
Supponhamos a paz concluida sobre ascondires
conloudas nos despachos de lord Clarendon -e de
Mr. Drouyn de Lhuys, assignada pelo conde Buol,
o que perder a llutaia ? Quanlo nao ganhara a
Austria ? Releva observar, que a Austria esta na
posse do territorio que originariamente causou a
guerra. Porlanlo esla na posicao de vollar-sc pa-
ra as potencias occidentaes, e insistir pela couclu-
stlo de scmelhanle tratado, sob a ameaca de conser-
var como garanta material aquillo que actual-
mente Ihe foi confiado como deposito 1
De sorte que parece que ganhamos muilo ponco
com esla illianca austraca. Se nos vollarmos para
o reato da Europa, o que he que vemos? A Prus-
sa se lem virlualmente alliado com a Russia contra
as potencias occidentaes; islo he, maulem passiva-
menle urna posicau nao mui dillerenle daque
que a Austria tem lomado activamente. Firma-se
na leltra dos tratados, e ao passo que coadjuva a
Russia uos seus esforoos para relirar-se da actual
Minaran o menos prejudicada que for possivcl, im-
pedir eflicazmenle qnalquer tentativa das poten-
cias occidentaes no intuito de infligir castigo aquel-
la potencia em consequencia de nm dos actos mais
odiosos de espoliarlo nos lempos moderno.mais
odioso do que os roubos austracos na Polonia c na
Hungra, ou do que as varias iniqnidades por meio
das quaes o desmembrado territorio prussiano fui
cosido com as pecas tortadas s oulras potencias.
E foi para acquisirao de laes resultados, para
procurar um Iriumpho anles para a diplomacia do
que para as armas unidas de Franca e de Inglater-
ra, que as gloriosas opporlunidades que a campa-
nha lem proporciunado NM sido desprezadas. O
grito de lord Aberdeen he a Paz I i O seu grande
erro em toda essa queslo oriental tem consistido
cm ler elle acreditado na possbilidade de conseguir
a paz pelos machinismos moraes. Ao principio, a
remessa das esquadras alliadas Conslaulinopla foi
para produzir efleilo. Entao, depois da triste calas-
Irophe de Sinope, a sua direccao para o mar Negro foi
para amedrantar Nicolao. Depois n o bombardame-
lo ,. de Odessa foi para destechar o golpe. Depois urna
demonslracao contra Sebastopol ; e finalmente, a
lomada das iihas de Aland. Cada am desles fados
era para penetrar a pellc de rhinoceronlc da cons-
cicncia do ciar, e Iraze-lo de joelhos diantc da Eu-
ropa, arrependido das suas odensas, e promplo a
desistir dos seus planos de conquista. Ncstas repe-
lidas tentativas, e nestas repelidas decepcoes, se
pode ler claramente a servil fraqueza de um esta-
dista acabrunhado pelas molestias, o qual per leu
ha muilo lempo o pouco vigor varonil que possuia,
e o qual tem a mesma fe as virtudes dos despolas
que mo-lrou na o reciprocidade das naces para
com os nossos sacrificios do Frec Trade,a mesma
f, com os mesmos resultados. Semelhanle inrapa-
cidade he inleiramente to mu como a propria Irai-
cao. Suppor nlgiicm que baja secreta intelligencin
entre lord Aberdeen e o czar ? Dar-se-ha que o
primeiro tenha feilo mais du que paralysara acojo
das esquadras e exercilos combinados, ou prolelar
inuteis negociaces al que a quadra da peleja pas-
se ? E se elle lem produzido os mesmos resultados
em consequencia de urna Iludida nocao do sen de-
ver, que ganharemos em dizer que lord Aberdeen
he um humera honesto mas incapaz, coja inlelligen-
cia est nublada pclaidade? E-tamos igualmente
n'uma ridicula e ate perigosa posicao.
Esla guerra len>se arrastado 1.1o vagarosamente,
porque lord Aberdeen nunca lencinnoii causar dam-
no algm real Russia. Aguardava o efleilo da
influencia moral no espritu do czar. Semelhanle
poltica pode ser muilo boa para a Europa,' mas
aloque ponto abalar o espiito asitico? Para o
futuro, a Asa ser a grande scena da intriga russa,
de qoe a Inglaterra ser victima. E os velhacos
agentes do czar ser.lo capazes de apontar para o
exange caracler desta campanha, e argir a in-
vencibilidade do seu amo em consequencia da pe-
quea deslruico eflecluada pelas torcas combinadas
da Inglaterra e da Franca.
(The Liverpool Courrier.)
INTERIOR.
simplicdade que Ihe eram naturaes. Ahria os ol,os.
passava a niAo pela fronte, dizia adeos s bellas men-
tiras do somno, e sujeilava-se com coragem e bran-
dura s necessidades do mundo positivo. Em um
instante lodo o seu sonho foi para ella como se nun-
ca houvesse existido.
No lmele um quarto de hora ella vollo-i para jun-
to de Brgida e de Maria algum tanto paluda, c com
o olhar anda tristemente confuso ; mas armada de
calma e serenidade.
Natalis lem razao, disse ella ; nao posso nem
quero retardar mais minha resposla a meu primo Pe-
dro, o qual lera sido to bom e generoso para conti-
go. Assim marque elle mesmo o dia em que deve-
rci ser sua mulher.
Era pelos lins de dezemhro. Pedro transportado
de alegra, mas ola sorprezo, fez a conla das forma-
lidddesque devia preeitcher, e inarcou para 20 a 23
de Janeiro a poca de sen casamento.
VI
Todava o imperio r,ao triumphou sobre toda a li-
nha.
Urna tarde dos primeiros dias de Janeiro Uibnu-
reau vestido depreto, com grvala branca c tovas de
cadurco chegou casa da ru des Postes ainda mais
direito e compassado que de coatome. Pedro pis-
cou-lhe os olhos favoravelmeule, Maria abri-lbe
desmedidamente os seus; mas Gibourcau que au se
deizava jamis animar ou desanimar pelas influen-
cias eslranlijs. c lomando a palavra rom sua voz de
baixo e seu desembararo hbil naos, disse:
Senhor esenhora Aubry. lenho a honra de sol-
licilar-lhes o favor de urna conferencia particular;
todava rugarc ao meu amigo Pedro que tenha a blin-
dado de assislir a ella.
Ah senhor Giboureau, disse Maria rindo, fura
melhor pedir-me que me retire.
Minha joven o amavel senhura, asseguro-lhc
que eslar raais prsenle a esta conversarlo, do que
ae a ella assislisse pessoalmeote.
Pois vou assislir a ella.... em meu quarlo. lor-
nou Maria. Justamente comecei a Noica de .am-
mermoor, a qual inleres-a-me agora mais do que
minha propria existencia: o fazendo urna saudaclo
mui breve, sahio.
Estamos ao seu dispor, senhor, disse a Gibou-
reau Leonardo, o qual pareca mais desgosloso que
sorprezo do tom oflicioso do ex-sargcnlo .de brigada.
Ser prudente resumir o rasgo de eloquenca de
Giboureau. Elle comerou pelo elogio do coinmer-
i-iii do azeile, o qual cm nove anuos linh.i-llie per-
miltido por de parte uns sessenta mil francos; mas
gozaya sosinho dess prosperidade, e eiperinn-nlava
RIO DE JANEIRO.
Discurso do Sr. deputado Bramliio, pronunciado
na sesio de 28de agosto, por occaslaoda discus-
sSo do casamento dos militares.
O Sr. Drandiio :Meus senhures, he em nonti
dessa classe briosa c dotada de nebros inslinclosqite
consliluo o exercilo do meu pair. ; he em nome da
moralfcladc publica, da reitgiae, e da honcslidade
das familias que eu lomo a palavra e levanlo-me pa-
ra com ha ler o art. 2" ao projecto que se arhacm dis-
cussan.
O Sr. Correa das Neces :Apoiado.
O Sr. Brandao :Bom sei que tenho em frente
dous campeos respeilaveis pela sciencia o posicao
ollicial em que se achara ; quero fallar donobre tai-
piltro da guerra e do honrado general, meu Ilustre
collega e amigo, deputado pela provincia de Per-
nambuco ; mas, embora, cumprirei o dever de legis-
lador conscicncioso, dever diflicil, porm sagrado,
do qual nao declino em circumsUncia alguma, mr-
inenlc qnando se trata de urna queslo lao impor-
taute como esla que aclualmenla discutimos.
O Sr. Correa as Meces:Muilo bem.
O Sr. Scra :Ncsle campo somos cavalleros.
OSr. Hrand'io :Meus senltores.o que se preten-
de fazer actualmente ? Nada menos do que regular
asaffeicoes do guerreiro, do homem de armas...
O Sr. Sera :Eslo j regularisadas.
O Sr. Brandao :....do que larifar os impulsos
de sen coracao, e reduzir a una certa escala a torca
expansiva de sua alma. He pola, visto que se trata
de um assumplu delicado e que j.i as velhas idades
fra oh,ocio de serias disoussoes, e do exame de ho-
mens de um saber inmenso.
O Sr. Correa das Neces:Apniado.
OSr. Brandiio :Sim, meus senhores, a queslo
que hoje ventilamos nao he nova ; ella j foi discu-
tida no senado romano por homens que perlence-
ram a essa alia civilisacjo a que nos ainda nao le-
mos chegaJo.
OSr. Correa dasSeces :E nao foram lachados
de Sentimentalistas.
O Sr. Brandiio :Entao, quando na cidade dos
Cezares, e no meio da nobreza de Roma, se levan-
lram oradores que defeuderam a nubre classe dos
guerreiros, nao houve quem Ibes disse se achavam possuidos do sentimentalismo vaporas
dos romances da poca.
O Sr. Corrfa das Seces : Muilo bem.
OSr. Brandiio :Pelo contrario, lodos reconhe-
ramqueelles defendan) osdircilosd nalureza ;eo
senado romano, cujas tradiees anda hoje nos mere-
cem tanta vencracao, decidio-se pela nnbre causa da
razio, votando quasi unnimemente em favor da
libenlade dos casamento- dos bravos de suas le-
gOes.
O Sr. Coes Siqueira : He preciso distinguir
as pocas do senadu romano.
O Sr. Brandiio :Eu l irc. Diz o honrado de-
putado que he mster distinguir as pocas ; mas (le-
vo ohservar-lhc que a humaiiida le nao lem pocas,
(apoiados), pois que perlcnce a todos os seculos,
atravessa todas as geracoes, e he sempre a mesma
em todos os tempus. (Jpoiados.) Pelo que nao pos-
so adiiiiltir que o coracao de um Romano fosso rae
Ibormente organsado, e dolado de oulros sentiinen-
los que os cidadaos brasileiros nao possam experi-
mentar. (Jpoiados.)
O Sr. Augusto de Oliceira :Dos nos livre que
esla cmara seja como o senado romano no lempo de
Calgula.
O Sr. Brandao :0 seu ap irle nao vem ao ca-
so, porque nao me retiro a csse lempo. Provado pois
que a queslo nao he nova, que ella j ftira aventa-
da, e victoriosamente discutida em favor da classe
Era essa a realidade, era essa a vida I Pois bem, el- a necessidade de associur-se a urna joven companlu-i-
la courormava-se e resignava-se com a candura e | ra que fosse embellecer-Ib a habitacao edeleilar-
Ihe a vida. Depois de muitas hesitaces o cxcmplo
de seu amigo Pedro o determinara alinal. Olhando
em torno de si, seus olhos pararam onde as virtudes
mais aflecluosas uniam-se s gracas mais exquisitas...
Em urna palavra este discurso, cm que a academia
n3o teria achado lima s palavra que censurar, ter-
minou-se com o pedido formal e calhegorico da mito
de Mara.
Pedro approvava admenle rom a ral,cea, Brgida
em desforra pareca bem pouco lisonjeada, o abra
j a bocea para responder; mas Leonardo pondo a
raao sobre a da mulher, preveun-a, e sempre pacifi-
ca C cumpa*-,id.Hlenle disse :
Nao nos compele, senhor, aceitar ou recasar
seu pedido. Maria deve decidir primeramente. Nos-
sa invariavel lei be, como Pedro bem sabe, ajudar
com lodo o nosso poder; porm nao contrariar ja-
mis nossos mitos no que Ihes diz respeito. Se Ma-
ria aceitar sua propostr, veremos com ella se deve-
mos cousenlir. No caso contrario quo nos reslaria a
fazer?
Pois bom, senhor Aubry, lornoa Gibourcau
omperii:\in,l,i-sc, nao posso deixar de submelter-me
sellenca de to bello juiz.
Pedro chamou Maria, a qual vollou armada de
sua maior sisudez. Todava cuslou-lhe a conter o
riso quando vio Giboureau brincando com sua gros-
sa correnle de ouro, e procurando fascina-la com o
seu olhar veucedor; cmlim lodo o quadro que linha
aununciailo a Nalalis.
Foi Leonardo-que para abmiar, Iransmillio em
poucas palavras mita o pedido do anligo dragan.
O senhor Giboureau, disse Maria, he amigo de
meu irm.lo Pedro, c por nada no mundo cu quere-
rla desgosta-lo. Tomo-o por leslemunha de quo
nunca ammei-n a dar esse passo; pelo contrario.
Eia, senhur Gibourcau, renuncie por si mesmo a
idea que leve I
Mas, senhora, essa resposta nao he polida, se-
gundo mo parece! disse Giboureau. Posso ao me-
nos saber os motivos da minha condemnaco?
Meu Dos! meus defeitos nao concordara com
suas bas qnalidadcs.
Como ? Expliqueo por favor.
O senhor o quer Pois bem! Em primeiro lu-
gar sou muilo moca.
Entao quer dizer que sflu muilo velho? Tenho
tripla e nove airaos ; mas emlm Pedro tem apenas
Ires ou qualro annos menos do que cu, e a senhora
Marlha....
Em segundo lugar son muilo eslouvada e le-
viana.
A sonI,ora enleu.le eniao que sou muilo moro-
so e mu,lo pedante .'
Einliin tenho a falla de ser io zenibeleira!....
militar noscinda populacho a mais Ilustrada que a
Ierra lem visto, nae posso deixar de deplorar que o
nobre ministro da guerra e o honrado membroque
apresenlou o projecto se lemhrassem de semelhanle
assumpio. para sobmelto-lo deliberarlo da cmara
dos deputados do Brasil.
O Sr. Siqueira Queiroz: Mas a poca he das
incompatibilidades. <-"V
O Sr. Brandao :Porm, senhores, lerao elles ra-
zao ? Poder-se-ha justificar o-sa t\ rannia que se
quer etercer contra os corar/es dos militares? lie o
que cu passo a averiguar. Tem-se dilo que os que
impugnan) o projecto s cxploram o campo do senti-
mentalismo, o desle modo se lem respondido ar-
guinenlace vigorosa que at hoje ha sido apresenta-
da (apoiados): entretanto a cmara me permit ira
que cu tambera expendaascnisiderncesque raeoc-
correm, e que mostrea iujuslica com que se preten-
de obscurecer a razao que falla em favor da heroica
classe militar.
Dizera os que sustenlam o projecto que compre
subordinar a certas regrasos casamento dos milita-
res, para que suas familias nao venham a posar so-
bre o Ihesouro, e tambera para que as muiheres lites
nao commuiiiquem a sua fraqueza, segundo disse o
honrado deputado pelo Rio Grande do Sul que me
precedeu.
O Sr. Correa das Neces (com irona): E com
islo deslruiram ludo.
O Sr. Brandao :Mas, meus senhores, eu de-
claro que he falso que a mulher inspire fraqueza ao
homcuide armas; digu mesmo quo he falso que
ella seja esse ente cobarde, pusillanime e incapaz
de nulrir senlitnentos de herosmo, como se quer fi-
gurar. (Apoiados.) A historia ah esl para protes-
tar contra semelhanle iujuslica: ella uos diz que a
mulher as diversas idades do mundo lem exhibido
pravas de energa d'alma, de amor glora, de re-
sgnacao nos perigos, c de elevoslo e nobreza de
senlimenlos. (Apoiados.)
Urna coz :Ellas communcam o valor ao ho-
mem.
O Si: Brandao:l.ivia foi companbeira de Cesar
as victorias, e se nao tora Josephiita, quem sabe se
Napoleao seria um here! Ao meu lado melmo eu
vejo urna prova conlra aquella assercao (apon
tundo para o Sr. general Scra), fall do meu no-
bre amigo e patricio o Sr. general Sera ; elle he
casado, e porvenlura deixou como militar de cobrir-
sc sempre de glora depois que se casou? (Apoiados)
Nao lem continuado a ser um bravo, um guerreiro
valente e dislioclo, ainda depois do seu casamento ?
(Apoiados.) Por cerlo que sim.
O Sr. Correa das Neces: He um cxcmplo
vivo.
O Sr. Brandao:Mas, admitamos por um mo-
mento que a mulher n.lo seja a mais propria para o
campo das balalhas....
O .Sr. Siqueira Queiroz:Nao foi educada para
isso, mas se fosse....
O Sr. Brandao:.... perguntarei, nao ho ella
quera tanto nos ajada com os seus consdhos? (Apoia-
dos.) NJo he a cooipanheira del do homem? (Apoia-
dos). Nao-he a bella parle da humanidade desua-
da pira suavisar os males da vida? (Apoiados).
(Cruzam-se differenlcs apartes.)
O Sr. Presidente:Attetiro!
O Sr. Brandao:En creio, meus senhores, que
ludo que lenho dito he a pura verdade, e por isso
pens que pretender separar essa parle do genero
humano, a que se d o nome de classe militar, da
oulra (o bello sexo), que Ihe serve de complemento,
he commetler um alienta lo contra propria nata-
reza, e a cmara sabe que loda le que oflende os
senlimenlos naluraes encontra pelo menos ama re-
sistencia occutla, que acaba por desmoralza-
la e fazer com que ella perca todo o prestigio que
deve ter.
O Sr. Oliceira Bello:Prnpouha eulao a abol-
cao do ecl,balo clerical.
O Sr. randao:O meu nobre amigo o Sr. Cor-
rea das Neves responder a este aparte ; eu nao me
encarregode o fazer, porque elle he moilo capaz de
responder satisfactoriamente. (Apoiados.)
O Sr. Correa das Neces: E o farei.
O Sr. Brandao:Porlanlo he para mim o pri-
meiro defeilo do projecto o ser fundado em ama
idaanli-nalurale que contraria as tendencias do
coracao humano (apoiados), como confessou o nobre
deputado que me precedeu quando declarou que
elle era impopular.
O Sr. Oliceira Belfo:Eu disse que loda a res-
ItictJo de libenlade seria impopular.
O Sr. Brandiio:V'. Exc. reconheceu que ha o
quer que seja de impopular na idea tondamenlal do
projecto; e nem era preciso que o dissesse, porque
ah esl lodo o Rio de Janeiro em peso para u alies-
lar. (Apoiados e nao apoiados.)
O Sr. Miranda:Protesto conlra essa propo-
scao.
O Sr. Brandao:E, senhores, nao poda deixar
de ser assim, purquanlo o projecto va ferir o mili-
larnoque elle tem de mais nobre, vai feri-lo no co-
raciln. (Apoiados.) O homem d'armas pode suppor-
tar com resignacio a mutilacao e perda de qualqner
membro do seu corpo. (Hilaridade.)
O Sr. Presidente:Alteneao I
O Sr. Brandao:Nao sei se posso continuar.
Suppomho que a senhora nao insina que eu
seria ridiculo.
Muito moca, muilo eslouvada, muilo zorabe-
Icira recapitulo,, Maria, o senhor Giboureau deve
comprehender que nao Ihe convenhu. Nao lenho ne-
cessidade de di/er-lbe mais. Torno a pedir-Jhe qu
deixe esse projecto, que ser o melhor tanto para o
senhor como para mim. Agora tenha a bondade de
permillir que volte ao meu rumance. Estou ancio-
sa por sabor como essa pobre Lucia vai morrer; pois
de rerlo ella vai morrer .'
Maria fez oulra reverencia ainda mais ceremonio-
sa e sabio da sala.
Permillam-rac, senhores, lornou Giboureau.
sem perlm b ir-e. que appelle do capricho dessa ra-
pariga para sua sabedoria e auloridade.
Senhor, disse Lcouardo, j Ihe fiz presentir
nossa resposla.
au, relucan) ainda, por favor! Para nao per-
lurba-los, deixo-os. Pedro sera meu interprete junio
dos senhores, e me informar de sua deciso ama-
nilla ou quando lites agradar. Tenho a honra de
apresenlar-lhes minhas humildes hoiiienagens. Era
nome do co nao se iicnminojleml
Pedro foi arompanha-loal aporta, onde conferio
cora elle alguus minutos.
Giboureau lem razao dsso Pedro vollamlo, e
Maria he urna louquinha. Com um dote de dez mil
francos ella nao achara muilos casamentes de ses-on-
la mil sem conlar as esperanzas. Convem pensar
nisso.
Para que expores ten amigo ao desprazer de
urna se?nuda recusa? disse Leonardo. Devia(er-nos
advertido de suas intcncocs, Pedro; porque enUo
a li mesmo loriamos pedido qne o dissuadisses; mas
nao queremos crer as supposcocs loucas de Maria.
Como 1 Vmr. lambcm recusara Giboureau!
Pedro, livciuos ltimamente a seu respeito lit-
formaces mui graves. Sabes que anteado vr esla-
belerer-seem Paris ha dez annos, elle foi casado du-
rante cinco annos em Nanoy, sua cidade natal. Sa-
bes como morreu-lhe a mulher?
Oh meu Dos, cmilam-ie semnre coasas...,
'Elle malou-a, Pedro.
Pois bem, sim ; e o sabia! disse Pedro reso-
lutamente. Giboureau sorprenden a mulher com
um paiife c de furor malou-a. He ama desgraca
que quer Vine.?
Mas nao malou o homem'
Pens que elle fugio. Um homem que se res-
pcita no pode deixar se ridirularisar pnr urna mu-
lher e por um pelinlra Pela minha parle nflo esli-
mo menos a Giboureau por issu, ao contrario E
parece-me quo eu faria oulro tanto. A lei d esse
direito ao marido Eu itlo julgava, meo pai, que
Algunt Senhores:Pode, pode.
O Sr. Brandao :Pode soffrer, nm murmurar,
a diir physica resultante do exercicio de sua profis-
so penivel, pois que, com disse de oulra vez, a sua
vida he um complexo de constantes sacrificios.
(apoiados), que nao podem deixar de merecer as
sympalhias daquelle* que bem os sabem apreciar
(apoiados), mas evilai de feri-lo ou coracao, no ob-
jecto deseas olimos pensamentos e mais charas aflei-
c/ies, porque elle cerlamenle se revoltar centra se-
melhante lyrannia. (Apoiados.)
Eu nao sou militar, meus senhores, mas se hou-
vesse urna, lei que dissesse:T s poderos casar
com aquella que tiver as coudicoei marcadas as la-
rifas dogoverno me parece que nao poderla dei-
xar de murmurar coulra ella, e de protestar conlra
a violencia feila minha livre escolha. Pretender-
se, pois, que o militar s possa casar quando o go-
verno quizer, e com a mulher que o regulamen lo
marcar (riadoi), he lyrannisa-lo.
Concluo porlanlo que, alm de ser contrario na-
lureza, o projecto he iniquo ni parte que diz respei-
to ao art. 2...
O Sr. Miranda:Pe razfto que deu. nao..
O Sr. Brandao:Peca a palavra, e responda.
O Sr. Miranda:Na lerceira discosaao.
O Sr. Brandiio:Un elle lem oulro lado pelo
qual deve ser considerado, ese o nobre ministro da
guerra me perraitle, eu qualificare de immoral a
dea que se acha no arl. 2. Sim, meus senhores,
esse artigo acorla a immoralidade, e creio qoe po-
derei convincentemente provar a minha assercao.
Segando a idea contida nelle o militar s pode catar
concorrendo laes e laes condicSes qoe o governo
(em de marcar no sea regulamenlo...
O Sr. Gorra das Neces: Que nao sabemos
quaes sao.
O Si. Brandao:Pelo que ouvi ao nobre minis-
tro, a principal dessas condices he qoe o memo mi-
niar ou a sua neiva possua certa fortuna ; donde
concluo que, a nao possuir, ou a ser lao infeliz qne
nao ache urna nuiva com dol, nao se poder casar,
sendo por consegrante a prohibicilo absoluta para
elle.
Ora, supponha-sc que esse militar sent paito, e
he amado por urna rionzella qoe jiao possue dote,
masque he virtuosa e digna delle; sapponha-se mais,
como he natural que aconteca em visla do projecto,
que o nobre ministro Ihe denega licenca para catar-
se : o que vira a sacceder ? No te casan, nao he as-
sim?! ...Eomais? !!...
O Sr. Sera :E cfra-se ludo oslo.
O .Sr. Brandao :Pode acontecer que nao se cifre
ludo ni-lo...
O Sr. Sera:Asaevero que sim.
O Sr. Brandao :No, mea general ; pode acon-
tecer...
OSr. Corra das Ntves:A subordinacfc Militar
nao vai at ahi.
O Sr. Brandao :...pode acontecer qoe a fraque-
za ceda, que a paixao hallucine, e qne a innocencia
suecumba, e ncsle caso qual aera a consequencia ?
O nobre ministro ou ba de dar 1,cenca depois lalvez
de urna desgraca e das lagrimas de urna familia, oo
ha de coutiouar a denega-la ; se a der, fica Iludida e
nullsada a lei...
O Sr. Correa das Neces:E aberla a porta ira.
moraltdade.
O Sr. Brandao :Se a nao der, coneorrer para
augmentar o numero j asss crescido das desgra-
nadas.
Urna Voz :Conhecendo-se a moralidade das fa-
milias brasileiras nao se podem dar esses exemplos.
Oulra Voz : Mas depois de casadas hao de ser
muito boas mais de familias.
O Sr. Brandao : Porm, senhores, no he esta a
nica observarlo que eu lenho a fazer para moslrar
a immoralidade do segando artigo do projecto ; ou-
lra me occorre, e he a qoe passo a presentar. O
militar he homem, mas nao pode ter urna mollter le-
gtima, porque nao possue diuheiro, nem acha noiva
que o lenha na quanlidade exigida peto governo, o
qoe ha de fazer ? Alirar-se as relacoes illieilas e
prohibidas, das quaes o mesmo governo o no pode-
r afaslar, ainda quando empregue a mais severa es-
pionagem ; neale caso surgir orna familia bastarda
o defgracada, qoe servir de prora viva da immora-
lidade da lei qoe Ihe deu origem. Este ser tem
duvida o resultado de ama semelhiule loi, ao pasea
qoe muitas virgena, qoe puderiam ser exceliantes es
posas, e aspirar am futuro no casamento conlrahido
com mililares pobres, porm briosos, ficaro priva-
das de lao doce esperanca. Nem pensis, meus se-
nhores, que estas reflexoes sao de penco peto. No !
Se he dever do legislador rnanler a moralidade pu-
blica, seria um erro falal condemnar a classe mili-
tar a um celibato toreado ; teria nm grande desa-
cert impr a condirao de om certo dol para qne
qualquer donzella possa casar com p ollicial qne a
amar e a julgar digna de si ; e a este respeito direi
qne tenho visto em minha provincia e fra della mui-
los militares qoe se casaram nos postos de alferes,
lenles e capiUea. sem fortuna alguma, e que no
entando vivem hoje muito bem, tratando de educar"
seus fillibs, o que serve de prova para contrariar a
opiniao do nobre deputado que me precedeu, quan-
do disse que sem dote nao pode haver bom casa-
mento...
Vmc. censuraste essas jusliras sendo am homem
enrgico!
Urna nuvom passou pela fronU de Leonardo, o
qual disse:
Aquelle que juica he insensato, aquella que
mata he impo.
Sen accento foi 1,1o profundo que o prnprio Pedro
lirou mudu um instante, bem como um homem que
para para escular osom longinqno de urna podra que
cahe em um abysmn.
Emfim, diste ainda Pedro, Mara foi educada
mui nicdosamcnic para estar exposta a laes cousa I
Nao he esla a sua opiniao, minha mS 1 Acaso Vmc.
que tem urna moral to severa condemua tamben) a
Giboureau?
Ainda ni'o pergantas, Pedro ?
Eia, Vmc. nao lem preeoncelloa I diste Inge-
nuamente l'edro, o qual comecava todava a sentir-
se abalado. Esloa bem cerlo, aceretceotoe dle, que
se Nalalis esliveste aqui, deteolparia um transporte
de ciume.
Natalis, respon'deu Leonardo, s linha nma
idea vaga desta historia; mas foi elle quainduiido
por Mara escreveu ao Sr. Daniel para que pedisse
ao lio. informadles mais exactas. Suas prevences
contra o Sr. Giboureau sao agora certeza.
Natalis tambem I exclamou Pedro decidida-
mente vencido.
Pedro, quando lodos da familia resusavam dar-lhe
razao nunca eslava bem certo de toa opiniao para
resistir.
Cerlamenle. diste elle no dia segrale a Gi-
boureau, deves renunciar a este projecto. Elles tam-
bem lem algumas razoes. Virara-nos chegar, e nao
tivemos lempo de acaulelar-nos. Natalis linha dis-
pertado seu amigo Daniel, e seu lio Olry cousallou*
no tribunal do commercio um aeu collega, um ne-
gociante de azeile. Fizeram justica a la probldade
commercial, disteram que pagavat bem, que smen-
le cobravas com algum rigor ; mas la aventura ha-
vta transpirado. Respeitemos snas susceptibilida-
des. Todos sao conlra li. Mara chama-la Barba
Azul. Acouselho-te que abandones nossa idea, meu
amigo!
Pedro que phytica e moralmente liuha a vista cur-
ta, nao reparou como Giboureou toroava-se esver-
deado.
Ah I o Sr. Nalalis e o Sr. Daniel inlromette-
ram-se no negocio disse elle, e depois aecretcentou
entre ot denles:
J que cobro com lano rigor, elles me paga- 4
rao!
(Continuar^e-ha.)


OSr. OHteira Helio :Quem disse islo >
O Sr. Brandan :Parcccu-me oavir a V- Etc-
0 Sr. Oliceira Helio:Ah pareceu-lh.'
O Sr. Hrandao Creio", senhores, ter [ rovado quo
0 projeclo ncoroeoi a immoraliJadc, sacrifica a inno-
cencia, desdenha a pobreza, e faz dispertar nos mi-
litares sentimentos illieiloi...
O Sr. Sera :ligo tenha niedo.
O Sr. Hrandao : Entilo sao levados a panca-
das ?...
O Sr. Star* :A' disciplina.
O Sr. Brando: Agora, perguntarei 10 nobre
ministro a quem muito respeito, por que motivo nao
quiz S. Exc. ter o autor delle I Por qne razao nao
preslou-llie a sua signatura.
O Sr. Ministro ia Guerra :Mas a idea est no
rotatorio.
O Sr. Brando:Bem sei, prm parecia-ntcque
julgaodo S. Esc. a nedida indispeusaval, deveria ser
u proprio a apresentar o projerto ao corpo legislati-
vo, a reclamar a ma adopto...
O Sr. Pereira da Silva :Vem no relalorio.
O Sr. Bramido : Nao duvido disto, maseslranlio
a maneira indirectn por que o projeclo vtio cma-
ra, o queme faz crerque a medida neltecuntida uao
lie necessaria, como se diz. Eutretanlo posso alian-
car que se ella passar, o que Dos nao permilta, po-
der-se-ha mui bem diier do exercilo brasileiro o
mesmo qua disse dos da Europa un cscriptr portu-
guez, i>to be, que elle representavam a barbaridade
urganisada...
O Sr. Ministro a Guerra :Nao apoiado.
O Sr. Brando :Quem o diz he o Sr. Lopes de
Mendooca...
O Sr. Minitlro da Guerra :Pode dizer, mas nao
lie isto.
O Sr. Brando :E eu digo que assim lie, por-
que segregar-sc o homem de suas mais nobres alTei-
roc.-, sepralo desse ente que completa a sua exis-
tencia, e que faz as suas delicias ncsle mundo, lie
barbarisa-la, he p-lo fra das condiroes moraes da
liumanidade, que sj acham bem definidas pela Sa-
grada Escriptura aK seguinles trechos :
Diz ella que depois de formado o homem. Dos se
condoera de v-lo se, e dissera : .Yon est bonum case
nomijtem tolum, eq Je depois accrescenlra : Demos-
Ihe urna companhtira que llie sirva de auxilio.
Faciamu ei adjulcrium simile sibi ; donde se v
que perturba-se a lei gcral da creacao, violenta-.e, e
liarbarisa-se o homem desde o momento em que se
Ihe impOe o daver de ser estranho aos sentimentos
que" a mullier Ihe pia inspirar. Collocado ncsla si-
tuaran, elle nao poce ter patria, e servir apenas de
iustrumeuto da lyrannia de que lie victima ; ser um
escommungado vitando no meio das familias...
Um Sr. Deputad( :Homens, padres ou frades.
Outro Sr. Deputado : E este da companhia do
Jeswt.
O Sr. Brando :--...emfim, ser um inembro da
importante e nobre classe militar Oh meus se-
nhores, nao consintis quo lal aconleca Em que
poca porm te quer que isto (enha lugar ? Na pr-
senle, em que o mili lar tem saboreado as (locuras da
ociedade, os prazeres das reuuioes ; ja nos bailes,
j. nos theulros, onde os dous sexos se eucontram,
e ordinariamente as mutuas atTeices lem nasci-
mento 11
Urna Voz : Tarnbem os padres vao a etses lu-
gares.
O Sr. Brando :Para serem coherentes, e com-
pletaren) a tua obra os defensores do projeclo deve-
riam accrescenttr que o militar nao pudesse sahirdo
seu quarlel, nem f-equeular sociedades, e menos
anda pr-seem canticio com familias; esle requin-
te de lyrannia seria por cerlo necessariu para poupar
a minios coracoes pozares amargos.
O Sr. F. Octaviano :Apoiado.
O Sr. Brando :Eslou cerlo que o nobre minis-
tro da guerra e o honrado general que me esrutam
senlem aforra dettit verdades; estou convencido
que" se na idadede ;l> ou 30 aanos houvesse quem
disKsso a qualquer dos dous : Tu s pules amar
aquella que estiver em (es e tacs circunstancias ;
nao le he licito ter liberdade na escolha de la espo-
sa ellccondemnaria com (odn forja do seu espirito
urna imposicao (ao turbara, urna prclcnco lao ly-
rannica. (Apoiados.)
Urna Voz :Anula boje.
Outra Vos :Ambos sao casados.
OSr. Brando : Porm lem-se dilo ncsla casa
que sem aquella procidencia nao pode havor dscpli-
na, nem exercilo. Ol I tenhores I
(Wo um aporte.)
< Pergunlo eu ao nobre ministro da guerra, possui-
mos ou nao um exercilo de trra e mar quo so lem
coberto de lauros ? ( Apoiados.) Temos on nao'um
rorpo de Iropas, una offlcialidade valente que ha
maulido a Iranquillidade de que gozamos? (A-
poiadot.)
He pois esta no meo entender a razao por que em
algons paizes europens ctli legislado que os minia-
res nao se postara casar seaSo em laes e laes c cir-
cumsUncias, ao mesmo lempo que nolo (e itlo me
fortalece na opiniao (|ue tenho) que no* paizes onde
se niio veriliram as cundieses que rxislem na Prus-
sia, na Austria, e nos pequeos Estados da Allema-
nha, nao ha legislaran a esle respeito; sirva de cx-
craplo a Rusta: esle imperio possue nma grande su-
perficie, lem mullos mcios de subsistencia, e conse-
quenlemen(e o sen ijoverno nenhuma providencia
timn para oblar o descnvolvimenlo da especie hu-
mana. Em guaes circunstancias nos ochamos nos,
1 orque possaimos um paiz exlensissimo a povoar,
tomos recursos inmensos de subsiajencia, e gozamos
de militas outras vai tageos que os vclhos Estados da
Europa nao possuem; como pois liaremos deodmil-
lir as suas legislacrs, que nenhuma relajo lem
eom as nossas circunstancias ? Concluo, portanlo,
que os exemplos ciados pelo honrado deputadn que
me precedeu nenhuma appHcacao lem ao Brasil,
nem a oulro qualquer paiz da America, e que a
consagradlo do priucipio conlido no projeclo, hem
longo de ser um bem. ser entre nos um verdadeiro
mal.
Demais, senhores, considerando ainda o estado da
l'riusia e da Auslria m relacao is suas posiroes geo-
uTaphica, devo lemhrar que esses paizes senlem a
coda momento a necessidade de moverem rpida-
mente os seus exerciies, o qne faz com que Ibes seja
ulil ter militares sem familias; mas estaremos nos no
. mesmo caso 1 Teremos em nono seio ou em nossas
fronleiras o perigo quo ameara a Allemanha e di-
vereot Estados da Europa? Craio que nao.
a Sr. Ninutro da Guerra:O nosso exercilo de-
ve ser muito mais movel.
O Sr. BraniSo: Passarei agora, Sr. presidente,
. considerar a penalidade que a nobre commissao de
marinha e guerra estatu para o caso de infracrfto
do artigo que te discute.
Admiro como o meo nobre amigo o Sr. general
Sera ceneerdou nessa penalidade que a emenda da
commissao designa, lendo sido elle o proprio que
dissera neila casa qua se deixra lomar Je horror
quaodo o honrado deputado autor do projeclo Ih'o
apresenra para o asiignar!
Seiihores, apena qae te pretende estabelecer he
manifestamaole anli-:onslilucional, e alm disto bar-
bara, porqu nao t, vai ferir o coracilo do ofli-
cial, como horrivelmenle fulminar a sua triste fa-
milia.
O Sr. Siqueira Q teirz:Apoiado.
O Sr. Brando:Em verdade, o que quer dizer
applicar-se ao militar, que na phrase do honrado de-
putado pelo Rio Grande do Sul ser muilas vezes
arraslado a transgredir o lyrannico preceilo que se
Ihe quer impor, a pena do perda da peusSo, do meio
sold e monte-pio que pertencein a sua viuva e li-
Ihas! Se he ella o criminoso, como se faz recahir a
penatobre sua infeliz esposa e miseros fiIhos? {A-
poiadot.)
O Sr. Siqueira Queiroz-.Qae nao comraelteram
crime alguin.
O Sr. Branddo: ie eu nao visse nesla emenda a
asignatura do meo honrado amigo e collega o Sr.
general Sera, a niio conhecetse, nSo o poderia
crer.
Qae a emenda he inconstitucional, me parece de
prime.ra intuicao, ptrque prohibindo a consliluirn
a Irausmissibilidade das penat, he obvio que a id-
conlida na emenda vai de encontr a ella. ( Apoia-
do,.) Uescjra que a Bobre commissao me disseue
se o fruclo de um matrimonio celebrado com in-
fracrao de um regulaipenlo he responsavel pela mesa
ma infraejao-, desejra mullo ouvi-la sabr esle pon-
i, para saber em que fundo ella o seu pensamenlo,
que me parece extravagante. (Apoiado*.)
O Sr. Seara:Pensamenlo do governo.
^ O Sr. Brandao:.... seja embora pensamenlo do
governo, como diz o nobre general; mas o que posto
alHnrmr he que no ado urna razio qualquer para
justificar esse requinte de barbaridade. {Apoiado*.)
No projeclo liavia urna pena, quo consislia em tero
nflicial reformado eom o sold correspondente ao
tempojde servido.
Urna to: : E era um premio em vez de urna
pena.
O Sr. Brando : Nao era um premio; o nobre
depulado esta engaado, era i effecliviJade de um
dircilo que o militar liavia adquirido; pode-se du-
vidar qve oollicial que, porexemplo, servio tem te
casar al um mez, ou um anno antes do lempo pre-
ciso para se poder reformar com lodo o sold, tem
adquirido um direito perfeito sua reforma na razSo
do lempo do seuservinr.' Crcioque uao.
Portanlo concilio dizendo que a penalidade lem-
hrada peta honrada eommissAo he horrivel, he indi-
gna mesmo de figurar em urna lei.
Meus senhores, vou terminar pedindo dcsrulpa
cmara de have-li (alvez enfastiado (nao apo*adot}\
a miuha conrlusao he a seguinlc: o corpo legislati-
vo vai decidir urna questao importante, e que nao
pcrlcnce nicamente aos militares-, mas tarnbem ao
reslo da sociedade; consequentemente toda circums-
peccao he peana). Se se quer ferir o corarlo do ofll-
cial do exercito, se se pretendo que elle fique inter-
dicto, c que a mullier deixc de ser mytho, um sym-
liolo para elle, eu direi que a lei que passar ueste
sentido ser amaldiroada, c lulo achara em seu apoio
a sanrrao da opiniao publica. O homem de armas,
que he a expresss'o do homem de brio (apoiados), ao
menos no fundo do seu corarlo a repellir. (Apoia-
do!.)
E poi, meus senhores, ronsiderai bem ; nao apu
nhaleis o curarla do servidor do Estado, nao o sacri-
fiquis no que elle tem de mais sagrado, de mais no-
bre, uo que todos nos, ainda mesmo o nobre minis-
tro e honrado general, tanto apreciamos. Volai por-
tanlo. como eu, coulra esse artigo. (Milito bem !
Mnilo bem \)
k WWIUUIIH UL
Temos senhores, possuimos um brioso excrcito, c
quando a sociedade europea se arhava abalada em
seus fundamentos, quando unido- thronos voavam
em cslilharos pelos ares, e todas as tradicocs de or-
dem desappareciam do solo europeo, nos j linhamos
esse exercito que sustenlou a honra do paiz no exte-
rior c conservou a ordem no interior. Ora, se temos
um exercito nestas condiroes, sem haver sido neces-
sario o emprego de urna medida lao vilenla e absur-
da como a que se quer que nos volemos, para que
se ha de fanlasiar hypotheses no intuito de se azer
passar essa medida? Para que se ha de locar nos co-
racoes dos nossos guerreiros, em quem repousam as
e-per aura- do paiz .'
Posso estar engaado a respeito do que se passa em
oulros pontos do imperio, mas pelo que loca minha
provincia devo aliancar cmara que os militares
nella existentes tem em diversas uccasioes dado so-
bejas provas de bravura e valor o mais acrisolado,
dis(inguindo-se alm disto pela honra e probidade, o
que he natural que aconleca com os demais de que se
couipe o nosso exercilo, porque felizmente enlre nos
essa classe ainda conserva a virlude anliga ; e per-
gunlo eu, para elles se portaron pelo modo que eu
deixo dito lem sido necessaria essa medida que o
projeclo enuncia ? l>rlo que nSo.
O nobre general, por exemplo, e semelhanca
delle muitos companheiros seus igualmente nnlaveis,
o honrado ministro da guerra, o da marinha, nao
sao casados ?
O Sr. Paula Candido : Mas o nobre depulado
ainda. nosecasou.
O Sr. Brando : Kespondo-lhe que n.lo sou mi-
litar, se souliessc que passava urna lei para que os ad-
vocados n,1o casassem, hoje mesmo me casara..
Um Sr. Deputado: Muilo bem respondido.
O Sr. Hrand&o: He pnrlanto opiniao minha, Sr.
presidente, que o projeclo he intempestivo e brba-
ro pelas razoes que j apontei. mas agora ainda per-
gunlarei ao nobre ministro urna cousa (a cmara me
perdoar o ler-meeu demorado alm do que devia.)
(Nao apoiadot.)
lima Vo: : Continu, que vai muito bem.
O Sr. Gomes Ribeiro :Porcm est clamando no
deserto.
O Sr. Brando : Pergunlarci a S. Exc. se o mi-
litar que sentn praca no lempo anterior ao projec-
lo que se discute, e que por conseguinle jurou ban-
deiras com as nicas condices da lei existente na-
quelle lempo, fica comprcliendido no arl. a do mes-
mo projeclo e consequentemente privado da plena
liberdade de conlrahir casamento com quem quizer?..
O Sr. Correa das Netes: Segundo o syslema
aponlado para as incompatibilidades nao fica.
O Sr. Brando :l.embra muilo bem o meu no-
bre amigo. Me parece que em face da opiniao cmil-
lida nesta casa pelo nobre ministro da justica, opiniao
que, segundo pens, deve ser aceila pelo honrado
ministro em eonseqiicncia do principio da guerra
da solidarieilade do gabinete, o projeclo que se dis-
cute nao pode comprehender os militares actuacs,
porm sim os que nn futuro o vieron a ser.
OSr. Ministro da Guerra : Me conformo ; po-
rm nao me conformo com a applicarao.
O Sr. Brando : Note V, Exc. que o seu colle-
ga o Sr. ministro da juslaa nos disse aqu que nJo
era possivel que a- incompatibilidades relativas
magistratura ahrangessem os actuacs masislrados,
visto como haviam aceitado os seus empregos isenlos
desla condicao, que su aos futuros podia ser regu-
larmenie imposta ; e pois, se esta doulrina he ver-
dadeira, como affirmou o honrado collega de S. Exc.
he clarissimo que ella lem luda applicacao ao caso dos
militares queja exislirem ao lempo em que for vo-
lado o prnjectude que nosocrupamos ;islo ao menos
mo parece justo c consequente (Apoiados.)
O Sr. Correa das Seres: Isso he justo.
Oulro Sr. Deputado : E muilo lgico.
O Sr. Brando : Quanlo mais, senhores, que
devendo o serviro militar ser reputado um verdadei-
ro contrato celebrado com o governo, n;1o veja razflo
que legitime a reslricco dolorosa que se quer boje fa-
zer na liberdade de escolha de suas esposas, de que
sempre gozaram os membros dessa classe. (Apoiados.)
Kcpilo, senhores, que me refiro respeilavel au-
loridadedeum membro do gabinete na questao de
incompatibilidades, e como o nobre ministro da
guerra faz parle desse gabinete, culendo que devera
acolhcr as ininhas observac,es...
O Sr. Ministro da Guerra : Acollio principio
omitido, porm nao applicarao.
O Sr. Brando : Agora, Sr. presidente, passa-
rei a responder ao discurso do honrado membro de-
pulado pela provincia do Rio Grande do Sul na par-
le que diz respeito as legislar/es eslrangciras. He
urna desgrara nossa o procuraron sempre imilar os
estrangeiros laucando raSo do que ha de peior enlre
elles, e desprezando o sen exemplo no que loca ao
beta senso e patriotismo. Para prova desla verdade,
basta aquello discurso. Trala-se, como cu disse no
principio de ininhas observares, de ferir o homem
*le armas no seu coraran, e como se justifica ato ?
Diz-se que na Prussia, na Auslria, na Blgica, em
Wurlcmberg e em ontros paizes assim se pralica ;
mas nao se allende a urna circunstancia muilo im-
portante, e he a di(Tereiic,a dos coslumes, dos climas,
das popiilaroes, das localidades, ele, ele.
Ora,lie sabido que domeadodo secuto passadopara
c engendrou-se as caberas de muitos economistas
e finaneciros da Europa urna ida/ absurda, a da
eompressaodoprogressoc augmento da especie hu-
mana.
Ot Srs. Malinas, Sorpe, M. Cullock, Mili o on-
tros, esposaran) essa idea, cnlendcndn que a Europa
correra perigo, se a pnpulacao nao rossediminoida,
ou pelo menos retardado o seu progresso, porque
(disseram elles; se assim nao acontecer, se ella fr
progresivamente se desenvolvcndo,muilo breve che.
gara a poca em que nem hatera subsistencia sufli-
cienle para alimenta-la, nem lio ponco urna super-
ficie de Ierra bastante para ella habilar. Esla doo-
trina leve sua voga, fascinen a muitos espirito*,
adiando echo entre os publicistas e homent de esta-
do muito eminente-: nao he portanlo de admirar
que ella lambem dominasse alguns governos, e foi o
que aconteceu, principiando elles a ensaia-la nos
seusexcrcitos.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
MARANIIAO.
8. X>uis 3 de otrtabr*.
A' vista do pequeo inlervallo da minha ultima
missiva, e na leudo at a prsenle dala nada oc-
corridu de especial meusao, nao sei como me haver
para eom Vine., nu.anles, para com os seus Icilorcs,
os quaes pouco se importan) das rollicas de um cor-
respondente, para exigirem o pao quolidiano das
noliciat desla Ierra. Essa qualidade de genle arma-
da em seu terrivel rolleclirismo, (orna-se quasi
sempre intolerante, eu antes, lyraenica em suas
exigencias : e toree, he satisfar.er-llies a avidez, ain-
da mesmo com a insulsa coslelela d'uma maera cor-
respondencia.Cmo v, valo-nos bastante a faci-
hdade rom que os enzodamos ; a elles, parle prin-
cipal desse rci soberano das maiores opinies que
conhcccmos ; que gozam de urna quasi infalibilida-
le em suas declsoes ; c que a seu favor invocam
sempre o vox populi, vox Dei registrado desde o
velho Chou-king de Confucio, al os elegantes es-
criptos ila democracia moderna.
Saudemos, pois, aos seus Icilorcs, e pondo a me-
t apresenlemns-lhes o pralo docoslume.o qual det-
la vez vai despido dos necessarios temperos. Des-
ciilpon-nns, porque nesle momento alm de nos
fallar o lempo, oslamos em muito m dsposic,3o,
com um maldito defluxo, que honlem colhemot to
apreciar a msica e o luar na pr.ir,a dos Remedios,
por occasiSo de irmos assistir t novenas daquella
milagrosa Santa, cujos festejos netlc momento pren-
dero a allenrao e admirarao geral de lodos os ha-
bilantes desla invicta rulule de S. I.uiz. Por ora,
basta dizer-lhe que as novenas daquella primeira
ou antes nica fe-la, que temos de arraial, comedi-
r m_ no da 30 do prximo passado mez ; que o en-
Ibusiasmo he immenso ; que lomos ao lado da casa
do Sr. Fernando de Souza. um bello tivolij, grojas
aos esforcos de urna empreza frente da qual cs-
13o homens, que entendem do grande riscado das
distraccOes, dos diverlimenlos, ou como se diz em
linguagem modernissima, do pagode! Nao lem
faltado, ou para inclhor dizer, cada vez vai a mait
a concurrencia dos devotos daquella sania romana ;
e Indo sempre na melhor rdem e harmonia, e pre-
sidido por essa magnifica la, que smente o ceo de
nossa trra possue. Deixe chegar o dit da fesla,
que entao relatar-lh'a-hei com lodos os seus por-
menores.
Acalio de saber nesle i litante, que por ser indigno
do perdo de S. M. I, vai ser execulado em Caxias
um celebre assassino- e chefe de urna qnadrilha de
ladrees, de iiome Pedro de tal. Ser a primeira
vez que aquella cidade, tilo frtil em assassinatos,
(enha de presenciar o terrivel apparato de urna exe-
cucao! Os lempos das facanhas dos cahecillias
estrellados ja la te foram ; agora he chegado o mo-
mento do rasligo. He esse o carcter da poca
actual, com o qual tanto se inquieta a lgubre ate,
que ainda se anlcpara as minas da Estrella, des-
se licroc, para quem a ausencia dos lempos egidios
o protira en calamitoso estado .'!
No Tocantins araba de chegar a esla provincia,
procedente do Rio, o Sr. Juliut Andcrs, engenheiro
mandado engajar pelo governo da provincia, afim
d aqu lomar conla de algumas obras de grande im-
porlancia, como enlre outras, a da canalisaro do
Mianm no lugar denominado l.agem grande. As-
severam geralmenle que oSr. Julios he um moco
de talento, e que possue a necessaria experiencia
para preenrher dignamente a commi-sao para que
veio incumbido. Segundo me disseram, o seu cn-
gajamenlo he por seis annos.
Aqui concilio sem mesmo Ihe apresentar a sobre-
mesa do coslume, o rcndimenlo da alfandega.
PIAUHY.
Therexlna 15 de setembro.
Mea charosenhor, antesque rhegue o dia da sa-
bida dos estfelas para Caxias, que para mim he
sempre da de enlalacoes e atropellos, vou cuidan-
do em ahnhavar esla nihilidade epistolar, pois ade-
vniho, que devej estar desejoso de saber das novi-
iladet occorridas depois da ultima, que de afogadi-
llio Ihe escrevi.
Com o mais profundo respeito c lodo o acalamen-
lo. eu Ihe envi muito nadar, como aquello a quem
estimo, e ,i quem desejo boa dse de fortuna, e um
secuto de vida a resvallar por sobre llores. Que
ludo isso eu veja lambem, para que nao sinla Vine,
a ralla de noticias desla lerrinha tao frtil em con-
(radiccoes e anomalas de lorio o genero.
A fe de bom christao, que nao eslou hoje de mui-
lo beta humor para perder lempo com rasilhas ms ;
porem a genle nem sempre he senhor de sua vonta-
dc. Eu devo rc nao he das mais livres, porque me impuz'odcver
de ser fiel narrador dos factos, e lambem imparcial
e Trio apreciador dellcs : e Vmc. sabe que o de-
ver corta, limila, e coircla a liberdade.
Se eu me Uvera mi imposlo o dever de narrar sim-
plesmente osaronlccimcnlos, eu seria contente, vis-
lo como pouca ou nenhuma responsabilidade me
vina disso: porm cu tenho por encargo maisalgu-
ma cousa : eu devo lambem applcar aos facloso cs-
ca pello da rrilica, dar de vez em quando minhas
rabanadas satyricas, corroborar os fados com a lgi-
ca, para por esse modo torna-Ios mais claros, evi-
dentes, c hem descriminados, c por isso mais ao al-
cance de todas as com prehensiles.
Nessa foir.io, em que sou forrado a ir umita vez
alm da franqueza, e dar de mo multas conve-
nienoas, eu me dou a porros, e maldigo o inslanle
ena qae lomcLsobrc meus (reos hombros a cespon-
sabihdade do escriplor correspondenlc do teu con-
coluado Diario.
Eu devo fallar-lhe sempre a verdade nua ecrua ;
porque para ella brilhar em sua esphera ile luz nao
quer subterfugios, atavos c periplirascs, apraz-lhe
a franqueza c a energa. Eu lulo perlcnro escola
daquelles, que dizcm nem todas as verdades se
coiilam: porem lambem nao quero ser desses espiri-
los fortes, que ludo afronlam, que nada respeilam ;
nao senhor, sou razoavel, justo, e hem intenciona-
do : so digo o que he preciso saber-se ; porque s
procuro saber o que he possivel dizer-se. Tenho con-
sagrado esses principios como verdadeiros axiomas,
o creio lambem que Vmc. os acompanha...
Agora me dir Vmc. por sua vez aonde me
querera levar o lal correspondente com sua Icnga-
lenga ? Tenha paciencia, que j eslou de bum hu-
mor ; nao tenho pressa, c consegoinlemenle
posso divagar por onde me levar a pachorra.
Siuto buje cerlos alegres de espirito, arroubam-
me laes inspiraees, que he pena nao ser eu poela ;
porque em vez de escrcverlhe era prosa insulsa e
lnguida, eu o empanzinaria com tao formidavel
versalliada, que o ileixaria*Tarto dessa iguaria por
um bota par de lempos, porm para miiiht eterna
nfelicidade a ingrata Caliopc nao me quiz amamen-
tar com seu leite, non Apollo sediguou presidir ao
meu nascimenlo. Que importa ? Fique cu condem-
nado embora a ecrever-lbc sempre em mi, enfa-
donha e desnervarin prosa.
l'iquedilo de anle-mo. queseen fra poela iria
enmpor-lhc um poema heroicocomiro-salyrico, qne
levara de vencida --: :- j-- -
a qllantos por ah existem desse
gosto, e jecommendaria meu nome as gerarfles
por-vir.
Venus eos Amores lem fcilo bixas... Aquella en-
granada menina, que ha pomo tanto solTreu por vir-
lude de seus sentimentos hcrolicos por cerlo menino-
no, aquella mesma acerca de quem ja Ihe fallei, que
Irouxe o municipio das Marras em um molu-conli-
nuo, leudo sido arrebatada por seus prenles para
municipio da Paroahiba, soobe, que acafcou trgi-
camente.... casou se com um lilhu do Reino como
anida hoje se diz em bom porlugiiez caslico. Seja
ella muilo feliz com o sen preziinlo de l.mego, c
nao se lembre mais de seus primeiroi amores, que
lanas amarguras a lizeram tragar, ainda que eslou
convencido, qae ella se nlo poder.i esquecer jamis
de seu primoro amante; porque como Vmc. sabe,
o#pnmeiro amor doxa raizes lao profundas no co-
raran, que... Mas cu desejo, que ella apague em
seu coracSo acenlollia daquella primeira luz, que Ihe
alumiou os primeiros passos da vida... e que se con-
tente com a gloria do marlvrio, quesotireu como urna
resignada c heroica calheriimeua da rdigio que
professou com lao anlcntes votos.
Outras intrigas amorosas de menos importancia se
tem dado ncsla cidade, de que os pasmalorios se lem
oceupado muito. Nao Ihe quero roubar o lempo
com essas inlnguinhas, e concluirei este assumpto,
aconselhando a certa classe de aenle, que antes de
casar-sc leia com muila altcncao cerlo tratado phi-
siologico por Balzac. igo-lhe mais que o progresso
val em marche-marche. poni de que os l.arragas
jo se v1o fazendo de ptrigosos dandyscom infrac-
cao rcincidcnle dos votos celibalarios... Comprchcn-
de-me.' Se lulo sabe decifrar enigmas, a culpa nao
he minlui. que,ixe-se de si mesmo, que eu passo adi-
ante, receloso de que nao se rcalisc em mim aquel-
le axioma. Quem com muilas pedras hole alguma
Ihe d na csheca...e eu que lenho muilo amor
ao couro! Mulla genle j me olha de travz, com
ma caladura, e o sohrolho i-arregado, assim como
quem quer pedir cantas i nmdevedor marralheiro...
Quem nao goslar, que coma menos, que pouco he
para mim, que Pedro ou Paulo afine a rabeca, e me
lenha ma vonlade porque digo a verdade.
tu desejo que Vmc. tenho urna idea exacta dos
negocios desla provincia c do que for succedendo
por esle acampamento, como diz o contemporneo
(.... Balsamo das liega-,
Comquanto nao seja muito amigo de fallar a liu-
guagem do calculo arilhinclico, quero dizer a lin-
guagem financeira, leuha lido desejos de entrar um
pouco por essas ridas regiSes dos algarismos: po-
rem que de embaraces!!! Eu ir Ihesouraria es-
mcnlbar as linancasl Dos me acuda, quo de l
sempre lenho sabido sem vonlade .le l (ornar....
principia, porque logo encontr na porta o velho
Antonio Jo-e o recitar quadras, acrsticos e sonetos,
e a dizer prophrrias do Bandarra c do prclinho Japao:mais adianlc um qudam verdadeiro esta-
fermo, que he nao sei que da repartirSocom as
nernaa engrazadas, e respeiloaamenteeoeendo de at-
raate ;l,i para o centro do corliro um honifrate, e
outro empanturrado manequim da' moda a fumar seu
charuto e a dizer pulhas e pilberias; oulro e outro
.... c mais algoea que niio cancilia duas ideas, que
u tudooppoemuinoinbaraco; edepoismais algn),
que falla como um prognoaliro, menos sobre os ne-
gocios da fazenda... Ora quem se pudera entender
no meio de lal Babel.'... De ha milito que a cadei-
ra inspeclorial vive em desquite com seu dono. Os
poucos empregados que s.ibein cumprir com o seu
deyer me aiurmam que as cousas vlo de mal a
peior, depois que U inspector irrendou o Salobro
ao capiao M, D. Conc.ilvcs Pedrcira, c nao cuida
da repartido a seu cargo, dcu-lho na mana rallar
em agricaltara,'arados, humus, euchertos, e dcsco-
brir o mediodo abreviado de Tazer rapadura.
Nesla cidade nao passou dcsapcrceliido o da 7 de
setembro: niio houve cortejo e parada porque a
guarda nacional nao est amia organisada c larda-
da :bouve porcm a uoilc passeiala ao som da m-
sica dos Educandos. Os patriotas exallaram-se lauto
quo deram seus foros aos descendentes de Albuquer-
que lernvel e Castro forte,de envolla com os gri-
tos de viva a liberdade,* viva o dia 7 de setembro!
etc. Deu-se por fin lo o patseio pelas 5 horas M
manhaa, hora em que para suas casas se recolheram
os enthusiaslas do graude dia da naco, cheios de
salisfanlo, porom roucos e fatigados.
I'n i.iiiin -me-ba agora que recorra at olas, que
lenlio lumado em miuha carleira. Sao resumidas,
mas nao destituidas de importancia.
No dia 7 do correle lancuu-se a primeira pedra
da obra do acude da villa de Campo-Maior. Essa
obra he bem imprtame, a satisfaz a maior das nc-
ressidades dessa villa, que lio a agua ; pois no lempo
nada e salitrosa, ou nao de manda-la buscar urna
legua de distancia, n que he batanle penoso. Es obra loi oreada creio que em rs, 6:0009 pelo enge-
nheiro J. N. de Campos, que all foi levantar a
plaa.
Est concluida a obra do cemilerio desla cidade,
e na praca da Contliluicflo dense principio obra
da feira conforme o plano oflerecido pelo supradito
eugenliciro.
o dia 8 do corrate o sol la lo do meio balalbao
Manoel Ferreira, ferio com urna acada ao paisano
Carlos de lal. O delnqueme foi capturado, medi-
ante as enrgicas providencias tomadas pela polica.
Nessc mesmo dia Toram recolhidos i cadeia Pedro
Francisco l.ima, por suspeilo de haver assassioado
no Geera um sea cimbado. Foram lambem para
o silindrDomingos Francisco Ramos, Pedro deSou-
za l.ima, e Jo3o Ferreira Monteirn, acensados de
tentativa de moite ueste termo.
No da \-2 foram passados para a nova cadeia, que
esta cin cuuslruccaomais de '20 presos. Dizem-me
que ficaram bem contentes com a passagem, e he de
suppor isso mesmo ; porque na anliga cadeia vivan)
elles como sardinha em tigella.
Estamus em treguas com o bacamarle. Conila-me
que durante o mez passado nao te commctlera ama
so morle, havendo apenas registrar um ferimenlo
grave, e mitro leve.
Na delegada do lerrao de Valenca, foi pronuncia-
0"0.** 3I dejulho como incurso no arl. 192,
Antonio Ihomaz de Aquino, que assassinara tua
mullier. Ja ||,c fallei desse fado, quando"em outra
occasiao Ihe communiquei a prisau do criminoso.
I.nu Francisco de Souza, Qoerino, Jo3o e Lino
de lar; que em 19 de abril espancaram a Joanna
Mara da Conceijao, Toram pronunciados no termo
das Barras, como incursos no arl. 201.
Foram presos na Passagem Franca, provincia do
Maranhao, c se acham na cadeia destacidade, Anto-
ii' j1"01900 Fliomaz, Thomaz Jos dos Santos c
Uciiediclo Marlins de Souza, por suspeilos de serem
criminosos, o 1. em Valenca, o 2. em S. lioncalo, e
0 .1. em Ociras.
lambem Toram presos no termo de Caxias Ma-
noel Antonio, e o escravo Eduardo, indiciados auto-
res da morle .le Antonio Jos da Cosa, ha lempos
assassnado no lugar Melancias do termo desta ca-
pital.
Foi preso no termo da Uniao Antonio Ferreira de
houza, implicado noassassinatode JoSo Ignacio, do
termo de Caxias.
I ve grande prazer quando soulic, que Toi preso
no Cear o celebre assassino Joao Ferreira, conheci-
do por Joao Bandeira, de que j Ihe Tallci.
Moneu o proTessor de primeira- lellras de San-
Raymundo Nonato. Dos o tenha cm sua Santa
tilona.
Se j nao estivesse com a mo dormenle de escre-
ver, eu conversara um pouco com a cmara muni-
cipal desla cidade, mas sempre Ihe Tarei urna per-
guata :Illuslrissima, que he feito de cerlosaldo
^ cerlo lillio de Israel ?. ...
No dia ullimo do passado encerrou a assemblea
provincial seus importantes trabalhos Os illuslris-
simos sahiram para seus municipios bem cabisbaixos
e contrariados, ou como disse um cerlo garoto, com
os surrSes de suas preleuret ainda cheios e monta-
dos na garupas.
Nove_ projeclos de mamadeira vallaram sem sane-
cao. Foi sancionada o lei do orcamento. A re-
ceila Toi calculada em reis 177:5813116 e a despeza
em res 179:08II60. Do que resulta nra delicilo.
que n1o tei como hade ser supprido ; porque os il-
liislnssimos, ou a commisan da Tazenda nao o quiz
dizer. Tarnbem a commissao sabia lano de finan-
gas como eu do que azora esla succedendo na ro-
I,india e l'alagouia.
Foi lambem sanecionada a lei de iiacao de for-
as, e mais oulras, dentre ellas ,i que altera o reau-
lameulo do imposto de 10 por cenlo sobre o gado
yarcom e cavallar, e o regularaento do imposlo de
j por coito sobre fumo. O Exm. Sr. Carvalho pret-
lou-nos um grande servico, expurgando a legisla-
cao d esle anuo de todas as bisca,', e mamadoras,
que appareceram em grande escala.
A assemblea creou mais nma comarca Jaicoz-
poisolhojo silo muitos os candilalos. 0 hachare!
Antonio de Souza Mnides Jnior pretende a corara
ca, e apoiados as ideas do conciliacao lambem
querem os hachareis Carlos I.uiz da Silva Moura, e
Jesiiino de Souza Marlins.
Nao sei em favor de quem sao por ora as probabi-
lidades. O Dr. Mendos lem pai na corle como "de-
pulado, c muilo ha de fazer para censeguir as sur-
te grande, e de mais lem s-rvicos prestado no
1 rincipe Imperial. O Jesuino hade chamar em seu
favor a aristocracia da intelhgencia, e o Carlos
Moura, o direilo de anligiiidadc. Todos elles tem
bous servicos, c podem pleitear, lugar mas quem
sera o nomeado. he o que cu nao me atrevo i dizer.
Al agora nio ha novas do bacharel Luiz Carlos
da Rocha, juiz de dircilo nomeado para a comarca
de Ociras ; e n.lo se sabe lambem do lente coro-
nel Carvalho, nomeado commandanlc do meio ba-
lalbao desta provincia.edocirurgiao Dr. Sinphronio
Olvnyio Alves Coelho. Eslo lodos encantados.
O jornal Qrdem dcixou de existir, foi substituido
polo Seminario cm pequeo frmalo.
A Parnahiba continua atacada da febre contagio-
sa da intrigo : ainda all nao linha chegadu, para
corear a obra, o Dr. Simplicio Hemeterio Machado.
Continua a irregularidadedoscorreiot d'aqui para
o Maranhao Estamos ha muilo com ama corres-
pondencia atrasada, A dos etc. ele.
ParahJba 7 de outubro.
Desamparado pelos meus aeoly los, que nao acha-
rara, em lempo, que minha heranca fosse apeleci-
vel, como a do Moilinho, ou de ..... vejme na
triste e incommodativa necessidade de continuar
so, como o peregrino no deserto, uieu misler de no-
ticiador ; naodesanimarei, por mais sensivel que seja
esla aelldae, a que eslava desacoslumndo ; porque,
como diz o rif.lo, s vim ao mundo, e o pretendo
deixa-lo. Reconheci praleamentc que minha posi-
cilo couslilue a excepeo ao rifao antes s do que
mal acompanhado ; porque eu anlcs faetn urna
companhia ainda m, do que achar-me enllocado,
agora que vou enfraquecendo a olhos vistos, e per-
dendo aquella anliga paciencia, que, segundo Mr.
Batan constitue o que se chama talento, achar-me
collocado, digo, na necessidade de ama rigorosa fre-
quencia, e minuciosa narrarao. Se conlinuassem os
meus sosias narrariam muilos factos por mim, me
substiluiriain por alguns correios, c assim migara
minha mdividualidade, oque Ihe seria astaz corro-
borante. Emudercram, paciencia.....Nao ha bem
que muilo dure, principalmente quando em relacao
a mim, rojos rabr'nmrs nicamente tem urna vita'-
ciedade cm aposta Coin a elernidade, e urna constan-
cia diablica.
Tenho lid (cntaroes de reculher-mo ao silencio,
fozeiulo ininhas solemnes despedidas aos curiosos,
porque sinto Traquear minha intelliseucia, parecc-
me que ella se acha etgottda como pobre regalo no
calmoso eslo em leilo de reas, ou como cerlo ab-
hade, productor de homilas, depois de urna cslerili-
sodora apoplexia, o-n.lo quero que Vmc. se encar-
regue do miliudroso misler do fiel e zeloso criado,
que por honrada leve os precalcosde mao Mecenas;
mas o habito constitue urna nova nalureza, e esla
nao pode ser contrariada sem grave incommodo.
!>e pois muilias miMiia cheirarem a homilas apo-
plticas, nao me o diga, em altcncao a meu pobre
amor proprio ; mas, te nao quizer ler comigo a
condescendencia, que lem ti lo para alguera, o que
nao exijo. Tasa desencaminhadas no correio, ure-
as ao rogo ; e deixe que aqaeile carregne, ao menos
comoresliluicao.com a colpa da perda, porque he
rresponsavcl pur laes venialidades, apezar de ser bem
pago para o contrario, segundo pens.
Eslou indeciso, sem saber por onde comeco...
Bem, entremos pela poltica. A conciliacao fiz
progressos.
O Argos, orglo do partido da oposirao, que eu
suppunlia conciliado, e quando n,lo tustentando,
com ot orgaosda corle e algumas provincias, o gabi-
nete e suasreTormas; ao menos em pacifica especla-
liva, e disposto a ouvir tranquillo os Hotanas pelos
MU que prestes vamos conseguir, apresenlou-se an-
hontem convidando os depulados desta provincia, que
recusaran) seos votos a algumas medidas, que enten-
dern) menos justas, e que combaleram outras,
que nao quer a conciliacao eflorecida pelo gabinete
e aceita pelos seus mais importantes chefes, conser-
var-se s e i so!.id o. sem direccao c sem ha ndeira, co-
mo unir,i columna enlre minas? Querer (er o
gosto de servir de anachronismii. ou de curio-
.... estos do passado? Tem elle jovens muilo cheios
de esperanzas cm seu scio para aceitar essa eslacio-
"-ia posicao.
iompreliendo que elle lem necessidade de cris-
mar-se para esquecer t vergonhosa descrean de seus
chere, e a dcrrola que essa Ihe deu. Dos queira
elle romprchenda, c ainda he lempo, que as
posas palavras como que aquellos o imhaiam,
erain mais do que engodos para conserva-lo leal
.. quanlo elles podan) fazer urna ulil desercao.
Se eu Tura algum d'aquelles depulados rclribui-
.. I delicadeza com delicadeza, convidando aos ho-
mens i! aquello partido a unirem-te as suas lileiras
para suslenlarem as nstituicnes jurada, para pro-
novercm os melhoramenlos moraes e malcraos,
icipalmcnte do esquecido Norte, 'como sempre
emenden o partido consercador. Estou cerlo de
- -1 a opposirao desengaada pela deeepcao, porque
na de passar, se prestara vonladosa a esse eon-
-, ea zrande familia parahibana ficaria anida por
su pensamenloconservasao de sua liberdade
e melhorameiilodo paiz.
Creio que esse he o pensamenlo de qualquer
d aquellos depulados ; assim como que jamis acei-
larao as Columnas do Argos, que lhea suscita idat
-uilo dolorosat, e recordacoes muilo tristes,
b nao poliliquei seguros cinco minutos? Descul-
me, porque ha muito que nao sou altacado dessa
Un I. n m.n mn __._ ___ _____t. .
que
ac
vite
um
pe-r
j-------, ,j .. ,,,,,,, ,,, ||lf| mnin,, rt
unirem-secom elle para derribar a poltica aclnal,
pira o que generosamente Ihct frauqueoo saas co-
lumnas.
He muilo significativo esse Tacto da m disposicao
cm que se acha o partido representado por aquelle
jornal para com a conciliacao ; mas o que Tara elle
e o seu orgao, quando as proemincncia9 qne elle
sempre recunhece em lodo o imperio, que endeosou,
sob cujas ordens tomn parle na poltica do paiz, se
acliam concilladas, e sustentando o gabinete actual?
O que Tara, se allcnder a que os poucos represen-
tantes, menos um que leve na cmara temporaria na
tessto proxuna pastada, c quasi todos os da vitalicia
sustentaran) vi el armis o mesmo gabinete, Indas as
suas reTormas, que s lem encontrado opposiclo da
parle dos bonicos mais adorados poltica oolr'ora
rccouliecida pelo nome sai/uarema >. Certameute
que ver-se-ha em serios embarazos.
Nlosou poltico, mas o partido da opposicao ncsla
provincia, na boa T cm que se acha, lem de desam-
parar aeus anligos rampeoes, de lomar as columnas
oposlas a elles, mudar u nome ao seu orgao, modi-
ficar um pouco suas ideas e receber as dos depulados
de que Iralou e delles a direcrao, anlcs do que ofle-
recer asilo a elles, que se conservan) em seus postes,
que nao modificaran) suas ideas, que nao desampara-
ran) o partido que os sustenta, e nem Toram por este
desamparados. So cnlenderam que ccrlas medidas
nao convidham ao paiz, que ccrlas reTormas eram
um | ia o,-o rrgre--1-i i-, cumprirnm seu dever em com-
bale-las, cm votar contra ellas, por que em primei-
ro lugar sao Paralbanos, e nao podem esquecer que
o sao, c cm segundo sao representantes de urna po-
ltica, que nao adopta laes ideas, e que nao modifi-
ca as suas, nena ainda um perigo de urna queda.
se um gabinete comprrhender mal o pensamenlo
da poltica, que o sustenta ; se apresentar idat com
as quaes nao combine o partido sectario desta poli-
tica ; se mostrar que nao comprchende as necesida-
des do paiz ; nao deverao us sustentadores desse par-
tido mostrar aquelle gabinete, que est fora dos in-
icrcsses do paiz, e do pensamenlo do partido? En-
tendo qne tu de seu rigoroso dever; e os que o
cuiuprcm, s.1o os homens iiidepcndenles e dignos da
posicao em que se acham relativamente ao paiz, e a
poltica.
Elle* nao deixam tuas bandeirat, ao contrario as
sustentan! intactas e honradas.
Querer o partido da opposicao nesla provincia, j
quo
pom
nao
em
na di
P
------------------ .|mw aneaai jwu nuni mama, fc, o que me renden este arrojo de inlro-
matlar.mn nm ni>--li.-^ _il. __ca
me
Jtler-me em qneslocs alheiat ?
Eu o prevejo. Urna surriada de foras. Paciencia.
I a idea for m, nao fni ca quem a provocou. Dis-
ilam; mas fiquem cerlos, que a armad i Ib a nao serve
ira n- /(;.-,- ia,.-. qUc ,30 muilo ariscos.
Honlem sonerunt fanfarra e eu julguei, que li-
lamos presidente no porto ; mas infelizmente ludo
ficou em farellorio. Chegoa o Imperalz, nelle o
nosso senador Cunha, e mais ans depulados do nor-
te remissos, c nBa mais que interessanle fosse. A
populado pelo seu inslinclo conheceu que nao ha-
via novidade, pois nao concorreu ao porto, segundo
" rstame, nem ainda para ouvir a mutica de poli-
a. So o nosso lente coronel eseovon os bigodes,
c penleou o bonete para receber a S. Exc. de quem
esperava auxilio para nma revista incerta na noite
do baile, no qual por subordinarlo miguelina, nao
. iiz inlcrvir, cnleudo al que os teus odiciaes ne-
cessilavam para assisli-lo de liconca. Sempre nos
maudam mis laes embrulhos quadraJos'.... Breve
esta esla provincia um grande hospicio de doudos e
tolos.
Se eu fra enfermeiro muilo leria a fazer ; mas
supra a minha boa vonlade.
Eu tenciono ir ao lal baile, de que Ihe fallei em
mirilla ultima, e que lem lugar boje, para o que
lenho um convite, e pretendo dansar de ri a vi,
com o supradito, para o que estamos engagti. Co-
mo correr a fesla I he direi para detfastio de seus
tenores, aos quaes ha muilo que nao dou noticias
mais largas.
Por Pores, municipio de Bananeiras, os senho-
res Ihuggs v.1o dandu alguns tignaes de vida, pelo
que muilo breve a senhora polica lera que fazer
por la. '
O Mercles anda arisco, principalmente depois
quearremalou tres cavallos, moenles e correles,
por i /aool), afim de melhorar a raca. Aquellas tres
alimaas, que jo lizeram urna longa viajera scien-
lilica com o naturalista Brunet, voltaram com bas-
tantes conheomenlos de botnica, por isso creio que
meu noliciador nao lem smenle por fim melhorar
raca, como aposentar aquellos sabioa. e, por amor
as sciencias, crear um curso, lecciouando ot Ires re-
formados. Dizem-me, que j lem batanles ouvin-
tes prometlidos. Se o Mereles consegue montar
aquole cslabclecimenlo, eslou falho de noticiador,
e lenho de soflrer minha quebra.
O vapor do Sul nada de importante ptra esla
provincia nos disse, deixando-nos na mesma igno-
rancia em que eslavamos a respeilo de nossos ne-
gocios.
O naturalista nao pode seguir no nltimo vapor
que daqui sanio, como Ihe mandei dizer, porque o
lai barquinho eslava muito apressado, e, com pou-
cos minutos de demora largou para fra da barra em
altura cm que so podia chegar urna boa alvarenga,
e alu, contra a lellra do conlrato, espern, por gran-
de condescendencia a malla.
Se olguem livesse de embarcar nesla provincia,
alem da cotila que Ihe quizesse apresentar a agencia
!**"Slia U3-aRem, c quanlo vivene, na razao de
eywn por cabeca, fosse em sua companhia, conla
ISSSJ*" c?,n" Juros 'ejudeo, leria de pagar mais
awn otj .8000 de (rausporlc para fra .la barra,
alem do ntco de um passeio ao neplunino reino.
Os.rccruas que liuham de embarcar, voltaram,
ilepuis de des|iezas de conducao, que com sua ida
fez o ihesouro.
Ha muito que tenho minhas cncegas de dizer al-
guma cousa a respeilo da companhia i vapor, que,
sendo bem subvencionada pelo estado, parece que
ilie Taz favor em cumprir o contrato, contra o qual
conspiran) os agentes, e alguns dos commandanles
que i bordo julgam-se capitaes-mrei.
Os passageiros, apezar de pagarem mais, c moito
mais caro do que pagariam a qualquer companhia
eslrangcira, tem muilo peiores commodos, e de sof-
rrerem as grosserias c desal Icnces de alguns com-
mandanles, e sua supina avareza.
Os criados que pagam muito mais do que os es-
cravos, sao Halados como estes; e estos lem urna
mesqumha racao insalubre, e dormirem ao relenlo
e exposlos a chuva, ameacadot de pancadas por lo-
dos os bichos de bordo.
Ot recrulas tem o mesmo trataraento, e qnando
he necessario um par de Trros aos ps, te respin-
gan) aaatra a beapilaUdade.
Nao digo que cm lodos os vapores seja este o Irala-
menlo, e sena injusto com alguns commandanles
delicados, liumanos e atlenciosos, se a dissesse ; mas
ha alguns lambem de casca grossa* que pralicam
como expuz, aos quaes a direceo devia corrigir.
So, por luformaces, que oSr. gerente da corle
lie muilo delicado e polido, c que nao admiti laes
procederes ; mas convem qne S. S. tenha muito
cuidado na escolha de seus commandanles, se nao
quer desacreditar a companhia que representa.
Tornare a carga, se assim for conveniente.
O Exm. commendador Frederico, continua na ad-
miuistracao da provincia, pelo que esperamos qae
nenhuma novidade ocenrra, e que sua administra-
cao seja conlinuacao da de seu antecessor o Exm.
I)r. F laviu. O conhecimenlo qae elle lem da pro-
vincia, sua experiencia nos nesocios pblicos, sua
reconbecida prudencia, sao suflicienles garantas
que temos, e que nos fazein descanrar emquaulo se
elle arhar a frcnle de nossos negocios.
Nada mais ha digno de meneo. Saade, e quan-
lo lie bom Ihe desejo.
9
Eslava sem disposicao de cscrever-lhe, quando
hunlein chegou o Tocantins a esle porto, com a mais
rpida viagem, que tenho visto, e nao podia escre-
ver-llie por me adiar bastantemente caneado do bai-
le a que assisli, com a minha gloriosa larda de mili-
cias ; mas sabendo, que o lal bixioho, conlra o cos-
lume c direilo de prescrpeo se demorava at boje,
tive Icnlaces de escrcvcr-lhe ; e ois-me de penna
em punho.
Como as mais recentes ideas sn"o at do baile,
vou-me desembararamhi dellat, e detobslruiudo
assim a imaginarao para poder melhorinente tratar
do rilis que houvcr.
Como anlign militar, de cujas honras nao declino,
e que tambera nao zostaria da grata, se oul'ora me
quizessem vedar o Sanio Sacramento do Matrimonio,
c prohibir de alar os doces lacos de hymineu, solicilei
e obliveum convite para o baile dado pela classe mi-
lilar, ao nosso deputado Correia dat Neves, nao s-
mente por haver elle combalido aquelle projeclo
matrimoni-fugo, como dizeni os que querem ver no
baile um caracler poltico, mas por haver propug-
nado por diversas vezes pelos inlereste, da classe
militar, como diz o cartao de convite qne recebi, em
ludo igual aos que lodos receberam. Escovci minha
(arda, fiel companhera de minhas campauhat as
prociss&es de Corpus Christi incommodeiuns ceios
de Iracas, algomas baralas.rloulros insectos, que a li-
uham lomado pro de reliclo.yi o meu garbo e firme-
za em um espclho, preparei o meu toilette (que nao
sei o qne siznilica, e se he commum de dous) e em
dobradu encaminhei-me psra a casa da assemblea.
Esperei um pooco cm quantn chegava urna lami-
lla para entrar aosom da msica, e quando esla rom-
Su urna walsa erilrei em ordinario do meu lempo,
beca bem levantada, barriga bem para dentro, pei-
tosbem para Tora, pernas bem duras, passo bom
largo, e compasso bem demorado.
Assim he qua cu sei ; se porm /.agallo ensina de
outra rorma, nao sei e nem quero saber, porque as-
sim sempre marchamos, e nem por isso deixamos de
achar nnivas.
Conresso-lhe, que sai minha lirmczs de veterano
me fez conservar om bello ordinario quando se loca-
va urna walsa ; c i-so rendeu-rae maiorsv mpatina dos
jovens oflieiacs que couhcccram que Iralavam com
nm veterano.
Apenas cutrei no corredor vi que liavia liizcs de
mais, as quaes denunciaran) serlas fraqnezat de mi-
uha larda, devidas a seus estragadores habitantes;
mas nao me desconcertei, porque nella s lia estragos
de traca, e c-ses nao deshonrara um uohre veterano.
Subios esc, olas, e ao chegar ao corredor do so-
brado liquei nm punco desaponlado pelo brilho do
Tardamente, era grande uniforme de alguns ofilciaes
da guarda nacional, anlc os quaes, mistar he conres-
sa-lo, anata fardao pareca libr de creado de l'nlal-
go arruinado. No meu lempo a milicia nao era lao
bullanle.
Enlrei no sale, o vi bastantes senhoras, que me
honraran (nao sei bem se a mim ou a minha libri
com seus olhares e surrisos graciosos. A Tarda he
muilo sjmpaihica pira o bello sexo ; e nao ha duvi-
da que a ella devo o lisonjeiro ecolhimenlo que re-
cebi. E he quando ihlo lauto bonilinho as lardas,
quando euTardain os promotores, juizes municipaet e
de direito em uns /arri>ifcu<,repuls*os ao bello sexo
que gosla muilo de nihilidades brilhantcs. que que-
rem privar-nos de agradar Foi muilo iufeliz a len-
branca.
O saino estova pcrfeilamenle Iluminado, como
todo o edificio o eslava inteiramenle. Dous lustres
improvisados, com grac, de uina especie de tocido
de baionelas, multo a proposito do assumpto, lanca-
ram ton rutes de luz, e pendan) como a espada do
Damocles tlembranra do naturalista Mr. Brunet, que
achei esperituosa) sobre a cabeca dos dansanlei. Em
honra de minhaipatricias direi que, apezar dat pen-
dentes bainnetas. nenhuma mottrou o menor recojo,
nenhuma olliou se quer para as ponas daquelles ins-
trumentos, que pareciam ameacar-lhet os inleressan-
tes cabecinhas.
Ea, apezar de ex-garreiro, live meus temores,
nao por mim, que peuco ralbo, e menos me impor-
ta raorrer espetado, empalado, ou a commodo. mas
por causa de algumas bellas, nao digo bem, por cau-
sa de todas as senhoras que all se tchavam.
Depois de ver o salao. ouvir nma peja de mu-
sir, lu descubrir campo, e enconhei com um quar-
lo. que me pareceu um bem fornecido bolequim. Vi
orcliata em abundancia, espumante rervea, suave
cor, crepitante champazne," confortativo I'orlo. sa-
boroso Lisboa, finalmente quanto ha nessc genero
que pode dar gosto s gargantas, que nio amam fo-
mente, como a minha, a azua simples e natural.
Tendo visitado essequarlo, pa.sci a outro em que
encontr, massot, e quaoto, acepipes tio admililidos
porcompanheiros do cha e chocolate, des quaes vi
pojado hojudos bules.
Em outro quarto encontrei-me eom a brigada dos
amigos do vollairete, menos em memoria de teu au-
tor, do que do passalempo, que seu inventor desco-
bno.
Eusouom iosuppnrlavel companbeiro para um
baile. Nao danto, nao me refresco, nao jogo.
Mesmo assim sinln um prazer em achar-me em
laes reunin, principalmente quando aellas reina a
alegra, e cordialidade, que superabundaran] na-
quella do que (ralo. Minhas patricia, que al pouco
lempo, se deixavam prender pelo acanliameulo, fi-
lho de seu descoslume de acliarem-ee era laet con-
cursos, e por isto nao deixavam brilhar em lodo o
sen explendor seus bellos dotes, sen espirito e ama-
hilidade, eslao mostrando que pertencem a grande
ramilia brasleira, cojo bello sexo nao cede ao de
nenhum oulro paiz. Dos queira que vingue a gran-
de idea do Exm. Sr. Frederico, da croaco de um
club Parahibano ; porque em breve teremos reu-
nies agradaveis para malar a insipidez do lempo, e
veremo irem desapparecendo uns reslos de insociabi-
lidades que ainda existem, e com elles certas indis-
posiccs e inlriguin'ias, (Ibas tao somenle do isola-
mento em que vivemos. Em oulra occasiao darei
mais detenvolvintenio a esta idea.
Um amigo, approveilando-sc de m momenlo em
que se daniava, levou-mc ao toilette, e eslava com o
maior laxo e profasilo. Nada all faltara, que fosse
necessario, e nem mesmo o ditpensavel. Muito bom
go-to delerminou o arranjo daqnellc lugar iuviola-
vel. Milhares de louvores mcrecem as senhoras dos
oiTiciaes. que prepararan! com laclo e fino goslo
aquella mausao, para tao lindas estrellas.
Fallava alli um throno para a rainha do baile ;
mas a modeilianaoconsenlioqueellerosse levantado.
As Exmas. encarregadas das honras da casa, bri-
lliaram no desempenho de suas nobres Tunccoes ; e
mais alguma coma diria, se nao fossein ellas muilo
condecidas, e por isso nao (emesse ofrendar sua mo-
destia.
Quanto a mim. nao temo dizc-Io, depois de eslar
algumlcmpo indiciso, proclamei sem dizer aalguem,
corno ramha a que linha um lindo rosto, uns bellos
olhos, um toilette......e umat perolas.......Que uao
se possa dizer ludo quanlo se sent !.... Eslava divi-
namente bella, e Dos d vida a quem leve o bom
goslo de escolher aquella linda flor em um jardn)
ilo meu conhecimenlo.
Falgnrava lambem, principalmente pelo 1>om
golo de seu toilette, um vestido brauco com cerlos
o hos, que eram olTuseados (veslido e loilcltei pelos
olhos collocados em um rosto Tagneiro e alegre,
lambem esta colinda aquella flor.
Mereceo minha allencao urna espirituosa e ama-
val dansadora de valsa, que graciosa brilhava como
estrella em noite serena. Tem'aquella estrella seu
cometa.
Vi urna bella palmeira do deserto, fleiivel, e ai-
rosa, que era ornada com inveja por mait de um
jardineiro.
Tambem se apreseulava, digno de allencao, nm
rostinho nsonho, cojos olhos causaran! algumat rui-
nas era cerlos coracoes.
Vi l o meu leig'o, oulr'ora meu aeoly lo, que es-
qaecldo do habito c cordao, lodo se dedieava, nnlca
e exclusivamente, a urna candida garr,a. que em
verdade mereca a allencao que recebia. Duas
Ingueirinhas de olhos negros, urna tenue como a
cauna, e oulra um pouco Toruecido de corpo, como
urna bella pastora, eslavam como dous brithaoles
em esmalte negro. Era misler alguma allencao pa-
ra conhecer-se a regularidadc dos Irados de teus
roslos; mas urna vez observados reconhecia-se n'el-
les a harmona, que constitue o formosura.
Se continuar parece-me, que nSo deitarei urna s
das coocorrenles sem algum dol, prenda, ou per-
feicAo, qae as lome rccominendavcis; portanlo dei-
xarei as estrellas d'aqueile bello horisonle.
Mr. Brunet locoa urna vanaran, com muito goslo
i applausos, em soa (laula de crystal.e provou que a
solidao das selvas, e os agros sons do mugir dos
bois; o grunhido das Teras do interior, Ihe nao lize-
ram esquecer os haruiouiotos sons,que toe ditpren-
der com encantadora suav dade. A msica me arre-
bata, e nao sei como resislir-Ihe.
I linimento rolirei-me s tres horas da manhaa
com um crescido carrecamenlo de somno; mas sau-
doso da amavel companhia que dcixava. Tal foi o
baile, que ficou muilo alm da mesquinhadescripcao,
que acabo de Tazer.
Alguns emperrados, d'esscs que Icem por sioa
aguar os maiores diverlimenlos, malar o mais vicoso
prazer, descobrir um mal as cousas mais innocen-
tes, diziam, que essa manifestaran nao poderia ser
muilo bem aceita pelo governo e aclualidade. He
milita lolice, ou malicia, necessaria para discorrer
or lal guisa.
No baile nao houve pensamenlo algum poltico,
lano que Toram convidadas indislinctomenlc pes-
soa9 de lodos os credos, c a menor conversa nao
houve, que pertencesse ao dominio da poltica,
a menor maniTeslacao, o menor signal ao me-
nos.
A elle concorreram as primeiras autoridades, e
seu respeito foi devidamenle guardado pelos pata-
nos, bem como a subordinaran pelos militares, que
em ludo moslravam urna educarao pulida e subida
delicadeza. Foi dedicado, segundo se v dos rarloes
de convite, nao por esle ou aquelle faci, mas por
urna serie d'elles, que denota amsade a clatse, e
inlereste pelo seu hem oslar. Em lal caso ccrla-
mcnle nunca a gralidao foi censurada. A amsade
o individuo foi, sem duvida, o motor daquella re-
solucao, o creador d'aquella idea.
A subordinaran da mesma classe, o lugar cusan-
lo do campo do discussao, e o lempo em que a refle-
xao deve ler apparecido, repeliera urna maniTesla-
cao oflcnsiva.
Finalmente o caracler do individuo a quem Toi de-
dicado, seus sentimentos sempre ordeiros, tua po-
sicao, seu atierro i poltica saquarema, e s insl-
luires do paiz, me autorisam a dizer, que elle re-
cusara urna manifestaran contraria a teus senti-
mentos, dos quaes, al hoje, nao se lem arredado.
Fiquem pnrlanto os proplielos tenebrosos com as
gloras de tuasconjecturas; o que na he pouco.
O governo nao prohibi na corte, c linha sobra-
do senso para nao raze-lo, os bailes que alli Toram
dados por aquella classe militar ; e menos os sig-
naos de gralidao liberaltsados aos depulados Bran-
dao, Brusque, Junqaera, Jone Asctico, e Correo
das Neves. Nao se indispoz com.os que volartm
contra o projeclo, que leve em seu Tavor, na segunda
discussao, urna Traca manira, c essa mesma lalvez
por que Tallaran! no dia da \otaran alguns, que vo-
tavam conlra, como se pode ver dos jomaos, que
n'cstc momento lenho vista.
Nao fallarci mais cm lal negocio, que vai in-
commodaudo algumas pessoas, menos aquellos, que
se poderiaoi incomntodar.
A Iranquillidade corprea dos cidadaos vai tem
novidade, apezar d'algumas negaras dos senhores
Ihuggi, que no querem descer da burra. Chegoa
a esta capital, vmlo d'essa provincia, onde foi cap-
turado, um lal Brilhante, que dizem ser o mandan-
te do assassinato do subdelegado de Ilabaana.
A safra do assucar nao lem dado o que promet-
lia. O inverna pezado, e rpido nao Toi crea-
dor.
Mr. Brunel, que nao pode seguir no ullimo va-
por, vai no Tocantins, com o seo muzeu, menos a
marilacaca, ou r..trrilho, que ingratamente poz-se
ao fresco, com saudades da palria, e as cobras com
que mimoseou aqui alguns amigos.
A iiuiritu'-a'-a eslava reservada por elle como w-
renir d'amitie para um seu alTeiroado, cujo nariz
escapou a bom perigo. Pela minha parle tinlo que
lal oflrenda te nao realizaste.
Consla-mc que ah preparan! milita admiraran,
espanto, e manifestacao de assombro, para a recep-
tan d'esse homem digno de ludo isso.mais pelos seus
conhecimentos, amor sciencia, esludo, constancia,
resignaran, coragem, o Irabalho, do que por mas
barba! tongas, e cabellos de Magdalena. Sentirei
bstanle que minha noticia concorra para elle soTrer
o menor desgoslo, en'esle caso lamenlare, que elle
nao possa conduziro zorrilho, que iria muilo a pro-
posito.
O Mercles, oceupado com o hospital dequadra-
pe.lo.-, que esto montando, mo lem querido apparc-
cer-me, c en eslou. portanlo, baldo de noticias.
I.i em seu Diario que em Mamanguape linham
apparecido certas desordens, e liquei uiaravlhtdo de
que lal noticia nao houve-se chegado a esla capital ;
mat boje eslou quasi convencido do que ella nasceu
d'algum bello improviso, que ah quiz fazer algum
romancisla, d'csset que negociara directamente com
essa provincia, por quanlo al o presente nada sei a
respeilo, que pudesse rundan.....t r semclhanle no-
ticia.
Nada mais ha. Saude, e quanlo he bom Ihe desejo
por lanos anuos, quanlos IhesTara conla.
FERAIMICO.
REPARTiqAO DA POiaCIA.
Parte do dia 10 de outubro.
Illm. c Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje receladas ncsla repartirn, consta lerem
sido presos : a ordem do delegado supplenle do pr-
mero dislriclo dcsle termo, Euzchio Ribeiro da Boa-
morle, por briga ; a ordem do subdelegado da fre-
gur/ia de S. F're Pedro (ionralves, o marojo ingloz
John llamn, a rcqui-ica j do respcrlivo cnsul; e
o ordem do subdelegado da freguezia de S. Anto-
nio, o prelo t'.u-mo, por ser desertor da armada, e
Ijd nardo Faustino dos Sanios, por haver espancado
a amo preta.
Deot guarde V. Exe. Secretaria da polica de
Pernambiico 10 de ouliihro de ls">S. I lira, c Exm.
sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presiilcnle da provincia de Pernambuco. Ochefe
de polica, Lulz Carlos de Paira Teixeira.
DIARIO DE PERNAUBIJCO.
canlint, o por elle recebemos gazelas do Paro e Ma-
ranhao al 30 do pastado, do Piauhy al 31 de agos-
to, e .lo Cear al 3 do corrente.
Nada enconlramos aellas que se posaa mencionir,
a excepcao do tegninte, que Iranscrevemns do Cea-
rente de 29 do pateado :
iVau/ra?i0._Con.ia que na aliara do Morro-
Braiioo perdcra-.e o hiate Vicente dos Srt. Pacheco
4 Mendes, vindo com algama carta do Aracalv.
Ignoramos a nalureza da earga e se morreu alguera.
Em oulra parte adiarlo o. leilores a. cartas dos
nossot correspondentes da Parahiba, Piuhy e Ma-
ranhao.
^
CONHUIGADO
Segu boje a bordo do vapor Tocantins, desta oro-
vncia para a corle do Ro de Janeiro, o novo etiie-
cial e intimo amigo, o Illm. Sr. Dr. ERNESTO l)K
AQUINO FONSECA.
No espacp de 8 annos que cultivamos a toa hon-
ro-a araizade, nao vimos nma s vea detmenlidos
o nobre conceilo e brilhante juizo, qae delle forma-
mos.
Nunca (un sorriso desleal pairon em seas labio* ;
nunca um olhar traidor brilhou em seas otnos;
rito, que Ihe sswmava aos labios, ara sincero, assim
como franco o olharque luzia em seus olhot,
ma ptetuava coma Infamia ainda qne eHa Ire-
jaise vesica de ouro e sedas, ainda quando cercada de
um formo'o e seductor involucro.
Um pensamenlo mo encontrara em tea nobre
ronte a mesma barreira que sea eorar-ao costomava
oppora qualquer senlimento menos digno.
Nobre coracao, que lo dignamente obrigava o
senlimenlo da amizade I
O Sr. Dr. ERNESTO DE AQUINO FOWSECA,
adornado dat qoalidadetat mait dislinctas, das tna-
neiras as mais urbanas, do um (alent vigoroso
transcendente, e de urna intelligtncia amadurecda
porum aecurado esludoe profuodoi e variados co-
nhecimentos, he sem duvida nma das mais bellas es-
peranets da notsa palria, nm dos astros mais esplen-
dentes da nosta lilleralnra.
Qne aceite o Sr. Dr. ERNESTO este pequeo lr-
bulo, devido ao merilo ; que de-culpe esle reconhe-
cimento do nosso coracao : eis o nos (hn.
. Que sapennada de qae nem a distancia a nem o
empo arrereccrao a nossa amizade : eit a nosao pro-
tetlo. r
Que os ventos e ot maret tejam prsperos du-
rante a tua viagem, que chegne aoteu dulino sem
novidade alguma. e qne volle brevemeute a nos, que
amargaineuie seulirnos a 1Ua ausencia : ais o nosso
detejo.
Recite II de outubro de 1854.
B. B. F. L.
CORRESPONDENCIAS.
Entrn hontem dos porto- do norte o vapor To-
Srs. Redaetore, : Coocedam-me licenca para
responder t reciilicares do 8r. Francisco Lacas
Ferreira, publicadas no seu eonciluado Diario de
6 do correle em reaposla ao meu annuncio, que
nada linha, on lem de oflensivo aquelle senhor.
Posto que a minha repulacao nloesleja merce
de qualquer pessoa que intente denegr-la, ledavia
eu respeilo muito a sociedade em qae vivo, e o pu-
blico a quem fallei e me dirijo agora, para qae Mo
meaprette em mostrar que nessa repulacao nadase
encontra que posta envergonbar a mim, on aos que
me lem honrado com a toa estima e eonsideraege.
Se nao fra islo, nao detcera a responder ao mea
aggressor, que alm de ser mnilo conhecido, bem
musir pelo desabrmenlo e injurias eom qae tal-
lou-me, a nenhuma razao ou Justina qne Ihi tssiilt
na conteslacAoqae oOerecea. Examinarei oque ha
de esseocial, qual he o fundo da quetUo, e depois
revistam ligeiramcole lodos os aeut accestorios ou
incidentes.
O que quer o Sr. Lucas Ferreira ? Da qne se
quena, e em qae o ofieudi ? Diz elle venho peta
imprenta fazer rccti/ica{dei ao teu annuncio Sa-
bera lodos que rectificar quer dizer corrigir, emen-
dar ; mat nao tendo o Sr. Lucas Ferreira emendado
ou corrigido cousa alguma do men annuncio, he
evidente que nao veio o imprensa Uwrcclifiewoct,
mas somenle para satisfazer o seu bom gusto de
maldizer e insultar-me. Provarei que nJo honve
corrcccao, ou emenda. Aflirmei no annuncio ; 1.,
que linhamos ditsolvido amigavclmenle a notsa so-
ciedade desde o priraeiro dejulho do corrale anuo;
., que esla dissolucau estaiotra algumas codices
entre as quaes asque onumeri. stas duas decla-
rares do annuncio nao Toram coutesttdas pelo Sr.
Lucas Ferreira, nem o podan) ser. Contm ellas
verdades que se acham no contrato qne aballo vai
Irantcriplo, e do qual te conhecero as outra obri-
gacoes e encargos que contratamos e a que aos su-
jeilamos. Privada a verdade do annuncio, provt-
do que elle nao encerra nenhuma inctactidao, erro,
ou defeilo prejudicial ao Sr. Lucas, he mait qae
evidente que suas rediftcaroet mo pastara de nm
desalalo injuslicavel, cheio de oflensas que, em
conscicncia, elle sabe que as nao merece.
Agora irei aos accesaorios ou incidentes, por meio
dos quaes o Sr. Lucas Ferreira moralita a minha
inlenao, e analysa algumat dat condices da nossa
ultima convencao. Comeca o Sr. Lucas Ferreira
dizendo que me responde, lim de que ea nao con-
tinu a aispor terreno para representar bom papel
as quesloes que se ergara enlre mim e elle, quando
se apresentar a conla. Esta astercao nao conslilne
mais do que urna hypolhese, qae pode nao ser rea-
lisada. Todava direi sempre que empreslando-me o
Sr. Lucas a iniencao de querer eu erguer queeles,
nao faz mais do que appresenlar urna allegacao va-
ga, o sem o mnimo Tundamenlo. E se alguma
conjectara apparece que revele iniencao de querer ,
erguer qaestoes, sem duvida essa intenco est d
parte do Sr. Lacas Ferreira ; porqoanlo, eu lenho
Teilo todos os estorbos para rednzir a eseripto toda
as nossas obrigaees, e al na phrase do Sr. Lucas,
obtive isto pelo modo porque o mendigo solicita o
pao da caridade ; e elle tempre te recatn a redn-
zir a escriptura at nossas couvenrors. Ora, qnal da
nos procura erguer quesloes ? Aquelle que quer as
cousas claras, expressat eescriplat, ou quclle que
nao quer nada eseripto, mat somenle ludo feilo de
viva \ot, como existi a nossa tociedade 1
Quem quer erguer queslet, eu qne nao conlra-
riei anda o nosso ultimo contrato, ou elle qae nao
t rdicularisa esse conlrato, mas al Ihe quer ne-
gar validado, por nao ter escriptura publica T Snp-
pori o Sr. Locas que so por etrriptora publica se .
coulrahem obrigares ? Talvez ; porque at ignora
que se possa chamar escriptura a esse papel que
assignamot, embora nao seja escriplora publica, islo
he, frito por tabelliao, com todas as solemnidades
legaes.
Continua :. se. Lucas Ferreira inculcando que a
minha iniencao he por em duvida a sua reontcao.
visto gue s tres mezes depoit da exf"enri da dis-
solucao da soriod ido. Toi qae annunciC" qne uao
eslava mais retponsavel pelos dbitos conlratridos do
1. de julho ultim em dianle.
Per em duvida a sua repulac.o'.:.... Sou ea quem '
a quer por om duvida Poderia mesmo consegui-
lo :' Saiba o Sr. Lucas que to se pode por em duvi-
da a reputaeao de qoem he detcouhecido ; mas a
tua, mo; por qae ao contrario he muilo conhecido
aqui onde sempre lem vivido e principalmealcno
commercio; visto que nao t lera commerciado, mat
lambem j Toi despartanle d'alfandcga, reparlirao
que est cm mais contacto com os commercian-
les.
Assim t os seus actos, o theor do seu procedi-
menlo, poderan>qualfiear de boa ou ma a sua re-
putacao, e oinguem mais. O men annuncio nao Ihe
pode dar ou lrar prohidade e conceilo. O teu
passado, sim; se por ventura o Sr. Lucas Ferreira
lem sido ponlual nos seus pagamentos, se lem sem-
pre cumpridn as tuas obrigares de qualquer espe-
cie que sejam, cerlo que hade ler ama reputaeao
boa e illuslre, c ueste caso na la valerao quaetquer
annnncios desfavuravet. Se porm o contrario tem
succeddo, enUo lambem de nada valerao annun-
cio- laudalicios, e a tua repulacao ser a de um per-
feito malandrim. J te v pois que o meu annun-
cio nao pode influir sobre a sua reputaeao, i res-
peito da qual me absleuho de emillir juizo, nao s
porque nao sou juiz dos bons coslumes e probidade
de outrem, roma lambem porque ainda quero res-
peilar ao Sr. Lucas Ferreira. Releva porem dizer
qae nenhuma oflensa fiz com o meu nnuunclo; por-
que te existe direito a qualquer socio, quando se
extingue a sociedade, de declarar que nao lem mais
responsabilidade alguma, he claro que o uso dette
direito nio injuria a nenhum do onlrot consocios,
qualquer que teja a poca cm que se faca este
uso. Eu demorei a impressao detse annuncio por
um senlimento do cavalleirismo e deferencia para
com o Sr. Locas Ferreira; pois que te imprimiste no
dia segrate ao da extnecio da tociedade.enlo lal-
vez com fundamento dissesse elle que eu quera por
difliculdades o cuulnaaro des-u negocio manifes-
tando logo qae rolirav.i a minha firma, e o meu
crdito do estabelccimeuto. Dexei qne elle por
si s navegasse o novo mar de suas iransacrfies, e por
si tose aereditnsse ; c apenas quando havia decorri-
do lempo razoavel para que elle conhecesse os baixios
e cachopos capazes de prodnzir um naufragio, e ler
achado meios e recurso de cvila-lo, foi qae me
apresentei di/.endo que iiad< linha com o rgimen
dessa navegacao. nem com 09 novos empenho con-
Irahdos. Entrelaulo esse meu cavalleirismo, esta
minha deferencia n.lo arrancaran) do Sr. Lucas Fer-
reira scuao furor e injurias !
Diz mais o Sr. Lucas, que o prazo dt teit mezet a
o lie altudo, me foi concedido por misericordia, de- .
poit de muita instancia de minha parle ; e que as-
sim o publico sensato avalle de minha moralidade,
visto que sendo catxa da tociedade elendo recebi-
do nove conlos de rit, ao dissolve-la, intlo suave e
brandamente pela cnnzeu*o de um prazo de 6 mezes
para apretenlar urna limpie, conla corrente.
Peco aos meas leilores que atiendan) seriamente
para a convencao que vai abaixn Iranscripia. Della
se conhecequo cu nao ped por misericordia o prz
de teit mezes ; mas qae impuz coediefiet que Sr
Laca Ferreira aceilou, assim como elle me impz
oulras que en acelei. Se por ventara o" prazo de
seis mezes foi longo, porque uao reduzio-o? Porque
razao reservou para si o prazo de' dous mezes, afim
de poder examinar cantas j orgauitadas e esclare-
cidas? O Sr. Lucas Ferreira d a enllender que esse
prazo pedido por mira, Toi para qae durante elle
desfruclasse eu os caplaes que elle supoe. en men
poder, em avullada qtianlia; ma* taiba o publico
qoe nunca fui caxa de toda a receHa, ou rendimen-
lo do ertaheleeiraeiito. Fui caira somenle dot di-
nheirot que esse tenbor me quera dar, pois qUe

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era elle quem recebia as pagas dos diversos enter-
ro;, e apenas urna, ou onlra vez recebi eu. Saiba
mais o publico que militas vezes empreslei dmheirn,
adiantei capitaes, para o rosleio do eilabeterimenln,
e que aind hoje me considero credor de parte dessa
quimtia. Sempre que eonvidava ao Sr. Locas para
fazermos orna escripluracao regular oSr. Lucas me
responda sempre nao pono, dexemos islo para ao
depois ele. Bntao coraprelieodi en o abysmo, Ou o
laco en que havia cabido, confiando em asociar-
mca etse senhor sem papel escripto, pelo qoal mais
de urna voz mstei, sem escriplnra publica, quo ou-
tras Lilas vezes oropuz. c elle reeuson. Fiz todas
as Instancias e afin.il comegui urna convengo es-
cripia, bem como a dissolucSo da sociedade que eu
tanto desejava.
Se por ventura eu lenho anda capitaes em minha
mao. de que devo dar roda, (o que alias o Sr. Lu-
cfs h1e.rrejra "So he capaz de provar) em compensa-
cao elle ficou com todo es objectos da cocheira.ca-
vallos, carros, ornamentos, etc., eom ellcs est ne-
gociando, lucrando como melhor Ihe parece.Doode
se v que o prazo de seis mezes para prestacao das
con tas, n.1 > he so de inlerctse para mim, mas tam-
bero, e principalmente para o Sr. Lacas Ferrei-
ra; porque quanlo mais lempo me demorar en em
dar as cuntas, mais larde ser n rrconhecimento de
que sou seu credor, e nata larde i-licuar o momen-
to de pagar-me.' Talvez que os fundos que elle lem
na coebeira, nao ebeguem para islo? Quanto mais
me demorar com as coutr, mais lempo lera elle
de negociar e lucrar com esses objectos que me
pertencem. K cumpre aqui declarar, fafim de que
o publico imparcial conheca pontualidade de pa-
gamento do Sr. Lucas i que das preslacftes mensaes
de trinla mil reis qoe devia dar-me, urna so nao re-
alisou al boje.
As coutas nao consisten someule no resumo da
receita e despeza; islo tora borne desejavel. De
minha parlo lie mister quo eu confira loda as par-
cedas, todas as compras e pagamentos que fiz, ajun-
lando documentos que esciareram Indo ; asim como
por parle do Sr. Locas, he preciso tambem que eu
me convenga por dominemos, lales ilos livrns res-
pectivos, de que a receila do esbibelecimento foi com
elleito somenle essa que o Sr. Lucas me entregoo.
Scmciliante conferencia e verificacao devem ser fei-
las pelos das, semanas, mtzes e anuo, o seguudoas
differenles coalas parciaes da casa. Demanda lem-
po. Em urna palavra; nunca tirei para mim um
vintm dos rendimenlos da casa, mas adianlci di-
nkeiros para o tea costiio. Se pois algum lucro li-
ve uassa fatal aociedade, elle deve estar representa-
do no valor desses objectos de que o Sr. Lucas //'-un
de posse, e se uilita, sem pagar-me o premio esti-
pulado.
Por ultimo declara o Sr. Lucas Ferreira que seu
pai, se nao leve a fortuna de seus lidio- nadarem na
abundancia, tambem nao houve o desgosto de ve-los
envergonhar-se do pouco que possaiam, quando el-
le patsou desta par.i a melliorvida. Se ha aqniallu-
sao i mira.direi ao Sr. Lucas Ferreira que se desem-
buce, seja franco, falle claro e positivamente comi-
go, porque prometi dar-lhe no lugar competente
resposta salisfaloria. He nos triburiaes enao pela
imprenta que discutirei semellianle tpico. Mas se
por ventura o Sr. Lucas lem o mrito da cobarda e
puslauimidade, e nao se anima a tanto, euto pou-
pe-se o Uisle espectculo de revelar-nos esse seu
defeito.
Tenhn respondido quanlo lie bastante afim de des-
vanecer qualquer mpressAo desfavortvel que por
ventura pairaste solire mim. Espero tranquillo e
seguro que os homens honestos me julgario com jus-
tiea, e me conlinuarflo a honrar eom a mesma esti-
ma couceito que me proiligalsaram al hoje.
Sou, Senliores redactores, etc. ele.
Jesuino Ferreira da Silca.
Recife 9 de onlabro de 1554.
DIARIO DE PERHAMBUCO, QUARTA EIRA II D OUTUBRO DE 1854.
teridade ludo quanln fr ulil, c ao mesmo lempo a-
gradavel. Pernamhuco, na minha estimativa, he
poaco inferior a Baha em grandeza e popularlo ;
igua-la-a, porm, em commercio, e c Ihe avanlaja
muito em lodos os demais ramos : entre estes sobre-
salle a imprensa.
Neste ponto, digo eu, Pernambuco nio he s etim-
plcsnienle superior Babia, rivalisa mesmo com o
Rio de Janeiro : nao quero com islo negar, que nao
hajam na Baha nimias capacidades scienlificts, que
poderiam sustentar se quizessem, urna boa impren-
sa ; a differensa consiste, em que ao passo que os
Pernambocanos sentem prazer e gloria, em -manda-
rem para os prelos o fruclo de seus estados locu-
bracoes, os Iliteratos bldanos pelo contrario, desde-
nham de escrever pura gazelas. Nao goslo de fazer
comparacoes qnc parecam odiosas, mas se a um Ba-
hiano he permiltido dizer francaineulo os seus senli-
menlos sobro os oulros Bldanos, eu Ibes digo, qoe
nos romos como os Turcos, que cscondem nos serra-
mos as suas mais raras bellezas, e os Pernambucanos
sao como os Francezes, que apresenlam todas as suas
madamas nos blevards.bazares e reslauranlos ; ou
saber de um Bahiano vive e morre no seu gabinete ;
um Pernambucano atira de manhaa pela porta da
ra fra, aquillo, que aprendeu de noile ; he um
fardo, que o incommoda al a hora em que o sacode
de s. Daqoi, creio eu, que nasce a razao, pela qual
nao lia em Pernambuco peridico, que se nao sus-
tente o lempo que Ihe parecer, visto que concorren-
do pira sua publicarlo todas as intellsencias mais ou
menos esclarecida, nenhum ha por isso, que se-
ja inleiramente destituido de inlcressc; na Ba-
bia alias todos san obligados morrer na infan-
cia, por quanto nao leudo mrito algum intrn-
seco subsislem nicamente por consideraces pes-
soaes devidas a seus redactores (o que nao po-
durar muito ) e nunca por sua preslabilidade:
de
Nos Jesuino Ferreira da Silva, e Francisco Lucas
Ferreira, abaixo assiguados, temos convencionndo na
data da-hoje o seguinte :
1. Fica dissolvida a sociedade igual que tinha-
mos no estabelrcimenlo de carros fnebres cometa-
da desde o dia1. de agosto de 1853, e (inda 30
dejando proiimo lindo.
a. D'ora em dianle Lucas ficani s com o cstabe-
lecimento, e com elle girar por sua nica respon-
sabilidade, excluida a de Jesuino de qualquer obri-
gacao qoe a casa contraa.
I. Qualquer qoe sejam o fondos da cocheira que
perlenram Jesuino Ferreira da Silva, al o dia da
extiaeofo da sociedade, segundo o inventario, que
hoarer de ser formulado pslos arbitros e pelo de-
sempalador em que Jesuino eLucas livcrem de lou-
var-ee, seni islo obrigado a dar quede a quantia de
300 es- no ultimo da de cada me/., como premio des-
ses fundos, este que nio he possivel fazer-se j
urna completa liquidacao de contas, que demanda
dias.
4." Esta paga mensa! durar al prestarlo com-
pleta das cenias, e quando nio possa esta ser reali-
sada com brevidade razoavel, durar improrosavcl-
menle pelo espaco do seis mezes continuos, desde o
da d hojc,i fiudar-sc no dia em que se completar os
dilos seis mezes ; sendo que se estes terminaren!
sem que as cuntas tenliam sido a presentada-, Jesuino
ser obrigado a restituir a Lucas metade das mensa-
lidedes que llver recebido.
. Para a boa e melhor >>xecucito dcsla nossa e
nova convenci, ficani lodos os objectos do estabe-
lrcimenlo constantes do inventario, no memo csta-
belecimento, como se u3o lvesse havido dissolorao
da primeira sociedade, os quacs todava licam reci-
procamente hypotliecados a ambos, prohibida qual-
quer venda, ou alhajan de lies, para garanta das
contas que devem ser dadas c liquidadas, al sua
ullimacao completa, salvo o caso de, por escripto,
convencionar-se a venda ou alliariio de algum
driles.
C." Liquidadas as contas, lera cada um dos socios
preferencia sobre os objectos do estabelrcimenlo pa-
ra eom terceiroi, afim de ficar com elle, se quzer
continuar no mesmo negocio, ou os tomar para qual-
quer outro fim ; devendo porem fazer a sin impor-
tancia n dinheiro vista, ou com lettras idneamen-
te garantidas, e pelo prazo que seronvencionar. Dada
esta preferencia haver alein della o abate de 10 %
nunca menos nem mais, drduzidas do inventario
que houver de ser formulado.
7." Jesuino Ferreira da Silva nao lera parle, nem
direito algum sobre os objectos que forcm d'ora em
diante comprado, ou adquiridos para o estabelrci-
menlo por Francisco Lacas Ferreira, os quacs res-
pondem pelos seus dbitos novas e obrigacoes por elle
contrahidos.
8. Apretentada a contas por Jesuino dever
Lucas, tob pena de aceita-la; como crrenles, exami-
na-las dentro de trnta sessenla dias afim de ser
dada mnlna quitacao; sendo que, se suscilarem duvi-
das acerca da moraldade de Lies rontas, scrHo ellas
solvidas por um arbitro de reconhecida intelligeucia
c prohidade, escolhido por Lucas c Jesuino.
. Se acontecer que no fim da liquidaran das
rnntas, se reronheca quo os fundos enstenlrs nflo
rhegam para indemnisarao de um dos ex-socios, pe-
lo alcance em que porveulura se ache, ser elle o-
brigado a prestar um fiador a aprazimento do outro
ex-socio.
10. Nenhum dos objectos perlcncenles aos csla-
belecimenlo peder ser emprestado ; mas ser licito
a qualquer dos ex-socio servir-se dellcs para sea uso
particular, sem que todava transmita este uso a
tereeiro.
II." A nfrarcSo do artigo su ora, ser ponida re-
ciprocamente com a molla de dez mil ris-por cada
ve*.
Recife 1 de jaldo de 185*. Francisco Lucas
Ferreira, Jesuino Ferreira da Silca. Como
testemonhas, Guilhermino le Albuquerque Marlins
Pereira. Joo de Barros Brandao. Eslava re
conhecido.
Srs. Redactores.Creio que ser preciso muilasas-
ceptibilidmleemesmo prevencao da parle dos Sr. e-
dctores do Liberal Pernambcanc, para enirrgarcm
em minha correspondencr,inserta em seu Diario de
9 do corrente, mysterios que Ihes pudesse ser offensi-
vo, norquanto nunca me passou pela idea que esses
senhore, houvissem lido a menor parle as suqcs -
toes empregadas para com Felippo Santiago, com o
lim de qoe trata minha dita correspondencia ; e se
n*o declarei quae os autores de taes suggestoes, fo
por mera condescendencia com quem alus nenhuma
parte leve as oflensas que ;e me dirigi ; e no re-
celo que por laso algum presuma pnantasmagoria
a declararan do responaare'jjla qual e de todas as
suas particularidades, supponhoque"p'ouca gnlc ig-
nora ; sendoqoeporsMjuino nao ser preciso tirar
a maseara de ninguem, e menos anda demn. que
nunca enf minha vida usei de semelhanle IrOtle, '
nem 18o pouco de concha.
Com a publicacBo destas liabas moto obriaaro a
seu constante leilor "f
Oustaco Jos do Itfgo
i do Rfit
PlBUCAftOES A l>EDID0j_
Una afradeoimenio.
Da copia de urna carta dirigida pelo Sr. Da". Joa-
qinm Pedro da Costa Lobo, n um seu amigo W Ba-
bia, copiamos os seguintes trechos, aos quaesi damos
l'iiblicidade, nao s para paln lannos o aprdjco que
merece a nossa bella provincia, mas para ag^adecer-
raotaesse honrado e beneinerilo Bahiano, io concei-
lo que prticularmenle Ibe inoreermos,
A notas imtancias, o Sr. Dr. Lobo conredeu-nos
a permissao de darmos publicidade aos segu intes tre-
chos de sua citada carta, pelo que anda imais pe-
nhorou nossa gralidao.
. Tenho goslado summamenl e desla ri-
ca e magnificai capital,que, Kaunao 0 m, compulo,
1-del.r 90 100 mil almas:Hos naluraesUem ufa-
darle he a Veneza brasilea; Venezajoa nao, o
n i?a i' a^- ta a c"'lde eslA edificada
a moda dos antigs, quero diier, com rua*s descon-
U,ZTr'Le i'".'- rtow, sobrdo osqoo. e
r i^I,. ta,I-.J padradas. % Mo l-bj-
mSn^Tn l i0r^' ,ecorUda'. 1e i! levar na
mao o fio de Andna um malulo como eu, -Xuo nella
so ufonsar corre o risco de psrdec-se ; idade no-
va em recompensa esta-se fazmdocomo' mais pn-
elodesenipenhodasregrasdartc nesl. genero, o
"o mais apurado oslo do mmlernismoeuiropeu an
Uo o palacio do goveroo, o thealro de' SanU Iaa-
,,'!..*a"0a cal,ei ou P""1'", a alfand. ega, os arse-
ii.iei ae guerra e de mariuha, as famosas roas da Aa-
,1,',-,,**-.l"'rdH, Augusta, Alerroda Boa-Viata, e
nari,iUnm cam0 ,1"lo, e iegaulisili nos edificios
.i rl ** Para allesUrem a nossa uperioridade
^riuT.!M^' *"'epdos ; estas t n.Ts deixaram
11 ,aw8 'orejas, nos haremos legar* osa pos-
talvez nasca esta dillrrcnca, de que os Pernambuca-
nos, melhor que os Bldanos, sabem comprehender
a influencia que em um pai/. civiluado exerce essa
enlidade, que chamamos imprensa. Por locar nesla
especie, dir-lbc-bei que o Diario de Pernambuco,
digno emulo do Jornal do Commercio. he urna fo-
Iha colossal, que faz honra illustracao pernambu-
cana, e atiesta, da maneira a mais authentica, o al-
io c subido quilate que lem ebegado a sua civli-
sacao. Arha-se sub jndice, como dizem os juris-
consultos romanos, quero dizer, est ainda por de-
cidir o pleito de competencia e superioridade entre
estes dous nobres c esforzados athletas : por quanto
se o Jornal do Commercio logra a vantagem de pu-
blicar, primeiroque nem um outro, os actos officiaes
e noticias da corte, o Mario de Pernambuco em
compensado lem a primaca de ser uu Brasil o veh-
culo precursor de todas as que nos vem da Europa,
que na quadra actual em que aquella parte do mun-
do esta ardendo em guerra, mais do que nunca, sao
para nos do mais vivo e positivo inlere-se : e a res-
peito de artiaos de fundo, quer de larra propria.
qner de ceira alheia, al ver, nao he tardo, dzem
os rapadocios: se en fosse pessoa que podesse ter vo-
to na materia, nao Ihe dissimulo, que havia atrar a
minha esphera branca na urna do Diario, quando
nao por outros motivos, ao menos por urna razo mu
simples e plaasivel que me ensinaram loso aa minha
inrancia.que vem a ser Matheus, primeiro aos
leus; e nao rae importava quo os senhores Fran-
cezes fizessem o mesmo com o Jornal do Commercio
ou jornal do Sr. Junius, que he cidadao brasilciro
Matete para ganliar o de l'argcnt c no imperio, e
trances, e bem francez para o gastar l em Pars,
ou ubi cumqueerit. A este grande aslro luminoso
seguem outros planetas radiantes de maior, ou me-
nor inlensidado de luz ; nem um porm inteiramen-
le opaco, como j dsse, porque cada um dellcs he o
reflexo de urna inteligencia esclarecida, cada qual
lem cus apaixonado, e eu perlenco ao catalogo dos
do Echo Pernambucano, e o soo tanto por nma jus-
ta apreciacao de suasdoulrinas, hoje inui razoaveis
e moderadas, como pelo mais puro c inlmo senli-
menlo de gralidao. Este jornal lem de tal forma
me obsequiado, que me pz absolutamente fora de
toda possibilidade de Ihe ser agradecido de orna ma-
neira correspondente ao apreco de suas esponta-
neas ofliciosidades : pelo que, se houvcrem faltas de
minha parle, qaeixe-se elle antes de, si, do que de
mim mesmo; esirva-lhe isto col&o de lgao, para
de oulra vez nao adianlar tanto capital um s de-
vedor, como o pralicou para comigo. A queslao
que presentemente mais absorve todas as appreheu-
ses desta praca, be a da estrada do ferro ao Rio de
S. Francisco; a noticia de liaver a Balda augmenta-
do mais dous por cento a sua empreza, causou aqui
um verdadeiro alarma : pelo quo S. Exc. o Sr. con-
selheiro Jos Bento, que quer dexar, e ha de irre-
missivelmenle dcixar um nome indelevel na histo-
ria desta provincia pelos servaos que Ihe ha pres-
tado, e est prestando, convocou extraordinaria e
immedialamenle a asscmblea legislativa della para
tratar desle assumplo, como do ile autorisacao para
as despezas, que se lem de fazer com os reparos dos
estragos causados pela desmesurada endiento dos
ros Beberhe, e Capibarihc, e da reforma do lyceu
para um intrnalo ; e este Ilustrado corpo, acu'din-
do promptameule ao reclamo, e correspondendo as
vistas do sabio e alilado administrador, fcz-lbe to-
das as concesses, e deu-lhe lodas as aulorsares
por elle pedidas.
Quando aqui rheguei funccioiiava a assembla, e
por duas vezes tive o prazer de assislir s suas lu-
minosas discusses : era tal a gravidade de seu com-
portameuto, impunha tanto respeitu o carcter sizu-
do. e circumspecto de seos raembros, que eu por
mais de urna vez me lembrei do juizo. que ('.incas
fez do senado romano, que li, creio que em Tito-Li-
rio, quando frequenlei as escolas de lalnidade. Ja
se nao trata, meu amigo, da utilidade da estrada de
ferro, nem Uto pouco de sua possibilidade, porque is-
so sao cousas, que eslao exuberantemente demons-
tradas ; a queslao hoje he exclusivamente de lempo,
ese estabelcce desla maneira:Quem encelar
primeiro o caminho, qual chegar primeiro i meta
desejada ?
lista queslao, que a primeira vista parece da mais
innocente simplicidade. he entretanto a que encer-
ra em si a grande decisAo de comprtencia entre a
Baha, e Pernambuco, decisao. que lem de influir
muito na futura prosperdade de urna e de oulra
provincia, com a diflerenca porcm, que se a Baha
locar primeiro ao Joazeiro'com a sua va frrea, Per-
nambuco ha de soffrer muito, be verdad,?.mas nao ha
do ficar anniquillado ; se porem for Pernambuco,
quecheguo primeiro com os seus carros Petrolina,
morre a Babia infallivelmcute afogada entre o Ro
de Janeiro ao Sul, e Pernambuco o Norte ; por-
que nesla segunda hypolhese prolonaando Pernam-
buco os seas bracos pelo Ro de S. Francisco al Mi-
nas, e all se encontrando com os do Rio de Janeiro,
tem de dar tal abraco a Babia, que ha de circums-
creve-la aos seus limites, c sabe V., quo urna pro-
vincia comprimida dentro do sen mbito pode ser
algurna cousa, mas nunca lia de ser muila cousa :
ja a Baha perdeu o commercio de Santos, o de Mi-
nas e o das Alagoas, se Pernambuco Iho sacar, o que
fica ao puente, e o norte do rio de S. Francisco,
pode-se-lhe cantar logo o memento mei, Deus: e nes-
le caso be melhor que seja urna comarca do Rio de
Janeiro, do que provincia do imperio. So V., nao
se ,fia no que cu dieo, se acha quo eslou sb-
nhaiido, abra a carta gcographica do Brasil, apezar
de que neste cenero nao temos cousa qne sirva, sal-
vo se o Sr. Oalfield ja publicou os seas trabadlos,
estude-a, ponha-lhe o compasso e veja l, se he ou
n.lo exaalo o que ayanco ; porque cu, que por meus
peccados, meus grandes peccados, gsle os melho-
res 2 annos de minha vida percorrendo esses cen-
tros, nao preciso recorrer a ella ; pois que a melhor
eographia, corographia. e topographia he a que
aprendemos praticamenle cm cima dos lugares* He
em Londres, meu amigo, be em Londres, que et a
solurao desta grande rvalidade ; Sao os Inelczes os
que bao de dizer, e decidir por onde querem primei-
ro assenlar os sens carris, se da Bahia para o Joa-
zeiro, n desle Recife para a Pelrolina ; tal he a
nossa mesquinha sorte, que nossos destinos, quer ge-
raes,,qaer mesmo provinciaes, ainda se acharo fe-
chados as maos desles poderosos argonautas. Pelo
que V., que lana e lao bem merecida influencia
exerce nos negocios dessa nos balbe por convencer os Bahianos desla verdade, e
veja se os encoraja, estimula, e impelle. meller
maos a obra quanlo antes ; do contraro estamos
perdidos, morremos asphixiados.
No vapor que chrgadepois d'amanhasgo para o
meu degredo,para onde me deportouo meu amigo, e
nosso rollcs.i, o Sr. cnselheiro Nabuco : d'alli Ibe
hei de dar oulra massada igual seiulo maior a esta,
se Iho nao agradar a culpa he sua, por pedir a um
matulo qoe Ihe mande contar o que v pelas novas
Ierras por onde anda, etc., etc.
Adeos...,
Hecife 3 de outubro de 1851.
/. P. da C. Lobo.
(licho Pernambucano.)
GABINETE PORTUHLEZ E LEITRA.
Mocimento lilterario do tereeiro trimestre do cor-
rente auno.
Livros sabidos cm julho....... jos)
1106
11:20
3513
IIVs'i
997
3053
COMMERCIO.
PRACA 1)0 RECIFE 10 DE OUTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacCcs ofllcaes.
Cuuros seceos salgadosa 150 por libra.
ALPANDEl.A.
Kendimonto do dia 1 a 9 87-253J51
dem do dia 10......', 11:'3-239'28l
98:576J8:>7
a u a agosto a setembro . . .
a
a a a r agosto a setembro. .
Accionistas 0 a Freqtuneia. t julho. agosto setembro . ....
Subscriplores
9
cr
Visitantes
a i a agosto. setembro. . Total
Recife 9 de oolubro de 1852.- -./. F. de
Total G5GG
600
*92
496
1588
302
310
993
Descarregam hoje 11 de outubro.
Bngoe muir/alai fusbacal lino.
Brigue inglezBelle idem.
Importacao .
Hate nacional Camdet, rindo da Paralaba, con-
signado a Victorino Pereira Maia, inanifestou o se-
guinte:
10 pipas Tinco, 9 barris azeile doce, 1 sacca er-
vadoce, C saceos cominhos ; a Manoel da Silva San-
tos.
22 molhos couros de cabra ; a Francisco Ra-
dich.
500 loros de mangue ; a Severiano da Costa e
Silva,
Vapor nacional Tocantini, vindo dos porlos do
norte, manifeslou o seguiule :
8* rolos salsa ; a Domingos Alves Matheus.
t caixa ignora-se ; a Jos C. de Azevedo.
1 caixotinho ; a Prxedes da Silva Gusmo.
1 caixao ignorase, 1 sacca arroz ; a Joaquim An-
tonio de Faria Barbosa.
1 barril; a F. F. Almeda Fortuna.
1 caixao ; a Sergio Proflrod* Molla Pimenla.
CONSULADO GERAL.
Reudimento do dia la9..... 8319201
dem do dia 10........ 76s2i:
9079117
71 VERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 10..... 11^700
Exporta cao'.
Maranhao e Cear, palhabotc nacional Lindo Pa-
quete, ae 205 toneladas, condoli o seguinle : 526
volumes diversas mercadorias, dilos fazendas, 2,26*
ditos diversos gneros.
Rio Grande do Sal, brigue nacional Camacuan.
de 185 toneladas, conduzio o seguinte : 1,763 al-
queires de sal doAss medida velha.
RECEBEDORIA DE KENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do da 1 a 9.....6:30683.17
dem do dia 10........ 50250".)*
6:808*431
CONSULADO PROVINCIAL.
Barbosa, segundo secretario.
Rendimento do dia
dem do dia 10
la',1
8:2539172
2319816
8:1859018
PALTA
dos preros correntes do assucar, algodao, e mais
teneros do paiz, que se despacliam na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 9 a
1 de outubro de 185*. %\
Assucar emcaixasbrancol. qualidade
i) 2."
mase.........
bar. e sac. brauco.......
roascavado .....
refinado ...........
Algodao em pluma de l. qualidade
2.
3."
t>
l>

s
em enroco. .
Espirito de agurdente
Agurdenle cachaca .
de caima .
caada

Gcnebra
resillada
Licor

urna
um
i

ccnlo
............. botija
............. caada
" ..............garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueirc
em casca...........
Azeto de mamona........caada
b meiidobim e de coco
b Uc peixe........
Cacau.............
Aves araras ........
papagaios........
Bolachas...........
Biscoitos........
Caf boro............
a rcstolho........".']."
b com casta......., ,
b muido............
Carne secca..........]
Cocos com casca.........
Charutos bous........
ordinarios.......
b regala e .primor .
Cera de carnauba........
b em velas..........
Cobre uovo mao d'obra.....
Couros de boi sainados......
b expixados......si .
b verdes ..........
b de Mea.........
b b cabra corlidos ....
Doce de calda..........
goiaba.........
b secco ...........
a jalea ............
Eslpa nacional.........
b estrangeira, mao d'obra .
Espauadorcs grandes.......
I pequeos......
Farinha de mandioca.........
b a milho......... (jo
b B aramia.....
Feijao............
Fumo boai.........
b ordinario.......
b em folha bom.....
b b ordinario. .
b b b restolho .
Ipecacuanba ........
tioajima ...........
Gengibre...........
I.en lia de adas grandes .
b b pequeas..... b
b b loros....... B
Pranrh.-.s de amarello de 2 costados urna
b b louro......... D
Costado de amarello ite 35 a *0 p. do
c e 2 X a 3 de I..... b
b de dito usuaes....... b
Costadinbo de dito........
Soalho de dito........... b
Ferro de dito..........,
Costado de louro........, ,,
Costadinho de dito ....".".]] n
Soalho de dito...........
Forro de dito...........
b b cedro..........
Toros de latajuba.........qunlal
\ aras de parreira.........duzia
b b agulbadas........ a
b b quirs.......... ,,
Em obras rodas de sicupira para c. par

n
B
B
B

B

a
um

alqueire
alqueirc
alq.
iii
ce oto
eixos b >i
Mclaro.........
Milbo..........; ,
Pedra de amolar....... ,
b filtrar.........
b b reholos........
Ponas de boi..........
Piassava.............
Sola ou vaqueta.........
Sebo em rama..........
Pelles de carneiro........
Salsa parrilba..........
Tapioca.............
Unhas de boi......... ,
Salan........
Esleirs de peroeri.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro.
, caada
, alqueirc
una
o
B
cento
molho
meio
(Sp
nina
@
o
cento
b
ama
B
milheiro
25700
91300
18900
29-100
19700
39200
59800
5**0r>
5-5000
19*50
&6*0
i*0
*520
8170
9W0
9220
180
9220
.-KKI
19600
9720
19*10
18280
58000
104000
:19IKK)
59120
79680
4800
39200
49000
6>1O0
49000
39000
19200
9600
29200
79500
99500
9160
9161)
8190
9090
154000
32OO
9200
9160
1*00
320
19280
I9OOO
29000
18000
29560
28000
595OO
39200
79OOO
39000
89OOO
48000
fcjOOO
329000
39OOO
, 19-500
2-5560
I9OOO
IO9OOO
I29OOO
79000
2O9OOO
109000
89000
69OOO
:l9.500
69000
59200
39200
29200
39OOO
1-9280
19280
I96OO
9960
409000
169OOO
tttO
19280
9tii0
69OOO
98OO
9OOO
8320
23100
6000
9200
179000
29-500
8210
8090
8160
3O9OOO
.59000
1 desertor e 1 eseravo a entregar. Seguem para o
sul, Dr. Julio Cesar da Silva. Pedro Baptiala Peres
Tcixeira, alferes Joan Antonio Garcez Palha So-
brinho, alferes Antonio Alexarntrino de Mello,
padre Joaquim Flix da Rocha. 1 errado e 9 es-
cravos, J. W. Tborps e sua familia, Joan Moreira
Braga, Jos Joaquim, 8 recrulas e 15 escravos a
entregar.
Parahb24 horas, hiale brasilciro Camoes, de 31
toneladas, mcslre Severiano da Costa e Silva,
equipagem 3, carga varios gneros ; a Victorino
Pereira Maia.
dem 2* hora, hiale brasilero Tres Irmaos, de
31 toneladas, mestre Jos Duartp de Souza, equi-
pagem ?, carga toros do mangue ; a Joaquim Du-
arle de Azevedo. Passaceiros, Joao Francisco de
Lima, Francisco Antonio Pereira.
Nato sabido no mesmo dia.
Maranhao e CearIliate brasileiro Lindo Paquete,
meslre Jos Pinto Nunes, carga varios gneros.
Passageiros, Mrmelo Gomes Prenle e I criado,
Paula Maria da Conceicao, Ignez Francisca Alves
de Lima.
EDITAES.
RIO DE JANEIRO, 30 DE SETEMBRO DE t851.
Colames das jimias dos senltores correctores.
Dia 30.
Banco Rural, 1059 de premio.
......
Em caf pouco se fez hoje. Este mercado conser-
vou-se firme, e os preros lornaram-se ainda mais
firmes nos ltimos oilo dias do me/., para as qualida-
dcs superiores e primeiras boas.
Orcam as vendas do mez em 210,500 saccas, cujos
destinos foraro os seguinlcs:
America do norte......66,000 saccas.
California.........fc.500
Canal e portos do norte da Europa. 108,000
Mediterrneo......... *2,000 1
219,500 b
Embarques de 1 a 30.....226,785 saccas.
Existencias.......40,000
Assucar. Este mercado acba-se completamente
le-provido, e escepeo de ahumas vendas para
consumo o mais nao vale pena inencionar-se.
Cambios. As Iransaccoes. para osle paquete
monlam acerca de 330,000 libras esterlinas aos cam-
bios de 27 3|* a 28 d., 60 c 90 dias, e a estes procos
se em conservado firme al esla dala.
Sobre Itamburgrf o tolal das Iransaccoes orea por
580,000 marcos a 650 rs.
Neut-Tork 15 de agosto de 185*.
Caf. O mercado lem estado firme; vendeu-se
hoje 1.200 saccas do do Rio a 10 c 10 y c. Qualro
dias antes tinba-se vendido 2,400 saccas do do Rio
tambem de 9 y, a 10 3i* c.
(Crrelo Mercantil do Rio.)
MQVIMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 10.
Par e porlos intermedios8. dias e i horas, vapor
brasileiro Tocantins, commandaole o capilao-le-
nenle Gervasio Mancebo. Passageiros para esla
provincia, Domiugos Ferreira Maia, Joaquim de
Araujo Goncalvcs, Antonio Jorge, Joao Agostinho
da Silva, Luiz J.icques Brrelo, Manoel Marques
Camarho, Joaqun) da Silva Corlbo, Antonio Ma-
ra Monteiro, Ayres Firmino Cesar Comes, Jos
Francisco de Souza, Jos Antonio de Paria Cou-
lo, Luiz de Franra Gonralves, Silvestre Zanelhj,
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem doExm. Sr. picsi-
denle da provincia de 30 de setembro ultimo, man-
da fazer publico, qoe no dia 26 do correle peranle
ajumada fazeudada inesma Ihcsouraria, se ha de
arrematar a aquem por menos lizer a obra do cot-
cenos da cadea da villa do Cabo, avadada era
1:1559 rs.
A arrematarao ser feila na formada le pro-
vincial n. 313 de 15 de raaio do correle anno, esob
as clausulas rspeciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozereni a esta arre matacn,
comparceam na sala das sesses da mesma jaula pe-
lo tneio dia, competentemente habilitadas. '
E para constar se maAdou aflixar o prsenlee pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco, de outubro de 185*. O secretario
Antonio Ferreira d'Annunciaeao.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
! As obras dos coucerlos da cadeia da'villa do
Cabo, far-se-hAo de conformidade com o orcamenlo
approvado pela directoria em conselho, c apresen-
lado a appruvaciio do Exm. presidente da provincia,
na importancia de 1:1559 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de 5 mezes, ambos
contados na forma do artigo 31 da lei provincial
n. 286.
3." O pagamento da importancia da arrematarlo,
realisar-se-ha em duas prestaces iguacs, a primei-
ra quando estiver feila a metade do tvrvico, a oulra
depois da obra concluida, e nao haver prazo de res-
pousabilidade.
*. O arrematante empregar metade dos traba Uni-
dores livres.
5." Para ludo o que nao se adiar determinado as
prsenles clausulas nem no orczmenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeo a lei provincial nume-
ro 286. o secretario,
Conforme. Antonio Ferreira d'Annunciaeao
, O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da proviucia de 30 de setembro ultimo, man-
da fazer publico, que no dia 26do crrenle peranle
a junta da fazenda da mesma Ibesonraria, se ha de
arrematar aquem por meuos fizer os reparos urgen-
tes no caes da ra da Aurora, avadados em reis
7:6718098.
A arremalarao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 3*3 de 15 de maio do corrente anno, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarao,
comparecam na saladas sesses da mesma jimia pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constarse raandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesotfraria provincial de Pernam-
buco, 4 de outubro de 1851. O secretario,
Antonio Ferreira d' Annunciaeao.
Clausulas especiaes pa a arrematarao.
1." Os reparos do caes da ra ila Aurora, far-se-
hito de conformidade com o orcamenlo approvado
pela directora em conselho. e aprescnlado appro-
vac,ao do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de 7:6719098.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo >lc 1 mez, e as concluir no contados na forma do artigo 31 da lei provincial nu-
mero 286.
3. O pagamento da importancia da ai remataran.
realisar-se-ba em 3 preslac.es, a primeira quando
liver feito a terca parle, a segunda quando liverfci-
to os dous terco, e a lerceira" quando cliver con-
cluida, quesera loco recehida definitivamente, por
nao baver prazude responsabilidade.
*. O arrematante empregar metade dos Iraba-
lhadores livres.
5. Para ludo o mais quo nao estiver determinado
as presentes clausulas, nem no orraineuto, seguir-
se-ha o que dispe a respeilo a lei n. 286.
Cucforme. O secretario,
Antonio Ferreira o"Annunciaeao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaiaes, juiz de
direito da primeira vara desta cidadu da Recife por
S. M. I. e C 01c.
r-nco saber aos que o presente edital vircm. que
no dia 3 de novembro desle corrente anno se hade
arrematar por venda a quem mais der, depois da au-
diencia desle jaizo na casadas mesma, urna casa
terrea sita na ra do Fogo n. 30, avadada cm ,1:0009
rs., penhorada por execurao de Manoel Antonio dos
Sanios f otiles contra Antonio Pinto Soares.
E para que cliegue a noticia de lodos niandci pas-
sar edilaes, que sero publicados pelos jornaes c afil-
iado na praca do commercio e casa das audiencias.
Dada e passada tiesta cidade do Rccie aos 9 de
outubro de 1854. E eu, Manoel Jos da Molla, es-
crivao o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimaracs.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarSes, juiz de
direito da t. vara do rivet c do commercio, nes-
la cidade do Recife de Pernambuco, por S. M. I.
c C. que Dos guarde etc.
Faro saber que por este juizo do commercio da 1.
vara por parte de Samuel Powor Johnstou curador
fiscal nomeado dos falidos Victorino & Moreira, me
Tez a pciicao do theor seguinle :
Diz Samuel Power Johusln curador fiscal Ho-
rneado aos falidos Victorino &Moreira, cuja falencia
acaba de ser declarada por V. S. a requerimeulo dos
credores, que leudo sido anteriormente arrestados
por este mesmojuizo, escrivAo Sanios, lodos os bens
movis, semoventes, c papis de crdito que constato
do balan'co aprcseulado pelos fallidos, e existente nos
autos de arresto, e achando-se depositados cm poder
de pessoas abonadas, o do notoria capacidado com
relarao ao valor dos mesmos bens, as quacs podem
continuara servir de depositarios inlcrinos emquan-
tn se nao procede a nomcacao de oulro pelos credo-
tes para se evitaran despezas que a importancia da
roana nao permitir, requer o supplicante a V. S.
que se digne de mandar proceder logo ao respectivo
inventario antes dessa nomracAo, dispensando a a-
posico dos sellos, Citados os sobrcdilos deposilarios
os fallidos, ou sen procurador sob pena ue revclia
nos termos do final do art. 809 do cod. commercial. e
dosarl. 116 ull. eli" do rcgulamcnlo n. 7318.
E assim : Pede a V.S. 111ra. Sr. Dr. juiz de direito
lo coiniucrcio defcriinenlo. E R. M. Advoca-
do Bego Como requer, e designo o dia 11 do
corrente para as 10 horas para se proceder ao inven-
tariii.feilas as citases rcqueridas.procedendo-se des-
de j a convocacao dos credores pan a uomescao de
depositario com a publiraco da senlenca que decla-
rou aborta a fallencia na parola da lei. Recife 7 de
oulubro de :k5. SikqJJuimaraes. E mais
se nao connha cm dila pelicSo c despacho aqui co-
piado, e be o theor da senlenca o seguinte: Alten-
deudo aos fundamentos da peiicao retro e aos docu-
mentos de fl 1, fl 7 c d 16, e aos depoimentos de fl
19 fl 20, c aos de fl 22 e II 32, c ao mais que cousla
dos autos, declaro aberter a falencia dos commer-
ctantes Victoriuo & Moreira estabelecidos cora toja
de miudezas e quiuquilbarias sita na ra larga do
Rosario n. 22 fixaudo .0 termo legal da sua existen-
cia do dia primeiro de setembro prximo lindo : Or-
deno que se ponbara sellos em todos os bens, livros
e papis dos fallidos, e nomeio para curador liscalao
credor Samuel Power Johnslon que prestar jura-
mento na forma da lei, expedindo-se desde j aojuiz
de paz rcpeclivo copia desta senlenca para proceder
a aposicao dos sollos, e paguem os fallidos as cusas.
Recife 6 de outubro de 1854. Custodio Manoel da
Silva Guimaraes.Em consequencia do que os cre-
dores presentes dos dilos fallidos comparecam na ca-
sa do minha residencia na ra da Concordia, as 10
horas do dia 12 do corrente mez.alim de em reuuio
se proceder a nomeacao do depositario, ou deposila-
rios que provisoriamente administran a niassa falli-
da. F; para constar mande! passar o preseule que
ser publicado, c aflixado no lugar coslumado 110
art. 129 do respectivo regulamento. Dado e pasta-
do tiesta cidade do Recife 10 de outubro de 18o*.
Eu Joaquim Jos Pereira dos Santos, escrivao o subs-
crovi. Custodio Manoelda Silca auimaraes.
Jos Antonio Baslo, dopulado cummercial sapplen-
le do tribunal do commercio da provincia de
Pernambuco c juiz coiumissario nomeado pelo
mesmo tribunal.
Faco saber aos que o presente edital virem, que
Richard Boy le, cidadao inglez, commereiaiilc ma-
triculado desla prajn foi pelo dito tribunal abar-
la e sua fallencia pela senlenca do theor seguinte :
Era vista do expuslo na peli'cao a 11. e da lellra e
carta a mesma annexa, rom que so prova a cessa-
C3odb pagamentos, e estado de insolvencia do rom-
mercianlc Richard Royle, subdito inglez, matricu-
lado neste tribunal, eslabelecido cora cscriplorio c
arma/ens de fazendas na rita da Cadeia do bairro
do Recife, n. 37 declarara abcrla a sua fallencia, e
fixain o termo legal della do dia 28 de agosto do
corrente anno. Desiguam para servir de juiz com-
missario 011 de instruccao do respectivo processo ao
deputado supplcute commercianle Jos Antonio
Basto, e para escrivao ao amanuense da secretaria
do tribunal, Dinamerico Augusto do Reg Rangel;
ordenara que se ponham sellos era todos os bens, li-
vros e papis do sobredilo commerciante Richard
Royle e nomeiain para servir de curador fiscal
provisorio ao commercianle Cairulens Johnslon,
que prestar juramento; e cusas alinal. Tribunal
do commercio da proviucia de Pernambuco em ses-
so de t de outubro do 185*. Basto, presidente.
Pul preenle, Souza. Reg, secretario. Lo-
mos.Ferreira.Baslo. Em cumprimenlo do que
todos os credores do referido fallido comparecam
na casa de minha residencia na ra da Cadeia do
bairro do Recife 11. 3*. primeiro, andar no dia 17 do
correnle m pelas 10 horas da manhaa, afim de
procederem a nomeacao do deposil rio 011 deposita-
rios que bao de receber eadininisar, provisoria-
mente a casa fallida.
E para que chegue ao conlicrimcuto de lodos
raandei passar o prsenle quo sera publicado pela
imprensa e affixadn nos lugares designados no art.
812 do cdigo commercial. Dado e pastado nesla
cidade do Recife da provincia de Pernambuco aos
10 dias do mez de outubro de 1851. Eu Diname-
rico Augusto do Reg Rannel amanuense da secre-
taria do tribunal do commercio, serrindo de escri-
vao o escrevi. Jos Anlonic Basto.
DECLARACOES.
COKREIO GERAL.'
As malas que deve
conduzir o vapor To-
cantins para o porlos
do sul, priurtpiam-se a
fechar hoje (11) ao meio
dia, e depois dessa hora al o momento de lacrar,
recebem-se correspondencias rom o porte duplo : os
jomaos devoran achar-se no correio 3 horas antes.
Cartas seguras vindasdo norte pelo vapor To-
cantins para os Srs.: Aluno Lellis de Moraes Reg
Juoior, Antonio Gomes Leal, Antonio Joaquim Ar-
res do Nascimenlo, Fcidel Pinto & Companhia,
Francisco Alves do Carvalho, Francisco Joao de Bar-
ros, Miguel Antonio Malbciros Jnior.
Tando esla reparlirao de comprar, uo dia 16
do corrente mez, cabos luna, eslreita e larga, fio
de vela, alcalrao, britn proprio para vela, e
pannos d'are ; manda o Illm. Sr. inspector
convidar as pessoas que queiram vender esles
objectos a apresenlarcm tiesta secretaria as suas pro-
postas, arnmpanbadas das amostras, at as lt horas
da manhaa do menciona lo dia.
Secretaria da asperean do arsenal de marinha de
Pernambuco 10 de outubro de 1851. secre-
tario, Ale.randre Rodrigues dos Anjos.
De ordem do Illm. Sr. capitn do porto, faz-
sa publico acharrrn-se depositados no arsenal de ma-
riuha, para sercm enlrcgues a quem legtimamente
perlencer, os objectos abaixo declarados que foram
removidos pira o mesmo arsenal em consequencia
de Icrem sido encontrados as praias, entre o porto
da Linaueta al o caes da Alfandega alcm do h-
lenlo do preamar das mares vivas, embararando o
l.ansito e servidao publica.
Capitana do porto de Pernambuco 10 de outubro
de 185*. O secretario, Alexanire Rodrigues
dos Anjos.
Objectos a que se refere a declarado supra.
1 peca de ariilbaria. 1 ancora de regular dimen-
sao, 1 ancorte, 20 bracas de corrente de 7(8 de gros-
sura, era rao estado.
Capitana do porto de Pernambuco 10 de outubro
de 185*. O secretario, Alcxandre Rodrigue dos
Anjos.
O Illm. Sr. capillo do porto, era cumprimenlo
da recommendacao que Ihe foi feila pelo Exm. Sr.
cnselheiro presidente da provincia cm olicio de 9
do andante mez, em referencia ao da reparlirao da
marmita 110 final do aviso do 1. de setembro ullimo,
manda dar publicidade a tradcelo da nolifiracao
abano transcripta, que traz o Monileure 17 deju-
nho do coi reiilo anno, relativamente a ter o sovrr-
no de S. M. o imperador dos Francezes eslabelecido
um bloqaeio no Mar-Negro c no Baldeo, pelas es-
quadras combinadas da Gra-Brelanha, e da Franca.
TRADLCgAO.
Parle official.Paris 17 de junho. Xolificacao re-
lativa ao bloqueiodas boceas do Danubio.Reparti-
rlo dos negocios eslraugeiros. Nolifica-se pela pre-
sente, que o ministro dos necocios eslrangeiros re-
cebeu a communicacao official de um despacho do
vice-almiranle Dundas, commandante das farras na-
vaes de S. M. Britnica 110 Mar-Negro, dirigido aos
lords commissarios do almiraiitado inglez, com data
do 1. de junho, participando, que o Danubio acha-
se bloqueado pelas forras navaes combinadas do im-
perador, e de S. M. Britnica. Paris 13 de junho.
Nolilicacao relativa ao bloqaeio dos portos, halda,
censeadasrussosno Bal(ico.|Nolifica-sa prla presen-
te, quo o ministro dos nezocios eslrangeiros receheu
a communicacao official de um despacho diriaido
por Sir Charles -Napicr, commandanlc das Torcas na-
vaes dcS. M. Britnica no Baldeo aos lords com-
missarios do alrairanlado inslez, com data de 28 de
raaio ultimo^ participando que os porlos de Leban
e de Windan, na costa Courlande,"hcm como lodos
o outros portos, c bahas e coscadas desde 55. 53
do I iii'udo norte al o cabo Dagcr. Or. para o nor-
te, romprebendidos os porlos de Riga, Bernau e lo-
dos os oulros no golfo de Riga, cstarao desde essa
poca bloqueados por una forca sullirienle das es-
quadras combinadas do imperador, e de S. M. Bri-
tnica, que to los os porlos. baldas ele, a leste do
cabo D.iL'cr. Or. inclusive Ilapsal, a ilha de Worm-
so, l'orl Batuque, Revel, e oulros intermediarios
da Costad tstlioncc at o pharol d'Eckholm (situa-
do a .j9. 4.1 de lalitudc norte, e 2-5 48 de longilu-
de leste) daln na direccao N. O. al llelsiitgfors c
Sveaborg na rosla de Finlandia, continuando para
oeste. Baro, Sound, Haugo lleaol. Oro eAbo, com
prebendtdo o arebipelago d'Aland, e porlos interme-
diarios, edalu para o N, comprebendido Nystad.Bi-
ornchorg, Chrilineslad, Vasa, ilhas.de Walgrund
pequeo Carleby, Sacoslad, grande Carlebv, Lahts,
Halaiikt, Brabestad. Wlcubore. ilha He llarl. Po,
tiesltla, Pomos, pona de Somos (situada quasi a
6j 50 delalitude norte, e de longilu le 24 15 lesl)
e lodos os porlos, baldas etc., russos intermediarios,
no golfo de Bollmia, eslao e eslarao desde aquella
pora, estrictamente bloqueados por urna torca suf-
ficicnte d,1s esquadras combinadas do imperador, e
deS. M, Britnica. Notilica-se mais pela presente,
qne lodas as medidas aulorisadas pelos direilos das
Reales, e pelos tratados respectivos existentes entre
o imperaiore as differenles potencias neutras, serao
adoptadas e postas cm execuc.lo relativamente aos
naviosque tentaren) violar ossobredilos bloqueios.
Paris 16 de junho de 185*. Conforme, Francisco
Aacier Bomtempo. Conforme, Francisco Lucio de
Castro.
Secretaria da capitana do porto do Pernamhuco
10 de outubro de 1851. O secretario,
Alejandre Rodrigues dos Anjos.
Pela contadoria da cmara municipal do Re-
cito se faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento a bocea do cofre, do imposto de carros, car-
rocas e oulros vehculos de conduccao, he do 1 ao
ultimo de oulubro prximo futuro, (cando sujeilosa
multa de 50 5 os que nao pagarem no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
rraucisco Canuto da Boa-viagem.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de ditecrao convida aos se-
nhores accionistas do ianco de Pernam-
Ijuco a realisarem do 1. a 15 de outubro
do correnle anno, mais 50 QiO sobre o
numero das aci-r.es que Ihes ioram distri-
buidas, para levar a elleito o complemV-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tosderis, conforme a resolurao tomada
pela assembla geni dos accionistas de 26'
de setembro do anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
183*.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. Bego.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virtudo de anlori-
sai.-ao do Exm. Sr. presidente da provinria, lem de
comprar os objectos seguintes :
Para o meio balalhao da provincia do Cear.
Brim branco liso 670 varas; algodozinho 87:1 di-
las ; panno prelo para polainas, lOcovados ; boles
prelos de osso, 99 grozas ; ditos brancos de dilos, 18
ditas.
2." balalhao de infanlaria de linlia.
Sapatos. 151 pares ; espadas com bainbas de ac,
para os sargentos, ajudante c quarlel-meslro, 2.
Arsenal de guerra.
Para a 1." e 2." classe do oflicinas.
Tahoas de assoalbo de amarello, 36 ; costado de di-
to, 1 ; cosladiuhnsdedilo, 6 ; taboasde assoalbo de
cedro, 3; costado de dito, 1; pranchao dedilo, 1;
taboas de assoalbo de louro, 6 duzias ; arco de pa
com os competentes ferros, 1 arcos de ferro de 2 t|2
polegadas, arrobas ; dilos de dito de 1 3|*pollesa-
pas, ditas.
3." elasse de ofdeiacs.
Ferro suero de 3 pollegadas, 6 harras ; dilo dedilo
de i-dilas. 8ditas ; vergalhoes quadrados do ferro
queco e de 1 pcllegada, *; ferro de varauda, 2 arro-
sas ; lunas sorlidas, 12 duzias.
4.a classe.
(andullos do norte de 11. 6, 10; dilos de dilo
de n. 8. 10 ; ditos de dilo de n. 10 ; ditos de dito
de 11. 12, 10 : rame fino do ,Ierro para amarrar,
10 libra ; dilo de dito d meia grossura, 16
ditas ; limas sorlidas, 8 duzias ; Icnccs de la-
lAo com o peso de 5 a 6 libras, 2 ; fallas de (lan-
dres dobradas, 2 caixas ; ditas sngalas, 2caixas.
5." classe.
Lavas de camorra para porto machados, 17 ; ca-
murra amarella, 8 pedes; dila branca para avena!
|de tambores, s pellos.
Pr\ intento de armazens.
Papel almaco branco perlina lino, 25 resmas ; tin-
ta preta* nglcza para escrever, 10 garrafas ; obrejas
de cur, 10 macos ; lapes finos, 12 duzias.
Fornerimenlo de luzcs seslacoes militares.
Azeile de carrapalo, 166 ranadas ; dito de coco,
30 l|2 caadas ; lio de algodao, 36 libras ; velas de
carnauba, 155 ditas ; pavios, 6 duzias.
Quem quzer vender estes objectos aprsenle as
suas propostas era cartas fechadas na secretaria do
.conselho s 10 horas do dia 12 do corrente mez. Se-
cretaria do conselho administrativo para foruecimen-
to do arsenal de guerra 5 de oulubro de 1851. Jos
de Brito Ingles, coronel presideute. Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario
hiato Angelira; para carga e passageiros trata se na
ra da Cadeia do Herife n. 19, primeiro andar.
Para Lisboa seguir breve a calera porlngurza
Margarida, de que be capilAo Joao lunario de Jde-
nezes, por ter i maioria do seu carregamenlo promp-
la : quem na mesma quizer carregar 011 ir de passa-
gera, para o que lem bons rommodos, pode cnlen-
der-*e com os consignatarios Atnorim Irrno, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredilo capilao na praca
do Commercio.
Para a Babia.
Sahe na presente semana o bem co-
nhecido eveleiro Itiate Amelia, por ter
seu carregamento prompto, anda pode
receber alguma carga : trata-se com os
consignatarios Novaes C., na ra do Tra-
piche n. 34, 011 com o capitao no Trapi-
che do algodao.
Para o Aracaly, segiie em poneos dias o bem
conhecido hiale Capibaribe, para o resto da carga e
passageiros trata-se : na roa do Vigario n. 5.
Vende-se o brigue dinamarquez Louise, enea,
vilhado e forrado de cobre, de lote de 185 loneladas-
on cerca de 13,000 arroba de assocar. Os preten-
denles podem examinar o dito navio, ancorado de-
fronte do trapiche da companhia. O inventario est
inten i,- no consulado da Dinamarca, na ra do Tra-
piche n. 12. sonde se pode tratar da dita venda.
O date Amphilrite segu em pouco das para
a Baha por ter prompla a maior parte da carga ; pa-
ra n restante, trala-se com Amorira Irmaos, na ra
da Cruz n. 3.
COMPANHIA LISO-BRAStLEIRA.
O vapor desla compa-
nhia o D. Mara II,
rommandanle Thomp-
son, devendo aqui rhe-
gar dos portos do sul no
dia II do oorrente. seguir depois da competente de-
mura para S. Vrenle, Madeira e Lisboa, para on-
de recebe passageiros : os prelendeules oirijam-se
a Manoel Duarle Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
Para o Bio de Janeiro, o muito veleU-
ro brigue Bccife que se espera dos por-
tos do norte ate o dia 16 do corrente, de-
vendo ter muito pouca demora por ter de
seguir com parte do carregamento que
traz: por isso quem quizer carregar ou
ir de passagem entenda-se com antece-
dencia com Manoel Francisco da Silva
Can ico na ra do Collegio n. 17, segun-
do andar.
BIO DE JANEIBO-
Segu em poucos dias por ter a maior
parte da carga prompta, a escuna nacio-
nal Veremos : para o resto e escravos
a frete trata-se com J B. da Fonseca J-
nior, na ra do Vigario n. 4, primeiro
andar.
PABA O BIO DE JANEIRO.
O brigue Feliz Destino, capitao Bel-
miroBaptista de Souza, devesahir at 25
do corrente por ter a maior parte do car-
regamento prompto: para o restante e
passageiros trata-se com Manoel Francis-
co da Silva Carrico, na ra do Collegio n.
17, segundo andar.
Para o Acarac segne em pouco dias porj
ter a maior parte da carga a bordo, o hiale nacional
Castro ; para o reslo da car a a Irala-se na ra da
Cruz n. 51, ou com o capilao a bordo.
LEILO'ES.
IV III CilLLLlilO \. \'t
LE1LAO' EXTBAOBDINARIO
de una grande porcao de livros, ronlendo obras re-
ligiosas de direitn e lilteratura, romances recreati-
vo etc., etc., tanto em francez como cm portuguez,
outras militas obras de differentes linguas.
0 AGENTE BORJA
far o leilao cima menrionado, quinta feira 12 do
corrente as 9 horas da manhaa, sera recusa de qual-
quer preco offererido, c do dia tO por dianle serao
distribuidos os cathalogos.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civol e commercio Francisco de
Assis de Odvcira Mariel.a requrrimento de Joaquim
Lucio Monteiro da Franca, llqaidalario da tirina de
branca A Irtn.in, o agento Borja Tara Icilo da ta-
berna cora lodos os genero, armario c utencilios
eiisioutes na mesma sita na ra das Cinco Ponas
n. 5., s ilihadn 14 do correte s 11 horas em ponto.
Em virtude de requiscao feila ao Illm. Sr.'
inspector da alfandega desta cidade, pelo Illm. S".
nroeurador Hscal o dos feilos da fazenda, e em com-
primenlo a carta rogaluiia que Ibe euderesou o
Illm. Sr. Dr. juiz dos feitos a fazenda, ao agente
Oliveira, foi incumbida, a venda em leilao publico, a
porta da mesma alfandega, de too barris inleiros e
100 meios com manteiga franceza, penhorados casa
de Oliveira & Irmaos, a requerimeulo do menciona-
do Illm. Sr. procurador dos feilos ; lera pois lugar o
referido leilao quarta-feira 11 do corrente, s 11 ho-
ras da manhaa cm ponto, c 110 indicado lugar.
Quarla-feira 11 do correnle stO e meia horas
da manhaa, o agente Vctor far leilao no seu arma-
zem ra da Cruz n. 25, de grande e variado sorti-
inenio de obras do marriiieiria, consislindo em mo-
radas de jacarando com pedras, sem ellas, dilasde
amarello, marquezas de Jacaranda e de amarello, ca-
mas de amarello para menino, urna mesa elstica
moderna, guarda vestidos de mogno, e de amarello,
guarda loncos, aparadores, espedios grandes com
molduras dourados, loucautres. 1 rico saneluario
com molduras domado. 1 cari inho com4 rodas para
menino, etc. Porcao de arroz com casca, tornos de
ferro, charutos da Bahia, e da trra superior qualida-
de, randieiros para meio de sala, lanteruas com ps
do vidro, e casquinho, um ptimo piano inglez, por-
Caodc cha prelo superior qualidade, e oulros muilos
objectos, que se tomara eiiladonlio menciona-tos.
O agente F. G. de Oliveira, tendo
de fazer sua residencia no campo, ara'
leilao damobilia da casa em que tem re-
sidido, no Recife,-por cima do seu escrip-
torio, consistindo em cadeiras usuaes e de
bracos, camaps.sofaz, marquezas, mesas
redondas de meio de sala, sendo uina com
tampo de pedra marmore, urna excellen-
te mesa clstica de jantar, grande e no-
va, um ptimo apparador, mesas de jogo,
leitos para casados, marquezas de Jacaran-
da' com armacao, proprias para leitos
singelos, toucadores, leito francez para
solteiro, tremscom bellos espedios, guar-
da-vestidos, lindo lustre de brome inglez
para quatro lu/.es com mangas, candiei-
rosde globo, lanternas, um ou dous ricos
apparelhos de louca de porcelana de se-
vres para 18 ou 36 pessoas, grande collec-
ro de bellos quadrosescolhidos com mol-
duras, um excedente piano, pistolas para
duellos etc. ; livros itnpresso em dile-
rentes idiomas, emuitos outros artigosde
utilidade : quinta-feira, 12 do corrente,
as 10 horas da manhaa, na indicada casa,
rita da Cadeia, por cima do armazem de
fazendas dos Srs. Fox Brothers.
O agente Oliveira, far leilao por ordem doSr.
cnsul de Franca, ua chancellara do mesmo consu-
lado, roa da Cruz n. 19, do espolio do finad subdito
francez A. Danjoy, consislindo<-m roupa do seu uso,
2 espingardas de caca, 1 cavado, 11 i ni. 1 atlas, e al-
gons livros maihemalicos : sabbadolldo correnle,
ao meio dia em ponto.
A mesa regedora da irmandade do glorioso S. Be-
nedicto, erecta no convento de Sanio Antonio do Re-
cife, leudo de festejar o seo padroeiro no dia 15 des-
te correnle mez. convida a todos os irmaos devotos
para que comparecam ueste dia, afim de assistirem
a festa do mesmo santo, e 1 noite a ladaiuba.
Desappareceu no- dia 9 do correnle 6 prelo
Manoel, crioulo, de estatura regalar, representa ter
25 anuos, pone mais ou menos, be muito rallador,
he facial de caldeireiro da fabrica da ra do Brum .
?- 2$ -. quem o pegar Su delle der noticia, dirija-te
a mesma fabrica que ser bem recompensado.
O afcrulur do municipio de Olinda avisa a
quem coovier, que podem apparecer em cata do
mesino, na ra da Boa-Ora, para aferirem pesos,
medida etc., dentro do prazo de 30 dias. contados
A* e,,e" olinda >00 oatnbro de 1854.
OiTerece-te um rapaz brasileiro para pratican-
le de qualquer casa de negocio, ou mesmo para cai-
seiro de um engenhn. do que d fiador sua con-
ducta : qoem pretender, annnncie para ser proeu
rado.
Precisa-te de um caixaira portuguez que leona
pradea de taberna e d fiador a tua conduela : na
ra Direila n. 2.
Caelano Alfonso Teiieira Coelho rotira-se para
fra da provincia a tratar de teas iulerestes.
No dia 26 de setembro prximo pateado do cor-
renle auno, desappareceu do engenho Santos alen-
des, na freguezia de Tracunhaem, comarca de Na-
zarelh da Malta, propriedade de Laorentino Gomes
da Cunha Pereira Beltrio, orna eterava de nome
Mana, com os signaes seguintes -. de bom carpo, cor
alguma cousa fufa, ps carnudos, dedos curtos qoe
nao assenlam no chao, ar esperto, devertda ede-
srmharacada na falla, denles perfeitot.-e sem a me-
nor les3o no rosto, alguna cabellos no queiio, pita
duro, for comprada ha 4annos em Pio-d*Alho ao Sr.
Jos Filppe Salvador; levoa de roopa um vestido
de chita asado, urna taia de algodozinho branco ;
portante, rogase as autoridades policiaes, capitaes
de campo e mais pessoas do povo, que a apprehen-
dam e levera ao mencionado engenho, oo ao Recife
a entregar ao Sr. Manoel Ignacio de Oliveira, na
praca do commercio n. 6, que te dar 501060 de
-latihcarao ; coosla que foi encontrada 10 pe da
ponte do Cachang.
Em 17 de setembro prximo pastado fogio do
engenho Caluanda, indo para o Kecife a mandado,
um cabrinha cscravo, o qual lera de idade 16 auno,
pouco mais on menos, lem o rosto um pouco compri-
do, bocea e beicos salientes, nariz aquilino, efhos
pequeos un tanto papados ; levoa camisa de
madapolao, calca de rucado escuro, bonet de peono
fiuu coro palla, e de nome Antonio Francisco ; jul-
ga-se andar pela praca 011 seas arrabaldes, como
bem estrada nova defroute a Torre etc., de cojos lu-
gares tem bastante conliecimeulo por ter uellet j
residido, e quasi sempre andado de pageos: paga-te
generosamente a quera o capturar, podendo dirigir-
se com dito escraro ao referido engenho Caloanda,
a fallar com Francisco Xavier Carneiro da Cuoha
Carnpello, ou nesla praca a Jos Pinto da Cotia, ta-
berna a direila, no becco que segu para o pateo de
S. Pedro, entrndole pela ra Direila.
Quem precisar de ana ama de leite para casa
rapaz, dirija-se n ra Augusta o. 37."
Faz-se preciso saber quem he a pessoa que Has-
ta cidade ficou com procurarlo do Sr. Lino Jos de
Castro Araujo, e encarregado dos seas negocios, oa
se o mesmo Sr. Castro Araujo j m recolhea, para
se Ibe fallar sobre negocio do sea inleresse; a te
pede ao primeiro, n3o se tendo recolhido o segando,
que se digne declarar sea nome e morada, e qaaado
ja esteja presente o seguado, o favor de declarar sua
residencia habitual.
Joao Faure retira-se para o Rio de Janeiro.
Deseja-se sabor aonde existe o Sr. Joao Igna-
cio de htgueiredo Tinto, natural de Portugal, da
freguezia de S. Pedro do Sul, ate certo lempo sua
familia leve noticia qoe resida no Rro-Formoso, a
depois as praias da Barra Grande ou Venda Grao-
de. Roga-se ao mesmo Sr. oo a quera delle souber, '
dirja-se ra doOaeimado, loja n. 14, para se dar
noticias de sua familia.
O Sr. Jos Antunes de Oliveira Jnior deixou
de ser caixeiro da casa de Cals Irmaos, ficando os
ditos Srs. muito salisfeitos e agradecidos da boa con-
ducta do sobredilo Antones.
De bordo do vapor almperalrizi), quando olli-
mamente chezou a este porto, deseucaminhou-se um
bahu de 4 palmos decomprido, forrado de sola pin-
tada do prets. e pregado com taixae amarellas, leudo
as inictaes I M P R fritas c un iguaes taixas logo a
bati da fecbadura ; est um pouco asado e conten
instrumentos nuticos e mais outros objectos : rega-
se aos senhores passageiros du mcsuio vapor que de-
sembarcaran! ueste porto, hajam de examinar assnas
bagagens, e de haver algum deltas o encontrad,
de annunciar por esta folha, ou manda-lo entte-
i;ar no brigue Caliape ao tapiUo-tenente Jos
Mana Rodrigues.
Perden-sc urna ledra da qnntia de 170(9008,
a vencer era 28 do corrente, sacada por C. J. Astley
e aceita por Viuva Brandao & Irmaos ; portanto
limonera fac negocio cora a dita lellra, visto qoe
disto est prevenido o sacador e o aceitante.
O abaixo astimado declara que Jos Joaquim
de Amorira deixou de ser seu caixeiro.
Francisco Jos da Cotia Compeli.
No acougue do pateo da Penha, de Albino da
Jess Bandeira, contina haver earne gorda do pri-
meiro qnnlidaiie, ore poleeasa arroba No mes-
mo vrude-se um casal de jac.
Aos freguezes da boa pitada do fomo de Gara-
nhuns; a elle anles que se acabe: na ra Imperial,
taberna n. 71.
FUMO EM FOLHA DF TODAS AS QUA- '
LIDADES.
Ha grande sorlimento de fumo para charutos, far-
dos de 2 a 8 arrobas, por preco mais commodo da
que em oirtra parte : nos armazens de Rota, na trt-
vessa da Madre de Dos n. 13 e 15.
Jos Amaro Fernandes relira-te para a provin-
cia do Cear, nada ficando a dever nesla praja e pro-
vincia, e se porvenlura alguem sejulgarseo credor,
queira apresenlar sua conla no prazo de 8 dias, e o
nao fazendo protesta o mesmo por qualquer debito
que adjunte Ihe fr apresenlado.
Aluga-se o sobrado Zoogu, em Apipucos,
ecellenle para se passar a resta : a fallar com An-
tonio Lina Caldas no engenho Dous Irmaos.
. Pede-se aos capitaes de campo e autoridades po-
liciaes a captura do prelo Joao, crioulo, eseravo, de
idade 40 annos, pouco mais ou menos, que anda
fgido desde o dia 7 do correnle, levando camisa
nova de riscado azul e caica de brim usada, um lan-
o calvo e bem fallante, e que o levem roa do Pa-
dre Mor ano, sobrado n. 34, segando andar, casa de
Francisco Antonio Pereira de Brito, que ser grali-
Sstado.
Prerisa-se alujar urna prela qne lenha habili-
dades e boa conduela, para orna casa estrangeira : a
tratar na ra do Trapiche n. 10.
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Acabamos Ae receber pelo vapor Lu-
sitania os novos bilhetes da oitava rotera
da cultura das amoreiras, cuja roda an-
dava a 6 do corrente, as listas vean pelo
vapor nacional'que sabe do Rio de Ja-
neiro a 10 do corrente: os premios serao
pagos logo que se fizer a distribuico das
listas.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
A venda,
O lindo e muito veleiro patacho Clementina,
(lolacao 137 toneladas) recen (emente chegado do Rio
Grande do Sul, cora nm carregamento de carne sec-
ca para onde dnbt desle porto conduzdo outro car-
regamento de assucar; vende-se com toda a raastrea-
Cao, veame, mcame, amarras e ferros, o com lodos
03 utencilios e pertences, tal qual se acba prompto
para aprehender nova viagem, mediante algum
pequeo reparo; o prelendeotesdirijam-seajagcn-
e de leiles Francisco Gomes de Oliveira.
PARA O ASSU".
No dia 11 do correnle salte imprelerivelmenle o
Oircreco-se um rapaz para caixeiro de padaria,
o qual tem muito boa lellra, e muila prtica, laotn
de terviro interno romo externo, c da dador a sita
conducta : qamgt precisar de seu pi e-tuno mande
dar parle no palco do Terco n. 18.
Olferece-se um rapaz para caixeiro de qualquer
cslabelccimenlo : quem precisar, dirija se a rua Iin-
pi'riil 11. lili, e cu .iliaixo as-unadn. I'.iou saber ao
publico que dexe de ser caixeiro de Francisco Jos
la Costa Catnpello.Jos Joaquim tic Atnorim.
A firma commercial doJ.C. Kbe, tendo li-
rado cxtnrla desde o dia 30 de setembro ultimo,
contina o mesmo negocio do Io de outubro corre-
te, sob a liruia de Rabe Srhmetlau c\- Companhia.
Atuza-se o secundo andar da casa n. 52, sito
na rua da Cruz, freguezia do Recife, leudo un so
tao, quo he ura oulro andar, offererendo assiro as
proporres necessarias para a accomniodacao de urna
nao pequena fainilia, : a tratar na mesma rua, bo-
tica do Sr. Luiz Pedro das Neves.
SANTIAGO MtlOK.
Tcr.'i lugar a sua festa no dia 22 do correnle mez,
ua sua igreja do Pilar.
Precisa-so de urna ama de leite, paga-se bem:
na rua Augusta n. 56.
Precisa-se de urna coziuheira livre 011 escrava :
na rua da Cadeia. defroute da Ordem Tcrceira, n. 9
casa que foi da polica.
Offerece-se urna ama de leito : na rua das
Cinco Ponas casa de 2 por las junto a outrs de n. 67.
O titilureiro da rua do Mundo Novo, mudou
sua residencia para a rua da Cadeia de Santo Anlo-
oio, casa 11. 6, tinge-se com perleico de todas as
cores.
Precisa-se de um portuguez para feilor de um
engenho distante desla praca Ifi leguas : quem se
julcar neslascircumstancias, dirija-se rua da Cruz
n. 21, cscriplorio. que achara,com quem tratar.
A pessoa da ruado Colovello que lununciou
precisar de urna cadeirinba, dirija-se a rua da Praia
11. 45, segundo andar.
C. STARR&C.
respeilosamente annunciam que uo seu extenso .es
tabelecimenlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao c promptido.toda a quaddade
de machinisrao para o uso da agricultura, navega-
Coe manufactura, c que para maior coniroodo de
seus iiuincrosos freguezes e do publico em geral, lem
abcrlo em um dos graodcs armazens doSr. Mesqui-
la na rua do Brum, alraz do arsenal de mariuha .
DBPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu cslabelccimenlo.
All acharao os compradores um completo sorli-
mento de inoendas de canna, com todos os melbo-
ramenlos (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos annos tem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presto,
taixas de lodo tatuauho, lauto batidas cono fundidas,
carros de rao e dilos para conduzir formas de asso-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, ramos do ferro batido para farinha, arados de
ierro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para l'rnalbas, e urna
inlioidade de obras de ferro, que seria enfadouha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
utelligenle e habilitada para receber lodas as en-
commeadas, etc., etc., que os aonunciantes contan-
do cora a capacidado de suas oflicinas e machhusmo,
e pericia de seus ofliciaes, se comprometiera a fazer
ciecular, rom a maior presteza, perfeicao, e exacta
conformidade com os modelos oa deseuhs, e iuslrnc-
desqae Ihe foremforaecidts.
- Deseucaminhou-se 110 dia 4 do corrente pelas
2 horas da tarde, um meio barril com maoleiga com
a marca M, e 8 libras de velas de carnauba, que um
prelo cnduzla para embarcar ne Forte do Mallos; e
como al agora nao teuha apparecido dilo preto nem
ot objectos, roga-se a qoem delles sonber ou der no-
ticia, ou mesmo a quem forera offerecidos, de os
aprehender e leva-Ios a roa de Rangel n. 21, qne se
recompensar.
1 Al ITII A r\sTN


DIARIO UE PERMMBUCO, QUART FElRA II DE OUTUBRO Ot 1854
Aluga-se um gnndc silio .1 inargrm do rio Ca-
pibaribe, no lugar da Capuiiga, ra cora cau de mullos r. munidos para lamilla, cochei-
ra, estribara e grande baila para capini: quera o
pretender Precisa-se alugar traballiadores livres ou cap-
livos: na ra do Encantamento anuazein n. 11.
I'iecica-se do ama ama que leona boa condue-
la, 0110 engorme bem e coiinhe, para caa de pouca
ramilla : no pateo de S. Pedro 11. i.
AdrqBodo Reijo re)ira-ce para guropa, a
Iralar de soacaude.
(Merece-se nm rapa?, porluguez para caixeiro
e taberna, da qual tem bstanle pratica : quem
precisar, dirija-se ao pateo do Canuo n. M eme
achara com quem tratar. '
Os procuradores do casal do fallecido Sorberlo
Joaquim J..s*tedeae da Sra. Viuva Guedes sao
Miguel Antoun. da Cosa e Silva c o Dr. Joao Pedro
Maduro da tonseca. Arrendare o sitio junto ao ce-
milerio publico, do casal da viuva Guedes : os prc-
lendeetes fa lem com Antonio Jos Cotillo do Rosa-
rio, ra da Crui.
r.r* fCM",e-d* Ulna ama <>ue 8aiba eozinhure
fazer todo o mais servia de urna casa : no largo do
Terjo n. 27, seguudo audar.
Precisa-sede una ama forra oa captiva para
easa de pouca familia ; na ra das Trincheiras 8.
Precisa-se de 2 caixeiros de 14 ou 15 annos de
maoe,e que deem fiadores da na conduela: dirijara-
e ao armazem dos Srs. Palmeira & Bellrao, no Cor-
no Santo, e la lhe dir quem lie.
Precisa-ce de 2 negros para aluguel ; na ra
da Aurora rt. 58.
PIBLICAfAO DO INSTITUTO HOMffiOPATHICO DO BRASIL
THESOURQ HOMGEOPATHICO
OL"
YDE-MECM DO H0M(E0PATHA.
Melliodo conciso, claro, c seguro de curar honuBopathicamente todas as molestias, que aluigcm a
especie humana, e particularmente aquellas que reiuam 110 Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra iinporlanlissima he hoje reconhecida como a primeira e roellior de todas que Iralam da ap-
pliearao da Iioiriojopalliia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmenlc, nao pdeiii dar um
passo seguio cem possiii-Ia e consulla-la.
Os pais ule., devem te-la a man paraoccorrer promplameule a qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm brochura, por. ."...... 10>O00
Encaderuados.............] 11S000
Vende-se uuicamenle em casa do autor, ra de S. Francisco (alando Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
Numen poder* ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidadc. Por isso, e como propagador da humreopathia no norte, c immcdialamenle interessado
em seus benelicos successos, lem o autor rio THESOl'RO 110MOEOPAT11ICO maudado preparar, sol
sua nunediata inspcccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmareulico
c professor em hnmieopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem eiccutado com lodo o zelo, Icalda-
dc e dedicarlo que se pode desejar.
uo preci-
de seus opti-
retira-se para fra da
A u Ionio Affonsj Novo
provincia.
Antonio Joaquim Teiieira Basto, subdito por-
luguez.va ao Par; '
Lava-ce engomma-se com (oda n perfeicso e
aceio : no largo da riaeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Os senhores proprietarios erendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
races a livraria 11. 6e 8 da praca da la-
dependencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mulato com muita pratica desse Oflcio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourenro Trigo de Loureiro.
Traspasca-se o arreodamento da casa n. 60 do
aterro da Boa-VisU, com arraacao para qualquer es-
labelecimento, commodos para grande familia,
quintal com 2 posos e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinna do Livramenlo lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da prasa da Independencia.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, bajar de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira {piando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeto.
Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, eose-se, laz-se labyrin-
tlio e borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e. recebe-se qual-
quer encoinmenda das mesmas- obras pa-
ra dar com promptidao e preco eom-
modo.
A profesora particular Candida Bal-
bina da Paixao Rocha, residente na ra
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
nua a admittir pensionistas, meias pen-
sionistas e discipulas externas, por precos
rasoaveis, a's quaes ensina a doutrina
christaa. 1er, escrever, contar, gramma-
tica da lingua materna, cozer, bordar de
todas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7.'horas da ma-
nhaa ao meio dia, e das 2 a's 6 horas da
tarde.
O/uem annunciou quere comprar urna mobilia
riejacaranda, querenriu uina dzia de cadeiras c um
sof, dirija se n ra do Raugel 11. 21 a qualquer hora
do dia, que achara com quem trillar.
.Antonio Affoaio Novo relira-s para Torada
proviucia.
COMPRAS.
A efficacia destes medicamentos he ai tostada por todos que os lem eiperimenlado; elle
de maior recommendasao; basta saber-so a fonle donde sahiram para se nao duvidar di
sam
mos resultados.
lima carleira de 120 medicamentos da alia
e baisa diluirn cm glbulos recom-
inendadosnoTHESOlRO HOMOEOPATH1CO, acompanhada da obra,c de urna
cana de 12 vidros de tinturas indispensaveis .......
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas '.
Dila de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de Unturas, e com a dila obra (lubos grandes.).
n (lubos menores).
Dila de 48 dilos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........
. i) 11 (lubos menores).
Dita de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (lubos graudes) .
' n (tubos menores,?. ...
Dila de 30 dilos, e 3 vidros de Unturas, rom a obra (lubos grandes) ....
... (lubos menores)
Dila de 24 ditos ditos, com a obra, (luhos graudes).......
" 1 o (lubos menores).
lubos avulsos grandes..........p,
pequeos.............
Cada vidro de Untura.............
Vendem-sc alcm disso carleiras avulsas desde o prego de 8000 rs. al deWOjOOO rs., coifnne o
numero e tamanho dos lubos, a riqueza das caitas e dj namisares dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicainejilos com a maior promptidAo, e por preros coinnio-
dissimos.
Vcnde-sc o tratado de FEBRE AMAREM.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por.
Na mesma bolica se vende a obra do Dr. G. 11 Jahr Iraduzido em porluguez c acom-
modada a intelliEencio do povo. ........
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do TfUiSOV/tO HOMOBOPATHICO, tete a &
de de dirigir o Sr. eirurgiao Ignacio Alces da Silva Santot, eslabelecido na villa de Barreirot.
a Tive a satisfaro de receber o Tliesouro lionuropathico, precioso frurto do Irabalho de V. S.,c lhe
altirmo que de Indas as obras quclenholido, he esta sciu contradirn a mclhor lano pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precalo com que indica os medicamentos, que se devem emprezar ;
qualidades estas de muita importancia, principalmente para as pessoas que descouhecein a medicina
theocria e pralica, ecl., ect., etc.
1009000
!M(JOO
609000
459000
509000
355000
4O9OOO
309000
3S9O00
961000
309000
JO9OOO
19000
9500
29OOO
29000
69000
bonda-
' Compram-sepataceshespanhes, no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na ra
do Trapichen. 58.
C.ompram-se arctSes do Banco de Pernamhuco:
na pra^a do Corpo Santo 11. 6, escriptorin.
Compram-se doos ornamentos sebasto, sendo
um ro\o e verde e outro encariiatfo c branco, dous
clices e dous missaes, ludo qu eslpja embnm uso :
na casa do sacrisUo da Ordcni l'crceira de S. Fran-
cisco.
Compra-se una cscrava mora, que saiba bem
engnmmar e coser ; a Iralar no aterro da Boa-Vista
n.8.
Compram-sc accoes do Banco de Pernamhuco:
na ruada Cruz 11.3, escriplorio de Amoriin IrmSos.
Compra-se urna lipoia cm bom uso ; na ra
do Queimado, loja n. 14.
Compra-se urna casa terrea, pequea : quem
liver para vender dirija-se a ra de Sania Rila
11. 91.
Compra-seo sermao do padre mostr Capislra-
no, por occasiito do fiincr-l dos imperiaes marinhei-
ros ; na rui das Trincheiras 11. 48, segundo audar,
ou na loja n. 6e8 da prasa da Independencia.
Compra-se urna casa terrea que srja-pequea,
para urna pequea familia; na praca da Indepen-
dencia n. 24 a 30.
Compra-se um pequeo sitio perlo da prara al
a Ponte de Urhoa : quem qiii/.er vender dirija-se
esla l> pographia.
VENDAS.
CONSULTORIO DOS POBRES
Joias.
O abaiio assignades, douos da loja de ourives, na
na do Cabug n. 11, confronta ao pateo da matriz
e ra Nova, fazem publico que esUo sempre surtidos
dos mais ricos e melliores gostos de lodas as obras
de ouro necessarias, tanto para senlioras como para
homens e meninas, roofinnam os precoe meemotMi-
ralos como tem sido ; passar-se-ha urna conla com
responsabilidade, especificando a qualidade de ouro
de 14 ou 18 quilates, ficandn assim aaranlido o com-
prador se apparecer alguma duvida.Seraphim &
Irmaos.
Ainda est par ce vender a casa sita na roa
do Molclomb n. '14 : os pretendentes podem di-
rigir-ce i ra da Concordia n. 26, que acharan com
quem facer negocio a contento dos pretendentes.
LOJA DE TODOS OS SANTOS.
Hua do Collegio n. 1.
Cliegou a esla loja um grande sortimenlo de es-
tampas de canto9 e sanias em poolo pequeuo e gran-
de a saber: Sania Joaquina, S. Joaquim, Sania Ma-
rianna, Santa Libama, Sania Alexaudrina, Sania
Carolina, Santa Marcelina. Santa Jozefina, S. Allon-
so, N. S. da Soledade. Sania Bernarda, N. S. do
Carmn. Sania llenriquela, Santa Cunslanra. N. S.
da Caridade apparecida em ipe Ilha de Cuba, com
os 6 iwcos en> volla, S. Marciano, S. Francisco de
Paula, Delicias do JUenino Jess, S. Caelano, S.
Gregorio, Pi IX, S. Francisco recebcudo as Cha-
gas, Santa Senhorinhii, S. Paulo, S. Eulalio, S. Bar-
tholomeu, N. S. daPisdade, S. Hraz, N. S. da Pe-
nlia, Salvador do Mundo, bom pastor, S. Theodoro,
Sania Gulhermina, as Virtudes Theologaes, S. Ma-
noel, Sania Rozaliua, astres Pessoas da Santissima
Trindade, S. Daniel, Sania Candida, Santa Martan-
na, Santa Paulina, Jisus com a cruz seoslas, Santa
Anna, Santa Adelaide, S. Joao Baplisla, Menino
pregando no dezerlo, S. Candido, Sania Rosa, de
Vilerbo,, S. Valentim, Santa Carolina, N. S. do Ro-
sario com os 15 royslorios.S. Roberto, Adoraran dos
Sagrados Corasoes, S.nla Emilia, N. S. dos Desam-
parados, Divina Pastora das Almas, N. S. das Dores,
Jess atado a columna, N. S. do Bom Conselho, S.
Thomaz de Aquino, Sania Theodora, S. Benedicto,
Sania Claudios, S. Antonio, S. Policarpo, N. S. da
Luz, Santa Amelia, Santa Vernica de N. Senhor,
Sagrado Coracito de Jess e de Maria, Sr. doc Pas-
sos, N.S. da ConceirSo, Mor le do Justo, Mor lo do
peccador e oulros muilos que se deiiam de annun-
ciar.
Flix Francisco da; Paz Jnior rclira-se para
fura da provincia.
Livraria, ra da Cruz do Recife n. 52.
Neste novo eslabelecimento encontrara o publico
um bom sortimenlo dos melhores livros porlugue-
zes, laUnos, francezes, inglezes, ele. ; ditos em bran-
co hamburgueses e francezes; papel de lodas as qua-
lidades, e mais objectos para escriplorio : por pre-
ro commodos.
I Negocie de vantagem.
Precisa-se de urna pescoa capaz e que d fiador a
sua conduela, para andar com um prcto na ra com
um laboleiro de fazendas, que se dar algum inle-
resse ou ordenado : na ra do |Oueimadn n. 22.,
se dir quem quer.
Mobilias de aluguel.
Alugara-semobiliascomplelasou qualquer traste se-
parado, ;< vontade do alugador : na ra Nova arma-
zem de (railes do Pinto di'fronle da ra de Santo-
Amaro.-
Permuta-ce por casas aqui na cidade ou ven-
de-se e Inmhcm se alaga para passar a festa um bom
sitio no lugar daCapunga, rom 2 moradas de casas
le pedra e cal, muilos arvoredos, como sejam laran-
jasde umbigo, dita da China, frula-po, caj, man-
ga, ouli-roro, e oulrai qualidades,com baixa a mar-
gen) do rio Capibaribe : a Iralar na ra das Cruzes
n. 33, segundo andar.
.uiz Leile Mariz, subdito porluguez, relira-se
dcsla provincia para o Rio Grande do Sul, porMa-
cei.
Aluga-se ama coebeira em um lugar muilo
vanlajnso o emnmodo por ter cacimba, e agsalha 12
cavaltos: quem preleider dirija-se a ra da Cadei
do Recife o. 16.
PrecUa-se de om teilor para um sitio perlo
desla praca, dando-se preferencia a um liomem ca-
sado, e prometle-se bom ordenado : na ra da Ca-
deia do Recife n. 16, 10 dir quem precisa.
O Sr. Augusto Carlos de Saboia Jnior lem
urna caria na ra do Oueimado 11. 22.
Alugam-se dous andares da casa da ra da Ca-
ricia 11. 4: a tratar no armazem da mesma.
Senhores lledantons.Como quer que o Sr. Mou-
rao em sua correspondencia insera no Diario de
houteiii 7 do crreme, anda sustente que a execuslo
qne contra mim est inovenrio, he em consequeuria
de sentencas e acordaos darelacSo, que me condem-
naram a pagar-lhe a quanlia de 60 o lautos contos
de rs., pelo presente desali ao Sr. Mourio, a que.
publique cssas sentencac e accordaosque asim jul-
garam. certo de que ss o li/.c-r nada mais direi cobre a
queslao. e me coufesii.rci inleiramenle vencido. Nao
he preciso que o Sr. MourSo se d ao Iraoalho de
. trazer o rouherimenlo do rispeilavel publico lorio
quanlo lem ocrorridu entre elle e mim, pois que j
tomei sobre mim essa lareTa, e ei.pero nao s intei-
rar ao publico das nocas qoestoes, seuao lambem l-
valas ao eouliecimrnto ale mesmo do governo geral,
para que se veja a juslica que aellas ce tem feito.
Recife de Pernarnbuco 8 de outubrn de 1854.
Jote Dios da Silva.
Aluga-se o segundo andar sotao da
ra de Apollo n. 20, com muitos com-
modos e cxceliente vista: os prelcnden-
tesqueiram dirigir-se ao trapiche do Fer-
reira.
RA DO GOZ.Z.ZSGIO 1 ASTOAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopathicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manilla aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uuite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaran de rurgia. e acudir promplameule a qual-
quer inulherque esleja mal de parlo, e cujas circumstanrias nao peruiillam pagar ao medico.
1 CONSULTORIO 00 DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido era porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados cm dous : ,................. 208000
Esla obra, a mais importante de lodas as que tratara da homcopathia, interessa a lodos os mdicos que
quucrem experimentar a doutrina de llahnemann, e por si proprius se convencerem da verdade da
mesma: interessa a lodos oa senhores de eiiRenho e faze.ideiros que esiao lonae dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra da Icr precisao de
acudir a qualquer lucommodo sen ou de seus Iripolanles ; e interessa a lodos os chefes de familia sue
por eirciimslaucias, que nein sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
petsoa della.
O vade-inecum do homeopalha ou Iraducsao do Dr. Hering, obra igualmente ulil is pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volme graude..........
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, aualoraia, pharmacia, le, ele.: obra indis
peiisavel s pessoas que quercm dar'-se ao esludo de medicina........
ma carleira de 24 lubos grandes de liuisiimo chrislalcom o manual do l)r. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dila de 36 com os mesmos livros................, .
Dila de 48 com os dilos. ,...........!!!!!!!
. CadLcarleira he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a escoiha'. .
Dita de 60 tubos com dilos............... .....
Dila de 144 com dilos.........
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de linluras i escollia."
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerao o abalimento de OJOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequenos para aluibeira.......... ., 8(000
Ditas de 4K ditos.....................". UijOlK)
1 unos grandes avulsos....................... IWXH)
Vidros de roeia onsa de Untura..............1,11,. 89000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar un pso' seguro "na pralica da
homeopalhia, e o proprielano deslc cstahelccimeiflo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridaile dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de rryslal de diversos tamaitos, e
aprompta-sc qualquer eucommenda de mcdicaraenlus.com loda a brevidade e por presos muilo com-
P1ANOS.
Vendem-se ricos pianos com excellen-
tes vozes e por precos commodos: em ca-
sa de Rabe Scbmettati &C, ra do Tra-
piche n. .
Vende-se urna taberna com piucos fundos, na
ra da Senzalla-Velha n. 50 : a tralar na ra Dirci-
reila n. 26.
Vende-se um piano cm bom estado c por pre-
so eommodo : na ra do Raugel n. 36, segundo
andar.
Na ra da Cadeia do Recife n. 14, loja de miu-
dezas, vende-se muilo bom azeile de carrapalo a 200
rs. a garrafa, e se Tur caada 1,140.
Vendem-se peales do uso de boa tartaruga,
abcrlns e lisos, lambem se venilcm dilos para mar-
rafa*, efaz-se atacadores para cabello nazareno,con-
ccrlam-se lambem quaesquer obras desle genero :
na loja de larlarugueiro, no pateo do Canuo, loja do
sobrado da esquina que volta para a ra das Trin-
cheiras n. 2.
Vende-se mn silio no lugar ri'Olho d'Agua,
freguezia da Taquara, mcia lezua dislanlc do em-
barque, com baslanle arvoredu le espinho, c lam-
bem se vendem 2 liados escravoi de 19 anuoc cada
um, oulro de 30, lodoscriouloi e mu lindos : na ra
do Pilar, cm lora de Portas n. 111:
Vende-se na taberna do paleo do Carmo, quina
da ra de Dorias n. 2, lin&uiras do serUlo a 210,
chnuricas de Lisboa a 400 rs.. manleiga ingleza de
400 a 800 rs., bulachinha ingleza a 320, banha de
porro muilo alva a 480 a libra, bracos de halmica de
Romao ^ Compahhia, proprios para balclo a 1R3,
peneiras (le rame para refinadores e padeiros a 7 e
80000, vinho' de Lisboa a 480, do Porto muilo fino a
360 a garrafa.
Vende-se um eKtavo de meia idade, proprio
para todo o serviro : na ra das Flores u. 11, se
dir quem vende.
83000
49000
40000
45oO0O
509000
6O500O
lOjOOO
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querejue, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe^se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas ente
se ([tiizerem utisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
lilica ainda acusta dos maioressacriiicios,
e, emquantonofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8. '
Novos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
(odasde summa importancia :
Uahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
2OSO00
6BO00
79000
65OOO
169000
69000
85000
I69OOO
109000
S9U00
79000
69IXHI
49000
IO9OOO
lumes.
Teste, n-olestias dos meninos.....
llering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpahomeopalhica. .
Jahr, novo'manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Rapou,historia da'homeopalhia, 2volumes
? arthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. '.
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. ]
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripsao
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-se lodos esles livros no consultorio homeopa-
tluco do Dr. Lobo Mostoso, ra do Collegio u. 25
primeiro audar.
OU! QUE CALOR!
Aluga-se urna casa terrea para passar a festa, no
lugar Sanl'Auna de dentro, cujo lugar he bastante
fresco e salubre ; na ra da Liugoela n. 4.
Quem precisar de um feilor para um silio ou
um trabalhador para masseira : dirija-se ao paleo do
Hospital na relinasao, a Iralar com o mesmo.
Joao Petro Vogeley.
Fabricante de pianos alia e concerla os mesmos
com loda perfeirao e por mdico preco : lodas as
pessoas que se quizerem ulilisar de seu Irabalho, di-
rijam-se a ra Nova u. 11 primeiro andar.
Perdeu-se do atierro da Boa-Vista al o largo
da Cadeia Nova, urna carleira, leudo dentro da mes-
ma 3 recibos de algodao, 8>a IO9 rs. em dinheiro,
e alguns papis que s servem de documento para o
ahaixo assi.-nado : entretanto a pessoa que adiar di-
la carleira pode ulilisar-se do dinheiro, fechando em
caria os papis e bolar no eorreio, dirigiudo-sc a
Nojoo Camello Pessoa, por intermedio de Mauoe
Antonio Ribeiro, com prensa de algodao no Forte
do Mallo, que ser gratificado C0111JO9OOO rs.
Precisa-se de um citor parTeiigenho e cam-
po, que d6 conhceimcnln de sua conduela : no cn-
gcuho novo de Muribeca, ou na ra Nova n. 51.
DINHEIRO A PREMIO.
D-se continuamente pequeas quantias a premio,
sobre penhnres do ouro c prata. adverlindo que nao
se aceita tirltia alguma ; na ra da Paz, casa 11. :J1.
Quem liver algum devedor para Ciriri, Ria-
cho dos Porcos, Brejo de Arda, Uanauciras ou mais
alguns lugares perlo destes riislriclos, e queira man-
dar fazer sua rnliranra. para isso enlenda-se na loja
n. CS da ra da Cadeia Velha, pois que ha orna pes-
soa capaz que pretende sabir nesles 3 das a esse ne-
gocio.
Traspassa-sc o arreudamenlo da loja da ra
do Queimado n. 49 : a Iralar na roa da Cadeia do
Recife, loja de miodezas n. 14.
GUERRA DO ORIENTE.
Jos Nogueira de Sonza, com loja de encadcrnarHo
c livros na ra do Collegio n. 8, acaba de receber
de Franca uina poreo de livros e entre os quaes vcio
a obra cora o titulo a Russia, a Turqua e a his-
toria da actual guerra do Oriente 1 vol. de 372 pag.
vende-se pelopreru de 39000, ass'nn como carias rio
Ihealro da guerra actual entre a Russia c Turqua,
as quaes vende-se pur eommodo pieco.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acharn-se a venda os bilheles da primeira parle
da primeira loleria da matriz de S. Jos nos lugares
do coslume : praca da Independencia, lojas dosSrs.
Fortunato e Arantes; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes ; Livramenlo, ludir do Sr. ('.hagas; Calin-
ga,bol ira dos Sr.s Moreira & Fragoso ; alerro da Boa-
Visla, loj* do Sr. Gufmar.les; e na ra do Collegio,
na Ihesouraria das loleri. Corre imprelcrivel-
ineuie no da 27 de outubro.
@ DENTISTA FRANCEZ.
,'_J Paulo Gaignoui, elali.clerido na ra larca J
@ do Rosario 11. 36, segundo andar, colloca den- 9
5$ les com gengivaa arliliciaes, e dentadura com- @
S pela, uu parte della, com a presso do ar. 9
;:; Tambem lem para vender agua rienlifrice do @
& Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do $
$) Rosario 11. 36 segundo andar. A
J. Jane dentista,
coulina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaba
pouco. tudo por preco eommodo.
.TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
L1NHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de Itabo, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por preros com-
modos.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECijHPArVIHA, OIA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de fiandres.
Estanto em verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de lia para forro de salas.
Formas de follia de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac deMilao sortido.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, ingles.
Rrimde vela da Rauta.
(iraxa ingleza de verniz para arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e lalao.
Chicotes e lampeoes para carro c cabrio-
let.
Caberadas para montara, para senhora.
Esporas de aroprateadas.
Chumbo em lencol.
Vende-se uina prnpriedade de Ierras com mal-
las e com proparsoes de se fazer o ni cngeuho peque-
no, sita na freguezia de Muribeca : quem a preten-
der, dirija-se i Sanio Amaro de Jaboato, a fallar
com Amaro Fernando- Dallro.
i qual lem
AO P
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sor ti ment
de fazendas, linas e grossas, por
preros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto olferecendo elle maiores van-'
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no* armazem da "ruado
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Crystalotvpo
J. J. Pacheco, leudo de rclirar-se breve para o
Rio de Janeiro, previne a quem quizer aproveilar
esla favoravel oocasiao para retralar-sc, que dgne-
se procura-lo al o da 20 do crrente, no Alerro u.
4, lerceiro andar. O annuncianlc vende una boa
machina de daguerreolypn com lodos os perlences.
mostrando ao comprador a perfeirao com que ella
lira os retratos.
Leitura repentina por Castilho.
Esla aberla no palacete da ra da Praia, a escola
por este excedente methodo, nelle acharan os pais
de familia um prompto expediento para corlar o vi-
cio que tem lodos os meninos de comerem as con-
soaules finaes das palavras. O feriado cm lugar das
quiulas-foiras he nossabhadus.
A casa de aterirn mudou-se para o paleo do
Terto n. 16. aonde sero despachados os senhores
que livcrem de aferir os pesos e medidas do eslabe-
lonmontos com promptidao, e faz ver aos senhores
que silo acoslumados a aferir em seus estabcleci-
menlos, que o anligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do correntr, e linda-se no ultimo dede-
zembrodo corrente anuo.
ATTENCAO'.
Chegou ullimainenle de Porlugal a inlerctsanle
obra que- '.era por tituloPas pocas da vidapor
Cantillo Caslello-Praiicn, vende-se cada ciemplar
pelo'diminuto pre^o de 20000 : na ra do Crespo,
loja n. 1 confronte ao arco de Sanio Antonio, c na
ra do Queimado u. ,"i, loja.
No aleo da Boa-Vista, casa u. 18, segundo
andar, precisa-se de urna ama de leile, c paga-se
bem.
MILDEZAS BARATAS.
\ ende-se na ra da Caricia do Recie n. 19, cpa-
los de couro de lustre para senhora a 19 rs. o par,
dilos de iiiarroquim a 600 rs., dilos para liomem a
800 e 900 rs., bolees de agalh para cania a 200 rs.
a groza, linha de cores a ig. dila branca de 800 a
19200, papel de peso muilo bom a 29400 e 2S500 a
resma, penics para alar cabellos a 240 rs.. ditos finos
a 800 e 19. cohetes a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, filas,
alfincles de lodas as qualiriaries, agulhas, luvas de
seda para senlioras e meninas, dilos para liomem,
thesouras linas e ordinarias, pulreiras de ouro fin-
gindo de lei, carleiras para baile, peneiras de aro e
oulras mullas rousas por presos muilo em conta.
Vende-se 4 carrocas novas muilo bem cons-
truidas, as quaes servem para boi ou cavado: na
ra da Cadeia do Recife n. 16, se dir quem vende.
Vende-sc urna carroca muilo grande, nova,
construida pelo syslema mais moderno e que serve
para ruuduerao de assucar de algum engenhu.por ser
muilo lorie e aguenlar muilo peso : na ra da Ca-
deia do Recife n. 16, se dir quem vende.
; Vende-se urna cabrinha de leile, a
leile, e he propria para criar meninos.
Vende-se a loja de calcado- da ra da Peuha
ii. 3, a qual he bem afreguezada, e tem poneos fun-
dos ; a Iralar na mesma loja cima.
Vende-sc una negra croula, mora, sada, que
sabe lavar bem e entcode do arranjo de casa : na
ra Nova n. 9.
HDO DE ADIR4(A0'.
Loja de fazendas do lado do norte, na
i ua do Crespo n. 14, de Dias &
Lemos.
A 160 o covado de chita com parimos imitando
cassas, a 180 o covado de chita com novos desenlies,
sendo os dos ltimos goslos, a 190 o covado de ris-
cadiuhos miudinhos finos e lindos padres, a 200 rs.
o covado das ctcellenles chitas ramelas das mais fi-
nas que lera apparecido no mercado, a 29000 o cor-
le das cmbrala! com lislras e ramageus de cores, a
19800 o corle de brim tranra'do ueliuho de quadros
largse sein clles, faada da ultima moda, a 49200
o corle de casemira encorpaila e parirnos c-curn-, a
19330 a penaba de ganga amarclla franceza muilo
fina, e a 360 o covado, a 39200 a pecinha de brela-
nba de liuho fina, a 19800 a peca das verdadeiras
bri laulia- de rolo encorpadas, a 19230 o cobertor de
algodAo escuro muilo grossoc proprio para o fro, a
610 o cobcrlor grande de algodao da Babia, e a 360
o mais pequeuo, a 180 o cuvade de algodilo mescla-
do proprio para roupa de serviro de campo, a 360 o
covado de sarja de laa muilo eucorpada, a 720 e co-
vado de alpaca prela com lustre, e 400 rs. a mais
ordiuaria ; finalmente os amantes do barato eiicou-
Irarilo sempre este eslabelecimento bem sorlido de
fazendas, c lodas por menos prec.o do que em oulra
qualquer parle.
Vendc-se a casa lerrea, sila as Cuco Ponas :
a Iralar na ra do Raugel n. 2, taberua.
Sedas achamalotadas de cores a 080
rs. o covado: na ra do Queimado loia
n. 40.
Vcndcm-sc anparelhos para cha azues e roxos,
ditos de porcelana dourados c hranens, apparclhos
para mesa de janlar, pralos azues e de oulras cores,
lanlernas de vidro, (lilas rie Alaquiaba tina ingleza,
copos para agua, cali para vinho, roinpoleiras para
doce, frasquinhns para espirito, porlalicores, e ou-
lros muitos objectos por preco mais eommodo do que
cm oulra qualquer parte : no armazem de loura e
vidros, na ra Nova ao pe da Coriceiro dos Milita-
res n. 51.
Vcndem-sc 30 espanadores de cabos enverni-
sados, muilo bem feilos, proprios para embarque :
na ra Nova n. 12, loja de Diogo Jos da (".isla.
Vende-sc muilo superior peixe, chegado lti-
mamente de Lisboa, por prcru eommodo : quem
pretender, dirija-se ra Direita n. 2.
Vende-se um escravo de nacilo, bonita figura,
idade 23 annos, pouco mais ou menos, sem vicios
nem achaques, proprio para armazem de assucar por
ja ler esladoalugado : quem o pretender, v no Ira-
piche do algodao, no Forte do Mallos.
Vende-se familia de mandioca de muito boa
qualidade, pelo jiroco de 39000 a sarca : no arma-
zem da Alfandega Velha, onde esl depositada.
FARNHA DE MANDIOCA:
Vende-se a sacca de boa familia de mandiora a
'19300 cm por(Mo : natravassa do arsenal de guerra
ii. 9.
FARNHA 1>E MANDIOCA.
Vende-sc boa familia de mandioca a 39500 cm
porrflo : ua ra da Cadeia de Sanio Antonio n. 16.
LIVROS BARATOS.
Arham-se i venda na loja de eneaderuac;5o do
berro da Congregarlo os segiiintcc livros : Ordena-
rn do Reino 490<>u, Mello Freir, fallando algum
volumo 19000, Pi-uncirs ludias sobre o_ proceso cri-
minal 300 rs., LnltAo (accfies summarias) 1 lomo 500
rs., Appellacoes e aggravos 500, Principios de direi-
lo adminislralivu por Silvestre Pinheiro 19000, Pre-
leeAes de direilo palrin, 1 lomo 320. Bergicr 1 tomo
320, Say, economa polilir, 3 lomos 19000, LizTei-
xeira, direilo civil, nevo 89000.
Jo< Paulo da Panacea vende os utensilios do
seu armazem de Mear assucar, cilo na ra de Apol-
lo n. 1: ns pretendentes dirijam-se all para Iralar
como seu respectivo procurador.
Aos 10:0009000-
Na rasa da Fama, no alerro da Ba-Vista n. 48,
eslo venda os bilheles e cautelas da primeira lo-
leria da matriz do S. Jos.
Bilheles 109000
Meios 5901)0
Hilarlo- 29800
llecinios 19300
Vigsimos 9700
Vendem-se Missaes Romanos, da ultima edic-
r.lo c muito bem encadernados: na ra do Encanta-
mento armazem n. 11.
Vende-se una taberna na ruado Rosario da
Boa-Vista n. 47. quevende muilo para a Ierra,'os
seus fundos s;lo cerca de 1:2009000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe convier :
a tratar junio aifandegaj travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Formas para paesde assucar.
Vendc-se formas de ferro para paes de assucar :
na ra da Cadeia do Recife n. 64.
' BOA FUMACA.
Vendem-se caixas com. 100 charutos de superior
qualidade a I9OOO a caixa : na fabrica da ra do
Rangel n. 59.
Pannos linos e casemiras-
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vendc-se panno prelo i 29OO, 29800, 39,
tem 49500, 59-300. 69000 rs. o covado.dilo azul, a
-it. 29800, 49. 69, 79. o covado ; dilo verde, 29800,
39500, 49. 59 rs. o covado ; dilo cor de pinhAu a
19500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, 79500 c 89500 rs. ; ditos com pequeo
defeito. 690OO; dilos inglezenfestado a 59000 ; dilos
de cor a 49, 59500 69 rs.; merino prelo a 19, 19100
o covado.
Cobre de forro.
Vendc-se cobre de forro de 28 e 2i oncas : na ra
da Cadeia do Recife n. 61.
Caixas com vidros.
Vende-so caixas com vidros de lodosos tamaitos :
na ra da Cadeia do Recife n. 64.
Completos sor timen tos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-sc corles de vestidos de cambraia de
seria Cual barra otbalo-, &900O rs. ; ditos com
llores, 79, 9 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
gosto, 119 ; curtes de cambraia franceza muito fi-
na, fixa, com barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cana de cor com tresbarras.de lindos jiadrOes,
39200, pec;as de cambraia para cortinados, com 8;,
varas, por 39600, dilas de ramagem muilo finas, i
69 ; cambraia desalpicos miudinhos.brauca e ric cor
muilo fina, 800 rs. avara ; aloalhado de liulioacol-
xoado, 900 a vara, dilo adamascado com 7J^ pal-
mos de largura, 29200e 39500a vara ; ganga ama-
rclla liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de rollle de fu-tao alcoxoado c bons pa-
dres fixos, 800 rs. ; lencos de cambraia de ludio
i 360 ; dilos grandes linos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prela* muilo superiores, 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia a 500 rs. o par.
Vestidos de seda baratos.
Vendcm-se corles de vestidos de seda bous goslos,
boa qualidade e por preco muilo barato : na loja de
quatro portas da ra do Queimado n. 10, de M. J.
Leile.
Vende-seos verdadeiros charutos da llavana
por preco eommodo : na ra da Cruz n. 66 primei-
ro andar.
Contnua-se a vender corles de chita larga co-
res lisas a 29, corles da calca de casemira de cores
98O, haveudo de tudn aoudc esmlher: ua loja de
quatro portas da ra do Queimado n. 10 de M. J.
Leile.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 3 portas da ra do Livra-
mento n. 8, ao pe do armazem de
loura.
Vendem-se (hitas escuras finas, com pequeno lo-
que de mofo, motilado que seja desapparece, o co-
vado 160, riscadinhos miudos a 160 o covado, cassas
decores a 360 e 460 a vara, c oulras militas fazen-
das por menos preco do que cm ootra qualquer
parle.
FARNHA DE MANDIOCA.
Vende-sc lina familia de mandioca em saccas de
cinco quartas : na travessa da Madre de Dos, arma-
zem n. 3 o 5, ou na ra do Queimado n. 9, loja de
Antonio Luiz de Oliveira Azevcrio.
Na loja da ra do Collegio n. o,
ha para vender o maj superiur doce de laranja de
calda, dilo de grozlts, dito rio cidra, este doce se
vende em barris e he o mais fino que se tem visto li
mercado \Jm quanlo ao pregse dir ao comprador,
porque sm quanlo a qualidade nao deixam de com-
prar.
Vende-se um lindo eaiio com 4 repartimen-
los, conlendo 16 palmos de couiprimrnlo, proprio
para deposito de bolacha ou de assucar : na ra Di-
reita, taberna n. 19.
Airada de Edwla MUw.
p. Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-sc constantemente bons sedi-
mentos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelos os mais moder-
nos, machn horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, pnssadeiras de ferro estaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-veiis )iara navios, ferro da Suecia, fo-
llias de flandres ; ludo por barato preco.
RA DA CRUZ, ARMAZEM "N. 13. w
Ncsl* armazem vendc-se o seguinle: cabos do li-
nho de I a 6 pollegadas, lonas Ha Russia primeira
sorte, ditas inglezas imperiaes, reinos de faia ameri-
canos, barretes escocezes para manija, flele para
baudeiras, oleo de linhaca em barris, carne de vac-
ca salgada em ditos, azeite de colza para luzcs.
Na loja de livrosMo ulico baraleiro, na ra
do Crespo n. 11, veudc-se roiin r.-io de compendios,
conlendo cathecismo da doutrina ClirislOa, elemen-
tos de orlhocraphia c de arithmolira, regras de civi-
lidadc c mximas moraes encadernados por 400 rs.,
diccionario das flores a 160, cartas patriticas a 160,
diccionario de Moraes da 2. ediccao por 129000, sa-
lustioe fbulas latinas a 640, instiluieao de direilo
civil braaileiro por Paschoal Jos de Mello Freir a
640, o guarda-livro moderno, em 3 volumes por
69000 rs.
Vende-se um sobrado deteriorado em Olinda,
na ra de S. lenlo, defrontc do mosleiro: quemo
pretender dirija-se a ra do Boin-Successo dcfronlc
da quiua dos Quarleis onde lem um lampelo.
primeiro
CARRO ECABR10LET.
Vende-se um carro americano, novo, elegante e
leve; vendc-se tambem um outro de 4 assentos, e
mais um cabriolcl, esles dous com pouco uso ; ven-
dem-se lambem os cavallos para os mesmos queren-
du. por preco eommodo : na na Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois.
Deposito de cal.
Vendc-se cal virgem de Lisboa, prximamente
chegada, por o mais razoavel pre<;o : no armazemde
assucar da viuva Pereira da Cunba, ra de Apollo
n. 2.
Vcndcm-sc esleirs de palha de carnauba che-
gadasagora do Aracaly, a 129 o coulo : na ra da
Cadeia do Recife n. 49 1, andar.
Vendc-se vcllas de cera de carnauba feilas no
Aracalj, de 6, 8. o 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Recommcnda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de mas-a,a que muitos
rhamam de fellru a I9OO rs. cada um : na ra do
Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vcndcm-sc velas de cera de carnauba de compo-
sicao. feilas no Aracaly, da mclhor qualidade que
ha no mercado, e por mais eommodo preco que cm
outra qualquer parle : na ra da Cruz ii. 31, pri-
meiro andar.
Vendem-se ricos pianos com cxcellenles vo-
zes e por preros cominodus: cm casa de J.C. Rabe,
ruc do Trapiche n. 5.
PIBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mcz de Maria, adoptado pelos
rcverendissiinos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
uha dosia cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da ConceirAo, e da noticia histrica da nie-
rialha milagrosa, c rieN. S. rio Rom Conselho : ven-
de-se u -menle na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a 1^K)0O.
Deposito de vinho de cham-
pagne Cliateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Hareuil, ra da Cruz do Re-
cife a. 20: este vinho, o mclhor
de toda a champagne vende-
sc a ;600 rs. cada caixa, acha-
sc nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde deMarcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo eommodo : no arma-
zem de Barroca & Castro, na roa da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco eommodo : na ra do Ainorim n
il .armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-ce exrellenle laboado de piuho, recen-
Icmenle chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a eutender-se com o adminis-
trador do inesmo.
Vende-se,farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 5
e 58, ou no caes da alfandega.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, de supeiior qualidade c por
preco eommodo : na ra da Cruz n. 26
primeiro an"lar.
Na loja do Catdeal ra do Rosario,
vende-se o bem conhecido rape rolo
Irancez.
Vendem-se camisas francezas muito
bem feitas, com peitos de linho e de ma-
dapolo, e aberturas de linho e de mada-
iolao para camisas, tudo de superior qiia-
idade e por prero eommodo: na ra da
Cruz n, 26 primeiro andar.
Vende-se superior chocolate iran-
cez Kiseclie e Abssinthe, por preco eom-
modo : na ra da Cruz n. 26
andar.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o cavado.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo sa e boa carne, pelo barato pre-
c,o de 43OOO a arroba, e fado ceceo de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravus : na ra do Quei-
mado, loja n. 14.
Toa I luis e guarda apos (le panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para recto 109000 a duzia, ditas lisas a 148000
a duzia, Euardnnapos adamascados a 39600 a duzia :
na ra do Crespo n. 6.
BRINS E CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslilo branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para ha hados a 2g000, gan-
ga amarclla trancada a 320o covado na loja da ra
do Crespo n. 6. \_
Cortes de cambraia,-
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 49000 cada um, ditos de cassa
chita a 29OOO, dilos de chila franceza larga a 39000,
lencos de seda do 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na roa do Crespo, loja
n. 6.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro desellins che-
gada recntenteme da America.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ha-
ratos que he para fechar conlas.
i 4.000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo saa e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 48000 rs.
a arroba cm pacolesde 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao pe escadinlia.
Ai que rio.
Vende-se superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., dilos brancas a
I9200rs., dilos com pelo a iniilac,flo dos de papa a
I94OO rs.: ua ra do Crespo loja n. 6.
Vepoiito da fabrica da Todo* o Santo* na Babia
Veude-se, em casa de N. O. Bieber & C, na roa
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de e-
cravos, por preco eommodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 psde coqueiros, com boa casa
de vi venda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a* ra do Rangel n. 56
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimenlo de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 3.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de 1 almiaraos Aj Henriques, rna do Cres-
po n. vendcm-se cassas francezas do ultimo gas-
to, pelo baratissimo preco de 180 re. o covado.
NOVA ORLEANS.
Barato sim, liado nao.
Na na do Queimado loja n. 17, vende-ce alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitula ria
Nova Orleanspelo barato preco de 500 re, o cova-
do, cendo esla fazenda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de laa e ceda de core
as mais del icaria*.mu iio proprio para vestidos de se-
nhora c meninos a 500 rs. u covado.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
segiiinles vinhos, os mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porlo,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
cm camnhas de urna duzia de garrafas, e .1 visla da
qualidade por preco muilo era conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chalan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de "ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmo* de
bocea, as quaes acharn-se a venda, por
preco eommodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador..
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo 110 idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
CHALES E MANTELETES DE'SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para tf Cadeia : vende-se chales de
seda a 8000, 12^000, 1 .tyOOO e 18$000
r., manteletes de seda de cor a 11000
rs chales prelode laa muito grandes a
5#60U rs., chales de algodao e seda a
lJ280rs. 6
- Na ra do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil aqainhcntoc maesoc
de cuntas de vulto lapidadas a 160 u. cada masco a
70 riuzas de caizas de otatsa para rap 11200 a
duzia.
HUA DO TRAPICHE N. lo**.)
Em casa de Patn Nash & C., lia pa- j
ra vender:
S Sortimento variado de ferragens.
^ Amarras de ferro de 5 oitavos at i J
polegada.
Champagne da melhor qualidade 8
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.___ ffi
Vende-se um excellenle carrlnho de 4 rodas,
mu bem construido, eem bom estado ; esl espacio
na ra do Arago, caca do Sr. Neoroe o. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, Iralar do ojocle
com o mesmo senhor cima, ou oa ra da CrM M
Recife n. 27, armazem.
Moinhos de vento
ombombasde repulo para regar borlase Italia,
decapim, na fundirn de D. Vi. Bowman : na roa
do Brum os. 6, be 10.
Devoto Chtistao.
s,niu los 2." eriielo do livrinho denominado
llevlo CbrisUfo.maii correcto e aercscenlado: vende-
se nicamente na livraria n. Se 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de coree de um s panno, malla cicada a
de bom goslo : vendem-ce oa ra de Crespa, laja da
esquine que volla para s cadeia.
OBRAS DE LABVRINTHO.
Vendem-se loalhas, lenca, roeiroc de labvrinlho
de lodas as qualidades, rendas, bico. largas e eclrei-
loj, por commodos precos : ua rea da Crua do Re-
cire n. Ja, primeiro andar.
Vende-seo bem acreditado rap ro-
lo francez : na ra da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vende-se urna escrava : na ra de
S. Francisco, cocheira de Paula dt Silva.
Vendem-se loalhas de roslo de verdadeiro linho
pu'o, pelo barato preco de 89000 rs. a duzia : na
loja de 4 portas n. 3, ao lado do arco de Sanio An-
tonio.
Vendem-se luvas pretas de Jovin para senhora
e liomem. as melhores que tem vindo de Pars: ha
loja del portas n. 3, ao lado do arca de Santo Anto-
nio.
Vende-ce panno proprio para forrar bilhor : na
ra do Crespo loja de 4 portas n. 3, ao lado da arce
de Sanio Antonio.
Vende-se murculina eccoces propria pora ves-
tidos de senhora e meninas, como bem vestuarios da
meninos pelo barato preco rie 640 rs. o cavado : na
ra do Crespo loja 11. 3, de 4 portas, ao lodo.do arca
de Santo Antonio.
Vendc-se alpaca de ceda achamalotoda 640
rs. o covado : na ra do Queimado n. 38.

ESCRAVOS FGIDOS.
S

\
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobei lores oscuros muilo grandes e eneorpados,
ditos hranens com pello, muilo .'minies, imitando os
de lila, a l-iii) : na ra do Crespo, luja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendc-se urna halanra romana coiri todos os
seus pertciices. cm bom uso e de 2,000 ultras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
A abaiio assignada declara ao pnhlieo e a lo-
rias as autoridades policiaca, que no dia 8 do trren-
le, pelas 1 horas da madrugada, desapparectram de
sua caw, servindo-se de urna escaria qoe poralgucm
de Tora fui lanrada a urna janella que deilava para o
quintal para favorecer a fuga, duasescravas cabras,
urna de mime. Lniza e oulra de noote Ignez ; a pri-
meira com os signaos segundea : estatura regular,
grossa do corpo, com os cabellos corlados pelo lado
dedelraz e crescidos pela frente, com todo o corpo
pirado rie hesigas ; e a segunda de corpo regalar,
estatura alia, cor fula, com 2 denles de menos na
frente; cendo que protesta proceder com todo o ri-
sor das leis contra quem quer que ac ten ha aeoala-
das. Seudo-lhe porm entregues ou denunciadas,
prometa guardar o maior segredu, offereceodo o
premio de 09000 aos cap i ules de campo, oa esrlra
qualquer pessoa que deUac der noticia, oa as levar
a casa de sua residencia, na roa do Livramenlo a. 4,
onde se Ibes dar generosa recompensa.
Anna Joaquina Lint Waicdarley.
509000.
Desappareceu no dia 25 de selembre prximo pas-
sado, do engenho Vicente Campello, t escravo Gas-
par, de iii'cao Costa, com 50 anuos de Idade, alto,
rr prela, rosto comprido, o beiro de baixo grande e
rahide. c lem barba ; o qual escravo veio da Bahia,
e foi comprado a Antonio Ricardo do Reg nesla
praca: qoem o pegar, leve-o ao mencionado enge-
nho, que reeeber do abaito assignado SOjOOO rs., e
nesla cidade ao lllm. Sr. Joao Piulo de Lemos J-
nior. Manoel (loncalct Ferreira tima.
Desappareceu do silio do padre Manoel Flo-
rencio de Albuquerque, na Iravessa da Cruz de
Almas, de Ponte-Uchoa, no dia 5 do correla-, um
seu escravo de nome Manoel, de nacao Rebote, de
meia idade, bailo, grosso do corpo, meio cangoei-
ru ; levou nm sacro com roupa sua, o escravo foi
comprado por muito bom. ao Sr. Manoel de Almei-
da Lopes, que o vendeu por ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : roga-se, portanlo, as auto-
ridades policiaes, capilaes de campo, ou oulra qual- ,
quer pessoa. que o apprehendara e leve-o a rna da
Hurlas n. 15, ou no dilo silio, que ser recompensa-
do ; adverte-se que o dilo prelo be cacada cea o en-
nho Camur, freguezia do Cabo. '
Desappareceram ne dia 5 do corrala done es-
cravos da ilha de I la maraca, por nome Joao e lou-
renro, irmos manos, eiiouloi, de idade de 20 a 24
anuos: Joo tem o dedos doc oes torios para den-
Iro. eslalura regular, olhos grandes, con chocha
nariz um lano afilado, denles limados, principian-
do a barbar, peilos estafados para tora, barriga
esmarmada. Lourenro, ebeio da corpo, estelara
regular, lem urna cicatriz em orna bochecha, sem
barba, olhos grandes, denles limados, ambos espa-
rianriiK c esmarmailos da barriga, foram vistos no
becco do l'rem, no dia 6, ambos Irouieram troza
para mudaran roupa : por tanto, roga-se asaulo-
ridades policiaca e capilaes de campo de os pegarem r
e na levarem au armazem de fariuha, oa paleo da
Rikeira n. 7, que serflo recompensadas, '
Desappareceu no da 13 do mez proiioco pas-
cado urna prela de nome Joanua, de nafta Canga, ,
estatura regular, feia, magra, com falla da denles,
velha e puxa de urna pema; levou sata prela de
chita com palminhas brancas, raberSo de algodao
novo, panno azul da Cosa ja velho, e anda veudendo
para nao ser conhecida ; consta andar pelo Montei-
ro, Apipuroa, Passagem, evem al a ribeira ria Boa-
Visla : roga-se a quem a apprchender, de levo-la
ra da Coiiceifo n. 4, que ser recompensado.
Desappareceu no dia 23 de selembro prximo
p.is-ndo, um prelo de nome Joaquim, naeSo Cacan-
ge, que reprsenla ler 40 a 50 anuos, eslalura bai-
xa, grosso do corpo; j foi do engenho (jinipapo, e
foi vendido a Antonio Francisco Lisboa, com arma-
zem de assucar na ra da Apollo ; levan camisa de
risrario azul, caira do mesmo, chapeo de masca pre-
lo, lem coslume andar serrpre fumando em cachim-
bo ; levou lambem um balaio de compras desles do
Purlo, e emriina da lampa a marcar: quem o pe-
gar, poder leva-lo na ra de Apollo, armazem de
assucar de Francisco Antonio Lisboa, qne se recom-
pensar.
Ausenlpu-se no dia 23 do frrente o prela A-
leandre, de nacao S. Paulo, idade de 25 anuos, al-
to, falla demorada e corpo reforcado, foi escravo do
fraiicTiTiqu, morador h' mo^Mte,--a-aUima-
mcnl do Sr. Eduardo Bolly ; esse prelo cocluma
em sn.is frequeulec fgidas andar pela roa da Auro-
ra, ir para olinda, e refagiar-ce as campias do
Rio Ooce : roga-se, portanlo, a quem o pegar ou
leile 'der noticia, dirija-se ra do Brum n. 28, fa-
brira ,1c caldeireiro, que cera bem recompensado.
Desappareceu hoje das 7 para 8 horas da ma-
nh.la, o escravo, erioulo, de nome Uaudiano, de es-
tator: regular, grosso do corpo, denles limados finos,
olhos'e cara grande, com bastantes signaesde bechi-
S* po.r as ler.do era quantidade em 1850 logo que
o romprei em 30 de ouluhro do dilo snno ao Sr.
Jos ilje Hollanda Cavalranli LeitSo, que o houve
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se jkis senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
m
Vendeni-serelogins deooroe prala, ma
barato de que em qualquer outra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta,, como
icjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lan/.inha para vestido de
senhora, cora 15 covados cada corte, a
AjJ500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
i
*
)
por helranca paterna de cea fallecido pai o capillo
Antonio Vieira de Mello Leilao, moradores np lu-
gar doiJac, tormo da villa de Piaiarelh, d'onde he
filho o lito escravo. que representa ter 23 aonoc per
declara,r o formal de partilhas quando o comprei ler
19 aninm; levou calca de algodao azul (raneado,
ranina Je madapolo, chapeo velho de seda ou de
couro, ifiesuuicse cer seduzidoa faglr por ao lisvcr
molivo 4j|gum : quem oapprehendir pode leva-lo ao
abaixo absigoado, senhor rio riitoescravo, com pren-
sa de algtodio no Forte do Maltes n. 7, ou roa rio
QueimaiSon. II, quesera bem recompensado. Recife
2 de oulkibro de 1854.
i Manoel Ignacio de Oliveira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de selembro o eoeravo,
erioulo, ii nome Antonio, que cosluma trocar o ne-
me para Pedro Jos Cerino, e inlilular-se forro,
he muilo ladino", foi e*cravo de Antonio Jos de
Sanl'Aui ta, morador no engenho Caile. comarca de
Sanio An ian, e diz ser nacrido no serlilo do Apodv,
estatura e corpo regular, cabellos pretos, carapiuha-
dos, cor um pouco fula, olhos escuros, nariz grande
e grosso,, laicos grosos, o semillante um pouco fe-
chado, b;m barbado, poror necia orcasiflo foi rom
ella rapai.la, com lodos os denles na freule ; levou
camisa de. madapolSo, calca e jaquela branca, cha-
peo de paljha com aba pequeua e urna (roma de tou-
pa pequen a; he desuppdrque mude de Irage: ro-
ga-se porta uto as autoridades policiae e pessoas par-
ticulares, u apprchendam e Iragain necia urara do
Recife, na] ra larga do Rosario u. 21, quise re-
compensar/' muito bem o seu Irabalho.
PERN. y TYP. E M. F. DE FARIA. 185*.


*c ikm
i


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