Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01310


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Full Text
ANNO XXX. N. 232.

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
HM
TERQA FEIRA 10 DE OUTUBRO DE 1854.
Ppr anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
N
ENCARREGADOS DA SL'BSCRIPCAO'.
Recite, o proprteurio M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, oSr.JooPereiraMariins; Baha,*4 Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahilia, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
lade; Natal, o Sr. Joaquimlgnacio Pereira; Araca-
a ty, o Sr. AntoniodeLeraos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borge?; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, a Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS
Sobre Londres 27 3/4 a prazo e 28 a d.
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de lettras a S 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedasde 6400 velhas. 16000
de 69400 novas. 16*000
de 45000...... 09000
Prala.Pataces brasileiros..... 19940
Pesos columna ros..... 19010
mexicanos........ l860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 6 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 7 horas e 18 micutos da .tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, ierras-feiras e abitados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas is 10 horas.
1.* vira docivel, segundas e sextas ao meio da.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMEKIDES.
Outubro 6 La cbeia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
9 Segunda. S. Dionisio b m. ; S. Abraham.
10 Terca. S. Francisco de Boija ; S. Eulampio.
11 Quart. S. Nicacio b m. ; S. Samalra m.
12 Quinta. Ss. Prisciliano e Domnina mra.
13 Sexta.Ss. Danieleflugolinomm.; S.Samuel
14 Sabbado. S. Canso p. m.: S. Fortunata.
15 Domingo. 19.* S. Tbereza de Jess v. c. ;
S. Ageleo m. ; Ss. Aulhioco e Severo bb.
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PARTE OFFICIAL
MINISTERIO DA JUSTINA
L*l m. 799 de 16 a Mimbra de 185:.
Declara que aos Iribunaes do commercio compele o
, julgamento em stgvnda initancia das cautas
coinnierciaes com aleada ale :00U& ; ficando com-
prthtndidos nesla juiitdicro os commerciantet
matriculado* e nao matriculados ; e d outras
procidencias.
D. Pedro.por greca de Dos e unnime acclamacao
doi poYM, imperador constitucional c defensor per-
petuo do Brasil: fazenioAaber a lodos os nossos
subditos que a assembla *ral ilecrelou e nos que-
remos a lei seguinle :
Art. I. Competo aos Iribunaes do commercio o
julgamento em segunda instancia la cansas eom-
merciaes com aleada at 5:0009. Nesta jurisilicc.au
fo comprchendidos os commerriantes matriculados
c nJo matriculados.
Os Iribunaes do commercio, para julgarem em se-
gunda instancia, se comporto do. seus memhros or-
dinarios e de mas tres desembargadores na capital
do imperio, dous na* provincias, os quaes scro
designados pelo enverno d'enire os ila respcclva r-
larJo.
A forma do proresso para o exercicio (testa nova
jurisdiccao era estahelecida pelos regulamenlos do
governo.
Art. 2." as proviucus onde existem relarcs se-
rio ealabetecidos Iribunaes do commercio, se o go-
verno julgar conveniente.
Art. I. Para julgamento das causas cnmmerciaes
em primeira instancia, serao nomeados juizes de d-
reilo especiaes as capilacs, onde funeciouarem os
Iribunaes do commercio.
Art. *.< Ficio revogadas as leis mi contrario.
Mandamos porlanto a todas ai autoridades a quem
o conhecimento e execu>;Jo da referida lei pertencer",
que a cumpram e facairi cumprire guardar lio inlei-
ramente corno nella se ronlem.
O secretario de estado dos negocios da justica a fa-
ca imprimir, publicar e correr.
Dada no palacio do Rio de Janeiro, aos 16 de se-
tembro de 1851, trigesimo-terceiro da independen-
cia e do imperio.
Imperador, com rubrica e guanl.i.Jos Thoma:
Nabueo de Araujo. *
Carta de lei pela qutl vossa Mageslade Imperial
mauda execular o decreto da assembla geral, que
boave por bero sanecionar. declarando qae aos Iribu-
naes do commercio competa o julgamento em segun-
da instancia das causas commcrcia.es com aleada at
5KW09, eomprehendidos nesta jurisdiccao os commer-
ciantes matriculados e nao matriculados c dando
outras providencias, na forma cima declarada.
Vara Vossa Mageslade Imperial ver.Antonio
Aloe* it Miranda Vartjao a fez. Jos Tliomaz
Nabueo ie Araujo Sellada na chancellarla do im-
perio em 22 de setembro de 1854. Josino do Nos-
cimento Silva.Foi publicada a presente lei na se-
cretaria de estado dos negocies da jnstica, em 25 de
setembro de 1851.Jotino do Nascimento Siva.
Decreto a. 798 de 16 de setembro de 18:>4.
Crea urna nota fregu zia nesla cidade, tirada das
de Santa Auna, Sacramento e S. Jos, dando-.
Me o goterno nome e marcando-IUc territorio,
ouvido o bispo diocesano.
Hei por bem sanecionar e mandar que se execute
a resoluto seguinle da assembla geral legislativa.
Art. I. Fica creada urna nova freguezia nesla
cidade do Rio de Janeiro, a qual ser tirada das fre-
guezias de Sania una, Sacramento e S. Jos, dando-
Me o governo nome e marcando-llie territorio, ouvi-
do o bispo diocesano.
Art. 2. Emquanto ss nao constituir urna igreja
que sirva de matriz dissa uova freguezia, servir
provisoriamente como tal a capella de Santo Anto-
nio dos Pobres, e o governo, onvido o bispo dioce-
sano, dar as convenientes providencias para que se
satisfar a toda as necesidades do callo coma nica
irmaudade existente na mesma capella.
Art. 3. Ficam revotadas as disposiroes em con-
trario.
JosThomaz Nabueo de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
lic-i, assimo teuha entendido efara execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 16 de setembro de
IKi, Irigcsimo-tcrcciro da independencia e do im-
perio.Cora a rubrica de S. M. o Imperador.Jos
Thoma: Nabueo de Araujo.
* tacoian i ------
MINISTERIO DA FAZENDA.
Decreto m. 776 de 6 de setembro de 1854
Isenta a fazenda provincial do pagamento de cer-
tot impostor.
Hei por bem sanecionar e mandar que se evccule
a leguinte resolucAo da assembla geral legislativa.
Art. l'nico. A fazenda provincial fica isenta do
pagamento dos seguintes imposlos : siza dos bens de
ra/., comprados ou vendidos por cotila dos cofres
provinciaes ; dizima de chancellara, c oito por cen-
to sobre as loteras concedidas. pelas assemblas
provinciaes para qnalquer lim de utilidade da pro-
vincia : revogadas as dposicocs em coutrario.
O viscnide de Parau, consellieiro da estado, se-
aur do imperio, presidente do conselho de minis-
tro!, ministro e secretario de estado dos negocios da
fazenda, e presidente de tribunal do Ihesoro nacio-
nal, assimo lenlia enterdidoc faca eiecular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 6 de setembro de
1RM, J3. da independencia e do imperio.Com a
rubrica de Sua Mageslade o Imperadorriiconde
ie Parani.
DECRETO N. 777 DE 6 SETEMBRO DE 1851.
Declara eompreheniidat nadlsposirao do art. 12
da lei n. 586 de 6 de setembro de 1850, as duas
loteras concedidas pela assembla provincial
do A/aran/ioo para as obras do comento de San-
to Antonio da capital da mesma provincia, .r-
trnhidas em 1852 a 1853.
Hei por bem sanecionar e mandar que se execute
a seguinle resoluto da assembla geral legislativa.
Art. nico. As duas loteras concedidas pela as-
sembla legislativa provincial do Maranhao, em be-
neficio das obras do convento de Santo Antonio da
capital da mesma provincia, extrahidas nos annos
de 1852 e 1K.VI, ficam coniprehendidas na disposi-
cjto do art. 12 da lei n. 586 de 6 de setembro de
1850 ; revogadas a< disposiroes em contrario.
Ojviscoude de Paran, oonselheiro de estado, sena -
dor do imperio, presidente do conselho de ministro
ministro e secretario de estado dos negocios da fa-
zenda, e presidente do tribunal do thesauro nacio-
nal, assiin o tenlia entendido e faca execular.
Palacio do Kio de Janeiro, em-6 de setembro de
1854, trigrsimo terceiro da independencia e do im-
perio.Com a rubrica de S. M.o Imperador.lis-
conde de Paran.
DECRETO N. 1429 DE 14 DE SETEMBRO DE1854.
Uleea a thetouraria do Para 2. cftziua da 1.
ordem, e crea maistuma seccSo na do Mara-
nhao. i y.
Atienden ln s necessidades do servico publico, e
usando da a ti tur i sacan concedida pela lei n. 563 de
4 de julhu de 1850 : Hei por bem ordenar o se-
guinle :
Arl. nico. Fica elevada i 2*. classs da primeira
ordem a Ihesouraria de fazenda da provincia do
Para ; e creada na da provincia do Maranhao urna
qaarta secc.lo de objcclns militares.
O visconde de Paran, conselheiro de estado, se-
nador do imperio, presidente do conselho de mi-
nistros, ministro c secretario de estado dos nego-
cios da fazenda c presidente do tribunal do llie-
souro nacional, assim o lenha euleudido e faca exe-
cular.
Palacio do Ro de Janeiro, em 14 de selembro
de 1851, Irizesimo terceiro da independencia e do
imperio.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
I'iseonde de Paran.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios do impe-
rio 27 de setembro de 1854.
Illm. e Exm. Sr. Em resposla ao officio de V.
Exc. dalado de 30 do mea pa>sado sob n. 91, lenho a
declara i -llie que, sendo approvaila a deliberarlo que
V. Esr.tomou.em visladasrazoes que expfiede man-
dar contratar na provincia das Alasoas, pela ijoant.ia
de 20:0008000 r., a raadeira necessaria para conti-
nuarlo da obra da ponte provisoria do Reeife, ficam
nesla data expedidas as convenientes ordens, para
qoeseja esta quanlia posta na Ihesouraria dessa pro-
vincia a disposicAo de V. Esc. por conla do crdito
volado para obras provinciaes no correle exercicio,
alim de ser applicada ao pagamento da referida ma
deira. Communico mitro sim i V. Exc, qae por
conla do mesmo crdito, silo igualmente expedidas as
iieccssarias ordens, para ser posta a sua dspoc,Ao a
quanlia de ():Q005000 rs. parWr empregado na
continuaran da dita obra.
Den? guarda V. Exc.Luiz Pedreira do Cou-
to Fermz.Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
A FAMILIA AUBRV. (*)
Por Pao lo Maurlec,
SEGUNDA PARTE.
ACCiO EPAIXiO.
IV.
lContHuacao.1
Maria escreveu no mesmo dia. Sua caria difle-
ria singularmente da de Njlalis. Carta alias diftlcil
e delicada Couvinlia evitar de coinprnmeller o co-
ra;o de Martha.se com effeito Natalia n.lo India ja-
mis pensado nella ; mas essas raparigas sao grandes
diplmalas! Mana limilivao primoiramenle a re-
ferir o* factos, aresuluclo de Pedro, o pedido em
ca-ameiilo. e dcpoii acrescenlava :
..... Comprehendes, Nalalis.que Martha no dia
sesuinte ao de 15o grandu dur, ncm podia dizer sim
neio nao. Por isso meu | ai defeno por si mesmo a
espora della para dalii a doui mezes. Eulrelanlo
Pedro a no lodos caieoeoios de un conscnliuiento,
ue he indUpeufcvel era nossi ramilla, quero fallar
o leu. charo ausente, ^^tali^ *e ttns quefazerao
projeclo de uosse irmao primogenilo unu opposs*o
de qnalquer natureza quuscja, falla c ordena. fc>-
nheces a Pedro, creio quo elle quer esle casameiilo
mas por gencrusilade que por amor, e que renun-
ciara a Martha sem graodo soflrimcnlo....
i Quaulo a/Marlha. ah! Nalalis, he un aiiio !
Branda na desgrara como na amixade. Ao lado d
urna pegaznha de meu couhecimenlu, que he lao
altiva e lao indcil, acho-t sempre seren c senipre
inmlejiia. Lu .lia lestes nu repetia-llin urna eouaa
'l" linlu Hilo, e olla disse-ineruin sen tiranteolhur :
Ouanu rteto parecer-la ignoraule, .Mara b Kev
' Vid,. Piarlo n. ill.
A .
Expediente do dia4dejalho.
Ao Sr. inspector da alfandega da corte, commu-
nicando que o tribunal do Ihesoro entendendo-
que, nos casos de mulla, o prazo para o recurso de-
ve comecar a conlar-se do acto em que esla foi im-
posta, e nao de qualquer decistlo do mesmo inspec-
tor denegando a preletir,ao de se fazer sem a dila
multa o despacho da mercadoria ; resolveu porequi-
dade, dar provimcnlo ao recurso do equino da barca
insleza Clymen, mandando releva-lo da mulla que
Ihe fora imposta pela falta de apresentarno de ma-
nifest da referida barra,que provou terenlrado ues-
te porto arribada por forra maior.
. 5
Ao Sr. ministro do imperio, respondendo ao
aviso de S. Exc. de 17 de feverciro ultimo, que
acompanhou o oflicio da Illm.a cmara municipal
de II do mesmo mez; declara que sendo a nume-
raran das casas, e ululado das ras materia muni-
cipal : e nao se lendo a Illm. cmara justificado de
haver mal cumprido a obrigaito qne lhe he imposta
pelo arl. 4 do regulamenlo de 16 de abril de 1842;
nem demonstrado com allcgacocs positivas a impos-
sibilidade de fazer ella a despeza necessaria com se-
rrelhantc ohjecto ; nSolie admissivel o pedido conli-
do nn seu citado olTtcio. E aproveilando a occasia
solicita de S. Exc. a expedirn das suas ordens a
Illm.9 cmara, afim de que sem demora tome provi-
dencias para a re.lauracao das numerales e lilula-
COes no inleresse do evitar as difliculdades queresul-
tam, para os lancamentos e arrecadacao dos im-
poslos.
MINISTERIO DAMARINHA.
Expedienta do da 8 de aajoato da I8S4.
Ao qtiarllel general da marinba, declarando.em
soluro duvida exposla em officio n. 589 de 27
de jullio ultimo, que a gratificarao de augmento de
sold, concedida pelos arlgos 29, e 30 do regula-
menlo innato ao decreto r, 411 A, de 5 de junho
de 1845, as pesca* do corpo deimperiaes mariuliei-
ros, que contnuam a servir, alem dos nove ou doze
annos, segundo sao vulunlarias ou recrutadas, s
deve ser abonada desde a dala, em que as mesmas
praras declaram querer continuar a servir ; e de-
terminando que se proceda na iutcllgencia e execu-
Co dos menciouados arligos, como al boje se tem
pralicado.
-14
Aominislerio da fazenda, cummunicando que
pelo faci da extinejao das conladoras da marinba
das provincias da Babia, Pernambuco c Para nao
podem os respectivos contadores continuar a fazer
parle do conselho de adminislracao, creado por de-
celo ii. 546, do 31 de dezembro de 1847; pergun-
lando se concorda cm que os contadores das Ihesou-
rarias de fazenda das ditas provincias, ou outros em-
pregados das mesmas Ihesouraria-, que estejam mais
habilitados a desempenhar as funcees, que compe-
lan) quclles contadores, segundo o reRulamenlo
annexu ao mesmo decreto, sejam incumbidos de os
substituir no dito cnnsulho em quanto durar ou nao
for alterado pela oruanisacAo, que se houvrr de dar
as intendencias e conladoria geral da mnrinha e re-
quisilando, no caso aflirmalivo, a eipedirao das ne-
cessarias ordens ncsle sentido, pelo que perlehce ao
referido ministerio.
COMMANDO DAS ARMAS
Quartel do eemmando dea armas da Pernam-
buco, na eldada do Recie, em 9 da outu-
bro da 1864.
ORDEM DO DIA N. 155.
O coronel commandaule das armas interino, em
vista das communirariics que lhe dirigi a presiden-
cia desla provinria a 7 do correte, faz publico para
ciencia da Buarnirao e devido effeilo:
1." Que S. M. o Imperador conformando-se com
o parecer do conselho supremo militar, hnuve por
bem, por sua immediala e imperial resoluto de 16
de selembro pioximo lindo, reformar no mesmo
poslo, que oceupa, vencendo o soldt que for desig-
nado na respectiva palentc. o Sr. alferes do 9 bala-
lliao de infanlaria, Jos Martina da Silveira, visto
achar-se sufficienlcmenle provann pelo conselho de
inquirirlo, que se procedeu,.o%rtidao de assenta-
menlos de praca e informadles semeslraes, que llie
So relativas, seu mo comporlamenlo habitual. co-
mo foi declarado cm aviso expedido pelo ministerio
da guerra de 21 do dito mez.
2.a Que por aviso do mesmo ministerio de 19 de
setembro, approuve ao governo dispensar de servir
nesla provincia, ficando na corle, o Sr. alferes do
corpo do eslado-maior de primeira ciasse, Joao Bar-
reto Peranha.
3. Finalmente, que por oulro aviso de 13 do re-
ferido mez de selembro, se deelarou que o Sr. te-
nenle Claro da Costa Mari/., que sendo do 3. bala-
Ih.o de raradure-. boje 10. de infanlaria, passou
por decreto de 6 de abril de 1850, para o meio ba-
talhao do Piaohy e depois para o 5. de infanlaria
ao qual actualmente pertence, deve ser excluido
do estado efieclivo daquelle corpo-
O mesmo coronel commandaule das armas ute-
rino, nao obstante a reforma conferida ao Sr. alferes
Sllveira.delermina que elle continu preso para res-
ponder em conselho de guerra pelos crimes pralira-
dos na fortaleza do Brum na noite de 2 do crrenle,
previstos nos arls. 1, 6, 10 e 16 dos de gucrra.com-
provados em conselho de investigaban, que na for-
ma da lei se mandn proceder.
Assignadn.Manael Mitniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlede
ordens encarresado do delalhe.
a Nao he assim que procedein os padres calholi-
cns da iihu. Entre ellas devemos cilar un, natural
da Belaica, que all exerreu o seu santo ministerio,
e que arhniido-se boje na illia Mauricia dirise nos
termos seguintes algumas cartaa do despedida sua
familia e aos seus amigos :
10 de junho.Est a sahU* ocorreio ; no meio
da desordem espantosa em que nos adiamos, to
po*so dizer duas palavras do fundo d'alma, como
um amigo que aperla cm satis bracos convulsos o
amigo que lhe sobrevive!.... Ha vinle dias que o
cholera assota esla cidade r (oda a ilha. Em Porto
Luizi temos pelo menos 2,000victimas !...
, Dia e noile corro para camprir os deveres de
meu ministerio junio dos grandes a dos pequeos,
junto ile todos. J morreraiuquatro mdicos. O ter-
ror pnico he espantoso... daz mil pessoas abamlo-
naram a cidade ; os campea eatao infeccionados !...
Adeos, lalvez at i elernidade 1
(A oulro amigo.) 11 da junho.Pego na penna
para dizer-le que dia de honlem foi nefasto : qna-
si 300 morios na cidade e seas arrabaldes Sou for-
le ; lenho coragem e confianca, mas nao \ela isso,
ue daqui a um instante poasa cahir fulminado.
odos os remedios sio bous, lodos ruins, uu antes
nao ha remedio algum contra este envenenameulo
myslerinso. Adeos, Islve para sempre I
Completaremos esla noticia transarSvendo as se-
guintes linhas da Shipping Gazette A J Porto Luiz
de 10 de julho : "
o A populacnn negra foi a que uns cruelmente
sollreu. Os militares (iveram pnucos morios, e em
geral o seu estado sanitario he favoraVel. A'irune-
se isso a idade e a constituidlo dos sida ~ s e aos
arranjo*acienlificos e constanlc inpccan meilica
dos quarteis. Sobre as familias pobres, amonio.olas,
ignorantes e porcat, cabio a epidemiccomo um di-
luvio : varreu ludo. Este facto nao deve escapar
altencao das autoridades mimicipaes. a
{Jornal do Commercio do Rio de Janeiro.)
LISBOA 6 DE SETEMBRO.
A supposta falla de capilaes parece ler sido o mo-
ivo principal de se nao levarem a effeito muitas em-
prezas, que a utilidade e a conveniencia publico re-
clamam, e que o desenvolvimenlo de muilas indus-
trias exige iocessantemeiile.
Os lacios lem por mais de nma vez demonstrado
que, quandn o nosso paiz oflerece segurinca depro-
priedade e liberdade, os tapilacs afduem s diversas
emprezas, que por lodo o paiz se acham fundadas, e
que tem empenhado sommas consideraveis, que as-
cendem quasi a 2t mil conlos de ris, os quaes se di-
viden) di seguinle mancira :
Companhias, do Banco
EXTERIOR.
e-
po-
pondi-lhe: Ignorante sobretodo de li mesma, qu
nda almacelesle! a,Ah na sai, Natalia, sept^-
nbo-nie bem ou mal comtigo; mas leria summo pra-
zer de ler rasa Marlha por irroga !
a Mas dize, porqoe nao nos trarias tu mesmo tua
resposla T Parece qne nao le lens dado bem ahi! O
senhor Daniel leu-nos passagens de tua ultima carta.
(No deves qurixar-te delle'porque foi meo pai que
lhe pedio isso.) Chama-noi burguezes embors, mas
em duas palavras,Natalia,parece que procuras melo-
da ns qnalro horas da lardo. Mcio-dia he Paris.c em
Paris he a ra des Postes. Volla para nos, querido
irmAo.
Se suibesses quanto vivo aborrecida em tua au-
sencia S Icnlio de pinar os bigodes de Pedro, e
nao ,i rrvo-ine a faz-lo lodos os dias; porque os mi-
lilarcs tem os bigodes solemnes e os arlistas os lem
familiares. Acaso tua Mara nao te falla algum tan-
to para aloriiientar-lc e aflagar-le'! Quem le prega
la os boloes cabidos? Quem le pontea, meu pobre
daegrenhado ?... Natalia, quando ha dous passari-
nhos cm um ninlio, e um delles va, o que fica tem
muito fri. Tua irmaziuha esla desapparelbada,....
Misericordia! se eu nao livesse levado vivamen-
te o lenco ijosolhos, le enviara pelo corrido urna la-
grima, mu i vi,|,i,inra lagrima, um pastel branro I
assim romo a Francisca que chorava cartas ao seu
cabo de esqiadra. Que pensara de minba sensibili-
dacle leu amigo Daniel, o qual dizia-mc um leales
lias:
Vitando as pessoas de stu se.ro tem lauto espi-
rito, amam 'punco.
Ten amigo lein-me portla! Naodcixo por isso
de Imparienla-lo as vetes por leu respeilo; mas o im-
paga! el he o senhor f.iboureau Tcuho um prasen-
(imenln que de ccrlo nao me engaa : he que se-
nhor Gibourraii aliinenla urna idea... elle me pedir
sem duvida em casamento um des-es qualrodias!
E perdf ras esse espectculo! Acode ou enfvrca-le i
o R'uiquaiil n3o nos tiveres respondido, lembra-
le le que ficamos todos na atlilude penivel de quem
espera, desde Pedro que fuma al Marlha que so-
ulia..... ii
A-sim o diamante que Natalis deixra cahir un
mar ia anda vnllar-lhe mais a seu alcance do que
nunca. Todava no dia mesmo em que a caria de
Seguros
Transportes
Inilii-lriaes
11:568:CXXO000 rs.
4:624:000000 rs.
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O cholera-morbos na Ilha BXiurlcla.
Annunciamos hontem o apparecmento do cholo-
ra-mnrhus na capital c nos dislriclos ruraes da ilha
Mauricia. situada 20 graos ao tul do Equador. La-
se o seguinle artigo que Iraduzmosdo Couri-ter fu
Havre de 12 lo mez passado, e vr-so-ha quanlo
as condiroes locaes da cidade de Porto Luiz, onde
primeiro rebentou o cholera, se assemelhaui s do
Rio de Janeiro. Tambem aquella cidade he pouco
ventilada, tambem he immunda, e tambem lem os
seos corticos e chiqueiros.
E pois repetimos: acautelemo-nos emquanto he
lempo. O governo e as municipalidades Iralem do
asscio das cidades, e os particulares do as-eio e-lim-
peza das suas mora la-. O nosso estado sanitario he
hoje muilo favoravel; podemos, pois, lomar* com
calma liHlasas medidas de precauees que o caso rc-
quer, adoptar com crilerio e opporlmiidade todos os
melhoramcnlos hygienicoa, que a experiencia acon-
selha. Nao guardemos essas medidas e esses ir.clhu-
ramentos para o alar das feridas. O perigo esti
longe, sim, mas pode accomraetter-nns, e as medi-
das lomadas sob a pressao do mal nio sao as mclho-
res nem as opportunas.
r As carias e as folbas da ilha Mauricia annun-
ciam o apparecmento do cholera-morbus naquella
colonia cm fins de maio. Parece que a iuvaso des-
se flagello se attribuc incuria do governo, que ad-
millio livre pralica os navios de colonos chegados
da India.
A ilha Mauricia recebe todos os annos de cinco
a seis mil colonos asiticos, que sao empregados nos
rngenlio. de assucar. De algn' annos a esla parle
as folbas e os habitantes do paiz reelamam euergica-
menlo conlra a negligencia das autoridades, por ad-
mittirem todos os navios da ludia no interior do
porto. Em fins de maio rebentou o cholera-morbus
cm urna cadeia onde hava grande numero de pre-
sos, c dah se espalhou rpidamente pela ci-
dade.
a A principio nao eram atacadas mais de cinco
ou seis vctimas por dia ; maa esse algarismo ele-
vou-se sbitamente com aterradora rapidez, de mo-
do que no dia 10 de junho a numero das victimas
suba diariamente a 300 na cidade de Porto Luir.
Naquella dala o numero dos morios exceda ja a
2,000. O Icrror pnico era geral.
a A cidade de Porto Luiz, capital da ilha Mau-
ricia, c.nitcm 50,000 habitantes. Jaz ao noroeste da
Iba, em um valle insalubre, encerrada entre o mar
e serras de 2 I 3,000 ps de altura. Tem falta de
agua e de ar. Nao he ventilada senao pelas brisas do
mar, que sullocam em vez de refrescar. O calor he
insupporlavel. O pouco ou neuhum asseio da cida-
de aggrava esta insalubridade local.
a Os suburbios sao povoados por Indios e por ne-
gros, que pela mor parle habilam em corticos, cuja
infeccilo he anda augmentada por grande numero
de animaos immundos.
a A municipalidade ( creada ha poucos annos )
lancou mao de lodos os meios possives para me-
Ihorar a rundirn sanitaria da cidade. Emprgou os
pequeos recursos le que di-punha ; liada, pois, se
lhe pode eiprobrar. Oulro lano, porcm,se nao pode
dizer do governo colonial. Nada fez, e agora que
a colonia se acba em apuros, que o flagello se eslen-
de a lodos os bairros, o governo que tem cinco a seis
milliOes de francos em caixa ( saldo do rendimenlo
da colonia ) recusa contribuir com um s peso para
allivio dos desgranados atacados pela molestia.
Se a esle capital accrescenlarmos o lermo medio
do valor das mercadorias importadas para o consumo
e dasda exportarlo nos annus de 1842,43a48 o 51,
que pelos dados oftkiaes orcam por 19:219:1238517,
valor a que anda havemos de ajuntar o dos gneros
e mercadorias da produccAo e industria propria, alem
daquelle que est representado nos aninaars deservi-
da peaaoal, de transporte e lavoura, nos marhinismog
a instrumentos de industria, particular, aaa propie-
dades urbanas e rusticas, no que existo escondido
nos cofres particulares, naqueMa que ainuatmente
se di-trihue de juros de papis de crdito, e no que
entra perlcnccnle a portuguezes, que volvem a sua
patria depois de longos annos de ausencia, especial-
menlc do imperio do Brasil, donde alguem que jul-
gamos bem informado, calcula em nao menos de
3,500 conlos annuaes o valor por este mwlo importa -
lo ; de cerlo havemos de convirque todaseslas som-
mas rep.-esenlam um capital laugivel cnormsso,
mni suflicieule para o nosso paiz, e que por conse-
guinle nao existe realmente cnlre nos a falta de capi-
laes, que geralmenle se conceilua.
Ife fura de duvida, que urna grande parte desles
valores nao podem repular-se circuanles, ncm mes-
mo que exisla disponivel em lodo o paiz, urna quan-
tidade de moeda igual em valor somma das mer-
cadorias e producios era venda, dos capilaes incor-
porados na trra, nos predios, nos machinismos, ele,
mas sede passagemreslringirmosso valor da circu-
lacao as sommas empenhadas no movimenlo lo com-
mercio, as sociedades anonymas, no producto dos
juros da divida interna fundada, 1,202 conlos, e na
importaeao annual do Brasil, deixando de conside-
rar como circulantes muilisamos oulros valores, a-
inda assim leremo, como capital efleclivamenle ap-
to para entrar animalmente em rpida circulaban,
47,917 conlos de rs.; dos qoaes o nosso commercio
de exportacao emprega pelo lermo medio doa annos
ja referidos 7,571 conlos, c o consumo das mercado-
rias importadas pelas alfandegaa 11,673 conlos, res-
tando por consegunle dsponiveis 28,693 conlos,para
seren applicados a fecundar e desenvolver o paiz em
lodos os seus ramos de agricultura, industria e com-
mercio.
Mas, se porvenliira esla somma ainda nao he sufli-
cienle, para fazer frente a Indos esses melhoramenlos
que a civilisaco enlre nos exige imperiosamente,
uto esla ah o crdito para fazer entrar em creula-
SAo o valor deses capilaes fixos ou incorporados '?
Porque o crdito nao he augmento de capital, nem
da produeco, mas o representativo de guaca valo-
res exislentes fra da acrao circulante, que a con-
fianca torna productivos.
Quanto a mis entendemos que Ht nos fallam capi-
laes : o que falla be a inlelligencia para bem os ap-
plicar e lomar productivos.
Nao fallam no paiz empregos nlcis e lucrativos,
onde applicar estes valores; a cada canto, se pode
dizer, eucontra-se urna fonle de riqueza, que he de
urgencia explorar-se.
Abundam terrenos incultas, que pedem roleaco,
irrigacoe- e desseccamenls de pantanos, para facili-
tar a vegelarao e cultura ; quedas d'agua como em
Maria parti, Pedro dizia com sua magnifica segu-
ranza :
De boje a. um mez lerei a resposla de Marlha !
Ouando Natalis leu as primeiras linhas da caria de
Maria, quando vio que a lerna c linda Marlha era
pedida em casamento pelo innilo. empallideceu, o
papel cahio-llie das maos. Alravezda nuvem que cs-
cureceu-lhc um inslanle a visla, Marlha appareceu-
Ihe triste e allcctuosa coberla de seus vestidos da do.
Elle poz a mao sobre o coracao, e dsse:
Es tu, paiv.no ?
Depois apanhando a caria, acabou de l-la; mas
o lim da leliira irritou-o.
Oh quaulo me alormenlam exclamou elle
rom despidi. He preciso que eu Ibes de meu con-
se n i i ment 1 El les sin venladeiramente crues !
Dizendo isso, poz-se a passear com aguaran. Bem
sania que nada era definitivo, e qne poderia mudar
ludo com urna s palavra ; masera esse mesmo po-
der que lhe pesava. Nao dssimulava que tnlia em
suas maos toda a liberdade ; maa sua fraqueza iu-
dignava-se por adiada lao grave.
Elles aao crueis repela o mancebo comsigo,
dspOe das colisas sua phanlasa, e depoisreduzem-
me a alternativa ou de enviar-Ibes humildemente mi-
nba acquicscenria e minhas felicilai.es. ou de des-
truir brutalmente o que fizerain com felicidaKe. S
lenho n escolha cnlre soflrer e fazer soflrer, ser pa-
decenle ou algoz. E emquaiilo elles prupoe-me as-
sim a questao, nem sei ao menos se Marlha me ama!
Ella nao quiz aceitar a mande Pedro no dia seguin-
le ao da morln da tia, eis smenle o que diz Maria.
Medila a esse respeilo! Eslou snasecua, e s na
causa, sem ajuda nem conselho. Entretanto esperam
sem duvida que eu me decida pelo correio prximo,
e que rasgue o coracao de Pedro ou o meu.
Fdra raister um voluroe para referir todos os dis-
cursos que Natalia fez a s mesmo. O que ha de maia
engenhoso.de mais sublil e de maseloquenle.o que
excede a Demosltienes e a Cicero, a Boasuel e a M-
raheau. o que de-envolve a mais admiravel forra de
dialctica, mais invcncivel rigor de raciocinio, be
sem cimlradirro o monologo do homem que procu-
ra persuadir-sa de que lem o dreilo de nao obrar.
Esse pleito de Natalis peranle si mesmo prolou-
AIrolinr.i, Parns,Torres-novas, Thomar, ao p de
Condeixa, Vi/el la, e outras, que proporcionam um
elemento constante e econmico para eslabele-
cmentos indu que rarecein de ser rasgados e melhorados, para po-
derem couduzir aos diversos mercados internos, e
aos centros do commercio, lanos gneros que ficam
eslagnados, sem valor, e perdidos para o movimen-
lo mercantil ; e lanosjazigos metalferos que reda-
mam o \ 111 liarlo, c que offerecem avullados produc-
tos de riqueza, como sao ja evidentes provas as mi-
nas de chumbo e cobre no Bracal, Palhal, Carvalhal,
e nodislricto ileAvciro, que empregam boje lalvez
nao menos de 300 operarios, (luirs ha de indenl-
cos melacs em Merlola e Aljutrel, no dislriclo de
Beja ; de estando em Rebordoza, e outras, perlcn-
ccnlcs companhia Perseveraba do Porto, bem co-
mo muilas indicaces, que deuunciam cm Aveiro,
na Beira Alia, e em Traz os Montes, as ricas minas
de eslanho, que vio por-se em lavra n'oulros pontos
do reino.
Que diremos mis, acerca da utilidade de lomar
na vega veis e vaveis os differeulcs ros do paiz'J Nes-
las emprezas sobresahem a cnnimnncaean do Tejo
com o Sado por meio de um canal, que alravesse
desde o rindas Enguias, ale encoiilrar-se com a ri-
beira de Marateca ; a do Sado com o Goadiana, tor-
nando para isso communicaveis as ribeiras le Ode-
arca e de Alvilo ; o melhoramenlo da navegacio
dcsle rio, desde a sua foz ao menos at Sania Mar-i
garida, e iguaes trabalhos desde a foz do Guadiana,
em Villa Real de Sanio Antonio, al Merlola ; a
abertura c mclhoramento do rio Liz, desde o porto
de S. M art i ni io ale Lei ra ; igual Irabalho com o
Douro, desde a barra do Porto al ao Sallo da Sar-
dinha, na linha limilrophe com a llcsnatiha, alra-
vessando porto de 30 leguas de terrenos fcrlilis-
simos.
Todos estes rios offerecem lucrativos provenios, a
quem os melhorar e engrandeceran! o paiz, por que
communicavam os pontos interiores delles com o
Ocano em varias sluacties, as quaes scriam outros
tantos mercados ou centros de commercio e in-
dustria, cuja riqueza se repartira por differentcs re-
gies.
Apar dessasemprezasnolaveis e algumas gigan-
tescas, anlolha-se-nos urna de mxima conveniencia,
e utilidade nacional : referimo-nos grandissma
extensao de feracsimos terrenos desaprnveilados,
que a mar detxa desde a pona do Barreiro al ci-
ma d'Alcochele, os quaes sem grandes despezas po-
deriam constituir una segunda companhia das be-
atoas do Tejo, e porta nlo mais um novo cellcro, que
a agricultura nos abril. Terrenos esles, que sendo
vendidos a troco de tirulo de divida nacional funda-
da, que fossem publicamente queimados, offerece-
rinm urna amiirlisa^ao lalvez de maisde2,000 con-
los, sem sacrificio para o estado, o conlribuiriam so-
bre modo para n-riedilo desles liluIo3, alem la l-
ininuirao dos juros, a nai;ao anmialmenle obligada, e que regulam por 600
conlos, quanlia que seabalia desde logoannualmen-
te na despeza geral do estado.
E oulra empreza semelhanlc, e nao menos gran-
diosa, qual a do aproveilamenlo dos terrenos dexa-
dos pela mar na cosa do Algarvo, enlre Faro e
Tarira, lalvez cinco leguas de exleusao fcilmente
conquislaves ao Ocano, nos poderia do mesmo mo-
do offerecer larga base, para urna oulra imorlisa-
c.lo da divida do estado.
Alem deslas emprezas, oulras ha, que nos occor^
rem aos bicos da penna, mas que reservamos apre-
senlar em occasiao mais opporluua.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
gou-sc durante quinte dias, quinze dias de amargu-
ra, de dr e de colera, nos quaes elle foi inaccessi-
vel. quinze dias cheios de lulas e de peripecias!
Porquanlo apenas elle linha-se convencido de que
devia renunciar a Marlha, logo cesa imagem queri-
da aprcseutaiido-se-lhe em toda a sua belleza e cm
(oda a soa tristeza dcinonstrava-lhc sem replica que
convlnha desfazer inmediatamente esse odioso ca-
samento le Pedro. Ma< eniao os embaracos ridicu-
los c as difliculdades serias, a confissao que devia
fazer ao pai, seu futuro compromettido pela sua vol-
la i Franca, a responsabilidadc da ventura de nina
miilher amada aceila aos vi ule e um anuos rom um
eslado incerlo, ludas essas consideraciies e todos esses
obstculos o lazlam recuar c empallidcccr.
luda'a elle veio a resolver-se com melade da
paixo e da energa que dispendeu cm lodos esses
apartes pro e conlra.
Por felicidade ou por infelicdadc a Nccessidade,
parleira exaela, que raras vezes falla por pouco que
a chamem nu que a esperem, veio com sen tenaz
parlejar a irrcsolucao de Natalis.
A vidacheia de ordem e de simplicidede da fami-
lia Anbry hava permllido que Leonardo e Pedro
apartassetn cada anuo de seus ordenados algumas
econnmias. Um dos empregados superiores da bi-
bliollicca de Santa Genoveva consultado por elle so-
bre o emprego que devia fazer djs seus falo*, in-
dii/na-o a confia-loa a um bauqueiro seu amigo,
mui cerlo e solido, o qual em consideraco para com
elle llie faria as rondiees mais vaiilajosaan
Leonardo e Pedro seguiram esse conselho, e sem
receberem jamis os juros, augmenlavam em cada
semestre o capital. Este nao era enorme, e consis-
ta lalvez em una cincuenta mil francos; mas era o
dol de Maria, era o repouso dos ullimos anuos de
Leonardo, era para Pedro o romero da vida, cera
para Natalia a ptfrlagem da arte.
Ora, Leonardo voltou tima noile mais tarde e mais
serio que de ordinario, o nao pcrgunlou, como fazia
todos os lias, se linha rhegado a resposla de NLi-
li-. Brigida reparn ni-sn, e preseulindo urna des-
liara, pergiiiilnu:
Que ha le novo. Leonardo'.'
Oh! respondeu o velho enrulando branda-
mente os seus. Nada de irrcparavel nem que mere-
INTERIOR.
RIO .SE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 22 de aa;oato
ConclusAo.
O Sr. Wanderlcy (Movimenlogeral de allcne/io):
Sr. presidente, peza-me de ler nesta occasiao de
contrariar a opinao do honrado ministro da mari-
nba quando suppSe desnecessarios quaesquer ulte-
riores esclarecimcnlos para que a cmara possa vo-
lar o crdito pedido com conhccimenlo de causa. Fi-
en de alguina sorle coacto quando ouco o nobremi-
nislro principiar o seu discurso por dizer que o de-
coro, a honra, a dignidade nacional exigcm que
quaulo anles se faca um pagamento cujo direilo 1ra-
la-se de reconhecci, eque entretanto ja se conside-
ra liquido...
O Sr. Ferra: :Nao csl, ainda nio foi exami
nado,
O Sr. Il'anderley :A cmara nao pode ceder,
creo que nao ceder a ninguem, o direilo de julgar
quando o decoro, a honra nacional etigem quese fa-
ja lal ou lal acto (apoiados); posto que o governo
seja aulorisado para decidir em casos laes, a cmara
sem duvida alguma deve ser tambem ouvida (apoia-
dos) ; a dignidade della pede qae em negocios de
certa ordem nao se d um voto sem que esteja in-
timamente convencida da jnstica da decislo (apoia-
dos ; muiro bem !...)
L'ma coz :H que lempo usl convencida 1
O Sr. il'anderley : He a primeira vez que se
trata de semelhanle objeclo nesla casa ; fica assim
respondido o aparto do Ilustre deputado.
Senhores, se se Iralasse de dar um voto de confi-
anza ao honrado ministro da marinba, se se Iratasse
de concedcr-lhe um crdito de que elle livesse de
dar conla depois ao poder legislativo, podia n honra-
do ministro eslar ccrlo que o meu voto ser-lhe-hia
prestado sema menor hesitado mas quando se Ira-
la do reconherimcnlo do direilo de terceirns, nem a
qucslao pode ser una queslo ministerial, nem pode
ser decida pelo principio de confianca. Se conlra
lodos os principios o honrado ministro dsse a esla
questao um caracterque ella nao pode ler, para con-
seguir um voto contrario conviccaoda camara.com
intimo pezar do meu coracao eu me apartara do hon-
rado ministro.
Ouvi com a devida alinelo que sempre presto ao
honrado ministro da marinba, li tambem o parecer
que elle acabou de ler, e cheguei a um resultado
contrario aquclle a que o uobre ministro chegou, is-
lo he, que a queslao nao esla esclarecida, que preci-
sa ser meditada, que nao ha lalvez 3 deputados que
possam dar um vol rom conhecimento de causa sem
ler esles papis (apoiados); eu que os li declaro que
ainda nao eslou habilitado...
O Sr. Figueira de Mello :Eu os li o anuo pas-
sado, e fiquei convencido da juslica.
O Sr. lYandcrley.tso se infir.i daqui que vo-
larei pelo a dia monto do honrado deputado meu col-
lega pela Babia ; nao, nao quero ncm protelar o ne-
gocio....
O Sr. Ferraz :Nem eu quero islo.
O Sr. n'andcrley :Mas o honrado minislro da-
se que islo suppunha urna prulelarao, e eu nao que-
ro nem protelar p negocio, nem apressa-lo de modo
que a decisao da cmara uo lenha o cunho da pru-
dencia c da sabedoria ; desejo que se imprima pelo
menos o parecer do conselho de eslado em que esla
malcra vem lucidamente desenvolvida, para que ca-
da um Sr. deputado leudo esse parecer, recorreodo
aos documentos que nao serao injpressos porqne islo
levara muilo lempo, possa formar a sua convtoco
e dar um vol tal qual exige a proposla em que se
pedem mile lanos conlos ua poca em que nos a-
c hamos (Apoiados.)
Sr. presidente, baslariam indubilavclmenle slas
poucas ratfee para que eu volasse por um adiamen-
to que Icnde-se a esclarecer a cmara com a impres-
sao de alguns desses papis; mas visto que o honra-
do ministro leve de expdr a questao para demons-
trar que esses esclarecimcnlos nao eram necessarios,
lia de me permittir que tambem diga alguma cousa
para demonstrar que elles sao indispensaves. Li
com milito disposjao de approvar a proposla que
ora discutimos, o parecer do conselho de eslado, e
confesso que lirci urna ronclusao opposla que lirou
o conselho de eslado, salvo se ha razocs particula-
res que nao aquellas que acham-ee declaradas no
mesmo parecer. Se exislem essas razoea, se as con-
veniencias publicas, se as conveniencias polticas
oxigem que passe esta proposla sem discussao, de-
clarc-sc ; prestando a miuha ronfianca ao nobre mi-
nislro da marinba, calar-me-hei e volarci pela pro-
posla ; mas se nao ha segredo, se a materia deve ser
discutida como convem que seja, ha de me permit-
tir que continu.
Senhores, quesloes de duas nalurezas apparecem
as rcclamaciics de presas, a saber: presas feilas no
lempo da independencia, e presas feilas por occasio
da guerra do Ro da Prala. As presas feilas por oc-
casiao da independeneia do Brasil nao sao couhec-
das ; nio se sabe qual o seu numero, qual a ua im-
portancia, nem quaes os apresadores; sabe-se porm
que o commaudanle da esquadra lord Cochrane re-
cebera do Ihesoro por pagamento dessas presas 300
e lanos contos para distribuir pelos offieiaes e tri-
pular.io da esquadra ; nao se sabe se dislribuio, ncm
a quem dislribuio, nem como se acba este negocio.
(Apoiados.) Supponha-se porm que elle dislribuio
semelhanle quanlia pela esquadra, o qne nao se pro-
va, os papis moslram que lord Cochrane leve um
agente seu de presas no Rio de Janeiro, que dislri-
buio algumas qnanlias por diversos iulcressados, mas
nao apparecem conlas desse agente.
Naj) havendo base para conhecer-sc o quantum
das presas, e regular-sc a sua distribuirlo, fez-se um
calculo ou avaliaco fondada no pedido do mesmo
lord Cochrane, que diz conlenlar-se elle |e seus of-
fieiaes com 600:000. He islo ama base, urna ava-
liaco aceilavel 1 Nao ; he apenas urna transaccao
proposla por um inlercssado, a um interessado que
nao preatou conlas dos diuheirns que receben para
distribuir pela esquadra do seu commando.
Admitamos a transaccao de G00:0003, v, visto
que nao ha oulro meio do chegar a um accordo, mas
saihamos quem he que lem direilo ao recebimento
desses 600:0009, eslabeleja-se um tribunal qualquer
urna jimia, urna commissao, convidem-se os ofliciaes
de marinba que serviram na guerra da independen-
cia ase habilitaren! peranle essn commissao, facam-
se inqucrilos sobre as presas feilas pelos diversos
commamlanles dos navios, chegando-se ao conheci-
mento de quaes os apresadores. de quaes as presas
feilas, etc.; peja-se o crdito para distribuir-se por
essas diversas pessoas ; mas pedir-se assim um crdi-
to para se distribuir sem dados previos, he por o go-
verno em urna collisao lerrivel, colliso em que no
o quero ver sujeilo, i reclamacoes que nao sei at
que ponto ir.'io !
Ainda mais, lord Cochrane depois dos apresamen-
los fcitos por occasiao da guerra da independencia
na Babia, j firmada a independencia, posto que ntlo
reconherida por Portugal, leve de vollar ao Man,
nhao,e ahi tomn a fazer presas nao s no mar como
cm Ierra (risadas); lemos lido aqui na cmara re-
clamanies por essas extorscs, e ainda ha dias caleve
em discussao o pagamento de nma ; obrigon a junla
da fazenda albo dar 200 e lanos conlos, c dase que
108 conlos eram para ser distribuidos pela esquadra
como indemnisnrao de presas; o resto nao sei para
que ; fez ludo islo sem ordem do governo esafou-se,
p'i miit.i-s -me a expres-ao, para a Inglaterra n'uma
ta grande dor ; todava, metis pobres amigos, sefos-
semos maia ricos eu dria que estovamos arruinados,
Arruinados! exclamou Pedro.
Sim, o Sr. D.... banqueiro fugio, e sen fall-
mcnlo ser declarado amanhaa.
Nao se podia aecusar o amigo que linha indicado
esse funesto banqueiro. Elle mesmo perda nessa
bancarrota mais de cem mil francos, e fora quem ad-
virti Leonardo depois do meio dia. Corrcndo jun-
tos i casa da banca, acharam o escrptnrio fechado ;
mas levados a presenta da mulher do banqueiro, a
qiialenconlraram em afflicro, soubcratn della que
os boatos da Bolsa eram bein fundados, e que o ma-
rido partir na posta para Bruxellas is duas horas.
Pois bem he misler correr apsdclle, disse
Maria vivamente.
Maria lem razan! toruno Pedro.
Meninos lisse Leonardo, sois como o carador
que deseja alcaucar nina lebre na carreira.
Enlo, dsse Mara, Vmc. vai fazer benvola-
mente prsenle de nosso pobre peculio a esse palife
miliouari.
Que remedio? respondeu Leonardo. Teremos
lalvez um dividendo.
Oh Vine, he demasiadamente generoso, meu
charo pai.' Quem d ao pobre empresta a Dos, mas
quem empresta ao rico d ao diaho!
Meus amigos, creiam-me, lornno gravemente
o pai, si nos reata aceitar nossn perda com firmeza,
e repara-la com coragem.
Entretanto Pedro linha dcsapparecido sem dizer
nada antes db lim deste conselho, ,. quando Maria
foi procura-lo em seu quarlo aehou smenle e Irou-
xe um papel qnej elle deixara sobre a mesa, o qual
coulinha eslas palavras :
Meu charo pin, perdoe-mc, se parlo sem abra-
ca-lo; masVmc. me leria provavelmenle dissuadido
de meu projeclo.1 Sigo i idea de Maria, corro aps
do Sr. I)....
P. S. Previua minha administraban.
Oueloucura! disse Leonardo. Evidentemente
o Sr. I>... quando Pedro o alranrar eslani ja alm da.
fronteira ao abrigo le toda a perseguirao.
Mas einlim nada bavia que dizer-se ; porque Pe-
dro linha parlido realmente. No da seguinle l.eo-
lardo escreveu a Natalis informando-o da desgrara
fragata nossa; all releve-a dous annos, lodos os
meios que o governo emprgou para chama-lo ao
Brasil foram inuteis, largou o servico do imperio,
desobedecen a ordens do governo, e devendo por is-
so responder a um conselho de guerra...
O Sr. Ferraz : Em cima de tudo pagamos aa
cusas. fc
O Sr. Wanderleb vero reclamar do Brasil
cenio e lanos contos de sidos e penses vencidos
emquanto esleve da Inglaterra, sem ter prestado
coolas, sem dizer o que fez desses 400 conlos que re-
ceben, sendo 300 e tantos para distribuir pela es-
quadra !...
Urna Poz : E ainda quer a penso.
O Sr. Il'anderley: Sim. e pensao que foi dada
para ser gozada depois da independencia, entretanto
que esla nao estova ainda reconherida quando elle
relirou-se pela forma que fica exposta.
Ora, perguntoeu, senhores, islo he justo? Islo
he de direilo t lato ha qoe he conforma com a hon-
ra e dignidade nacional ? Enlendo qae nao. {Apoia-
dos.)
O Sr. Ferraz: E havemos de volar assim a
cegas !
O Sr. IVanierley : He o que eu calh dos pa-
pis. Sou o primeiro a reconhecer os valioso* ser-
vicos de lord Cochrane ; mas sou tambem o primeiro
a reconhecer que elle nao leve aquelle movel nobre
e desinleressado que levou os Brasileiros a lutar pela
independencia. (Apoiados.) Tambem sou induzido a
crer, em vUl de sea procedimenlo, que elle descon-
fiando da generoaidade nacional pagou-se por suas
proprias maos, e que depois de annos de profundo
silencio lembrou-se de vir ainda pedir ao Brasil maia
o pagamento de Untos e quanloi. (Apoiados.) Emfim
deixemosde lado por ora lord Cochrane para quan-
do entrarmos na questao principal, e rollemos ao
ponto de que eslavamos tratando, islo he, a reclama-
cae de presas. Vamos s feilas por occasiao da guer-
ra do Rio da Prata, para cujo pagamento pede-ee lal
crdito. Ha ordens do governo para que se fiiesse o
bloqueo sob cerloa e determinados principios. O al-
mirante encarregado do bloqueio, entendendo que a
guerra linha por lim smenle apresar embarcarais, e
nio fazer mal ao fnimigo (apoiados), principioo por
dar urna cassa geral, e apresar n torio e a direilo
quantas embarcarles aproaram o Rio da Prala.
O Sr. Correa das Neves : He o systema inglez.
O Sr. Wanderley : Condemnaram-se muilas
dessas embarcac.5es, l.i mesmo receben elle de alga-
raaa a quola que lho competa, e o resto dislribuio
nao se sabe por quem, mandando algumas presas, e
nao sei se algumas quanlaa para o Rio de Janeiro.
O resollado de ludo islo qual foi? Pagarmos mais
de 6,600 conlos de indemnisafes de presas, e ve-
nham agora maia uns 900 contos para pagamento da-
quelle* que as l'ueram !
O Sr. Ferraz : Islo por decoro da nacao.
O Sr. Il'anderley : O governo imperial ex-
pedio em 1830 urna portara mandando propor accao
ao barao do Rio da Prala; o que he feio dcsle pro-
cesso ? Supponho que o offlcial que Iransgride aa
ordens do governo deve ser responsavel pelos pce-
juizos que causar, e nao a nac.ao, que so deve pa-
gar quando o individuo que caosou odamno nao
lem meios para satisfaze-lo. O principio contrario
aulorisaria o oflicial de marinba, cerlo de que o es-
tado pagar todos os seos erros, a nio guardar os
principios de direilo das gentes e as orden* do seu
governo, .e a compromeller os mas essenciaes inte-
resses da na;8o.
Entretanto sabe-se que no* cofres do Ihesoro pu-
blico existem reeolhidos 300 e tantos conlos de res
provenientes deslas presas ; mas, pergunla-se, que
presas? Das qua foram indemnisadaa, ondas que
o nao foram? Quem sao os apresadores? Deaconhe-
ce-se quasi tudo (Apoiados.) O dioheiro existe;
mas quem a elle tem direilo, se direilo ha '.' De que
maueira far-se-ha a distribuirlo ? Sao duvidas que
precisan! ser esclarecidas Disse o nobre minislro
da marinha qae existe urna relacao nominal desses
credores : eu nao pude consultar essa relacao ; ra-
me mesmo impossivel faze-lo de honlem para hoje ;
mas do parecer do conselho de eslado conclue-se
mesmo que essa relacao nao he suflicieule para o
conhecimento da verdade. Edemais, senhores, es-
laro tambem incluidos nessa relacao para o paga-
mento os marinheirns que tripolavam os nosso* na-
vios ? Onde estao hoje esses pobres homens ? Hao
de apparecer as proctiracAes delles, disto eslou cer-
lo (apoiados), apezar de qae lalvez elle* nunca qui-
zessem saber de suas parles de presas...
Una to; : Os seus berderos procuraran por
isso.
O Sr. Il'anderley : Herdeiros Parle desses
homens eram estrangeios, oulos linham sado recru-
jidos enlre na, e, apenas se viram livres do servico,
desappareceram ; oulros nanea souberam qne li-
nham parle no producto dessas presas, nunca co-
nheceram esse seu direilo, e outros finalmente lem
morrillo. Mais de 30 annos sao passados da inde-
pendencia, 27 da guerra do Rio da Prata, quanto*
exislirao desses homens ? E nio ae deveria deduzir
do credilo o qne lhe* devia competir ? Para qae
se proceda em regra he mister que se faa a rela-
cao de lodos quintos podem ler na ao producto das
presas.
O Sr. Figueira de Mello : O governo empre-
gam os meios para nio sorem defraudados.
O Sr. IVanderley: Sou o primeiro a reconhe-
cer que se dependesse" do governo neuhum desses
marinheiros seria defraudado cm seus direiloa
(apoiados!, eslou cerlissimo.
Supponha-se que est tudo liquidado, que sabe-
se qual he a importancia das presas, quaes sao os
que feria a familia e da eslranlia tentativa de Pedro,
e instando para que respondesse sem mais demora s
serias pergunlaa que lhe dirigir Maria ha mais de
quinze dias.
Essa caria achou Natalis ainda sb o dominio de
suas incertezas desesperadas; mas apenas passou-a
pela visla levanlnue com urna especie de trausporte,
exclamando com urna amargura chela de ironia :
Bem! eis qae a sorle toma urna decisao em
meu lugar I Nem lenho mais o recurso de lomar
emprestado a meu pai com que compre algum tem-
i para minha arle, e pao para nossa vida. Assim
ie muito justo que Marlha perlcnca a quem pode
preserva-la das duras necessidades desle mundo. Pe-
Iro esl empregado e cu ainda nao eslahelccido! Pe-
dro ganha dinheiro, c eu s posso gaslar!
Nio era bello julgar-se rom ese rigor, condemnar-
se com casa crueldade' No fundo do coracfio, Nata-
lis eslava afflictn ; maa sua mesma alllirr,u> o conso-
lava. Os homens s lem duas mancira* de ser bo-
incns, a energa e o soffrimcnlo, a ac-ao e a paixao.
Natalis qua) mo liavia podid) querer, eslimava ao
menos poder soflrer. Seu amor verta sangue; mas
seu amor proprio eslava cicalrisado. Elle gozava de
sua tortura, e senlia-se ufano com su? (risleza. Ah !
como se er quem naonieule' Que horrivel hypo-
crila, mas que boa tola he a vaidade! No secuto dc-
cimo-sexlo para nao quebrar o jejum baptisava-se o
l.iugo com o nome de carpa ; para nao perdermoa
nossa estima baplisamos uossa fraqueza com o nome
de grandeza!
Nalalia na embriaguez de anas lagrimaa decrelou
que seu sacrificio seria completo, que o segredo de
sua dediracao morrena enlre sua consciencia e Dos,
e que elle se immolaria nao s em silencio, maa com
o soi riso nos labioa.
Em consequencia dalo elle escreveu logo urna car-
la a qual procurou fazer serena e fraternal. Attri-
luiio a lardanca de sua resposla a um pretendido pas-
scio pelos campos de Roma, felicilou a Pedro ror-
dialmenle pela sua lel/ e graciosa esculla, rogn a
Marlha que nao retardaste maia o momento em que
a poderia chamar sua inilaa, emfim foi agradavel
fura rom todos e allecluoso para com sigo mesmo.
inicu esperludoi de sua heroica renuncia, elle leve
o direilo de applaudir-see de gritar: Cahisle bem,
gladiador! E tendo enviado a caria pode depois de
lautas lulas e insomnias adormecer emfim sua angus-
tia sobre o travesseiro de seu orgulbo.
Entretanto que era feito da ei pedir o arriscada
de Pedro?
Sainado da casa paterna munido smenle de urna
boecta que cmiliuha las antigs pistolas de cavalla-
ria, elle havia ido em urna carruagem de aluguel a
eilarao geral das postas. A diligencia de Bruxellas
parta s seto horas. Elle aproveilara os vinle mi-
nutos que lhe reslavam para ir comer alguma cousa,
o a olo horas envollo em sea capote dorma o Him-
no do justo em ora canto da rotunda na estrada da
capital belga.
Na fronteira leve algumas difliculdades com os
gendarmes por nao levar passaporle; mas provou sua
nleniidade por meio de duas ou Ir* cartas que o
qualicavam empregado na adminislracao dos hos-
pites ede um bilbeie de guarda que o apresenlava
como sargento. O resto das vinla e qualro horas
que nesses lempos barbaros separavam Bruxellas de
Paris, elfe aprovcilou-o para adoplar um piano de
extrema simplicidade.
Chegamlo sete horas e meia enlrou immediala-
menle em urna carruagem. dando ordem ao cocheiro
de locar successivamenle nosmelhnre* botis de Bru-
xellas. Quando o dono da casa acuda para reoeber
o viajante, Pedro pcrgar.lava se ara ahi que se linha
alojado naquclle dia o banqueiro D... de Pars. No
(ercero hotel responderam-lhe : sim. Mas accres-
centaram que o Sr. D... chegra pela manha, e de-
pois de ter almocado c feilo algumas visites tornara
a partir em sege de posta s Ires horas para Ostendc,
donde sem duvida pretenda ganhar a Inglaterra.
Pedro imperlurbavel informou-se da carruagem
de Oatende. Ella s parta de Bruxellas s oito ho-
ras da manliaa; mas a carruagem daftruees va java
de noile, e afllrmavam a Pedro que ella o-poria al-
gumas leguas (lisiante dn lugar de sen destino. Con-
vencido dio mellen--!' nella s iez horas e loniou
a adormecer.
Cimiimnar-nc-hit.'
^


DIARIO DE PRHAMBUCO, TERCA EEIR* 10 DE OUTUBRO DE 1854.
*K
apretadores, quem lem rcctbido dinlieiros, quem
nao lem recebldo, ele. ; oulra questao promovida
mesmo pelo consellio de oslado, e bellamente sus-
tentada por alguns uo* u membro, e creio que
pelo consolheiro procurador da coroa (nSO.o posso
alllrro.ir porque ciiilim nilo Uve lempo de repetir i
teitur.) do parecer) deve er veulilada ; o oMi-
cial de niarinlia, o cruzador podo e deve ter respon-
savel pelos prejuizo causados no cruzeiro, por abu-
so ou nao execucao das orden do governo ? He
esla orna questao importantissima, ( aptitdot);
dizem o procurador da corda e alguns conse-
Iheiros de estado que so o poder legislativo he que
pode deci di-|a.
O Sr. Miranda: O conselho de estado pleno
o exoneren.
O Sr. Ferro; : Qn.s poder lem o consellio de
estado para cxonera-lo'! He elle o poder legisla-
tivo?
O Sr. Vanderley: Ora, urna questao desla
urdem, que lem de eslahelecer precedentes para o
futuro, acra de lao pouen monta que nao deva ser
examinada coro alguin cuidado ? {Apoiados.) Mas
concedamos que o ofllcial de marioha cruzador uao
he obrigado pelos pcejuizos ou damnos causados
por abuso na execucao das ordens do gove no, de-
mos isto.de barato, outra questao surge ainda dalii:
Dado o caso de que teuham havido presas ms,
ou prejnizos causados por infraccao das in-lrticeoc.
do governo, e presas boas, dever o estado carregar
smenle cora o peso das indemnisaoes, e nao ser
recompensado com o producto das boas presas? Se-
nliores, se he conveniente qujos olliciaes dp mari-
nha nao carreguem com tamaivaa'responsabilidade,
lamhm he perigsissimo que crestado carregue so-
nienle com os prejoizos. (Apoiados.) Repare-se que
tem-90 pago 7,000 e tantos cuntas de res de indem-
nisacSes de presas, que o maior parle do dinheiro
do Brasil tem sido para pagar aquillo (tallando em
linguagein vulgar) que nao comemos nem bebe-
mos. Fi/eram-sc presas a Portugal, pagamos todas
com juros, e sem tallar urna sol Fizeram-se presas
no Rio da Prata, pagamos Midas com juros, e nao
sei maiao que. {Anoiadot.)
Urna voz : Entretanto as tioSas nSo se pagara.
OSr. H'anderley:lie verdMe, as'immensas
presas feilas pela esquadn inglez*' ua Costa d'Afri-
ca eui navios brasileiros. presas julgadas ms por
Iribunaes inglezes, nao lem sido pagas al hoje !
O goveruo inglez nao as quer pagar ; porm nos
havemns de pagar a lord Cochrane, quer queirantos
quer nao Nem ao meaos, Sr. presidente, lem-
braram-se de encontrar o pagamento daquellas pre-
sas com o que se diz devermos a lord Cocliraoc !
Eu votorei emfm por esta indemnisacao lal qual,
com tanto que seja encontrada naquillo que a In-
glaterra iMi deve, produ :1o das ms presas, e nos
pagaremos aos subditos brasileiros. Porm como, se
os negocios eom a Inglaterra sao como os negocios
da lazenda publica com os particulares ; pague pri-
meiramente para depois demandar !
En, Sr. presidente, nilo meacho, como ja disse,
habilitado para continuar nesta discussao, e nao Ta-
co injuria alguma aos meus Ilustres collegas em di-
zer qne muiln menos habilitados hao de estar aquel-
les que nao lram estes papis. (Apoiados. O que
se ha de fazer neste caso, senhores? Pode n honra-
do ministro da marinha negar aos seus amigos o di-
reito de se esclarecerm. nao conseolindo que se
imprima o parecer do conselho de estado, e que
baja uina discussao tal qu.tl deve haver era negocios
desta magnitude ? Porque emfim., senhores, no sjs-
tema representativo o esencial he o dinheiro. lie
por onde as cmara eiereem influencia sobre o go-
verno concediendo ou negando dinheiro e (orea ;
aqui he que est a principal garanta !...
O Sr. Ferraz : A explicarlo foi boa.
' O Sr. IVanderley : Nem se poda entender de
oulra maneira.
Creio, pois que o honrado ministro da marinha ha
de aceitar o adiamenlo, ou urna emenda que vou
mandar mesa para que se ade a discussao do pro-
jcclo al que seja impresso o parecer do conselho de
estado, (poiadot.) Nao pego que sejam mpressos
os documentos, porque cahriamos no vicio contra-
rio, isto he, adiaramos esla materia por muito lem-
po, lal*ez o3o Iralassemos della nesta sessao ; mas
tambero nao posso concordar em que, sem se ter exa-
minado o parecer impresso, se vote sobre urna ques-
l.i" lao importante.
I'indaiei aqui, Sr. presideule ; nao enlrarei em
nutras cnnsideracOes que o projeclo desafia, porque,
j digu, nao he occasiao opportuna ; mas pretendo
loando for lempo demonstrar que a Ilustre commis-
so de marinha e guerra, contra a sua vonladc, pro-
poe um crdito superior iquelle qne o governo deso-
ja, ou que a proposla do governo nao foi calculada
de conformidade com os documentos, quero dizer,
que sendo a divida que o governo quer reconhecer
de scle-ccnlos e lanos conlos de res, propoe-se um
crdito de mil e lanos conlos de ris. (Apoiados ;
mito bem, muito bem.
l/'-sc, c sendo apoiado oulra lamben) em discussao
o seguinle requerimento substitutivo apresenladu
pelo Sr. Wanderley :
Que se adi o projeclo al que seja impresso o
parecer do conselho de estado.
O Sr*. Ferraz e Mendcs da Cosa rcliram o seus
rcqoerimcnlos com consenlimenlo da cmara, lican-
do por couscguinle em discussao smenle o do Sr.
Wanderlcj. .
O Sr. .lunqueira : ir. presidente, apezar das
bellas raines apresenlndas pelo nobre depulado aulor
do requerimento que se ada em discussao, cntendo
que a dignidade da cmara, permitla-sc esla exprs-
sao, exige que tratemos deste negocio sem que lenha
de ser interrumpido, porque, supposlo que envolva
questao de alguma importancia, comludo os nobres
deputados, que tem ac npanbadn uaturalincnle a
poltica do paiz, devem ler ouvdo muilas e repeli-
das vezes tralar-se desta materia, edevem ter forma-
do alguiu juizo sobre o que cnnvm decidir, porque
ha graudo responsabelidade da parte da nar.ln em
nao ter pago servidos tao importantes, como sejam o
Icitos independencia e na guerra do Kio da Prala.
O Sr. Candido Borget: Ningnem quer negar
o pagamento ; mas o dever da cmara he zelar os di-
nlieiros piblico*.
O Sr. Junqueira : E ningnem est dizendoque
uo se zele o dinheiros pblicos. Senhores, eu vejo
que sampre que se Irata de qualquer quesillo, diz-se
logo : he preciso examinar. Ninguem pode ne-
gar esle direito ; mas pergunlo cu, os Srs. deputados
que quizessem Iralar desti questao nao linham lido
lempo de se informar della '.'
O Sr. Candido Borges: Pela miuha parte de-
claro que procurei os pa|ieis e nao os arhei.
O Si: Junqueira :Pjs bem, varaos Iralar ja da
questao, ella iode muilo facinente ser delocidada,
deh.eraos o adiamenlo ; ,i vitta do que disse o nobre
mililitro da marinha, e do quo disse o nobre depu-
lado que propz o adiamenlo, ja se sabe umita
cousa.
O Sr. Jamen do Paro : Nao se sabe nada.
O Sr. Junqueira : Nao se sabe nada Pois
entilo perniilla-te-me aconipauhar ao nobre depu-
ladj que propz o adiamenlo : elle dividi a questao
em duas parles, a das presas feilas por occasiao da
independencia e as da guerra do Kio da Prala. As
preas feilas pela independencia da Bahia... .
Urna coz : Por occasiao da independencia do
Brasil.
OSr. Junqueira :Pelo quo dizrespeilo a Bahia,
a fallar francamente poacomerccem, porque, o que
fez a nossa esquadra ni Babia quando Joao Flix,
cominandaote da esquadra porlugue/.a, levava os fu-
gitivos para Portugal em navios carregados de fami-
lias .' Quaes foram os combates que se deram contra
i"tes navios que iam fusindo do Ihealro da guerra ?
Por esle lado nao considero que se deve pagar essas
sonunas exageradas que se roclamam, eram navios
que so levavam familias que nao adberr.iiu causa
do Brasil, e que fugiaqi pura Portugal. ram ir-
milos quecircuinstancias extraordinarias Uziain que
se separassem.
Que feilo de armas fnl esle t Nem eu creio que
militares que prezaro a honra, officaes de marinha
briosos queram receber parle alguma d semeiliaule
presa. A este respcilo eslou bastante informado, nao
preciso de mais esclarecimentos.
O Sr. Candido Borgtt: E eniao nega o cr-
dito ?
O Sr. Junqueira :Qtianto a esla parle pode ser.
Vamos agora questao do Rio da l'rala ; ah he uc-
retsario pagar jp presas que se lizeram, nao ha du-
viiia algtnjna.
Urna I oz : Sse oVive pagar o qne re dever.
O Sr. Junqitrira : Mas, senhores, pergnnlo cu,
o nobre ministro da marinha nao leu aqui (e o no-
bre depulado que propz o adiamenlo nao negou)
que havia alguma* divida* liquidadas na importan-
cia de 300 e lanos conlos de ris ? Pois bem, pague-
so o que esta liquidad, e o que nao esln nao se pa-
gue sem que se liquide. O que fez a nossa esquadra
nn Rio da Prata '. Uesgracadameote para mis, live-
mos um almirante que, dentro do seu camarim, na
Trgala em que se achava, enlendeu que era lio po-
deroso como a Inglaterra ou oulra nnrao forte ; esla-
beleceo principios de direito martimo que eram con-
testados por muilas nac.es, e segundo se diz, pelo
proprio governo brasileiro que lhe deu as instruc-
coes ; tralou de fazer presas e de reparli-las logo,ti-
rando para si o maior quinhao, c dandu alguma cou-
sa tambera a algumas oulras pessoas que o acompa-
nbavam. Este almirante compromelteu-nos de ma-
neira lal que livemos de pagar grandes sommas, e
islo logo no romero da nossa independencia, e os di-
nheiros pblicos foram esbanjados, e todas as cou-
sas se consideraram de um modo contrario aos inle-
resses nacionacs ; de que serve agora fallarmos os-
lo T Mas, convera que se diga a verdado doqueentan
occorreu. Tvemos de pagar todas oslas presas ; fo-
ram pagas : os Francczes verara aqui de murroes
acesos cobrar a parle que Ihes pcrlenca ; o nole-se
que at os Eslados-I'nidos, narHo que segu o prin-
cipio de que a bandeira cobre a carga, exigram o
pagamento da parle que diziam perlencer-lhe, alio*
raudo que assira como se pagava aos oulros larabem
se Iho devia pagar, islo coulrao seu proprio prin-
cipio.
Todas essas nacoes poderosas abusaran) da sua for-
?a para nos obrgar a pagar muito mais do que de-
viaiuos, e aquillo que mesmo nao devamos.
Ora, sendo assira, o nusso almirante em luaar de
seguir as inslruccoes do governo, em lugar de co-
nhecer a sua posirao e os meios que tinha para po-
der fazer a guerra, Iralou, mctlido na sua excellcn-
le cmara, de mandar apresar navios de lodas as na-
coes que appareciam ; eja se vio quaes foram as
consequencas de um tal procediinenlo. .Mas, senho-
res, aquelles ofticiaes que lizeram muito servico no
Kio da l'rala, c apresaram navios em regra, nao
dcvpm ser pagos ou as suas familias por elles'! Con-
ven) que sejam pagos, e os nomes desles olliciaes
devera constar da relaro que- o nobre ministro leu.
Olanlo aos marinheiros he urna quesillo bemdifli-
cil de resolver ; he necessario entilo que o gover-
no lome todas as providencias para que se pralique
a esle respeilo o que for justo c for conveniente.
Nislo, senhores, o governo nao digo o actual, o
governo geral he culpado porque depois de ler-se
feilo nina presa nao nunda pagar immedialamente,
de maneira que as Iripolaces dos navios desembar-
cara e os marinheiros nada receben), como lem acon-
tecido nos cruzeiros brasileiros contra os navios do
trafico da cosa da Africa.quepassam-selres equatra
annos e nada se resolve.
Aulorisa-se pelo projeclo o governo para dispen-
der al a quantia precisa no pagamento dessas pre-
sas, urna vez que a liquidaran seja feila em ordem,
e por que razSo se ha de nesar islo ? Nao se pode
negar o direiio a quem o (iver, e portanlo cu nao
posso deixar de volar a favor desla idea.
Ooanlo a lord Cochrane, direi que elle nao lem
csse drelo que reclama com lana bulla (apoiados),
elle se livesse obrado para o Brasil como devia, se
tivesse obrado era regra s lera o drelo, como se-
ria para o Brasil um grande here....
Um Sr. Depulado : Elle fez serviros muito im-
portantes.
Oulro Sr. Depulado : O seu procedimenlo nao
lhe tira o direito. Continuam os uparles.)
O Sr. Presidente : Alientan 1
O Sr. Junqueira apuntando para difierenles Srs.
deputados que o cercara; : Emfim, Sr. presidente,
a discussao me esclarecera melhor do que esles se-
nhores que aqui csian disculndo frisadas); pelo
que eu lhes eslou ouvndo me parece que appellam
para a generosidade brasileira, c ja que fazcm vi-
brar essa corda nao serei cu que lhe corte o som...
O Sr. Correa das .Veces': Entilo est amar-
rado ?
OSr. Fiuza : Mostre-so que elle nao tem di-
reito e entao fac.a-sc a generosidade. (Continuam
os apartes.)
O Sr. Junqueira : Sr. presidente, pelo que le-
nho ouvido aos nobres deputados vejo que elles esiao
suflicienlemeute instruidos para votar ; (risadas ;
apoiados ; tirio apoiados] ; e lalvez que se adiando
essa discussao nao se aproveile uada, porque elles
podem ficar mais atrasados do que eslao agora, (lu-
tada. Apoiados.)
Por esla occasiao eu tenho de dizer cmara urna
cousa, e he o seguinle : os nossos negociadores em
geral lem cuidado muilo em ludo quanto so chama
bellos cortejos e bellas etiquetas, porem n*>o se tem
lembrado dos intereses do Brasil em occasiao em
que delles se deviain lerabrar. Quero fallar a res-
peilo do que ja disse, islo he, que a bandeira dos
Estados-Unidos cobria a carga, entretanto que hou-
vernm Brasileiros, senadores e de.putados que vi-
nham das provincias para o Ro de Janeiro embar-
cados em navios americanos, debaixo da bandeira
americana, e que foram roobados, e depois, por mais
que proleslassem c rcclamassem, nada receberam.
Porlanlo, aquelles que reclaraaram dizendo que
bandeira cobria a carga,tamben) deviain saber que os
nossos foram roubados quando viajavara debaixo da
inesiua bandeira, e que por conseguinle devam ser
indemnisados, e por ccrlo, senhores, que nao se nos
havia de negar esse direito, fazendo-se sentir esle
nosso drelo aos Estados-Lnulos quando livemos
de pagar-Ibes o que elles exigirn).
. 6:ma ro; : Nao coraprehendo.
O Sr. Junqueira : Nao coraprehendeu '.' Poi
a questao lie muilo clara... (Risadas.) Nao podc-
riara negar csse direito ao Brasil porque o principio
era dos Estados-Unidos c pelo qual sempre haviam
pugnado.
Tambera he urna verdade que o governo inglez
nao quer pagar as presashrasilciras julgadas ms em
seus proprios Iribunaes. e porque '! Porque dizera
elles: Embora os nossos Iribunaes julguem ms
as presas, nos somos omnipotentes e nao damos di-
nheiro, islo be, a i......i potencia parlamentar.
ti Sr, Silceira da-Mofla : He um grande argu-
mento.
O Sr. Junqueira: Ns.senhores.lambem eslamos
no mesmo caso, e quando livermos negocios idnti-
cos com I Inglaterra tambera podemos fazer o mes-
mo, porque esse he o seu prnripio.
O adiamento, Sr. presidente, nao aproveila cousa
afguma,porque ludos osSrs. deputados ja formarmn
seu juizo sobre a materia (reclamarse), e al por-
que muitosja me ealo dizendo aqu" as suas opi-
niocs; vol porlanlo contra o adiamenlo.
O Sr. jguiar pronuncia-se i favor do adiamenlo.
O Sr. F. Octarano, obtendo a palavra pela or-
den), observa que devendo a commissao do instruc-
rflo publica dar o seu parecer em lempo prefixo so-
bre uina quesl.lo importante, c acnlecendo que un
do* membros dessa commisso (o Sr. Rocha), por ser
Icnle da escola militar, por delicadeza nao quer en-
tender com esla malcra, e eslarem divergentes os
dous membros que reslam, por islo pede ao Sr. pre-
sidente que baja de iiumear um lercero membro.
O Sr. Presidente nomea ao Sr. Joo Jacinlho de
Mendonca.
A discussao lien adiada pela hora.
Marca-sea ordem do diac levanla-se a essao.
.23
Lida c apprnvada a acia da antecedente, o prmei-
ro secretario d conla do seguinle expediente :
Um rcqueriraenlo de Jeronjmo Pinlo Coelho de
Almeida, subdito porluguez, pedindo dispensa dn
lapso de lempo que lhe falla para poder nuluralisar-
sc cidado brasileiro.A' commisso de consliluicilo
e poderes.
He approvada a redacc,ao do proiecto que aulorisa
o governo a dispender mais 5:0009000 com a a-
caderaia das Bellas-Arles, e os segrales parece-
res :
O lenle Jos Carlos da Silva, da provincia das
Alagoas, requer a esla cmara a confirmarn da mer-
c pecuniaria de 1009000 que lhe fra concedida por
decreto de 31 de julho de 1827, e allegaquc ou nun-
ca fra remetlidoo referido decreto a esla cmara,ou
que se o fra se extraviara, alenla sua tonga dala,
em consequencado que junta urna certiilo para fir-
mar o seu direito exlrahidn dos livros da cmara
municipal da cidade do Penedo, emcujo archivo le-
ve o supplicante a cautela de o regisrtar : a commis-
so entende qne a referida certidao nao he documen-
to aulhentico para servir de base a um detrimento
favoravel; mas como he possivcl dar-sc a h\ pudiese,
por ello allegada, de extravio do original do decreto
nesta secretaria, ou que por confundido com oulros
papis anligus nilo possa ser adiado, he a mesma
commisso de parecer que se remella ao governo o
seu requerimento com i referida certidao para
que informe como quelhc occorrera scraelhanle res-
pcilo.
Paco da cmara dos depulados 21 de agosto
de 185*. Gome fibtiro. J. fi.de X. S. Lo-
bato. r>
Joao Baplisla de Scuza Velho, fundado as dis-
posi{6e do artigo 73 da lei do.l. de outbro de
1828, explicado e desenvolvido no aviso de 3 de fe-
vereiro de 1832, reprsenla a esta assemblca conlra
o procedimenlo da cmara municipal da corle por o
haver destituido do iogarde contador, que, com in-
lelligencla, zelo, e probidade, servir desde 26 deno-
vembro de 1833, contando, qnando deraillido fra,
20 annos de nao interrumpidos serviros, que pede
sejam remunerados com uina merc pecuniaria em
allenrao i sua dade e onerosa familia. A commir
sao nesla parte nao pode deferir favoravelmenle a
prelen^ao do supplicante por ser da competencia do
poder execulivo a iniciativa na concesso de seme-
ntantes mcrcs; e bem que julgue muilo allendi-
veis mo s as razes por elle allegadas, como os do-
cumentos com que instruir sua supplica, por nao
ser compulivel com a justica e equidade que, a pre-
texto de negligencia c deleixo no cumplimento de
deveres, seja csbulhado do seu emprego um cidadau
cuja houestidade, intelligenca c probidade, o alles-
lara os valiosos documentos appensos, entende toda-
va ser indispensavel, para um juizo seguro e defini-
tivo (qual o que convm nareparacaode urna injusli-
ja), que seja ouvida a cmara municipal que o desti-
tuir, pelo que he de parecer que sejam rcmellidos
os pipis do supplicante ao governo, afim de que,
salisfela esla fonnaldade indispensavel, os de-
volva.
ic Paco ila cmara dos depulados 21 de agosto
de 1831. Gomes Ribeiro. J. E. de .V. S. Lo-
bato.
O.ir. Saniose Almeida pede urgencia para que
entre em segunda discussao o projeclo n. 130 que es-
la na ordem do dia.
CousultaiU a casa ella annue.
Enlra om seguuda discussiln o arl. 1 do projeclo n.J
130 do anuo passado, que approva a concesso quar-
la da cundir lo stima a que se refere o decreto u.
1,068 de 13 de novenibro de 1852, dando urna sub-
vencaode500901)9 mensaes pela couduccao das ma-
las do porto desla corlo para o de Sanios duas vezes
por mez.
Fallam os Srs. Silvcira da Molla, Ferraz o Viria-
lo, licando a discussao adiada pela hora.
Pagamento de prezas,rectama$Oesde lord Co-
chrane.
Contina a discussao do requerimcnln do Sr. Wao-
dcrlc>, propondo o adiamenlo desla materia al que
se imprima a consulla do conselho de estado.
Heapoiada urna emendado Sr. Candido Borges,
para que o adiamento seja por Ires dias.
OSr. Ascenco combale o adiamenlo depois do que
o Sr. Ferraz exprme-se nos seguiutes termos.
O Sr- Ferraz:Sr. presidente, curre-me a obri-
gaco de dar alguma expticacao sobre o que o hon-
rado ministro da marinha se dignou na sessao de
honlem dizer casa.
Quando oflereci o adiamento para irem os papis
cora o projeclo nobre commisso de orcamenlo.nao
live por cerlo oulro fim mais do que o met esclare-
cimenlo, o esclarecimenlo da casa. Havia procu-
rado esses documentos na secretaria, e anda hon-
lem de manhaa elles ainda l n.lo tintino chegado ;
tenhp procurado nrienlar-me obre a materia sobre
que assenla o parecer do conselho de estado, e Bis
me (em isto sido possivel; lenho procurado orien-
tarme com o parecer da nobre comraissao, mas el-
le he tao succinlo que nao pode csciareccr-me sobre
a materia. Eslava pois perplexo sobre o que devia
fazer; tinha sido -omentc consultada una comraissao
que julgo incompelentc, e dessa commisso s dous
senhores assignaram o parecer, fallava o lercero ;
via-mc porlanlo a necessidade de procurar algum
meio para dar um vol esclarecido, e nao um vol
is cegas. Nao podia fazer injuria ao Sr. ministro
actual, porque, supposlo lenha adoptado a idea da
proposla, nao foi elle o seu autor; nao poda fazer
injuria ao ministro que apresentou a proposla, por-
que loda a casa sabe as relac/es de amisade e paren-
tesco que me unera a esse ex-mira(ro. O meu fim
pois era esclarecer-mc.
Mas disse o nobre ministro : O fim era prole-
lar; a honra e a dignidade do Brasil exigen) que
se decida quanto anles esla malcra. Senhores.
que o fim nao he protelar cu dcinonstre pralica-
raenle; logo que se apresentou um oulro adiamenlo,
eu rclirei o meu. Eu quero fugir mesmo de dar
impugnaro desla materia a ctale opposicouisla ;
quero que se aprofunde o negocio, porque elle he de
bstanle imporlaucia. Parece-me pois que lenho
dado provas que o meu lim nao he protelar ; ser
protelar se, nao obstante a exigencia de docuroen-
los, elles nao forcm apresenlados; e com cfTeito, se
nao se qiiizer dar os csrlarecimcnlos necessarios para
orientar o meu vol, hei de fazer lodo o esforz pa-
ra combater a medida.
Mas a questao ser de decoro o de dignidade do
paiz'.'
Senhores, s agora beque o nobre ministro se
lembrou deste decoro e dignidade do paiz "! s ago-
ra nos unimos das da sessao? Nao andamos aqui
lauto lempo sem termos materia sobre que dsculis-
seinos? Entilo nao so lembravain do decoro e di-
gnidade do paiz, viniente agora he quo se Icmbram
quando desojamos ser esclarecidos He sem duvida
urna cousa digna de c?lranhar-sc O argumento li-
rado do decoro edignidade do paiz em malcras des-
la ordem sempre foi reputado grande sophisma, eo
ser principalmente quando se Irata de obler cscla-
rccimcnlos. Ms aondo c coran se vai nesle nego-
cio o decoro e dignidade do paiz? cm examinar-se
bem a materia para dar-se um vol conscicncioso,
uina deliberaran digna do mesmo paiz e de seus re-
presentantes? Ccrto que nao, creio quo nilo consis-
tir nislo;em que ir, senhores? No nao pagamen-
to ? Quera he que contesta o pagamento quando el-
le seja justo, quando o Brasil seja obrigado a salisfa-
ze-lo pelos principios dejusc-a ?
O Sr. Brandao:Apoiado.
OSr. Ferraz : Nao pode pois, senhores, haver
aqui questao de digudude e decoro do paiz.
Mas se disse : j ha un parecer do conselho de
estado n Senhores, o parecer do conselho de estado
pode dispensar o exame da cmara dos Srs. depula-
dos, e ura exame muilo esclarecido e refleclido ? Se
fra sufliciente esse parecer, o nico exame do con-
selho de estado', para que cniao eslarmos aqui '! Pa-
ra cmara de registro das decises do conselho de
estado ? Nao he possivel que o nobre ministro quei-
ra e que a cmara o consinla. le preciso porlauh
que iuslituamos um exame sobre a materia; con
fronlemos o parecer do conselho de estado com os
documentos, vamos is fonles donde elle lirou as ra-
zes que produzio, esse histrico que aprcsenlou, e
s depois de um lal exame he que devenios dar um
voto cm materia do semelhantc imporlaucia ; mas
nao era smenle por isto, o proprio parecer da nobre
commisso revelava a necessidade de esclarecimcu-
los.
Eu disse que a nobre comraissao nada tinha fcito
que pudesse orientar-nos, a cmara atienda sua
exposirao, c dislo se convencer.
Os ib runenlos que hontcm pude obter revelara
ainda a necessidade desses c-rlarccimentos. Apre-
senla-se um crdito, nao ha tabella alguma, nao ha
nenhum dcinonstrativo que justifique a importan-
cia desse credilo, nem em que munla o primitivo,
nem o debito que se deve deduzir; a nobre comrais-
sao lamben) nao se refere a esta parte, dcixa ludo
para futuras indagaees. A nobre comraissao mes-
mo nao pode explicar algumas cousas que se nolam
entre os documentos e o seu parecer, entre os do-
cumentos e a proposla. Rcvelarei algumas dessas
cousas, porque o meu lim he smenle motivar a ne-
cessidade de estudo sobre a materia.
I)i;. a nobre commisso que pelo clenlo apresen-
lado por lord Cochrane se pode avahar o debilo das
prezas feilas por or-rasiilo da independencia na im-
portancia de 600:000; pelo calculo apresenlado pelo
contador da marinha o debilo resultante das prezas
feilas por occasiao da guerra do Rio da Prala orea em
5!lt):0009. somma 1,190:0009; o credilo pedido he de
1,100:0009. y
O Sr. Pereira da Silca : He erro de impres-
s3o. ----------""
O Sr. Ferraz : Eu ainda lenho duvida a esle
respcilo. Diz o contadpr da marinha, iclalivamente
s prezas do Rio da Prala: Quanto porm a quan-
tia que so deve consignar cntendo que a ajoi-
zar-se pelos dados que existen) deve importar em
519:4099^04, que em lano soramam as addicoe da
despera conslnnle do resumo C no valor de
2I6:i7l94'i2, e saldo dessas prezas entrado no Ihe-
souro no valor de 302:937.nS52, cuja quantia compa-
rada com o valor total das prezas e reprwas conj-
(anesda retaranE,que bem se podem computar
cm 509:9089972, ( veja a cmara ), calcnlndo-se
os pesos a 29 >
Por conseguinle temos 509:0009 por um lado, por
oulro lado lemos 519:0009, a pelo- que diz o nobre
depulado pelo Rio de Janeiro temos 590:000. Que
liquidaran J se v que mesmo sobre isto nao ha
esclarecimentos.
Mas, senhores, ha ainda a consultar oulros dados.
Diz n nobre commisso que por conla de amas e de
oulras j> lem o goveruo imperial pago difierenles
sommas, que se devem deduzir daquella somma cal-
culada. Km quanlo importan) estas sommas ? A no-
bre commisso nao o diz ; mas o devia fazer.
O Sr. BrandSo : Tatvez nao tivesse documen-
tos para poder dizer.
O Sr. Ferra: : Quanlo passou para o thesou-
ro ? A nobre commisso lambem nao o diz. Procu-
rei na casa algum documento a esle respeilo, porque
esta materia j foi objeclo de suas discusses, e
achei que para o Ihesouro passou a quantia de
02:9379852 ; mas quanto se pagou por conla desse
deposito ? He um objeclo que s se encontr, se-
gundo ouvi o nobre ministro 1er, no parecer do con-
selho de estado. A nobre commisso nao o moslrou.
(lia um aparte.)
Diz o nobre ministro que ha urna certidao do Ihe-
soiiro : mas o proprio conselho de eslado, segundo
urna oola que tomei do que o nobre ministro tinha
lido, diz lambem o seguinle : que realmente cons-
tara da conta crrenle do Ihesouro. Logo nao se po-
de lor como exacta esla certidao, que lio passada em
1812.
O Sr. Brandao : Esle negocio est um pouco
atrapalhado.
O Sr. Ferraz:O que eu quero demonstrar
tuncamente he que a nobre commisso nao se com-
penelrou bem da necessidade de esludar a materia
como lhe cumpria, eque o ministerio, contra lodos
os precedentes o eslxlos, apresenlou o seu crdito
sem a competente demonstraran feila em regra, e
conforme as regras deescripturacan, do que real-
menle enlrou no Ihesouro, do que foi pago, da de-
duca que se devia fazer, e do que devia existir. Se
recorrermos aos archivos da casa encontraremos to-
dos os crditos acompanhados de-tas dcraonslraces.
as quaes scrvein para orieutar os nossos votos ; mas
ueste uao se v islo. Tudo esl rodeado de m yate-
rio, ludo se faz por estimativa. Aqui exisle urna
certidao, he verdade, passada pelo muilo inlelligen-
lee honrado es Jplurario o Sr. Godfroy : dahi mes-
mo se deduz que alguma cousa se pagou, e pergun-
lo: depois desla ccrliihlo nao se ler pago oulras
quanlias? Ninguem me pode dizer, e he oque he
preciso averiguar.
OSr. Brandao : Ninguem sabe.
O Sr. Ferraz : Como pois ha base para o cr-
dito ? Mas, senhores, ainda a< difficuldades appare-
cem por oulro lado. O nobre ministro nos disse
honlem, a vista do parecer do conselho de estado,
queo saldo existente a respeilo das prezas feilas por
occasiao da independencia era de 251:7668 e tantos
ris, e o das presas 272:61:19042 ; a somma lolal desles dous saldos orea
em 524:3979583; o crdito pedido somenle para es-
P> verba para fazer-se face a esle debito he de
1,190:0009! Desorle que o Ihesouro deve pagar
mais do que receben He muito I*.
Mas ainda ha oulra confusao. A allendermos a
um membro da commisso nomeada pelo goveruo,
o Sr. Alvim, em seu parecer, apenas existe em ser
251:000o, e a atlcnder-sfl a oulros documentos exis-
le urna quaulia maior.
O Sr. Candido Borges d um aparte.
OSr. Ferraz :lia una declararan encanilla-
da ncsles papis, de um dos commissarios, da qual
consta que da somma total se relirou para despezas
do Rio da Prala nvenla e tantos conlos, mas pare-
ce-me que esla quantia esl comprehendida nade
216:4718112 que o contador declara constar da
escriploracao das despezas. Senhores, que se atien-
da e se examinera bem estas cousas he muilo neces-
sario.
OSr. Brandao: Seguramente, do contrario
voto contra.
OSr. Ferraz : A nobre commisso d um cr-
dito separado de Ires conlos e lanos mil ris para
pagamcnlo doSr. Hayden ; entretanto esla quantia
tambera pertcnce esquadra do Rio da Prala, deve
ser tirada da somma que existir como sabio ; mas
a uobre commisso. alm do credilo de 1,190:0009,
d mais esle de 3:4069577 Parece-me que a ori-
gen) deste crdito para pagamenlodo Sr. Hayden vem
a ser a preza do navio S. Salvador ; esta presa en-
Ira no numero daquellas sobre que tem versado a
questao do Rio da Prala. Isto tudo, senhores, revela
pouco estudo da materia, nu dados tao confusos, que
uao dan aso a que se faca ura came completo. Hon-
lem recebi esles papis pelas 7 horas da noile ; levei
loda a noitc a estuda-los, o quanlo mais esludava
mais confuso ficava ; he preciso atlender a minu-
dencias, e reler era memoria um sem numero de
consideracoes quo fcilmente escapam.
Fallei a respeilo das prezas feitas durante a guer-
ra do Rio da Prata, fallarai agora das do lempo da
independencia. Exisle na verdade um documento
dondo consta que lord Cochrane recalcilrou na no-
meacao de louvados, nao quiz nceilar esse meio, e
propz que se lhe dsse a quanlia de 600:0009, que
era quaulo elle orcavao haver a que linha direito a
esquadra que commandou ; cm consequeucia dislo,
o governo lomou a si loda a responsabilidade pe-
las iiidcmnisaces, mandou dar por conla 200:0009.
Uepois, pelo aprezamcnlo de algumas embarrarnos
no porto do Para, mandou dar 40:0009 para serem
dislribuidos pela tripulares ; dos documentos do
Marnnhao consla que o mesmo lord recebera
105:0009 por conla das prezas feilas em trra por
elle mesmo, islo he, scqueslro e confisco a que se
procedeu cm difierenles ohjeclos perlenceules pro-
priedade do-estado, oude particulares. Esles........
105:0009 orcam em 108:0008 pela dillereuea do re-
lalo dos bilhctes da alfandega c oulro* litulos que
foram trocados, perda que elle exigi que se lhe in-
demnisasse; lemos por conseguinle 244:0008 com
105:0009, somma 319:0009 ; mas mo ha demonstra-
Cao alguma dislo : nos os depulados vemo-nos na
necessidade de andar calando em cada documento
aquillo que julgamos necessario.
O nobre depulado pela provincia do Maranhao
exagerou muilo os servicos prestado* por lord Co-
chrane, r red a moii pela necessidade que havia de
se reconhecerera esles servidos, c de se fazer promp-
to pagameuto, ele. Senhores, eu nao duvido dos
servicos prestados por lord Cochrane ; mas se u
fra Maranhense, nao os gabava lano. ( Apoia-
dos. )
gadas ms, e os caplores entregar o produelo dessas
mesmas prezas.
Eu a respeilo da 2.' parle acho algum documen-
to, masa respeilo do Rio da Prala n3o acho, ao con-
trario encontr um donde consla que sempre foi re-
provado o procedimenlo do almirante respectivo.
O governo imperial mandou por difierenles vezes
sobrestar na entrega de quaesquer preazs liquidades
aos caplores, vista das reclamacoes feilas por di-
ministro em Londres moslra que a esse lempo nao
tinha deixado de existir a lula, porque elle esperou
qne a independencia fosse reconhecida por Portugal,
eque por conseguinle eslivesse exlincla a lula para
mandar entao dizer que Ljrgava o servicia, mas
quando fez essa declaradlo ja linha sabido do Bra-
sil sem iicenfa, e conlra as orden* do governo, e
eslava ha muito lempo residindo, ora na Inglaterra,
ora na Escossia ; se pois nao sahio (oralmente do
versos agentes diplomticos de diflereuies naces. imperio, se uao foi despedido, se no liouve con-
O Sr. BrandSo: Ua muilos depulados do Ma-
ranhao que os conleslaram.
O Sr. Ferraz : Senhores, as rcrlamaccs di-
rigidas por lord Cochraue junta de lazenda de Ma-
ranhao sao papis que muilo dcsahonam esses ser-
vidos. Eu nao Ierei esses papis, porque uao que-
ro que se diga que os Irago em odio, que os re-
prodnzo para fazer mal pretendo deste indi-
viduo.
O Sr. Ascenro: Islo ralo lera nada com o di-
reito que lhe assisle.
O Sr. Ferraz: He em rehirao a esses galios
que o nobre depulado lhe fez que eu fallo.
Mas, senhores, ainda das quanlias existentes era
deposito tem-se de deduzir a importancia das pre-
zas julgadas mas por difierenles Iribuuacs; una del-
tas fie a de Miguel lavares, que se acha dependen-
te de resolucao da cmara ; oulra lambem se acha
dcpcndenle de rsolucao da cmara, a qual, sendo
apresenlada nesla casa, c indo commisso de fa-
zenda, esta commisso pedio ao governo que infor-
masse se exista cm deposito quanlia alguma prove-
niente daquella preza ; e a estar a preza julgada
mii, quera deve fazer a indemnisacao ? Dir-sc-ha
o principio de responsabilidade do Eslado acoberla
os caplores de restituir o que indevidamente recebe-
ram.Em verdade a vigorar essa Iheoria nada haque
nao se deva pagar, todasas deprcdac.oes licam justifi-
cadas, e o Eslado deve pagar as rusias de ludo.
Do que lenho dito resulla o reconhecer-se a fal-
ta de esclarecimentos na boa coordenado dos traba-
Ihos, a falla das tabellas que nos deviain orientar ;
ha necessidade por conseguinle de esludo. He ma-
teria tao delicada que eu, acostumado ao Irabalho
como eslou, nao rae poderei responsabilisar para
com os meus collegas de aprescnlar-iim juizo verda-
deiro sobre o justo alvilre que se deve lomar. En-
tretanto aqui se nos declara que vem tudo explica-
do I Dissc-sc, senhores, que havia irresponsabilida-
dc de ambas as parles, quer da marinha que o pe-
rn nu Rio da Prala, quer daquella que operou no
lempo da independencia yr t que o Estado devia
pagar por sua conta aos particulares a* prezas ju.1-
/
Reclamaran) os caplores a cmara dos depulados
conlra esta medida; o ministro demontlrou que nSo
era possivel de modo algum que se deixassc de lo-
mar urna medida a semelhaute respeilo, porque o
almirante linha exorbilado. Eis-aqui o officio do
minilro, he de 16 de outubro de 1824 :
a E o que mais he (dizia o ministro, o marquez
de Queluz), prelendem provar com docomenlos na
mao que o almiranlo barao do Rio da Prala calcou
acintemcnle aos ps as ordens imperiaes expedi-
das desde o principio do bloqoeio para regular sua
marcha.
O Sr. Ministro da Marinha: Q almirante foi
absolvido no conselho da guerra.
O Sr. Ferrar.: Da indemnisacao nao podia ser
absolvido ; a indemnisacao, apezar das penas serem
levanladas, lem lugar a todo o lempo. O parecer
da comraissao desla casa, contrario ao aclo do gover-
no que mandou sustar a exerucao das senlencas, de-
pois de repruvar esse acto como atlenlatorio d poder
judiciario, conclue da seguinte maneira : Alleu-
dendo porm ao mesmo lempo a commisso aos gra-
vissimos prejuizos que podem seguir-so najao de
se executarem as mencionadas scutencas ante* de
final revista, que pode deixar de ser favoravel aos
aprezadores, he oulrosim de parecer qne he justo
prevenir-se esle mal por mel da segninle reso-
lu$1o:
A assembla geral, etc.
^ a Fica suspensa a exerucao das senlencas profe-
ridas pelo supremo conselho de juslica acerca das
prezas, ele Era 14 de uovembro de 1837.
Esle parecer esta assignado pelos Srs. Paula Sou-
za, Cosa Carvalho, Vasconcello*, Litnpo de Abreu,
Uno Coutinho. E como aqui nesla casa lodos os
dias se leva a mal fazer-se unja on oulra censura ao
gabinete, eu Ierei o que aquella commisso disse: o A'
vista pois do que acaba do ponderr-se, a commisso
he de parecer que deve formar-se a acensado ao ac-
tual ministro dos negocios eslraogeiros, o marquez
de Queluz, por haver violado com manifest escn-
dalo o referido artigo da consliluic.io do imperio, e
por ter dispensado de sen molo proprio e livre von-
tade urna lei, mandando suspender a execnco da-
quella seutenca. Esle parecer nao foi approvado, e
o procedimenlo do marquez de Queluz iicou assim
justificado.
O Sr. BrandSo: Isso era bom lempo.
O Sr. Fiuza : O parecer he dos mesmos se-
nhores ?
O Sr. Ferraz : Esl assignado pelos mesmos.
O marquez de Queluz, entao ministro, moslrou qne
na verdade exislia a necessidade de reprimir o pro-
cedimenlo do barao do Rio da Prala.
A questao da divisao das prezas lambem foi objec-
lo do mesmo Irabalho : nao pode ser decidida como
o nobre ministro pretende ou como se quer. Aqui
esl o parecer do conselho supremo militar, que foi
remedido cmara dos depulados, em o qual se
declara que as embarcacOes mercantes tem parte
em toda a esquadra, ainda que as embarcacOes nao
eslivessem vista, e quo as de guerra entao tem
parle somente as que esliveram vista. Esle pare-
cer foi dado sobre urna reclamaran do barao do Rio
da Prala, e exprime-sc por esta maneira : Que
as prezas feilas do embarcacOes mercanles fiquem
pertenecilo a toda a esquadra, e o seu producto
dividido pelos commandanles, ofticiaes e Iripolaces
de todas as embarcacOes que a cnmpoem, seja qual
for o tugar em que se achem, e ainda mesmo em
concert dentro dos portos dominados pela esqua-
dra.
O barao do Rio da Prala ainda promoveu alguma
cousa em sen favor nesla cmara ; nenhuma decisao
leve.
J se v pois, senhores, que ha muilas quesloes, e
quesles que nao podem ser decididas assim sem
esludo, do chefre.
O Sr. Brandao : Nao he possivel.
OSr. Ferraz : u eslou resolvido a fazer lodo
o possivel para que os benemritos da independencia,
aquelles que conlribuiram para a expulsao dos I.u-
zitanos da miuha provincia, obtenham u. favor qne
se desoja vista da promessa feita naquelle lempo, e
essa promessa foi feila, nao pelos principios rigoro-
sos da juslica, mas, disse-se mesmo, em recompensa
de serviros ; he um donativo e nao um direito.
O Sr. Fiuza : Masque seja feitQ aos proprios
e idnticos.
0*Sr. Ferraz: Quanlo s prezas feilas no Rio
da Prala, senhores, nos que pagamos (anto s difie-
renles naces que reclaraaram) com juslica, lia vemos
alera dislo pagar aquelles que mal procederam ? O
argumento apresenlado, e no qual os nobres depu-
lados se quercm estribar, nao pode ser procedente.
Dizem os nobres depulados : o procurador dacora
declara que a nacao lomou a si a responsabilidade ;
logo deve-se pagar. > A conclsao deve ser oulra :
a nacao lomando a si a responsabilidade inseulou da
indemnisacao aos ofticiaes e aos seus subditos ; mas
nao se segu que a iiac indemnisar aquellas prezas que illegalmenle elles
fizerm, de pagar-lhes o seu producto.
Diz-se apenas Vos nao indemuisareis mas
nao se segu que lenham direito aquillo que exisle,
quando indevidamente aprezado, e mesmo nao se
enconlra promessa alguma a respeilo das prezas do
Rio da Prala.
Nesle ponto cnlendo que se deve examinar muilo
cuidadosamente quaes as prezas que foram julgadas
boas, aquellas cuja imporlaucia nao foi restituida s
nac,9es que a reclamaran), porque, digamos a verda-
de, o procedimenlo do almirante do Kio da Prata foi
muito irregular, visla dos proprios dados que exis-
tem aqui uestes papis, c dar-sa aos caplores o pro-
duca das prezas restituidas porque mal procederam
he autorisar a desobediencia das ordens superiores
com o iuleresse futuro, e sobreludo as depreda-
ntes.
Urna oulra questao vera a ser a que loca aos sol-
dos nao pagos de lord Chocharlo. Anles de tudo cu
direi a cmara que desrjava muilo ver inteiramente
separada a parle relativa s prezas do Rio da Prala,
e estas da parle relativa s pretendes de lord Co-
chrane sobre seus sidos e sua penso.
Eu cntendo, senhores, que lord Cochsann nao tem
direito ao sold desde o momento em que, em oppo-
sican e desobediencia as ordens do governo do Brasil
deixou, sem licenca, o servico do imperio e foi para
a Inglaterra.
Se nos, senhores, pagarmos o lempo de sua deser-
r3o eslabeleceremos um principio lerrivel, e nesle
caso qual a razan para negarmos aos oulros militares
do excrcilo os seus vencimientos quando deserten) e
sem licenca abaiuJnnem o seu poslo, nicamente pela
razao de nao serem ellcsestrangeiros ?
TalVez, senhores, se rae diga quo lord Cochrane
preslou muilos serviros; nesle caso perde-se-lhe a
desercao, e perdoando-se-lhe liqne elle lambem su-
jeilo aquellas regras que regulara os militares que
desertan) a respcilo dos seus vencimenlns.
A oulra questao vera a ser a penso do lempa em
que elle deixou o servico do imperio al o presente ;
Ierei o decrclo, que lalvez a cmara nao rindiera ;
diz elle o seguinie :
A lien 1 n,lo ao que me requisilou o marquez de
Maranhao, 1. almirante commandanle em chele das
forras martimas deste imperio, aos relevaulcsservi-
cos que tem ja prestado c nos quo espero continu
ainda a prestar sagrada causa do Brasil, hei por
bem, con) o parecer do conselho de eslado, determi-
nar que o mesmo marquez venca por inleiro em
quanlo eslver aoserviro ilesle imperoo sold de sua
palele, e no caso de nao querer continuar nelle
depois de linda a presente goerra da independencia,
a melade do referido sold, como peir-Ju^Jazendo-se
essa extensiva por sua morle sua mulher, ele. Da-
lado de 27 de julho de 1824.
A l. quesillo he saber se Cochrane deixou o ser-
vico do Brasil conforme o espirito ou hypolhese do
decreto; o espirlo do decreto nao era por cerlo
favorecer c justificar urna sabida clandestina e al
mesmo criminosa; por conseguinle esla coudic.ao
n3o foi salisfela por lord Cochrane, que deserlou
do imperio, abmidonou o seu serviro sem ser a
aprazimenlo do seu governo ; e quando se conside-
rasse que nao foi criminosa a sua sahida, pergun-
tarei: ao lempo em que elle se aparlou do servico
do Brasil linha-se concluido a lula da independen-
cia 1 Nao. (Apoiadot.) Lord Cochraue mesmo as
suas cartas dirigidas de difierenles partas ao nosso
vencao, se largou anles de exlincla a lula da inde-
pendencia o nosso servico, como pode ler direito a
essa penso ? (Apoiados.) Somenle o parlicipou por-
que eslava contratado para ir a goerra da Grecia,
e como em laes circunstancias pode considerar-se
com drelo a (al penso ?
Esta penso se devia realisar nao na poca em
que foi dada, mas era mitra poca, e nao se pode
deixar de considerar sujeita npprovacao desta
casa. Quando nao mlilasse esta razao, oulra exis-
le ainda mais forle. As penses dadas pelo gover-
no porluguez, anteriores le de 1823, que mandou
por cm execuco lodas as leis de Portugal, nSo pre-
cisan) de approvaco, mas as penses dadas no in-
terregno havido depois da dissolucao da conslituin-
te al a convocaran da assembla legislativa, eslas
esiaosujeitas approvaco, porque inmediatamente
depois que a coiisliluiule foi dissolvida se oOereceu
o projeclo de constituirn era que se cousiderava
como prerogatva da cmara legislativa a approva-
co das penses, ele. (apoiados); a penso he de 7
julho de 1824, a constluiro foi jurada em 25 de
marco desse mesmo anuo, como poi* nao esta a
penso sujeita approvaco da cmara? (Apoia-
dos.)
O Sr. BrandSo:A isso nao se pode dizer pa-
lavra.
O Sr. Ferraz:Urna resolueSo da assembla ge-
ral estabelece a regra nesle poni, o decreto de 21
de julho de 1828 mandou que por mais um anno
se cootinuasse no pagamento das pensiles, se antes
desse prazo a assembla nao delermnasse a sua ap-
provaco ou reprovacao. E como nao necesslar de
nossa approvaco ?
Exisle, senhores, ainda urna oulra questao a que
o nobre ministro nao me responden ; a liquidaco
das pense, a liquidaco das dividas resudantes de
sidos, he objeclo do ministerio da marinha ? Nao.
A liquidaco da- dividas resultantes de penses he
objeclo especial do Iribnnal do Ihesouro ; diz a sua
lei (arl. 20, 6.") a Compele ao tribunal do Ihesou-
ro liquidar a divida activa e passiva da nacao ; ao
Ihesouro cabe faze-la liquidar, o pedido de credilo
para lal objeclo nao perlence ao ministro da mari-
nha. Outr'ora as penses da marinha eram pagas
nessa reparlicao, e estavam a seu cargo ; a 1* de
24 de nulubro de 1832 porm mandou passar para
o Ihesouro o assenlamento, liquidaco e pagamen-
to de lodas as penses ; se pois he da competencia
do tribunal do Ihesouro liquida-las, se compete ao
minislro respectivo requisitar o credilo para a di-
vida della* resullanle, como nos vem esse objeclo
por intermedio do Sr. mfBslro da marinha ?
Se disse nesla casa que havia liquidaco e que ha-
viam os documenlos, porm nada existe.
Eu Ironxe o argumento da prescrlpcao, a pres-
cripcao uecessarlamenle deve ter lugar a respeilo
desles saldos e penses ; ainda no caso dejolgar-se
lord Cochrane com o direito que allega a prescrip-
Cao nao foi interrumpida ; porque a primeira e ni-
ca reclamacao de lord Cochrane he datada de 7 de
fevereiro de 1848, he o mesmo que consla de sua
memoria ; se pois nos nao temos tabella que nos
demonslre ao cerlo o que se deve e o que se lem
de deduzir desse debito, se o mesmo coiuelho de
eslado se remelle a um exame posterior do Ihesou-
ro, e se os documentos nao demonstrara, se nao ha
processo dai riquidaces, te mesmo o tribunal com-
peleule ainda lem de examinar e decidir sobre essa
materia, como he que nos de sallo.havemos de ap-
provar lodo este projeclo, que me parece fra de
todas as regras, que revela o nenhum esludo que
houve sobre sua materia, e nao somenle a respeilo
ao quantum da divida, mas ainda da deducc,ao que
se deve fazer; se nao ha base alguma regular para
ser votado como elle o devera ser ?
Eu me acho nesla casa desde 1843 ; em 1842 che-
guei de passagem e achei a cmara dissolvida, e des-
de que eslou nesla casa nunca vi apresentar-scum
credilo sobre divida como se aprsenla esle, sem
documento algum.
O nobre minislro, sobre a direcrao que leve o
projeclo, disse que era esse o costme da casa, c
allegou o credilo do anno pasado para o subsidio
do eslado do Uruguay ; o nobre depulado pelo Rio
de Janeiro em um aparte disse que linha razao,
que tinha sido a proposla remedida i commisso de
diplomacia. Eu trago casa o proprio parecer da
commisso. (Le.)
lie a mesma commisso de orramcnln que d esse
parecer que acabo de ler, assignado pelos membros
da commisso.
O argumento lirado do oulro parecer da commis-
so de juslica civil nao pode oflerecer base para a
argumentacao do nobre minislro ; os requeriraenlos
de parles deduzindo o seu drelo sao sempre re-
medidos commisso de justica civil ; nao se trata-
va uelles de um credilo, Iratava-se apenas do direiio
que se disputava.
Senhores, o adameulo do nobre depulado pela
Bahia me parece necessario para que se oriente a
casa ; o adiamento do nobre depulado pelo Rio de
Janeiro nao pode salisfazer, porque em 3 dias, es-
tando o* documentos sobre a mesa, os nobres depu-
tados nao os podem bem consultar, nao se podem
esclarecer, he preciso que cada um veja a materia e
ao menos se oriente sobre os principios geraes ; e
qual he o inconveniente da impressao dos pareceres
do conselho de eslado ? Eu nao acho inconvenien-
te algum.
O nobre minislro leu partes desses pareceres, oc-
cullou oulras ou passou por alto ; eu creio que o no-
bre ministro leu somente o que lhe conviuha, e nao
poder haver nesses pareceres cousas que nos conve-
nha examinar ?_Conviria orientar sobre essa mate-
Eu crei
na ".' tu creio que sim.
Um argumento que o nobre depulado pelo Mara-
nhao Irouxe casa nao deve merecer o nosso assenti-
mento, foi o argumento ad terrrcm ; disse elle que
a nossa honra est empenhada, nao devemos sobre
o paiz atlrahir futuros males. Isso he um argumen-
to oit terrorem, m8s o que pode haver nisso ? Po-
dem-sc dar as reclamajes de lord Cochrane.
Senhores, eu nao sou desses homens que desconhe-
cem a razao ; se ha alguma necessidade de salisfa-
zer-se algnra empenho coiilrahido pelo ministerio,
eu lhe cedera de bom grado, mas he preciso que
nos saibamos se esses empenhos exislem, se sao jus-
tos ou injustos ; se o nobre minislro entende que es-
le negocio he de ser e de nao ser que o declare : se o
lerialisia, mas eo nao eslou ao correle desses em-
penhos, quero examinar ludo.
Se o nobre minislro enlende que he negocio de
conlianra, eu sou da opposicao, mas lhe lembrarei
um meio que me parece mais idneo; em lugar des-
sa proposta como esl, se redija um projeclo da ma-
neira segunla : Fica o governo autorisado a dis-
pender al a quanlia de tanto ( nao essa de.........
1,109:0008), depois de feila a devida liquidaco, pa-
ra mandar salisfazer aos reclamantes e a quera de
direiio for, dando especificada conla de ludo ao po-
der legislativo. Mas essa proposla eu eslou que
o ministro a nao sustentara se accaso se houvessc
esludado antes de entrar na ordem de dia; o parecer
do conselho de eslado marca urna cousa e ella pede
oulra.
Eu nunca pddcrci dizer que o nobre ministro de-
soja essa quaulia 13o exorbitante pura oulro* fins ;
mas alguem poder suspeilar por csse aau se era-
prega que essa quanlia he desuada para pagamen-
tos de cousas alera daquellas que constara do pare-
cer e documenlos ; repito, 1,190 conlos para paga-
menlo de 524 como se lem demonstrado e mais 3
conlos e lanos para o chefe da divisao llajden,
quanlia que deve estar incluida na quanlia de, 1190
conlos, he muilo.... ou nao houve estudo sobre a
malcra, ou exislem oulros documentos que mo sa-
bemos, ou exislem oulros empenhos alera dos que se
us aprsenla.
Quero concluir, mas antes disto pedirei ao nobre
ministro um favor, e he que me diga : aceita esse
adiamenlo propostu pelo nobre depulado pelo Rio de
Janeiro i
O Sr. Ministro do Marinha : \ Rindo-#e i faz
signal allirmalivo.
O Sr. Ferraz : Bem, aceita o oulro adiamen-
lo proposto pelo nobre depulado pela Babia ?
O Sr. Minislro da Marinka diz alguma palavras
que nao ouvimo*.
O Sr. Ferraz : Tambem lhe pedirt>i um favor,
e he que mande a sua conUdoria liquidar esses sol-
do* e essas penses em separado, porque s assim pe-
deremos liquidar esta questao.
Exstem alguma* conUadices nesses documtolos,
que eu agora nao posto notar, vislo que a discussao
deve ser breve, e por isso quero que haja urna de-
monslracao qoe 5 poje m fei|a ,a repar,jsa
competente.
Sr. presidente, j v V. gxc. e o nobre ministro
que o meu fim nao he prolelar, he esclarecer-mc,
Agora tenho de dar casa a jurific*cSo do meu
procedimenlo sobre um poni ; alguem diste que eu
em oulra occasiao linha-me declarado contra remes-
as de pareceres commiuoe, nas nao te distingui
a materia do projeclo para qoe se pudesse com. cri-
lerio apreciar o meu proceder: o came de mataras
de doulrinas que te delega os com ro oes nao ser
conveniente, ma* projeclo que inlerestam um exa-
me desles tao complicando nao pode deixar de ser
reputada negocio que depende de estndo apurado
de urna ou mais coramistes.
Eslou pois, Sr. presidente, decidido a votar pelo
adiamenlo do meu nobre amigo depotado pela Ba-
ha ; se elle uao passar hei de volar lambem pelo
adiamenlo do nobre depulado pelo Kio de Janeiro,
porque entendo que elles sao necessarios para o es-
clarecimenlo da cmara, visto que tem o exame
apro fundado sobre a materia nao esl bem a nos,
nem ao nobre ministro, uem ao paiz, que volemos
um crdito desta ordem, destituido como ee acha de
base qne o justifique.
O Sr. Paranhos ( ministro da marinha ): Ten-
do-me honlem pronunciado conlra um adiamento
proposto pelo nobre depulado que acaba de fallar,
julgo-me na obrigacao de declarar cmara que pres"
larei o meu vol ao adiamento offerecdo hoje pelo
nobre depulado pelo Rio de Janeiro.
Defacto temos lulo Ires dias de adiamento* duran-
te esse lempo alguns nobres deputados paderam con-
sultar os documentos qne foram prsenles cmara,
e se mostrar delles possuMot; o nobre depulado que "
acaba de fallar deu moflas de que ja havia com-
pulsado todos os documentos. Neslas circunstan-
cias creo-qUe mais tres dias do adiamento sao tufli-
cisntes para que cada um Sr. depulado posta exami-
nar todos os documentos que exiaem em poder da
cmara, e habililar-separa discutir e YO.tarcom per-
fei lo conhecimenlo da materia.
Assim, votando sobre a questao de adiamenlo,
creio, Sr. presideule, que dou irrecusavel prova do
que o governo pela tua parte nao deseja qoe o nego-
cio seja decidido sem esclarecimenlo, comquanlo re-
conheca qoe a decisao reclamada he da maior urgen-
cia. ( Apoiadot).
Uozet: Votos, voto* !
O Sr. Pereira da Silva cede a palavra para volar-
se e julgando-se a materia dos adiamenlo* suilicien-
lemenle diKutda, he approvado o do Sr. Candido
orges.
Continua a 2. discussao do projeclo do senado au-
lorisando o governo para alterar a tabella das esmo-
las das sepulturas e desonerar a tanta casa da obri-
gacao de manter enfermaras publicas.
Fallam os Srs. Paula Caudido e Paula Fonaeca, e
nao havendo numero tulliciente de membro* para
volar-te, fica encerrada a discussao e levanla-se a
essa.
_ 24 __
A' hora do coslume, feila a chamada, veriica-se
nao haver numero legal de membros, pelo que o
presidente declara nao poder haver sessao.
S. Paulo 30 de tetembro.
Esto restituidos aos patrios lares os representan-
les da Paulica, trocaran) a fornalhas da corle pelo
agueiro clima do Tamandualehy, e cada om resti-
tuido i ua funecao ordinaria, gracas a eompatihili-
dade, que ainda desla vez escapnu boa vonlade d
Sr. Miranda, que, a meu ver, era o adversarlo mais
enrarnicado da lal conciliario de fu n ce Oes.
A volla dos representantes comporta meia dnzia da
lombas para as interinidades que a fatalidade man-
da apear. Thesouraria geral e provincial, poltronas
de economa poltica e direiio administrador, comar-
cas de direiio, e secretario do governo passara igual-
mente a oulro clima, trocam de senhor, e despedem-
se dos posseiros, que nao vSo com muilo bom visage
para seu destino, pois que >ao um furo abaiio na
categora e at no meio circuanle, cjuc he o peior.
Tambem a lrnsrao nao he l sobremodo edifican-
le; sabir dos saldes do parlamentarismo para ouvir al-
garvia dat partes, upporlar o exordio do estodanle,
folhear os autos em que o fogoso escriba Iraca o geo-
roglypho, e minutar ordens presdenciaes, he horri-
vel eereprn.
Assim sao os. prazeres mundanos, meus charosv
esle oto cosmognico he eminentemente o ovo das*
reaeces, que ordinariamente anda choco, lio choco
como o periodo entre a miuha ultima e a presente,
tao estril e escuro como a illurainacao desla cidade.
Fallemos, pois, da iiluminacao que est a cargo
de um verdadeiro diplmala, que se nao he Huno
na nacionalidade, he na barba e nos cabellos.
Deseja lalvez saber porque? Com o correr desla
sibela.
O silencioso cofre provincial, o nosso paciente ca-
fre, v sahir de seu bojo urna niuharia de 10:500
animaos, que o orcamenio deslinou para Iluminar o
cidadao que paga o imposlo, pois que nao convn
que elle quebr os narizrs no raacadamisameuto da
calcada, uem seja visitado pelo ratoneiro, qne com
o avor da sombras, pede-nos a bolsa emprestada
sem lempo.
Essa uraliana passa a o bolso do empresario que nos
d iiluminacao a gaz, islo he, caza-nos com toda a
intrepidez de um Polaco a luz a que lemos direito.
A cidade vive as sombras do lymbo; a cada can-
to se ouve o clamor do povo que 'esla vende vollar
ainda a poca em que pacato cidadao passeia de las-
terna para nao se esbarrar em um seixo. Estamos -
lilteralmenle s escuras, e lie nislo que se ocenna a
conversacao geral, pois que he laclo virgem na hit-
loria dos candiciros, termos i Iluminaran publica por
urna licr/io do direiio azeileiro:
He verdade que o contrato que nos promrlte loi i
vem, segundo at regras, acompanhado do ju cogett-
di; mas he elle la o benevolente, t,lo suave, que con.
vida a quintar o exerciln dos lampeos : a pena he
200 rs. por cada lampeao apagado /
Ora, nao ha negocio da China como esle ; cora r*.
10:5005 pode om lypo de emprezario haver azeile,
que se impioge por gaz, salisfazer mullas, illmuiuar
o povo, e tirar um saldo a sen favor.
J v que esla nossa trra he a bemaventuranca,
he urna nova Potos.
No meio de ludo islo o povo clama e lanca os olhos
para o palacio presidencial, clamando por um resci-
sao, que em verdade he'um salas populi reeonheei-
do. O emprezario nao lem torca para carregar a
cruz, e este eslado de trevas nao pode conlinaar,
nem mesmo vetando o povo mais paciente e toleran-
te, que nconlcslavelmente he o de Sao-Paulo.
Tatvez me julgue um pouco impertinente; uao
faro mais que fazer coro com o povo, que ao menos
com a queixa atlena o sofirimento.
Mas deixemos ctla qucsUlo de azeile, e venhamos
ao mais que ah vai.
Esla insultada a sociedad* Sete de Selembro,
inaugurada pelo Sr. Saraiva, e auxiliada em grande
parle pelo Dr. Carvalhaes, que lomou a seu cargo a
peior tarefa, a de augariar socios, nestea lempos era
que a palavra beneficencia vai-se tornando oca. U
que uao quer dizer queja o toado social suba a sen*
conlos de ris.
Procedeu-se eieicao, que fez presidente o presi-
dente da provincia, como chefe da atsuciarilo.
O Dr. Brolero Filho foi encarregado da ronfec-
c.io dos estatutos.
He sem duvida um grandioso lim esse a qoe k
propc a Sete de Selembro, crear um asjlo para as
victimas da orphandade. Mas elle ser Ilusorio se o
cofre provincial nao lhe der a mao, como pretende
indicar o Sr. Saraiva. Emquaolo nao se levanta um
edificio proprio, ou nao ha urna propriedade a alo-
car, com as eoiidicoes de seu destino, propoe-se a
sin ie.lade a manter em collegios algumas acphas
qnea desventura se encarregn de.fazer soffrer min-
goa de urna associacao caridosa.
Ainda nao se relirou a paz qne reina nt pro-
vincia; mesmo se tero notado que vio dimiuuindo
os al tentados l pelo interior da provincia.
Cerlo que nao he a ndole do povo perigoso que
mudou rpidamente ; adribuo o faelo dte r forla-
leccndn a segnraora individual aos destacamentos
que o presidenlc lem espalhado pelas povoacoes mais
necessiladas. Esles destacamentos, nesla quadra a-
inena em que nao se profere n palavra urna, Ira/.ein
um grande beneficio publico; ltimamente grandes
vantegens se vao colherdo, habituando a parle me-
nos civilisadn a acatar o principio de auloridadr. O
uso da arma deleza he, romo se sabe, enraizado al
as proximidades da capital. Quem viaja pelas nos-
sas cidades c villas nao lia de ver o camponio sera o
salvo-conducto representado na pesoa de sua faca,
que para maior efiieara nas dimeusoes se confunde
com o esnadagao.
O Sr. Saraiva tenia extirpar esle inveterado oso,
causa occasional de frequenles delicio. Dirigi cir-
culares s autoridades de cada lugar recommendan-
do sua vieilancia nesle sentido. J os destacamentos
lera produzdo muilo fazendo o confisco de grande
armamento.
A final ulliniou-se a questao Ihealral. Tanta
bu Iba para se nos dar ura llieatrn, jasado midas de
dinheiro lem balido em lanta praia ingrata. Hoje o'
negociante Quarlim assignou o conlralo, que, me di-
zem, no lhe ,cr (So suave, pois que o terreno sobre
que vai levanta-lo he fofo. Parece que ha sua razao
cm receiar que o respeilavel publico no melhor lan-
ce dramtico atonde n'um abjsmo, pois que o local
destinado j.-servio por bom lempo de despejo. Seria
una tramoia horrivel para lirar o somno ao cama-
ristas que liveram tan bella idea de nos dar um ter-
reno tao solido como um p8o-dc-l.
De Santos se me communic* alguma. morlcs
subiUs que recenlemenle lem coramovide t popu-
lacho.
Morreu alli o chefe de esquadra Pauto Freir rom
mais de 80 annos de idade. Sempre foi homem da
qualidades reeommendavei?.
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Di mesma cidadc referem-me anda o seguinle :
No domingo, 10 do corrente. foi encontrado o
cadver de orna infeliz mnllier em psito de quem
eslava viva. Esla mulher na vespera foi visla em-
briagada. No dia seguinle oSo appareceu, e os vizi-
nhos a procoraram. Foram com a polica a casa da
fallecida : estova a chave (>ela parta de dentro. A
porta foi arrombada um espectculo exemplar pa-
ra oa gastrnomo se apresenlou. A derunla eslava
de p, eocoslada a meta sobre a qual descansava a
lacee as maos. Sobre a mesa eslavam um pralo com
hacalnno, pntenlas, garrato com acaardenle e sala-
da, iguanas conj que a misera se bauqueleava quan-
do por cerlo chegou a apopleia que a encoslou i
mesa. Com a narracaoilest! lance dizia o povoo an-
lig annexim de grandes ceas estoo as sepultaras
cheias. K
~. m? sinlo hoje cooi disposicao para eolre-
ler-lhe com minuciosidades, e por aqu nada raais
provoca mencao, a u.1o ser um conflicto enlre Nossa
""""horada Apparecida e S. Ignacio de Lojolla, mo-
livado pelo bispo.
Melhor informado abordare! a qucsiao com nppor-
tunidadc.
' -. 22
A semana rorrcu pobre ; apenas alauns sucessos
de beneficencia tem preoecupado as allenc&es. Nao
devia consigna-Ios, pois que a igreja manda que so
esconda a esmola i propria consciencia. Mas nos ou-
lros, os correspondentes, exercemo* o ministerio da
opiuiao que manda consignar aqu o beneficio que
entran na habilacao de cincorphaas que se hatem
dianlc da miseria peiaioexorabilidade da leidaarre-
catlarao.
Kelleceu nesto cidade um subdilo de Portugal, o
aballeireiro Costa Pinto, que parcamente sustenUva
sua familia.
Iteixou cinco miseras meninas que ahi choram a
negligencia de scu pai, que nao eoidou de acaute-
larse da le de 2 de selembro.
0 infortunado nao linlia aqui prenles, e seus
bens foram arrecadados. Da imite para o dia a
norte ei.trou na infeliz casa, levou o pai, e com
elle o recurso das filhas, que se virnm repentina-
mente com as jusliras em casa. Kicaram com seus
vestidos, com sua mieria, e com o co por lelo.
1 or nimia felicidade dessas infortunadas, o pres-
deme da provincia anda ha pouco, como Ihe annun-
nei, nnna rumiado a sociedade sele de selembro
que n continente atlcnuou a desgraca que as afo-
gava.
A populacio uteira da capital se lem compadeci-
do, da serle desla pobre gente, que por um lado vio
ianir o terelroque envolva o cadver do psi, epor
oulrrms seus bens. y
A companliia dramtica do Sr. Joaquim Jos de
Mcedo, q'ie weompe de mocos moilo morigera-
dos, de bons sentimenlos e animados de bom grado,
rledicou-ll.es um benificio, que daqui a pouco vai
ter lugar. Sen rendimento ser applicado ao socor-
ro das meninas.
d ?nS' BeQedic, Antonio da Lu, c negocian-
i fc'!?r Serar,nl' collocaram-se na direccao pas-
sando bilhetes a seus amigos, a cuja piedade se soc-
corrnm. '
He de crer que o espectculo d casa, e as or-
pliaas sejam socorrida.
De Mogi das Cruzes me escrevem assim :
No dia 13 do correle chegou a taberna de Mi-
guel Pinto Baplisla, na capella enrada da' senhora
do Patrocinio, municipio de santa Isabel, um vian-
dante mojo, estatura media, cheio de corpo, barba
basla e rosto beiigoso.
Montava bonita e grande besla, e trazia na m3o
um chicotele estalo, prateado, cujo cabo lermi na-
va por ama pala natural de veado : era seguido de
toas eainarados armados, o um destc, alm'de urna
faca de pona, conservava a cinta urna pistola de
dous canos.
Os tres eompanheiros almoeara m na taberna c
continuaran! a jornada; lomando a estrada quede
sania Isabel vai par Santo Antonio, termo de Bra-
gauca, por onde algumas horas antes igualmente se-
guir a bagagem do tal moco.
" ^""00 mai* de legua *lm da capella, no mes-
rao da foi encontrado na estrada o cadver daquei-
le moco : a viclima tora espolisda de todo que Ira-
zia comsigo, desapparecendo al o animal de caval-
sadura O triste recebera tres tiros de armas de to-
go e duas grandes toradas em regiao mortal !
Ninguem no lugar conhecia o desgranado, que
apenas conversando na taberna disse quevinha do
Rio de Janeiro e que se diriga Penha, provavel-
mcnlo municipio de Mogy-mirim.
< Conjecturaseqiiee-dcfimto era talvez negoci-
ante, e que suecumbira aos golpes dos proprios ca-
ntaradas que o Irucidaram com ofim de despoja-
remo de algumas mercaduras que levava, pois ig-
nora-seo que he toilo da bagagem ; talvez estoja em
poder din assassinos I
Consta que o subdelegado de Sania Isabel pro-
ceder a corpo de delicio, e que indaga dos deliu-
queules, os quaessem duwia a esta hora inlerpuze-
rara grande eitensa ao Ihealro do crme e o lugar
do seu destino!
He crer que os deliqnenles liquen impunes,
porque no imperio, excepto a corle ou algnma ci-
dade litoral, a accao de polica he nenhuma por fal-
ta de meios ; feliz se, commetlido o crime, ella lo-
ara apprehender o culpado! mas prevenir o faci
crimino.,. .sua verdailcira missao. ella nao o faz e
..em pude laze-lo ; e pois souo primeiro a nao con-
demnar a polica de Sania Isabel, que lera sobria
vonlade de encher seu dever, mas sem poder conse-
gu-lo na ausencia de meios de acr.lo.
O Sr. bispo acaba de suspender* em sua passa-
sem por Pindamonhangaha, ao padre Francisco de
Paula Toledo. Da como fundamento do acto a in-
tervenco do padre em cleirts vencidas, e oulros
fados que ignoro nesta orrasia >.
Este fado lem feito sen rumor em Pindamonhan-
gali, onde o Sr. Toledo lem amigos, pois que lao^
S-im ao rosto do prelado o silencio de lano lempo.
tilendem alguns que sendo o padre Tolerlo muito
conhecido, o Sr. bispo o con lemna pissagem, qoanrlo procura, a todo o Iranse, esmnias
para o seminario.
Se o padre Toledo tinha crines, .levia ja ter sido
punido ; nao he agora, em occasifles de colheila, o
eusejo mais adequado, no luga: em que a viclima
conta poderosos inimigos.
Eu que, como- Vmc. sabe, ando sempre advertindo
o Sr. bispo, como seu amigo qoe sou, Icra proce-
rlido conlra o padre, se crme lem, pois que os ig-
noro, ja de ha muilo, para qii3 o vulgo nao presu-
miste que o pa'dre Toledo cooperou em grande par-
le para as glorias do Santo Ignacio de l.ovolla.
lorfallarnoSr. bispo lemhre-me que Ihc devo
explicaran ds um conflicto enlre Nona Senhora da
.Ipparecida e 47. Ignacio.
O Sr. bispo, talvez com boas intenees, assim
rpnz. "
Sabe quo as iiroximidades de Uuaratinguet.i est
a ureja de N. S. da Apparecida, a cu ios milagros
Uo referidos se apega o povo as horas do martyrio.
Ahi concorre mulldao de rom .'iros, que \em me-
mo de lugares remotos enmprir seu voto. Nao ha
viajante que tomando aquel les caminhos nao d vol-
ta para offereeer a nossa N. S. da Apparecida ; de
sorte que a caixa he a mais rendosa qne se lem co-
nbecido.
A respeito dos milaares desla Padroea, ha urna
tradieflo que mais forlemcnte chama o peccador.
Um Mravo segnia os caminhos em urna situacao
riesesperada, quando avistando igreja pedio para
entrar. Ajoelhado que foi, dirizindo a sua prece,
os conductores do escrio vinm as algemas cahir
sobre o pavimento.
A tradirao anda sobrevive hoje no espirito d do-
rios ; e a algema anda la esta pondurada na aboba-
da do templo.
Ja ve quanto-iiito crescerao as esmolas da caixa
da Apparecida.
Ma o Sr. bispo lembrou-sc de na sua passagem
dcixar ama caixa para o seminario Santo /anaci.
Kepresentou-se contra este cotsmir>o on conflicto ao
presidente da provincia, e eu emendo que represen-
toa-e bem. Muitas vezes o romeiro lera de dividir
a esmola destinada caixa da Apparecida com a
caita intrusa. Pode mesmo dr-se o caso de o ro-
meiro euganar-se entre os dous cofres. Note anda
que ha dilneuldadcs pralicas na recepcao, pelascir-
cumslancias especiaes da igreja e da mesa que re-
cebe asesinlas da Apparecid-.qne nao pode em to-
do o momento do tempo estar prsenle.
V i.lha-nos Dos com esto seminario.
( Carla particular.)
| Jornal do Commercio. )
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA EEIRA 10 OE OUTUBRO DE 1854.
PEBNAMBIJCO.
breza des pais do mesmo prvulo molivaram a bola-
da all do cadver.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da plida de
Prnambuco 9 do oulubro de 18'ii. Illm. c Exm.
Sr. conselheiro Jos liento da Cunta e Figueiredo*
presidente da provincia de Pernambuco. Ocheto
de polica, Lui: Carlot de Paisa Teixeira.
DIARIO DE PERNABIJCO.
REFARTTC-AO DA POLICA.
Parle do dia 9 de oulubro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qne, das
-parles honteni e hoje recebidas nesta reparticao,
coma lerem sido presos : aordem d i subdelegado da-
freguezia de Sanio Antonio, o prelo Manoel Fran-
cisco da Silva, por crime de turto; i ordem do sub-
delegado da freguezia de S. Jos, o prelo escravo
loaquim, por ebrio ; ea orden do subdelegado da
freguezia da lina-Vi-la, os pardos Firmiuo Ferreira
re Oliveira, para averiguacoes, Manoel dos Passos
Nello, para curreccao, e o alienado Antonio Jos
Itapozo.
U d^',-*:"'0 Jl> 'erm" detioianua, communicou-me
lo* "lucio de 7 do correnle qile na madrugada do
da 6 Joaquim Jos de Andrad, morador no distric-
lo de Mocos, aproveilando-se da ausencia do desla-
menlo que anda em diligencia, fizera urna embosca-
da i Francisco Ferreira Leal, residente no mesmo
dislnctn e pndendo entrar alta noile no quarlo onde
dorma o mesmo l.eal a par ds sua mulhere luiros, o
atsassinou a lacadas, podendo lis mesmas horas eva-
diMC procurando o coulo dosfccinoroso lie Goian-
nmUa, onde foi descberloe preso as duas horas da
Urdo do referido da 6, e esl sendo processado.
Por oflicio da raesma dala de 7 do correnle. par-
lici|iou-nie o delegado do i* d rielo deste lermo as
seguiutes occurreucuis ,qUe no dia 4 na freguezia da
Boa-ViaU, o menor Vicente Alvos foi pisado por
um carro de n. di pertence.ile a cocheira de Miguel
ArihaiijO de I igueiredo, e que o respeclivo subdcle-
aido prooedenilo a vistona fui declarado pelos fa-
cultativo.; seren leves as offeusas feitas cm dito
niennr.
Que no dia las" horas da noile fallecer repenti-
namente uarua Velliail'aquclla freguezia, um prelo
esclavo do Joio Xavier I'..mero d.i Cunta, e que
proeedendo o subdelegado inmediatamente a visto-
na, aoconhecera pela declaracaodot facultativos que
a marte fora occasionada por uina apopleja fulmi-
nanle, nntlmenle que no citado dia 7 amanhecera
na porta da igrej matriz, o cadver de um prvulo
qne Nodo vistoriado declarara! os facultativos ler
di a mofle natural, sendo fia lalver a nimia p-
pelo vapor inglez Lusitania, chegado honlem do
sul, recebemos janiaes do Rio de Janeiro, que al-
eancam ao t do correnle, e da Bahia a li.
Pelo ministerio do imperio foram creadas as re-
parlicr.es especiaes das Ierras publicas as provin-
cias do Paran, Para e Amazonas, coma mesma or-
ganisac.ao que teve a .lo Mara.ihao. CompOe-se ca-
da urna dellas de : I delegado com 1:6009 rs. de
ordenado ; 1 lUcal que he o mesmo da Ihesoura-
r.ln- c"m KVrs. de aralificacao;lofticial com
1:3)09 n. de ordenado ; 1 amanuense com 6009
rs.; e um porleiro archivista com 800S rs.
O Sr. conselheiro Angelo Munz da Silva Fer-
razobteve a demissao qne pedir do cargo de pro-
curador-lisral do thesouro publico.
O Sr. I)r. Oclaviano de Almeida Rosa tamben)
obleve a demissao que sollicitou do lugar de secre-
tario da presidencia da provincia do Rio de Janeiro.
O Sr. deputado Jeronvmo MarlinianoFiaucira de
Mello foi nomeado chefe re polica ra corle, e ha-
via lomado posse no dia 30 do passado.
A assembla provincial do Rio de Janeiro foi pro-
rogada al o da 10 do correnle.
Fallecen na cidade de Campos o chefe deesqua-
dra Paulo Freir, um dos veteranos da nossa mari-
nha, que contava mais de 80 anuos do idade.
Foram nomcados lentos da academia das Bellas-
Arles os Srs. : Jos Joaqnim de Oliveira e Ernesto
domes Moreira Maia : o I", para a cadeira de
malhemalicas applicadas ; o "2", para a de desenlio
geomtrico. O Sr. Carlos do Nascimenlo, pintor
histrico, foi igualmente nomeado conservador e
resiaurador da galera de quadros da mesma aca-
demia.
Foi agraciado com o oleialalo da ordem da Rosa,
o Sr. capilar. Valerio J.uiz de Menezcs.
Corra na corle que eslava Horneado chefe de po-
lica de Maranhao, o Sr. Dr. Virialc Bandeira U-
arle.
No dia 22 do passado deu o commandanle do
Lusitania um jantar a lioido, no qual fez o pri-
meiro brinde ;i S. M. o Imperador, que foi corres-
pondido por nutro ranlia Victoria, feilo pelos
BraiIeiros. A' noile homo um baile.
Crrelo Mercantil Irauscrevemos o seguinle :
a A cmara municipal approvou honlem nica-
mente orna proposta pira que se peca ao governo
que mande quanlo antes a Europa, a cinta do es-
tado, 1 denoste* mdicos, almde esludar ochole-
ra-murbus c todas as medidas de polica sanitaria, e
oulras que tenhain tomado as cidades onde esse cru-
el hospede lenha feilo invaso.
n Refere o meslre do vapor Carioca, ler encon-
trarlo na larde de 28 rio correnle, na altura da Gua-
ratibi, urna galera ingleza navegando cm direcrao
desle porto, c com alguma avaria na horda-falsa. Ig-
nora o meslre do Carioca a sua procedencia.
L-se na Regeneraco :
n Oscidadaos Misael Ferreira de Paiva, e Bernar-
rlino Ferreira Rios, foram pelo governo da provincia
incumbidos da abortara de urna estrada de comrau-
nicaco rio Abre-Campo (provincia de Minas-Genes)
com o. municipio do Itapemrm, atravessando o Ale-
gre, devendo para esse fin. promover-se enlreus mo-
radores do municipio urna suhscripcao.
Uc lito evidente a utilidade que de urna talcom-
municacao deve provir ao municipio de Ilapemirim
e aos moradores do Abre-Campo e Alegre, que emen-
demos que ans e oulros devem porfiosa e empenhada-
menle concorrer para que quanto antes ella se reali-
se. Nao tema algum sacrificio, porque com usura
erfio pagos pela vantagem de um porto de mar, os
Mmciroscos Itapomirinenscs, pela grande impor-
tancia que com semelhanlc communcac,io vai ga-
nharoseo municipio, a'ugmenlando-se o seu com-
mercio e a sua renda. -
l.-sc na mesma folha :
Aitatsinalo horroroso.
Domingos Antonio, mariuheiro da sumaca nacio-
nal Demito de Marro, fundeada no pnrto de l.inha-
res, estando cm torra no Pnnlal do norte juntamente
com o seu cantarada Miguel Angelo, marinheiro do
mesmo navio, vendo que as familias dos calraieiros
fitaram sos nos ranchos desles. por terem acompa-
nhado o palrao da barra ao ponto de suasobserva-
Ces, dirigio-se a ellas ; e como grilassem, acudi Mi-
guel Angelo, que adverlindo-o com boas maneiras,
conseguio afasla-lo de um rancho ; mas Domingos di-
naio-se immediatamenle e nutro, e como Miguel o
seguiste, aliercou com elle, e dessa allercarjao foi o
resultado soffrer uns socos que Iha 'lera Miguel.
Pareca ludo haver serenado ; mas nao toi assim,
porque o malvado Domingos, aproveilando-se dosom-
no de Miguel, penelrou no rancho, apoderou-se de
urna espinaarda ele dous canos que ah eslava, carre-
gou-a, e nao contente com disparar 2 tiros nesle in-
feliz, anda segundou-llio oulros dous, Heido com
as faces, pescoco c ambos os braco- completamente
despedacarlos, e sucumbi.
Anda qniz este feroz canbal i'srs lizes mulhcres, a cujos clamores acurliram os calrai-
eiros, e dando sobro o malvado que se havia poslo
em fuga, conseguir. prendo-lo. sahindo feridoem
una mSo o corajoso sota palrao.
Domingos esl preso em Linharts, e o subdele-
gado trata de tormar-lhc ocompelenle processo.
I.e-se no Jornal do Cammercio :
INCENDIO.
n O patacho .Vma Analia, que ante-honlcm foi
visitado, afim de seguir viagem para Mangaraliba, le-
vava como carga no rancho do proa urna porcao de
togo de artificio.
O mar e o vento contrario nao permilliram qne o
patacho sahisse barra fra. Dcu fundo aquem da
fortaleza de Santa Cruz, c honlem s tres horas da
madrugad.-! incendiou-se aquclle foao do artificio, e
coininunicando as chammas a alguns colchoes, que
Taziam parto da caiga ficou o patacho cm risco de
arder e dar a pique sobre os ferros.
O meslre dcu parte inmediatamente s fortale-
zas de Santa Cruz e do Villegaignon do pergo que
coma o seu navio; mas, segundo nos informam, s
honlem de manhaa foi soccorrido por dous cscaleres,
um da Trgala Amazonas c onlro do Soccorro.
Quando chegou o auxilio pedido "as fortalezas j o
palacio ia a reboque do vapor D. Alfonso, cujo mes-
lre, a pedido dos officaes ras visitas de polica e de
marinha, suspciideu a sua sabida para soccorrer o
piladlo incendiado, e j o Sr. segundo lenle Ra-
minaila, oflicial do visita, tinha lomado direccao
dos trabalhos nocessarios para exlinguir o togo. Mas
emfim mais vale larde que nunca.
Na cxplosao licaram /eridns cinco marinheiros do
patacho, que ilonniam no rancho.
O Cruzeiro de t'a;n/)j. lambem publica o se-
guinle.
Foi recolhido cadeia desla ci lacle, na larde do
da 12 do correnle, Vicente Lopes da Silva, por ler
no dia 11 assassinado a Jos Macharlo de Araujo,
morador na l.aaoa da Onca. Consta-nos que o Jos
Machado, dirigindo-se casa do Vicente Lopes da
Silva para o malar, e lendo esto certeza desse desig-
nio, laucn mao de rima espingarde. e dcra-lhc um
tiro de que Ihe resultou a morlc; e rlricindo-se logo
acasa do Sr. juiz de paz rio primeiro dislricto dos Ga-
rulhos enlregoii-sc a jiislica.
a Foi recolhido cadeia desla cidade, cm a noile
de lo do correnle, disposicao do Sr. deleaado de
polica, e remetlido peto Sr. subdelegado "de Sau
Jlo Baplisla do Valhlo dos Vca.los, um pardo livre,
de idade de lja 16annos; aecusado do haver morlo
com um tiro de espingarda um scu primo, com quem
viva noArraial.
rr Somos informados que estando pouco antes do
assassnato, conversando amigavelmcnle com sua in-
feliz victima. (Falii a instantes perpetrara o crime.
achando-sc fra da razaoem conseqnencia de embria-
guez : a prisao fui elfecluada peto proprio pai do cri-
minoso e alguns pedestres, quo o capiluraram quan-
do dorma.
Na Bahia havia sido assassinado no dia 23 rio pas-
sado, na freguezia de San Goncato, o capitn Luiz
Carlos da Silvcra, que era Uhelliao da imperial vil-
la da Victoria, e a polica tralava de capturar o as-
ga ssi no.
Alguns eslabelecimentos bancaes da capital aeha-
vam-se dispnslos a dar dinhero a6 \, ej o haviam
olrerecido ; tendo dado a 7 ha mais de um mez.
Os individuos implicados no crime de fabrico de
moeda falsa, linhan sido alli ullimainenle condem-
nados, por sentenca do juiz da segunda vara crime,
nns a 10 anuos e oulros a sote mezes de gales para
a itlia de Fernando.
Segundo o Jornal da Bahia, ronlnuavam a ser
rcgeil idas as estarces publicas da mesma capital as
moedas dcouro de todos os valores, por ultimo enjil-
lidas, com declaracao da falta de peso.
L-se no Correio Mercantil da referida provin-
cia, cm o n. de 4do correnle, o seguinle:
o A's 7 horas da noile foi nos communicado por
pessoa fidedigna, que se achamdous sicarios eucarre-
gados de assassinarem os proprielarios desle jornal!
E o que mais he, lambemcommrinicaram-nos que
s 2 lloras da larde foram ameacados c atacado* dous
empregados desle eslabeleciment. porm a sso nao
demos emulo, o que agora a visla do segundo aviso
nao podemos deixar de o fazer.
Nao importa, venha de orde vicr, arhar-nos-hao
sempre ile vizeira erguirla atTronlar as ridiculas a-
moa^as re quem quer que seja,neni mesmo nos ame-
dronla a ma'o do assassinn quando pugnamos pela
causa da ordem e da cnnsliliiiran.
Sentinclla alerta com os assassinos 1 Alerta cs-
tou.
ESCNDALO.
.S>>. dadores.Declaro que he inexacto a pu-
blicado dos Irabalhos da cmara dos depolados,
inserta no Diario de 6 do correnle, na parte em
que ma diz respeito : que o enrarregado* de sua
redacruo publiquen a seu contento aquillo, que
mais se compadece com os seus interesses, compre-
liendo eu a conveniencia, e o direito que Ihes
astisle, como jornlalas, mas pAr na minlu bocea
aquillo que ndo disse, emprestar-me pensamenlos
que nunca lite, e que nunca profer, he o que mo
podr. fazer a redacrao do Diario ; alli se encon-
Iram estas paiavras :O Sr. Gomes Ribeiro decla-
ra que, quaudo fallara respeito de disnerdieins
de iln.heiros pblicos uao se quiz roferr.*o actual
ministerio, mas sim aos anteriores.
o lie falso, .S'i t. Redaftores, que eu tal cousa dis-
sesse; disse exactamente o contraria do que ahi
vem ; appello para o Jornal do Commercio de 21
de i$o*M) onde se enronlram estos pilivro- no mea
discurso :Nao me refiro smente ao actual minis-
terio, fallo em geral, e digo que o paiz o que pre-
cisa he ser moralisado.Ora, estas paiavras, i que
preside um peosamento nteiramente contrario do
que me empresto a redacrao do Diario, reproduzi
constantemente e por vezes no mea discurso impres-
so no sapplcmento de 22 do agosto, eojo extracto
o Diario se crcarregou de dar, onde lambem se en-
contris estos oulras:Senhorcs. o paiz o que pre-
cisa principalmente he ser moralisado ; nao quero
dizer com isfo, que S. Exc, ou que o actual gabi-
nele he quem exclusivamente desmoralisa o paiz.
Eis o que entend dever redamar por bem de
minha dignidade, para que mngucm especule cus-
la delta. Fiz opposicao ao gabinete, conscienciosa
e moderada, o Uto smenle no que dizia respeito
economa dos diuheiros pblicos, e porlanto nao o
podia excluir da marcha lorluosa de seus antecesso-
res, como de feilo nao exclu.
n Sirvam-se Vmcs. de dar publicidades estos duas
hullas, que Ihes enva o seu coustanle leilor
Francisco Joaquim Comes fibeiro.
(JAberal Pcrnamhiicano.)
Em o numero 229 deste Diario publicado a 8 do
correnle dando conta do que se passarn na cmara
ros deputados na sessa.. de 1!) re agosto escrevemos
o seguinle referinrlo-nos a um de seus memhros.
ir t) Sr. (lomes llibeiro declaia que quando fallara
a respeito dc.disperdicios dos diuheiros pblicos nHo
se quiz referir ao actual ministerio, mas sim aos
anteriores, t) orador diriaimlo-se ao Sr. Pcdrcira
ministro do imperio ) diz que por experiencia pro-
pria faz de S. Exc. o melhor conceito como homeni
publico, cnnsagrando-lho cm particular al molla
amizarle, etc.
O J.irnal do Commercio em seu supplementn de
22 do mesmo mez. dando cnnla dessa sessao, publica
o seguinle no fim da >, e principio da 4.a co-
lumna da segunda pagina.
O .S'r. Comes Ribeiro : Sr, presidente, eu me
submetlo a deliberad de V. Exc. vra porque preciso fallar sobre esta materia, embo-
ca tenha deesgolara vez que ainda me toca. Pe-
dera ter cedido por estar a hora um pouco adianta-
da, a cmara bem fatigada, e a materia sufliciciile-
inenle discutida pelo nobre deputado por Pernam-
buco, e otaria por cerlo se S. Exc. o Sr. ministro
do imperio hnntem, quando me responden nao se li-
vesse mostrado de alguma forma magoado com o que
eu profer em um pequeo discurso que liz a res-
peito do adiameolo, magoa que S. Exc. nao de-
via ler encontrado nas minlias paiavras.
Quando fallei a respeito de desperdicios rios di-
nlieiros pblicos, senhorcs. nao me quiz referir
partirularmenlc a S. li.rc. pelo contrario, logo que
S. E.xc. se mostrou offendirio por este pensamenlo
por mim emiltido, dirigi-me a elle e dis/c-lhc :
refiro-me aos ministerios anteriores ; e foi por
esla oecazi.io que ped a S. Exc. que livesse a resig-
nado de o,,por barreira, de arrostar a todas essas
pretenrf.es exagoradas que continuamente appare-
cem, e cujo lin, nao he nutro mais rio que arranjos
particulares com disperdicios dos diuheiros pblicos
em pura perda do p.iz, que S. Exc por esto forma
dara um exemptoque mulo contribuira para escu-
dar a seus successores ; e enlao. sem fazer applica-
cao alguma a S. K.rc, profer com algum calor es-
tas paiavras: o Sentones o paiz o que, precisa prin-
cipalmente he ser moralisado.
Comparando a caria cima Iranscripla com o que
disse a autor dclla na cmara dos deputados, verao
os leilores com quanla injuslica, tomos aecusados de
falla de iuexactidan na pnblicar3o dos Irabalhos da
mesma cmara, e ficarao cnnbeceiido qual o carader
do individuo que, nao corando de negar cm publico
o que em publico disse, allreve-se a escrever que en-
lendcu dever reclamar por bem de sua dignidade
para que ninguem especule i casia della.
Urna risada homrica he a nnlca resposla que da-
mos a 13o estulta folice.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 9 DE OLTLBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
(oiiaef.es ofliciaes.
Descont de letlras de 1 a 4 mezes8 ao anuo.
ALFA.NDEGA.
Rendimento do da! a 7.....80:0*1 afl-'W
dem do dia 9........7:2l2fl507
87:2039543
ao mesmo consgnala-
COMUNICADO
UM IMPOSTO PROVINCIAL.
Nao he nossa menean com o presente arligo pro-
vocar urna dessas discusses possoaes, de que temos
sido lanas vezes tristes espectadores Chamando a
altencSo do publico e do governo sobre o que se
pralica na arrecadacao de um imposto desta pro-
vincia, nao he nosso fim nirendero illuslre inspector
da thesouraria, a quem alias protossamosa mais de-
cidida estima e subido apreco. Queremos simples-
mente valer-nos da lberdade de imprensa para a
oxpiMeo de urna opiuio nossa e para defezodciii-
leresses que julaamos muilo legtimos e importantes.
A lei provincial n. 320 no orcamcnlo de 1853
1804 esUbelecci) seguinle imposto: Ceiris por
libra de tabaco fabricado, seisceutos res por arroba
do nao fabricado, mil res por milh-irode charuto, e
ciaarros, triula ris por caada de bebidas espirituo-
sas o nilo ceios ris por arroba de sabao ; ficando
iscntas destes imposios as fabricas desla provincia,
c os_producios das oulras que forem reexportados.
A' vista desla disposicao, pergunlamos nos, pare-
ce ou nao claro que as fabricas do rap desla provin-
cia osla senlasde pagar o imposto pelo labaco nao
fabricado necessario para as suas manipularles'.'
As fabricas da provincia s.lo isenlas pela lei dos im-
postos que enumeramos, (auto do (abaco fabricado,
cmodo n.o fabricado, c todava he exigido o im-
posto de sescenlos ris peto tabaco nao fabricado que
receben nesta provincia as fabricas de ra|i O so-
phismu a que para isso si recorre, coulra o espirito
e conlra a lellra da le, he que o (abaco nao fabrica-
do, embora seja empregado nas fabricas, deve pagar
imposto porque as fabricas de rap nao produzein
tabaco alo fabricado I!. Os execnloies da lei que-
rem por torca rcduzir o imposto de que (raamos a
um simples imposto de importai;ao !!
Entretanto o imposto rio tabaco n;lo poder nunca
razoavelmenle ser considerado um imposto de impor-
ta;ao. Se a disposicao do ornamento que citamos
nao he bstanle explcita a crie.respeito, esse mesmo
impostohu claramente explicado n'outras leis de or-
camenlo. A lei n. 300, orcamonto de 18521853
assim se exprime : estos imposto! sera cobrados
das casas que vouderem os mencionados gneros para
consumo, tirando porm cxccpluadas as fabricas. A
lei n. 283, orcamonto de 18511852, dispOe o se-
guidlo : ir imposto sobre as ca para consumo, tabaco, charutos, cigarros, bebidas es-
periluosss e sabao ; na razao deccm ris porlibra re
labaco fabricado, seis ceios ris por arroba do nao
fabricado,' fieandi isenlas desse imposto as fabri-
cas : Ora se o imposto he sobre as casas em que se
vende, e nao sobre a imporlacao, se as fabricas nao
vendem tabaco nao fabricado quo empresam como
materia prima, o se estn sontas desle imposto, como
he que elle Ihes pode ser exigido sem um mero deso-
jo de cxlorquir dinhero dos particulares, conlra o
iiii do legislador que foi crear pela prolecrao o fa-
brico de cerlos gneros na provincia ?
A arrecadacao do imposto sobre o labaco he de-
terminada pelo regulameoto ito 27 de julho, que
lem apphcarao para as bebida? cspcriluosas e para o
labaco. Esle rcgnlamenlo as-im se exprime no arl.
3." A arrecadacao toler lugar quando o gene-
ro for vendido para consumo : cousidera-se vendido
para consuma desdo o momento, cm que pastar da
alfandcga, ou dos ann izens particulares de deposito,
cm que lenha sirio recolhido depois rio despacho,
para o poder de qualquer consumidor, ou para os
rmanos tabernas aonde se vende por inrido.
Ora, se o imposto pelo regulamcnlo so deve ser co-
brarlo quando o genero passar para o poder dos con-
sumidores ou para as casas de vender a relalhn,
cslaraosujeilos a elle os que o recebeni nicamente
para fabrico o nao para o consumo sem Irasformacno,
nem para vender a retolho Para nos he claro "que
nao, e se o regulainenlodevcsse ser entendido do ou-
Iro modo, diramos que eslava em opposirao lei;
o que seria um absurdo.
Nao pretendemos agitar a qnesUto c be conveni-
ente ou nio a lei que isenla as fabricas da provin-
cia de cerlos imposlus ; pensamos sanenle que una
vez que ella existo devo sor cumprida, para honra
nossa, sem suhlerfugos c sem nleipretacOessophis.
^_____________________________________________________________*> '
CORRESPONDENCIA. ~
Descarregajn hoje 10 de oulubro.
Brigae iut\ei-~(;iancusbacalhno.
Brigue inglezBelleidam.
Impcrtacao .
Hiato F/oruozVmsi,rindo da Parahiba. consig
nado a V. Ferreira da Costo, manifeslou o se
guinle :
600 cascos do barricas
rio.
400 loros de mangue ; a Bernardino Jos Ban-
deira.
II iate nacional lixalUcao', vindodo Aracalv, con-
signado a Antonio da Silva Guedcs, manifeslou o se-
guinle :
291 meiosdesnla. 90 couros miudos, 30 caixas ve-
as de eamaba, 690couros miudos de cabra,2 Larris
cera de abelhas, 11 alqueircs sal, 180 esleirs, 1 pa-
cole pennas de cma ; a ordem.
600 meios de sola, 13 molhos couros miudos, 200
couros salgados ; a Caininha & Filho.
}8 coaros saleados, (t mollios courinhos ; a Anlo-
uio Joaquim de Scuza Ribeiro.
64 rouros salgados, 116 cacos de barro ; a Anto-
nio Jos da Rosa.
70 meios de sola e una barrica pequea ; a Anto-
nio Ferreira Monlciro.
2 caixf.es came.linguas. qneijos, IB molhos couros
miudos, 80 meios de sola ; a Manoel Alcxandrino
(jira*.
21!) meios desoa, 61 couros salgados ; a Domin-
gos Rodrigue Andrade & C.
Hiato Aragao' viudo do Aracaly, consignado a
x cenle Ferreira da Cosa manifcslon o se-
guinle :
158alqucresdesal; aordem.
Hiato Aurora, vindodo Ass, manifeslou o se-
guinle :
118 alqueires de sal ; a Jos Manoel Mar-
luis.
Ilrigue inglez Belle, vinrlo de Terra Nova, coosig-
nado a Me. Calmonl & Companhia manifestou o se-
guinle:
2,100 barricas bacalho : aos mesmos consignata-
rios. .
. CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia I a 7 .
dem do dia 9 .
741.J146
87|098
Clausulas especiaes para a arrematarse
, -'* "Paros do caes da ra da Aurora, far-se-
liac. de contormidade com o ornamento approvado
pela directora em conselho. e apresentodo u appro-
vaSao do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de 7:6718098.
2." O srremalanle dar principio as obras no pra-
zo de 1 mez. e as concluir no de 3 mezes, ambos
contados na forma do artigo 31 da lei provincial nu-
mero 286.
3. O pagamento da importancia da arrematarlo,
realisar-se-ha em 3 preslaQes, a primeira quando
liver feito a torca parle, a segunda quando tiver fei-
to os dous tercos, e a lerceira quando estiver con-
rluida, quesera logo recebida definitivamente, por
nao haver prazo re responsabilidade.
*..0 arrematante empregar melade dos (raba-
Ih.ulnres livres.
5.a Para ludo o mais que nao esfiver determinado
nas presentes clausulas, nem no orcamenlo, seguir-
se-ha o que dispOe a respeito a lei n. 286.
Conforme. () secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara desla cidade do Recito por
S. II. I. e C. ele. v
Foco saber aos que o presente cdital virem, que
no dia 3 de nuvembro desle correnle anno se hade
arrematar por venda a quem mais der, depois da au-
diencia desle juizo na casa das mesmas, urna casa
torrea sita na ra do Fogo n. 30, vallada em 3:000a
rs., penliorada porexerurao de Manoel Antonio dos
Sanios Fonlcs conlra Antonio Pinto Soares.
E para que rhegue a noticia de todos mandei pas-
sar edilaes, que sern publicarlos pelos jornaesc afil-
iados na prara do commercio e casa ras audiencias.
Dada e passada nesta cidade do Recitaos 9 de
oulubro de 18.51. E en, Manoel Jos da Molla, es-
crivSo o escrevi.
Custodio Manoel da Silva Cuimariles.
DECLA.UACOES.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 7.....
dem do dia 9 ,
Carlas seguras rindas do sul pelo vapor Lusi-
tania, paraos Srs.: Antonio Leonardo de Meudon-
ca, Francisco Antonio Pessoa de Barros, Josc Anto-
nio Ferreira Adriao, Jos Doradlas Correia, Manoel
Firmiuo Percira Jnior, Manool Jos Gomes Lima,
Pedro Maria Amaro Silveira.
De ordem do Illm. Si. inspectorda thesouraria
de fazenda se faz publico a retaceo abaixo transcrip-
to doscredores por dividas de-exercicios lindos, cujo
pugamenlo foi aulorisado por ordem do tribunal do
lliesouro nacional|de 19 de selembro proximo|passado
n. 96.
Secretaria da thesouraria de fa/enda de Pernam-
buco 9 de oulubro de 1851.Ollicial maior, Emilio
Xavier Sobreira de Mello.
REI.ACAO' dos credores de dividas de exercicios fin-
itos ja liquidadas, que so mandam pagar na Ibe-
8)192'A souraria de fazonda da provincia de Pernanbuco,
^jj^pur conta do crdito do S do srl. 11 da lei n.
668, de II de selembro de 1852, fazendo-sc a dcs-
peza com fundos do exercicio de 1854 55.
78 HO
73560
1187IX)
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia la7.....5:890s30i
dem do dia 9........4163033
6.306J337
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia
dem do dia 9 .
Ia7
8:0873663
1653.509
S:253l72
Respondendo no Diario de Pernambuco de 4 do
crreme mez, a um artigo da f.'iio de 31 do pr-
ximo passado live de dizer, para justificar a regula-
ridade das conlas da minha reparticao, que ellas
eram examinadas peto Sr. inspector "da thesouraria
provincial, mcu declarado c implacavcl inimigo.
pessoa qne nio podia ser ospeila. O Sr. Jos Pe-"
Uro molestando-so com esta minha expressao (talve
porque deseje ser men inimigo, e fazer-mo'o mal
que pode, sem que a minha innocencia perecha o
que conlra mim faz,) veio desabridamente com ex-
pressoes, que nao po lem sabir da peona de um ho-
mem honesto, que se estima e resmRaao publico.
Nao posso porlanto acompanbar o Sr. Jos Pedro
nessa lingungem. Drei, porm, que se quer saber
qual de nos toi o primeiro a asgredir, recorra aos ns.
do Diario de Pernambuco, onde ver que com calma
e expressf.es proprias do hnmem sisudo c. dccenle
apenas me defenda das viruleulas invectivas, que
o Sr. inspector, na assembla provincial, lancava
contra minha reparticao, e ludo quanlo ella folia : e
se mais no Diario n.in vinh.i, era porque o Sr. Jos
Pedro nao quer que seus discursos sejam publicados
por inteiro, ccrlamente para que nao baja docu-
mento do qne diz contra aquellos a quem vola raiva.
Apezar de minha innocencia pudo ronhecer o
odio que me vota o Sr. Josc Pedro ; mo Ihe quero
mal por isso ; mas cando-me salvo o direito de de-
reza, o de nao sdmiltir rliscussao, que nao for em
tormos honestos, dignos do MSiirflpto, e do publi-
co que nos observa ; o alm rlisso com proposirOes
verdadeiras, ou provadas.
Porlanto, he ao Sr. Jos Pedro quo reenvo o seu
asqueroso, e oulras expressoes de que usou, porque
he sua propriedade. e cu nao a quero : nao aceito a
reenvialura que o Sr. Jos Pedro me faz, porque
disse urna verdade, quando asseverei que o Sr. ins-
pector era declarado implacavcl c gratuito inimigo
meu ; e a prova he que o Sr. inspector, apezar di
sua dignidade e do seu carcter, deseen a escrever
no Diario de 6 do correnle algumas linhas, todo
asqueroso, todo odio, clodo raiva contra mim.
Pode o Sr. Jos Pedro responder o que quizer,
nao lenciono sobre esle objeclo proseguir, quando
Iralar de ou'ro assumplo aceitare) a discussno.
Recito 8 de oulubro do 1804. Jos Mamede Al-
ces Ferreira.
EIO DE JANEIRO, 1 DE OL'TUBKQ.
Colaccs.
Cambios sobre Londres, 27 3|4 a 28 d.
Varis, 348 rs.
Porto, nominal.
Lisboa, nominal.
Antuerpia, 313. '
Marselha, 313 a 90das.
Marselha em Pars, 34H.
Hamburan. 650 rs.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas despalilllas 29-3000
da palria. 28)700
Pecas de 63*00 vainas. 163000
Moodas de 4-3.....93000
Soberanos.......9*000
Pesos hespanhes 1f)910
da patria .... 15900
Patacoes.......13940
Apolices de 6 ",..........107 ex-div.
proviuciaes........102 ", ei-div.
FUETES.
Antuerpia. 6.7] (Havre 80 fr.
Cilnl.....60a02s.6d|l.iverpool. 45 a 50l.
Estados-Unidos 75 a 100c.{Londres 00|.
Hamburgo 57s.6da60|Meditorraneo 60a/0|
{Correio Mercantil.)
'93100
13960
MOVIMENTO DO POiKTO.
NOMES.
Ministe-
rios.
Exerci-
cios.
Impor-
tancia.
Cecilia Joaquina
Monleiro da Cos-
to.........
AiilonioMannelda
Rosa Malhcros.
Fazeiida.
181850
185253
2669151
4663666
Somma .
Navios entrados no rita 9.
Rio ito Janeiro e Bahia8 dias, vapor inglez Lusi-
tania, commandanle George H. Haram. Passa-
aeiros para esta provincia. William Lillev Jnior,
Miguel M. Rookor, D. Jeny Q. Jolmsloi. Maria
Leopoldina, Joaquim Jos Bezerra, Gustavo Gaos-
ley, I). F. G. V. Lino, Fortunato M. dos Santos,
hcgiiio para os porlos do norte, levando os passa-
geiros desta provincia, Bernardino Jos de Moura,
Alexandre Martns Ferreira.
Liverpool13 dias, galera iogleza Bon7a, de 209
toneladas, capullo II. G. Aurney, equipagem 17,
carga fazendas o mala ganaros. Ficou de quaren-
(cna por lOrlias.
Navio sahiio no mesmo dia.
BabiaBarca brasilcira Malhilde, com a mesma
carga que trouxe. Siispemleu do lameirao.
ED2TAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimculo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 26 de selembro ultimo, manda fazer
publico, que no dia 26 do correnle, porante a junta
da fazonda da mesma Ihcsouraria, se ha de arrema-
tar aquem por menos lizer a obra' de duas bombas
sobre os riachos Tamalanieirim e Cbio, na estrada
da Victoria, avahadas ent rs. 2:0853000.
A arremalarao ser feito na forma da le provin-
cial n. 313 do 15 rio maio do correnle anno, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran,
cpmparccam na sala das sessoes da mesma junto, no
da cima declarado peto meto dia, compelenlcmen-
le habilitadas.
E para constar se mandn affixar o presente e
publicar peto Diario. Secretaria" da thesouraria
provincial de Pernambuco 2 de oulubro de 1851.
O secretorio, Antonio Ferreira d'Anmmciacao,
Clausulas especiaes para a arrematarCw.
l- As obras, destas bombas seraufeilas d confor-
midade com o orcamenlo approvado pela directora
em conselho, o submettido a approvaco do Exm.
presidente da provincia na importancia de 2:5855.
2. O arrematante dar romero as obras no prazo
do lo das, e dever concluir no"de 60 dias, ambos
contados na forma do arligo 31 da lei provincial
3. O pagamento da arremalacao sera feilo quan-
do estivereni concluidas as obras.
4.a Para ludo o mais que nao esliver determinado
nas presentes clausulas, seguir-sc-ha oque dispoe
a le provincial 11. 286.Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annnnciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenloda ordem do Exm. Sr. piesi-
dente da provincia de 30 desdembro ultimo, man-
ila lazer publico, que no dia 26 do correnle peranle
ajumada bxeodada mesma ll.esooraria, sola de
ai rematar a aquem por menos lizcr a obra dos cou-
ecrios da cadeia da villa do Cabo, avallada em
1:1559 r-s.
A arremalacao ser foi I a na formada lei pro-
vincial n. 343 de 1-> de mato do correnle anno, esob
as clausulas especiaes abaixo copiarlas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparceam na sala das sesses da mesma junlaipe-
lomeio da, competentemente habilitadas.
Eparaconslar se mandn altixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco, 1 de oulubro do 185*. O secretorio
Antonio Ferreira d'Annnnciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
I." Asobras dosconcerlos da cadeia da villa do
Cabo, far-se-bao de contormidade com
approvado pela directora
o orramento
em ronselho, o aposen-
tado a approvaco do Exm. presidento da provincia
na importancia de 1:1.553 rs.
2. O arrematante dar principio as abras nopra-
..'!e.,"l."..ln"' ? as .co"riuira no de 5 mezes, ambos
da lei provincial
contados na forma Uo ar(
n. 286.
eu :il
ERRATA.
Na correspondencia assignada peto Sr. Florencio
Jos Carneiro Monleiro, publicada honlem em vez
de Dr. Jos Mara Seve, ifeve tor-e Or. Joan Ma-
ra Seve.
3. O pagamento da mporUneia da arremalacao,
realisor-c-ha em duas preslares iguaes. a prinici-
ra quando esliver feila a melade do servieo, a oulra
depois da obra concluida, o nao llavera i.rzo de res-
ponsabilidade.
*. O arrematante empregar melade dos Irabalba-
dores livres.
5. Para ludo o que nao se adiar determinado nas
prsenles clausulas nem 110 (.remenlo, seguir-se-ba
o que dispa a respeito a le provincial nume-
ro 286. o secretorio,
Conforme. Antonio Ferreira d'Annunciacao
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenl da ordem do Exm.Sr. presi-
dente ra provincia de 30 de selembro nllimo, man-
da fazer publico, que 110 dia 26 do correnle peranle
a junta da fazenda da mesma thesouraria, se ha de
ai rematar aquem por menos lizer os reparos urgen-
tes no caes da ra da Aurora, avahados em reis
7:6719098.
A aiTomaiacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do rowfente anno, e sob
ns clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalacao,
comparceam na saladas sesses da mesma junto pe-
to ineio da. competen lmenle habilitada'.
E para constarse mandou afiliar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da I hesnuraria provincial de Pernam-
buen, 1 de noliihrode 1854. O secretario,
Antonio Ferreira tonunciacilo.
I 7333117
Seccaode divida da lerceira conladoria do thesou-
ro nacional em 31 de aaoslo de 1851. Servindo de
chefe de scecXo.Jos Julio Dreys.
Conselho administrativo naval contraa, para
os navios armados, barca de escavaeao, enfermara de
marinha e mais cstabelccimenlos do arsenal, o for-
necimenlo dos seguinles geheros, por tempo de Ircs
mezes : loucinho de Santos, cato em grao, assucar
hranco, bacalbo, fcijao molalinbo, agurdenle de20
graos, vinagre de Lisboa, szoile doce de Lisboa, azei-
lede rarrapalo, carne necea, arroz branco do Mara-
nhao, lenha em adas, assucar refinado, manleiga
ingleza, carne verde, pao, bolacha, liarinai e car-
nauba cm velas ; peto que sao convidados nsque in-
lerossarem cm diln fornecimento, a compareceremas
12 horas do dia 10 do correnle, na sala de suas ses-
ses com as amostras o proposlas, declarando os l-
timos procos e quem os fiadores.
Sala das sessoes do conselho d'Adminislrarao.
val em Pernambuco, 3 de oulubro de 1854.Oe se-
cretario, Chrisiovao S. Tiago de Oliveira.
Pela conladoria da cmara municipal do Re-
cito so faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento bocea do cofre, do imposto de carros, car-
rocas e oulros vehculos de conducho, he do 1 ao
ultimo do oulubro prximo futuro, ficando sujeilosa
mulla de 50 ',, os que nao pagaren! no referirlo pra-
zo. No impedimento do contador, o amauurnse,
Francisco Camilo da Boa-ciagem.
COMPANHIA BRASILEIRA DE PAQUETES A
VAPOR.
O vapor 7o-
canlins, com-
mandanle o ca-
piao lente
Gcrvazio Man-
cebo, espera-se
dos portos do
norle no dia 12
do correnle, c
sahir para o
Rio de Janeiro, por Macci e Babia, no dia immc-
dialo asna chozada.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos sc-
nliores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1. a 13 de oulubro
do corren te anno, mais jO Q|0 sobre o
numero das aceites que Ihes foram distri-
buidas, para levar a elFeitoo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil eoli-
tos de reis, conforme a resolucao tomada
pela assembla geral dos accionistas de2(i
de setembro do anuo prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
185i.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. Kego.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de anlori-
sac,ao do Exm.Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o meio balalhao da provincia do Cear.
Brim branco liso C70 varas; algodaozinho 873 di-
las ; panno prelo para polainas, lOOcovados ; botoes
prelos de osso, 29 grozas ; ditos brancos de ditos, 18
ditas.
2." balalhao de infamara de linha.
Sapalos. 451 pares ; espadas com bainhas de ac
para os sargentos, ajudante e quarlel-meslrc, 2.
Arsenal de guerra.
Para a l. e 2.a classe de oflicinas.
Taimas de assoalho de amarello, 36 ; costado do di-
to, 1 ; cosladinhosdedilo, 6; taboasde assoalho de
cerlro, 3; costado de dito, 1; pranchao de dito, 1;
toboas de assoalho de louro, (i duzias; arco de pa
com os competentes ferros, 1 ; arcos de ferro de 2 |2
polegadas, 4 arrobas; ditos de dito de I 3|4 poliega-
pas, 4 ditas.
3.a classe de olcacs.
I'erro sueco de 3 pnllcaaiias, (i barras: dito de dito
del dilas. Sdilas ; vergalhes quadrados de ferro
sueco c de I pcllegada, 4 ; ferro de varanda, 2 arro-
bas ; limas sortidas, 12 duzias.
4. classe.
Cadinhos do noile de 11. (i, 10 ; ditos de dito
de n. 8. 10 ; ditos de dito de n. 10 ; ditos de dito
de n. 12, 10 : rame fino de ferro para amarrar,
10 libras ; dito de dito do mea grossura, 1(
dilas ; limas sorlidas, 8 duzias; Icnces de la-
tao com o peso de 5 a 6 libras, 2 ; tolhas de (lan-
dres dobradas, 2 caixas ; ditas singelas, 2 caixas.
5. classe.
Luvas de camurca para porto machados, 17 ; ca-
murra amarella. 8 pelles; dito branca para avenlal
de tambores. 8 pellos.
Provimenlo de armazens.
Papel aimac.o branco perlina fino, 25 resmas ; tin-
ta preta iugleza para escrever, 10 garrafas ; obreias
de cor, 40 macos ; lapes finos, 12 duzias.
l''orneciinenlo de luzes as estaques militares.
Azcile do ca rpalo, 46(i ranadas ; dito de coco,
30 l|2 caadas: lio de algodao, 36 libras; velas de
carnauba, 155 dilas ; pavios, 6 duzias.
Quem quizer vender estes objeclos aprsente as
suas propostas em carias fechadas na secretaria do
conselho as 10 horas do dia 12 do corrento mez. Se-
cretaria do conselho administrativo para fornecimen-
to do arsenal de guerra 5 rio oulubro de 1851. Jos
de Brilo Ingle, coronel presidente. Bernardo
Pereira do Carino Jnior, vogal e secretorio
AVISOS MARTIMOS.
nezes, por ter maioria do sen carroga melo promp-
ta : qnem na mesma quicr carregar ou ir de passa-
geui, para o que lem bous commodos, pod enten-
der-so com os consignatarios Amori ji rmeos, ra
da Cruz o. 3, oa com o sobredilo capitu na praca
do Commercio.
Para a Bahia.
$ahe na presente semana o bem co-
nhecidoe veleiro hiato Amelia, por ter
seu carregamento prompto, anda pode
receber alguma carga : trala-se com os
consignatarios Novaes&C, na ra do Tra-
piche n. 54, ou com o capitao no Trapi-
che do algodao.
Para o Aracaly, segu cm poucos dias o bem
conhecido hiato Capibaribe, para o resto da carga e
passageiros traae : na ra do Vigario n. 5.
Vonde-se o brigue ili'namarquez Lo'uise, euca,
vilbado e forrado de cobre, de tole de 185 tonda las-
no cerca de 13,000 arrobas de assucar. Os prelen-
denles podem examinar o dito navio, ancorado de-
1 ion le do trapiche da companhia. O inventario esl
(.tenle no consulado da Dinamarca, na ra do Tra-
piche n. 12, aonde se pode Iralar da dita venda.
O Uixle Amphitrite segu em poucos dias para
a Bahia por ter promplaa maior parle da carga ; pa-
ra o restante, (rata-se com Amorim lnnaos, na ra
da Cruz n. 3.
COMPANHIA LUSO-BRASII.EIRA.
O vapor desla compa-
nhia o D. Maria II,
commandanle Thoinp-
. sou, devendo aqui che-
"BSsSaB BsssaV aar dos portos do sul no
dia 11 do correle, segair depois da competente de-
mora para S. Vicente, Madeiin e Lisboa, para on-
de recebe passageiros : 1 s pretendemos ilirijam-se
a Manuel Duarlc Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
Para o Bio de Janeiro, o milito velei-
ro brigue Recite que se espera dos por-
tos do norte ate o dia 16 do corrente, de-
vendo ter muito pouca demora por.ter de
seguir com parte do carregamento que
traz: por sso quem quizer carregar ou
ir de passagem entenda-se com antece-
dencia com Manoel Francisco da Silva
Cari ico na ra do Collegio n. 17, segun-
do andar.
LEILO'ES.
RIJA DO COLLEGIO\k\
LE1LAO' EXTRAORDINARIO
de urna grande porcao de livros, contend, obras re-
ligiosas de direito e lilteralura, romances recreati-
vos ele, ele, tanto em francez como em portuguez,
o outras militas obras de diflereiiles linguas.
0 AGENTE BORJA
tora o leilao cima mencionado, quinto feira 12 do
correnle as 9 horas da manh.la, sem recusa de qual-
quer prero olTereciito, c do dia 10 por dianle serao
distribuidos os calhalngos.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civcl e commercio Francisco de
Assis de Oliveira Mariel.a requerimenlode Joaquim
Lucio Monleiro da Franca, liquidatario da firma de
tranca & Irmiio, o agente Burja fr leilao da ta-
berna com lodo9 os gneros, armacito e ulencilios
ezislcnlesna mesma sila narua das Cinco Pontos
n. 5., sabbado 14 do correnle s 11 horas em ponto.
O agente Borja. terca-feira 10 do correnle as
10 lo.ra- da manhaa no seu armazem roa do Colle-
gio n. 15, tora leilao de diversos objeclos, como
bem obras de marcineiria de. differcnlcs qualidades,
obras de ouro e prala, e relogiosdc diversos tama-
itos para cima de mesa, ditos de parede ealgibei-
ra, candieiros diversos, vidros e lour;as para servieo
de mesa, urna porcao de chapeos prelos de massa
muilo finos, grande quanlidade do amendoas con-
feitadas em frascos, livros para copiar cartas, arroz
ero saecas, oulros muilos objeclos etc., ele. ; e ao
meio dio rao lambem a leilao urna escrava preta,
e um ptimo cavado para carro.
Em virlude de requiscSo feila ao Illm. Sr.
inspector da alfandcga desla cidade, pelo Illm. Sr.
procurador fiscal e doseilos da fazenda, e em cum-
prmenlo caria rogatoria que Ibo enderecou o
Illm. Sr. Dr.juiz dos toi los da fazenda, ao agente
Oliveira, foi incumbida a venda em leilao publico, a
porta da mesma alfandcsa, do 100 barris inteirus e
100 meios com manleiga franceza, penborados casa
de Oliveira do Illm. Sr. procurador dos feitos ; ter pois lugar o
rotorido leilao quarla-fcira 11 do rorrele, s II llo-
ras da manhaa em ponto, c no indicado lugar.
Quarta-feira 11 do correnle s 10 e meia horas
da manhaa, o agente Vctor far leilao no seu arma-
zem ra da Cruz n. 25, de grande e variado sorti-
rneulo de obras de marcineiria, cousisiirdo em mo-
bilias de Jacaranda com pedras, c sem ellas, ditas de
amarello, marquesas de Jacaranda e de amarello, ca-
mas de amarello para menino, urna mesa elstica
moderna, guarda vestidos de mogno, e de amarello,
guarda toncas, aparadores, espedios grandes com
molduras dourados, loiicadores. 1 rico sancluario
rom molduras dourado. 1 carrinho com 4 rodas para
menino, etc. Porcao de arroz com casca, tornos de
ferro, charutos da Baha, e da Ierra superior qualida-
de, candieiros para meio de sato, lanlernas com ps
de vidro, e casquinho, um ptimo piano inglez, por-
cao de cha prelo superior qualidade, coulios muitos
objeclos, que se tornara eufadonho mencinalos.
C. J. Asile) & Companhia torito leilao por
iiitcrvcncao do agente Oliveira, de graude sorli-
meiilo de fazendas sama*, allemaas. francezas, e
mollas inglezas, todas proprias do mercado : lerca-
feira, 10 do correnle, as 10 horas d manhaa, no
seu armazem, ra do Trapiche Novo.
O agente F. G. de Oliveira, tendo
de fazer sua residencia no campo, fara'
leilao damobilia da casa em. que tem re-
sidido, no Recite, por cima do seu escrip-
torio, consistindo em cadeiras usuaes e de
bracos, camapes, solaz, marquezas, mesas
redondas de meio de sala, sendo urna com
tampo de pedra marmore, urna excellen-
te mesa clstica de jantar, grande e no-
va, um ptimo apparador, mesas de jogo,
leitos para casados, marquezas de Jacaran-
da' com armacao, proprias para leitos
singelos, toucadores, leito francez para
solteiro, tremscom bellos espelhos, guar-
da-vestidos, lindo lustre de bronze inglez
para quatro luzes com mangas, candiei-
ros de globo, lanternas, um ou dous ricos
apparelhos de 'lo tica de porcelana de se-
vres para 18 ou 56 pessoas, grande collec-
cao de bellos quadros eseolhidos com mol-
duras, um excellente piano, pistolas para
duellos etc. ; livros mpressos em difle-
rentes idiomas, e muitos outros artigo? de
utilidade : quinta-feira, 12 do corrente,
as 10 horas da manhaa, na indicada casa,
ra da Cadeia, por cima do armazem de
fazendas dos Srs. Fox Brothers.
AVISOS DIVERSOS.
**
Para Lisboa sahe o mais breve pnssivel a barra
porliiiiucza Maria Josc, de que ha capillo Jas Fer-
reira Lessa, lem grande parle da carga prompto :
quem quizer carregar a que Ihc falta ou ir de passa-
gem, baja de diriar-se aos seos consignatarios Fran
cisco Soveriauo ItaboII > & Filho, ouao capitao, na
praca do commercio, ou a bordo.
A venda,
O lindo e muilo veleiro patacho Clementina,
lolacao 137 toneladas) recenlemcule chegado do Itio
Grande do Sul, com um carregamento de carnesee-
ca para onde ludia desle porto conduzirtoiilro car-
regamento de assucar; vende-so com toda a ma'strea-
co, veame, mcame, amarras e ferros, e com lodos
os ulencilios e podencos, tal qual se ada prompto
para emprehender nova viagem, mediante algum
pequeo reparo ; o. pretendeiitesilirijam-seaoagen-
e de leudes Francisco Gomes de Oliveira.
PARA A BAHA.
Sae brevimentc o veleiro palbabole Dous Amigos,
para o resto da carga trala-se com o sen consigna-
tario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. na roa do
Oueimado n. 9, travessa da Madre de Dos ns. 3 e 5
ou com o capitao a bordo.
PAKA O ASSU\ ,
No dia 14 do correiile alie imprelorivelmenle o
hiato Anglica; para carga e passageiros Irala-se na
ra da Cadeia do Kerife n. 49, primeiro andar.
Para Lisboa seguir breve a galera pnrliioueza
Margarida, de qne he capitn Joo Iznario de Me-
Desappareceram no dia 5 do correnle dous cs-
cravos da ilha de Ilamarac.por nomes Jo.lo e I.ou-
renco, irmos manos, crioulos, de idade de 20 a 24
anuos: Joao lem os dedos dos pos lories para den-
tro, estatura resillar, olhos grandes, cara chocha,
nariz um lano afilado, denles limados, principian-
do a barbar, peilos estufados para tora, barriga
esmarmada. Lourcnco, cheio do corpo, estatura
regular, lem urna cicatriz em urna bocherha, sem
barba, olhos grandes. d?ntes limados, ambos espa-
rlandus e esmarmados da barriga, foram vistos no
boceo do Trom, no dia t, ambos Irouieram Irosa
para inudarcm roupa : por lano, roga-se as auto-
ridades policiaes ecapitaes decampo dos ptgarem
e os levaren) ao armazem de farjuha, no palco da
Ribeira n. 7, que sern recompensados.
Aluga-se o sobrado /.migue, em Apipucns,
excellente para se passar a tosa : a fallar com An-
tonio l.ins Caldas no ensenho Dous Irmos.
Antonio Affonso Novo rolira-se para fra da
provincia.
O padre Fr. Joao do Amor Divino, religioso
carmelita da'provinria da Bahia, lendo sido nomea-
do pelo scu respectivo provincial para o lugar de
prior do convenio do Carmo de Olinda, e havendo
j delle lomado posso, vem por esto ronceiliiado
jornal significar ao respeilavel publico, que, cons-
lando-lhe que muitas airaias.eobjcdus perlcncentes a
igreja e convento eitraviaraiu-sc, venderam-se o
coiisumiram-seem lempos crticos e lastimosos, usan-
do da jurisdircao de que se ada revestido, lem irre-
missiN cimente de haier todos esscs*il.jeolos, alfaias c
bens rio referido convenio, esperando no entonto da
religiosidade e dcvocAo das pessoas cm cujo poder
algumas dessas pe;as por qualquer Ululo eslejam,
que tocara liel entrega e devida rcsliluicao, dejan-
do assim o annuncianledctovara efferliva o dis-
poslo na ordenadlo e leis do imperio. Carmo de O-
linda, 9 de oulubro de 1854.
Fr. Joao do Amor Divino Mascarenhts.
Joaquim Antonio de Oli>eira faz verao corpo
de commercio e mais a quem nlerossar possa. que
lem justo c contratado com o Sr. Manoel dos Sanios
Leal, a romprSr-lbea laberna que o mesmo Sr. pos-
sue na ra do adiar cora direito a ella, entonda-se com o anuun-
ciante, na ra de Santo Hila n. 97, dentro do .1 dias;
ficando o annunciante depois desla dala desobrigado
de qoalqner debito'pertenceme a mesma taberna.
, Pede-seaoscapilfles de campoeauloridades po-
liciaes a captura do preto Joao, crioulo, escravo, de
idade 40 anuos, pouco mais ou menos, que anda
fgido desde o dia 7 do correnle, levando camisa
nova de riscado azul e calca de brim usada, um ton-
to calvo e bem fe liante, e que o levem ra do Pa-
dre 1 lorian.,, sobrado n. 34, segundo andar, casa de
Francisco Antonio Pereira de Brilo, que ser grati-
ficado.
----------------
j JiL-rhl!L,"",0J'lu.8ilr uma PreU 1e lenl'a hab'-
flfr ,rnH,Tla,PraUml,ra9aeSl"''-':ra =
tratar na ra do Trapiche n. 10.
LOTERA O RIO DE JANEIRO.
Acabamos de receber pelo vapor Lu-
sitania os novos bilhetes da oitava loteri
da cultura das amoreiras, cuja roda an-
dava a G do corrente, as listas vem pelo
vapor nacional que sahe do Rio de Ja-
neiro a 10 do crrante: os premios serao
pagos logo que se fino- a distribuicao das
listas.
Como quer que boje completa-se e-
xactamente um seculo que veio a radiante
luz do dia,o famigerado regiment de
costas e salarios dos empregados de jus-
ticaalvara' de 10 de outubro de 175-
(!!!) he razoavel e justo que neste solem-
ne anniversario se peca aos ieis christ aos
litiganteset comitante catervam Pa-
dre Nosso e uma Ave Maria por alma de
3uem o fezBeatos venter qui portavit
lum etc ,e outro tanto para os que o
teem tolerado no Brasil ha 33 annos e 33
dias, depois da sua independencia!!! E\-
pectans expectavi, etc.O requerente.
Desencaminhou-se no dia 4 do corrente petos
2 horas da tarde, um meio barril com manleiga com
a marca M, e 8 libras de velas de carnauba, que um
prelo conduza para embarcar no Forle do MaUos; a
como al agora nao lenha apparecido dito prelo nem
os objeclos, roga-se a quem delles souuer ou der no-'
licia, ou mesmo a quem forem offereeidos, ds os
aprehender e leva-Ios ra do Rangel n.21, qne se
recompensar.
Quem auDuncioi querer comprar ama mobilia
dejacarand', querendo orna duzia de cadeiras e um
soto, dirija sea ra do Rangel n. 21 a qualquer hora
do da, que achara com quem Iralar.
Aluga-se um grande sitio a raargem do rio Ca-
pibaribe, no lugar da Capunga, ra do Jacobina,
com casa de muitos commodos para familia, cochei-
ra, estribara e grande baixa para capim : qoem o
pretender dinja-se ao mesmo sitio.
Precisa-sc alagar 5 trabajadores livres on cap-
tivos: na ra do Encantamento armazem n. II.
esappareceu no dia 13 do mez prximo pas-
sado ama prela de nome Joanna, de nacSo Congo,
estatura regular, toia, magra, com falto de denles,
velha e puia de uma perna ; levnu saia prela de
chito com palminhas brancas, cabeceo de algodao
novo, panno azol da Costa j velho, e anda veudendo
para nao ser condecida ; consto andar pelo Monlei-
ro, Apipncos, Passagem, e vem al a ribeira da Boa-
Visla : roga-se a quem a apprehender, de leva-la a
ra da Conceicao n. 4, que sera recompensado.
Precisa-se de orna ama que saiba cozinhar e
lazer lodo o mais servieo de uma casa : no largo do
TcrQo n. 27, segundo andar.
Precisa-se de uma ama torra ou captiva para
casa de pouca familia ; na ra das.Trincheiras n. 8.
Os abano assignados lazem publico, "qne des-
de o da 25 de setembro do correnle auno toi am-
gavelmentc dissolvida a sociedade que linham no
armazem de compra e venda da assacar, estableci-
do na ra do Vigario n. 19, que era representado
pela lirma social de Franca & Companhia. Recito
/ de outubro de 1854.Jos Antonio de Araujo,
Joaquim Antonio Carneiro, Luiz de Franca Mello
Jnior.
Precisa-se de 2 caizeros de 14 ou 15 annos de
idade.e que deem fiadores da ina conducto: dirjam-
se ao armazem dos Srs. Palmeira & Beltrao, no Cor-
po Santo, e l Ihe dir quem be.
Precisa-se de 2 negros para aluguel ; na roa
da Aurora n. 58.
Antonio Affbnso Novo relira-se para fra da
provincia.
Antonio Joaquim Teitera Basto, subdito por-
luguez.va ao Par.
" Aluga-se* uma casa uo bairro da Boa-Visla,
que tenha commodosufficientes para familia; quem'
a Uver, dirija-se a casa de Aureli.no & Andrade, ra
do Oueimado n. 8, que achara cora quem tratar. Na
mesma casa precisa-se de orna pessoa que eslea ha-
bilitada para feilor de um cogenho.
503000.
Desapparecea no da 25 de selembro prximo pas-
sado, do engenho Vicente Campetlo, o escravo l*rs-
par, de necao Costo, com 50 annos de idade,-'alto,
cor prela, rosto comprido, o beijo de baxo guBnde e
cabido, e.lem barba ; o qual escravo ve da'Bahia,
e toi comprado, a Antonio Ricardo do Reg nesto
praca: quem o pegar, leve-o ao mencionado enge-
nho, que recebar do abaiioassisnado 509000 rs., e
nesta cidade ao Illm. Sr. Joao Pinto de Lemas J-
nior. Manoel Goncalces Ferreira Lima.
A abaiso assignada declara ao publico c a to-
das as autoridades policiaes, que no dia 8 do corren-
le, pelas 4 horas da madrugada, desappareceram de
sua cusa, servindo-.se rle uma oseada que por alguem
de for foi toncada a uma janclla que deilava para o
quintal para favorecer a fuga, dua estravss cabras,
urna de nome Lniza c oulra de nome Ignez ; a bt-
meira com oa eigtiae segoinles : estatura regular,,
grossa do corto, com os cabellos corlados pelo lado
dcdelraz e ffrescidos pela frente, com lodo o corpo
picado de ttexgas ; e a segunda do corpo regolar, '
eslalura alia), cor fula, coro 2 denles de menos na
frente; ser/do qne protesta proceder com lodo o ri-
gor das leis/conlra qoem quer que is tenha aconta-
das. SenrJo-lhe porm entregues ou denunciadas,
prometlrjXguardar o maior segredo, offerecendo o
premio de 505O00 aos captaes de campo, oa oulra
qualquer pessoa que dellas der noticia, ou as levar
acasa do sua residencia, na roa do Livramento u. 1,
onde se Ihes dar generosa recompensa.
Anna Joaquina Lint H'anderleij.
SINAGOGA .
Pede-se a pessoa que alngou on empresloo a casa
do Poco da Panella, junto as margeos do Rio Ca-
pibaribe, o obsequio de evitar que continu por ler-
ceira vez os batuques qne principian! as 5 oras da
manhaa de alguns domingos, e finalisamas 8 da noi-
le, tozendo os convivenles jornadas do Recito para
aquclle lugar, e regressando a.noile, elles e ellas,
depois de completa rievassidao e orgias. Previne-se,
qne se por acaso replir-se por lerceira vea a tal
briucadeira, chamar-se-ha a allenr.o da autoridade
compelerte para vedar lana bandalheira em logar
onde resirjem familias honestas ; por ora ser suffl-
cienle esta advertencia daFila do Pagode.
Prsrisa-se de uma ama que tenha boa conduc-
ta, qne ngomme bem e cozinhe, par casa de ponca
familia : no paleo de S. Pedro n." 4.
Aflriano do Reg relira-se para a Europa, a
Iralar de soasa ude.
0ftercce-se nm rapaz portuguez para caixeiro
do taberna, da qual tem bastante pralica : -qnem .
precisar, dirija-se ao paleo do Carmo n.43, qne
achara com quem Iralar.
Os procuradores do casal do fallecido Norberlo
Joaquim Jos Guedese da Sra. Viuva Guedes sao
Miguel Antonio da Costo e Silva e o Or. JoSo Pedro
Maduro da Fonseca. Arrenda-se o sitio jonto ao ce-
milerio publico, do casal da viuva Guedes : os pre-
tendemos fallem com Antonio Jos Coelbo do Rosa-
rio, ra da Cruz.
O abaixo assignado, leslamenleiro e inventa-
rame dos bens donados pela finada saa irmaa Ma-
na Ihomazia do Espirito Sanio, faz publico, que
lendo mandado de Santo Amaro, onde mora, hon^
lem, 8 do corrente. ao Recito, a escrava Genoveva,
de nacao Costa, com idade d 36 annos, ponco mais
ou menos, altura regular, psgrossos. tem nas costos
una marca de talho ; levou saia de ganga azul e um
vestido de chito branca com palmas encarnadas, a
qual escrava perlence a massa dos dos bens, acon-
tece que nao Ihe vollasse al o presento para casa,
e como nunca fugisse nem em companhia da finada
sua irir.a.i e nem durante o tempo qae esto sob a
a.!miuislrac,a<> do abaixo'assignado, por isso nio po-
dendo suppo-la fagida visto qne razao algnma havia
para isso.asuppOe eslraviada on pegada por algoem,
tanto mais quando a sobredita escrava pende pelo
juizo da segunda vara do civel desta cidade orna ac-
cao He libello enlre o abaixo assignado na qnalidade
de leslamenleiro. e sendo nella autor Antonio Fran-
cisco de Paula do Rosario, por isso proles! pelo pre-
sente o abaixo assignado contra a pessoa em cujo
poder fdr olla cnconlrala, e rerominenda a captura
tolla a polica e a qualquer pessoa que enconlra-la,
que sera gratificado, levando a casa do abaixo assig-
nado em Santo Amaro.
Miguel Archanjo Fernanda l'ianixa.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se'de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ai -
macaona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarSo tu do com aceio, segundo dis-
pOe o regulamentb do cemiteiio.
Aluga-se um sitia para a fesla ou por anno, uo
lugar da Torre, i margem do Capibaribe, com ez-
cellenle casa ha pouco acabada, contendo 2 boas
salas, 4 qoarlos e t soiao competentemente reparti-
do, carimba d'agua de beber, casa para prelos e ps-
Iribaria fra : quem pretender, dirija-se i roa da
Cruz n. 10.


MARIO DE PERMNBUCO. TEAQA FEIRA 10 Ofc OUTUBRO DE 1854
CIERRA UO GUENTE.
Jos Nogueira de Souza, com toja de encadernarao
e livroi na ra do Collegio n. $, acaba dt> reeeber
di! tranca una porfi le livros e enlre osquaes vrio
a obra com o Ululo a Russia, a Turqua e i his-
toria da arlualjuerrad Oriente 1 vul.-ne 372 |>ag.
vende-se pelo preco llieatro da guerra acta enlre a Russia e. Turqua,
as quaes vende-se por coiuroodo preco.
I.ava-se e eugomma-ae eom loda perfeicflo e
.ueio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-se a venda o- bilbeics da primein parle
da primein lotera da matriz da S. Jos no* tugares
Oo costura* : praca da Independencia, loja dos Sm.
fortnalo c Arantes; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes ; Livrameiilu, botica do Sr. Chacas; Cabu-
ga,botica do Sr.s.More ira & Fragoso; aterro Vista, loja do Sr. (uimira es; e ua ra do Colleeio,
na Ihesouraria das loteras. Corre imprelerivel-
ineute no da 27 de outubro.
Os senliores propietarios erendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Alma na k. e([ii7.erem ser con-
templado, queiram mandar suas decl-
meles a livraria n. Ce 8 da prara da In-
dependencia.
Aluga-se para o serviro de boleiro um escra-
mi mulato com muita pralica desse oflicio. Ka ra
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.oureuco Trigo de Loureiro.
Traspassa-se o arrendamenlo da casa n. 60 do
aterro da Boa-Vista, com armacao para qualquer es-
tabeleciioenlo, commodos para grande familia, e
quintal com 3 pocos e banlieiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
clulia do Lmamento tcm urna caria na livraria us.
6 e 8 da prac,a da Inde|iendencia.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiio, naja de mandar pa-
gar a asignatura do Diario de Pernam-
Buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande al razo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manocl Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. Ge 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
i Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
io e borda-se de todas as qualidads in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesraas obras pa-
ra dar com promptido e pre^o com-
modo.
A professora particular Candida Bal-
bina da Paixao Rocha, residente na ra
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
nua a admittir pensionistas, meias pen-
sionistas e discpulos externas, por presos
rasoaveis, a's quses ensina a doutrina
christaa. ler, escrever, contar, gramma-
tica da lingua materna, cozer, bordar de
todas as qualidads inclusive de ouro, ten-
.do sua aula a berta das 7 horas da ma-
nha ao .meio dia, e das 2 a's G horas da
tarde.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
sii-va para comprar na la e servir em ama casa de
pouca familia : quera quizer dirija-se a ra do Quei-
mado n. 30 i. andar, ou a loja do mesmo sobrado.
O Sr. Joaquim Fiancisco do engenlio Sitio do
Meio, queira ler a bondade de mandar ultimar as
IMM contasat o ultimo do correte mez, do contra-
rio lerei de vender o -ferro velho que existe em meu
poder desde agosto de 1850 para meu pagamento,
nao auuuiudo depois a reclamado alguma.
Guillerme dos Santos Sa;er.
Do tngenho Manass, freguezia de Jahoalao,
furlaram de -0 a 25 do n.e/. de selembro, urna pare-
Iha de bois mansos, ambos raposos, posto que ura
quaai vermellio ; sao grandes, gordos e hem feitos,
e ambos de cambio: su alguem der noticias exactas
noeles bois ou de queraos furlou, receben umagra-
tilicarao no referido engenho.
109000
115000
PIBLICACAO DO INSTITUTO HOMIIOPATHICO DO BRASIL
THESQURO H0MCE0PATHICQ
I ou
TADE-MECM DO H0KE0P1THA.
Methodo conciso, claro, e seguro de curar homoeopalhicamente todas as molestias, que afflrcn a
especie humana, e particularmente aquellas que rcinsm no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esln obra importanlissima lie boje reconhecida como a primeira c mclhor de todas que Iralain da ap-
plirarao da homiopalliia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao p.ideni dar um
passo seguro sem possoi-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senliores de engenbo, sacerdotes, \ajantes, capilacs de navios, serlanejos, ele,
etc., devem Ic-la a m3o paraoccorrer promptamente a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por..........
Encadernados............
Vende-se uoicainenle em casa do autor, ra de S. Francisco (Mondo Novo) n." 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos vordadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da honuropatliia no norte, e immcdialamenle interessado
em seus benficos successos, tcm o autor do THESOL'RO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua inmie.li,1 la inspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pliarmareulico
e professor em homipopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem execulado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicaeflo que se pode (tosejar.
A eflicacia dcsles medicamentos lie atlestada por todos que os lem experimentado; elles nao preci-
san) de maor reconimendae,ao ; basta saber-se a fonte donde saliiram para se nao din d.ir de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira de 120 medicamentos da alia e baixa diluirn em glbulos recom-
mendados 110 THESOURO IIOMOEOPATHICO, acompanliada da obra, c de urna
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dila de 60 principaes medicamentos recommeudados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (tubos grandes.).
0 o (tubos menores). .
Dila de 48 ditos, ditos, com a obra ("lubos grandes)........
(tubos menores).
Dita de 36 dilos acompanhada de 4 vidros de Induras, rom a obra (lubos gratules) .
> i> (lubos menores,'.
Dila de :10 ditos, e 3 vidros de Unturas, com a obra (lubos grandes] .
(tubos menores)
Dila de 21 ditos ditos, com a obra, (tubos grandes).......
11 (lubos menores). ...
Tubos avulsos grandes. ............
t005000
909000
I..ISIIIII
4.9O0O
OWXM)
3.i(KK)
409000
.lOSOOO
.:,-ni"i
9CI000
90MOO
aosnoo
i 0000
9500
39000
rs., conforme o
11 pequeos .........
Cada vidro de tintura..............
Vendem-sc alm disso carteiras nvulsas desde o preco de 8JS000 rs. at de 4005000
numero e tamanho dos lubos, a riqueza das caixas e dynamisacpes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com maor promplidilu, e por precos commo-
dssimos.
Vende-se o Iralado de FEBKE AMAREI.l.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 23000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. ti. H Jahr Iraduzido em portuguez e acom-
modada a inlelligeacio do povo........... 1,-111 h
Hua de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68A.
P.S. Hjclraclo de urna carta, que ao autor do TUESOVRO HO.MlKOl'.irilICO, tete a boniU*[
de de dirigir o Sr. rirurgiao Ignacio .Uves da Silca Sanlot, eslabelecido na cilla de Oarreiro<.
Tive a salisfacao de receber o Thexouro hom/popalhico, precioso frurlo do Irabalho de V. S.,c Ihe
adirrao que de lorias as obras que leiiholdo, he esta sem coulradirao a melhor tanto pela clareza, com
quescarha escripia, como pela prensan com que indica os medicamentos, que se devem empresar ;
qualidads eslas de muita importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
Iheocria e pralica, ect.. ect.,elc.
l*roeura-*e saber quem sito os procuradores, no
correspondentes nesla prara dos Srs. J0R0 l.eile Far*
reir, Joo Kodigueg dos Saiilns Franca l.eile, am-
bos moradores em Pianr, da provincia do Cear ;
Jos Cesar Moniz Falcflo. Joao Cavalcanli de Albu-
querqne Mello, do engenlio Araguary, e seu mano
Anlonio llrasilino de lloil-unla Cavalcanli, Filippe
Jos de Miranda, de Boni-Jardim ; Pedro de Mello
c Silva, do engcnhoJnVirim. em Pedras de Fogo; e
de qualquer dos herdeiros de Joilo Anlonio de Mira-
ra, do engrudo Terra-Nova. era Nazarelh, para se
Mies comniunlrar negocios que devem inleressar sa-
ber ; prtanlo silo rogados a deelararem suas mora-
das par serem procurados, 011 dirigirem-se i ra
da Cadeia 11. 40.
lOsSrs. Francisco Xavier Cavalcanli de Al Ira-
querque, que foi empregado na ri-pailicjfo do sello,
e Mmiocl Bezcrra de Menezes. que foi morador em
Uoin-Jardim, qneiram declarar onde moram para
seren procurados;! negocio de seus inleresses, ou di-
rigir-se na ra da Cadeia do Kccife n. 40, que sa-
lieran quem lhesquer fallar.
COMPRAS.
Compram-se patacoes hespiihes, no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na ra
do Trapiche n. 8.
Compram-se accOcs do Banco de Pernambuco:
na prara do Corpo Saulo 11. 6, cscriploriu.
Compra-se urna urna nova de jaca-
randa': na praca do Coinmercio n. 6,
pritneiro andar.
Compram-sc dous ornamentos sebasto, sendo
um roxo e verde c oulro encarnado e branco, dous
clices e dous missaes, ludo que esleja embom uso :
na casa do sac islao da Ordem Terceira de S. Fran-
cisco.
Compra-se urna escrava moca, que saiba bem
eugommar e coser ; a tratar 110 aterro da Boa-Visla
n. 8.
Comprara-sc acroes do Banco de Pernambuco:
na ruada Cruz 11.3, escriptorio de Amorim Irmilos.
Compra-se urna tipoia em bom uso ; na ra
do Oucimado, loja 11. 14.
Compra-seo serroo do padre meslre Capislra-
110, por oerasiAo do funeral dos impelaos marinhei-
ros ; na rut das Trincheiras 11. 48, segundo andar,
011 na loja n. 6 e 8 da praca da iudcpendenria.
1 aun] 1,1-.,. una casa terrea que seja pequea,
para urna pequea familia; na praca da Indepen-
dencia n. 24 a 30.
Comprase prata brasileira ou despalillla : a
ra da Cadeia do Recife n. jt, loja.
Compra-se um pequeo sitio perlo da praca al
a 1 unie de l'choa : quem quizer vender "dirija-se
esta tvpouraphia.
Jolas.
Os abaixo assignados. donosda loja de ourives, na
ruada Cabug n. 11, cmifrouie ao pateo da matriz
c ra Nova, fatem publico que eslao sempre surtidos
dos mais ricos e melhores goslos de todas as obras
do ouro necessarias, tanto para senhoras como para
hoineiis e meninas, continua m os presos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-e-ha umi cunta com
responsabilidade, especificndola qualidade de ouro
de 14 ou 18 quilates, filando assiim garantido o com-
prador se apparecer alguma divda*crnilim &
IrmAo*.
Precisa-se de nm hornera que entenda de pla-
ales e que sesujeite a traballiar em um sitio per-
lo da prara : na roa da Aurora n. 54.
Anda est para se vender a casa sita na ra
do Motclomb n. 44 : os pretndanles podem di-
rigir-se ra da Concordia n. 26, que acharan com
quem fazer negocio a contento dos pretendentcs.
LOJA DE TODOS OS SANTOS.
Ra do Collegio n. 1.
Chcgou a esla loja ura grande sorlimenlo de es-
tampas de santos e santas em ponto pequeo e gran-
de a saber : Sania Joaquina, S. Joaquim, Sania Ma-
riauna. Santa l.ibania, Sania Alexandrina, Santa
Carolina, Sania Marcaltna. Sania Jozefina, S. Alfon-
so, N. S. da Soledade, Sauta Bernarda, N. S. do
Carino. Sania Uenriqueta. Santa Constaucn. N. 4.
da Caridade apparecidEi em ipe Ilha de Cuba, com
os 6 pacos em volla, S. Marciano, S. Francisco de
Paula, Delicias do Menino Jess, S. Caelano, S.
Gregorio, Pi IX, S. Francisco re oliendo as Cha-
gas, Santa Scnhoriuha, S. Paulo, S.Eulalio, S, II,ir-
Iholomeu.N. S. daPiedade, S. Braz, N. S. di Pe-
nda, Salvador do Mundo, bom pastor, S. Theodoro,
Santa lioilhermina, as Virtudes Theologaes. S. Ma-
nuel, Santa Huzalina, as tres Pessoas da Santissima
Trindadc, S. Daniel, Sinla Candida, Sania Marian-
11,1, Santa Paulina, Jess com a cruz seoslas, Santa
Anna, Santa Adelaido, S. Joao Baplista, Menino
pregando no deierto, S. Candido, Sania Kosa, de
Vilerbo, S. Valenlim, Sania Carolina, N. S. /Jo Ro-
sario com os l mvsleiios.S. Roberto, Adorarlo dos
Sagrados Coraroes, Sarda Emilia, N. S. dos Desam-
parados, Divina Pastor 1 das Almas, N. S. das Dores,
Jesos alado a columna, N. S. do Bom Conselho. S.
Tliomaz de Aqnino, Sania Theodora, S. Benedicto,
Sauta Claudina, S. Anlonio, S. Policarpo, K. S. da
Luz, Santa Amelia, Suta Vernica de N. Senhor,
Sagrado Corceo de Jeius e de Maria, Sr. dos Pas-
aos, N.S. da Conceicjo, Morle do Justo, Morte do
peccador e outros muilos que se deixam de uonun-
cur.
Flix Francisco da Paz Jnior relira-sc para
lora da provincia.
Livraria, ra da Cruz do Recife h. 32.
Neate novo eslabelerimeolu encontrara o publico
um bom sorlimenlo dos melhores livros portugne-
zes, latinos, francezes.inglezes, etc. ; ditos era bran-
co hamburgueses e francezes; papel de todas as qua-
lidads, e mais objectos para escriptorio: por pre-
sos coinmodos.
Negocio de vantagem.
Precisa-se de urna pnssoa capaz e que d fiador a
sua conducta, para andar com um preto na ra com
nm laboleiro de fazeiidas, que se dar algura inte-
resse ou ordenado : na ra do IQuemado n. 22.,
se dir quem quer.
Mobiliis de aluguel.
Alugam-semobiliasiompletasou qualquer traste se-
parado, 1 vonlade do ilugador : na ra Nova arma-
zem de Irasles do Pinto delronte da ra de Sanlo-
Amaro.
Permula-se por casas aqu ]na cidade ou ven-
de-st,o lambem se aluza para passar a [esta um bom
silio no logar da Capunga, com 2 moradas de casas
de pedra e cal, oiuitos arvoredos. como sejam laran-
jK de nmbigo, dita da China, fruta-pao. caj, man-
ila, outi-cor, e onlras qualidades,com baila a mar-
pem do no Capibaribe: a tr.itar na ra das Cruzes
n. 33, Jegundo andar.
J.oiz Leite Marii;, sub lito portuguez, retra-se
dsU provincia para c Rio tirandedo Sal,- por Ma-
celo.
Aluga-se urna eccheira em nm lugar muito
vaotajoso ecommodo por ler carimba, e aaiisalha 12
cavallos: quem pretender dirija-se a ra da Cadeia
do Recife n. 16.
Precisa-se de um feitor para um silio perlo
destapraca, dando-se preferencia a um horaem ca-
sado, u promette-se bom ordenado: na ra da Ca-
deia do Recife n. 16, s ? dir quem precisa.
O Sr. Augusto Orlos de Saboia Jnior lem
urna carta na ra do Qneimado n. 22.
Alugam-se dous andares da casada ra da Ca-
deia 11. 4: a tratar no irma/.em da mesma.
Sentares fedarlorei.Como querque o Sr. Mou-
rsn em sua correspondencia insera no Diario Ve
honlem7 do corrente, inda sustente que a execuran
que contra mim est movendo, he em consequenciR
de sentenras e acordaos da relajo, que me condem-
naram a pagar-I he a qnantia de 60 e lanos conloa
de rs., pelo presente desafio ao Sr. Mourao, a que
publique essas senlencas e accordilos que assim jul-
gram. certo de que se o fizer'nada mais direi sobre a
qnesiao. e me confessatei inleiramonte vencido. Nao
lio preciso que o Sr. Mourao so d ao Irabalho de
Irazerao eonnecimcnln do respeilrvel publico ludo
' iianlo tenr occorrido entre elle c mim, pois queja
loniei sobre mim essa tarefa, e espero nao s inlei-
iar ao publico das nossas qurstftes, senao tarabem le-
' alas ao ronheclmenln le mesmo do govcrnn geral,
para que se veja a juslica que nellas se lem feilo.
Recife de l'ernambu-o 8 de outubro de 1854.
Jos* Das da Silta.
Aluga-se o sei'iiniio andar sotao da
ra de. Apollo n. 20, com muitos cora-
modos a e\cellenl:e vista : os pretenfden-
lesqueitain dirigir-se ao trapiche do Fer-
1 vira.
VENDAS.
Jos Paulo da Fonseca vende os utensilios do
seu amia/rut de socar assucar, silo na ra de Apol-
lo n. 1 : os pietendentes dirijam-se all para tratar
com o seu respetivo procurador.
. SEI.LIN$INULE7.ES.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO GOX.X.BGIO 1 A3STDA3* 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo da consiillas homeopatliicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou trate.
Oflerece-sc igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, c cujascircumstancias nao permillam pagar ao medico.
NO fIIMITORII) DO DR. P. A. LOBO MOSfOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
2OM00
Manual complelo do Dr. U. H. Jahr, Iraduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :.................
Esla obra, a mais importante de todas as que tratara da homcopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doutrina de llahiiemaun, c por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senliores de engenbo e fazculeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capites de navio, que nao podem dcixar urna vez ou outra de ler precis.io de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes ; e interesal a lodos os cliefes de familia ru
por circnmsiaiicias, que ucn sempre podem ser prevenidas, sao nbrigadoa a prestar soccorros a qualquer
peSSOa dalla,
O vade-mecum do homcopalha ou Iriducrao do l)r. Ilering, obra igualmente ulil s pessoas que se
dedicara ao esludo da liomeopalhia um volmne grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
peiisuvel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Dila de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ..,...................
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escollia. .
Dila de 60 lubos com dilos. ;..................
Dita de 144 com dilos.....................i
Esln* sao acompanhadas de 6 vidros de unturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quimera o Ilering, lerao o abalimeulo de lOJOOOrs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira ............. s-i)il(i
Ditas de 48 dilos......................... 16JOO0
Tubos grandes avulsos....................... Ijjooo
Vidros de meia onca de tintura.................... 2g000
Sem vordadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasno seguro na pratira da
homcopalhia, e o proprietario desle eslabelecnieuto se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa lia sempre i venda grande numero de tubos de crjslal de diversos lamanhns, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidde e por precos muilo coro-
modos.
89000
49000
40000
459000
509000
609000
IOU5OOO
209000
69000
79000
69000
169OOO
69OOO
89000
I69OOO
IO9OOO
8S00
"SOOO
9000
49000
109000
30SO00
O padre Vicente Femar de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presttmo,
Erotestapdo satisfazer a' expectaco pu-
lica anda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonoixar sua residencia, que
devela' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de liomeopalhia otefrancez, obras
lodasde summa importancia:
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............
Teslc, iroleslias dos meninos.....
Hering, hoineopathia domestica.....
Jahr, pharmacnpahomeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da liomeopalhia, 2 volumes
Harthmann, Iralado complelo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica liomeopathica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopathira
Chuica de Slaoncli........
Casling, verdade da liomeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas complelo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnnlendo a deseripeao
de toilas as partes do corpo humano .
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
llncu do Dr. Lobo Mostoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro andar.
Manuel de Oliveira Guimaracs, morador cm
Alagoa de Gatos, faz publico, que assignou una fo-
Iha de papel cm branco azul pautado cujo papel se
desemcamtuliou ; por isso previne que nenhuma
pessoa faca negocio com qualquer documento, que
iipparcra em dilo papel, que nao lera vallidade al-
guma.
OH.' QUE CALOR!
Aluga-se urna casa terrea para passar a festa, no
lugar Saiil'Aniia de dentro, cujo lugar lie- bastante
fresco e salubre ; na ra da Lingoela 11. 4.
Aluga-se por 3509 por anuo, pagos a vista, o
primeiro silio de portan de ferro do lado direilo da
estrada nova doCaxang, oqual lem excellcnles bai-
xas plantadas de capim, e ptimo terrenopara vac-
cas, a-siin como solfrivel casa e nao poucas arvores
de fruclo : quem o pretender, poder examioa-lo
e con\iudo-lhe com a coudir/io supra, dirija-se ao
Chora-Menino, primeira casa do lado esquerdo, para
Iralir, islo das (i as 8 horas da maulula, ou das 5 da
tarde em dianle.
Quem precisar de um feilor para um silio ou
um iraba'lhadur para masseira : dirija-se ao paleo do
Hospital na rclinacao, a tratar com o mesmo.
Joao Petro Vogelev.
Fabricante de pianos atina o concerta os inesnins
com loda perfeicao e por mdico preco : todas as
pessoas que se quizerem ulflisar de seu Irabalho, di-
rijam-ie a ra Nova n. 41 primeiro andar.
Perdeu-se do atierro da Boa-Visla al o largo
da Cadeia Nova, urna carleira, leudo dentro da mes-
ma 3 recibos de algodao, 89 a 109 rs. em dinheiro,
e alguns papis que s servem de documento para o
abaixo assignado : entretanto a pessua que adiar di-
ta carleira pode ulilisar-se do dinheiro, fechando cm
carta os papis e botar no correio, dirigiudo-se a
Nu>o Camello Pessoa, por intermedio de Manoe
Antonio Ribeiro, com prensa de algodao 110 Forte
do Mallo, que ser gratificado com 30;j000 rs.
Precisa-se de um feilor para engenbo e cam-
po, quede crailtei imeiitn de sua conduela : no en-
genho novo de Mordiera, ou na ra Nova 11. 51.
DINHEIRO A PREMIO.
Da-se continuamente pequeas quantias a premio,
sobre peiihores de ouro o prata, adverlindo que nao
se aceila lirma alguma ; na ra da Paz, casa 11. 34.
Quem liver algum devedor para Cirid, Ra
cho dos Porco, Brejo de rea, Banaueiras ou mais
alguns lugares perlu dcsles dislrictos, e queira man-
dar fazer sua eobranra. para isso enleuda-se na loja
o. BB da na da Cadeia Velha, pois que ha urna pes-
soa capaz que pretende sahir uestes 3 dias a esse ne-
gocio.
Tra-passa-se o arrendamenlo da loja da roa
lo Oufin.Mlii n. 49 : a Iralar na ra da Cadeia do
Hec 1 fe, loja de miudezas 11. 11.
No aterro da Boa-Vista, casa n. 18, segundo
andar, precisa-so de uini ama de leite, e paga-se
bem.
a es8jf33 es
9 DENTISTA FRANCEZ. ;:}
} Paulo Uaignoux, eslabelerido na ra' larga jj do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den- %
les com gengivas artificiaes, e dentadura com- 9
.' pela, ou parle dola, com a presso do ar. (a)
fj Tambem lem parjj vender agua denlifrice do @
$f Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do
qf Rosario 11. 36 segundo andar. a*
J. Jane dentista,
contina rezidir na ruaNuva, primeiro andar 11.19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Ilus-
sia e americana, e cal, virgem, cliegada ha
nouco. tudo por preco commodo.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PAXXO DE
JLIXHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de liaba, lisas
e adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sor ti ment
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, alianeando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinarao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto olFerecendo elle maiores van-
tagens do que outrq qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Crystalotvpo.
J. J. Pacheco, leudo de relirar-se breve para o
Rio de Janeiro, previne a quem quizer aproveilar
cs'a favoravel occasi,1o para relralar-sc, que dgne-
se procura-lo al o di 'JO do correle, 110 Aterro 11.
, lerrciro andar. O nniiuiirianlc vende urna boa
machina de daguerreolypn com lodos os perlences.
mostrando ao comprador a perteirao com que ella
lira os relralos.
Leitura repentina por Castilho.
Esl aberla no palacete da ra da Praia, a escola
por esle eicelleulc methodo, nelle acharan os pais
de familia um promplo expedienlc para corlar o vi-
rio quo lem lodos os mcuinos de comerem as con-
snaiiles linaes das palavras. O feriado em lugarhlas
q ni nas- l'eiras he uossabhadus.
_ A casa de aferifon mudou-sc para o paleo do
Terco n. 16. aonde, serao despachados os senliores
que tiverem de aferir os pesos c medidas dos eslabe-
Iccinicnlos com^pitimptdao, e faz ver aos scnhore
que s'io acoslumados a aferir em seus estabeleci-
inentos, que oanligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio cm -2 do corrente, e tinda-se 110 ultimo dede-
zembrodo crrenle anuo.
ATTENCAO'.
Chcgou ltimamente de Portugal a inleressanle
obra que tem por tituloPas pocas da villapor
Gamillo Castello-Branco, vende-se cada exemplar
pelo diminua preco de 25000 : na ra do Crespo;
luja 11. 1 confronte ao arco de Sanio Antonio, e na
na do Qneimado n. 5, loja.
Aluga-se urna boa ra-a mu Olinda, na ra do
Amparo 11. 31 ; Iralu-se do aluguel na ra da Cruz
n. 40, no Recife.
Vendem-se os melhores sellins que
tem viudo a esle mercado, tambem
chicotes para carro, hornera e senhora,
com seus competentes freios etc., por
piceos muilo mdicos: no escriptorio
ou armazem de Eduardo 11. VVyatt,
ra do Trapiche Novo 11. 18.
Aos 10:0009000.
Na casa da Fama, no alerro da Bua-Visla n. 48,
estilo a venda osbilhetes e cautelas da primeira lo-
tera da man 1/ do S. Jos.
Bilheles 109000
"eios 59000
Guarios agen
Decimos 19300
Vigsimos 3700
vendem-se Missaes Romanos, da ultima edic-
cao c muilo hem eucadernadoj: na ra doEncanla-
inciilo armazem n. ti.
Vende-se una taberna na ra do Rosario da
Hoa-Visia n. 4,, quevende muilo para a Ierra, os
seus unidos silo cerca de 1:2009000 rs., #ende-se
porem com menos se o comprador asim llieconvier
a tratar junto a alfandega, Iravessa da Madre de Heos
armazem 11. 21.
LIVROS BARATOS.
Acham-se a venda na loja de encadernarao do
uecco da Congregado os ieguiilcs livros: Ordena-
cao do Reino 4KH|, Mello Freir, fallando algum
volunte 19000, Primciraslinhas sobre o processo cri-
minal oOO rs., LobSo (accessuminarasl 1 lomo 500
rs., AppellacOes e aggravos 500. Principios de direi-
o adininistrativo por Silvestre P.nheiro iBOOt), prc.
lecoes de direito patrio, 1 tomo 320. Bergier 1 tomo
JMl, Sav, economa poltica,;) lomos I9OOO, Liz Tei-
leira, direilo civil, novo 8J000.
Ven le-se urna cabrinha de leite, a qual lem
leite. e he propna para criar meninos.
Vende-se a loja de calcados da ra da Penda
n. .1, a qual he bem afreguezada, e lem poucos fun-
dos ; a tratar na mesma loja cima.
Vende-se urna negra crioula, moca, sadia, que
sabe lavar hem e enleude do arranjo de casa '. Ka
ra Nova 11. 9.
TIDO DE ADMIR4CA0.
Loja de fazendas do lado do norte, na
raa do Crespo n. 14, de Dias &
Lentos.
A 160 o covado de chila com padrnes imitando
casas, a 180 o covado de chila com novos desenhos,
sendo os dos ltimos gostos, a 190 o covado de ris-
cadinhosmiudinhos finos e lindos padroes. a 200 rs.
o covado das excellenles chitas eaboclas das mais fi-
nas que tem apparecido 110 mercado, a 29000 o cor-
le das cambraias com lislras e ramageus de cores, a
J900 o corte de brim trancado ne ludio de quadros
largse sem elles. Catead 1 da ultima moda, a 49200
o corte de casemira encorpada e padroes escuros, a
19350 a perinha de ganga amarella frauceza muilo
lina, e a 360 o covado, a 39200 a pecinha de brcla-
nlia de ludio lina, a 19800 a peca das verdadeiras
hrelanhas de rolo eucorpadas, a 19250 o cobertor de
alsodau escuro muilo grosso e proprio para o fri, a
OJO o cobertor grande de algodao da Babia, e a 560
o mais pequeo, a 180 o covade de algodao mescla-
do proprio para roupa de serviro de campo, a 560 o
evado de sarja de laa muilo encorpada, a 720 o co-
vado de alpaca prela com lustre, e 400 rs. a mais
ordinaria ; analmente os manten do barato encon-
Irarao sempro este eslahelecinicnto hem sorlido de
fazendas, e todas por menos preco do que em outra
qualquer parle.
Veude-se a casa terrea, sila as Cmco Ponas ;
a tratar na ra do Rangel n. 2, laberua.
Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha porrao de bichas hamburguezas das melhores que
ha 110 mercado, que se vende emporros e a retalho,
e tambem se altigam.
Sedas achamalotadas de cores a 680
rs. o covado: na ra do Queimado loia
n. 40. J
NO ARMAZEM DE C.J.STLEY
COMPA.MIIA, OLA O TRAPICHEN 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca francesa.
Folha de r'landres.
Estanho em verguinha.
Cobre de 24 a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
A("0 deMilao sortido.
LaZarinas e clavinotes.
Papel de paquete, ingle/..
Brim de vela da Hussia.
Craxa ingleza de verniz para arreios.
Arreiosparaum edous cavallos, guarne-
cidos de prata e latao.
Chicotes e lampeoes para carro e cabrio-
le.
Cabecadas para montana, para senhora.
Esporas de aro plateadas.
Chumbo em lencol.
Vendcni-sc auparelhos para cli azues e roxos,
ditos de porcelana dnurados c broncos, apparclhos
para mesa do janlar, pralos azues e de nutras cores,
lauternas de vidro, dilas de casquinha lina ingleza,
copos para agua, caliv para vinho, cnmpolciras para
doce, frasquinhos para espirito, portalicores, c ou-
Irus muitos ohjcclospor preco inaisronimodo do que
cm oulra qualquer parle : no armazem de loura e
vidros, na ra Nova ao pe da ConceirSo dos .Milita-
res n. 51.
Vendem-se 50 espanadores ile cabos euverni-
sadus, muilo hem feilos, proprios para embarque :
na ra Nova n. 12. loja de Dioso Jos da Casia.
Vende-se muilo superior peixe, chegado ulli-
mamenle de Lisboa, por preco commodo : quem
pretender, dirija-se ra Direita n. 2.
Vende-se um escravo de nacao, bonita fisura,
idade 23 anuos, pnuru mais ou menos, sem vicios
neni achaques, proprio para armazem de assucar por
ja ler esladoaliigado : quem o pretender, v no tra-
piche do algodao, no Porte do Mallos.
Vcnde-sc fariuha de mandioca de muito boa
qualidade, pelo preco de 591)00 a sacca : no arma-
zem da Alfandega Velha, onde esla depositada.
PARINIIA DE MANDIOCA:
Vende-se 1 sacca de boa fariuha de mandioca a
35.VH) em porrao : na Iravassa do arsenal de guerra
n.'J.
Veude-se urna mohilia de amarelln em bom
lado, por preco commodo, na ra das Aguas-Ver-
B. 46: quem quizer rinde dirigir-se incsiim
casa a qualquer hora do dia.
l'ARINHA D MANDIOCA.
Vende-se boa fariuha de mandioca a 39500 em
purcao : na ra da Cadeta de Sanio Antonio n. Iti.
Formas para piiesde. assucar.
Vende-se formas de ferro para paes de assucar :
na ra da Cadeia do lenle 11. 64.
BOA lliMACA.
Vendem-se caixas com 100 chtrulos de superior
qualidade a I90OO a caixa : na fabrica d ra do
Kanscl n. 59.
Pannos linos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prclo 29400, 2)800, 39,
3s5O0. 4>00. 59.500. 9OOO rs. o covado.dilo azul. .1
29. 2*800, 19. 69. 7. o covado ; dilo verde, i 29800,
39500. 4?. 59 rs. 11 covado ; dilo cor de pinhao 1
19500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, "8500 e 89500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 65500; ditos inslezenfeslado a 59000 ; dilos
de edra 49, 59500 69 rs. ; merino preto a 1, 19100
o covado.
Cobre de torro.
Vende-se cobre de forro de 28 o 24 onens : na ra
da Cadeia do Kecife o. 64.
Caixas com vidros.
Vende-se caixas com vidros de lodos os lamaulios :
na ra da Cadeia do Recife n.6i.
Completossortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volta para a
Cadeia, vendem-se corle* de vestidos de cambmia de
seda com barra e h.ihados, i 89000 rs, ; dilos com
llores, h 79, !9 c 109 rs. ; dilos de quadros de bom
gosto, i 119 ; corles de cambraia franceza muito li-
na, fixa. com barra, 9 varas por 49500 ; enres de
cassa de cor com tres barras, de lindos padroes,
3?200, peras de cambraia para cortinado-, comK1,
varas, por 39600, dilas de ramagem muilo finas,
69 ; cambraia de salpico* miudinhos.branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ; aloalhado de linhoacol-
xoado, : 900 a yara, dilo .adamascado com 7'. pal-
mos de (arga, 29200c 39500a vara ; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, i 400 rs. o cova-
do ; corles de rollete de fnslo alcoxoado e bous pa-
droes lixos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho'
360 ; dilos crurales finos, 600 rs. ; lavas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, i 1600 rs.
o par ; dilas fio da Escocia 500 r. o par.
Vende-se urna negra moja eogommadeira e
cozinheia : na ra do Livramento n. 4.
Vestidos de seda baratos.
Vendem-so cortes de vestidos de seda bons gostos,
boa qualidade e por preco muito barato : na loja de
quatro portas da ra do Qneimado n. 10, de M. J.
Leite.
Oleo de linhaca.
Vende-se oleo de linhaca em barril por preco m-
dico : no escriptorio de Eduardo H. Wyall, roa do
Trapiche-Novo n. 18.
Veude-se us verdadeiros charutos da Havana
por preco commodo : na ra da Cruz n. 66 primei-
ro andar.
Cunliniia-se a vender curtes de chita larsa co-
res fitas a 29, corles da caiga de casemira de cores
4g800, haveiidu de ludo aonde escolher : na loja de
qualro portas da ra do Queimado n. 10 de M. J.
l.eile.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 5 portas da ruado Livra-
mento n. 8, o pe do armazem de
ltica.
Vendem-se chitas escuras finas, com pequeo lo-
que de mofo, molhado qae soja desapparece, o co-
vado 160, risr.uiiiihos miados a 160 o covado, cassas
decores a 300 e 460 a vara, e oulras muitas fazen-
das por menos preco do que em outra qualquer
parte. '
PARINIIA DE MANDIOCA.
Vende-se fina fariuha de mandioca em saccas de
cinco qu.iri,i. : na Iravessa da Madre de Dos, arma-
zem n. 3 e 5. ou na ra do Queimado n. 9, loja de
Anlonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Vendem-se 42 ranadas de agurdenle de can-
na : a fallar na ra de Sanio Amaro n. 8.
Na loja da ra do Collegio n. o,
ha para vender o mais superior doce de laranja de
calda, dilo de grozeles, dilo de cidra, este doce se
veude cm barris e he o mais fino qiie se tcm visto no
mercado ; em quauto ao precose dir ao comprador,
porque em quauto a qualidade nao deixam de com-
prar.
Veude-ce peixe clierne, vindo da ilha de S.
Miguel, em barra e mesmo arelalho, por preco
commodo : na ra das Cinco Ponas n. 82.
Vende-se om lindo caixo com 4 reparlimen-
tos, contendo 16 palmos de cumplimento, proprio
para deposito de bolacha ou de assucar : na ra Di-
reita, taberna u. 19.
Atatela da Edwla Man,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
i\ Companhia, acha-se constantemente bous sort-
menlos de taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos lanianhos e modelos os mais moder-
primeiro
RELOGIOS INf.LE7.ES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo.: no arma-
zem de Barroca & Catiro, ua ra da Cadeia do Re-
cife n. 4.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidads, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo: na rita do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se relenle laboado de piuho, recen-
temente chesado da America : oa rui de Apollo,
trapiche do I- erreira, a entender-sc com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se fariuha de trigo SSSF de
superior qualidade, e cliegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, de supeiior qualidade e por
preco commodo: na ruada Cruz n. 26
primeiro andar.
Na loja do Cardeal ra do Rosario,
vende-se o bem conhecido rap rolao
trancez.
Vendem-se camisas francezas muito
bem feitas, com pellos de linho e de ma-
dapolao, e aberturas de linho e de mada-
poiao para camisas, tudo de superior qua-
lidade e por preco commodo: na ruada
Cruz n, 26 primeiro andar.
Vende-se superior chocolate ran-
cez Kiseche e Abssinthe, por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26
andar.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto, a 320 o covado.
FACTO SECCO.
Vende-se muilo sua e boa carne, pelo barato pre-
to de 49000 a arroba, e fado secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na ra do Quei-
mado, loja n. 14.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-so toalhas de panno de linho adamasca-
das para roslo a 109000 a duzia, ditas lisas a 149000
a duzia, cuanlanapos adamascados a 39600 a duzia :
na ra do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim (raneado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fusiao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muilo encornado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 29000, gan-
ga amarella lraneada a 320o covado : na loja da roa
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muito bom oslo a 49000 cada um, dilos de cansa
chila a 29000, ditos de chila franceza larga a 39000.
lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na ra do Crespo, loja
n. 6.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada recenlemenle da America.
Potassa.
No ulico deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio 11. 12, vende-sc muilo Superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se can> muilo sa e gorda, vinda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba em paroles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceico, defronte da
escadinha.
Ai que trio,
Vende-se superiores cobertores de (apele, de di-
versas cores, grandes a 19200 re., ditos brancos a
1>00rs., ditos com pelo a imitacao dos de papa a
I ODO rs.: na ra do Crespo loja 11. 6.
Bepoaito da rabrioa de Todos o* anto, na Babia
\ende-se, emcasadeN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um
Vende-te 4 carracas novas muilo bem cons-
truidas, ai quae servem pora bol' ou cavado: na
ra da Cadeia do Recife u. 16, se,dir quem vende.
Vende-se urna carroea moHo grande, nova,
construida pelo eyriema ma'ii moderno e que serve
par condcelo de assucar de algum engenho,por ser
muilo lorie e agueol.r muita peto: na ra da Ca-
!'...",Hecile ",6- "ra I""" vende.
CHALLS E MANTELETES OE SEDA
DE BOM GOSTO.
Ntf ra do Crexp faja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a SgOOO, 12000,. 1 iSOOO e 18*000
rs., manteletes de seda de cor. a 11 $000
rs chales pretosde la muito grandes a
.ytOO rs., chales de algodao e s(!da a
l$8- rs.
Vende-se urna proprieiUde de Ierras com mil-
las e com proporcoes de se Tazar um engenho peque-
o, sita na freguezia de Muribeca : quem a preten-
der, dirija-se Santa Amaro de Jabala, a fallar
com Amaro Fernando Oaltro.
MU uE/AS BARATAS.
Vende-se na ra da Cadeia do Kecife a. 19, pa-
los de couro de lustre pan senhora a 19r. o por,
dilos de marroqulm a 600 re., dito* para batnanta
800 e 900 rs., boloes de agalli pora rami a 200 rs.
a roza, finlia de cares a 19, dila branca de 800 *
1920(1, papel de peso muito bom a 29400 e 29500 a
resma, nenies (iara alar cabellos a 240 re., ditos finos
a 800 e 19. rolletes a 60 .o 90 rs. caixa, tucos, filas,
llineles de todas as qaalidado, agulhas, loras de
seda para senhoras e menina, dilos para hometu,
ihesouia finas e ordinarias, pulceiras de ouro fin-
gindo de lei. carleira para baile, penetra de ac e
oulras mailas cousas por precos muilo em conta.
Ka roa do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar contas mil c quilbenlos mataos
de cantas de vidro lapidadas a 160 rs. cada mm, a
70 duzias de caitas de mesta para rap 19200 a
duzia.
caKjOuKJKjacJordaK
APICI
KUA DO TRAPICHE N. 101
Emcasa de Patn Nash & C., a pa-
ra vender:
jg Sortimento variado de ferragens.
! Amarras de ferro de oitavos at I
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
V
10:0009000
5:0009000 '
2:5009000
1:2509000
1:0009000
.5008000
rarrlnho de 4 rodas.
Sitio
m uiuiisus lmannos e modelos os mais inouer- i _
nos, machina horisontal para vapor com forra dc astante grande, no lugar do Rio Doce,
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Corre indubilacelmente ua sexta feira 27
de outubro.
Aos 10:0009000. 4:0009000 e 1:0009000 re.
K roa d Cadeia do Recife, loja de cambio de Vi-
eira n. 24, vendem-se o mui acreditados rlbeles e
cautelas do caulelisla Salusliano de Aqnino Ferrei-
ra. Os bilheles e caiAelas nSo soflrem descont de
8 ', do imposto gerat nos tres primeiros premias
grandes.
Bilheles. 119000
Meioi. 595OO
Qoanos. 29800
Oitavos. 19500
Decimos. 19300
Vigerimo. 9700
Vende-se um eirellenle
mu hem construido,eem bom estado ; esla eipott
na ra do Aragao, rasa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes esamina-lo, e tratar de ajuste
cora o mesmo senhqr iicimaou na rna da Cruz 00
Recife n. 27, armazem.
Moinhos de vento '
'ora bombasde repujo para regar horlat e baa,
deeapiru, na funrlicade D. W. Bowroan : v roa
do Brumos. 6, 8elO.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.' edicao do livriuho denominado
llevlo ChrisUo,mais correcto e acresceiiledo: vende-
se nicamente na livraria 11. 6e 8 da praca oa In-
dependencia a 640 re. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e decores de um s panno, muito grandes e
le bom gosto : vendem-se na ra do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
OBRAS DE LAWRINTHO.
Vendem-se toalhae, lencos, coeiros de labvrinlbo
de lodas as qualidads, rendas, tucos largas e estrei-
U, por commodos precos : na ra da Cruz do Re-
cife n. 34, primeiro andar.
Vende-seo bem acreditado rape' ro-
lao iaucez : na Pa da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vende-se urna escrava : na ra de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.

Fazendas de gosto.
Vendem se ricos corles de seda de qnadros, do
mais moderno gosto, romeiras de relroz de bonitas
cores e differents precos, vestidos de seda escoceza
de 2 e 3 babados, corles de cassas sedas com 2 e 3
babados, cortes de laazinhas a 49500. las de seda a
600 rs. o covado, cortes de cassas de 3 babados com
mantelete da mesma fazenda a 59000, romeiras de
fil bordado a 39000, camisas de dito a 69000, e ou-
lras mullas fazendas de gosto que se vendem por
precos Imiv>s, dando-se amostras de ludo com pe-
nhores : na ra Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz Pe-
reira & Filho.
CHAPEOS PARA SENHORAS E MENINAS.
Vendem-se os mais modernos e bonitos chapeos de
seda e Monde para senhoras a 169000 e I89OOO. die
tos para meninas, ricamente enfcilados a 89OO -
IO9OOU : na rna Nova, luja 11. 16, de Jos Luiz Pe-
reira & Filho.
RA DA CRUZ. ARMAZEM N. 13.
Neslc armazem vende-se o seguinte : cabos de li-
ndo de 1 a 6 pollesadas, lonas da Russia primeira
sorle, dilas inlcz.is imperiaes, remos de faia ameri-
canos, brreles escocezes para manija, lilcle para
baudeiras, oleo de linhaca em barris, carne de vac-
ca salgada em dilos, azeile de colza para luzes.
Na loja de livros do antigo baraleiro, na.rua
do Crespo 11.11, veude-se eolleceao de compendios,
contendo calhecismo da doulrina Christaa, elemen-
tos de orlhographia e de arilhmclira, regras de civi-
lidadc e mximas moraes encadernados por 400 rs.,
diccionario das Oores a 160, carias patriticas a 160,
diccionario de aloraes da 2. ediccau por 129000, sa-
lii-do e fbulas launas a 640, nsliluicSo de direilo
civil brasileiro por Paschoal Jos de Mello Freir a
640, o gnarda-livru moderno, em 3 volumes por
691X10 re.
Vende-se um sobrado deteriorado em Olinda,
na ra deS. Denlo, defronte do musleiro: quemo
pretender dirija-se a ra do Bm-Surcesso defronte
da quina dos Quarleis onde lem um lampean.
CARRO ECABRIOLET.
Vende-se um carro americano, novo, elegante e
leve; vende-se tambem um oulro de 4 assenlos, e
mais um cabriole!, estes dous com pouco uso ; ven-
deaj-so lambem os cavallos para os mesmos queren-
do, por preco commodo : ua ra Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois.
Deposito de cal.
Vende-sc cnl virgem de Lisboa, prorima meu le
cliegada. por o mais razoavel preco : no armazemde
assucar da viuva Pereira da Cunha, ra de Apollo
n. 2.
Vendem-se esleirs de palha de carnauba che-
gadasagora do Aracaly, a 128 o cenlo : na ruada
Cadeia do Recite n. 49 1. andar.
Vende-se vellas de cera de carnauba fcilas no
Aracal), de 6, 8, e !) em libra de muilo boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Recommenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de mas-a,a que muilos
chamara defellroa IgOOOrs. cada um : na ra 80
Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
sirao. toilas noAracaty, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo preco que cm
uulra qualquer parle: na rua-da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
Vendcm-se ricos pianos com cxcellcnle vo-
zos pe precos commodos: cm casa de J.C. Rabe,
ra do Trapiche 11. 5.
PLIiLICAgAO' RELIGIOSA.
Saina ,1 luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
rcveieudissimos padres tapiichinhos de N. S. da Pe-
uha dcsla cidade, augmentado eom a novena da Se-
nhor da Coiicoicfio, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da prac,a da
independencia. I9OOO.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56S000. rs. cada caixa, acha-
se nicamente emcasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas siio azues. *
AOS SF.MIORES DE ENCEM10.
Cobertores oscuros muilo grandes c enrorpadns,
ditos brancos compeli, muilo grandes, imitando os
de laa. a 1JMKI: na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
s
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
' Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidads es-
peciaes, em caixas de urna duzia .charutos
de Havana verdadeiros: ra do Trapi-
che n. Tt.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na toja de Guimaraes & Delinques, rna do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
to, pelo baralissimo preco de 180 r. o covado.
NOVAORLEANS.
Barato sim, fiado nao.
Na ra do Queimado loja n. 17, vende-se alpa
c de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazeuda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de laa e seda de cores
asmis delicadas,muito proprio para vestidos de se-
nhora c meninos a 500 rs. o covado.
Na ra da Cadeia do Reciten.60, vendem-se os
seguinte vinhos, os mais superiores que tem viudo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xercz cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em camuhas de urna duzia de garrafas, e i visla da
qualidade por preco muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle cliegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua ha ver" um
completo sortimento de taixas de feno
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptido' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
H. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vcnde-se urna balanra romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n. 4.
\

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, clie-
gada recen temente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron S
Companhia.
Vendem-sereldgios de ouro e prata, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversa mu-
ticaf para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernisstmo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos^corTPs-rJ'e' in/inha para vestido de
senhora, com 15 mulos cada corle, a
't.s">00.
Na ra do Crespo, loja da esquina qae volta para
a Cadeia.
ESCBAVOS FGIDOS.
Desapparecen do sitio do padre Manoel Flo-
rencio de Albuquerque, na Iravesu da Cruz de
Almas, de Poute-tichoa, no dia 5 do corrale, om
sen escravo de iiome Manoel; de nacao Reboto, de
meia idade, baiio, grosso do corpo* meio cangnei-
ro ; levou um sueco cora roupa sua, o HcriM foi
comprado por muito bom, ao Sr. Manoel de Attaei-
da Lopes, que o venden por ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : roga-se, porlaolo, as auto-
ridades poliriaes, capities de campo, ou oulra qual-
quer pessoa. que o appreheudam e leve-si a ra de
Dorias u. 15, ou no dito silio, que ser recompensa-
do ; adverte-se que o dilo preto he casado em o en-
tibo Camur, freguezia do Cabo.
Desappareceu no dii 28 de agosto prxima pjs-
sado, urna escrava de uacao Coila, de Dome Sevori-
na, de estatura baixa, egruesa do corpo, cabera pe-
quea, nariz chalo, dente limados, todos igucs e
sem falla dr nenhum, orelhas turadas e tem brin-
cos, falla bstanle, lem as costas carnudas, Uso a
sem marcas, peilos cabidos, mos curtas e bem car-
nudas, cabello curto e corlado por igual, nlo he
bem prela e sim avcrnielhada ; levou vestido usado
de chila encarnada escura com salpicos brancos,
bem iniudos ; panno da costa francez com lhtras en- *
carnadas e de malames de duas ordeas aas poaUs;
oceupava-se em vender frucUis ; fui escrava daSr.
Joaquim Viegas, e he por isso bem condecida ni
Passagem : quem a pegar leve a raa do Queimado
u. 15. quesera recompensado. i
Desappareceu na dia 23 de selembro prximo
passado, um preto de nome Joaquim, nacae Cacan-
ge, que representa ler 40 a.50 anuos, estatura bai-
xa, grosso do corpo; ja foi do encenrm Cinipapo, e
foi vendido a Antonio Francisco Lisboa, ron arma-
zem de assucar na ra de Apollo ; levou coalla: de ^
riscado azul, calca du mesmo, chapeo de masta fre-^A^
lo, tcm costume andar serrpre fumando em cachina;*^
lio ; le\ou lambem um balaio de compras desles do a
Porto, e em cima da lampa a marca F: quem o pe- *
gar, poder leva-lo na ra de Apello, arma aera de
assucar de Francisco Antonio Lisboa, que se recom-
pensar.
Ansenloo-se no dia 23 do corrente o preto A-
leandre, de nacao S. Paulo, idade de 25 annos, al-
io, falla demorada e corpo reforcado, foi escrava da
Trance/ Miliqoe, morador no Rio Doce, e altinia-
menle do Sr. Eduardo ltolly ; este preto cottdma
em suas Tregenles fgidas andar fela raa da Auro-
ra, ir para Olinda, e refugiarse lias campias do %
Rio Doce : rogi-se, porlanlo, a quem o pegar ou 1
delle rter noticia, dirija-se i ron do Brum n. 28, fa-
brica >ie caldorcirn, que sera bem recompensado.
Desappareceu boje das 7 para 8 horas da ma-
nhaa, o escravo, rcinulo, de nomc Claudiano, de es-
tatura regular, grosso do corpo, denles limados finos,
ollios e cara grande, com bastantes signaesde bechi-
gas por as ter tido em quanlidade em 1850 logo que
o comprej em 30 de outubro do dita anuo no Sr.
Jos de lTollanda Cavalcanli Leilao, que o houve
por hrranca palerr* de seu Tallecido pai o capiUo
Antonio-Vlcira de Mello Leilao, moradores no lu-
gar do Jac, lermo da villa de Nazarelh, d'onde he ,
filho o dito escravo. que representa ter 23 anno por *
declarar o formal de patlilhas quando o comprei ler
19 annos ; levou clc,a de algodao azul (aneado,
camisa de madapolo, chapeo velho de seda ou do
couro, presuine-se ser seduzido a fugir por nao liavcr
molivo algum : quem appreheiidtr pilde leva-lo ao
abaixo assignado, senhor do dito escravo, com pren-
sa de algodao no Forte do Mallos n. 7, oa raa do
Queimadon. I i, quesera bem recompensado. Recife
2 de oulubro de 1854. i
Mmoei Ignacio de Otveira Lobo.
Desappareceu no dia 8 le selembro o escravo,
cr mulo, de nome Anlonio, que cosluma trocar o no- V*V
me para Pedro Jos Cerino. e inlilular-so forro, 1
he mujlo Indino, fui escravo de Anlonio Jos de
Sanl'Anna, morador nocnpenlio Caite, comarca do
Santo Aman, e diz ser nascido no seriao do Apodv,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, rarapinli-
dos, cor um pouco fula, olhos escuros, nariz grande
e grosso, heeos giossos, o semillante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesla occasUo foi com
ella ipada, com lodos os denles na frenlc ; levou
camisa de madapoln, calca c jaquel* branca, cha-
pen de palha com aba pequea c urna Ironxa d* rou-
pa pequea ; he de suppor que mude de Irage: ro- ,
ga-se porlanlo as autoridades policiaes e pesauas par- '
ticulares, o appreliendam c Iragam nesta praca do
Recife, na ra larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu Irabalho.
Anda continua estar fgido o preto qae, em tt
de selembro prximo passado, foi do Monteiro a um
mandado nu engenho Verlente. arompanhandounas l
i acras de mando do Sr. Jos Bernarrfino Pereira de
Urdo, que o alngou para o memo fin; o escravo he
de nome Manoel, criouiu, baixo, grosso e meio tor-
cunda, eom a barriga grande, lena um tignal grande j4
de ferida na perna direila. cor prela, nadeges em- 'W-
pinadas para fiira, pouca liarbji. tem o tereeiro dedo
da inao direila encolhido, e filla-lhe oquarto: le-
vou vrslide calca azul de zuarlc. camisa de algodao
lizo americano, porm levou outra ruupas >nuis fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e asa,
sempre de corris ua cinta: quem o pegar leve-o na
ruado Vigario n. 27 a seu svnhor Romao Antonio
da Silva Alcntara, ou no laigo do l'elnuriaho arma- J
zem de assucar u. 5e 7 de lli.iii.iu ,\ C., que sera re-
coinpensadu.
PER.N. : TVP. DE M. F. DE PARIA. 1854.

4T-TP-


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