Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01309


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Full Text
mrmr
T

O XXX. 1.231,**
Por 3 nema diantados 4,000.
Por S me*t voncidop 4,500.

SEGUNDA FEIRA 9 DE OUTUBRO DE 1854.
Por anno adianthdo 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
I
EJftlABREGADOS DA SUBSCRIPC-AO".
Reoifc, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereini Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
donca; Pai*hiba, o Sr. Geranio Vctor da Nativi-,
dade; Natal, o Sr. JoaquimIgnacio Pedir; Arara-
ir, o Sr. AntoniodijLemosBragajCear.i, oSr. Vic-
toriano Auguito Borges; Maranhiu, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justi ao Jos Ramos.
ir
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4 a prazo e 28 a d.
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aocoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto do lettras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 2M000
Moedas de 6400 velhas. 163000
> de WMOO novas. 16J000
de 4000...... 9000
Piala.Patacoes brasileiros..... 1*940
Pesos columnarios..... 1J940
mexicanos........ 1*860
PARTIDA DOS CORRED
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das le 15.
Villa-Bella, Boa-Vista,ExeOuricury.a 13e28.
Goanna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAMAR DE MOJE.
Pnmeira as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equititas-feiras.
Relaco, ter^as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* varado civcl, quartaso sabbados no rucio dia.
EPIIEMERIDES.
Outubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manhaa.
21. La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da Urde.
DAS DA SEMANA.
9 fegunda. S. Dionisio 1> m. ; S. Abrahani-
10 Terca. S. Francisco de Borja ; S. Eulampio.
11 Quarta. S. Nicacio b m. ; S. Samatra ni.
12 Quinta. Ss. Prisciliano eDomnina mm.
13 Sexta. Ss. Daniel eHugolino mm. : S.Samuel
14 Sabbado. S. Calisto p. m. S. Fortunata.
15 Domingo. 19.* S. Tbereza de Jess v. c. ;
S. Ageleo m. ; Ss. Anlhioco e Severo bb.
PARTE OFFICUL.
%
r
GOVERNO DA PROVINCIA.
, ExaadlMUe o da 4 de outubro
* -jOflicio.Ao commandanle das armas, aulorisan-
do-o, em vista da sua nformarAo de hootem n.
936, dada> cerra do requerimento do snldado do
i." IjaialMo-de arlilharia a p Jinuario Antonio,
laudar passar-llie esca do servido, acceilando am
se lugar o soldado par elle oflerecido Marlinho Jo-
s dos Sanio-, que ji finalisou a lempo, por que era
obrigado ervir; tazendo-se nestc sentido as neces-
sarias declararles nos rwspeclivos assenlamenlos da
prac.i.
Dita.Ao inspector da lliesouraria de fazenda,
communicando haver o commandanle das armas,
secando declarou em sea alucio de liontem n. 935,
Borneado o major reformado Joo Jos Gomes para
lomar o commando da fortaleza de Ilamarac em
substituirn do (enente tambcm reformado Luiz Je-
ronymo Ignacio dos Sanios, que se acha exereendo
interinamente as funestes de major do 1. bata-
lhAo da gaatda nacional do municipio de Olinda.
Dito.Ao mesmo, communicando haver o secre-
taria desle governo Honorio Pereira de Azcredo
Cowtinho participado em oflicio de 13 de setembro
ultimo que tendo-seencerrado no dia antecedente a
sessAo da assemblca eral legislativa nao podia se-
guir para esta provincia i tomar cunta do scu em-
prego, em consequencia dos graves incommodos, que
soflria em sua sade, e recommendando qnc mande
pagar os seus encimen!as desde o mencionado dia
l.'l inclusive.
Dito.Ao mesmo, para, sendo de ennformidade
rom a le, mandar abonar ao capillo ullimamente
promovido para o segundo batalhAo do infanlaria
Feliz Jos da Silva tres mezes de sold para a fac-
tura de sen fardamenlo, visto haver elle pedido.
Communicou-se ao commandanle das armas.
Dilo.Ao-mesmo, transmillinilp, para o ronve-
nientes exames, copia das actas do cousettio admi-
nistrativo datadas de 12 a 13 de setembro o-
limo.
Dilo.Ao mesmo, communicando ter participado
o juiz municipal e de orph.los ado termo de (joian-
na, barbare! Caelano Eslellita Cavalcauli Pessoa,
por officio de 23 de selembro ultimo, haver n'aquel
la data as-umido o exercicio do scu rargo.Com-
niuoicou-se ao Exm. presidente da reanlo.
Dito.Ao mesmo, para mandar fonieeer ao com-
mandanle superior da guarda nacional do munici-
pio do Recite os livros mencionados no pedido, que
remelle, os quaes sAo precisos para o segundo bala-
IhAe de reserva da guarda nacional do mesmo muni-
cipio. Ceaaaaiiaicou-sc ae referido commandanle
soaeriar.
Dito.Ao mesmo, doaajvendn os documentos que
vieran aanexot aa aaa dWeio de (' de aelembrn ul-
timo, sv 47i relativos, deapezas fcilas nos mezes
de julho e agosto liaste anno com,o lazareto da illia
do Pina, e dizendo am resposla, qoe pode S. S.
Mandar pagar, sol responsabilidadc desla presiden-
cia, ao encarregado d'aquelie eslabelecimenlo, o
qne justamente se Ihe esliver dever.
Dito.Ao presidente do conselbo administrativo,
para fornecimento do arsenal de guerra, para tra-
tar da compra das fazendas e mais objectos mencio-
da nacional deslc municipio, para que fora nomea-
do pelo governo imperial.
Dilu.Ao inspector da lliesouraria provincial
para mandar adianlar a thesourciro pagador da
reparticAo das obras publicas, conforme requisilou
o respectivo director em oflicio debontem, soh n.
5(H, a quantia de 1 1:3608000 res, para continua-
rlo ilas obras por administraran cargo d'aquella
rcparlicAo no corrente mez.-yaCommunicou-se ao
director das abras publicas.
Dito..\ cmara municipal do Rcciic.Commu-
nicando liaver Mala data approvado a plaa da
estrada do Chacn, de que Irala o sen oflicio de 23
de agosto ultimo. Tirando porm dependente das al-
leracoo* que se houver de adoptar u'um plano de
arr amen lo geral.
Dilo.A' cmara municipal da cidade de Olinda
declarando, em resposla ao sen oflicio de 21 de se-
lembro ultimo, que, nilo exislindo actualmente vagi
nocollegio das orphAas, nAo pode ser admittida
n'aquelle eslabclccimenlo a menor, de que Irala o
citado oflicio.
Dito.A can.ara mnniripal da Boa-visla dizendo
em resposla ao sen oflicio de 2 de jullio ultimo, n.
11 que, consisnando-se pelo S (i. do art. 16 da Ici
n. 322, a quantia de 20500X1 para despezas de azeite
e agua para a radeia, deveui ser ellas salisfeilas, seja
fjnal for dentro des-e municipio, a localidade que
eslWftr servindo de cadeia.Communicou-se ao res-
pectivo delegado.
Porta lia.N orneando, em vista da fuculdadc que
Ihe confere o arligo 19 da lei n. 261 de 3 de dezem-
bro de 1NH, para suhslituols do j-iiz municipal do
lermo da Boa-vista aos cidadaof'abaixo declarados.
1. Francisco Jos de Amorim.
2." Francisco Alveatiui.
3," Manuel da Silva Franco.
4." Luciano l.eile da Silva.
5."Antonio Rodrigues Coclho Jnior.
6."Jos Raymundo Gomes.Fizeram-se as ne-
cessarias comojuuicacoes.
Oflicio.Ao inspector da lliesouraria de fazenda,
devolvcndo, coberln com informaran do 2. lenle
Anlonio Egidio da Silva, e parecer do procurador
liscal dessa lliesouraria o requerimento em que Jo-
aquim Alves Barboza, como administrador de sua
miillier pede que se llie mande passar titulo do ter-
reno de mariuba n. 30 e alagado n. 30 A no aterro
da Boa-visla, e dizendo que mande S. S. proceder
a nova avaliacao do terreno e alagado de que se tra-
ta conforme endica emsua informaran de 28 de se-
tembro ullimo, n. 511.
Dilo.Ao mesmo, para mandar fornecer ao cm-
mandanle superior da guarda nacional do municipio
do Recife, os livros mencionados na relacAo, que re
melle os quacs sao precisos para o 1. batalhAo de re-
serva da guarda nacional do mesmo municipio.
Communicou-se ao mencionado commandanle supe-
rior.
Dilo. Ao mesmo, para mandar entregar com
urgencia, ao juiz de direilo removido para a capital
do Rio Grande do Noria, bacbarel Joaquim Pedro
da Costa Lobo, a quantia de 1:000? reis, como aja-
da de custo para o scu transporte.
Dito.Ao chafa de polica communicando que
nesla dala Irai'smitlin a lliesouraria provincial para
nados na relaejo junla, os quaes sao ncressariosao. ser paga, estando nos Icrmcs legae*. a conta que a-
AKflAllAl jIa HltAASA fcfiaan *%AjIavi f.SK1IA4Kll *4*a.An.,.-_ t kaJ nnmn'lllllll h IAII ItMlAU, fin Jinilf rtn, I .11 Irtrt j^.in&rt^A
arsenal de guerra para poder fornecer diversos pedi
dos, oceurrer aos Irabalhos das oflicinas do mesmo
arsenal, e supprir de Inzes as estaees militares nos
mezes de novembro e dczeoibro do correle anno.
Fizeram-se as necessacias communicac,es.
Dilo.Ao desembarga dor juiz relator da junla de
Justina, enviando, para depois de visto serem rela-
tados em sessAo da meaina junla. os processos ver-
liaes de Thiago Olyrapio de Paula Horeira e Jorge
Ferreira, aquclle cadete e este soldado do nono ba-
talhao de infanlaiia'.Communicou-se ao comman-
danle das armas.
Dito.Ao director das obras publicas dizendo em
raspasla ao seu oflicio 302 que pode Vine, lavrar o
lermo de recebimenlo de inilivo da obra dos con-
cert* da ponle dos Carvallios, pausando ao mesmo
tenipo o competente ccrl licado linde que o res-
peejjvo arrematyate possa receber na lliesouraria
provincial, a qnein nesta dala seespede ordem, a
importancia,( que tem direilo.pfliciou-se nesle*
sentido a Utesouraria provincial.
Dilo. Ao presidente da commissao de hygienc, Lannexn o
rudo em resposla ao iu oflicio de 28 de selem- atalliao
ultimo que, nao havendo quota por xonla da
quid se possa pagar quem, no edificio eirrque fun-
ciona aquella commissAo, se encarregoe da limpeza
e cooservario dos inslruinerrun de chiraica, c physi-
ea e livros, de que (rata a seu dilo oflicio, devem os
mesmos objectos ser recoihides i reparlicao das
obras publicas, como Ja se determiuou oude^sem
dispendio, podem ser conservados, e ulfsadur pela
coinmitslo de hygienc, todas as vezas qne julnai
conveniente.
Dito.Ao commandanle superior inlcrino da
guarda nacional do municipio do Recife, com-
municando ler o E\m. BarAo da Boa-visla presla-
do tiesta dala o devidojuramento, i fim de"poder
entrar no ezercicio do commando superior da gnar-
A FAMILIA AlBRV. (*)
Par Paalo BaUaurlce.
'{
SEGUNDA PARTE.
ai:i;\o epaixIO.
m
No dia seguinle. que i ra domingo, Pedro ficou so-
sinbo em Paris, e Leonardo, Brgida e Maria parli-
r,.m para Chalenay.
Elles acharam Marlha nAo mais ifllicla ; porcm
mais consternada ; porquanto Ka\ mundo Ibc liavia
etposlo de manhaa os embarazos de sua sorlc.
Assim, dssse ella a Brgida, ao mesmo lempo
a que esta amizade falla-u r .,, curaran, o pAo flla-
me a vida. Iloje ainfla posso cbora'r, gracas ao Sr.
Ka)mundo, ni is amanbaa nao lerei lempo porque
me ser prrcrsa^anhar a eiislvnca. K como ? S
Dos o sahe Minha agulha nAo be assas liabil para
forneccr-mc o alimento de que nece-slo, nAo lia
mais convenios, c embnra seaiclirislAa, cu Icria ver-
gonha de servir.
Marlha, ntcrrompcu Leornardn, qner fazer-
nos a honra de conceder sua mAo a nosso filbo ?
Kiiymundo clieio de a linirarau crgueu os bracos
ao eco, Marlha poz-se a tremer como urna folha, e
depois exclamou:
Seu filh'o qual? Nalali?
Leonardo e Maria Iroraram um nlliar.
Querida lillia. di-sc brandamcnlc Brgida, Na-
talis ela na Palia como rabea, e alm dislo elle he
anda muiln moco ese acha estabelccido.
Ali! be o sciilmr Pedro, loruou Marlha com
voz exlinrla.
Entilo nao dzcs sim, minha amiga "! pergun-
lon-Mie Mara lilando india seu olhar penetrante.
Acaso o afosado diz sim ao seu salvador! ex-
clamou Rayinuudo.
Dize, Marlha, se queres ser a filha de meu pai
e de minha mAi, minha iimAa, c irniAa de Natalia.
Toa Irmas! irmAa de Nalalis! repeli Marlha.
Depois olLando para Maria, e para os nobres sem-
blantes dos dons velhos, vio um sorriso nos labios
de Leonardo e nos olhos de Brgida, e sentio quanlo
cnrresponilia mal a tanta bnudade, e lanciiu-se un
ven. bracos chorando.
cnmpanhnu o seu oflicio dediontem 779,das despezas
ff ilas com o sustento dos prezos pobres da cadeia do
termo do Cabo nos mezes de julho a setembro desle
anuo.
Dilo.Ao capitAo do porto, dizendo em solucAo
ao 'en oflicio de 21 de agosto ullimo, n. 205, que
jnlga prore lente a apprchencAo por Smr. feila em
tres pranchOcs'de cedro, encontrados dous na barca-
da Sania Juna meslre Lourenco Jusliniano da Sil-
va, viudo de S. Miguel de Campos, provincia das
Alagoas. e um na barcada Sociedade Feliz me-lre
Henrique Das, vindo de Una.
Dito.Ao mesmo, declarando que jnlga proceden-
do a apptelirn-an por Smc. feita no* tres pranchocs
de cedro encoulrado.<, dous na barcaca Aurora ile
que be meslre Jos Brrelo de Santa Anna, e um na
barrara Salamandra, meslre Jes Flix, ambas vin-
das do porto de Gamellas da provincia das Alagoas.
Dilo.Ao commandanle superior da guarda nario
nal do municipio do Kecife dizendo em resposla ao
seu oflicio de \ do corrente, soh n. 302, ao qual veio
o lente coronel commandanle do 2.
infanlaria da guarda nacional sob o seu
inlcrino commando, que nenhum inconveniente ha
em usarem as piaras do referido balaio de jaquea
braucos ao servico ordinario, conforme rcquesila o
referido lenle coronel em sen dilo oflicio.
Purlaria.Mandando admillir ao servico do exer-
cito, como voluntario, pelo lempo de seis annos,
ao paisano Joao da Silva Cavalcanti de Albnquer-
que. aboiiando-se-lhc alm dos vcncimcnlos que
por lei Ihe compelirem, o premio de 3003000.
Fizeram-se s cunvcnlelilcs commiinicaces.
Dila.Nnmcando, em vista da proposla do ma-
jor commandanle do esquadrao de cavallaria da
guarda nacional do Recife, e o que informon o res-
pectivo conimaiiilanae superior, para alferes da 2.
companhia do referido esquadrAo ao cidadb Luiz
/) Videanon. 2:.
*-L
Ella pensa em sua pobre defuola.' disse Ray-
mundo.
NAo, adefunta que ella chorava nesse momento
era urna rhimera.
Depois enrhugando os olhos ella tomn :
Dcvo cnlo dizcr-llics ?..... Pois bem mea
Dos!... recri... recro qne osenhor Pedro lenha
obedecido primeramente compaivAo de sen bom
coraran, c desejava...
E desejavas esperar anda, nAo he assim in-
lerrompeu Maria. Pensas que para Pedro e para 11
mesmo leu Rilo he moito recente, eque he melhor
adiar iima*queslAa lAo grave.
He i-so disse Martha.
Brigida e o vclho Raymundo nao comprehendiam
cssa demora ; mas Leonardo approvou-a, e encarre-
goo-sc de fallar a Pedro. Asseutou-sc em que nao
se lomara a fallar de-sr negocio antes de dous me-
zes, e que Maria convidada pelo vclho Raymundo
lien r i .i loda a semana junto de Martha.
Leonardo escreveu a Nalalis para informa-lo s-
menle da atarla de madama Laperlier acontecida no
dia de sua partida.
(.Miando Mara na semana seguinle vollcu para
l'aris, linha um ar grave e recalado, que cerlamcn-
le eslava carregado de segredos, assim como um co-
fre de Ires fechaduras o pode eslar de escudos; ella
aguardou o instante eni que o pai estivesse sosinho,
e depois de abraca-te disse-lhe com semblante se-
reno:
Mcu charo pai. desejo fallar-lhe seriamente.
Vmc. he um bom pai, o quer rerlamente a felici-
dade de lodos os seus Ribos. Pois bem I creio que
nao devenios apressar o casamento de Pedro e de
Marlha.
Porque? perguntou Leonardo.
Sondei sagazmente a Martha, ella nAo me lez
neiilniini contiileiicia positiva ; mas adevinhei, meu
pai. Seria imprudencia dar a Pedro esperanras mjii
promplas ames de ler Informado a Nalalis desle pro-
jrclo, c de ler recebido sus resposla.
Que dizes ? 1) primero nome que veio ao ndn-
samcnlo de Marlha, quando Ihe fallamos em casa-
mento fui rom i linio ii de Nalalis.
Mcu pai, convenv escrever a Nalalis, c talv
interrogar ao senhor Daniel, que Icm a mr-ma ida
c he prnvavclmeiile seu confidente.
Xens razAu; mas ludo isso he delicado. ,
inler rogar ese mancebo '.'
Se Vmc. quer eu o ajudarei.
Muilobem! disse Leonardo -m rindo.
O essenrial he gauhar lempo, lurnou Maria.
Keliznienle n.i.i f.u difliril fazer Pedro lar pacien-
cia : elle iiinslravata mais serena Irauquillidade.
Cndailo, meu charo! diza-lhe GiLowea* ;
parece-me qu te viiu despedindu inseiiijveHneiile.
Jos da Silva GuimarAes.Communicou-se ao com-
mandanle superior.
Dita.Ao agente da companhia dos paquetes
vapor para dar passazem para a Parahiba, no va-
por Imperatriz ao segundo 'argento Targino Jos
das" Neves, e aos soldados Manoel Correa Vital e
Jos Francisco do Nascimenln, que d'alli vicram
escollando presos de juslica, e bem assim para o
Par, ao soldado desertor do II.0 ha la I han de in-
fanlaria Manoel Anlonio do Naacimento.Conimn-
nicou se ao commandanle das armas.
Dila.Nomcando, em vista da proposta do tenen-
le-coronel commandanle do batalhAo de arlilharia
da guarda nacional desle municipio de 23 de agosto
ullimo, e informaran do respectivo commandanle
superior, Jos Domiugues Cndiceira e Jos Jro-
nle de Araujo, aquclle para capilAo da o.* compa-
nhia, c esle para 2. lenle da 6." companhia do
referido batalhAo.Communicou-se ao supradito
commandanle superior.
Illm. c Exm. Sr.Tenlio a salisfacAo de partici-
par- V. Exc. que oconsclho de dreccAo da compa-
nhia para canalisacAo do rio Beberibe, e destr-
menlo do pantano de Olinda, foi inslallada no da
28 do mez que ctpirou, sendo eu norncado presi-
dente do mesmo conselho ; e lendo em seguida de-
liberado sobre o ohjeclo para que Tora autorizado
pela assemhlca geral dos accionistas, decidi o con-
selho que cu pedisse u V. Exc. em seu nome fosse
servido conflar-lhe por alzum lempo, se islo for
possivel, todos os documentos e dados, que em vr-
lude da lei provincial n. 231 de 5 de setembro de
18W possam existir nos archivos da presidencia, ou
quaesquer outros csclarccimentos que a esle respeito
possa V. Exc. subministrar ao conselho, aflm deque
haja urna base sobre que a companhia lenha de for-
mar o seu juizo acerca da possibilidade da empre-
za. No caso, porcm, de que ainda no exislam os
documeulo de que trata a mencionada lei provin-
cial de ."> de setembro de 18(8, ncm a planta man-
dada por ella levantar, decidi o mesmo conselho,
qnc em seu nome eu rogasse instantemente V.
Exc, afim do mandar proceder a estes esludos to
importantes, no mais curto espaco qne for possivel,
visto que o andamento da companhia depende de
grande' parlo desses Irabalhos preparatorios. O
grande empenho tomado por V. Exc. para incorpo-
rarAo da companhia, sua solicilude pela execucAo
desla brilhanle empreza, sAo garantes para que o
conselho espere um favoravcl acolhimento as suas
supplicas, que de oulro modo nAo misara endere-
ra-las por esta maneira, e nem tirar o precioso lem-
po de V. Exc, destinados para outros mi-teres do
servido publico.
Dos guarde a V. Exc. por muilos annos. Reci-
fe de Pernambuco 30 de setembro de 18S4.Illm.
c Exm. Sr. cunselhciro Jos Benlo da Cunba e I i-
gueiredo, dignssimo presidente da provincia de
Pernambuco.Francisco de Paula Cavalcanti de
.llbuquerque, presidente da direccAo.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios do imperio
25 de selembro dejs.li.
lHm. e F.ir.r.Aeeusne recebimenlo do od-
elo de V. Exc. datado em 12 do correnlc, sob n.
96, no qual me communica que no dia 7 desle mesmo
mez, se inaugurou nessa capital urna coropanhi
com o fim de levar a efieito o dessecamento do pan-
tano de Olinda, e a canali a povoacAo do mesmo nome. O governo imperial
aguarda a apresenlacAo dos estatutos, pelos quaes se
daver.i reger essa sociedade, e a- informaee- que
V. Exc. prometle dar nessa occasiAo para lomar
em considcrarAo esle objecto.
Dos guarde i V. Excni; Pedreira do Couto
Ferraz.Sr. presidente da nrovincia de Pernam-
buco.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qmartal da commando daa armas da Fernn
bneo, na cidade do Recite, aaa 7 da la-
bro da 1864.
ORDEM DO DIA N. 154.
O coronel commandanle das armas inlcrino, leudo
em pi escura as communicares que em dala de hdn-
lem Ihe dirigi a presidencia desta provincia, decla-
ra para ciencia da guarnalo e fins necessarios, que
segando conslon do aviso do ministerio dos negocios
da guerra de 19 de setembro ultimo, honvc por bem
S. M.o Imperador por sua immediala e imperil re-
lolurao de 13 do mesmo mez, tomada sobre consul-
ta do conselho supremo militar, mandar que ao Sr.
segundo lente reformado Bernardo Pereira do
Carmo, que se acha nesla provincia, se conlc o lem-
po de servico militar desde 29 de marco de 1814 em
dianle, ajuntando-se-lhe mais o derorrido do 1. de
marco de 1840 ale 16 de novembro de 1812. Decla-
ra igualmente que owoverno do mesmo augusto se-
nhor, fui servido por aviso de 16, mandar passar pa-
ra o stimo batalhAo de infanlaria, o Sr. Alferes do
segnndo da mesma arma, ManoefBaplista Ribeiro de
Faria, e determinar que seguissem para a corle os
Srs. alferes Virlor Goncalves Torres do segundo ba-
lalhAo, e Augusto Carlos de Siqueira Chaves do d-
cimo ambos da mesma arma, este por aviso datado
Como"! porque'? quem? respondeu Pedro er-
guendo os hnmbrus.
IV
Vinle das depois Leonardo, Daniel e Maris con-
versavam assenlados lodos Ires na sala de familia,
Leonardo eslava eonferindo um catalogo, Maria bor-
dava a Daniel cnnlemplava-a.
Maria que linha preparado sublilmcnle essa con-
versaran particular, havia aproveilado urna larde de
domingo, em que Pedro srmpre paciente e crdulo
linha ido depois do juntar com a mAi a Chalenay
visitar a Martha. Gibourcau que nessa momento
inoportuno mostrara seu nariz cheo de barbullas
na casa da ra des Postes, fui despedido por Maria
com o mais especioso pretexto, e retrra-se fu-
rioso.
Elles ronverajivam. Daniel havia lido a impru-
dencia de dizer quando chegou que linha recebido
de Nalalis naquclla mesma manhaa urna carta asss
longa. Enio Maria havia sorrido como o carador
que descobre urna pitia, e todava, MM extrava-
gante para esclarecer o pai a respeito de Nalalis, el-
la romee ira dirigiiuhi a conversarAu sobre Daniel.
Iso era lomar urna eslrada milito sinuosa ; mas
com um pequeo -igual de iiilelligencia ella havia
advertido o pai de que sabia bem u caminho, e qne
brevemenle lornaria a cabar-se ijelle.
Leonardo linha de boa vontade llenado a filha
fallar, e pareca inteiramcnle absorto em seu tra-
badlo.
(.luanln a Daniel, elle linha tambcm descobertas
que fazer ; pois nao era mais smenle o semblante
grave de Leonardo, era lamhem a fronte graciosa
de Masa, que elle se applicra a decfrar. Essa lin-
da innocencia cheia de capricho e de estouvamento
oceupava-o e cucan lava tal vez mais do* que elle que-
ra. Em duas palavras Leonardo dcse]ava conhecer
Nalalis, Daniel desejava conhecer Leonardo e Maria,
e Maria .desejava conhecer Daniel c Nalalis: a con-
versacao corria grande risco de assemclhar-se a um
jugo de enigmas.
." Ha dous ou Ires serillos nao sera necesario lauto
Irabalho para saber-secum quem se tralava. De urna
rapariga, de um esludante, de um hurguen poda-
se futan adevinhar facilmeule o que pensavam e o
que criam : nrapariga pensjiva no vellido novo, e
cria no amor; uesludanle pensava na amante, e
cria na sciencia ; o hiimuez pensava em casar a fi-
lha e cria ein Dcos, no re e no diabo.
Agora, porm, a vida he mltipla, e diversa Os
caracteres nilo seriam mais marcados com un trajo
simples r iluminan le. a- paixes < as ideas leem gra-
vado indios seu limbo! He mislrr urna sciencia in-
leira para penetrar e desrrever urna alma al-
guin lano completa. O mundo vai euvplliereiiri, e
se basta urna M linha clara e pin a para desenliar
um -eiiiblanle joven, as mil evpre-soes qu*os anios,
lamban de 16, e aquclle de 23, ludo do cobrcdilo
mez de setembro.
Assignadn.Manoel Muni: Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
orden-encairega lo do delalhe.
COMMANDO SUPERIOR.
Quartel do commondo superior da (Barda na-
cional do mnnlclpio da Recife, 7 do outubro
de 1854.
i iKI.EM DO DIA.
Havendo Sua Mageslade o Imperador por bem
nomcar-me, por decreta, de 17 de agosto, comman-
danle superior da gaanta nacional do municipio do
Kecife ; e sendo chamado pelo Exm. presidente da
provincia prestar o competente juramento, e cij-
Irar no exercicio de 13.0 honrosa cargo, acabo de re-
ceber do Sr. chefe do estado maior ScbasliAo Lopes
GuimarAes o commafrdo que em virtude da lei eslava
dignamente exercendo.
Acoslumado a ser teslemnnha ocular dos feilos de
valor c disciplina, com que sempre se distinguir a
guarda nacional do Kecife, nAo tenhii a menor da-
vida de que na peonza trela de que se dignon cn-
carregar-mc o governo imperial, scrci lealmcntc
rnadjivado pelos dignos Srs. commandantes dos cor-
pos, e de mais nfliriaes a quem lenho a honra de
commandar ; e nesla esperanza j anlevejo que o
explcndor da guarda nacional que j vai rcapare-
cendo se lomar o mais completo possivel. NAo con-
lo s com a coadjuvacAo da briosa oflicialidade, con-
t igualmente com o brio e subordinaran da* praeaj
em geral; a quem desde j recommendo a maior
circnnspccrAo e respeito, quando houverem de cum-
prir as ordens superiores, c me-mo quando tiverem
de dirigir as suas queixas ou rcclamace* acerca de
qualqucr iujuslica de que se julguem vctimas ; de-
vendo sempre esperarem a devida repararan da au-
loridadc superior, antes de cometieren! qualquer
acto de reluctancia.
Para bem conhecer do estado aclual dos cornos
cuidarei em passar-lhes revista em tempo. que ser
previamente determinado.
Asrdeos existentes conlinuAo em vigor. A cor-
respondencia oflicial ser dirigida ao mcu quarlel da
ra da Aurora.
Assignado.Darao da Boa-1 isla.commandan-
le superior.
EXTERIOR.
CBRONICA DA QTJINZENA.
31 da agosto.
la dous mezes que os negocios da Ilespanlia vie-
ran! complicar-sc com os do Oriente, e a Europa vols
ve alternadamente os olhos para estes dous ponto
do mundo poltico. Sem iluvida nao %o eslas as
nicas qucsloes, que actualmente se agitam ; sao as
mais graves pela sua signilicaco, pelos inleresses
que resiimem debaixo de urna forma dilfercnle. I'ma
he a quesUlo sempre pendente da segurauc e das re-
lares geracs do Occidente, e he esta cerlamenle a
primeira ; a oiilra he lima phasc, um incidente dcs-
se Iraballin de n-liluires e de deas, que lio fre-
quenlemi'ule muda de Ibealro em nosso sceulo, e
que se proseguc, sem que se saiba ainda, se be em
utilidade ou detrimento dos povos. Em seu todo,
eslas duas qucsloes reprcsenlam as duas faces de um
mesmo problema, qoe, para a ci\ Usaran enntempo-
ranea ronsi-le em urganisar-se inleiramenle, cm
adiar seu equilibrio e deenda-se contra os perigos
externos que amcacam-na. Felizmente nao ha pon-
to de contacto entre os negocios do Oriente e os da
Ilespanha, os quaes seguem seu curso natural. De
i: m lado he a guerra que continua le oulro lado he
a lula confusa de todos os elementos internos de orna
sociedade profundamente perturbada.
Se a paz que a Europa espera da guerra aclual,
suscitada pela Russia, lie anda um problema, os a-
conlecimenlos pelo menos se dejenvolvcm de modo
para prepara-la e deixar entrever ja algumas de su-
as condicOcs irrevogaveis. Elles provam a eflicacia
das armas da Inglaterra e da Franca ao passo que
eslreilam cada vez mais uni.ii de todos os inleres-
ses europeus.
A lomada de Bomarsund no Baldeo, os preparati-
vos da expedicAo do mar Negro, os novos meios cm-
pregados pela Austria no sentido de urna acjo deci-
siva, a entrada de seu excrcito na Valachia, a eva-
cuadlo dos principados pelas forjas russas, todos es-
tes fados reunidos sAo a mais exacta medida da si-
luatAo presente militar e diplomticamente. Elles
sAo o melhor rommeutario da poltica occidental, e
vrin apiaras condiees de paz formuladas ullima-
menlc pela Inglaterra e pela Prarira,aceitas pela Aus-
tria e Iransmiltidai a SAo Petcrsburgo.Porlanlo todos
sabem boje qual o estado da guerra, o com que forras
re,es a Europa pode mular, e como he possjvel a
paz. Os elementos grinripaes desta grande rompli-
cacAo, como se acba no estado aclual, eslAo vista
de ludos. A guerra sem duvid* nenhuma oceupa o
primero lugar, e o incidente' tais notavel e o bem
siiccedido feilo de armas, com o qual nossas tropas a-
cabam de asaignalsr suaxpre-enra no Ballico.
A 16 de agost a fortaleza de Bomarsund foi to-
mada pela accAo^Smbinada das duas esquadras e
1UAc
as dores e os pensainenlos cscrevem sobre a fronle
neressilam de lanos Iraco- quanlas rugas.
Eis porque Daniel. Leonardo e Mara achavam-se
reunido-, observando e observados. Ao mesmo lem-
po que copiara os poni-, Maria sem mostrar locar
em nada interrogava e alormentava Daniel com a le-
meraria ingeniiiil.ide de urna menina cruda com
muilos mimos, emqnemo espirilo he o primognito
do curaran.
He a Vmc. mesmo, senhor. Daniel, qne loca
vir algumas vezes ver-nos e ajudar-nos a eucher o
lugar vasiu, que Nalalis aqui ileixou.
Oh! senliora, lodo v prazrr deslas visitas he
para mini, que ando sosinho, aborrecido e perdido
pelas ras desle Pars ruidoso e inquieto.
Essa he boa! loruou Mara apparentemenle
ocrupada em sen bordado-, mas com as faces cora-
radas, parece-meque o senhor nunca est sosinho
nem mesmo as mas.
Daniel poz-se a rir, e disse :
Eu cria qne a senliora me linha Tjordoado in-
leiramenle ; mas vejo, que ainda ma conserva algum
ranear. Todava oueatava corregido! Tinha recu-
nhecido como o faflfleido Grinaoire o- neonvenien-
les ile seguir as inulliedes bonitas, e nilu fazia mais
isso. sy
Mais nunca? repeli Mariaerguendo vivamen-
te a cabera como para sorprender Daniel com um
"liar. '
Ah! ah'. disso elle comsigo, se eu podesse pi-
ca-la lambcm !
E tnrnnii :
Ao menos as-evern que nilo IhPs fallo mais.
I.iiniln-ine as coiilemplaroes mudas, c aos monlo-
gos inleriores. Observo as janellas e as lojas ros-
tes jovens e genlis. e por coiyccluras liradas doves-
luarioe do ar invento minhas appnrcocs, historias
e aventuras, as quaes reservo naturalmente para
mim um papel. Tenho assim na cabeca Ires ou qua-
tro romancesmaisou menos adiaiilados. Islo he min-
io inoflen-ivo, e cgtnn v Oto posso provar inelhor a
candura e oriosidailedcmcussenlmeulos! Recrcio-
me com csses conlos; se mcu corarlo dor me ao me-
nos deve s,odiar.
Creio tjue o senhor chama isso phantasia'.'dis-
se Mara asss seccanienle.
Bem ella esl despeitada disse Daniel com-
sigo.
Mas a-menina reappareccu logo dizcndo-lbe com
seu rito franco:
Dessa maneira, senhor Daniel, seu coraran de-
ve faligar-lbe bellamente as pernas. e sua imagina-
fin Ihe gastar muibM pares de sapalos !
Lila ria com tanta-erara, que Daniel nao loe a
roragemde aga-lar-se.
lie rVideiilo, dtria elle romsigo, que lodosos
In,loen- llie sao ainda perledament iiidilleieni, -,
f
do corpo expedicionario de desembarque, que linha
partido ullimamente de FrouCa. Poneos dias foram
suflicentes para eecutar-se esla brilhanle nperacao.
O ardor e a energa de nossos soldados apenas de-
\aram um inlervallo entre o ataque e o successo.
Dous mil ImmiMis foram prisionciros, o general Bo-
disco, commandanle da fortaleza, cabio as mAosdos
cheles de no.-as forcas, e o pavilhao das Dolencias
alliadas tlucluou no archipelago de Aland, donde
a Russia dominava os golfos de Bolbnia e de Fin-
landia.
NAo ha evidentemente exageracAo no alcance (les-
te feilo de armas, c a prova he que a Franca e a In-
glaterra abandonan! as i Iba- de Aland, de|Hiisde ler
destruido as ,uas forlilicaces, porque seria urna
conquista unerusa ; mas a tomada de Bomarstiiui
(eve lugar lalvczpara fazer ver a Russia.qne ella he
nao invuliieravel por dclrs de seus muros de gra-
nito.
Demais foi este o primeiro acto de guerra serio e
decisivo executado no Ballico ; elle fez appareccros
soldados do Occidente entre aquellas populares su-
jeilas ao poder russo, e debaixo dcste poni de vis-
la a lomada de Bomarsund he de ualureza de deixar
vestigios, mostrando ao mesmo tempo quanln podem
tropas disciplinadas e animadas do espirilo da
guerra.
Em oulro llicalro, no Orienle, os exercitos allia-
dos se preparam para operaccs que, como parecem,
devem ser mais considerareis, e lalvez que j lenhain
comeeado lioje. L'm corpo numeroso,,um material
immcuso deviam ser embarcados em Varna. Para
que porto deve dirigir-se esla expedicAo ? Sera pa-
ra Odessa ou para Sebastopol ? Por ve ni ora os exer-
citos andu-francezes vAo simplesmenlc lomar posi-
Ao na Crimea 1 Como se v, fora dflicil penetrar
com precsao o segredo das operaccs mililaars, que
vo ter lugar. Eslas operacoes serAo executadas por
Iropas aguerridas e com meios suflicentes ; islo he
O rs-i ni ial.
Infelizmente os exercitos al liados Ijvcram de sof-
frer os ataques de um flagello mais rruel que a guer-
ra, e que al ferio de morle alguus dos cheles dos
nossos soldados : o general duque d'Elcliingen e o
general Carbuccin, dous soldados \ a Icoles, enjos no-
mes ainda oulro dia eram proferidos na academia,
como para mostrar que ainda ha oulras virtude-,
alera daquellas que vo procurar sua recompensa no
Instituto.
No meo desla provacAo inesperada he que o nos-
so excrrlo leve de preparar-so para una expedirn,
a respeito da qual o marcchal Saint Arnaud dizia l-
timamente aos seus soldados : Ou veremos nossa
patria vicloriosa ou nao a tornaremos a ver. Por-
lanlo podee prever prximos acontecimentos no
Orienle, e a Befan daa excrcilosalliados pode estn-
der-se a outros ponlos, por isso que o Danubio esl
hoje livre, os principados evacuados, o exrrcito de
Omer-Parha em Bochares!, e a Austria inlcrvem
por sua vez com a entrada do seu exerclo ua Vala-
chia. O inovimcnlo das tropas aoslriacas ji comc-
cou c prosrgue cada dia.
Nenhum faci sem conlradiccAo poderia servir
melhor para cararlerisar a allilude cada vez mais
decidida ila Austria. Tal lie sua parle de accao mi-
niar c os artos diplomticos estfio deaccordo com os
actos militares. Suscilaram-se duvidas sobre o sis-
tema de conduela da Austria, sobre suas vistas e so-
bre suas inlcnces secretas ; mas cm definitiva vio-se
quc.sc a Austria lem marchado com mais morosi-
dade, conservando urna independencia, que sua si-
(iiac.iu explica, nilo chega com menos exarldo ao
ponto em que se acham a l'ranr i c a Inglaterra.
Porventura enlrava ella nos principados porque os
Kussos se retiravam, ou ante, o que he bem dflc-
renle, se retiravam os Rus-o-, porque a Austria ia
entrar as provincias do Danubio ? A que-tan podia
ha poucosdias parecer obscura ; mas deixou de o ser
depois das derlarares recentes do Journal de Saint
Pelerslmiirg,oi\a\ reconhece quea allilude da Aus-
Ira rreava para o excrcito russ umasiluacAo, na
qualelle nao podia permanecer.'-.Com etTeilo a Russia
abrigada por um motivo qualquer a evacuar os prin-
cipados, procurou dar a esla evacuarito um carador
de um arlo do deferencia para com a Austria, como
prova a communicacAoVlc" de agoslo ; ella o nAo con-
segbio, e enlAo d a retirada de seu exerclo o ca-
rcter de um movimento de concenlrarAo. A entra-
da do exerclo austraco nAo he, cumo se v, o re-
sultado de urna especie de inlclligencia eslnhelecida
com a Russia ; he a execucAo pura e simples da
convenrAo de 1 de junho com a Porta Ottomaua.
Islo nAo quer dizer, que a Austria v achar-sc im-
mediatamente cm hoslilidadc declarada com a Rus-
si, poslo que a posicAo em que ella se colloca, -r pa-
i lo com islo; quer dizer que nrcupa os pi inci-
do- de accordo com Omer-Pach c com os gene-
raes iilliados, para os quaes sua presenca he urna
garanta contra urna vnlla uflensva dos Kussos, e
que alm disto liram livres para dirigir suas opera-
cues no Danubio oucm oulro qualqucr poni.
He esla a verdade que resulta dos fados e das
condiefles, cm que se elTectuou a occupac.lo militar
dos principados pelo exerclo austraco. O Journal
de Saint l'etcrsbourg diz que o gabinete de Vionna
esl sem duvda em eslado^de fazer respeilar igual-
mente a inlegridade da Turquia pelas potencia- ma-


1
i
romer,nulo por mim. S lem por nos' desdem como
menina, que senle seu valor, c nAo condece a vida.
Entretanto por um signal algum lano impaciente
do pai, Maria conlinuou:
Perdoc-me, senhor Dauicl, rr de sua le llu-
ra... sem objeelo; porque Nalalis linha-nos habitua-
do a m.ineiras to serias para um mancebo! Elle nao
loma as cousas levianamente, sabe o que quer e on-
de vai! I*
A seuhora er seo? disse Daniel co)h mo
humor.
Eslou certa.
Alguem poderia dar-lhe a prova do contrario.
Permit,i-me que o desale.
Ah nao! eu sera um toleirao se arcu-as-c a
Nalalis para juslificar-me!
.Mara fez um gesto de despeilo, Leonardo enca-
rou-a sorriiido, e depois, largando a peona, disse :
Isso te ensinar*. minha filha, a querer josar
ao mai* sagaz Eu deixava cala pequea curiosa an-
dar a ferir os dedos, senhor Daniel, porque sabia
com quem ella tralava ; mas agora quero fallar-lhe
romo um homcm a oulro, franca e sinceramente.
Eslou ao scuadispor, respondeu Daniel, do qual
a palavra de Leonardo apuderava-se sempre imnie-
iialanieulo.
"No inlrresse da fcflcidade de Nalalis, precisa-
moa.senhur Daniel, conhecer nesle momento o esla-
no ile sua alma. Que deseja, que quer elle? Tem l
nlgumpezar'.' Tem aqui algiima esperanra.' Vmc.
esl pTuvavelinenle melhor informado que nos a cs-
se respeilo: por isso roso-lhc fraucamenle que nos
diga o que sabe. Eu nao o interroga!ia se esta ques-
1,1o no foase para nos mui grave. Vmc. compre-
lienile que a curiosidade de um pai be quasi urna
cousa sagrada.
Daniel s rrflerlio um inslante, e di--c :
O que Nalalis esrreveu meAr intimo ; mas n.lo
secreto: Elle nao leiia lalvez felo cssas conrideu-
cias a Vmr-.; mas nAo creio que me censure por
Ib'as ler rninmiinicailo. Vou procurar a caria que
me escreveu, c parece-me que pelas prinripaes pas-
sagens drlla Vinis. poderao saber, punco mais ou
menos, o estado de sen coracAo.
Leonardo aperlou-lhc sem dar-lae oulra resposla,
e Dauicl transportado de alegra, deu um Sallo al
seu aposento, e voltou no lim de de/, minutos.
Vou rclirar-mc, disse Maria ao pai um pouco
agaslada.
Nilo, tica ; ters de escrever sem duvida a Na-
lalis.Nos o esrulamos, senhor Daniel.
Ornllo, dii.se Daniel, os roinprimenlns de ami-
zade, f rbean ao qne he pessoal a Nalalis.
Loo:
..... Como passo ha tres emanad aa dias na vil- I
la.Medir<:' I ernaudo, ouxjndo s;em rir os gracejos I
aa
rilima-, o que lie a reprndurcAn de urna prelencAo
levantada pelo runde de Nesselrode em um de eus
ltimos despachos. A Russia esquece que nossos
exerclos estilo all cm virludc de tratados, pelo mes-
mo titula com que eslAo os da Austria, e justamente
para fazer respeilar essa independencia do imperio
Dltomano, que a 'Huia somcnle tem ameacado.
Quanlo a allilude diplomtica da Austria. nAo lem
um carcter menos decidido. EllaajtM claramente
b iluminada pela (ruca das olas de 8 de agoslo
com a Inglaterra e a Franca, pelo assentimento do
gabinete de Vienna s condiriies de paz viudas de
Londres e de Paris.
Finalmente entre as coiidices primilivamenle
proposlas por Mr. Ilronyn de Lhu>s e as qne foram
definitivamente sanccioia.laspelo gabinete de Vien-
na, pode-so observar que h somcnle urna difieren-'
ca de redarcAo no arligo, que estipula a revisAo do
tratado de 13 de julho de 1841.
As novas bases, taes quaes foram aceitas pelos tres
gabinetes, sao as mesmas que eram tu principio :
subsIiluicAo do protectorado enropeu, cessacAo do
proleclorado religioso da Russia e intervcnc.Ao col-
lecliva de (odas as potencias cm favor das popula-
rOes chrslAas do imperio ottomanu. Que se deve
pois concluir desles fados, que se esclarecen!, e se
explicam reciprocamente He que diplomtica e mi-
litarmente, ao menos at aqui no que diz respeilo
defrzados principados, a Austria se lem collocado
ao bufo da Franca c da Inglaterra, e julgou que
era chegado o momento de desprezar o papel de urna
inlervencAo intil, para abracar urna acjAo mais
enrgica c mais franca. A troca daj notas de 8 de
agosto, na diplomacia, equivale l occupacAoda Vala-
chia debaixo do ponto da vista militar. Os dous
fados lem a mesma significaciio e a mesma gravi-
dade.
Nos ullimos artos da Austria ha alguma cousa,
que revela anda mais inlclligencia, lis que a prin-
cipio cll a seguio suas proprias inspiraces sem espe-
rar o concuran da Prus-ia. Tal he com cfleilo a si-
luacAo que crcou para si cun as incertezas do sua
polilica. Parece que a principio ella lenlou apre-
senlar Austria a evacuarlo dos principados pelos
Russos como urna salisfacalo suflicienle. que de-inle-
res-ava a poltica allemAa. He verdade que a Prus-
sia assignou o prolocolo de 9 de abril, pelo qual as
quatro potencias se compruinctlcn a garantir Eu-
ropa conlra a renovaran de prelences semelhante,
s queveram perturbar a paz ;ella heinslgada com
a Austria por um tratado particular fundado no inlc-
reise alIcmAo.
Ainda mais, em urna ola as-ignada cm rommum
com a Austria ella declarava de um modo especial
que a posiclo da Russia no Danubio, que os obstcu-
los poslos navegacAo eram urna ollcnsa aos inle-
resses morar- e maleriaes, polilicos e cummerracs
da Allcmanba. Todava a Prusia pareccu crer que
as roudicoes de paz ulliinamenlc sanecionadas pela
Austria nAo cnlrarriam lias prev-es do tratado de
20 de abril, c de Tacto ella nAo lomou parle na tro-
ca de notas de 8 de agoslo. Allirmon se al que du-
rante esse lempo, ella faria armamentos em Dant-
zig, o que nAo doxava de ser bezarro no momento
finque ella pareca separaran da Franca, da Ingla-
terra e da Austria, e nAo poda redmenle ser amen-
tada pela Russia. Finalmente a Prussia nAo dexou
de apoiar em SAo Pelersburgu as bases de 8 de agos-
to, as quaes ella chegou a ver principios uteis de
urna applicacao desejavel, excepto compromeller-sc.
Ha lempo que he esta a ultima palavra di poltica
prussiana, e he desle modo que ella mesma se re-
duzio a um abandono estril nao s na Europa, se-
uAo lamhem na Allemanba, onde a Austria tomou a
dirccc>lo desta grande que-la >, ana-lando boje em
seu segumento o gabinele de Berlim. A Prussia
er que he chamada pela Providencia para reslabe-
lecera paz, como ha pouco tempo dizia com alguma
irona una publicarlo de origeni austraca ; ella se
julga umameiliaiieira. \>\ menos lomou o melhor
meio para que sua inlcrvengAo nAo fosse eflicaz nem
areita.
O gabinela rJ'SJo Pelersbiirgo uliliza-sc cerla-
menle deslas lergiversaces; he seu ullimo recurso.
Tcndo a certeza de arhar cm Vienna urna polilica
decidida, conla com as incertezas da corte de Posl-
dam para dissolver a uniAo da Allemanba. He urna
illusAo que os aconlccimentos bao de destruir sem
duvida, e a Itu-sia se achara amanbaa, corno se
acha boje, em presenca das condiees de paz, que a
Franca, a Inglaterra e a Austria acabam de adoptar
como o resumo das garantas, que a Europa lem o
direilo de reivindicar.
He da ualureza de todas as cousas humanas, quan-
do se acham combinadas, tiraren! sujetas em sua
marcha a urna especie de lgica imperiosa. Quan-
do apparecc una queslao externa, ha um momento
alm do qual ella lendc para aggravar-se; ella
complcase cada vez mais, como acaba-*! de ver
nos negocios do Oriente. Na vespera de urna revo-
lurso, que se levanta cm um paiz. ainda livera
sido possivel lalvez preveni-la c mudar o curso das
colisas; no da seguinle n.lo be mais lempo : todos
eslAo debaixo do imperio dessa tcrrivcl lgica revo-
lucionaria, c ninguem sabe porque meios o paiz
ser reconduzido para urna ordem mais regular. He
de meu< collegas, lomando caf c punch no botc-
qiiim grego, lendoc meditando.
Arregalo os olhos, Daniel, e vejo e Roma ; porm o tmulo dos mcslrcs nio me excita
mais ao Irabalho do que a oflicina dos discpulos.
Para que Irabalhar'.' Observo a pintura desle
lempo, e vejo que lem dous .ispelos, e que os tlen-
los que a represntalo seguem dous camnbns. Os
primeiros proruram lomar a adiar a inspiradlo das
escolas antigs, e reproduzem quanlo podem a bel-
leza das formas apparecidasaos artistas sublimes que
fundaram a grande IradicAo. Os segundos prociiram
exprimir seu proprio sciilinienlo, seu proprio pensa-
rcenlu ; mas seu senlimeiilo he choio de duvida, c
seu peiisamcnlo chcio de sombra. Proruram rom an-
da e febre. e s Iraduzcm com clareza e firmeza eu
esforco e seu desejo mesmo cm esboces primorosos
nAo terminados como o nfiniti qnc nos devora.
Nesla rcssurreicAo creadora, ou nesla adevinharo
propbelica unse outros despenden! um tlenlo q'ue
causar admirara, > aos serillos. Mas onde esl a alma
que se domina c conhece a si mesma Onde esta a
certeza tranquilla, a fe firme, direrta e rsponlanca,
a forte serenidade dos artistas do serulo XVI ? Leo-
nardo de Vinri, Miguel Angelo, llapbael, Corregi
existan em plena pos-e do presente; no*, porm,
su existimo, no passado ou no I,duro, suspensos co-
mo o luuuilo de Mahomet cutre dons mundos. Meu
espirito permanece immnvel, ocioso e morrendn de
fume como o asno de Buridau entre duas medidas
de cevada.
Isso be singular disse* Leonardo pensativo.
Dtniel proseguo :
i Todava, as vezes digo romigo : Procuremos a
inspiracAo na vida, o bello no real. Mislureino-nns
com os liomcns de no--o lempo c adiemos a mu-
Iber de nosso amor. A respiracAo das mullidocs va-
le a aspratelo ilas solides. O halilo de una boc-
ea amada e xiva vale o espirilo do engenho modo e
cierno. Vivamos e amemos.
o Vivcr Oh aqu, mcu amigo, nao dire s-
menle : Para que xiver '. Qual he o alvo, o prin-
cipio, a alma, e o lim das accocs J Direi mais :
Como viver '.' Por quanlo, a primeira romlico pa-
ra vivcr be ser. ousare dizer que son"quan-
do ha am mim (ao pouca unid,ole, quando
sinlo-me todo espalhado e quebrado, quando ajun-
lando difficilmcute meus pedacos digo romigo : Eis
um fragmeulo de ajfrislianjsmo, oulro de philoso-
I hia, oulro de lberdade, e um resto de fatalismo '.'
Pobre espirilo dilacerado, pobre alma em farrapos !
O homrm moderno. Daniel, he um fasnoaa arle-
|iiim!....i
0ie diz elle, -aula verdade \ F.vrlaajrnu Leo-
nardo!
i... Quanln a amar,he nina cousa anda menos-
facil e menos voluntario. Ha bellas Transleveri-,
esta a historia actual da Ilespanha. A Pennsula
est por muilos respetos m urna situacAo igual a
da Franca em 1818, e infelizmente nAo he mpoasi-
vel que ella leuha de passar pelas mesmas peripe-
cias. O modo porque lave lugar esla revolucao,
suas phases diversas, sAo lalvez a melhor explicarlo
do estado em que a Pennsula rabio. A principio,
na orr.isi.lo da empreza inconsiderada de 28 de
junho, todos se lembram qne ulo se tralava de ou-
lra cousa seno destruir as influencias Ilegitimas,
reslahelerer, como se dizia, o imperio e a consli-
!ur,lo das lei-.
F'ora dflicil dizer o que Uvera succedido se a rai-
uln houvesse desde aquella poca mudado sea go-
vprno, chamando para si o chefe da insurreico.
Emjyjto.o caso o poder livera nascido da insurrei-
cAo, randado em urna capitularlo da realeza, e
leria encontrado sem duvida muitas difliculdades
de efilenca; mas leria tido provavelmente um
carcter relativamente moderado ainda. He nestas
nui I caaes que apparecia o movimenlo de Madrid,
e, observe-se aqui. aquclles Iristes das de Madrid
nAo podam ter oulro fim senao mudar a ualureza
lar e\ oliic.lo, porquanlo a rainha tinha desde aquel-
lo momento consentido em ludo. O parlidn aval-
lado quera iutervir para ter sua parle na victoria
e te-la toda em caso de necessidade. Havia urna
terceira circumstancia: o duque da Victoria cha-
mado Madrid pela rainha, demorava-se oilo dias
cm dirigr-se rrle. Nesse nlerim Madrid se en-
cina do barricadas, as forjas revolucionarias se or-
ganiaavam, o espirito de desorden) creava de algu-
ma surte cidadellas, e eis-aqoi como o novo governo
que sabia d'alli, se achava de repente, depois de um
verdadeiro interregno, dianle de ama situadlo ag-
gravada de paixes amear-adoras, que todo punham
em duvid e de urna anarchia que se extenda pelii
Ilespanha inleira.
Pelos excessos da imprensa, pela violencia e pe-
las prelrnrr.es dos clubs he que a desuniera man-
feslou-sc em Madrid. as provincias a anarchia
lomou todas as formas e lodos os caracteres. Em
muilos lugares as propiedades e as pteasoas foram
ameicadas. Em. Cadi alguma sedii-Ao popular fc-
clamava cada dia o renovamenlo da junta, conside-
rada sempre muilo moderada. Em Tortosa algu-
mas autoridades locaes foram a-sassinadas. Em
oulros lugares ili-lribuiram-se os bens monicipaes.
Em Algesizas faza-aa melhor : por1 urna velha re-
miniscencia aboliam-se os direilos de alfandega,
ahriam-sc suas portas a todas as mercaduras acol-
milladas cm Gibrallar, as quaes (eriam empregado
dous anuos em entrar por contrabando. Por loda
a parle as jimias nomcavam ou demiltiam os func-
cionarios, creavam ou supprimiam empregos, abo-
liam onlribiiice-, Techavam casas religiosas, ba-
niam missionarios, suspendam as Icis. O governo
finalmente acabou de dssolver a maior parle destas
juntas, que se linham multiplicado de um mmlo
singular, conservando smente aquellas que se vio
ohrigado a aulorisar desde o primero momento ;
mas s depois de algn dias he que pronunciuu es-
ta dissoliirao, decidindo-se ao mesmo tempo a tomar
algumas medidas contra o desenfreamento das ga-
zelas e dos clubs de Madrid.
He que o governo nAo linha autnridade real;
elle mesmo Irabalhava diflcilmer.le em saber o que
quera, o que devia e o que podia. Entretanto, es-
ta rcvolucAo da moraldade e da liberdade loma-
va-sc um verdadeiro despojo dos empregos p-
blicos. Diplomacia, magistratura, administrarlo,
ludo foi renovado na Hespanba. Ainda ba pouco
lempo lodos os Jalan de Madrid eram substituidos,
e al ha um fado singular em todo esle movimen-
to : diversos ministros, imitando as juntas, aflecla-
vam revocar subsliluindo runecionarins, que linham
sido revocados cm 1813. Esta data de IMS lor-
nou-se urna sorte de sanio, o ohjeclo de urna su-
perslc^lo. As deputacies provfuciaes, os ayunta-
mientos eram rcsUbelecidos como em 1813.4 Al
nomeic,>es felas nos ltimos momentos da regencia
de Espartero cnconlravam oulra vez sua forra. Is-
lo na verdade me faz lembrar de urna expressAo
irnica de um humorista desabusado, de Larra, o
qual pretenda que as revoluces hespanholas rou-
sisliam em urna operacAo de arilhmctica. Trata-
va-se simplesmente de sublrahir o lempo que tinha
decorrido desde a ultima revulurau, depois do que
se chegava justamente ao puni do qual se linha
partido. Se o governo, subsliluindo magistrados
removidos em 1813, quizesll prestar hoinenagem ao
principio de inamovihilidadc, segue-se que pela
mesmatrazao deveria rcinlcgrar em seus cargos os
magislffldosT|uc linham sido removidos em 1810, e
bem se v onde islo ira parar; aeproeorasse urna
salisfacAo de parlidos, era ver nos aconlerimentos
adunes o triumpho do mais triste espirito do faecu.
Infelizmente este he um dos caracteres da prsenle
siliiaeAo ; o mais gave lalvez he a atalude de ne-
gociacAo permaiienle, que o ministerio julgouque
devia tomar com as faeces; e convem dze-ln, he
aqui, no proprio chefe do governo, no duque da Vic-
toria, que personalsa-se ota triste fraqueza, al-
gumas vezes muilo visinha da compleidade.
Espartero nAo he sem duvida um revolucieuarui
de prcmedlacAo, mas he daquelles que deixam*obrar
as que nos servem de modelos. Dei um col-
lar...
Oh !... exclamou Daniel, olhando para Mara,
e passando algumas liuhas pela vista, conlinuou :
... Porm n.lo posso deixar de trata-la com urna
ternura e um respeilo que enchem-na de admira-
cAo. Cortamente is-o nAo he o amor Um dos dis-
cpulos da escola cabio na grara de urna lidalga ro-
mana, c aprescnlon-me cm casa della, onde encon-
Irci urna sua prenla mullo linda e engracada.Fa-
ze-lhe pruvisoriamenle la declaradlo, dsse-mr el-
le, isso nunca nflende raulher nenbuma. Qac .'
pode ser assim ? Iso nunca as oflende A expres-
- at do amor, dessa cousa sobrehumana e divina
pela qual os imperios c os cos deviam commover-
se pude ser aceita, repon lina e brutal sem nenhum
sacrificio pedido a vida, sen nenbuma prova impu-
ta alma Que nAo lerer feilo nem suflrido na-
da por isso Dirci somcnle a essa mulher: Vos-
se me agrada c is-o Ihe agradar, e olla me sor-
rir, c me amar '.' Nao, isso lamhem nAo be o
amor.
u Procurar, adiar e dispor am aasumpto mais
un menos feliz, Iradu/i-lo sobre a .lela com asil-
encia de mao qnc se lomar cada vei mais cuin-
indio, fazer cuiliin um quadro nao lie'cousa preci-
siinenlc iiicommoda. Procurar, adiar e salanlear
nina mulher mais ou menos formosa. faze-Ia em
urna palavra. sua amante lambcm nAo he cousa
muilo Ir.ihalhosa. Mas rrear oi amar rcalmcHte he
o dinleil, e muitas vezes o impoativel que s depen-
de do que ba de Dos em nos, e parecc-me que nAo
be pennllido ao bomem supprir ainda em sen pro-
prio seio a tarefa do Dcos...
Daniel paren ah, c Leonardo que o linha ouvi-
dn crn grave allcnc,Ao e profundo espanto, dsse-
llie:
Tenhaa bondade de permillir que eu mesmo
torne a ler.
Elle pareceu empregar nessa segn,la leilura um
cuidado ainda mais serio, e depois entrenando a
caria Daniel, pcrcunlou-lhe iigenuamenle :
Comprchende isso, senhor Daniel ?
Ah. meu Dos, respundeu esle dando um
grande suspiro, Nalalis lem o mal de nos lodos : in-
quicla-se, duvida. desespera...
Mas deque.' exclamuu o vclho. Onde est
elle, para onde vai t Cerlamenle dcsorienla-se!
NAo he, esse meu caminho! NAo reconheco nosso
alvo:
"O velho cabio alguns instantes em urna medita-
rlo consternada, da qual sabio para dizer vivaaneu-
te a Maria :
Escreve-lhe, querida filhn, eserexe-lhe ja !
Conla-lhe o qne se pa--a aqui ; porque isso Ihe es-
clarecer lalxe/ -en proprio curarlo.
Continuar-fe-liu-.



'
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDA E.EIRA 9 DE OUTUBRO DE 1854.
revolucionarios, por indolencia de carador, por cal- sia nao podia Icr se Dio um sentido absolutista. A
diplomacia allemaa nilo queria a abolicao da consli-
culo ou por um zelo diligente previdenle para
sua popularidade. Sem espirito de iniciativa, deixa
os acontecimenlos su desenvolvercm, e como nao
eu domina nem repelle ncnhiim delles, parece que
lodos podera adiar nelle em cmplice.
Ha poucos dia<, elle aceilava a presidencia de um
club chamado l'niao, e sahe-se por ventora qual
era o programma desle club? Pedia quo i conslilui-
rdo proclamaste a tobcrania do povo ; reclamava a
suppresso das conlribui{oea indirectas, o etlabeleci-
inenlo le um imposto nico, a inslniono publica uoi-
mts.iI e gratuita, a u minislracflo da juslica pelo ju-
rv, a a-solirao da coiiseripcsoe da pena de mortc, a
redurrao do ejercito permanente e oarmamcnto'uni-
vcrsal do povo, finalmente ludo islo enroado por
um processo em regia feila a rainha Cliristina pc-
rante as cortes, encaeregadas de julgar seus rrimes.
Se era um icio de alia diplomacia da parle do du-
que da Victoria aeeitar a presidencia de um seme-
llianlc club, he urna diplomacia singular. Depois.
em um banquete oflerecido pela imprensa aoministe"
rio, Espartero, presidente do conselho, esquecia o
nome da rainha em seus brindes, e foi preciso queo
general O Dounell reparasse este olvido invocando
o nome de Isabel. Era em um caso vurgar a re-
velacho doeslario interno do governo, que nao he
(raeo smente pelas circunstancias, mas porque ha
nelle duas tendencia diversas, duas polticas, urna
seeapre prompla para transigir com ludo, a outro
sentido a necessidade de reagir contra a anurchia e
dar a* paiz at garanlias de seguranca, sem as quaes
nao pode viver.
A primeira destas das polticas reinou at aqni ;
a ultima parece ler-ss manifestado lia pooco lempo.
O ministerio nao se eiiilenlou com pronunciar a dis-
salaca das juntas revolucionarias ; o gnvemador de
Madrid, que poz em vigor a legislado de 1837 sobre
a imprensa, legislarn ua verdade pouco oppressiva,
mas eiige algumat garantas; restringi o direito de
leunio aos eleitores. Finalmente o governo de-
pois de ler consentido conservar como garanta a
rainha Chrislina.retolveu-se por ultimo a proteger sua
partida para Portugal. He verdade que o governo
nilo tomou esta medida sem dificohlades, mas estas
mesmas dificuldades ileram um carcter mais pro-
nunciado a urna ccrla^ reac$io. As preteocoos dos
clubs, que reclamavar a revocaeSo do governador
civil, foram repcllidns. Um movimenlo provoca-
do pela partida da rainha Chrislina foi comprimido
com o auxilio da milicia nacional. Mais senhor de
i i em Madrid, lera o governo a torca suflicienle para
vencer as resistencias as provincias, se por acaso
aparererem".' Infelizmente aqui se aprsenla una
grave questao : he o oslado da guerra. Permillio-
se aos soldados, que se pronunciaran! em junho e
jullio, urna reriuco de dout anuos de servico. tunan-
do se quiz cumprir a promessa, vio-se que, se fosse
snmenle a respeilo dos soldados insurgidos, se des-
contentara todos os outros; arriscava-se crear dous
campos no ejercito.
A reducto tornou-si; entilo geral, e resulta dahi
que no momento em que o ejercito faz-se mais
necessario,adiaste completamente reduzido numer-
i menle e moralments aeometlido, assim como pro-
va mais de urna sedir-a militar.
Eis-aqui as dillicnldades de que se aca cer-
rado o governo hespnnhol. Netta situarn he que
as eleirOes te h3o de l'azer daqu em breve. Eslas
eleiees lera, segundo seu espirito, urna inflaencia
coosideravel, porque o futuro da Pennsula depen-
der em grande parte Jai cortes, qne dellassahirem.
AteoUto ludo esli adiado;o governo s lem um fim
a seguir : eonvem que elle viva ainda mait de dous
annos ; he inulo, qtiando te deve viver entre urna
rcacc.ln.que o sentimento publico pode prccipilar.c a
lula desesperada de lodos os elementos revoluciona-
rios, reanimados repentinamente pelos ltimos aron-
lecimentos.
Volvendo-sc os ollios para estes dous pontos, para
o Oriente e para a llespanha, v se um duplo proble-
ma, que loca nos inleresses mais vivaces. Aqui,
como diziamos, he o problema das relares, das alli-
ancas, da seguranza do Occidente ; all o da orga-
ni-.ic.io iulerna dos povos, que procuram conciliar
insliluices liberaos com a autoridade monarcliica.
A Franca temoprimeiro lugar na primeira destas
questes; ella tem seus ejrcitos no Oriente. El-
la nilo tem evidentemente de inlerpr sua arrilo na
ronfusAo dos partidos hespanhoet. A Franca s po-
de nter ir na Hespanlia cora o espectculo de sua
historia, com a lombranra de suas crises e com a
lirao, que deltas se obtem. lie urna nlervcncilo
que lem sua eloquentia, c que poderia ler sua efli-
cacia. A Franca no lem conservado anniversarios
le lodas as suas reflojoes, esee ullmo reflejo dos
acontecimenlos que dura um da par anno, e que te
rompoe de fogos de artificio, de illuminaroes, e rego-
stos populares. O governo actual supprimo to-
dos os anniversarios, al o do seu nascimento para
deixar sohsistir tmenle a fetta do toberano, que a
15 de julho foi relebrada como silo todas as ceremo-
nias publicas. Como silo iudispensaveis as festas
populares, ns melhores cerlamenlc silo as mais inn-
ITensivas, aquellas que nao recordara nenhuma Ira-
gedia, nenhum (riumpho de guerra civil, nenhuma
derrota de partidos oa de opines. He este senli"
mente invariavel, que impelle o povo para as rau-
des rcunioes, onde se Ihe oflerecede lempos era lem-
|ios o espectculo de ama Iluminara maravillwsa.
A Blgica Ua muito lempo, qne eslava ao abrigo
de loda romplicaeio interna ; ltimamente esteve
liante de urna crise ministerial. O gabinete de
llrexellat offereeeu sua demissAo ao re. Porven-
tura a explicarn desle faci est no movimenlo dos
partidos? Pela contrario o ministerio nilo pertrnce
a nenhum partido ; elle tiuha sido formado justa-
mente e se manlinlia coa o pojo de (odas is *p-
niet em consequencia rita. Sua grande raza de existencia he que o par-
tido calholico e o partido liberal esli em urna tal
rolar de torcas, que caria um deffefVna^poderia
gnvernar. O gabinete leve de solTrer revezes, mas
estes revezes nilo linkam um ak.mce poli I ico tal, que
elle devetse resignar o poder ; portanlo deve-se pro-
curar em oulra parte a cauta da dentista* do gabi-
nete de Bruxelles.
A principio se disse que era esta urna razao da
situarse diflicil, que elle linho creado para si com a
expulsa de um refugiada, publicada no Manileur
belga de um modo um pouco ostensivo; mas esta
inesma causa nao parece ser a unir. Outro motivo
indica*i nao rieixa de ser eslrauho. Com elfeilo,
dizedeejue a ilemissie dos ministros belgas foi deter-
minada pela visila de civildade que o rei Leopoldo
piopoe-se l'azer ao imperador no campo de Bolonha.
O gabinete de Bruiellas leria considerado esla visila
como urna offensa feila neutralldade belga. O n.
Leopoldo nilo dei\ou de persistir, e o gabinete deu a
sua demissao. Para fallar a verdade, poile se per-
gunlar em que aneulralidade belga, que os ministros
tem i ertamenle grande razan de tomar em conside-
raoao, sera violada por urna visila ao campo de
Bolonha. Seja como for, a rclirada do gabinete pa-
rece ser definitiva; tanto mais quando os embaraeos
internos do ministerio se tem complicado de um mo-
do singular depois de alguns mezes. Quem Ihe su-
ceder.! ? A dilliculdide esto no estado actual dos
partidos. Os qae dominara a iluaoSo, sao um ccr-
to numero de depulados, que, pelos seus preceden-
tes, podera pender para um e outro lado. Esles
'uicao na Dinamarca propriainenlo dita, mas nao
queria que as insliluiocs liberoes fossem igualmen-
te applicadasao Slcswigeao Holsleiu.
Com efleilo estipulou-se que uslcs ltimos paizes
leriam simple-mente eilados provinciaes, conservan-
do alm ditlo a Dinamarca sua Id fundamental, e
que urna conslituifao commum, ligara as diversai
parles da monarchia dinamarqueza. Qual seria esta
con-tiluic.-io? Como seria feila? He o que te lem
debatido desde 1851, e tem resultado das lulas fee-
quenlet entre o rei Fernando VII e as cmaras de
Copenhague, que por diversas vezes lem insistido
em conhecer as bates da constiluic..io commum, ao
pasto que o gabinete recusava publica-la*. Suspei-
lava-se que o governo quera obrar por sua propria
autoridade, c era justamente a islo que as cmaras
dinamarqoezas se oppunhim, invocando a constitui-
dlo de 1819. A proporjao que as circumstancias se
desenvolvan), as manifestarles e a opiniao publica
e succediam em favor ricsla le fundamental; porm
foram sem tuccesso. A uova conslfluico, eslen-
dendo-sc a lodos os estados da monarchia dina-
marqueza, foi promulgada por decreto de ti de
julho.
O edificio de 26 de julho repousa lodo na creadlo
de um senado ou consclho de estado, encarregado de
conhecer lodos os negocios cornmuns i monarchia
dinamarqueza, islo he, i Dinamarca propriamentc
dita, aos ducados e s possesses dinamarquezas.
Este consclho dever. coexistir com o Folkctbing e
o Landlhing tendo assenlo em Copenhague e re-
presentando o reino com os estados do Sleswig, com
os estados do Holtlein, com os do Lauenbourgo, com
a assembla das ilhas Frrroer .auglhlng) c a de Is-
landia (Althing). A monarchia dinamarqueza nao
lera porconstguinle menos da oito assembla* pol-
ticas para dous mllies e meio de habilanles.Exa-
minemos so ao menos a cnnslittiira commum de ti
de julho he bem organisada para conservar unidas
toilat ai tuat parlas.
Pelos arligos !l, 22 e 23, o novo consellio lem
voto deliberativo para eslahclecer, modificar ou sup-
primir todo-imposto commum a monarchia, e para
cunlrahir ludo empreslimo publico. Seu concurso
he apenas contullalivo em lodos os oulros negocios
ciimmims. Dos 50 mambros, que o compf>e, 2U
sA nomeados pelo re, 18 pelat cmaras dinamar-
quezas, 5 pelos estados do Sleswig, 6 pelo Holstein,
e I pelos estados da nohreza e municipalidades do
l.aueubourg. Ora, he fcil de compreliender i pri-
meira vsla, que a acc.ao da nova le depender da
firmeza ou da fraqueza da Diela do reino. Se as c-
maras de Copenhague recusarem abandonar sua in-
fluencia sobre os negocios zeraes a loda monarebia,
sobre o excrcilo, esquadra, conscripto, fario fren-
te ao novo senado; e relativa raen le ao orea moni o.
como a dieta possoe legalmente o direito de volar as
tres quintas parles do budget da monarchia, segue-
se evidentemente que as oulra- duas quintas parles
serao filadas aiitecipadamcnle por ella. Demais de-
pendendo es arligos 21 c2l da aceitarlo dascamaras
de Copenhague, quesera da nova carta, se ellas res-
ponderem por urna recusa ?
O ministerio declarou immedialamenlc a cunsl'"
luirlo de 26 de julho exequivcl para os ducados, e
espera que as cmaras dinamarquezas, que devem
rcunir-se em ouluhro, hAo de mulilar a le funda-
mental de 1819 para adapta-la s disposicoes do
novo acto. Eulrclanlo, que acontecer, se a Dieta
de Copenhague recusar sea assenlimeulo i consti-
lui.ao commum '!
Em certas reunies elciloraesja se lem propo-to
aos candidatos quesles eomo eslas: Keconheceis
que o aclo de 26 de julho consliliic urna violarao re-
al da co *l tincan'.' Promeltcis, logo que se rena a
Diela, pedir segundo os arligos 18 e 7:1 da le fun-
dantamenla^a aecusarao do ministerio por ter em-
pieliemlido modificar a nica consliluirao existente
do reino sem o consenlimenlo das cmaras ? No caso
em que, apezar desta demonstrarlo, o ministerio li-
i as.o no poder, proroelleis empregar todos os meios
conslilucionaes e legaes para apea-lo ? Se o gabine-
te finalmente re-iili aos protestos solemnes da Die-
la, laucareis mo do ultimo meio de defeza ? Bc-
cusareis o mposlo?Qual podera ser a conducta dos
ministros, se os eleitores derem aos seus depulados
semelhanlcs instrucrijcs, e estejam decididos a nao
pagar senao aqoelles impostosque liverein sido vo-
tados pela Dicta de Copenhague ? V-se pois que
a Dinamarca nilo esl ao abrigo de novas crises,
que podem tonar-se muilo graves.
Mosto seculo olferece um encanto particular, o
qual nasce da diversidade dos espectculos. Fa-
zendo proteger o Irahalho morale poltico dos povos
rio vclho mundo, faz ser ao mesmo lempo, dia por
da alem do Atlntico essa penivel crcaco de raras,
emancipadas hontein, que nao lem podido organ-
sar-se.
I.iv res de seu anligo jugo e ficantlo esrravas de
suas paixoes, eslas rajas hispano-amei canas sao o
cxemplo do mundo contemporneo pela auarchia.
que os devora, e pelas imposibilidades em que ellas
se debatem. Dicladuras para curar-se das rcvolu-
c,es, revoluret provocadas pelos excessos das dicla-
duras, preconoc lo- poefis envolvidos em arraslamen-
los facticios, at ambiroes pessoaet auchendo a -cena,
o abuso ilas idias tornado mais icntive'pela impo-
tencia ilos inleresses, lal he sua Mtlutia, lal be o
circulo, do qual ellas nao podem sahir. Parece que
ha desde algum lempo urna verdadeira recrudescen-
cia de auarchia em lodas as repblicas liispano-ame-
ricauas.
No Mxico as conplicares internas augmentara,
como se salie, at dilliculdaries creadas pela lemivcl
visinhanra dos americanos do Norte. Infelizmen-
te onde nao existe este genero de perigo, reina a
propostas tiuha por lin eslaheleceripie, dalli em (li-
ante, os eslrangeiroi nao leriam riirelo a nenhuma
ndeninisaea.i pelas perrias, que solTresscm as revo-
lucocs, isto he, as mais ilas vezes porverdaderos es-
polios. He um principio que os governos europeus
nao approvarAo orovavelmcnle, c em lodo o caso
nao he um meio muilo proprio para alrahlr os es-
trangeiros.
Eis-aqui os traeos com que se raracterisa a pol-
tica democralica rie Venezuela Realmente he o par-
iMb rieinocralicu ipic domina na pettoa do general
Gregorio Monagas. Cmdo he que at revoluees nao
dexariam de aparecer ? Ellas sao o Iriste frnclo de
urna admintlracau sem prestigio, i qual para com-
hale-las, vai procurar sua forra em ludo que pode
ser um perigo para o paiz. A ultima revolueAo,
que anda existe, uto lem conseguido al aqui senao
fazer apparecer nos dous partidos urna animosidade
extrema. A tropas do presidente baten os rebeldes,
mas sao victorias esteris. O governo esla reduzido
a urna especie de suspensao de pagamentos. Con-
seguio do conselho de estado urna autorisacao para
conlrahir com empreslimo Toreado rie 500,00l> pias-
tras, e os presidentes das provincias eshlo encarrega-
dosile repartir arbitrariamente a coiitrihiiirau cnlre
os cidadjas, os quaes se nao pagaron em tres dias,
eorrom o risco de se verem presos e julgados por rri-
me de retolliao. O inimigo que nesla insurreicao
per-egue o governo, he o general Paez, o mais illos-
tre chefe de Venezuela, hoje refugiado nos Eslados-
i;nidos, e rujo nome he a senba natural de todas
as resitencias. Ja se lem anminciado muilas vezes
a chega la de Paez com munirOes e dous navios a
vapor, mas al aqu ainda se nao realisou. Se o
general Paez desembarraste em Venezuela, a insur-
reicao poderia reclmenle lomar urna forra nova,
um caraeler mais serio. Por tuna rirrumstancia
singular, o general Tadoo .Monagas, dando seu apoio
ao poder mu disputado de seu irmo, tem mos-
Irado procurar lima po-irAo intermediaria depois des-
sas nsurreices. Elle repellia a Ici sobre a abol-
c,Ao immedala da escravidao, quando foi appresen-
lada e a fazia combaler por seus amigos, e muilas
vezes instou com sen rm1o para que mudasse de
sjslcmae se ilcscmbaraeassc de um circulo mu pou-
co considerado. Em summa o general Tadeo Mo-
nagas lem em visla ser presidcnle, se as circums-
tancias o nao fizerem oulra vez dictador, e tal he o es-
lado em que se ada Venezuela, que muilos homens
sem partido veriam na dictadura um melhoramento
do oslado actual. O general Tadeo Monagas he to-
dava o mesmo que em 1818 dispersava o congresso
com as armas. Sao eslet os 9mplomas da situarlo
de Venezuela.
[Recue dos deu.r mondo.)
novo impulso ao commerrio, rcmowjmlo mais c mais
os anligot impedimentos fitcaes prosperidaric, -ao,
quanto ao presente, concluidos ; e muilos homens
de a-pirarOes devem comerar novamente os seus es-
ludos, ou depor as suas ambicoes, a fim de serem
uleis e grandes. He provavel que a gerac,ao mais
remola da reformadores os homens excessivamen-
le oceupados acerca da arte e da educaraoparli-
Ibem da sorte dos reformadores cnmmerciaes, e sejam
esquecidos na hulha da guerra, ao patsu que as suas
exigencias cuadjuvacSo pecuniaria, em consequen-
cia dos seut desojo- insaciaveis, poriem ser tolalmen-
le despresadat, Muilas esperaneas ji te adiara ma-
logradas, e muito mais ainda bao de Picar.
Nao ha muilo lempo que se disseque a segunle
guerra seHa no Hheno, c as preparac;es dos sobera-
nos da Europa atos seus svslcmas militares sao
feilos no ceso desta contingencia. Elles nao espera-
vain que a guerra, quando se rcnlisa'stc, fosse no Da-
nubio e no Pruth, no Mar Negro ou no Bltico. Para
itlo Dio eslavam preparados, e o exerclo da Prussia
que, cm consequencia dos velhos senllmenlos cont-
nenlaes, podia ser omnipotente no Rheno, he ni-
camente um obstculo poltica que S. M. da Prus-
sia riesejaria mu voluntariamente seguir. A MI
Landwcher u;io pode ser empregada contra a Eu-
ropa, nem mesmo contra a Austria, em favor da Rus-
sia. Pode-te duvdar al, seja qual for o caso para
com as levas hngaras c italianas, se a popularan e-
davonica do imperio austraco, sera um instrumento
conveniente para ama guerra no Danubio e no Pruth,
e se a Austria pode ser parausada lauto pelat difli-
culdades reacs da sua posiclo e popularan, como pela
suas duvidas c desejos. A Austria e a Prussia j lem
aprendido que os sytlemas que sao mui adoptados
|wra resistir um aggreasor eslrangeiro, nao sao bous
contra dWcouteutamenlo domestico. As auas coras
j tem sido arrasladas na lama, e apanhadas, posto
que nao deslustradas, poroutras raaos que nao atdos
seus proprios toldados.
Nenhuma potencia eslava preparada para a pr-
senle conlenda. A Iropa da Craa-Brelauha est, em
verdade, al cerlo ponto sempre prompta para obrar
Un q -lalquer paragem, mas nao eslava preparada
com navios capazos de operar as aguas do Bltico
contra os fortes que cumpre ajtallar. As prepara-
cues e esperanzas dos soberanos da Europa, teem
sido tao imitis como as preparaces e esperaneas
dos reformadores c das classet industriosas, ou al
muito mais inulcis; e a guerra, que a Europa foi
tao ine-pera lamcmle forrada pelo campean do sys-
ema conservador, lem-lhe arrebalado do espirito as
ideas de lodas as elasses polticas, urna especie de
auarchia mental he o resultado da mudanca raate-
*W (The EconomUt.)
mesma incerteza. Venezuela esla em um estado
permanente de crise ; a Nova-Granada, depois de
ler tirio sv sienta ticamente agitada por urna ridicula
demagogia, veio a cahir na guesra civil, em que
ainda se acha ; esles dous etemplos sao boje os mais
alientes.
Desde 1810, o poder cm Venezuela esla em urna
familia, pie lem fcito delle seu palrimonio ; o ge-
neral Tadeo Monagas o trausmittio ao presidente
actual, o general Gregorio Monagas, seu ii inao. o
qual as prximas clercs vai enlrcga-lo portua vez
ao chefe ria familia oa Iransmilli-lo a um outro de
seus ii inao-. i; (evada pela forca, esta eslranha
dymuastia se sustenta pela forra. No anno prximo
pascado, duas ou tres insurreiroet liveram lugar as
principaes provincias de dimana, Varinas.e Cara-
bobo, e urna nova insurreicao acaba de aparecer
ncsle momento em Coro, ou antes he a continuaran
dos movimenlos precedentes mal comprimidos c re-
nasceudo sempre. Por essa razao o general Grego-
rio Monagas pasta o lempo em rccrular, negociar
emprestnos e pedir ao congresso poderes extraor-
dinarios. Finalmente o congresso, instruido pela
experiencia, nao faz escrpulo em conceder esses po-
deres. Ainda ha pouco lempo, elle conferia ao mes-
mo lempo o titulo de general em chefe perpetua-
mente aos dous irmaos Monagas, ao actual c ao ex-
presidenle, o que nao deixa de ser bizarro,tanto mais
quanto os dous irni.ioi nao vvem sempre ua inelhor
nlelligencia; elles sn se harmoni sa, no desejo de conservar o ascendente da familia.
Na situaran de-ka repblica agitada, ha desde mui-
Esperancas malogradas.
a A nossa prsenle vocacSo, diz o Times, he a
guerra, e loria a.nossa energa e lulos os nossos re-
cursos (em sido concenIrados nesle objeclo. A
maioria dos nossos concidadaos esperavam o contra-
rio ha dez ua mesmo ha dous anuos. Maior decep-
i;aoaj esperaneas rnai- Ilusoriasnunca se reali-
sou contra una nacao. Ha cousa rie um auno o nos-
so povo, gozando de una prosperidarie sem ejem-
plo, esperava smenle que a sua livre industria con-
linuas.se a derramar davirias sobre elle e sobre ou-
lros ; e recciava somonte que sua prosperidade
fosse demasiada grande.' Agora somos impelilos a
urna guerra nio provocada por um vclho amigo e
allindo, cuja prosperidade roadjuvamos, cuja scen-
cia aperfeicoamos, e cujo poder e recursos augmen-
tamos. En?nainns aos Bussos a arle do mar, e de-
mos-lhes navios m vapor e camiiihos de ferro. A
nossa diplomacia creou o poder do czar, e a nossa ri-
queza augmenten a sua. D'onde menos esperava-
mos, temos recebirio o golpe mais doloroso. O sup-
poslo arrimo da caira conservadora e dos oulros
tbronos da Europa abaudonou-se i deslruicao, e lem
precipitado estados, que pouco miles pareciam segu-
ros e magnficos. Para soberanos, al pareca ser
mais do eu interesa do que do seu dever conservar
a paz, alimentar as arles de industria, evitar a vio-
lencia e a colera, e promover lien i g ni ladeen amor:
c precisamenteaquelle que rievia ser a maior prohi-
birn para os oulros comerou urna carrera de frau-
de, de roubo c de i minen-o assassinalo, ordenando
aos seus subditos que o seguissem.
Ha annos fora predclo que a Europa lnha vislo
o ultimo conquistador. Disscra-se que a rara dos h-
roes eslava acabaria. Suppunlia-se que o herosmo
fora sulliic.ido pola-n.icnes da Europa, combinanrio-
se para pun-lo como um crime. Foi degradado na
pessoa do prisioneirode Sania Helena. A Asia tiuha
vislo anles que um conquistador que fechara outro
n'um carcerc ; mas em 1815, pela primeira vez na
Europa, foi um perturbador guerreiro Iralado como
um criminoso. Nao riissuariirio por este exemplo, o
czar aprcsenlou-se como um conquistador. Se elle
pcssoalinenle necetsita de genio para haladlas, se
nao lem pericia para dirigir esquadrOcs no campo, e
nao lem arle para mover batalhcs humanos, prie
fazer a guerra por delegarlo, e perturbar o mundo
tanto por meio da sua cobarde ambicao, como fora
perturbadlo pela vlente ambiro c pela grande pe-
ricia do soldado corseco. Pensava-se que as naeoea
orain tao pacificas como os seus soberanos. A modo
que exista efe lodsjos Ihrouos da Europa urna hu-
milde especie rie mcdiorridaJe que se uuia iierteila-
mente com a quieta conquista de riqueza c lodas as
arles pacificas, mas conservando armadas c ejrcitos,
nutri a paiio da guerra. Ojogo que os res io-
garaiu por sua propria vanlagcui, o povo agora )ko.
sa que pode jogar pelo seu inleresse, e pede com
grande vehemencia ao menos aquise a guerra for,
como se diz, c mis eremos, menos popular em F'ran-
ea que os poderosos instrumentos que se tem exi-
gido como propalaran, sejam ministrados ao tea pro-
prio uso. As nossas esperanzas foram igualmente
malogradas, ao aceilarmos o fim dos conquistadores
e da pai jan do povo pela guerra.
Os nossos ronciriadaos eram exprobradot,
sendo morios para os negocios eslrangciros ;
lem ltimamente tomado mui inconveniente inlerct-
se ncsles negocios. Sito descriptos eomo frenti-
cos o por um csrriptor na Sorlh Brili.ik Reeiew, e
como i ondn i( apressado a nardo na guerra em oppo-
ii sicao i prudencia de lord Aberdeen e aos seut es-
forros em manter a paz. o (Juaiito s nossas pre-
paraces militares, assim como quaolo nossa polil-
INTERIOR.
: elles
mesmos depulados j contribuirn para a queda do lo lempo mn faci nolavel, que nao exislo no mes
gabinete do Sr. Bogirif mas se elles podem impe-
dir loda conibinaeto, lerao elles os meios de enlrar
no podar? Ellas quesles sem duvida bao de ser rc-
,-nh idas brev menle.
A Dinamarca era conlada no numero dos estados
cnustilurioiacs desde 1819. Esle lugar que ella oc-
eupnu hoiinisamenle, pinte ser ainda conservado por
ella depois do acto, que ha pouco acaba de ler lagar?
A 26 de julho, o raj Frcderico Vil, por parecer mo-
tivado rie seus ministros, oulorgou urna constituirn
commum para todas as parles da monarchia dina-
marqueza, e por esle arlo de aitloridade afcsolrila se
acha modificada e quasi annulada a constituirlo li-
beral, com que este mesmo rei tinha dotado a Dina-
marca a .ule iiiuho to 1819. Ninguem lalvez ainda
se esquecea, como te desenvolveu essa slluaeo da
qual sabio urna especie de guipe Je estado. Asdif-
liculriadcs nascem sobre ludo da nalureza mixta da
monarchia dinamarqueza, dividida em muilos esta-
dos c al cm muilas nacionalidades. Besnlla dahi
um irabalbo immenso para se conseguir combinar
eslos diversos elementos o Holstein. o Sleswig e a lh-
tiamarra. Em 1848 a Dinamarca lnha deriefender suas
fessetsc centra a invasAo rio germanismo, e o con-
segwew mas depois de se ter defendido pelas armas,
nao pede do mesmo modo conseguir preservar-sc da
intcnciin da diplomacia allemaa erutea. Ora tai
esl o perigo. A Dinamarca lornou-se um estado
constitucional, e a intervengo da Russia c da Prus-
mo grao nos oulros paizes da America do Sal: he um
movimenlo cada vez mais seosivel da raja negra.
Os homens rie cor oceupam os empregos, sobrclu-
do no excrcilo. He abi que o general Gregorio Mo-
nagas ,,rocnra boje a popularidade. A pnpnlarao
negra, que lnha (Icario escrava, eslava desde a in-
dependencia debaixo do rgimen de una lei cha-
mada de mamtmimor ou emancipaco progressiva,
rie lal morio que a escravidao ja muito reducida, se
extingua gradualmente. Na sessao de 181 ^iro-
poz-se no congresso una lei para libertar immedia-
lamente os escravos, que ainda bavia em Venezuela.
Os depulados de rr eram os autores e apoios nalu-
raes ricsla lei. Alguns rios membros rio congresso
procuravam na verdade Iludir semelhaiile medida,
ao menos noque ella linda de radical. Elles que-
ran! sohreludo dar um carcter real i indemnisa-
rjlo promellida aos propriclarios dos escravos, cm
lugar do caraeler Ilusorio, que Ihe dava a lei abri-
gando os ramos de renda do estado j deas ou tres
vezes h\ potecados ; mas a popula^ao nesTTa de Cara-
cas se agilava e debaixo desta preataao congresso se
appressava, em xseiar a [ti. O general Gregorio Mo-
nagas era aaodado como em libertador, e ara o oh-
jeeto- dafcdeieuiislraooes populares,
Oulra tendencia que se mauifesla lia milita lam-
po em Venezuela lie o odio ronlra os eslrangciros.
Mais rie urna proposta inspirada drsle triste espirito
;e fez no congresso de 1851. A principal deslat
ca eslrangcira, o governo tem dado tom ao povo, o
qual se suppe. ler corrido denodadamente, seguin-
do-o no eJterior. Era impossivcl ao governo grn-
prehoiilero otlicio de guarda do mundo, conservar
esq u a Inao-fluctan tes para acallar a escravidao e O
trafico rie escravos, e fundando, de harmona com os
seus alliados, reinos como a Grecia e a Blgica para
promover a rivilisaco e suslenlar o equilibrio do
poder poltico, sem excitar no povo urna norflo ex-
traordinaria das tuas propria* funeces, regulando a
marcha da sociedaile. Agora que o seu progresto
nao parece estar de conformidad^ com os seus de-
tigniovelle se lem lomado imperlincnlcmenlc acti-
vo. Emqanlo o poder de interferir nos negocios
das nacoes for ejercido as veredas ordinarias da di-
plomacia, nao pode apparentemenle ser ronduzirio
mui lunge ; mas he reputado extremamente incon-
venienle ter a grandeza da naeao prompla a interfe-
rir em negocios tao insignificante* e distantes como
as rclaces entre a Russia e a Turqua, c quasi domi-
nando as dccises dos ministro*. Emqanlo seme-
llianlet ohjeclos podiam ser limitados a enngressos,
protocolos e demonslrares, nao era dcsagradavel ne-
goriar e represenlar ; mas quando prognosticam a
guerra, e passam dos calimetes doVministros para o
forum popular quan lo j nn slo ohjeclos ihjnc-
ra discussao, mas inspirain>anmosidades narionaes e
desperlam paixes adormecidas as esperaneas da-
quelles que desenvolvem interferencia san grande-
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTAOOS.
Sia 22 de agosto
l.ida e approvada a acia da a ulero ten le, o 1. se-
cretario da ronla do segunle expediente :
Um oftlco do lo secretario do senado, enviando
varas proposiroes da mesma cmara. Vio a im-
primir para enlrar naordem dos ira bullios.
Um requerimento de Gulherme Jos Teixeira,
pedindo permissao para fazer acto do 3 anno do
curso medico depois de fazer do 2 cm que esl ma-
triculado, e que te considere eomo matriculado, no
3o, e nao no 2" como se acha. A" corarais-o de
iustrucco publica.
I.m-se e approvam-se varas redacres.
Entra em V discussao o projecto doSr. Wander-
lev prohibindo o lrans|ior!e de escravos de urna pa-
ra oulra provincia do imperio.
O Sr. Silveira da Molla diz que considerando
o projeclo pelo lado jurdico, pelo lado econmico,
pelo lado poltico e pelo lado moral, nao achara
nelle face alguina por onde Ihe podesse prestar a
sua adhes.lo.
Considerando-o pelo lado jurdico acha que ol-
iendo directamente o direito de propriedade ; con-
siderando-o pelo lado econmico acha que nao ac-
commoda necessidade alguma a respeilo dos servi-
$os da nossa lavoura considerando-o pelo lado
poltico v nelle urna perenne fonle de males pelas
conleslacoes a que podemos ser levados de novo a
respeilo da equiparar "o rio commercio rie escravos
dentro do paiz rie provincia para provincia com o
commercio Ilcito rie escravos oonsirierario pela lei
de 1831 e de 18.it); considerando-o pelo lado moral
acha que he riefieienlissimo.
O orador d longo dcseuvolvimenlc a cada urna
deslas proposites, e conclue o sea discurso nos se-
giiinios termos.
Sr. presidente, lenho aprescnlado as rete em
que me fuudo para votar contar este projeclo; nao
lenho em vistas embaracar a sua passagem ; mas
lamenlaiei as consequencias desastrosas que te bao
de seguir se acaso Tor adoptada urna idea que. a
meu ver, he de um perigo constante para o notso
paiz. Abolir-te o direito rie propriedade ou reslrin-
gi-lo, ronlrai iaiein-so todos os principios econmi-
co-, arritcar-se o nosso commercio de caboteKem i
equipararan com o commercio da, contrabati da
costa ri'Africa, tujeilarem-se os nossos navios cos-
inos legi-laco excepcional de 180 e de 1831, s
em visla de accommndar urna idea phlanlropca, he
cousa a que nao posto dar o meu asseoso. Pejo ao
Ilustro auter df projecto qae releve esta objeceao
qae Ihe faro.
Fica esta discussao adiada pela hora.
Continua a discus na sesso antecadente pelos Srt. Ferrar, e Mendos da
Cotia ao projecto sobre paajritenlo de presas e re-
clamaces de lord t'.oclirane.
O Sr. Paranho* ( minislro da marinha ): Sr.
presidente, a proposta que a nobre commssjo de
marinha e guerra ollerececcii convertida em pro-
jecto de lei discusto da cmara nao he aclo do
mini-torio actual, e sim de seu Ilustrado anteces-
sor. Esla observaco que lenho a lioura de fazer
cmara serve para mais persuadi-la de que pronuu-
cianJo-me contra o ariiamenlo qoe ora se discute
nao o fa^o seno movido por motivos Je inleresse
publico e de juslra, os quaet reclamam da cmara
urna decisao prompla e favnravel sobre esleohiecto.
Trata-tc, senhores, do pagamento de una divida
na opinio de torios eonsirieraria sagrada.
O Sr. Correa dan Hete*: Apoiado.
O Sr. Mnitlro da Marinha : Trala-se da re-
munerado de serviros presladns i independencia do
imperio, e na guerra que sustentamos coulra a re-
pubica de Buenos-Ayres. Sobre le objeclo pen-
den) de longo lempo reiteradas reelamacftes de sub-
ditos brasileos, c de subdito* eslrangeiro* que ou
pertenecram ou linda perlenccm i armada impe-
rial. Na opiniao de estadista* muilo respeilaveis,
em varios documentos por elles firmados te diz que
a dignidad!' nacional, o decoro da cora imperial
i'jigom que se nao espace por mais lempo o paga-
mento devido aquellos que lem direito ao produelo
das presas rie que se traa.
O nobre ilepulaifo\-aulor do requerimento de arii-
amenlo disso que a (Miara nao eslava sufliricutc-
menle esclarecida para votar sobre objeclo de tan-
la importancia ; o nobre ileodtailo declaruu ao mes-
mo lempo que nao hava rmdiilo consullar os docu-
mentos que icompanharam a" proposta do poder ex-
erutivo. Esla declara;ao expliy ludo quanto dis-
se o nohrr depulado sobre a materia verlenle. Et-
lou persuadido de que se o nobre depulado houves-
se podido examinar esses domnenlos, teria formado
juizo muito diverso, ainda quando nao fosse in lei -
ramcnle favoravrl s dispotes da proposla con-
vertida em projecto de lei.
Senhores, o governo submcllen ao conhecimenlo
e exame da cmara lodos qua utos documenlos era
possivel ebter a respeilo dcsla materia ; lodas as in-
i'orinacea, V resultado de todas as diligencias a que
se proce.leuVio espaco de 10 annos, rcerrendo-se a
toda* as fonles quxrpo liara midislrar esclarecimentos
e dados sobre a malera; ludo foi tubmellido ao
cunIieciiiient du poder Jcgislativo.
O .Sr. Ferraz : Nao existiam na secretaria da
cmara.
O Sr. Minisiro da Marinea ;Pero liccnra
cmara para ler os ponlot esschciaes de alguns do-
cumenlos que se acham appensos proposla do po-
der execulivo. Servio rie base a lorias asaverigua-
res ordenadas pelo guveruo, e seguidas sem in-
Icrrupcao desde 1811, o segunle parecer do procu-
rador da cor i, soberana c fazenria nacional, que
en I .in era o conselhciro Jos Antonio da Silva Maia.
u Senhor.Tendo-me nriljiidj) a regencia em
nome de V. M. Imperial, que," fTVsla dos requeri-
mentos, lano do chefe rie diaWo graduado James
Norton e das informarles tobrTcllc havidas da in-
cOes. allm, ou ifc se applicarem a eslat as quanlias
'lepu.il idas, ou se permillir aquellos o lev amanenlo
dellat. entend me rumpria abranger esla materia
na informacao e parecer que lavo presenra de
Vossa Magcslade Imperial ; e em consequencia ret-
pei tusa me n le expouho o segunle :
Einquanlo o caso de presas se considera smen-
te como gujeito ao conhecimenlo e decisao das au-
toridadeajiidiciarias, abilbado com as formulas de
um processo, regido pelas disposicoes e legras or-
dinarias do direito patrio civil ou criminal; e em-
qanlo os apretadores e apresados se contemplan)
s com a qu didade de .-nitores e reos, qne atina! ap-
parecem vencidos ou vencedores, em virlurie dos
julgados, iiecessariamenle se ha de astenlar serem
osiipresadores de que se (rila obrigados como par-
tes vencidas nos respectivos processos indemnisi-
cao dos daino, provenientes das presa* que te fi-
zerain use julgaram mat, por nao poderem deiar
de vigorar em lal caso os principias jurdicos que
tujetam a -ati-l'aen e emenda dos dainos e
prejiiizot aquellos que ?3o legalmente convenci-
do! de os havercm causado ; e noslaupinio esla-
va por cerlo o governo de Vosta Mago-la le
Imperial, quando expedio pelas secrearias de es-
tado dos negocios da fazenda e eslrangeiros ot avi-
sos de 2ie 29 rie maio ria 1830, determinanrio-sc
pelo primeiro ao procurador da fazenda nacional,
que procedesse conforme o direito para que do
cofre da* presos existente no arsenal da marinha
te niio leanle soturna alguma tem que primeiro
fique o gocerno a coberto dos prejuisot, que pos-
sam procir das liquidoroes, que pendem para sa-
llsfaro das ditas presa* ; e approvando-se-lbe pe-
lo segundo a deliberaran que lomara de embargar as
quanlias depositadas no mencionado cofre das pre-
sas para seguranca da fazenda nacional.
Se porm, ahslrahiurio deslas circumstancias
commuiis, se alongar a visla tobre o objeclo para
ponderar oque etpecial e privativamente lem occor-
i'idn ii respeilo, onlo atienden lo au* proccdimenins
e delibcraees dos poderes judiciario, ejecutivo e le-
gislativo (fallodos que pude alcanrar aliunde, pois
queem nada lem sido ouvidoo procurador da eora
e fazenda nacional, no que, Iralado diplomtica e
politicamente, nao he da sua eompeleucia). forcoto
he concluir que ot mesmos sobreditos apresadores
lem sido colloeados na perfeita seguranca-de nao se-
rem inquietados a respeilo de tal inriemnisacAo.
Porquanlo, o poder judiciario, julgando justificado*
os arrestos c apresamcnlos dos navios neutros feilos
pela esquadra do Rio da Prala, apezar das arcaic-s
apresenladas as notas de iliflerenles encarregados
de negocios, como so v na sentenea do consclho de
guerra a que re-pon leu o almirante harao do Rio ria
Prafa, apezar das arguire* apresenladas as no-
las de differenles ene.arregados de negocios e na do
conselho supremo militar de justea, que a confir-
mou, parece ter excluido dos apresadores loda ares-
ponsabiliriarie, pois que nenhuma pode resultar de
aclos reconhecirios por justse legaes. O poder exe-
culivo tambera deu a entender que se arbava possui-
do ria mesma opiniao favoravrl aos apresadores,
quando proceden revista rie graca especialissima
sobre os processos das presas em quesiao ; enlrou no
ajusle de convcnc3e9 diplomticas a respeilo de in-
demnisaces ilas mesmas presas, e mandn fazer as
liquidarics deslas, sem alguma audiencia daqaelles
inleressados, a qual alias se ngo poderia dispensar
te sobre elles huuvesse de pesar o resultado de taes
revistas, conveures e iiquidaedet; e quando pelo
ministerio dos negocios ria fazenda expedio o aviso
de 23 de feverciro de 1831, mandando pastar para
o thesonro os fundos existentes no cofre das presas
que existia na roparticjMle marinha ; ereconhecen-
lio o direito que at partes linham ao levanlamenlo
competentemente habilitados.
a O poder legislativo emlim (a men ver) lerminou
definitivamente esta questao e reputou o governo so-
lidaria e nicamente obrigado a indemnisar as per-
das e ilamilos resultantes rios arrestos e apresamenlos
que mal feilos se julgaram, quando, pelo decreto de
7 de novembro de 1831, o autonsou para dlspor da
nanita de Iret mil conloa para pagar medida que
! IVir liquidando o importe das presas reclamadas
pelas differentes nacoc, de que o mesmo governo
remidieren a necessidade de fazer o pagamento ; e
islo sem referencia ou men-o alguma das quanlias
depositadas de que tinha perfeitittima noticia. N es-
les termos tou de parecer que he iiufispensavel urna
positiva e terminante re-oluro de V. M. I. a esle
respeilo.
Este parecer do procurador da corda, soberana e
fazenda nacional foi tubmellido ao exame das tec-
cOes reunidas dos negocios da fazenda e da guerra e
marinha do conselho rie estado, as quaes em consulla
de 2i de dezembrn de 18ii foram desle parecer :
u Que os apresadores, pelos procedimenlos e delibe-
rar-Oes dos poderes legislativo, ejecutivo ejudiciario,
mencionados uaquclle otlicio (o do procurador da co-
ra i, forao excluidos de toda" responsabclidade pelos
arrestos ou apresamenlos dos navios neulroa, tendo
colloeados na perfeita seguranca de nao serem in-
quietados a respeilo de qualquer inderanisacao; de-
vendo ser pagos das quolas pertencentes a cada um
pelos navios apresados, a respeilo dos qnae*. sendo
definitivamente julgados boas presas, nao existir re-
clamacAo alguma~ do potencia eslrangeira, ou qual-
quer motivo que enibarace o pagamento.
Em seguida propuzeram as seccet.o meio que a
seu ver devia ser adoptado para'verificar o direito de
cada um dos apresadores ; sendo este meio o de urna
commissao a aacm se entregare todos os livros, con-
tal e documentos relativos as presas de ama e oulra
guerra, para que procedendo a minucioso exame,
furnias*", mappas ou relace* que retpondetsem a
varios quesilos que as mesmas secrOes formolaram,
isto he, que responderse a lodai as questSes de
helos.
menle malogradas. Emprebciideram urna especie
de luidla geralurna especie de poltica universal
esperando poder dirig-la pacificamente aos seus pro-
prios fin ; e sao tambora grandemente Iludi-
dos. _
Se ai esperaneas dos diplmalas ate Iludidas, sao
igualmente as esperanzas dos nossos rcformailorct c
legisladores. Os homens ria paz sao ao mesmo lempo
esquecirios. Aquellos que lem esludado a ciencia
la legislarn no intuito ele reformar a nossa ennst-
luiro. o nosso cdigo civil e romnierri.il. e que pro-
melleram a si proprios urna rarreira de felicidades e
Iriumpbns, j nao esla loo&Mo termo. Ot popu-
lares cscriplorcs polticos do dia sao aqoelles qoe
presumem conhecer mclhor a Russia e a Turqua,
os quaes tomaram o maior inters.r as campanhas
peninsulares, e sabem mais a arte da guerra.
Os legisladores mais procurados sao os finanreiros,
os quaes podem tirar do publico a maior somma com
a perda ao menos presente e permanente. Todas as
esperaneas de ulterior reducrao de tributa-, dando
Antn
MI
. r
tendencia ria marinha, romo ri.i capitao rie fragata
Barlholnmeu 11 a v den, e bem assim da consulta do
conselho supremo militar, e mais informacoes. do-
cumentos e autos da presa denominada San-Salta-
dor, baja de informar, inlerpondo o meu parecer,
sobre a divisan das presas feila* pela esquadra do
Rio da Prala, que requerem os tupplcanles ; eu
satisfara imperial deteruinicdlo, iuformando a V.
Mageslada Imperial que os supplicanles nao po-
dem ser deferidos pelo meio extraordinario a que
recorreram nos requerimentos dirigidos immediala-
menlc a Vossa Magcslade Imperial ; porque, para
ronsegiirem o levanlamenlo ( se tiver lugar ) da quo-
la que Ibes perlence no producto depositario dat
presas feilas pela esquadra do Itidsda Prala, preciso
Ibes he que precedam urna habilitarn de suas pes-
soas c urna liquidarn rie seu ilireito, (eilas por
meios legaes e ordinarios, pcranle o juizo comp-
leme, rie quera dimanen! ot respectivos precalorios
para lal levanlanicnlo ; e esta inhumarn teria por
agora sullleiento para levar este negorio sua mar-
cha regular, sem necessidade rie mais ponricracao,
se a questao apremiada como particular, e s rela-
tiva aos dous supplicanles, nao dependesse de so re-
solver duvida que occorre tobre poderem ou na
os apresadores em geral, ou os i nler estados as pre-
sas feitas pela sobredita esquadra, levantar aquell
producto deltas salvos de loda a responiabilidade pe
Em virluJe desla consalla, baixou o decreto n.
449 de 23 de maio de 1816, que se acha impretso,
pelo qual se mandn uomear urna commissao, com-
posla de um oflieiat da armada e dous oftlciaes de
fazenda, para liquidar a conla de pagamento de bies
presas, segundo as instruoroes annexas ao mesmo de-
creto, que cunti'-in literalmente os quesilos formula-
dos pelas secSes.e sao os seguinles : _
ii 1." Quaes os navios apresados, deflaramlo-se os
que foram ilefinilivamenle -julgados boas ou mas
presas, e aquello, sobre qu exislem ainda. ou re-
clama(Qes pendentes das potencias estrangeiras, ou
embaraeos de qualquer nalureza.
o 2." Quaet o navios apressadores, declarando-te
as presas que esles li/crara, quera eram oscomman-
danles da esquadra do navio apretador, ou daquelle
que esleve vista uu ouvio o canhao no momento
la Inraadia, c quaes eram as pravas do navio apre-
tador, a sdier : oficiaes de patente, ofliciaes mari-
nheiros Jcmcujo numero dviam ser comprehendi-
dos os nlllciacsde provimenlo, ou ofliciaes inferio-
res), e ltimamente os individuos da equipagem, in-
clusive Iropa. v
t 3." Quaefos navios apresados cujos producios
etilraiain uos cofres prnviuciaes,declaranJo-se aquel-
es que foram lomados para o servico do imperio e
a tua a val.irn.
a i. Quaes os indiviriuos que receberam quan-
lias adianladas por ronla das presas feilas, decla-
raiido-.e quaulo rcccbcu cada nm, a orden) porque
se Iheram laet pagamentos, e a estacan por onde fo-
ram reila*.
5. Ouar- os indiv iduos que lem direito a qual-
Suer quina respectiva aos navios apresado!, julgados
efiiilivamenle boas presas, sem que exisla recla-
mneie*, ou qualquer molivo que embarace a per-
cepcu da mesma quota.
6. Finalmente quaetquer oulros esclarrcimen-
los que scjulgassem convenientes para llustrarao
rio governo, ou a bem ria juslica das parles.
Por aviso de 9 de junho foram nomeados para a
referida committao o conselhciro Joo Martina l.on-
renen Vianna, o capitn de mar e guerra reformado
Jos de Souza Correa, e Juan Jos Dias Camargo.
Eslas commssoes liquidadoras cm ofticio de 19 de
dezemhro do mesmo anuo, junto aoappcnso n. 2 tob
n. 1, declarou que em presenta dos livros e pa-
pis que le foram remedidos, de nenhuma manei-
ra podia aalisfazer as vistas do governo imperial
quanlo.aespresas feilas na guerra da independencia,
c quasi nada podia dizer a re-peilu das presas feilas
na guerra do Rio da Prala ; por falta absoluta de
esclarermenlos acerca das primeira., e dos muito
pulicos ledenles is segundas.
Respondcndo aos quesilos que Ihe foram prescri-
tos salisfez o 1 e 2' com o mappa A rios navios
apresados pela esquadra do Rio da Prala julgados
boas presas ; ao 3o com a reanlo B ; ao 4o com o re-
sumo C, demonslralivo de differentes partidas rio li-
vro de despeza das presas feilas pela esquadra do
Rio da Prala. Tratando do quesito 5o limilou-se as
reclamaoes do fcarao do Rio da Prall e do capiUo
de mar e guerra, boje chefe de divisa Barlholomen
Hayden, dizendo o segunle (le.)
Ao quc-lo ti" declarou a commissao que nada l-
nha que accrescenlar.
Sobre clc parerer foram ouviilos dilTerenles em-
pregailo* da reparlieao da marinha, a saber : o in-
tendente que onlo era o conselhciro Miguel de S m-
za Mello c Alvim, o contador geral, o rhefe de divi-
sa Antonio Pedro de Carvalho, e o capitao-lenenle
da armada CtiristihBo Benedicto Ollnni, entao cm-
pregado no gabinete do minislro. I.erei a concluso
de.les pareceres. (Li)
A'vista dessus pareceres foram lodos os papis re-
mellrios roinraissao liquid.iilra, que responden
por offli*Ai de 27 do marco de 1818 e segointe : Que
pelo exame a que proredera no livro do cofre das
preaas, e nos poneos documentos cnconlrUos por
ullmo na secretaria do consclho supremo militar, e
cartorio da auditoria geral da marinha, nao podia
acrrescenlar cousa alguma ao que expendeu em of.
ficio rie 19 de rier.embrn de 18i(>, ao qual *e refera,
ele. Que lanas fallas instiperavcis haviam, segundo
Ihe pareria, e ao contador geral da marinha. grande
liarle dasJniae* turara por e-te numeradas em seu
oflicio do W de marro de 1817, que nao du v i la va
novamenle manifestar a tmpossihidado de respon-
der completamente a lodos os quesilos do governo
tobre -i'iiiel lilil o a n m pin. "
Foi nutra vez nuvirio o procurador da cora, to-
bcrania c fazenda nacional, que cutan era o mesmo
conselhciro que riesempenha boje e-le cargo, o Sr.
Frauciaeo Gomes de Campos. O seu parecer, dala-
do de 12 de feverciro de 1819, achava-se no appen-
to segundo wb n. 7. Nao differe essencialmente do
parecer anterior.
Depois de todat eslat diligencias e informarles,
foi o negocio de novo enltaenie ao exame das sec-
ura, habilitadas deram as seccOes u seu muilo lumi-
noso e fundamentado parecer, precedendo-e de um
escrupuloso relatarlo do estado da questao.
Ora, no he possivel, senhores. fazer-te urna ez-
posicao mais completa nem mait luminosa da ma-
teria do que a que te l na consulla dat tecces reu-
nidas do conselho de estado...
ne ^'rSlf^' "I 0b,ervo ao "O0" minittro
que sa trata do adiamenlo e nao da materia.
O Sr. MiniUo da Marinha : Porm para
S'J* Poniw^'o contra o adiamenlo 'neces-
n... T Umtn a m*"a ,le ""iroentos.
c^m .0rprropo.t.U.bmnSlr^,l,e t^^SS
em.nrr;.'V/end" '' ** V' E,C- """ CSSes e,t'-
cimenlos, a camarn na sua maioria nao ot lem.
O Sr. Ministro da Marinha : Limitarei o
exame que propuz lendo a concluso da consulla das
sectoes :
As sccccs, reconhecendo, visla do que fica
exposto, que he ab.olulamenle impralieavel proce-
i er-se i partilba das presas das guerrai da indepen-
dencia e do Rio da Prala pelos roeos ordinarios, por
ser actualmente impossivcl liquidar os seut divi
cennos nem terem lambem conhecidot lodos o in-
lerc'sadot na mesma partilha ; e convencida de que
a dignidade o honra nacional e o decoro da cora
imperial imperiosamente exigem, que se nao espa-
rc por mais lempo o pagamento de laes dividas, que
nao podem deixar rie ser consideradas como sa-
gradas, alienta a sua origem : e I, porque, alera de
estar empenhada no eu pagamento a promessa do
governo imperial, conlribuio nquestonavelmenle
para accelerar a lerminac.ao da guerra da indepen-
dencia, e por consequencia o reconherimento des-
ta ; e a 2., por proceder do um deposito exilente
no Ihesouro nacional; sao de parerer, quanlo as pre-
sas das duas guerras em geral : 1, que resolvendo
o poder legislativo a questao se os apresadores sao ou
nao responsaves peleyndemnisacao de podas e dai-
nos provenientes dos apresamenlos juigadot ms pre-
sa!, e preceriendo auloritaeao do mesmo poder'le-
gislativo, o governo imperial fixe a quajjlia que de-
ve ser distribuida como inderanisacao das mesmas
presas pelos inleressados que a ellas liverem direi-
lo ; estimando-se as da guerra da independencia na
quanlia de 600:000 proposla pelos apresadores com
a clausula, quanlo ao pagamento, de se deduzlr* a
quanlia de :WW:-i5i(il j paga por conla ao 1 al-
miranto lord Cockraue, como to musir cima ; e as
da guerra do Rio da Prata ua somma total de ris
009:9088972, com clausula de que o governo im-
perial s he llovedor quanlo ao pagamento da quan-
na de 272:6318042 ou o que realmente constar de
conta correnta exlrahida dos livros do thesonro na-
cional ; 2", que fixadas as snmmas div demias, o
governo imperial, com previa auloritaeao do poder .
egislalivo, prescreva a forma do processo da part-*
Iha, que podera ser instaurado perante a auditoria
geral da marinha para o fim minenle de que nelle
procedamos reclamanles> habilaco de tuat pes-
soas e liquidacao de seu direito, mostrando cada um
as presas que fez, ou a que por outro Ululo posta.
ter direito; subindo luriu ao conhecimenlo do gox^P
no imperial, para este regular a divisao ou raleio
pelos inleressados que i elle liverem direito, pela
Torma que julgar mais cun veniente.
o Tratando das reclamaoes pendentes, constan-
tes dos appensos, ao as mesmas serene* de parecer,
quanlo a lord Cockrane: 1, que elle lem direito au
promplo pagamento; ile 3 mezes e 10 riiaa rie sidos,
ou que na verdade rr, que se Ihe ficou devendo do
lempo que servio o imperio no posto de 1" almiran-
te, por nao poderem os sidos jr execulados, nem
mesmo suspensos, salvo nos Mes delerminados na
lei, que se nao do para corn o redamante, como se
mostrou cima ; 2", que nao pode ser contestado o
direito que o mesmo lord lem, e por su* morle sua
rnulher, ao vencimenlo rio meio sold, que, como
pens'w, Ihe foi concedan por decreto imperial de
27 de julho de 1821 ; nenhuma aeco porm Ihe as-
siste para exigir o pagamento, emqanlo durar a
snspensao que legalmente Ihe fui feila de seus ven-
cimentos por portara de 20 de dezembro de r82
alvir prestar coalas da sua commissao. eomo lam-
bem fica demonstrado ; 3, neuhuina decisao prie
ler a reclamaca de 2.000 que diz ter adiantado
para pagamento da guarnirn da fragata l'iranga
por falla de prova ; 4, respeilo reclamarao das
presas da guerra da iudepeudencia, o direito de lord
Cockrane he inconteslavel para receber a oitava par-
le do seu producto como commandanle em chefe
dasforcas oavaes apretadoras; roolrando-te, po-
rm. que elle receben j por conla das inesma* pre-
sas308:2388461, parasen pagamenlo, edos mais in-
tecessados, na lem acclo prra exigir a quola qae
Ihe perlence, einquanlo nao prestar contat da justa
dislnbuirao que era obrigado a fazer da referida
quantia.
ic Relativamente aos oulros reclamantes, sao at
mesmat eccs de parecer que nao te adiando liqui-
dada! as presas, lano da guerra da independencia
como do Rio ria Prala,'cumpre que elles se habili-
ten) competentemente pela forma que se determi-
nar, com exrcprio tmente do capilo de mar e
guerra Barlholomeu Hayden, que lem direito ao
promplo pagamento da quola que Ihe perlence na
presa da galera_.S7. Salcador, j liquidada na quan-
tia de 3:10685/(, comoj foi ordenado por aviso do
ministerio dos negocio! da marinha de II de dezem-
bro de 1840.
Assignaram a consulla, cuja condntao acabo de
ler, os Srs. Jos Clemente Pcreira, Visconde de
branles, Jos Joaqum de Lima e Silva, e Jos An-
tonio da Silva .Maia.
Sobre esle parecer la maioria dassecces Toi onv-
do o conselho de estado pleno, o os votos que ahi se
pronunciaran) constam do papis juntos proposta
do poder eiecutivo. A propotta he o resultado da
combinaco daquelle parecer com os votos que fo-
ram pronunciados na sessao plena docontelhode
estado.
Em vista do euioslo, podj-se sesleular que o go-
verno nao remell nocorpo legislativo documentos,
dados tulncientes para que podesse lomar conheci-
menlo desla maleriale revolver como melhor enlen-
desse em tua sabedoria e juslica ?
Mas, disse o nobre depulado pela Babia, nao ha
urna conla correnle das quanlias que enlraram em
deposito para o Ihesouro nacional pertencentes as
pretas do Rio da Prala, nem daquellas que foram
abandonadas por cunta das mesmas presas ; nio ha
demonslraca das qaanlias que foram abonadas a
lord Cockrane, por conla das pretas da guerra da
independencia ; nao ha filialmente urna conla dos
v encmenlo* de toldo e peuso que reclama lord t'.a-
ckrane. Nao ha, he verdade, documentos na forma
indicada pelu nobre deputan, mas ha documenlos
que supprem perfeilameule a eslet. ha documenlos
subministrados pelo Ihesouro c pela conladoria ge-
ral da marinha, dos quaes consta qual a quantia per-
lencenle s presas rio Rio ria Prala que enlrou em
deposito no Ihesouro, e quaes quanliat-aue doe-J
fre dat presas sahiram para pagamentotUle alguns
dos inleressados ; ha documento aulhenlicndo qual
conla quaes as quanlias que loram abonadas a lord
Cockrane parrti e para que ditlribuitsc pelos oflici-
aes e mais praras da etquadra do sea enramando ;
sahe-sc qual foi o oblo que o governo imperial as-
segurou a lord Cockrane emquanto elle acrvinse ao
imperio na qualiri ule de primeiro almirante ; abe-
te qual he a importancia da pon-juque Ihe foi asse-
auraili com solirov ivencia tua rnulher desde que
elle se retiraste do servico doimpero. Atsini, a c-
mara dos Sr. depolados tem ot esclarecimentos, os
dados necessarios para forma; o seu juizo acerca dat
quantia* de que trata a proposta.
Mat supponhamos que he impossivel urna conta
correnle exlrahida do jivro de receita e despeza do
cofre das presas do Rio da Pralt, urna conla de lo-
lui as quanlias abonadas a lord.Cockrane, o calcu-
lo de teui soldoi atrasados e tm|inrlanci.i da pen-
sao denle quo elle dcxou o servico do imperio al
boje ; he fcil otile.- estes documenlos sem que te
impela a discussao da materia. Esla exigencia do
nobre depulado nao pode ler o effeito de suspen-
der a discussao, porque pode ter sali*feila no inter-
vallo da 2* e 3* discussao ; para eonhecimento da
cmara, exislem documenlos aiilhenlicos
loo o facto do subsidio para a Repblica Oriental do
Uruguay....
O Sr. Ferraz: Nao era pagamento.
O Sr. Ministrada Marinha : ... En um cre-
dite que pedia o%overno, era urna despeza impor-
tante, e sobre ella lio foi nnvida a commissao de
fesenria, mat a comati>slu de diplomacia...
O Sr. Mendei :*Ei commissao de oreamenlo
tambem.
OSr. Minislro ia Marinha: Un eu lenho
um precedente idntico ao caso ees questao. Esla
roetma questao das presas na parle relativa i da
guerra do Rio da Prata, foi aabmeltda ao conheci-
menlo da cmara na legislatura pastada ; alguns
ofliciaes da armada rrquercram o pagamenlo da*
parles que Ibes pertencem destas prisas. A quem
foi remetlido este reqoerimenlo Foi remrllido i
commisslo de juslica dvil, cujo parecer, datado de
30 de agosto de 18>0, eu tenho agora lata.
Sr. presidente, esle negocio reclama urna decisao
prompla do poder legislativo, qualqeer que ella se-
ja. O governo enlendeu que devia aceitar a propos-
ta do seu antecessor, qne devia presenta-la como
digna da apprnvaro da represenlacao nacional, que
devia insistir, como insistirn) alguns ministerios
panados, para qoe o poder legislativo pronuncie o
eu voto a este respeilo, resol va delinili menle urna
questao que, te fui sempre nrgenle, por ser o paga-
mento de urna divida sagrada,boje he muito mais ur-
gente, porque a proposta do poder exeeulivo eludo
quanto tem occorrido, de enfilo para e desperlon as
esperaneas rios inleressados ; he justo, he convoeien-
te-que o poder legitialivo responda deiinilivnmente
aidMs esperaneas, oa latitfazendo-as, ou negando
o direito em que ellas se fnndam...
O Sr. Ferraz : Concordo, mas depois de ma-
duro exame.
O Sr. Ministro da Marinha : Crelo qee a c-
mara esla suflicieiilemente habililada...
O Sr. Apriqi : Nao apoiado. '
O Sr. Ministrada Marinha: .... pelos docu-
menlos que Ihe foram subministradas para con) per-
Irilo conhecimenlo da cauta pronunciar a sua deci-
Mo a esle retpeito.
Por lodas eslas coniiderac&es na posto deixar de-
volar conlra o adiamenlo que propoa o nobre depu-
lado. que encelou etla discussao, e mais ainda con-
tra n adiamenlo offerecido por oulro nobre depulado
da mesma provincia, porque elle importa urna de-
longa extraordinaria, pois depende da impretso de
urna masa coosideravel de documentos...
- (Continua.)
Bakia 26 da aateaausre.
ABERTURA DO THEATRO DE SAN JOAO\
Na noile de 23 leve lagar a abertura do Ihratro
depois de completamente reslaurado, o que he devi-
do ao Exm. Sr. presidente Wanderley. [loara a S.
fcxc. per mu 15o valioso servico a esla provincia.
Era urna neile anciosamenle esperada, por ter de
estrear a companhia lyrtca ltimamente dragada da
Italia, proporcionando a-sim ao publico ricsla capital
um diverlimento, p nico que temos, e de que ha
man d anno, acliav.-imo-not privados.
Cm efleilo a concurrencia foi numerosa e eaco-
Ihida ; nao bavia um t camarole, um t lugar na
platea que nao eslivesse oceupado. O golpe de vis-
la que apreseulava o Ihealro, era de bellissimo eflei-
lo, e podemos dizer, que nao inrejamos em aceio i
nenhum oulro Ihealro do Brasil. A companhia le-
vou a scena a opera Ernani msica de Venli, e
a julgarmos por urna primeira represenlacao, pare-
ce-no* que os dUettanti lero alguma* noilesde ds-
Iraera no Ihealro de San Joao. A senhora Monte-
rhuelli nao he por cerlo urna Malibran, urna Fro-
zolini, etc.; mat lem voz agradavel, e he excellenle
actriz. Nao queremos levar adianle o nosso mal
seguro juizo, reservamo-nos para segunda e lerceiro
represenlacao, porque em' um da de edra nao po-
dem o cantores, que ainda nao conhecem o publico,
nem este a aquelles, mostrar toda tua aptidio, nem a
pubjico apreciar devidamenle: Hava mesmo como
que urna preocupar.) enlreos espectadores, porque
espalliaVa-se, quedpparercria urna grande assuada,
e lalvez atfuma cousa mait, para detlar-se abaixo o
panno da bocea, em que eslava pintada urna scena
daanliga historia do Brasil. Ouviamos dizer tanta
cousa a respeilo de temelhanlc tcena ; com ella tan-
to se oceupou a imprensa, e exaltou-te a tusceplibi-
lidade de alguns, que nao sabiamot e eee pensar.
Mas qual nao foi o noaao desapontameolo, quando
encaramos com o panno, objeclo de tantas criticas e
al pretexto para um pronunciamenlo popular? So-
mot tao Bratileiro como qualquer que tenha orgn-
Iho de s-lp ; entretanto eunfetsamos ingenuamente,
aue "da vimos que podesse despertar nassas soscep
tbiliilades. Eis o que vimos. A scena representa
a chegada em 1546 da Thom de Souza, primeiro
goverotdor do Brasil e fundador desla cidade: de
um lado v-se Caramuni lala de um grupo de In-
dios, apretenlando-os ao governador; at posicoea
tortas sao nobre* e elevadas, sobretodo a de Cara-
muni, em cujo temblante est impressa a digniriade
de chefe dot Iodiot e da velhice. Cremos que ahi
ninguem achara que censurar. De outro lado est
o grupo do governador acoajlpanharin do toldadas,
Darires, ele e v-se no mee dos toldados a anliga
bandeira norluguza (a quinas' e a crua de Chrislo,
tymbolo ila rdigiS, |iara a propagacilo da qual se ra-
ziara as con.|iiisla* naquelle* lempos de f. Em nm
plano mait abaixo observa-te um oulro gropo de In-
ilios largando os arcos, e laucndose por Ierra em
ignal de paz, como era coslume entre elles, e se-
gundo aflirmam os historiadores. Na se v nada
que desagrade, oa teja contrario a este pundonor
nacional, que se procurou despertar, nao sabemos
com que lm.
Na verdade em que s,lo oa podem ter ot Brasilei-
jos olTenriidot com a represenlacao de semelhauta
Vena ^ Ser porque v-se a bandeira portuguesa,
que esa lambem a notsa naquelles lempos e que
hoje nao he mait notsa e nem de Portugal. Ser
porque a fundarn da notsa cidade, a da nossa ele-
vacan a eilado, a inlrodueco da relisio dirima,
a poca emlim donde dala a notsa civilitacdo ni
deva ser commemoradaV No cremos que haja quem
que ira rollar a os lempo* dos Tupinambos, e nem in-
veja a r mtiiar.io deste*. Ser porque alguna Indios
estao por Ierra ou como por ahi se diz os Bratflei-
ros aos ps dosPoii.ugorzes? Em primeiro lugar os
Indios nao esUo dejoellios, estao deiladotem tignal
do paz, segundo teus usos e a represe niara de urna
poca hittorea passada 300 annos em nada pode
nflender os brios nacionaes, porque somos indepea-
dentes a 32 annos: em segundo lugar, quando mes-
mo houvesse alguma cousa de injurite aos Indiot (e
que negamos) acredilamoi, que em nada serian) os
lirasileiros olfendidos. porque enUo njto I. O que hoje constitue o imperio bratileiro, nem
eslava ricscoberlo, nem formava eorpo de oaeSo: ao
longo ria costa e pelo interior In ii ild/injU li selva-
gens, indepenrienles, tem la'eo algaVde\n.n eMre
ti; mesmo nu e-lreilo mbito da nosia baha, ai tri-
bus de lUparira. viviam em guerra rdka as eee hn-
bilavam da barra llapagipe, eslas com aile firaj,
ele. lodas estas tribus leriam ama oriaenroern-
mum; mas nao consliluiam nacao, e podiam tanto
ser chamadas brasileiras, eomo todas que povoavam
o contincnle americano.
A elevacao da Baha aetlado fei que dea prroe-
pio a nossa cxitlcnca poltica, tirando-nos do domi-
nio dot donatarios para fazer-nos cidadaos. A nossa
causa poit nada lem de commum com a dos Tnpi-
namhs, Canjt,Lamacoansaotropophagoseerueia.
Dar-te-ha acato que renunciamos lodo o notae pas-
tado, ou que nns j u I gnomos rebai jados por descen-
der mus dos poriuguezes? Portugal era naquelle
teuxpo urna das primeiras nacoes, e nSo sabemos que
iiosviossc maior honra de termos deseeedaeles de
francezes, hollandczes, ou inglezes. Quanda Bada
ilevestemos a Portugal bastara o ter-nos trazado a
religiao dirisiaa. baze da igualdade. e fralernidade,
para na contiderarmot romo um fado injurioso o
ter sido o Brasil por elle novando. Digam o qoe
quizerein ;he impostivel deafazer o patsado, estria
um patriotismo incompceheiisivel aquello qne ten- *
detse a fazer urna naru envergonhar-se de oa ori-
gem, porque i so rebai varia o raracler nacional.
A propria Roma nao te dedignava de hnver sido
fumlada por salteadores. Injuria ao Brasil fazem
aquellos que ilao om (lo triste teslcmuuho de nosa '
eivilisacao '. '. E o qoe nos sorpn beude he que haja
I
r
k

cmara, exisieu. documenlos aollicnlicot que tup- lamanbo ciume pela .onidadr dos Tawii.sde 1510
prem perfeilamenle a falta detses que exige o no- e nillzilem )2EX2S^S532.
hre depulado.
I)i.se lambem o nobre depulado : a Se ha quan-
lias j desembolsadas pelo Ihesouro, porque no cr-
dito pedido se nao faz de tuccAo destas quanlias 7
porque te pede um crdito superior somma dot
saldos que te confiere dever o tbetaurn/ Senho-
res, he urna ubjecro tuttenlavel esla de nobre de-
pulado, mas nao como argumento em favor do seu
adiamenlo ; ella nao procede para que te espace por
mait lempo a decisio de um negocio por tua nalu-
reza urgente c maii que muito demora lo ; pro-
ponlia o nobrt depulado emenda reduzindo a
quantia do crdito aquella que resulta das dr-
il urres ; enl pul eremos discutir qual he {o
arbitrio mait raznavel, allcndcnrio ao que consta
rios documenlos, incerteza que existe sobre o valor
das presas de urna e oulra guerra, sobre a dislrbui-
e ninguem se lembre de soccorrer os que andan er-
Cules por essas malas no auno de 1854, privados de
los os bcneliriof da rivilitaeAo !
A mui ilistincla porrea de habanos que concor-
reram ao Ihealaa assim o comprebendeu, porque es-
lando o pan no exposto nao houve a mais pequea de-
inunslracao de ilesgoslo, e durante a represenlacao
correu ludo na mais perleiti nnlcm. Cousla-nos,
qu o Exm. Sr. presdeme satitfeite com observar a
maneira decente, comedida com que se portaram os
cs|iecladores,- riera onlem ao administrador do Ihea-
lro para que uflo lzesse mais apparecer o panno,
priivando as-im que se nao recua peanle antearas, e
exigencias desarrozoadas, sabe arredar pretextos, de
que cerlot individuot se prcvtleoem para seus litis
que nao silo desconhecidot. Era pois de esperar,
que mesmo os ardentes se dariam por contantes.
Mas infelizmenlc assim nao succedeu. Au lindar a
"\
S?^!WJ>tto^L??*wfi7!; "*l>,jtr gjg I rctxeeeMatie eiitte-ee um ral (um t) cenAa.
T^g*.H?.'*lf*g* V*"!*>* "*N" i panno a scena-, como .," fo^cor?etpori,do por -
n.ngiieni sabio o seu aulor do piales, e reunindo-ae
o crdito ao que se considera como divida rigorosa
^s/
do estado, ou riar-sc um crdito maior para denlro
nu esiauo, uuuar-e um rrcdllo maior para ueniro .,,,,......, ,..__. ,.. __i___i
deUe o governo satisfazer redama,e,P rios.ule- Zffrff Lt--& S
reisadu*. podendo .Klendcr rom a maior equ.dade abaix0 mfmim* Wertado a polidaZ"'-
pos,,vel.sreclamac,*,cnJobomd,re..o.eproveno r, distolve-los. fugira os aulores.e rompan.
. I
i
apiet cujo hora direito te p
juizo que deve ser instaurado para esse fim.
Olferec, pois, o nobre depulado um i emenda
nesle senlido; a cmara resolver em sua sabedoria
se eonvem dar um crdito restricto, eomo quer o no-
bre depulado, ou conferir algum arbitrio ao governo,
alienta a iiicerlczi que ha tobre o valor lolal dat
presas, sobre at pessoas que lem direito t partes
dellas, sobre a riislribuico das quanlias j pagas.
Observou taran mu o nobre depulario que esla pro-
posla nao leve a direccilo que ellefonlcndc deverajler,
islo he, nao foi remedida i commissao de fazenda, e
im a commissao de marinha e guerra. O nobre
depulario nao fez ola observara* como censura, es-
lou ditlo per-nadido, porque o fado nao he desle au-
no, nao podia portanlo concorrer para elle nem V.
Ex., nem o ministerio actual, nem a nobre actual
commissao de marinha c guerra. Mat, ainda eonti-
derando-a como urna razao em que o nobre depula-
"u julgou apoiar o tea adiamenlo, en cntendo que
da assuada laucando peffras contra a forca publica,
algumat ilas quaes foram cahir dentro do *niau cm
que eslavam as familias .' Acabou atsim a demons-
Iracao por urna trena molecal, que nos deveria en-
v rrgonbar perante o etlrangeiro. Se nao fosse alta-
mente reprovada por lodas a pesoas decentes, que
all achavam-se, como o ha de ser por toda a popu-
larn da Baha. Tanto asco lerao* de una lal aeran
que quizeramos occulla-la, se isso fo*se possivel. Os
miscraveis instrumentos de e.cperlalhdes que pre-
trnd id ni provocar urna colliso em que se derramas-
se sangue, lcaram Iludido, em suas esperanras. A
forra publica portou-se com a mais Inuvavel mode-
rara, o seos riesordeiros riesejain experimentar de
quanlo he ella capaz, escullan) oulio campo, nao se
va esconder enlre as senhora*, e (rraurs, coro quem
ile alguma forma se apadrinham. O Ihealro he lu-
gar de di-lrarco ; nao he arena de gladiadores. E
nao sero lambem culpado*, ao menos por omissiio
essa ohservacao nao procede, porque he contrariada lodos os homens ami jos da ordem, que Venr-i"
pelos precdele, da caa. Nao be e.aclo que tu- ram, aevSe prll,cipi aquelle, q0q p,-opa"ja, t
la inilemnisaro dat perjas e llamos provenien-1 Jes rios negocios da Tazenda e de guerra e marioha
les dos apresamenlos que se julgaram mal e indevi- do enntelho de estado. As secres reqaititaram mait
damenie feito?. Como, porein, he notoria a urgen-1algunt esrlarecirhetos, como fossem loda a corres-
dat at quottOes suhmeliidas ao eonhecimento da c-
mara que do em resultado pagamentos ou detpezas
importantes tejam sempre remetlidas commissao
de fsenda...
O Sr. Ferraz : Para pagamento, sempre.
OSr. Ministro da Marinha : O nobre depu-
lado meu amigo e rollega pelo Rio de Janeiro jaci-
quo propalavam la
loucas ideat .' O indiuerenlitmo be o cancro das
sociedades, e quando as vezes te quer (ornar aira*
he larde e muilo Urde. Pensar que a naeionali-
ilado c a independencia do Bratil podem ter potlas
em duvida, e que algoem lenha etsat vitlak, lie a
demasiada simplicidad*, ou refinada m f.
Fizeram-se alguma- prises, e enlre ellas a do ca-
ed*t#idlea-liii
fe


ViX*~Js*

*
:'.

Y

DIARIO OE PERRAMBUCO, SEGUNDA EIR 9 DE OUTUBRO DE 1854.
bec_a ve, muito cooliecido pelas suas lonctmi*. rcrorm.ido
por teu muo procediroento. Confiamos, quesera ca
' ultima srena. que (eremos a deplorar, e que a au-
loridade publica nao consentir, *e a capital da
Babia volie ao tempo dos Tupinambos para termos
le asistir a actos de verdirieira telvtjsria.
{Corfth Mercantil.)
k
i**
PERNAMBUCO.
RECIFE7DEOUTUBRODE 185i.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Cada poca assim como I ?m suas ideas favoritas,
tem tambem su busos predilectos que a caracleri-
sam. Eis as circumalancia. cin que nos ochamos ;
mas o peior he ano cnlre ros os abusos sao muito
maissalientes e numero-os do que as ideas. Tinha-
mos classificado como modc. o rapto de mocas para
casamento, e paioieito que levam as censas, ere-
mos que a moda ja se vai convertendo em furor ou
minia. Com cuello, lulo ha mAos a moilir, e em ca-
da semana que se passa, nralica-se pelo menos urna
das laes gentilezas : he o aboso predilecto, que nada
parece capas de fazer cessar. Os anle-celibatarios
ar.liam devididamente irresisiivel poesa no furto que
dva malar-Ibes a paiao ; e neste caso, como em-
bargar-Ibes o pasao ? Catear i paires familiarum.
Em a noile de 5 para 6 do correnle, foi raptada
mais urna moca, filha de pas cegos.e alrn disto
pouco favorecidos pela fortuna !
A emana joriuUUica foi encelada pela che-aria
de dous vapores no da t.> do rorrenle. O Tka-
mes, procedente da Europa, dcixou quasi no mesmo
estado o Ihealro da guerra orienlal. O imperador
.Nicolao linh.i regeitado alliv.imenle as ullimas pro-
posls das potencias Diadas; c a l'russia, rieixaudo
a Austria no seo syslema de bvpocrisias e hesilacoes,
mostrara se dgposta a lomar o partido do ciar con-
tra os Mussulmanos e seus proleclores. A Hespa-
uha gozavn da boa calma, quo cosliima preceder as
tempestades eleiloraes e conslituintes. O que po-
rem havia de ineduulm no velho continente, era a
aclividadecoro qu o colera, de parren eom a guer-
ra, proctirava reslabclecer o equilibrio cnlre a po-
pularlo e <>s mi-ios de subsislencia.
O vapor .V. Salvador, procedente .ilos porlos do
norte, uada nos Irouxe de nolavel, nlcm da trille
noticia de lia ver apparecido a febro amarclla na villa
da Urauja, no Ceara. Quanlo ao mais, todas as
provincias d'cssa lado conlinuavam a gozar de tran-
quillidade.
No da 2 installon o Sr. Francisco de Frailas
I ambo* a sua lula de leilura repentina pelo metho-
do deCattilho, nopalaccle ou cx-lliealrinhu da ra
riatPraia, assi'tindo a cssa especie de feslividade Ili-
teraria o Exm. presidente da provincia, e oulras pes-
soas gradas. Muito desojamos que os Inicias do
novo methodo, dirigido pelo Sr. Gamboa, corres-
pondam as llores com que se nos tem aprsentelo.
No dia 4 entrou do Rio da Janeiro e porlos in-
termedios, o vapor Imperalri., que altura riesapon-
(arneuto cau'ou aos qui anda e-peravam por despa-
chos do dia 7 do passado ; calem desle logro, nada
mais houve que preocupasse a allencao do respeita-
vel, a nao ser a assuada ltimamente acontecida no
Ihealro da Babia, por um desees prejuizos que Un-
to depoem centra o bom seuso e illustracAo dos po-
vos. Como segundo o adagio, quem coiila um con-
lo acrese-'illa um ponto, a noticia d'aquelle aconte-
c ineulo, transmiltida por cartas particulares e pes-
soas viudas do lugar, lomou n'esla cidade proporcf.es
desmesuradas, ao passo que as gazelas e as participa-
rnos olliciaes parecem bave-lo rcduzi.luug justas pro-
porres da resudado. ,
Felizmente foi o referido vapor portador da ordem
(tara te crearen) nesla provincia mais vin'le agencias
de correios, coufonne havia sido pe iidpolos Einis.
Srs. Souza Ramos e actual Presidente,aos quaes ren-
demos os devidos encomios, assim como ao governo
Imperial por ter salisfeilo lAo palpitante "necessi-
dnde. -
Foi capturado, no lugar da Scrra *Negr,
urna legua distante da villa do l.imoairo, o
soldado de ca val lana que, na tarde de 27 du passado,
assassjnou em Fora de Portas sua propria mullier es-
lando esla pejada. He mais tim jervico importan
le que.levemos aos rieslacmnenlns volantes, pois i.
prisao a este assassiuo foi cn.iclua.la pelo Sr. capi-
llo Jos Lzaro de Carvalbo, commandante do
deslacameto il'aquella comarca. O criminoso adia-
se recolhido fortaleza do Brum, e esl sendo pro-
cesado pela subdelegacia do biarro do Recite.
Eolraram 18 embarcaces e sabirain outras tantas.
tienden a alfandega Nu.iil l:-li:;i, reis.
Falleceram 2!) pessoas : sendo 0 bomens. 8 mulhe-
res o 8 prvulo, livres : 4 liomens 2 mulberes c I
prvulo e sera vos.
Demonstrarlo to saldo existente na cai\a
do exercicio de 1853 a 18." i em oO de
setembrode I85ij
Saldo em 31 de agosto .
Keceila nocorrente mcz.
95:074*455
12:7)8a-"0
107:872*961
Despeza idem....... 20:869f209
Saldo.
78:00r>.s-.'
Era cobre........ 59.S752
Em notas........ 77:944s000
78:003J752
0 theaoureiro, Thomaz Jos da Silva
(1 iismo Jnior.Oescrivao da receita e
despeza, Antonio Cardozo de Quciroz
Fonseca.
Nao Ibes posso deterever o mcu cnnlcnlamento
ao ver pela vez primeira urna produccAo minha es-
lampada em scu 13o lido Diario, c julgue qual Ao
foi a miuha gloria, pois nunca live lAo alta aspira-
cao, sempre pensei que jamis passaria de um uno
agricultor. Tenho de agradecer-Ibes, Srs. Redacto-
res, a benevolencia que livcram, em consentir
que desluslrasse o seu Diario, queja sen crdito tem
passado os mares.
Ouando Ibes disse que pelaeniguidade de noticias
que ullerece esta Ierra, nao saiieria o lempo que ha-
via de mediar entre minhas cartas, lica pr ivado ago-
ra, pois lia jj longo lempo njjlbes escrevo, masnti
snseque foi so a-falta de noticias, concorreu tain-
em as minhas occupac/ies agrcolas, o que ilito ig-
nora que he o lempo propriodas plantac^es.
Esto quasi lodosos engeulios com as su as plantas
concluidas, alguns j mocm, e outros para sso se
preparara. Foi o anno passado o presidente da pro-
vincia aulorsado por ama le provincial, para intro-
duzir novas semenles do caimas, e nito me consta
que o tenba feito, apenas s.oube que vieram uns
quatro caixGes que por ja ser larde, nao fnram distri-
buidas, e foram plantadas no Monleiro. En nao es-
pero qee chegue para nos, porque diz o povo, que
o mal quaniin em a Ierra be para todos, porem o
bem chega para poneos.
Goutinuam os nossos fazendeiros a lavrarem pelo
syslema antigo, e n,lo so qiierem porsuadlr que la-
lior.iui u'iim erro crasso. Nlo ha por aqu um sen-
genho que use do arado, algnns quo icem experi-
mentado, dizem que nao Ihe acham vanlagem, cque
nAo he proprio para o nosso ierren., por ser monla-
nhoso, quando boje nao ha um s paiz que ose das
coiadas.
Coiilou-me um amigo viudo do Rio do Janeiro,
que vio um fazendeiro estranseiio, com liescravos,
ei eavallos, lavrar lana lerrs, quanlooiloolaa cem
bracos o faz. Se mis oblivessemos essas machinas,
nao sentiramos a falta de atraed que temos, o lea-
mos mais produrcao. As machinas 1 cssa invencao,
que ha de regenerar o nosso paiz, que lia de ser o
esto demittidos, por nao tercm lirado suas patentes
dentro dos 6 mezes da lei.
Concorreu tambem para isso a restauracito da
fregueziada l.uz, que j nao pertence a este muni-
cipio, e por is ganisacAo. Temos gente sofllcienlc para compor om
balalhao, o que nos falta he a noineaco do com-
mandante c olliciaes. e naoexlranhe lembrarmos ao
governo que ninguem por aqu est mais habilitado
para ser.o commandante do que o Sr. major Luiz
Francisco, nao s por seus merecmenlos, como por
lhc tocar por nnliguidade.
Pedimos encarecidamente ao Sr. subdelegado pro-
videncias para que naoconsinU que um qudam que
existe ne.la freguezia revestido da auloridade de ins-
pector de quarteirAo continu a epesinhar u povo
com suas bravatas, e perseguicoes. a lal ponto de es-
pancar e nlgemar aalgumas pessoas, por se fnrtarem
ao servido das rondas nocluriias. Aponeos dias se
deu urna oceunenria bem lamenlavcl, qual foi a
mortc de um homem por antomasia Jos Pza-mi-
Iho, que achaiido-se preso, dizem que para recrula,
o prevendn a sorte que Ihe aguardara, evadira-se da
prisAo, e laucoii-se no Capibaribc ; sendo perseguido
pela guarda por um e outro lado do rio, afogou-se.
Dizem alguns, que no momelo de lanrar-se ao rio,
estuporara, e outros que pela atroz perseguido que
olTreu do inspector rom sua guarda se afogara.
Nada disso Ihe posso flanear, foi a voz do povo que
repercuti al nos.
A das houve no eiigenhoCangass enlrc uns tres
moradores do mesmo engenhn um completo fercet
opui. do qual resullou uns ferimeutos em dous dos
belligcranlcs : saneado disso o inspector, foi ao cn-
genho com nina palmilla, c pedio liccnca aoSr. co-
ronel Jos Peres para qtjc ronsenlisse na prisAo des-
ses seus moradores, no que o Sr. coronel nAo poz
obslariilo, e al pedio-lhes que se onlregassem. Nar-
ro-lhe es-c faci nao s pelo comproinisso em que es-
tou, como para desmentir uns boatos que tem cor-
rido de ter soflrido um cerco o dito engenho. NAo
ignora q>ie c pelo centro, tal rngcnho foi cercado,
traz logo a idea de ser elle coulo de maireilores. O
Sr. coronel Jos Peres, nm he scoiiberido nesla
freguezia, como em loda a provincia: por SSObasta
o merecido conceito qrfe Ihe tem os Pernambuca-
nos, p^n desmentir a quem a drde tem cspalbado
esses boalos e despreza-lns.
Meus amigos fui-me metlcr cm caminas de onze
Taras, por isso que lein dado o quo fa/er a miiila
genlc a resolueao em quo eslou de llio noticiar o que
eccnpr por esla freguezia. Tem-se bolailo livro*
abaixo para se descobrir^quem son cu, e por mais
que fosse tao leviauo cmassignar.n meu nomecom
ludo rio arredilam que eu soja capaz de>ecrever a
Vmc, nao me julgam com hahililai_r.es para lAo alta
empreza. Rcconheco minha insofliciciicia, mas ca-
da um da o que tem, e como a minha obrigac_ao be
somenle dar-lbc noticias, e nao fazer digresses poc-
lic.is e rumaulicas, creioquepor sso nao he preciso
ser-sc um Lamartine ou Viclor-Ugo & ; hasla ser o
qoesou.
A Sr.i. 1). Pluvia nos favorecen por quasi Indo o
o niez passado coma na presenra, e por mais que
saiba que uAo he o tempo proprio de suas vezilas
queranula alravcssaro presente. AIgunsSrs.de en-
aenhos nao a lem recebido com especial agrado,'por
Ihcvcslorvar as uas moagens. outro tanto nao diz o
povo, que moli se tem alegrado, pois espera que
com ella, abaixe o exorhilanlc preco cm que se lem
sein pro conservado a fnrinlia, e carne verde, osseus
gneros de primeira neces-idade; esta de dez a don
patacas a arroba, e aquella, de :)t) a 100 rs. a cuia.
Saude e relicdade Ihes deseja o scu amigo.
S. I.oureiico de oulubro de 1831.
! Tineu.
Stnhora Redactores. Chegandn eu abaixo as-
sisnado a esla cidade,- vindo da minha patria, liba
da fcudelra, no dia \-ilfe selemhro ultimo, me diri-
g ao consulado portuguez, c cncnnlrando nelle o
vicecnsul o Sr. Miguel Jos Alvos, esle me rece-
beu com boas maneiras, prnmellcndo-me toda a pro-
teccAo para que node-se vollar para a minha patria,
,vislo a impossinilidade de me poder aqu arranjar ;
aftparecen cnlo o cnsul Sr. Joaquim BapiWla Mo-
rcira, que ratilicou lodos essas promessas, acrescen-
I.indo que no primeiro vapor embarcarla a sua cus-
a. L-tc prucediinento me levnu a fazer um agra-
decimento, o dando-o ao vice-consnl, este o enneer-
lou e ageitoo pela maueira que foi publicado cm
seu Diario n. Hl de 16 do dilo mez de selemhro.
Chegando porem o vapor em que dovia partir se
houvesse sincrela.le as promessas, mas o cnsul
no lal vnpnr t mandn o meu agradecimenlo ira-
presso, dei\ando-me em ierra sob pretextos de que
me uno capacitei, nem casavam com suas promes-
sas.
Neste estado o Sr. Jos Maria Borges Matando do
jiccorrido me levou para sua casa, onde Cjnm luda ur-
baaldade lenho sido tratado c hospedado, e lodos os
Porluguezes se prestaram a mistrar-me com que
me podesse relirar. Tem todos os Tlesvalido em
mim um excmplo para nao se fiarcui em promessas
que nao sejam as de Chrislo; aprendain clles a co-
nheccr que o cnsul e vice-consul, promellem mais
do que obran. Rstame agradecer ao Sr. Borges
a sua carida.le e a. mais Srs. Porluguezes que se
preslaram com os meios para o meu embarque, a sua
generosidade. Rogo-Ibes, Srs. redaclores, lanibem
por randado queirain-mc inserir esla, no que,r,irau
obzoquio a um desvalido.
Ale.ramlre Martins Ferreira.
Ilei'lle.i de iiiilul.ro de K'li.
Eslava rcconliccida.
Urna resposta ao Liberal n. 588. no rtico
Um escndalo do Sr. Jos Beato.
Parece que a animosdade para com o Exm. pre-
sidente da provincia, e UmWm boa dosa de m
Minia le para comigfjf do escrevinhador do artigo
que cima allu Iiiiios.q lirar.un pelo desejo de escre-
ver urna garabulha para assim ler orrasiao de lis-
nar a repulacAo do Exm. presidente da provincia,
emprestando inlencoes que o mesmo nao teve, de
meiiospre/.o a assemblea provincial, espirito de ne-
potismo de que foi elle iseuto quando fez conces-
sAo de licenea pr se curar na Europa, a Joaquim
Pires Carneiro Monleiro, ajudante de engenheiro
desla provincia. O caso he simples, e por isso
simplesmcntc deve ser recontado.
hu dias do mcz de abril do corrcnlc anuo a pre-
sidencia endererou pelicao Joaquim Pires Car-
neiro Montelro, allegando e provaudo, eslar grave-
menle doente de febre intermitente e carecer por
isso, segundo o coincido medico de mudanca de cli-
iii.i,sendo prcferivpl como una zona mais temperada
que a nos-a a da Europa. Em virtude dessa peticAo
concedeu a presidencia licenra, nao a de seis mezes
qnc foi a pedida, mas de Ires, documentos ile nu-
mero I a .">.
Munido desta licenea. daqui se parti, c chegando
a Europa lem o peticionario Joaquim Pires Carnei-
ro Monteiro de dirigir-se a legaeAo imperial em Pa-
rs, a apprcsenlar-se ao respectivo ministro, que o
acoldeu benignamente como he cosime seu caval-
Wfroso. Dias depois de sua apresenii_an renovou-
se a agadez de seus padecimenlos, o medico da le-
gacao o respejIavelSr. I)r. Alcxanilre Dcpnis, tendo-
o li alado, na riuviilou dar-lbc um cerU^cado medi-
co, em que denuncia a mpossibilidade do embarque
immedialo.
Por forra de occurrcncia que he representada a
presidencia, esla concedeu a prorogarAo de mais tres
mezes de liccnca. Es o facto.
Afora os corolarios do Liberal O Exm. presi-
dente menosprezou a assemblea provincial, porque
leudo sido a ella pedido liccnca para eslud.ir na Eu-
ropa pelo dilo Joaquim Pires, com vencimenlo) dos
seus honorarios, e nao (endo sido obtida, o presiden-
Ic emacinle aquella corporacAo a concedeu. Um
pouco mais de boa f, Sr, escrevinhador do Liberal.
O presidente nao concedeu licenea a Joaquim Pires,
para esludar na Europa, c foi islo o que a assem-
blea ilenegou, apcnasjteii licenra por Ires mezes pa-
ra curar-sc, licenra esta, que foi proroaada por igual
prazo. A concessAo do presidente da provincia, foi
equitativa em allencao aos motivos tem este carc-
ter e tambem o de legal. Acreditamos queo escrevi-
nhador nao queira por em durida o dircto que tem
a presidencia de conceder i .cenca aosempregados da
provincia, c para varrc-Iase desfazer as nevoas que
povoam a sua cabeca, o remellemos a leilura que
'i
gnvoruo que nos facilitar esses meios para a iinss
acaudada agricultura ; lenho militas esperanzas que
o aelnal nao drizar no olvido.
He incalc.ulavel o prejoizo que soflrem os senbores
de engendos com o furto de canoas, e chega o arro-
jo a lal poni de se furlar os rolles dabaixo da Ier-
ra ja planuda ; he al onde pode chegar a ocosida-
de. Vejamos se com a reforma judiciaria, que qua-
lihca publico o crime de furto, remediara esse mal,
c nAoseraexIranhavelquese processe um homem
por furlar cannas, quando em muitos paizes da Eu-
ropa se processa por crimes muito mais ridiculos.
Quando noticiamos o liro quo' levou o pardo Pm-
pim, e dissemos que naoconslava que o subdelegado
do respectivo dstricloJiouves^e syndicado do fado,
e feilo carpo de delicio, nuuca livemos intenjao do
olleinler ao Sr. major l.ui/. Francisco de Barros Re-
g, pessoa a quem todos nos dedicamos muito respei-
lo, c particularmente consideracAoc ainizade. Cons-
lou-me depois dnhe ter escriplo, que quando oSr.
I.uiz F'rancisco tivera noticiado facto, se preparara
para fazer o carpo de delicio, roas sonde logo que o
ler ido se retirara no dia subsequcnlc para o lugar
Macaco, dislriclo do Poi_o da Panclla ; por isso nao
Idc foi mais possivel faze-lo. Pedimos desculpa ao
Sr. major, se por le leve, esein inleucao Ibe lizemos
essa pequea censura, que se fosse real -e-curcccria-
mos a amizade que Ido consagramos, por termos
rigorosa obriga^ao de publicar lodos os abusos que
so ilerem pul aqu.
Cousta-me que o lal Pimpina se estomagara assaz,
por termos dilo que linda suas agencias quadrupc-
des, c inai- que fora tomar s.itisfacAo a um do nossos
ciceronis por suppor que fosse elle quem us fez tal
couimunicacAo, a nesla occaailo tentn assassina-lo.
porem a Providencia o fez mudar de lAo brbaro in-
leulo. Esle pardo, que nenhuma signiflea^^o poli-
tica lem, nem mesmo social, he aqu o terror de
mulla gente, porque pessoas ha de consideraran que
cm lugar de coodemna-lo ao ostracismo, e lanea-lo
no rol dcslcs liomens que a nossa socielade (rala
boje de exterminar, pelo contrario sciil.im-se com
elle em uas mesas e camas, pelo que se lem loruado
tao ousado.
Ha tres annos paasoo a reforma da guarda nacio-
nal, e anda boje s existe aqui um balalliu in no-
mine, pon lendo-se j feito as nomeacoas dos olli-
ciaes subalternos, e superiores al boje ainda se nao
fez urna A renniAA, nem era possivel, porque a ei-
ccp;iiodeorrlresonqaalro(iniciaes, lodos os mais
\z^s^z^F5, iqueza!^ToZ:z:raxiTn:z^i *"ilei ^eral "c
vembro de 18*2, pois que alii est o aviso de t de
juntode 181.1 qoe expressamenle declara que as
disposicoes de laes arligos nao ao, nem podem ser
applicaveis aos empresarios provinciaes ; mu bem
pois procefleu o Exm. presidente, que nao quiz con-
ceder se nao o mais curto espa.;o possivel, j em rc-
Ucaoaolim. que era urna viagem a Europa, j em
consideracao a causa que era urna molestia grave.
Foi um e-canriaio, dizeis vos. Annrie razes para
urna semelliaulc asseveracio? A dccisAo foi equita-
tiva, foi legal, orna e onlra cousa ficu demonstrada.
Agora deveis igualmenlc saber, que ella foi de
conveniencia m referencia a esse nn.co, cujo mere-
cimento be medido pelo docuinenlo n. 8 que serve
de abonar as suas habililacoes, como eslodante, e
pelo ilocumeulo de n. 2, que palcnlcia a causa de
seus p ule amento-, cansa quo lirou nrigera em seu
zeloem odjeclo de seryieo publico. Anda continua-
reis a repelir. que foi um escndalo, apezar de lo-
dos esses molivos, ou antes que o foi porque leve lo-
rias e.-sas razSes ile juslifrarcs, c nAo ser senAo
por sso que continuareis a denominar escndalo !
Ha liomens que sAo anlpodas rio juslo, do honesto,
do decente, eslai-, Sr. escrevinhador, infelizmente
comprehemlirio ; nos nos condoemos de vos, e vos
lastimamos.
Quizeramos concluir aqoi, mas nAo o farcinos sem
urna ullma nhservacAo, c es'.a he a denunciarlo ele
vossa iosinceririade. Vos, Sr. do Liberal, tenries si-
do polipario pelo Exm. presi.lenle, elle vos lem feito
juslica, e mais do que isso, favor mesmo ; mas nAo
basla para vos um tal proceder ; vs o riesejais con-
descciideulc at o poni de perseguirlo a aquelles
que por qualquer Ululo possam eslr ligados aos
vossos con:; arios.
Foi esla a circumslancia qoeservn a disperlar as
yossas iras, c nicciidcr os vossos bro. Consent que
jusilla se ra?a aos vossos con I rarios. quando estes li-
verem om seu favor mererimcnlo inlellectual e mo-
ral. Km ralla de melhores argumentos nos atiris
insultos, mis Id os devolvemos ialacios, que nAo sa-
bemos responder a regalciri.es, nem cnslumamos a
misiurarmn-nos com gente que se esquecc do ouc
a si proprio deve.
Defendemos um lildo aosente, nada mais natural,
acudimos em riefeza da adminslrac<1o publica jus-
lifiranrin um arlo seu, que alm rie justo esscneial-
menle, nos ponda na condicao de graldao ; nada
mais natural; simeale mpregamos uma.riefeza de-
renlc, nada mais honesto.
/
O que porni nirende a crcduliiladc rommum. e
apenas revela iuslinclo de, ngradao e pervers.lo,
silo os que ostentis adullerando os fados, c envene-
iiando-os ; e smenle a um tal desregramvnlo, pode
dar eiplicaees vossa hyrirophobica sede de ma-
ledicencia.
Oue sirva ella a vos fa/cr conliecer e riesprezar.;
e no fundo de meu retiro, donde a forra me viales
arrancar, apenas a Dos periire de vos" se amercie,
inlliiiiulo em vossos espiriios impenilentes, em vos-
sos coraees endurecidos.
Com a piil.licacao deslas iinhas, Senhorcs Re-
dactores, dar motivo de asradecimeulo a um pa
extremoso.
Florencio Jos Carneiro Monleiro.
Illm. e Exm. Sr. |)z o major Florencio
Jos Carneiro Monleiro, que a bem rie seu rii-
rcilu precisa que V. Exc. digne-te le mandar
pastar por oerliao a inforinacAo que 13 rie
abril rio 1852 deu o director "das obras publi-
cas sobre um requerimenln de Joaquim Pires
Carneiro Monleiro, e bem assim as informadles que
o cugeiiheiro l.culier, ajadanle llerbsler d'cram, a
respelo rio mesmo ao refer.lo director. Pede igual-
mente a V. Exc. seja servido mandar passar tam-
bem cerlidao de um atlcslado do lente de gcomelra
rio hceu desta ciriaric, c que por copia esla aunexo
ao requerimenlo do mencionado Joaquim Pires.
Pede dil'e.imenti,. R. ______ Florencio Jos
Carneiro Monteiro. Passe.Palacio rio governo
rie Periiambuco. 20 de abril Je 1851. Figue'redo.
Em cumpriinenlo ilo despacho rclro, certifico ser
a inronnacao que osupplicanlc pede do Iheor seguiu-
tc: Illm. e Exm. Sr.Em ciimprimenlo ao rcspeila-
vel despacho de V. Exc. no incluso requerimenlo de
Joaquim Pires Carneiro Monleiro, cm que pede ser
nnmeaik. ajudanle d'engeiiheirus ile-la reparlicao,
lenho rie informar V. Exc. o seguate :
O supplicanlc pelos documento-, que aprsenla
possue os esturios preparatorios suflrienles para ex-
ercer o lugar que pretende, e leudo desde selemhro
ilo anuo prximo passado, estado a pralicar com di-
versos engenheiros desla repartida, e segundo as
informarnos d'esles engenheiros, que por copia in-
clusa remello, parece ler ellenhlidoalgum provcilo.
Anda nao o experimenle fazendo-o levanlar plan-
tas por si s, porem como ello j me tem apresenla-
cumb de laxar, c mostra ler bstanla intclligenria,
por isso parece-me quo podera ileseinpenhar as fonc-
oDos desle lugar, e be o qiianlo po.so informar V.
Exc, com o que julgo ler cumprido o que me foi
ordenado. Dos guarde V.ExcDircdoria .las o-
bras publicas 1:1 d'abrl rie 1852.Illm. e Exm. Sr.
I)r. Francisco Antonio Ribeiro.rijgiiissimo presidente
da provincia.O director, /ote Mamede Alces Fer-
reira.
Illm, Sr.Informando como V. S. manila em scu
onicio de 29 rio mez prximo passado, sobre os Ira-
balOM que sob minha direcclo fez o pralicanle o
ajudanle d'engenheiros Joaquim Pires Carneiro Mon-
leiro, c desembaraco no levantameulo de plantas,
cumpre-mc dizer V. S. que o, trabadlos que elle
fez em minha companhia, foram o levaiilameulo da
planta da cosa, desde esta ri.la.lc al a barra das
Jangadas; e da estrada rio so!, desde a ponte dos
Carvalbo*atea povoar^odcApipucos, passanrio por
leulro ricsla cirtade, sob sua propria ilireccAo ; le-
vaulou a planta ria povoar.ao do Poco da Panclla, e
Iransferio e executou os diversos dsenbos relati-
vos a estes lcvantanienlos; tambem excruloii varios
riesenhos. ludo com bastante intelligcuca. Ncsles
diversos Irabalhos mostron muila facilidade, c apli-
dio, c o julgo apto para bem servir o lugar rie aju-
danle de engenheiro, que ora pretende. He
o que me compre informar V. S. Dos
guarde, ele. Recie 1 d'abrl rie 1852. Illm. Sr.
Dr. Jos Mamede Alvos Ferreira, director das
obras publicas.O ajudante d'engenheiros. Adolpho
llerbsler. Conforme.t) secretarlo. Joaquim Fran-
cisco de Mello Santos.
Illm. Sr. Informando romo manila V. S., em
sen ollico de 2!) le marro, sobre os Irabalhos que
sob muida direcciu lem feilo o pralicanle u ajudanle
de engenheiro Joaquim Pires Carneiro Monleiro,
assim como se elle acha-se desembaracado no levan-
iamo.nl.. de plantas, c meu juizo sobre aptido
rielle para exercer esle lugar, ciiinprc-me declarar
que ao principio dci-lhe varios problemas de cco-
nielna pralica afim de excreila lo, elle sempre os
resolveu, tanto pela arilhinelica, como grapdiramen-
lp.com muila faciliriadc cinlcllgenca; copin varios
riesenhos, e reconheri que possuia muila riisposirao
para esla arte, e com alguma pralica, lornaria'-sc
um bom ileseabista. Pralicou com o ajudante Adol-
pho lle l.sTer no levaiilamento de planta, e coma-
me que mostron muila actividad.- c comprehensAo.
c que era muitos poneos dias aprenden a manejar a
bussola. Em quanlo ao ultimo trecho do scu ollico.
ciimpre-ine dizer que esse moco possue lodos os
preparatorios, lem'bastante inllligencia. c aclivi-
dade, c eslou persuadido que cota a pralica tornar-
se-ha um muilo bom empregario, visto que lem to-
da a capacdade precisa para adquirir os conheci-
menlos professionaes que anda Ihe faltam. He o
que lenho a honra de informar. Dos guarde
ii. V" S' AP'PUC0i. :t0 e marc.o de 1852.
Illm. Sr. Dr. Jos Mamede Alvcs Ferreira, di-
rector das obras publicas. O engenheiro, Joo
Luiz Ciclar Lieulier. Coofurme.O secretario,
Joaquim Francisco d Mello Santos.
Certifico mais ser o atlcslado que Tambem pede o
su].pilcante, do Idear seguinle :
Illm. Sr. director.Joaquim Pires Carneiro Mon-
teiro a bem de sA direilo precisa que V. S. mande
que o professor rie gcomelra desle lyceu Ueste
qual a sua conduela, e aproveitament durante o
lempo que foi seu alumno: por isso pede a V. S. se
digne deferir-llie na forma requerida.E R. M.
Atieste querendo. Lyceu do Recife ( de juuho de
18il.Pcrefro do I'.ego, director interino.
Em observancia do despacho aora, atiesto que o
supplicanlc Joaquim Pires Carneiro Monteiro, du-
ranl____P lempo que frequenlou a aula de geometra,
apraWntou sempre boa conducta, e aprovcilamenlo,
mereceiido por isso approvaco plena do exame que
fez. O referido he verdade. I.vceu 7 rie junho rie
18)1.Antonio Fgidio da Silc'a, professor de geo-
metra.
Eis o que pele o supplicinla. e para que atn
o conste, passaL presente nesla secretaria do go-
veruo de PeraMuro, aos K) d'abrl de 1851, trig-
simo lerceiro oa independencia e do imperio. O
oflicial archivista, yoilo t'alcnlim I Hiela.
Illm. e Exm. Sr. Florencio Jos Carneiro
Monteiro, a bem de seu direilo, precisa quc.pela se-
cretariado govcrno.se Ihe de por ceitidAo os requeri-
menlos e documentos, cm virtude dos quaes V. Exc.
concedeu ao ajudanle de engenheiros das obras pu-
blicas, Joaquim Pires Carneiro Monteiro, licenea
para Iralar de sua Mude. E uestes termos pede a V.
Exc. seja servido deferir-lhcE R. M.
Florencia Jos Carneiro Monteiro.
Recife, :t de oulubro de 1851.
Passe. Palacio rio governo de Pernambuco, i de
oulubro de 1851.Figueiredo.
Em cumprimenlo rio ilpspacho rclro, certifico sc-
rem as pecas offirucs, que o supplicante pede por
cerlidao, do Iheor seguinle :
Requerimenlo.
Illm. eExm. Sr.Diz Joaquim Pires Carneiro
Monleiro, ajudanle de engenheiro ria reparlicao das
obras publicas desla provincia, que leudo mis cshja
dos graphicos, que lizern pelos lugares panianosfi
ria irezucziadn Muribcca e Paule .los Carvalhos, sido
accommellido de fohres inlermileules quarlAas, e is-
lo lia longos mezes, al o presente lula com esla Icr-
rivel enfcrrr.iriade, nao obslanle haver empresario lo-
dosos meios que a medicina acouselha para una-
la, acliando-se re.lu/irio a lal c-tado, que, lana-
da a opiniAo dos facullalivos, nao pode restahc-
lecer-se neste paiz. c.mo V. Exc. ver dos do-
cumentos junios. Nesl.is circumslancias recorre
a equidade de V. Exc. afim de que. allcnrieurio a
longa viagem que tem o supplicnolc rie empreden-
rier para curarse do mal que pariere, ariquerdo no
servico publico, digne-se de concorier-lhe urna licen-
ea de seis mezes com o respeclivo ordenado, para
taier urna viasera a Europa: porlanto pede a V.
Exc, Illm. e Exm. Sr. con-clheiro presidente ria
provincia se digne de assim dcferir-llie ER. M
Joaquim Pires Carneiro Monteiro.
Primeiro documento.
llenrique Auguslo Millcl. engenheiro civil, hafha-
rcl em lettras e sciencias physico-inalliemaliras
pela universiriade de Franca e engenheiro desla
provincia rie Pernambuco.
Cerlilico, por assim me ser pedido, queo Sr. Joa-
quim Pires Carneiro Monleiro. sen.lo empregario ib
as minhas ordens em qualidadc de ajudanle rtc enge-
nheiro dessle o mez de maio rie 1851, e em conse-
quencia rtos Irabalhos de que o encarreguei para os
es udos da ramicacao da Muribcca, fra accommel-
i.lo no alado mcz de maio pelas febres intermiten-
tes endmicas no lito lugar de Murbcra, e riasqnaes
anda nAo se acha inleiramenlc reslahelecido. Pi-
v'irt de '"ar':o 'le 18:i' "" "enri'l"' ^"H'i'l
Segundo docummlo.
Jos Joaquim rio Moraes Sarmenlo donlor cm me li-
cina.pela facil.lade de Earis. cavalleiro da or.lein
rie Chrislo, por S. M. Fdelissima.
Cerlilico cm como o Sr. Joaquim Pires Carneiro
Monleiro padece rie obslrocAo eufnica do naco, ef-
reilo rie repelidas febres inlermilentes quarlaas, cuja
cura radical se n.lo tem podido conseguir com os re-
cursos ordinarios da arle, e que por is-o lhc arana
iliei que desta urna viagem zona temperada sob
pena d se delcnorar crda vez mais a sua constilni-
ra... _E*or ter verdade pasSei prsenla no Rcrifc
aos I < de abril de 1855.Dr. Sarment.
Terceiro documento.
En abaixo assisn.ido. Dr. em medicina pela univer-
sidadc de Edimhurso, ele.
Atiesto que o Sr. Joaquim Pires Carneiro Monlei-
ro lem padecido rie nma febre intermlcnlJM_uarlAa,
que muilo lem deleriorado a ~\li sau.le^elos fre-
qaentes ataques que o lem aeonuneltido, leudo j
prn.lu/ido una splcnile acompanhari.-i rie engorsila-
niento ria borca e (gario; e como esla molestia lhc
rara adquerida, sem duvria alguma.por causa de fre-
quenles lugares pantanosos c insalubres, os quaes
pela sua profissAo elle he obrlgado a pertorrer. por
isso acbo conveniente que durante alsura lempo elle
deve eviiar em expor-se as causas excilautes desta
molestia, c para que possa obler o 11 ni desejado, jul-
".o que so orna mndanca para um clima mais tem-
perado do que o nosso, Ihe poder Irazer o com pe-
lo reslabelecimenlo ijm saude, no que iudabilavel-
menteelle acalmara,fatondo urna viagem Europn.
Por ser verdarie passo esn por me ser pedido, r as-
sim o affirmo pela f rie mea gnio. Recife 18 de
abril de 185*. Dr. Manat Pitarte de Farias.
Quarto documento.
Eu abaixo assignado, cirurgAo approvario, memhrn
da socieriade Jeneriana de Londres, cirnrgiAn da
cmara municipal, do collcgio dos orpliKos, dos
exposlos, ele.
Altesln que o Sr. Joaquim Piles Carneiro Monlei-
ro foi aaltado de nina febre intermitientequarlAa,
da qual repcli.las ve/.eso tralei. F^ssa febre, dcvi.la
sem duviria alguma aos Irabalhos graphicos feitos em
lugares pantanosos, fazia que esses accessos se lor-
nassein frequenlcs, do que Ihe resullou urna spleni-
le leoropeanada de iodos os ymplomas que Ihe sAo
peculiares, uAo leudo ceriirio ao Iralamenlj aconse-
llin.lt>, acompanhario dos meios bygenicos em laes
casos recommeiiria.los.
Neslas circumsliincias seria sumamente vanlajoso
para o paciente fazer una viagem a Europa, onde
he de presumir que desapareja o cngorgilameiito
rio haco, e fique completamente curado. Por ser
verdade, c esla me ter pe.li.la assim o aflinno.
Itccife II de abril de 185*. Francisco Jos da
Silva. Eslavam lodos os dorumenlos sclladso.
Despacho. Informe o Sr. director .las obras
publicas. Palario do governo rie Pernambuco, 28
de abril de 1851. Figueiredo. Illm. e Exm
Sr. Informando V. Exc. o inclo)
COMMERCIO.
i'HACA DO RECIFE 7 DE OITLBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacies olliciaes.
Cambio sobre Londresa 271|2 d. 60 d|V. a_ prazo.
Descont rie ledras rie poneos diasa 9 ".aoanno.
ALFANDBKA.
Rendimento do riia 1 a (>.....(>0:i87:i28
dem rio riia 7........19:5.5.te"08
8l):0il30:M>
Oescarrega luije U de oulubro.
Itrigue inglez(ilaucushacnlho.
CONSULADO i.i'.ltM,.
Reiiriimentn do dia
dem rio dia 7
1 a6
65Q|96a
915157
71131*6
IVERSAS PKOVi.vf.lAS.
Rcndimenln do da la" .
Exportacao'.
Baha, hiale nacional Duiis \migos, rie ll lone-
7I10
de maio prximo passado em que o maudci Iraba-
lliar nos estndot graphicos na estrada do sul sob a
lircccAo do cugeiiheiro llenrique Augusto \lilei'
foi elle arcomelti.lo de febres iiilerinlenles inilemi- Rendimento do dia I a (i
&? azeiledeearrapalo, 2 barriras doce.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS f.E-
R.AES DE PERNAMDliCO.
cas, que i.Ao Ihe permuten) trabalhar regulannen-
le ; pelo qoe elle precisa empregar algara Irala
ment mai* eficaz do que tem al boje usado e
como seguoclo a opiniAo dos riislindos facultativos
conslaulesdos alleslados junios, a mudenca rie clima
por algurn lempo rieve-lhe ser muilo proveilosa
por isa*- esla o supplic.inte no caso le ser allen-
riulo. Deosguarde i V. ExcDirectoradasobrasnu-
bhcas *) rie abril de 1851. Illm. e Exm. Sr con-
selhciro Jos Beulo ria Cunha e Figueiredo presi-
dente ria provincia. O .lireclor, Jos Mamede ti-
les ferreira.Passe portara, concedendo :t mezes
de licenea com ordenado. Palacio do governo de
Pernambuco, i de maio de 1851.Figueiredo.
Illm. e Exm. Sr. presidente da provincia riel'cr-
nanihuco. DizJoaquimPircsCarneiro Slonleiro.aju-
daule d'engcnheiro da rep.irlirAo das obras publicas,
que lcndo.\. Exc, vista .lum cerlificario do en-
gciideirn Millet, o rie Ires alleslados mediros dos
Drs. Sarmenlo, Duarle de Farias, e Silva, se .ligna-
rio conceder ao supplicante :l mezes de licenra com
vencimentos para Iralar de sua saude na Europa, e
aclian.lo-se. elle presentemente em Paris, onde, em
consequencia de se haver molbado em um naufranio
que soutoii de Dnwcrs para Calais, mais aggrava-
dosselem lomado seus paderimanlos, o que bem
prova o certificado junio, reconherrio pelo secrc-
lario da lcgaco brasileira, passado por um dea me-
lhores e mais coiiceilua.los meriieos d'aquella cidade,
que n declara imposibilitado de emprehender qual-
quer viagem, vem coulado i.a benignidade de V.
Exc. rogar-lhe, riigue-se de prorogar a dila licenea
rom veneimenlos por mais :i mezes ; o que, arista
rio aviso de 21 rie junho de 181:1 depende iiiiir.anienle
ria mu I,ule de V. Exc, que, juslo como he, nAode-
xar ccrlamenle d'atlender que no exercicio rio
seu emprego, Irabalhan.lo em lugares paludosos foi
que o supplicante adquerio a pcrlinaz molestia que
solTre. Pede.. V.Exc. ravoravcl deferimenlo.E.R.
M. Como procurador Florencio Jos Carneiro Mon-
teiro.
(randa Chancellerie de l'Orrire Imperial de la
Legin ri'Iionncur.
Je Snussign Docleur en medecine rie la Facull
rie Parta, ortineldela Legin d'Honneur, Cheva-
lier riel ordre rojal d'Isabellc Calholique. Medccin
de la grande Chancellerie de la legin ri'lloniieur
etilo la Lcgalon rie Sa MajcstelEmpereur riu Bre-
sil etc.
Ccrlilie que Mr. Joaquim Pires Carneiro Mon-
leiro esl atleinl d'une hepalile linflamalioii du Ibie.
maladie par laquelle ce jeunc liniume suile intrai-
lemenl qu'il ne pourrol suspenrire.saus rompromel-
irelelatrie sa sanie, s'il vovageait aujourd'hu\.
lansl. aoul 1851.-1.. Medccin de la Lcgalion
Impcriale dn Biesil, Alcxandrc Dupiiis.Reconhe-
.;a vcr.ladeira a assignalura relro rio Dr. Alcxanilre
Dupuis, mcriico ria legaeAo de S. M. O Imperador
il cm Paris. Secretaria di legaeAo, Paris
dem do dia 7
1:217*753
1:6725717
.5:8909-500
Rendimento do rii
Iriem rio riia 7
CONSULADO PROVINCIAL.
I ai.
6 de agoslodc 1851. O serrelaro ./. Loureiro.
Como requer. Palacio do governo de Pernambuco,
VJ de selembro de (851. Figueiredo.
Eis o que pede o supplicante, e para que assim
o conste passei a presente cerlidao nesla secretaria do
governo de Pernambuco, aos 5 dias do mez rie ou-
lubro de 1851, trigsimo terceiro da independencia,
e do Imperio.O oflicial archivista, Joo Calen-
tim l ltela,
Srs. Redactores.Dignem-se publicar em seu in-
leressanle DHrio a declaradlo qoe a esla acomptniha
folla e asignada pelo individuo, que e.auior rio
conimunicaJo impresso no Liberal Pernambucano
rie 29 rio passado, soba epigraplica nova empreza
do Ihealro de Sania Isabelapresenlou cm juizo co-
mo le>la de ferro, quando chamei-o a rcspousabiii-
riade pelas calumnias que me irrogou.
Lu fallara as l.-is ria biimanidarie se proseguisse
na nccusai.-Ao contra um pobre homem. do cuja boa
c e ignorancia iii.lignamcnlc abusaram os i.ieus
gratuitos detractores, e que apenas esclarecido sobre
o passo que o fizeram dar, aprassa-se cm descubrir a
verdade e improlcslar pela sua innocencia. No en-
tanlo fique o publico saliendo, que se os meus gra-
tuitos inimigos sAo au.laz.es em atacar-mede embos-
cada e a ralsa f, de frenle e a luz do da nao se alre-
vem a faae-to. A con-.iencia de seus cmbusles
ralsidadj|enchc-os de lerror, e os obriga a fugirem
cobardamcnle para evitarem a punirn que as leis
eslabeleccm conlra os calumniadores ; c urna vez que
se saiba quaes sejam esses mzeraveis eslou salisfeilo.
Sen constante lelorGustavo Jos do Reg.
Recife 7 do selembro de 1851,
Eu abaixo assignado, declaro e ^orarei, se pre-
ciso for, que asigne! urna correspondencia publica-
da no Liberal Pernambucano contra o Sr. Guslavo
Josc rio Reg, ignorando* o que ella conlinha, sendo
eerlo que a minha assignalura so lem luaar depois
da publicacSo da rcferidl'c.irrespoorieiicia, o quceu
liz a pedido rie pessoas a quem uAo me era possivel
fallar, c que me dizam nao haver nada rie oOcnsivo
a ninguenitf-Faro esla dcd.racAo porque nAo leudo
molivoi para olTenrier ao Sr. Gustavo Joso do Reg,
e era accusa-ln como empregado publico, uSo pos-
so conseiitir que em meu minie se procure molesla-
o, nem as pessoas de que a referida corresponden-
lia Irala. Recife C de oulubro de 1851. ,
Filippe Santiago de Barros Pessoa.
Sentara Redactores.Como quer que o Sr. Mou-
rao eraajaua correspondencia insera no Diario de
hoiilem" rio corrcnlc, ainda sostente que a vocuen
que conlra mim esl movenrio, he em consequencia
de scnlencas e acordaos da rr|ar.ao, que me condem-
naram a pagar-lbe a quaiilia rio O c Linios conlos
de rs pelo prsenle desafio ao Sr. MourAo, a que
publique essas senleiiras e acrordaos que assim jul-
garam. cerlo rie que so o fizernada mais dire sobre a
qucslf.o. e me confe sarci inlciramenle vencido. NAo
de preciso que o Sr. Mouro se d ao Irabalbo de
Irazer ao conhecimento do rtspeilavcl publico ludo
quanlo lem occorrido cnlre elle c mim. pois que j
lomei sobre mim essa larefa, c espero nao s im,-
rar ao publico das natas qucsloes, senao lambem l-
valas ao ronhecimenlo alo mesmo do govcriu (eral,
para que se veja a jtjliga que ncllas se lem'f.ilo.
Recife rie Pernambuco 8 Je oujhbro Je 1851.
JoieDiasda Sitia.
2:L582fi:l
5:929JKK)
_____________8:087566:1
PRACA DO RECH-'E 7 HE ODTDBSO. AS 3
HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios- Sacou-se a 27 3|1 e 28 d. por 11
conlra dinheiro, e a 27 '. com
prazo.
Alcorio----------Enlraram 333 tacen, c venden se
de .oliOO a sfSOO por arioba.
sanear- o pouco do novo que entran foi
vendido para consumo, por isso
.. nao leve preru para exporlarAo.
(...uros-------------gem alleracAo da ullima data.
Ameiidoait-------Venderam-se a 8f por arroba.
Arroz----------------Mein de 2*100 a 23400 por arroba
do pilado a vapor.
Azeite doce-------dem aSSOOO por galio rio do Me-
diterrneo.
Bacalbio----------Tvemos Ires rarregamenlos; o
mercado esla bem supririo. Reta-
lliouse .le It-5500 a 1.5-3 por bar-
rica.
""atas.....Venrieram-se de 19501) a I56OO
por arroba.
Carne secca--------Nao houve cnlraria nem ha depu-
silo.
Fariiihadclrigo- Venrie-se a 28-5 por barrica da de
Kichmon.l. a 2(io ria de Ballimo-
r<-, a 29? SSSF. e de 26 a 279 da
hespaiihola. Firaram boje no mer-
cado 2_j||3 barricas, sendo 413 de
Ucspanha.
Massas ----- Consta que se venrieram a .53 por
arroba as viudas ulliinainenlc, por
. nao serem rie qualiriarie superior.
Vinhos--------------Dizem que os chegartos rie Hespa-
nha obliveram de 189 a 195-5 por
pipa.
Descont----------De seis a doze por ccnlo ao anno.
1-rels ----- Em apalbia por falta de navios e
gneros.
Harn 110 podo 36 embarcacoes: sonrio, 27 bra-
sileras. 1 dinainarqueza, 1 hambiirgue/.a, 1 bespa-
nholas, 3 ingle/as e 3 porlugaezas.
MOVEVIENTO DO POSTO.
PtJBLlCACrjO A PEDIDO.
ARA CONHECIMENTO DE QLEM PERTENCER
DA-SE Pl BI.ICIDADE AOS SELIMES DO-
(.! MEMOS.
Illm. Sr. coronel commanrianledo l. balalhAo da
reserva da guarda nacional desle municipio.Paulo
Juslinianno lavares, sargento ajudanle do halalbao
rio c .nimando rie V. S. precisa para bem de seu di-
reilo, que V. S. mande que o respeclivo secretario
certifique se o supplicanlc se arda ou nao. incluido
na lisia ria reserva que foi :i V. S. remcllid pelo
eoniinaiiJanle superior. Pede a V. S. lite, Jfcra.
E. R. M.Pfiulo Juslinianno Tacares. .
Recife 4 de oulubro _de 1851.
Ccrliliquc. Quarti-I rio I. halalbao da reserva da
guarda nacional rio municipio do Recife I de oulu-
bro de 1854.Mamede, coronel romiriahdanle.
Em virln.le rio .lc-parho relro, cerlilico que re-
vendo o livro compleme em que foi fcila a qualili-
cacAo dos guardas nacwnaes ria reserva ria freguezia
de S. Fre Pedro onealves, nelle a folbas 25. acbei
quahlicado paulo Juslinianno Tarare, de idarie 2i
anuos, soltciro. profissAo de raixeiro, com a renda
animal de 5()0309( rs., morador no selimo quarlci-
rao da n-.esma freguezia, leudo passado jara a reser-
va por parecerda junl^e deliberarAo ilo" cousclho.
rie II .le mar;n do corenle anuo. O referido he
verdade e consla doslix-ro a que me repodo.
Secretariado I. halalbao ria guarria nacional de
reserva rio municipio, ,. Recife 5 .1- oulubro de
81.i) secretario do halalbao. Francisco Camilo
da Hoaciagtm.
Illm. Sr. Dr. Jos Hara Sevc.Precisa-se que
v -^-. para bem de seu direilo.Idc declare ao oc des-
la se -,:
le
e
quallicacao da freguezia'de S._FI Pedro (ioncal-
ves, com que muilo abrigar o rie V. S. rcspcilarior
c obrigariissimo criado.Paulo Juslinianno la-
vares.
Recife 3 de oulubro de 1854.
Declaro que liz parle da inspcrcAo da jimia quali-
licadora, e de que resullou ser considerado incapaz
do srrvico activo aaSr. Paulo Juslinianno Tavares.
O referido lio verdade sob palavra medir.
..... Dr. Jos Maria Secc.
Recife 3 de oulubro de 1851.
Itiilracarl no mesmo scnldo ao MI111. Sr. Dr
Joa Perii Maduro da Fonseca.Declaro que liz
parle da uispeccfio qualific.idnra em que foi consi-
derado incapaz rio serviro aclivo o Sr. Paulo Jusli-
maunu lavares.
_ "r. Joo Pedro Maduro da Fonseca.
Recife 3 de oulubro rie 1851.
Outra no mesuro scnldo ao Illm. Sr. Dr. Ignacio
Firmo Xavier.Declaro que fiz parle dajunla me-
dica do couselho de quallicacao, e o Sr. Paulo Jos-
iniiannalavaret foi julga.lo incipaz para o -ervico
aclivo. O referido, juro em f de meu grao.
. Dr. /guaci Firmo Xavier.
KeciM de oulubro rie 1851.
Navios entrados no dia 7.
Araraly pelo Ass1:| .lias, hiale brasileiro Aragiio,
rie 31 toneladas, meitre llenrique de Souza Maf-
fra. equpagem i, carga sal; a Vicente Ferreira
da Costa.
Ass7 dias, barra hrasilciVa Malhildes, de 233 lo-
neln.las, meslre Jeronxmo Jos t'elles, cquipagrm
13, carga sal ; a Manuel Alvcs Cuerra Jnior.
Terra Nova38 ilias. briguc nglez Bella, rie 200 lo
Heladas, capillo James Brown, nquipacem 11,
Caiga 2,300 barricas com hacalhao ; a Me. Cal
moni \ Companhia.
Arae.il>li dias, hiale brasileiro F.ialaco, de 37
toneladas, meslre Estado Mendes da Silva, eqni-
pagem 3, carga curo e sola ; a Antonio de Sou-
za (iiimarAes. Passageiros, Iguacio Jos ria Silva
e I aneara entregar.
-Vacos sabidos no mesmo dia.
BahaHiale brasileiro Aoco Olinda, meslre Cos-
lo.lo Jos Viaiina, carga bacalhao.
Rio rie JaneiroBrgue Liberal, com a mesma car-
ga que Irouxc. Suspeinfeu rio lamenlo.
S. Joan Brigue iuulcz Dante, capitn James
Aelkeu, em laslro.
Varo entrados no dia 8.
I'arabiba24 horas, hiale brasileiro fiar do Bra-
sil, de 28 toneladas, meslre Bernardina Jos Ban-
deira, equpagem 4, carga barricas vasias e loros
de mangue ; a Justino da Silva Boavisla. Passa-
geiros, Castor dos Sanios Lima, Antonio Flix ria
Cosa. Manuel Bomlim Vieira, J0A0 Francisco
Marlins.
dem 21 horas, hiale brasileiro Conceico de Ma-
ra, de 27 toneladas, meslre Isidora Brrelo de
Mello, equipagem 4, carga loros de mangue; a
Paulo Jos Baplista.
.Vario sabido no mesmo dia.
BabiaHiale brasileiro Dohj Amigos, meslre J0A0
Rodrigues Vianna Dantas, carga bacalhao e mais
gneros.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin
rial, em cumprimenlo ia ..rriem do Exm. Sr. preti-
rime ria prn\ inria rio 30 .le selembro ultimo, man-
ila fazer publico, que no dia 26 do rorrenle peranle
a junla ria fazenria da mesma Ihesouraria, se ha rie
arrematar a quem por menos lizer os reparos urgen-
tes no caes da roa da Aurora, avadados cm reis
7:6719098.
A ai remataran ser fcila na forma ria le provin-
cial n. 313 rie 15 rie maio rio correle anno, e 10b
aselausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esln arrematadlo,
enmpareram na salarias sessOes ria mesma junta pe-
lo mi-iu riia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandn aflixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria ria Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 4 de oulubro de 1854. Osecreiario,
Antonio Ferreira d'AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arremalacio.
I. Os reparos do caes ria roa ra Aurora, far-sc-
ho 11- runl'ormnl ide com o orramento approvaijo
pela directora em couselho, e apresenlario a appro-
vaco do Exm. Sr. prctidenie da provincia na im-
portancia de 7:6715098.
2.* O arremtame dar principio as obras 110 pra-
zo rie 1 mez, e as concluir no .le 3 mezes, ambos
contados na forma rio artigo 31 da lei provincial nu-
mero 286.
3. O pagamento da importancia da arrematarlo,
realisar-se-ha em 3 prestar/es, a primeira quando
(ver feilo a terrea par(e, a segunda quando (ver fei-
lo os dous lerdos, e a (erceira quando esliver con-
cluida, quesera logo recebida definilivamenle, por
nlo haver prazo de responsabilidaric.
4. O arremtame empregar melarie dos Iraba-
lliadorcs livres.
5." Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, nem 110 orramelo, seguir-
se-ba o que dispOe a rcspeilo a lei n. 286.
Conforme. OsecreUrio, *
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
----W
DECLAIIAGO'ES.
Conselho administrativo naval contraa, para
os navios armados, barca de escavano, enfermara de
mai inda e mais eslahelecimcntos rio arsenal, o for-
iiecimcnto los secuinles gneros, por tempo de tres
mezes : loucinbo rie Santos, cafo em grAo, astucar
l.ianco, bacalhao, feijAo molalinho, agurdente de20
graos, vinasrc de Lisboa, azeite doce rie Lisboa, azei-
te rie .-arrpalo, carne secca, arroz lira neo rio Mara-
11I1A0, leuda em adas, assucar refinado, manleiga
ingleza, carne verde, pAo, bolacha, -liarinas e car-
nauba em velas ; pelo que sao convidados os qoe in-
leressarem em dito foriiecimcnlo, a compareceremas
12 horas do dia 10 do gotretile, na sala detnasses-
ses com as amostras e proposls, declarando os l-
timos piceos c quem os fiadoras.
Sala das sessoes do conselho d'AdminisIracao.
val em Pernambuco, 3 de oulubro de 185i.-^Oc se-
cretario, Chrislavao S. Tiago Je Oliveira.
_ Pela cuta.Ion.1 da cmara municipal do Re-
cife se faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento Itocca do cofre, rio imposto rie carros, car-
rojas e oulros vehculos de condcelo, he do 1 ao
ultimo de oulubro prximo futuro, tiran.U. sujeilnsa
mulla rie 50 os que nao pagarem no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
Fradelo Canuto da Boa-ciagem.
COMPANHIA BRASILEIRA DE PAQUETES A
VAPOR.
O hiate Amphitrite segu em poucos dias para
a Babia por ter prompla a maor parle da carga ; pa-
ra o retanle. Irala-se com. Amorm lrmaos, na' na
ria Cruz n. 3.
COMPANHIA I.USO-BRASILEIRA.
O vapor desta compa-
nhia o D. Maria II,
commandante Thomp-
son, devendo aqui che-
gar dos porlos do tul no
dia 13 do correle, seguir depois di competente de-
mora para S. Vicente, Madeira e Lisboa, para on-
de recebe passageiros : es pretendeDtes dirijam-sc
a Manoel Duarle Rodrigues, ra do Trapiche n. 26.
LEILO'ES.
ui UKii.imni \. [\
LEILAO EXTRAORDINARIO
de urna grande porreo de livros, contando obras re-
ligiosas de direilo e lilleratura, romanea recreati-
vo* etc., etc., tanto em francez romo em porluguez,
e oulras militas obras de difierentes linguas.
, 0 AGENTE BORJA
fara o leilAo cima mencionado, quinta fcira 12 do
corrcnlc as 9 horas da manda,!, sem recosa rie qual-
quer presto olTereririo, e do dia 10 por diante serao
distribuidos os calhalogot.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civcl c commercio Francisco de
Assi de Oliveira Macel,a requerimenlo de Joaquim
Lucio Monleiro da Franca, llqodalario da firma de
Franca & Irraao, o agente Borja fr leilao da ta-
berna com lodos os gneros, armario e uleiicilioi
existentes na mesma tita na ra dat Cinco Pona*
n. ., stbbario 14 do crreme s 11 lloras em ponto.
O agente Borja, ler;a-feira 10 do corrcnlc s
10 dorasjla manliaa no seu nrmazem roa do Colle-
gio n. 15, f.ii leilAo de diversos objeclos, como
bem obras de marcineiria de diucrenlet qualidades,
obras rie 011ro prala, e relogiosde diversos lama-
nhos para cima de mesa, ditos de parede aalgibei-
ra, candieiros diversos, vidrot e loucas para serviro
de mesa,- ama porciio de chapeos prelot de massa
muilo finos, grande quantidade de amendoas con-
feia.las em frascos, livros para copiar carias, arroz
em sacca, outros muitos objeclos etc., etc. ; e ao
mcio da rAo tambem a leilao urna escrava prela,
e um oplimo cavado para carro.
Em virtude de requisirAo fcila ao Illm. Sr.
inspector ria alfandega ricsla cidade, pelo Illm. Sr.
procurador fiscal e dot feitos da fazenda, e em com-
pnmento caria rogatoria que Ihe endererou o
illm. Sr. Dr. jniz dos feilo da fazenda, ao agenle
Oliveira, foi incumbida a venda em leilao publico, 1
porta da mesma alfandega, de 100 barrls nlciros c
100 meios com manleiga franceza, nenhorados casi
rie Oliveira & lrmaos. a requerimenlo do menciona-
do Illm. Sr. procurador dos feitos ; lera pois lagar o
referido leilao quarla-feira II do rorrenle. t II ho-
ras da manhAa em poni, e no indicado lugar.
Quarla-feira 11 do rorrenle s 10 e meia horas
ria mandila, o agenle Viclor far leilao no teu arma-
zem ra da Cruz 11. -25, de grande e variado sorti-
mento de obras de marcineiria, consislndo em mo-
biliat de Jacaranda com pedrat, e tem ella*, dilasde
amarcllo, marquezas rie jacarandi e de amarcllo, ca-
mas de amarcllo para menino, urna mesa elstica .
moderna, guarda veslidos de mogno, e de amarcllo,
guarda loucas, aparadores, espedios grande com
molduras riourados, toucadoret. 1 rico saacluario
com molduras dourado. 1 carrinho com 4 rodas para
llllllllll.l .lU II. _--. >- W ~
EDITAES.
A cmara municipal desta ci.larie faz publico
que da dala ricslc cm dianle se acha. em vigor a se-
huinte poslura ad.licional que foi fiprovada provi-
soriamenlc pelo Exm. Sr. presidente da provincia
em 30 de selembro ultimo. Paro ria cmara muni-
cipal rio Recife em sessAo de 4 de oulubro de 1851.
Baro de Capibaribe, presidente. No impedi-
menta do secretario, o oflicial maior Manoel Fer-
reirtt'Accioli.
-POSTURA ADDICIONAL.
Arlilo nico.Em nenbuin acougue te poder
corlar carne anlcs das seis horas d manhaa,* nem
depois das seis da larde ; os infractores scrAo mulla-
dos em 10SOOO rs.Sala das sessoes ria cmara mu-
nicipal do Recife 27 de selembro .le 1851.Kariio
de Capibaribe, presdeme. Jos Maria Freir
Gameiro Guslaco Jos do Reg Dr. Coime de
Sa Fereira Francisco Mamede de .lmenla An-
lonioJos de Otireira.
-r-*P Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em ccmprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 26 de selembro ullimo. manda fazer
publico, que 110 riia 26 do correle, peranle a junla
da fazenda da mesma 'Ihesouraria, se ha rio arrema-
tar a quem por menos fizer a obra rie dea* bombas
sobre os riachos Tanialameirim e Chio, na estrada
da Victoria, avalladas em r. 2:85IKH).
A arremalacAo ser feila na forma da le provin-
cial n. 313 de 1.5 de main do correte anuo, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco,
comparecam na tala das sessoes da mesma junla, no
riia acuna declarado pelo meta dia; cnmpelenlcm-n-
le habilitadas.
E para constar se mandou affixar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco 2 de oulubro de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira d'.lnnunciaco,
Clausulas especiaes para a arremalaio.
1-* As obras deslas bombas sero feilas d condir-
midade com o orramento approvario pela dircdoria
em contaba, e submellirio a approvaeio do Exm.
presidente da provincia na importancia de 2:5853.
2." II arremata 11 le dar cometo as obras no prazo
de 1.5 dias. c aerar concluir no de 60 dias, toldos
contados na forma do arligo 31 da lei proaitrcial
n. 286. '
3.a O pagamento da arremalaco sera feilo quan-
do estiverem concluidas as obras.
i.-1 Para ludo o mais que 11.10 esliver determinado
as presentes clausulas, segiir-sc-ba o que riispe
a le provincial 11. 286.Conforme___O secrclario,
Antonio Ferreira d'AnmnciacSo.
O Illm. Sr. inspector ,1,1 ihesouraria provin-
cial, em cumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. picsi-
ricnle ria provincia de 30 de selembro ullimo, man-
da fazer publico, que no dia 26 do correte peranle
a junla ria rafeada da mesma Ihesouraria, sella de
ai rematar a aquem por menos fizer a obra dos con-
ccrlos da caricia da villa do Cabo, avahada cm
1:1559 rs.
A arrematado sera feila na formada lei pro-
vincial n. 313 de 15 rie maio rio cnrrenle anuo, sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalicAo'
comparecam na (ala das sessoes da mesma junla'pe-
pitAo lenle
tjervazio Man -
cebo, espera-se
dos porlos do
norte no dia 12
do correte, e
sallr pira o
Kio de Janeiro, por Macei e Babia, no dia imme-
dialo tnachecada.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcrao convida aos se-
nliores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do 1.a 13 Je outivbio
do corrente anno, mais 30 0|0 tabre o
numero das accfies que Ihes loram distri-
buidas, para levar a elleitoo complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tos de reis, conforme a resolucao tomada
pela assemblea geraI dosaccioiii0atde2
de selembro do anno prximo pateado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
183 \.O secretario do conselho raoJ. J. de AI. Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho a.lminislralivo, em virtude de aulori-
sarAo rio Exm. Sr. presiden le da .wovincia, lem de
comprar os objeclos- sesuinles :
Para o meio balalhAo da provincia do Cear.
ilrim branco liso 670 varat; algo.laozinho 873 di-
tas ; panno prelo para polainas, lUOcovarios ; boloes
prctos de osso, 2'J grozat; di I o_____.ua neos de ditot, 18
ditas. W
2." halalbao rie infamara rie linha.
Snalos. 1.51 pares ; espartas com bainhas de aro,
para os sargentos, ajudanle e qiiarlel-mestre, 2.
Arsenal de guerra.
Para al."e 2.datan .le officinas.
liibnasrieassoalhodcamarello, 36 ; costado de di-
lo, I ; rosladiuhosde diln, 6 ; laboasde assoalbo rie
ce.lro, 3; costado de dilo, I; prauchAo de dilo, 1;
O vapor 7o-
cun lias, com-
n.andanleoca-1 men,no- ele Porciio rife arroz com casca, fornos de
Ierro, charutos da Babia, e da torra du per ior qualida-
1 e, candieiros para meio desala, tantruat com pes
de vidro, e casquinho, um oplimo piano inglez, por-
rAode cha prelo superior qualrdade. eautros muitos
objeclos, que se tornara enfadonho meociona-tat.
. C. J-. Asile) & Companhia fario leilio. por
nllerveijcao do anete -Ohvoira, de grande sorli-
ineiito deazendat suitsat, alleaiaas, franecra, c
muila* nglezas, tpilas propria rio mercado : lerra-
fcira, 10 do correblo, as 10 lloras da maoliAa, "no
teu armazem, rea do Trapiebe.Kovo.
Pagete F.G. de Oln^ira, tendo
de fazer sua rraidencia no cmpo, fara'
l.'il.iadamobilra da casa em rpie tem re-
sidido, lurRecile, porcbia do sen escrin-
tario, cpnsistindo -em cadeiras usuaes e de
liracos, catnap(;s, sofa*7, marquezas, mesas
redondas de meio de sala, sendo ama com
tampo de pedia marmore, urna excllen-
te mesa clstica de jantar, grande e no-
va, um ptimo apparador, mesas de jgo,
leitos para casados, marquezas de Jacaran-
da' com armarao, proprias para leitos
singelos, toucadores, leito francez para
solteiro, tremscom bellos espelho, guar-
da-vestidos, lindo lustre de bronze ingle/,
para quatro lu/.es com mangas, candiei-
ros de globo, lanteroas. um 011 dous ricos
apparelhos de loura de porcelana de se-
vres pora 18 ou 36 pessoas, grande collec-
rao de bellos qu'adrosescolhidos com mol-
duras, um excedente piano, pistolas para
Huellos etc. ; livros impressos em aile-
rentes idiomas, e muitos outros artigosde
utilid.ide : (|uinta-feira, \i do corrente,
as 10 horas da manhaa, na indicada casa,
laboas rie assoalbo de louro, 6 duzias; arco de pa | rita da Cadeia, por cima do armazem de
com os cnmiiAliKilite I'.,,.,, j I .,,...... ,in e... a..v .a /* m __
e com'os's0'u"","? 'W'^" E^F*^ i"0"*1- '>"eio ia, competentemente habilitadas.
e com os Srs, )r, J0A0 Pedro Maduro da Fonseca, E para coaatar >e mandou afilar o i.re.
lanado Finn.no \avier. na anao dn concibo de blirarPelo Diario. '""
111:1 1 1,-.li*,.. ..., r-......_:_ i_ .' ,-__: ... .... .. _
1 prsenle epu-
Secrelaria ria Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, S de oulubro de 1851. O secretario
Antonio Ferreira d'.lnnunciarao.
Clausulas especiaes para a arremalriio.
>' As obras dos rncenos da caricia da villa do
(.abo. far-se-hao rie conformidaile com o ..remenlo
approvario pela riirecloria em ronselho, c apresen-
lado a approvaeAo rio Etm. prctidenie dil provincia,
na importancia rie 1:1553 rs.
2." O arremalanteri.ini principio as obras no pra-
zo de mu me*, c as concluir no rie 5 mezes, ambos
Cmi2_i "a fo,"M do "i's'0 '' a lci provinral
3." O pagamento ria impon......,1 da arremalacAo,
realiiir-fc-ha emduas prcslacocs iguaes. a primei-
ra qunnrio esliver feita a mclade rio serviro, a onlra
com os competentes ferros, 1 ; arcos de ferro de 2 l|2
polegadas, 1 arrobas ; dilos ilc dito rie 1 :l|i pollega-
pas, 4 dilas.
3. ciaste de olliciaes.
Ferro sueco de 3 pollegadas, 6 barras ; dilo de dilo
de 1 dilas. 8ditas ; vergallie_s ladrados de ferro
sueco e de I pellegaria, 4; ferio Se varau.la, 2 arro-
bat; limas sortirias, 12 duzias.
4.a classe.
Carimbos do 1101 le de n. 6, 10; ditos de dito
de n. H.:10 ; dilos de dilo de n. 10 ; ditos rie dilo
rie n. 12, lu : rame lino rie ferro iara amarrar,
16 lifcra- ; .lito de .tilo de meia grossura, 16
lilas ; Jimas aorlidas, 8 duzias; Icufes de la-
lAo como pe*>deia6 libras, 2 ; bribas de flan-
rires dobrarias, 2 Unas ; dilas singelas, 2 calas.
.5." classe.
I.uvas de camua para porla machados, 17 ; ca-
murr,a amarella, 8 pilles; .lila branca para avcnlal
de tambores, 8 pelles.
Provimenlo .le armazens.
Papel almaco branco perlina lino, 25 resmas ; Un-
a prela ingleza par escrever, 10 garrafas ; ohreias
rie cor, 40 macos ; lapes finos, 12 duzias.
Forneciiiienlo de luzes as eslaces inililares.
Azeiledeearrapalo, 466 canarias; dilo de coco,
301.2 canarias; lio de slgodAo, 36 libras; velas de
carnauba, 1.55 dilas ; pavios, 6 duzias.
Quem quizer vender estes objeclos aprsenle as
tuas proposls em carias fechadas na secrelaria do
conselho s 10 horas do riia 12 do corrente n'iez. Se-
crelaria do couselho administrativo para fornecimen-
lo du arsenal rie guerra 5 rie oalul.ro de 1851. Jos
de Brilo Ingle', coronel presidente. Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, voaal e secretario
fazendas dos Srs. Fox Brothers.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MAR TIMOS.
Para Lisboa sahe o mais breve possivel a barca
porlugueza Maria Jos, de que be capitn Jos Fer-
reira l.essa, lem grande parle da carga prompla :
quem quizer carregar a que Ihe falla 011 ir de pesaa-
gem, baja rie dirigir-se aos seus rousigi.alarinsFran
ciscii Sevcriauo Habello & Filho, ouao capito, na
praca do commercio, ou a bordo.
ACARACL'EI.KANJA.
A estes dous poi tos pretende seguir o
hiate "Fortunan, capitao P. Valette, Fi-
lho: quem no mesiro quizer carregar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Altneida Gomes & C., na ra do
Trapiche n. I 6 segundo andar.
A venda,
O lindo _c muito velciro palarho Clemenlina.
JolacAo 137 toneladas! rccentemeiiU- chozado do Rio
11 rain 1 .lo Sul, com um carrcgameuln le carne sec-
ca para ande liabadeste porto rou'lu/i.looulro rar-
regamcnlo de assucar; veude-se com loda a maslrea-
co, veame, mcame, amarras e ferros, c com torios
os utencilios e pcrlcnrcs, lal qual se arba promplo
para emprehenrier nova viagem, mc.liai.lc algum
pequeo reparo; ot preleiirieiites.lirijam-seaoagcii-
e rie le Ib -s Francisco Comes de Oliveira.
PARA A BAHA.
Sae brcvimenle o veleiro palbabolc Dan Amigos,
para o reslo ria carjfa Irala-sc com o scu consigna-
laro Antonio I.uiz de Oliveira Azevedo. na ra rio
yucimado 11. !l, Iravcssa da Madre rie Dos ns. 3 e 5
011 com o rapilAo bordo.
PARA O ASSI".
No .lia I i rio correnle sabe iinprclcrivrlmcnlc o
hiale Anglica; para carga e passageiros Irala-se na
ra .la Cadeia do Recife 11. 49, primeiro andar.
lara Lisboa seguir breve a salera porlucucza
Margarita, de que he capillo Jeto Ignacio de Me-
uezes, por ler i maioria rio seu carregamente promp-
la : qutfm na inesina quizer carregar ou ir .le patas-
geni, pan o que lem bous roinmo.los, pii.le enlcn-
Precisa-se de um fcilor para engenlio e cam-
po, que d conhecimcnlo de sua conduela : no en-
genbo novo de Moribera, on na ru Nova n. 51.
UINHEIKO A PREMIO.
I)-se conlnuamenle pequeas quanlias a premio,
sobre penhnres rie ouro e prala, adverlindo que nao
se acata (Irma alguma ; na ra ria Paz. casa n. 34.
Ouem liver algum rievedor para Cirid, Ria-
cho dos Porcot, Brejo de Ara, Bananeras on mais
alguns lugares perlu desles riislriclos, e queira man-
dar fazer sua cobranca. para Uso emenda-te na loja
11. 22 ria ra da Cadeia Velha, pois que ha urna pes-
soa capaz que prclcnde sabir uestes 3 dias a esse ne-
gocio.
Traspassa-se o arreudamento da loja da roa
do Queimario n. i'.l : a Iralar na ra da Cadeia do
Recife, loja de muriczas n. 14.
- No aterro da Boa-Vista, casa n. 18, segundo
andar, precisa-se de urna anta de leile, a paga-se
bem.
Flix Fraucisco da Pal Jnior relira-se para
fra ria provincia.
Livraria, ra da Cru do Recite n. 52.
Nesle aovaeslaliehirimenlo encontrara o publico
um bom sorffmento dot melhores livros porlognc-
zes. latinos, Trancezes, ingleses, ele.; dilos em bran-
co hamburgueses e francezes; papel de lorias as qua-
lriarics, e mais objeclos para cscriplorio : por pre-
C01 commodos.
.Negocio de vantagetn.
Preci'a-sc rie urna pessoa capaz e quej fiador a
sua conilu.-la, para amlar rom um prelo na roa eom
11111 lab rieiro de fazendas, que se riar algom inte-
resse ou ordenado : na sua do |Oueimado n. 22.,
se dir quem quer.
MohiIia'3e aluguel.
Alugam-se mobilias completas ou qualquer Iraattse-
parado, ,1 voulade rio alugarior : ua ra Nova arsna-
zem rie Iraslcs do Pinto dcfroiuja da ra de Sneto-
Amaro.
Gloria seja dada ao Illm. Sr. rapitae Claodino
Beucio Macba.lo. la boa orriem c promptidto em
que se acha o I" balalho ricfuzileiros.que deiou de
cummanriar, eolrcgando ao seu cliefe o Illm. Sr. co-
ronel Domingos Alian-.. Nerv Ferreira, no dia 6 do
correnle, Sr. capitn Machado ser sempre lembra-
do, e os seus servicos sera agradecido pelo seu digno
coronel. ___.
Permnla-se por casas aqu na cidade ou ven-
de-te c lambem se aluga para pastar a fcslaum bom
*'tio no lugar da Capunga, com 2 moradas de casas
de pedra c cal. muitos arvuredot. como sejam laran-
jas rie umbigo, ilila da China, frula-pio, caj, man-
ga, outi-cor, e oulras qiialida.les.com baria a mar-
geni rio riu Capibaribe: a Iralar na ra das Cruzes
n. 33, vegundo andar.
AO IIOSP|C|0.':
Roga-sc ao fumeguinbas e mais meninos que na
noite rie seila-feira, soltara* um papagaio no largo
rio Hospicio,., especial obsequio de visarcm com an-
Icccdcncia ao rcspeilavel publico..que nAo deve ser
privado de tao inlojrcssiiile e ppreciavcl diverlimeu-
lo- O eapVao Tiberio.
I.uiz Leile Mariz, subdilo porluuuez, relira-se
ricsla proviniia para o Rio (iraudedo Sul, por Ma-
cei.
Alnga-sc umi coebeira em um lujar muilo
vanlajoso ecommorio por ler cacimba, e agasalha 12
ravallos: quem prelenrierdrja-se a ra da Cadeia
do Hccfc n. 16.
Precisa-se de um feilor para um sitio perto
desla praca, daurio-se preferencia a um homem ca-
sa.lo, c promette-se bom ordenado : na ra da Ca-
deia do Rerifc n. 16, c dir quem precisa.
O Sr. Augusto Carlos .le Sahoia Jnior lem
^' -""^-nalarios Amo,,,,, |rm. ra una caria ua ra do tlueimario ... 22.
da Cruz n. .1, ou com o sobrcdilq capitAo na pran
do Commercio.
Para a Babia.
Sane na prsenle semana, o bem 00-
nhecidoeveleiro hiate ..Amelia.., portar
seu carrcgameiilo prompto, anda pode
receber alguma carga : trata-se com os
consignadnos Novaes & C, na ra do Tra-
piche !?>*, 011 com o cap tao no Trapi-
ihedoalffodfc.
Icm/ ria o a c,,c.'.i u "i "'""l"' V""^' ~ Para -\raial>, segi.e cm poneos dias ,,Cm
.' ?I,.m?._ ra concl",''a. o nflo haver. prazo de res- i conheerio hiale Caaibaribe. oara o resto da cama e
ponsahilidarie.
passagaws Irala-se : na ra rio Yigario n. 5.
Vende-te obrigue diuamarquez Louise, enea,
vill.adoe forrado de cobre, de lote de l85loeela.las-
ou cerca rie 13,000 arrobas deaisucar. Os prelen-
_ denles po lem examinar o diln navin, ancorado de-
le, provincial nume- : fronle do trapiclicda companhia. O inventario esl
o serrelaro, patente no consulado da Dinamarca, na ra dn Tra-
Unfnrme. Antomo terrena dAnnunriac,;,, piche ... 12, onde se pode iralar .l .lila venda.
-i." O arremalanle emprecar mclade dos Irabalha-
riores livres.
>. Para ludo o que nao se adiar determinado as
prsenles clausulas nem no orremenlo, teguir-se-ba
o que di-p-'.e a lespeiln
ro 286.
Alugim-sc dous andares da casa da ra da Ca-
deia 11. i: a Iralar 110 armazcn da uietii.a.
Condua_SM Iraslcs, ma.leiras ou outros quaes-
quer objerlos em canoas, para qualquer arrabalrie
riesla ciria.le. com a rievida segurancia e pre^o muito
rommoilo : a Iralar na ra de Santa Rila 11. 60.
Joo Machado Brandao relira-se para Portu-
gal, deixando por teus procuradores em I." lugar a
sua sciii. .ra Ro.a Maria rie Oliveira II. anio, em 2."
o Sr. Joo II iph-la rie Barros Machado, enrarregado
de lodos os seus negocios, cm 3." o Sr. Aulouio
Marlins de Carvalbo Azevedo.
Sabliario passado, ao sabir rio Ihealro, perdeu-
se urna^pulceira tic uuro c-111. Hada rie verde : roga-
se a qualquer pessoa que a achou. lev a-la na ra da
Cadeia do Recife, loja n. 64; outro sni, pede aos
senbores Derives ou a quem a mesma fr oflrecida,
apprehende-la.
Alugam-se a casa grande c as pequeas, do
silio do Cajuciro. na Passagcm da Magdalena ; (cm
bom l.auho. viveiro de peiie, c muilos commodos ;
aluaa-se pelo lempo da fesla, 011 por anuo : a Iralar
no mesmo sitio.


r
W*-.
DIARIO DE PERNAMBUCO. SEGUNDA FElRA 9 DE OUTUBRO DE 1854
V
W:
DESCOBRIO-SE AF1NAL.
A PALMATORIA
Sabio o 2." numero do peridico criliro e diver-
tidoA palmatoriaroinosseguintes aniso*:
t^asaineulns do secute.Dialogo cnlrc os rededo-
res da Camelia.Consclhn secreto.(onsas imi-
tis.Medidas exigidas.Cousas da moda.Cha-
radac acha-se >enda na luja do Sr. Uoavcnlura,
ra Nova n. 52.
%Sf Chagen!, rapa/., s do lom,
Deteobrio-se a Palmatoria,
Veiiham compra-la, lie barata,
Venban coberlosdc gloria.
taludan les, cascado I do*.
Acadecimos, caiteiros.
Emprrg.iilos, vcnliain lodos,
Que cusa pouco dinliciro.
S uarenla riscada uina,
e verdade a imolia historia ;
Rapasiada, eia, avanlc
Veulia le a Palmatoria!!
Avizo ao respeitavel publico.
O ah.ino assigna lo proprielario que Coi do Hotel
lenle, tem a honra de participar ao respeilavel pu-
blico, e especialmente aos seus antigos freguezes, que
no dia l."i do corrente, abrir o sen estabeiecimenlo
denominado Hotel iia Europa, na ra da Aurora u.
.18 aonde as pessoas que coni sua prt-seuca lile qui-
zerem hourar o sen estabeiecimenlo, acharan comi-
llas ptimamente preparadas, que se compromete a
mandar a rasa de seus freguezes precedendo o neces-
sario ajuste, bebids de diversas e encllenles qua-
lidades ; quarluse salas Torradas de papel para alu-
gar as quaes ternecera comida e bebidas segundo o
ajuste competente ; assim como tambera tem urna es-
trebaria para qualro cavallos, com commndos para
guardar cinco ou seis carros : roga pois ao respeila-
vel publico que se digne honrar-lhe o seu eslabele-
cimeuto, esforrando-se o abaixo assignado em tudo
salisfazer a geral expeditiva. > /. Mendts.
GUEHKA DO ORIENTE.
Jos Nogueira de Souza, com loja de encadernarflo
c livros na ra do Collegio n. 8, acaba de receber
de I-'ranea urna porcao de livros e entre os quaes veto
a obra com o titulo a Kussia, a Turqua e a his-
toria da actual guerra do Oriente 1 vol. de 372 pags.
vende-se pelo preco da 39000, assim como cartas do
theatro da guerra actual entre a Kussia e Turqua,
as quaes vende-se por commodo piero.
Precisa-se alugar um moleque ou negro, que
saiba cuzuiliar o diario de urna casa, e que seja lid :
na ra do Queimadon. 51, luja de lerragens.
I.ava-se e eugomma-se com toda a perfeicflo e
aceo: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado u. 15.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-se a venda os bilheles da prmeira parle
da primeira lotera da matriz de S. Jos nos lugares
rio coslume : praca da Independencia, lujas dos Srs.
Fortunato e Arantes; ra do (.lueimado, loja do Sr.
Moraes ; l.ivramenlu, botica do Sr. Chagas; Cabu-
ga,botica dos Sr.s Moreira & Fragoso; aterro da Boa-
Vista, loja do Sr. Guimanles; e na ra do Collegio,
ua thesourara das loteras. Corre imprelcrivel-
mcule no da 27 le outubro.
Os senhores proprietarioserendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, e quizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
raepesa livraria n. 6e*8 da placa da In-
dependencia .
Aluga-se pan o sen ico de bolieiro um escra-
vo mulato com umita pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade fronleira h do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. Lourcujo Trigo de l.oureiro.
Traspassa-te a arrendamiento da casa n. 80 do
aterrada Bol-Vista, com armario para qualquer es-
tabeiecimenlo. commodas para, grande 'familia, e
quintal com 2 pocos e banheirole pedra e cal.
O Sr. Joaquim Ferreira qu leve loja na pra-
ciulia do Livramento lm uma'rarla ua livraria ns.
6 e 8 da praca, da '.ludepcndeiiria.
Precisa-se alugar ua sobrado ou urna boa casa
terrea, no.hairVo de Santo AnBnio; paga-so o alu-
siiiel adi.mt.ido ou cl-se lioni liador, e prometiere
tratar mullo bem da casa : quern liver anmincie para
ser procurado ; tambera paga-se a despeza do a-
il uucio.
O Se. procurador da cmara mu-
nicipal do Lhnoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achaem grandeatrazo de pagamento.
O Sr. Adolplio Manoel Camello Lins,
escrivo de Iguarassu'. queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
iraca da Independencia n. (i e 8, a nego-
cio cjue lhe diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. IV
segundo andar, cose-se, laz-se labyrin-
tho e borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommeiicfa das mesinas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
A profanara particular Candida Bal-
blna da Paixiio Rocha, residente na na
do Vigario a. 14 segundo andar, conti-
ena a admitlir pensionistas, meias pen-
sionistas e discipulas externas, por precos
rasoaveis, a's quaes ensina a doutrina
christaa. ler, escrever, contar, gramma-
lica da lingtta materna, cocer, bordar de
(odas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7 bocas da ma-
nhaa ao meio dia, e das 2 a's G horas da
tarde.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
sirva para comprar na ra e servir em nina cata de
poura familia : quem quizer dirija-sc a ra do Quei-
mado n. 30 1." andar, ou a loja do mesmo sobrado.
O Sr. Joaquim Francisco do engenho Sitio do
Mein, queira ler a bondade de mandar ultimar as
suas contasat o uliimo do corrente mez, do contra-
rio lerei de vender o ferro velho que existe era meu
poder desde agosto de IR'iO para meu pasamento,
uito annuindo depois a reclamarlo alguma.
GuUherme dos Sanios Sazes.
Do engenho Maua-ii. freguezia de Jaboalao,
furlaram de 20 a 23 do ir.ez de selembro, urna pare-
Iha de bois mansos, ambos raposos, poslo que um
quasi vcrraelho ; nao grandes, gurdos e bem feilos,
e ambos de camho : se algucm der noticias exactas
desles bois ou de quem os furteu, rejebera umagra-
lificacao no referido engenho.
FllLIIjAO 1)0 INSTITUTO IIOMOPATHICO DO BBAS1L
THESOURO HOMCEOPATHICO
VADEMCUM DO HOMtEOPATHA.
Metliudu conciso, claro, e remiro de curar homceopalhicamcnte lodas as molestias, que afnigciu a
especie humana, e parlicularmcnlc aquellas que rciuam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO. i
Esla obra imporlanlissima he hoje reconhecida como a primeira e roelhor de lodas que Ir.ilain da ap-
plicacao da lioniu-opalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdein dar um
passo tea-ara sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capules de navios, serlanejos, ele,
etc., devem te-la a mAo para oceorrer promptameole a qualquer caso de molestia.
Dous volumes em brochura, por. ...*., fftttBD
^ Encadernados ..........*. i \ -i n h i
Vende-se nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem poder* ser feliz na cura das muleslias, sem que possua medirainentus vrrdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da humiropalhia no norte, c inmediatamente interessado
em sens benelicos siicccssos, tem o aulor rio TIIESOL'HO IIOMOEOPATHICO mandado preparar, sub
sua iininediala iiispece.in. lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pliarniaccutico
e professor em homo?opathia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem cxeculado com lodo o zelo, Icalda-
de e dedicarlo que se pode desejar.
A efTiracia desles medicamentos he atistala por todos que os tem experimentado; clles nao preti-
na ile maior reooiiimcndacao; basta saber-se a Tunte donde sahiram para se nao duvid.tr de seus pti-
mos resultados.
Urna carteira de 120 mediramcnlos da alia e batea diluicSo em glbulos recom-
inenriados no THESOURO IIOMOEOPATHICO, acompanl.ada da obra, e de urna
caixa de 12 vidrus de tinturas indispensaveis........
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita, de 60 principaes medicamentos recommendados especialmente na obra, c com
una caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (luhos grandes.).
* (tubos menores).
Dita de 48 ditos, ditos', com a obra ('tubos arailes)........
D n (tubos menores). .
Dita de 36ditos acompanhada de 4 vidros de Unturas, com a obra (lobos grandes) .
* bu (tuhos menores,. .
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
* i> (tubos menores)
Dita de 24 ditos dilos, com a obra, (tubos grandes).......
-... (tubos menores).
Tubos avulsos grandes.............
pequeos ............
Cada vidro de tintura.............
Vndente alm disso carteira* avulsas desde o preco de 831OOO rs. at de 4003000 rs., conforme o
numero e tamanho dos tubos, a riqueza das caixas e d\ namisares dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promplidno, e por presos commo-
dissimos.
Vende-se o tratado >*FEHKE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 25000
Na mesma botica se vende a obra do Dr. G. U Jahr traduzido cm portuguez e acom-
modada a nlelliKeocio do povo........... 69OOO
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68A.
P. S. Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO HOSllKOPATHlCO, tete a honda-
de de dirigir o ,Sr. cirurg'iao Ignacio Altes da Silta Sanio*, estabelecido na tilla de Ilarreiras.
Tive a satisfaco de receber o Tliesouro homiropathico, precioso frurto do trabalhn de V. S.,e lhe
aflirmo que de todas as obras que leudo lido, he esta sem contradicho a melhor tanto pela clareza, rom
que se acha escripia, como pela precislo com que indica os medicamentos, que se devem emprecar ;
qualidades eslas de milita importancia, principalmente para as pessoas que descouhecem a medicina
theocria e pralica, ect., ed.,elc.
looieoo
J09U00
601000
45*000
309000
33O0O
403000
:t00(HHI
359000
asiooo
309000
909000
13000
5500
29000
CONSULTORIO 00S POBRES
25 RA DO GOX.X.BGIO 1 ANDAR 25.
0_ Dr. P. A. I.nbo Moscozo di consultas homeopathica lodos os dios aos pobres, desde 9 horas da
manliia ateo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, e cujascircumstanrias iio pennitlam pgar ao medico.
NO fOM'LTilRKI l DK. P. L LOKH HIISfir/0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE :
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzidoem portuguez pelu Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :................. 2OJ>000
1 Esla obra, a mais importante de lodas as que Iralam da liomeopalhia, iuleressa a todos os mdicos que
quizercm experimentar a 'ouliiua de Hahiieinann, e por si proprios se conveucerem da verdade da
mesma : iuleressa tollosos senhores de engenho c faze.ideiros que esto longe dos recursos dos mdi-
cos iuleressa a lodosos capilacs de navio, que nao podemdeixar urna vez ou outra de ler preciado de
acudir a qualquer iurommodo seu ou de seus tripolanles ; e iuleressa a lodos os chefes de familia ene
por. circnmslancias, que uem sempre podem ser prevenidas, silo obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della. .
O \ade-mecum do homcopalha ou Iraducro do Dr. Hering, obra igualmente ulil s pessoas que se
dedicara ao estudo da liomeopalhia um volume grande..........
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pyiSind as pes.oas que querem dar-sc ao esludo de meilicina........
Urda carteira de-24 tubos grandes de fiiiissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nariu dos termos de medicina, etc., etc................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 rom os ditos. ,..................
Cada carteira lie acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a esculla. .
Dita de 60 lubos com dito..................
Dila de 144 cora ditos...................'....'.
Eslas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas escolha.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abalimento de 10J000 rs. em qualquer
das carlciras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 8S000
Ditas de 48 dilos w....................... 169000
1 ubos grandes avflRs....................... 13000
Vidros de meia mica de tintura................ 39000
bem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
liomeopalhia, e o proprielario dcsle estabeleciineiito se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivcl e
ninguem duvida boje da superioririade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda crande numero de tubos de rryslal de diversos tamanhos, e
aprompla-se qualquer encominenda de medirameuloscom loda a brevidade e por precos muilo rom-
modos.
A casa de aferiro mudou-se para o palco do
Trro n. 16, aonde serao despachados os senhores
que tivercm de afvrir os pesos e medidas dos eslahe-
lecimenlos com promptidao, e faz ver aos senhores
que sSo acoslumarios a aferir em seus eslaheleci-
incnlus, que oanligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 do crrente, e linda-se no ultimo dede-
zembrodb corrente anuo.
ATTERCAO*.
Chegou ltimamente de Portugal a inlercssante.
obra que lm por tituloUnas pocas da vidapor
Gamillo Castello-Hranro, vende-se cada exemplar
pelo diminu.i preco de 29090 : na ra do Crespo,
loja n. 1 confronte ao arco le Santo Antonio, e na
ra doQueimado n. .. loja.
OH.' QUE CALOR!
Aluga-se anal rasa terrea para passar a fesla, no
lugar SanfAnna de dentro, cuj, lunar he bastante
fresco e salubre ; na ra da lanaocla n. 4.
Aluga-se por 399 por anuo, pacos a vista, o
primeiro sitio de porto de ferro do lado direilo da
estrada nova rioCaxanc, oqual'lrm excellentes bai-
las plantadas de capim, e ptimo terreno para var-
eas, assim como soffrivel casa e nao pouca.s arvnres
de limio : quem o pretender, pudeni cxamiiia-lo
c conviudo-lhe com a comlicao supra, dirija-se ao
Chora-Menino, primeira casi do lado esquerdo, para
tratar, islo das 6 as 8 horas da manhfla, ou das ."> da
laido emdianle.
Quem precisar de um feilor para um sitio ou
um Irnbalbador para masseira : dirija-se ao pateo do
Hospital na i rimaran, a tratar rom o mesmo.
Aluga-se urna boa casa em Olinda, na ra do
Amparo n. 31 ; Irala-se do alogurl na ra da Cruz
u. 411, no Rerife.
Joao Petro Vogelex.
Fabricante de pianos alia c roncera os mesmos
com loda perfeicAo c por mdico prcrn : lodas as
pessoas que se quizerem ulilisar de seu Irabalho, di-
rijamse a ra Nova n. 41 primeiro andar. .
Perdcu-se do atierro da Boa-Vista al o largo
da Caricia Nova, urna carteira, leudo deulro da mes-
ma 3 recilios jlc algodSo, 89 a 109 rs. em dinheiro,
e alguna papis que s servem de documento para o
abaixo assignado : entretanto a pessoa que adiar di-
ta carteira pode ulilisar-se do dinheiro. fechando cm
carta os papis e bular no correio, dirigindo-se a
Nu"o Camello l'e-soa. por inlcrniedin de Manoe
Antonio Ribciro, com prens,i de algodtlo no Forte
do Mallo, que sera gratificado com 399000 rs.
AUijja-seo segundo andar sotao da
rita de Apollo n. 20, rom muits com-
modos e excellente vista : os pretenden-
tes queiram dirigir-se ao trapiche do Fer-
rara.
Nilo tendo ainda se dcscoherlo o roubo feilo
no dia 16 de juuho do rorrele auno, na casa da
ra do Pires u. 23, da prala e una imagem de San-
to Antonio; e uniros objerlos j annunciados por xe-
zes nesla folha, lorna-sc a pedir que quem souber
ou der noliria, ser recompensado com 259000 de
seguro, mesma casa, ou na ra eslreila do Rosario
n. 2(i, loja de cncadernador de I. 1. T. Piulo.
Precisa-se de um raixeiro que saiba desempe-
nhar o -en lugar, que nao esleja desprezado do mun-
do, ou um checadu de prximo, para taberna : no
palco da Santa Cruz n. 2.
Esla Iralaila por compra ao Sr. JJrasiliano Ma-
galhAes Castro a casa terrea n. 74 da ra do Caldei-
rciro : se houver quem tenha alguma cousa a alegar,
dirija-sc ra da Praia n. 20, uestes 3 dina.
Jola Ka
89000
49090
409000
453000
5O9OOO
609090
lOUOOO
Ven.le-se fin de aapaleiro, bom : em casa de S.
Jnliuslon & Oimpanhia, ra da Sensata Nova
COMPRAS.
Compram-se patacoes bespanbe's, no
arma/.cm do Sr. Miguel Carnetro, na ra
do Trapiche n. 58.
Compram-sc arrOes do Banco de Pernambuco:
na praca do Corpo Sanio n. 6, escriplorio.
Compra-se urna urna nova de jaca-
randa': na praca do Commercio n. 6,
primeiro andar.
Compram-sc aeces do Banco de Pernambuco:
na ra da Cruz n. 3, escriplorio de Amurim Irmos.
Compra-sc una lipoia cm bom uso ; na ra
do Quciinario, loja n. l. ,
Compra-seo sermo do padre meslrc Capislra-
110, por occasiilo do funeral dos mperiacs marinhei-
ros ; na rui das Trincheiras n. 48, segundo audar,
ou na loja n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Compra-sc urna varanria ric ferro que tenha 18
a 20 palmos de comprido : na ra da Cruz n. 7, pri-
meiro andar.
Compra-se urna casa terrea que srja pequea,
para urna pequea familia; na praca da Indepen-
dencia n. 24 a 30.
Compra-se prala brasilcira ou hespanhola: na
ra da Garieia do Recife 11. 54, loja.
Compra-se urna cadeir ou palananim : quem
liver, apprera na roa do Cotnvc.Ho 11. 29.
Corofjra-se urna inumhilia de Jacaranda em
segunda inflo, mas que esleja em bom estado : na
ra Direila n. 26 padaria.
Compra-se um pequeo silio perlo da praca ale
a Ponle de L'choa : quem quizer vender dirija-se i
esta Ivposraphia.
VENDAS
O padre Vicente Ferrar de Albu-
qtierque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar tiesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seuf'al.mnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presttmo,
Erotestando satisfazer a' expectacijo pu-
lica ainda acusta dos maioressacVifjeios,
e, emquantonaolixar sua resjdencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Noven livros de homeopalhia tuefranrez, obras
todas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
209900
G9OOO
79000
69OOO
169000
(9900
89000
169OOO
DENTISTA FRANGEZ. #
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga
do Rosario n. 36, secundo andar, enlloca den-
les enm gengivasarlificiaes, e dentadura com-
pleta, ou parle della, com a pressao do ar.
Tambem tem para vender agua denlifricedn
Dr. Pierre, c p para denles. Rna larga do
Rosario n. 36segundo andar.
M
O abaixo assignados, dnuosda loja de onrives, na
ruado Cabog n. ti, cnnfronle ao pateo da matriz
e ra Nova, fazcm publico que eslao sempre sorullos
dos mais ricos e melhores costos de todas as obras
de ouro necesaarias, lano para senhoras como para
hiimeus e meninas, continnam os presos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-lia urna conla com
respousabili lade, especificando a qualidade de ooro
de 14 ou 18 quilates, ficando assim garanlido o com-
prador te appareccr alguma duvidaScraphim &
Irinaos.
Precisa-se de um liomem que enlenda de plan-
tarles e que scsuj:ile a Irabalhar em um silio per-
lo da prara : na roa da Aurora 11. 54,
Aluga-se uina casa no Poro da Panella para
se passar a fesla, a qual tem commodos para grande
familia, cm frente a casa do Sr. Joo Francisco Car-
neiro Monleiro : quem a pretender, dirija-se i Fura
de Portas, sobrado D.33, primeiro andar.
Prerisa-se dium caxciro com bastante pratica
de taberna, para lunar cunta por balanco, que d
liador a sua conduta : a tratar na ra da'Cadcia de
Sanio Antonio n.20.
Offercce-se uina ama para casa de homem sol-
leiro, de portas a dentro, parda c de meia idade,
moilo BeJ: quem quizer dirija-se ao becco do Sen-
gado n. 13.
Ainda est para su vender a casa sila na rna
do Motclomb 11. 44 : os prdendenles podem di-
rigir-se ra da Concordia n. 26, que ai.har.iu com
quem fazer negocio acntenla dos pretendentes.
Aluga-sc pelo lempo da fesla a casa i margen
diirin do Poco da PanelU, da \\u\-,\ de Agosliuho
lliMiriquesriu Silv : qucni u prelender dirija-se a
ra de Hurtas n. -J2.
LOJA DE TODOS OS SANTOS.
Ra do Collegio n. I.
Chegou a esla loja um grande sorlimeiito de es-
tampas de sanios e santas cm ponto pequeo c gran-
de a saber : Sania Joaquina, S. Joaquim, Sania Ma-
ri nina. Sania l.ihania. Sania Alexandrina, Sania
Carolina, Santa Marcelina, Santa Jozefiua, S. Allon-
-", N. S. da Soledude, Santa Bernarda, N. S. do
'.armo. Santa Henrtqocla. Sania Gonslanca, N. S.
oa Caridad.- apparecida em ipe liba de Cuba, com
ns l paros em vol,a, S. Marciano, S. Francisco de
Paula, Delicias do Menino Jess, S. Casiano, S.
Gregorio, Pi IX, S. Francisco recebetK as Cha-
gas, Santa Scnhur.uha. Paulo, S. Eulalio, S. Har-
Iholomeu.N.S. diPicdade, S. Braz. N. S. da Po-
lilla, Salvador do Mundo, bom pastor. S. Theodoro,
Sania Cuilhermina, as \ irturief Theologacs. S. Ma-
nnel. Sania Rozalina, atres Pessoas da Santissima
lrindade, S. Dam;l, Sania Candida, Santa Marmu-
lla, Santa Paulina, Jess com a cruz seoslas. Sania
Auna, Sania Adelaide, S. J0.I0 Bapda. Menino
pregando no dezerto, S. Candido. Santa Rosa, de
Vilerbo, S. Valenlim, Sania Carolina, N. S. ,\ Ko-
sario com os I. mvslerios.S. Roberto, Adorarflodos
Sagrados Cora;oes, San a Emilia, N. S. dos Desam-
parados, Divina Pasloru das Almas, N. S. dea Dores,
Jess alario a coljmna. N. S. rio Bom Contelho, S.
Thomat de Aquino, Sania Tlieoilora, S. Reneriiclo,
Santa Claudina, S. Antonio. S. Polirarpo. N. S. da
Luz, Santa Amelia, Sania Vernica de N. Senhur,
Sasrado Goracflo de Jess e de Mara, Sr. dos Pas-
aaa, \. S. da Coneeirao, Morle do Justo, Morle do
pecrailor c uniros muitoi que se deixam de anmin-
cur.
lumes.
Teslc, rroleslias dos meninos.....
Hering, liomeopalhia domestica.....
Jahr, phar niaropa hoineopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da liomeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos.........
A Teste, malcra medica bomcopalliica.
De Favolle. doutrina medica liomeopalhi
Clinica de Slaoneli.....'. .
Casling, verdade da liomeopalhia. .
Diccionario de Nvsten.......
Alllas completo do anatoma com bellas es-
lampas coloridas, conleiido a descripcao
de lodas as parles rio corpo humano 309OGX)
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homcopa-
Ihicu do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio 11. 5,
primeiro audar.
opalhica
IO9OOO
89000
79000
49009
109000
8* S@
Jotas de ouro.
Na ra do Queimado, loja de ourives pin- S
9 lada de azul n. 37, ha um rico e variado sor-
fe lmenlo de obras de ouro, que o comprador 9
avista dos precos e bem feiio de obra uta de-
9 xara de comprar, alianrando-sc e responsabi- y
lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18
K quilates. .-
aWMH> e
Desapparereu na manhfla do dia 3 do corren-
te, na occasi; o de ir buscar una caera d'agua na
ribeira, uina negra de nomeMara, naeflo C01120, de
40 anuos, pouco mais ou menos, olhos'abualhados,
veslido de chita roa cor de cac, camisa de panni-
nho ; desconfa-se que esleja acoulada ou que fosse
para o mallo : quem a pegar, leve-a a ra Direila
n. 16, ou na villa do Cabo a Andr Masseiras, qne
sera recompeu O abarla migante, laada estado fura desta
praca, ensiiamlo particiilarnicnlc as primeiras lel-
tras de conformidade rom o regulamento de 12 de
maio, no termo de Isuarass, por cujos habitantes,
animado do bom conceilo que lhe fazem, e da gran.
de aceilacflo que sempre leve ilaquclles pais que cm
mullo pouco lempo \am seusfilIVos no maior adan-
laiucuto, ao passo que Mina ji scachavam promp-
los a secuirein as aulas de inslriircfies superiores,
leudo provisilo do governo, resolve abrir a sua aula
na freguezia da Boa-Vista desta eidade, no lagar de
sua residencia, na ra da Alegra 11. 5, para conti-
nuar a ensinar as mesmas primeiras lellras ; e espe-
ra ler grande aceitaran do benvolo publico, ou com
especialidade riaquellas pessuas que se quizerem
prestar ao seu ufierceimenlo, protestando qu? no
mais curto esparo de lempo, pro\ar com o admira-
vcl adiaiilamcnlo dos seus alumnos, o melliodo fari-
limo, pelo qual cuinprc restrictamente as dispnsieoes
do citado rruulameulo. Alm dos externos, recebe
alumnos, meios pensionistas e pensionistas iulciros,
para os quaes uucrere bous cnininodos e ptimo tra-
lameuio. medanle uina pequea pasa. as huras
vanas d.i ligues de msica verbal e instrumental, e
passa lices rie piano uaquellas casas, cujas familias
se quizerem utilisar de seu presumo. Arrresse a van-
lagem que os seus alumnos pensionistas, querendo c
leudo suflicienle adiaiilaiuenlo das lellras, pdenlo
aprender a msica c a locar, seni que nada paguem
alm do preco eslabelerido. Taiiibciu 'enprdi'ia, ali-
a c faz qualquer concert iiileriurjte piano com lo-
da a pcrfeicJo, reservando para iajaTosdia* feriados.
.indrc Altes da Fonma Jnior.
Manoel de Oliveira Guimarflo, morador em
Alagoa de Galos, faz publico, que assignott ama fo-
lha de papel i-m braiiro azul paulado cujo papel se
deseincaminhou ; por i*sn pretine que lujanhiima
pessoa fara negocio rom qnalqui-r ilumnenlo, que
appareea em diln papel, que nao ter vallidade al-
guma.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGQ DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n- 15, lia milito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegda lia
pouco. tudo por preco commodo.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LIN1IO PURO.
Na ra do Crcspu, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de Itrilin, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precds*^fom-
modos.
Precisa-se de urna ama de leite forra
ou captiva, leudo 111 un leite paga-se bem:
nc ra de Hurtas n. 60.
... BL
AO PUBLICO.
No axmazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, ayancndo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commcrciaes
inglezas, francesas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
cotila do que se tem vendido, epor
isto oflerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rita do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
Crvstaltvpo.
J. J. Pacheco, tendo de retirar-te breve para o
Rio de Janeiro, pre-vinc a quem quizer aproveilar
es'a favoravel occasiflo para rclratar-sc, que dgne-
se procura-lo al o dia 20 do corrente, 110 Alcrro 11.
4, lerceiro andar. O annuncianlc vende urna boa
machina de riatierreotvpo com lodos os perlences
mostrando ao comprador a perfeicflo com que ella
(ira os retratos.
W O abaixo assisnailo, rom lujas de nuudczas, $
na ra larga do Rosario c Calinga, lem despe- 'i
9 dido por caixeirua Isnaro Nerj da rnnscca,
B e por esla raziio licou o mesmu senlior sem 8
W> poder para receber dividas das mesillas lujas, i!t
''. inda mesiiio aqudlas que elle liou sem u seu
9 consenso, sobre pena de pagarcm secunda
JJ vez, vislo que inda nflo ha conla neiiliuma /it
f tirada para lars recchiiiienlus. Iterifi- i de jt
ouluhro de I8ii.Jos Francisco de Souzu
5 Urna. g
Leitura re|ientiqa por Castilbo.
Est aberta no palacete da rna da l'raia. a escola
por este i-\i i-lh'iilr melliodo, nelle acharan os pais
de familia um promplo expedienle para enriar o vi-
rio que lem linios os meninos de cmnerein as .011-
soautes linaes das palana-. O feriad.i em logar das
qiiintas-i'eiras he nnssahhados.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se diales de
seda a S.fOOO, 12s000, lijjOOO e 1800O
rs., manteletes de seda de cor a fo.sOOO
rs diales pretosde la nimio grandes a
LSOOO rs., chales de algodao e seda a
1$280 re. -
Vende-se 4 carrosas novas muito bem cons-
truidas, as quaes servem para bo ou eavallo: na
ra da Cadeia do Recife n. 16, se dir quem vende.
Vende-se urna negra moja engommadeira e
cozinheia : na ra do l.ivnmcnlo n. 4.
Vende-se urna carro? muilo grande, nova,
construida pelo syslema mais moderno e que serve
para conducrao de assucar de alguin engenho,por ser
muilo forte e aguentar muilo peso : na hia da Ca-
deia do Recife 11.16, se dir quem vende.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina qoe volla para a
Cadeia,! vendem-se corles de vestida* de camhraia de
seda rom hara e babados, i 89000 rs. ; dilos com
llores, ;i;79, 99 e 109 rs. ; dilos de quadrosjle bom
--oslo, 11 119 ; corles de cambraia franceza muilo fi-
na, fu. cun barra, 9 varas por IgOO ; corles de
cassa de cor com tres barras, de lindos padroes, i
392OO, peras de cambraia para cortinados, com S '.
varas, por 39000, djtas de ramagem muilo finas, a
69 ; cambraia de -lpicos iniudinhos.brauca e de cor
muito fina, 800 rs. a vara ; aloalhado de linho acol-
xoado, 990 a vara, dito adamascado com 7}, pal-
mos de largura, 29200c 3-9-OOa vara; ganga ama-
relia liza da India muito superior, i 400 r.'. o cora-
do ; cortes de|colletc de fustao alcoxoado e bons pa-
droes fixos, a 800 rs. ; lencos de cambraia de lindo
360 ; ditos grandes finos, 609 rs. ; lavas de seda
brancas, de cor c prelas muilo superiores, i 1600 rs.
o par ;"dtas fio da Escocia 500 rs. o par.
Panndf linos e casemiras.
Na na do Crespo loja da esquina que volta para
a Cadeia, vende-se panno prcto a 29SO0, 29800, 39,
39500. 49JOO, 59500, 69001 rs. o covado.dilo azul, a
29. 2o800,49. 69, 79, o covado ; dito verde, a 23800,
39500, 49,59 rs. o covari#; dito cor de pinhau a
19590o covado ; corles de ra-nnira preta franceza e
elstica, 7959O e 89500 rs. ; dilos com pequeo
defeilo. 69j90';{dilos inglezenfestado a 59000 ; ditos
de cora 4-9, 59599 69rs. ; merino pretjf a 19, 19100
o covado. -
Cobre de forro.
Vende-se robre de forro de 28 c 24 onras : Da ra
da Cadeia do Recife 11.64.
Caixas com vidros.
Vende-ae caixas com vidros de lodos os (amanhos
na ra da Cadeia do Recife 11 61. j)
Formas para pftetde assucar.
Vende-se formas de ferro para pfles de assucar :
na ra da Cadeia do Recife 11. 64.
BOA IXMACA.
Vendem-se caixas com 100 charutos de superior
qualidade a IjoOO I caixa : na fabrica da ra do
Hanxcl n. 59.
Vondem-sc apparelhos para cha azues e roxos,
dilos de porcelana doiirados c broncos, apparelhos
para mesa de janlar, pralos azues e de nutras cores,
laiilcrnas dovidrn, dilas de casquinhu lina inglcza,
copos para auna, cnliv para vinho, roinpoleiras para
doce, frasquiihos para espirilo. porlalicorcs, c ou-
Iros muilos objeelospor prrrb ajSais commodo do que
em outra qualquer parle : uo-*arin,izeni de loura *
vidros, na ra Nova ao pe da Cnnceirao dos Milita-
res n. 51.
\ eudcan-sc 50 rspanariores de cabos enverui-
sados, muilo hc-m feilos, proprios para embarque :
na rna Nova n. 12, loja de Diego Jos da Casta.
Vcndc-se muilo superior pcixe, chegario ulli-
mamcnle de Lisboa, por preco commodo : quem
prelender, dirija-sc ra Direila n. 2.
Vende-se um escravode narao, bonita figura,
idade 23 anuos, pouco mala oai menos, sem vicios
llera achaques, proprio para armazem de assucar por
j ler estado alugado : quem o prelender, v;i no Ira-
pirhe do algodao, no I-orle do Mallos.
Vende-ae brinda de mandiora de muilo boa
qualidade, pelo preco de 59900 a sacca : 110 arma-
zem da Alfaiuli-ua Velha. onde oal depositada.
I AltIMIA DE MANDIOCA:
Vende-se a sacca de boa faiinha de mandioca a
993OO cm poreflo : na travesea do arsenal de guerra
11.9. ,
Vendc-sc urna mnbilia de ainardbi em bom
eslado, por preco commodo, na ra das Aguas-Ver-
des 11. iti : quem quizer pode dirigirse mesma
casa a qiiulauer hora d" dia.
KARI.M1A DE MANDIOCA.
\ ende-sc lina farinhatde mandioca t 39500 em
p.irrao : na ra da t'auleia de Santo Antonio 11. Ifi.
ARADOS DE FKRRO.
Na fiindieaii' .le C. Slarr. & C.
Sanio Amaro nrlia-M*
dos d" ferio di
n. 42.
Vestidos de seda baratos.
Vendem-se cortes de vestidos de seda bons goslos,
boa qualidade e pur preco muito barato : na loja de
qjjnlro podas da ra do Queimado 11. 10, de M: J.
Leite.
Oleo de linhaca.
Vcndc-se oleo de linhaca em barris por preco m-
dico : 110 escriplorio de Eduardo H. Wyalt, ruado
Trapiche-Novo o. 18.
Vcudc-seos verdadeiros charutos da Ilavana
pnr pie commodo : na ra da Cruz n. 66 primei-
ro andar.
Conlinua-se a vender cortes de chita lama co-
res lixas a 29, corle da calc.a de casemira de cores
I98OO, liaveudo de ludo aonde cscnllier : na loja de
qualro portas da ra rio Quuimario n. 10 de M. J.
I.eile.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de 7i portas da ruado Livra-
mento 11. 8, ao pe' do armazem de
louca.
Vendem-se chitas escuras finas, com pequeo lo-
que vado 160, riscariinhos miudos 160 o covado, cassas
decores a 360 e 160 a vara, e outras inultas fazen-
das por menos preco do que em outra qualquer
parle.
FAKINIIA DE MANDIOCA.
Vende-se lina farinda ele mandioca em saccas de
ciuco quarlas : na travessa da Madre de Dos, arma-
zem n. 3 e 5. 00 na ra do Uueiinado n. 9, loja de
Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Vcndcm-se 42 ranadas de agurdenle de can-
na : a fallar na ra de Sanio Amaro n. 8.
Na loja da ra do Collegio n. o,
da para vender o mais superior doce de laranja de
cabla, dito rie grozeles, ditu de cidra, este doce se
vende em barris e he o mais lino qun se tem visto no
mercado ; em quauto ao prece-se dir ao comprador,
porque em quanto a qualidade nflo deixam de com-
prar.
Vende-sc peixe rlierne, viudo da ilha de S.
Miguel, em barris e mesmo a relalho, por preco
commodo : na ra das Cinco Ponas n. 82.
Vende-se nm lindo caiio com 4 repartimen-
los, contendo 16 palmos decemprimeulo, proprio
para deposito de bolacha ou de assucar : na roa Di-
reila, taberna 11. 19.
Ajentu de EdwlB Haw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
tSi Companhia, acha-sc constantemente bons surt-,
memos de laixas de ferro cnado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina dorisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estauliado
para casa de purgar, por menos pree.0 que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de flandres ; tudo por barato prero.
Fazendas de gosto.
Venricm se ricos cortes de seda de qnadrns, do
mais moderno costo, romeiras de retroz de bonitas
cores e diflercutes precos, vestidos de seda escoceza
de 2 e 3 babados. corle* de cassas sedas com 2 e 3
babados, corles de Iflazinhas a 43500. las de seda a
600 rs. o covado, corles de cassas de 3 babados com
mantelete da mesma fazenda a 59000, romeiras de
fil bordado a-39000, camisas de dito a 69000, e ou-
tras militas fazendas de gosto que se vendem por
precos liaivs. daudo-se amostras de tudo com pe-
nhores : na ra Nova, loja n. 16, de Jos Luiz 'e-
reira & l'ilho.
Vendc-sc a taberna da ra do Rosario da Boa-
Vista n. 47, a dinheiro ou a prazo, com firmas a
conteni : a tratar na mesma com Joao Pinlo de
Souza.
CHAPEOS PARA SENHORAS E MENINAS.
Vendem-se os mais modernos e bonitos chapeos de
seda e blonde para senhoras a 169000 e I89OOO, die
tos para meninas, ricamente enfeitados a 89OOO -
109000 : na rna Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pe-
reira & l'ilho.
Vende-se um escravo do campo por nflo querer
sei vir na praca : a tratar com Jos Hygilio de Mi-
randa.
RELOGIOS INGLE7.ES DE PATENTE.
Vendem-se por preco muilo commodo a> no arma-
zem de liar, oca Si Castro, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 4.
Vende-se urna salva e coldercs para sopa, de
prata, por preco commodo ; na ra do Crespo, loja
n. 6.
RA DA CRUZ, ARMA7.EM N. 13.
Neslc armazem vende-se o seguinle: cabos de li-
nho de 1 a 6 pollezadas, lona* da Russia primeira
-orle, ditas inglezas imperiales, remos de faia ameri-
canos, brreles escocezes para manija, flele para
banrieiras, oleo de linhaca em barris, carne de vac-
ca salgada em ditos, azeilc de colza para luzes.
Alpacas de seda a 480 o covado.
Vende-sc na loja da ra do (lueimado n. 40, ricas
alpacas de sed* de quadros.
Na loja de livros do antiso barateiro, na na
do Crespo n. 11, vende-se rollecrao de compendios,
contendo cathecismoda doutrina ChrislAa, elemen-
tos de orlhographia e de arithmclica, regras de civi-
lidaric e mximas moraes encadernados por 400 rs.,
diccionario das flores a 160, cartas patritica* a 160,
diccionario de Moraes da 2. ediccSo por 125000, sa-
lustioe fbulas latinas a 640. instituidlo de direito
civil lira.-ileiro por Paschoal Jos de Mello Freir a
640, o guarda-livro moderno, em 3 volumes por
69000 rs.
Vende-se una morada de casa terrea, ajjfcius
proprios na ra do Fogn. 29 : a tratar Da mesma,
e la se dir quem he o dono.
W
=rr=
Slarr. i\. G. em
para vender ara-
'-rior i|iialidaile.
Fumo em folba de todas as qualidades.
lia grande sorlimenlo de fumo para charutos, far-
dos de 2 a 8 arrobas, por prero mais commodo do
que em outra parle; nos armazens^a Rosa, traves-
sa da Madre de Dos n. 13 e 15.
Cassas francezas finas a 360 a vara.
Na ra do Queimado, loja n. 40,
Setim decores a 600re. o covado, tafe-
ta' de cores a 400 re dito.
Na loja da ra do Queimado n. 40.
Vcnne-se a casa n. 6 na roa da Soledade de-
Itante da igreja : a fallar na ra das Anuas Ver-
des n. 21, ou com o caixeiro do agente Oliveira.
I.U VAS DE PELLICA A 500 RS. O PAR.
Vendem-sc na ra do Queimado, loja de ferrasen*
n. 30, superiores luvas de pellica para homem e se-
nhora, branca* e cor de canna, muito novas, a 500
rs. o par.
Vende-se um sobrado deteriorado em Olinda,
na ra deS. Rento, defrnnte do mosleiro: quemo
pretender dirija-sc a ra do Itmn-Successo defronte
da quina do* Quarteis onde lem om lampean.
W Vendem-se ancorelas com cal virgem. chegada
ltimamente de Lisboa, por prero commodo : na
ra da Senzala Nova u. 4.
CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro americano, novo, clegante'e
leve; vende-se tambem um oulro de 4 assentos, e
mais um cabriolcl, cales dous com punco uso ; ven-
dem-se tambem os cavallus para os mesmos queren-
do, por preco commodo : na ra Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois.
Deposito de cal.
Vendc-sc cal virgem de Lisboa, prximamente
chegada. por o mais razoavel preco : no armazem de
assucar da viuva Pcrcira da Cunha, ra de Apollo
n. 2.
Vendcm-se esleirs de palh de carnauba clie-
gadas agora do racaly, a 129 o ccnlo : na ra da
Cadeia do Recife n. 49 1. andar.
V(nde-se vellas de cera de carnauba feilas no
Aracaly.dc 6, 8. e 9 em libra de muito boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Recommenda-se aos Itomens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muilos
chamam de Id tro a IgOOOrs. cada um : na ra do
Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendcm-se velas de cera de carnauba de rompo-
sirio, feilas no Aracaly, da melhor qualidade qne
ha no mercado, c por mais comniorlo preco que em
oulra qualquer parle : na ra da Cruz n. 34, pri-
meiro andar.
Vendem-se ric'bl pianos com excellentes vo-
zcs por precos comtnodos: em casa de J.C. Rabc,
ra do Trapiche 11. 5. ,'
PUBLICAQAO; RELIGIOSA^
Sahio luz o novo Mcz de Maria, implado pelos
reverendissimos padres capiirhinhos de N. 8. da Pe-
nda dcsla cola le. amancillado com a novena da Se-
nil.ira da t.onceirflo, e da noliria histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da pr
independencia, a 19000.
sito de vinho de cham-
Cliateau-Ay, primeira qua-
81idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de fjtl;i a champagne vende-
k se a 56S000 re. cada caixa, acha-
2* s,; uniwamente cm casa de L. Le-
r comle Feroni Companhia. N. B.
W As caixas sao marcadas a fogo -
fft Conde de Mareuil e os rtulos
j das garrafas sao azues.
MO EM FOLtA.*
Vende-se fumo em olha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
prero commodo: na ra do Amoiim n
41, .utmi/.em de Francisco (iuedes de A-
raujo.
Vende-sc excellente laboado de pinho, reeen-
lemenle chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche rio Ferreira, a eutender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se familia de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na ra. do Amurim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, de supet ior qualidade e por
preco commodo : na ra da Cruz n. 26
primeiro an-lar.
Na loja do Carden I ra do Rosario,
vende-se o bem conhecido rap rolao
rancez.
Vendem-se camisas francezas muito
bem feitas, compeitos de linho e de ma-
danolo, e aberturas de linho e de mada-
poln para camisas, tudo de superior qua-
lidade e por preco commodo: na ruada
Cruz, n, 26 primeiro andar.
Vende-se superior chocolate ran-
cez Kiseche e Abssinthe, por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26 primeiro
andar.
Cassas francezas a 520 o covado!
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira,para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
QUEDOS.
Vendem-sc muilo bons queijos do serlo desles
chamados deprenca.-os memores que tem appareci-
do venda: na ra do Queimado, loja n. 14.
PACTO SECCO.
Vende-ae muilo sae boa carne, pelo barato pre-
co de 49OOO a arroba, e facto secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na ra do Quei-
mado, loja n. 14.
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendem-se toalhas de panno de lindo adamasca-
das para rosto a 10-000 a duzia, ditas lisas a 149000
a dnzia, gpardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na roa do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fustao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
castor muito encorpado a 240 o covado, peras de
cassa de quadros, proprias para babados a 28000, gan-
ga ama re la trancada a 320 o covado : ua loja da ra
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo hom -oslo a 49OOO cada um, ditos de cassa
chita a 29000.'ditos ic chita franceza larga a 39000,
lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na ra do Crespo, Iota
n.6. V
Na ra do Vig ario n. 19.primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de scIIds che-
gada recentemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar mutas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
\ende-se carne muilo sila e gorda,' viuda da
provincia do Cear, pelo barato prero de 49000 rs.
a arroba em pacoles de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao pe do arco da Conceicao, defronte da
escadinda.
Ai que fri.
Vende-so superiores cobertores de tapete, de di-
versas core*, grandes a 19200 rs., ditos hrancos a
I9200 rs., dios com pelo a imitacao dos de papa a
19400 rs.: a ra do.Crespo loja n. 6.
a>epo.ito da f.bro de Todo* oa atoa na Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mnilo proprio para sarcos de assucar e ro\rpa de es-
cravos, por preso commodo.
Vende-se 8u arrenda-se um sitio
bastante grande, no'lugar do Rio Doce,
com720psde coqueiros, com boa casa
de vi venda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-sc a' ra do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um comple sor^mento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taiAs de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito.
Vinho do Rheno, d$ qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros: ra do Trapi-
che n. 5.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na leja de Guimaraes & Henriques, ru* de Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas do uliimo gos-
lo, pelo btralissimo prero de 180 rs. o covado.
NOVAORLEANS.
Baralosim, fiado nao.
Na ra do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspelo barato prero de 500 n., o cova*
do, sendo esla fazenda muito propria par* vestidos
3
Vende-te urna propriedade de Ierras com mal-
las e com propurcoet de se fazer am engenho peque-
no, tila na freguezia de Mur ibera : quem a proteo -
der. dirija-se Sanio Amaro de Jaboatio, a fallar
com Amaro Fernando Daltro.
MUDEZA8 BARATAS.
Vende-ae na ra da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los da conro de lustre para senhora a 19 rs. e par,
ditos de m.rroquim aMOrs., dilos para homem a
800 e 900 rs., bolees de agalh para eamita a 200 rs.
a gro/a, linda de corea a I9. dila branca de 800 a
I9200, papel de pasonimio bom a 29400 e 29500 a
resma, lenles parflMr cabellos a 240 rs., dilos Unos
a 800 e 19. coUeletMt e 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
alneles de lodas a qualidades, asumas, luvas de
teda para senhoras e meninas, dito* para homem,
Ihesnura* finas e ordinarias, pelceiras de ooro fin-
simio de le, carteiras para baile, pendras de ac e
oulras muilas rousas por precot ovoito em conta. '
Vende-te milho em aaccaf preco de 39OOO, a
farinda em ditas a prero de 49000 ; no cae* do Ra-
mos, no armazem de Carlos Jos Gome*.
Vende-se nm earrinho americano de 4 toa**
para um eavallo, de mnilo bom talo, por preco
muilo barato, assim como um eavallo para o melmo
ou em separado, alianrando-s aua bondade maa-
*idgo : para ver ambas at cousa* e tratar, na cocheara
da ra Nova por balso da casa da cmara, oa a tra-
tar com Antonio Bernardo Qainteiro,na meso raa.
Na roa do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar contas mil equinhenloa roa
de canta* de vidro lapidadas a 160 rs. cada maaao,
70 duzias de caixas de mana para rap a 192001
duzia.
QEXXttBttX-X]____
RA IX) TRAPICHiyi T0-
Em casa de Patn Nash' TO., ha pa-
ra vender:
Sortimento vanado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 oitavos ate I
S polegada.
S Champagne da melhor qualidade
jg em garrafas e meias ditas,
jg Um piano ingle/, dos melhores.
XXXXKXXX XX-X9BH '
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Corre indubiatelmu* na texta flirt V
de qaiHi a.
Aos 10:0008000. 4^0009000 e 1:0008000 r.
Na ra da Cadeia do Recife, loja de cambio de Vi-
eira n. 24, vendem-eo< mui acredilados bilheles e
cautelas do caulelista Salustiano de Aqnfno Ferrei-
ra. Os bilheles e cautelas nao solTrem descont de
8 % do imposto geral nos tres primeiro* premios
grandes.
Bilhelft! 118000 10:0009000
Meios. 59JOO 5:0009000
Quanos. 298OO 5OOO0
Oitavos. 18500 1:2509000
Decimos. 18300 1:0008000
Vigsimo. 700 5009000
Vende-se um excellente earrinho mui bem construido, eem bom estado'; est exposlo
na ra doArago, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar de ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27. armazem.
Moinhos de vento
'ombombasderepnxopara regar borlase baja,
decapim. na fundicaude D. W. Bowman : na raa
doBrumns. 6,8el0.
Deyoto Chtistao.
Sahio a luz a 2' edirao do livrinha*denominido
Devoto Chrisl3o,mais correcto e acreacenlado: venda-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mallo aranaes e
dV hoimgosto : vendem-se na ra do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
OBRAS DE I.ABYRINTHO.
Vendem-se toalhas- lencos, eoeiros de labvrinfho
de lodas as qualidade!, rendas, bico* largo* e'eslrei-
lo., por rommodoa pnces: na raa da Cruz do Re-
cife 11. 34, primeiro andar.
Vende-se o bem acreditado rape ro-
lao francez : na ra da Cadeia do Recife
loja d Sr. Bourgard,
Vende-se urna escrava : na ra de
S. Francisco, cocheira de Paula & Sirva.
1

'
;

ESCRAVOS FGIDOS.
de senhora e meninos; gaze de la e seda le cores
as mais riel icarias,mudo proprio para vestido* de se-
nhora c- meninos a 500 fs. u ruvado.
' Na ra da Cadeia do Recife 11,60 jendentee os
seguidles viudos, os mais superiores nJtteni viuo a
este mercado.
Porto,
rftfcella*,
Xerc/. edr de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em eamnlins de urna duzia de garrafas, e i vista da
qualidade por prec,o muilo cm conla.
DEPOSITO DECA. DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recite n. 50 da para vender
barris rom cal de Lisboa, recentemenle edegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de feno
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador. .
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagetn para o melhoraraento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna dalanra romana com todos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
Desappareceu do silio do padre Manoel Flo-
rencio de Albuquerque, jia travessa da Crnx de
Alma, de Ponle-Ucboa, lo dia 5 de corrente, nm
seu escravo de nome Manoel, do afio Rebolo, de
meia idade, baixo, grotso do corpo, meio cangoei-
ro ; levou um tacto com roupa sua, o escravo foi
comprado por muilo bom, ao Sr. Manoel de Alsaei-
da Lopes, qoe o venden por ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : roga-se, porlanto, as auto-
ridades policiaes, capites de campo, 00 outra qual-
quer pessoa. qne o apnredendam e leve-o a rea de
lionas n. 15, ou no dito silio, que ser recompensa-
do ; adverte-se que o dilo prcto lie casado em o|en-
nho Camur, freguezia do Cabo.
No dia 29 do mez prximo passado desappare-
ceu a escrava de nome Mara, de narao Aligla,
com os signacs seguinte* : altura resufar, cheia da
corpo, Irm urna costura na clavicula, lem nm p
mais grusso do que o oulro, tem orna orelda rasga-
da do brinco; levou vestido de chita roa, panno
da Cosa azul e um laboleiro : roga-ee a leda* at
autoridades policiaes e capilacs de campo qae a pe-
garrm, leve-a ra eslreila do Rosario n. 96, loja
de encadernador de I. I. T. Pinlo.
Desappareceu no dia 28 de agosto proxime pas-
sado, urna escrava de naeflo Costa, de nome Severi-
na, de estatura baixa, e grossa do corpo, cabrea pe-
quea, nariz chato, denles limados, todos ignes e
sem falta de nenhum, orelhas turada* e sem brin-
cos, falla bstanle, tem as cotias carnudas, lita* e
spin marcas, peilo* cahidos, mi* curtas e bem car-
nudas, cabello curto e corlado por igual, nlo lie
bem prela e tim avcrmelhtda ; levou vestido otado
de cdia encarnada escora com salpico* branct,
bem miudos ; panno da costa francez com lislras en-
carnada* e de malames de dnas ordens as ponas;
neenpava-se cm vender fruclas ; foi escrava de Sr.
Joaquim Viegas, e he por isso bem coahecda na
Passagem : quem a pegar leve'a ru* do Queimado
n. 15. que ser recompensado. *
Desappareceu no dia 2:1 de selembr prximo
passado, um preto de nome Joaquim, nacS* Cjm-
la, grosso do corpo; j foi do engcnlio Gioipapo, e
fui v-
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons efleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
*ljv Vendem-serelogiosdeouroe prala, mai
JJ3L barato de que em qualquer oulra parle
n m na praca da Independencia n. 18 e 20.
, Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem parayvepder diversas mu-
atas para piano, violao e flauta, como
5jam,quadrillia3, valsas, redowas, scho-
tickes, modinfcas, iudo modernissimo
I chegado do Rio de Janeiro.
AOS SENHORES UE ENGENHO. j ttT" ** rnha, P".,et|d| d'
ailiertores oscuros muilo-lraud.-s e encorpado*,. s,,,0,a. <,('3 t rovados cada cJe, a
ditos hrancos rom pello, muilo grandes, imitando o* I V.S'i(ll).
de laa.'a 1I00 : na ra du Crespo, loja da esquina 1 Na ra do Crespo, loja da esquina une volla para
que volla para a radeia. I a Cadeia. '
I 1
vendido a Antonio Francisco Lisboa, rom arma-
zem de assucar na ra de Apollo ; levon camisa de
riscado azul, cale do mesmo, chapeo e rnassT"
lo, lem costme ailar sen- pre temando em cachim-
bo ; levou tambem um balaio de compras desles do
Porto, e em cima da lampa a marca F: quem o pe-
gar, polera leva-lo na ra de Apollo, armazem de
assucar de Francisco Antonio Lisboa, que te recom-
pensar. .
Auscnlou-se na dia 23 do corrente o preto A-
lexandre, de nar.w S. -Paulo, idade de 25 annos, al-
io, falla d oro ora da e corpo reforcado, foi escravo do
francez Milrque, morador no Rio Doce, e allima-
menle do Sr. Eduardo Bolly ; esse preto cutame
em suas Tregenles tenidas andar pela rna da Auro-
ra, ir para Olinda, e refugiar-se as campia* do
Rio Doce : rogase, porlanlo, a quem o pegar oa
lelle der noticia, dirija-se a ra do Brum n. 28, fa-
brica de caldeireir, que ser bem recompensado.
Desappareceu boje das 7 para 8 horas da ma-
ntilla, o escravo, crionlo, de nome tlaudiauo, de et-
talora regular, grotso do corpo, denles limados finos,
olhos e cara grande, com bstanles signan de beehi-
gas por as ler tido em qnanlidade em 1850 logo que
o comprei em 30 de outubro do dita anuo ao Sr.
Jos de Hollanda Cavalcanli LeiUo, qne o boave
por heranca paterna de seu fallecido pai o eapitflo
Anlonio Viera de Mello Leilao, moradores no tu-
sar do Jac, termo da villa de >azarelli. d'onrte he
fiflio o dito escravo, qne representa ler 23 anuos por
declarar o formal de parilhas quando a comprei ler
19 annos ; levou calca de algodao azuL trancado,
camisa de madapolo, chapeo velho de teda ou de
cooro, presume-se ser sedozido a fugir por nflo haver
motivo algum : quem oapprehcndar pode leva-lo ao
abaixo assicnado, senhor do dilo escravo, com pren-
sa de algodao no Forte do Mallos n. 7, oa roa do
Queimadon. 14, que ser bem recompensado. Recite
2 de oulubro de 1854.
.ifanoe! Ignacio de Otiteira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio; que costme trocar o no-
me para Pedro Jos Cerina, e inlitular-se forro,
de muito ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl Anua, morador no engenho Cail, comarca de
Santo Anillo, e diz ser nascido no serlflo do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinh-
dns, cor nm punco fula, odos escuros, nariz grande
e grosso, boros grossos, o semblante nm ponen fe-
chado, bem barbado, porm ncsla occasiflo foi com
ella rapada, com todos os denles na frente ; levou
camisa de madapoln, ralea cjaqueta branca, cha-
peo de palha com aba pequea e urna Irouxa de rou-
pa pequea ; he de suppor que mude de trage: ro-
ga-se paranlo as autoridades policiaes e pessoa* par-
ticulares, cyappreliendam c tragam nesla praca du
Rerife, na ra larsa do Rosario 11. 21, que se re-
compensar muilo bem n seu Irabalho.
Ainda continua estar fgido o prcto que, em 11
de setembro prximo passado, foi do Monleiro a um
mandado 110 engenho Vcrleute, arompauhando urnas
vareas de mando do Sr. Jos Rcriiarriiuo Pereira de
linio, que o aluguu para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na nema direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para lera, pouca barba, lem o lerceiro dedo
da mo direila enrolhido, e tella-lde o quarlo: le-
vou vcsliile calca azul de zuarle, camisa de algodao
lizo americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preln de seda novo, e usa
sempre de corrcia na cinta : quem o pesar leve-o na
ra do Vigario n. 27 u seu senhor Romao Aulonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelourinhoarma-
zem rie assucar n. .le 7 rie Romao & C, que seni re-
compensado.
(
PERN. : TVP. DE M. F. DE FARIA. 1854.
'


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