Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01308


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Full Text

ANNO XXX. N. 230.
--j
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 7 DE OUTUBRO DE 1854.
V

*
4


/
DIARIO DE
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
KXCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietano M. F. de Paria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. JoaoPereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquin Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. JoaquimlgnacioPereira; Araca-
ty, oSr. AntomodeLemosBragajCear, oSr. Vic-
toriano Auguilo Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
ai
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4 a prazo e '.
Paris, 358 .por t f.
Lisboa, 105 po 100. ,
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio,
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lcttras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas liespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 161*000
de 65400 novas. 16*000
de 4000...... 9000
Piala.Patacoes brasileiros..... 1040
Pesos columnarios...... 19940
> mexicanos........ 19860
PARTIDA
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Ga*huns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vitla, Ex e Ouricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba; Rindas e sextas-foiras.
Victoria e Natal, nawmas-fciras.
I'iu.AMA* DF. IIO.IE.
Primeira as 4 horas fjM minutos da tarde.
Segundis 4 horas a 51 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, Segundas e quiutas-eiras.
Rolacao, tcrr;as-[eras e sabbados.
Fazenda, (creas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1/ vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlasc sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
i:pni;\ii:itii)i;s.
Outubro 6 La clieia s 5 horas, 18 minutos e
48 segundos da manhaa.
14 Quarlo minguante aos to minuto
e 48 segundos da manhaa.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. O Anjo Custodio. S. Leodegario b.
3 Terca. S. Evaldo prest. ; S. Candido m.
4 Quarta. S. Francisco de Aasis fujidador.
5 Quinta. Ss. Placido ab. e Flavia ir. min.
6 Sexta. S. Bruno fundador.Ss. Castoe Herotide
7 Sabhado. S. Augusto presb. Ss. Sergio e Bacho
8 Domingo. 18. S. Brgida princesa viu.; S.
Senieo ; Ss. Demetrio e Nstor Mm.
MINISTERIO SO IMPERIO
DECRETO N. 1408 DE 3 DEJLLHO DE 1851.
.tpproca o augmento de duzenlos cintos de res ao
capital de trezenlos amlos, marcado no art. 5\
dot estatuios da companhia de seguros marti-
mo, Fidelidade, annexos ao decreto n. KXjO de
3 ie notembm de 1832.
Attendcndo ao que me represen (aram os direc-
tores da companhia do seguros martimos, Fideli-
dad*, da eidade do Rio Grande da provincia de S.
Pedro do Sul, pedindo autorisaeao para elevaren! a
quindenios conlos de reis, o capital de trezenlos
conlos de reis, mareado no art. .V. dos estatuios an-
nexos ao decrelo n. ltiO de 3 de novembro de 1852:
Hci por bem, conlbrraando-me com o parecer da
seccao dos negocios do Imperio do conselho de es-
lado exarado em consulta de 18 de maio ultimo,
approvar o augmento de dozenlos conlus de reis ao
mencionado capital de trezenlos conlos.
I.uiz Pedreira do Coulo Ferraz, do mcu eon-
scllio, ministro e secretario de estado dos nego-
cies do Imperio, assim o tenlia entendido c faca
executer.
Palaciodo Kio de Jareiro, em Ires dejulliode
mil oilocentos e cincoenla equalro, trigsimo ter-
ceiro da independencia e do Imperio, t.om a ru-
brica de SuaMagesladeo Imperador.Luiz Pedrei-
ra do Coulo Ferraz.
Decreto n. 1428 de 12 de setembrede 1854.
Creanesta'cortc um instituto denominado Imperial
Instituto dos meninos cegoi.
Hei por bem, em virtude da aulorisarito concedi-
da no paragraplio segundo do arligo segundo do de-
creto o. 781 de dez do correte me/., crear nesla cor-
le um instituto denominado Imperial luslilulo dos
meninos cegos o qual se resera provisoriamente
polo regulamenlo que com este baixa, assignado por
I.uiz Pedreira de Coulo Ferraz, do raeu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios do im-
perio, que assim o lenha entendido e faca exceular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 12 de selembro de
1854, trigsimo terceiro da independencia c do im-
perio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.ni:
Pedreira do Coulo Berra:.
Regnlatnento provisorio do Ini|irrinl
Instituto do meninos cegos.
CAPITULO I.
Do fim do Instituto e.de sua organitacSo.
Arl. 1. O Imperial luslilulo de meninos cegos
lem por fim ministrar-lhes:
A iuslrurcau primaria.
A educaran moral e religiosa.
O ensino lie msica, o de alguns ramos de inslruc-
ro secundaria, e o de ollicios (abr.
Arl. 2. O luslilulo sera dirigido por um director
subordinado ao, mioislro e secretario de estado dos
negocios do imperio, que inspeccionar, o eslabele-
ciracnto por si ou por um commissario de Ma iw-
iiieacao.
Arlr, 3. lera desde'j o segunde pessoal:
L'iu profesor de primeiras ledras .
Um de msica vocal e instrumental ;
E os das arles mechanicas que forem preferidas
com allemao idade e aptidao dos alumnos ;
Um medico ;
Um capellao ;
Um inspector de alumnos por turma de 1(1 meni-
nos, e, segundo o Humero destet, os cmpregadoi e
srvenles que forero inriitpensavei.
Art. 4. Opporluuamente serao dcsiguados os pro-
fessores que >e lornarem uecessarioa proporcao
que se for desenvolvendo o plano de estudos adiante
declarado.
CAPITULO II.
Das funecaes do director e dos mais empregados.
Art. 5. Ao director compete a inspecro do
Instituto, e cumpr-lhe velar em qoe os meninos
confiados i sua guarda sejaro lisiados com disvello,
ulim de nada Ibes fallar un que lie coucerncnle lan-
o i sua educajao, como ao entino, e i caridade,
que para com elles se deve observar.
Arl. li. Sao-lhe subordinados todos os empregados
do Instituto, aos quaes dar as iustrueces e as or-
dena necessarias para o bom dcscmpcnlio das res-
pectivas runccOes.
Arl. 7. Visitar* diariamente as aulas, salas de cs-
ludos, e enfermaras, dando conla inensalmenlc ao
governo do que occorrer.
Art, 8.. Presidir a refci.;o dos alumnos ; velan-
do em queseja saa e abundante.
Art. 9. Assislir com elles as missas, que se cele-,
brarem no estabelecimenlo, presidir os exames das
pocas marcadas, e proporn ao governo as medidas
que lI*o parecerem importantes manulenco e pro-
gresso do Inslitulo.
Art. 10. O director dever morar no eslabcleci-
meuto, donde poder auseular-sc em horas em
qe a sua pretenda all nao seja indispensavel,
Art. 11. Os professores achar-se-hilo no luslilu-
lo em todos os das uleis a hora designada para as res-
pectivas aulas, e nao se re i rara o sem que estoja
lindo o lempo marcado para as lines.
Art. 12. Sao-Ibes applicaveis as disposires do re-
gnlamenlo da Inslruccao primaria e secundaria, de
17 de fevereiro desle anno, na parle cm que determi-
nara as obrigarocs dot respectivos professores.
Art. 13. O medico comparecer no estabelecimen-
lo, sempreque for necessario, e cumprc-Ihe:
-,ao
-Id eoltno pajera o ser aderadas pelo gavera sobre
0rposla 1. Tratar dos meninos e emprendo que adoe- antecedente, a orderfl e dislribuicao da* materias
cerem.
2. Examinar o estado de raudo de qualquer Ate-
ninoque pretender entrar para o Instituto, aurad
que seja fielmente observada a disposir,ao do arl. 2;),
dando ios que o requererem os altesladus exigaos
no arl. 24.
3. Examinar as qualidades dos drogas e dos re-
medios que recear antes de applicados aos enfer-
mos, recusando os que por scu mo estado n3o de-
verem son ir, e dando parle ao direclorr de qual-
quer abuso, ou falta que enconlrir nao s nesle pon
lo como as dietas, eem ludo o mais que for neces-
sario aos dornles.
Arl. II. Ao capellao incumbe:
1. Dirigir a educaran moral dos alumnos, dando-
Ibes a conveniente instrucrao religiosa as horas
marcadas para esle li ni;
2.. izer missa na capella do luslilulo nos sab-
bados, domingos c das sanios a hora que for desu-
ada ;
3. Dirigir as preces, que os alumnos devem fazer
emeommum.
Arl. 15. sempre que for possvcl residir no es-
tabelecimenlo, c substituir o director nos impedi-
mentos desle, se outra cousa o governo nao deter-
minar.
Arl. 16. Os inspectores acompanliarao os meni-
nos as lloras dereerrin, de refeicao, e de esludo.
Ser sen principal cuidado vigiar que n,1o se ex-
ponham a desastres, eque manleubam o silencio
as lioras do esludo, e quando se recolhcrcm aot
dormitorios.
Arl. 17. As obrigaroes dos srvenles serao re-
guladas por inslrucces e ordens do director,
tendo por fim o servico inlcrno, c o aceio do lus-
lilulo.
Art. 18. llavera logo que for possivel ale 4 re-
petidores, que pdenlo ser lambem inspectores de
alumnos com residencia e sustento no collegio, e
com a gratificarlo que for marcada pelo governo.
Os repetidores explicaran as liroes aos meninos
as lioras do esludo e auxiliaran o capellao no ensino
das praliras, e funeces religiosas.
CAPITULO III.
Do numero e admissao dos alumnos.
Arl. 1!). O numero de alumnos nao exceder de
30 nos Ires piunciros almos.
Nesle numero se romprelieiidem at 10 que sern
admillidos graluilamentc, quando forem reconheci-
damente pobres.
Arl. 20. A estes o governo fornecer sustento,
vestuario, e curativo.
Art. 21. Os que uno forem reconhecidauenlc po-
bres paga rao ao estabelecimenlo una pensao animal
arbitrada pelo governo no principio de cada auno, a
qual nao peder exceder de l rs.; alt'in de urna
joia no acto da entrada al 200-5 rs. marcada pela
incsina forma.
Art. 22. O luslilulo ministrar a lodos os alum-
nos os lvros e instrumentos necessrios para o cu-
A FAMILIA AlBRY. (*)
a?or Faalo 3H*urice.
SEGUNDA PARTE.
Arl. 2.1. A admissio no luslilulo depender de
autorisaeao do ministro e secreljrio de estado dos
negocios do imperio, devendo o pretndeme juntar
ao rcquerimcnlo :
1. Cerlidao de baptismo, ou justificarlo de
idade;
2. Alleslndo do medico do eslabelecimeulo, do
qual conste ser total a cegucira;
3." No caso de ser gratuita a admissao, altes-
lado do parodio c de duas autoridades do lugar
de residencia do alumno, provando a sua indi-
gencia.
Nesta hypolbcse a cerlidao de baptismo podera
ser supprida por informarlo escripia do parecho, c
duquellas aaloridades.
Arl. 21. Neiibum menino ser admillido, sem que
conste de informaco do director, sobre parecer cs-
criplodo medico do cslabelecimenlo :
1." (Juc fui raecinado com bom resultado;
2 Que nao soffr* de enfermidade contagiosa.
Arl. 2.. K3o piidcro ser tambero admillidos:
1." Os menores de li anuos e maiores de II;
2." Os esclavos.
CAPITULO IV.
Das materias de entino, e.romes e premios.
Arl. 2ti. As materia do ensino nos Ires prinieros
anuos serao: leilura, escripia, calculo al frarroes
decimaes, msica, e artes mechanicas adaptadas
idade c forra dos meninos.
Na leilura se enmprahende o ensino do calhe-
cismo.
Art. 27. No i. anuo entinar-serba:
rammalica nacional,
I.imina franceza,
Conlinurrau da arillimalica,
Principios clcmenlareide geograpbia.
Msica e oflicios mechanicos.
Arl. 28. Do 5. anno em dianlc lera lugar alm
das malcras do arligo antecedente o ensino de geo-
metra plana e rectilnea, de bisloria e geograpbia
anliga, media e moderna, c leilura explicada dos
evangcllios.
Arl. 29. No ullimo anno o esludo lmilar-se-ba
a bisloria e geograpbia nacional, c ao aperfei-
roamenlo da msica c dos Irabalbos merbanibos
para que maior aptidao liverem mostrado os alum-
nos.
Art 30. Nao obstante as disposieoes dos arligos
r^
act;o EPAJXAO.
I
tConlinuacSo.)
Na carraageui que conduzio a familia eslarao da
posla, Nalalis'occupava o fundo enlrea ini a r-
m.ia ; tendo ero suas maos a mao trmula e ruaosa
de Ungida, e a mosinlia'inuriia de Mara, elle va
os cabello* blancos de urna e os cabellos louros de
oulra.
Quanlas cautas, meu Dos, podem passar-se de
agora at miulia xoll-i! di-so elle., Mara liei de
acliar-lecosHda lalvez. I
Que loucura pensares nisso! tornou Mara.
Mas nao era precisamenle no casamenloda imilla
yue elle pen-a\a.
Apenas ebegaram na eslaeao da posla, Nalalis vio
rom ura olhar que Marlha nao eslava ah. Enlao
urna alegra amarga invadio-Uie a alma, e elle disse
comsmo :
Pow bem! eslimo s-c Eis o que ao menos
lirn-me as irresolucoes! Asim como ella pode es-
q.ieccr-so ale ,\- mii.l.a partida, eu poderei esque-
eer-,ne de sua ausencia. Era Krade lolce minlia
suppor nina alma amante e lisuda nessa rapariga.'
Desde enlao o mancebo tenlio-se mais leve fui
le no e alfecluoso para com a ma*, aliento e'res-
poitoso para com o pal; todava lizendo-lhe Lco-
uarilo algiunas palavraj seras sobre a vida nova auo
seshria dianle delle, Nalalis responden :
Ah .' meu charo pai, vejo bem o que acaba pa-
ra mim ; mHs n.lo vejo anda o que comer.
'htsou o instante da partida, c npezar'do* sorri-
w desdenliosix dos vi*janle tcer-licot mili diverti-
dos por ?ai despedidas burguezas, sai houve abra-
eos e lagrimas. Nalalis entrn na rarruagem.
' Vide Diario ti. 229.
Adcos, meu filho, volla para nos sendo ho-
mem, disse Leonardo.
Mas sendo nosso filho sempre 1 grilou a ma.
A' larde depois do jantar, o qual foi mu triste,
Pedro dsse a Leonardo :
Na verdaJe he muilo para cslranhar, mcu cha-
ro pai, que minlia lia c Marlha nao (enbam viudo
boje despedir-te de Nalalis. Se Vmc. quer, iremos
amanlia.i, domingo, a Cbatenay ; porque sem duvida
aconleceu la alguma cousa.
Com elleilo linba aconlccido algoma cousa. Du-
rante loda a manhaa cm que Nalalis (anto hava du-
vidado, Marlha havia solTrido cruelmente.
Madama Laperlcr linba-se levantado mais impa-
ciente e mais rabugcnla que de costume, c Marlha
s havia uppesln alalos c disvelos ao seu mo hu-
mor. Ella nao raciorinava, n3o ralculava ; mas um
inslinrlo confuso diza-lhe lambem, que de urna su-
prema entrevista podia sabir una palavra suprema.
Assim ella s cuidava em partir qonnto aules cnlris-
lecda, pensando na-despedida, arrimada, nuvindo a
esperanca.
A's oito- lioras olla havia j feilo todo o servico
da rasa, preparado o alinoro, e acabado de vestir-se.
Madama l.aperlier eslava ves!indo-se em seu quar-
to, Marlha adverlio-u alravcz da porta fle que ludo
eslava promplo; mas njio leve respnsla. Enlrnu, e
aeliou a li,-- estendida n chao inleiricada e sem sen-
lidos. Dcu um grilo, lenlou dehalde lazc-la tornar
a_si e levanta-la, c depois correu a chamar os vi-
zinhos.
O medico do lugar morava perlo dabi, acodio lo-
go e disse :
lie um ataque .le apoplexia.
Meu Dos', exchimou Marlha.
O medico vollou se e vio-a ajoelhada, paluda, e
como fulminada. Quercndo amorlisar-lhe o golpe,
disse-lhe : o r ,
Tranquillise-se, mnba filha, havemos de sal-
va-la .
Esla esperanra baslou a Marina, e desde entilo
proinpla e alenla, serena fon;* de emorao, ella
poz-se a cxecular as ordens do medico.
Tenloo-se nma sangra, empregaram-se os reacti-
vos mais enrgicos, porcm ludo foi baldado. Enlre-
lanlo os minutos passavam, e quaudo o relogo deu
nove horas Marlha eslremereu, e disse romsigo:
Devitmos eslar em camnho para Pari!
Mas immedialamenle bejando a mao gelada de
madama I.aperlier, arrescentoii :
Oh! perdoe-m, querida lia, perdoe.-me! s
\M.0l. i) curso do Inslitulo ser de 8 annos, e
cleutr detoe prazo uenhum alumno grataito po-
der ser clnlli retirado sem llcenea do minislro e se-
cretario de estado dos negocios do imperio.
Arl. 32. Aos alumnos que se destinaren) a ofli-
Sos mechanicos, poder-se-ha mandar ensinar, alera
d*s malcras dos arligos anteriores geometra des-,
cripliva, e principios genes de mechanca.
Arl. 33. Scgiiir-se-lia no Inslitulo al nova or-
dem do governo o melhodo de pontos salientes
de Mr. Luiz Braille, adoptado pelo instituto de
Pars.
Art. 34. Os professores cxaminanlo nos Ires ulli-
mos das do mez os fespeclivos alumuos, c infor-
marao no primeiro dia do mez seguate ao director
o [que observaren!, lano em retacan ao adianta-
mento, como ao procedimento moral de cada disc-
pulo.
llavera lambem exames em cada aula de Ires em
tres mezes em presenca do director.
llavera alm disto no fim do anno exames p-
blicos em dia designado pelo ministro e secretario de
estado dos negocios do imperio em sua pretenda ou
do commissario por elle nomeadn.
Arl. 33. Pdenlo haver al 9 premios divididos
em 3calhegorias para os meninos, que mais se live-
rem distinguido durante o anno.
0 modo de sua dislribuirao, sua qualidade e valor
serao regulados em inslruccocs especiaes.
Art, 36. Os premios quando pecuniarios serao
recolhidos ao lliesouro ou ao Banco Nacional, onde
os alumnos os ir3o receber. depois de concluido o seu
curso de estudos, ou antes dessa poca se sahirem do
Instituto coro autorisaeao do governo.
Para esle lim passar-se-hao vales, que serao eii-
Iregucs, com a clausula deijeposilo, aos pais, 'tuto-
res, curadores ou proletores dos alumnos, ou cm
sua falta ao director.
CAPITULO ULTIMO.
. Disposiriies geraes.
Arl. 37. O alumno que concluir o curso de 8 an-
uos, e nao se achar suflldeutemenle habilitado po-
dera requercr que lhe seja prorogado aquello prazo
por mais dus nonos.
Art. 38. Os alumuos pobres quando completaren
seus estudos, lerao o destino que o governo julgar
conveniente, se nao forem empregados como repeti-
dores na cnformidade dos arls. 10 e 41.
Arl. 39. O mesmo se pratrentW-com os que clicaa-
rcm idade de 22 annos, ainda que naolenham ter-
minado o curto dos estudos, salvo se oblverem li-
cenca do minislro csccrclario de eslado dos negocios
do imperio para coulinuarcm no luslilulo por mais
algum lempo.
Arl. 40 O que duranj o curso sehouver distin-
guido ser preferido {Tara o cargo de repetidor, e
depois de 2 anuos de cxercicio mate emurego para
o de profetsor do Inslitulo.
Art. 41. Ainda quando esteja completo o numero
de repetidoret o governo poder mandar addir i
etsa ciaste com o respectivo vencimento os alum-
nos, que por seu procedimento. talento e esludo
se reconhecer que sao aproveitaveis para o magis-
terio.
Arl. <2. Depois de aberlo o Instituto o governo
expedir inslrucres especiaes para scu rgimen
interno e econmico, fiscalisarao da respectiva des-
peza, e ludo quanto for coucernentc a disciplina
das aulas, forma dos eiames, c marcha do esta-
belecimenlo.
Arl. 43. 0 vencimenlos do director, professores
e mais empregados conslaro de urna tabella appro-
vada por decrelo, e urna vez fixados definitivamente,
s podero ser alterados por le.
Palacio do Rio de Janeiro, ero 12 de selembro de
1854.Luiz Pedreira do Coulo Ferraz.
GOVERNO DA PROVINCIA.
1 ela secretaria de eslado dos negocios do imperio,
se communica ao Illm. e Exm. Sr. presidente da
provincia de Peruambuco, cm solucao ao teu ofiicio
n. aO, de 8 de agosto de 1833, ao do seu antecessor
de II de abril de18.il, sob n. 25, que nesla dala fo-
ranj creadas mais 21) agencias de correio nos seguin-
les lugares da mesma provincia : Iguarass, Bezer-
ros, V illa-Bella, S. I.ourcnro da Malla, Pxrd'Alho,
xazarelh. Limoeiro, Brejo da Madre-de-Deos, Pea-
qucira. Ingazeira, Helia, Cabo, Ipojuca, Kio For-
nico, Una, Barreiros, Agua Prela, Pimenleiras e Sc-
rinhaem.
Secretara de eslado dos negocios do imperio em
II de selembro de 185. Fausto Jugmto de A.
guiar.
Kio de Janeiro.Mnislcrio dos negocios do Im-
perio 21 de selembro de 1855.
Illm. eExm.Sr.S.M. o Imperador, allendendo
ao que reprcsenlou o pa.lre Feliciano Pereira de Li-
ra, parodio collado da freguezia da Varzca, no re-
querimenlo remeltido por V. Exc. ao ministerio da
J-jv"-a. C"m n'CI0 de '" de a'os,n ull>mo, sob n,
>0.1, ha por bem nao s aceitar o titulo dejuiz per-
perpetuo da respectiva igreja, mas lambem permit-
lir quea mesma se denomineImperial matriz de
rsossa Senhora do Rosario da freguezia da Varzca.
O quo lenbo a honra de rommunicar V. Exc. pa-
ra seu conhccirneiito, e afta de que o o faca constar
ao mencionado parodio.
Dos guarde V. Exc. Luiz Pedreira doCouto
! erraz.Sr. presidente da provincia de Pcrnam-
buco.
Compra se.Palacio do governo de Pernambuco
(> de outubro de 18.54.Figueiredo.
EXTERIOR.
quero pensar cm VmcElla ainda nao se reanima,
seulior?
Convem dar lempo para que a crse lome seu
curso, senhora.
Marlha nao pddcdeixar de dizer enmsigo:
Se minha lia recobrar os sentidos d'asora
alo dez horas, ella ser lalvcz a primeira a enviar-
me Paris com alguem da fazenda.
E depois ella aecusava-sc de admllir una preoc-
cupacao, um inleressc cslranho a essa lerrivel e su-
bila doenra, punha as maos c orava com fervor ;
mas seu coracao perturbado c magoado pergunlava
a s mesmo :
Porquem, porque rogo? Dcosouvir tal sup-
plica? Sou urna egoisla c urna impa!
Este supplicio durou duas horas, iluranlc duas ho-
ras ciernas a alma ingenua de Marlha agitada enlre
a angustia e oremorso eslrcmeccu ao pcnsainenlo da
morlede maduiia l.aperlier, e rcpellio o pensamen-
lo da partida de Nalalis; mas quando fugia de olhar
para o lado de Paris, va um rosto livido, c quando
forcava scu coracao a calar-se sobre a perda de urna
occasi.lo lao desejada, ouvia o eslcrlor da agona.
Sua nica prole-cao e sua ultima illusao iam-se ao
mesmo lempo sua vista.
A's onze lloras ao menos cessou urna de suas du-
vidas.
Agora, dsse ella comsigo, he muilo larde cm
lodo o caso para ru chegar a lempo.
Mas outra horrivel certeza invadi a pobre rapa-
riga. A's suas pergontat responda coro o silencio, c essa lerrivel dr absor-
veu-a inlciramente.
Smenle ao meio-dia disse comsigo:
Agora elle ja parti.
Ao meio-di.i e um quarlo o estertor interrnmpeu-
se, e o doutor feehou os olhos utos em madama l.a-
perlier. Marlha deu um grito, e ficou desmaada na
pusiclo em que estava de joelhos.
tjuinze minutos a tinliam feilo duas vezes or-
plia : orpliaa de seu pastado, e orphaa de scu futu-
ro. Nalalis que linba lias maos as carias de sua vi-
da, nem tinha ainda jogado.
Ah muilo lempo depois que houvcrem desappa-
recido para o hornero a miseria, a ignorancia, a do-
enca, as ultimas fatalidades, restar para a mulher
urna lerrivel, o humero. Cnmo um rr.onarcha pru-
dente que prev as revolucoes e decadencias, o des-
lino leve o cuidado de fazer o linmem vire-destino
da mulher.
II
Nalalis parlndo e como em fgida deiiava a Pe-
Poltica do Bata do-UaUdos da America do Sal.
Se vamos n julear pclat uolicias recentcmente pu-
blicadas nat folhas dos Bslados-Unidns, as vistas de
nossos einpreheiidedorrs e audazes primos do oulro
lado do Atlntico esliio-se alargando coro vaulagem e
oppnrluiiidade. Nao ha que'elles eslrjam mera-
mente rcsolvidos a comptaremou a tomarem Cuba ;
nao lie que ellos, depois da absorpcao de Texas p da
aquisi(ao da California, preparem-se para outra
gfanoV falia do Mxico pelo lado do Norte, c agei-
lem ama eslradazinlm, tuna passngem atraves da-
quelle pantano*) Estado pelo bulo do Sul, em Te-
hnanlepec, eagolindo detle modo todo o Mxico pela
mesma maueita por quo se comem as alcaclinfras,
folha por folha ; nao he n*emo que cites, l por um
ptelexlo frivolo, vo deslruindo l,re> -Towu. c pre-
parando-se para acah uepi com a independencia e
governo proprio das liba de Sandwich, e em vistas
de as annexarem a si lambem. Tudo islo he claro
e patente, uao se precisa grande observa, ao para
v-lc.
Urna guerra europea offerece boa opnortuudade
aos Americanos, e essa boa opporlunidadc esl sen-
do aproveilada por elles com a sua costumada fal-
ta de escrpulo em Cuba, no Mxico e nasilhas de
Sandwich. Isso be claro. Mas nao he s contra o
hemispnerio do norte da America que so formam
seus planos ; lecem urna lea de intrigas -polticas
roda da repblicas da America do Sul, e semeiam
presturosos as smenles de mal na unira'monar-
chia americana fiara depois pescarem as aguas lur-
vas -Vajnmos o que elles fa/em actualmenl* nessa
parle do mundo. ,
Se os nossos Icilores lanarcm as suas vistas sobre
um mappa, venlo que a rdpublira de Nova Granada
he bandada de um lado pelo mar dos Caraibas cdo
oulro pelo Ocano Parida*. Prximo a Nova Gra-
nado, e na primeira diroccao, acha-sc Venezuela,
depois da qual seguem-se ao longo do Atlntico as
plantarles inglezas, franceitas e hollandezas da Gu-
vanna. Polo lado do Atlntico esl oEquadoreo
Pero, e prximo delle a Boliva, com um nico
porlo no Ocano Pacifico, pendra no interior do
continente. Mus enlre essas repblicas e o Ocano
Atlntico acha-se o imroeaso Imperio do Brasil ; he
atravs desxe que oAllanco os rega por meio do
grande Amazonas e de seus rem tributarios, lodos
mais ou menos navegaveis, c que ficam crea de (U
mil lias do Pacifico.
Naturalmente pois o Amazouas he oeaminhu pelo
qual o commercio nnrte-arocricano europeo com
rilase rom as populacOcs do norlc do Brasil acha-
ra mais fcil transito ; por eonsequencia a sua nave-
gafao he nina questao de alta imporlancia paro es-
las repblicas, e sobfeludo para o Brasil ; c como he
atraves do Brasil que o Amazonas, pelo esparo de
1,50(1 ni i 11,as, corre para o Atlntico, claro esl* que
0 melln- meio de promover a navegacan dcsla im-
prtanle arteria sao boas e lordiacs rences enlre o
Brasil e estas cinco repblicas.
Iluranlc os prlmeiros anuos da sua independencia
e da minoridado do actual imperador, o Brasil
aehoii-se por demais envolvido na solucao de ques-
lcs internas para poder dar aja suas disees com os
estados liroilrophes atiendo que mereciam, alm
de que as condices internas de seus viziuhos lor-
navam impossivcl qualquer negociadlo til. Apezar
porm de tudo, urna grando prosperi.lade (inanceira
e a paz interna collocaram o governo do Brasil na
posirao de lomar larga e importante parte nos ne-
gocios da America do Sul ; e pelo anno de 1850 co-
merou a cooperar-com as Repblica Despalilllas
da America, alim de decidir todas aquellas qiicstcs
pendentes que, a continua rem como estavain, pode-
riam Irazer a irritarlo, a desintelligencia o lalvez
hostilidades ; entre outras, a do seu> respeclivos li-
miJet penda anda indecisa. Em 1777 o tratado de
S. Illdefonso procurara marcar as balizas enlre as
frouleiras das possesses poiia&ueas c liespanholas
da America. Foi porm isso feilo com completa ig-
norancia do terreno, e os comini-arios de enlao en-
ganaram-se todos a retpeilo das eondires o fins do
iralado. A guerra enlre Hespanha Portugal em
1803, que deu ultima dusas nacoes tantas vanla-
gens sobre a oulra na America do Sul, como era de
esperar, poz termo a este tratado, que nao foi reno-
vado pela paz de Badajoz.
Desde o lempo da independencia al 1850, quas
nada se fez para marcar o* limites enlre a nova mo-
narchia porlugueza e at repblicas hespanbola, c
deslas ultimas enlre s : e eomo limites nao marca-
dos podem ser classificadot entre as controversias
mais durave e perigosas de dous Estados, o Brasil
propoz enlao terminar as dilfeieneas pelo principio
do lili postfdetis. Ao mesmo lempo o Brasil oflere-
cen collocar as relaees commerriacs enlre elle e os
Eslados vizinhos sobre a base simples e segura da
livre permutado, c de Irocar com elles o direilo de
navegar seus rcpeclivos rios.
Assim como os tributarios superiores do Ainazo-
zas, quecorrem atrave da Boliva, Per, Equador,
Nova-Granada e Venezael*, perlenccm aos otados
que posauem ambas as margeos, lambem a parle in-
erior do Amazonas, que corre para o Atlntico per-
icnce ao Brasil; e pelos anltgos tratados enlre as co-
mas de Hespanha e Portugal, era direilo reconheci-
do ao ullimo o poder excluir as colouias hespanho-
las da navegaran desse rio. Collocada assim a ques-
tao, he evidente que o Brasil tinha mais a ouerecer
iis Repblicas Despalilllas, do que ellas a dar-lhe.
1 ossninrio elle com direilo incontcslado o nico ca-
mnho que ellas linham para o Atlntico, podia nc-
gar-lbes paasagero sem oflender principio algum de
direilo publico. O Brasil comludo nao se nrevalc-
ceu das vanlagens que lhe dava a sua nipcriorida-
de ; pelo conlrario oflrrecou Irocar a liberdada de
suas aguas com a dasdellas, e cooperar cordialmen-
le para o estabelecimenlo da navegadto a vapor no
Amazonas e seus tributarios. Sobre estas bases enn-
cluio-se em 1851 um tratado eulre o Brasil e o Pe-
ni, para o qual se concordnu seria procurada a
adbesao dosoulros eslados. Em cnformidade com
csse|lralado eslabeleceu o Brasil barcos de vapor so-
bre o Amazonas, c actualmente acha-se eslabelccida
tima navegacan mental e regular enlre o Para e a
Barra, porlos de suas frouleiras, no ctanlo que o
Per por sua parle declarou livre os porlos de seus
allluenles. c coniprou pequeas embarca.-.les liara
a uavegarao do Ujcuyali.
Comeram, porm, agora ot Estados-Unidos a in-
lervir, excitando o ciume e animosidade contra o
Brasil nessas repblicas. Como de nma monarchia,
os Estados-Unidos nao pdem gustar do Brasil, e
ne rial quizerarn elles euxergar esforcos "para estender
a influencia mnnarcha na Anrerica que, culcndcrain elles, devaro oppr-se. De accor-
do rom essa idea lornaram-se seus agentes em No-
va-Granada e Equador,descominunalmen(c activos e
com considera vel succeso, porque, de fado, a in-
fluencia dos K-I.i los-l nidos prevaleceu nesses no-
vemos. No Per alraucaram lambem algum resolla-
do, anda que na Boliva e Venezuela nao liveraro
lanos resudados, apezar de iguaes esforcos. A mo-
la priodpal quo pu/.cram em jogo fnram as sympa-
Ihias republicanas da America do Sul, e a estas sce-
nas de cmica fratcrnisacaosuccederam nsiuuaroes
c calumnias contra a monarchia e o Brasil. Na'of-
fcrla que o Brasil Riera de trocar o direilo de nave-
garan no Baixo-Amazonas, quizerarn os emissarios
da Unao fazer ver prelencocs de exclusiva sobera-
na sobre elle, que nao eraro bascadas uo direilo. O
Baixo-Amazonas, dizam ellos, he livre a lodas as
han.leiras, sem nenhuroa concesso ; nanera um rio,
mas sim uro braco de mar, um estrello, e lauto as-
sim, que os Estados-Unidos linham direilo de nave-
ga-lo, e se preparavam a sustentar esle direito.
Taescram as mentirosas doulrinas pregadas pela
diplomacia americana nessas repblicas, retardando
assim, complicando ou desarranjando negociaces
uteis a lodos. Ao mesmo lempo o governo americano
maudava urna expedirn commandada pelo lenle
llernj.in ao Peni para dabi duscer e explorar o val-
le do Amazonas.
Esla poltica, como era de esperar, foi firme e te-
nazmente seguida em Washington.
Em junlio de 1853, cm um congresso que se reu-
ni em Memphis, resolveu-seconquistar e povoar
as cosas atlnticas da America do Sul, e o len-
lo Maury. vffiral por demais dislincto para ser em-
pregadoemtal missiio. foi especialmente nearrega-
dn de tero principal instigador e agente den em-
preza de piratas. Pnblcou elle urna memoria, es-
cripia no estylo mais audaz de phljhuslcrismo, que
foi apresenlada cm marjo pas medida commissao de negocios cstrangeros, e va-
Icnlcmente refutada pelo major Mcndes Antas,* dis-
lincto official do excrcilo brasileiro. Nao pararam
cm t.lo bom caminhu os Americanos : urna expedi-
cao armada para forcar a naveaacdW do Amazonas,
sob a bandeira do Equador c de Venezuela, eslava-
se preparando, quando chogaram noticia de que o
governo do Brasil mandara collocar entrada do ro
urna divisao naval para receber, como.cumpria, aos
piratas, c o projecto foi por ora abandonado. Tudo
islo ameaca com urna vinganra futura o lenle
Maury, quena verdade causa d v-lo euvoltido cm
semclhanlc questao.
Emquanlo, porm, confessa ser movido por cau-
sas poderosas, como o franquear ao mundo a nave-
garSo interna da Anierica'do Su I, o lenle no seu
livro dexa Iranaluzr mais de urna vez, com evi-
dencia, que o verdadeiro fim desle movimenlo he
inonopolisar para os Estados-Unidos essa grande na-
vegado ; c agora mesmo emquanlo escrevemos es-
tas lindas, lemos provas evidentes de que o proprio
lenle Maury, o mais frentico sustentador da li-
vre navegacan do Amazonas, socilila actualmente do
Equador o direilo exclusivo de eslabelecer uavega-
i;Soa vapor nos seus rios, arremessando assim a mas-
cara da hypocrisia c egosmo dessa poltica t,1o gran-
diloquamcnlc sustentada na sua memoria ao con-
gresso.
Nao ha duvida qpo o valllo Amazonas e as praias
atlntica*da America do Sul sao bocados muilo mais
tentadores do que Texas, Cuba, Mxico ou as libas
de Sandwich. Mas possue-as ha sceulos um Eslado
civilisado capaz de dcfen.l-Jas c conserva-las; o em-
quanlo o Brasil poder proteger c guardar a emboca-
dura do Amazonas, seos territorio* eslarao salvos da
pralaria dos Estados-Unidos. A Inglaterra, ad-
menle intcrestarfn como qualquer oulro poder na
navegado daquelle lio, e situada, a respeitn desla
queslu, da mesma forma que os Estados-Unidos,
desdenha -v mpathisar com as monstruosas preten-
coes dos Americanos. O govurno britannico reco-
nhece nOjAmazonas o que a nalureza fez, islo he,
um rio e nfio um estrello ; c lord Clarendon reco-
iihece a soberana dos Americanos sobre o Ji ii\.>-
Amaznnas, como reconhccc a da Inglaterra sobre
St.-Lawrencc.
(Examiner.)
( Correio Mercantil. )
INTERIOR.
dro o campo livre. Pedro linba muilo que fazer : de-
lia prmeirameiilc comprehender o que se passava
ero sen proprio coracao, e depois forrar o coracao de
Marlha ; mas Pedro nao dirigia-se a isso por lanos
caminhos! Era Uo franco c lito simples quanlo Na-
lalis era voluvel e complicado, c em vez de servir
os aconlecimcnlos servia-se delles.
Um dosfilhos do rendeiro Raymuudo linba leva-
dona mesma imite ra des Postes a dolorosa no-
ticia da morlc de madama l.aperlier, c no dia sc-
gninle Leonardo, Brgida, Pedro c Mara ebegaram
Chatenav no momento em que os sinos deb,i\,mi
c o coi po saba de casa.
Depois da missa lodos os assislentes. apoar do
lempo rhuvoso c fro, acnmpanharam o corpo at
sepultura, c quando rollaran) do cemiterio Brgida
inlormou-se de Marlha.
Itaymun.lo a linba levado na vespera afilela para
a fazenda, c a linha engaado do manhaa sobre a
hora do enterro para poupar a pobre alma conster-
nada espectculos crueis.
Vamos luso abraca-la' disse Mara,
loram riiuva e ao venlo por camnaos cheiosde
barrancos e de lama. Chegando porta de sua casa,
Raymuudo pedio a Brgida e a Mara que entrasseni
sos priineraincnte, dizendo-lhes que achtriam .Mar-
lha na sala grande junio do fogo, c que se esses
senliores de Aubry consenlissem cm ouvi-lo, elle de-
sojara fallar-llies em particular.
Raymuudo conduzio Leonardo o Pedro para bai-
lo de um (clhero abrigado da chuva, mat nao do
venlo eque dava para o gallinhciro da fazen.la.
Aqu nao seremos importunados, Ihes disse elle,
porm se cnlrassemos em casa nao poderiamos con-
versar Iranquillamenle.
Nos o escolamos, drsse Leonardo.
Quanlo a Pedro elle linha sido violentamente in-
comuio lado cm seus hbitos, acabava de ver lodos
os quadros lgubres do dia scgunlc ao do urna mor-
te, va o co .-arrogado e nubloso, os ledo golejan-
do, os pateos em desordem semeados de eslrume, de
aves gritadoras e de pocas de agua lodosa, senlia-su
eiiiliui molhado, desgosloso, e as palavras do velho
Raymuudo o impresionaran! e penetraram tanto
mais vivamente porque essas predisposicoes moraes
e physicas linham abrandado, c preparado de algu-
ma surte sua seusibildade.
He de nossa pobre Marlha, meus senliores, que
quero fallar-Ibes um momento, disse-lhes Raymuu-
do. C.onvm que Vmc. --lib.iro que sua situaran
iijo lie ale.-ic. Marlha he herdera por testamento
de ludo quanlo deixa a lia; mas esse tudo he quasi
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Dia 31 de agosto
Lda e approvada a acia da antecedente, o 1. se-
cretario da conla do segunde expediente :
Um ofiicio do minislro do imperio remetiendo,
afim de que sejaui tomados na devida considerarlo,
ados da asscmblea legislativa da provincia do Cear
promulgados em 1853, que por consulla do conselho
de eslado foram julgados exorbitantes de suas allri-
buicoes. A' commssao de assembleas provinci-
caes.
Lm requerimentn do coronel Procopo Gomes de
Mello e seu irmo Joo Gomes de Mello, pedindo se-
ren dispensados dp pagamento, como fiadores, doal-
canre do ex-escripliirario da cala militar Joaquim
Jos Quadrado, ou pelo menos que se lhe couceda
moratoria para fazer o pagamento em lempo razoavel,
e sem a conlagcn de juros. A' commissao de fa-
zenda.
Dos membros da mesa da contraria da ordem 3.
de Nona Senhora do Monte do Carino da eidade das
Alagas, da provincia do mesmo nouie, pedindo una
lolerio ero beneficio das obras da mesma igreja.
A' commissao de fazenda
Do vigario da rreguezia da Conceirao do Kio Ver-
de, bispado de Mariana, pedindo coucessSo para que
a referida malrz possa possur, vender ou aforar o
terreno doado por Damiao Rodrigues Gomes c sua
mulher. A' commissao de fazenda.
Sao approvados os seguinles pareceres.
Para que a commissao le fazenda possa dar o
scu parecer sobre a inclusa prelcnro da coufraria
ilo SS. Sacramento da freguezia da Victoria da capi-
lal de Sergpe, que pede isenrao de direilos sobre a
importarn de diversos ohjeclos para a matriz da
mesma freguezia, requerque se peram informares
ao governo sobre sua conveniencia.
nada. \ mes. nao ignoram que os bens da defonla
eram qualro mil libras de renda vitalicia que ella
nao economisava. Pagava de aluguel de casa mil c
.luzcnlos francos, Iralava-se com elegancia c procu-
rava lodas as (locuras da vida. Era um lanto pes-
soal, coilada, Dos lhe d a salvarlo! Ourndu as ve-
zes cu dizia-lhe : Madama l.a'perlier, lembre-se
de. Marlha Ella me responda que depois do casa-
mento de Marlha ra viver com o joven casal para
fazc-lo gozar de sua renda. Ella esperava enterrar
anda a lilha e a neta, assim como tinha enterrado a
na i e a av.
Hojc a justc poz o sello em casa de madama l.a-
perlier; para que? per&unlo, senao para fazer gas-
tos? Mas apezar ditto posso muilo bem dizer o que
se achara nclla. Vislo que o segundo semestre esl
a terminar-se. n.lo scacharao mil francos cm dinhei-
.ro. Se agora da venda da mobilia, e de oulros oh-
jeclos, depois que livermos pago a sepultura'c ajus-
lija, conservaruios a Marlha Ires mil francos lleve-
mos tirar conleulcs. (Jue far.i ella com mil scudos?
Para casar coro anciano ella seria milito pobre, pa-
ra os no-sos al.leOes he muilo dbil. Eis o caso, e o
quo cu desojara eommuncar a Vmcs. Marlha bem
pode ficar na fazenda um, dous, seis mezes a ronla-
le; porque he branda o modesta e nao dar daagoi-
los; mas isso n.lo ser para sempre, e devo pensar
que tenho '.res lidias para casar. Alm dslo minha
primognita (aqu para nos) tem alsunia inveja de
Marlha por ser mata mimosa que ella. Vmcs. sao
pessoas sensatas, rogo-Ibes que rcfliclan nnqiieaca-
bode dizer-lhes, que depois que houverem reflecli-
do, aconselbcin-me, c que se Ibes for possivel ampa-
ren! a Marlha.
Coilada! dsse Pedro commovido.
Seulior Raymuudo, tornou Leonardo, acrade-
ro-lhc sua confianza c promedo-lhe que vamos exa-
minar ina.luramenle etsat quesles graves e delica-
das como amigos prudentes e prenles dedicados. Du-
rante esla semana, minha mulher c minha filha vi-
rio anda ver Marlha, e no domingo prximo futuro
espere por mim e mcu filho. Tomaremos enUo ero
ron-.-lim .1 familia urna resoluto razoavel.
Pois bem al domingo, disse Ravmundo aper-
tando anecluosamente a mao de Leonardo. Daqui
al la Iralareraos de nossa afilela o mclhor que po-
dermos. Snto o peito mais leve depois que fallei-
Ibes. Agora se querem vrver a pobre orphaa?
Vamos, disse Leonardo.
Oh! quo diuva, senhor Pedro He um verda-
deiro lempo de peste e de morte !
Quando Leonardo e Pedro enlraram na sala gran-
Sala das commissoes, 19 de agosto de 1851.
Silva Ferraz. fibeiro. a
Para que a commissao de fazenda possa dar seu
parecer sobre a inrlusa pretendas da irmandade da
Senhora Sania Anua, erecta na igreja da Madre de
Dos da exlinria congregarlo dos padres de S. Felp-
pc Nery, de Pernambuco, requer que se peram in-
formares so governo.
Sala das commissoes, 1!) de agosto de 185i.
Silca Ferrar. ttibeiro
a A ordem 3. da Pendencia de S. Francisco da
eidade da Babia pede concessao de loteras para a
conclusao de um edificio, destino de asylo para seus
membros desvalidos.
Sobre esla pretenrao pende da decsao da casa
o projeclo de resoluto n. lii desle anno.
Entende portento a commissao que aprsente
represenlacao fique sobre a mesa para ser lomada
em cousideracao na dscussao do referido projeclo.
Sala das rommisses, 19 de agosto de 1851.
Silea Ferraz. fibeiro. b
A commissao de constituido c poderes examinou
as acias das cleroes a que se procedeu na fregue-
zia do Ipil, provincia do Ccar* para depulados a le-
gislatura correnle, e passa a expr o juizo que sobre
ellas forma, cmvisla dos papis qoe lhe foram pr-
senles e que havia pedidu a commssao de poderes
uo acto de ser constituida a cmara dos Srs. depula-
dos.
Dividida a popularlo cm dous grupos, desde a
cleirao primaria al a Secundaria houve duplcala
de collegios eleiloraes, sendo um presidido pelo ler-
ceiro juzde paz na matriz, e oulro pelo primeiro
fora della.,
Reconhccendo a importancia da presidencia do
collegio eleitoral, a commissao de poderes declara
nuda a primeira eleico como infeccionada de vicio
radical ou substancial, a presidencia do 3." supplen-
le achaudo-se em exercicio o juiz de paz mais vo-
lado. A commissao adhere a semelhante juizo.
o Com o lim de mclhor fundamentar sua opinao
a commssao de poderes havia pedido a acta da elei-
{lo primara que Uvera sob a presidencia do I. juiz
de paz, cm vista do que se julga a commissao auto-
risada a enunciar seu juizo.
Disposla c preparada a popularan a pleitear a
eleico por lodos os meios, receiaudo-se as lulas e
ronsequentes desordens e perigos que dthi derivam,
appareceu a duplcala de elcices que lalvez remo-
veu semelhanlcs resudados.
a Na impotencia de obler informacocs satisfacto-
rias e completas, v-sea commissao obrigada a aler-
se as que emanam dos papis sobre que recado seo
exame.
Sem que desconheca a pureza que convem que
assisla s cldc/ies, rcronliecc comludo a commissao
ampo3sibilidadedeconsegiii-lopcrfeilamcn(c*segun-
do o estado da n\ lis iri. da sociedade brasileira.
Acredita portante que para remover os males que as.
ai'ompanbam he de (oda a conveniencia ler em pou-
co pequeuas irregularidades, e dar como legtimo es-
le aclo de soberana popular.
Dando loda a importancia ao local em que se
procede i eleico, a commissao julga comludo de
maior sgnificacao e cnlidade em regra geral a pre-
sidencia do juiz de paz que inttrvem na eleico. As-
sim que na collisao de funecionar na igreja um juiz
de paz incompetente, e fora della o competente, cn-
lende a commissSo que o .' acto be mais grave e o-
lenine, e como (al deve ser preferido.
a Faz peso ainda no espirito da commissao o nao
apparecer da parle do grupo que fez sua eleico sob
a presidencia Ilegitima do 3. supplenle do juiz de
paz, a menor allegacio ou documento que apoiasse
seu proceder, quando pela illegilmidade que o acom-
panhava linha para isso rigorosa obrigaeAo.
Em conclusao he a commissao de parecer que
sejam declarados legtimos os oledores da eleico
que tevelugar na villedo Ip errrT denovembro de
185 tob a presideucia do |. juiz de paz Joo Car-
los de Souza.
Paco da cmara dos depulados, 19 de agosto de
I85. /. ./. de Miranda. J. M. Figueira de
Melle, w
He julgado ohjerio de dclheraco, e vai a impri-
mir para entrar na ordem dos Iraballiot, a seguinte
roso tu c,1o:
A ordem 3. de S. Francisco da eidade de S.
Christovao, da provincia de Sergpe, pede dispensa
das leis de amorlsac,ao para possuir bens de raiz no
valor de 5:000.
A commissao de fazenda, a exemplo de oulras
que tem ltimamente oblido igual favor, he de pare-
cer qoe A adopte a seguinte resolurao : .
A assemblea geral legislativa resolve :
a Arl. 1. O governo fica aulorisado a conceder
permissao ordem lerceira de S. Francisco, da eida-
de de S. Christovao, capital da provincia de Sergpe,
para possuir bens de raiz aleo valor de 5:000g;com-
anlo que dentro de oro prazo que o governo marca-
r sejaro estes convertidos cm apolices da divida pu-
blica.
Arl. -2. Fcam revogadas as leis em conlrario.
.< Sala das commissoes, 19 de agosto do 1854.__
Sika Ferraz. fibeiro.
Primeira dscussao da resolucao n. 11 desle anno,
autorisaudo o governo a conceder carta de naturn-
lisacao de cidadAo brasileiro ao padre Joaquim Fer-
reira dos Santos, subdito porlugucz.
A reqnei inmuto do Sr. Paula Candido tem nma s
de da fazenda, rozinha e sala de janlar enfumacada,
fria c Inste, Marlha paluda e vcslida de lulo levan,
tou-se para ir-Ibes ao encontr do canap cm que
estava assenlada enlre Brgida e Mana dcbaixo do
vasto manto da chamin.
Marlha anda eslava bella em seus vestidos de d;
porm o que mpressionou a Pedro nesse dia foram
suas lagrimas e seu abalimenlo. Depois que abra-
Cou a Leonardo, as mo que ella poz as do Pedro
eslavam lao fras que elle estremeced al o coracao.
Com efleilo ella chorava nao so a lia, como tambem
lodos os que j tinha perdido, e s mais ternas conso-
laccs responda:
I'er.l icm-nie, Vmcs. Iralam-me com muda
hon.lade, e agradeco-lhe* do fundo do coracao! mas
parece-me ao mesmo lempo que vou agora ficar sesi-
ona nesle grande mundo, e imagino boje que nem o
sol, nem minha alegra rrapparecerao jamis.
Leonardo e sua familia caramo mais lempo qoe
podr,un junio della; mas forCMofoi cuidar om v ol-
lar para Pars, edeixar aquella, que como ella mes-
ma o disse enlre olurus despedindo-se de seus p-
renles, seria desde entilo nma pessoa cstraulia em
qualquer parle que repousasse a caneca.
A' noite junto do fogo, Leonardo referi a Brgi-
da o que Raymuudo lhe havia confiado da potiedk
de Marlha.
Pois bem! devenios trazo-la para nossa casa!
ov!,un Mara.
lie o que eu pensava dsse vivamente Pedro.
lie impossivcl! objecin Brgida meneando a
cabeca. '
Porque he impossivcl?
Por la causa mesmo, Pedro. A sociedade
lem usos, mudas vezes penives, mas que devenios
respelar.
Demais, disse Leonardo, Marlha estara mais
a sua vontade aqu do que na fazenda ? Lembras-le
do suas ultimas palavra quando despedio-se de nos?
I.embro-me, disse Pedro.
Einfim, tornou Leonardo, nos>a hospilalidade
.lana a Marlha um futuro? O melhor roco que en-
trevejo he procurar-llie um emprcgueui alguma hon-
rada casa de industria ou de commerciu.
Deveremos fallar nsso a Gibourcau, disse
Pedro.
N3o, antes ao tin de Mr. Olry que tem urna
idade respeitavel e he membro do tribunal decom-
merri.i....
Pedro meneou a cabec com ar iletronlenle, |e fi-
eon nos das seguinles pensativo e agitado como nao
esliveradesdeo ducllo de Nalalis. l mudas ve/e-'
dscussao, e he approvada a resolucao por 48 voto
contra 18.
O Sr. I.irramento offerece como artigo addilivos
os projectos que concedera igual favor a Jos Gne-
ceo, Bernardo Teixeira de Moraes Leile Velho, uar-
te Guilherme Correa de Mello e Joao Jos de Almei"
da Cruz.
Estes projectos sao lodos approvados.
Conliuoando a 3.a dscussao da reforma da aca-
demia das Helias-Arte--, he apoiado como emenda
substitutiva o projecto do Sr. Gomes Ribeiro offere-
cido na sessao precedente.
O Sr. Augueto de Olioeira diz que, posto na
primeira discussao tivesse considerado a questao de-
baiiodo ponto de vista scientifico, econmico e po-
ltico, mostrando particularmente que elle continha
urna infracr,o aos principios de economa proclama-
dos pelo governo, o nobre minislro do imperio uao
o acompanhra nesse terreno, limitando-te apenas
a fazer a evposirao das grandes vanlagens que de-
vem resudar desla reforma apoiando-se para isso nos
principios da sciencia ; que S. Ex. exprimira-se de
lal maneira que i primeira vista a sua opinao pare-
cera a elle orador baseando-se em razes plausiveis
e que ou fosse por isto, ou fosse porque a voz melo-
diosa do nobre minislro o attrabissc como qoe. por
encanto, votara pelo projecto ; mat qoe depois que
lera com alteucao o discurso do mesmo, recorrendo
a todos os ronhecmenlot dispersos que podia ter em
sua memoria sobre a materia, reconhecura qoe con-
liuha librases mudo bonitas, mat que te fondava
lodo em principios falsos.
O orador continua not seguinles termos:
Pela maneira porque se exprimi o nobre minis-
lro na ultima sessao, deve-se inferir, nao s qne
S. Ex. j recua na dscussao do campo tcenlifico,
onde elle a havia collocado, mas fambem quo o
projeclo apresenlado nao he produelo da concepcao
de S. Ex., e sim de algum homem scientifico. Ora,
a cmara sabe, Sr. presidente, que o minislro em
certas circumslancias deve tratar de conciliar as ra-
zes do estado e outras conveniencia! publica! com
as justas exigencias da sciencia ; quando nao, seos
homens de estado forem a fazer tudo quanto os ho-
mem scientificos querem pelos ettabelecimenlos a
que tem predileccao ou a que petencam, no ha di-
nheiro que chegue. Eu faro um appello para o raeu
nobre collega o Sr. 1. secretario ; se porveotura o
governo lhe disser que quer um laboratorio chimi-
co perfelamente bem montado, sem designar o cr-
dito dentro do qual deve ser organisado o plano, o
nobre depulado seguramente pode pedir 100, 200
ou mais conlos.
O Sr. Paula Candido : Ni ha duvida.
O Sr. Augusto de Oliceira : En pergunlo so o
laboratorio chimico com que funeciona o meu nobre
collega he deste costo ? Nao, certamenle : ao passo
que se elle fosse incumbido de reorganisa-Io sem se
fixar a quanlia para a despeza do accrescimo, nao
se satisfara com pouco. A cmara sabe que os ho-
mens srienlifieus quaudo redigan cerlos planos o fa-
zem sempre com a poesa da arle, sendo lambem
lavados pelo detejo extremo de terem um estabeleci-
menlo perladamente montado ; cumpre porm ao
homcm de estado por de aceordo esses planos com
certas conveniencias publicas qoe ot homens da sci-
encia nao tem obrigaeflo de taber. Vou conlar i
cmara oque aconleceu na minha provincia a res-
peito de um estabelecimenlo publico. Tratava-se de
fundar all um edificio para um hospital, e tendo
chegado provincia um de seus filhos que havia es-
ludado ni Europa, o governo pedio-lhe a planta de
um hospital, sem lhe dar as bases ; o que fez esle
engenbeiro? Apresenlou urna planta muilo bonita e
o orcamenlo de om hospital magesloso ; sem alleu-
der s circumslancias da provincia, tem eiamG
nar te a execocao da obra eslava nat forjas do* co-
fres pblicos, mandn execu(a-la ; feila a base do
edificio ennvenceu-se enlio que o hospital linha as
proporces antes para perteucer eidade de Lon-
dres ou Paris, do que para a pequea eidade do
Recife.
O Sr. F. Oclariano: Pequea, nao.
O Sr. Augusto de Oliceira : Pequea compa-
rativamente aquellas duas grandes capitaes. A ad-
ministrarlo dot eslabelecimeplosde caridade, encar-
regada da execucao da obra, vio-se obrigada a re-
citar immediatamen'e, coulentando-se em construir
nicamente um dos ngulos do hospital projeclado
que he indicenle para admitlir ot doenles, porque
a obra toda nem em'iO annos se poder fazer. Ora,
he justamente o que succede a respeito do projecto
substitutivo, que apoia o nobre minislro ; he urna
academia de Bellas-Artes que poderia servir daqui
a 20 ou 40 annos; mas para a actualidade segura-
mente o projeclo nao pode produzir os beneficios que
siippe a nobre commissao.
Eu, Sr. presidente, serei mudo breve, boje, con-
leutar-mc-hei em dar urna succinta resposla ao no-
bre mioislro do imperio, e felizmente esta resposla
ser lano mais succinta quanto a argumentado
apresenlada por S. Ex. assenta em um terreno in-
leiramente fofoe inconsistente.
O nobre mioislro, Sr. presidente, quer augmen-
tar ot ordenados dot professores; perguntarei eu,
com que meios pretende realisar este augmento de
ordenados? Disse-not S. Ex., da primeira vez que
fallou, que (endona va supprimir os lugares de subs-
tituios, de maneira qne os ordenados desses tubsli-
tutos accumuladot aos anligot ordenados dot profes-
sores lcavam os professores com augmento em seus
a casa de Giboureau, com o qual tinha longas con-
ferencias.
Madama Aubry e a filha foram duas vezes na se-
mana a Chalenay. Mara estava mais serena; po-
rm nao meuos Irisle.
Emliin no sabhado noite, tendn Leonardo per-
unia.lo a Pedro a que horat estara prompto para
partir no dia seguinte, Pedro que pareca s ter espe-
rado esta occatiao fallou assim solemnemente: -
Meus charos pait, lenbo urna declararlo a fa-
zer-lhes. Nao me tenho casado, como Vmcs. sabein,
porque meu desaso e minha timidez nao erio pro-
prios para agradar, c porque nao quera meller um
novo semblante na familia; mas oulro dia cm casa
do velho Ravmundo vendo a Martha l.aperlier Iris-
le, e assenlada diante da chamin pensei que seria
urna excedente dona de casa, e a idea de ca*ar-me
com ella veio-me pela piedade que senli. Martha
he pobre, mas he boa, fiel, e simples. Tenho o du-
plo de sua idade; mas ella me seria reconhecida por
t-la amparado. Tenho refleclido nisto todos estes
dias, e fallado a Giboureau. Ao principio elle dit-
Miadio-inc ; mas depois convelo em qoeteeu roe ca-
sasse nao poderia escolher nma mulher melhor, mais
dcil e humilde do que Martha. Nao iramos morar
em oulra parle, e tomaramos o pequeo aposento
do primeiro andar, nossas despezas nao augmenta-
ran! mudo, ecomo minha ma vai perdendo a vista,
Martha tratara de minha roupa. Alem dslo es-
se joveu semblante ao lado do de Mara alegrara
a casa, a qual ficou um lano montona depois da
partida de Nalalis.
Todava peco a Vmc., que me dgam sincera e
amigavelmente sua opinao.
Brgida ficou transportada de alegra quando lal
ouvio ; porque seu souho fora sempre casar o filho
primognito, e ella s havia renunciado a isso de-
pois de vinte tentativas vSas. A liberdade dos ten-
t i roen los era para Leonardo a mais sagrada de todas.
S Mara nao goslou de cerlas maueiras de ver, e de
certas expressdes do irmao ; mas disse com sigo que
se a forma nao pareca sempre delicada, peostmeo-
lo o devia ser, que Pedro era hora, e que Marlha
nao era feliz. Ajuulou pois seu conseutimeulo ao
do pait. i,
Beslava oidor o de Marlha, e Mara din dava que
ella u desse t.lo fcilmente quanto seus pais e sc Irmao pareciam crer.
Contmuar-se-hu.


{DIARIO DE PERMMBUCO, SABAQO 7 DE OUTUBRO DE 1854.


vencimenlos ; mas o nobrc minislru esqucreu-sc,
quamlo assim ilisse, que i crear novas cadeiras.
Calculemos ; felizmente he negocia de cifras : actu-
almente exislem 7 lentes e 7 substitutos, com os
quaes m dispende a quanlia de 14:000, com 5:0009
que se aulorisa ao governo a dispender mus com (
retomia, vem a ser 19:0009; o projeclo cre 12 ca-
deirai, sao portante 12 professores e I director vero
a ser 13, e tambem 1 piolor conservador dos qua-
dros que deve ser 18o hbil como um professor, So
ao ledo 11 professores.
O Sr. F. Ociaviano d um aparte.
O Sr. Augusto de OliOeir* : Nao pode ser de
nutra maneira : om pintor como qoer o projecln,
para tratar da contervaciio dos quadros, ja figuran-
ilo-se que liaremos de 1er ricos quadros de Rubn-,
seguramente ha de ser um artista hbil. Ora, divi-
da-se 19:000 por 14 professores, e ver-se-ha que
vem a tocar potico mais de 1:3009 a cada um ; e on-
de est o augmento ? J v a cmara que por este
lado o projeclo he imperfeilo ; seria raelhor que o
uobre ministro rosee franco, que dissesse logopre-
ciso de tanto para esta reforma, e nao vir pedir
Mmenle 5:0009, para depois no anno segointe pedir
mais ; porque, cumpre notar, o projeclo nao apr-
senla so o inconveniente de produzir um augmento
da despeza actualmente, mas tambem um augmento
de despeza no futuro : creando elle novas cadeiras,
ser esta urna razao que para o anuo ser allegada.
O orador continua mostrando que o projeclo subs-
titutivo por alie offerecido nao lem os defeitos apon-
lado pelo nobre ministro, pois neohura inconve-
niente ha em eucarregar-se nm mesmo professor da
regencia de duas cadeiras, etc. Pelo que diz respeito
ao projeclo substitutivo apresentado pela commissao
de nslruccito publica, o orador diz continua em pe,
a impugnacSo que fizer ao mesmo, nao se altreven-
do sequero nobre ministro a dizer cousa alguma em
defeza do mesmo.
O orador faz diversas oalras observarnos c conclue
requerendo que o projeclo substitutivo por elle offe-
recido seja remettido commissao da inslrucro pu-
blica dorante 24 horas.
Sendo este requerimenlo sem debate rejeilado,
continua a discussao do projeclo.
O Sr. F. claviano, depois de fazer algumas oli-
servasoes em resposta ao Sr. Augusto de Oliveira,
continua nos seguiutes termos :
O que obrigou o orador a pedir palavra foram
principalmente as expressoes duras com que um re-
presentante das Algoas (o Sr. Gomes Ribeiro) tra-
teu os artistas do paiz. Esse senhor disse que a
nossa academia das Bellas-Arles nao liuha deiladb
um discpulo, que nio tinhamos um homem nacio-
nal capaz de dar o plano para um edificio, que s
podamos apresentar algum boneco de barro e gra-
tujas.
Depois de nos pintar esse qnadro triste, diz o ora-
dor : O nobre depotado propoz que se mandasse vir
urna colonia de estrangeiros para nos ensinarem as
artes. Senhores, j tivemos o ensato do presumo
dos arlistas e da directo estrangeira. Tivemos um
lenle de paisagem, homem mostrado, que nao deu
um discpulo Tivemos um director estrangeiro,
esse mesmo homem, o Sr. Taunay, que todos sabem
que tem bastantes Inzes, e o que resullou de sua di-
rcccSo em proveito do estabelecimento t Nao o ac-
ciiso por isso: haviadefeitoorgnico na instituirlo.
Oda que precisamos he de urna reforma eflicaa e
nao de estrangeiros.
O orador nao sabe como se diz em plena cmara
.que nao temos artistas e architectos, quando se esta
no Rio do Janeiro, e contemplam-se os dous hospi-
cios modernos, o de Pedro II e da Misericordia,
obras que nada lem de invejar s do mesmo genero
das melhores cidades, e que foram delineadas e eje-
culadas por nacionaes, como os Srs. Domingos Mon-
feiro, Porto Alegre, Guillobel, Rebello, ele. Cita
depois a capella do hospil.il da Misericordia, obra
do professor de architeclura da academia das Relias-
Aries, o Sr. Job Justino de Alcntara. Sobre pin-
lora, nao fallando de oulros, cita os quadros do Sr.
Corre de Lima e de. eu substituto na academia,
ambos lilhos desse estabelecimento. Como arch-
tecto e grandeesculplor, lembra oSr. HonoratoMa-
noel de Lima : E be em presenca desles uomes e
desles tactos, conclue o orador, que se diz que n>0
temos artistas o quese devem mandar vir estrangei-
ros ? Senhores, todos nos devemos protestar contra
expressoes 13o desanimadoras, proferidas no seio da
representarlo nacional.
Julga-se a materia tufllcienlemente discutida e
procede-se volecao. Sao rejeitadas as emendas
do Srs, Augusto de Oliveira e Gomes Rilieiro, e o
projeclo he approvado e remettido commissao de
redaecao.
O Sr. Paula Candido-.Sr. presidente, ha na ca-
sa um projeclo que V. Exc. deu para ordem do dia
relativo concessao de favores companhia de Li-
verpool iguaes aos de que goza a com|>anhia de Sou-
Hiainpton. e como he essa urna industria que merece
^ser protegida (apoiados), eu peco a V. Exc. que
comalia a casa a ver se cnsente que se (rale agora
mesmo da 2. discussao desse projeclo.
Consultada a casa ella minu. Entra portanlo em
_'." discussao o projeclo.
Depois de breves obsen atoes do Sr. Paula Santos,
l-se e he apoiada a seguinle emenda:
ii Accresceule-se:
(i Art. 2. Os mesmos favores e privilegios a
companhia Luso-Rrasileira de paquetes a vapor en-
tre o imperio e o reino de Portugal.S. a R.
Figueira de Mello.S e Albuquerque.Sera.
I irialo. i>
He Rpoiado o seguinle requerimenlo :
Reqneiro que se peo; m nformaeoes ao governo
sobre a malcra do presente projeclo.S. a R.
Lisboa Serra.
f> Sr. Paula Santos: Esperava, Sr. presidente,
que os nobres depulados que me tiraram a espada
la mSo viessem agora em auiilio da companhia l.u-
so-Brasileira, combalendo o adiamenlo proposlo, al
para que le n.lo verificasse aqu o pensamento co-
udo uo verso latino que ha poucos das foi aqu re-
ferido na cmara: t Hos ego versculos feci, tulil
aller hombree, o
Direi entretanto duas palavras contra o requeri-
menlo de adiamenlo em discussao. O requerimenlo
de adiamenlo me paree desnecessaro. Pretnde-
se com esse adiamenlo informarles do governo so-
bre a conveniencia de se concederem estes favores
a companhia de Liverpool. O que a companhia
pretende he que se Ihe couceda o mesmo que j se
coucedeu companhia de Soulhampton, e qualquer
que seja a ioformacao do governo, se nSo conceder-
mos companhia de Liverpool os mesmos favores
de que goza a companhia Je Sonthampton, pralica-
remos um aclo de injuslica. Quer sejam grandes
os sacrificios que fizermos, quer nao, cumpre que
(enriamos para com esia companhia, e com oulras
que fizerem idntico servico io nos paiz, as mes-
illas considerares que tivemos com aquellaoulra.
O Sr. Paula Candido:Apoiado.
f> Sr. Paula Santos:As informarOes que se
podem obter do governo pelo requerimenlo offere-
cido pelo nobre deputado sao desnecessarias, porque
j sabemos qual be aeilencao dos sacrificios que se
fazem coro essas concesses. Qual he o sacrificio
que se faz '.' He a senr.no, em favor dessa compa-
nhia, de direilos de ancorae;m, favor de que goza
a companhia de Soulhampton. Quando aqu se dis-
cuti a concessao feitn a esta companhia de Sou-
lliamplon verificou-se que a reduccao qne a renda
publica soffreria, redundara apenas na somma de
1:0009000 por anno, sacrificio que, ninguem o ne-
gara, flea bera compensado com os importantes ser-
vicos que essa campaohia presta ao nosso paiz.
(Apoiado*.) Se os direilos de ancoragem devessem
ser cobrados em nossos porto* todas as vezes que
un navio qualquer a el les se dirigase, esse sacri-
ficio da isencao de %emelhanles direilos seria sem
duvida muito maior ; roas pelos nossos regulsrnen-
tos o navio que faz um auno aos nossos porlos goza da isencao de ancoragem quando as viagens eicedem a se nu-
mero.
Ora, se a reduccao que a nossa renda soffre com
csaa isencao de direilos de ancoragem nao excede
somma referida, parece-me que este sacrificio fica
Imn compensado pelo* snicos que semelhantes
vapores prestam ao coniraercio de nosso paiz, e
rendas publicas mesmo, que lueram com a navega-
do rpida e constante que os vapores fazem. Se
pois os esclarecimentos que o nobre deputado deseja
e reduzirao a estes que. en presto, parece-roe que
o eu requerimenlo he desnecetsaro.
O Sr:Lisboa Serra:Se o nobre deputado res-
ponde pela cxaclido dclles....
O Sr. Paula Santos :Sim, senhor ; fui eu que
aprsenle! aqu na camifa o projeclo que conceda
i piimeira linha de vapores que se eslabeleceo en-
tre Soulliamplon e o Rio de Janeiro esses favores
que se quer agora fazer extensivos s outras linhas ;
nessa occasio foi a materia nesta casa discutida, e
recordo-me de que eolio se verificou e provou que
a exlcncilo do sacrificio na j exceda ao que j refer.
Temo, Sr. presidente, que estes adiamantes e es-
tas detengas concorram para esfriarem o enlhusias-
mo dessas companhias, c que o servico que ellas po-
dem preslar-nos nao seja feilo com a regulardade e
utUidade qoe aos inlereises commcrciacs deste paiz
convem. A respeito da companhia de Liverpool cir-
cunstancias se tem dado que tem posto cin duvida
a conlinuar.lo regalar de suas viagens, c mesmo a
sua existencia, cu temo que com taes detengas con -
corramos com mais urna crcumslancia para augmen-
tar a gravidade dessas difticuldades. Parcce-mo pois
que nao ha razao que justifique o adiamenlo propos-
lo pelo requerimenlo do nobre depulado, porque,
como j disse, em todo o caso, e para uflo proceder
mos com iujustira, cumpre que concedamos com-
panhia de Liverpool os mesmos favores de qu goza
a de Soulamptom.
O Sr. Dulra /locha: Nao lenlio duvida, Sr.
presidente, em volar pelo projeclo que concede
companhia de Liverpool favores iguaes aos que se
concedem .i companhia de Soulhampton; porcm
desejo volar com conhecimento de causa, e nesle
sentido eslou disposte a approVar o adiamenlo pro-
poslo pelo nobre deputado por Maranhao. Nao se
quaes sao os favores que se concedem companhia
de Soulhampton, e por isso desejo estudar a questao
para bem orientar-me na materia, desejo saber
informaces do governo, quaes sao esses favores
para conscieiiciosamente conceder iguaes compa-
nhia de que se (rata,
l'ma <(.::Para isso basta 1er a lei.
Oulra voz:Ldgo o adiamento nao he preciso.
O Sr. Dulra Rocha:Creiocuquc a companhia
de Soulhampton tem um privilegio para o (ransporle
de malas, etc., isto he paga-se porte dohrado pelas
carias que sao condnzidas uos seus vapores; entre-
tanto por aquellas que sao coniluzidas pela da com-
panhia de Liverpool nao se paga esse porte dobrado,
O Sr. Paula Candido d um aparte.
O Sr. Dulra Rocha:O nobre deputado o Sr. 1.
secretario parece que est nmito em dia com eslas
cousas; eu declaro que nao eslou. Ouvndo mesmo
particularmente o nobre minislro do imperio, nao
pude fundamentar bem o meu voto, porque o no-
bre ministro parece nao estar lao cerlo como parece
estar o nobrc deputado Sr. 1. secretario. (Risadas.)
Por isso acho que nao ha inconveniente algum em
ouvir-sc o governo a este respeito; islo nao he san-
gra desalada, principalmente quando apresenta-se
j urna outra emenda concedendo o mesmo favor
companhia portugueza, qne apenas um dos seus va-
pores tem feilo urna s viagem ao Brasil; U una
companhia franceza e tambem se falla em compa-
nhias de Genova e Marselha, cojos vapores anda nao
appareccrain, e que necesariamente ho de querer
que lhes concedamos idnticos favores. Entretanto
a nica companh.a que lem feilo este servico regu-
lar he a de Soulhampton.
Mas disse ha pouco um nobre deputado em um a-
parle que para se saber quaes sao os favores concedi-
dos a companhia de Soulhampton bastava ler-se
a le.
Ora, en creio que nao hemuilo fcil agora e im-
mediatamente procurar-se essa le para se examinar
o seu conteudo, e ninguem mesmo conlava com esla
urgencia para que pudesse ter esludado a materia.
Eu nao digo que hei de volar c mira a concessao
desles favores, mas sejam concedidos a quem os me-
rece e nao a lodos.
Nao sei mesmo se o contrato quese fez com a com-
panhia de Soiilhamplon j se acha na collccao das
leis; roas este negocio nao lie, como disse, urna san-
gra desalada para que deva ser decidido ji e ja. Por
todas estas razes acho lioni ouvir-se ao governo alim
de melhor orienlarmo-nos no vola que temos de dar
salvo se o goveriio qnizer agora mesmo tirar as du-
vidas que temos. Voto pois pete adiamento.
O Sr. Paula Candido" Nao me opponho a que
se pecam informarnos ao governo; mas o negocio he
lao simples... Senhores, quando se Irata de industrias
muilns vezes por nao se aprovelar n occasio, por
se perder urna occasio opportuna, deixa-se de con-
seguir as vanlagens que se deseja. Ora, lendo-se o
governo j pronunciado sobre materia ideolica, nao
vejo necetuidade do adiamenlo.
Se eu fosse minislro do estado ennsderar-me-hia
habilitado pela lei de 1850 a conceder estes favores
sem ser preciso nova aulorisacao do corpo legislati-
vo porquanlo o decreto de 13 de selembro de 1850
diz muito categricamente o seguinle: O governo
he aulorisado a sentar dos diretes de ancoragem,
de oulro qualquer direito do porto que se baja de
eslabelecer, os paquetes de vapor que fizerem o ser-
vico da correspondencia enlre o Rrasil ea Graa-Bre-
tanha, etc..
Nao designa que paquetes s.o estes.
O Sr. Dulra locha:Eniao o projeclo he intil
ou o que esla nelle he de mais.
O Sr. P.aula Candido:O nobre deputado bem
ve que esta he a intelligencia que eu dou a lei de
1850; oulra sera' talvez a que daoosSrs. ministros;
talvez mesmo que os iuleressados ou nao achem a lei
tao favoravcl, ou mesmo nao tenham della conheci-
menlo, como estrangeiros: eu inlcrpreta-la-hia assim
porque emendo que um dos primeiros deveres dos
ministros he proteger a industria c o commercio.
Comoporem os Sr. ministros pndem nao entender da
mesma maneira que eu entendo a lei de 1850,bom he
approvar-se o projeclo.
O Sr. F, Octaciano: Nao entendan), agora nao
sei.
O Sr. Paula Candido:Srs. urna companhia co-
mo esla de Liverpool, que tero soffrido revezos, que
tem perdido barcas de vapor no Rio da Prala e em
oulro lugar, eque apezar de lado isto lem continu-
ado sem subvencao alguma do governo inglez, nem
do nosso, quando a sua rival de Southarapto, lem
urna suhv encan, e que concorre para o augmente do
nosso commercio, he credora de nossas afieicoes, e
faz esperar que colinuara' seus esteraos para roan-
ler a sua linha de navegarao.
O Sr. Pereira da Silva: Apoio, e ha de fa-
zer grande servico ao paiz.
O Sr. Dulra Rocha : Isto ninguem negoo.
O Sr. Paula Candido: Felizmente neslc pon-
to creio que nao ha divergencia alguma (apoiadot
lodos nos, a cmara toda, avalia os servicos que nos
preste a navegarao e a industria. Quanto mais gene-
ralisarmos o commercio maores resaltados colher
o Brasil. Mas dizia eu que se esla companhia lem
continuado a fazer as snas viagens regulares, ape-
rar dos revezes que lem soffrido, offerece essa ga-
ranta de continuar melhormente recebendo esses
favores. Demas, senhores, os favores de que se
traa resnmem-sc nicamente n isto: isencao dos
direilos de ancoragem, e dos direilos de baldeacao.
porque os vapores desla companhia, como os da de
Soulhampton, Irazcm tambem, alm das mercado-
riasdeslinadas a este porte, outras que chegaodo aqui
passam ou sao baldeadas para o oulro vapor que as
leva ao Rio da Prala : pde-sc dizer que he a mes-
ma emharcaro que Iraz semelhanles mercadura,
porque aquella que as recebe para as levar ao Rio
da Prala he da mesma companhia ; assim, acho que
he de toda a jusliija permillir-se a baldeacao sem pa-
gar direilos.
Emfim, a i-amara fara o que entender ; ousei fa-
zer eslas reflexes, porque entendo que, quando se
trata de emprezas que arriscam ou empregam urna
porfo de capital, nao devemos demorar a decisao
de taes negocios, porque com essa demora os capi-
laes fogem e lomam oulro deslino ; e como eu de-
sejo que os capilaes que podem vir para o Rrasil
n.lo se dislraiam para a Australia e para oulros lu-
gares, emquauto estamos aqui discutindo pontos e
virgulas, hei de dar o meo voto ao projeclo.
O Sr. Dulra Rocha : Rasta que discutamos o
projeclo com conhecimento de causa, e nao os seus
pontos e virgulas.
O Sr. Paula Candido: O nobre deputado sa-
be que isto he urna metaphora. Emquanlo nos
pedimos informarles ao governo, emquanlo o go-
verno cmilte a sua opiniao, emquanlo vai isto a
commissao, e esla examine o negocio e aprsenle o
sea parecer, e emquanlo o tal tem de entrar em
discussao para ser approvado e reduzido a lei, os
capilaes que deviam vir para o Brasil tomam oulro
deslino e o prejuizo he nosso, quem soffre he o
paiz. Eis porque vote pelo projeclo e contra o re-
querimenlo de adiamenlo.
L-se, e sendo apoiado entra tambem em discus-
sao o seguinle additaroento ao requerimenlo :
Emenda ao requerimenlo do Sr. Lisboa Ser-
f*. Sem prejuizo da 2' discussao. U'ilkens de
Mallos, i
O Sr. Lisboa Serra : Sr."*presidente, nao era.
minlia inlencao oppr-mc a adopcao deste projeclo !
apenas quera esclarecer-me, e tanto que acabo de
apoiar a suhemenda que se apresenlou ao meu re-
querimenlo.
Nao aceite a discussao no terreno a que os nobres
depulados que lem impugnado o adiameulo qaerem
chama-l.i. Nao lhes cedo no desejo de estimular por
lodos os modos possiveis e razoaveis, nao s a vin-
da de capilaes para o nosso paiz, como a sua maior
e mais fcil circularan ; nao me opponho con-
cessao de favores, mas quero qu os concedamos
com juslica, e leudo consciencia do seu alcance.
Eu nao conlava com esla discussao hoje, nao li-
nha examinado bem quaes s.1o os favores que pelo
projeclo se pretende conceder a esta cumpanhia,
c pela expressao genrica em que esl elle concebi-
do nao os podia bem avallar ; desejava pois escla-
recimentos a respeito, queria saber hem o alcance
de taes favores, persuadido, como ainda eslou, de
que n3o depende dclles a realisacao da empreza.
Se fosse preciso proceder com alguma prccipilac,ao
para salvar grandes inlcresses compromellidos ou
para assegurar algum grande servido ao paiz, eu -vo-
lara pelo projeclo sem mais esclarecimentos ; roas,
pergunlo cu, he islo preciso, lie isto indispensavcl
companhia para continuar em seus trabalhos i lem o
carcter de urgente ? .
Se, como afirmou o nobre deputado que impilg-
nou o meu requerimenlo, tao tenues sao esses fa-
vores qne se vo conceder ,i companhia, nao ser
cortamente por falla dclles quo ella inlerromper
os seus trabalhos.
Mas eu linha anda oulra razao para desejar que o
negocio nao passam sem alsum came, e esla a razao
era de inlcrcsse geni. I o ha das dislribuido nes-
la cmara um memorial impresso, no qual urna ou-
lra companhia pretenden lo iguaes favores ofiereci?
serv icos mais ampios ao Estado ; refiro-me com-
panhia l.uso-Brasileira, que offerece em troco del-
|es passagem gratuita em seus vapores para certo
numero de passageiros de estado, o que he sem
duvida um grande servido sem dispendio algum
dos cofres publico*. (Apoiadoi.) Ora, cu nao sei
porque nao aceitaremos essas vanlagens 13o expon-
taneamente offerecidas, c gciieralsando-as a (odas as
companhias nao melhoraremos o syslcma de tees
concesses.
O Sr. Paula Sanios d um aparte.
O Sr. Lisboa Serra : Eu entendo que nos po-
demos ir todos os dias obtendo melhnrameulos por
essa competencia, at o ponte em que he islo lole-
ravel. Portante, j v o nobre deputado que isto
nao he contrariar o projeclo. Se se apresentar al-
gum oulro favor compativcl com as nossas circums-
tancias, eu nao negareio meu voto. Desejo pois que o
governo seja ouvido sobre a materia sem prejuizo da
discussao, porque elle nos dir em que sentido tem
sido concebidos os requerimentos das companhias,
quaes as vaiitauens, ou anles as facilidades de com-
muiiicaroes e transporto, que ellas nos lem exponla-
neamenle offerecido, para mais esclarecidos delihe-
rarmos sobre o objeclo da resolucao, pela qual entre-
tanto voto, porque quero que psse para a terceira
discussao.
O Sr. Lisboa Serra requer que se pecam ao go-
verno informaroes sobre a malcra do projeclo.
O Sr. Paula Santos combate o requerimenlo de
adiamenlo, o qualparcce-lhedesnecessario.
O Sr. Dulra Rocha sustente o adiamenlo, fallando
tambem depois o Sr. Paula Candido.
O Sr. U'ilkens de Mallos faz os egoinle aditamen-
to ao requerimenlo do Sr. Lisboa Serrasem pre-
juizo da %.* discussao.
O Sr. Ferraz :Sr. presidente, a emenda ode-
recida me collora em urna posirSo de nao poder
decidir-me sobre a 2.a rejeicao do adiamenlo pro-
posto ; visto que nao prejudica a discussao do pro-
jeclo ; mas ao mesmo lempo alguma cousa tenho
ouvido que demonstra a conveniencia de sobre elle
se fazerem algumas rcflcxes.
Os nobres depulados parecem esquecer o irrarde
principio da concurrencia ; parecem esquecer-se
dos bens qne sua applicacao acarreta. A compa-
nhia de Soulhampton, privilegiada como he, e na
posse de grandes favores concedidos pelos dous go-
vernos do Brasil e da Graa-Bretanha, muito precisa
do incentivo que produz a concurrencia. A que
Ihe faz a companhia de Liverpool j foi favoravel
ao seu servico e o ha de ser muito mais porque a
companhia de Soulhamplon nao tem sido como
o devia ser para a linha do Brasil tao favoravel co-
mo o he para outras linhas; os pciores vapores
dessa companhia sao empreados na linha da Ame-
rica Meridional ; c entretanto esla linha goza de
vanlagens que outras em iguaescircumstancias nao
tem, e qual a razao desla differenca '.'
Poder alguem demonstrar que a mesma razao
que ha para se concederem favores companhia de
Soulhampton nao milite a respeito das outras com-
panhias que possam com ella concorrer e fazer por
este facto com que tal linha seja miuto roelhoradaV
Cortamente que n3o ha razao pira s favorecer a
urna c[nao oulra.
Pergunlo ainda : estar o governo aulorisado pa-
ra conceder favores iguaes aos da cumpanhia de
Soulhampton s domis companhias independente
de aulorisacao do carpo legislativo'.' O thesouro tem
entendido que nao.
Entendo que se esses favores sao diminuios nada
mais fcil do que serem concedidos a todas e quaes-
quer linhas que eslabelecerem a concurrencia, por-
que ueste caso alcanzaremos ler bem feilo o que
feriamos mal feilo.
Eu nao sei, Sr. presidente, qual he a importancia
de sacrificios que possam caber companhia de Li-
verpool, isso depende da qualidade dos seus vapo-
res, mas o que posso afiancar cmara he que os
direilos de baldeacao que se exigem das mercaduras
destinadas ao Rio da Prala transtornam muilo o seo
servijo; concedeu-sc aos vapores de Soulhamplon
o direito de serem considerados arribados para que
os volumes destinados ao Rio da Prata. que passam
de um para oulro vapor, deixassem de ser despa-
chados por baldearlo ; o favor, portento, que se
concedeu a essa companhia, se he ulil c necessario,
deve tambem ser concedido a oulra qualquer, nao
se devo negar a una o que oulra se lem con-
cedido.
Eu, Sr. presidente, temo muilo os privilegios, c,
como j observei, a companhia de Soulhampton nao
anda muito bem, e aiitrla peior andar se nao se
eslabelecer a concurrencia.
Nao convir, senhores, apressarem-se mais as no-
ticias dos differentes ponlos da Europa ? Isso he
urna grande vantagem, e nao a devenios sacrificar
por causa de urna pequea renda que n3o leriamos
se acaso essas embarcaroes nflo procurassem nossos
porlos. (ApoiaJas.) As outras isencoes eu creio que
j foram salisfeilas pelo governo ; nao sei se o uo-
bre deputado pelo Maranhao tocou na isencao de
ancoragem nos differentes porlos onde tocam esses
vapores ; ora, isso nao he favor, e duro seria que de
oulro modo se procedesse....
O Sr. Lisboa Serra:Eu nao disse isso.
O Sr. Ferraz:Entao nao comprehendi o nobrc
deputado.
O Sr. lAsboa Serra da um aparte.
O Sr. Ferraz :Quanto a essa vantagem dos pas-
sageiros do estado que a companhia l.uso-Brasilei-
ra se offerece a levar at Pernambuco e de que
falla o uobre deputado, eu Ihe direi que he lima
vantagem que o governo p.le colher, mas para isso
baste dar-se urna aulorisacao ao governo para no
contrate que se liver de fazer se cslipulem essas
eoodir"-.
Entendo, senhores, que o Brasil deve tomar como
urna poca de prosperidade aquella em que se es-
tabeleceram essas linhas transatlnticas, de vapores
(apoiadot); essas emprezas nos farao muilo bem,
augmentante as nossa rendas de importarao (apoia-
do*), farao com que nos possamos ler gneros, nao
digo mais baratos, porm mais frescos e puros. Hoje
nos podemos apreciar a l'aeilidade com que os nossos
concidadaos se dirigcm a Europa com muilo pro-
veito para o Brasil, c portanlo fagamos com que
esses elementes de prosperidade se augmentem de
dia a dia ; se conseguidnos que a concurrencia se
cstabeleca, se virmos em nossos portes vapores por-
luguczes, inglezes, genovezes e francezes, muito
prazer devenios sentir e poderemos ter a certeza de
que esses servicos serao bem feitos. (Muito bem.
muito bem.)
Julga-se a materia do requerimenlo soflicicnlo-
mente discutida, e posta a votos, salva a sub-emen-
da, he reprovada; fica por conseguinte prejudicada
a sub-emenda.
Continua a discussao da materia principal.
Vozes:Votes, votes I
governo
Julga-se a materia tufficientemenle discutida, e
posta a votos he apprnvada.
Entra em discussao o artigo addilivo concedendo
us mesmos favores de que goza a companhia de Sou-
lhamplon companhial.uso-Brasileira.
O Sr. n'anderley:Enlregaram-me, e creio que
alguns depulados, um memorial di companhia
Luso-Brasileira, pelo qual se v que esla cumpanhia
offerece em troca dos favores que pede, passagem
gratuita a i passageiros do estado daqui at Pernam-
buco. Ora, se a companhia de seu molo proprio
se oflerece a prestar esse servico, poique nao o acei-
taremos ?
O Sr. Ferraz :He melhor autorisar o
para incluir esta condico no contrato.
O Sr. n'anderley :Bem ; nesle caso eu nao
tenho duvida alguma em velar pelo projeclo...
Um Sr. Deputado .-Basta que isso fique para a
3. discussao.
O Sr. n'anderley :Est bem. Fique registra-
da essa idea.
Julga-se a materia sufficienlemenle discutida, e
posta a votos he apprnvada. O projeclo he adopta-
do para a :). discussao.
Entra em 2. discussao o projeclo n. 115 desle an-
no, que aulorisa o governo a distribuir como indem-
nisarao das prezas das guerras da independencia e
do Rio da Prala pelos ofliciaes do corpo da armada
imperial ou seus herdeiros al a quanlia de......
1,109:9085972.
Differentes Srs. depulados podem a palavra.
O Sr. Ferraz : Sr. presidente, ha muitos annos
nesla casa eu pedi providencia a respeito da liquida-
C3o das prezas de qne Irata o projeclo em discusao,'
nunca se obteve a satisfarn do desejo daquelles que
comigo aspiravam o fim dessa liqui.lacao ; o anno
passadu apresenlou-se urna proposta do governo so-
bre essa materia, julguei que viessem casa os do-
cumentes non;.-arios qne comprovassem a juslica da
medida proposla, e quaes foram os eslarecimenlos
que vieram ? Um parecer do conselho de estado...
Um Sr. Deputado :E o requircmenlo das par-
tes.
(Ha mais oulro aparte.)
O Sr. Ferraz :Eu, Sr. presidente, tenho anda-
do com urna cntica, como se diz vulgarmente, airas
d'esses documentes, e nunca me foj possivel encon-
Ira-los, s menle agora pude descobrir o parecer do
conselho de estado as mos do relator da commis-
sao. Na secretaria nao exista, nem oulros quaes-
quer documentos.
V. Ex, Sr. presidente, sabe que eu sou membro
da commissao de fazeuda, c essa materia pcrlence
a esta colnmissao : entretanto, que a commissao de
marinha e guerra apresenlou o seu parecer sem que
a commissao de fazeuda fiscalisasse o que lhc com-
pete, nao medei disso porque os nobres depuladosque
compOcm essa commissao sao muilo consciencosos,
e essa commissao he bastante perspicaz para poder
discriminar um pedido juste de um pedido injusto;
mas se a coromissao hem atlendesse ao seu dever,
vera que nao se lhes appresentou urna demons-
traran em regra do entrado e do debito. Que nao
se pudesse appresentar em regra o debito do Esta-
do a esses ofliciaes, porque n3o se achava liquidado,
transeat, mas u3o se monslrar o que entrn para os
cofres pblicos...
Um Sr. Deputado:Vem no parecer do conta-
dor da marinha.
OSr. Ferraz:Mes onde elle E um parecer he
documento legitimo e competente, he urna demons-
trarlo extrahida convenientemente dos livros segun-
do as regras de e-cripluracao ? O contador de ma-
rinha podia dizer no seu parecer o que Ihe convi-
esse, mas a commissao por si devia fazer os estudos
precisos para ver so esse parecer do contador da
marinha he verdadeiro e esl em rolaran com os
documentes. Nem o conla onde marinha pode de-
clarar o que cnlrou em deposito e nem oque entrou
no thesouro publico ; a regra era proceder-se a um
exame dos livros respectivos, e desses extrahir nm
demonstralivo em forma, c somonte sobre esla base
he que a cmara pode dar nma boa decisao.
Senhores, tanto esse negocio he nm verdadeiro
novello, que o mesmo parecer da commissao revela
sua complicaco, porque a nobre commissao diz
que calcula-se a "somma resultautc das prezas da
guerra da independencia em f>00:00fts, conforme
a estimativa dos reclamantes { note-se bem !) e a das
gnerras do Rio da Prata em 590:9089972 !Diz-se
que parle deste quanlia ja se acha paga, entretanto
pede-se um crdito superior ao que deve, sem levar-
se em conta o que se pagou...
O Sr. Pereira da Silca :Salvas as dedueces
que forcm de juslica.
O Sr. Ferraz :Mas lato mesmo nao he rebaixar
a cmara, quando conhecendo que nao pode orear
em tanto, tendo-se de dcduzir a parle paga, d nm
crdito de 1,109 contos '.'
O Sr. Pereira da Silva :Aprsenla uus papis.
O Sr. Ferraz : Agora he que se apresentam
estes papis aqui...
Urna voz : Estavam na secretaria.
O Sr. irandet ley : S se foram agora ; l fui,
e nao os arhei.
O Sr. Ferraz : L nunca estiveram....
Peco acamara qae atienda ao seguinle : a pro-
posta he acoropanhada do requerimenlo dos iuleres-
sados, do parecer do conselho de estado, e nada
mais ; agora appareeem oulros papis, aparece ain-
da na paste da conrmisso o requerimenlo do chefe
de divisa o Ilaiden; disse-sc que eslas reclamac,5es,
resultantes das prezas por occasio da guerra da in-
dependencia, sao calculadas em 00 e tantos ronlos,
e em 590 da guerra do Rio da Prata ; que por con-
la de urna e oulra ja lem o governo pago differen-
les sommas que se devem deduzir da somma calcu-
lada. Ora, nao sei porque razao nao se fez logo esta
dedcelo....
Q Sr. Pereira da Silva: Nao se sabe ao certo.
O Sr. Ferraz : Puis nao se pode saber o valor
total das prezas ? Nao se pode saber a quanlia que j
foi paga ? Porque 1140 se da smenle o crdito da-
quillu que se deve paaar ?...
Urna voz : Nao se sabe ao certo.
O Sr. Ferraz : Se nao se sabe ao cerlo o que
se pagou a divida liquidada para que vamos dar
aulorisacao ? Quaes sao os arranjos previos' que fez
o governo, vista dos quaes devenios dar o crdito?
Se nao se pode fazer urna liquidaran, porque o go-
verno nao procede a estes arranjos, a esses contra-
tes, a essas convences para depois nos vir pedir,
vista de lodos estes trabalhos prepratenos, o crdi-
to preciso ? Havemos de estar aqui a votar em tudo
e por ludo como quer u governo;.' Havemos de es-
tar assim volando um crdito absotulo, sem base,
sem documente algum ?...
Urna voz : O nobre depulado nao leu os do-
cumentos.
O Sr. Ferraz: Tenho aqui a proposta da
commissao quo declara o que ha. Senhores, ou a
divida he certa, o vista da sua liquidaran deve-
mos dar os ron.plenles fundos, ou a divida he in-
cerla, e nesle caso deve preceder convencao entre
o governo e as partes, e .1 vista della pedir-se o cr-
dito respectivo; nunca se pede crdito sem base
senao sobreobjectos futuros cujas despezas certas se
ignora ; as despezas j feilas, que ja podem ser
liquidadas, porque nao o ato? Nao tem o governo os
metes neccisarios para proceder a esla liquidaran ?
Nao lem o pessoal suflicicnlc para isso ? Pois objeclo
de lauta importancia, que este ha tanto lempo de-
morado, nao podia ser liquidado para termos nma
base para o nosso vote ? Quando o governo nao te-
nha empregados para esla liquidaron nao pode no-
raear urna commissao, nao tem metes para isso ?
Alm do que acabo de referir ha algumas oulras
cousas em que a commissao tocou c que nao podem
ser objeclo do poder legislativo, que estao preveni-
das pelas nossas leis de fazenda. Manda-se pagar
ao marqiiczdo Maranhao o sold que se Ihe lirn
devendo do lempo em que servio no posto de 1. al-
m ira ule f mas qual he a quantia em que se orea esta
divida resultante do sold '.' Tambem esl por li-
quidar '!...
Urna voz : Esl liquidada.
O Sr. Ferraz : Entao porque nao vem este do-
cumente '.' Porque n3o se declaia aqui ? E, senho-
res, nos temos dado na lei do orraiuenlo passado
aulorisacao que foi prorogada na desle anno para se
pagar as dividas deexcrcicios lindos, o governo (em
credilosulricienle para isto ; como pois urna auto-
risarao para este fim ? Dcmais, sabemos se esta
divida esta prescripla '.'...
Urna voz : NSo esla prescripla.
O Sr. Ferraz : Nao se pode considerar pres-
cripla 110 exame que compete ao poder administra-
tivo ? Sem decisao alguma havemos de prorogar o
lempo da prescripcao, havemos de fazer urna dis-
pensa na lei sement a favor desse individuo ?....
Um Sr. Deputado d um aparte.
O Sr. Ferraz : A divida relativamente s pre-
zas n3o se podia considerar prescripla ; em lodo o
lempo esla prescripcao foi interrumpida por meio de
requerimenlos das parles dirigidos ao poder execuli.
vo e ao poder legislativo. O nobre deputado qae
me est dando continuados apartes nao ignora, que
deve preceder liquidaos do poder administrativo
para entao se votar o crdito ; us nio devemos sem
base decretar quantia alguma para este fim.....
O Sr. Silceira da Molla : Est liquidada.
O Si Ferraz : O nobre deputado est enga-
do, nao ha processo algum no thesoure a respeito
desla materia, nao otervieram as pessoas compelen-
tes, os liscacs ; como pois havemos de reconhecer li-
quidada esla divida 7 como havemos de reconhecer
que nao esl prescripla....
Urna voz ; Ha processo.
Oulra voz: Se ha processo aprsente docu-
mento. ,
O Sr. Ferraz : Se o governo suspenden o pa-
gamento sobre o requerimenlo da parle, devinm in-
servir os fiscacs da fazenda, devia haver o exame da
contadoria e decisao do thesouro, e sobre estes dados
pedirse entao o crdito. Ou eu sou muilo ignoran-
te do sj lema administrativo seguido no nosso paiz,
ou o governo quer ioteiramenle destruir ludo quan-
to lia de regras a este respeito ; anles quererei pas-
sar por ignorante nesta materia do que ver o gover-
uo do meo paiz proceder de um modo contrario a
lei, pedindo pagamento de urna divida que nao se
acha liquidada, nao se acha reconhecida pelo poder
competente....
Urna vo: : Ha a consulla do conselho de es-
tado.
O Sr. Ferraz O conselho de estado foi con-
sultado sobre a materia em gcral, nao ha decisao
alguma da competente autoridade, que he o thesou-
ro; sobre a divida de sold, nao ha documento, 1180
ha cousa alguma, e smeute ueste caso por meio de
recurso, que uao houvc, podia o conselho de estado
dar decisao...
l'ozes : Ha, ha. v
O Sr. Ferraz : Que he dos documentos ?....
O Sr. Minislro da Marinha d um aparte que
nao ouvimos.
O Sr. Ferraz : Islo he trabalho que perlence
ao thesouro, versa sobre dividas de exercicios lindos;
smenle depois da decisao do poder competente he
que pode vir o pedido do crdito...
Urna l'oz: He questao de formalidade.
O Sr. Ferraz : Nao, he de competencia do po-
der ; nao nos compete fazer a liquidacao : isto he in-
verter ludo ; a decisao do pagamento em materia de
de divida sidos nao perlence acamara dos Srs.depu-
lado, mas ao poder administrativo, ao tribunal do
thesouro.
Urna I oz -. Nao apoiado.
O Sr. Ferraz : Pois nos he que havemos de ii-
quidar ? O nobre depulado que he professor de di-
reilo administrativo pode-me dizer isto? Pero ao
uobre depulado que quando der lines a respeito
desta materia explique-se de modo que depois nao
desdiga o que esl dizendo agora...
O Sr. Silceira da Molla: O qn posso dizer he
que esl torturando o meu pensamento.
O Sr. Ferraz : Vamos outra parte, que he
relativa pensao. Foi appruvada esta pensao pelo
poder legislativo ?...
O Sr. Silceira da Molla : Nao havia poder ley
gislalivo nesse lempo.
O Sr. Ferraz :Pois tedas as pensos concedidas
ento nao foram depois approvadas por differentes
actos?...
OSr. Gomes Ribeiro : Apoiado; pode-seapre-
senlar aquellas que nao vieram ao poder legislativo
e nunca se execularam at hoje.
O Sr. Ferraz : Ha duvida se essa pensao foi
approvada ou nao ; entao como havemos sem inves-
tigar esse pouto mandar pagar essa pensao ? Eu
creio que ella nao foi approvada, porque quando o
corpo legislativo se reuni, esse individuo eslava fora
do paiz e havia queixas conlra elle ; mas conceda-
mos que a pensao Tai approvada, nesle caso existe
urna divida de exercicios lindos; esla divida foi li-
quidada ? Em quanto monta ella ? Quaes sao os
documento-em que se funda? Qoal lie a decisao do
poder competente ? Nao estar a divida prescripla?
Sena |interrompida a sua prescripcao? Segundo o
memorial que corre de lord Cochrane, elle mesmo
declara que nunca reclamou.e se nunca reclamou,
prescripla esl a divida. Nuuca reclamou, e islo
mesmo diz elle em um papel impresso que espalhou.
O Sr. Wanierley: Assim o declara em seu
memorial.
O Sr. Candido Borges : E ainda nab presteu
contas.
O Sr. Ferraz : Lembra bem o 'nobre deputa-
do, ainda nao prestou cocas ; e porque o governo
nao exige que elle as preste ?
O Sr. Candido Borget: Devia at metl-lo
em conselho de guerra por ser um desertor da ar-
mada.
O Sr. Ferraz : Pois, senhores, sem estar li-
quidada esta divida havemos paga-la, quando ainda
depeude de contase de exames ?
O Sr: Gomes Ribeiro :. Em verdade o negocio
he muito serio.
O Sr. Perraz : As contas, meus senhores, de-
vem preceder ao pedido do crdito, e nem pode ser
de oulra maneira sem infringirmos todos os eslvlos.
O Sr. Silr.eira da Molla :A liquidado he sim-
ples ; he computar o lempo que se deve e a impor-
tancia da pensao.
O Sr. Ferraz : Islo deve ser dito, nao pelo no-
bre deputado, mas por urna estc3o encarregada de
tomar as conlas.
O Sr. Silceira da Molla: Estao ah os docu-
mentos.
O Sr. Ferraz : Nao ha nenhum documento
aqui,senhores; que misterios sao estes?
O Sr. Minislro da Marinha : O negocio este
muito esclarecido, nao ha nelle myslerio algum.
O Sr. Ferraz : Aqui est o requerimenlo da
parle. (Le.)
A divida portante esl prescripla ; e eu nao sei
como a nobrc commissao da marinha e guerra sem
maior exame deu isto tudo por liquido.
O Sr. Gomes Ribeiro : Porque foi o ministro
que apresenlou este projeclo o anuo passado.
OSr. F. Octaciano : Foi o Sr. Zacaras que o
apresenlou.
O Sr. ferraz : Nao me importo com pessoas,
quero tratar do objeclo em si. Os requerimenlos
aqui estao : nelles nao se v decisao .alauma, apenas
ha um parecer do conselho de estado; mas este pa-
recer...
O Sr. Pereira da Silca: Nao ha um s, ha
muilos, al ha um do conselho de estado pleno.
O Sr. Ferraz : Perde-me, tudo isto lem mar-
chado irregularmcnle, devia preceder o exame da
eslaro competente que trata das dividas de exer-
cicios lindos, e depois enlflo ir em recurso ao conse-
lho de oslado. (Apoiados.) Nao ha paiz algum aon-
de se proponha'as cmaras a decrelar,ao de um cr-
dito para pagamento de dividas sem preceder liqui-
darao ou ajuste, sem preceder decisao do poder com-
petente, que be o poder administrativo.
Eu, senhores, tenho milita duvida a respeito des-
le negocio, e prtenlo desojara que fosse ouvida a
commissao a que perlenco. A commissao de fazen-
da, meus senhores, nao he urna commissao uominal;
lie a ella ou a de mranicnto qae incumbe a mate-
riacrditos,c naocommissao de marinha eguer-
ia ; esta commissao incompetentemente trana deste
objeclo.
O Sr. n'anderley : Apoiado ; ao menos entre
nos nunca foi commissao de crdito.
O Sr. Ferraz : Diz muilo bem o nobre depu-
tado; a commissao de marinha e guerra nunca foi
commissao de crdito ou de exame de contas, a
sua incumbencia he tratar de eslvlos e de legis-
laccs militares^ concedo aos nobros depulados
membros desla commissao toda a capacidade possivel
sobre esla materia ; mas a cmara tem dado acerca
della urna missao especial s suas commissoes de or-
canienlo c de fazenda.
O Sr> Pereira da SUca : Tem ido i commis-
sao de. marinha e guerra muilas rcclamaccs de di-J
vidas.
O Sr. Ferraz: Senhores, ea nio me importe
com o que se faz, e sim com o que se deve fazer ;
eslranho muilo que este crdito fosse commissao
de marinha c guerra, devendo ir commissao de
orcamcnlo, 011 i de fazenda.
O Sr. Pereira da Silva : O anno passado hou-
ve um pedido de crdito para o empreslimo a Mon-
tevideo, e remelleu-se commissao de diplomacia
em lugar de ir de fazenda.
OSr. Ferraz : Foi talve porque o nobre de-
putado perlencia a essa conlliisjSo.
O Sr. Pereira da Silva : Era um dos seus
membros.
O Sr. Ferraz : E este foi commissao de ma-
rinha e guerra, porque o nobre deputado faz parle
desla commissao.
O Sr. Pereira da silca : Queiie-ae da mesa,
qae entendea que era materia qae devia pertencer
commissao de marinha e guerra.
O Sr. Ferraz : Nio me queixo de ninguem ;
o que digo he que tenho muitas duvidas a respeitq
deste negocio. Recooheco a necessidade de urna me-
dida debaixo das convenientes bases; e mesmo se-
nhores, como he que hei de dar i nobre commis.-ao
de marinha e guerra una dictadura tao grande? En
quero ler todos estes papis, tenho mesmo o dever
de ex.unina-los paia nao volar cegamente.
O Sr. F. Ociaviano : Eolio as commissoes nao
servem de nada ?
O Sr. Ferraz : Querer o nobre deputado qae
andemos aqui more pecudum, que votemos crditos
e mais crditos sem exame algum? Senhores, eu te-
nho muito modo de taes crditos, de crditos conce-
didos alm da quantia em que importe a divida, co-
mo se reconhece. Islo he um escndalo, digo-o com
teda a terca de convierto.
(Cruzam-se algum apartes.)
O Sr. Janeen do Posso: E ha de ser appro-
vado.
O Sr. F. Octaciano : Se houvcr juslica deve
ser approvado. He preciso pagar a quem se dever.
O Sr. Ferraz : Paguc-se a quem se deve, mas
sement o que se dever. (Apoiados.)
Senhores, vou apresentar um requerimenlo de
adiamento para que esla materia seja considerada,
ou por urna commissao especial, ou pela commissao
de fazenda, 00 pela commissao de orramento; con-
fio muito na nobre commissao de orrimcolo.
O Sr. F. Ociaviano : He urna censura com-
missao de marinha e guerra.
O Sr. Ferraz : Nao he censura; assenlaram
que a commissao de fazenda nao era capaz de tratar
desla materia, como tambem a commissao de orca-
mento, que he alias composta de membros dedica-
dos ao ministerio.
(la differentes apartes.)
O Sr. Ferraz : Sr. presidente, cstou decidido
a fazer a maior opposicao a este projeclo, a oceupar,
quanto me for possivel, a atiene.! > da cmara im-
pugnando-o, para que nao baja lempo de ser ap-
provado, no caso de que se nao queira que sobre el-
le se'instilua um rigoroso exame. (Apoiados.)
Peco papel para escrever o meu requerimenlo.
Vai meta, he lido e enlra cm discussao o seguin-
le requerimenlo:
Requeiro o adiamento do projeclo att que a pri-
meira commissao do orramento, depois dos exames
que julgar convenientes, d o seu parecer sobre a
materia.
O Sr. Mendes : Parece-me, Sr. presidente, que
por mais vonladc que baja de que este projeclo pas-
se na presente sessao, nao se o conseguir, e porten-
to nio tenho receio de que o adiamenlo que vou
propor ao requerimenlo do nobre deputado pela mi
nha provincia seja considerado como prolelalorio.
O objeclo que nos occapa, alm de complicadissi-
mo, he importante, porque trala-se de nada menos
do que autorisar urna despeza de mais de mil con-
tos de ris; funda-se o pedido do governo em mui-
tos e variados documentos, que nao podem ter sido
examinados por nos, e que todnvia cumpre que nos
eiaminemoscom o maior cuidado.
Eslou, Sr. presidente, que a nobre commissao de
marinha e guerra razes mui valiosas levo para la-
vrar o parecer como se acha ; eslou convencido de
que ella compulsou lodos os documentos, e foi s-
menle vista dclles que se julgou habilitada para
autorisar o governo a dispe nter 1,190:0009 como
pagamento das prezas das guerras da independencia
e do Rio da Prala.
Mas islo n3o nos dispensa da ohriitarau em que es-
tamos de por nos mesmos esludarmos conveniente-
mente a materia, e couvencermo-nos vista dos do-
cumentos, da juslica dos aprezadores.
E como ser possivel, Sr. presidente, a cmara
dos depulados dar um voto consciencioso se cada um
de nos nao liver os documentos para compulsa-Ios no
gabinete? Como esluda-los aqui sendo elle tantos
que furmam o grande livro apresentado pela nobre
commissao ?
O Sr. Jansen do Paro : He tambem para que
o paiz Icnha conhecimento dessa materia.
O Sr. Mendes : Nao he o meu tim esse ; bste-
me a impressao para que melhor deliberemos: infe
lizmente o paiz ainda nao d teda a attenrao aos ac-
tos desta ordem; nem mesmo ser possivel esperar
que alm daquelles que tem um dever rigoroso co-
mo nos, estude tao enorme volume de documentos
como o que se aprsenla.
Certameute ordenaodo-sc a impressao nao se pode-
r tratar nesta sessao do projeclo...
O Sr. Gome* Pibeiro : Nao passa.
O Sr. Jansen do Paco : Se o Sr. visconde de
Paran quizer e viera esla casa elle passar. (Vivas
reclama^oes.)
O Sr. Augusto de Oliveira : Tambem nao di-
ga assim.
O Sr. Mendes : .....mas tambem sem a impres-
sao au poder passar nesle fim de sessao, tanto mais
quanto a casa, pelo que mostra, quer discutir lar-
gamente a materia.
O Sr. Gomes Ribeiro : Este bem servido, dei-
xe o Sr. minislro da marinha fallar e en lio ver.
(Reclamacoet.)
O Sr. Mendes : Eslou convencido que o gover-
no ha de deixar cmara toda a liberdade de dis-
cussao e deliberarlo sobre a materia... (Apoiados.)
Um Sr. Deputado : Sempre dcixou.
O Sr. Mendes : .... e que nao far delle urna
questao de confianca (>n nao confianea. O ministerio
nao pode ganhar em que o corpo legislativo Ihe d
urna seroelhanlc aulorisacao sem conhecimenlo pre-
ciso, profundo e consciencioso de tudo quanto tem
occorrido sobre esla materia. As adlie-rs que um
ministerio moralisado pode tmente desejar sao as
conscienciusas (apdiados); e como o ministerio he
moralisado (niuiten apoiados), ha de querer urna
discussao larga, previamente preparada com o co-
nhecimenlo de todos os documentos, para o que tor-
na-se indispensavel a sua impressao.
Vai mesa o seguinle addilivo:
Imprimindo-se entretanto os documentos em
que se funda o projeclo, para serem distribuidos pe-
los membros da cmara anles da segunda discussao.
Fica a discussao adiada pela hora.
Levanla-se a sessao s 2 horas e tres quarlos da
tarde.
baha.
Eis comooSr. Dr. chefede polica narra ao Exm.
presidente da provincia os acconlecimenlos da noile
de 23 do correte no theatro de S. Joao.
Cumpre-me levar ao conhecimento de V. Exc. o
que occorrea no Iheatro de S. Joao, em a noile de
23 do crrente, quando pela primeira vez funrcio-
nava a cumpanhia lyrica. Tcndo sido renovado o
mesmo iheatro, pinlaram dous pannos, e contra
aquello -ni que reprecnlava-se o desembarque do
primeiro governador Thom de Souza, comerou a
desenvolver-se, em pequeo circulo, um espirite de
prevcno.lo, lachando-ocle ollensiv o s susceptibilida-
des nacionaes.
Escusado he fazer senlir a iujustira desemelhanle
opiniao : actualmente nao pode entrar em caliera
pensante, que baja quem deseje volver aos lempos
coloniaes,e muilo menos que escolha pannos de thea-
tros para demonstrarles de qualquer natureza que
sejam. E s por um puro capricho, por algum des-
peilo, ou qualquer oulro motivo ocrullo, he que se-
melhnntc intriga foi plantada, a qual porm, seja
dito em honra da popularan desla capitel, nao leve
a importancia o desenvolv mente que Ihequeriam
dar.
A's 7 e 'j horas da noile, na forma do regula-
menlo, qaandoj oceupados quasi lodos os camaro-
tes das diversas ordeus, nbrio-so a entrada das pla-
teas sera! c uperiar. Reinon a maior ordem possi-
vel, cnenhuma manifestarao menos agradavel ap-
pareceu, estando alias patente o panno, objeclo das
infundadas preoecuparoes. Snlo completa satisfarn
accrescentando, qae lornou-se assas louvavel o pro-
cedimenlo dos espectadores pela maneira respeilosa
e declarada com que se houvcram anles c curante
a ropre-cntaro.
Terminada esta, quando come ravam a retirar-se
os espectadores, appareceu um voz imprudente,qoe
por ninguem foi acompavihada. Porm da parte de
lora do theatro, estando j a platea quasi vasia, al-
guns turbulentos, em numero muito limitado, le-
vanlaram gritos de abaixo o panno e oulros, acom-
panhando-os com pedradas para o lado em que esla-
va posta a guarda da polica, dirigindo igualmente
algumas para o sali onde estavam multas familias,
que ainda nao tinham sabido !
Pela natureza da aceno, pode V. Exc. julgar da
qualidade da gente que a pralicou Em vista de
tao revoltanle proceder, o digno commandanle do
corpo de polica mandou por algans soldados ilisiul-
ver os grupos donde parliram as pedr, e tudo ees-
sou restabeleeendo-se o soreg, sendo igualmente ef-
fecluda a captura de um alfares reformado por no-
,ir L"..! i". utroSl <"ndo-se Porem algn* por
mMu1?^ circnolsl*n<: < i-ararn aim de
Ki. **qna ,odo, f0 ... nJPi 1v"leneiaJ '""-'as na occailo. Feliz-
KLUSS!' deP|nw- :a accaoimroediala
da autoridade evilou conO.cto, renrimin -.irin dn
turbulencia, e preste,, a devidaTotec",^mSha-
daos pacficos, e famas qe haWam conrnrridn
sendo digna de louvor a ^w{37JToZZ^\
ofliciaes e pracas qae coropanha a j referida
He o qne se me offerece levar ao conhecimento de
V. tsxc.
Dos guarde V. Eic. Secretaria da oolirn '>".
de selembro de 1854Illm. Exm. Sr. |), j'
Mauricio W auderley, preajdenle da provincia__in.
nocencio Marques de Arauio GOer.
(Jornal da Baha.)
PEHXAMBim
COMARCA DE \AZARKTil
4 do outabro.
0 fado mais nolavel que ha muilo temos lido, foi
urna briga entre duas familia vizinhas, na qual lo-
maram parte todo os individuos das mesmas, detde
o menino alea velha caduca, e s se separaran!de-
pois de bem dilaceradas, ficaudo alguns em perigo
de morte. Teve isso logar na tarde do primeiro
deste mez, e a um quarto de legua dela eidade. i^-
norando-se os motivos. Releva tambem dizer que
oschefesdas duas familias beligerantes nio estavam
preseules, sendo que por isso nenhuma parle tive-
ram em semelhante desordem.
Os desordeiros da povoacaode Goianninha eonti-
nuam a zombar das diligencias da polica, o qae Ihe
ne muilo racil pela posco geographica daqoella
povoacao o pela conivencia de alguns, qae moram
o longo das estradas, e os v3o avisar, apenas move-
se a torca, dando assim lugar a, qne esla jamis os
encontr. Felizmente porm para a causa da joslica,
lemos a certeza deque grandes propreteros daquel-
les contornos, como seja o commandante snperior
Jo3o Joaquim da Cunha Reg e oulros, estao n fir-
me disposicao de prster a mais decidida coadjova-
cao terca publica, edeajuda-la em suas operaedes,
alim de que cesse de urna vez a influencia maligna
dos desordeiros queaimacam a seguranca individual
ede propriedade. Honra e louvor a estes dignos
propietarios que se nao deixam possuir desse indif-
erentismo pelos crimes, o qual vai gratsando como
una peste ; pelo contrario, fazendo o sacrificio (ei-
emplo digno de ser imitado por lodos qoanlos dese-
jam conquistar os foros de (tomen* civllisad, e a-
manies do paiz!) de seus rcsentmenloi para eom
alauns agentes de polica, tratam de dar-lhet forra
em ordem a debellar o.crime.
Ocapitao Camisanpara all marchoa, ha alean*
da, e conste que tambem o alteres Azevedo, com-
mandante do destacamento de Timbauba; esohe
dado avaliar alguma cousa pelos precedentes, pare-
ce-nos que estes ofllciae*, por sua pralica, pelo co-
nhecimento queja leem dos logares e das pessoas,
e sobre ludo, pelo muito que sao estimados da par-
te aa da populacao, b*m servico hao de prestar.
1 Ion lem vaaou por aqui a noticia de que o primei-
ro dos dous officiaes ia, por ordena da presidencia,
estacionar em Goianna, e foi islo causa demande
-entntenlo entre todos os que sabem apreciar os seus
mritos pessoaes; e bem assim os sacrificios que lem
feilo, e esta sempre promplo a fazer, para a conti-
nuacao da paz de que hoje gozamos; sendo qae por
isso quer-uos parecer qae o Exm. Sr. presidente da '
provincia tal uao far, sem grande urgencia ; mas
como quer que seja, ao Sr. Camisao cabe a glori
de levar a benevolencia de todos qae leem a cons-
ciencia do justo e do honesto.
O proprielario do engenho Raliilonia mandos, tal-
vez por curioMdadc, fazer urna vistoria'na destrneJo
de suas cannas, cppr curiosidade timbero lli'otrans-
millimos: foi a deslruicao avahada emloOpUesde
assucar, bagatellal Conlam que aiodt em um destes
das se dirigir para all em grupo de vinte e Untos,
militarmente formados, e puxados por ora qae f*-
zia vezes de corneta, cujos toques imilava com a
bocea!
Mande-me dizer se j foi revoaado o artigo 120 do
nosso cdigo do processo, ou senao, se estera era vi- *
gor a parte quinte do artigo 135 do cdigo penal;
pois ouc.o dizer queja se pede 2J porum passaporle,
recebendo-se 1 por favor .'
A salubrdade publica nada oDerece de nolavel.
O vero continua fresco. X.
______ (Carla particular.)
COMARCADO CABO
1. do omiabro.
IPOJUCA.
Se o grande numero de peridicos que circulam
por lodo o imperio, he urna pro va, fomo dizcm os
jornalista*, do grao de civili do, certo de que temos quasi, quasi srimpado o mais
alio do pregresso, a menos, que ciernis saosue fro,
ou nao lanto prevenido, se nao diga, qoe nao he na
quantidade, mas na qualidade dos peridicos que es-
la o nosso augmente civiltador. Fizeram-me pre-
sente um nao pequeo numer dos peridicos mais
condecidos, o decididamente me proponho a dar so-
bre cites o meu juizo, que nao tem validade ante o
foro publico, bem sei, mas qne lem um peso, qae s
eu sei c donlro do meu mondo interior, e isto por-
que o que eu disser hedesQJdo da lisonja, ou do de-
sejo de oflender. N.lo sei, tofare bem, mas o que
quer que Ihe faca, se nao tai hoje como hei de prio-
ciptar a prsenle ? Alm objeclo tirar-me da coli-
s.1o em que me acho, paroee-me til o breve conheci-
mento que a Vine, vou dar. e aos meus leitnres des-
ses peridicos, e diaraip**k
Principiarei por casa, quero dizer, pelo sea Dia-
rio:
He elle ao men ver o nosso Times ; nao recosa
escripto alsunt debaiio de ce.-las condices, e o
cxemplo est em minhas missivas; a sua redaccio
he Ilustradac imparcial. Tem bem bons anno de
bons servicos.
O Jornal do Commerciod corle segu o sea Dia-
rio, e nem assim deixa de ser um jornal de muita
importancia e noticador, de muilo criterio.
A UniSo he um peridico poltico ; he escripto
em estylo castice, com muita habllidade e tino.
O Liberal Pernambucano he um peridico da op-
poscao, que na ordem desses peridicos tem um lu-
gar dislincte, assim nao fosse algumas vezes exage-
rado.
O Velho Brasil da corle tem sido em quasi todas
as pocas um peridico de muilo apreco, e conside-
rado al mesmo por seus adversarios polticos. Di-
zem em seu desabono muilas cousas, mu nem tudo,
que se diz he verdide.
O Rrpublico do Sr. Eorges he escripto ao menos no
papel, com muila consciencia em suas conviertes.
Tem o mrito da franqueza, mas he extremamente
ousado, porque nem todas as verdades se dizm.
O Mercantil e o Correio Mercantil da corte so
dous irmaos, cujp papel em suas relceles : sao cscrip-
ios com intelligencia.
A SacOo he da opposteao, mas o que diz he em
bom porluguez, discute com prudencia.
O Echo Pernambucano tambero he, segandodiiem,
da opposicao : dansa conforme Ihe tocam.
O Progresso do Maranhao et tambem em oppo-
icao actualidade: se he verdade o que se diz tem
razao, mas podia deixar do escrever com tanta viru-
lencia.
O Argos Pdrahibano tem o mrito da constancia :
os seus arligos de fundo nao sAo destituidos de habl-
lidade e muita sagacidade.
O Tempo de Macei he contrario a poltica domi-
nante, e diz que tudo vai mal pelo qae mostra,
sempre escreve...
A Verdade da Baha este' com o governo : sera
um bello peridico, se nao eslivesse em eu direito,
islo he, se nao respondesse aos seus antagonistas ;
perde a poesa no campo das represalias: a" sua lin-
guacuem he ardenle.
O (rilo Nacional da corle he um peridica bem
bonito 1 Tem por emblema, brazAo, ou pintura, um
indgena esmagandouro hydra, com urna estandarte,
onde se l 0 Grito Nacional : do lado diretu
o PSo de Assucar ; mais um vapor entrando, mais o
mar (esl visto) e por cima em grande lyposDos
e a llumanidado.
O Guayruru' da Baha he um peridico aseelico ;
se quem o escrevesse fosse padre diva para nm bom
preeador de quaresma.
0 Ypiranga de S. Paolo esl caneado, mas a sua
panna ainda nao esgotou sua erudiccto. He polilico,
e assim um pouco visionario.
A Patria de Niclerohy diz que he republi-
cana.
O Oeirensede Piaohy l,e,bensa-o Dos, um peri-
dico bem creadu I
O Genio do Brasil he um verdadeiro epigrtmma
ndole dos nacionaes. Nflo he um peridico, onde
se deve discutir com hoiiestidade os nossos negocios,
onde se deve censurar os actos do governo ; he urna
oflicina, onde quem quer pode dizer ogue mais de
ultrajante ha a Ihe alguns artigo* desse peridico porque iria ofleu-
der a moral publica.... cusa a crcr !
O Marcos-Mandinga,e o Bradodo Povos. Baha
correra parelhas com o Perrquilo e Matraca. Faz
somno, causa asco, d verligens, e faz corar a urna
estatua... dizem, que nao gustam do Portogue-
ze*.
Ve, pois, Vmc. que fui o mais joste possivel na
rezenha que fiz dos peridicos supraciladng.efiz me-
mo, crea, om esforco para nflodar-lhes as cores, que
aleuem mais desabusado dara. E, Vmc. ha de ver
nma cousa, o afn com que os enhorca periodiquei-
ros qtierem nos fazer persuadir no que tao conseieu-
ciosamenle escrevem.
Os conservadores on os lwmeus da actualidade,
veem-se em apuros, quando a* vezes interpellados
pelos jornaes da npposir,ao sobre abusos de funecio-
narios pblicos, e para se desrarlarem de laes vexa-
me ippellam para opuvo. fazendo-o a marlelio per-
suadirque lodos os funcriiinarios decu credo sflo
mis anlnho*,e para islo imprensa me fetil. Os op-
posicionslas locados pela maior parte da hydropho-
biapolilica, por ^eremseus adversarios repimpados
gustosos cm derredor da lana mesa do banqueta pa-
blico-offlcial, gozando das erara* e ventura do he-
zerro de ouro, lancam-se de corpo e alma impren-
ta, ezas, toca para'diaute,sai oque sabir, com tan-
to que se escreva. Os republicanos na pono cega-
mente do suas utopias 011 sonhos dourado*, vo por
ah alm na imprens, impatlnando-nos con. auas
monomanas, ecom carta branca para dizerrm oqut '
lites paree at ao primeiro magistrado da naro.
Alm dessas tres sorles de vtemtico polticos, ha
V-
-\*
\
*
,
/
0'


DIARIO. DE PERMMBUCO, SBADO 7 O OUTUBRO DE 1854.
V
V

os calculistas ou perseguidores dos adoptivos. Es-
tes eslo, e deixam de estar <;m qualquer poltica lo-
go que baja calculo. E poder-se-ha c'iegar um
perfeito grao de civilisa^Ao cora taes abuse* d aiin-
prensi. lie o que duvido.
J tundo ouvido dzerque as revoliicGes abrem
as portas ao progresso civilisador. Nao sei se sera
urna hernia social, mas eu ilirei, que se assim for,
se serio aquellas revolucoes que principian) a cor-
lar os abusos de tai) augusto sacerdocio.
O gavera, seja elle qual for, ve-se muiia vez coac-
to, quando quer providenciar a respeilo de cerlos
Tactos denunciados pelos- jornaes da opposicAo, por-
que sucede que he preciso muilo sanguo fro, es-
lar-se muilo preveuido para se lerom calma calma
umaaccu*.lr,ao ou elogio.
Homens reconhecidos perniciosos em todos os
sentidos di sociedad?, lero sido no sentir de cerlos
jornaes honradsimos cales, ao pa*so que, outros
que nSn sao cales, mas que sao hnment de bem sao
arranados ao mais intimo da humilbacao como jni-
quos t perigozos!
Ao que me parece ludo isl> nasse da muita cons-
ciencia com que se cscreve |>ara o publico.
Nao liaver urna lei, que nos faca mais acreditados
a tal respeilo!...
Ora sou bem papalvo.'
Que inleresse poilcrao tomar pelo que hei dito es-
se* joraaUsUs, que campeara no mundo poltico'?
Tal vez que muilos logo que leiam estas minhas re-
flexOes passem a encofrar com muilo cuidado dos
ladrees a grati/icacio mercenaria.
Talvez que muilos logo que leiam estas minhas
reflexeo tralem de tragar era tiras de papel a vida
intima da casada, da solteira, e da viuva, porque os
inlcressesde sua poltica assim exigem.
Nada mais fcil liojo de ultrajar-se a qualquer in-
dividuo, assim exija a poltica.
Nem poristo consinto, que se diga, que nao ha
em um grande numero de jornalislas muila probi-
bade, cooscieocia e ncorruplibilidade.
Feliimente Vmc. e lodos nos condenemos quaes
sito os idolatras da estupidez e venalidade.
Felizmente em Pernambuco j vai havendo ho-
nestidad* em escrever-se. Eu nao sou poltico e
menos tenho escripto para poltica (ao menos que
uao me leinbre; mas digo a \ nm. que se livestc tal,
ou qual geiiiuho para tagarclista de jornaes agra-
dara a bem poucos, porque en seria muilo leal, dis-
cutira com franqueza e,saberia respeitar as mazel-
las dos outros para nao beliscarem as minhas. Mas
quem sabe?
I'oderia bem ser, quo meu estado de lio incas fol-
ie tal que me pozesse. (anda que com acanbamen-
to) na continencia de cambiar minha conscieocin.
Nada, deixemo-nos de agouros: lingiia he castigo
da.... bochecha.
Convem quo cu trate de outros objecto, e vamos
conciliar (misturar; esses peridicos que os tiuha
por suas calhegorias arrumados.....
No da 20 do prximo passado delou a moer
engenho Guerra; o Sr. Cantillo Pires convidou al-
guna amigos a inaugurara de sen vapor. Urna pes-
soa sizuda inforrqa-me de lodos os proracnores des-
se da, que passo'a nnticiar-lho.
As 10 e J horas houve mista naropclla, a qual
assislirum os .amigos do Sr. Cimillo e sua familia,
nao contando quasi lodos seus moradores e visi-
nhos; depoisda qual foi a iraager do Senhor con-
duzida processionalmente pelo eapeltao a um altar
porttil decentemente prepralo na casa da machi-
na. Depois das espor encas do vapor o Sr. fre
l.oyolla benzeu a machina, cfisa de caldeira, etc.,
linda a qual foi-lhe ministrad i urna canna, que elle
fez passar uos cylindros, e cortnuou a muagem.qne
a principio nlo seudo salisf tetara hoja preenche
completamente os desejos do Sr. Camillo. A machi-
na tem-se desenvolvido com rapidez incrivel segun-
do urna carta que d'alli recebi, e 8 carros a chega-
rera cannas nao dao vencimento. Cada carro d 7
ca ruin tos, o que faz consumir 56 carros por larefa,
fazendo 32 a 33 pJet, isto porra havendo boa gra-
duado uo calor. Cada tempera, d 3, 3,'i pies, e
logo que te d maior graduacio ao calor a tempera
offerece 4V a 5 pan. O carvao do podra tem pro-
vado o melhor possivel, e lem-se gasto muilo pouco,
em relacjo a caldeira, que sordo de 28 palmos de
extennao consom menos de 2 arrobas de carvao ca-
da hora de serr traballio, islo >o, ', tonelada por
larefa.
Achava-se prsenle o Sr. D. W. Bowmsn a quem
(o consignada a machina, a os seui clculos do pri-
mero da sahiram exaclissiraos. O vapor lie da al-
ta pressao de torca de 4 cavallos. A casa de cal-
deira he a maior qne dii-se hiver na provincia, he
para 800 paes. Est bastante acera la, o assenla-
mentoesl completo e trabalha excellcnlemente.
Dizem-me qne le despender em todo o engenho
para cima de 12 con los iteris; quando ha urna espe-
ranza de melhora nao deve liaver scnlimenlo de se
gastar. Agora consla-me que o Sr. Camillo vai fun-
dar urna uutra destiMacao por traz da casa da cal-
deira para approveilar as cacharas, lavigen, etc..
medida econmica, afim de que lenha pela moagern
a fonle donde emane o numerario pura o carvao.
Desojo cordialmenle que os esforcos do Srv Ca-
millo sejam coroados com felices resultados.
Nao sabe Vmc. que so me queriam bem agora
uilo mais? Pois he fado. Descobri em cerio ca-
*
f
7

-

uhenho a origem genealogici da familia Acrioli!
Como conllevo bem dc-perto um membro desta fa-
milia por demais corso de seus hrazes quero-Iba fa-
.ci mimadas lindas infra, notando queso ilevem
ler orgulhorli; suj noliie raja os Aceiolls, quo nao
forem capanga, porque com esses nio (alto. Eu
poda encarecer bem islo, vender caro o meu pcxi-
nho, fazer-me bem rogadinbo, masn.io quero. Que-
ro ver agora, se ainda ha quem duvide qae o Sr.
Joao de Barro< est incluido ou nao na nobiliarchia
das familias nobilissimas. Aleauo.ido esto triumpho
asseveroa Vmc. que nao ha de haver mais individuo
algum queponhaem duvidaqueo Sr. Barros Ac-
ciol perlenca a urna familia assas nnbre por seus
ttulos, seus servicos. sua illostracjo e influencia, e
que tem urna legitima ramifctra com as raras mais
nobres de nosso paiz.
Esta familia tem por escudo de armas, segundo
Purificarlo, um LeAo rompen te de purpura em cam-
po de prala com urna flor de liz vcrmelha na mo
dircita, e urna orla no escudo da mesma cor, com
.i cusidlos de prala; e por (ymhreo Leo das armas
com a flor dr lit lambem de prala na caliera. Al-
gunt escriplores e com elles Mauoel Severm do En-
ra, rleclaram que esta familia he Florentina e que
passando a Portugal povoara a Ilha da Madeira,
donde se retiraram para diversos lugares, e para
conquistas, onde principalmente em Pernambuco,
(loresce Ilustremente, sendo Simio decioli o tronco
de que se deduzem todas as lindas. Esto familia
como dizemos mais abalsados escriplores geneal-
gico!, he florentina, e foi condecida pela familia Ac-
cinjoli. Em 1161ji era, condecida porque entao vi-
via Guigiliarallo Aeclacoli, o primeiro que leve
este appellido. Possuio a mesma Camliu como so-
berao! (o Sr. Barros he de estirpe real!) as antigs,
e famosas cidades de Alhenas, e Corintho, e lum da-
rlo homens verdaderamente dignos de immorlalida-
de. No principio do seculo XV um Ilustre filbo
dcsta familia por nome Retjnero Accioli baleu os
Aragonezes de Athciias, e se fez coroar seu duque
e soberano, como lambem de Corintho, e de urna
grande parle da Beocia, e por nao ler f.lhos legti-
mos deixou Alhenas repblica de Veneza, Corin-
tho a Theodoro Palelogo, filho do imperador do
Oriente Manoel Palelogo, e Bcscia com Tdebas a
seu tildo natural Antonio Accioli. Angelo Accioli,
Cardeal de S. Lourenco in Dmaso, e arcebispo de
sua patria Florenca, foi 13o famozo no mundo pela
sua capada como pela sua penna.' Oulro cardeal Ni-
colao Accioli, que leve votos para a cadeira ponlili-
cia, foi deio do sagrado collegio dos Cardeaes-, e em
todos os empregos que servio, que Turara muilos deu
provas as mais decisivas de suas virtudes e dos seus
talentos. /
Houve oro oulro Nicolao Accioli, que se fez cele-
bre pelas armas, o qual foi escollado por Roberto,
re de aples, para general de suas armas e compa-
ndeiro de seu neto Luz de Trenlo na pacificacao da
Murea, onde fez tantos e lao importantes servicos,
que eui recompensa dellcslhe foi dada em proprie-
dade urna grande comarca na Achaia, e por ultimo
condecoradu grao senescal do reino de aples. O
papa Ionooencio VI o elegeu lambem seu teera!
contra o famoso Uarnabo Vbconti, c o nosso Accioli
oliruu e pelejou com lamanliu acert que expellio a
Visconti do ducado de Bolonha, do Forli, de Facn-
sa, e oulras cidades, e foi em premio de suas bu-
llanles acroes nomeado goveruador da Bolonha e
Komauia. Tambem he memoravel na historia o
grande Zeaobio Accioli, religioso dominico e biblio-
Ihecario do Vaticano pela versjo latina de algumas
obras de Euzebio, TheodorC'to, S. Justino, e outros
escriplores cuja intelligencia facllilou' a todos os lit-
leratos.
V pois Vmc, que den a familia Accioli i re-
publica das lettras|varoes esclarecidos, e famosos,
entre os quacs merece ser nomeado ainda Donato
Accioli. que se distingui tonto no servjode sua
patria Florenca, que esta cidade, depois que elle
iiinrrcu, maudou alimentar suas fllhas a cusa da
bolsa publica, fazeudo-se o inesmo Dnalo muilo ce-
lebre pela publicarlo de varias obras de lilleratu-
ra, que lirmaram no mundo a replalo de sua sa-
bedoria.
Se eu livesse a gloria de perlencer a urna familia
Uto Ilustre, faria quanto em mimcoubesse para nun-
ca deslustrar um nome gando cuiu tauta honra.
Faria quinto em mira couliessc para guardar fiel-
mente Uo sagrado ileposilo...
l.ira quanto em mim coubcue para nao ultrajar
as cinzas dos meusantepassalos I
Alera dessa fornida ha una oulra a ella alliada,
por cousanguinidade.
Diz Lum : a Alm da casa dos Acciolis de Per-
nambuco, e de outras (urna das quaes j declare!
quando tratando desta fregcezia do S. Marinha de
Acruzeloexpliquei o n. 27 ue sen mappa, onde se
v a casa de Joflo Luiz Salgado Accioli de Vascon-
rellos) ilirei agora, que m Castello-Branco, i villa
arries famosa, e boje cirlade episcopal, na provincia
da Beira, ha urna casa desta familia, que possuio
Diego Chrislovao da Fonsecn Accioli, Ilustre caval-
lerodaqnelli trra, filho de JoSo di FonsecaCouli-
ndo.cavallerro na ordem de Clirito,e de suainulder
o prima I). Genebra Joanna Accioli, filha de Uiogo da
Fonsera Accioli. rapil o-morde Castello-Branco. e
de sua moldar D. Francisca de S^iulc-niaior, neto o
dito Diogo Cliristovflo da For.seca Accioli de Alvaro
da Fiuiseca Couliulto, condr 1-mor da comarca, de
Porto Alegre, e dsua malher D. Marn da Fonsc-
ta Jirore, que era fillia de Luiz Pereira da Fonse-
ca, natural da villa de branles. Casou o dito Diogo
da Fanicca Accioli com D. Maria Isabel Juiarte de
Sooa, da cidade do Port Alegre, ulna de Antonio
Jalarte de Campos, e de mu mulber l>. Ignez de
Souza, uoe ra neta de Diogo de Souza lavares, ca-
pilao-mor da villa de Kslrenoz : e alm de Jos da
\ .
Fonseca Accioli, que vivia em Porto Alegre no anno
de 1776, leve o dito Diogo Chrislovao ao Dr. Jos
Carlos da Fonseca Accioli. que naquelle inesmo an-
no se achava servindu no lugar dejuiz de fora de
villa de Monlemor, o novo.
Basta. Parece-me que tenho dito quantum satis
para encher as bechechas deste seu criarlo, que m
dos maiores defeilos, quo lem, o que j se Ihe tem
torna lo em monomanas he ser prente muilo prxi-
mo de todo genero humano com tanto jque tenha es-
teCavalcanli, Kego, Barros, Hollanda, Maranho,
Alvaro. Albuquerque, Salgado, Lcha, Accioli,
Leao, Wanderley, l.ae.erda, Bezerra, Brrelo, e ou-
tros nomescoja sigaificacSo basta para me dar carta
cm branco par ser prenle de todos os nobres nas-
cidos, e por nascerem, e ao entonto n3o (eaho um
prente /'dalgo que me proteja, que me d impor-
tancia, que rae empreste riinlieiro ; cmfim.qne quei-
ra S|Rr lleu Paren,e. jorque son um misero pobre e
lao E com outra Braja, que s me tenho adiado
com os pobres e pises como cu.... mas oh demo !
que eu nao me'chamo Accioli; islo be erara mi-
nha, porque se sou pobre, nao sou Accioli, ie sou
rico Accioli nao sou porque quando adesgrara im-
penetra etc., e quando torna impenetrar etc.* tal,
e he bem verdade este pensamcnlo da fosinha do
Muquim, porque gasla-seo lempo folhaendo os gran-
des volumes da nobiliarchia, e por frn quando se
tenia algum favorzinho de um prente fidalgo (ca-
se sem doce o sem posto.
No da 18 do p. p., Joo Antonio de Oliveira, as-
sassinou era Ierras da" Ilha do Alvo, ou liba Grande,
a Constantino de tal, com urna forte bordoada no
estomago, do que resiillnu n morle instantnea des-
le. Foi em continente preso, e ncha-se proressado
pelo subdelegado respectivo. Anda nao temos se-
gurara-a individual ; anda nos acharaos a mcrc do
punhal homicida, e nao sabernos quando viviremos
dcsassombrados. A experiencia nos tem apontado os
destacamentos de polica ou de buha, como correc-
tivos mais promptos a fazerern, pelo menosdiminuir
o numero das victimas, mas de que serve urna lal
evidencia, ie emlpnjucae mais em atounslugares,
onde nao he caramida a vida do cdadao, nao ha se
quer urna fardioha municipal ou re linda ? C no
meu humilde pensar na fluencia de laes recursos, a
guarda nacional deveria destacar, para que podesse
o servco da polica ser feilo com mais promptidao,
e haver nell.i mais couflanra.
Estaraos na quadra d i- i\nm >r.i 1 i,la los o corrup-
c5es, e oao he sem fundamento que Ihe digo isto.
lia lempos para c, que o expediente da polica,
dizem versar so, e unicamenlesobro raptos de mocas c
alguns saiir.cionados por alguem, cujo nome deveria
ser urna egide a honra de mocasdesvalidns, cuja pro-
lecco Ihes deveria por a abrigo das scdiicoes de ho-
mens, cuja ocosdaile, e cocmupiscencia os fazcm
lobos vorazes da honra alheia. A pobreza, senho-
res, nao d direilo a que a ultrajis tilo vilmente :
vossoouro deve ser applicadn a fins nobres, que vos
honre, que vos d nomo, qne afnal vos torne ere-
dores da estima publica. Guia moca desvallida, que
vive honestamente em casa de seus pas, cuja vida he
irreprebensivel, hedigua de tanta considerarlo como
a mais nobre lidalga ; a honra he a mesma, e nao he
a c niao publirn urna pobre rapariga de bous coslumcs.
Eu nao creio, quo quera lora honra lre-a de
oulrem.
A polica devo intervir nesses negocios com muita
energin ; deve garantir o nome da desvalida que a
procurar, deve cmfira nao fazer (como nao faz) sclec-
cao de pe-son nlguma, quando Iralar de reprimir
estes fados. Todo erro nasce de nao haver a respei-
lo urna pena rigorosa, q,ue caa severamente sobre o
infame seductor que nao quzer casar. Diuheiro
nao sida honra !
Estao anda vagos alguns lugares dos snpplentes
de subdelegado, falta esta por certo muilo sensivcl.
Se me fora permillido aconsclharia ao Sr. subdele-
gado, que quanto antes ndigilasso ao toverno o c-
dadaos que tem de prehencher osles lugares.
Est na ordera do dia no O', os negocios da lapi-
uha, que j lem dada bem boas facadinluis, mas
como he para divertimento honesto,consinto ; porem
cuidado!......com o Tica, que de o-meu espiSo, se
ello bispar qualquer desarraigo por l, contmque
elle nao he baba de ninsuem, pelo menos alai rabe-
quinha que elle toca tem muilos olhos, c urna bocea
muilo grande. Isso he graca miuha.
Nao sei se j disse a Vmc. que este anno o juiz da
festa do Senhor Sanio Chrislo, he lodo o corpo dos
seuhnresde engcnlio desta fregueza. Nao foi m a
escolda. mas resta saber, que quanlia ha estipula-
do para cada umdar Ser ad libiluml Oh' entao
u Sr. Bapnso prepare-se para ler bem raivazinhas,
porque en serei dos mis, que se der ahuma cousa....
mas eu uo sou senhor de engenlio. j me ia esque-
cendo : sim, sendor, da de cada um dar, porque
assim quero, c mando quarcnla mil rs., (iucluindo
neste numero os lavradores de mais de 1(1 escravos,
e os administradores qua ganham mais de qualro-
cenlos mil ris.)
Sei que o maldito Manoel Contente, indo para o
Bccife, com dous cavallos hilados, fra preso, mas,
que chegando, segundo dizem, nos Afosados, evadi-
r.i-se com os dousanimalejos Ora com rfleilo que
enigma he este t Eu s comprehendo que ha nesle
negocio urna escandalosa conveniencia, ou de algu-
mas autoridades policiaes, ou de homen* de grvala
lacada, que a lodo o transequerem ver livrcdaspr-
soes esse bandido, talvez para nao serem reveladas-
suas Iransarces com aquelle. O Sr. Dr. chele de
polica, que lenha do dos pobres maturinlios. que
estao sendo victimas da gaua dessa quadrillia mj s-
leriosa.
Meu amigo, nao quero fechar a prsenle tem Ihe
escrever mais duas liabas, asquaes pe<;o-lho, que d
a ler ao meu rcspeilavel amigo o Sr." J. J. de M.
como o mais vivo leslcmnnho do meu pesar, pelo
doloroso falleciinento de sua sempre amada e vr-
toosa mai.
A ausencia cierna da mulher que nos nutri em
senseio, que nos affagouem suas caricias, a quem uos
gloriamos dar o doce nome de ma, he sempre cruel;
vive comuosco, u dor de perd-la acompanha-nos
ao tmulo, mas ha urna rcalidade no meio desse so-
ndo lerrivel, que he a idea de urna recompensa l na
etermdade aos tormentos re urna tonga e penosa en-
fermidade, quando a resignacao e o amnr de Deo
presidem as dores do moribundo contrielo.
Adeos. Muita sade por l, que por ci ludo vai
bem. c.
dem.)
dique nao me acompanhar no terreno em que
julguci conveniente collncar a quesiao assim,
pois, a offlciosidade de Vmcs. s leria equitativa
com a publicarlo dos precedentes-discunos para que
o publico os avahando, se convencesse de que mo
Iranspuz os limites c as conveniencias da discussao ;
alm de que o paiz inleressa principalmente saber
as razocs, cm que sefundarain os seus representan-
tes para se opporem ao acto e medida do governo.
Se nao fora esla circunstancia nenhnma reclama-
ro faria, porque Ihano como sou, nada faco por
oslenlacilo, o nem lenho o que ostentar, mais que
urna conscienca pura. Continuo a fazer o melhor
conccilo de sua folha, allribundo esta circnmstin-
cia antes casnalidade, do que a premeditaran.
Sou seu constante leilor c assiguaolc.
Francisco Joaquim Gomes fibeiro.
Srs. redactores. O Crrelo Mercantil do Bo
de Janeiro, nos seus ns....dc 22 o 23 de selcmbro do
correnle anno, oceupa-se por algum lempo com o
meu nome, e, depois de dar conta da rcconslrucco
da chamada Sociedade Liberal Pernambucana,''se
exprime uestes termos At o Dr. Jernimo Vi-
lellu. qoo symbolisava a dissidencia, cedeu causa
imperiosa do salcalcrio liberal, compareccu reu-
nio, prestando sua acquiesrencia recnnslruccao
da madre da liberdade. Como o negocio era para
bem de lodos, passaram nina esponja nos desgoslos
e zelos, sendo eleilo presidente da galcanisada so-
ciedade o Sr. Costa Bego Monleiro : o Sr. Dr. Fei-
loza continua na redaeco cm chefe do Liberal, mas
ajudado por urna pleiada escolliida.
Nanea fugi da rcsponsabilidade doi roens actos ;
sempre Uve, graras Dos, a coragem precisa para
sustenta-los, anda as crises mais arriscadas ; mas
nao posso tolerar, que so m'impulc aquillo que n9o
liz, mormente quando cssa imputacito, olhos vis-
tos, tem por fim urna intriga mesquinha e miseravel,
que fcilmente se pode comprehender. Por esta ra-
zo a Vmcs. me dirijo para, por meio do sen bem
conceiluado jornal, responder ao Crrelo Mercantil
da corle.
Eu nem fui cssa reuniao, que levo lugar no dia
7 de setembro para a reconslruccao da Liberal Per-
nambucana, nem faco parle dessa sociedade. Ver-
dade he, que um amigo, a quem muilo prezo e te-
nho em grande consideradlo, vciocoiividar-mc para
assistir ella ; mas recusci-mc esse convite, expon-
do-lhe com a franqueza, que lodos me conhecem,
as razes que me assisliam para continuar no meu
silencio, nao obstante nutrir as ideas e opinioes l-
beme. He falso, porlanlo, que eu comparecesse
essa reunio, eque anniiisseouilc-se minha acquies-
cencia rccouslrucrjao da nindre da liberdade.
Desde que sahi das prsiies, onde estiva por espa-
to de tres nnnos.condemnado por amor da revoluro
de 1848, tenho vivido em meu retiro, extranho ab-
solutamente s cousas publicas, nilo por egosmo ou
ndiffercnra pela causa do meu paiz, mas porque,
sendo victima dos raeus adversarios polticos, que
me condemnaram a mi m- soiTrimcnlos, ainda me
achava nos ferros, quando j principiava a se-lo
lambem dos meus propros correligionaiios Per-
seguido por aquelles, e calumniado vil e atrozmente
por urna parle dcsles, (cando em olvido mous Ira-
bullios, minha dedicarlo, meus sacrificios, entend
que o silencio era a nica medida a lomar, e deixar
ao lempo aquillo que smenle elle pode revelar e
descohrir.
Assim lenho vivido, cromo nada ambiciono, alm
ra estima c cousiderarao publica, o muito princi-
palmente ros meus patricios, a quem tanto devo,
eslou contente com a ininlia sorle, poden lo asseve-
rar a esses senhores, que de vez em quando se pre-
valecer do meu nome l para seus fins, que eu Ibes
lenho dexado inlciramenle o campo livre, e que
muilo desejo e ambiciono, que os patriotas, as illus-
Iracoes que se achara testa do partido liberal desta
provincia, como onco dizcr.sejam mais felizcsdoque
eu fui, e os meus companheinn de outr'ora.
Nem mais una palavra pretendo dzer sobre este
assumplo. Sou, Srs. redactores, seu assignnnle obr-
gado.
Dr. 'Jeromjmo Vileua de Castro Tacares.
S. C. 6 de oulubro do 1854.
saaeiros. Veio refrescar e segu para Melbourne.
Navio sabido no mesmo dia.
Buenos-Ayres por MontevideoBrigue bespanhol
Eduardo, com a mesma carga qoe trouxe. Sus-
pendeu do laineir.
EDITAES.
REPARTiqAO DA POLICA.
Parle do dia 6 de oulubro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recebidas nesla reparlicao, consto Icrem
sido presos : a ordem do subdelegado da fregueza de
S. Fre Pedro Goncalves, o marojo nglez James
Peal, u requisii-ao do respectivo cnsul ; a ordem do
subdelegado da freguezia de S. Antonio, os pardos
escravos, Amaro, de Jos da Costa, e Francisco, de
Jacinlbo Jos de Mello, esto para ser castigado c
aquelle para averiguaobes policiaes ; a ordm do
subdelegarlo da freguezia de S. Jos, o prelo Jos dos
Santos, por desonleiro ; a ordem do subdelegado da
freguezia da Boa-Vista, o preto Cosme, csrrivo de
Francisco Botelho, por briga, o pardo Antonio Jos
Marques e a parda Delica, ambos para averiguarles
policiaes ; e a ordem do subdelegarlo da fregueza
dos Afogados, Apolinario Antonio Carlos, Flix de
Cautalice, Severino Gomes da Silva e Jos Marcelli-
no Barroso I.ages, os dous primeiros para correceto,
eos ltimos sem deelararao do motivo.
11onii'iu foi recolhido cadeia desla cidade o sen-
tenciado Viconle Fcrreira de Paula, que me foi re-
medido a bordo rio vapor Imperalz pelo chefe de
pdlicia da provincia da Babia com destino para o
presidio da Ida de Fernando, onde lem de cumprir
a peua de um anno de prisao a que foi condemuado
por crinre de moeda falsa.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 6 de oulohro de 18>4. Illm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Bcnlo da Cunta e Figueiredo,
presidente da provincia de Pernambuco. O chefe
je polica, Luiz Carlos de Palca Tei.ieira.
Srs. redactores.Acabo de ler no seu jornal de
boje um communcarlo, cm que o seu autor, que se
assitna of, depois de tecer bem merecidos lou-
vwaa ao Sr. A. de Oliveira pelo modo porque pro-
cedeu este anno na cmara dos deputados, leve a
bondade de dirigir-me alguns elogios, que de certo
nao moreno, mas que nem por isso deixo de agra-
decer.
Entretanto julao do meu dever declarar, que ten-
do existido semprs entre mim c os meus nobres.col-
legas, deputados por esta provincia, o mnis perfeito
acedrdo, e davendo torios nos feito parto da maioria,
volando em quasi todas as questies da mesma ma-
neira, uao me parece justo, que ao passo qne se ap-
plaude o meu comporlamenlo, nao se faca meneno
do dos meas nobres collegas, a nenlium dos quacs me
repulo superior.
Tambem me parece que o Ilustre autor do com-
municado a que me reliro, julgou com demasiado
rigor, para nao dzer rom summa injusliea, a maio-
ria da cmara dos deputados quando ilisse, que ella
depcisde rejeilar a emenda da deputncao pernam-
bucana, elevando quola para o melhoramcnlo do
nosso porto, desencolceu um liuo asitico de con-
cesses onerosas para o estado, e una prodigati-
Cade immensa da' rendas publicas.
Nao desejo entrar em discussao com o Ilustre au-
tor do com ni n inca,lo, a quem alia* me ron fe-so suiu-
m.ente agradecido, mas lendo feilo parle da maio-
ria que elle acoima le pouco zelndora dos dinheiros
pblicos, corre-inc a obrigacio de proteslar contra
scmelbanle assernao.
Becife 6 de oulubro de I8">4.
P. .V. Paes Brrelo.
DIARIO DE PERNAIBUCO.
Senhores Redactores.Joaquim da Silva Mourao,
cm vista da deelararao do Sr. Jos Dias da Silva, cm
o Diario de boje, julga de seu dever, por nao otar
cm todas as pesssoa que leem esle jornal certas rio
que se lem dado as quesloes que enlre elles exis-
ten), declarar lanrtiem : que verdadeira foi luda a al-
legado de sua replica, como se poder ver dos autos
de execacSo, dos quaes nao foi c nem he capaz o
Sr. Jo.el lias, de tirar umaccrtidaocnm a qnal po'Si
ao menosprovar urna das assercocs, que emillira cm
sua deelaraeo.
Se a quanlia de 5758 e lanos res mandada levan-
lar do deposito ger.,1, nao eslava penhorada, como
Mourao allegou em sua replica, c exista apenas
arrestada, porque o Sr. Jos Dias nao exbio com
a sua deelaracau nina cor I nio dos autos'.' E porque
desse mesmo modo nao provon, que ainda nao fora
condemnado pagar quanlia algumn. sendo por
isso sem base a execurao que se mote'!
Pouco importo dzer o Sr. Jos Dias, que nada
deve Mourao, urna vez que os outros em que tem
havido urna renhda discussao, solemnemente o
contradizem. Essa execussao que o Sr. Jos Dias diz
nao ler base, he em virtude de Malencas o accodos,
proferidos lodos em favor de Mourao.
A vista dos autos, pouco importa lambem que cssa
commissao nonio.i la no processo de fallencia do Sr.
Jos Dias, para verificanao de crditos pelos livros
do mesmo, nao consideras** credor a Mourao, tanto
mais quanto essa verificara foi piro o fim lao so-
monte de habilitar para votar, e ser votado as reu-
nios dos credores, arl. 8i(i do Cod. Com., accres-
ccnilo lambem, que i essa commissao nao foram
apresentados cerlos livros, que foram exigidos mni-
tas vezes no ajuste de coritas, e que o Sr. Jos Das
nunca quiz apresenlar, dizeudo que au cxisliun,
quando dos outros livros apresentados e examinados,
se verificara sera duvirla algumn a existencia delles,
visto como nelles so referiam I !
(.tu mi i a pergunla que faz no final dn 3." arl.de
sua deelararao, Mourao responder satisfadoria-
menle cm lempo opportuuo, sendo que protesta, ul-
timada que seja a sua execusno, trazer ao conheci-
inenlo do respetavel publico, a fiel exposicao de
linio quanto lem uccorrido entre elle c o Sr. Jus
Diis. Becife 6 de milubro de I85S. ,
Joaquim da Silva Mourao.
A cmara municipal desla cidade faz publico
que da data deste cm dianle se arda cm vigor ase-
hriiiite postura addicional que foi approvada provi-
soriamente pelo Exm. Sr. presidente da provincia
em 30 de selembro ultimo. Paco da cmara muni-
cipal do Becife em sesslo de 4 do oulubro de 1854.
Oarao de Capibaribe, presidente. No impedi-
mento do secretario, o oflicial maior Manoel Fer-
reira Accioli. ditas.
POSTURA ADDICIONAL.
Artigo nico.Em nenlium aepugue se poder
cortar carne anlcs das seis horas da u. minia, e nem
depois das seis da Urde ; os infractores scrao multa-
dos cm 10SOO0 rs.Saladas sessOes-da cmara mu-
nicipal do Rccife 27 de selembro de 1851___Rarao
de Capibaribe, presidente. Josi- Maria Freir
Gameiro Gustaca Jos do Reg Dr. Cosme de
S Pereira Francisca Mamcdc de Almeida An-
tonio Jos de Oliveira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 26 de setembro ultimo, manda fazer
publico, que no diu 26 do correnle, pcranle a junta
da fazenda da mesma thesouraria, se ha de arrema-
lar a quem por menos fizer obra de duas bombas
sobre os riachos Tamalameirim e Cdio, na estrada
da Victoria, avadadas em rs. 2:5855i0O0.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 do 15 de maio do correnle anuo, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propuzerem a esla arremataro,
coinp.irec.am na tala das sessoes da mesma junta," nu
dia cima declarado pelo meio dia, compelentcmeu-
le habilitadas.
E para constar se mandn aflxar o presente c
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco 2 de oulubro de 1854.
O secretario, Antonio Ferreira d'Annunciaio,
Clausulas especiaes para a arremataro.
1." As obras destas bombis serau feitas d confor-
midadecom o orcamento approvado pela directora
em conselho, e submctlido a approvacjio do Exm.
presidente da provincia na importancia de 2:585a.
2." O arrematante dar comeco as ohras no prazo
de 15 dias, c dever concluir no de 60 dias, ambos
contados na forma do artizo 31 da lei provincial
n.286.
3." O pagamento da arremalacao scrii feilo quan-
do esliverem concluidas as obras.
4.a Para ludo o mais que nao estiver determinado
as presentes clausulas, seguir-sc-ha o que dispoe
a lei provincial n. 286Conforme.O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annnnciarao.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 30 de selembro ultimo, man-
da fazer publico, que no dia 26 do correte pirante
a junto da fazenda da mesma Ihesouraria, seha de
arrematar a aquem por menos fizer a obra dos con-
cnrlos da cadeia da villa do Cabo, avaliada em
1:155* r*.
A arremalacao ser feila na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, esob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalacao'
eouiparecain na sala das sessoes da mesma junta pe-
lo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mamlou alixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria dn Ihesouraria provincial de Pernam-
buco,^ de oulubro de 1854. O secretorio
Antonio Ferreira a'Annunciarao.
Clausula^ especiaes para a arrematadlo.
1." As obras dos colicortos da cadeia da villa do
Cabo, far-se-hao de conformidade rom o ornamento
approvado pela directora em conseldo, c apresen-
lado a appruvacao do Exm. presidente da provincia,
na importancia de 1:1553 rs.
2." O arrematante dar principio os obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no do 5 mezes, ambos
cornados na forma do artiga 31 da le provincial
n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremalacao,
realisar-"c-ha em duas preslaroes iguaes, a primei-
ra quando esliver feila a metade do servieo, a oulra
depoi da obra concluida, o nao llavera prazo de rcs-
ponsabilidade.
4." O arrematante, empregar metadedus trahr.llia-
dores livras.
5.a Para ludo o que nao se adiar determinado as
prsenles clausulas nem no orcemenlo, segur-se-ha
o que dispOe a respeilo a li provincial nume-
ro 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira it Annunciaco
_ O Illm. Sr. inspector da tlicsour.it ia provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 30 de selembro ultimo, man-
da fazer publico, que no dia 26 do correnle peranle
a junta da fazenda da mesma thesouraria, se ha de
arrematar a quera por menos fizer os reparos urgen-
tes no caes da ra da Aurora, avallados cm. reis
7:6719098.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 re 15 de maio do correnle anno, e sob
asclausulas especiaes abaixo copudas.
As pessoas qae se propozerem a esto arrcraataeao,
comparecam na saladas sessOcs da mesma junla-pe-
lo ineie din. competentemente habilitadas.
E para constar se maudou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 4 de oulubro de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrtmatacao.
I.a Os reparos do caes da ra da Aurora, far-sc-
Into do conformidade com o ornamento approvado
pela directora em conselho, e apresentodo a appro-
varao do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de 7:6713008.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo do 1 mez, e as concluir no do 3 mezes, ambos
conlados na forma doarligo31 da lei provincial nu-
mero 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematacito,
realisar-se-ha cm 3 prestaees, a primeira quando
tiver feilo a terca parle, a segunda quando livcr fei-
to os dous tercos, e a terceira quando esliver con-
cluida, que ser logo recebida denjlivamenle, por
nao haver prazo de responsabjldadc.
4.a O arrematante empregar motada dos traba-
jadores livros.
5.a Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, nem no ornamento, seguir-
se-da o que dispoe a respeilo a lei u. 286.
Conforme. O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
tos de ris, conforme a Veeoluro tomada
pela assembla geral dos accionistas de 26
de setembro do anrto prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1854.O secretario do conselho de direc-
CoJ. J.deM. Reg-
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aulori-
sarao dn Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os* objectos seguintes :
Para o meio hatalhao da provincia do Cear.
Brim branco liso 670 varas; algodozioho 873 di-
tos ; panno preto para polainas, loo ornados ; boloes
pretos de osso, 29 grozas; ditos brancos de ditos, 18
2." batolhaodc infantaria de linha.
Sapalos, 454 pares ; espadas com hundas de ano,
para os sargentos, ajudanle e quarlel-meslre, 2.
Arsenal de guerra.
Para a 1.a o 2.aclasse tic oflicinas.
Taimas de assoalho de amarellu, 36; costado de di-
to, 1 ; cosladinhos de dito, 6 ; laboas de assoalho de
cedro, 3; costado de dito, 1; pranchao dedilo, 1;
laboas de assoalho de louro, 6 duzias ; arco de pun
com os competentes ferros, 1 ; arcos de ferro de 2 1(2
polegadas, 4 arrobas ; ditos de dito de 1 3[4 pollega-
pas, 4 ditas.
3.a ciaste de ofHciaes.
Ferro sueco de 3 pollegadas, 6 barras ; dito dedilo
de i ditos. 8ditos; versallmes quadrados de ferro
sueco o del pellegada, 4; ferro de varanda, 2 arro-
bas ; limas sortidas, 12 duzias.
4.a elasse.
Cadinhos do norte de n. 6, 10 ; ditos de dito
de n. 8.10 ; ditos de dito de n. 10 ; ditos de dito
de n. 12, 10 : rame fino de ferro para amarrar,
16 libras ; dito de dito de meia grossura, 16
ditas ; limas sortidas, 8 duzias ; leunes de la-
tan com o peso de 5 a 6 libras, 2 ; toldas de flan-
dres ,Miradas, 2 caixas ; ditas singelas, 2caixas.
5.a cla.se.
Lavas de camurca para porta machados, 17 ; ca-
murca amarella, 8 pellos; dita branca para avcntal
de tambores, 8 pelles.
Provimenlo de armazens.
Papel alune i branco perlina fino, 25 resmas ; Un-
ta prela iugleza par escrever, 40 garrafas ; obreias
de cor, 40 macos ; lapes finos, 12 donas.
I'orneciment de luzes aseslarOes militares.
Azeile de carrnpato, 466 ranadas ; dito do crco,
30 112 caadas lio de algodlo, 36 libras ; velas de
carnauba, 155 ditas ; pavios, 6 duzias.
Quem quizer vender esles objectos aprsenlo as
suas proposlas em carias fechadas na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 12 do carrete mez. Se-
cretaria do conselho administrativo para fornecimen-
lo do arseoal de guerra 5 do oulubro de 18.51. Jos
de Rrito Inglc, coronel presidente. Bernardo
Pereira do Carino Jnior, voaal e secretario
SOCIEDADE D8AIATICA EMPREZARIA.
10. RECITA DA ASSIGNATL BA.
Sabbado 7de oulubro de 1854.
Depois de urna cscolhida ouvertura, represonlar-
se-ba pela segunda vez, a desejo de umitas pessoas, o
muito applaudido drama original pnrtuguez cm 5
actos
GH1GI
AVISOS DIVERSOS.
ATTENCAO !
Arripiam-se as carnes e os cabellos
A mi e a lodos de ouvi-16 o v-lo.
Cam. Lus.
Tudo esl profanado
Levanta a estupidez a hirsuta coma
Jolas.
0 OliADRO DA SWTV MRGEM.
Denominaras} do actos.
1." O Quadro da Virgem. 2.As Duas Vir-
gens.3. O Doutor.4.A Justina dos homens.
5.A justica de Deus.
lio escusado tecer elogiosa esla bella compoaicjlo,
visto a geral approvac.au com que o publico, a rece-
ben no dia 30 do mez passado. Assim a sociedade
emprezaria espera do generoso publico a devida con-
currencia a too bello drama.
Terminara o espectculo com a nova comedia cm
1 ..Co,
O MANIACO.
Previne-se ao respeilavel publico quo se ensaia o
drama classico do conde Alfredo de Vigny Chat-
terton vertido cm llnguagem nacional pelo Illm.
Sr. Dr. Antonio Marques Rodrigues, cstudanle do
quarto anno de direilo na academia de Olindn, o
qual leve a bondade de oflereccr esla obra de primor
erapreza desle llieatro, para ser representada, o que
a di recejo Iralou logo de por cm elfeilo paja salisfa-
zer aos votos do mu digno Iradulor, e do seus nume-
rosos amigos, que se iutercssam por ver era icena es-
ta obra de tanto meruciinento assim, Iliterario como
dramtico.
Principiar as8 horas.
Sentimos e sentimos muilo que nao nos seja poi-
sivel fazer o que nos propSe o Sr. desembargador
Comes lheiro em su.i allenciosa caria publicada
em oulro logar desla folha, visto o grande alrazo
em que nos adiamos relativamente a publicarlo dos
lrad.ildo. dos corpos legislativos do imperio.
Nao leudo ainda publicado todas as sessoes do
mez de agosto, somos obrigados a resum-las o mais
possivel para ver se al ao lira do correnle temos
inteirade oslcltores do que de maior importancia
se passara as duas cmaras.
'oi esla a razao nica que nos moveu a omi Hil-
os dous discursos de que falla o Sr. desembarga-
dor, procedendo do mesmo modo a respeilo de va-
rius outros, inclusive al alguns de deputados Per-
nimbucaiios.
Na redaeco desla folha anima-nos somnle o
amor do bem publico, o qual procuramos promover
quanto nos permitiera os escassos meiosde que dis-
pnnios ; por isso, julgaudu que os ministros fallan)
commummente melhor informados que os deputa-
dos, temos dado quasi lodos os discursos pronun-
ciados peloi mesmos, nao omilliudo todava ne-
nlium daquelles que Mies sao contrarios, quando
julgamos que, ou pela sua forma*, ou pela malcra
de quo tralam, podem inleressar aos leitores em
geral o nao somonte a alguem em particular.
Agradecendo cordialmenle aos Srs. Redadores do
-orreio Mcrr inlil d > Ki i de Jamuro, a transcrip-
c reira, que foi mutilado pelo genlio de Angola, nao
podemos deixar do declarar, que esle pedido que
Ibes foi feilo em nosso nome, nao (o poo n.s sabido
senao depois da commuaicacJJo dos mesmos Srs. Re-
dactores, o que ainda mais uos torna grato, por reco-
nhermnsa boa vonladc que a nosso respeilo nutrem.
Este ardil nos parece do m.lo arleira, eji habituada
a exigir de us publiraces de grande vulto, por n-
lermedio do pessoas de nossa amizade, para e escoar
ao pagamento, c que todas lera sido, como a de que
(raamos, (citas gratuitamente.
COMMERGIO.
i'KACA DO HECIFB 6 DE ODTUBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Gdaee- ofliciaes.
Cambio sobre Londresa fi0d|v.273|4 e28 d.
AI.I'AiNDECA.
Rendimento do dia 1 a 5......50:5508208
dem do dia 6........9:937(120
DECLARADO ES.
AVISOS MARTIMOS.
60:487*328
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia I a.5 .
dem do dia 6........
623*663
27*126
6301089
Srs. Redactores. Nao un parecen generoso que
Vmcs. na publicacao da discussao da reforma da aca-
demia dis Bellas-Arles, em que lomei parte activa,
umiitindo o mea discurso, que encelau a oppo*ic,ao
n essa reforma, e bem assim o do conselhciro Fer-
raz, que se seguio ao meu, princiidasse sua publi-
cacao pelo do Sr. ministro da imperio, em que res-
pondendn deixa ver que en n tnaltrat.ua, quando
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 6..... 7)1'0
Exportacao .
Paro de Camaragibe, date nacional ovo Destino,
conduzio o seguintc : 82 volumes gcncroieslrau-
geiros, 643 ditos ditos nacinnaes.
Baha, hiale nacional .Voro Olinda, de 85 tonela-
das, conduzio o seguintc : 800 barricas bacalho.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 5.....3:850*804
dem do dia 6........366C753
1:217*557
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1a5 ,. 1;595*044
dem do dia 6
561*219
2:158|263
MOVIMENTO DO PORTO.
Hartos entrados no dia 6.
Aracaty peto Ass10 dias, hiale brasileiro Auro-
ra, de 35 toneladas, mestre Antonio Manoel Al-
fonso, equipagem 5, carga sal ; a Jos Manoel
Marlins. Passagelro, Domingos Antonio de A-
raujo.
Ass10 dias, brigue brasileiro Liberal, de 207 to-
neladas, capitn Joan Mara Barbosa, equipasen)
12, carga sal ; a Manoel da Silva Santo-, Veio
largar o pratico e segu psra o Rio de Janeiro.
Jersey42 diis, barca iugleza Eveninq S/arr, de
843 toneladas, capitn Filippe Saont Croix, eqoi-
pagem 46, carga fazendas e mais gneros ; a
Srhramm Whalely A Coropanbia. com 204 pas-
Para a Badia fecda-sc a mala boje (7) ao meio
da, pelo palbahote Dous Amigos.
-T- O palhabole Jndo l'aquete, recebe as malas
para o Cear e Maranho, uo dia (8) as 10 doras do
da.
Carlas seguras disientes na administracao do
corrcio para os Srs. : Angcln da Malta e Andrade,
Antonio Alves Vianua, Antonio Uaptisla (tirana
Cijsta, Antonio l.ourenco de Araujo, Antonio Ray-
irmndu Campello, Claudina Carnciro de Almeida.
Diinns Lopes de Siqueira, Francisco Jos de Souza
Lopes. Joo dos Santos Naves Jnior, Jos Joaquim
de Oliveira Goncalves, Lima Jnior & C, Lino Jos
de Castro Araujo, Manoel da Concenu Pereira Cas-
Iro, Manoel Flix da Silva.
Conselho administrativo naval contrata, para
os navios armados, barca de escavacao, enfermara del
marinha e mais eslabelecimentos do arsenal, o for-
necinicnlo dos seguintes gneros, por lempo de tres
mezes : toucinho de Santos, caf em grao, assucar
branco, hacalhiu, feij.lo molallnho, agurdente dc20
graos, vinagre de Lisboa,azeile doce de Lisboa, azei-
le de Garrapato, carne secca, arroz branco do Mara-
nho, lenha cm adas, assucar refinad, inanteiga
ingleza, carne verde, pao, bolacha, sliarnas e car-
nauba cm velas ; pelo que sao convidados os que in-
I era Harem em dito fornecimento, a comparccercmas
12 horas do dia 10 do correnle, na sala de suas ses-
soes com as amostras c proposlas, declarando os l-
timos preros o quem os fiadores.
Sala ilas sesses do conselho d'Adminislraciio.
val em Periiainbuco, 3 de oulubro de 1851.Oe se-
cretorio, Clirislovo S. Tiaga Je Oliveira.
Pela contador ia da cmara municipal do Rc-
cife se faz publico, quo o prazo marcado para o pa-
gamento bocea do cofre, do imposto de carros, nar-
rlas e uniros vehculos de nondiroc.io. he do 1 ao
ullimo de oulubro prximo futuro, brando sujeitnsa
mulla de 50 ", os que nao pagaren) no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o mauuense,
Fraucisco Canuto da Boa-viagem.
COMPAMIIA DE LIVERPOOL.
Espera-se do sul no
dia "ovapor Lusiiania,
loinni.unanle Harain ;
depois da demnra do
o,.-tome seguir para
Liverpuol, locando nos porlos de S. Vicente. Madei-
ra e Lisboa : agencia em rasa de Deanc Youle &
Compauliia, ra da Cadeia Velha u. 52.
N. B. As cartas para S. Vicente, Madeira c Lis-
boa recebem-se na agencia livre de porte, e as para
a Europa no consulado iuglez.
COMPAMIIA BRASILEIRA DE PAQUETES A
VAPOR.
O vapor o-
cantins, com-
mandanleo ca-
p 1.1o lenle
Gervasio Man-
cebo, espera-se
dos porlos do
norte nu dia 12
do correnle, c
saldr para o
Rio de Janeiro, por Macci e Babia, no dia niiuc-
diato sna ebesada.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de ilirecco convida aos se-
nhoties accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarem do i. a 15 de outubro
do crrante anno, mais 00 Q|0 sobre o
numero das acees que llies foram distri-
buidas, para levar a ell'i'ilo o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
Para Lisboa sabe o mais breve possivel a iiarra
piirliiswza .Mara Jos, de que he capilAo Jos Fer-
reira Lessa, tem grande parte da carga prompta :
quem quizer carregar a que Ihe falla ou ir de passa-
gem, baja de dirsir-se aos seus consignatarios Fran
cisco Severauo Kahello & Filho, ouao capilao, na
praca do commerrio,'ou a bordo.
Para o Rio de Janeiro serzuiri vagem o brigue
nacional Estrella do Sul, que se espera do Ass,por
esles dias : quem no mesmo quizer embarcar escra-
vos a frete ou ir da passagem, para o que offerecc'
cxcellentes cemmodos, dirija-sc com antecedencia
ao cscripturio de Eduardo Ferreira Ballbar, ra da
Cruz n. 28.
ACARACU' E GRANJA.
A estes dous porto* pretende seguir o
hiate Fortunan, capitao P. Valette, Fi-
llto: quem no mesrro quizer carregar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C-, na ra do
Trapiche n. 16 segundo andar.
A venda,
O lindo e muilo' veleiro patacho Clementina,
(Iota;ao 137 toneladas) recentemcule chocado do Rio
(,raudo do Sul, com um carregamcnlo de carne sec-
ca para onde linda desle porto condumio oulro car-
regamento de assucar ;vende-se com toda a mastrea-
co, veame, marame, amarras e ferros, e com todos
os utencilios e pcrlennes, tal qual se ada promptn
para emprehender nova viagera, mediante algum
inquino reparo ; os prelendeiilesdirijam-seaoagen-
e de leudes Francisco Gomes de Oliveira.
PARA A BAHA.
Sae brevimenlc o veleiro palhabole Dous Amigos,
para o resto da carga Irata-sc com u sou consigna-
tario Antonio Luiz do Oliveira Azevcdo. na ra do
tjuoiinudo n. I, travessa da Madre de Dos ns. 3 e 5
ou com o capilao bordo.
Para o Acarac segu om poneos dir.s o bem
rouhoi ido c veleiro hiato Castro, por j ler a mor
parte de sua carga prompta ; o quem no mesmo qui-
zer carregar ou ir de passagem, dinja-se a sen con-
signatario, na ra da Cruz ir. 51, ou com o capilao a
bordo.
PABA O ASSl.'.
No dia 14 do correnle sabe iniprclerivelmenle o
hiato Anglica; para carga e passageiros tratase na
ra da Cadeia du Becife n. l!l, piimcho andar.
Para Lisboa seguir breve a calera porlucueza
Margaridu, de que tic capilao Joo Ignacio de Mc-
nezes, por ler maioria rio seu cnrregainento prorap
la : quera na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gein, para o que lem bons cummodos, pode enten-
der-so com os consignatarios Amorim rmeos, ra
da Cruz u. 3, uu cura u sobredilo capitao na piuca
do Cummcrcio.
Para a Babia.
Sahe na presente semana o bem co-
nbecidoe veleiro hiate Amelia, por ter
seu carregamento prompto, anda pode
reoeber alguma carga : trata-se com os
consignatarios Novaes & C, na na do Tra-
piche n. o, ou com o capitao no Trapi-
che do algodao.
Para o Aracaty, BCgae era poucos dias o bem
conherido hiato Capibaribe, para o resto da carga e
passageiros Irala-se : na ra do Vigariu n. 5.
Vndese o brigue dinamarqiiez Louise, cnca-
villiarlo o forrado de cobre, de lute de 185 toneladas,
uu cerca de 13,000 arrobas do assucar. Os prelcu-
denlcs polem evaminar o dito navio, ancorado do-
fronte du trapiche da conipanhia. O inventario est
patento no consulado da Dinamarca, na ra do Tra-
piche n. 12, aonde se pude Iralar da dita venda.
LEILO'ES.
Rt.lD0C0LLEU10.VH
LEILAO' EXTKAOIUMNAIUO
do una crande porcao de livros, cunlendu obras re-
ligiusas do direilo e littcratura, romances recreati-
vos ctr., etc., tonto em francs como em portugus,
c outras limitas obras do dilferenlcs linguas.
0 ACEITE BORJA
faro o Icilao cima mencionado, quinta feira 12 do
correnle as 1) horas da manhaa, sem recusa do qual-
quer preoo oflerecido, o do dia 10 por dianle serao
distribuidos os calhalogns.
Joaquim Lucio Munteiro da Franca, como l-
quidalario da firma de Franca & Irino, faro lelao
por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz da segunda vara
do civel o comniercio, e por inlervenro do agente
Oliveira, da taberna com todos os gneros, armaran
e utencilios disientes na mesma, sita na ra larga
do Rosario n. 9, de Joaquim Duarle Pinto Silva &
Companhia : sabbado, 7 do correnle, as 12 horas da
manhaa, na referida taberna.
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civel e commercio Fraucisco de
Assis de Oliveira Marud.a requerimenlo de Joaquim
Lucio Monleiro da Franca, llquidalaru da tirina de
Frailea & Irmao, o agente Borja fr Icilao da ta-
berna com todus os gneros, armarn > utencilios
eiisleules na mesma sita na ra das Cinco Ponas
a. 5., sabbado IV do correnle s 11 horas era ponto.
A moral a seus ps serve de solio
De cpula o capricho.
Mag. Sosp.
Ainda que a raridade evangeliea, Srs. Redacto-
res, mande calar as miserias do proiimo, todava tal
he a insolencia e despejo, com que esse admira-
dor anlor d'ums c.dlecc.lo de asneiras publicada
no seo Diario, ou antes e Camelia, a guisa de cao damnado, alassalha faoso
o redactor do Craoo, e provoca o mando iateiro a-
lardeando-se de puro, que entendemos dever paten-
lear alguma das muzellas, que o cobra e aos seus....
para ver se assim desmascaradas, cobre esse louco o
uso da razao, e conlcm-se em justos lira i les ; antes
que o mundo, cansado de atura-lo, o esmague com
sua mao de ferro, e Ihe cncaixe forca o juizo, de
quo tanto necessila.
Tanto foi a picarda e atrevimento do rascanha-
dor desse folicolario imondu e asqueroso, que nao
hcsilou em insultar ao redactor do Cravo, em urna
calumnia que forjuu contra o Sr. I...... autor da
charada publicada no numero 7 daqnelle peridico.
E nao lorio termos semclhantes desmandos f Se-
remos nos sempre condesccndenles, e tolerantes, a
ponto de tragarmos do bracos cruzados, os insultos,
injurias, e calumnias dessa sucia de escriplores p-
blicos, que deveriam antes oceupar-se em rascunbar
com cuidado a sua nauseabunda Camelia'
Nao la quem uo censure a tolerancia de que to-
mos usado para com esse vil detractor, queoutro pa-
pel nao faz senao descompor.
Nao podemos mesmo neste momento conter o riso
na considei-.ioao da posinao dos rabiscadores da ne-
gra Camelia Sao dignos de compauau esses desvai-
nados ; porque nao conhecem a miseravel c triste
posinao, era que viven), pretenden) rhafurdar-nos
no lamaral em que so cspnjam, e tancar sua bilis
venenosa sobre aquelles que delles so nao lemhram.
drande porm he o oruulho, que os lera cegado a
ponto de nao perceberem. que eslao clamando no
deserto, e que baldados serao esses esforcos, com que
roiisnmem o precioso lempo, que deviam empregar
cm ohras meritorias, donde resultasse fruclo real,
nao s por si mesmos, como para a sociedade, que
lem direilo a sua roadjuvai;ao.
Dizeis, misero sem pudor, que o Cravo lem mui-
los escriplores ; responder-vos-hemos que nao passa
de nm, o qual por muila condescendencia lem acei-
(adolguus escriplos, que Ihe pe.lera instantemen-
te para imprimir, levando cada um as. iniciaos do
nome do seu autor ; o nao porque nlo baja materia
para o encher, como vos, dosgracado, que andis pe-
dindode porta em porta, a nianeira de ceg, rticos
e poesas para cocheriles a vossa porca Gamela cheia
de livo, em quo vos banbais todas as noites quando
recressais dn vossa folia ou samba.
Eslas cousas s com o riso se podem levar, e ficai
cerloS, que por ellas v* mesmos vos derrotis. E,
pois, se nao quizerdes cahir no estado de abjeccaii,
para o qual marchis com passos gigantescos, desisl
j c j de vossas banalidades.
He melhor o vvenles no estado de ubscuridarle,
donde sabisles, rio que no de abjecnaoeiposlos i ir-
risao publica. As grandes cuusas sao para quem s3o,
nem ludo he para lodos, nem todos sao para ludo.
A naturas! sabia tem bem prescriplo o camiuho,
que. na vida devem os homens lomar, fazendo sof-
frer aquelles, que delle se desviam. Assim dizia S-
necaTencnda esl ria, quam natura prancribit,
nec ab illa declinandum
Terminando este pequeo cavaco pedimos ao in-
sigue mascaido, autor das"asneiras*ob a assignalura
admiradorbaja de declarar quaes os escriplores
do Cravo, assim como o autor da charada de que Ira-
la, visto que allirma nao ser o Sr. I....... esludante
do lyreu.sob pena de passar por vil calumniador.
Assim o espera O Redactor do Cravo.
Perdcu-se do atierro da Boa-Vista at o largo
da Cadeia Nova, urna carleira. tundo dentro da mes-
ma 11 recibos de algodao, 89 a 1(19 rs. ero dnheiro,
e alguns papis que s serven) do documento para o
abaixo assignado: entretanto a pessoa que achar di-
ta carleira pode ulilisar-se do diuheiro, fechando em
carta os papis e botar no crrelo, dirigiudo-sc a
Nano Camello Pessoa, por intermedio de Manoe
Antonio Ribeiro, com prensa de algodao no Forte
do Mallo, que ser gratificado com otBfOOO rs.
ATTENCAO.
Pede-se ao Sr. major do segundo bata-
lliSo de infantaria, ou a quem competir,
que mande passar revista de armamento
no mesmo batalho; pois ha juarda's que
vCio para os e\ercicios sem bayonetas e
com as armas comidas de ferrugem, isto
Ihe pede,Um inferior.
Aluga-seo secundo andar sotao da
ra de Apollo n. 20, com muitos com-
modos e excellente vista: os pretenden-
tes queiram dirigir-se ao trapiche do Fer-
reii'a.
Quem precisar de um fcitor para um silio ou
um tr dialdadi r para masseira : dirija-se ao paleo do
Hospital na reunacdto, a tratar com o mesmo.
ATTENCAO'.
Precisa-se saber quem he o correspondente do Sr.
Jos Teixcira Lima, na cidade do Rio Formoso :
annuie a sua morada para ser procurado.
LOJADE TODOS OS SANTOS.
Ra do Col legin. 1.
Chcgou a esla toja um grande sorlimenlo de ei-
lampas de santos e santas em ponto peqoeuo e gran-
de a saber : Santa Joaquina, S. Joaquim, Santo .M-
nima. Santa Libania, Santa Alevn Irma. Santa
Carolina, Sania Marcalina, Sania Jozefiia, S. Alfon-
so, N. S. da Soledade, Sania Bernarda, N. S. do
Carmn. Santa Henriquela, Santa Conslanr,a, N. S.
da Cari.la.le apparecida em ipe Ilha de Coba, com
os 6 paros em volla, S. Marciano, S. Francisco de
Paula, Delicias do Menino Jess S. Caelano, S.
(iregorio. Pi IX, S. Francisco rerebendo as Cha-
gas, Sania Scnhurinha, S. Paulo, S. Eulalio, S. ll.u -
Iholomeu, N. S. da Piedade, S. Braz, N. S. da Pe-
nda, Salvador do Mundo, bom pastor. S. Theodoro,
Santa Guilhermina, as Virtudes Theologaes, S. Ma-
noel, Sania Rozalina, a tres Pessoas da Santissima
Trindade, S. Daniel, Santa Candida, Santa Marian-
na,Santa Paulina, Jess com a cruz seoslas, Santa
Auna, Sania Adelaide, S. Joao Baplisla, Menino
pregando no dezcrlo, S. Candido. Santa Rosa, de
Viterbo, S. Valenlm, Santa Carolina, N. S. dn Ro^
sario com os 15 mysteros,S. Roberto, .VI ora cao dos
Sagrados Coraces, Santa Emilia, N. S. dos esam-
Sarados, Divina Pastora das Almas, N. S. das Dores,
esus alado a columna, N. S. do Bom Conselho, S.
Thomnz de Aquiuo, Sania Theodora, S. Benedicto,
Saula Claudina, S. Antonio. S. Policarpo, N. S. da
Luz, Sauta Amelia, Saala Vernica de N. Senhor,
Sagrado Corada de Jess o de Maria, Sr. doi Pas-
sos, N. S. da Conccicao, Morle do Justo, Morle do
peccador e outros muitos que se deixam de annun-
ciar.
Joao Pee tro Vogeley.
Fabricante de pianos alia o concerta os mesmos
com toda pereicao e por mdico preco : todas as
pessoas que se quizercm utilisar de seu trabalho, di-
rijam-se a ra Nova n. 11 primeiro andar.
Desapparecou no dia -J8 de agosto prximo pas-
sado, nina cscrav de nanau Cusa, de nome Severi-
na, de estatura baila, c grossa do corpo, cabera pe-
quea, nariz chato, dente* limados, todus iguaes e
sem falta de nenlium, orelhas finada- e sem brin-
cos, falla bstanle, lem as costos carnudas, Ksas e
sem marras, peilos cabidos, mios curtas e bem car-
nudas, cabello curto e corlado por igual, mo he
bem prela e sim avermelhada ; levou vestido usado
de edita om-,unida escura com salpicos brancos,
bom niiudns ; panno da cosa francez com listras en-
carnadas e de matamos de duas onlens as ponas;
oceupava-se em vender fruidas ; fui escrava do Sr.
Joaquim Viegas, e he por isso bem condecida na
Passagem : quem a pegar leve a ra do Hiieiinado
n. 13. quesera recompensado.
Manoel de Oliveira (niinir.les, morador em
Alagoa de Gatos, faz publico, que assignou uina fo-
lha de papel cm branco azul paulado cujo papel se
descmcu'iiiuboii ; por isso previne que nenhuma
pessoa fana neencio com qualquer documento, que
npparena cm dito papel, que nao lera vallidadc al-
guma.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
sirva para comprar na ra e servir cm urna casa de
penca familia : quem quizer dirija-se a ra do Ouei-
mado n. 1(0 l. andar, ou a toja do mesmo sobrado.
Soberanos.
Na ra da Cruz n. 13i se dir quem vende ma
pot eao destas modas.
Lei tura repentina por CastilliO.
Est aberla no palacete da ra da Praia, a escola
por esto encllenle mclhodu, nelle acharo os pas
de familia um prumpto expediente para corlar o vi-
cio que lem lodos ns meninos de cumerem as con-
sonles finacs das palavras. O feriado cm lugar dts
quinlas-feiras he nossabhados.
*" O abaixo assignado, com hijas do miudezas, V
na ra larga do Rosario o Cabng, lem despe- 9
& rldo por caiveiro a Ignacio Nerv da Fonseca, %
ti o por esla razan licou o mesmo senhor sem v
poder para receber dividas das mesmas tojas, <$
59 inda inesmo aquellas que elle liou sem o seu
9 consenso, sobre pena de pagarem segunda %
vez,-visto quo inda nao ha couta nenhuma
lirada para toes recebimentos. Becife 4 de
.-:; outubro de Itsi.Jos Francisco de Souza
Lima. t
; que
Os abaixo assignados, dorios di loja de orives, na
ruado Cabug n. 11, confronte ao paleo da matriz
e ra Nova, fazom publico qae estilo sempre tortidos
dos mais ricos e mel hores gostos de todas as obras
de uuro necessarias. tanto para senhoras como para
homens e meninas, conlinnam os precos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha urna conta cora
responsabilizado, especificando a qualidade de uro
de 14 ou IB quilates, (cando assim garantido com-
prador se appirecer alguma duvida.Scraphim &
Irmtlos.
Precisa-se de utn horneo) qne entenda de plan-
(aoes e que sesnjeite a Irabalbar en) um silio per-
lo da praca : na roa da Aurora u. 54.
Aluga-se ama casa ao Pojo da Panella para
se passar a fesla, a qual lera commodos para grande
familia, em frente a casa do Sr. Jos Francisco Csr-
neiro Monleiro : quem a pretender, diriji-se n Fra
de Forlai, sobrado n. 23, primeiro andar.
Aluga-se urna boa casa em Olinda, na ruado
Amparo n. 31 ; Irala-se do alagad ni roa da Cruz
n. 40, no Recife.
Aluga-se um silio para a festa ou por anno, no
lugar da Torre, i margen) do Capibaribe, cora ex-
cetiente caca ha pouco acabada, coolendo 2 boas
salas, 4 quartos e 1 solao competentemente reparti-
do, cacimba d'agua de beber, casa para pretos e es-
tribara fra : quem pretender, dirija-se i ra da
Cruz a.10.
UM TEDIDO.
Pede-se ao autor do anouncio no Diario o. 227,
que tenha a bondade de declarar o sea nome por ex-
tenso oeste jornal, porque o L. do Lyceu quer conhe- .
cor esle zro, que fiuge-se admirador pira fazer nma
indigna pergunla ; fez bem nao inlitular-se casca-
bulho, porque na nossa dasse nao tem destas farra- .
pos, que intitulam-sc redactores da Camelia, folha .
nojenta de ser lida, e se o analphabelo nao se decla-
rar, o publico licara o conhecendo como estupido.
O L. do Lyceu. ,
Perdeu-se no atorro da Boa-Vista al o largo da
Cadeia Nova, urna carleira com varios papis e 3 re-
cibos de algodao, e 8 a 109000 rs. em dnheiro, cu-
jos papis s ser vera de documento para a pessoa que
a perdeu ; no entretanto gratifica com 309000 rs. a
pessoa que a achuu, levando-a no armazem do Sr.
Rufino ou na prensa do Sr. Manoel Antonio Ri-
beiro.
Prccsa-se de nm caxciro com bstanle pralica
de taberna, para lomar conta por balanco, que d
fiador a sua condula : a tratar na ra da Cadeia de
Sanio Antonio n. i.
Olferece-se urna ama para casa de hornera sai-
leiru, de portas a dentro, parda e de meia idade,
muito fiel: quem quizer dirija-se ao becco do Sari-
gado o. 13.
Ajada esl para se vender a casa sla na roa
do Molctomb n. 4i : os prelendentes podem di-
rigir-se o ra da Concordia n. 26, que acharao com
quem fazer negocio a contento dos prelendentes.
Aluga-se peto lempo da festa a casa i margena
do rio do Pono da Panella, da viova de Agostinhu
Ilcnriques da Silva : quemo pretender dirija-se a
ra de Hurtas a. 22.
O abaixo assignado, lendo lido a replica que
pelo Diario de 2 do correnle, publicuo seu irmao o
Sr. Joaquim da Silva Mourao, on alguem por He,
julga conveniente declarar : 1., que a quanlin de
(iO-^UOo rs. mandada levantar do deposito publico,
nao estova com elfeilo penhorada, mas sim arrestada
pelo Sr. Mourao ; 2., que nao foi ainda condemna-
do a pagar quanlia alguma, e qae a exeeuelo que
contra elle esl promoveodo o Sr. Mourao, pela quan-
lia de 60 e lanos coritos de rej, pelo juizo do Sr.
I'r. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, he urna
execunao que nao tem base, he, cm fiin, a execuedio
mais extraordinaria que se tem visto ; 3., que real-
mente nada deve ao Sr. Mourao, como declaren a
commissao dus credores composta dos negocianles,
os Srs. Manoel Joaquim Ramns e Sla, Rosas &
Braga, o Jos Arfo uso Moreira. Chegando o Sr.
Mourao a esta provincia, sem cousa alguma, tanto
que foi necessarto o abaixo assignadopagarlhe a!pas-
sagem, etc. etc., estabeleceu-se com urna loja de fer-
raren), com o fundo de 24 conlos e tonlo, forneci-
do pelo abaixo assignado, como comta 'dos seus pro-
Sios livros ; ao cabo de tres annos e meio fiHis o Sr.
ourao, devendo a praca 88 conlos e Untos, depois
arrendou um armazem i administracao dos orphSos,
e nao tendo pago os respeelivos alugaeis por no
poder, a referida adminlslracao obteve contra elle
mandado de prisao, mandado que ainda est ero p ;
onde pois, foi o Sr. Mourao buscar 60 e tantos cootos
para se dizer credor do abaixo assignado dessa quan-
lia? Nao sabem lodos, queoSr. Mourao nunca leve
cousa alguma, que como irmao do abaixo assignado,
sempre esleve as soas sopas, o que'o abaixo assig-
nado por elle fez os maiores sacrificios, a quem por
sem duvida deve em partea ruina da sua casa ? 4.,
que D. Maria Duraes nao assignoa tal concordata,
que o abaixo assignado fez cora os seis credores, e
que so por ventara levou a praca urna propriedada
do abaixo assignado, sem que niogoem se oppojesse
a isso, foi porque tinha nella urna hypolheca espe-
cial, como se poder ver dos respectivos lutos ; 5.",
que he igualmente inexacto que esteja solfreodo di-
versas excruroes pelo juizo da segunda vara, sem
opposicilode pessoa alguma ; pois que as Boiras exe-
cunes que tem sao duas: urna do negodaute Bidou-
lac. curador da raatsa fallida pela commissao que Ihe
foi arbitrada, ao que o abaixo assignado se lera op-
po-to ; bem romo todos os de mais credores, e oulra
do escrivau Molla pelas cuitas de um traslado, que
nao extrahio, e que foram insudadas arbitrar pelo
Sr. Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, como
se o escrvo podesse cobrar cusas por trabalho qoe
nao fez, e o contador do juizo arbitrar costas, e nao
somente conla-lai na forma de seu regiment,
de notar que a essa execucio o abaixo assignado se
lem gnalmenlo opposlo.
Becife 5 de outubro de 1854.
Jos Dias da Silva
Nao tendo ainda se descoberto o roubo feilo
no dia 16 de junho do correte anno, ns casa da
ra do Pires n. 23, da prala e urna imagem de San-
to Antonio, e outros objectos j annunciadoipor ve-
zes uesta folha, toma-se a pedir que quem souber
ou der noticia, ser recompensado com 258000 de
seguro, mesma casa, ou na ra eslreita do Rosario
. 26, loja de encaderrrador del. 1. T. Pinto.
No dia 29 de mez prximo passado desappare-
ceu a escrava de nome Maria, de nac.lo Angola,
com os signaos seguintes : aliara regular, cheia do
corpo, lem urna costura na clavicula, lera um p
mais grosso do que o ootro, lem urna orellw rasga-
da do brinco ; levou vestido de chito rxa, panno
da Cosa azul e um laboleiro : roga-se a todas as
autoridades policiaes e cap laes de campo qae a pe-
garen), leve-a ra eslreita do Rosario n. 26, loja
de curadcriiador de I. I. T. Pinto.
Precisa-se de um caixeiro que saiba desempe-
ndar o -eu lugar, que nao csteja desprezado do man-
do, ou um chegado de prximo, para taberna : no
palco da Santa Cruzo. 20.
Atugam-se a casa grande e as pequeas, do
sitio rio Cajueira, na Passagem da Magdalena ; lem
bom banhu. viveiro de peixe, e muilos commodos ;
aluga-se pelo lempo da fesla, ou por anuo : a Iralar
no mesmo silio.
F.st (ralada por compra ao Sr. Brasiliano Ma-
-i.ilhaes (".astro i casa terrea n. 74 da rus do Caldei-
reiro: se houvcr quem lenha alguma cousa a alegar,
dirija-se i ra da Praia n. 20, oestes 3 dias.
Sabbado passado, ao sabir do llieatro, perdeu-
se uina pulceira de ouro etmaltada de verde : rega-
se a qualquer pessoa quo a achou, leva-la na rus da
Cadeia do Becife, loja n. 64 ; oulro sim, pede aos
senhores ourives ou a quem a mesma lor offerecida,
appreheode-la.
Conduz-se trastes, madeiras oa oalros quaes-
quer objeclos em canoas, para qualquer arrabalde
desla ri,iad/, com a devida segranos preco muito
commodo : a tratar na ra de Santa Rila n. 60.
Jos Alfredo Machado, acadmico de Olinda,
deseja filiar ao Sr. Antonio Jos de Mello, que lera
a bondade de indicar sua morada.
Joao Machado Brandao relira-se para Portu-
gal, deixaudo por seus procuradores em t. lugar a
sua senhora Uo-a Mara de Oliveira Brandao, em 2.a
o Sr. JoBo Baplisla de Barros Machado, eucsrregado
de todos os seas negocios, era 3.' o Sr. Antonio
Martina de Carvalho Azevedo.
Firmino Moreira da Cosa, como procarador
re Manoel Dias remandes, comprou para o mesmo,
o lullieie inteiro da primeira parle dg primeira lote-
ra concedida para as obras da matriz de S. Jos, de
O Sr. Joaquim Francisco do engenho Sitio lo
Meio, 'liona lor a bondade do mandar ultimar as
suas coutos at o ullimo do correnle mez, do contra-
rio lerei de vender o ferro velho que existo era meu
poder desde agosto de 1850 para meu pagamento,
nao anduindo depois a reclamacSo ahiuma.
Guilltermc dos Santos Sazts.
Do engenho Manass, freguezia de Jaboalao,
furtaram de 20 a 25 do cez de selembro, urna pare-
Iha de hois mansos, ambos raposos, posto que um
quasi vermelho ; sao graodes, gordos e bem feilos,
e ambos de camban : se alguem der uolicias exactas
destes bois ou de quem os furloii, receher tuna gr.i-
lili acao no referido engenho.
DO DR. CAS NOVA,
KI A DAS CK17.ES N. 28,
conlinua-se vender carteiras de homeopa- C
Ihi.i de 12 luhos (grandes, medianos e peque- !
nos) de 21, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120,
de 144. de 180 al 380, por precos razoaveis,
desde 530110 al 200#000.
Elementos de homeopalbia, 4 voli. 6*000
1 intuas a escolher (enlre 380 quuli-
dados) cada vibro lJjOH
Tubos avulsos a escolha a 500 e 300
XK90KK%K9B8E9E 3amaaBE
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDIDO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO* DAVID W. BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos propros para engeohos, a sa-
ber : nioendas e meias moeudas da mais moderna
conslruccao ; laixas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
eies ; crivos e boceas de fornalha e registros de bo-
ro, aguilhoes.broozes parafusos e cavilhues, nioindo
de mandioca, ele. etc.
NA MESMA FUND CAO
se executam todas as eiicoiumcndas com a superfori-
dade j conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
Precisa-se dcoluciaes de alfaiale: na ra No-
va n. 60. esquina da ponte.
Precisa-sr- de uina ama que cozinne com per-
feicao o di.nio de urna casa, e que compro os alfan-
jes precisos na rna: quem quizer dirija-se a na dos
Mari vi ios n. 36.

I
I
**-.
I
.>


OIARIO DE PERHAKBUCO, SABBADO 7 DE OUTUBRO DE 1854
\,
descobrio-m; ai i nal.
a fauhatoria
Sahio n 2. nlimero do peiixlico crilir c diver-
lidoA PALMATORIAcomossoguinles artigo :
ta-, menlos do ~iiulo.Dialoao eiilre os recliif lo-
res da Camelia.Cnuselho acrelo.Cousas inu-
eii.Medidas exigidas.Cousas da moda.Cha-
nda e acha se a yenda ua luja do Sr. Boavenlura,
ra Nova n. 02.
E?" Gheguem, rapa/es do loin,
Dcacobrio-se a Palmatoria,
VethM compra-la, he harala<
Venham coberlosde qloria.
pibucacaO do nstitijto homieopathico do brasil
thesouro homceopathico
ou
VADEMCUM DO HOMEOPATHA.
i
i
i
i
B
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1
I
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Esludante-, c iscabulhos,
Acadectmos, caiieiru-,
Empregados, venbam lodos,
Que cusa pouco dinlieiro.
Quarenlaris carta urna.
He verdade a iniulia hi-loria
Rapasiada, eia, avante
Veulia 1er a Palmatoria!!
Roga-se aos Srs. D'omin, e Nolimarco, n.lo in
disponham cora a M. de lime Nilifrance, morado-
ra uo largo do Carino, |ior nunca llies 1er fcilo mal
algum o Sonhei com tuce.
Avizo ao respeitavel publico-
O abaixo ssignadu proprielario que foi do Holel
Recife, lem a honra de participar ao respeilavel pu-
blico, e especialmente aos seus nticos freguezes, que
no dia 15 do crrenle, abrir o sen estabeiecimenlo
denominado Uotel da Europa, na ra da Aurora n.
58 aonde as pessoas que com sua preseuca lhe qui-
zerem honrar o seu eslabelcciineulo, acharo comi-
das oplimamenle preparadas, que se compromete a
mandar a casa de seus freauezes prucedendo o nece-
sario ajuste, bebidas de diversas e excedentes qua-
lidades ; quartose salas Torradas d papel para alu-
gar s quaes fornecer comida e bebidas segundo o
ajuste competente; assimeomo tambern lem urna es-
Irebaria para qualro ca vallo-, com commodos para
guardar cinco ou seis carros : rosa pois ao respeita-
vel publico que se digne honrar-llie o seu eslabele-
cimeulo, esforgando-se o abaixo assignadu em ludo
salisfazer a geral eipeclitiva. /. Mendes.
A BELLA KOS A.
Com esle titulo saldr brevemeule um peridico
litlerario recreativo, dedicado ao bello sexo Per-
n.imbucano.e aclia-se venda na ra Nova n. 52 lo-
ja do Sr. Boaventura, onde se recebe assigna turas a
41)0 rs. por serie de 12 nmeros pagos auianladus e
avulsos a 40 rs.
GUERRA DO ORIENTE.
Jos Nogueira de Soi.za, com loja de encadcrnaoilo
o livros na ra do Collegio n. 8, acaba de receber
de Franja urna porgao de livros e enlre osquaes veio
a obra com o Ululo a Russia, a Turqua c a his-
loria da aclnal guerra do Oriente 1 vol. de 372 pag.
vende-se pelo prego de 39000, assiin como cartas do
Ihealro da guerra acta;I enlre a Russia c Turqua,
as quaes vende-sc por (oromodo pceo.
Precisa-se alugar um moleqao ou negro, que
saiba coziuhar o diario de orna casa, e que seja licl :
na ra do (Jaeimado n 51, loja de feraseos.
(3 Homceopathia. &)
A CLNICA ESPECIAL DAS MO-
2 LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
r ral, rheumatismo, gota, paalv-
sia, defeitos da falla, do ouvido e
dosolhos, melancolia, cephalalgia
(d ou dores de cabera, enchaqueca,
fgk dores e tudo mais que o povo ce
(Q nhece pelo nome genrico de ner- J&.
4| voso.
As molestias nervosas requerem mnilas ve-
\t zea, alm dos medicamentos, o emprego de
9t oulros meios, que despertem on abalam a
2 sensibilidade. Estes meios possuo eu ago-
f) ra, e os ponho a disposiga do publico.
&l Consultas ,0 "S Pbres), ,!eade 9 oras da manhaa, al
(g^ as duasda larde.
tAsconsullase visitas, quandonn poderem
ser fcitas por mim, vj serao por nm medico
de mioha maior rrnfianga: runde S. Prun-
cisco (Mnndo-Novo, n. i>8 A.Dr. Sabino
\fff Olegario iMdgero Pinho.
Lava-se e engorr ma-se com loria a pereiro e
aceio: 110 largo da ribjira de S. Jos, na loja do so-
- brado n. 15.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-se .1 venda os bilheles da primeira parle
da primeira lotera da matriz de S. Jos nos lugares
do coslume : praga da I ndependencia, lejas dos Srs.
Fortunato e Arantes ; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes; I.ivramenlo, botica do Sr. Chagas; Calm-
ea, botica dos Sr.s Morcira & Fragoso ; aterro da Boa-
Visla, loja do Sr. Guimaraes; e na ra do Collegio,
na tliesouraria das lolerias. Corre imprelcrivel-
menle 110 da 27 de otilubro.
Os senbores pix>prietarios e rendeiros
fc. de engenhos, que nao estiverem mencio-
^ nados no Almanak, equizeremser con-
templados, queiram mandar tas decla-
LacOes a Uvraiia 11. 0 c 8 da praca da In-
dependencia.
, Aluga-se por preco comraodo urna prensa no
Forlo do Mallos ; a tratar com Luiz Gomes Ferrei-
ra. no Mondego.
Traspassa-se oarrendamento da casa n. 00 do
aterro da Boa-Vista, cem armacao para qualqner es-
*~^- labelecimenlo, commodos para grande familia, e
quinlal com 2 pocos c banheiro de pedra e cal.
. O Sr. Joaqiiim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do I.ivramenlo lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Precisa-ae alugar um sobrado ou urna boa casa
terrea, uo bairro de Santo Antonio; paga-seoalu-
goel adianlado on d-se bom fiador, e promelle-se
Iralar muilobemda casa: quem liverannuncie para
ser procurado ; tambem paga-se a despeza do ari-
uuncio.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal doLimoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
cscrivao de Iguarassu', queira tiuando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
[iraca da Independencia n. (i e 8, a nego-
cio que lhe diz rtspeito.
Na ra do Vigario sobrado n. 1-i
segundo andar, cose-se, laz-se labyrin-
tlio e borda-se de todas as qualidades n-
, clusivede ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
raodo.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LUANDA.
O foreiros de terrenos nesta cidade, pertencenles
,10 hospital da mesma santa casa, queiram mandar
-alisfazer as importancia que deverem ao respectivo
procurador, o cnsul de Portugal nesla provincia,
ra do Trapiche, casa n. 6.
Aprofessora particular Candida Bal-
bina da Paixao Rocha, residente na ra
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
r-ua a admittir pensionistas, meias pen-
sionistas e discipulas externas, por precos
ra8oaveis, a's quaes ensina a doutrina
christa. 1er, escrever, contar, gramma-
x tica da lingua materna, cozer, bordar de
todas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do sua aula aberta das 7 horas da ma-
nhSa ao meio dia, e das 2 a's 6 horas da
larde.
Quem precisar de um perfeilo cozinheiro, di-
rija-se a roa da Cruz d. 43, loja.
Desappareceu no da o do crrenle um meio bar-
ril da marca B C, com maulcigaTrauceza.o qual sup-
pfle-se Icr sido levado por engao: roga-se i pessoa
em roja milo elle esliver e o quizer entregar, que se
'Ih ija an armazem de Luiz Anlonio Annes, dcfronle
da porla da alfandeg, que sera recompensado.
Aluga-se urna pela captiva ou forra que quei-
ra servir em urna casa de familia, paga-s; ale l>
mensaes, dando-se alnioc,o e janlar : na ra do Mon-
dego n. 61.
Jesuino Ferreira da Silva, ahaiio assiguado,
faz publico, que desde o dia primeiro do julho do
torrente auno, so acha amiaavelmenle dissolvida a
sociedad que elle linha com Francisco Lucas Fer-
reira, no cslabclecimenlo sito no paleo do Hospital
n. 10, de fornecimenlo de carros fnebres. Decla-
ra maisqueessa dissoim-ao fez-se com algumas con-
icoes, sendo as essenejacs ficar o annuncianle livre
aquella dala em diante de qualquer responsabili-
dadeparacoii, terceiios e de fazer-w a iquidatao
uas conlas no prazo di;C mezes, sendo os obiectos do
eslabe ccimculo, coniitantcs do inventario do mes-
mo, obngados como garanlia do resultado dessa Ii-
quidaeao, por parle < e ambos os ex-socios, de frma
qne nao podem ser vendidos ou alheados antes da
una liquidacao, sena.i com autorisacao por esciiplo
de um dos interessado.i, como ludo consta da escrip-
lnra passada naqnellii dala, por ambos a-signada,
eu|da, reconhecidj, c existente em poder do au-
nuncunle. Se alaue.n -e julgar credor da dito e-
lanelecimeiilo.le aquella data, n..de apresenlar em
lorma os seus ttulos 011 conla.
Jetui/ni Ferreira da Sitia.
turlaram na mide de 3 para 1 do corenle, do
i "eta, um caVallo cardSo verraelho com a caneca
mus clara que o corpo. ga lelliudo.com a rauda cur-
ia n nma Mide no olho, avallo ccele, carreaador
naixo, rr.aia bonito de (reme do que de quarlos ;
qiiemoapprehcndor podera leva-lo a ra do Quei-
wado 11. 5, que ser recompensado.
Melhodo conciso, claro, o seguro de curar homceopalhicamenle todas as molestias, que affligcm a
especie humana, c particularmente aquellas que rcinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra imnartantMma he hoje reconhecida como a primeira c melhor do ludas que (ralam da ap-
phcacao da homceopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nflo pdem dar um
passo seguro sem possui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senhores de engenhn, sacerdotes, viajantes, cipiacs de navios, sertanejos, ele,
ele, deveni le-la a m3o para occorrer promplameule a qualquer caso de molestia.
IJous volumesem brochura, por.......... HHMK)
Encailcruados ............. 113000
Vende-se unicamenle em casa do aulor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOIVKEOPATHICA
Ningueni poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamento* verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da lioimeopalhia no norle, c immedialauenle interessado
em seus benficos successos, lem o aulor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua immcdiala inspeceno, lodosos medicamenlos. sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceiilico
c professor rm homu'opatliia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem cxeculado com lodo o zelo, lcalda-
de e dediraeaoque se pode desejar.
A ellcacia deslcs medicamenlos he alleslada por todos quo os lem experimentado; elle niin preci-
an de maior reconimcndacao; basla saber-se a fonte donde sahiram para se nao duvidar de seus opli-
iiios resollados.
Urna carteira de 10 medicamenlos da alia e baixa diluirao cm glbulos recom-
mendados 110 THESOURO HO.MOEOPATHICO, acompanhada da obra, e de urna
caixa de 12 vidrus de tinturas iudispensaveis........ 100(000
Dita de 96 medicamento- acompanhada da obra o de 8 vidros de tinturas 93000
Dlla de00 priucipaes medicamenlos recummeudados especialmente na obra, e com
una caixa de 6 vidros de tinturas, e lom a dila obra (tubos grandes.;. 603000
(tubos menores). 4.53000
Dita de 48 ditos, ditos, com a obra (tubos grandes)........ 508000
* i) (tubos menores). fSOOO
Dita de 36 dilos acompanhada de i vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 403000
(luhos menores.'. 303000
Dila de 30 dilos, e 3 vidros de tinturas, rom a obra (luhos grandes) 3.">3000
' i) (luhos menores) i>(000
Dita de 2 dilos dilos, com a obra, (luhos grandes)....... 3oyMK)
(tubos menores). 203000
Tubos avulsos grandes. ............. InhhI '
pequeos............ 3.V0O
Cada vidro de Untura............. 9000
Vendem-se alcm dissn carleiras avulsas desde o preco de 8000 rs. at de OOtOOO rs., conforme o
numero e lamauho dos luhos, a riqueza das caixas e dv namisacOes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encoinmcndas de medicamenlos com a maior promptidao, e por prejos commo-
dissimos. t
Vende-se o lralad.o de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 2J000
Na mesma boliea s vende a obra do Dr. G. U Jahr Iraduzido cm porlugucz e acom-
modada a iulellicncio do povo. .......... 69000
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P.S. Jiutriiclo de urna carta, que ao autor dn THESOURO IlOMtF.OI'.lTIIICO, tere a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgio Ignacio .-llces da Silva Santos, exlabelerido na cilla tic llarrciros.
. a Tive a salisface de receber o Thesouro homreopathico, precioso fruelo do Irabalho de V. S..e lhe
affirmo que de lodas as obras que leiihnli lo, he esla sem conlradicao a melhor lano pela clareza.com
que se acha escripia, como pela precisan com que indica os medicamenlos, que se devem empresar ;
qualidades enlas de milita importancia, prinripalmenle para as pessoas que desconhecem a medicina
llieocria e pralica, cct., ecl.,elc.
'-Da-sena cidade do Porto, at aquan-
tia de dous contos de ris, com um cam-
bio rasoavel: quem precisar dirija-se a
ra da Cadeia do Recife n. 35.
A Bella Rota, peridico litlerario e recreativo,
dedicado ao bello sexo, sanir breve o primeiro nu-
mero, e achar-te-ha venda na ra Nova 11. 52, loja
do Sr. Boavenlura, onde se recebe assignatura a 400
rs. por serie de 12 nomeros, e o prego avolso 40 rs.
O abaixo assiguado avisa aosseus credores, que
mudou seu eslabelecimento para o paleo do Trro
n. 2. O mesmo vende urna arniacau com lodos os
perteuces para taberna.
Oomingve* Ferreira de Souza Irmo.
A casa de afcricSo mudou-se para o paleo do
Terc.o n. 16, aonde serao despachados os senhores
quo liverem de alerir os pesos e medidas dos estahe-
lecinienlos com promptidao, e faz ver aos senhores
que sao acoquinados a aferir em seus estabeleci-
menlos, que oanligo agente vai aferir, c leve prin-
cipio cm 2 do cor.cule, e finda-se no ultimo de dc-
zembrodo concille auno.
ATTENCAO".
Chegou ltimamente de Portugal a inlercssanle
obra que lem por tituloDuas pocas da vidapor
Cantillo Caslello-Branco, veude-se cada cxcmplar
pelo diminua prego de '2)000 : na rna do Crespo,
loja n. I confronte an arco de Santo Antonio, e na
ra do Queimado n. 5, loja.
Joaquim Salvador Pessoa de Siqueira Cavat-
canli lem de eslar fura desla cidade durante este
mcz.
Permuta-se o segundo andar da casa da ra do
Collegio n. 13, com muilos commodos, por oulra
mais pequea, aaradaudo a ra : a Iralar no mesmo
011/ QUE CALOR 1
Aluga-se urna casa terrea para passar a fesla, no
lugar Sanl'Anna de dentro, cujo lugar he bstanle
fresco e salubre ; na ra da l.ingoela 11. 4.
O cartorio do registro geral das hypolhecas
mudou-se para o paleo do Terco n. 16.
Aluga-se por 3508 por auno, pagos a vista, o
primeiro sitio de porln de ferro do lado diieito da
estrada uova doCaxangti, oqtnl lem excellentcs bai-
xus plantadas de capim, e ptimo terreno para vac-
cas. assim comosolirivel casa e nao poucas arvores
de fruelo : quem o pretender, podera examina-lo
c convindo-llic com a condiro supra, dirija-sc ao
Chora-Menino, primeira casa do lado esquerdo, para
Iralar, isto das 6 as 8 huras da 'manhaa, ou das 5 da
arde em diante.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COZ.X.SGIO 1 AIVTDAH 25.
O Dr.^P. A. Lobo Moscn/o d consullas homeopalhicas lodos os dios aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflereoe-se igualmente para pralicar qualquer operacao do cirursia, e acudir promplamcnlc a qual-
quer mulherque e-tej.i nui) de parto, e cujascircumstanrias nao pennitlam pagar ao medico.
NO COMTMIO DO DR. P. A. LOBO MOStOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
203000
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em porlugucz jielo Dr. Moscozo, qualro
volumes eilcadernados em dous :.................
Esla obra, a mais importante de lodas as que Iratam da homcopathia, interessa a lodos os mdicos que
qtiizerem experimentara donlrina de llahnemann, e por si proprios se convenerrem da verdade ila
mesma : interessa a lodosos senhores de engtiiho c fazcideiros que estao louge dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capitaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou outra d Icr precisao de
acudir a qualquer incommodo sen ou de seus tripolanres ; e inleressa a lodos os tefes de familia nic
por circiimslancias, gue uem semtire podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-ineciim do liomeepallta ou Irsdncgao do Dr. Hering, obra igualmente til is pessoas que se
dedicam ao e-ludo da homcopathia um volume graude..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensavel s pessoas que quercm dar-sc ao esludo do medicina........
Lma carteira de 21 lubos grandes de finissimo chrislalcomo manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-.........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ,..............
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a esculla. .
Dila de 60 tubos enm dilos...............
Dila de 144 com dilos.......;.....".".".".".!!!!!!
Eslas sao acompauhadas de 6 vidros de Unturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o Hering, lerao o abalimenlo de fR&000 rs
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lobos pequeos para algibeira......... .
Ditas de 48 ditos.......".'',...............
Tubos grandes avulsos..............".".*."'"""!
Vidros de meta onga de tintura...........".!!!"] '. ',
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om pasno sectiro'na pralirTda
homcopathiav e o proprielario dcsle eslabelecimento se lisongeia de le-lo o rnais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamenlos.
Na mesma casa ha semprc a veuda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamenlos com toda a brevid'ade c por precos muilo com-
modos. r *
85000
43000
409000
45S000
509000
608000
1005000
em qualquer
88000
168000
18000
29000
208O00
63000
78000
65OOO
16O 63OOO
83000
163000
103000
83000
73000
3000
43000
10-5000
30)000
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensillar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
egularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se qnizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' e.vpectacao pu-
lica ainda acusta dos maioiessactilicios,
e, emquanlonaoli.var sua residencia, cine
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendenles dirijam-se a'
' vraria da prara da Independencia ns.
e 8.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
(odasde summa importancia :
llahnemann, Iralado das moleslias ehronicas, i vo-
lumes.' ...........
Teslc, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, phannacope.i liumeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, moleslias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado cmplelo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica hnmeopathica. .
De Fa)olle. doulhna medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. ...
Diccionario de Nvslen...... .
Alllas rompido de anatoma com belfas es-
lampas coloridas, coiilenilo a descripcao
de lodas as parles do corpo huinano .* .
vedem-sc lodos cslcs livros 110 consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
Joias de ouro. @
Na ra do Queimado, loja de ourives pin-
lada de azul n. 37, ha um rico e variado sor- S
9 tmenlo de obras de ouro, que o comprador S
W avisla dos pregos e bem feilo de obra nao dei-
xara de comprar, aliancando-scc responsabi- S
lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18 t
& quilates. j
*feise @s?v@
, Precisa se engenho muilo perlo desla praca, leudo ambos ha-
bililacOcs doservico.dando conheciineulode sua con-
duela :Wirijam-se a ra da Cruz, primeiro andar
n. 1
Desappareceu na manhaa do dia 3 do corren-
te, na occasiao de jr buscar urna caneca d'agua na
ribeira, um negra de nome Mara, nago Conso, de
40 anuos, ponen mais ou menos, ollios abuaalhados,
vestido de chita roxa cor de caf, camisa de panni-
nho; desconlia-so que esleja acoulada ouquefosse
para o mallo : quem a pegar, leve-a i rud Direila
n. 16, ou na villa do Cabo a Audr Masseiras, que
sera recompensado.
O abaixo astignado, lendo estado fra desla
praca, ensillando particularmente as primeiras Ict-
Iras de conformidade com o regulamenlo de 12 de
mam, 110 termo de Iguarassu, por cujos hahilantes,
animado do bom concoilo que lhe fazcm, e da gran-
de aceilagao que sempre leve daquclles pais que em
muilo pouco lempo viam seus lilhos no maior adian-
lamenlo, ao passo que oulros jseacluvam promp-
los a seguirem as aulas de iuslruccoes superiores,
lendo provisno do governo, resolve abrir a sua aula
na ircguezia da Boa-Visla desta cidade, no lugar de
sua residencia, ha ra da Alegra n. 5, para conti-
nuar a cnsinar as mesmas primeiras Ultras ; c espe-
ra ter grande accily,ao do benvolo publico, ou com
especialidado daquellas pessoas que se qnizerem
preslar ao seu offerecimcnlo, protestando que uo
mais curio espacode lempo, provar com o,adrara-
vcl adianlamento dos seus alumnos, o melhodo faci-
limo, pelo qual compre reslrirlamciile as disposicoet
do citado regulamento. Alm dos externos, recebe
alumnos, meius pensionistas e pensioiiislas inteiros,
para os quaes offerece bous commodos e ptimo Ira-
tamenlo, mediante urna pequea paga. as horas
vagas d lices de msica verbal e instrumental, e
passa licflcs de piano naquellas casas, cujas familias
soquizerem ulilisar de seu presumo. Accresse a van-
lagciu que os seus alumnos peusionislas, querendo e
leudo sulliciente adiautameulo das lellras, poderao
aprender a musita e a locar, sem que nada paguem
alm do prego eslabelecido. Tambem cncorda, ali-
a e faz qualquer concert interior de piano com to-
da a perfeigao, reservando para islo odlas feriados.
tndr Jlrct da Fontcca Jnior.
A pessoa que t.uniinrioii querer SOOJIHIO para
darem lijlos, dirija-se alraz do tlicalro velho, ar-
mazem de laboaa de pinlio.
&' S8ft'c.-3!?.S^
DENTISTA ERANCEZ.
Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larca H
do Rosario 11. 36, secnndo andar, colloca den-
.'3 les com gengivesarlificiaes, e dentadura com- ;
'" pela, ou parte della, com a pressao do ar. (
Tambem lem para vender agua denlifricedo @
Dr. Fierre, c p para denles. Kna larga do 5.;
JS Rosario 11. 36 segundo audar. m
8Si@S3
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n- l, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
L1NHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-sc loalhas de pauno de linliu, lisas
e adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por pregos com-
modos.
Precisa-se de ama ama de leile forra
ou captiva, tendobom leite paga-se bem:
n ra de Hortas 11. 60.
Precisa-sede urna ama de boa conduela, que
saiba coziuhar e engommar bem, para casa de pou-
ca familia ; no largo de S. Pedro 11. 4.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baizos do eme em ou-
U-a qualquer parte, ttinto em por-
coes, como a retalho, afliancando-
se aos compradores.um s preco
para todos : este estabelecimeno
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprielario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, c ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da roa do
Collegio n. 2, de
M Antonio Luix dos Sanios & Roliin.
SiSSBSSgS BKBBBBHBHBEH
Crystalotypo.
J. J. Pacheco, ten lo de rclirar-sc breve para o
Rio de Janeiro, previne a quem quizur aproveilar
esla favoravel oecasiao para relralar-sc, que dgne-
se procura-lo al o dia 20 do correle, no Aterro' 11.
4, terceiro-andar. O annuncianle vende urna boa
machina de daguerreolvpo com lodos os perlcnces,
mostrando ao comprador a porteig.lo com que ella
lira os retratos.
Da-se 400^000 rs. a um homein <|ue
queira ir para o Riacho de Poicos ensinar
latim a 12 meninos, tendo mesa, casa
para morar, roupa lavada eengommada,
e tendo a faculdade de ensinar mais al-
guns, tanto delalim como de primeiras
letti-as, de maneira que assegura-se 400.S
rs., e com o ordenado de mais alguns,
completa o de GOO.v rs. : a pessoa que a esse
fim se quizer empregar dirija-se a esta
ctisa ou na loja de Jos dos Sanios Neves
a tratar.
Precisa-se de um menino de 12 a Ii auno,
para hiberna : na Soledade n. 18.
COMPRAS.
Comprara-se patacoes hespanhes, no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na ra
do Trapiche n. 08.
Compram-se accOcs do Banco de Pernambuco:
11a praga do Corpo Santo 11. 6, escriplorio.
Compra-se urna urna nova de jaca-
randa': na praca do Commrcio n. Ii,
primeiro andar:
Compra-sc urna varauda de ferro quclenha 18
a 20 palmos de romp ido : na ra da Cruz 11. 7, pri-
meiro andar.
Compra-se una casa terrea que seja pequea,
para urna pequea familia; na praga da Indepen-
dencia n. 2i a 30.
Compra-se prata hrasileira ou hespauhola : na
ra da Cadeia do Recife 11. 51, loja.
Compra-se urna cadeir ou palanqun): quem
liver, apparega na ruado Colovcllo 11. 29.
Compra-se urna mombilia de Jacaranda em
segunda m3o, mas quo esteja cm bom eslado : na
ra Direila n. 26 padaria.
Compra-se um pequeo silio perto da praga al
a Pon le de Uchoa : quem quizer vender dirija-se
esla typographia.
VENDAS
Vestidos de seda baratos.
Vendem-se corles de vestidos de seda bons goslos,
boa qualidade c por prego muilo barato : 11a loja de
qualro porlas da ra do Queimado n. 10, de M. J.
Leile.
Oleo de linhaca.
Vende-se oleo de linhaca em harris por prego m-
dico : no escriplorio de Eduardo II. VYyatl, ra do
Trapiche-Novo n. 18.
Vende-seos verdadeiros charutos da Havana
por prego commodo : na ra da Cruz n. 66 primei-
ro andar.
Conlinua-se a vender corles de chila larga co-
res lixas a 2Q, corles da caiga de casemira de cores
vfBOOj havendo de ludo aonde escolher : na loja de
qualro porlas da ru 1 do Queimado u. 10 de M. J.
Leile.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de portas da ruado Livra-
mento n. S, ao pe' do armazem de
lauca*.
Vendem-se chitas escuras finas, com pequeo lo-
que de mofo, motilado que seja desapparece, o co-
vado 160, riscadinhos liudos a 160 o covado, cassas
decores a 360 e 160 a vara, e oulras muitas fazen-
das por menos preco do que cm oulra qualquer
FAR1NHA DE MANDIOCA.
Vende-sc lina farinha de mandioca em saccas de
cinco quarlas : na travessa da Aladre de Dos, arma-
zem n. 3 e 5, ou na ra do Queimado n. 9, loja de
Antonio Luiz de Oliveira Azevcdo.
Vendem-se 42 caadas de agurdenle de can-
na : a fallar na ra de Sanio Amaro n. 8.
Na loja da ra do Collegio n. 5,
ha para vender o mais superior doce de laranja de
calda, dito de grozeles, dito de cidra, este doce se
vende em barris e he o mais fino que se tem visto no
mercado ; em quaotoan pregse dir ao comprador,
porque em quanto a qualidade nao deixam de com-
prar.
Vende-se peixe cherne, viudo da ilha do S.
Miguel, em barris e mesmo a retalho, por prego
commodo : na na das Cinco Ponas 11. 82.
V'endc-sc um lindo caixiio com 4 rcparlimen-
tos, ciiendo 16 palmus de compriinento, proprio
para deposito de bolacha ou de assucar : na ra Di-
reila, taberna n. 19.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
raodello e construcco muito superiores.
Agencia de Ertwin ZHaw.
Na rnade Apollo n. 6, armazem de Me Calmon-
Companhia, acha-se couslanlemenle bons sorti-
meutos de (aixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fondas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos laman bus e modelos os mais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forga de
i 1 avallo-, cocos, passadeiras de ferro eslanbado
para rasa de purgar, por menos prego que os de
cohre. csco-vens para navios, ferro da Succa, fa-
llas de flandres ; ludo por barato prego.
Vende-se fio de sapaleiro, bom : em casa de|S.
P. Johuslun vV Companhia, ra da Sousala Nova
n.42.
Vende-se um escravo do campo por nao querer
serv ir na praga : a Iralar com Jos lly.'ino de Mi-
randa.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Vendem-se por prego muilo commodo l no arma-
zem de Barroca 1 Castro, na roa da Cadeia do Re-
cife n. i.
Vende-se orna salva e 6 colhere para sopa, de
prala, por prego commodo ; na roa do Crespo, loja
11. 6.
Vendem-se barris com cal virgem, a mais no-
va do mercado, por pregocoiuihodo: na ra da Sen-
zala v elha n. 7, segundo andar; e juntamente ve-
las de cera de carnauba a 99500 a arroba.
KLA DA CUl'Z, ARMAZEM N. 13.
Neslc armazem vende-se o leguinte : cabos de li-
nho de 1 a 6 pollcgadas, lonas da Russia primeira
sorlc, dilas inglezas imperiaes, remos de faia ameri-
canos, brreles escocezes para manija, lillc para
handeiras, oleo de linhaca em barris, carne de vac-
ca salgada em dilos, azeile de colza para luzes.
Alpacas de seda a 480 o covado.
Vende-sc na loja da ra do Queimado n. 40, ricas
alpacas de seda dequadros.
Vende-se urna mesa redonda de madeira de
sandaI, quasi nova : no pateo do Carino, casa do
Sr. Gabriel Antonio.
Vende-se urna propriedade de Ierras com mal-
tas e com proporges de se fazer um engenho peque-
no, sita na freguezia de Muribeca : quem a preten-
der, dirija-sc Santo Amaro de Jaboalo, a fallar
com Amaro Fernnndes Dallro.
Na loja de livros do anligo baraleiro, na ra
do Crespo 11. II, vcudc-se colleccui de compeudios,
cunlendo calhecismo da doutrina Chrislaa, elemen-
tos de orlhographia e de arilhmelica, regras de civi-
lidade e mximas moraes encadernados por 400 rs.,
diccionario das llores a 160, cartas patriticas a 160,
diccionario de Moraes da 2.a edicrao por 12$000, sa-
lustio e fbulas latinas a 640. instiluigao de direito
civil brasileirn por Paschoal Jos do Mello Freir a
640, o guarda-livro moderno, cm 3 volumes por
63OOO rs.
Vcndc-se urna morada de casa terrea, chaos
proprios na roa do Fogn. 29 : a tralar Da mesma,
e la se dir quem he o dono.
Fumo cm folha de todas as qualidades.
Ha grande sorlimciito de fumo para charutos, far-
dos de 2 a 8 arrobas, por prego mais commodo do
que cm oulra parle; nos arma/en- do llo-a, Iraves-
sa da Madre de Dos n. 13 e 15.
Cassas francezas (as a ."GO a vara.
Na ra do Queimado, loja n. 40,
Setim de cores a (00 rs? o covado, tafe-
ta' decores a 400 rs. dito.
Na loja da ra do Queimado n. 40.
RICAS PLLCEIRAS.
Chegou loja de miiidezas da ra do Collegio n.
I, um neis 'i-lmenlo de pulceiras do ultimo goslo,
que se vende pelo diminuto prcgi de 15600 a 23500,
a ellas antes que se ac be ni.
SEDAS DE CORES.
Vende-se sedas de cores achamaloladas de muilo
lindos padrees para vestidos de senhora.e pelo ba-
ratsimo prego de 700 rs. o covado : na ra do
Queimado n. 38, em frente do beceo da Congre-
gagao.
Vende-se a casa n. 6 na ra da Soledade de-
fronte da igreja : a fallar na na das Aguas Ver-
des 11. 21, ou com o caixeiro do agenlc Oliveira.
Vcndc-se tim escravo de meia idade, proprio
para todoserviro, do que tem bstanle conliecmen-
t, e al de Iralar de umcavallo, muilo bom compra-
dor, nao bebe espirito, s se fr ohrigado ou por
remedio para saude : procure na ra do Rangcl n.
21, a qualquer hora. Na mesma casa se vendem
2 laboas de amarello vinhalico com 30 palmos de
comprimemo e 2 e lano de largo, 2 ou 3 lindas de
36 palmos de comprido e 1 Irave com 31 palmos, de
boa qualidade, porgao de cal branca para caiar, 1
banco de oflicio de carapina, 1 caixa com alzuma fer-
ramenla do mesmo oljicio, saccas com alqucire de
farinha por barato prego, 12 cadeirasc 1 sof de Ja-
caranda, tudo por commodo prego; lambem se ven-
dem alguns livrosespiriluaes,a Recriagao philosophi-
ca, Gil-Braz deSanlilhaiia em muilo bom eslado, e
oulros livros.
MODERNISMO.
A 53000 rs. o corte!!!
Corles de vestidos de warsoviana de goslo escocez,
os mais modernos, chegados ultim.uiienl de Franga;
vende-se pelo mdico prego de 53000 rs. cada um :
na ra do Queimado, loja 11. 17, ao p da boliea.
LL'VAS DE PELLICA A 500 RS. PAR.
Vendem-se na ra do Queimado, loja de ferragens
II. 30, superiores linas de pellica para I........ni C se-
uhora, brancas e cor de canna, muilo uovas, a 500
rs. o par.
Vendem-se 6 cscravos, sendo 3 lindos moleco-
Ics de idade 20 annus, c 3 prelos de lodo serv :
na ra Direila 11. 3.
Vende-sc urna escrnva, crionla, de 30annos de
idade, bonita figura, a qual cose bem, cozinhao dia-
rio de una casa, o tem principios do engomar, pti-
ma para ser empregada na sala de qualquer casa de
familia por ler bons coslumes, e pralica desse scr-
vigo : quem a pretender, dirija-se ao largo do Car-
|.mo, na secunda casa terrea da lado direilo n. 6, on-
de se dir qual o motivo por que he a mesma escra-
va veudida, nao obstante as suas boas qualidades.
HE MUITO BARATO! I
Corles decaigas de brim de hnho trangado de
cor a............136O0
Dilas de dita- de brim de liaho traugado su-
perior a............2&000
Cassineas de l.i.i mescladas proprias para
caigas e palitos pelo baralissimo prego de o
covado............ 500
Chitas de cubera muilo bonitos padrdes, co-
vodo. .......:.... 160
Dilas francezas muilo bonitos padrees covado 240
Damasco de la a ngindo seda, muilo pro-
prio para cobcrlas de camas..... 800
Dito de algodao covado....... 500
Chapeos de sol de seda para scnhnra muilo fi-
nos e bonilosa..........13500
Dilos para homein. de lodas as core a 6.>4lX)
Dilos de massa francezes muilo superiores, e
das mais modernas formas......fr>400
Dilos de dila para meninos......53500
E oulras muitas fazendas que so com a vista dos com-
pradores poderao conhecer os baralissimos pregos por
que se estao vendendo na ra do Queimado n. 7, lo-

C. STARR &C.
respeilosamenle annunriam que 110 seu extenso c
tahelccimcnlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfoigao c promplidao.loda a qualidade
de marhiuismo para o uso da asriritltura, navega-
gao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes c do publico em cern, lem
aborto cm um dos grandes annazens do Sr. Mesqui-
ta na ra do lirum, alraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no diloscu cslabclecimenlo.
All acharan "* compradores um cmplelo sorli-
mento de moendas de caima, com lodos os mclhu-
ramcnlos (alguns dellcs novos coriginaes) de que a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a ueces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
tai xas de lodo lamauho, lauto batidas como fundidas,
carros de mao e dilos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, ka-no- de Ierro batido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucgo, fundos para
alambiques, crivos c porlas para fomalluas, c urna
infinidudc de obras de ferro, que sera enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe una pessoa
iutelligenle c habilitada para receber lodas as cn-
commendas, ele., ele., que os aiiiiiiiicianlcs contan-
do comacapacidade de suas oliciuas e niacliinisino,
e pericia de seus olliciacs, se compronieltem a fazer
cxuculai, com a maior presteza, pefeiro, e exacta
conlormidade com os modelos uu descules, e iuslrnc-
oesquu lhe l'oiernforneridas.
Fazendas de gosto.
Vendem se' ricos corles de seda de qnadros, do
mais moderno goslo, romeiras de relroz de bonitas
cores e ililTereulcs pregos, vestidos de seda escoceza
de 2 e 3 babados, corles de cassas sedas com 2 e 3
habados, corles de laazinhas a 13500, las de seda a
000 rs. o covado, corles de cassas de 3 babados com
mantelete da mesma fazenda a 53000, romeiras de
lile bordado a 39000, camisas de dilo a 69000, o ou-
lras inultas fazendas de goslo que se vendem por
pregos baixos, dando-se amostras de ludo com pe-
nhores : na ra Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz Pe-
rcira t\; Filho.
Vende-sc a taberna da ra do Rosario da Boa-
Visla u.47, a dinheiro ou a prazo, com firmas a
contento : a Iralar na mesma com Joo Pinto de
Souza.
CHAPEOS PAUA SE.MIOHAS E MENINAS.
Vendem-se M mais modernos c bonitos chapeos de
seda e blnnde para senderas a Mismo e I89OOO, di-
los para meninas, ricamente enfeilado* a 83OO0 c
103000 : na ra Nova, ioja n. 16, de Jos Luiz Fe-
reira A. Filho.
ja da estrella de Gregorio & Silvcira.
Vende-se um sobrado deteriorado em Olinda,
na ra deS. Denlo, defrnnte do mosleiro: quemo
pretender dirija-sc a ra do Born-Successo defronte
da quina dos Quarleis onde lem Um lampe ie.
Vende-se na ra Direila 11. 27, mauteiga in-
gleza a 640, dila a 560, dila a 500 rs., dila a 400,
dila frauceza a 640 e 560, queijos muilo novos, milho
em saccas, novo e muilo barato.
Vendem-se aurrelas com cal virgem, chegada
ltimamente de Lisboa, por prego commodo : na
ra da Senzala Nova 11. 4.
CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro americano, novo, elegante e
leve; vende-se lambem um oulro de 4 assenlos, e
mais um cabriole! esles dous com pouco uso ; vn-
dem-sc lambem os cavallos para os mesmas queren-
do, por prego commodo : na ra Nova, cocheira de
Adolpho Bourgcois.
Deposito de cal.
Vende-se cal virgem de Lisboa, prximamente
chegada, por o mais raroavcl prego : no armazemde
assucar da viuva Percira da Ciinha, ra de Apollo
11. 2.
Vcndcm-sc esleirs de palha de carnauba che-
gadasagora do Aracaly, a 123 o cenlo : na ra da
Cadeia do Recife n. 49 1. andar.
Vende-sc vcllas de cera de carnauba fcilas no
Aracalj, de 6, 8. c 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Recominenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que muilos
chamam de fellro a I3OOO rs. cada um : na ra do
Crespo loja 11. tj.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA,
_ Vendem-sc velas de cera de carnauba de compo-
sigo. feilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, epnr mais commodo prego que cm
oulra qualquer parle : na ra da Cruz ii. 31, pri-
meiro andar.
Vendem-se ricos pianos co:n cxcellcnles vo-
zes e por pregos commodo-: cm casa de J.C. Habc,
ruado Trapiche n. 5.
PUHLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mcz de Mara, adoptado pelos
reverenilissinios padres capuchiiihos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
uliora da Conccigao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e deX. S. do Bom Cotiselho : ven-
de-sc unicamenle na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia, a I3OOO.
99 Deposito de vinho de cham- @
(^ pagne Chateau-Ay, primeini qua-
tlidade, tk propriedade do condi /<#.
de Mareutl, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vender
jh se a oCsOOO rs. cada.caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
W crate Feroni Companhia. N. B.
< As caixas Sil o marcadas a logo
0j Conde deMarcuil e os rtulos
(0f das garrafas sao azues.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arroba*, por
(ircco commodo: na ra do Amorini n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se cxcellentc laboado de pinho, recen-
leuipnlo cliegado da America: na rui. de Apollo,
trapiche do Ferreira, a cutender-se com o adminis-
trador do me-mo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar cojjh Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, de supeiior qualidade e por
prec.0 .commodo : na ra da Cruz n. 26
primeiro andar.
Na loja do Cardeal ra do Rosario,
vende-se o bem conhecido rape' rolao
Irancez.
Vendem-se camisas Irancezas muito
bem feitas, compeitos de linho e de ma-
dapolao, e aberturas de linho edemada-
nolao para camisas, tudo de superior qua-
lidade e por preco commodo: na ruada
Cruz n, 26 primeiro andar.
Vende-se superior chocolate iran-
cez Kiseche e Abssinthe, por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26 primeiro
andar.
Cassas Irancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
QUEIJOS.
Vendem-se muilo bons queijos do serijo (lestes
chamados de prenga, os melhores que lem appareci-
do venda : na ra do Queimado, loja n. 14.
1ACTO SECCO.
Vende-se muilo saa e boa carne, pelo barato pre-
go de 43000 a arroba, e laclo secco de gado, por ba-
rato prego, proprio para escravos : na ra do Quei-
mado, loja n. 14.
Toalhas e guardanaposdepanno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para roslo a 109000 a duzia, dilas lisas a 14S0O
a duzia, gonrdanapos adamascados a 33600 a duzia
na ra do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor .1 600 e 700rs.
a vqra, fuslflo branro alcochoado a 400 rs. o covado,
caslor muilo encorpado a 240 o covado, pegas de
cassa de quadros, proprias para bibadosa 29000, gan-
ga amarella Irangada a 320o covado : ua loja da ra
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom goslo a 43000 cada um, dilos de casia
chila a -23000, dilos de chila frauceza larca a 33OOO, ""des
lengos de seda de 3 poulas a (i, dilos de cambraia
com bico a 280 cada um : na ra do Crespo, loja
o. 6.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior ll,mella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a pregos ba-
ratos que he para fechar cotilas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
\ende-se carne rnuilo ->a e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato prego de 43000 rs.
a arroba em pacotes de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao p do arco da Conceigo, defroute da
esradinha.
Ai que fri.
Vende-se superiores cobertores de. tapete, de di-
versa cores, grandes a 1*200 rs., ditos brancos
l~2tl()rs., dilos com pelo a imilagao dos de papa a
1S0O rs.: na ra do Crespo loja o. 6.
Vepoiito da fabriea de Todoi oa Banlol na Bahia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaO trancad.1 d'aquella fabrica,
moilo-proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe'sde coqueiros, com boa casa
de vivendu de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros: ra do Trapi-
che n. 5.
Cassas francezas a iro rs. o covado.
Na loja de 1 .uunaraes & Henriqucs, na do Cres-
po u. ."), vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo prego de 180 n. o covado.
NOVAORLEANS.
Baralosim, liado nao.
Na roa do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspelo barato prego de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo p'ropria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de laa e seda de cores
as mais delicadas,muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a .jOO rs. o covado.
Na ra da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores quo tem viudo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Jilo escaro,
Madeira,
em caixinhas do urna duzia de garrafas, e i visla da
'qualidade por prego muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
M11.DE/.AS BARATAS.
vende-te na ra da Cadeia do Recife n. 19, tpa-
los de couro de lastre para senhora a 13 rs. o par,
dilos de marroqum a 600 rs ditos para homein a
HO e 900 rs., botoes de agath para carnUa a 200 rs.
a groza, hnha de core a 1. dila branca de 800 a
19200, papel de peso muilo bom 1 2400 e 28500 a
resmi, penle* para alar cabellos a 240 rs.. dilos finos
aaoOels, coUetesaOO o0 ri. a caija, bicos, Olas,
allincles de lodas as qualidade, agulliM, luvas de
teda para senhora e meninas, dilos para homem,
theoura linas e ordinaria, pulceiras de ouco fin-
gindo de le, carleiras para baile, peneiras de ac e
oulras muitas cousas por pregos muilo em conla.
Loja de todos os santos.
Chegou a loja de tnindezas da toa do Collegio 11.
1, um grande sortimento de estampas de sanios a
sania, em puni grande, a laer : Coraraode Jess
e de Mari, Jess, Mara, Jo, Santo Antonio, S.
Jos, N. S. do Rosario, o silencio da Santa Virgem,
N. S. na cadeira. Sania Cecilia, S. Juiu llaplula, H.
S. das Dores, Sanl'Anna, Crucificado. S. I.niz
(iouzaga, Salvador do Mondo, S. Pedro, Santa Joan-
na. Sacra Familia, S. Vicente de Paola, Sania Fran-
cisca e oulro ja em quadros dourados, peto dimi-
nuto preco de 19000 e 320 cada um, ludo com dit-
ferentes nomes da sanios e sanias ; ainda se eonti-
nuam a vender mauguinhas do vidro com tantos
dentro, cruze de jaspe com o crucificado, quadri-
nhos com tantos para enhiles de oratorios, e oulras
muitas comas que se vendem por prego mais com-
modo, que he para acabar.
Veude-e um casal de transo muilo boro, por
prego commodo: ni rna do Colovello n. 109.
Vende-so milho era saccas a prego de 39000, e
farinha em dilas a prego de 4(000 ; no caes do Ra-
mos, uo armazem de Carlos Jos Gomes.
Vende-se nm carrinho americano d,4 rodas
para nm ravallo, de muilo bom goslo, por prego
muilo barato, assim como um cavallo para o mesmo
ou em separado, allangando-se sua bondade e man-
sidao : para ver ambas as coutase tratar, na cocheira
da ra Nova por baixo da casa da cmara, ou a tra-
tar com Antonio Hernaido Quiuteiro,na mesma ra.
Na ra do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se para fechar conlas mil equinhenlos massos
de cuntas de vidro lapidadas a 160 rs. cada raasso, e
70 duzia de caixas de massa para rap 19200 a
duzia.
RL'A DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Patn Nash & C., 4ia pa-
f*V
ra vender:
ja Sortimento variado de ferragens.
^ Amarras de ferro de '5 oitavos ate 1 |
2 polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
L'm piano inglez dos melhores.
tmmeta
LOTERA DA MATRIZ DE S. JOS.
Corre indubitarelmenle na sexta feira 27
it outubro.
Aos 10:0009000. 4:OfJ09000 e 1:0008000 rs.
Na ra da Cadeia do Recife, loja de cambio de Vi-
eira n. 24, vendem-se o* mui acreditados bilheles e
cautelas docautelisla Salustano de Aquino Ferrei-
ra. Os bilheles e cautelas nao soirrem descont de
5 do imposto geral nos tres primeiros premios
Itilhcles. . II9OOO 10:0009000
Meios. . 59500 .VOOOfOOO
Quarioa. . 29800 2:5009000
Oitavos. . 19500 1:2509000
Decimos. . 1300 1:0009000
Vigsimo. . 9700 5OO9OOO
Vende-se um eicellcnle carrinho de 4 rodas,
mu bem construido,eem bom eslado ; est eiposlu
na ra do Arago, casa do Sr. Nesnie n. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Crnz no
Recife n. 27, armazem.
Moinhos de vento
combombasderepuso para regar hortas e baixa,
deeapim. na fundigade W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8e 10.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2.a edigao do livrinho denominado .
Devolo Christao.mais correctoe acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Creipo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
OBRAS DE LABVBINTUO.
Vendem-se loalhas, lengos, eoeiros de labvrinlho
le lodas as qualidades, rendas, bicos largos e eslrei-
los, por commodos pregos: na roa da Cruz da Re-
cife 11. 34, primeiro andar.
Vende-se o bem acreditado rape' ro-
lao Irancez : na ra da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vende-sc urna escrava : na ra de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
Vende-sc urna casa terrea com bons commodos
e reedificada ha pouco lempo, tila no largo das Cin-
co Pontas; assim como diversos terrenos com alicer-
ees, lano na ra Augusta como na do Alecrim: diri-
jam-se a ra do Queimado loja n. 61 que se dir
quem vende.
Vende-se urna escrava de nagito com urna ex-
cedente cria de idade de 3 a 4 annos, pooco mais oa
menos: na loja de fazendas, ra do Queimado n.
61 se dir quem vende.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Colierlores escuro muito grandes e encorpado,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando o
do lila, a IB'iOO : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Uerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junio com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa'de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Crit-. n. 4.
Vende-se urna halanga romana com lodos os
seus perlcncos. cm bom uso e de 2,000 libras quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, arm.iztm n. 4.
@@@^@: SS$$f|
POTASSA BRASILEIRA. <
Q Vende-se superior potassa, fa- 4
*\ bricada no Rio de Janeiro, che- A*
3 gada recenlemente. teeoinmen- S
2k da-se aos senhores de engenho os
7? seus bons ell'eitos ja' experimen-
Jj tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
9 mazem de L- Leconte Feron &
y Companhia.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
baralo de que cm qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
tcaspara piano, violao e flauta, como
cjam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
ickes, modinhas tdo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
landos cortes de lanzinba para vestido de
senhora, cora I eovadoscada corte, a
'i.s")00.
Na ra do Crespo, lerja da esquina qae volla para
a Cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu do sillo do padre Manoel Flo-
rencio de Albnquerque, na Iravessa da Gru de
Almas, de Ponte-Uchoa, no dia 5 do cnente, Da
seu escravo de uome Manoel, de narao Itcbolo. de
meia idade, baiso, grosso do corpo, meio caugoei-
ro ; levou nm sneco cem roupa na, o escravo foi
comprado por muito bom, ao Sr. Manoel de Almei-
da Lopes, que o vendeu por ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : roga-se, prtanlo, as auto-
ridades policiaes, capihes de campo, ou oulra qual-
quer pessoa. que o appreheudam e leve-o a ra de
I lorias n. 15, ou no dito sitio, qoe ser recompensa-
do ; advcrle-sc que o dilo prelo he casado em ojea-
ule' Camur, freguezia do Cabo.
Desappareceu no dia 2M de selembro prolimo
passario, um prelo de nome Joaquim, nagao Cagan-
ge, que reprsenla ler 40 a 30 annos, estilara bai-
xa, srossodo corpo; j foi do engenho (inipapo, e
fui vendido a Anlonio Francisco Lisboa, com arma-
zem de,assucar na ra de Apollo ; levou 'camisa de
riscado azul, caiga do mesmo, chapeo de masa pre-
lo, lem costme andar senpre fumando em cachim-
bo ; levou tambem um balaio de compras desle do
Porto, c em cima da lampa a marca F : quem o pe-
gar, podera leva-lo na roa de Apollo, armazem de
assucar d Francisco Antonio Lisboa, que se recom-
pensar.
Aosenloa-se no dia 23 do correle o prelo A-
leandre, de nagao S. Paulo, idade de 2.3 annos, al-
to, Talla demorada o corpo reforgado, foi escravo do
france/. Milique, morador no Rio Doce, e ullima-
inenlc do Sr. Eduardo Bolly ; esse prelo cosluma
em suas frequenles fgidas andar pela rea da Auro-
ra, ir para Olinda, e refugiar-se as campia do
Hio Doce : roga-se, porlanlo, a quem o pegar ou
dcllc der noticia, dirija-se ra do Brum n. 28, fa-
brica de caldeireiro, qoe ser bem recompensado.
Desappareceu hoje da 7 para 8 horas da ma-
uhan. o escravo, crinuio, de nome l.laudiano, de es-
tatura regular, grosso do corpo, denles limados finos,
olhos e cara grande, coro bstanles signaesde hechi-
zas por as ler lido em quanlidade em 1850 logo que
o comprei em 30 de outubro do dito anno ao Sr. .
Jos de llollauda Cavalcanli LeiLAo, que o hoave
por heranca paterna de seu fallecido pai o capilao
Anlonio Veira de Mello Leilao, moraderee no lu-
sar do Jac, lermo da villa de Nazarelh, d'onde he
filho o dilo escravo.-iiue representa ler 23 anno por
declarar o formal de partidlas quando o comprei ter
19annos; levou caiga de algodao azul traugado,
camisa de madapolo, chapeo velho de seda ou de
couro, presunie-se ser seduzido a fugir por nao haver
motivo algum : quem oapprehetttler piule leva-lo ao
abaixo assiunado, senhor do dilo escravo, com pren-
sa de algodao no Forle do Mallos 11. 7, on roa do
(Juciioadon. Ii, quesera bem recompensado. Recife
1 de outubro de 1854.
Minoel'Ignaciti de Oliveira Lobo.
Hesappareceo-%a'rlia 8 de selembro o escravo,
rriuulo, de nome Antonio, que cosluma trocar o no-
mo para Pedro Jos Cerino, e intilular-sc forro,
he muilo ladino, foi escravo de Anlonio Jns de
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
SaiitoAniao, e diz ser nasrido no seriao do Aporiy,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, carapinha-
dns, cor um pouco fula, olhos escuros, nariz grande
e grosso, beigos grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porcm nesla oecasiao foi com
ella rapada, com lodos ns deules na fenle ; levou
camisa de madapolo, raiga ejaquela branca, cha-
peo de palha com qba pequea e urna trouxade rou-
pa pequea ; he de suppr qne mude de Irage: ro-
ga-se porlanlo as autoridades policiaes e pessoas par- .
Oculares, o appreheudam e Iragam nesla praga de
Recife, na ra larga do Rosario n. 24, que seje-
compensara muilo bem o seu Irabalho.
Ainda continua eslar fgido o prelo que, em 11
de selembro prximo pasudo, foi do Munlero a um
mandado no engenho Verlcule. acuiiipanhandouinaa
laceas de mando doSr. Jos lteriiardino Percira da
Rrilo, que o alogou para o mesmo fim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, bailo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, tem um sisnal grande
de ferida na perna direila. cor prela, nadega em-
pinadas para fra, pouca barba, lem o Icrceiro dedo '
da mao direila encolhido; e falla-lhe o quarlo: le-
vou vettide calca azul de zuarlc, camisa de algodao
lizo americano, porcm levou oulras roupas mais li-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, e asa
sempre de corroa na cinla : quem o pecar leve-o na
ra do Vigario o. 27 a seu senhor Kqmao Anlonio
da Silva Alendara. 011 no larao do l'elourinlioarma-
zem de assucar n. .">e 7 deHoniiloA; C, que sera re-
compensado.
PERN. : TVP. DE M. F. DE FAMA. 185..
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