Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01307


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANUO XXX. tt. 229.
Por 3 mezes ndi-antados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
ni"'
SEXTA FEIRA 6 DE OUTUBRO DE 1854.
Por aflno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
mi
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SCBSCR1PVAO'.
Ilocife, o proprielario M. F. de Paria; Rio tic Ja-
rwiio, oSr.JoaoPcrciraMartins; Bahia, o bj. F.
Duprad; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Mcn-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Nalal, o-Sr. JoaquimlgnacioPereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBragaiCoar, oSr. Vu>
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
H. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
t <: a muios-
Sobre Londres 27 3/i a prazo e 28 a d.
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
i Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Aeros do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Jrloedas de 6100 velhas. 169000
de 69400 novas. lfi()00
de 4000...... 9000
Piala.Palacoes brasileiros......i940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS COIUIEIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria o Natal, as quinlas-feiras.
PRKAMAR DE IIO.IE.
Primeira s 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e- 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equiutas-feiras.
Rclaco, tertas-feiras e sabbados.
Fazenda, torras o sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1/ vara do civel, segundas e sextas ao meto dia.
2.* vara do civel, quarlaso sabbados ao meio dia.
EPIIEMKUIDES.
Outub;o 6 La cheia s horas, 18 minutos e
48 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. O Anjo Custodio. S. Leodegario b.
3 Terca. S. Evaldo presb. ; S. Candido m.
4 Quarta. S. Francisco de Assis fundador.
5 Quinta. Ss. Placido ab. e Flavia ir. rain.
6 Sexta. S--Bruno fundador. Ss. Casto e Herotide
7 Sabhado. S. Augusto presb. Ss. Sergio e Bacho
8 Domingo. 18.* S. Brgida princeza viii.; S.
Semeao : Ss. Demetrio e Nstor Mm.
y
>"v
'
AOS NOSSOS ASSIGNNATES.
Bcm qae lenhamos emprimado o mai-ir cuilado na
remessa pontual do Diario para os nossos assignau-
tcs de -Mitras provincias, assim como para os do
interior d'esla, recebemos nao obstante, todos o*
dtttj qucixas e reelamares, motivadas pela falta da
entrega do mesmn Diario ; c ltimamente cltega-
ram-uos muilas d'essas queixas da provincia ilo
('.cara. Ora, como regularmente fazemos a remessa
de nossa follia pelos correios, e estamos persuadidos
de que nenhuma Taita commette a csse respeito a re-
partidlo d'esta cidade, nenlium inlercsse. leudo para
isso, segue-se que s us podemos quexar das difi-
ranles agencias onde vai parar o Diario, antes do
cheaar ao seu desuno. E como toda nfidelidade
n'esle caso, alcm de criminosa, prpjudica gravemen-
te os inlcresses legilimos da no-sa empreza, estamos
firmemente resolvidos a verificar as tantas d'ondc el-
la provm, e 9em nos liniitarmos a estigmalisar
apenas o abuso, achanto-nos- tambem disposlos a
promover a responsabilidade de quem quer que achar-
mos culpado.
N'esle intento,pois, de novo rogamos aos Srs. acu-
nantes s#tignem remetteT-nos as suas reclamarcs
em Forma rircumstaociada, lendoo cuidado de to-
mar teslemunhas que prove a falla da entrega do
Diario na chegada de cada correio a respectiva
agencia, on a entrega retardada c depois de lempo
sunicicnte para se lercm as folhas. D'esle modo, e
com mais alguma diligencia de nussa parte, poderc-
mos lalvcz conseguir a ees-sarao do abuso, censu-
rando as omUsoes das agencias, c tornando effecliva
a responsabilidade dos cufiados. He em verdade
para laslimar-sc a pouca ou icnhuma confianza que,
em getal, jnspiram ao publico os nossos correios; ,e
para que o mal veuha a diminuir 011 a cessar, mis-
ler be que lodos os iuteressado-< roncorram acliva-
mcute para a publicarlo da- fullas coiomeltidas, e
punirn dos crimes provados.
Algumas agepcias lia, bemeomoade Mamangoape
que nos inerecein coufianca, nada leudo que dizer
contra ellas; outras poror s.nos inspirainsuspcilas
e deecoufianrat. lie contra estas que dirigiremos as
uossas investigarnos.
. -
PARTE 0FFIC1AL.
brasileiro. .......
11 Imperial academia de medicina
1:2 Sociedaile auxiliadora da in-
dustria liari.Mi.il......
43 llos|iital ilos lazaros ....
44 Obras puhliras......
15 Exercicios lindos.....
2:0005(100
2:0009000
4:0009000
2:0003000
1UO:0tX)S0OO
9
Arl. 3. O ministro e secretario de estado dos ne-
gocios il,i juslira, be aulorisado para dispender rom
os objcclos designados nos seguintes paraaraphos a
quantia de 2,C>6'J:.V2:t3JI. A saber:
1 Secretaria de estado..... 3,">:800O(K>
2 Tribuual supremo de juslira. 105:4009000
3 Kelaroes......" 270:8869672
I Jusuras de primeira instancia,
elevados desde ja a 6009, os or-
denados dos juizes inunicipaes e
dos juizes de orphaos que os li-
vercm menores...... 651:900)000
5 Polica e scauranra publica. 74:000)000
6 Pessoal da poliria..... 1-27:0009000
7 liuarda nacional..... 165:631)500
8 Thclcaraphos e eslabelecimen-
lo de Ihelcaraphos elctrico. 26:4309400
9 Bspo, ralhcilraes. reanlo mc-
Iropolttaua, parorbos, vicarios
geraes c provisorios, igualados
os venrimeiilos dos conegos das
calbcdraes aus que lem os do
M ii. i 111 i i e San Paulo. .Y. I:.'. i ".-'iiii i
10 Seminarios episcopaes, iguala-
dos os ordenados dos lente- do
seniiuarin ilo MarauhAo e do se-
minario grande da Babia, aos
dos lentes dos seminarios de Per-
iiambiiro t do Para..... 46:7009'K)0
II Capaila imperial e ralbedral do
Kio de Janeiro...... 62:710)000
12 Tribunaes do commrrcio 19:6209000
13 Bepressao do trafico de Africa-
nos.......... 25:0009000
14 Evenluaes....... 10:0009000
Ao municipio da corle.
15 Callo publico...... 4:5479720
16 Corpo municipal permanente. 296:211-9700
17 Casa de correcrAo e reparos
decadeias....... 64:0009000
18 Conduirao c sustento de pre-
sos.......... 20:0009000
19 Illiiminarao publica. 11 3:011030 ,n
20 Exercicios fuidos..... g
I
i
i

"t.
MINISTERIO SO IMPERIO.
LE N. 779 DE 6 DE SETEMBIH) DE 1S:,4.
Picando a despeza e nrramento a receila para o
exercicio de 185 a 1856.
D. Pedro II por grara de Dos e unnime aecla-
marAo dos povos, imperador constilucional e defen-
sor perpetuo do Brasil. l-'azemns saber a todos os
nossos subditos que a asscmbla geral dccrelou c nos
queremos a lei seguinle:
CAPITULO I.
Despeza g'.ral.
Arl. 1. A despeza geral do inipriio para o exer-
cicio de 1855 .11856, he filada na quauliu de ris
:I2,UI:2U3333.
? A quat ser distribuida pelos seis diversos minis-
terios na forma especificada nos anuos seauintes:
Arl, 2. O mini>lro e secretario de estado dos ne-
gocios do imperio, lie aulorisado para dispender
IOIII IO V.1.JVCII" HUtH III 'I I MVB ^t.nnW (.........
plms a .jii.in 1 1 de 4,813:6369000. A saber :
I lljlacio de !- M.. Imperador. 800:0009900
i DiladeS. M. a Iinperalriz 96:000)000
3 Aliiocnlos da princeza imperial
a senhora D. Isabel..... 12:0009000
i hilos da princeza a senhora D.
Leopoldina........ 6:000-9000
5 Halaran da princeza a senhora
D. Jamarla, e aluguel de casas. 102:0009000
6 Dila de S. M. a imperatnz do
Brasil, viuva, a duqueza de Bra-
Banra......... 50:0005000
7 Alimentos do principe o scnlior
Luiz......... 6:0009000
8 Ditos d. princeza a tenhoia D.
Alaria Isabel....... 6:0009000
9 Ditos do principe csenlior D.
Pliilippe........ 6:0009!to0
10 (Irdeuados dos meslres da fa-
milia imperial ...... :-2O09OO0
II .Secretaria de eslado. 10-81 >9000
12 tiabioetc imperial..... 1:9 R)000
13 Conselbo de eslado .... BJ 'IJOOO
14 Presidencias de provincias. 231^r,.->90O0
15 ('.amara dos senadores c secre-
taria ......... -238:1009000
Ib Dila dos dcpulados e idern 316:5409000
17 Ajadas de cusi de viuda e
volls dos deputados .... 50:7009000
is Cursos juridicos..... 105:760)000
19 Escolas de medicina. 879979)000
20 Academia das bellas arles. 21:044-9000
21 jrftzeo......... 8:6809000
22 llygiene publica. .... 23:5009000
23 Empreados do visitas desau-
derto* porlos...... 20:00(W)00
24 Lazaretos....... 20^060)000
25 liistilulo vaccinieo .... 143106)000
2(i Coinini.siln do eugenbeiros. 6:1469000
27 Canaes, ponte., estradas e ou-
Iras obras publicas, geraes e
provinciaes....... 500:000-9000
28 Correio geral e paquetes de va-
por.......... 1,152:0009000
29 Kcparlicao geral d:ia Ierras pu -
blica, mcdicao destas s coloui-
, *ajao......... 564:00a3()O0
10 Calhcqueze e rmlisacao de lu-
dios ......... 40:0009000
31 Colonias militares..... 50:000-7000
32 Eslabelccimenlo deeducaudas
"o Para........ 2:0009000
33 Archivo publico..... 7:4209000
31 Evenluaes....... 30:0009000
So municipio da corie.
35 Inslrucrao primaria e secun-
daria ......... S9:OI6rOO(l
36 Aula do commercio. 4:900O00
37 Bibliotbeca publica. 14:6*9000
38 Jardim botnico da Lagoa de
Rodrigo de Frailas. ..... 13:0649000
39 ilo do paswio publico. 3:9499000
40 lusliluto histrico geograpbico
F0LHST1

1
^
A FAMILIA AlBRY. (*)
For Paalo M.urlcc.
SEGUNDA *PARTE.
AcgXo EPAIXiO.
I
Nessi especie de partida Iravada sem o ronheei-
menlo de Pedro enlrc elle e Nalalis, le, alm de
muilas outras vantagens, India a do jugar primeira
E bei de usar della dizia elle connigo illn
lislrahido e asilado duraulc o raminho enire Van-
-irard e a ra del Pasles.. De ccrlo nao dcixarci f-
cilmente a Pedro BSM linda Marida.
Entretanto Daniel conlava-lbe romo Leonardo
linba-llic apparecido na bibliollicca do Sania Urno-
veva, que sinsnlar traballm uvera enbo sua fMgi-
narao. e depois que impressAo produzfra sobre ku
amigos o pacifico interior flamaogo da ra des
Postes.
Sim, responden cmlim Nalalis, lenho urna
boa familia, que ama-mc muilo ; lodavia fal(ou-me
scmpie nina roiis.1: um companlieiro de iiiinlia ida-
de, um r.onlidenle de minbas .leas. Quor ser esse
roiilidcnie e e neces-arios nioitos dias para leemos amizade, Ape-
nas o vi, rcconlieci-o por um dos nossos. De-mc,
pois, essa amizade que ja dantas craminlia. c pare-
cc-mu que nada mais lerei que desejar no mundo.
.Nada mais, excepto o amor !
__ .Vli! sim, o amor lalvez!
E o peinamcnto exaltado rie Daniel lornou a voar
para M.rtlia, que se inquietara por elle na wspera,
que orara por elle de manhaa. Ol! desejav] -la
quinto aniel! Eslava feliz Se a sorle renovando-
Ibe a vida em um dia I lie enviasse ao mesmo lempo
" amigo e a amada! Porque n5o".'
Entretanto Daniel e Nalalis rheaaraoi i ra des
P ""es. os dous adversarios da hora precedente Ira-
l.nani.,e |M |.
:*> v" tViario n. 228.
Arl. 4." O ministro c secretario de eslado dos ne-
gocios cslrangeiros be autorisado para dispender
com os objcclos designados nos secuintes paragra*-
pbos, a quantia de 612:7539421. A saber:
1 Secretaria de eslado .... 46:5159088
2 Legarles e consulados ao cam-
bio de 27........ 418:2759000
3 Empresados em disponibilida-
'e. idem ....... 7:93:1-9333
i Exlraordinarias no cxlerior,
_ idera......... 110:0009000
5 Dilas no interior em moeda do
, Pata.......... 30:0009000
6 Exercicios Godos...... 9
20 Diversas despezas evenluaes.
21 Exercicios fiudos.....
192:6089000
Art. 7. O ministro c secretario de estado dos
negocios da fazenda, be aulorisado para dispender
com os objectos designados nos seguintes paragra-
phos, a.ipi.inlM do.....11,592:8089189
Arl. 5." O ministro c secretario de estado dos ne-
gocios da marinlia, lie aulorisado para dispender
com os objectos desisnadoi nos seRuintes paragaphos
a quantia de 4,331:775)500. A saber:
1 Secretaria de estado .... 32:200)000
2 Quarlel general de inarinba. 1:823-9190
3. Conselbo supremo iniiiiar. '. 3:600)000
1. Auditoria e execoloria. 3:0909000
5. Corpo de armada o elasses an-
uexas.......... 319:7109810
o.-- iinMiino narar. *. sr.oc3>5W>U
7." Corpo de iuiperiaes uiariiilici-
<. ......... 5i:.56V9200
8." Companhia de invlidos. 7:8829">(0
9. Coul.idorias...... 29:80O?000
10 Intendencias o accessorios. 43:415)440
11 Arsenaes, isualados os venci-
inenlos do alinoxarife e do es-
crivo do arsenal de Pcmam-
bucoaos que lem os da Babia. 712:129)130
12 Capitanas de porto. 65:9719190
13 Forra naval........ 920:727-5820
14 Navios desarmados..... 24:2329800
15 llospitacs........ 21:9869800
16 Pliarocs........ 304)00)000
17 Academia de mariuba. 25:1429000
18 Fenlas........ 1:3019000
19 Bibliollicca de marinha. 1:2239600
20 Bcformados....... 19:089-5250
21 Material........ 1,502:6269:170
22 Obras......... 210:0009000
23 Despezas extraordinarias e
evenluaes........ 181:7569630
24 Exercicios lindos.....
A saber:
1." Jurse amorlisarao da divida
exlcrna. calculada ao cambio
de 27.........1
2. Juros da divida interna fun-
dada..........
3. Ditos da dita inscripta antes
ila emissao das respectivas apo-
lices, o pagamento em dinbeiro
das qu.inlias da mema divida
menores de 400 mil res, na for-
ma do arl. 95 da lei de 24 de
oulubrn de 1832......
i." Caita de amorlisarao filial da
Babia, e emprendes no resga-
le e siibstituirao do papel moe-
da........t .
5. Pensionistas do estado. .
(i." Aposentados......
7." Empreados de reparliroes ex-
li nrlas.........
8." Thcsiniro nacional. .
9. Tdcsourarias......
10 Juizo dos felns da fazenda. .
11 Alfandegas.......
12 Consulados.......
13 Kecehedorias......
14 Mesas de randas e collecto-
rias. .,'....:..
15 Casa da moeda......
16 Ollicina u armazem do papel
sellado.........
17 T> pographia nacional. .
18 Ollicina de apoliecs. .
19 Admiuislracito de proprios na-
-lnll.il--..........
20 Dila de terrenos diamaulinos.
21 Ajuda de cusi a einpregadds
da fazenda........
22 Curadoras de africanos livre-.
23 Medirn de terrenos de mari-
nhas..........
24 Premio de ledras, descontos de
asignados das alfandegas, coiu-
niisses, corrutagens c seguros.
25 Juros dos empreslimos do co-
rre dos orphaos. .....
26 Ueposiroes e rcstiluires de di-
reitos e oulras.......
27 Corle e condcelo do pao-bra-
sil..........
28 Obras.........
29 liralilir.irne-.......
30 Evenluaes........
31 Exercicios lindos.....
32 Pagamento de empreslimos do
cofre dos orpbaos.....
33 Dilo dos baa de dcfunlos e
ausentes........
34 Dito de depsitos de qualqucr
origem.........
Arl. 6." O ministro c secretario de estado dos
negocios ra guerra lie aulorisado para dispender
com os objeclos designados nos seguiulcs para^ra-
phos, a quintil de......8:387:7499722
A saber:
I." Serrrlaria de eslado e reparli-
roes annexas.......
2." ConUdoria geral.....
3. Conselbo supremo militar. .
4. Pagadura das Iropas. .
5. Escola militar c observatorio
aslroi.omico.......
6. Arsenaes de suerra, annazens
do arlaos bellicos e consclbos
administrativos......
7. Iliispilacs........
8. Commando de armas e iuspec-
r;1o dos corpos.......
9." (HUriacs do excrcilo e refor-
mados........,
10 Forra do linha......
11 Corpo de saude.......
12 Kcpartirilo ecelesiaslica. .
13 Gralilirares, forragens, elape,
ajudas do costo e gratilicares
diversas........
14 Invalido'........
15 Pedeslres. 1 .
16 Herpil.menla e engajamento.
17 Kabricas........
18 Presidio da liba de Fernan-
di...........
19 Obras militares, incluida a
conslrucrao na capilal do impe-
rio de mu quarlel para cavalla-
ria, c sondo 20 conloa de rcis
para reparo da fortaleza do Ca-
Iwdello da Parahiba..... 420:0005000
82:9889860
36:4409000
35:1263000
12:3009000
78.&19900
1,369:5229004
172:3239000
63:571-9300
953:9179713
3,829:544-9240
180:1879700
35:2689000
2(8:1949420
46:764812
192:1479900
300;0008000
118:8229600
28:854)180
Foi Maria quem Ibes abri a porta. Ella lanrou-
se ao pesror.0 do inno dando um grito de alegra.
O velho Leonardo nao pronunciuu urna palavra ;
Mmenle rahio paludo sobre urna cadeira.
Que lia enlSo? pergunlou Brgida estupefacta
e assuslada.
Mru charo pai, perdoe-me! disse Nalalis.
provavclmenle iuterpretc mal seus cou^elbos de
bontem.
Sim, Nalalis, confiindisles, como fazem ord-
nariaiucule, a resolurao vilenla com a resolucao
forle.
. Quequer, meu pai? Eu linha um desejo fu-
rioso <\c experimentar minha roragem anda nova !
Nalalis linha araci em ludo o que fazia Ajoe-
Ihando dianlu da iiui e abrarando-a, elle ilissc-lhc:
Minha querida mi, eu deveria lalvcz poupar-
llic lac o cuidado le um perigo passadn; mas desejo
que c-v meu novo ainin uada perca de sua gralidAo.
Vine, nao sabe, minha mSit seu filho eslouvadj te-
ve um (lucilo esla inanbila.
Ah meu Dos! disse a ma abrarando-o co-
mo fra de si.
Tranquille-se, minha m.i aqoi clon sem um
arrauhao, graras a esle meu valeroso adversario,
que deixnu-.-e li-rii para poiipar-mc.
A'enlao ninguem liavia reparado em Daniel, e
elle nao liaba qurixado, oceupado em contem-
plar no qnadro Iranquillo da sala de familia cs*e
ampo palpianlc, a mfli lerna e inquieta, o pai gra-
\ i- mesmo un rontciilamcnlo, c o sorriso alegre e
delirado da irmaa, rain ,les.i sombra serena.
guando Nalalis designou eu salvador, um mesmo
grilo parlm desses tres rorar:
Oh! obrigado !
A ma lomnii-lhe as mos rom ellusao, o pai leve
para elle um impulso, o qual suas maneiras severas
e liudas, lornavam ainda mais allecluoso, e emfim
o olhar de Maria Toi lio eloquenle quanlo seu grilo.
Foi a ella que Daniel duigio-*e primeiramcnle,
dizcnilo :
Anles de aceitar esses aaradecimentos permil-
ta-mc, senhora, que pera-lhe perdao pelo mais est-
pido emais BfOBSeira engao...
OU.' enhor, meu irmao nao acaba de dzer
que deve-lhe a vida'.'
Nao a uiim !... loruou xvamenle Daniel.
Porm vendo o rubor de Maria, elle parou e fol-
3,823-4409000
3,462:2169000
20:(KH)9000
38:960)000
505:485-9394
333:0469129
43:3629666
333:2009000
487:578-?0tH)
51:2189000
1,181:1499000
174:1049000
91:6509000
217:686)000
111:6009000
7l:100)0fl0
41:1009000
3:3609000
21:1.559000
11:0789900
12:0009000
2:0009000
3:0009000
100:0009000
80:0069000
50:0009000
60:0009000
200:0009000
10:0009000
20:0009000
9
9
9
9
CAPITULO II.
Ileceila geral.
Arl. 8. A receita geral do im-
perio he oreada na quantia de 31.000:0009000
Arl. 9." Esla recela ser ellectuada com o pro-
duelo da renda geral am-eadada dentro do exer-
cicio da presente lei, sbreos ttulos abaixo desig-
I." Direilos de importara > para consumo.
2." Ditos de baldcacao e recxporlarilo.
3. Oitos idem para a Cosa de frica.
. Expediente dos gneros cslrangeiros despacha-
dos cion carta de auia.
5." Dilodos acneros de paiz.
6." Hilo dos ditos livres.
7." Armazenagcm.
8. Premio de assignados.
9. Multas.
10 Anroragcm,
11 Direilos de 15 por ceulo das embarcares es-
Irangeiras que passam a uaciuuacs.
12 Oilos de 5 por ceuto na compra e venda das em-
barrarOes.
13 Dilos de 5 por coito de exportadlo.
14 Ditos de 2 por cento, idem.
15 Dilos de I por cento, idem de ouro em barra.
16 Dilu.s de meio por cenlo dos diamantes.
17 Expediente das capalazias.
18 Mullas.
19 lleuda do correio geral.
20 Dila da casa da moeda.
21 Dila da senhoriagem da prata.
22 Dila da lypographia nacional. .
23 Dila da casa de corroerlo.
24 Dila da fabrica da plvora.
25 Dila da de ferro de Ipauema.
26 Dila dos arsenaes.
27 Dila de proprios nacionaes.
28 Dita de terrenos diamantinos.
29 I-oros de terrenos e de marinhas.
30 I .iii.ii-nii.--.
31 Siza de bens de raiz.
32 Decima de urna legua alcm da demarcarn.
33 Dila addicional das corporacoes de m3o noria.
34 Direilos novos e velhos ede chancellara.
33 Dilos das patentes dos olficiaes da guarda na-
cional.
36 Dizima da chancellara.
37 Jnias das ordeus honorificas.
38 Matriculas dos cursos juridicos.
39 Dilas das escolas de medicina.
40 Mullas por infrarc.io de rcgulamentos.
41 Legilimacocs.
42 Sello de papel fuo e proporcioual, ficando ex-
linclo o das cartas de jugar.
43 Premio de depsitos piibhcos.
44 Palcnles dos despachanles e correctores.
45 F'eilo dos ttulos dos mesraos.
46 Emolumentos da secretaria do tribunal do com-
mercio.
47 Ditos das repartirles de fazenda.
48 Imposto sobre lujas, casas de descontos, etc.
19 Oito sobre casas de movis, roupa, etc., fabri-
cados em paiz eslrangeiro.
50 Dilo sobre barcos do interior.
51 Dilo de oito por cenlo das loteras.
52 Dilo de oito por cenlo dos premios das mesmas.
j3 Dito sobre a mneraco.
54 Dito sobre datas miueraes.
-55 Taxa dosescravos.
56 Venda do pao brasil.
57 Cohraica da divida activa.
Peculiares do municipio.
58 Dizimos.
59 Dcima urbana.
60 Tercas parles de otlicios.
61 Emolumentos de polica.
62 Imposto sobre as casos de leilo c modas.
63 Dilo de patente 110 consumo da aguardeute.
64 Dilo do gado do consumo.
65 Meii siza de escravos.
66 Sello de heranras e legado.
67 Kcndimcnlo do evenlu.
/ijrrnorr/i'iuiria.
68 Contribuirles para o Monle-Pio.
1 i: 1 IndemiiisarOes.
70 Juros de capitaes nacionaes.
71 KeposigAo eresliluices.
72 Venda de proprios nacionaes c geraes.
73 Recela eventual.
Depsitos.
Io Emprestimo do cofre dos orplilos.
2'- Bens de defunlos casenles.
3" Consumo das alfandegas e consulados.
4o Premios de loteras.
5o Salarios de Africaous livres
6o Deposilos de diversas origens.
Arl. 10. O soverno fica aalorisado para emillir
bilbetes ilo thesnuro al a somma dcqualro mil coo-
tos, como anleciparao de recela 110 exercicio desla
lei.
CAPITULO III.
Disposirocs gerais.
Arl. II. O governo fica autorisado para:
8 Io Auxiliar as publicaces do lusliluto Hist-
rico Gcograpliico Brasileiro com a quantia que nao
exceda a dous contus de rcis, alcm da volada no
paraarapho quareuta do artigo segundo.
8 2" Supprir as calhcdraes com os paramentus iu-
dispeusaveis.
S 3o Adquerir desde ja por compra o trapiche da
i iba das Cobras.
S 4o Dispender desdo ja al cem conlos doris
com a conslrucrao de urna casa de moeda.
8 5o Mandar nnili.tr desde ja moedas de ouro do
valor de cinco mil ris. e de prala de duzenlos res.
Arl. 12. S os vigarios geraes e provisores das
sedes episcopaes serao pagos pido thesnuro nacional,
licando os vencimentos de lodos estes igualados aos
que lem os do Para.
Arl. 13. Fica reduzida a cinco por cenlo a laxa
do jura do empresliino do cofre dos orphaos ; ea
receila proveniente desle emprcslimo sera cscriplu-
rada sob o Ululo operares de crdito.
Arl. 14. A disposiro da arligo quinto da lei nu-
mero seis ceios e oilcula, e tres, de cinco de julho
de mil olocenlos e cinroenla c tres, comprchmde
desde ja o Tundo encorporado no Banco do Brasil.
Arl. 15. 11- diuvio. decinco por cenlo da tabel-
la annexa lei de Iriula de noveinbrn de mil uilo-
centos e quareuta c nrn, serflo desde ja cobrados por
inleiro somente as primeiras nomeafes, e as
aposenta.lorias, reformas c jiibilat;ocs, devendo-se
cobrar apenas do excesso do venciinenlo no* casos
de remorio para uutra 1 eparlir.i do mesmo 011 de
diverso ministerio, e das naovsoes successivas de
parochos enroiinnendados.
Art._ 16. O* juixes de direilo em correicito exa-
miuaro se osescrivaes le uxecucoes, e labelliaes
remelleram no devido lempo as eslaes de fazenda
ascerldoes d.is esci-i|>4Uras" de compra e venda de
bens de raz celebradas pelos seus carlorios. im-
pomlo aos remssos a pena de suspensn al o cum-
primcnlo de^se dever.
Arl. 17. Fica revogada a secunda parlo do arlign
priin.eiro d.i le numero sei-cenlosc quareuta e sele,
de sete de agoslo de mil oilo ceios e cincuenta e
dous ; c em seu inleiro vigor o artigo oilavo da Ir
numero duzenlos e Irinla e qualro de vinte tres de
novemuiu u iinrrmncunios T-rnarrarGrc um.
Arl. 18. Ficarn perlciiceudo aos proprios das res-
pectivas provincias:
1" O edificio da exlincta cusa da moeda da I! una.
2 O predio que serve de recebeduria no Paraby-
luiiia da provincia de Minas tienes.
3 O predio da alfandega velha da provincia da
Parabyba.
4 A casa da assemhla provincial, oulr'ora do
con- -llio da provincia do Ceara.
Arl. 19. Os premios dos bilheles de loteras con-
cedidas pelas assemblas provinciaes. que forsm co-
bradas ao lempo marcado nos regulamentos, serao
recolhidos nos cofres provinciaes, e ter-o o dcslino
que Ibes for dado pelas dilas assemblas.
Art. 20. Os teros e ladennos dos terrenos fo-
rciros do exlinclo convenio de Santa Thercza da
Bahia serao arrecadados pelo seminario archiepisco-
pal como rendas do seu patrimonio, na conformi-
dade do artigo onze paraarapho stimo, da le nu-
mero seiscentos e vinte oito, de dezesele de setem-
bro de mil oilo ceios cincoenla e um.
Arl. 21. As despezas aulorisadas por e-las c ou-
tras Icis promulgadas no crranle auno, sem decre-
tarn de fundos correspondentes, serao pagos pelos
mesmo. mcios volados para pagamento dos que sAo
contemplados com quantia definida as rubricas res-
pectivas.
Art. 22. Ficam em vigor todas as disposieocs da
le do orramculo antecedente, que nao versarem
particularmente sobre a xacau da receila e despc-
za, e nao liverem sido expressamentc revogadas.
Arl. 23 I iciin revogadas as lcis edisposicoesem
contrario.
Mandamos por lauto a todas as autoridades a
quem o conheciinenlo da referida lei pertencer, que
a cumpram e fucam cumprir, e guardar lao iute-
ramculc como nclla se conlcm.
O secretario de eslado dos negocios da fazenda a
laca imprimir, publicar e correr. Dada no palacio
do Rio de Janeiro aos seis de setembro de 1854, :13o
da independencia e do imperio. Imperador com
rubrica e guarda.l'iaonde de l'arana.
Carla de lei pela qual Vossa Maaeslade Imperial
manda execular o decreto da assemblca geral legis-
lativa, que houvc por bem sanrcionar, orrando a
receila e fizando a despeza geral do imperio para o
exercicio de 1855 a '1856, e dando oulras providen-
cias, como nella se declara. Para Vosa Magesla-
de Imperial ver.Jos Pedro de Azevedo Pecanha
a tez.Josr Tluimaz Nabuco de Arajo.
Sellada na chancellara do imperio em 14 de sc-
leiubrn de 1854. Josino do Sascimealo Silca.
Ncsta secretaria de estado dos negocios da fazenda
foipublicada a presente lei em 18 de setembro de
1854. Jote .Secerianc da Rocha, servindo de olli-
cial m.liur.
Kegislrada a f. 32 do livro das cartas de lei e de-
cretos do poder legislativo, em 18 de setembro de
1854.Jos Pedro It'erneck llibcirode .Iguilar.
GOVERNO DA PROVINCIA..
Expediente do da 3.
OdicioAo coronel commandanledasarnias.trans-
gon de guardar entre si e ella o puro c aaradavel
segredo da scena da igreja.
Emquanlo Brgida opprimia Nalalis de pcrgunlas
sobre a causa do docllo, e Leonardo ajudava o lillm
a responder, Daniel disse a Maria em voz mais
baixa:
Oiiau.lo eu eslava 110 collegio, senhora, c va
em Homero romeas diviudades nos momeulos pe-
rigosos cnvolvcm em urna nuvemos hroes que pro-
tegem, nao romprehendia quasi uada dessas nuvciis...
Agora, pnrem, creio ncllas.
Desculpe, seulior, nao cntendo oarego, disse
alegremente Mara; mas, acrcscentnu em voz alia
para ser ouvdade lodos, aperte-mc a mAo como a
urna irmaa; pois o senhor foi lio fraternal para
com esse Dom Quixole de Nalalis.
E com o mesmo gesto que 110 l al de Grace, es-
leudcu-lhc a mao, a qual elle apcrlou um lano in-
certo; porquauto havla alauma cousa de menina na
rapariga, e de rapariga na menina.
Leonardo apuiou oque Mara tiulia dilo : espera-
va que Daniel se considerasse dahi em dianle romo
sendo da casa. Brgida iuquielou-sc pela sua feri-
da. Nao sabiamcomo Ibe agradecessem e feslcjas-
sem-no.
Daniel levanlou-se pgra relirar-se, e Nalalis dc-
ri.irou que quera acompanba-lo al i casa. Elle li-
nha visto a irmaa escrever pressa urna caria, e de-
pois dizer alaumas palavras ao ouvido da m3i.
Vou pcdir-lhe um pequeo favor, senhor, dis-
se Maria a Daniel, he ir pessoalmente de pissagem
por esta caria 110 correio ; pois nao que-ro que meu
irmao leia-lhe o sobrescripto.
Nem mesmo so cu o adevinhar".' pergunlou Na-
lalis rindo.
Sim; mas nessecaso smeute.
EnUo levarci eu mesmo a caria. Provavcl-
menle nao vollarei anles da hora do janlar.
Ou indn os dous mancebos eslivcram na ra, Na-
talia disse:
Ful jo, Daniel, visle meu pai'.'
Sim, e mais que nunca elle attrahc-mc e in-
quicla-me; lem para mim um mysteri e um en-
canto, n.lo sci que serenidade e limidez, que me de-
leita, nao se que prpfiindcza e segredo, que me faz
med.
Confpsso-le, charo amigo, que desde bonlem
meu pai produz emmiiuexactamenleo mesmo elleilo.
Eu nunca o tiuha conhecido seuao por um bornem
mitlindo, para o conveniente deslino, as relares
que cnoinii o Exm. prei.lenle do Maranhao, con-
tando as allerarcs occorridas no me/, de aaosto ul-
timo, respeito das praras. que perlencendo aos ba-
l.ilhcs 2- e 10. de infaularia, acham-sc aclualmente
addidas an5. da mesma arma naquclla provincia.
Communicou-se ao Exm. presidente da mencionada
provincia.
DiloAo mesmo, communinaudo haver nesta da-
la aulorisado Ihesouraria de fazenda a udemnisar
o 2. batalhao deiufantaria da qoanlia de 129 rs. em
que, segundo os documentos que se refere o seu
oflicio de 30 de 'elemhro ultimo, importa a despe-
za fejla rom o eulerrainenlo no cemilerio publico,
de duas pravas do mesmo balalhAo, e de um rerru-
la em deposito, que falleccram no hospital regimen-
lal no referido mez.
Dilo^Ao mesmo, cominunirando que, em vala
de sua informarlo de 30 de setembro ullimo, dada
sobre o rcqiieriineiito delanario Adriano Monleiro,
p.'diudo baixa para seu sobriulio Joaquim Silverio
da Silva Kcgo,soldado do 2. balalhAo deiufantaria,
indeferira o mencionado roquenmenlo.
DitoAo cnsul de Franca.Ilavendo mandado
"iivr o juiz de orphos sobre o as.umpto do oflicio
do V. S. datado de 27 de setembro. eslou .1 espera da
respectiva informaran, c be esta arazAn, porque nao
respond anda o mencionado oflicio, senludo bs-
tanle que esla circumslancia tanlia provocado o re-
paro que V. S. ola no seu ollcio de bonlem, nao
obstante a prova, que por vezes lenho dado do 11A0
demorar de modo alaum as providencias requeridas
pelos agentas consulares.-Aproxcito aoccasiAo para
renovar a V. S. meus protestos de eslima e consi-
derarlo.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
communicando haver, por portara desla dala, con-
cedido 2 mezes de liecnra com ordenado, aojuiz
municipal e de orphos dos termos reunidos de Sc-
nuli lem e Riu F'ormoso, hachare! Gaspar de Meue-
zes v ascon -ellos de Drummond. Fizeram-se as
convenientes communicares.
DitoAo mesmo, Iransiniltindo 5 avisos de letras
sob ns. 15 18 e 20, na importancia de 4:206)500
reis, sacadas pela Ihesouraria de fazenda do Rio
Grande do Norte sobre e Santos Marlins Romano. Francisco Ignacio Fcrreira
Jnior. Francisco Jos Gomes, e Pedro Jos de Car-
valho (2).Communicou-se aoExm. presidenteda-
quella provincia.
DiloAo nicsuio,envan lo o aviso de leltra na im-
portancia de 11.59 rs., sacada pela Ihesouraria de
rendas provinciaes do Rio Grande do Norle sobre es-
si, e a favor de Manuel Jos Fernandos Barros.
Communicou-se ao Exm. presidente da referida pro-
vincia.
iloAo mesmo, recommendando a expedirSodc
suas ordeus ao inspc.-lor da alfaudeaa dcsta cidade.
para con-cnlir ou despacho livre de de direilos, dos
objeclos, que vieran coas deslino a e-la presidencia
e as de oulras provincias, em um cale, que com a
marca A C 11. 1 foi remedido de Ilamburao no na-
vio Anua Calharina.
DitoAo mesmo. para, em vista das contas jun-
tas, mamlar pagar as.ociarao dos praticos da bar-
ra a importancia de 409500 rs. petas pralicagens tai-
tas em consequeuria da entrada ucsle porto da cor-
vela Giguitinhonha, e sabida do hriaue de guerra
Ccarente ein 25o 29 de setembro ullimo. Com-
municou-se ao inspcrlor do arsenal de marinha.
DiloAo desembaraador juiz da junla de justica,
enviando para, depuis de vislo, ser relatado em ses-
sAo da mesma junta, o processo verbal do soldado
do meio balalhAo provisorio da Parahiba Manuel
Gomes de Souza.C01n111unicou-.se ao Exm. presi-
denta da metala provincia.
DiloAo ebefe de polica, communcaudoem res-
posta aoseu oflicio de bonlem, 11. 775, que acaba de
.i.nrMuuLii a uiesourana provincial para ser paga a
sua importancia a Anaslacio Alexandrino de Salles
Dulra, o recibo queacompaiihou ao citado oflicio,
do aluguel de dous cavallos, qne condnziram para
sla capital una porrAo de armamento apprebendi-
do pelo deleaado do termo de Flores.
DiloAo inspcrlor do arsenal de marinha, para,
em vista do que represenlou o commandanle da es-
le.ao naval, mandar com toda a brevidade fornecer
um ferro, de que necessita o hriaue Cearense, bem
como concertar dous cscallercs, e o holiueledo mes-
mo briguc, vislo ler este de sahir quahto anles
cruzar.Communicou-se aocomuiaudanle da c.-la-
cSo naval.
DiloAo director das obras publicas, aulorisan-
do-o a dispender al a quanlia de 40)000 rs. com
os pequeos reparo do que precisa a ponte da Boa-
Visla.Communicou-se Ihesouraria provincial.
l'iloAo momo, declarando, em resposla ao seo
oflicio de 30 de setembro ultimo sb 11. 495. que fica
approvada a despeza. na importancia de 199840 rs.,
constante da routaque por copia acoinpanhnu ao ci-
tado oflicio, taita com os soccorros prestados ao sr-
venle da obra da casa de delenrlo, Manoel da Vera
Cruz.Communicou-se a Ihesouraria provincial.
Dilo Ao commandanle superior da guarda na-
cional do municipio do Recita, recommendando a
expedirn de suas ordeus,- alim de seren dispensa-
dos do serviro da guarda nacional, sob seu rom-
mando supe: io. os ridadaos ClaudianO Xavier de
Oliveira, e Anaslacio Jos da Costa, aquelle do 3"
batalhao de iufaiitaria. e este do balalhao de arli-
Iharia, em quanto eslivercm oceopando o cargo de
inspectores de quarlcirao na freaue/.ia do Recita, sc-
aiindo requisilou o chefe de polica em ollicio de
30 de setembro ullimo, 11.771.Communicou-se ao
chele de polica.
Portara.-- Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra fazer apromplar rom brevidade naquelle arsenal,
afiui de ser rcmeltida para a fortaleza da capital da
provincia do Rio Grande do Norlc, urna bandeira
nacional, a qual foi requisitada pelo Exm. presi-
dente da mencionada provincia.
Dita Concedcndo, em vista das informacii*
do director das obras publicas, e inspector da Ihe-
souraria provincial, a Joao I-'rancisco do Reao Mala,
arrematante do 18" lauto da estrada de Pao d'A-
H10, qualro mezes de prorogarao para a coucluso
daquella obra, a rutilar do dia cm que se liudou o
prazo que para esse lim Ibc fui concedido. Fize-
ram-se as conveniente* commuuicaces.
Dila Ao agenta da companhia dos vapores, re-
cuinmcudaudu a expidilo de suas ordeus para que
no primeiro vapor, que passar para o norle, soja
Iransporlado para o Para Semeao Estellila dos
Res Guimares, na qualidadc de pas.agero de es-
tado.
simples e hom ; mas hnnlcm elle disse-mc rdusas lilo
inesperadas que eutrevi repentinamente como um
personaacm superior, que houvesse al enlAo guar-
dado o iucognilupara coinigo.
Ah! ves!
Scqucres, Daniel, procederemos junios a des-
robera na alma paterna, onde ccrlamcnlc nada a-.
duremos que 11A0 soja digno e honroso.
Porm, meu novo amigo, eis que minha ir-
maa j cnca rega-te de suas cnmmisscs secretas.
Ah! ah! mea velho amigo, queres ler o no-
mo eacripto sobre estacarla.' Mas sou impcuelra-
vcl como esle bolso cm que vou mell-la.
Acaso nAo seque ella be dirigida a Marlha
l.aperlier em Chalcnay?
(.)ue fatuo exclamou Daniel vendo que Na-
lalis linha razAo.
D-mc essa carta, Daniel, serci cu mesmo o
correio; pois Icuhode ir Irauquillisar urna la e urna
prima !
Nalalis linha assim sua entrada. As menores rir-
eumstancias o serviam. Elle nao aoslava de hilar -.
mas goslava muilo de vencer, c apressava-ae a to-
mar a dianteira a Pedro ; esperava certamente com
o caz de sua alegra sorprender um grito, arrancar
um.1 confissao, satisfacer logo a nova e repentina se-
de de sua alma ardenlc!
Aronipauhando o amigo al seu quarlo, cnlrou
depois em una carruagem, e em menos de duas ho-
ras Chegon a Chalenay ; mas que desilluso elle t
achou ahi a velha lia, lerrivel cota de agua fra so-
bre seu enthusiasmn cm fervora.
Marlha nlu linha podido dissfmolar sua ingenua
inquietaran, u depois de ter em vAo tentado dous
oo tres pretextos para fazer a lia ir a Paris, havia-
Ibe emfim confessado suas apprehenses, as ronli-
dencias de Mara, as ultimas palavras de Nalalis.
Purm madama Laperlicr liavia tomado ludo s
avessas; ella nfln via em lodo isso senao suppnsi-
roes, e o romance de duas cabecinhas lonca*. Nao
dallan de reparar que Marlha moslrava-se acanha-
da para com o primo. Seria acaso elleilo da modes-
tia que assentaein una rapariga? Por ventura ima-
ginaria ella que era destinada a Nalalis. a um futu-
ro artista relebre, que teria eiiroimncndas do guver-
uo, e qup merecera lalvez a miz de honra ?
Depois de magoar sem piedade e sem cessar os
msis delirados entintemos do coraran de Marlha, o
das notas de Lord Weslmoreland e do conde Buul
nos li.ilii 1 i 1.1 a vollar ao assumplo das qualro bases pro.
postas como as nicas eoudices em que a paz pode
ser re.labclecida ; e a reparar nina notavel omissAo
acerca dcslas rondires que commellemos em o nos-
o numero de sabbado passado. Observamos enlAo
que estas condires eram importantes al onde al-
cancam, e bstanle aceitareis se consideradas como
mnima nflo quanlo ao que nos julgamos com di-
rclo a pedir, o quanlo a tildo o que se poderia de-
sojar extorquir se a fortuna da guerra collocasse islo
cm nosso poder, mas quanls ao menos qe podesse-
mos aceitar como urna pcrsnasAo a dcsislirmos da
i-i -- >m; 11 das hoslilidades.
Chamamos a altencSo lamhcm para a impossibli-
dade de firmar estas condires sem algumas e garan-
tas materiae*, sem alaum vinculo mais forte do
que lettras Iracadas cm pergaminho com elleilo,
sem alguma cessao de territorio pela Russia, lacs
como Sebastopol c o Della do Dauubio, o que sim-
plesmenlc a inqiossihilitaria de fazer aquillo que por
tratado ella obrigou-se a abster-sc de fazer. So as
qualro conccsscs especificadas fosseiu felas pela
Russia sob tacsciicum-laiicias que nos comvenecs-
sem que scriam honestamente atteudidas c fielmente
adoptadas, as exigencias da Europa, do lado da Eu-
ropa, poderam ser consideradas como salisfelas,
e os felizes belligerautcs podam enlAo ser justifica-
dos ; depoudo as armas, o cantando Te-Dcum pela
tcrininarito de urna guerra necessaria e pela conclu-
sao de urna paz honrosa.
Mas ha outra parle do negocio que esle modo de
pensar iiAocompreheiidc de maneira alguma. Ha
um lado asitico assim como um curopcu que deve
ser al tendido. Temos tentado a guerra em ambos os
lados do Mar Negro. As usurpares russas lem si-
do lo perlinazes e infundadas no Orienta como no
Occidente. Temos um alliado asitico assim como
tamos alliados europeos, a que nem llevemos desa-
nimar nem abandonar, lia antigs provincias da
Persia c da Turqua, ora gemendo sob o jugo da
Russia, ruja emancipar) he um ebjeelo de nAo pe-
queo inleresse para a Inglaterra. E ha urna na-
rAo de votantes inonlanhe/e, cuja independencia,
como objeclo de discrirAo e de sympalbia, nAo dei-
xariamos de defender.
He impossivel olhar algucm para o -nappa sem
admillir que a galera de inonlanhas qne se esleode
desde o Euxinio aleo Mar Caspio he claramente in-
dicada pela natureza corno o limita meridional dos
dominios russos. No lado do norle se dcsdohram
vastas planicies, semelhanlcs em caraeler ao resto
doseu amplissiino Icrriloiio. Ao sul cxistain esca-
brosas e inhspitas inonlanhas, habitadas por-urna
rara hostil, estranha e guerreira, de n)3ncirs dinc-
rentcs o de rcligiAo irreconciliavel. Os Circassia-
11 os nunca se subinetleram i Russia, e as oulrrs tri-
bus que Vivem nos limites do Caucaso, poslo que
muilas vezes desbaratadas, nunca foram complela-
mcule snbjagadaa. Todas esli agora em armas pa-
ra sustentar a sua independencia, em allianra com-
sao e com nosco. Com elleilo. Schamyl o os seus
Xl.UUil aucrreuos sCw nossos alliados, poslo que nen-
lium Iratado formal Icnha sido concluido com elle.
Sao correligionarios do sultao : cllcs tem combinado
ou leulado combinar operares com o seu cxercilo
silico ; vio combalendo contra o nimgo com-
mum, c lem effectuado importantes diversfles cm
nosso favor, ao passo que os tamos ajudado male-
rialmcnle, destruindo os forles russos ao largo das
suas costas. Porlauto assigoar urna paz com o seu
e nosso inimigo qucnAoconlivessc cslpulaces em fa-
vor (talles ; deixa-los exposlos ao pleno furor da
sua vioganea. exasperada em consequencia de des-
astres, e a plena forra das suas tropa, mais adestra-
das pela recente pralica, e preparadas com lodas as
applicares para auYontar nimigos mais formida-
veis, rcrlamciile uao be compalivel com o nosso
scntimenlo de juslira c de amizade. Adoptamos
plenamente a opinAo manifestada por lord I.ynd-
Imrst i'coolirmada, se nAo nos engaamos, por lord
John Russell), que somos obrigados por honra a in-
cluir a independencia das tribus cirr.assanas nos ter-
mos do nosso tratado de piz com o cz"arainda
quau lo nAo fossemos obrigados a ter esse comporla-
mento por urna consideranlo de proteger o' nosso
imperio oriental contra as incessantes intrigas da
Russia, estabclccendo urna especie de cordita, que a
separe iusupcravclmcnlc, taulo da Persia como do
Allahanislau.
EXTERIOR.
OS TERMOS SA PAZ,
Europa e Asia.
A publicacao do despacho de Lord Clarendon c
pudor c altivez, Imalmenle inandou a pobre mo-
fa chorar sosinha em seu quarlo.
Felizmente Marlha atreves da gelosia vio entrar
Nataiis, ergueu rs maos ao co, e depois cnchusou
os olhos. Elle eslava silo e salvo, era ludo o que el-
la quera saber.
(juando Nalalis pergunlou se 11A0 poderia entre-
gar a Marlha um hilhete de Maria, madama l.aper-
lier foi chamar a sobriuha, e a Irouxe debidamente
admoestada,
Marlha deu primeiramciilc a caria para a lia 1er,
c depois por permissao desla tau-a com o coraran
palpitante e o roslo immovcl. Nalalis referio-lhes as
parlicularidades do (lucilo, c .Marlha ouv-o debai-
xo do olhar severo de madama Laperlicr com a mes-
ma apprencia de fro recalo.
Todava houvc um instante cm que Nalalis p.lc
perceber cin um olhar, cm um rclampagu, seu ver-
dadeiro e doloroso pensamcuto, e vio una lagrima
lenta cahir-lhe das palpehras haixas, c correr-lhe pe-
la face.
Essas primeiras diilculdades linliam j diminuido
muilo a exiliaran de Nalalis, o qual vollou descon-
tente e desanimado. O vento soprava noi-norncste.
Com elfeilo, dizia elle comsigo, era loucura
minha esperar que em um ou dous dias se acende-
ria eulre Martha e mim una paixAo semellianle de
Julieta e Romeo! Que anarhronismo! Em summa
a que me rmiduziria isso? Eu leria horror de sc-
duzir cssa pobre rapariga, E romo poderia casar-
me aos vinte anuos sem bens c sem eslado? Fazer
essa iufidelidade a pintora, minha amante legitima!
Afogar a arlo na panella Creio que o mais pruden-
te seria partir para Roma Todava procurarei ain-
da (ornar a v-la s. Sim haviamos de amar-nos
lalvez; masamamu-nos por ventura?...
Nataiis, semelhanlc aospoelas que s lecm ltan-
lo com colbaoradores, ncccssiluva de ter sompre a
fortuna por alliada, segua valerosamente a vcia
prospera, e responda maravilhnsaiucule a felicida-
de ; mas o menor ataque da adversdade o gelava,
e elle nflo saba lular com a mi sorle. Ora, no com-
bate da vida dove-SO precisamente fugir de tomar a
sorle por protector ; pois ella nunca deixa de ser um
inimigo: o alliado disfarcado nrculla um traidor.
Depois de haver engodado Nalalis rom alguns fa-
vores insignificantes, o acaso parecen declarar-aa
ronlra elle ; o mancebo lornou a ver Manila duas
vezes, mas primeira cm presenca da lia e da mli,
Pela mesma razflo consideramos como da maior
impurlauciaque a opporlundadc que agora nos be
proporcionada para livrar a Georgia da Russia nao
seja perdida. Esta provincia esl inleiramciile se-
parada do resto dos dominios do c/ar ; e quando a
independencia das tribus caucasianas for declarada
c firmada, ser-lhc-ha smenle accessivel pelo mar
Caspio. He um paiz de grande belleza e de capaci-
dades, e he habitado por urna raja fina de homens,
chrislAos na f, adherindo parle a igreja georgiana
e partea igreja armenia. Foi oulr'ora urna depen-
dencia da Persia, a qual, depois de urna tenga serie
de intrigas, c cm consequencia das suas Iraras usu-
acs, foi fifaluienlc arrebatada pela Russia no anuo
de 1814 pelo tratado de Gulislaii. Desde aquelle
periodo a posse daquella regiAodeu-lhc quasi o do-
minio sobro os movmcnlos do Shah ; babililou-a
para para falga-lo com intrigas, para fumcnlar per-
turbares, paraarula-lo coolra os seus vizinhos, pa-
ra uiantcr disputas perpetuas entre elle c os Aglians,
para dilar a sua poltica, n'uiua palavra, para fazer
delle sna a mAo de galo cm lodos os seus ambicio-
sos projectos sobre o Orienta. Da-lhe 1 base que
ella desejava na parte meridional da Asia ; e lodas
as considerarea de poltica e do paz nos acooselham
qoe a compillamos a resignar aquella regiflo.
De que maneira seria arraojada, logo qoe ficssse
libertada da ambicio moscovita, nao estamos prepa-
rados para dize-lo, nem he necesaario presentemen-
te tratar dcsle assomplo. Ella ainda nao esl eman-
cipada, nem se lem frito cousa alguma para traa-
la dos seus acluaes possuidores. No notavel e admi-
ravel contrasta entre a historia da guerra na Asia e
na Europa, vemos ejemplificadas as duas phasesdo*
governo ottomanoa velha e a novaa reformada
. a nflo reformadao syslema que fez que tantos
dissessem que a Turqua eslava n'uma decrepilude
incuravel, e o syslema que induzio a poucos a es-
perar que ella poda regenerar-se e lornar-se pode-
rosa. Na Europa temos visto um exarcito formado
com alauma pressa-, e nao notavel ao principio quer
por disciplina quer por provises, sustentar e repel-
lir o ataque do mais colossal imperio do mondo, de-
fender os seus patrios lares e expedir o invasor,
sem que devesse a estrangeiros mais do que apoio
moral e a promeisa de coadjuvaejo pbysica, se a
contanda se prolongasse. Na Asia temos visto um
exercilo, ampio em numero o adequado em organi-
sarao, opposlo a tropas moi inferiores em numero,
capacidade e disciplina quelles qoe seus concda-
daus linliam desbaratado no Danubio,corotudo
sompre inefficaz e teropre desbaratadosou nunca
obrando lotalmeole, ou obrando apenas para des-
hnurar-se. I.embramo-nos cabalmente que ha novo
mezes todos os qoe eslavam informados acerca da
relativa posicao e condicao das tarcas belligeranlcs
na Europa e na Asia, eram de opiuiao que era ua
Asia que a -uperioridade russase achava mais seria-
menta amearada, e que provavclmenle solfreria os
mais decididos revezos. Comludo na primeira pa-
ragem os Otlomauos lem-sc mostrado lao valeutes e
victoriosos como costomavam ser ha dous seculos;
ao passo que na ultima elles tem exhibido o mesmo
miseravel espectculo que eslavamos habituados a
lestcmunliar e a esperar durante os ltimos cincoen-
la annos. Tem havido differenca somente nos com-
inaudantas:ossoldados sAotao valeutes, lAo promp-
los, e lao capazes n'um caso como nooulro; mas
na Europa sao dirigidos por um chefe que he um
completo meslre da guerra: lia Asia elles tem ido
paral) sados e sacrificados por cabos que nAo couhe-
cem mais u estrategia do que os seus proprios porla-
cacbimbos. Admille-sc umversalmente que os Tur-
cos sAo exccllcnles soldados, mas nAo possuem um
s general nacional enlre cllcscapaz de commau-
dar quer pur tlenlo original qoer por sciencia ad-
querida. Sao obrigados a ser dirigidos por generaes
estrangeiros; mas a iulriga e a inveja nos qnarleis
generaes, e a fraqaeza na sede do governo, lem im-
pedido al hoje que estas sejam nomeados, 00 for-
necidos com a auloridade adequada e suprema. N'um
caso ornele a Porta lem sido prudente, firme o
bstanle enrgica para confiar plenamente n'um
commandanle uAo-ottomano, e dar-lhe poder para
salva-la; e o resultado no Danubio ha mnilo que
der em Kars. Parece-nos incontcstavcl que se o
general Guyon ou oolro qualquor compleme com-
niandante livessesido nnmeado para o exercilo asi-
tico, coin pleua auloridade para suspender, demit-
tir, fuzilar ou enforcar a qualquer oflicial turco que
desobedecesse ou resistsso as suas ordeus, que esse ,
exercilo leria conquistado tropheos e pralicado tai-
tas lAo gloriosos como o seu rival europeu, e lodos
os soldados russos ja leriam sido expellidos para o
Caspio ou alm do Caucaso. Serii miseravel, ser
vergonboso, indicar fraqaeza prxima da imbecili-
dade, se permittirmos que este estado de cousas con-
tinu, se tolerarmos que a limidez ou a vacillarAo da^
corta de Constanlinopla paralysc os nossos dispea^
diosos e Ir.ihalhosaincnle adqueridos resultadns'iio
Occidente, c inlervenba na triumphanle conriusao
da primeira campanha. Mas em consequencia des-
le fatal, mas habitual erro, de nomear e conservar
commandantes incapazes, parece quasi certo que 1
dentro de doze mezes depois que a primeira espada
fui desembainhada, os aggressores ara todas as para-
gens teriam sido repellidos at os limites em que
para o futuro elles devem ser circunscriptos. As
1 ibas d'Alana, a Crimea, o Delta Danubiano, o Cao-
caso o a Georgialudo perdido em urna cvica cam-
panhaleria provado a Nicolao que elle se liavia
empenhado n'uma contanda cm que o desbarato era
inevilavel, e cuja prolongarlo acabara somente em
completa ruina. A sua nica esperanra agora as-
sim como antigamenle, parece fundar-se na irreso-
lurAu do governo ollomano o na inrapacdade dos
generaes ottomanos. (The Economitt.)
\
pelo que nao pode dizer-lhe nenhuma palavra em
particular na ronversar.io aeral, nem aparta-la dc-
liaixo de qualquer prelexto.
A' segunda vez, achou Marlha s duranle alguns
mi 1111 los: mas leudo o coraco commovido e a ca-
bera perturbada, preludioii com phrases vagas so-
bre a ausencia, sobre a solidao cm que viveria na
Italia, deixando em Paris o cor-ir.Ao. O mancebo,
impaciente e seulido, leria querido que Marlha o
comprebendesse, e esla, corando e trmula, s aspi-
rava comprehend-lo ; mas para isso leria sido
necessario que fosse (Ao ousada quanto era tmida.
Madama l.aperlier leve lempo de chegar anles que
una palavra couclndenle fosse pronunciada e Nala-
lis suspirou... e respirou.
i.: 1'. > elle fixou irrcvogavclmcnlq, para o primeiro
de noveinbro a sua parlida espacada at all de da
em dia ; conservan senluaar para meio dia na dili-
acncia de Marsclha c decidi que os prenles e ami-
as, madama l.aperlier c Martha, H -nn-1 c Gibou-
rcau, se despedissem delle pela manala.
Porque razAo parlia Nalalis ? Tal vez finse porque
leria devido licar. O pai via-o sempre com pezar
lomar a fazer-sc discpulo por cinco auiiusmo
meio de vir a ser meslre. Daniel linha-lhe arranjado
una sata de janlar para decorar cm Brdeos em casa
do padre llcnrique, elle rrcusou ludo, deixando s-
meiita entrever que no fim de um anuo de residen-
cia na Italia, daria provavclmenle sua dcmissAo e
voltaria a Paris.
O faelo he que elle conlava com a suprema en-
trevisla do dia da parlida e com a pressAo do ultimo
momento para fazer saltar emfim a faisca do corarn
de Marlha e do seu.
Esse dia rhecou prestas ; ess; ullimo momenlo
aproxiinava-se. Dez horas acabavam de dar ; Daniel
e Giuourcau em pessoa eslavam prsenles c s fal-
lavam madama l.aperlier e Marlha.
Ellas se demoram dizia Maria, mas nAo p-
dem lardar, eslou ccrla que vrAo !
Eulrelanln Nalalis comerava a senlir-se inquieta.
Seria porque realmente nao levava de Pars sequer
una esperanra cm urna saudade? Ninguem emhar-
ca-sc vuluntariamente para paizes dcsconhecidos
sem levar a provisAu de um pouro de infioilo no co-
raro : de um pouro de amor se parta, de um pouro
de Dos se nmrre.
A ini i'om os olliuslilas mala do filho, a qual
acabava de fechar, enrhogava de quando em quando
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 19 de agoito
I.ida e approvada a acia da antecdante, o 1. se-
cretario da conla do seguinle expedienta :
Um ollicio do ministro da juslira, devolvendo orc-
querimento em que os empregados na visita da po-
lica dcsle porto pedem augmento de seus vencimen-
tos, e enviando ao mesmo lempo as informaees da-
das a respeito da dita pretancAo pelo chefe de poli-
ca interino. A' commisso do pensos e ordena-
dos.
Um requcrimeiilo de Joo Baplisla de Souza Ma-
chado, altares de guardas nacionaes, pedindo ser
recompensado do serviro que exerce de escriplura-
as lagrimas. Pedro permaneca mudo e como espan-
tado. Leonardo nAo deixava escapar senAo breves e
raras palavras, quer para consolar a mulher, quer
para animar o filho :
Vamos. Brgida pois dizem que lie para n
bem de leu filho. Nalalis, bem sabes o que espero
de ti. ,
Vmc. espera muilo, meu pai, muilo respon-
da Nalalis opprimido.
S Mara esforrava-sc por atordoar osoulrose
alordoar-se .1 si fazendo mil projectos c dzendo mil
loucuras ; ella ra e chorava ao mesmo lempo, to-
dava amando sinceramente o irmao. a rapariga sof-
fria no interior e ao passo que os uniros csculavsm
sua alegra, ella nuvia sua dor.
Os minutos pa-savara-sc e madama Larperlier e
Marlha nflo ebraavam. Nalalis cada vez m.Ji agita- -
do, levanlou-se, fez um signal a Daniel c .1 Maria e
levou-os ambos ao jardim.
Oh deixem-mc respirar pela ultima vez as
minha- flores !
E quando ficaram sos, accrcscentou :
Daniel, Maria, vossds sao as amzades de mi-
nha idade e de meu tamaito. NAo creio que Pedro
me minprebenda bcm e tamo que meu pai me eom-
prehenda bastante ; he pois a ti, meu camarada, a
ti, minha irmaa, que dirigirci os mais secretos peli-
samentos de meu exilio. Nflo me esquejis, por fa-
vor. Escrevei-me frcqucntcmcnle. Fallai de mim
junios. Ah Aoonze horas. Entremos ; he lempo
de parlir. Decididamente nAo tomarci a ver nem
minha tia nem Marlha.
Ainda he possivel, disse Maria, que ellas le-
nham ido directamente esperarte no nonio de par-
lida.
jAh he justo, responden vivamenlc Nalalis.
Desde enlAo elle apprcssou a parlida. Tudo esla-
va promplo ; excepto o coracao da mAi. Nalalis dcs-
pedin-sc de Giboureau c Daniel que o dcixaram, en-
tretanto que o primeiro eslendia-se em phrases su-
perfinas, elle abrarava a Daniel e envolveudo-o
com Maria no mesmo olhar : dssc-llie :
Amigo, subsliiue junio de meus prenles u
ausente, esse simi-morlo.
Depois lanrou um ultimo olhar ao quarlo, aos mo-
vis. lodos esses entes iudos mais cloqueles que
Giboureau, e murmurando al logo arrain-ou-se em- .
fim do limiar amado.
(Continuartc-ha.)


DIARIO DE PERMMBUCG, SEXTA FEIRA 6 DE OUTUBRO DE 1854.
~
rio (Id deposito do guerra na cidade do Rio Orando,
provincia de S. Pedro. A' cominis-ao de marinha
e guerra.
S.lo sem debate approvado os seguiules parece-
res:
A commisso de marinha e guerra he de pare-
car que seja remellido o governo para informar o
requerimeule do alteres Luis Eduardo de Girva-
lho.
reir da Silca. /. /. de Lima e Silva Sobrinlio, o
ii A cummissAo do marinha e guerra, em presen-
ta das informales que remellen o governo solire
as prelenjcs du luiente Fernando Antonio W'iloxxx
SaxAo, alteres Felisberlo 1'crreiraBorgcs, majorLuiz
Bcaurepairo Buhan, lenle reformado Francia-
co Pereira Bdslos, lenlo reformado Joaquim Jo-
s Je Souza, major Antonio Dorncllas Cmara, l-
enle refurmado Manuel Fcrreira da Costa Sera,
Francisco Jos Cmara, lente coronel Francisco
Jos de Alinela Vasconrellos e (enenlc Jos Cardo-
so da Costa, he de parecer que sejain indeferidos os
seus requermentos.
Fajo da cmara, 18 de agosto de 1854. Perei-
ra da Silca. J. J. de Lima e Silca Sobrinho.
.tprestutaro e discussao de reguerimentos.
I.-se, entra em discussao e sem debate he appro-
vado o seguiute requerimcnlo.
Requeiro quo se pejara 10 governo as seguinles
- informajor s:
m !. Qual foi a forja policial de cada urna pro-
vincia no prximo lindo auno liuanceiro ; qual li-
iidlinenlc a lixada para o prximo anuo.
2.' Se a forja policial de cada urna provincia,
satisfaz ao servido proprio della, ou se he menor que
a indispensavel ; e oeste caso as raz&es por que em
qualquer dos 3 annos se nao lera fizado a forja re-
clamada pelas necessidades do servijo.
3. A |di-lrihuijao e delalhe do servijo da forja
de 1.a linha em cada ama provincia designando-se a
qualidade do servijo, em que se emprega, os pontos
em que se aclia, ou cosluma ser destacada, e lodo e
qualquer destino que se Ihe d, quer proprio de sua
ualureza e iustiluicao, quer alheio dellas, c privati-
vo o especial aos corpos policiaes.
Estas intoraiajes deverao ser remellidas no co-
rnejo da sessio d 1856.
a Pajo da cmara dos depulados, 19 de agosto de
1854. J. A. de Miranda, n
O Sr. Jungueira : Sr. presidente, lenho de
mandar mesa um requerimenlo pedindo informa-
jes ao governo sobre a maueira porque pretendem
os directores do Banco do Brasil, de accordo com o
mesmo governo, confeccionar os estatuios das caixas
filiaes que se devcmeslabelecer as provincias. Es-
ta materia he muilo transcendente.
O Brasil precisa tanto de cstabelecimenlos de cr-
dito, de formar capitaes, como, por assim dizer, o
corpo prosita de alimento. Chegou o lempo dos me-
Ihoramentcs maleriaes, o lempo do Brasil acompa-
uliar os movimeutos di industria, da cvilsajo e da
grandeza a que lem alliogido as uajes da Europa
e algumas do continente americano ; essa hora lem
soado para o Brasil.
Os espiritos brasileiros, cansados'das fadigas pol-
ticas, scepticos lalvez por muilas decepjcs, cami-
nliam para a realidade ; querem ver coosas que se
possam realisar, por isso ja est bstanlo escriplo cin
. papel aquillo que pode formar a sua existencia po-
ltica em retara.i s luzes do secuto ; o que precisa-
mos agora he realisar isso o que nSo se pode conse-
guir sem que ossBraseiros tcuham mcios de gozar
dos commodos da vida, porque na aclualidade da-
cousas nao he possivel que um povo que tem de es-
tar em contacto com povos que se adiaulam na car-
reir da civilisajilse da grandeza, chegue a alliugr
felicdade, se elle nao marchar igualmente as vas
de prosperidade, nesse camiuho cojo horisonle pare-
ce infinito, e a que no enlanlo a inquiclijSo do espi-
rito deseja chegar : quero fallar de lodos os melho-
ramenlos que estamos vendo actualmente na Europa
e nos Estados-Unidos, e que nao sao senao o resulla-
do de estabelccimcutos de crdito.
Senhores, nao era possivel por meio dos nielaos
ou de oultos objeclo? que servissem para a permu-
ta das cousas obter-se a grandeza que tem oblidoja
Inglaterra e oulros paizes senao fosse o crdito. Pa-
ra forinar-se pois o crdito he necessario crear capi-
taes onde ellos nao exislam, e o lira.il de nada pre-
. .-w-i 1...1 nmn 'lacrear raes canilaea. S-
mos para os Estados-Unidos da America veremos
que all exMein mais estradas de ferro, mais canali-
sajies o mais navegaran interior do que em oulra
qualquer parle do mundo, apezar de ser um paiz
novo ; e porque, senhores ? somenle pelo eslabele-
cimeolo do crdito,crdito que foi formado princi-
palmente lelos bancos.
Os bancos dos Estados-Unidos nao foram creados
.como instrumentos do governo, riem sujeilos a essa
inspecjao da admnislrarao pnblica sem a qual nao
se pode crear nada no Brasil, lie esse um dislinc-
\ livo eskeucial entre a raja anglo-saxonia e a latina ;
"\\raja anglo-saxonia faz ludo por si, por associares
particulares, a latina enlende que nao pode marchar
seub. pela m3o do governo. Nos estamos acostu-
mados a islo, se queremos fazer qualquer cousa, diz-
se logo vamos ouvir a opiniao do governo. E
como he possivel que o governo possa prestar allen-
jAo a ludo, e fazer producir esses milagres que s
podem ser o resultado da forja de cada um unida a
forja grande da associajao ? Crearam-se bancos nos
. Estados-Unidos ao centenares, estes bancos Ozeram
apparecer milagres, as estradas de ferro, a navega-
jao por todos os seus ros, etc.
O Sr. Brandao: Ha nos Estados-Unidos 800 e
Untos bancos.
O Sr. Jungueira : Eu disse centenares. Os
Eslados-L odos neis com n creejao dos seus bancos
tem feilo milagrea ; mas esses bancos nao foram as
mesquiohados.nao serviram smenle de instrumento
debaixo das vistas especiaes do governo, foram crea-
dos pela forja de rada ama associajao nicamente
para o lim de fazerem prodozir capitaes e de rpro-
duzirem meios de engrandecimentoe de soccorro a
todas as industrias do paiz.
OSr. Brandao : Apoiado.
OSr. Junqucira : A missao dos bancos nos Es-
tados-Unidos nao era essa choramingada de Um ler-
jo sobre o seucapital,como se eslabeleceu entre nos.
Oh! que grande favor fez o goveruo permitlindo ao
banco da Baha fazer a sua emissAo de um terjo
alem de seus fundos Nos Estados-Unido os ba-
os fizeram e fazem grandes emissdes.
Urna voz : For isso quebraran) muilo.
O Sr. Jungueira: He verdade, qaebraram;
mas os bens ficaram no paiz,
O Sr. Pereira da Silca : O general Jackson
ganhou i>opulardade por procurar acabar com esses
bancos.
O Sr. Jungueira : Haremos ir a essa queslao.
Repito, ee bens ficaram no paiz, e se alguns bancos
quebraram que mal resullou disso T Os capitaes
cram dos Estados-Unidos, quebraram os bancos, os
capitaes la ficaram : ora, os senhores nao olham para
o Brasil e para os Estados-Unidos ? Oigam-me qual
he a diOerenja'.' O accionista de um banco era tam-
bero accionista de outroi, se um banco quebrava el-
le gauhiva nos outros o ogpaiz sempre lucrava.
( Cruzam-se muitos apartes.)
Se se pudesse eslabelccer que este papel, por ej-
emplo ( mostrando um papel), vale tanto, nio he
urna vantagem para o paiz, urna vez que com elle
se possam tirar resultados uteis '.'
0 Sr. Pereira da Silva : Para isso nao era ne-
cessario bancos. '
O Sr. Jungueira : Enlao o que era necessa-
rio ? Rcsponda-me... Ficou calado. Senhores, o
crdito forma-sc por meio de associajocs : bem po-
do haver um bauqueiro particular, c na verdade ha
na Inglaterra c em oulros paizes omens que cmil-
teio papel seu, que gozando de crdito sao muilo
apreciados, e enlao o aparte donobre depulad^veio
fo/lalecer os meu argumentos. Senhores, se um
hornera pode emittir essas papis, olas ou vale, e
com islo cslabelcer urna Torluua colostal, sendo es-
ses vales recebidos por lodos, e guardados como uina
preciosidade. quanlo muilo mais nao pode fazer
una associajao '?
O Sr. BrandSo : Sem duvida.
O Sr. Jungueira : Ora, os senhores viram os
milagres que enlre nos o exlincto Banco do Brasil
fez ; viram o que foi capaz de fazer essa gallinha,
como eu o chamei, que pucha ovos de ouro... lie
urna expressao dos hmeos que tratain da materia.
Esse Banco fez prodigios; equauJo se trato u de
destrui-Io, por despeitos polticos, anda deu a seus
accionistas vanlagens i ir memas nos dividendos que
' fez, apezar de ter frvido de muil.i alcavslla : lal
he a forja do crdito.
seus capitaes; as qebras nao fizeram mal algum
Ora, pcfjuntoeu, o que se cosluma fazer enlre nos
pode-se considerar como mclhor '! Se assim he se-
gue-se que deviamos estar muito adanladot, e os
Estados-Unidos muilo alrazados ; mas isto he o que
nao se vo. Nos Estados-Unidos negocia-sc ameri-
cana, comodizem os homeni docommercoganhar
muilo on perder: mas o paiz sempre ganha.
Urna voz : He negociar cigana.
O Sr. Junqucira : Venha o uobre deputado
para a discusslo e nao me d aparles desles.
O Sr. Pereira da Silva: Sao opinies.
O Sr. Jungueira : E qual he a sua opiniao ?
O Sr. Pereira da Silca : He nao querer cr-
dito exagerado como o uobre deputado quer.
O Sr. Jungueira : Crdito exagerado no Bra-
sil, senhores, aonde qualquer homem, anda mesmo
do pequeo commercio, com urna casa abcrla lem
um credilo extraordinario, e enlo urna associajao
nao pode eslender o seu credilo a mais alguma
cousa !
Senhores, houve um lempo no Brasil que exista
um dinheiru falso de cobre ; a esse dinheiro cha-
mou-sc enanchan du Gala. As transaejoes erara
enlao inrommodas pela perda de lempo que se
solTrin com a conlagem desse cobre. Os negociantes,
alguns de boa f, diiiam aos seus credores : a all
leudes saceos com inocda de cobre, coalai c pagai-
Vos, respondan) nsrrcdores : a nao, gasla-semui-
lo lempo em so contar semelhanle moeda, alm de
ser urna carga muilo pezada; e como o espirito
humano procura sempre vencer dlficuldades, os ne-
gociantes eslaheleceram vales, c.assim inmediata-
mente esses vales foram preferidos a moeda de
cobre.
O Sr. .Iprigio : Apoiado, he urna \ enlacio.
O Sr. Jungueira : Aquclles vales, pois, foram
apreciados segundo o crdito do individuo que os
emiltia ; cram guardados como se fossem ouro em
barra, de modo que, quando os negociantes que os
haviain emiltido os||uizeram resgalar, tiveram ais-
lo muita diflieuldade, porque eslavam guardados co-
mo urna preciosidade. Senhores, islo nao quer dzer
que o Brasil precisa de crditos"! Os nobres depu-
lados oceupam-se em esludar eronomia poltica, a
sciencia finanecira flu adminislrativa, pelo que se
passa na Europa, quando principalmente se deve
esludar pete que se passa nos Estados-Unidos. Na
Europa urna imposjao ele 1 ou 2 % sobre qualquer
genero faz com que o consumo deslc genero desop-
pareja ; nos Estados-Unidos e no Brasil nao aconte-
ce assim porque sao paizes novos, paizes de recurso,
e por consegunle nao eslo sujeilos s mesmas re-
gias dos paizes velhos e cansados, principalmente
quando esU'io sendo victimas dessas barreras aonde
cada najao traa de si contra a producrao das 00-
Iras. O nosso commercio e o dos Estados-Unidos
he um con>mercio mais franco, he um commercio
que se eslabeleceu debaixo de nutras condijes: lo-
go os senhores que lem nos livros aquillo que se
faz na Europa, muilas vezes se ho de engaar
quereiido applicar ao Brasil.
O Sr. J. J. da Rocha : Apoiado.
O Sr. Jungueira : Senhores, Napoleo I, esse
grande homem, esse genio superior, quando esleve
em Santa-Helena e teve lempo de 1er o que se escre-
via na Inglaterra, disse : Eslou convencido que
os Inglezes pagam para se escrever o contrario da-
qnillo que convem s nutras najoes, cssas outras na-
cOes imbuidas nos principios que se acham cscriplos
nos livros inglezes procuram scgui-los e perdem-se.
Islo he muilo patritico para a Inglaterra ; os
Inglezes nao querem nunca que assuas mazclss 60-
jam conherdas fra do paiz-
O Sr. Bramla : Apoiado.
O Sr. Jungueira : Tenho eu visto apparecer o
Banco do Brasil eslacelecido debaixo da inmcdidla
inspeejao do governo, couslrud como urna machi-
na de estado ou de guerra, liquei vacillanle sobre
qual seria o futuro do crdito na minha provincia...
os nobres depulades fallaran) a respeito das suas
provincias, eu fallo relativamente a Indo o Brasil,
mas com especialidade acerca da minha provincia,
porque Idilio conhecimcnlos mais positivos della,
porque reluci no seu futuro, porque, lenho acom-
panhado as pilases que ella lem aprescnlado, come
anxiedade do patrila, de um amigo que deseja ver
prosperar o seu paiz. {Apoiados.)
Assim, pois, logo queso crcou o Banco do Brasil fui
vnr ncnxa plln prrlpmlc* pslahrdecpr anunlnao crdi-
to, o que quena f;c/.er dessa alavanca que por si so
sera capaz de levantar o mundo industrial sem ser
preciso o apoo da que reelamava Archimedes ; en-
lao vi que o Banco do Brasil cslahclccia a nianeira
de dar o seu dinheiro a cerlos prazos, a prazos que
nao podem convir minha provincia.
O Sr. Aprigio : Apoiado.
O Sr. Jungueira:Nos estatutos se determina
que o prazo mximo ser de mezes, e na minha
provincia as Iransacces commerriacs sao feitas a
prazos de 3, (i e 9 mezes. Nos estatuios nao se falla
m amorlisarao, e o maor servijo que um banco
pode prestar a qualquer paiz agrcola como he o
nosso lie adianlar dinheiros a Uvoura, primero ele-
mento da riqueza publica. (Apoiadot.)
E. senhores, se vs os Pcrnambucanos, meus con-
terrneos e amigas, acabis de passar por umacala-
midade que nao sabis anda qual o meio pelo qual
podereis sabir della, se nos os Bldanos lambem lo-
mos soflrido lano, se os Brasileiros em geral lem si-
do vctimas de tantas decepjes, agora que o crdito
se corneja a estahelecer, agora que esse gigante po-
da pro-lar ao paiz um forte auxilio para marchar
ua c'lradada prosperidade, assenlou-sc logo quese-
ra conveniente aproveitar essa nslluijao como um
recurso para o governo, como se o governo nao fosse
a nacao. ou como so o governo nao devesse correr
especialmente em apoio das provincias, pols que a
praja do Rio de Janeiro lem muitos recursos e ca-
pitaes que mo possue o restae do Brasil. Sim, o
Banco esta eslabelecido, tendo-se mais em vista os
inleresses da praja do Rio de Janeiro ? dos seus ac-
cionistas, do que os inleresses das prajas das outras
provincias, e vos vistes como aqu appareceu essa
fehre de agolagem que logo acompanhou a este es-
labelecimenlo no principio de soa existencia.
Sr. presidente, eu nao posso me calar, nao posso
ler a minha consciencia tranquilla emquanlo nao
forcm dcsfeilas as objecers que aprsenlo. Des-
gracadamenle, apezar do tlenlo que rcconhcco no
uobre presidente do Banco, apezar da confihnra c
da fe que lenhu de que elle procurar destruir as
fracas objecjes que acabo de aprescnlar, continuo
as mesmas apprehensoes, na mesma evenliva do
futuro, porque n"io vejo garanta alguma, nao vejo
que este Banco possa aproveitar minha provincia
sem corlas modificacocs. Todo o mundo sabe que
um banco eslabelecido como est o aclual no Rio de
Janeiro, com o privilegio de screm recebidos os seus
bilhctes nas estacos publicas he urna machina al
elcilur.il, e digo isso em referencia ao nobre deputa-
do que me fallou em Jackson; quem foi que fallou
em Jackson?...
O Sr. Pereira da Silca:'Fui eu, e Ihe digo que
au tenha susto de que o Banco se torne machina
eleiloral.
O Sr. Jungueira : Nao lenho eu oulra cousa.
[Hitada.)
Senhores, quando Jackson pretenda a candidatu-
ra de presidente dos Estados-Unidos foi guerreado
pelo banco, c elle lano o reconheceu quo, despei-
lado, quando subi ao poder Iralou de o guerrear ;
e nslo fez um mal aos Eslados-Unidos o nao um
servijo, c lano que nenhum successor de Jack-
son so lembrou mais de querer slronellar os ban-
cos....
Um Sr. Deputado : He porque os bancos nao'
continuaran) no mesmo sjslema de emisses exage-
radas.
O Sr. Jungueira:Isso foram pretextos, a verda-
deira causa foi a guerra que fizeram sua candida-
tura.
Sr. presidente, na Baha os eslabetecimenlos de
credilo principiaran) francamente, prncpiou-se pe-
la caixa econmica, que nao prestando logo graodes
servijos, fez comludo conhcccr o valor das econo-
mas, fez conhecer as vanlagens de laes cstabeleci-
menlos, rrenu-so depois o Banco do Brasil; edepois
dcsle craaram-sc mais oulros estabelecimeotos para a
niiimajaoda ioduslria e da lavoura.
Pejo aos nobres depnlidos, ja que por mm nao
tenho esperanras de o conseguir, que vejam que o
Banco, do Brasil preencha os lins para que foi crea-
do, que he de desojar em rclajilo s provincias, visto
que he necessario que se nao eslabeleja lula entre o
Banco do Brasil e os Bancos das provincia, o que
he fcil acontecer, porque dir o Banco do Brasil,
porexemplo: a Euqut,me importa com o Banco
da Baha, que me mpofU que elle prugrida, qu
.1,'. lili. Aii Ana an ..n i-...-"i.po V'.1,1 I" ci* n B nnl n m.
Nos Eslados-Unidos, torno a repetir, os banco, I acabe ou que se encorporeVomigof... E nole-se,
emilleai urna somma l e fi vezes maior do que os | senhores, que o Banco do Kasil pode desiruir e
cuilru como mais poderoso que he, e aj porque lem
emssao e o oulro nao lem senao mu fracs, c nao
sao suas notas recebidas nas estajes publicas. O
Banco da Baha poder viver mais algum lempo,
mas a sua vida est marcada, e daqui a cinco anuos
elle lem dado o ullimo suspiro, e enlao quacs as ga-
rantas para a lavoura Peder ella contar com di-
nheiro para a amorlisajao? Quaei as garantas para
o commercio".' Poder tirar elle dinheiro pelos pra-
zos eslabelecidos na Bahia, ou, como se pratica, ti-
rar c no Rio de Janeiro ?...
O Sr. Presidente: Observo ao nobre deputado
que est linda a hora dos requerimentos.
O Sr. Jungueira:E nao poderei continuar'.'
l'wia dos:rod.
O Sr. Jungueira:Mas emfim voo tratar do con-
cluir o nioii discurso, tanto mais quanlo pouco lenho
a dizer,e me parece que a cmara tem coroprchen-
dido quacs os meus pciisamcntos c quaes as nimbas
intcnrOcs; sao dous os pontos sobre que desojo se
providencie : o l. he que os bancos filiaes sejam cs-
tabolccidos de maneira que possam ajudar nao s ao
commercio, mas lavoura, dando urna certa quanlia
para a amorlisajao, porque se nao fosse isso nao sei
o que (cra sido da lavoura.
Senhores, o Banco Commcrcial da Baha lem rel-
io constantemente um eniprcstimo de mais de
1,000:0009 lavoura lodos os annos, e nao lendo
prejuizos alguns, porque as suas lellras sao bem ga-
rantidas, elle porlanto marcha muilo bem.
') Sr. Brandao:O mesmo acontece com o Banco
de Pemambuco.
O Sr. Jungueira:.... e por isso esse horisonle
que agora se assomava um pouco menos desanuvia-
do como havemos dcixar se obscurecer por culpa
nossa ? Nao ser conveniente fazer-se com que lo-
dosos Brasileiros percam cerlos preconceilos que an-
da existem enlre nos de que ludo deve vir do go-
verno c que aquillo que nao for do governo nao
presta, quando nos, a excmplo das outras najes,
podemos ler associaj5es e dellas lirar grandes van-
lagens ".'
No sentido pois que lenho fallado vou mandar
mesa um requerimcnlo que eslou prompto a susten-
tar, porque o que tenho dito nao he mais do que os
prolegmenos do qnc devo dizer, e sem que me sin-
la inspirado c nem com hercleas forjas, todava es-
lou prompto a aceitar o combale nesle terreno com
os mais esforjados cavallciros desla casa. O reqoe-
rimonto he oscguinle :
Requeiro que se pecam informaroes ao governo
sobre os estatuios que se lem de confeccionar dos
bancos filiaes do Brasil, cm relajan conveniencia
dse allcnder s necessidades das provincias, prin-
cipalmente s duas cundinos seguinles :
1." De .c poder dar o dinheiro a przo de 3, 6 e
9 mezes.
2.* De se dar urna quanlia por amorlisajao
lavoura segundo as precisos das provincias e cir-
cunstancias dos bancos.
He apoiado o requerimenlo coja discussao fica
adiada por pedir a palavra o Sr. Scrra.
En Ira cm3'. di-cu-sao o projecto n. 101 desle auno
conceden lo ordem lerccira de S. Francisco da Pe-
ndencia da cidade de S. Paulo, o poder de possuir
bens da raiz al o valor de 100:0009.
Sao lidos, apoiados e enlram cm discussao os se-
guinles arlgos addtivos:
a Fica concedido igual favor c com as mesmas
clausulas al 10:0000 irmandade de Nossa Scnho-
ra do Rosarioe de S. Bcncdiclo davillude S. Joao
do Principe. /'. Dctaciano.
lie igualmente autorizada a irmandade do San-
lissimoSacrainonlo da cidade de Macelo a possuir
al 80:0009 cm bens de raiz, compreheinlidos nesta
aulorisajao os bens que acta linn lo possoe.
Em 19 do agosto de 1851. S. a R. Goma
fibeiro.
A aulorisajao do arl. 1. he extensiva a ordem
3". de S. Francisco da cidade do Itecife eomprehen-
didos os bens de raiz queja possue. A. de Oli-
ceira. Pinto Campos.D. de Sottsa Cco.
F. X. Paes Brrelo.A. C. de S e Albugucr-
gue.Figueira de Afelio../guiar.Paula Bap-
tista.Francisco C. Brandiio.A. C. Sera.
Barros Brrelo.
o Offerojo como artigo auditivo oscguinle.Pon-
a Candido.
A esscmhia geral legislativa resol ve :
\r 1 n I' i ., -,i: I i o i'.--, n o filo i-.O -
irmandade do Sanlssimo Sacramento da matriz de
S. Jos da curte, de cinco predios que actualmente
possue oas ras de S. Jos, do Colovcllo e Lapa do
Desterro ; e autorsada a mesma irmandade para
possuir mais al 80:0009 cm bens de raiz, com a
clausula de screm estes convertidos em apoliecs da
divida publica, que scrao inalionaveis, no prazo que
for marcado pelo respectivo juz das espolias e re-
siduos ; ti.-ando para esse lim smenle dispensadas
as leis da amortizajao.
Art. 2. Sao derogadas quaesquer disposijes em
coulrario.
r Paco da cmara dos deputadoa, 31 de jiilho de
1852.J. F. l'ianna.C. Carneiro de Campoi.
Cunha Figueiredo.
Oflerecemos como addilivo o segunle projecto
Paula Fon/en.i'ieira de Mallos.Paula Can-
dido.
ii A assembla geral legislativa decreta :
Arl. 1. Fica o governo autorisado a conceder
archicoiif'raria de S. Francisco de Assis da capclla da
l.uz da cidade Diamantina, da provincia de Minas
lloraos a faculdadc de adquirir cm bens de raiz al
o valor de 12:0009, os quaes scrao convertidos em
apolices da divida publica dentro do prazo que o
governo marcar.
Arl. 2. Fcam revogadas as leis cm contrario.
Sala das commissocs, 9 de agosto de 1851.
Silva Ferra:.Tagnes.
Julgada a materia discutida he approvado o pro-
jecto com lodos os addilivos.
I'eforma da academia das bcltas-arlcs.
Procede-so volajao do requerimenlo do Sr. Co-
mes Rbeiro, cuja discussao ficou houlem encerrada
por nao havrr numero para volar.
O requerimcnlo he reprovado c continua a dis-
cussao do projecto.
o s.r Augusto de Oliceira pronuncia um
discurso, ja publicado nesta folln, o qual concluio
olfcrccendo o segunle projecto substitutivo:
Fiea o governo aulorisaclo a reformar a acade-
mia das Bcllas-Artes observando as disposijes se-
guinles:
o 1." A academia compor-se-ha de fi cadeiras, en-
carregadas do ensillo das malcras seguiules:
.. Pinlura histrica e pasagem.
a 2." Esculptura de figuras e ornatos,
a 3." ravnra e desenlio elementar. ,
4 I." Architetura, geometra e perspectiva,
ci 5." Desenho applicado mecnica.
G.ft'Mathemalicas.
2- Quando o servijo publico exigir, crear-se-
ho mais as duas seguiules cadeiras:
1.* Archeologia artstica.
2." Analomia physiologica das paixes e nores
geracs de sciencias naluracs.
3. Cada professor lera o ordenado de 1:0009, e
5009 de gratificarlo, e o que for Horneado director
perceher mais a gralillcajao de 1009.
i." A acadaitlia funeconarromo eslabelecimcn-
to de iislruceao secundaria debaixo das condijocs
proscripto pelo decreto de 17 de fevereiro de 1854,
c segundo os novos estatutos que forem oruansados.
5. As sobras do crdito j votado para a aca-
demia sarSO applicadas a acquisijao de quadros dos
artistas das diversas najoes da Europa.S. a R.
Augusto de Oliceira.
O Sr. Pedreira {ministro do imperio) : Co-
mejarci, Sr. presidcule, por declarar ao nobre de-
putado que acaba de senlar-se que nao careca pedir-
me que o Iratassc bem. Em mim he hab lo enrai-
zado o de tratar a todos com a dex ida considerarao,
(Apoiados.) Ue esle o mcu modo de proceder cons-
tantemente. (Ipoiados.) E se assim procedo para
com lodos que comiso pralicam, jamis me desusara
deslc dever dirigindo-mena discussao a qualquer dos
dignos membros desla casa.*(Muitos apoiados:)
O Sr. Augusto de Oliceira: Eu nao me refer
ao uobre ministro; ao contrario disse....
O Sr. Ministro do imperio:Nao leve razao tara,
bem o nobre depalado (permilla-me que o diga) fa-
zendo esle pedido cora referencia ao meu nobre col-
lega o Sr. ministro da marinha apoiados), porque
elle, quando ltimamente fallou, nao teve a menor
iutenjode fallar a coosiderajao quo merece o nobre
depalado, e menos anda a de dirigir-lhe a mais leve
injuria. {/Ipoiados.)
Ao Sr. ministro da marinha pareceu que o nobre
deputado quizrebaxar o ensino das mathematcas,
reduziudo-o a ensino secundario, e enlSo como ho-
mem ds pmfi o ooion ton que Ihe corra o dever
de reivindicar os foros daquellas sciencias, mas em
lodo o seu discurso nao proferio ama s palavra no
sentido em que o nobre deputado tomou o que elle
disse. (Apoiados.) Nao cooiiderou ao nobre deputa-
do analphabeto, e nem mesmo poz em duvida a sua
inlelligenca. Nem islo era proprio de seus hbitos,
uem eslava no seu carcter. (Muitos apoiados.)
Quando, Sr. presideute, eu Uve a honra de fallar
pela primeira vez sobre o objeclo que se discute,
pensei, vista da benvola allenjao e do lisongeiro
acolhmenlo que a cmara se dgnon prestar ao meu
discurso,e depois avista da maneira porque esle pro-
jecto correu em 2.a discussao, que na 3. nao leria
elle de encontrar os embarajos que o nobre deputa-
do por Pcroambuco e o honrado membro pela pro-
vincia das Alagoas Ihe lem opposlo.
J honlem disse, c boje repito, que Om aparte da-
do pelo nobre deputado pela provincia de Pemam-
buco no correr do meu primero discurso, o seu si-
lencio em seguida, e algumas palavras que logo de-
pois leve a bondade de dzer-me, me fizeram nutrir
a grata esperanja de que obleria o voto do nobre de-
pulade a favor da aulorisajao que aceilei e que se
conten no projecto cm discussao. Nao aconteccu
porem assim. Na 2.a discussao o nobre depalado
oppoz-sc ao projecto, e empreguu contra elle todos
os seus recursos. Kespondeu-lhe cabalmente o meu
uobre amigo, deputado pela provincia do Ro de
Janeiro e digno relator da cammis-o de nstruejao
publica.
O nobre deputado nao pode combaler victoriosa-
mente, ea cmara dos Srs. depulados votou a favor
do projecto. Entrn houlem o mesmo projecto em
3." discussao, e a casa recorda-se da maneira porque
ella correu, e qual o terreno para o qual se quiz
transportar a queslao. Hoje o nobre deputado no-
vamenlc se oppoz ao pi ojelo e alacou-o, nao j dcs-
conhecendo a necessidade da reforma da academia
das Bellas-Artes, mas prctendendo substitai-lo por
outro que apreseutou, fruclo do eslndo que fez so-
bre a materia. Em consequencia do discurso do no-
bre depulado, vejo-me forjados pedir V. Et. ea
casa Uceara para dizer anda algumas palavras acer-
ca da malcra. V. Ex. e a casa porem nao bao de
corlo querer que eu acompanhe par e passo todo o
discurso do nobre depulado.
A cmara nao est, nem pode seguramente estar
dsposla a ouvir comprazer urna discussao prolonga-
da entre mim e o nobjc deputado sobre quaes sejam
as matul ios que se devem preferir para'serem ensi-
nadas na academia das bellas arles, islo he, se deve-
nios preferir o -x -lema seguido na academia de An-
tuerpia, se o que he adoptado cm Bruxellas, se o da
escola de Pars, ou da Prassia, etc.. etc. A cmara
nao est por sem duvida dsposla a assslr a om lar-
go dbale acadmico sobre materias das quaes nem
cu nem o nobre deputado temos conhecimentos es-
peciaes.
Pela minha parle, a primeira vez em que l algu-
ma cousa mais attenlamente sobre taes materias fo-
segundo me parece, em 1851, por occasiao de assg-
nar um projecto aprescnlado por um meu amigo, en-
lao deputado pela provincia de Mnas-Geraes, e hoje
senador pela do Amazonas, prnpondo a creajo de
duas cadeir.is na academia das Bellas-Artes.
Chamado depois, quando menos o esperava, para
o ministerio do imperio, live desde logo de applicar
minha part ular allenjao para o estado da instruejao
publica no paiz.
lia na casa an>igos meas que sabem que alguns
anuos eo me oceupava de esludar os meios pelos qua-
es se poderia mclhorar, quer a ustruejao primaria e
secundaria (apoiados) quer a superior. Nao foram,
pois, cslcs ramos urna noviciado para mm, c
leudo encontrado muitos Irabalhos preparados em
lempo de meus Ilustrados antecessores, enlre os
quaes alguns que a convite delles cu havia oOereci-
do, trale logo de coordcna-los, fiz as modficajes
que me parecen a inconveniente-, e munido do aulori-
sajao legislativa puhliquei os estatutos e regula-
mcnlos, que ora peiidem da approvajao definitiva do
poder legislativo.
Felo islo, passei a examinar a aula do commercio
esludei o plano de esludos nella seguido, vi que era
defciluoso, e que o cursa como se achava organisado
nenhum resultado satisfactorio poderia apresen-
lar, o passo que cem pequeo accrescimo de des-
peza poderia (ornar-se um eslahelccimenlo ntil a
nossa mocdade e ao paiz. Expuz francamente a mi-
nlia nrd'*X.*^ "-I? 'Illg-irfl "miri. ca! risajo de que careca, e live a fortuna de obte-la de
ambos os ramos do poder legislativo.
Lanceiao mesmo lempo os olhospara a academia
das Bellas-Artes, e recooheci que essa instiluioao,
alias creada sob auspicios, ia em manifesla deca-
dencia. Procure esludar as causas desse fado, e ob-
servei que ellas provioliam em grande parle da
falla de base no ensino pela lacuna de certas aulas
indispensaveis.
Fui visitar o cstabelecimenlo, eondoi-mc do seu
estado e lamentei que lodos os annos se perdessa
urna snmma nao pequea, que ha 28 annos se dis-
pendia sem proveilo correspondente despeza que o
eslado Tazia.
Nao poda allribiiir esse estado de decadencia da
academia falla de gosto da nossa mocdade pelo
esludo das bellas-arles. A este jozo se opporam
alguns fados, como, por excmplo, que quando cm
1838 quizemos reformar o nosso Ihealro, nao nos
foi mister ir buscar artistas fura do paiz ; e que o
mesmo aconleccu quando se leve de construir a
xaran.la para a coroajao, e a columna do Roci
por occasiao do baplsamtnlo de sua alteza oserenis-
simo principe imperial.
O Sr. Gomes Ribeiro:Creio qne V. Exc. est
engaado ; a x aramia para a coroajao cu sci por
quera foi feila.
O Sr. Ministro do Imperio >Pode ser que esle-
ja engaado, mas crco que nao.
Comparei as malcras quo se ensoam na nossa
academia com as de outras da Europa que eslao mais
acreditadas, o vi que a lacuna era consideravel na-
quclla.
Convencido assim daquillo que o fado demons-
tra, daqnillo que nenhum dos nobres depulados
desconhece, isto he, que a academia de Bcllas-Arles
precisa de reforma, assentei que era de meo dever
Icnla-la, sollictando os precisos meios-da assembla
geral. O que liz porem, senhores, antes disto ?
Confiei por acaso em mm s em objeclo que nao
he de minha profissao'.' Fiei-me porvenlura nica-
mente uo que havia lido cm alguns livros, leilura
que hoje he Uto fcil ? Nao, Sr. presdenle, enmecei
por consultar a algumas pessoas que considero com-
petentes na materia, exig dellas informajes es-
cripias, nao pelo que livessem ldo aos autores, mas
pelo que a pratica houvesse feilo c.onhecer de mais
aprovcilavcl.
Tralci'dc escolhcr um homem habilissimo tiestas
malcras, um Brasileiro cujos tlenlos e cujos eslu-
des honram o paiz. (Apoiados.) Convidei-o para
auxiliar-pie e rolloquei-o frente do estabelccimcn-
lo. Rcoinmendci-lhe que o esludasse praticamenle
bem de perlu, c me aprescnlasse depois as suas
ideas, lauto no intuito de aperfeijoar o ensino das
bellas-artes cm sua acccpj.lo restricta, como no
de promover at coito ponto a educajao indus-
trial.
Esle cidado, depois de aturado estado, iodico-
mc suas ideas, corabinei-as, e por fim animei-me i
solicitar a aulorisajao que se discute.
J ve a cmara que nao marche precipitadamen-
te, que nem confic em mm smenle, e nem pla-
nejei urna reforma sem estar convencido de sua
eflicacia. (Apoiados.) Algumas cxpresses solas na
discussao de honlem me obrigaram a entrar nestas
minuciosidades.
Asura, passaudo a dizer alguma cojssasobre o pro-
jecto substitutivo aprescnlado pelo nobre deputado
por Pcrnamhueo, pedirci liceoca ao honrado mem-
bro para declarar que nao me parece conveniente
o plano adoptado no mesmo projecto; primeramen-
te, porque se supprimem nelle cadeiras de cuja uli-
lidadc se nao, pode duvdar; e em segundo lugar,
porque confunde certas materias em urna s cadeira,
exigindo que sejam ensinadas por um mesmo lente,
quando sao especialidades que difilcilmcnle e rars-
simas vezes se podcrAo encontrar reunidas cm um
s individuo.
Quanlo ao 1. poni, basta notar que o uobre
depulado supprime no sea projecto a cadeira de de-
senlio geomtrico. Nao cansarei a paciencia da c-
mara repetindo o que disse na primeira dscussAo
a respeito da necessidade do ensino desla materia
como indispensavel esludo das bcllas-arles cm ge-
ral.
Creio que ninguem desconhece o quanlo o esludo
do desenho geomtrico he esseucial para o aperfei-
roamento das artes industriaes ; basta lembrar que
forma parle dclle o desenlio -x mtrico, sem o qual
sijes artsticas. No mesmo caso est a cadeira de
desenho de ornatos, que he lambem urna especia-
lidade desumma importancia para o aperfeijoamen-
lo da maior parle dos diversos ramos da industria
fabril.
Quantu ao 2. ponto, priucipioo o nobre depota-
po reunindo sob a direceAo do mesmo lente asalas
de pintura histrica e paisagem, entretanto que eu
tenho ouvido aos que sabem dcstas materias que a
paisagem he um ramo especial, bem diflcrcnle da
pintura.
O Sr. Augusto de Oliceira di om aparlc.
O Sr. Ministro do Imperio :Do qae ouvi a este
respeito aos entendidos convencen-me a seguinle
considera jan :Que o professor de pintura forma
os seos discpulos no gabinete, ao passo que o ou-
tro, pura aperfeijoar os seus, deve leva-Ios aos cam-
pos c fra das aulas, para faze-los estudar fiel e
palpavelmente as differentas plantas, a mnligurajAo
das monlanhas, o aspecto do co nas difluientes es-
lajfles, ele, ele.E sendo isto assim, como confu-
dir os ohjeclos das duas cadeiras, encarregiiido o sea
ensino a urna s pessoa'.' "
O Sr. Augusto de Oliceira:Podem ser confun-
didas, assim como o sao em oulras academias.
O Sr. Ministro do Imperio:Esse argumento
nio basta para convcncer-mc.
O Sr. Augusto de Oliceira:Enlao nao sei o
que o possa convencer. Se o nobre ministro mo
admilte exemplos de academias Ilustradas, enlao
nao sei oqueadmitlira.
O Sr. Presidente :Allenjao I
O Sr. Ministro do Imperio:Para se reconhe-
cer a inconveniencia da uniao dessas duas materias
na mesma cadeira, he suflicienle que se atienda
que o pintor trata do homem em suas differentes
situajoes, e oceupa-so com a natureza movel, e que
o paisagista retraa a natureza rauda. A este basta
a exactidao da copia, ao passo que o oulro carece
de alguma nrigualidade, e he preciso al cerlo pon-
to que laaha genio creador. Se o nobre deputado
vista dislo espera encontrar com facilidade um
homem que sirva para ensillar com perfeijao estes
dous ramos, cada um dos quaes, como disse, he urna
especialidade, eu declaro que nao lenho a mesma
esperanja, e por isso nao posso concordar com a sua
opiniao.
Tambem nao posso concordar em que se unan) na
mesma cadeira o ensino da gravura e o do desenlio
elementar. Nao sei a que especie de gravura quiz
o nobre depulado referir-se, se gravura de medalhas,
se a de pedras, ou a qualquer oulra. A gravura
que especialmente se ensina na nossa academia
he a gravura de medalhas ; e nesse genero lem all
se conseguido algum resultado, porque, segundo
eslou i n fon na i lo, os niel hores gravadores que pos-
sue a casa da moeda sAo filhos dessa academia, e lo-
dos sabem que as nossas moedas eslao hoje quasi ao
par da perfeijao das moedas das najoes mais adian-
ladas da Europa.
O Sr. Augusto de Oliceira:Entao a academia
lem servido para alguma cousa.
O Sr. Ministro do Imperio:Nunca disse que
ella para nada linha servido absolutamente, e sim
que os seus resultados nao lem correspondido s des-
pezas que com ella se ha feilo.
Seja, porem, qual for a especie de gravura a que o
nobre deputado se refere, o que me parece he que
seu ensino c o do desenho nao podem com facilida-
de ser ministrados pelo mesmo individuo, porque
de ordinario (e nslo anda vou de accordo com pes-
soas da prolissao ) o homem acoslumado a gravar
constantemente em metal, e a trabalhar com urna
lente nao tem no lim de alguns annos nem a vista
apurada, nem a man muilo apropriada para appli-
car-se ao desenlio, c ensina-lo convenientemente.
O nobre depalado sabe que a aula de gravura
he asss importante em um cstabelecimenlo da ua-
lureza do de que se trata. I.eiuliro-me que na aca-
demia de Floreara, que, se nao estou em erro, he
urna das mais acreditadas, a gravura he ensillada
em tres aulas diflerentes. Ora, alm de s haver
una aula enlre nos desla malcra, nao me parece
acertado que se Ihe annexe mais a cadeira de desenlio;
al porque esla he urna das bases mais importantes,
ou antes a principal do esludo das bcllas-arles, e
tanto que em Franja, como o nobre depulado nao
desconhece, he exigido como preparatorio nos con-
cursos que se fazem para admisso dos alumnos na
-..i., ...i *ur..;i jH un ,i... a i...;.., .,,..ic
ha urna escola lambem especial e gratuita de de-
senlio.
Vejo mais, Sr. presidente, que o nobre depalado
no seu projeelo rene cadeira de architectura a de
geometra e perspectiva, sera se lembrar quao im-
portante he por si so ensino da aachileclura, e sem
recordar-se que esle ramo das bcllas-arles he um
dos que maor trabalho e mais variado exige da par-
te do respectivo professor, c que para aproveitar-sc
mellior o lempo do ensino he misler muilas vezes
qae cada alumno se oceupo em ama cousa diversa,
que cada um, po'r exemplo, faja um edificio dille-
rente ilo oulro, e quo por tanto o professor a quem
incumbe guiar c allcnder a lodos ellos, nao lem nem
pode ler lempo para ensillar outras materias profi-
cuamente.
Demais, parece-me qae o nobre depalado quando
propz a annexarao dessa cadeira de geometra e
perspectiva, esqueceu-se de que creava tambem no
seu projecto urna cadeira de malhemalieas applica-
das, e que fazendo a geometra descriptiva parte es-
seucial das malhemalieas, e della dependendo o en-
sino da ptica c da perspectiva, era mais natural
que ficasse incluida, como he coslume naqaella ca-
deira, do que ser della destacada para ser reunida
a oulra de si mesmo muito importante e variada, e
com a qual nao lem mmediala ligaj3o como par-
le counea, porque he antes urna de suas bases priu-
cipaes.
O Sr. Augusto de Oliceira: O nobre ministro
nAo me entende-i.
O Sr. Ministro do Imperio : Pode ser; e Do
seria de admirar que eu nao comprehendesse o no-
bre deputado.
O Sr. Augusto de Oliceira : Eu separei a
parte malhemalca da parle liberal e da indus-
tria.
O Sr. Ministro do Imperio : O nobre depu-
tado que mn-ira ter lido muilo solire essas mate-
rias, uao devia desconhecer qual a importaocia que
nas academias de bcllas-arles dos paizes em que es-
tas mais lem prosperado, se liga ao ensino da archi-
tetura, e devia ver que na Prussia pricipalmcnte he
ella lAo reconhecida que s por si oceupa um cur-
so especial, dirigido por um director e por 15 ou 16
professores. Ora, se nos apenas temos tima aula de
archlectura, como he que e nobre deputado anda
quer sobrecarregar o respectivo professor de oOIras
malcras alias itnporlantissinias edifliceis '.' lie o que
nao posso. comprehender, lalvez por defelo de mi-
nha inlellgeocia.
Nao descubro oo projecto do nobre deputado a
cadeira de desenlio do ornatos.
Entretanto esla aula he tima das de maior c mais
palpitante necessidade, tanto para o aperfejoamen-
lo de diversos ramos das bellas-artcs propiamen-
te ditas, como para o de quasi lodas as arles in-
dustriaes.
O Sr. Augusto de Oliceira : I. est no pro-
jecto-a cadeira de esculptura de ornatos.
O Sr. Ministro do Imperio : Mas o nobre de-
pulado nao se lembra que a aula de esculptura de
ornatos he urna aula pralca, cm que lem limar a
immcdala applicajao do que se aprende na cadeira,
de desenho de ornatos, e que por tanto supprimndo
esla cadeira lcou incompleto o seu projecto, porque o
nobre dcpuladosiipprime ocnsinodalheoria.e quemo
enlanlo que se faja a sua applicajao A islo equi-
vale dcixar de crear a cadeira de desenlio do rna-
los, e ao mesmo lempo estahelecer a de esculptura
de rnalos ?
O Sr. Augusto de oliceira: Pois o desenlio
nao rom prebende ludo?
O Sr. Ministro do Imperio : Permuta o no-
bre depulado que Ihe diga que me parece que es-
t engaado, e creio que ninguem Ihe afllrniar que
o desenlio elementar, que he o de que falla o pro-
jeelo, he a mesma cousa que o desenlio de ornatos,
ou que tem tamauho elasterio que o comprchende.
O desenlio de ornatos depende, he verdade, do
desenlio elementar, mas nao he nem jamis foi nelle
coinprchcudido. Alm dislo se o nobre deputado
reflectissc na importancia da aula especial de desenlio
de ornatos, se altcndcsse a que ella vai ser um po-
deroso auxiliar paraanossa architectura.o a baseprinci-
pal daeducacaoiiidustrial,quesemellaoossoso hreiros
nunca ser.to artistas perfeitos porque para screm peritos
dependem della os ourives, os estucadores os fundi-
dores de bronze, os enlalhadores, os marceneirs, os
canteiros, ele, ele.; se allendesse, digo, a ludo
esla aula, fica o goveroo impedido de dar o impulso
idea que lem de promover a, educajao industrial.
Ora, leodo eu declarado que o governo prelendia
tirar o partido que fosse possivel da reforma da
academia para estahelecer ao menos os principaes
elementos do ensino industrial, nao posso por forma
alguma convir em que so deixe de incluir a dita ca-
deira no plano que se fizer.
Nao tti mesmo como o nobre depulado esquecen-
se de propdr a sua crearao ao mesmo lempo que
ndica a de oulras que dependem do ensino daquelli,
como seja a de archlectura, porque o archileclo,
que nAo souber o desenlio de ornato a cada passo
esla sojeclo a commeller erros muilo grosseiros.
O Sr. Gomes fibeiro :Muita gente ha de rir-se
dessa nossa discussao. (Rerlamacoes.)
Um Sr. Deputado :Isso lambem he applicavcl
ao Sr. Augusto de Otiveira. .
O Sr. Ministro do Imperto :Nao acho razao
para que assim aconteja, Em lodo o caso o que
lie eerto he que fui convidado para dar minha opi-
niao e expender miuhas ideas sobre os projectos, e
porlanto nao sei para que o nobre depulado pelas
Alagoas veio com esle aparle. (Apoiados.)
O Sr. Octaciano O Sr. Augusto de Olveira
tambem deve responder ao que acaba de dizer o
nobre depulado.
O Sr. Ministro do Impreio :Tendo, Sr. pre-
sidente, declarado o mais resumidamente qoe me
foi possivel, e lano quanlo o pude fazer cm materia
inteiramente alheia mrnha profissao, as razoes por
que nao posso adoptar o projecto do nobre depulado
pela provincia de Pemambuco, devo agora tomar em
consideradlo o que disse o nobre deputado relativa-
mente ao lug\u de conservador e restaurador de qua-
dros.
Disse o nobre deputado em 1. lugar, que nao
havia necessidade desse lugar, porque nao temos na
academia quadros importantes : o nobra deputado
nao est bem informado, e se for academia das
Bellas-Arles ha de ver que ntreos quadros que all
existem, e que lem cuslado nao pequeas sommas,
ha alguns de bstanle importancia, que se tem es-
tragado por falta de urna pessoa encarregada nao
simplesraeole de sacudir o p, mas Umpa-los e illu-
mioa-los.
A restauraran de um quadro nao he cousa que
possa-ser feila por qualquer pessoa, e que porlanto
possa deixar-se a cargo do poNeiro, como quer o
nobre depulado. He um trabalho especial, e lauto
que uesta corle nao me consta que Itajam muilas pes-
soas habilitadas que se queiram incumbir deste ser-
vijo...
O Sr. Augusto de Oliceira :Eu tenho raedo do
ordenado que se ha de dar.
O Sr. Ministro do Imperio : NAo tenha o nobre
depulado este receio. AfUrrho-lhc que os venci-
raenlos deslc lugar nAo passarao de ama gralifica-
eo muilo limitada, e o oobre deputado pode bem
comprehender que com a quanlia de 5:0009 e m que
importa o acrescimo autorisado, e anda reunindo-
se a ella os ordenados dos lagares de substituios,
nAo he possivel que o governo d ao pessoal da aca-
demia grandes ordenados.
O Si. Aprigio :Para o auno ellos virAo pedir o
resto.
O Sr. Ministro do Imperio :Disse aioda o no-
bre depulado que se o governo enlende que cerlas
cadeiras sao necessarias na academia, oulras julga
elle anda mais necessarias, c que entretanto nao
sao contempladas no projecto da nobre commisso,
nem por ora convem determinar, porque elevaran)
muilo a despeza. Referio-se o nobre depulado a
certas materias qne s.lo objeclo das sciencias nata-
raes. Declarare mais urna Vez ao nobre depulado
que as aulas indicadas pela nobre commisso sao
apenas as que ella, de accordo com pessoas muilo
competentes ncsla materia, julsott indispensaveis,
j como base, j como auxiliares immediatos de
outras existentes na academia, j como as essen-
ciaes para se estabeleccrem os principaes elementos
com que se deve promover a educajao industrial.
E dado mesmo que fosse conveniente crear as ca-
deiras a qae o nobre depulado alludio, a casa v
que nao sendo ellas de tanta urgencia, porque quan-
do muito serao convenientes para alargar o circulo
dos conhecimentos dos artistas, e illustra-los em ou-
lros ramos, fc bem a nobre commisso de instruejao
publica limlaudo-se como fe* as mais cssenrues.
Fallou o nobre deputado no correr du seu discur-
so em funorionali-ino, edisse que nao se Iratava se-
nao de dar vanlagens aos funecionarios pblicos (ou-
cem-se apartes), sem ao mesmo lempo augmentar-
se-Ibes os onus.
E porque, Sr. presidente, en quando puhliquei os
estatutos das facilidades de direilo e do medicina, e
no regulamenlo da instriicjAo primaria e secundaria
propuz o augmento dosvencimentos dos professores,
nAo posso deixar de observar que nao me cabe a al-
lusao do nobre depulado, e se o honrado membro
examinar os referidos estatutos e regulamenlo, ha de
reconhecer a exactidao do que digo, porque ha de
ver que ao passo que o governo Irata desse augmen-
to, estabelece cerlos onus que os professores at ago-
ra nio tinham, impoz-lhes mesmo sacrificios que
at agora nao pesavam sobra elles, pois qae nao s
eslendeu-se o prazo marcado para a sua jubilajao,
como ficaram sujeilos mais severa disciplina (apoia-
dos), e alm dislo, inhibidos de oceupar-se cm qual-
quer commisso alheia domagislerio, oa seja de no-
meajAo do governo ou de elei j.io popular (apoiados)
sem qae se lhes descont o lempo em que exercerem
laes commisses do que he exigido para sua jubila-
jao e vanlagens.
Alm disto delermiuou-se que s fossem pagos de
suasgratficajes quando eslivesseo em eflectvo ser-
vijo na academia ; de surle quo at quando doen-
lessoffrera reduccao em seus vencimentos. (Apoia-
dos.) NAo aceito pois a alluso do nobre depu-
lado.
matices jpplicadas arle o industria, com as cadei-
ras seguinles:
materias teidealea organisajAo da cabera, corpo
humano, onfllo, paizagem e (lores.
a 2." EscnlpVura, que comprehender o ensino de
figuras antigs e paluraes, e ornatos.
3. ArehecturaVque comprehender a desenlio
linear, archlectura, geoTflSlria, trigonometra c pers-
pectiva.
a 4." Malhematicas, qae cot^U^hcuder.i arilh-
melica, algebra, e malhemalieas applii
Arl. 2. O governo contratar na Enroo
fessores habis com qae preencha as snbrcdilas ca-
deiras, a cada um dos quaes dar om ordenado que
nAo exceda a 3:0009.
a Arl. 3." He autorisado o governo a dispender
animalmente at a quanlia de 12:0009 com a com-
pra de quadros nas exposjoes do Pars, Bruxellas,
Munich, Dresde, Boma a oulras cidades, ondeos en-
contr mais aproprlados para a organisajao de urna
galera.
a Arl. 4. He igualmente autorisado o goveruo a
or^ansar os respectivos estatuios, dando alm dis-
to regulamentos adeqaadus boa execncao desla
le.
Arl. 5. Esla academia lera um secretario per-
manente, o qual vencer o ordenado animal de 8008
alm de um porleiro e continuo, aos quaes o gover-
no arbitrar ordenado.
Arl. 6. Ter.i igualmente um director Borneado
pelo governo annualmenlc d'cntre os respectivos len-
tes, por cujo encargo oao vencer ordenado algum
alm do de sua cadeira.
Art. 7. Ficam revogadas as leii e disposicSes
em contraro.
a Paro kt cmara dos depulados, 19 de agosto de
1854Francisco Joaquim Gomes fibeiro.
A discussao fica adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.

oao pode haver perfecao na mor parle das compo-1 isto, por certa que o.lo desejaria siipprimi-la. Sem
O Sr. Augusto de Oliceira :Nao me refer a is-
lo, pois at volci pelo augmento dessas ordenados dos
leules proprielaros.
O Sr. Ministro do Imperio:Termiuarci, Sr. pre-
sidente, o que tinha a dizer repetindo ao nobre de-
putado pelas Alagoas que honlem foi assaz injusto
cm um aparle, quando disse que ea linha acabado
de abrir um crdito de 20:0009para o Ihealro lyrico.
Considerando o nobre depulado sempre levado por
sentimenlos de jastija e de boa f, estou cerlo que o
nobre depalado nao dara semelhanle aparte se nao
Ihe houvessem informado da existencia desse cr-
dito.
E pois dir-lhe-hei que o enganaram. Para com o
nobre deputado devo guardar toda a delicadeza e
deferencia, j pela sua posjAo como membro desta
casa, j pelas suas qualidades pessoaes ; mas nao le-
nho a mesma necessidade relativamente pessoa que
o in formn, c pois,direi que quem quer qoe foi fal-
lou a verdade no que disse ao nobre deputado.
Nao abr credilo algum para subvencionar a com-
panhia do Ihealro lyrico com qualquei quanlia, alm
da prestajo mcnsal de 10:0009, mancada na lei de
setembro do anno passado. Ao contrario recusei-me
a inlervir para o augmento della. Tambem nAo
abr crdito para a despoza com algumas obaas de se-
guranja que maudei fazer no edificio.
Estas obras lem sido pagas pela verba de obras
publicas do municipio da corle, lie despeza exi-
gida pela necessidade. c que nAo me arrependo de
ter ordenado. NAo s o reelamava a segaranja do
edificio, como pareceu-mc mais econmico gaslar a-
gora 10 ou 12 conlos de reis, do que daqui a pouco
lempo 40 ou 50 (muitos apoiados); alm do perigo
que haveria em se frequenlar o Ihealro dentro em
poucos mezes se o edificio conlinuasse no eslado em
se achava. Creio que, procedendo assim, proced
por maneira conforme ao meu dever. (Apoiados.)
Proced como procedera o nobre depulado se em
mcu lugar eslvesse no ministerio. Fajo-Ihe esta jus-
Uja.
Pejo acamara que me desculpe ter oceupado a
sna allenjao por mais lempo do que desejavai (.Wni-
lo bem, muito bem.)
lozes :Fallou exccllcntcmeulc.
O Sr. Gomes fibeiro declara que quando falla-
ra a respeito de disperdicios dos dinheiros pblicos
no se quiz referir ao aclual ministerio, mas sim
aos anteriores. O orador dirigindo-sc ao Sr. Pe-
dreira (ministro do imperio) diz que por experiencia
propria faz de S. Exc. o mclhor conceilo como ho-
mem publico, coiisagraudo-lhe em particular al
muila amizade, ele.
Depois de mais algumas considerajes, o orador
oflerece o seguinle projecto substitutivo, o qual fun-
damenta com diversas razes :
a A assembla geral legislativa resolve :
Art. I." O governo fica autorisado a fechar a
academia das Bellas-Artesj-ssobstiluindo-a por um
curso de desenlio, arehiledura', ewelplun e malhe-
GORRESPONDENGIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Macelo' 62 de etembro.
NAo Ihe escrevi nem pelo vagaroso e tardo Leo-
poldina, nom pelo pressuroso e rpido Tocantins,
c o motivo foi o mea rheumatsmo, que rebelde a
therapeulica do grande Dr. Major, leve a petulancia
de zombar de suas miraclosissimas garrafas, mos-
Irando-se comtumaz a ludo : de balde dei tratos a
indcil musa para compor aquellos versinhos, deque
Vmc. ha de estar lembrado, cantando o epinicio an-
tes de lempo, esquecido do prudenteeonselnn qoe d
em soa fbula dos dous gallos o espirituoso La Fon-
laioejmoralisando o caso:
De fin ns nous du tort, el prenons garita nous
Apres le gain a"une bataille.
Quando suppunha ter completamente derrotado
aquellc lerrvel inimigo. eis que elle volla mais va-
lenle com lodo o seu cortejo de acerbissimas dores, e
acoiupanhado da competente intumescencia das jun-
tas, fazendo do mea pobre ego um melindrosissimo
noli me tangere, eo que he anda mais lamentavel,
juchando os meus charissimos dedos, que protestaran)
contra o violento exercicio que ea ihe quera dar :
agora felizmente que j estou melbor-vott ver se
posso garatujar algumas noticias em deffapenho do
meu compromisso. Nunca me lembrelwnto como
hoje, daquella chistosa pergunta que a si mesmo fa-
zia o meu bom Antouio, quando se va om apuros :
Antonio, se t eras sapateiro quem te raaadou
tocar rabecAo ? Para que me foi meller em camisa
de onze varas 1 Para que me comprometti a servir-
Ihe de chronisla, se me faltam as necessarias laxes,
e, o que anda he mais, o sanete indispensavel para
bem desempenbar essa ardua tarefa ?' Emfim, coo-
liado na sua benevolencia, na benigndade de seos
illuslres leitores c no anexira popularsecada um
eu Ierra seu pai como pode o, nAo arripiarei car-
rera, ficando Vmc. prevenido de que, quando nao
receber tninhas toscas mssivas, deve tancar toda a
culpa sobre o execrando rheuraalismo, a qaem Dos
confunda I Ainri soil i.
Mas, me perguntar Vmc, a qae vem hoje esse es-
tirado aranzel em laa de prembulo T Responder-
lhe-hei que he om cavaquinhoqoelhe qaiz dar, para
que vmc. ou algaem, nao faca-temerarios juizos a
respeito dos meus dous gazeios, suppondo que j es-
tou recolhido aos bastidores.
Sob ptimos auspicios cnlrou esle anno o loaro
Apollo na batanea : a Divina Providencia de nos se
amercando, fez desapparecer completamente a ler-
rvel epidemia (inoitu mnibus docloribus proeser-
lim Porto et Bahia): o Sr. Dr. Roberto Calheiros de
Mello, administrando a provincia cm acert e tino,
incutio em todos os nimos, ronlenlameulo e satisr-
jao ; como fiel delegado do governo imperial, esle
distinelo Alagano procurou per aqu em pratica o
sxstema conciliatorio, delineado pelo lustrado gabi-
nete, e siem olhar para cores polticas, nomeou para
nwprnQ-nn pnMinw iiiuiliw iuuyU*~ InfoHt^CutcB, CUJAS
ideas opposiclonislas eram bem patentes ; ostenlau-
do-se sempre redo e imparcial, esforcou-se por fazer
juslica a todos, emfim o lirocinio administrativo do
Sr. Dr. Roberto, corroboren e firmn ainda mais o -
bom conceilo que delle formavam seas comprovin-
cianos. Pode -se dizer que, se hoje no esldo extrac-
tos os inveterados odios e rancores polticos, ao me-
nos acham-se mu adojados, grajas sabia poltica
desenvolvida pelo Ilustrado vice-presidenle. I.ivrcs
da epidemia e salisfeitns com a gerencia dos ne-
gocios pblicos, nao havia razSo para que nSo
eslivessem os Alagoanos contentes, alm disso appro-
xjmava-se o sempre glorioso 7 de setembro, dia de
tao gratas recordajOes para corajOes brasileiros, dia
em que no mappa das najoes foi Iracado mais om
gigantesco eslado, dia finalmente em que surgi urna
najVionalidade ao lirado do heredos dous mundos,
cuja potente voz sooo nos campos do Piralloinga, re-
tumbando por toda a trra da Santa-Craz o grito de
independencia oa morle Fra preciso qoe
muitifacabrunhailos eslivessemos para nSo manifes-
tarme o roslamado jubilo, no anniversario da eman-
cipaj; poltica da nossa Ierra Da mesma sorlc
que o^j-scador diligente nao deix passar carnario
pela malha, ea humilde chronisla nSo desejo que
passe desapercibido o mais insignificante fado, por
sSo multipliquei-me, apesar das mazellas, e referir-
Ihe-hei chronologicamenle o que por aqu houve.
Principiou o mez com as novenas de N. S. de Li-
vramento, qae foram celebradas com pompa, haveo-
do apenas umnoecurrenria deagradavel: linham sido
designados noileiros varios empregados puhlUyaque
porfiaran) em se supplantaram uns aos oulros, eom o
brilhanlismo de suas respectivas noites, tima dellas
'a de 6) enmpeliaaos ofliciaesda guarda nacional, da
capilalos qiiaesvetidoqueseti commandante WSo con-
corrracom amaquola suflicienle para equiparar a
marcial noile s oulras que j se havia celebrado com
muito luzimento, estomagaram-se, eom delles mais
intolerante ou ousado fez um calunga on grande bo-
neco, fanlou-o, poz-lhe dragonas e chapeo armado,
e arraslando-o pelas mas acompanhado dos mole-
ques, apregoou ser aquelle o chefeda guarda nacio-
nal, e depois de percorrer as roas seguido de vaias e
apopadas dos garotos, queimou-o A brineadeira
creio que custar Cara ao ufHcial, pois o tenenlc-co-
runel Meira, soube da graea, deu-M por insultado,
otliielido e injuriado e consta me que se qeieixara a
polica e a presidencia.
No dia 6 (ix eiuos um lavacro chibante, baptisou-se
a fillia do secretario do governo, sendo padriahos
(creio que por proenrajao) o xm. Sr. Dr. Roberto
e sua senhora ; lerminou afuncjAo por um cha dado
em palacio, a que foram convidados lodos os empre-
gados pblicos, militares, particulares e varias pes-
soa* da opposijAo ; prevendo eu qae haveria all
com que satisfazer o met vicio predominante, ped e
oblive, por niermedio de um amigo, um convite,
aprcsenlando-me noile mu lampeiro com o meu
par de queixos, bem dlsposto a fazer as honras da
mesa, e como Vmc. muito bem sabe que simittt tum
similibus fucile congregantur,nio larguei um s Ins-
tante o meu amigo ihesoureiro ; porm ambos per-
demos uessa noite a repnlacao que com lano afn
e trabalho ha va mos grangeado, l adiamos quem nos
desse sola e basto : meninos vi que|porsi so fizeram
desapparecer, nos magros buchos, bolos de duas e
mais libras, sem que por isso parecessem mais pan-
judos, laes quaes aquellas sele vaceas que vira em
sonlios o defunte Phara, as quaes nem por lerein
engolido outras sele mu nutridas, ficaram mais gor-
das: estupefactos e boquiaberlos, ao presencarnms
aquellas capacidades glotonicas. eu e o bom thesou-
rciro salumos da mesa,-corridos e envergonliados
pela tremenda derrota, e nos retiramos bem conven-
cidos da nossa nullidadc relativa.
O dia 7 foi solemnisado com o cortejo do estylo,
que pela primeira vez teve lugar no palacete da as-
sembla paovincial, onde j esl collocada a bem a-
cahada efllgie de S. M. o Imperador, feila pelo ds-
tinclo aiiista Pcrnambucano C. Mavignier : loi nena
que a grande parada nao corresponderse ao brilhan-
lismo do cortejo ; apresenlaram-so tao smente no
largo da malriz urnas 200 prajas de guarda nacional,
teudo frente o capillo Compauo, que interina-
mente commandava o balalhao da capital. Nao sei
aquesedeva atlribuir a desmnralisacAo e pouco
gosto que vai aqu passaudo nesta importante mili-
cia ; alguns mpulain pnuca forja moral dos che-
fes, opiniao a que muilo me inclino, visto como he
por todos reconhecida a excellent ia das-pracas o of-
liciacs do balalhao da capital ; un enlanlo proeeram
ses por todos os modos esqaivar-sc ao servijo ; j
quizeram explorar a mina da passagem para a reser-
va, que felizmente lhes foi obstruida, cm compensa-
jilo aliraram-sess lirenjas c partesde docnte.de ma-
neira que estou vendo que daqui a pouco litar o
balalhao da capital soh o commando de algam sar-
gento ou cal He um clamor geral qoe se er-
gue por todos os lados, ora contra o rommandanle
interiuo [o referido Compasso), ora contra o edecli-
vo, apparecendo a cada instante queixas o cnnltlic-
los : como quer que seja, muilo convem qua a pre-
sidencia dirija suas vistas e olhe com allenjao para
essa fofja, instituida para defender a cousliluicao, U-
berdade, independencia e integridade do imperio,
para manler a obediencia s leis, conservar ou resta-
belecer a ordem e Iranquillidade publica, qoando
nao, em vez dos beneficios que della se esperavam,
colhercmos fruclos bem amargos.
No mesmo dia 7 a larde rcuniram-se por convite
to xgario desla fregdezia conego Joao Barbosa Cor-
deiro, varios Brasileiros em ima das salas do lyre"
deila cidade e inslalaram urna sociedade sob o lila-
N^
t,
H
.
v ,

/


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 6 DE OUTUBRO DE 1854.
V
r
V
*


i


lo de Festejo e honra ao dia 7 de selembro cujo
lint he cuidar dos festejos, honra e comtnemoracao da
independencia do Brasil; consla-me que o plano he
gigantesco ; lera, por era, efleito i
-V noite deu-oos a sociedade dramtica Maceioen-
le a represenlaco de um elogio dramtico, cujo ns-
sumpto^ra anlogo ao grande faci que se tos leja va:
milito apreciamos aquella obra, rompo'taam lindos
versos pelo habilissimo profes.or Antonio Ignacio de
Mosquita Nevos, a qucm damos os omboras pela sua
bella composjcao; termino j o elogio coro a appar-
cao da efllgie de S. M. o Imperador e com o hymno
da independencia, cantado por um menino que pa-
reca achante engasgado. Seguio-sea representadlo
do drama Mrquez de Torres Novas, produelo de
urna penna portugueza bem aparada ; nao analysa-
rei a per,a nepi o seu desempcnlio, direi apenas em
resumo, que os difireme* papis forain represen-
tados com grande habilidade, que as diversas perao-
nagen estavim vestidas muilo a carcter ; c que as
cauches, posUs em msica pelo eximio maestro J.
Bernardo, foram bai executadas ; nao gostei, po-
rcm, de enrede nem do assumplo do drama, que no
mea fraco entender fica muilo quem do capilao
Paulo, edeoutros com que nos tem brindado a so-
cieda temtica Maceionense ; aim disso he o
Jifi Torres Novas urna peca eilensissima
quadro^e nao podemlo deixar de -e-
itervallos em uma'sociedade particu-
lar, aconteo peo espectculo terminare as l ho-
ras e meia i VBadragada com grande olTensa e pro-
testo dophtcidiMorpheu.
No dia 9 bffereceu a opposicao ao Sr. coronel Le-
monha un Hile, a que tarara convidados muitos so-
vcrnistaso sarao teve lugar na rasa do Sr. Dr. Jo-
so Angelo, e Toi muilo concorrido e animado, du-
rando os folgares e dansares al s i horas da madru-
gada.
Decididamente eslinos na qua Ira dansantc; cons-
ta-meque alguns amigos d> Exm. Sr. I)r. Roberto,
prelendem felicila-lo pela mu ptima administra-
ro com um baile, c que su hospedar ao Exm. Sr.
S e Albuquerque com oulro. se isto he guerra, oa-
la que nunca se acabe, como dizcm os uossos bous
malulos! Creio que desla (cita ser por longos ali-
os desterrado das maceioneses plagas o genio da
insipidez, que segundo Ihe havia eu noticiado, pre-
tenda aqu conservar-se leu- lo e mante.11 : organi-
sa-se urna sociedade de baile queja foi installada,
eeleil.i a commissao administrativa, cujo director lie
o Dr. Manoel Jo* da Silva Nciva : os bous desejos
de que se mostrara amulados os socios insultadores,
e a boa escolha dos membros da commissao adminis-
trativa, presagiara longa durarlo ; no entanlo esta,
e a sociedade dramtica, sapponho que sero as exe-
cutorasda lerrivel pena de baoimento imposta a in-
sipidez que anda de azas encolhidas desde o comeco
do mez de selembro.
No dia 17 teve logar a solemne inslallacao do col-
legio de e Orados artfices, de que Ihe fallei em
[primeiras epstolas : a idea de esta-
belecer-se nesfa i rovincia um asylo em que os or-
phos desvalidos fussem abrigados da miseria, e en-"
conlrassem urna educarlo que os desviasse da inevi-
tavel senda da perdico aqueeslavam destinados, Toi
toda devida ao Ilustre e seinpre lcmbra4 presiden-
te Jos Antonio Saraiva, qu envidando lodos os seus
esforcos e mesmo influencia pessosl, conseguio que
fosee decretada a lei n. 234 de 7 de abril do correte
anno, que creou o eslabalecimeuto que tanta honra
faz aos philantropicos sentimentos dos dignos mem-
bros da asseinbla legislativa das Alagoas. Nao so
encontrou na cidade um edilicio que tivessa as com-
modidades indispensaveis, para que pudesse imme-
diatameule funecionar o estabelecimenlo; querendo,
porm, o mu digno vice-presidente, por logo em
pratica e dar execucao ao pi legado que Ihe deixaa
o seu aulecessur, mandou alugar em Jaragu uina
casa, em que fossem provisoriamente recolhidos 20
orphaos. Sob a direccao dozeloso e diligente tenen-
te-coroncl Joo Belarminodos Sanios, comecou lo-
go a prosperar se estabelecimenlo lao mal augura-
do por todos, o bem depressa obleve elogios dos que
o visitavam e presenciavam o rgimen, boa direccao
e esmero, com que procuravao Sr.Belarmino desem-
penhar apa ardua tarefa, eficazmente coadjuvado
pelo reverendo Getulio Augusto Vespasianoda Cos-
ta, digno vice-director do collego. He assim que
uo dia da iustallacao puleram ellos apreseutar
5educandos, quejase acliam recolhidos, farda-
dos, mui disciplinados e com um grao de desenvol-
vimenlo que admira, coiiskerando-se o pnuco lem-
po em que alli s acham. A' inslallacao assisliram
o Exm. Sr. vice-presidenlecia provincia, chefe de
polica, secretario do goveruo, e muilas autoridrdes
e cidadilos convidados porS. Exc. : o director docs-
tabelecimenlo dirigi aos educandos urna allocucao,
e o vice-director recilou um discurso que vilo Irans-
criplos nesse u. do Pliilangelho, de quelite faco pre-
lodos os espectadores se moslravam seusibilj-
sadose abeneoavam em seu corarlo quellcsque li-
ida de proporcionar aos pobres orohftos
4#ao. abrigo e educaco. O director apro-
veiland yrnsejo, moslrou ao Exm. Sr. vice-presi-
donle da provincia, todos os ulensis e mais objeclos
Cerlencentts aoeslabclccimento, npresentando tam-
livros regularjieute escripturados e as es-
cripias tos meninos, le bem demonstravam o pro-
gresso que j haviajjTfeiin.
No dia 19 locoqjoeste porto o Tocanlins, prefa-
zeudo sua viagem da corle at aqui, em 5 dias e 22
horas.se livessemosy.iei.idu/ia de vapores dessa mar-
chai, muito mcUtottimafis. i re^eftu de commuuicu-
cftes. Trouxe-nos o paquete 2 nobres depuladus por
esta provincia, os Drs. Matheu* Casado de Araujo
I.ima Arnaud, o Manoel Sobral Piulo, e o illuslre c
mui dutinctodeputado poressa, Dr. Francisco Car-
los Brandilo, que 13o bella ligura tem feilo na cma-
ra qnalrieniial. Cutnpre-nos agradecer aqui, em lio-
rna dos Alagoanos, a vigila e bous desejos que sabe-
mos Mure S. Exc. respeito da nossa provincia,
e prasa ao eco que esse Ilustrado orador, testemu-
nhando nossas mais urgentes precisoes, e persisti lo
em suas benvolas inlenroes, una sua sonora e clo-
quete voz, s dos dignos depulados Alagoanos, pa-
ra alcancarmos os melhoramenlos maleriaes, do que
mais carecemos, e que nao podem ser ejecutados
com os minguados recursos da provincia.
Kesta-me noticiar Ihe algurna cousa a respeito da
adminislrac.aoda provincia e oa polica : a primetra
vaiproseguindo'desasombradamenle na marcha ence
tada, penhorando-nos cada vez mais pelas suas ina<
neirss urbanas, e pelas acertadas medidas que lem lo-
mado ; a segunda contina a patentear aclividade e
energa, eooseguindo captura de famigerados faci-
nora, garantindo a vida e propriedade do cidadao, e
reprimiudo efDcazinenle o crime : durante a pri-
meara quinzena destemez, n.lo occurreuallentado al-
gum notavel.
Ante honlem seguo para a Impiratriz o Dr. cha-
fe de polica.
A adminisOtjaoda juslica vai-se monlindo paula-
tinamenle; o'Dr. Lourenco Jos da Silva Santiago,
que fra removido para a comarca das Alagoas, clie-
gou novapor Sania Cruz, da companhia do mesmo
nome, elomou posse^o dia 19, o Dr. Casado que fra
removido para a capital, lomou posse no dia 20, o
Dr. Freilas lleuriques, que se achava com liccn^a
nessa outal, j foi restituido a sua comarquinha de
AUlalW fallam apenas osjuizes de direito de Porlo
Calvo e Malta Grande : he rauito de presumir que a
adniinislraco do justica melhore muilo, quando os
respectivos magistrados fizorera firme proposito de
residirem em suas comarcas quesempre perdemeom
as interinidades.
Ha muilo que Ihe nao digo palavra acerca do oi la-
vo batalho de infamara de linha, nao va Vine in-
terpretar desfavoravelmenle o meu silencio, suppon-
do que com a mudanca do commandante lenha de-
generado aqellc brioso corpo ; nao.senhor, ate ago-
ra conservara se anda as piaros na melhor discipli-
na e subordinarlo, c seus oHiciacs continuam apres-
tar valiosos servicos em prol da segurarla individual:
ha bastante lempo que en.re nos se acha o oilavo
batalho, e anda nos nao cunslou un so ficto que o
desabonas*): o actual commandante, o Sr. coronel
Luiz Jos Fcrreira, vai trlhandoa me^ma senda do
seu digno antecessor o Sr. coronel Favilla, e lem sa-
bido manter a disciplina : n offlcialidade persiste em
sustentar a mesma illibada conducta.
Faco aqui ponto, que j vai esla em demasa lon-
Sa; esquecia-me da recoirmendaejaodo mau velho
loracioesto brcnsclplir.cbise inscnsivelmenle
me fui eslcudendo ; perdoe-mc por esta vez, que
Ihe prometi ser para a on'.ra menos massante.
S de oatubro. ,
O mez de selembro, como bom amigo, n.lo quiz
despedirse de nos sem derramar copiosas lagrimas :
cabio tanta chuva em a larde e noite de 30 que nao
pode tur lugar o baile de que Ihe fallei em minha
ultima epstola, offerecido no Exm. Sr. Dr. Roberto
Calheros de Mello pelos seus numerosos amigos; foi
conseguinlemente transferido para a subsequenle
noite, em que se effeclou ruin todo o brilhanlisnio,
dignndose a caita Dina mostrar ti bel temblante
senza nube e tenza vel: a reun io esteve inlere=s;in-
le lano pela grande concurrencia de pessoas de am-
bos os credos, como pela MlhTacIo c prazer que se
notavamem todos os rosto; bella sociedade all
reunida podia-se bem applicar estes 2 versinhos do
conde Algarotli:
Vario t vetllr, ma il detir r un tolo
Cercan tutti fitggir, Iriezza editlo.
O ch foi servido meia uoilc com bastante pro-
fusllu; infclilnanle achava-me eu indisposlo em con-
sequencia de una indigeslo, de maneira qua s pu-
de tomar una chichera di cafe, delegando lodos os
poderes ao meu velho amigo e companhero, que me
nao deixou ficar mal. Keinou em ludo a melhor or-
dem, conservando-se animado o baile al as3 horas
da madrugada, em que leiminaram as choretas, nao
por qoe as rijas gambias dos vaienlrs cavallciros ou
us mimosos pe/.inhos das nulas damas se scnl.s-cm
fatigados : pnrm he qne os heleos e bofes dos |bons
inusicos deram parle de cuneados do longo e conli-
nuo assoprar.
Participo-lhe quo o Dr. Sobral eonliuiia em sua
inspectora da alfaodega, c j entrou noexerciciodo
commando superior da mi, id i nacional, he muilo
provavel que agora cessein os clamores e queixas da
guarda nacional da capital, que naturalmente adqui-
rir a conveniente disciplina e subardiuacao; cnti-
lianus em que o Sr. Sobral far desapparecer os in-
nmeros troperos que obst.im o regular andamento
dessa rcspeitavel milicia.
U estado da seguranza individual e de propriedade
prosegue prsperamente: nao consta que em lodo o
mez de selembro houvesse um nico ademado o-
la vel contra a vida e propriedade. Como Ihe noti-
cia] em minha ultima cail; o chele de polica seguio
para o termo da Imperalriicom o flm de tirar o pro-
cesto pela murte do Pinta-ralos, subdelegado da La-
go do Candlo ; ficon incumbido do expediente da
Siolicia na capital, o delegado supplenle em exercicio
ilauoelJpsTeixeira deCliveira, cujo zelo e acli-
vidade sao bem recorthecidos. Corre boato que o
famigerado Pedro Manoel, terror da Atalaia, lora
preso nessa provincia, mas que se evadir (pela2-. Em recibos,
vez; da escolla que o conduzia. O Mello Vasconce-
los, com quera ha muilo nao converso, contou-rac
honlem que o chefe de polica lluvia feilo boa colhei-
la de criminosos em sua excurslo, nao menos de 6
chegaram no dia 1 u capital entrando nosso numero
o lenle coronel da guarda nacional Jote Rihero
l.eite e o padre Joao Soares, presos como implicados
na raorlc do sobre dilo Pinta-ratot.
O venerando corpo de saude da capital recebeu
em o mez passado um respeilavel reforjo na pessoa
do Dr. J.S. Avelino Pinho, o qual parece estarago-
ra lirmemente resolvido a residir nesla cidade :
contou-me o Kodrigo que osle medico tem praticado
com feliz xito imporlanlissimas operacoes. Ha das
fez elle a exciso das amygdalas hyperlrophiadas em
urna menina de 12 para 13 anuos com bom resulta-
do ; fez tambera a extracto de um krto em o ni sol-
dado, que sarou ; procodeu a operacHo da phimosis
em oulro, quo licou hora ; alargou a um terceiro a
uretra, quese achava ha muito estrellada; ampn-
lou o penis e ligamento suspensor de um pobra in-
dividuo, que licou bom, porcm merenenno para to-
dos os dias de sua vida : alm dcstas contou-me o
Rodrigo oulras mallas operacoes taitas pelo referido
doutor, as quaes dcixode meucionar porduas raxBes
muito simples : a I, pelo medo de escrever alguma
asneira em vez de empregar a technologia udequa-
da, e a 2. pelo receio de que me julguem parle in-
tegrante da sapentissima familia esculapina, de
cujo auxilio praza a Dos que cu nao precise por lon-
gos annos, e o mesmo Ihe desejo, Sr. corresponden le,
de lodo O corar io 1
A instrucc,ao publica continua sob o rgimen do
vico director Dr. Silveira, vislo que o Sr. depulado
Tilara, que he o director gcral, anda nao regressou
da corte, onde esleve gravemente enfermo ; coma-
me porm que' j se acha reslabelccido, e espera-sc
por elle no primeiro vapor do sul : nada Ihe posso
informar a respeito dcste importante ramo de admi-
ni-lrar.ln (como coslumam dzer os presidentes de
provincia em seus relatnos;) porque o meu charo
amigo, o melhor dos por lei ros, o nclito e ncompa-
ravel Machado, que linha a bondade de fornecer-me
.ligninas noticias, cahio gravemente enfermo daquel-
le calarrhal (de queja tvc occasiaode fallar-lhe) do
qual nunca liceu radicalmente curado apezar do
lambedor ou triafa que Ihe rcccilou o Baha. Proh
dolor'. Oque sera de vos, estudiosos jovensma-
ceioenses, semosmimos,dcsvclose cuidadosdaquelle
ptimo Ipedagogo '! E vos, professores do lyccu,
como nao estaris desolados vendo-vos privados da
aliada e ptenle liogua do bom Machado que tanto
vos defenda .' Qucm zelar agora aquella celebre
plantaco de, capim do quintal do lyccu 1 Focamos
votos, pro maximijanitorum sanitate,po\s sua mor-
le dcixaria um vacuo impreenchivel, seria urna per-
da irreparavel !
Permita, Sr. corresponden!",que fnalisc esla der-
ramando una lagrima de saudade sobre urna flor
J/]ue apenas desabrochou em lodo o vico foi logo ar-
rancada da baste, catlodo cmimirejircida sobre a la-
ge sepulcral .' Porque alegres repicara esses sinos e
apoz o repicar choram dobrando '! Morreu una don-
zclla Nao linha ainda a joven Cantauilla comple-
tado seus 3 lustros, quando pela implacavel mo da
morle foi ronbada ao rarinhoso pai: he sempre um
fallaz sonho esla existencia ; quem dira que sobre
aquella cubeta, ainda ha pouco lao cheia de vida,
esvoacava o aojo da mortc ? Qucm suppnria ao ve-
la lao loucla e risonha que eslava prximo o seu
passamenlo ".' Ha sempre um pungir d'alma mais
acerbo na exequias do urna virgem, esses sinos que
se rindo choram, essas galas e grinaldas hmidas de
lagrimas tem um nao sei que de mais puugcutc que
o dobrar tristonho, as luctuosas veslcs !
Peco-Ihe perdao por haver dfeta taila concluido
lito melanclicamente a minha carta ; mas csja mis-
tura de alegras e tristezas, prazer e dor he conde-
ci essencial da existencia humana ; pois esta vida
nada mais he que ama preparadlo para oulra supe-
rior, he urna provanr,a a que somos submeltidos para
ser experimentada nssn coragem. Yale.
T. S. Abro esla litoVuucule para dizer-lhe que o
S. Saltador aqui chegou boje ; mais de ama duzia
de olhos curiosos ou pretendemos Ihe miravam os
maslros como se fossfjn as barbalanas de algum
monslro marinhn dcscoiihecido, o motivo do acura-
do exame era a haudcirnha presidencial ; levaram
porm formidavel forqulha, porque o Exm. Sr. Sa e
Albuquerque nem ao menos se achava no Recita.
. ;* 6:5268559
Recehide da thesouraria provincial, im-
portancia do curativo das pracas do
. corpo de polica em maio ejanho. .
Da mesma Ihesourara, importancia de
dotes sexposlas.......
DeSalustiano de Aquino Fcrreira, im-
portancia da parte que coube, na so-
ciedade quo gratuitamente Ihe deu o
mesmo Salusliano, nos bilhcles inlei-
ros da primeirn perlc da 19." Inleria
do Ihealro de Santa Isabel, ns. 787 e
3696; cujo premio sabio no biHiele
n. 787...........
De Jos Teixeira Bastos, importancia
que produziram as amostras exlrahi-
dasde7ll caixas com assncar que se
resaram nos trapiches da Alfamloga
Velha e Cnnipauhia, do primeiro de
julho de 1852 a 30 de juuho de 185i.
l)u procurador da admiuistracao. impor-
lancia do rendimenlodos predios, ar-
recadado nesle mez.......
9:1479065
906S300
8009000
59000
859000
1:3059*80
12:2i9l(5
Detpeza.
Pago as amas da casa dos expostos que
compareceram no arlo do pagamento. 2:687-5920
Ao regente do grande hospital, pelas ,
despezas de agosto........ 52097:10
Ao dito dos lazaros, idem..... 2519180
Ao dilo da casa dos expostos, idem 279-9520
A Sebastian Marques do Nascimento por
obras de folha........ 199000
A Slarr & C, por ditas camas de tarro. 47860
Ao procurador da admiuistracao por
roncerlos de predios...... 2039180
AJoaquini da Silva Castro, por 4,023
libras de carne verde. ...... 3219810
Cora a obra do hospital 4'cdm II, como
do respectivo livro.......
2:1539911
Saldo em raixa
Era letras .
Em recibos.
a saber:
6:4859341
1:0749915
1:6889879
5:763982'
12:9olt>5
Admiuistracao geral dos estabelccimculos de ca-
ridade 30 de selembro de 1854.
O cscrivAo,
Antonio Jos Gomes do Correio.
O Ihesourciro,
Josi /fres Fcrreira.
MAPPA do inovimento dos ostabeleci-
mentos ile caridade no me/, de
sctnmliro de 1851.
porque lenho consciocia de que ella Ihe nao poder
aproveilar, quando ihi estao todas as casas, com as
quaes o referido eslhclccimento tem transaccocs,
para allestarem que 'aquel! dala em dianle nao as
liz se nao por minha nuca e exclusiva conla.
O prazo de 6 meze, a que o Sr. Jesuino allude,
foi-lhe iiiiseric.n.li ismente concedido, depois de
mui! i instancia de Si:., que allegava ser humana-
mente impotslccl oranisar em menos lempo urna
conta, (oia simples, eque se limita-, o ao. resumo de
receitaedespezaaa ui estabelecimenlo, cujas ope-
racoes nada tem de enbararo. E, pois que o Sr. Je-
saino seabalaurou a pncurar f.izervacillar meu cr-
dito, permilla-me quencumba ao publico sensato o
avahar da moralidadc lo individuo, qne, lendosido
caixa de lima sociedao, e haveudo recebdo della
para mais de note r.onts de ret, ao dissolve-la, ins-
ta suate e brandament pela coneessao de um prazo
d6 mezes para aprese.tar urna simples conla cor-
rente, tanto mais fcil le formular, quaulo apenas
Ihe caba somraar as quuKas receblas c as depen-
didas, puraque, dcdnzitisestasdaquella-, se soubes-
sc se havia saldo a favo; ou contra a mesma socie-
dade. *
Comprehendo pertailmentc o pensamenlo reser-
vado do annuncio do Si Jesuino, o qual se denun-
cia tanto mais quanlo Snc. lerabra-se dc-ehrismar
de escriptura publicoste nao he senio um papel
parlicular, oblido de mia.quasi que ao modo como
o mendigo solicita o paod caridade; desprezo,porm,
mais esla trica, porque tenho na Divina Provi-
dencia, e espero que, a ezar das armadlhas do Sr.
Jesuino, Ella me proprcionar meios para curar
da numerosa familia, qe legou-me ura pai, pobre
sim. porm honrado ; e ese, se nao leve a fortuna de
ver seus lilhos nadaren n abundancia, lambem nao
liouvc o desgoslo de v-lc envergonhar-se do pou-
co que possuiam, quando lio passou desla para me-
lhor vida. Fnncisco /.ucas Fcrreira.
COMJVEHCIO.
PRACA DO RECIFE i DE OUTUBRO AS 3
HORAS Di TARDE.
Colarnos ofllciaes.
Cambio sobre LondresaOd|V.273i4 d.
Acc~.cs da companhia de leguro Martimo70 % de
premio.
Descont de lettras de pouo lempoa 8 % ao anno.
AI.FAN9EGA.
Rendimenlo do dia I a i .'
dem do dia 5.....
36:4449160
. 14:106jj048
50:5509208
3.a O pagamenU) da imporUncia da arremalacXo,
realis.ir-te-ha emduas prestacoei iguaes, a primei-
ra quando esliver taita a melade do servico, a oulra
depois da obra concluida, e nao llavera prazo de res-
ponsabilidade.
4. O arrcmalanle empregar melade dos trabaja-
dores livres.
5.* Para ludo o que nao te achar determinado as
presentes clausulas neto no or;-ment, teguir-se-ha
o que dispe a respeito a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Fcrreira &Annunciafao
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em rurapriinento Ja ordcni do Exim. Sr. presi-
dente da provincia de 30 de selembro ullinio, man-
da fazer publico, que no dia 26 do correntc parante
a junta da fazcuda da mesma thesouraria, se ha de
arrematar a quem por menos fzer oi ep.iros urgen-
es no caes da ra da Aurora, avallados em res
7:671-9098.
A arremalacao ser taila na forma da lei provin-
cial n. :l'l de 15 de maio do correnle anno, e sob
as clausulas opeciaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao,
comparceam na soladas sessoes da mesma junta pe-
lo meiodia, competentemente habilitadas.
E para constarse mandou aflixaro presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco, 4 de outuhrode 1851. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
1. Os reparos do caes da ra da Aurora, far-se-
bfio de conformidade com o orcamenlo approvado
pela directora,em conselho. e apresentado appro-
vacao do Exm. Sr. presidente da provincia na im-
portancia de 7:6719098.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 1 mez, e as concluir no de 3 mezes, ambos
contados na forma doartigo31 da lei provincial nu-
mero 286.
3. O pagamento da importancia da arremalacao,
realisar-se-ha em 3 prestaces, a primeira quando
liver feilo a terca parte, a segunda quando lver fei-
lo os dous tercos, e a terceira quando e'liver con-
cluida, quesera loso recebida defniitivamenle, por
nao haver prazo de responso hi I i lude.
4.a O arremtame empregar melade dos Iraba-
Ihadores livres.
5." Para ludo o mais que n3o esliver determinado
as presentes clausulas, nem no orcemeulo, seguir-
se-bu o que dispe a, respeilo a lei n. 286.
Coeforme. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
f.RANDE HOSPITAL.
tU

e c

o

B3 es

PERNAMBIJCO.
F.xislam.......
Enlraram.......
Carados ....
Melhoradus .
Nao curados .
Morreram -ftas Jf l,or f d? ^tad
(Depois desla poca
Exislem........
.">() fie
4
|0 o

o 0
0 2
0 0
8 2
56 24
HOSPITAL DOS LAZAROS.
Exisliam.....
Enlraram.....
Curados .
McUinrados .
Naocurados .
Morreram.....
Exislem .....
23 18
0 0
II 0
0 0
-) 0
1 0
20 18
CASA DOS EXPOSTOS.
COMARCA DE PAO-D'ALHO
2 de oulubro.
J le vo escoadas tres quarlus parles do anno de
5i, e se al agora nao sei Ihe explicar que casia de
lempo he esle, d'aqui por dianle menos o farei, por-
que restos d raaior quantia nao augmentam fortuna.
Eu j fui mais entendedor da tabella chronologica,
j soube fazer os clculos do ureo numero, epacla,
leltra dominical, ele, e sempre caraclerisei mais ou
menos os lempos climatricos ; porm boje que urna
rcvoluclo se operoa em mea temperamento, e de al-
guma forma translomou minhas libras cerebracs, al
me admira como tenho lao bonita leltra, que faz a I-
miracao desla comarca e de oulras onde j serv e
mesmo de lautas secretarias de estado, onde foram
ler popis por mim escriplos.
Foi sem duvida aquella celebre procissao d'Apre-
seni.ir.io do l.imoeiro, onde liz o papel de S. Jos,
conduziiido a SS. Virgetrr parao "Egypto, que me
fez andar com a cabeca roda, do cntao para c, sou
condecido pelo nome com que me assiguo. Esle suc-
cesso onde, gracas ao palrao, tanto primei, explica a
mudanca de meu physico c moral syslema.
Coutiuua a escassez de nolcias, e cu c por mim
n,lo sei como acabe o desempenho da penosa subsli-
tuicao a que me sujeiloa o seu primeiro correspon-
dente ainda em paga dos gracejos pesados que me
diriria em quasi todas as suas missivas. Mas feliz-
mente esse joven espirituoso regressou dos longin-
quos serles onde se rcmonlou,e chegou ha Ires dias
res! a beln Jo de seus inrom modos ao que parece, pois
est mais gordo e rubicundo do que d'antes, e ainda
mais parece-me que nao perdeu o seu lempo intil-
mente, pois que conla historias do Brcjo e oalros
lugares, cuja -i la rao parece ler compiehenddo me-
lhor do qoe muilos correspondentes do interior, alias
bous escriplores.
J v que o seu Diario vai ser bem servido de lu-
do quanlo deseja obter desta comarca ; menos porm
de assiguaturas, porque estas nao montando a 12 em
toda a comarca, ainda assim nao se servem dos arti-
gos de fundo e correspondencias oslrungeiras; mas
smente das correspondencia, d'aqui, nao leudo
porm grac,a a que nao Ihe d noticias do amigo
Ferrer.
Tornando ao nos.correspondente de oulr'ora,
DeoS queira que elle nao e torne massante forja
de ostentar litteratura, porrino nesle caso ha de haver
muilo quem o dispense de ler, e oulros maldiro o
lempo que por obrigaoao tiverem de o ler. Dcixan-
do pois o collega e os conselhos que Ihe quiz dar, ja-
mos adianto que alraz vem o commandante.
Sabbado prestou juramento e entrou em exercicio
o Icneute-corouel Lourenco Cavalcanli de Albuquer-
que, delegado de polica nomeado para esle termo.
No mesmo dia chegou pelas 5 horas da manhaa,
um individuo misterioso intrigante.que aqui nao vem
se nao plantar desbarraran.! com asubtileza de um
jesuta, e pz-se ao fresco tn continentl com a fortu-
na de nao o pilharem, lauta he a tctica com que
maneja os seus ardis. Este cujosupplicante j aqui
andou o anuo passado e de sua cultura colheu sazo-
nados fructos; mas he para admirar que elle fugsse
as leguas de urna autoridade hoje removida e reti-
rada. Conle que lera muilo breve iiolicias que con-
firmen! a realisaco de ineus vaticinios.
Por aqui soam boatos de unas poesias composlas
fclo celebre maestro na Arcadia, eonhecido Barbie-
ro de Fogo, cao que me dizem, v9o assignadas em
frunce/, e conten varias alluscs, que deimu bem
em relevo o genio do ebyssinio que adora o sol
quando uasce e o apedreja quando se poe. Apezar
de nao ser poeta eu prometlo-lhe urna aoalyse do
autor e de sua obra, nao na impressao da primeira
parte, porque esla he 18o obscura como a origem ;
mas na segunda parte para o que eu provoco an
bento vate a ser mais claro. Em lodo o caso devo
lembrar a esse eoripheo do socialismo que, a respei-
lo da pessoa a quem elle cobardemente, tare verifi-
ca-se o proverbiorei mono rei posto.
As novenas do S. Francisco vao se tornando algum
tanto inspidas, talvez por que nao haja esle anno
diuheiro para a missa cantada com mu-ira,' ou por-
que o Rvuiil." D. abbade nao deile a moer no dia
da festa oengcnho S. Bernardo. Qualquer dos mo-
tivos he bstanle para que nao concorra muilo povo,
com a dittorenca que do segundo eu nao sou causa
porque naoprelcndo ir festa, para que a minha
presenca nao incommende aos reverendos beuedic-
linosquc sem motivo justo estao mingados comigo.
Correu por aqui o boato de ler levado um tiro o
hroe Monte Cazcros; porm verilicou-sc ser falso
depois de haver muilo quem se alegrasse e quem
lambem lastimasse. %
A fera de sabbado foi abundante e contra a ex-
pectativa dos compradores chegou a frinha a ven-
der-se por tres loslcs ouquinzo vnicos que he o
mesmo.
Adeos, al mais ver. Jos do ligyplo.
ANCDOTAS.
Certo inspector de quarleirao deslc termo, recc-
bendo um ofticio do subdelegado ordenando certas
providencias e pedindo-lhc remellessc urna lista dos
individuos moradores no sen quarleirao, respondeu
o inspector que licava cumprindo as orden*, porinl
nao mandavaa re icio dos individuos porque genial
dessa orlen nao mnrava no seu quarleirao; porgue
quaolos houvesse remedia amarrados a S. S. e* ao
chefe de polica.
l\o lempo do jury de arcusac,aoe scnleuc,a, succe-
deu era urna scssJo que, formado q primeiro conse-
ho. tendo o juiz de direito proposlo o quisitose
havia malcra para acciisac.aoe resalvmdo o jury
negativamente, o secretario redigio a jvsp >-l i nestes
termos : o jury nao acbou peconha par* aecusacao.
O excntrico Ferrer, cobrando em um inventario
o seu honorario cerno racullalivo da medicina, taz
u m rea lorio por esla forma :
Conta correnle de minlia arle pralicada na pessoa
do infeliz finado F... ^
Urna vizlla por sera meia noite 69OOO rs.
Duas vizilas c ums picada 4000 rs.
Garanto a authenlicNade.
Sexos,

Exisliam..........
Enlraram.........
Sahiram ......
Morreram (g*?.* "rwdaeQtrada!
(Depois desla poca .
Exislem. ......
119 169 288
2 2 4
0 0 II
0 0 0
3 0 t
118 166 284
geral dos eslabclecimenlos de ca-
Adniinislraco
ridade 30 de selembro do 1854. '
O escrivo
Antonio Jos Gomes do Correio.
C0I1KAB0
Detcarregam hop 6 de oulubro.
Polaca hespanhola5. .'.o;pipas de vinho.
Brigue brasileiroBom ./cusmorradoria*.
Imporacao .
Vapor nacional Imperaliy, vindo dos porto do
sul, manitaslou o seguate:
1 ca vol ; a ClirslianoJrmao.'
28 caixas, I encapado ; U. Gibson.
I canudo. 3 caixas, 1 picote e 1 embrullio ; a
Novaes & C.
1 caxote ; a Jos Candida de Barros.
1 caixa ; a Me. Villan.
2 dilas ; a ordem.
1 caxao ; a J. F. A.'Lia.
1 dito ; a Joaquimde 01 ira Maia.
1 calite ; a Antonio Peiera de Olivcira Ramos.
2 raives ; a M. F. F.
I pacotc ao director do Daro.
1 parole ; a Antonio Jos libeiro de Snuza.
I cnibrulho ; a J. Baplislt da F. Jnior.
1 dilo ; a Antonio Pereinde Oliveira Ramos.
1 pacole; a Eslevao Vaz ''erreira.
1 empapelado ; a James B/der & C.
1 encapado ; a Anlero Ccro d'Assis.
I caxote ; a Francisco Ferreira Bandcira.
Brigue inglez Glaucus, valo de Terra-Nova.con-
signado a Srhramm ,\ C. rutaifestou o seguinle:
2,500 barricas bacalhao, 33 dilas farinha de tri-
4o ; aos mesmos consignalar'is.
Patacho nacional Sania Cruz, vindo do Assi'i,
consignado a E. Fcrreira BlUiar, manifestou o se-
grate :
659 alqueres de sal; ao irsnm consignatario.
Hiato Capibaribe, viudo do Aracaty, consignado
a Luiz llorges de Cerquera.manifestouo seguinlc:
147 alqueres de sal,80mchos palha de carnauba,
32 couros salgados ; a orden.
40 caixas velas ; a Anbnio Lopes. Pereira de
Mello. 1
CONSULADO GERAL.
Rendjmenlo do dial a4..... 5229786
dem do dia 5........ 1019077
DECLARACOES.
Conselho administrativo naval contrata, para
os navios armados, barca de ejcavaco, en ierra. ri 1 de
marinha e mais cstabelcchncnlns do arsenal, o for-
neciinciito dos scguinles gneros, por lempo de tres
mezes : loucinho de Sanios, caf em grao, assucar
bronco, bacalhao, feijao molalinlio, agurdente de20
graos, vinagre de Lisboa, azeite doce de Lisboa, azei-
le de rarrapato, carne secca, arroz branco do Mara-
nhao, lenha em achas, assucar retinad", raanlciga
inglcza, carne Verde, pao, bolacha, stiarinas e car-
nauba cmyelas ; pelo que sao convidados os que in-
leressarcm em dilo fornecimeiilo, a compareceremas
12 horas dp dia 10 do correnle, na sala de suas ses-
soes com as amostras c propostas, declarando os l-
timos preros e quem os fiadores.
Sala das sessoes do conselho d'Administrarlo.
val era Pcrnambuco, 3 de oulubro de 1854.Oe se-
cretario, Christocao S. Tiago de Oliveira.
Pela contadoria da cmara municipal do Re-
cita se faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento bocea do cofre, do imposto de carros, car-
rocas e outros vehculos de condcelo, he do Io ao
ultimo de oulubro prximo futuro, brando sujeilnsa
multa de 50 ", os que nao pagarem uo referido pra-
No impedimento do contador, o amanuense,
ta-e com os consignatarios AntODo de O abaixo assignado, tendo lido 1
Almcid Gome^C., ra do Trapiche n. g^* VraXr^.C'S
a replica que
1 ten irmao o
1u nlguem por elle,
0, segundo andar. julga conveniente declarar : 1., que.a quantia de
Para Lisboa sahe o mais breve poseivel a barca 6OO90O0 rs. mandada levantar do deposito publico,
porlugueza Mario Jos, de que he capitao Jos Fer-1 n3o eslava com efleito penborada. mas sim arrestada
reir Less.i, tem grande parte da carga prompto : I P'l r. Muurao ; 2.", que nao fsi oda condemna-
o a pagar quaoiia alguma, e que execac3o que
6239863
,De volla da corle do Rio di ^rhn-o, onde salis-
r-.ctira c convenientemente, desempenharam o alio
papel de reprcscmanlcae nossa proviocia, acabara
de chegar i esla cidade os honrados Srs. Augusto
d'Oliveira e Paes Brrelo. .
Felicitamo-los por sua prospera viagem, pois que,
em quanlo aos seus actos parlamentares, o Icslc-
munlio da )iropria consciencia, c mais ainda a es-
pontanea manifestacao da provincia, por nos melhor
o r.i/.ein do que quaesquer palavras, que houvcsse-
mos de addicionar ; as quaes se perderiam n'ctsa
expans3o generosa como a gotta d'agua cabida uo
ocano. -
Na presente sessao o Sr. Augusto d'Oliveira nao
parou na brlhanle carreira que se abrir na ante-
rior, demandou esparos mais dilatados por onde es-
lendeu os vos de imagnacao vivaz, fecundada por
ama inlelligeucia esclarecida.
De fcito, sempre solcito pelo que diz respeilo aos
negocios pblicos, nao omitlio esforgos para quo
logras-era xito seus nobres intentos de elevado pa-
triotismo.
Apraz-uos contemplar no homcm polilico um
carcter recio, igual para todas as coudices politico-
sociaes, c sobretudo despido d'essa mulcabilidade
que assgnalao poltica, entre nos.
Este phenomeuo vimo-lo realisado no Sr. Augusto
Ule Oliveira no correr da presente sessao, allestaudo-
dem grao alem do luda a duvida os seus discursos;
os quaes sao por certo bem diguos d'um publico les-
lemunho de admiraco, nao s pelo acerlo de suas
ideas, se nao lambem pelas hcllasconcepcOes que
n'cllc se notam.
E ser preciso urna mencao especial d'cstcs dis-
cursos para prova do que avanzamos'!
NSo, por certo ; porque lendo elles sido publi-
cadas oesta cidade, silo hoja do dominio do publico;
todava d'eutre elles especificaremos o pronunciado
por occas.o da discussao do orcamenlo do ministe-
rio de marinha, c oulro sobre a reforma da acade-
mia d^s Bellas Arles ; nos quaes a par d!um esludo
accarado nos diversos ramos scientificos por elles
abrangidos, sobresalte um zelo racional pelas rendas
publicas, zelo lano mais louvavcl quanlo sendo
impuguada peto ministro da marinha e ulteriormen-
te rcgeilada pela cmara a sua emenda, relativa
ampliaro da quola para o melhoramcnlo do nosso
porto, cuja necessidade lie palptame, d'ahi em di-
anle foi desenvolvido um laxo asitico de canees-
soes onerosas para o estado, urna prodigalidado im-
mensa das rendas, por mcio de posentadorias, re-
formas extemporneas, etc. ele. l
O que mais eslimamos no carcter poltico do Sr.
Augusto de Oliveira he precisameule o que alguem
Ihe lanca em rosto como um peccado : he o nao se-
guir ,1 maiuri.i s cegas, esposando todas as suas ideas
sem discutir-llics previamente a conveniencia.
Em quauto porcm au Sr. Paes Brrelo, apezar de
nao ler occapado a tribuna, estamos bem infor-
mados de que nao torceu jamis a severidade e pe-
ricia que lados Ihe conhecem.
I.hano Ilustrado e ao mesmo lempo austero e in-
tegro.quando se trata de satisfazer deveres quer p-
blicos quer particulares,-o Sr. Paes Brrelo he i 11-
questinavelmenle umdosmais bellos caracteres de nos-
sa provincia;a|qualho porellodevidamenlerepresen-
tada na corle do Rio de Jaueiro, onde a sua inde-
pendencia o toma assaz notavel, fazendo-o duplica-
damcnle credor da estima publica.
Paramos aqui, que havemos ido mais alem do
qne lalvez comporte a modestia desses dignos depu-
lados, aos quaes pedimos desculpej o nosso arrojo.
25 de selembro de 1854. /,>,
rUBLIdtCAD A PEDIDO.
DIVERSAS PIOVINCIAS.
Rendimenlo do da I 1 5.....* 79148"
Exporta;ao .
Para e Maranhao. barca fanceza Pernambuco, de
257 toneladas, conduzio o eguinle : 359 saccas
algodao, 1,147 couros salgad, 1 caixnha 40 cha-
peos, 25 pipas agurdente.
Parahiba, hiate nacional 'i-es Irm'ios, de 31 tone-
ladas, conduzio o seguinle 295 volumes gneros
eslrangeiros, 355 ditos ditos lacionacs.
RECKBEUOKIA I)K KKNJAS INTERNAS UE-
RAES DE PVAMUUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 4
dem do dia 5
2:9899678
8619126
3:8509804
CONSULADO PIOVINCIAL.
Rendimenlo'do dia la4 .... 1:2I4J992
dem do dia 5........3809052
1 5959044
BALANCO DA RECEITA E DESPEZA DOS ES-
1'ABELECIMENTPS DE CARIDADE, VERIFI-
CADO NO ME/ DSE TEMBRO DE 1854.
Becetta.
Por saldo em caixa em 31 do passado a salier:
Emletras......1:074*945
Em qolas e cobre. 1:545561
MOVIMENTO DO PORTO.
yavios entrado no dia 5.
Assi'ilidias, patacho brasleiro Santa Cruz, de
115 toneladas, incslre .Mainel Pereira de S. equi-,
pagem 10, carga sal ; a Eiuardo Ferreira Bailar.
I'assageiros, Jos deOlivea Ramos e Silva, Fran-
cisco Pereira I.emos.
Aracaty e Ass11 dias, e d> ultimo porto 9, hiato
Capibaribe, de 39 loiicludj*, mcslre Antonio Jos
Vianna. equipagem 7, caga sal c mais gneros
a I.uiz Borges de Siqneira. Passageiro, Joaquina
Josepha de Jess.
Nacios sonidos to mesmo dia.
liba de Sania HelenaBarcaingleza Cambria, ca-
pullo R. P. Bovcy, carga nrv.io de pedia. Sus-
pendeu do lameiran.
Para por MaranhaoBarca jfinceza Pernambuco,
capilao Durruly, carga paitada quetrouxe, algo-
dao e mais gneros. Passazeiros os mesmos que
vieram.
CainaragihpHiato brasileirc iVoro Destino, mcslrc
Estevao Kib.'iro, car-a varos gneros. Passagei-
ros, Henrique Alfredo Rasetr, Angelo Jos de
Mouro, .liiiii Alvos de Miara.
Parq portos intermedios^Vpor brasileiro Impera-
triz, commandante o segindo-lenentc Antonio
Crrela de Brilo. Passageiios, senador padre An-*
Ionio da Cunha Vasconcelos, Jos Caelano Pe-
reira, Joao Antonio Capoto, Francisco Ferreira
Novaes, Custodio Domingos, os Santos, Joao A-
goslinhoda Silva, Manoel Pereira do Araujo Vi-
anna, Dr. Joaquim Pedro dlCosla Lobo, 1 lillio e
5 escravos, Jos Francisco di Silva, Dr Joao Jos
Ferreira de Aguiar c 1 cralo, Ludgero, Goncal-
ves da Silva, Gualtes Jos libeiro, 3 pracas que
acompanhim 1 criminoso el desertor.
EDITAEST-
el-----------------------------
O Illm. Sr. inspector da iiesouraria proviucial,
em c o mi. rimen lo da ordem de Exm. Sr. presidente
da provincia de 26 de selembr) ultimo, manda fazer
publico, que no din 26 do crenle, perante a junta
da fazeuda da mesma thesouraria, se ha de arrema-
lar a quem por menos lizer a obra de duas bombas
sobre os riachos Yanialamcirin e Chio, na estrada
da Victoria, avahadas em rs. !:5859000.
A arremalacao ser taita oa forma da lei provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do correnle antro, e sob
as clausulas especiaes abaixo opiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacao,
comparecam na sala das sesso da inesm junta," 110
dia cima declarado pelo meiodia, competen lmen-
le habilitadas.
E para constar se raandoi allixar o presente e
publicar pelo Diario. Scctelaria da thesouraria
provincial de Pernambuco 2 O secretario. Antonio Ferreira t Annunciacao,
Clausulas especiaes paro a arrematucao.
1." As obras dcstas bombasserao taitas de confor-
midade com o orcamenlo appnvado pela directora
em conselho, o suhmeltido aapprovaco do Exm.
presidente da proviucia na importancia de 2:585.
2.|| O arrematante dar caneco as obras 110 prazo
do 15 dias, edever concItiir.V de 60 dias, ambos
conlados na forma do arliw 31 da lei provincial
n. 286.
3.a O pagamento da arreniilacao ser feilo quan-
do estiverem concluidas as oras.
4.a Para ludo o mais quo lo esliver determinado
as presentes clausulas, segiir-sc-ha o que dispflc
1 lei provincial n. -286.Coubrme.O secrclario,
Antonio Ferrfira d'Annnnciaciio.
O Illm. Sr. inspector ca thesouraria provin-
cial, em cumplimento du ort'cm do Exm. Sr. presi-
denta da provincia de 30 de selembro ultimo, man-
da fazer publico, que no dia 26 do correnle perante
ajudiada fazemlada mesmi thesouraria, se lia de
arrematar a aqucni por men fizer a obra dos con-
ccrlos da cadeia da villa do Cabo, avaliada em
1:155 n.
A arremalacao ser tailana formada lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, esob
as clausulas especia", abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao'
comparecam na sala das senes da mesma junta'pc-
lo meto dia, compclenleinente habilitadas.
E para constar se mandou 'allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 4 de oulubro de 1851. O secretario
Antonio Ferreira d'Annunciafo.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1." As obras dos concert) da cadeia da villa do
Cabo, far-se-ho de confer -miado com o ornamento
approvado pela directora em conselho, c apresen-
Fraucisco Canuto da Boa-tiagem.
COMPANHIA DE LIVERPOOL.
Espera-se do sul no
dia 7 o vapor Lusilania,
commandante Haram ;
depois da demora do
costume seguir para
Liverpool, locndonos portos de S. Vicente,Madei-
ra e Lisboa : agencia em casa de Daane Voulc c\
Companhia, ra da Cadeia Velha n. 52.
N. B. As carias para S. Vicente, Madcira e Lis-
boa recebem-se na agencia livre de porte, e as para
a Europa no consulado inglez.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-;
nitores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisarjm do 1. a 15 de oulubro
do corren te anno, mais 30 OjO sobre o
numero das accOes que Ibes foram' distri-
buidas, para levar a eileito o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil con-
tosdereis, conforme a resolucSo tomada
pela assemblea geral dos accionistas de 2
de selembro do anuo prjimo passado.
Banco de Pernambuco 7# de agosto de
1834.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
-acau do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os ohjeclos.segiiintes:
Para o meio balalh.-lo da provincia do Cear.
Brim branco liso 670 varas; algodaoiiuho 873 di-
las ; panno preto para polainas, IDOcovados ; boles
prelos de osso, 29 grozas ; ditos brancos de ditos, 18
ditas. '
2." I1.1lall1.ra de infamara de linha.
Sa patus. /(4- pares ; espadas com liainlias de aro,
para os sargentos, tjndante e quartel-inestre, 2.
Arsenal de guerra.
Para a 1." e 2.a classe de oflicinas.
Taimas de assnalho deamrello, 36; costado de di-
to, 1 ; cosladiuhnsdedilo, 6 ; laboas de assoalho de
cedro, 3; costado de dilo, 1; prancliao de dilo, 1;
laboas de assoalho de Iouro, 6 duzias ; arco de pa
com os competentes ferros, 1 ; arcos de ferro de 2 1(2
polegadas, 4 arrobas; ditos de dito Se 1 3|t pollega-
pas, ditas.
3.a classe de officiacs.
Ferro sueco de 3 pollegadas, 6 barras; dilo de dilo
de 4 ditas. 8ditas ; vergalhiies quadrados de tarro
sueco e de 1 pellegada, 4; tarro de varanda, 2 arro-
bas ; linas sorlidas, 12 duzias.
4.' classe.
Cadinhos do notte de 11. 6, 10 ; ditos de dilo
de n. 8. 10 ; ditos de dilo de n. 10 ; dilos de dito
de n. 12, 10 : rame lino de tarro para amarrar,
16 libras ; dito de dilo de meia grossura, 16
dilas; limas sorlidas, 8 duzias; lences de la-
ti com o peso de 5 a 6 libras, 2 ; toldas de flau-
dres dobradas, 2 caixas ; ditas siiigelas, 2 caixas.
5.a classe.
Lavas de enmuren para porta machados, 17 ; ca-
murca amarella, 8 peltos; dita branca para aveulal
de tambores, 8 pelles.
Provimenlo de armazens.
Papel almaco branco perlina fino, 25 resmas; Un-
a prcla ingleza para escrever, 40 garrafas ; obreias
de cor, 40 maros; lapes finos, 12 duzias.
Foriieciraenlo de luzes a*slaces militares.
Azeite de carrapalo, 466 caadas; dilo de coco,
30112 cunadas; lio de algodao, :i; libras; velas de
carnauba, 155 dilas ; pavios, 6 duzias.
Quem quizer vender osles objeclos aprsenle as
suas proposlas em cartas tachadas na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 12do correnle mez. Se-
cretaria do conselho administrativo pata foriiecimeu-
to do arsenal de guerra 5 de oulubro de 1851. Jos
de Brito Incites, coronel presidente. Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario
quem quizer carregar a que Ihe falla ou ir de pasea-
geni, haja de dirigir-so aos seos consignatarios Eran
cisco Severiauo Rabello & F1II10, ouao capilio. na
praca do commercio, ou a bordo.
Para o Rio de Janeiro seguir viagem o brigue
nacional Estrella do Sul, que se espera do Ass.por
estes dias : quem no mesmo quizer embarcar escra-
vos a frete ou ir da passagem, para o que oderece
cxcellentes commodos, dirija-se com antecedencia
ao escriplorio de Eduardo Ferreira Ballhar, ra da
Cruz n. 28.
ACARACU' E GRANJA.
A estes dous portos pretende, seguir o
hiate Fortuna, capitao P. Valette, Fi-
Iho: quem no mestro quizer carregar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na ra do
Trapichen. 16 segundo andar.
A venda,
O lindo e mallo veleiro patacho Clemenlina,
(lolacao 137 toneladas) recntenteme chegado do Rio
(rande do Sal, com um carregamenlo de carne sec-
ca para onde linha deslc porto conduzido oulro car-
regamenlo de assucar; vende-de com toda a raastrea-
cao, veame, mcame, amarras e ferros, e com todos
os utencilios e perlenccs, tal qual se acha promplo
para emprehender nova viagem, mediante gum
pequeo reparo : oj pretendentesdirijam-seaoagen-
e de leiloes Francisco Gomes de Oliveira.
PARA A BAHA.
Sae brevimente o veleiro palhabole Dotts 'Amigos,
para o resto da carga trata-so Com o seu consigna-
tario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. na ra do
Queimado n. 9, travessa da Madre de -Dos ns. 3 e 5
ou com o capitao bordo.
Para o Acarac segu om poneos dias o bem
mullendo e veleiro hiato Castro, por j ler a mor
parle de sua carga prompla ; equem no mesmo qai-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-se 1 seu con-
signatario, na roa da Cruz 54, ou com o capitao a
bordo.
Para a ISahia segu impreterivelmenle no dia
7 do correnle mez a escuna Audaz, que lem meta-
de do carregamenlo promplo, e nao espera para
mais alguma carga ; trala-se no escriplorio, ni ra
da Cruz n. 40, primeiroandar.
PARA O ASS".
_ No dia 14 do correle sabe impreterivelmenle o
hhlc Anglica; para carga e passageiros trala-se na
roa da Cadera do Recita 11. 411, primeiro andar.
Para Lisboa seguir breve a galera porlugueza
Margarida, de que he capilao Joao Ignacio de Me-
uezes, por ler mu ion a do seu carregamenlo promp-
la : quem na mesma quizer carregar ou ir de pass-
gem, para o que lem bous commodos, poda enten-
der-se com os consignatarios Araorim Irmos, ra
da Cruz n. 3, ou com o sobredito capitao na [iraca
do Commercio.
Para a Babia.
Sahe na presente semana o bem eo-
nhecido eveleiro hiate Amelia, portel*
seu carregamento prompto, anda pode
receber alguma carga : tratarse com os
consignatarios Novaes C, na ra do Tra-
piche n. oi, ou com o capitao no Trapi-
che do algodao.
Para o Arac.il>. segu em poucos dias o bem
eonhecido hiate Capibaribe, para o resto da carga e
passageiros trnla-se : na ra do Vigario n. 5.
--------------------------------------------------a-----
LEILOES
GRANDE LEILAO'.
O asente Berja far leilao sem limile de preep al-
gum, de urna infundado de objeclos de dill'ereules
qualidades, que enfadouho seria o mcncitep-los, pois
su 1-0111.1 visla pnderao salisfazer a rurinsidnde os
compradores, sexta taira 6 do correle s 10 horas,
no seu novo an-ii/.cm na ra do Collegio n. 115, os
quaes objeclos estarao palales 00 mesmo armazcm
no dia do leilao.
REA DO COLLEGIO i. M
LEILAO' EXTRAORDINARIO '
de urna grande pnrc.io de livros, contando obras re-
ligiosas de direito c litlcratura, roakances recreati-
vos ele, ele, tanlo em franco/, rumo em portugaez,
e oulras militas obras de differentes linsuas.
0 AGENTE BORJA
far o leilao cima mencionado, quinta taira 12 da!
correnle os 0 horas da manhaa, sem recusa dqquaM
quer preco offerecido, e do dia 10 por dianle ser*'
distribuidos oscalhalogos.
Joaquim Lucio Monlciro da Franca, como li-
qnidatario da firma de Franca & Irmao, fara leilao
por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz da segunda vara
do civel c commercio, e por inlerveucao do agente
Oliveira. da taberna com lodos os gneros, armaco
e uteucilios existentes na mesma, sita ua ra larga
do Rosario o. 9, de Joaquim Uuarle Pinto Silva Si
Companhia : sabbado, 7 do correnle, as 12 horas da
manhaa, na referida taberna. ,
De ordem do Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
segunda vara do civel e commercio Francisco de
Assisde Oliveira Macicl.a requerimento de Joaquim
Lucio Monlciro da Franca, liquidalario da lirma de
Franca & Irmao, o .lenle Borja fr leilao da ta-
berna com todos os gneros, armario e utencilios
existentes na mesma sita na ra das Cinco Ponas
n. 5., sabbado 7 do correte s 11 horas em ponto.
O leilao da taberna da ra larga do Rosario n.
9, lica transferido para a semana prxima, cujo dia
se annunciar.
Nao pudendo dar ao Sr. director das obras publi-
cas a resposla que merece a asquerosa impulac3o
que me fez, e essa calumniosa pro turcao do seu des-
peito, que vem na suu correspondencia publicada
no Diario de 4do correnle, conlenlo-me em rever-
te-la intacta, e esperar que mais larde o Sr. Ma-
mede se envergonhe desse seu proco lmenlo, e de
ter-se dcsabafado comigo das oflensas que Ihe lizc-
rnm os redactores da l-'niao; e ha lembro a des-
compostura que me passou como ultima resposla a
questao que comigo leve sobre os orcameotos sup-
plemenlares, para que nao torne a dizer com a sua
coslumada innocencia quenuuca 11* ollcndeu.
Jos Pedro da Silva.
Senhores redactores: Por obsequio queiram dar
publieidade a estas mal Iraradas liuhas.que Ihesserei
obrigada. Faz publico Auna Ignacia da Purifica-
cao, que ningucm contrate negocio algum sbreos
seus bens: como sejam urna morada de casa terrea
sita na ladera da S em Olinda, e escravos e oulro
qualquer negocio em seu nome, com Trujano Ilip-
polvlo de Mor.le-, ollicial d- all'aiaU-, Miurudor im
Recita, vislo que lira sem eltailo a procuracao bas-
tanle que Ihe passou em juuho do correnle anno, por
lalielli 10 ; por esla r.izao protesta desde ja que lica
sem ell'eilo a sobredila procuraban por ella assigua-
da. bem romo qualquer .-oco ejue n referido fi-
zer, por lerMe licor nullo, porisso declara para que
chegue ao conhcciniento de todos que nao se cha-
mela a ignorancia, pois se asslgna.
Amia Iguaria da Puripcacao. ,
*O Sr. Jacintho Ferreira Ramos, ap-
Eu, Francisco Lucas Fcrreira, abaixo assignado.
julgo dever fazer alguinas ceclilicac/les ao unnuncio
publicado no Diario do honlem pelo Sr. Jesuino
Ferreira da Silva, meu socio que foi na cocheira de
carros fnebres, sita no largj do Taraizo; e islo para
que nao continu Sinc. a dispor terreno para repre-
sentar bom papel as quesloes que porveulura tc-
nham deerguer-se entre mim o Smc, quando bou-
ver de ser apresentada a complicadissima conta da
nossa sociedade.
Parece ler havido da parte do Sr. Jesuino a in-
tencjlo de pdr em duvida minha rcpularo, viudo
iularj."aaa,?ra q".C na0.C9V' re,P'"'vel pelos de- ..
bilos que iltta cocheira lenha coulrahido desdeo t. lado a approvacilo do Exm. presidente da provincia,
deiullio ultimo; visto como, a nao ser com some- na importancia de 1:15.59 n.
L3^. Smi-na1"'.a quc vci0 lal J'"-'Saolrcs mezes 2." O arrematante dar principio as obras no pra-
depois de dissolvida a nosna sociedade. Se, porcm, zo de um mez, e os concluir no de 5 mezes, ambos
taram estasefrecliyamenle as vistas do Sr. Jesuino. contados na forma do artigo 31 da lei provincial
eu, pelo amor de Dos, Ihe perdoo man esta Irica ; 11. 286.
SOCIEDADE II : V1IU i i A Eiil-RLZiRIA.
10." RECITA DA ASS1NATURA.
Sabbado 7 de oulubro de 1854.
Depois de una escollada ouvertura, rcprc-cnlar-
se-ha pela segunda vez, a desejo de moitas pessoas, o
muilo applaudido drama original porlugucz em 5
actos f
GHIGI
Ol
0 OlADRO DA SANTA VIRGEN.
Denominarao dos actos.
l.o o Quadro da Virgem. 2.As Duas Vir-
gens.:(.> O Doutor.."A justica dos homciis.
5."A justica de Dos. ,
He escusado tecer elogiosa esla bella composicjlo,
vislo a geral approvaraocom que o publico, a rece-
ben no dia :J0 do mez passado. Assim a sociedade
emprezaria espera do generoso publico a devida con-
currencia a fui bello drama.
Terminar o espectculo com a nova comedia em
1 acto,
O MANIACO.
Previne-sc ao rcspeitavel publico quese ensaia o
drama classico do conde Alfredo de Vigny Cliat-
lertnn vertido om lluguagcm nacional" pelo Illm.
Sr. Dr. Antonio Marques Rodrigues, estudante do
quarto anuo de direito na academia de Olinda, o
qual leve a bondade de ollereccr esla obra de primor
.1 empreza dcste Ihealro, para ser representada, o que
a directo tratou logo de pdr em eileito para satisfa-
zer aos votos do mui digno tradulor, e deseus nume-
rosos amigos, quese interessara por ver em scenaes-
ta obra de lano mcrccimenlo assim, luterano como
dramtico.
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS, si
M
Ceara' e Maranhao.
0 palhabole Lindo Paquete,
recebe carga para os dous portos
cima at o dia 7 do corrente mez: tra-
AVISOS DIVERSOS.
contra ellee-tA promovendo o Sr. Mourao, pelaaaan-
lia de 60 e tantos conlos de rei. pelo iuizo do Sr.
Dr. Custodio Manoel da Silva (mimaras, he urna
execucao que nao tem base, he, em fin, a execacao
mais extraordinaria que se lem visto 5 3.t, que real-
mente nada deve ao Sr. Mourao, como declarou a
commissao dos crodores composla dos negociantes,
os Srs. Manoel Joaquim Ramos e Sila, Rosas &
Rraga, e Jos Alfonso Moreira. Chegando o Sr.
Mourao a esla provincia, sem cousa algdfca, tanto
que foi necessario o abaixo assignado pagarme a*pas-
sagem, ele. ele, estabeleceu-se com urna toja de fer-
ragriii, com o fundo de 2 conlos e lanos, forneci-
do pelo abaixo assignado, como consla dos seus pro-
prio livros ; ao cabo de Ires aonos e meio falls o Sr.
Mourao, devendo a praca 88 contos e tastos, depois
arrendou om armazm admiuistracao dos orphaos,
e nao tendo pago os respectivos alugaeis por nao
poder, a referida adniinislraco obleve contra elle
mandado de prisao, mandado que ainda esta em p;
onde pois, fui 0 Sr. Mourao buscar 60 e tantos contos
para se dizer credor do abaixo assignado dessa quan-
tia? Nao sabem Indos, que oSr. Moaraapaunca leva
cousa alguma, que tomo irmao do abairJFassignado,
sempre esleve as suas sopas, e que o abaixo assig-
nado por elle fez os maiores sacrificios, a quem por
sem duvida deve em partea ruina di sua cte? *.,
que D. Maria Duraes nao assiguou lal concordata,'
que o abaixo assignado taz com os seus credores, e
que se por ventura lev ou a praca urna propriedade
do abaixo assignado, sem que nioauem se oppozesse
a isso, foi porque linha Della urna tiypolheca espa-
cial, como se podera ver dos respectivos autos: 5.,
que he igualmente inexacto qoe esteja soffrendo di-
vfrsas eiecucdes pelo juizo da segunda vara, sem
opposiraode pessoa alguma ; pois que ss oniessexe-
cucoes que tem sao duas: nmado negociante Ridou-
lac, curador da massa tullida pela commissao que lha
foi arbitrada, ao que o abaixo assignado la tora op-
posto ; bem romo todos os de mais credores, e onlra
do escrivo Motla pelas .coala de um traslada, que
nao cxlrahio,*"* qde fennrmsiidadas arbitrar pelo
Sr. Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes. como
se o escrivo podesse cobrar cusas por trabalbo que
nao taz, e o contador do juizo arbitrar costa, e n3o
somenle conta-las na forma de sea regiment,
de notar que a essa exaasi o a abano assignado se
lem ii'ualraenlo oppostM!
Recita 5 de oulubi
Dias i Silva
Nao lendo ainda s escoberlo o roabo feilo
no dia 16 de juuho do correnle anuo, na easa da
ra do Pires u. 2:1, da pralae urna imagen de San-
to Antonio, e outros objeclos j anuunciados por ve-
zes nesla folha, lorna-se a pedir qne qoem souber
ouder noticia, sera recompensado ca<^%|000 de
seguro, mesma casa, ou na ra estrellado Rosario
11. 26, toja de eucadernador de I. 1. T. Pinto.
No dia 29 do mez prximo passado desappare-
ceu a escrava de nome Maria, denacSo Angola,
comosstgnaesseguinles: alteara regular, cheia do
corpo, tem ama costara na clavicula, tem om p
mais grosio do que o oulro, tem orna orelha rasga-
da do brinco; levou vestido de chita rosa, panno
daCosla azul e um laboleiro i^aag3 autoridades policiaca eeapilaes en campo qae a pe-
garem, le\ e-a roa eslreila do Rosario o. 26, toja
de encadernador de I. I. T. Pinto.
wecisa-se de m caixeiro que saib desempe-
11 liar o eu lugar, qne nao esteja desprezado do mon-
do, ou um chegado de prximo, para taberna : no
paleo da Santa Cruz n. 20.
Alugam-se a casa grande e as pequeas, da
sitio do Cajueiro, oa Passagem da Magdalena ; lera
bom banho. vivcirode peixe, e muilos commodos ;
aluga-se pelo lempo da festa, oa por anuo : a tratar
no mesmo sitio.
Est tratada por compra ao Sr. Brasiliano Ma-
galhaes Castro a casa terrea n. 74 da roa do Caldei-
reiro : se houver quem lenha alguma cousa a alegar,
dirija-se ruada Praij n. 20. nestes3 dias.
Sabbado passado', ao sabir do Ihealro, perdeu-
se urna pulceira dc'uuro esmaltada de verde; rega-
se a qualquer pessoa qae a achou. leva-la na roa da
Cadeia do Recita, toja n" f>; oulro m, pede aos
senhores ourives ou a quem a mesma for oJTerecida,' *
appreheode-la.
Conduz-se Irasles, madnras oa onros qaaes-
qBer objeclos em canoas, para qualquer arrabalde
desla cidade, coma devida seguranca e preco muito
commodo : avtralar na ra*de Santa Rita n. 60.
Jos Alfredo Machado, acadmico de Olinda,
deseja fallar ao Sr. Altopio Jos de Mello, que lera
a bondade de indicar soa morada.
Joao Machado Brandao relira-se para Portu-
gal, deixando por seus prnrurasres em i. lugar ,1
sua sonhora Rosa Maria de Olivea Brandao, em 2.
o Sr. JoJoBaplisla de Barros Manado, encarregado
de todos os seus negocios, em 3.-''o Sr. Antonio
Martins de Carvalho Azevedo.
Precisa-se de am menino.de 12 a 1* annos,
para taberna : oa Soledade n. 18.
O abaixo assignado, tendo estado fra desla
praca. ensinando particularmente as primeiras let-
tras de conformidade cap o regulamenlo de 12 de .
miio, no lermo de Igaarassitpor cojos habitaoles,
animado do bom concito que Ihe fazcm, e da gran-
de aceitacao que sempre leve daquelles pais qae em
muilo pouco lempo \iam seas filaos no maior adian-
lamcnlo, ao passo que oulros j seachavam promp-
tos a seguirem as aulas de iusirucefies superiores,
tendo provisao do governo, resolve abrir a iaa aula
na rregueziada Boa-Visto desta cidade, no logar de
sua residencia, na ra da Alegra n. j>, para conti-
nuar a ensinar as mesmas primeir>--V:ttras ; e espe-
ra ler grande acatacaodo benev "# publico, ou com
especialidado daquellas pesso^-que % quierem
prestar ao sei; offereciment, protestando qae uo
mais curto espaco de lempo, provar com o admira-
vcl adiantamenlo dos seus alumnos, o melhodo faci-
hmo, pelo qual cumpre reslrictamenteas disposicoe
do cilado regulamenlo. Alm dos externos, recebe
alumnos, meios pensionistas e pensionistas inleiros,
para os quaes offerece bons commodos e ptimo Ira-
lamento, mediante urna pequea paga. as horas
vagas da lices de msica verbal e instrumenta!, e
passa lices de piano naquelbjs casas, cujas familias
se quizerem ulilisar de seu presumo. Accresse a van-
tagem que os seus alumnos pensionistas, querendo e
lendo sufficienle adiantamenlo das lettras, poderao
aprender a musir e a locar, sem que nada pagoetn
alem do preeo eslabelecido. Tambera encorda, afi-
na e faz qualquer concert interior de piano com to-
da a perfeico, reservando para isto os dias feriados.
Andr Aires da Fonseca Jnior.
A pessoa que annunciou querer 80OJS0O0 para
dar em lijlos, dirija-se alraz do Ihealro velho, ar-
mazm de laboas de pinho.
Hrmino Moreira da Costa, como procarador
de Manoel Dias FernanslaBjcomproa para o mesmo,
o bilheleinleiro da primeira parle da primeira lote-
ra concedida para as obras da matriz de S. Jos, de
n. 1970.
Desapparcccu na manhaa do dia 3 do corren-
le, na occasio de ir buscar orna caneca d'agua na
ribeira, ama negra de nome Maria, nacao Congo, de
40 annos. pouco mais ou menos, olhos abugalhados,
vestido de chita rxa cor de cafj, camisa de pinni-
nho ; desconfia-sc que esteja acoulada ovque fosse
para o mallo : quem a pegar, leve-a a Direila
n. Id, ou na villa do Cabo a Andr Maaseiras, que
ser recompensado.
Precisa-se alugar um tnoleqne ou negro, qne
sail.a cozinliar o diario de urna casa, e que seja fiel:
na ra do (Jueimadon. 51, loja de ferragens.
GUERRA DO ORIENTE.
pareca na loja n. 10 da ra-do Queimado. los Nogueira de Sooza, com loja de encadernacao
__Y.: Si-s ni-ins niio ii.ra,-Tm nara h?.r0> na rua ',0 C"llc-io 8- acab receber
Us Srs. socos que dssijrnaram pata de Franca um* porro de livros ceir osqnaesveio
o baile e soiree do da 7 do corrente, po-
dem procurar os seus cartSet de convite
em mito do dignissimo mcstre-sala Metle
Vista, ra da l'raia : nssim como billietcs
de calcada em casa do secretario do mes-
mo baile c soiree, Joao das Cabras. O
secretario Quiri de M
. Perdcu-se no aterro da Boa-Vista al o largo da
Cadeia Nova, urna rarleira com varios papis e 3 re-
cibos de algodao, e 8 a lOfMO rs. em dinheiro, cu-
jos papis si servem de documento para a pessoa que
a perdeu ; 110 entretanto gratifica com 31)9000 rs. a
pessoa que a achou, levando-a no armazcm do Sr.
Rufino ,.11 na prensa do Sr. Manoel Anlonio Ri-
heiro.
l'rcrisa-sc deum caxciro com haslanle pratira
de taberna, para lomar conla por balanco, que dO
fiador a sua condula : a tratar na ra da Cadeia de
Santo Anlonio n.20.'
Oficrcce-se urna ama para casa de homcni sol-
teiro, ile perlas a dentro, parda c de meia idade,
muilo fiel : qucm quizer dirija-se ao becco doficri-
gado n. 13.
Diz Antonio l;clippc Santiago, ollicial de sa-
paleiro, morador na ra de Hurlas o. 30, que para
bem do sen eslado precisando de 11111 alteslade de
sua conduela, lano moral como civil, a'ssiin recorre
o siippjicanlc ao publico e lodas aa auloAdadcs ou
pessoas que soubcrem de alguma cousa, qne estas
deponhao de sua conduela lenham a bondade de pu-
blicar por esla folha. e sendo que essa pessoa nao
pos-a pagar a Ivpographia ticarn o supplicaulc na
respoiis.ibilidado de pagar.
Ainda eslii para se vender a casa sila na ra
doMolclomh n. i : os prclendentcs podem di-
rigir-so ra da Concordia n. 2, que acharan com
qucm fazer negocio armenlo dos pretendemos.
A mesa regadora da irniandadedc N. S. do Ro-
sario da freguezia de Sanio Anlonio, avisa ao res-
peilavel publico que lem transferido* a fe-la da mes-
ma Scnhora para o dia 22 do jrrenle mez.
Aluga-sc pelo lempo da lesla a casa margem
do rio do Poco da Paneila, da viuva de Agoslinho
lleuriques da Silva : quemo pretender dirija-se a
ra de llortas 11. 22.
A arremalacao dos sobrados da Passagem da
Magdalena, penlenccutes ao finado Joaquim Anto-
nio Ferreira de Vasconeeitos, annunciada para o dia
29 de selembro prximo passado, deixou de ler ef-
taito por impedimento do juiz de orphaos,. a qnal
Iransfcrio-se para hola sexla-taira 6 do corrente ou-
lubro, s 4 horas da tarde, na casa da residencia do
mesmo juiz : praca ds Boa-Visl. 2. andar por ci-
ma da botica do Sr. Jos Maria Gameiro, sendo essa
a ultima praca. ^^
Precisa-se de Urna ama de leste, qoe seja for-
ra ; na ra da Aurora, loja n. 10, se dir quera
quer.
a obra com o ululo a Rassia, a Turqua e a his-
toria da actual guerra do Oriente I vol. de 372 pags.
vende-se peto preco da>3,1O00, assim como cartas do
Ihealro da guerra actual entre a Russia e Turqua,
as quaes vender por commodo preco.
Avizo ao respeitavel publico.
O abaixo assignado proprielario qae foi do Hotel
Recita, lem a honra de participar ao respeilavel pu-
blico, e especialmente aos seus antigos fregoezes, que
no dia 15 do correnle, abrir o seu estabelecimenlo
denominado Hotel da Europa, na na da Auroran.
58 aonde as pessoas que com sua presenca Ihe qni-
zerem honrar o seu eslabelecimenlo, acharao comi-
das ptimamente preparadas, que se compromete a
mandar a casa de seus freauezes precedendo o oeces-
sario ajusta, bebidas de diversas e excedentes qua-
lidades ; quartose salas forradas de papel para ala-
gar as quaes forneccr comida e bebidas segundo o
ajuste compleme ; assim como lambem tem ama es-
trellara para qualro cavallos, com commodos para
guardar cinco ou seis carros: roga pois ao respeila-
vel publico quese digne lidnrar-he o seu estabele-
cimenlo, esforrando-se o abaixo assignado em ludo
salisfazer a geral expectativa. I. Mendes.
iisb peridico
ello sexo Per-
ABELLA ROSA.
Com esle titulo saldr brevemente
lilterario recreativo, dedicado ao belfl
namhurnno,c acha-se venda na ra Nova h. 52 lo-
ja do Sr. Boaveulura, onde se recebe aasbjoataras a
400 rs. por serie de 12 nmeros pagos adianlados e
avahes a 40 rs.
DESCOBRIO-SE AFN AL.
A PALMATORIA
Sabio o 2. numero do peridico critico e dircr-
lido. PALMATORIAromos seguimos arligos :
Casamentes do secuto.Dialogo enlre os redacto-
res da Camelia.Conselho secreto.Cousas inu-
tei.Medidas exigidas.Coosas da moda.Cha-
radao acha-se a venda na laja do Sr. Boaveulura,
ra Nova n. 52.
tZJ" Cheguem, rapazes do lom,
l)escobrio-so a Palmatoria,
Venham compra-la, he barata,
Venham cobertos de gloria.
dantos, eascabnllio.
__decimos, caixeiros,
Empregados, venham lodos,
Que custa pouco dinheiro.
Qnarenta rcis cada ama.
He verdade a minha histeria;
Rapasiada, eia, avante
Venba ler a Palmatoria!'.
Roga-se aos Srs, D'omin, oNolimarco, naoin-
dispuiiham com a M... de nome Nalifranea,morado-
ra no largo do Carmo, por nunca lhes lar Mo mal
algum o sonheicom wc.
&
t
MUTII Ano


* --mmm
OIIRIO DE PEnNMBUCO. SEXTA FEIRA 6 OE OUTUBRO OE 1854
:


'*
Lava-se e engomnia-se rom toda i perfeicao e
aceio : no largo da ribeira brado n. 15.
Na roa estrella dn Rosario n. 7 se dir quem
contina a dar diulieiro a juros com penhores de
nuro.
Quem precisar de urna ama de leite, dirija-te
ra Imperial n. ,81.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-M a venda o bilhelea da priineira parle
da priineira lotera da matriz de S. Jos nos lunares
docoslume: praca da Independencia, lojas dosSrs.
Fortunato e Arantes; ron do Oueimado, loja do Sr.
Moraes ; Uvramenlo, botica do Sr. dianas; Cabu-
gu.botica dos Sr.s Moreira & Fragoso ; aterro da Boa-
Visla, loja do Sr. Uuimaraes; c na ra do Coliegio,
na tlicsauraria das loteras. Corre imprelcrivcl-
liicnte no da 27 do outnbro.
Os genitores proprictarios crciicleiros
do engenhos, que nio estiverem mencio-
nados no Almnak, e quizerem ser con-
templados, queiran. mandar suas decla-
rares a livraria n. t e 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se um sitio em Sant'Anna de dentro, o
qual tem orna gratule casa, rapim para 2 cavnllos
lodo o anuo, estnbiria o rorheira : a tratar com Luiz
Gomes Feveira, do Mondego.
Aluga-se por preco coiniDodo una prensa no
Forte do Hados ; a tratar com Luiz (jomes Ferrei-
ra, no Mondego.
Traspassa-se o arreodamento da casa n. 00 do
aterrada Boa-Vista, com anuai;ao para qualquer cs-
tabelecimento. commodos para grande familia, e
quiutal com 2 pocos e banlieiro de pedra e cal.
O Sr. Joaqiiiin F'erreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Iudependeocia.
A directora do collegio da Conceioo
para educaco de meninas, annuncia aos
iais de familias, que o collegio se aelia
uiiccionando com o melhor proveito,
que era de esperar, assim como ella se
acha na espectatisa de ver entrar para o
collegio aquellas meninas que lhe foram
promettidas.
Precisa-se alegar am sobrado ou urna boa casa
terrea, no bairro de Santo Antonio; paga-scoalu-
guel adiantado ou d-se bom fiador, e promette-se
Indar minio bem da casa : quem liver annuncie para
ser procurado ; tambem paga-se a despeza do au-
d unci.
O Sr., procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco,f>ara a mesuia cmara, que se
acha em grandeatrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manocl Camello -Lins,
cscrivao de Iguarassu', queira qitandn
vier a esta praca,- dirigirle a livraria da
praca da fndependencia n. 6 e"8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
- Na ruajHo Vigario sobrado n.*14
segundo andar, cose-se, laz-se labyrin-
tho e borda-sede todas as qualidadej in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo. .
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LOANDA.
Os foreiros de terreuos nesla cidade, pertencentes
ao liospilal da mesma santa casa, queiram mandar
salisfazer as importancias que deverem ao respectivo
procurador, o cnsul de Portugal nesla provincia,
ra do Trapiche, casa n. 6.
. Aprofessora particular Candida Bal-
bina da Paixao Rocha, residente na ra
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
nua a admittir pensionistas, meias pen-
sionistas e dicip\ilas externas, por precos
rasoaveis, a's quaes ensina a doutrma
christaa. ler, escre*er, contar, gramma-
tica da lingua materna, cozer, bordar de
todas as qualidades inclusive de ouro, ten-
do Sua aula aberta das 7 horas da ma-
nhaa ao meio dia, e das L2 a's (i horas da
tarde.
As abaixo assrgnadas. ora moradoras nesla pra-
ca, tendo resolvido dar alforria a sua csr'raYa Qui-
tea, parda, com 3" annos de idade, cuja nao tendo
esta quanlia para sua liberdade, por esta razio tam-
bem lhe concederam licenca par olla haver esta
quautia pela madeira que mais fcil lhe fossc.'c pa-
ra constar fazem o presente aniiuncin.Marta Jua-
uiiia de Oliceira, Auna Rosa de OUvoira.
Jo3o Marlins Goncalvcs relira-separa Portu-
gal com a sua familia.
Traspassa-se o arrendamento da loja da ra do
Oueimado n. ; a tratar na ra daCadeia do Re-
cife, segundo andar u. 51, com Julio Goncalvcs Fer-
reira. <
Precisa-se alagar 2 negros ou moloques para
servido de casa: na ra da Aurora n. 58.
PIBUCAC/I DO INSTITUTO HOMffiOPATHICO DO BRASIL
THESOURO HQMOEOPATHICO
ou
VADE-MECUM DO HOKEOFATHA.
Melhodn conciso, claro, e securo de curar homreopathicamerate todas as molestias, que nllli-cm a
especie liumaiia, e particularmente aquellas que reiuam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra importanlissima he hoje reconhecida como a primeira c melhor de lodas que Iralam da ip-
pliracfio da homiropalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, n.lo pdem dar um
passo secnro em possui-la e consulta-la.
Os pas de familias, os seuliorc* de cngenlio, saccrdolcs, viajantes, capilaes de navios, serlanejos, etc.,'
etc., devem Ic-la a mao para occorrer proniptameiilc a qualquer caso de molestia.
Dous volumescm brochura, por. ,..... 10*000
Encadcrnados....... "..... 1l5000
vende-sc nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mando Novo) n. 08 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem poder ser feliz na cura das moleslias, som que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, como propagador da homroopalhia to norte, c immcdialanienle inleressado
emscus benficos successos, tem o autor do THESOURO IIOMOEOPATIIICO mandado preparar, sob
sua immediala in-pecoao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse Irahalho o hbil pharmareulico
e professor em honioeopathia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tem cxeculado com lodo o zelo, lealda-
dc e dedicacoque se pode desejar.
A efneacia desle medicamentos he alicatada por todos que os tem experimentado; elles nao preci-
sam de maior recommendac.ao; basta saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidur de scus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicamentos da alia e haixa diluido em glbulos recom- *
mendados no THHBOURO IIOMOEOPATIIICO, acompanhada da obra, c de urna
caita de 12 vidros de tinturas indispensaveis........fOOfOOO
Dila de % medicamentos acompanhada da obra c de 8 vidros de tinturas 903000
Hila de 11(1 principie- medicamentos recdninendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas,'e com a dila obra (tubos Brandes.). 003000
(tubos menores). 4.r>5000
Dila de 48 djlos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........ 504000
(tubosjmenorcs). 300000
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 4O5OOO
n (tubos menores;. 308000
Dila de .10 dilos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .... SjjOOO
o latios menores) 268000
Dita de 2i ditos dilos, com a obra, (tubos grandes)....... :ai- hu
(tubos menores). 205000
Tubos avulsos grandes............. I90OO
o pequeos............ s:)00
Cada vidro de tintura.............. 2(000
Vendem-se alcm disso carleiras avulsas desde o preco de 83000 rs. al de 4008000 rs., conforme o
numero c taiuanho dos tubos, a riqueza das caitas e dvnamisaroes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptidao, e por precos commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 28000
Na neesma botica se vende a obra do Dr. (j. 11 Jahr Iraduzido cm portuguez e acom-
modada aintclligencio do povo.......' 6O00
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
P.S. Extracto de urna carta, que ao autor do THF.SOURO IIOMiEOPATIlICO.tnc ahonda-
de de dirigir o Sr. cirurg'tao Ignacio Alces da Silca Santos, estabetecido na cilla de Barrrirot.
a Tivc a salisfaro de receber o Thesouro Itomropatliico, precioso frurlo do trabalho de V. S.,e lhe
afltrmo que de todas as obras quclenholido, he esta sem contradicho a melhor tanto pela clare/.a, com
que se acha escripia, como pela precisilo com. que indica os medicamentos, que se devem empresar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconheccm a medicina
Iheocria e pralica, ect., el., etc.
-francisco Lucas Ferrara, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cainaca, e ah en-
contrarao tudoacom aceio, Segundo dis-
pOe o rqgulamento do cemiterio.
tai
DO DR. CAS ANO VA.
RA DAS CRU7.ES N. 28,
K coaMayi-se i vender carleiras de homenpa-
5 thiade 12 tubos grandes, medianos e peque-
!t nos) de 24, de 3fii de S. de 60, de 96. de 120,
]t de 144, de 180 ale 380, por precos razcaveis, Ka
deade 38000*16 :M0J(00. g
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 6^000 d$
Tinturas a escjlher (entre 380 quali-
dades) cada viilr > 18000 W
Tubos avulsos a Ccolha a 500 c 300 >;-'
Quem precisar de um perfeito cozinlieiro, di-
rija-se a ra da Cruz n. 43, ioja.
Precisa-se de um caixeiro para urna padaria e
taberna, masque teulia as qualidades necessarias pa-
ra isso, agradando dar-se-ha bom ordenado : na ra
da Senzala Velha, armazem do Sr. Jo.'io Malheos,
que ahi lhe dir qnem precisa.
Manoel Jos los Sanios, declara que lendo
comprado a taberna da ra do Mondego 11.74 a F'ran-
cisco Soares Cordciro, faz scicnte ao publico para
que quem liver coatas com a referida taberna as
aprsenle no fim de tres das.
Desapparcceu n> dia 3docorrente um meio bar-
ril da marca B C, com manteiga franceza,o qual sup-
pe-se ler sido levado por engao: roga-so a pessoa
em cuja mSo elle estivere quizerentregar, que se
dirija ao armazem de Luiz Antonio Annes, defronte
da porta da alfandega, que ser recompensado.
Aluga-se urna prcta captiva ou forra que quei-
ra servir JA urna casa fie familia, paga-se alo 12o
inensaes,Tiffndo-se almo^o c janlar : na ra do Mon-
dego n. 61.
Jesoino Ferreia da Silva, abailo assignado,
faz publico, que desde o lia primeiro de julho do
concille auno, so acha aniigavelinenle dissolvida a
sociedade que elle tinlia com Francisco Lucas Fcr-
reira, rio eslabelecimeuto silo no pateo do Hospital
n.' 10, de fornecimeiilo de carros fnebres. Decla-
ra mais que essa dgsi>luc,ao fez-se com algumas cou-
dicoes, sendo as es-enciaes licar o aimunciaiile livrc
ilaquclla dala cm diante de qualquer resi.onsabili-
dade para com lerceiros, c de fazer-se a liquidaco
das contas no prazo de6 mezes, sendo os objeelos do
estabelecimeolo, con.tanlcs do inventario do mes-
mo, obrigadoscomoltarantia do resallado dessa li-
quidarSo, por parte *. ambos os ovsorios, ilc forma
qne nao podem ser vendidos ou alhcados antes da
dila liquidatilo, seiio com autorisarao porescriplo
de um dos Interessados, como ludo consta da escrip-
lura pausada naquella dala, por ambos assiunaiia,
sellada, reconhecida, c eiislenle em {(Mar do an-
miuciante. Se alguem se juK-ar rrcdo^fcdilo es-
tabelccimenlo ele aquella forma osseus ttulos ou contas.
Je mino Ferreira da Sil.ia.
I'urlaram na noilaje 3 para idocorrcnle, do
Poeta, um cavall* eiaM rermclho cem a cabera
inaia clara que o oorpi", {{adi'thudo.com a cauda cur-
ta c urna belido 110*0,lio, cavallo ccele, carregador
bauo, ir.ais bonito 1 e frente do que de quartos ;
quem o apprehender poder leva-lo a ra do Quei-
uiado 11. 5, que ser recompensado.
a-sc na cidade do Dorto, at a quan-
tia de dous contos de rjs, -com um cam-
bio rasoaTel: quem precisar dirija-se a
ra da Cadeia do Recilen. 33.
A Helia Rosa, periodicoillerario e recreativo,
dedicado ao bello sexo, salara breve o primeiro nu-
mero, e achar-se-ha a venda na rua Nova n. 52, loja
do Sr. Boavenlura, onde se njccbe assignalura a 400
rs. por serie de 12 nmeros, e o preco avulso 40 rs.
O abaixo assignado avisi aosseus credores, que
mu,Ion seu eslabelerimcnlo rfcra o pateo do Terco
11. 2. O mesmo vende nina rinacHo com lodos os
perlenccs para taberna.
Domingues Ferreira de Sousa Irmao.
_ A casa ilo afcricAo niudnti-sc para o palco do
Terco 11. 16, .londc serflo d| que livcrem do aferir os pesle medidas .los estabe-
Iccimcutos rom promplidao.p faz ver aos senhors
que sao acostumados a aferir em scus 'eslabeleri-
mentoa, que oantizo agente vai aferir, e leve prin-
cipio cm 2 do corrale, e IHda-sc no ultimo de dc-
zembrodo rorrcnle anuo.
ATTENCAO1.
Chegou ullimaincnle defortusal a interessaute
otira que tem por tituloDas pocas da vidapor
Camillo (iaslello-llranco, vmde-so cada cxcmplar
pelo diminuid preco de 23)00 : na rua do Crespo,
loja n. 1 confronte ao arco de Santo Antonio, e na
rua do Qiieimado n. 5, loja
Joaquim Salvador l'ojsoa de Siqucira Caval-
cauli lem de estar fura dk-la cidade durante esle
mez.
_ Permula-se o segundandar da casa da rua do
Collegio 11. 13, com muibs commodos, poroutra
mais pequea, agradando 11 aa : a Iralar no mesmo
OH.' OUBCALOR!
- Aluga-se urna casa terna para pasear a Testa, no
lugar Sant'Anna de dent, rujo logar be bastante
fresco e salubre ; na rua la Liusoela 11. 4.
O cartorio do registro geral das hypolhecas
inudnu-se para o paleo duTcrco n. 1(.
Precisa-se deolDciats de alfaiate: na rua No-
va n. 60, esquina da pon'.
Precisa-sc de uma*|ma que cozinhe com ppr-
feico o diario de urna caj, e que compre os arran-
jos precisos na rua: quen quizer dirija-se a rua dos
Marlyrios 11. 36.
Aluga-se por 3509 >or anuo, pagos a vista, o
primeiro silio de pnrUtaue forro do lado direilu da
estrada nova do Catanga,^ qual tem escellcnles bai-
las plantadas de capim, ebplimo terreno para vac-
cas, assim como solTrivel-efea e nao poucas arvures
de fruclo : quem o prelirnlcr, poder examina-lo
e conviudo-lhe com a cradicao supra, dirija-sc ao
Chora-Menino, priineira nsa do lado esquerdo, para
tratar, islo das 6 as 8 horis da manhaa, ou das 5 da
tarde em diante.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RTTA DO GOK.X.EGIO 1 A2STDAH 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo da consulfas homeopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas
inanhn ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ofierece-sc igualmente para praticar qualquer nperacao de cirurgia, e acudir promplamentc a qui
quer inullier que esleja mal de parto, e cujascircumslancias n.lo permitlam pagar ao medico.
M fIWSllTOKI DO DK. P. A. L01NI H0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo do Dr. (i. II. Jahr, Iraduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
vohames enradernailo- em dous :................. 2OJOO0
Estambra, a mais importante de todas as que Iratamda homeopalhia, interessa a lodos os mediros que
quizerem experimentar a i'oulrina de llahneinann, e por si proprios se coiivencercm da verdade da
mesina: interessa a lodosos senhors de engenbo c faze.ideiros que eslao looge dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podemdcixar urna vez ououlia de ler precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de scus Iripolanles ; e interessa a lodos os chefes de familia ruc
por circumslancias, que neiu seinpre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della. B
0 vade-mecum do homcopalha ou traduccao do Dr. Hering, obra igualmente til as pessoas que se
dedican) ao esludo da homeopalhia um volme grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, phnrmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel pessoas que quercm dar-sc ao csluilo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos grandes de fiuissimo cbristal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.............i .
Dita de 36 com os mesmos livros............
Dila de 48 com os dilos. ,.........".!!]
i Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturasindispensaveis, a eseoba. '.
pila.de 60 tubos com ditos.................
Dila de 144 com ditos.................."
Eslas sao acompanhadas de 6 vidros de tinturas
8J000
49000
403000
459000
509000
609000
100900U
esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerflo o abalimcnlo de lOJOOOrs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras d 24 tubos pequeos para algibeira............... 8000
Dilas de 48 dilos ,.....,.
lubos grandes avulsos .?................... I">000
Vidros de meia 0115a de tintura...........'.'.'.'.'.'.'.'.'. 000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasno segura na pralica da
homeopalliie, c o propietario deste eslabelecimenlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem'motilado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos scus medicamentos.
Na mesma casa lid semprc i venda grande numero ilc lubos de rrvstal de diversos lamanhos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicameutoscom loda a brevidade c por precos muilo com-
modos. .* *
COAURAS.
Compram-se ptttacies hespanhes, no
armazem do Sr. Miguel Catueiro, na rua
do Trapiciic n. ri8.
Compra-sc urna valanda de ferr quelenha 18
a 20 palmos de compridaj: na rua dn Cruz 11. 7, pri-
meiro amlar.
Compra-se urna esa terrea que seja pequea,
para urna pequea famjfia ; na praca da Indepen-
dencia n. 24 a 30.
Compra-sc prala hrasilcra ou hespaiihola : na
rua da Cadeia doltecifdn. 54, loja.
Compra-se urna calen.1 Uu palanquim : quera
liver, nppareca na rnad> Colovello 11. *.).
Compra-se urna nomhilia de Jacaranda cm
segunda inflo, mas que esleja cm bom estado : na
rua Dircila 11. 26 padara.
Compra-se um pequeo silio perlo da praca ate
a Ponte de Uchoa : quero quizer vender dirija-se
esta typographia.
VEJIDAS
a vara.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, ptopoe-se a entinar nesla pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de scus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presumo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a*
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Hahucmann, tratado das moleslias chronicas, 4 vo-
lumes. ........... 20.5000
68000
7--O00
6.J000
161000
69OOO
89000
I63OOO
109000
(i.^KKI
450IK)
109000
."10900
Teslc, trolcslias dos meninos .
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pliarmacopca liomeopathica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, moleslias da pellc.......
liapnii, historia da homeopalhia, 2 volumes
Ilarlhmann. Ji alado completo das molestias
dos meninos........,
A Teste, materia medica homeopalhicn. .
Je Fajolle, doulrina medica homeoptica
Clinicn de Slaorieli........
Casting, vcrdadflffa homeopalhia. .
Diccionario de.\valen......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano .
vedein-se todos estes livros no consultorio homcapa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio n. 25,
primeiro audar.
@JS@I@@@ @!
Joias de ouro. @
Na rna do Oueimado. loja de ourives pin- ?<5
lada de azul n. 37, ha um rico c variado sor-
lmenlo de obras de ouro, que o comprador 3
visla dos precos e bem feilo de obra nao dei-
39 xara de comprar, aliancando-scc responsabi- 9S
lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 1S
K quilates. &.
fe-"-i'aesesgsy
ATTENCAO*.
Precisa-sc de urna esrrava para lodo o serviro, e
que seja fiel : na rua Helia n. 9.
Aluga-se para o ser\ico de holieiro, um escra-
vo mulato com muita pralica desse oflicio : na rua
da Saudade, fronteira dollospicio, casa da residen-
cia do Dr. Lourenco Trigo de Loureiro.
MUITA ATrENCAO'!!!!!!
Quem liver urna casa terrea de I25OOO, as ras
do paleo do Carino, das Cruzcs, Sanio Amaro ou em
unirs semclhanlcs a eslas, dando-sc de lianra em
dinheiro a vista) (19HOO. dirija-se livraria 11! 6 e 8
da praca da Independencia, que se dir aonde deve-
ra diriir-se, a quem convier esle negociozinho.
*Quem precisar de tima ama secca para o servi-
do de portas a dentro, pode dirigir-se ao beceo do
Kosario'n. 2.
Precisa-se alagar um primeiro andar as mas
larga do Kosario, estrella, Cabogi, nova, Cadeia
de Santo Antonio, Collegio 011 Quciiii.-idn, cuibora
nflo lenha muilor commodos, mas que a sala seja
grande: quem liver annunciu para ser procurado.
Precisa-se alagar urna prela escrava para ven-
der na rua ; quem liver, dirija-se ao pateo do Tere
n. 20, primeiro andar.
-l)a-sc iOO.SOO r$. a um bomem que
queira ir para o Riacho de Poicos ensinar
latim a 12 meninos, tendo mesa, casa
para morar, rottpa lavada eengominada,
e tendo a nculdade de ensinar mais al-
guns, tinto iettias, de nianeira que assegra-se 400$
rs-, c com o ordenado de mais algttns,
com)lcta o de (i()0,e rs. : ;> pessoa que a esse
lim se quizer empregar dirija-se a esta
II 11:1 lni!l lio Irtorl ,1. .. W-..I \' ., ..
casa ou na loja
a tratar. *
Precisa-sc de um liomem que cntenda de ptao-
taces, e que se sujeite a Irabalhar em um sitio perlo
da praca : na rua Nova n. 16.
Precisa se de um caixeiro e um fcilor para oni
engeuho muilo pertodesta praca, lendo ambos ha-,
hilitaces do serviro.dando conl'iecimenlode sua con-
^af* eseseg-j @e
DENTISTA FRANCEZ. S
Paulo Gaignoui, cslabelerfdo na rua larca 3
@ do Kosario n. 36, segnndo andar, enlloca den-
SS les com gengivas artificiaos, c dentadura com- ij
& pela, ou parle della, com a pressao do ar. -j^
Tambem tem para vender agua denlifricedo ^
Dr. Picrrc, c p para denles. Rna larga do j
@ Rosar io ii. 36 segundo audar. $>
aaaMa J> aBia>iaa afaaa a
J. Jane dentista,
continua rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
L1NHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linda, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
Precisa-sc de urna ama de leite forra
ou captiva, tendo bom leite paga-se bem:
ne rua de Dorias n. 00.
Olfercce-se um toioco portuguez para feilor de
sitio, ou para administraran de engenbo, o qual lem
bastante pralica e sabe ler, escrevere conlar : quem
do mesmo precisar, dirija-se ao paleo do Terco, ca-
sa n. 7.
Precisa-se de um caixeiro para lomar contado
urna tahern por balaav, rua do Hospicio, ou
vende-so por sen dono ter de ir a Portugal : a casa
be muilo afreguezada e lem commodos para familia
a Iralar na rua da Cadeia de Sanio Antonio n. 26. :
Precisa-sede urna ama de boa conduela, que
saiha cozinhar eengommar bom, para casa de pou-
ca familia ; no largo de S. Pedro n. 4.
Sahira' brevemente a4 luz As Ser-
lanejas, romance original e contempo-
rneo, por O. S. M.
Precisa-se alugar urna canoa de carreira que
leve ale 6 pessoas pelo menos : na rua da Cadeia do
Recite n. 54, loja.
HnHHBHUHral BBBSB
I AO FIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas c grossas, por
^ precos mais baixos do que em ou-
M tra qualquer liarte, tanto em por-
| c,0es, como a retalho, alliancando-
se aos compradores um s'preco
para todos : este cstabclcciment
ahricse de combinaco com a
maior parle das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta loque se tem vendido, e pot-
ista offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante cs-
* tabelecimento convitT a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem tos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim. W
W'WJrattllt.l tWILtamim^BMjM
Crystalotvpo.
R.v'I^ac.hcco> lendo de rctiflr4e breve para o
ir Jn"e'r. previne a quem quizer aproveilar
esia ravoravel occasiao pjira relralar-se, que dgne-
se procura-lo al o dia 20 do corrente, no Alerro u.
. lerceirojindar.
Vcnde-sc una mirada de casa terrea, chaos
proprios na rua do Fogcn. 29 : a Iralar na mesma,
e la se dir quem he o dono.
Fumo em lblha datadas as qualidades.
Ha grande sorlimentcde fumo para charutos, far-
dos de 2 a 8 arrobas, mr Vrcco irais commodo do
que cm oulra parte; ns armazens do Rosa, Iraves-
sa da Madre de Dos n.13 e 1.
Cassas francezasTtnas a 360
Na rua do Queimado,loja n. 40,
Sctim decores a 100rs. o covado, tafe-
ta' de cores a iOO rs dito.
Na loja da rua do Quemado n. 40.
k Alpacas de sedi a 480 o covado.
Vende-e na loja da na do Oueimado n. 40, ricas
alpacas de seda deqaados.
Vende-se urna msa redonda de madeira de
saii(ll, quasi nova : nc pateo do Carmo, casa do
Sr. (iahriel Antonio.
Vende-se urna proriedade de Ierras com mal-
tas c com proporcGcs deic fazer um engenbo peque-
no, sila na freguezia deMuribcca : quem a preten-
der, dirija-se i Santo Anaro de Jaboalo, a fallar
com Amaro Fernandos.)al(ro.
Na loja de livrosrio anliso barateiro, na rua
do Crespo n. 11, vndese coUacgan de compendios,
conlendo calliecismo dadoulrina Christila, elemen-
tos de orlhographia e di arilhmctica, regras de rivi-
lidadc c maiimas moris encadernados por 400 rs.,
diccionario das llores al00. cartas patriticas a 160,
diccionario de Moraeadt". ediccilo poa 12S000, sa-
Inslioe tabulas latinas i 640. instiluicjo de direilo
civil brasilciro por Pasdioal Jos de Mello F'reire a
610. o guarda-livro noderno, cm 3 volumes por
69000 rs.
Vende-se urna sava c 6 collieres para sopa, de
prata, por preco comnndo ; na rua do Crespo, loja
n. 6.
Vendem-se barr com cal virgem, a mais no-
va do mercado, por prtjo commodo: na rua da Scn-
zala Velha n. 7. seguido andar; e juntamente ve-
las de cera de carnaubi a 'JjoOO a arroba.
RUA DA CRUi, ARMAZEM N. 13.
Nesle armazem verde-sc o seguale: cabos de li-
nho de 1 a 6 pollcgadis, lonas da Russia primeira
sorlc, ditas ntlczas iaBeriacs, remos de faia ameri-
canos, brreles escoce para manija, fille para
bandeiras, oleo de linlaca em barris, carne de vac-
ca salgada em dilos, ateilc de colza para luzes.
Fazencas de gosto.
Vcndcm se ricos jarles de seda de qnadros, do
mais moderno goslovomeiras de relroz de bonitas
cores e diflerciits pratos, vestidos de seda escoceza
de 2 c 3 hallados, corfej de cassas sedas com 2 e 3
bahados, corles de laa:inhas a SoiOO, laas de seda a
600 rs. o covado, corta de cassas de 3 babados com
mantelete da mesma azeoda a 39000, romeiras de
fil bordado a 39000, lamsas deTTlIo a 69000, c ou-
Iras militas fazendas de goslo que se venden) por
precos bai>s, dando-e amostras de ludo cora pe-
nhores : na rua Nova loja n. 16, de Jos l.u*iz Pe-
rcira & Filho.
Vende-se am enravo do campo por no querer
servir na praca : a Irrtar com Jos Ilvgino de Mi-
randa.
RELOGIOS INfiLE7.ES HE PATENTE.
Vendem-se por preio muilo commodo : no arma-
zem de Barroca & CMro, na rua da Cadeia do Re-
cite n.4.
VAdc-sca laberna da rua do Rosario da Boa-
v isla n. 47, a dinheue ou a prazo', rom firmas a
conteulo : a tratar ni mesma com Joao "i'inlo de
Souza.
CHAPEOS PARA SEM IORAS E MENINAS.
Vendem-se os maismoile nos e bonitos chapeos de
seda c blondo para seahoras a I6S00O c 189000. di-
tos para meninas, ricimenle enfeitados a 8*0(10 e
IO9OOO : na rna Nova loja 11. 16, de Jos Luiz Pe-
reira & Filho.
MECHANISMO PARA ENGE
~IH0.
NA FUNDICAfJDE FF.1UIO DO KNGE-
NHEIRO* L>AXID \V. BONVNIAN. NA
RUA DO BKl'M, PASCANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
jeelos de mechanismos proprios para encenhos, a sa-
Cber : moendas e meiis innendas da mais moderna
ronstrueco ; laias Je ferro fundido e balido, de
superior qualidade, < de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua 01 animaea, de lodas as propor-
gOea ; crjvos e boceas de fornalha e recislros de boei-
ro, aguilhoes,bronzesparafusos e cavilhes, moiulio
de mandioca, etc. ele.
NA MtigH.Y FLNDICAO
se cxeculam Indas afeicoiuniendas com a superinri-
dadoj conhecida, e c didade cm preco.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' 1 d'Aurora em Sanio
Amaro, c tamban no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' semprc
um grande sortimento de taiclias lauto
de tabrica nacioral como estrangeira
batidas, fundida;, grandes, pequeas
razas, e fundas ; e em ambos os logare
e\istem quindasbfti para carregar ca-
noas, ou carros ivres de despeza. O
piceos sao' os mais com diodos.
Vendem-se el. casa de S. P. lobnss
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. i-2.
Vinlio do Porto superior eugarrafado.
Sellins ingleses.
liclogips de ouro patente inglez.
Chicotes de cairo.
Farello em sacias ilc o arrobas.,^
Pomos de frinha.
Caudelabros e candieitos bronzeados.
O aiinunriaiilc vende orna boa Desnt'llCfira di> fiTiai mlvinisadn
w.u .-imiwcunenioue sua con- machina da^aguerrenUpo cu,.........s os perlenccs *' "Cl ,,d u<- ''> galVaniSdOO.
duda : dinjam-se a rua da Cruz, primeiro andar I mostrando an comprador a pereiran com que ella ""S'1'0 galvanisado fhn lolha para lorro.
U.7. s I lira es retratos.- (febre de forro. '
NAVAL AS A CONTENTO E TESOURA S.
Na rua da Cadeia do Itecife n. 48, primeiro an-
dar, cscriptorio de Augusto C. de Altreq, couti-
n 11.1111-se a vender a 88000 o par preco lito) as ja
bem conhecidaa e afamadas navalhs de barba, feilaa
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, naosesciilem no rosto na aec.lo de corlar;
vendem-se com a conilicAo de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra resliluindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas icsoui inhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fairicanle.
. RICAS PLT.CEIRAS.
Clicgou loja de mindezas da rua do Collegio n.
I, um ricosortimcnlo de pulceiras do ultimo goslo,
que se vende pelo diminuto preco de 19000 a 29500,
a ellas antes que se acabem. -
SEDAS DECORES.
Vende-se sedas de cores achoiiialotadas de muilo
lindos padrocs para vestidos de seuliora.c pelo ba-
ratsimo preco de 700 rs. o covado : na ma do
Oiieiin olo 11. 38, ra frente do becco da Congre-
gacao.
Vende-se a casa n. 6 na rua da Soledadc de-
fronte da igreja : fallar na rua das Aguas Ver-
des n. 21, ou com o caixeiro do agente Oliveira.
Vende-sc urna prpla crinla hoa engomma-
deira e co/.inheira : no Caes do Ramos n. 4.
Vende-se um cscravo de meia idade, proprio
para lodoscrvico, do que lem bstanle conhecimen-
to, e ale de tratar de um cavallo. muilo bom compra-
dor, nao bebe espirito, s se fr obrigado 011 por
remedio para saude : procure .na rua do Kangel n.
21, a qualquer hora. Na mesma casa se vendem
i laboas de amarelln vinhatico com 30 palmos de
comprimento e 2 e lano de largo, 1 011 3 ludias de
36 palmos de compridoe 1 trave com 34 palmos.de
boa qualidade, poican de cal branca para caiar, 1
banco de oflicio de campia, I caixa com alsuma fer-
ramenta do mesmo oflicio, sacras com alqueire de
farinha por barato proco, 12 cadeirase 1 sof de Ja-
caranda, ludo por commodo preco ; lamhem se ven-
der algosa livroscspirituaes.a Recriacao philosophi-
ca, Gil-Brax deSanlilhana em muilo "bom estado, e
oulros livros.
MODERNISMO.
A.jgOOOrs.ornc!!!
Cortes de vestidos de warsoviana de goslo escocez,
os mais modernos, chegados ni I uu unen 1,1 de tranca;
vende-se pelo mdico preco de 9OOO rs. cada um :
na rua do Oueimado, loja n. 17, ao p da botica.
LUYAS DE PELLICA. A 500 RS. O PAR.
Vendeiii-se na rua do Oueimado, loja de ferragens
n. 30, superiores luvas de pellica para homcm e sc-
liora, brancas e cor de caima, muilo novas, a 300
rs. o par.
Vcnde-sc um silio pequeo com bstanles ar-
voredos de fruclos de varias qualidades, rasa de ne-
dra e cal, lauque de agua para beber, em excelleule
chao proprio, por delraz da rua da Soledade : quem
pretender, procure dcfronle do Passeio Publico, loja
n. 13, do Loureiro. O mesmo Sr. lem ordem da dona
para ajuslarcom quem quizer.
Na rua do Mondego n. 1, vende-se nma escra-
va, crioula, com as suas competentes habilidades.
Vendem-se Ii escravos, sendo 3 lindos mlcco-
les de idade "20 annus, c 3 prelos de todo servico :
na rua Direala 11. 3.
Vende-se tuna negrinlia de bonita li-
gura, de annos pouco mais ou menos:
na rua do Crespo n. 14.
Vende-se ttm cavallo com muito bons
andares: na rua do Crespo n. Ii.
Vende-se para fura da provincia orna bonita
muala com habilidades; na rua do Rangeln. 81,
taberna.
Vende-se urna escrava, crioula, de 30 annos de
idade, bonita figura, a quat cose bem, cozinhuo dia-
rio de urna casa, c lem principios de engomar, pti-
ma para ser empreada na sala de qualquer casa de
familia por ler bous coslumes, e pralica drsse ser-
vido : quem a pretender, dirija-se ao largo do Car-
mo, na segunda casa terrea da lado direilo n. G, on-
de se dir qual o motivo por que he a mesma escra-
va vendida, nao obstante as suas boas qnalidades.
HE MLTTO BARATO! !
Corles de calcas de britu de linho trancado de
cor a .,..........I96OO
Ditas de ditas de brim do liaho trancado su-
perior a............29OOO
Cassinclas de laa mescladas- proprias para
calcas e palitos pelo baralissiruo preco de o
covado............ 500
Chitas deacobcrla muito bonitos padrees, co-
vodo............. 160
Dilas francezas muilo bonitos padrocs covado 240
Damasco de laa fingindo seda, muilo pro-
prio para coberlas de camas...... 800
Dito de algodao covado....... 500
Chapeos do sol de seda para senhora muito Ti-
nos e bonitos a.......... 49500
Dilos para hornero, de todas as cores a 694O0
Ditos de mas-a francezes muito superiores, c
das mais modernas formas.".....ti.-ion
Ditos de dita para meninos......5-5500
E oulras muilas fazendas, que s com a vista dos com-
pradores poderao rehacer os baratsimos precos por
que se c-io ven deudo ,ia nudo Oueimado n. ".ti-
ja da estrella de Gregorio \ silvera. *
Vende-se um sobrado deteriorado em 01 inda,
na rua deS. lenlo, dcfronle do mosteiro: quemo
pretender dirija-sc a rua do Boin-Successo defronle
da quina dos Ouarleis onde lem um lampeao.
Vende-se um bonito prelo, proprio para todo
servico : Da rua Direila, terceiro andar do sobrado
n. 36.
lie fa
Vende-se na rua Direila n. 27, manleiga in-
gleza a 640. dila a 500, dila a 500 rs dila a 400,
dila franceza a 6S0 e 500, queijos muito novos, milho
cm saccas, novo e muilo barato.
Vendem-se ancorelas com cal virgem, chegada
ltimamente de Lisboa, por preco commodo : na
rua da Seuzala Nova u. 4.
Velas de carnauba.
Vende-se por preco mais commodo do que em ou-
lra qualquer parle, velas de carnauba pura, e de
composicao : na rua delraz da malriz da Boa-Visla
n. 15.
CARRO E CABRIOLET.
Vende-sc um carro americano, novo, elegante e
leve; vende-se lambem um outro de 4 assenlos, e
mais um cabriolcl, estes dous com pouco uso ; ven-
dem-se lambem os cavallos para os mesmos queren-
do, por preco commodo : na rua Nova, cocheira de
Adolpho Rourgeois.
, Deposito de cal.
Vcnde-sc cal virgem de Lisboa, prximamente
chegada, por o mais razoavcl precn : no armazem de
assucar da viuva Percira da Cunha, rua de Apollo
n. 2. .
Vende-sc b lacliinhas inglezas e de leite, dilas
de aramia superior : na padaria da rua Direila n.69.
Vendcm-sc esleirs de palha de carnauba chc-
gadas agora do Aracaty, a 129 o ccnlo : na ruada
Cadeia do Ilccifc n. 40 1. andar.
MNS Ql'ARTAOS.
\ endem-se quarlaus novos e bem carnudos por
preco commodo : ao p da ponte da Boa-Visla,ou na
rua do Oueimado loja D. 14.
ItnJDEZAS BARATAS. '
Vende-so na rua da Cadeia do Recite n. 19, sapa-
tos de como deluslrc para senhora a l-")rs. o par,
dilos de inarroquim a 600 rs., ditos para bomem a
800 c 900 rs., bolOea de agalh para camita a 200 rs.
a groza, linba de cores a I -, dila branca de 800 a
19200, papel de peso muilo bom a 2&400 e 29500 a
resma, pentcs para atar cabellos a 240 rs., dilos finos
a Mo el-, colxelcs a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, filas,
alunles de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para bomem,
lliesourat finas e ordinarias, pulceiras de ouro n-
gindo de Ici, carleiras para baile, peneiras de ajo e
oulras muilasrousas por precos muilo em conla.
Vende-se vellas de cera de carnauba feilas no
Aracalv, de (i, 8. e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar,
Uccommenda-s aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que muilns
chamain de fcltro a 19000 rs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6-
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendcm-sc velas de cera de carnauba de compo-
sicao. feilas 110 Aracalv, da melhor qualidade que
ha no mercado, c por mais commodo preco que em
oulra qualquer parle : na rua da Cruz n. 3-4, pri-
meiro andar.
Vcndcm-se rieps pianos com cxcellenlcs vo-
ze> e por precos commodos: em casa de J.C. Kabe,
rua do Trapiche n. 5.
PUBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
rcvcremlissimos padresrapurhiulios de N. S. da Po-
llita tiesta cidade, augmentado com a novcua da Se-
nhori da Conccirao, e da nolicia histrica da me-
dalha milagrosa. edeN. S. do Bom Consol lio : vtn-
dc-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 19000.
$jl Deposito de vinho de eliam- ($)
agne Cliateau-Ay, primeira (pa- )t&
'e, de propricdadc do condi (A
de Mareuil, rua da Cruz do Re- o%
cife n. 20: este vinho, o melhor -
ile toda a champagne vende- %at
se a GSOOO rs. cada caixa, acha- *
se tnicamente ementa de L. Le-
cointc Fcron & Companhia. N. B.
As en i xas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
as garrafas sao azues.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate' 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo. *
Vende-se excedente taboado de pinho, recen-
lemcnle chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entenderse com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e">8, ou no caes da alfandega.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, de supeiior qualidade e por
preco commodo: na rua da Cruz n. 26
primeiro andar.
Na loja do Cardeal rua do Rosario,
vende-se o bem conhecido rape rolao
francez.
Vendem-se camisas francezas muito
hem feitas, compeitos de linho e de ma-
dapolao, e aberturas de linho e de mada-
poln para camisas, tudo de superior qua-
idade e por preco commodo: na rua da
Cruz n, 20 primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez Kiseche e Absstnthe, por preco com-
modo : na Jua da Cruz n. 26 primeiro
andar.
Cassas francezas a 320 o covado.
Ka rua do Crespo, loja da esquina Que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o cavado.
-iir, QUEIJOS.
vennein-sc muito bons queijos do serian destes
chamados de prenca, os melbores que tem appareci-
do venda: na rua do Qucimado, loja 11. 14.
FACTO SECCO.
Vende-se muito saa e hoa carne, pelo barato pre-
qo de 49OOO a arroba, e faci secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na rua do Quei-
mado, loja 11. 14.,
Toalhas e guardanapos de panno de linho.
Vendcm-sc loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 10>(>oo a duzia, ditas lisas a 149000
a duzia, guardanapos adamascados a 39600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6. aa>
BRINS D CORES.
Brim trancado com quadrns de cor a 6ut) e "700 rs.
a vara, fustn branco alcochoado a ion rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para babados a 28000, gan-
ga amar, lia trancada a 320o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambra a. *
Superiores cortes de cambraia bordados de seda,
de muilo bom gosto a 48000 cada um, ditos de cassa
chita a 29OOO, dilos de chita franceza larga a 39000,
lencos de seda do 3 pontas a 610, ditos do cambraia
com bico a 280 cada um : na rua do Crespo, loja
na 6.
Na rua do Vig ario n.#19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Potassa.
No anligo deposito da raja da Cadeia Velha, cs-
criplorio 11. 12, vande-sc muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
\ende-se carne muito saa e gorda, vinda da
provincia do Ccar, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba cm paroles de i arrobas : no armazem da
porta larga ao pe do arco da Conceico, defronle da
escadinha.
Ai que fri.
Vende-sc superiores cobertores de tpele, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., dilos brancas a
IfaOOrs., ditos com pelo a imilacao dos de papa a
1900 rs.: na rua do Crespo loja u. 6.
Dcpo.llo da fabrica da Todop oa Santo na Babia
\ endeo, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
.da .Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prejo commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pesde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e tai.xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos,'para
dito. '
VenJe-se fio de tapaleiro, bom : ew eaaa de S.
P. Joluision & Companhia, rua da Sensato Nova
n.42.
OENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Vende-se um casal de gansos muito bom, por
preco commodo : na rua do Colovello n. 109.
Vende-se milho em sacras a prec.o de 3*000, e
farinha em dilasa prei-o de 19000 ; no caes do Ha-
mos, no armazem de Carlos Jos Gomes.
Na loja da rua do Collegio n. 3, lia para ven-
der o mais superior doce de laranja ein cald^, tito do
sidra, dito de gro/.elos e de abobara, este doce lie
feilo cun a maior delicadeza que he possivel ; ven-
de-se em barris para embarcar, 00 cm libra.
Vende-se um carrinhn .
para um cavallo, de muilo boBT tirulo,
muilo barato, assim como um cavallo
ou em separado, alianrando-se sua M
sidAo : para ver ambas as causase trata
da rua Nova por lia i 10 da casa da can
lar com Autouio Bernardo f
Vende-se a armario 1
para ver e tratar, pode dirig
gusto Colombiez.
Na rua do Collegio n. 3,
dem-se pata fechar conlas mil e
de cunla de vidro lapidadas a 160 r^
70 duiias d caixas de inassa para
duzia.
Ate-alada Edwla M.w.
Na rua de Apollo n. 6, armaatm de Me. Calmont
& Companhia. acha-sc conslantemeole liona aurtt-
menlos de lakas de ferro coado e batido, tanta ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, acoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina liorisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro esluhado
para casa de purgar, por menos preso que us de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por baralcpreco.
Y
i
RUA DO TRAPICHE N. 10.
casa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
S Sortimento variado dp ferragens.
Amarras de ferro de 5 oitavos ate 1
H polegada. ..
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melbores.
LOTERA DA MATRIZ D S. JOS.
Correindubitacelmente na seMa feira 27
de otttuhro.
Aos 10:0009OQO, 4:0009000 e 1:0009000 rs.
Na rua da Cadeirf do Recife, loja de cambio de Vi -
eir n. 21, vendem-se os mu acreditados hheles e
cautelas docantelisla Salusftano de Aquino Ferrei-
ra. Os bilheles e cautelas nao soflrem descont de
8 % do imposto geral nos tres primeiros premios
grandes.
Bilheles. 11*000 10:0009000
^ Meios. M 590OO 5:O0QJI0O0
Ouarios. 29900 2:5009000
Oitavos. 1900 1:2509000
Decimos. 18300 1:0009000
Vigsimo. 9700 5009000
Vende-se um evcclentc carrtnho de 4 (odas,
mili bem construido,eem bom estado ; est I icalo
na rua doAragao, casa do Sr. Nesnien. 6, 41
dem os pretendentes examina-lo, e Iralar do
rom o mesmo senbor cima, ou na rua da C
Recife n. 27, armazem.
Moiuhos de vento
'om hembasde repuio para regar borlase baila-,
de rapim, na fundicao de O. W. Bovrman : na rua
do Brum ns. 6, Se 10. '
Devoto ChiietaoT
Sabio a luz a 2.a edicao do livrinfio denominado
Devoto Christno.ruiis correcto e acrescenlado: venda.
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac,a da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes a
de hnm cosi : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
OBRAS DE I.ABYRINTHO.
\ endem-se loalhas, lencos, eociros de labyrinlho
de lodas as qualidades, rendas, bicos largos e
los, por commodos precos : na rua da Cruz do Re-
cife o. 34, primeiro andar.
Vende-seo bem ajAditado rape' r
lito francez : na rua dMkdeia do RecE
loja do Sr. BourgardJ
Vende-5_uma escHtoa : na rua, de
S. Francisco, cocheira de Paula A Silva.
Vendem-se caiaoes e barricas vnsia* : na ru
do Cabug botica de Moreira & Fragoso.
Vende-se una casa terrea com bons commodos
e reedificada ha pouco lempo, sila no largo das Cin-
co Pontas; aasim como diversos terrenos com alicer-
ees, lauto na rua Augusta como na do Alecrim: diri-
jam-se a rua do Queimado loja 11. 61 que te dir
quem vende.
Vende-se urna escrava de oacSo com urna ex-
celleule cria de idade de 3 a 4 annos, pouco mais ou
menos: na loja de fazendas, rua do Queimado n.
61 se dir quem vende.
Vinho do Rlieno, de qualidades cs-
peciaes, em caixas de urna duzia.charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de uimaraes & Henriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-sc cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo prceo de ISO rs. o covado.
NOVA ORaLEANS.
Barato sim, fiado nao.
Na rua do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa c de lislras intitulada
Nova Orleanspelo barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esta fazenda muilo p'ropra para vestidos
de senhora e meninos; gaze de la eaeda de cores
as mais delicadas,muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o covado.
Na ruada Cadeia do Reciten.60, vendem-se os
seguinles viuhoa, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado. a
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em ramnlias de urna dn/ia de garrafas, e vista da
qualidade por preco muilo cm conta.
DEPOSITO DE CA, E LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para veuder
barris com cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. \.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai.xas de ferio
fundido t: batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORS DE ENGENHO.
O arcano da invenc_ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Si Companhia, na rua dn
Cruz. n. 4.
Vcndc-sc urna balanza romana com todos os
seus perlcnres, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem 11. i.
pagn
lidad
AOS SENHORS DE ENCEMIO.
Cobertores oscuros milito grandes e enrorpados,
ditos brauros rom pello, muilo grandes, imitando os
de laa, a 19100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
"POTASSA BHASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada reccntemcntc, recommen-
da-se aos senhors de engenho os
scus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vendem-sc relogios de ouro e prala, ir.ai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilha3, valsas, rcdowas, scho-
tickes, modnhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha .para vestido de
senhora, com 15 covadoscada corte, a
4$00.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
R
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu do sitio do padre Manoel. Flor
rondo de Albuquerque, na Iravessa da Cruz de
Almas, de Ponte-Uchoa, no dia .5 do corrente, ron
seu cscravo de nome Manoel, de nario Rebolo, de
meia idade, baixo, grosso do corpo, meio canguei-
ro ; levou um sacco com roupa sua, o escravo I
comprado por muito bom, ao Sr. Manoel de Almei-
da Lopes, que o vendeu por ordena do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : roga-eaMaVanlo. at^^H
ridades policiaea, capilaes de cesjHL ou oulra jj
quer pessoa. que o apprehendamjr levc-o a rua de
llorlas 11. 15, ou no dito sitio, que seri
do ; adverle-sc que o dilo prelo Uap
nho Cainur. freguezia do Cabo.
Desappareceu no dia 23 de seter]
pa.ssado, um prelo de nome Joaquim,
ge, que reprsenla ler 40 a Oatnnos,
xa, grosso do corpo; j foi do engeuho3
foi vendido a Antonio francisco Lisboft^B
zem de assucar na rua de Apollo ; levoo5|
riscado azul, ralea do mesmo, chapeo de man
lo, lem coslume andar serrpre ruinando em caehii
ho ; levou tambem um balaio de compras destes 1
Porto, e em cima da lampa a marca !': quem o pe-
gar, poder.i leva-lo na rua de Apollo, armazem de
assucar de Francisco Antonio Lisboa, que se recom-
pensar.
Auscnlou-se no dia 23 do corrente o prelo A-
lexandre, de nacn S. Paulo, idade de 25 annos, al-
to, falla demorada e corpo reforjado, foi escravo do
francez Milique, morador no Rio Doce, e ultioaa-
menle do Sr. Eduardo Bollv : csse prelo cosanla
em suas frequenles fgidas andar pela rua da Auro-
ra, ir para linda, e refugiar-se as campia do
Rio Doce : roga-se, porlanlo, a quem o pegaron
dclle der nolicia, dirija-sc rua do Brum n. 28, fa-
brica de caldeireiro, que ser bem recompensado.
Desapparcceu boje das 7 para 8 horas da ma-
n na. o escravo, crnalo, de nome Llaudiano, da es-
tatura regular, grosso do corpo, denles limados Anos,
olhos e rara grande, com bstanles signaesde bechi-
gas por as ler tido em quantidade em 1850 logo que
o comprei em 30 de outubro do dilo auno ao Sr.
Jos de Uollanda Cavalcanli l.eil.o, que o bonve
por heranca paterna de seu fallecido pai o capilAo
Antonio Vicira de Mello Leilao, moradores as ta-
car do Jac, termo da villa de Nazarelh, d'onde he
fiiho o dito escravo. que representa ler 23 annos por
declarar o formal de partilhas quaudo o comprei ler
l'.l anuos; levou calca de algodao aznl trancado,
camisa de madapolo. chapeo vclho de seda ou de
como, presume-se ser scdnzidoa fugir por no haver
motivo algum : quem o apprehender pode leva-lo ao
abaixo assignado, senbot do dilo escravo, com pren-
sa de algodao no Forte do Mallos 11. 7, ou rua do
Jueiinadon. Ii, quesera bem recompensado. Recife
2 de mimbro de ls."i.
Manuel Ignacio de Oliveira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de setembro o escravo,
cr ionio, de nome Antonio, que costuma trocar o ne-
me para Pedro Jos Cerino, e inlilular-se forro,
he nimio ladino, fot escravo de Antonio Jos de
Sal Auna, morador no engenho Cail, comarca ds.
Santo Anlfln, e diz ser nascido no serlao do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos nrfsts, carapinha-
dns, cor um pouco fula, olhos escuros, nariz erando
e grosso, beicos grossos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porcm uesla ocessiao foi com
ella rapada, com todos ns denles na frente ; levou
camisa de madapolao, calca e jaquela branca, cha-
peo de palha com aba pequea c urna Irouxa de rou-
pa pequea ; he de suppr que mude de trage: ro-
ga-se porlanlo as autoridades policiaca c pessoas par-
ticulares, o apprchendam c Iragam nesla praca do
Recife, na rua larsa do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu Irahalho.
Ainda continua eslar fgido o prelo que, em 11
de setembro prximo passad, foi do Monlciro a nm
mandado uu engenho Verlenlc, arompanhando unas
vareas de mando do Sr. Jos Uernardiuo Pereira de
Urilo. que o alucn para o mesmo fim; o cscravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso c meio cor-
cunda, com a barriga erande, lem um signal exaude
de ftida na perna direila. cor prela, nadegas em-
pinadas para fura, pouca barba, lem o lerceiro dedo
da mao direila enrollado, e falta-lite o quarlo: le-
vou veslide calca azul de zuarle, camisa de algodao
lizo americano, porm levou oulras ronpas mais fi-
nas, liem como um chapeo prelo de seda novo, c usa
semprc de correia na cinta : quem o pegar leve-o na
na do Vicario 11. 27 a seu senhor Rnmao Anlonio
da Silva Alcntara, ou no lamo do Prlourinho arma-
zem de assucar n. e 7 de Rom.1o& C, que ser re-
compensado.
r
1
\
PERX. : TYP. DE M. F. DE FARIA. 185*.
II ITII m\ r%


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ER6CGZILP_HNHXNT INGEST_TIME 2013-03-25T15:52:00Z PACKAGE AA00011611_01307
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES