Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01306


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Full Text
ANNO XXX. N. 228.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 31 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 5 DE OUTUBRO DE 1854.
*
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO

rncarregados da sitiscripcao'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr.Joao Pereira Marlins; Bahia, o 5r. F-.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquina Bernardo de Men-
dnnea; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Na ti si-
dado; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. AntoniodeLemosBraga;Gcar, oS/. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/i a prazo e 28 a d.
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, i 1/2 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
ii da companhia do seguros ao par.
Disconlo do letiras a 8 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas......299000
165OOO
1GJ000
Moedas de (a 100 velhas.
de 65400 novas.
de 4J000. .
Prata.Palaces brasileiros .
Pesos coluranarios .
mexicanos......
99000
19940
19940
19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury.a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexias-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRF.AMAR DE IIOJE.
Primeira s 2 horas c 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manha.
AUDIENCIAS,
Tribunal do Commcrcio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feirass 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
parte ornciAL.
kphemerides.
Outubro ,6 La cheia s 5 horas, 18 minutos e
48 segundos da manhia.
14 Quario. minguante <&tS minutos
e 48 segundos da roatmBa.
21 La nova as 7 Vras^JJ minutos e
48 segundos da tarden
28 Quarto crescente s 4 oras, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA,
2 Segunda. O Anjo Custodio. S. feeodogario b.
3 Terca; S. Evaldo presb. ; S. Candido ra.
4 Quarta. S. Francisco de Assis fundador.
5 Quinta. Ss. Placido ab. e Flavia ir. mm.
6 Sexta. S.Bruno fundador. Ss. Casto e Herotide
7 Sabbado. S. Augusto presb. Ss. Sergio e Bacho
8 Domingo. 18. S. Brgida princesa viu.; S.
Semeao ; Ss. Demetrio e Nstor Mm.
J
/"
MINISTERIO DA FAZENDA.
Decreto a. 778 de 6 da aeteaabro da 1854.
^pt.ir.i que na venda de bens e torras da rapella de
j Ilamhe na proyini-ia de Pernambuco, < governo
r nociera nlTroadac aos individuos que se acharem de
pnsse do iliMHen. e Ierra,
Hi pi>r henrsanecionar o mandar que se excru-
te a resolura seguinle, da asscmblra coral legisla-
til.
Artigo nico. Na venda dos ben u Ierras da ca-
paila de Ilamhe, na provincia de I'ernamhuco. de-
cretada pal arl. 4 da lei n. Mi 'le (> de Miembro
de 1850, o foverno poder alTronlar" primeiramen-
b pelos presos das avaliaccs a que se proceder ju-
dicialmene, jaleando-A. ra^oaveis, aos iudividuus
5ue, nu j se acharem por qnalqner titulo em posse
odito ben* trra, ou tiverem tiesta bemfei-
lorias ; revocadas as dispoic.oes cm conlrario.
Ovisconde dal'Paran, cc.nsolh.irn .le eslado, so-
nador do imperio, presidente do c inslito de minis-
tras, ministro e secretario de estarlo dos negocios da
fazenda e presidente do tribunal do lltesouru nacio-
nal aim o tenlia entendido e faca ejecutar.
Patelo do Rio do Janeiro, em (i do selembro de
1854, trigsimo torceiro da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de S, M. o I mperadnr.I ';.<-
conde de Paran.
EXTERIOR.
PORTTJOAL.
MINISTERIO DOS NEGOCIOS DO REINO.
S. M. at-rel, regento em nunie do rei, ha porbem,
que para a pruiima recepcao de S. M. el-rei o Sr.
D. Pedro V, e deSua Alteza o Serenissimn Sr. in-
tente duque do Porte, no sen regresso a Lisboa, se
abserve o seguiole
PROGRAMMA.
1. A chegada de S. M. el-rei o Sr. I). Pedro V,
a dea Alteza o Screnissimo Sr. infante duque do
Porlo fot do Tejo, de volta da sua Viagem ao pai-
las estraageiro, er annunriada aos habitantes da
capital par uina salva de 21 tiros das Torres do Bo-
ioedoS Julio, e seguidamente por oulra da nao
acoda Gamucm frente do amana I da marinlia, e
Jo caslello deS. Jorge denlru da ridade.
2. No di da chegada dos augustos viajantes, e
i ao sea desembarque, tera lugar na San-
ia Patrian-bal um solemne Te-Deum m aceto
de gra{a pelo feliz regresso destes principe, a cuja
tsbracio tenciona assistrS. M. el-rei regente com
a augustas lilhos.
3. Noseguinle dia, pela una hora da larde. SS.
e Altezas receherao do Paro das Necessidadcs
diplomtico, e darn heja-man. para re.-e-
n as feliciUicoes da corle. tribunaes, cmara
manieipal, digoitarios. e mais pessoas que costu-
mam coucorrer aquello acto.
S. M. a Imparatriz do Brasil, viuva, duqueza de
lJ*aMnca. e Sua AReza real, a Sereni-sima Sr.*jiii-
tanta U. Isabel Marfa. icrAn si.lo convidadas para
o aclosdo le-Deum, e do beija-mo.
O mordomo-mr ordenara as di-posiooes necessa-
II para a recepcao deslas angostas personaren.
4. herto de grande gala o > mencionados dias.
Km ambos elles haver.i sajpensao no despacho .los
tnbunaes, e no servir das outr..s reparticOes. em
uei por motivo semelhantes, cosluma suspenderse ;
teudo por ossa occasiao, permillldos os repiques de
mes, o fogosdarlificio, os illmninarcs, e quaes-
qoer outras demonslracoes de grande regosijo pu-
forem opportunamenlecbamadii para a conduccao
deSS. MM.e Altezas.
Tambem a carruagen particulares entrarSo to-
das pela mesma ra, vinda da ra do Onro; e,
apeando-se os individuo nellas condolidos, irio as
mesma rarriiazens rollnrar-se em Roba na ra
oriental da Prara do Cnmmercin, c as ras da Pra-
ta, dos Funqueirus, e da Alfandega.
13. A arcadas do Tcrreiro de Paco estarao de-
sempedidas para a onlrada das differentes reparti-
ees publicas, o alim de que as pessoa do corlejo
real, logo qu SS. MM. e .Vilezas tenham entrado
no pavilhao, piissam sabir pelo lado da alfandega
para se mellercm uas respectivos carrilasens, c se-
guirem o en dealina pela ra Augusta, e pelas que,
,i direila de-la.Ihe l'u-ain cnnligiias.
No Tcrreiro do Paco. asim como as mas do
-aoalto, e no largo da S, haver.i ordena ora de a-
vallaria da guada municipal para fazerem "manlor a
boa arden na collocac^n < dirci-rio das carruagens
das pessoas do cortejo, de qnacsq'uer nutras qua
concorrerem as mesmas ras e locaes.
1*. O centro da Pra^a do Cotnmercio. era frente
da roa Augusta, estar desempedido e areado para a
passazein das carruagens reaes, devendo a estas pre-
ceder as dos camaristas, e ayo dos principes, a dos
ajuilanlea de esmpo de sorvcoa SS. MM. e a dos
niai criados de suas altezas.
15. Depoisile posto em movimenlo o cortejo real
sabirao SU MM. e Altezas do pavilho. seguidos
inmediatamente da guarda de honra, composla de
uin esquadrAo de cavallaria, que ser precedido do
cstado-maior general.
16. Na calhedral eslari levanUidn ura Ihrono, e
armadas as Iriluinas reaes para a recepjAo de SS.
MM. e Altezas, que entrada e sabida do templo,
arito acompanhados pelo cminenliss'ino cardeal pa-
Iriarcba, pelo cabido, e pelas pessoas do cortejo
real.
Haver tambem daaj tribunas, urna para o corpo
diploioalico, c nutra para os merabros do corpo le-
gislativo, existentes em Lisboa, o ser.lo il.posto os
assentas necessariua para as pessoas clu mesmo corte-
jo, apara todas as mais que coslumam coucorrer a
semelliantes solemnidades.
17. Pela repartido do mordomo-mr, do eslri-
beirn-mr, o da guarda real se expedirn as ordens
necvssarias para oservico da sua competencia em
lodos os actos solemnes destes ilias.
18. Tanto a chegada de SS. MM. i S Calhedral
para assistirem ao Te-Deum, como i sahida dos mes-
mos augustos scuhores dnpois de lindar esla solem-
nidad!-, as fortalezas e embarcarnos de guerra por-
luguezastleveraii dar as salva de eslylo, fazendo-se
para esse fimos signaesdevidos ijot meio de girndo-
las de fugeles, bancadas ao ar uo largo de Sanio
Anlo'.iio.
19. SS. MM. c Altezas,acabada a fonoi-Ao religio-
sa, recolhem-se ao jhJit da Nccessidades, sendo
aeompanliados peloseos-criados, e pela guarda de
honra, ap a qual segnirlo lodos os corpw milita-
res, afim de passarein cm conlineiicia cm frente do
mesmus aususlos si-nlmrcs. *
Paco de Cintra cm i> de selembro de 18.3.Ro-
drigo da Fonscca Magalhaet.
i Di-iio do Gorerno de Lisboa.)
liaboa 19 de selembro.
Sendo de]aui(a conveniencia o eslabcleriroentode
deposiios coinmerciaes as alfandegas das ilhas deS.
I bom o Principe, seinelhanca do que jaseacha
ilelfrminado par.
bla.
A permisiio para os fogos rle'arlificio no he ex-
tensiva as ras do transito do reulcorfojo, em quan-
lo eue nao livor terminado comnjfcaincijte.
5. 8. M.t-rl ilKfilu, rnipaiihaii dos
tro. e secretarios de oslado. Tencinna embarcar-se
na Rlheira das Naos, para ir ale Helem ao encontr
deseus augustos lilhos, cujo desembarque, depois
de reunidos a sen augusto par, hado eiTecln*r-se no
caes das Columna em frente do IVrreiro do Paco.'
6. No mar o cortejo das pesoas reaes ser feito
pelo ofliciaes ja armada nos seus o-r diere-, loman-
do a forma i ivida ilosda que el-rei rcgenlc sabir do
manaba at se realisar o desembarque de
SS. MM-. Alteza por entre as alas dos mesmo e<-
callei
. na a liba ile S. Vicente de Cho-Ver-
de, c p.ira a cidnfede alnramiiique :
AlgHns desses ofliciaes fari a polica do porlo, a
,lin .deque es botas, a quaesquer oulras'mbarcaeoes
parfleurares, que por ventura concorrerem a presen-
ciar o jubiloso eapeclar.ulo da recepeSo dos augusto
viajantes, tomen) o rumo para isso conveniente, sem
haver o menor obstculo ao transitodas embarcacoes
reaes.
7. As fortaleza e navios de guerra, quando em
trente della passarera as embarcarnos reaes, daro
urna salva de 21 Uros.
O desembarque real ser annunciado por outra
inlva de lodos o navios de guerra, e da Torre de Be-
lero ; devendo o Castello de S. Jorge fazer igual sau
dardo no momento em que SS. MM. tiverem posto
os pesem trra.
8. Anlm que as embarcares reaes liverem (un-
deadn defronle doTerreiro iln Par,, irao, em esca-
leres da marinha real, apreseular os seus respeitos a
SS. MM. e Altezas os consellieiros de estado, e os
altos funccioiiarios eivi e militares, acompanhando
os mesmo augostos senhores al o raes das Co-
lumna.
9. O cortejo de SS. MM. e Allezas, depois do sin
desembarque, sera romposlo da cmara municipal
de Lisboa, e bem issim dos ministros c secretarios
ile estado, dos ronell,eiros de estado, e mais pessoas
que formarem a corle, dos Iribunaes, o cm|,re=ado<
superiores ivis e militares; ilevcndo uns c outros
acompanliar os mesmos senhores no transito al a
Ke Calhedral, assim como durante asolcmnidade do
Te-Deum naqnclle templo.
10. A tropas da guarnirn da capital, as qnaes
devarao rennir-se os corpos nacionaes, e a guarda
municipal de Lisboa, serao convenientemente pos-
tadas no Jerreiro do Paro e dabi al ao largo da S,
pela roa Aouijsta, roa da ConceicJo Nova, e Mag-
dalena. 8
A oaarda real rormar ein idas des.le o lugar do
llesemharque at ao Pavilhao, levantado junio da
estatua equesl re.
ll.EmSS. MM. e Altezas desembarcando no
raes das Columnas serao recebidos debaixo do palio
pela cmara municipal de Lisboa, c por ella assim
conduzidos, e acompanhados pelo cortejo entre as
alas da guarda real al ao Pavilhao, onde SS. MM.
e Altezas, recebendo os c.omprimenlo feilos pela
mesma cmara, em nome de lodas os habitantes do
municipio, se demorar.lo o le upo indispciisavel pa-
ra se desenvolver o prestito no transita para a ca-
lhedral.
l. As camiasen reaes, entrando no Terrciro do
Paco pela ra occidental desla pra^a, ficarao eolio-
cadas junio do torreao alli contiguo, em quanlo n3o
usando da f-
culdado medida pelo S 1 do arl. 15 ilo acto addi-
ciunal a caria coiMliluriniial da nionarchia : Hei por
bem, em nome ile el-rei, conformaudo-me com a
consulta do consclhu ultramarino de 8 de agosto ul-
timo, e depoi de ouvir o consellin de ministros, de-
crrlar o seuuinle :
_. ArligaJ. As airandeMasda* tlrisw da S. Tlmai e
hado dos nfinis- Pnnri|ie, admilliro a deposito todo c qnalquer ar-
tigo de commcrcio, procedente Je porlos nacionaes,
OU o-lrangeiriis.
Art. 2. O deposito de que trata o artigo anlerc-
denle, peder ler luiar cm armazens denlro ou fira
do edificios das alfaudegas. com lano que cstejam
sobre a sua iinmedialaTnralisaao.
Art. 3. O prazo, pelo qual as mercadura sanad-
mil li !,.. a deposito, he de ."> anuos, contados da da-
ta da entrada do navio, que as Iraaiportar, lindos
osquaes, se nao forem despachadas, serao vendidas,
e o seu producto liquido de direitos, imposiedes e
mais despeza, que deverem, entrar denlro do prazo
de .1 das no cofre da fazenda publica, at que seja
devidamcnte reclamado por sed dono.
ArL 4. Ao arrematante das mercadorias, assim
vendidas, he concedido o prazo de 1 mez para dis-
por dellaicomo llie%onvicr. Nao o fazendo denlro
desse lempo, ficar pagando dez vezes o dircito de
armazenagem, e, se, paseada*6 melca, nao as retirar
los armazens do deposito, er-lhe-bao lomadas pela
airandega como perdida.
Art. 5. Os direilos de deposito ou armazenagem, e
de lingagem, ou guindaste, serao pagos sahida das
mercadorias da alfandega, c guiados pola forma
segunde :
1. Os Milenio, de gneros, e todo e qnalquer ar-
tigo de commrrrin, que n,1o esteja comprcheiidido
nos nmeros seguidles, pagar.lo um oilavo por cen-
to ao mez sobre os valores da praca, calculados em
visla das respectivas facturas jurada* pe'os introduc-
tores ; e .5 rs. de lmgagem de entrada e sahida por
cada pote, ou palmo cubico de capacidade.
2. Os cascos ou pipas de 2"> a :16: almudes, con-
tendo liquido, pagaro 1(X)rs. por mez de armaze-
nagem, c li-ezcntus res de lingagem de entrada c sa-
luda.
.'!. Osbarris conteni lquidos, pagarlo em pro-
porcao do cascos ou pipas.
Arl. fl. As alfanSegas pcrmitlirao igualmente, li-
vre de direilos, a baldeacao de qualquer mercadora
de navio para navio de commercio, que siga ulte-
rior destino, denlro do prazo de 2 mezes.
Art. 10. As alfandega* permillirao tambem. livre
de direilos, o transito dos genero oa mercadorias,
destinado para consumo ou deposite de urna para
oulra ilba de S. Thom o Principe, prestando o ex-
portador a respectiva fiama de entrar com elles na
alfandeva a que se deslina.
Art. II. Os gneros e mercaHorias de prndurrao
das ilhas de S. Thom a Principe Iransitarao libre-
mente de nma para outra ilba, sendo acompanhados
das competentes guias, e prestando lanos aos direi-
los, qoando aquello gneros e mercadorias forem
ilos especifirados na paula.
Arl. 12. Os gneros e mercadorias que tiverem pa-
lio osdircilo ile consumo em qualquer da alfande-
ga ilas ine.m"iMia, trn'n-itaioo li\remonto de una
para oulra ilba.
Art. 13. Na seero estabelecida nos arligos anle-
ccdenles 10, 11 e 12, nao se comprehende a dos di-
reilos de lingagem, que em lodo o caso devem ser
pagos, na forma prescripla por este decreto, nasal-
fandega de S. Thom e Principe.
Art. ti. O gnvernador, em conselho, ouvindo i
junla da fazenda, orgauisar os necessarios regula-
mentes, que suhincllera definiiva approvacao do
governo.
Art. 15. I'ca revogada toda a legislacao em con-
trario.
O viscoiided'Alhouguia, par do reino, ministro e
secrciario de estado do negocios cslrangeiros, e dos
da marinha c ultramar, assim o tenha entendido, e
faca execular.
Paco em 2 de selembro de 1854.Rei regente.
l'itcondc de Alhouguia. (Imprenta e Lei.)
Um IdjiiuIio sanguinolento leve lugar a 7 de agos-
to em S. Luiz do Messouri por occasiao das eiei-
ces. Exlrahimos do Correio dos Etlados-L'nidot de
li de agosto as aeguiotes particularidades :
a Segunda-feira 7 de agosto, os eleitore; de S.
Luiz sao chamados para eleger um representante ao
congresso. Douscandidatos principaes estavam em
campo ; Mr. Kenney proposto pelos whigs e o-coro-
nel Renton pelos demcratas.
o Nesse mesmo dia o Anzeiger del li'ettent, ga-
zolla allemia muiln popularisada em S. Luiz, pu-
blicava um arlign violento com o fim de reanimar o
zelo ilos partidarios de Mr. Benlon.
Este artigo exasperen contra o coronel lodos os
partidarios, que seu adversario lem em S. Luiz, e
sua derrota tornou-so enlao inevilavel. Era impos-
ivel que urna luto (ao ardcnle lerminasse pacifica-
mente ; que os vencedores nao se enlregassem a cx-
cessos de prazer, e o partido vencido nao procurasse
desabafar de um modo qualquer o despeilo de sua
derrota.
A FAMILIA ALBKY. (*)
Por Paulo Mnurice.
PR1MEI RASPARTE.
O duellopelairmlla.
VI
(Conlinuaclo.)
Depois deste longo e lahoriosp discurso. Pedro en-
ngou o sunr dff fronte, e Daniel senlindo-e loca-
I" iiiliinaiMaiOe respor.deu-lhc^u^brainliira :
Son obrigado a observar, que o scnbor ensa-
na-ealgum lano. A falla rcpar.ivcl B involuntaria
de que pode aecu.ir-me para rom sua irmaa nao he
a meus olhns mais do que a occasiao dcsle duello. A
causa he o insulto voluntario e grave que recebi de
sen irmao, c qu iienliiim liomcui honrado poderi
Mpporlir. Assim a quesiao deve lermiuar-se entre
sou irmao c mim, e se sinto recusa-lo, crea que cni
lailo caso minbas lestemuiihas e mesmo osenhor Na-
talis Auhry nAojne pcnuitliriam obrar ilc outra ma-
neira.
Todava he impossivcl que meu irmao se bata !
eirlainou Pedro.
_ Ah : senhor disse vivamente Daniel; sua ac-
e*) dcii.ada, einb-ira rcspeilavel, aulorisa-me a
aparlar-me da referas ; permitla-me que Ihe lembre
que n.ni .lepL. i... de meus amigos nem de mim que
ato cnlliclo livclse oulro resillado, um rcsullado
ao mesmo lempo pacifico e honroso. E aerescento
que mesmo sobre o terreno eu estarla disposlo a nao
moslrar-me mais exizente.
Nao, Natalis nao se preslaria a isso! Cibou-
reau nao se prestara a isso! Tomn Pedro menean-
do a rabera.
Enlao, senhor, que pusso fazer? disse Daniel
sercameule. ,
Nao ubj.wI.i he impossi1el que meu irmao
e lala 1 reptil,, ptdro rom mais energa, e agarran-
() Vid* Diario u. 227. "
4. O as-ncir, farinha, arroz, caf, tanaca emais
arligos de peso, pagarAo por cada rcm arralis 20
res por mez de armazenagem, c 60 res de lingagem
d entrada c saluda, exceptuando us mineraes, que
so pagaran rei por cada 100 arralis.
.i. A caixas, barricas ou ranastras de vinho/li-
cor.ou oulros lquidos, pagara* de'cada 12 garrafas
i res por mez de armazenagem, e 10-reis de lin-
gaceni por entrada e sabida.
g nico. O mez de armazenagem se devera contar
por luteiro depois do dcimo quiulo dia. Nao exce-
dendo ao dcimo quintadla pagar gmente melade
da armazenasem del mez.
Arl. ti. Os gneros e mercadorias, despachados pa-
ra consumo, somente serao obligados a pagar os di-
reilos de armazenasem ilepois de lindo 1 anno da
sua entrada as alfaudegas ; scrAo comludo sujeilos
aos direilos de guindaste e lingagem, establecidos
nos iliilerenles nmeros do artigo .">.
Art 7. O eslado be responsavel pelos ohjcclos de-
posilados, salvo cm rasos imprevistos ou incnl-
paveis.
Arl. 8. As alfandegas permillirao, livre de qual-
quer direilodc rcexportai;ao, o embarque em embar-
raroes de qualquer lote, comanlo que sejam de co-
bcrla, dos gneros e mercadoiiasem deposite.
do fortementc no braco de Daniel, obrigou-o a pa-
rar, dizcndo-llie com ar feroz :
u "~ ?';*' senl,or- *> vamos mais adianle. fallei-
Ihe polidamcnte. roguei-lhe. E he baldado .manto
me lem dito. Sequizessc condescender comigo adia-
ramos fcilmente millas toslemnnhas, c depois que
venemos combatido, ninguem, nem mesmo Nata-
lis lena mais o direilo de pedir satisfago pela mes-
ma causa. Concebo que o senhor preferc ter esse
menino por adversario; mas nao quero que lirem
meu irmao a inhiba mili! Agora tenha cuidado! Se
para obriga-lo a dar salisfarao a gente fazse mister
urna injuria grave e Voluntaria como o senhor dizia
advirln-odeqiiciiilu a arci esperar muilo lempo'
Tenha cuidado, senhor! respondeu fria e fir-
memente Daniel, este violencia indina de mim, c
indigna do senhor, com a qual ameaea-me poderia
mudar as dispo-iciics com quevenhu "a esse duello-
mas nao mudara a con,liciies do mesmo. Eu com-
bateria primeiramenlecom osenhor seu irmao, que
insiilloii-mc piimeiro, e se sabisse com vanlagcm te-
ria depois a honra de combaler com o senhor. Mas,
sendo assim, creio que seria menos dcsairoso para o
senhor, esperar para provocar-me o desenlace do
primeiro combite. E Iranquillesc-se cu faria por
poupai-mc para o secundo.
Daniel anda nflo linha acabado
pobre Pedro sculia-se dominado:
linha ahalid osb. arrebatad
nba extinguido ii nlhar Teroz,
zo linha subjugado a hrnlalida.le do nstincto.
fcsiao dando oiln horas no Luxemburgo, tor-
nTnliml'' ',,IC"le ^"^ El,e nus per.m, ra-
IVdro caminhou silencioso e envergonhado ao la-
surdainnl : ,n""1' ^a"* '"'"""^ "'curando
Que dir meu pni ?... Promcltilhe.... Elle me
Mas quando levantando a cabe?,, vio-e apenas
Irezenlos ptmm ,if,,an,e dll gra0Ci ,, J* JJ
para cln-gar mais directamente parecen querer dei-
xar a na de arvores parallela, Pedro lornou a ri-
lar, e desla vez c,.....una especie de desespero-
Tanta peior! be nnpossivel que meu irruaose
Com efieito, s cinco horas da larde (ravando-sc
urna qnestao enlre dous grupos inimgo, dizean que
um Irlandcz den urna Tarada em nm Americano, e
fugio immedialameulc dcixando a victima nos bra-
cos dos que o cercavam. Este aconlecimcntn foi o
signal de um combate gcral e de alguma sorle ins-
tantneo.
a Km um momento, diz o'lnlelligencer, (odas as
tabernas das roas do Bergen e Oreen, da avenida
Washington e da Leve, entre as roas Cherry e Lo-'
eusle foram atacadas com mais o* menos successn.
Em toda a exleiuao da ra de Hergau, enlre a ra
Main e a Leve, nao ha um s botequim. cuja fren-
te nao fosse demolida e os movis feilos em peda-
eos. A mullidao linba-sc munido de machados e de
oulros instrumentos do mesmo genero, lirados dos
vaporea amarrados as vmnhanras, e com estas ar-
mas improvisadas he que ella se precipitava sobre
as portas, vidracas, cm urna palavra sobre todas as
partes das casas, que podiam fcilmente ceder aos
primriros assallos.
o Falla-sc de qualro ou cinco morios ; quanlo aos
ferdos nAo podemos ainda calcular o seu numero ;
mas deve-se receiar que cifra das victimas seja
bastante alia pelas vivas descargas de mosquetera
prolongadas por duas horas e repelidas i noile de
lempos cm lempos.
a A cada momento via-se ama tropa dirgir-se da
Leve para Rroadway, levando em seos brac,os nm
infeliz horrivelmenle mutilado, e elijo sangue dexa-
va um Iraco sinislro ao longo das ras.
Tres individuos j morreram de suas feridas,
entre elles um francez chamado Jos Arnot ou Ar-
nold, que havia chegado lia pouco de Chago,
quo*a curiosidaqj smenle linha levado para o meio
dos combalentes. O numero de casas demolidas be
decincoentaa sesseola ; mas como, a maior parte
dcllas era de madeira e bstenle velhas, a perda nao
exceder sem davida a 60,000 dollars.
L-sc na mesma gazela de 16 de agosto:
Na noticia que, em Meso ultimo numero da-
mos da desordeus, que acabam de icr lugar cm S.
Luiz, linhamos dcixado o povo furioso por cincoen-
la e qualro horas de lula e de excessos, obstroindo
as ras, procurando novas armas e parecendo preoc-
copar-se muit* pouco com os esforjos impotentes,
que a polica faria para o conler.
Tivemos estas noticias al quarla-fcira a urna
hora da manhaa. Desde esse momento toda a com-
municacao lelegrapliica linha sido interrompida en-
lre aquella cidade e Cincinnati. Sabamos apenas
que a agilarao-nao linha sidb comprimida, e que a
cada momento os hosplaes e as priscs abriam suas
porta para receber morios e feridos, ou agitadores
presos'em flagrante delicio.
Em seu numero de quinta-feira 10, o qoal nos
ehega boje, o Demacrat de S. Luiz contina a nar-
racAodaquellas scenas lerrivcis:
a llnntem noile, diz elle, depois da lerrivcl re-
ovatao dos combales, logo que se espalhou pela c-
e
Fourlh, arrojon-se para a secna da desordem com
gritos e rugidos medonhos.
Estes massas furiosa, correndn rpidamente as
ras, disparando no ar a pistolas e faieodo ouvir
contra os Irlandezes as mais terrivei imprecarnos
emquanto se tocava rebate, odereciam umesperla-
colo verdaderamentc terrivei, parVinspirar o terror
a parle tranquilla da populacho, e fazer receiar que
o sangue j* derramado nao fosse mais que nma golla
visla da torrentes, que iam correr. Todava ao
amanbecer do dia ( quarla-feira ), a ordem eslava
scralmenlG rcslahclecida em toda a cidade.
Aulxnu-se de manha em todas as esquinas das
ras urna proclamadlo do mairc How, ?ppollandn
para os ridad.los, afim de auxiliar a autondade em
restabelecer a ordem, e annonciando-lhe que ao
meio dia Invera no palacio de jwHea umfmeeting
geral de todos os parlidos para discutir as melhores
medidas, que se devia lomar. Esla reunio foi mui-
to numerosa ;os negociantes, os mestres deeflicinas,
finalmente todos os que silo directamente inleressa-
dos na prusperidade e no boca renome de ama ci-
dade, o quaes toman nos Eslados-Unidos t nome
de liomons volidos da communidade, dirigiam-sca
esse meeting animados das melhores inlcnces. Dc-
cidio-se, I", que o corpo de policio fosse abolido ale
segunda ordem ; 2., que as vendas de bebidas es
piriluosa.s se fechassem s qualro horas da larde ;
3., finalmente que os cidadaos se abslivessem de
reunir-sc as ras, o que se esforrassem cm remo-
ver os meninos de (odas as pracas publicas.
As ultimas noticias aleancam al sabbado, 12 de
agosto, pela manhaa. S. Luiz ficava em calma ; o
coronario conlava os morios, a jostica entrava em
avetlgantjDM. Perlo de mil volntenos rondavam
em palmillas continuas nos qnarleires mais perf*-
gosos; as irmaas de caridade prodigalisavar.1 seus
cuidados a urna infinida I> de feridos j os proprcla-
rios e mcrcadorescalculavam suas perda e todos fi-
nalmente lameutavam amargamente os daos dias
dessa furiosa saturnal, que tinh impcllido os cida-
daos unscnnlra os onlros. a
(Journal des DebUs.)
UfPWn.
lombardo deorgem, munido de nm passaporle ame-
ricano ; G. Eiimenelgilde Trente e G. Pozzo de
Mantua, ambos portadores de passaportes sardos.
Prcnderam-se oulros qualro individuos sem papis.
Airma-se que uestes ltimos individuos appreben-
deram se papis bem compromellcdores; mas Indo
islo nao passa al agora de boatos.
O que he cerln he que as soriedades de alinde-
res, agitaram-se com a prisao doarmeiro Fiscfier, de
Coire, efTecluada depois da descoberla das oilenla
espingardas cm sua ollicina, causando maor sensa-
(Oo por adiar so elle em Zurich assislindo ao exerc-
cio cantonal, que lem lugar cada anno. Por islo
aflirma-se que um protesto concebido cm termos
bem enrgicos tei dirigido ao conselho execntivo do
canto dos Grises, sendo assignauo por muilos ir-
maos d'armas de Fischer. Esta pelicao se exprime
rom muila acrimonia sobre o procedimcnlo do con-
selho federal, que ella accusa.de um zelo excessivoc
intempestivo pelos inleresses da Austria.
(l'resse.)
INTERIOR.
dade o boato de que o sangue ainda linha corrido,
qnc outros cidadaos cstimaveis acabavam de ser
morlos.o furor inflammou-se no coracao dos Ameri-
immensa reunida na ra
canos, e urna mullidao
de fallar, e j o
I allilude serena
lo, o odiar altivo li-
e o ascendente da ra-
bal.. !
Ecom osbrajos cruzados collocou-se resoluta-
mente dianlc de Daniel enlre as arvores e o tosso, e
com suas largas espadoas, e com sua vonlade absur-
ua. impedm loda a passagem ao manceno.
NJo o atararci, disse-lhe, porm para dar mais
um pasto sera preciso que caminhc sobre meu corpo.
Daniel compreliendeu com que bomem Iralava :
mas nao poda sentir colera nem desden A visla des-
se inucxivcl afinco, que nao deixava sua idea ni-
ca, assim como um cao nao deixa o osso que co-
meca a roer. '
A lemi disto que se poda responder a um argorr.en-
.. dolado .te lacs msculos, a um raciocinio dees-
latera atldelica !
Daniel tomn o purlido de rir, c dise
Bofe, senhor, coiifesso.lhc que nao eslou de
humor para traVaruma lula desigual c ridicula. Lo-
go que ha forra maior. reliro-me. Tcrci a honra de
escrever boje ao senhor scu irmSo para informa-lo
do que passou-sc, invocando, se for preciso, o leslc-
munhodc sua Icaldade. Elle decidir, a respeito.
Dame sandou a Pedro, e relirou-se deliberada-
mente. De.la vez su o Tacto poda vencer o neto, a
lgica do querer ,1c Podro tei desmontada pela lgi-
ca da aceto de Daniel. *
Oh! senhor! senhor! gritou elle.
E com ar sombro,
acrescentou :
O caminbo esl livre!
Que bou. bomem elle er so ; dzia comsigo
Daniel pensativo; mas na realdade elle m'o deixa-
va mais livre ainda agora!
No me.mo nstenle Gibourcan baten no hombro
de Pedro, o qual abaixou a cabera como um estu-
danle apanbado em falla.
Quefazem vosss aqui? pergunlouGibourcau.
lia cinco minutos que os vemos dalli sem podermos
adevinliar nada.
Haya 4 de setembro.
Kneerramento da sessao dos Estados Gfaes.
A sessao das duas cmaras legislativas tei fbje en-
cerrada pelo miuislro do reino com as formalidades
do eslylo. O Sr. Van Rceer introdnzido na sala
das dclibcracOes por urna commssAn composla dos
Srs. Van Oodermenten, Eloul, Van Soulerv.onde,
Ins nger, Van Kranrk, Van Rbemen, Vaa Rhe-
niensbuizen, Winlgens riloofl, Van Benlhuzen e
Van Eck, collocou-sc dianle do Ihrono e arenun-
ciou o discurso seguidle:
Senhores.Por ordem do rei venho enlre viis en-
cerrar a prese n te sessao dos Eslados-Gcraos e agra-
decer-voso zelo, que descnvolvesles no examc dos
inleresses do faiz.
Convencido de vcasa dedicacao cm (aerificar \os-
so lempo, vosso repouso, quando essas inleresses o
exgem. O rei tcm submellido com confianra a
vossa deliberacao diversos projeclos de leAavWna
do qnaes &\u bem importantes, r posto qucaSfesAn
se tenha asim prolongado, seu resullados teram
igualmente mullplos c importantes.
Assim promulgaram-se Icis relativas ao auxilio e a
conduela do governo da India hollandeza, para exe-
cutar-se 6 artigo 5 addicional da consliluicao. No-
vas resuluces Icgislalivas sobre o direito penal subs-
tituirn disposiees caducas e contraria s ideas
acluaes-
Com vosso unnime assenlimenlo inlroduziram-se
na lana dos direilos de imporlacao, de exporlasto
a de transito, modifiracoes exigidas pelo descnvolvi-
mento do commcrcio. Pelo reculamente do syste-
ma monelario as Indias c pela indicacAo dos meios
necessarios ao seu reslabelecimento, satisfizeram-se
as legilimas exigencias da equidade e do inlcresse
bem entendido da mi palria e das colonias.
Deslcs largo apoio ao comcroc ao progresso de
obras de ulilidade publica, e sustentastes enrgica-
mente o governo em seus esforros para Irazer a
prosperidade geral por meio do desenvolvimento da
industria e do espirite de empieza.
* Nao he preciso, senhores, lembrar-vosas difte-
renies leis promulgadas alcm das que ha pouco fal-
lei, para contar esta sessao no numero daquellas
que fornm ricas em resullados, aiuda quando se po-
desse deplorar, que o lempo nAo livesse permitlido
examinar alguns projeclos elaborados, sobretudo
aquelle que lem por fim reformar o entino medio e
primario,
Se volvermos os ollios para os Irabalhos aca-
bados, podemos regosijar-ns de que esta sessao deu
urna nova prova de que, na assembla dos estados
geraes da Hollanda, as qucslOes as mais imprten-
les, ainda mesmo no caso de lula de opiuiAo, sAo
(raladas com um intercale ardenle eao mesmo lem-
po com calma e moderarto,e podemos reconhecer
com salisfarao o privilegio com que. proseguindo
com perseveranoa, temos levado DOMO* Irabalhos a
nm feliz acabamento.
o Possam elles, debaixo da bencto do omnipoten-
te, dar rico frtelos A palria.
Em nome do rei declaro encerrada a preseulc
sessao dos Eslado* Geraes.
RIO DE JANEIRO.
SENADO /
Sessao de 19 de costo.
Lida c approvada acta-da antecedente, o piimeiro
secretario d emita do sesuinte expediente :
Um officio do secrelaro da cmara dos depulados
que acnmpanha a seguinte proposcao.
Arl. |. Compele aos Iribnoacs do commcrcio o
julgamenlo em sesunda instancia das causa com-
merciacs com airada al 3:0003000. Nesta jurisdic-
glosao comprehtndido*o* commercianles matricu-
lados e nao matriculados.
O. trihuaacs do commercio, para julgarem em
segunda instancia, se comporao dos seus membros
ordinarios e de mais Ircsdesemhargadores na capital
do imperio, e dous as provincias, os quaes serao
designados pelo governo d'entre os da respectiva re-
lacao.
, a A forma do processo para o exercirio desla nova
urisdici-ao sera estabelecida pelos regulamenlos do
governo.
Art. 2. as provincias onde exislirem relaees
serao etlahelecidos Irihunaes do commercio, se o go-
verno julgar ronvenieule.
a Arl. 3. Para julgamenlo das causas rommer-
trac;ao do objeclo ou empreza que ella tema a si, e
c-insequeiitemenle da quesl.lo bancaria, que se lem
aggajegado, a meu ver, inconvenientemente.
Todo objecto licito pode servir de materia para a
assocarao em commandila ; supponha-se que ha in-
convenientes cm que ella encarregue-sc de opera-
ote* bancaria, seguir-se-ha d'ahi que deva ser inu-
tilisada ou inhibida de produzir lodos os oulros ser-
vicos e melhoramentos? Convcnho em que as opera-
rnos bancarias formam urna enlidade especial, que
em casos dados podem demandar cnudires particu-
lares no inlcresse do eslado. Examino-so cntao a
materia em sua plenitudee nflo por modo incomple-
to, nem inululando injustamente nm instrumento
fecundo s porque se julga que elle nao deve ser ap-
plicado a um objeclo especial, e tanto mais quando
sto forma urna outra queslo dslncta, e de summa
gravidade.
Em materia lio importante, Sr. presidente, pro-
curei ver o que lem estabelccido a experiencia e o
saber dos povos civilisados. Nao eonlenlei-me cm exa-
minar as disposicoes dos cdigos comparados pelo
Sr. San Jos, fui ver outros tambem mais modernos
que nao foram por elle compilados. Enconlrci a fi-
nal um peso de aulnridade irreaiilivcl. Scoutr'ora
houve opinioes que duvidavam das yantagens de se-
melbanle associacilo, boje a qucslao parece deGnili-
vamenle decidida por um assenlimento, direi quasi
universal, pois que he de quasi lodos os povos civi-
lisados: assim alteslam'as leis comnierciacs da Fran-
ca, Blgica, Hespanha, Reino de aples, Reino
Lombardo-Veneziano, Wurtemberg, Hungra, Hol-
landa, Sardenha, Prussia, tilias Jonjeas, Austria, va-
rios dos Estados-Unidos e-Russia. Portugal mudou-
Ihe o nome pelo deparceria e admillio a mesma
enlidade.
A' excepto de estados secundarios, cojas legisla-
coes rommerciaes sao incompletas, pode dizer-sc que
s a Inglaterra lio quem lem deixa.Iq de adherir
(ementante principio, e actualmente parece que el-
la mesma vai admilli-lo.
E donde proven, senhores, esle aecrdo gcral ?
He o fructo do Irahalho. dos sabios, o resultado da
meditarao dos governos, consagrado em Jeus co.l-
intelligencia e dos capilaes nao ha riqueza, prospe-
ridade o poder para os oslado--. _Esas duas for,,*,
isuladas produzein pouco, reunidas loruam-se poleu-
cias prodigiosas. A sociedade cm commandila he
quem melbnr que oulra qualquer fecunda vessa
veilar seu til servir), a diminuir a pooibiHdadeda
abusos.
N.16 hesilarci em dar o meu voto medida a que
alindo, islo he, ao aclo legislativo que determine
que as sociedades em commandita, cojo fundo exce-
der de somma determinada, para, poder dividi-
la em aeros sejam obrigadas a pedir previa antor-
sacto.
Emquaiilo, porm, nao constituir-te esse preceito
que julgo conveniente e que lem sido adoptado por
alguns 'cdigos, enlendu que cumpre retpeilar o*
principios, por itso mesmo que a lei que teme* nto
os contraria, como passo a demonstrar.
A opiniAo contraria que sustento dedoz seo ar-
gumento do art. 297 do cdigo commercial. Exa-
minemos o artigo. A primeira parte della diz:
a O capitel das sociedades anonymat ser dividido
em acones islo he, em parles uaes. Sem des-
conherer que as acces sto quinhe .Iguaes apro-
piados transferencia, notarei qoa) a disposiro
nao be nm privilegio, nem lao pouco destinada o-
mente a facilitar esse transferencia. Independente-
mente do caso de *nvolver-se na empreza o valor
de urna invencao, o uso ou aliena;to de urna mina
ou a exigencia de gralificasoes para Irabalhos pre-
vios, o que ludo demanda da administrado alten-
cao especial sobre as proporfas restantes para o
exilo da empreza, ndependente disso, oulras coati-
deracoes demandam urna base c regra de apreciarlo
rommum para regular os direilos dos aocios na vo-
lacao, nos dividendos, na liquidactojetc. Bastara,
repito.este complem de consideraces'para que islo,
que pode ser deixado liberdade eommanditeria,
devesse ser sempee nm preceito na sociedade ano-
nyma.
Asegunda parle do arligo declara os diversos mo-
dos por que pode realisar-se a lran(fereucia.
Passemos seccao da sociedade. em commandila.
Aqui o cdigo nao diz te o fundo commandilado
pode ou nao ser dividido em acetes, Nem era pre-
ciso que o cdigo dssesse, porque isso depende da
empreza e da liberdade convencional. Certamente
se o proprietario de urna fabrica declarando-se ret-
ponsavel qoer nssociar a si nm induslrioto e ura ou
gos? He porque rcconbeceranj que sera a uniio da ,dous prestadores de fundos, se elles enlre ti cencor-
; uniao. complete o capitel quando cmliora ji rcuni-
ciacs em primeira instancia serao nomeados juizrs de
direiloesperiaes na capilaes onde funreinnarem os
Irihunaes do commercio.
Arl. 4. Ficam revogadas as Icis cm conlra-
r0- M.
Paco da cmara dos depulados en 18de agoslo
de 185*. l itennde de Baependy, presidente.
Francisco dt Paula Candido, primeiro secrelaro.
Francisco Xavier Paes Brrelo, segundo secreta-
rio.
A imprimir nao o estando.
O 2." Secretario l o seguinle parecer :
o A commissflo de marinria e guerra, para emillir
um juizo sobre a proposito da cmara dus depula-
dos niilorisand.i
Suissa.
As gazetas mistas se oceupam com lomamentos de
arma e munires feilas nos cantes dos Grises e
de Tessino, e que havia razes de c crer, que ellas
cramdestinadas a favorecerem movimenlo na Lom-
bardia. O Alpenbot, gazenfde Covre, diz que alcm
do armeiro Fischer, prenderam-se como cmplices
no niesmn crime a um individuo chamado Gheza,
o lugar do
l-yi
encontr, parti ,-uliaiiler
Durante o caminhn Pedro nao descerrou os den-
les, Giboureau perorou Ibsinho sobre as vauteeens
de conservar-se nllexivel em um primeiro .lucilo.
Daniel tei com seus amigos o que era de ordinario
alegremente serio, e levemente zombeleiro. Nao se
fallnu do combate tcniio porquc'I.uciano perguntou-
Ihe se os a.ulorisava a renovar ainda as tentativas de
conciliaco, ao que Daniel nao se oppoz.
No fim de 2(1 minutes elle fez parar o carro c am-
bos dcsceram. Eslavara enlre Vaugirard a Issx :
dua ou tres carretas branca de horleloes e alguna
lencos encarnados de camponezas animavam apenas
ao longc a estrada pulverulcula.
Por aqui, senhores, disse Daniel.
Entrn em urna pequea ra de apparencia mui
triste c (oda formada de muros, mas que desembo-
cava depois de ahumas xollas oni un pequeo bos-
que fresco,"solilario e perfumado.
No fim de iluzentospassos cnconlrou-sc um claro,
e Daniel disse :
He aqui.
Luciano o llenrique tomaram eolio parle Pe-
dro e Giboureau, e conreriiam brevemente rom el-
les. Daniel ficou s durante dous ou Ires minutes
e com um esteren pungente, cm presenea de Natalis, mas nao olbava para elle,
olhava de longo para Pedro, que esteva upprjniido e
sombro, e elle orplio di/.ia comsigo cora dlr a-
maiga:
Ouando um merabro esl docnte, as energas
de Indo n corpn parecem conspirar para rura-lo e
preserva-lo. A familia nialo imita singulannente a
uatureza-!
iuboureau voljou para Natalia edissc-lhe algumas
palavras ao ouvi.lo atlcrlaudo um riso desdenhoso.
todava creio em ronscieucia que poderias acei-
ar io, insinuou Pedro approximando-se.
Mas Natalia olhando para Giboureau. respondeu
vivamente, e em lom ata alio para ser ouvi.lo de
Daniel < de suas teste muidlas :
Nao nao nada tenlio que retirar, nem que
ilerua>ar A causa que defendo be lisia, e u direilo
esl.i lod.i de ilion lado.
.Summum ju, Luciano lornou em meia voz
governo para pastar primeira
ciaste o lenle reformado Jos Xavier Pereira de
Brlo, carece dos entinte* esclarecimcnlos, que de-
vera ser pedidos ao governo pelo ministerio da
guerra :
1. As notes constantes das relaees semeslraes e
relativas ao tenente Pereira de Brito.
o 2. Quaesquer informaees constantes de ofli-
cio e ordens do dia dos presidentes de provincias, ge-
neraese oulros commaudautes de torcas na provin-
cias de S. Pedro do Sul e Peruamhuco durante o
lempo cm que a Irauquillidade publica se achava al-
terada.
Paco do senado em li) de agosto de 18.">i. Hol-
landa Caialcanti.M. de Caxias. M. F. de .S'. e
Mello, n
F'oi approvado.
Procede-se ao sorleio da deputecao que lem de re-
ceber o Sr. ministro dos negocios da juslica, e saliera
eleilos os Srs. Angelo Munz, Souza e Mello, c"Vi-
veiros.
Passaii.lo.se uniera do dia, sflo approvadas, em
jrimeira c segunda ditcussio, para passarem a Icr-
ceira, a proposiraoda cmara dos depulados appro
vando a pensto concedida a D. Marra Flippa de As-
sis ; e cm segunda a proposcao do senado apresen-
tada pela commissAo de consliluicao autorisandn o go-
verno a conceder caria de naatoralisacao a Emilia
Eulalia Nervy.
Annuniia-se achar-se na anle-ramara o ministro
dos negocios da juslica, he inlroduzido com as for-
malidades do eslylo, toma assento, e proaegne a se-
gunda discussodo arl. 3 e seus paragraqhos do mi-
nisterio da juslica. da proposla do governo c as e-
mendas da cmara dos depulados fixando a despeza
e oreando a reccita para o anno de 1850 a 1856.
Depoi de fallaren! os Sg. Moctezuma e mnislro
da juslica, o Sr. Pntenla Wcno exprime-ss nos se-
guntes termos:
Sr. presidente, lem tanto alcance a qucslao sobre
as sociedades em commandila, originada de urna rcs-
peilavel opiuiAo manifestada no senado, e agora con-
firmada pelo nobre miuislro da juslica, pode ella
xercer lana influencia sobre o desenvolvimento
industrial e riqueza do paiz, que julgo do meu de-
do nao he suflioiente : he quem chama para nova
vida e aclvidadeos capilaes esteris ou (tormentes
do negociante j rico que anda quer arriscar parle
de sua forluna, mas nto loda.
O pequeo capilalisla, o funecionario publico, o
industrioso ferlilisam por meio dola suas pequeas
sobra ou economas. Sita espln i de aclividade,
in.'irmanle nos lempos modernos, nao limita-fe. a
coadjuvar o fabricante, o mineiro, o armador; alera
dessas emprezas particulares ella roalisa mclliora-
iccnlns pblicos de valor subido.
Algn pensim mesmo que as sociedades anony-
mat. por isso mesmo que sAo no lodo, xrcpewuaes,
devem ser reservadas para as emprezas que exigem
llo grandes sommas de capilaes que n.'.o seja fcil
ou mesmo possivel reunir por meio da rcsponsabili-
dade indefinida. Desde que poda obler-se essa res-
ponsabilidadc, embora a somma precisa seja .impl-
la.la por fundos commandila.los, cnteu lem que as-
sim os socios, como lercciros, c o xito das empre-
zas, lem ntaiores garantas.
Com elTeilo, a sociedade cm commandila, salvo o
examee .'intensarlo do governo, de que depois falla-
re, offerece nao s vaitlagens iguaes s que a socie-
dade anonxma ministra, mas ainda outras impor-
tantes. Na sociedade anonyma, a capacidade daj
admiiiisIracAo pende da evenlualidade da eleicAo,
da aeajtacjte ou nao do mandato-, naquella a adminis-
IraeAo ha de ante me conltecida, e responde por
loda a sua forluna : se nao offerece garantas em re-
gra nada obter.
He incontcslavel que as sociedades cm comman-
dila tcm realisado imporlanlissimos servicos que
*cm ellas nAo leriam sido oblidos: algn che-
gam a denomina-las alma da industria e do com-
mcrcio. ^
Islo explica o porque os governos illuslrado, em
vez de pear sua aclividade, lem pelo conlrario dila-
tado o emprego de sua forca.
Pode di/.er-sc que a gencralidade delleslcm reco-
nhecidoa vanlagcm da divsao do fundo commandi-
lado cm acces. como atteslam os cdigos da Franca,
da Hespanha, aples, WeTtembera. reino Lom-
baxdo-Vcnezi.-ino, ilhas Jnicas, alguns dos Esla-
dos-L'nido, Sardenha, Russiae Hungra, rom a dif-
ferenca de que estes tres ltimos exigem previa
autorsacao do governo.
Alguns dos oulros Estados que nAo tezem menco
dessa diyj vera dar no mesmo xcsultado.
Deduzindo eslas observaees, nAo ignoro que o
senado sabe melhor do que eu quaato lenho exposto;
faro-o porm para chegar s concltises a que me
desuno. Em verdade, quando vemos que os Esta-
dos onde ha capilaes accumnlados que podem Irium-
phar de reslricccs iiiconvcnienlcs; quando vemos,
digo, que elles desemharacsm esse precioso instru-
mento dos inelboramenlos o riqueza publica, devo-
remos nos forjar a inlelligencia da le para impedir
dam em urna divisAo de inleresses, para que oeste e
era casos semelhantes dividir o capital em acces :
pode nem intenees haver de transferencia. Pelo
conlrario, se. a empreza be, poreicmplo, a abertura
de um canaUou oulra que porque nao ptrmillir sita ilivuWem ac* e a trans-
ferencia por inscripcAo no^egistros(j!ia1,condico
necessaria para resalva a observanci^e algumas
ouiras disposi?oes do cdigo ?
Declaro que nto vejo nenhom motivo para seme-
Ihanle probibicto, mrmeute depois de recolhido o
fundo integral, a nao ser o intuito positivo de res-
tnqj-ir ou de inulilisar o uso da associacSo, e islo sem
razao justificada.
Diz o nobre ministro.: a Nao pode distender-te a
disposicao doarl. 297em favor dasociedadecm com-
manlila, porque essa .disposicao he especial socie-
dade anonyma.
Perde o nobra-nrtnislro que eu diga que a razio
dada,a raen ver, heno todo improcedente. O c-
digo expressou em relacao a cada urna das sociedades
aquillo que Ihe era esscncal, aquillo de que nao
podiam preteindir, por oulra, expressou as rslricces
mpottas liberdade das coiiveucoes ; dalli porm
nao se segne que o que he essencial a nma conven-
cAo nao possa ser accidental a oulra desde que nao
altera sua italureza nem be prohibido pela lei. Jul-
go mesmo argumento muilo pergoso j contra a l-
gica, j contra as liberdade publicas. Porque ? Por-
que o art. 297 disse que o capitel da sociedade ano-
nyma deve sar dividido ero acrocs, segne-se por ven-
tura que por isso mesmo prohibe que o capital da
sociedade em commandila-steja assim dividido ? Cer-
lamenle nao be cenclusSu.
Quer S. Exc. ver o resultado desse melhodo de
argumentar 1 He que nos eslatulos da sociedade
anonyma nAo se podcr.i convencionar a diatolucto
por mutuo conseuso, embora baja perdas, embora
uto se prejudique a lerceiros, smente porque dispo-
sii.ao anloga pcrlencc ao cap. 3-. especial s socie-
dades coinmerciaes; pela mesma razo nao poderi
ulilisar-se da* previdentes disposiees dos arlt. 345
e 3i7 sobre a liquidadlo : a sociedade em commandi-
ta em nenhuma hypolhese poder admillir um torio
puramente industrioso, porque isso perlence a ou-
lras especialidades.
Parece-merf Sr. presidente, mais lgico a oulro
argumento que allega conler o art. 297 bm privile-
gio. Se esta opiniao pudesse ser sustentada seria
sen duvida procedente. Nao be porm privilegio,
porque privilegio, lie eireprao da lei comaaum, e a
uossa lei commom be a pienitude do dire]R-de*pro-
pric.ladc, a liberdade da convenees, he a Ihese que
ninguem he obrigado a fazer ou dexar da fazer al-
uma cousa sent em virtudc da lei ; he liberdade
civi.l e commercial muilo importante eque o gover-
no sem lei nao pode quebrar seiit> j*f .um aclo de
dictadura.

ver enunciar minha humilde opiniao, nao porque | que um paiz novo possa dcsenvolver-se e prosperar '.'
presuma que ella baja de esclarecer a materia, mas
para que ampli>ndc-se a discussao delucide-sc i.i .
valioso assumplo quanlo elle merece. Para tornar
bem clara minha opiniao, e examinar o que a so-
ciedad* era commandila he em si mesma, farei abs-
Naila ha que dizer-sc a
Daniel leve piedad* do embararo de Pedr
disse: ,
O senhor e eu linbamo julgado que o ponto
marcado para a re.....Ao era desle lado da barreira.
Knlao dingiram-se logo para o lugar em que esla-
vam Natalis, llenrique e Luciano. Os don adver-
sarios audaram-se, e depoit cada um subi em un,
carro de aluguel com suas festemuohas. A carroa-
Danicl sorrindo tristemente,
isso, legislador futuro!
Depois tirn immedialameutc o redingote c fala-
lis fez o mesmo.
Esperem, senhores disso Giboureau. Conven
saber de que armas se hAo de servir. Eu Irouxc ll-
reles, c estes senhores trouxeram espadas ; qtiercm
que lancemos sorles ?
A sorte decidi pelas espadas. Nalalisc Daniel lo-
maram rada um una e cullocarani-se em defeta tim
lauto paludos, mas firmes e resolutos.
i.iii.iiiiln as espadas se chocaran), Pedro que eslava
alraz de Natalia pareceu vaclllar ; mas depoi ani-
mou-se, e licou immovel e semelhaule a pma esta-
tua. Apenas algumas golas de suor cirriam-lhc pela
fronte descoberla.
Nalalis manejaxa vigorosamente a espada, Daniel
conlciilava-sc ao principio de apanir-lbe os golpes;
mas depois embarazando com um geilo rpido a
aima do adversario, fO-la sallar cinco pastos distan-
te. Enlao ahaixando immediatamente a pona da
sua. npresenlou pulidamente o punlio a Nalalis.
llenrique que apandara a espada cabida, appro-
ximoii-sedizendo :
Osenhor Aulirj foi desarmado, o combate de-
ve tenar".
A estas palavras Giboureau fez una careta, Nalalis
baten com o p, leudo o fugo da culera e do OTgullio
nos olbos, c disse com os denles cerrados :
Acato o senhor Daniel quer ainda fazer-me a
injuria de poupar itic '.'
Oh de nenhuma sorte, senhor, responden Da-
niel com algnma irania.
I-.ni.v, prove-mc isso? lornou Nalalis pnudo-se
de novo cm defeca com a espada convulsivamenlc
aperlada.
llenrique. d-mc essa arma, disse Daniel sua
Icstemunha emiint lom que nao permitlia replica.
llenrique nbedereu erguendo os hombros, e o com-
bate lornou a Iravar-se.
Nalalis alarava con unta especie de furor, e Da-
niel roiilinuava smenle a aparar Ihe o golpes ; po-
rm nao era lAn senhor do jogo que as vezes a res-
posta nan se seguste irretislivelmenle. Enlo elle
inli'iiioav.i o braro com loalt a forra. Mas ao mes-
mo lempo a inexperiencia de Natalis moilas vezes
E porque '.' S porque pode haver abusos, ou por-
que unta sociedade em commandita queira incum-
bir se de operacoes bancarias, no que cnlcnde-se
haver inconveniente. Nao, oque compre be. cm
vez de quebrar o instrumento, regularisa-to, apro-
0 mais que o governo logicamfte pode dizer he
que a tei expressajnenle nem consenlio nem prohibi;
emrace diste nao quer eslar pelos principios nem
pelo direito commum, se tem duvida que be quanlo
pode concluir, apresente-seaocorpo legislativo, peca
iiiierpreiarA.i .l.i lei, ou a medida que julgar conve-
niente, pois que nao lem altribu5oes legislativas.
Ha ainda urna oulra considerado que resulve a
questio, que a reduz a um jogo de palavras a nto
pretender-se um oulro acto de poder Ilimitado.
Trato do art. 331 : elle declara quq um tocio com-
mandilario pode transferir a nm oulro socio sen
quinhao ou qiiinbes independenle de consenlimen-
exclamou repentinamente Nalalis espan-
mais perigosa do que unta habilidade consummada,
fazia-lhc correr lerrivcis riscos, c a febre do perigo c
da colera comecava a domina-lo.
Lina vez sua resposla rhesou lAo fulminanle que
Nalalis leria rerlamcnlc perdido...porm o relampa-
go anda mais rpido do pcusamcnlo ntoslrara a Da-
niel a graciosa imagem de urna moca, oflereMndo-
Ibc agua bcnla. Ella largou immc.lalaineule a es-
pada, a qual cabio quasi sobre Nalalis; porein a pon-
a da dcsle simplcsineulc desviada seguio sua direc-
5J0 c loroii no braco direito de Daniel. Ambos para-
ran! arquejaudo.
Nalalis que bem saba que nao linha desarmado
sen adversario, pois as espadas nem ao menos se ti-
nham encontrado, passou a mto pela fronte incer'to,
perlurbadoc romo deslumhrado.
Agora o combale nAo continuar, disse Luciano
adi.iiilando-se. do conlrario nos reliraremos.
Com rll'eilo, respondeu Natalis, comeco a ver
que as condjeoes nto sao iguaes.
De rerlo os senhores sao cinco contra um !
exrlamoii Daniel.
Cinco eonlra um repeli Natalis admirado.
Ah o senhor nto vd alli alraz de si, ao lado de
seu irmao, sen pai, sua mai e sua imita !...mas cu
os vejo !
Natelit comprthendeu ludo, urna rcaccAo repenti-
na operoo-se nena nalureza voluvcl e extrema, seu
ner>os conlialudos eslcnderain-sc, as lagrimas acu-
diram-lhe aos ulhos, c elle lancou-se nos bracos de
Daniel exclamando :
Alt! perdoe-me .' Osenhor tem um corarn for-
te e generoso, e eu uao sou mais do que um espirito
lonco e vaidosn.
Pedro approximnu-se tambem. e sem dizer nada
aperlota man de Daniel com toda a forca. S Gi-
boureau cocava os beifos ; mas Natalis encarava-o
rom sua altivez de outr'ort, e dirigin.lo-sc a Daniel
disse-lhe :
Ouca-me, quer ser meu amigo 1 Oh ronvm
agora que o senhor seja meu amigo !
O senhor Nalalis be um menino extraordina-
rio. Consinlo desde j em ser sen amigo, do conlra-
rio o senhor seria capaz de querer anda trampas-1 rivaes, a lula oto deixava de mwcar clre os dous
sar-m irmtos.
Men Dos seu sangue corre O senhor est FIM DA PRIMEIRA PARTE.
brido !
lado.
Nao he nada I he um arranbao disse Henri-
que examinando o braco do amicn. depois do qne
rasgou um lenco c alou a ferida, a qual era realmen-
te mui leve.
Nalalis observava-o visivelmenle enternecido.
Bem! o senhor.vai chorar por esta feridiaha?
disse Daniel rindo.
Meu amigo, se na verdade o senhor nao mure
muito, fara-me o favor de vir um momento nossa
rasa, e permitla-me que o aprsenle a meu pal, a minha mai para que elles Ihe agradecan).
Enilim disse Daniel hincando um olhar para
Ucnriquc e Luciano.
Conscnle"!
Pois nAo '. he osso o meu snnho. Entremos jon-
los na primeira carru,agem, e estes senhores lomaro
a oulra. No raminho lite exp!irare mraba mono-
mana.
Vamos! disse Nalalis. Vens comnoseo, Pedro V
Nao, arompanho'Giboureau, o atem disto de-
sejo ir al Chalenay.
Al Chalenax Para que ?
Promelli honlem a Martha qoe a informara o
uns brevemente possivel do que se passasse esla
manhaa.
Qu enlao Martha sabia *...Quere ir Cha-
lenay : mas tua reparlicjlo. Pedro?
Ah sim .' Todava dei minha palavra a
Martha.
NatalisencarouaPedro comadmiracao,c disse-lhe:
Nao falles tua reparticto ; eu ire a Cba-
tenay.
Ah I tu irs...isso lie outra cousa. Mas enlo
dirs a Martha que son eu quem te enva.
Sem duvida! sem duvida !Acaso elle ama-a '.'
disse comsigo Nalalis.
Pedro muilo mais alraza.lo em nnalyse, nunca li-
nha perguulado asi mesmo : Acaso elle atna-a'.'
Mas por ser ainda absolutamente ignorada de um dos

H


r
DIARIO OE PERNAMBUCO, QUINTA FIRA 5 Q OUTUBRO DE 1854.


lo social, e que com esta pode transferir a lerceiros.
Seesle direilo lie eiercido sem alguma nova pro-
Inbiv.io, a quealao de aceces perdeu lodo sen valor,
porquanlo inscrevendo-te a cessao ou transferencia
no registro social lerer os um mesmo resoltado.
Aopiniao contraria, poroi, nao podeodo negar o
direilo de cesste ou transferencia, diz quo he urna
alterarlo on contrato primordial, que por isso de-
manda um novo contrato.
Senhores, as leil nao 'Jtlabelecem disposic.oes frus-
tratorias ; ellas nao tem etn vista pesar sobre os in-
terestes sociaes menos comprimir sein neceuidade.
S" e exige renovacao do contrato social quando lia
niudificacoes que afleclem dircilos de lerceiros, he o
que se iloduz do art. 307 combinado com o art. 301,
be o que diz o cdigo portueuez, hngaro, de Wer-
(emberg, e mitins, que claramente demonslram que
a snbstiluico.de am commanditaro nenhuma alle-
rarao produz ; nem precisamos da autoridade des-
sas leis, porque a rarao universal dita a mesma con-
clusao.
Direi mesmo qoe, a prevalecer esta opiniao que
combato, seria mellior que o governo declaraste que
o cdigo prohibo absolutamente a sociedade eni com-
mandita ; esta nova prohibirlo por isso mesmo que
comprima essa aMOc.iac.3o. quer o seu fundo capital
fossedividido em accOes quer nao, faria renunciar o
seu uso,
Senhores, a questao lie de summa gravidade.o c-
digo couimercial demanda inais de urna correccao,
ponha-se o governo afrente desse melhoramenlo que
he de alia importancia, e nao adopte o expepicnle
de restringir, a men ver, indevidamenle as liberda-
des commcrciacs: prelira regularisa-las no sentiile
dos grandes interesses publico.*. Estou inconimoda-
do.se se offerecer opportunidade voltarei a ques-
tao.
Fallam aipda os Srs.Nahuro ministro da juslica e
liollanda Cavalcanti, fitando afina) a discussao adia-
da pela hora.
-I
Lida e approvada a acta da antecedente, o primei-
ro secretario d conta do seguinle espediente :
Un> cilicio do ministro do imperio, acompanhan-
do o aalographo sanecionado da rcsuhioo da asscm-
bla geral legislativa, marcando os limites das pro-
vincias de Goyaz e do Maranhao.Fica o senado in-
leirado, e manda que se participe cmara dos de-
pulado*.
Oulro do secretario da cmara dos deputados, que
acnmpinha a resoluto da mesma cmara, lomada
obre a proposiclo do senado, anlorsando o gover-
no a mandar admittir a fazer acto do segundo annn
do curso jurdico de S. Paulo o estudante Eduardo
Laz Crescendo Valdetaro, a qual uo tem podido
dar o seu ronsentimento.Fica o senado inleirado.
l'recedc-seao sorleio da depulagao que tem de re-
ceber i) ministro, e sahem cleilos os Srs. Souza e
Mello, Viveiros e liollanda Cavaleanli.
Annaocia-se achar-sc na ante-camara o ministro
dos negocios d juslica, he inlmduzido com a for-
malidades do estylo, e loma assento.
Segue-aa a segunda discussao do artigo 3 do mi-
nisterio da juslica, que licra adiada na sessao de
19, da pmpesta do governo litando a despeza e or-
eando a receila para o anno financeiro de 1855 a
1856, com as emendas da cmara dos deputados.
Julga-se discutida a materia, relira-se o ministro,
e o presidente propoe votarlo o artigo e sens pa-
ragraphos, e sao approvados com as emendas da c-
mara dos deputados.
Contina a materia da ordem do dia, e assim a
terceira discussao do projeclo subslitutixe, apresen-
lado pelas commissdes do negocios ecclesiasticos e
de coustiluico. ergindo em matriz a cancha de San-
to Antonio dos Pobres, do projeclo vindo da cmara
dos deputados.
Fica a discuta atolla por nao haver ninguem
com a palavra, nem havV numero para se volar.
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
demonstrando eo a necessidade do ensino de certas
materias e de outras medidas o nobre depulado nao
a contestn, duvidando abenas que o governo a pu-
desse realisar com tao pequeo augmeuto de despe-
ra ; e eo live de explicar a maneira por que o go-
verno oeiperav conseguir; o nobre depulado ha
de se recordar que foi eolio que cu I he flz ver que
a essa quintil de 5:000a pretenda juntar a resul-
tante da suppressSo dos lugares de substitutos, tres
dos qnacs ja se acham vagos, quaulia que, unida i
de 5:0009 que se concede por este projeclo, seria
sufliciente para se fazer a reforma. Nao obstante
ludo quanlo eniao etpuz, o nobre depulado pelas
Alagoas fallando boje sobre a materia disse que a
reforma tiuba por lira nicamente crear lugares e
augmentar ordenados.
Senhores, hasla ler-se o projeclo para so conhe-
cer quanto o nobre depulado foi injusto ncsla sur-
posicao. i'clo projeclo lem-sc de crear cadeiras,
e nao he devterto com esta pequcua quanlia de
5:0003 que o governo poder augmentar excessiva-
mcnle os ordenados Jos professores acluaes e crear
empregos inof*s. He o que se me ofTerece a dizer
quanto 1 parte dj discurso do nobre depulado,
porque quanlo 2 ja disse que nao o acompanharia,
e espero que o nobre depulado me permuta que
nao o aconipanhe, lie terreno em que jamis lu-
larei, he campo em que nunca pretendo combater ;
preferirci antes confessar-me previamente vencido
do que aceitar nelle o cerlamc. (Apoiados.) O cm-
bale em um tal terreno, a lula em tal campo de-
pende csseucialmente de armas pruprias que eu nao
sei manejar. Nao posso por isso responder ao no-
bre depulado; senlindo todava muilo a maneira
por que se pronunciou, c a direccao que pareceu
querer dar al discussao.
O Sr. Gomen Ribeiro : Declare cm que, para
que eu possa dar cxplicaciies.
O Sr. Ministro do Imperio : as declamadles
vagas contra o governo sem precisar os Tactos, na
forma por que falln, na maneira por que se pro-
nunciou. Repilo qne sent isto muilo, al por par-
lirem certas expresses de urna pessoa que, como o
nobre depulado, me merecen sempre e me merece
mili particular considerado. Keferindo-me agora
ao nobre depulado pela Babia, dirci, Sr. presiden-
te, que jamis eu me podia persuadir que um pro-
jeclo i .lo simples, que aulonsa apenas o dispendio
de 5:O0OS, pudesse servir de base para o discurso
que fez o nobre depulado. A ouvir S. El. quem
nao livesse lido o projeclo persuadir-se-liia, por
cerlo, que se iralava de urna medita extraordinaria,
de urna aulorsa$lo ao governo para dispendir 50,
O Sr. Paula Fonceca combate o adiamenlo, de-
pois do que o Sr. Paula Baptisln pronuncia o seguin-
le diseprso :
Sr. presidente, eslou bem cerlo de que nao me
ser possivel acompanhar os nobres deputados que
se oppuzeram ao projeclo cm suas vagas generalida-
des. Procurare! os bomens principalmente nos fac-
i e.no positivo, porque he ah que multas vetea o
nao aclio.
Eo j.i tenho por vezes lastimado a escacez dos nos-
sos oreameulos na parle que concerne inslruccao
publica o aos meiosdeprogresso moral; boje, oppon-
do-mc ao adiamenlo proposlo,e approvandoesle pro-
jeclo, preenr'io um dever e sou coherente.
Mas, senhores, que embararos se nao cream para
os governosna rcalisacao dos planos e medidas anda
as inais necessariasao paiz '! /Apoiados.) Se se man-
da engajar cslrangeirns versados as arles e -ciencia,
que fallam ao paiz, o patriotismo exaltado grita
Nao, nao queremos estrangeiros : os filhos do paiz
sao aptos para ludo; dv-sc-lhcs inslruccao, procre-
se habilita-los..... {.potado* e reclamantes)
O Sr. Ferros : Esta idea he dos que querem
a nacioualisaco do commercio.
O Sr. Paula Raptisla : Se o governo quer der-
ramar esses diversos conhccimcnlos artsticos e scien-
lificos creando cadeiras, clamam oulros : a O gover-
no est augmentando as despezas ; be gastador, he
prodigo. Me parece que estes diversos modos de
atacar o enverno nao ao leaes, c nem poden ser
uleis. (MuilOS apoiados.)
O Sr. domen Ribeiro : Tudo isso he llicoria.
O Sr. Paula llaplisla : Thcora be o que re-
almente vemos. Dga-mc o nobre depulado : Qual
he a narao onde se gaste menos com a inslruccao
publica em lodos os seus ramos do que no Brasil '!
Examine o que se gasta na Franca, na l'russia, e...
O Sr. Gomes Ribeiro : Eu quero resultados
orticos e a Prussia he especial a este respeilo.
O Sr. Paula Raptisla iHe verdade : he dos resul-
tados pralicosquemeoccupo, ehe contra os que que-
rem a pratica sem os meios de obrar que me eslou pro-
nunciando, e a este respeilo pego ao nobre depulado
que anlcs de ludo atienda bem que as riquezas im-
maleriaes, c os frudos que nascem das sciencias nao
vem de um anuo para oulro, c nem sao cousas que
se possam pegar, apalpar, c que possam agradar aos
os sentidos.
Senhores, he lao cerlo que as sciencias naluraes,
asarles cainlrucro porofessional sao de necessidade
absoluta a lodas as nceles civilisadas, ou que aspiram
r\ili-aco, como he igualmente cerlo que em um
paiz novo como o nosso, cmquanlo nao cxislem inle-
00 ou 100:000, porque s asim poderia o nobre resses creadose incentivos que conviden i cultura
depnlado elevar a qneslao ao pe em qne pareceu desles connecimentoseslaarvore cusa muilo a flores-
colloca-la, notando contradicees entre o que disse cer ; ella muilas vezes ha de querer definhar e como
CARURA DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 18 de agosto
l.ida o approvada a .na da antecdeme, o primei-
ro secretario d conta do expediente.
Enlra em segunda discussao o projeclo n. 101 de
1854que autorisa a ordem terceira doS.Francisco da
renitencia da cidade de. S. Paolo para possoir bens
de raz al o valor de 100:0008000.
Os doos arligos de que o projeclo se compile sao
approvados sem dbale.
O Sr. Lima pede a dispensa do intersticio para
que o projeclo enlrc na ordem dodia deamanhaa ; c
assim se vence.
Contina a 4iscnss3o dos requerimenios de adia-
menlo propeetn pelos Sr. Angosto de Oliveira.e Vi-
ralo.
He lide, apoiado e entra cm discussao oseguinlcre-
querimenlo : \
Qao os amigos additivosao projecfou. 110 desle
auno ofterecidos sobre os vencimenlos doi lentes da
escola militar e academia de marinha dos Srs. Viria-
to e Brandao, sejam remeltidos i cummissao de ins-
Iroccao publica pira dar tabre elles o seu parecer
ale a lerccira discussao do mesmo projeclo. It'il-
kens de Mallos, a
Falla o Sr. Paula Candido, depois do que o Sr.
Wilkens de Mallos pede o encerramento dcs-
la discussao, e sendo approvado procede-se vota-
cao.
He approvado o requerimenlo do Sr. Wilkens
de Mallos, c ficam prejudicados os domis requeri-
menios.
Contina discussao do arligo addilivo relativa-
mente aos vencimentos Jos lentes das academias de
direilo.
Fallam anda os Srs. Paranagu.i c F. Octaviann, c
uao liavendo mais ninguem com a palavra, procede-
se volacao.
He approvado o artigo. Passa o projeclo a ter-
ceira discussao, c remelte-sea cummissao de inslruc-
cao pnblicLparu o redigir na oonfoTmidade do Cen-
cido. *
Reforma da academia da* BeUat-Arte*.
Enlra em lerccira dis coso o projeclo que autorisa
o governo a dispender mais 5:00OJp0OO com a acade-
mia das BeHas-Arles.
O Sr. Gome* Ribeiro, depois de (azer diversas ob-
servarnos sobre o augmesto de despeza que traz com-
sigo a reforma eifr discussao, requer que o projeclo
volle i commissao de fazenda para nterpor o seu pa-
recer sobre elle. *
Depois de fnllar o Sr. Ferrar, o Sr. Pedreira imi-
nislro do imperio) exprime-se nos seguintes ter-
mos.
Sr. picsideale, magoou-me sobremaneira a forma
porque o nobre deputido pela provincia das Magnas
na i' parle do seu discurso, juslificou o i equeri-
mento de adiamenlo que mandou i mesa, e desde
j declaro que nao o acompanharci no terreno em
qae elle julgou eonvenienle collocar a questao.
Occupar-mc-bei unicnmcnle com a primeo a parle,
cm que o nobre depulado disse qoo a reforma da
academia das.Bcllas Arles era intempestiva c des-
necessaria, visto como nao eslava persuadido que
com o augmento de 5:000 que se vai volarse pu-
desse colher resulladj algnm salisfaclorio.
Da pnmeira ver qoe te discutio este projeclo, Sr.
presidente, eu live .1 honra de enunciar na casa as
razies em que me fundava para apoiar a aolorsa-
ro para reformas de que se Irata. Fir ver que a
academia no estado cm que se achava, liavendo vi-
cios radieaes no seu plano de ensino nao podia
prestar iililidade correspondente aos sacrilicios pe-
cuniarios fjue com ella fazia o estado. Nes-a ocea-
si&o eu disse que cram mesmo os preceitos de ra-
zoavel economa que me levavam a solicitar a re-
forma, porque rile pareca que era pouco conforme
com esses preceitos conliouar-ee a gastar com tim
eslabelecimento 1(i ou -20:0009 por anno sem delle
lirar-se tesvltadn salisfadero, por falla de certas
medidas e de algunas alleraccs no plano de estu-
ilos, ao patio que dispeodendo-sc quaiido muilo,
mais 5KXK>S, ha lo las as raides para cre -se que
ease oslalielecimenlo melborar lirando-se da insli-
tuicao urna ulilidai'e mais real; c cnlo demons-
tre o modo por que o governo pretenda realisar a
reforma. O roeu di curto aeha-se impresso, e logo
dopds que o etwnciei a cmara dos Srs. deptitados
tevea bondade de atleoder hs minhas refl;xoe ap-
pruvando o projeclo em 1 discussao, sem que os
fundamentos em quo me bateei fossem combatidos,
nem mesmo pelo nebre depu'do por Pernambu-
co...
O Si: Augusto de Olheira : Sei de o fazer a-
gora.
O Sr. Ministro do imperio : .'. o qual ao con-
trario, em ura aparte que deu na oecasia em que
eu eslava orando nc fez conceber a espsrajca de
que votaria pelo projeclo em tens*), porque
ncsla casa oSr. presidente do conselho c a aulorisa-
co que pedio o ministro do imperio. O Sr. presi-
dente do conselho deu, he verdade, como urna das
razoes para nao se crear urna provincia ltimamen-
te proposta, que semelhanle creaco traria despe-
zas muito elevadas, despezas Imprevistas e extraor-
dinarias que nao podem ter o menor termo decom-
paraco com a de 5:0009 que esle projeclo autorisa
para a reforma de um eslabelecimento scienlifico
ja creado : alim de que possa prestar maior utlida-
dc do que al agora tem prestado (Apoiadt.) Dis-
te o nobre depulado : Mas he com os pequeos
regalos reunidos que se forma ni os grandes rios.
Assim he ; mas para que este argumento prevale-
cesseno prsenle caso, fora preciso que o nobre de-
'pulado moslrasse que as autorisacf.es dadas ao go-
verno por esla forma Irariam sommadas urna extra-
ordinaria despera imprevista.
A auiurisacao para reforma da aula do commer-
cio, qne passou nesta casa com o voto valioso do no-
bre depulado, Iraz apenas o augmento de despeza de
5:0005, e sommada com a de que se Irala eleva a
despeza a 10:0003. Demais, qnando o nobre presi-
dente do conselho fez as consideraces a que os no-
bres deputados se referiram. contra a crearao na
aclualdade de urna nova provincia, contou nao s
com todas as despezas ja autorisadas, mas lamhem
rom loilas as que se acham pendentes de auiurisacao
legislativa, conlou perianto tambem com este pe-
queo augmento para a reforma da academia das
bellas-arles (apoiados), visto como ninguem ignora
que eu a nao aceitara tem que primeiramentc assim
se resolvesse em conselho de ministros.
O Sr. Gomes Ribeiro : E o crdito de 20:000o
que V. Ex. abri para o Ihcalro italiano 1
O Sr. .Ministro do Imperio : Est engaado,
nao abr semellianlc crdito.
O Sr. Ferraz: Mas ha de abrir.
O Sr. Rocha : Seria um escndalo. O Ihcalro
lem muilo dinhearo. Tem varios pensionistas, e
enlrc elles o Tali, a quem da 6:0009 por anno.
O Sr. Ministro do imperio : Nem era possivel
que eu abrisse um crdito estando aberta a assem-
blca geral. O Ihcalro nnnlcm-sc com a subvencao
n'::- il de 10:000?, que fui autorisa la por lei, e se
o nobre depulado se refere a algumas obras que se
cslo fazend no edificio para evitar a sua inteira
roina, o nobre depilando sabe que o governo lem
urna verba no orcamento donde pode tirar a quaotia
que for Decentara para taes ohras sem ter necessida-
de de para ellas abrir mu crdito especial.
lias, senhores, o nobre depulado pela Baha disse,
a Quero a reforma dos cslablecimcnlos sciculificos:
quero que se trate da educacau industrial ; mas que-
ro que islo ludosc faja muilo lentamente. Pcrdoe-me
o nobre depulado, nao.foram eslas as deas queapre-
senlou na casa, tanto quaudo se discuti a reforma
da aula do commercio, como quando se Iralou do
orcamento do ministerio do imperio. O nobre de-
pulado, se nao me engao, em ambas as occasiocs
que marchar ; a iinlillerenca e o desanimo ncslas
circumslancias he urna falta imperdoavel ; rumprc
pois, sempre com constante firmeza, regar esla plan-
la, favorecer o se dascnvolvimenlo, suppnrlar os
sacrificios dos lempos de Irabalhos e vigilancia al
que ebegue o lempo de se colberem seus fruclos.
(Apoiados).
O Sr. Pinto de Campos : Muilo bem.
O Sr. Pdula Raptisla : E se desanimamos, o
que deveremos esperar do desanimo'.' que o Brasil, a
respeilo das arles liberaos e das sciencias natuaraes,
seja sempre una chanca no berco ; nao he assim I!
Direi agora o mesmo qne antes dira a respeilo da
cxlincrao do Irafego de Africanos ; se a ruina ou o
compromet imenlo da lavoura he a causa ou a rarao
daode suas intencOes, respeitamo-lo, apoiamo-lo.
(Muilos apoiados.)
O Sr. Pinto de Campos:O que he m.o lie qoe
cerlos juizes improvisados eslejam aqui a jolgar das
conscieocias alheias.
O Sr. Paula llaplisla :Nao temos necessidade
de nos disfarrarmos ; a maioria desta cmara cm si
mesma he incapaz, disso : essa guerra oceulta he pro-
pria das almas fracas qne ii'.o so entendis urnas s
outras, e nao de amigos verdadeiros que se cn-
Icndem [apoiados) e que sabem bem servir ao seu
paiz.
O Sr. Pinto de Campos :O paiz he quem ha de
julgar asintencocs da maioria as provas de apoioe
adliesao ao governo. (Apoiados.)
O Sr. Ferra::Mas quem he o pair ?
O.Si-. Pinto de Campos:O nobre depulado osa-
be pcrfeilamcnlc.
O Si: Paula Raptisla :Sr. presidente, cu dou o
meu vol a esle projeclo, e o dou com plena satis-
farn : elle j foi commissao de inslruccao publi-
ca, ja foi esclarecido em urna larga discussao ; nao
vejo razio para quo seja adiado.
O Sr. Gomes Ribeiro :He parase poupar alguus
coulos de reis; he isso mo ?
O Sr. Pauta Raptisla :Fazer opposirj.lo as pro-
postas do governo, mostrando um intimo apego s
economas, be una posicao boa ; he mesmo fcil e
agradavel ; siulo, todava, qne se leve ludo o rigor
desle plano contra um projeclo de reforma de urna
academia de Bellas-Arles ao ponto de se nao querer
dillundir no pair conbecimeiilos necessarios e alis,
e dar a muitos Brasileiros habilitacoos para artes pre-
ciosas, quando alSs tem sido approvadas outras des-
peza?, c pensos sem nenhuma opposi<-o c resis-
tencia.
O Sr. Ferraz :Nao tenho eu fallado contra !
O Sr, SaySo Lobato Jnior :Nenhuma pensao
foi impugnada, lodas lem sido voladas com consen-
timento da casa. (Oaccm-se mais alguns apartes)
O Sr. Paula Raptisla :He somcnle, senhorse,
na occasiao em que se Irala de ramosde conhecimen-
los que fallam visivelmcnle no paiz, e com os quaes
se vai gastar mais a pequea quanlia de 5:0003,quc
se combate o projeclo, se alaca vehementemente o
governo, se dsvirtuam as inlences da maioria. He
nesta occasiao que se quer ajuslar contas contra o
governo trazendo-se despezas ja ha muilo lempo de-
cretadas? Nao sei dar a verdadeira significacao a is-
so que agen vejo ; e, dir-vos-bci rnente e cm boa
f(e j urna vez o disse), que mais cednou maistar-
de liavcis de comprehender que ueste grande impe-
rio a inslruccao, a educa cao disciplinaria e religiosa
sao indispensaveis para a sua uniao, grandeza e
prosperidade. {Apoiados.)
O Sr. Sera :E tambem um bom exordio.
O Sr. Paula Baplista :Vol contra o adiamen-
lo. {Apoiados. Muilo bem.)
Verificando-se nao haver casa para volar-se, a
discussao fica encerrada, designu-se a ordem do dia,
e levan la-se a sessao s 2 horas e meia da larde.
U-2 ps.
2i
12
350 tons.
70 cavallos.
Foi transferido para o 0. corpo de cavallaria da
para se nao extinguir o Irafego, quanlo mais annos .guarda aacion.il da provincia do Rio de Janeiro, o
17 de tetembro.
Por carta imperial de 15 do correnle mer fnram
concedidas as honras de conego da imperial capella
ao padre Manoel Comes de S. LeSo, parocho collado
da fregoeria da Conceicao da Fcira, da provincia
da Babia.
Por decreto da mesma dala :
Foi pr loada a Jo3o Luir Cardnto, a pena de um
mer de pntte c mulla que foi condemnado pelo jnry
da corte. -
mar do eslaleiro do arsenal de marinha o vapor a
hlice Ypranga e o brigue-eceuna Tonelero, con-
Iruidos pelo Sr. primeiro lenle Leve).
S. M. o Imperador, acompanhado pelos sens mi-
nistros e por um brilhante estado-maior, assislio a
este ilercssaute espectculo, depois do qual se dig-
nou 8. M. Imperial aceitar um copo d'agua que o
Sr. inspector do arsenal leve a honra de Iba offe-
recer.
A dspeilo da chuva qne cabla, foi grande o con-
cuo de espectadores, mallos dos quaes partilbaram
da obsequios* hospitalidtde do digno inspector.
O Ypranga e o 'tonelero saodous excelleules va-
sos de guerra que nada deixam a desejar, quer em
elegancia de formas, quer cm solidez de conslroc-
<;o. Esle cnsaio do joven constructor naval brasi-
lero moslra que, se bem aproveilou o lempo que
passou nos estaleiros inglezcs pura aperfeiroar-se na
sua arle, melhor saber pagar a divida qu conlra-
liio com o seu paiz ao aceitar o auxilio que este II
oflereccu para completar na Europa os seus esludos.
Eis as dimensocs dos dous navios :
Yniranga, a Hlice.
Compri ment de ruda a roda. .
Bocea...........
Pontal..........
Arqueacao........
Forct auxiliar.......
Armamento 6 pecas de 30, 2 de redurio, e 4 ni b
loria.
Cali"I.......... 9 ps.
Armarao lugre. *
arique-escuna de telaTonelero.
Comprimen!.! de roda a roda. .. 02 ps.
Bocea...... 23
Pona!..........fj ,
Arqueacao.........210 lons.
Armamento 1 peras de 30, 2 de rodirio, c 2 em ba-
lera. Calado 9 pcs.
O vapor a hlice Massachussels. da marinha de
guerra dos Eslados-Unidos. lendo sabido desle porto
no dia 21 do correnle com deslino ao Pacifico e cni
conserva da corveta da" mesma narao Decalur, trri-
bou huiilem. ilesarvorado dos maslros grande e da
gata.
Achando-se 350 milhas ao sul da nossa barra ca-
bio-llm iim lemporal de S. O., que se (ransformou
logo em furacao e levanlon serras de mar. Kinrado
o panno ao romecar a lormenla, recebia ordem a
guarnieao para sabir lis verbas afim de ferrar asga-
veas, quando rebenlando os furis dt'enxarcia real,
mais com o puxar do navio do que com a forra do
vento, vein aballo o maslro grande, acarretando na
sua queda o maslro da .gala c os dous escalcrcs dos
turcos.
Abandonado assim o Massachussels ao furor da
(empestade, deu alguns tiros para pedir soccorro
crvela Decatur, mas como esla nao respondiese ao
-igual, servi'j-sedu vapor para meller ppa.e con-
segnind.i-o, nao sem dilliruldade, singrnu para este
porto, onde, como dissemos, chegou a salvamento,
depois de ler estado por mais de ema vez em perigo
em consequenria do muilo mar que enconlrou.
Na queda dos maslros nao houvc felizmente o me-
nor ferimenlo. {Jornal do Commercio.)
PERMBICO.
correrem mais comprometidos iraoficando os inte-
resses da mesma lavoura, maores dillicu.ldadcs se
rao amonloando, o maiores sacrificios serio precisos
para se chegar effeclividade da exlincro : logo o
que nos deveri reslar .' a perpcluidadc para sempre
nesse horrivel Irafego 1! Digo agora, scem presen-
ta de pequeos dispendios c sacrificios necessarios
para derramar no paiz conhecimentos uleis o neces-
sarios, recuais, o qne eolio queris ? a perpeluidade
na ignorancia de lodas cssat artes e sciencias'! ser
isso ? i
O Sr. Ferras: *- Vamos pnoco a pouco.
O Sr. Pauta Baplista: Muilo bem : eis o que,
pelo menos e na falla d mais, devenios querer : eis
o que significa o projeclo do nobre ministro do impe-"
rio, pedindo autorisarao para a reforma da acade-
mia iljis Bellas-Arles com a ereacaodc mais algumas
cadeiras, c com o pequeo accrescimo de 5:0000 de
despezas. Vi, porlanlo, o nobre depulado pela Ba-
bia que nao ha razes de economa que possam auto-
risar o abandono de una netessidade lao importante
como essa. E o nobre depulado pela Babia, que lia
das fez lao brilliantcs discursos em favor da inslruc-
cao profesional, e com lano enthusinsmocharaou o
ariividado do governo para a satisfaro desta neces-
sidade, a poni de considerar a inslruccao professo-
n.il prcferivcl s vias frrea, nao pode acensar o
governo por dispedicado ou pouco econmico cm
rarao de Icr apresenlado este projeclo.
Cm Sr. Dcputaio: E a guerra no Oriente, que
nos amcaca.
O Sr. Piulo de Campos : A guerra que se esi
fazendoao projeclo lie do Occidente.
O Sr. Paula Raptisla : Nao he s o presente
que nos deve atlrahir e prender ; umitas veres o que
se (cm de colher mais tarde he justamente o que coll-
era maiores vanlagens c...
Vm Sr. Depulado :E a guerra do Oriente .
Q Sr. Paula Raptisla :Contina um nobre de-
pulado a interromper-mecom a lembranra da guerra
do Oriente ; nao llic respondo largamente, porque
comprchendo a inlcnrao ooculla destas suas pa-
lavras. |
Direi sempre, senhores, qne lodos comprebende-
lencnlc-cnronel eommandantc do batalhAo de infan-
laria n. 25 da mesma guarda Alacrino Jos Xavier
da Bocha.
Foram reformados nos. mesnios postn :
O teneite-coronel commandiue de i. corpo de
cavallari; da guarda nacional da provincia do Rio
de Janeiro, Carlos Jos Marmita,
O corenel da cxtincla i. legiao da guarda nacio-
nal do municipio da Fera de Santa Auna, da pro-
vincia ila Bahia, Joaquim Pedreira de Cerqueira.
O major do exlinclo I. balalhao da euarda nacio-
nal da cidadeda Parnahyba da provincia do Piaahy,
llav inuinlo Das da Silva.
O major da 13a. legiao da guarda nacionatda dita
provincia, Antonio Borges Leal.
insislio na necessidade urgente de se fazer alguma | ran. o verdadeiro sentido das palavras e argumentos
cousa no sentido de promover-se a inslruccao pro-1 do nobre presidenledo conselho, qaando nesta c-
mara se pronunciou contra a ereacaodc urna provin-
i agri-
fessimd enlrc nos.
O Sr. Ferraz : Betri-nie inleiramenle
cultura.
U Sr. Ministro do Imperio : Isso foi quando
fallou na terceira discutan do orcamento do impe-
rio ; mas no correr do discurso que cnlao fez e quan-
do discuti de arcordo comigo a auiurisacao para a
reforma da aula do commercio, o nobre depulado
quera qac as reformas que o governo livesse de fa-
zer fossem mais ampias quanlo ao plano de esludos,
e que se rreassem desde ja diversas cadeiras, nao s
ca, alcm de oulras razScs, pelas novas e avulladas
despezas que ella haviajdc Irazcr-nos em um lempo
poucu proprio para sso : suat rellexcs lao judico-
sas, e que nao foram refutadas, nao podem e nao
devem ser desfiguradas ou torcidas.
O Sr. Pinto de Campos :Apoiado ; disse muilo
bem.
18 -
Teve-hontemVisara inauawntaa tAnstiltUodos
meninas fg'os da Brasil, a qual dignaram-se Asis-
tir Sna Mgesladc a imperador c Sua Majestad a
Imperalriz.
OSr. cnnselbeiro Pedreira, romo ministro do im-
perio,em urna breve allocucao, alio-iva ao objecto,
pedio asrdeos de S.-M. o Imperador para a aber-
tura do eslabelecimento, e lendo-as obtido, decla-
ren inaugurado o instituto.
Scguio-sc un iulcressanlc discurso d'oSr. Dr. Si-
gaud, director do instituto, e um hymuo a SS. MM.
cantado pelos meninos cegos.
SS. MM. percorreram depois as salas de estudA,
refeitorio, dormitorio eVnaii depeodencins do edifi-
cio, e reliraram-se parecendo sausfeilos.
Assisliram a Csle acto os ministros, alguns conse-
Iheiros de estado, senadores, deputados, e muilas
pessoas eradas. Esliveram tambem presentes muilas
senbor.is de dislinrcno.
Os meninos apresentaram-te j vestidos com o
uniforme docollegio.Asccna da inanguracao foi lo-
cante e commoveu a muitos cociles.
Tocaram as bandas de msica do balalhao de furi-
leros, que fez a guarda de honrar e a dos me-
nore?.
Foram nomeados:
Commissahudo governo para a inspecrao do ins-
lilulo, o Sr. conselheiro de estado visco'nde de A-
branles.
Director, oSr. Dr. Jos Francisco Sigaud.
Capellao, o Sr. conego Joaquim Caetano Fernan-
dos Pinheiro.
Professor de prmeiras lelras, o Sr. Dr. Pedro Jo-
s de Almcida.
Professor de msica vocal e instrumental, o Sr. J.
J.Ixh.
Repetidor, o Sr. Carlos Henrique Soarcs, ceg de
nascenca.
O edificio be o da antiga residencia do primeiro
baran do Rio Bonito, r.o morro da Saude, vasto,
espacoso e arejado, com boa chachara, para recreio
dos meninos, e est adornado com goslo e simplici-
dade.
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 4 de outabro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. q'ne, das
partes boje recebidas nesta reparlicao, consta que fo-
ram presos : a ordem rio juir dos feitos da fazenda o
porluguez Thomaz Pereira de Mallos Estima, por
nao ter apreseittado para serem avaliados os bens
que Ihc foram penhorados, por execucao da mesma
fazenda ; a ordem do jur municipal da prmelra
vara o sentenciado Herculano da Costa e Almeida, e
a do subdelegado da freguezia da Boa-Vista Mara
Joaquina da Conccico, e Antonia Joaquina da Con-
ceicao, por desordem.
Por esta occasiao cabe-me a sa(Ufa$a"o de parlici-
fiar mais V. Exc.que ada-se elTectvamente reco-
hido prsao da fortaleza do Brum, o soldailo da
companhia fixa de i-avallara Anlonio Moreira da
Silva, que na larde de 27desctembrn findo, assas-
slnou brbaramente no dislricto de Fra de Portas,
a sua propria miilbcr Antonia Vernica dos Prarc-
res, que se achava grvida, o qual foi preso no lagar
denominado Serra Negra, distaute urna legua da
villa do lamnalo, pelo capilao Jos Lzaro de Car-
valho, rommandanle ilo destacamento volante da-
quella comarca, por quem foi remellido para esla
capital, conforme a participadlo que me fez por of-
licioJe 30 do referido me/, de selemhro, (res diat
depois da pcrpelracao do delicio, Inmediatamente
fiz scienle ao subdelegado da freguezia de San-Frei
Pedro lioncalvos, por quem est sendo processado, e
a cuja disposicao foi poslo o criminoso, segundo me
acaba de communicar por offirio dcsla data o coro-
nel commar.danlc dasarmas, a quem igualmente me
havia dirigido.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco i de oulubro de 185t. Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jote Bento da Cunta e Figaeiredo,
-presidentu da provincia To Pernambuco. Ocbefe
de polica, li; Carlos de Paa Teixeira.
DIARIO DE PERMBICO.
O Sr. Paula Haptiita :Pois, senhores, se a ne-
cessidade da reforma da academia da's Bellas-Arles
nao he a mesma necessidade dacrcacao de urna pro-
para o ensino de materias administrativas, como lia-! vincia so as j.,,,,,,. ,
> nicia se as nsperas de urna nao sao iguaes as des-
peras de oulra ; se as razoes de urna medida nao sao
ra a inslruccao industrial.
O Sr. Ferraz : Moslrei que o ensino prefesso-
nal era o melhor.
O Sr. Ministro do Imperio :Ora, rcconhccendo
0 nobre depulado que ha necessidade de promover-
se a eduetoao industrial entre nos, deve concordar
que he por sera" llovida ulil que procuremos lirar
parlidu de am csUbelecimenlo ja creado, c que com
um pequeo augmento de despeza pode dar esle re-
saltado.
O Sr. Ferraz : Mas a guerra do Orienta !
O Sr. F. Octaciano:Isto he brinquedo do nobre
depulado.
OSr. Ministro do Imperio : Urna proposicSo
proferio o nobre depulado que nao posso dexar pas-
as mesmas do outra,comoacbar-se conlradcjao en-
tre o nobre presidente do conselho c o nobre minis-
tro do imperio 1 (Apoiados.) Islo he nm motivo (per-
de-sc-mo a expressao,) he um motivo especioso pa-
ro farcr opposicao e esqnecer a importante necessida-
de que O projeclo vai satisfacer. [Apoiados.
O grande argumento do nobre depolado pelas A-
lagas consiste em que eslas reformas nunca (razem
beneficios, c smenle augmento de despezas : seu
sreplicismo nesla parle esl evidente, parece inven-
mas esle receio de augmento de despezas de-
civcl
vera ler servido ha mais lempo, quando se eleva-
ran! oulrns muilos ordenados, c nao agora quando se
Irata da inslruccao publica ; c nem pode servir con-
sar dcsapercebida. Disse o honrado membro que o Ira nos, lente dos cursos jurdicos, que temos lido
svslemaquc o ministerio seguia era condemnado, (oda resignacao para soffrermos cm silencio a in-
era reprovado pela maioria da casa. Julgo, Sr. prc-1 juslica de nao se nos ter dado os mesmos prdeuados
sidenlc, que n.lo s como ministro, mas tambem co-! dos desembargados, como determina a lei.
Vm Sr. Depulado : Nao foi dislo que falla-
mos. '
O Sr. Gomes Ribeiro :Como ha de reformar-sc
o que nao existe J a academia de Bellas Arles nao
existe enlie nos.
f) Si: Paula Raptista:Eu digo que ella exis-
quero ler o
mo membro desta cmara, devo zelar a honra da
representan nacional, e por isto devo declarar ao
nobre depulado que se as ideas polticas do minis-
terio, seo seu syslema] nao estivetee de ocrnrdu com
os scnlimentos da maioria da casa, c se nao mere-
ces sua approvaejto, por certo nao leria elle o apoio
da cmara dos Srs. deputados, e as medidas por elle te, c se um de nos esta cm
solicitadas nao teriam approvadas por ella. (Utuilos I goslo de ser o engaado.
apoiados.)
O Sr. Gomes Ribeiro: Ouca V. Ex. o que se
diz nos corredores e ver.
O ir. Ministro to Imperio : Nao crcio tam-
bem "quo baja um s membro da maioria que leona
nos corredores c ante-salas urna liiiguagem contra-
ria ao governo e venha depois para a sala volar de
acoordo com a opinin do governo.'^poiarfo-v.; Ho-
nens lao Ilustrado* e ndepeiidenles como sao os
nobres deputados, nao procederan! assim, nao se-
O Sr. Gomes Ribeiro da uTn aparte.
O Sr. Paula Baplista :Se o estado actual dcsla
academia he tal que j se quer considera-la como
se nao exislra, c se con vem que cxisl melhor, ro-
mo negar-te a aulonsacao para se reforma-la '.' !
Talvez, Sr. presidente, fosse mais eonvenienle dei-
xar paitar por alio algumas palavras do nobre de-
puladojpela Babia, a respeilo de censuras fritas ao
gnv orno as anle-salas e corredores, palavr is qne
encerram urna aecusacao arbitraria i maioria [apoi-
riam por cerlo capazesde fechar os ouvidos aos dic- ados ;) c, se bem que nao me julgue muilo proprio
lames de sua consciencia para vircm'votar em favor para responder a eale genero de argumentos, dirci
sempre que as suas proposites nao sao exactas. .1-
de medidas proposlas ou aceitas pelo ministerio
qaando rejcilassem inleiramenle a sua poltica. (.Vii-
merosat apoiados.)
Tendo, Sr. presidente, mostrado quo nao ha a me-
nor contradiccao ,entre a autorisaco de que se
trata e o que disse aqui o Sr. presidente do con-
selho ; e lendo lomado em consideracao as prin-
cipacs propo-irocs dos nobres deputados quanlo
necessidade de reforma da academia das Bellas-
Arles.concluo declarando que voto conlra o adia-
menlo proposlo.
potmmt.) Eo emeus amigos do Pernambuco com
quem vivo em mais eslreila intimidado, apoiamos
mu sinceramente o governo {apoiado* dos deputa-
dos de Pernambuco ; entendemos que cm um ou
em oulro poni dedoutriaa temos o direilo de ma-
nifestaras uossas opinies ; e u mesmo j> argn-
uicntei conlra duas disposicOes dos projectos de re-
forma do nobre ministro da juslica, a quera muilo
prezo ; mas, senhores, quanto moralidade de go-
verno, quanlo ao seu pensmeuto poltico, e recti-
21
SESSAO' DO BANCO DO BRASIL EM 20 DE
SETEHBRO DE 185i.
Pelo meio-dia abrio-se a sessao, acbando-se repre-
senladas 53,812 acees.
Posta em discussao a acta da sessao anterior, o Sr.
Vianna de Lima necuson-a ile inexacta, c querendo
responder ao que dissera o presidente cm urna das
scssoos anteriores, foi chamado a ordem por esle sc-
nhor, no que a asscmblca toda o apoiou com ener-
ga, cobrindn as vozes do Sr. Vianna de Lima, que
foi assim obrigado a entrar na materia em discussao.
A acta foi approvada, volando smenle contra o
mesmo Sr. \ ianna de Lima.
Aasscmbla por grande maioria approvou a deli-
horaeso do preso Ionio, nAo admillindo depois de en-
cerrada a discusslo a retirada da mocao que man-
dara consignar na acta o protesto conlra o acto do
goveAio, recebendn e applicandn s calcadas da ci-
dadeo donativo de 600:0009, residanles da subs-
ci ipcilo para as aciales que se distribuiram.
Em seguida rcjeilou-se esla morao por 571 votos
contra 284, ^
Approvaram-se depois as seguales proposlas de
diieccflo:
1. Que o banco possa descontar lettras de asto-
ciacoes anonx mas bancaes, bem como de eslaheleci-
inonlos pblicos de reconhecido fundo ou patrimo-
nio, nini vez que suas ailministraces possam com
legalidad!' contralor lacs obrigares ; nao pudendo
porom a importancia das leajras desta ullima especie
exceder nuuca a dcima parle do fondo effectivo do
banco. #
a B.0 Que possa adianlar dinheiro em conla cor-
renle sobre cautelas da casa da moeda de ouro. nella
recolhido para ser cunhado at o seu valor liquido
legal, una ver que ejam previamente transferidas
ao banco.
3." Que as palavras nao pudendo o prazo cni
nenhum dos dous casos ser menor de 60 das que
se team do 4.. no arl. 11 sejam sulisliluidas pelas
seguinles nao pudendo a importancia de ambas
as especies exceder a sexta parle do capital realisado
do banco.
4. Que o abaliinciito na importancia das lcllras
que forera recebidas como pcnbor,seja pelo menos de
10 do seu valor liquido.
Com as seguinles emendas aprcsenladas pelo Sr.
Mairvnk em nome da mesma direccao:
(i FmeitdU tubetUmira ao tereciro periodo da pro-
posta para a reforma dos estatutos.
Que as palavras Nao po leudo o prazo em ne-
nhum dos casos ser menor deOOdiasque se leem
no S i." do arl. II dos estatutos, sejam substituidas
pelas seguintes Nao podeudo a importancia da
primeira especie exceder a scxla parte do capital rea-
lisado do banco.
Additiva. Ao ullimo periodo do i; |. do arl.
It accresrenlc-sepudendo comlinlo descontar let-
tras al o prazo de seis meres, urna ver que sua im-
portancia total nunca exceda a quinta parte do fun-
do effectivo do banco.
Eulrou depois cm discussao a proposla aprsenla-
ila na sessao anterior pelo Sr. Vianna de Lima para
o lim ile tirar-se ao presidente o vol que pelo regi-
ment inlerjio Iho fra dado pela direccao.
O Sr. Pereira da Silva propor o adiamenlo da
qncslio para quando se tratasse e se discolissc o re-
giment interno.
Foi approvado o adiamenlo, volando smenle con-
tra o Sr. Vianna de Lima.
E nada mais havendo a Iratar-se encerrou-se a
discussao.
Na noile do 3 do corrente chegou preso a esta ci-
dade o soldado de i a vallara Antonio Moreira da Sl-
va, que havia morlo sua mulher no lugar de Fra
de Portas; o qual foi capturado no lugar da Serra
Negra, dore leguas cima da villa do l.imoeiro, pelo
Sr. capilao Jos Lzaro de Carvalbo, eommandantc
do deslacameiiltf-Volantc.
j I ^ t> .
Chegou hniitem dosportos do sal o vapor Impera-
lriz, Irazendo-nos' jornae do Rio de Janeiro al 25
do passado, da Babia at JO e deMacei al o do
correnle.
A Iranquilidade pobfica nenhuma alteracjlo havia
sonrdu nesse lado do imperio.
Pencas c quasi de neuham inleresse foram at no-
ticias que nos trantraitlinun s gazelas ; o alm do
ipn' em oulro lugar deixamns transcripto, apenas po-
demos acrescentar o seguate :
Tendo adoecido e 8r. conselheiro Luz Antonio
Barbosa, que hu ponen reassnmira a presidencia do
Rio de Janeiro, efltrou para a administraeo da mes-
ma o primeiro vice-presidente, o Sr. viscoudc de
Bacpendy.
Por decreto de 11 do passado foi agraciado com o
tlirio de barao de Santa Branca, o Sr. Francisco
Lopes Chaves, residente em Jacarehv, provincia de
San-Paulo.
O Sr. Dr. Jos de Almeida CoiiIo juiz de direilo
da comarca de Cabo-Fro, foi Horneado chefe de po
licia interino da provincia do Rio, durante a liceu-
ca concedida ao Sr. Dr. Jos Uicardn de Sa Reg.
Foi condecorado com a commenila da ordem de
Chrslo, o Sr. Franrisco das Chacas Andrade.
. O Sr. Virgilio Augusto Ribeiro de Carvalho, ad-
dido d..-_'.'rlassp na legaeSo hrasileira em Lisboa,
foi nomeado addido de 1: classe para a legaca de
Londres.
No dia 21 do passado, annivertario do fallecimen-
to do fundador to imperio, reanio-se pela primeira
vez em casa do Sr. senador Euzebio de Queiroz, i
commissao cijcarrcgada de promover o leveulameulo
de urna estatua cquestre em boura d'aquelle augus-
to senhor. A commissao resolvea convidar artistas a
apresentarem plaas e desenhbs no praro de tres
meres. para depois chamar a concurso os esculplores
e fundidores.
No dia 19 do passado reassumio o Exm. Sr. Dr.
Joao Mauricio Wanderley a presidencia da.provin-
cia da Baha.
Em Macei leve lugar, no dia 17do referido mer,
a abertura do collcgio dos educandos artfices, a
qne assislio o Exm. vice-presidente da provincia, re-
citando nesse acto urna allocucao o Si. tencnle-co-
ronel Joao llellanniuo dos Sanios, director do mes-
mo collcgio.
Iros. Ha mais de quatro annos funeciona o theatro
de Santa Isabel entre nos, e mais de nina empreza
se tem realisado, e entretanto o Espectador uio po-
der exhibir am s excmpln de qoe, para te verifi-
caren! essat cmpre/.as,o governo lenha maudado afil-
iar edilaes e publicar anuuucios, convidando con-
currentes. Anda o anuo passado, quando o Sr.
Agr tomn ti essa empreza, por cerlo nao houve-
ram annnncios, eentretanto o mesmo Sr. Agr le-
ve competidores, dando-se entre elles a esculla da
administraeo. He coslumc inalleravel e sempre
seguido que aquellet que se propOcm n laes especu-
laces, logo que so liiul.i o lempo da empreza, apre-
sentam-se ao governo c offerecem as suas proposlas
afim de seren consideradas, sendo que por isso,
urna ver nao apparecendo concurrentes, he livre ao
governo da-la ao rico que a pretender, comosac-
cedeu agora, ou incumbi-la a adininitlrarau do met-
mo theatro, quando nenhum ^iretendenle compart-
en. Por lauto, j v o Espectador que a sua ca-
lumoiosa observarse he improficua e miseravel.
Quanto a grande nffensa feita ao svstema repre-
sentativo por nao se Icr anda publicado o novo con-
Iralo, ser bom que o doulo correspondente fique
saliendo, que nao basta coubcccr os meios de furtar
urna firma, e de arranjar quehras proceitosas, oara
fallar cm forma do governo c saber o que ella signi-
fica. Se o Espectador lem gratule inleresse em ler o
novo contrato do Ibealro c comenla-lo pela im-
prensa, peca-o por certidao, que de cerlo nao Ihe
ser negado ; mas nio pense que para satisfarer a
sua curiosidade o governo tem ohricaco de o man-
dar imprimir. Semelhanle pre'.enc.io s pode ani-
nbar-se em uma cabeca Arma de juiro e at de ca-
bellos.
Nao sabemos o que ha da commum entre a admi-
nistraeo ea gerencia do Ihcalro, e auxilio de vinte
coulos de ris que o Espectador julga serao dados ao
Sr. Onalavo .lose do Reg cm favor do seu eslabele-
cimento de refinacao de assucar. Entretanto dite-
mos ao correspondente do Liberal, que tendo orna
lei provincial aulorisado o governo para prestar esle
auxilio, nao admirar a ninguem que se realizem as
suas previsoes. Estamos cerlos de que o Espectador
estimara antes que aquella quanlia Ihe caliisse na
algibeira, como tem acontecido com o dinheiro de
seus credores ; mas infelizmente ninda nao chegou a
poca de auxiliar-se com os dinheirot pblicos a
industria dos banrarroleiros. J uao he pouco o
poderem muilos d'esses industriosos viver fora
das cadeias, e levarem a audacia a ponto de insulta-
ren! impaoemeote as autoridades c aos bomens ho-
nestos.
Duvidamos que erStarJaisaLts d dessos escn-
dalos; pelo menos nem um Brasileiro se atrevera a
lano.
Passando ao poni principal de sua corresponden-
cia, assevera o Espectador, que o lugar de adminis-
trador do theatro, que o Sr. Gustavo overee, he uma
verdadeira sinecura, c sem medir o alcance de suas
palavras, aflirma que no pagamento feilo arbUra-
riamente aos credores do ex-emprezaro Agr, o
Sr. Gustavo procedeu segundo a sua vnnlade, dis-
tribuindo o dinheiro por alguns cmico, cluindo
minios outros credores, c nao se esquecendo de con-
templar uo numero dos bem aquinhoados ao seu
tobrtnho Joao Pfalo de Lcmos Jnoior.
O correspoodenle do Liberal lie sem duvida al-
gum calumniador atrevido, se o nao t-ra nao ousaria
tarer accusacOes, que mais do que ninguem, sabe
que sao falcas.
He por todos conbecido o dcsfeixe da infeliz cm-
prera do Sr. Agr. Oberado de dividas, sem meios
para salisrare-las, abandona.lo pelo Espectador e ou-
lros especuladores, que o haviam compromellido, o
Sr. Agr chegou ao poni de nio poder dar um
passo para diante, apezar de ter direilo a unta in-
demnisacao de seis conlos de rit qne Ihe concede-
r aassembla provincial, e a mais quatro ou cin-
co conlos de res de subvencao, que devia receber.
O Ihcalro ia fechar-te quando o Exm. presidente in-
terven) como Ihe cumpria, rescindindo o cootrato e
pondo o mesmo theatro tob a direccao do respectivo
administrador.
Appareceram entao os credores do Sr. Agr in-
clusivamente o Espectador, disputando a preferen-
cia para pagamento de suas dividas que, segundo
consta, montavam a 30 conlos. Enlre os redores
figuravam os cmicos, que se acbavam por pagar ha
muilos niezes. Emenden o Exm. presideule da
provincia e enlendeo muilo bem, que era essa ama
divida sagrada e que tanto a, JmlleiinisacAo, como a
subvencao que nao tinham tilo recebidas, deviam.
rom preferencia ser applicadaeao pagamento dos ar-
tistas e mais empregados do theatro, que haviam se
engajado por confiarem em uma empreza dirigida
pelo governo.
Verificada essa divida que raonlava cm mais de
12 ceios, enviou S. Exc. por. intermedio da direc-
tora ao administrador do theatro, uma relacao feita
e assignaila pelo Sr. Agr, em que sa mencionava os
nomes dos arl islas c empresadns. eas tommas de
queeram credores, ordeiiaiido-llie qnerdislribuisse
proporcionalmcntc pelos referidos artistas e empre-
gados a quanlia existente cm cofre, que ara de 7
conlos e lanos. te
J se v por tanto que o Sr. Caflbivo nio teve o
menor arbitrio nene negocio | elle nao fet mas do
que executar as ordeos do governo, que lli indi-
coa at pessoas pelas quaes devia ser reito o raleio.
.Ve o Espectador deixou de entrar na dislrbuicao, nao
tai de cerlo por culpa do Sr. Gustavo mas sim pe
la dchciencia da quanlia arrecadada, que nem mes-
mo chegou para pagamento integral dos artilus e
empregados, cujas dividas foram confetsadas pelo
ex-emprerarlo e a esle deve Smc. aecusar or nao
haver incluido na lista que apresentou o nonie d'es-
sa pobre mulher, que tambem fez parte da compa-
nhia e que nao foi paga, e bem assim o do cdbelle-
rciro se por ventura a isso tinha direilo.
Mas dir o Espectador, porque se praticou do mes-
mo modo com o Sr. Lemos Jnior"! Com que carc-
ter figurou csle Sr. para ser incluido no rateio ? Nin-
guem mais do que o correspondente do Liberal sabe
quo o Sr. Lemos Jnior nao figurn como credor
do Sr. Agr, porom sim como procurador bastante
das artistas Raderna, Manoella c Carmella para re-
ceber o quelites havia cabido no rateio, bem como
o Sr. l'olicarpo Jos Laiue por parte de De-Vccchy
<>abrieita e Joanna Januaria, lodos ausentes.
lendo o Sr. Gustavo recebtde ordem para Bagar
aquellos artistas, de certo que nao poda recsar-e a
enlregar o que Ibes compeiia ao seus legtimos pro-
caradores. O que admira em ludo isso, he ver em
aventureiro da ordem do Espectador se animar a escre-
ver para o publico, raenlindo impudentemente e ca-
lumniando a ipi.mos nao se prestara a favorecer ot
seus srdidos interesses.
Resta-nos aiuda responder ao grande crime do
Sr. Gustavo por decapar um empregn, que o Espec-
tador, cm sua alta recreiac,ao,qualilica de sinecura.
O lugar de administrador do theatro foi creado
por uma lei provincial no 'lempo cm que do-
minava o partido praiero, J havia sido oceupado
por 2 individuos. Quaudo o Sr. Gustavo foi nomea-
do para esle emprego deu-se-lbe um regulamenlo
marcando as suas obrigaces, que de cerlo nao sao
pequeas, e be iuconteslavel que lem sido preen-
chidas com reine probidade. Compare-te o estado
cm que se arha actualmeole o Ihcalro de S. Isabel
com odo temnoanierior a adminisltacao do Sr. Gus-
tavo, e recon!iecer-se-ba nao so a necessidade de ad-
ininistradsr, mas aiuda o zelo com que tem sido es-
se logar exercido.
Sabemos que o emprego de administrador d'csle
Ibealro lem sido desojado por muila gente, que nao
pudendo obter para si, procura apresenla-lo como
desnecessario. O Espectador ueste poni nao fez
inaia do que repetir uma vellia cantilena, asamos
porcm cerlos de que anda desla vez as vozes da in-
veja e do dspeilo serSo recebidas com asco e in-
dignacao pattum publico que Taz juslica coSr. Gus-
tavo, queconhece perfeilainente os seus vis detrac-
tores.
A maneira, Sr. presidente, por qae eu tenho pro-
curado tratar nesla cita de lodts as questoes relati-
vas i marinha, descerni i analysc de todas as ma-
terias que Ihe dizeni reapeilo, tralando-se especial-
mente deludo que se pede referir ao ten bem-ettar,
nao s em relacao ao peweal, como ao material, fi-
nalmente esgotando lodos ot fracoa reenrtos de mi-
nha dbil indiligencia em favor delta inatilnicao
que tantos servijos lem prestado ao pata, eegora-
menlc todo esse meu procedimenlo anterior nesla
casa be um protesto solemne e formal contra as in-
sinuacoes que foram lancjadtt sobre mlm na tessao
de honiem ( Apoiados. )
Tambem, Sr. presidente, nao tenho o menor quei-
xurae conlra os nobres deputados por harerem lau-
cado sobre mim essas injustas insiuuacoea, porque cu
derdorei a situarlo cm que cllet se achavam cetloca-
dos, vi que nao faziam mais do qae o que coiUunam
pralicar os tdvogadot tendo de defender ama causa
m. ( Nilo apoiados. Reclamacdei.) Raidos de ar-
gumentos, Sr. presidente...
O Sr. Viriato: O senhor odeade-nos com isso.
O Sr. Augusto de Oliteira : Pois oliendo av^
alguem direndo que defendeo uma cauta m e in-
justa ? lima vet que nio estou de accordo coro n
uobre depulado, nao posso dizer que a causa que elle
i le tienden i be m e injusta?
U Sr. Virialo". Nao entrando na consciencia..
O Sr. Augusto de^Olittira : Qual cooscieneta !
O senhor he que esla piaTiiasando. Ja vejo qne o
nobre depulado quer pralicafTMJe-comigd o que fez
o oulro dia a respeilo da caita da amorlltacib^
O Sr. ir ato : Esta engaado ; eslou satlsnH-f^
lo com a declararlo.
( lio ottlroc apartes ). .
O Sr. Augusto de Olceira : Sr ot nobre de-
putados conliouam a dar apartes por esle modo, in-
terrompendo-me a esdi momento, nao sei como con-
tinuar. A passo que eu desejo ter muto brev*
para nao fatigar a atlenfSoda cata, mat...
O Sr. Viriald&k nm aparte.
O Sr. Prndenle: Atleucao I
O .Sr1. Augiulo it Oliteira : Islo moslra uo
nobre depulado vonlade de jnterromper-me, porque
elle nao deixa terminar uma phrate, alo me deixa
completar um pentameoto...
lima voz: He riza velha.
O Sr. Augusto de Oliteira : .... Perdoe-me o-
nobre depulado direr-lhe qne n3o observa nesle ca-
so para comigo a generosidfde que ce temare sigo
para com S. Etc.
Portante, Sr. presidente, os nobres deputados,
baldos de argameolos com qoe padestem fundamen-
tar suas opinies nesta*maleha, eipraiiram-fc nat
divagiroes, fazendo iqui um grande e pomposo elo-
gio da nobre classe militar. -
O Sr. Brandao : Tenho consciencia deque flz
muito bem.
O Sr. Augusto de Oliteira: Nao neg : fea
muito bem, nao haver nesla casa quero orne con-
testar qae a classe militar nos serve de base princi-
pal para a su-lenlacao da honra, seguranca e integri-
dade do imperio. ( Apoiados ). Voreui, Sr. prn-
denle, os nobres deputados nao quireram aceitar
a discasso no terreno em que eu a coltequei. ( A-
poiados).
OSr. BranSo :- Foi combalido em todos ot
pontos de sua argumentarlo.
( Ottvem-se outros apartes. )
O Sr. Presidente : Aliene*)! Desle modo o
orador nao pode conlinuar. .
OSr. Augusto de Oliteira : Atada proposic30
ha ura aparte, senhores Eu declaro a V. Etc. que
nao proced desta maneira cornos nobres depnlados.
Emquanlo tres oradores fallaram dei apena? doos a-
partes ; ouvi cora toda a attencao a refalacao que
elles procuraran fazer ao qoe eu diste.'
Vma coz : Deixem 0 orador fallar.
OSr. Augusto de Oliteira : Eu dizia antes de
ser inlerrompido. que os uobres^ep^tadna 30 qui
zeram aceitar* discussao no terrentHl que a col-
loquei. Eu disso hontem, Sr. prtal le, que o ar-
ligo proposlo nao me pareca jnsto porque a organl-
sac.io da academia de marinha e da escola militar
nao era a mesma das escolas de direilo t de medici-
na ; e disse urna verdade que todas tabem, qoe si
escolas de direilo ede medicina pertencem ordea
y
C0NNUNIC4D0
Rale-sc de inveja o Espectador e todos os desafei-
Coadosdo Sr. Gustavo, ao verem a estima econtide-
rajao que esle Sr. tem adquerido entre os bomens
sisudos e que valem alguma cousa, salisfeito com es-
la estima e essa consideracao o Sr. Gustavo ri-sc dos
seosmiseraveiscalumniadores.e entrega ao mais com-
pleto despiezo suas intrigase embustes.
Nao concluiremos eslas linhas sem asseverar ao
Espectador, que sempre encontrar promplo para o
combate ao M. Carca.
A nova empreza do theatro de Santa
Isabel.
Pedimos vena ao autor da correspondencia pu
blicada no Liberal Pernambitcano de 211 do corren-
le, sob o tituloA nova empreza do Ibealro de San-
la Isabelpara fazer algumas ligcras e innocentes
rellexes sobre essa p srdido dspeilo de algum Ingisla Iranpolineiro e
affeilo as banca-rolas fraudulentas, do que do iule-
resse, que nella se inculca pela sorle do nosso Ibea-
lro.
" Espectador he assim que se assigoa o autor da
i-o ie-ponileio ia a que nos referimos) moslra-se tao
ciithusiasla e admirador da publicidadec dasdiscus-
scs pela imprcusa, que do cerlo nio nos levar a
mal a liberdade, que lomamos de responder-lne :
estamos mesmos persuadidos de que Smc. nos Tirar
agradecido; vendo que as suas produees v,lo dar
lugar a um dbale do qual naturalmente resultar o
licar a sua pessua al aqui obscura, sendo couhecda
dojpuliliai pernambucano, que de cerlo ignora an-
da quem seja certo estranaeiro, que obrigado a
deivar seu paiz para evitar a cadeia como falsifica-
dor de tirinas, vcio estaheleccr-sc n'etta cidade, aun-
de por muilas veres tem feilo banca-rota, e prati-
cou o acto meritorio de reduzir quasi a miseria um
seu prenle, que leve a infelieidade de confiar-lhe a
gerencia de sua casa.
A imprenta nao serve smenle para calumniar o
governo, e deprimir os bomens honestos, como
talvez suppunha o correspondente do Liberal: ella
tambera se presta a desmasrarar os vclhacos c reos
de polica.
Emquanto port'in nao clieea a occasiao opporluua
de por bem patente a carca do logisla escriplor,
tratemos de sua correspondencia; de oulra vcz.se
for npcessario, nos oceuparemos com a sua c.brouica,
e com a de seu reverendissimo compaiiheiro, que
dao panno para manga*.
Piincipia o publicista dos baleos por admirar-sc
de que cm paiz aou.le existe governo representati-
vo, e onde a coustiluico do estado garante a liber-
dade da imprcusa, o Exm. presidente da provincia
contrataste a nova empreza do theatro tem estabo-
leccr a concurrencia, deixai.dn al boje de publicar
o contrate celebrado com a companhia emprezaria.
Qual o fado de qae pode concluir essa preterido
de concurrencia '. qual o aclo da presidencia que
rrvoli' tt arrorl.Tiimolo i\ pnnnirrpulM pnirvrwv''
21-
Honlem, as 3 horas da (arde, foram lanzados ao
COBBESPOXBEMiS.
Srs, Redactores. Bem que Y mes. ja (enham pu-
blicado em extracto o discurso junio do digno de-
pulado por esla provincia o Sr. Augusto de Oliveira,
confiado cm sua bondade vou rogar-Ibes o favor de
(rancreve-lo por extenso, com o que mullo obriga-
rao a Um seu velho assignante.
Continua a discasso dos arligos additivoss tabel-
las dos ordenados dos lentes dos cursos jurdicos e
escolas de medicina.
O Si: Augusto de Oliteira : Longe da lamen-
tar, Sr. presidente, haver provocado a presente dis-
cussao sobre o artigo addilivo que foi offerecido pe-
lo nobre depulado por Mallo-Grosso, igualando os
ordenados dos lentes da academia de marinha c es-
cola militar aos que percebem os lentes das escolas
de medicina e de direilo, devo regozijar-mc de ha-
ver fornecido aos nobres deputados orcasio de da-
rem uma ampia c livre expausao aos generosos scn-
limentos que palpitara nos seus magnnimos cora-
Ccs pela nobre e Ilustrada classe militar.
Felizmente, Sr. presidente, cu j live occasiao de
prevenir aos nobres deputados nesta parte ; por
mais de urna vez ja live a felieidade de elevar mi-
nli i dbil voz nesle augusto recinto em favor da hon-
ra e inleresse da briosa c muilo Ilustrada classe mi-
litar.
O Sr. S$ra : Obligado.
O Sr. Augusto de Oliteira : Portadlo, Sr. pre-
sidente, os nobres deputados nao fizeram mais do que
repelir aquillo que eu j por veres disse nesla casa,
e por isso nao me farei cargo de responder aos no-
bres deputados, quanto s insinuarnos coudas cm
seus discurto apresentandn-nic como intenso clas-
se militar. ( t/o apoiados ).
O Sr. Sera d um aparte.
O Sr. Augusto de Oliveira : O nobre depnlado
al disse qee minhas expressoes o tinham revollado
rtVelc o arrodamente de concurrentes empreza..
a falla de annunciot e convites ? por cerlo qae oflo,
pois que nunca foi cosame, em parte alguma, nem
mesmo aqui, o poNteetn leilao as emprezasde Ihea- do ja do qae diste honiem'.'
deettabelecimen/os de inslruccao superior, e que en-
tretanto se dava na escolas militar e de marinh a
circumslancias de abromas das materias do seu en-
sino p*riencerem jtatrdem da malarias de ensino
secundario.
Ora, os nobres depnlados nio me leudo refalada
ucsta parle, permittam-me qae eu lhes diga que a
minba argumenlacao esl em n, minhas ideas an-
da estn illesa.
* Eu disse que na academia de marinha e na escata
militar existem aulas de ensino superior e outras de
ensino secundario. Permill-me a cardara que en
Ihe faca a ctposicao da organisacao do entino da
academia de marinha, deitando de proceder igual-
mente a respeilo da escola militar afim de nSo abu-
sar da paciencia da cmara,
Os esludos na academia de marinha esiao dividido*
em tres aunos-^No primeiro aprende-se arithmeli-
ca, algebra al equaees do segundo grao, geometra
e trigonometra plana; eale anuo tem una aula se-
cundaria que he a de apparelho.
Pergunlo a cmara, a lodos ot qne aqui se acham
presentes, vislo qne faHo perante ama corporacao
tao Ilustrada, eslas materias tao as racimal que te en-
sinam nos estabelecimealos de inslruccao secunda-
ria? Pois a arilhiuelica, algebra at esauaces de
segundo grao, e geometra, nao he o mesmo qoe
se cnsna no collegio de Pedro II e cm ledo ot col-
leios reaes de Franca ?
O Sr. Correa das -Veces : O apparefhn tam-
bem?
O Sr. Augusto de Oliteira : Nao, porque j
mesmo pela organisacao da academia de' aaariaha o
profettor de apparelho tem vencimealn menor do qae
o dot de malhematica.
O Sr. Brandao : Peco a palavra para respon-
der.
O Sr. Augusto de Oliteira : J se v que live
razan quando adirmei que maleriies existan na a-
cademia de marinha qae perlenciam ao entino se-
cundario.
No segundo anno dessa academiaensiua-se algebra
superior, calculo differencial e iulegral e mecnica.
Nao tenho a menor duvida de aceitar pira eslas ma-
terias a clf.ssilicac.ilo de iaslruccao superior.
O Sr. Siqueir Queiroz : Entao d para os
lentes que as ensinam o augmeuto de ordenado.
O Sr. Augusto de Oliteira : Tambem nesle
anno ha uma aula secundara, que he a de desenlio e
archilectura naval, cojos professores, segundo o or-
eanieiitn que leoho, parece qae percebem melado
do que vencem os professores das oulras materias.
O 3. anno compe-se de trigonometra espherica,
navegacao, tctica naval c theoiia das machinas de
vapor ; e as classes secundarias sao de artilharia,
observacoes e theoria de instrumentas.
C Sr. Sera : Bagalella !
O Sr. Augusto de Oliveira: Tem muila impor-
tancia, mas ja sao classes secundarias.
AIem disso, Sr. presidente, existe ama nula de es-
grima na academia de marinha, e na escola militar
ha tambem aulas de esgrima ede equilarao.
OSr. Ministro da Marinha : Os que ensinam
isso nao sao lentes, sao meslres.
O Sr. Augusto de Oliteira : O nobre minis-
tro com a sua observacao ja preven io toda a forca da
argumenlacao que vou fazer, e he que a emenda a-
prescutada carece de'dcser.volvimcnlo, porque
lou persuadido de que os nobres deputados
apoiam a idea de que os professor-evinerecem algum
favor, nao podem recusar que elle se eslenda a lodos
os que se occupamdo ensino nesseseslabelecimenlos.
Pela emenda esl islo obscuro, nao sei se ella chama
lentes s aquellos professores que fazem parle da
congregacao.
t) Sr. Sera d ura aparte.
O Sr. Augusto de Olireira : Yeja V. Exc. em
que ronfusao j estamos. /
(lia um aparte.)
J um nohre depulado que apeil a emenda nao
pensa como oulro nobre depulado que a sustenta
igualmente. Portante lie DOOttBario que se expli-
que na emenda quaes sao os funccionarios a quem
ella se refere, porque eslou persuadido que os no-
bres depu'ados que apoiam a medida nao qaererao
que um meslre de equilarao e mesmo de desenlio e
de apparelho lenha o mesmo ordenado que um lente
de economa poltica, ou um lentede anatoma.
O Sr.. Sigueira Queiroz :.Cmenda s falla cm
lentes. *""
O Sr. Augusto de Olitrira :O nobre depulado
que sempre me honra com os seus apartes esta em di-
i-
.
i'
t
y
r
i
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la a- ^-
*ue
/,
por tal maneira que o haviam decidido a temar a pe
lavra. Como he que o nobre depulado esl esqueci-1 vergencia curo o nobre depulado que se tenia m
[ nha direila ; anda ha pouce o nobre depulado disse
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!-
DIARIO OE PRNAMBUCO, QUINTA FEIRA 5 DE OUTUBRO DE 1854.
.
!
que enliodU que a emenda comprebendia lodos os
professores.
O Sr. Sera : Lale faz mulla dferenra de
meslre.
{Otttem-te outros apartes.)
O Sr. Augusto de Oliveira : Emfim, Sr. pre-
sidente, felicito-me de ter feilo os nolires deputados
chegarem a um accordo. (Oh I oh Bisadas.) J.i
nao existe entre piles a divergenrii em que estavam.
Has considerando o artigo debaixo deste ponto de
visla. elle he injuslissiino ; porque, Sr. presidente,
qaando se trata de beneficiar 01 funeconarios le urna
repartiese qualqucr, deve-se estender o beneficio a
lodos cora igualdade.
O Sr. Siqueira Queiro: : Silo be isso o que
quer o notare deputado.
O Sr. Augusto de Oliveira : O nobre depuladn
para que est interpretando a miulia consciencia ?
Eu nuda Ibe nao dei csse direilo, permuta que Ih'o
dista. Pois eu j cnuncici a nimba opiniao ?
fO Sr. Siqueira Queiro: : Nao esl duendo
/que quer igualdade '.' He o que nos queremos.
O Sr. Augusto de Oliveira : Mas o uubre de-
putado nao quer para lodos os funccioDarios desses
estabelecimeutos, quer o beneficio s para os lentes;
mas se se melhoram os ordenados destes. melhore-
s tambero o de lodosos outros funeconarios, c la
roaneira pruposta nao ss consegue islo.
Dizem os nobre deputados que os Icoles da aca-
demia de marinlia lem direilo a perceber as mesmas
vanlagens de que gozara os lentes das academias de
direilo e do medicina (apoiados) ; mas eu lembro
aos nobres deputados que semelhaiileprclenco lem
cunta si a pralica constantemente seguida em lodas
as nacoes eslrangciras.
O Sr. Firialo : Nioapoiado.
O Sr. Augusto de Oliveira: O nobre dcpulado
no consulten o que se passa a este respeilo as na-
c,6es eslrangeiras, c j me iulerrompe t '
O Sr. firiato di um aparte.
O Sr. Augusto de Oliveira :Pois como me d o
nobre deputado om nlo apoiado apenas emiti urna
proposicao, e quando vou tratar de prova-la !
Disse eu, Sr. presidente, que esta pretendo dos
nobres deputados aclia-se contraritida pela pralica
seguida em todas as nacoes eslrangeiras. Limitar-me-
hei a citar duas legislantes, islo be, as da Franca e
Blgica. Em ambos esses paizes os lentes das escolas
militares lem menores trencimenlos do que os lentes
das escolas de medicina e de direilo.
lima voz : Em toda a parle.
O Sr. Augusto de Oliveira : Km Franca, an-
da disse honlem recorrendo i minha memoria c lem-
brandsime do que diziam os meus professores de di-
reilo, elles percebem o ordenado de 8,000 francos, e
os ordenados que acabam de ser marcados por urna
nova lei para o prytane imperial militar vanara de
1,500 francos al 3,00. Veja a cmara a diiTeren-
ca ; os de direito lem 8,000 francos. Na Blgica
(obre este ponto poda a cmara ter f nas minlias
palavras, porque copiei os algarismos de urna esla-
tislica official) a legislarlo he a seguinte : Os profes-
sores das academias de direilo lem 6,000 francos ;
os professores da escola militar, em numero de 33,
percecera apenas o ordenado de 3,000 francos.
O Sr. Goes Siqueira : lie urna verdade.
O Sv. Augusto de Oliveira: Ora, os nobres
deputados sabe ni qne resses paizes a classe militar
goza seguramente de mais vantageus, be mai favo-
recida do que entre nos : nao he possivel favorecer
mais a classe militar do que o lem feilo a Franja.
O Sr: Sera : Ha razoes para duvidar.
O Sr. Augusto de Oweira: O nobre deputado
sabe qne o actual governo da Franca cslrihi-se e
fotifica-se na forra militar, lem interesse em conser-
var essa classe semprc siitisfeita.
O Sr. Sera : E lem juizo.
O Sr. Augusto de Oliveira : Porlanlo, ainda
que a emenda proposta livesse por fim beneficiar a
classe militar, como dis-.c o nobre deputado...
O Sr. liriato : Eu nao disse tal.
O Sr. Augusto de O'iveira : ... c fosse rejeita-
da, o vol da caara nao poda ser interpretado co-
mo oflensa a classe militar. (Apoiados.)
Sa o nobres deputados lera tantas razos, pura
querecorrem a esses aigumcntos, para que excilam
certas ideas tendentes a tornar urna classe iuteira
odiosa contra todos aquelles que nao p.rrtil lam o
pensamenlo consignado na emenda proposta '.'
Supponho, Sr. presidente, que o nobre dcpulado
por Periiambiiro^taojiisistir niais na argumntatelo
que fez hoolm a respailo da imy.n lancia do eusi-
no da arillunetica ; suppondo que o nobre deputado
cora a reflexao da noile, com a calma da meditaran.
ha de estar convencido de que est em erro. Eu
nunca neguei a ulilidade das mathemalcas ; mas,
seuhores, quem nao sabe que os mathemalicos, se-
gundo suas, diversas cilhegorias, comprebendem
materias de ensino clrmenlar, secundario c su-
perior *
O Sr. Sera: Sao o a b c de toda a sciencia.
O Sr. Augusto de Oliveira : Sim, assm como
he o a b c da inslrucrao secundara, o 1er e escrever.
Ora.se a arithmehra lem essa alta imporlaucia, por
que he a chave de ludo...
O Sr. Sera : Nao ; as niathematicas.
O Sr. Augusto de Oliveira : ... entaodigo que
o ensino primario anda he mais importante, e neste
caso doremos dar aos professores de primeiras le
tras os mesmos veocimentos que lem os professores
das aulas superiores. He ao que conduz a argumen-
tarlo do nobre deputado.
Dentis, seo nobre diputado calende que rpela
importanciadas materias tal qual ellea figura sedevem
augmentar os ordenados, en pergunto, Sr. presiden-
te, onde fica a igreja 1 Pois, senhores, ha cadeiras
mais importantes do que as cadeiras dos semina-
rios '! (Apoiados.)
O Sr. Pinto de Campos : Nao falle Disto, que
fica interdicto.
O Sr. Augusto de Oliveira: Ha nada mais
importante do que a cadeira de ideologa e de insli-
tuiQOes cannicas ? E qual lie o ordenado do seo
proessor ? Nao sabis que um professor do semina,
rio lem apenas o ordenado de 1:0008 ?
O Sr. Sera : E quem he o culpado dislo'?
O Sr. Augusto de Oliveira: Eu fallo neste
objeclopara mostrar que o nobre deputado esl em
parfeilo erro : para elle ser justo devia advogar a
classe dos ministros da igreja.
Q Sr. Sera : Ora, o militar he que ha de ad-
vogar a classe da igreja ? Eu drogo a elassa a que
pertenco,
ii Sr. Augusto de Oliveira : Pois eu advogo
todas, porque son representante da uacao. {Apoi-
adoi.)
Porlanto ja v V. Et. que, a proceder a argu-
mentado do nobre debutado, deveriamos augmen-
tar os ordenados de lolos os fuuccionarios encarre-
gados doensno primario, secundario e superior.
O Sr. Sera : Pois mande emenda, que cu vo-
l por ella, principalmente a respeilo dos padres.
O Sr. Augusto de Oliveira : Disse lambem
oulro nobre deputado por l'crnambuco que lal era
- influencia que cicrcia na socedade a classe mili-
f
lar, qne seguramente is lentes encarregados do en-
sino pertencenle a esla classe devam merecer os mes-
mos favores que os lentes das escolas de medicina c
direilo ; e no correr d.> scu discurso o nobre depu-
tado parecen indicar que o ensino a cargo das aca-
demias de marinba e militar poderia diminuir deim-
portancia se por \entina nao se dssecsse augmento.
Ora, permita o nobre deputado que en Ibe diga
que, embora os lentes da escola militar c da aca-
demia de marinba possam ter direilo mui fundado
para esper*.gfsc augmento de ordenados, eslou
persuadido de que a esses dignos funcionarios so-
bra patriotismo para procuraren! sempre cumprir
religiosamente scus dc>eres, indepeiidcute de qual-
quer novo favor que se Ibes conceda.
O Sr. Siqueira Oueiroz : Qne bella pana-
cea !...
Urna voz :Se nao quizerem largucm as ca-
deiras.
O Sr. Augusto de Oliveira:Disse tambera o no-
bre deputado que pela le que nstituio a escola mi-
litar es seus lentes linbain direilo de perceber as
mesmas vanlagens dadas aos lentes de direilo e me-
dicina. De mancha qticscgundo a opiniao do no-
lire deputado, a emenda nao faz mais do que real-
sar una prouiessa ja (cila ; mas observe o nobre
deputado o que se d a respeilo dos lentes de di-
reilo e de medicina ; sabe o nobre depotado que ha
quem saleada que esses lentes lem direilo s mes-
mas vanlagens e honras que lem os desembargado-
res, ao passo que os ordenados marcados pelo mesmo
ministro do imperio que emttio essa proposic.lo no
senado nao eslSo de acord, porque os desembarga-
dos lem 4:0008, e os ordenados marrados na tabel-
la para os Untes So de 3:-200$.
Tamhem lembrarei ao nobre deputado o qne se
passou a respeiro do conselho de estado; a lei que
creou esse conselho de estado dizia que os conse-
Iheiros perceberam a terc,a parta dos vencmentos
dos ministros de estado ; quando a cmara ha al-
guns annos passados julgou dever nuumentar os
vencmentos dos ministros de estado, entendeu qne
nao devia cumprir essa promessa, c por urna emen-
da se delermuou que osconselbos de estado conli-
nuassem a perceber os ordenados que alceuto per-
rebiam...
O Sr. Gomes Itibeiro :J la vai isso.
O Sr. Augusto de Olireira :Eslou me referiudo
aquella poca, ludo que lenho dito a este respei-
lo serve para mostrar que, embora o nobre depu-
tado queira en\ergar na IcgisIncAo essa promessa,
podo deiiar de a cumprir sein faltar ao decoro, e
tendo em scu abono os precedentes havidos a respei-
lo de oulras classes.
Enleudo, Sr. presidente, que essa emenda tam-
hem traz comsieo um grande inconveniente, que
hq ir eslabelecer urna especie do rivalidadc entre
os diversos membros da classe militar, collocando
os lentes em pofio(a superior em vencmentos a ou-
tros militares de maior catheuoria...
O Sr. Sera:Entre os militares nao ha rivali-
dades.
O Sr. I irialo :Esse argumento prova de mais.
O Sr. Augusto de Oliveira:Dcvo dizer aos no-
bres deputados que se fizeram cario de fazer a
descripcito dos ttulos de benemerencia que lano
ennubrecem a classe militar, que se houveram com
parcimona e alo com iqjusUea ; a classe militar nao
se distingue smente pela bravura de seus aclos e
pela imporlaucia dos servicos que faz, ella lambem
se distingue pela economa que preside a todos os
aclos de sua vida ; o militar entre nos, que lem or-
denado muilo inferior a outros empreados eivis
de igual calhegoria, vive, nao com tanta oslen-
lae,ao, porm com a inesma boncslidade. {.tpoia-
do.)
Se os nobres deputados qocrein beneficiar a clas-
se militar, eu pedira a sua coadjuvaco para prin-
cipiarmos pelo triste sold do pobres soldados
(apoiados), c nao olbar-se smente para o ordenado
dos lentes, que os nobres deputados sabem que ape-
nas cnlram naquellc estabeleciinento perdem o
amor a farda, ou pelo inciiqs perdem a occasio de
correr peiigos, c couduzir os nossos bravos ao cam-
po de batalha para se cobrirem de gloria. (cas
reclamares.) Desejaria que os nobres deputados,
loiige de conceder nicamente beneficios aos len-
tes da escola militar c de mariiiha, isiialaudo seus
ordenados nos dos lentes das academias jurdica e
de medicina, sfim de que nao baja dcsigualdade,
lambem se lembrassem que um coronel commau-
dando um balalhao, prestando grandes serviros ao
estado, vr a Icr menos do que qualquer dos lentes
da escola militar...
O Sr. Brando:'lambem se lmanla isso.
l'm Sr. Deputado:Os Irabalhos inlcllecluaes
sempre foram mais bem pago* do que oulro qual-
que trabalhn.
O Sr. Augusto de Oliveira:J.i v V. Ezc, Sr.
presidente, que ainda por esse lado a emenda oHe-
rece graves inconvenientes, e que porlanto devemos
reserva-la para occasio masopporluua...
O Sr. Aprigio :Apniado.
O Sr. Augusto de Oliveira :... para quando
traannos das quesles relativas i classe militar.
A cmara sabe que qualquer beneficio que lenha
de se fazer a esla briosa classe, por pequenu que seja,
ha de avullar muilo no orcamcnlo por causa do
grande numero de pracas de que ella se compe ;
conve.ii pois quesejaroos o mais econmicos possi-
vel, por cmquanto, afim deque a nossa receita assiin
angroanda por mcio de nossas economas. Dna-
nos habilitar para o futuro a fazer um beneficio
mais util a classe militar do que o nico augmento
das ordenados dos lentes da escola de mariiilia c
militar...
O Sr. Candido Borges :Isso nao lie bem clas-
se militar, he dos lentes.
JJ Sr. Augusto de Oliveira :Perdoe o nobre
deputado, e petanill i dizer-lhe que parece -me nao
ouvo as minli.is palanas.
O Sr. F. Octaviano :Mas o que deve saber he
que se trata do ensino superior e nao da classe mili-
tar. (.Ipoiados.)
O Sr. Candido loryes d un aparte.
O Sr. Augusto de Oliveira:llevo dizer que a
classe militar em ludo c por ludo he differente das
Heais das-es; al cilarei o exeinplo da Blgica,
onde o ensino publico se ada dividido em tres or-
dena, ensino primario, secundario e superior para
Indas as mais classes da socedade, haveiulu um
quarta ordem cnmprehendcndu o ensino da classe
millar, o qual se subdvide igualmente em ensino
primario, secundario c superior ; e osaofiicaes en-
carregados deste ensino percebem ordenado dille-
rento dos ordenados marcados para o ensino su-
perior na ordem civil ; j ve pois a cmara que a
classe militar em ludo e por ludo he urna especiali-
dade.
Nao quero, Sr. presidente, dizer, nem sustenla-
rei qne nao se deva augmentar os ordenados de al-
guus dos lentes das cadeiras da academia militar e
demarinha; esse augmento pelos principios de ni-
\clmenlo de que fallou o nobre deputado pode ser
at certo ponto justo, mas da mam-ira porque a e-
meiida esl redigidahe impossivel que ella passe; c
demais senhores, csse svslema de ni vela ment em1
ludo o por ludo nao pertence ao systema que nos
rege....
O Sr. Gomes llibeiro: He da nossa conslilu-
icao.
O Sr. Augusto de Oliveira:.... e pertence a
urna nutra ordem de ideas novas, que sao boje re-
provadas e condemnadas pelo bom senso e Ilustrado
do seculo cm que vivemos. Porem nas acluacs cir-
cumstancias, o que convir.i fazer he remoller essa
emenda a urna commisso, para ella varquaessao as
materias que perlcucem ao ensino secundario c su-
perior.
Tambem, Sr. presidente, ha nutra que-lo a re-
solver, e be sobre a aposenladoria e reforma por-
que a cmara sabe que as leis que resera a aposen-
ladoria nao, sao as mesmas qae regem ,as rcforrrfas; e
perguulo eu, um lente quefor militar lera direito ao
mesmo lempo reforma e aposenladoria?
(Ha um aparte.)
Nio ada, Sr. presidente, V.Ei. que ser melhor
que tsse artigo v a urna commisso para que ella o
redija melhor, preveniudo lodas hypolheses? Tam-
bem nao juica V. Ex. que, se por ventura a com-
misso entender que alguns lentes ou outros funcio-
narios dessas duas academias lem direilo a algum fa-
vor, ella poder propor essa medida? Parece-me
pois provada a conveniencia da reraessa da emenda
a urna commisso, que deve ser a de instrucao pu-
blica.
Urna voz: E tambem a de fazenda e orramenlo.
O Sr. Augusto de Olveira:Enlcndo que a co-
missao mais apropriada lie a de instrucao publica,
mas todava convirci que seja remen ida a emenda a
outra qualquer commisso que os nobrts deputados
quizerem.
Eu deixo, Sr. presidente, de me valer dcalgumas
palavras muito eloquentes pronunciadas boje na ca-
sa pelo digno presidente do conselho.
Urna voz:He verdade.
O Sr. Augusto de Oliveira:O nobrepresidentc
do conselho vco boje como umanjo tutelar nos indi-
car a vereda que devemos seguir, islo he. lembrar-
nos que he preciso seimos bstanle econmicos. (A-
poiados.) Realmente, Sr. presidente, cu uo sei co-
mo o governo poder cumprir lodos os encargos do
orcamenlo. (Apoiados.) Nao pense a cmara que
esses reeeios de que fallou o nobre presidente do
conselho nao sejam muilo fundados....
O Sr. Aprigio:Mais que muito fundado.
O Sr. Augusto de Oliveira: ....porque eu vi
urna caria escripia da Europa por urna alta persona-
gem que se interesad muilo pelos negocios do Brasil,
na qual se dizia ropeus podio altamente prejudicar os interesses do
Brasil delinhando o seu commcrcin {apoiados); c a
prova disso a cmara j lem, porque ella ve a renda
das nossas allandegaa irem diminuidlo; alem de que
a cmara se lembrar que o nobre presidente do con-
selho nos disse lambem que as nossas despezas li-
nham de crescer considcravelmeolc, ja com o con-
trato feito para a navegacao do Amazonas, ja com a
illuminac/in a gaz desla capital, j com o novo con-
trato da navegacao a vapor para o norte e sul, j com
as novas estradas de ferro, e cmfin com oulras ne-
cessidades que lem de ser allendidas; porlanto estas
palavras tao significativas, pronunciadas pela pessoa
que se acha enllocada em urna posic.lo la elevada,
devera ter calado no animo da cmara e de alguma
maueira tlcvem favorecer ao adiameuto que vou
propor, acbaiido-me mesmo convencido quo o nobre
ministro da mariuha que esta' presente nao dcixara'
de o adoptar,porqueuao ha dcdivrgir do pensamen-
lodo nobre presidente do conselho, visto que S.Ex.
hi convencido nao s do nosso triste estado de fi-
nanzas, como dos encargos que pezam sobre o (lie
souro....
O Sr. Brando d um aparle.
O Sr. Augusto de Oliveira:Porque se commet-
teu um erro devemos commoltcr outros?!
O Sr. Brando:Para que se augmentramos or-
denados dos conselheiros de estado!
O Sr. Augusto de oliveira:Admira-me que o
nobre dcpulado me faca essa pergunta quando o no-
bre dcpulado deve saber que cu me oppuz a esse
augmento, e sabe pcrl'ei lamen te que nunca voto en-
capotado.
O Sr. Siqueira Queiro::Niugucm vero de ca-
pole para aqui.
O Sr. Augusto de Olireira [dirigindo-se ao Sr.
Siqueira Queiro::Ao nobre deputado sobra intol-
ligencia para comprehender o sentido de nimbas pa-
lavras, assim como sabe que eu sou aqui o mesmo
que sou naquellc. corredores.
Sr. presidente, julsohaver dito quanlo he bastan-
te para sustentar o requerimento de adiameuto que
mu mandar a mesa, c em conclusao direi que niu-
guem nesta casa lem sentimentos mais favoraveis i
classe militar do que cu, e que se nao posso conse-
guir a realisacao de aedidaa favoraveis a essa tao
briosa classe he somenlc por causa da minha insig-
nificancia nesta casa, porem lodas as vezes que os
nobres deputados apreseutarem ideas favoraveis a
essa classe, idi'-as que forem rcalisavcis, c na aleada
de nossos rerursos linanceiros, pdenlo sempre con-
tar com o nieu vol. (Muito bem. muito bem.)
O Si. Aprigio:Fez o servir de deputado.
O Sr. Gomes Itibeiro:Assim be que eu goslo de
ver.
He apoiadn o seguinlc requerimento:
o Kequeiro que o artigo sobre a academia de ma-
rraba, etc., soja remllelo a commisso de inslruc-
So publica.S. a ti.A. de Oliveira.
A' provincia de Sergipe.
Senhores liedaitorcs : (1 amor, que quasi to-
das as pesseas I em a lorrao natal, faz lornar-se-
lhcs como um dos objectos mais charo no mundo, a-
conipauhando-lbes desmarrada satisfacao cm es-
forcar-se por seu progresa ; neste caso, pois, nos
consideramos, quenulrindo os mesmos sentimentos
para com a provincia de Sergipe, por della ser-
illos lillio, muilo nosapraz o sou auumenlo, e como
nao podemos pela nossa actual posico social, ainda
us aprescnlarmos a campo para niel luir desempe-
nbarmos a raiaso ele que nos adiamos encarrecn-
dos, occullamente vamos dizer alcuma cousa que
sentimos, em ronsequcucia das noticias, que dahi
temos lido, formando-nos nicamente no deizejo de
querermos sua prosperidade, e afiaslando de mis to-
da eqnnlqner idea poltica.
I.emos com summo prazer o relalorin apprescn-
lado pelo presidente, o E\m. Sr. Ignacio Joaquim
Barbosa, na occasio d'aberlura d'asscmbla provin-
cial, por dclle colligirmos que o Exm. presidente
nao segu cecamente as opinioes polticas, e se lem
lomado um pcrfcil delegado de S. M. o Impera-
dor, empregan I os meios, que esta a scu alcance,
para o bem estar da provincia,
I.emos no mesmo rotatorio a idea, qne elle appre-
scnlou a assemhlca, afim de que ella lizesse o lyceu
da capital dividii-se, de modo que os] principaes
punios da provincia licassem com algumas cadeiras
secundarias, c que lambem llic aulorisasse a crear
oulras cadeiras nos mesmos pontos ; fui pela mes-
ma assemhlca approvada a nica do Exm. presiden-
te, c aulorisado a crear cadeiras, que julgasso ne-
cessarias, Horneando professores para rege-las.
Nao piulemos deiiar de louvar ao Exm. Sr. Bar-
bosa, pela idea, que de alguma sorlc lie proveitosa
para a mocidade sergipense, porm tambem nao po-
demos deixar da censurar da nonieaca l'eila pe
mesmo Exm. Barbosa, na pessoa do Sr. Dr. Anto-
nio Itibeiro Lima, para regencia das cadeiras de
pliiiosophia e francez, creadas na cidade da Balan-
cia, perceliendo elle o ordenado animal de 1-20O?j
res, nao porque dcsconliecamos na pessoa do Sr.
. Lima aplidSo para lal empreo, c sim porque o
Exm. presidente devia altcnder que cxislem'ha pro-
vincia pessoas ta habilita-las, como elle, e senil
lilbos da proi incia nao se acharo nas inesmas cir-
cunstancias que o Sr. Dr. Lima, leudo a oiedecina
para della tirar sua subsistencia, que he um dos m-
dicos de mais ch uira da provincia ; porem conce-
damos que S. E\c. quizesse fazer-lhe esla graca
per algum favor presladot>or enea provincia, to-
dava salisfazia-lbe muilo bem, Humeando para urna
das cadeiras, e na accumulando, que* na he de
coslumc, posto que ahi se lem infelizmente adopta-
do isso ; como se vi! pela resoluc|o d'assemblca do
auno passado em que annexa a cadeira de rhetorica,
a de gaograjthia, teccionadaa pa' um mesmo lente,
o que nos causou admiracao, c mais perqu astas
accumula^oessemprevcemcmprovcilodosSrs. depu-
tados, que fazcm e bapli/.ain : porlanlo chamamos
ao governo da provincia, que lomando cm conside-
rarao laes aclos, recto, como he, tara com que ces-
sem semelhaiilcs abusos, obrando com mais acert a
este respeilo.
Foi-nos tambem de grande adrarac,ao o acto d'as-
semblca provincial deste auno, resolvendu que u
cargo de escriyao de orphaos da cidade de Larangei-
ras fosse dividido, nao acontcccndo assim para com
os outros de cidades, que se acham a par de l.aran-
geiras, como a da Estancia, que nada cede a esta,
ao que nao podemos altribuir senao i paixocs pol-
ticas, e desejamos que o governo imperial anles de
nomear oulro escriv.lo, peca as respectivas infor-
mares,qiie scndo-lhe dadas com justica, aflirma-
mos que lian liau-ru alteradlo alzuuia no lugar de
cjcrivao de orphaos da cidade de l.arangeiras.
I.embrames ao Exm. Si. Barbosa ja que lem lo-
mado immensa parle pelo progresso da provincia,
como he do scu rigoroso dever, |rara que na futura
sessao d'assembla empregue os esforros, aliin ile
cuuseguir della alguma quantia para mclhorar a
imprensa na provincia, por ser grande vcrgouha nao
haver um jornal importante, dando causa por con-
seguiute a provincia Tier era abandono esqueri-
meulo, fallando urna falla, que nrreos fados del-
la, quer sobre commercio, quer sobre ludo mais,
o que inflnc bstanle para o augmento de qualquer
parle : assim como lambem espeamos d'assemblca
em sua vindoura sessao, fazer com que os discursos
sejo publicados, o que ha muito nao succede.
Sobre a rebocagem a vapor muito nos gloriamos
saber que essa empreza vai leudo grande impulso
pela prntecrau da provincia, com especialidade de
seu chele, e breve leremos de ver o seu xito. Sou-
bemos tambem que se tem de fazer da capital para
l.arangeiras urna nova estrada, no que concebe-
reroos grande satisfacao, seno Mear smente em
projeelos.
Sorprendidos ficamos com um annunrio, que lo-
mos em um jornal mais publico da provincia, em
que propunha-sc um negociante da capital a procu-
rar dinheiro das (hcsotifarias com a commisso de
2 por cento nas quanlias que liquidar, e de 1 por
ccnlo adiantaiido um mez de ordenado aos empre-
gados; a sorpreza mo foi smente da proposta,como
por ser publicada por um jornal do governo ; des-
cncamos porque S. Exc. far sarrar semelbanle ou-
sadia do tal negociante, querendu com os mesqui-
nhos ordenados dos empreados fazer negocio, lu-
crando grande soinma de dinheiro.
Aproveilamos a occasio para signilicarmos o
sentimento, que tivemos com a perda de um do
mais Ilustres scrgipanos, o Kvm. Sr. coneuo Jos
Fraucisco de Mcnez.es Sobral, delegado de Sr. Exc.
Kvm. arcebispo da Babia ; loi pranleada por toda
a provincia a morle des^: hornera, que era digno de
toda estima e respeilo, por scu carcter jusliceiro,
e por sua alta postea, e cm recompensa aos Sergl-
panos por lal acoiilecimenlo, esperamos que S. Exc.
Kvm. far substituir o scu lugar por oulro de iguaes
virtudes.
Ficamos aqui, Srs. redactores, com a trela, que
encelamos de approvar c censurar os actos de nossa
provincia, e como temos de ser frequcnles nas co-
lumnas do scu Diario, desde j pedimos que por
hondado nos queiram aceitar e inserir no scu jor-
nal estas tinhas, que grato Ibes licarn
O Sergipano.
Hecife3l de asoslo de IS.
jurisconsulto, porque elle razia entender lodos que
quera zelar os iuleresses da cmara ; mas o que,
Srs. Redactores, todo este negocio elle fazia de com-
muiii acenrdo com o presidente da cmara, o Sr. co-
ronel Jos Cavalcanli Ferraz de Azevedo, segundo
dizem, porque ainda nao estavam habilitados o Sr.
Antonio Lourencu. protegido do presidente da cma-
ra, como he publico e notorio tiesta cidade, e lam-
bem o irmao do Alexandro lle/.erra le Albuqiierque
Barros, o Dr. de borla e rapcllo, \ cenle de Paula
Cavalcanli, como chama-lhe o Vicloriense. Todos
diziam, olbem queo Sr. Alexandrnho he mui grande
capacidade, mal empregado nao scchamar o.... Fn-
dou-se o da i 5 corn dbales inuteis, e por fim, nao
houve arrematares ; mas julgou-so nesta occasio
habilitado o protegido do presidente, o Sr. Lucio,
genro do major Jus.lcronvmo, eo -obrinlio do pre-
sidente, e lilhodo digno advocado e secretario da c-
mara, o mcu amigo o Sr. coronel Tdiurtino Pinto de
Alinela, que bem a man grado scu vio-mc inabili-
lado : fui tambera habilitado o Sr. Jos Caclano, e
inabililado o Sr. Evaristo Vellozo da Silvcira, como
eu fui.
Visto uo Icr havido as arrematadles neste dia, a
cmara delerminou as arrematacoes para o dia 18, e
naoliavendo ncsledia numero suilicienle de verea-
dres. a cmara emprazou para o dia >>. Tendo eu
ollcrccido o Si. Paulo Bczerrapor meu fiador no dia
11, e leudo esle sido recusado, fui buscar um oulro
meu amigo o Sr. Jos Joaquim de Mello, hornero ri-
co c proprietario, para o apresentar como meu fia-
dor no dia 2 : notcm bem, Srs. Ktdaclores, que na
sessao do dia I i os vereadores, que concorreram, fo-
ram os Srs. Jos Cavalcanli Ferraz do Azevedo, co-
mo presidente, Francisco Paulino (iomes de Mcilo,
Paulino Teixeira de Carvalho, o lllm. Sr. Alexan-
dre Bczerra de Aibuquerqne Barro, e finalmente o
Sr. Antonio de llollanda Cavalcanli, e quaes os que
se apresenlarain no dia 2T Farad os Srs. coronel
Ferraz, Anlouio .loao de Lima, Alexandre Bezerra
de Albuquerque Barros, Antonio de llollanda Ca-
valcanli, cIgnacio Joaquini Hale lio, pegado a denle
de cachorro, nao apparecendo mais os Srs. Paulino
Teixeira de Carvalho, dizenilo, que com elle a cma-
ra nao fazia mais suas arremalacoes, he de suppor,
que esle Sr. presenciaste alguma cousa na cmara,
que Ibe naoagradasse'; e Francisco Paulino Gomes
de Mello, que lalvez nao apparecesse por ser meu
gratuito iuimigo, e por pensar, que com sua ausen-
cia, me fazia muilo mal. Chegandoo dia -2-2, depo-
silei sobre a respcilavel mesa o meu requerimeuto,
nircrecendo novo fiador, epedindo mais que admil-
lisscrn o Sr. Paulo Bezerra, que tiuha sido engeila-
do na sessac do dia I i, como dando mais forja ao
meu pedido, lomaapalavra o magnnimo advogado
Alexandre Bezerra com um tom oratorio, para dizer
que os meus fiadores nao tinliam capacidade pafa
pasare m urna arrema tacan de 2 a 3:0009000, mas os
Srs. Antnnio Juan e Antonio dellollanda, vendo que
era islo urna opposicJo formal, decidiram que os
meus fiadores cram capazes eidoneos;o tal veraedor,
pegado a denle de cachorro, nao leudo conhecimenlo
algum ueste lugar, e nao sabendo dos possuidos dos
meus fiadores, acreditando no advogado que a miro
fazia (anta opposic,ao, volou contra inmi e com o vo-
to d digno presidente que tambem me fazia fortes
opposicoes, foi decidid contra mim, e assim fui ex-
cluido das arrematacoes assim como o Sr. Lucio.
genro do major Jos Jernimo, que na sessao do dia
1'i fora habilitado. Que conlradieao isto he zelar
bstanle dos interesses da cmara ; vamos adianto.
Senhur advogado, na he muito decente, segundo
dizem os meninosda ra, Vmr. ler apprescntado o
seu irmao Vicente de burla e capello como habilitado,
fazendu tanta opposicao aos outros, dizem que he
muilo amor proprioe al dizem que Vmc. ti/era isto
alim de queo seuhor seu irmao com a dimiouica
de outros prctendentes mais lucrasse, e mais pi-
chincha livesse, e dizem que elle s se habilitara
para csse fim : he bom nao sermos tao ambiciosos,
nao querermos ludo para nos c nada para os outros
diz o lifao que o earanguejo, pela ambicio de que
rer inuilas peruas, licou sein caueoa.vcja que na fi-
que o senhor seu irmao -em cabera: Dizem aqui
queo presidente da cmara prolegendo o Sr. Anto-
nio Lourenco apreaenlara 2 fiadores, um o Sr. ma-
jor Jos Comes, e oulro o Sr. Jo3o Baptisla ilc Sou-
za. Declarou o Sr. major Jos (lomes muilo antes
das arrematacoes, que mo ra fiador do Sr. Antonio
Lourenco sem que o Sr. coronel l-'eiraz nao Ibe desse
garanta,visto queo Sr.Antonio Lourenco nada pos-
suia, c (pie nao assignava as lettras sem seguranza.
(I presidente que de nada doslas colisas ignorava.se-
guiulo allirmam, abusando da boa f de seu amigo o
Sr. major Jos (jomes, c peu-ando que algum dos
vereadores nao julgasse o seu protegido habilitado s
com a lianca do JoAo Baptisla de Souza, que nao
coalla que lano possua, apreseuloo os 2 fiadores a-
cima Hilos, e a cmara julsou.segundo dizem, o me-
co habilitado. Irra islo he muilo abusar da litima-
nida le, babililaiMo a quem nao esl no caso e prc-
Icrindooutros que estavam no caso de arrematar al-
gum dos contratos, mas diga-me agora, senhor pre-
-ulonle, se c-te fiador nrlo quizesse assignar as let-
tras, nflo ficariam uullas as arrematacoes c nao seria
islo lano peior ? Srs. presidente c advogado, nem
sempre os lempos sera os mesmos, tmpora mutan-
lur, el nos Ht/tiainitr in Mis. Srs. Redactores, j te-
nhojndo prolito, queiram inserir estas testas Indias,
que minha fraca iulefl igencia pude prodozir.em seu
respcilavel ilorio.do que Ibes ficarei summamenle
grato por serum do* massacrados pela relaxada c-
mara desla cidade, onde s sao vereadores camellos,
quadrndos, rgo/slas r bobos amiga capoeira do Gamboa.Son de Vmcs.altcnto
venerador c criad.
Ilesmes Vlinio de Borba Cavalcanli.
Victoria 23 de setembro.
22 ditos, 1 caixinba, merctdorias,5 caia chapeos,
I parole cabello, 20 barricas e 6 lucias ditas potas-
sa; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Bendimento do dia I a3..... 39lHo9
Idem do dia 4........ 1313.117
522878G
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimcnlo do dia I a i..... 79140
Exportacao'.
Baha, sumaca Rosario de Mara, de 8i tonela-
das, condoli o seguinte :1 caixao chapeos, 11
caixas fazcudas, l barrs potes de graixa, 1 mala e
(> fardos blendas, 20canasiras albos, 1 caixa objec-
tos de chapelciro, 2 pacoles coeiros de baelilba, 80
saceos cera de carnauba, 40 mnlhos de esleirs, 12
caixas vela de carnauba, 16 pipas, 13 quartolas e
83 barris azeilc do carrapato.
Sania Helena, barca ingleza Cambria, de575 to-
neladas, condnzio o segrate : 535 toneladas de
carvaodc pedra.
HECEBEIIOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEBNAMBUCO.
Iten.lmenlo do dia I a :!.....1:714*310
dem do dia 4........1:275*168
2:989*78
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendimento do dia la3.....9958857
dem do dia 4........259S121
1:214*992
AS 5
EIO DE JANEIRO, 23 DE SETEMBRO.
HORAS DA TARDE.
Cotariies o/ficieas.
CambioLondres:" 27 112 honlein, e 27 5(8 60
das, c 27 3|i 60 c9tl das. boje.
As (ransaccoes em cambio sobre Londres foram
muilo importantes, de 27 5|8 a 28 d a 60 e 90 das ;
pouco se fez sobre Hambuigu a 650 rs. a 90 das; e
nao se abri ainda o cambio sobre Pars.
As vendas de caf foram pequeas.
CAMBIOS.
Londres 27 5|8 a 8.].! Lisboa. numinal.
Pars. Nominal. illamhuruo 650 rs.
METAES E 1 -tTs PIBI.ICOS.
MEi'AES. Oncea hespanholas 29300(1 a 29J500
da patria. 289700
n Pecas de ftjiOO velhas. 165000
Moedas de 49.....99000
Soberanos.......9J200
Pesos hespanhoes 18940 a 1960
da patri.....13860 a 19880
Patacoes.......I986O a 13910
Apoliccs de 6 "..........107 a 108 'I,
provinciaes........ lulaloj
(Jornal do Commercio.)
MOVIMENTO DO PORTO
de setembro ido anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1854.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. Reg.
SOCIEUADE DRAMTICA EMPREZARIA.
1ll. RECITA DA ASSIGNATI.'RA.
Sabbado ~de outubro de 1851.
Depos de urna cscolbida ouverlura, represenlar-
se-ha pela segunda vez, a desejo de muitus pessoas, o
muilo applaudido drama original portuguez em 5
actos
GHIGI
j ou
0 OlADRO DA SANTA VIRfiEM.
Denominario dos actos.
\. O Qoadro da Virgem. 3.As Duas Vir-
gens.3. O Doulor.4.A juslija dos horneas.
5.A justica de Dos.
He escusado tecer elogiosa esla bella composicSo,
visto a geral approvacnoenroque o publico, a rece-
lien no dia 30 do mez passado. Assim a socedade
emprezaria espera do generoso publico a devida con-
currencia a tao bello drama.
Termiuara o espectculo com a nova comedia ero
1 acto,
O MANIACO.
Previne-se ao respcilavel publico que se ens.iia o
drama clasico do conde Alfredo de Vignv Chat-
lerton vertido em llnguacera nacional pelo lllm.
Sr.Dr. Antonio Marques Rodrigues, eslndaule do
quarlo aun de direilo na academia de Olinda, o
qual leve a bnndade de oderecer esla obra de primor
a empreza deste thealro, para ser representada, o que
a dreccolralou logode por em effelo para salsfa-
zcr aosvotosdo mui digno tradutor, e deseus nume-
rusosamizos, que se interessam por ver em scenn es-
la obra de lano mcrecimcnlo assim, litterario como
dramtico.
Principiar as 8 horas.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da 6. lote-
ra concedida a benelicio da fabrica
de vidros estabeiecida nesta corte, ex-
tialda em 18 de setembro de 1854.
1 N. 5266.........20:000^
40.......... 10:000$
.Srs. Redactoret.Antes que as parcas corlem-me
o fio da existencia, lauro nato da peima para fazer
denle ao publico, a mam-ira poique a cmara desla
cidade da Victoria, procedeu para contigo c oulros
arrematantes dos contratos, que ella poz em arrema-
tara. Todos sabem que a cmara he urna corpora-
S3o respeilavel e digna de toda atlenro. mas aqui
nesta roiseravcl cidade a cmara he 'patrimonio de
alguns senhores vereadores, porque ssjfaz o que
elfes querem, como be sabido. Oh '. tmpora '. Oh '.
mores !
Vamos ao caso : IbraO! a arrematarlo os contratos
da cmara cm quostao, v len.lo-se passado os das da
le, nao houve cmara a falla de vereadores.
No dia 14 houve reunino por se mandar chamar
um senhor vereador suppleulc de mu pouquinlius
votos, o qual foi o Sr. Alexandre Bezerra de Albu-
querque Barros, ijue presin juramento c tomn as-
iento ; esle senhur tomando indeviilnmenle o lugar
de presidente da cmara, deixandn o verdadeiro pre-
sidente calad, c sem cumprir suas ubrigaeoes, so el-
le fallava, e aprcseutaVa objeredes la fufis, que a
toilos causava indignara) masquemera csse pre-
sidcnle, que assim deixaxa menoscabar sua aulori-
dade '.' era o Sr. coronel Ferraz de Azevedo, liomem
15o manso, como um Cazuza juiz de paz, o que se as-
sm nao fosse, mandarla calar pela urdem oslo im-
provisado presdeme de 15 pouqninhos votos. To-
dos os espectadores desle acto pensaran!, que pelos
aranzeis do vereador Alexandre Bezerra de Albu-
querque Barros, ludo licaria arcommodadn : este ad-
vogado Un fallado em nossos dias, querendo dictar
lei, que ainda nao houve noticia, obrigando os arre-
matantes dos contratos, a apreseutarem requerimen-
tos de habilitaran sellados, e fazendo inrutir nos
nimos dos ignorantes o demasiado desejo de -zelar
pelos interesses da cmara, lem feito poca ; e se
nao boiivesse alguem neste acto, que livesse cons-
ciencia da si mesmo, o lomara por um consamado
y'acios entrados no dia 4.
Terra Nova40 dias, briguc inglcz Glaucas, de 226
toneladas, capildo Roberl Daucan, equipacem 14,
carga :',50O liarricas com bacalb.ro, 113 barricas
enm farinha de trigo ; a Schramiu Whalely &
Cnmpaiihia.
Rio de Janeiro c porlos inlermedios8 dias c 14 ho-
ras, vapor brasileiro fmperatriz. commaiidanlc o
seguiiilo-lenenle Antonio Corrcia de Britn. l'as-
sageiros, senador padre Antonio da Cunba Vas-
concelos c 1 cscravo, capilo-lencnte Jos Maria
Rodrigues; Dr. Jos Antonio de Figueiredo, ca-
pito-lenciile Lourenco da Silva Araujo Amazo-
na, Antonio Francisco Lisboa. Manuel Jos Pe-
reir Pacheco, Bernardin de Sena Pacticco, Fran-
cisca de Salles Pereira Pacheco, Joaquim Gomes
de Mendonra, Jos Libanio de Souza, Narciso
Guilhenne Gomia, Manoel Joaquim Maa, Jos
Joaquim de Oliveira, Dr. Lourenco Acciol) Wati-
derley, Francisco Antonio de Vasconcellos, I).
Mara Bedocla. Mignel Lins, Anlouio Joaquim
Teixeira. Luiz l.eilc Maris, Francisco Carlos Bran-
da, desertores, 3 escravos a entregar a Joaquim
l'nlo da Cosa Lobo, 2 pracas que acompanharain
os presos. Scsuem para o norte : senador Paula
Pessoa, 1 criado c 1 escravn, Leandro Marlins,
Marciano Marques dos Santos, tenente Antonio
Cabral de Mello Leoncio, sua scuhora e 1 criada,
Dr. Jos Thomaz dos Sanios Almcida, sua scuho-
ra e 2 criados. Jos Rubn, de Vasconcellos. sua
senhora, 4 lilhos e 1 criada. Jos Alfonso da Nali-
vidade, Joao Antonio da Silvcira Maciel, Augus-
to Sahranccm, Jorge Henriques, Jos Gomes Vi-
eira de Lima, sua senhora. 2 criados c 3 escravos,
e 13 pracas do excrcilo.
,\aeios tbidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro Brignc braslero l'alas, com a
mesma carga que Irouie. Suspenden do lamciran.
BabiaSumaca brasileira Rosario de Mara, meslre
J us Simoes do Res, carga azcle de carrapato e
mais gneros. Passagciros, Antonio Marlins Gui-
rnaraes. Marcelmo Alves Pereira, Flix J* de
Souza.
ParalabaHialc hr.isteirn Tres Irmao*, meslre Jo-
s Dnarte de Sorrza, carga varios gneros. Pa*sa-
geiros, Estanislao Baptisla Rodrigues, Malllias
llaiideira de Mello, Tiago da Costa Ferreira, Jos
Antonio Vieira.
PlIBLICAfiOES A PEDIDO.
CAPITANA do porto.
Importancia arrecadada pelas mullas
impostas no trimestre lindo cm setem-
bro dn crrenle anuo.por infrarrao de
diversos arligos doregulamcnlo das ca-
pilanias,..........
dem idem na reparlicao competen-
te em dito trimestre te sellos de docu-
mentos exhibidos pela referida capita-
na ............
dem idem provenientes de soccoms
presuntos a diversos navios mercantes
110 mencionad.) trimestre.....
168000
4018260
i6S}700
Rs. 1:0338960
INSPECCAO DEMARINHA.
le -nio do quanlo se fez no Irimeslrc liado em se-
temlir do corrcnlc auno, relativamente as obras em
execuco para o mclliorainenlo d porto desla ci-
dade.
Caes do norte.
A factura de 21,328 palmos cubitos de muralha de'
alvenaria c cantara, ou 10 bracas crrenles de caes
completo..
Caldeira do norle.
A factura de 39 bracas de estacada, sendo 30 enla-
bnadas e 17,271 palmos cbicos de muralha de
alvenaria ou 11 bracas crrenles de caes com-
pleto.
EscavarSo do canal ao snl do ancoradouro da
il escarga.
Exlrahiram-sc 9,560 toneladas de arcia pira aler-
ros, c 880 ditas para laslro de navus*
Diqueda illra do Nngueira.
A factura dc29 bracas de estacada, sendo 20enla-
hnadas, e de oulra>29 entaboadas c aterradas na
l'onla do Pina, tcado 10 palmos de largura c 8 de al-
tura.
MAI'I'A dos doentes Untados no lereeiro trimestre
de 1854, no hospital regimental de l'emam-
buco.
-
105

3
ff j a
et w 2 V
0 .
H 0 *
H en s U
30.5 410 loa 16 91
411
Dos fallecidos foram 8 de tubrculos pulmonares,
3 de felire amarella, 2 de varilas confluentes, I de
diarrhea, 1 de livdropericordio, e 1 de dialbcsc pu-
ruleula.
Dr. I'raxedes'Gomesde Souza l'itanga,
Io ajrursio cncarregado.
COMMERCIO.
PBACA DORECIFF. S DE OLTL BUO AS 3
HORAS HA TARDE.
Colacoes oflciaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|T.873|4 d.comento,
Dilo sobre ditoa 60d|V. 28 d. a diulieiro.
Descont de lettras de 1 a 3 meiesS J ao anuo.
.\lgoilao es.-olbidoft-SMNI por arroba.
Al.IAMIEGA.
Rendimcnlo do dia 1 a 3.....26:783*863
dem do dia ........9:66082117
36:4*1*160
Descarregam hoje 5 de outubro.
Briguc inglezDantebacalhao.
Polaca hespanliolaS. Jospipas de vinlio.
Briguc brasileire/?0di JesslucrcHrias.
Importacao'.
Polaca hespanhola S. Jos, vinda de Barcellona,
consignada a Vulva Amorira& Filho, nianifcslou o
segoinle:
100 pipas, -11 meias dlas c 30 quartolas vinho lin-
io, 2011 barrio de t.* e 30 ditos de 6. dito branco,
100 barricas farinha de trigo, 26 caixas amendoas, 3
balas roldas, 30 barris azeilc, 380 caixas massas, 60
saquiibos chombo, 30 narria atoitonas, 3 canarios,
I i guitarras ; aos consigiralarios.
Brigiii- inglez Dante, viudo de Terra-Nova, con-
signado a Jolinslon Paler 1 Companbia, mauifeslou
o seguinte :
2,300 barricas bacalhao ; aos mesnus' consignata-
rios.
Brgue narional Bom Jess, viudo do Rio de Ja-
neiro, consignado a E. Ferreira Bailar, mauifeslou o
segninle:
125 volumes barricas vazias; ao mesmo consigna-
tario.
60
das.
AVISOS martimos.
EDITAES.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cm riinnu inieiilu da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 20 de selembro ultimo, manda fazer
publico, que 110 dia 26 do crrenle, pcranlc a junta
da fazenda da mesnia thesouraria, se ha de arrema-
tar a quem pur menos lizcr a obra de duas bombas
sobre os riachos Tamalamcirim e Cbio, na eslrada
da Victoria, avahadas ero rs. 2:5858000.
A arremataban ser frita na forma da lei provin-
cial 11. 313 de 15 de maio do corrente anuo, e sob
as clausulas especiacs abaixo copiadas.
As pessoas'quc se propuzerem a esla arremalaco,
comparecam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se manden alli\ar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretaria da thesouraria
provincial de l'crnambuco 2deoiiliibro de 1851.
O secretario, .Inlunio ferreira d'Annunciaeao,
Clausulas especiacs para a urrematacao.
1.a As obras deslas bombas scrao feilas de coufor-
raidade com o orramenlo approvado pela directora
cm conselho, e sulimellido a approvacao do Exm.
presidente da provincia na imporlaucia de 2:5858.
2.a O arrcmalanlc dar comeen as obras no prazo
de 15 dias, c ilever concluir no de 60 dias, ambos
contados na l'iina do artigo 31 da lei provincial
n-286.
3. O pagamento da arremalaco ser feilo quan-
do esliverem concluidas as obras.
4.a Para tudn o mais que nao esliver determinado
nas presentes clausulas, seguir-se-ha o que' dispe
a lei provincial u. 286.Conforme.O sccrelario,
Antonio Ferreira d'Annnnciaeao.
DECLARACOES
Ceara* e Maranhao.
O palhabote Lindo Paquete,
recebe carga para os dousportos
cima at o dia 7 do corrente mez : tra-
ta-se com os consignatarios Antonio de
Almcida GomescVC, ra do Trapiche n.
l, segundo andar.
Para Lisboa sabe o mais breve possivel a barca
porlugueza Maria Jos, de que he capitao Jos Fer-
reira Lessa, tem grande parle da carga prompta :
quem quizer carregar a qne Ibe falla ou ir de passa-
gem, baja de dirigir-se aos seus consignatarios Fran
cisco Sevcnano Rabello & Filho, ouao capilio, na
praca do commercio, ou a bordo.
Para o Rio de Janeiro seguir viagem o briguc
nacional Fslrella do Sul, que se espera do Ass,por
esles dias : quem 110 mesmo quizer embarcar escra-
vos a frete ou ir de passagem, para o que oflerece
cxcellentes commodos, dirija-se com antecedencia
ao escriptorio de Eduardo Ferreira Ballliar, ra da
Cruz o. 28.
ACARACl' E GRANJA.
A estes dotis por tos pretende seguir o
hiato Fortuna, capitiio P. Valette, Fi-
lho: quem 110 mesrro quizer carregar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na ra do
Trapiche 11. 16 segundo andar.
A venda,
O lindo e muilo veleiro patacho Clementina,
(lotac,o 137 toneladas) rcceulemcnle chegadb do Rio
tirando do Sul, com um carregaincnlo de carne scc-
ca para onde liuba desle porto couduzido oulro car-
regarnento de assucar; veudc-se com toda a maslrea-
cao, veame, mcame, amarras e ferros, c com todo
os uleucilios e perlcnrcs, lal qual se acha promplo
para emprclicnder nova x agora, medua,lc algum
pequeuo reparo: o.s prelenilentesdirijanPseajagcn-
e delciloes Francisco Comes >Ip Oliveira.
PARA A BAHA.
Sae brcvimenlc o veleiro palhaholc Doim Amigo,
para o reslo da carga trata-so com o scu consigna-
tario Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. na roa do
Queimado n. 9, Iravessa da Madre de Dos ns. 3 c 5
ou com o capitn bordo.
Para o Acarac segu om poucos dias o bem
couhecido a veleiro hiate Castro, por j ter a nnir
parlo de sua carga prompta ; c quem no mesmo qui-
zer carri-gar ou ir de passagem, dirija-se a seu con-
signatario, na ra da Cruz 11. 51, ou com o capitao a
bordo.
Para a Babia seguc imprcterivelmcntc no dia
7 dn corrente mez a escuna Audaz, que (em mela-
do do carrcgamenlo promplo. c nao espera para
mais alguma carga ; (rata-sc no escriptorio, na ra
da Cruz u. 10, primeiroandar.
PARA O ASSP.
No dia Ii do corrento sabe impreterivelmente o
hiato Anglica; para carga e passageiros traa se na
ra da Cadcia do Hecifc n. 49, primeiro andar.
Tara Lisboa seguir breve a galera porlugueza
Margarida, de que he capitn Joo Ignacio de Me-
nezes, por ter i maioria do seu carregamento promp-
ta : quem na mesma quizer carregar ou ir de passa-
gem, para o que lem bons commodos, pode cnlen-
der-se com os consignatarios Amorlm IrroSos, ra
da Cruz 11. 3, ou com o sobredilo capitn na praja
do Commercio.
1 4*i2. . . . ... 4:000#
i 33. .... 2:000,9
C 225*. 2551 , 2504 ,
3151 , 5655 , 5985 . 1:000|
10 1365, 2014 , 5468 ,
5o2(i , 5672 , 4772 ,
5148, 5177 , 5428 ,
5547. 400*
20 774, 876, 921 ,
1001 , 1421 , 2141 ,
* 5524 , 5651 , 3878 ,
5900 , 1723 , 4850 ,
5162, 5185, 5233 ,
5550 , 559 , 5466 ,
5687 ; 5885. 200*
60 42, 184, 245, 287,
334, 552 , 585 ,
444, 591 , 682,
827 , 1079 , 1096 ,
1126, 1585, 1705 ,
1729, 1820, 1896 ,
1915, 2307, 2577 ,
2507 , 2679, 2747,
2750, 2778, 2801 ,
2964, 2978 , 2996 3195 ,
2999 , 5004,
3305 , 3328 , 3363 ,
5463, 3487, 3616, 3779',
5645 , 5710,
3798 , 3801, 3811 ,
3936 , 4031 , 4049 ,
4606 , 4642 , 5037,
5055 , 3057, 5178,
5201 , 5291, 5293,
5422, 5492. loo*
100 de. . 40* 20*
1800 de... .
ditos re ditas ditas; .1 J. da Silva. Rega-
Pela administrar.,.! do correio desla cidade se
faz publico,que as malas que lem de couduzir o'va-
por Imperatri: para os porlos do uoilc.priiicipiam-se
a fechar boje (5,a urna hora da larde,e depois dessa
boro s se recebera correspondencias com o porte
duplo ale o momento de se larr.iri.-m : os joruaes dc-
vro achar-se qualro horas anles.
O hiate nacional Novo Olinda, recebe a mala
para a Babia, no dia (> a meio dia.
Partan hoje ao raeio dia os correios para as
cidades do Natal, Coianua, Olinda, e Sanio Aulao c
para villa de Mamanguape.
O ultimo dia da inspeccSo de saudc dos; ofl-
ciaes da guarda nacional, que requereram reforma,
lano deste municipio cono do de gnarassii, he
(Juinla-feira, 5 do crrenle : os interessados compa-
recam no quarlcl do commando superior no indica-
do dia, as 10 horas da manuaa.O secretario,
F ir mino Jos de Oliveira.
Conselho adminislralivn naval coolrala, para
os navios armados, barca de escavaco, enfermara de
mariuha e mais eslabelecimentos do arsenal, o for-
necimeulo dos seguidles gneros, por lempo de Ircs
mezes : toucinho de Santos, caf em grSo, assucar
branco, bacalhao, feijao mnlaliiih,agurdenle dc20
graos, vinagro de Lisboa, azeilc doce de .Lisboa, azei-
le .1: ca rpalo, carne secca, arroz branco do Mara-
nh.'io, lenha cm adas, assucar refinado, manli-iga
ingleza, carne verde, pao,. bolacha, stiariuas e car-
nauba em velas ; pelo que sao convidados os que in-
leressaieni em dilo fornecimento, a compaiccercmas
12 horas do dia 10 do corrente, na sala de suas ses-
soes com as amostras e proposlas, declarando os l-
timos precose quem os fiadores.
Sala das sesscs do conselho d'Adniinistraro.
val em Pernambuco. 3 de outubro de 1854.Oc se-
cretario, Christovao S. Tiago de Oliveira.
Pela conladoria da cmara municipal do lte-
cife se faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gaiucnlua horca do cofre, du imposto de carros, car-
rosas c oulros vehculos de cnuduccao, he do 1 ao
ulttuiu de oulubr prximo futuro, tirando sujeitosa
mulla de 50 g os que nao pagarem 110 referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
Fraucisco Canuto du Boa-riagem.
COMI'AMIIA lili LIVERPOOL.
Baera se do sul no
da 7uvapor l.usilania,
comniaudante llarain ;
depois da demora do
costme seguir para
Liverpool, locando nos porlos de S. Vicente. Madei-
ra e Lisboa : agencia era casa do Urano Voulc Aj
Co.iipanhia, ra da Cadcia Vclha 11. 52. *
N. II. Asearlas para S. Vicente, Madoira rVis-
boa recehem-sc na agenda livre de porlc, c a nara
a Europa no consulado inglez..
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcrao convida us se-
nhores accionistas do Banco de l'ernam-
bucoa callsarem do 1. a 15 de outubro
do con ente anno, mais 50 OjO sobre o
numero das accoes que Ibes foram distri-
buidas, para levar a efFeito o complameit-
to do capital do Banco, de dotis mil con-
losderis, conforme a resol ucao tomada
|iela asserable'a {jeral dos accionistas nY26
LEILOES.
O agento Oliveira far llililo de orna completa
mobilia de casa, ron-i-lindo em lindas cadeiras com
sof liaban i*, ditas usuaes de pao rl'oleo. mesas re-
dondas, sola-,, maripie/a-, lei lo francez, commndas
novas e usadas, guarda-roupa, bauquiubas para luz,
mesa pequenu para janlar, gallictciro, copos, serpen-
tinas. Linternas, espclbu denrado, mesas, camaps e
cadeiras ile ferro, una machina para destruir form-
gas, quadros a oleo com molduras, c alm de outros
artios miados, um rico apparclho de prata parach,
e uro esplendido piano novo de cxcellentes vozes,
feito por muito acreditado aulnr : quarta-feira, 4 de
outubro, as 10 horas da inanhaa, na ra da Cruz,
casa amarella por cima do armazem dos Srs. llavis
Companbia.
GRANDE LEILAO*.
f O agente Borja far leilo sem limilc de preco al-
gum, de urna infiiidadc de objectos de diflercutcs
qualidades, qu ciifadouhoseria o menciona-tos, pois
s coma vista poderao satisfazer a curiosidade os
compradores, sella feira 6 do crrenle s 10 horas,
110 scu novo arr/iazem na roa do Collegio n. 15, os
quaq objcclos estarDo patentes no mesmo armazem
no dia do leilo.
lillUimH.I.W.HlA.i,
LElLAO'^EXTKAOUDlNAuMO
de urna grande porcao de livrot, ronfendo obras re-
ligiosas de ilircilo -e lillcralura, romances recreati-
vos etc., etc., lanlu cm francez cuino cm porloguet,
c oulras militas obras do difiere ule linguas.
0 AGENTE BORJA
far o Icihlo cima mencionado, quinta feira 12 dn
corrente as 9 horas da manliaa, sem recusa de qual-
quer preco oflerecido, c do dia 10 por oante scrSo
distribuidos os catbalogos.
Joaqun Lucio Mouleiro da Franca, como li-
quidalario da firma de Franca Ov Irmo, fara leilo
por despacho do Illra. Sr. Dr.joix da segunda vara
do civel o commercio, e por iulervencao do agente
Oliveira, da taberna com todos os gneros, armarn
c uleucilios existentes na mesma, sita na ra larga
rio Rosario n. !), rio Joaquim Duarle Pinto Silva A
Companbia : sanbado, 7 rio crranle, as 12horas da
inanhaa, na referida taberna.
C. J. Astlcy t\ Companhia larlo leilito por in-
lervencilo rio asente Oliveira, de um ptimo surli-
meulo de fa/.enrlas de algodlo, lila, liuho e re seda,
as mais proprias do mercado : qiiiula-feira, 5 do
curenle, as 10 horas da mauhSa em ponto, 110 seu
armazem, ra rio Trapiche Nono.
lie ordem do lllm. Sr. Ilr. juiz municipal da
segunda vara do civcl c commercio Francisco de
Assisde Oliveira Mario!,a requerimento de Joaquim
Lucio Montciro da Franca, llqoidalario da lirraa de
Franca & Irmao, o agente Borja fr Icilio da ta-
berna com lodos os gneros, armarlo e ulencilios
existentes na mesma sita na ra das Cinco Pona
n. 5., SJbbado 7 do corrente ,s II horas em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
De ril da marca B C, com maiilcig'a frauceza.o qual sii|>-
poe-se Icr sido levarlo por engao: roga-se a pessoa
em coja mo elle esliver e* quizer entregar, que se
dirija a armazem de Luiz Antonio Aunes, dclronlc
da porla da nlfandega, que ser recompensado.
Aluga-se nina prcla captiva ou forra que quei-
ra servir em nina rasa de familia, paga-a at 12?
mensues. dando-se almor c janlar : na ra do .Mnu-
dego 11. 01.
Quem precisar de um perfeito rozinheiro, di-
rija-se a ra da Cruz 11. el, loja.
l'm rapaz brasileir de 20 airaos re 1 la le,-
que tem bstanle pralica de laberna, se oll'ercce pa-
ra caixeiro 011 mesmo para lomar cauta de alguma
por balanco 011 sem elle, o .pial da dador de sua con-
ducta: quem o pretender dirija-se a ra das Cru-
zes taberna 11. 10.
Precisa-se de um caixeiro para urna padaria e
taberna, mas que lenha as qualidades necessarias pa-
ra isso, agradando dar-se-ha bom ordenado : na ra
da Senzala Velha, armazem do Sr. Joao Mallieos,
que a! 1 |he dir rjuem precisa.
.Manuel Jos dos Santos, declara que lendo
comprado a taberna da roa do Mondcgo 11.74 a Fran-
cisco Soarcs ('.ordeno, faz scienle ao publico para
que quem liver coulas rom a referida taberna as
aprsenle no lim de tres dias.
200o premios.
Os no vos bi I heles serao expostos a' ven-
da logo que entrar o vapor inglez Lusi-
tania eme sabio do porto do Bio de Ja-
neiro no dia 1 de outubro as oito horas
da manlifia.
Da-se i OOa'OOO rs. a um boraeb que
Jueira ir para o Biacho de Poneos ensinar
atim a 12 nfcninos, tendo mesa, casa
para morar, roupa lavada eengommada,
e tendo l'aculdade de ensinar mais al-
tjuns, tanto de latim como de primeiras
lettras, de maneira que a"ssegura-e 00#
rs., e com o ordenado de mais alguns,
com pleta o deOOjf rs. : a pessoa que a esse
im se quizer emoregar dirija-se a esta
casa ou na loja de Jos dos Santos Neves
a tratar.
Precisa-sc de um liomem qae entenda de plan-
lardes, c que se sujeite a trahalhar em um silio perto
da pra^a : na ra Nova n. 16.
Oderece-se urna mullier de mcia idade, para
ama le casa de liomem solloiro ou de pone* fami-
lia, a qual eozinha o diario da urna casa, engooima
bem, da liador a sua conduela : a procurar na ra
da Praia de Santa Hila n. 17, 3 andar.
PrecisS-se de um caixeiro c um feilor para um
engeiiho muilo pcrlo desla prjan. lendo ambos ha-
biltacocs do servieo.dando colnecimento.do sua con-
duela : dirijam-sc a ru da Cruz, primeiro. andar
n. 7.
O emprezario do peridico Pedro V, respondo
ao nacional porluguet, que pelo Diario o interpetla
acarea da causa da demora da publicaran do mesmo
peridico qne: conscio da palpitadle ncessidade que
os Porluguezes nesta resilientes tinham do um orgrm
puramente sea, emprehendera essa pnblicacjo que
fora applaudida e secundada por mudas centenas de
assignautea compatoiotas ; mas que causas particu-
lares e de arranjos nocessarins bao contrariado o de-
sejo de sua rpida apparir.au ; porm qae ha de im-
preterivelmente ter lagar nos principios do mei de
outubro, ainda a despeilo da opposicao forte que i
essa pubticaco mao nefasta est Cazeodo, e
quica, lenha em futuro de fazer ; visto como os in-
teresses palpitantes de urna nacionalidade, qual a'
porlugueza, e de centenas de assigoantes qoe por
sua apparico se empeoham, supplanlarao lodas as
arleirasopposicoes; e, isso tanto mais, quanlo cons-
ta que o Ante Arrogante vai acabar a soa mia-
sio com a sua prmeira serie. O emprezario, pois,
declara ao interpellante que sua rogativa foi acolla-
da com sentimeolo de respeilo e adhesao.
. O emprezario.
Precisa-se deofliciaes dealfajale: na ra No-
va n. 00, esquina da ponte.
Precisa-se de urna ama que cozinhe com pr-
feicSo*o diario de uiua casa', e que cmpreos arrati-
Sl precisos.na roa: quem quizer dirija-se a ra dos
arlyrios n. 36.
Furtaram na noite de 3 para 4 do corrente, do
lela, uracavallo cardio vermolho com a cabeca
mais clara que o corpo, gadelhudo.com a canda cur-
ta e nina belide no olho, cavallo ccete, carregador
baixo, mus bonito de frente do qne de qoartos :
quem o apprehender podqra leva-lo a ra do Quei-
mado n. 5, que ser recompensado.
PERCLNTA (JL'E NAO' OFFBNDE.
Potgunla-se ao lllm. Sr. dignissirao director da
sala de dansa da ra do (Jueimado, a raza por que
S. S. nSo assiguou as suas cartas de convite para o
grande baile ou soir (ludo ao mesmo lempo) que
pretende dar no dia 7 do correle, nomeando para
isso urna nova direceflo para esla assignar os convi-
tes; pois receia S. S. que com sua assignatara nlo
tena damas sullicieutes para abrlhanaar 0 baile 1
Tambem deseja-se saber qual o dia que S. S. mar-
een para eslesoire, que lambem em seu convite de-
clara, pois he impossivel em urna noile dar-ee uao
baile e un soir. Islo deseja saber
l'm iodo da mesnu sala.
Jesninn Ferreira da Silva, abaim assignado,
faz publico, que desde o dia primeiro de jolito do
corrente auno, so acha aniigavelnieiite dissolvida a
socedade que elle tinta com Francisco Lucas Fer-
reira, no eslabelecimento sito no paleo :*lo Hospital
11. 10, de fornecimento de carros fnebres. Decla-
ra mais que essa dissobicilo fez-se com algaras eon-
diroes, sendo as cssenciaes licar o aimunciante livre
daquella data em diante de qualquer reaponsabili-
dade para com terceiros, c de faier-se a figuidaco
das corras no prazo de (i rne/.esx sendo os objectos do
estabelerimeulo, constantes do inventario do mes-
mo, obrigados como garanta do resollado dessa li-
quidarao.por parle de ambos oa.nn-socios, de forma
que nao podem ser vendidos ou alheados antes da
dila liquidacao, sanao com aulorisado por escripto
de am dos interessados, como ludo consta da escrip-
lura passa.la naquella data, por ambos aasignada,
sellada, reconhecida, c existente em poder do an-
uuncianle. Se algnem se julgar rredor da dilo es-
labelecimento ci aquella data, pode apresentar em
forma os seus ttulos ou cuntas.
Jesuino Ferreira da Silva.
A1TENCAO'.
Chegou ltimamente de Portugal a interessantc
obra que lem por tituloDuas pocas da vidapor
Camillo Castello-Branco, vende-se cada exeraplar
pelo diminua prego de 29000 : na ra do Crespo,
loja 11.1 confronte ao arco de Santo Antonio, e na
ra do Queimado n. 5, toja.
Joaquim Salvador Pessoa de Siqueira Caval-
canli tem de estar fra desta cidade dorante este
mez.
t Permula-se o segundo andar da casa da ra do
Collegio 11. 13, com muilo-, commodos, por oulra
mais pequea, agradando a ra : a tratar no mesmo.
Prorura-sc saber quem sao os procuradores ou
correspondentes nesta praca dos Srs. JoSo Leilej Fer-
reira, Joao Rodrigues dos Santos Franca l.eite, am-
bos moradores era Pianr, da provincia do Ceara ;
Jos Cesar Muir FalcAo, Joo Cavalcanli de Albu-
querque Mello, dn cngoiilin Araguarv. c seu mano
Antonio Itrasilino de llollanda Cavalcanli, F'ilrppe
Jos re Miranda, de liom-Jardim ; Pedro de Mello
c Silva, rio engeulio*Icriin, cm Pedraa>deFogo; e
de qualquer dos henieiros de Joao Antonio de Mou-
ra, do engolillo Terra-Nova, omNazareth, parase
Ihes commiinirar negocios que devera interessaf sa-
ber ; porlanlo sao rogarlos a declararem suas mora-
das para serem procurados, 011 dirigirera-sc ra
da Cadcia 11.40.
Os Srs. Francisco Xa\ier Cavalcanli de Albu-
querque, que foi empregado na repartidlo do sello,
o Manoel llezcrra dcMenezes, que foi morador em
liom-Jardim, queiram declarar onde morara para
serom procurarlos negocio de seus Interesses, 011 di-
rigir-se na na da Cadeia do Recite n. 40, que sa-
beio quem Ibes quer fallar.
Ilesappareceu no da 23 de setembro prximo
passado, 11111 pelo de nomo Joaquim, naco Cacau-
ge, que representa ter 40 a50 anuos, estatura bai-
la, grossodo corpo; j foi do engenho Ginipapo, e
foi vendido a Antonio Francisco Lisboa, com arma-
zem de assucar na roa de Apollo ; levon camisa de
riscado azul, calca dn mesmo, chapeo de massa pre-
lo, tem costme andar serrpre fumando em cachim-
bo ; levou tambem um balaio de compras destes do
Porlo, e era cima da lampa a marca F : qnem o pe-
gar, poder leva-lo na raa de Apollo, armazem de
assucar de Francisco Antonio Lisboa, que se recom-
pensar.
OH/ QUE CALOR!
Ahiua-e ama casa terrea para passar a fesla, no
lugar Sanl'Anna de dentro, cojo lugar, he bastante
fresco e salobre ; na ra da l.mgoela 11. 4.
O carlorio do registro geral das hypothecas
niudou-se para o pleo do Terco n. 16.




4
MI ITII Arv.ri
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1% #


-------
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DIARIO OE PERRABUCO, QUINTA FEIRA 5 DE OUTUBRO OE 1854

I.ava-se e eugoirma-ae com loda a perfumo e
aceio: no largo da ribmra de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Na ra estrella do Rosario o. 7 w dir quem
continua a dar dinlie ro a juros coro penhores de
uro.
Na travessa do arsenal de guerra, casa n. 11,
se indicarn urna pessoa habilitada para dar algumas
lies de cscriplurasao commercial.
Precisa-se de om cozinholro eslrangeiro qoe
seje muiln hbil, pagaiido-se mensalmcnle iOsOOO,
para casa eslrangcira : a tratar na ra Nova u. 41,
prmeiro andar.
. Alugs-ee urna grande casa assobradada, sita na
estrada da Vite de elida, a qu;il lem :t salas, 'J
quartos, coaua tura, passeio, copiar, estribara,
quarlo para estraves, cocheira, cacimba, jardnn,
quintal murado com porlao de ferro, e com sabida
para o rio: quem a pretender, dirija-se ra da
Aurora n. 2t, primeiro andar.
Ouem precisar de urna ama de lcile, dirja-se
ra Imperial n. 1 fs 1.
LOTERA DA PROVINCIA.
Acham-ae a venda n bilhetes da primeira parle
da primeira luteria da matriz, do S. Jos nos logares
docoslume: presada Independencia, lojas dos Srs.
Fortunato e Arantes ; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraen ; Livramenlo, botica do Sr. Chacas ; Calin-
ga,botica dos Sr.s Morcira A; Fragoso ; aterro da Boa-
Vista, loja do Sr. liuirearaes; c na ra do.Collegio,
na thesouraria das loi.erias. Corre imprelerivel-
roenle no da 27 de oulubro.
Os senhores proprietarios erentleiros
de engenhos, que nao estiveretn mencio-
nadoR no Almanak, equizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
racOes a livraria n. 6e 8 da piara da In-
dependencia.
Aluga-se por fesla ou por 11 mezes urna boa
casa com quintal bem plantado, e com um solo na
Capunsa onde faz qulro cantos: a tratar com Do-
minios Rodrigues de Andrade, ua ra da Cruz, ar-
mazn) n. 15, ou com o Pcnna na Capunga.
Aluga-se um sitio em Sanl'Anna de dentro, o
qual tem urna grande casa, capim para 2 cavallos
lodo o anuo, estribara e cocheira : a tratar com Luiz
Gomes Ferreira, no Mindego.
Aloga-se por praeecaaumodo uaw preusa no
Forte do Mallos; a tratar com Luiz (iomes l'errei-
rs, no Mondego.
Traspassa-se oarreadamenlo da casa n. (iO do
aterro da Boa-Vista, con armacAo para qualquer es-
tabelecimento, commodos para grande familia, e
quintal com 2 pocos e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciulia do Livramenlo leen ama caria na livraria os.
b" e 8 da praca da Independencia.
A directora do collegio da Concejcao
para educacao de meninas, annuncaos
, pais de femilias, <[ue o collegio se aclia
l'nnccionando com o mellior proveito,
que era de esperar, assim como ella se
acha na espectativa de ver entrar para o
collegio aquellas meninas que lhe foram
promettidas.
Precisare alugar am sobrado ou urna boa casa
terrea, do bairro de Santo Antonio; paga-sc o alu-
gael adiaotado oo d-se bom fiador, e prometle-se
tratar muito bem da casa: quem tiver anuuncie para
ser procurado ; tambern paga-se a ilespcv.a do au-
nuncio.
PlBLHAll) DO RSTITITO HOMCEOPATHICO DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
Melbodn conciso, claro, e seguro de curar honucopalhicamenle todas
es|>ecie humana, e particularmente aquellas que reman no Brasil.
molestias, que aUligera a
a-se na cidade do Porto, at a quan-
tia de dous contos de res, com um cam-
bio rasoavel: (jtiem precisar dirija-se a
ra da Cadeia do Kectfe n. o5.
SOCIEDADE RECREIO MILITAR.
A directora declara sos Srs. socio, que a sua pri-
meira partida de baile lera lugar na noite de 15 do
MODERNISMO.
A .'MKIOOrs.ocrle!!!
Corles de vestidos de warsoviana de gesto cscocez,
os mais modernos, chegados ultimimenlA de Franja;
vciidc-se pelo mdico proco dejgOOO rs. cada um :
na ra do Oijeimado, loja n. 17, ao p da botica.
1.1 VAS DE PELLICA A 500 RS. O PAR.
Vcndem-se na ra do Queimado, loja de ferragen
corrente, bem como que as proposlas para convite de n. 30, superiores luvas de pellica para lioniein e se-
f.imilia devern er apresentadasalodia 7. Ose- nliora, branca* e cor de caima, muito novas,
1009000
9OSO0Q
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra importantissima be boje reronliecida romo a primeira e mellior de todas que Iralam da ap-
pliracao da boniiropalbia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao poden dar um
|i,i.-n secuto sem possui-la e consolla-la.
Os pas de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, capilScs navios, serlanejos, ele,
etc., devem te-la a mao para occorrer promptameole a qualquer caso de molestia. *
Dous volumes em brochura, por.......... 108000
Encadernados............. 115000
Vende-sc nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz, na cura das nioleslias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da honiiropalhia no norte, e immediatamente inleressado
era seus benficos successos, tem o autor do THESOJJRO IIOMOEOPATI1 ICO mandado preparar, sob
sua i inmediata inspeccAo, lodosos medicamentos, sendo incumbido dsse Irahalhn o hbil pharmacciiliro
c professor em herurropalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o lem executado com lodo o zelo, lealda-
dc dedicarlo que se pode desejar.
A efilcacia desles medicamentos he alleslada por Indos que os lem experimentado; elle nao preci-
sam de maior rccummendacAo ; basta saber-se a foiite donde sahiram para se nao duvdar de seus pti-
mos resultados.
Urna carlera de 120 medicamentos da alia e balsa diluirn- em clohulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATH ICO, acompanbada da obra, c de una
caixa de 12 vidros de Unturas indispensaveis.......
Dita de 96 medicamentos acompanbada da obra c de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 prinripaes medicamentos recummendados especialmente na obra, e com
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos crandes.). 609000
(tubos menores). 1.5SO0O
Dita de 18 ditos, dito, com a obra (tubograndes)........ OSOOfl
n (tubos menores .'l.VjOOO
Dita de % ditos acompanbada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) 403000
o a i> (tubos menores./. 300000
Dita de 30 dilos, e 3 vidros de tinturas, rom a obra (tubos grandes) .... 359000
(tubos menores) 21)8000
Di la de 21 dilos dilos, com a obra, (tubos grandes)....... Un km
b i) u (tubos menores). 20000
Tubos avulsos crandes............. 19000
pequeos.............. 8500
Cada vidro de tintura............. 2S000
Vendero-se alm disso carteiras avtss desde o preco de 88000 rs. al de 4005000 rs., conforme o
numero e tamanbo dos tubos, a riqueza das raivas e d\ namisacoes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer encommendas de medicamentos com a maior promptidilo, e por prerus commo-
dissimos.
Vende-sc o tratado de FEBItE AMARELLA pelo Dr. L. de C. Carreja, por. 29000
Na mesma botica se vende a obrado Dr. G. 11 Jahr Iraduzidocm porluguez e acom-
modada aintelligencio do povo.......... 69OOO
Rua de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68A.
P.S. .Tirado de- urna carta, que ao autor do TIIKSOVRO IIOMtF.OPATMCO, tere a bonda-
de de dirigir o Sr. cirurgiSo Ignacio Alce* da Silta Sanlot, ettabelerido na villa de llarrriro*.
a Tive a salisfaco de receber o Tliesnuro homicopalhica, precioso fructo do Irabalhn de V. S.,e lhe
aflirmo que de loiias as obras que tenholido, he esta sem contradicho a mellior tanto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem emprecar ;
qualidades estas de muila importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
theocria e pratica, ect., ect.,etc. n
cretarioDr. f-'elhu Filho.
Crystalotvpo.
J. J. Pacheco, lendo de retirar-se breve para o
Rio de Janeiro, previne a quem quizer aproveitar
es'a favoravel ocrasiao para relratar-sc, que digne-
4, lerceiro andar. O annnnciaiite vende urna boa
machina de daiuerTeolypo rom Indos os pertenres
mostrando ao comprador a pcrleicao com que ella
lira os retralos.
ATTENI.'AO-, *
Para inlellisencia de quem interemr poSM, o pa-
dre Francisco Veristimo Bandeira, professor publico
da freeuc/.ia da Escada, declara e afirma11 verbo
sarerdolisque nfl0 lem de forma alsuma. directa
nem indirectamente, concorrido para as correspon-
dencias, que com a firma de Vellm Aldcilo da villa ra
Eseada.hilo sido publicadas em diversosns.i\o\Diario
de J'ernnmbuco. E porque os Srs. Oliveira, Rocha
Lins e major Candido, atlribuem-lhe a paternidaile
desaai correspondencias, por certeza que liveram,
romodizem, dos emprecados desla l>pographia,o an-
nuncianle roga aos Srs. reilactores o especial obse-
quio de declararen) em sen ronecituado Diario, para
defeza e garautbi de sua existencia, se o niinuncian-
le he o proprio que tem-se dirigido a Va. Ss., alim
de que couvciii;a-se csse aliiiem, que associado pre-
tenden reproduzir em sua pessoa o allenlado mais
brbaro, e cscnndalnsn acontecido na do reverendo
Pasrhnal, na villa do Cabo, que o aiinunciante be
innocente nena paternidade, que falsa e calumnio-
samente lhe all itiuein. e que nao se juica com tan.
la capacidade para menear a pcnna como eseriptor
publico.
O Rvm. Sr. Francisco Veri-simo Bandeira nao be
aulor das correspondencias que menciona, embora o
digam esses senhores que enumera ; nem esta Iv-
pographia lem empregados que tal o aiirmassem.
0 redactores.
A Helia Rosa, peridico Iliterario e recreativo,
dedicado ao bello sexo, sanira breve o primeiro nu-
mero! e achar-se-ba venda na rua Nova n. 52, luja
do Sr. Boaventura, eodc se recebe assisnalura a 400
rs. por serie de 12 nmeros, e o preco avulso 40 rs.
O abaixo assicnado avisa aossees credores, que
niudou seu eslabelecimenlo para o paleo do Terco
n. 2. O mesmo vende urna armadlo com lodos os
perleuces para taberna.
Dominguc* Ferreira de Souza.
_ A casa de afericSo mudou-sc para o paleo do
Terco n. 16, aonde serflo despachados os senhores
que liverem de aferir os pesos e medidas dos estahe-
Icrimenlos com promptidao, e faz ver aos senhores
que sao acoitumadns a aferir em seus eslabcleci-
menlos, que oantico agenle vai aferir, e leve prin-
cipio em 2 dv correle, e linda-se no ultimo de de-
zeinbro do corrente anuo.
aOO
rs. o par.
Vndese urna escrava moca, qoe engomma,
lava e cozinha o diario, de urna conducta que se
afianza ; na rua do Raugel 11.17.
Vende-sc um silio pequeo com bastantes ar-
voredos de Crudos de varias qualidades, casa de pe-
dra e cal, tanque de agua para beber, em cxcellenle
chao proprio, por delraz da Da da Solcdade: quem
pretender, procure ilcfrontc do P.i-.ein Publico, loja
n. 13, do l.oiireiro. O mesmo Sr. lem ordem da dona
para ajuslar com quem quiz.er.
Na rua do Mondego n. 1, vende-se urna escra-
va, crioula, com as suas competentes habilidades.
Vcndc-se pelo haralissimo preco de 90)000 rs.
um ptimo Imie urna carrora concertada de novo:
na rua das Flores n. II.
Vcndem-se 6 cscravos, sendo 3 lindos molcco-
tcs de idade -20 annus, e 3 prelos de lodo servido :
na rua Direita n. 3.
Vcnde-se tima negrinha de bonita fi-
gura, de 6 anuos pouco mais ou menos:
na rua do Crespo n. 14.
Vende-se um cavallo com muito bous
andares: na rua do Crespo n. li.
Vende-se para Cora da provincia urna bonita
na rua do Rangel n. 81,
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha deodas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se um bom escravo, mociS e sadio : na
travessa da Madre de Dos, armazem n.2l.
Venda-ee excellenle laboado de pinho, recen-
lemente rhegado da America : na ruj de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vcnde-se farinlia de trigo S6SF de
Superior qualidade, echegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 5(i
e 58, 011 no caes da alfandega.
Vendem-se espingardas francesas de
dous canos, de supe ior qualidade e por
preco commodo: na ruada Cruz n. 2(i
primeiro andar.
Na loja do Cardeal rita do Rosario,
vende-se o bem conliecido rap rolao
Irancez.
Vendem-se camisas francezas muito
bem fintas, com pe tos de linlio e de ma-
dapolo, e aberturas de linho e de mada-
iolao para camisas, tudode superior qua-
idade e por preco commodo: na ruada
CONSULTORIO DOS POBRES
BA DO COLLEGIO 1 XBAM. 25.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiio, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acliaem grandeal.razo de pagamento.
4) Sr. Adolpho Manoel ('.amello Lins,
cscrive de Iguarassu', qtteira mando
vier a esta praca, dirfgir-se a livraria da
praca da Independencia n. G e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Ha rua rteVigario sobrado n. H
segundo andar, cose-se, faz-s labyrin-
Uio e borda-sede todas as qualidades in-
chisivede ouro estala ; c recebe-se qual-
quer encommenWi das mesmas obras pa-
ra dar com prornptidao e preco com-
modo.
O agente Boj ja, avisa as pessoas que
liverem objectos no sen armazem, quei-
ram apparecer no mesmo ate o dia quin-
la-feira, para tratar sobre os ditos ob-
jectos.
O secretario da veneravel ordem
terceira do patriarclia S."Francisco, des-
la cidade do Recife.de ordem docarissi-
mo irino ministro, faz constar a quem in-
teressar possa, que por deliberacao da
mesa regedora foi destituido do cargo de
andador da mesma. ordem o irmao Joa-
quim de Souza Teixeira por desmereci-
mento na conlianca nelle imposta, e que
nomeou para o substituir ao irmao Vicen-
te Antonio dos Santos Corrtia, que seaclia
ja'em exercicio. Consistorio na venera-
vel ordem terceira de S. Francisco da ci-
dade do Recife 00 de setembro de 1834.
JoaoTavares Cordeiro, secretario.
Aluga-se o primeiro e terceiro andar
da casa da rua do Vicario n. 5, e bem
assim um sitio crasa de vi venda em San-
ta Anna: a tratar na rua do Vigario
n. 7.
Na rua do Vigario n. 7, deseja-se
fallar ao Sr. Antonio Joaquim Rodri-
gues, vindo de Portugal no vapor D- Ma-
ra II.
Perdeu-se no saboado ,">0 de setem-
bro passado, na igreja de S. Francisco,
urna caixa rouxa com um par de oculos
de aro de ouro: quem o tiver adiado
queira entrega-lo na rua do Vigario casa
n. 7, ou annuncieque se lhe gratificara'.
O Sr- alferes Antonio Mattoso de
Andrade Cmara, queira vir concluir o
negocio que sua senhoria nao ignora, na
rua dos Quarteis n. 'ii.^e em<|uanto o nao
fizer tera de ver seu nome neste Diario.
Tem-se juslo c contratado a compra da taber-
na, sita no Mondego, sendo a primeira a direita :
quem se julgar credor da mesma, dirija-se com suas
conlas, no armazem da roa da Cadeia do Recife n.
lid, e isto no praxo de 3 SANTA 6ASA DA MISERICORDIA DE
LUANDA. -.
, Os foteiros de terreno! nesta cidade, pwreiuienles
ao hospital da mesma sania rasa, queiram mandar
-aiislazer as importancias que deverem ao respcclivo
procurador, o cnsul de Portugal nesta provincia,
rua do Trapiche, casa n. 6.
A professora particular Candida Bal-
bina da Paixao Rocha, residente na rua
do Vigario n. 14 segundo andar, conti-
nua a admit ir pensionistas,1'meias pen-
sionistas e discipulas externas, por piecos
rasoaveis, a's quat* ensina a doutrina
christaa. 1er, escrever, contar, gramma-
lica da lingua materna, cozer, bordar de
todas as qualidades inclusive de ouro, ten-
- do sua aula abeila das 7 leas da ma-
nlia ao meio dia. e das 2 a's 6 horas da
tarde.
As abaiio assignad is, ora moradoras nesta pra-
ca, lendo resolvido dar alloma a sua escrava Qui-
tea, parda, com 35 anuos de idade, cuja nao lendo
esta quanlia para sua lili'idade. pur esta i.iz.m tam-
benv lhe coucederam lieenea para ella haver esta
quanlia pela maneia que mais fcil lhe fosse.c pa-
ra constar fazem o prsenle annuncio.Mara Joa-
quina de Oliteira, Auna llosa de Oliroira.
* Tendo-se de faier negocio com urna morada
de casa ni rua do Molocolomlu'i, perlencenle i An-
tonio Jos Ferreira Lobo, quem se julgar com algum
direilo a mesma, enleinline com Antonio Dias Ca-
uova. na rea Direita dos Alegados, islo no prazo de
3 di; m
S POS GALVNICOS %
PAIU PRATKAK. 1
Na rua do Collegio n. 1. j
Quem tiver objectoi prateados e qnc le- .
nham perdido a cor arsnica, estando por 2
Mu indecenles ou inutilisados, lem estes p is Z
um excellenle restaurador, conservando-ns *
Ssempre como uovos, v. sendo o proeesso pata
usar del les o mais simples : nada mais do que J
O esfregar com um panno de linho molhado
em agua riae passado nos mesmos pos. Cma
9 caixinha, contendo quanlidade sulliclcnlc
W para pralcar W palmos quadrados. cusa a Q
( inudira quanlia de I -OdO,. acompanbada de $$
um impresso.
SS9C>. *'-
JoaoMarlins (ouciitves relira-separa Portu-
gal cim a sua familia.
Traspassa-se o arrendaineula da loja da roa do
Queimado n.49 ; a tratar na rua da Cadeia do Re-
cife, segundo andar n. .",1, com joo (ioncjlves l'er- Pede-sea p
reir.
Precisa-se alagar 2 negros ou moleques para
servido de casa : ua rua da Aurora n. 58.
O Mr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas homeopalhicas Iodos os di&s aos pobres, desde 9 horas da
manhaa ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
OlTerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco de cirorgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mnlherque esleja mal de parto, c cujas circunstancias nao permiltam pagar ao medico.
COMPRAS.
B CIHTORIO DR. P. A. LOBO MSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Mosco/o, quatro
volumes encadernados em dous :................. 2J000
Esla obra, a mais importante de todas as que iralam da homeopatliia, interessa a lodos os mediros qoe
quizeieni eiperimenlar a dmiirina de llahnemann, e por si proprios se convencerem ra verdade da
mesma : Meressa a lodosos senhores de cneenbo e fazedcirps qije estao lonije dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capiles de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolanles ; e irileressa a lodos os chefes de familia cue
por cirenmslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo obrijunlos a prestar soccorros a qualquer
pessoa de Ha. w
O vade-mecum do homccpallia ou traduceno do Dr. llering, obra igualmcnle ul as pessoas que se
dedicam ao estudo da homenpalbia um" volme grande.......... tfcOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, le, etc.: obra indis-
peusavel s peasoas que querem dar-se ao esludo de medicina......... 49000
Urna carleira de 24 tubos gratules de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nariofea termos de medicina, ele, ele.......-........I 405000
Dila de 3g com os mesmos livros".................... 4jO00
Dila de 48 com os dilos. ,.................. 505000
Cada carleira he acompanbada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a cscolha. .
Dita de 60 tubos com dilos...................... 609000
Dita de 144 com dilos........................ IOO5OO
Estas sao acompanhadas de 6 vidros de Unturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerein o llering, lerao o abalimenlo de 105000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8f}000
Dlasde48#titos......................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... ItjOOO
Vidros de meia onca de Untura.................... '000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paato seguro na pratica da
homeopalhie, e o proprielario deslc eslabelecimenlo se lisom;eia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rryslal de diversos lamanhos, e
aprompla-se qualquer cucommenda de medicamentoscom loda a brevidade c por presos nmito rom-
modos.
Compram-se pataees hespanhes, no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na rua
do Trapiche 11. r>8.
Compra-se urna varanda de ferro que lenha 18
a20 palmos de eomprido : na rua da Cruz n. 7, pri-
meiro andar.
Compra-se urna casa terrea que seja pequea,
para urna pequea familia; na praca da Indepen-
dencia n. 21 a 30.
Compra-se prala brasilcira on hespanhola: na
rua da Cadeia do Recife n. .Vi, loja.
Coropra-se elTeetivamcute bronze, latao e co-
bre vclho : no deposito da fundicSo d'Aurora, na
rua (\o llrum, Ioko na entrada n. 2S, c na mesma
fuudicilo em S. Amaro.
--------------------------------------------------------.-------------1------------------------------
VENDAS
O padre Vicente Ferrer de Albu-
(|uerque, professor jubilado de gramma-
tica latina, prope-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
%e quizerem ulilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectaco pit-
uca anda acusta dos maioressacrificios,
e, emquantonao]i.\ar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, Os- pretendentes dirijam-se a'
livraria da pra^a da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopalhia uicfranccz, obras
lodasde summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
203000
69OOO
TrstHK)
69OOO
I03OUO
69000
89000
I60OOU
lumes.
Teste, n-oleslias dos meninos .* ,
llering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpcabomeopathica. .
Jahr, novo manual. 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, moleslia9 da pelle.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
ll.ii Ihmanu, Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica iiouieopalhica. .
De l'ajnlle, doutrina medica hnmenpalhira
Chuica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Njslen.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, contendo ajdescripcao
de todas asnerlcs do corpo human .' .
vedem-se lodos estes livros no consultorio liomeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegio 11. 25,
primeiro audar.
IO5OOO
8*000
73000
65 CsXHI
IO9OOO
IOjOOO

Joias de ouro.
g Xa rua do Queimado, loja de ourives piu- 8
9 la timojilp de obras de ouro, que o comprador1 tt
visla dos prei;os c bem feilo de obra mi dei- %
9 xara (te comprar, aliancando-sc e respousabi- SC
lisando-e pela qualidade de ouro, de le 18 @
9 quilates. S
iPWHiitfi >#
Achando-sc o Sr. Manoel 1'rancisro de Souza
Santos embaracado no seu commcrcio, destlc o dia
2i de ju I lio passado, e nao leudo prestado llanca id-
nea a companhia de Seguros Martimos l'lilidade
Publica, cessa desde hoje de ser accionista da mes-
ma companhia art. IS. Os directores por interven-
cao do corretor Kobcrlo, vendern a 5 accoes 110
dia 5 de outubro, na rouformidade dos arls. 19 e 20
dos cslalulos.
AJTENCAO'.
Precisa-se de uina escrava para lodo o serviro, e
que seja fiel : na rua Bella 11. 9.
Alaga-te para o serviro de bolieiro, um escra-
vo mualo com muila pratica desse olcio : na roa
da Saudade, fronteira dollospirio, casa da residen-
cia do Dr. I.ourenro Trigo de Loureiro.
MUITA atiencvo'::::::
Quem liver nina casa terrea de 129000, as mas
"do paleo do Carino, das Cruzcs, Santo Amaro ou em
onlras semelbantes a estas, dando-so de lianra em
dinheiro a vista) 609O0O. dirija-se livraria n'. ti e 8
da placa da Independencia, que se dir anude deve-
la diriir-se, a quem couvier esto negocio/inho.
Quem precisar de una ama secca para o servi-
co de portas a dentro, pode dirigir-sc ao beced do
Rosario n. 2.
Precisa-se alugar um primeiro andar as ras
lama do Rosario, eslreita, Cabug, nova, Cadeia
de Sanio Antonio, Collegio ou Queimado, embora
mo lenha muilos commodos, mas que a sala seja
grande: quem liver annuncic para ser procurado.
A Sra, Francisca l'creira da Conceicao, propic-
iara de mis chiins no berro do Quiabo, nos Afosados,
(piando mandar receber os foros mande os seus ttu-
los, que sem o vista delleanaose mxpagamento.
Precisa-se alugar urna prela escrava para ven-
der na rua ; quem liver, dirija-se ao paleo do Terco
n. 20, piimeiro andar.
Francisco Jos da Silva Paula, subdito porlu-
guez, retira-se para a cidade de Pellas.
Precisa-se de um feitor que Irahalhe de enxa-
da e que saiba lirar leileemvaccas, prefere-se por-
tuauez: quem quizer ajuslar procure no aterro da
lloa-Visla, sobrado n. 33, que achara com quem
tratar.
ll"'.T%!ailu"wrl" "*"|"1"'1""" da
livraria 11. 6 e 8 da praca da Independencia, um al-
manak encadernado rom folhas em brauco, queira
manda-lo levar a mesma loja, pois he preciso.
.'i DENTISTA KRANCEZ. 1
^$ Paulo (aignoiix, eslabelecido na rua larga Z'
55 do Rosario n. 36, seanndo andar, colloca den- 49
qg tes com gengivasarliliciaes, e dentadura com- $$
$ pela, ou parte della, com a presso do ar.
9 Tambern lem para vender anua denlilriccilo @
9 Dr. Pierre, e p para denles. Una larga do
ff Rosario n. 36 segundo andar.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 13, ha muito superior potassa da Rus-
sia c americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
TOAL.HAS
GUARDAXAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, lilas adamascadas para
mesa, guardaoapus adamascados, por precos com-
modos. '
Precisa-se de urna ama de leite forra
ou captiva, lendo bom leite paga-se bem:
nu rua de Hortasn. GO.
OlTercce-se um moco portuguez para feitor de
silio, cu para adminislracilo de cnuenhv, o qual (em
bstanle pratica e sabe ler, esrrevcre conlar : quem
do mesmo precisar, dirija-se ao paleo do Terco, ca-
sa 11. 7.
Precisa-se de um caixeiro para lomar con la de
urna taberna por bataneo, na rua do Hospicio, ou
vende-so por seu dono ler de ir a Portugal : a can
he muitoafreguezadae lem commodos para familia
a tratar na rua da Cadeia de Santo Antonio n. 26. :
Precisa-sede urna ama de boa conducta, que
saiba cozinhar e enuommar bem, para casa de pon-
a familia ; no largo de.S. Pedro 11. i.
Sahira'brevemente a' luz As Ser-
lani'jas,"-romance original e contempo-
rneo, por O. S. M.
Precisa-se alosar una canoa de carreira que
leve at I pessoas pelo menos : na rua da Cadeia do
Recite n. .">(, loja.
RICAS PLLCEIRAS.
Chegoo ;i loja de iniude/as da rua do Collegio n.
I, um ricosorlimenlo de pulceirns do ultimo sosto,
que -e vende pelo diminuid preco de I56OO a 29500,
a ellas antes que se acahem.
SEDAS DE CORES.
Vcnde-se sedas de cores*achamaloladas de muilo
lindos padroes para vestidos de senliora.e pelo ba-
ralissimo preco de 700 rs. o covado na rua do
Queimado n. 38, em frente do becco da Cougre-
gaco.
Vende-se a casa n. 6 na rua da Soledadc de-
fronte da igreja : a fallar na rua das Aguas Ver-
des n. 21, ou com o caixeiro do agente Oliveira.
Vende-sc urna preta crioula boa engomma-
deira e cozinheira : no Caes do Ramos 11. 4.
Vende-sc um casal de gansos muilo bom, por
preco commodn : jia rua do Coluvello n. 109.
Vende-se um escravo de meia idade, proprio
para lodoservico, do que lem bstanle conbecimen-
t, e at de tratar de nm cavallo, mailo bom compra-
dor, nao bebe espirito, s se fiir obrigado ou por
remedio para saude : procure na rua do Rangel n.
21, a qualquer hora. Na mesma casa se vcudem
2 tahuas de amarello' vinbatico com 30 palmos de
1 oinpn.....om e 2 e lano de largo, 2 ou 3 lindas de
36 palmos de eomprido e 1 Inor com 31 palmos, de
boa qualidade, porcao do ral branca para caiar, 1
banco de oflicio le campia, 1 caixa com alsuma fer-
1,imenla do mesmo oflicio, saccas com alqueire de
familia por baralo preco, 12 cadeirase 1 sof de Ja-
caranda, ludo por commodo prei;o ;* lambm se vcu-
dem alguna livros espiritoaes.a Recriacao philosophi-
ca, Gil-Braz deSanlilhana em muilo bom estado, e
o ulros livros.
ARADOS DEvFERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos d" ferro de --"tior qualidade.
VenJe-se fio de sapateiro, bom : em casa de S.
P. Jobnston & Companhia, rua da Sensala Nova
n.42.
REMEDIO INCOMPARAEL.
UNGENTO IIOLLOWAY.
Milliaies de individuos de todas as naces podem
(cstemunharas virtudes deslc remedio iicomparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo usoique
deln: liza ram. lem seu corpoe mcmbrosinleiramculc
sao, depois de haver empreado intilmente outro-
tratamcnlos.Cada pessoa poder-se-haconvencerdesaas
curas maravilhosas pela leitu a dos peridicos que Ih's
relatam lodos os dias ha muilos annus; e, a maior
parte dcllas silo lao sorpreudeules que ailmiram os
mdicos mais rlebres. 'Quautas pessoas recobraran!
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
peruas, depois de ler permanecido longo lempo nos
huspilaes, onde deviam soflrer a ampulaco '. Dolas
ha limitas que haveudo deixado cases asvlos de pa-
decimeiilo, parase naosubmellercm a cssa operacio
dolorosa, Koram curadas coinplelainenle, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das taes pes-
soas, jia efusao de seu reconbecinienlo, declararam
esles resultados benficos (liante do lord corregedor,
e oiilrns magistrados, alim de mais autenticaren!
sua aliirmaliva.
Ninguem desesperara do eslado de sua saude se
livesse bastante eoldianea para cnsaiar esle remedio
ronslanlenicnle, seguindu algum lempo o tralamen-
to que ncccssilassc a natureza do mal, rujo resulta-
ra seria perovar incoiileslvelmenle : Que ludo cura!
O ungento he til triis particularmente nos
seguales casos.
matriz.
HECHANISHO PARA EN6E-
NHO.
NA FUNDIf.AO DE FERRO DO ENGE-
N1IE1RO DAVID \V. ROWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANO O CI1A-
FARIZ,
ha sempre um srande sorlimenlo doa sesuinles ob-
jectos de meclianismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias mocmlas da mais moderna
conslrucco ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para asna ou animaes, de lodas as propor-
coes ; crivos c boceas de fornallia c registro*de hoei-
ro, acuilhoes,bron/.es parausos c cavilhies, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam lodas as cnconimendas com a superiori-
dade j mohecida, e'com a devida presteza e coinmo-
didade ein preco.
Loja de todos os santos.
I^hegou loja de miudc/.as da rua do Collcsin n.
I, um grapde sorlimenlo de estampas de sanios e
sanias, em poni grande, a saber : Coracaode Jess
c de Mara. Jess, Mara. Jos, Sanio Antonio, S.
Jos, p. S. do Rosario, o silencio da Santa Vifrgem,
1i. S. na cadeira. Santa Cecilia, S. Joan Itaplisla. .N.
S. i* (s Dores, Saiil'Anni, Crhrifirado. S. Luiz
(> ^aga, Salvadordo,Mando, S. Pedro, Sania Joan*
na sacra Familia, S. Vicente de Paula, Sania l;ran-
cis^i ?! onlros j em qiiad os dourados, pelo dimi-
1111I0 vreco de 18000 e 326 cada um, ludo com dif-
ferentes uomes de sanios e sanias ; ainda se conti-
nan! a vender manguinbas de vidro com santos
dentro, rruz.es de jaspe rom o crucificado, quadr-
nho'. com sanios para enfeiles de oratorios, e onlras
umitas colisas que se venden) por preco mais com-
modo, que he para acabar.
Iva rua das Cruz.es n. O, taberna do Campos,
li i pni cao de bichas hambargnezas das melhores i|ue
ha no merca.lo, que se vende eiu porcoes e a relalho,
e tambera se aluuam.
Lepra
Males das pernas.
dos pello-.
de ollios.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
P|4moes.
Queimadelas.
Sarna.
Supuracfies ptridas.
I'inha, em qualquer parle
que seja.
'tremor de nervos.
Ulceres na bocea.
do ligado.
das arliculaces.
Veas torcidas, ou uudadas
as peinas.
Al por cas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das cosas.
dos membros.
Eufermidades da culis cm
geral.
Eufermidades do mus.
Erupcoes escorbticas.
I'i-iiil,is 110 abdomen.
Frialdailenu falla de ca-
lor as extremidades.
Friciras. .
liengivas escaldadas.
Inchacors.
Infiammaeao do ligado.
da bcxia.
Vende-se esle ungento no eslabelecimenlo eral
de Londres, 2H, Stranil, e na loja de lodos os lioli-
caros, droguistas e onlras pessoas enrarreaadas de
sua venda eiu loda a America do Sul, llavana e
llespauba.
Veudeni-sc a 800 ris cada boceliiiha conlni urna
inslrurcan en portuguez para explicar o modo de
l'az.er uso deste ungento.
O deposito geral he cm rasa do Sr. Soiirn, phai-
macculico, ua rua da Cruz. n. 22, em Peruaiubuco.
Eslou torrando
Quero acabir,
N'endo baralo
Venham comprar.
Miuilc/.as baratas, na rua da Cadeia do Recife n.
10 : suspensorios novos sem defeilo algnm a 00 rs. n
par, linlias de canitel de 200 jardas, oplimn fabri-
cante a JSO rs. o carrilel, sorlidos, amilbas francezas
limpas e com ahium loque de fermuem a 20 rs. o
papel, 11.5,6, II, lie 11, dedaes de alfaiate a 20
rs., ditos de latan para senbora a 10 rs.. linbas de
novello n. 10 a 10 rs., rosarios blancos a 'MX) rs. a
duzia, proarios para a fesla de N. S. do Rosario,
brincos de diversas qualidades a 10 rs. o^ar, botoes
para calca a200 rs. a crosa, dilos para nimisas. re-
tro/, a I00 rs. comprando miada inleira, espanado-
re.s .1120 e ItiO um, bandejas, caivetes, tesnuras,
livellas, marcas, luvas ,le divenas (|ualiilades, meias
snrlidas, lencos de (lula, dilos de seda, e oulras fa-
zeudas por diuiinulo pieco,
muala com baliilidades
taberna.
Vende-se una escrava, crioula, de 30 annos de
idade, bonita Bgorn, a qual cose bem, cozinha o dia-
rio de nina casa, e lem principios de engomar, pti-
ma para ser empregada na sala de qualqiier casa de
familia por ler bous coslumes, e pratica desse ser-
vico : quem a pretender, dirija-se ao largo do Cer-
ni, na segunda casa terrea do lado direito n. 6, on-
de se dir qual o motivo por que he a mesma escra-
va vendida, nao obstante at suas boas qnalidades.
HE MUITO BARATO !
Corles de calcas de brim de linho trancado de
*r 1............issfion
Hilas de (lilas de brim de linho trancado su-
perior a......... "... 2J000
Cassinetas de laa mcscladas proprias para
calcas e palitos pelo haralissimo preco de o
covado.........." 500
Chitas de coberla muilo bonitos padroes, co-
vodo............. KM)
Dilas francezas muilo bonitos padroes covado 210
Damasco de 1.1a liusiiido seda, muilo pro-
prio para cobcilas de camas..... 800
Dilo de alsod.io covado....... 500
Chapeos de sol de seda para senhora muilo fi-
nse bonitos a.......... 19500
Dilos para humen), de todas as cores a (fciOO
Dilos de maeaa france/.es muito superiores, e
das mais modernas formas......69100
Dilos de dita para meninos. ..... 55500
E oulras muilas fazendas que s com a visla dos com-
pradores pudcran mohecer os b.iralissimns procos poi-
que se estilo v endeudo na rua do Queimado n.7; lo-
ja da estrella de Gregorio & Silvcira.
Vcnde-se um sobrado deteriorado cm Olinda.
na rua deS. Rento, defrnnie do mosleiro: quem o
pretender dirija-se a rua do Boia-Successo defronte
da quina dos Quarleis onde lem um lampean.
OH QUE RICAS AISOTUADURAS, TANTO PARA
PALITO'S COMO PARA COLLETES.
Chegaram frente do Livramenlo, loja de mn-
dezasde F. Alvos de Pinho, as mais ricas ahumadu-
ras de n adi epi rola e metal chumbadas e finas, lan-
o para palitos como para colleles, de mu difleren-
les goslos ; he o mais superior que pode vir pata a
fsla ; a ellas, que sao poucas, c por pouco dinheiro
depressa se acabaran. Na mesma loja, alm de va-
riado e completo sorlimenlo de lodas as quinqiiilha-
rias, contina a ler os lindos tercos, crucilixos que
setroc.im por diminuto preco.
Vende-se um bonito prelo, proprio para lodo
servico : na rua Direila, lerceiro andar do sobrado
n. 36.
Vende-se um lindo moleque de idade de 7 a
8 annos, de bonita figura : ua rua do Collegio n.
10, secundo andar.
-iTcndc-sc um cavallo bom andador e bstanle
gordo, de rr ruca : na rua do Collegio 11. 10, se-
gundo andar.
Vcnde-se urna canoa aberla, de carga de 600
lijlos: na rua do Ranzel 11. 51, destilaran de Vic-
torino Francisco dos Santos, nos dias uleis, das 8
horas da manhaa as 5 da tarde.
Vende-se um palanqun) da Rabia por preco
commodo : no aterro da Boa-Vista, loja de calcado
n. 78. f
Vendo-se um escravo cozinheiro, ci ionio, mo-
to, de boa conduela : na rua da Praia 11. 13, primei-
ro andar.
Vende-se na roa Direila n. 27, manleisa in-
gleza a 6*0. dila a 568, dila a 500 rs., dila a 100,
dita fraiim/.i ,1 (ro (V_,ii), queijos mullo novos, milho
cm saccas, novo e mttrto baralo.
Vendem-se aurrelas com cal virjzem, chegada
ltimamente de Lisboa, por preep commodo : na
rua da Seuz.ala Nova 11. 4,
Velas de carnauba.
Vende-se por preco mais commodo do que r-m ou-
lra qualquer parle, velas de carnauba pura, odc
composicao I na rua detraz da matriz da Boa-Visla
n. 15.
CARRO ECABRIOLET.
Vende-se um carro americano, novo, elegante e
leve; vende-se lambem um oulro de i assenlos, e
mais um cabriolel, esles dous com pouco uso ;. ven-
dem-se lambem os cavallos para os mesmos queren-
do, por preco commodo : na rua Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois.
Deposito de cal.
Vende-se cal virgem de Lisboa, prximamente
chegada, por o mais razoavel preco : no armazem de
as-ucar da viuva Pereira da (.milla, rua de Apollo
n. 2.
Vende-sc bolachinhas inglezas ede lcile, dilas
de aramia superior : na padariadarua Direila n.69.
Vcnde-se sebo em bexigas, muito proprio para
barrita, sal de pedra do Ass, herva malle muilo
boa, pedias de amular, peixe serco c salpreso em
barris, um br.no de batanea com conchas, umterno
de pesos de 1 arrobas: no armazem da rua da Praia
11. 37. -Af t '
Vende-se um escravo de uaciio, bonila figura,
idade23 annos, pouco mais011 menos, sera vicise
nem achaques, proprio para armazem de assucar
por ja ler estado alegado: quem o pretender, va no
trapiche do algodao, no Forte do Mallos.
Vcndem-se esleirs de palha de carnauba rhe-
gadasaimrn do Aracalv. a 12$ o cenlo : ua rua da
Cadeia do liecie n. i'j 1. andar.
IMS Ql'ARTAOS.
Vcndem-se quarlnos novos c bem carnudos por
preco commodo : ao p da ponlc da Boa-Visla,ou na
rua do Queimado loja 11.14.
MIUDE/AS BARATAS.
Vendc-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los de cauro de lustre para senhora a 19 rs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., ditos para liuinein a
800 c 000 rs., boles de agalh para camba 200 rs.
a groza, linha de cores a 19, dila branca de 800 .1
19200, papel de peso muilo bom a 29100 e 2'iOO a
resma, pentcs para alar cabellos a 210 rs., dilOs finos
a SOO e 19, colxelcs a 60 e 90 rs. a caixa, bicos, filas,
alunles de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para scnboras e meninas, dilos para homem,
Thesouras finas c ordinarias, pulcciras de ouro liu-
giodo de lei, carteiras para baile, peneiras de aro e
oulras muilas cousas por preces muilo cm conla.
Vendc-se vcllas de cera de carnauba feilas no
Aracalv, de 6, 8, c 9 em liBra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recife D* 49, primeiro
andar,
Recominenda-se aos homens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa.a que muilos
chamam de fcllro a igOOurs. cada um : na rua do
Crespo loja n. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de compo-
sicao. feilas no Aracalv, da mellior qualidade que
ha no mercado, e por mais commodo prer,o qne em
oulra qualquer parle : na rua da Cruz 11. 34, pri-
meiro an Jar.
Cruz n, 20 primeiro andar.
Vende-se superior chocolate ran-
Vende-se milhn em saceaa a preso de 39OOO, e
farinha em ditas a preco de 4J(000 ; nu caes do Ha-
mos, no armazem da Carlos Jos Gomes.
Na loja da rua do Collegio II. 3, ha para ven-
der o mais superior doce de laranja em rada, dilo de
sidra, dito de grozeJw.,e de abobara, esle doce he
feilo com a maior delicadeza que he possivel ; ven-
de-se em barris para embarcar, no em libra.s
Vende-se um carrinho americano de 4 roda,
para um cavallo, de muito bpn goste, por preco
muilo barato, assim como um cavallo para o mesmo
011 em separado, afianc,ando-se sua bondade e man-
sidao : para ver ambas as coasase tratar, na cocheira
da rua Nova por baixo da casa da enmara, ou a Ira-
lar com Antonio Bernardo QuitiMro.na mesma rua.
Vcnde-se una escrava, rrioula, mofa, cosa
alsuma habilidade : na rua de Hortis n. 60, se di-
r quem vende.
Vcnde-se a armario da loja a. 4 da roa Nova:
para ver Iralar, pode dirigir-se a loja do Sr. Au-
gusto Colombiez.
Na rua do Collegio n. 3, primeiro andr> ven-
denvse para fechar conlas mil e quilbenlo rnessos
de comas de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso,, e
'0 duzias de caixas de massa pera rap a 19200/
duzia.
Af nata da Edwla Bt*w.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon t '
& Companhia, acha-se constantemente boas sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, aaoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de todos os lamanhos e modelos osmais modernos,
machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos pr
bre, esco vens para navios, ferro
Ibas de (landres ; todo por barato |
cez Kiseche e Ahssinthe, por preco com-
modo: na rua da Cruz n. 26 primeiro
andar.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto, a 320 o covado.
QUEIJOS.
Vendem-sc muilo bons queijos do serlAo desles
chamados de prenca, os melhores que lem appareci-
do venda: na rua do Queimado, loja n. 11.
FACTO SECO).
Vende-e muiln sia c boa carne, pelo barato pre-
co de 1^000 a arroba, e faci secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na rua do Quei-
mado, loja 11. 14.
Toalhas e {juardanapos de panno de linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 109000 a duzia, dilas lisas a 149000
a duzia, suardanapos adam.iscaJta.il 39600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
BRLNS DE CORES.
Brim trancado com quadros de cor a 600 e 700 rs.
a vara, fuslao branco aleochoado a 400 rs. o covado,
castor muito encorpado a 240 o covado, pecas de
cassa de quadros, proprias para bahadns a 29000, gan-
ga amarella trancada a 320o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bom gosro -19000 cada um, ditos de cassa
chita a 29000, dilos de rhila Trncela larga a 39OO0,
lencos de seda de 3 ponas a 610, dilos de cambraia
com bico a 280 cada fni : na rua do Crespo, loja
n. 6.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vtnde-sc muilo superior potassa da
lio.-u, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para lachar conlas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
\ ende-se carne muiln saa e gorda, vinda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 49000 rs.
a arroba cm pacotesde i arrobas : no armazem da
porta larga ao pjalo arco da Conceicao, defronle da
escadinh.
Ai que rio.
Vende-sc superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 19200 rs., ditos brancos a
l9200rs., dilos com pelo a imitacao dos de papa a
19100 rs.: na rua do Crespo loja 11. 6.
epoiito da fabrioa de Todos os Santos na Babia
V ende-se, cm casa de N. O. Bieber &C, ii rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por prejo commodo.
Vende-se ou arrenda-e um sitio
bastante.jrande, no lugar do Ri Doce,
com 720 psde coqeiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 5G.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortnento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinlio do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de llavana verdadeiroti: rua do Trapi-
che n. .I.
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na loja de Guimariies & Delinques, rua do Cres-
po n. ., vendem-se cassas francezas do ullimo gos-
to, pelo haralissimo preso de 180 rs. o covado.
NOVAORLEANS.
Raralosim, fiado nao.
Na rua do Queimado loja 'n. 17, vendc-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspelo baralo preso de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de laa eseda de cores
as mais delicadas,muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o covado.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguintes viudos,os mais superiores que tem viudo a
esle mercado.
Porlo,
Bucellas,
Xere/. cor de ouro,
Hilo escuro,
Mudeira,
em eahinhas de urnil duzia de garrafas, e i visla da
qualidade por preco muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenlc chegada.
Taixas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafar continua haver um
completo sortnento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
RUA DO TRAPICHE N. lo.
|$ Em casa de Patn Nash & C, ha pa-
B ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
H Amarras de ferro de 5 oitavos at 1
H polegada.
g2 Champagne da mellior qualidade
*2 em garrafas e meias ditas.
$ Um piano inglez dos melhores.____
jsasKaoKaaRSc x& oskjgkxxx)
TUDO DO ULTIMO GOSTO.
Na rua do Crespo n. 14, loja do lado
do norte de Dias & Lemos.
Chitas de cores muilo fuas com padroes de rama-
gens imitando cassa a 160 rs. o covado, dilas finas
com novos desenlies a ".'OO rs., corle de cambraia
rom lista- e ramagens de cores, padrOes excrllentes
a 3IIKI rs., ditos de brim enlrancado ae: linho com
quadros largos e sem elles, fizenda inleiramenle de
novo eosIo a 2S000 rs., ditos de easemira de padroes
escures bstanle cncorpados a 15500 rs-, rufo de
cor para palitos a ^00 rs. o covado, algodao cia-
do de una scor muilo encorpado a 170 rs.Jsim
como muilas oulras fazendas que se venderSo por
menos preso do que em oulra qualquer parte.
Vende-se um excellenle carnnho de 4 rodas'
mui bem construido,ecm bom eslado ; esla exposlo
na rua do Araao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e Iralar do ajuste
coni o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz oo
Recita n. 27. armazem.
Moinhos de vento
'omhomhasde repuso para regar horlas e baila,
de capim. na fundicao de 1). W. Bowman : na roa
do Brumos. 6,8e 10.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a .a edii-.lo do livrinho denominado
Devoto Cbristao.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 040 rs. cada exeroplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-sc na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para ,-, cadeia.
OBRAS DE I.ABVRINTHO.
Vendem-se loalhas, lencos, coeiros delabvrinlho
de lodas as qualidades, rendas, bicos largos e eslrei-
to., por commodos precos: na roa da Cruz do Re-
cife n. 31, primeiro andar.
Vende-sa^) bem acreditado rap ro-
lao franco/. : na rua da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
* Vende-se urna escrTa^
S. Francisco, cocheira de Pai iilva.
Vendem-se caixoes e barricaii^^H
do Cabugi botica de Moreira & Fragoso.
Vende-sc una casa terrea com bons commodos
e reedificada ha pouco lempo, sita no largo das Co-
co Ponas; assim como diversos terrenos rom alicer-
ees, lantp na rua Augusta como na do Aleerini: dirt-
jarajse a rua do Qneimado loja n. (11 que se dir
quem vende.
Vcnde-se lima escrava de narflo rom urna ex-
cellenle cria de idade ds 3 a 4 annus, pooco mais ou
menos: na loja dfi&zendas^jaa^1''rQiieimaU\s)o.
(il se dir qocm vende.
Vcndein-SG ricos pianos com encllenles vo-
zes por precos commodos: cm casa de J.C. Rahc,
rut do Trapiche n. 5.
PUBL1CACAO* RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mcz de Hara, adoptado pelos
reverendissimos padrescapucbiuhos de i\. S. da l*e-
uha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da ConceicAo, e da milicia histrica da mc-
dalba milagrosa, e del. S. do Rom Cousellio : ven-
de-sc nicamente na livraria ii.be K da praca da
independencia. IjOOO.
Deposito de vinho de cham-
() pague Cliateau-Av, primeiraqua-
M lidade, de propriedade do condi
2*4 de Mareuil, rua da Cruz do Re-
J cife n. 20: este vinlio, o mellior
W de toda a champagne vende-
{Afi se a r>(i<000 rs. cada caixa, acha-
" se nicamente cm casa de L. I.e-
^ comte Feron & Companhia. N. B. '69
'*# As caixas sao marcadas a fogo im
{$) ('.(inde de Mareuil e os rtulos tt
^ ilas garrafas sao azues. S
mms&& Jai@@s $
AOS SENHORES DE ENGENHO.
, Cobertores escuros muilu randes e eneorpados,
dilos brancos compeli, muilo grandes, imitando os
de la.i. a 1 -'hu : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus pertenres, em bom uso e de -2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem o. i.
POTASSA BRASILEIRA. I
fA Vende-se superior potassa, fa- ($
tai brcada no Rio de Janeiro, che- ^
gi gada recen temeatte, recommen-
^. da-se aos senhores de engenho os X,
JB seus bons ell'eitos ja' experimen- ^v
W tados: na rua da Cruz n. 20, ar- w
W macan de L. Leconte Feron & O
f$f) Companhia. (0
fl<\ Vendeui ssrfle^os de ear e^pcata, Ji^^L Jurnlo de que em qualquer oulra parle
K hmH tf praea fa Independencia n. 18 e 20.
Na rua"do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaurilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo niodernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
Lindos curtes de lanzinha para vestido de
senhora, com I covados cada corle, a
i.S".00.
Na rua de Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
J)esappareceu do sitio do padre Manoel Flo-
rencio de Albuquerquc, na travessa da Crua de
Almas, de I'onle-Uchoa, no dia 5 do corrente, um
seu escravo de nome Manoel, de naci- Rebol, de
meia idade, baivo, grosso do corpo, meio cangoei-
ro ; levou um sacco cora roupa sua, o escravo foi
comprado por minio bom, ao Sr. Manoel de Almri-
da Lopes, que o venden por ordem do Sr. Fraacis-
co Xavier de' Oliveira : rpga-se, porlanto, as auto-
ridades policiaes, ra pitaes de campo, ou oulra qual-
quer pessoa. que o apprehendam e leve-o a rua de
Hartas n. 15, ou no dito sitio, que ser recompensa-
do ; advcrle-se que o dito prelo he asado cm ofea-
iito Camuni, freguezie do Cabo.
Desappareceu de casa do abaixo assignado, no
dia 10 dejunho do corrente anno, um escravo de ne-
nie Manoel, de nacSu Costa, que reprsenla tr 32 a
34 annos de idade, estatura baia, magro, denles
ralos ; lem urna calva na cabera de carregar pesos;
consta ler eslado em iguarassu: quem o pegar, le-
ve-o ao mesmo abaixo assignado, na roa do Crespo
u. 5, que se recompensar o seu Irabalho.
Miguel Jos Barbosa Guimaraes.
Ausenlou-se no dia 23 do corrente o prelo A-
levandre, de nacAo S. Paulo, idade de 25 annos, al-
to, falla demorada e corpo refutado, foi escravo do
frailee/. Milique, morador no Hio Doce, e altiraa-
inenle do Sr. Eduardo liolly ; esse prelo cosluma
em suas frequentes fuaidas andar pela rua da Auro-
ra, ir para Olinda. e refugiar-se as campia.- do
Rio Doce : roga-sc, porlanto, a quem o pagar ou
del le der noticia, dirija-se ,i rua do Brum n. B, fa-
brica ite caldeirciro, que sera bem recompensado.
Desappareceu do engenho Cancella da cidade
de Nazarelh, no dia 18 do corrente, um negro de no-
me Andic, crionlo, idade de 30 e poucos annee, esta-
tura regular, cabeca puntuda, rosto secco e barba-
do, trabadla sollrivelmenle de enrrieiro ; levou ca-
misa e cernula de algodao grosso j uarias ; este ne-
gro j foi visto nos engenhos Bom Successo.Lavagsm,
ele, e por isso julga-se que anda orrullo por aquel-
les lugares, porm sem conhecimento dos senhores
daquelles engenhos, pois ambos silo pessoas fidedig-
nas quem o pegar, peder levar eo mesmo enge-
nho cima, ou ao armazem da viuva Pereira da Ca-
lilla, na rua de Apollo.
Desappareceu boje das 7 para 8 horas da ma-
nhaa, o esrravo, rrinulo, de nome Claudiano, de es-
lalura regular, grosso do corpo, denles limados finos,
nihos e rara grande, com bastantes signaesde bechi-
gas por as ler tido em quanlidade em 1850 logo que
o comprei cm 30 de ouluhro do dilo anno ao Sr.
Jos de llollanda Cavalcanli l.eilao. qne o bouve
por heranca paterna de seu fallecido pai o capilAo
Antonio Vieira de Mello 1.citan, moradores no lu-
nar do Jac, lermo da villa de Nazarelh, d'onde he
filho o dilo escravo, que reprsenla ler 23 anno por
declarar o formal de parlilliasquando o comprei ler
19anuos; levou calca de algodao aznl trancado,
camisa de madapolo, chapeo velho de seda oo de
couro, presorae-se ser scduzido a fugir por no haver
motivo alsnm : quem oapprehcnder pude leva-lo ao
abaixo assignado, senhor do dito escravo, com pren-
sa de algodao no Forte do Mallos n. 7, oo rua do
(.lueimadun. II, quesera bem recompensado. Recife
2 de outubro de 1851.
Manoel Ignacio de Oliteira Lobo.
Desappareceu no dia 8 de setembro o escravo,
crinlo, de nome Antonio, que cosluma trocar o li-
me para l'edro Jos Cerino, e inlilular-sc forro,
he muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, romarca de
Santo Anliio, e diz ser nasridn no serlao do Apodv,
estatura e corpo regular, cabellos prelos, caiapinh-"
dos, cor um pouco fula, olhos esroros, nariz crande
e crosso, beicos giossos, o semblanlewm pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta orcasiAo foi com
ella rapada, com lodos os denles na frente ; levou
camisa de madapoln, calca c jaqueta Inanea, cha-
peo de palha com aba pequea e urna Irouva de rou-
pa pequea ; he de suppir que mude de Irage: ro-
Ca-sc porlanto as autoridades policiaes e pessoas par-
lirulares, o apprehendam c Iragam nesta pncj do
Recife, na rua larga do Rosario n. 21, que se re-
compensar muito bem o seu Irabalho.
Ainda continua estar fgido o prelo que, em 11
de setembro prximo passado. foi do Monteiro a nm
mandado no engenho Yertenlo. aronipanhando unas
\arcasde mando doSr. Jos Bernardino Pereira de
llrilo, que o aluguu para o mesmo lim; o escravo he
de nome Manoel, rrioulo, baixo, grosso e meio cor-
runda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perita direila, cor prela, nadegas em-
pinado- paradora, pouca barba, lem o lerceiro dedo
da mao direita encolhido, e falta-lhe o quarlo: le-
vou veslide i alea azul de Miarle, camisa de algodao
liza americano, porm levou oulras roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, c usa
sempre de corrcia na cinta : quem o pegar leve-o na
roa do Vigario n. 27 a seo senhor Romn Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do Pelourinbo arma-
zem de assucar n. 5 e 7 de Homao & C, que ser re-
compensado.
PERN. : TYP. DE M. F. DE FAMA. 1854.


I
I
M
i
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