Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01305


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Full Text
MINO XXX. N. 227.


i
v

^
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
un
QUATA FE1RA 4 DE OUTUBRO DE 1854.
-
Por atino adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUGO
4
KN lle^itJBpprielario M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, Sor. JooPereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
dooca; Parahiba, oSr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augu&to Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Radrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 1/2 27 1/i d.
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acees do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
|Ouro.Oncas hespanholas...... 298000
Moedas de 69400 velhas. 165000
de 68400 novas. 16>()00
de 45non...... 99000
| Prala. Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex Ouricury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras. ,
Victoria o Natal, as quintas-Jiras.
PREAMAR DE IlOJE.
Primeira s 2 lloras e 6 minutos da tarde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha.'
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comracrcio, segundas criuintas-feiras.
Relacao, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
EPIIEMERIDES.
Oulubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha,
14 Quarto minguanH ao\ 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nulos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA,
2 Segunda.O Anjo Custodio. S. Leodegario b.
3 Terca. S. Evaldo presb. ; S. Candido ra.
4 Unaria. S. Francisco de Asis fundador.
5 Quinta. Ss. Placido ab. e Flavia ir. mm.
6 Sexta. S. Bruno fundador.Ss. Castoe Herotide
7 Sabbado. S. Augusto presb. Ss. Sergio e Bacho
8 Domingo. 18.* S. Brgida pttnceapin. ; S.
Semeo ; Ss. Demetrio e Nstor Mm.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedan e do dia 30.
OfficioAo vice-cnnsal de S. M.#Brlaonica, de-
clarando haver o inspector da Iheso'uraria de fazemia
eipedido at conveniente ordens ao administrador
do correio,para pagar iminedialamente a importancia
do porte das cartas viuda? para esta provincia nos va-
pores da real companhia.
DitoAo inspector da Ihesnuraria provincial, pa-
ra que avista do ornamento que remelle por copia,
mande Srac. por ero arremalarao reconslriiqjilo
dos toncos dos caes da ra da Aurora, que cahiram
por occasiao da nchente dos rios. Communicou-se
ao director daa obras publicas.
iWuAo mesmo, rccoinmendando que mande por
em hasta publica os co'certos de que precisa a ca-
la da villa do Cabo, setvindo de base a essa arre-
as*) o remenlo e clnusulasque remelle por co-
pia, Intoirou-se ao iireclor das obras publi-
cas.
DitoAo mesmo, approvaodo a arrematadlo qne
fez Roberto Gomes Pereia de Lira, da obra do arco
e aterro do Afogadinho no ti." Unco da estrada do
sul, cora o abate de 11 por cento no valor do respec-
tivo orramento, sendo Oailor o coronel Francisco Jo-
s da Cotia.
DitoAo director da colonia militar de Pimentei-
ras, approvando a deliberaran que Smc. tomn, nao
so de prohibir o corte de pranclies de amarello que
s pretenda eflectuar por parle dos arrematantes da
obra da poule d Magdalena, visto estar concnSida a
mesma 'bbra, mas tambera de franquear o aperfei-
coamento e conducho da madeira que Antonio Dias
da Silva Cardgal, havia maudado tirar em conse-
quencte.de lie.
Bata municipal do Recife, inteirando-o
da haver approvado provisoriamente a postura ad-
.dicioual que acompanboo aoseu olTicio n. yo, e en-
viando ama copia da referida, postura, para que a
ponlia em eiecurao. ,
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem para a corle por
conta do governo no vapor que se espera do norte,
ao paisano Jos Alves, que leve hai\a do servico do
exercito no segando balalhao de inlantara.
DitaMandando admitlir ao servjo do exercito
por lempo de seis annos, o paisano Manoel Alves
dos Sanios, pereebeniio alm dos vencimenlos /jue
\at lei competaTem o premio de 3(XrjOOO rs. FW
rara-sc as necessarias communicares a respeilo.
2 de oslabro. *
l OfticioAo inspector da thesouraria de fazenda,
communicando, qac nesla data fora dispensado do
exereicin de vogal do con-elho administrativo o ca-
pitilo Antonio Maa de Castro Delgado, visto erces-
ado o impedimento do lenenle-corouel Antonio (Jo-
mes Leal, a quem o dito c pililo havia substituido.
MitoAo uicsmo, approvandn a nrrcmatar,ao dos
ravaUn, qac, pertetaBaaJ8Ci>iii[>inliij (xa de ca-
valjaria, se ach,TV,'im7rTrtriiVsi.iilo.
DitoAo inspector:do arsemp de marinlia, para
mandar fazer com urgencia os reparos de que pre-
cisa o brigue de guerra Cfrente, 'segn lo requisi-
lou-mc ocoinmandanlc da eslacAo na'val em nilicin
de liontem, providencian.I > Smc. an mesmo lempo
para que se Tornera ao comnandanle do mesmo bri-
gue, vista dos necessarios pedidos, mantimentos c
sobresalentes para 60 dias*Communicou-se ao com-
mandante da estarn naval.
DitoAo director das oliras publicas, rommiini-
ir nesla dala approvado a planta que
acompaada ao seu oflicio de 26 de setembro, com o
projed nsalinhameiilo para as novas edificarles da
Villa Satn na comarca de Flores, devendo Smc. re-
metiera esta presidencia urna copia da mencionada
planta afm de ser enviada;! respectiva cmara mu-
nicipal para lera devida e:;ecuc.ao.
Parlara Desouerando, em vista da proposta do
ebefe de polica em oHicia do 29 de setembro ultimo
n. 78 tfc cargo de segundo supplente do subdelc-
fraguera de S. Jos desta cidade, i Tor-
Hariques da Silva, e nomeando para o refe-
rido cargo i Eduardo F retienen Banks.Communi-
cou-se ao chefe de polica.
.s, ......-
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel de commaado das armas da Pernam-
bmeo, aa cidade do Ksclle, em 3 de outu-
br da 1854.
ORDEM DO DIA N. 153.
Teudo a presidencia desta provincia nomeado, por
portara de 29 de setembro prximo lindo,para exer-
cer interinamente as fenecaos de major do 1 bata-
HiSo da guarda nacional do municipio de Olinda ao
Sr. lenente-reforraado Luiz Jeronymo Ignacio dos
Saotos, ooarouel commandanle das armas interino
assim a declara a guarnirn para os fins convenientes;
bem como que nesta data nomcoii para substituir ao
referido Sr. (cuente no commando interino da tor-
lalcza de Ilamaracn, ao Sr. major reformado Joao
Jos Gomes.
Declara igualmente que lionlcm passou dedoentc
a prompln o Sr. lenle coronel do corpo do eslado
maior de 2 classe Antonio (lomes Leal, vogal do con-
selbo administrativo para forneeimento do arsenal
de guerra : consegaintemente dispensado do exerci-
ciode vogal do mesmo con-elho, o Sr. capitAo do 8
balalhao do infantaria Antonio Mara de Castro Del-
gado, que o havia subslituido, regressari ao servico
do4 balalhao de ariilliaria a p ao qnal se acha
addido.
Assignadn.Manoel A/un; Tavares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, aiudanle de
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
Legarlo de sita magestade fidelsima cm Vienna.
Illa), e Exm. Sr.Tenlio a honra de participar a
V. Exc. que, no dia 13 do correnle, recebi um ofli-
cio do Exm. Sr. visconde da Carreira, .to de sua
mageslade c alleza oserenissimo Sr. inTantc D. Luiz,
cominiiuicandn-me que, no dia scauinle, sua mni:cs-
mWe o alloza serenissima, pemoKariam- otir Plaga ;
em consequencia part na noite do referido dia 13,
acompanhado pelo addido a esta legaran, o Sr. JoJo
Ferreira dos Sanios Silva, e pelo Exm. Sr. conse-
Ihero Cirios Dietz.
O Sr. Antonio Jos Lisboa, enrarregado dos ne-
gocios do Brasil, logo que Ihe constou que sua ma-
gestade e alteza lencionavam visitar este paiz, veio
procurar-me para me dizer, que quera dar a sua
magestade e a seu augusto irmn todas as provasde
respeilo, c por isso desejava saber quando cu parti-
ra para a Tronicara, pois pretenda r comigo espe-
rar os augustos viajantes: e assim o fez, acompanha-
do peto Sr. Francisco Mara Velho da Veiga, addi-
do a referida missao, o que rogo a V. Exc. se sirva
levar ao superior conhecimenlo de sua magestade
el-re regcnle.
Su magestade c alloza serensima chegaram Pra-
ga is duas horas e meia da tarde, e foram recebidos,
ao apcarem-sc do coche imperial, onde eslava urna
guarda de honra, por sua alteza oSr. principe de
Liecbitcuslein, governador militar de Praga c pro-
vincia, e pelos Srs. bario de Meelerj, presidente da
provincia, general Fiedler, governador do caslello,
e generaes conde de Walstein e Schuttc.' Sua ma-
gestade e alteza serenssima, depois de se lerem de-
morailo algn* momentos enlraram as carruagens
que os espernvam, e se dirigirn) para os afojamen-
tos que d'anlemao Ihes cstavam preparados. Sua ma-
gestade e o serensimo Sr. infante viram nessa mes-
m.i tarde alguns dos monumenlos da cidade, e re-
colheram-se aos reaes aposentos as oilo horas da
noilc.
No ilia seguintc, depois de ouvirem missn na ca-
lliedral, dirigiram-se ao principal qaarlel onde esla-
va reunida toda a oflicialidade, com grande unifor-
me, esperando os augustos viajantes. Concluida a
viita passaram sua magestade e alteza serenissima a
ver o paco imperial, donde voltaram is tres horas
para janlar. lendo-se sua magestade dignado con-
vidar sua alteza o principe de Liechlensteiu, o~Sr.
ronde de WaHtein, e o coronel Bitlerman, e capitao
lluttner, que estavam s ordens de sua magestade c
alteza.
No dia immcdialo, Ifido correnle, veio o emioen-
lissimo cardeal arcebispo de Praga, principe de
Schwarzenberg. visitar sua magestade e alteza que,
logo depois da visita, sabiram para verem o gabine-
te de mineraloga eoulrogestabelerimentos pblicos.
Tendo soa magestade resolvido partir no dia 17,
nesse dia de mauban passou por dcbaixo das janel-
ls dos aposentos de sua magestade c allezav serenis-
sima toda a tropa cm continencia, e s 7 e meia par-
ti sua magestade em'um Irem especial, tencionandn
sua mageslaile le-c.inr.ir cm Brunn ; all arbou i
sua espera todas as autoridades, c urna guarda de
honra. Intil lie dizer a V. Exr., que nSos ueste
poni, como em lodas as oslarnos, achava-se a mul-
lidao apinbada para ver passar os augustos viajantes.
Na eslar.ni do raniinho de ferro, nesla rrlc, esta-
vam esperando sua magestade e alteza serenissima,
na lleza imperial o Sr. archiduque Maiiaiiliano a-
conipaiilia.loiias prncipaes pessoas dacrl e auto-
ridades. Sua altev.a real a senhora princeza Clemen-
lina de Saxe-Coburgo-Uotha e seus filhos, os minis-
tros de Ucspanlia c de Golha, c grande numero nao
s de pessoas da maior distincrao, que tinliam podi-
do atrancar entrada na referida estarao, apezardisso
ser prohibido, mas lambem de povo que fermava
alas at ao palacio imperial, onde sua mageslade e
alteza serenissima se acham alojados, havendn rece-
bido de sua magestade imperial e de toda a impe-
rial laimlia as maores demonstrarnos de atcelo e
consideraoAo.
No dia IS do correnle houve um banquete na
quinta imperial doSchouhrun, e ante-lioiilein hou-
ve oalro no paro da cidade.
Sua magestade e alteza serenissima tem j visto
grande numero de estabelecimentos, e era todos elles
tem causado a maior admiraran o profundo saber
em lodos os ramos, e os disUnclos dotes que ador-
nam sua magestade : e cabe-me a salsfac.3o de as-
segurar a V. Exc. que por toda a parte a mpresso
que estes auguslos senhores deixam he tal, que de-
vem encher de orgulbo a nacAo que tem a fortuna
de os possuir.
lloje, 21, recebe sua magestade os ministros de
sua magestade imperial e o corpo diplomtico, e a
maullan vai a Ischl. Cuncluo rogando a V. Exc. me
queira fazer a honra de beijar, em met mime e no do
addido a esta legarao, as reaes ir.aos de soa mages-
tade el-rei regenle, e de suas altezas.
Dos guarde a V. Exr. Vienna, 21 de agosto de
185i.lllm. e Exm. Sr. visconde d'Alhoguia, etc.,
etc., eleJosc Antonio Soaret Leal.
(Imprenta e Lei.)
L
A FAMILIA AlBRV. (*)
Por Paulo IHUorlee.
r

-
PRIMEIRA PARTE.
O duellope.'a irmaa.
IV
(Continuarlo.)
" Enlao nessa paz do ar da larde entre essas duas
almas igualmenle jovens e puras passou-sc urna sce-
na "-Iranha: elwsao se olbavam.e rom ludo viam-
se, mo se Talldvam. e todava eulendiam-se. L.
dialogo mudo eslabeleceu-sc enlre elles; sem abri-
rem a bucea, inlcrrogaram-se, sem se iiilerrugarcm
responderam um ao outro.
Nalalis eslremecendo dizia comsigo :
Pela pon l i dos iledos delicados que loco, sinlo
ilislinctaineiile baler-lbe o coraro, palpilar-lhe o
seio. Ah I que imporlam o dia d anianba, a raido,
e o universo! .ibandonemo-nos i embriaguez deste
minuto. ,
E Marlha exrlnmava comnigo mesma :
Que experimento? Nunca senl nada seme-
N urna carta de Boulogne do dia G, transcripta no
Morning Chrnnicle de 7 lemus o seguiute, sobre a
visila que S. M. el-rei de Portugal e seu augusto ir-
mao, li/.rrnm aquella cidade
Ilonlem live que fallar-vos da rpida visila de
el-rei dos Belgas, e boje cumprc-me relalar-vos a
chegada de el-rei de Portugal, e de seu auguslo ir-
mo, S. A. R. o duque do Porto. Amatilma lerei
que informar-vos da viuda de S. A. R. o principe
Alberto, que se espera aqui na esquadrilba real
pelas nove horas da manha. As armas da Auslra,
Blgica, Turqua, He-panha, Porluaal, Inglaterra,
e Franca, estilo gravadas na serie de grandes abar-
i acmenlo", para os excrcicios militares que devem
comecar mauhaa. El-rei de Portugal, com seu
auguslo irmaoe comitiva, sahiram de Pars hoje mui-
lo cedo, chegando oslaran de Boulogne pelo meio
lia.Na margem do rio, prximo estaco, acha-
vam-se collocadas qualro |>eras de arlilharia, para
darem as salvas do eslvlo. A guarda imperial for-
mava no competente "local; e dous esquadres de
suias, rompunham a guarda de honra dos Reaes
Hospedes ; achando-se duas carruagens espera, no
hotel Brighloii, para servido de Hua Magestade El-
rei, e seu Auguslo Irinao, Tomn recebidos, ao apea-
rem-se na eslacilo, pelo general Roguel, ajudante de
campo do imperador por Mr. Alexandre Adam, um
dos directores da empreza dos raminhos de ferro do
norte, e por Mr. llrenle, cnsul portuguez ncsle
porto. Os reaes visitantes dirigiram-se a Hotel
lirigton, aonde foram mui cordealmente recebidos
pelo imperador.
n Depois de almocnrem, fui o imperador com os
seus Reaes Hospedes c comitiva, em tres carrua-
gens descoberlas ao acampamento de Honvaull,
aonde chegaram s duas huras. As tropas cstavam
formadas em linda, na frente do respectivo campo; c
receberam o imperador com grandes neelaraacOes,
na occasio em que a real comitiva passava pela
frente das linhasAntes de findarem a revista o
imperador e el-rei de Portugal apearam-se, e ad-
miraran! por algum lempo a scena magnifica, que a
India do acampamento, cstendenilo-se ao longo das
alturas, Ihe oOorecia. El-rei de Portugal foi o
primeiro que subi a rarriiagem, mas segnindo-o
immcdiamenle o imperador, leve Mnima delicadeza
de dar a mao a S. M. I., que se sentou i esquerda
de el-rei D. Pedro.Chegando exlremidadc do acam-
pamento apearam-se SS. MM., e foram inspeccionar
em primeiro lagar, um dos abarracamcntns dos ofli-
ciaes. e depois outro dos ofllciaes inferiores. O im-
perador haleu porta da barraca dos ofllciaes, que
Ihe foi logoaberta pelo criado, que se moslroumuilo
sobresaltado com uto inesperada visila. Depois de
algumas observarnos e elogiqs, feitos por el-rei de
Portugal, manifest!! S. M. a slisfarilo que sontia
em ter visitado tilo extenso trhem ordeado acampa-
mento. Grande numero de Inglezcsc Francezcs es-
tavam em volla da barca em que o imperador havia
enlrado, sendo preciso queos gendarmes e drages de
cavallaria afastassem amullidilo quando o imperador
apparcecu. As tropas desfilaram depois, voltando
o imperador e el-rei de Portugal a Boulogne, acom-
panhados, bem como siu chegada, por um desta-
camento das cen guardas.
iz-se que llavera outra revista a dezoilo mlhas
de Boulogne, e que lodas as tropas do acampamenlo
de Saiul Omer, Honvaull, Wimereux, e Ambleleu-
se lomarilo parte nesla rcuniao mililar. As torcas
que alh se bao de juntar nao baixaro de 00:000 ho-
mens. Ijiao-sc fazendp os maiores preparativos
para accommodar os trens militares, arlilharia, mu-
nirocs, carros, etc. etc. n
At seit horas da larde.
S. M. el-rei d Portugal, com seu augusto ir-
mao, o duque do Porto, parliram agora mesmo pelo
caminho de ferro, cm direcrilo a Bruxellas. Urna
salva real de vinle e um tiros annunciou a partida
deS. M. eAR. n
( Diario do Gocerno de Lisboa. )
mioha felicidade que a sorle me depara ? Tal vez me
hastasse etender a mflo para fixa-la para sempre 1
Sm ; mas temo lambvm deslrui-la locando-lhe, temo
fazer desapparecer, evocando-a, essa forma mgica
que emhranqoecc a snmhrii vaga ao mcu lado.
Elle cala-se, dizia Marlha comsigo. Todava
era elle que devia fallar-me primeiro como lia pou-
co. Elle vai fallar-mc sem duvida... Oh 1 mas nao,
espero que nao! Estamos muito bem assim! Elle
nao perturbara o silencio que me tranquillisa, que
me deleita e que amo.
,- Marlha e Nalalis transportados fra do esparo e
do lampo nao viam mais do que a sombra cada "vez
inais densa, sem duvida para encobrir melhor o ar-
dor puro dessa aureola de dous corarnos elles nao
ouviam mais do que o silencio cada voz mais pro-
fundo, sem duvida para melhor arnmpanhar o can-
tico oriental de suas almas harmooisadas com os ac-
cordos de dous nslrumeiitos afinados no mesmo tom.
Marlha dizia eoiDOhja :
Somos dous, ou estoa s ?
Nalalis dizia :
Lisboa S de setembro.
A revoliiQao de Hespanha est assente como facto e
caraclerisada como tendencia. Das ideas que a crea-
rain, ti dcsignou as que accilava c as que repellia.
Uas classes que a.flzeram, j allrahio as que lhc con-
vinlinm, e arredou as que a contrariavam.
A idea ibrica nao florio seuo por alguns dias.
As barricadas servram-lhe de estufa. Murchou,
apenas se desyaneceu o fumo do plvora. E entre-
lando esta idea he a mais popular, a mais querida de
todos os Hespanhoes. Aduram-na as massas, acari-
ciam-na os estadistas. Ninguem a lenta c lodos ade-
sejam.
Pomos provocados para dar a nossa opinio a lal
respeilo. Nao lemos sido silenciosos por especula-
dores. Nao esperavam o dcscnvolvimenlo da revo-
liico hespanhola para nos pronunciarmos. Nao se
nos dava que a nossa opiniao fosse bafejada pela for-
tuna. Nao fallamos, porque o ponto nos parece pou-
co opioativo.
Ha quem pense que a uniao de Portugal Hespa-
nha se pode fazer pela multiplica^ao das communi-
c.icej, polo (ralo dos dous paizes, pela associacao
das alfaudegas, etc. '-
N.lorecoiihecemoseflicacia bastante em lodos estes
expedientes pare fazer urna s das duas naces. Se
ambos os paizes se irmanarcm em usos governativos,
em tlesenvolsmenlos maleriacs, em polica de cos-
lumes, esta mesma nniformidade na situarlo polti-
ca, moral, c econmica tornavescusada a uniao. Duas
familias que so respeitem reciprocamente, que na
proporrao dos seus haveres nao tenham que invejar
urna a outra, que gozem da mesma consideradlo no
publico, que se prrsiem oflicios mutuos, que se con-
fundan! em obras de ulildade commum, nao teem
necessidade, para bem vver, de destruirem o lar
domestico, de fazerem juntas a sua economa, deele-
gerem um s governo para ambas.
A todas estas causas de assimilhaeo, lenta e pro-
gressiva queremos nos que se d loda a forera que
ellas comportara, e nao tememos que conduzam i
absorprao, que muita gente tem comoperigo e que
nos repulamos um impossivei.
Destas causas porm, exceptuamos urna : he a as-
sociarao das alfandegas. Esta medida pode compro-
metlcranossainacionalidadc pelo modo mais aflronto-
so. Semilhanle combinac/ao reduzir-nos-hia a Acar-
raos prcslacionados pela Hespanha ; e desde que
urna parle da nossa receila nos devesseser tornenla
pelos cofres hespanhoes, todos os dias podamos ser
expostos sorle que teem tido os seus crotores, nao
bastando as nossas torcas para quebrarmos o pacto
que tivessemos mito, nem para a obrigarmos a reali-
sar as condiees dclle.
Disseraos que a uniao ibrica nao era malcra opi-
naliva, porque a realisa^ao desse facto depende de
um concurso de circunstancias que ninguem pode
crear, e que urna vez creadas ninguem pode contra-
riar.
Dada l forma monarchira nos dous paizes, he pre-
ciso para a uniao ibrica que o sceptro de qualquer
uelles csteja as mos de um homem de alio espiri-
to, boa cabera, e extremado estorbo. Se este re
jor hespaiihol, podcr-nos-lia conquistar. Se tor por-
tuguez, oonquistar fcilmente a Hespanha, porque
ella nao resiste a scmclhante feilo d'armas. E se a
poltica liberal c oppressiva se fosse alternando e
conlrapondo nos dous paizes como al agora quasi
sempre tem succedido, com mais facilidade se exe-
rulana este commettimenlo, porque as scdacc.oes de
grandeza cora que se recommenda a uni.lo ibrica
junlar-se-hia o odio ao capliveiro e o desejo de li-
nerdade.
Nao sabemo se a aclual revolurao liespanholatpo-
dena levar ao cabo a uniao dos dous paizes, empre-
hendendo algum golpe alrevido nos das da sua om-
nipotencia. De certo que esta idea nao licava s as
fumas dos jornaes, se nos homens, que foram cha-
magosa dirigir essa revolurao, houvesse menos leal
dade e mais arrojo.
Pode ser que se rcservcni para nos alormentarcm,
morlilicarem, e apoucarcm com exigencias repeti-
das, cora prelenecs humillantes. Nao esperamos
que assim acontera, porque esta publica he demasia-
damente mesqunha para ser abracada pelos actuaes
ministrn. da Hespanha, e por aquellos que, conser-
vada a situaco actual, os podein naturalmente subs-
tituir. Dado esse caso o nossa voto, ser sempre pe-
la resistencia ; porque repugia-noa sobre ludo urna
independencia ficticia, porque antes queremos ser
directamente regidos pelo governo de Madrid do que
ler em Lisboa um governo qae nos mande em nome
delle, porque emlim prefermosa uniao a servido.
Por mais que haralustera os diplomticos e os jor-
nalistas, que militas vezes o sSo lambem, a uniao
ibrica depende de urna invenlo as ferinas gover-
nativas europeas. Se a Eurora livor de ser republi-
cana, Portugal lem de abracar _a repblica confe-
derando-se com as outras provincias de Hespanha
para as quaes a contrallaran le pesada e oiliosa, e
que acbariam neste syslema oixanico o complemen-
to das suas tendencias e desejoi.
Esla era ja a nossa opiniao tal annns, c livemns
a honra de misturar a nossa iSgiiatum com a de
minios caracteres pblicos, que firmaram urna espe-
cie de parecer que a este respeilo foi mandado para
Hespanha em resposla s instantes perguntas e solli-
citartes que sobre esla questao os fazilhi. Talvez
ainda exisla esse papel as mos do cavalleiro a
quem o enviamos; e se nao existe, aqui o deixamos
aponlado, persislindo no voto qae entilo demos, c
que suppomos o unico concorde com a dignidade da
nossa Ierra, e com os inleragaa e leslinos das nadies
que cstacionam na Pcninsulave que embora sujeitas
a um s governo, ainda hoje coajervam vivacissimo
o sentimento das suas individualidades.
Livrc a revolncao hespanhola desla complicacao
comnosoo, e depois de a havajemoi felicitado quando
ella ainda nao linha escripto loda a sua empreza,
resta-nos julga-la como grande neto d'um povo que
nao prensa d'oulr lilulo para merecer o nosso res-
pcito.romo um esferca) a prol da causa da civilisacao,
toque somos filhos, como mais urna experiencia'p'o-
litica que (levemos aproveilar, e einfim como urna
prova^ao para os estadistas populares a qoem foi
commetlida a tarefa de guiar.
A sahida darainha Chrisiina foi causa de aconle-
cimentos graves, cuja importancia e alcance se nao
devem dissimular. Nao nos Iludamos. Os fados nao
constituem sa vida dos povos e dos individuos. To-
dos elles exprimen! on coucorrem a exprimir algu-
na verdaije especulativa ; e essas verdades valem
as veres mais do que os aconteeimenlos donde nas-
ccm. Alcancar he a lde da humanidade ; mas,
mudas vezes no momento cm que se alcanca, pedie-
se. Alcanramos a riqueza, c perdemos a tranquil-
lidade : alcanramos o poder, e perdemos o prestigio:
alcanramos a victoria, c perdemos a forra.
Esta lei moral parece barbara. Torna a vida um
supplicio, e assim he que ella he para os que nao re-
gulam os sens desejos pelas mximas da prudencia,
do direito, da razao, e da justca. P.le-se dizeWque
lito he urna banalidade ; mas he urna banalidade
que governa o mundo : he urna banalidade, porque
o temos ouvido dizer muilas vezes, e porque proce-
demos como se nunca tal livessemosesciitado. Banal
he a nossa rebelda em nos contormarmos s regras
iinprcscriptveis de bom senso.
Lastimamos que a sabida de Hespanha da rainha
(Jirsima fosse objecto de tanta inqui.'taran e cuida-
do. Como populares senlinio-nos humilhados deque
a democracia madnlense quizesse tornar a armar
barricadas para suhmellera juiisdicco revoluciona-
ria urna mulher intrigante e insaeiavcl de riquezas.
As remitirnos preudiam d'aates por dividas de
sangue, e nao bao de prender agara por dividas de
dinheiio. Nascidas das grandes inspirarcs da hu-
manidade, he preciso que n3oa deprimam, que nao
a euxovalhem. Se o fezcm, mentem sua origem ;
c em lugar de pedir vin- un; i-, devem implorar per-
dao. O poyo combale s por ideas ; e se resressan-
do da peleja cnconlra dianlc de si os quebrados ins-
trumentos da lyrannia, arreda-os com o p, e vai
consagrar as suas conquistas no templo da concordia
e <1 amor.
Se a rainha Chrisiina pesav.-. oslando livrc no ter-
ritorio liij'spanliol, mais pesara encerrada n'um car-
eara! e o seu corpo feito cadver ou n'um patbulo
ou u um motim pesara ainda mais do que o seu ou-
r, do que a sua actividade, do que os teus apani-
guados, do que as suaa alliancas exlernas, do que as
suas conspiradles incessantes.
A rainha Chrisiina quera sahir de Hespanha? Era
um refugiado poltico como qualquer oalro. Era
dar-lhe passaporle e abrir-lhe as fronleirai. Esco-
Ihesse urna guarda segura.
sm. dontCO em pouco nbrindo-sc o livro dolleve e
ha de haverrevolucionario, acham-so de um lado
folhas cm branco e do outro alguns empregos sup-
primidns e alguma gente emigrada. As revolocAes
nao sao j assim. Em Hespanha ha bem quem o
en tonda.
O governo hespanhol esla em dictadura. Assu-
mindo-a, fez o que nao podia deixarde fazer ; mas
depois de a assumir, tem urna grande responsbili-
dade pelo uso que fizer della. -Que nao fique en-
lendcule da polica, nem archileclo poltico. Que
se faca legislador rto sentido que linha esta palavra
enlre os publicistas anligus, e no sentido que ella
modernamente vai tendo depois que a ciencia e a
razao publica reconheceram que as garantas escripias
eas nierh.niiras rnnsliliKinuai"me i-tellus de carias
que o primeiro sopro derriba, deixando desoladas e
lacrimosas as errtica- que os tinliam levantado com
lano custo e que- esperavam rever-se uelles por
muito lempo. ( ItecolurSo de Setembro. )
o acatameuto nestas coramissoes ca-
Oh! passa lentamente, doce episodio de minha
vida !
Apanhei-os ambos, grifen uma voz grosseira,
e duas maos pesadas cahiram ao mesmo lampo sobre
seus hombros : era iiibnure.ni.
Suas maos unidas sollaram-se vivamente. Nalalis
eslremeccu, c levanlou se como sobresanado. Mar-
lha aterrada nem levo forra para dizer a Giboureau :
\ me. me assu-lou i>
med,6 aiS!- iEs,0U LTff* ", "^" '.C"'") ~ Acas" "' n* mpi1 ? "'"<"' Giboureau. Al
mcuo.. iMrert'tiiie que toda a imuli.i vula csti na "
mao que lenlioniia de Nalalis. Eu (tosejara relir.i-


-
0
la ; mas |>or iieilhum proco nloo pnderia nem o que-
rerla fazer. 1
I. n trola 111., c^sa msica iilerior nao era pertur-
bada, nem allerada por coasa neuhiiina exterior,
nem pelas risadas e grifes dos que folgavam, nem
pelo ngelus argentino que oarecia chorar o fim do
da, nem pelo ven lo da noilo que trazia ainda os
aminas das llores dos algrelos, cujas cores nao se
viam mais. __.->_
Que pensa ella ? pergnnlava Nalalis a~s mes-
mo. Suspeilar o que se pussa era minil Partici-
para de mi tilia perturbado e de minha alegra'.'
! aliar-Ihe? Qoe Ihedireif E se ella nl me com-
prehenderf se ella se agaslsr? Todava he lalvez
(; Vide Diario o. 224.
era un simples gracejo. Todos procuram e chamam
por \ mes. hacinen minutos. A carruageri nos
espera, seuhor Nalalis.
Elles seguiram tristes o silenciosos o algoz, e de
quaulo ambos baviain sonhado nem um nem outro
selitih.iin dito nada. Smenle alguns minutos de-
pois Nalalis dcspedindo-sc de Marlha senlio o cora-
cao aperlado como se nao tivesse de torna-la a ver,
e disse-lhe em voz baixa :
Marlha, suas orneos j me deram a felicidade
urna vez. Rogue ainda por mim araanhaa -cedo :
ouvio:
Amanhaa! c porque aiiianhaa, meu Dos' ex-
clamon Marlha.
Porm Nalalis poz-lhe um dedo sobre os labios e
relirou-se. Marlha correu enlao para .Mara,' a qual
ja linha abracado, e abracando-a iiovameOle dis-
se-lhe:
^L
Mara, cuidado, estos engaada Nabilis pc-
dio-me que ocasse por elle, sem duvida bale-se ama-
nhaa. Ah! Mario, escreve-me logo que suubcrcs al-
guma cousa!
Dirigindo-sc depois a Pedro que a encarava de
parle, disse-lhe repenlioamenle:
Senhor Pedro, seu irmao vai baler-se amanha.
Oh! como sabe voss isso, Marlha?...
Etiln he verdade? Em nome do coo! faca
com que elle na> se bala, senhor Pedro! E depo'is
que isso lerminar-se, participe-nos ao menos! Pro-
mcllc-me islo'!
Promelto-lhe, disse Pedro.
Quando a familia vollou para a ra de Postes e
Nalalis, segundo seu costume, foi dar boas nolles
mai cm seu quarlo, ouvio-a pergunlar a Mara :
O que lens? porque ests triste, minha Mitin ?
He um pequeo remorso, minha mai, respon-
deu Mara sem ver o irmao na sombra. Eu linha
promeltido mandar acender doze velas na capella da
Sanlissma Virgem se Nalalis alcanciisse o premio, e
esta manha em minha preoccupaeo esquec-rae do
meu vol.
Tranquillisa-te, querida filha, tm non a mii.
Iremos amanhaa ao lal de Grace primeira missa,
c tu mesma acenders as doze velas.
Obrigada, minha mai! disse Mara.
Obrigado, minha mai repeli Nalalis adan
lando-se; porque lenho de sabir lambem redo, e
poderei ao menos abracar ambos antes de parlir.
Ah Marlha linha raz.lo diste Mara comsigo
empallidecendo.
V
O dia de domingn salvo para Nalalis por lodos es-
ses sonhos melanclicos e deleitosos, Daniel Olrvo
linha passado qoasi sosinho e de uma maneira mu
fastidiosa.
Pela manha, emeasa de Luciano, elle oceupara-
socom asdiscusses das festemunhas. Comquanto
nao houvesse assistido a elles, eslava em uma sala
viziuha, e seus amigos iam consiilla-lo sobre as di-
versas pilases da negociado, suhmeller-lhe as exi-
gencias de Giboureau, e lomar suas ultimas deter-
minafCes.
Terminada a conferencia e declarada a guerra, Da-
niel fleando sosinho, oceupnra o melhor que pode
essas tongas horas; mas nflo fcilmente. Elle escre-
vfa duas ou tres carta, fumara, lera, pensara no
pai o na mai, que o esperavam no tmulo, e de-
pois saliira triste uo meio da multidao alegre para ir
nobre como
valheirosas.
Entendemos que o governo devera ter feto logo o
que fez agora. A promesoa de reler Maria Cristina
foi imprudentsima. Era-Ihe impossivei cumprila.
A cholera popular, que acaba de excilar, lalvez nao
tivesse de a aTfrontar se houvesse procedido com
mais lisura. As niiillides nae enlcndem senao os
procedimenlos rectos ; represcnlam a consciencia
humana na sua genuidade. embora na sua rudeza ;
nao cntendemexplicaroes ; nao avahara convenien-
cias ; comparam os ditos com os toctos ; e quando
elles discordam, sentem-se engaadas e desenfreiam-
se contra o embusle. Enlao os maiores excessos
parecem-lhe justificados, e obram convencidos de
que teem razao. Ao povo diz-se sempre a verdade
e he mais fcil guia-lo com ella, lo que com rcslric-
roaamtientaes, que sao sempre suspeitosas, e que
autorisam asupeitar.
Porque o governo hespanhol nao procedeu segun-
do estas normas, por isso se vio obrigado a metler a
sua toca sua honra n'am adverbio, que, podendo
chapar aos mais afilados paraphraslas da sua am-
bigua declararlo, uao admira que passasse desaper-
cibido no meio do tumulto revolucionario e que
desse ao povo uma seguranca que elle abruptamente
vio destruida pela ordem do governo para a sahida
da rainha Chrisiina ; ordem que de principio se de-
via Icrdado, mas que agora ninguem esperava.
Nao houve combate em Madrid ; mas ha prises,
mas ha de haver julgaraentos. A revolurjo j lem
victimas, c victimas de duas especies individuos e
iiislituires. L'ns e outros tem svrapalhias. As ns-
liluiroes nao se torera sem que" se resintamos ho-
mens de principios. As pessoas nao se opprimem
sem que se magoem os homens de coracio. Estes
sao os mais valiosos apoiosque pode ler um governo.
Nao se perdem lodos de ama vez ; mas perdem-se
pouco a pouco, e nunca he demasiada a economa
que se faz; destas preciosidades.
Houve, para assim dizer, um arripio revolucio-
na/'?, era Madrid. Que ganhau a revolucao cora
elle ? A sahida da rainha chrisiina, que devia e
podia tozer-se sem inenmmodode ninguem. E que
pemeu a revolurao ? O direito de associacao. uma
das suas melhores conquista-, aquella que devia ser
manlida mais ellicazmeulo era Hespanha, porque
he a nica capaz de eslabelecer os costumes consli-
tucionaes, e desprestigiara forja. Se continuar as-
A reparlicilo das alfandegas de Franca fez lti-
mamente publicar um volme sobre o commercio
exterior daquelle paiz no anuo de 1853. J no qua-
dro -11111111.111 '. que publicara cm um dos mezes ul-
limos, aprsenla um resumu dos resultados sernos
das suas IransaecBcs com o estrangeiro. Tratare-
mos pois hoje ilcsle objecto, moslrando qoe as im-
portaroes e exportaroes subiram, em valores reaes,
i cifra de .'1 militaros ~i<) milhes; slo he a 12 por
ccnlo mais do que em 18.*>2, ou 32 por cento mais
doque n termo medio dos cinco annos de 1818
1852. Este valor commercial representa a motado.
ponen mais ou menos, do valor do commercio bri-
tnico, um ponco mais do dobro do dos Estados 0-
nidos, e igual aproximadamenlc, ao commercio re-
unido de lodos os paizes allemaes, qacr dizer da
Austria c dos Estados, que fermam, debaixo do pa-
tronato da Prussia, a ass0cia5.no de alfandegas ger-
mnicas.
O que desojaramos encontrar no volume de com-
mercio exterior, era a parle, que cada um dos pai-
zes estrangeiros lomou em 1853, no muvimonlo ge-
ral das transacc,oes, c a parle do progresto, que en-
lre elles se levar a effeito, comparado pelo termo
medio de 1812 a' 18,53. No entretanto veremos co-
mo all estao distribuidos os paizes da Europa ; pe-
la nossa parlo tozemos a classilicacao, segundo a
importancia das cifras respectivas:
Augmento.
Inglaterra ~5 milhcs 50 por cento
Relgica
Suissa
Estados santos c austra-
cos
Allemanha e porlos an-
seticos
Hespanha e Portugal
Russia
Turquia e Grecia
Duas Sicilias
Paizes llanos
Tosca na c Eslados roma-
nos
Suecia, Noruega e Dina-
marca
Observa-sc pois, quanlo 11 Europa, qne o total
sobe a 2 milhares 470 milhoes, quasi exactamente
dous trros de lodo o commercio exterior. V-se
que os paizes, com que houve menor augmento no
decurso dos cinco ltimos annos, sao 1 em primei-
ro lugar a Russia (cm consequencia das compras ex-
traordinarias de ccreaes) ; depois ,1 Inglaterra, que
s por si. coala porto de um quinto em todo aquello
commercio ; finalmente a Blgica, a Suissa, e os pai-
zes escandinavos. A Inglaterra, a Blgica, a Suis-
sa c Allemanha, sSo os prncipaes alliaduscommer-
ciaos da Franca na Europa ; dao reunidos um totas
de 1080 milhes, ou dous tercos de todo o commerl
ci da Eurupa. A razao he porque aquellos c-tado-
formam na realidade a Eurupa industrial propria-
mentc dita ; e sao aquellos, cojos productos no anuo
prximo, lalvez pussam rivalisar rom os Francezcs,
no palacio de crVuaL Destcs paizes reunidos, rece-
ben a Franca 730 milhes de mercadoras,dosquaos
lilil nicamente V111 productos fabricados, o que cm
parle provm do carcter das paulas; mas deve no-
tar-se que a Franca Ihes ferneceu um valor de 950
milhoes. nos quaes entrara C80 de productos do sen
slo e da sua industria. Taes sao, segundo o movi-
423 45
318 35
233 176 (r 18
mo- a 25
l 11 91
81 19
.58 23
57 17
38
30
Grande honra leriam os
a rasa d (jo mercador de estofes, o qual achara oc-
cupadocomscu inventario, rccusando-lhc o janlar
por saber que era apenas ollerecido por civilidade.
Voltando para a casa, ellejanlra sem ueiihum ap-
pelitc, c tornando a tomar seu cachimbo, seu livro
c seu pensameuto, deitra-sc cedo, dizendo comsi-
go : Einfim I
Deinais assim Ihe linha agradado; p'orquanlo
Henrique e Luciano (cr-lhe-hiam de bom grado fe-
to companhia, mas elle linha-lbes agradecido ad-
verlindo-os mesmo deque s os ira encontrar na
segunda-toira para a reunan commum s oilo horas
na avenida, que cnndiiz ao Observatorio fra da gra-
de do Luxemburgo.
Na segunda-toira, Daniel levantou-sc (rniilo cedo,
veslio-so cpra minucioso esmero, regulou suas conlas
no hotel, e sabio mais d uma hora antes do mo-
mento marcado para a reuniao.
Obrando asm, elle nao reparen sobre o lumia-
da porta era um humem de estatura varonil e de ar
militar, q. qual pareca esperar alguem, e veudo-o
Irocon om signal como porleiro.
Daniel cm vez de dqscer a ra des Gres para o
Luxemburgo subio-a para o lado do bairro do Saint
Jacqucs, o que parecen vi principio sorprender c
desconcertar o desconhecido. o qual todava nSoSdei-
xou de segui-loscm affeclacSo.
auel caminhava com passo igual e Arme, leudo
a man diioita mcllid.i no rcdingolc meio abolnado, e
a cu boca levemente inclinada para o chao. Nada cm
sen andar revelava a iuquiclaejto ou oembar.no;
porm quando chegoii ao bairro de Saint Jacqucs
na altura do portan do lal de Grare, demornu o
passo, e depois parando irdeiramenle, volluu-sc e
lancou vivaincule os olhos era Ionio de si para ver
se n.1o era vistoercconhccidu por ninguem. O ho-
mem que o segua, e cntAo de bem perlo, vio-o alra-
vessar rpidamente a praca, subir os poucos degros
da igraja e entrar nella de rabeca ilescoberta.
O extravagante observador foi logo poslar-se do
outro lado da ra, dcbaixo de uma porto curheira,
onde agiiardou a salila de Daniel, lio fcil de ade-
viuhar-se o que ia o mancebo fazer nessa igreja; nao
linha nessa hora suprema um amigo verdadeiro com
quem podessedesaBarar sua alma, e ia abri-la 'dian-
te de Dos.
I'm vfllio sacerdole acabava de dizer a primeiro
missa no allar-mr para mui poneos assisleutes. Da-
niel lirn fra columna da pia de agua baila. Sua oracao nao
reas 1
Agora examinaremos, pelas grandes dvises gco-
graphicas, o movimenlo das transacres cora o resto
do mundo. Quanlo a Asia, prodz, sem compre-
hender a toiloria da India, 67 milhoes ; a frica,
menos Argel, 63, e a America (sem as Anlilhas) 85ll
dos quaes 2SI pertencem ao sol, c 570 ao Estados^1
Unidos. O novo mundo figura pois em dous torcos
mais as suas (ransacriies transocenicas, e juntan-
do a estas as nperaci.es commerciaes (menos Argel;,
produz um militar 1.54 milhoes. Estas ultimas esla-
bclecem-se da seguiute maneira : Anlilhas e Bayo-
na 68 milhoes ; grandes pescas, 23 ; total para o
Atlntico, 91 milhcs : somtua osla, qual as feito-
nas da India c frica jOntain 84 milhoes.
Houve portaiiit,. quanlo generaldade das Iran-
sacc/>es coloniaes, que alimentara a grande navega-
cao particular da bandera franceza, um lolal de 175
milhOos, lolal que os progresos dos seus estabele-
cimentos do norte de frica jcm 1853, fizeram su-
bir a 291 milhoes.
Mas qualquer que seja a importancia que Argel
lenha adquerido, qualquer que seja o desenvolvi
ment que se Ihe reserve uo futuro, na aclualidade
reconhece-se que, segundo o ponto de visto de inlc-
resse martimo, nao pode suflicienlcmenle compen-
sar a estasnaclo, que he possivcl sentr-se no com?
racrcio das colonias d'America, prra serem privadas
do monopolio da produccao dos as-orares consumi-
dos nos mercados francezes.
Em resumo, no anno de 1853, o commercio exte-
rior da 1'ranea aiigmonl m com quasi todas as poten-
cias. Dos cincuenta paizes, a que este volume com-
mercial abre uma conla, nicamente qualro aecu-
sam uma lal ou qual diminuirn : o Mxico, o Rio
da Prala (Buenos Ayres) a Auslra, eas cidades An-
seticas.
Quanlo a estos ultimas convm nolar, que o re-
sullrdo provm do augmento das IransarcOes direc-
tas da Franra com a Russia, podendo francamente
asseaurar-se, que em 1854 acontecer o inverso. Era
rclacao i Austria, nao pdeindicar-se precisamente
o valor do commercio enlre os dona paizes, por que
em grande parle se cffeclua pelas linhas da Sarde-
nha, tendo por esle ladoliavido um grande augmen-
to. Peto que loca ao Rio da Prala e ao Mxico, a
situarlo poltica desles estados cm 1833, da uma suf-
ficiente explicarlo deste cufraquecimeoto commer-
cial.
Com Montevideo, porm, assim como com o Chili,
foi mais do que a effusao altiva de uma alma f i I fui
desse secuto incerto; todava foi com um coradlo
sincero e aflenlo que atrivcz da mai elle olhou para
Dos.
A missa eslava terminada, e o sacerdote retirava-
sc levando o cliz.
Duas mulliere- que estavam ajoelhadas diante do
aliar, uma j idoaa c outra ainda joven levanlaram-
se, a mai c a lilha sem duvida. Mas medida que
se adianlavam, Daniel pareccu recunhecer a rapari-
ga que elle insultara involuntariamente, e cujo to-
man ia lalvez matar!
Eraquanln a mai parava a entrada da grade de
madeira para dizer olgumas palavras a alugadora de
cadeiras, a mora com os olhos baixos, e sem ver a Da-
niel, vnha directamente pia de agua benta. na
qual elle eslava apoiado. Era com cftoilo a irmaa do
Natalia-!
O anjo da guarda de seu adversario apparecendo-
Ihe com a triplica espada de fogo, le-lo-hia assusla-
do menos do que essa rapariga que dirigia-se a elle
com vestido de chla c touca branca, lendu o livro
da missa na mao.
Elle a via appro\imar-se sem poderdar um passu,
nter,lirio c mmovel como seos pes eslivessem en-
raizados. Quando chegou perto da columna, ella
crgueu os olhos, reronheceu Daniel, sulfecou um gri-
In e licou lambem confusa em sua presenra.
Finir cito e elle s bavia a pia de agua beata com
a cruz. Elle permaneca firme o immovel como
uma estatua, ella poz-se a tremer cm todos os mem-
bros. Quera podo dizer oT^ue havia no olhar que a
rapariga fitoo sobre elle? Espanio? colera? rogo?
Todava Daniel acbou csse-olhar cruel c bello.
Depois ella raoveii os labios como para fallar; mas
locada de oulra idea, lirou agua Denla na pia.e offe-
receu-a a Daniel.
. Esle sem aparMella os olhos, estendea lenta-
mente a mao, lorou rom seus dedos trmulos a pon-
i dos dediuhos que a luva prcta nao roliria, c quan-
do a mora fe/, o signal da cruz, elle imitou-a ma-
f'iiii-ilmonio persignando-se tambera.
Nesse momento a mai approximou-sc ; mas nada
linha visto dessa scenarpida entre o mancebo e a
filha.
Daniel litou os olhos em Brgida com dolorosa cu-
riosidade.
Tanto linha o semblante da moca de plido, triste
e perlurbado, quanlo o da mai linha de sereno, ale-
gre, e quasi risouho. Evidentemente ella nao sus-
Brasil e lodof gropo do sul americano, as retoques
apresenlam os melhores auspicios, e o mesmo acon-
tece nos Estados Unidns.Deste lado do ocano nao
tem a Franra razao para deixar de felicilar-se. E
podera dizer-se outro tanto dos paizes, que banham
os mares orientaes e o Pacfico ?
All convm nolar que as lraosacc.es permane-
cen! em uma esphera limitada: 70 a 80 milhoes.
Esla rifr.i he o dcimo lalvez do que a Hollanda e a
Inglaterra rolhem da vantagem commercial de Java,
de Singapura, Calcull, Ilong Kong, etc.
As trnusarees com as Indias hollandeza< subiiam
de seto milhes a 11 ; com a India ingleza, ilha Mau-
ricia e o Cabo, de 43 milhues a 55; com o Chili,
Philippinas e Oceania, de"qualro milhoes a nove ;
finalmente, com as (citorias Xa India de oito milhoes
a 18. Com quanto esle progresso nao seja excessvo,
a Franra deve acolhe-lo, como um presagio futuro
do desenvolvimento das transaccOes de commercio'.
(Jornal do Commercio de Lisboa.)
Nao sabemos se os homens que v3o hoje dirigir
os negocios da Hespanha leem ideas assentadas so-
bre a quosl.io da Iba do Cuba. Nao aflirmarcmos
que elles lem lempo bastante para cuidar nellas.
Os negocios inleriores sao saflicientes para absorver
loda a sua actividade, por maior que possa ser.
Todava a esse respeilo s uma consa pareeeu-nos
fra de duvida, c he que a filiaran que organisou-
se nos Estados-Unidos, fra dos poderes resularts,
vai augmentar cm audacia e energa. O abato por-
que acaba de passar a Hespanha ha de sem duvida
pareccr-lhe tovoravel no bom cxlo de seus planos.
Os libertadores de Cuba, como elles se proclaman),
devem ter comprebendido primeira visto que os
ltimos aconteeimenlos devem ter exhaurido o Ihe-
souro hespanhol, desorganisando o exercito, enfra-
quecido o governo, c esto cirenmstancia ser com-
prchendida como um motivo de mais para anma-
los a entraren) era campanha.
Eis-aqui portante qual a perspectiva que se apr-
senla : Cuba ser amcarada mais seriamente do
que nunca. O governo federal nao he cmplice]
dos invasores ; jielo contrario he seu adversario ;
mas a resistencia que Ibes apae he aquella que
comporta o estado dos espirilos, a que autorisa a
opiniao. Queremos dizer que essa opiniao tem en-
fraquecido, e que continuar a enfraquecer: por-
quanlo o projeclo de apoderar-se de Cuba conla
partidistas muito poderosos, os quaes alm disso
teem quasi a certeza de um fcil Iriumpho.
Exprimindo-nos dessa maneira, estamos bem lon-
ge de pensar -e querer dizer que a situaco de Hes-
panha em Cuba seja desesperada. Estamos bem
longe do cre-lo. Essa siluarao acha-se smente
comprometlida, ainda que esse comprometlimenlo
possa, bem depressa chegar a nm grao extremo.
He o que hade acontecer, se o governo hespanhol
permanecer inactivo, em vez de tomar acerca dessa
colonia alguma grande ilelermiiiarao, que firme
nclla sua auloridade e diminua o deseju que sent
o Sul da Uniao de chama-lo a seu dominio.
Todas as colonias, logo que sentem-se com forja
e prosperidade bastante sentem o desojo de eman-
ciparle da metropole. Com cleito em lodos os
systemas coloniaes pa lirados at nossos dias, urna
colonia he sempre tributara da inaj-pjlrij. Ella o he
de dous modos ao mesmo lempo; j debaixo do pon-
to ile visla commercial, porqaanto una* vezes as
colonias sao obrigadas a servir-so dus artigos manu-
facturados c dos gneros de consumo da metropo-
le : j sol) o ponto de vista da navegacao, visto co-
mo para exportarcm seus productos devem emprc-
gar o pavilbao nacional, e algumas vezes da um
modo mais directo e mais sensivel ; queremos fallar
do caso cm que a colonia paga imposlos que sao des-
uados, nao ao complemento dos servicos pblicos
de que carece, mas a encher os cofres va/ios da the-
souraria metropolitana. Esla cirenmstancia existe
notoriamente a respeilo de Cuba, porque ninguem
ignora, c os sens habitantes sabem melhor que pes-
soa alguma, que asreceilas da ilha sao um dos pre-
ciosos recursos das finanzas hespanholas.
A Hespanha, faca-se-lhe esla jusiiea, ha mais de
um quarlo de secuto, deixou de pralicar para com
a ilha de Cuba os rigores commerciaes do anligo
systema colonial. Assim os productos manufactu-
rados de lodos os eslados da Europa e dos Estados-
Unidos entram em Cuba mediante direitos que nao
sao excessivos. A fariiiha dos Estados-Unidos tom
ah tanto consumu, como a da Pennsula, ainda que
sujeito a grandes direitos differenciae. Os navios
de lodas as nnees sao aculhidos nos porlos prnci-
paes da ilha, onde veem carregar assucar, caf e
labacn.
Os estrangeiros sao admttidos mediante garan-
das que nada leem de excessivas, a residir Da ilha,
e exercer nella o commercio, e as diversas profin-
soes industrial- e liheraes, favores de que elles se
aproveilaro largamente. Sao plantadores, negocian-
tes, mdicos, ludo quanlo Ibes apraz. Quando se
compara este rgimen com o que vigorava oulr'ora
em todas as colonias hespanholas insulares ou con-
(inentaes, adniira-se o progresso que elle aprsenla,
c sente-se a necessidade de pagar um justo tributo de
elogios i Hespanha, a quem alm disso esla mu-
danra tem aproveilado inliuitamentc. Os reinos ma-
gnficos que ella possua no continente americano
eram fechados ao commercio estrangeiro, submelli-
dos ao monopolio mais absoluto, e ate os proprios
Hespanhoes nao tinliam todos indisliiclamentc, ou
nao tiverain senao durante certos periodos, o direito
de Irazer-lhes rarregamentos, o que era muitas ve-
zes um monopolio reservado a associaces privilegi-
adas. A entrada desses immcnsos territorios era
inlerdicta a quem nao fosse subdito hespanhol, ain-
peilava nada, e olhou com indiflerenra c distrcrao
para o mancebo que Ihe era desconhe'cido.
Da nquictaco de uma, da Iranquillidade da
oulra qual he a mais dolorosa e a mais lerrivcl'.' per-
guntava Daniel a si mesmo.
Quando ellas se retiraran), elle naodcixon o lugar,
mas vollou-se algum lano ancioso por seguir-lhes
mais lempo o menor geslo. Debaixo do prtico, llri-
oda serenae Maria yacillante ineliaaram-ae diante
1I0 tabernculo, um relmpago de auriedade sallou
ainda da fronte da ataca al ao coraro de Daniel,
depois ella inclinou-ae para uma pobre asseutada a
sombra c dcu-lhc una osm da. Emfim ambas desap-
pareceram e o coracilo de Daniel respirou ; mas seu
pensanienlo permanecen doloroso. Elle contempla-
va o altar com ar de -umbra e rc-peilosa aecusarao:
esse ultimu e divino refugio o tiuha lambem traliido
e entregado !
t Hliando casualmente para a mao que linha toca-
do a da mora, arhou-a humilla, e pareceu-lhe que
tora uma lagrima que ah cahira. Elle levou-a ios
labios ; essa agua silgada I111I13 realmente o gosto
das lagrimas.
Deram sele lloras e meia c Daniel sabio precipi-
tadamente como quem fugia.
Na porta a lamoulacAo da pobre o fez parar. Elle
lirou uma mueda de prala e deu-a aquella a quem a
irmaa de Nalalis acabava de soccorrer tambera.
Oh mcu bom senhor, hei do rogar pela con-
servarlo ilc seus dias, miirmuroii a pobre.
Daniel vollou c disse-lhe :
Nao, nao rogue por isso :
Descendo apressado os degraus ,1a igreja, cnlrou
no bairro de Saint Jacqucs cm uma ra que termi-
na no l.uveiiiburgv.
O Immem que o espreilava debaixo da porto
rorheira ronlinuou a segui-lo.
VI.
O passo de Daniel era agora irregular e agitado,
elle caminhava com muita pressa, depois mui lenta-
mente, o depois parando de quando cm quando.
Porque sua alma lambem eslava horrivelmenle
magoada. A colera, a piedade. a ironia, a dor o do-
iniiavara alternativamente. Elle pensava'confuza-
menie que eslava i e abandonado no mundo, que
Nalalis linha cerlainenle talento e futuro, que elle
Daniel seria em siiinma absurdo pondo-se do lado
de seu adversario, que elle podia julgar-se quasi
da mesmo aos sabios que quizessem penetra-to com
o desejo de applicar-se a invesligares pacificas so-
bre a historia natural. Quando M. Humbold quiz
perrorrer com M. Bompland a sua cusa e com pro"
prios riscos essas belas resines, sobre as quaes devia
derramar tanta luz, foi-lhc precisa uma permissao
especial da corle de Hespanha.
A Hespanha porlanto segu a respeilo de Coba
uma poltica mais liberal do que a qae manteve al
o fim no Mxico, no Per', e cm outras suas grandes
possessoes continenlaes da America. Ella cornudo
n.lo renunciou complelameoto ajHtica sombra,
que praticava oulr'ora em todas as suaa colonias; '
por quanlo ainda mantem em vigor a regra, segun-
do a qual, na. Mxico c no Per', os creoulos do
mais puro saugue hespanhol eram excluidos das fu-
ones polticas de alguma importancia. Com efleilo
em virtade dessa regra um dos membros da andien -
cia (tribunal superior) do Mxico^ Sidor Balaller,
declarava, nessa poca em que Wovido aliento
podia j escalar os primeiros murmurios da inde-
pendencia, qne em quanto hajaresse na Nova-Hes-
panba (esse era o nomo official do Mxico) um re-
raendao nascido em Castella, os creoulos nao pod-
an) aspirar a lomar parte no governo e na adminis-
tratao da colonia. A
A dose um tanto forte de liberdade industrial e
commercial que a Hespanha coocedeu Coba, ha
um quarto de scalos, satsfez at o dreseole a
popularan branca da ilha, e fez-lhl ainda ter paci-
encia. Ha porem razao para duvidar qne he hoje
cm dianlc seja sofilcicnte para satisfazer mus votos.
Os creoulos de Cuba eslo em continuo contacto com
os Americanos do Norte, com os Inglezes, e France-
zes, os quaes sopraiu-lhes o amor da liberdade civil
e poltica. Os proprios colonos hespanhoes trouxf-
ram da ra-palria o goslo della. O que foi um
favor inesperado para a geracao precedente parece
um rgimen muito restricto para a geracto actual.
Para coraprehender porm essas cousascumpre trazer
10111 branca a mudaqra occasionada na constitu rao
poltica e commercial das colonias inglezas, de algum*
tempo para c. Nao queremos neste artigo fazer
allusao a emanciparlo dos negros; he esle nm as-
sumpto a respeilo do qual diremos alguma cousa no
correr desle artigo, nao queremos fallar aenao de
medidas geraes, sem accepcao de cor nem de origem
as quaes foram adoptadas a respeilo da populado
das colonias peto gabinete de Londres e pelo. Parla-
mento. Por um desses actos de alta previdencia,
por meio dos quaes consegue preceder o cano das
revolticcs e prevenir as cataslrophes, a Inglaterra,
tomando em devida considerado o desejo e paixao
de.independencia, de qoe apoderam-se as colonias,
logo que alliugem a virlidade, foi ao encoolro dos
votos dos habitantes de suas numerosas colonias, a-
fi olivando em um grao al enlao desconhecido os to-
cos de seu dominio. Deixou s colonias o cuidado
de administrarem-sc, c goveriiarem-se a si proprias,
nao reservando para si mais do que uma especie
de suzerania e de protectorado mililar. As colonias
fazeiu, como enlendem, os seus regulameulos com-
merciaes, finaiiceiros e administrativos, se fessem
completamente independenles. Ellas nao sao obri-
gadasa preferir aspodures de origem ingleza. Tem
uma tarifa de alfandegas uniforme, para todas as na-
ees da Europa e para os Estados-Unidos, sendo io-
dos os pavlhOes recdfcidos igualmente em seus por-
los. Com estas condicics, o dominio da metropole
he, para as colonias, pura c sraplesmente a garan-
ta de sua independencia, em vez de ser uma restr-
c3o 011 ncgarSo. Nao he possivcl que esta situarfiu .
deixe de excilar a inveja dos habitantes de Cuba,
que ouvem o seu echo quotidiano e prximo, visto
como sao cercados de uma cintura de calanias brit-
nicas. He portanlo bem difficil lambem qne o go-
verno hespanhol, cm face de uma colonia animada
al esse ponto pelo senlimenlo da propria forja e
importancia, continu por mais lempo a obrar, como
se esses grandes ensinos nao exislissem.
S conhecemos um meio de desviar a populacho
branca do Cuba do pendor de reunirse aos Estados-
Unidos e formar entre si um ou mulos Estados dis-
tinclos. 'Nao sabemos se esse pendor existe, deseja-
mos qae nao; parece-nos porem impossivei qoe os
habitantes de Cuba nao parlilhem era algum da
bem prximo o desejo de ser annexados ti Confede-
rar.!,) poderosa, de que sao os mais prximos visi-
nlin-. Os seus inleresses a compeliera a abracar
esse partido. Entrados na Unio formarao nella
um Estado soberana; governar-se-hao e se admi-
nistraran a si mesmbs, ler.lo no governo federal um
protector que ninguem ha de alfrontar, e licarao
desonerados do enorme tributo que dcilam todos os
annos nos cofres da Pennsula. Tcrao para os seus
productos de lodo o genero um mercado indefinido,
cuja entrada Ibes nao ser inlerdicta por direito al-
gum de alfandega. Cumpre tambera que digamos,
que as agitaees da Hespanha, por pouco que se
prolonguen), nao podem deixar de faaer nascer no
espirito dos habitantes de Coba pensamentos de an-
nexarao, ainda quando eslivessem isentos Uelles
al boje. Ora como lular contra essa correnle, se-
nao desenvolvendo em Cuba, pelo livre consent-
ment c iniciativa da metropole. as franquezas civis,
commerciaes e polticas?
Al este ponto nao fallamos ainda dos negros, era
de sna emanciparan. Nao podemos garantir qoe o
projeclo de emancipar os negros deva agradar po-
pularan braura de Cuba, crioula ou natural da Eu-
ropa. O contrario parece-nos antea muito preva-
vcl. Os crioulos de lodas as colonias tem experi-
certo de sua espada, que o velho Leonardo era capaz
ilc ir anda essa manha biblioteca.. E (ornava a
ver sempre man grado sen, diante de sragrara en-
tristecida de Mara,a austera dignidade do pai.o'sor-
riso sereno da mai. Achava toda essa familia mui
feliz, c enlernecia-se, achava a sorle atrozmente in-
justa e iudignava-se, achava a si mesmo perfeila-
mente ridiculo, e sorria de mofa.
Quando desembocava na roa do Inferno,sorpreii-
deu uma expressao algum tanto zombadora no
semblante de uma rapariguinha que passava, e que
sera duvida reparara cm soa physionomia espantada.
Daniel mordendo os beios,ergeu se, Iranquillisou-
se, e eulrou no jardn) do Luxemburgo ainda a es-
sas horas malinaes.
Entao o homem que o segua poz-se repentina-
mente a correr, alcinenu-o o disse-lhe saudando-o :
Perdoe-me, he ao Sr. Daniel Olry que lenho
a honra de fallar'.'
Sim, senhor, responden Daniel admirado,
Senhor, continuou o desconhecido com emba-
razo, o que cu toco, cortamente aingoem faz ; po-
rem o senhor me desculpar, alienta a necessidade.
O senhor nao.neconhcce, son Pedro Aubry ir'mio
de Nalalis.
Ahi! muito bem, senhor, dase DanieJ cada yez
mais espantado ; porem recubramlo lodo c seu san-
gue fri, e lodo o seu desembarac.o em face do ir-
mao, c leslemunha do seu adversario. Vamos apro-
\ 1 .cimento uo 1111-1110 lugar, pelo mesmo caminho?
accrescenlou elle.
Nao, senhor, nao he por acaso,que o encontr.
Desejo fallar-lhe.
Eu o unco, senhor ; mas continuemos a an-
dar. Por nada no mundo quercria chegar larde.
Pois bem continuemos a andar. O senhor of-
fendeu minha irmaa. Sou irmao della lanto qaan-
to Nalalis, sou mesmo o primognito da familia.' O
Sr. lemsentmenlos nobres.eespero queme compre-
hender melhor do que soas lestemunhai. Nao sou
muilo mais forte na espada que Natalia ; porem su
o senhor o quizer nos serviremos de pistolas. Doa-
llie minha palavra de honra de qoe tenho a visla
curia, e assim o senhor lera loda a vantagem. Nao
conhecendo a Nalalis mais do que a mim, deve ser-
um i mullronte combaler aules comiso do que -com
elle. Peco-lhe pois a preferencia, como o servico
mais sssignahdo qae o senhor me pode prestar.
[Conlinvar-se-ha.)


#**-
'DIARIO DE PERMMBUCO. QftRTA FElRft 4 DE OUTUBRO DE 1854.
mentado e mostrado muilo punca tympathia pcia
emanciparlo dos negros; seria pois nma proposito
muilo pouco fundamente-da o dizer-sc que os brancos
do Cuba ngo preferiran) a tuslentajaoda csuavidio.
O govemo hespanhol porm nao poile esqnecer, qua
todos es oulros governos europeos libertaran) es ne-
gros em sues colonias. Aaaloridadc hespanhola
lazia-se netar outr'ora |>la brandara dcsualegis-
lajao sobre os negros; slo tradijes que nao he pos-
sivel abjurar no seculo d cimo-nono, quando a ornan-
cipajao dos negros apparece em toda a parle. O
enverno hespanhol nao podo, sein solTrer cedo ou
larde um grande damno, permanecer tora das vias
seguidas pelosonlros poros, o que alia* lhe he acon-
selhado pelo proprio inleresse de seu dominio sobre
Cuba. O melhor meio, um meio infallivel de le-
vantar como por encanto urna barreira entre a ilha
de Cuba, e os invasores americanos, he libertar os
negros, qne nella exislem. Dado esse passo, o de-
signio de anneiar Cuba Uniao seria abandonado
pelos americanos do Sul da Uniao porque o seu
mobil principal nessa empreza, he c pensamrnlo de
fazer della um ou muitos Estados para escravos que
augmentam a torce dos [>ar(idislas da escravidao nos
consclhos do governo federal, afim de poderem ven-
der por bom prejo as multidoes de cicravos que al-
guns dos Estados do Sul cream como ovelhas, pou-
co mais ou menos do mesmo modo, porque na baixa
Nnrmandia e'no Paitou cream-se bois e carnci-
ros.
Sendo o libertamenl dos negros em Cuba urna
homenagem prestada simullaueamente aos princi-
pios os mais elevados e os mais salutares, o seu ef-
feilo seria inmediato o decisivo para a morle do
projecto dos invasores americanos, e esta he a razao
porque srignalamos aqu esta medida com nova
instancia.
E, cou*a bem notavel, he para crer que o liherla-
menlo dos negros em Cuba se esttbelecesse sem os
abalos, era as agitajes o perdas, que tem occasio-
nado em outras parles, o que he devido em primei-
ro lugar experiencia de oulros povoi, e em segun-
do e ultimo circumst.uicia de ser a populacho
branca de Cuba muilo mais numerosa, do que as
outras Antilhas, e lambem porque esta popularlo,
cm virtude do clima que he particular esta ilha,
ou pelo efleito da proprio temperamento, nao expe-
rimenta para o Irabalho agrcola a repugnancia e as
dilli-uldades qne empedsm por toda a parte as An-
lilhas que os brancos cnltivem a Ierra; urna grande
quantidade de suas Ierras he, no estado actual das
rousas, cultivada pelos brancos. Ora lodos saben)
qua o que lornava a transicJo da escravidao dos ne-
gros para a sua liherdado lo laboriosa as colonias
inglezas, era a impossibilidadede achar traba hado-
res Tora da popularan negra.
Journal des Debis.)
GRA'A-BBETANHA.
Cmara dos commuus.Fim das es-
sao de 24 de julho. Presidencia de Mr.
Bouverie.
J.ord Jolm Russell pede a leitura da mensagem
da rainha.
Mr. lio o ver ie. l a mensagem concebida ueste ter"
mos:
i Victoria regina.
A rainha jalgando conveniente prover lodo aug-
mento dedespeza, que posta sobrevir em consequen -
cia da guerra em que ella se acha actualmente eni-
penliadu contra o imperador da Kussia, e contando
com o (rio e alleicao da cmara, confa que esta lhe
conceder os subsidios necessarios. o
Lord John Russell:Sr. llouverie.arabo do pedir
s cmara que com o titulo de crdito vote 3 niilhCes
eslerlinos de subsidios.
He intil tratar hoje das negociajes, que prece-
dern! lis hostilidades e das causas da guerra ; fallo
smente da solicilude com que a cmara abrajou
a opiniao da rainha, que era necessario emprehen-
der esla guerra e volou os crditos pedidos pelo mi-
nistro da cora.
Agraden lambem a cmara a diferirn, que le-
ve na9 quesillos relativas s operares de Ierra e de
mar, afim de evitar embarazos ao ministerio. Nos
todos sabemos lambem que as forras navaes Diadas
sao inconleslavelmcnle senhoras do Bltico e do
mar Negro, e que u inimigo nao lem ousado em
nenlium dosses dous mares aventurar so a sabir ao
encontr das esquadras. posto que aquelles mares
tivessem sido considerados como perteucentes ao do-
minio i iii'. Tivora sido mcllior e mais satisfacto-
rio, que se Iravasse a Inla. Estes acnlecimen los
obrigam Inglaterra augmentar a sua marinha,
ella lem boje 139 navio, a vapot o 120 de vela. A
cifra dos marnheios foi ellevada de 28,000 a 47,000,
o numero de soldados de marinha de 5,0110 a 9,000.
Hoje o numero cfTectivo destas forras he de 57',000
iiomens.
Temos tambera em campo em Varna ou as visi-
nhanjas nm exercito forte de mais de 30,000 Iio-
mens. .Entapiante nos preparas amos desle modo
para soccorrer, o alliado, que acabavamos de
.soccorrtr e exercito turco praticou actos de va-
lor a de intrepidez, que *merecem a maior admira-
cao. (Applausos.) E todava quo senao tinha dito
sobre a fraqueza e quasi anrquilaraenlo do imperio
turco 1 esse imperio que, segundo a expressao des-
denhosa do ministro dos negocios estrangeiros da
Kussia, poda ser derribado por um pparole (Riza-
das irnicas.) O exercito russo, que devia, apodc-
rar-sc d Silistria, e qu: era forte de 80,000 Iiomens,
foi balido diaule de urna cidade, cujo herosmo faz
lembrar o de Saragoja. Elle foi obrigado a abando-
nar ignominiosamente quclla cidadella. Quanlo nao
se havia dito lambem da animosidade enlre a Fran-
ja e a Inglaterra, animosidade, que nao permilliria
jamis aos dous povos cooperar por mar e por trra!
Pois bem, nao s temos visto ot exercilos dos dous
paites combinados na vi/.inhanja de -Conslaulinopla,
e animados dos sentimenlos mais amigaveis, como
anda viro* lia poneos das forras france/as conside-
raveis embarcaram-se :i bordo de naos de linlia in-
gieras, e todos concordam em dizer, que Manca os
soldados e os marinheiros reunidos das dual najos
inostriram mais cordiatidade. (Applausos.) Se he
impossivel, certomenle, deixar de lamentar profun-
damente a pernrbarai da paz, he pelo menos una
consolarlo ver esta uriao sympalhica entre dous po~
vos ha muilo lempo divididos, e assignalar esta cor-
dialdada hnje cslabele-ida com urna najSo lio \-
zinba etao poderosa como a narao franecza. Ilees-
ta urna grande garanta da conservajao futura das re-
lajees amigaveis entre os dous paizes, as quaes de-
sojamos ver durar semprc.
A cmara nao espera de mim a minuciosidade das
despena, que poderlo ser necesarias para as opera-
ries, que decidirem os almirantes e os cenemos.
Alm disto, o crdito pedido podera servir para pa-
gar um corpo consideravel de tropas turcas, que pn-
dem ser reunidas ao nasso exercito, sendo pagas pelo
governo ingle*. Ven a caraira o crdito sem apre-
seular o ornamento e jntrar nos pormenores, vislo a
poca mu prxima di prorogajlo do parlamento, e
porque poderemos.na ausencia do parlamento, utili-
sar e crdito votado de modo que se chegueconi suc-
cesso a urna paz honrosa.
Somos agora mais livres cortamente do que o cra-
mosoanno patsado na mesma poca, uo.oslan-
do mais embarazados, nem retidos por negociarles
para se fazer. Todos os nossos esforjos devem pro-
pender actualmente para conseguir pela fosja de
nossas armas, de nossas allianjas a paz justa e hon-
rosa para a Turqua e para mis, que nao a podemos
obler por meio de negociajes. ( Alinelo .' )
Quando ae falla da situarlo actual da Europa, dc-
seja-se naturalmente saber o papel que a Anairia fa-
ra nesla questao cheia de interesse e importancia
i Altenrao. )
Teotio dito teuipn qualquer que soja o inleresse
da Franca e da Inglaterra em proteger o defender a
Turqnia, o ilteresse da Austria, debaixo desle pon-
lo'dc vista,he anda muilo maior. ( Allenjao .' )
He impossivel con prehender-se osuccesso dos pla-
nos do imperador da Kussia, islo he, seu dominio
absoluto na Turqua, ten que realse simultnea-
mente o dominio o riis absoluto sobre o governo
austraco. Nao cororirehendo tao pouro a indepen-
dencia da Austria no caso, em que a Knssit calenda
ssu poder, como parece querer faze-lo. Convem
wm duvida lomar em considerarlo as dif-uldadcs,
que se oflerecem a Austria, cuja capital pode ser
amc.ic.ada pelos exertitos russos, e reconhecer-se-ha
que livera havido ire prudencia da sua paste em se a-
presenlir hosiilmenleconlra a Rusta, sem ter-se pre-
parado bem para isla.
O que augraentava-lhe o perigo dat hostilidades,
era pecisamente o lisiado do perlurbucan; inda mili-
to recente, em que se linhim achado dona reinos
nje.tos a seu tceptio. He pot de intcVesne da Aus-
tria, declarando qwi adoplava nossas inlerjoes, pro-
curar cliegar ao resultado pelo caminlio das nego-
cace!. *
A Austria mais de una vez exprimi a opiniao de
de que nlo desesperava de vera Kussia evacuar os
principadose adoptaras termos de ajuste, que ga-
rantiste a conservaeSo do equilibrio do poder na Eu-
ropa. UllimaWiile ella pode enviar urna mensa-
gem, pedindo a Russia que evacuasse o principado!;
pedia-lhe que litaste em prazo pouro longo para esla
evacuaban.
Com esta mensagem a Austria trantmitlio a S.
Pelcrtburgo o protocolo de abril adoptado pelas
qualro potencias, o qual declarava que o objeclo das
qualro potencial he que a Turqua seja ligada ao
sjslema eurupeii ; que ella fazia parle do equilibrio
geral do poder na Europa, c que am de cliegar a
esta solucao tinham litio lugar arranjos cora a apro-
varao e o concurso das oulras potencias europeas.
A rcspnsta da Russia foi evasiva. Ella uo se mos-
tra di-posta afasar um termo qualquer para a eva-
cuacao dos picipados. Declara com cITeilo que a
Inglaterra e a Franca sendo-lhe superiores no Bal-
tico e no mar Negro, onde nao lhe deixam sabir
suas esquadras, nao lhe resta sonrio o thealru da guer-
ra nos principiados e a visinlianra do Danubio, oiidc
ella pode esperar reslabelecer e equilibrio o obler a
victoria, ella recusa evacuar os principados, final-
mente eslt prompla para adoptar os Irak principios
consignados no protocolo de Vicua de 9 de abril ;
esles principios sao a evacuado dos principados, a
concessao de direilos e privilegios aos subditos chris-
laos do sullao, c a adoprao de um tratado das qualro
potencias ueste sentido com a Turqua. Nesta res-
posta uotar-se-ha a missao de um poni capital, a
saber, que a Turqua fara no futuro parle do ayate
tema geral da Europa. Este ponto esta nao s no
e--.eni-i.it das desimlelligencias cora a Russia e a Tur-
qua, como lambem no da guerra em que estamos
empenhados. ( Apoiado ) Desde as victorias da
imperalriz Catharioa, o governo russo lem lido sem-
pre por tysiema que a Turqua nao possa fazer am-
anea com urna potencia sem a vigilancia especial da
Russia, e lem querido que os subditos ehritUoa do
sullao nao tenham oulro protector para invocar se-
nao o imperador da Russia.
O goveruo austraco nos tinha prevenido do que
pretenda fazer em urna dcslas tres bypollieses pro-
vaveis, a saber, se a resposla da Russia fosse aflir-
maliva negativa nu evasiva. Considerando a res-
posta como evasiva, o governo austraco pedio aos
governos d Franja e da Inglaterra seu parecer som-
bre a uatureza da proposta fcila. Nossa resposla he
que nao podemos admillir que a resposla da Russia
ministre nenhuma base de paz ( Applausos ) e que
queremos coulinuar a obler pela forja de nossos
exercilos de Ierra e de mar as condiroes, que julgar-
mos necessarias para urna paz justa, honrosa e se-
gura. ( Applausos ) -
A respeilo do partido que a Austria tomar sa-
liendo a nossa re aposta, direi somenle urna cousa:
aiuda que ella possa enganar-se com sua poltica;
anda que no meu pensar, se tenha engaado nao
reuundo-se mais ce loo mais francamente s poten-
cias occdentaes. nao posso crer que ella falle aos ira-
lados que lem feito.
A Austria est compromeltida nao s para con as
potenciasoccidenlaes, senao lambem para coma Tur-
qua. Ella declarou is potencias occdentaes que,
se os principados nao fossem evacuados pela Russia,
empregaria a forja para conscgui-lo ; eslipulou com
a Turqua que, se ella nao chegasse a esse resultado
por meio de ncgociarOes, estaa diapasta a fornecer
seu ronlingente de tropas para esse fim. Concluo
dahi que a Austria, em virlude deslas declararnos e
dessas promessas, ser obrigada a lomar parle nos
esforjos activos para fazer reeatl a Russia. Nao pos-
so dizer se a Austria obrar com essa lieslacao cssa
morosidade infelizmente j lao prolongadas. ( Ap-
plausos ), ou se tentar obler de S. i'etersburgo se-
guranzas mollineas a mais salisfactorias. Nao temos
o direilo de ingerencia nos conselhos do imperador
di Austria, mas nao duvido quo a Austria compra
honrosamente suas promessas, posto que por causa
ilas iiiiliculI nlo- que a cercara e cora a pobre e meio
apoio do reiuo da Prussia ( apoiados), ella possa
julgar necessario, ainda urna vez', obler urna respos-
la favoravel as suas represcnlarSes em Slo I'eters-
burgo. A cmara, como espero, estar satisfeiU de
nao ter apresentado em minlias palavras nenhuma
reticencia ; porque aqui mesmo anlecipo-me ascom-
municacOes. Nao temos lido anda nehuina com-
mullicarn formal da parle da corte da Austria, nem
lao pouuo da resposla da Russia. Digo anlecipada-
menle, e fare conhecer as intenjes do governo, lo-
go que esta resposla for recelada. ( Apoiados )
Aqui o nobre lord entra as minuciosidades dos
tratados precedentes. Lembrae cita o despachu de
lord Aberdeen a respeilo do tratado de Andrinople.
Esla parte do seu discurso refer'e-se a cousas bem
condecidas. Sua senhoria acresceula:
A correspondencia subraettda a cmara prova
urna cousa : he que o imperapor da Russia se acha
dominado pela idea fita do que o imperio da Tur-
qua vai cahir e que seus vizinhos lem o direilo de
procurar assegurar urna parle de seus despojos. Urna
parle do plano do imperador da Russia consiste na
posse das provincias Moldo-Valachias, debaixo do
titulo de protectorado.
Sabemos que depos de um longo reinado, que
moslrou, cuinpredize-lo, urna grande moderarlo em
inuilos casos de lentarao ; quando se tratava de in-
lervir nos negocios de outras najes da Europa ou
de fazer conquistas, o partido moscovisa na Kussia
acabou por Irumphar do partido allomad, lodos
sabem que o projeelo lito daquclle partido moscovi-
ta he cstabclecer o que se chama a Russia meridio-
nal, lendo a sede de seu imperio em Couslanlinopla.
Em presenca deslcs lacios llovemos procurar obler
garantas valiosas conlra actos de aggressao da nalu-
reza daquelles que acabam de 1er lugar. Assim be
impossivel que os arranjos ledos polo tratado de An-
drinople relativamente aos principados, sejam reno-
vados (applausos), arranjos, que deram aojmpera-
dor da Russia um voto preponderante nos negocios
polticos da Moldavia e Valachia. A integridade
da Turqnia e o equilibrio dos poderes na Europa
nao poderlo ser garantidos por urna volla ao a
quo ante bellum, quenada mais faria senlo confir-
mar os ajustes em questao. ( Alten rao). Ha um ou-
lro modo pelo qual a posijao da Russia ameara a
independencia e a inlegridade da Turqua. O estabe-
lecimenlo de urna grande fortaleza construida com
o soccorro de todas as combinscocs da arle c da sci-
encia lio impenetravel como possivcl e contend cm
seu porto urna esquadra considerahlissima sempre
prompla para ir ao Bosphoro, favorecida por um
vento da feioao, he esla, no meu peusamento, urna
posirao 1.1o amparadora para a Turqua, que nen-
lium tratado de paz podera ser considerado como
seguro, se por acaso deixassc o imperador da Kussia
nesla mesma altiluile araeacadora para a Turqua.
guerra, pelas derrotas, como a que acaba de sofTrer
em Silistria e por oulros obstculos mais formida-
veis, que o grande fim de sua ambirao nao pode ser
conseguido com o consenliinenlo da Europa ( Ap-
plausos. )
Eit-aqui a grande lula em que a Europa est
empenhada, e nao quero nesle momento engaar a
a cmara, dizendo-lhe que em urna guerra conlra
um soberano dotado de um poder immenso, de urna
grande influencia e de grandes tlenlos, podemos
esperar o promplo resultado della. Eslou cerlo,
que se retirassemos da lula, se concluissemos urna
paz som resultados, tem saguranra, ( Apoiados )
perdiriamos nossos alliados c com elles o respeilo e
a ronlianoa da Europa, e a Kussia se adiara enllo
collorada era sua posirao anterior as hostilidades ;
nao em sua posicao de 1829 a I8.">2, mas cm urna
oposijaotal, queo imperador da Kussia seria enlaojus-
lamente chamado porjessenomc, com que alguns adu-
ladores e cortejaos ja o tem lisongeado,U arbitro
dos destinos da Europa ( Apoiados ). A nos cabe
impedir a consumar.i deste faci. ( Apoiados. )
A cmara para imped-lo j lem votado crditos
consideraveis e tem renunciado s heneaos e bene-
ficios da paz. Apoiados Depositando confanca
plena e implcita a intrepidez dos Iiomens collocados
frente de nossas esquadras, e de nossos exercilos,
faremos de modo que nos conselhos dacoroa nenhu-
ma fraqueza mostr que estes conselhos nao esUlo
na altura dos soldados e .marinheiros, que temos
mandado baler-so pela palria cm regies c mares
longinqucs. (Applausos cslrondosos). *
Ainda urna palavra. Soube nesla cmara que un
honrado membro tinha o pensamenlo de propor al-
gumas reslr iones a autor idade da cora relativa len-
le a prorogarao e reunilo do parlamento. Os con-
selheiros da rora nao podem aceitar nenhuma res-
Iricao em seu livre arbitrio em materia de reunilo
doparlamcnlo. (Apoiados.) Elles slo os nicos juizes
competentes da opportunidadejda reunan ou de pro-
roganio da cmara. Algunas circumstancias po-
deriam tornar conveniente a reuni.io prxima do
parlamento, considerando o estado da Europa ou as
novas alliancas, que poderiamos fazer. Mas oulras
circumstancias podem fazer essa reunan nao oppor-
luua aos ollios dos conselheiros da cora. Reserva-
mos rompidamente para nos o direilo de aconsclhar
cora o qne deve fazer seguindo as circumstancias.
No principio do seculo o soberano pedio ao ministro
de combinarao de lord Granville e lord (rey que
dessem anlecipadamenlc o consclho relativo a uina
eerla medida. Lord Granville clord Grey declina-
rain esle pedido, e o quo elles recusaram a cora,
nlo queremos conceder cmara dos communs.
Se somos dignos da conlianca da cmara, te nos
devem conliiar a disposijao dos vastos recursos
do paiz e a drcrao dessa grande guerra e das ne-
gociaroes com a Europa, (levemosser livresem esco-
lhcro momento emqiieaconsclharmosarainliaacon-
vocar o parlamento. Louge de nos o peusamento de
declinar oscouselhos e o apoio do parlamento e dos
representantes do povo que, durante esta sessilo, nos
coucederam seu consurso unnime. Quando o par-
lamento se pronuncia, sua voz nao pbde ser desco-
nhecida. Essa voz solemne proclamou que estamos
empenhados em urna guerra justa e oecessaria, et-
tou certo, que ha de proclamar araaoha, que esta
guerra deve ser terminada pela paz justa e honrosa.
( Ap-plausos ruidosos).
(Moniteur)
t
('Apoiados e applausos ), Presentemente nao posso
entrar em minuciosidades mais completas sobre a
nalurcza das garandas, que se deve obler. A oslo
respeilo j temos cominunicado com o governo frail-
ee?. Tenho razao para crer que as iulences do go-
verno do imperador dos Francezes sao nesle poni
intciramcnle conformes com as nossas. ( Applausos)
Quando o governo austraco detejar conhecer nossas
ulenres, estaremos proinptot para communica-las.
Nao vejo o imperador da Russia mostrar-se dispos-
lo agora para fazer alguraa das roncessocs quo acabo
de indicar, nem para aparlar-se de nenlium modo
das prclenroes, de que o principe McnschikolT foi o
orgao, c que furam repellidas com indignarlo pela
Turqua.
Desde o reinado de Calharina, a Kussia lem es-
tudado sempre emfraqnecer a Turqua a cada trala-
do. Tem procurado collocar a Turqua em urna si-
tuadlo tal que, sem assustar immedialameule a Eu-
ropa, possa dictar suas leis em Coustantnopla. Mas
esles ultimes minos Irouxeran grandes mudanras
dictadas pelo progresso e pela c\ lisarao na Tur-
qua. Esscs pngressos, rsses melhoramcnlos inter-
nos da Turqua tem dispertado ao mesmo lempo o
ciume eas apprelicuses da Kussia, que pensou que
sua preza podera esrapar-lhc. Por esla razao ella
nunca se moslrou favoravel aos mellioramenlos do
rgimen interno da Turqua. No entender da Rus-
sia. s o rgimen mahometano poda dar Turqua
duianlo e vida, e ella aniniava adislinjao absoluta
entre as pOpulaeeschrislaa cmessiilraanai Estadis-
linnlo servia a seos interesses, porque desdeo meiado
do ultimo seculo quer subjugar, apropriar-se e ab-
torver urna grande parla do territorio da Turqua,
limsemelhante estado de coutas he tSo perigoso pa-
ra a Europa, que nao pararemos sem ter oblido nma
garanta conlra a ronsummacao desla fusilo. ( Apoi-
ados. ) A Russia lambem nlo parar em sua mar-
cha, em qtianto nao aprender pelos desastres da
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERHAMBUCO,
Pars 5 de tetenabro.
O fallico. Ilomarsund.
A 20 de agosto o canhao dos Invlidos annuncou
a Parsc franca a primeira victoria ganhada pelas
suas armas: o seguiulc despacho tclcgraphico foi
aflixado sobre lodas as paredes : Danlzig 19 de a-
gslo 8 horas 15 minutos, o cnsul de Franca ao
ministro dos negocios estrangeiros, o hiale imperial
a feinc Hortenseclicgou, Bomarsuml se rendeu,
2,01X1 prisioneiroje 100 penis de arlilharia eslo em
poder dos exercilos alliados, as perdas sobre a lilas
e entre as tropas sao insignificantes.
Ja temos avaliado a importancia que poda ter es-
te primeiro resultado : o archipelago das ilhas de
Aland segregado da Russia, um magnifico porto,
urna feliz siluacao para as tropas anglo-fraucezas, a
costa da Finlandia ameajada, o golfo de Rolhnia fe-
chado: a franca a pplau lu esles primeros csforros'de
herosmo dos seus filhos, e a Kussia j lem sabido que
nao provoca impunemente as forrasda ci.ilisarau.Or-
diuariamente asretlexocs salvam os aconlecimentos;
uesla guerra do Oriente que oceupa desde longo
lempo os cspirilos, ludo se tem dlo acerca dos resul-
tados, das consequencias e das eventualidades, e s
resta regislrar os fados malcraos medida que se
forem precipitando ; eis-aqui os promenores :
Desde que as tropas desembarcaran! Iralaram de
instalar-so e enlrincheirar-sc, o genio militar pode-
rosamente ajudado pela esquadra militar comecoo
os trabadlos, c a 13 de agosto as bateras principia-
ran) o fogo s qualro horas da manhaa ; ai fortifica-
rales de Bomarsund se compem de tres torres so-
ladas e de urna fortaleza principal, a torre de leste
foi a primeira que foi atacada pela arlilharia fran-
ceza, cujos effeitus nlo tardaram em se manifestar,
acanhouadadurou sem inlerruprao desde qualro ho-
ras da manhaa al tres da larde. Nesle momento
as senlnellas da esquadra assignalaram dous pavi-
lhes parlamentares jados sobre a torre, concedeu-
se um armisticio de una hora ao commandante, en-
tretanto como esle recomessasse as hostilidades, foi-
lhe vigorosamente respondido al o escurecer ; a'
noitc vcio interromper a canhonada que recomejou
com nova energa no da seguinle: o ataque conlra
o primeiro forlc de Bomarsund durou 36 horas, cssa
obstinarn na defeza moslra cabalmente que o tri-
umpho foi didicil, que a guarnirlo russa s se ren-
den quando ja nlo poda resistir.
' Pela manhaa do da H a arlilharia franceza con-
linuou o fogo, os sitiados nao respondern!, cessou
immodia lame ule, e una companhia de cajadoresde
Viucennes avanrou como aliradores afim de reco-
nhecer a causa de semelhanle silencio, deram nma
nova descarga de arlilharia, c a torre continen a
permanecer muda ; depois de lerceira salva de ar-
lilharia que os Russos nao rospouderam, os cara-
dores de Vincennes, que eslavam prximos da mu-
ralha, escalaraiu-na e penelraram na interior pelas
canhoneiras, alai observam elles um espectacuio ex-
traordinario, os morios e os moribundos jaziam uns
sobre os oulros e os defensores da fortaleza reduzi-
dos a 33 eslavam mergulhados no somnoe na embri-
aguez !
Foram cqnduzidos para bordo do S. Lui: c o com-
mandante embarcou no|7V/-(7, onde sua mulher foi
enconlra-lo pouco depois. Esla circumstancia lem
urna alta signilcarfto, nessa noilo de 13 para 14 os
soldados desanimados c combale ni es sem patriotismo
tinham procurado nlo urna morle gloriosa sobre a
brecha, mas o cmhrutecimento na orgia. O dia de
H foi principalmente empregado cm estabelecer urna
batera ao p d torre tomada pela manhaa. batera
destinada para balcr a fortaleza de 72 peras, ponto
principal da defeza. Esla obra foi cheia de diflicul-
dades e perigos, o canillo russo nao cessou um s
instante de enviar aos trabalhadorcs balas e bombas,
c o talento militar eslabeleceu as suas novas baleras
em condiroes laes quu j nao permilliara que a es-
quadra alravessasse para fazer fogo sobre o forte, se-
gundo o plano concertado enlre o almirante Parse-
val Dcschenes e o commandanle em chele ; o almi-
rante francez fez aproximar os seus dous mais
pequeos uavios.G Duperri e o 7WaV;tf,coadjuvados
pelos vapores o Darien, o .tsnmdee o 'hlegilon ;
o almirante Napicr execulou com igual numero de
scniclhanlcs navios una manobra semelhanle, e de-
poisde.'l horas toda a parle do forlc batida pelas es-
quadras scdesinoronava, o fogo dos morloiros que
iuquielava os tiabrballiadorcs eslava exlincto. Taet
foram as operajcs de I i. Na noile de 1 i para 13, de
10 lloras a meia noile ouvio-se o canhao russo e ao
mesmo lempo urna viva descarga de mosquelara, era
nina escaramura enlre o forte e os sondadoics inglc-
tornou detl'arte intil par atacar este ponto, vol-
lou-sc conlra a torre de leste na manhaa.de 13a eon-
tinuou o fogo al de dia, e at 6 horat a torra se ren-
den. Os caradores de Vincennes armados de mos-
quetes execularam um alaque tao vigoroso e lao
rpido conlra a torre do oesle que o inimigo nao te-
ve lempo de carregar as suas penis; o ataque da tor-
re de liste onde mo haviam rajadores e onde os
Russos poderam carregar as suas pejascom mais des-
canso durou necetsaranente mais lempo, a perda
dos Ingle/es foi nsignifeante sob a reanlo do nu-
mero. A perda dos Francezes no alaque da torre de
leste be mnima, a hablidade com que as duas bale-
ras foram construidas a aquella com que as pejas
foram servidas explica o Mgarsmo pouco elevado
das perdas das tropas filiadas. Os vapores inglezes
que coadjuvaram as operajes de Ierra lio o Trident,
o Ajax e o lidcmburg, as bombas laucadas por elles
causaram consideraveis estragos na fortaleza.
M. Pelham, capul, do navio Blenheim dirigi
admiravelmenle contra a praja urna peja de grosso
calibre que elle havia dsembarcado em urna balera
de que o inimigo tinha sido expellido nos dias pre-
ceden les. Esla posirat era bstanle pergosa, mas
a balera foi reparada de tal serle, que, causando
graade mal aos Russos, os Inglezes nlo perder.un
um s homem ; como os Russos se achassem mu
incommodados pelo foto desta balera, um fogo v-
vissimo foi dirigido da fortaleza sobre ella ; enllo o
almirante Napier ordecou aos vapores que susten-
lassem a batera, e o tozo dot vapores foi tao bem di-
rigido que se arvorou o pavillilo parlamentar, as
(ropas russas consentram era depor as armas e a sa-
bir da praja ; osalmiraules Napier c Parseval Dcs-
chenes desembarraran) e se encoulraram com
commandanle cm chile das tropas francezas; os
prisioneiros no numera de 2,000 embarcaran! sobre
os vapores para Ledsutd.Os Francezes que alta-
caram a torre redonda eram tao certeiros nos tiros
que nenlium Russo ptXlia conservar-se as canto,
neiras sem cahir no asalto crivado de bailas, e os
artilheiros russos que carregavam as pecas eram to-
dos succo-si vaineulc abatidos. Na defeza de Bomar-
sund, um general russo feito prsioneiro, chamado
Bodisio, e vclho de 80annos,se moslrou muldcsejoso
que o general em ckefe francez certificaste que elle
tinha feilo seu dever. O general Baraguay d'llilli-
crs enlregou-lhe a espada e o comprimentou pela
valenta com que se defender e pela prudencia com
que liuha capitulado, quando urna mais tonga resis-
tencia s loria servido para fazer correr sangue com
pura perda. A entrega do forle de Presto comple-
lou as operarnos. Os WWes anglo-fraucc7.es deci-
diram que s toman un posseda fortaleza russa, para
passar o invern, com a condinlo que fosse lolal-
meule destruida e evacuada.
O Mar Segro.
As operajes as aguas desle mar san projectadas
o preparadas no mais completo segredo, semelhanle
dscrijao he o seguro penhor de qualquer expedi-
jao. Potlo que ningucm soubesse o plano dos ge-
neraos em chefe, fallava-se ao mesmo lempo de Se-
bastopol, de Calla, d'Anapa, de Odessa, at ch'ega-
va-se a fallar da Bessarabia e da Dobruttcha. Nun-
ca aa vagas do Bosphoro foram sulcadas por lanos
navios a vapor rebocando transportes, carroados de
Iiomens e de cavados, de provisese de materiaes, he,
um vai-e-vem continuo de navios de lodos os lama-
nhos, turcos, inglezes e francezes; os (raballios do
arsenal de Topkhan sao execulados com urna acti~
vidade extraordinaria. Os transportes foram rebo-
cados pelas fragatas a vapor, a Ulloa e a Pontana,
as corvetas Coligng, o Jicoitier, -a Eumenide, a
Moncl/r, e a Megera o Charlemagne conduzio
1,400 Iiomens, c o Sapoleao 1,600, rebocando um e
oulro 4 a 3 navios de transportes, o Mogador, o fot-
land, o Berlholet, o Desearle tambera atravessa-
ram o Bosphoro com uincarrcgamenlo de soldados.
Os vapores francezes transportaran) igualmente 6,300
Turcos sob o commando de Su lev man Pacha e a ad-
ministrarlo ollomana forneceu 200 balcles e em-
barcajes razas para Vxpedijlo projectada. As ope-
rajes sao lano mais prximas agora quanlo o esla
do sanitario das (ropas por lano lempo e lao cruel"
menfe m, se vai actualmente moldurando de una
forma nolavel.c a molestia se acha em pleno decres-
cimenlo.
Todos sao concordes em pensar que he sobre Se-
bastopol ou ao menos sobre a Crimen que se dirigen)
os esforjos dos alliados.
As noticias da Asia nao sao favoraveis ; cartas de
Trebisonda fazera um triste quadro do estado em
que se acham as tropas otlomanas o bradam conlra
a falla completa de organitajao ; urna divisan russa
sabio de Erivam a 29 de julho e alacou e bateu o
corpo de exercito, commandado por Selim Pacha,
loraando-lhe 4 pejas e apoderando-se da cidade de
Bayazio. Em ennsequencia desle fcilo as commuai-
>es com a Persa se acham entrecortadas, Selim Pa-
ia foi demiltido, c substituido no posto de general
em chefe da guarda imperial por Dharbor Rechd
Pacha, general em chefe do exercito de Constan (ino-
pia, e no posto de commandanle dos corpot de 11a-
loum por Moustapha Pacha que se distinguir bri-
Ihanlemente na Dobrulscha e particularmente no
feito de Ollenilza. Em Kars leve lugar a 7 de agos-
to urna balalha que durou 3 horas enlre Chad-i
Velikai e Arpatchai, as perdas foram consideraveis
de ambas as parles, os Turcos perderam 6,000 Iio-
mens e 10 pejas; os Russos 3,000 pouco mais ou
menos e so tornaran) senhores do campo de ba-
talha.
Tlteatro das operaces de trra.
Uro incendio vilenlo leve lugar em Varna ys'ar-
razou lodo o bairrn inferior situado ao p do mar
e onde se acham lodos os armazens dos commerci-
anles cm grosso e a retalho, os depsitos de forra-
gens, de trigo e de farinha. Este desastre podia ter
consequencias ncalculaveis, felizmonlc lodo o ma-
der a llolilha russa ancorada as aguas do Danubio
enlre esla cidade e Re ; todava o annuncio da
evacuaco de Braila, Galalz, e Fokscham (orna in-
til qualquer allaque do exeretto alliado naqueile
ponto.
O toijie Vicnna tem publicada algumas par-
ticularidades que leslemunham o vivo detejo da
Kussia em se conservar na Moldavia : seja qual for
o alvo c o resultado dat manobras das tropas da czar
os Turcos v.u sempre avanjando, Bucharest est
oceupada, um governo nacional est funecionando
l, medidas marcadas com o cunho da prudencia e
da moderarn lem tranquilizado lodas as classet da
populajao. L'm appcllo generoso foi felo a lodos
os Iiomens honrados do paiz, nova vida cornejo pa-
ra a Valachia sob a soberana legitima .da Porta, e
sob a alia protejan das notcncias occdentaes, era-
lim a ocenpacao militar e poltica he um fado con-
sumado que sella a uniao intima que tem reinado
ale o presente entro os representantes da Porta e os
da Austria, e afianja o triunipho das operajes
fulurase por consequeneia a independencia do
imperio otlomaoo.
A Prusiia.
Ao passo que a Austria enlra (ao francamente na
poltica anglo-franceza, um documento diplomtico
emanado da corle de Berlim explica al cerlo ponto
o comporlamcnlo adoptado por Fredcrco Gui-
Iherrac na quesiao do Oriente, he a replica a res-
posla da Kussia. O governo prutsiano declara nes-
le papel era termos formaes que osen desejo since-
ro e persistente lie de cliegar, apezar da lenso ex-
trema da siluacao e de um ponto de partida para as
uegociaroes ulteriores, que a mediajao he o papel
que ella Irajou a ai proprio, que nao comprehende
oulro e que sem desanimar ha de renovar os seus
esforjos cm Vienaa, de accordo con) a corle d'Aus-
tria em Londres e em Pars, com o intuito de con-
seguir novas cnnJijcs de boa inlelligenria e de
pacificajao. Ha sem duvida as tentativas inces-
tantes de mediajao alguma cousa honrosa para um
governo, mas ainda lora mister que a mediajio fosse
collocada n'um terrenoemque todos os interesses em-
penhados no conCiiienle recebessem urna salisfajao
completa, e a corte de Berlim nao pode dssmular
que a evacuaco dos principados danubianos mo-
tivada pelos desastres do exercito russo nao resolvem
questao alguma, e, como nao d garanta alguma aos
interesses europeos, nlo hii sulliciente para abrir de
novo a estrada das negotiajes. Nao sabemos se a
Prussia persistir por rrrfiilo lempo em nao lomar
parte nos trabalhos das grandes potencias, mas lie
evidente aoles que ludo, que he a si s que ella pode
prejudicar por urna defeejao que nada justifica.
Ver resolver-se, sem tomar, parte urna das graves
queslcs da nossa poca, nao eslar nos conselhos da
Europa no me'io das circumstancias acluaes, abdicar
o seu volc a sua auloridade legitima, lie decalrir
enlre os estados de primeira ordem, he perder a sua
preponderancia na confederarlo germnica e a di-
recjlo dos interesses altrales,he deposijio in-
til era presenja da ultima noticia do czar
Frates.
A reperriirn da primeira proesa das nossas forjas
militares reslituio opiniao toda a tonfiinca. O
decreto imperial de 28 de agosto fez o general Ba-
raguay d'llilliers marechal de F'ranja ; desde o dia
20 tinha elle saudado este primeiro feilo d'armas
das tropas expedicionarias por urna proclamajao em
nome do paiz inteiro :
a Soldados e marinheiros do exercito do Orieulc !
Ainda nao combalestes eja couseguistes um brilhan-
le trumpho; a vossa presenja e a das tropas ngle-
zas fora sulliciente para obrigar o inimigo a repas-
saro Danubio e os navios russos permanecen) ver-
gouhjsamcnte nos seus portos. Ainda nao comba-
lesles e ja leudes lualo com denudo contra a mor-
le ; ura flagello medonho, posto que passageiro, nao
qiicbrantou o vosso eothusiasmo.
A Franja c o seu soberano nao vecm sem urna
emojlo profunda,sem fazer lodosos esforjospara ir
cm vosso soccorro, tanla energa e tanta abnegarn.
Dizia o primeiro cnsul em 1799 n'uma proclama-
jao ao seu exercilo : a primeira qualidade do sol-
dado ho a constancia em supporlar as fadigas e pri-
vajef, o valor nao he mais do que a segunda. A
primeira vos moslra i-a boje; quera podera conleslar-
vos a segunda! Assim os nossos inimigos dissemi-
nados desdo a Finlandia al o Caucaso, indgam
com anciedade al que ponto a Franja e a Ingla-
terra levarao os seus golpes que podem ser bem di-
rigidos, porqoeo direilo, a juslija, a inspirajao guer-
reira est do nossa lado. Ja Bomarsund c 2000
prisioneiros acabam de cahir em o nosso poder.
a Soldados.' vs^eguis o excmplo do exercilo do
Egyplo, os vencedores dos Pyramides e do Monte
Tabor tinham de comba ter como vos sol lados aguerri-
dos c a enfermidade, mas apezar da pesie a dos es-
forjos de 3 exercilos, elles voltaram cheios de honra
para a sua palria.
a Soldados 1 leude con fian ja no vosso general em
chefe e em mim. Velo sobre vos, e espero com a
ajuda de Dos em breve diminuir os vossos soffri-
uientos e augmentar a vossa glora.
Hespanha.Decretos econmicos se tem sucee-
dide estes ltimos lempos, M. M. Santa Cruz e
O'Doonell lem feilo serias redoejes no petsoal dos
ministros, tcm-se supprmido as direcjes inferiores
as divisos, e os lugares de supra-numerarios que
erara retribuidos, al se projectam grandes econo-
mas as administrarnos ,|,. provincia onde as muni-
cipalidades v3o recobrar as atlribujcs que perlc.v
ciam depois de algum lempo a embregados da ad-
ministracao central. Como haviamos annunciado, a
quesillo elciloral foi resolvido, n tulTragio universal
nao iriumphou, os Iiomens que julgain qac o povo
hespanhol nao esl promplo para o exercicio de um
direito lio legitimo tiveram razao. O ministerio
escolheu a le de julho de 1837, he o surago limi-
para nlo dizer impossivel, fazer face a (odas at des-
pezis do calado e acudir ao pagamento da divida ex-
terior e interior; assim, segundo toda i verosimi-
lhanja ataida de M. Callado e tal vez de alguns dot
seut collegas do gabineteEspartern-O'Donnell pa-
rece que esl adiada. O general O'Donnell activa
o licenciamenlo doeiejcilo, esta medida parece ser
pergosa, porque um dia podia acontecer que o go-
verno te ache sem exercilo, ao passo quo a guarda
nacional ou milicia cidadaa que se arma rpidamen-
te ser organisada e disciplioada e te tornar a nica
forja armada do estado.
Sem te deixar desanimar o gabinete continua os
seus esforjos afim de turnar a collocar na ordem to-
dos os demonios revolucionarios destfhcadeados.
Decidi a supprcsslo de lodas as juntas que, sob
qualquer denominarlo que fosse, exisliam em Ma-
drid e as provinciaes,e as que as provincias lem si-
do creadas em razio da ultima suhlevajlo, salvo as
juntas provincias que continuarlo a subsistir as
condijes e com o objeclo especificado no dccret,|
real do 1 de agosto. Decid a homenagem de ac-
ones de grajasaos membros das juntas que se distin-
guirn) pelos serviros por elles prestados causa pu-
blica. Fez urna cousa que era sobre ludo impor-
tante e necessaria, poz termo a aceito dos clubs o dos
crculos polticos onde so agitavam todas as questes
mais graves e que pretendan) dar seos programmas
>s cortes constituinles.
O circulo da Uniao entre oulros fazia, em conse-
queneia das prximas cleijoes, urna declararlo de
principios na qual figurava : o sulTragio universal, a
lbcrdade individual, de conscieucia, de imprensa,
de associajao, de pelijao, d< ensiuo, de trabatho, de
reunilo, a organisajao do poder no principio e na
soberana do povo, a reorganisajlo do eslado, par-
lindo do principio da descenlralisajao, a reforma do
systema dos impostos, a suppressao das contribuijes
indirectas, o estabelecimento de um imposto nico,
a tuccetsao successiva das despezas do budget, a con-
solidarlo do crdito nacional e a liberdade dos baOM
eos, a inslrucjo publica universal e gratuita em to-
dos os graos, a adminislrajao da juslija haseada so-
bre a inslluijao do jury nica para (odos e gratui-
ta, a abolirio da conscripjao militar, a reforma c
reduejao do exercilo, a abolirn da pena de morle,
assim que o systema penitenciario permitlir, o ar-
mamento universal do povo, cujos chefes nunca
poderlo ser funecionarios do governo, o melhora-
menlo da rnodijao das classes proletarias* emfim a
desmoralisajlo da propriedade civil e ecclesiastica,
a venda dos bens do clero secular e regalar e de lo-
das as communidades religiosas, a venda de todos os
anniversarios, missas por finados e obras pas, eis o
programma tilo exigente e tao radical de um circulo
que lem o mesmo presidente que o conselho de ini-
oistros. Ab uno disce omnes e julguc se Espartero
podia ser senhor da siluacao, se acaso nao se dessem
estas condijes.
Em fim ha poucos dias Espartero realisou urna
empreza corajosa, quo lestemmuaha altamente o seu
desejo de fazer respeitar o principio monarchico e a
ordem publica, fez partir a rainha mai para Portu-
gal sob a escolla de urna forja soflicienle para resis-
tir a qualquer atlaque, annunciou ao mesmo lempo
quesuspeudiaopagamentoda peosao de MaraChris-
tina, o que sequestrara lodos os seus bens movis e
immoveis al a deci-o das corles, esla dupla medida
salisfez a opiniao publica. A parlida da rainha nao
foi impedida, o comporlamcnlo das (ropas e da
guarda nacional reprimi algumas (entajes de sub-
levarse, e desl'arte a Hespanha te acha livre por
eslatorajosa iniciativa, da questao irritante do mo-
mento. As firmes explicajdes dadas por lodo o ga-
binete acerca do afastamealo da rainha Clirislina
lem feilo gcralraenle approvar esta medida.Tan-
tos esforjos naturalmente bao de proporciouar ao
governo meios para a consplidaj3o da sua obra.
No acampamento de Boulogne o imperador Na-
poleao 111 fez as honras das evolujes militares a
lerial do exercito e grande quantidade de vveres j; .todo, e daqui a 30 de oulubro as eleijes estaro re-
s achavam embarcados desde varios dias. Quasi
10,000 homens de tropas foram conduzidos do cam-
po e Irabalharara clllcazmeute para lvrarem o paiol
e o arsenal ; o paiol de Varna pertence em com-
mum aos Francezes e aos Turcos, e contera porto de
20,000 quinlacs de plvora ; se o fogo o houvesse
atacado, a cidade voaria pelos ares, os dous exerci-
los e as duas esquadras ficaram anquilladas ; os
Inglezes que tinham um deposito de plvora neu-
tro lugar da cidade tiveram a feliz audacia de sub-
ir, ibi-lo as chanimas, conduzindo-o para fra das
muralhas.
Dizem que foram espies russos ou gregos estipen-
diados que atacaran) fogo com a esperanja de inui-
lilisara expedijo, e n'uma palavra a obra damane-
volencia ha sidovisivel em ludo islo. Assim que o fogo
desapparecia n'um lugar, manifcslava-se de repente
e sera causa aparente n'outros mui distantes entre
si, alguns Gregos foram aorprendidos, uns tocando
fogo aos armazens situados longe do foco, outros ali-
jando ao fogo prestes a apagar-se materias inflamma-
veis, movis, ohjeclos de lo la a especie capazes de
altija-to, ura dellcs sorprendido no momento cm
que eslava tocando fogo s barracas de madeira ad-
jacenles ao paiol foi assassinado, em fin a princi-
pal porto de Varna chamada Porta de Ibraila, ca-
minho mais directo para se ir ao campo, se achara
fechada por iii dcsconhecidas com o intuito evi-
dente de impedir a chegada de soccorros. Acerca
desle successo que rcvelU da parle da Russia um
horrivel allenlado, inslaUrou-se um processo, j se
lem fiu.il.ido urna duzia de individuos. E como
quer que seja, a expedijo nao seta retardada.
As provincias danubianas. A oceuvacao aus-
traca.
A marcha simultanea dos Turcos e dos Austracos
he o ponto de partda de urna nova siluajlo prepa-
rada por tres mezas de negociarnos, o procedimen-
I .. .Inninirijk ,1a l i, I i- i ^ A nr n tv\ iiinlo r\. i -. i..*, i riA
guiar e definitivamente concluidas, da-se-lhes lodo
este lempo para exerecr-se.
As cleijoes comejam a 6 de selembro e a assem-
blea esl convocada para 8 de novernbro prximo,
baver um depulado por 33,000 almas, salvo algu-
mas modificajcs requeridas pelo algarismo da po-
pulajao de cada provincia, e a assembla so compo-
r.i do :'.i'.i depiita lo-. Ncslas circumstancias a im-
prensa oceupa toda a sociedade, os jornaes andam
cm imI isas mos, c segundo varas corresponden-
cias reinava urna agitajlo sdrda em Madrid na dala
de 13 de agosto, numerosas patrulhas circularan) du-
rante toda a noile na cidade, guardas supplemenla-
res foram estabelecidas em difiranles pontos, a au-
loridade renovou e aflixou novos bandos que j ti-
nham prohibido a circuanlo de Iiomens armados as
ra; e as visites domiciliarias,afora o caso de servijo
regular e ordenado pela propria auloridade ; Sao
Miguel foi o primeiro que leve de vedar cssas visi-
tes domiciliaras e dera por snenlo a esla medida a
pena de morle; a mesma inicrdicjao foi renovada
logo depois da reconstiluijjto do governo, pela ler-
ceira vez a auloridade so vio obrigada a po-la cm
vigor; a junte superior ordenou igualmente aos Iio-
mens armados que defendessem os arredores de
Madrid, se dissolvessem c se recolhessem aos seus
lares, a 13 urna depulaclo composla dos chefes de
barricadas e de Clubs se dirigi a Espartero para pe-
zes,asIrcvassalvaran) eslesdo perigoque liuha lalvez
demasiadamente alfronlado a sua coragem.Na mesma
noile a esquadra franceza lanjava sobre a pequea i-
Iha de Preslo qualro companhias de marinheiros en-
guias cimipanbias de inl.uilai iiyi de arlilharia, rn-
carregadas de lomar a torre que se eleva na ponte
de Icslc de Presto.
Completamos os primeiros promenores peto rciln
milo rotatorio dirigido ao almiranlado inglcz por
sil Charles Napier : Depois que na manhaa de 13
uina balera franceza de 4 pejas da 16, e de 4 mor-
leiros comecou um fogo vivissimo conlra a torre do
oeste que domina a fortaleza de Bomarsund, e que
os rajadores de Vincennes tomaran) a torre a 14 pe-
la manhaa, a batera injlea construida noita a*
(o decidido da Auslria d'ora em vaule est fora de
Inda a dscussao,hc de acotdo com as (ropas ollnma-
nas que as Iropas austracas occupnm os principa-
dos. As duas prmeiras brigadas (rauspozeram a
fronleira a 20 de agosto, o movnienlo complete foi
ell'cctuado a 23, a entrada cm Bucharest eslava fixa-
da para S de selembro : n*sla date devem haver
mil Turcos na Valachia, c o proprio Omcr Pacha he
que reccher a vanguarda do exercilo austraco s
portas da capitel. Deste arte se desenlia petos toc-
ios antes de ser consagrada pelos protocolos cssa al-
Ii,inca intima da Austria com as potencias occden-
taes c com a Turqnia, que os jumaos allemSes con-
sideram como ilumnenlo. Nao se sabe como ser
oceupada a Valacln i, ainda subsisten] algumas da-
vidas sobre a inlenco em que estaran) os Russos
de defender cortos pontos como Galalz e Ibraila;
N'uma correspondencia de Giurgevo suppunha-se
no exercilo turco, que elles se fortificaran! sobre o
Sereth, islo coincide com a expedijo projectada
sobre Galalz de que se trata na imprensa allema, e
dir-lhe que tomasse em considerarlo a reclamarn
que eslavam cncarregados de aprcsentar-lhe; esta
reclamarn liuha por objeclo a suppressao do artigo
do decreto de convocajao das corles, onde se diz qqe
a quesllo de dyuaslia nlo seria discutida pela nova
assembla constituinle, o marechal responden enr-
gicamente a estes enviados, que elles deviam parli-
[bar a conlianca que a najan havia depositado nelle,
ou enllo governar cm seu lugar. Depois de tonga
discusslo o duque da Victoria despedio a depulajao,
obrigaudo-se a apresenlar a petijao ao conselho de
ministros, os enviados se retiraran! mui agitados.
A 14 foi San Miguel que leve de accommodar os
pperarios. O que queris? Um augmento de sala-
rio '.' cm 183 se vos davam i reares por dia, boje
se vos dio 6, c nao eslais salisfeilot, se vos derem
mais, ainda haveis de reclamar, nao se pode aug-
mentar o que se vos d actualmente, aquelles que
mo Balita salisfcilos renuncien) o Irabalho e vollein
para suas casas, os oulros sigam-me, vou procurar-
Ibes Irabalho ; os operarios se retiraran) para assoas
ofliciuas, bradando; viva San Miguel. 0
Apezar deslcs esforjos para reaislir as difficulda-
des dasiluacao, o ministerio nlo lem homogencida-
de, c os seus membros nao eslo lodos de acord, M.
Callado deu a sua demissao de ministro da fazcuda.c
se conlinuar a permanecer leste da pasta he em
consequeneia dis ioslancias urgentes do presidente
do conselho, mat ua realidade M. Callado, como ho-
mem experimentado em materia de fininjas com-
prehende toda gravidade da sitajao fiaaoceira, e
el-rei dos Belgas, a el-rei de Portugal, ao principe
Alberto e ao duque de Brabante. Os nobres hos-
pedes da Franca receberara o atolhimenlo mais sym-
pathico.
Ao passo que o Novo Mundo vai escapando' a lo-
dos os embarajos tojo graves que damnifican) os in-
teresses europeus, vemos com pezar que a revolucao
hespanhola d nova actividade aos projectos da l-
niao conlra Cuba, e que por oulro todo a sua auda-
cia sem ser embargada por escrpulo algum nao
tinha necessidade desta animajao : este fado he at-
testado pela destruirn de S. Jo3o do Nicaragua a-
despeito dos protestos continuos na ultima mensa-
gem do presidente Pierce.
F.leioao do llatonnier ('chefe dos advogldos) do fo-
ro francez.
Os membros do anligo foro do parlamento de Pars
nao oncunlravam na forma do governo urna carreira
para sua eloquenci tao vasta e tao brilhanle como
os seus tuccessores a encontraran) as insliluijes
dot ltimos quarenta aunes que l se foram. A sua
posirao lhec lornava somenle accessiveis os estudos
serenos e graves, assegurava-thes desl'arte urna glo-
ria lalvez mais verdadeira e. mais til, e a sua or-
dem alcanjava urna alto preponderancia pela
exaclidao da sua disciplina, pelo cuidado da
sua independencia e da sua integridade ; entregue a
urna vida laboriosa, sonta de ambinio, austera
nos seus costemos e caminhando para o seu alvo
com enema, exiaia de lodos o respeilo dos seos di-
reilos, assim como respeilava os seus proprios deve-
res. Devoladt ao seu paiz, defendeu os interesses
nacionaes com um patriotismo corajoso ; adiada fiel
da magistratura desde a cranlo dos partimentos,
segoio-a as suas desgraras e contrado orna reci-
procidade de deferencia e de allenjes. A magistra-
tura chamava a si os membros dislinctos do foro, ila-
v j- 1 he lambem os seus, varios advogados foram ele-
vados ao cargo de ministros, varios ministros da jus-
lija loruaram a entrar no foro depois de terem dei-
xado a beca, porque a profissao, mai daquella gran-
de familia, podia sempre ollerecer a aquelles que
vollavam ao sen gremio urna aposenladoria e uina
indemnisacn honrosa. Sob o novo estado de coosas
que em Franja modilicou o systema parlamentar,
as usan jas do foro vio reappaiecer, e a profisso do
advogado j nao ser como ainda ha pouco o primei-
ro pasto da carreira do ambicioso.
Por outro lado os grandes cargos do governo ja nlo
serlo oceupados por homens que, fazendo da elo-
quenci ftilmente exclusiva, como oradores de pri-
meira ordem c omnipotentes na tribuna, muitas ve-
zes apenas proporcionan) ao servijo do paiz a mais
completo e a mais absoluto inexperiencia dos nego-
cios governamentaes, que s veera uas questes os
debales, e em todos os debates o escrutinio, em lo-
dos os negocios as exterioridades debaixo das quaes
deviam mostra-la, ou cscondu-la maioria, ou para
convencer esto, ou para sorprend-la, os quaes acha-
vam a sua terete consumada, se houvcsscm Irium-
phado por qualquer meio que fosse, por allegajc.es
duvidosas, mximas improvisadas, argumentos cap-
ciosos, falsas doutrinas, concesses doloroas, ou ca-
pilulajet de principios, os quaes deixavam no ter-
reno da discusiao verdades de alguma torte sacrifi-
cadas, conviejes vergonhosamenle Irahidas, os quaes
a todo cusi queriam antes o trumpho das suas pa-
lavras do que das suas opinics, os quaes emfim se
encerravam menos no cumprimenlo ulil ao paiz do
seu mandado, do que se en volviam n'um maulo do
indi) idu.lid.iilc sem grandeza real. Os governos an-
tes de ser representantes ou ministros, cuipregarao
no esludo serio das grandes questes o lempo oeces-
sario para virem a ser verdadeiros administradores,
ao passo que os advogados exorcero com mais dig-
nidade a grave e austcra_(*fi* que se havia en-
fraquecido uestes ltimos lempos. Vio recolher no
gremio da sua ordem urna como verdadeira plciada
rt com dignafade cousas que elle domina em todo o
seu alcance. Preparando os teon trabalhos para o
anno de 18.!33, o conselho da ordem te acha
constituido: M. Bethmonl snbslitue a M. Berrior
como batonnier. Elle basteo be um sceplro le igual-
dada e do eleijao que lem grande- valor, assim como
primitivamente o basteo da confrnria de S. Nicolao,
padrooii o dos advogados. M. Belbmont be urna dat
glorias do palacio, que a IriDuiia havia roubado ao
furo. Desde 1842 foi membro da cmara dos dipu-
tados, onde funecionou al 1848, depola darevolo-
j3o de fovereiro de 1818, reeecebeo dat mos do go-
vrno provisorio a pastajdo comnicrcio da agricul-
tura, e pouco depois substitoio na chancellara ou-
lro advogado, M. Cremieux". He um daquelles que
lem saudades das teduejesda tribuna parlamentar,
certamenle vai encontrar ampias compentatcet para
as suat saudades.
As representacSet gratuitas de 15 de agosta.
Um successo que sempre foi importante, cresce
ainda mais hoje em consequeneia da penuria et quje-
nos acharaos nesla quadra do vasrao: queremos fal-
lar as representajoes gratuitas dadas em Piri aos
15 de agosto. Ao passo que durante um sol rdante
dava-sc synullidet na vaste exlenjao do campo de
Marte a rcpresenlajao exacta e arrebatadora da de-
feza de Silistria, da morle heroica de Musa Pacha,
como um grande runa de patriotismo e dedicajao,
eslampado as paginas contemporneas da nona bit-
loria, os grandes poetas, esles meslres de todos ot
lempos, que sao contemporneos de toda as glorias,
porque sao humanos antes que tudo, porque liada
toman) a urna acanhada e transitoria adualidade,
collocaram cima da aejao do lempo a immortal ju-
venlude das sua obras, os grandes artistas, teut va- s"-
lentes interpretes deram lambem mullidlo a soa
parle nesla fesla da Franca e do seu soberano.
As turbas, entendedoras dat li joes contedat as
grandes obras-primas vieram api ahoar-se em todos
os lugares dessas salas em que oecupam ordinaria-
mente as mais estreitas e mi ia elevadas regioes, eip-
plicar a attenjlo recolhida que reqoerem as bellas
concepjes dos escriptores gloriosos do secuto XVII,
escripia nesla maravilhota liogoagem, urna das gran-
devas, e os seus applausos apaixnnadn e sytnpatru-
cos, que sao o recondecimento da posleridade. Ha-
via urna quantidade de gente Ires vezes maior do
que sala podia conter, c apezar dislo se effeiloea
por (odaa parte com a maior ordem possivel. Aquel-
les que edegavam demasiado tarde se retiravam ca-
lados, mas pesarosos : os mais felizes, os mais acti-
vos, os primeiro chegados, os mait pacientes, ou os
mais diligentes se moatrarain peto sin comporte-
monto dignos do lugar que haviam conquistado a
esse nobre passatempo da iotelligeucia.
O theatro francez e a grande opera se achavam
na esplendida magnificencia de urna restanra jio to-
talmente, nova, e deram as prmeiras represenlajes
aos hospedes de 15 de agosto, aos queridos popillos
do imperador. O theatro francez deu ura bello es-
peciaetto : Andromaque e le Medtcin, malgr lui, a
obra-prima de Kacine, e a mais encantador* come-
dia do meslre, cujas proprias comedias sao lambem
obras-primas. Kachel, pesarosa em consequeneia de
um lulo de familia veio mostrar ao publico quea
-cena franceza lem o seu logar ua graud
as representajoes gratuitas sao urna nobre licJIo para
as rlasses populares, si* lambem para o trgico um
estudo salular, dao-lhe.o mrito de collocar deb
[das mos um instrumento de rara senstbilidade
de podem experimentar a preeisSo e % medida
processo dramtico. J nao he um publico resisto
e dislrahido quando se julga atiento, fatigado, pre-
vinido pela sua educajao que devia ser excellente, e
que loroou-se mediocre, adestriclo a rotina, ind
ferente para a propria tragedia, senlo para qnai
quer moviraentos conhecidos e quaesquer verlos r
cornmendados.
lUiste um publico para o qual laaaRn novo, que
nlo tabe nada, mas que quer saber tudo, que escuta
ludo com una interesse ardenlc e respeiloso, que ni
allende a Iradiro, qne nlo tegua a tragedia como
um lexlo exacto consagrado, mat como urna carta-
viva ; o que comprehende da tragedia he que ella '
he loda paii.lo, e so islo heverdade acerca de qual-
quer poema trgico, he especialmente verdade acer-
ca de Andromaque. A herona foi acomida com
transportes enlhusiasticos, todas as almas bebern
nos seus labios o phlllro ardenle que exalta os espi-
rilos. como na teja damu^SLleta!, a trgica (rana- '
porlou-as no magni > arroujqo dos seos furores,
partilharam da suiyrligem, seguiram a bacchanto
iuspirada ale o vrtice da arle, onde ludo Ihes foi
revelado ao mesmo lempo, a idade heroica do mun-
do anligo, o nome dat personagens de Homero, oa
interesses, da Grecia, as recordajet de Troia, o dra-
ma anligo e a tragedia do seclo XVII. A sala in-
leira rom urna s voz, com essa voz estrepitosa, cba-
mou Kachel scena a os ramilhelea.de flores com-
pletaran) o grande Iriampho.
A rcpresenlajao do Mdecin malgr lui foi nma
complete exploslo de risadas, risadas para a acea do
Lenhador que espancasua mulher, risadas para a
scena do rcmendloque reprehende a mulher e que
espanca o marido, para as garrafas e pancadas do
ccele, para o chapeo do donlor.para o leile di
Homero que acrediten adevinhar o riso dos Dec
esse riso que abala o Olympo e seatsemelha ao tro-
vio, leve necessidade, para possuir urna idea w
cenle, ver representar Moliere no dia de repre
lajes gratuitas.
Na opere rcpresenlou-se Roberto o Diabo, t
grande drama lyrico lao popular, lao pallit
das as bellezas do poema foram apreciada!
de um silencio religioso, a mullidlo alala
siluajes interestanles applaudia at pastagens edglis
seductoras a mais enrgicas, o choro Infernal", e
d'licee de Bertram, a evocajao dos nomes, a
mota Slrella aos ravalleiros da minha palria, t o
magnifico trio final excitaran) verdadeiros traaspor-
tes. Todos os theatros festejaran) o dia 15 de agosto
e a mullidlo moslrou em toda a parte que aa artes
viviam por si o para ti. G. M. .
\
s
PERYHIBICO.
COHARGA M GARAMIM
21 de niembro.
Como lhe communiquei anteriormente, lemotja-
r\ a 3 de oulubro : nunca liouve maior numera de
reos presos ; de urna nota que tenha a vista, consto
que se bao rerolhido s prises de Gannhuiis, Brejo
e Kecife 141 individula disposijao das autoridades
desta comarca.
Venha agora o jury com os seos ptde ISa, depois
dos esforjos da juslija e polica, sanecionar por unta
serie de escndalos, como costuma, quanto na tribu-
na e pela imprensa se ha dilo e escripto contra essa
insliluijo degenerada entre nos, plante extica l
da vclha Albion, que larde se aclimatar no Brasil:
veremos, como dizia o cago. No entente temos f no
correctivo das appellajes necessarias ou ejr officio
para que tamben) appellamos, assim como na inlei-
reza do Sr. Dr. Jos Bandeira de Mello, juizda di-
reilo desta comarca. O nosso delegado, depois de
uns dous metes de estada no gran Buique recolheu-
se villa de Garanhuns: o Sr. CamisSo conla poucos
amigos nesla ierra, como he natural ; este lildo de
me upai, conforme a expressao do seu florido corres-
pondente do Bonito, nao he dos mais affoiroados a
S. S. nao por oulro motivo, senao porque simples-
mente nao ->mpalbisi com a sua estatura, que de-
sejra mais baixa : mas juslija manda Dos qne te
fara a amigse inimigos : fez quanlo em si cuube no
in'.uilo de por aquello infeliz termo em estado nor-
mal relativamente a seguranja de vida e de prospe-
ridade. Devera l demorar-se mais lempo : fez nli-
meros, is prises cm assassinos e ladroes, mas atropel-
lo o u m pouco as preroga-.ivas de raja : processou ^)W^V
por exemplo a D. Josepha Cavalcanli pelo furlu-dja^ ^>
um escravo do Sr. teneolc coronel Manoel Lins do
Albuqoerque, de Mamanguape, que^oi entregue ao
seu senhor ; de Antonio Pacs tMWeto Cavalcanli
c l.us Carlos Paes Bezerra Cavalcanle pelo mesmo
criinc.
Decididamente cumprc haver repressao em toda
do illuslraces, e ninguem poder conter o numero i a parte, especialmente em Buique, onde por mal de
com a inlencio do general Oslen Sackeo de defan-1 ve qua no eilado actual as eoosas ter mol difRet-
de ministros, de rcpresentanles e de depulados, ori-
undos da tribuna, que vem collocar-so baja sb a
loga ; os pleiteadores poucas vezos se lera o achado
em semelhanle solemnidade, as vozes que defendem
as repblicas e os imperios passarao a defender a
viuva eo orphflo, os homens que faziam a lci e as
leis sollrem-na e as iiilerprelam.
He dado hoje a qualquer individuo immorlalisar-
se como Koscius, Milou c Murena ou Archias, c
desl'arte elevar-se como elles posteridade as azas
da eloquenci. Os grandes administradores da poli-
tica geral se leem lomado os interpretes de alguns
interesses particulares, estes distribuidores de favo-
res e de gracaj v3o sombra do palacio solicitar a
cousiderajSo do mais humilde direilo, as aguias que
medem os cos e devoram o espajo vo ser reduzidas
s folhas de papel sellado, que se chama um proces-
so. Tudo islo, ao dar ao foro inteiro mais brillio, es-
to looge de ser urna decadencia para cada um dot
seus oovos membros. Tudo isto he animador e ins-
pira respailo, o homem parece miior quando prali-
peccados comejam agora a germinar sordos odios
ntreos membros de urna mcsina familia, o que da-
r hons taeles : chova arroz, en longe.
Em um dos dias pastados chegou a esle pobre al-
bergue a noticia da apprchcnsao de duas africanas
livres (hiendas ) pelojuiz municipal o Dr. Uarle
Jnior. Por essa occasulo fui lambem informado de
que o Sr. commendadnr l.ourenjo Bezerra, de Aguas
Bellas, arha-se gravemente enfermo cm consequen-
eia de una queda que dera a cavallo.
J he passado o iuverno, e o serllo assume agora
um Irisle aspecto ; as arvores vao-s de.pind da ri-
ca folhagem que ha pouco oslenlavam e moslram os
ramos mis e ennegrecidos pelo sol,, passou emfim a
quadra dos troores e da abundaecia para o serla-
nejo.
Vmc. recommende-me ao meu digno amigo resi-
dente nessa O. A". O. ; sirva-te dizcr-lhe que um
linimento se quer delle ine inlu esquejo, apezar da
aaquivauja que moslra em eterever-me ; Aort de
cue,|Aor du cicur !_____
COMARCA DE SAMO Amo1.
Victoria 28 de aetembro.
Meu charo. Desla vex tem havilo por aqui islo e
aquillo, (nato t nada, eu me explico. Alguns ami-
1 all l-TII A f-NafX



\
r
DIARIO DE PERIUMBUCO, QUARTA FEIRA 4 Q OUTUBRO DE 1854.
go, e entre elle ora famoso ciramboleiro, que he
dotado da atroadora eloquencia dirigido em cettos arranjos de ;rande lucro e inte-
resse, de lal maneira, que liem moslram oslar ha-
bilitados c acoslamados es* manejos. Que ho-
mens animosos Sabem que en estoa entre elle, e
^ anda se atreven) a fazer tantas mingamba, e todo
somonte para otar bem. arrumado o seu manhoso
>*> corypheo : facam o que quizercm ; cu aqu eslou
para desmascara-los, qaando nao procerterem cm
j, regra.
>, Na minha ullima, Sr. correspondente, fallei-lhe
acerca de urnas arrematare* dos contratos dcsta mu-
nicipalidade, que brevemente lam a prara, e adver-
t a todos (a quem conviesse) que se habililassem pa-
ra as ditas arrematarais, visto ssrein estas actos pu-
blicos, e nao privilegios particulares de cerlas, e de-
* terminadas pessoas. Havia j milito lempo, que o
nosso condecido Antonio Lourenco eslava juslo e
fallado para ir arrematar por urna bagatela os ren-
dosos ramos dos contratos para o presidente actual
da cmara, fallando-lhe somenle arraujar fiador;
como porm, ijlo dava mnilo em vistas, porque nao
era possivel que fossem a prac,a to bous negocios,
. apparecendo rnente urna pessoa para lancar sobre
^ pile, linhain determinado alguns fiis servidores do
memo presidente, que se apresenlassc um sohrinho
do mesmo para cobiir os lances de Antonio Louren-
co com 20 rj., 40 rs.. etc.. o ltimamente lhc cedes-
se o ramo para ser enlretjue a seu lio Ferraz. Esla-
vam nisto, qiian Jo rhegoii o din 13, marcado para
as taes arremalaoSes, e eis que torada espectacao de
alguus vereadores. c priiicipalm iiilo da do sanio, c
eloquente Alejandre Bczerra se apresentaram va-
rios prelendenles. Que me con la, meu senhor, pois
o tal amiguinho nao teve o descoco de procurar
I meiosda arredar lodos dassuaiprctcnres com pre-
lestos talvez bem frivolos, somenle para que ficasse
^ v*, em campo o Totonio I.ul, e seu cumpanheiro Ve-
ja : No dia marcado apresentoa-se o temerario E-
varistoVellozu da Silveira, que nSo vinha disposlo
a ceder a empcnlu* para desistir da sua pretencao ;
, (no que obrou muito bem ) foi-lhe exigido que a
mulher do fiador que elle oflerecia, assignasse cerlos
Sapes, e por isio nao leva locar as arrematarnos.
" dia H lornou Evaristo sppjrecer, mas foi engei-
tado, nao sei porque ; o caso he que pediram mitro
liador, enlAo o amigo Evaristo, entendendo o verso,
porque tem lido muito Mnllierr. disse que apresen-
, tari o Sr. lenle coronel Henrique Marques l.ins
por seu fiador, com o que ludo ficou aman lio como
papa Ierra... O' desgesto, raiva, furias, ah vem
o Sr. Hermes que tambemquerarrematar unidos
j ramos mais r endosos ; mas foi isso urna asneira, qne
elle fez, porque bem devia saber que seria expelilo
011 por voutade, ou por forra, das arrematar es. (1
I Alejandre Uezerra, que falla petos colnvelos, pnz
multas duvidas na habilita;lo do amigo Hermes, en-
tre as quaes foi a mais salanle dizer o mesmo sabio
jurisconsulto que a pelico do habilitando nao esla-
va sellada, devendu-o ser, pela razAo de que toda
petirAo, embora nao livesse ain I.i o carcter de do-
euiiionlo, devia sellar-so. Est fumando com isso o
l"""" Assim nSo tiveram lugar ainda eslas arre-
Hermes.
I
, mala;Oes por falla de requeiimmo sellado, e por
que julg.ram que o fiador apresentado pelo Hermes
nao era muito calholico. Vai-se deferindo o tal ne-
gocio de die in diem. Mas sabe porque he isto, meu
charo ? Porque um desejado porladot do eugeoho
*. Cachoeira Tapada, que todos os das se espera, ain-
da nao tem apparecido com os papis assignados pe-
lo m.ijor Jos Gomes da Silva, ;sle lie, como j lhc
t ver, o fiador do Antonio Lo jrenro, ou por unir
di> actual presidente da cmara, nao estando, pois,
habilitado este prelcu lente, suppe-se (e com ra-
zan 1 1) que neohum oulro eslar. Que ambic.no,
. j) que conducta Islo lie para Vmc. ver, meu charco
que acontece por aqui, ondelee honnetes gens
sont tres rares; les mechants el les /ous tont em
nombren fin
r Al agora nada lu acerca das taes arrematarnos,
segundme disse o I'anlaleao, e j se contam uns
poucos de prelendenles; (mao agouro !) quero di-
zer-lhe os nomos de todos pira ver se Vmc. conhece
algnmsAo.'ellesEvaristo Vellozoda Silveira, Her-
mes Plinto de lnirba Cavalcanli, Vicente de Paulo
i B. C. (olhe que nao he o das maltas, he simo gran-
de homerr. de borla e capello) Lucio Camello Ca-
-.valcanli de Albuquerque, Francisco Xavier Sales
Cavalcanli (sobriuho do homen e sua segunda a-
marra) c o mgico amigo, isto lie, o amigo Antonio
l.nurenco : agora se este charo raigo, arrematado o
negocio, nSo faz as conlas dos dinheiros nos sabba-
dos, como ajustou-se, e ficase com tudo por sua con-
la e- risco, que bella pec.a 1 ol que goslosasgargalha-
das eu nao dara ? !.' Taca islo. Sr. Totonio, sou eu
que Ihe peco, olhe que acousa rende muito, e Vmc.
pode licar com bous cobres na algibeira : divrla-
me um pouco, e d urna ligAo de mestre aos ambi-
ciosos. O Evaristo, e o Hermes esiao damnados
rom a illuslrssima, e principalmente com o nosso
coronel. Q Evaristo diz que lia de mandar citara
illuslrssima, e o Hermes que lia de bombardea-la
com bnscaps, e balas de... emfim ambos estilo pre-
JJ-- parando urna linha de baledures para lirar o p.
#que est pesando nos cartapacios da illuslrssima. Eu
' lhc darei conta do resultado desta trapzlhada, em
que o nosso amigo Ferraz quer ser todo apre! que
diahrura Basta de arrepistarte*, nAo quero escotar
a materia, sobre a qual anda' hei de dizer duas pa-
lavras. Meu rliaro, eslou s vi lias com um grande
k Irabalhoi pois quero-lhe mostrar em ateumas das
miabas missivas o que he urna cmara no mallo.
(Salvas as excepcoes: para o qu> muito me lem aju-
k dado o Paulaleo, qu entende soflrivelmenlcda ma-
teria.
O mea ajndanle nao dorme, elle me tem contado
boas cousas. Olhe l, Sr. correspondente, hi nesta
cdade meninos lio e-merlos, que tem comprado
muitas casas, e nao tem pago a competentes sizas:
outros que sendo proprietarios de urna duziadellas,
s pagam dcimas de duas, porque das outras, que
sao pequeas, mas que a feira Taz render 68 c Ks),
nada pagam : os taes homensdlo ordem ans inqui-
\ linos para dizerem queso pagam $} do alugiicl. Que
# tal 1 Que expertos quo s-io os la?, amigos nem pa-
ra o co, eu querena ir com elles. tirito pois bem
alto, para que todos our.im,que afazenda est sendo
defraudada, porque nao se pagam nem as tiMt, c
l nem as decimas de muitas propriedades, qae estao
ueste caso. Se nao me ouvirem ilesla vez somenle,
irei gritando sempre. Kogo a quem competir que
. lance as suas vistas para esta U>urpac.ao que se faz a
* fazenda. Meus senhoreg, conscicncia .
Oh 1 que descoberta fz eu I O I'anlaleao, o meu
ajudanlc, Sr. correspondente, dazo de inglez, sabe dzergi'd damne citar sen
^j. lalinorio: eslou satisfeito com isso, porquo al por
W esse lado tambera, me pode ajudar. quando cu esliver
cm algum embarazo, procurando no (eclo da minha
casa alguma mxima ou proverbio para corroborar
os meus ditos. Descobri essa mina no amigo Paiila-
/leao em um desles dias, cm que elle me enlrou cm
rasa recitando esse texlo do Evangelho : Sihil esl o-
l jiertum, quod non renelbitur, et occullum, qund
non scielur. Com elfeilo he do Evangelho, desseC-
dice Uiviuo, cujas mximas e preceilos nao podem ser
t illudidos e menoscabados pelos homens, desse subli-
me e sacrosanto livro, que he para os justos como
nm irapenetravel escudo, para o desgranado como do-
ce consolarao, e, para os recaicitranles e malvados
como um objecto de horror. A proposito, mea cha-
' ro, quero contar Ihe urna hisloria que anda pela boc-
ea de muilos :nitlo lentporo a vileza, e a coiSar-
' dia de mios dadas fzcram una conjurarAo em ne-
gros antros, e tAo occultamcnle que senao poda di-
. vulgar, mas como, segundo o texto Evanglico, nada
he lio encoben o quesenio revol, soubc-se que cer-
I lo homem sem alma e sem conhcicncia, para vingar-
sede oulro, com quem elle nao ha de ter o arrojo e
ousadia de compararle, linha deliberado mandar fa-
/er urna faca apparelbada de piala nesse Recite para
/Ihe ser introducida no bolso da casaca, ou dentro do
guarda-chuva por um ente de-.igrac.ado, baixo c in-
fame (nao ha nomes vis que Ihe quadrem bem). e en-
lao algara pretexto fazer correr-se todos, afini de
que se achasse esta arma, naquellc que talvez esli-
vesse bem longe de pensar em um ardil la o infame,
c depois...nao quero acabar, porque islo me causa
urna indignaeao sem limites. Heos, porm, nao quiz
que livesse elTeitoeste nefando projecto. Nao pense,
meu charo, que esta historia he invento meu, todos
a dizera, e cu os acredito, porque nao lie de esperar
menos de precitos 13o vis : de oulras muitas anda
/peiores, pois que clieiram sai gue, fallam os meut-
nos da ida eo amigo Pantaleo. Quem sabe se uus
inonstros destes nio serio punidos mesmo nesle mun-
do Se oe o forem, contera de cerloque o jaiz inc-
xoravel Ibes naoperdoar, qaando delle(muudo) sa-
lureni. Misrrimas, qui in tila misa; post mor-
an miterior.
O nosso conlfecidode borla e capello j uio se mu-
da para o Grvala : nao sei se lia bicho no caininho,
ou se |>or l poneos clientes apiarecem. Como que-
ro que oadvogado de borla e capello me fique agra-
decido, voa agora mesmo, visto que lenho portador
seguritsimo, eicrever um meu cqmpadre. que ues-
te lugar he poderoso, pira que este hora rapaz de
/
D
los qne foram em seu alcance j os nao poderam a-
garrar. O espancado nao corre perigo algum.
Foram presosThomaz de Tal, por olTensas ph> -
sicas (em flagrante), Manoel de Tal, mais conhecido
por Cindea, desertor de linha, 4 ladroes decavallos,
Antonio Pereira dos Santos, pronunciado, e 2 re-
crulas.
Na semana passada houveram alsiimas chavas. Na-
da de allerarao lem havidu na salubridade publica.
A feira dos gneros alimenticios esteve ueste sab-
hailo abumlanlissima : houve principalmente muila
farinha e muito feijAo.
^.riolia deu acuia a 280 c 320rs., c o feijaoa
iOO ISO rs., o milho a 140 rs.
Houveram nos curraes no dia 17 deslc 30 e tan-
tos bois : os de 10 arrobas 311500, Kft 26, 30 rs.
Lm sertanejo da Brisida vendeu ."jO bois de 9 arro-
bas a 103000 rs.
VARIEDADES.
Bxemplot da coblni de saber.
Scrates, aprendeu a tocar instrumentos sendo
vellio.
Calo, na idade de 80 anuos aprendeu a lingoa
grega.
Plutarco, achava-sc avanzado cm annos quando
qoiz aprender o latim.
Joan (ellida, de Valenca, linha 40 annos quando
se entregou ao esludo das bellas ledras.
Henrique Spclman, tornou-se applicar ao cstudo
das scicncias, e com cr.inde aproveilamcnto, contava
cnl.ci "id anuos de idade.
Fairfax, depois de ler commandado como general
as I ropas do parlamento inglez. quiz receber o grojj
de-Dr. na univemdadede Oxford.
Colbert, qoasi sexagenario, recome^ou os estados
de direilo e de latim.
I.e Tellier, sendo cbantellcr de Franca, peda lhc
repelissem lirocs de lgica para fazer perguntas a
scus netos.
Voltaire, dizia ponco antes da sua morle, que to-
dos os dias aprenda.
Homens celebrrimos dcsta cidade da I ictoria.
Benlnho de Lamvlla, anligo curador de orphAos.
Vicente de Paula, advogadodu borla e capello.
Alexandro Bezerra, antigo e famoso escrivio de
parlilhas gaz.
Alexandreda Molla, hroe de anliga fama.
Jos Xavier...
O juizde paz Cazuza...
Um Malagrida.
H.
J0A0 Florentino Coclho de Gocs, criminoso e
ausente.
Mr. Papada.
Francisco Cavalcanti de Albuqucrque, preso na
cadeia.
0 Pacheco.
Lucas Bochecha, c aj jai ay e oulros muitos, ele.
Diz que as lebres, como genle,
Um dia couselbo houveram
Por nio vivcr tristemente,
E afogar-se de repente
Todas juntas resolveram.
Duas rias. como sobiam,
Junto ao charco crain pastando
Adondeas lebres corran).
E de medo do que ouviam
Ynb-se no charco hincando.
Urna lebre mais ladina.
Que islo vio, teve-se quedo,
E aritou pela campia :
Tendc mao, gente molina,
Que inda ha raas que vos tem medo.
(D. Fran cM.)
O Alexandre !>., que Ihe manda lembrancas, aca-
ba de dizer que breve ha de dar signal de vida, e que
acontecer mais depressa se tocarem na sua respeita-
bilssima pessoa.
Que siiindaste suspende tudo !!...
Saudee dinheiro lhc deseja o
Vicloriense.
{Carla particular.)
COMARCA DO BREJO.
22 de aetembro.
Translorno a ordem cronolgica dos fado;, porque
me vejo quasi forcado a obedecer a importancia dos
acontecinienlos ; assim comeco pelo da de houlcm,
e depois tocarei no mais antigo.
Pelas 7,'j horas da manhAa quando o carcereiro,
acomparhadode Spracas do destacamento o de 6 pai-
sanos, que todos forma va m a cuarda da cadeia, abra
um calaboueo que conliuha i I presos, pela maior
parle condemnados ; esles armados de cceles e facas
investiram a guarda, que nao leudo as granadeiras
carregadas, lanraram uiAoda's haioi.etas. Um com-
bate Iravou-se na ante-sala das prisoes oom um ala-
rido infernal. O alferes Joaquim Antonio de Mo-
raes, porem como militar clistinrlo, nao falln ao
seu pesio, armado ile nina pistola, de senlinela por-
la do edificio, procurava tomarapassageni a aquello
malvados : eis que um desles armado de urna facra
de ponla.seguido de oulros queja se contavam livres
accomelle o digno offlcial.|cslc vendo a sua (ropa ba-
uhada em aaogue, notando queja 11111 bom numero
dos presos se havia evadido, cm mnima na colisao
de entregar a vida, com un tiro de pistola deilou o
faccinora por Ierra : a delo'nnr.lo e os gritos qnedo-
nunclaram a morir, aterraran! o resto que combata
desesperadamente, j ten.lo em seu poder as chaves
jlas outras prisoes, que conlinliam geralmcnle 7!) in-
dividuos. Nesle interim acuduam as autoridades
o os bous cidadaos desta villa, e conseguio-so resta-
belecer a ordem. Todos os que compiiiiham a suar-
da estavam feridos inclusive o carcereiro, exceptu-
ando apenas dous paisanos. Dcram-se inmediata-
mente muitas providencias, e couseguio-se prender
3 dos fugitivos. O Dr. promotor requereu inme-
diatamente urna revista no cadeia, para ver quaes os
individuos que faltavain, e corpo de delirio no caila-
vcr,c em todos os feridos;o resultado disto foi arbar-
se que havian fgido 10presos criminosos e 1 recru-
ta ; que s houve urna morle, e que sahiram 16 pes-
soas feridas. Cousla-me que esl se proeessando esle
acnntecimenlo.
No da 4 abrio-se a segunda scssAo do jury nrsla
villa ; s vieran) a jiilgamcntn dous individuos, gra-
bas a iliminuirAo dos crimes que val se lomando
urna realidade. O prmeiro foi Manoel Jos do Nas-
cimenlo, o qual leve a pena de 11 annos de pnsio,
e o segundo, Claudino Jos deSouza, coudemnado
.1 um me/.
No dia 14 deste, abrio-se na villa de Pesqueira a
correijao.
No da 8 de agosto, Izidorn Jos da Rocha, ferio
rom urna faca Alberto Jos de Olivcira ; mas j
esl processado.
Em dias do mez pastado, morrea um soldado do
destacamento mordido de urna jararca ; bem diz o
Mathias, que baila he urna cousa, e denle de cobra
he nutra.
Remello Vmc. a copia fiel de um bilhcle que vi
na papelada de um curioso, ci-lo :
Illm. c Rvm. Sr. vigario. Como foi Dos ser-
vido relevar para si delta "fazenda do Urub o cada-
ver ememorial incluso, e porque o Ry. parocho.viga-
rio nAo exisla, por cajo motivo vou-le i pedir o
queira enterrar, tirando cu remissoriamente obriga-
do pelas cujas consequencias. Sou etc. ele. n
A nossa colheila de alaodAo nao corresponde aos
nossos clculos, cm razio dos calieres do Sr. verAo.
Nos os sertauejus j temos duas boas rugas na lesla,
e os olhos de gloriapatri (na phrase de mn livro) de
choromingarmos.um aguareiro com os olhos filo 00
co, como desenliara os Bemavenlurados.
Por fallarmoscm bemavenlurados tivemos um fur-
to de moca no principio dcste coirenle. SAo lodos
a dizer que o rapaz lem ptimo goslo, porquanto a
rapariga lie vistosa como urna bonita mclaucia das
Curcuranas. Hoave--impedimentos da parle dora-
paz, porm sem embarso dos embargos j cstAo ca-
sados. Mas nao ha quem tire e do Manoel Antonio, pon.menlo de que fui a
rapariga quem furlou o rapaz, o naoorapaz a rapa-
ga- Vete.
{dem.)
CMARA MUNICIPAL DO RECITE
Seitao' de 20 da letembro.
Presidencia do Sr. Haro de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg e Albuquerque, Mamede,
Barata, Vianiia e Gameiro, faltando com causa os
mais senhores, abrio-se a scssAo e foi lido o seguiu-
te
EXPEDIENTE.
Lm oflicio do Exm. presidente da provincia, de-
volvendo o requerimento da rmandade do Divino
Espirito Sanio, erecta no conveuto S. Antonio do
Recife, para que concedcssc a cmara mesma ir-
mandade, para conslruccao de suas catacumbas, no
ceinilerio, o terreno que principio foi destinado
para a deSan-Pedro.Inteirada.e nesle sentidodefe-
rio-se peticionaria.
Oulro do mesmo, dizendo em resposta ao que esla
adifllculdadc de pode-la a cmara cumprirjequanlo
primeira, que fosse nomeada una commissAo para
propor a disti ibuicao dos talhos proporcional ao
n. de reres, que malarcm 03 marchantes, sendo ap-
provada a scguinte proposla que fez o Sr. Reg c
Albuquerque, e Horneados para commissaoos Srs. :
Mamede, Barata e Gameiro.
Proponho que a cmara nomeie una commisao
de seu seio, e esla culhcndo todos os dados precisos
proponua a diviso dos lalhos cm proporcodos
marchantes, c numero de rezes que mataren), o islo
com a maior rcclid.lo possivel.
Paso da cmara municipal, 00 do setemhro de
18.li.fego e Albuquerque.
Oulro ollicio da commissAo de hyciene publica
solicilando a infonnacio que pedir "acerca da acoM
inlenlada por esla cmara, conlra Jos da Racha 'a-
ranhos, respcHo da logalidadede titulo, pelo qual
exerce a arte de pharmaeia.Que de novse offid-
asse ao olictador, exigindo respostn da portara iiue
l")e foi expedida em !) do agosto ultimo.
Oulro do advogado, derlarando-sc impedido de
dar o seu parecer a cerca do contrato, que pretende
celebrar esta cmara com a direccao da compa-
nliia de Behcribc, para fornccimenlo d'asua necessa-
ria ao uso das rc/.es destinadas ao consumo da ci-
dade, por ser membro da directora, e estar assig-
nado no contrato ; c devolvcndo os papis que Ihe
foram remettidos, afim de que se consultasse a oulro
advogodo, correndo o honorario deste por conta
dclle.Inleirada, e resolveu-se que se consultasse
ao Dr. Jeronymo Villela de Castro Tavares.
Oulro do mesmo, opinando a favor das duas pos-
turas addicionaes.sobrc qaesellieconsaltou.adiando,
porm, rigor cmfazer-se extensiva primera denio-
licao, por_ nao estar esta no caso (fe edificacaq ou
rcedificaeo, e j haver providencia acerca das demo-
lires: ponderada igualmeulc sobre a conveniencia
dse providenciar respeilo daapplicacaodas poslu-
luras, cm relaro a edificarAo c ao que Ihe he con-
nexo, se se estende todo o municipio, 011 somenle
cidade o povoacocs. Adiado rcquerimeulo do
Sr. Barata.
Oulro do administrador do ceinilerio, remeltendo
a quantia de 21? rs. que lhc fora pasa para se p"oifcr
sepultar era catacumba da municipalidade, o cada-
ver da prvula Mara, a que se refere a guia n. 7682,
tirada para sepultura reservada.Mandn-se remol-
ler a referida quantia ao procurador.
Oulro do mesmo, dizendo ter-se conduzdo para o
ceinilerio 90.J0 lijlo, na porcAoexistente no lelhci-
ro das Cinco Poiilas.cque or-omluclor dosmesmos Ihe
declarara nAo haver mais lijlos em oslado do seren
conduzidos, a excepcio dos que formam ns paredes
do mesmo Iclhciro, os quaes pedia deliberasse a c-
mara para que Ihe losseui entregues.Adiado.
Oulro do engenheiro cordeador, dando a razAo
porque nao poda conferir cordearAo J0A0 Joaquina
deAmorim.para reconstruir o muro que dcsahou, do
sen sitio no lugar do Parnamciriai..V commissAo
do eclllir.irA.i.
Oulro do fiscal de S. Jos, participando que por
ter chegadoao seu coiihccimento que se havia furla-
do|lijolo dos existentes as Cinco-Ponas, perlenccn-
tes municipalidade, tomara as medidas necessa-
ias para descubrir o autor do furto, e no dia 19 do
mrente sendo avisado de que urna canoa se achava
cheia do dito material, no lugar do Corlume,' para
elle se dirigi com o subdelegado c alguns inspecto-
res, e acharan) com efleito a canoa carregada dellc,
mas nAo quem a diriga, fazendo-a conservar nesle
estado emquanlo cummunicava a esta cmara para
resolver convenientemente.
Mandou-sc responder que mandasse descarregar
a canoa, ese entendesse cum a polica, para proce-
der como fr de direilo.
Entrando em discussAo urna pelrao vinda da pre-
sidencia para ser informada, de Silvano Thomaz de
Souza Magalhaes, queixando-sc de haver a cmara
adiado a praca para arremalarao do dizimo do ca-
pim de plaa, depois de haver elle laucado sobre o
mesmo imposto sem competidor, na :i. praca, re-
solveu a cmara que se informaste com o occorrido.
Maudou-sc aoengenheiro cordeador, para dizer
respeilo, um oflicio viudo da presidencia, do nia-
jordo corpo de engenheiros Jos Joaquim Rodrigues
Lopes, cobrndo a pehr.lo de Manoel Rodrigues de
Albuquerque, requerendo indcmiiisacao de urna pc-
quena superficie de terreno, que se tomou para a
conslruccao do hospital rcsimeulal.
Lca-sc urna pelirao feila ao Exm. presidente da
provincia, e vinda a informar, de Bellarmino Alves
de Arocha, oflcreccndo pelo imposte sobre carga de
farinha a quantia de 8008 rs. aun na l. por nAo ter
apparecido licuante ; e resolveu a cmara que se
informasse, pedindo aulorisarao para de novo por
em praca o mesmo imposto, pela quantia oflerecida;
assim como o das alTcrires pela de 1 0003 oficre-
cida por Antonio Gonralves de Moraes.
Ficou adiado um parecer da commi-sAodeeilifica-
cAo relativo rcprcsentacAo dos moradores da ra
da Praia, acerca dos despejos pblicos no caes, ao
leste da mesma ra.
Foi approva lo o seguinte requerimento dos Srs.
Barata c Gameiro:
Requcremos que esta cmara ordeno ao respec-
tivo cordeador, que dirisindo-sc ao lugar do Man-
guinlio, marque pelo mclhor modo possivel os lusa-
res, que s,1o logradouros pblicos, 11a Gamboa, que
alli existe, e de que actualmente est o publico de
posse.
Iterifo 20 de selembro de 1H.H, os vereadores,
Barata Dcspacharam-sc as peliresdo bncharel Ahlio .lo-
se Tavares da Silva, de Antonio Francisco de Car-
vallio. de Anlonio Mara Saldanha Corle, de Anto-
nio Joaquim da Trindadc, de Amaro Jos G.omes,
de Cypriano Luis da Paz, de Carlos Auguslo do A-
raujo, de Francisco Ventura Fernanda da Luz, do
padre Joito Capislrano de Mcndonca, de Joao Jos
Rodrigues l.otllcr, do Ignacio-Oos Gonralves, de
Jacinllio Marques dos Santos de Jacinlho Jos Al-
ves de Albuquerque, de JoaquinMauricio Wander-
ley, de Jeronymo Frcirc de Paria Pedrosa, de Jos
Jacinlho do Sonz.i Queiroz, de l.uiz Francisco de
Paula, de Mariano Ramos de Mcndonca, de RoinAo
do Reg Barros, de Victorino Gomes de Oliveira ; e
levanlou-sc a scssAo. Eu, Manoel Ferrcira Accioli,
oflicial-maior da secrelariaa escrevi no impedimento
do secretario. Bnrao de Capibaribe, presidente.
Reg .ttbuqiicn/ue. Mamede. S Pereira.
Oliveira. Haratade Almeida llego. Ga-
meiro.
iiimiin
THESOUKARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demonstracao do saldo existente na caixa do exerci-
cio de 1854 a 18->.>.cm 30 setembro de 184.
Saldo cm 31 de agosto
prximo passado 32:47f>.">4.">4
Rcreila no crrenle niez 67:1)74-8900
----------------100:4518354
Despea idea.........6fc5tS|B83
Sabio.........35:938*471
Em cobro...... 78471
olas......35:9318000
35:93887I
O Ihcsourcrn,
Tlmmn- Jos da Silva dusmiio Jnior.
O escrivio da receita o despea,
Antonio Cardozo de (Jueiroz Fonseca.
Demonstraran do saldo existente na caixa especial
das loteras dcsta provincia em 30 de selembro de
1854.
Receita do corrcnle mez...... 100:000
Dcspezu idem......... 8
Saldo.
Em nulas
1609000
KilIjOOO
O Ihcsoureirn,
Thoiiitiz Jos da Silra (asman' Jnior.
O esrrivu da rcrcila o despe'a.
Antonio Cantlo de Queiroz FonSBCQ.
Dcmonslrarao do saldo existente na caixa especial
da conslruccao da ponte do Recife em 30 de sc-
tomino de 1851.
Saldo em 31 de agoste
prximo passado. 2:5338383
Receita no corrate mez. 760^960
-----------------3:294*143
Despczaidem..... 1:4009000
Saldo.....*-. l:8'l'o:l',:l
Em cobre...... 104434.1
uolas......1:7908000
-----------------1:891834.3
borla e capello nSo perca por c os cliculcs de l cmara Iho dirigi em 17 de maio lillimc, que aulo-
Acredile, baboca de borla e pello,' acredite, are- rs iva ao director das obras publicas a mandar cons-
>*
/
commendarAo he de peso.
Ao amanherer do dia 23 appareceram pregados em
varios lugaresdeda cidade, njenlos e brutees pas-
quins respeilo da vida privada de cerlo amigo, ao
qual querrm |mr forca dar a pulcrnidade dis miabas
pobres missivas. Por muitas e lories razos dovo des-
affronlar o tal amigo ; fico em minuciosas indagagOcs
acerca dos autores das pasquinadas: arnoqoaal iaa-
poasivel nio ser roberlo de crimesquem he motor e
tactor de lemelhaule obras. He, pois, muito fcil
saber- do que bestas veein aquellas patadas. O
1'anlalcSo, que farejabem, anda com muilo cuidado
na pista desses onafros.
Ouvi fallar por aqui n'umi hisloria de testamente,
em que nSo sei quem devia eppr-se por parle de
uns orphAos, o que nao tez, poi causa dos 1008000 rs.
que foram pedidos, e que abanando licaram em rs.
300000. Esta historia tem alguns annos de idade ;
Dea indagando melhor para a iwder remojar : assim
te faz preciso. Exitlera em corto carlorio desla ci-
dade uns docutneolosinlios, quo nada lem com a tal
facanha do testamento, mas que servem para muila
cousa. Psrlilhas de alguns anuos atraz, oh que par-
1 tilias elsticas, mea senhor. ron die I0h> 0005 r-
mais, lugo nissn fallarei. Em um destes dias um
crioulo por Dome Gonzalo, caldi-ireiro, espaneoo rom
pao a oulro homem de lal maneira, que o deixou
Pr ttrra. Islo tem causado adiniracao, purque Gon-
'.alo he muilo manso e de boa conducta. He signal
de qae o raaos tem tambera a sua vez de furor. A
causa foi esla, segundo dizcm : eslava o lal sugeilo
dando urna sov, 11A0 sei pon|ue, no filho do (ion-
calo, o qual apenas vio islo, correa a defender seo
Cilio e ensinar o jlenle, qua assim o mailratava,
truir 110 lugar da Ponte Vcllia, um lanco de cano,
que d esgotu as anuas pluviaes viudas d ra Velha,
e suas adjaecntes, quaudo ficar prompto o caes do
Capibaribe.Inleirada.
Oulro do mesmo, parlccpaudo que o bacharel
Adelino Antonio de Luna Freir, juiz municipal c
ile orphAos do termo de Iguarass, Ihe partecipara
haver, no dia 14 do corrente entrado interinamente
no i-venino da primera vara de juiz de direilo do
en me desla cidade, no impedimento de outros subs-
titutosInleirada.
Oulro do mesmo, dizendo que, em vista da infor-
marAo desta cmara, de (i do correle, aulorisara ao
director das obras publicas a mandar couslruir urna
rampa para desembarques no caes do Capibaribe,
detrontedo largo da Ponte Velha', cm suhstiluirAo
queso acba projeclada no mesmo ces, cm frente da
ra que lem de ser abcrla em seguimenlo da da Glo-
ria.Inleirada, e que se commnicasse ao engenhei-
ro cordeador, para fazer esla allerarao na respec-
tiva planta.
Outrodo mesmo, approvando a arremalaoSo que
[e? J^omo, Pere,ra ,le Pwia, pela quaulia de
I2:28j rs. do imposto de 500 rs. sobre cabera de
gado vaceum.Inleirada, e que se fizessem as p'jrte-
cipaces convenientes, e so lavrasse o termo de con-
trato.
Oulro do mesmo, dizendo que convinha na ma-
neira proposta por esla cmara para o arrendamento
dos acougues pblicos, afim de que sejam protegidos
os criadores de gado aecum '.erecommcodando que
indicasse a cmara os lugares onde c devem cons-
truir novoacougues, de modo que se satisfar, rc-
clamacAo dos mesraos criadores, coja pelico devul-
() liipsoureiro,
Tltomaz Jos da Sile Guemaif Jnior.
o escrvao da receita c deapea,
Anlonio Cardozo de (Jueiroz Fonscca.
Demonstraran do saldo existente na caixa especial
do cairamente das ras desla cidade cm 30 de
setembro de 1854.
Saldo cm 31 de agoste
prximo passado.
Receita 110 coirenle niez.
Despeza idem ....
Saldo.....
Em cobre......
olas .......
18:001897"
.VMSO
18:OIO.i|57
2:810-8925
1098232
15:0908000
15:199*232
15:1999239
O thcsoiirciro,
Tltomaz Jote da Silva 1 Insinu Jnior.
O escrvao da receita e despeza,
Anlonio Cardo:" de Queiroz Fonseea.
Demonstrariio do saldo existente na caixa de depo-
sites em 30 de selembro de 1851.
Saldo cm 31 de agosto
prximo passado. 397:7108227
Receita no corrcnle mez.
rmenlo dcste; ordem do subdelegado da freguezia
do Pa;o da Pandla, Joaquim Jos de Lem"S Maga-
lhaes, sem declararlodn motivo; c a ordem do sub-
delegado do prmeiro distrirto da freguezia de Ja-
hoalAo, Jos Joaquim de'Sauta Anua, por furto de
cavados, e Martinho Paes de Souza, para corrccrAo.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernnmliuco 3 de outubru de 1854. Hlm. c Exm.
Sr. conselhciro Jos liento da Cunlia e Figneircdo,
presidente da piovincia do Pcrnambuco. chete
do polica, Lu: Carllis de Pai-ca Tei.ceira.
CORRESPONDERA.
De tedas as classcs dasoriedade neiihuma he rer-
lameule mais precaria c sujcila a maledicencia do
que .1 do funecionario publico, o qual nAu s tem
le dar cpntas dos seus actos aos saos superiores c ao
publico, como ainda principalmente bos scus iuimi-
2os e desaferoados, que s biiscam opporluna c
inoppurluna occasAo para os desrouceiluar. Esta
posicAotorna-se mais gravee delicada quaulo mais
extertsa he a esphera em que gira c lem de lidar, o
que origina inveja c ciume em seus adversarios, c
ao empregado augmenlo de responsabilidado pelos
actos ou propros ou de seus subordinados. Victima
dessns circumstancias lenho por muitas vezes recor-
rido a este Diario para defender a mim c a rcparli-
rao, de que sou chefe, de alsumas malignas censu-
ras, que so tem querido fazer ; e, ainda lanco mAu
desse ineo, porque enlendo que a imprensa he o
lugar mais propriu para lsciisscs desla ordem : e
porque compre dizer em publico toda a verdade.
Com pasmo li na Uniao de sabbado 30 do prximo
passado mez um artigo, o qual foi reproduzido em o
Diario ile boje, em que sobre a epteraphecada
um deve responder por sitodos os befes de repar-
tieses publicas da provincia 9.1o chamados a disrus-
sAo sobre negocios, que Ihes dizcm respeilo, e com
especialidade o das obras publicas, por ser ella urna
das principacs, e por onde se dispende grande parte
dos dinheiros pblicos. Em visla disaojlgo de meu
dever fazer algumns consi.lcrarcs a esse respeilo, e
reiterar ao autor do arligo da l'niilo, o que por di-
versas vezes lenho dito, de que sempre 1110 ucharAo
prompto e vigilante para aceitar qualqucr discus-
sAo honesta e raaoavel, que lenha por fim esclarecer
c tornar o mais publico possivel todos os negocios de
minha reparlicAo.
Adoptando o principio eslabelecidu pelo autor do
artigo, direi que, polticamente fallando, as admi-
nislraces civis o systema de defeza e ataque asse-
nielba-se muilo ao das operares militares, isto he,
rollocar-se o seu chefe no centro da prara, leudo
cm circuito todas as repartirles publicas, que como
caslcllos dcvcni defender a inesma praca ; seguindo-
se que uAu pode esla ser atacada, sem que primei-
ramenle sejam batidos c vencidos alguns oa todos
os ,i-' el los.
Assim, pois, concebido es.se plano geral, he claro
que, cumpre a cada um dos commandanlcs (lestes
caslcllos ( isto he, chefes de repartieses) defender
o seu poste ; mas he forca saber que de maneira al-
guma pdem ns chefes de um ponto ser responsavois
pelos ataques de oulro, e nem lAo pouco lachados
de culpados aquellcs de quem o inimigo senAo ap-
proxima ; pois que s so alara o ponte que menos
pode resistir ou rcpellir o assallo.
Applicando agora esta donlrina ao nosso paiz, ve-
remos que, para a administrarao renlral do impe-
rio ha un prmeiro systema de defeza formado pe-
la reuniao das administraciies provincines ; que, ca-
da urna deslas collncada cm oulrri centro lambem
deve semcliiantemci'tc ser defendida pelas difieren-
tes repartieses de sua provincia, que a cercara ; as-
sim como cada um dos chefes deslas repartieses deve
ser coadjuvado pelos respectivos empregados que
as 2uarnecc.
NAo me consta e nem tenho conhermento, que
di-presente cxislam censuras serias contra a adm-
nistraeo provincial relativamente a reparlicAo das
obras publicas. Tamben) nAo se pode dizer que ella
tem sido iscnta da mnlignidade de seus adversa-
rios ; sendo, porm, cerlo que, sempre que apparece
alguma critica contra ella dirisida, inmediatamente
tenho respondido, expondo a queslo com toda a cla-
reza e verdade ; e me desvaneco de haver sempre
justificado o governo c minha repartir. Ainda nao
cvile e nem recusei al hoje discussAo alguma sera
sobre negncios de minha repartalo, e a prova disso
arba-sc estampada as paginas* do Diario de Per-
namhuco.
Admira-se o autor do artizo, a que me refiro,
ter sido lAo poopada esta repartirlo pelos inimigo*
poiliros do-governo, suppondo at haver rom-
proinissos do minha parte para com esses scnlio-
res I Na realidade he cousa cxlranhavel, e in-
teiramente nova para mim, ver censurar-sc nm
funecionario publico, porque scus arlos ligo teem
sido- (Ao analysados, como as de oulros! Adinillido
esse principio sem documente alzum, nao seria cu
a nica victima ; tanto mais, que ato boje folgo de
ter sido o ciiefe da rcparlirAo desla provincia, cajos
actos scus tem sido mais disentidos 11a iiiipreusa,
(cando sempre a victoria de minha parle : c como
de prximo mo lenho sido directamente aggreitido,
devu ser eu culpado por is-o"? I eslranha maneira
de argumentar niostra iiilcira carencia de razoes,
011 que se procura fazer viclru.'.* josta 011 inju-ta-
incnts ; a mim roube a surte de sea a primeara,
que a l'niiio quer fazer: repito, he estr.inlu ma-
neira de argumentar e de proceder '.
Sou bem conhecido nesta provincia, c lodos sa-
bem perteitamente que at boje 11A0 me tenho en-
volvido em ncnhiima das parcialidades polticas exis-
tentes; lenho sido bcmrecehido, elralado com alten-
cocs por cada urna dellas, c isso nBo lano, talvez por
causa de algaos amigos que tenho em ambos os la-
dos, mas siin porque sabem cites que cu nao desojo
envolver-na cm seus'uisleres, enein tAo pouco ca-
paz de trahir pessoa alguma, o aiuda menos o meu
lugar; pelo que devo esse favor aos individuos de
ambos os lados. Portante seria mais ra/.oavel, juslo
c delicado pe/.ar mclhor as causas o autor do arti-
go, e ver se,-nao sou mais aagrcildo, nao be porque
ha alguma senao toda aregularidade na marcha de
minha repartirlo: mas quo hei-de cu fazer '. se he
da ordem das cousas atacarse pelo mais fraco para
com mais facilidade abrir-sc urna brecha por onde
se deve cflectuar o assallo! lie cousa pasmosa he
a ("/tmo'qiic quer ter a gloria de abrir na prar,a. as
principacs brechas para ser (com pergo menor.1 as-
saltada a praca que compre delTciidcr !
Convida-me tambera o autor do arliao a demons-
trar que na minha reparlicAo tudo anda regular,
Parece-mc que essa la rea a mim nAo cabe, emquan-
lo para isso nAo lr provocado por fados ou argu-
mentos fundamentados que possam dar lugar a
couclusSes desfavoraveis: todava direi, que lodos
os Irabalhos de minha reparlirAo importara sempre
despezas, que sao liscalisadas pela the>ourara pro-
vincia!, onde cortamente nAo poder passar a m-
nima irregularidadc, porque o seu rcspeclivo chefe
se ha, bem que sr.ituila c abcrraincnte declarado
meu implacavel inimigo, procurando sempre occa-
siAo de descnncciluar-me. Nao obslaulu acha-se
neslas disciisses que pelo Diario de Pernamhu-
co tem apparecido entre mim c esse senhor, a quera
nunca olteudi, c ainda ha poneos dias foi publicado
por este Diario um oflicio meu relativo a urna con-
ta de cerca de 125:0008000, a qual depois de ter
sollYido o mais minucioso e severo exame na con-
tadura, o Sr. inspector nAo satisfeito com isso, exa-
miuou-as novumente por si, c apenas pide conse-
guir apresenlar impugnaees no valor de 10982W, as
quaes por cerlo au deviam prevalecer cm visla das
razoes por mim aprcsenladas. Ora, sccm conlas
de urna reparlirao dessa ordem, sujeitas por esparo
de (res anuos ao mais escrupuloso exame de nm
seu inimigo, nao houveram oulras impugnarles
alm das que j foram indicadas, parece que a con-
sequencia a deduzir-se he, que tudo alli marcha
regularmente, e por coiisciiinle esse mesmo faci
justifica plenamente a repartirlo que ? quer cen-
surar.
Emquanlo aos Irabalhos l'cilos por esla reparlirAo
durante a minha adniinistnirao desde maio de 1850
al boje, direi, que sesundu consta dos rotatorios
annuaes c mais partes olliciaus, as obras feilas ueste
curio esparo do quatro annos sao em numero, ex-
Icnsao. grandeza e valor, superiores as que se lize-
ram desde a creacAo da reparlicAo em 1835 at
1850, em que della tomei conta. Alm disso so rc-
corrermos aos balancos da thcsoiiraria provincial,
veremos, que a despeza feila por este ramo do scr-
viru publico durante o lempo de minha admins-
Iraran he inferior que foi feila no periodo ante-
rior desde sua creacao; e por conseguinle nao se
poder deixar de concluir, que a marcha dos Ira-
balhos desla reparlirAo liesalisfatoria, senao muilo
regalar.
Concluirci aqui esta exposirao, convidando a to-
da e qualqucr pessoa que saina da alsuns fados con-
trarios ao que de.xo expendido com os iudispcii-
saveis dociiuienlos, para que os aprsente em pu-
blico, alim de seren discutidos c nioslrar-se a ver-
dade, onde quer que ella esteja ; pois desl'.irte nAo
s se prestara grande servico a reparlicAo palcn-
tcaudo os scus ai los, como Linda a mim em parti-
cular.
Desla maneira poderci juslilirar-mc, ou confessar
o erro em que pos-o estar, conhcccr a origem do
mal, e remediar os seus elleitos ; c nAo estar sem-
pre a responder a aecosarea infundadas, c feilas
sem minha scienria ; ao passo que o governo c o
publico lirarao sabendo rom ovarlhlAo ludo quaulo
occorrer, assim nesta a nicii cargo, como cm todas
as outras reparlires.
He da discussAo razoavel, sisada edesapaixonada,
que sarga a verdado'cni ludo o sen evplendor, se-
gundo o pensiinenlo do Itacon. Recife 2 de 011-
lubro de 1854.Jos Mamede Aires I-'circira.
Despeza idem
Saldo.
Em olas.
ledas. .
397:7408227
32:9508750
158000
364:7748477
361:789-8577
364:789*477
O thesourciro,
Thomaz Jos da Sitea Cusmao Jnior.
O escrvao da receita e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fomeca.

Zo ST* clera.0 Ttoe oT lcVilP,;"a,SCr',le "r0 fUeBdd'' 'lc,lil U"im;1 ram Presos : a ordem do su.Hte.egado da
lio rr.mTnaVerna v.\am%C^ qnanto aesla segunda de S. Fre Pedro ('.encalve,, o pret, Jos.
e na pema, vouam, porque os sida-1 parle do offlrto, qae se reprwenlasse a S. Exc. sobre I de Joaquim Antonio Gonralves dos Sanios,
REPAHTIQAO OA POLICA.
Parte do dia 3 de outubro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qne, das
parles hoje recebidas nesla repartidlo, conste que .i-
rara_presosj a ordem do subdelegado da fresuezia
"os, cscravo
a reque-
Em viagem do Brasil para a Europa, os passa-
geirns a bordo do vapor inglez Lusilania, da com-
panhiaSouth American & General Slcam Navga-
lionpenberados pelas maueras allcuciosas, e pela
bondade com que tcni sido (Atados pelo Sr. James
Brovvn, roinniandanlc do mesmo vapor, Ihe pedem
para receber itelles um sincero voto de agradec-
mente, e os protestes ta sua estima, gratidao, e res-
peilo.
Urna pequea e qcm insignificante lembranra,
que os abaixo assignados lomam a liberdade de pedir
ao Sr. cominaudantc llrovva de accilar, nesla ocea-
san, lem por nico valor e pureza da inlencao da
ollera. He igualmente rigoroso dever dospastasei-
ros do vapor Lusilinia, nao finalisarein a sua via-
gem sem igualmente agradecer ao Sr.G. Sharp, im-
mcdialo dade, a urianidadc com que se, lem dignado I ra-
la-Ios. A* directora da companhja South Ameri-
can & General Sleam Navigationque tez (8o acer-
tada escolha da oflicialidede para o vapor Lusilania,
mis dirigimos nossos unientes votes pela prosperida-
de da mesma compaiihia.
a Bordo do vapor l.usitania, 28 de julho de 1851.
lisias resoluriies sao liradas da propria ca la,
que os passage>ros Porluguezes mandaram inserir
no Diario do Governo de de agosto, e [oi-nos pe-
dido pela agencia da enmpanhia esta publicaco re-
sumida do passado no janlar para a apresentariio
do testemunho, como satisfardo devida aos mesmos
passageiros.
Em seguimenlo disso Mr. Gunslnn : Bem sei
que esle nao he o prmeiro testemunho apresentado
ao capito Brovvn, e deve ser para cll una grata con-
siderarlo o fado de receber laes lembrancas, e o po-
der de deiza-las aos seus tillaos (apoiado, apoado),
por isso quo demonslravam, que o seu pai linha si-
do querido c rc.peitado. Seria um incentivo para os
seus filhos seguirem o sen excmplo. Em coucliisAo
desejo ao capitn Brovvn toda a felcidade ; e ago-
ra que elle se acha nomeadn para um novo barco
de maior lote (O Imperador), espero que elle darao
mesmo um carcter igual aquello, que lera adquiri-
do para a l.usitania, sustentando assim o crdito da
companhia Sul-Americana. (Vivos applausos.)
Caplao Brovvn se lovantou, e foi recebidocomap-
plauso. Disse : sou muito a&radccido aos passasei-
ros da Lusilania pelo lisongeiro testemunho, que
me tem sido hojo apresentado. Sinto extremamen-
te, que elles nao eslcjam aqui presentes, mas naodu-
vido.tque terei a uccasio de encontrar urna grande
parte delles antes de lindar o anuo, pois muilos pro-
metteram procurar-me outra ver. para viajarmosjun-
tos no meu novo navio (Applausos.) Lisongeio-mc
muilo ver-mo rodeado nesla ocrasiAo por lautos ca-
valleiros c negociantes deslc porte de Liverpool.
NAo son orador, c portento cites me desculparAo,
quando me limite a dizer singelamenlc, que Ibes a-
gradeco o obsequio da sua presen ca, c o comprimen-
lo que me lizcjam.
Em cnnrlusAo, proponha saude de lodos os
passageiros, que vieram na Lusilania (applauso.)
A esla saude se fizeram lo las as honras, e fui acom-
panhada por urna caucAo anloga.
Seguiram oulros brindes aos directores da compa-
nhia, ao secretario, ao cnmmcrcio, ele, etc.
{Jornaldo Commerco de Lisboa.)
VARIEDADES.
' Em 1811, em Berwick....... GO instrumentes.
Em 1841, em Edimburgo... 310
Em 1852. em Perlh.......... 330
Hoje expe cm Berwick...... 355 n
Entre esles ltimos, observam-se22 charras de
2 cavallos para os Irabalhos ordinarios ; 4 charras
fraucezas para os Irabalhos mais importantes ; quatro
charras para profundar o terreno, para 2 cavallos ;
3 para un considcrrvel numero de cavallos, para se-
ren empregadas nos terrenos pedregosos ; 3 para a-
relar 3 011 4 cavallos, 3 para abrir o terreno, e 4
'para tancar o frtelo a Ierra.
Este numero de instrumentes prova a emularn
dos renderos, quanto ao trahalhodos campos.
Eulro os oulros instrumentos, distinguem-se 29
enxadas, o um numero coiisideravcl de grades de la-
voura de teda a especie, c machinas pira espaldar os
esliamos, ele.
Foi propr.imenlc a Inalatcrra, que envin quasi
tedas estas machina!, mas a Escossia t-m felizmente
rivlisado com ella.
Genio e Irinla cdous insltumnlosforam clasifica-
dos como instrumentos novos.No entretanto presen-
tan! poucos caracteres salientes e verdadeiramente
originaos. Nao sAo, propriamente fallando, mais do
que instrumentos aperteicoados. Quasi lodos sao 0-
lira dos fabricantes da cidade.
{Jornal do Commcrcio de Lisboa.)
COMMERCO.
i'UAUA DO KECIFE 3 DE SETEMBKO AiS 3
UOIIAS DA TARDE.
Colarles officiaes.
Desconli) de leltras de 3 mezes8 \ ao anno.
Cambio sobre Londresa (0 djv. 27 1|2 c 27 3ii d.
ALFANDEGA.
Rcndimcnlo do dia 2......11:449*753
dem do dia 3........15:334*110
to do capital do Banco, de dous mil coti-
los de ri, conforme a resoluriio tomada
pela assemblea geral dos accionistas de26
de setembro do anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de'
1&54.O secretario do conselho de direc-
caoJ. J. deM. Reg.
26:783f86S
Descarregam hoje l de outubro.
Rrteuc inglezDanlsbacal bao.
Polaca hespanhola.S'. Josdiversos ceneros.
CONSULADO GEKAL.
Ilendimenlo do dia 2...... 3249443
dem do dia 3 ....... 675026
3919169
DIVERSAS PROVINCIAS.
Kcndimento do dia 2o3..... 78140
RECEBEDOHIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 2a 3.....1:7145310
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 2......832f0<)3
Idom do dia 3........1238778
PlBLaCAClO 4 PEDIDO.
Apresenlanto d'um Icstcmunln; ao capito Urjan,
do vapor Lwilania.
Consta do Liverpool Mercury, que leve lugar 110
dia 22 de agoste, a bordo do vapor Liisitania. per-
leucenle .1 companhia Sul-Amcriatna e Geral de
navegixviio a vapor, um janlar rerherch, quando foi
apresentado aocnpilo Brovvn, um rico servico de
prala pelos passaseros Porluguezes e Inglezcs, que
vieram com elle na ultima viagem do dilo va-
por.
O presidente do janlar, depois da entrada da so-
bremesa, prnjHtzas saudes do cdvlo, as quaes se fi-
zeram as ile villa honras: cm seguimenlo:
Mr. Gunstun pedio a palavra, c disse : Indos mis
sabemos, quo o motivo desla reuniAo he a api rsen-
larAo de um testemunho ao capitAo James Brovvn,
da parte dos passageiros do vapor Lusilania, na sua
ullima viagem do Brasil, (applauso). Como as reso-
Inr/ies lomadas para aroinpinharem este Icstemimho
foram escripias cm purliigucz, vou Uadur-lus;
Le-se no Portugal:
Urna senhora muilo rica, a enndessa de K...ig,
teve no prmeiro casamente dous filhos gemeos, que
ain.iva lernameule. Depois de ter re-.-ei.nln muilo
lempo da sua existencia, decidise a ileuar a Allc-
manha, sua patria. Viaja, consulta os mdicos e l-
xa-sc na Italia. Ahi, sob a influencia de um bello
eco, os dous gmeos rresccram, mas conservaram a
excessiva impressionabilidadc ervos* que poz, des-
de a infancia, scus dias cm pergo.
Os dous mancebos linham umasemcllian;a pro-
digiosa ; dedicaram-se ambos culturadas artes,
subre ludo pintura. Aos dezescis annos eram j
citados como mestres; mas nesla poca succedeu
urna nova circunstancia ; os mesmos svmplomas, as
mesmas dores; os mdicos decidirn), que para ter-
minar estas crises nervosas, deviam sepsrar-se. Pr-
meiro recusaran) obstinadamente ; mas logo, Venci-
dos rielas suppliras de sua mAi nconsolavel, consen-
liram ueste dolorosa separar. Dcixaram a sorte o
designar qual dos dous defa partir.
Alfredo K....ig, parti para ir visitar a Grecia c
o Egyplo; esla viagem devia durar um anno. Es-
crevia regularmente iodos os dias a sua mAi cirmAo;
cnviava-lhes os) seus csboctis c quadros. Cousa eslra-
nha .' o qut tinba licado.cm Italia, viva lauto a vi-
da do outro irniAo, que deaenhava c pintara exacta
e simultneamente o ru seu irinAo pinlava e dese-
aban do natural. Toda a vez que chegava de Alhe-
nas ou de Ate.xandria 1^111 painel 011 nina caixa, as
pinturas ou aguarellas fue rontinba achavam nina
reproduceito na ofclna .le son irmao, rcprnduccAo
tao lid, que os mesmos artistas nio podiam achr-
Ibc dillerenca alguma.
L'mdia.na vollade limvfligrcssAo que fizera o
Alio EgvpTo, Alfredo morreu,'c os mdicos envia-
rain a familia urna narraran exacta de todas as cir-
cumslaiicias, que acompanharam a morle deslc des-
venturado maiicebn. .No mesmo dia, em cual hora,
rom a mcsina identidado de circumsloiiei.is, irin,1o
que ficara na Italia, morrea pronunciando as mes-
mas palavras que seu irinAo pronunciara.
A pobre mAi, que apenas linha mais 16 a unos
que seus lilhos, nao suecumbo a esla desgrara. Vol-
teta a Alteiiianha, onde seu marido occupa'va altos
cargos. Dous anuos depois, il a luz dous lilhos ge-
meos que assemclhavam adiniravclmc.ileos dous que
ella linha desgrae,adamei)lc perdido. Rercbcram no
baplismo os nomes de seus primognitos. Todas as
circumstancias que presidirn) ao descnvolvimenlo
dos primeiros, se reproduziram exaclainenle uestes.
Tiiihain as mesmas clises, os mesmos svinplomas, as
mesmas sympathias. Era preciso viajar.
Deslave/, a desgracila niai foi para Hespania ; o
os dous mancebos viram desenvolver-sc nelles o gos-
lo pelas artes; pela pintara. Aos 16 anuos, o no
mesmo dia cuhiram doenlcs. Foi decretada a sua
separacAo ; desta ve a mAi rcsisle citcrgicamenlc,
mas emlira, vencida pela prcsislencia do mal, o pela
ohslinarao dos mdicos que declaravam quo elles
morriam se lira-rm jantes, por causada prodigiosa
allinnl.i lo de sua organisnrAo nervosa, que absorvia
mu nament o principio d sua existencia, a mAi con-
scnlo em que mn dos lilhos lizesso urna viagem no
mete da da llcspuiiha.
a A sorte designou ainda o dos dous que tinba o
noine de Alfredo. Reproduzia-sc o mesmo pheno-
meno. l;m desenhava em Madrid ou Barccllona, o
que o oulro desenhava cm Cdiz, com urna seme-
Ihanca de loque prodigioso. No dia em que Alfre-
do la por-sca caininhii para tomar junio de seu ir-
mao e mAi, cabio doeule o morreu a inesma hora em
que seu irmao expirava nos bracos de sua mai, pro-
nunciando ambos, na mesma occasiAo, as mesmas
palavras que seus progenilos haviam pronunciado 16
annos antes.
a Os jomaos allcmiics accresccnlam que se reccia
pela desgranada mai ferida por unta lamanha des-
grana I
Por occasiAo da expsito aclual da sociedade de
agricultura da Escossia, damos os seguintcs deta-
Ihcs histricos sobre a ulilidade dcste cslabclec-
menlo.
A sociedade de agrealtura da alia Bscossia, coti-
la 70 anuos de asistencia. Foi instituida cm 1785 e
reconheciila pela caria real de 1787. Nesta poca
as suasoperaees erara ainda pouco importantes, c
de um carcter puramente local. Mas bem depres-
sa estendeu, sobre os terrenos baixos, a sua influen-
cia, que primitivamente se lirailava a Hghlands. Os
scus esteraos coutrihuiram de ama maneira nol.ivel
para o progresso agrcola. Em 1834 urna nova car-
la real, maiscm harmona com a cxlensAo das suas
operaees, lhc foi oulorgada ; he do seu seio, que
lem sabido as sociedades agrcolas rcaes de Inglater-
ra c da Irlanda.
Premios do um valor superior a mil libras esterli-
nas, sAo concedidos pela sociedade as mclhores obras,
que tratara de agricultura eperfeicoada, e methora-
nicnlos a inlroduzir na crearlo dos gados. Concede
lamben) a protcccSo para os aperfcicnamenlos nos
cslabelcciineiilos de queijos, do machinas agrcolas,
para as obras de maneira, ele. Ao mesmo lempo es-
timula os proprielarios roraes para inlroduzircm
instrumentos convenientes as suas iierdades.c para
melhorarem a sorle los operarios dos campos.
Alm das grandes exposircs annuacsnnhianiiuaes
as diversas localidades da Escossia, e quccsIAo a-
berlas a concurrentes de tedas as partes do reino, a
sociedade eslabeleceu eiposicespor dislrielos, fun-
dn um collego cm Edimburgo para inslruceao dos
agricultores, nomcoii urna commissAo de chimicos
paraanalysar os terrenos, os adobos da ierra, etc.,
c conslniio un muscu para receber os instrumentes
modelos, c os espcciincns de vegelacs c inine-
racs.
A sociedade lambcn publicou brocharas as
quaes faz couhecer os aperteicuaincnlos agrcolas e
provoca os meeUngt mensacs, onde se fazcm prclec-
ees sobre a agricultura.
Me Bervvck-ouTvvced, que os direclurcsda socie-
dade eseolberam, para abrir, este auno, a sua expo-
sirao agrcola, e empregain Indas as diligencias para
que lenha alli um ca icter mais magesloso do que de
cosame.
As sociedades agrcolas inglezas c irlnndezas tem-
Ihc enviado depul.icoes. Os seis inenibros que cura-
poem a commissAo imperial de agricultura de Fran-
ca lambem annunciaram a sua inlenrAo de visitar a
exposirao. A iulluciicia cm Beivvick, he por conse-
quencia muito consideravel. Os habitantes estao h>-
dos disposlos para receber, o mais romniodamenle
possivel, a alDuenda dosvulanles. o duque de Ha-
milloii, presidente da sociedade, os directores e mui-
los iiiembros, ja eslAo em Berwick.
O ponto escollado he urna vastaevtcusAo cm .1/1117-
(Inleiie Pieli, entro as antigs terliliraces e a mar-
gemdorio. O campo da exposirao he dividido cm
duas parles : una desuada aos instrumentos, a ou-
tra aos animaos. Os producios dos cslabelccimcnlos
de queixos, as raizes, as semculcs, ele, I1A0 de oslar
cm casas proprias.
O dia 2 de agosto ultimo, havia sido desuado pa-
ra a exposirao dos instrumentos, c o dia 3 para a dos
gados. Por ronsequencia as portas da cvposicao fo-
ram .iberias no dia 2.
A parte relativa a exposicao dos instrumentos, era
oulr'ora pnuru nnlnvcl, mas a que dizia respeilo aos
gados eramuilo importante.
Actualmente, pelo contrario, gracas ao numero
consideravel de instrumentos, esla ciposir.io he das
nuis iuteressanles. Examinemos a cifra,"que se no-
la 110 seu progresso ;
A suciedade expoz ;
995J871
6 DE SETEMBRO.
O governo francez por decreto de 19 de agosto:
fez as seguales alleraccs na sua paula das alfande-
gas. Sobre os direi los da importaran.
Paos para linluraria em achas, nicaragua, per-
nambuco, sndalo c semelhaoles em navios france-
zcs, viudo dos depsitos, ."> fr., cm navios cstrangei-
ros. 6 fr. por 100 kilogr.
Paos odorferos, sassafraz, e semelhaiiles, em na-
vios francezes viudo dos deposites, 10 Ir., cm navios
eslrangeiros, 13 fr., por 100 kilogr.
Juncos e vimes exticos, em navios francezes, vin-
dol dos deposites, 30 fr., em navios eslrangeiros, 40
fr., por 100 kilogr.
Laca natural 011 resina de laca, em navios france-
zes, vindo dos deposites, 10 fr., em navios eslrangei-
ros 15 fr. por 100 kilog.
Oulras, incluindo a gemina copal, dammar, jala-
pa, scamonca e ludano, cm navios francezes, vin-
dosdos depsitos, 10 fr.; em navios eslrangeiros, 13
fr. por 100 kilogr.
Cascas e semeules para linluraria, bagas de ney-
mun, semcnles de ourucii, mirahulauos seceos ele,
inteiras ou quebradas, cm navios francezes viudos
dos depsitos, 3 fr., em navios eslrangeiros, 4 fr.,
por 100 kilogr.
Nozdcgalha e casca do btela inteiras ou parti-
das, em navios francezes. viudos dos deposites, 3 fr.;
em navios eslrangeiros, 4 fr. por 100 kilogr.
Ferro de mina importado cm navios eslrangeiros,
2"i cen, por 100 kilogr.
Potessascm luvios francezes, das colonias france-
zas, 3 fr.; de fura da Europa, 6 fr. ; dos depsitos,
10 fr. Em navios eslrangeiros, 12 fr. por 100 ki-
logr.
Estes arligns, viudos cm naviotfranrez do fra da
Europa, sAo livres.
{Jornal do Cominercio de Lisboa.)
MOVIMENTO DO PORTO.
Varo entrado no dia 3.
Rio de Janeiro12 dias, brigue lnasilciro Bom Je-
ss, de 136 toneladas, capiao Jos Ferrera Piulo,
cqiiipagem 12, cm lastro ; a Eduardo Ferrera
Balthar.
A'ar.'i saludo no mes.no dia.
Araealv pelo A- -PaUono lirasitero Santa Cruz,
capilo Marcos Jos da Silva, carga fazendas e
asis gneros. Passageiros, Anlonio de A/.evedo
Pereira, sua mulher c 1 lilho, Antonio Ferrcira
Anlero.
EDITAES.
O illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provincial,
cm ciimprimeuto da ordem do lExm. Sr. presidente
da provincia de -J6 do setembro ultimo, manda fazer
publico, que 110 dia 26 do corrente, perante a junta
da fazenda da mesma Ihesourara, se ha do arrema-
lar a quem por menos fizer a obra de duas bombas
sobre os riachos Tamatameirim e Chio, na estrada
da Victoria, avahadas em rs. 2:."i853000.
A .111 omalar.lo ser feila na turma da lei provin-
cial n. 313 do 15 de maio do corrente anuo, e sob
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalarao,
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. 1
E para constar se mandou affixar o presente e
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihcsouraria
provincial de Pcrnambuco 2 de outubro de 1854.
O secretario, Antonio Ferrera d'Annunciarao,
Clausulas e'peciaes para a arremalarao.
l- As obras deslas bombas sero feilas de confor-
midade com o orcamenlo approvado pela directora
em conselho, c suhuicllido a approvac.ao do Exm.
presidente da provincia na importancia de 2:583$.
2." O arrematante dar comeen as obras no prazo
de 15 dias, c dever concluir no de 60 dias, ambos
contados na forma do arligo 31 da lei provincial
n.286.
3: O pagamente da arremataran ser fcilo quan-
do esliverem concluidas as obras.
M Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o qo dispoe
a lei provincial 11. 286.Conforme.O secretario,
Antonio Ferrcira d'AnnnnciacHo.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarAcs, juiz de
direilo da !. vara do commerco nesla cidade do
Recife de Pernambuco, por S. M. I. cC.oSr. D.
Pedro II; que Dos guarde, ele.
Faco saber aos que o presente edilal virem, que
por este juizo e por execuran de J0A0 Cardoso Ayres,
contra a viuva Marlins deCarvalbo, se acha penho-
tada a quaulia de 5:5008000 rs. cm dinheiro, em
mao de Schramm Whalely & C, cm consequencia do
que cliamo. pelo presente aos credores incestas da
excculada, para opporcm a preferencia que livcrein
a referida quaulia, dentro do prazj de dez dias con-
tados da publicaran deste, lindo o qual nada oppon-
do se, passar mandado de Icvaiilameuto ao exe-
quenlc.
Epara que ehegue a noticia de lodos, mandei pas-
sar o presente edita!, que ser publicado pela im-
prensa, e dous do mesmo theor que serAo aullados
na praca do commerco e na casa das audien-
cias.
Dado c passado nesla cdade .lo Recife de Por-
namburo aos 12 de selembro de 1851.
E cuMunoel Joaquim Baplisla cscrivAo interino a
escrevi.
Custodio Manoel daSilva Guimaraes.
DECLARACOES.
CORREIO.
O Male Ties irmos recebe a mala para a Parahi-
ba hoje ao meio da. ,
O ultimo dia da inspeccAo de saude dos ofll-
ciaes da guarda nacional, que requercram reforma,
lano dcste municipio como do de Iguarass, he
quinta-feira, 5 do corrente : os inleressados compa-
recam no quarlel do comiuando superior un indica-
do dia, as 10 horas da manhAa.O secretario,
Firmino Jos de Oliveira.
Conselho administrativo naval contrata, para
os navios armados, barca de cscavacao, enfermara de
mantilla e mais cslabclecimcnlos do arsenal, o for-
nccimenlo dos seguales gneros, por lempo de Iros
me/es : loucinho de Santos, cafe cm grau, assucar
blanco, baralhao, feijAo moltinlio, agurdenle de20
graos, vinagre de Lisboa, azcile doce de Lisboa, azei-
ledc carrapato, carne secca, arroz branco do Mara-
11I1A0, lenha cm achas, assucar retinado, manlcga
ingleza, carne vente, pAo, bolacha, Harinas e car-
nauba cm velas ; pelo que sao convidados os que in-
teressarem cm dito fornecimcnlo, a compareceremas
12 lloras do dia 10 do corrente, na sala desuasses-
soes con) as amostras c propostas, declaraudo os l-
timos preros e quem os fiadores.
Sala dasseaetes do conselho d'Administracao na-
val em Pcrnambuco, 3 de oulubru de 1854.O sc-
crctario, Cliristovao S. Tiago Je Oliveira.
Pela conladuria da cmara municipal do Re-
cite su faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento u bocea to cofre, do iiii[voslo de carros, car-
rugas c outros vehculos de conducro, he do 1 ao
ultimo de outubro prximo futuro, ficando sujeilnsa
mulla de 50 os que nao pagarcm 110 referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
Fraucisco Canuto da Boa-viagem.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
huco a realisarem do 1. a 15 de outubro
do corrente anno, mais 00 0|0 sobre o
numero das accoes que Ihes foram distri-
buidas, part levar a elfeilo o complemen-
AVISOS MARTIMOS.
Ceaia' Maranhao e Para'
jj com destino aos porto cima
r^aflaa deve seguir mu brevemente por
ter jrande parte da carga tratada, o no-
vo e mu veeiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros trata-sc com o con-
signatario Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capito a bordo.
Para Lisboa sahe o mais breve paesivel a barca
portuguesa Maria Jote, de qne he capitAo Jos Fer-
rcira l.essa, tem grande parte da carga prompU :
quem quizer carregar a qae Ihe falta ou ir de passa-
gem, baja de dirigir-se aos seus consignatarios Irn
cisco Sevcriano Itabello & F1II10, ouao capito, na
praca do commerco, ou a bordo.
Para o Rio de Janeiro seauiri viagem o brigue
nacional Estrella do-Sul, qae se espera do Ass por
esles dias : quem no mesmo quizer embarcar escra-
vos a frele ou ir ds passagem, para o que oflerece
excedentes commodos, dira-se com antecedencia
ao escriptorio de Eduardo Ferrcira Balthar, roa da
Cruz n. 28.
ACARACU' E GRANJA.
A esles dous portos pretende seguir o
hiate Fortuna, capitao P. Valette, Fi-
lho : quem no mesmo quizer catTegar sir-
va entender-se com os consignatario* An-
tonio de Almeida Gomes & C-, na ra do
Trapiche n. 16 segundo andar-
A venda,
O lindo e muito veleiro patacho Clementina,
;ioterao 137 toneladas) recentemenle chegado do Rio
Grande do Sul, com um carregamenlo de carne sec-.
ca para onde linha deste porto conduzdo oulro car-
regamenlo de assucar; vende-se com toda a mastrea-
50, veame, mcame, amarras e ferros, e com todos
os utencilios e pertcnces, la! qual se acha prompto
para emprehender nova viagem, mediante algum
pequeo reparo: os prelendenlesdirijam-seaoagen-
e de leilfies Francisco Gomes de Oliveira.
PARA A BAHA.
Sae brcvimenle o veleiro palhabote Dous Amigos,
para o resto da carga trala-se com o sea consigna-
tario Anlonio Luz de Oliveira Azevedo. na roa do
Queimado n. 0, Iravessa da Madre de lieos ns. 3 e 5
ou com o capitao a bordo.
Para o Acarac segu om poucos dias o bem
couhecido e veleiro hiate Castro, por j ter a mor
parle de sua carga prompla; e quem no mesmo qui-
zer carregar ou ir de Bassagem, dirija-se a seu con-
signatario^ na ra da Cruz n. 54, ou com o capitao a
bordo.
Para a Baha seguc impreterivelmeole no dia
7 do corrente raez a escuna Audaz, que tem mela-
do do carregamenlo prompto. e nAa espera para
mais alguma carga ; Irata-se no escriptorio, na ra
da Cruz n. 40, prmeiro andar.
O capiLio Bovey, da barca ingleza Cambria,
arribada a este porte com agua aberta. segu viagem
amanha, e roga a quem-tiver conlas contra dita bar-
ca, baja de as entregar hoje at as 4 horas da tarde,
no escriptorio dos consignatarios Me. Calmont eV
Companhia, para serem salisfeilas ; pois passado lal
lempo por coula alguma se responsabilisa.
LEILOES.
O agente Oliveira far leilite de una completa
ntobilia de casa, consisiindo em lidas cadeiras com
sof Italianas, ditas nsnaes de pao d'olco. mesas re-
dondas, sofs, marquezas, leilo francez, commodas
novas e usadas, guarda-roupa, banquinhas para luz,
mesa pequea pan janlar, uallietciro, cupos, serpen-
tinas. Linternas, espelbo dourado, mesas, camaps e
cadeiras de ferro, ama machina para destruir formi-
gas, quadros a oleo com molduras, e alm de oulros
artigo* miados, um rico apparelho de prala para cha,
e um esplendido piano novo de encllenles votes,
feito por muito acreliladn autor : quarla-feira. -i de
outubro, as 10 horas da manhaa, na ra da Cruz,
casa amarellj por cima do armazem dos Srs. Davis
i\ Companhia.
GRANDE LEILAO'.
O agente Borja Tari leilo sem limite de preso al-
gum, de urna infnidade de objeclos de tflerentes
qualidades, que enfadonhoscriao menciona-los, pois
s cora ;i vista poderao sali-fazer a ciiriosidade os
compradores, seite reir 6 do corrente s 10 horas,
no seu novo arrazem na ra do Collegio n. 15, os
qnes objeclos eslarao patentes no mesmo armazem
no dia do leilite.
RIA DO COLLEGIO N. 14
LEILAO' EXTRAORDINARIO
de urna grande porcao de livro, conlendo obras re-
ligiosas de direilo o Literatura, romances recreati-
vos etc., ele, lano cm francez como em porlncue/,
c oulras muitas obras de differentes lingoas.
0 AGENTE BORJA
far o leilao cima mencionado, quota feira 12 do
corrente as!) horas da manhaa, sem recasa de qual-
qucr prero ouererido, e do dia 10 por disote ser.lo
distribuidos os cathalogos.
Joaquim Lacio Montciro da Franca, como li-
quidatario da tirina de Franca cv; Irmao, fara leilao
por despacho do Illm. Sr. Dr. juiz da segunda vara
do civel e commerco, e por intervencSo do agente
Oliveira. da taberna com todos os gneros, armaran
entenciliol existentes na mesma, sita na ra larga
do Rosario n. 9, de Joaquim Hilarle Pinto Silva &_
Companhia : sabbado, 7 do corrente, as 12 horas da
manhaa, na referida taberna.
C. J.Astley i\ Companhia farSo leilao por in-
lervenrao do agente Oliveira, de nm ptimo sorti-
mcnlo de fazendas de algodiio, 13a, linho e de seda,
as mais proprias do mercado : quinta-feira, 5 do
corrente, as tO horas da manhaa em ponto, no seu
armazem, roa do Trapiche Novo.
AVISOS DIVERSOS.
Pcde-se a pessoa que levou por empreslimo, da
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia, um al-
inan.ik cncadernado com folhas em branco, queira
manda-lo levar ti mesma luja, pois he preciso.
A' bella rapasiada!
Depois de andar scea e moca
E tle Sanlarem, Olivaes,
Depois de correr o mando,
Sem ter onde correr mais ;
Depois d'ir a Mamanguape,
E Baha da Traicao,
D'ir Russia c Turqua
Ver o czar c o suliao ;
Depois de dobrar mil cabos
Como o que canten Carnees,
Depois tle brigar c'as ondas
E vencer mil lubarfies;.
Depois de vencer o encanto
Das mais mimosas sernas,
Depois de cantar victoria
Em batalha c'as baleas;
Chcgou e quem duvidar
Venba v-lo se quizer,
Como 'iilcs lodo inleiro
O Monsieur Barbier.
Portante, rapaziada
A quem sou aleiroado,
Vinde trazer-me pecunia
Que eslou della precisado.
Bem sabis que um viajante
ijuc percorre o mundo inleiro,
K que brisa c'as baleas.
Gaste inmenso dinheiro I
Vinde, pois, onde o Barbier
Trazer os vossos favores,
Velo-hcisnavalha em ptinlio,
Cantar os vossos tettvores.
Mr. Barbier.
Tendo-se de faier negocio com urna morada
de casa na ra do Motocolomb, pertencente a An-
tonio Jos Ferrcira l.oLo. quem se jtitear com algum
direilo a mesma, cnteuda-se com Antonio Dias Ca-
utiva, na ra Direita dos Afogados, isto no prazo de
3 das.
As abaixo assignadas, ora moradoras nesla pra-
a, tendo resolvirto dar alforria a sua escrava (jui-
leria, parda, com 35 annos le idade, cuja nao tendo
esta quaulia para sua liberdade, por esta razan lam-
bem Ihe concedern) iicenca para ella haver esla
quantia pela maneira que mais fcil Ihe fosse,c pa-
ra constar fazcm o presente annancin. .I/aria Joa-
quina de Oliveira, Anna llosa de Olivaira.
l'recisa-se alugar urna prela escrava para ven-
der na ra ; quem tiver, dirija-se ao pateo do Terco
n. 20, prmeiro andar.
Francisco Jos da Silva Paula, subdilo porln-
guez, retira ->e para a cidade de Pelotas.
Precisa-sed* um Icitor que Itabalbe.Ie cnia-
da e que saiba tirar Icile em vareas, prefere-se por-
luguez : quem quizer ajusfar procure no aterro da
Boa-Vista, sobrado n. 33, que achara com quem
tratar.
Quem precisar de urna ama secca para o servi-
co de portas a dentro, pode dirigir-sc ao becco do
Itosario n. 2.
Precisa-se alagar um prmeiro andar na ras
larga do Rosario, estreila, Cabuga, nova, Cadeia
de Santo Anlonio, Collegio ou Qooimado, embora
nao lenha muitos commodos, mas que a sala teja
grande: quem liver annuncie pura serprnrnritte.
Na ra do Sebo n. 12, aluga-se um prelo para
o servico de casa : a tratar do negocio, das 1 as i ',
horas da larde.
A Sra, Francisca Pereira ta ConceicSo, propie-
taria de uns chaos no becco do Quiabo, nos Afogados,
quando mandar receber os foros mande os seas ttu-
los, que sem- ; visla dellcsjnao se faz pagamente.


c
- l.ava-se c.engomnia-sc com toda n perfeirao c
iceio : no largo d.i ribeira de S. Jos, na luja do so-
brado n. I.,.
Na ra cslreila do Rosario n. 7 se dir quem
contina a dar dinlieiro a j'iros cora |>enliores de
uro.
Na Iravessa do arsenal de guerra, casa n. ti,
se indicara urna p:ssoa liabililada para dar algunas
lices de escnpluiacAOcomnierd.il.
Precisante de um cozinhoiro cslrangciro que
soja mniln hbil, pagando-se mensalmenle 305000,
pura ra primeiro andar.
Aluga-se una grande casa assobratlada, aila na
estrada da Ponte de telina, a qual tein 3 salas, 9
(piarlos eozinha fr, pasaeio, copiar, estribara,
quarto para cscruvos, cocheira, cacirrba, jardim,
quintal murado com portao de ferro, e com sabida
para o rio : quem a pretender, dirija-se ra da
Aurora n. 26, primeiro andar.
O Sr. Gervasio Pirca Ferreira lera urna caria
c urna encaminen la para ser entregue em mo pro-
pria ; na ra do Cabug n. Iij, secunde andar.
LOTEIUA DA PROVINCIA.
Acham-seaverda os bilhelcs da primeira parte
da primein lotera da matriz de S. Jos nos lugares
do coslume : prac da Independencia, lojas dosSrs.
1 iiilnnal,, c Araues ; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes ; l.ivrauuiilo, botica do Sr. ('.bagas ; Cabu-
g i,botica dos Sr.s Morara & Fragoso; aterro da Boa-
\ isla, loja do Sr. uimaraes ; e na ra do Collegio,
lia tliesouraria das loteras. Corre imprelcrivcl-
meule no da 27 de outukrn.
Os senliores proprietarios crndenos
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Alnianak, e quizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
rar/fes a livraria n. Ce 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se por fesla ou por 11 mci.es urna boa
casa com quintal bem plantado, e com um solo na
Captingaonde faz qualro cantos: a tratar com Do-
mingos Rodrigues de Andrade, na ra da Cruz, ar-
mazcm n. 15, ou com o Penna na Copuuga.
Aluga-se um sitio em Sant'Anna de dentro, o
qual tem urna grande casa, capim para 2 cavallos
Indo o atino, eslribaria e cocheira : aira lar com l.uiz
Gomes I-erreir, no Mondego.
Aluga-se por proco com modo urna prensa no
Forte do Mallos ; a tratar com Luiz Gomes l'errei-
ra, no Mondego.
Traspassa-so o arrendamento da casa n. 60 do
aterro da Boa-Visla, com armacSo para qualquer es-
tabclecimenlo, comraodos para grande familia,
quintal com 2 pocos e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaqi.m Ferreira que leve loja na pra-
ciuha do Livramento tem urna carta na livraria ns.
b e 8 da praca da Independencia.
A directora do collegio da Conceirao
para educacao de meninas, annuncia os
pas de familias, que o collegio se ada
hinccionando com o mellior proveito,
pie era de esperar, assim como ella se
acha na espectativa de ver entrar para o
collegio aquellas meninas que lhe oram
promettidas.
Estando a desocupar-se dentro em poucosdias,
0 sobrado de um audar n. 49, cito no canto da Ira-
vessa do Lima principio da ra Imperial, qUeru o
pretender alugar dinja-sc ao mesmo sobrado que lhe
lirio com quem |wde tratar, e preferc-se arrendar
por annos a quem pozer na loja negocio, para o
que he a localidade muilo propna.
Precisa-so alugar um sobrado ou urna boa casa
terrea, no bairro de Santo Antonio; paga-seoalu-
Ruel adiantado on d-se bom fiador, e promelle-se
tratar muitobem da casa: quem tiverannuncie para
ser procurado ; tambera paga-sc a despeza do au-
n unci.
' ~T PrecM-e a".ngar urna ama que engomme bem,
sondo nicamente para esle servico, pudendo vir as
6 horas da manida e vollar as 6 da Urde : no aterro
da Boa-Vista n. 48.
Aluga-se para passara fesla ou por auno, urna
casa terrea a beira do rio, defronte da ponle de U-
cliua, coro 2 salas, 6 quartos, cozinha fra, estriba-
ra, cocheira, e cem casa para pretos : a tratar na
loja da ruada Cadeia do Rccife n. 43, ou no sitio de
Manoel Luiz Goncalves, em Ponle de Uchfia.
annuncio publicado no Diario n. :M8 de 23
Je selemhro de 1854 sobre a venda da casa terrea n.
11 da roa da Conteicao da Boa-Visla, houve engao
na declarado que se fez : quem prcteuder dita casa
nao procure a casa n. 2 da ra Nova, em Olinda ;
nw sha dirija-se mesma cidade, no Collegio do
hr. Meira, na na Nova, com o qual tratara dita
venda, por sso que a casa indicada perlencc ao pa-
trimonio da santa casa.
Albino Jos da Silva faz scienle ao respeilavel
publico e com especialidade ao corpo de commercio,
que nesta dala ten dado sociedade cm sua loja de
lazeudas, sita na roa do Queimado, ao seu irmao
Antonio Josc da Silva, e de boje em diante sera a
firma da sua caa Albino & Irmo.
Aluga-se um mulalinho de idade de 16 annos
para qualquer servico de casa de pouca familia : na
rua do Sebo n.31.
. ~ O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liaja de mandar pa-
gar a assignatttra do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
1 naca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Na rua do Vi gario sobrado n. li
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tlio e borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
(|uer encommenda das mesinas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
O agente Borja, avisa as pessoasque
tiverem objectos no sen armazem, quei-
ram apparecer no mesmo ate o dia quin-
ta-feira, pan tratar sobre os ditos ob-
jectos.
O secretario da veneravel ordem
terceira do patriarcha S. Francisco, des-
ta cidade do Recife, de ordem do carissi-
mo irmao ministro, taz constar a quem in-
teressar possa, que por deliberacao da
mesa rcgedorn foi destituido do cargo de
andador da mesma ordem o irmao Joa-
quina de Souza Teixeira por desmereci-
mento na coniianca nelle imposta, c (pie
nomeou para o substituir ao irmao Vicen-
te Antonio do Santos Concia, que se acha
ja'emexercicio. Consistorio da venera-
vel ordem terceira de S. Francisco da ci-
dade do Recile 30 de setembro de 185i.
Joao Tava res Cordeiro, secretario.
Aluga-se o primeiro e terceiro andar
da casa da rua do Vigario n. 5, e bem
assim um sitio ecasa de vivenda em San-
ta Amia: a tratar na rua do Vicario
n. 7. B
Na rua do Vigario n. 7, deseja-se
fallar ao Sr. Antonio Joaquin Rodri-
gues, vindo de Portugal no vapor D. Ma-
ra II.
Perdeu-se no sablwdo 50 de setem-
bro pagado, na igreja de S. Francisco,
urna caixa rouxa com um par de oculos
de aro de ouro: quem o tiver adiado
queira entrega-lo na rua do Vigario casa
u. 7, ou annuncic que se lhe gratificara'.
O Sr. alteres Antonio Mattoso de
Andrade Caniara, queira vir concluir o
negocio que :ma senhoria nao ignora, na
rua dos Quarteis n. 2\, e emquanto o nao
lizer tera' de ver seu nome neite Diario.
Furtaram do ilio do portao grande da estra-
da do Kosarinho, um par de casticaes de prata, ta-
manho regular, elle he todo de gomos, por isso peile-
se aos Srs. onrives se Ihes froflerecido, fazerem o
a\or do apprehcndcr, c dirigir-se rua da Cruz n.
, primeiro andar.
Tem-se juslo o contratado a compra da taber-
na, sita no Mondego, sendo a primeira a dircila :
quem se julgar credor da mesma, dirija-sc com suas
conlai, no arma/;m da rua da Cadeia do Rccie n.
63, e isto no praio de 3 dias.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LUANDA.
Os forciros de terrenos nesta cidade, perlencenles
,iii hospital da m.;sma santa casa, queiram mandar
ilisfazer as impcrlanrias que deverem ao respectivo
procurador, o cnsul de Portugal ncsla provincia,
rua do Trapiche, cas o. 6.
A professoi-a particular Candida Bal-
luna da Paixio Rocha, residente na
'lo Vigario n; 14 segundo andar, conti-
uua a admiltir pensionistas, mcias pen-
sionistas c di.scipuls externas, por precos
r.tsoaveis, a's quaes ensina a doutrina
christaa. ler, escrever, contar, gramma-
lica da lingua materna, cozer, bordar di
toda as qualidades inclusive de ouro, ten-
do Sua ;uil.i ;il'il:i das 7 horas da ina-
nhaa ao meio dia, e das 2 a's ( horas da
tarde.
OIARIO DE PERMMBUCO, QUARTA FEIRA DE OUTUBRO DE 1854
PIBLICAijAO DO INSTITUTO H0M(E0PATII1C0 DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHJCO
ou
VADEMCUM DO HOMEOPATHA.
esDec'e7mm?naCS0' ''"i-0' .C 6C8'!r ''C ?"r '""""palhicflmcnte todas as moleslias, que ainigcm a
especie hunidua, c particularmente aquellas que reinara no Brasil. "",Bm a
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
nlirarii'' S 'mri,rl'}tssma he hoje reconhecida como a primeira e mclhor de todas que Iralam da au-
ele ^.m i i! ?' he"llorcs dc cngenlio. sacerdotes, vunjantcs, capihlcs de navios, scrlancjos, ele,
eic, ocvem c-la a mito paraoccorrer promptainenle a qualquer caso de molestia.
nons volumes cm brochura, por. ... in-smm
Encademados ...... [ JSS2
Acude-se unicaracnle em casa do autor, ruadcS. Francisco (Mond'o Novo) n." 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
hni "'m rodera ser feliz na cura das molestias, sera que possua medicamentos verdadeiros, ou de
.2. i 5" or ,sso-e como propagador da hoiniropalhia no norte, c inmediatamente inlercssado
i5b*,.l01fic.0SSUCCS0s.'em o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sol)
id immciuia inspeccao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
?d a T em l,omo;oi,al1'"'. "r. F. de P. Pires Ramos, que o tem cxeculado com lodo o zelo, lealda-
(10 e lll'l ll':l.':ii. ma en n.i.ln .1...*:,.
de e dedicado que se pode desejar.
A elTicacia desles medicamenlos he alleslada por lodos que os tem experimentado; clles
ms resuaTosr"CUIllmC a' basta sabcr-sc a funle donde sahiram para se nao duvidar de seus opti-
lma carteira de 120 medicamentos da alia e baixa diluicao em clobulos recom-
mendadosiio 1HESOI,RO HOMOEOPATHICO, acompaubada da obra, e dc nina
caixa de 12 vidros de tinturas indispensaveis........
*,a <\eW> medicamentos acompaubada da ubra e dc S vidros dc tinturas '.
Dita de bu prmeipaes medicamentos rccumraendados especialmente na obra, c com
urna caixa de fi vidros de tinturas, e com a dita obra (tubos grandes.).
* ". (tubos menores).
Di la de 48 ditos, ditos, com a obra ("tubos grandes).........
(tubos menores).
Dita de 3(idilos arorapanhada de i vidros dc tinturas, com a obra (tubos grandes) .
(tubos menores;.
Hita de 30 dilos, c 3 vidros de tinturas, com a obra (lultos grandes) ....
n (tubos menores)
Dita de 21 dilos dilos, com a obra, (tubos grandes)......
_ lulii* menores \
Tubos avulsos crandes.............
o a pequeos ........
Cada vidro de linlura..........
Veudcm-se alera disso carleiras avulsas desde o prero dc 8^000 rs. al de'tOOStWO
numero c tamanbo dos lubos, a riqueza das caixas e d> ii.imisanies dos mcdicamcnlos.
Aviam-se quaesquer encomraendasdemcdicameiiloscom a maior promptidao, e por precos commo-
dissimns.
Vende-se o tratado de FEBRE AMAREI.I.A pelo Dr. L. dc C. Carreira, por.
^a mesma botica se vendo a obra do Dr. G. U Jabr traduzido em porluguez e acom-
modada a inlcllKencio do povo........... OlXX)
Rua de S. Francisco (.Mundo Novo) n. 68A.
. p;:s- Extracto de urna carta, que ao autor do THESOURO IIOMOIOP.ITIIICO, leve a honda-
de de dirigir o Sr. cirurgiilo Ignacio Alte* da Silva Santos, eitabelecido .na cilla dc Uarreiros.
rive a satisfaco de receber o Thetouro homrropathico, precioso frnrlo do trabalho de V S c lhe
allirmo que dc todas as obras que lei.ho lido, he esla seiu conlradicAo a mellior tanto pela clareza, com
que se acha escripia, como pela premsao com que indica os medicamentos, que se devem empreuar
qualidades estas He minia importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a medicina
theoena e pralica, ect.. ccl.,elc. '
nao preci-
1003*000
903000
603000
.VNHN)
5O300O
.'l.'iSKKI
IINliKI
30^000
355000
268000
305000
205000
150IK)
8500
SJjOOO
rs., conforme o
29OOO
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO GOXiXiBGIO 1 A.KVAR. 25.
O Dr. I. A. I^bo Moscozo da consultas homeopalhicas todos os dias aos pobres, desde VI horas da
mannaa ate o meloda, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
UOerece-se igualmente para praticar qualquer operajo de cirurgia. e acudir'prompUmentc a qual-
quer mulberque csleja mal de parlo, e cujascircumstancias nao permitan) pagar ao medico.
SO CONSULTORIO D DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados cm dous:............. 20WOQ
Esla obra, a mais importante de lodas as que tratara daYomeopaUid-Juterssia lodos os medien que
qu.zcrcni experimentar a doutrina de llahncmann, e por si proprios/VeNtenvciicfrcm da .verdde da
mesma : nileressa a lodosos senliores dc engenho c fazcudeiroi que eklo lonV dos recursos dos mdi-
cos : nileressa a lodosos capilcs dc navio, que nao podem deixar umi vez ou ulra de ler precis'io de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inleresi, a lodos os chefes de familia ru
-Lr,rCi'M O vade-mecum do homeopalha ou Iradocco do Dr. llerinc, obra isualmcnte ull
dedicam ao cstudo da hnmeopalbia um volme gramle .... ,
O diccionario dos termos dc medicina, cirurgia, anatoma, pbarmaci'a, 'ele'., ele.': ol'.ra'ind'is-
peusavcl as pessoas que quercm dar-sc ao esludo de medicina.......
Urna carteira de 24 lubos grandes dc linissimo cllrslal com o manual .lo Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de mediana, ele, ele......... \.
Dita de 36 com os mesmos livros............ ]
Dita de 48 com os dilos.
pessoas que se
85000
5D00
iv, 9ldnC?rLera l,c a'omPanl|i"|a de dous frascos de tinturas indispcnsvai>, e'scoiha". !
Dita de 60 lubos com dilos............. ^-l*
Dita de 114 com dilos. ...........
i. ------~_____... ....".". ..............
40.-S000
45.-000
500000
6a-?oi)0
Eslas silo aeompanhadas de 6 vidros de tinturas escollia...........
.1 ** P.eS5oas.nue cm lu;'r |e Jahr quizerem o Ueriug, lerao o abalimcrilo dc lOOOO rs. m qualquer
as carleiras cima incnnonadas. '
Carleiras de 24 tubos pequeos para alsibcira
Dilas de 4K dilos .
Tubos grandes avulsos .
Vidros de meia ohq de tintura
89000
I65OOO
I9OOO
2KKK1
pratica da
lado possivel e
-jt .a 3u|>ciiuiiu,mi; uos seos iiicincamenios.
anrfm^i'eSmaCT' "" *"J" grande numero de lubos dc cryslal de diversos lmannos, e
nod. q"aIqucr cucommcndi' de medicamenloscom toda a brevidade o por precos muilo com-
Scm verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pod d'ar'um pasto scu'ro'na
bpmcopallua, c o propnelario deslc cslabelccimcnlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado
ninguem duvida boje da supenoridade dos seus medicamentos.
Da-sena cidade do Porto, ate aqitan-
tia de dous con tos dc reis, com um cam-
bio rasoavel: quem precisar dirija-sc a
rua da Cadeia do Itccifc n. 33.
SOCIEDADE RECRGIO MILITAR.
A directora declara aos Srs. socios, que sua pri-
meira partida de baile lera lugar na noile de 1 j do
crrenle, bem como que as proposlas para convite de
familias deverao cr apresenladas aleo dia 7. O se-
cretorioDr. yelho Filho.
O Sr. .lcinllio Ferreira Ramos ap-
pareca na loja n. 10 da rua do Queimado.
Crystalolvpo.
J. J. Pacheco, lendo de rclirar-sc breve, para o
Rinde Janeiro, previne a quem quizer aproveilar
esla favoravcl occasiflo para relralar-se, que dgne-
se procura-lo ale o dia 20 do crrenle, no Aterro 11.
i, terceiro andar, annuncia.ile vende urna boa
machina do dasuerreolvpo co.n lodos os perlences.
mostrando ao comprador a perfeirao com que ella
tira os ralralos.
Precisa-se dc una ama forra para engommar,
mas que osaha com pcrfcic,ilo ; na rua cslrcila do
Rosario .1. 12, segundo andar.
JoUoMarlins (loncalves rclira-se para Portu-
gal com a sua familia.
Traspassa-sc o arrendninento da loja da rua do
Queimado n.49 ; a Iralar na rua da Cadeia do Re-
cife, segundo andar 11. 51, com Joao (lonralvcs Fer-
reira.
Os abaixo assignados declarara pelo prsenle,
que ncsla dala dissolvcram amigavelmenle a socie-
dade que linl.am na loja de lonca, sila na rua Nova
n. .51. que ayravasoba firma de Jos Mara Goneal-
ves Vieira Cuimarilcs Irmao. ficando cncarrega-
do o primeiro socio da liquidar."..) do aclivo e passi-
vo, cohslanlc do balanro firmado por ambos os so-
cios. Recife 2!)dc setembro dc 1851.Jos Mario
Ooncalcet Yieira Guimaraei, Jnsc Bernardo Gon-
calcet l'ieira.
Precisa-se alusar 3 negros ou molcques para
servico de casa : na rua da Aurora n. 58.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
<|iierque, professor jubilado de {jramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pia-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mepto de si'tis alumnos; c por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
lilica anda acusta dos maioressacrificios,
e, cmquaiitonaofixar sua residencia, rie
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Na rua Dircila n. 111, linge-sc do todas as
qualidades com presteza c perfeirao, por barato pre-
so ; na mesma vendem-sc velas dc carnauba a 9*000
rs. compostas.
HSOOO rs.
Precisa-se de urna prcta que seja boa costureira c
engommadeira : quem a tiver dirija-sc a rua do
Rangel n. 77.
O Sr. Ignacio dc Souza I.cilo queira apparecer
na rua do Vigario n. 10, a ncaocio que lhe diz res-
peito.
Fovos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
(odas de suinma importancia :
Hahnemann, tratado das moleslias chronicas, i vo-
lumes.
Teste, iroleslias dos meninos ....'.
Hcring, homeopalhia domeslica.....
Jahr, pharmacopahonieopalliica. .
Jabr, novo manual, 4- vulumes ....
Jahr, molestias nervosas.....; .
Jahr, moleslias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 vulumes
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
De Favolle, doutrina medica homeopatbica
Chuica dc Staoncli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Dicrionario doNysten.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a descriprao
de todas as parles do corpo humano ." ,
vedem-sc lodos eslcs livros no consuLlorio horaeopa-
Ihico do Dr. I.obo Moscoso, rua do Collegio 11. 25
primeiro audar.
No sobrado 11. 82 da rua do Pi-
lar, precisa-se alugar nina escrava que
saiba engommar bem e tomar conta de
urna casa de pequea familia.
205000
65000
75000
(5(100
16.5OOO
6-^KK)
83OO0
I65OOO
103000
8-3000
75000
6.3OOO
43000
IO5OOO
30?0O0
. :
Joias de ouro.
Na rua do l.lucimado, loja dc ourives pin-
tada de azul n. 37, ha um rico e variado sor-
limenln de obras dc ouro, que o comprador
vida dos precos c bem felo dc obra nflo dei-
xara dc comprar, ala..rai.do-se e responsabi- &l
lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18
quilates.

u
" Achando-se o Sr. Manoel Francisco dc Souza
Sanios embararado no seu coinmcrcio, desde o dia
24 dcjulho passado, e nao lendo prestado banca id-
nea a companhia de Seguros Martimos Ulilidade
Publica, ressa desde hoje dc ser accionista da mes-
ma companhia arl. fK. Os directores por inlerven-
C3o do rorrclor Roberto, vendern a< 5 accocs no
da 5 de outubro, na conformidade dos arls. t) e 20
dos estatutos.
ATTENCAO'.
Precsa-sc de una escrava para lodo o servico, e
que seja fiel : na rua Bella n. 9.
No hotel Francisco, rua do Trapiche, existe Joao
Jos Uceda, estrangeiro, chegado ha pouco, quo
tem urna pequea porjao de chapeos do Cbvle dc
exrcllenlo qualidade, ts quacs vende por* prero
con.modo.
Aluga-sc para o serviro de liolieiro, um escra-
vo mualo com muila pralica desse oflicio : na rua
da Saudade, frouleiravdollospicio, rasa da residen-
cia do Dr. I.ourenro Triso de l.ourero.
ML'ITA ATTENCAO"!!!!!!
Quem liver urna casa lerra de I2J00, as ras
do paleo do Caminadas Cruzes, Saulo Amaro ou em
outras scmclhanles a eslas, dando-sc de lianra 'em
dinheiro a vala; 6O3OOO, dirija-se i livraria 11". 6 e 8
da piara da Independencia, que se dir aonde deve-
ra dirigir-se, a quem ronvier esle necocioziuho.
Deseja-se saber aonde mora o Sr. Jos da Sil-
va I ni in.1.1, nal.iral de Portugal ou quem delta der
noticia; Fie negotio dc seu inleresse: na rua da
Praian. 6.
g@@g3t5 t**3! @$
m DENTISTA FRANCEZ. @
Q Paulo Gaignoux, estabelccido na rua larca
9 do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- $$
;-3 les com gengivasarlificiaes, e dentadura com- jr
A pela, ou parle della, com a presso do ar. fc>
Tambem lem para vender agua denlifrice do @
$g Dr. Fierre, c p para .lentes. Una larga do
H Rosario n. 36 secundo and;.r. a.
1?# g-w i
J. Jane dentista,
contina, rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGO deposito de cal e
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n- 15, lia muito superior potassa da Rus-
sia c americana, ecal virgem, ebegadaba
pouco. tudo por preco commodo.
TOAL.HAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
L1NHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para roslo, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Prccisa-se de urna ama de |ete forra
ou captiva, tendo bom leitepaga-se bem:
ne rua de Ilortas n. O.
Desapparcceu no dia 1. dc onlubro um negro
de naco, de nome Joao. reprsenla 10 anuos de ida-
dc, cslalura baixa, pouca barba, quando falla ga-
gueja. levnu calca de caseniira azul, camisa de ma-
dapoln, chapeo de pello prelo, e amia sempre rom
marimba ; foi escravo do Sr. Jos Patricio, morador
no engenho Mozambique, freguezia de S. I.ourcn-
o : quem o pegar, fara lavor leva-lo a rua dos Slar-
Ijrios, casa 11. 22, que ser gratificado.
Oflerece-se um moro porlusuez para frilor de
sitio, ou para administrarlo do engenho, o qual lem
bastante pralica c sabe ler, escreverc conlar : quera
do mesmo precisar, dirija-se ao paleo do Terco, ca-
sa n.7.
Acha-se na taberna da ruado Mundo Novo n.
68, um molequinliQ que andava perdido pelas rua--.
reprsenla ter 2 unos, pouco mais ou menos, c nao
sabe dizer onde mora : quem fr seu dono, pode
procurar na dita taberna, que ser entregue.
Srs. Redactores.Sendo eu morador cm um
engenho dos oilo que fumn desmembrados da fre-
guezia de Iguarassu para a deS. I.ourenro da Malla,
e tendo ha poneos das procurado o auxilio da poli-
ca, por ler sido agsredi.lo em minha propria casa,
em ne.il.11 ir... das duas freguezias pude achola : por-
lanlo, estando esle lugar no lodo accpbalo, quem
quizer tem o campo franco para dar sua facadinh.i,
multar, c sem temor commeller loda a qualidade
de Crimea A'visla pois disto, cu como amante da
ordem, c respeilador das leis, tenho grandes desejos
dc que por deliberaran do governo, muilo breve !e-
nha de ler as columnas dc seu bem arredilado jor-
nal o nome de una autori.lade policial, que luncrio-
nc em dilos engenhos. Pela puhlicidade deslas peu-
raslinhas, muilo obricarao, Srs. redactores, ao seu
assiguante e constante leilor__O aggredldo.
Precisa-se de um caixeiro para lomar conlade
urna taberna por balanro, ni rua do llospirio, ou
vende-so por seu dono ler dc ir a Portugal : a casa
he muiloafreguezada e lem cominodos para familia:
a Iralar na rua da Cadeia de Sanio Anl uiio n. -'6.
ATTENCAO'.
Pcrgunla-sc ao Sr. cascabulbo do lyccnI.como
beque lem coragem de pedir oulrem urna chara-
da, e descaradamente entrega-la aohomemrio rravo
nenio, para ser mprcssa no selimo numero do seu
infallivel!... E de mais issignar I.sen nome
proprio... Charada esla nunca fela por elle.....
ncmelle para isso pende.... Oh! Palmatoria,'ensino
desles c oulros!... Onde estis! deixaa paasar cm
silencio isto!... nao faras lal, a li perlencc, romo
prolulypo dacritica asualica, desfigurar esle rasca-
bulbo ; rbaradisla fingido:E vos, senhor do cravo
nenio, cabido do chiqueiro por descuido, calai-vos a
lal respeilo : do contrario dar-vos-hci a entender
que vossa folliinha tembeaucoup des persones que
saiisdoulc sontecrileursobsrrvai que estes espi-
xarclos nao cabem em vossa personacem.
Um admirador.
Precisa-sede urna ama de boa conduela, que
saiba cozlnhar e engommar bem, para casa de pou-
ca familia ; no largo de S. Pedro 11.1.
Sabira' brevemente a' luz As Ser-
tanejdSD, romance original e contempo-
rneo, por O. S. M.
Precisa-se alugar nina canoa do Carreira que
leve al 6 pessoas pelo menos : na rua da Cadeia du
Recife n. O, loja.
COMPRAS.
Compra-se una escrava de meia idade, dc bom
romporlamcnlo e sem virios, propria para servir
urna rasa de pouca familia : no armazem da rua do
Amorim n. 41.
Compram-sc patacoes bespanhes, 110
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na rua
do Trapiche n. 8.
Cornpra-sc prata brasileira ou hespanhola : na
rua da Cadeia do Recife 11. 51, loja.
VENDAS.
LUYAS DE PELLICA A 500 RS. O PAR.
Vcndcrn-sc na rua do Queimado, loja de ferragens
n. 30, superiores lu\as de pellica para hoincm c
ul.ora, brancas e cor de caima, muilo novas, a 500
rs. o par.
\ endose nina escrava mora, que engomma
iava c cozinha o diario, de urna conduela que se
aflanca ; na rua do Rangel 11. 17.
Vende-se um silio pequeo com bstanles ar-
voredos do frurlos de varias qualidades, cata dc pe-
dra e cal, tanque de asna para beber, em cxcellenlc
chao propriu, por delraz da rua da Soledadc : quem
pretender, procure ilcfrenlc do Pasado Publico, loja
n. 13, do l.ourero. O mesmo Sr. lem ordem da dona
para ajuslarcom quem quizer.
Vende-se una negra di Cosa, de bonita fisu-
ra, dc idade 16 a 18 annos : na rua do Pilar n. 127.
Na rua do Mondego n. I, vende-se una escra-
va, crioula, com as suas rompclenlcs habilidades.
Vende-se pelo baralissimo prrro dc 9O5}000 rs.
um oplmo hoic una earrora concertada dc novo :
na rua das Flores n. II.
Vciidem-sc t escravos, sendo 3 lindos moleco-
les dc idade 20 anuos, c 3 prelos de lodo servico :
na rua Dircila 11. 3.
Vcnde-se urna negrioha de bonita fi-
gura, de annos pouco mais 11 menos:
na rua do Crespo n. 1-.
Vende-se tur. cavallo com muito bous
andares: na rua do Crespo n. 1 \.
VenJc-se fio de sapalciro, bom : em casa deS
P. Jobnslon & Companhia, rua da Scnsala Nov.
n. 42.
Vende-se para fora da provincia urna bonita
muala com habilidades; na rua do Rangel n. 81,
taberna.
Ven.lc-se milhn em sacras a preco dc 3-S000, c
farinha cm ditas a prero de 1;000 ; no caes do ta-
mos, no armazem i
  • SYSTEUA MEDICO DE HOLLOWAY.
    P1LIMS HOLLOWAY.
    Esle inesliii.avel especifico, romposlo inlcirameu-
    tc dc lionas medicinaos, nao conten mercurio, nem
    outra alguma substancia delcclcrea. Benigno i mais
    lema infancia, e compleicao mais delicada, he
    igiialmenle piompto c seguro para desarraigar o
    mal na compleicao mais robusta; he iuleiraincnle
    Innocente em suas operares c cITcilos; pois busca e
    remove as .locuras de qualquer especie e grao, por
    mais anligas e tenazesque sejam.
    Entre militares de pessoas curadas com esle reme-
    dio, limitas que j eslavam t parlas da morlc, per-
    severando em seu usu, conseguirn) recobrar a sa-
    dc o forras, depois de haver tentado inulilmenlc,
    todos os oulros remedios.
    As mais ,.111 irlas nao devem enlrcgar-se i deses-
    peraro: fajara um roinpclenle ensaio dos eflicazes
    ellcilos dcsla assoiubrosa medicina, e prestes recu-
    perarao o beneficiu da sade.
    ^ao se perca lempo em tomar esse rinedio para
    quahjuer das seguintcs enfermidades:
    Accidenlcs epilpticos.
    Al porras.
    Anipulas.
    Arcias ;mal d').
    Asllnna.
    Clicas.
    Couvulses.
    Dobilidade 011 CXteitUQ-
    co.
    Dcbilidade ou falla ilc
    lorr.D para qualquer
    cousa.
    Desiulcria.
    Dor de garganta.
    de hai 11-.1.
    nos rius.
    Dureza no venlre.
    Enfermidades 110 ligado.
    venreas.
    Enxaqueca.
    llensipela.
    Fcbcs biliosas.
    nleniiillentes.
    de toda especie.
    (jola.
    licmorrhoidas.
    Ilv.lropisia.
    Ictericia.
    ludigesles.
    liill,.mmari'ii'.
    Irregularidades da mens-
    Iruarao.
    Lombrigas dc toda espe-
    cie.
    Mal-dc-pcdra.
    Manchas na cuts.
    Obslrucrao de venlre.
    Phlhisica ou cousumpr,o
    pulinunar.
    Ilcleur;o d'ourina.
    Kiieuiuatisiuo.
    S\ mptomas segundario.
    Temores.
    Tiro doloroso.
    Ulceras.
    Venreo (mal .
    Vendem-se eslas pilulas 110 cslabelccimcnlo coral
    dc Londres, 11. 24S, Strand, e na loja de todos os
    bolicarius, droguistas e oulras pessoas cncarrcuadas
    desua venda em loda a America do Sul, liavana c
    licspanha.
    Vende-se as boreflnhas a 800 ris. Cada una del-
    tas coiilm una iuslrucra cm porluguez para ex-
    plicar o modo dc se usar deslas pilul .
    O deposilo eral he cm casa do Sr. Soiim, pilar-.
    maceulico, na rua da Cruz 11. 22, cm Peinaniuco
    Vcnde-se urna escrava, crioula, dc 30 annos de
    idade, bonila figura, a qual cose bem, cozinha o dia-
    rio de urna casa, e tem principios de engomar, pti-
    ma para ser c.npregada na sala de qualquer casa de
    familia por ler boib costumes, e pralica desse ser-
    vico : quem a pretender, dirjase ao largo do Car-
    ino, na segunda casa terrea da lado direilu n. 6, on-
    de se .lira qual o motivo por que he a mesma escra-
    va vendida, nao obstante s suas boas qualidades.
    DE MUITO BARATO !
    Corles de calcas de brim dc hubo Iranrado dc
    , ur a..........* 15600
    Ditas dc dilas dc brim de 1:1:1,1 trancado su-
    Pcrior a............2JO00
    Cassinclas dc lila mescladas proprias para
    calcas e palitos peto baralissiruo precu dc o
    covado..........' 500
    Chitas de cubera muito bonitos padrees, co-
    .v"do............. 160
    Dilas francezas muilo bonitos padres covado 210
    Damasco de lila liiisin.lt> seda, muito pro-
    prio para cobcrlas de camas..... 800
    Dito de algodao covado....... 500
    Chapeos .la sol do seda paia scnliora muilo fi-
    nse bonitos a...........S500
    Dilos para homem, de lodas as cures a 6>100
    Dilos dc matea franeczes muilo superiores, c
    das mais modernas formas......1 ii'.i
    Dilos de dita para meninos......59300
    E oulras muilas fazendas que so rom a vista dos com-
    pradores poderao conhcccr os baralissmos prcrospor
    que se ciao vendendn na rua do Oueiraado n.7, lo-
    ja da estrella de Gregorio ^ Sllvcira.
    Eslou turrando
    Ouero acabar.
    Vendo barato
    Vendam comprar.
    Mimlezas baratas, na rua da Cadeia do Recife n.
    III : suspensorios novos sem defeilo algum a to rs. o
    par, linlias de carrilcl do 200 jardas, oplimo fabri-
    canle a 80 rs. o carrilel, sorlido', agulhas franrezas
    limpas c rom alsum loque dc ferrugem a 20 rs. o
    papel, n. 5, 6; II, 13 o li, dedacs dc alfaiale a 20
    rs., dilos de lalo para seuhora a 10 rs., linhas de
    novello n. 10 a 10 rs., rosarios branros a :00 rs. a
    dntia, proprios para a fesla dc N. S. do Rosario,
    brincos de diversas qualidades a 40 rs. o par, boloes
    para caira a 200 rs. a grosa, dilos para camisas, re-
    Iroz a I.ni rs. comprando miada inlrira, espanado-
    re.s a 120 e 160 um, bandejas, caivetes, tesouras,
    livellas, marcas, luvas dc diversas qualida.les, meias
    sorlidas, lencos de chita, ditos de seda, e oulras fa-
    zendas por diminuto prero.
    MODERNISMO.
    A .VMKIilrs.or.'irie!!!
    Corles de veslidesdc varsoviana de goslo esrucez,
    os mais moderno*, ehesadosullimamenlrdeFranca;
    vende-se pelo mdico prero de 59OOII rs. rada um :
    na rua do nnciiuaJo, loja 1. 17, ao p du botica.
    Vende-se um excellenle carro de qualro rodas
    e um cabrinlelcm hom estado: os prelcndenles po-
    dem ve-Ios na cocheira doSr. Pierre Alem. no largo
    do Arsenal dc Mariuha, e para Iralar do preco em
    casa de Viclor I.asne, rua da Cruz n. 27.
    Vende-se um sobrado deteriorado cm Olinda.
    na rua de S. Benlo, defrnnte do mosleiro: quemo
    pretender dirija-se rua do Bom-Successo defronte
    da quina dos Quarteis onde lem um lampeilo.
    OH QIIE RICAS ABOTUADURAS. TANTOPAR.V
    PALITO' COMO PAR.*. GOLLETES.
    (.begaram frenlo do Livramenlo, loja de miu-
    dezasde F. Alvesde Pinho, as mais riras aboluad.i-
    ras de madreperola c metal chumbadas c finas, lau-
    to para palitos como para collctes, de mui didereu-
    tes gustos ; he o mais superior que pode vir para a
    fesla ; a ellas, que sao poucas, e por pouco dinheiro
    depressa se acabanlo. Na mesma loja, alm de va-
    riado ecoinplelo sorlimcnlo de lodas as quuq.iilha-
    nas, contina a ler os lindos trros, crucifixos que
    se Ir.n ,1111 por diiiiinujo pre.;o.
    ~ Vende-se urna lileira, venesiaoas, caixilhos de
    vidro c algumas porlas, tudo em hom estado: no
    armazem da praca da Boa-Vista n. 30, de L. Eduar-
    do Dclhan Jnior.
    BOM E BARATO.
    Vcndcm-sc cadeiras de Jacaranda, so-
    fs, cousolos, bancas redondas com pedra
    c sera ella, cadeiras de amarello, sofs,
    cousolos, bancas redondas, hanquiuhas de
    4 pos, camas dc angico, dilas dc amarel-
    lo, marquezasde aimico. dilas de amarel-
    lo e de oleo, cadeirinhas para menino comer me-
    sa, dilas para menina de escola, sendo obras muito
    modernas e de bom goslo: na Camboa do Carne
    11. 14.
    FUMO EM FOLHA.
    Vcndc-se fumo em follia de todas as qua-
    lidades, em lardos de 2 ate 8 arrobas, por
    preco commodo : na rua do Amorim n
    41, armazem de Francisco Gucdcs de A-
    rtfujo.
    Vcnde-se um bonito prelo, proprio para lodo
    servico : na rua Dircila, lercciro andar do sobrado
    n. 36.
    Vcnde-se um lindo moleque dc idade de 7 a
    8 annos, de bonila figura : na rua do Collegio n.
    10, segundo andar.
    Vcndc-se um cavallo bom andador c baslanle
    gordo, de cor rura : na rua do Collegio 11. 10, se-
    gundo andar.
    Vcnde-se urna canoa aherla, de carga de 600
    lijlos : na rua do Rangel n. 54, desliUcao de Vic-
    lurino Francisco dos Sanios, nos dias ulcis, das 8
    horas da manida as 5 da larde.
    Vende-se um palanquini da Babia por prero
    rommodo ; no alerro da Boa-Visla, loja dc calcado
    n, 78.
    Vende-se um escravo cozinheiro, crioulo, mo-
    ro, de boa conduela : na rua da Praia 11. 43, primei-
    ro andar.
    Vende-se urna escrava, crioula, do idade 18
    anuos*, sem vicios nem achaques ; na rua das Trin-
    cl.eiras 11.40.
    Vcndc-se na rua Direita n. 27, manleiga in-
    gleza a 60, .lila a 560, .lila a 500 rs., dila a 400,
    dita francezaa0i0e560, queijos muilo novos, milho
    em sacras, novo c muito baralo.
    Vende-se ou arrenda-se o engenho Barra dc
    Ca-me-vou. na freguezia do Bonito, propriedade do
    padre Jos Luiz da Cunda Baslos, dc grande esum-
    sSo e cxcellenles Ierras, quasi lodas de malla vir-
    gem, por se ler smente tirado nelle a safra de um
    anno, com caimas para mais dc 1,500 paes : quem
    o pretender, dirija-sc ao referido engenho.
    Vende-se urna pequea casa terrea de pedra e
    cal, em chaos proprios, na cidade dc Olinda, rua Xa-
    vier dc Sania Rosa : a Tallar com o empregado da
    faculdadc dc direito de Olinda Rangel, que dir
    quem a quer vender, e a razo por que.
    Pl Bl.ICACOES LITTERARIAS.
    Gazclas dosTribunacsobra muilo inlcressnnle e
    precisa aos Srs. jurisconsultos.
    Poesas de Bocage, nova e completa ediccao cm 6
    volumes com o retrato do autor.
    Ilsloria do consulado e do imperio, porThers.
    Dila de Portugal ale 1826, um grande volumepor
    prero mdico.
    Panorama, jornal muito inslruclivo, redigido pe-
    las peunas mais habis de Portugal.
    Revista popular, jornal para as elasses menos a-
    basladas. coulendo arligos ulcis c inleressanlcs.
    Dila nililar, que s traa das materias tendentes i
    nohre prnfissSo das armas.
    Luiz XIV e senscculo, 4 volumes com boas es-
    lampas.
    Poesas de Palhas.
    E diversos romancostlos mclhorcs aulores, por pre-
    cos muito favoraveis.
    Todas estas obras se venden) na casa n. 6 defron-
    te do Trapiche Novo, onde se rccehein assignaturas
    para os diversos jornaei cima declarados.
    Vendem-sc anemias com cal virgem, chegada
    ullimainpi.il.. de Lisboa, por prero commodo : na
    rua da Sen/.ala Nova ti. 4.
    Velas de carnauba.
    Vcndc-se por prero mais commodo do que cm 011-
    Ira qualquer parle, velas de carnauba pura, e de
    composiru : na rua delraz da matriz da Boa-Visla
    n. 15.
    CARRO ECABRIOLET.
    vende-se um carro americano, novo, elegante c
    leve; vcnde-se tambem um oulro de 4 assentos, e
    mais um cabriolis eslcs dous com pouco uso ; ven-
    dem-se tambem os cavallos para os'mesmos queren-
    do, por prero commodo : na rua Nova, cocheira de
    Adolpho Bouigcois.
    Deposito de cal.
    \ ende-sc cal virgem dc Lisboa, prximamente
    chegada, por o mais razoavel preco : no armazem dc
    assucarda viuva Pereira da Canoa, rua de Apollo
    -r Vende-se holachinhas inglezas ede Icile, dilas
    deararuU superior : na padariadarua Direila n.69.
    Vcnde-se sebo em bexigas, muilo proprio para
    banha, sal de pedra do Assii, hena malle muilo
    boa, podras de amolar, pcixe seceo c salpreso cm
    lian is, um braco de Imbuir com conchas, um temo
    dc pesos de 4 arrobas : no armazem da rua da Praia
    n. 37. .
    Vende-se um escravo de iiaru, bonila figura,
    idade 23 anuos, pouco mais ou menos, scm vicise
    nem achaques, proprio para armazem de assucar
    por j ter esla.lo alugado; quera o pretender, vi no
    trapiche do algodao, no Forle do Mallos.
    Vcndcm-sc esleirs de palha de carnauba che-
    gadas agora do Aracaly, a I2S o con lo : na ruada
    Cadeia do Recife n. 4!l 1. andar.
    BOSS QIABTAOS.
    \ endem-se quarlnos uovos e bem carnudos por
    preco commodo: ao pe da ponte da Boa-Visla, ou na
    rua do Queimado loja u. 14.
    FARIMIA DE MANDIOCA.
    \ ende-se superior farinha dc mandioca, cm saccas
    grandes de alqueire rabilado, e por preco commo-
    do : na Iravessa da Madre de Dos u. 3 e 5, uu na
    rua do (Jueimado n.'.), loja de Antonio Luiz de Al-
    meida Azevedo.
    Vendem-se duas casas terreas ao p da fundi-
    rao em Santo Amaro : a fallar na rua do Queimado
    loja de fazenda n. 50.
    MIUDEZAS BARATAS.
    Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
    los de romo de lustre para seuhora a I5rs. o par,
    dilos de marroqu... aOOOrs., dilos para hornera a
    800 e 800 rs., boloes de agalh para ramiza a 200 rs.
    a gro/.a, liiiha de cores a 13. dila branca dc 800 a
    13200, papel de peso muilo bom a 25100 c 25500 a
    resma, pcnlcs para alar cabellos a 210 rs., dilos finos
    a SUOc I5, cohetes a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
    alnclcs de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
    seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
    Ihesnuras linas c ordinarias, polcciras dc ouro lin-
    giudo dc lei, carleiras para baile, peueiras de ac c
    oulras 111 uilas cousas por prcros muilo cm conla.
    Vende-se vcllas de cera de carnauba felas 110
    Aracalv ,,dc 6, 8, e m libra de muilo Ima quali-
    dade : na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
    andar,
    Recommenda-se aos liomens do campo o
    teguinte annuncio.
    Vendem-sc chapaos pardos de massa.a que muilos
    chamam defeltroa l*>000rs. cada um : na rua do
    Crespo loja n. 6.
    VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
    _ Vendem-sc velas de cera de carnauba dc compo-
    sirSo. fritas no Aiacaly, da mcjhor qualidade que
    ha no mercado, e por mais commodo preco que cm
    uulra qualquer parle : na rua da Cruz 11. 3, pri-
    meiro audar.
    Vcndem-se ricos pianos com cxcellenles vo-
    zcs e por preco* commodos: em casa dc J.C. Uabc,
    rua do Trapiche n. 5.
    PUBLICACAO' RELIGIOSA.
    Sabio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
    rcvcicndissimos padresrapiicliinbos dc N. S. da Fe-
    nlia dcsla cidade, augmentado com a novena da Se-
    uhora da Conceirao, e da noticia histrica da mc-
    .lalba milagrosa, cdo.N. S. do Bom Couselho : ven-
    de-se nicamente na livraria 11. 6 c 8 da praca da
    independencia, a inio.
    Vendem-se 25 pranch&es dc louro escalados : 01
    prelcndenles dirijam-se ao Caes do Ramos para ve-
    rein, e fallen) com o Sr. Jos Mara.
    Vendem-seasduas partes de um sobrado de um
    andar e solao, na roa Direila n. 117, que lem rnen-
    le qualro berdeiros : Iralar no pateo do Collegio
    n. *.
    Vcnde-se tim bom escravo, moto e sadio : na
    Iravessa da Madre dc Dees, armazem n. 21.
    Vcnde-se excellenle laboado dc pinho, recn-
    tenteme chegado da America: na rui de Apollo,
    Irapichc do Ferreira, a eotender-se com o adminis-
    Irador do mesmo.
    Vende-se farioba de trigo SSSF^e
    superior qualidade, ecbeijada ltimamen-
    te a este mercado: a tratar com Manoel
    da Silva Santos na rua do Amorim n. 56"
    e 58, ou no caes da alfanderja.
    Vendem-sc espingardas francezas de
    dous canos, de supeiior qualidade e por
    preco commodo: na rua da Cruz n. 2G
    primeiro andar.
    Na loja do Cardeal rua do Rosario,
    vende-se o bem conbecido rape rolao
    francos.
    Vendem-se camisas rancezas muito
    bem feitas, compeitos de linlio e de ma-
    dapolao, e aberturas de linho e de mada-
    polao para camisas, ludo de superior qua-
    lidade e por preco commodo: na rua da
    Cruz n, 20 primeiro andar.
    Vende-se superior chocolate ran-
    cez Kiseche c Abssinthe, por preco com-
    modo : na rua da Cruz n. 20 primeiro
    andar.
    Cassns lrnncezas a 20 o covado.
    Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
    Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muito boro
    goslo, a 320 o covado.
    QUEIJOS.
    Vendem-se muilo bons queijos do serian lestes
    chamados de prenca, os mclhores que tem appareci-
    do;i venda: na rua do Queimado, loja n. 14.
    FACTO SECCO.
    Vende-se muilo sa c boa carne, pelo baralo pre-
    ro de 45000 a arroba, e faci secco de gado, por ba-
    ralo prero, proprio para escravos : na rua do Quei-
    mado, loja 11. 14.
    Toalhas e guardanapos de panno de linho.
    Vendcm-se loalhas de panno dc linho adamasca-
    das para roslo a IO5OOO a duzia, dilas lisas a H5OO
    a duzia, guardanapos adamascados a 35600 a duzia :
    na rua do Crespo n. 6.
    BRINS DE CORES.
    Brim trancado com quadros de cor a 600 c 700 rs.
    vara, fuslao hrat.cn alcorhoado a 400 rs. o covado,
    caslor muilo encorpado a 240 o covado, peras de
    cassa dc quadros, proprias para babadosa 25000, gan-
    ga amarella 1 raneada a 320o covado : ua loja da rua
    do Crespo n. 6.
    Cortes de cambraia,
    Superiores corles dc cambraia bordados de seda,
    dc muilo bom goslo a 45000 cada um, ditos de cassa
    Chita a 23000, dilos de chita franceza larga a 35000,
    lencos de seda de 3 ponas a 640, dilos de cambraia
    com bico a 280 cada ura : na rua do Crespo, loja
    n. 6.
    Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
    venda a superior flauclla para forro de sellins che-
    gada recenlemcnle da America.
    Potassa.
    No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
    criptorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
    Russia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
    ratos que he para fechar conlas.
    A 4,000 RS. A ARROBA.
    \ ende-se carne muilo sila e gorda, viuda da
    provincia do Ccar, pelo baralo prero de '15OOO rs.
    a arroba cm pacolcs dc i arrobas : "no armazem da
    porla larga ao p do arco da Conceirao, defronte da
    escadinba.
    Ai que fri.
    Vende-se superiores cobertores de (apele, dc di-
    versas cores, grandes a 18200 rs., ditos brancos a
    t*Ors., dilos com pelo a in.ilaeao dos de papa a
    I5OO rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
    epoiito da fabrica de Todos oa Bantoa na Bahia
    Vende-se, em casa de N. O. Biebcr & C, na rua
    da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
    muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
    cravos, por prero commodo.
    Vende-se ou arrenda-se um sitio
    bastante grande, no lugar do Rio Doce,
    com 720 pe'sde corpieiros, com boa casa
    de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
    tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 50.
    AGENCIA
    Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
    Senzala nova n. 42.
    Nestc cstabelecimento continua a lia-
    ver um completo sor timen to de moen-
    das e mcias moendas para engenho, ma-
    chinas de vapor, e taixas de ecro batido
    e coado, de todos os tamauhos, para
    dito.
    Vinlio do Rlieno, de qualidades es-
    peciaes.em caixas de urna duzia,charutos
    de Ilavana verdadeiros : rua do Trapi-
    che n. 5.
    CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
    Na loja de du.maraes ci Ilenriques, rua do Cres-
    po n. o, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
    lo, pelo baralissimo prero de 180 rs. o covado.
    NOVA ORLEANS.
    Baralo sim, fiado nao.
    Na rua do Queimado loja n. 17, vende-sc alpa-
    ca de seda furia cores lisa c de lislras intitulada
    Nova Orleanspelo barato prero de 500 rs., o cova-
    do, sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
    dc seuhora e raeuinos; gazc de la e seda de cores
    as mais delicadas.muilo proprio para vestidos de sc-
    nliora e meninos a .")00 rs. o covado.
    Na roa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
    seguilttes vinhos, os mais superiores que tem vindo a
    este mercado.
    Porto,
    Bucellas,
    Xerez cor de ouro,
    Dilo escuro,
    Ma.leira,
    em eaisinhas do urna duzia de garrafas, e visla da
    qualidade por prejo muilo em conla.
    DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
    Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ba para vender
    barris com cal de Lisboa, recenlemcnle chegada.
    Taixas para engenhos.
    Na fundicao' dc ferio de D. W.
    Bowraann, na rua do Brum, passan-
    do o chafariz continua haver um
    completo sortimento de taixas de ferro
    fundido e batido de 3 a 8 palmos de
    bocea, as quaes acham-sc a venda, por
    prero commodo e com promptidao'
    embarca m-se ou carregam-se em carro
    sem despeza ao comprador.
    AOS SENHORES DE ENGENHO.
    O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
    do Stolle em Berln, empregado as co-
    lonias inglezas e hollandezas, com gran-
    de vantagem para o melboramento do
    assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
    libras, junto com o methodo de empre-
    ga-lo no idioma portuguez, em casa de
    N. O. Bieber & Companhia, na rua da
    Cruz. n. A.
    Vende-se urna balanza romana com lodos os
    seus perlcuccs, cm bom uso e dc 2,000 libras: quem
    a pretender, dirija-se ;i rua da Cruz, armazem 11.4.
    Na loja da rua do Collegio n. 3, ha para ven-
    m "'i'9 8uPeriur doce de iaranja cm calda, dito de
    sidra, dilo de grozeles deabobara, este doce he
    reilo cora a maior delicadeza que he possivel ; veu-
    ue-se cm barris para embarcar, ou cm libra.s
    Vende-se om rarrinho americano de i rodas,
    para uin cavallo, de moilo bom goslo, por preco
    muilo barato, assim como um cavallo para o mesmo
    ou em separado, alianc.anpo-se sua bondade e man-
    sidao : para ver ambas as cousaae Iralar, na cocheira
    da rua Nova por bano da ras. da cmara. 00 a Ira-
    lar com Antonio Bernardo Quinleiro.na mesma rua. /
    . Xe"d1e^2 uma rava, crioula, moca, com '
    algnma habilidade : na rua de Ilortas n. 60 se di-
    r quem vende.
    Vende-se a armacao da loja n. i da rua Nova:
    para ver tratar, pode dirigir-se loja do Sr. Au-
    gusto Colombiez.
    Na roa do Collegio n. 3, primeiro andar ven-
    dcm-se para fechar conlas mil c quindenios massns
    de contas de vidro lapidadas a 160 rs. cada masso e
    70 duzias de caixas de masaa para rap iljrJOO a
    duzia.
    Agancla** Edwla Maw,
    Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont -
    & Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
    menlos de taitas de ferro coad6 e balido, tanto ra-
    sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
    ra animaos, agoa, etc., ditas para a rroar em madei-
    ra de lodosos tamanhose modelos os mais modernos,
    machina horisonlal para vapor cora forca de
    4 cavallos, cocos, passadeiras d ferro estanliado
    Eara casa de porgar, por menos preco que os de co-
    re, esc ven para navios, ferro da Suecia, e fo-
    Ibas de (landres ; todo por baralo preco.
    X-XKX%K38c33K3
    A DO TRAPICHE N. 10.
    Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
    ra vender:
    Sortimento variado de ferragens.
    Amarras de ferro de 5 oitavos ate' 1
    polegada.
    Champagne da mellior qualidade
    em garrafas e meias ditas.
    Um piano inglez dos melhores.
    &>8KX 3BESE SGKX9S(9EXX)i
    = V
    1
    ir
    TUDO DO ULTIMO COSTO.
    Na rna do Crespo n. 14, loja do Iadof
    do norte de Dias & Lemos.
    Chitas de cores muilo las com padres de rama-
    gens imitando casta a 160 rs. o covado, ditas linas
    com novos desenhos a 200 rs., cortes de cambraia
    com listas e ramagens de cores, padres excedentes
    a 29IOO rs., dilos de brim entranfado de linho com
    quadros largos e sem elle, f. zenda inleiramenle de
    novo gosto a 29000 rs., ditos de casemira de padrees
    escures bstanle encornados a 49500 rs.. rofao de
    cor para palils a 200 rs. o covado, algodAo msela- '
    do de tima s cor muilo encorpado a!70rs.: assim
    como muilas oulras fazendas que se vndenlo por
    menos preco do que em otra qualquer parle.
    Vende-se um excellenle carrlnho dc 4 rodas*
    mui hem construido,eem bom estado ; esla exposlu
    na rua do A rasao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
    dem os prelendenles examina-Jo, e tratar do ajuste
    com o mesmo senhor cima, ou na rua da Croi no
    Recife n. 27, armazem.
    Vende-se papel de peso pautado e paquete,res-
    ma ; carles finos para visitas, ceolo : oa casa n. 6
    defronte do Trapiche Novo.
    Moinhos de vento **
    "nm bombas de reputo para regar borlase baixa,
    decapim. na fundira de D. W. Bowman : n rua
    do Brum ns. 6,8 e 10.
    Devoto Cluisto.
    Sabio a luz a 2. edicto do livrinho denominado__
    llevlo Chrislao,mais correcto e acrescenlado: vnde-
    se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca di In-
    dependencia a 640 rs. cada exemplar.
    Redes acolcboadas,
    brancas e de cores dc um s panno, muilo grandes eV-
    de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
    esquina que volla para t cadeia. ,
    OBRAS DE I.ABYRINTHO.
    Vendem-se loalhas, lencos, coeiros de labyrinlho
    de todas as qualidades, rendas, bicos largos e eslrei-
    los, por commodos precos : na rua da Cruz de Re-
    cife n. 31, primeiro andar.
    Vende-seo bem acreditado rap 'i*o-
    lo francez : na rua da Cadeia do Recife
    loja do Sr. Rourgard.
    Vende-se uma escrava : na rua de
    S. Francisco, cocheira de Paula & Silva. .
    *

    M
    3e? Deposilo de vinho de cbam- ()
    () pague Chateau-Ay, primeira qua- |
    lidade, le propriedade do condi ftj
    &k de Mareuil, rua da Cruz do Re- b
    " Cfe 11. 20: este vinho, o mclhor
    W de toda a champagne vende- @
    ^ se a oti&'OUU rs. cada caixa, acha- A
    l se nicamente cm casa de L. Le- '
    9 cotnte Feron & Companhia. N. R. W
    W As caixas sao marcadas a fogo @
    tjp Conde dc .Mareuil e os rtulos f|
    ljS) das garrafas so azues. ^
    AOS SBNRORES DE UMIKMKI.
    Cobertores rsenrm milito urandes e encorpados,
    ditos branros com pello, mallo grandes, imitando os
    do 1,1a. a 19100 : na rua do Crespo, loja da esquina
    que volla para .1 cadeia.


    POTASSA BRASILEIRA.
    Vende-se superior potassa, fa-
    bricada no Rio de Janeiro, che-
    gada recentemente, recommen-
    da-se aos senliores de engenho os
    seus bons ell'citos ja' experimen-
    tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
    mazem de L. Leconte Feron &
    Companhia.
    \ endem-se relogios de ouro e praia, mal
    barato de que em qualquer outra parle
    na praca da Independencia n. 18 e 20.
    Na rua do Vigario n. 19, primei-
    ro andar, tem para vender diversas m-
    sicas para piano, violao e flauta, como
    scjam.quadrilhas, valsas, redowas, schc-
    tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
    chegado do Rio de Janeiro.
    Lindos'cortes de lanzinha para vestido dc
    seuhora, com IS -ovados cada corle, n
    i,S")00.
    Na rua du Crespo, loja da esquina qoe volla para
    a Cadeia. '
    ;
    ESCRAVOS FGIDOS.

    \
    \
    Desapparcceu do sitio do padre Manoel Flo-
    rencio de Albuquerque, na Iravessa da Cruz de
    Almas, de Ponle-Uchon, no dia 5 do correte, um
    seu escravo de nome Manoel, de na^ao Rebolo, de
    meia idade, baixo, grosso do corno, meio rangoei-
    ro ; levou um sacro com roupa aua. o escravo foi
    comprado por muito bom, ao Sr. Manoel de Almei- .
    da Lopes, que o venden por ordem do Sr. Francis-
    co Xavier de Oliveira : roga-se, porlanlo, as auto-
    ridades policiaes, capujes de campo, on outra qual-
    quer i'csMin. que o jpprehendam e leve-o a roa de
    Hurlas n. 15, ou no 'dilo sillo, qoe sera recompensa-
    do ; adverle-sc que o dito prelo he casado em ojen-
    nho Camur, freguezia do Cabo.
    Desapparcceu de casa do abaixo assignado, no
    dia 10 dejunho do corrente anno, om escravo de no-
    me Manoel, de na3o Costa, que representa ter 32 a
    34 anuos de idade, estatura baixa, magro, denles v<
    ralos ; tem uma calva na cabera de carregar pesos ;
    consta ler estado em Iguarassu : quem o pegar, le-
    ve-o ao mesmo abaixo assignado, na roa do Crespo
    11. 5, que se recompensar o seu trabalho.
    Miguel Jote Barbosa Guimaract.
    Auscnlon-se no dia 23 do correnle o prelo A-
    loxaudrc, de narilo S. Paulo, idade de 2. annos, al-
    io, falla demorada e corpo reforjado, foi escravo do
    francez Milique, morador no Rio Doce, e ullinia-
    .menlcdoSr. Ednardo Bol y ; esse prelo costoraa
    em suas frequentes fgidas a'ndar pela rua da Auro-
    ra, ir para Olinda, e refugiar-se as campias do, -
    Rio Doce : roga-se, porlanlo, a quem o pegar on '
    dclle der noticia, dirija-se i rua do Brum n. 38, fa-
    brica de caldeireiro, qne ser bem recompensado.
    Desapparcceu to engenho Cancella da cidade
    de Nazarelh, no dia 18 do correnle, nm negro de no-
    me Andr, crioulo, idade de 30 e poneos annos, esta-
    tura regular, cabeca ponluda, roslo secco e barba-
    do, trabalha solTriv rmenle de corrieiro ; levon ca-
    misa e remla de algodao grosso j.-i usadas ; este ne-
    gro ja foi visto nos engenhos Bom Successo.I.avagem, *
    etc., e por isso julga-se que anda uccullo por aquel-
    les lugares, porm scm conhecimenln dos senhoi es
    daquelles engenhos, pois ambos alo pessoas fidedig-
    nas quem o pegar, poder levar ao mesmo enge- .
    nli cima, ou ao armazem da viuva Pereira da Cu-
    nha, 111 rua de Apollo. ,
    Desappareccu hoje das 7 para 8 horas da ma-
    iiha.i. o escravo. crioulo, de nome Uaudiauo, de es-
    tatura regular, grosso do corpo, denles limados finos,
    olhos c cara grande, com bastantes signaesde bechi-
    sas por as ter tido *m quantidade em 1850 logo que
    o comprei em 30 de outubro do dito anno 10 Sr.
    Jos dc I l.illan.la Cavalcanli l.eitao, qoe o houve
    por heranca paterna de seu Tallecido pai o capitn
    Antonio Vieira dc Mello Leitao, moradores no lu-
    car do Jac, lerruo da villa de Nazareth, d'onde he
    liiho o dito escravo, que representa ter 23 annes por
    declarar o formal de pardillas quando o comprei ler
    19anuos; levou calca de algodao azul trancado,
    camisa de madapolio, chapee velho de seda ou de
    couro, presuine-se ser scduzidoa fngir por uao haver
    motivo algum : quem oapprehendar pode leva-lo ao
    abaixo assignado, senhor do dito escravo, com pren-
    sa dc algodao no Forte do Mallos n. 7, ou roa do
    encimado n. 14, quesera bem recompensado. Recife
    2 de onlubro de 1854.
    Manoel Ignacio de OlhtiretLobo.
    Dcsapparecen no dia 8 de setembro o escravo,
    crioulo, de nome Antonio, que cosloma trocar o no-
    me para Pedro Jos Cerillo, e inlilular-sc forro,
    lie muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
    S.mi'Auna, morador no engenho Caite, comarca de
    Santo Anlao, e diz ser nascido no serbio do Apodv,
    tM.it na e corpo regular, cabellos prelos, earapioha-
    dos, cor um pouco lula, olhos oscuros, nariz grande
    e grosso, lricos groases, o semblante um pouca fe-
    chado, bem barbado, porm nesta occastio foi com
    ella rapada, cora lodos os denles na freule ; levou
    camisa de madapolo, calja e jaqoeta branca, cha-
    peo de palha com aba pequcua e uma trouxa de rou-
    pa pequea ; he de suppor que mude de trage: ro-
    ga-se porlanlo as autoridades policiaes e pessoas par-
    ticulares, o apprchendam c tragan) nesta praca do
    lle.ifc, na rua larga do Rosario n. 24, que se re-
    compensar muilo bem o seo trabalho.
    lOJtOOO da gralificacao.
    A quem apresenlar o moleque Alfonso, do naco
    Camundougu, idade 20 e lanos annos, baslanle scc
    co do corpo, feices miadas, ..llura regular, com
    duas marcas de feridas no meio das cosas ; desap-
    pareccu de casa em 17 do corrente agoslo, pelas 7
    horas da larde, e como nflo leve motivos para fugir,
    e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse (or-
    lado ; levou calca dc casemira azul, camisa de al-
    godao grosso e chapeo de palha com fila prcta larga:
    quemo iroiixer i rua de Apello n. 4 A, receber a
    gralificacio cima.
    Anda continua estar fgido o prelo que, em 11
    de setembro prximo passado, foi do Montelro a um
    mandado no engenho Vcrlenle, acompanhando urnas
    vaccas de mando doSr. Jos Bernardino Pereira de
    llrilo, que o aluguu para o mesmo fim; o escravo he
    dc nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
    cunda, com a barriga grande, lem un sgnal grande
    de ferida na perna direila. cor preta, nadegas em-
    pinadla para fra, pouca barba, lem o terceiro dedo
    da mo dircila encolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
    vou veslide calca azul de zuarle, camisa dc algodao
    lizo americano, porm levou ouirai roupas mais fi-
    nas, bem como um chapeo prelo de seda nevo, e usa
    sempre de correia na cinta : quem o pegar leve-o na
    rua do Vigario n. 27 a seu senhor RomSo Antonio
    da Silva Alcntara, ou 110 largo do Pcluurinho arma-
    zn) tle assucar 11. 5 e 7 le Kuiuio & C, que ser re-
    compensado.
    PERN. : TVP. DE M. F. DE FAR1A. 183*.
    /
    \
    O


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