Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01304


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Full Text
-'

"-~
ANNO XXX. N. 226.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 .mezes vencidos 4,500.
mam
TERCA FEIRA 3 DE OUTUBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

*
I
;

<
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA sritsi Kll'i Ai > .
Recife, o propietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
"t)uprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, oSr. Gervasio Vctor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBraga; Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par.oSr. Justino Jos Bamos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. com prazo
Paria, 358 rs.por 1 f. ^
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de BeberibeTto par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lemas a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Onea hespanholas. '. 299000
Moedaa de 6 100 velhas. 163000
de 63MOO novas. 169000
de 4000...... 9000
Prala.PataeJes brasileiroS" .... 1940
Pesas columnarios..... 19040
miicanos........ USGO
isCOfHlKl
PARTIDA DOS
Olind.i, todos os das.
Cnniai Bonito e Garanhunsaos das 1
Villa-Bella, Boa-Vista,Ex e (Juricury, a
Goianna e Parahiba, segundas o sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quiftas-fairas.
^REAMAR DESOJE.
Primeira 1 horae 18 minutoda larde.
Segunda 1 hora e 42 minutos da manha.
=55=
bujai d'
la^W; tt
AUDIENCIAS.
do Comraercio, segundas e quiulas-feina
Relacroiterjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 oras.
Tuizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horaE
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbadS ao meio dia.
-----------------------------_i_____!------------------------------------.
EPHEMERIDES.
Outubro 6 La cheia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manha.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manha.
21 La nova as 7 horas, 6 minutse
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nulos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. O Anjo Custodio. S. Leodegario b.
3 Terca. S. Evaldo presb. ; S. Candido ni.
4 Quarta. S. Francisco de Assis fundador.
5 Quinta. Ss. Placido ab. e Flaria ir. mm.
6 Sexta. S. Bruno fundador. Ss. Casto e Heroiide
7 Sabbado. S. Augusto presb. Ss. Sergio e Bacbo
8 Domingo. 18. S. Brgida princesa viu. ; S.
Semeio ; Ss. Demetrio e Nstor Mm.
PARTE OFTICIAL._____
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedientado da 28.
OlllcioAo commainiaule das armas, inteirando-o
de haver oEim. ministro da guerra remedido as pa-
tente* dos olciaes de primeira tinha, constantes da
rariavo junta, e recomrr endando a expedido de suas
do corrente, n. 510 dada acerca do requerimento do
bacliarcl Pedro Bezcrra Pereira de Araujo BclIrAo,
acaba de expedir ordem ao director das obras publi-
cas para, depois de inderanisada a fazenda provincial
da qaantia de 30)000 rs., em que foi avahada a casa
de que traa o supplicaDlc, lli'a mande entregar.
Expcdio-sc a urdem de que se (rala.
DitoAo mesmo, recommendamlo que, visto nAo
liaver inconveniente algum no pagamento do aluguel
da casa que serve de qaarlcl ao destacamento de po-
ordens, para que esses ofliciacs Iratem qnanlo antes,
da pagar na recebedori; de rendas internas, a impor- litia- ora existente na cidade da Victoria, vencido
Uncia qoe esto a dever dos emolumentos correspon-
dentes s referidas patentes.
flelaruo que refere o officio supra^*.
CapilaoLuir. Domingos de Araujoa patente dcslc
posto.
dem a de lente de primeira linlia do exer-
etto. *
Jos Garca Teixeiraa patente dcalferesdn 1. ba-
talhjo da iulanlana.
Altares DamiAo Jos e Alboquerque a patente
de reforma no poslo de alfercs.
Capelln Frei Jos de S. Jacinllio Mavignier a
patente de reforma no poslo de capellAo alfe-
res.
Dito Ao mesmo, dizendo em resposla ao ofllcio
n. 918 qoe nesla dala oificiaOto director do arsenal
de guerra, para, uao s mandar fazer os coocertos de
que necessitaremos barris de plvora oxislenles no
Forte do Buraco, com destino ao Piauhy, mas tam-
bero substituir por outros os bar is que nao pus ser aproveilados, rumpr ndo que S. S. expeca suas
ordens, para que o commandanle do referido forte,
ponlu a diiposirAo do inspector do arsenal de mari-
nha toda a plvora cam semelhanle deslino, alim de
ser oppoftunamenle enviada para aquella provin-
cia.
DitoAo inspector da thesouraria do fazenda, au-
torisando-o, sob respon-abilidade da presidencia
fornicar o objeclos consl antes da relacao de que re-
melle copia, osquaes silo precisos para a aula de gco-
graphia e historia do collegio das arles.Igual acer-
ca dos objeclos de d>e precisa a faculdade de di-
reilo.
DatoAo mesmo, inteirando-o de haver, em vista
de sea informaban, laucado no rcquerimenlo.em que
Jolto Donnelly, pode permissao para transferir Jo-
s Jacome Tasso Jnior, o dominio ulil do lerreno
de mantilla o.90 em Foi a de Portas, o depacho se-
gbinte sim, pagos os rlireitos nacionaes.
DitoAo mesmo. autorisaiiito-o 'dispender o ne-
cessario sob responsahilidade da presidencia, com os
reparos e accommodaro >s de que precisam as casas
alosadas para a faculdade de direilo.
DiloAo commandanle da estaclo naval, para
mandar dar passagem para a corle no vapor Giqui-
tinhonha, ao anuo Roberlo de tal.
DitoAo director do arsenal de guerra, rcrom-
meudaodo que continu a fornecer luz, agua, c majs
objeclos de que precisara guarda da cadeia desla ci-
dade, devendo no fim de cada mez enviar lliesou-
raria de hienda, para ser salisfeila, a conla da des-
peca Ma oosritos euj h-)ji.,iti.- ffo.r-1. for de
pracas de 1' linha, e a thesonraria provincial a dos
dina em que for do corpo de policia.Communicou-
se ao chele de policia.
DitoAo mesmo. para mandar pregar a dobradica
da porta de um dos paioes da fortaleza do Buraco, c
bera assim concertar o aro da chave da referida por-
ta.Communicou-se ao commandanle daa armas.
DitoAo juiz municipal da t-.vara, recommen-
dando qoe mande por a tlisposirao do commandanle
do corpo de policia,um clcela em substituirlo ao de
nome Elias Pereira Dalia, que achando-se empre-
ado oo servijo da limpea c asseio do quarlrl da-
quelle corpo, embarcou boiilcni para n presidio de
Fernando.Communicou-se ao referido comman-
.1 a n te.
Dito'Ao commandanle do corno de policia, para
mandarapreseiitar ao clicle de policia, no dia 30 do
corrente! 4 praras de pret c um cabo, afim de escol-
tareradouscriminosos al o termo de Pao d'Allio.
Gomiwniicou-sc ao supradito chelo.
DitoA cmara municipal de Pao d'Allm, appro-
vandoas arremalarfies que foram fcilas peranle a
mesroa cmara dos impnstos das medida* da feira da-
quelle monicipio, das afericOes c laxas sobre msca-
les e boceteiras, pela qaautia de 499000 pelo espa-
to de :l anuos.
PortaraAo agente di companhia dos paquetes
vapor, recommendamlo a expediento de suas ordens
pa*a qoe, no vapor que :ie espera do norte, sejam
transportadas seus destinos as pracas menciona-
das na riiUcao que remjtte.Communicou-se ao
commandanle das armas.
*V ~*29~"
CilicioAo coronel commandanle das armas, en-
viando para ler execurjo, copia do aviso da reparli-
,cao da guerra de 8 de acost ultimo, no qual se exi-
ge a cartidao dos assenlamcnlos de praca do soldado
J.iio Carneiro Machado Freir, que leudo perlenci-
do ao quarlo balalliAo de arlilliaria a p, boje serve
no sexto de infanlaria.
DitoAo consol inglez, declarando que neslc mo-
mento se expede ordem ao capilao do porto, para
mandar para bordo da galera iugleza Golden Era, a
guarda por S. S. rcquisilada em ofllcio de boje.Ex-
pedio-sea ordem deque se trata.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, de-
volveudo o oficio do director do arsenal de guerra e
luis documentos, a que se refere o de S. S. de 26
do correnle, e dizcudo en resposla que pode man-
dar indemnisar o porteiro daquellc arsenal da quan-
tia de 130000 rs., que s dispendeu com a compra de
um caudiciro de (res luzes para o palacio da presi-
dencia.
DiloAo mesmo, para mandar fornecer ao com-
mandanle superior da guarda nacional dos munici-
pios de Oliuda e Iguarassp, os livros c papel mencio-
nados as relacHN que remelle, osquaes sao precisos
para os balalhoes daquelle municipio.Commuui-
cuu-se ao referido commandanle superior.
DitoAo mesmo, dizendo que, devendo os uten-
silios ecesaarios para as aulas da faculdade de direi-
lo serem preparados no arsenal de guerra, nao s^ior
causa da presleza que deve liaver, mas lambem por
parecer isso mas convenienle, e recommendando
qoe remelladlo director do mesmo arsenal a nota
daquellesquejulcar niais indispensaveis.
DiloAo mesmo, commiinicando ler participado
o juiz de direilo da comarca de Flores, liaver Hornea-
do ao barbaiet Joaquim Allino dos Santos para in-
terinamente exercer as funeces de promotor publi-
co taquilla comarca, visto achar-se o bacharel Ser-
gio Diii.z de Moiira Mallos no gozu'da licenca que
lluj foi concedida.Iguaes conimunicar;Gcs se fi/e-
ram ao Exm. presidente da rclacao.e llicsouraria
de fazenda.
DitoAo eomnnndante ta eslacao naval, recom-
mcndamlo a 'e'ipcdirao de suas nrdeiis, para que o
commandanle do vapor (l/uiliiilionha receba a scu
bordo e hansparte para a oirte, o bacliarcl Ilcmelc-
rio Jos Velln, da Silvcira.
DitoAo mesmo, di/.cm'o que ptiile fazer sabir
para o Rio de Janeiro a corveta i.i'piilinhoitlai no
dia indicado n*5eu officio de i~ do correnle.
DiloAo inspector do arsenal de mariulia, appro-
vando a deliberac.ao que Smc.lomou a de comprar i
C. I. Asile} & Companhia. -JO barris de oleo de li-
nltacaa razao ile-iSl-V) n. o galio.Communicou-se
i thesouraria de fazenda.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, par-
licipaudu que, em vista de sua informaejo de 26
desde o dia 26 de Janeiro al 30 de junho, ludo desle
anno, razao de 59000 rs. mensaes, mande S......
eJtectuar semclliaale pagamento i quem para csselini
se mostrar mmpctcntenicnlc habililado.Communi-
cou-se ao delegado da Victoria.
SiloAo director da colonia militar de Pimenlei-
ras, aecusando recebido o seu officio de 21 do corren-
le, sob n. 19, no qual, ao passo que faz ver esta
presidencia o% emharacos com que lula essa directo-
ra, para por si s obstar a ronlinuacao da Iraficancia
das niadciras de lei, enva por copia o olcindo de-
legado de Barreiros, solicitando providencias no sen-
tido de se verificar constantemente se o numero de
pranrhes que liverem tic seguir d'alli para o mar,
he igual ao mencionado as guias, que s por Smc.
deveraoser passadas, e dizendo em re-posta que ap-
prova semelhanle medida, o nesla dala ofiicia ao l)r.
cliefe de policia para a respeito se dirigir aquella
delegacia.Fez-seo ofiicio supraditoat
DitoAo commandanle do destacamento volante
do Limoeiro, dizendo que, lendo sido marcado o dia
9 de uutubro vindouro para a abertura da sesso do
tribunal to int \ daquella comarca, segundo decla-
rou o respectivo juiz de direilo em ofiicio de 23 do
correnle, mande Smc. do destacamento, sob seo com-
mando, por disposi^ao daquelle magistrado urna
forra sufticientc para guarda do mesmo tribunal, em
quanlo esliver elle funcrionandO.Communicou-se
ao referido juiz.
DiloA' cmara municipal do Recife, declaran-
|/lo em resposla ao seu ofiicio de 27 do correnle n. 89.
communicando haverem sido arrcmalados com as
necessarias garantas, os imposlos das ferc/:es, do
capim, de carga de farnha e delegumes, de masca-
tes c boceteiras, que approva semelbanles arrema-
lacdes.
PorlariaNomeando,cm vista do que represenlou
o commandanle superior da guarda nacional dos mu-
nicipios tic Olintla c Iguaras', ao lenle quarlel-
mcslrc reformado de primeira linha do cxcrcilo,
l.uiz Jcronymo Ignacio dos Sanios, para exercer in-
terinamente as funcc(ip< de major do primeiro bala-
pVto de guarda nacional daqut-lla cidade.Fizeram-
se as necessarias cmnmunicacoes.
DitaMandando admittir ao servido do exercilo,
como voluntario, por lempo de seis anuos, ao paisa-
no Mannel Antonio de Alcucar, ahonando-se-lhc
alm dos vcnrimcnlos que por lei lho compelircm, o
premio de 30TMXX) rs.Fizcram-se as convenientes
ommuni-ariics.
DitaConccdentlodous mezes tlcliceitca com meio
snMo, ao aJforcs d secundo.batalhao de lu/tli-iros,
Vctor Goncalves Torres, devendo esle antea de a
gozar apresenlar-se ao coronel commandanlo das
armas.
INTERIOR.
Illm. e Exm. Sr.Tcndo sido aulorisado pela
assembla legislativa provincial i mandar vir algu-
mas innaas de caridade para serem empregadas no
tervico dos hospilaes desla cidade, vou rogar V.
Exc. se sirva informar-me sobre o inellior meio de
cora a possivrl brevitlade effecluar-se a viuda para
esla provincia de seis dessas piedosas mullierrs,
orieiilando-me V. Exc. acerca da despera provavel
fazer-se e sob que condices. E porque tenlio deci-
dido, desejn tle que quanlo aulcs comece a provin-
cia a gozar desse beneficio publico, espero e rogo
que V. Exc. va desde logo adiatilando quaesquer
aberturas, que couvenha fazer aos prncipacs dessas
corpora^oes, para dispo-los preslarem-se ao meu
rom tic logo que seja feito. Reitero V. Exc. a
seguranoa ta minha eslima e subida cousideraco.
Dos guarde V. Exc. Palacio do governo de
Pernambuco 30 de junho tle 1854.lllm. e Exm.
Sr. ministro plenipotenciario e enviado extraordina-
rio do Brasil em Franca.Jos Benlo da Cuiiha e
Figueiredo.
EemCas imperial do Brasil. Paris 31 de agosto
de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Em lempo llovido Uve a honra
de receber o seu officio de 30 de junho prximo pas-
sado. Helia me communica V. Exc. haver sido au-
lorisado pela assembla legislativa provincial, a man-
dar vir algumas irmaas de caridade para serem em-
pregadas no serviro dos hospitaes da cidade de Per-
nambuco. e, desafeado promover quanlo antes a rea-
Isai.-ao de lio benfica medida, me incumbe de in-
formar acerca dadespeza necessaria, e sob quecon-
dic,oes se pollera elfecluar a remessa para essa pro-
vincia de seis irmaas tle caridade.
Apczar do empeiiliocomquo desojo salisfazer i
recommetidacao tle V. Exc, sinto dizcr-lhc que nao
ser posstvcl leva-la a elTeito antes do anno prximo
futuro. Isual resposla lenho dado a idnticas requi-
sicOes que se me tem dirigido de varios pontos do
imperio, A carencia que actualmente existe de ir-
maas de caridade, s permlltio que parlissem 50
para oexercilo do Oiiente,para onde serequisitavam
100.
Anlccipando, entretanto, as informacoesque V.
Exc. deseja, cabe-me particip-tr-lhe que os conlralos
al agora feilos eslipulam o vcncimenlo annual de
400 francos para cada irma de caridade, sendo-lhe
lambem adianlnda a quantia de300 Irancospara dcs-
pezas dcenxoval de partida, c reclamando-se de ora
cmdiante mais3UO francos a Ululo de iudemnlsacao
por cada irmaa ou missionario que da Franca lem
de parlir para eslabelecimeulos eslrangeiros. Devo
lambem lembrar V. Exc., que segundo o instituto
da ordem. ao piedoso servido das irmasde carirlatle,
he indispensavelmenle anuexo o de alguns missiona-
rioslazarUla., e que neuhuma colonia desta pia ins-
Utuic^o pode parlir pararo-esirangeiro.sem que del-
la faca parte um padre lazansla, pelo menos.
Respondcndo assim ao officio de V. Exc, rsta-
me leslemunhar-lhe o quanlo anhelo concorrer para
a realisacao tic suas benficas iulenc,Oes, e assegurar
qneme achara semprc solliciloem coadjuvar o zelo
com que V. Exc. promoveos interesses da impor-
tante provincia confiada a sua Ilustrada idministra-
(io.
Dos guante V. ExcIllm. Exm. Sr. Jos
Benlo ta Cunha e Figueiredo.Jote Margues Lis-
boa.
"*Mam.
COMMANDO DAS AAMAS.
Quartei do commando das arnaats da Penuuat-
baco, na cidade do Hecle, em 2 da outu-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA H.-xl. '
Conlaiiiio o halalhan 4. de arlilhuria a ptom 10
tle seus ofllriaes emtlilTerentcs destinos torada pro-
vincia, e 3 em destacamento no interior da mesma,
e alm disto com 15 vagas de segundos lenle-, he
fura de duvitla que mo obstante os esforeps do res-
pectivo Sr. Iciienlc coronel commandanle o servi-
do se n.lo pode fazer com a devida rcgularidade, com
lao diminuto numero tic offiriaes ; e por isso o coro-
nel cominaiiilanle da armas interino, querendo co-
mo llic ruinpre remover em parle semelhanle incon-
veniente, determina que os Srs. capiaes do arli-
lliaria reformados Joao llaplisla to Amaral e Mello,
e Manuel tle Mello c Albuqueique, passem a ser-
vir em ililn halalliAo na qualidatle de addidos.
O mesinu rurunel commandanle dns armas interi-
no, determina que fique desligado to 2." biltalliAo de
infanlaria, ao qual esla addido o Sr, major do 1."
regiment tle cavallaria ligeira Sebaslio Anloniodn
Itcgo Barros, queboje embarca para corle reu-:
nir-se a ti sen regiment.
Assignado.Manoel ,1/unr Tai-ares.
(Uniforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ortleiisenrarregado do delalha.
ERRATA.
Na ordem do dia 30 do passado publicada hontem
por enianose meiicionou a assiguaiura do Eim. Sr.
comiiiaii lanle das urinas, quando ella nAo linha.
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. 0EPUTA00S.
Dia 16 da acost.
I.iila e apprevada a acia da antecedente, o t-se-
crelario d conla doseguinteexpediento :
Um ofiicia do ministro do imperio, communican-
do que S. M.o lanperador ficara inleirado dosmem-
bros que aclualnjanle ctunpoein a mesa desla cma-
ra.Fica a cmara inleirada.
Requerimenlosdo Dr. Frederieo Jos Carlos Ralh,
natural da Allemanlia. c Guillo mu Hel.l, natu-
ral da ProaSap^ pedindo dispensa no lapso do lem-
poiatibes faKa paca po.iertm ualuralisar-se cidt!-
diios brasileiros.A' commissao de constiluicao e po-
deres. .
lina represenlacao dos credores massa fallida de
Augusto Machado pimenta, de Iguass, reclamando
contra o decreto de 7 de setembro de 1853.A's
commisscs de consliluic.lo e juslica civil.
lie jnlgado objeclo tle deliberaste, e vai a impri-
mir para entrar na ordem dos Irabalhos, a seguinte
resol u cao :
a O capellao Carlos Frcilcrico Ado Hoefer re-
qner a esta cmara dispensa do lempo que Ihe falla
para poder naluralisar-se cidadan brasileiro.
o A comnii'sAo de constiloirao c poderes, exami-
nando os documentos com que nsupplicanle insinu
a sua pelicau, dos quaes consta ler elle feiloa com-
pclcnledeclaracao na rcspccliva cmara municipal,
acha-se ao serviro to exercilo na qualidade de capel-
lao, e como (al ser ridatlao ulil ao imperio, he de
parecer que se defira favoravelmcnlc, adoplando-se
a exemplo de iguaes precedentes, a seguinte reso-
lui;ao :
A asscmhla ccral leuislaliva resolve :
o Arligo nico. O governo fica aulorisado para
conceder caria de naluralisac,.1o de cidadan brasileiro
ao subdito prussiano Carlos Frederieo Adao. Hoefer,
revogadas para csse fim as disposiries em contrario.
Paco da cmara dos depuladns, em 14 de agosto
de 1851.J. A. de Miranda./. ti, Figucira de
Mello, n
Continua a discussao dos artigos addilives offere-
cidos ao projeclo do senado n. 91 desle anuo, sobre
malriculas de estallantes.
Combalcm os artigosos Srs. Paula Baplisla e Can-
dido Borges, defende-os o Sr. Brandan, depois do
que fica a discussao adiada pela hora.
I'rocede-se vo.tac.ao do projeclo n. 110 desle anr
no, que approva a tabella de gratificares annexa
ao decreto n. 1387 de 28 de abril de 1851.
He approvadoe passa para segunda discussao.
A po liilu do Sr. Luis Carlos a cmara dispensa o
intersticio e approva a ursenria alim de que este
projeclo entre jn em segunda dscus.1o.
Sao apoiadas as seguinles emendas:
Os lentes de clnica lerAo una gralificacao ad-
dicional de 6005 rs. anuuaes.ni: Carlos.
Os secrelarius tas escolas de medicina lerao os
mesmos vcncimeulos que tem os lentes substitutos.
/'a/n Candido, n
O Sr. Justiniaiw Rocha, coreo inembro da com-
miss.io de instrurcAo publica, e de acedrdo com os
demais collegas desla commissao, declara ler de
mandar mesa um arlian additivo estendendo a ap-
provac.lo da tabella dos ordenados e gratificares dos
lentes e funecinnarins das academias de medicina,
aus ordenados e gralifiares dos rentes funeciona-
rios dos cursos jurdicos.
O Sr. Paula Candido subslituo, com o coOsculi-
mcnlo da cmara, a sua emenda pela seguinle :
i O secretarios das esrolas de medicina terao rs.
I :IK)09 de ordeuado e 1:()0(W do gralificacao.Pau-
lu Candido.
O r. Augutio de Olireira pede ao miuisiajado
imperio algumas cxplicai.es sobre a materia eifrnis-
iii-o, e faz alm disso varias observacoes ledenles
a mostrar a necessidade de alliviar o* cofres pbli-
cos de parle da despeza que fazem com as tliTeren-
les academias, declarando por ultimo que vola pelo
projeclo.
OSr. Pedreira ( ministro do imperio ): Sr.
presidcnle, o nobre depulado que acaba de aentnr-se
de cerlu uo leve a paciencia de ler o tpico do meu
relalorio em que eu iralando da retorma da inslruc-
ro superior expend as razes em que me fundei pa-
ra apresentar apprnvacao da assembla geral a la-
bella que se discuto ; porque, se o nobre depulado a
livesse lido, ou nAo lena combatido a mesma tabella,
e pouparia cmara dos Srs. depulados ouvir-me a
respeito dclla ; ou leria destruido a procedencia dos
motivos em que me baseei.
O mesmo acontecera. Sr. presidente, se o nobre
depulado houvesse passatlo pelos olhos um dos dis-
cursos que Uve a honra de enunciar no senado por
occasiao de disculir-se alli o orcamenlo do imperio.
i.iuer no meu rclatorio, quer no discurso a que al-
ludo, o nobro depulado encontrara as razes que
levaram o governo a solicitar a adopcao desla tabel-
la. Todava, como o nobre depulado me chamou a
terreiro e exigi a minha opiniao. nao lenho reme-
dio seuao reprodiizir em poucas palavras o que j
disse. Facae porem someute por deferencia para
com o nobre depulado, e nao por querer abusar da
atlencao da cmara.
Neslc intuito observarei ao nobre depulado que
qnando se fundaram as academias de direilo fez.-se
como que urna promessa aos lenles, dzemlo-se que
elles leriain os mesmos ordenados que livessem os de-
sembargadores.
Ajisim se acha disposln na lei de II de agoslo de
1827, arl. 3, em que se encontrara as seguinlcs
palavras : a Os lenles proprielarios vence-
rflo o ni Jonad i que liverem os desembargadores as
relaees, e gotario das mesmas honras. Esla dis-
posicAo foi tlepnis repelida pelas mesmas palavras no
arl. I. do cap. 19 da lei de 7 de novembro de 1831,
que deu estatuios definitivos aos cursos jurdicos. E
porque nessa ptica os desembargadores linham ris
1:2IK>8 deu -se de ordenado aos lentos proprielarios
igual quaulia marcando-so aos substitutos 800J>. E-
levaram-se depois os vencimenlos dos desembarga-
dores a 2:8003, e nao foram contemplados os lentos
nesse augmento, porque enlendeu-se que o accresci-
mo daquelles vcocimenlos linha sido feito a Mulo
de gralificacao. >
Depois por urna resoluto, creio que de 27 de ju-
nho de 1837, augmenlaram se os vencimenlos dos
lenles, daudo-se aos proprielarios mais 8008 como
gralificacao, e aos substituios mais 1005 ao mesmo
titulo.
Ncsle augmeulo foram comprehendidos os lenles
tas escolas de medicina, creadas pola lei de 3 de ou-
lubro de 1832, os quaes semprc se consideraran) e-
quiparadosaos leales de direilo em honras e venci-
menlos. 9
Apezar porem de uith promessa em minha opi-
niao tao solemne e lao positiva, foram pela lei tle 7
de agoslo de 1852 augmentados nao s os vencimen-
los dos desembargadores, que de 2:800> passaram a
ler 1:0003, mas os proprios ordenado--, que de 1:200-5
subiram a 3:0005, e os lentes licaram s com 2:OtXrj
einbora j convenidos em ordenado por urna lei de
1851 para os que chegarem a 25 annos de servido.
Houve pois nina verdadeira iiijiislica para com os
lenles de ambas as faculdades' nessa nolavel despro-
porcao, que ficou esislndo entre seus vencimenlos
e os dos desembargadores, aos quaes esiao equipa-
rados em honras.
Esta foi untadas razoesque no senado apresenlci,
justificando o augmento que tive a honra de propor,
augmento que anda nao equipara as duas clas-
ses, porque, como a cmara v, pela tabella anda
os lentos licam com o vcncimenlo de 3:2008000 quan-
do os desembargadores lera 1:0005000. e com o or-
denado de atOOOfQMqueja linham pela lei de 1851,
ao passo que os desembargadores percebem 3:0005
de ordenado.
A milra razao em que mo fundei foi a considera-
cao de que os lenles eslo muitn mal pagos, e que
nao he de esperar que um homein de tlenlo, que
discorlina em outras carreiras a perspectiva de um
futuro mais brilhanle, queira ser unicamcnle pro-
testar, porque nao Ihe ser possivel viver smenle
com 2:00OJO00 se fr proprielario, e ainda menos
rom 1:200QOoO se fr substituto; e dalu resida que
se um homcm de hahilidade se destina ao mau'isle-
ro, he de ordinario, ou considerando no profeso-
rado apenas um lunar de espera para oulro inellior,
on ja com a intenfn de arcumular oulras funeces,
cujos vencimenlos Ihe ajndem a viver.
Ora, tratando eu do reformar oscludos superio-
res, atlcndi a que nenlitima reforma seria prnvei-
tosa se o governo uHo podesse contar para rcalisa-la
com um pessoal muilo dedicado ao servir e muito
habilitado, isto he. com um pessoal que exclusiva-
mente se podesse entregar aos objeclos tto sua prolis-
silon alleinlt por isso a que ao lempo que o governo
iiupunha aos professores maiores onus e mais pesa-
dos sacrificios, que exiga maior assitluidade to
cumprimenlo de seus deveres, c que eslabelecia pe-
nas a que al agora nao eslavaui sujeilos, era de
rigorosa justic que lhrs desse vantauenscorrespou-
tlentcs. Die lambem em meu relalorio que um
lente de medicina que fosse obrigado a manler nina
clnica regular para ajuda-to nos mcios do subsis-
tencia, jamis pollera ser um perfeilo lente (opoia-
dos.i; que o lente de direilo que llvesse uecessidade
de advagar para ler de que viver nao poderia ser um
perfeilo lento {apoiadot), porque leriam de ser mili-
tas vezes dislrahidos de seus deveres do magisterio,
nem sempre teriam lempo para ae oceuparem exclu-
sivamente com os objeclos do nsino, e para acnra-
panharem lodo o progresso, ajilas as innovacOes,
todo o niovimenlo cnilini das materias que Ibes cum-
pre lcccionar. .-potados.)
O Sr. Brandoo d um aparte.
O Sr. Ministro do Imperio".Passarci agora a
locar na desproporco que o nobre depulado nolnu
na relacan dos ordenados dos lenles c dos substitu-
tos. Se o nobre depulado livease examinado a le-
nislaro respecliva vera que cu conservei nos ven-
cimenlos da tabella a mesma pronorc-ao da lei de
27 le junho de 1837, a qnal marcando 2:fMXr^OO0
aos lenios oathodraticos a IrjetfOQO ao substitutos,
eslabeleceu a mesms dilerenr de.800*000 enlre
un* c rlulros, que he a quearlualinenle se observa
na tabella, que dando aos lentos proprielarios 3:2005.
Giiardei a mesma dillcrenca que exislia as leis an-
teriores, porque pareceu-roe que com menos nao
poderia um lento substituto viver decentemente.
O Sr. Aitquslo de Olireira da um aparte.
O Sr. Ministro do Imperio:O nobre dopulado
potler pensar como julgar convenienle, mas com
lodo o seu tlenlo nao poder mostrar que entre
2:i005000 e 3:2005000 a differenca nao he de 8005,
como era a que havia entre 2:0003000 e 1:2005000.
Falln o nobre depulado na conveniencia de se es-
lahelccerem cerlos dircilos com o Ululo de direitos
de exame, e que servissem para com elles se pagar
aos lenlesc diminuir os encreos do Ibcsouro. Com-
quanlo islo seja mais proprio da discussao dea es-
tatutos, dimitido como o nobre depulado pedio a
minha opiniao a respeito, direi ainda por deferen-
cia para com o nnhre depulado, mas sera entrar por
agora em desenvolvimcnlo, que esle systema nao
merece a approvacao dos homens que mais pensara
neslas materias; eu pelo menos nSo aconselharia a
sua adopcao, pois temera os abusos, a que elle po-
deria dar lugar entre nos. {Apoiados.)
D- mais os csludanles j concorrem com as malri-
culas que n.lo ate lilo pequcuas que exijam eleva-
rlo, a qual Iraria em resultado estabclecer no cnsi-
no superior um monopolio smenle em favor das
classes mais abastadas ( apoiados ), c cslou ceilo
que o nobre depulado nao lis de querer islo
O nobre depulado nao juslificou no meu enlen-
tler as arguiees que fez i tabella. Devia ler mos-
Irado que os lenles com 2:0005 attta bem pagos, e
que lodo o augmento era injusto e aiili-ecoinimiro ;
devera 1er mostrado que essesveocimentos nao esli
em proporca.i com os de uniros cmpregadps da
mesma cathegoria, mas antes disto devia lemhrar-se
que, ainda passaudo a tabella, os lentes propriela-
rios Bcaroo com 3:2005 isto he, com menos ainda
'Iin* i|ii.ilqiior contador do lliesourn.
O Sr. Augusto de Olireira d um aparte.
O Sr. Ministro do Imperio :Quanlo ao que dis-
se o nobre depulado relativamente aos snbslilulos,
eu responder! apenas que o nobre depulado se en-
-""".' perfeilameoto qnando consiilerou o lugar de
-ulislilulo como um lugar de mero tirocinio. Dizen-
do islo o nobre depulado por cerlu se esquecen tle
ipic um sulistilnio deve ler as mesmas elalvez maio-
res habililaces do que os lenles calbedralicns, visto
como as faculdade, de direilo elles sao chamados
para ler era lodas ascadeirasda faculdade cujos pro-
prielarios eslivcrein impedidos, e lias escolas de me-
dicina tem necossiiladc de eslarem habilitados pelo
menos para lodas as malcras das secees a que per-
lencera, e portanio nao shc misler que eslmlein
mais, como lambem carecetu tle ler mais numerosa
livraria, ao passo que ao proprielario basla ser pro-
fundo as materias de sua cadera, e ler os livros
para ella necessarios.
Perstinlot o nobro depulado lambem seo eover-
00 euteuilta uurt ui taas. >'.e qiulqoer f.icul ta-le
pudiam ser empregadus nesftas r-*nid-io, ..c.,o.
ao mesmo lempo cailelras tle oulras pelas quaes re
rcbessein lambem vencimenlos. Nao sei ao que o
nobre depulado se quiz referir. Nao me consto que
nem as facilidades de direilo, nem as de medici-
na, islo aconleca. Nao acontece de cerlo as de
S. Paulo e Rio de Janeiro, de que lenho mais co-
iihccimrnto. Conviria pois que o nobre depulado,
se sabe de alguma eousa em contrario, precisasse os
fados, alim de que examinados, pudes-em ser res-
pondidos ou explicados. Por cmquanto direi s-
menle que nao ha lei alguma que prohiba que o
lente de urna faculdade possa leccionar em oulro ea-
labelecimento Iliterario, se nSo houver inrompali-
bilidade no excrcitio das respectivas funeces ,- lo-
davia nunca adoptarei esta accumulaco como re-
gra, Se o nobre depulado nao se satisfaz com esla
explicado, peco-lhc que precise a sua hypnthcse,
afim de que possa s.a inellior tomada em conside
rarao.
lie oque por ora julgo bstanle dizer cm repos-
ta ao nobre depulado.
O;Si: l'irialomanda mesa um artigo additivo
relativo academia militar c de marraba, declaran-
to que se reserva para em occasiao conveniente o
sustentar.
O Sr. Augusto de OUteira agradece ao ministro
do imperio as explicaces que se dignara minislrar-
Ibc. e declara qoe nao faz opposicAo tabella na
parto que marta os vencimenlos para os professores,
mas que relativamente s relenles que litera sobre
os ordenados e gratificares dos substitutos, as obser-
vares do nobro ministro, longe de abalarcma con-
vicrAtidelle orador, forlalecem-na anda mais.
O orador concilio o seu discurso mandando mesa
as semiiiile* emendas, as quaes'sendo lulas, sao
apoiadas:
o Os substitutos e professores tas escolas de direi
lo e medicina perceberao 2|3 dos ordenados e gra-
tificares dos professores. S. a R. A. de Oli-
reira. i)
Os lentes snbslilulos das escolas de medicina
perceberao as gralificacoes peto mesmo modo e dc-
baixn das mesma; condires observadas para os de-
sembargadores. S. a R. A. de Olireira. i
Os substituios, quando cm exercicio, vencerao
a gralificacao tle 8OO5 na razao do lempo que servi-
rem. Aguiar. n
O Sr. Paula Haptista : Sr. presidente, nSo
pude fazer um juizn claro sobre a emende apresen-
Jada pelo nobre depulado por Pernammico ; creio
que diz a emenda ; o 8UO5 o substituto que esliver
cm exercicio. A tabella jn da 1:2005 de gratifica'-
o.lo, o igual gralificacao tem o lento cathedratico ;
quizera saber se esses 8OO5 de gralificacao para os
snbslilulos he una emenda subsliluliva a de 1:2001,
ou se he nina emenda addiliva.
I'ma eos : lie urna emenda augmenlaliva.
O Sr. Paula Haptista:De mneira que os subs-
tituios licam com duas gratificacfies de diversa 11a-
tureza. Ficam com al." da 4:2009, licam mais rom
a 2." de 8009 que ao lodo vem a ser 3:0009 NAo
posso dizer nada a esse respeito, porque sou lente,
eslou ligado a muitos companheiros e lenles substitu-
tos, mas comludn peto que lenho dito a cmara deve
comprehciidvr que eu sou conlra essa emenda...
O Sr. Araujo Lima : A emenda he subslilu-
liva da nutra.
O Sr. Paula llaplisla : Se fosse subsliluliva
eu a senaria boa, mas he addiliva, e por isso acho
nella despeza de mais.
I'ozes : Votos! votos I
O Sr. Aguiar sostena a doulrina da sua emen-
da, mas enleiidciido que a idea deve ser mclbor
considerada, pede licenca para relira-la.
A cmara sendo consultada decide affirraaliva-
menle.
Julga-se discutida a materia o procedeu-se
laclo.
O projeclo he approvado com as emendas dos Srs.
l.uiz Carlos c Paula Caudillo.
Sao apoiatlos os rticos addilivos publicados 110
Jornal de 17.
O Sr. Augusto de Olireira : Sr. presidcnle, .1
visto da volaeao havida ha punco 11a casa sobre ai-
climas emendas por mim proposlas, j.i v V. Ex. e
loda a cmara que nao pero a patarra na esperan}!
de que minhas tristes ideas po'sajrWiiinipbar : ms
peco nicamente para fazer um proleslo conlra lodo
esle niivoi'sbaiijamcutodc dinbeiros pblicos, (t'i-
rai reWentdC&es.)
O Sr. Comes llibciro : Apoiado ; he extraor-
dinario.
O Sr. Presidente I par o orador) : O nobre
depulado mo pode fallar conlra o vencido, salvo sC
lem de propor alguma cousa....
O Sr. Augusto de Olicira: V. Ex. nao me
cnlcndeu bem ; eu volci pela tabella em parle ; V.
Ex. vio que na oulra tliscusslo volci pela res.duran
em quasi lodas ai suas parles; portanlo reliro-ine
ao arligo em discussao, e n.io aa que foi volado....
O Sr. Comes fibeiro: le a cmara quc mais
mal tem feilo ao paiz ; s nina disessao.
O Sr. At'qnsto de Olireira : -Sr. presiden!",
para que os lenles ta escola nublar e da academia
de m.irinba livessem direilo a percber as mesmas
vanlagans conredidas aos lenles das academia- e de
direilo tora uecesaariu que sobre elles pesassem os
mesmos onus.
O Sr. Ilrandao : Pesara.
" Sr. Augusto de Olireira : A cmara sabe
que ullunamente ...
O Se. /Iranio : Sao lentos superiores romo os
oulros sao.

Urna 110; : He urna dasacademias mais bera.dt- jnia que tanto apregoam quando se trata de melho-
rigidas que ha.
(la outros apartes.)
O Sr. Augitslo de Olireira : Eu peen ao nobre
depulado, j que se mostra tao enthusiasmado por
essa medida, que entre na compararan de lodas as-
materias do ensiuo nessas academias....
(Dirigem-se de todos os lados muitos aparte.)
Nao posso fallar assim.
O Sr. Presidente : Alteneo!
O Sr. Brando: Esto admiltido o uso dos
apartes.
O Sr. Augusto de Olireira: Isso he intertup-
eao, nao sao apartes.
t> .Sr. Presidente: Per.o ao* nobres depulados
que nao inlcrronipam ao orador.
11 Sr. Augusto de Olireirm-.-E dizia ao nobre d-
pntadoqoe.j que se mostriPBo enthusiasmado por'e>r? "
samedida.desresscanalj se minuciosa de indas as mo-
leras de ensino a cargo das escolas demariuha e mi-
Itlar.coraparalvamonio com as materias a careo das
escolas de direilo e de medicina. Eslou persuadido de
que o nobre deputado, consciencioso como he ha de
ver que na academia tle marin* ensinam-se algu-
mas materias que pertencem ordem do ensiuo se-
cunilario(rec/rimafoc. ao passo que todas as male-
rias de ensino a cargo 'das escolas de medicina e de di-
reilo sao deesludos superiores. A arilhmetca alguma
vez perlenccii ao ensiuo |superior? Nao he ensino
secundario ?
l'ma rn; :EnlAo porque he arilhemelca nao he
seicncin'! Dirigem-se ao orador outros apartes. )
O Sr. Augusto de Olireira :Eu j disso ao no-
bre depulado que nao posso entrar nesla disctissSo
com aquellc pleno cnuhafimenln de canta que eu
pretenda, porque nao sabia que era boje a 2." dis-
cussao desle projeclo. O nobre depulado sabe que
boje apenas se discuti em 1. discussao, passou 2."
em virludc de urna urgencia volada ; mas fique des
cansado, na 3. espero entrar nesse dbale, e appre-
scnlar, lalvez iora vanlagem, minhas. itlas ; mos-
Irar que as malcras de ensino a cargo das academias
militar c de marraba nao estn todas em idemu-as
circunstancias que as materias a cargo das escolas
de medicina e de direilo.
Os Srs. Srra c Brando :Islo he o que resta
provar. (Apoiados.ll outros uparles.)
O Sr. Augusto de Olireira :Mas se procedesse a
argumentaran to nobre depulado.....
O Sr. Sera :Sao setnelas exactos que deman-
dara alio raciocinio.
O Sr. Augusta de Olireira :Nao neg a cle-
vacao a transcendencia, a imporlanciado ensino tas
academias de marraba e militar, mas digo que algu-
mas das materias des ensino nao pr-rlenccm aos
estudos superiores. De ordinario os ordenados sao
marcados segundo a graduaeo do ensino ; em loda
a parle exisle ensino primario, secundario c supe-
rior ; c os ordenados sao correspondentes ordem
desses ensinos ; perianto lecciouando-se na escola
militar e na academia de marraba ahumas materias
que nao pertencem ao ensino superior, alguns des-
ase professores nao podem ler as mesmas vanlageus
de que gozara os das escolas demedicina e de direilo,
que enlre *OB sAo rlassificadas como eslabelecimeulos
de instrucrao superior.
OSr. Ilrandifo :Essa conclusao he que nao he
exacta.
O Sr. Siqueira Queiro: da um aparto.
O Sr. Augusta de Oliceir :Ora, o nobre depu-
menlos maleriacs.
Como vejo, Sr. presdeme, qoe varios a Hlelas se
apresenlam em campo, pugnando por esla medida
que parece salvadora, e, pequeo como sou, ainda
reservo-me para depois de oovir aos nohres depota-
dos, apresentar em ultimo resultado mais algumas
consideracoes.
Or. \ irialo s-aslenla os arligos com dfferenlcs
razoes, depois do que o Sr. Brando exprime-se nos
seguintes termos :
0 Sr. Brando: Meus se tibores, se La place e
Newton resuscilassem e ouvissem o discurso pronun-
ciado pelo meu nobre amiao depulado pela minha
provincia, que jalao nao fariam sobre algumas da-
proposiroes por elle emiuidas contra o arligo addilis
vo que eu Uve a honra de apresentar ?
ffrfAguiar: Mas Laplae** Kewfen nSo exis-
ten).
O Sr. Brando : Nao vivem, porm exislem na
lembranca dos homens da sciencia.
O meu nobre collega principiou dizendo que se
esbanjam os dinbeiros pblicos....
OS. Aprigio: Apoiado.
OSr. Brando:....que s se traa de elevar
ordenados....
O Sr. Aprigio: Apoiado.
O Sr. Brando : .... que a cmara dos senhores
depulados continuando a Iransviar-se do verdadeiro
caminho que deve seguir, cm vez de economisar a-
quelles dinheiros he quera ir.aU os dislribue....
O Sr. Aprigio : Apoiado.
O Sr. Brandan: Senhores, concordo-ern gran-
de parle com o honrado meinbro, e disto lenho dado
rrequenles provas, pois que nunca deixei de votar
conlra oeogmetilo de desperas nAo justificadas; mas
permilla-me elle que Ihe declare que se a cmara
nao deve desbaratar o Ibesouro nacional, se pelo
contrario tem o dever de poupa-lo, por oulro lado
lambem Ihe compre ser justa, e. rcspeilar o princi-
pio de igualdade, de cuja violara.) nAo pode deixar
de resultar o descrdito de qualquer acto legislativo.
Assim, pois, se ella maniera aquetle principio, ae res-
peila-o, n.lo pralica esbaujamonto, exerce um acto
tle juslica (apoiados), e iiesle raso nao merece ser
censurada. O meu arligo addilivo esto as circums-
lancias que acabo de mencionar, eme parece que
podc-lo-hei mostrar no correr da discussao.
O governo imperial c a cmara cntenderam que
era misler elevar os ordenados dos lenles das acade-
mias jurdicas c tic medicina em al I etican s circums-
lancias do paiz, e a razao umitas vezes allegada be
que com ordenados miseraveis e mesqunhos um ho-
rnera na pnsicAo de lento nao poda subsist? nem
manler-se na stluacao digna de um preceptor da mo-
cidade; mas pergunto eu, senhores, nao eslarao lam-
bem no mesmo caso os lenles tas academias militar e
de marraba, os preceplores tlessa importante moci|
dade, que, bem como a que se dedica ao cstudo de
direilo e de medicina, tem de enrarrenar-se do fu-
turo do paiz? Niuguem em boa too poder duvidar.
Um lente da escola militar e da academia de ma-
rraba presta naijSo servidos tao importantes como
qualquer oulro da academia de direilo ou de medi-
cina. (Muitos apoiados.) E, senhores, jase nAo lera
demonstrado nesla casa por mais de urna vez que o
Brasil precita de homens especiaes para trataran de
seus melhoramenlos materaes? Apoiados.) Nao se
lado loma s-mpre as palavras no sentido que Ihe he 'cios do ibe-ourn, mandado vir ta Europa, quando
favoravcl paracombator, he fcil dar apartes ; sera
melhor que o nobre depulado peca a palavra e que
nao de apartes.
O Sr. Siqueira Queira* :Peco a palavra.
O Sr. Augusto de Olireira :Dcil como sou,
deelaro-mc sempre vencido pelas luminosas ra-
zoes do nobro depulado, semprc que ellas possam
convencerwiie- __ -----------_________ ,_____
osr. Apriqio :Est Clamando no deserto, Sr.
Augusto de Olveira.
O Sr. Gomes Ilibeiro :Apoiado.
O Sr. Augusto de Olireira :Os angmenlos de
ordenados marcados na nova tabella que ha pouco
foi apprnvada sao aulorisados em conscqiicnca da
reforma que sorerara esses eslabelecimentos; em
virtude dessa reforma pesa muito maior onus sobre
os professores das escolas de medicina o de direilo ;
os augnieulos de ordenado proposlos pelo nobre m-
nislro do imperio liveram por fim compensar a
maior somraa de Irabalbo que pesa sobro os profes-
sores.
O Sr. Aprigio :Muilo bem.
O Sr. Augusto de Olireira :Pergunto eu c-
mara, as mesmas circumslancias se achara a escola
mililar e a academia de marraba '.' Acabara esses
eslabeleciinenlos de sofTrer alguma modificacao'.' pela
5nal posean novos onus sobre seus professores Nao.
v V. Ex. que nao exisle a mesma razan.
Devo tarabem observar a V. Ex. a urande dilTc-
renea quo ha entre os lenles da escola militare os
da academia tle direilo ; aqticlles san educados
cusa do governo.
OSr. Sera :Quem Ihe disse isso'!
O Sr. Augusto de Olireira :Pois por ventura o
nobre depulado nAo sabe que os individuos que es-
ludam na escola militar conioc.iin percebendo o sold'.'
O Sr. Sera :Porque assenlam praca.
O Sr. Augusto de Olireira : E pergunto cu, a
educarAo ou a formalura de um doutor em direilo
nAo he muito mais dispendiosa, nAo rusia muilo mais
ao individuo que a vai procurar do que a de um
doutor formado era inalhcmalicas?
O Sr. Sera : Essa brincadeira.' Doulor em
malhematicas! Para se chegarahi he preciso ler um
dom que Dos d a seus escolhidus smenle.
O Sr. Augusto de Olireira : O nobre depulado
nAo poder conleslar-me a reflexAo que ha pouco fiz,
de que o csludanle da escola mililar comee,* perce-
bendo vanlageus doesladn; asna educacao he pois
alimentada soccorrida petos cofres pblicos, o que
qiiencia nao os lera o governo, com grandes saenl
_ ,'...'. _*. ,. """K'n na. Minemos e iivios uaia
nao acoulece com a do csludanle da academia de di- ithcmaUcoa. possa viver com I-800*.
rolo ou da escola de medicina, que he toira a suas ututos ,-, i:',, e mu.;ls VMC9
nronrias esnensas. n......n-> c__:- _.___^. ____
propnas espensas
Agora, Sr. presidente, devo fazer ainda oulra pon-
derarlo i cmara, e he que a maior parle, senao a.
iiilalidado dos lenles da academia de marinha e d
escola mililar percebem o sold das pateles que lem.
O Sr. Sera: Veja que a emenda diz detlu-
zido o saldo. He preciso nao fallar assim quando
se trata de materias lao delicadas, l'erdoe-me o no-
bre depulado que Ihe d esle conseibo ; mas lenlin
direilo para o fazer, porque sou seu patricio e amigo.
O Sr. Augusto de Olireira,: Pois eu declaro
que nao preciso dos couselhos do nobre depulado em
cousa alguma : guarde-os para os seus soldados;
procedo aqui segundo a minha cnnscicncia, e julgan-
do que eslou pralicando urna acrao indecorosa, nao
preciso de couselhos.
Urna VOS : Rio se zangue.
O Sr. Augusto de OUteira: NAo eslou zanga-
do, eslou argumentando; os nobres dopulado- com
as suas inlcrrupres he que nAo pcrmiltem que d o
tlcvido descnvolvimenlo s minhas itlas.
O Sr. Aprigio: Tem fallado muilo bera ; mas
esto clamando no descro.
O Sr. Augusto de Olireira : Agora, Sr. presi-
denle, nao posso deixar tle. fazer urna nliseriApin aos
nobres ministros que eslo prsenles, c be perguniar
se elles se esquecein nesla queslAn dos principios de
economa proclamados por lanas vezes por SS. Excs.
quando so lera tratado de conceder beneficios a cer-
tas provincias. Desojo que me digam se apenas nos
devenios lembrar de economisar os dinheiros pbli-
cos quando se li alar de decretar a abertura de tima
eslrada.ou tto fazer beneficios a diversas localidades.
O Sr. Brando : Para se lerem eugenheJros que
faca 1 n eesasestradas he preciso pagar bem ao prole.-
sores.
O Sr. Aiiguso de Olireira : Desejava, Sr. pre-
sidente, que alguem me apreseulasse ao menos o or-
camenlo desse augmeulo de despeza que se quer de-
cretar. N*o sei se nao he um embaraco para o go-
verno esta medida ; nao sei como elle poder boje
salisfazer lodos os encargos j volados na lei do orca-
inenlo quando realisem os reccios que ha de dimi-
nuirn as rendas do estado. Os nobres ministros,
conscienciosos como sao, zelosos dos dinbeiros pbli-
cos como se moslram, poderAo querer esle augmen-
ta de desperas ? O nobre ministro da marinha j
aqui una ve/, declarou que nAo poda annuir a una
medida preposja pela briosa depulacAo do Cear, pe-
dindo nina pequea quaulia para nina obra de alta
importancia para essa provincia, porque essa obra
nao linha sido e-ludad.i, nem se aprcscnlou a pitil-
la e o ornamento.
O Sr. Brando : Mas n depntacRo do Cear nao
se qucixa disto ; aceitan a razio dada pelo nobre mi-
nistro.
O Sr. Augusto de Olireira: Nem eu eslou cen-
surando ao nobre ministro ; ao contrario lonvo mui-
lo ao governo lodas as vezes que, vendo que nao po-
de excrutar una medida por frita de nietos, pede
cmara para que a determine ; louvo esla sinrerida-
de, porque o nvenlo podia muilo bem aceitar a me-
dida e mo execula-la. Por ronseguinte as minhas
obscrvares. longe de serem censuras, sAo laudativas;
mas o que digo he rase, para que essas observacoes
dos senhores ministros conservera loda a pureza," he
preciso que elles, quando se I rala de beneficiar o
pessoal, de augmentar os ordenados dos empreados
pblicos, nao se esquejara dos principios de ecouo-
os po liamos adiar no paiz, se elles tossera procura-
dos, animados e bem retribuidos? Quando os (cria-
mos al em abundancia se as academias mililar e de
marinha fossem bem doladas c seus lenles pagas co-
mo devcni ser? Nao sabera os honrados memoras
que ainda ha pouco lempo, lundo o governo de rea-
lisar urna obra na capital do imperio, mandn vir
engolillnos da lnglajcruv-Eara leY'itar_9s nlajjos.
medanle gruesos ordenado eTrtHras desps-zas avul-
tadas' Iimoram que as provincias as cousas mar-
chara pela mesma forma, nao obstante possuirmos
urna mocidade (alentosa, e que faria grandes pro-
gressea as sciencias exactas se tivesse esperanca de
ser devid.menle considerada? Ah meus senhores,
nao desprezeis a ess 1 mocidade, nao desprezeis a seos
preceptores Vjt que as tendencias do secuto in-
clinara-se para os melhuramentos, e que as care-
cemos de inlelligencias novas para nos sjudarem
na obra do progresso.
Nao se grite pois contra e nivellamenlo que eu pro-
ppnbo em favor dos lentas militares e da academia
de marinha; nao! Elles sao tao dignos como os ou-
tros, com a nica differenca que estes ensinam o di-
reilo e a medicina, e aqnelles leccionam as arlas mi-
themalicas era suas applica;es aos diversos servicns
humanos. (Apniadot.) '
O Sr, Augusto de OUteira ri-se.
O Sr. Brando:O nobre depulado ri-se'! Pa-
rece que tora mais convenienle allender n gravida-
ile e importancia da malcra. Nos j somos urna
geranio triturada pela luta dos partidos ; as espe-
ranras da patria pois devem repousar na-mocidade,
que agora se prepara; e assim be do nosso dever
dar-lbe bons mestres, proporcionando a osles urna
decente subsistencia ; sem isto o nosso Brasil, que
por sua situarao geogr.iphica e mil oulras vantagens
parece ser ramado a grandes deslios, nAo poder
por cerlo representar o papel que Ihe esl marcado.
Meus senhores, eu nao sou militar, nao lenho p-
renles militares, e, exceprao dos nobres ministros
da guerra e marinha, a qiiemconhecode visto nesla
casa, quasi que nAo lenho retardes na corte com
oulros membros dessa cla.se importante, por isso
nao posso ser averbadn de suspeito na queslao rque
se discute ; pugno pela nivellamenlo dos ordenados
dos lenles e substituios das academias militar e de
marinha por senlimenlo de juslica, por um princi-
pio de bem entendida igualdade*
Ora pergunlo-vos, he po'sivel que um lento que
mora na capital do Brasil, que lem familia, que
compra instrumentas e livros para seusesludos ma-
e os seus subs-
com menos des-
sa quanUa"? Creio que nao; e porque se d a um
lento de medicina ou de direilo o ordenado de
2:2009, allegando-se que elle nao pode subsistir
rom menor quaulia em ra/.Ao da careslia dos gneros
de primeira neoessidade, ao passo que se quer con-
servar iuallcraveis os vencimenlos dos primeiros"'
NAo vejo razao para essa dificrenca, e por isso he
que quero o nivellamenlo que lenho proposto.
Esta cmara, que todos os dias proclama a ne-
cessidade de augmentar us ordenados dos empre-
gados publicos, que elevou os da magistratura, e
que agora faz larga concessao aos lenles de direilo c
medicina, sera a mesma que dir:- ludo islo be
verdade, esles augmentas aHo justos, menos p.ra oaj
.lentes da escola militar e da academia de mari-
nha ?! Nao o posso crer. Oli!.senhtires, de todo
meu coracao eu quero bem aee mjlitares, porque
sei que quando eslou tranquillo em minha casa, dei-
lado, leudo os meus livros, sAo elles que, arrostran-
do incommodos e^irivares, andam com as armas
as mAos detoqdendo a minha pessoa, a minha fami-
lia, a minha propriedade, ce.
O Sr. Sera: Apoiado; islo he urna verdade.
O Sr. Brando:Pois o militar que solTre lan-
o, o mililar qoe tem encargos (Ao pesados, ha Me fi-
i-ar red 11/.ido condicAo de nao gozar dos beneficios
que se derramara por sobic lodas as oulras classes de
empreados pblicos?
Senhores, perdoai-ineseeu moslro. mais exaltaban
do pie devora ; porem crede que he a juslica que
falla era mira, que exalta a minha ntclligencia.
Agora nAo deixarci de responder a nina parle das
observaces lei las pelo meu nobre collega e amigo;
disse elle: Os lentos militares nao merecem o aug-
menta de ordenado que se pronBe, porque na es-
rola respecliva c na academia de marinha ensiua-se
arilhinctica e oulras causas que Hilo estAo ao nivel
dos estudos que se fazem as academias de direilo
c as escolas de medicina. l'arece-me ler sido esle
o argumenta mais forte que apresenlou o meu nohre
rnllcga e amigo. Mas se se allender que a arilh-
inelica he a base, he o cimento tic todos os esludos
que dizcni respeito escola militar e academia de
marraba, ver-sc ha que um tal argumento he desti-
luido de fundamento.
O Sr. Augusto de Olireira:Enlao asprimeiras
lellras ainda he mais cimenta.
O Sr. Brando : 0 nobre deputado deve al-
lender que esla materia lie seria, he grave ; c inse-
r Sr. Il'ilkens de Mallos: Apoiado ; he exac-
lisiimo.
OSr. Brando : Ora, senhores, se arilhmetca
he o que en acabo de dizer; se no seguimenlo do es-
tudos superiores ella vai acompanhaudo o alumno
da escola militar e da academia da marinha ; se esse
alumno preparare, por exemplo, para o esludo su-
perior de forficarOes, deconstruc^Aonaval, decons-
iruocao de machinas ; se lambem se prepara para
adquirir conhecimenlos de astronoma, de geodesia,
de ciencias naturaes em todas as suas applicacoes e
de muitos outros ramos, como he que o nobre depu-
lapo lira dahi argumento para combater o mea ar-
tigo addilivo que nivella os ordenados deslas len-
tes que ensinam aquellas sciencias com os das escolas
de medicina e de direilo ?
Nao sei, sr. prestdeule, como o honrado membro
na ewa>ialiiiden que. pensando aaotffl, con
desapareca a importancia do esludoaue se fax na
escola militar e na academia de mancha !
O Sr.-Augusto de Olireira : farra queempres-
lar-meesta inlencAo odiosa ?
O Sr. Brando : Eo nAo rHifr qoe o nobre
deputado edeclivamente desaprecia, mas parece.
O Sr. Augusto de OUteira: He urna insinua-
C.AO.
O Sr. Brando : Pois en declaro alto e bom
som qu*nAo queso fazer iusinuarAo alguma ; e se a
expressAo que empregnei ofrende ao meu nobre ami-
go, retiro-a, porque, lendo com elle as mas estrei-
las relaces, bem longe eslou de o querer moles-
lar.
Alm do que lenho dilo, Sr.presidente, farei ama
ligeira reflexAo, e he, que os lenles tyn geral da es-
cola militar e de marinha se empregam em esludos
muilo superiores, e qoe at hoje sAo recoiibeeidos
pelos homens mais eminentes do mundo cmo de
primeira ordem. Altama o nobre deputado que
em direilo urna verdade pode ser muilo contestada.
um principio muilo debalido urna regra amito con-
trovertida ; masem malhemalira nao hi ; Indo be
certa, tudo he exacto ; entretanto qoe para se che-
gar a essa certeza, a essa exactidAo, para se nnocii-
lar no espirito do estudante o ronhecimenlo de sci-
encias lAo profundas, he misler sem duvida alguma
que aquellc que he encarregado de o dirigir lenha,
na*o sil alia capacidade, mas lambem qne se d a
esse grande Irabalho que naturalmente pesa sobre
um meslre que toma inlcresse pela sciencia. Daqui
pois resulla que os lentas da escola mililar e de ma-
rinha nao tem jnenns Irabalbo do que os das da me-
dicina e direilo, sendo al minha opiniao qoe o da-
quelles he maior ;"e se nao tem menos Irabalho co- .
mo he que se d aos primeiros a metade do ordena-
do marcado para os segundos i ( Apoiados. ) '
Eu ja fiz ver cmara que, a passar a laliella, os
lenles dos cursos jurdicos e de medicina viras* ler
um ordenado duplo ao qoe vencera os da escola mi-
litar e de marinha; ja moslrei que islo he urna in-
justicia, urna verdadeira iniquidade, e para que nao
se realise esla oflensa ao sacrosanto principio de
igualdade, insta pela atlopcao do meu artigo additi-
vo. Tenho a consciencia tranquilla, e confiando na
reclido dos meus collegas, espero que elles secom-
peneirar.oi das verdades que acabo de expender.
(Apoiados.)
O Sr. Seara: Sr. presidente, em urna das ses-
ses passadas, por occasiao de se discutir o orcamen-
lo do imperio, eu dirig mesa um artigo additivo
no sentido de seigualarem os vencimenlos dos len-
tes das academias jurdicas e das escolas de medi-
cina aos lenles da escola militar e da academia da
marinha. Medanle as observacoes que enlao fez a
esle respeito o nobre miuislrq presideute do couse-
lbo, ped licenca a cmara para retirar esse meu ar-
ligo, correndo-me todava o dever de aventa-io na
discussao da presente le, e mxime quando o nobre
miuislro do imperio, era um dos seus discursos de
eaktotjinniava- a isujla referido arligo :.entre- -
TaiiloTohjoquo algoera tauaasse nSje a uTaieira a-
presentando os arligos addilivos que ora se aeham
cm discussao. Eu poderia dizer com um grande po-
eto romano :
Hos ego versculos feci
Tull alter honores, o
O Sr. Ferro;:Muilo bem. .
O Sr. Seara : Mas me abslenbo disso, porque
respeito muilo aos nobres depulados que arabam de
enviar mesa esse arligos.
Tcndo o meu nobre amigo, depulado como eu pe-
la pro\ in.iia de Pernambuco, proferido o discurso
que a cmara acaba de ouvir relativamente .ques-
tao vertcnte, uclle esgotau completamente a mate-
ria; nada deixou de que eu me pudesse servir para
pleitear em favor da juslica que assisle aos lenles da
escola militar e da academia de marinha para goza-
rem do augmenta proposto em os seus ordenados ;
todavia, lendo-me revoltado, i vista de algumas ex-
presses solas nesla casa por ootro nohre deputado,
lambem por Pernambuco, que impugnoa o arligo
addilivo a que me redro, limito-rae a fazer-lhe al-
gumas pergunlas, c vem a ser: a qoeifl se devem as
grandes eonstrucrOes que exislem em lodos os pol-
los do globo? A quem se devem os eamiuhos de
ferro ? A quem se deve essa maravilba do Tnel em
Londres ? A quem se deve a telegraphia elctri-
ca ?
O Sr. Brandao:Apoiado; as maiores descoberlas -
que lem sido feilas em todos os seclos.
O Sr. Seara:E ainda, a quem se deve essa im-
mensidade de aperfeiroamenlos que lem apparecido
na chimica e na phystoa ?eessalheorra da vapor?...
O que seria o medicse 11A0 fosse.senhor da chimi-
ca e da physica aperfeicoadas como eslao ? O que se-
ria o jurisconsulto se nAo soubesse arilhmelica, sim,
oque seriako juiz de direilo do civel na otcasio em
que lem de fazer paAilhas nos bens de orphaos, se
nAo soubesse arilhmelica ?
I'ma voz:Por ahi nao vai bem.,,.
O Sr. Brandao:Apoiado; diz muito bem.
O Sr. Seara:Responda o nobre depotado a estas
minhas pergunlas, na certeza de que se as suas res-
postas forem satisfactoriamente em sentido contrario
quillo que eu penso^eutAo arrancar de meu espi-
rito torrcidio a convierjao intima emque estoo de
que as nialbemalicas s,lo a base fundamental de to-
das as oulras sciencias. (Apoiados, nuiCo bem.)
O Sr. Augusto de OUteira : E quem negou
islo?
0 Sr. Siqueira Quevoz sustenta ainda os arligos,
picando por lira a discussao adiada pela hora.
17
I.ida c approvada a acta da antecedenle o 1. se-
cretario d conla do seguinle expediente :
1 m requerimento do Dr. Silvestre Marques da
Silva FcrrAo, cirurgio-mr reformarlo de primeira
linha, pedindo que se aolorise ogoverno a admilti-
lo de novo na primeira classe do exercilo, visto que
julga injusta a sua reforma. A' commissao de ma-
rinha eguerra.
Das cmaras muniripaes da Villa Nova d S. J0A0
da Cachoeira. e da da villa de JaguarAo na provin-
cia do Kio (jrande do Sul, pedindo que a eleiroda
assembleas provinciaes seja por municipios. A*
commissao de assembleas provinciaes.
.De Joao Baplisla de Souza Velho, cx-enesrregado
daronlabilidade da illuslrissima cmara municipal,
pedindo urna pensAo igual ao ordenado que pereebia
quando exercia o dilo emprego. A* commissao de
pensos e ordenados.
L-se e fica sobre a mesa para ser tomado em con-
siderarlo, quando proseguir a .').' discossAo de pro-
jeclo a que se refere, seguinle resolucAo :
o A' 1.a commissAo de orea metilo foi presente o
projeclo n. 7!) de 1852 com i emendas proposlas em
3,a discussAo. (
Esle projeclo, comquanlo trato designadamento
das casas de Misericordia da corle, da cidade d Ba-
bia e do hospicio Pedro II, tem por fim isentar do
imposto de H\ creado pela lei n. 109 de 11 de ou-
lubro de 1837 lodas as loteras concedidas us casas
de caridade 1J0 imperio ; favor que seria de 9:6009
por cada lotera das que correm nesl.t corle
Duas das emendas pretendem qoe a senrao
comprobnda lambem o imposta do sello creado pela
lei 11. .117 de 21 de oulubro de 18fi, o qoal produz
9lMt) por cada lotera.
A :t. propc que ella se estenda a lodos os im-
poslos ; e a 1." tem por fim urna soppressflo de pa-
iavra, e pode ser considerada de simples redacrAo,
porque cm nada altara o projeclo.
A commissAo lendo em conside/arAo os philau-
guinlcmcnle varaos araiiiiienlar cm regra: se eu dis- i Iropicos fins das in-liluicps de candade, o servico
ser alguma nexaclidlo, o nohre depulado lera a fa- importante qoe ellas preslam ao estado, a insullici-
coldade do o mostrar, pedindo a palavra para res- j encia dos recursos de que em geral dispoem, a eares-
pondor-me.
A arilhmelica, Sr. presidente, como dizia eu,*,he a
base de lodo o edificio malliemalico, e pois fui urna
ulil cautela da nostsa logislacAo mandar que na esco-
la militar e na academia de marinha se eusinasse
essa disciplina por lentas que lomando todo o i 11 le
resse pelo seu ensino preparassem o esludanle para
que idneamente s-guisse o curso superior. A ari-
Ihnielica com applicarao aos logarilbmos, no calcu-
lo dilTerencial c integral, he ensillada para servir de
base ao desenvolvimenlo ulterior da sciencia.
O Sr. Augusto de Olireira: Isto he oulra
cousa.
O Sr. Brando :^- Creio que o nobre depulado
pela provincia de Alto Amazonas, que he profesio-
nal na maiona, nao deixara de julgar exacto o que
acabo de dizer. '
lia de ludas aa substancias alimenticias, e finalmente
o progressivo rrescimenlu de seus encargos na razao
do augmento da popular i o. do imperio, nSo duvidou
consagrar cm nova resolucAo queolferece conside-
rado da camare o favor*da isenco do primeiro
desses imposlos, j approvado por ella em 2.' discus-
sAo ; nao pode porem concordar na isencao do im-
posto do sello a cuja cobranca julga conveniente es-
labelecer xeepccs, e muito menos aa do de 8 \
creado pela lei n. 317 do 21 de ontubrode 1843, por-
que, recatando esle sobre os premios de 1:000$ para
cima, sua abolicAo somenlo aproveilaria aos portado-
res dos bilheles premiados, privando o estado da re-
ceila de 3:3609 por cada lotera.
11 lie pois a commissAo de parecer que a resolu-
cAo seja assim redigida:
* Arl. 1. Ficara iseolos do imposto de 8', credo



pela le n. 109 de It de oulubro de 1837 as loteras
concedidas s cuas de caridade do imperio.
Art. 2. Revogam-se as disposicoes em contrario.
Paco da cmara Ho; depulados". em 12 de agos-
to de 1854 Zoilo Duarte Lisboa Serra. /. M,
Vanderley. F.dt Paula Santos.
He julgado objeclo de deliberacao e vai a impri-
mir para entrar ni ordom dos trabalhos a seguinte
resoln$In :
Foram presentes commissao de juslioi civil
duas representacie, a 1. do bacharel Jos Affonso
Pcreira.e do bacharel Ignacio JoaquimdePaiva
1'reir de Andrade, pe indo ambos que seus servicos
como auditores de guerra do eiercilo do Kio Gr.ra-
de do Sul sejam equiparados aos dos auditores de
guerra desta corte, que sao considerados juizes de
direilo.
Fundara os suppcantes o direilo da siia pre-
tendo : 1.", no decreto de 3(1 de novcmbro do 1841.
queautonsou o governo a nomeer auditores espe-
ciis para o eiercilo do Rto Grande do Sul; 2.,
que na discussao detma le sendo inlerpellado o
governo sobre o carcter e vencimenlos desses au-
ditores, 6>clarou o governo que entenda que os au-
ditores Horneado* fieav.im por sua nomeacao consi-
derados jnizes dedireito; 3., na consideraio ile
que quando se tralon de elevar a 1:600(000 o or-
denado dos auditores da corle por decreto de "2 de
oufubro de 1838, entendeu o corpo legislativo que
lia qnalidade de auditor de guerra eslava compre-
hendid.i a qualidade Je juiz de direilo; 4., nos
serviros de auditoria de guerra, durante as opera-
Cues de campanha, qfie nao silo inferiores aos dos
auditores da corte"; j., na inscripcJio ou matricula
pernote o tribunal supremo de justica, como audi-
tores de guerra 'do ejercito cm operarnos em 12
de dexembro de 1843, como provam cora docu-
mento.
E a cominissao, avista das razOcs ponderada.
jurando que he de rigorosa juslr,a que os auditores
letrados que tem prestado servidas durante as Ion-
gas 9 penosas operacues do esercito do sol, sejam
equiparados aos auditores de guerra e marinha da
corle, que j sao coosileradus juizes de direilo ; he
de parecer que seja atiendida a pretendo dos sup-
plicantcs, c para isso ottorece a commissao o seguin-
te projecto de resoluto considencao da cmara,
eslabelecendo nellc ao mesmo lempo as cundirnos
para esnas nomeaees :
A asserabla seral legislativa decreta :
Arl. I. Os lugares de auditores de guerra do
eiercilo do Kio Grande do Sul sito lugares de juizes
de direilo, asslnycomo is de auditores de guerra e
marrana da curie.
Art 2. Para ser nomeada auditor de guerra da
corto ou do Rio Giaule do Sul sao necessarias as
DIARIO OE PERMMBUCO, TRfl FEIRA 3 DE OUTUBRO DE 1854.

mesmas habilitacSes que para juiz de direilo.
Arl. 3. Ficaoi rengadas as disposicoes em
contrario.
a Paco da enmara doi depulados, 14 de acost de
18)4Silveira da Motta.L. B. M. Fiuza.
Assis focha. b
I. iiilinua a discussao dos arligos addilivos ollere-
cidos ao projecto viudo do seuado n. 94 desle anuo,
a favor do esludanle Crescendo Valdelaro.
A requerimento do Sr. Paula Santos he approva-
do o enrerraiueuto desle discussao.
Approva-se o artigo .iddilivo do Sr. Augusto de
Oliveira, que autorisa o governo a conceder igual
lavor ao lodos oscsliidanfe queb requererem.
Suscita-so urna breva queslo de or.leiu sobre
oslaren) os outros rticos prejudicados ou compre-
hendidos na doulrioa do artigo additivo approva-
do: e consultada a cmara, decide pela aftirma-
liva..
Pondo-sc a votos a adopeo do projecto com o ar-
tigo additivo he rejeilado.
Entra em l.11 discussao o projecto que crea urna
nova provincia em Minas.
O Sr. yitconde de Paran [presidente do conse-
lho) (profundo silencio):-Sr. presidente, julgo con-
veniente dizer o pensamenlo do governo a lespeito
deste projaclo.
Em geral estimara jae as circunstancias linan-
ceiras e mais positivos conhecimenlos da pupulacao
e eslalislica do imperio'permillissem'fazer desde j
algumas divisos de provincias n sentido de facili-
tar a accjlo administrativa ; porm ncm as circnms-
lancias linanceiras do paiz o permitiera, nem esta-
mos habilitados com os precisos conhecimenlos para
poder desde ji indicar urna melhor divisao das pro-
vincial.
O orramento que se.votau nesta cmara para o
anuo viudouro saino, he verdade, com um saldo de
cerca de 1,500:000 rs.; mas esle saldo nao se poder
provaveimenle realisar : 1, porque pela prolongarlo
(la guerra da Europa que orase aprsenla com proba-
bilidades de duracao, pode bem acontecer que se d
fallcncia em alguns dos clculos feilos relativamen-
te a randajfKovavel do imperio ; cm segundo lugar,
porque a *speza que se deve lealisa1- no auno viu-
douro lem. de ser muilo maior do que aquella que
foi orrada e risada. Herunlare acamara princira-
menle que temos duplicara... ou mais que duplica-
cao de despeza com a navegacao do Amazonas cm
virtude da lei que aulorisou o governo para contra-
lar de novo com acompaiihia, e extingui o eiclu-
.sivo da navegacao, que linlia sido concedido a essa
ini'.ina coinp inlii.i. Temos alm disso a illuminacao
de gaz, cuja despeza devs triplicar. Temos anda o
contrato com o paquetes de vapor, exigiodo-se
maiores vapores, um ser ir. mais regular, maior nu-
mero de viagens para os portos do sul, uecessaria-
provincia de Minas, tao extensa como he, ha outras
localidades em que haveria mais conveniencia admi-
nislraliva para se crear nova provincia.
Eu, pois, julgo que a divisao deque se trata he da-
quellas mais inconvenientes que se pdem dar a res-
peito da provincia de Minas.
Se as circuinstancias fossem nutras, se se livesse de
fazer j urna nova divisao, eu julgara que haveriam
outros ponlos em quo a divisao seria mais justifica-
da {apoiados)-, lalvez que a cidade de Paracal de-
vesse ser a capital de urna nova provincia no serlo,
enmprehendendo o territorio regado pelo S. Fran-
cisco. Esta cidade dfsla muilo mais do Ouro Pretodo
que a Campanha ( apoiados ) ; os recursos adminis-
trativos tornam-sealli muilo mais difflceis do que
na cidade da Campanha com a distancia de 50 leguas
da do Ouro Preto.
Acho alm disto, Sr. presidente, qne a divisa en-
tre a provincia do Rio de Janeiro e a de Minasdevia
ser constantemente a serra da Man'iqueira, romo
he at o municipio de He/ende ; nSo devia largar de-
pois essa serra, e lomar o rio Prelo, d epois o Para-
livhuna, e finalmente o Parahvba, devia continuar
pela mesma serra.
Pens, Sr. presidente, qne no norte da provincia
d o It i n de Janeiro a cidade de Campos poda ser a ca-
pital da provincia de Go'nacazes ; e que os limites
desta provincia deviso) coinprehcnder urna paite do
territorio de Minas, a saber, os municipios da Leo-
poldina, o daJPnmba c o do Presidio. Esla provincia
nao seria muilo extensa, porm seria rica e popu-
losa.
Julgo, Sr. presidente, que a comarca de Caravcl-
lase Porto Seguro da Bahia, reunida a todo o dis-
triclo que se chama Minas Novas, poda tamben)
fotma"r~nma nova provincia. A difficuldade que se
encontra he a falta de communicacao entre estes
dous centros de popularan ; mas a navcgic,ao que se
promove no Mucury tornar no futuro esta com-
municacao franca e muilo convenieute.
O Sr. Fiuza : A do rio de S. Francisco he mais
necessaria.
O Sr. Prndenle do Consellto : Parece-me que
esla he mais conveniente ; mas sou o primeiro a di-
zer que por ora he isto inopportuno : estes dous
centros de populacho nao esiao anda communica-
dos convenientemente entre si para poderem ser
parle integrante de urna s provincia, he umacousa
de fuluro.
Julgo tamben), Sr. presidente, que a provincia de
S. Paulo pedia ficar com o municipio de Jaguar;, e
feilos estes sirles na provincia deMioas, creada urna
nova provincia no sen serian, cuja capilal fosse a ci-
dade de Paracal. com algum terreno de Goyaz, de
Minas, e lalvez da Kahia, o territorio que restara
necessarias as I provincia de Minas nao seria demasiado grande, e
nhin.
>. uugaiiuul.nO BUU9IU10 Qesnr-wt,
Accrearc que algumas provincias lem decretado, e
provaveimenle as outras seguirao o mesmo exemplo,
um anmenlo de garanta aos concessionarios de es-
tradas de ferro : este augmento de juro torna mais
provavel a organisacao de companhias, e desde que
ellas se organsem e"comecem oi'seus trabalhos, cur-
rer ao governo imperial a obrisarao de pasar o ju-
ro contratado, e correr esta obriuacao em toda a ex-
lensoda despeza, porque seguramente laes estradas
nao darn reudimenlo algum seno depois que esli-
verem acabadas e puderem lunccionar; eonssgnin-
lemenle a lotalidade do juro contratado pesar sobre
o cofre geral. Para loda eslas circunstancias (leve-
mos attentax muilo quando tivermos de decretar
augmento dsfdspeza.
Ora, todas estas creaces de novas provincias tra-
zero encargos de despeza geral. alcm da provincial
que se augmenta, nao em proporcao da diminiiicao
da provincia i que se desaggregam, mas de muito
maior somma. Recenlcmentecrearam-se duas novas
provincias ; pgra a creacan dellas nao inlliiiram s-
menlo as conveniencias .idminislrativas, havia lam-
bsm interesses do poder nacional; c estes inleresses,
mais anda de que as conveniencias administrativas,
hleram com que sccreassem cssas novas provincias,
qne alias no linham ncm pupulacao, nem reudi-
menlo suflicieote. Mas na.creacao nova que se pro-
vecta pode haver na verdade conveniencia adminis-
trativa ; nao ha, porm, o mesmo interesse do poder
nacional que iiifluio ua creaeao das provincias do A-
mazonas e Paran.
Estas duas novas provincias foram mui recenlc-
menle creadas, ellas pesam sobre o Ihesouro (apoia-
dos) ; e para que estes eecareos ppssam ser mais ce-
do alliviados, he necessrio que o governo preste
grande allenVao a culonisarao nesses liijjtres, al
mesmo para qne se possa tirar todas as vanlanens
que se tiveram em vistas com semelhanle creaeao.
He esla portante mais urna razao que nos deve em-
bargar de crear novas provincias.
Naoduvido, Sr. presidente, deque resultassem
algomas conveniencias aiminislralivas da creaeao da
provincia que se projecla ao sul de Minas Geraes ;
pordm he preciso ronfessar qumolhando para o lodo
da proviucja de Mina, o Sr. deptitado que projectou
esta creaeao poda adiar localidades em que as con-
veniencias administrativas mais fortemenle exigissem
a creaeao de urna nova provincia de que ao sul.
(Apoiados.)
He cerlo que esta por ;3o de territorio, com qua-
tro comarcas, doze municipios e quarenta e tantas,
fregoezias, lem urna populacao de 10,000 habitan-
tes pouco ma,is ou menos, e que esla populacao se-
ria suflicienle para formnr urna provincia de lercei-
ra ordem. fio possft mesmo duvidar que a accao
adminislrattra. ollocad.i nesle poni, fosse de van-
tagem para esta localidade ; mas qual sera a capital
da nova provincia ? Provaveimenle o municipio mais
importaste nella comprohendiilo, que he a cidade da
I jmpanhs; porosa quinto dista1 a cidade da Campa-
nha da cidade do Ouro Prelo, capital da provincia
de Minas? 50 leguas. Pos bem. o que sao 50 le-
guas de distancia em urna provincia renlral'.' ,>/'<-
dos.) Nao ha comarcas que esto distantes da capital
100 e 150 leguas? Em urna provincia central 50 le-
guas nao he cqrtsmenle distancia que se repule gran-
de, equedev induzir-ros creaeao de urna pro-
vincia. [Apoiados.)
Anda lie certo, senhores, que olhando-sc para a
renda desles municipios, tanto geral como provin-
cial, municipios que se pode dizer sao os de grande
importancia na provincia de Minas, esla renda, digo,
da piiucnmais ou mono, para despeza, quer seral.
quer provincial, que lites cumpre fazer ; porm he
necessario considerar, que decretada esla creaeao a
despeza provincial leri; de triplicar on de quadru-
plicar. Desde ]ue se eleva urna localidade a cate-
gora de provincia, ha dnspezas que se lornam in-
dispeusavi'is, laes como as de secretaria do governo
o de administraeslo, as da asscmhla provincial c
outras de luxo da capital; d maneira que desde
que se verificasse a crea ;.lo desta provincia, o ren-
dimenro 'diegar de forma alguma para a despeza provincial
indispensavcl; c quanto a despeza geral, alisal-ai a-
mente naochesaria.^A nova provincia nao pedera
crear immediatamenftuma sufficienle forca de po^(
licia, e po deve-se contar que se recorrera ao ao-
yerno geral para Ihe ped r a creaeao de um batalhao
fuo, que supprisse a falla da forja de polica, o qne
seria um augmento de despeza. Alm dislo era ne-
cessario ter imilla alten gao sobre qunes ao os ob-
jeclos de rcndimenlo da provincia de Minas. Digo,
senhores, com magoa, porque estimara que no nos-
so paz se tornaste eral o pensamenlo, que leve o
corpo legislativo de extinguir todas as alfandcgas
seccas; porm hacerlas barreiras na provincia de
Minas, que sebeudo-se o histrico deltas,nao sio ou-
tra con i mais do que all'andegas seccas. Ora. seria
necessario que o resto da provincia de Minas lizesse
na sus divisa urna outra linhaTde barreiras seme-
Ihante a que lem hdje nos limites com S. Paulo e
Kio de Janeiro. Teriamns porlanlo a miilliplicacao
de om verdadeiro mal que enlre nos exista, que sao
estas allaudegas seccas, quo devemos procurar extin-
guir e nao augmentar.
Como disse, senhores, sendo muilo pequea a dis-
tancia qae existe entre a cidade da Campanha e a
do Ouro Prelo, e sendo muilo menor a distancia
que sedar eslre a cidade do Ouro Prelo e o limita
projectado da uova provincia com aquella de que he
detaembradi, Uto he, 32 U|um, j se v que na
lindera ser bem administrado se para sua capital
fosse escolhida oolra povoaeao collocada em pnsieao
mais central do que licaria a cidade do Ouro Prelo
se laes desmembracors fossem realisadas.
Mas quando se julgue anda nlil dividir) restan-
te da provincia de Minas em duas, de cerlo a sepa-
rajao que agora se projecta he inleiramenle incon-
veniente com este plano. E, pois,Sr. presidente, eu
me pronuncio, como membro do governo, contra o
projecto em discussao, em 1 lugar porque vai aug-
mentar a despeza publica, c o Ihesouro nao est ha-
bilitado a lomar hoja sobre si estas novos encargos,
e cm 2 lugar porque me parece que a divisan pro-
jeclmla nao he a mais conveniente para a provincia
de Minas, visto como em urna provincia cenlral as
distancias que se dao ende os municipios que v3o
formar a nova provincia c a capilal nao sao excessi-
vas, he aquelle terreno mais povoado cm que ha
mais facilidade de communicacao. e que pode con-
tinuar a ser administrado como lem sido at aqu.
E se ha necessidades que devem ser atlendidas, nao
sao estas as primeiras, e sira as de Paracal, as do
sertao de S. Francisco, ele.
Repito, pois, que como membro do governo me
pronuncio pela nao conveniencia do projecto cm dis-
cossao pelos motivos que acabo de ponderar ; mas
todava nao se entenda quo desejo manter a provin-
cia de Minas em loda a sua inlegridade sem nada
perder. Sou Brasileiro...
O .Sr. Candido Borges : Brasileiro filho de
Minas.
OSr. Ferraz : He muilo forte !
O Si. Presidente do Conselho : Enlcndo que as
divises se devem fazer no sentido mais vanlajoso aos
povos, e nao duvido que a provincia de Miuas preci-
se de urna divisan ; mas he necessario que seja op-
porluna e mais discreta do que aquella que se pre-
tende fazer, e por isso votando contra esio projecto
nao me dispenso lalvez de em outra uccasiao mais
opportuna tratar de urna divisao mais conveniente.
O Sr. Gomes Ribeiro : a 2-. discussao.
O Sr. Presidente do Conselho: He a primeira
e a ultima vez que pretendo fallar sobre esle projec-
to, o mais corra por conta dos Srs. depulados, pas-
X ou nao passe 2. discussao, he cousa que me nao
'niporta.
jf Sr. F. Oetatiano : He muito louvavel esta
franqueza.
O Sr. Presidente do Conselho: Em 1853 eu me
pronunciei sobre urna divisao da provincia ; anda
estou nos mesraos principios. He conveniente que
algumas provincias que sao mui grandes sejam divi-
didas ; mas esla divisao Iraz despenas, e eu j de-
monstre! que em vista das despezas votadas e de al-
gumas oulras que eslSo a uosso cargo, algumas, cm
consecuencia de contratos perfcilos, e oulras de cou-
''' Hmm **" ""t.wr omn ...uii^flu, liV.^, fulIu ro
ceita suflicienle para fazer face a novas despezas ;
depois porque nao he justo parar se nesla creaeao,
feita urna he preciso ir a oulras. Quanto s duas
provincias j creadas, cu disse que nao cram s as
conveniencias administrativas que haviam induzido
o corpo legislativo a decreta-las, o sim lambem o in-
teresse nacional. Ora, as divisoe%J]ue nos restan)
fazer niojia o mesmo interesse nacional, mas ha
conveniencias administrativas, e urna vez encelada
esta marcha he preciso continuar com imparcialida-
de i.i/.endo todas as divises que se julgarem conve-
nientes.
Nao seria eu que puessc embargos a osle pensa-
menlo se por ventura houvesse renda sufficienle pa-
ra que fosse realisado ; por conseguinte creio que
sendo a renda provincial de Minas formada pela
maior parle com as laes barreiras. que eu digo sao
alfandegas seccas, nao ha conveniencia alguma em
irmo-las multiplicar ; e se nao as multiplicarmos,
se a receila da provincia nao consentiste nislo. en-
lao, senhores, nao Icria o governo geral de fazer fa-
ce Mmenle despeza geral, leria igualmente de ir
em soccorro.da despeza provincial. E devo lambem
dizer ao nobre depulado que h alguma cousa que
nos abrigara a slojehc que a provincia de Minas
tem hypothecado essas rendas de barreiras aos seus
cmprcslimos. Ora, I irn Jo-I lie essas barreiras, ria-
mos desunir a livpolhcca dada aos crmores; e, ou
a provincia liaba de estabelecer novas linhas de bar-
reiras, ou o governo geral linha de garantir u indein-
nisar in des-es credores.
Por todos estes motivos pronuncio-me actualmente
contra o projecto, mas nao me opporei no futuro a
urna divisao na provincia de Minas ; sobreludo me
parees que seria conveniente fazer-outras divisoes,
coinoas que indiquei. II,', Sr., presidente, o que
linha a dizer. (Apoiados, muito bem.)
O Sr. Comes /libeiro requer que o prrjeclo seja
remettido commissno de eslalislica.
Sendo apoiado esle reqaerimenlo, lica sua discus-
sao adiada pela hora. .
Redarrao do projecto de reforma dos tribunaes do
commercio.
A pedido do Sr. Sayao Lobato, vence-se ijrgencia
para discutir-e a redacc-lo desta projecto. -
Tomam parte no debate o Srs. Fiuza, Nabucu,
Savao Lobato, Silveira da Molla, Miranda. Araujo
l.ima.e Nehias. A final lie a redacco approvada,
sendo rejeitada urna emenda do Sr.*, Mirauda sup-
m-essiva das palavras poro julgarem em sigunda
instancia o,ais se arham no arl. I.
i Conliuua a discussao dos arligos adjitiyo as ta-
bellas dos ordenados dos lentes dos cursos jurdicos
e escolas de medicina.
O Sr. Augusto de Oliveira diz que nao se fara
cargo de responder ans oradores que na sessao pre-
cdeme fueran) insinuacoes apresenlando-o como
jiirenso elasse militar, porquanlo a maneira por
tfic tem procurado tratar na casa de lodas as ques-
loes relativas marinha, descendo aoalyse de ludas
as materias que Ihe xem respailo, oeeupando-se es-
pecialmente de ludo quanto se pede referir aoseu
bem estar, etc., he um protesto selemue contra laes
insmuaces.
O orador insiste cm dizer que o artigo cm discus-
sao nao Ihe parece justo, porquanlo a organisacAo
da academia de marinha eda escola militar uao lie a
mesma que a das escutas de direilo e medicina ; que
entretanto que oslas ultimas escolas periencem or-
dem de eslahelecimenlus de inslruccao superior, da-
va-so as primeiras a cirruiiislaiicia de algumas ma-
taras de seu ensino pertencerem a ordem das mate-
rias de ensino secundario.
O Sr. Augusto de Oliieira :Eu nao disse isso
com referencia ao projecto.
O Sr. Ministro a Marinha :Nrssc caso limito
a niinba resposta tao somante ao artigo additivo.
O uobre depulado disse, como acaba de repetir,
que o augmento de ordenado proposlo em favor dos
lentes da academia de marinha e da escola militar
he um esbanjamenlo dos dinheiros pblicos ; e, nao
contente com islo, o nobre Jdepulado rebaixou as
sciencias mathemalicas (muitot apoiados) da catego-
ra em que foram sempre consideradas em noaso
paiz, da colhegoria em que sao consideradas em lodo
o mundo civilisado. _He principalmente em nomo
da sciencia que me julguci obrigado a pedir a "pa'a-
vra, para protestar contra u proposiroes do nobre
depulado. (Muitos apoiados.)
O Sr. Sera :Bravo I
O Sr. Ministro da Marinha:O nobre depulado
disse que lodas ou quasi todas a< doutrinas que se
ensinam as duas esrolas militares sao de inslruccao
secundara.
Sr. Augusto de Oliieira :Est adulterando o
que eu disse. est argumeutando de m f. (Tiras
rtclamacdes.) t#
l'ozet:M f, nao; islo he muito forler'
O Sr. Sera :Nem he do carcter do nobre mi-
nhJlro.
40Sr. Augusto de' Oliveira:S me refer o 1
ano.
OSr. Presidente :Atlencao O nobre depulado
j pedio a palavra; em occasiao competente res-
pan dera.
O Sr. Virialo :E njio gqsla que Ihe deem
apartes.
Outra voz :Mas gosla de d-los.
O Sr. Ministro da Marinha : Desejo lao s-
menle defender as sciencias de que sou o mais hu-
milde apostlo (nao apoiados); nao desejo invectivar
de maneira alguma ao nobre depulado ; nao o faria
em outra posie-3o, quanlo mais naquella cm que me
acho enllocado.
Creio que o nobre depulado disse que a maior par-
le, -i'iiao todas as doutrinas que se ensinam as duas
escolas militares, sao mais propriasda inslruccao se-
cundaria do que da inslruccao superior. Nesle in-
tuito fallen da arilhmetica, algebra, geometra, tri-
gonometra, etc.; e boje fez urna excepeo smente
buanlo ao calculo dilTerencial e integral...
OSr. Augusto de Oliveira : E mais alguma
cousa.
OSr. Ministro da Marinha:... mataras que se
ensinam no 2 anuo da asadein'a de marinha, o no
2 da escola militar. Porlanlo, se o'nobie depula-
do nao retira inleiramenle suas proposic&es a respei-
to da ralhegoria em que devem ser consideradas as
duas escolas a, que se referi, ou as sciencias que
nellas se prolessam, nao posso deixar de dizer algu-
ma cousa emdefeza dessas sciencias, em defeza da
elasse a que perlcnco, e me desvanece de pertencer.
O nobre deputado considerando as sciencias ma-
themalicas pela arilhinelca, parou na porta do Pan-
theon das sciencias malliematicas. Se o nobre de-
putado penctrasse, se convencera logo do erro em
que esla ; vera que mesmo a arilhmetica, que elle
nos disse que as escolas militares se ensina como
as escolas de primeiras ledras....
OSr, Augusto de Oticeira : Primeiras Icllras,
nao, secundarias, e al me refer...
O Sr. Ministro da Martha :Seja as escolas
sccuudanas. Mas hoje o noVc deputado disse que
cnsiiando-se a contar as escolas de primeiras let-
Iras, ensinando-se lambem arilhmelira as escolas
militares, a elevar-se o ordenado desles lentas era
necessario eslendcr-se o beneficio aos profesores da
inslruccao primaria.
pru> no Panlneou das sciencias malhemalicas, veria que
a mesma arilhinelca presta ao linanceiro, presta ao
estadista os meios de calcular as suas operares de
fazenda, de resolver as differenles questoes de eco-
noma poltica (apoiados', de calcular o crescimeuto
e o progresso moral da populacho do paiz sob lodos
os ponlos de vista em que a eslalislica a considera e
observa.
O nobre deputado veria a astronoma ensnando
ao liomem como pude alravessar certeiro os desertas
do Ocano, a medir o lempo, que he o regulador da
sua existencia edo seu Irahalho. (Apoiados
O Sr. Paula Candido: He urna queslo im-
porlantissima.
O Sr. Ministro da Marinha :O nobre deputa-
do veria que foi aiuda a astronoma quem ollereceu
ao mundo um pa.lrao nvariavel de unidade linear,
chegando pela geodesia a medir um quarto do meri-
diano terrestre, o obtendo por este meio a unidade
de rompriraeulo denominada metro.
O Sr. Augusto de Oliceira :Quando foi que eu
nilll isa., V |[(. .I nm* -I..-:.. ....___.
al urna injuria que me est la-
II in I isso
zendo.
0,.SV. F. Qctariano : EnUo o nobre ministro
nao pode defender as sciencias que professa 1
O Sr. Ministro da Marinha :O nobre deputa-
o vera que he anda a eeodcsia e lopographia que
. inimslram ao estadista tjtmappas sobre que elle Ira-
le V ?? u.lslric's administrativos, desuada as questoes
de limites, discrimina o dominio publico do particu-
lar.
O nobre depulado veria que a mecnica s ou com
o auxilio da physica; da chimiea c da melallurgia
laura aa ponles eos carris de ferro que permitlem ao
hornera Iranspor rpidamente as distancias ; ensina a
constrnir estes -grandes apparelhos de vapor, que se
preslam ao mesmo fimeao difieren les trabalhos da
Industria, (^potado..rVena mais que a meciieo,
com o auxilio das sciencias physicas, ensina a cons-
truir desde o mais sumptouso palacio do rico at a
mais humilde choupana do pobre.
O nobre depulado veria que a mecnica,ram oau-
xilio da phjsica, da chiiuica e da melallurgia, pre-
para os instrumentas de guerra comque as nac,esde-
li'u lem os seus dircitos e lambem algumas vezes
emprcgain em realisar suas desejadas conquistas. O
nobre deputado veria todas estas maravflhas e mui-
tas outras que deixo de referir.
Ora, so sao estas as doutrinas que se ensinam com
desenyolvimcnlo na academia de marinha c na esco-
la militar, como he que o nobre depulado vem di-
zir peranii- o corpo legislativo que as materias pro-
fesadas nas duas escolas militares do imperio nao
merecen a rataiegoria de inslruccao superior, e que
por isso he um esbanjamenlo dos dinheiros pblicos
o augmenta de ordenado que se quer dar a esses pro-
fessores.
O Sr. Augusto de Oliceira : Que declamarlo !
O Sr. Ministro da Marinha :Combala o"no-
bre deputado o augmento proposlo com oulras ra-
zos, mas nao rebaixe as sciencias malhemalicas.
O Sr. Augusto de Oliceira i Nao rcbaixei tal.
Urna vos: Al disse que era o A B C.
O Sr. Ministril da Marinha : O homem emi-
nente nas sciencias medicas, ou nas sciencias jurdi-
cas e sociacs....
OSr. F. Oclaciano : Vai pedir emprestado s
malhemalicas.
O Sr. Ministro da Marinha : nao pude
julgar-sc deshonrado de sereoraparado a um malhe-
inntico eminente, (Apoiados Muito bem !)
O Sr. Augusto de Oliceira : Apoiado ; quando
tai que eu disse o contrario ?
O Sr. Ministro da Marinha : Qual he o jnris-
consulio ou medico distinelo que desdeuharia hom-
brear com um I.aplace, um Newton, um Leibnilz
(Apoiados.) E nao sao as theorias desses sabios
aquellas que o nobre deputado disse, que nao podem
pertencer inslruccao superior ?
O Sr. Augusto de Oliceira : Quando foi que
eu disse islo ?
O Sr. F. Oetatiano : He que nao sabia opro-
gramma das escolas militares.
OSr. Ministro da Marinha : As Iheoriarde
baptice t) de Newlon sao as que so ensinam na jra-
demia de marinha e na escola militar.
O Sr. Junr/ueira : Ara"o.
O Sr. Augusto de Oliceira :------Humas, etc. ; o
Sr. minia! esta fazendo um cursi da historia das
mallieraatieas.
t'maxo: : Est levantando o que o nobre depu-
tado rebaixou.
O Sr. Augusto de Oliceira : Nao rebaixei tal.
O Sr. Ministro da Marinlia : Abslcnho-me de
responder as observaees do nnhrc deputado no que
ellas nao iuleressam sciencia. A justica que por
ventura assiste aos lentes das duas escolas militares,
lem hdoja casa habilissimos defensores ; ejpor tanto
com o mcu silencio i.flo me lica o pezar de nao sus-
tentar a sua causa, nao podendo os meus collegas
deixar de reconhcccr o motivo nobre que lenho para
o nao fazer.
Enlendo mesmo que no estado em qoeseachaa
queslo nada he preciso accrescenlar ao que se lem
dito pro e contra, e que o requerimento oflerecido
pelo nobre depulado por Mallo tirosso satisfaz a to-
das as aQniKs, submettendo o negocio ao exame da
nobre roVmissao de inslruccao publica, a qual pode
dar a esse respeilo nm parecer que eselareca e leve
a cmara a tomar una decso digna delta. (Apoia-
dos muilo bem.)
O Sr. Paranagu combale o arligo additivo. por-
() orador passa a fazer a exposicao da organisarao
du ensino da academia de marinha, e duendo que
no i." anuo aprende se all arilhmulica, algebra, at 1"a"10 eonredeodoas mesmas vanlagens, nao impe
2." grao, geometra e trigonometra "s "!"m"s ?""" "' mesmas ohrigaces ; aclia mais
cquaeoes do a. grao, geometra e Irigonometr
plana, pergunlaso estas materias nao s.lo as mesmas
que se ensinam nos estahclccimenlos de inslruccao
secundaria.
llorador cita as legi-taei.es da Franca c Blgica
para provar que ncssis paizes slenles das escolas
militares lem menores veiicimenlos do que slenles
,dasescolas de medicina e de direilo, c depois de ex-
por oulras razoes mais para volar contra o arligo em
discussao, conclue o seu discurso mandando mesa o
seguidle roquerimenlo, o qual sendo lido, he a-
poado :
Kcqueiro que o arligo sobre a academia de ma-
rinha, ele., seja remetilo a commsso de iuslruc-
{10 publica.S. a R.a. de Oliceira.
O Sr. I'iriato fundamenta o seguiulc reqaeri-
menlo.
Requciro que os arligos addilivos sejam rcmel-
tidos a rommissao de inslrucrao publica para consi-
dera-Ios c dar seu parecer cm lempo que sejam dis-
cutidos na .'I.* discussao do prnjcclo e como parte
(elle.I'iriato.
O Sr. Paranhos (ministro da marinha}:Sr. pre-
sidente, eu Dio pretenda'lomar parte nesla discus-
sao peto molivo que he cormecido da cmara ; mas o
nobre depulado pela provincia de Peruambuco, do
modb porque iinpugnuu o arligo relativo aos lentas
das escolas militares, e lambem o projeclo a que esse
.artigo se refere.
O Sr. Augusto de Oliceira :Nao impgnei o pro-
jeclo.
O Sr. Ministro da Marinha :... me conslrangc
a tomar parte nesta discussao.
O nobre depulado disse que os aovos vencimenlos
concedidos aos lentes das difiarenles academias do
imperio erara um esbanjamenlo dos dinheiros pa-
blicos.
prudente e justo que seja elle remettido commissao
de inslrae$lo publica para que cntendendo-se com
o guveay, sejulgar conveniente, aprsenle um pro-
jecloespecial era que essa materia seja dcvidamenlc
considerada.
A discussao Bea adiada pela hora.
O presidenta designa ordem do dia c levanta a
sessao.
HHli
CEARA".
Estrado do relalorio, i/ue o Bxm. Sr. conselheiro
I cente Pires da Molla, presidente desta provin-
cia, apresentou assemblra legislativa provin-
cial na abertura da primeira sessilo ordinaria
de sua 10 legislatura, no dia 1 de selembro de
IS54.
Sabores depulados asscmhla legislativa pro-
al.
Tcnlio a honra de assilUf I solemne inslallarao do
Ilustre corpo legislativo do Cear, de cuja illustra-
c.lo, zelo e experiencia a provincia espera com ra-
z.lo os beneficios devidos, c possiveis niclhoraiucnlos
nos diversos ramos do servico publico, que sao de
vossa competencia.
Annuncio-vos com prazer que S. M. o Imperador
c augusta familia imperial gozoni perfeita saude.
Sinto igualmente a mais viva satisfarn commu-
nicaudo-vo', que esta provincia* que nos comeos
do anno foi anieacada dos horrores da secca, c que
Iremia ile suslo de ver representar npvamente as sce-
nas lataosas, que tem presenciado^ soffrer os males
crueis, e desgraeas indisivei, qus por vezes a asso-
laram, acha-se livredj fiagello da fome, pela Mise-
ricordia Divina, a quem sajara dadas infinitas grecas.
Quando a esperanza eslava quasi perdida, lornou-
se propicia a esta^Ao, as chuvas caliiram copiosissi-
mas, ha grande abundancia de vveres, e se o pleco
dos gneros alimenticios nao he 13o mdico, romo ja
foi em lempos anteriores, o cerlo he, quelem baila-
do consideravelments e esl reduzido ao terco do
que era nos-prmeiros mezes desle anno.
Nao vos deve ser occullo, que na evenlualidado da
secca e da fome, que se receiava, a snllicilude do
governo do Imperador linha dado providencias, e to-
madn.medi Jas para que o Cear fosse soccorrido cf-
ficazmenle e minorados os padecimeolos da popula-
Cao, quanlo cabe nos recursos do poder humano a
bracos com tamanha calamidad?.
Ordem e tranquillidade publica.
A ordem e tranquillidade publica manlem-se- fir-
mes e inabalaveis, e nenhura s fado houve, que
tentasse perlurba-las. O espirito publico da provin-
cia he propenso orden, os habitantes sao doceis e
respciladores das leis, e do principio de autoridade.
Domina geralraenteintima e profunda conviccJo,
que da existemeia das inlilucoes publicas nacio-
naes, que da observancia religiosa da conslitnr.ao do
estado penda a sorte do Brasil, sua prosperidade
no presente, a unan das provincias e liberdade real*
os progressos verdaderos, a riviliaaejlo, os melhora-
mentos, e a grandeza futura da patria.
Seguranra individual.
Se porera relalivauente a ordem e Iranquillidade
publica parece, que pouco ou nada resta n desojar,
outro tanto nao se pode dizer fallaodo da seguranca
individual.
Ainda que o Caara nao aprsenle esse cumulo de
horrores, esse numero exagerado de homicidios c
violencias, que sem oulro fundamento mais do que
noticias pouco exactas, cre-se, que se perpetran)
aqu ; ainda que esta provincia no seja a quesobre-
saia na estatistica dos crimes, e baja outras, em que
animal mente ienha-se que deplorar muito maior nu-
mero de assassinatos, como fez evidente o ultimo re-
lalorio do Exm. ministro da justica ; todava nao
he permitlido negar, que a vida, e as pessoas nao sao
respeitadas, como se devia esperar cm urna Ierra
civilisada e ehristaa.
Nao se passa mez, em que nao venha pungir o co-
raco o conhecimenlo de alguma morte violenta, s
v.ezcs acompanhada de circumslancias alrozes, e que
s da brutal feroridade de barbaros se poderia re-
cejar. E se prescrutaes as causas de alguns desses
horrornsos'atlenliulos, Meareis allonitosdando com mo-
tivos insignificantes e frivolos.
Contra as pessoas he que se commetlem na provin-
cia a maior parte dos crimes, e sao diminuios em
proporcao os que a laca ni a propriedade, se excep-
tuarnos o furto de animaes,que vai-sc tornando
mui frequente no interior e que os habitantes sof-
frem com impaciencia deixando quasi sempre de re-
correr as juslicas para punieao dos ladres e indem-
nisacao dodamno de medo dos incommudos, dis-
pendios, e do xito duvidoso dos processos, alienta
a laoUaacafo dominante de patrocinar os delin-
quenles.
V-se na tabella n. 1 oquadro dos crimes commel-
lidos na provincia do principio de agosto do anno
passado ao ultimo de junho do crrenle: sao divi-
didos pela maneira seguinte 18 homicidios, 5 ten.
talivas de morte, 8 ferimentos, espancamentos e ou-
lras oflensas physicas, 1 resislencia, 2 furtos, e t es-
tupro. Era o numero desses actos olleusivos das leis
e da moral ha um suicidio que deplorar. ,
Alm dos crimes constantes da tabella menciona-
da,as parlicipacoes officiacs annuuciam mais i; homi-
cidios, e urna tentativa de morte nos dous mezes de
junho ejulho, de sorle que noprazode um anno
vinle e quatro pessoas perecern! victimas do furor
dos assassinos!
Qilaes sao as causas dessa serie constante c nao in-
terrompida de homicidios cm urna provincia, onde
geralmente fallando os coslilmes sao doceis, e o tra-
to affavel 1
Nao fatigarei a vnssa altenco rppetindo-vos aqnu-
lo que lodos os anoos vos disseram meus antecesso-
res, en l rean lo nao posso deixar de notar que para a
reprodcelo desses setos ferozes concorrem podero-
samente a falta de educaeao religiosa e moral, a ig-
norancia crassa que reina nos serles, os prejuizos
bebidos com o leite, o exemplo funesto, as doulriuas
i oiiia- e peilgosrts. que reroinmendam, justiliram,
ou attenuam o- del icios, quando se endercram vin-
g in.;a de offensas, ou injurias reaes ou suppostas,
e urna especie de brbaro Ipundonor, que nao trepi-
da em roubar a existencia alheia para salisfazer pai-
xes e caprichos brutaes.
Alm de todo islo a incerteza do castigo, a espe-
ranza de escapar da accao da justica, ou de obler
urna absolvieilo iniqua, com que sempre contamos
reos, a quera nao faltara indiscretas prolecres, e a
eventualidade de fugir das cadeias, ou do poder das
escoltas devem ser numer -das entre as causas, que
acorojoam os crimes.
Dev emos porm conceller fundadas esperancas.que
ha de melhorar consideravelmsiite o actual estado,
e o melliorament desejado ser consequencia da ci-
vilisacau que progride; da inslruccao que com quan-
lo lentamente vai aos poucos se didundindo, e que
vossa sabedoria e vossozelo proporcionar a lodas as
localidades como urna divida, a que estis obr gados
e como um meio proprio para modificar os cnslumes
com o desenvolvinieulo da industria, que vai nas-
cendo, a qual empregando bracos ora vicosos,crean-
do interesses, presentando commodidades, chama a
actividade individual para excrcicios uteis e Ihos productivos; porm mais eflicazmente anda a
educaeao religiosa, que hoje he era urna, radicando
nos caraces o senlimenlo do dever produzir os ef-
feilus salutares, qne infallivelmenle se nolam em to-
da parle em que desde a infancia a crealura apren-
de as verdades santas da religiao, e conjuntamente
as ohrigares que Ihe sao proscriptas peto Creador.
ntreos crimescomraetlidos do 1. desetembrode
1852 ao ultimo de julho do anno passado e os que ti-
veram lugar de agosto do mesmo' anno ao comeen
do mez que expirou, ha notavcl dilTercnra para me-
nos, como podis verificar comparando a tabella n. 1
appcnsa ao relalorio, que meu antecessor apresen Ion
a esta rasa, e a que sob o mesmo numero suhmelto
hoje vossgntonsidcracao.
Segundo aquella tabella Jiouve cm 10 mezes 77
crimes, e conforme a ultiral 42 cm II mezes: na-
quelles dez mezes commelteram-se 31 mortes, e 33
ofleusas physicas, nesles ltimos 11 mezes as mortes
foram 21 e as ofiensas physicas 8.
Suppoodo mesmo o que he possivel, que nem lo-
dos os delictos chegaiam ao conhecimenlo da auto-
ridade, o que se pode entender dos menos graves ;
nao resta duvda,~11ue diminuirn) notavelmenle e
que pouco excedem a metade dos que o anno an-
terior via commeller.
Prasa a lieos,que continu a progressao decrescen-
le e que o Cear nao seja mais lestemiinha de nem
um acta de barbaridade! Prasa a Dos que as vi-
das, as pessoas e a propriedade alheia sejam cousas
sagradas para todos.c nas quacs ninguem ouse locar.
EDUCACAO RELIGIOSA, E CULTO PUBLICO-
He deploravel o abandono, em que jaz este ob-
jeclo o mais importanle de lodos quer cm relaro
ao individuo, quer em retacan i sociedade.
Nao ha nem um cuidado em infundir no espirito
da infancia os principios da religiao divina, que
profesamos, nem imprimir-lhe no coraran os sen-
timentos de justica, de paz, fralernidade, beneficen-
cia, tolerancia, resignacao, obediencia e respeilo,
que coustituem a sublimdade da moral chrisiaa,
que igualmente nao transige com o severo compr-
manlo des deveres do proprio estado, c manda ao
homem applicartfk actividade a cousas honestas e
uteis a si, e seus sepelhantes.
E de quem receberia a infancia essa preciosa e-
ducaeao? No lar domeslico os pas, que nao a hou-
verain de seus progenitores, n3o possucm o que
transmitlir aos fllhos, c como ou nao conhecem a
importancia dos principios religiosos na conduela do
homem, ou por ignorancia ou por culpada indlfle-
renr,a fazem pouco caso delles, desprezam absolu-
tamente o cumpriincnlo de urna ebrigneao, que
Ibes incumbe em qualidade de pais e educadores ;
o assim preparara a seus filhos um perigoso fuluro.
He tao geral essa negligencia e indifierenca,
que se tardes s escotas publicas, apenas adiareis
um ou oulro menino que traga de casa a mais leve
oclo das verdades de nossa crenca ; quasi todos
ignorara inleiramenle a doulriua mais Irivial, e
muitos at nao sahem fazer o sejpal peto qual se
distingue o chrisiao.
Mis poder-se-ha dizer, que a educaeao religiosa
pertaoce aos parochos, o que a lei das escolas man-
da aos meitres da-la aos alumnos.
Mas ha duvida, que um dos principaes deveres
do ministerio parochial he a iustrucrao do povo
nos dogmas, e na moral religiosa : e devemos sup-
por, que os parochos procuramxeiicher salisfaloria-
mute case dever.
Nao, como he possivel, que em parochias que oc-
cupam espacos immensos, o zelo mesmo o mais in-
fatigavcl possa desempenhar trabalhos, que sao su-
periores, as torcas humanas mais robustas.
Dlzer-vos que freguezias ha, que se eslendem a
30 e a 40 leguas, he o mesmo que dizer-vos, que
he impossivel a um parodio exeresr sobre a oni-
versidade de suas freguezias a vigilancia irrepara-
vel do ministerio ; que Ihe he impossivel acudir a
lodos na dislribuicao da doulrina, e administrado
dos sacramentos.
Chamo para esla necessidade palpitante vossa re-
ligiosa e sabia atlencao. Do modo que subsista a
divisao ecclesiastica da provincia ser consequencia
ucees-aria, a que nada pode obstar, que a maior
parle dos habitantes viva na ignorancia da religiao;
porque religiao nao se devem chamar certas prali-
cas puramente exteriores.
Na immensa exlensao das parochias smente os
que ficam mais prximo as malrizes frequentam os
actos religiosos : dos mais pode-se dizer com ma-
gos, que vivem sem culta publico, estranhos as so-
lemnidades do calhoUcismo. Apenas de anno em
anno sabe o parodio a desobriga.na qual em algumas
freguezias gastam-se seis mezes I
Resulta deste depwravel estado de cousas, que
se oblitere o senlimenlo religioso, que a religiao se
reduza n mera pratica de alguns actos externos, que
nao sao verificados pelo espirita do chrislianismo ;
quetrande numero de habitantes exisla sem parti-
cipar do culta publico ; que se relaxe a moral, que
as paixes nao refreadas arrojem o homem a perpe-
trarlo das violencias brutaes e odiosas, que nao ces-
samos de exercer e qne a sociedade soffrt a repelida
e incessanle violacao das leis.
Fallando-vos no culta publico he de raisler apre-
sentar-vos o eslado dos templos e declarar-ve, que
em geral nao pude ser pejor.
Muitos delles estn arruinados, e quasi todos fal-
los dos paramentos e alfaias indispcnsnveis para a
celebraeao dos santos mysterios e a administracao
dos sacramentos. Nao podem perianto os actos reli-
giosos rele ira rem-se, nao digo com a magnificencia
que lhes he propria, mas nem ao menos com a de-
cencia que exigem, c que he necessaria para excitar
nos nimos o respeilo e acalamento, que se Ihe deve
e que reverter em pr da sociedade.
Seria entretanto injusto nao rcconhccer, que I
provincia na proporcao dos seus meios, nao tem
sido indilTerenle para com esse ramo de servico pu-
blico.
Parlieul irisando o oslado de algumas matrizes
devo communicar-vos, que a desta capilal acha-se
quasi concluida, e que desde o dia 2 de dezerabro
prximo passado cm que foi solemnemente benzida,
celebram-se nella os adoraveis mysterios de nossa
sania religiao.
Ao concurso dps poderes pblicos nscionaes e pro-
vinciaes c a piedade dos Cearenses deve esta capilal
aposse de um templo, que.senao he iscnlo de defei-
tos, lie vasto e grandioso.
I.o mi a matriz mais de Ir i uta annos a construir-
se e segundo as conlas que me foram apresentadas
mportou a conslruccao at 31 de julho prximo era
95:839j337 rs., a saber, do produelo liquido de 4
loteras extrahidas na corle 44:4329640 rs., de quan-
(ias recebidas da Ihesouraria provincial pela com-
missao directora da obra em 1837 e annos subsequen-
les 26:"66->600 rs. de dinheiros dispendidos pelos
cofres geraes 9:500, do producto de suhsrripces
2:5655609 rs. e finalmente de sommas entregues
pelo administrador dos bens patrimoniaes da irraan-
dade de S. Jos 1:7153932 rs. atora 11:0779507 rs.
arrecadado em varios annos.
A quanlia de 9:889$337 rs., segundo me infor-
man), esl tange de representar a "somma dispendida
na e libraran da matriz, que deve elevar-se a muito
mais. Porquanlo, segundo as informarnos que nao
houve lempo de verificar, em 1829 o Sr. Manoel
Joaquim Pereira da Silva entao presidenta do Cear
promoveu urna subscripcao para as obras da ma-
triz, cujo produelo dispendido nas mesmas sob a ad-
ministracao do tallecido Jos Mara Eustaquio nao
vem mencionado, e lambem decretando a lei do or-
camenlo provinclfl em 1&16 22:0000 para obras pu-
blicas, inclusive a matriz da capilal,nao achei a par-
celia dspendida esse anuo por conta daquella
verba.
Esta quasi concluido o templo, faltando smenle
forrar os corredores, sanefas nas portas laleraes
da igreja, pintura, dourado e calcar o edificio em
redor.
A despeza com esse resta de obras e com a com-
pra de alguns objectos necesarios he oreada pela
commissao em 71550?K)00 rs. dos quaes deduzidos
2:1185IH) rs. lica por preeocher a quanlia de.......
5:5319600>
A sacrista da matriz do Aquiraz necefsita de re-
paro piompto : esl para desabar urna parede
da mesma ; he necessario demoli-la, e levantar ou-
tra em lugar ; para esse servido bem como para re-
bocar a sacrista pedem 2179536 rs., conforme o or-
camenlo que me foi apresenlado.
O frontispicio da malriz de S. Bernardo partio-se
em 3 parles, corre perigo, e bem assim as paredes
laleraes, c o arco da capella mr que eslSo Ta-
chados.
A igreja do Pereiro carece de concertos, eslao ar-
ruinados o coro, e paredes laleraes ; falla-lhe torre,
falta-lhe pia baplismel.e faltam-Ihe paramentos. Re-
ceben do cofre provincial 3008 rs.
Na lei do orramento de 1852 consigoastes a quan-
lia de 4009 rs. para as obras da malriz de Lavras,
que mandei applicar para a seguranca da fachada
que pendeu.
A malriz de Missao Velha, Da qual proceden-sel
factura do pequeos reparos n5o lera frontispicio,
torre, c nem allar-mr, e as obras que ha por fazer
san oreadas em 10:0009000, quanlia cm que esl
incluida a somma necessaria para compra de para-
mentas.
Sou informado que he magestoso o templo do Cra
lo, mas exige repararoes : o arco cruzeiro esl racha-
do no meio. O frontispicio e torre ficaram conclui-
dos *m 0ut11l.ro do anno passado, fallando a esla,que
se eleva a altura de 104 palmos, rebocar e guarne-
cer, e no alio dnquelle a collocac.3o da cruz de pc-
dra, que esl prompla, e para coja coltocagao pro-
move o parodio urna coMecla.
Cerca de 3:0009 rs. tem-se dispendido nas obras
que mencionei fallando para ultima-las mais rs.
1:000?.
Para a igreja parochial da Barbalha ficar acabada
de lodo s Ihe falla o torro da capella mr; altar e
throno, ha para essas obras urna subscripcao na im-
portancia de 3819 rs., o parodio expoe a necessidade
de paramentos.
O vigario de Milagres pedo 2:0009 rs. para aca-
bar a lorre adro e para varios reparos na igreja, e
lambem para a compra de paramentos e de pia bap-
tismal.
Expondo-meo parodio de Qneixaramobim aso-
hras, de que neressitava sua matriz mandei -Ihejen-
tregar 5009 rs.
Tifo a salisfacao de saber, que se ha templos mais
ricos em alfaias e paramentas, nem nm o excede em
decencia, asseio c limpeza. Sendo esse estado, em
que he para desejar, que existan) lodas as grojas, lle-
vado ao zelo e cuidado do digno parodio, visitador
desta provincia c nella delegado do diocesano, e do
nao menos digno vigario coadjutor.
Alguns concertos tem-se principiado na matriz do
Riacho do Sangue, cuja capella-mr est com o for-
ro arruinado, e onde por duas vezes tem desabado o
ledo do corpo da igreja.
Pedem para as obras necessarias, c compra de pa-
ramentas 1:5009 rs.
Com algumas obrasde enlalhador e compra de pa-
ramentos ficam salisfeitas as principaes necessidades
da igreja de Canind. Consta-me, quea devocodos
liis contribue mais que liberalmenle para quaes-
quer despezas, que sejam necessarias com esse tem-
plo, e dispensa os snecorros da provincia, e que se
forem bem, e dev 1 lamente applicadas as oblarnos,
com que a piolado nao cessa de coucorrer, ser um
dos mais ricos do Cear.
Depois de muilo arruinada desabou a malrii do
Ip. K-1 i lira ni os habitantes novo templo 110 mesmo
lugar do anligo, supprndo as despezas com o pro-
ducto de esmolas e o reudimenlo do pequeo patri-
monio que pn.sue. Esi.io elevadas as paredes a 12
palmos de altura. Oa cilicios divinos celebram-se era
urna peqaena casa para ondo foram recolhidas as
imageus sagradas.
Na capellinha filial de Campo Grande, apenas co-
brio-ee a capella-mr, as paredes do corpo da igre-
ja vio-se arruinindo.
No Tamboril eslao levantadas e robocadas as pare-
des principaes do templo, restando concluir o inte-
rior e ladrilhar o pavimento.
Na malriz de Santa Quitara as obras comecam de
pouco, e o que esl feilo he irregular e sem or-
dem.
Ha falta de paramentase de alfaias. Informan) que
o fervor dos fiis tem contribuido para augmenta do
patrimonio da irmandadr, e instan pela aprovarJjo
do compromisso, que vos foi apresenlado.
Nao esl concluida a igreja de Sanl'Anna do Aca-
rac, e orcam em 6000 ". as despezas com a capel-
la-mr, sacrista, c corredores lateres.
Os rendlmentos da fabrica continuam a ser em-
pregados na edificaran do cemilerio,
Esiao quasi terminadas as obras da malriz do V-
carac, esl levantada de novo a capella-mr, len-
do-se dispendido nellas inclusive a calcada que cer-
ca o edificio 1:7899380 rs., dos quaes contribuio a
provincia com 1:0009 rs., o restante e mais 659440
rs. que ha de saldo provm de esmolas.
Ainda se vos pede mais laT009000 rs. para a com-
pleta ultimaran dos serviros quo exige a capella-
mr e para a acquisicao de paramentos e alfaias,
obrigando-se os fiis a concluir por meio de esmo-
las o corpo da igreja.
Pela exposicao do meu antecessor sabis a falta de
paramentos que ha na matriz de Santa Cruz, pa-
ra remediar de algum modo a essa necessidade man-
dei enlregar ao parodio 2009000 rs., que elle solli-
cilou.
Decrelasles o anno passado 4009 rs. para a repara-
cao da igreja do Soure, mandei-os entregar, ao ci-
dadao Martinho de Borges, de cuja aclividade espe-
ro que as obras se facam com presteza e economa.
Desconfo porm que nao seja bastante a quantia pa-
ra os concertos que demanda o eslado de mina em
que exista o edificio que (em as paredes tendidas, e o
frontispicio em risco de desabar, e a sacrista j cahi-
da. Se oo fr reparada completamente perder-se-
ha urna igreja que he a nica, na qual a populacao
de Soure possa salisfazer os deveres religiosos, e Dea
aquelle povo como j e-l.o outros muitos, privado
da celebraeao do Sanio sacrificio e como que exlra-
ulio as mais fuocces do culto.
Em Maraoguape esl coberlo o corpo da igreja e
r capella-mr. O adianlamento quelem lido a obra
he devido em muila parte ao zelo nfatigavel de um
digno membro desta casa o Sr. reverendo Antonio
Nogueira de Braveza. As qunnlias dispendidas no
correte anno conslam de 1:1429 rs. de esmolas ar-
recadadas e de 2:100 rs. torneado fetos cofres pro-
vi nciaes. Orea-se em 10:0009 ". a somma necessaria
para a concluso da matriz.
Estas sao aSfintormaces que me foram transmit-
lidas sobre o eslado das igrejas parochiaes, e que
trago a vossa presenca ponderan io-vos que he de
necessidade providenciar que sejam postas no p de
decencia que exige o culto publico. Conheco que
com os poucos recursos de que diapondes nao vos he
possivel alten der a lodas as exigencias que se vos fa-
zem, e que em relacao nicamente as malrizes que
mencionei sobcra a quanlia de rs. 29:8499136 ; po-
dis porm ir provmdo do necessario as mais neces-
siladas, assim fornecidas animalmente de paramen-
tos decentes algumas freguezias, reparando lodos os
Ainda existen 8 aulas de grammalica latina afora
as do lyceu, e foram frequenladas o atoo passado
por 172 alumnos, e no correte malricularim-ee
nellas 193.
inslrucrao primaria.
Varias disposicoes que existam entra oolras leis
provinciaes demonstran) que as legislaturas, que
tem-se succedido no Cear deram a inslruccao pri-
maria mui grande apreco, ja creando cadeiras para
o eosino da puericia de ambos os sexos, j Jprescre-
vendo as materias e o saodo do mesmo ensillo j
finalmente dando providencias para a boa e acertada
eacolha dos meilres, e tomando as possiveis caute-
las para o exacto desempacho dos importantes deve-
res do magisterio,
E nem era possivel que legisladores sabios e sol-
citos pela prosperidade publica desconhscessem que
a inslruccao he uca dos elementos da mfalidode, e
que sem cultura do espirita e do corar* dilueil-
menta-ser o homem aquillo que deve ser para si a
para a sociedade.
E com ludo a inslruccao primaria ainda carece de
vossos cuidados e desvelos; alera do ser orna divida
sagrada a que estaes obrigados, he urna medida da
providencia em beneficio da rolara tranquilidasje do
eslado, be mais urna garanta da observancia das
leis e do respeilo dos direilo|individuaes.
Exstem creadas 56 cadeiras de 1"'. lellras,42 pa-
ra o sexo masculino 14 para o sexo feminino. Das
42 estilo providas definitivamente 38, e 2 provisori-
amenle e 2 vagas. Dai 14 s urna esta vaga; a do
Jardim foi provida ha pouco.
Os mappas semeslraes remedidos por 37 profeso-
res, contera 1,962 alumnos matriculados nas escolas ,
publicas: ignoro o n. dos qoe frequentam as outras
3, cujos meslres foram omissos na remessa dos ditos
mappas.
At junho prximo passado as doze aulas 4*
meninos que estivam providas conlavam 451 disc-
pulos.
Entre as matriculas do ultimo semestrado anuo de
x853 e'o 1." deste anno nota-se a diflrenca para
menos de 10 alumnos nas escolas de meninos, e de
78 nas de meninas.
Acham-se porlanlo matriculados nas escolas pri-
marias 2,413 alumnos de ne oulro sexo.
Nao exslem decumentos ofikiaes para verificar o
n." ;de meninos, que frequentam aa escolas prima-
rias dos 26 profesores particulares que obliveram
licenea paraensnar.mas nao ser tora de probabil-
dade calcular, que se eleve a um torco des qoe assis-
lem as licoes nas aulas publicas. Serao por coose-
quenca 3,000 pouco mais ou menos es discpulos
que rerebem as 1-. noches das leltras: esto qoe
com quauta pareea subido, he diminuto compara-
do com odaqucllesqueficam privados do eiisino.
Devo notar que sao poocas as escolas relativa-
mente a populacao da provincia, e defeituoia a dis-
lribuicao d'ellas, que liacomarcas populosas como
a da Granja e a do Iohamuns onde apenas existe urna
aula para cada sexo e ainda nesta ultima comarca
nao ha se nao a de meninos.
Preguezias importantes como'a de SanJJuHeria
e Arniroz de mais de oito mil habitaolafllo dos-
suem urna escola publica.
Conviria dessimiuar a inslruccao primaria era
(oda a provincia, dotando de escolas as t<
um pouco populosas, aproximando mais qoe se po-
annos algumas igrejas parochiaes, em poucos tempos( desse esses ceiros de educaeao publica, o racilitan-
possuir a provincia nao templos grandiosos e mag-
nficos, pordm templos que naoameacem ruina, em
os quaes as funeces religiosas possarn ser celebradas
decentemente, templos lmpos e que dispertan)o a-
catamenlo devido a casa de Dos.
Cemilerios.
Nao he ainda geral o uso dos cemilerios, ainda na
maior parle das localidades, a inhumacao dos cada-
veres he feita nas igrejas com grave detrimento da
sade publica.
Ha nesla capital um cemilerio demasiadamente
pequeo em relacao a morlalidade, e daqui resultan)
inconvenientes gravissimos: he iudispensavel aug-
mentado e fazer certas obras para que os restos hu-
manos qoe merecern) de todos os poyos mesmo nao
civlisados um respeilo quasrreligioso, nao fiquem
expostos a profanarao.
A cmara municipal do Aquiaz solicilaa edifica-
cao de um cemilerio na'villa, c conta para coadyu-
varan das despezas com os donativos dos habitantes.
Kiic.irregiiiM o conselho de obr publicas de me
inturmar sobre o lugar mais apropriado para esl-
belec-lo, e de apresenlar o orramento da obra: a-
ponlou-me o e-paco que media entre o collegio ve-
Iho e a malriz, e orcou a conslruccao em 4579270
ris.
Em Canind e S. Bernardo cxislem cemilerios e-
dificados a expensas das fabricas respectivas.
Esl concluido o cemilerio da cidade de Sobral,
e a cmara municipal promoveu a adopcao de postu-
ras, que regulariscm o servico dos ciilerrns.
Consta-me que nao foi bem escolhido o local, nao
sii relativamente a posicao, como a nalureza do soto;
e m escolhaallribaera alguns a persistencia de en-
fermidades, que quasi tem-se tornado indemicas na-
quella cidade.
Dedarou-vos meu antecessor, que os habitantes
do Aracaty subscreveram a quanlia de 1:2009000
rs. para o estabelecimenlo de um cemilerio, e sol -
cilavam a concessao de outro tanto dos cofres pro-
vinciaes para prefazer-se a somma de 2:4009000 rs.
em que a obra he oreada.
A sade publica continuamente flagellada naquel-
la cidade, recomraenda que nao haja demora na edi-
licaeao do cemilerio projectado.
Na freguezia de Sanl'Anna do Acarar continua-
se a dar andamento as obras do cemilerio, para con-
cluso das quaes applica-se, como j vos disse, os
rendimentos Je fabrica.
Finalmente trata a cmara da Telha de contratar
cora um particular a conslruccao do cemilerio da
villa.
Inslruccao publica.
O relalorio que ser subraettido a vossa conside-
rarlo, e que me foi apresenlado peto Dr. Thomaz
Pompeo de Souza Brasil, muito Ilustrado e zeloso
director do lyceu da capital, c inspector da inslruc-
cao publica da provincia, vos tara ver o estado em
que exista este importante ramo do servico publico,
um dos que mais devem chamar vossos desvelos e
cuidados, alenla a immensa transcendencia dos seus
resultados.
Polo mesmo relalorio ser-vos-ha patente que o
ensino era sua marcha, e nas disposicoes que o re-
gulan), esto bem louge da perfeic.io que seria a de-
sejar que alingisse.
A instrucco da provincia divide-se em primaria
e secundaria i fallare) primeramente desta para de-
pois passar a aquella.
A raoridadaoearensc recebe a inslruccao secunda-
ria no lyceu desta cidade, e nas poucas escolas de
grammalica latina, que ainda subsistan) em algumas
comarcas.
He sabida a organisacao do lyceu, condecido seu
pessoal, e de multo lempo domina a convicio que
o systema de estados alli eslabelecido he defeclivo
pela omissao de disciplinas de uso pralieo, qoe habi-
litara para a vida industrial.
Na tabella n.2. esl exposlo omovimenlo das di-
versas aulas do lyceu desde 1845 al o anno correu-
le: v-se que esse movimento lem sido ascendente.
NesS dez annos matricularam-s no lyceu 1256
alumnos, frequentaram eflerliv menle as aulas 788,
fizernm exame 125.
Faz-se digno de nota, que desde o principio da
n-iituirau o maiar numero de alumnos que chegou
a frequentar a aula de rhelorica foi o de 5, que nos
dous primeiras annos nao houve nenhum, e que no
mez de maio prximo passado os tres que se haviam
matriculado retiraram-sc, c de enlao para c esl
fechada a aula.
As causas da uolavcl differenea, que se aprsenla
enlre o n. dos queso matriculara e daquellcs que fa-
zem exame, nio vo-las repetirei; por vezes vos lem
sido manifestadas.
Recommendo a vossa meditarlo o elaborado c ex-
cellenle Irahalho do inspcclor da inslrnccan publica,
ahi acharis ideas que aproveitar sobre a reforma do
ensino, sobre o syslema que conviria seguir, e so-
bre as malcras que seriam de ulilidade addiciouar.
Nao posso deixar de lembrar-vos a impronredade
do local cm que est enllocado o lyceu, cra que fal-
la o esparo e fallam os conimodos.
Finalmente chamarei vossa atlencao sobre a 1110-
dicidade dos vencimenlos dos professores do lyceu,
que com ordenados tao tenues nao podem subsistir
decentemente nesta cidade, onde a vida he cuslosa,
e que obrigados a buscar outros meios de -ul.--leu-
da dao-so a oceupaces, nas quaes empregam parle
do lempo, que seria tao til consagrassem exclusiva-
melo ao magisterio.
do assim sua frequencia que ul actualidade e abs
lulamente impossivel, pelas distancias, a grande pe
C^o de habitantes.
Quero chamar a vossa atlencao para a mizeravel
sorte dos meslres: como he possivel que com t*
mesquinhos ordenados possarn subsistir elles, e suas
familias? Tratar-so com um poaco de decencia,
etnpregar lodo o lempo no fiel cumprmenlo dos
laboriosos e ingratos deveres, do raaajatero".'
Os das pasados foi visitar a esoon de um dos
lugares prximos a esla capital: cm urna pequea
sala arruinada eslava o profesor cercado de quasi
50 meninos que mal cabiam nella; e o n. nio se ele- '
vara a 80 e mais por nao haver commodo na casa :o
profesor que cumpre segundme informara de .mo-
do salisfalorio asobrigces do profesorado que ex-
erce interinamente, e que he pai de numerosa fami-
lia, nao recebe senao dous tercos de ordenado do
3009 rs. islo he muilo pouco mais do que o jornal
diario de um trabalhador servente:
Eis alem de oulras urna das primeiras cansas por-
que temos 15o poucos profesores habis. "
Alem da falta de habilidade alguns poucos ha,
que nao honrara o magisterio, de sorte qoe urna
grande reforma no pessoal do ensino primario be de
absoluta necessidade.
Conheco que os recursos da provincia nao permit-
lem na actualidade atlender a ludo; porem algnma
cousa deve-se comerar a fazer desde j.
Nao he s de necessidaofka. reforma no pessoal, he
lambem no methodo e naMoulrina: e h urgen
providenciar sobre o local dos escolasvj
viria que as municipalidades coucorressem
fundos necessarios para suprimenta do metas.
Seria essa urna das mais uteis e mais pr
applicaroes qoe possarn dars suas rendas. ";'
Nao cooduirei esta materia sem lembrar-1
existe decretada a fundarlo de urna bibliolheca pu-
blica, e que seria lempo de ir tornando roT
labelecimento de lana influencia ni inslrocijoo e ci-
vilisarao.
O emprego annual e constante de quaatl 1 pro-
porcionadas aos meios da provincia serviran) para
no lapso de algons anoos dolar a capital com um
deposito de conhecimenlos uteis que satisfitesse as
necessidades reaes e onde a mocidrde cearease na-
turalmente viva e talentosa livesse a mo os recur-
sos precisos para a collura da iulelllgencia. '*
./dmi Esle ramo do servico publico lalvez o mais im-
portanle aos interesses sociaes e individuis, con-
tinua a lular com os obstculos, e embaraces,
que difficullam sua marcha, a inpedetn que elle
produza lodos os efleilos benficos, que necessa-
riamenle dimanara de sua nalureza, e que seja em
realidade a mais solida garanta dos direilos.
As 11 comarcas e 26 termos, de que consta a
diviso judiciaria da provincia, esto prvidas dos
respectivos juizes de direilo e municipaes, excepto
o termo do Ip.
Tambem eslao preenchidas as promolorias pu-
blicas por hachareis em leis, afora as da Graoja
e Ipu'.
No semestre lindo houve seis sesses de jury
nas quaes rrsponderam 53 criminosos. Nao posso
dizer-vos com certeza os resultados dos jnlgamen-
los, porqae nao vieran) especificados em todas as
participocoes, que- receto ; mas posso declarar-ves
que a pernidosa e iniqua tendencia das absolvicoes
continua com escndalo, e detrimento da socieda-
de ; e para exemplo disto cilar-vos-hei o jury do
Jardim no qual comparecendo para seren julgados
10 reos quasi todos de crimes eapilaes nem um s foi
eondemnado.
O correctivo nico contra esse proceder crimi-
noso e humoral sao os recursos inlerposlos pelos
juizes de direilo e petos promotores; e cabe-me a
satisfara de reconhecer qoe em regra os juizes
de direilo da provincia procedem com inteima,
zelo, e inlelligencia, e nelles lenho encnnlrado a
mais decidida mailjuvaro uo empenho de punir os
crimes e perseguir os facinoiosos : assim merecem-
me a mais inteira e Ilimitada coiilianca.
Os juizes municipaes letrados prestam-se como
he de esperar de mocos intalligenfe, que lem un-"
nomc a zelar, e a quem o proprio romporlaroeulo
no lime nio da magistratura, prepara ou um B-
senlo honroso entre os magistrados do paiz, ou o
esquecimeiiln. O mesmo devo dizer dos promulo-
res pblicos.
Tendo-se-me feilo algumas represen taces sobre
as ultimas iiomcaces dos supplcnles dos juizes mu-
nicipaes de varios termos, qualquer que fosse nii-
nba epiniao individual a esse respeilo submetti 0
negocio ao governo du imperador, cuja deciso
aguanto.
Os empregados de polica cumprem em geral os
deveres onerosos e difliceis dos cargos, dos quacs
a mr parle das vezes lhcs resultara odios e com-
promellimenlos : mostram-se activos na persegui-
do dos criminosos e na punieao dos crimes,
O numero dos reos capturados uestes ltimos
mezes sobe a 79.
He de justica que mencione aqu honrosamen-
te os dous dignos magistrados, que lem exercido as
funeces de dicta de polica, e que n'elles reeo-
nheca o zelo discreta, a aclividade, a inlelligen-
cia, a inleireza e a modorarao cora quo procedem.
Forca publica.
A guarda nacional, o meio batalhao e o corpo
de polica compoeui a torca da provincia.

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DIARIO OE PERNAMBUCO, TCRQA FIRA : O OUTUBRO DE 1854.


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A guarda nacional achs-se quaai ns mesmo a
lado em qne exista ha um anuo, segundo vo* expz
o meu anlecetsor.
Somanto o 1. balalho da capital Tai servijo re-
t ular.
Bale corpo progride em inslruccao e regularida-
de : a mor parte das prarrs sala fardada com accio
e he de esperar que cliegne a um p, em qne nao
lenha rauito qae invejar aoa melhorea corpos do
Brasil, devendo-se os progressos que tcm feilo ao
zelo incanaavel do lenle coronel commandante que
coadjavadotom parte por sua ollicialidade, e nao
poupaodo demeaa, aun fugndo do traballio, con-
segu em pouco lempo o que ae v.
O meio balalho de linha do Ceara faz-se credor
de elogio*. O soldado cea ene he valeroso, oltedi-
enle, morigerado e activo, soffre o trabadlo com
constancia, asda semprc limpo e aceiado. Folgo de
declarar em abone da disciplina c morieerarao das
pracas do aaeio batalhao, q\ie ha mais de seis me/os
qoV administro esta provincia anda ama s queixa
nao chegou n minha presenta contra um soldado,
ainda me naoconstou qoeslguma praca livessecom-
meltido qualquer violencia, on grave Iransgressao.
O estado de disciplina, regularidade e instruccao
do aaeio batalliAu la? honra ao distinctn major com-
mandante interino, e excelleute oflicialidade do
corpo.
Corpo de polica.
Esta Ibrca policial he igualmente credora de elo-
gios : pexa obre ella um trabalho etcessivo, cons-
tante, nunca inlerrompido.
O soldado de polica pasta a vida nos caminhos
em diligencias para a pritlo dos facinorosos, para
a condcelo dos reos que tcm de ir aos termos res-
ponr ao jury e vollar depois para as cadeias, e
em um movimento continuo de destacamentos, de
guardas e palmillas.
O soldado de polica nao lem deseanro, e esse ho-
mem, que se etpfle diariamente no servato publico
a perigo, e a enfermidades, e que nao rnnhcce re-
poue nem ao menos tcm urna retribuirn igual
do jornaleiro.que traballia apenas 9 horas por dia, e
recolhe-se depois tranquilamente ao meio de sua
familia.
He necessario que attendais para a qualidade do
servido, e para a naodicida Je da paga.
De todas as localidades chovem requisires de des-
lacamentuj, e de augmeut dos existentes, e ainda
mesrao que eu dispozesse de alguns mil homens
nao seria possivel alisfazer a todos.
Nio vos proponho com ludo, que elevis o corpo a
maior Homero de pravas, porque nao se lendo po-
dido complela-lo segando o estado actual, nao he de
crer que para elle concorrrm voluntarios, quando
fr augmentado, nao se augmentando conjuntamen-
te as vantagens.
A organisacao do corpo he muilo defeilaosa, e
sera conveniente ou que a reformis, como convem
ao serriro, ou que auturiseis a presidencia a fazer
essa reforma.
O major commandante do corpo de polica mais
zelozedoqnahe, nao pode ser;eseseus esforros
nao fossem contrariados por diversas circunstancias,
seria o corpo tao regular como o de \>. linha, e se
presentara em igual p. Mas a natureza especial
do servieo a que he destinado evige que as praras
andem sempre espalhadas, e na* permute que se
eiercilem.
As vantagens concedidas ao commandante e aos
ofliciaes sao muito inferiores aos de igual patente,
na 1. linha.

/
OBRAS PUBLICAS.
Caie'/as.
Quasi todas as municipalidades sollicilam a cons-
Iruucjfc de cadeias para aguarda dos criminosos ;
nao he possivel porein aos, cofres provinciaes carre-
garem com tao grande peso.
Entretanto convm que haja prises e que a
universalidade dos ros n&] se accumule na capi-
tal.
Assim devia ser attendida em cada comarca, a
povoato principal, onde he de necessidad'e que haja
una cadeia forte, segura e coinmoda, a que os cri-
minosos sejam recolhidos dos diversos termos da
inesma comarca.
Nao se pode de urna vez construir 11 cadeias; mas
pode-se cada anuo .construir urna., c dentro de pou-
cos annos liavera prisea su lucientes.
Na cadeia da capctat-uitili! flK ora em urna s
prisao, que estii prompla, acha-se recolhido o nu-
mero eice*sivo de 143 presos, conlinuam as obras ;
o sobrado central est em estado de receber o ma-
deiramenlo e cubera : e as oatras divisoes, beni
como o maro do cerco estao ainda muilo atrasa-
das: apenas ha alguns ahrcese algumas pequeas
paredes.
A obra al 19 de maio ptttejimo passado linha j
abaorrido a quantia de 4)4:6779613 ris, e dahi
para ci 6:708676, parte dessa somma a saber
15,0009 rs. foram sapridos pelo Ihesonro nos anuos
de 1852,185?, e o restante saino dos cofres provin-
ciaes.
A conehtao dn edificio segundo o plano por
que ha Mo est oreada na quantia de 50:0008
ris.
Se for acabada ser una das lioas prises do Bra-
ail. .
< cipal mandei entregar a quantia de 1:4628 res de-
cretad DKorcamenlo vigente para couelusao da casa
das laasSe* e cadeia da muaicpalidade,
Sobral.Precisa ser melhorada a seguranca das
prises d'cssa cadeia, e habilitada com mais algu-
mas comroodacOes ; a pequeoa somma (5009 ris
do uii-amento correute, fui-lite entregue em lempo
opportuno.
Creslo.Fizeram-sc varios reparlimenlos c con-
cluiram-se as obras de carpina. Falla rebocar
a sala das pritoes, olear, pintar e comprar mais al-
guna raleriaes, para o qne puz disposicao da
respectiva cmara, o cont de rcis do presente orra-
meuto.
Granja. Igualmente i disposicao da cmara,
foi posta quaotia de 1:0008 ris na forma da lei n.
25 de 31 de dezembro ultimo lt. 7 1.
Espera informaces sobre esta obra para serem
sojeitas 4 vossa consideraran.
S. Joao do Principe.Coraeraram de pouco os
trabalhos: estSo feilas as escavaees, e principia-
rani-se os aljcerces.
Confio muilo no zelo da commissao a cujo car-
go est a obra, e a qasm fo entregue a quantia de
0005 rei do ornamento passado. depois dos habi-
tantes do lugar cumprirem a condirao da lei, queos
obrigou a coacorrer com 1:5008 teis.
"Segundo o plano qae vi, pretendem por sobre a
cadpia construir um sobrado para as sessoes da mu-
nicipalidade, e do jury.
Aquiraz.Tambera esla a cargo de urna com-
missao a factura desla obra, para a qual maude dar
os 008000 que votasles, depois de preenchida a con-
dico legal.
Ordenei que essas sommas fossem empregadas
com preferencia na seguranza, limpeza o conimo-
didade das prisoes, de modo que possam ser sa-
lobres.
Obras publica* da capital.
Est em andamento o quarlcl do meio balalho,
e dea-se principio i coitstrucrao do paiol da pl-
vora. Estas duas obras correm por conla'dalhe-
souraria geral. A'do paiol que foi oreada em
^7149650 deve importar era maior quantia segundn
informa a commissao de obras publicas.
As reparac/te do quartel de polica montam at
hojoem 1:1159330, exislindo j.i promplas cummoda-
oes para duas companhias c suas respectivas reser-
vas, cinco qu,irlos para interiores, um para a mn-
sica, e dous para prises.
Algumas obras ainda sao indispeosaveis como
cobrir, rebocar e ladrilhar de novo oquartel.no
que se nao dispender meros da quantia cima re-
ferida.
Cnnsla-me que os maieriacs para a poni di
embarque da .capital, aeham-se promptos, mas
anda nao prinjeiparam o* trabalhos da conslruc-
cao.
Tcndo o enaienliciro Augusto Millel encarregado
pclacompanhiajde vapores l'ernambucana de exami-
nar os porlos da lilloral desta provincia, qne mais
se prestem a essa navegarto, depois de minuciosos
procesaos, a qic so den, ipresentou-me um icla-
torio circumstaheiado que recommeodo a vossa al-
lencao.
Mandei encommendar e clicgaram-me ltimamen-
te os canos de ferro para o ciafariz da l'raiuha : imr
rxirlaram em 1:4478000.
Seodo de mister reparar o paredao do largo de
palacio, proredeu-se ao <>rcamen(o, qu* imporlou
eattafHO.
As obras da reparado ronsialem em rebocar, con-
cerlar os pilares, os astalos e calcadas, e pintar as
grades.
Mandei tirar a planta para a edificado da casa
da assembla, e nao de comeen aos trabalhos del-
la, por nao estar ainda assentado o local da construc-
CJlo.
Incumb ao zelo caritativo do ridadnn Antonio
Radriguea Ferreira, de dar andamento as obras do
hospital de caridade, para as quaes mandei applcar
a quantia de OfJoOO.
He-me agradavel communicar-vos que reuuiram-
e no dia 25 de mareo na sala do palacio do gover-
no quasi todas as pessoas gradas da capital, afim de
concorrerem com as suas esmolas para a couclusao
das obras do hospital, e lomarem parle na rreacao
da irnwndado de Misericordia, a careo de quem o
mesmo hospital ficasse.
Tive a fortuna de receber por essa occasiao a coo-
perado de todos, e seos generosos donativos monta-
ram logo a 3:4509000.
Esla quantia que avullnu com a de oulras desla
capital e da provincia, e com o auxilio dado pelo go-
verno prefazem boje 10:0278000.
Tao santa insliluicao, em toda parle de tamanhos
beneficios, he da mais su rama necessidade em urna
provincia onde nao exisle um s hospital, em que
se recolham os enfermos indigentes que abundam,
e onde so est ameacado de secca. que traz com si-
go fome, e aps contagio c morlalidade : he urna
insliluicao verdejamente piae de caridade cliristaa.
O governo de S. Magcslade nao deixou de allcn-
der a esta provincia, mandando dar quantia igual a
de 3:1508000 reis, de que cima vos lallei, para a
casa de caridade do C.car.i.
Peco-vos, que olheis para esta insliluicao, que
sendo de beneficio geral para a provincia merece ser
soccorrida. Eu desejava, que a quantia de ris
10:0.178000, que j est arrecadada, e o maic com
que contribuir piedadedos habitantes, se applicas-
se em instituir um patrimonio para o eslabeleci-
mento fim de se poder sustentar com os rendi-
mentos. Para a eonclusao das obras do hospital,
e para fornece-lo do necessario pela primera vez,
solicito vosso zelo a favor da elasse indigeule e des-
valida, que lem de receber all soccorros em as en-
fermidaries.
llevo derlarar-vos que requerondo-mc o reveren-
do fre Joao do I.ado de Chrislo Pinheiro, que man-
dasse arrecadar alzumas quanlias provenientes de
esmolas tiradas por elle nesta provincia, e' que dal-
lara em mao de varios particulares, e banio do lc
promptamente maudou-me entregar (008* rcis, que
exisliam depositados' em sen poder, os quaes appli-
queao hospilal da Caridade.
Estrada-i.
I)eram-se comeco, e *|0 em Ijom andamento os
reparos do aterro da estrada de Maranguape com o
que se lem gasto al o presente 3928081 rs.
leve lambem comeeo no dia 28 de julho o traba-
lho do aterro da estrada da referida povoar,ao no
lugar denominado Corredor, consistudo por ora es-
te trabalho era clicgar a pedre precisa para as pare-
des lalerars.
Presenlemenle compram-se os malrriaes para a
cnn-lrucro da ponte do dito lugar Corredor, que
bem como o aterro foram oreados em 4:0008000
ris.
Teve mais andamento o aterro da estrada de Sou-
re, e preparam-se as madeiras para a ponte, cujos
trabalhos oreados em 8:0008000 ris, mais que dc-
vem importar em muilo maos, ora seguem sob a di-
recreo do cidadao Martinico de Borges.
vao adianlados os reparos da estrada de Meceja-
na na parte desla cdade ponte do Cncc'i, e breve
proseguir dahi em diante ate o Aracatv.
Igualmente liveram principio os reparos da es-
trada que couduz desta cidade a povoaro da Paca-
tuha.
Seguio para a liaaiaba o'piloto Jos Pacheco Li-
ma, a quem cncarreguei de tirar urna pirada em
linha recia daquella povoacao a villa de Baturil.
A quantia oreada para as despezas desta estrada he
o producto dos impostos provinciaes sobre caf e as-
suear, os quaes at o pfVsente tcm produzido ris
1:1198050, quechegar apenas para as despezas con-
tratadas, e as de explorarn do terreno, mas como es-
tamos em principio de safra, he de crer que sla re-
ceila cresca ao quadruplo, que ser o dispendio a fa-
zer-se no rorrele anno com a cjita obra.
Mandei onvir a enmara municipal do Ico acerca
da abertura de urna estrada, qne v desta capital a
aquelle municipio, nao s abreviando a- dislanrias,
como facilitando as communicncoes. Exigi^er infor-
mado dos gneros de trabalho e do meio mais fcil
de leva-las o elTcito, e ja encarreguei a Joao de Sal-
danlca Marinho de proceder as explorarles previas,
que devem romerar em Balurit, no ponto em que
se terminar n estrada que entre esla villa c esta ci-
dade vai-se abrir.
Para esla estrada concorre o governo imperial.
Iuformando-me o subdelegado de polica das La-
nas, que a estrada qne se est conslruindo do Ico ao
Crato passa por terrenos montanhosos e de serras,
despidas de pastagem c aguadas que chamem e en-
eamimVm as tropas, resolv ouvir as cmaras da-
quellas cidades, bem como a da dita villa e da de
Barbulla subre o que se me referi. f
A cmara da Barbalha j.- me declarou ser exacta
a informarao do subdelegado, e me fez ver que a ata-
liga estrada da Ribeira, alem de preferivel por sua
commodidade aos viandantes, era hanhada em todo
seu curso por um ro perenne qual he o Salgado, e
oflrecia ainda seus beneficios aos povoados por onde
corta.
Entretanto pomlerou-meque era conveniente a-
larga-la para o transito de carros, visto que muilo
si'lc ia a l.ivocera e o coramcrcio do nlerior, com o dar
ella s tian-iio aos animaes de carga.
Representaudo-me a cmara de Sobral, a grande
vanragem que haveria da abertura de urna estrada
em linha recta desta para aquella cidade, aulorisei-
a emdala de 26 de julho, a mandar fazer as explo-
raees indispeusaveis para se elfectuar esta obra, ro-
comracndando-lhe toda a presteza afim de verse es-
te anno lbe dava cometo.
Mandei finalmente examinar os mclhoramentos
de que he susceptivel a da Imperalriz, e que a res-
pectiva cmara me expozesse a conveniencia de urna
nova estrada, que partindo do Boqueiro da Arara
v cm rumo ao Desterro daquella villa.
( Pedro II.)
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Para' 16 da seternbro.
Depois da minha ultima missiva, que se me nao
falla a memoria foi de 6 docorrenle, em uada, que
mereca importancia, lenho que fallar-lhe a nao ser
na Ilustre saliuha, isln be, na interessante e palea-
dora assembla provincial. Pois ha de arredilar,
que membros lem havdo que lem oceupado a ses-
sao inleira, dizendo aquello que bem poderia dizer-
se em meia hora 1 Aqu (nejo urna justa excepcao.
He verdade que o Sr. Lcito, homem de habildadc
e illuslr.ceacc fallou cuna sesso iuteira; mas nolc-se
que iic-.e .lia entrara-sc na ordem dos trabalhos j
bastante lardo, nole-sc que i materia (posturas mu-
uicipacs) exiga largas consideracoes, note-se final-
mente que o Ilustre paraensc he um dos nossos pa-
tricios que mclhor falla ; he insinuante c captiva a
aliento dusouvintcs. Porm, que o Sr. Peana fal-
lassc 4 horas lalvcz, ou pouco menos, para nos re-
petir um inilhao de vezes, que as posturas approva-
das provisoriamente pelo Exm. presidente da pro-
vincia, eram contrarias as leis geraes e provinciaes,
vexalorias, oppressivas c inexequiveis, he no que
nao posso concordar.
O Sr. Pcuna, primeira, ou se quizerem urna das
influencias da maioria, he um dm liomens mais dif-
fireisde contenlar, tralando-se purera de objeclos
que digam respeilo a cmara municipal desta capi-
la1, elle nenie aseslribeiras, esquenta-sc, e.... uao
diz un nem dous; diz mil improperios. Calcule-se
o que nao proferira o nobre deputado em boas qua-
Iro horas? '
Os membros da maioria lem moilas vezes provoca-
do os da minora. Ora os denominara auclazcs, ora
varredores de palacio, ora maracas da presidencia,
incensadores do Sr. Reg Barros, correios de novida-
des, etc., ele. Os pobrescoilados nao soslam muilnde
S. Exc. porque afaslam-se sempre daquelles presi-
dentes, que se dirigen pela moderado e juslica. Te-
ubam f no futuro, e nao desesperen! de c tornarcm
ver um presidente como estimara os Peonas, e ou-
tros, eja infelizmente temos lido. Para de urna vez
dar um largo trago importancia desse grupo, qae
boje dspoc da assembla, bas'a referir-lhe que de-
pois de mil hesitac,f>es e milharct de calafrios se re-
solvern!, medanle um empreslimo forrado por lo-
dos os partidarios, comprar um pequeo preln e
duas folhas de lypos para publicarem urna gazela do
seu credo. I.eia o Observador, que nelle encon-
trar com que muilo se enlretenha as horas em que
nao liver que fazer.
Tem admirado a demora das ordens ministeriaes
para se proceder a eleicao senatorial. C por mim
nao sei a que eleva allrbu-la. Parece-meque accr-
tarei se esperar pelos fados, que lornem claro o ne-
gocio.
Concluindo esla minha lacnica e mal alinhada
correspondencia desejo pedir-ihe um favor; he o
primeiro, e por isso espero que nao deixar de ser-
vir-mc. Porque o Diario de Pernambuco nao er-
gue sua forte e poderosa voz contra a irregularidade
do servir/) da companhia de paqueles de vapor?
(I) Como he possivel supporlar o escndalo dessa
companhia, ha lanos anuos subvencionada pelo go--
verno, nao lar anda os vasos indispeusaveis para a
nossa navegaeaocosleira? Como se (olera a conti-
nua e prejudicial pralica de nao estarem definitiva-
mente marcados os perodos de partida e chegada
em cada urna das provincias? Parcce-me digna de
forle censura a maneira porque a companhia pro-
cura salisfazer os seus encargos.
At oulra vez.
Parahlba 27 de seternbro
Nao lenho, nesles ltimos lempos, podido conser-
vara regularidade que ulr'ora guardei m minha
correspondencia, porque incomniocros de sade, prn-
prios de nossa idade, me bao privado desse prazer ;
agora, porm que me enconlrei com um medicamen-
to de virtudes mais pronunciadas, de qualidades mais
maravlhosas, do que as vegelaes, salsa de Sands. pos
contra vermes, pello de peixe ho, e pangante* de
(amilia, me acho um pouco mais vigoroso, e com es-
peranzas de, quando nao tornea regularidade anli-
za, rorrigir-me um poucodas fallas que fizeram com
que apparecesse no corrcnle auno urna concorrencia
de collegas no mercado das noticia* ( al um simi-
frade, qae boje esqaeceado os votos auer casar-s)
que me monopnlisaram o liereles, e nutros infor-
mantes, de "que dispunha, sem duvida para, por mi-
nha morle, entrar algum na beranea desle meu ni-
co pecolio, a que queriam ler direlopnr habilitara!)
pralica. Felizmente conheccram os mcus presumi-
dos herdeiros, que eu eslou na ordem de cortos ve-
Ihos alTerrados vida, e dos quaes parece haverem-se
esqciecidoElollios|e suas rmelas, e foram-se esqui-
vando massadaa proporcao. que se Ibes csgolava
oeslro.ou linlram esgotado o billis contra un, ou
oulro desSfcicoado, c en fui perdendo esses auxilia-
res, que me ajudavam na empreza, assim como cm
carregar com alzumas ratoinkai, precalros do oftlcio
e seus edeitos laudatorios, c publico suas luminosas
producecs, Vmc. mais esses enchimenlos para o seu
Diario, eos homens de ledras, bellos inodellos de
cloquencia, innocente enlrelimento das horas va-
gas.
Confcsso-lhc, porque sou muilo franco, que i
prucipio tive meus zelos, porque lemi que me fizes-
sem marchar os lauros, roubando-me as sympall.ias
de mcus Jeitores ; mas ao depois pensei que a zloria
.le meus collegas relleclia lambem sobre mim, por-
que sendo todos nos annimos, alguma das bellas pro-
dcicceies de lio delicadas peona* me poderiam ser ai-
tribuidas, e eatao com um tao feliz qui pro qun
contava fazer fortuna, gravar em ledras d'ouro
meunomc no Olvmpo, como diz osen correspon-
dente de Bananeiras, a quem desejava conhocer
paraabraca-lo pelaboadade, que com alguem haes-
perdeado.
Se cu livera por mim nm (3o hbil cantor, conso-
lar-me-hia mais facUmenle da perda de meus colle-
gas herdeiros, a respeilo dos quaes n3o se se podere
dizer reqtiicscant in pace.
F.sta provincia contina montona c estril em no-
vidades. Como est acephala nao tcm animaeao. As
suas financas na van boas, e se a abundancia nao
soccorre roum amiinatur.
Ainda nao sabemos quem seja o nosso presidente ;
mas cm qualquer caso nao quererei que seja econ-
mico financeiro, pela mesma razSo porque o gover-
no de nm philosopho he o maior flagello de urna po-
pulacjlo. Nao estamos muito abundantes de dinhei-
ro nos cofres, c se um calculo falhar no svstema fi-
nanceiro, poe-nos de prafimd: Um" financeiro
poz-nos tontos, ama assembla financeira, qae aug-
nieiilouadespczacdiminuioaroeflilanos alirou a
cama, um outro governo financeiro nos atirarfjh
cova.
izem que tem de vr ainda o Sr. Dr. Bandcira.
Dos assim o permuta para acabar o seu mercado, e
por-lhe a lapide, qae, anexar das rccommendaccs,
anda nao foi collorada ; e ajuslar as conlas com a
assembla pela creado das tres comarcas pelos dous
ten;os.
Certamcnte ser muilo para rir as satisfarcs, que
tem dedar-lhpmuilosdosque, lalvez persuadidos
de que o nao veriam mais, liveram disposicao de sus-
lenlar urna lei, a que elle negara a sanec/o. Eu,
que nao sou palaciano, quero procurar um velho ca-
pilao-mr de meu antigo conhecimento para me dar
entrada, c enfilo poder ver os dramas.
Chcgaram ltimamente tres dos nossos deputados
no Tocantins, c, ou ainda estao enjoados, ou leem
guardado segredo dcgobinele.nao leem esclarecido a
curiosdade publica acerca de nosso pai polilico.Ea,
se fora deputado, nao estara de caixas cncoiraclas,
ou medeelarava ignaro dos allos mysteros minisle-
riaes, para que meus constituidles nao levassem a
mal alguma ferroada, que desse nos senhores das pas-
tas, ou eniao dizia o nosso tutor he fuao (em,
ou nao lem a bossa financeira muilo desenvolvida,
he ou nao lio paparrotao (em ou nao lera evijo
r.ommum.
Ac lia.se na administraran da provincia o Exm.
Fredcrico de Almeida e Alhuqucrque, primeiro vice-
presidente, que rendeu ao Exm. Dr. Flavio. qae de-
ve receber meus emboras pela sa boa adminslra-
Co. Eu fago volas aos cos para que nao corra no
prximo futuro anuo a noticia de sua demisso pela
quebra de alguma cassarola, porque no romero do
anno corrente eu tive mcus sustos por seu respeilo.
Eu tcnho-lhe sympathia, alm do mais, porque nao
gosla do* retintn de espada*, e nem de acompanha-
mentos s ordens ; porque em verdade laes baru-
lhos, em una cidade tao silenciosa, fazom sus-
tos.
Entre outras medidas daquellc vice-presidcnte,iulo
posso deixar de lembrar a demissSo do alferes, que
recebeu os cobrinhos para soltura de um canario ;
alferes que a ler aqui seus filhinhos de ereae*J0, que
Ihedcram osgales, cortamente nunca loria sido de-
miltido,
N3o sei os meninos romo luiiiarao esse fado ; mas
lambem pouco me importa.
OCabedcllo depdh que foi para all urna "escolta,
pira prender o valenlao Antonio Ignacio, jogador de
espada prela, est mais quieto, e o subdelegado des-
cantado com a ,-uppresslo da subdelegara.
Ilouvcram all moscas por cordas ; masoluzarhc
muilo prximo, e eu nao quero quesles rom quem
pode querer um dia dar-mc lices de florete.
J que fallo no Cabedello quero dizer-lhe, que a-
cha-se all estacionado nm hrigue Ingle de guerra,
para privar o coinmcrcio russo. oulros dzem que o
empreslimo como commerrio desla capital, outro-
asseveram que para dar protocolo a algum subdito
contra as licf.es de espado, c oulros finalmenle, que
para nao haver parlo do globo cm que nao cxislam
Itarizesbritnicos. Qualquer das razoes me pares
ce justa, al mesmo porque nos he lcito espretar na
porta alheia.
Um dia, e nao (arda, clies lerSo menos desejos de
mostrar suas rubras faces, principalmente a quem
nao gosla de pinciiloes.
Em Itabaiana tem batido iillmamenle alzumas
obras thuggacs, que vao dando celcbridadc aquelle
lugarejo ; mas creio que o Exm. vice-prcsidcnle to-
mar as devidas providencias.
Nada me consla que lenha occorrido cm oulro
pontos da provincia.
Temos lido algumasr.hiivas nesles ullimosdias.que
vao refrigerando o ca'or que iamos sentiudo.
Chegou o naturalista Mr. Brunel, elrouxe grande
collecsao de mineraes, vegelaes e animaes, tanto vi-
vos como empalicados, para remoller ao Muzeu. En-
tre oulros animaes nolabilisa-sc urna maritacara,
que recebe os hospedes com um aroma diab-
lico., ,
Que bello mimo para um amigo 1 Devia fazer ef-
felo em um oietede baile.
Conduzencabrestada urna enorme cobra slamsn-
la, que nao come ha seis mezes, e estem todo o sea
vigor.
Tem lambem urna formidavel mtsuarana para o
Exm. Sr. Antonio Coelho.
Enlre oulros muelos importantes objeclos Irouxe
o bicho de seda era grande porcao, e alguns ossos de
um mastodonte.
Quando fizer seu rclatorio lbe mandvrei umaco-
pia para publicar cm seu Diario.
Elle segu para essa provincia no prsenle vapor,
e ser-lhc-ha fcil conhcce-lo pelos seus longos cabel-
los c barba.
He um homem digno de considerarn por suas ma-
neiras delicadas econhecimentos nao vulgares. Todo
dedirado as ciencias naturaes esquece sua pessoa,
uicila-sca todas as privare, e concentrado em suas
experiencias e estudo, passa diasem seu gabinete ad-
mirando ossecredos, que rouba natureza.
Descobrio imporlantissimos vegelaes medicinaes,
qucapplicuu cora vaulazem no interior na cura de
infelizes que o procciravam, duranleoleinpo cm que
a desconfiarte infundada o deixou all sera recur-
sos ; e asseveroa-m6 que a provincia pode dispensar
quasi lodos os vegelaes da Europa emprezados na
medecina.
Cnnhece boje pcrfeitemcnle a llora Parahihana, e
ainda mais seguio os traeos do diluvio em nossas al-
rauliladas serras, onde descobrio pcixes fosseis, e en-
Ircfstcs uns de especie desconhecida por elle, e pe-
los naturaes.
Descobrio, gravados as pedral, hernglp|,0s dos
tapias, que pela sua maior ou menor perfeicao, in-
dicam que houveram tribus mais ou menos adianta-
das na industria cm nntavel dilferenca. Opiua que
aquelles trabalhos de urna paciencia assombrosa pela
rigidez das cedras e imperfeirao dos instrumentos,
indicara sirtvcssos notaveis, que elles quizeram pas-
ar posteredade. a qual infelizmente nao sabe de-
cifra-los, tanta foi a incuria de nossos avs, aos quaes
nesta parle nada invejamos.
Opportuuaraente dar-lhe-hei mais delalhadas no-
ticias da viagem daquellc sabio, assim o chamo cora
liecnca dos que nos suppoem lo nescins, que julga-
vam, que tomamos a nuvem por Juno.
Ello queixa-se de que, cora falta do (ralo, lhe em-
baracassem a viagem, privando^ de meios na occa-
siao a mais inopporluua, nao lhe consentindo assim
que seus sacrificios e trabalhos livessem o resultado,
que era de esperar ; mas esta he a sorle do nosso
paiz : lamenlam-se as migalhargaslas com o seu me-
Ihorameuto futuro, e liberalisam-se sommas enor-
mes com os afilhados chorees.
Os militares estao preparando um baile parao depu-
tadoCnrreiadas Neves.Scahi poderentrar,direioque
vir, com tanto que nao o publique no Diario, para
me evilar quesles, como tuccedeu no que foi dado
ao Exm. Baodeira,~n qual lenho tenlaces de repeli-
lo, nao foi l grande consa. E o caso he que o mes-
mo Exm. dcsconfiava delle, (anto que n"'0 demorn
o vapor as horas do contrato, pelo que os deputados
que embarcavam no vapor, nao poderam assis-
li-lo.
O que, enlre neis seja dito, foi muilo notado, c deu
occasfto a alguns commentos. que nao direi, porque
tenho medo de envolvcr-mc em camisas de onze va-
ras.
Nada maisorcorre, que mereca menean.
Saude e gordura, elinheiro c Iranquiliidade por
muitos anuos lbe desejo na grar,a doSenhor.
(D.J o temos feilo cor varias vezes, e nao duvi-
daremns faze-lo, empre que julsarmos opportuno
e a juslica nos assislir. O favor pois que nos pede
o nosso correspondente, j se acha felto, ou tcln-ha
convenicnleroenle ; e lalvez nao haja muitos dos nos-
sos leilores, que se tenham esquecido de urna pol-
mica por nos sustentada a tal respeilo, rom o Sr.
agente da companhia de vapores nesla provincia.
a ffl.
REPARTTCAO DA POLICA.
Parle do dia 2 ele outubro.
Illtn. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recebadas nesla repartirlo, consta que fo-
ram presos : a ordem do subdelegado da freguezia
le S. Fr. Pedro (ioiiQalves, a parda Mara Hilaria
da Coticetcao, c o pardo Saluslian* Jos Martin?,
ambos cara averizuareies policiaes, a os marujos n-
glczes Wallace, c Henry L Cyde, a requisicao do
respectivo cnsul.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 2 de outubro de 1854. Illm. e Exm.
Sr. cooselheiro Jos liento da Cunha e Figueircdn,
presidente da provincia de Pernambuco. O chefe
de polica, I,ui: Carlos de Paia Treira.
CORRESI'OMENCIA.
Srs. Redactores.Creio que ninguem arredilara
que eu chegasse a tal ponto de baixeza e degrada-
cao. ou que livesse tao pouco bro, que nao obstante
nelo ser poupado por aquelles que fazem opposirau
ao governo, como o atlirma a Unido de 30 setem
bro no seu ar(igo que tem por titulo cada qual
deee icspondcr por sipmcurasse alapardar-me
fazer de liom moro, e distribuisse obsequios a essa
gente para escapar-me ns suas garras, e abrandar-
Ihes as iras com medo de perder o mcu-emprego;
e por isso eslou convencido que os Srs. redactores da
Unido nao quizeram comprehender-me no numero
daquelles empregados a quem nesse artigo qualifi-
cam com lao vilrumportamento;c nem eslavam per-
suadidos que por cobarda leubo deitado de respon-
der algumasaccusaee'ies calumniosas que se me tem
feilo. O meu carcter, e os actos da minha longa
vida publica e particular repellirao e prolestarao
contra tao injuriosa impulacao, se alguem ousar fa-
zer-m'a. Tambem nao poderao dizer que tenho eu
deixado de responder a es'as aecusaces, e abando-
nado a defeza d'aclminislrar;Ao de provincia; por
e| na n lo por ahi correm algumas correspondencias mi-
nhasque provam o contrario, e lodos sabem que na
assembla provincial um s vez (e ainda este anno)
nao deixei de dfender-mc, e defender ao governo
quando aecusado por fados que tocavam a minha
repartieao, e iiessrs occasies nao me imporlei com
as conseqnencias do meu procedimento, e nem me
acubardei. Se nao lenho acompanhado o Liberal
l'ernamhucano em iguaes aecusaces, he porque,
ou lem sido ellas filo diaphanas, inverosimeis c inep-
tas qae por si mesmas se lem destruido, ou as mais
das vezes sao publicadas em urna linguagem tao in-
snltuosa que me tem impossibilitado de responde-
las, porque nao devo firmar com o meu noine una
correspondencia para responder a quem me insulta,
bina ou oulra vez que o Liberal lem merecido res-
posta, lenho visto a Unido lomar a iniciativa e salis-
fazer rompidamente ao publico, e por isso me te-
nho juluado dispensado, tanto mais quanlo nao con-
viria que viesse eu a dizer o mesmo que oulros j
o baviam dito. Alm elisio sabem por experiencia
propria os Srs. redactores da Unio que.quem ac de-
libera a responder ao Liberal lem urna tarefa inler-
niiiiavel, e cu obrizado como sou a dar cotila em
lempo cerlo edetermioado do curaprimeiilo dos de-
vores do meu emprego, que nao me dcixa tompo pa-
ra nada, nao posso empregar-mc em responder dia-
riamente loda e qei.clqeicr arcusaoau que Olft ou ou-
lro bigorrilhaassenlarde f^zer-nie. .0 meu crdito
nao depende dessa gente, e a prava disto est nao
so no couceito que teolio merecido da assembla
provincial, e de toda a provincia, que me tem ele-
gido sele vezes successivas deputado provincial com
grande, maioria de volos, como tambera na confiau-
ea e elogios que lenho merecido de oilo presidentes
com quem lenho servido como inspector da Ihesou-
rarij; portadlo nao devo temer o vil e pecoohento
denle da calumnia.
Concluirei dizendo aos Srs. redaclores da Uniao,
que romprehendo bem a minha posicao e deveres ;
e prezo muito a minha honra e. o concedo publico
para nao precisar que me advirtam que me devo
defender das aecusaces que se me fazem.
Queiram Srs. redaclores, dar publicidade a eslas
poucas linhas que muilo Ihcs licar abrigada
Jos Pedro da Sitia.
COMMEBCIO.
"HACA DO RECIFE 2DK SETEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces olliciaes.
Descont de ledras de 3 mezas8 % ao anno.
Cambio sobre Londres a CO dias, 27 I 2 d. a
11razo.
Dito sobre ditoa (Odias, 27 3|i el.
Al.FANDEtlA.
Rendimenlo do dia 2......11:4499753
Uescarregum hnje 3 de outubro.
Brizne inzlezPaishacalhioej
Brigue hamburguezOlindafarinha de trigo e as-
sucar.
Importacao'JIA
licrciea A. Senhora do Bom Mceesso, vinela da
Parahiba, in.eicifestuu o seguidle :
1 caixa livroscm branro a I.. Cecomle Fcron &
Companhia.
1 caixa chita*, 10 pecas ele ramhraia, c 1 raixa
chapeos de palbinha para senhora ; a Faria A
Lopes.
.VWIjarrieas abatidft, e 500 loros de lenha ; a An-
tonio Rodrizucs Fernandos Vitara.
Baratea Flor de Pars, vinela do Ass, nianifcs-
lou u seguiule :
NO alqueires de sal ; a ordem.
\ -epor nacional ,S\ Sallador, viudo dos porlos do
norte, manifeslou o seguinlc :
1 caixa ; a Antonio Lopes Rodrigue*.
1 dita ; a Joao Kcller & C.
1 dita ; a ordem.
1 dila ;aFilippe II. C- Meninea.
40 rolos sola ; a Antonio de Almeida i.oines i\
Companhia.
1 encapado ; a Bernardo D. Carpinleiro.
1 eaixao ; a Rictrdo de Freitis i C.
5 sarros ; a Bento Jos F. Barros.
1 lala ; a Antonio Lopes Rodrigues.
2 caitas; a Manuel Gonralves da Silva,
1 pacole ; a Jos dos Sanios Nevos.
1 eaixole ; a Joaquim Jos .Marques.
1 feiie raizes ; a Amorim Irmos.
Vapor inglez 'Ihames, vindo de Southampton.ma-
nifestou oseeuinle :
1 caixa relogios e inslramenlos; a ordem.
l.dita joias ; a F. I. Hasenchvem.
1 dila ditas, 2 erabrulhos amostras e peridicos, e
2 caixas amostras ; a J. Keller.
4 ditas ditas ;a J. C. Rabe.
1 dita ditas ; a Timm Mousen & Vinas.
1 dila livros e diversos objeclos para senhora ; a
F. L. Guimares.
1 dita roupa ; a J. Crahlree.
1 embrulho amostras; a Fox Brnlhers.
1 dilo peridicos; a A. P. Youle.
1 dito ditos, 1 dito amostras ; a Russell Mcllors.
1 dilo e 1 caixa periodiros; a Paln Nash.
1 caixa amostras, 2 ditas peridicos; a L. A. de
Siqueira.
1 caixa amostras; a L. Schuler (& C.
3 ditas ditas ; a E. A. Burle.
1 dita ditas; a Dcmesse Leclerc & C.
3 ditas ditas ; a V. Lasne
a dilase 1 embrulho dilas, 1 caixo galao de ou-
ro ; a CXafecmle Feroce t\, C.
1 embrulho livros ; a N. O. Bicher & C.
1 dito amostras ; a C. J. Astlcy i
1 dilo ditas ; a F. II. Uaentlev eS; C.
4 barris vinho, 2 cestas fru'ctas; a Adamsoa
llowie & C.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 2......
I'IVBRSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 2......
Exporta cao.
Patacho nacional Sania Cruz, de 101 3|4 lancia-
das, coiidiizio o seguinte :3:10 voluntes gneros os-
trangeiros, 22( ditos ditos narionaes.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo lio dia 2......9091619
RENIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES DE PERNAMBUCO.
DO MEZ DE SETEMBRO FINDO,: A SABER :
Renda da typographia nacional. 9320
Foro de terrenos de marinha. 589252
"-andamio........... 187S500
Siza dos bens de raiz......3:1209fi9t>
Decima addicional das corporares de
mao moda .........
Dircilos neevos e velhos e de chancellara
Dizima de dita........
Multa por inrracc&es do regulamento. .
Sello do papel fixo e proporcional .
Premio dos depsitos pblicos .
Emolumentos das reparlices de fa-
zenda.
:eJ'-ii:l
7JJ140
1219014
3:597,->72l
2319112
105000
6:4725790
49622
Imposto sobre lojas e casas de descon-
tos. ..........
Dito sobre casas de movis, roupas, ele.
fabricados em paiz estrangeiro. .
Dito sobre barcos do interior. .
.Dito de 8 das loteras.....
Ditos de 8 dos premios djts mesmas .
lasa de escravos........
Salario de africanos livres.....
Cubranca da divida activa ,
4769920
3:0669260
409000
' 5
3:2009000
1:2809000
5169000
219666
2:96793l
25:3729310
Recebedoria 30 de seternbro de 18't.O escrivo,
Manoel Antonio Simocs do Amoral.
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE SETEMBRO DE
1854.
Dircilos efe 3 por ceolo do assucar ex-
portado.......... 3:4679888
Dito de 5 por canto dos mais gneros. 4:7329007
Capatazia de 320 por sacca de algodao. 4599810
Dcima do predios urbanos. 0:0099396
Meia siza de escravos...... 1:2019201
Sello de heraneas e legados..... 1419724
Escravos despachados. ..... 1:0009000
Novos e velhos direilos...... 2829697
Matriculas das aulas de instruccao so-
perior........... 59000
Emolumentos de passaportes de polica 49200
Imposto de 3 por cenlo sobre diversos
estabelecimentns....... 7759880
6009 ris, sobre casas de vender bilhe-
les de loteras de oulras provincias. 6009000
109 rs., sobre casas de modas. 409000
29 rs., sobre casasde jogode bilhar. 6O9OOO
20 por cenlo do consumo de agur-
dente..... .,..... 389400
Multas........... 599458
Juros............ 39717
Cusas........... 329153
21:9169861
Mesa do consulado provincial 30 de seternbro de
1854. O 2." cscripltirario,
Luz dr.tzmtiln Souza.
PAUTA
dos preros correntes do assucar, algodo, e mais
gneros do paiz, que se despaclutm na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 2 a
7 deoutuln-ode 1N.V4.
Assucar emcaixas brancol." quaTniacTo
2.'1 -
mase.........
bar. esac. branco.......
mascavado.....
n refinado ...........
Algoalelo cm pluma de le' qualidade
caada
2.a
o 3.
em caroco.....
Espirito de agurdente .
Agurdente cachara........
ele calilla.......
resillada.......
t iclielu ,1.............. -
t .'............. botija
'-cor ...............caada
" ..............garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueirc

caada
. @
urna
11 m




Doce
a
d'obra
um
em casca .
Azeile ele mamona......
)> meiidobim c de coco
de peixe.......
Cacau .............
Aves araras .......
papagaios.......
Bolachas............
Biscoilos.........
Caf bom. .
reslolho .
com casta.......'.'.'..
i) muido.............
Carne secca............ n
Cocos com casca..........cenlo
Charutos bous ...........
ordinarios........
regala e primor .... n
Cera de carnauba ....
em velas......
Cobre novo mao d'obra .
Couros de boi salgados .
expitados ....
verdes ......
de oura .....
cabra curtidos
de calda......
n goiaba.....
seceo .......
jalea........
Estopa nacional .
estrangeira, mel
Espauadures grand.
pequeos. .
Fariuha de mandioca .
n millio ....
1) .11.11 illa .
Feijfto..........
Fumo Itoni.......
ordinario .....
em falla hora. .
> ordinario.
> reslolho .
peca. 'ii.cuba ......
Gomma .........
Gongibre.........
l.euha de achas grande* .
pequeas.....
t) loros....... i,
Prauchas de amarello de 2 costados nina
louro......... ,,
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ,'j a 3 de I..... i>
de dilo usuaes.......
'.. 'slt.linhei de dito........
Soalho de dilo...........
Ferro de dilo ...........
Costado ele louro......... ,,
Cosladinho de dilo........
Soalho de dito...........
Forro ele dito...........
n cedro.........r
Toro* de lalajiiha........
Van* de parreira.........
aguilhadas........
quins 7........,
Em obras rodas de sicupira para c
cixos 11
Halara..............
Mi..................
Pedia de amolar.........uma
i> filtrar.........
rebolos........
Ponas de boi..........
Piassava.............
Sola 00 vaqueta...... .
Sebo cm rama..........
Pe les ele canicie o........
Salsa parrilba..........
Tapioca.............
nicas de boi..........
Salan.............
Esleirs de perneri.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro.
SaJIOO
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9200
17.3000
29.501
3210
9090
9160
3O9000
milheiro "1.3000
MOVIMIENTO DO PORTO.
Naci entrado no dia 2.
Ass7 dias. brisue hrasileirn Palas, ele 217 tone-
ladas, captlo Jos Alves de Biito, equipagem 12,
carga sal e palha ; a Amorim Inicios. Veio lar-
gar o pratico a segu para o Rio de Janeiro.
Aaetos sabidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro pela BabiaCrvela brasilera a va-
por (iquitinbnnlia, commandante o capito de
fragata Joaquim Raymuudo 1.amarre.
LiverpoolBrigue inglez Anne, com a mesma carga
que Irouxe. Suspenden do IsmeirSo.
Rio de Janeiro e porto* intermediosVapor hrasi-
leirn S. Sr.'/i-yr/nr, commandante o primeirn-ie-
nente Saula Barbara. Passageiros, Francisco Elias
do Reg Dantas e 1 cscravo, Francisco Tavares
de S e 1 eseravo, Jlo Jo de Miranda, Jos
Fernandes Pimenlel, Francino Tavares da Cosa,
a liberta Rosa Mara, 2 escravos, major Sebastian
do Reno Barros e 2 escravos, Cordoliua Franceli-
na, Jos Marlins da Silva Campos, Adriano Jos
Martins da Coso, 23 soldados para a Babia, 1 dilo
para Macei.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do correle, manda fa-
zer publico que perante a junta da fazenda da mes-
ma thesouraria, se ha de arrematar no dia 19 de
outubro prximo vindouro, a quem por menos fi-
zer, a obra dos reparos urgentes de 1,060 bracas
correntes na 1 parte da estrada do Pao d'Alho,
principiando 60 bracas antes do marco2,000 bra-
jas e termiuando no de 3,000, avallada em rs.
5.3299830.
A arrematado ser feila na forma da lei pro-
vincial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas-
As pessoas que se propozerem a esta arremataran
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. *
F. para constar se mandou aflhar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de selembro de 1864. O aecrclario, An-
tonio Ferreira da AnnunciicUo.
Clausulas especiaes para a arremataeao.
1. A obras dos reparos de 1,060 bracas cor-
rentes da Estrada do Pao d'Alho, far-se-hao de con-
formidade com o urrameeelu e perls approvados pe-
la elireclnria cm conselho, e aprcseoiado i appro-
vaco do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 5:3299830 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no
prazo de 15 dias e dever conclui-los no de 3 me-
zes ambos contados na forma do arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3." A importancia desla arremataeao sari paga
em duas pre.Iares iguaes: a 1.ce quando esliver
feila a melado da obra e 11 2., quando cstiver con-
cluida, que ser logo recebida definitivamente sem
prazo de responsabilidade.
4" O arrematante excedendo o prazo marcado
para a eonclusao das obras, pagar uma multa de
cem mil rs. por cada tnez. embora lhe seja concedi-
do prorogacao.
*j." O arrematante durante aeecucao das obras,
proporcionara transito ao publico e aos carros.
6." O arrematante sera obrigado a impregar na
cxecu;ao das obras, pelo menos raelade do pessoal
de gente Ivre.
7." Para ludo o que nao se achar determinado
as presentes clansulas nem no orcamento, seguir-
sc-ha o que dispO a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O scretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimares, juiz de
direilo da primeira vara do commercin nesla cida-
de do Hocete por S. M. I. e*C. ele.
Faco saber aos que o presente edital virem, em
como no dia.3 de outubro, telas 11 horas da man lela,
em casa de miuha residencia, na ra da Concordia,
sobrado de um andar, se ha de proceder a remeci
dos creilores do fallid,1 Antonio Jos de Azevedo
para so verilicarem os crditos, e formar-se o con-
trato de uniao, ese proceder a nomeago de admi-
nistradores da massa do dito fallido, telo que sao
convidados pelo presente edital, lodos oscredores do
dilo fallido Antonio Jos ele Azevedo, para compa-
recer 111 no referido dia 3 de outubro, em casa de
minha residencia, as 11 llrasela na niela, para o
que cima tica dilo; licando ditos credores adver-
tidos, que nao scrao aelmetlielos por procurador, se
este nao apresenlar procuradlo com poderes espe-
ciaes para o referido acto; e que a procuraran nao
podnra ser dada a pessoa que seja deveddra ao mes-
mo fallido, e nenhum mesmo procurador represen-
tar por dous diversos credores, sob pena de se pro-
ceder a revelia.
E para que ehegue ao^onliecimento de lodos os
credores do fallido Antonio Jos de Azevedo, man-
dei pastar o prsemete, que ser publicado e afOxado
nos lugares pblicos do coslume, c publicado pe(o
jornal.
Dado c passado nesla cidade do Recife aos 29 de
selembro de 1851.Pedro Tertuliano da Cuuha, es-
criva*, escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimares.
DECLARACO'ES.
deferentes qualidades, e oulros moilo* objeclos qae
seria enfadonho mencionar ; um eseravo de naejo,
muito possantc; assim como um cavado bstanle
gordo, e bom andador baixo. Ser lambem vendido
por conla a risco de Jlo Jos Memles 32 galopas.
GRANDE LEILAO".
O agente Borja far leil.lo sem limite da precea al-
gum, de uma enfinidade de objeclos de diflerenles
qualidades, que enfadonho seria o raenciona-los, pois
s coma isla poderao salisfazer a curiosidad os
compradores, seila feira 6 do correla 4* 10 horas,
ao seu novo arrr.azem na ra dolCollegio n. 15, os
quaes objeclos estarn patente* no mesmo annizem
no dia do leilan.
riu)im:ou,ei;iovm
leilao' extraordinario
de uma grande porcao de livros, contendo rtbra* re-
ligiosas de direilo e lilleratura, romance* recreati-
vo* etc., etc., tanto em francez como em portuguez,
o oulras militas obras de diiTerentes linguas.
0 AGENTE BORJA
fara o leilan cima mencionado, quinta feira 12 do
correnle as 9 horas da manilla, sem recota de qual-
quer preeo offerecido, e do dia 10 por diaole serlo
distribuidos n* cathalogot.
llrunii Vrac.ver & Companhia fario leiUo por '
iiilervonrn jo agente Oliveira, de um escolenle
surlimento de fazendas de seda, linho, 13a e de algo-
dao, as mait propria* desle mercado: terca-feira, 3
do correnle, as 10 horas da manha, no sen arma-
zem, ra da Cruz.


O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
manda fazer publico, que nu dia 3 docorrenle por
eliaule pagam-se os ainjeitados e inais despezas pro-
vinciaes vencidas ateo tieu de seternbro do auno cor-
renle. Tliesouraria firovincial de Pernambuco i de
selembro de 1B54.O secretario,
^fnonio Ferreira da Annunciacao.
TRIBUNAL DO COMMEUCIO.
Pela secretaria do tribunal Jo commercio 1
provincia se faz publico, que na dala de hoj matn?
cularam-se os Srs. Manoel Ignacio de Oliveira, cida-
dao brasileiro, domiciliado nesla erara, na qualidade
de Irapicheiro do trapiche denominad* Companhia,
silo no porto desla cidade, assi;nando termo de fiel
depositario; e Antonio Vicente de Maslleles, cida-
dao brasileiro, riomfciliado na cidade da Parahiba,
na qualidade de commerciaeete de erosso tala c a
retalho. Secretariado tribunal lo commercio de
Pernambuco 2 de outobrode 1851.No impedimen-
to do secretario, Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Pela conladoria da cmara municipal do Re-
cife se faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento a bocea do cofre, do imposto de carros, car-
rocas e oulros vehculos de ron.Incoan, he do lee ao
ultimo de outubro prximo futuro, licando sujeilosa
mulla de 50 ", os que nao pagarem no referido pra-
zo. No impedimento do contador, o amanuense,
Fraucisco Canuto da Boa-riagem.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcqao convida aos se-
nhores accionistas do Banco de Pernam-
buco a realisatem do 1. a 15 de outubro
do corrente anno, mais 50 OjO sobre o
numero das acrec que Ibes foram distri-
buidas, para levar a elleito o complemen-
to do capital do Banco, de dous mil cou-
tos de ris, conforme a resol urao tomada
pela assembla geral dos accionistas de 26
de selembro do anno prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
1854.O secretario do ronsellio de direc-
roJ. J. de.VI. Reg.
AVISOS MARTIMOS.
Ceara' Maranhao e Para'
com destino aos por tos cima
deve seguir mu i brevementepor
ter grande'parte da carga tratada, o no-
vo e mui veleiro palhabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nunes, para a
carga e passageiros 'trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche n. i t, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
- Para Lisboa sabe o mais breve possivel a barra
porlugueza .Wara Jos, de que he capitao Jos Fer-
reira l.essa, tem grande parle da carga prompla :
quem quizer carretear a que lite falla ou ir de pasta-
gem, haja de dirigir-se aos seus consigcatarinsFran
cisco Severiano Rabello & Filho, ouao capito, na
pra Para o Rio de Janeiro seguir viagem o brigue
nacional Estrella do Sul, que se espera do Assii por
estes dias : quem no mesmo quizer embarrar escra-
vos a fele ou ir de passagem, para o que olTercce
encllenles cemmodos, dirija-so com antecedencia
ao cscriplorio de Eduardo Ferreira Balthar, ra da
Cruz 11. 28.
ACARACL' E GRANJA.
A esles dous por tos pretende seguir o
biate eFortuna, capitao P. Valelte, F-
Iho: quem no iiiesiro quizer carregar sir-
va entenderte cerm os consigna latios An-
tonio de Almeida GomesA C., na ra do
Trapiche n. I (i segundo andar.
A venda,
O lindo c muilo veleiro patacho Clemenlina,
{Inlar.lo 1:17 tonelada*] recenlemenl* chegado do Rio
Grande do Sal, rom nm carregamenlo de carne sec-
ca cara onde tinle* desle porto ronduzido oulro car-
regamenlo ele assucar; vende-se com loda a mastrea-
1^0, veame, tnarame, amarras e ferros, o com todos
os ulenrlios e pertences, lalqnalse acha prompto
para emprchciider nuva viagem, meeliai.te algum
pequeo reparo: M prelenileulesilirijam-seaoaicn-
e de leiloes Franciscu I inicies de Oliveira.
LEILOES.
O .nenie Oliveira fara leilan ele uma completa
mobilia de casa, consistudo em lindas cadeiras com
sof Italianas, ditas usaes ele pao d'olco. mesas re-
dondas, tola*, marquetas, Mo francez, commndas
novas e usadas, guarda-roupa, banquiihas para luz,
mesa pequea para janlar, galheleiro, copos, serpen-
tinas, lauleriias, espelbo dourado, mesas, raniapes e
cadeiras de ferro, uma machina para destruir form-
gas, quadros a oleo com molduras, c alm de oulros
arligos niiuilos, um rico apparellio de trata para cha,
e um esplendido piano novo de encllenles vozes,
feito por muilo arredilado aulnr : quatta-feira. 4 de
outubro, as 10 horas da nianhaa, na ra da Cruz,
casa amarella por cima do armazem dos Sr. Uavis
& Companhia.
Ter;a-feira :i de outubro do correnle as 10 H
hora* da manida, o ageote \ iclor fara lcilao no seu
armazem ra da Cruz o. 25, de grande e variado
sortimento de obras de marcioeria novas e usadas de
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
far a assignatura do Diario de Pernam-
ueco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivo de Iguarassu', queira quando
vier a esta pratja, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Muito cavaco lem dado oFrecltapaixe ( oa o
celebre morto vivee ) com o meu lembrete, amenizan-
do ( com algum outro patife isual forma do seu p )
o,wo e a Ierra com v inaanra Pobre miseravel !
pois nao sabesque eu le ronheco muito, e que se*
atrevido c insolente ;i lraie;,lo. como be tstenme leu
n fazeres dsuIios, e assim'mesmo traicao te vales
das gambias para correros ? para qae has de calum-
niar pessoas que de ti se nao lembraratse queres
saber quem sou, procura na memoria, ou cachola
sem milo, a quem dissesle, o que eu le disse 110
meu primeiro lembrete, em um armazem de assucar
logo depois que insultaste a uma pessoa muito e
muilo superior ti : logo saberos que sou verdadeiro
parahibaoo, que nao lemo as las fanforrices nem
bravata*, ( e que juntamente tenho inleira couvic-
0o de correr muilo, em occasiao de colera, afim
de esbofetear um insolente igual ti, o qae por cer-
to.oao ter accedido a alguem) e se pentas qae vi-
esleda Ierra dos Caujeranas para umaBernar-
dacomo chamas ao da dos desengaos, engauas-
le, por que os mcus patricios saohonrados, e nio
querem o allteio; en le aconselho que seja* prudente
e moderado, e facas por viver, para que nao seja
esse da dos desengaos em que leus palrfies hon-
rados se desengaen] coratigo ( pobre eoiladinho) e
temaodem fav a, tirando lu sem (eres de qoe viver:
lembra-lc porem que tendo elles ( leu* palrOes ) fi-
Ihos parahibanos, promptus para soa defeza, nao pre-
cisam, porlanto, de um miseravel Frechapeixe de '
baixos e vis sentimentos : Entendes, mea palhaco!
Pelo que lenho eiposto, j me deve* conhecr,
porlanto quando quizeres podes le diregir a mim
morador na ra das casas. Quer ter provocado
n ... {O parahibano.).
Parahiba 23 de selembro de 1854.
Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, co$e-se, faz-se labyrin-
tho e borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommeiida das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
A professora jiarticular Candida da
l'atxao Rocha, residente na ra do Viga-
rio n. I segundo andar, contDi^j| ad-
mittir pensionistas, meias pensionistas e
iscipulas externas, por precos rajpaveis,
Ts cjuaes ensina a doutrina christaa. ler,
escrever, contar, grammatica da Iingua
materna, cozer, bordar de todas as qual
dades inclusive de ouro, tendo sua aula
aherta das 7 horas da manhaa ao meio
dia, e das 2 a's 6 horas da tarde.
_agente Rorja, avisa as pessoas que
_Tm objectos no seu armazem, quei-
ram apparecer no mesmo ate o dia quin-
ta-feira, para tratar sobre, o ditos ob-
jectos.
O secretario da veneravel ordem
terceira do pattiarclia S- Francisco, des-
ta cidade do Recife.de ordem docarissi-
mo irmo ministro, faz constar a quem n-
teressar possa, que por deliberaco da
mesa regedora foi destituido do cargo de
andador da mesma ordeni o irmo Joa-
quim de Souza Teixeira por dettnereci-
mento na confianca nelle imposta, e que
nomeou para o substituir ao irmo Vicen-
te Antonio dos Santos Correia, que se acha
ja'emexercicio. Consistorio da venera-
vel ordem terceira de S- Francisco da ci-
dade do Recife 30 de seternbro de 185*.
Joao Tavares Cordeiro, secretario.
Aluga-se o ptjmeiroe terreiro andar
da casa da rita do Vigario n. 5, e bem
assim um sitio ecasa de vivencia em San-
ta Anna:' a tratar na ra do Vigario
n. 7.
Na ra do Vigario n. T, deseja-te
fallar ao Sr. Antonio Joaquim Rodri-
gues, vinero de Portugal no vapor D. Ma-
na II. v
Perdeu-se no sabbado 30 de setern-
bro passado, na igreja de S. Francisco,
uma caixa rouxa com um par de oculos
de aro de ouro: quem o tiver acbado '
queira entrega-lo n rita do Vigario casa
n. 7, ou annncieque se (he gratificara'.
O Sr. alferes Antonio Mattoso de
Andrade Cmara, queira vir concluir o
negocio que sua senboria nao ignora, na
ra dos Quarteis n. 2 i, e emquanto o nao
rzer tera' de ver seu nome neste Diario.
Furlaram do sitio do porl.lo grande da estra-
da do Kosarinho. ura par de caslirnes de prata, la-
man lio icaular. elle he lodo de gonos, por isso pede-.
se aos Srs. ourives se Ihes froflerecido, fazerem o
favor de apprehendcr, c dirigir-se. ra da Crn u.
8, primeiro andar.
Desapparcceu boje das 7 para 8 horas da ma-
nhaa, o eseravo, crnulo, de nome Uaudiano, de es-
tatura regular, grosso do corpo, denles limados finos,
olhos e cara grande, com bastantes signaesde bechi-
gas por as ler tido em quanlidade em 1850 logo qne
o comprei em 30 de oulutfro do dilo anno ao Sr.
Jos de llnliainla Cavalranlj l.eilao, que o hoave
por leecanc.i paterna de seu fallecido pai o capitao
Antonio Vicira de Mello Leili, moradores no lu-
gar do Jac, termo da villa de Nazareth, d'ontte he
lho o dito eseravo, que representa ter 23 anno* por
declarar o formal de parlilhas quando o comprei ter
I!)annos; levou calca de algodao azul trancado,
camisa de madapolao, chapeo velhc de seda o'u de
couro, presume-so ser sceluzido a fugir por nao liavcr
motivo algum : quem oapprebencUr pode lev*-lo ao
abaizo assignailo, senbor do dito eseravo, com pren-
sa de algodao no Forte do Mallo 11. 7, oa rea do
Queimadon. 14, qoe ser bem recompensado. Recife
i de outubro de 1854. l
Msnoel Ignacio de Oliveira Lobo.
Tem-se justo e contratado a compra da taber-
na, sila no Mondego, sendo a primeira a direita :
quem se jutgar-credor da mesma, dirija-sc com suas
conlas, no armazem da roa da Cadeia do Recife n.
63, e islo no prazo de 3 dias.
No dia 5 de fevereiro d presente anno desap-
parereu o relo Vicente, nacao da-Costa, baito, groes-
so, olhos em proporcao. e une tanto vermelleus, os
dedos dos pos curtos, idade 35 a 4ll annos, o qual
foi tirado o anuo passado da cadeia da cidade do
Recife, e he do capitao Manoel da tiouveia Souza,
morador no Cariri Velho, fazenda da Casoeira do
Goveia : uem o picar, dirija-te ao referido senhor,
ou a Antonio dos Santos de Medeiros, morador na
povoacao ele Pona de. Pudras, que" ser bem pago
sc trabalho.
SANTA CASA DA MISERICORDIA IJE
LOANDA.
Os forciros deicrrenos nesta cidade, perlencenles
ao hospital da mesma santa casa, queiram mandar
salisfazer as importancias que deverem ao respectivo
procurador, o cnsul da Portugal nesta provincia,
ra do Trapiche, cast n. 6.
. Na Iravessa do arsenal de guerra, casa n. 11.
se indicara uma pessoa habilitada para dar algumas
lices de escripturacao commercial.
Na ra Direita n. 111, tinge-fe de todas as
qualidades com presteza e perfeicao, por barato pre- .
CO ; na mesma vendem-se velasdecainauha a9g000
rs. compotlas.
Na ra estrella do Rosario n. 1 se dir quem
contina a dar dioheiro a juros com pentWes de
ouro.

II Mk



01 ARIO DE PERMIBUCO. TERCA FEIRA 3 OE OUTUBRO DE 1854
I

Lava-se e engonima-.se rom toda a perfeicflo e
aceio: no largo di ribcira de S. Jo*, na loja do so-
brado ii. 15.
O Dr. Joao Honorio Bczerra de Menezes,
formado em medicina pela faruldadota Ba- fe
Id hia, contina no exercicio de sua profissao, ua
t) ma Nova n. l'.l, segundo mular.
Precisa-se d> nm cozinlitro eslraegeiro que
seja mnito hbil, pagando-se mensalmenta 309000,
para casa ealrangeira : a tratar na ra Nova u. 41,
primeiro andar.


Francisco. Lucas Ferreira, com ce
cheira de carros fnebres no pateo* do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualtpier
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
mac5ona igteja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da enmara, e ah en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
pe o regulamento do cemiterio.
Aliiga-ie umi grande casa assobradada, ila na
estrada da Pont* de Uchoa, qual teni :t alas, 9
quartos, coziaha tora, paiseio, copiar, estribara,
quarlo para eecravos, coebeira, cacimba, jardim,
quintal inorado com portilo de ferro, e rom sahida
para o rio : quem a pretender, dirija-se ra 4a
Aurora u. 26, primeiro andar.
'> 8
Z m GALVNICOS 2
II PARA PRATEAR.
Na roa do Collegio n. 1. 9
Quem tiver objeclos prateados e qne le- g
Snham perdido a cor argntea, eslando por 2
isso indecentes ou inutilisados, tem estes pos
un excellente restaurador, conservando-os
W sempre como novo?, e sendo o processo para
9 usar delles o mais simples : nada mais do que
9 esfregar com nm panno de linho molhado _
a) oro agua friae passado nos mesmos pin. Uma.&
?caixinha, poniendo quanlidade suflicienle $
para prulear 40 palmos quadrados, cusa a (:;
mdica quanti de 19000, acompanbada de @
0*um impresso.
##1 l
O Sr. Gervasio Pires Ferreira tem urna caria
e urna encoromeml i para ser entregue em mito pro
pria; na ra do Cubug n. 16, segundo andar.
AO PUBLICO.
O abaixo assignado, querendo mudar o seu gabi-
nete de pintura para o bairro de Sanio Antonio de-
la cidade, previne ao respeitavel publico, que de bo-
je em dianle tem fechado o mesmo gabinete no ater-
ro da Boa-Vista n. 82, c que ser annunciado a
abertura do oulro por esla folln, e por isso presen-
temente nao pode rompromellcr-se em trabalhos de
sua profiasSo.Cifeinato Macignier.
LOTERA da provincia.
Acham-se a venda" os bilhetes da primeira parle
da primeira lotera da matriz de S. Jos nos lugares
do eoslume : praja da Independencia, lojas dos Srs.
Fortunato oAranlts; ra do Queimado, loja do Sr.
Moraes ; I.ivramento, botica do Sr. Chacas; Cabu-
g,botica dos Sr.s Moreira & Fragoso; alerro da Boa-
Vista, loja do Sr. Goimar.les; e na ra do Collegio,
na tbesouraria das. loteras. Corre impreterivel-
rueole no da 27 d; oulubro.
*|f-Os senhoces proprietarios e rendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, e quizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
i-acoes a livraria n. 6e 8 da praca da Iritl
dependencia.
Aluga-se por fes! ou por 11 mezes urna boa
casa com quintal bom plantado, e com um solo na
Capuuga onde faz qualro cantos: a tratar com Do-
mingos Rodrigues de Andradc, na ra da Cruz, ar-
raazem n. 15, ou com o Pcnna na Cnpunga.
Aluga-se um sitio em Sanl'Ann de dentro, o
qual lem urna grande casa, capim para 2 cavallos
todo o anuo, cslrib.ra e cocheira : a tratar com Luiz
(jomes Ferreira, no Mondego.
Aluga-se por preco commodo urna prensa no
Forte do Mallos ; tratar com Luiz Gomes Ferrei-
ra, no Jlondego.
Traspassa-se u arrendamcnlo da casa n. 60 do
alerro da Boa-Viste, com araaco para qualquer cs-
labclecimenlo, commodos para grande familia, e
quintal eom 2 pocos e banheiro de pedra e cal.
O Sr. Joaquina Ferreira que leve loja na pra-
ciulia do Livramenlo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da prara da Independencia.
rilUGACAO DO INSTITUTO H0HCE0PATHICO DO BRASIL
THESQURO HOMCEOPATHICO
ou
VADEMCUM DO HOMOPATHA.
Melhoilo conciso, claro, c seguro de curar homceopalhicamente, todas as molestias, que afuigem a
especie humana, c partculamenle aquellas que reinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esla obra importantissima he hoje reconhecida como a primeira e roclhor de todas que Iratam da ap-
plicacjlo da homwopalhia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao ndem dar um
pasan seguro sem possui-la e consulta-la.
Os pais de familias, os senhores de engenho, sacerdotes, viajantes, es pitaes de navios, serlanejos, etc.,
etc., devem le-la a m9o para occorrer promplamenle a qualquer caso de molestia..
Dous voluntes em brochura, por. ........ 109000
Encadernados............t 113000
Vendc-sc nicamente em casa do autor, ra de S. Fraucisco (Mundo Novo) n. (38 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguem podera ser feliz na cura das molestia, em que possua medicamenlos verdadeiros, ou de
boa qualidade. Por isso, e como propagador da liomceopalhia no norle, e inmediatamente fhleressado
em seus benficos successos, tem o autor do TI1ESOURO IIOMOEOPATIIICO mandado preparar, soh
sua inimediala iiispecrao, lodosos medicamentos, sendo incumbido desse trahalho o hbil pharmacculico
e professor em lioma-opalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o" lem excculado com lodo o zelo, lealda-
de e dedicacitoque se pode desejar.
A eflicacia riesles medicamentos he altcslada por todos que os tem experimentado; clles nao preci-
san! de maior recommcndaciio ; basta saber-so a Ionio donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicamenlos da alia e baixa diluirn em glbulos recom-
mendados no TUESOURO IIOMOEOPATU1CO, acompaiihada da obra, e de urna
caita de 12 vid ros de tinturas iudispensaveis........
Dita de 96 medicamentos acompanbada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de 60 principaes medicamenlos recommendados especialmente na obra, e cora
urna caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (tubos grandes.).
(tubos menores). .
Dila de 48 ditos, ditos, com a obra ('tubos grandes)........
" (lubos menores).
Dila de .(dilos acompanbada de 4 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) .
(lubos menores,/.
Ka de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (lubos grandes) .
b (lubos menores)
Dila de 24 dilos ditas, com a obra, (tubos grandes).......
(lubos menores).
Tubos avulsos grandes.............
pequeos ............
Cada \idro de tintura.............
Vendem-sc alm disso carleiras avulsas desde o preco de 85000 rs. al de 400000 rs., emrorme o
numero e lamanho dos tubos, a riqueza das caixas e dv namisaroes dos medicamentos.
Aviam-se quaesquer^encomniendas de medicamentos com" a maior promptidilo, e por procos commo-
dissimos.
Vende-se o tralado de FEBRE AMAREI.LA pelo Dr. L. de C. Carreira, por. 28000
Na mesnia botica so vende a obra do Dr. (i. HWahr Iraduzido em porluguez e acom-
modada aintelligencio do povo........... 6SO0O
Ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
. P-.S: girado de urna caria, gue ao autor do THBSOURO HOMtKOPATIIICO, tere ahonda-
de de dirigir o Sr. eirurgiao Ignacio Alces da Silva Santos, estabelecido i*fe cilla de liarreirot.
Tive a satisfazlo de receber o Thesoaro homiropathico, precioso frurto do Irabalho de V. S.,c Ihe
alarmo que de todas as obras que lenho lido, he esta sem conlradicao a melhor lano pela clareza, com
que-cacha escripia, como pela preoisuo.com que indica os medicamenlos, que se devem emprcear ;
qualidades eslas de muia importancia, principalmente para as pessoas que descoiiheccm a medicina
theocria e pralica, ect., ecl.,elc.
100*000
. 9OS00O
609000
453000
50)000
.'1J3O0O
. ijlHIO
9OW0O
359000
269IXHI
305000
205000
19000
9.500
29000
CONSULTORIO DOS POBRES
RUA DO COZ.X.GIO 1 ASfTDAXl 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
KMnhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile. '
ODerece-sc igualmente para pralicar qualquer operar;ao de cu-orgia, e acudir promplamete a qual-
quer mullier que esleja mal de parlo, e cujas clrcumslancias no permillam pagar ao medico.
0 C0MLT0R10 O DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE :
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :................. 205000
Esla obra, a mais importante de todas as que tratam da homeopalhia, interessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doulruia de Hahnemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho c faze.ideiros que trigo longe dos recursos dos mdi-
cos : Interessa a lodosos apitaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de 1er precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e intwssa a todos os cjiefcs de familia cue
por circnmstancias, que utm sempre podera ser prevenidas, sao obrigados a prcslar soccorros a qualquer
pessoa della. 01 11
O vade-mecum do homeopallia ou tradoccao do Dr. llering, obra igualmente ulil s pessoas qne se
dedicara ao esludo da homeopalhia um volumc grande ,.......
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, ele, ele: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-se a esludo de medicina........
lima carleira de 24 lubos grandes de finissimo chrislaicomo manual do Dr. Jahr c o diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, efe................
Dila de 36 com os mesmos livros..............
Dila de 48 com os ditos. ,.....
>. C.adLc?rteira lie acmpanhada de dous frascos de unturas indispensveis, a escoiha. !
Dita de 60 tubos com ditos..............
Dila de 1 i i com .dilos........."".".".".".*.".*.!!!!'
Eslas sao actonpanhadas de 6 vidros de Unturas i escoiha.
As pessoas que em lugar da Jabr quizerem o llering, lerao o abalimcnlo de lOSOOOrs.em qualauer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira..... v-iihm
Ditas de 48 dilos .......... .............. .SHS
t. .............,. 109UU
Tubos grandes avulsus................... 11000
Vidros de meia onja de tintura.......'. .... .4 ** 29000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se podo dar un pas seguro na pratica da
liomeopallua, e o proprietario desle eslabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamenlos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crvstal de diversos lmannos, e
aprompla-se'qualquer eucommenda de medicamenlos com loda a brevidade e por precos inuito com-
modos. "
89OOO
49OOO
409000
459OOO
509000
6O9OOO
lOUsOOO
. directora do collegio da Conceicao
par educaran de meninas, annuncia aos
fiis dfamilias, que o collegio se ada
unccionaiiiro com o mellior proveito,
que era de esperar, assim como ella se
aclia' na espectativa de ver entrar para o
collegio aquellas meninas que lhe f'oram
promertidas.
Estando a desocupar-se dentro em poucosdias,
o sobrado de um audar o. 49, cito no canto da tra-
vessa do Lima principio da ra Imperial, quem o
pretender alugar dirija-se ao mesmo sobrado que lhe
diro com quem podo tratar,' o prefere-se arrendar
por annos a quem pozer na loja negocio, para o
que he a localidade muilo propria.
Prccisa-sc de urna ama para casa de pouca fa-
milia, a qual seja de bonscosluraes e saiba coziuhar,
lavar, e engomraar o ordinario : na ra das Laran-
geiras no segundo andar da casa n. 14.
-O abaixo assignado, prefine a quem
convier, que nac tem edjgirohittra algu-
ma quer vencida ou por vencer, nem
mesmo documento algum pelo* qual se
mostr#>devedor.Recite 29 de setembro
de 1854.MatbiasLopes da Costa Maya.
Precisa-se alugar um sobrado ou urna boa casa
terrea, no bairro de Santo Antonio ; paga-se o alu-
Ruel adianlado ou o-se bom fiador, e promelle-se
(talar muilo bem da casa : quem tiver aniumciu para
ser procurado ; tambem paga-se a despeza do an-
nuneio.
Precisa-se alugar urna ama queengonime bem,
sendo nicamente pira esle servico, podendo vir as
6 horas da manhaa vollar as 6 da larde : no aterro
da Boa-Visla n. 48.
Precisa-se alugar 2 negros ou moleques'para
servico de casa: na ra Novan. 41.
Precisa-se de um feitor para sitio, que saiba
bein Urir leite : a. tratar na cocheira de Francisco
XavierCarneiro, rui do Canno.
Setim de dore a 600 rs. o covado ; na ra
Qoeimado, loja n; !t.
Tafei d*-corf s a iOO rs. o covado : na ra do
Oueimado, loja n. 40.
O abaixo assigoado roga a pessoa que por en-
uano tirou urna caris vinda uo ultimo vapor do nor-
le, queira mandar entregar mesmo.aberla, na tra-
vesa do Trem, arinazerh n. 11.
Jos Luiz de Oliceira Maia.
Jos Luiz de Oliveira Maia faz scienle que de
hoje em diante se asiiunar por Jos I.uiz de Olivei-
ra Mtia Jnior, por baver outro de igual nome.
O abaixo assignado, tendo visto no
Diario de Boje publicado um edital pa-
ra serem arrematados os seus bens a re-
quenmeutode.loa(|iiim da Silva Mourao,
apressa-se a declarar cjuc tal edital nao
tem vigor, sendo que, tendo obtido vista
com suspensijp de e\ecuco, fez com que
na forma da lei o referido edital i'osse re-
colhidoao cartorio.Recife 29 de setem-
bro de 1854.Jos' Dias da Spa.'
Aluga-se para pssara fcsla ou por anno, urna
casa terrea a beira do rio, defronle da punte de 1 -
cha, coin 2 salaL 6 quarlos, cozinba fura, estriba-
ra, cocheira. eAn casa para prelos : a tratar na
loja da fu da Cadeia do Recife n. 43, ou no silio de
Manoel Lurz Gojfpilves, em Ponle de Ucha.
O anauncio publicado no Diario 11. :'1S de 23
de setembro de 1854 sobre :\ venda da casa terrea 11.
11 da roa Conceicao da Boa-Visla, houve engao
na declara;So que s< fez: ipiein* pretender dila casa
nao procure a casa n; 2 da ra Novq, em Olinda ;
Sis sim dirija-se mesma cidade, no Collegio do
. Meira, na ra Nova, com o qual Iralara a dila
venda, por isso aire 11 casa indicada per tener ao pa-
trimonio da santa caa.
Albino Jos da Silva faz sciejile ao respeitavel
publico e com espechlidade ao corpo decommerrio,
que nesla dala lem dado sociedade em sua loja de
fazendas, sita na ra do Queimado, ao seu irmao
Anlooio Jos da Silva, e de hoje em dianle ser a
lirma da sua casa Albino & Irmao.
*- Manoel oncalves Ribeiro faz publico, <|ue
deixou de ser caixeiro do Sr. Antonio oncalves de
Oliveira desde o dia 30 de sclembro.do correnle au-
no, agradecerlo ao mesmo Sr. Oliveira o esmero
com que o Iralou durante o lempo por que foi seu
eaixeiro.
Aluga-se um mulalinho de idade de 16 annos
para qualquer servido de casa de pouca familia : na
ra do Sebo n. 31.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimcnto de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presumo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pu-
lica anda acusta dos maioressacnlicios,'
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-sc a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8. '
Aluga-se o qoarlo andar e solao do sobrado da
ra do Trapiche n. 42, com excellenles commodos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dilo so-
brado.
14J000 rs.
Frecisa-sc de urna prela que seja boa coslureira e
eogomroadeira : quem a tiver dirija-se a ra do
Raagel n. 77.
O Sr. Ignacio de Souza Le.1o queira apparecer
na ra do Vigarion. 10, a negocio que lhe diz res-,
peito.
Novos livros de homoopalhia uicfranccz, obras
lodasde summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes. _....... 2O5OOO
1 esle, rroleslias dos meninos..... 65OOO
Uering, homeopalhia domestica. 79OOO
Jahr, pharmacopa homeopalhica. GfOOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 1(00
Jahr, molestias nervosas....... 63OOO
Jahr, molestias da pelle....... S50OO
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
rlarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... IO3OOO
A le.slc, materia medica homeopalhica. 89OOO
De 1-ajulle, doulrina medica homeopatliica 73OOO
Chuica de Slaoneli........ (ijOOO
Casliiig, verdade da homeopalhia. (JOM
Diccionario de N>sien....... IO5OOO
.Villas completo Je anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnnlendo a descrip^ao
de todas as partes do corpo humano 3O9OOO
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro audar.
No sobrado 11. 82 da rua do Pi-
lar, precisa-se alugar una escrava que
saiba engoinmar bem e lomar conta de
urna casa de pequea familia.
i DENTISTA FRANCEZ. t&
Paulo Gaignoux, eslabelecido na rua larca :;
,,, do Rosario 11. 36, segundo andar, enlloca deu-
i?3 les corrTgengivas arliliciaes, e dentadura com-
,pleta, ou parte della, com a pressao do ar.
Tambem tem para vender agua dentfrico do
Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do
59 Rosario 11. 36 segundo andar.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n.15, lia muito superior potassa da Rus-
sia e americana, e cal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
TOALHAS
' E GARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
Loja
3 @S@
Joias deouro. ,-.;
* Na rua do Queimado, loja de ourives pin- @
9 (ada de aiul n. 37, ha um rico e variado sor- fi
lmenlo de obras de onro_.que o comprador
W avista dos precos c bem feflo de obra nfio dei- @
& xar de comprar, afiaucando-sec responsabi- S
lisando-se pela qualidade de ouro, de 14 e 18
quilates. ^
esjise@@@ s@@
Achando-se o Sr. Manoel Francisco de Souza
Sanios embaracado no seu couiinercio, desde o dia
24 de jullio passado, c nao temi prestado (anca id-
nea a eompanlua de Seguros Martimos Utilidad*
Publica, reata desde boje de ser accionista da mes-
ma companhia ar!. 18. Os directores por inlcrven-
5,10 do corretor Roberto, venderao as acrcs no
dia 5 de oulubro, na conformidade dos arta. 19 e 20
dos estatutos.
AlTENi^AO',
Precisa-se de una escrava para lodo o servico, e
que seja fiel : na rua Relia n. 9.
o hotel Fraricisco, rua do Trapiche, exisle Joao
Jos Uceda, eslrangeiro, cliegado ha poucu, que
lem nma pequea poreao de chapos do Chyle de
excellente qualidade, os quacs vende por prcro
commodo.
Aluga-se para o sen ico de boliciro, um escra-
vo mualo com inuila pralica desc oflicio : na rua
da Saudade, fronteira doHospirin, casa da residen-
cia do Dr. Lourcnro Trigo de l.ourciro.
M11TA ATTENCAO'!!!!!! ,
Quem (ver urna casa terrea de 129U00. as ras
do paleo do Carino, das Cmzes, Sanio Amaro ou em
nutras scmellianles a eslas, daiidn-su de banca em
dinheiro i vista) 6O9OOO, dirija-se livraria 11. ti e S
da piai;a da Independencia, que se dir anude deve-
la dirigir-se, a quem con\ier este negocioznho.
Dneja-se saber aonde mora o Sr. Jos da Sil-
va Fortuna, natural 1leP01l11u.1l uu quem delle dar
noliria; he negocio de seu inlercsse : na rua da
l'raia n. 6.
MI CONSULTORIO
DO DR. CASA-NOVA,
RLA DAS CRUZES N. 28,
continua-se vender carleiras de homeopa-
lhia de 12 lubos (grandes, medianos e peque-
nos) de 24, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120,
de 144, de 180 al 380, por preros razoaveis,
y* desde 59000 al 2000000.
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 69OOO
Tinturas a cscolhcr (entre 380 quali-
dades) cada vidro lJOtK)
Tubos avulsos a escoiha a 500 e 300
Precisa-se de urna ama de leite Torra
011 captiva, tendo bom leite paga-se bem:
un rua de Hortas 11. 60.
Ucsappareceu no dial, de oulubro um negro
de narao, de nome Joao, representa 40 annos de ida-
de, estatura baixa, pouca barba, quando falla ga-
gueja. levou calja de casemira azul, camisa do ma-
dapolo, chapeo de pello prelo, e anda sempre com
marimba ; foi escravo do Sr. Jos Patricio, morador
no engenho Mocambique, freguezia de S. Louren-
C :Jpem o pegar, far lavor leva-lo a rua dos Mar-
lyrioT, casa u. 22, qne ser gratificado.
COMPRAS.
Compra-se urna escrava de meia idade, de bom
comporlamenlo e sem vicios, propria para servir
una casa do pouca familia :-no urmazem da rua do
Amorim 11. 41.
Compram-se pataches liespanlies, no
arma/.i'iu do Sr. Miguel Carneiro, na rua
do Trapiche n. 8.
Compra-sc urna barcaca grande, nova, ou que
esleja em bom estado, com pouco uso : na rua da
Cadeia Vclba n. 16, se dir quem compra.
VENDAS.
Vende-se um carrinho americano de 4 rodas,
para um cavallo, de muilo bom goslo, por preco
muilo barato, assim comoum cavallo pora o inesno
011 em separado, aliaucandn-se sua hondade c man-
s.lao : para ver ambas as cou-ase Iralar, na cocheira
da rua Nova por baixo da casa da cmara, ou a tra-
Jar com Antonio Ucrnardo Quinleirq.na mesma rua.
Vende-se urna eserava, rrioula, moca, cora
alsuma habilidadc : na rua de Dorias n. 60, se di-
r quem vende.
Vende-se a armaran da loja n. 4 da rua Nova:
para ver e Iralar, pdc dirlgir-sc loja do Sr. Au-
gusto Colombiez.
Na loja da rua do Collegio n. 3, ha para ven-
der o mais superior doce de laranja cin calda, dito de
sidra, dito de grozeles e de abobara, este dore he
feito com a maior delicadeza que he possivel ; veu-
de-sa em barra para embarcar, ou em libra.s
I LUYAS DE PELLICA A 500 RS. O PAR.
Y eudeaa-se na rua do Queimado, loja de ferragens
n. 30,superiores linas de pellica para lioincm c se-
II hora, brancas e ro de calina, muilo novas, a 500
rs. o par.
Vende-se una escrava moca, que engomraa,
lava e eozinha o diario, de urna conducta qne se
afianc/a ; na rua do Rangcl o. 17.
-ja de todos os santos.
Chegou loja de miodeas da rua do Collegio n.
I, um grande sorlimculo de estampas de santos e
aulas, era punto grande, a saber: Coraran de Jess
c de Maris, Jess, liara, Jos, Santo Antonio, S.
Jos, N. S. do Rosario, o silencio da Santa Virgem,
N. S. na cadeira, Santa Cecilia, S. Joao Raptisla, N.
S. das llores. Sanl'Ann, CruciHaado, S. Luiz
luin/.aga, Salvador do Mundo, S. Pedro, Sania Joan-
na, Sacra Familia, S. Vicente de Paula, Sania Fran-
cisca e oulro j em quadros dourados, pelo dimi-
nutu preco de 1IJ000 c 320 cada um, tudo com de-
ferentes nomos de santos e sanias ; ainda se conli-
nuam a vender manguiohas de vidro com sanios
dentro, cruzes de jaspe com o crucificado, quadri-
nhos com santos para enfeiles de oratorios, e oulras
multas cousas quo se vendem por prejo raais com-
modo, que he para acabar.
Vende-se um bonilo prelo, prnprio para lodo
servico : na rua Direila, terceiro andar do sobrado
n. 36.
Vende-se um|lindo moleque de idade de7 a
8 annos, de bonita figura: na rua do Collegio 11.
10, segundo andar.
Vende-se um cavallo bom andador e bstanle
gordo, do cr rura : na rua do Collesio n. 10, se-
gundo amlar.
Vende-sc urna canoa alierta, de carga de 600
lijlos : na rua do Rangel 11. 34, destilaran de Vic-
torino Francisco dos Santos, nos dias ulcis, das 8
lloras da manhaa as 5 da larde.
Vende-sc um palanquiu da Rahia por preen
commodo ; no alerro da Roa-Vista, loja de calcado
II. "8.
Vende-sc um escravo cozinheiro, crioulo. mo-
co, de boa conduela : na rua da l'raia n. 43, primei-
ro andar.
Vende-sc una escrava, crioula, de idade 18
anuos, sem vicios nem achaques ; na rua das Trin-
cheirasn.48.
Vende-se nm bonilo moleqfic de 18 annos, que
cozinha o diario e engomma solTrivcl, um mulali-
nho de 7 annos, muilo esperte : na rua dos Quar-
teis n. 24.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender ara-
dos <*. ferro de ~>ior qualidade.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID \Y. ROWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um gramfrsorlimenlo dos seguinles ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; (aixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade,^ de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua di aniniaes, de lodas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhSes.bronzes parafusote cavilliOcs, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam (odas as encommendas com a superiori-
dade j conhecida, e coro ydevida presteza e coromo-
didade em prec.0.
NO ARMAZEM DE G. J. ASTLET
ECOMPAMIA.QIJADO TRAPICHEN 3,
lia para vender.o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de f landres. .
Estanto em verguinha.
Cobre de 2 i a 28. .
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Formas de folln de ierro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Aro deMilao sortido.
La/u in,is e clavinotes.
Papel de parjuete, inglez.
Brimdc velada Russia.
Graxa ingleza de verniz para arreios.
A r re i os para um edous cavallos, guarne-
cidos de psata e latfto.
Chicotes e lampeOes pa.ra carro e cabrio-
let.
Caberadas para montara, para senhora.
Esporas de ajfoprateadas-
Chumbo em lenrol.
, Vende-se nma liteira, venesianas, caixilhos de
vidro e algumas portas, ludo em Imm estado: no
armazem da praca da Roa-Vista n. 30, de L. Eduar-
do Delhan Jnior. .
BOM E BARATO.
Vendem-se cadeiras de Jacaranda, so-
fs, consoles, bancas redondas com pedra
e sem ella, cadeiras de amarello, sola,
censlos, bancas redundas, banquinhas de
4 pos, camas de angico, .dilas de amarel-
lo, marquezasdeaugico, ditas de amarel-
lo e de oteo, caderinhas para menino comer me-
sa, dilas para menina de escola, sendo obras muilo
modernas e de bom goslo: na Camboa do ('.anuo
n. 14.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Gtiedes de A-
raujo.
Veude-se nm sobrado deteriorado em Olinda,
na rua de S. liento, defronle do mosleiro: quemo
pretender dirija-se a rua do Bom -Successo defronle
da quina dos Qaarleis onde lem um lampean.
OU QUE RICAS ABOTUAUURAS, TANTO PARA
PALITO'S COMO l'ARAXOLLETES.
Chegaram frente do Livramenlo, loja de mu-
dezasde \ Alvesde Pinbo, as mais ricas aboluadu-
rasde madreperolae metal chumbadas e litSe, tan-
to para palitos como para collolcs, de mui difieren-
tes goslos ; he o mais superior que pude vir para a
fesla ; a ellas, que silo pouca-, e por pouco dinheiro
depressa se acabaro. Na mesma loja, alm de va-
riado e complete sorlimculo de lodas as quinqoilha-
rias, couliua a (er os lindos tercos, crucifixos aue
se trocam por diminuto proco.
Vende-sc urna escrava, rrioula, de 30 annos de,
idade, bonita figura, a qual cose bem, cozinha o dia-
rio de urna casa, e lem principios do engomar, pti-
ma para ser empregada na sala de qualquer casa de
familia por ler bous coslumes, e pralica desse ser-
vico : quem a pretender, dirjase ao largo do Car-
mo, na segunda casa terrea dj lado dircilo n. 6, on-
de se dir qual o motivo por que he a mesma escra-
va vendida, nao obstante as suas boas qualidades.
Vende-se um excellente carro de qualro rodas
c um cabriole! em bom estado : os pretendentes po-
dem v-Jos na cocheira doSr. Picrre Alero, no largo
do. Arsenal de Marinha, a para Iralar do preco em
casa de Vctor I.asne, ra da Cruz n. 27.
HE MUITO BARATO !
Corles de calcas de brim de linho trancado de
cor a............ 15600
Ditas de dilas de brim de linho trancado su-
perior a............ 2?000
Cassinctas de lila mescladas proprias para
calcas c palitos pelo baralissiinu preco de O
covado.............
Chitas de cohorte miiilSUorlIlos padrfies, co-
vodo.............
Ditas franeczas muito bonitos padroes covado
Damasco de laa fingindo seda, muilo pro-
prio para cobertas de camas. ....
Dilo de algodio covado.......
Chapeos de sol de seda para senhora muilo fi-
nse bonitos a..........
Dilos para hornero, de lodas as cores a .
Dilos de massa francezes muilo superiores, e
das mais modernas formas......
Dilos de dila para meniuos.......
E oulras mui tas fazendas que so com a viste dos com-
pradores pdenlo conhecer os baralissimos precos por
que se eslo vendeudo na rua do Queimado n. 7, lo-
ja da estrella de Gregorio & Silveira.
Esto* torrando
Quero acabar,
Vendo barato
Vcnliam comprar.
Miudezas baratas, na rua da Cadeia do Itccife n.
1'.): suspensorios novos sem deleito algum a 60 rs. o
par, linhas de caarilcl de 200 jardas, ptimo fabri-
cante a 80 rs. o carrilel, sorlidos, sgulhas fraucezas
limpas c com algum loque de ferruuem a 20 rs o
papel, ,n. li^, 13 c 14, dedaes de alfaiale a 20
rs., ditos de Hko para unhora a ltl rs., linhas de
novello n. 40 a Ars.. rosarios trancos a 300 rs. a
duzia, proprios para a testa de IN. S. do Rosario,
brincos de diversas qualidades a 40 rs. o par, bnles
para calca a200 rs. a grosa, dilos para camisas, re-
Iroz a 100 rs. comprando miada inleira, ospauado-
re* a 120 e 160 um, bandejas, caivetes, lesouras,
livellas, marras, (uvas de diverjas qualidades, meias
sorlidas, lencos de chita, ditos de seda, c oulras fa-
zendas por diminuto prero.
MODERNISMO.
A'aOOOrs.ocrte!
Corles de vestidos de warsoviaua de goslo escocez,
os mais modernos, chcgadosiilliiiinnienta de Franca;
vende-se pelo mdico prero de &OOO rs. cada um :
na rua do Queimado, loja n. 17. ao pe da botica.
ATIENCAO-.
Vende-so na rua da Cadeia de Santo Antonio u.
16, boa farinha a4s000a sacca, e a menos ero por-
500
160
210
800
500
48500
6SO0
68400
58501)
vendem-se -4 carroca nova chora construi-
da, asquaes.scr vem para hois ou cavallos, por pre-
<; irmilo commodo ; na rua da Ckdeia Velhan. 16,
se dir quem vende.
-- Veude-se urna carroca milito grande a nova,
a qaal pega 250 arrobas, 'propria para carregar as-
sucar de algum engenho por ser muilo forte : na rua
da Cadeia u. 16, se dir quem vende.
Vendem-se 25 pranchnea.de louro escalados : os
pretendentes dirijam-sc ao Caes do Ramos para ve-
reni, e fallem rom o Sr. Jos Mara.
. Vendem-ssasdoas parles ilcum sobrado de um
andar e olio, na rua Direila n. 117, que lera rnen-
le qualro herdeiros : Iralar no paleo do Collegio
Vende-se na ma Direila n. 27, manlelga in-
gleza a 610. dila a 300, dita a .500 rs., dila a 400,
dita franceza a 610 e 560, quejos muilo novos, milho
em saccas, novo o muito barato.
Vende-sc ou arrenda-w o engenho Barra de
Ca-me-vou, na freguezia do Bonilo, propriedade do
padre Jos Lu/ da Cimba Bastos, de grande eslen-
so e excellenles Ierras, quasi lodas do malla vir-
gem, por se ter smcnlc lirado nelle a safra de um
auno, com canoas para mais de 1,500 pfles : quem
0 pretender, dirija-se ao referido engenho.
Vende-se urna pequea casa lerrea de pedra e
cal, em chaos proprios, na cidade de Olinda. rua Xa-
vier de Santa Rosa : a fallar coro o em pregado da
faculdade le dircilo de Olinda Rangel, que dir
quem a quer vender, e a razAo por que.
IH.BLICACQES LITTERARIAS.
Gazetas dosTrbunaesobra muito interessanle e
precisa os Srs. jurisconsultos.
Poesas de Bocagc, nova e complete edicrao em 6
volumes com o retrato do autor.
Historia do consulado e do imperio, por Thiers.
Dita de Portugal al 1826, umgrande volumepor
prero mdico.
Panorama, jornal moilo instructivo, redigido pe-
las pcmias mais habis de Portugal.
Revista popula, jornal para as ciasses menos a-
basladas. conlendo arligos uleis e ioleressanles.
Dita mular, que so trata das materias tendentes
obra proii-s.io das armas.
Luiz XlVeseuseculo, 4 volumes cora boas es-
tampas.
Poesas de Palhas.
E diversos romancesdos raelhores autores, por pre-
sos muilo favoraveis.
Todas eslas obras se vendem na casa n. 6 defron-
le do Trapiche Novo, onde se recebem assignaturas
para os diversos jomaos cima declarados.
\ ende-se nma marqueza muilo larga e 6 ca-
deiras, ludo de amarello, c muilo em conla : na rua
da Cadeia de Sanio Antonio n. 20,
Vendem-se aurrelas com cal virgem, chegada
ullimamenle de Lisboa, por prejo commodo : na
rua da Senzala Nova u. 4.
Na roa dos Mari) nos n. 14 s dir eoem vea-
de as obras de ouro seguinles : 1 votla de armario
com diamante, 1 par de pulceiras lavradas com 3 oi-
lavas c l|, 1 par de brincos de armaraocom 1, 1 di-
to lavradocom e l|i, 1 dito menor com 3 e 9 graos,
1 dito liso de lila-rana cora 2, 1 correnle com '.) e
I|, I dila mais grossa com 24 \\l, I dila mais fina
com 28 e 1|1, t cordno grosso com 17,1 mcdalba com
3 e 1|4, 1 volla chala com 8 1|2 e 9 graos, 1 resplan-
dor coro 4 1|2, 1 aunelao com um grande diamante,
1 dito com 1 dito pequeo com 2 e 3i4, 1 dilo para
firma com 2 : vende-|e ludo sem felio.
Velas de carnauba.
Vende-sc por prero mais commodo do que em ou-
lra qualquer parle, velas de carnauba pura, e de
composiro : na rua delraz di matriz da Boa-Visla
n. 15.
Vendem-sc pos de parreiras cm caixoes, j
promptos a botar em lalada, os quacs sao de uvas
muscaleis brancas : quem os pretender, dirija-se ao
alerro da Boa-Visla n. 77.
ALPACAS DE SED* A .500 RS. O COVADO.
Vende-se na loja da rua do Queimado n. 40, ricas
alpacas de seda de quadros.
CARRO ECABRIOLET.
Vende-se um carro americano, novj elegante e
leve; vende-se tambera um oulro de 4 assenlos, e
mais um cahriolel, estes dous com pouco uso ; ven-
dem-se lambem os cavallos para os mesmos queren-
do, por prero commodo : na rua Nova, cocheira de
Adolpho Rourgeos.
Deposito -de cal.
Vende-sc cal'virgem de Lisboa, prximamente
chegada, por o mais razoavcl pre^o : uo armazem de
assucar da viuva Percira da Cunha, rua de Apollo
n. 2.
Veude-se boliphinhas inglezas c de lele, dilas
de aramia superior : na padariadama Direila n.69.
Vende-se sebo cm bexigas, muilo proprio para
banha, sal de pedra do Ass, herva malte muito
boa, pedras de amolar, peixe secco e salpreso em
barris, um braco de balanracnm-conchas. um torno
de pesos de 4 arrobas : no armazem da rua da l'raia
n. 37.
Vende-se um escravo de narao, bonita figura,
idade3 anuos, pouco mais ou menos,. sem vicios e
nem achaques, proprio para armazem de assucar
por j ler eslado alugado; quem o pretender, v no
trapiche do algodAo, no Forte do Mallos.
Vendem-se esleirs de palha de carnauba chc-
gadasagora do Aracaly, a 128 o ceulo : na rua da
Cadeia du Recite n. 49*1. andar.
BONS QU.RTAOS.
Vendem-se quarlaos novos e bem carnudos por
prce.0 commodo: ao p da ponle da Boa-Visla, ou na
rua do Queimadu luja n. 14.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendc-se superior farinha de mandioca, em saccas
grandes de alqoeiro carulado, e por prejo commo-
do : na Iravcssa da Madre de Ueos n. 3 e 5, ou na
rua do Queimado n. 9, loja de Antonio Luiz de Al-
meida Azevcdo.
Attenco.
Na rua do Queimado n. 7. loja da estrella, ven-
dem-se as seguinles fazendas, por barates preros ;
Corles de cambraias francezas de cores com
^ barras, e goslos inlciranicnle novos a I 48500
Canil o ,na- francezas de crese gustos muilo
modernos, a vara 600
Dilas dilas de dilas, goslos escuros, a vara 480
Corles de cambraas de lislras de cores a 28000
Dilos de dilas de salpicos a 38000
Cambriles de salpicos muito finas e largas,
a vara 610
Corles de riscados escocezes, tecidos em cas-
sa, padres muito modernos, o corle 38000
Cortes de cambraia de seda de 68 a 191000
Dilos de dila depila com liana los 148000
Fil branco e cor de rosa, a vara 400
Ditos de oulras cores, a vara 320
Lencos de cassa para mo do senhora de
100,140, 200 e 240
Chales de tonal de 4 ponas muilo grandes a 16j000
Romeiras deMorcal de novos goslos a 8)000
Lencos de lorjal a 18100
Dilos de i elio/ a 800
e oulras umitas fazendas que se vendem por muito
baixos preros : na loja cima dila.
Fazendas para a festa.
Corles de sedas cscocezas as mais superio-
res que ha no mercado a 158000
Dilos de dilas, goslos muilo modernos a 208000
Alpacas escocezas de laa e seda, o covado 500
\ a rejas de laa e seda muilo modernas, o
i covado 600
Corles do cambraas de seda rom hallados a 148000
Manteletes prelos e de cores de diffcrcnles preces, e
ura completo sorlimenlo de fazendas finas as mais
proprias desle mercado, que se venciera por baratos
procos : na loja da Estrella, de Gregorio & Silveira,
rua do Queimado n. 7.
Vendem-se duas casas terreas ao p da fundi-
do em Santo Amaro : a fallar na rua do Queimado
loja de fazenda n. 50.
MIUDEZAS BARATAS.
Vendc-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los de couro de lustre para senhora a 18 rs. o par,
s de marroquim a 600 rs., ditos para hoineui a
e 900 rs., boles de agalh paracamiia a 200 rs.
aiiroza, liuha de cores a "-5, dila branca de 800 a
18200, papel de peso muilo bom a 28100 e 28500 a
resma, pentcs para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 18, colxetes a 00 e 90 rs. a caixa, bicos, filas,
allinetes de lodas as qualidades, agulhas, linas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homeni,
Ihesouras finas e ordinarias, pulceiras de ouro fin-
gindu de lei, carleiras para baile, pendras de ajo e
oulras militas cousas por precos muito em conla.
Venderse vellas de cera de-carnauba feilnsiio
Aracaly, de 6, 8, e 9 em libra de muilo boa quali-
dade : na rua da Cadeia do Recite k. 49, primeiro
andar,
Recommenda-se aos liomens do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que muilos
chamam de fellro a 18000 rs. cada um : na rua do
Crespo loja u. 6.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vcndcm-sc velas de cera de carnauba de compo-
siro, felas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, e por mais comuiod# prec.o que cm
oulra qualquer parle : na rua da Croz n. 34, pri-
meiro andar.
Vcndcm-se ricos pianos com excellenles vo-
zes por preros commodos: em casa de J.C. Haae,
rua do Trapiche n. 5.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mczde Mara, adoplado pelos
reverendsimos padres capuchinhos de N. S. da l'e-
nlia desla cidade, augmentado rom a novena da Se-
nlion da Conceicao, e da noticia histrica da mc-
dalba. milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria ti.lie 8 da praej da
independencia, a 15000.
Deposito de vinho de cham-
lagne Chateau-Ay, primeiraqua-
clade, de propriedade' do condi
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinlio, o mellior
de toda a champagne vende-
se a oGa'OOO rs. cada BOBa, adia-
se tnicamente cm casa de L. Le-
comte Fcron & Companhia. N. B.
As cni.vas sao marcadas a logo
Conde de. Main ti! e os rtulos
das garrafas so a/.ues.
AOS SENHORES DE EXG.ENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e eneorpados,
ditos branros compeli, milito grandes, imitando os
de laa, a 18100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vende-se um bom escravo, moco e sadio : na
Iravessa da Madre de Dos, armazem n.21.
Venda-so cirellenlc taimado de pinho, recen-
(emente chegado da America : na mi de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enlender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se jkrinlia de trigo SSSF de
superior qualidane, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56"
e 58, ou no caes da alfandega.
Avisa-sc as Sras. doceirasque atraz da matriz
da Boa-Visla loja do sobrado n. 7. vende-se urna
porc,So de laranjas da Ierra, indo a pessoa buscar em
um silio pe lo da praca e Iratar do ajuste.
VAde-se uina escrava da Costa de mtia idade,
boa vendedeira de rua: a tratar na r*a do Rosario
estreila n. II.
Vendem-sc espingardas francezas de
dous canos, de supetior qualidade e por
preco commodo : na rua da Cruz n. 26
primeiro anHar.
Na loja do Cardeal rua do Rosario,
vende-se o bem conhecido rape rolo
francez.
Vendem-se camisas francezas muito
bem feitas, com pellos de linho e de ma-
dapolao, e aberturas de linho e de tnada-
polao para camisas, tudo de superior qua-
lidade e por preco commodo: na ruada
Cruz n, 26 primeiro andar.
Vende-te superior chocolate fran-
cez Kiseche e Abssintlie, por preco com-
modo : na rua da Cruz n. 26
andar.
NA VALSAS A CONlEITO E TESOURAS.
Na ras da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, acriptorio de Augielo C. de Abren, couli-
nuam-se a vender a 89060 o par (proco fixo) as ja
bem ronhecidas e afamada navalbas de barba, (citas
peto hbil fabricante que foi premiado na eiposicflo
de Londres, as quacs alm de durarem ex Iraordina-
riamente, nAose senlem ao rosto na aatflo de cortar ;
vendem-se com a ronlelo de, DR agradando, po-
derem os compradores davolvc-las at 15 diasdepois
pa compra reslilnindo-se o importe. ] leefna ca-
si ha ricas lesouriuhas para unhas, 6 pito mes-
mo'fas 'i can le.
Na rua do Collegio n. 3, M o a,ndar, ven"
dem-se para fechar contas miS Inlientos masaos
Me cantas de vidro lapidadas al m. cada matao. e
70 duzias de caixas de anaaaB a rape a 1J>200 a
dnzia.
Ainitiii Edwla Maw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem i
di Companhia, acha-sc constanh
me'ntof de la i xas de ferro coado el
sacomo fundas, moendas ineliras
ra aniraaes, agoa, etc., dilas para a rmaFl
primeiro
,1
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
QUEIJOS.
Vcndenl-sc muilo bons quejos do serijo d
chanraoosTte prenda, os memores qne tem an|
do venda: na rua do Oueimado, loja n. 14.
FACTO SECCO.
Vcnde-se muilo s3a e boa carne, pelo barato pre-
ro de 48000 a arroba, e fado secco de gado, por ba-
rato preco. proprio para escravos : na rua du Ouei-
mado, loja ii. 14.
Toalhas e guardanaposde pannode linho.
Vendem-se loalhas de panno de linho adamasca-
das para rosto a 108000 a duzia, dilas lisas a 148000
a duzia, guardanapos adamascados a 38600 a duzia :
na rua do Crespo n. 6.
BRINS DE CORES.
Hrim trancado com quadros de edr a 600 e 700 rs
a vara, fuslao branco alcochoado a 400*rs. o covado,
castor muilo encorpado a 240 o covado, pecas de
assa de quadros, proprias para baados a 28000, gan-
ga amarella lraneada a 320o covado : na loja da rua
do Crespo n. 6.
Cortes de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muilo bnm goslo a 48000 cada um, ditos de cassa
chita a 28000, dilos de chite franceza larga a 38000,
leneosde seda do 3ponas a640, ditos de cambraia
com hico a 280 cada um : na roa do Crespo, loja
n. 6. .
Na rua do Vig ari n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro desellins che-
gada recenlenente da America.
Potassa.
No anligo deposito' da rua da Cadeia Vellia, es-
criplorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a prejos ba-
ratos que be para fechar contas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
vende-se carne muito siia c gorda, vnda da
provincia do Cear, pelo barato pneco de 4JM0 rs.
a arroba cm paroles de 4 arrobas : no armaaam da
porta larga ao p do arco da Conceicao, defronle da
escadinha.
Ai que fro.
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a lljaOO rs., ditos brancos a
18200rs., ditos com pelo a imilac.no dos de papa a
18100 rs.: ua rua do Crespo toja n. 6.
.x*ii(imak da fabrica da Todo* o* Santos na Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber Si C, na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquclla fabrica,
muilo proprio para saceos dqjssucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pe's de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem .pre-
tender, dirija~sc a' rua do Rangel n. 56
AGENCIA ;
Da Fundicao' Low-Moor, Rua da
Senzala nova n. 42.' *
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os ta man los, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciar, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. .
CaSSAS FRANCEZAS A 180 RS. O COVADO.
Na toja de C-uimaraes & Henriques, rua do Cres-
po n. 5, vendm-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissimo preco de 180 rs. o covado.
NOVAORLEANS.
Baralo im, fiado nao.
Na ma do Queimado loja n. 17, vende-se alpa-
ca de seda furia cores lisa e de lislras intitulada,
Nova Orleanspelo baralo preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla fazenda muilo propria para vestidos
do-n hora e meninos; gaze de laa e seda de cores
asmis dclicadas.muilo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 560 rs. o covado.
Na rua da Cadeia do Recite n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vndo a
esle mercado.
Porto.
Bucellas,
Xerez edr de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e viste da
qualidade por prec,o muito em conla.
DEPOSITO DE CAL DEJ.ISBOA.
^ Na rna da Cadeia do Recite n.O ha para vender
Tiarris com cal de Lisboa, recenlementc chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem' despea ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln,, empregado as co-
lonias inglezas e lioliandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vcnc-se urna halanca romana cora lodos o
seus perlcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
ra de todos os taananhos e modelos osmaismodeans,
machina liorisonlal para vapor com forr;.a ^
4 cavallos, cacos, passadeiras de ferro eslanhada
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
,ire' ^i yens Para """a. farro da Suecia, a fo-
..'.I??-""1"* lodo P01 Darato prejo.
RLA DO TRAPICHE i
Eincasa de Patn Nash &C, lia pa-
ra vender: ,
| Sortimento variado de ferragen.
5 Amarras de ferro de 5 oitavo ate 1 ,
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez.dos melhpi
TUDO DO ULTIMO GOSTO.
Na rua do Crespo n. 14, loja de lado
do norte de Dias & Lentos.
Chitas de cores muilo fixas coaugdroes de rama-
ns imitando cassa a 160 rs. o'#ado, dilas 6av _
com novos desenhos a :00 rs., corles de cambraia
com lisias e rsmagens de cores, padrbes excellenles
a 9100 rs., ditos de brim entrenzado de Imlio com
quadros largos e sera clles, f, zeuda intein
novo gosto a OW) rs., ditos de i
escuros bastante eneorpados a 4
cor para palitos a 200 rs. o caM_
do de urna s cor muilo encorpadt-.
como inuilas oulras fazendas que se vsrxis
menos preto do que em oulra qualquer pad
Vende-se um esceUentc carrinho da 4 rodas'
mu bem onstroido.eem bom eslado ; esta I stu
na rua do Arago, casa do Sr. Nesmen. 6,
dem os pretendentes eiamina-to, e fhtar d ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na na i
Recite n. 27. armazem.
Vende-sc papel de peso panladoc paquete.res-
ma ; rarlOes linos para visitas, cenfo : na ci
defronte do Trapiche Novo.
Vende-se na rua da Praia, no armazem o. 36
A, pedras marmore para mesa de meio da sala e
consolos.
Moinhos de vento
'ombombasdcrcpuxopara regar borlas a baixa,
decapim, nafundieade D. W.
do Brum ns. 6, 8e 10.
Devoto Chiidj^l
Sabio a luz a 2." edir,ao do livfl Binado
Devoto Christao,mais correlo elH vende-
se nicamente na livraria n. 6c Si a 4a In-
dependencia a 640 ra. caa exemplar. .
Redes colchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mallo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, Jeja da
esquina que volta para a cadeia.
OBRAS DE LABYRINTHO.
\ endem-sc loalhas, lentos, coeiros de labyrinlo
de lodas as qualidades, rendas, Heos largos eslrei-
loi, por commodos preros : na roa da
cite n. 34, primeiro andar.
Vende-seo bem
lo francez : na rus__
roja do Sr. Bourgard.
Vende-se urna escrava : na rua de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
i
i
r
i Cruz POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recen temen te, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja* experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Fcron &
Companhia.
Vendem-serelocios deouro e prala, ma
baralo de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Na rua do Vigario n. 19, primea-
ra andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tcjain.quarjrilbas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinlia para vestido de
senhora, cora 1."> covados cada corte, a
i.S.")8.
Ka rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
1 j
io rape rc-
a do Recife
nao he
ESCRAVOS FGIDOS.
------------------------------------------------a-------
-r Ucsappareceu do silio do padre Maanei Flo-
rencio de Albuquerque, na Iravessa da Crui de
Almas, de Ponle-L'choa, no dia 5 do correnle, nm
seu escravo de nome Manoel, de nacao Rebolo, de
meia idade, baixo, grosso du corpo, meio eangnei-
ro : levou um sacco cosuaja sua. o eanvo foi
comprado por mujto^bojB [&,- Manoel de Almei-
da Lopes, que o vciideiTPoT ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oliveira : rogare, portento, asa
ridades policiaes, capitaes de campo, on oulra
Siier pessoa1qsie o apprehendarn e leve-o a rua
lorias n. 15, o no dito silio, que ser recom
do ; adverte-se que o dito preto be casado em
nho Camur, fregteiia do Cabo.
Desappareceu de casa do abaixo assignado, no
da 10 dejunko do correnle anno, nm escravo don-
me Manoel, de nacjio (jala, que reprsenla ler 32 a
34 annos de idade, estilara baixa,
ralos; lem urna calva na cabera de ca
cousta ler eslado em Iguarass: qsj|
ve-oao mesmo abaixo assignado, (
n. 5, que se recompensar o seu I:
Miguel Jos Bar
Aiiscntou-se no dia 38 do
lexandre, de naco S. Paulo, idade <
lo, falla demorada e corpo reforjado,
francez Milique, morador no Rio Do
mente do Sr. Eduardo Bolly ; esse pret tona
em suas frequenles fgidas andar pelajii
ra. ir para Olinda, a refugiar- as* n do
Rio Doce : roga-se, portanlo, a quej ir oa
delle der noticia, dirija-se rua do
brira decaldeireiro, que ser bem l
Desappareceu do silio do Li
setembro do corrale asno, urna
Joanua, crioula, brrh prela, alia,
ladina, tero pequeas marcas, sa
>eea, cra grande, lem 22 anuos de
mal parecida, e bem conhecida tiesta prar
der leite ha muilos annos; nunca fngio e m para
i-lo leve motivos, por isto ha (odas as descouuaafas
que fosse sednzida, e lambem ha desconfan
que levou vcslido de chita e panno da Costa ;i asa-
dos, porcmembom estado; paga-ee com molla ga-
nerosidade a quem a levar ao dito silio, ou esla
prara, rua Direila, taberna n. 61, e .na roa do
Rangel n. 47, segondo andar.
Ucsappareceu do engenho Cancilla da cidade
de Nazarelh, no dia 18 do correnle, un) negro do no-
me Andr.crioulo, idade de :I0 e poucos anuos,oU-
tura regular, cabeoa pontuda, rosto neceo r4t-
do, Irahalha sollnvelmenle de enrrieiro ; levou ca-
misa e rcroula de algodSo grosso i usadas ; erte ne-
gro j foi visto nos engenhos Bom Suecas,Lavagem,
etc.. e por isso juli'a-sc que anda oceulto por aquei-
les lugares, porcm sem ronhecimento dos senhores
daquellcs engenhos, pois ambos silo pessoas fidedlg-
nas quem o pecar, podera levar ao mesa enge-
nho acuna, ou ao armazem da viuva Pereira da Ca-
nda, na rua de Apollo.
Desappareceu em novembro do anno paasaeV),
tendo viudo do Rio de Janeiro de obrigarjo em usn
navio, o prelo marnheiro de nome JoSo, criollo,
alio, re toreado do corpo, e bem fallante, o qoal es-
cravo he de propriedade do Sr. Manoel da Malta
Macedo all residente, o qual consta que existe Dis-
ta cidade fgido, inculcamlo-se apprehcndcr e leva-lo rua da Crnr no Recife, es-
criptorio n. 3, ser generosamente recompensado.
Desappareceu ao dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosloma trocaro Bo-
rne para Pedro Jos Cerino, e inlilular-sc forro,
he muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Ann, morador no engenho Caito, comarca de
Santo Aman, c diz ser nasrido no serlio do Apodv,
estatura e corpo rcsular, cabellos prelos, earapinna-
dos, cor um [muro fula, olhos escores, nariz grande
e grosso, bcicos grossos, o semblante um pouco fa-
chado, bem barbado, porcm nesla occasiao foi com
ella rapada, com todos ns denles na frente ; levou
camisa de madapoln, caifa e jaquela branca, cha-
peo de palha com aba pequea e urna Irenxa de rou-
pa pequea ; he de suppor que mude de Irage : ro-
ga-se portanlo as autoridades policiaes epessoas par-
ticulares, o apprehendarn e Iragam nesla prara do
Recite, na rua larga do Rosario n. 24, que se re--^^r~
compensar muilo bem o seu liabalho,
1003000 de gralificac'r/
A quem apresenlar o molequA^Arfonso, de narao
Camundonso, idade -J e tantos aunnfc, bstanle ser- I
cu do corpo, fcicoes miudas, nllur.l regular, com
duas marcas de teridas no meio dnskoslas ; desap-
pareceu de casa cm 17 do correnle 'agosto, pelas 7
lioras da larde, e como nao leve motivos para fogir,
e leve sempre boa conduela, suppc-tc que fosse fur.
lado ; levou caira de casemira azul, camisa de al-
godilo grosso e chapeo de palha com lila prela larga:
quemo Irnuxer rua de Apollo n. 4 A, recebera a
gralilicarao cima.
Ainda continua estar fgido o prelo que, em lt
de setembro prximo passado. foi dr Mouleiro a um
mandado uo engenho Verlenle, aeo i pan bando urnas
asesada mando doSr. Jos Rernardino Pereira de
linio, que o alucn para o mesmo lim; o escravo he
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem uro sigual grande
de crida na perna direila. cor prela, nadegas em-
pinadas para tora, pouca barba, lera o terceiro dedo
da mao direila enrolhido, e falla-lhe o quarlo: le-
vou veslide calca azul de zuarlc, camisa de algodAo
lizo americano, porm levou oulra roupas mais fi-
nas, bem como um chapeo preto de seda novo, c osa
sempre de concia oa cinta : quera o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 a sen srnhor RomSo Antonio
da Silva Alcntara, ou no largo do I'clouriuho arma-
zem de assucar n. .">e 7 de Rnmo& C, que ser re-
compensado.
PERN. : TYP. DE M. F. DE FARIA. 1854.
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