Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01303


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXX. N. 225.

Por 3 meses adiantndos 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 2 DE OUTUBRO DE 1854.
-w-----------
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
t
t
V
')

1

1
*

l
. I
'
i-
i
i
-
DIARIO DE PERNAMBUCO
7
F.NCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
ReciCe, o proprietario M. P. ile Paria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Percira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mcn-
donca; Parabiba, o Sr. Cien-ario Viclor da Nativi-
dad*; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pefeira; Araea-
ty, o Sr. AntoniodeLemosBraga; Ceara, o Sr. Vie-
loriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMINOS.
Sobre Londres 60 d/v 27 1/4 d. coin nrazo
Paris, 358 rs.por 1 f.
< Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Arcos do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
isconto de leltras a 6 e 8 0/0.
METAES.
Ouro.Olajas hespanholas...... 299000
Moedas de 05100 velhas. 163.000
u de 69400 novas. 16*000
de 4*000...... 9*000
Piala.Palacoes brasileiros
Pesos columnarios,
* mexicanos. ,
1*940
1*940
1*860
rAIUII)\ DOS CORREIOS*
Olinda, todos os das.
Cantar, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ourieury, a 13e 23.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Relacao, tcrc,as-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas as 10 horas.
1." vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
Estando lindo o quaitel, esperamos que
os senhores a$s(;nantes <|ne inda o nao
paganini o laram na razio de ,S'300 II.,
como esta' estipulado.
PASTE OFFICIAL.
EPIIEMERIDES.
Outubro 6 La dieia s 5 horas, 18 minutse
48 segundos da manhaa.
14 Quarto minguante aos 15 minutos
e 48 segundos da manhaa.
21 La nova as 7 horas, 6 minutos e
48 segundos da tarde.
28 Quarto crescente s 4 horas, 44 mi-
nutos e 48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
2 Segunda. O Anjo Custodio. S. Leodegario b.
3 Terca. S. Evafdo presb. ; S. Candido m.
4 Quarta. S. Francisco de Assis fundador.
5 Quinta. Ss. Placido ab. e Flavia ir. mm
6 Sexta. S. Bruno fundador. Ss. Castoe Herotide
7 Sabbado. S. Augusto presb. Ss. Sergio o Bacho
8 Domingo. 18.* S. Brgida prineeza viu.; S.
Semeo ; Ss. Demetrio e Nstor Mm.
COMISANDO DAS ARMAS.
Qaartel de commando das armas de Fernam-
baeo, citada do Reelle, a 30 de tetem-
radalSM.
ORDEMDO DIA N. 131.
Determina o-Illm. Sr. coronel commandanle das
armas iiiir.riiia, qoe no di* 2 de outubro indouro
pela manida, se parn revista de m ostra uoi seus res-
-peclivos quarleis aos corpos do exercilo em guarni-
ese nesla provincia, pela ordem seguiilc ; A's 6 li-
las a compendia de nrlilices; sb lp2 a de cavallaria;
a 7 ao balalhao 10. de i ufa alaria ; s 7 i\2 ao 2
da mesma arma, e recrulas em deposito ; as 8 112 ao
balalhao 9" de infamara, c 9 l|2 ao 4 de arlilha-
n,i i peni ciliada de Olinda.
Asiignado.Manat Muni: Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordenseacarregado do delallie.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hambnro 6 de setembro.
Nos altimos dias do mez prximo passado chegou
i publicklade loda a ultima correspondencia diplo-
mtica respeilo da queslo oriental, de sorle qoc
nao pode haver dovida alguma acerca do estado do
negocio.
J rallamos a seu (empn da resposta das potencias
oecidenlses s propostas de paz da Ku-sia. Ellas fn-
ram regeiladas, e em scu lugar a Inglaterra e Fran-
ca Dotarm as eondiees mnimas para a conclusAo
de paz com a Rassia. Sno caso em que a Kussia
aceitasse essas condicoes, os ditos poderes queriam
encelar negoeiaces sob a dita base, porm de nc-
iiliun outro modo.
As notas, que eonlinham essas declararcs das po-
tencias occidentaes tinham a data de 22 de jullio.
Poneos dias depois ellas chegarain em Vienna e Ber-
lim. Nessa ultima capital, comlndo.se cobriramcom
o manto da neulralidade, e recnsaram da reconliecer
as exigencias das potencias occidcnlaes como condi-
tio tine fita non de nma paz com a Rutsia. A final
declararan da Prussia fui, que faria ludo quinto po-
desse, que era, de recommendar i considerarlo do
czar essas exigencias ; se com ludo a resposta r.'.r ne-
gativa, a l'russia nao sejulgariaobrisada de nenhnra
modo a empenbar-sc pela' realisacao dessa* ditas
exigencias.
lira aeolhimenlodifrerenle encoulraram em Vicu-
a as propostas de paz das potencias occidcnlaes. A
Austria desde o principio se ludia (mostrado de ac-
cordo, e as negociacoes enceladas a csse respeilo cu-
tre a ministro austraco o conde Buol, e os enviados
francez e inglcz, livcrain em bieve o circilo'dc una
troca de uolas, pelas qiiacs a Inglaterra, Franra e
Aaslria sa unirain a respeilo da redaeco das condi-
ees de paz que deviam ser apresentadas i Kussia,c
se obrigaram reciprocamente, de nao cnlrar em ne-
gociacoes com essa potencia, senao no caso em que
ella aceilasse a respectivas condicoes. A verba das
propostas de paz, convencionadas entre as tres po-
tencias era :
De nao negociar a paz com a Kussia, senao:'
o 1." Se para o fuluro fosse abolida a protervo
eiercida at acora pela Russia sobre o priucipados
da Valacliia, Moldavia, c Servia ; ese os privilegios
concedidos pelos Sulles dessas provincias, que for-
main dependencias distantes do seu imperio, fnrem
postas debaiio da garantia geral das potencias, em
vigor de nma eonvenjao a concluir com a Sublime
Porta, cujas eslipulaces ao mesmo lempo devero
regular todas as questes de detalbe.
e 2. Se a navesacao do Danubio for livrc as
suas embocaduras de todo qualquer impedimento,
e sobre alia acliarem empregoas bases litadas pela
acta do cuDgresso de Vicua.
3. Se o Iratade de 13 de jullio de ISil fr re-
visto pelas alias parles contraanles juntamente, no
inleres.se do equilibrio do poder na Europa.
n 4." Se a Russia abandonar a pretenrao de urna
proteccao oflici.il sobre os snbdilos da Sublime Por-
ta, seiam de qualquer communliao qoe queiram.e se
a Franca, Austria, (jraa-Brelanlia, Prussia, Russia
prestaren) o seu soceorro reciproco para obler do go-
vernoollomano como nma incialiva, a coulirmacaoe
observacHo dos privilegios religiosos das diversas
cotnmunlioes chrisiaas, c para faltr valer no inlc-
, reste coinnium de todos os membros das ditas com-
munlides as nobres intenedes manifestadas por S. M.
o suliao, evitando ao mesmo lempo todo ataque so-
bre a sua dignidade e independenciad,i sua cora.u
Ao mesmo lempo lodos os contraanles se reserva-
ran o direilo, no caso cm que o resultado nao fr
o esperado, de nao serem mais ligados condicoes
mioimas.
Poneos dias depois dessa troca denotas ;10 de agos-
to) a Austria Iransmiltio ao gabinete de S. Pelers-
burgo as propostas de paz das potencias occidentaes,
acompanliando-as de urna ola, na qnal declarara
as ditas propostas como a nica poMibilidadc de
urna pa;.
Em 13 de agosto essa nota austraca foi seguida
por urna pruisiaiu. que moi pulidamente c inter-
pretando as condiooaa das potencias occidentaes em
sentido russiaim, ai recommendava considerarlo
do czar.
Nos ltimos dias de agosto vollou de S. Pelers-
borgo a retposta uta i Austria o a Prussia. A es-
sa ultima potencia a Kussia se dirige com as exprs
soesdo seu reconbeciniento acerca du posic.'io ale
agora occopada ; e i primeira manda slmplesniente
a potitica negaran das propostas que a Austria, a
Inglaterra, eaFranca Me marcaran) como condicoes
da paz.
A questao be agora; que resultar disso'!
Varaos dar um golpe de vista sobre a posicao que
ueste momento oceupam as diversas potencias nesse
negocio.
A posicao da Inglaterra, Franca e Pronta, he a
mais clara.
As duas primeiras potencias se acbam cm guerra,
e por isso a rcspnsla negativa da Kussia llic servir
de iiicilamenlo para continuar a guerra com loda a
energa. A Prussia se acha em paz pelo momento,
quer do mesmo modo a paz para o fuluro, nao se
obrigoupara nada com as potencias belligcranlcs e
assiin proceder (ambem depois da resposta da Kus-
sia, odiando tranquillamenle para os negocios.
Menos limpies, porem,lic o estado dos negocios na
Austria. Essa .potencia unio-se positivamente s
occidcnlaes appro\ando as condicoes litadas para a
paz, c por isso em frente da Kussia sabe decidida-
mente da sua iicntralidadc diplomu/ha. Ao rnefmn
lempo porcni aiuda se aclia cm paz rom a Kussia, c
o seu exercilo inda nao leve nenlmm encontr com
o russo. S>m se cofcebe que a icpusta negativa
'la Kussia, (orna impossivel a Austria de entrar cm
novas negociacoes, apezar de que a dita resposta
anda nao ollerece um verdadeiro rn*\t* bclli, e isso
tanlo menos porque com a negaco das propostas
de paz, a Kussia combinou a declararo que conli-
nnava a evacaacSo dos principados danubianos, e
pese retirara para o sen prpprin par, onde licaria
a espera dos ulnqoaaNp lado exterior. Pdele sup-
com rcrleta que^r^usd ia uo atacar por ora
a Kussia no seu proprio paiz, se nao se aprcsenlar
outro motilo.
Entretanto, cm 20 de agosto, finalmente, entra-
ran) as primeiras tropas austracas na Valachia.
Isto lambem aconlcceu adiandoc a Austria em
pica paz com a Kussia, e afm> de evitar lodo e
qualquer conflicto .a entrada dos Austracos s leve
lugar na parte da Valacbia distante das posices rus-
sas.
Parece que em breve ter lugar um novo encon-
tr entre os Kussos c os Turcos nos principados da-
nubianos. Omei-Pacl diriaio nma forca de80,000
liomeus para a linba de Fakiclieu para (jalacz c
Braila anda oceupada pelos Kussos, e a< guardas
avancadas larcas ja se achavam bem pcrlo do ultimo
lugar. Ao me>mo lempo na Dobrudscliala se aclia
marchando contra Braila e (ialacz nm corpo de ex-
ercilo turco-francez de 30,000 bomens, cm quanto
que pcrlo de Suliua um corpo anglo-fraucez vai
ameacar os Kussos no littur.il.
Entretanto, linalmente, parti de Varna a expedi-
rao da esquadra e das tropas adiadas para o scu
destino, quo al agora foi encuberto com -*> maior
segredo ; na minlia prxima espero poder dizer
mais e esse respeilo.
Da esquadra anglo-franceza no Bltico nao ha no-
vidades dignas de menro ; as fortificacoes de Bo-
marsiind, serao arrasadas, acbando-se mlciramen-
tc arruinadas. Julga-sc que o primeiro alaque se-
r agora dirigido contra Abo. Os prisioneims de
Bomarsund l'oram Iransporlailos nina melaile para
a Franca, c a outra para a Inglaterra. K-i.io pen-
dentes negoriarOes com a Suecia, para cITecluar
urna parle aclva dessa potencia as opera>,es con-
tra a Kussia.
Em Munich, onde liana a grande exposicAo de
industria, o rompimeuto do cholera morbos fez
quasi perecer toda aempreza ; o numero dos visitan-
tes diarios nao ebega a 100, c laltam os cstrangei-
ros, que naluralmcte recciam visilar um lugar em
que o dita flasello lomou um carcter lio perigoso-
Em outras cidades da llanera, Nuremberc, Augo-
burgo e Regensburg o cholera ceifeu um grande
numero de victimas.
As subscripcOfs para o novo emprestimo austra-
co foram tediadas cm 31 de agoslo. sendo o seu pro-
ducir, a somata de 4!)2 inillies de llorn-; he cer-
to que alcanear a soruma requerida de 500 rai-
llies, porque na -omina supra anda nao se acbam
incluidas as subscripr/es de algumas parles da no-
narchia.
as provincias prussianas da Silesia, Posen e
n'nma parle de Braudemburg as cliuvas vilenlas e
coulinuadas c.mi-,iran iiiundares to consideraveis
e eiinrmes, que una grande parle das codicilas des-
sas provincias licou armiada, c os habitantes de
vastos districlos se adiam na mais triste miseria.
Em toda a parla di Allemanha cstgo aluindo subs-
cripces para melliorar a sorle desses infelizes.
S. M. o rci de Portugal, c o seu illu-lre irino
o Duque do Porto, partirn) da Allemanha, depois
ile liavercm fcilo urna visita ao imperador da Aus-
tria cm Ische. Elles acham-sc presenlciuenle em
Bruxellas. c romo se di/, regresaaiam para Purtn-
CTl. por via de Oslciule.
As scienrias allemas solTreram urna grande per-
da. O ultimo dos uraudcs plulosoplios allemaes,
Jos de Scheding tallecen nos hanbos de Kagcz, na
Suissa, na idade de 7!1 anuos.
Parts 30 de acost.
Ilnnlem o cnido relumbava em Paris. Ccnlo c
um tiros da arlilhara dos invlidos annunciavam
una victoria obttita pelas nossas armas. I'in despa-
cho allixado loso depois na prara do commercio di-
zia a popularAo o que simiilicavam aquellas demons-
tramos de regosijo uflicial. A principal das ilhas de
Aland, Bomarsund, onde os Russos iiiili.un feito in-
mensas obras de forlficarao, cabio em poder das for-
ras adiadas. Anda nao Icinns as particularidades
de-te acontec monto de guerra, sabemos apenas que
a fortaleza de Bomarsund fui atacada a 11 deste mez,
c se rinden a Iti.
Despachos Iclegraphcos anteriores nos tinham di-
to, que duas torres, que prolegeui as entradas da
nraca, (iiihain sido lomadas successivamenle pelos
Fraucezos c Inglezes. nuando chegarem as parlic-
pires odicaes, fallarc, se houver lugar, cm mais
pormenores; por asura limito-asa em mencionar o
fado, e em fazcr-lhe comprehender a sua importan
cia. Nada he mais digno de admirarlo do que a ra-
pidez c inobilidade de nossas tropas expedicionarias.
A 20 de ju>o ellas se embarcaram, e no principio
do mez de amisto se reunirn) s esquadras, e se a-
charain cm estado de entrar em uperacoes. A 8 des-
embarcaran) em Bomarsund ; a 11 roniecaram as
obras de msedia, auxiliadas de urna compauhia de
mariiiha insleza, e cm ."i dias linham rendido una
prara defendida por urna forlc guarnicao e por una
formidavcl artilbaria, c he impossivel fazer-sc mais
em lo penco lempo.
Anda que Bomarsund seja apenas una praca de
segunda oadem, a sua tomada sensihilisuu bstanle
o imperador da Russia, que se linlia lisonjeado de
que a Franca e a Inglalerra nada poderiam contra
as massas de granilo, de que eslaoerricadasaquellas
cosas, c que o cru/.menlo de nossas esquadras no
Bltico n;)o seia mais que urna vaa deuionstiacao,
sem outro prejnizo para elle mais do que a perd de
algum navio mercante ou algumas dcslruices Das
cosas que nao eslao protegidas.
O misado feito, felizmente tentado contra Bomar-
sund, fez o czar perder suas illusies. Elle he obriga-
do a reconliecer que os cauhocs de nussos navios,
ainda que fracameute apoiados por alguus regimen-
tos, podem atacar os pontos, que elle julgava inala-
caveis. Bomarsund com os baluartes de granito Ibe
parecia e-lr ao abriso de Bonos ataques, e convem
que esla fosse a opiniao do czar, porque elle poda
retirar as tropas russas daquclla prara antes; do co-
meco das hostilidades, o nao fez. Por coiisesuinle
scus clculos falharam. Achou-se fraco onde eslavamos
mais fortes do que elle peusaxa. A parda de Bo-
marsund llic sera tanto mais scusivel, porquanlo a
Rus-ia linha grandes projectos sobre aquella prara,
cumeraiido nella immensos Irabalhus, para fa/er del-
la o Sebastopol do norte. Mas ido nao he ludo; a
e-tacao Hnda nao arabou. O Ballico ainda be nave-
gavel pelo menos cinco semanas, c, segundo as ex-
periencias que acabavam de ser feilas do poder dos
cauhocs conlra o granito, he muilo possvcl que se
intente algum alaque contra Cronsladt. l'm ultimo
efleito muilo lemivel para a Russia da tomada de
Bomarsuiid, he a iiiudanra que este feilo pode tra-
zer na dllilude da Suecia. O governo sueco observa
prestnlemenle a neulralidade entre os beligerantes,
mas a opiniao publica daquede paiz se pronuncia a-
lierlaineule conlra a Ru-sia, que no principio deste
seculo despojou a Suecia de suas possesses da Filan-
da. Bomarsund c as ilhas de Aland faziain parle da
Filaudia, c os Suecos amargamente lamenliiii sobre-
ludo a fenla deste grupo de Ibas, que eslao situadas
vinte lesnas apenas de Slockolmo, sua capital. A
esperanra de cnlrar oulra vez na posse dcstas ilhas,
onde us recordac&ea ila anliza patria eslao vivas as
almas, podera muilo decidir o goveruo de Slokolnio
a reunr-se s potencias ocridenlacs. A Suecia seria
um terrivel inimigo para o czar, porque poderia por
cm campo cen mil hoinens, e com o auxilio da
Franra poderia atacar o culosso russo al na capital.
Creio que se fa/em iicgociares ueste sentido, e
que o general Baragoa] d'llillicrs, rommandante das
tropas expedidonaras, leve sobrcludo por lim de-
cidir o governo sueco, em urna visita, que acaba de
fazer ao rci Osear, porm isto est em segredo anda.
No sul nao houve esta quinzeia nenluim feilo no-
(avel de Eiicrra. Em Varna prepara-ji ainda nma
formidavcl cipciliciu, que deve partir a 23 desle
tez para a Crimea, aflm ile ilirgir-se ao mesmo
lampo um alquc por Ierra e por mar. Reune-sc
em Conslanlinopla um material nnmenso. I'rezen-
losou qualrocenlns naiios mercantes foram frelados
para 0 transporte de tropas ou de artilbaria. As Ircs
esquadras da Franra, da Inglaterra eda Turqua dc-
vein runrorror para o alaque por mar, c o exercilo
de lena roinpor-e de 10,000 Francezcs, 20,000" lu-
gle/.es e 1.1.000 Turcos.
Isto anda nao pasad de boatos, porque os zene-
raes nao fazem ronhecer o segredo de seus planos, e
pode ser que em definitiva elles teniamn ferir os
Itossos eui ontra parte, em tdessa, por exempln,
uu na Asia; mas o Certo he que se fazem preparati-
vos em grande escala.
lufi'li/meiilc um lenivel llagello, o cholera, faz
modonhos eslragos nos exercitos adiados, e as per-
das solTridas pelas nossas Iropas sao mais numerosas
do que aquellas qoe poderiam resultar deumacam-
panha. O governo dissmula o mais que pode, as
tristes noticias que Ihe chegam, paia nao derramar
o alarma, porm u.io pode occullar este facto dolo-
roso, de terem sido atacados pela pesie dous dos nossos
mais valentes seneraes. O duque d'Elchiugeii e o
crneral Oirhuccia. O duque d'Elchinsen era ti I to
de um ilos mais iltuslres enerreiros do imperio, o
marerhal Ney, e a morte daquede bravo oflicial foi
um lulo para o paiz. As ultimas noticias viudas de
Varna nos fa/em esperar o prximo acabameulo da
epidemiae, que lambem tem feito numerosas victi-
mas as cquipagens das esquadras. A inuaeao do
exercilo em Varna produzio a idea de urna exped-
cao no Dobrulsclia, a qnal leve as mais penosas con -
sequencias. Urna divisan Iraneeia, si>b o commando
do general d'Espinasse recebeu ordem de percorrer
o paiz, e acabar de expedir os Russos. O Dobruls-
eha be um paiz rido, cortado de pantanos peslileu-
ciaes, e nossos soldados o percorreram sentidos debaixo de omeo de chumbo. Nao encou-
lraram Russos, porongas priva^oes eos soffrimenlos
dessas tongas correras os exlenuaram.
Qaando cnconlravam algum pantano retido, coni-
am para malar a sede, apezar das prohibilesdeseus
olbciacs. Em conseqiirncia dislo a dnenra propa-
Eou-se logo em suas lileira-, e calcula-se em 700 ou
800 a cifra dos que morreram. Dizem que o impe-
rador irriloue conlra o marechal. que linha anlo-
risado aquella expedirlo, e immedialamenle orde-
nou o diamntenlo do general d'Espinasse Fran-
ca.
Entretanto os Russos, que nao sao menos arrome!-
tidos que nos felas doeucas epidmicas, porque nao
sao tratados como nossos soldados, acaban) por to-
da a |>arie seu movimeulo de retirada.^Perseguidos
vivamente pelo exercilo turco, que faz prodigios
lehaixo do hbil commando de Onrer-Pacha, eva-
cuaram inmediatamente a inarjem direila do Da-
niibrio, e neslc momento evacuam a Valachia.
I'ma nanla avancada do exercilo turco lomou pos-
se de Uiich irc-! a 7 deste mez.
E se as negoeiaces. que se proseguem cnlre a corle
de Vienna e a de Sao Pclersburgo, e devo resnmir o
que leni tusar aqu durante esta quiuzena nu miiu-
do diplomtico.
Como ja Ihe die, a Russia respoudendo a orna no-
ta ursenlc da Austria, que a couvidava a evacuar
os principados, linha respondido que, em quanto os
evercilos adiados eslivessem no territorio ollonia-
mo, ella conservara a linha do Serelh, isto he, a
Moldavia. Esta re-ulu'c.lo linha produzido um mo
resnlUdu na corte de Vienna, e o rzar jutgou entilo
cuiiveqieiile facao aparente. No t desle roe, o enviado da Rus-
sia annunciou ao gabinete de Vienna, que o impe-
rador Nicolao acalma de ordenar a completa eva-
coacao dos principados da Moldavia e da Valachia.
Esla declararan nao diz muila coasa, e es-aqtn
porque! (Juanlo Valachia os Turcos ah Iralialha-
ram baslanle e foram elles que dalli expelliram os
Russos: c a res|ieito da Moldavia, se Omer-Pacha
nao poder desembaraza- la das tropas do czar, ha
200,000 austracos na fronleira promplos para forrar
as seneraes russos a que se retiren).
Desle modo, como di/ o proverbio, o czar faz das
fratfHrzaf !>*- tas para dar a paz Europa,
he suflicienl 1}.r^iTe retire seus exercitos das pro-
vincias danubianas./ Nao redmenle; porque lo-
so que lodos eslivessem desarmados, o czar comcea-
ria oulra vez sua tentativa, ao primeiro pretexta
que se Ihe ofl'ercrcssc. A Europa deve (er pois ga-
randa, e he o que a Austria tem rnmprchcndidn
perfeilamenle. Ass>m, nao nbslaulc a declaracao
do euviado do czar, o Sr. conde de Buol trocou a K
desle mez, com M. M. de Bouquency c de W'esl-
morcland, ministro da Franca e da Inglaterra, notas
las quiics resulla que a Austria, rom" a F'ranra,<
Inglaterra, considera as garantas que se deve exisir
Kussia, aflm de evita-te a votla das complicaces,
que leu) perturbado o repouso da Europa, c com-
prome(lem-se alen reslabelocimeuto da paz geral, a
nao tratar cora o sa In uete de Sao Pclersburgo, se-
nao oblivcr essas garanlia-.
Esla declaracao da Austria he um passo dicsivo,
una accao conimum com as potencias eceideutaes,
porque fcilmente se concilla sobre os meins, quan-
do se esta de accordo sobre o lim,que se quer conse-
guir. Fi-.upn h iialn mu I quaes sao estas garantas,
segundo um despacho de Mr. Drouyii de l.buvs.
que acaba de ser publicado.
o O iiilercsse roiuinun da Europa exige: 1.que
o protectorado excrcido at aqu pela corle da Rus-
sia nos principados da Valachia, Moldavia, c Ser-
via acabe para o fuluro, c que os privilegios con-
cedidos pelo taina aquellas provincias sujeitas ao
seu imperio, sriam collocados sob a garantia conec-
tiva das potencias, em virludc de um arranjo feito
com a sublime Porta;
a 2. Que a navegaran do Danubio em sua bocea,
seja livre de todos os embarazos e sujeita i applica-
cao principios consagrados pelos aelos do congresso
de Vienna;
:l." Que o tratado de 13 de junho de 1811 seja
revisto de accordo pdas altas potencias em um nle-
resse de equilibrio europru c ne senlido de urna li-
milacao do poder da Russia no mar Negro;
1." Que nenhuma potencia re indique o direi-
lo de exercer um protectorado oflicial sobre os sub-
ditos da sublime Porta, seja qual foro rito a que
pertencam, devendo a Franca, a Austria a Grae-
Bretauha e a Prussia e a Kussia prestar seu mutuo
concurso para ublcrcm da iniciativa do Enverno ot-
tomauo a consagracao e a observaban dos prcvile-
gins relisios das diversas conimunhcs ebristaas e
iililsarrm, no inlcrcsse reciproco de seus correli-
gionarios, as generosas as uteurfies mauifcsladas
|ior S. M. o sullao, sem que resulte dahi nenhuma
uilen-a dignidade e a indepeudcocia de sua co-
ra. )!
Taes sao as condicoes, que a Europa quer para a
paz, c lorian) sido immedialamenle formuladas em
um protocolo da conferencia de Vienna, sea Prussia
nao livesse recosido adherir ella*. A Prussia con-
tinua a representar um papel muilo equivoco. Nao
desoja malquislar-se cora a Russia nem cora as gran-
des potencias collgadas conlra a Kussia. Procura
coiislaiiteuieiile pretextes para prolongar as negocia-
es, que nao tem fim. Neslc momento reconhe-
e,e que as condicoes que acabo de mencionar sao jus-
tas, e que seria bom que ellas fnsscm aceitas pelo
czar, mas cnlende que, pelo seu tratado cora a Aus-
tria, nao se comprnmrtleii a segu-la em um terre-
no, que pod.. levar a Allemanha guerra. As coli-
sas eslao nesle poni ; mas prevea que, se a Prus-
sia persistir cm licars, se poder passar perfeitamen-
lesem ella.
Nos.sa fcsla nacioiialjKrT5^dc agoslo, leve lugar
mu tranquilla e alegremente, romquanlo o impera-
dor nao eslivesse em Pars ( Anda est em Biarilz
coma imperalriz.Nesse mesmo da de sua fcsla o im-
perador dirisio-sc com a imperalriz para Bayouna
e dirigi ao hispo um discurso, do qual cito smen-
le estas poucas linhas.
Mi uba pro-mea em Bayonna he um fado que
verifico com jubilo. Ella prora que a Franra calma
e feliz, nao lem mais esses lemores qoe ohrisam aos
chefes do ciado a eslar semprearmados e alerta na
prova que a Franca pode sustentar nina guerra lon-
sinqua. sem que sua vida interna deixe de ser livre
c resillar. Estas palavras sao verdadciras ; nun-
ca a Franra gozou de mais segurauca interna, e a
guerra nao tem detido o desenvolvimento dos ne-
gocios, s
As colbeitas decereaes sao magnificas, infelizmen-
te os vinhos, principal riqueza do paiz, faltaran) com-
pletamente este auno.
Na lle-panba ahituacAoesla ainda muito compli-
cada. A rainba l .In i-luia he sempre o objecto dos
ataques da imprenta e dos clubs. O ministerio Es-
partero quiz faze-la partir, mas o povo seoppoz. As
desordena rontinuam as provincias. A Des-
palilla est a bucla do um abismo, e ludo parece
contribuir para a precipitar uellc. Heos s a pode
salvar.
O re da Saxona, Frederico Augusto, fallecen ha
pnuen em coiisequenria de um accidente deploravel.
Iliriaia-se de Munich para Breada c na volta de urna
mulita nba sua carruascm Inmhnu; o principe foi ad-
rado na estrada c soflreu na cabera um couce de
de cavado, quo Ihe quebrou o crneo. Tiiiha .">"
anuos de idade ; deiva por successor scu irmo, Joao
Ncpomuceuo, que lera 32 anuos.
7 de setembro.
Chegarain as participarnos ofliciacs da lomada de
Bomarsnnd, e oceupam larso campo as sa/.elas de
Franca e de Inglaterra. Os forles e a praca foram
alternadamente atacados pela di vi-o franceza as or-
den* do general Baraguay d'llillicrs.c pelos soldados
da marinha iugle/a commaudados pelo brigadeiro
Jones. Duas naos e 7 nu 8 vapores das esquadras
adiadas lomaran) parle no alaque, bombardeando a
ridadella, c depois de lercni sustentado esse foso ter-
rivel, desde 13 de agoslo as ."i horas da manhaa, al
10 as (i da tarde, a giiariiirao'russa decedio-se a en-
tresar-se. Esla guarnirn se rumpunha de 2300
honiens, deluno das ordens do general Bodisro.
Morreram no rerro alitumas renlenas de honiens,
restain perlo de 220") prisioneiros, que foram envia-
dos metade para a F'ranra e melado para a Inglater-
ra. O general Bodisco foi moi cortezmentc recebi-
ilo pelos ofliciaes francezes a inglezes, que o felicita-
ran) pela -ua slenle defeza Elle pedio que quera
er conduzdo para a Franca, A perda dos adiados
bu pouro cousideravcl. O que snbretudo derrolou
o Kussos, foi a certeza dos liaos de nossos caladores
de Vincennes ; os quaes armados de carabinas de
grande alcance, fenam os artiUieiros russos nasca- I
nhoneras, medida que elles se abaxnvam para dar
fogo s suas pecas. Mas, eis-aqoi sobretudo em que
a lomada da Bomarsund he importante. Nao se sabia
ainda. qual seria a accao de nossa grossa art i; bar ia
naval sobre o granito das cidadedas russas. Ora esta
trovado boje que o Granito nao resiste a nossus ca-
nboc, porque Bomarsond foi foxi romplclauente
arrasada em .10 horas de fogo. A' visla dcsta expe-
riencias, se nossas naos chegarem a por-se ao alcance
le Sebastopol, ou de C.roiutadt, fioile-se esperar que
se viagatSe logo das murallun) de granito desles dou'
arsenaes d.i Russia.
O imperador Napoleo recomnensou macoifca-
meule o general Baragaey |d'Hillirrs, que leve a
principal honra da lomada de Bomarsund, como
commandanle em chele das tropas de desembarque :
mandou-lhe o basta de marechal de Franra.
O general de divisao Niel, diriga os trabadlos de
eiigenharia, e fui Domcado grao cruz da lesiilo de
honra, e o almirante Partero! Deschenes obteve a
mesma distincao.
Que se devia fazer de Bomarsund ? Os governos da
Franca e da Inglaterra acabara de responder a esla
pergunla, que todos raziara. Decidirn) que as for-
lilicaroes fossem destruidas a Bomarsund evacuada,
(Jom efleito nao so podia eaeaolonar naquella pra-
ra urna so trnirao. que os gelos do invern vo se-
parar de mis, e como a Suecia. a qual cerlamente se
deve oflcTccer, ainda u ciar-se, o que se devia fazer, era destruir inteira-
mente os sraudes Irabalhos, qne os Russos tinham
couierado fiara fazer de dumarsiimi urna cidadella
de primeira ordem. As ultimas noticias dzem que
urna |iarte da esquadra linda deixado as Ibas de
Aland, c se linha dirisnln para as Costas da Flamlia,
mas o lim desla expe-lico aluda est em segredo.
Eslames aqu na e-pectaliva de urna expedirn,
ha muito lempo annunciada, e da qual o priim-iro
correio de Constanlinopla nos dar sem duvida algu-
mas nolirias ; quero fallar do ataque projeelado
contra Sebastopol e a Crimea. Parece ccrlo que o
minenso comboi, que leva as tropas adiadas leve
de partir de Varna no lim de agoslo ou nos primei-
ros dias de setembro. Mal quanlos desastres lem
subreviudo alternadamente nos nossos bravos solda-
dos J Ihe f.illei da infeliz expedirn do Dobruts-
cha, que fez lanas victimas sem proveilo algum para
as nossas armas ; mas nao lie ludo, o cholera lem
reinado com grande inlensidade nos exercitos adia-
dos, e um novo llagello suscitado pela perversidade
dos homen- veio augmentar o flagcdo do eco ; nm
terrivel incendio leve lugar em Varna e consumi
urna parle das provisOes do exercilo. Ninguem sa-
be quem poz o fogo, mas sappoe-sc mm raz.lu que
a Russia leve parle nslo e aguns miseraveis greaos
foram os instrumentos desla terrivel machinaban.
Por punco a ralastroplie nao lomou propnreocs fa-
taes, porque as diammas do incendio cercaram de
todos os lados os paints de plvora. Foimistcr todo o
sangue fri, lodo o herosmo dos dous estados-maor
francez o inglcz para evitar ura desastre, que
parecia inevitavel. Nossos oflldaes cncoslarani-se
nos pames, dirigiinlo as manobras aos soldadnsdo
corpo de eiiseuhaiia.os quaes eslendiam pannos mo-
lliados, cinqiianlo oulros Irabalhadorcs nrcumsrre-
viam o incendio, rodando todas as cominiinicacoes.
Deste modo he que Varna foi salva.
O imperador, que se preocupa com os soffrimen-
los da seus soldados, quiz reanimar sua rorasem com
urna proclamado, que foi enviada ao exercilo do
Oriente, c he muilo bella pira que cu a nao repro-
d*z* aqu. Rlsaqui o seu .trto c
Ainda nao comliale-les ja leudes oblido um brilhan-
te sucresso. Vossa presenta e a das tropas aglezaa
lera sido bstanle para obrgar o inimigo a tornar a
passar o Danubio, e as naos russas a ficarem cm seus
porlos. Ainda nao combteles e j lula-te- valen-
Icinenlc com a morte.
Um flagcllo terrivel, posto que passageiro, nao
deleve vossoardor. A Franca e o soberanoque ella a
s deu, nao veem sem urna emncao profunda, sem
fazer lodos os seus esforcos para vir em vosso auxi-
lio, lana energa e lana abnegado.
O primeiro cnsul diza em 1799 em nina pro-
clamado ao sen exercilo. i A primeira qualida-
de do soldado he a constancia em sotlrer as fadigat
c as privaces ; o valor he a segunda. A primei-
ra vos acaba-tes de moslrar hoje ; a segunda, quem,
vo-la |iodera ronlenlar Por isso, nossos iiiimigns
dssemnados desde a Filandia al o Caucase, procu-
rara rom auxiedade saber para que ponto a tranca
e a Inglaterra "ispararao seus tiros, que elles pre-
vcem ser decisivos ; porque o dreito a jnslica, a ins-
piraban guerreira eslao do nosso lado. Bomarsnnd
e 2,000 pri-ioneros acibara de cahir em nosso poder.
Soldados vos seguiris o exemplo do exercilo do
fidypto ; os vencedores das Pirmides e do monte
TIi.ibor tinham de rombaler como vs soldados aguer-
ridos e a deenea, ; mas uao obstante a perda e os es-
forcos de tres exercitos, elles vnllaram honrados
para a sua patria. Soldados! leude conlianea no
vosso general em chefe c em mim, Eu velo sobre
vs e espero rom o auxilio de Dos, ver loso dim-
naircm-se voseos soffrimenlos c augmentar vossa
glora. Soldados, al mais ver. Xapolciio.
Nao sabemos anda o efleito desla proclamacao,
que foi remedida em 20 de agoslo.mas acabamos de
recebar pelo ultimo correio de Conslanlinopla urna
ordem do dia do marechal Sainl-Arnaud.a qual d
uina ideia dos solfrmenlos. que soflreu sen exerrito
> de sita valenta. O sentimenlo que tenho dos
nossns cantaradas, que perdemos e que morreram
e disimlenle em seu poslo de combate, he mili-
gado peto salisfarao, que experimento de me ver
rercado de tantos bravos. Sei que posso esperar ludo
delles e odio com urna seguranra profunda os es-
forcos, que anda lenho de pedir-lhes para terminar
nossa grande empreza.
Nesse grande e terrivel conflicto que lem lugar na
Europa, o punto importante he saber, qual ser em
dclinitivaa altilude da Austria; se ella unir com-
pletamente seus esforros aos da potencias occiden-
taes. Ora nesle poni, os fados marchara rpida-
mente, c podee esperar que cm poucos dias a
Austria far absolutamcnlo causa commum com a
Franca e com a Inglaterra.
Em minha nllima carta de 20 de agoslo. Ihe dis-
se que o uabinele de Vienna eslava de accardo com
os nussos, qu.iiiio as carandas que se deve pedir
I Russia, c que elle linha declarado formalmente,
que so tratara com czar, se estas garantas fossem
concedidas.
Como a Auslria ainda nao cala em suerra rom
o governo de S. Pclersburgo, ella era naturalmente
a nicdianeira que devia propor ao czar estas ron-
dires, c com efleito, n embaixador da Auslria jun
lo da orte de S. Petershurito foi encarregado de
entiesar ao Sr. de Nesselrode a ola datada de 10
de agotto, ua qual eslao enumeradas as condicoes
reclamadas pela Europa. Ainda que a Prussia nao
lenlia querido rompromctler-se com as nutras po-
tencias, recoiiheccu todava a jnslica deslas rerla-
inaces, e deu-se pressa cm apoia-las cm S. Pe-
lersburgo por um despacho datado de II de auoslo.
Tal era a situacao diplomtica, e esperava-se rom
viva impaciencia a rcspnsla da Kussia a esta supre-
ma intimaran da Entupa, l-inalinenfe, nos lti-
mos dias du mez passado essa resposla foi transmil-
lida a Vienna c a Berliin.
Como se previa, o czar recusa prercinploriamenlc
annuir asromlicoes que Ibc impunbani. c Ihe pare-
raui um insulto feilo a sua honra militar. He Tar-
dado que a par da recusa do czar, ha lambem, di-
zem, urna nota de sen ministro, o ronde de Nessel-
rode, que se dirige sobre ludo as hesilaroes da
Prussia, e se esforra em coniincnlar as propostas da
Europa, de modo que faz entrar nellas um novo
lerreno|para as no".aciac,es. Mas naoposs ocrer que
essa manobra litada) a ontro lolo alm da Prussia.
Quanto a Auslria, parccc-ine impossivel que ella
j nao lenlia comprehendido perfeilamenle que j
passnu a hora das negociacoes, e que he mistar
obrar.
O exercilo austraco j comeceu seu movimeiilo
para, de accordo rom o excii-ito turco, lomar posse
dos principadas danubianos. Oualro brigadas sob
as ordens do general Cern ir i. penetraran) na Vala-
chia, e|dc um momento para outro espera-se a no-
ticia de sua entrada em Bucbarcsl. Os Kussus bra-
dain admenle que nao querein oppor-se a estenio-
viraenlo, c desejam fazer erar que a uceupacio aus-
traca be fela de accordo com o czar. Porm nin-
guem se libido, e se elles tardassem muilo lempo
em evacuar a Moldavia, seriara rcpellidos para o
l'rnib felas baiouclas da Austria.
O nico ponto das operacoes militares, onde os
Russos (era vanlagens, he a Asia. Nesta quiuzena
tiremos a noticia de dous revezos soffridns pelos Tur-
ros uas fionleiras das pomnaadra asiticas dos dous
imperios, o primeiro era kars, o segundo m llaya-
zid. O combale de kars lm nma rnraplela donla;
era Itjvazid pelo contrario, os Turcos baleram-se va-
lenteraenle. e se nao liveram a victoria, foi isto de-
> ido a falta de cavallaria c sobretudo i desintelli-
gencia entre seus seneraes, porm os Russos nao po-
deram fazer-lhe abandonar scu campo de balalba.
Em Constanlinopla causaran) bastante preocupado
estes aconlecimentos do exercilo da Asia, que sao
deudos evidentemente a incaparidade dos chefes,
Selim|Pacha, que commanda era Kars, foi deraitlido,
e Ihe deram por successor Ismail Pacha, que se
illustrou no Danubio pela victoria de Oltenit-
za.
O imperador Napoleo, que linha ido acompanhar
a imperalrir. al os hanhos de Biarilz, na fronleira
da llespaulia. vollou a Paris a 28 de asusto, e diri-
go-se immediatamentc a Bnlnnha, para lomar o
commando do rampo de 11X1,000 bomens, que se
acham reunidos nos arrahaldes daquella cidade.
Nada he mais mageatoso do que o aspecto daqnelle
exercilo, composto de soldados disciplinados echcios
de ardor, e que a grandes crilos pedein, que os
mandem para os campos de haladla do Oriente.
Augustos visitantes vieram a Boionha saudar Napo-
leo III. O re dos Belgas foi o primeiro, dirigi-
se ao campo imperial c passnu um dia com o impe-
rador na mais cordial intimidade; depois veio o jo-
ven rei de Portugal. I). Pedro V" que devia assis-
lir mudos das as mauobrasdo campo, e demorou-sc
um dia soineule, porque a sulicitude paternal na ap-
prehcns,o do cholera, que existe em Franca, o cha-
ma |iara Lisboa.
O rei I). Pedro era acompanhado de sen rman o
duque du Porto. Finalmente na terca fcira 3 de
sctembio, o principe Alberto, esposo da rainha Vic-
toria, cliesou a Boionha, onde foi recebido da rua-
neira a mais brilhanle. O imperador foi rerebe-lo
no sen desembarque cercado de seus ministros e de
seus generaes. Os cem guardas e a guarda imperial
forroavam alas c durante todo o trajelo a msica do
regiment dos baledores tocou a aria God fiza! Ihe
'Jileen e gritos de tica a rainha l'icloria, rira o
principe Iberio se confundan) com os de trica o
imperador. O principe j vistou com seu augusto
hospede, um dos qualro corpos doexercilo, quecora-
poem o campo. Recebeu houtem o impeador para
ja n lar a bordo do seu y ach I ictoria and Albtrt.
O cothusiasmo da popularlo est no seu auge, po-
rm be anda excedido pelo de numerosos Inglezes,
que seapiuhoam as ras de Boionha. Quandose
pensaque ha 30 anuos bavia lambem ura campo em
Boionha e urna numerosa flolilba de barcos chatos,
que se prcparai.un para levar s praias da Inglater-
ra um exercilo de 100,000 bomens, ve-se como se
mudain os lempos!
Na Despatilla, a desordem ho sempre grande, mas
o ministerio Espartero est decidido a por-llic lermo.
Elle acaba de lomar urna graude medida. A despei-
lo das antearas dos demagogos de Madrid, decidi-
se a fazer a rainha mil sabir de Madrid, sequeslr.in-
do seus bens c suspendendo suas pcnes. Esla me-
dida feria um pouco larde, porque aflirma-sequeos
ollimos aconlecimentos lio ebeios de ameacas para
ella, perlurbaran a razan da rainha mai. Outra
medida tomada por Espartero leve lambem a appro-
vacao dos bomens sensatos. Ordenou o encerrameu-
io de lodos os clubs.
Iloletim de aijotto. O*4 1|-2por cenlo -ubirain
a 100 franc. e73 cent. ; desceram a 98 fr. eOO cent.
liciram a ItHI fr. e 7."i cent.
Os 3 por cenlo subiram a 71 fr. e G.i cent. ; desce-
ram a 70 fr. c75 cent. ; flearam a 7:1 fr. e 90cenl.
Consolidados inglezes subiram a9e 3ii, desce-
rara 921 |i-
Pars 7 de setembro
lora is:ial.nenie fastidioso para mis ambos fallar-
Ihc eu loiisaineule uessas trocas continuas de nota
diplomticas que lera lugar cnlre as potencias da
Europa, para ronseauir-se urna solucao pacifica da
qOestas do Orieole. A Auslria e a l'russia partcn-
larmenle ronlinuam esse siinulai-ro de negociaroes
para ganhar lempo e Iludir a opiniao publica acer-
ca das suas verdadeiras iiilences. Masa Inglaterra
e a l'ianca ja se vao aborrcccudo dessa comedia que
se pretende representar cusa dola-. A animosi-
dade he menor contra a Austria; o que prova, como
cortos bomens polticos pensam, que ella so est a-
guardando um momento favoravcl para voltar-se
coinno.ro contra a Russia, ou rniao que esla poten-
cia lem o talento de suslenlar-se sobre a corda lesa
da diplomacia sem que penda mais para um ladodo
que para outro. S o lempo he que pode provar
qual deslas duas supposicoes he verdadera. Mas
quanto Prussia, hoje conla-se com ella menos do
que nunca. Assim a irrilacao aqu he mui grande
conlra el-rei da Prussia, que dissimula mu pouco
a> suas svmpathias para como scu cunhado Nicolao.
At conlam que ha poneos dias deu-se urna scena
mu viva entre elle e M. de Manleufl'ed, scu primei-
ro ministro, o qual se tem sempre inclinado para a
poltica occidenlal ; scena depois da qual M. de
Manlcnllell dera a sua desbato e seria substituido
por uina pcrsdnagem do partido russo.
O imperador, ao vodar de Biarilz, demorou-sc 3
dias em Pars. No dia scguinle da sua chegada, hou-
ve nos Tuillerias urna recepcao diplomtica. Obscr-
vou-se que todos os ministros dos estados allemaes
foram acolbidos com grande nieta, particularmen-
te os embaixadores de Saxe e da Prussia. Este ulti-
mo, M. de Hat vfeld, lendo-sc aproximado de M.
Drouyn de l.'huys fiara perguular-lhe noticia- do
Oriente, o ministro francez baleu-lhe no hombro e
disse-lbe o -eiilior ministro, n.lo tratemos desle ne-
gocio : se V. Exc. uu quer caminhar comnosco,
enlo a queslo se resolver sobre o Khcuo. i> Estas
palavras circularan! rapidamenle entre lodos os em-
baixadores do corpo il i ploma l ico, e causaran) urna vi-
va i mocan. Todas a noticias que vugam as regies
diplomalicas dao muila consistencia a eslas palavras
do nosso ministro dos negocios eslrangeiros. Fada-se
em transportar sobre o Mosella metade das tropas
que formara o acampamento de Boulogne, at dizem
que se trata de bloquear os porlos prussianosdo Bal-
deo. Mas estas noticias nos parecem prematuras.
Segundo todas as probabilidades, smenle na pri-
mavera prxima he que todas essas graves quosloes
serao decididas. Trala-se de elevar, para esla poca,
o algarismo de nosso exercilo, a 800,000 bomens.
Esle facto suppoem evidentemente urna guerra occi-
denlal. Yunta palavra he sempre as planicies da
Allemanha que as grandes queridas europeas se re-
solvem.
O imperador pardo de Pars a :ll de agoslo, para
ir tomar o commando do acampamento de Boulogue,
c receber a visda de cl-rci dos Bolsas. A entres isla
leve lusar a 2 de setembro, em Calais': o imperador
ao anortar a nio de Leopoldo, tal Ion-Ibe nos (ermos
seguinles :
i Sensor, ha muilo lempo que nao lenho a for-
lunade ver a V. M. ; acho-me um pouco acanhado.
Scnhur, responden Leopoldo, julgo-mc feliz de 1er
occasiao de conheccr a V. M. : ufano-me de apre-
seular-lhe raen lidio.
Os ministros belgas liveram grande repugnancia
em consentir nesla visita : at se oppozeram a que
el-rei Leopoldo fosse a Boulogne : mas o imperador
insisti de lal sorle que a recusa turnou-se impossi-
vel. No dia scguinle, domingo, o imperador, cl-rei
dos Belgas e o duque de Brabante parliram para
Boulogne em carruagem descobcrla : os Ilustres v-
silanles se demoraran) al ti horas da larde; embar-
rar,nn-e n'um vapor belga que os condozio a Os-
lciule.
A's3 leve legar a visita do principe Alberto, com
que o imperador se ronlenloii, na falla da rainha
Victoria que nao quer consoliJar, pela sua presenra,
aalliaura das duas nares.
Depois da lomada de Bomarsund, nao se deu fado
algum importante no Baldeo. Abandonou-sc a idea
de fazer as tropas passar o invern as ilhas de A-
l.ui i que sero bombardeadas, depois de se al I lia
rcra as forlficaees. Suppoe-sc que' he a impossihi-
lidadc de fa/er entrar a Suecia era a nossa allauca,
que Ibera adoplar-ae scmelhanlc deci-o,
No Oriente, ludo parece conjurado roulra nos.
Depois do (bolera que rausou horneis devastarnos
entre as nossas tropas, deu-se um lerrivel incendio
que consumi nma parle dos nossos ananos de vi-
veres e quasi que se comniunica aos pames. Avll-
ate a nossa perda em dez milhes. As carias par-
ticulares apresen tara o exercilo do Oriente n'nm es-
lado deploravel. Apezar das ordens enviadas Ires
vezas de Pars para comecar-se a expedirn da
Crimea, ainda nao se fez nada. N'uma palavra, os
soldados eslao de lal sorle desanimados e enfraque-
cdos cm consequencia dos medouhos eslragos que o
cholera tem feilo as suas fileiras, que nao se acham
em esladnjde emprahenderem umacampanhalonga e
diflicil como a da Crimea. Napoleo esl mui irri-
tado contra o marechal Sr. Arnaud que elle aecusa
de morosidade c de odecsao. Mandou chamar o
general Espnasse para que Ihe flzesse nm relaloriu
fiel do estado do nosso exercilo e da demora da cx-
pedican da Crimea. O imperador asuarda esle re-
latorio para entao decidir a revocacao do marechal
S. Arnand. Indglam para subslilui-lo o novo ma-
rechal de Franja Baraguav dTIillers, que se acha
as boas grecas depois da sua expedicao das ilhas de
Aland.
O cholera vai continuando as suas devastarScs
n'uma parle da Franca : os deparlamcntos do Oesle
al o presente, sao os nicos que tem sido poupados.
Desde o mez de novembro, nunca desapparcrcu
completamente de Pars ; ora forte, ora fraco ; com
ludo n'uma proporcao muilo menos consderavel
que no resto da tranca. Ha aldeias que a epide-
mia deixou completamente desertas. Em alguns
campos o terror lem sido lo grande, que os habi-
tantes recusavam enterrar os morios ; a auloridadc
se vio obrigada a enviar gendarmet para cxecula-
rem es.-a triste tarefa. Em Pars, nolou-se um lacto
mu curioso : depois da recrudescencia do flagedo,
isto he, depois de dous mezes pouco mais ou menos,
as andorinhas desappareceram completamente ;
fizera-se a mesma observado em 18i9. Este facto
parecia dar razio a alguns sabios que julgam que
o cholera be produzido por miasmas derramados as
regifles athmosphercas.
Entretanto, ou que a forra do flagedo se lenha
quebrantado, ou que os mdicos lenham adquerido
mais experiencia, os casos de cora se tornaram mais
frequentcs. Acabam de narrar-me um que nao de-
za de ter origioalidade.
l'm medico foi chamado para ver urna senliora
que manifealava o symplomas mais gravea. Os
mais activos remedios sao empregados, purera in-
tilmente; o mal faz immensos progressos. Urna idea
estraiasante occorre ao espirito do medico ; pee
de parle os lenroes da cama, levanta o adminslra-
lhe com urna energa desesperada.... o que se ad-
ministra, a titulo de correccao.aos meninos travessos
O seulimenlo do medo unido a violencia das panca-
das reanimou a circulaeao, e a doenlc ficou salva.
Depois da minha ultima carta, a situacao da Hes-
panha se modificou muito. O ministerio que al en-
lio parecia arraslar-sc aps o partido revolucionario,
lomou repentinamente a dianleira. Primciramenle
mandou fechar as juntas de salvaban e todas as reu-
nios polticas, a excepcao das reunoes elciloracs ;
e ja era tempo, pois ja eslavam discudndo a depos-
co de Isabel, e quando se traa de discutir estas
materias delicadas, a re perlva adopro esl emineu-
le. A segunda medida era anda mais diflicil de ser
aceita ; era a da partida de Marta Chrislina para
Portugal, e lodava rcalisou-se rompidamente. Com
ludo, para dar urna especie de satisfacao ao povo, o
governo decrctou a suspensao da penso que ella per-
cebe como vuva de Fernando VH,e o sequeslro de
lodos os seus bens al a decisao das corles. Verda-
dc he, que a preseoca de Chrislina em Madrid era
embarazada e um pet igo permanente para o minis-
terio, e por isso era prudente que ella se relirasse.
Por outro lado, conservando-se a realeza, nao se po-
da, sem que se oflendessem os direitns de rainha e
de filha, abrigar Isabel a conservar sua ma, prisio-
nera, exposla as injuriase svingancas do povo, as-
sim como ao escndalo de um julgamcnlo publico.
A partida de Chrislina nao se eflecluou sem algbmas
pedurhares ; at se levanlaram barricadas, mas a
presenca s da guarda nacional foi sufllciente para
faze-lasdesapparecer.sem que se livesse de]deplorar
a menur elluso de sangue.
l'm despacho de Madrid de 3 de setembro annnn-
c)a que Mara Chrislina foi atacadadealienacao men-
tal. Tal vez que o governo mandasse espaldar esse
boalo para aplacar a eflervesrencia popular. Em-
fim, esle faci nao causa admiracAo. As emoees
que Chrislina tem sido obrigada a experimentar des-
de o comeen da insurreicao, em que a sua vida tem
eslado continuamente em perigo, sem duvida de-
vem-lhe ler aderado as faculdades menlacs.
Ella ebesou agora zfla e salva a Portugal com o
duque de Kiancaze escus filhos. Todos os membros
do ultimo ministerio que provocaran) a revolue,ao,
depois de se lerem escondido por muito tempo, alim
de se sublrahirera as vingaoras do povo, retiraram-
se para a fronleira, cada um pelo scu lado.
O imperador furioso em consequencia das demo-
ras as operarnos militares no Oriente, bradou por
varias vezes : nao lenho generaes. Por oulro la-
do, parece que cerlos generaes dizem que o impera-
dor nao sabe cscolher. A 13 de agosto passado, o ge-
neral Pelissier, goveruador de Algeria, dera um ban-
quete a lodos os ofliciaes para celebrar o auniversa-
rio de Napoleo. Depois de ter feilo brindes aos
ofliciaes, elle fez o scguinle : ao triuinpho da guerra
do Oriente que j seria terminada se o imperador
houvcssc querido confiar-m'a.
Desde a revolurao de judio, o diestro da Opera
loruara-sc urna empreza particular. Entre todos os
administradores que o etploraram. M. Verou he o
milco que soube lirar inleresse, em consequencia do
acaso que o gralificou com obras primas, tas como
foherto o )alio,os /litgueiiot*, aJudia, Gitilherine
Tell.Hr. O ultimo director menos feliz ou menos
liabil contrado dividas na quanlia de t2ou 13,000,000
de francos. Inquieto por causa do estado de deca-
dencia em que cahira a nossa primeira scena lyrira,
o imperador se dignou reparar scmclhanle inconve-
niente. Coraccoii por fazer entrar a opera as al-
tribuiroes da lista civil ; como no lempo do primeiro
imperio eda rcslaoraoo.paso'i a-di vida-, orasen an-
do o antigodireclor, como administrador assalariado.
Depois de ler estado fechado por esparo de dous
mezes, a Opera se abri quarta feira passada, na
i besada do imperador. M. Fould que rene agora
s suas funcc/ies de ministro de Eslado, a de direc-
tor de theatro, tomara nesla occasio urna medida
que causou mui viva cmni-o; nao convidara a im-
prensa parisiense para esla solemnidade. Segundo
uina usanra inmemorial, lodos os jornaes lem di-
reilo a duas entradas permanentes e a um snico
especial para todas as primeiras rcprcsenlaciies.
Irritados em consequencia de.semelbanle procedi-
moii lo, os directores de jornaes se reunir,un c deci-
dirara que considerariaiu a Opera, como se nao ex-
islisse, que se absteriam de fallar n'ella nos seus ar-
ligus sobre diestros, e que al eliminarram-lhe o
iiome do programina dos espectculos inserido to-
dos os dias na ultima pagina. Actualmente, todas
as empiezas indiislriacs ou arlisticas vivem cusa
da publicidadc : he necensario fazer annuncios era
grandes caracteres para chamar os concurrentes; he
urna necessidade para imperadores c sallimhancos.
O ministro de Eslado comprehendeu a loucura que
baii,i coinuiolii lo, ese deu pressa em chamar ludos
os d i redores de,jornaes para dizer-llics que se bavia
dado um equivoco, e que quera conservaras cousas
como d'anles.
i biando cu di/ia que M. Fould queria exercer as
foucrocs de Director Ja opera, nao me enganava ;
pois acabo de saber mu facto que prova melhor do
que supposicoes. Um dos privilegios dos directores
de theatro he assignar os hilheles de favor, e esle
privilegio he mui importante n'uma administrado
como a da Opera : he nm meio de adquirir amigos e
protectores, pois ninguem gosla mais de hilheles de
favor do que aquedes que possuera bastante com
que pasar os seus assentos. He nm meio tambera,
quando a pessoa nao he mui honesta, a realisar es-
plendidos beneficios, mandando vender occulla-
menle esses bilhetes que nao devem ser vendidos.
M. Roqueplan, administrador da Opera, he acen-
sado, com alsuraa razio, de pralicar essa industria.
M. Fould; ou para remediar esse abuso, oo para
aproveilar-se das vantagens inherentes distribui-
r o desles bilhetes, mandou chamar ha dias, M.
Roqueplan ao seu gabinete e disse-lbe : Senhor ad-
ministrador, advirlo-lhe que d'hoje em vanle nao as-
signe mais bilhetes de favor (apontaudo para um dos
seus secretarios que ser encarregado desla tarefa.
Entao, Sr. ministro, diz M. Roqueplan alordoado,
devo relirar-me.... He a sua demissao que meof-
ferece, replica M. Fould com vehemencia... Devo
relirar-me... da audiencia, eis o que eu qniz dizer,
Sr. ministro.
Ha lempos um individuo veio [estabelecer-secom
sua mulher n'uma cidade dos suburbios de Pris. co-
ndecida pelas suas opiniSes democrticas. Ao ebe-
gar, comprou um terreno e mandou levautar urna
habitaran encantadora. Este individuo completa-
mente estrauho na cidade, linha um dieor de vida
moi couforiavel; a mulher trajava com inuita ele-
gancia : elle passava urna parte dos dias no cafe.
Dizia-se anligo capilo de (rsala reformado; mas a
sua linguagem cheia de grandes erros grammaticaes
desmenta as suas asserr,oes. Afinal estabeleceu-so
sempre certa intimidade enlre os frequentadores de
um cafe de pequea cidade. Fumando cachimbo ou
charuto, bebendu cerveja e licor, a gente conversa,
passa s confidencias; e o tal pretendido captiao d
fragata acabou por confessar qoe linha feilo .pade da
famosa coospiracan de Boulogne,e que em recompen-
sa dos seus sen i cosido ha via m dado um grao na l'.uar-
dacicil imperial. He o oome queseen a policiaencar-
aada de velar sobre a pessoa do imperador. Todas as
vezes qoe Napoleo sabe estes guardas o segoem a ca-
vado, disfarcados em burguezes; mas o povo de Pa-
ris na sua linguagem pillorcsca e brutal chama a
estes senhoresespinhoes. Pois bem, o homem de
quelhe fallo pardo ha poucos dias para Lyon, e, .ao
partir, disseeiu confidencia a um dos frequentado-
res do caf cem o qual havia conlrahido relames de
amizade, que elle era euviado em mixiao aquella
cidade; que o governo eslava mui inquieto em con-
sequencia doQsvmplomas de agilarao que se iam
manifestando entre os operarios. Estes symplomas
podiam mui bem conincidircom aquel les que se no-
lam algdm lempo enlre os refugiados da Suissa e da
liada. Estes infclizes exilados nio compreheudem
queperdera a sua causa com essas continuas tentad-
vas que aborlam. Pretendem sempre comer o frue-
to antes que esteja maduro.
O gcudarmehe essencialmenle partidaria de Na-
poleo : he um facto que ninguem contesta. Assim,
um dos primeiros actos de Luiz Napoleo. ao subir
ao poder, foi ressuscitar, em Paris, essa insliluiego
que a llestauraco lomara odiosa, e qual a realesa
de judio nunca misara restituir o leu verdadeiro ne-
me. Depois do 2 de dezembro, a Gendarmaria lia
sido o objeclo de todas as solicitudes imperiaes;
augmentou-se-lhe a paga, accumularam-na de ca-
rnhns, cruzes e mcdalhas de honra ; ella he que faz
o sen ico das Tuilerias ; e que deve formar um dos
principaes corpos da guarda imperial. O gendarme
nao he ingrato, e se fosse preciso se deixaria fazer
em polacos por causa do seu imperador. Assim,
ludo quanto dieira a realista e a republicano espe-
cialmente he vigiado e preso, quando nao lem os seus
papis em regra. Um gendarme que nao detesta os
bomens da revolucan de fevereiro, be urna excep-
cao, um phenomeoo. A Bretanha acaba de nos of-
ferecer esta rara euriosidade.
O mez passado, o general Cavaigoac que, depois
da sua volta Francia, procura fazer esquerer as
suas antigs dignidades, percorria a Bretanha, em
companhia de sua mulher. Parara em urna aldeia,
e Mad. Cavaignac desenliara em seu albvm ura
poni de visla que a liuha impretsionado, entretan-
to um gendarme seaproxima do general, e pede-Ido
o passaporte. Saliendo que acba-se em presen-
ca do anligo presidente do poder execotTO, o gen-
darme se desfaz em salisfaedes e brada: general, fi-
que aqui, vou cidade previnir as autoridades, afim
de queV. Exc. seja recebido de urna maneira digna
de sua pessoa. O general rio-se deste arolhimcn-
to a queja nao est acoslumado, c disse a esle be-
nignoagendarme:Deseja leraccesso'.'Cerlamente,
meu general.Pois eulo dou-lhe de consclho que
applaquc esle enthusiasmo ; seria muito mal inter-
pretado pelos seus superiores. Esla simples ob-
servaran permit o que o gendarme refleclisse, e 0
aeneral Cavaignac pode continuar a sua |v iagem sem
que fosse exposto a orna ovarlo que elle eslava Ion-
ge de procurar.
Varias pessoas lem sido victimas ha dias de urna
mvslifiracao bstanle curiosa. Pregoeiros pblicos
passeavam nos bairros populosos, fazendo esle an-
nuncio em alta voz : A morle do imperador Ca Rus-
sia, com ai particulariiadet dos seus crimes para
com seu poco e seu exercilo! cuita apenas um
solao Todos queriam ter o seu excraplar. Em 5 ho-
ras se tinham vendido 50,000 exemptares. I.eva-
va-se o papel aos olhos, e lia-se no frontispicio em
grandes caracteres: Vida t morle de Paulo I, im-
perador da Russia, cita-se uo numero dos '.logrados
um conselheiro da corle imperial, e varios sena-
dores.
lie-le muila tempo que se procura substituir o
vapor por um agente mais simples, e menos dispen-
dioso que o que se empresa actualmente. Se deve-
nios dar crdito ao Monileur, este problema est
prestes a ser resolvido.
- Um tienovez, cujo nome parece destinado a re-
presentar urna nova gloria italiana, o donlor Agos-
inbo Carosio, acaba de fazer urna invencSo que fa-
r urna revolurao no mundo industrial e scienlifico.
Trata-se apenas de desdironisar o vapor pclapplica-
rao da pila hydrodynamica que, segundo a idea de
M. Carosio produz iudefinilavamente a forca moto-
ra. F.is-aqui em que consiste a invetiro.
Como todos os grandes principios, a descoberta de
que fallamos be simples em apparencia.
O apparelho elctrico magntico que M. Carosio
ehamnu pila hydrodynamica he bascada sobre a
(heoria dos equivalentes eleclro-chimicos e sobre u
lei chamada do Foraday, a saber: a crrente elc-
trica he na razao directa da accao chimica, e, por
consqueucia, a clcclricidadeque serve para decompor
um gramma Tagua nos seus dous elementos, gaz,
oxygenio e gaz hydrogeneo, he igual que resulla
da combinarlo de arabos estes gazes, quando se
uera para formar um |gramma d'agua. A prova
evidente e incontestavel desla Iheoria he a pila de
gaz de M. Grove, na qual a quantidade de gaz que
serve para recompor a aguajie exactamente isoal a
que se forma pela decomposir.'io d'agua.
Ha quinze annos. M. Carosio se oceupa da
sua maravilhosa invenrilo; mas obstculos mlti-
plos que coslumam apparecer incvilavelraenlc ua
origem de qualquer grande creacaq, coran para ser-
vir de prova ao nenio e medir a forra da obra, infe-
lizmente haviam retardado |Hir muilo lempo as ex-
periencias decisivas da descoberta de Carosio.
Felizmente, o patriotismo dos Jenovezes nao tar-


DIARIO OE PERMMBUCO, SEGUNDA FEIRA 2 DE OUTUBRO DE 1851
don era vir cm sorcorra dos esbirros perseverantes
do seu compatriota. O auno pausado, orna socia-
dado ann} 111,1, aprovada por um decreto especial
do el-rei lia S,irdcitlui, formou-se como por cucanlo
cm (en iva. e conseguio-se reunir, denlro de mili
poueo lempo, asotana de dous militos de francos
para applicacfto pralica dcsla feliz descoherla. Fui
eolito que M. Carasio, precedido de una recom-
mciidacfio ollicial do governo sardo para todos os
seus agentes cm paizes estrangeiros, se dea pressa
era partir para Londres alira de comrnelter a me-
cnicos e a ensenheiros experimentados a execuro
da sd.i machina.
Foi assim que depois do um anuo das mais feli-
ces experiencias, a primeira machina construida
por conla da sociedad de Genova, sob as ordens
ilo eugenlioiro M. Siemens, estar cm estado de
funecionar em Londres, antes do invern. Na-
poleao, querendo tambem animar a realisarao
leste novo progresso da ciencia decidi que una
machina sciuclhaiile da (orea de varios cavaltos
fosse construida porsua propria cunta, ein l'aris, sob
adirecrSo do general Moriu, no conservatorio das
rlese ofllcios. Assim, os operarios mechanicos(ran-
ete* e ingle/es eslo tratialhando c rivalisando nes-
le mnmeuto, para activar una descoherla scientica
que parece destinada a espantar o mundo pela sua
inimou-a utilidade industrial.
Cousa admiras el esta machina sii consume o que
ella produz pela sua propria forja ; mo he limita-
da pela limitarlo das resistencias ; cmlni.iiu occa-
siono Dem as despezas nem os perigos do com-
buslivcl ', Moni-lcur.
Nao somos bastante Ilustrados para discutir c a-
preciar esta nova inveiirao : esperamos a pralica que
he a nica verdadeira podra de loque. Mas nao se
deve duvidar do secuto que applicou o vapor c a
eleclricidade. N'uma palavra s nos lie dado appro-
var sem restrceaoos governos que protegem com b
sua influencia, com o seu diuheiro particularmenle,
os estoicos dos sabios para sorprender os segredos da
natureza. Se outr'ora elles lvessem lido semelhan-
le iniciativa, aquellequc primeiro descobrio o vapor,
Salomao de Cruz, nao morrena obscuro e miscravel,
n'uma casa de doudos.
:! horas da tarde.
Communicam-me ncsle instante finia carta datada
de Varna a 24 de agosto, e que conlm noticias niui
importantes. A partida dalexpcdirao para Crimea
eslava irrevocavelmente fixada para 30 de agosto.
Tratava-sc'ile embarcar 50,000 homens com o desig-
nio de occuparcn una regiao entre dous rios, a :t
leguas ao Borle do Sebastopol. Protegidos por duas
mil pec.as de arlilharia de 80, os nossos soldados,
com a nmxil.i s costas, com a p as man- deviarn
construir Irinchciras ; linhani-sc embarcado ,000
saceos de areia para defeuderem os trabalhadores.
Assim que as Irinchciras fossem concluidas, o exer-
cilo alliado devia ir bombardear, a 2,000 metros de
distancia, o principal castello que domina Sebasto-
pol. Estando este castelio cm nosso poder, os nos-
sos generaes esperam tomar Sebastopol. Seja qual
for a expedirlo, nao pode serlonga; pois que os
man [intentos sito apaas para vinte dias.
A lomada de Sebastopol seria o saccesso'mais gra-
ve, oque leriaas consequencias mais imporlanles.Sc-
gundo a caria de que lhe fallo, o alaqne devia come-
rar a 8 de setembro : na minln prxima caria,orcis
que lereia felicidadedcdar-Ihc urna grande e exccl-
lentc noticia.
Porto 10 de setembro
Estamos em perfeila calmara a respeilo de novi-
dades, com grande desgolo dos periodiqueiros, que
na falla de alimento apetitoso para a le Ira redon-
da, recorrer ao genero temsaboria, para o nao
chega.
O calor tem sido inmanentemente encommodali-
vo o prejudicial, pois apezar das preces e procisses
de penitencia, a chuva nao apparece, e a secra mata
ludo.
A colheila esl tristissiina e a fomc rfcncipia a ja-
var, o teto com a pobreza.
O vinlio o pouco que escapou aos furores, do Oi-
dium, e-I i pela mxima parle rcduzido a passas.cnm
grande momia dos adoradores do Bacho. No meiu
de todas oslas tristuras, inslalou-sc enlre mis mada-
me iusipidez, que realmente he quizileufa. A vida
e animarlo do Porto foi assaotar os seus arralaos
nas praias da Fox e Lcc,a, onde o nervoso masculillo
c femenino, vai buscar lenitivo aos seus aceessos com
H refrescos nepluiiinos. O episodio do prnjectado
rapio da Fcrr.-irinha, de que na iiiiuha ultima fallei,
na falta de niethor pelisco, foi mellido no curso po-
ltico, onde as capmhas de latir redonda o lm far-
peado ttesapiedadamente. O ridiculo que he o lado
c histoso de todas as cousas rieste mundo, tem Cornea-
do um contigeiile grande, e o mais importante talvcz
para levar o fado a altura de grande aconleci-
menlo I
peior de ludo he, que o indiciado raptor ficou
com lodos os precMcos da tentativa sem apauhar os
pros ; pois coDSta agora que a Ferrcrinha mai por
desforra, vai casar a (ilhacom outro candidato; per-
dendo assim o conde de Saldanlia o jogo por puchar
caria de mais I!
A poltica esta por ora no stalu 17110, porm o pa-
triotismo raheia, e procura applicar-lhe estimulan-
es.
O partido progressista dessidenle, trata de chamar
forma a sua gente, e para isso organisou una coin-
missao central em Lisboa, com as competentes fili.i-
cOes nas provincias; acha com ludosuas diftlrulda-
des, fiorquc o povo nao moslra grande gana de sabir
do seu estado de indiflcrcntsmo.
A opposcilo levanlou agora entra lebre, que mo
sci se ser corrida com xito. Como vi que o Regen
tose nao mostra resolvido a mandar o ministerio ;
missa, tem procurado desacreditado o sordina, c que-
rera que'.mies do prazo legal se declare maior n rci
Pedro V, que so diz deve chegar a Lisboa no dia 1 (.
Parece que ueste sentido ha taes ou quaes rompais
organisados, para desgoslarem o regente, o levarcm-
no por este meio a largar a regencia. Seja como for,
a poltica esta 110 choco, e alguma cousa ha de sabir
. mais dia menos da. A gente dos prejuizos diz que
quando apparece em Lisboa urna grande nolabilida-
dc cantante, ha sempro um acontecimento grande.
Nao sei at que ponto possa ler fundamento eslapre-
venrao, porm he eerto que estando a Slolu. em
Lisboa em 1851, houve um grande successo polilco
cm Portugal ; ora, como vem para Lisboa a grande
Alboni, estrella radiante do mundo artstico, que vem
ganhar dez contos de reis, por iOrecitas, querem por
forra os supersticiosos que alguma noxidade nova se
engendra para apparecer a luz opportunamcnlc. Pe-
la minha parle digo queja nao he pequea r.ovida-
dc, o termos em Portugal o tal Se. Alboni, que tem
. urna calilornia na garganta.
A poltica da vizinha 1). Iberia est vacilante escm
toiro determinada. 0 governo vai annullando o
elemento revolucionario, e procurando tirara ordem
do rabos. Pelo sim e pelo nao, foi promovendo a
dissolucao das juntas, e eslabelecendo oseii poni de
apoio na forra armada,lano na cvica como na mili-
tar. O passoque ltimamente deu,prava que esta
disposto a nao ser instrumento dos homens das bar-
ricadas.
A permanencia da rainha Chrislina cm Madrid era
um perigo constante para ella, c um incentivo para o
estado anormal. U governo depois de ler premuni-
do que ella nao sahiria nem de dia nem de noile de
llespanlia, sem responder pelos seus actos, socegou
assim a exaltado popular ; porm quando achou o
cosejo (dvoravel, fez sahir repenlinamente de Ma-
drid para Portugal, aquella que o povo quera victi-
mar, fazendo-a acompanhar de una boa escolla de
dous regimcnlos de cavallaria, ordenando ao mes-
1110 lempo para atenuar a iiidisposirao que a medida
liia causar, que so (izesse sequclro em todos os bens
que a rainha mii tinha em licspanha, para que as
cortes resolvessem opportiiiamentc oque a tal ras-
pudo cumpria fazer. () grande fim era salvar Maria
Chri-lin.i, e is-o conseguio-se, pois, a estas horas es-
la ella em I isboa, de onde vai para Inglaterra, c do
l para Franca. O povo de Madrid apanhado do
sorpreza, ficou no primeiro momento em pasmacci-
ras, porm os agitadores appareceram, c a scena das
barricadareproduzio-se. O governo moslruu-se fir-
me, achou apoio na guarda nacional, o os Homens
das barricadas liveram de ceder ; sendo os que fo-
ram apandados presos, c suhmellidos a um julga-
mento. Ente successo deu mais forja ao governo,
que principioulogo a adoptar medidas para anuallar
os elementos de exaltarlo, e aproveilou o ensej.) e o
pretexto, para fazer cousas, que sera tal pretexto nao
podetia lazer. O que he j cerlo he, que a revolu-
eao de Hespanha tica inuilo aquemde (oda a espec-
tatva. A cousa desanda, o que liem seconhece pa-
la baixaque se nula no Ihermometro de exaltarn
dosnosos aeitadnres de ca.
Lisboa 14 de setembro.
Terminamos o nono ultimo promptuatio de noti-
cias ruin a palpitante nova da sabida, ou antes via-
jata do celebrrimo ministro da fazenda (FonlesJ que
foi al Coimbra ; pois agora comcraremos com a
participaran nao menos palpitantsima da volta do
sohredilo augeito, a qual leve lugar atravessando o
salso urgeuto a bordo d'um vapor do guerra porlu-
guez; o bota-fora eflectuou-sc na barra da Figoeira;
damos-lho todos estes pormenores de cacaraco, por-
que o hoinem est nos cornos da la; porlanlo he
misler cuidado com elle. Foi Deus servido traze-lo
a salvamento para salvado da sua patria. Que lhc
preste.
Acompanhara S.Ex. oiilracxccllcncia,qucn.o era
nada menos que o formidavel visconde de Nossa Se-
nhora da Luz, que lamhcm he um sabio, 011 sabao,
segundo dizem, valha a verdade. Na opinio do*
correspondenlcs do -Progrcsso, o rapaz Fonlcs nao
foi lamhcm recebido, nem xicloriado em Coimbra,
como esperava ; nem mesmo inspeccionou os Iraha-
Ihos das estradas, nem os cstabclerimenlns da sua
rrparlicao ministerial. Se astim he, o tremendo li-
nanreiron.ro andn bem; inaialienecessario fazer os
descuidos a esla opinin da opposieao; he muilo pro-
vavcl que a opinio ministerial seja oulra, c bem
dilTercnlc, e a razao he obvia, a opposieao tem una
liligua, c a governarao oulra. Qocm ganha na fesla
he a rcspeitavel c sisuda senhora i). Verdade, nter
do Migantes tertius gaudtt; a qual desde que o
mundo lio mundo, fdiga-se de passagem) anda nao
pagou bem a quem a serve. Talvez que este pre-
dicado esleja nas x islas da creacao; quem sabe; por
conseguiule n3o lite fallemos sen3oiub condllione
Iransccndcnlemenlc. Apanhe esle pilo unha,
gosta; olhe como esl dormindo j estamos farlos
de lujar neslas Fonlcs; (lana fonte junta) e nao da
mcllior agua. A proposito de rajar nao julcue que
be alguma exprsalo curriqueira o inconveniente;
quem mal h.'m tiza mal mo cuida, be termo urbano,
c al parlamentar, c tem a auloridade do Sr. Moncho
diguissimo lisral de|saiidc, que continua a limpar c
sujar lodos os porlos havidos o por haver, como lhe
da na cachimonia, o Moacho tem um faro diabli-
co, nunca nos lembramos de sujar, que nos nao
lemhremns de lal apellido; para nos sao expresses
sxnoiiimas, todava se ao Moacho firassem, ou antes
eliminassein a secunda lcltra da primeira Alaba.
Ficava-lhe mesmo a malar; era fallar com mais pre-
cis.lo. A alimaria com esle alafal de nicnns.lieava mais
guapa. Mais ludo islo he npiualivo; lia quera atlir-
me, cpio o fiscal de saudo nao be pesstia capaz de su-
jar, senao o que nSo esl linipo.
Corre por aqu um zuinzum, que tem sua impli-
cancia com o nobre duque de Saldaulia, c entra
tambem nesta adiada o conde de Saldanha, lillio do
mencionado duque; algum jornaes do Porto e 110-
medamenlc o Peridico dot Pobre* ulirou se a S.
E\. o Sr. duque com unhas c ilrntex, pois que diz o
tal peridico : o presidente do conselho de ministros
hflo proceden como cavalleiro, que al agora nao
lem feilo lenao andar fingindo de honrado; que nao
tem nada ditso, cmfim pe o pobre duque pela
111a da amargura. Ora veja, Vmc. o nobre marcchal
Saldanha que al hoje lem passado por homem de
bem, c o publico apenas mordia-lhc nas mil caretas
que tnha feilo e continuara a fazer; pois elle lem
amito presumo para isso, sempre ha milito m lin-
gua neste mundo, c enlao quando c cm que lempo!
quando o veneravel auceSo est Iralando-se, ou cu-
raudo-se pelo syslema de ltaspail. Forte praga he
a da meledicencia. Oh! camphora, s lu podes
salvar o grande rata* europeu. A salvaran desle
paiz depende do seo braro dircito; da sua dctlra,
porque elle duque he o verdadeiro cmela; qoer
uizer o astro radiante,bem''a/.ejo da sua chara patria,
o mensageiro providencial que traz na algiheirado
fardalbao a cornucopia da prosperidade publi-
ca.
U (pie deu motivo a esla resinga, o que assanbou a
papelara do Porlo, que faz opposirao a ingerencia
governaliva ilomoi nobre duque; foi, srgundodizcm
as m.is lingual, urna tentativa de casamento, na qual
enlrnva como plano o rapio da donzella; conseguido
isto, o consorcio lera lugar rom o joven conde de
Saldanha, filho do duque. A sortida lulo leve o ef-
feilo desejado, porque a familia da menina sendo
informada do trama; po/.-se ao fresco, lie escusa-
do dizer-lhe, qae ludo i^lo se fez 011 tentou-sc, |>or
er a lil creatina fuinniua ama lca herdeira ; r
em Portugal, e be pcovavcl que ah acontcea outro
tanlo, he doiitrina Brrenle que una mulher sem
diuheiro nao val a pena; ora o joven conde nao
aveza real cm diuheiro de contado, nem ronza que
o valha; ora lainbem he nina verdade nconcussr.,
que um homem pobre be cousa triste, e um traste
iiuilil; quanto mais 11111 conde a que estado rhe-
gou esla senhora cumpa esto caso que nao be ne-
nhuiia cousa que niela medu, foi um vomitorio para
a opposieao que comeeou a despejar; nio sopor an
dar com vonladc 110 pobre duque, como lamben)
porque a donzella era questao, 011 para melhur d-
zcr, a familia dell.i \\cia muilo d'aquillo com qui-
se cmpralo os meloes.
lie a familia l'erreira da Itcgua bem ronhecida
no Porto, o grande proprietoria 110 sitio cima in-
dicado. A menina que queran) raptar conla ape-
nas doze anuos; nao referiremos as cirriinistancias
que se deram, por seren negocios de bem ponea
polpa, c andar de emola milita calumnia ; he ver-
dade que se deu aquelle fado ; a Icnlaliva do rap-
to ; chegaiii al a dizer que na malla que ia rom-
meller a empreza, ja ia o padre para casar os ra-
pazfc; he lambem verdade, que a familia Ferrera
sendo avisada lempo, pea menina hora reca-
do ; avauro al dizer, que se preparara para repel-
lir a turca cora (orea, dado caso que assim acou-
tecesse.
O Peridico dos Pobres do Porlo, que nao pode
xcr o duque de Saldanha com dous olhos que lera
na cara, varejn o pobre diaho do duque com ar-
lilharia grona, aiedume e mais azedume, animo-
sidade e mais anim.-idade. A calumnia abri u
bocea, era termos mais expressivos escancaron o bo
queiro. e vomitando 0111,1 onchurrada de inentiras.
c nao sabenius que mais; a que mais deu 110 goto,
foi que o duque dera carta branca para se dar
ttulos, conilccorares e mais honraras, e ludo o
mais que fosse possivel, com lauto que se consei;uis
se o piojcdado calamento. Se assim lie, pobre du
que, quera deixar 11 ganden do ronde seu filho bem
conchegado de cama c mesa ; foi mais um desejo
malogrado; e-la falliou. Acontece a muilageste
boa. Coitado do duque; o verdadeiro cmela, se-
cundo diz a genio mais versada noLunario perpe-
tuo.
Terminamos; este artigo, dixendo ou dando loa-
vores a gravidade de alguna jornaes bem pouco-
que lulo se avillaram a queslionar Uei miserias. Fos-
se o que fosse. Ha Iribunacs no paiz. E se por
qualquer coincidencia vies-c a pello fallar cm tal
queslao, convinh.i faze-lo em termes adequados
convenientes; com o decoro e compostura que con-
\em a peasoas aeoslomadas era boa companbia, ou
que nesla conla queiram ser tidos. Nao parlera ao
depois da dgnidade da imprensa, se nao a sabem
manler.
- A propria zombaria senao guarda, o quer que de
drenle perde o vigor; o inesino liro do motejo nao
be cerleiro, se a arma que o dispara nao atina com
o alvo; e para o conseguir he misler colloca-la em
postura adaptada. Demos de mao a esta semsa-
hora matrimonial, que tanlo pasto lem dado ao
mechirico, c ja lana mentira tem espalhado, o que
tanlo mo fez o rapto das sabinas de que falla o
mentiroso Tito-I.ivio no seu lindo palavriado.
A opposirao continua dando para baixo, c bor-
doada de ceg, que be a peior paucadaria que se
coiilicre. Nao ha duvida nenbuma em dizer que o
actual ministerio portuguez he muto rels. Mas
onde arranjar outro mcllior ? do pesso.il condecido
muilo ponen ha que lenlia geilo, do que esl poi
conbecer quem sabe o que saldr Da salvarao da
patria purlugiieza j desesperamos, se Dos por sua
infinita misericordia nao se lembrar della ; mao vai
o necocio ; s elle cora a sua infinita sabeduria pe-
der dar lora a hussula deslc navio velho, que faz
agua por lodosos lados. Assim seja.
O cardial patriarca titiilhcrme que lera ordenado
preces afim tic que baja chuva agrossa e miuda,
bom po de rala e mcllior pao alvo; nao faria mal
se determinasse alguma pralica inystica deprecando
os divinos auxilios para sua patria. Se Dos fosse
amigo delle, talvez se fizesse alguma cousa. Duvi-
damos quo o homem patrareba esteja em graca.
A' vista disto, trate a patria de si: quem quer
ust que lhe custe, diz o dilado, e os ditados sSo a
sahedori.1 do lempo.
J era occasio opportuna de lhe darmns parle
i da cheBada da rainha vuva D. Maria Chrislina (la
reina madre) at defera ser tuna das primeiras no-
vas que lhc dessemos; mas 11,10 se exacerbe Vmc,
quem pi muelle vir quarla e vem a quinta, nao
faz falla que se sinla, diz una lavadeira do uosso
conhecimento, c nos achanios-lhe razao. llem sa-
be o que cusa ser indagador das vidas alhajas.
No dia 9 pela madrugada, desembarcou 1). Mara
Chrislina, acompanhada do ministro Gcrvis, (esle
homem nunca falla em laes casos) conde da Ponte,
e alcaj Italiano, ex-rmbaixador hespanhol, foi-so
hospedar na casa deslc ultimo; aonde a esperava
urna guarda de honra; o regente foi visita-la, e
convidou-a para janlnr em Cintra, mandando-lhe os
trens de sua casa; a rainhi mai accilo o convite ;
tu 110 domingo 10, c voltou na segunda II, para a
habilar.lo que csrolheu. Di/.em que vai para In-
glaterra, e de l ir iixar a sua residencia em
Fraiir_a.
Temos lido a peilo dar-lhc noticia crcamstanca-
da do que vai por Hespanha, e este nosso desejo
cresceu de ponto com os ltimos acontecimenlos d'-
aquelle desdiloso paiz; a nossa correspondencia pois
nao se limita a um noticiario de Portugal; queremos
dar-lhc proporroes mais subidas, e vem a ser, alar-
ga-la com o que vai por toda a pennsula hispnica,
ou anles ibrica; eslaexpres-ao ja he dos livros.e lem
actualidade palpitante como sedil em aranzcljorna-
lslco.Oscorreios nada lera tra/.ido que merecacomen-
tario; sao demissoes, nomcardes, condecorares, f 11-
gait desapoutamentos. Nada mais. Acerca da sa-
'ida de 1). Maria Chrislina j lhe lizemos alguraas
observaj6es c baslam.
Esta senhora de carcter avarcnlo, enredador, in-
triga roiislanlemcnte por habito e neressdade ; me-
re,-o licm o epitelo de sinislra que lhc deram 05
llespanhoes. ConstellarSo milefira que translorna
o andamento dos astros que radian) em torno da sua
orbila; lal he a iiiduxao dess.i senhora c mais pesso-
as suas apanlguadas. Quando vive cm Hespanha
pobre t* desgracade to minislerio que nao vive di-
reetamerite da influencia della; que nao recebe as-
suas nspiraeoes; ora o fogo em que estol se acendem
a luz que as abraza, o poder oculto que as vibra es-
t no Ihesouro; he diuheiro e mais diuheiro.
Pobre Espartero, tao estpido que nao porrebeu,
nao previo que rom lal personacem nada poderia
fazer, porque einlim Chrislina be mai da rainha da
Hespanha e qualquer aclo de violencia ira rompro-
mcltcr a coriVt.j 1 (Ao enredada, o que 11,1o convinha
pelos tristes repollados que acarralara ao paiz a-
inda convalcscenle d'uma iusuiTeieao. Espartero
depois que lhc falln o espirito sanio d'orclha ( l.i-
nage ) nao lornou a dar passo de geilo. 1) venci-
do d'A\acuda he sempre o me-mo; um avcnluroso
c feliz jogador. Nada mais. Darme quando dexia
estar acordada, cae na nardo quando devia concen-
trar e por em aran lodas as potencias da sua energa
rpida e momentnea.
-Nos neeoeioi pblicos quem nao vigiado continuo
he alropelado pela crranle;quem naovela sem des-
canro he arraslado pelo furarao. A vida publica
lem suas pareencas rom o mar agitado, quem nao
sabe, nem lera Torca para goveruar o Icine nao v
an alto, porque succiimbe com o salavanco do pri-
meiro vendaval.
Espartero se livease a boaaa da previdencia, essa
qualidade esscncal a todo aquelle que liver na sua
mao os fios da governarao do estado, se foe hbil
leria indicado a sabida de Hespanha da rainha mai
sem iieuhum dos arlos escandalosos quo liveram lu-
tat nao s para sua deleucao, como para a evasao
que foi bem Irisle c 1 dvez funesta; pobre homem !
nilo ve dos dedos adianto do oariz, como se costuma
dizer, e a Hespanha, a sempre generosa Hespanha
nao hcsila derramar saugue por quem n,lo be, nem
nunca sera rapaz de lhe salisfjzcr as neeessidades
pie anhela, c antev por inslindo, a espada de La-
chan esl ferriigcnla; o afortunado jogador da cam-
panlia da America be o mesmo. O'Doncll he hoje
quem iiillue no gabinete, carcter enrgico e paupr-
rimo estadista nao ha de ser elle de certo que sal-
var a Hespanha. As barricadas que si reconstru-
irn) a sabida da rainha m.l foram derroradas, os
que as guarnecan) perseguidas e encareerados rao
serjulgados por tima commissao;e lodos sabem romo
julgam as roinniissocs cm llaspanha; verdade he
que os jornaes pe lera clemencia; mas o descoco foi
1 (nulo ile sabir da propria milicia nacional a lem-
hraura de se formar ou anles tirar dos membros da-
quella iusliluirao, a sobrediia comnissao de julga-
incuto.
A milicia naeional, que deve ser mea elemento d'"
ordem, urna garanta de soreg e Iranquildadc. ar-
vorada cm conrlaissoes odiosas, danda alimento a
nialquerenra e ranear aos seus ronridadaos. Dos
nao permita que tal acontece. Pobre Hespanha !
anda nao he desla vez que lo has de regenerar.
Pomos lermo a este arrazoado di/cudo que se podi-
am meller no mesmo mcdalbciro o duque de Victo-
ria, e o de Saldanha, cada um 110 seu goslo silo dous
fanfarroes, que sobresaemlovo ao olho menos pers-
picaz. A calaa de Almoster lem duas folhas, e por
isso nao li 1 ile dar nunca golpe fundo. Os dous
soldados velbos quando lurcem o bisode nas horas
Vagas arrolain choco. Saldanha la esl cm Cintra
vendo se consegue concertar a machina, concerlan-
dn-a, calafetando-a com camphora. Espartero tam-
bera nSo he scnlior da sua saudc; padecendo de um
ealarrho na besiga lera horas de dotoTosas allliroes.
1C a medicina torce o carao a lal molestia, queja a-
gora be incuravel no duque de Victoria, e que o
impossibilite de lomar parle mu aturada nos traba-
Ihos da vida publica.
Vollemos .1 II. Maria Chrislina para lhc dizer que
remitlio todas as honras rorrerncnlrs ao seu nasci-
iiienlo e posrao ; preferntlo o Iralamento d'uma se-
nhora partirular com o titulo de condessa de Irc-
inepd.
N.lo se admire dcslcs salios que damos, reiiiiin-
dii 110 mesmo grupo o espadaggO *Ic l.iiehana, o faini
d'Almosler, e a manlilba de Hiansares ; na reir da
Ladra njiinlam us adelas lodos os Irasles vellins i\n
mesmo mostrador ; lomamos aquelle curioso merca-
do para inodello. Ser m.io gusto, 11,100 negamos;
in.is o que quer que lhc faca, he culpa da Sia. D.
correspondencia. O bicho mulher lem rada capri-
cho Conlinucinos cora os uegoclos da Hespanha.
A Irovoada de julho n.lo parou ; (omou porm
novo curso ; as duas facones do partido constitucio-
nal-de que se conipoe o ministerio naacido da in-
siirreieao, disperlou j, c continua o dispertar des-
eoulcntameulos, os jornaes ja o assgttalam ; os ulti-
inos acias que lem pralie.ulo tonlraiiidcaui os fins
e aspiraecs do programla sanguinolento de julho.
Collada da infeliz liarlo despalillla iieiihum dos
rararleres que se pdX a testo do seu destino possue as
qualidades que se quer para dirigir una naciio ;
e que narao e cm que circiinistancias! Eml'nn o
que fr soara.
lie provavcl que nio seja ronsa boa. Podcsscm
estas inforniaces, estas ligeiras noticias servir do
proveilo c de ahuma ntilidade para os estadistas
brasileiros ; nao que ellas os illuslrasscm ; sao mu
desconchavadas para Cssc intuito; todava lulo se ha
de desprezar a olfreuda do pobre por ser mesqui-
nha ; a manobra d'um destacamento pode mui bem
servir e conspirar 110 exilo que corre o grosso do
exercilo.- Os malaventurados successos de Hespa-
nha, a estrellaincerta da pennsula ibrica,aioquie-
tarlo que acalirunba o occidente europeu, cm una
palavra, o destino precario da Europa, ao nosso
ver, tem causas multo elevadas; o destecho de ludo
|Sto sabe Dos o que ha de ser; a anciedade he gc-
ral ; nao s na sociedade europea, senao cm lodo o
genero humano ; o Caucara, a China, a Cefraria
lodos csses grupos da familia humana estilo atonnen-
lados por desejos orciilins, cujo alcance guoram,
mas que nem por isso dalia de ser nolavcl o ca ac-
lerislico aos olho. do lino observador, ngo sendo at
dos mais profundos.
O espirito humano almeja por dcseorlinar novos
liorisonlcs; a familia rhiislaa como a mais adian-
lada da-o bem a entender pelo seu desconsol e
relrahimento. As cousas como eslo mo agradara
a ninguem : mas onde esl 11 norma novissima pela
qual se ha de reger ;i soretladc nasrcnle'.' esle pro-
Idema anda nao foi resolvido.
He vzvcl o (rabalho de depurariio lento, atu-
rado, continuo do chrislianismo, lavra 11111 rumor
surdo cm todos oscoraroes ; a bunianidade fez no-
vas conquistas, gerou neressidades que nao pode
sali-fazer por ora, e instnclvamciile procura o mo-
do como ; Irahalho angustiado, agona cruelissma,
guzo que nao consegue sera primeiro ler gemido u
soflrido muilo. Assim a mulher debalc-se com as
dores d, 1 par inri cao al dar o fruclo estremecido;
enlao descanra, aeraderendo a Dos te la lvrado de
lo grande (ribularao. Acabemos. a sociedade ve-
Ih.i esl pondo lermo an sen deslino ; conclnin a
sua mis-Jo, terminou a parle que lhe impoz a pro-
videncia ; he impotente para crear. A sociedade
nova forceja para se organissr, para indicar os ter-
mos em que ha de se eslahelccer. Anda nao o
conseguio, ella o conseguir. A--ira van o divino
poeta, e o poeta do lempo, proseguindo este na con-
sumadlo da eterna vontade do primeiro. O occi-
dente europea quo tem sido thcalro de lalos estes
fados humanitarios, aonde tem lavrado a sciva fe-
cundante da doitlrina do joven meslre de Nazarelh :
est gasto, perdeu o tino das nos>as cousas; agora
nao traa senao de melhoramenlos materiacs, refo-
rila-se coraos productos da arte. Todas estas mar-
chas e contramarchas n.lo querem dizer nada; her-
deiro de urna grande civlsarao, gozar por longos
e longos anuos da sua rica beranra. Mais nada. As
suas lulas eslercis, esta guerra do Oriente encerram
no fundo o quer que de cslranho c desconhecido
que niniHicm pode prevenir, nem calcular, (loria
eterna ao estadisla braslero, cuja nlelligencia for
tao elevada, cujo lino poltico fr tao sagaz e pro-
vidente, de 13o bom pronto nos negocios da gover-
narao, e destreza nas relactjes exteriores que tire
lodo o partido do estado geral das cousas em pro-
veilo do llrasil; pede-o a posicao geoarapbica desse
paiz, as neeessidades que vai errando, o lirio ins-
linclivo da sua populadlo, c que lhe compete por
ser o berdeiro do povo glorioso da idade media.
A parle do globo appellidada novo mundo en-
rerra em embriao um outro novo mundo espiri-'
lual, bem como dentro do ovo que he anda materia,
oslan os elementos que geram o pinto que ja he vida.
A voz interior esl dizendo, que no llrasil se bao
de realizar as novas rnanisfestares do espirito hu-
mano ; esses novos gratis de iiilurao com que o
homem ercreve a sua existencia no livro da vida.
Couvem pois ests preparado ; assim o lavrador pre-
videnle dispoe as suas Ierras para nova semen-
lera. Nao pern.illem oslimilcs da nossa correspon-
dencia desenvolver com|nia-|largurcza,este assumplo
faremos por locar nelie lodas as vezes que hoiivcr
ensejo.
As circunstancias da pennsula ibrica, a emigra-
cao continua progressiva dos seualiabilantes para o
territorio sul-americano ; o asccdenle que o impe-
rio vai assumindo nos estados daquclla regiao, e
que lhe compete pela alteza do seu destino; pedem,
instilo pela|crearao de tima cadena de literatura pe-
pennsulas ; tratada com toda a elevaran, presrru-
lando as suas fonles, assim romo a historia dos dous
povos cojosangue faz parle da sociedade sul-ame-
riraua ; analizando rom profundeza os seus pro-
durlos inmorlaes; quando mais nao seja pelo me-
nos na rapilal do imperio. Esla lemhranra ttt
fazendo naturalmente a segninlc pcrgunla : quaes
serao os meios mais coherentes, mais proficuos para
dar ao llrazil o grau eminente a que teudem as suas
forras no destino sul-americano f Como consegui-
r esse paiz lornar-se o centro da eivllisarao dessa
parle do globo'* questes silo estas do mais subido
interesse, seja qual for o lado porque se encare, o
alcance polilco deltas he immcuso.
Nos porm tiraremos por aqui aproveitando (oda
c qualquer accasio para enunciar os nossos peusa-
menlos sobre materia de lana gravidade, como he
esla. Nao oinitlircmoao que lambcnvl -nio- me-
ditado sobte a ndole da civilisacilo do norte daeura-
da e a emigraran das familias della para o Brasil,
que se vai tornando notavel.
A pbilosophia allcrrla, os trabalhos da sua exe-
gesc devem ser dudados nessa Ierra pelos homens
competentes ; a erudic.io riquissima e oririgal da
uer.ic.io germnica he nma mina 'fecunda, que pode
vir a ser de muilo presumo ao genio indgena.
Nem se tome este alvte por algum parlo cere-
brino ; assim como os centros do commcrco bras-
lero cempoem-se de porluguezes ; j lambem se
vao formando muitos ncleos da popularlo do nor-
te da curopa, que li.i > de vir a ser oulros tantos cen-
tros de ndu-tri 1 indgena augmentando a familia
brasil ira ; ora so aconselhamos o estudo dos gran-
des modelos da lngoa que fallara os brasileiros.e da
que Ibes fira ni lis prxima pelas nescessidades que
Ibes sao inherentes ; porque nao converiao os eslu-
dos do mesmo|modo ? os grandiosos thesouros da sa-
bedoria allem.la '! assim o u'enio dosul como o do
do homem de ouro; dzem que nao he somenos,
que oshomens de inarniore. Tambem havemos
de ver depois fallaremos. He muilo provavcl que
este Mcndes Leal tenha romposlo algumHomem
de carne e osso ; mas nunca publica as suas pro-
duccocs desle genero. Todos lhc d.lo razao nesla
parle.
Acamara municipal de Lisboa contrado um em-
preslimo com o banco de ccnlo e lanos contos para
fazer um inaladouro ; o banco emprestou-lhos a cin-
co por ccnlo e sem usura nenhuma. Dizem que be
a primeira acr.lo boa que pralira esle banco. Nos
concordamos. Os progressislas dessidentcs continuao
com esforros para salvar a sua patria. Dos os aju-
de. Una querem commissocs as escondidas, querem
trabalhar orriillamente, diaboliramenlc outros que-
rem fazer ludo isso, mas em dia claro pois gostamde
viver cm boa harmona com lodos, assim como Dos
cora os anjos. Sao opinics. O Caslilho esla no
Porlo (rahalhando na propagaco do seu niel luido de
Icitura eos porluenses (em-lhe dado boa hospeda-
gem.
A nossa especlarao agora ho ver se o nobre duque
do Saldanha lira-sc dos seus cuidados e vem a Lis-
boa assislir a entrada do sen rci. Se elle pudor nao
falla, isso I 1 he verdade. Ao fechar do nosso cr-
rete, vamos ver o estado cm que se arham os Iraba-
llms para a recepeao das augustas pcrsunageiis ; o
que houver sabe-lo-ba 110 primeiro paquete que daqui
partir para essa. All liach.
INTERIOR.
urna pistola. Apezar de ser l.lo enorme atlentado
presenciado por algumas pessoas, a perscgucf.o feita
ao assassino fui libia, ou para melliur dizer, quasi
uenhuma; a pulida porm continohu a empregar
todas asdeliecncias para a sua ruptura, procurando
assim supprir a fatal indiSerenca de nossa popularao.
Na sexl.i-feira pelas 4 a.5 horas da larde, sucum-
bi de um ataque apopltico, em menos de um qoar-
to de hora, no lano da ribeira de S. Jos, em a bo-
tica da esquina da ra do Rangel.o meoor Eugenio,
cnoulo, de idade de 7 anuos pouco mais ou menos, o
qual era orphao e viva em campanilla de Joaquina
Bonifacio Pereira,morador naquella freuczia.
Tcndo a irmandade doSenhor Bom Jezns dos Pas-
aos da cidade de Ulinda, ohtdo do Exm presidente
da provincia, por despacho de 21, a adminislrarao
da igreja de >.Senhora do Carmo da mesma cidade,
lomou della posse- judicialmente pela 5 horas da
larde de 7, celebraudo-se nessa oeeaaiBe um Te
Deutn em acrSo de graras, aoqual preccueu um ser-
rallo, pregado pelo Kv. vinario geral, o Dr. Jos An-
tonio Pereira Ibiapina. Consta-nos que a referida
irmandade cuida cm realizar o mais breve possivel
os reparos de que necessila aquella igreja.
No dia ^S reunio-se o cnusellio de direcraoda
companbia de desserameulo do pantano de Olinda c
canalisadiodo ro Bebcrihe, e depois de eleger para
dos na e-lacan do caminho de ferro pelo ceoeral Ko-
qoel, judante de campo do imperador, Mr. Ale-
v.nidie Adam, director do caminho de ferro, c Mr.
llercule Adam, cnsul porluguez.
Urna salva de arlilharia aniiuuciou a rbegada das
reaes pessoas, as quaes foram couduzdas naacar-
ruagens imperiaes ao palacio do imperador, escolla-
dos por um esquadrao de guias.
O re e o deque foram cordialmenle recebidos pe-
lo imperador ao descer da caimanera, e depois de
urna curta entrevista foram couduzidos aos apo-
sentos que lhe estavam destinados.
As duas horas o imperador acompanhado pelo re
de Portugal, pelo duque do Porto, e pessoas de seu
sequilo deram um gjro pelo campo al llouvaull,
depois de urna rpida revista.
As reaes pessoas erara escoltadas por um deatara-
mculo dos crin guardas.
Depois da sua ebegada ao campo, que dista duas
milhas de Bolouha, :),000 a i 000 homens de infan-
laria desfilaram em coulinencia em frente da real
comiliva. O imperador e os seus hospedes visila-
ram os quarles das tropas, e ah o joven monarclia
foi informado da ili-po-ic n e economa do acampa-
mento. Os soldados moslraram-sc muilo salisfeiles
con esla demonslrarao da real benevolenria, e
quando os reaes hospedes sahiram das barracas, c se
seu presidente o Sr. bario de Suassuna, e secretario I dirigiram para as carruagrns, proromperam era ac-
clamacaies. nas quaes toinaram urna parte conspi-
cua os Inglezce presentes, a
l.-se 110 Moniteur Belga oseguinle :
De Oslendc participara cm dala de 3 de sc-
teinbro:
uorle devidamente apreciado pelo genio hrasilico
que anecia por se desembaracar das fachas infanlis,
lhc serviriam de miito.conscguiudo este assimilbar
as forras daquelles pala ineditarao; lulo duvida ne-
nhuin.i cm avanzar que a resultante seria nova c
porlenlota. Pode-se aflirmar sem falla de calculo;
que a emigraran ,lu nrle j vai a par da do sul, e
cada vez crasccr mais ; isto he muilo significativo,
c comprova as nossas asserees; o estudo da civi-
li-ac.m do norte pede seria altcnrao e pelo lempo
adiante nina parle da popularao hrasileira lera o
sanguc daquclla regiao da europa.
O Brazil porm, para se lomar senhor de lodas
cssas riquezas ha de assentar ncsUi clausula; que um
brasilciro que aceite por destino os cerlamcs do es-
pirito deve saber tambem hespanhol c italiano co-
mo a sua lingua porlugucza, quando se olleracer
oradlo (rilaremos do destino desla ultima na vasta
regiao brasilica ; pois aquellas duas deve recorrer
cm raso de neeessidade ; que nao a francesa.
Tornando anda sabedoria germnica, diremos
que nomeada don pensadores allcmfiesj transpoz o
Kheno.parou por sobre o sena, e van) invadindo as
reges do sul. Assaco-lhe desproposilos, atro-
pelam-na cora injurias ; e isso nada mais prava, se-
nao a energa da sua iuvasao. Oala possao as nos-
sas pobres lembrancas adiar ceco no genio desse fa-
mosa paiz ; a ponbamos termo a estas sugestOes
cnigralitlaudo-noscom o seu porvir brilhanlismo.
Tata riam imeiiient.
Ha muilo que nada lhc temos dito sobren com-
raercio dessa provincia cora Portugal ; nao foi, nem
lera sido por esquecimento ; j tivemos momento
opporluno cm que discursamos com particularidadc
sobre os artigas da industria agrcola dessa Ierra em
relac.io a im|iorlae.lo porlugueza ; aponamos as van-
tagens que havia em fazer um Irahalho conscieu-
C0S0 a cerra dos artigos que permulam os dous pai-
zes; nada mais temos por em quanto a acrescentar,
pois subsisten) aiuda as mesmas circunstancias ron-
correudo lodas ellas no luesmo sentido,
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
FERNAMBUCO.
Marantaa'o 20 de setembro 1851.
Desta vez, nao lhe escreveria, se nao fosse o rgido
prendi a queme lenho imposto de nao fallar um
s vapor, sem lhe dirigir, ao menos, um simples
eam primelo.
Ha oito, 011 novo das, d'aqui sahiu o Princeu
Leopoldina, c apesar de que nao seja dos melhorcs
em carreira, todava ser provavcl. que rhegue pri-
meiro do que o S. Saltador ; e en 13o tordo os seus
leitores as noticias da quinzena ultima. Absoluta-
mente fallando, uestes ullimos das, depois da sa-
bida d'aquelle vapor, nada lera occorrido que me-
reca especial mensilo. IIum mez, enlre nos, he
ponro para encher de noticias algumas columnas do
seu eicelleote jornal, quinto mais o curto esparo de
oito das!
Desla vez o rorrespondente da Vniao, mao me
achar de certo, ftil no cocarnic,amenlo das no-
ticias, de que ltimamente tao gaiatameute fallou,
noticias, que se lhe nao chegam ao conhecimento. he
por que o collega, padece mas do que eti da preguica
esse pesado mal, que bordamos com o poicado
do nosso primeiro pai.
No dia sete do crranle, houveo Tedeum, a para-
da e o theatro, que soleinnisaram como sempre o
primeiro dia brasileiro,
Pelo seguyite vapor, dar-l!ie-bci talvez nolicias,
rircuuslariciados das proposlas, do governo provincia
ledenles realis.ie.lo da navegarao a vapor por
lodos os principaes rios, quebauliain a/iossa provin-
cia. Consta, que no Itio se organisar brevemente
urna 011 duas companhias, que lomarao conla d'uma
13o rendosa empreza.
Quanto mira cm nada duvdo que os raplaes de
fora da provincia, venbam realizar essa grande obra
do nosso futuro emgrandeciinento. Siga o governo
os dirtamesde sua razao esclarecida, compenelre-se
do que pode valer o sen patriotismo, em face dos
meios, que tem a sua disposirao, que infalivclrrfenle
parece calar desse marasmo em que jaz a nossa
riquesa publica.
Prosiga S. Etc. nesse patritico empenho, que,
emquanto as benrans dos verdaderos cdadaos o
saiidarem. de nada podem valer os gaidos do estan-
darte ; porque esse respeilo, parodiando ante a
lacran, que clevou Carlos I. ao eadafalso, per-
gunlarei : quando o sol, brilbando, dardeja seus
raios por sobre o eslerco ; se desle, se percebeu in-
fecte ebeiro, de quem a causa? Do sul ou do cs-
tereo
No mesmissimn caso se acha a Estrella, que
como verdadeiro eslerco, nao pode supportar os
raios do mcrcrimenlo sem revolver-so em seu sat-
nico furor sem, como cm fermenlarao fincar de si
infectos aromas quaes os que se presenten) em osseus
nauseabundos pasquius.
O Progresso, d'um modo inexplicavel, parece ir
segundo as pegadas dos Estrellar, em as suas dia-
tribes deriiiidas ao governo. Nute-se c que o Pro-
yrrsso e o Estandarte sao inimigos irreconciliaveis.
Sao as anomalas desla nossa Ierra.
Adens at a primeira.
A alfamlcga renden de 1 15 do crrante mez
20-.88735t.
0 Sr. general Abren e Lima, rcsolveu que se pedisse
a presidencia da provincia, copia de lodos os traba-
lhos por ella mandados fazer em virlude da le pro-
vincial ii.'-' il de 5 de setembro de I sis e mesmo de
alguus anteriores, relativamente aos objedos de que
se encarregon a nova companhia.
Apenas um vapor entrn esta semana cm nosso
porlo, c foi GiquilinUonha, perlenccnle marinha
hrasileira, o qual ebegou de Lisboa no dia 25, com
IS dias de viagera. sem Irazer mala para o, crrete.
Firamos por tanto baldos de noticias da Europa.
Knlraram an lodo 13 cinbarrarocs e sahiram 5.
Kendeu a alfandega (i!l:.>S.5:i rs.
Fallecern) i I pessoas : sendo 8 homens, 8 maille-
ras e l!t prvulos livres; -2 homens, 2 mulheres c
1 prvulo, cscravos.
MAPPA dos docntes tratados no hospital regi-
mentad de Pernambuco, durante o mez de setem-
bro de 18.51.
Quarlcl na
Soledade I."
de oulubro
de 1854.
Somma
1 1
c 3 (Q -2 . p !
3 o 1
I
f. s H ~ a*
w td X z id
115 113 838 \-2\i 8 ~9I
28
Dos fallecidos foram de tubrculos pulmonares,
1 de febre amarella, I de bvdro-percordo, I de va-
rilas confluentes e 1 de alhesc purulenta.
Di: Praxedrs domes de Souzn PHnga,
1" crurgio encarregado.
DIARIO DE PERNAIBUGO.
sgencros que exporta essa provincia para Portugal
11.10 tem -ollndn quebra, nem be provavcl-que tao cedo
o solliam. O assucar, o algodao longo lempo serilo
dous artigos da induslria Pernambucaiia, que em
larga escala serao imporlados por Portugal. As va-
riaees de prero na ronipra ou xenda sao de punca
duraran, quer dizer mais tnstao menos loslo, a es-
tannacao tambem he momentnea; o comniercio
dcslcs dous gneros rouv ida e pode-se dizer que he
vanlajoso. Sobre rouros seceos, salgados e espicha-
dos militara algumas observarnos quo lhe havemos
de fazer cm nielhoroccaso. Trabalhamos por ajun-
lar alguna dados a esle respeilo.
A nova companhia franceza do theatro de I). Fer-
nando j deu comeco as suas rcpresenlares ; por
ora nao lhe diremos nada. Aguardamos. Em quan-
to a S. Carlos, que lie um dos grandes negocios do
publico lisbonense anda nao est dcfinitamenle for-
mada a companhia cantante ;nem tao pouro se pode
contar rom a Alboni; o que for soar e nos daremos
parte ao mando diletante. Os novos emprezarios da
opera lyricatfto de casca grossa. ^
A uovidade, a grande uovidade de cslrondo t^ue
de proposito guanlainos para o lira he a rbegada de
el-rei I). Ped/O V de volta da sua viacem. Tiiiba-se
ornado urna rarangnejola 110 arsenal para receberem
ojnven rci ; depois uiudaram de tencan o eslo ar-
mando um pavilbao no lerreiro to Paco defronteda
nieia laranja. Trabalha-se de dia e de noile, a toda
a pressa. Como temos tene.lo de ir ver a fesla, no
primeiro crrete nao fallaremos cora a relacSo do
que por la virmos, c mais rousas tpic disserem rea*
peilo. A fallara verdade estos anialdiroados minis-
Iros nn lem desculpa nenhuma, o que esliverain a
fazer SS. EEi. al agora ? pois nao podiao ler a
mais lempo resolvido como, ede que monoica se re-
ceberia o moiiarrha? One Irahalho foi esse,e intil
de mais a mais que fizeram no arsenal? Desla vez
merecem tuna boa sova da NacSo. E cntao ella,que
nao costuma perdoar ; uciii perde occasio de por a
lerrcira do sol as manilas dos maulados, dos lber-
dadeirosc nindelciros como Ibes chama ; agora tem
razao. Na espeelalva da ebegada do iuleressante e
real mancebo e ser. augusto i man; lera apparecido
lingua l.lo damnaila que afirma, que o vapor que
conduz os augustos vaganles j 1 fizera signal ; mas
quo fora aviso para que se nao aproximas-,- de bar-
ra em quanto nilo eslivesscm promptos os prepara-
tivos para os receberem. A' ludo isto d lugar a tar-
da lemhranra de um objeclo que devia estar deter-
minado, definitivamente ordenado um mez depois
da sabida) tos reaes mancebos. Veremos e enlao
contaremos. Conversemos sobre nutras cousas ; o
Mendos l.oal rompo/ mu novo drama, com o titulo
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal 29 da .siembro.
Estamos romas novenas de N. S. do Rosario, que
nao Irem -do ms, e domingohavera, segundo dizem
os entendidos, solemne procssilo.
A seguram.a individual continua sem uovidade,
salvo o caso de dous individuos, que brigaram na
Borra da Malla, e que intcniulo ura inspector
de quarteirao com dous guardas para accommoda-
los, elles se viraran) contra -os pacificadores e os lo-
/ iran tic ccete, parliudo anda a grauadeira d'um
dos guardas; foram porm presos, ese acham reco-
lhidos cadeia desta cidade.
Consla-me j ah eslar o Sr. Dr. Lobo, juiz de
direilo nomeudo para cslacomarca; Dos o traga cm
paz. c cora brevidade.
Tenho deixado de lhe noticiar o fado de um furto
de firmas do esrrivao do subdelegado de Nova-Cruz,
porque coulava lhe desse delle nolicia o seu corres-
pondente de Goanninha ; vendo porm seu silencio
cuinprc-Blcdizer-lhe alguma cousa a re-pcim.
Exislia all um Manuel Caliste, casado com urna
filba de Jos Maria da Silvcira, porm nao queren-
do se contentar com a mulher que havia recebido
a face do altar. Indi 1 c manlinha na plira-e da oril.
a Francisca Cmbelina de tal, como sua manceba ; es-
la ou porque abusasse da fraqueza de Caliste, 011
por outro qualquer motivo dirigi suas gracolas
mulher daquelle, c por isso foram chamados a assig-
DH termo da bem viver peranle o juiz de paz, po-
rm urna nio occulla que diriga e^se negocio, fez
lacs colisas que qualro das depois de assignarem o
termo foi eltejulgado quebrado, e processada a mu-
lher, e sem mais formalidade condemnada a .'Mi dids
de prisao, :t mezas de rasa de rorrecc,ao, e 30 mil
res de mulla Ah porm mo foi o mcllior; he que
para tildo isso se servirara do norac do sub delegado
que ha milito se acha na provincia da Psirahiba, c
por elleassiguaram mandados, carta de guia, e at
nlli -io-, sendo o esrrivao o proprio que falsificnu a
firma do seu juiz; ludo isso passaria dcsapercebido,
cerno passam muilos desses fados pelos nossos malos,
porm a mulher requereu habcas-cni pus, foi misler
averiguar o negocio, o cin resultado eala o hora do
esrrivao preso na cadeia de Goiauiiinha,j,i se lhc for-
mando culpa pela sua habilidade. E que tal o es-
crivao que poupa aojuiz o Irahalho de assignar?!
Do io nada nos Irouxe de novo o Tocanlins.
Tildo o mais continua nalteravel.
Saude, c os cujos lhc desejo.
PERWMBL'CO.
RECIPE ODE SETEMKKO DE I83i.
AS (iliOKAS DA TARDE.
HETROSPECTO SEMANAL.
Mais um rapto tuve lugar cm a noile de 23 do
presntete pelas gravea occui rancias de que foi acom-
panhado, (oriiou-sc um pouco extraordinario, c deu
bastante que fallar aos do respelavel publico.
Vallando o raptor ta casa era que havia deposi-
tado a moca, foi encontrado pelo pa desta, o qual,
seguido le mais almimas pessoas, alirou-sc sobre
elle e espaneou-o sotlVivelmeiile, leudo antes ido a
sua casa procura-lo, onde, segundo dizem, eulrou
quasi Torca e desacalou a mai de fainil a, na au-
sencia do ebefe, dando na rasa urna especie de va-
rejo. Es .du pois como um atlentado arrastra ou-
tro Mas, se pela nossa parle lenio-nos pronuncia-
do constantemente rontra os furtos de motas, pre-
vendo que a rouliuuarem como al aqui, leremos de
deplorar maiores desgraras e criiucs, nao poderia-
raos a.ni,1 deixar de pronunciar-nos igualmente con
Ira os desahafos dos oll'endidos, que sao reprovadus
pelas les, ou pelos bous cosluiues.
Fallecen logo no principio da semana um soldado
da suarda nacional dcsla cidade, victima de tuna
maligna que apanhou na parada do dia 7. Em nos-
sft entender nenhuma neeessidade ha de suscitaros
soldados aos tristes successos desta natureza,fazendo-
os^solrer sob uui clima ardente c .por espacode al-
gumas botas cutre o mco dia e as 2 da larde, os
perniciosos inBulos de ura sol abrazador, como he o
nosso em lempo devoran. Rcuuiudoos balalhes
s 5 horas da inanhaa, c fazendoos marchar para o
paleo de palario das 7 al as 8, pode-se muilo bem
concluir una parada as 10 horas do dia ; edc-lc mo-
do ler-sc-h.lo poupado aos suldadqs tis nroiumodos
c fadisas de que a natureza humana mo permitlc
acabruuha-los, fora dos rasos de tima imperiosa ne-
eessidade de serviro. Nao se reiuicm os batalhes
da suarda nacional para os exercicios do domingo as
5, e algumas vezes lambem s i horas da madruga-
da? K sea-sim a niilece. porque 11.111 se bao de dis-
poi as colisas tic manen n lal, tpte se possam concluir
as grandes paradas 110 lempo indicado *.' Tenha era-
hora Ingar o corlejo ura pouco mais tarde, porque
emfira os olciaesque a elle Bsaistem, recolbendo-ae
a palacio, lieam ao abrigo dos raios do sol ; porm
que as marchas cm coulinencia,as salvas ale ron-
cliiam-se, o mais lardar, ale as 1(1 horas da inanhaa,
be o que a huinanidadc c as mesmas conveniencias
sociaes nos parece o exiscniM..
Era a-sassinato baibato foi perpetrado no dia 27,
em Fora de Portas, pelo soldado da companbia lixa
de cavallaria, Antonio Moreira da Silva, na pessoa
de sua propria mulher, a parda Antonia Vernica
dos Prazeres. Dizem que a infelizarhava-sc pejada,
o que todava nao dcloye o braco do desalmado as-
Nissiun, sendo tal o seu furor, que alni de um gol-
pe na cabrea e oolro no braco, deu mais na pobre
victima tres eslocadas com a espada sobre as cosas,e
duas 110 peilo.Cunsiimmado orrime, monteu o par-
verso a cav alio n poz-se em fuga, deixando pela pre-
cipitaran o bnnel e a espada, mas lavando na mo
Chcgou I mu lem dos portes do norte o vapor impe-
rador, Irazendo-nos dalas do Para al 15 do passado,
do Maraado at 20, c do Cear al 23.
Continuavam a nozar de soreg lodas cssas pro-
vincias; c os jornaes que dellas recebemos, quasi
nada conlem que se possa mencionar.
Por portara do Exm. prelado diocesano do Ma-
r.minio, de tl> de agosto prximo passado, fui ele-
vado a cathegnria t|e arcipreslado a comarca ecclesi-
aslca da Therezina, cmquanlo for {capital do Pi-
auhy.
Vindi apparecido a febre amarella na villa da
Granja do Cear, que at o da '.i do pastado achara-
se preservada desse lerrivcl flagello.
Em outro lugar van transcriptas as cartas dos nos-
nos correspondentes do Maranhao e Rio Grande do
Norte, que pelo mesmn vapor recebemos.
Pelo vapor Lasilania entrado hontem deSoulham-
plon, va Lisboa, Madeira, Tenerife o S. Vicente,
recebemos as carias de nossos correspondentes de
Hamburgo, l'aris, Lisboa c Porto trauscriplas cm
outro lugar desta tolha e tambem varias gazetas in-
glczas, franeczas e portugucias, as primeiras e se-
gundas at 8 du mez prximo psssado, as ultimas al
14 do mesmo.
O imperador Nicol io recosoo dar as garantas re-
queridas pela Austria c pela Inglaterra c Franca ;
assegura-se que elle dissera que prefera perder
seu ultimo soldado rombalendo a aceitar jamis
as condices que lhe foram proposlas. Quando esla
rcsposla cbrgou a Vienna, reunio-se logo um con-
selho de gabinete presidido pelo propiio imperador
Francisco Jos, e depois tle ateuma deliberaran de-
cidio-se que a regeirao das garantas nio equi-
vala a um casus bclli rontra a Russia, porm que
a Austria perseverara cm sustentar cssas eondcoes r
mantona sua posiclo neutral at ver qual o rrsul-
I (ado do ataque de Sebastopol pelas potencias al-
| liadas, entretanto o exerrilo de oceuparo ser
i elevado de 30,00!) a 00,00(1 homens.
Fallava-se mais que nunca na expedirn contra
a Crimea, e segundo noticias de Conslantinopla de
2S de agoslo dajyia ella partir no 1" de setembro
prximo passad. O marechal Saint Amaud liaba
publicado urna ordem dizendo que Sebastopol seria
lomado e conservado ruino garanta de paz. A ex-
pedirao roinpe-sede 25,000 Imzlezes, 2t>,(KK) Fran-
cezes c 20,000 Turco. Os navio* de guerra e os
transportes Manidos formara urna esquadra mases-
losa. Ha 100 Yaparas, 303 transportes c 3f> navios
delinha. ? ha anda receios de que a fortaleza nao possa ser
tomada de assallo, a maior conliaura dos alliados
he posla 110 cerco, para o qual levam um grande
material.
Em abono do que deixamos dito transcreveraos
o seguinte paragrapho de urna correspondencia do
Times publicada pelo Jornal do Comniercio de
Lisboa.
L-se nimia correspondencia de Constantino-
pa publicada "pelo 1 mes, que os alliados parece
que n.lo julgara que Sebastopol possa ser vencida
por ura assallo, por. isso que be enorme o Irem de
cerco que conduzera.
Os Russos proruracnn por lodos os meios for-
lficar Sebastopol e os fortes sdjaceutes, por mar e
por Ierra, aonde tem gente, arlilharia e manieSea ;
o correspondente estr.inha que o po-sam fazer por
mar,.mas diz que he voz publica que elles sabem
de Sebastopol, navegando costa a costa, pan se
provrain do que carecem.
ti Em Sebastopol acham-se boje reunidas 100,000
almas e posto um cerco cm regri, dflicilmcnte po-
dero ler m.intmenlos para inuHo lempo, e a pra-
ra ceder pela fome. o '
O Amigo do Soldado, diz que lhe consta o se-
guinte por um canal russo. .
ir Urna parte da grande expedirn dcbaixo to
rniiiinaiidn dos almirantes Dundas e Slopford, rom
23:000 homens a bordo, s ordens de lord Rasl.ui
sabio de Varna no dia 26. O srosso da esquadra
sob o rommando dos almirantes Hauelin c Draul,
e o general Caurobert com 28,000 lrancez.es c 0,000
Turcos devia sihir nos dias 28 e 29. Urna lerceira
divisao, s ordens do almirante Lyons, devia sabir
de Coiislautinopla, nos dias I ou 2 com o mare-
chal Saint Amaud. Os navios que sahiram de Var-
na no dia 2t>, I 011 iran a direcrao do norte.
No Bltico os alliados destruirn! os fortes de Ito-
m 1r-.11 n I c abandonarain a ilba, visto que no estado
de nudez cm que a dcixarara os Russos, no podiam
servr-sc della para pasaar o invern ; cites dirigi-
ram-se sobre liango. mas os Rosaos lizeram a mesma
cousa, destruirn) ludo eretiraram-sa para Abo, on-
de ha nina guarnirao de 15,000 humaos.
O principe Alberto, o re da Blgica c cl-rei de
Portugal visitaram ti|limamcnlc o acampamento tle
Bolonlia em Franca, e estixeram presentes a algu-
mas evolurocs.
O imperador Napoteao dirigi aus soldados desse
acampamento a seguinte proclamadlo :
a Soldados'. Assumindo o commaudo desle exer-
cilo do Norte, nma divisao do qual ha pouco se lor-
nou celebre no llallicn, cu devo ja elogiar-xus, por-
que ha don* meses que supporlacs de bom animo as
fadigas c as privaeoes insep.iraveis de tamaita for-
ra reunida.
A l'urniacao dos campos be o mcllior tyrocinio da
guerra, porque a reproduz fielmente ; porm seria
unprolicu 1, se cada ura de per si nao conhccessc as
razOesque delcrrainain os moviracntos que devem
cxecnlar-se. ,'
L"m exercilo numeroso be obrigado a sttbdivi-
dir-se para poder subsistir, alira de nao escotar 0-
recursus das povoares, e apezar disso deve poder
reunir-se com promptidjo n'unt grande campo de
balalba. lie esla una das primeiras dilliculdades de
um grande ajuularnenln de tropas.
O exercilo, dizia o imperador, que nao pode
reunir as suas difterentcs p irles cm 21 horas, be um
exerrilo mal disposlo.
O nosso orrupa umtrangulo.cujo vrtice he Saint
Oiner, eeuja base se esicndc desde Anihleleuse al
Mtuilreoil. Esle triangulo lem 8 lesnas de base, c 12
de altura, e todas as tropas podem concentrar-te
n'um ponto dado do triangulo dentro de v m le e qua-
lro lloras.
Estes movimentos serao levados.) rffeilo fcilmen-
te se o soldado cstiver habttoadoa marchar ; se con-
duzr sem rusto os seus vveres e'as suas niunices,
se tis cuininandanles dos corpos manliv erem duran-
te a marcha a mais severa disciplina, seas diversas
columnas que marchan! sobre diversas estradas co-
nlieccrem ionio terreno c esliveremsempre emeom-
niunieacao cuite si, c finalmente, se as diferentes
armas uiio se emharararcm ninas s nutras em con-
sequenda do grande numero de cavados e viaturas.
Chegadas as tropas ao sitio indicado, he misler re-
coiihccerain-;e, lomarcm posirao militar e acam-
parem.
He slo que idrsexeciilar. Assim sem fallar nos
combates e nas manobras de tctica, bem vedes co-
mo ludo esta concentrado na arle da guerra, o co-
mo a circumslancia mais simples pode contribuir pa-
ra o resultado geral.
Soldados os generaos experimentados que puz
a vossa frente, e a vossa dedicarlo lomar-me-bao f-
cil o enramando do exercitu do Norte: vos seris
dignos da minha confianza, e se as circumslancia. o
exigirem responderis sem titubearan cbamamento
da patria.
L-se o seguinte no Times de 5 :
S. M. o re de Portugal, c seu rm.in o duque
du Porte, chegaram a Holonna boje (3), ao meio
dia, u'am Irem especial de Pars. Foram recehi-
tt S. M. el-rei I). Pedro V, seo irm.lo o duque
do Porte, e lod a sua comitiva, chegaram esta ma-
nila s 10 horas n'um Irem especial do raminho de
ferro. S. A. R. o conde de F landres, esperava na
eslaro a el-rei de Portugal, que foi conduzido
nas carruagens da corle ao hotel dos banhos.
Depois de haver descancado por algum lempo o
re II. Pedro e seu irmao, foram ouvir missa na
greja parorhial.
Espera-se a cada nstenle o vapor qoe deve con-
duzir para Lisboa os augustos viajantes.
O Sr. bario de Paiva, ministro de Portugal em
Pars, o Sr. barao de Terwagne, cnsul geral em
Antuerpia, e o Sr. Duelos, vice-eonsul em Oslettdt,
esperavam igualmente S. e A. naestarJo. Acont-
panhav in S. M. o visconde de Seixal, iniuislro de
Portugal em Bruxellas, o tciieule general Dupout c
o coronel Vaudebarch. u
Em 4, escrevem de Ostende no mesmo jornal:
a Pelas 8 horas e nieia da larde eulrou rio nosso
Porlo o vapor porluguez Mindelto, para conduzir
a Lisboa S. M. o Sr. D. Pedro V, o duque do Porto
c a sua comiliva.
Hontem bouve um grande hanqiele na corte;
assistio o rei de Portugal, seu irmo o duque do
Porte, e as pesoas qne os acompanham, os minis-
tros de Portugal nas corles de Paria e de Bruxellas,
e o consol geral porluuuez em Antuerpia.
Esta inanhaa, t 4 horas, o rei de Portugal e o
duque du Porto, e teda a sua comitiva pjrtiram
n'um Irem especial do caminho de ferro para Bo-
louha a fira de assislircm s manobras que ahi de-
vem ler lugar. Julga-se que S. M. estera de volta
a Ostende. depois deamauhaa (6), e embarcar lo-
go directamente para Lisboa, n
Em Hespanha havia socego, bem qoe em algumas
provincias leuham havido movimentoseni favor do
conde de Monlemolim.
Comerava a Iralar-se activamente das prxima*
eleiroes, fallando-se ja em varias candidaturas, e
propondo-sc algumas nos jornaes.
Diz um jornal de Barcelona, que o Sr. Mador, ao-
vernadar civil, de accordo com demais autoridades
de Barcelona e a junte cousulteliva da mesma cidade
dirigiram ao governo urna expsito, pedindoque se
indique a D. Maria Chrislina,para lugar da sua re-
sidencia os Estados-l'nidos, cm vez di Franca, ou
da Inglaterra, visto a influencia que pode ler 00a
negocios de Hespanha.
Dizem as fallas aotograplias, qoe o Sr. Pacheco
salara do minislerio dos estrangeiros paraseenesrre-
gar de urna mis-fio diplomtica.
Apresenlou-se i rainha urna commissao para Iba
parlecipar o projecto de erigir urna estatua ao gene-
ral S. Miguel, e rogando au mesmo lempo a S. M.
se diguasse lomar parle na snbscripcio aberla para
cssc fim. A rainha respondeu cm termos mui li-
sonjeiros para a commissao, para o general S. Mi-
guel, e para o povo de Madrid, dizendo que se nao
fosse tilo apurado o estado du sen .tbesnuro, ella s
lomara a seu cargo a construccao do referido monu-
mento.
L-se nas folhas aulographas o seguinte :
n Razoes de alta cov emenda e motivos polticos,
que serao melbor avahados em Hespanha, qoe em
parle alguma, resolvern) el-rei D. Pedro de Portu-
gal por lermo a sua viagem, renunciando sua ida a
Pars. S. M. rhegon no dia 1 de setembro a Viviera
( Belsca ) de caminho para Ostende, onde embarca-
ra sem demora para Lisboa. Estas noticias forera
traiismillidas por nina pessoa respelavel de Bruxel-
las, era data tle 1 do corrate mez.
O general S. Miguel foi agrariado com graa-croz
da ordem tle Carlos III, livre de qaaesquer despe-
zas pelos serviros que presten romo presidente da
junta de Salvarlo de Madrid.
Omarqoezdc Perales, D. Luiz Lagasli, e o ge-
neral Dulce foram agraciados igualmente com a graa
cruz de Carlos III.
Os governadorescivis (te Barceloua a Alicante,
os Sr-. Madoz e Gonzalrs iiiiiiaiio fosara agraciados
com a sraa-cruz de Isabel a atholira, pelos serviros
que tem prestado no meio da epidemia, que affiige
aquelles povos.
O gnveruo delcrmiuou nao prover na classe dos
ofiiciaes ceueracs, senao um por cadr tras que fi-
quem xagos por ser excessivo o numero dos ofliciaes
generaes existentes.
O Ministerio belga demittio-se
Eis como a Independencia Belga de 27, d conla
dcste sucesso.
Todos os membros da gabinete enviaram sexta
fera a sua demissao ao rci que. era esperado hon-
tem janle era Bruxellas, de volla de Oslendc.
i Eis oquejulsamos opporluno dizer a esle res-
peilo.
tt Tcrca-feira passada Mrs. Liedla e Piercol vie-
rain d'Ostcnde para assislir atim conselho de minis-
tros no qual a diroissao eventual foi discutida calo-
rosamente. M. Lisdts parti depois para Ostende e
Mr. Piercol ficou em Bruxellas.
tt Scxla-feira de nianh.i Mr. de Brouckere, minis-
tro dos negocios estrangeiros ronvocou lodos os seus
collesjs para um novo conselho, reunido depois de
jautar. M. de llrouclvcre insislo na neeessidade do
urna demissao inimcdiala e collectiva. Esla opiniao
prevaleccu c nessa mesma larde todos os ministros
enviaram a sua demissao a S. M.
O mesmo jornal discorrendo no seu numero tle
28 acerca dos motivos que podaran) ler dado losar
demissao do ministerio, diz que cotria que em pri-
meiro lugar (ora a questao da instruccAo religiosa,
cm que os bispos e o partido clerical pretenden)
ler grande influencia, depois a questao de beneficen-
cia cm que sao tambem exageradas as perteneces do
partido clerical.
A respeilo do Egxplo, India e Persia, eis o que'se
l no Jornal doCommercio de Lisboa :
Said Pacha embarcou para Couslaulinopla no
dia 12 desle mez, no mesmo vapor que trooxera Fe-
rid EOendi, portador do beral d'iuveslidura.
c S. A. vai acompanhado nicamente por Mclie-
met All seu irmao, Talal Bey seu divn Eflendi, e
Kouig Be\, wu secretario.
tt Avaliou-se em 20 mlhoes de piastras, alrn dos
presentes, as so 111 mas que, con forme a pralica csta-
belecida enlre a Porta e os seus feudatarios,ouovo vi-
ce-rci leva para Conslanliuopla como tributo de re-
conhecimento da sua realeza. A terca parte desla "
somma foi dada pela familia de Said Pacha e princi-
paes funrcionarios, e o resto foi adiautado pete cor-
po do coinmerrio de Alexandria.
tt Anles de partir, o vice-rei nonicoii um conselho
de governo, a cujo carao lica a admiiiistrac.lo do
paiz. Esle conselho coraposlo dos ministros e dos
qualro principes da familia, he presidido por A'hmed
Pacha, lilho mais velho de Ibrahim Pacha, e hoje
berdeiro prasumplivo. O paiz esl perfeitamenle
tranquillo.
As noticias da Persia confirman) os enredos e in-
trigas da Russia ueste paiz. Os leitores j sabem
que por insinuacoes dos senles russos, urna divisan
:rsa devia dirigir-se a Mcxv para aterrar o rei de
okara c affasla-lu da allianra iugleza. Parece que
esta exigencia da Russia leve o desojado resaltado.
11 Alcrrado rom a aproximarap das tropas persas,
que o.ln erara menos tle 20,000 homens, cora bstan-
le arlilharia, aquelle monarcha mandn emissarios
a Tehern, cncarregados dcapresentar a sua adheso
polilica.de que a Persia se tornou um instrumento
ceg. O procedimenlo do rei de Bokara parece que
sera imitado pelos cheles de Candahar, e por Sirdar-
Siiliao-Mahomcd, Khan de Cahuul, que vio adherir
allianra do shab da Persia.
O Khan de Khiva, be o nico que at agora lem
resistido s intrigas e s amearas, posto qoe seja o
que est mais directamente exposto sinvasoes da Per-
sia e da RiiHi.,.
tt O correspondente do jornal donde exlrahimos es-
ta noticia, est persuadido de que esta coalisae nao
deve causar recri algum aus Ingieres, drverem iu-
vadidos pelos Russos osseus dominios da India.
Semclhanle erapreza seria urna rematada loucu-
ra,c emS. Pelersburgo nao se pensa em levar avan-
te ura tal projecto.
11 Porm se os Inglczrs nao devem rereiar urna in-
vasau, be cerlo que a llassia nao pouparia meio al-
gum para Ibes cansar lodo o damno que poder. As
suas intrigas j rhcgarm a um resultado pouco satis-
factorio para a India Britnica.
O intento da Russia ho evidentemente agitar as
popular, ir-111 us-11 Imanas su je i I asan dominio ingtezan
Oeste d'o seu imperio na ludia. Neste ponto talvez
os Russos losrcm o seu intento.
O mesmo peridico resumindu as noticias dos Es-
li

* r
1
1
V
tedas-Unidos, diz o seguinte :
? Os partidos politiros da Unio romeram j a tra-
balhar na eleirao para a presidencia da repblica.
o <)s nenies que andam mais em voga, sao o do ge-
neral Scoll e de M. Bell, da Transxlvauia.
a O .Vir-For* Herald rea>mmend*om mato
empenho a candidatura do general Scoll, de quem
diz que he o hroe do exercilo americano.
O general foi competidor do actual presidente
Pcrce, o qual o venceu por urna grande materia.
a M. Bell perlence ao partido Whig, e tei minis-
tro da guerra durante a presidencia do general Har-
risou.
a He homem de grande talento, e tem grande in-
fluencia no seu partida.
Os Whigs .lo os qoe ma empenbados andar
na Inte, por iss que foranr4eri otados nas nli
^


OIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNfi FEIRA 2 DE OUTUBRO Ut 1854.
t).
\ r
i
*
cleirws. Todava csles preparativos sao anda pre-
maturos.
A nome.ir.in do general 1). Jos de la Conchi
P"i ognvern da illia de Cun, rausou grande sen-
sarao no minie! i poltico da linio.
< Cmtrrier dos"Eslados-Unido, diz que nineuem
podia ser roelhor acolliido pelos habitantes de Cuba,
porque fui geral o sentimento da sua demissao.
a O mesmo jornal ilit.qoeo general Concha oa
la calima do povo americano, apoiar do lerrivel
cxemplo que foi obrjgado a dar por occasio da inva-
so de Lopes.
Em Londres o consolidados fiearam de 91 7i8 a
..: o rundas brasileiros a 101 ,', ; os mexicanos, de
2> aij 1|8 ; e os hollndose* a 62 l|2.

/
Srs. fedactores.Nao me ju!to obligado a
i ?*P''caCes |ielas folhas publicas das operacocs
da Ihesouraria provincial, principalmenle quando
eslivcrem ellas dcmonslradas por documentos olli-
ciacs j aceilos pelo governo e pela assembla como
regalaros e exarlos; mas qnando a islo me resol-
vesse nao o fazia quando fosse|provocado por quein,
le mi f, ccom o (ira calculado de desconcciluar o
governo c a mira, me consideras-e em erro, e pro-
cedendo de urna mancira menos digna dn meu ca-
rcter e probidade. Neste proposito cu nao respon-
dera as aecusaces que me flzeram nos Liberan
ns. 385 e 587, so nao viste que nao estando no al-
cance de todos o conhccimeulo dos falsos dados c
asserrOes iuexaclas em que se fundara cssas aecusa-
coea, poderiam ellas ser acreditadas scmlo nesta
provincia onde sito bem conhecidos os senlmrcs do
Liberal, ao menos fra della ; e |ior isso direi al-
guma cuusa quanto baste para mostrar a sem razao
e o nenhiim fundamento com que se calumnia a
administraran da provincia.
Qnerendo o Liberal provar que na demonslrarao
do dficit da Ihesouraria, que acnmpanlia o relato-
rio do Exm. presidente da provincia aprescnlado a
asscmbla provincial na sua sessao extraordinaria,
liavia urna duplcala de despera sob a denominadlo
de fundo de reserva, deram existencia a una raixa
de empreslimo em que devia existir este fundo, c
suppondo-o gasto com o pasamento das despezas do
exercicio torrente, nao concedem que entre elle
nessa demonstraran, porque leudo tatnbcm entrado
nidia toda despeza em o abale da que suppozoram
paga por esle fundo, seria islo bastante para que
ficante elle comprehendido no defin. Seria islo
assim, e havera exaclidflo nesta demonstraran do
Liberal, se existisse esta caixa de cmprcslimo", con-
leado o rundo de reserva, e se este fundo nao fi-
zsso parle da receita aunua. Para, pois, mostrar que
o Liberal osla ora erro basta que se diga, que essa
caixa nunca existi, e nem existe, e que o fundo de
reserva, fazendo parle do saldo annuo, como o sal-
do de um exercicio he um dos arligos de receita do
exercicio seguiute, esle fundo entra na rereila de
cada anno, e serve para auxiliar a despeza dos pri-
meros semestres, em consequencia de se arrecadar
nelles urna renda muito menor do que se arrecada
nos segundos. He pois o fundo de reserva umn
receita necessaria e indispensavel, um excedente
sobre a receita precisa para fazer face a despeza de-
cretada e extraordinaria que occorrer dentro do
exercicio, he em fim um saldo j_ue acompanha lodos
os exercicios, que pode ser casto no primeiro se-
mestre, mas que deve reapparecer pela renda do se-
gundo. Tudo islo est inais que evidente pela de-
monstrado era quesUo. Por ella se ve que a
receila oreada com o saldo do exercicio prximo
findo, que conlin o fundo de reserva, importa em
874:2788000, que a despeza decretada e a extraor-
dinaria sommam 1 ,202:7895042, que adilTereiirados-
>a despeza para a receita he de 328:5115012, eque
se fosse este o dficit, nina vez cuberto por um cr-
dito supplemcntar, no lim do exercicio nada sobra-
ra, nao havera o fundo preciso para fazer face a
despeza do primoVo semestre do exercicio prximo
vindouro; porlanlo esle dficit deve ser aucmenla-
do desse fuudu, que est calculado em 102:0003000.
Tenho dilo quanto hasta para mostrar que na de-
monstrar* de que trato nSo houve duplcala de
despeza, e por isso ficar destruida a accusae,ao que
molivon esla duplcala.
Con esla arcusar.no he a de se ler excedido sem
auloriscao legal as consignaeftes do arl. 12, e do
4. do arl. 17 da le do orramenlo vsenle. Nao
he islo exacto, e nem era po.'sivel que principiando
o exercicio crrante em julho prximo lindo j se
livesse gasto com obras publicas 2:11:0009000. Se
os nitores do Liberal liraram esla liaran da de-
monstrarn do delicii. tiraram-a mal, pois, urlla
nao se diste que essas consignares j se achavam
excedidas. Os exces;os all mencionados sao co-
nhecidos porque eonhecida he a despeza que se lem
de fazer, e nenttoma irregulandade se commclleu
levando-os ao conhecimenlo da asscmbla para no-
tar o crdito que se faza preciso.
Paro aqu, Srs. redactores, pcdindo-lhcs o obse-
quio de imprimir na sua cooceitnada follia estas
puncas India, do que Ibes licar mu lo obrisado
Jos Pedro da Silva.
Por estar adianlado o traballio nao foi publicada
a 30 dopassado a correspondencia cima do Sr. Jo-
ta Pedro da Silva, que nos foi entregue a 29 do
mesmo raez. Os Bedartores.
mwnMs A PEDIDO.
N
Ao publico.
Em nddiamento .i publicacao, que fez o Sr. Jos
l>ias da Silva, de um requerimenlo de Joaqum da
Silva Moiirao, e da res-posta que elle dera, pede-se a
publicacao da replica de Aloman, em refulacao d>s-
sa resposla.
Joaqum da Silva Mouclo, precisa a bem de seu
direito, que o escrvao Molla, revendo os autos de
execaca do supplicanle, contra o seu devednr Jos
Das da Suva. Hiede por cerlidao o theor da repli-
ca feila pelo supplicanle. na resposla dada pelo sup-
plicado, em que se oppnnha o momo supplcado ao
levantameuto do dinlicirn penhorado pelo suppli-
eaule, sob a lianra de Paulo Jos domes, Indo oque
constar em termos que Tara fe : por tanto :\V. V.S.
Illm. Sr. Dr. juiz de direito da primeira vara do ci-
vel, assim o delira. E. II. M.
Paste Kccife 28 de setembro de 1835.
a ManoelJosi da Molla, cscrivao cilaiicio dojuizo
do cir.el e commercio, desta ridade do Iterife,
por S. SI. I. e C.,o Sr. D. Pedro II., ai/uem
Dtot guarde, ele.
Certifico que revendo os .nulos de cxeciirao por
traslado, entre parte exequenle Joaqun da Silva
MoiirSo, e executado Jos l)ias da Silva e sua mu-
llier, delle consta ser o Iheor da replica pedida por
rerlidao na pelicio rclro da forma, modo e maneira
setruinle :
l Ulna. Sr. I)r. juiz de direito do rivcl : Joaqum
da Silva MourSo, espera o defcrimenlo favoravel de
sea reqoerimeuto, a despcilo da opposir.lo do exe-
cutado Jos l)ias da Silva, visto ver esta caprichosa,
injusta e contraria a lei. Sao improcedentes dessa
opposi^ao, porque osbens e seos rendimeutos foram
penhorados, e nao exislem sequeslrados, como diz o
o executado, c as execuces.havendo dinheirn', po-
de o exequenle levan(a-lo, medanle urna lianra,
Jijando meimo tenham sido rerebdos os embarcos
o executado : Pereira c Souza, notas 887. A nica
formalidade que exise a le, consiste na presta-
rao da flanea. Por tanto o levantamento do dinhei-
ro pedido pelo supplicanle, nSo importar uina prc-
tcrirau da ordem do proce-so, ou da exeeucao, e nem
tambera um pasamento forrado no sentido em que
falla o executado : ynaiitoai quarlo hit este repel-
lido tela legislara, e opp<>slo a razao, sendo que
realnieulc admira, que nesta ridade se anime o exe-
ruladn, depois de tantas -enlenra- que o couderana-
r.un, a dizer ands,que nao deve ao exequenle Sua
simples allegarlo nAo pode, inulilisar assenlencas
destejui*, e os accordaos da relato.
Diz em quinto losar o executado, que o suppli-
canle nlo pode pagar-sc da sua divida, pela forma
porque pretende, porque elleexeculado he fallido, e
obleve prazo de seus credores. Esle fundamento
larabem nao procede, u3o sii porque, atiesado na
execurao, foi desprendo, sendo que de maneira al-
suina inlerveio i. supplicanle em qualquer conchavo
de alsuos creilores, para com 6 devedor Jos Dias.
o qual muito trabalhu para que elle nao enlra-se na
lista dos credores. como porque nao ha muilos dias
foi a prara do juiz i municipal da segunda vara, una
casa do inesino execulado, por execurao de sua ere-
dora l). Alaria Puraes, que alias bavia astignado a
concordata, sem que de esta se prevalecesse o sup-
plcado, ou qualquer de seus credores para ob-(ar a
arremalaco, queso eflecluou ; assimeomo lem tara
bera oulrospromovido excruroes conlrao mesmo ex-
ecutado, que a nenhoma dellas se lem opposlo com
o fuudaineiito que aprsenla contra u nipplirante,
do que se evidencia o seu capricho injusli^a, contra
este.
Quanto ao iillinio fundamento be elle disno de
desprezo, por que Paulo Jos Gomes, fiador ollcreci-
do, he eslabelecido nesla ridade, onde lem algumas
propriedades, todas livres e deseinbaraeadas. He
pcssna de bous coslumes, c muito eonhecida nesta
inesma cidade. Contra elle nao aprsenla oexecu-
tndu um faci s quer, cii apoio de sua aserro, de
que o fiador nao ofterece a menor saraula. Assim
o olfereccise o executado *
Fclizincnle a adniisto do fiador nHo csli'depen-
dcnle da vonlade caprichosa do execulado ; porqnan-
tu pode ser approvado pelo juiz, a despcilo da falla
de asentimenlo di parle ; Maraes, de execurao, l-
vro sexto, cap. 10 n. 9.
Nesle juizo existem acrr.es promovidas por essse
Paulo Jos (lomes, j para rohraura de aluguercs, ja
para despejos, e outms sohre limites de sitios, o que
ludo prova ler elle bem mais que siillicientes para
garantir o supplicanle.
Nestcs lermos he de justira, c elle espera o defe-
rimento de seu requerimenlo. Espera receber merc.
Advogado Fomccu.
E mawe nao conliuha e nem outra colisa se dc-
elarava em dita replica pedida por cerlidlo, a qual
vai aqu bem o fielmente transcripta c copiada dos
proprios auto', aos quaes me reporto ; e xai esta na
verdade sem causa que do vida faca, conferida e con-
certada, subscripta c atsiguada, nesta cidade do Ite-
cfe, capllal de Pernambuco, aos 28 dias do mez de
selenibiu do anno do nascinenlo de Noss.i Senhor
Jess Christo de 18.">1, trigsimo terceiro da inde-
Pndeeia do imperio do Brasil. Subscrcveu e assig-
nou.
Km f de verdade, o escrvao, Manuel Jos da
Molla, j,
A maledicencia antes do (acto ; a calumnia, o
cynismo e a petulancia depois do tacto.
ATTENCAO.
(luaiido resoou a noticia da convotMll exlraordi-
uara daassemblca provincial, a maledicencia crgucu
o coto, levautou as orelhas, abri a bocea, e com
denles arreganhados, disse queoExra. presidente
da provincia convocara a -semblen para dar imlem-
nisacao aos arrematantes das estradas, Iralar da em-
pieza Aura-Duarle, e arraujar os seus predilectos.
Taes forara os vaticinios da maledicencia antes do
fado.
Ahre-se a assetnblea provincial, e o relaloro da
presidencia nos annuiicia 09 Ires motivos que o obri-
gou a reunir extraordinariamente os esrolluilos da
provincia. Reparar e continuar as obras, acudir
empreu da estrada ule ferro, c Iralar de fundar um
intrnalo, ninsuem dexou de recouhecer que eram
qiiesties mui transcendentes o momcnlosas.... En-
lao a maledicencia, como que frula de raio, abaleu
as orelhas, cerrou os denles, fechou a bocea, encnlbeu
as unhas, e enliou !..
Era necessario dejamuar-se : masque arsumenlos
havia ella de apreseniar contra os tpicos esmngado-
res do relatarlo? (Juera soinenle sabe maldizcr, nao
sabe arsumeular ; quera menle, nao pude ser acre-
dilado, c sollre a dr do desmentido. A maledicen-
cia, pois, incubou-sc, para no fim de poucos das de
iurubarao, c depois d helo, transformar-te em ca-
lumnia, rxnisiu c petulancia, que sao as armas fa-
voritas ilos diffatnadnret de profissao.
A calumnia, ja petulancia e o cvuismo lancaram
as horas ao relatorin, c depois de o amarrotarem e
lambuzarem de baba pecouienta, aiTaiirarara-lhe o
orramenlo annexo, para fazercm delle um carlaz de
improperios. Nao se pode ler com iinpassibilidadco
que lemescripto a petulancia e o rxnismo; mas in-
felizmente he necessario repeli-lo o rominenta-lo
para desenganu da popularan incauta : pois que a
gente pensaule e reflerlida ja lera escarnecido dos
if[amadores de profi-sao.
A calamidade da cheia Irnuxc a pos si urna grande
destruirlo das obras provinciae*, cujos reparos fo-
ram oreados em 2.11 riiosyll I res. (I pagamento do
armamento do ror|H> de polica no valor de tti:00O?;
o subsidio dos depulados na sessao extraordinaria, no
valor de 2::t1:l5997 rcis ; a iudemnisacao provavcl
aos ai-ieiu.liantes, por causa dos estragos da cheia,
no valor de (i: 1575101 ris ; e, finalmente, a quautia
de 31:0629461 ris, que excede a cnnsignarSo do
art. 12 da lei do orcamenlo vigcnle, sao pa'rcellas
que monlaram 27l:5tilp9l9, e com as quaes seno
calculou quando se tixou a despeza ordinaria na
quantia de 911:593)419 ri<.
Convocando o presidente da provincia a asscmbla
para o fim de solicitar um remedio a csse eiceato de
despeza nao previsla, mostrea mui sucrinlanienle
em que consista elle, fazendo ao mesmo lempo sen-
tir a necessidade de se rever a lei do erfaincnlo vi-
gente, que apenas ilecrelou uina receila de 7IT:^Ts-
para fazer face i despeza ordinaria le 9li:59:.;>i,()
rs., que de cerlo alo poda anegar para a extraor-
dinaria evenlual, a qual era proveniente da calami-
dade porque searabava de pastar,c que a assemblra
nao poda adevinhar.
Nada mais simples, nada mais nalural. nada mais
licito. Entretanto, desl.i tiogela operaco. esbozada
na presenca da assembla, a nilumnia. o rynismo e
a petulancia saccaram pretextos pira insultar desa-
bridamente a primeira eutoridade da provincia, c o
inspector da Ihesouraria provincial, usando, nao de
argumentos capciosos que podessem desvirtuar .a
verdade: mas sim de resaleirires lo torpes e ver-
gonbosas, que mais revelan! o avillanieulo do que a
crassa'isnoianria dos calumniadores de pro/i*siio.
A calumnia, a pelulanria e o ci/nismo atiesaran)
no sen libello famoso :i/uc lie para rer o desplan-
te com i/ue o Sr. Jos lenlo disse no seu relaloro
assemblra proriiirial extraordinaria, que hacia
excedido em 16:03:talNI0 a desprza decretada no i
do arl. 17 da lei do orramenlo, e i/ue hacia excedi-
do em :ll:',iil2Viil >.., a despeza consignada do arl.
12 da mesma lei !
A lei do orramenlo no |j 1." do arl. 17, dccrclou
a quantia de 2:000.3000 para as despezas ordinarias
do corpo de polica, em contar com a paga do ar-
mamento, que se acha depositado no arsenal de suer-
ra, c que fra mandado vir dn Europa em virtude
do contrato celebrado era l:i de marco, depois da
abertura da assembla. a qual ignorando a existen-
cia delle, nao podia decretar os nece-saiios fundos.
Forzoso era, porlanlo, que o presidente manifestas-
se a assembla essa despeza extraordinaria de ris
10:63.15000. Em que vai aqui malversaran c des-
perdicio ? lleve o corpo de poliria estar d'csarmado ?
Islo queriam os anarcliislas c dillamadores de pro-
lis-ao.
A consianacao do arl. 12 da lei do orramenlo vi-
senle, he do valor de 2tK):0IIO500P. Mas a assem-
bla provincial ilecretou, alera de mais despezas en-
globadas, nUllWdeterminadas a saber :com os es-
tados grafiticos, casa de delencSo, hospital Pe-
dro li. nresl.irfics de obras arrematadas al o ulti-
mo de juuno prximo lindo, c entras quanlias de-
signadas para diversos acodes, o que imporlam em
muilo mais de 200:00ilj00 : ronseijuenlemenle,
execntar-se a sobredita lei, vinlia a apparecer
um dficit de 31:0625161 ris, apuntado no orca-
menlo do relaloro. Em que pecou o prndenle nre-
venindo diste a assembla provincial, que era cha-
ma la para rever a lei do orcainento, assim desequi-
librada cora desjie/as superieres, e afinal com as ex-
traordinarias pendentes Onde a calumnia, o <-
ii'sinn c a petulancia encontrar.un a prova de ha\x
8. Kxr. encctiv.imer.te excedido a ronisnaro da
lei, quando claramente se v que elle nio fez mais
do que por cin perspectiva as probabilidades do fu-
turo 1 Quando fosso verdade que o Sr. presidente
honvesse excedido a disposicao da lei, cumpria que
qualquer homein honesto, fusindo sempre d invec-
liva-lo rom indisnas e falsas declamacSet, t Iralatse
de formular suas censuras depois que um exame
bem rellecti lo o lizesse couveurer-se de que o ex-
cesso liavia sido prticado em desfavord.1 provincia.
A calumnia, a petulancia c o cynismo aeharam
arada um crimeeni haver o Sr. Jos Benlo declara-
do assembla, que por inrlhiires que sejam as
boas disposirOes em que se arha o governn imperial
de conceder o snpprimenlo de que necessita a pro-
rinria. nopoder elle ser tufficienle pira reslube-
lecer o equilibrio da notta receita com a despeza.
Entendem a calumnia o cynismo e a pefnhrnria.que
scmelliante derlararao do presidente, importa a re-
velacao do pessimo estado do nqMo^c/rc provincial,
nao obstante uo harer nimia pasqun o primara
semestre do corrale anno pnaneHro, e terjicado
do anno pagado urna rer cita de i 57:000>iHH) f
Nesla lerceira denunciaran nao temos tmente ca-
lumnia, cynismo c petulancia : ha sohreludoo pe-
dantismo mais grosseiro.
Olhando o Ilustre presidente para urna diminuta
rereila de 717r2789000 rs. destinada a rohrir as des-
pezas decretadas na cifra de ris9l:.i93->iT.>, a sup-
prir as extraordinarias no computo do 2SS:ll.r>"SJ I
rs.. e lambem a allender no futuro srande despu-
la da estrada de ferro ; poderia elle Irauquilisar-se
c cruzar os bracos anlo a promessn, ainda nao ali-
sada, do goveruo geral. que alias nao podera ser Ido
senernsocomo destjaria s-lo ? Dude existe razio
para descomposturas, nesse fado prcvidenlc de in-
vocar o Sr. Jo- Benl a sabedoria da assembla,
sem todava pedir cousa alguma, e sem nada indicar
mais do que as necessidade futuras da provincia,
afim de serem occorridasa lempo, eemordem a nao
faze-la recuar no raminho dos melhoramenlos ma-
leriaes ?
Mas a calumnia, o cynismo e a |Mftrfanri'fcsian no
seu direito de esbravej.ircm contra o Sr. ouselhciro
Jos Bento, assim como esbravcjarain contra o Sr.
barao da Boa- Vista, por haverem mies beuemerilos
l'crnamhuenuos lidoa audacia Imperdnarrl de pre-
tenderen) levar esta bella provincia ao cumulo da
prosperidade, com que alias nnne i 'e impnrton o ra-
nihalismn de outras eras. Kccoiibeeainos que o Sr.
conselheiro Jos Benlo e o Sr. bario da Boa-Visla,
sb ris de rrimes iiremissivcis : a r'inmnia.a pcfi-
lanria e o rynismo leem loda a razao.
Nao queriam a calumnia, o cynismo e upelulan-
cia que or. presidente inrasso as f iideuinisarocs
que j estavamsendo requeridas pilos arreuialantes;
porque entendem os ili[fumadores de prc/isso que
tmenle compela futuro auna pnanceiro. Quando isso es-reviam os
diffamadores de profissao, ignoravam sem duvida,
que presidencia compele lambem avallar c con-
ceder c-sas indeiiinisaeoes ; se. porcoi, ess i faculda-
de perlencc exclusivamente asscmbla, houve nina
razan de mais para S. Exc. menciona-las no seu re-
laloro, quando Ilativa de ac.iulelar um dficit.
Como lio a rafiimna rerteira nos seus boles !
Einbirraram a calumnia, a petulancia e o cynis-
mo com o fundo de reserva de 102:0009000, que S.
Exc. menciona no seu orramenlo, eque deve (ii/.ri-
liar .iile-p-za do l. semestre do anuo liuiinceiro
de 1855 1856. Dizcni os defensores ou s/quiotoi
dos cofres, depois de consullarem o seu labio, que o
fundo de resea nao fu: parle,nemda rereila nem
da ilcpeza, he urna cousa que lem de calumas unhas
do pres denle edo inspector, e nesle hypolhese per-
guutain em que foi elle gallo para poder figurar no
orcamenlo di despeza. laes petulancias, taes sn-
dicos merecem pnrventuia resposla seria ".' Nao cer-
tamenle. Entretanto como a calumnia e o cynismo
ne-ta Ierra arvoram se em censores, be necessario
responder para os incautos.
Todos sabem qua no primeiro trimestre do exer-
cicio a arreradacao que uclle se faz nao be ordina-
riamente tuflicienle para pagar as despezas decreta-
das, e que deven) ser logo sdisfeilas, loruando-sr
por islo necetsaiio que haja uini quantia disponivel.
que se chama fundo de resma,a qual, longe de eva-
porarle, como suppoe a male licencia, convcrle-sc
pelo contrario em saldo do auno lido, e vai figurar
na receila do anuo fiianreiro futuro ; c em lodo o
raso ella apparere com deslino nos balances, em qm
su da canta do que se gas'.ou, do que se arrecadou,
e do que se acia em raixa : e se nao apparecer o
inspector responder. Se n calumnia, t petulancia
c o cynismo quizessem saber para que Aos pausa-
ran, os 102:0X10*000, pdenlo recorrer aos balanro
quando lor lempo ; porque agora nao se Irala'dc
una despeza realisada ou de um exercicio lindo,
mas de um orcamenlo em exereicinque corre, e que
e-la snjeilo a eventualidades.
Nao pretendemos dar lices, c menos salisfazer o
sabio doulor da calumnia, da cvnismo e da petulan-
cia : seria lempo perdido. .-O que queramos nica-
mente he asseverar que n.lo ser esse misero sanenlo
quem ha de litnara reputado iilibada do presidente
da provincia, o qual fallando asssinblca, que o sa-
be entender, e a qqem compete lomar-lhe cuntas so-
bre nm (al objecto, nao receiou apreseatar esse fun-
do de reserva, com que a calumnia, o cynismo e a
petulancia pretendern) eonspurca-lo. E o queuao
diriam os apostlos da falsidade, se acaso oSr. con-
selheiro, lornaudoi-se imprevidenle, Yiessc depois a
lular, sem remedio, com as consequencias de um
dficit, com a paralysacao''da9 obras, ele, ele.".' Quo
pulos nao dara a calumnia, a petulancia e o cy-
nismo '!
Para cncapolir no odioso o defirildn 430:51l5ili2
rs., que o Exm. presidente ligurou no seu relalorio,
zerain a calumnia, a petulancia e o cynismo una
lalgarabulba com os 80:0005000 passados do exer-
cicio findo, c com os 77:0009000, saldo do mesmo
exercicio, c que provavclmenlc se realizar no fim
do trimestre addicional, que a final coucluiram que
o dficit sera apenas de 27:3139750 rs., havendo o
presidente, porconseguinte, creado nm accrcscimo
de despeza de 1.58:197>:H2 rs. O dficit, segundo
diz o tabio, se tornara ainda menor.se se allender
as sobras acuitadas que regularmente deixa a des-
peza.
Este modo de calumniar nao deixa, por inepto,
margem alguma a defeza : mas antes de mandar o
cynismo a tahua, diremos simplesmeule o segunde:
Os 80:0005000 passados da caixa do exercicio lin-
do, e os 77:0005000 do saldo do mesmo exercicio,
que provavelmente se cobraran no trimestre addi-
cional do i o -rente anno, j esliio computados no re-
lalorio, fazendo parte da receila ; c he por isso que
esla subi a 874:2789000 rs.; mas ainda assim nao
ebega para occorrer despeza ordinaria de ris
915:593?i 19 ja decretada, e a extraordinaria que o
relalorio lisura na cifra de 288:195-5023 rs., o que
ludo prefaz a somma total de 1,202:7893012 rs. de
despeza, afora os 102:0005001) do fuudo de reserva.
Tal he a ra/.3o porque conjerlurou-se o dficit de
130:5119012 rs.
Mas as despezas extraordinarias se realisarau'.'
rcalisar-se-ha o dficit presumido'.' haverao sobras
na despeza decretada, como quer a petulancia, ar-
m rada em financeira '.'A ludo islo so pode respon-
der o futuro e as rcenles determinaces da assem-
bla. O que he certo he, que ao presidente soinen-
le compelia tomar o ornamento vigente no p em
que eslava decretado, apreseniar o accrcscimo de
despeza extraordinaria, e comparar tudo com a re-
ceila decretada,afim de prognoslkar o dficit, c pro-
vocar urna di liboracao iia assembla. A calumnia,
o cynismo e a petulancia, porcm, lomaram lodos es-
ses calculo- como factos consumados, e afprmaram
que se pretenda empolgar 102:0005000 !!..
Mal-aventurado paiz, onde nao be perniitlido a
nem um hornera de honra oceupar os cargos pbli-
cos, sem que se veja salpicado da lama pestifera em
que se chafurdainos chantados pois da patria '. '. Se
nao sois cvardes. oh calumniadores, especificai ao
menos o* fados criminosos das votSM victimas, para
que ellas se possam defender. Ninguein vos teme :
articula! a vosea ccosacao em regra : hasta de pol-
lurdes imponen inte a repulacao alheia, a honra
de VDSSOS patricios, que to boje lidos em lodo o im-
perio como Itomens corruptos c sem bro : he assim
que foi por aigum lempo eclypsada a recouhecida
probidade do Sr. Herj Ferreira, que acaba de ser
posta em duvida a do Sr. domes do Curreio : he as-
sim que, quem leras vastas folhas, poder daqui a
pinico dizer que em Pernainliuco nan ha um so lo-
mera que sirva para alguma cousa, assim como nao
haviatn dous que podessem ser scuadorci...... Olhai
para xse recuai nessa carreira de calumnia, c)ins-
inu pclulauria : rc-peilai an menos u tolerancia c
paciencia com que se vos sollre.
Basta por hoja.
Cada qual deve responder por si.
Quando se levantan) vozes justas ou calumniosas
denunciando malversadles da parle dos empregadns
pblicos, c desvio dos dinheirns do cofre nacional,
incumbe aos chefes eaosrespeclivossubalternos de-
fenderem zelosamenle o seu crdito e oda sua repar-
ticao.Nao podemos couvir no raaosvstema daquellcs
que uu por medo de perderrn seus' lugares ou por
nao qucrcreiu assanhar as iras des sjcopbanlas que
vivem da especulacao de calumniar c maldizcr, pro-
curara alapardar-se, c fazer so de bous mocos, apre-
sentando duas caras, c dislribuindo mullas vezes
obsequios aos ralladores, como um excedente meio
de escapar-lhes as garras.
He cerlamenle bem triste e pernicioso tal procedi-
menlo, que alera de ser urna especie de lian Ao e co-
vardia, serve tambera para perpetuar o furor satni-
co dea lindada de calumniadores, que leem o ni-
co talento de borrar algum papel, c inanda-lo s es-
condidas para a imprensa. O empregado publico,
e sobre ludo o chefe de reparlicao, que estiver escu-
dado na placida consciencia dos seus actos, nao lem
de que temer osmaldizentes, e nem de fazer com
elles pacto algum expresso ou lacito. Cumpra com
as suas obrigaces, c nao receie o dente viperino da
calumnia.
Temos observado com desprawr, que muilas ve-
zes se fazem graves e acerbas censuras adininislra-
cao ; que frequeulcinentc so talla contra delapida-
rocs: enlrelanlo nao vemos que os chefes das repar-
tirnos, nem os oulrosempregadns pblicos, salvas as
mui raras exceptes, se levanten) para estigmalisar
c desmentir a catumnia. coran alias o poderiam fa-
zer com os dados adquiridos em suas respectivas es-
laces.
I'jz-e, por cxcmplo, que os cofres se esgolam, que
os dinbeiros van engordar os amigos, que se furia,
enilini; mas lodavia ninguein s defende, a pretexto
de desprezar os calumniadores. Ol! nao ha duvida
de que os calumniadores devem ser detprezados ;
porein isto nao lie raolivo para que se deixe de fazer
le a falsidade, por meio da iiugoagem poderosa
los e documentos.
"nS1 c^c"" 'la extravio nos dinheiros da provin-
, ..-*3\ni dnvida petas toas prineipoes repartires
por onde esses dinheiros pa-sain : obras publicas
a Ihesouraria provincial. Incumbe pois ao Sr. I)r.
Maniedc odever de provar que na sua estadio tudo
anda resalar : nao hasta rontentar-se com a fortuna
de ver que os seus amigos, chamados correligiona-
rios, nao locara no seu mime: be lambem necessario
que ponha a ndminislrarin |ito'vinrial a caberlo das
selas, que, devenda ser enfpregadaa em S. S., por-
que he quciu anda com os dinheiros, resvalam, e se
v,lo cravar na adminUlracao, de quem os calumnia-
dores se querem descartar, viste que cora os subal-
ternos se podem entender mais amavelmenle.
O que dizemosdn Sr. Mamcde dizemos do Sr. Jo-
s Pedro ( posto que este n.lo tenha sido poupado, )
e dizemos tambera de lodosos chefrs de reparlires,
0 mais crapregados. Ilcforroso que todos ponbain
poi a parede, e espanqnem a calumnia, antes com os
fados, do que com os obraros- Conscios da rerlidao
e probidade do Exm. presidente da provincia, nao
dovidamos asseverar, com todas as forjas da noasa al-
ma, que elle ha de saber apreciar o mrito dos em-
pregados pblicos, bem longo de se deixar Iludir
rom as pilranlias da calumnia.
Mas he de somma necessidade que se desensae
aos especuladores de que com falsidades nada o
vence : einquanlo, pnrem, nao se liver para com
elles um lal procedimento, as suspeitas nascerao de
continuo, e os empregados pblicos Acaran) semprc
sujeilos ao ferrete que liles quizercni imprimir os
que pretenderen! seus lugares. Os aveatureiros cho-
rara para mamar.
Dito de 1|2por centodos di-
amantes..........
Ancorasen).........
Ditos de 5 por cont na
compra e venda das cni-
barraries........
Expediente das capatazias.
Sello, lixo e proporcional.
Emolumentos de cerlides.
25250
1:0085900
1105750
6779115
7519901
89000
-11:1125108
2:5059600
Dircrsns producs.
Iii/iiiin do aLml tu e nii.i,
gneros dn Kio Grande do
Norte........... 39120
Dito dito dilo dilo da Para-
Moa ....... 0919971
Dito doassucar e outros g-
neros da dita..... 1(9742
Dilo dilo do Hio brande de
Norte............ 17*875
Dito dilo das Alagdas. 220>ll:
13:9785074
- 95:15321
Depsitos sabidos.
Ditos esiateutee, .
616-5167
3:9005353
14:9315395
Mesa do consulado de Peruambuco 30 de sclcm-
brujdo 1855. O cscrivao,
Jacime Gerardo Mara Lumachi de Mello.
Exporiaoao .
Kio de Janeiro, brigue nacional Sagitario, do 200
toneladas, ronduzio o scguinle : 9 pipas viiiho do
Porto, | dila gerupia-liuta, 1 dita dita branca, 60
barril linhaea, 25 harriquinhas alvaiade, 3 barns
verguinhas de eslanho, 30 pipas e 25 barris de 5."
vinho, 2 ditos azeile dore, 2 caixas 59 inolhos de
peonas de palo, 6 ditas fazendas. 2 jarras, 470 cai-
xas velas de carnauba. 1 dila 150 espanadores, 907
sanas milbo, :|X0 diizias de cocos de beber agua, 3
pedras de filtrar. 450 saceos arroz, 2 barris de 5."
azeile de carrapato, 2,273 mcios de vaquetas, 3 cou-
ros.bezerro, 45 rolos salsa parrilba, 150 saceos cera
de carnauba, 1 caixaa com 60 libras de peuuas, 2
pipas agurdente, 1 barrica com 1 Urina, 1 barril 32
quanlinhas, I caixa cera amareita, 127 inolhos cou-
ros de cabra, 2barris doce de calda, 1 eaixao com 50
b.irrilinhos de dilo seeco, 15 pipas espirites, 30 sac-
cas algodao.
Paradina, hiate nacional Flor do Bratil, de 28 to-
neladas, ronduzio o seguidle : 201 volumes gne-
ros rslrangeiros.
HECKBKDOHIA DEIIENDAS INTEllNAS GB-
IIAES DE PKKNAMBL'CO.
Itendimenlo do dia 1 a 29.....24:KQ&260
dem do dia 30........5220.i0
25:3725:110
momenlanearaentc salisfeilas as uccessidades das re-
linarOes, lem diminuido a procura para a exporta-
cao, pelo que aspoueas transacroes que Sc tcm feito
sao do assucar de IIa\ana.
Couros. Exlrahimos o que se segu de corres-
prondencias particulares. Durante lodo o mez de
ago-to passado as transacroes dos couros foram regu-
lares, n a I sumes surtes, ou sua raridad g, obtiveram
precos favoraveis. He provavel que o bom prcro
continu, era conseqneucias de poneos reforgos es-
perados.
Chifes. Compraram-sc no mez de agoslo, de
bois e vaccas de Buenos-Ayres 47,000 com 31 a 37
kilog. le peso fr. 33 por 101 pecas, e 6,500 do
Itio de Janeiro com peso de 45 kilog. por 30 fr.
Liverpool 7 de selcmbro.
Algodao. A baixa que noticiamos na revista pre-
cedente pelo Lusilania, resumio-se por urna depre-
ciaran de t|S diuli. principalmente pelo que locava
dos algades dos Estados Cuidos, que eram de qua-
lidade abaixo de media. Sob o imperio porcm de
um lempo magnifico c de urna boa colheila entrada
em cundidles favoraveis, o mercado loriiou-sc me-
Ihor, e os precos ganharaiu rpidamente os 118 di-
nh. que linham perdido. Os algodes do Brasil
conservan) os nie-mos precos etn comparacae aos
precos precedentemente indicados. Vendas" totacs.
110,950 sacras, 2,100 das quaes foram de Pernam-
buco, venderani-se de 6 1|1a 7 3|4. 460 da Babia
venderam-se de 61(4 a6 3|4 1,290 do Maraohao por
5 3[4 a 8 l|2 iiinli.
Londres 7 de selcmbro.
Caf. A procura lem sido regular sem variado
nos presos. O caf chegado das Indias oricnlaes de
Cedan e Madras lem occapado quasi exclusivamen-
te o mercado.
Assucar. Com quanto as vendas dns assucares
eoluniacslenham sido reduzidas, todava as sortea
inferiores eslo em raminho de baixa provavel, do
passo que as boas qualidades lera-se sustentado me-
Ibor.
7 DE SETEMEKO.
PRECOS COMIENTES DOS PRODUCTOS DO BRASIL NA PRACA DO HAVRE.
PRECOS COKUENTES.
(leeros.
COMMERCIO.
'HACA DO KECIKE 30 DE SETEMBKOAS 3
HORAS DA TARDE.
Colaces olliciacs.
iloje nao hoiivcraii) Cotacocs,
ALPANDEUA.
Itendimenlo do dia 1 a 29.....30t^189MI
dem do da 30........ I:212f603
308:8619017
Descarrega baje 2 de autuhro.
Brigue lianiiiursiu'zOliudaf.irinba .le trigo.
KKMIUIEMII DO HEZ DE SETEMBRO.
Rendimeuto total............30.S:80>OI7
Reslilures............... 1609752
Rs. 308:700926.1
ImporlafSo.
Direiios de consumo, '......
Ditos de 1 por cenlo de reexporlardo
para os porlos do imperio ..:.'..
Ditos dilo de baldearan.........
Bxpedienlc de 5 por canto dns gneros
eslranseiros despachados rom rada
de guia................
Dilo le l|2 por c. dos gneros do |laiz.
Dilo de I ||2 por r. dos geiirios livres.
Araazetugem das mercadorias.....
Hilada plvora, ...........
Premio de l|2 porreiio dos assigiiaiins
Mullas ralrulad.is nos dospchus, .
Ditas diversas..............
Interior.
Sello lixo................
I'eiiio dos liiuins dos despachantes, dos
r.iiviiros dcsitacbaiiles, etc......
Enioluiiieulos de ccrtidt.......
304:05549l
.i-; is
2"i-isn
579tJB
2939678
1029475
9149611
659230
2:3869562
519347
1639840
37*280
4--00
10.-V72I1
308:7003265
Na* seguales especies.
Dinheiro .... 186:9819895
Assignados 121:7159370
Depsitos,
Em balanro no ultimo de
, agoslo.........19:0799201
Entrados no corrale mci 1:5859740
----------------20:6619941
Sabidos............ 4:895a960
Existentes.......... 15:7689981
\as si-quintes especies.
Dinheiro..... 241399155
Letras......13:72!taS26
Conlribuicao de caridade.
Itendimenlo ueste mez.........
488908,1
AlfandegadePernaraburo :lOile selcmbro de 1851.
O eserivfio,
Faustino Jos dos Sanios.
CONSULADO GEltAI..
Itendimenlo do dia 1 a 29.....13:7835822
dem do dia 30........ 194*252
13:9785071
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 30..... 95:t932t
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO DE
PERNAMBUCO EM OMEZ DE SETEMBRO DE
1854.
Consalado de 5 por cenlo. 11:10891.58
Dilo de 2 por cenlo..... 1-1700
PRACA DORECIIE :io DE SETEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
licesta semanal.
Cambios*----------Sobre Londres 27 h d. por 19 so-
lire Paris 355 a 358, c sobre Lis-
boa a 100 por 100 de premio, bem
que mui punco se tenha feiln.
Algodao Ealraram 299 sacras, c coiilinuou
de 59600 a 59800 por arroba. '
Atsurar- Tivemos algumas cargas do branco
novo, que foi vendido para os refi-
nadores de 39 a 39160 por arroba.
Agurdente-------Veudeu-se de 789 a 809 l>or pipa.
Oraros-------------Sem alterado de precos.
Ureu --------------Vendeu-se de 69 a 79 por barril.
Bacalhe Mui punco existe no mercado.
Cabos ---------Vcnderain-se de 55? a 585 por
quintal dos de liiiiio patente.
Chumbo Idean a 199 par quiulal em barra,
205 em lencol e de 20j a 829 de
manicio.
Carne secca--------O resto que havia no mercado em
primeira man. e vendeu-se de
i-5ltK) a 49800 por arroba.
Cobre -----------Para forro vendeu-se a 750 rs. e
para Caldeireiro a 800 rs. por li-
bra.
Fariuha de trigo- O mercado foi tuppridn com um
rarrecamculo de Trieste, rom o
qual existen) em ser 2,000 barri-
cas, deslas lem-se vendido a 299
por barrica ; da dcRichmoiid ven-
deu-sc a 285 c exislem 2tH) barri-
cas em ser; da de Dallimorc ven-
deu-se a 209 e exislem 200; e da
, de Valparaizo reslam 100 saceos,
e vendeu-se a 269 por seis arrobas.
As 170 barricas chesadasde Lisboa
relalharam-se a 2t>5500 por bar-
rica. ^
Folha de Klandres-Vendeu-se de 219 a 23? por caixa.
Lonas----------------dem de 4.5} a 40-5 por peca das
da liu-sia.
Haoleiga----------dem de 020 a 640 rs. por libra
frauceza.
Hasta!-------------dem de 9"i00 a 55 por arroba.
Pasaaa Mein de 3J a J5 por caixa.
V'iuhos-------------O de Lisboa Plill obleve 2659 por
pipa, ede Joo de Brilo 2809, c o
de oulras marcas de 2109 a 270-5
conforme a quttidado.
Velas -----------Venderam-se a 720 rs. por libra
das de roinposirflo.
Frclcs Nada ^ fcz.
Descont Continua de seis a doze por cenlo
ao anno.
I i.-arara no porto 38 rmbacaees: sondo, 28 bra-
sileras, I dinamarqueza, 1 Trncela, 1 hamhnrguc-
za, 2 hespauholas, 2 inglezas e 3 porlnguezas,
REVISTA COMMERCIAL DOS PRINCIPAES
MERCADOS DA EUROPA.
Ilamburgo 5 de selcmbro.
Era scral os negocios nao lera sido|imporlantes, sc
bem que a tendencia fosse boa para a maior parle
dos principaes ariisos, que conservara ainda precos
firmes.
Caf. Menos procurado. Vendas: 10,000 sar-
cas do Rinde Janeiro e Sanios de 4 a 5 sli; 3,300
saccasdcSan Domingos de47|16a5; 7,000-.1 en-
de Laguavra de 5 a 6. Preco correnle : do Brasil
ordinario de 4 Jt>a49|l6;de san Domingos ordinario
de 1 5|8 a I1|I6 sil. De Stock no primeiro de selcm-
bro de 1851, 21.500,000 hbr. enlrelanlo que havia
18,600,000 na mesma dala em 1853.
Assucar. As transacroes apresenlarara milita
animaran com prcrosfirmes. Vendas: Cilara-sc cu-
tre oulras 5,000 caixas de llavana, 1.800 de Manilba
c M.uiriria, 80 saccas desomenos da Babia por prro
que nao subi, masque indirava ronservar-sc firmo.
Mais algum*! centenas de barricas de Porto Ru.
Existiam em 1851 e no primeiro desetembro38mi-
Hies, enlrelanlo que no primeiro do mesmo mez no
anno passado existiam 9,000,000.
Couros. Kizcrara-se negocios importantes, por-
que os detentares Dieran algumas concessOet. Ven-
da : 12,000 1I0 Rio Grande suecos o 1,400 dilos sal-
gados, 1,100 pellos de cavallos, 1,300 de Maracaiho,
mais4,000 de Buenos Axres,
Cacao. l-'izcrain-se apenas as Iransiccoesque o
consumo necessita; todava os precos etliveram
nm pouco altos, ainda que em primeirz mionada
se lizesse de importante. ltimos precos. Caraca* 7
a 9 '.. Goaiaqnil 3 c a 3 3|i. llaranhao e Para
3a3 '-,. Babia de 2 3| la 3 sh.
Madeira de linliirara. D-so que se lera de
fazerniiiilas Iransacjes, easprovises se reduzem.
Estando pouco prvido o merca lo, presente-se que
as prximas chegadas virio a bom lempo. A madeira
de Pernambuco roxa vende-te de 75 a 80 mb. %,
Amcslenlam 6 de selcmbro.
Anda que a provsilo do mrcalo seja boa em
geral, cora ludo as Iransaccoes forara calmas desde as
ultimas noticias pelo Lusilania. Piflo lemos porlan-
lo variares iinporlantes que attigoalar.
Caf.Esperando-se as vendas publicas doonloin-
110, as Iransaccoes se limilaram s necessidades do
consumo ; os procos nao soil'rcram madanca, e ven-
de-se o de Java bom ordinario a II. 28 ';. A venda
de 4 de selcmbro nao leve influencia ruin isa sobre
o artigo, pelo contrario excrceu uina influencia bem
til.
Assucar. A posicilo deslc arliso continua a me-
Ih irar. Negociaram-se algumas partidas duas de Ja-
va com o avanco de 1 a ti IL sobre os ullimos pre-
ces. as qualidades du Brasil nada se fez. lti-
mos procos. Assucar brillo ,11. 0 a 8 por 100 kil.
25 a 20 II. mascavado prelo o. 9 a II) de 27 a 28 II.,
niascavado claro (n, 12 a 13, 2S", a 29 tomenot
(n. 14 a 10) 29.V) a 30 fi. branco n. 17 a 20 31 a
33 II.
Cnuroe. As vaguelasde Java sao seinnre procu-
radas. S00 biifalrs de Java alcanrarain 2011. os
rourusdi America fi/.erain alguma cousa, especial-
mente os de Buenos Avres que lograran) precos fir-
mes. Fiearam os ltimos procos : vaccas salgados (por
21 a 25 kilog.) 20 a 22 fl. d 20 a 21 kilos.- 21 23
II. De vaccas seceos (8 a 9 kilog.) 43 a 46II.(de lo
a 12)41 a 13 fl.De vitella. j.t >{ kilog.) 5511.Vi-
lellos de ( ai 3{1 kilog. 5S ll. Bezerros ,2 ', a
;t \i kilog.-, de 25 a 56 ll.
Gomma copal. Ficou de 35 a 46 pelas boas qua-
lidades dn Brasil.
.intuerpia fule lelembro.
Caf. Houve procura de Indas assorles, mas
Desees ltimos dias principalmente o mercado lor-
nou-se muito animado. As boas qualidades do Bra-
sil foram ir.uilo pn curadas, masa reducr.au de nos-
sas provitoes difllculloa as Iransaccoes. Vendas: Do
Brasil 1,200uceas repartidas da seguidle modo: le-
lo Plantim 000; ooo averiadas pelo / irgem Mara.
estas aeharam compradores em leilSo publico de 56
s a 61 '. cenUmospor meio kilog.; 1.100saccas pe-
lo I irgem Mara a preco medio de28 3|i cent, (di-
nheiro avista) 500 saccas pelo Palie! a 29 '( cent.
ti vista, 360saccas de qualidade milito cominillo, c
algumas lolares em segunda ntlO. O mingos lambem leve sabidas, porm os seus precos
foram favoraveis am compradores. Os de Java lam-
bem foram procurados ; porm nilose pagara avista,
pelo qua a venda liraitou-se a 800 saccas. ltimos
precos. Do Brasil fino verde a 28 1[2 ceul.; verde
de 26 a 27 esverdeado de 25 112 a 26 1|2 bom
ordinario de 21 1i2 a 25 cent, baixo ordinario de 23
l|2 a 24.
Ini|iiii ::i,;,i 1 por mar dos 8 mezes passados al a
data do 1 de setembro 55.NV) saccas do Rio de
Janeiro 53,529 do S. Domingos ; 5,756 de Java
781 de Singapore 27,870 dos Estados Unidos.
Tolal 152.107 saccas; enlrelanlo que em 1853 en-
traran) 170,400, e 173,430 em 1852.
Assucar, Esse arligoacha-sc firme, mas estando
Algod.io de Pernambuco.....100 kil.
Babia.....
Maranbao c Par .
Arroz........
Assucar branco......
Claro ......
Mascavado ...
Azeile de coco......
Borraxa (sapatos'i....... Por
Cirio Marniili.m c Para.....1 kil.
Caf Rio de Janeiro lavado. .
ii.l 1 lavado .
ordinario. .
Babia.........
Couros seceos Rio de Janeiro .
Pernambuco e Babia .
Para. ......
Salgados seceos Pernambuco .
Babia. .
Salgados verdes Rioli. do Sol.
Rio de Janeiro.
Babia.....
Chifresdeboi........105 kil.
Ora de carnauba.......Nao rxis-
Ipecaeuanha ........ ,1 kil.
Jacaranda.........fOO kil.
Oleo de ciipabiba.......1 kil.
Ouruci.........
P.10 campeche, Pernambuco 100 kil.
Salsa parrilba........| kil.
Tapioca .100 kil.
ola..V significa peso cora a tara.
II significa peso sem a tara.
tjuanli-
dades.
No deposito.
F. C. V. C.
85
1 21
1 12
1 O
Nao existe no mercado.
le no mercado
5 .50
3 10 3.00
Pireilos pagos.
F. C.
118
111
110
28 50
138
118 n
108
130
4
Importancia dos direitos
da al/andega.
Por
100 kil. N
F. C.
2:10 a
212 I
20<
29 501100 kil I!.
do cur lio 1.'
l?p.. 1O0 Vil
iii-rior ao I.
ivpn lllii.il.
100 kil. B.
100 kil. B.
100 kil. N.
131 .
126 i.
135
6
-----------------(100 kil. N
20
28 80
2 90
120 a 150
90 110 o
100 kil. B
100 kil. 1;
1 kil. N.
loo kil. B.
1 kil. N.
KM) kil. II
100 kil. II
100 kil. N
100 kil. D
F. C
22
28
66
62 70
13 7.'
livres.
60 50
85 80
1 10
5 50
livre.
82 50
>) ____
F. C.
38 50
28
82 50
79 20
16 50
10 10
115 50
115 50
4 95
16 50
11
16 .50
1 30
23 05
2 42
27 50
6
137 50
2i 20
CORREIO.
As malas que lem de conduzir o vapor S. Salta-
dor 03ra os portos do sul, principam-se a fechar ao
meio da, e depois dessa hora tenlo recebidas as cor-
respondencias com o porte duplo.
Cartas segaras vindas do norle pelo vapor S.
Saltador : Antonio Raymundo, llelarmino Barros
Crrela, Fernando Alvet de Carvalho, Frederico
Chaves, Filippe Honorato C. M., Guilherme Augus-
to Rodrigues Selle, Jos Dias da Silva, Manoel Joa-
qum Ramos e Silva.
Pela conladoria da cmara municipal do Re-
cita se faz publico, que o prazo marcado para o pa-
gamento bocea do cofre, do imposto de carros, car-
rosas e oulros vehculos de enndnecao, he do 1 ao >
111 linio de oulubro prximo futuro, ficando sujeilos a.
nuil la de 50 % os que nao pagarem no referido pra-
zo. No impedimento do contador, a amanuense,
Fraucisco Canuto da Boa-tiagem.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccSo convida aoi'se-
nliores accionistas do Baar de Prnain-
buco a realisarem do i. a 15 de outubrO
do corrente anno, mais \50 0|0 sobre o
numero das accAe* que Ibes foram distri-
buidas, para levar a elfeito o comnlemen-
to do capital do Banco, de don mil con-
tos de ris, conforme a resolucSo tomada
pela assembla geral dos accionistas de 2ti
de setembro do anuo prximo passado.
Banco de Pernambuco 7 de agosto de
185i.O secretario do conselli de direc-
caoJ. J. deM. Reg.
BOLETIM.
LISBOA l DE SETEMBRO.
Precos concilles, dos genero! de imporlarUodo
Brasil.
Pnr baldearan.
Vlgodao de Pernambiiro. . i. 125 130
Hilo o 110 110 120
Dilo dito de inarbina.....
Carao........... a 2)000 2-itOO
.af do Rlh primeira surte. . 2JJ800 21'Mlll
Dilo dito segunda dila..... 2>500 29600
Dito dito lorrcira dila .... >) 2200 25.300
islUHI 25S00 170
Sontos soceos em cabello 21 a 27 160
Ditos ditos dilo 18 a 23..... 11 157 177
Ditos seceos espichados..... 11 147 157
Dilot dilos de P. e Ccar 28 a 32 1) 135 112
Ditos dilos dito 20 a 20 ... . i> 135 112
Dilos dilos do Maranbao 28 a 32. i) 112 157
Cravo girte.......... 200
Dilo do Maranbao....... 100 140
(omina copal......... iai 23000 5j0O3
Ipecaciianha........ % 80'. 1 19000
Oururii............ n 100 185
Salsa parrilba superior..... a) 11.1600 15&000
Dila dita mediana....... 9*600 109500
Hila dila inferior...... 11 6950O 85tKK)
('apuros de direitos.
Assucar do Pernainliuco .... q 1-1700 19950
Dito do Rio de Janeiro..... 11600 1.1700
Hilo da Babia......... |500 1-1605
Dilodo Para, brillo....... 1*300 19350
Dilo mascavado......... o I930O 19300
Dilo refinado no paiz em formas B 31200
Dte dilo quebrado (pil), . 29500
Dilo dilo era p rape). . 1 292OO
Vaquetas de Peni." e Ceara . nina lio: 19800
Dita* do Maraohao....... 11300
Chifres do Brasil pequeos. . rail 32?Kll) 105000
Despachados
Arroz de Sanios....... "rl Nao ha
Dito 1I0 .Maranbao e Para od. . 592OO 59*00
. 51601 598OO
Hito dito superior....... o 69400 058IKI
Dilo dilo muido...... 15200 19(00
lito dn Rio de Jaooiro..... . 1 i: eo 498OO
Farinha de pa'o do Brasil . a 7!K)
Pao campeche...... (l'l 3i800 39W0
Tapioca............ ;r I9IOO 15100
to 392OO 39601
alq. I9OOO I9IOI
)) 410 50C
loo ISOOf
loo 800
39400 49OOII
39000 1-lOOU
392OO
39300 450(M]
90
IIIOll 19150 l>2li:i
>l I9IIOO I5IOI!
1) 19150 I92O0
a 310 3.V
i> loo
aira. 19300 i'.IHI
p. 2I'0NIIH
eai\. 8-MK)0 8900
Precos torrente dos gneros de exporlacao pura
o Brasil.
Captivos de dircilos.
.Vinendna em minio dore do Al-
garve.............
Dila em casca rouca.......
Nozes..............
Figos lo Algarvc comadre .
Amcixas............
Presuntos,...........
Cama enscenla........
Toucinho............
Banha de porco........
Pntenla deGoa.........
Sal grosso a honlo.......
Dito redondo dem.......
Dito Iriguoirn grosso dem .
Cera branca por bablcarao. .
Dila era vellas idein. ......
Azeile.............
Agurdente eneascada 30 graos.
Vinho niusralel ile Si'lubal. ...
Vinho tinto marca F.S, abordo, pipa 849000
Dilo dilodito, idom......auc. 889000
Dito dito marra II. el'., dem, pipa 819000
Dilo dilo dilo, idem......anr. 889OOO
Dilo dito T. P. c Filhos, idem. pipa 849000
Dilodito dito, idem......anc. 889OO
Dito branco mana F. S., idem. pipa 869000
Dito dito dito, idem...... anc. 909000
Dito dito marca B. e !"., idem pipa 855000
Dilodito dito idem.......anc. 909000
Dito marca T.P.e Filhos, idem. pipa 909000
Dito dilo, dem.........anc.889000
Vinagre linto marra F. S. idem. pipa :ts-!li);l
Dilo marca it. e F., idem pipa 369000
Dilo marca P. ll.. idem .... pipa349000
Dilodito marca T P. e 1'.", idem pipa 369000
Dito branco F. S., idem. pipa lOJjO I 1
Dito dilo marca II. I'., idem pipa :>6fd.):i
Dilo dilo marca P.U i.lein. pipa349000
Dilo dilo dilo T. p. e F." idem. pipa 389 '10
EUBABCACO'ES EN IRADAS.
Setembro4 da Rabia, barca porluguea Bella
Fiqueirensc, capitao J. A. de Soaia.
dem 5 do Rio, brigue portugue/. Bom Fim,
capiao F. F. Nones.
Idem idem, galera porluguoza Soberana, capi-
tao N. A. de Oliveira.
dem 0 idem, vapor ingloi trcal ll'cslern, ca-
pitn J. A. Bevit.
Idem de Pernambuco, barea porluguoza (Irali-
dO, capullo A. A. Pedrnso.
SAIII DAS.
Setembro 4 Para o Rio, escuna ingleza Annc
U'alkcr, capilao .1. Aunes.
Llera idem, brigue portugue/. Viajante, capillo
M. dos Sanios.
dem 6 Para Pernambuco, brigue portuguez
l.-n-i. rap'in A. A. do Cont,
Idem 9Para n Rio de Janeiro,'brigue portu-
gue/. Fasiaquia, capillo J. J da Rocha.
dem idem, barca norueguensc Irania, capitao
J. C. Nickclucn.
A' CARCA.
Para o Rio brigue portugue/ Fusta'/uia.
dem galera brasileira Theodora.
dem brigue brasileira Sorlc.
Para o Maranbao patacho porlugnez Liberdadc.
Para Peruambuco barra portuguesa Carlota.
Para o Pai barra porlugoeza Flor de l'ez.
Para a Babia brigue porluguez Bella Fiquei-
rensc.
Rio de Janeiro barca porluguea Paquete Sau-
dade.
dem barra suera Alexander.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 30.
III.a da Assuinpraolidias, escuna ingleza Idas, de
106 toneladas, capillo I. Caro, equipagen>7, era
lastro. ,
.Varo sabido no mesmo dia.
I'arahibaHiate brasileira Flor do Brasil, meslre
JoAu Francisro Martins, carga fazendas e mais
generas, Pattageirot, Antonio Vrenle deMtga-
Ihaes e 1 filho, Jos lionralves de Medeirns Fur-
lado, Bernardino Jos Bandera, Antonio Jos
Mario, Vicente Ferreira da Cosa.
(\avios entradot no dia I.
Southampton e porlos inlermedios21 dias, vapor
malez Thames, roiiiuiandiinle W. Slrull. Pasea-
geiros pan esta provincia. Manoel Ferreira da Sil-
va Tarrosn. liualler Jos Riheiro, Madama Adelia
Pnirson, Alberl F. Damon e sua scnbora, J. II.
Wuiler e sua senhora.
Para c |iortos inlermedios10 dias e 12 horas, c do
ullimn porlo 12 limas, vapor brasileiro ,S. .Sara-
dor, eliminan I.me o pniiieiin lenle Santa Bar-
bara. Passagciros para os porlos do sul, o Illm.
Sr. Dr. Allimso Arlur de Almeida Albuquerquc,
seu fllho menor, 1 criado e 1 escravo, Joo 'al-
Siue, Eugenio Tessel, Anna E. S. Carvalho, seu
1II10 menar e toa innaa. Dr. Joaquim Barbosa
Cordeiro, Antonio Firmo de F. Saboia. Joao de
Carvalho Feruandes Vieira, I.uiz Correia de Mel-
lo, Guilherme Corlt, Joao Jos l'ceda, lente A-
lexandre Josii de Araujo, Joo A/.ebado, o solda-
do Jos Francisco da Cosa e sua inulher, Illm.
Sr. Francisco Alvesde Souza Carvalho, Custodio
Domingos dos Santos, Jos Florindo Torres de
Alhuquers-ue, Manoel Pereira de Araujo Vianiia,
Itiilino Olavo da Cosa Machado, Illma. Sra. D.
Mara Rufina, Manoel da Cosa Ramos, Antonio
Cantillo de Hollanda. Joao Comes de Almeida,
Antonio Rodrigues Martins Ferreira, Caetano da
Silva Azevodo. Jos Fraucisco da Silva, Jacinlho
Jos de Medeiros, Estanislao Baptisla Rodrigues
de Souza, Jos Ferreira da Silva, Joaquim Maria-
no Gomes de Amorira, I.uiz Vieira,. Thoinaz Go-
mes da Silva, Antonio Cameiro, Joaquim Gomes
da Silva, Manuel Elias de Mello, recrula Bernar-
dino Comes dos Sanios, e80 eneraros.
Talcohunuo54 dia, brigue ioglcz Anne, de 251
toneladas, capilao Wm. Tilly. equipascm 9, car-
ga guano ; a ordem. Veo "refrescar c segu para
Liverpool.
DacommiisiloBrigue de guerra brasileiro Caliopt,
cnmmaiLilaulc o capilao-teuenle Manoel Jos Vi-
eira.
Terra Nova39 dias, bricue inglez Danti, de 185
toneladas, capilao James Aitheis, equipagemll,
carga baralho ; a Jobnslon Paler & Companliia.
Navios sabidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro pela BabiaVapor inglez Thames,
commaiidanle Wm. Slrull. Passageims desta
provincia. Guilherme Corlell, Frederico Wilhclm
Qusl, I.uiz Meyer.
Rio de JaneiroBrisue brasileiro Sagitario, capi-
lao Manoel Jos Prestrcilo, carga varios gneros.
Passageiros, Anlnnia Francisca de Moura Caval-
canli o 2 eseravos em nmpanliia de sua niai e 1
lilba, Francisca Mara do Carmu e 2escravas, Joa-
quina Francisca do Reizo Lima e 1 cscrava cora
cria, e 10 eseravos a entregar.
dem pelo A suPatacho brasileiro Cndor, c-
lao Jos Antonio Necolichi, em lastro.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihes'tmrara provin-
cial, em cumprimculo da crdem do Exm. Sr. pre-
siueule da provincia de 18 do correte, manda Ta-
/er.publiiM que perantc a junta da fazenda da mes-
illa Ihesouraria, se ha de arrematar no dia 19 de
oulubro prximo vindouro, a quem por menos li-
zcr, a obra dos reparos urgentes do 1.060 brarat
crrenles na 1 parle da estrada do Pao d'Alho,
principiando 00 bracas antes do marco2,000 bra-
cas e lermi'naudo no de 3,000, avaliada e) rs.
5:3299830.
A arreuialaco sera fcila na forma da lei pro-
vincial n. 33 de 15 de maio do correnle auno, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas-
As pessoas que se propozercni a c>ta nrrematarilo
comparceam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou adivar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de setembro de 1854. O secretario, An-
tonio Ferreira da Annunciiiro.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1.a As obras dos reparos de 1.060 bracas cor-
reales da Estrada do Pao d'Alho, far-se-hiio"de con-
forinidade cora o orcamenlo e pers approvados pe-
la directora em conselho, c apreseulado appro-
varao do Exm. Sr. presidente da provincia, na
importancia de 5:3299830 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de 15 dias e dever eonclm-los no de 3 mc-
ze,s ambos contados na forma do arl. 31 da lei pro-
vincial n. 286.
3." A importancia desta arremalacflo ser paga
em duas prstaces iguaes : a I. quando esliver
feila a melado da obra c a 2.-', quando esliver con-
cluida, que ser logo recebida dc,fimlivamcnle sem
prazo de responsable lado.
4-a O :.i rematante cxcedendo o prazo maree lo
para a roncluso das obras, pagara una multa de
em rail rs. por cada raez. embora Ibe seja concedi-
do prnrogacao.
5.a o arrematante dorante aexcrucao das obras,
proporcionara transito ao publico e aos carros.
6." O arrematante sera abrigado a impregar na
evecur.lo das obras, pelo menos metale do pessoal
de gente lvre.
7.-1 Para ludo o que nao se Beber determinado
as presentes clausulas nem no ornamento, seguir-
se-ha o que dispe a respailo a lei provincial n. 28G.
Conforme. O screlario, Antonia Ferreira da
Annunciariio.
O I). Custodio Manoel da Silva Guimnracs, juiz de
direito do civil desta cidade, por Sua Magestade
Imperial e Constitucional, ele.
Faco saber aos que o presente edital vircm,que por
esle juizo se ha de arrematar por venda a quem mais
der lindns os dias da lei c praras succeatWas, os bens
de raiz conslanles do escripto, que se acha em po-
der do porleiro dojuizo, Jos dos Sanios Torres, cu-
jos bens vilo a pracia. por execurao de Jnaqaim da
Silva Mourao contra Jos Dias da Silva c sua mu-
Ihcr. E para quechcsiica noticia ue lodos, mandei
passar o presente, que sera atljxado no lugar do cos-
tuine c puilirado pela iinprcusa. Dado e passado
nesla cidade do Recifeaos 27 de setembro de 1851.
Eu .Manuel Jos da Molla, cscrivao o sabscrevi.
Custodio Manuel da Silva Ouimares.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guinianlcs, juiz de
ile direito da primeira vara civil desta cidade do
Rccife, por S. M. I. e C. etc.
Faco saber aos que o presente edilal viren), que
por esle juizo se ha de arrematar por venda a quem
mais der, lindos os dias da lei c piaras successivas,
ns bens movis rnnslanlanles do escripia, que se
arha em poder do porleiro dn juizo, Jos dos Santos
'l*jrrcs, cujos bens vao a pra^a por execuciln de
Joaquim da Silva Mouro contra Jos Dias da Silva.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar o prsenle, que ser afiixado no lugar do
cosliime e publicado pela imprenta. Dado e pas-
sado nesla cidade do Recit aos 27 de setembro de
18.51. I'.i Manoel Jos da Molla, escrvao o subt-
crevi.Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O Illm. Sr. impeolorda Ihesouraria provincial,
em cumprinicnlo da ordem do Exm. presidente da
provincia de 27 do correnle, manda lazer publico,
que o concurso para o lugar vago de 2. cscriplura.
rio da mesilla Ihesouraria, lera lugar 110 dia 2 de
oulubro prximo vindouro, as 10 horas do dia.
E para conslar aos inleressados se mandou afiliar
o presente e publicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 28 de setembro de 1851. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciariio.
O Dr. Custodio Manuel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da primeira vara do commercio nesla cida-
de do Recife pnr S. M. I. c C. ele.
Faro saber aos que o presente edilal vircm, em
como no dia 3 de oulubro, pelas 11 horas da roanhaa,
em casa de minha residencia, na ra da Concordia,
sobrado de um andar, se ha de proceder a reunan
dos credores do fallido Antonio Jos de Azevedo
para se verificaren) os crditos, e farmar-se o con-
trato de uiii.lo, eseproceder amomeaco de admi-
nistradores da massa do dito fallido, pelo que sao
convidados pelo presente edilal. lodos os credores do
dito fallido Antonio Jos de Azevedo, para compa-
recerem no referido dia 3 de oulabro, em casa de
minha residencia, as 11 horas da manhaa, para o
que cima Oca dilo; icando dilos credores adver-
tidos, que 11S0 serao admeltidos por procurador, se
esle nao apreseniar procuraran com poderes espe-
ciaos para o referido acto; e que a procuracao nao
podera ser dada a pessoa qoe seja devedora ao mes-
mo fallido, e neiibora mesmo procurador represen-
tar por dous diversos credores, sob pena de se pro-
ceder a revelia.
E para que ehegue ao conhecimenlo de todos os
credores do fallido Antonio J/uc de Azevedo, man-
dei passar o preseunle. que ser publicado e afiliado
nos lugares pblicos do coslume, e publicado peo
jornal. r r
Dado e passado nesta cidade do Recife aos 29 de
setembro de 1854Pedro Tertuliano da Cunha. es-
crvao, escrevi.
Cuilodio Manoel ia Silva Gnimares.
s.
DECIARAIJO'ES.
AVISOS MARTIMOS.
Ceara' Maranbao e Para'
com destino aos portos cima
deve seguir mui brevemente por
ter grande parte da carga tratada, o no-
vo e mui veeiro paUabote Lindo Pa-
quete capitao Jos Pinto Nuns, para" a
carga e passageiros trata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gome* &
Companhia, ra do Trapiche n. 16, se-
gundo andar, ou com o capitao bordo.
Para Lisboa sabe o mais breve possivel a barca
portuueza Mara Jos, de que he capitao Jote Fer-
reira l.essa, lem grande parte da carga prompta :
qoem quizer carregar a que Ibe falta ou ir de passa-
gem, haja de dirigir-se aos seus consignatarios Fran
cisco Severiano Rabello & Filho, ouao capilao, na
prara do commercio. ou a bordo.
Para o Rio de Janeiro seguir viagem o brigue
nacional Estrella do Sul, que se espera do Ass por
esles dias : quem no mesmo quizer embarcar esera-
vos a frete ou ir de passagem, para o que oflrece
evcellenles eommodos, dirija-se com antecedencia
ao escriptorio de Eduardo Ferreira Baltbar, ra da
Cruz n. 28.
ACARACU" E GRANJA.
A estes dous portos pretende seguir o
hiate Fortuna, capitao P. Valette, Fi-
lho: tem no mesrro quizer carregar sir-
va entender-se com os consignatarios An-
tonio de Almeida Gomes & C., na ra do
Trapiche 11. 16 segundo andar.
A venda,
O lindo e mnilo veleiro patacho Clemenlina,
(lotar,ao 137 toneladas) recenlemenle chegado do Rio
Grande do Sul. com um carregamenlo d camcsec-
ca para onde tinhdeste porlo condu/ilooulro car-
regamenlo de assucar; vende-se com toda a maslrea-
$ao, veame, mcame, amarras e ferros, e com lodos
os ulencilios e perlences, talqnal se acha promplo
para einprchender nova viagem, mediaale algum
pequeo reparo; os prelendenlesdirjaavseaoageu-
e de leiles Francisco Gomes de Oliveira.' *
Para a Bulla sahe na presente se-
mana o bem conhecido e veleiro hiate na-
cional Amelia, por ter a maior parte de
seu carregamentoprompto ; para o resto
da carga e passageiros, trata-se com No-
vaos & Companhia, na ra do Trapichen.
o\, ou como mostr Joaquim Jos Silvei-
ra, no trapiche do algodao.
Vende-se urna barraca denominada Nalalense,
bem construida, do 21 a 26 caixas, pouco mais ou
menos;a Iralar na ra da Cadeia do Recife n. 56,
loja de ferragens de Francisco Custodio de Sampaio.
LEILO'ES.
O agente Oliveira far leiUlo de ama completa
mobilia de casa, consiilindo em lindas cadeiras com
sof Habanas, jjias usuaes de pao d'oleo. mesas re-
dondas, sofs. marquezas, leito francez, coramodas
novas e usadas, auarda-roapa, banquinhas para luz,
mesa pequea para jantar, galheteiro; copos, serpen-
tinas, I,inieinas, espelbodourado, mesas, camapse
cadeiras de ferro, urna machina para destruir formi-
gas, quadros a oleo com molduras, c alen de outros
artigo, miudos, um rico apparelho de prata para cha,
e um esplendido piano novo de excellentes vuzes,
feiln por muilo acreditado aulor : quarla-feira, 4 de
oulubro, as 10 lloras da manhaa, na roa da Cruz,
casa amarclla por cima do armazem dos Srs. Davis
& Companhia.
Terca-fcira 3 de oulubro do correnle as 10 ;,'
horas da iiianb.l 1, o ageule Vctor fara leilo no su
armazem ra da Cruz n. 25,' de grande e variado
sorlimento de obras de marcineria novas e osadas de
ditrerentes qualidades, c outros muilos objeclos que
seria ontadnnho mencionar. Ser lambem vendido
por ronta e risco de Juan Jos Mcudes 32 galopas.
GRANDE LELAO'.
O agente Borja far leila sem limile de preso al-
gum, de urna inlinidade do objeclos de dilferenles
qualidades, que enr.idonbo seria o rocnciona-los, pois
s coma vista podero salisfazer a curiosidade os
compradores, sexta fcira 6 do corrente s 10 horas,
no sen novo arraazem na ra dolCollegio n. 15, os
quaes objeclos eslarAo patentes no mesmu armazem
no dia do leilao.
RLA DO COLLEGIOK. 14
LEILAO' EXTKAOKDLNAR10
de urna crande parrlo do livros, contendo obras re-
ligiosas de direilo c lilleratura, romance recreati-
vos ele, etc., tanto em francez como em portugaez,
c oulras muilas obras de dilferenles lingnas.
0 AGESTE BORJA
lar.1 o leilao acinia mencionado, quinta fcira 12 do
correnle as 9 horas da manhaa, sem recosa de qual-
quer preco offerecido, c do dia 10 por diente sero
distribuidos os cathalogos.
Ilruiin Praeger & Companhia farao leilao por
inlcrvcncao do agente Oliveira, de um excellcnte
sorlimento de fazendas de seda, linho, laa e de algo-
dao, as mais proprias deslc mercado: terr.a-feira, 3
do corrente, as 10 horas da manhaa, no seu arma-
zem, ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Achandn-se vago o olrio de cscrivao do jury
do termo de Ingazeira, manda S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia, assim o fazer publico para co-
nhecimenlo das parles interes-adas. e am ds queus
prclendeiiles ao dilo ollicio se habiliten) na forma do
decreto 11. 817 de 3U de agoslo de 1851. e apresen-
lem os eu requerimenlos ao juiz de direilo da co-
marca de Paje de Flores no prazo de 60 dias, que
comecou a correr do dia 11 do correnle em diante,
para sesuirem-sc o< tramites marcados aos arligos
12 e 13 do citado decreto.
Secretaria do governn de Pernambuco 29 de se-
tembro de 1851.Joaquim Pires Machado Portil-
la, oflicial maior servindo de secrelario.
Achando-se vago o oflicio de escrvao do cr-
me, civil, e olas do termo de Ingazeira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia, assim o fazer pu-
blico para conhecimenlo das parles interesstdas, c
afim de quo os prelendenlcs ao dito oflicio se habili-
ten) na forma do decreto i). 817 de 30 de agoslo de
1851, e apresentem os seus requerimenlos ao primei-
ro supplento do juiz municipal do mesmo termo 110
prazo de 60 das, que couiec,ou a correr do dia 11 de
corrente em diantc, para seguirem-sc os tramites
marcados oes arligos 12 e 13 do citado decreto.
Secretaria do Enverno de Pernamhaco 29 de se-
lembro de lK.it.Joaquim Pires Machado Portel-
la. oflicial maior servmdn de secretario.
CONSUJ.AT DE FRANCE.
Qaelques Fraucais fixs a Peruarabouc onl ncgli-
go de sc laire immalriculer a la chtncellero du
consulal. Cel oubli culrainc des consequences s-
rieuses : il enlve nolamment la preuve que l'on a
conserve l'esprit de relour el peul par cela mime
faire perdre la qualil deFrancais. Onl invite ceux
qui ne sont pas encor inscripls sur le registre d'im-
raalricalation a remplir le plus lot possible cello
formalil qui n'occaMonne du resle aucun frai.
Pernambooc, 29 seplcmbre I85#.
Precsa-se de um cozinheiro eslrangeiro que
seja muilo hbil, pagando-se raensalmeole 303000,
para casa estrangeira : a Iralar na ra Nova n. 41,
primeiro andar.
OSr. Francisco Antonio Ferreira, sargento da
companhia de artfices, lem ama caria de Macei,
na ra da Cruz n. 28.
i



lftHlU Ufc PtMMMMU, btUUKUA rtlH l Ufc UUIUBKU Ufc I8b4
Precsa-se >le un caixeiro ile idade do I i l(i
annos puuco ni.iis ou menos, para fura ilesla prara,
quem preleuder dirija-se a ra da Cadcia luja
ii. 28.
Hoje de mcio dia para urna hora da (arde, foi
perdido, ou lirado do bolso da sohrecasaca do aballo
assignado, no armazeui de leiloes de Marcelino Bor-
des (eradles, na occasiAo que esle faza leilao, urna
carleira dealgibeiri, porein grande, conlendo den-
tro algn papis entre estes urna eerlidao tirada
pelo annuncianle o mez passado, ou un principio des-
le, nocarloro do escrivao Molla ; urna publica for-
ma de uuia carta lirada pelo labelio publico Costa
Monleiro, eom eilarao da pessoa, cuja lellra da caria
eslava reconhecida pelo tabcliao publico S, a carta
, original desta publica forma, urna apudacla iniprcs-
sa em branco assignada pelo annuncianle, mcio bi-
lliete da sexta loleria da fabrica de vidros do Kio de
Janeiro, e que doria ler corrido no dia 18 do corren-
te, de n. 2109,ou 2119, urna conla de objeelos enm
prados m> leilao de lionlem do agente Viclor, com
o recibo domesmoagcule ; 15JO0O rs. em sedulas,
e mais alguns papis sde importancia para o abaixo
assignado. que nao dnvidari dar nem s o dinheiro
que eslava denlro da carleira, como inesmo mais
505U0 rs. quem Ihe entregar somonte os papis
que cstavaiu dentro da rarlcira, as Cinco-l'onlas
" 6i- Honorato Joteph ttoiireira Figueiredo.
Em a nova fabrica de chocolate homeopathico,
no pateo do Terco n. 22, precisa-se alugar um pre-
lo que seja possanto e fiel ; e tem um moinho de
caf para vender o chocolate homeopathico, cha pre-
lo e da ludia, e muitos mais gneros do paiz e cs-
trangeiros, por commodo preco.
O Sr. Gervasio Vires 'erreira tem urna carta
c urna encommenda para ser entregue em mao pro-
pria ; na ra do Cabug n. 16, segundo andar.
AO PUBLICO.
O abaixo assignada, querendo mudar o seu gabi-
nete de pintura para o bairro de Sanio Antonio des-
la cidade, previne ao respeitavel publico, que de ho-
je em dianle tem fechado o inesmo gabinete no ater-
ro da Boa-Vista n. 82, e que ser annunciado a
abertura do oulro por esta tolha, c por isso presen-
. leinenle no pode compromelter-se em Irabalhos de
sua profissio.Cinc nato Macignier.
Quem r douo de urna besta csstaoha de bom
tamanlio, nova, mansa de roda, lendo urna fstula na
cabera do lado direilo, e qne tem o ierro fingiudo um
F com um E oa pona da volta de cima, e um A na
volta de baiio, dirija-se ao deposito de Nazarelh, ou
L engenho Boa-Vista, junio de Culinguiba.que me-
r informar.
LOTEBIA DA PBOVINCIA.
Acham-se a venda os billietes da primeira parte
da primeira loleria da matriz de S. Jos nos lugares
riBUCMJA DO 1NSTITIJT0 HOMOPATIIICO DO BRASIL
THESOURO HOMCEOPATHICO
VADEMCUM D0H0MOPATH.
Melhodo conciso, claro, c seguro de curar homfcopalhicamenle todas as molestias, que adligcm a"
especie humana, e particularmcule aquellas que reinara no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Esta obra importanlissima he hoje reconhecida como a primeira c melhor de lodas que Iralam da ap-
plicacao da bomieopalliia no curativo das molestias. Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um
pasio seguro em nossui-la e consulla-la.
Os pais de familias, os senliores de duendo, sarerdoles. viajantes, capilaes de navios, serlanejos, ele,
etc., devem te-la a mao paraoccorrer promptamenle a qualquer caso de molestia.
Dous volumes era brochura, por.......... Ifl-'sooo
Encadernados .......... 11 000
Vendc-se nicamente em casa do autor, ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL IIOMCEOPATHICA
Muguem poder ser feliz na cura das molestias, sem que possua medicamentos verdadeirns, ou de
hoa qualidade. Por isso, e como propagador da linnuropathia no norle, c immcdialamenle inleressado
eiu seus benficos successos, lein o aulor do THES01 [RO IIOMOEOPATII1CO mandado preparar, sob
sua immediata inspeccilo, todo-os medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pliarmaceulico
c professor em homcrnpalhia, l)r. F. de P. Pires Hamos, que o tein cxcculado com lodo o zelo, leahla-
dc e dedicarte que se pode desejar.
A filcacia desles mcdicamenlos he alleslada por lodos que os lera experimentado-, elles nao preci-
sam de maior re o......embican ; basta saber-sc a (unte donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
Urna carleira de 120 medicamenlos da alia e baixa diluirfo cm clobulos recom-
mendadosnoTHESOlJKO HOMOEOPATHICO, acompahada da obra, e de una
caixa de 12 vid ros de tinturas indispeusaveis........
Dita de 96 medicamentos acompanhada da obra e de 8 vidros de tinturas .
Dita de60 principan medicamentos recommendados especialmente na obra, e com
um caixa de 6 vidros de tinturas, e com a dila obra (lubos grandes.).
D )> (tubos menores). .
Dita de 48 dilos, ditos, com a obra tubos grandes)........
" (tubos menoresl.
Dita de 36ditos acompanhada de 4 vidros de tintura-, com a obra (lubos graudcs) .
(lubos menore- .
Dila de .'lil dilos, e 3 vidros de tinturas, com a obra (tubos grandes) ....
u (lubos menores)
Dila de 21 dilos dilos, com a obra, (lubos grandes).......
(tubos menores). .
Tubos avulsos grande*. .........
IHOjiOOO
90)000
pequeos
Cada vidro de tintura
600000
453O0O
508000
35-5000
40SHKI
30)000
359000
263001
30)000
90)000
15000
3500
ga.bolicados Sr.s Moreira i Fragoso ; aterro da Boa-
Vista, loja do Sr. uimarScs; e na na do Collcgio,
na thesourana das loteras. Corre imprelcrivel-
raenle no da 27 de outubro.
Os senliores proprietarios e rendeiros
de engenbos, que nao estiverem mencio-
nados no Alrfianak, e quizerem ser con-
templados, queiram mandar suas decla-
raciies a livraria n. Ce 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se por festa ou por II mezes uwa boa
casa com quintal bem plantado, c com um solo na
Capungaonde faz qualro cautos: a Iratar com Do-
mingos Rodrigues de Andrade, na ra da Cruz, ar-
mazem u. 15, ou com o Pcuna na Capunga.
Aluga-se umaoplima loja na ra Nova, para
qualquer eslabelecimeulo, com a sua armado : a
Iratar com A. Colombiei, alrazda matriz, loja n. 2.
Aluga-se nm sitio em Sanl'Anna de denlro, o
qual tem urna grande casa, capim para 2 cavallos
lodo o anno, estribara e cocheira : a tratar com Luiz
Uoroes Ferreira, no Mondego.
Aluga-se por preco commodo urna prensa no
l-orle do Mallos ; a Iratar com Laiz Gomes Ferrei-
ra, no Mondego.
,"" T1rayass-sc arrendamenlo da casa n. 60 do
aterro da Boa-Vista, com arroacao para qualquer es-
labclecimento, commodos para grande familia, e
quintal com 2 pocos c banheiro de pedra e cal.
T S'- ,oa1uinl r'erreira que leve loja na pra-
ciuna doLivramenlo tem urna caria na livraria us.
b e 8 da praca da Independencia.
A directora do collegioda Coneeicao
para educacao de meninas, annuncia aos
pais de familias, que o collegio se aclia
lunecionando com o melhor proveito,
que era de esperar, assim como ella se
acha na espectativa de ver entrar para o
collcgio aquellas meninas que Ihe foram
promettidas.
Precisa-se de um criado para casa de
urna pessoa solteira que nao exceda de 18
annos de idade, prelrindose estrangei-
ro: a tratar no caes da Alfandega p. 7.
Estando a desocupar-sc dentro em poucosdias,
o sobrado de um audar n. 49, cito no cauto da Ira-
vessa do l.ima principio da ra Imperial, quem o
pretender alugar dinja-se-ao mesmo sobrado que Ihe
.liio com quem pode Iratar, e preferc-se arrendar
por annos a quem pozer u, luja negocio, para o
que he a localidadc muito propria.
PrecisC-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, a qual seja de bonscoslumes e saina cozinbar,
lavar, e engommar o ordinario : na ra das l.aran-
geiras no segundo audar da casa n. 14.
Aluganrse duas casas para passar a fesla, na
povoac.io do Monleiro, tem muito bons commodos,
com cacimba e quintal murado, e poitaocom sabida
para o rio: na ra do Queimado loja de ferragem
numero 12.
O abaixo assignado, previne a quem
convier, que nao tem emgirolettra algu-
ma quer vencida ou por vencer, nem
mesmo documento algum pelo qual se
mostr devedor.Rccife 2! de setemLro
de 185i.Mathias Lopes da Costa Maya
Precisa-se alugar um sobrado ou urna boa'casa
terrea, uo bairro de Santo Antouio; paga-se o alu-
guel adiantado oo d-se bom fiador, e prnmelle-se
tratar muito bem da casa: quem tiver anuuncie para
ser procurado ; tarabem paga-se a despeza do an-
n unci.
Precisa-se alugar urna ama queengomme bem,
sendo nicamente para esle servico, podendo vir as
6 horas da manhAa e voltar ai 6 d tarde : no aterro
da Boa-Vista n. 48.
Precisa-se alugar 2 negros ou moleques, para
servico de casa: na ra Nova n. il.
Precisa-se de um feilor para silio, que saiba
bem tirar leite : a tratar na cocheira de Francisco
Xavier Carneiro, ra do Canno.
Oflerecc-sc um rapaz brasileiro para c habili-
tar a qualquer caixeirage: a Iralar no beccodoAbreu,
segundo andar, por cima da fabrica de charutos.
Setim de cures a 000 rs. o covado ; na ra do
Jueimado, loja n. 40.
Tafei de cores a 400 rs. o covado : na ra do
Queimado, loja n. 40.
Os consignalarios de mercaderas pelas quaes
se tem preslado fianca nas airandegas do Reino da
tiraa-Bretanha, e que precisan! de eerlidao consu-
lar de desembarque e dcspachiTBiynesmas, em con-
formidade cora os regulamenlos da lleuda daquel-
le Keino, sao rogados a p'arlicpar ueste consulailo o
relo de terem sido dscarregadas em antes de as re-
mover da alfandega desta cidade. Consulado Brit-
nico 28 de setpmbro de 1851.U'aisoH Kcdcnbury.
O alian,) assignado roga a pessoa que por en-
gao lirou urna caria vinda no ultimo vapor do nor-
le, queira mandar entregar mesmo aberla, na tra-
vesa doTrem, armazem n. II.
, Jote Luiz de OHteira Maia.
Jos Luiz de Oiiveira Maia faz tcentc que de
hoje em diante se assiguar por Jos l.uiz de Oiivei-
ra Maia Jnior, por haver oulro de igual nome.
O abai.\o assignado, tendo visto no
Diario delioje publicado um edital pa-
ra serem arrematados os seus I>ens a re-
qgerimento de Joaquim da Silva Mourao,
apressa-e a declarar cpie tal edital nao
tem vigor, sendo que, tendo obtido vista
com suspensao de execucSo, fez com que
na forma da lei o referido edital 'osse re-
colhido ao cartorio.Recife 29 de setem-
bro de 1854.Jos Dias da Silva.
Aluga-se para pastara fesla ou por anno, urna
casa terrea a bera do rio, defronle da ponto de I,'-
cha, com 2 salas, qaarto*, czinha fura, estriba-
ra, cocheira, ecom casa para prelos : a Iralar na
loja da roa da Cadeia do Rccife n. 4U,ou no silio de
Manoel Luiz (jonealves, em Ponle de L'cha.
O annuncio publicado no Diario n. :>I8 de 23
de selcmbro de 18j sobra a venda da casa terrea n.
11 da ra da Coneeicao da Una-Vista, houvc engao
na declai arfo que se fez : quem pretender dila casa
nao prucure a casa n. 2 da ra Nova, em Olinda ;
mas sim dirija-se mes/na cidade, no Collegio do
Sr. Mcira, M ra Nova, com o qual tratar a dita
yda, por isso que a casa indicada perlence ao pa-
trimonio da sania cata.
Albino Jos da Silva faz scienle ao respeitavel
publico e com especialidade ao corpo de commercio,
que nesta dala lem dado socedade em sua loja de
fazendas sita na ra do Queimado. ao seu IrmSo
Antonio Jos da Silva, c de hoje cm diante ser a
lirma da sua casa Albino (\ Irmao.
Manoel Concalves Ribeiro faz publico, que
rtofcoa de ser caixe.ro do Sr. Aulo.no Goncalves de
Ohve.ra desde o da 30 de sclembro do correle au-
no, agradecendo ao inesmo Sr. Oiiveira o esmero
com que o Iratou durante o tempo por que foi seu
caixeiro.
Aluga-se um mulaliuliu de idade de 16 annos
para qualquer servico de casa de pouca familia : na
ra doSeLJn. 31.
Deseja-se saber aomle mora o Sr. Jos da Sil-
va Fortuna, natural de Portugal ou quem delle der
iioliria: lie negocio de sen inleresse : na ra da
l'raia n. li.
I'recisa-se de una ama que saiba cn/inliar e
faier lodo o mais servico de nina casa : no largo
do Terco segundo andar" n. 27.
............ 2*100
Vendcm-se alem disso carleiras avnlsas desde o preco de 85000 rs. al de WOO00 rs., conforme o
numero e tamaito dos lubos, a riqueza das caixas e d\ iiamisaroes dos medicamenlos.
Aviam-se quaesquer encomuiendas de medicamenlos com a maior'proniptidao, e por preco commo-
dissimos.
Vende-so o tratado de FEIIRE AMARELI.A pelo Dr. L. de C. Carrera, por. 2jO(>0
Na niesma botica se vende a obra do Dr. O. 11 Jahr traduzido em portuguez e acom-
modada ainlclligencio dopovo........... b><>00
Ra de S. Francisco (Mundo Novol n. 68A.
P.S. li.Tlrarlo de urna carta, que ao autor do THBSQURO lOMtKOl'.ITlUCO, tere ahonda-
de de dirigir o Sr. rirurgio Ignacio .tices da Sitca Suntos, ettabelecido na cilla de Barreirot.
Tive a ulisfaco de receber o Tliesouro homaopathico, precioso fruelo do Irabalho de V. S..c Ihe
aflirmo qoe de lodas as obras quctenholido, he esla sem contradirn a melhor lauto pela clareza, com
que se aeha escripia, como pela precisao com que indica os medicamentos, que se devem emprear ;
qualidades estas de iiiuia importancia, principalmente para as pessoas que desconhecem a mediciua
Iheocria e pratica, ecl., ccl.,elc.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 HTJA DO GOZ.X.1SGIO Z AlffBAA 25.
0_ T. P. k. Lobo Moscnzo d consullas lionieopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
i.i ti li ia ateo meio dia, e em casos extraordinario-, a qualquer hora do dia ou imite.
OHerece-se igualmente para praticar qualquer operarn de cirurgia, e acudir proniplameale a qual-
quer mulherque esleja nial de parto, e cujascircumslancias u3o pennitlara pagar ao medico.
m cossiliki no dii. r. a. lobo misezo.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual cmplelo do Dr. G. 11. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volumes encadernados cm dous :................. 209000
Esla obra, amis importante de toda* as que Iralam da homcnpalliia, lliteressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a i'oulriua de llahnemann, c por si proprios se convencercm da verdade da
mesma : inlercssa o lodosos senliores de engenhn c fazcudeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : mteressa a IchIosos capilaes de navio, que nao poden, deixar tima ver. ou oulra de ter precisao de
acudir a qualquer iucoromodo sen nu de seus Iripolanles ; e interessa a todos os cheles de familia cue
por circumslancias, que ncn sempre podem ser prevenidas, Sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou triduccao do Dr. llering, obra igualmente ulil f pessoas que se
dedican, ao esludo da bomeopatl.ia um volunte grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, ciiurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pensiivel s pessoas que querem dar-se ao catado de medicina........
Lma carleira de 24 lubos grandes de linssimo rhrislalcomo manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos tormos de medicina, ele, ele................
Dita de 36 cora os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos.- ,...............,
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de unturas indispensaveis, a cscolha. .
Dila de 60 lubos com ditos......................
Dila de 144 com dilos................. \ \
Eslas sao acompanhadas de fi vidros de tinturas escoll.a. i
As pes-oas que em lugar de Jalir quizerem o llering, lerdo o abalimeulo de 109000 rs. em qualquer
das carleirafe cima mencionadas.
Carleiras de 2 lubos pequeos para algibcira
Ditas de 48 dito. .........
Tubos grande avulsos........
Vidros de meia onc,a de Tintura .
Aluga-se urna grande rasa assobradada, sila na
eslrada da Ponle de L'cl.na, a qual (cm I salas, 9
ip.artos, cozinha fra, pmweio, copiar, eslriharia,
quarto para escravos, cocheira, cacimba, jardim,
quintal morado com porliio de ferro, e com sabida
para o rio : quem a pretender, dirija-se ra da
Aurora n. 26, primeiro andar. ,
MlilTA ATTENCAO1 MH!
Quem liver urna casa terrea de 120000, nas ras
do pateo do Carino, das Cruzes, Santo Amaro ou cm
nutras semelhantes a eslas. dando-so de flanea em
dinheiro vista) 69000, dirija-se livraria n* 6e 8
da praca da Independencia, que se dir aonde deve-
r dirigir-se, a quem convier este negociozinho.
ATTENCAO'.
Prccisa-se de una eacrava para lodo o servico, e
que seja liel : na na Bella n. 9.
No holel Francisco, ra do Trapiche, exisle JoiWi
Jos Uceda. eslrangeifo, rhegado ha pouco, que
tem urna pequea porjao de chapos do Chvlc de
excedente qualidade, os quaes vende por prego
commodo.
Aluga-se para o servico de liolieiro, um esrra-
vo mulato com miiila pratica ilesse ullicio : na ra
da Saudade, (roi.lcira> doHospicio, casa da residen-
cia do Dr. I.ourcnco Trigo de l.oureiro.
COMPRAS.
Conipra-se urna escravade meia idade, de bom
comporlamenlo e sem vicios, propria para servir
urna casa de henea familia : no armazem da ra do
Amorim n. H.
Compiam-sepatacoes liespanhes, no
armazem do Sr. Miguel Carneiro, na ra
do Trapiche n. ^8.
Compram-se mil lelhas usadas : na ra do Sebo
sobrado amarcllo.
Compia-se unta barcaca grande, nova, ou que
esleja em bom estado, com pouco uso : na roa da
Cadcia Velha n. 16, se dir quem compra.
Compra-se urna prela de .VI annos, que enten-
da de cozinha : na roa do Rangel n. 2.
Compra-seo curso de geometra de Lacroi,era
meio uso, anda mesmo nao estando completo, e um
jogo de diccionario de Moraes ou Hoque! : no ar-
mazem da ra Nova n. 67.
VENDAS.
89000
49000
409000
459000
509000
609000
MIjOO
H5008
169000
19000
23O00
da
e
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um pam seguro na pralra i
omcopalhia, c o proprielario desle eslobclerimcnlo se lisongeia de lelo o mais bem montado possivel
nguem dunda hoje da superiuridi.de dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crvslal de diversos lanianjios, e
aprompta-sc qualquer eucommenda de medicamenlos com loda a brevidade c por i.recos muilo rom-
modos. *
Manoel Ignacio Fcrreira, socio enrarrcuado da
liquidado da firma social Silvcira & Pamir*, lem
feilo seu procurador bstanle na villa do Bonito, ao
Sr. Manoel dos Sanios Rezerra Leite, para cobrar
lodas as suas dividas ; c como alguus do* senliores
devedores Icnham recusado pagar amigfvelmcnle,
lem dado urden, para o inesmo senhor pudor usar
dos mcios que a lei ihe faculta.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
<|iier tica latina, propoe-se a ensinar nesta pia-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de tenias as pessoas que
se quizerem utilitar de seu prestuno,
Crotestando satisfazer a' expectacao pu-
lica ainda a cuita dos maioressacrilicios,
e, emquantonaolixar sua residencia, |i.e
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se'a'
livraria da praca da Independencia ns.
G c 8.
Aluga-se o quarto andar esolao do sobrado da
ra do Trapiche ... 12, com excellcnles couunudos
para familia : a Iralar no primeiro andar do dito so-
brado.
USOOO rs.
Precisa-so de urna prela que seja boa coslurera c
iigommadcira : quem a liver dirja-sc a ra do
de |ilan-
m eslver
2i arma-
eiijsommaoe.ra : quem a l.vcr dirija
Rangel n. 77.
Precisa-se de um feilor que entenda
tajan de arvores de etpioiio e jardim : que
ncsle caso apparera na ra do lirum
zcm.
Novos livros de homeopalliia lucfrantez, obras
lodas de summa importancia :
llalincmann, Iralado das molestias clironicas, 4 vo-
2(I^KX)
69OOO
79000
69OOO
I69OOO
li>
K-^KHI
169OOO
109(100
KglKNI
73000
69000
(9OOO
IO9OOO
309000
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos ......
Hcring. homenpall.ia dumeslica.....
Jahr. pliannaei.p.i lioiui'opalliiea. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, niolcslias da pelle.......
Rapo.., historia da hnmeopalliia, 2 volumes
ll.n llimanii, tratado completo das inulcslias
dos meninos..........
A Teale, materia medica hnmcopalhica. .
De Favollc, doulrina medica homenpalhiea
Clinc.l de Manuel 1........
Caslii.g, verdade da homenpall.ia. .
Diccionario de.Nvstcn.......
Atllas completo ile anatoma con. bellas es-
tampas coloridas, cnntci.do a descripeo
de todas as parles do corpo human ." .
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Loba Moscoso, ra do Collegio n. 2i,
primeiro audar.
No sobrado 11. 82 da ra do Pi-
lar, precisa-se alugar una escrava que
saiba engommar bem e tomar conta de
urna casado pecniena (amilia.
Jotas de orno.
9 Na ra do Oueimado, loja de ourives pin-
9 (ada de azul n. .'17, ha 11.11 rico c variado sor- &
W lmenlo de obras de ouro, que o comprador &
W avista ilos prejos c bem feilo de obra mo dei- St
* xara de comprar, aliaiieaudo-scc respousabi- fc
lisando-se pela qualidade de ouro, de li e 18
qutales. 2
**s@eseae@
Achando-se o Sr. Manoel Francisco de Souza
Santos embaraeado 1.0 seu commercio, desde o dia
i de julho pas'ado, e n.1o leudo preslado liauja id-
nea a companhia de Seguros Marilimos iTlilidade
Publica, ressa desde boje de ser accionista da mes-
ma companhia irl. 18. Os directores iwr inlerven-
jao lo correlor Roberlo, vndenlo a. ."> acjcs no
dia 5 de ouluhro, na couformidade dos ails. 19 e 20
dos estatuios.
Precisa-sc de urna pessoa que seja hbil par-
ensinar a escripl.irae.'io de livros co.ninerciaes, lae
10 era partidas simples como dobradas : quem se
achar ncslas 'circumslancias, aununcie por esle
Diario para ser procurado.
Aluga-se por 3509000 por auno, pagos vista,
O primeiro silio deportan de ferro dolado direilo da
eslrada nova do Guama, o qual lem cxcellenles
baixas plantadas de capim, e ptimo (erreno para
vareas, assim como soflrivel casa, e niln puucas ar-
vores de Inicio: quem o pretender, poder exam-
nalo, e eonvindoltie eoin ,1 condljlo mpra, dirja-
se ao Chora .Menino, primeiraeaaado lado esquerdo,
para Iralar, isln das 6 as 8 horas da man.fia, un das
ida larde em dianle.
fj os' es
DENTISTA FRA.NCEZ.
Paulo (iaignouv, eslahelecido na ra tara
do Rosario ... :(, sesnudo andar, colluca den- 9
tes con. gengivasarliliciaes, e dentadura cmn- 0
pela, ou parle della, com a pressao do ar.
ti Ta.nbem tem para vender agua denlifricedo
Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do
Rosario 11. :16 segundo audar.
feas-sf is ssaa
J. Jane dentista,
contina rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antifjo deposito da ra do Trapiche
11. 15, lia muito superior potassa da Rus-
lia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por prero commodo.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeirao c
aceo : 110 largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
&@S$$S
W O Dr. Joao Honorio Rezerra de Meuczes,
formado em medicina pela faculdade da lia-
lua, coi.lina no excreicio de sua prolssn, na
ra Nova ... li), segundo andar.
a* a
TOA1.HAS
E (UAKDANAPOS DL PANNO DE
L1M10 PUKO.
Na na do Crespo, loja da esquina que rolla para
a cadcia, vendem-se loall.as de panno de linho, lisas
c adamascadas para roslo, ditas adamascadas para
mesa, guardauapos adamascados, por preeos com-
modos.
Precisa-sc de um bomcozinheiro que enlcnda
liem tle cozinha, c que seja muilo dil^ei.Ic nos seus
Irabalhos, c liel, que seja portimuez, ou oulra qual-
quer pessoa : na ra Nova loja franceza ... 10, que
achara com quem Iralar.
\o comitoiuo
DO DR. CAS A NOVA.
Rli.V DAS CRI7ES N. 28,
eonlinua-se vender carleiras de homenpa-
ll.ia de 12 lubos (grandes, medianos e peque-
os) de 2, de;l(i, de 18, de 60. de 96. de 120,
de lii, de 180 al 180, por prcros razoaveis,
desde 59000 al 200KKK).
Elementos de hoincopalliia. i vols. (.000
Tinturai a etealher (entre :iso qnali-
dadcsi cada vidro I9OOO
Tubos avulsos a cscolha i. 300 e IIOII
Precisa-se de nina ana de leite forra
ou captiva, tendo bom leite paga-se bem:
ni; ra de Ilortas 11. (iO.
LEITURA REPENTINA.
A inslalaeno da primeira aula pelo aprasivel me-
lhodo (jisii 11.0, icr lugar aegonda-feira as lo horas
da iii.inli.ia (2 de oulubrn, no palacete da ra da
Praia. Entre millas materias, o instalador aprc-
senlara a seus Ilustres convidado- un. menino de 6
anuo., que no curio espaco de l'J. horas, que enr-
respui.de. a 24 dias pelo anligo melhodo, sabe ler c
esciever, conforme a sua idade, no que se demons-
tra a excellencia do melhodo. Alen das pessoas
que lem sido convidadas por carias, lento franca en-
trada, os Srs. commandautes doa corpos, os Srs. le-
les, profeasores pblicos e particulares dcsla cidade.
e os meninos que liverein sido alumnos do collegio
Sa..-Francisco Xavier.
Aluga-se urna grande casa lerrea com sotan e
7quarlos, cozinha fra, quintal e cacimba, na ra
do Pilar: a Iralar na ra Direita .1. 91, primeiro
audar, das b as 10 horas do dia, e de I as o da larde.
Oflcrece-se um moco eslrangeiro que sabe fa-
/er lodas as qualidades de massas, rnmo sejam : la-
lliarini, inacarrao, eslrclnl.a e muilos mais: <|ucm
precisar, dirja-se ao aterro da Roa-Vista 11. 70.
OITerere-sc urna miilhcr para ama de nina ra-
sa de homem solleiro ou de pouca familia, a qual
sabe engommar bem e cozinbar o diario de urna ca-
sa, e da fiador a sua conduela ; que... a pretender,
dirija-se ra de Sania Rila 11. 17, que .leila i.
urente para a parle do Mceme.
Venancio Augusto Fcrreira, como rclirou-se
para os Apipucus por impo-sihiiiladn ilesuasai.de,
ilevnu nesta praca pnrsea bastante procurador ao
?*r. Antonio (lomes de Carvall.o.
Quem prensar de nina ama secea para o ser-
vico interno de nina casa de pouca familia, dirija-
se ao becco do Rosario 11. 2.
Pl RLICACOES LI ITERARAS.
(iazelas dosTribunaesobra muito jnlcressai.te c
precisa aos Srs. jorisconsullos.
Poesas de Bocage, nova c completa ediceao cm 6
volumes com n retrato do autor.
Ilisloria do consulado c do impeli, por Thiers.
Dila de Portugal at 1826, umgrande volumepor
preco mdico.
Panorama, jornal muito instructivo, redigido pe-
las peonas mais habis de Purlugal.
Revista popular, jornal para as rlasses menos a-
hasladas, conlcudo arligos uteis e iuleressai.les.
Dita nilitar, que s Irala das malcras ledenles
iiolire prrdi-o das armas.
Luiz XIV e seuseculo, volumes com boas es-
tampas.
Poesas de Palkas.
E diversos romancesdosmelliores autores, por pre-
ces multo favoraveis.
Todas estas obras se vendem na casa n. ( defron-
le do Trapiche Novo, onde se recebem assianaluras
para os diversos jornacs cima declarados.
_ Vende-sc oaarreuda- Ca-me-vou, na regne/ia do Bonito, propriedade do
padre Jos Luiz da Cunta Rastos, ile grande eslen-
sao e cxcellenles Ierras, quasi todas de malla vir-
gen., por se ler smenlc litado elle i. safra de um
anuo, con. caimas para mais de i,500 paes : quem
o preleuder, dirija-se ao referido engeni.o.
Vende-se tima pequea casa lerrea de pedra e
cal, em chaos proprios, na cidade de Olinda. ra Xa-
vier de Sania Rosa : a Tallar com o empregado da
faculdade de direilo de Olinda Rangel, que dir
quera a quer vender, e a razio por que.
\ eude-se una liten a, venesianas, caixilhos de
vidro e algnmas portas, Indo em bom estado: no
armazem da praca da Boa-Vista ... :I0, de L. Eduar-
do Dctl.an Jnior.
Vende-se na ra Direita n. 27, manleiga in-
gle/a a 640, dila a.560, dita a OO rs., dila a 400,
dila franceza a 610 e .">60, queijos muilo novo, millio
cm sacras, novo e muilo barato.
BOM E BARATO.
Veuderu-fc cadeiras de Jacaranda, so-
fas, contlos, bancas redondas cora pedra
c sem ella, cadeiras de araarello, sotas,,
consolos, bancas redondas, iiauqi.ii.l.as de
l pe, camas de angco, ditas de araarel-
lo, marquezasdeai.ico, ditas de amarcl-
lo c de oleo, cadciriulias para menino comer me-
sa, dilas para menina de escola, sendo obras muilo
modernas e de bom gosto: na Camboa do Carino
u. 11.
FUMO EM 1 OLIIA.
Vendc-se timo em lolha de todas as qua-
lidades, em fac*ios de 2 ate 8 arrobas, por
preco commMB na ra do Amorim n
H, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se um sobrado dclcriorado cm Olinda,
na ra de S. liento, defronle do mosleiro: quemo
pretender dirija-ee a ra do Bn.n-Successo defronte
da quina dos Ouarteis onde lem um lampean.
OII QIE RICAS ABOTI ADURAS.TJkNTO PARA
PALMOS COMO PARA COLLETES.
Chcgaram a frente do Livramenlo, loja de mu-
dezasde F. Alvesde Pinito, as h.ais ricas abotuadii-
ras de madreperola e metal chumbadas e finas, lau-
to para palilus como para collelcs, de mu dilleren-
les goslos ; he o mais superior que pode vir para a
fesla ; a ellas, que sao poucas, e por |iouco diuheiro
depressa se acabaran. Na mesma loja, alm de va-
riado e completo sorlmcnlo de lodas as quiiquillia-
ras, continua a ler os lindos tercos, crucilisos que
se trocam por dMouto pre^a.
Vende-se urna escrava, crioula, de .10 annos de
idade, bonita ligara, a qual cose bem, cozinha o da-
rio de urna asa, c lem principios de engomar, pti-
ma para ser empregada na sata de qualquer casa de
familia por ler bous costuras*, e pratica desse ser-
vico : quera a pretender, dirija-se ao largo do Car-
ino, na segunda casa terrea dj lado direilo 11. 6, on-
de se dir qual o Motivo por que he a mesma escra-
va vendida, nao obstante as suas boas qualidades.
Vendem-se i"> prancl.cs delouro escalados : os
pi demientes dirijam-e ao Oes do Ramos para vc-
rein, e tallera com o Sr. Jos .Mana.
Vendem-seasduas parles de un sobrado de um
andar e solo, na ra Direita o. 117, que (em snmeu-
tc quatio herdeiros : tratar no pateo do Collcgio
n. *.
Vende-se ora evcellenlc carro de qualro rodas
c un. cabriole! cm bom oslado : os pretendentes po-
dem v-lea na cocheira doSi. Pierre Alera, no largo
do Arsenal de Marinha, e para Iralar do preco em
casa de Viclnr l.as.ic. ra da Cruz ... 27.
HE MUITO BARATO I !
Corles de calcas de brm de l.nhn trancado de
'" a............||600
Ditas de dilas de lu un de linho trancado su-
, pnrier a........."... 23OOO
Cassinclas de laa mcscladas propras para
calcas e palitos pelo baralissmo proco de o
covado............ ;w
Cintas de col.crla muilo bonitos padres, co-
vodo............. too
Dilas fraure/.as muilo bonitos padrees covado 2i0
Damasco de Ua fingii.do seda, muilo pro-
prio para coberlas de camas..... 800
Dilo de alaodao covado....... jOO
Chapeos de sol de seda para seuliora muilo fi-
nse bondosa..........It^OO
Dilos para humera, de lodas as cores a 63IOO
Dito de niassa francezes muilo superiores, c
das mais modernas formas......(,-KMI
Dilos de dita, tura meninos.......VmOO
E mitras roanas fwanda que socoro a vistamos com-
pradores pniteran conl.ecer ns baralissimos preces por
que se eslo endeude na rna do Oueimado n.*7, lo-
ja da estrella Be Gregorio A; Silvcira.
Eslou torrando
(.tuero acabar,
Vendo barato
Vci.l.am comprar.
Iliadnai baratas, na ra da Cadcia dn lente n.
l'J : suspensorios no VOS sem defeilo algum a 60 rs. o
par, Mullas de carrilcl de (Kl jardas, ptimo fahri-
caulc a 80 rs. o earritel, sortidos, sgulhas franeczas
limpas c com algnoi loque de ferrugem a 20 rs. o
papel, 11. .">, 6, 11, l:l e 14, iledacs de alfaiale a 20
rs., ditos de labio para scnl.ora a 10 rs., linhas de
i.nvello .1. ri(> a 10 rs., rosarios branros a itOO rs. a
duzia, proprios para a festa de N. S. do Rosario,
brincos de diversas qualidades a 10 rs. o par, bnles
para ralea a',200 rs. agro-a, dilos para camisas, re-
troza 100 rs. comprando miada inleira, espanadn-
re.s a 120 c 160 ...... bandejas, caivetes, lesu.iras,
livellas, marcas, lavas de diversa* qualidades, meias
sortioaa, lencos de chita, ditos de seda, c oulias fa-
zo..das por diminuto prcr,o.
Vende-se una bomba para cacimba, em pci-
feilo estado ; no Chora Menino, primeira casa do la-
do esqueido, a..les da ponlczinlia.
MODERNISMO.
A .VsOOOrs.ocrle!
Corles de veslidosde waroaviana de goslo cscoccz,
os mais modernos, chegados ulIimnmciitA de Franca;
veiide-se pelo mndco preco de VHHIO rs. cada mu :
a 1 na do (Jueimado, luja 11. 17, ao pe da botica.
ATTENCAO*.
Vendc-se na ra da Cadeia de Santo Antonio u.
16, boa farinha a SjUOOi. sacia, c a menos cm par-
olo,
Vo'.dem-se 1 carrocas novas c bem construi-
das, as quaes scrvein para hus ou cavallos, por pre-
co muilo commodo ; na ra da Cadcia Velha n. 16,
se dir.i que, vende.
Vende-se una carraca ihuiln grande e nova,
a qual pesa V) arrobas, propria para carregar a-
sucar ile algn, cogenho par ser muilo forte : na ra
da Cadeia ... 16, se dir quem vende.
Na na do Collegio ... 3, vendem-se os secuin-
les livros : arill.nielica. geometra a Irimiomctna de
Lacrois ; os dous diccionarios porlaleis das lingual
porlugue/a a ndoza, e as (liles de Horacio cmn a
Irailoce.lo en. porli.gue/., c um melhudn para Niobio
por Q.arpenler.
Vende se 1.....1 taberna, sila na ra Imperial
i.. 17, bem alieene/ada e con. poneos fundas :
que... a pretender di.ija-se a mesma, que adiara
cora i|.icn. 11 alar.
Vendc-se railho em saccas a 39000 cada urna,
farinha muito nova a 1000 : no armazem de Car-
los Jos Gomes, travessa do arsenal de guerra.
. Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, echegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoej
da SiivaSantos na ra do Amorim n. 5(
e 58, ou no caes da alfandega.
~ Vende-se urna marqoeza muilo larga c 6 ca-
deiras, (udo do amarello, c muilo em conla : na ra
da Cadeia de Sanio Antonio n. 20,
Vendem-se ancnrelas rom cal vrgem, chegada
ltimamente de Lisboa, por preco commodo : na
ra diiSeiizalaNova u. 4.
Na rna dos Martyrios n. 14 se dir quem ven-
de as obras de ouro seguidles : 1 volla de armacan
com diamante, 1 par de pulceiras limadas con. 3 oi-
lavas e 1|l, 1 par de brincos de armacocom 1, 1 di-
to lavrado rom i c I |i, 1 dito menor com 3 e 9 graos,
I dilo lis,, de ti lacra na rom 2, 1 correte com !1 e
l|4, 1 dita mais grossa cora 21 Ip2, I dita raais lina
com 28 e l|1, 1 cardao grossocora 17, -I 111H.1II1.1 cora
I e 1|i, 1 volla chala ron. 8 1.2 c 0 graos, 1 resplan-
dor com i 1|2, 1 anneblo com um grande diamanta,
1 dito con. 1 dito pequeo rom 2 c 3|4, 1 dilo para
lirma com 2 : vende-se ludo sem feto.
Velas de carnauba.
Vende-se por preco mais commodo do que cm ou-
lra qualquer parle, velas de carnauba pura, c de
composieao : na ra dclraz da matriz da Boa-Vista
o. lo.
Vendem-se pos dt parreiras cm caiies, ja
promplos a botar cm talada, os quaes sao de uvas
muscaleis brancas : quem os pretender, dirija-se ao
alerro da Boa-Vista n. 77.
Vende-sc eicelienle laboado de pinho, recen-
lemenlc rhegado da America: na ni 1 de Apollo,
trapicho do Fcrreira, a entender--o com o adminis-
trador do mesmo.
ALPACAS DE SED* A OO RS. O COVADO.
A ende-sc na loja da ra do Queimado 11. 10, ricas
alpacas de seda de quadrus.
CARRO ECABRIOLET.
Vende-sc um carro americano, novo, elegante c
leve; vende-se lambem um oulro de 1 assentos, e
raais um cabriole!, estes dous com pouco uso ; ven-
dem-se lambem os cavallos para os mesmos queren-
do, por preco commodo : na ra Nova, cocheira de
Adolpho Bourgeois.
- Vcnde-se um,boi manso c una varea parda:
no silio da Torre em Belm.
Deposito de cal.
Vende-se cal virgem de Lisboa, proiimameiilc
chegada. por o mais razoavel preco : no armazem de
asnear da viuva Pereira da Cunha, ra de Apollo
11. 2.
Ittta da Cruz, armazem n. 15.
Nesle armazem vendem-se rabos de linho de 1 a 6
pnllegadas de Erossura. lonas da Rusia primeira
sorle, dilas inglezas, remos de faia de varios lam-
ntala, brreles escocezes para marujos, flele para
bainleras, de Indas as cores, carne de vaccasalgada
era barris, azeile de caiga para luzes, em lurris de 9
caadas.
Vende-se botechiobas inglezas c de leite, ditas
de aramia superior : na padariadarua Direita n.69.
Vende-se schocm betigas, muilo propria para
bai.l.a, sal de. pedia do Ass, herva malte muilo
boa. pedral de amolar, peine secco c salpreso cm
barris, um braco de batanea com conchas, um lerno
de pesos de 1 arrobas : no armazem da ra da Praia
11. 37.
Vende-sc una escrava, crioula, de 28 annosde
idade. com um lilho 011 sera elle, a qual lem mili-
tas habilidades para o servico interno de urna casa
de familia, sendo que o molivo por que -e vende he
por nan querer rila servir'para vender ua ra : a
iralar na ra do Pilar, casa n. .
Vendc-se um cscravo de nac,ao, bonita fisura,
idade 23 annos, pouco mais ou menos, sem vicios e
nem achaques, propriu para armazem de mocar
por j ler estado alosado ; quem o pretender, va no
trapiche do algodao, no Forte do Mallos.
Vendcm-se esleirs de palha de carnauba che-
gadasagora do Aracaly, a las o cenlo : lia ruada
Cadetada Recife n. 19 1. andar.
\ endii-.e um bom e- ra\n, moco C sadio : lia
travessa da Madre de Dos, armazem 0.21.
IMS (HARTAOS.
V ei.deiii-se quarlaos novos e bem carnudos por
preco commodo: ao p da ponle da Boa-Vista, ou ua
ra do (Jueimado loja ... 11.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendc-se superior farinha de mandioca, crasaccas
graudes de alqueiro racu!ado, e |>or prero commo-
do : ua travessa da Madre de Dos 11. 3 e 5, ou ua
ra do Queiuudo .1. 9, loja de Antonio Luiz de Al-
n.eida Azevedo.
Attencao.
Na ra do Qoeimado 11.7, laja da estrella, ven-
dcm-se as seguinles fazeudas, por barates preros :
Curies de cmbralas fraocezas de cores com
barras, e goslos iiilciramenle novos a -i.-jOO
Cambra.as fraucezas do corese gastos muito
modernos, a vara l
Ditas ditas de dilas, goslos escuros, a vara 0
Orles de eambraiasde lislra* de cores a (i
Dilos de dilas de salpicos a" 3-5000
(..iiiibi aias de salpicos muito finas e largas,
a vara c0
Corles de riscados escocezes, (ecidos em cas-
sa, padres muito modernos, o corle 3>000
Ciirles de cambraia de seda de fio a 12O00
Dilos de dila de dita rom buhados H9OOO
Fil branco e cor de rasa, a vara 100
Ditos de oulras cores, a vara 3o
Lencos de cassa para mao de seuliora de
100, 110, 200 e 2(0
Chales de lorcal de i ponas muilo grandes a 161000
Romeiras de lorcal de novos goslos a 80000
Lciiios de lorcal a lOiOO
Dilos de retro/, a mo
e nuiias muilas fazendas que se vendem por muilo
baixos preces : na loja .cima dita.
Fazendas para a testa.
Corles de sedas cscoeczas as mais superio-
res que ha no mercado a lOOOO
Dilos de ditas, goslos muilo modernos a 200000
Alpacas escocezas de laa c seda, o covado OO
Varcjas de laa e seda muilo modernas, o
covado 600
Corles de cambraias de seda com babados a H5OOO
Manteleta* prelos e de cores de diflerenles preeos, e
um completo sortiincnlo de fazeudas linas as mais
propras deslc mercado, que se vendem par baratos
oreos : na loja da Estrella, de Gregorio & Silvcira,
ra do Oueimado 11. 7.
v Vendem-se duas casas terreas ao p da fundi-
eiio m Santo Amaro : a fallar na ra do Queimado
loja de fazenda 11. O.
MIL DE/AS BARATAS.
Vendc-se na ra da Cadcia do Recife n. 19, sapa-
los de co.iro de lustre para seuliora a lo rs. o par,
dilos de na. roqun, a 600 rs., ditos para homem a
800 e 900 rs., bolees de agatli para camia a 00 rs.
a groza, ludia de cores a lo, dita branca de 800 a
19200, papel de peso muito bom a 20100 e 20OO a
resma, pcnles para alar eahellus a 210 rs., ditos linos
a 800 e lo, rolletes a 60 a UO rs. a caixa, bicos, lilas,
alliuelcs de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras c meninas, dilos para homem,
thesouras linas c ordinarias, pulceiras de ooro fin-
-111.lo de le, carleiras para baile, peueiras de ac e
oulras muilas cousas per preeos muilo em conla.
Vende-se veltas de cera de carnauba leilas 1.0
Aracat), de 6, 8, c 9 cm libra de muito boa quali-
dade: na ra da Cadeia do Recife u. 49, primeiro
andar,
Kecommenda-se aos liomcns do campo o
seguinte annuncio.
Vendem-se chapeos pardos de massa,a que muilos
chamara de le tro a ljOOOrs. cada um : na ra do
Crespo loja ... 6.
ATTENCAO.
Vendc-se no alerro da Roa Vista, loja n. 78, meias
decores para han.en. pelo diminuto preco de 160 e
200 rs., ditas para senhoras a 220 e320, emuito linas
sen. costuras a 100 rs., Indias de ..mellos mu.lo gran-
des c da-se amostras, grampaa a lo rs. o maco, lilas
de linho a 10 is. a peca, l.ul.as de earritel sortidas a
20 rs. e nmito raais iniude/.as cara que todo nnego-
cio se faz para acabar, assim coma vaquetas inglezas
para robrir carro por prero coiuu.odo.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
\ endem-se velas de cera de carnauba de compo-
sieao. (eilas no Aracaly, da melhor qualidade que
ha no mercado, c por mais cnminodo preco que en.
oulra qualquer parle : na ra da Cruz 11. 31, pri-
meiro andar.
Vendem-se riros panos com evccllcnles vo-
zes e por preeos commodos: era casa de J.C. Rahe,
rna ilo Trapiche II. .
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio :i luz a novo Mez de Maria, adoptado pelos
rcveiTiidissiiuos padres 1 api.cimillos de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado con. a novena da Se-
nhori da Coneeicao, e da noticia historie! da ic-
dalha milagrosa, odeN. S. do l!.nn Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria u. 6 c 8 da praea da
independencia, a loOOO.
Qp Deposito de vinlio de cliam- ($)
(01 pt.jjne Clialeau-Ay, primeiraqua- U
M lidiide, de propriedade do condi U&
S de Mareuil, rita da Cruz do Re- a*
- dfc n. 20: este vinlio, o mellior .
1& de'loda a champagne vende- @
fA se a ."(J,S'000 -s. cada caixa, acha- ^
se nicamente em casa de L. las- W
comte l"eroiiS Companhia. N. B. 0
fD Asciiixas siio marcadas a fogo t$)
() Conde de Mareuil e os rtulos tt
Avisi-se as Sras. doceiras que atraz da matriz
da Boa-Vista loja do sobrado n. 7, vende-se urna
porco de laranjas da Ierra, indo a pessoa buscar em
um silio perlo da pnce e Iratar do ajuste.
Vende-se urna escrava da Costa de meia idade,
boa vendedeira de ra: a tratar na ra do Rosario
eslreila 11. II.
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, de supe ior qualidade e por
preco commodo: na ruada Cruz n. 2b'
primeiro anHar.
Na loja do Caideal ra da Rosario,
vende-se o bem conhecido rape rolSo
lrancez.
Vendem-se camisas francesas muito
bem eitas, competios de linho e de ma-
dnpolao, e aberturas vJe linho e de mada-
polao para camisas, tudo de superior qua-
lidade e por preco commodo: na ra da
Cruz 11, (i primeiro andar.
Vende-se superior chocolate ran-
cez Kiseclie e Abssinthe, por preco com-
modo: na ra da Cruz n. 2 andar.
Cassas lranavzas a .">20 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, veodem-se cassas fraucezas de muilo boro
goslo, a 320 o covado.
QL'EUOS.
Vendem-se muilo bous queijos do -erbio de-tes
chamados de pionca, os mclhores que lem appareci-
do venda : na ra do (Jueimado, loja n. 14.
FACI SECCO.
V ende-se muilo saa c boa carne, pelo barato pre-
co de 49OOO a arroba, e tacto secco de gado, por ba-
rato preco, proprio para escravos : na ra do yuci-
mado, loja 11. 14.
Toadlas e guardauapos de panno de linho.
Vendem-se toa I lias de panno de linho adamasca-
das para roslo a lOjUOO a duzia, dilas lisas a 1 (8000
a duzia, guardana|>os adamascados a 35600 a duzia :
na ra do Crespo n. 6.
LIMIA DE CARRITEL DE 200 JARDAS.
Vendem-se em casa de Fes Brothers, rna da Ca-
deia do Recife 0.62, carr.teisda mais superior ludia
que tem viudo a esle mercado, cada carrilcl (em 200
jardas.
BRINS DE CORES.
Brm trancado com quadros de cor a 600 c 700 rs.
a vara, fuslao branco alcochoado a 400 rs. o covado,
caslor muilo enenrpado a 240 o covado, petas de
cassa de quadros, propras para babadas a 23000, gan-
ga amarella trancada a 320o covado : na loja da ra
do Crespo n. 6.
Corles de cambraia.
Superiores corles de cambraia bordados de seda,
de muito hora gosto a 4)000 cada um, dilos de cassa
chita a 25000, dilos de chita franceza larga a 35O00,
lencos de seda do 3 ponas a 610, ditos de cambraia
cora hico a 280 cada um : na ra do Crespo, loja
n. 6.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada 1 eeci.tcii.ei.il- da America.
Potassa:
No auligo deposito da ra da Cadcia Velha, cs-
oriplo. ni ... 12, vende-sc muito superior polassa da
Rossia, americana c do Rio de Janeiro, a preeos ba-
ratos que he para fechar contas.
A 4,000 RS. A ARROBA.
Vende-se carne muilo sila e gorda, viuda da
provincia do Cear, pelo barato preco de 45000 rs.
a arroba cm pacotas de 4 arrobas : no armazem da
porta larga ao |K do arco da Coneeicao, defronle da
escadinha.
Ai pie fri.
Vende-sc superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 15200 rs., dilos brancos a
l>200rs., dilos com pelo a imitacao dos de papa a
l900 rs.: na 1 ua do Crespo loja n. 6.
apeaite d> fabriea de Todas oa Santos na Babia
\ ende-se, em casa de N. O. Beber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muiloproprioparasarcosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Kio Doce,
coirl 720 pesde coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a* na do Rangel n. 5C.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
SenzaU nova n. 42.
Nestc estabcleciment continua a ba-
ywr um completo sortimento de moen-
diis e meias moenrjas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de feuro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho doRheno, de qualidades es-
peciaos, em caixas de urna duzia.charutos
de Haviina verdadeiros : ra do Trapi-
che n. .">.
cassas francezas a tso rs. o covado.
Na taja de Guimaraes & Henriques, ra do Cres-
po n. .>, vendem-se cassas francezas do ultimo gos-
lo, pelo baralissiii.a preco de 180 rs. o covado.
NOVA ORLEANS.
Barato sim, liado nao.
Na rna do yueimada loja n. 17, vende-sc alpa-
ca de seda furta caaes lisa e de lislras intitulada
Nova Orleanspjefr barato preco de 500 rs., o cova-
do, sendo esla Meada muilo propria para vestidos
de senhora e meninos; gaze de laa e seda de cores
as mais delicadiis.mailo proprio para vestidos de se-
nhora e meninos a 500 rs. o covado.
Na ra da Cidria do Recife... 60, vendcm-se os
seguinles vinlios, os raais superiores que (em viudo a
esle merrado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escaro,
Madeira,
em camnl.as do ama duzia desairaras, e vista da
qualidade |Kir preco muilo cm conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recita n. 50 ha para vender
barris' com cal de Lisboa, receolementc chegada.
Taixas piara engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafara continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES I)E ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Biebcr & Companhia, na ra da
Cruz. n. i.
Na loja de 1 portas, na ra doQucimadn n. 10,
de Manoel Jos Leite. vende-se por menos de seu
valor as seguinles fazendas: barege de lila e seda
para vestido, fil de linho de cores, leones riros de
m.idi cpe na e saMo, lencos de cambraia de linho,
chapeos francezes prelos, eollarinhos tle linho para
camisa.
Vendc-se urna batanea romana com lodos o
seus perlences, cm hora usa e de 2,000 libras : quera
a preleuder, dirija-se a ra da Cruz, armazem ... 1.
Vendem-se era casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarraado.
Sellins niglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em sacras de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanizado.
Ferro galvanisado em foi ha1 para fono.
Cobre de forro.
Na roa do Collcgio n. 3, primeiro andar, ven-
dcm-se para fechar cuntas mil o quindenios, massos
de coalas de vidro lapidadas a 160 rs. rada masso, e
70 duzias de caicas de ruassa para rap a 19200 a
duzia.
Afcaciade Edwla Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Caunonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ii.etir.is lodas de ferro pa-
ra animac-, agoa, etc ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tama uhose modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que ua de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
Ilias de lia.ires ; tudo por barato preco.
RA DO TRAPICHE ~7 7(17
Em casa de Patn Nash & C., ha pa-
ra vender:
I Sortimento variado de ferragens.
. Amarras de ferro de 5 oitavos ate 1
g polegada.
5 Champagne da melhor qualidade
jjg em garrafas e meias ditas.
Jg( Um piano ingle/, dos melhores-
TUDO DO ULTIMO COSTO.
Na rna do Crespo n. 14, loja do lado
do norte de Dias & Lemos.
Chitas de rores muilo lizas com padrees de rama-
gens imitando cassa a 160 rs. o covado, dilas finas
com novos desenhos a 200 re., corles de cambraia
com listas e ramagens de cores, padres emtanles
a 29100 rs., dilos de brm eulranrado de linho com
quadros largos e sem elles, f, zenda inleiramenta de
novo goslo a 2S0O0 rs., ditos de rasemira de padres
escuros lia.tanto cncorpados a 195U0 rs., rufan de
cor para palitos a 200 rs. o covado, algodao niescla-
do de una so cor mu.lo encorpado a 170 rs.: assim
como muilas oulras fazendas que se veodero por
menos precio do que em oulra qualquer parte.
Vende-se um evcellenlc carnudo de 4 rodas'
mu bem constroido.eem bom estado ; esta exposlu
na ra do Araso, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Kecifa n. 27, armazem.
Vende-se papel de peo paulado e paquete, res-
ma ; caniles finos para visitas, cento : na casa o. 6
defronle do Trapiche Novo.
Vende-se na roa da Praii, no armazem n. 36
A, pedras mirmore para mesa de meio de sala e
consolos.
Moinhos de vento
'om bombasde reposo para regar borlase baia,
de capim, na fundicao de i). W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Devoto Clnislo.
Sabio a luz a 2.' edicSo do livrioho denominado
Devoto Cdrislilo,raais correcto e acrecentado: vende-
se nicamente na livraria ... 6 e S da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brincas e de cores de um s panno, moilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rui do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
OBRAS DE LABYRINTI10.
A endem-se toalhas, lencos, coeiros de labvrnlho
de lodas as quididades, rendas, bicos largos e eslrei-
Ioj, por commodos preros : oa roa da Cruz do Re-
cife u. :li, primeiro audar.
Vende-se o bem acreditado rape ro-
lao lrancez : na ra da Cadeia do Recife
loja do Sr. Bourgard.
Vende-se urna escrava : na ra de
S. Francisco, cocheira de Paula & Silva.
lias
arraas sao azues.
AOS SF.NIIOKKS DE ENGENHO.
Cobertores escaros muilo grande e encorpadM,
ditos brancos rom pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a l>10O : na ra do Crespo, laja da esquina
que valla para a cadcia.
POTASSA BRASILEIRA.
Vendc-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senliores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz 11. 20, ar-
mazem de L. Leconle Feron &
Companhia.
i
i
i
I
Vcn.lem-se rctogios de ouro e praia, n.ai
barato de que em qualquer oulra parle
11a praca da Independencia n. 18 e 20.
Na 111a do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo niodeiiiissimo ,
chegade do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzin
senhora, cora l"i t.S'.flO. '.
Na ra do Crespo, loja da 1 -.tuina que volta para
I Cadeia. ,
* I
*N
l
y 1.
v
ha. para vestido de
v.ulns cada corle, a
ESCRAVOS FGIDOS.
Dcsappareceu do sitio do padre Manoel Flo-
rencio de Albuqnerque, na travessa da Cruz de
Almas, de Ponle-l'cboa, no dia 5 do correle, om
seu escravo de nome Mauoel, de nacao Rebelo.de
meia idade, baixo, grosso da corpa, meio cansuei-
ro ; lerou um mero coro roupa sua, o escravo tai
comprado por muilo bom, ao Ss. .Manoel de Almei-
da Lopes, que o vendeu par ordem do Sr. Francis-
co Xavier de Oiiveira : roga-se, portaolo, as auto-
ridades polciaes, capilflcs de campo, 011 ootra qual-
quer pe-sua. que o aprehendan, e leve-o a ra de
Dorias n. 15, ou no dito silio, que ser recompensa-
do ; advcrlc-sc que o dilo preto he casado em obra-
id.n Camur, freguezia do Cabo.
esappareceu de casa do abaivo assignado, no
dia 10 dejuuho do corrente anuo, om escravo de ne-
me Manoel, de nacao Coda, que representa ttr 32 a
34 anuos de idade, estatura baila, magro, denles
ralos; (em urna calva na cabera de carregar pesos;
consta ler estado em Iguarass : quem o pegar, le-
ve-o ao mesmo abaixo assignado, na roa do Crespo
n. 5, que se recompensar o seo Irabalho.
Miguel Jote Barbota tiviima.au.
Auseuloo-se no dia 23 do corrente o preto A-
leandre, de nacao 8. Paulo, idade de 23 annos. al-
io, falta demorada e corpo reforjado, foi escravo do
francez Miliqoe, morador no Rio loee, e ollima-
ineutc do Sr. Edoardo BoHv ; esse preto cosame
em suas frequeules fueidas andar peta roa da Aoro-
11. ir para Olinda, e refugiar-se nas campias do
Rio Doce : roga-sc, paranlo, a quera o pegar 00
delle der noticia, dirija-se a roa do Brum o. 3B, fa-
brica de caldeire.ro. qne ser bem recompensado.
Iiesappareceu nodia 25 de selerabro.um negro com
os sigoaes seguinles : alto bastante, muito feio, rosto
redondo, cabera mal taita, nariz salo bocea grande,
lem lodos ns deules da frente, pos grandes, anda de
vagar, falta baixo, chamase Eustaquio, he muilo
conhecido aqu 1.0 Kecife por ser daqoi lilho, repre-
senta ler de idade 22 a 23 annos, levoo chapeo de
palha muito velho, camisa e calca de algodao azul,
tem por extenco marcado no eos di calca e na pon-
a da camisa o nome delle : quem o pegar leve-a
ra ilos Prazeres, casa pintada de rouxo, que ser
recompensado.
Desapparcccu do eogcnho Guiedla da cidade
de Nazarelh, no dia 18 do corrente, um negro de no-
me A nd re. orinlo, idade de 3t) e poneos annos, esla-
lura regular, rabera pnaluda, roslo secco e barba-
do, Irahalha -nllri\cimente de carneiro ; levoo ca-
misa e cenla de algodao grosso j usadas ; este ne-
gro j foi visto nos engeuhos Bom Succcsso, Lavagem,
etc., e por isso julga-se que anda occulio por aquel-
les lugares, porein sem conhecmento dos senliores
daquelles engenbos, pais arabos slo pessoas fidedig-
nas quem o pegar, poder levar ao mesmo eoge-
nl.o cima, ou ao armazem di viuva Pereira da Cu-
nda, na rna de Apollo.
esappareceu cm novembro do anno passado,
lendo v indo do Kio de Janeiro de obrigacao em um
navio, o prelo mariiiheiro de nome Joao, crioolo,
tilo, reforjado do corpo, e bem fallite, o qoal es-
cravo he de propriedade do Sr. Mauoel da Molla
Macedo all residente, o qual consta que existe nes-
ta cidade fugido, inculcando-sc -er forro : quem o
appreheiiilcr e leva-ln ra da Cruz no Recife, es-
criplnrio n. 3, ser geoerosamenle recompensado.
esappareceu no dia 8 de sclembro o escravo,
crinlo, de nome Antonio, que rosluma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerno, e intilutar-sc forro,
he muilo ladino, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Sanio Aniso, e diz ser nascido no sertao do Apodv,
eslalura e corpo regalar, cabellos prelos, carapinba-
dos, cor um pouco fula, olhos escaros, nariz randa
e grosso, heicos grosses, o semblante um pouco ta-
chado, bem barbado, norm nesta occasao foi rom
ella rapada, com todos ns denles na frente ; levoo
camisa de madapolo, calca e jaqueta branca, cha-
peo de palha com aba pequea e umi trouva de rou-
pa pequea ; he de snppor que mude de trage: ro-
ta-sc paranlo as autoridades polciaes c pessoas por-
liculares, o apprehendam c tragara nesta pra^a do
Kecife, na ra tarja do Rosario o. 24, que se re-
compensar muito bem o seu liabalho.
1008000 de gra(ificacio.
A quem apresentar o moleque Alfonso, de nacao
Cimundongo, idade 20 c tantos airaos, bstanle sec-
co do corpo, felones mu.das. ..llura regular, com
duas marcas de feridas no mcio das costas ; dcsap-
pareceu de casa cm 17 do corrente agosto, pelas 7
horas da tarde, e como nflo leve motivos para fosir,
e teve sempre baa conducta, suppe-se que fosse fer-
iado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
sodilo grosso e chapeo de palha com fila prela larga:
quemo Iroiixer ra de Apollo n. 4 A, receber a
gralilicaco cima.
Aiinta continua estar fugido o preto que, rm 11
de -cleoibro prximo passado, foi dn M011le.ro a um
mandado no engenho Ye. lento, acompanhaiido urnas
vareas de mando do Sr. Jos Uernardino Pereira de
llrilo. que o alujan para o mesmo lim; o escrava he
de mime Mauoel, crioulo, baixo, grosso e meio cor-
cunda, com a barriga grtate, lem um simal grande
de ferida na perna direita, ror prela, nadegas era-
pinadas para fra, pouca barba, (em o lerceiro dedo
da mao direita encolhido, e falla-lhe oquarlo: rc-
vou veslide calca azul de /oarle, camisa de alaod.ln
lizo americano, pnrin levou oulras mapas mais li-
nas, bem como um chapea prela de seda novo, e usa
sempre de carreia na cila : quem o pecar leve-o na
rna do Vigario n. 27 u seu senlior llomao Antonio
da Silva Alcntara. 011 no laico do Pelourinuoarma-
zem de assucar 11. 5e 7 de ltomai\ C, que -ca re-
conineusdot
l'EKN. : TYP. HE M. Frig HARA. -1854
.^

\
;
X
r'l
*


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ECJ02ZRYI_2R2T7B INGEST_TIME 2013-03-25T12:54:50Z PACKAGE AA00011611_01303
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES