Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01302


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Full Text

'l
ANNQ XXXI. N. 25.
Por 3 mezes adiantado s 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
***
QUARTA FEIRA 31 DE JANEIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
v
CNCARREGADOS DA SUBSCRIPTA'*)-
Recife, o proprietcrio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o 5r. Joao Pereira Martina; Baha, o Sr. I).
Dupnd ; Macei, o Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
donen ; Parahiba, o Sr. Gervazo Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr.Joaqum Ignacio Pereira Jnior ;
Aracjily, o Sr. Amonio de Leroos Braga; Ccar, o Sr.
Victoriano Augusto Borge; Maranlulo, n Sr.Joa-
qum Marques Rodrigues ; Par, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcrouymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 1J>000.
Paris, ZVi rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lctlras de 8 a 10 po- 0/0.
META CS.
Ouro.Oncas hespanliolas- .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 49000. .
Prala.l'ataces brasileiros. .
Pesos columnarios,
mexicanos. .
29*000
165JOOO
169000
935000
19940
19940
19860
PARTIDA DOS CORRE10S.
Olinda, todos os das.
Caruar, Momio c Garanhuns nos dias 1 e 15.
A illa-liella, 15oa-\ isla, Ex eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Paralaba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as tiuinlas-feiras.
l'KKAMAR DE UOJE.
Primeira s 2 horas e 64 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras.
RclacJo, lerrjas-foiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de orpliaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2" vara do civel, quartase sabbados ao meio da.
EPUEMEKIDES.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manhaa.
11 Quartolminguante s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 La nova as 6 horas, 17 minutos e
36 segundos da manhaa.
crescente a 1 hora, 48 mi-
32 segundos da manhaa.
24 Quark
utos e
DAS da semana.
29 Segunda. S. Francisco de Sales b.
30 Terra. S. Martinha v. id. ; S. Jacinlha v.
31 Quarta. S. Pedro Nolasco ; 5. Cyroc Tarcio
1 Quinta. Jejum. S. Ignacio b. ni.
2 Sexta. >5< Purilicacao daSS. V. naide Dos.
3 Sabbado. S. Braz b. ni. ; S. Celerino diac. m.
4 Domingo, da Septuagsima ( Estacao de S.
Lourenco extramuros) S. Andr Corsino b. c.
Temo* por vejes declarado ao Srs.
assij;nantes que o pagamento da subscri-
pro deste por quartel, deve ser eito no comero del-
le, mas a pezar de tanta clareza, todos
o diasappareccm duvidasa tal respeito,
aue nos obrigao a anda Ibes advertir que,
e duis urna, ou satisiacao no principio,
ou no fim a4i'50O, que por menos nao
sera' recebido.
PARTE OFFICIAL.

A
r
GOVERNO SA PROVINCIA.
Expediente li da 27 de Janeiro.
Cilicio. Ao Exm. presidente do Cear, dizendo*
que para poderem ser despachadas isenlas de direilos
as prensas vindas para esta provincia a bordo da es-
cuua Emilia faz-se preciso que S. Eic. se digne
ministrar os esclarecimeulos que pede o inspector
da thejouraria de fazenda no oflicio que remelle por
copia.
Dito. Ao Exm. conselhairo presidente da rea -
Silo, communicando que, por decreto de 3 do crren-
te, segundo constou do participado da secretaria do
ministerio da justicia, fora Horneado o juiz muid
pal do termo do Cabo, hacharel JoAo Paulo Monlei-
ro de Andrade, para o lugar de juiz de ilireilo da co-
marca de Pastos Bons na provincia do Maranhaol
Fizeram-se as necesarias commuuicaroes.
Dito. Ao mesmo, declaraudo que por decreto
de 3 deste mez, segundo constou de participadlo da
secretaria do ministerio da justira, fez-se mcrc a
I.ui* da Costa Porloearreiro da serventa vitalicia
do oflicio de 4.a labelliAu de notas desta capital, a
Joao Facundo da Silva Gnimaraes da do oflicio de
2.l>cserivJo de orphaos desle termo o a Antonio Jo-
s de Oliveira Miranda da do oflicio de escrivSo dos
feitosda fazenda provincial. Fez-se a respeito o nc-
cessuro expediente.
D.to. Ao mesmo, inleirando-o de haver conce-
dido 35 dias delicenra com vencimentos, ao promo-
tor publico do termo do Hacife, bacharel Antonio
l.uii Cavalcanl de Albuquerque para tratar de sua
saude. Ncste sentido fizeram-se as outras com-
municardes.
Dito. Ao coronel commandanle das armas,
transmittiado por copia o aviso da repartidlo da
guerra de 24 de novembro ultimo, e agora recebido,
no qual se determina que o 8. cirurgUo alteres do
corpo de saude do exercito, Jos^ Augusto de Souza
P.langa, seja empregado nesta provincia como con-
. vier ao serrico. Communicou-se a thesouraria de
fazenda.
Dito. Ao mesmo, enviando para lercm o con-
veniente destino ai relajees das alterarles occtirridas
no mez de dezembro ultimo, acerca das praras que,
pertencendo ao 2. e 9. batalhao de infantaria a-
cham-ae actualmenteaddidos ao S.- da mesma arma.
Participou-ae ao Exm. presidente das Alagoas.
Dito. Ao inspeclur da thesouraria de fazenda,
Iransmitlindo por copia o aviso do ministerio do im-
porio de' 10 do correnle, do qual consta liaver sido
approvada a medida que tomou a presidencia, de
mandar conalrnir nesta capital um telheiro destina-
do a servir de inaladuuro publico, correado pelos
cofres geraes as despezas a fazer se com semellianle
obra.
Dito. Ao mesmo. recommendaudo de confor-
midado com o que requisilou o Exm. presidente das
Alagoas. que faca abonar com urgencia aojuiz de
direito Joao de Carvalho Fernandes Veira, a quan-
tia de 9009 rs. em que foi arbitrada a ajuda de cus-
i a que lem direito o referido juiz, por ler sido re-
movido da comarca da Matta Grande naquella pro-
vincia para a deCimpo-Maior em o Piauby. Par-
licipou-se ao referido presidente.
Dito. Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso
de 2 do corrate, em que o Exm. Sr. ministro da
guerra declara ler sido augmentado com a quantia
de 54:9759740 is. no* termos da tabella que tambera
remelle por copia o crdito aberto a esta provincia
no ejercicio de 1853 a 1854 para as despezas da re-
partido da guerra.
Dito Ao mesmo, declarando que a despeza com
aguae lu para a tropa de 1.a linba em destara meo-
to no interior da provincia, deve ser levada ao mi-
nisterio da guerra.
DitoAo mesmo, inteirando-o de liaver o corouel
commandanle darmas participado, que no dia 25
do correnle fallecerao alferesreformado de 1. linda
Antonio Carlos Pessoa de Saboia.
DitoAo chefe de polica, communicando haver
transmitalo a thesouraria provincial para serem pa-
ga, estando nos termos legaes, as conlas que S. S.
remelleu das despezas feilas nos mezes de novembro
e dezembro do anno prximo passado com o sustento
dos presos pobres da cadeia de Goianna, e com o
fnrneciinenlo nao s dos presos da cadeia do Po-
d'Allio, mas lambeta de lu para a mesma cadeia du-
rante os mezes de selembro a dezembro ltimos.
DitoAo juiz relator da junta de juslica, trans-
miltmdo para serem relatados em sesso da mesma
junta, os procesos feilos aos soldados Juvcncio An-
tonio dos Santos Re'go c Boavenlura Jos do Prado,
este do oilavo balalhao de infantaria, e aquello do
corpo de polica.Fizcram-se as necessarias coininu-
iiicacocs,
DitoAo director das obras publicas, inteirando-o
de liaver expedido ordem Ihesouroria provincial,
para que vista do competente certificado, paguo ao
arrematante do* concerlos da cadeia do Cabo, Ro-
berto Gomes Pereira de Lira, a importancia da pri-
meira prestado a que elle lem direito.
Dito-t-Ao administrador do corrcio desta cidade,
communicando que, segundo consta de parlicipacao
ila secretaria do ministerio do imperio, foram nomea-
dos os seguimos agentes do mesmo correio nesta pro-
vincia : Alexandre Jos do Amaral para Iguarass ;
Antonio da Silva Pimentcl para S. Lourenco da
Malla ; Rernardino Barbosa da Silva para Pod'-
Albo ; Marccllino Jos Pereira para Limoeiro ; Joa-
qnim Hyginu da Molla Silveira paraNazarelh ; An-
tonio Jos de Siqueira para o Brcjo da Madre de
Dos ; Valeriano Bezcrra Gavalcanti para Pesquei-
ra ; Marcoliiio Antouio Xavier para lugazeira ; Ma-
noel Joaquni de Oliveira Maciel para Bezerros ;
Joo Rufino Ferreira para o Cabo ; Jos Antonio
Monfnrt para Ipojura ; Jos Candido da Silva Braga
para Seriuhaem ; Antonio de Paula Madureira para
o Rio-Formoso ; Joaquim dos Santos Jnior para
Una, Joo Manoel Pereira da Silva para Barreiros ;
Ivo Piulo de Miranda para Agua-Prcta ; Manoel
Al ves da Souza para Pinieuteiras ; e o padre Fran-
cisco Seabra de Andrade para o Altinlio, vencendo
cada um 50 por cento do rendimento da respectiva
agencia.
Portara.Aoagenle da companhia das barcas de
vapor, para mandar por a diapaeoao do coronel com-
mandanle das armas os soldados desertores Antonio
Francisco da Rocha, Joaquim do Rosario do Nasci-
mento e Manoel Jos do Nascimenlo, que vieram
para esta provaicia o vapor S. Salvador.Com-
municou-se ao referido coronel,' remellendo-se as
.auias dus^aencionados soldados e participou-ie ao
F.\m. presidenta das Alagoas.
Dita.Ao mesmo, recommendando que mande
dar passageru para a Paralaba, no vapor S. Saltador,
a Mara da Cunr.eir.An, rasada c un o soldado F'ilip-
pcNery da Silva, e bem assim aos menores Manoel,
Vicancia e Abdonia Ulbos do mencionado soldado.
ComiTijuicoii-so" ao coronel commaudaute da
armas.
Dita.Ao director do arsenal de guerra, para fa-
zer aprooiplar para furnecimento do oilavo batalhao
de infantaria, os arligos de fardamento mencionados
no pedido que remelle.Parlicipou-se ao Exm.
presidente das Alagoas.
Dita. Ao mesmo, recommendando que fac,a
apromplar, afim de serem gaviados ao meio bata-
lhao provisorio da Paralaba,, nos termos do aviso
que remelle por copia sob n.A, os arligos de farda-
ment mencionados na relcelo que lambem remelle
por copia sb n. -....-,_ *|
0 PAR4IZ0 DAS MILHERES. (*)
Por Panto Feral.
PRIMEIRA PARTE.
*

CAPITULO VIH
Lii/uidaruo.
Fernando leria dado orontedodc sua bolsa para
saber o que o doulor dsstra a Calieran. Todava
rasa bolsa nao conlinha grandes sommas: o capital
de Fernaiid-j era a rsperanca.
Roberto e o doutor guardavam enliio o silencio. A
ultima xrena, que gastamos tanto lempo em descrc-
ver. durara justamente cinco minutos.
O doulor levaulou-se.
Senhor Sulpicio. dise-lhe Roberto com frieza
triste, e vossa senlioria hiuves'C obrado de oulra
niaueira coinign, ea leria sido todo seu.
Assim o creio, Mr. de Galleran, respondeu
Sulpicio; mas teulio trnla anuos de idade, e o du-
plo ile experiencia. .Necessilo de garantas. De mais
n.lo (rahallio para mim, e se n.lo live.se podido s-
segurar-me do senhor, nunca me leria servido de
sua pessoa.
Senhor Sulpicio, tnrnou Roberto mais lenta-
mente, cstou em eu poder tanto quaulo eslou no
poder de qoilquer... NSo se fie ni-so, c n3o me en-
currale nunca !
O dnutur estendeu-lhe a mo, dizendo :
Eu o conheco ; scus vicios silo boas qualida-
des pervertidas... sirvo-me dos homens conforme sAo.
O senhor me amar, apezar da correnle que lanrei-
Ihe ao pesclo; porque s a ter sentido urna vez
em saa vida.
Olanlo a voss, Fernando, Hilo inlcrrogue-o;
porque sci o que lem ftjt,,, c sei lambem o que lem
querida fazer .. Se est enamorado tanto pcior para
voss 1... Se lie apenas ambicioso, inodere-se... Quan-
do nao trabalba para mim, iiiconnno l.i-ine,... e bem
sabe romo trato nos que me iucominodam...
[enlio vi ule anuo, disse Fernando ten lando
zumbar, ninguem se enamora mais nessa idade .'
O doulor aflagou-lhe paternalmente a barba mur-
murando :
J.i leus rugas no canto de leus olhos atoes, e
rabel los braneos no meio de leus louros anneis.,
Es bello a maneira das loureir.s de vinle anuos, que
lem vivido o duplo, e que nao sao mais adoradas se-
nilo ao anoilecer... Contina leu papel par com a
marqueta : ests em leu centro... Se eu fosae rapa-
riga, e me visse galanteada por (i, teria nnios so-
nhos... Faze leu dever, e rilo me deues pela som-
bra ile um mill.no. Trago o olbo aberto sobra ti.
() Vide o Diario a. 24.
G0MMAND3 DAS ARMAS.
Quartel do comisando das armas de Pernam-
buco na cidade do Reclfe, em 29 de Janeiro
ro de 1855.
ORDEM DO DA N. 204.
O coronel commandanle das armas interino, decla-
ra para os lins convenientes, que o governo de
S. M. o Imperador houve por.bem por aviso do mi-
nisterio dos negocios da guerra de 24 de novembro
ultimo,determinar que oSr. segundo cirurgiAo, alia-
res dp corpo de saude do exercito Dr. Jos Augusto
de Sonza l'itanga que se acba nesta provincia, seja
nella empregado como convier ao servico conforme
constou de oflicio da presidencia da 27 do correnle
dalado.
Omesino coronel commandanle Jas armas, publi-
ca para que Icnha o devidueffeto, assim a portara
da referida presidencia de 26 do correnle, como a
tabella a que se ella refere relativamente a avaha-
rlo da elape paran tropa de linlia no presente se-
mestre.
(JpreaKlente da provincia, leudo em vista que
pouderouo coronel coinniandante das armas en dous
officios de 4 e 17 deste mez sobre a avaliaco a que
proceda thesouraria de fa/.en.la, das elapes para
furnecimeulo da (ropa de primeira linha no semes-
Ire do primeiro de Janeiro do corr ule a ."lOdeju-
nho proviioo va louro, resolve de conformidade
com o disposfo no arl. V da le do :> de novembro
de 1850, emendar a referida avaliarao pela forma
indicada na tabella junta, assgnada pelo secrrlario
do governo.
Palacio do governo de Pcinambuoo em ^G de Ja-
neiro de lai. Joti Benlo da Cunha c figuei-
redo.
Devo apresetar-me no castello? pergubtou
Femand.
Esla noile, respondeu o doutor. equanto antes.
Nao lem nada para mandar uizer i madama
Sulpicio?
Nada para mandar dizcr-lbe por ti.
C scinbliii.li! de Fernando exprimi ao mermo
lempo o de-pciii. e o escarneo.
Eiilao ser Roberto o feliz roeusageiro'.' mur-
murou elle.
A palavra feliz foi pronunciada de urna ma-
neira lito nolavel que o doulor vollou-se para Cal-
ieran, o qual eslava em p junto da porla, immovel
e pensativo. A tristeza asscnlava na regularidade va-
ronil de seu rosto. Nesse momento scus bellos ca-
bellos negros cahinm-llic em aunis luzdus ao longo
das faces, doulor sabia quaes sao os homens que
agradam s mulheres.
Dcixaudo Roberto, sen olliar cabio Sobre um es-
pclbo, quo eslava suspenso parede jiislamenle em
sua frente, e que reflectia suas feires e a< de.Fer-
nando. Este tiuha nos labios um "sorriso de rapaz
cnvelbecido pela liberlinagcm ; mas Sulpicio via no
es pe lio sua propria cabera ao lado da do mancebo
louro Via-se Uto bello, tilo altivo, tao forte c to
mofo !...
Mr. de Calieran, dsse elle, liranJo da algibei-
ra a carta que cscrevra sobre o canto da mesa, fre-
quenla a casa de Morges-e do duque de Rostan '.'
Sun, senbor.
Minlia mnlhcr est agora no raslello, e eu qui-
zera enviar-llie esla carta.
Galleran nada respondeu.
Alcm disto, cuutinuou o doulor, nilo dissimu-
lo que lenho necessidade de seus servcos.
F'alle, rspi-ro suas ordens.
Minhasordens, Mr. de Galleran. pois que as-
sim Ihe aprai chamar o pedido que llie pretendo fa-
zer, Ibc scrao dadas por oiilroeu. Leve esla carta
ao seu deslino, e sera logo inteirado i'e sua (artfa.
Roberto tomou a caria, c leudo o sobrescriplo, o
qual dlzia: A' madama Sulpicio no castalio de Mor-
ges. meitcu-a na carleira e iucliiiuu-se :
doulor lanrou o pre<;o da ceia sobro a mesa, e
sabio dizendo:
Scnlmres, sem rancor e at outra visla. Han de
ler brevemente noticias minhas.
_ Fernando e Gallera ricaramsus na salacoramum.
Calieran sem saber o que fazia, eutrou a passear
aprcssadainenle. Fernando recoslni-se sobre una
cadeira de palha, e metiendo as maos nos bolsos da
calja, executou assoviao.lo lodo o final do Prophela.
Esse l.omem, tnrnou elle, representa na vida
um grande papel de melodrama..... Todas as vezes
que o vejo, peino em Melinsue da Porla de San
Marlnbo... Elle julga irr-m.s seguros por urna cor-
renle ^e ato, c apenas sinto tm lomo do pescoro
urna grvala de lits oV aranha... Quando sentir mu-
la roinicli.lo, pasvire a man c acaharei zom ludo.
Robeilo, que parava juslamenle em face delle,
murmornu com o lom de qunu medita :
lie um liomem extraordinario.
Ali! val loaia-lo em serio?
| Tainbcm llie obedeces muilo, Fernando.
Tabella da.' elapes para a tropa de primeira linha
nesta provincia no semestre do !. de Janeiro do
correnle a ,10 de junho prximo cindouro com as
emendas feilas pelo /ixm. Sr. presidente da pro-
vincia.
EXTERIOR.
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S g
s
rr
!>a.

1. especie.
2. dita .
325
375
-700
Termo mediopelo qual dovmn ser-ieguladas as
elapes em lodo semestre...... 350
Pao para os docntes do hospital a 120 a libra
% libra.............go
Secretaria do governo. de Pernambuco 26 de j*>
neirode 1855. Joaquim Pi--es Machado Portella
Manoel Muniz Tatare.
Conforme.Candido Leal Perreira, ajudanle de
ordeus encarregado do delalbe. ,
30
ORDEM DO DIA 205.
O coronel commaudanle das armas interino, de-
termina que seja desligado do qnarto batalhao de
arlilharia a pe, ao qual est adddo o Sr. segundo ci-
rngiao alferes do corpo de saude do exercito Jos
Antonio de Audrade, que se acha com parle de doen-
le desde o dia 24 do crrente, e que fique addido ao
referido batalhao para neile fazer o servico que Ihe
competir o Sr. l.cirurgSo, lente do dilo corpo
Dr. Manoel Adriano da Silva Ponles; esle ser des-
ligado do segundo de infanlaria.e aquelle addido ao
dcimo de infantaria.
O mesmo coronel commandanle das armas interi-
no declara para os fins necessarios, que nesta data
conlrahiram novo engajamenlo por mais 6 anuos nos
termos do regulameolo de 14 de dezembro de 1852,
e decrelo o. 1401 de 10 de junho do anuo prelerai
precedendo inspeccao de saude, o soldado da 4.a
companhia do quarlo batalhao de arlilharia a p,
Francisco Jos Rebello de Azevedo, e o sargento
quartel meslre do dcimo de infantaria, Joto Jos
de Lima Baila, os quaes perceberao cada um alm
dos vencimentos que por lei Ibes compelirem o pre-
mio de 4005 rs. pagos na forma do nrl. 3 do citado
decrelo, e lindo o engajamenlo urna data de Ierra
de 22,500 bracas quadradas. Desertando incorrerao
no perdimcnlo das vantageus do premio, e d'aquel-
las a que livercra direito, serao considerados como
recrulados, dcsconlaiido-sc no lempo do engaja-
menlo o de priste em vrtude de sealenca, averban-
do-se esle descont, e a perda das vanlagens nos res-
pectivos ttulos, ionio est em lei determinado.
AssignadoManoel Muniz Tatares.
ConformeCandido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
E desde muilo lempo ; be verdade ;... mas ao
principio gauhei com sso... e agora eslou enfadado.
Se elle tvesse querido, pronnciou Galleran
em voz baixa, eu leria sido seu amigo.
IVinguem he seu amigo sem ser seu escravu.
Seu escravu mesmo, se isso fosse preciso.
Apezar da mulber?
Por causa da mulber.
Fernando deu urna risada, Roberto pegou-lhe as
maos, e aperlando-as violentamente as suas, disse
com voz sull' id.la pela eiuorao :
Ndo deves rr disso, ouves? cu l'o prohibo !
Bem! respondeu Fernando; vejo que devo
obedecer al a ti!
Calieran deixou-se cabir sobre urna poltrona, e
metteu a cabera entre as maos.
Mea pobre Roberto, disse-lhe Fernando pro-
curando parecer aflecluoso, lena verdadciranienle
amor?
Deixn-me, balbuciou Calieran.
Dos me perdoe! exclamou o mancebo lou-
ro, creio que esta chorando*!
Com effeito, urna lagrima passava entre os dedos
de Roberto, o qual dizia :
Te nbo feilo mal 'em miuha vida, e he justo que
seja azora punido.
Eiso que chamo um rapaz resignado! O evan-
gelho manda offerecer a face esquerda a qoem nos
deu orna b'.felada na dircila... Nao posso aflazer-
n.e a essa moral.
E todava, Fernando, curvas a cabera logo que
ossehouicm te falla.
He verdade.
Anda mais do que eu.
Muilo mais... uorm torno a levaula-|a apenas
elle relira-se, ao pas'so quo lu ficas cabisbaixo... Ah !
K<>berlo, mcu amigo, deixemos de meninices! O
doulor he um bello comediante, nSoonego, pois to-
mo delle licoes; mas nada nos falla para sermos
lambem dous artistas de merecimenlo... E bom co-
mo o Sulpicio, e mais moco, o que n3u prejudica...
Eu soy mais moco do que tu, e lenho ouvido dizer
que nao sou ino... Conbecemos, unirs a Dos, as
mulheres, e sabemos andar as sociedades... Quem
uos impede de lutnr com esse homcm ?
Nao lenho coufanca em li, Fernando, disse
Galleran descnbrindo o rosto.
Muito obrigado; essa confissAo he sincera.....
Posso perguntar-te porque nao leus cotifiauc,a em
mim?
Porque le conhero... Se nao tvesse encontrado
esse homcm, leria lalvez continuado a caminhar
comligo; pois lenho sede de subir, e laltam-me as
forjas... Mas nunca acreditei firmemente em las
promessas... Somos dous meninos, lu mais ousado,
eu mais limido : uestes dous casos be sempre o pri-
meiro que iuduz o oulro a gazear.
E se eu te desse provas?
Provas deque?
Se"le dcmoii'lassc que minba obra be seria,,e
minbas esperanzas bem fundadas?
Se me houvesses demonstrado isso esta noile,
nilo sei o que eu leria resolvido... Mas agora sei que
elle he contra li...
PARAGUAY.
EXTRACTSE DOCUMENTOS SOBRE ASNEGO-
CIACCES BRASIL COM O PARAGUAY.
Legarilo paraguaya na corle do Brasil em 1852.
A marcha dos successos, e as diversas noticias
que vamos adquiri do, nos impoem o dever de Irans-
mittir aos nos.os conctdadilos alguna conliccimcnlos
relativos as circumslancias de notsu rel.ieo.'s exte-
riores. Durante o convite que se dirigi ao nosso
governo para entrar na liga de S. Exc. o Sr. gene-
ral 1). Ju-1,1 Jos Urquiza, governador e rapitao-
general da provincia de Enlre-Rios, com o imperio
do Brasil, o Estado Oriental do Uruguav c a provin'
cia de Corrientes, sabemos que S. Exc o Sr. presi-
dente da repblica leve communicarous de que S.
Exc. o Sr. D. J oslo Jos Urquiza, general em chele
do exercito alliado, n3o quiz admillir as cundiroes
que propuz o governo paraguayo, dizendo que essas
condiroeso rompromelliam, e que o auxilio do Pa-
raguay nao era necessario, porque com a gente que
linha e com os contingentes do Brasil e do Estado
Oriental se julgava com forras mais do que suflici-
cnles para vencer a Rosas : que todas as observarnos
leu.lentes a demonstrar a forra moral que adquirira
aallianra pela adhesao do Paraguay, eram respon-
lidas pelo general pela certeza de que nao eram ue-
cessarios novos auxilios para vencer a Rosas.
Dcpois da victoria de Monte-Caseros foi o nosso
governo prevenido de um projecto do general Ur-
quiza contra a independencia da repblica : estas
e outras observaroes, iam inspirando serios rercios
de invasao al o mez de abril, e ltimamente em
principios de majo se rereberam novas communi-
car,es de que se o Paraguay nao se preparava com
promplidao, poderia ser sorprendido pelo gene-
ral Urquiza que nao ennsiderava uecessaria sua
presenra cni Buenos-Ayrcs durante, urna rpida
invasao ao Paraguay ; uto daremos os pormenores
que recommeiidavam tao graves avisos, e ao mesmo
tetnpo jusliucavam as providencias que sem demora
(omou o governo da repblica : foi urna dessns pro-
videncias, a missao especial que no mesmo mezcle
maioacredilou junio ao governo de S.M.o Impe-
rador do Brasil, para negociar um tratado de allian-
ja, e um arranjo de limites entre o imperio e a re-
pblica, na fronteira do nerlc.
Nao eram ainda passados vinle dias, depois de ha-
ver-se despachado um expresso com as credencias
ja dila missn, quando tivemos a agrad.ivcl noti-
cia de que marchava para esla capital o Sr. Dr. 1).
Santiago Derqui no carcter de encarregado de ne-
gocios da Confederarlo Argentina, em missao espe-
ciat junio ao governo da Repblica : S. Exc. nriu-
dou communicar esta importante mi-iu ao seu
commissionado na corle do Brasil pelo correio de 8
de juiho segunte. A lenliJao do despacho do ga-
binete brasileiro lan linha dado lugar a pajium
passo naquella negccujSo, quando ebegou no Rio
do Jaoeir. ~,f>ondenciii desle governo do 28
de julho4!gnit11f' com a revogarao dos plenos po-
deres que havia dado para um tratado, que nao s
se tnrnava desaecessario pelo reconhecimento da in-
dependencia, e pelo tratado que arranjou c cou-
cluio nossas queslos de navegado e limites com
a Confederadlo, como tambem era do nosao estrelo
dever promplameute impedir lodo o passo ulterior
da dila negociarlo, causada pelos antecedentes que
deixamos indicados e que foram plenamente des-
vanecidos pelos referidos actos de recouhccimenlo da
uossa ndepedencia nacional, e pelo tratado de uu-
vegacao e limites.
Porm foram expressameule confirmados os ple-
nos poderes dados para um arranjo de limites, e
nao obstante nem se deu um pasa nesta negocia-
rao em todo aquelle anuo e nos primeiros me/es
do correnle, e s se arlaron o ultimtum do minis-
terio brasileiro de que a repblica recudiera, ao
imperio o direito que pielende direita do rio Apa,
sem que houvesse forma de Iraze-lo a um arcordo
da conveniencia reciproca de neulralisar o territo-
rio situado entre os rios Apa e Branco, para servir
de separarlo entre os territorios de ambos os Es-
tados, sem que nenhuma das duas naroes possa oc-
cupa-lo rom fortalezas, pontos militares ou cstabe-
lecimenlos permanentes, com a cun lirao de que se
no territorio neutro houvessem bosques de palmas,
madeiras uleis, poderto ser beneficiados pelos sub-
ditos de ambos governos, com previa licenra tem-
poraria concedida pela auloridnde loeal, communi-
cada com anteciparao autoridad.: local da outra
parle, com designarlo do nome do agraciado, nu-
mero de homens com que se propoe trabalbar,. e
do poni em que inteular estabelecer seus 1ra-
balhos.
Com a noticia de que esta base foi rejeitada, e
proposta em seu lugar a contra-base do ultimtum.
que acabamos de referir, se mandn romper aquella
negociarlo Al boje nao so tem recebido respos-
O famoso doutor ?
Adevinbo que leuscastellos areos conlraiiam-
Ihe os designios...
E leus decididamente medn delle?
Talvez.
Irra disse Fernando, cujo olhar exprimi urna
verdadeira inquiela^ao ; quem nao he por nos he
contra nos. Teu meti ebega ao poni de entregar o
amigo ao inimigo?
Calieran ergueu os hombros.
Tem-se visto alguna medos chegarcm a isso,
insisti o mancebo louro.
Crs por ventura, pergunlou Roberto, que o
doutor Sulpicio ni reila de informaroes contra li ?
En nao Eoslaria que alguem Ih'as dsse.
C doulor sabe a leu respeito muilo mais do
que eu, que nada sei.
Emlim, interrompeu Femando em lom resolu-
to, somos anda amigos?
Como da ules... nem mais nem menos.
Se anda somos amiaos, ha recorso... urna ul-
tima proposla... ambos temos um segredo, segundo
parece ; queres meu secrclo em troca du teu ?
Nao, respondeu Mr. de Calieran.
Porque?... Meu segredo .leve valer o teu.
Talvez; mas deixo-le de bom grado otea, e
guardo o meu.
Entilo przas muito o leu segredo ?
Sim.
Mas isso adevinha-se, lornou Fernando; pela
miuha parle logo que sci que um homcm lem um
segredo, lenho ja melado, delle..'. Se eu adevinhasse
o leu ?
Eu te matara respondeu Calieran sem coin-
mover-se.
Irra I disse o mancebo louro, enliio devo con-
ler-me!... He cousa extraordinaria I apenas esse
duulor endiabrado passa por urna casa, prepara-se
logo nella urna tragedia, ralla-te como no Ambi-
kuo. anda-se como no antiso Tbealro-llistorico.....
Previno-te, meu ex-amigo, que nao medeixaria ma-
lar sem regatear um pune.... Mas porque nao ma-
tas o doulor, sabendo elle leu segredo?
Como Roberto nAo responda, Fernando acres-
cenluu :
Porque ests enamorado da mfilher?... RazAo
de maisl
Galleran volveu para elle seu olhar, no qual ha-
via fadiga e desprezo, c imirinurou:
Parisiense lagarella !
Oh! pela minlm honra! exclamou Fernando,
nao fallo por fallar. Nan ado diverlimento algum
em conversar comtigo esta noile... maseamhem nilo
posso ver o pedestal que levantas a esse bomem.....
Conliero bem agente de-sa especie: charlales,
magnetisadores, espbinges de salf.o e de loja, que
subjugam em torno de si os imbecis, o que basln
sempre para formar urna magnifica clientela, carica-
turas vivas de Caglioslro, que andan) incessanlc-
men'.e sobre peruas do pao, edeixam cabir urna pa-
lavra, sempre a mesma, para excusa e pretexto de
suas subtilezas... Esse senhores lem urna missao!...
Sem fallar da regeneradlo do mundo de que se dig-
nara oceupar-se nos momentos de descanso, tem al-
ia alguma das icfeii.las notas ofliciaes de 28 de ju-
llu. do anno passado, e j'.i de abril deste anno. Nes-
ta poeiejla foi aprsenla lo ao governo da repbli-
ca um projecto de tratado de limites com a refe-
rida contra-base de que o Paraguay reconheca ao
Brasil a direita do Apa ; esta pretenrao niio foi acei-
ta, por ser de lodo inadmissicel e inleiramenle con-
traria teguranca exterior do paiz.
Neslas circuinstancias adiamos no relalorio do
minislru brasileiro, de 14 de maio ultimo, a reso-
lucao do seu governo de ni,nter o referido ultim-
tum : Ao nosso encarregado de negocios no Pa-
raguay, diz, foi enviado o conveniente projecto, e
foram dadas inslrucroes para celebrar com o governo
dessa repblica um tratado de lmites, navegaran e
commercio. Foram feilas todas aquellas concessoes
que a respeito de limita podemos fzer sem detri-
mento do nosso diielo e digndade.
A falla de solucao das queslocs de limites com
o Paraguay lem embararado a de oulras lambem de
momento, e pode prejudicar seriamente para o fu-
turo as boas retacos que lem subsistido e subsis"
lem enire os dous paizes.
o O lempo quepassa, vai enredando edillicullan-
do cada vez mais a soluto dessas quesloes, que
nossas ulicas melropoles debalde por mullas ve-
zes procuraran! reolver. Fixando-se cada urna das
parles em prelenres iucompaliveis com as da ou-
tra, e deliberadas ambas a nSo retroceder, he im-
possivel chegar a um accordo, e por isso durante
seculos nunca pode have-lo. gmenle a guerra
poderia nao desalar, roas corlar essas difliculda-
des.
o A experiencia lem mostrado que a popularao
dos Estados vi/.iibos com reas muilo menores que
a do imperio, e principalmente a dos centraos, leu-
de a alargarse sobre nossas fronleiras, ao passo
que a nossa populara.), amigamente allrahida para
csses ponfos pela industria das minas, e a isso le-
vada pelo syslemu da nossi toliga metropole, fea-
dehoje a approximar-sedo lilloral. Assim be que
nao lmente nao se lem formado novos cslabeleri-
mealos na nossa fronteira, mas al parle dos an-
ligos lem sido abandonados, ou se acham em deca-
dencia. .
Por agora s observaremos que o Sr. minislru
brasileiro poe o direilo e a digndade do Brasil em
tirar-nos a direita do Apa, em oflerecer-nos por
compensarlo o reeoub eimento do nosso inconle-ta-
vel direito ao sal da Babia Negra ; isto quer dizer
que o Brasil quer por o pe- na direita do Apa para
dalli.... e quer obrigar-nos a que o ajudemos con-
tra a Bolivia em saas pretenc,es ao norte da Babia
Negra. Brilhautes c fumosas concessoes !
Muilo exaltado devia eslar o Sr. minislru do
negocios cstrangeros do Brasil parase nosaunuu-
ciar com o direilo do mais forte : S. Exc. deva ter
meditado com calma que o Brasil nSo lem direilo
ao Apa, desde quo annullou o tratado de Sanio Il-
defonso, nico ltalo em que poderia fundar sua
prelenrao actual ; e esle fado lio pouco Ihe d;i di-
reito sobre o occidente do Paraguay contra as estipu-
lares (Do Semanario u. 15 de 27 de agosto de 1853.)
Sotas do ministro de rclaroes exteriores do Para-
guay ao enearregado de negocios do Brasil, pu-
blicadas no Semanario n. 15 de 27 de aqoslo de
1853.
Viva a Repblica do Paraguay O ministro c
secretario de eslado iulcrino da rclaces exteriores da
Repblica do Paraguay. Assumpcao, 2C de fove-
reirode 1853. Ao Illro. Sr. encarregado de nego-
cios do Brasil junio ao governo da repblica, D.
Felippe Jos Pereira Leal.
O abaixo assignado, ministro e secretario de esta-
do interino de relar.Ses exteriores da repblica do
do Paraguay, leve a honra de receber no dia 21 .les-
te mez a nota datada de 18 que S. S. o Sr. encarre-
gado de negocios do Brasil Iba dirigi com um pro-
jeclo de tratado de commercio e navegar.lo entre a
repblica e o Imperio, para que o eleve ao conhe-
ciroento do supremo governo da repblica, e que
Ihe peca que tenha a bem nomear o respectivo ple-
nipotenciario, quem S. S. possa epreseular seus
plenos poderes, ajuslar cassigoar o referido tratado,
iiccrescentandu S. S. que tratados de igual classe e na-
tureza foram ou estampara ser celebrados enlre a
repblica e outras naroes estrangeiras.
S. El. o Sr. presidente da repblica, informado
do conleudo da ola e projecto referidos, ordenu ao
que subscreve que responda, como comefleito res-
ponde a S. S. que, sem embargo dos mclhorcs deso-
jes do governo da repblica para celebrar um Ira-
lado de commercio e navegaran enlre a rep-
blica e o Imperto, n,> pode, prestar-se a esta
solicilude, por agora, e emquaut se nao leve a cflei-
lo o arranjo de limites de ambos os paizes na frou-
teira do norte, ficando o governo da repblica
prompto, romo sempre, a ajuslar e concluir com o
do Imperio um tratado de commercio c uavegacao,
sob bases de reciproca conveniencia e utildadc, lo-
so que proceda o enunciado arranjo de limites, con-
forme se responden nej Sr. Bellegardc, antecessor do
Sr. Leal por occasio de igual pedido.
Esta resolurao de nenhuma maneira affectn t
anga amizade e boas relaroes do Paraguay com o
Brasil, e mais se dirifjc a cslreila-las e evitar toda a
oceasiio e motivo de ijualquer desinlelligencia, que
podesse ter lugar na iibvegae.Ao do alto Paraguay,
sem urna previa demaijrarilo formal.
Emquanto i que S. $. espero que Ihe cabera a sa-
tisfago de communicar au seu governo que o da
repblica naohesitnu em conceder-lhe o que nao
lem negado a oulras naires, o abaixo assignado sen-
t que essa esperanza ijilo possa runciliar-se com as
dilliruldades que obilam por parle do governo im-
perial para chegar ao p edicto arranjo de limites.
Este governo arranjo i com o da Confederarlo,
Argentina os limites fluViaes e terrestres de ambos
as paizes, ficando por consequencia arranjada a na-
vegado dos ros dos dous oslados contraanles ; e no
que respeila as outras naroes, a que S. S. aliude,
nao leve a repblica qud fazer com ellas nenhum
arranjo de limites, c por lousequeucia nao havia em-
bararo para cuncc.ler-Ihct a navegado dos rios da
repblica nos termos doldccrelo de 20 de maio de
da repblica ao commer-
gum erro que emendar, alguma viuva munida de
um orphao que vingar..... Oh! nao sei justamente
qual he a missao do nosso romntico doulor; po-
rm airas da missao, que alias he urna senba men-
tirosa, ha um fim real. Nao h misler ser felireiro
para adevinhar o fim desse charo doutor..... O rei
Truffc esla duente c i lila. O rei Truffe tem milhoes,
e nosso doulor deslaeou a miilliii para junto delle.
Noso doutor nAo quer que lancemos sobre os mi-
lbes um olhar de cobica : he meu original. Em seu
pensameulo esses millioes j sao seus, e nos somos
ladree-. Sua mulber que be formosa, como bem sa-
bes, lem adquirido taulo poder sobre o duque, que
at .. marqueta Aslrea be obrigada a acaia-la. O
marquez prolegc-a, e aconselho-te que desconfi!
delle, pois em compararte, Don Juan era um pobre
fanfarrAo. De sua parte o Sulpicio. sabiaineule avaro
de visitas, c montado em sua nuvem, domina impe-
riosamente o drsgrarado rei Truffe, rodeando-o
alea disto de suas almas condemnadas, entre aa
quaes nos faz a honra deconlar... Apartida seria
bella se estlvessemos em seu poder, como elle tem
o orgulho derrer... mas...
Mas luo trabes, nao he assim? inlerrompeu-o
Calieran.
Aborrec, c-sas palavras grosseiras... etnpre-
coemos antes a liuguagcm do nosso charo doulor...
Elle fallou de frco..... O frcio qoc metteu-ine na
horca inolesla-me, c liro-o logo que posso fa/.-lo
sem inconveniente... J que pareces prezar o leu,
coiierva-o precisamente, e bom prnveilo te faca !
Roberto repellio a pollrona com fadiga.
lia una pessoa que he lao forte quanlo o dou-
lor, lornou Fernando, e que be sua innniga.
Por Dos exclamou Galleran, nao encelemos
o capilulo da bella Astrea Obra tua vonlade, meu
charo amigo, e deixa-me porlar-me segundu miuha
phanlasia. Eslavas inslenle antes da viuda do dou-
lor, agora ests enfadonbo ; eslavas melbor ha pou-
co... Tira o fre nao me oppoubo a isso Pela mi-
uha parle nada sinto na bocea... Esse Sulpicio of-
fendeo-me, isso me diz respeilo... Sua niulher he
muito bella : s por ventura o guarda do sultn ?...
Sei agora cousas que ignor.iva ha urna hora... Meu
raminlio nao he o teu, pois deixo-te...
Enliio liquidamos decididamente ? inlcrrumpeu
Fernando.
Liquidamos decididamente.... Alguma cousa
me atiranto para cerlo lado... Se uto amo, ao menos
lenho muila curiosidade... I. lalvez ame... Nao sa-
bes a quem .. Creio que eslou no mesmo caso que
tu... Eslava ha urna hora aborrecido o desanimado
ao ponto de acceilar mo sci que pacto humilhanle
que le coiuliluia meu senbor, F'ernandinbo Agora
eslou alegre Tenho um romance, cujo principio me
interessa e apaixona... Envio-le ao diabo com leus
dez por rento, e las caretinhas de diplmala ina-
carrio. Isso nao me faz ficar leu inimigo nem leu
adversario ; porm nao me tornes a dizer : reserva
esla ou aquella. Todas as mulheres sao mii.bas se
eu e ellas quizermos... Eslou livre como o ar, e de-
sejo dansar una polka sosinho ou com urna cadeira
para celebrar minba independencia reconquistada.
S lens contra mim la espadadla ; ora aliro melbor
I8'(5, que abri os portes
ci estraogeiro.
Com estas observarse*, qoe nao permiten) por-ago-
ra entrar na discussilo do projecto referido, se con-
sidera o abaixo assignado no dever de devolve-lu
attenlamenle s maos de S. S.
" ab^JMRssigi.ado apijoveita esta occasio para
reiterar as seguranras da Sua mais dslincla conside-
rarlo a S. S. o Sr. I). FelippeJos Pereira Leal.
llenito l'areli.
Viva a Repblica do Paraguay O minis-
tro e secretario de eslado interino de relaroes exte-
riores da repblica do Paraguay. Assumpcao, 10
Um. Sr. Felippe Jos Pe-
e negocios do Brasil no
de junho de 1853. Ao 1
reir Leal, encarregado i
Paraguay.
Assim que Uve cunheciriiento da nota de V. S. de
12 de maio passado, em que me diz ler recebido do
seu governo ordem, inslrucroes e plenos poderes pa-
ra entrar na negociadlo conjuucla ou separada de
um tratado de limtese navegaro e commercio en-
lre e Brasil e o Paraguay, acompanhando um projec-
to de tratado e pedindo a nomcarao de um pleuipo^
Icnciario, o leve ao couheciuicnlo de S. Ex. o Sr.
presidente da repblica.
Ilavendu-se este minuciosamente informado do
mencionado projecto, me ordenou dizer a V. S. co-
mo o faro :
1." Que nada temos adiantado, reproduzindo V.
S. em seu projecto de trata lude limites o de com-
mercio e navegado, que uao foi aceito pelas razes
vertidas em miuha resposla de 26 de fevereiro ulti-
mo : a dificuldade esl em chegar a um accordo de
bases convenientes para um tratado de limites, S.
Ex. est prompto e disposto a entrar na negociarlo
separadamente primeiro do tratado de limites, e
depois do tratado do commercio e navegado, como
antes de agora o di-clarou ; porque esl bem per-
suadido do quanlo importa concordar com o gover-
no de sua mageslade imperial de modo que as boas,
e amigaveis relacoes enlre ambos os governos, n3o
fiquem exposlas a perturbares futuras.
2." Que o governo da repblica, como ja o tem
manifestado, nao letn vistas nem pretendo de con-
servar mais terrilorioque u estrictamente necessario
para assegurar sua IranquillidaJe e a conservacao da
sua boa iulelligencia rom os estados viziuhos, que
he ludo o que quer esle governa. Assim he que por
este principio considera de necessidade indeclina-
vel afaslar uas convences com o Brasil ludo ..
que possa ser occasio ou motivo de collisao e con-
flicto entre autoridades subalternas e subditos de um
e oulro eslado, collocados a tao grande distancia da
autoiidade central.
3." Que pelo inlercsse de obler esle importante
objeclo chegou a propor, na negocinrao intentada
desde 1847, e ltimamente rola na corte do Brasil,
em mare.0 deste anno, a base da ncutralidade do ter-
ritorio situado ntreos rios Apa e Branco, como um
meio capaz de impedir por si essas collisoes e cho-
ques, que forzosamente bao de produzir queixas e
rerliiniaroes, que sempre sao Jesagr.-ulavcis, c alte-
rara a boa harmona e amizade que devem conservar
us estados viznhos.
4. Que as bases que oflerece o projeclo apresen-
lado nao prendiera as vistas e desrjos lo justos do
governo da repnblca, de assenlarsuas relacoes com
o governo de sua mageslade imperial sobre um p
solido e duravel, e nao s nao condizem, como V. S.
se permillio dizer, com a mxima e principal parle
ilo que o governo do I araguay propoz ao brasileiro
em 1817, sen3o que pilo contrario firma de um lado
a repulsa da referida lase de ncutralidade,e do ou-
lro poreui um germen fecundo de queixas e discus-
soes, que o governo p raguayo quer evitar a lodo o
cusi.
e sou mais corajoso ddque lu... Vamos a catado rei
Trulfo.
Vamos, repeli Fernando. Esla noile ests
ebrio ou louco ; amanibaa me pedirs desculpas.
O doulor Sulpicio pava partido do Leao de Ouro
a p como um -imples mortal, e al correr alraves-
sando as ras de Maiillenon para nao chegar tarde ;
por quanlo apezar de sen poder, o doulor nao con-
lava que o comboy parasse para espera-lo. Chegou
e-iaeao tres minutos antes da hora.
Quando passeava ah uiedilando, enconlrou um
liomem que linha o vestuario dos empregados de ca-
iniaho de ferro, lo- quarenla anuos de idade, es-
padn, largas, nieias ras pomas e uniforme que mui-
to o incommodava.
Boa noile, meu bemfeitor, disse elle tirando o
brrele.
Sulpicio antes de vDlIar-se, disse comsiso :
He lalvez algueni a quem salvei a vida !
YViiiler Scott.no Pirata falla de um proverbio do
Norte que diz : Quando un bomem se afoga, nao o
tiris da agua; pois elle vos matar !
Os poneos mediros (rara acis) que coslumam cu-
rar, i.io a ra/a i desle proverbio extico, c pretn-
delo que um homem'ressusctlado he sempre um in-
grato. Nao mala seu salvador, porque o homicidio
he urna cousa extrema e perigosa; mas presa-lbe cer-
l.imenle bellas peras.
Sulpicio que haviaressuscilado mais de um defun-
lo, nao goslava de encoulra-los no caminho. A na-
(ureza humana tem mauciras enrgicas e tacitas de
fazer seu proprio elogio.
Mas o empregado das espadoas largas nao fora res-
suscilado. 0 doulor tinha-lhe smenle adquirido
aquello lugar, e era por isso que elle o chamava seu
bemfeitor.
Est agora cm nosso paiz, senhor Sulpicio ? lor-
nou elle.
Sim. I.oiseau, meu amigo, respondeu o doulor.
Esse Loiseau nao era aquelle que era macaco no
Ilippo.lromc. O do liippodrome era Loiseau, o
alimpadoi ; o nosso era o antigo Loiseau da estri-
bara.
leus espiritado bem ? perguntou-lhe o doulor.
Fiz ludo o que V. S. ordeiiuu-mc, respondeu
Loiseau ; encarei lodos os que iam, para ver se nao
havia enlre clles algum roslo conhecido.
Nao reconhecesle niuguem ?
Ninguem...entre os que iam... Mas eu quera
ir at Paris, meu bemfeitor para conlar-lhe urna
cousa.
Sulpicio lanrou os olhos sobre o relogio da es-
tarAo.
lenho justamente o lempo de dizer-llie isso,
lornou Loiseau ; nao se ou ve ainda o comboy. A se-
nbora ainda esl igualmente formosa.
A senhora ?... repeli o doulor.
E a senhoriiiba, vai bem ?
Muito bem, gracas a Dos I
Ah ah as meninas crescem rpidamente.
Porque me fallas da senhora ?
Mu formosa mui formosa Certamente nin-
guem pode dizer o contrario. Porque fallo dalla ?...
5. Que se o governo do Paraguay se compromel-
'esse a garantir ao Brasil territorios sobre a direila
do rio Paraguay, como propoe o projeclo de tratado,
tomara com a repblica de Bolivia urna allitude
hostil, e se imporia urna obrigarao demasiado one-
rosa sem vanlagem alguma, pois a garanliajreciproca
que, o tratado propoe, seria nominal da parle do
Brasil, porque sendo este o nico que maniera ques-
t.o de territorio com o Paraguay na esquerda desle
rio, nao se descobre caso possivel cm que o Para-
suax possa requerer a garanta do Brasil, e he mais
f,ilivel que exija o Brasil a do Paraguay na saa dis-
cussao com a Bolivia.
) laes considerarles nao he possivel a S. Ex. o
i Sr. p esidente entrar na negociarlo de limites sob as
base que V. S. diz eslar encarregado de eolabolar,
porem protesta que so apressar a abri-la e conclni-
la desde o momento em que se concorde era bases
que nAo sejam prejudiciaes, a nenhuma das parles,
como sao a do Paraguay as que V. S. propoe, lano
na esquerda do Paraguay, como ua direila do Pa-
ran
lia vendo cu mprido com as ordens de S. El. o Sr.
presidente da repblica, s me resta renovar a V. S.
as seguridades da minba dislincla cousid.nac.ao e
aprejo. Benita Vrelo.
Resposta io governo do Paraguay nota do Sr.
lopkins, cnsul americano, de 16 de agosto de
1851.
Viva a repblica do Paraguay Assumpcao,
19 de agosto de 1854. O ministro e secretario de
estado interino de relaces exteriores ao Sr. cousul
dos Estados-Unidos D. Eduardo A. Hopkios.
R'.'ccbi, com dala de 16 do correnle. a dinasa
ola que V. S. me dirigi, pedindo que a publi-
que no Semanario, e communicando-me que esla
correspondencia por sua parle lica encerrada at re-
ceber do seu governo as nslruce,es que diz ter pe-
dido.
Tambem por minlia parte fica eucerrada em to-
dos ns pontos, porque por ordem do Exm. Sr. presi-
dente da repblica me dirig, em 9 do correnle, ao
honrado Sr. secretario de estado dos Eslados-l.'ni-
dos reniellcndo-lhe o n. 56 do Semanario, e por co-
plas aulhenlicas o concluido processo do soldado
de cavaliara D. Agoslinho Slvero, e minba respos-
la da mesma data 9 de V. S. &t 7, para que se sir-
va elevar ludo ao alto conhecimenlo do Exm. gover-
no da I'niao, como V. S. encontrar na inclusa co-
pia legalisada da minba citada nota de 9 ao dilo
honrado Sr. secretario do eslado, de maneira quo ce-
lamos conformes e.n dar por encerrada a correspon-
dencia quemolivou a conducta do citado Silvero.
Esta circunstancia me dispensa de minuciosamen-
te responder que V. S. chama rplica, ao mesmo
lempo que reconhece e julga satisfactorio o castigo
do referido soldado ; porem devendo ser. publicada
no Semanario, como V. S. solicita, e convem dig-
ndade e honra do governo da repblica, nao posso
escusar-me. de fazcr-lhe urnas breves observarles.
V. S. insiste em murlificar-me com a re-petiro
das que chama amigaveis otTerecirneulos do sea of-
ficio de 7, em que pretenden qae relirasse minba
resposta de 5, e que, deixando vigente a sua recla-
maran de 2> de julhu, retirara saa expressada pre-
tenrao de 7, tao desprczivel e humilhanle como he
semelhaole pretenrao para o minislerio de relaroes
exteriores da repblica, sendo iudiflerenle a hora do
recebimenlo da dita ola d 7, e da publicacto do
n. 56 do Semanario, porque isso depende das oceu-
paeoes da imprcosa, que tao pouco he obrigada a
trabalhar no domingo, leudo comecado a sua com-
po-irao na larde de sabbado.
He muilo digno de reparo o desgoslo de V. S. por
essa publicarlo que eipressamenle pedio na sua re-
clamarlo de 25 de julho. Hecommenda V. S. a re-
putadlo dos allos antecedentes de seu irm.1o e da soa
prenla, insisti lo em qualifica-los de lestemunbas,
e que nao he satisfactorio para o governo americano,
para provar a falla de verdade, com pouca delica-
deza allegada contra elle>,e mesmo contra V. S., o
leslemunho do soldado Silvero, junio ao dos dous ou
tres pces, que, por sua posirjo na sociedade, nao
liveram urna educado moral e intelleclual que per-
lence aos que V. S. chama lestemunbas oppostas,
sendo ambos comprehendidos na provocarlo do tol-
dado Silvaro. Os que lerem o papel de V. S. jul-
garao se Ihe pertence por atlribuigo a delicadeza
que nao achou na minba redacto.
No nosso direilo patrio he testemunha idnea to-
do o nacional ou eslrangeiro que nao cstiver com-
prebendido as exceptes da lei, como resolta do
processo que nao esto comprehendidas as tros tes-
lemunhas, cidadaos paraguayos, Pastor Olmedo, Se-
basliao Arias e Celedonio Sayas ; e quando o gover-
no da repblica as dedarou idneas por um decreto
de 3 do correnle, he urna delicadeza propria de V.
S. menoscaba-las, porque nao lem a reputado dos
allos antecedentes de seu irmao e de sua prenla, e
como nao haver na repblica, ao menos na critica
ifimuc
Ah certamente nao be por meu respeito... Mas V.
S. collocou-uie aqui, meu bemfeilor, ha de fazer-
tne subir a Rarobouillel, onde a vida be melbor...
Vi a senhora... e reconbeci-a immediatamenle pelos
seus cabellos lustrosos como seda... Ella eslava com
a sociedade do castello em rarruagenssemcavallos...
Que ser desses animaes. se as carruageus andam por
si mesmas ? Mas os cavallos sao brutos, oo fazem
caso disso.
E a senhora apeou-se na estacito ? pergunlou
Sulpicio.
Como lodos os do raslello... E o grande Fran-
cisco.qnc agora he marqnez.lomou-a nos bracos para
desc-la. emquanlooduquedavaa mtoa Morgalte...
Meu Dos quando me lemhro qae a vi arraslar seus
soceos velhos sobre a charneca I... Porm nao ha
marqueza que tenha um ar mais orgulhoso !... e be
bella !...
Ue s isso quo lens a dizer-mc da senhora ? lor-
nou o doulor.
Quasi, responden Loiseau... Com ludo vi esla
manhaa os dous melros.
De quera queres fallar f
O Iravesso... que V. S. chama Fernando... e o
moreno de bigodes puntudos... Fui enviado para <>
lado de Charlres... Oh 1 eis-ahi o comboy !... Part
pois... um lempo de Cossacos chuva em abundan-
cia, e com... A chuva d-me sede... assim deixei a
linha a um quarlo de hora de Saint l'ierre de Ber-
ebere, e couiiuuei a p... As tres carruageus do cas-
tello eslavam na estrada, e toda a gente em urna hos-
pedara entrada da aldea...
Falla depressa, interrompeu o doulor sem ma-
nifestar de oulra maneira sua impaciencia; o comboy
esl prximo.
A' porla da hospedara eslava preso um caval-
lo de sella, lornou Loiseau... E veja V. S. como so
acunteceu Era justamente nessa hospedara que eu
havia de achar o inspector... subo a escada e encon-
tr o bello moreno de bigodes ponludos.
Os viajantes para Pars gritou nesse momen-
to o chefe da eslacao, emquaulo a vlvula asso-
biava.
Suba, meu bemfeitor, estou acabando.
Que relarao pode ludo isso ter com minba
mulber '.' pergunlou o doulor dtrigindo-se para o
comboy.
Oh .' dfse l.oi-eau ; a senhora he tio formo-
sa !... e surri 13o gentilmente !... Entre, meu bem-
feilor, e at outra vista !... A senhora eslava na es-
cada com o moreno, o qual fallava-lhe ao ouvido.
A machina losslo, as nlavancas jogaram e o com-
boy abalou-se lentamente.
Obrigado, meu amigo, disse Sulpicio sorrin-
do sem esforro ; eu sabia ludo isso.... al oulra
visla !
Boavagem, mcu bemfeitor!... Muito estimo
que isso nAo llie cause desgoslo '
Quando o comboy parti, o doutor Sulpicio deixou
cabir enlre as maos a cabera pensativa.
vCon/in#iar-se-/ia.)
miitii ftnn


DIARIO OE PERMMBCO. QUARTA FElRft 31 DE JANEIRO DE 1855.
S acaso um liomom nern urna mulhcr reves-
liiloi dct'cs altos anlcredenles nao se podcr.i auloar
aogoMo ile V. S. nenlium processo.
A verdade lie que a civilisacSo do V. S.', de teu
irmao e de sua paicnla acbou. urna recommendavel
linio nesse toldada paraguayo, que Y. S. nao se
cansa de menoscabar. Quando o D. dementa ditse
a P. Agestinho Silviro, tratando-o de picaro e atre-
vido, nenao sabia que elle era um eapHSo irmJIo do
cnsul norle-americana, para castiga-lu, respondeu-
llie Silvero que nao, e que se fosse tal, como dizia,
o leria feilo conheccr por sua moderacao para que
pudesse dir-seaorrspeito que llie corresponde : que
a Uto rcspodeu Clemente que iadar parte a mu ir-
mJo. e Agoslinlio lhe disse que fliesse, o que julgas-
sc mellior. Assim consta da parte offlcial do com-
maudaalo de eavallaria. dada em seu olllciode 25 de
jullio, que encabeza o referido processo.
Quando V. S. taz sabir urna turba de peoes pa-
ra embargar a bolada que conduzia Silvero para V.
S. tratar Con elle, diste-Ibes que o encontrara na
seguale pola, se livesse que fallar-lhc.
Quando avancou para atropellar Silvero em ua
marcha, pergantando-lhc se om picaro, um ranalba
como elle havia de castigar o irmao de um cnsul,
respondea-lhe Silvero nao naoconhecia esse sugeitu:
que teus superiores nio o tiubam por picaro tem
ranalha, e que com elles podia V. S. tratar sobre o
occorrido, na inlelligsntia de que Ihes participara
o cato logo que regressatse ao quartel.
Que a maravilhosa exactidao da declaracao deslas
quatro tetlemunins ( contando a Silvero como les-
tcmunha, pira tambera fazer teslemunhas seu ir-
mao e tua prenla ), al as mesmas palavrns, nao
be o M signa! menos nolavel, e fe que ser algu-
ma causa de muito novo nos annaes judiciarios de
qualqaeroulra trra debnixo do sol. V. S. meo-
brigaa dizer-lh: com Sneca que a ignorancia
be muito atrevida. Na nossa pratica forense, na
iliscussao dejum fado, urna inesma pergunla nos pro
prios termos se faz a todas as teslemunbat. Se res -
pondem todas aflirmaliva ou negativamente, uu ne-
gativamente, diz-se que os declaraces sSo contesten
cm pro ou era contra. Islo achara V. S. no dilo
processo.
Que a declaracao parece ter sido arrancada por
ptrgonUs suggcslivas, que nao se tolerara em saa
jurisprudencia, a V. S. qaer acoslumar meus ouvi-
dos a sois delicadezas, lirmar-me ua senlciica que
acabo de citar. Basta, a
Nio pode uum deve a parle contraria presenciar a
declarc xquando pedir V. S., alheio desle tranmille judicia-
irio observado cnlre partes cm causas ordinarias, e
nio em um summario militar, toma a liberdade de
dizer que nao so achiva prsenle pessoa alguma que
representaste a part opposta, e se esquece do sen
inqnalificavel proccdimenlo de fazer jurar, decorar
r ratificar a sua prenla, sem noticia nem conheri-
mento do seu inundo a Sr. (uillunsl, agente dos in-
tereses francezes nesla repblica.
Que segundo as leis americanas, no caso de ala-
que e analto,'a pessoa injuriada indubilavclmenle
constitne teslemnnho primeiro, e mais alio e o uic-
lbor que qualquer causa po le admitlir. Nao (eolio
cnnbecmenlo das leis americanas, mas, sejain qiiaes
forem, nao regem na repblica. Oque sei he que
no direilo patrio o prente e o cmplice sao compre-
bendidoi a exccpcSoda le.
Onde fram parar as cnusas se polo mero d ito do
queixoso se Jiouvesse de condemnar o acensado?
Ao locar na minba expressao de sorprendente no-
vidaiie sobre o fado de haver juramentado a sua p-
renla sem coubecimenlo de seu marido, declara que
nao tem preteneo de exercer autoridade alsuma so-
bre a dila senhora. O fado be que a fez jurar, de-
clarar e ratificar tem noticia de seu marido.
Que ignora ioleiramenle com que autoridade
einilli semehante declaracao, uu com que direilo,
seja na lei americana, seja na franceza, pode o
marido impedir esposa de servir de testemunha
quando presencia ultrajes ou crimes. V. S. sabe
da quostio, porque nao disse tal cous.i, mas sin que
lie nos ida te sorprendente o acto de tomar Vi S. ju-
ramento, declaracao e ralftVca^So sua prenla, sem
cunhecirasnto de seu marido, como cousa privada
no direilo palrio, nao digamos agora que se traa de
um marido com carcter publico nacional, mas sim
do esposo mais infeliz, seja necro ou branco: c tan-
- lo lie assJffi, que ainda quando a mulhcr rasada vo-
luntariamente se offorecesse para jurar e declarar
sem venia do sen marido, seria recusada e arlmoos-
tada pelo jaiz; e esla he a razan porque n.'u men-
cione! a palavra voluntariamente introduzida na de
earar-io da dila senhora, e lambemporque niio que-
ra dizer o que agora V. S. me forra a dizer, que
esse compareciwenlo voluntario de mnlfier .casada
para jurar, declarar e ratificar tem conhcMmeuto
de seu marido, nao he cvusa boa no direilo patrio
p araguayo.
Informa-me urna vez por todasquanto s formase
documentoslegaes, e oulrot queemanam do >cu con-
sulado, que s aquellos que a lei e os roslunies ame-
ricanos saneciouam sao os qoc se podem usir. l'o-
rcm nSo leve a bondde de infoimsr-me se a lei e os
coslumcs americanos o aulorieam para lomar jura-
^__ ment, declararlo e ralificacao da malhor de um
agente do imperio francez, ou porque ella, seja p-
renla de V. 8., ou porque se prestou voluntariamen-
te a jurar, declarar e ralilicar sem conhecimento de
seu marido, e de mais a mais, so essa mulber, por
irenta de V. S., pertenco jurisdiccap do con-
sulado americano. No demais oi dcbal le que lo-
iiiiiu o Irabalhude inforraar-me, urna vez por lodas,
<|ue no expediente do consulado ha de conformar
scus documentas lei e coslumes americanos, por-
que nao loquei nesse ponto.
Diz que com o fim de evitar correspondencia es-
cripia, pessoalmenle referi esle faci ao Sr. presi-
dente da repblica, pediudo nessa occasiao juslira e
satisfago. Nunca tonhou, diz, que unm violarlo da
disciplina e da ordem por parte de um soldado raso,
que, em qualquer outro paiz, o seu coramundanlc,
para salvar tua reputaran, se loria apressado a cas-
tigar i primeira queixa, te leria convertido em um
negocio de (alado.
' He verda le que levou essa exigencia ao gnverno
na tarde de 24 de jullio, em occasiao em que S. Exr.
nao eslava informado do caso, porque a citada parle
do Sr. rommaudaule da eavallaria a dea no da se-
guifite, no momento do regresso do sollado Silvero,
que poulualmentc cumprio sua palavra deparlicipa-
'o sua chegada.
O governo, segundo nossas leis, o menos as auto-
ridades snbailernas, no podem fazer castigo algum,
teja qual for o erime, nicamente pelo dilo do quei-
xoso. Disse V. S. n sua ola de 25 de julho: O
castigo he urgente; pede-se um exemplo immediato
r publico, que para rempre pretina a tepeliruo de
to detaqradarel necettidade da tua parle ou de
tem surotuoMS. Na repblica nao he conhecido sc-
melhanle castigo, e no sabemos se o havera em 711a/-
711er oufra trra debaixo do sol. O mesmo Dos,
quando se arrependeu de ler creado ohomcm, nao
achou un cnili^oqae pc-desse conler o genero huma-
no de oulra vez nffender a sua livrn;i Magcslade.
Lembrar-lhr-hei lambem a delicadeza com que
tomu a libet^ade de dizer ao xm. Sr. presidente
darepvblica, na oceasiBo de pedir-llic um prompto
e exemplar raUtgo para Silvero, As-im comeraram
os Estados Unidos no Mxico, Malvina, Buenos Ay-
res e Brasil, c ,-uiora seguir o Paraguay. S. Esc,
grandemente aneciado por semelhanle ameaca, n
desnedin d7cndo-lhe que tralasse da soa recIamac,ao
enm o ministro secretario.
Diz que me queixo do seu procedimenlo com o
soldado Silvero, o me a.miro de que seu irmao Cle-
mente n.in dsse parte Iraiiquillaincnle da sua con-
duela i polica. Na miphiola nao se acbam teme-
1 liantes palavra*- queuu, Iranquillamcule, ailmi-
rajao. Eslou cerlo de que din, referindo-me
suasqueixas geras e vaga, 011 melhor, dito, iras
yerac e vagat de que cm casos idnticos
lhe larao prompla jusliru a polica e as auloridades
que vigido com especial esmero pela tranquillidiide
c boa ordem.
Que os cidadios americanos no csISn acottuma-
dosji ^ar pranchados e a Bear humildemente rom
rilas. O que assim tizesse, poura probablidadr de
respcilo e pouca prnteccao ter da par!" do seu go-
\cilio. Tambera os cidadaos paraguayos n.lo esto
acuslumidns a deixar-se insultar ; menoscabar dos
ridadao! americanos ; np iHcemoi de eslrangeiros
cm gerat, porque s o senle geral fo o primeiro e
nico strangeiro que nos trouxe tantos desgostos.
Se, como iliz, soa conducta eslii submetlida sem
temor al uum no jui/-o do .en goverao, canio modelti
de moderadlo empretonoa do tamanhot ultrajantes
insultos, \ araos vero juio do governo da L'niao
sobre o modelo de moderiir-ao.
Accresccnla que se seu irmao eslivesse armado no
aclo da pancada, se leria justificado ante o inundo
clvilisadn, eseria defendido pelu seu governo, se li-
vesse eslendido a seus pes morlo o soldado. E cer-
Irahalho um e*lrangeiro empenhado cm desacredi-
ta-los no exterior, at dizer que sao fados notorios
as repblicas vitiohai, teus desgostos e difliculda-
des com essa classe de genlc. Descancu na seRii-
lamcnte, quedepnis do ter recebido em sua pes- ranea de que ninguem acreditar o conlo daaulori-
so provas da boa conduela daquclles a quem o go-
verno paraguas o permita Irazer armas, equecon-
sideram a honra e talvez a vida de um cidadao ame-
ricano doentio de menos contequencias que a disper-
tilu de urna boiada do governo paraguayo, se acha
plenamente justificado de Irazer armas, e o fez de
ordem de teu irmao consol. Diflicil seriacrer-so na
possib lidnde de acbar-se um documento igual nos
annaes da diplomacia. OSr. eonml Itopkini te mos-
tr muito versado nellet, para lancar-me em cara
con um comprimento tal que me aulorist a devol-
vtr-lh'o.
O governo da repblica prohibe por seus decretos
regulamenlares o uso de armas, e o cnsul america-
no arma seu irmao, e faz 10 mesmo governo a inli-
rna^ao queso acaba de ver. Eslou corto de que a po-
licio far o seu dever com qualquer salteador, seja
quem for, e entaii te ver o valor desses que o doen-
tio Clemente ha de extender morlo a seus ps, e se
taber para que trazan armas os militares do ser-
viro policial, a quem o Sr. cnsul loma a licnra
de fallar em geral com a irona e o desprezo dg-
no< da tua delicadeza, tratando do fado nico e
isolado do bom soldado de canillara Sitiero.
Que me queixo amargamente de que nao se li-
vesse aprcscuiad.) ao chafe do departamento de
Sanio Antonio, onde tem sua residencia de cam-
po ; que o mandn chamar por um escravo, o Ira-
toa com desacato, e lhe negou o direilo de contraria.!
suas ordens ao capalar. do seu eslabelecimenlo, eme
informa que um dos agentes dos Eslados-Unidos, as-
si ni como os de qualquer oacjSo, nao coslumam aprc-
senlar-se s auloridades policiacs da sua residen-
cia... que, convencido da dignidade que se lhe con -
ferio, nunca consenlir em derroiza-la.
Porm V. S. quer identificar o seu carcter con-
sular com a sua especuladlo rommercial em Sanio
Antonio, o que nao pode ser cm boa lei, nem isso de
que o seu capataz paraguayo fulano Beniles e lodos
os seus criados desronhecam as auloridades naci
naes, c Ibes desobedecam, como V. S. diz que inli-
mou ao chefe desse dislriclo, c que posto estar segu-
ro de que sustentar sempre aquillo que diz.
O governo dos Estados-Unidos acredilou V. S.
junto da repblica no carcter de cnsul, e nSo no
de commerrianle particular. Agora saliremos se o
governo da Uniaoapprova a conducta de V. S., vis-
lo que submetleu sua jurisdiccao sem temor al-
gum, segando diz. Entretanto aovillaremos se o go-
verno dos Etlados-Unidos dcsculp ira as inliinaeoes
de V. S. ao cliefe territorial de Sanio Antonio, e
pelo acto nao contettadn, e por consequeneia con-
fet 1 lo de que com os mcsmi pees paraguayos sa-
hio para atropellar o soldado Silvero, bein como pe-
lo fado ratificado na sua ola de I ti. contraran
do o supremo decreto regulamenlar da polica.
Por fim confcssa V. S. claramente quo mandou por
um c-cravo chamar o clielo de Sanio Antonio, que
sabio aoseu encontr,ea conversarlo teve lugar com
a cerca de permeto : conseguintcmente nao cohvi-
dou o (i%eTe para que se tentaste na cerci. Muilo
agradecido a V. S. devia u Sr. Medina ficar por sua
delicada corlezia. Ser porque na agencia geral de
Sanio Antonio nao baveria nenlium hinco para dar
astalo ao chefe territorial que foi chamado por um
escravo para receber os comprimenlos que constam
do ofiicio do mesmo Sr. Medina, publicado no Sana-
nario n. ".
Que as relares de mulua benevolencia que sem-
pre lera existido cutre V. S. e as primeiras aulori-
dades do departamento de Sanio Anlonio nao lem
exigido a exorbitante deferencia que a V. S. pareen
exigir. Sinto ve-lo apeado do seu orgullw tem pro-
tito, porque estas autoridades dizem o contrario.
Da minba parle nada exigi : nao fiz mais do que
Irmbrar-llic seus aclos.
Dissc-rac que posso cslar seguro de qne sempre
sustentar o que disse. Essa arrogancia, que nao lera
isii.il nosannaesda diplomacia, me obriga a dccla-
rar-lhe lambem que, n excepcao do Sr. cnsul dos
Estados-Unidos, no seu carcter consular, desde o
primeiro al o ullimo dos irahallmlores paraguayos
ou cslrangciros, so sugeilos exclusivamente juris-
diccao civil, criminal e policial das auloridades na-
Ciouaes do departamento de Santo Anlonio. e que
alli nao rege, nem resera nenhuma lei, coslume ame-
ricano, de mancirn que seso agente geral quizer con-
trariar e boslilisar esla lei nacional paraguaya, lera
de ile-fazcr a sua povoacao, porque n3o ser o su-
premo governo da repblica quem ha de tolera1"
nem admitlir em nenbum sentido 1 introducrao de
urna especie de estado eslrangeiro no da repblica.
Que te- aprcsenluu de manilla algura lano cedo
eoni um pequeo chiclo aulc S. Ex. o Sr. presiden-
te, Era indiftereule a hora e o volume do chicote,
porm nao o fado de ter sido mandado chamar por
S. Ex. a loda a presea para negocios mercaolis. Nao
se canta de fingir que os tem com o governo da re-
publica.
Que bstanle lem (miado pessoalmenle com presi-
denles, ministros eoulros, empreados de diuerentc<
governos para nao necessilar de urna I i 5.10 minba so-
bre urbauidade e vestido. Nao pensei dar-lbe lic,ao
alsuma ; porcm esla sua rolacao liosamente chama a
minba alienlo para o nqualificavel fado de apre-
scnlar-se ao presdeme do Paraguay com o chicle
na mo. Eu crcio que a conduela de V. S. para
com o meu governo nao pode ser muilo satisfaloria
ao dos Eslados-Unidos.
loria, diz, ao menos parecido mais diplomtico
que eu ronsiderasse quo nada liaba que ver em que
V. S. accilasscou nao o convite para visitar um na-
vio de guerra americano, nem 1,1o ponen linha que
ver o cnsul dos [Eslados-Unidos com que os outros
cnsules nesla ridade jolgassem dever aceitar este
convite. A5o eslou na diplomacia de I'. S., e con-
/irmo-me na opiniuo poltica de que como cnsul
dot Estados-Unidos, esobreludo como cidadao ame'
ricano, deca nao ficar atroz dos outrot cnsules
em aceitar o convite para festejar o feliz annirersa-
rio da indepenpencia do* astados- Unidot. Crea
lambem que esse escarnalo no pode ser agradare!
ao governo da Unido, nem aos cidadaos americanos
residentes netla capital. Crea ltimamente que
nao me 4 ngano em concluir desta demonstrarlo
menos patritica e menos leal, que no marcha em
harmona com seus concidadaos americanos, e que
s para que no se digatu tolut perigrinus in Je-
ruialemos invocou em apoio de mas queixas ge-
raes latir os cidadaos paraguayos.
Vem V. S. gabando-se de que he um fado noto-
rio nesla cidade que lem pago aos seus empresa-
dos melhor do que nenbum uulro nesla Ierra al esla
data. Porm com o seo simples dilo nao ha de sa-
tisfazer as graves queixas e s; andes desgostos dot
pt'es de Sanio Anlonio, porque nao se traa dot
oulrosseus criados.
Yon agora accusac.lo que me faz de quo quan-
do fallci dn descont dos dous rears por rada dia
de falta por enfermidade, 011 oiilro motilo acci-
dental, por conta dos Ircs pesos rnensaes, nao di'se
que esses peessao alimentados. Como he coslume
do paiz alimentar os peoes que nao teem salario dia-
rio cora que postara, coslea-lo, julguei desnecessario
mencionar isso ; mas como me vejo acensado dessa
falla, corrijo-a proniplamenle, recortando a quem
m'a 110I011 que esse alimento nao lem chegadu a
um real de carne e mcio real de mandioca para 14
pee-, c he urna das queixas que referi o Sr. jaiz
de paz de [pane no sen ofiicio de 8 do Correte,
quando parlicipava ao governo o desacorocoamen-
lo dos dez portes da sua jurisdiccao e a retirada
que Ibes mandou fazer para suas casas, em conse-
queneia de anteriores iiifoniiaf;i">cs que lem elevado
preseiica do governo, dando conhecimento desla
sua disposir;3o ao agente geral por carta de7, o qual
a causou pelos seus bous procedimenlos com os scus
pees.
Tambera o Sr. juiz de paz deCuarambar, em vir-
tude de repelidas informacics de graves queixas que
ilirisio ao governo por insiancia dos dez trabalha-
dores da sua jurisdiccao, leve ordem dorelira-los
como liomens lisres, que devem ser bem tratados,
rom a condic.lii de pagaren e se Ibes pague qual-
quer alcance adivo ou passivo, ale a dala da sua re-
tirada.
Cura mnila frescura diz que na conta das Ircs pe-
sos mensaes fez o descont de dous reaes por cada
din de fallas accidentaos, cm virlude do seu accor-
do verbal com S. Ex. o Sr. presidente da repblica,
como un ensaio iutroduzido contra os coslumes va-
saliumlos los pees e mnltieres que Irab.ilham em
charuto!, Nao lia laes coslumes vagabundos ; e quan-
do existissem, a autoridade abunda de meios poli-
ca', s para nao permillir que venba defraudar sen
sacio para descontar dous reaes aos scus peOes e mu-
Ihercs da fabrica de charutos por fallas acridenlaes. n
Qu definido mui altamente os viciosos, ociosos o
ratonciros, e que prcllro o teslemuuho do ignorante
c brutal ao do consciencioso e Ilustrado, accasan-
do-o audazmente de perjurio. Nada importa que
sejam Ilustrados teu irmao e sua prenla, quando
tres referidas lesleraunhas idneas fallarara a ver-
dado. Isso de ignorante c brutal, he um desafogo
ignobil, he o cumulo do desacato ao aulor supremo,
que declarou idneas nt tres teslemunhas nao com-
prehendidas as excepres da lei. He um mero
cnsul que em semelhaulcs lermos esla insultando o
governo da repblica cm um nssumpto que nao he
coinmercial, e que se lhe deu resposta foi com ple-
no conheciracnlo da sua nao capacidade para nao
inlromeller-se em semehante rerlamaco.
l'orem felizmente conseguio-sc descobrir o fundo
de suas vistas ayancadas, o ludo o que se podia espe-
rar daquellc que pretende 05 foros e respelos de
quem tem defendido o suslcnladu por Io longo lem-
po, c com lano inlcresse no mundo, a replanlo da
Keoublca do Paraguay.
Nao eslraubarei porlanlo a oflensa gratuita deque
altamente definido os viciosos, ociosos e os raloneiros.
Fallare! do soldado Silvero e dos Ircs cidadaos para-
guasos. E a estes so atreve a qualficar de viciosos,
ociosos e raloneiros '. E onde eslao as provas de se-
melhanles nodoas ? He cousa muilo tarta alacar
a honra dos huinens sem boas provas e um direilo
para isso. Nao fallara porlanlo das mulliercs que
Irabalham uos charutos, nem dos scus pees, porque,
nao lendo neiihum desses individuos no summario,
mal podia applicar-lhes o epithelo de Icstemuuho de
ignorante c brutal. I'ao pouco se lem deduzido que
esses Irabalbadorcs slo viciosos e raloneiros, se niio
he aaora que no seu conflicto Ibes applica esses l-
lulos.
Pergunla se acaso ignoro as formalidades c casligo
do perjuro nos Eslados-Unidos e na Franja. Nada
leubo que ver com isso.
Que a nformac.io dada pelo chefe de polica he
plena e categricamente falsa, lie um modo com-
modo c fcil de desearle para os que f.i/.era pouco
apreco da sua honra. Porm dcilou ludo a perder
cora o seu mentiroso dilo de que o chefe lem sido
provavelmenle victima de urna sr.iQ.i pesada. Islo
he demando pleno e categrico para que todos pos-
am rumprehende-lu.
O Sr. Mareqcie marca o da, c nomcia como tesle-
munhas do caso os cidadaos paraguayos alteres Ra-
phaol Rudi ir, cabo Vicente Branco, e o soldado Do-
miciano Marques, todos do quarlcl da polica, As-
sra verifica suat claces e suslem sua palavra de
lioinem de honra.
Que lamento que o meu paiz nao Icnha parle na
cnmpanba. Lamentar De corlo que semelhanle
palavra nao existe na minba ola. O governo da
repblica nio pensou enlrar cm tal companhia, por
nail que V. S. lem dado em repetir as a olTcnsas de
que he o primeiro commercianle desle paiz. Para
que nao duvide do seu direilo ao titulo de agenle
geral, refero-se a urna caria de S. Ex. o Sr. presi-
dente da repblica, de 11 de nuvembro de 1833,
cuja autentica e fiel copia he a scguinlc :
o Sr. D.Eduardo A. Ilopkiiis, cnsul dos Eslados-
Inido-. Assumpcao, II de novcinbro de 183:1.
Do meu manir apreso.
Tive o goslo de receber a cstimavcl de V. S., de
9 do correnlc, na qual, como encarregado pelo pre-
sidente e directores da companhia de navegarSo olTe-
rece ao governo da repblica una bandeira nacio-
nal paraguaya, feila em seda pelas senhoras dos ac-
cionistas da dita companhia.
Recebi lambem oulra carta da mesma dala, em
que V. S. oflerece minha aceilacao urna carrua-
gem de passeio, como um obsequio offcrccido mi-
nba pessoa.
Ter V. S. a hondade do .1 dimitir que responda
por esla as suas duas estimaseis referidas, aceitan-
do como accilo com o maior apreco, cm' nome do
governo da Repblica, os dous obsequios mencio-
nados, mo obstahte lr V. S. lido a hondade de de-
clarar que a rarrungem he offerecida minha pes-
soa, porque apreciando como devo esla declar.ir.ao,
nao pude d-isar de fixar-mc no lelreiro que vi em
urna lamina pregada na mesma carruagam(pre-
sentada ao Exm. Sr. presidente da repblicasem
declarar meu nome, circunstancia que nao perraille
minha delicadeza aceitar o presente como feilo
minba pessoa, mas sim ao 'governo que, como he
notorio, lem o tilulo de presidente da repblica.
Com esla explicarlo amigavel fico muilo agra-
decido a V. S. c companhia de que he agenle-ge-
r al, e lhe rogo que lenha a hondade de aceitar o
que ocollcclor-geral lem ordem de offerecer a V.
S. como urna pequea demonslraco da sumina gra-
lidao desle goveruo.
Tenbo o prazer de renovar a V. S. a -esiiranca
da mais perfeila amizade, com que son de V. 3. l-
tenlo veneradorCarlos Antonio Lopes.
Veja-se agora se este documento abona a cilaj.lo
que molivou a sua inscrcao. Nesle caso S. Exc. nao
podia fallar de outro modo.
Quo leria sido um arlo de generosidade inusitado,
o impreslimo das quanlidades que recebru do Ihc-
souro nacional para pagar suas dividas. E como se
prova esle grave insulto ao governo da repblica ?
Coro' a confistU lisa e lliana de que recebcu do/, mil
pesos ao premio de seis por ccnlo.o oulros mil c qui-
nhenlos por urna Icllra: Se essa lettra e paga, nao me pertence saber, ncm'cem ao catvA
O que disse e ratifico he que nao achou urna lettra
ueste rommercio.
Disse que conlralou ambas quanlidades com o go-
verno paraguayo, por que he o principal commerci-
anle do paiz que por monopolios prohibe que outros
possam ler meios de adianlar fundos. Asshn falla
o cnsul dos Estados-Unidos ao qovtrno da repbli-
ca. Veremos se o approva o governo da Uniao, a
cujo conhecimento se levar integro'o papel de que
me eslou ocru pando.
Entretanto he bom saber que o Sr. colleclor-ge-
ral, ccrlo de que o intitulado ngenle-geral linha
crescidas dividas, e de que achando-se j nesla capi-
tal as procuracoes para cobra-las, nao achava no
commercio para quem appcllar as suas dilllculda-
des, com eslas noticias nao podia lomar sobre ti a
responsabilidade dos dez mil pesos que lhe pedio,
sem saber por oulra parle sua aulorisaco para ga-
ranli-los em nome dessa ronipanhia; ordenon o go-
verno a colleclori.ique lhe franqueasse esse soccorro
o esle aclo verdadciramenle inusitado, porque a
ninguem se frauquein capital algnm du Ihesuuro na-
cional sem fianca certa, he o que o bom do devedor
agradece cun e delicadeza que li-'a apaliada.
Que oulra orcasiilo, vendo-te allliclo pela inipos-
sibilidadc de se agenciar urna lettra no commercios
c nao conforniando-te o Sr. colleclur-geral, depoi,
deslas noticias, a dar-lbe os mil c quiilienlos pesos
pelalcllra que oll'erccia, leve ordem suprema para
aceitar essa lellra. He bom que de ludo fique cons-
tancia, j que a isso me provoca.
A objeceo das suas publicares no Nacional de
Biicni s-Asrcs,di/. que a racionalidade desla a Mita lem de eviJenle. Esla confisso impcitu he
bastante.
Recojnmcuda a carta do seu collcga Mr. Uraham,
e recrimina u Semanario pela publir ado de injuria
pessoaesno peridico do governo, nesta capital, con-
Iru o Sr. Jos Grabara. Nao sarao injurias pessoaes,
ou nlodeseraao reprimir-se ir* que Mr.t.raham lem
prodigalisado ao dictador eao presidente da rep-
blica. Prelcnde-se impor ao Semanario toda a ve-
nerar-do ao insulto c acalumnia, e destruir o princi-
pio da defeza natural.
Diz-meque devia saber que, se nina amizade jus-
la, franca e respcilosa.xonsislc na aduladlo peatoal,
ou ent desfigurar ou occullar a verdudc, ou em con-
formar-te s pesadas exigencias dos regulamenlos
ociaos e governamenlacs, que nunca o obterei dos
representantes americanos. Rcfcrirei esla liccnca
ao governo da Uuio.
Que o governo americano n3o permute que os
seus 1 i-presentantes sejam pessoalmenle insultados
nos peridicos odlciaes dos oulros pai/.cs, nem Un
pouco que lodo o vestigio de cnrlezia dosapparesa na
correspondencia nllicial com os seus agentes, c sem
dimita alguma ha de pedir urna satisfazlo plena e
perfeila, assim como tem feilo sempre em todas as
parles do mundo por rada ultraje, ca la envilecimen-
lopessoal, erada, perda pecuniaria que scus cida-
daos pos Kovcrno americano permute aos scus representantes
insultar e atropellar os rcspeilos do supremo governo
da repblica, como V. S. faz.
Que em niio mezes n3o conseguio do governo que
lhe mnudatse juntar os productos que pedio por to-
do o preco. S. Exc. fez ludo o que podia; mandou
pela collacloria geral passar circulares, para que de
lodosos ditlrictos tragam fabrica de charutos taba-
cos de fumo boos e bera acondicionados, e oulras
para a minino dot demais producios.
Diz que Iralo de priva-lo da sua fama de haver
sustentado a causa da repblica do Paraguay por ali-
os, eque com a mais negra ingralido digo que n,lo
leve (al missao, e que nada sei dos seus esforcos:
queislo passa.dequanlo podia esperar do mais malig-
no dos seus inimigos. He muila delicadeza de V. S.
Repito qhe nao sei de nenbum servico sea feito o re-
publica.
Parece, diz, que ludo se lem esquecido nesles dias
de imaginaria seguranca e paz. Acaso j nao llave-
ra lembranraalgumn das publicarse* feilas no Para-
guayo Indepctnlenle? Nao se publicoa mais do que
a sua nota, annunciando o recoiihecimeulo da rep-
blica pelos Estados Unidos, sera poder iquginar lu-
do o quedepois poblicou a ga/.ela de Rosas.
A' sua propnsiclo de nesles dias de imaginaria
sequranca e paz,que respondan! oulros.
Se lera esquecido, diz, al os pblicos encomios de
S. Exc. o Sr. presidente da repblica quando lhe
apresenlou o seu diploma. S. Exc. nesse aclo disse
que se alegrava de haver recibido a nomeacao de
Outro do fiscal de San-Jos,-, remetiendo o map-
pa do gado morlo para o consumo desla cidade, na
semana de 13 21 do correle (327 rezes.)Que te
archivasse.
Despachou-sc a pelicao de Joo Antonio Villa
Seeca, e levanlou-se a sessao.
Eu JoSo Jos Ferreira da Aguiar, secretario 1
subscrevi.UarSo de Capibaribe, presidente.Vi-
anna, llego, Mamede, Barata de Almeida.
REFARTiyAO SA POLICA.
Parte do dia 30 de Janeiro.
lllm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diderenles participar oca boje recebidas nesla repar-
tirlo, consta lerem sido pretot:
A minha ordem os olTicines da guarda nacional,
Ladislao Jos Ferreira, c Jernimo Jos F'erreira
Jnior c a preta Deliina, escrava de D. Joaquina
Marta Pereira Vianna, lodos para averigua;et.
Pela subdelegada da freguezia do Recifc, o pre-
to Joaquim escravo de Joaquim de Alhuqaerque
Mello, por desordem ; o prelo Saturnino, escravo
de Jos Anlonio Fernandes, e Francisco da Cosa
para averiguaees policiaes.
Pela tubdelegacia da freguezia de Sanio Anlonio,
o prelo escravo, Manuel, por fgido, e Jos Por-
firio de .louza, sem declaracao do motivo.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, Manoel
cnsul dos Estados Unidos em um amigo do Para- Joaquim de Souza Nesreiros, para averiguaees po-
guay, alludindo sua jactancia de amigo, e a esle
comprimenlo insignificante chama encomios pbli-
cos. Porm nao respondeu urna s palavra, ou por-
que o comprimento nao fosse conforme ao leslemu-
11I10 de sua coosciencia ou por qualquer oulro mo-
tivo.
Que se lem esquecido os ronslanlcs elogios de S.
Exc. o Sr. presidente da repblica e de sua familia
durante varios annos a lanos cslrangciros e nacio-
naes. Nada disto sei; inleiramcnle nade; jamis
ouvi a pessoa alguma semelhanlcs elogios. V. S. co-
mecou por queixas geraes, e acaba por scus elogios
"eraes.
Que ha ms disposices de certa classe do paiz
conlra os cidadaos americanos, fica' positivamente
eslabelerido que leem sido causadas pelas publica-
coes do Semanario. Qualht essa parle do paiz '! O
Semanario he gralo a nacionaes e eslrangeiros, por-
que proclama a verdade simplesmcnlc e sem ador-
nos, porm com franqueze e energa. Os ltimos
Humeros s a V. S. scr.lo menos gratos; mas como
nao ha de ser, se lhe deu occasiao para isso? Os ci-
dadaos americanos Dio se affeclam contra o Semana-
rio, sem duvida porque nio leem parle as mas pu-
blicacoes.
Quo os Americanos ufio leem commelldo acto al-
gum do desorden! ou meno'prezo das leis do paiz,
exceptuando desla a-serclo os marnheiros em Ierra,
porque consliluem urna classe privilegiada em todos
os paizes christaos, por causa da vida peculiar que
passam rhcia de excessos e fadisas. Com que essa
genlc lem o privilegio de comraellcr actos de desor-
den! c menosprezar as leis do paiz? Se nincuem fal-
lou a V. S. de marnheiros, porque se anlecipa cm
fallarme de semehante privilegio?
Diz que o demais da mibha ola nao exige espe-
cial monean, salvo o que diz respcilo aos favores fei-
los aos cidadaos americanos pelo governo paraguayo,
em troca dos desgostos que lhe causam com suas
quuixas cunslanles. Repito pela ultima vez que nao
inclu os seus concidadaos, e s fallci de V. S., que,
seguramente pelo que lhe aecusa a consciencia, quer
apoiar-se na innocencia dos outros.
Que nao sabe do blo uumerotos favores.... A falla
delles os ir recordando. Que esla bem certo de que
o governo paraguayo, como sjbio commercianle, re-
ceben um pleno equivalente qui pro quo em todas
as IransaccOes com S. Exc*> A collecloria geral, s
por fizer-lhe bom c boa obra, deu carga a frele pa-
ra o vapor Fanny, quo sem ella leria de regressar
em lastrn: nao se sabe de oulra cousa, e te ha que
se publique.
Aprovcilo esla oporlunidadc de renovar a V. S. as
segurancas do meu aprefo e respeito.
Jos Falcon.
(Correit Mercantil do Rio.)
mitanui -
O senado e ocorpo legislativo francez foram con-
vocados para odia 26 desle mez. Islo be satisfactorio
como um indicio de que o irapojadjpr., c o stu gover-
no se acbam impresionados d 1 i lc^| tf^ssidade
de urna accilo prompla e enrgica ^ffirrmmenle a
guerra. Se a crise fosse menos seria, talvez alguem
desejasse rir-sc ao ver como a sombra de urna legis-
latura representativa era Franja segu 15o de perlo
a realidad.e ingleza. Mas o aspecto grave do lempo
prohibe pensar em semehante leviandade. Urna
conviccSo mais reflctala pode-se deduzir da convo-
carlo da legislatura franceza moslra a resolur-ao da
parte do imperador acerca das formas constilucionaes
einbora de pequea monla, que lem imposto a si.
lorvenlura poder-se-lia inferir disto, que para o fu-
turo, (alvez, quando se julgar mais seguro no Ihro-
no, possa desenvolver os limitados poderes delegados
sua legislatura ? Seja como for, o seu successor
pode ser que ache'.necessario desenvolve-los. Foi
sabiamente observado ha pouco lempo, por um dos
nossot ministros, que alsuma cousa se adquire para
um paiz, ainda pelo eslabclccimento de urna sim-
ples forma do consliluicao. Os aeonlecimcnlos silo
sempre possiveis, pelos quaes a forma pode ser co-
hertacoma substancia,pode ser convertida em reali-
dade. Esla reflexao be que nos reconcilia com os
numerosas e insignificantes legislaturas que actual-
mente eslao pairando e gesticulando na Allemanha.
Diavircm que um povo illuslrado se apossar
deslas inmundas moradas. Na Dinamarca os acon-
Iceiraenlns se c-lo verificando diante dot nossot
olhos. A crise ministerial na Dinamarca moslra
quanlo um povo moderado, e ao mesmo lempo reso-
luto, pode alcanear o que era apenas considerado
conusimplices eIlusoriasconeessoes. Permita o co
que os liberaos pralicos c racionaes de toda a Euro-
pa ravem estascousas cm seus cora^oes. Muito se
tem adquirido desde que os monarchas, j nao po-
dendo negar os dircilos dos seus povos um voto no
governo, procuram pacifica-los por meio re parla-
mentos phanlaslicos. As pretendidas legislaturas
electivas do Contineulesan sombras lenlas dianle
dolas pelas realidades que se aproximara.
Em qnalquer parle era que lem sido inlroduzidas
um terreno vanlajoso tem sido adquerido pelo povo
para alcanear a sua rompida cmancipacao.
A guerra cm que agora estamos empenhados, he
urna guerra para expcllir do solo sagrado, os seas
inimigot mais poderosos e inveterados, no qual solo
laes intliluisoet cstao por loda parle rebenlaudo, co-
mo a relva na primavera. Todo aquclle que procura
semear dissensoes cnlre o povo do Occidenle, enfra-
queccii-os para a lula contra a Kussia,hcconscien-
ciosa ou nao coiisenciosamenleum instrumento do
czar.
(The Daily Neu>s.)
liciacs, c o prelo escravo Lourenco, sera declaracao
do motivo.
Ilonlcm pelas'.) c meia horas da noile declarod-
seum incendio na ra du I.ivramenlo em um sobra-
do de D. Joaquina Maria Pereira Vianna, e para
ahi me encaminbando j achei o delegado de polica
subdelegadosdeSanl'AnlonioeS.Jos.assim como al-
gumasauloridades militares,as quaescom o povo que
muilo prestava-sc, c soccorro de urna bomba do ar-
senal de guerra, poderam com presteza extinguir o
fogo, c ent.lo subindo eu casa, e tratando de exa-
minar nao s o estraso produzido pelo incendio, co-
mo sua causal, reconheci que o daino causado ora
pequeo, porque consista em urna pequea parte
do forro do primeiro andar e assoalho do segundo,
em correspondencia ao quarlo de dormir daquelle
andar, e cm alguns poucos movis do Dr. Joao I.ins
Cavalcanli de Albuquerquc, que oceupa o primeiro
andar. Reconheci mais que por diffcrenles parles
zlo primeiro andar c do segundo, nos quartos da
fenle havia palha secca espalhada com 'agua-raz o
que iudii/.-inc a rrer que o incendio nao fosse casu-
al, e sim como disfarce do roubo feilo a I). Joa-
quina, cujos bahus e cofres acharam-se arrumba-
dos, c alguns palaccs cspalhadus pelo quarlo.
Examinado o damno do forro e assoalho dito, re-
conheceu-se que tinha sido feilo cora o instrumento
que rliaiiiam pa, islo do primeiro andar para
segundo, por onde seria fcil o ladrao introduzir-se
nos dous quarlos da salla de D. Joaquina, onde cx-
islim nbjectosde valor cnlre estes um bahu com
porcao solfrivi-i de palaccs, doude parece ter-se
lirado nio poucos. Examinados os arrombamenlos
not bahus e cofres rcconhcceu-sc que haviam sido
feilos com o referido instrumento, cm vista do que
epor 11,10 haver indicios de entrada de pessoa eslra-
nha cm casa, porque as jane!las dos fundse frente
achavam-se fechadas e sem vestigios de violencia,
tanto que foi necessario arrumbarse a machado
as porlas, piando o povo o (rabalhadores tiveram
de entrarcom o fim de apagar o fogo, entend con-
veniente fazer rccolher custodia os moradores da
loja e o do primeiro andar para fazer as necessarias
averiguaees, no que a polica empresa seusmelbo-
res esforcos com o lin de descobrir quaes fossem os
autores de semehante alentado. No entretanto
como as porlas do sobrado fossem arrumbadas como
fica dilo, fiz nclle enllocar urna guarda, com o fim
dcacaulclar algum eslravio, al que sua propieta-
ria a quem lenho feito avisar, comparec, e dellc
tome conta.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
Pernambuco 30 de Janeiro-de 1833.lllm. e Exm.
Sr. conselheifo Jos Bento da Cunta e Figoeiredo,
presidenle da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paica Teixeira.
BlAKIO E PERNAMBUCO.
Nonia 29 do correute, pelas !l 1|2 horas da noile,
deralii os sinos da freguezia de Sanio Anlonio signal
do incendio, que se verificou ser em um sobrado da
ra do I.ivramenlo, perlcnceotc a Sr. D. Joaquina
Maria Pereira Vianna. Accudiram as autoridades e
o povo, c subindo-se ao edificio recoulieceu-sc que o
fogo fra deliberadamente aleado para encubrir o
ronbo que nessa casa se havia feilo ; porquanlo, nao
s enconlrou-se arrombado o assoalho do segunde
andar, e Turada a parede que separava a sala da
frenle da alcova, como lambem urna porreo de pa-
lha conduzida pelos ladrOes e agua raz derramada
pela casa comecando por esses elementos o fogo.
Felizmente una escrava, que a dona da casa (ac-
tualmente ausente della; costuma deixar fechada na
parle posterior do sobrado, senlio o fogo logo em seu
cornejo, e poz-se a hradar por soccorro. O incendio
nao leve lempo de propagar-se, e foi extincto em
ler causado grande estragos.
A polica fez guardar a casa por sentinelas, proce-
deu a varias prisoes, e dea honlem cometo a inslau-
raso do competente processo, esforrandn-se por
descobrir os auloresde um crime laoabominavel, e
que .-podia ler acairelado as mais funestas conse-
quencias.
Outras mais particularidades acerca desse alienta-
do encontraran os leitorcs na parliciparao ofilcial
do Sr. chefe de polica, para o que chamamos sua
allencao.
Verificou-se honlem a reuniao da assembla ge-
ral dos acconislas da companhia Pernambucana de
vapores costeiros, sob a presidencia do i" secretario
oSr. Dr. t.uiz de Carvalho Pas de Andrade. servin-
do de secretarios os accionistas llenrque Augusto
Millel.c Jos Anlonio de Brilo Barros.
Depois de aborta a sessao o Sr. Antonio Marques
de Amnrim secretario da drecrao pedio a palavra
e leu o relatoiio, que daremos em nosso numero se-
gUlll".
Lido o relatorio, sommaram-sons quantias repre-
senladas pelos accionistas presentes, e como nao pas-
sassem de 229:.iO0{*00n rs., nSo sendo por consegua-
se romo deliberan em virlude doart. 123, Sr. pr-
ndenle Icvaulnu a sessao, marcando-se o dia 6 de
fevereiro para nova reuniao.
CORltESI'OMNCIAS.
CMARA MUNICIPAL SO RECIFE,
4.a sessao' ordinaria de 30 de Janeiro.
Presidencia do Sr. arito de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Reg e Albnquerque,1 Vianna,
Reg, Mamede e Baralaj abrio-se a sess3o e foi
lda o approvada a acia da antecedente.
Compareceu Serafim Pereira Moiileiro. juiz de paz
supplente do i. dislriclo da freguezia dos Afoga- vi como caixeiro, e ltimamente inleressado iruma
Srs. redactores.Nunca me animei a es.crever
para o publico por nao ter para isso hahlilar/ies, e
por felizmente nunca me ser preciso ; boje porm
me vejo impellido a issn hem a meu pezar 1 tanto
mais quanlo lenho de mostmr-me de alguma m.i-
neira mal agradecido a um amigo que nao sei quem
be, o nem procuro saber : sentirci se esse amiso,
quem quer que seja, se molestar com a minha refu-
iai;o, 110 enlrclanlo me acredite quo lhe ou obriga-
rlissimo pelo favor que me quiz fazer com o elogio
ISo immerecido que me faz cm seu Diario de boje.
Nao lenho merccimenlos para que seja 13o pom-
posamente eloeiado.
Nunca lve sociedade na casa onde a 18 annos ser-
dos, e prestou juramculo rio estilo.
Nao biiveiido nada mais a tratar, levanlou-se a
sessao,
Eu Joo Jos Ferreira de Agolar, sccrelario a
subscrevi. /.Vicio de Capibarilv, presidenle.
Reg. Vianna. Barata de Almeida. llego e
Atbuqucrque.
5. sessao ordinaria do 22 de Janeiro.
Presidencia du Sr. liariio de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Vianna, Reg, Mamede e Bara-
ta, abrio-se a sessao e foi lida e approvada a acta da
anlccedcntc.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um ofiicio do Dr. Luiz de Carvalho Paes de An-
drade, coinmunicando nrhar-sc mudado desde julho
ultimo, do primeiro dislriclo da freguezia dos Afo-
sados, e nao poder assim comparecer a preslar jura-
mento do cargo de juiz de paz supplente do mesmo
dislriclo.Inleirada.
Oulro de Anlonio de Souza Darrozo, dizendo ser
nllicial do balalhao da guarda nacional da freguezia
dos A Togados, e preferir o exercicio deslo cargo ao
de juiz de paz supplente do 1." dislriclo da mesma
freguezia.Inleirada.
Oulro de Jos Lucio Lilis, no mesmo sentido em
virlude do anterior.Inleirada.
pequea fracciu de suas commisses.
Minha fortuna he menos que mediocre.
Nao lenho mais e nem melhores hahililarOes do
que qualquer commercianle desla praea para iceeber
commisses, principalmente dossenhores propieta-
rios de engenhos, a quem nunca ped e nem pedirei
suas consignaces, apenas receberei daquclles que
espontneamente m'as quizerero mandar.
Torno a pedir dcsculpa au mea amigo por levar
eslas ludias ao publico, pois roliro-ine ao seu dizer
(dur a Cesar o que he do Cesar) eu s quero o que
me pertence c nada mait. Recite 30 de Janeiro de
1833.Josc Joaquim de Miivinda.
Flores 13 de Janeiro de 1855.
Que he feilo do seu correspondente? Dar-se-ha
caso que lenha havido pacto para scscrever porgm
periodo cerlo c determinado ? Ou moveu-lhe acaso
alguma...; mas nao, nao crcio nem n'uma, nem
n'outra cousa, Eslou convencido que s o amor do
publico, e boa vontade de estimular os bros aos
comarcanos de Flores, moseu l.lo hbil peana
tratar os promennres desta enmarca, e que suppnndo
sua obra acabada, ou talvez preguioso ( que be o
mais ccrlo ) enlcndce arrumar peona. No enlanlo
scuhores, eu mesmo que menos sei apreciar as cou-
sas, son arrestado a fazer laes pergunbis, sera prc-
| lender oulra rcsposla mais do que a continuadlo das
laes correspondencias ; que c occullo as trevas.
onde moro be mou mal, aprecio os laminosos
asiros.
Ett entendido que nao pretendo substituir aopre-
guiroso do seu correspondente, e todava, se abso-
lutamente desapparecer do orisonte o luminoso astro
ol que pelo menos oulro tao luminoso o nao subi-
tlua.que multo he, que eu, qual radio de embiriba
offereca meu pobre contagente da mais Iraca laz 1
e enlfio lerei de irfazendo meus aponlamentos do
que for occorrendo, e remeter-lh'os para p-los em
ordem e publica-los se lhe parecer conveniente ; e
por isso desde j o consliluocom todos os meus po-
deres para aceitar, regeilar esla minha e outras cor-
respondencias, oo acceitando-as, emenda-las, risca-
las, corla-las, ponlua-las, virgula-las, e lado o mais
que acabar emalas; escrevendo nicamente o
que adiar honesto e conveniente, reservando s para
mira o conhecimento da verdade, por ser esla minba
propriedade.
Dada esla primeira salisfacao ou o que lhe quize-
rem chamar, lenho anda de preveni-lo, que nao
me comprometi a regularidades ; por isso que. alm
de mullas oceupaees ( o criador (de gados) nunca
lhe sobra lempo ) lenho de mais a mais ficar 1.1 1 dis-
tante da agencia do correio, que quas nunca sc
quando diosa, nem quando parlo ; mas em refens
prometi* ser ssudo sern jamis adullerar a verdade.
Apezar disto sempre liavera quera queira adevinhar
quem seja este pobre dabo, que nao obstante conbe-
cer elle mesmo sua nullidadena repblica das ledras
alreve-se promeller dar noticias de urna comarca.
Que lulos pois senhores, para dar noticias do preco
da farinha, feijo, milho, rapaduras, e mesmo que
Pedro he fcio e que Paulo he bonito, precisara ali-
sar os bancos, ter borla e capelo, ou mesmo ser ba-
rbarel formado"! Apezar disto queris sempre saber!
Que importunos!!! Pois meus amigos nao vos digo,
nem que os vcados me levem ; e vos ser 13o infruc-
tfero saberdes quem sou eu. como me tem sido im-
possivel saber cu mesmo quem sou eu. Eslao feilas
as continencias, e cada um enterra seu pai como
pode.
Tendo apenas cousa de urna hora, lomado a reso-
liieao de fazer-me seu correspondente, nada linha
prevenido nem delalhado, e como do improviso foi
minha lembranra para fazer-mc correspondente,
lambem de improviso foi o meu esquecimento, qne
nada me lembra que lhe possa contar ; c he aqui
que tao espinhosaacho a larefa, que quasi arrepen-
.lidn.e-toii de tal promeller. Preludiemos um pouco.
Aparecen o anno patsado urna grande crusada con-
tra o Dr. Jos Felippc de Sou/.1 Lelo ; que em abo-
no da verdade nao fazia bom cabello cm lempos de
liberdade... Um juiz 1,1o severo, sempre disposto a
punir o crime. l-'oi removido esse juiz, e suceedeu-
Ihe interinamente o juiz municipal Dr. Castor, digno
por cerlo de mudos elogios, que immedialamcnle
convocou os jurados, que s pela mudanca de nome
alluio grande numero de reos, e pela maior parte
por criine.de mortcs, tentativas, etc., ele; ludo foi
absolvido !!! Nenlium apello !!! Exccplua-se um lal
lacalo, pils.ulo a gales perpelu.is por malar a um
lio e padrinho, porem com circumslancias talvtz
menos aggravanlesdcquc outros que foram absolvi-
dos, c boje campara, como innocenles. Foi prezoj
no fim do anuo um Sr. Joao Manoel por um oflicial
do destacamento da comarca, mas com tal felicidade
que no meio da escolla que o condmia loma o ca-
nallii do prezo o freio entre denles e condu-lo a
porto de salvamento.
Retirou-se desla comarca a 14 de dezembro pr-
ximo passado ( segundo me informaram ) o Sr. roa-
jor Porlella delegado da comarca, e nao sel se leja
vontade de c soltar, o ccrlo he que elle maldizia
rauilo da Ierra ; porem he oucgavel que fez mui
recta polica e muilo beneficio a comarca, e Dos
queira que o goveruo o substilua por oulro, que
pelo menos bera o imile.
Est de presente na detegaeia Cbrittovao deJCam-
pos Barboza como primeiro suplente autigamente
creado, restando apenas dessa anliga criacao dous
supplcntes, que pela distancia emqae mora o segn-1
do obriga ao primeiro a eslar alli como se costuma
dizerpede boi, ou na precisao de sabir, de ligar
a oulro nao constituido supplente, como ji o tem
feito, porem bem merecido.
. Enlrou o anno de 33 com bons auspicios para des-
menlir a lodos que profclisavam ser mo, s pela
rjircumstancia de ser do numero 3, servindo-secada
Km do exemplo dos precedientes tambera de 3 : lem
cAo\ido cm algums^aij|s_jaiis^tcao, e lodos vi-
vera cluiutiitetperanca de que ha de ter bom anno.
Por aqui passou o nos o promotor publico desta co-
marca, cujo nome ainda ignoro, porem n'um estado
lal que nada dou por sua saude, supposlo nao o con-
siderar cm perigo de vida.
Communicou-me o compadre Malheus, que da
Villa Bella parlio no dia G do crrante para Tacarat
o juiz de direilo interino, para alli presidir aos ju-
rados, e julgar da innocencia de grande numero de
reos, (alvez (ao innocen(es e felizes como os desla
comarca.
A oilo deslo liouve um assassinato em cima da
serra de Baixa-Verde, c, segundo me conlarem
pes-oas tcientes do caso, deram-se os precedentes se-
suinles : um rapaz chamado Anlonio Nunes Tobas,
lendo apenas 17 annos de idade e mais do dous de
casado, j com lilhos, n,lo procurando um meio ho-
nesto de que viver, deu para jogador, trapaceiro e
al para tirar animacs conlra a vontade de scus do-
nos (Dos lhe perdoe seus peccados) desmenlindo
por essa forma a exemplar educacao de ten honra-
do pai, velho septuagenario, a ponto de possuir-se
de lal detgosto, quando lhe fallavam neste infeliz
filho, levou o desprezo em dizer 11Eu darla ahi-
taras a quem me desse noticia de sua morle I O
proprio sogro do rapaz, que o manlnha em sua prn-
pria casa, prendeu-o e conduzo poticia do Sr.
Porlella ; este o conservou por algum lempo na
priso (que antes ain la l eslivera;. Sello o rapaz
1 sabendo que una sui ta, pobre reina se qaeixa-
va (ecom razio; de elle lhe earregar" nma poltra,
prometiera ello rapa/, que soa lia continuaste a
fallar nisto, que Ib' bava de corlar a tingue ; um
menino, filbo d,i vellu e primo do mesmo, lendo a-
penas ti anuos, mandou-lbc dizer, que se elle cor-
lasse a lingua i. sua rali, nao cortara mais lngua
de ninguem. Achara-te entao^ilo menino traba-
lliando em cima da serra, distanto lalvez cinoo pa-
ra seis leguas donde resida o corlador de lingua,
eesle immodialamenle parlio dizendo que.la dar
um conhecimeiilo ao tul priminho ; o com effeito
logo que la chegou c enlrou cm ajuste de coalas,
a de razet passou a obras : um empurrao 110 me-
mno logo um bofetao e mais arrojos que nao po-
dendo o menino corresponder no mesmo jogo, o a-
caso deparou-lhe um queco, que Ib'o cravando no
peilo esquerdn Uta bem applicado, que nem fogo
para o cachimbo pedio, o poz-se o menino na per-
n, apezar das diligencia* da polica Faja idea
que Iranslorno para urna pobre m.li, c esta lambem
cora m.li, que me dizem ter mais de cera annos,
cujo arrimo era s aquello menim de tao boa con-
ducta e (rabalbador, qii3 quaulos o conhecam lou-
vavam-no c apreciavam-no.
Vai-se portando bem por aqui o lente Ros,
enraman lanle do destacamento, fazendo mais ser-
vicos c adquirindo mais ami/.a les com urna cartel-
ra homo?palica do que com sua autoridade o Torca
militar,, e por blo longo vai rbegaiido cs-a noticia
do sua boa applicarao de dozes, que aqui urna mi-
nha vizinha, ha muilo doenle. esl-se arrumando
para ir para aquella povo.iQao da Talhada para se
curar (como diz ella) com o remedio da inlipalbia.
Nenbuma comarca do centro talvez abundo mait
bacharoia do que a minha do Flores, pelo menos le-
nho certeza, que so na Villa Bella resdem cinco
hachares e alguns particulares, que, com o Irata-
menlo de doutores quo Ibes rU o povo vivera de t
bem ufanos. Disse-me o correio, que por aqui
passou, que breVe cheg.iria c por aqui pass.ira um
batata, que de bens c que do males ? bens, por
conlarmos cora tao respcilavel forja o meio de ex-
terminar o crime, ou pelo menos coarcto-lo ; males,
por nao abranger o nosso mercado de vveres, nem
mesmo quaolo baste para abastecer os naloraes, e
se at haje a farinha lem sustentado o preco de t:i a
138 rs. o alqoeire, o fcijao que ja nao apparecc) a
-20 oanlos mil ris; o milito ,1 7$ ra., e assim o
mais, como se nao pora ludo com tantas boceas de
mais I !
Basta pela primeira vez. Anno de Chritlo de
55. A. D.
te falto de meios para subsistir minhacrescida.fami-
lia, e tendo em grande parte concorrido para esse
mal os empregos de 4." sopplcnte do delegado desla
comarca, bem como o de 3. supplente do juiz mu-
nicipal ; por isso, que por mais de um asno exerri
sem interrupclo, aquello primeiro, durante a terri-
vel crise por que passou ella provincia not uaos de
1849 c 1850, c enlendendo que minhas .tilas cir-
cumslancias me tem deshabituado de poder conti-
nuar a exercer laes funeces, e especialmente a de
delegado, a que posto ser chamado de um a oulro
momento ; por itso que o nico supplente que exis-
te alem de mim, he o primeiro o comraandanle su-
perior da guarda nacional dctle municipio, yenlio
peranle V. Exc. pedir demistao nem t de sup-
plente rio delegado como de 6." supplente do juiz
municipal desle termo, com que fui segunda vez
honrado por V. Eic. o anno prximo passado, acom-
p.inhaiiilo-mc todava o desprazer de nao poder con-
tinuar a servir, e nem ler desempenhudo os raesraot
empregos, lano quanlo se esperava da confianca
queme foi depositada, e tira conforme minhas ira-
cas torcas permlliraiii. Aproveilo a occasiao para
declarar a V. Etc., que dever sempre o meu paiz
c o governo conlar commigocomo toldado veterano,
prompto a coucorrer para 3 trauquilidade publica,
em vez de um empregado inutilisado, qoe pode f-
cilmente ser substituido por quem, alem de reunir
todas as qualidades precitas, melhor posta detempe-
nhar. Dos guarde a V. Exc. Cidade de Goianna,
23 de Janeiro de t83.-Illm. e Exm. Sr. conselhei-
ro Dr. Jos Bento da Cdnha t Figoeiredo, presidente
desla provincia.Antonio Pinhetro de Mendonca.
UMA PERGUNTA.
Porque, Eulna formosa,
Eslaes tao triste assim ?
Essa pena, e essa dfir
Tambcm alllige a mim.
Responde, Eulna formosa,
Porque'slaes tao triste assim";...
Por acaso viste as juras
Do trovador, ja quebradas 1
Eu bem lo dizia, qu'ellat
Erara lodas refalsadas....
Viste pois as tuas juras
Serem todas j quebradas ?...
Porque, Eulna formosa,
Estaes tao triste attim
Essa pena, e essa dor
Tambem alllige a mim.
Responde, Eulna formosa.
Porque'ttaes tao triste assim ?
a lle/.ilio, a terna saudade
He que mea peilo atormenta !
n De sea adeos inda me lerahro
A cada instante se aprsenla...
a S do men Zilio a saudade
o He que o meu peilo atormenta !
a as stiat jaras ea creio
Pois ellas sao verdadeiras.
E ja d'clle croel aosencia
Tenbo diorado horas inteiras .'...
a As tuas juras nao raentem
(i Crtio n'ellas, sao verdadeiras !....u
Recre 20 de Janeiro de 1855.
F. fc'.
PUBLICARES A PEDIDO.
lllm. e Exm. Sr.Coubcrendo perfeilamcnle o
quanlo se faz indispensavel para a inlcira indepen-
dencia da autoridade publica, entre outras qualida-
des, a do possuido, e achando-me qnasi nleiranicn-
VUgem descriptiva do Rtcifc a Santo Amaro
Jaboatao' no dia 38 de Janeiro da 1866.
SUMMARIOA partidaAi ruinatO paitado,
presente e futuro da povoacaoA fettaAs ea-
valhadas.-/ tolla.
I.
Enlravamos em ama sege no momento em que o
sol vnba vagarosamente dispontando no oriente ,
tinto de urna faxa avermelbada; era ao romper do
dia. Em breve lempo pastemos as ras tortuosas,
estrellas, labyrinthosas da velha cidade do Recite, e
-ailamosas aovas edificadas com gotlo e commodo,
pelo alinhamento e aceio.
A sege rodava veloz pelo atierro dot Amigados;
a nosso lado corriam muilos cavalleiros, e algumas
carruagens ebeias de donas edonzellat; o destino era
o mesmo que o nosso. liomens emulheret, seget e
cavalleiros, lodo se diriga a povoacao de Santo A-
maro Jaboatao, onde te celebrava a fetta do padro-
eiro naqaelle dia.
No fun do atierro, quando comecavamos a pat-
tar a ponte que uo|p povoacao dot Aflogadot a ra
imperial, o bolieiro nstinclivamente parou-e mot.
lrou-no-, com o dedo ama consideravel reuniao de
casas alvas, variadas no tamaoho. na forma e na po-
ticao. Era a cidade do Recife, que pela longilude
asscraelhava-se a um bando de garcas a beira de
um lago: o crepsculo matutino allumiava 'roma-
mente as margens do Capibaribe e as praias do mar
a neblina da manilla estendia o teu veo sobre parle
da cidade e do horisonte. Alguns raios do sol etca-
pando-se dentre as nuvens qoe o soBbeava, coloria
de ouro as elevad agulhas das torres numerosas
al os seus campanarios, os tectot das casas anega-
dos na altura, na cor e posicao: 01 nevoeirot desfei-
los pouco a pouco pelos ralos do sol, vinham na
azas do vento do mar trizeruos osiont confusos
tristes, do dispertar da grande Venera dn America,
al cutio mrbidamente adormecida not bracos do
Beberibe c Capibaribe: ella te volvia ainda sorono-
lenlaaera o mar e para o porto cheio de navios, de
cujos maslros alterosos Ouctuavam as handeirat en-
xambradas pelo nevoeiro e Iremulantet pela brisa.
Aos nossos ouvidos chegavam os bramidos do oca-
no, merencoriot como quando depois da procella re-
lira-se das praias pedregosas, saudotot como 01 l-
timos soiis do orgao a exlravatar-se das arcaras e
postadas ogivaes de um templo sombro.
A nossa direila, a ilha do Nogaeira om teos
militares de coqueiios, bataneados de continuo pelo
vento do mar, a semelhanca de banco de coral lava-
do por ondas bonancosas: a esqnerda. centenares de
casas campestres, Urnas erguendo seos ledos aver-
melhados a cima da espessuia do arvoredo, que as
cincundava; oulras beijando o ameno Capibaribe e
aforrooseaudo-lhe as margens.
Por alguns minutos contemplamos a magislos'1
peytagem e o desabroxar da nalureza tropical. Nos-
tos olhos demoraram pausados sobre a rainliadi A-
merica, inveja dot eslranbos, e estrella a mais ful-
gurante de quanlat ornamo pavilhao Brasileirn. Da
distancia em que ettavamot enviamo-lbe om ultimo
relancear de olhos, c eslendendo a mSo comprimen-
tamos .1 cidade dos lees do Norte. Depois vollamo-
nos para o occidente: os cavallos galoparan), e com
brevidade roubou-se-nos vista a planicie, o rio, o
mar e a cidade.
II.
O bolieiro espigando-se na almofada toltoa um
desles prilos sahides poi elles, e entendidos dos seus
animaes. Esles. au som agudo soltado pelo conduc-
tor, estenderam o pescor.o tobre a Unja da sege e
disparar.ini a galope: um redemoinho de poeira sj
ergueu aos ares sobre a presado das rodas e dot pes
dos fogosos animaes, deisando airas de nos auna uu-
vem eshranquicada, a semelhanca do talco de esco-
ma que deixa sobre as vagat a barca de vellos solas .
ao vento.
Assim passamos os povoados denominados, Aflo-
gados, tuquia, Areias, Bairro, Tigipi, Peres, Sania
Anna.
As casas enfileiradas pela beira da estrada, se-
guiam as diversas sinuosidades, pelos montes, pelos
valles, pelas encotlat, alvejandu ora no meio dos
prados, ora entre as arvoret das mallas virgens, u-
mai nocimo, oulras nos ps dos oulniros: estes ves-
tidos de frondosas arvoret virgeot, donde pendiam
milharet de cipos movidos pela aragem matinal; a-
quelles oulros, tapetados de densa relva verde claro
contrastando com o verde escuro das florestas; os
pequeos e sinuosos valles, alguns cultivados cuida-
dosamente, oulros povoados de ervat ratleiros e sel-
vagrns; as gargantas das ladeiras, os rurregos lm-
pidos, as planlajocs de nulrilivo* bananeiraet de fo-
llias asselinadas, vinham ao oosso encontr e desa-
parecan! como una sombra gigantesca, para reapa-
recer em oulra perspectiva mais bella a prnpurrao
que a sege rodava estrepitosa tobre o calcamenlo da
eslrada.
Au passarmos om seguimento de circulo que
fazia a estrada e ao enlrarmot o cucenho Soccorro,
parames para que ot onimacs resfolgassem e eniu-
gauera o suor que os iuiiundava. Emquanlo o bo-
lieiro curava do teu msler, alongamos os olhos pela
passagem: em frenle de nos a estrada era linha recta,
pareca larga lita estn lida no meio do valle; a di-
reila a tambada de pequeos ouleiros com os call-
eos cornados de florestas; a esquerda as ruinas le um
templo giimp.tdo no alto de um monte fronteiro aos
ouleiros da direila: l para o occidente em urna ele-"
varao doce o engenho do Soccorro, como castalio
feudal dominaudo a perspectiva.
/
llt.PI.ltl
IIiitii inn




DIARIO DE PERMIBUCO, QUARTA FEIRA I OE JANEIRO DE 1855.
3

'-
Curiosos subimos a encosla do monte onde so
crguiam as ruina* do templo. A umeaioponez que
por junto ile mu passou, chamamo-lo e pergunla-
mo-lhes o que sabia acerca aquellas ruinas.
Ouvimos eolio a legenda que conservamos gra-
vada na memoria: era simples como um suspiro do
coracao, sonora como o murmurio do regato a des-
lisar-se por campia de relva, trale, potica, como
(odas as saudades dos lempos gloriosos que cahem no
olvido.
Ao camponez que nos fallava, linhara os scus
pais de geracao etn gcrarlo Iransmillido a seguinto
historela, cantarla ao doce embalar da rede presa
aos ramos da jaqi.eira, depois dos Irabalhos do dia,
quaddo o sol cor de aligue pairava por cima das a.
gudas 'ochas das srras do certao.
O grilo sollado por JoSo Fernandes Vieira as
c margen* 3o Ca libaribe e Beberibe, linha soado ;
a pinas do Ceari e repercutlo-se de ocho cm echo
pelas espessas maltas Alagoanns al abafar-se as
t caladupas temerosas de Paulo Aflonso; o vento do
a mar lavando as serra do centro levara comsigo
a al os confus dos sertfies do Norte, o brador do
" poyo heroico e bellicoso de Pernambuco.
o A guerra eslava porlanlo declarada enlre os
a restauradores e os dominadores do sollo hrasilciro:
a assolacAo seguia os pasaos dos pujadores; o
ti saoaiie eorria a jorros onde quer que secncontra-
a vam; os campos, as povoacoes, as villas, as cida-
des, se lnharr erguido como um so homem ao
u clangor das troinbelas, e ao rufar dos tambores, os
homens valerosos dcixaodo os lares viviam nos a-
ii guio dos insolonles Batavos,
i E que imnorlava i esse povo valenle, qoe o
o sangue crrese*, que os campos se juncassem de
a cadveres conu' folhas secas levadas pdo vento do
ti esli ? quando cada hornero era um toldado, cada
o soldado uina alna nobre e grande pelo palriotis-
a mo, cada patriota ora general, cada um general
n um hroe !
a Un dia q lando s sal se oslcnlnva mais ful-
(i gurante no zei ilh, um troco de llullandezes de-
poisile aasular varios ilestriclos cenlraes veio ao de
Jaboatao. Ja se nao conteutavam rom o sangue
de muilieres e meninos, era necesario que o foso
i os acompanliass na obra da destruirlo geral. Des-
o ta sorte, fartos Jt sanguo innocente, voliavam pa-
ti ra a cidade de Nassau, quando neste monte en-
r.oiilraram umi companhia do eiercito reslau-
rador.
ISSo obsta; lie a enorme desproporrao das for-
i cas, os Pernan: bucanos lomaram a inicialiva dn
combate. O fugo rompen furioso da linha dos
o patriotas eslendida pelo declive do monle: as
a hallas sibilanto aos millares crusavam-se aos
ares, como malas de nreias impellidas pelo fu-
t rioso circo nei dozerlos Africanos : nuvens de
i sellas voavam ios ares como bando de passaros
uquatiros levantados pelo tiro do carador ; o clan-
a gor das Irorab tas. a delonacao das armas de fogn.
dos gioeles, o fumo espesso que orcullura o mon-
a lee o valle, a-ordens dos campilaes en Maguas
a diversas, a conrasAo. a morte percorrend da fila
em Gla, a recercussao de ludo isso de flores i.1
o em floresta, cauta va horror !
Afileira tos guerreiros patriotas vareada pelo
a numero e hallas inmigas, iam appellai para as
tr armas branca! como ultimo recurso. Os Hollan-
" dazas comer am a calcar os pos do ouleiro : o
o perigo era mnenle. Entao o capitao da compa-
nliia reuni os ltimos va I en los que lite reslava,
a formou-os em quadrado, e no meio do ribombo
a horrivel dos elementos .-neusageiros da morte, im-
o piorno a protacoao divina.
ii Poneos aigundos depois os Batavos eram en-
a volvidos pela, retaguarda e flanco direilo, em urna
ii nuvem de fumo, e o foso que como anjo exter-
a minador deiarnava as suas columnas: era um
socorro de pa rilas chogado a lempo de salvar as
a reliquias dos .dadores do dia, e dar-lhes a vici-
te ra ata entao ilovidosa.
a Os Btalos fugiram rotos o vencidos al a
a cidade Mauricia : morios, ferdos, armas, bandei-
ras, cana militar, tai abandonado no campo de
balalha.
aOs Pcroa nliucanos gratos ao soccorro que
ii alribuiram na ingeiuudadc de seus bons costumes
a o na f acrisolada da religiiio, ao poder divino, e
ilificaram o templo no logar ilo combalo o dedi
a car?m-no a Senl)ora do Soccorro. d
Aguillioadiii pela euriosidade, e excitados pelo
cont do campontz, qoe reprodujimos em mais ou
menos palavrascorremos a ver o templo. Cruel
decept-ao I a nosssi jisila foi saudada pelo grasnar
da curuja, pelo veo pesado do morcego, pelo piar
desagradavel das indorinbas aninhadas as tandas das
muralbas. Ohanos para o interior alrave/. dos pe-
dagos de taboas qiie serviam de porta. O pavimen-
to eslava janeado le pedacos de madeira podre, de
travs, de aibros, de lelhas por cima do munluro,
as viobras. as serpentes, os lagartos raziara seu ha-
bitual passeio : he.-vas bravias pendan das cortinas
das paredes, movkas pelos tagoeiros zepbiros:De
envolta rom todos.iquelles restos, os ossos espartos
tos lidadores da nina apoca heroica. Do lempo on-
de os povos so reuniam alegras, s restavam as rui-
nas acusadoras da indolencia brasileira at as cau-
sas sagradas 1
Retiramos a vista daquelle triste espelaculo da
nossa apalhia, a grtivamos os olhos no liorisonte. on-
de apparecia urna ora novem ostranqiiicadnera
a matriz de Santo Amaro, que se ergua do meio da
espesura das flores!is, tal como branca \ ella na vas-
tidao immensa dos nares. Aos nossos ps passava
grande copia de cvalleiros, e seges carregadas de
senhoras, atlcnlainos para ve-Ios saudar a memoria
dos ossos valenlcs ou lo menos a ensignia do
rlirislianismo, qual
Oscavalleiros saudavam sim ;mas era com um
amavel soriso as viri en adornadas de ricas galas,
as virgenscorrespomliam esludadamenle o compri-
menlar du airoso cavaileiro, abriudo os labios naca-
rinos para mostraren) ama ordem de denles cor de
perolas de Ceilao-, d >pois abriam os olhos para ad-
mirar a bellota da piysagem, e as narinas para as-
pirar o ar fresco e balsmico da maohaa.
O templo solitirioe armiado, onde jaziaa
ossada de alguns liernes do seculo XVII, que sabiam
o qoe era amor da patria, grandeza d'alma, f na
roligiflo, respeito a ludo que era sacro, simbolisava
o passado grandioso ilos liumilhadores da orgulliosa
nacao, qoe entao varrin os mares : Aquellos pala-
dn a doncellas a miigemda apoca de vergonhas(ll
nacionaes de falsa civiiisacio, de corrupcSo espanto
sa, de falsa f era fod qoer dos homens quer de
Dos. .Asruinas era> aneiao decrepito e virtuoso
amaldicoando com sen silencio raerencorioa mocida-
de corrupta e inepta.
Deseemos o mor le, metemo-nos na sege, sau-
damns as ruinas, e cir, poueos minutas perdemos de
vista, o valle, as poiss do combata, engenho do
Soccorrocastalio feudal do seculo XIX como seus
raos espargidos pelu superficie do solo Americano.
III.
Ahrindo-se o iliclionario geographico do Brasil
s se depara com algt mas liuhai sobre Sanio Ama-
ro Jaboatao. N3o ni qoeixamos dos escriptores da
obra, visto que em un pniz excessivamente grande
pira sua popularaodiminua, onde as iuformacOes
sao defflcws, eo iinJef renlismo impera, nao sede-
via esperar menos. I'orero nos lugares mais cunhe.
culos pela riqueza, populacho, comercio onde a il-
In-tracao eonta numerosos proslitos, he de esperar
que melhorem todos os ramos de conliecimeutos.
All esta urna vigorosa mocidade (2) em quem o ta-
lento soperabunda de quem o paiz muiloespera con-
fiado, qoe o tara' conhecdo no mundo inteirn.
Sem quo lenliaraos completa certeza do anno c
dia em que a prmera cata se ergucu as margeos
do Jaboaia.1, sabemos anda assim, que foi o padre
Jaboatao quem emprestan o sen nome ao rio, foi
este padre quem assentou animoso a sua vivenda no
meio desse destricto povoado em extremo de espes-
sas maltas virgens, habitadas por animaes bravios, e
poucas vezes percorridas pelas tribus selvagens, tai-
vez que tsio proceda a ndole pacifica o propensa a
um alio cro decivilisac.ao.jue destinguo os habitan-
tes do districlo.
Naquelles lempos, em que os povos embalados
em crencas ingenuas e em costnmes simples como a
natureza fecunda que os ccrcava, procuravam fa-
zer cessar as lullas entre os selvaaens e os usurpa-
dores da Europa, um padre era um ramo de olivc-
rnura smideos poderoso a ponto de farer vergaro
joelho dos povos, quebrar-lites as armas, e un-los
como irmaos.
Foi por isso que em derredor da caa do hu-
milde ministro de Chrislo, as clioupanas ergueram
seus tactos colmados, as casas os seus Iclhatlos in-
carnados, e a capellinha foi-se levantando a sombra
das copudas juremas, que de acrordo cora os venios
as aguas, e os cnticos trmulos dos primitivos ha-
bitantes, clevavam em homenagem al as uuvftis os
murmurios sonoros, tristes, melodiosos daquclla na-
tureza virgem.
A popularan comee "i a medrar, o destricto
a cobrir-se de cannaviaes.as casas agriculas a nppa-
recer na encosla dos montes as margens do rio, no
cimo dos ouleiros, nos valiese planicies. Todas as
povoacops primitivas como Olinda, Iguarassu', S.
I.ourenjo, Pao d'Alho, Escada e oulros lugares re-
senlem-se da mi edificacao. Santo Amaro nao ficou
devendo menos aos prmeiros habitantes : sen tem-
plo foi edificado no alio to monto, e as casas do
povoado pelo declive, como vassallos temerosos acos-
tados ao similor do feudo.
O passado da povoacao era a reuniao de poucas
casas arrimadas ao pendor do monle, urna grande
extensan de Ierras incultas vestidas da rica vegetarlo
dos Iropicos, finalmente a lula da selvageria com a
tendencia para a civilsacflo.
Presentemente as florestas leem pela maor
parle cabido sob o gume do machado do agricultor do
districlo ; nuvens de fumo e fogo com os cantares
dos barbaros africanos leem subido ao firmamento
como lastimoso grilo de natureza agonisanto.
Os camacaris esbeltos, altos, como msslros de
neos, assapucaias corpulentas a esgalhatlas com seus
cocos cheos de caslauhas, os paos ferros tic no-
tivel rigidez, o p-d'arco de tainas e flores cor de
ouro, e muitas outrasarvoros fortes, bella-, aprovei-
taveisi lodosos uzos, teem cedido o lugar aos m-
Ihares do pendoes amarellos, aos feijo.ies do flores
alvas, aos cannaviaes de furia cores, q uando o f ento
do crepsculo corva-Ibes a fronle.
As casas de campo oulr'ora e-parcas a conside-
ravel distancia, hoje se encontrara a bracas urnas
das outras : os engenhos de assucar (3,1 silo numero-
sos, a populacao I importante.
Santo Amaro, que al cnlAo eslendia-se pelo
monta, foi-o descomi, e os alicerces de suas casas
banharam-se as margens dos abundantes ros Lna
e Jaboatao.
Duas estradas; a da Victoria, cortando o po-
voado do oriente ao pnente, e a da Escada, parlindo
de Sanio Amaro para o sul da provincia, trazem all
os reos producios do solo fecundo dos districtos que
atravessam. Porem o que sobremaneira alrahe
grande concurrencia sao seus dnns ros.
O Jaboatao, na-cendo no lugar JaboalAoznho,
banha os engenhos Ginipapo, Taquari, I.arangeiras,
Jussaia. Jaboatao, Pintas, Pereira, Morenos, Calende,
Caxito, Bulhfies, e regando a povoaco volta-se para
o sul, para anda por numerosas voltas fcrtilisar
oulros engenhos de a'suoar at coufundir-se com o
oceauo na Barra das Jangadas. O seu curso tortu-
oso, as suas cachoeiras, as planicies que banha, os
montes que separa, as florestas que rega, os pocos
profundos que forma, n agricultura que anima, a
natureza qne vivifica, d-lhe consideravel importan-
cia e a magestade de um re.
Pouco alem do povoado, ao passar-se a ponte
que loma a direccao da Escada, ouve-sc o ruido do
no, btfh-seTTnjIhaiite aos lamentos do mar i que-
brar-se uas penodias da praa. '
do por sobre esta co azul mosqueado de nuvens
purpurinas, pasiarem os penachos dos wagons co-
lorindo com mais urna nuvem do fumaca o arque-
ado do firmamento quando ns'omuihus, as seges
estrepitosas con/undirem o seu movimeolo ronque-
nho com o murmurio das aguas dos ros quando
os gritos alegres dos barquoiros no ro canalisado, o
dos carreg.idores, o dos bolieiros, se repercutrem
pelas gargantas dos montas e dos valles, e de echo
cm ocho, de floresta em floresta, levarem ao tange
0 sussurro de urna grande povoacSo do interior,
oudc asscnlou sua sede, o movimenlo, a vida, >
commercio, a induslria I i
Que imaginacaa fecunda e ardenle podera des-
cortinar os segredos do porvir, quando as quabra-
das, as bases, nos cimos deslos oilciros do pudorosa
vegetado se erguerem mudares de casas de campo,
e dallas, e das ras da florosconle cidade sabirein os
ciarnos das vcllas, os sons da msica, os doudejos da
dansa em noiles em que os pciilampos vagueiem
como pequeas estrellas do nosso co sublunar, e
ludo seja alegra, paz, contentamente. !
1 O futuro! dos dios claros c ds noiles (ropicaes
da cidade dos oiteiros quem os podera descrever ?
IV.
Um som confuso, algumas vezos dslinclo, se
elevava aos ares cora o cicio da brisa e murmurio
das aguas : outras vezes era nina voz retumbante,
sonora como o rouquojardo ocano nas horas solita-
rias da noitc : as linguas tic bronzo chamavam tis
hbil mies assisteneja dos mystcrios do homem
Dos, a fesla principala.
Subimos a encosla donionle.emciijociimesecrgueni
as alvas paredes do lemplojde Santo Amaro: nume-
rosas cabera- ondeavam ua vasta praca em fenlo
do templo : os pannos de coros variadas c vivas, dos
homens, mulheres e meninos, as sombras, o> raios
do sol, a natureza vestida de gaHIas. animava o qua
dro c dspcrlava o mais inspido indiflerenle.
Curiosos, subimos ao coro, donde so desco-
bria um horisonle vasta, bello c variado. As monla-
nhasl ao tange, ennegrecidas pelas maltas que as
cobriam, e sobre-postas urnas as outras, assemelha-
vam-se as ondas encapelladas qusuiloo furaco varre
a superficie dos mares : os montes mais bailes, eram
como urna haba profunda onde as aguas salitrosas
refervem, sustidas por um auncl de rochas que lo-
petam o eco com os pintaros agudos. A noss.i di-
rcila elevados minios som bosques, porm vestidos
do espessa rclva ; s una oulra arvore copud i ba-
lanceava-sc nos ares com elegancia : a esquerda ou-
lros oulciros vicosos, valles sombros, casas alvas,
aviillando noinoin do matiz dos campos, como nu-
vens esbranquicadas no azul lmpido do firma-
mento :
I. aolonge, quasi na extrema do oriento, tlesco-
hria-sc um vulto negro, meio confundido com as
nuvens c florestas ; Era as ruinas do Soccorro, de
cujas fendas pareca que um olho providencial mi-
rava o occidente e ra to desprezo is alegras tiesto
seculo em que o ouro, a sabedoria, virlude, honra,
amor e gloria.
Do alto dos muros pcmliam fosles do gilranas
c meloaes, que sacudidos pelo vento sul, ora subiam
ao eco para ollertar seus blsamos selvagens ao crea-
dor, ora se encimando para torra lamban o panno
das muralhas: algumas vezos o vento desprenda
alguns fragmentas seceos, que cahiam como lagrimas
choradas pela natureza, j quo os homeus olvidavam
as cinzas gloriosas de alguns guerreiros que lain-
bem escreveram com seu sangue o nome Peniambu-
caoo nas paginas da historia.
A pouca distancia do pe do monte onde se er-
gue Santo Amaro, corriam as aguas de Una c Ja-
boatao : no pendor desteos cafeseiros verde-nogros,
mais a quem as casas aindiadas, no centro da ra
centellares de caberas movondo-se, gesticulando,
pairando e elevando aos ares o som confuso c ale-
gre das reunios populares.
O alertar do templo com as muralhas simples
como a natureza que o eercava, com as tribunas o
corpflO Himplo povoado por fffiwgina dr christAos
dos campos c da cidade ; o ar fresco, '^ii^irucn- dos
cafeseiros e larangeiras em flor ; a msica ahumas
"vezes lerna, saudosa, nutras vezes viva e dci.-rnn|,''-
osolhos das virgens dos campos aleados sem afeir,rg0
para os a|taTesru-volvidos para o co cora lodf^T
infefiaidade de suas almas puras ; as donzeltas'il.i
cidade ressentindo-se do sorrir, do olhar, do fa~nr
e^ludado dos salcs ; o fumo odorfero do lliurihn-
mos a ponte que vem para o Recita e depois de su-
birmos a pequea elevaran da estrada, relancea-
mos os olhos sobre aquella paisagem de folicid lile
campestre. Sobre o arco de lmpido azul qee se
psiendia por cima da nossa cabera, vimos a palidez
do astro da noile, o icinlillar das estrellas, o bru-
\ulear das luzes do povoado, o profundo escuro das
florestas, a clara esleir das aguas em que se espe-
Ihava a argntea cor dn luar, o tpele das colimas;
aspiramos as auras frescas la noile, e urna saudade
immensa se dispertan em nos commovendo-nos al
o fundo da alma.
Nos poueos minutas de eonlempl,ic3o que nos
arruubava, um som mcrencorio, saudoso, de fraula
tangida nas gargantas do valle, rompeu o silencio
da natureza, e com o vento fresco e sandavcl dos
campos chegou al mis, como os solucos de amanta
extremosa nas horas da partida para longicuas Ier-
ras d'alm mar.
Ah era muilo ; nao queremos oovir nem ver
nada mais: a nossa alma cmbalava-se cm um mar
do commoces lao lernas c doce, as lagrimas su-
biao-nos do eoracao lao involuntariamente, que ali-
rando-nos sobre as almeladas da sege, tapamos os
ouvidos e corramos os olhos.
Quando u oslrepidn (erio-nosos ouvidos e des-
cerramos os olhos. ja eslavamos donlro dos lu-
mulostlos vivos a rajona da America, o Kecife.
M. /'. ile Maraes Pinliciro.
O rio depois de correr pore.ilre alas de ingazei- *>, o ciarle dos cirios dos aliares, o rcsfolgar de fcin_
tos ffexivei, quo baloucads.,vltj l.afagem do vouloJft.. crcalnras, f.izia o espirito oscillar n'um mar do
osculam as aguas, salla sobre as podras qalfttltffP pensa
cem-llie o alvo, e queixoso das que o magoam, he
que ergue aos ares seus Itmentosos murmurios. Fitas
d'agua, arcos, pequeos regatos, sio lormados por
entre as pedras, e ludo isso he allumiatlo por um
sol de zona trrida !
O tino, muto monos caudal que o Jaboatao,
nasce no engenho Serrara, rega as planicies e val-
les dos engenhos Calsa-Vclha, Sapucaia, Una, Po-
cinlio. Camacari ; e formando um simicirculo pelo
norle da povoaco de Santo Amaro volta-se para o
sul, passa por haixo da ponte, que vai para o Itecife,
e confunde suas aguas com as do Jaboatao.
Este rio he o mais preferido pelas bellas, que
com os cabellos sollos polos hombros, com a alegra
estampada nas faces, mostrando os alvos denles aira-
vez de labios mimosos,fallara estouvadamentc pelas
pedras, ouvern os sonorosos queixumes das aguas,
miram-sc ni Has, como cm cspellio, e por fira ba-
nham os membros lassos da brnquedos virginaes
nas bacas naturaes do ameno rio.
Ai I que conversaetjes intimas nao manam tla-
quelles labios roscos, que risadas nao parausara o
canto do sabio, do canario, do piulasilgo, que gritos
por cousa nenhuma, que sustos infundados, que
das felices gozados a sombra tos ingazeiros do rio
dito-o!
As morenas, anlentes como o sel da nossa tr-
rida zona, saltlnalcnlrn d'agua rlirislalina.igarram-
so aosrainos dos dobradicos ingas, que beijam as
aguas, a com os olhos prelos c brilhanlcs percorrem
a paisagem.
As plidas, melanclicamente reclinadas nas
pedras, deixam que seus olhos empanados por indis-
CTeptivel tristeza, vagueiem do ceo trra e da
trra ao co ; o sabia vendo a joven americana
mnrbidaineiile rroobada, recomer seus cantas
como hymnos consagraJos as mulheresanjos.
Jess quo teem ellas som saudade do co?
quoin faz que as lagrimas vagarosas lhe escorre-
guem pelas (ares paludas como gotas de orvalho
pendidas de jasminero nos arrebes da madru-
gada III.
As de rosa e leile, ora vivas como as morenas,
ora melanclicas como as romnticas, brincara ou
meditara, segundo os pensamcnlos calorososnu tris-
tes, que passam-lhes pelas plianlasias de mulber.
A lodas se pode amar com ardor febril : mas as
primeiras se desoja pela paiv.io ; as segundas se
admira pela sensibildade as terceiras, almas po-
ticas, que ora no delirio doenlhusiasmu se desligam
de ludo quanlo he terrenho para subir al as regios
do dcsconhecido, ora descida as profundezas da
doro desespero que esmaga ludo quanlo ha de su-
blimo e de bello ideial se deseja, se admira, c se
adora I
O futuro quem podera desvenda-lo 1 quan-
pensamenlos sublimes e santos, at que os calilos
montonos dos ministros, ou as vuzes trmulas dos
coristas, emlialasseui a alma cm doce sensibilidade,
o v\igrimasse deslisassem do coracto cm home-
naeem do homem Dos, tfo Chrislo.
Tal foi a impressao que nos dispertan a fesla do
campo.
V.
Eslava a descahir o da : a mullidao que al
cniao linha subido o monle como maro a encher,
agora descera asaduras esc reuna nos lados da es-
rada geral, com os grites, risadas, descomposturas,
Erros.
Es oulra.
Mcmnrar
KARATA.
-Va bhgrnphia de Pedro de Albuquerquc no Diarto
n. 33.
Emendas.
Na epgraphe.
........ES nulru
........Memoria
Na nula ()
Eiicommandadu........Eu mandado
L'n serio.......... Urna serio
Aparada.......... Apurada
No maior desfavor. Quo nomaior dcsf.ivor
Que corac,oes acha. Que rorares arliou
E seu premio........E sem premio
.Nas ditas commcdidis Nas ditas commedidos
Designa-I)............ Desigual
Lodo nos estremece.....Todo nos estremece
Na nola (*)
Me rcpresenlavam. .... Me roprcscnlaran
Nos ltimos versos to Cames.
Deque so ganha ..... De quem so gaiiin
K provenido as bandoriac E prevenindo as
handorias.
Os scus govornadores. Osscusgovfrnados
Nos ltimos versos.
Coroar.............Croar
Cocos com casca.......... cento
Charutos bons...........
ordinarios........
n regala e primor ....
Cera de carnauba......... ()
em velas.......*....
Cobre novo rallo d'obra...... a
Couros do boi salgados.......
o expixados......'. o
verdes...........
ii de onca.......... n
o i cabra corldos..... n
Doce de calda.........\
n goiaba..........
secco ............
jalea ,........
Estopa nacional........
eslr.ingeira, mao d'obra n
Espanadorcs grandes........um
pequeos.......
Fariuha de mandioca
3J00
1&-J0
3tMM
29-200
99000
11.-si III
9160
9110
180
9100
15000
f00
9000
9160
100
9320
13280
1*000
aune
19000
alqucire 90CO
a'
11 milho......... @
i) ararula........
Foijao...............alqucire
I uiiin liuai............ (S)
ordinario..........' 11
11 cm ftllha Imiu........
11 n n ordinario......
i) n rcslollin......
1 per,ra 11 ha ........... a
minina..............alq.
liongibrc..............
Leona le achas grandes......conlo
pequeas..... 1
o loros....... 11
Prancbas de amarellode -2 costados urna
11 >' louro.........
Coslatlo de amare!|n de35 a 10 p. de
cea }i a 3 de 1. .
de dito usuaes.....
Cosladinho do dito......
Sualho de dito.........
Ferro de dilo.........
Costado do louro.......
Cosladinho tle dilo........ n
Soalho de dilo.........
Forro de dito.........
cedro ........
Toros de lalajulia.......
Varas de pan-aira.......
aguilhadas.....
i> quiris....... .
Em obras rodos de sirupira para c. par
b eixos 11 11
Melaro...............
2jO00
e'ioo
09000
9)000
ajooo
99000
39000
4O9OOO
39OOO
19300
294OO
9800
IO9OOO
190(K)
7?000
2--19000
n Kl-MMIO
99OOO
69500
)> '15OOO
69000
i) 53900
39300
)) 89200
33000
quinl.ll 19200
(luz i a 19280
I96OO
9960
par SO9OOO
1, 169000
cana la 9160
COMP.JERCIO.
PRACA DO RECII E 30 DE JANEIRO AS 3
BORAS DA TARDE.
lolaees olliciaes.
Assucar brauco 4.a sorte2J030 por arroba.
Dita dito soineno19900 dem.
Dilo mascavadn escolhidoI568O dem.
Dito dilo lino19750 idem.
ALFANDEGA.
Rcndimenlododial a 29.....348:8089638
dem do dia30....., 18:7509134
:!<;7:o5X-":>
Detcarregam hnjcSi de Janeiro.
alera inglozai'eraphinamercaduras.
Iliale nacionalSobralensegneros do paiz.
CONSULADO GERAL.
Rendimentodo da i a 29......58:8139173
dem do dia 30........4:0563616
G2:86938I9
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimento do dia la29.....4:8459239
dem do da 30........ 4439591
(1) Se a provincia te Pernambuco, com peqoenas
cidades, poucas villas. pnvoacM aldeas, com urna
popularan diminua e uina agricultura osscenle
comhatou gloriosamei lea llollanda naquelle lempo
primeira nn;ao niariii na : como nao podera o Brasil
reptrtlir as insoleutis bravatos que de comjnuo
veem fazer nos nossos porlos os res por excellcncia
do orgulhoos Inglczes I
Nao se ennelua dahi que queremos a guerra com
a Cra-Brctanha ; nSti. Mas qneremos quo quando
a dignidade nacional for olTendula. baja bstanle en-
lliiisiasmu, bastante pltriotismo, bstanle piinduiinr,
para se fazer contar o insolenta cslrangciro na nossa
rasa, na nossa patria. So entilo forem esgtilados lo-
dos os meios sem favoravel resultado, nao baja liesi-
laca 1 cm fazer decer das sorras os liollicnsis serla-
nejos de Pernambuco Minas e San-Paulo, que com
as legjes das campia* martimas, opporao urna cer-
rada fileira de bayot.elas do norle ao sul do im-
perio.
NSo serio as no'iasrircumslancias actuaos me-
lliores, do que ai do seculo XVII ?
(2; Poucas comarcal c mesmn districtos, havor,
em que a inslruccao siperior nflo lenha representan-
tes; ora, secada um dis homens illuslradosque ha-
bitara a immensa superficie do imperio concorres-
sera com raeia duzia de linhas a prol das sciencias,
com espocialidade dageographia, que vanlagcifs nao
resultariam-f
E o contrario succedendo, ttaver-se-ha altribuir
i falla de verdadeira iustrucrao ? nao. A falta de
livros 1 tao pinico ; a de palriolisino '! menos. Tai-
vez seja issodevidoa indolencia crioula, que bebida
com o leile, com a educatao, com o ar puro tos cam-
pos, inlillra nas imaginaces a co:itempla;ao do co,
esquecendo a da Ierra.
;3) O districlo de Svitta-Amaro Jaboatao, encerra
45 engenhos, 10
15 de Icneiri. i.-iunamos o rciitiinicnio aos p
meirosomlOO coutas; os de segunda 0111 140 eoli-
tos; os do lercera em45 contos. Farinlias, made-
I
murmurios blaspbcmos que arompanha lodas as reu-
niOes de povo desde o nosso bom pai No, al
nos.
. Urna oulra parle da estrada eslava oceupada
por vehculos de diversas formas e tamanhu : vistas
ao tange assemelhava-sc a fragmentos amonloados
provindos de Iransbord.imcnto de rio caudal, que
espraiando as aguas separa com bahia profunda, 'e
extensa onde contm a furia.
Das casase lados da estrada a immensa quan-
lidade de caberas ondulantes, como os canaviaos
movidos pelos zepbiros nas horas do por do sol ; no
centro urna estreila faxa em claro ; na extremidad?
da faxa uns doze cavaciros armados de tancas como
em justase lorneios da idade-media ; no la.lo op-
posto osjuizes.
Toda aquella aflluencia de genle suspirando
rindo smenle, gritando, rindo a bandeiras despre-
gadas, tossindo, cscarrando, maldizendo a demora,
aguardavam as horas das cavalliadas : homens e me-
ninos, cilios e moros, gordos e magros, ricos e po-
bres, camponezes c cidaitaos da li nao sahism s
para terem o goslo ou de applaudirera, ou de palea-
ren!, cslrondosameiile o mao cavaileiro.
As cavalhadas.he dos poueos divertimonlos
que us legaran) os nossos anlepas6ados, que fazi-
am-nas cm lodas as feslas para que na mocidade se
desenvolvesse o goslo pela equilarau, pelo cxcrcicio,
pelo garbo militar. Quer nos lempos passados, quer
no presenta, a remunerarlo dos cavalleiros he a
mcsina : os espectadores appluudem a aquellos quo
corom bom, a msica os acnmpanlia, c as filas lluc-
luanles dos bracos dos cavalleiros provam-lhcs que
bom mereceram do sexo amavel. Se porm o ca-
vaileiro he infeliz volla desapontadn pela ra corri-
da, pelo silencio da msica c pelo murmurio do
povo.
Depois de correrem varias vezes, vao a tanda
dos juizes, onde passao) pelo martirio de nove jul-
gamenlo.
Em geral lodos os cavalleiros de Sanio Amaro
Jaboatao, rauito bem dcsempeuliaram a commissau
que a si mesmo imposeram.
Esle recreio popular nao lem os inconvenien-
tes das corridas de touros, nao ha sangue, nem
membros esmigalhados, nem unirles. Temos feliz-
mente deixadn esto cruel divcrlmcnto para as cida-
des do rico Mcxico, que degenerado e sem ~alor
vigao-se nos animaes, nao o podendo fazer nos or-
gullosos Vankes. Aqu he um da de regdSijo
para lodos: pela nossa parlo estimamos sempre ver
mancebos ageis e robustos pelo exercicio, presles a
correrem as armas, quaudo a patria reclamo seu
5:3889830
Exportacao'.
Genova, polaca hespanhola Modetla, tle 306 tone-
ladas, roiuliizio o scguinle : 3,500 saceos com
17,51)0 arrobas de assu f f 12 pipas o 4 nicias dilas
agurdenle. _
i'iiliraltor, brigue-Vustriaco Ljubica, de 331 tone-
ladas, conduzio o- seguinle : 5,-200 saceos cora
26,000 arrobas de assucar.
Genova,barca hespanhola Diana, de 406 tonela-
das, conduzio o seguinle :4,000 saceos cor20,000
arrobas de assucar, 14 e >% pipas com 2,575 medi-
das de cachaca..
\' de 21 toneladas, conduzio o seguinle :110 volumes
gneros eslrangeros, ,'15 ditos ditas nacionaes.
HECEUEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Hen lmenlo do dia 1 a 29 .
dem do da 30.......
17:342*456
1:4979859
18:7709315
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendlmenlododial a 29.....62:9679891
dem do dia 30........ 3:2619261
66:2299152
PALTA
dos preros correnles do assucar, algodSo, e maii
gneros do paiz, que se despackam na mesa do
consulado de Pernambuco, na remana de 29
de Janeiro a 3 d fevereiro de 1855.
Assucar cm caixas branco l. qualidade (a)
i) a i) i) 2.1
mase.........
bar. csac. branco.......
o ma-cavado..... d
refinado ........... .
Algodao em pluma de 1.a qualidade
i) 2." 11 i)
p 3. d
em can co.........
Espirito de agurdenlo......caada
Agurdenle cachaca........ 11
i) de rann.1.......
re-libld.l.......
una
Milbo...........
Podra do amolar,.....
_ji^-SffFar..........
11 roblos.........
Ponas de boi...........cento
Pil
Sola 011 vaqueta.........
Sebo em rama..........
Pdles do carnero........
Salsa parrilba..........
Tapioca.............
l'iihas de boi.........
Sabo.............
Esleirs de perperi.......
Vinagre pipa .........
Caberas de cachimbo de barro,
-.--imruTTrtr 1961X1
69OOO
9800
49OOO
9)20
23100
5C-20O
3200
I73OOO
29500
-2111
9100
9160
303OOO
59OOO
que ser logo roecbda dcfinilivaiiicutc som prazo de
respoifeabilidade.
4.* O arrematante oxeedendo o prazo marcado
par? conclusao das obras, pagari nina multa de 1009
rs. por cada mez, embora lhe seja concedida proro-
gaco,
5.a O arrematante durante a cxecucSo das obras
proporcionar Iranzilo ao publico e aos carros.
6. O arrematante ser obrigado a amoragar na
execurao das obras pelo menos mclade do pessoal de
gente litro.
7." Para ludo o que nao se adiar determinado nas
presentes clausulas seguir-se-ha o que dispc a res-
peito a le provincial n. 286.
Conforme.O secrelr.no,
A. P. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em rumprimenlo da ordem doExui. Sr. presdeme
da provincia de 13 do crrente, manda fazer publico
que 110 tlia 15 de fevereiro prximo vndouro, pe-
rantc a junta la fuzentta da mesma lliesouraria so
baile arrematar a quem por monos fizer, a obra fio
segando lauco da estrada dos Remedios, avallada em
S:995|856 rs.
A arremataro sera feila na forma da le provin-
cial n.3i3 de 14 de mata de 1854, o sob as clausulas
especaos abaixo copiadas.
As pessoas quo se prnpozerem a esta arrematarlo
comparceam nasal* das sessicsda mosma juula pelo
meio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandnu afiliar o presenta c pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de Janeiro tic 1855.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annuncianlo.
Clausulas especiaos para a arremataeo.
1. As obras do segundo lauco da estrada dos Re-
medios far-se-ho do conformidade com o ornamen-
to e perlis approvados pela directora cm consellm
o aprcsciilados ao Exm. Sr. presidenta da provin-
cia, na importancia do 2:9959256. rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um inoz, c devora conclu-las no de seto, am-
bos contados na forma do artigo 31 la lei n. 286.
3. A importancia da arremataeo sem paga de
conformidade com o artigo"39 da mosma lei n. 28C
om apolces da divida publica provincial, croada
pela le provincial u. 354 tle 23 tic selembro de
1654.
4. O prazo de rcsponsabilidade sera do um anno,
Acanita durante dilo prazo o arrematante obrigado
a conservar o lauco em bom oslado.
5. I'ara lulo quu se nao adiar mencionado nas
prsenles clausulas nem no "remenlo, scguir-se-lia
o que dispe a lei n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annuncwrao.
gue mpreleriveimcnta no dia 1. de fevereiro : quem
no mesmo quizor ir de passgom, para o que lem
aceiados commodos, enlonda-se com os consignata-
rios Thomaz de Aquino enseca & Filho, na ruado
Vigario n. 19, priineiro andar.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ter
grande |iai te do sea erregamen-
to tratado, o veleiro ebefn cons-
truido brigue nacional MARA LUZIA,
(apitiio Haaoel Josc Perstrello : para o
resto da carga e para eniavos, aosqnnes
la' excellentes accommodacocs, trata-te
na ruado Trapiche Novo n. 10 segundo
andar, com o consignatarios Antonio de
Al incida Gomes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza o hiale.
nacional FORTUNA, capitao Pedro Valet-
te Filho : para cargatrata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na ra do Trapiche Novon. 16 segun-
do andar.
Ao Maraiilo e Para.
molho
meio
|
nina
@
o
cuita
.
urna

millieiro
MOVIMENTO DO PORTO.
.Vanos entrados no dia 30.
Ass12 das, brigue brasileiro Feliz Destino, de
toneladas, capilo Joo Augusto de Pinho
Vital, cquipagem 14, carga sal e palhi ; a .\mo-
rim Irni.ii- & Companhia. Fundeou no ameirfio.
Ro de Janeiro32 das, brigue brasileiro Despique
de Beiriz, de 2S5 toneladas, capitao Kliseu de
.Araujo Franca, cquipagem 12, carga caf e vasi-
lliamcs ; a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Navio sabido no mesmo dia.
Iiarcellona pela ParahibaBriguo hespanhol l'if-
loria, capitao l-oureufii Juii, em laslro.
DECLAHACO ES.
EDITAES.

Gcncbra .'..........
i> ............... botija
lie T ............... canada
................garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqucire
era casca.........
Aile de mamona ......
ii n mendobim e de coco
b de poiic.......
Cacau .............
Aves araras .......

caada


urna

o papagaios.........um
Bolachas............
Biscoilos............
Caf bom............
rcslolho..........
com casia.........
muido...........
Carne secca ..........
25200
18800
1WX)
25400
19700
35200
58400
5-5000
4-5600
19350
3600
HOO
5500
5*50
S-180
>220
I80
220
45000
1*600
,5600
25000
1280
53000
105000
35000
53120
T-ii.su
i-iu:i
23800
35500
63IOO
53500
Olllm.Sr. inspector da thesouraria provincial,
em riiniprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a entregaren) na mosma lliesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia ta primeira
publicacao do presente, a importancia das qtiotas
com que devem entrar para o calcamento das casas
dos largos da Penba e Ribeira, conforme o disposlo
na le provincial n. 350. Adverlindo, que a falta
da entrega voluntara sera punida com o duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6 do regu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Penda.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 6O3OOO
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixcira Cavalcanli........... 5i400
6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. 255200
8. Joaquina Machado Porlella...... 213600
10. Andr Alvos da Fonsoca........ 363000
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 125600
Largo da Ribeira.
>'s. 1. Viuva e herdeiros de Maralino Jos
dalvao................. 303000
3. Iguaria Claudina de Miranda...... 25-5200
5. Anua Joaquina da Conccicao...... i l-(H)
7. Joaquim Bernardo de Figueircdo 215600
9. O mesmo................ 2I36OO
41. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Hapozo ...............'. 213600
13. Os inesmos.............. 213600
15. Caelano Jos Rapozo......... 6O5OOO
17. Jos Pedro da Silva do Espirita Sanio 253200
19. Jo,io Francisco Regs Coellio..... 52>500
21. Antonio Machado de Jesos...... 10-5800
23. Jos Fernandes da Cruz........ 19-5000
25. Joaquim Jos Baplisla........ 143800
auxilio.
de primeira ordem, 20 de segunda,
Eslimamos o rendiniento dos pr-
lonlos; os de segunda 0111 140 enn-
ra era45 contos. Farinlias, made-
ras, gados, c outros gneros do menos consideracao
115 contos: total de exportado4O0 contos de
ris.
A imporlacao em fazendas, qulnquilharias, ani-
maes, ferraineiitas de engcnlio, gneros motilados, li-
vros, o outras cousas do menor importancia, pode ex-
ceder a pouco menos do 200 conlos de ris o resto
empregado 110 cosleio dos engenhos.
i A populacao do povoado orea em 700 almas : a
do tlistricto 0111 12 mil habitantes.
O Sr. lonoule Gama, nas suas memorias histricas
da provincia de Pernambuco, di a Jaboatao8,000
e lautos habitantes. Ora. ootando-se um progreso
immenso em lodo o districlo desde o anno de" 1844
em que escroveu o Sr. (ama, nXo lie de admirar con-
cedermos ranis 4,000 hablanles ao florescenle dis-
triclo.
Nole-se que esta he a populacao livre ; e como
il.lo tamos dados muto bem fundados sobro a popu-
lacao eserava, (que he numerosa como se pode col-
licir dos seus 45 engenhos) n.lo aventuramos calculo
pelo qual se nos exprobre de utopista, ou lecedor
de conlos imaginarios sobre Santo Amaro Jaboa-
tao.
VI.
A lna se oslenlava garbosa no firmsmcnln, e
as florestas cnvollas nos vapores da noile silenciava a
natureza.
O povo alada encina as ras e becos da futu-
ra cidade tos ou'.eros ; em muitas cosas principia-
vam as llancas que tanto enlreler disperta a des-
cuidosa mocidade, c nrs preparavamo-nos para
partir.
Entramos na sege tristes e saudosos por se ha-
ver passado com tanta presteza aquelle dia de felici-
dade e poesa, bebida nas marcensdo rio,e nas cam-
pias e montas do bello Jaboatao (5) Ao passar-
(5) O Sr. Antonio Pedro de Figueiredo, digno len-
te da cadeira da lngua nacional do lyceu tiesta ci-
liado, (em um dus ns. to Diario desle anuo passado)
publicando um bem pensado artigo sobre eleigotn,
ciinclu0dizeinlnQuesera o aforamento ou venda
dos terrenos que beirassem as estradas genes, e ora
qoarto do legua das povoac,es, nao so conseguira ja-
mis a liberdade da urna.Qualidu tamos o bem
laborado artigo do Sr. Pedro de Figueircdo, (no
obstante termos mu los prenles e amigos pro-
priclarios agrcolas) reconhecemos que assisla toda ra-
zio a aquelle que i dospcilo dos projuizus los cam-
ponezes, levara ao conliecimcnlo to paiz urna das
causas que lhe empea o progresso e liberda-
de. e aos legisladores urna ida digna de medi-
tasao.
llojc que tainos occasio, unimos a nossa ;i voz
do Sr. Figueircdo, para quese realise tao til me-
lhoramenlo.
Devenios mencionar aqu o nome do Sr. lenen-
le coronel Manoel Joaquim do Rogo Albuqiierque,
que sensatamente aforando os seos terrenos que be-
ram a estrada da Victoria, muilo lem gauho cm d;
nliciro, amor dos povos, c felicilacao de quaulos
amam com sinecridade o progresso do paiz quo nos
vio nasccr.
A povoaco de Sanio Amaro nao j lem chegado
.10 que dissemos, quando fallamos do seu futuro,
porque dizeni os seus moradores queso nao alugam,
nem' aforara as Ierras que furmam um triangulo na
base do ouleiro do autigo povoado. Se realmente he
islo assim, esperamos do patriotismo do digno pro-
prielario de laes terrenos a leinnrilu de tal obstcu-
lo; obstculo prejudicial a tipinio favoravel que 8.
S. goza, aos scus iulcresses e ao da futura e risonha
cidade de Santo Amaro.
Dizcmos mais, que se um ramo da estrada tic
ferro for al Jaboatao, os lucros da companhia ser3o
espantosos: vislo quo, a Victoria, Caruar, Luz, a
Gloria, parte de Pao d'Alho. e Escada, enviaran os
seus gneros com preferencia a qualqoer outro
lugar.
F.is porque confiamos no engrandecimenlo de
Santo Amaro, alm dos banhos, estradas, montes,
florestas, e o mais que descrevemos na nossa via-
gem.
5745800
E para constar se mandou afllxar o prsenle e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimeuto do dsposto no arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conhe-
cmeuto dos credores bvpolliecarios c quaesquer in-
lercssados, que foi desapropriatla i viuva Mara to
Nasciinenlo, una morada de casa sita na direccao do
quinto tanteo da ramelicac,ao da estrada do sul para
a \ illa do Cabo, pela quantia de 305000 rs., c que a
respectiva proprielaria lem de ser paga do qoe se
lhedevc por esta dcsapropriacao, logo que terminar
o pruzo de 15 dias contados da data deslc, que he
dado para as reclamac,6es.
E para constar so maudou aflixar p prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da lliesouraria provincial tic Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimeuto da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do correnle, manda fa-
zer publico que no dia 8 de fevereiro prximo vn-
douro, vai novamente a praca para ser arrematada a
quem por menos fizer, a obra dos reparos urgentes
da quarta parte da estrada do Pao d'Alho, avaliida
era 4:4003 rs.
A arremataro ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de maio de 1854 e sob as cundirnos
especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerero a esta arrematarlo
comparceam na sala das sessoes da junta da fazenda
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de Janeiro de 1855.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiae* para arremataro.
1.* As obras dos reparos da estrada de Pi d'Alho
enlre os marros 7,000 a 10,000 bracas, far-sc-hao de
conformidade com o orcanieuln e perlis approvados
pela directora em cousellio e apresentados a appro-
vacaodo Exm. Si. presidenta da provincia, na im-
portancia de 1:4003 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 15 dias e as concluir no de 3 mezes, ambos
contados de conformidade com o arl. 31 da le pro-
vincial n. 286.
3." A importancia desla arrematacao ser paga om
duaspreslaces iguaes: a 1. quando eslirer feila a
raetade da obra; e a i. qaando estiver concluida,
Carias seguras viudas do sul peloD. Maria II.
para osSrs : Antonio Jos Roorigurs Souza Jnior,
Francisco Antonio Chaga, Jorge Guinlan-Murlher,
Jos Goncalves Braga, Luir Carlos Paiva Tei-
xera.
Por esla Bubdelegacia foram apprelicndidos cm
21 to cofrrenlc, dous cavallos, um ru-ilbo e oulro
castanbo : quem direilo livor a elles, aprescnlc-se,
que pruvando o dominio lhe sergo entregues.
Subdelegada do Recita T de Janeiro de 1855.
Dr. Tarares.
Por esta secretaria se faz publico, que de or-
dem do Exm. Sr. director, os exames preparatorios
lero lugar sabbado 3 de fevereiro prximo, no edi-
ficio la faculdade, em conformidade dos estatuios
arl. 55. E para que ebegue ao couhecraciilo dos
senhnrcs professores e substitutos do collegio das ar-
les e dos interesados, se mandou aflixar osle no lu-
gar do coslume c publicar pola imprensa.
Secrclaria da faculdade de direilo do Recita 29 de
Janeiro de 1855. Eduardo Soares a~Albergara,
secretario interino
1 O conselho administrativo, cm virlude de au-
lorisacao do Exm. presidente da provincia, tem de
comprar os objcclos segrales :
Para o 2. batalhao de infantera de linha.
Pralos razos de p de pedra, 138 ; ditas fundos
de dilo, 177; tigclas de lenca, 161.
8." batalhao de intantaria. '
Mantas de 13a, 275 ; panno verde escuro entrefi-
no covados, 1.583; dito prelo para polainas, cova-
dos, 140 ; dilo cor de rap para sohrecasacas e cal-
cas, covados, 119; chifaroles cm bainhasde conro
prelo envernisado, bnceal e ponleira de metal liso
dourado, punho de bano guarnecido de metal dou-
rado, 27.
Provimento dos armazerrs do arsenal de guerra, pri-
meira classe de ofiicinas.
Junco feixe?, 2.
Terccira classe.
M6 grande, 1 ; rame de ferro grosso 1 arroba, 1 ;
limales sortidos, duzias, 9.
Juarla classe.
Caixas com folhas de llandres drobadas, 2; cobre
Velho para fuudico, arrobas, 20 ; lonces de lalBo
com o peso de 50 libras cada um, 5 ; ditas de dilo
com o peso de 12 libras cada um, 5.
I." batalhao de arlilharia.
lViiiio rarme-im para vivos e vistas covados, 90 ;
cepos de vidro, 1.
Companhia de cavallaria.
tuvas de camura pares 11 ; mantas de
la,, 11.
Colonia de Pimenleiras.
i'-aces com banbase cinlurOos, 40.
t^ueni quizer vender estas objeclos, aprsenle as
suas propostas em carias fechadas na secreliria do
contellio, s 10 horas do da 31 do correnle me?.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
1 111.ralo do arsenal de guerra 26 de Janeiro da 1855.
J\it de Brito Ingles, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio. 1
' Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceil se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo lyceu acho-sc aberla desde o din 15 al o ul-
timo deste correnle mez ; principiando as aulas o
seu nerricin no dia 3 de fevereiro prximo futuro.
Diret loria do lyceu 13 de Janeiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
(OMPAMA DE SEGUROS.
EQUIDADE.
ARELEGIDA \\ CIDADE DO PORTO.
Va seguir oom a maior brevida-
"c o novo c veleiro paihabote na-
cional Lindo Paquete, capitao Jos Pin-
to Nunes ; quem quizer carregar ou ir
de passagem neste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatario, Antonio le Al-
meida Gomes &C, na ra do Trapiche,
n. 16, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES
Inglezes a vapor.
No dia
1 de
feverei-
ro ope-
ra-se da
E uropa
um dos vapores da companhia real, o
qual depo3 rn" para os porlos do sul: para passagei-
i-os trala-se com os agentes. Adamson
Howie ii(l, na ra do Trapiche, n.
Para o llio tle Janeiro segu em ponct das a -
escuna Celosa, capitn Joaquim Anluuio Farii
Silva: |inrj rrete o ims-.iseiros, !rata-e cmn os con-
sienntarins Isaac Curio Companhia, na ra da
Cruz n. 40.
PARA O PORTO.
1 liiiouc portuauez Alegre, saliir para o Porto
rom a maior lircvidade, recebe carga a Krcta e tam-
bera psasenos, paia o que lem excellontes enm-
moilos : trata-so rom Hallar & Olvena, na rua
da Catlcia Velha escripuirfo n. 12, on cora o capitao
Manoel Jos liarinho.
Para a Bahia segu com muita bre-
vidade o hiate nacitmal Amelia, por ter
parte da carga prompta ; para o resto e
passageiros trala-se com o mestre Joa-
quim Josc da Silveira, no trapiche do al-
godao. o'u com os consignatarios Novaes L., rua do Trapiche n. Tii.
, MAKANIIAO- E PARA'. -
Segu em poneos dias para o Mar- .
nhao e Para' o hiate nacional Adclaide,
ja' tema maiot parte da carga engajadaj
para resto e passnfjeiros trata-ie com o
consignatario J. B. da Fonseca Jnior,
ruado Vigarion. .
Para o Ass a escuna nacional Linda, quo se
espera do Rio de Janeiro por loda a semana, e qoa-
tro dias depois de sua chegada seguirii seu destino :
para carga c passageiros, trala-se na rua do Vigario,
escriptorio de Eduardo Ferreira Bailar, n. 5.
PARA O ASSU'.
sabe imprctarivclracnle na presente semana o hiale
Anglica: para carga e passageiros, trata-se na
rua da Cadeia do Recita n. 49, primeiro an-
dar.
Para o Araraly com escala para o Ass, a bar-
caca Napoleo Brasileiro, pretende seguir por loda ""
esia semana, por ter a maior parle de seu carrega-
mento prompto : quem nclla quizer carregar, dri-
ja-se rua da Madre-de-Daos n. 36, ou a bordo no
Trapiche do algodao.
Ceara' e Acarad!*.
Sogue com brevidade o paihabote Sobralense, ca-
pilo Francisco Jos da Silva Rales, recebe carga e
passageiros : trata-se com Caelano Cyriaco da C.
M., ao lado do Corpo Santo n. 25.
CEARA* E PARA*.
Segu em poueos dias por ter a maior
parle da carga engajada a escuna nacio-
nal Emilia, capitao o pratico Antonio Sil-
veira Maciel Jnior, para o resto, trata-
se com o consignatario J. B. da Fonseca
Jnior, na rua do Vigario, n. 4, bu com
o capitao na praca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O hrigue-escuna nacional, Maria, se-
gu no dia 2 de fevereiro p. futur.0, re-
ce lie escravosa rete ; trata-se com 'Ma-
chado & Pinheiro, na rua do Vigario, n.
19, segundo audar.
ES
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RUA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignado, agenta Horneado dosla compa-
nhia, e formalmente aulorisado pela diiocco. acei-
tar eguros martimos ora qualqucr bandeira, a
para t idos os portas conhecidos, em vasos ou merca-
dorias e sob suas respectivas condiefics : o elevado
crcdili de que lem gosado esta companhia c as vau-
lagenshuc offerece, tara convencer aos concurrentes
da Mi.'ulilidadi'. e o seu fundo responsavel de mil
conloslde res fortes : a quem interessar ou convier
elloctunr ditas seguros, podor dirigir-se i rua
cima citada, a Manoel Duarle llodrigues.
lela, mesa do consulado provincial so faz pu-
blico, ue a cubranca do imposta de 4 por cento, di-
to de c isas tle modas, dito de ditas de jogo de buhar,
e dilo das quo vendem blheles de lolerias de oulras
provincias, vai ler principio no dia 18 do correnle,
c que lindos os 30 dias uteis inrorrem na mulla de 3
porcerdo todos os que derxarcm tic pagar scus debi-
tas perlencentas ao anno financeiro de 1854 a
1855.
SOCIEDADE
RECREIO MILITAR.
Aphrlidade fevereiro le-a lugar no dia 10 ; a
propositas para convite s sero aceitas at o da 31.
O secretario, Dr. l'elho.
CJOMPANIHA PERNAMIH C\NA.
Nao se tendo reunido votos suflicientes
emassembla geral, no dia 50 de Janei-
ro crrente, nfio se pode tomar a deli-
bera co, que marca oart. 2 do esta-
tutos ; e por isso novamente he convoca-
da igual reuniao para odia C de fevereiro
a's 11 horas da manhaa, pa sida da as-
socia^o commercial, e se resolver' de
acot-do com o que marca o arl:. 15 dos
mesmos estatutos.Antonio Marques de
AmOrim, secretario.
LEILO'ES.
LE1LAO'
De fazendas diversas.
Brunn Praeger SC, tarao leilao, por
intervengo do igente Oliveira, de gran-
de sortimento de fazendas de sed, laa, li-
nho e de algodao, todas proprias do mer-
cado ; (juarta-eira. 51 do crrente. a
10 horas da manhaa, no seu armazem,
rua da Cruz1.
O agente Vctor, far leilAo no seu armazem,
roa da Cruz n. 25, de grande sortimenlo de obras de
marceiiera novas e usadas de differenles qualida-
des : relngios de onro para algibeira patento ingtaz
o suisso, cbarutos, chapeos do clnli, 2 carrinhos em
muilo bom uso de carri gar fazendas, ele.; ao meio
dia ser tamben) vendidas para liquidacSo de con-
las. alaumas pecas de selim branco, de merino mui-
lo lino e rarapiigas de algodao : quarta-fejra, 31 d
correnle, as 10 e mcia horas da m.iiiiaa.
O agento Roborts faro loitao por ordem de Ja-
mes Hodgson Pascoc, capitao do brigue inglez Cuba,
arribado a esle porto por tarca maior da Parahiba,
com destino para l'almonlh, e por conta e risco da
quem porloncor, e cm precenca do Illm. Sr. censul
de S. M. Britnica, de 800 a 1000 saceos com ma-
car mascavado com loque de avaria, para occorrer as
despezas do concert do dito brigue : nesta porto no
armazem do Sr. Araojo no caes do Apollo, quinta-
feira 1.. de fevereiro ao meio dia em ponto.
r
AVISOS MARTIMOS.
AVISOS DIVERSOS:
ROB LAFFECTEUR.
O nico auloritado por decis'io do conscilw real e
decreto imperial.
Os medico dos hospilaes recommendam o Arrobe
de l.adecleur. como sendo o nico aulorisado pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento il'uin gosto agradavel, e fcil a tomar
em secreto, esta em uso na mariiiba real desde mais
de 60 annos; cura radi.-almenta em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as atTocce da
pelle, impigens, as consoquencias das sarnas, ulce-
ras, c os accidentes dos partos, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; ronvm aos ca-
larrhos, a bexiga, as ronlracces, a fraqueza dos
orgaos. proectiida do abuso das iiijeccies ou da ton-
das. Como anl-syphililico, o armbecura era pouco
lempo os fluxos rcenles ou rebeldes, qUo volvem a
incessantes em consequenria do emprego da copai-
ha, da cubeba, ou das injcccOes que represonlom o
virus sem neulralisa-lo. < arrobe LalTecleur he
especialmente recoinniriidado contra as doencas, iu-
volcrada ou rebeldes, ao mercurio e ao iodurelo de
polassio. l.isboiine. Vetide-se na botica de Barral e de
Antonio Feliciano Alves de Azevedu,pra;a de l). Pe-
dro n. 88, onde acaba do cheear orna grande porreo
do narraras grandes o pequeas vndas dircetaraonte
de Par, do casa do dito Boyveau-Luflecteur 12, ru
Riclieo Paria. Os formulario* dfto-se gratis cm
casi do aeenle Silva na praca de I). Pedro, n. 82.
Porta, Joaquim Araujo ; Bahia. I.ima i IrmSos ;
Pcriiaraburo, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & I i-
Ibos ; el Moreira, loja de drogas : Villa Nova. Joao
Pereira de Macales Leile ; Rio lirande, Eran de
Paulo Coulo c\ C-
Na praca da Independencia, ps. 24-
a 30, ha para vender excellente vclludi-
Iho carme/.in, pelo barato preco de 640
ris, milito proprio para vist'iarirJs de
mascaras ou otftro qualquer mistei ; as-
jim como penas de todas as cores e tama-
Para Lisboa, o brigue porluguez fibeiro, se-' nhos por muito mdico prero-
i r


MARIO OE PERMMBUCO, QUARTA FEIRA 31 DE JANEIRO DE 1855.
. I
t*
Quem quizer lazer ura bom ne-
gocio com a compra ce um estabeleci-
mento ; dirija-se a' ra larga do Rosa-
rio, n. 14.
Quem tiveruma preta sem vicios,
quesaiba engommar v. oosinhar o diario
d uma casa, quevendo aluga-la para
servil- a urna familia de duas pessoas, ; di-
rija-se a' ra estreittt do Rozario, n. 28,
ou annuncie por eite Diario, certo
de que, uao se duvidara' pagar genero-'
smente, conforme es serviros da mesma.
O cartorio dos feitos da fa/.enda
provincial sta' na ra da Santa Cruz do
bairro da Boa-vista; n. 4C. ,
Ausentou-se de bordo do brigue-es-
cuna nacional Maria, na tarde do dia
28 do corrente, um jscravo pardo de ne-
me Joao, com os seguintes signaes : bat-
xo, grosso do corpo, tem os dedos gran-
des dos pes abertos para o lado interior,
eetnuma das maos. entre o polegar e
o indicador, tem una grande verruga.
Levou caica de lgodao azul, cami-
sa branca, e na cibera um bonete, de
panno, ao modo di quelles que usam os
marinheiros americanos. Roga-se pois
as autoridades polciaes se sirvam. appre-
liende-lo e entrega-lo na ra do Vigario,
n. 19,* segundo andar, no escriptorio de
Machado & Pinheiro ; ou a bordo do re-
ferido navio (fund^ado na volta do forte
do Matto) ao capitao Manoel Jos Vieira.
Promette-se boa 'ecompensa a qualquer
pessoa do povo, ou capitao de campo,
caso o exija.
Ao commercio.
O abaixo assignado declara que por nao llie cou-
vir ler mais cuino si u socio o Sr. Jos Joaquim Go-
mes de Abren, apar on a sociedade que com o mes-
mo linha no deposito de charutos da ra Direita n.
i, qual gyrava b a firma de Alireu & I.eite, l-
cando a cargo do a munciaule o pagamento de lodos
os credores.
Jos da Maiaoniina a dar licoes de inp.lez,
rrancez e escriptuiafo, todas?? lardes, na clase
tero na ra do Queimado > 1*. Pot|e Pro-
corado na toja dos Srs. ouva & Leite.
_Ji=Swr'sa-se de um menino de 12 a 16 anaos jw-
caiseiro de taberna ; a Iralar na fabrica de cha-
rutos, no becco de Jos Caelauo.
- No dia 27 de Janeiro de 1855, fugio um escra-
to de nome Filippe, crioulo, baixo, grosso, cabera
de e redonda, tem em cima do nariz um lalli,
na ortlha esquerd uiu eorhaco ; o qual cscravo era
trepador de coqueiros. de idade 40 anuos, pouco mais
ou menos, barbad!. 'levou camisa e caira de algo-
dao da Ierra. Este escravo foi comprado aoSr. Joa-
quim Paulo dos Si nlos em 1840, e julga-se ter idu
para as bandas de Nazareth : quem o pegar, leve-o
a ra do Pires n.2, que ser generosamente'recom-
pensado.
Aluga-se un escravo para qualquer ser-, ira :
na ra Direila n. 120.
Precisa-se di: um caixeiro que lenlia bastante
pralica de taberna, e que do fiador a sua conduela :
quem esliver nestls circunstancias, dirija-so roa
do Pires n. 28.
Offerece-se i m rapaz portogoez para caixeiro
de taberna ou outio qualquer eslabelecimento, para
tomar centa por bnlaucoou sem elle, para o que lem
bastante pratica:'quem de seu presumo se quizer
nlilisar, dirija-se % praca da Independencia u. 10,
das 10 as 2da tarde.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da loteria
49. do Monte Pi, extrahida a 12 de Ja-
neiro de 1855.
20:0005
10:0004
4:000
2:000,?
1:000
Di las 36 ditos li i.i- 48 dilos Ditas 60 ditos Ditas 144 ditos Tubos avulsus . a a 1 a
Frascos de meia on<;a de tinclura.
1 N. 485 ....
1 ti ili.....
1 4858.....
1 5175.....
(i )> 58c, 1181 , 2515 ,
4240 4201 , 5055 .
10 1925, 2055 , 5585 ,
4507 4494 , 4628 ,
4650 4679, 5272 ,

20 20, 279, 550, 755,
1056, 1688, 1784,
2014, 2528, 2518 ,
2684 2842 57.7.1 ,
3730 3784 5966 ,
1176 4395 5255 ,
5482.........
60 8, 60 164, 348,
638 659 991 ,
1030, 1010 1209,
1517, 1592, 1657 ,
1717, 1741 1772 ,
1845, 1980, 2068 ,
2108 2i',51 2279 ,
2525, 2785 .
2940,
3001 ,
400$
200$
2982
5100
2320 ,
2812 ,
2985 ,
5450 344$ 5565 ',
3575, 3661, 3779 ,
5787 3870 5872 ,
3927 4020 4026 ,
4083, 4127, 4186 ,
4696 4767 4875 ,
4877 4982 5052,
5221 5227 5284,
5420, 5485, 5545,
5595 5874..... 100$
100 premios de........ 40s
1800 ditos de......... -o'h
Temos exposto a' venoa os novos bilhe-
tes da loteria 21. das Matrizesda Provin-
cia, que devia correr na casa i cmara
municipal de Nictheroy, no dia 25 ou 26
do presente mez.
Se o vapor nacional Imperador
transferir, como por muitas vezes tem a-
contecido, trara' listas, e mesmo se cor-
rer a' 25 e nao transferir, vira' o resumo,
vindo asustas peloprimeiro \ a por que se se-
guir ; epor isso roga-se aspessoasque teem
bilhetes encommendados que os venham
receber. Os premios serao pagos sem o
descont dos 8 por cento do imposto ge-
ral : quem tirar a sorte de 20:000.s00() rs.,
ou qualquer dasoutras sortes maiores nos
bilhetes por nsrmados, a recebera' por
imero, sem descont algum.
Jos Soares d'Azevedo, professor
de lingoa franceza no Lyceu, tem aberto
em sua casa, ra larga do Rosario n. 28,
terceiro andar, um curso de PHILOSO-
PHIA, e outro de LIXGOA FRANCEZA.
As pessoas que desejarem estudar uma ou
outra destas disciplinas, podem dirigir-se
a'indicada residencia, a qualquer lora.
F. N. Collacofaz publico que tem
re&olvido dar liefies em sua casa, ra es-
treita do Rosario n. 28, nao sodas ma-
terias, que se ensinam as cadeiras de
que he substituto no lyceu desta cidade,
senao tambem inglez e francez.
Os trabalhos comecarao no dia 12 de
#fevereiro, podendo oannuntianteser pro-
curado desde as 9 horas da manhaa at as
tres da tarde.
Pede-se ao Sr. inspector da thesou-
raria provincial haja de mandar verii-
impostos pelos livros de recata, e nao
pelos das collectas, como consta fora feita,
equetem dado lugar a tanto barulho,
fazendo-se devedor, quem nada deve.
O Prejudicado.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 UA DO COJLJLBaiO 1 AVDJA 26.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo-d consullas bomeopathicas todo os das aos pobres, desde 9 horas da
maiiliSa aleo meio dia,* em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou uoile.
Ollerece-se igualmente para praticar qualquer operac,5o de cirurRia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulberque esleja nial de parlo, e cujas circunstancias nao permillam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. LOBO I0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddieiua bomeopalliica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moacozo, qualro volumes encadernados cm dous e acompanbadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 205000
Esta obra, a mais importante de loilas usquelratam do espido e pratica dahoincnpathia, por ser a nica
queconlm abase fundamental ''esla doulrinaA PATIIOGENESIA OV EF1-E1TOS DOS MEDICA-
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcouliecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar ;i pratica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quitaren)
experimentar a donlriua de llnhueinann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella : a lodos os
fazendeirose senhores de engenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pilaos de navio,
que uma ou outra vez nao podem deisar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seos tripulantes :
a todos os pais de familia que por circunstancias, que nm sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros occorros cm suas eufcrmiilades.
O vade-inerum do bomcopalha ou traducr,ao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra tambem til s peM0que se dedicam ao estudo da liomeopalliia, um volu-
me grande, arompanbado 96 diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de inedicioa, cirurgia, anatoma, ele, ele, cncardenado. .'S0O0
Sem verdarteiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
homeopathie, c o proprielario deste estabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
nineuem duvida hoje da Brande superiordade dos seus medicamentos.
Boticas de '2i medicamentos cm glbulos, a 10?, 1*5 e 155)000 rs.
................ 20JO00
............... 259000
............. 309000
................ 13000
................ I.^IKK)
................ 23000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos tamaohos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicameutoscoui toda a brevida-
de e por procos muilo commodos.
1 J. JANE, DEMISTA, |
ron11 una a residir na ra N'o\a n. 19, primei-
;-j ro andar. 5
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
lodasde smma importancia :
llabncmanii, tratado das molestias
lumes.........
Tesle, rroleslas dos meninos.....
Hcring, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpcabomeopalliica. .
Jahr, novo manual. 4 volumes ....
Jahr, iiioicslia- nervosas.......
Jahr, molestias da pelie.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos......... .
A Tesle, materia medica honieopathica. .
De l;avolle. doulrina medica homeopathira
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvalen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampaAoloridaSfConlendo a deseripjao
de todas as parles o rorpo human .
vedem-se todos estas livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro sudar.
*@5a @g e
# DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoun, cstabelecido na ra larga ^
0 do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- ;
49 lescom gensivesarliliciaes, e dentadura com- @
S( pleta, ou parte della, com a pressao do ir. |jf
Tambem lem para vender agua denlfricc do fe
0 Dr. Pierre, c p para denles. Rna larga do @
@ Rosario n. 36 segundo andar. o.
to&&&i3>tiemmtomw @@a- 9
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem uma carta na livraria ns. C e 8
da praca da Independencia.
I.'iride Italiana, revista artstica, scienlilica e
Iliteraria, debaiio do immedialo patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
condecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeano-Ravara. Subscrevc-se em Per-
oambuco, na livraria n. 6 e 8 da pruja da Indepen-
dencia.
ri'BLICAUr DO L\ST1TLT0 I10ML0PA-
TIIIC0 DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATIIICO
O
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Meihodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
patkicamenle ludas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rc-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lano europeos como ameri-
canos, e segundo a propria eiperiencia, pelo r.
Sabino Olegario Ludgero Pinhu. Esta obra be boje
rccoiiherida como a melhor de todas que tratam da
applicarao homeopalhica no curativo das molestias.
Os cariosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-lu e consulta-la. Os pais de
familias, os senbores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, serlanejos etc. ele, devem
te-la roao para occorrer promplamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cm brocluira por 10&000
euradernados ll-unu
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicjlo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado u. 15.
ATTErsOAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
eao de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-se com um completo snrlimenlo de bebidas de
todas as qualidades, cerveja em meias garrafas e gar-
rafas, licores fraucezes, vinho linio e hranro, queijos
novos, sardinbas deNaiilrs, manleiga ingloza e fran-
ceza, da melhor que se pode encontrar no mercado,
cha da ludia e de S. Paulo, din. prclo, chocolate,
as-ucar de lodas as qualidades, bohir.hinha ingleza,
dita de ar ir na. charutes para os amigos do bom &o*-
lo, das nielliores marras, S. I eli\, Figueiredo Ro-
cha, e oulros muilos que se pedirem, alelria, ma-
ran.'iii, lalharim para sopa ; pedimos lambein aos
senhorrs de engenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo eslabelecimento com suas
freguezias, achaudo ludo pelo prero da praea e a sa-
lisfa(3 do comprador.
Antonio Egidio da Silva, lente de geomelria
do lyceu dcsla ridade, prelcode abrir no dial.de
feverejro, na rasa de sua residencia, na ra Direila
n. 78, um rurso de geometra para lodo o auno lec-
tivo : os senbores enlucanles que o quizerein fre-
qucnlar, pdenlo dirigir-se a mencionada rasa, das
"horas das manhaa alas i), c das 3 ate as da
larda.
Vcinle-se um escravo : na ra do Pires, sitio
que volta paia o Corredor do Rispo.
chronicas, 4 vo-
. 203000
. 63000
. 73000
. 63OOO
. 169000
. 69000
8?flO0
169000
1OSO0O
83000
73000
6SO00
43000
103000
30SO00


J0S0 Paca Brrelo Cem de faicr celebrar no
da 31 do corrente pelas 9 horas da manhaa na
igreja do convento de S. Francisco, um oflicio
solemne jiela alma de seu fallecido p.ii, Esle-
s Brrelo; por isso rooii todas as pes-
soas .le sua amisade e conheeiroento, il'assi.-
tirem a osle teto, de verdadeira caridade
ehrialaa. na mencionada i|0*la: pelo queJ
de-de ja Irihola eterna gralilSo.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
nueira mandar receber uma cncommen-
da na livraria n. b e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do Kau-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
BANCO DE PERNAMBLCO.
O presidente da assemblea geral do
Banco de Pernambuco convida aos se-
nhores accionistas a comparecerem na
sessao ordinaria do dia 31 do crtente Ja-
neiro, cuja reuniao tera'lugar as 11 ho-
ras do mesmo dia, na casa do reicrido
Banco, em virtude da requisicao que Ihe
oi feita pela direccao respectiva, em ofli-
cio de 15 do correnta. Recife 17 de Janei-
ro de lS.". Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario,
Na loja de Antonio Lopes Percira de Mello &
Coinpanhia, na ra da Cadeia do Recife n. 7, chegou
ultimainenle, vindo do Aracaty, uma pequea por-
cao de sacras com excedente feijflo muilo novo e de
boa qualidade, por prero coniraodo : a Iralar na
mesma cima.
O Sr. Honorato Jos de Olivera Figueiredo
tera uma carta na livraria 11. 6 e 8 da praca da In-
depeudeucia.
Na taberna da ra da Concordia anda se pre-
cisa de um caixeiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que lvelo ja na pre-
ciaba do Livramenlo lem uma caria na livraria us.
6 e 8 da prara da Independencia.
Em virtude de nao nos (crsido possivel obter
todas as listas que distribuimos, alim de obierem-se
asignaturas para a publicado da obra Rellexoes
sobre a educar., physica e moral da infancia: ro-
gamos as pessoas que se dignaram assignar, c que a
nao receberam, de mandar procurar os exemplares
a que tiverem direilo, na ra eslreila do Rosario n.
3 se8undo andar. (Preco para os assignautes rs.
No dia 27 do correle perdeu-sc julga-se) em o
caminho da Capunga para o Recife um cmbrulho
com urnas ledras c alguns recibos, do que passa a dar
relarao : uma ledra de 1:0003 rs., aceita por Titara
iS Costa, uma dita de .1009,aceila pelos mesmos, uma
oulra de 2003. aceita por Aulonio Medeiros Tavares,
com uma caria do menino, uma mais de 2763, acei-
ta por Uegino da Silva, diversos recibos que nao
lembra para alinuncia-los. Todas eslas ledras e re-
cibos nao podem servir a pessoa alguma : por isso
roga-se a pessoa que asachou.ou adiar dmj,-se a loja
do Sr. Jos Alves da Silva Guimar.les, ra do Cabu-
g 11. 1 B, quo generosamente se gratificar.
A malrirula d'aula de philosopha do collegio
das arles esl aberla de boje em dame, al o fim de
marro, em todos os das uleis de manhaa al 1 hora
da larde : na roa do Crespo sobrado u. 8.
AUcam-sc i casas lerreas com rommodos para
pequea familia, de 9|000 mensaes cada uma. sitas,
una na ra do Sebo n. .12, e oulra no principio da
Soledade n. 27 : a tratar na ra da Aurora u. 26,
primeiro andar.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2't
Compram-se e receben)-se escravos de ambos os
sexos, para se vcnderein de eommissAo, lano para a
provincia como para fura della. olerecendo-se para
sso toda a seguraura precisa para os dilos escravos.
PEDIDO.
Tend deixado de publcar-se o Crino, pede-se
inslanteamenle aos senbores assignautes, que es-
tan i dever as suas assignaluras, que leuham a bon-
dade de paga-las al o dia 6 de feverciro. lie um
dever e ao mesmo lempo um grande obsequio que
tajaras.
No hotel da Europa da ra da Aurora, preci-
sa-sc da 'isciiaeVxbraiico.
Desencaminhou-se um val de 1763000 rs. ,
passado a favor do abaixo assignado, pele- padre l\a-
phael Antonio Cnelho, que se acha prevenido para
so pagar ao abaixo assignado : rogando-so a quem
por ventura o lenha adiado, o obsequio da entrega,
lona ra de Apollo o. 13, a Luiz Manoel Rodrigues
Valonea.
Acham-se a vendaos bilhetes da se-
gunda parte da quarta loteria concedida
a beneficio da matriz de San Pedro Mar-
tyrde Olinda nicamente na tliesouraria
das loteras ra do Collegio n. 15, e cor-
re impreterivelmente no dia lOdefeve-
reiro. thesourciro, Francisco Antonio
de Oliveira.
Niculo Bruno, subdito sardo, vai fazer uma
viagem ao norte do imperio.
Precisa-se de um administrador e trabalhador
para lomar rontade um sitio perto desta prara, pa-
gando-sc bom ordenado, prefere-se que seja casada,
os prelendcules podem procurar com quem tratar, no
ra da Cadeia do Recife n. 16.
Precisa-se da quantia de 1:0005000 rs. a juros
com seguranza em bens de raiz : quem quizer dar,
annuncie ou dirija-se ao aterro da Boa-Vista
n. 44.
Jos da Silva Campos & C, declarara que es-
13o pagos do valor da ledra de 1:0003000 rs. que
Ihes fura eudorada em I raneo por Jos Ferreira da
Cosa, c aceila por Manoel Ignacio de Azevedo
Carvalhi) c Francisco Moreira da Cosa, cuja ledra,
do poder dos annunciantes se desenraminhou em 27
de dezembro do anno prximo (indo, como o mes-
mos dilos annuAcianlcs declararan) por este Diario,
em 2!) e 30 de dezembro, c 2 de Janeiro corrente, o
por isso Tica a referida ledra de nenhum vigor.
O CRAVO.
Acham-se venda na ra do Cabug n. 1 D, loja
de 2 portas, os ns. 1, 2, 3 e 4, do seguudo trimestre
do Craco ; como assim, os ns. I. 7, II e !2do pri-
meiro. Adverle-sc aos senbores assiguanles, que
anda nao pagaran) o importe das suas assignaluras,
que, leudo deixado de publieer-se aquelle peridico,
pelos motivos expendidos no seu 16 e ultimo nume-
ro, faz-semisler quo Ss. Ss. assim o bVam al o dia
6 de feverero, sobpenade verem seus nomes nesle
Diario ; pois, muilo se lem esperado.
No dia 21 do corrente, do lugar da Boa-Via-
gem, desappareceu um cavado de estribara com os
signaes seguintes : russo com pintas rodadas, novo,
descarnado, grande, muito passeiro ; levou cabecada
e sellim novo francez : quem delle der nolicia nu o
liver adiado, fica-o conduzir ao engenho San Scve-
rino Mu ibera a. entregar ao seu dono abaixo as-
signado, que pagara as despezas e gratificar gene-
rosamente. Andr Maria Filgueira de Mene-
zes.
Luvas para montaria.
.Chegou loja de miudezas da ra do Collegio r.. 1,
um grande sorlimenlo de luvas de casemira muilo
encorpadas, pelo diminuto prec,o de 640 rs. o par.
Aluga-se uma sala ho segundo andar da ra do
Collegio, propria para advocacia : Irala-se do seu
alugucl na ra do Queimado n. 7.
Da-se dinheiro a premio em pequeas quan-
Palasbrc penhores de ouro ou prala : na ra do
dre soFloriano, primeiro andar do sobrado u. 71. I
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, que lhe
loi dirigida no Diario de Pernambuco
de 3 de Janeiro deste anno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Kigueira nao se queira dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
Procura-se um andar com bastan-
tes commodos para um estrangeiro, no
Itecifc ou na Boa-vista : no largo do Cor-
po Santo, n. 13.
Francisco Severiano Rabcllo & Filho.mudararo
o seues.criploriodo n. 4, para o n. 6, do largoda As-
semblea.
Quera precisar de um pequeo portuguez para
caixeiro com pequea pratica de loja de fazcuda,
procure na ra do Collegio loja de livros n. 8.
Precisa-se de uma ama que lenha bom Icilc c
seja s.ulia : no Manguind junio do sitio do Sr., ci-
rurgo Teixeira, ou na ra Nova n. 16.
Precisa-sede una ama para cosinharc fazer o
mais servirode uma casa de pouca familia, mas que
seja de meia idade : ua ra das Cruzes n. 20.
Aluga-se o primeiro andarda ci-Sa da ra do
Vigario n.29, e precisa-se de um caixeiro para casa
de purgar: a tratar u., ra do Collegio n, lii, tercei-
ro andar.
Na ra Bella n. 14, sobrado, precisa-se de uma
ama para o servii-o interno e externo de uma casa :
Irala-se no mesmo sobrado das II horas do dia un
diante.
Lava-se e engomma-se com perfeicao : na ra
de Santa Thereza, casa n. 31.
Precisa-se de urna ama de boa conduela, que
cociohe e entornille para casa de pouca familia : na
ra do Collegio n. 12.
Lava-se c engomma-se roupa de toda a quali-
dade, com muilo ateio c prouijilidao: na ruado
Calabouco Vclbo u. 9.
Perdcu-se na noile de 25 do corrente, desde o
silio que tica defronle da casa do Ulna. Sr. baro de
Jlebcribe na Ponte de L'cha al a pouledo Maugui-
nho, um alfinete de pello de seubora, ou para atacar
o chale, sendo com o retrato em daguerrcolypo do
reverendo Sr. padre inglez: quem o achou, queren-
do leva-lo casa dos Srs. James Crablree & C, na
ra da Cruz u. 42, ser generosamente recompen-
sado.
Aluga-se a casa n. 34, da ra dos Guararapes,
com commodos para uma grande familia : quem a
pretender, diriil-M a roa do Pillar n. 56, ou i ra do
Queimado n. 28, terceiro andar.
Precisa-se de urna ama que saiba lavar, en-
gommar e cozinhar : na ra da Guia n. 48.
Precisa-se de uma escrava para o serviro de
uma casa de muilo pouca familia, paga-se bem : a
tratar ua ra da Cadeia do Recife n. 34, loja.
Na ra Nova n. 52 precisa-se de aprendizes de
alfaiate, e prefire-se aquelles que j tenhao princi-
pios do oflicio.
Alugani-se e vendem-sc muilo boas bichas de
liamburgo, ebegadss ltimamente, e tambem vai-se
applicar para mais enmmodidade dos prelendcules:
na ra eslreila do Rosario loja de barbeiro n. 19, e
lamben) ha para vcuder-se muilo boas curtirs para
aliar uavalhas.
V_i O solicitador nos auditorios desla ridade
S abaixo asignado, roulinua a excrcer as
funri.oes dessfl cargo, para o que pode ser
^ procurado no escriptorio do lllm. Sr.Dr.
"^ Joaquim Jo- da Fonrcca. o-mesmo rompro-
@melte-se a solicitar causas de partido an-
imal, com todo zelo eaclividade, medanle
<^ um pe(|ueno honorario, assim como as
^j, causas particulares no pfie preqo as
5V parles. Canillo Augusto Ferreira da Silca
Aluga-se a loja, sita na ra do Collegio 16
cora armurau propria para qualquer eslabelecimen-
to, ou vende-se. como convier ao prelendeule : tra-
ta-te na ra do Queimado n. 40, segundo andar, ou
na travesea da Madre de Dos u. 15.
Re/Yej'ors' enare ti educaran phytiea p moral da in
fanda, o/ferccirfi* as triatt de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xatier.
Esla obra destinada ao bem social c necessaria a
quantos se occupaiu da educarlo infantil, para que
chegue ao conherimenlo de lodos, acba-sc venda
pelo prero de 3)000 rs. lias IojiimIos Srs. : Joao da
Cimba Magalh9es,na ra da Cadeia do Recife n. 51 ;
Joao Soares de Avellar, ua ra Nova n. 1 ; c as li-
vrarias Classica pateo do Collegio n. 2, t'uiversal na
ra do Collegio, c na do Sr. Honrado nu paleo do
Collegio n. 6.
LEITURA REPENTINA.
METIIODO CASTILHO.
A escola se acha transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lccci-
onar no dia 8 de Janeiro. As licoes para
as pessoas oceupadas de dia serao das 7a's
9 da noite.
Preciaa-M le uma ama para cozinhar smente:
n:i ra da Cadeia do Recife n. 23, primeiro andar.
509000.
Roga se as autoridades roliciacs ecapilcsde cam-
po que capturen) o escravo de nome Joaqun), de
idade 2V a 25 anuos, que fugio em 16 de Janeiro do
corrente anno. em os signaes seguintes: pardo aca-
hoclado, sem barba, cabera redonda, cabellos corii-
dos, beiros nixos. deules limados, bracos e peruas
grossas e curias, rorpo grosso, baixo, e quando anda
inclina o corpo-(para a frente, falla ilescancada ; le-
vou chapeo dcpalha velho. ramisa de madapolo uu
algodao : levem-o li ra de Hurtas n. 2. ou ra do
l.ivramenlo n. -2'J, que sera gratificado com a quan-
tia cima.
O abaixo assignado, como inventarianlc dos
liens do casal de seu pai o Sr. Joaquim Goucalvcs
Bastos, por fallei iinenlo de minha mili a Sr. D. L'r-
rula Maria das Virgens, por iiomea^ao do lllm. Sr.
Dr. juiz da seguhd.i vara) previne ao respeilavcl pu-
bliro, que nao conlrale negocio algum rom dilos
biTis, prevalecendo-se da cegucira c avanrada idade
do seu referido pai, quando esle nao pode frzer Irau-
sace,esalguinas, principalmenlc com a prela criou-
la por nome Margarida Saboia, e seus Pulios, a qual
se acha capturada (da fuga que fez a mais de 20 an-
uos), pelo muilo digno e honrado Sr. delegado Ilde-
fonso Ayrcs de Albuquerque Cavalcanti, nu lugar
Scrra do Teixeira,por se adiar dila escrava descripta
no aventario. Jos Gonralves da Silva Bas-
tos.
COMPRAS.
Compra-se patacoes hespanhes
em qualqer quantidade, na ra do Tra-
piche, armazem n. 58,ide Miguel Car-
neiro.
Compram-se casasJterreifSgm bom estado : na
ra larga do Rosario
Compram-se escravos de ambos os sexos, assim
como recebem-se p.ira se vndenle commissao: na
ra Direila n. 3.
Compra-se linha propria para os
bordados a CROCHET ; quem tiver an-
nuncie.
Compra-se uma geometra de Lacrois : na ra
da Roda n. 30.
VENDAS
ALIANAk PARA 1855.
Sahiram a' luz. as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, coi-rgido e accrescentado, contendo
i- paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PAR 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
lolh'mhas impressas nesta typographia,
de aigibeira a ."20, de porta a 100. e ec-
clesiastieas aiSOrs., vendem-se nica-
mente na livraria n. l> e 8 da prara da
Independencia.
MADAPOLAO fM TOLE DE AVA-
RIAA3,000E3,50.
Vende-se na loja n. 17 da ra do Queimado, pe-
cas de m.idapolAo fino com loque do avaria de agau
doce, pelos precos cima : dinheiro ;i vista.
PARA 0IADAMISMO DO
ROM COSTO,
A 8s000 rs. o corte!!!
Vendem-se na ra do yueiuiado, loja n. 17, aop
da botica, os modreos cr'.cs do vestidos de larlala-
ua de seda com quadros de cores, de lindos e novos
desenbus. com 8 varas e meia, pelo barato prero de
8?000!! !
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Furia & Lope, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos e lindos desenlies, pelo mdico preco de 5O0 rs.
cada covado.
MELPOMENE DE LAA' DE QUADROS,
COSTO ESCOCEZ
A 400 -s- o covado.
Vende-so para ultimarlo de contas : na loja de
Faria & Lopes, ra do Queimado n. 17.
RISC&DOS VARSOVIANOS
A i.sOOO rs. o corte.
Vendem-se risrados Varsovianos de quadros, fa-
zenda nova c muilo lina, pillando a seda rscoceza,
viudos pelo ultimo navio de Hamburgo, eom 13 '
rovados cada corle, pelo barato preco de 49000 : na
loja D. 17 da ra do Queimado, ao p da botica.
Na taberna da ruado l.ivramenlo n. 38, ven-
de-se o afamado fumo de Garaiihuus ; vende-se ba-
rato em porr.to.
^ ende-se uma prela de Angola, bem parecida,
muito boa qoilandcira, de idade 25 anuos : m ra
Direila n. 60.
TAIXAS DEFEKRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logare
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despez.a. O
precos sao' os mais commodos.
Na ra das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais moderan bichas hambur-
gueas para vender-se em grandes porrees e a reta-
llio, c tambem se aluga.
I CUALES E KO.MEIKAS. (<,
Chales o romeir.is de rclroz, bordados de 2
seda, dilos de seda, c merino. tyl
Cortes de veslidos. (
Corles de vestidos de seda escore/a de ft
165, 203 e 2j.;j000 rs. ; dilos de|i1nre, JT.
gosto iini.icroo ; ditos de cambruia de seda v/
a de mili as mullas qualidades. ir".
Clialy de seda.
Chalv de seda, Tazi'nda novs, propria w
para veslidos de aeiihura. (Qt
Alpakas de quadros. fe*.
Alpakat de quadros a 320 o covado. S(
Chapeos para seuhoras e meninas.
Chape* para seuhoras e meninas os mais
modernos e melhor gosto, c liega dos pelo (A
ultimo navio francez. w
l'eitos para camisa,sobrccasacos e paletos. %?)
I'eilos para omisas viudos de tranca t)
is" rs., paletos, sohrecasacos de pjno9 z^K
linos a 1(i, 1K e SUgOOOri., ditos ile ludio W
I a 39500 e ijOOO is., dilos de alpaka a M
80OOO rs. ; na ruaj Nova, n. 16, loja de 7S
' Jos Lui/. l'rreira Vende-se na olaria da Malarineira, por delraz
do hospital novo, material de Hiflerenles qualidades,
avista dfc comprador se ajusta, o que quer he dinhei-
ro, nada de liado.
Vende-se a casa terrea n. 2 da rna da Gloria,
leudo 2 salas. 2 quarlo-, cozinha e quintal cora ca-
cimba, em chaos proprios : a tratar na.ra da Ale-
gra n. II.
ORLEANS DE LISTRA DE SEDA.
A (00 n o covado.
Vendem-se na ra .lo Queimado, loja n. 17, de
Furia i\- Lopes, para liquidarlo de contas.
Ven.Icin-sc superiores queijos Iondrinos, ditos
de pinna, dilos de prato, dilo susisos em libras, mui-
lo novse fresca es, presunlos pura fiambre, muilo
UOVOS, iiiscoilos ingle/.is de diversas q ualidades, bo-
laclnnba de soda em lulas pequeas e grandes, cbo-
colle haniliurguez. superior marinelaua de Lisboa
em latas de 2 e i libras, passas miudas muilo novas,
ludo da melhor qualidade que lera vindo ao merca-
do, lamprea de encbese em latas, ludo pelo mais
comuiodo prero : ua ra da Cruz do Becilc n. 46.
Vende-se sunerior espermarete americano por
prero cominodo : Ha ra do Amorim O. 48, arma-
zem de l'aula & Sanios.
Vendem-se corles de vestidos de selim prelo,
lavrados, muilo boa fn/enda, e padres do ultimo
go>lo, por prero muilo era ronla : ua loja do obra-
do amarello, uos ipiatro cantos da ra do Queimado
n. 29.
rolvo msm
Acha-se de novo exposlo i venda a deliciosa pila-
da desle roblo francez, que s se encontrara na ra
da Cruz n. 26. primeiro andar, e na loja de Cardeal,
ra larga do Itosario, por muilo rommodu prero.
Vende-se hlala de Lisboa muilo nova c esco-
llnda a 2-:20 rs. a arroba ; vende-se lamben) cebla
sola, muilo superior, a 1olOO o cento ; chocolate de
Lisboa muilo liuo. em lalas de 4 e 3|1 a I58OO cada
uma : na ra do Queimado n. 44.
Vende-se utra porcao de formas
pata fazer velas de carnauba, eumacal-
detra para derreter cera, por todo dinhei-
ro : na na Direita, n. 65.
Vendem-se velas de carnauba da me-
lhor qualidade possivel ; na fabrica da
ra de Hortas, n. 110.
Vende-se 011 aluga-se uma pedra de composi-
r.'in. ipir lema niaravilhosa propriedade de neutra-
lisar o veneno de cobra e ciiu damnado sem deixar a
amis pequea lesilo ; o possuidor della eusinaro o
modo porque se deve usar dla para Iralar; na ra
deS. Jos 11. 21.
Saccas com farinha.
Na loja n. 20 da ra da Cadeia, es-
quina do becco largo, vendem-se saccas
com superior farinha de mance -por
menovff?co do que em cuitra qualtmer
parte.
l/_ yenile-se uma negrinha de 6 anuos do idade.
mu!"esperla : na ra dos Quarteis u. 24.
**- Vende-se a fabrica de charutos, rom armaejo
envermsada e conl todos us seus perlcnces, proirta
pai a qualquer outro eslabcleciincnlu : a tratar na
mesma, ra Direita u. 75.
Vende-se uin.i taberna fora desla praca, 1 le^>
aua de distancia, em muilo bom lugar, com poucosi
fundos : quera a pretender, dirija-se i ra cslreital
do Rosario n. 19.
Vende-se a taberna sita na ra da Roda, que
delta ooilau para a prara do capim, com poucos fun-
dos : a Iralar na mesma, ou na ra de Saulo Amaro
n. 16, taberna.
Vende-so urna c-scrava de nteao, de idade de
2S anno-, bonita figura, boa cozinheira e quitandei-
ra : na ra Velha da Boa-Vista n.67.
RA O CRESPO N. 23.
Vende-se chita fiauceza larga, cores escurasa200
rs., riscados dilos, cures fitas a 180 rs., chita escura
cores seguras a 160, corles de casemira prela a 4jO0,
dilos de cassa chila padrees modernos a 2JO00, ca-
misas francesas brancas e de cures muilo bem feitas
29.JOO, panno preto c de cor de cafe a 39000, melpo-
mene de kla gusto cscocez a 480, e oulras muitas fa-
zendas por presos baratos para feisar conlas.
Vende se por prego muito commodo a casa ter-
rea n. li da roa do Mondego, leudo chaos proprios"
e quintal murado ; assim como partes do silio n. 109
da mesma ra, larabem cm chaos proprios, tendo 3
bas cacimbas, muilas arvoies de frutas, eslremando
pelo fundo com a camboa das Barreiras : a fallar
com M. Carneiro.
Vende-se um pequeo silio muiio perlo da pra-
ra c muito em conla : a fallar com M. Carneiro.
\ ende-se uma pequea armario com balcao :
quem prclender dirija-se i ra do Aragilo 11. 19.
Vendem-se boas vaccas paridas garrotas e novi-
llujs do paslo : para ver 110 largo do Remedio silio do
fallecido Guilhennc Palricio, e a Iralnr na ra Col-
legio n, 13. segundo andar.
Vende-se um escrava com bonita figura, que
cozinha, lava e eugomma : na ra do Crespo n. 10,
primeiro andar.
Vendem-se Ires cscravas sendo duas pardas e
uma crioula, perilas eugommadeiras e tres escravos
sendo dous da Cosa e um de Anguila : na ra das
Cruzes n. 22 se dir quem vende.
FRESCALES OVAS O SERTO.
Vendem-se ovas do serlao muito em conla, e lam-
bein se relalha : na ra do Queimado loja 11. 14.
Moda econmica.
Na loja 11. 2, da ra do Queimadu esquina do bec-
co do l'eixe Frito, vendem-se os lindos chales de
ganga escarate, pelo mdico prero de 35200 rs.
Vende-se superior arroz do Marauhao a 28000,
e do sula I5SKJ0 a arroba : na ra Direila 11. 8.
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadas para rosto a 1$120,
vendem-se n ra do Crespo loja n. 16, asegunda
quem vera da ra das Cruzes.
Panno prelo e de rores muilo bons para :l?,
39600 e 48000, c juilamenle ha casemiras prelas,
pannos prclos e selim maceo para colleles das me-
Ih..res qualidades que cxislcm lio mercado, e por
precos mais baratos do que cm oulra qualquer par-
lo : na loja do sobrado amarello, nos qualro calilos
da ra do Queimado n. 29.
ALRANEZA, A MIL RES.
Vende-se a 150OO o covado da encllenle fazenda
intitulada albaneza, com 6 palmos de largura, pro-
pria para veslidos, mantilhas, hbitos de religiosos,
e oulros falos : na ra do Queimado, loja 11. 21.
A 180.
Vende-se a nove vinlens o covado de risc.ido fran-
cei. com quadros de diversos tamaitos : na ra do
(.Intimado, loja 11 21.
Vende-se breu em barricas muilo grandes epor
preco commodo : na ra do Amorim 11. 48, arma-
zem de l'Aula& Santos.
CAL VIRGEH.
a mais nova que ha no morcado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche 11. 15, armazem de Bastos Ir-
mSos.
NA RA DO APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com farinha de mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porcao < -se todo o negocio.
9 RA DO CRESPO NT 12.
9 Vcnde-sa nesla luja superior damasco de #j$
"t% seda de coies, sendo hranro, encarnado, roso,
% por pre^o razoavel.
Na livraria da rna do Coilcgio n. 8.
vende-se uma etcolhida colleccaodas mais
brilbaatet pechas de msica para piarM),
asquaes sao as melhores que se podem a-
char para faz.er um rico presente. *
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irinos.
No armazem de Victor Lasne, ra
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermouth em cai-
xas de 12 gualas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Rotdeauv em caixas de duzia ; kirch
do melhor autor ; agua de flor de taran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacao a1 boa qualidade.
Venle-se eiceentc taimado de pinho, recen-
temenlo rhegado da America : na ni) de Apollo
trapiche do Ferreira. a cnlcnder-sc com o adminis
rado r do mesmo.
CEHEITO
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : alrazdo
thealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Aseada ae Ewln Kan,
Na ra de Apollen. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se conslanlemenle bous sorti-
mentos ile taixas de ferro ruado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moeudas inetiras todas de ferro pa-
ra auinaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra ila-lndnsns tamanhos e modelososmais moder-
nus, machina horisonlal para vapor cora forra de
4 eavallos, cocos, passndeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esro-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de ll.ui.Ires ; tudo por barato pre^o.
Taixas para engenho;-.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chalar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
tundido e batido de a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despe/.a ao comprador.
Em casa de J, Kcller&C, na ra
da Cruz n. 55, lia para vender 5 excel-
lentes pianos viudos ltimamente de liam-
burgo.
Na ra do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado d Lisboa pela barca Gra-
tidao.\
O POTASSA BRAS1LEIRA. <$
(g) Vende-se superior potassa, fa- ^
(g) brocada no Rio de Janeiro, che- A
) tac^a recentemente, recommen- ^
/j*. da-se aos senhores de engenhos os ?
Z *cu* bons ell'eitos ja' experimen- w
f% tados: na ra da Cruzn. 20, ar- W
'W ina?,em de L. Leconte Feron & 0
($ Conljianhia. (fr
DEPOSITO DE CAL E LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 0 ha para veoder
barris com cal de Lisboa, recentemente chozada.
Vend*-se uma balanza romana com lodos os
stu perlcnies, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Oez, armazam n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-ie superior farinha de mandio-
ca, em salteas, que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens i\. 3, 5 e 1 defronte da cscadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
altandega, pu a tratar no escriptorio de
Novaes S C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assitcar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cn casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
.Cruz. n. 4.
* Vende-se uma rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rita do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2." edicao do livrinho denominido
Devoto Chrisl."io,m.iis correlo e acresceulado: vende-
se uuicamenle na livraria n. 6 e 8 da piara dt In-
dependencia a (lo rs. cada esemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres oapuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Consoln : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da pra;a da
independencia, a IjOOO. *
Moinhos de vento
'om bombasde reposo para regar hortas e baia,
de capim, na fundirlo de D. W. Itowman : na rae
do Bromos. 6, 8el0.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas jnu-
ucaspara piano, violao e flauta, como
sejam, quadrillias, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos planos, rcenle
mente chegados, de excellentes vozes, e preco*com-
moib.s nn casa de N. O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendeir.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. BieberiC,, rita da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ri
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcude-se um cabriole! com cubera e os com-
ptenles arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Srgeiro, e para Iralar no Itecifc ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar
Deposito de vinho de chatn- W
pague Chateau-Av, primeiraqua- 0
$) i idade, de propriedade do conde ^
de Marcuil, ra da Cruz do Re- gf
A cife n. 20: este vinho, o melhor S
/^ de toda a Champagne, vende-se 2S
a "li.s'OllO rs. cada caixa, acha-se 3
r nicamente em casa de L. Le- %
w comte Feron & Companhia. N. W
W B.As caixas sao marcadas a fo- <$
3) goConde de Marcuile os ro-
BU fulos das garrafas sao azues. A
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia' Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do liio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior (laueila para forro de sellins chc-
gad.i rerenliiienlr da America.
CEMENTO ROMO BRAMO.
\ ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muiio superior ao do consu-
mo, em barricas e as tinas : alraz do thealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-s nn armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do lenle, de, Henry Hilwon, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preros
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do hricne Conreiro, entrado
de Sania Calharina, e fndenlo na volta do Forte do
Mallos, a mais riova farinha que existe hoje no mer-
cado, c para porrcs a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, Da ra do Trapiche
u. 14.
\eiide-sciim bom escravo do 20 annosde ida-
de, que rOznna bem o diario de uma casa.e he mui-
io fiel, 1 dito de 2., annos de idade, 1 escrava boa
quilandeira : na ruados Quarleis u. 24.
IEMEDIO 1NCOMPARAVEL.
UNGENTO HOLLOWAY.
Milhafcs de individuos de todas as nacoes podem
testemunhar as virtudes deste remedio incompaVavel
e provai. em caso uecesaario, que, pelo uao que del-
le hzerata, tero seu corpo emen.bros inteirameiile
.-ios, de| os de haver empregado intilmente outro.
u.ilameillos. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas rurj- maravilhnsas pela leilura dos peridicos
quo Ih'aj relatara todos os das ha muitoi anuos: e,
a maior parte dellas sao lao sorprendentes que ad'mi-
ram os mdicos mais celebres. (Juanlas pessoas re-
cubrarain com ote soberano remedio o uao de seus
bracos e; peruas, depo's de ler permanecido longo
lempo nos hospilaes, onde deviam sodrer a mpu-
larao I Bellas ha muitas que havendo deiado estes
asvlosd* padecimenlo. para se nao sobmelterem a
essa ope acJto duloroia, furam caradas completamen-
te, nied ante o uso desse precioso remedio. Algu-
mas da aes pessoas, ua efntu de aeu reconheci-
meiilo,, eclararam estes resollados benficos diante
,- ^"esedor, e oulros magistrados, .fim de
mais au eoticarem sua aflirmaliva.
Ningutm desesperara do estado de sua seode se
tivesse 1-l.slanleioof.anra para eusaiar le remedio
pcons ant.mei.tc, segurado algum lempo o trala-
mento qde necc-sitasse a nalureza do nu, cuio re-
cra"l fr'a PrVar i"con,e,li'veln"'nle: Que tudo
O ungento he til mais particularmente nos
seguintes casos.
AI porras. I
Cainbras.|
Callos.
Canceres.
Corladura
Dores de cabera.
das c oslas.
dos i tembros.
F.ii IVi ni i.!,, les da
culis
em gera .
Kntenuidades doanus.
Erupcoes escorbticas.
Fstulas uoj abdomen.
Frialdade ou falta de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
matriz.
Lepra.
Males das pernis.
dos peilos.
de oihos.
Mordedura, de replis.
Picadura de mosquitos.
Puliues.
Queimadelas.'
Sarna.
Supuracoespolrid!.
Tinha, em qualquer par-
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculacoes.
Veas torcidas, ou Deda-
das as per as.
(jengivas escaldadas.
Inchac,oes.
Iiillainmar,-|u do ligado.
da bexiga.
Vende-se esle ungento no eslabelecimento geral
de Loudrcs,n. 244, Strand, e na loja de lodos o. bo-
licanos, droguista, e ontras pessoas encarregadas de
sua venda em toda a America do Sul, Ilavana e
liespanlia.
Vende-se a 800 ris cada bocelinha, conlm orna
nslrucjao ero porluguez para esplicar o modo de
razer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
naceMlico, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. 4 C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos' d" ferro de --*>ri-~ qualidade.
Em casa de Timm Mousen & Vinas-
sa, pracado Corpo Santn-13, ha para
vender:
Cm sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absinthe echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de dilferentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por preco commodo.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Rrunn Praeger & C. na ra da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelhosde diversos tama-
nhos e cores, que formara o mais lindo
panorama, postos em uma columna no
meto do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn Praeger S C, na sua casa ra da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como vertcaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com mol
dura lloaradas.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dilferentes qualidades.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica.
OLEO DE LINHAQA
em barris e bolijes: no armazem de Tasso Irmaot.
Estamenha verdadeira
para (erceiros franciscanos : nt ra do acimado
u. 19.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, novs e
bem lorrada, por prc;o commodo : na ra da Ca-
deia do Recife n. 23.
R DO CRESPO L0JAENC4RMA.
Vende-se cassa franceza fina, de lindos padrees
a 400 rs. a vara ; corles de gaze de seda, de go.tos
escocezes a 8j>000rs. chales prelos de merino,
superior fazenda a :j200 c 3)>500 ; corlea de brim
de puro linho a 15280, 1J600 e 28 rs. ; chales de
la_ e seda com rica, palmas as ponas n 38200,
3900 e 4S rs.; romeirss, chales de loquim, ditos
de seda, pannos de todas a. cores e qualidades por
precos commodos; corles de casemira de cores a
48000, 48300 e 58000 ; dilos de dila prela muito
superior a 78 e 88000 rs., eoutras mnitas fazendas
novas, que se vendem pur menos f preco do que em
uulra qualquer parle.
Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
zem de Tasso IrmAos.
GARRAFAS VASIAS
em gigos de groza e de 110 garrafas: no irmazcm
de Tasso Irm.los.
Na ra de Apollo n. 19, vende-se potassa mui-
to nova, rhegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos prero do que em oulra qualquer parte,
e 25 travs de mangue, que eiislem no Caes do
Reos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu hontem (26) um mo-
Jeque de nome Clemente, que representa
ter 1 i annos, cscravo do padre Vicente
Ferreira de Siqueira Vareuo. O mesmo
trajava calca de casemira de quadros e
camisa de riscado azul. Quem o pegar le-
ve-o a ra do Livramento n. 38, primeiro
andar, quesera' recompensado.
Desappareceu nudia 24 do corrente, uma pre-
lada Osla, de idade de 20 annos pouco mais ou me-
nos, altura regular, secca do corpo, as costas e na
cara tem riscos de narSo muilo finos, levou imisa de
algodosinho e saia escura, e ferro no pesclo : ro-
ga-se aos capilites de campo ou a qualquer pessoa
que a pegar, leve-a a praca da Independencia n. 4,
quescrAo recompensados.
Fugio no (lia 14 do corrente Janeiro, uma escra-
va parda, de nome Victoria, de idade de 40 anno
pouco mais ou menos, cabellos bem anueliados, com
falla de um dente na frente, levou vestido rovo cor
de vinho com floresinhas brancas, panno da Cosa
novo : recommenda-se as autoridades policiacs ou
quem a encontrar a peguera c levem-na a rna es-
lreila do Rosario n. 19, loja de barbeiro.
No dia 15 de Janeiro Jo corrente anno, fugio
um iii.ii escravo de nome Ignacio, criouln, idade 24
anuos, alio, espaduad, rosto coniprido, falla mode-
rada, com marca de uma (islilla no queixo, j s,ia,
com um aleijflo na perua esquerda, que tornare a
prrna bastante zamba eempede andar coro perfcic,o
e manqurja, foi cria de O. Anua Maria Benedicta,
moradura na cidade de Olin.la, he esta senliora
m.ina do Sr. I'orciuncula ; compre! o dilo escravo ha
2 mezes, e ha noticia de ler o esrravo andado pelo
Rio Doce e Maria Farinha ; quem o capturar le>e-o
a seu senhor Vicente Anlonio do E-piulo Santo, no
aterro da Boa-Vista n. 62, ou no seu sitio, na Ca-
punga. I nenie Antoinio do Ktpirito Santo.
WERN.;: TYP.DEM. F. DB FARIA. 1855
s
IIFRIUFI
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