Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01301


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Full Text
ANNO XXXI. M/24.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

TERQA FEIRA 30 DE JANLIRO DE 1855.
y


iiimi
DIARIO DE
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
EA'CARREUADOS DA SUHSCIUPC.YO.
Recito, o proprieterio M. F. de Parla ; Rio neiro, o br. Joan PereiraMarlins; Babia, o Sr. .
Duprad ; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
dad ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Araraly, o Sr. Amonio de I.eraos Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgei; .Maranhlo, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/- d. por 19000.
Pars, 3la rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por JO.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acues du banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hcspanholas- 29O00
Modas de 60400 vclhas. lOflOOO
de 65>400 novas. 16000
de 49000. 95000
Prata.Palceos brasileos. 1*040
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 1I8C0
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExcOuricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e scxlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-eiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 2 horas e 6 minutos du tarde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinlas-feiras.
Relacao, tei^as-feiras e sahbados.
Fa/.enda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIE.MER1DES.
Janeiro. 2 La choia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha.
11 Quarto minguante s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da larde.
18 La nova as ti horas. 17 minutos e
36 segundos da manha.
24 Quario rresecnit a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
29 Segunda. S. Francisco da Salesh.
30 Terca. S. Marlinha v. m. : S. 'acintha v.
31 Quarta. S. Pedro Nolasco ; Ss. Cyro c Tarrio
1 (Quinta. Jejum. 8. Ignacio h. m.
2 Sexta. ^ Purificaco daSS. V. Mi de Dos.
3 Sahbado. S. Braz b. ni. ; S. Celerinodiac. m.
4 Domingo, da Septuagsima ( Estacno de S.
Lourcnro extramuros) S. Andr Corsino b. c.
PARTE OFFICIiL.
MINISTERIO. DQ IMPERIO.
Rtpartieao' gtral das trras publicas.
Expediente do dia 13 novembro de 1851.
Ao ministro de negocios estrangeiros, declarando
que nao poda ser deferida a representarlo de Joles
Bry, de Genebra, para introdazir colonos suissos,
porquanlo, se era conveniente aproveitar a disposi-
rao dos Suissos a emigraren) para o Brasil, a qual
era actualmente favorecida por diversas circumslan-
cias nSo era possivel porem, nem convinha que o
governo se constituisse directamente emprezario c
sim auxiliador, como eslava dispo(o a ser da coloni-
sajao, por meio desubvences c algn oulros favo-
res, a individuos ou companhias que de laes empre-
zas se cncarreguera, e tambem s podia ter lugar a
distribuidlo de lotes de ierras devolutas pelos meins
estabelecidos na lei de 18 de setembro de 1850 e
seos regulamenlo*, com o que nao se conformavam
as bases da propusla. Convinha pois fazer chegar
ao conhecimento do Bry esla soluto a sua prelen-
rlo, que, quando fosse substituida por alguma ou-
tra de condices aceitaveis, seria tomada em consi-
derado pelo governo, que desejava favorecer a im-
portarlo de otis colonos suissos, ou entilo sgaar-
dasse Bry as medidas que o governo eslava a lomar.
afim de dar impulso i colonisacao, com as quaes po-
rfan) salisfaier-se algurnas das condicOes de sua pro-
posta.
22.
. Ao presidente de S. Paulo, declarando que pelas
razes constantes do parecer da repartirlo geral nao
era aceitavel, nos termos em que se acha concebida.
a proposta de John Wiss, para a compra de dez mil
hectares de Ierras Jevolutas naquella provincia pelo
pre^o de 100,000 francos. Se o proponente tcem
meios e est disposto a emprehender o eslabeleci-
mento de orna coloniia, potliam ser-lhe concedidos
osseguintes favores: 1, vent* do dez mil declares
de Ierras que elle escollier, pelo mnimo prero de
meio real a braca quadrada, pago visla ; 2, ser a
venda da quantidade total ou parcial medida que
forem sendo estabelecidos os colonos, na razSo de
250,000 bracas qua la, e garantindo-sc-lhe por anuos boas (erras.iiara
completar osdezmllheclaresje 3o, fazer-se por ron-
ta do governo a medidlo do permetro das Ierras
vendidas, sendo por cotila e cusa do empresario
a subdivisi das miasmas; em um e outro caso se
observara osyslema de medievo adoptado pelo re-
gulamento de 8 de maio de 1834.
Ao presidente do Para, approvando as decisoes
que dera s consultas do gario de S. Caetano, de-
clarando-lhe : Io q le o conherimenln das pessoas
incursas no wigo95 doregulamenlo de 30 de Janei-
ro ultimo, proceder.! da sciencia propria que os vi-
garios devem ter don seus freguezes, e das informa-
ndo que para esse lim procurarlo obter, afim de
serem impostas as mullas na expiraran dos prazos
marcado; 2, qne para o registro das Ierra nao he
precisa a apresenlac.au de litlos ou c-rnpluras, mas
nicamente as decltraces ciplicadas no capitulo 9
do citado regulamento ; e 3, qoe nSo pertence aos
visarios conheccr da falsidade nem impor as mullas
de que trata o art- f 06 do mesmo regulamento. l)e-
clara-se-lhe que as multas do referido arl. 106 de-
vem ser impostas uas provincias pelos respectivo
presidentes sob informadlo do delegado da reparti-
ja o especial das ten-as.
23.
Ao mesmo, approvando as decisoes qoe dera s
qucslfies proposlas ielo juiz de paz do dislriclo de
S. Caetano, declara udo-lhe : i, que est.lo sujeilas
legitimaban e registro as trras que se diz perlence-
rem so patrimonio da igreja malriz da freguezia de
S.'Caelaiin, sonde se acharo estabelecidos alguns mo-
radores, comqoanlc parera qiie a parocliia nao se
posaa considerar com direito s referidas Ierras, vis-
toque da declarara) para o registro nao resulta di-
reito este melhor se verificar por occaso da le-
climacao. S",qu os moradores das dilas trras,
labio os que pagam, como os que nao pagara foro,
estflo sujeilns an registro, deveudo as suas dcrlara-
ee fazer conslar i con ilcito do aroramcnlo : e 3o,
que para o registro nao se deve exigir originaes, nem
copias de ttulos ou escripluras, mas 13o smenle as
dedar.-tc.oes em duplcala, como determina o regula-
mento de 30 de Janeiro.
Ao presidente do Espirito Sanio, declarando-
Ule sobre as consultas do vigario da freguezia da vil-
la de Sania Cruz : 1, que para o regislro das Ier-
ras p'ossuidas em i-ommuin, quando trabalhadaa e
aproveitadas por cada um de seus proplanos cm
porgue diversas, snm comunhan de trababan, devem
todos fa zer suas cleclaraoes com especificacilo da
parte a que Irnham direito, nome, e exlenslo, etc.,
se forem contorcido-, convindo uesle caso que se fa-
ca margen) das p osleriorcs declararnos urna refe-
rencia s primeirau ; e quando as trra, posto que
trab.db.idas cm coinmum, se acharen) sob a admi-
nistrarlo geral de um so dos po-suidores, deve eniao
o regi.tro ser feilo era ronunum por todos os co-pos-
suidorca. como foi resolvido por aquelle presidenlc,
sendo as declararon apre dor ; 2, qne bem decidir o mesmo presidente
qnandojulgou qoaa vigario passudor de. Ierras
competa fazer o registro das mesma, visto que as
declaracc para o registro nao conferem direilo al-
gum aosdectaranles; 3, que tambem bem decidi-
r, resolvendo que as lerms fosom resislrada, pe-
raulc o vigario da fteguezia em que eslavam.situa-
da ; 4, que nenbiim inconveniente lia cm que o
possuklor de dllerenles posses annexas faja para o
registro urna s declaracao que acertada lis a
opiniln do mesmo presidente, cnlendendo que os
indios residentes ni freguezia .lo Sania Cruz, aos
quaes por um alvai.i de 179 fui concedida nao so a
plena liherdade, como lamben) a plena ariminUIra-
rao de suas familia, do sen commercio e de seus
bens, nao eslao as circumlaiirias dos de que I rala
o art. 94 do reeulaineulo de 30de Janeiro ultimo;
0 PAR41Z0 DAS MULliERES. (*)
Por Panto Feral.
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO VI
A escopeta do doulor.
<.hundo Fernando e Calieran chegarara sala com-
mmn, a ceia encummendada pela pobre CbilTon e
scu amigo Loriot eilava sobre a mc-a. Calieran pao
esperam rer no doutor Sulpicio um hornera 13o jo-
ven o lao Iwlln.
<> doutor, orcupndo cm escrever urna caria com
lapi* a un cauto da mesa, fez aos dous amigos um
signal cortez, bem >|ue visivelmenle protector, e dis-
se-lbc< runlinn-ndiia escrever:
Permiltam-me, senhores, que espere de sua
boii lade que me levaran esla caria.
Parieran c t'eriiaixln inclinaram-sc. O doutor do-
brou a carta, e poi-lbe o sobrescripto.
Senhores, lornou elle, perdoem-me, se os (ra-
to assim sem ceremonia. En pretenda romparllbar
e-la modesta ceia com outro, e nao rom Vine.....
Boa nnite. tVVrnai d.>,... Mr. de Calieran, ha muilo
lempo desojo couhec-lo.
() Video/Xarijii. 23.
6o, finalmente, que deve tambem prevalecer a snlu-
f3o dada pelo mesmo presidente, derdindo que a
osrripiurar.io do registro das Ierras se faca por ex-
tenso, sem palavras abreviadas ; e que os don rcaes
de que traa o art. 107 do citado regulamento sejam
pagos nesla conformidade.
Ao viaario da Cachoeira : 1, que cm urna s de-
danjlo nao poda o proprielario comprehender as
poscs que tivesseemdiflerenlcs lugares, sendo mais
regular que se faca separada dcclarar.lo para cada
posse distincla ; 2", que convinha que asdeclaraccs
fossem liltcralmenteregistradas, como eram appre-
senladas, salvas tmenle as pequenas incorrecroes
de orlbograpbia, que sem prejuizo do sentido da-
quellas pudessem ser emendadas, no que todava
devia haver a maior cautela ; e 3,que os que apre-
senlam declaracOes por oulrus, nos casos previstos
pelo arl. 93 do citado regulamenlo, nao tcm obri-
gajao de mostrar autorisac,3o escripia desles, visto
que basta que os possoidores assigncm as suas de-
clarasOes, ou as faram assignar por oulra pessoa,
quando nao sabem escrever.
Ao vigario de Vizcu : 1, que as declaraccs pa-
ra o registro se deve comprehender toda a extensao das
Ierras possuidas; 2o, que o possuidor queconiidera-
va sua urna das Ibas :ie furniam o Marata-uua,
posto que a nflo tcnba cultivada em toda a extensao,
pode, sem risco de falsidade declara-la como tal.
urna vez que esleja na posse della ; 3o, que o roceiro
que apenas por accidente ou de passagem roca nes-
le ou naqurlle terreno, nao pode declara-lo como de
sua propriedade ou posse, por is;o que estas nao se
dao sem a permanencia ou animo de nctle fixar-se :
he porm conveniente que se faca cessar o buso de
l.iesrojados, ex prestamente prolmiidos e punidos pe-
la lei de 18 de setembro de 180; 4, que o roceiro
que por falla de Ierras contiguas ao silio em que
halla faz p!anlac,es distantes deste, c lem por esla
maneira posses dislinctas, deve declara-las separada-
menle; .>, que a simples iolerposirao de um rio pe-
los terrenos possuidos e aproveiladis nao se deve
considerar como raiao para estabeleccr urna divisflo
nos mesnios para o lim de formar urna posse diffe-
rente em cada urna das parles separadas, salvas as
eireumslauci.-is especiaos que a isso induzircm : 6o,
flue o campo que he ou lornnu-se por qualqucr mo-
tivo de uso rommum nao pode ser declarado como
posse ile um s pos^ciio, convindo, quanlo a esla
decisSo, que se indague se o campo de uso oommum
est nos termos do 5 do art. ."i da lei das Ierras ;
7", que nao be regular que o vigario de normas de
dechraces: devo-se porm distinguir o simples eon-
senbo.p'ra farilil.tr aa declarares, porque he islo
pciiniltido pelo arl. 102 do citado regulamenlo; e
8, que eram inopporlunas e nada tinliam rom os vi-
gario, nos quaes s competa o rcsislro das Ierras
possuidas, a qucsloes por este vigario propostas so-
bre legitimaran, procurando saber como se faria em
cerlos casos a favor dos pnssciros a coucessao de mais
terreno alcm do aproveilado, e sobre o direito de
edificar cm terreno de uo commum. eclarou-so
fiatmeiife ai mesmo presidente, quanto as consul-
tas dos vigariosde Cairaiy e tizfiu, se os terrenos
dentro du pnvoacoes eslavan, on n.lo sujeitos ao re-
liis.'io, que esa qul,io | pectiva sccfflo do consclho de estad), eque Ibe seria
ror.imuiiicada a resolurilu que fosse tomada.
MINISTERIO DAFAZENDA.
DECRETO N. 1490 ItE 20 BE BEZEMBR.0
DE 185(.
/tpprova as ettatulns pora o e>tabelecimento de urna
caixa filial do Bauno do Bratil na imperialcidade
de Ouro Prelo, capital da provincia de Mina*
Gerae*.
Tomando em ronsideiarao o que me represenlou o
consclho dcdirecc/io do Banco do Brasil, c lendoou-
vido a secr.lo dos negocios de fazenda do conselho de
Estado : hei por bem, de conformidade com a raiulia
imperial resolucHu de dezeseis do crrente mez, ap-
provar os eslatutos a esle annexos, assignados pelo
presidcnlee secretario do Banco do Brasil, para o os-
labelecimentn de urna caixa filial du mesmo Banco
na imperial ci lade de Ouro Prelo, capital da provin-
cia de Mina Ceraes, com a iegoinle alteraran na
redarc.au do 8. do.lrt. 3. dos mencionados estatuios.
8. Emltr olas, i-to he, bilhetes nao infe-
riores a 109, pasaveis i visla na caita'filial, ou no
Banco, n arbitrio do pnrtaoor. n
O marquezde Paran, coiiselheiro de e(ado, se-
nador do imperio, presidente do conselho de mthis-
tros, minislro secretario de estado dos negocios da
azend.i c presidente do Irihunal do tbesouro naci,
nal, aaim o lenha entendido e faza etecutar. Pala-
cio do Rio de Janeiro, era 20 do dezembro de 1854,
Irgesimo-'.erceiro da independencia e do imperio.
Coma rubrica deSHlagestade o Imperador.-
Maraurz de l'arand.
PROJECTO DE ESTATflOS l'VHA A CAIXA
FILIAL 1)0 BANCO DO BRASIL ESTABELE-
CIDA NAIMPEBIALCIDAIiE I) OURO PRE-
TO. CAPITA9DA PROVINCIA DE MINAS
GERAES.
CAPITULO I.
Da caira filial e suas opcrares.
Arl. I." He cslabelccida na imperial cidade de
Ouro Prolo, capital da provincia de Minas Coraos,
urna caixa filial do Baurodo Brasil.
Art. 2. O fundo capital da caixa ser furnecido
pelo Banco quando e comu entender conveniente a
directora desle, que poder augoienln-lo ou dimi-
nui-lo segundo as necessidades e conveniencias da
circulaban.
Arl. 3. As operarnos que a caixa pode fazor sao :
S I. Descontar lettras o oulros ttulos commcr-
ciaes ordem ecom prazo fixo, garantidos por duas
assagnaluru ao menos de pessoas noloriameule abo-
nadas,rcsi e'bem assim lellras da tbesouraria provincial. Os
de-ronlos nao ...!.-, feilos a pr.izo maiur 2. Encarregar-te por commissao de compra
e venda de molaos preciosos, de apolices da divida
publica gerae* o provinciaes, c de quaesquer oulros
Oflerercnrfo cadeiras aos hospedes, o doulor ficou
em p com as rostas soltadas pura a cbamin.
O fo^o rlaro que alu arda fazia resabir vivamen-
le c dezenho de seu lalhe. Elle tinba a casaca prc-
la dn medien deiaixn du redingulc de viagrin, e en-
Ue os mais elegante parisiensesdifiicilraeiite so leria
adiado c Cerlos vesluarios roafs ampios e melhor nssenta-
dus teriam dado ao doutor urna mascslade heroica
ou Iheatral; mas elle nao o leria sabido, e a simpli-
cidad pcrfeila de suas maneiras 1 he leria poupado
o dc-agradavel resaibo dos beroes de romance.
Todava a vida da doutor Sulpicio era um roman-
ce, mais do que um romance : urna historia .iflecluo-
sa, am que a ntrlliaencia lul.ira valerosamente de
eoocerfo com o curasao.
O mundo parisien'c conbecia o doutor Sulpicio
pelas suas curas felizes; porm deixando parle
seus sucressos .le medico, elle linba com que ocu-
par o mundo, e devia lalvez parle de sua voga s
plianta-tiras lacarellicrs de que era objeclo.
Poucas p- ssuas sabiam donde vinha. Tinha trinla
annos, e os que se julgavam bem informados, aflir-
mavam que na idade de vinte e cinco annos o dou-
lor nao sabia 1er iinn escrever. Manejava enl.lo a
lima o o buril na ffirina de um fabricante de armas
afamailo, ao qual euiiquecia pela sua babilidade
mauislral. llepois que deixra o officio de abridor,
a< armas saludas de -uas mSoS havam adquirido um
preco olivado. Alsun de seus clienles podiam mos-
trar sua pis|ols ou espingarda de cua, e dizer lin-
do : Eis-aqui a obra do nosso doulor.
Nesse lempo de Irabalbn manual, Sulpicio Iraha-
liiava iloro bras por .ha. o dopois que se applirra
scicucia, sua larefa regular era de dezeseis a deze-
lilulosde valores, e d.iobranca de dividendos, lel-
lras, e quaesquer titulas a prazo fixo.
3." Recehcr em conta crrente as sommas que
llio/urem entregues por particulares ou etabeleci-
mentos pblicos, e pagaras quanlias deque esles dis-
puzerem al a importancia que houver recchido.
S 4. Tomar dinheiro a premio por meio de con-
|as correntes ou passando ledra, nao podendo o
prazo em nenhum dos dous casos sor menor de 60
dias.
Esla operaco, em ambas as parles, nao lera lugar
sem previa autorisacSo da directora do Banco, que
a regular como entender convenienle.
S .l. Comprar e vender por conta propria melaes
preciosos.
6. Fazer empreslmos sobre penhor de ouro e
prala, comabaliinenln pelo menos de 100|0 do valor
legal, verificado por contraste ou perito nomeado
pela directora.
7. Fazer movimenlo de fundo para a capital do
imperio e oulros lugares da provincia, de conformi-
dade com as insduccocs ou ordons da directora do
Banco.
8. Emiltir olas, istohe, bilheles nao inferiores
a IOS, pagaves .i visla e ao portador ua caixa filial
ou no Banco.
Art. 4." Em nenhum caso e snh nenhum pretexto
poder a caixa fazer ou emprehender outras opora-
coes alm da que sao designadas nestes eslatutos.
Arl. o." As olas cmillida pela caixa filial lcr3o
o privilegio exclusivo de serem recehidas em paga-
mento as rcparlires publicas da provincia.
Art. 6. A emissio da caixa sera limitada pelas
seguinles regras ;
1." Salva i disposiro do arl. 7. a emissflo nao
pode elevar-se a mais do duplo dos valores que a
caixa tiver efferlivamente cm seus cofres ou nos do
Banco em moeda correnle ou barras de ouro de 22
quilates, avahado pelo proco legal, quando possa ter
lusar o compleme ensaio. Bxceplua-so o dinheiro
recebido a premio, o qual nao faz parte do fundo
dspnnivel.
2. Ela cmissilo tambem nao pode exceder a im-
portancia dos descontos feilos na forma de arl. 3.,
SI., e dos emprestimos sobre penhur de ouro ou
prala.
Arl. 7. Alm do Mirle marcado no arl.6.. ou do
que for estipulado em virtnde dadispusicao do arl.17
dos estatuios do Banco, poder a caixa fazer qual-
quer emi-s,lo addicional, truTando olas por moeda
correnle, ouro em barras do tuque de 22 quilates
avaliadb pelo preco legal, ou notas do Banco, com-
anlo que o B meo conserve em seus cofres ou nos
da dila caixa, alm do fundo disponivel equivalente
quelle limite, as especies correspondentes ao dito
troco. .__. _
Art. 8. Todas as notas que por qualqu^sosmo-
dos Overa caixa de emillir, lero dous tales, im
dos quae ficar no Banco, e serao fornecidas pela
caixa central com as assignaturas e particularidades
que a directora do Banco entender necesarias, naof
devendo entrar em circularan na provincia sem que
sejam tambem assignadas por dous directores da li-
la filial. f
< Arl. 9. As olas do Banco trocadas pela caixVse-
rao imniedialamenleescripluradas com designado de
seus nmeros, series, valores, assignaturas, ele, e
guardadas em cofre especial al que sejam posta de
novo cm circuladlo pelo prncesso inverso do da sua
entrada, ou reclamadas pelo Banco, devendo porm
a directora da caixa por todos os corrcios enviar do
Banco urna demonstrara circunstanciada do movi-
menlo e eslado dcsla operarlo.
Art. 10. Os fundos de qualqucr especie que fo-
rem enlrando para a caixa, bem como asnnlasdo
Bauco por ella Iroeadas, poderao ser para este trans-
portados, mediante deliberarlo da sua directora.
Arl. ll.o a caixa lera um cofre de depsitos vo-
luntarios para ttulos de crditos, pedras preciosas,
moeda, joias e ouro ou prala cm barras, dos quaes
receber um premio na proporclo do valor dos ob-
jeclos depositados.
Esle valor ser eslimado pela parle de accordo com
a directora da caixa. cujo Ihesoureiro dar recibos
'los depsitos, nos quaes designar a natoreza e valor
dos objcclos depositado, o nome e residencia do de-
positados a dala em que o deposito for feilo e o nu-
mero do regislro da inscriprlo dos momos ohjeclos.
Taes recibos nao serao Iransferiveis por va de en-
dosso.
Arl. 12.o an, ser,l0 descontadas asloltras e oulros
litulosque s tiverem duas firmas de directores.
Arl. Ll.o Xo, emprestimos de que trata o 6. do
art. 3. receber a caixa, alm do penhor, lellras
Art. 16." Nenhum membro da directora poder
enlrar cm exercirio sem pos-uir c depositar na caita
23 acjOcs, as quaes serlo inalienavois cmquanlo pa-
raran em suas respectivas funcee.
Art. 17. Compete directuria da caixa :
5 Io. Deliberar sobre a emisslo cannulaclo das
notas.
S 2.o Fixar semanalmenle as quanlias que pilen)
ser emprcg idas cm desconlos c emprestimos sobre
penhores.
S .I.0 I)'terminar a laxa dos desconlos e do premio
do dinheiro quando houver de recbelo a juro, c o
mximo do prazos por que se farao os mesinos des-
contos, dentro do limite litado no final do i.
arl. 3.
4. Organi'ar a rola$8o das firmas que poderao
ser admillidas a desconlos, c o miximo do crdito de
cada uim, de conformidade com os limites pnslos
pela directora do Banco.
j.o Dirigir e fi,causar todas as opcrares da
raixa.
S 6." Nome.ir e demiltir todos os empregado, ex-
cepto o Ihesoureiro, que poder todava sor por ella
suspenso at ulterior deliberarlo da directora do
Banco.
S 7." Propnr directora do Binco as alleracaa
ou mooMficaroes que julgar necessiria nos eslatutos.
i 8.o Organisar o regiment interno de accordo
com estes otatulos, e eiecnla-lo provisoriamente
em quanlo nlo for approva lo pola directora do
Binen.
S O.o Enviar mensalmenle dircelria do Banco
um resumo dasoperaecs e balancole da caixa ; e no
lim de cada semestre copia aiilhentica do balanro
geral, acompanbado de um relalorio circumslancia-
do, bem romo da lista da responsabilidade dosdeve-
dores da caixa.
Arl. 18. A directora rcunir-se-ha sempre que fr
preciso, nao s para dar exprdienle aos negocios or-
dinario da caix, como para deliberar sobre linio :
que for coitTcnienle a seus iiilercssos, de couforini-
dado com as allrihuiroes que Iba sao outorgadas ;
sendo porm najpessaris dous votos concordes para
que sejam validas suas deliberares. De lodas a- ac-
tas serlo remellidas mensalmenle pelo menos copias
a directora do Banco.
Art. 19. A caixa publicar ern scu escriplorio e
em peridicos, se os houver, ao menos de 1) em I j
dias, o prejo de seus desconlos, e do juro do dinhei-
ro que houver de roceber a premio.
Arl. 20. Os directores torio em relribuiclo do seu
Irabalho urna rommissao ou ordenado, que sera op-
portunamoulc fixado pela drerloriado Banco.
Art. 21. Os raombros da directora c lodos os em-
prentados da caixa sao responsaveis pelos abusos que
praticarem no exercicio de suas fuucces.
CAPITl LO III.
Dos empregados da caixa.
Art. 22. A caixa ter os seguinles empregados :
Um Ihesoureiro.
Um guarda-livro, que ser tambem cunlador.
Um licl esrriplurario do Ihosourciru.
Um porleiro.que j'fvia tambem de continuo.
Art. 23. So a emeriencia demonstrar a ecessi-
dado de mais algum ompregado, a directora da cai-
xa poder prapor sua creando a do Banco, que resol-
ver o que entender conveniente.
Arl. 24. O Ihesoureiro ser nomeado pela directo-
ra do Banco, c prestar fianra ,i satisfazlo dcsla ;
os dentis empregados da directuria da caia.
Art. 2.). Os vencimentos dos empregados ser3o fi-
xados pela directora do Banco, ouvida a direcloria
da caixa.
Art. 26. O* deveres dos empregados, a ordem do
Irabalho e xpcdieule, serao litados e desenvolvidos
no regiment interno da caixa, lendo-se em cuiiside-
rasSo a regularidade do servico e promptida na so-
luco dos oegocius.
CAPITULO iy.
Disposirilcs geraes.
Arl. 27 No ultimo dia dos mezes de maio novem-
bro se proceder o balance geral da caixa, que com
o rclatoriu da direcloria sera immedialamonte rcinet-
tido direcloria do Banco.
Art. 28. A caixa ter urna rasa forte com a neces-
saria seguranza contra os riscos de fogo, roubo, e
quaesquer oulros aconlecimenlos que a possam pre-
judicar. A casa-forte ter duas chaves, urna das
quaes ser guardada por um dos memhros da direc-
loria, e oulra pelo Ihesoureiro.
Art. 29. A caixa nao poder ser dissolvida, nem
mudada sua sede, senao cid virlude de delibTaro
da directora do Banco, estando presentes todos os
Arl. 36. A direcloria do Banco do Brasil, sempre
quejulaue conveniente, pelo meio que entender me-
lhor, far.i inspecionar o examinar o estado da caixa.
Arl. 37. A directora da mita filial deve, suh sua
immediala respnsabelidade, cumprir e faier cum-
prir lodas as inslriirroes e ordens da direcloria do
Banco em ludo que ditser respeito execucao desles
eslaliilos, ilo regiment interno, e de quaesquer dis-
posiresquea loplar.e communicar-lhe para melhor
rdem do expediente e fuucces da caixa.
Saladas sessOea do Banco do Brasil, 23 de ootubro
de 18ii.Joan uarle Lisboa Serra. presidenlc.
Theophilo Benedicto Oltoni, secretario.
PERMBICO.
prazos, que n.lo excedam a 4 mezes, as quaes poderao seas membr0:'' devendo d'cnlre elles haver, pelo me-
ser assignadas nicamente pelo mutuario, do qual nos' ,,M vo,os conco^U(!, em favor de tal delibe-
exigir a caixa consenlimenlo por erriplo para neg- r,ac>-
CMARA MUNIGIPAI. DO REGIFE.
Sessao' ordinaria de 19 de Janeiro.
Presidencia do Sr. Barao de Capibarihe.
Prsenles os Sr. Rezo e Alhuqucrque, Kego, Ba-
rata e (iamoiro, abrio-se a sessao e foi lida e ap"
provaila a acia da antecedente.
l-'oi lido o seguinie
EXPEDIENTE.
Um oflirio do Exai. presidente da provincia, de
honlrm datad i, approsando a postura aildicional,
que acompanbou ao odiciu d'esla cmara da mesma
dala, prohibindo o fabrico de fugos artificiacs, venda
de plvora, e depsitos deste ohjeclos, dentro da
cidade.Inlcrada, c mai.dou-se publicar e exe-
cular.
Oulro do mesmo, nssenlindo, em roposta ao d'es-
la cmara de 15do correnle, que os acluaes fiscaes
e seos suardas exercanj as funreoes de fiscal e guar-
da criado* pilas novas posturas, approvadas cm 23
de dezerabio ultimo.Inteirada, emandou-se orde-
nar aos fi-caes zessem cxecular as pusluras, e re-
melter-lhes excmplares deltas.
Oulru da cjinmi-slu de hygieuo publica, pedindo
Ibe forneces-e a cmara, para poder organisar um
quadro comparativo d innrlali lade determinada
pela febre amarella nesla cidade, um mappa de lo-
das as pessoas fallecidas d'essa afl'ecclo, em cada mez
dos dous ultimes annos, eque se sepultaran) no ce-
murrio.Que o procurador furnereso.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, di/.on lo que o cano
de pedia eral, que foi ltimamente construido no
'usar da Ponte-V'ellia, deve ser augmentado al a es-
quina da roa Vellin, com ralo snftiiiciile, por ser ahi,
onde se reprexam as aguas pluviac, que descera das
entras ras.Mandou-se que o engeuhciro infor-
masse. fazendu o urrainenlo da obra.
Ontro du engenhciro cordeador, di/.endo que s
desenlio apresenlados |.el i tr. l'elippe Lopes Nelto,
ejoao Vicira da Cunta, das obras que pretenden)
fa/.er, aquelle no sobrado da ra Nova, c esle nu da
ra Formosa, eslavam no caso de ser appruvados,
scauudu as razes em que se fuudou.Inteirada, e
diferio-se ambos us peliciouarios, approvando-se
o- deseaJws.
Oulro de Jos Joaquim Umbeliiio do Miranda, di-
zendo que, polo scu oslado morboso, e peso dos an-
nos, nlo podia comparecer prestar" juramente do
cargo de juiz de paz supplcnte do primeiro dis-
lriclo dos Afogados.Inteirada, e que se chamaste
oulro.
Outro de Jus (encalves Servilla, dizen lo tam-
bem nao poder comparecer para o me-mo fim, polo
seu mo eslado de saude.A mesma deliberaran.
Dospacharam-se as pelires de Francisco dos Sanios
Correa, do Dr. Felippe Lopes Nelto, de Jos Hygino
de Miranda, de Jlo Vieira da Cuuha, de Duiniugo
Jos Ferreira, c levantnn-se a sessao.
En Joiio Jos Ferreira de Agotar, secrelario a
subscicvi. Bardo de Capibarib-, presidente.
llego e Albuqucrqae. Mainede. Vianna,
Reg. Barata de Almeida.
I'ernambucu 29 de Janeiro de 185-.Illm, c Exm.
Sr. conrelhciro Jos Benlo da Cunba e Fiuciredn,
presidente da provincia.O cliefc de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeirn.
CORRESPONDERAS.
ciar ou alhear o penhor, se a divida nao for paga uo
seu veucimenlo.
Arl. Ii. Se a lellra provenienle de emprestimo
sobre penhor nao for paga no seu vencimento, pode-
r a caixn proceder venda do penhor em leilo
Arl. 30. A directora do Banco poder, se o enten-
der conveniente, fazer extensivas caixa filial, no
todo ou em parle, quaesquer coucessoes que forem
competentemente outorgadas ao Banco.
Arl. 31. Serao debitadas raixa filial, com a ne-
mercanlil, na presenca de um dos membrus da di- ressaria dislincclo. todas as notas que Ihe Torein re-
rectoria, e precedendo annuncios pblicos tres dias n>el,ida*> devendo haver a tal respeilo escriplurarao
consecutivo ; mas o dono do penhor ter direito de esPecal'lla I"'1' cousle melliodicamenlen movmen-
resgala-lo al enmecar o leilao, pagando oque dever, ilo circun,slauciado da emisio, substituido ou a.i-
e as despezas que houver occasiouado. Verificada a
venda e liquidada a divida com ludas as despezas,
juros e commissao de 112 0U, ser u sallo, se o hou-
ver, culregue a quem de direito for.
CAPITULO II.
Da administraco da caixa.
Art. 13. A caixa ser administrada por urna direc-
tora composta de tres membros Horneados pela di-
recloria do Banco, que designar denlre clles o pre-
sidente, nomeando igualmente tres supplenles para
sub-tluir os directores era seus impedimentos.
A directora da eisa Hornear d'eutre os direcloros
o que deve servir de secrelario para escrever e lor as
actas das sesse, as ques serlo oonsianadas lodas
as decisoes que tomar. Nao podendo haver accordo
entre doos membros ao menos da direcloria para tal
Hornearan, sera ella fcita pelo presidenlc.
nulacao de laes notas, de conformidade com as par-
licipacoes da direcloria da caixa.
Arl. 32. A directora procurar sempre ultimar,
por meio de arbitros, as conleslares que se possam
dar no meneio dos negocias da caixa.
Arl. 33. Os bens movis, semoventes ou de raiz
que a caixa houver de seus llovedores, por meios
conciliatorios oujudiciaes, serlo vendidos no menor
prazo possivel.
Arl. 34. A directuria poder alosar o edificio ne-
cessario para o cstabelcciinento da caixa, bem como
la. rr as despezas indisponsaveis sua instalarlo.
Arl. 35. A direcloria fnaaulorisada para deman-
dar e ser demanda la, e para exercer livre e geral
administraba} e plenos poderes, nos quaes devem
sem reserva algum a cousiderar-se corapehendidos e
outorgados lodos, mesmo os poderes em causa pro-
pria. ,>
sote hora. Com ludo tinha boa sade, e a (adiga
nao Ihe havia onda tucado na fronte.
Assim o doulor linha gaslo cinco annos em cum-
prir o seguirle prugramma :
Aprender a ler, escrever, contar e fallar; apren-
der a vestir cssa casaca da alia sociedade, que n-
rommods blo cruelmente os lilhos do povo : apren-
der a respeilo das lellras e das sciencia o que he
misler para ser bacharel em lellras e bacbarel em
sneucias; seguir o curso de medicina, frequenlar s
hospilaes para ganhar a inapreciavel experiencia, que
os esludos theoricos nao podem desenvolver ; soffrer
os exames e sustenlar a these; formar um gabinete
medical sem pagar a complicidade de nenhuma com-
panliu de annuncios, sem andar a reboque do ne-
nhum pralico celebre ; domar a inveja, araimar a
maledicencia, e subjumr a clicnlela...
Porquanlo o doutor'Sulpicio linha urna clientela
excellente, e lodos os seus clientes eram seus admi-
radores.
Pensamos que ninzuem aecusar o doutor Sulpi-
cio de ter perdidu o seu lempo.
O doulor linha urna miilher moca e formosa,
qual, segundo a voz publica, dava demasiada lilicr-
dade. Sua mulher linha sido ha pouco lempo inlro-
duzida no cirruln do scnhorWuque de Rostan, o qual
nao era a sociedade melhor que ello loria podido es-
collier. Madama Sulpicio linha urna filhinha de tres
annos, linda como um anjo. O doutor amava a mu-
lher, e ficavn louco, quando va o berro de sua pe-
quea Victoria.
Ha urna palavra qne nada significa absolulamen-
te, e que lem uina imporlancia desmedida no nosso
vocabulario parisiense. He urna censura inflieida,
quando cabe de certas boceas, he urna especie de
, -- ---------- i------------ -- i w ........ ..lui.iii.M ii.inin uta iiiimiii- ,j
coroa decretada, quando oulro labios a pronuncian). | hora no caminho de Ierro, vinte minutos na carrua-
Uns evilam-na como urna injuria ; ;lie a excepclo)
oulros corren) apiis ella romo se fosse o maior pre-
mio da loleria. He o maior numero.) Essa palavra
he : Original 1
O doulor Sulpicio era um original. N.ln cjiv-.iii aos
patelas os molivos de sua conducta, nem defenda
jamis conlra os lolus os principios da icieneia ; mas
segua como homem o cuino medico urna linba que
era seu scuredo. Seus ainieos cilavam delle curas
milagrosas, seus muaos arcusavant-na de diarla-
llo : elle linha muitos inimigos e intuios amigos.
Tinha um desses bellos semblantes paludos, que
o vulgo declara fros, e que sin quasi sempre o sic-
nal das grandes palxes. Seus cabellos, bastos e le-
vemente anneladus em lorno da base do crneo, co-
meravam ja a inoslrarem-e transparentes no alio da
rabera. Em sua fronte brilhava o peusamenlo e a
vnnlade; mas seus grandes olhos negro c risunlios
nao liu-avain do poder e-Iranio, e magntico, que
lim-lues dera. .Vellos reinava s mente re pon so e
bondade espiriluosa. Seu nariz aquilino, e as linbas
de sua bocea expnmiara uina hrandura serena, mili-
tas vezes realcada por uina pona de zombaria. Se
elle nao descobrisse as vezes involuntariamente sua
forra parecera, apezar de seus Irinta anuos, Mni bel-
lo c joven primeiro actor prestos a fazer seu papel
de amor na velba comedia los costumes parisienses.
Fernando perda junto delle urna parle nolavcl de
sua firmeza viclorioa, e Mr. de Calieran seuliu-se
logo em face de sen amo.
Imaginen) os senhores, tornnu o doutor, que
divirlo-me aqu um pouco... Minha carruagem es-
pera-me na barreira do Maine, e esla noile s nove
horas em ponto devo estar na ra de Grenelle do
bairrn de Saint Cermain... Caslaroi tres auarlos de
l------------------______:-l----J- I_____ ..:.... _?_ ..
REPARTICAO DA POLICA.
Parte do dia 27 de Janeiro.
Illm. c Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dilfercnles parlcipares hoje recehidas nesla repar-
lilo, consta que foram presos:
Pola subdelegada da freguciia de Santo Antonio,
o porluguez Antonio de Almeida Amida, por ser
encontrado com um cinivelo de mola.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, a prela
Joaquina, para correcrlo.
O delegado do tormo de Flores, em offirio de 13
do aorrcnlc, commuuicon-mo que no sitioCann-
bravail'aqiielle termo, um menor de nome Agns-
linho Ferreira da Silva, tendo recebido urna bofola-
da que Ibe dera um seu primo legitimo, aproas a re-
cebera dera nina pnhalada no dito primo, que im-
mcdi.'itamenle fallecer, conseguiudo evadir-se, o ha-
vendo o mrsmo delegado dado as convenientes pro-
videncias, n.lo s para a sua captura como para ser
instaurado o competente luinraario.
Dos guarde a V. Exr. Secretaria da polica de
Pcruambuco 27 de Janeiro de I8j.Illm. e Exm.
Sr. cnnselhciro Jos Benlo da Cunha e Figuciredo,
presidente d,i provincia.O chefe de polica Luis
Carlos de Paira Teixeira.
29
Illm. c Exm. Sr.Participo a V. Exc. queda
differenlcs parlcipares hoje recehidas nesta repar-
lirao consta que foram presus:
Pela subdelegada da freguezia do Kccifc, o pre-
lo cscravo Secundino, por desorden), a parda Maria
Manoella da Conceic.lo, para averiguacoes policiaes,
osprclosescravos /araras c Lino, por fgidos.
Pela subdolegacia da freguezia de Santo Antonio
o prelo Cuilhorme, por torio.
Pela subdelegada da fregnciia de S. Jos, Augus-
to Jos Teixeira, por uso de armas prohibidas, Tho-
mazia Maria da Conccicao, para averiguacoes poli-
cae, Vrenle Ferreira de Barros Prala, e Jacinlho
Jos Soares. ambos pur embriaguez.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
os pelos Damin eOnofre, por desorden), Conrado
Jos Fortuna, para correcrlo, c a prela Maria, por
ebria.
lieos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
gem ; sao seto horas c um quarto; temos vinte e cin-
co minlos para cei.r e conversar: mais lempo du
qi;e he preciso.
E as-.ent.indo-.se enlre os dous mancebos, conli-
nnou ervindo a sopa :
Eu quizera que os senhores vissam os dous
bellos menino, que eucnmmeiidarain esla ceia... um
rapadnos) e nina mnduha... Eu leria dado dez lui-
zcs para conversar mais lempo com ellos; mas sem
duvida o preco da ceia espiiutou-o; pois fugiram...
Porem os senhores nlo s viram : cortamente clles
leriam adiado minio mais goslo do que nos nesla
sopa !
E bateo no copo com a faca, a estalajadeira ap-
pareceu.
A respeilo de viuho, disse o doulor Sulpicio,
d-nos o que lem de melhor.
Femando e Calieran, apezar da nnuca gravidade
da conversaran, permanecan! silenciosose como em-
barazados.
Se nao fura essa boa mulher, lornou o doulor,
creio que eu leria ido pessoalmenlc ao caslello...
A caila be para o caslello'.' interrumpen Fer-
nando,^ que lomava pela primeira voz a palavra.
Curioso disse o duulor na pona dos beico.
Coma deta carne cozda..... Eu julgava-os um era
Nosenl oulro em Pars...
Calieran n.lo pode reler urna exrlamadio de sor-
preza...
Mcu Dos! disse o doulor; eu snube essa par-
licularidade por acaso. Crean) que nao son felicei-
ro... Esa boa mulher disse-me que os senhores l-
nham partido c volladn... Mr. de Galleran sirv i-se.
Roberlo esteodeu o pralo e respondeu com um
sorriso do cortesSo, que falla ao rei:
Minha sorpresa nao podia deiisr de ser agra-
Srs. Redactores.Ameaeada cm minha seguran-
r.i pessoal venlra valer-me das columnas de s/u con-
ceiluado Diario, para invocar por meio delle a pro-
terr.lo da polica, de que tanto preciso na difliril
sluaclo em que me aclw.
Vivo de vender fazenlas cm casas particulares
desde alzuns anuo, c deste genero de industria li-
ro meios de subsistencia para mira e mens filiaos,
sora ineommodar a alguem. No eierddo desse mes-
quinho negocio tive occasilo de vender fazendas a
Sra. II. Mara, mulher do Sr. Jos Constancio da
Silva Nevos, ha qualro ou cinco anuo, na impor-
tancia de S}, que deixei de recehcr logo, e nem
mesmo exigi, porque despeito de minha pobreza,
cnlend quo devia guardar alguma atlenrao para
com urna senhora, cujo marido se achava desom
pregado.
Mai tarde entrn o Sr. Silva Neves no exercicio
de seuemprego, e como prinripas'e a lucrar, me
pareceu que pudia entao exigir o mcu pagamento,
sem merecer a pecha do crrdira importuna? e as-
sim o fiz ; mas com tal infclicidade, que, amanlas
proo.-n-sas me Azarara, rcsolveram-se em oulra-
lanas decepres. En.rlanio cu tinha precislo de
dinheiro, pelo que aprescnloi-me nu dia 2 do cor-
rele em casa do Sr.Silva Nevos nos Apipucos, on-
de acbci ,i Sra. I). Mara. ii quem re (ere minha
exaenria. sem fallar-llie o rc-peilo. c com aquellas
allen^Oos com que roslumo tratar a pessoas disime-"
las, rcsponileu-me a senhora, que fosie cobrar de
seu marido !
Coube-me entao fazer alsumas rcflcxOos cm ter-
mos respeilosos a Sra. 1). Maria, ponderando-lhc
que eu nao linha vendido fazendas ao Sr. scu ma-
rido, a quem quera rcnieller-me, e que portento
ponpasse-me esse Irabalho, pagando-me ella mes-
ma : a Sra. I). Maria levuti lao mal a minha ob-
servaj.lo, que exceden lo as raias do romcdimenlo,
injuriou-mc rom cpitbelos vergonhosos, e al lan-
rnu-sea mira com o intuito de csbofelear-me tai-
vez; e sendo auxiliada por um lilho e cscravo*.
quo lambem aliravam-se sobre mim, leria-rae a maltratado, se eu a pressa nlo me fosse refugiar
emrasa do Si. Vctor Lieuthier, ale onde persegua-
me o.lilliod.i Sra. I). Maria.
Procorci immedialamente o Sr. sub-delcgado do
lugar, a quem s noile pude encontrar, e referin-
do-lheoque rae liavia aconlecido, S. S. dignoii-sc
de prora'eltor-me que, quando eu tivesso de vollar,
faria acompanhar-me de um soldado, que me pro-
icgesse de nova aggresslo, caso dola me receiasse.
Tive de vollar no da 26, e quando me approximava
da casa do Sr. SilvaiSevrs, vi que seus li.h >s c es-
cravos me esperavam na estrada, e nao lardn que
comocassem a provocar-me : mas eu usei de pru-
dencia, e servindo-me do favor do Sr. subdelega lo,
areilei porcompanheiro um soldado, que Irouxc-
me inclume al alm do lugar, onde me espera-
vam os que pretendan) offeuder-me, e que nao
ressavara de escarnecer-mo, chamando-me de co-
hardo.
Entre os epitholos, com que brinlou-me a Sra.
D. Mara, lembrou-me que eu descenda de escra-
vo lalvez com o iniquo propo ilo de deduzir dessa
minha pretendida origen) o direito de surar-me.
Mas felizmenle smi be:n conhecida nesta cidade.
Devo generosidade do mu dislinclo e honrado
Sr. Inio Xavier Carneiro da Cunha o haver-me reli-
rado da cosa dos exposto, onde' porcerlo cu era lio
livre, como todos os mais individuos a quem prote-
ga a cjri l.i le publica : an depoi em dada adulta
servida ama era casa do Exm. ministro da jnslira,
na do honrado commerciaute Tlionnz d'Aquino
Fnseea e na do Illm. Sr. Pedro Alexandrno de
Barros Falcan, casas em que anda lenhn fcil in-
gretSO, e sou Iralada cora a maior benevolencia pe-
las seus .lonos, que n3o se dedignam de olbar-me
rom eslima das altas pnsires em qoe so achara col-
locadas.
Soja, porm, qual fr a minha orkem, se eu son
ohrigada a pagar aos lloarados comruercianle Si-
queira e oulros as fazendas que Ihe compro, por-
que ra/ou nlo lerei direilo de cobrar da Sra. i)
Maria a qne Ihe vendo ? V. a quo litlo se julga
ella habilitada a surrar-mo impunemente ? Por
ventura nao me assistem as mesmas garantas de que
uo/.am os ilemais cidadlos brasileiros ?
Segundo o que acabo do expender, nlo se poder
negar que b Sr. subdelegado prrslou-me algum
apoio, livrando-me das sorras dos que lenlavam es-
panrar-me. Entretanto, ohrigada a conlinuar em
meu negocio, que conslrariae-iue a passar frequenle-
monle na estrada de Apipuco, nudo tenho inn-
meros freguezes ; eu nem sempre achare! um solda-
do para acompanhar-me,de modo que contina para
mim o mesmo periso ; e me parece que seria mais
curia!, que a polica em vez do defenderme com
a rumpanhia de um saldado, servisse das meios pre-
ventivos do crme e pozec-me a salvo do ri.co de
ser espanrada, vislo como pode faze-lo ex-o/ficio,
secundo as tentativas que livoram lugar.
i;mlim, creio que nao vivo em um paiz brbaro,
e pois venho pela prsenle puhliciclo mu formal
e solemnemente invocar a proterrlo do Sr. Dr. che-
fe do polica c mais autoiidades, afim de que nlo
consintam, que eu s pir ser urna mulher pobre e
desvalida, seja publicamente espancada com o maior
escndalo das lei-, que prologem a seguranca pes-
soal.
Snu de Vmes. veneradora e criada.Francisca
Maria da Conceicao.
que se nSo far o mesmo aos do commercio, quando
sua prohidade e servidos requeren) como que impe-
riosamente'.'
Sei bem, que vou erir de frente a modestia de
um mcu affeiroado commercianle ; mas elle que me
perdoe, pois sou arrastado, por orna mao poderoso,
qual a do dever, a dirigir ao publico particularmen-
te, estas linbas mal trucadas, como um trbulo, anda
que tenue, de minha mais vira deliraran e amisade.
Quero fallar, Srs. redactores, do Illm. Sr. Jos Joa-
qun) de Miranda. Pernambocano de urna probidade
digna dos raaiores loovores, e do profunda conside-
rado.
N.lo fa/endo injuslic,a aos den.ais senhores nego-
ciantes desta praca, o Sr. Miranda lem sabido cap-
tar a estima de todos, que com elle tcm lido traosac-
te.
Despido desse orgolho innato a algn* negocian-
tes poderosos, elle lem para o pobre igual ffago. que
cm prega para o rico.
Por molivos meramente particulares o Sr. Miran-
da deixou a sociedade que linha em urna das mana-
res casas de commercio desta pra^a, c hoje com seus
proprios recursos a sua firma gyra no commercio
com nao pouca aceilacao, continuando comludo a
gozar da mesma considoracao nessa casa, onde por
lanos annos preslou relevantsimos servicos, sem
que a sua rcpnlacao n'um s momento soffresse a
menor quebra.
Conhecdo porlanto de muitos annos no commer-
cio, e entre o corpo dos proprielario do campo, de
um crdito solido e fortuna nao mediocre, o Sr. Mi-
randa acha-sc revestido das habilitaces precisas pa-
ra um zclloso consignatario," e bem considerado ne-
gociante.
E, pois eu, que me ufano de enlrar no numero de
seus mais devolados apreciadores, e apreciador que
detesta a vil bajulaco e que jamis alear sna voz
para dizer bem de quem s mereja graves censuras,
me animo a convidar aos meus comprovincianos do
campo e proprielarios de engenho, que nlo lenham
*iiida nesla praca quem zele de seus inleresses, que
procuren) o Sr. Jos Joaquim de Mirauda, cerlos de
que acharao nelle um perfeito cavalleiro e amigo
dedicado aos seus inleresses.
Tenho consciencia que nada disse neslas poucas
lindas em relacao ao que mececem as bellas qoali-
dadesdo Sr. Miranda ; m;:s como sejam ellas offere-
cidas de milito boa vontade, e sera o mnimo Inte-
resse immoral, consolu-me porque fra-me nao pou-
ca satisfago de livremente haver dado a Cesar o que
ora de Cesar.
Hecife 27 de Janeiro de IK55.
LITTERATL'RA.
Senliores redactores: Nao deve sorprehender
quando se trata de bem merecidamente glorificar o
mrrilo, esleja elle onde esliver, parla donde partir.
Tem-se elogiado, e quasi diariamente, os homcns
das sciencias, os homcns das arles c industria, e por-
davel. Admirava-me smenle de que o doulor Sul-
picio se houvosse oceupado de tao pobre compa-
nlieiro.
Previno-o, meu charo, lornou o doulor, de
que somos desuados a oceupar-nos muilo um do
oulro.
Huberto cvi.Icnleirenln llsonaeado agradecen com
um sorriso. Fernando tinha domes!
A estalajadeira voltou trazeodo algumas garrafas,
e disse rom rubor as faces :
_ Vou lomara liherdade de desarrnlliar e de ser-
vir a roscas senholias o primeiro copo. Tenho algu-
ma censa i dizer-lhes, se nao he importunacao de
minha parle.
Falle, senhora, falle, respondeu o doulor Sul-
picin.
A mulher fez urna sramle reverencia, e conii-
nuou :
Eis-ahi, quanlo ao vinho primeirameule vos-
sassenhorias blodevr; pois eu juraria que sao
bons conhecedores... Sou viuva como os senhores sa-
liera, e nao tive lilhos dos meus dous primeiros ma-
ridos...
Oh! oh! interrompeu Fernando; Vmc. leve
Ir.
Perdoe-me... Anda nao..... diso meus dous
primeiros maridos porque ninguem pode saber, nao
he assim? Tenho bom coracao e boa saudade, gra-
cas a Doos... Mcu aesando mando chamava-se I a-
gol, Jos Fagot; minia gente achava ridiculo o no-
me de madama Fanol... O vinho ha bom? Tanlo
melhor... Porm todo o nome h o mesmo... Co-
nheci nina mulher qoe cbamava-se madama Din-
don... isso os faz rir? Son alegre... Todava como
meu primeiro marido cbamava-sc Bequ'-t, lomarei o
O MIBADJ OU A ASCENSAO' DE MAHOMET
ASCEOS.
Tradnzido do rabe pelo Dr. Perron.)
Concloslo.)
A eslas palavras, Azral levanta-se; dante delle o
mundo inleiro, o mundo o lodo o que existe, nlo
seria mai rio que urna esciidcla dianle de nm ho-
mem. Todas as crcaluras vivas Ihe ficariam ao al-
cance dos olhos ; todas as aguas da Ierra e todas aS
fonles Ihe ficariam na cavidade do, dedo polegar, e
nao formaran) um s gole para elle, para elle, anjo
inmenso. Azral, disse-lhe eu, poe-te no leu lu-
gaj, como eslavas, tu espaiitas-roe, o coracao foge-
me. n Gabriel Iranquillisa-me o corarlo, abraca-me,
e eu Ionio a mim. Depois Gabriel dsse-me. Oh !
existem muitos oulros terrores depois da morle, (er-
rores mais lerriveis do qoe a morle, mais espantosos
do que Azral 10 que ha pois, o meu celeste ami-
go? Horrores, especlaculo espantoso he o de alm
campa O que acontece, entao ao mono depois
que he enterrado? A primeira voz que o vem in-
qaerr he a de Rouman, esle inquisidor sempre anda
correndo e investigando os tmulos e os cemilerios.
Rouman chega e com as tune duras palavras diz ao
morlo : Vamo, por Dos, vamos ; escrove-me ludo
o que fizeste durante a vida. Nlo lenho nem rafam
rom que osero va, nem tinta nem papel. Vamos,
vejamos. Tna mortalha he o leu papel, lu tinta he
a tua saliva, teu ralam he u leu dedo. Vamos, eia !
cscreve. I.onoomorlo ranga (remend om farrapo
da morlalha e escreve em cia, anda mesmo quan-
do nao saiba escrever ; de?creve suas fallas, seus
peccados. seus crimes, como se se tralasse apenas de
um s da, comu se toda a sua vida nlo fosse sen.lo
um dia e urna noile. O anjo loma e dobra este far-
rapo lerrivl e sospende-o an pesenco do morlo : se-
r o rescriplo que Irar.i o morlo ressuscitido no dia
do juizo final ; porm islo anda nao lie ludo ; oulra
cousa ainda he a experiencia primeira. Oh I enlad o
que pode haver mais?O qet he! Esrula Mahomel,
escula.- Dous anjos, os dous assombros do lumulo,
Mounkir e Nakir, v3o encontrar o morlo sobre a tr-
ra. Quando apparecem-lhe no lumulo tenebroso,
elle descubre abaixo de siiam valle largamente abei -
lo, cujo fundo ninguem, eseeprlode Dos, conhe-
ce, covil fonnidavcl de viborns.de escorpies, vboras
de comprimenlos immensns nomo immenins lanra.
de corpos setenta vezes mais espessos que os pescoros
dos camellos, escorpies negros setenta vezes mais
gordos que machos negros, escorpies, e vboras
abrindo vastas guela, p rom pos a levaro morlo para
os colphos infernae, ou para lr.12.1-I0, ou para nr-
rasla-lo a furiosos brazeiros. Quem he, Gabriel,
Mounkir e Nakir ?Escula : quando o homem esl
morto, quando a torra da sepultura Ihe lem sido lan-
zada em cima, quando nao cusiera mais com elle se
i.ilo as suas obras boas e ms, qoando as pessoas que
acompaabaram o eu foncral se tem retirado, qoan-
do elle fica s, inteiramente nina suacova sepulcral,
entao chegam dous anjos austeros, pesados, negros,
gritando como estridor do Irovlo.lendo os olhos rha-
megantes de umfogoedeum fulgor cffoscanle ; e
sopendo com as ventas alsumu cousa como um fu-
mo, porm um fumo lao horrivel, que se cahisse so-
bre a Ierra c passasse smenle pelo fundo de urna
agulha, a Ierra seria submergida as trevas. Estes
anjos dirigem-se ao morlo, agitam-no. puxam-no,
f.izcm-no tentar e ilizem-lhu : Vejamos I articula
1 MUTILADO

nome de Fagot Bequet em Pars, ou madama Be-
quol Fagot.
Em Paris? repeli o doutor Sulpicio.
Vou dizer-lhes. Tenlm algara bens que me fi-
caram do meu dous maridos. Aqui he a miseria ;
mas em Paris he o paraizo das mulheres. Qoe! quan-
do a genle lem sade, coracao, rendas e alegra.....
Oh lem-se vislo disso, mo he verdade '.'
E encarando surce-sivamenle os seus ires hospe-
des, desatou depois a rir para lornar-se repentina-
mente seria c acresrenlar:
Aqui me d?riam cerlamente urna paleada !...
Isso he razoavcl.
Eis-ahi, lornou ella fazcmlo oulra reverencia,
porque Ionio a liherdade de pedir-Ibes sua fregue-
zia, vislo que prclendo abrir la orna hospedara, om
hotequim, ou qualqucr nu Ira cousa deste genero de
commercio em que nasci, sempre para o servido do
publico, esabendo ganhar seus favores pela minha
affabilidade.
Seo doulor Sulpicio n.lo hnuvesseestado ahi. que
bolla zombaria Fernando e Galleran teriam feilo de
madama Beqnct Fagot ou Fagot Bequet!
Minha boa senhora, disse o doulor, perde-so
muilas vetes em Paris o que se tcm ganho as pro-
vincia.
O que me daa prazer, so fosse possivel, con-
tinen a estalajadeira, seria estabclecer um bolcquim
com msica, de entrada livre e consumo forcado...
lenho um rapaz de eslribarn que cania como um
melro as arias da grande opera.
Doutor, disse Fernando, vossa senhoria s lem
rinro minutos.
Sulpicio deu um bilhele do visita a cslal.ijadeira,
e dis-e-lbe seriamente:
Se nao mudar de opiniSo, venha ver-me. Nts-

I


DIARIO OE PERNAMBUCO, TERQA FEIRA 30 OE JARElfiO DE 1855.
J
aqu o que deves declarar. Bem sabes que estaos
raerlo, que eslaes separado do mundo, queioha
mais para (i ncm amigos, nem prenles, neru fami-
lia, nem filhos, nSo lens mais vestidos, emfim mnis
nada, esUs n. I'ar.i ti acabaram-so o mondo e os
prazeres ; eis aqui, e lea tmulo, leu sepulcro, la
habitarlo; reflecte e iresla allcnnno ao que vais ou-
vir. Qaal lie o leu Dos ? qual he a (ua religiao T
qual het> icu prophela ? s Se o morto he do nume-
ro dos escomidos, deve responder : Meu Dao* he o
Senhor dos mundos ; o islamismo he a minha reli-
g3o ; Mahomel he o meu prophela; Abrahao, o ami-
go de Dos, he o mea anlepiitado ; e nos, vos e eu
confeisemo-uos aqu: t Declaro, ltenlo que s Dos
lio Dos e quo Mahomel he seu servo e seo prophe-
I*. Tres vete estn questoes e resposlas serSo re-
pelidas ; s a lerceira ver ser a sanejo definitiva.
Entao os dous anjos dirlo ao morlo : Eslai na 1er-
dade. E abriro dn lado dos seus ps. urna aber-
lura que da para a inferno, 6 accrescentarao : V6
servo de Dos, vede que o Eterno le preserva esal-
va, ein consideradlo das las obras de bem. >> Depois
abrinio, do lado da taboca do morto, ma abertura
que d para o Panizt ; desla abertura vira sobre o
morlo ura perfume clesle, urna briza suave.
Con estofo do lidnm, farSo para o morlo urna ca-
na etlwle, a drac- a este escolhido : Servo de
Dea, dorme o somon lo um noivo feliz sob o veo
da innocencia, Do*de este momento os mais sua-
ves aromas o virio inundar sem cessar, e seu mais
ardente desojo ser ver niscer o dia da ressurreirau.
Nele dia o morto se levlintar de debaixo da Ierra,
entrar no Pare o, sem nova coufissao da sua
vida.
Se o morlo lie d(M coodemnados, os dous anjos di-
rigem-llie as memas qaratoe* ; porm de repente o
sea tmulo lorna-ae sombro e negro. Ao aspecto
dos dous anjos e desuas iolerpellace, o desgrana-
do agitarse, treme, espantase e responde: Nao sei.
Nos j sabamos oqueias dizer : E 09 dous .aojos
levantan) os braeo e vibram-lhe sobre a cabera
paucaJas de pices de ferro, de marlellos de ferro,
ruissas enormes que lodos os seres vivos da Ierra reu-
nidos, nao leriam a furc^i de mover. Depois dcslas
pancadas horrivelinenle dadas, os dous ejecutores
laiiram o desgranado no fundo da stima Ierra ; e
elle di am desles gritos lerriveis que se ehegassem
ao ouvido dos seres existentes sobre a superficie dn
trra, fulminaran n.lodos do espanto. Mahumel,
todo o homem do nial sslfrer, sob osen tmulo, n
compulo da ana vida e a colera dos dous anjos. Tres
vetes a experiencia se renovar, e elle lera de soflrer
os oesos entrando mis pelos outros. Depois dissn
aoreberta urna entrada para os infernos, da qual se
arrojarlo sobre ella pesos, fogo, torturas, vboras,
escorpio**, que sem descanto o sobrecarregaro de
lodos os soffrimenlo!. al o dia falal do jnlgamenlo
final. E a espera deile lemivel din ser ainda o seu
mais pungente dest-rpero. O desgranado emlim, so
levantara do seu umulo para cahir em brazeiros
ioextnguive.
Depois deslas inst-uccOe, dcsptdi-me de Airail..
Filemos una orarn com os anjos, e subimos para o
quinto eeo que he de ouro e chama-se liaioun (a
perdido, o apaixonado de amor). Fomos recebidns
como nos ceos precedente!. Andamos e logo checa
mos a urna porta feriada cima da qual eslava cs-
eriplo em duas linha a forma sagrada.
Approxima-te, d'sse-me Gabriel, approxima-le e
|i> ; n elle diz-me ai Iellras ; eu artculo as palavras
a o cadeado cana da porta ; ella abre-se e aprsen-
la nos urna vista al a stima Ierra. Passamos, ca-
tninhamos, e eis qee drigimo-nos para o espantoso
inferno, incominenturavel cova negra, hedionda ca-
verna da colera do Eterno. As cbammas em im-
nensaa linguas vol ei.ro, relorcem-se, saltam cm
cndularoes estrepitlas, furiosas, nfaligaveis procu-
rando impacientes e iradas, paslo para as suas insa-
ciaveis devoranoes. Millares de condemnados ahi
slo virados, reviradts, precipitados, e arreinesadns
iiesles fogos inressattes que ardem, cm estrepitosos
e desesperados brazeiros. liso eraacompanhado de
tumulto, vocferacflis, uvoi de lobos, gritos de
chacal, rugidos de Infles, bramidos de tigres, gru-
nhidos de |iorcos, cmpilaroes de paos ardenles, s-
lalos do rochedos tendidos pijlo fogo,lula de liquides
imcompalveis,hoTrois,espantosos horrores '. lo los
111 ebeiros mos, cheiros indifiniveii, lodos os fumns,
fumo* intoleravtis.qce sudo -am. que malam. O an-
jo que preside aos fo ios, MaleW, esl assenlado so-
bre um throoo de ca vio aceso. Os cilios de Ma-
tis, silo duas massasd j fogo, sua lanra he urna enor-
me tocha de fogo; ein lomo deile exslom pilna'
a montees: que serverr de embarao, cadeias e em-
barazos de fogo. Mi iek he o rei desles ubysmns c
deslas abomtnacSes; Malek, o mu hediondo c hor-
rivel Malek, lem as fices cheias de grandes e fons
verrugas, o o espado que fica-lbc enlre as sobran-
ceibas he saliente e caberlo de pusluks, rugas, e tu-
mores horriveis. Se por um momento, o mundo
risse este ser infernal, ludo morreria de medo, os
mares seccariam de spanlo, ai montanhasse enfra-
queceriam de temor. Eu trema, os joelhos curva-
vam-se-me e dobravim se ; de repente grilo : a Ga-
briel, sinlo-me desfallecido.Meu charo Mahomel'
toma coragem. Nos meamos, anjos dos altos ecos
trememos vendo Malek, ese semblante carrancudo
que nao sorri nunca, esse Malek que nao vive se-
. nao para lancar os carree de sua colera sobre oa
impos e inlieis. Todava saudei a Malek, e elle
cerrespondeu a miliha saudanao. Depois dirig as
minhas vistas sobre os diversos espatos dos internos.
Descobri, de um lado, urna mullidao de condem-
nados aos quaes aliravam-so enormes pedradas,
que esmagavam-lhes o macbucavam as caberas re-
cobrando estas iimieciialamcnlo as formas primiti-
vas para sercm ainda e sempre assim quebradas,
achatadas, pizadas, e sempre renascerem, c sempre
soffrerem as padradas eternamente, a Quem sSo es-
tes desgranados ? dissa eu a Gabriel. Sao os ho-
mens preguicosos, qoe deixaram de rezar.
Chegamos junto de um grupo espantoso de seres
humanos, todos ns, menos as partes pudendas, as
quaes cobrhm, pela parte anterior com immundos
rapos, e pela posterior, com onlro trapo concerta-
do com milhoes de remendos. Esles condemnados
curren) alravez dos horriveis vallados e gargantas
c'o inferno ; correm como nuvens de camellas des-
carnados, e magli, rebanhos perturbados e estafa-
dos ; comera a beipa de longos ferros seceos e mal
cnidos, Iragam frtelos hediondos, producios espan-
tosos do saoim,es*a arvore drsconhecida esem se-
melhanlo na Ierra, arvore de clieiro que faz vomi-
lar, do cheiro terrvel, de emananoea peslilenraes,
arvore aborrecida pelos comdemnados, enraizada
al no hedjim as bailas cavas do inferno ; fruclos
de forma ignobt, c cxccravel, quo apresentavam a
cara do mais feiodemonio.
Urna gota, una s gola do sueco do zakkoum
cabida sobre a Ierra a envenenara completamente,
malaria ludo o que vive ueste mundo Como pois
pode beber-se 11 comer-so eternamente dcslerfruc-
loa das caverna abrazadora! t! Os iofelizes con-
demnados com Mi pedras ardenles, seixos abrazado.
Quem sao esto- condemnados ? disieeu ao meu guia,
Sao aquelles que, na vida terrestre nao davam es-
mollas, e recuiavam pasar imposto para 03 pobres,
l'onco cudadoiosda sorte dos iofelizes, dos neces-i-
lados, accumulavam o ouro e a prala', cnlhesoura-
vam. V o qte produziram as suas riquezas. El-
let v.'viam uos gozos, cercados de Iodos os adornos,
de ludas as comidas exquizilas, de todas as delicias
da \ ida; em recompensa Dos deu a esles ricos
avarenlos os hediondos trapos, os remendos, as cs-
piuhas duras, secens c n infernal zakkoum. Eis o
quesnbslilue sua existencia de oulr'ora, loda essa
vida oulr'ora Lio perfumada, a Heparai bem nisso :
lodos os nnos dcsccm do ceo leleula o duas maldi-
(es ; urna cabe sobre os judeos, mitra sobre os
cliri-inos, e as mala eahem sobre aquelles que uegam
esmulas aos necesitado o aos que vivem na miseria.
Vi depois outros coudemnados dimite dos quaes
xisliam manjares poros, execelleutesmanjares|aque-
rosos ; elles nao coman) seuao destes ltimos man-
jares nojeiitos, immundos e corrompidos. Es(es,dis-
se-roc Gabriel, sao aquelles que, leudo mulheres le-
gitimas, procuraran) mulheres eslranhas ; ahi exis-
lem lambem mulheres que sendo casadas legtima-
mente e dispoudo de prazeres lcitos, procuraran)
suas delicias ua crpula 1 Outros condemnados,
horneas e niuHieres, linham a parle inferior do cor-
po vollada, o lado da frente para Iraz e o lado de
delra/. vollado para u frente, lianchos de ferro os
abriam e relalhnvain. Os anjos que eslavam pre-
quencias de sua irreflexo, porem n.lo pode reparar
o mal por ella causado.
Vi muilos oulros castigos de outros reprobos e
condemnados ; vi lambem esles bebedores de lico-
res fermcnladns, esles seres miseraveis em cujas car-
caulas os demonios pem na bocea do folle.e sopram
para o ventio ondas de fogo, ondas deazeilo ferven-
do e que exhala mo clriliro ; o estes depravados,
ella gente de lascivia o de lupanares lem as carnes
picadas, furada, rolas, despedazadas pelos demonios
cun unhas inflammadas, facas de fogo, arpics ar-
denles ; as carnes sallando cahem nos braseros, es-
tallan) e lancam horriveis chammas... Oh! fugi, fugi
deslas cavernas de torturas, d'estes vastos campos de
dores desesperadas.
Appressnmo-nos a vollar. Eu eslava confundido
de horror e de espanto. A porta fecha-so e acha-
mc-nos no quinto co. Caminhamos, c chegamos
loco junio do um ancao vencravel, cujo semblante
brillmva com a belleza da manhaa c cujas barbas co-
liiam-lhc al a altura do umbigo, ellas eram na parlo
superior prelas e brancas na inferior; parle ssa em
que se agarrara a mao de Moiss que descia do S-
senles lancavam-nos violentamente sobre os ganchos, "ay depois de haver quebrado as laboas da le. O
e a cada golpe dos inusmos que penetravam nos des- ancao era llamn Ario ) o homem dolado de elo-
grarados. os corpas inflamniavam-se-lhes. Era es-
te o suplicio dos orgulhosos,cuja soberba iuchava de
desprezo e de desdem.
Maislonge, solTriam homens e mulheres. Arames
de ferro penelravam-llies pelas boceas e sabiam-llie
pela oulra cxlrcmidade do corpo. Era o suplicio
dos detractores, dos defamadores, dos calumnia-
dores.
Outros condemnados levavam pela bocea laminas
de fogo que sahiam-llics pela nuca, era esle o sup-
plicio dopeccador que calumuiara os outros homens.
Mais adianto vi mulheres suspensas pelos beicos
nos ramos do zakkoum ; sobre oslas desgranadas der-
ramava-se fogo liquido e de cada vez as chammas
clevam-se-lhes sobre as carnes que ardiam ruiao co-
mo lenha cm ama fornalha. a Estas mulheres, di--
sc-me o meu anjo couduclor, sao aquellas que lo-
niaran bebidas para malar o fruclo que Iraziam no
venlre, engaadas pelolouco medo de nao poder sus-
lenlar e educar os filhos que livesscm. Ah! ellas
nao sabiam que Dos sustentara estes filhos, c que
na Ierra nao lia um s ser vvenle que nao receba
os cuidados do Eterno! s
Mais adianle, oulras mulheres linham os ps pre-
sos em cadeias de fogo e conservavam a bocea sempre
largamente alierta ; urna chamma sahia-lhea com
impelo do interior do corpa. Er.nn as mulheres
induccis quesero a perinissae marital, sabiam de
suas habitantes : depois scgultm-ae oulras mulhe-
res ; caVrms infernaes 1> iliam-uas faces e as calib-
ras coaupassds de ferro em braza, em quanto que
espantsw ganchos rassavam, fentlian os anelos da
bocea ileslas culpadas alfliclai. Mahomel, disse-me
o aojo, eslas mulherea eram as cantoras de bellas e
doces vozes e que innrreram actn arreperidereni-sc
de suas viU* passadas. n Maislonge soffriam ou-
lras mulheres, cohcrlas de encerados de alcatro e
pez, pcrsL'Cuidas por vboras que agarravam-se-
Ihes ao corpo o morda,m-nas depon acarravamse
de novo e sempre assim. Eram, disse-me JJabriel,
as carpideiras assallariadas dos funeraes, eslas mu-
lheres que vendiam seus elogios a pessuas indignas.
Estas carpideiras n3o arrependeram-sc, e ei-las Siif-
frendo. Em verdade vos digo : as carpideiras que
morrerem sem arrependimcnlo, re-suscilarao no
ultimo dia cuberas com nina camisa de alcalrao c
com urna cornaca de cal viva.
Vi depois mulheres suspensas pela linguaem gau-
chos de ferro vermellio como o fogo. Qual a raz3o
deste casligo? pergiiniei. He o castigo das mulhe-
res impacientes, indoceis, rivosas, cuja lineua des-
regrada cuspia a injuria e a colera sobre seus ma-
ridos,
Alem eslavam homens c mulheres no meiu de um
terrvel brazeiro ; as chammas e o fogo crepitando,
pulando, precpilavam-sc na bocea d'esles desgrana-
dos, corriam-llies pelas enlrauhasc sabiam pela par-
le inferior cm forma de liquido ardente. Eslas
torturas, disse-me Gabriel, sao para aquelles que
comem e eslragam injustamente os bens dos or-
phos; aqu,estes culpados Iragam pedaros de fugo
e jazrm ardendo nos brazeiros.
Alais adiante hmense mulheres levavam na bocea
sanie c puz, que, cahindo-lhe -obre a lineua. arran-
cavam-lhes e corruiam a pelle. Depois esles condem-
nados voltavam son primeira forma, comple-
ta, inleira, para recomecar as suas ingorgilanoes
ichorozas. Esles castigos, disse-me Gabriel, sao
para aquelles que, no seu fausto vaidoso desnatura-
lisaramedcgradarain a crealura de Dos, a
A pouco distancia, um homem fatigado, acahru-
nhado, nadava penivelmenle em um mar de sangue;
e lanravam-Ihe na bocea pedras em vez de bocados de
alimentos. O que he islo "' Gabriel Eis o que
el destinado para aquelles que vivem de lucros
usurarios. No dia final lodos os morios se apressarao
a surgir de seus tmulos, excepto os usurarios. Es-
tes homens serao empurrados, derribados, precipi-
tados, virados e revirados por Satanaz. Todas as
vezes que se endireilarem sobre suas nenia-, rahirao
com as faces em Ierra, recahirao sobre os lados, so-
bre as costa, como os epilpticos cm eonvolcoes.
Assim abatidos, balendo na Ierra com os corpos rao
esgotados, amortecidos, estafados, ao lugar dos supli-
cios.
Maislonge um homem reuna co*esforro um fei-
xe de lenha com cujo peso nao poda, e caja quan-
lidadc augmentara cada vez mais. Esle homem, dis-
se-me o meu guia celeste, yOre,os castillos insuppor-
lavcis qne solTren.i qualqiier pessoa de la nano
que fallasse a palavra promellida, que se appropri-
asse os depsitos que I he fossem confiado*, qu fal-
quencia, declociie.io Ilustrada, de alta inlelligcn-
cia e de scieucia apparalusa. Os Israelitas o cerra-
vame ello fallava-lhes dos homens cdos seculns pas-
sados ; porem sua eloqueuca c sua linguagem flo-
rida nao eiam senao o hclireu ; quSo longe
eslava esta linguagem da belleza '. da riqueza, da
magnificencia da lind.ua dos Arabos! Nos lhe diri-
gimos a saudarao de paz.
Haroum sorri para mim, felicita-me pelo meu
apostolado e accrcscenla : nada vejo de mais bello,
do mais perfcilo, de mais glorioso, de mais nobre, de
mais admirnvcl, de mais excediente, de mais intel-
ligeule, de mais esclarecido, de mais purificado, do
que proclamar e iizer a formula sagrada. S Dos
be Dos, e Mahomel he o apostlo de Dos.
Oramos com os anjos, e Gabriel e eu subimos cm
um volver do olhos para o sexlo ceo, elle eslava cm
urna distancia de quindenios anuos de viagem, se-
gundo as viagensque coslumam fazer os domens.
O sexlo ceo de de urna pe Ira preciosa chamada El-
Kh.dieali (a pura, a transparente ).
Fomos inlrodii/idos como nos ceos precedentes.
Admirei ahi innmera) eis Icgies de anjus, c prin-
cipalmente um anjo de um comprimenlu que exce-
da Indas as inmensidades mais gigantescas ; sim.
*e .1 vonladedivua lhe ordena-sc que fizesse um
bocado dos setc ceos com as sele Ierra-, c todas as
creacocs, elle os (aneara de una vez na bocea e
os tragara coro mais facilidadedo que um de vos
trucara um (remuro. Observei depois mn manreho
aenlado sobre um throno bullanle de luz. o Ga-
briel meo irman, disse eu ao meu guia, quem he
esle mancebo?Meu charo Mahomel, heJoao, filbo
de Zacaras, J0O0, que nunca peccou contra Dos,
ainda que fosse um s momelo, nem nunca leve
o pcnsamenlodc percar. Entretanto descubro no
rosto de Jo.lo um Iraco que lhe descia porcada urna
das faces, a Que sigual he este 1 Sao, os (ranos
que lhe dixaram as lacrimas que verleu durante a
sua vida terrestre, ellas cavaram e sulcaram-lho as
faces, '".amiiiha.aproxim i-le de Jo3o o siuda-o.
Saudarao-nos ento, e Jo.lo felicita-me pela minha
niis-Ho nposlolica.
Vollo-me e vejo diante 4e mim um homem de
alia estatura, lndo um nariz bem descriplo, cabel-
leira crande, ar marcial c grave, cmfim, que mos-
Irava estar na flor da idade. Elle (razia urna t-
nica de laa ila mais pura alvura, e conservava-sc
apoiado sobre urna vara ; linha o corpo quasi inlei-
rameute cabelludo e urna longa c densa barba ca-
hia-lhe sobre o peilo. Quem ha esle homem .'lie
leu irmSo Moiss, respondeu-mc Gabriel, o filbo
d'Amran, com qucui Dos diguou-sc fallar. Apro-
ximei-rae de Moiss, e inmediatamente elle dirigi-
me estas palavras : a Mahomel, Mahomel I os filhos
dos Hebreos preleodem e qucreinquccu seja a mais
sublime das creaturas de Dos ; porem quilo supe-
rior es tu aos olhos do Allissiin Eis o prophela
por exccllencia, o propheta rabe, o prophela nas-
cido do nobre sangue de Uarhem, nascido da nobre
Irib dos Koreichides, o fiiho de Meka, o cidadao
de Medina e dos valles sanios do sanio territorio
das cidadea sanias dos rabes, eis o amigo do Dos
eterno, eis o homem de alia illu-lraeao, de sublimi-
dade, de nobreza., de gloria, eis o homem de grandes
aconlecimentus; c-lo, Mahomel, o filho de Abd-Al-
lah, (ilho d'Abd-el-Moutlaleb 11 Depois filando
emmim os seus olhos inspirados onde brilbava um
raio de luz divina: Veas, meuirmao, disse-me elle,
abenroado sojas, prophela das virtudes e da sahedo-
ria Encba Dos de suas heneaos a ti e a leu povo!
E cu ouvi que Moiss repela comsigo mesmo estos
palavras: cu dizia a I'bara... Phara responda-
me... i) Depois laiiQando subitamenle os olhos so-
bro mim, as lagrimas corrcrani-lhe pelas aees ahai-
xo. a Muiros, meu irman, dis-e-lhe eu. porqne
olhaudo para mim licais com os olhos cheios do la-
grimas ?O' Mahomel! lenho muila raz3o para
chorar, conheno-me mu pequeo dame de ti! Bem
sabes com os judeos menlcm em meu nome. Dos
os anialdinoe! Insensatos, ousam sustentar que pro-
clmenme superior a li, maior do que tu. Mas,
pelo Dos vivo lu me es superior, leu povo, o
mais nubre dos povos, o cs>-olliido de Dos por lodo
o sempre. Eu ped a Dos quo quera perlencer a
la naci, i la f, os mcus votos foram ouvidos.a
Depois deslas palavras oramos com os anjos, e su-
b com o meu guia para oselimo ceo ; cm um ins-
lanle alravessmos um espaco que formara urna
vagcm de quindenios anuos para o homem. Esle
co lie o laudad (o brlhanle. Fomos introduzidos
romo nos outros ecos, ali liavia urna inuliidao de
anjos cujo numero s Dos sabe... Vi um velho 'de
las-e s obriganfles contrahidas, as quaes soubesse, cabellos brancos, com unta phisioooniia que revelava
quando as conlrabio, quo nao as podia cumprir.
Depois passamus por junto de condemnados, aos
quaes lenazes de ferro vermelho lorluravam a lin-
gua e os beicos, que tomavam pouco depois seu
eslado primitivo para sercm de novo e icmpre do
mesmo modo torturados.
O que lzeram esles condemnados"! perguntei. Fo-
ram oradores de desordens e dislurbus, conselheiros
do mal c da desobediencia,3o pessoas quea ululo de
prosadores, de professores, le directores religiosos,
de guias de seus rm3os, sobqualquer forma que seja
conduziram ao mal aconselharam, o louvaram o que
n3o pralicariam.
Prximo a estes eslava um grupo de reprobos com
dedos armados de enormes unhas de cobre, de cobre
vido c capaz de forle calor; com estas unhas arra-
nhavam as faces e faziam buracos inflammados nos
pcilos. Esles homens foram aquelles que corrieran)
a camellos oulros, ultrajando llies a honra e polluiu-
do-lhes a reputaran.
Chegamos junio de urna caverna mu estrella} era
a caverna redonda.
De repente vimos sabir um enorme louro que de-
poiscomcc.ou a procurar entrar por onde acaheva do
sadr. Elle fatiga-se fazeudo osforcos inauditos e situado defronle o cima do santuario de Meka, e
niansidao egrandeza; tinda juulo le si orna mullidao
de homens, cojos roslos eram somelhanlcs ao seu.
Gabriel, disse eu, quem he este vdho (n bello ?
Mahomel, de leu pai Abrahn; v, em roda deile
e-t a sua po-teridade, seus tilhos, Isaac, e Jacob.
Aproxima-te deile, e sauda-o. 11 Obedec, o anligo
palriarcha saudou-me tamben), e annnnciou-me as
felicdailes c alegras reservadas no parazo para a
minha nar3o, par aquelles que icrcditassem em
mim e 110 Dcos que fez-me seu vigario aqu no
mundo.
Abrahao eslava sentado sobro um Ihrono de ouro
o le amelhysla collueado contra o Ileit-el-Mamour,
e defrnnle la porta do paraizo, porque o parazo es-
t cima do Deil-el-Mamour, ou sanctuario ador-
nado, chamado lambem o Darali e o llarili, ou tem-
plo apartado dos homens e da Ierra.
O Bcil-el-Mamour lie um sanctuario que seres
numerosos guarnecer de'veos esplendidos, e lapo-
carias preriosas. Esle inmenso oratorio dos cos
lie feito do rubim mais vivo e mais luslrozo, de es-
meralda, de opala, de ouro c de prala, parecen lo
ser feito de urna s pedra sem mostrar tranos de
junturas nem de uniao.
Este santuario esl exacta e pcrpendicularmente
exagerados, cava, empurra, ruge, cmlim exhaurc as
(ornas em vo. O que he islo ? Gabriel '. disse
cu nlcirameute admirado.Esle touro he o emble-
ma lo homem que, por palavras inconsideradas, foi
sem o prever, a causa de urna desgrana, de urna per-
da, de orna morte ; o culpado lainenloii as cnse-
le mundo I 1 lo por experiencia) nao ha posiroes,
por diversas cue sejam, que nao pnssam pre-tir-te
mutuos serxinns.... Eu procuro a fclicidadedaquel-
les que lral>alhm para mim... Alfrjlra vista.
A atalajadeir taudou, c sabio logo dlzendo com-
sigo :
O botecnim com msica he que me incita.....
Convi'm sabir se ser ao ar livre, ou em casa... No
verilo lio boro ao ar livre... mas no invern...
I'.oiladinhos! dise Sulpicio, lepois que a niu-
Iher saino. Cuido Involuntariamente nusses peque-
os viajantes... Comemos sua rea... Mr. le Galle-
ra n, pie he denrovincia, aposto que nao pode ver
sem cmnc.lo o vestuario de seus aldees uu a coila
de sins rafj.-.rUuinlias caniponezas.
Senliur doulor, respondeu o lidalgo, meu pai
morrn como um sanio nn sua habitaran, a qual ven-
11 IJoaud vejo um dos nossos camponezes da Al-
lier. Su.picio eslpiideu-lhe a mao murmurando'.
O rapa/ioho (razia no corpo o vestuario com
quo andei lano lempo!
Fernando pergunUva a si mesmo, porque razan o
doulor, que ordinariamente nao era lagarella, e que
enlRo tiiiha tanta pressa, |>erda volunlariamenle o
teinioneasa ennversanao sentimental e inulil. I'er-
rmiMlo eslava de mo humor ; pois achava que Sulpi-
cio conceda a Roberto de Calieran, ente jnferior a
elle Farnando, una alleucAij demasiadamente li'un-
geiri.
Fernando eslava em Mainlenon por sua propria
coula ; mas csiava lambem por eonla do doulor. I-Yi-
ra encirregado de urna miss'o delicada o de alia
aiiianra, qun provava em que estima erara lidos
seu!' UIcAlos. MissiS como as que, Fernando baria
dcstnpenhado rom felicidade, s do-se ao primor
se checas-e a cahir sobre a Ierra, cahiria sobre a no--
sa sania kaaba. Em roda lo templo esiao suspen-
sos em ordern, setenta mil luiriros, uns de ainelhys-
las, outros de lerolas puras e outros do (opazio.
De-la (ura halnlanao, disse-me Gabriel, des-
een) lodos os das selenla mil anjos que vao ao san-
tuario de Meka fazer suas ceremonias piedosas, e
qne dah n3o vollarno, se ojo no fim do mundo.
Oulros execulavam movimeolos pedoso; eu uni-
nie a estes, e pergiinlei-lhcs Desde quando cele-
bris vs eslas ceremonias aulas? Ha dous mil an-
uos anles da erearao de Adito; lodos os das veem vi-
sitar este templo sagrado selenla rolhocs do anjos
que para vollareni, s o podero fazer no dia do jui-
zo final, a
Depois de termos orado, eu e o meu anj > conduc-
'or, retiramo-nos.
Gabriel toma-me sobre a sua aza direla, launa -se
no espaco, e leva-me al au Sidrah-el-Mountehah, o
sidrah do limile ou o lodao limilrophe.
Esla arvore he assim chamada, porque he o limi-
te que os anjos dos seto cos nao devem nunca exce-
der subindo, c*que os anjos das immensidades alm
dos cos nao devem exceder deseando. Nunca ou-
tro que 11,10 o prophela lo Islam nao passou este es-
pano, esle limite ulrausilavel para todas as crealu-
ras do co c da Ierra. A' exceptan de Dos, nin-
gneni sabe o que exsle alm do uramle,lodao. Esta
arvore ailmiravcl cobre com sua sombra um kpaco
13o vasto, que um cavalleiro nao alravessaria a sua
extenrilo seuao em setenta anuos de urna carreira a
colope. Osnabk, ou fruclos deste lo..lo. iguiilain
cm v.dume as grandes (albas de Hadjar que conlem
dous grandes odres de agua. As fullias desla arvo-
re celeste (em a forma de oreldas de elcphaiile, e
sao coloridas com malizes desronhecidos neslc mun-
do. O tronco lie do ouro puro, os galbos s3o de ru-
bina, os ramos secundarios de parolas perfeilas, os
ramos eslendem-se al s duas estremidailes do ho-
rizonte vizual; as folhas dcixam transpirar um per-
fume de argalia e de mbar. Sobre um ramo um
anjo lem como assenlo um throno formado de urna
perola branca quarrnla vezes mais grossa do que a
Ierra. A esle aspecto fiquei ebeio de admiraciio.
Saudei o anjo, o qual lambem saudou-me, apprn-
ximo-me mais; depois vollo-me... cj nao vejo Ga-
briel, eslava s... Cliamci-o rom v-.z forle, com a-
cento inquieto e perturbado; chamci oulra vez : Ga-
briel meu rm3o 1 Como he que uesle lugar um
amigo abandona a oulro amigo, um irm3o a oulro
irm.lo? Onde est* l? Porque dexaste-me? Por-
que ficas alraz? E ouvi que Gabriel respondia-me :
0']Mahomet, muito me cusa separar-mc de li. Juro-
te pelo Eterno que euviou-to como o apostlo da
verdade, como a salvano do mundo, lodos temos os
nossos lugares e as nossasonlens designadas, e aquel-
les que dellas sahirem scrao absorvidos c consumi-
dos na luz. A estas palavras, escondo o rosto as
roaos, senlia-me cheio de espanto c eslava trmulo.
Enlo Gabriel dirige-se para miro, aperla-me ao
coranao, envolve-mc com as suas ana : Deixa esse
medo, disse-me elle. Tranquillizo-mo c ao mesmo
lempu una voz do lado da cierna magcslade, pro-
nuncia eslas palavras : Gabriel,anima a coraaem de
Mahomel a quem amo. De repente o anjo passa
diricindo-se para o paraizo ; depois Iraz urna especie
do estrado lodo marchclado de perolas, "com coxitis
de um lechn da ouro e de prata, e estendo um ra-
fraf nu tpelo de verde bullanle sobre o qual fez-me
assentar acocorado. A voz divina soou de novo di-
zendo : (i Gabriel, impeli e enva Mahomel, o meu
querido, para as plagas da luz. O anjo, levanta
com as mos o rafraf e diz-lbe : 1 Caminha, parle,
voa com Mahumel, o querido de Dos.
O rafraf { lapele ) poz-se era moviraeulo, e sem
apoio do lado de baixo, sem sustentculo do lado de
cima, precipilou-se como urna lorrenle, atravessou
as IcgOes dos anjos, chocando cu assim cm um mu-
menlo, ao meio das lindas das M icnilicaces. donde
lirig-mc para o meio das Adorarnos, das Potencias,
das Domiiaries ; em fim pare juulo-de um ocano
de luz branca. Ahi sobre um mar luminoso, repou-
sa um anjo giaanlesco ; se Dos permllisse a um
passaro que voasse de urna a outra espadua desle
anjo incommensuravel, o passaro voara quindenios
a nnos.
Fui levado depois para um ocano de luz verde
que hrilhava como perola, e que scinlillava. Sobre
esle mar eslava um aujo colossal ; se Dos lhe per-
mitti-r Iragar os cos c a Ierra e ludo o que exsle,
elle formara de ludo islo um s bocado. Dirgi-me
depois disto a um mar de luz amarella ; ah vi um
anjo nao menos imuienso'que os duus precedentes ;
se tudo o que o poler infinito creu sobre a Ierra e
us cos eslivesse enllocando na n\3o desle anjo pro-
digioso, ludo isso nao parecrjijisfeuao um grao de
mostarda laucado no aneio, de inri deserto. Fui a
oulro mar, que era de luz negrada qual hrilhava
de modo maaestoso e terrvel.
A esle aspecto, cah proslrado sobre essa margen)
da immensidade divina, e com voz forle e estrepito-
sa gritei: a Senhor, lu que s o soccorro daquel-
les que invocam o teu nome, lu que es a espe-
ranza daquellet que esperara, senhor dos mundos-
tu que acalmas as perturbadles e os temores, lu,
Dos da Alca,ou tabernculo iminorlal, meu Dos,
meu senhor, meu soberano, protege e consola a iso-
lanao de leu servo, tranquillisa o meu coranao per-
turbado, ouve os meus votos, s ueste terrvel mo-
mento o soccorro do servo dos leos servos, faze com
queouea as tuas palavras, chama-mu para junio de
ti. 11 EnUo urna voz parlindo da raargem grila-me:
Mahomel, chega para mim, vein, eu le espero.
Camitiho e diego junto de um anjo de estatura ex-
traordinaria, que sobre a margen) media as aguas
com mkial, ou medida, pezava em urna balanza e
des1ribuia-as com as nuvens.
Dosle salve, a clemencia e benc3o de Dos ve-
nhara sobre li, servo do Todo Poderoso disse eu ao
anjo. Dos le salve c os favores de Dos venham
sobre li, amigo do Todo Poderoso respoudeu-me
elle. Quem s lu enlre os anjus ? Eu sou leu ir-
ra3o Mik.nl.Meu irni.lo Mikail, supplco-luem no-
me daquellc que conduzio-me at aqu para ver-le
que me expliques porque te chamas Mikail, e porque
Azral chama-sc Azrail, porque Djibril edama-se
Djibril, porque emlim lsralil chama-se Isrfil ( Mi-
guel. Azrael, Gabriel, Seraphim ou Seraphin )
Meu charo amigo de lieos, ja leesquecesle das ma-
ravillias e cousas cspanlosaa que viste nqui ? Porque
interrogas-mu ainda sobre estes anjos '.' Gloria e
pcces de granas a magesladc divina, Mikail l Eu
sei que na sua grandeza, na ua bondade, na sua
generosidade, na ua munificencia. Dos conduzo-
me al aqu. A elle perteucem o louvur, as ccle-
braces, as aeros de gratis, a sublmidade, a gloria,
a magnificencia, a forra, a mageslade. Oh meu
inn.io Mikail, quando vollar para a niioha Ierra,
quando iulerrogarem-me a respeilo dos cos e de
suas maravilbas, quero poder fallar do poder infiui-
lo de Dos. l'erfeilanienle leus raz3o. Pois
bem, presla attenrao Cliamo-me Mikail, porque
fui preposlo para oceupar-me las chovas e da vege-
lae.o) das plantas ; ne.la qualidade mern as aguas
com o mkial, pezo-as em urna halanca, encho del-
las as nuvens e enxio-as para onde Dos quer enva-
las. Mas, Mikail, meu imito, o que he que faz o
troxao eo relmpago ? Mahumel, amado de Dos,
vas saber o que he. Quando acabo de encher de
agua as nuvens, pouhu-as s ordena de um anjo que
as impeli e conduz para onde Dos quer. O anjo
dirige-as, impeli, anima e prcripila-llies a carreira;
enlao ellas se abalroam unas as oulras, compri-
mem-se c deslas agitoOM, lestes enconlros, destes
alalos, lestes ciioques nascero os entrpitos eoses-
Irondos, o Irov.lo : o anjo coila com azorragadas as
nuvens c rompe-as, e cutio apptrecem,os relampa-
dos habis. Todava o cruel doutor alTeclava nKo iu-
lerroga-lo, conversova com Gallcran, e enleruecia-
50 lemhrando-se de n3o sei que miseraveis vagabun-
dos. Fernando eslava arrufado.
Doulor, disse elle, deseju lomar lambem o ca-
minho de ferro.
Nada vejo 1e mpnssvel nisso, respondeu Sul-
pirio cncarando-o pela primeira vez. Seus negocios
eslau lerminados aqu?
Que negocios ? pergunlou o mancebo louro.
Sulpicio poz-se a rir, e conlnuou cm voz
alta:
Mr. de Gallaran, dar-se-ha caso que nosso a-
miso 1-cinando o.)o lhe tenha ainda fallado dos mi-
Ihoes quo vai pescar n linlia'.'
Oh! oh! respiudeu Haberlo, emquanto Fer-
nando mudava de cor.
Se I i ensero oslado junios, Fernando (cria podido
heliscar-lha o bra-o; mas o doulor separava-os leu-
do Fernando esqttenla o Calieran direla.
Nosso joven amigo, lornnu elle, aprenden cedo
a viver no mando; seolc-sc forle e bem armado;
gnsla le combaler : i-so he mui natural... Mr. le
Calieran deve ser tambero assim?
Assim cumo'I pergunlou o dilaten.
Dove ser impaciente de sodrer njugo?
Cortamente, senhor, lornou Gallcran em lom
mais serio, por pouco que o jugo me orTenda.
Deve aceitar diflicilineule o segundo lugar ?
Conforme a pessoa que oceupa o priraeiro.
Deve resistir ao freio?....
Perdoe-me, senhor doulor, al agora anda
n.l.1 consent que niugucm o mellesse em minha
bocea.
Sim, o senhor he altivo. Ignoro te saberla
gos e os raos. Djibril he assim chamado porque
foi a elle que confiou-se odjabroutou o supremo pu-
der ; porque he elle que ahysma, que offusca, que
destine, que arruina, que aunqulla, qne dirige os
tremores, que sulla as tempestades, que launa os
raios ; fui elle que maln os povos do passado, esma-
gou as minies, dcslruio as cidades, afugantoa us ho-
mens, precipilou nos mares ou no dcsconhecido lodos
esses seres o rcslos confundidos, invisiveis, perdidos
alravez dos lurbilboes de arcia e de p. lsralil he o
lerrivel, porque enlre os anjos nenhum ha que seja
tao forle, nem que tonda (anlas|zas e peunas como
elle. He a ello que pcrleuce a Iromhela terrvel ;
porque he elle que apodera-se de todas as almas.
Todos nos o tememos, porque exerce o supremo po-
der sobro lodo o vvente, o
Saudei a Mikail e relirei-me. Passei as lindase as
columnas los anjos; chego ao lugar em quo eslava
Israfil. Elle linda eslendido Indis as suas azas, a-
quaes tocavam as duas exlremidades do horisontc.
Seus ps chegavam al s ultimas profundidades da
Ierra ; sua cabefa elevava-se alea arra,ou Tabern-
culo cierno ; Israfil lem um milhao di azas; cada
aza um inildo de cabecas, cada cabera um milhao de
caras, rada cara um milhao de boceas, cada bocea
uro milhao de linguas cada urna das quaes, exalta o
Todo Poderoso em um milhao de idiomas,.que nada
lem de commum uns com os oulros. A arca subli-
me lescanca sobre u cogoc de Isrfil, ero cuja bocea
eslava posta a Iromhela divina ; ella linha lanasa-
htrtu as quintas s.lu as almas que vivera nos corpos
humanos. Entre os olhos .desle anjo 13o extraordi-
nario esl suspensa a mesa dos destinos, vasla su-
perficie que encheria o espafo do oriente ao occiden-
te. Eu admirava a inconcebivel ampldo da bocea
da Iromhela; vil qne os cos e a (erra nao appareci-
am ahi scn.u como um grao de moslarda laucado 110
deserto.
Israfil, leudo a Iromhela junio aos labios, conser-
vou-se com o pe direilo para a frente eo p esquer-
do para traz, inclinado c csciitarolo. espera de que
umsnpro lhe Irouxcssealguma ordem de Dos. Isra-
fil, meu irmao, csclamci, cu tesaudo, Eu le saudo,
querido d Deus, respondeu-me elle Israfil, por-
que le conservas nesla posn3o '.' He a po-icao que
conservo desde que o Allissinio crcOu-me, e quecon-
servarei al ao dia lo jui/o dual ; he assim que es-
culo e que unco a palavra do meu Dos. Meu ir-
m.lo, como ouves lu es-as palavras divinas'.' Como
chegain ellas aos leus ouvidus? Eu ouro, urna pa-
lavra mais sonora c maisjfurle do que o trovan, mais
rpida o que o brillio do relampaso, mais alroado-
ra do que os sibilos do vento das tempestades, mais
retumbante do que o estrepito do raio que brilha,
estalla c zue. O que exprime esla palavra pode-
rusa o inmensa '! Exprime ludo : a Fara-se
e a eoosa appareca cm menos lempo du que he ne-
cessario para que a primeira e ultima letlra desla
palavra sejam reunidas pela emissao da voz. Meu
irnvio Israfil, cm que lugar eslou ? Amado de
Dcos, levanta a cabeca. 11 I.evantei a cabana eslava
junto do arch. Tudo o que vira dos cos e da Ierra
e de ludo o que prrtenre-lhe, parecia-se junto do
arch com urna simples e pequea argolinba no meio
das solidos du deserto. Na verdade, era necessa-
rio que fosse assim a arca do Senliur das inmensi-
dades; maravilha quea;ii>J;ellgenc,t humana au pu-
deria cumprchender, e que nao poderiam imaginar o
espirito, e o pegamento, maravilha do soberano da
gloria, das grandezas, las magnificencias.
I.anco depois os odos para dianle e vejo um anjo
soba furmade um gallo,o qual chama va-e Dickiail.
Seu pesenco passavaaob a arca ;seus pesiara at ao
fundo da Ierra; era o mesuro incommensuravel. Ser-
me-hia impossiveldescrevera offuscanlee pura alvu-
ra de seu corpo ; as azas eram do um verde de es-
meralda ; us ps do mais fino ouro, a crista de ga-
ta vermclha, a cauda de coral vermelho. a serra da
crista do Irigueiro mais agradavel ; no meio da mes-
ma eslava em um assenlo luminoso um anjo que es-
tn.lia at aos mais extremos limites que a \i-la
podia alcannar ; sobre as cosas do qual eslavam es-
cripias eslas palavras, direla : esquerda : Mimomel he o apostlo de Dos. Eu
disse a Israfil: Meu amigo, que anjo he esse He o
gallo da arca. No primetro lerna da noile, este gallo
orando 11111 olhar sobre o mundo, grila : Adorado-
es de Dcos, lexanla-vos! Depois poe-so a glorifi-
car o Eterno, a celebrar a unidade al o segundo ter-
co d^uoile. Nesle momento, o anjo abro cagita as
duafl^zas e de novo grita : Nacies do mund
lenH^de pedir a Dos o perd.lo das vossas fall
vanla-vos E poe-se a exaliar a mageslade nica
e suprema al que approximc-se o termo da noile ;
euiao sacode e agita ainda as azas, e grita com voz a-
troadora; Homens esquecidos, levanlai-vos, repili u
nome do vosso Deaslu le este lerceiro grito queche'
ga aos oiiv idos dos gallos da Ierra ; lodos pelos seus
gnlos responden) s palavras do gallo celeste, todos
callam-sc quando calla-se o gallo de nossos ecos, s
Caminho, e acho-me logo no meio de legies de
ootros anjos c de ospirilos; admirando, contemplan-
do cssas immensas creaturas, sua inlerminavel mul-
lidao, suas innumeraveis especies. Saude-os com
gestse com palavras, o elles saudaram-me com sic
naes fcitos rom as mo-. Israfil, disse eu enlao, por
que estes espirites dos anjos responder a minha sau-
darao com gestos somentc ? Meu charo Mahomel,
esles espritos nao fallara nem, nunca fallaran) de-
pois que foramcreados, com medo de se distrahrem
de suas santasorac/ies, do suas celebrantes piedosas.
Alem disso nao le conheceram.
Na verdade, sssoubessem quem s, teriara respon-
dido, o Immedialamenle Israfil disse-lhes : choros
dos espritus, esle homem he Mahonel; he o estima-
do le Dos que vossauda, porque nao correspondes-
es com a bocea i satidacJu de Mahomel ? A estas
palavras 01 choros deram-se pressa em corresponder-
me, em san.lar-rae, em fclicitar-me : Venham os
beneficios do Senhor sobre ti, sobre leu povo, o o
maior dos prophelas, enviado para a mais nubre das
naroes. a
Chcguei depo* junto dos Cherubins ; sao elles que
sustenlam a arca. Saudamo-nos, em quanlo couver-
savamos. e ouvf dizor de cima : a Mahomel I.e-
vantei a cabeca e vi ura anjo gigantesco, mais lu an-
eo do que a nev, (endo urna tnica verde de longas
dnbr.is flucluantes, o qual era procedido de selenla
mil anjos que se pareciam com elle no exterior e
nos vestidos. Esle.1njoapproximoti-se de mira, abra-
roii-niee disse-me : a Varaos! Mahomel, a mais ex-
cellentc das creaturas. vem para o teu Dos, k Ca-
minho no meio desla mullidao immensa que felici-
la-me pela suliliraidade da ininlu missao. Chego
depois junto ao teclo ; olho o vejo alm, o vaslo mar,
Mesdjnur. Elle eslava ornado de anjos cujas estatu-
ras appresentam um compriraenlo igual a urna va-
geni le rail anuos fcila com o p-s-i ordinario. Cada
um dilles linha na m3o urna launa luminosa de um
ciiroprimei.l-icu.il a cmannos de viagem. A su-
premaca sobre eslas creaturas anglicas era confia-
da a um anjo chamado Kckiail, ser de toda a gran-
deza e de loda a forra.
Alm desla vasta exten-Ao, existiam setenta mil
veos ou cortinas de ferro, cada veo linha urna largu-
ra de rail annos de viajera e urna superficie ainda
mais immensa e mais longa. Ahi lambem todos os
espaco- eram occupalos pgr anjos. Alm, uro pouco
mais longe, liavia selenla mil aoparaeSea ou corti-
nas de ouro cada urna das quaes eslava apartada das
outras mais prximas, por urna distancia de mil an-
nos de viagem ; immensidades, eilcnsoes que s Dos
conhecia. Cada espaco era povoado de anjos. Mais
adiante, encontr solela mil oulras corlina* ou veos
de relmpagos, depois oulros lanos troves, depois
oulros lautos veos de luz ; depois selenla mil veo*
de rubins sciniillanles, espanos ignorado por lodas
ai creaturas, espanos lem limites, todoa nnundados
de anjos que, incessanteraente glorifican) o Atlissi-
mo. Anda alm de ludo isso, selenla mil monlanhas
de onro puro, cada urna dellas linha um milhao de
annos de vagom docoroprimeulo e mil annos de via-
gem de largura. Sobro cada montanha flucluavam
selenla mil outiflammas de prala branca cuja liaste
era um rubim scinlillanle ; sobro cada ouriflamma
eslavam (ranadas estas palavras a S Dos he Deo,
e Mahomel he seu prophela. o De urna oulra mon-
tanha liavia um esparo de mil annos de viagem hu-
mana.
Fui maislonge e vi o Koursy o,u throno eterno.
cora Irezenlos e sessenla mil ps ou sustentculos,
cada p com urna grosura le dez mil annos. Entre
a arca e o throno, Deo* creou a moza dos destinos,
larga e longa como o co e a Ierra. Esla meza, vas-
la esmeralda frouleira .1 arca he a pagina onde esla
escriplo ludo o que existi e tudo o qoe existir du-
rante toda a eternid.ide. O arch compOe-se de qua-
(ro luzes puras e.Irezenlos e sessenla milhoes de pes
ou sustentculos, cada p do comprimenlo de Ir-
senlos -e na mil anuos de viagem. Entre cada p
e o seguinle. Dos collocou selenla mil lileiras en-
cerrando cada Mein mil cidades ludo do mais pu-
rr ouro, cada cidade linha selenla milordens de an-
jos de misericordia. Oh gloria ao Scndor de lauta
immensidade, de tanta infinidade, de lano brillio,
de lano poder ao Dos da loda unidade, de loda a
siinplicidadc de esseucia, de todo o soccorro, de loda
a mageslade Dos u priraeiro e o ultimo, o visivel
e o invisivcl, o crea 1 .r, o vivificador sem emulo.
sem igual, sem coexislenle Dos que lem as duas
rolo* eslemldas para o universo ; Dos occullo cora
sua mageslade aira/, lo veo le sua omnipotencia e
desviado dos olhos humanos ; u Dos que enlende, o
Dos que xS o Dos de (oda a sabedotia e de loda
a Justina ; o Altissimo, o nomo abennoado na sua
magnificencia, na elevaran de sua fur;a, o crcadur
de ludo, que oceupa-se com ludos os homens, pe-
queos e grandes !
Approxime-mc mais para o lado do Arch ; vi se-
lenla mil outros veos lendocad.i um lelles urna
grossnra de selenla mil annos de viagem, e todo* le
urna luz resplandecenle. Nos ulervallos destes veos
exislcm massas de anjo que Dos chaiaou moukar-
riboun ou vsinhos do Eterno ; elles < st.io dispostos
em toncas linhas cada urna das^uaes tora urna lar-
gura do mil annos de caminho e um comprimenlo
que s Dos conhecc. Cada anjo lem urna altura de
dez militares de aunos de viagem, e um dimetro de
cinco mil annos de camiuhi ; mais alm oulros se-
tenta rail anjos, uuieiii p, oulros ajoclbados e acoco-
rado, oulros proslrados ; eram os cherubins, as ado-
rantes, os llironos, as essencias, as prosternarse:,
lodos sob a forma humana. Alraz deile est a Ma-
ravilha Suprema, i-IW.V-, urna serpele coherla de
prata de um branco uffusrante, com a cabeca de ou-
ro puro, com os olhos de rubn- sciniillanles. Esta
serpente enrolada cm loruo do Arch como um aiinel,
lera selenla mil azis le esmeralda, cada urna lendo
selenla mil anjos, 03 quaes Iraziam as raaos urna
ourih mtua de luz e que incessanteraente celebra-
vam as grandezas do Senhor.
Os anjos conduzirani-ine mais longe, a loda a dis-
tancia. Alravetsamos novas orden* de veos cada
urna das qnae* linha selenla mil veos idenlicos cm
nalureza e especie ; cada ordem difera de lodas a<
oulras: urnas eram de perola cor de leile, outras de
rubim, de maragdila, de e-tofo de rico brilho, e de
lecdo de ouro e de prala, os veos un ram de nev,
oulros de luz, oulros du trovas, outr de argalia,
oiilrm de mbar, oulros de perfecSo. Entre um veo
e o seguinle, hava sempre quindenios annos de via-
gem. Cheguei emfim ao veo de fumo, depois ao da
nb-ru 1 lado, c -uceesmenle ao veo de luz, ao le
nev, ao de gelo. ao do poder, depois ao da glora,
da sol limiJade, da infinidade, da Torna, da grande-
ea, debois ao da providencia, ao da immortalidade,
ao da altura, ao da soberana u .10 da mageslade.
Ahi Vol vo us olhos pira o veo da essencia nica c pa-
rao di enca unitaria, e vejo selenla mil linhas de
anjos 1 idos eid p. De repenle urna voz retumba de
igua as cima e diz : Tira os veos quo cparaiB-mu do
o, que |meu amado, de Mahorucl. E levanUm*-se innu-
llas le- tfueravois veos; legies innumeraveis de anjos appa-
recem ainda ; e a io/.^ cima, lo lado de Dos,
te ; sod o soberano dos mundos. Ent.io senli-mc
abalado e (reini ; o medo apnderou-se de-rnim. O
rafraf que conduzia-me parou, approximava-mc de
poder, a sublmidade, a immensidade, o infinito, o
que destruira ai iotelligemias, esgolaria lodosos o-
IhosPedientao ao Eterno quelirmasso o meu ser.que
desie-mc calma e sangue fr), e logo descobri com os
olhos da cara e com os do coranao a Dos, o qual
levanluu o vu eslendido sol ira a arca, para alm das
(animidades da sua grandea, da sua perfeirao, da
sua omnipotencia, da ana mageslade. Pira aqu a
minha descripnao ; Deo* niio permtlio que eo dis-
sessemais. Nem forma, nairl figura, nem maueiras
que o espirito poua imaginar ou. representar; nada,
nem o mais remolo dos sere, a mais leve palhinha
sobre a Ierra e nos cos, nada lhe escapa, nada lhe
de cslranho.
Approxima-te de mim, Mahomel, meu amado,
disse-me a voz do Eterno. Obodeco e (como u mes-
mo Deo revelou no Alcorn, cap. Lili, v. 9) ap-
proximo-me at urna distancia de mais de dous com-
primenlos de arco. O Atlissi no poz enlre as minha*
las espadua a sua mo divina, a qual na verdade,
n3o he como a m3o malerial los humen, he a mao
la Omnipotencia. Sent a frescura da milo incom-
prehensivel penelrar-me sut i'ament no coranao,
nfundr-me a ciencia dos seculos paasados, du pre-
sento e do futuro, a ciencia lo que existi, do que
existe, e do que ha de existir; O meu lmur e a
minha admiraran desvaneceram-se, a alegra e o ex-
lasc apoderaram-se de mim, a minha alma Iranquil-
lizou-se. e pareceu-me que ludo o que exista sobra
a Ierra e us cus acabava de expirar, de morrer,
pois nao ouvia mais nemtopro nem movimenlo, nem
palavra, nem murmurio; era a calma eterna, uni-
versal, a calma per toda a parta. Meu corpe e meu
e-pirlo toruaram a ai e vi a q-ie grao de honra, de
glora bavia chegado. A voz eterna repelo-me :
Approxima-le anda de mim Ahmed 1 *ou o leu
Senhor.Oh, sim, meu Deo, meu soberano, meu
senhor, s a *alvac3o, de t emana a alvacSo. O'
glora infinita fuste to que outi'ura liraite do nada
as alma, que Ihes deste o er, que as encerraste e
prendesle nos corpo; tu qun as separas, fosle lu
que eslendeste o tapete da (erra e o ornaste. Sim, a
trra, tu a consolidaste e firmule pela ligacao da*
monlanhas cujo* cimos elevasln nos ares, tu coubeces
o seu peso, as sua* enlranhas 11 as por,Sea doa seu*
deos; lu levantaste o co e o nislenlasle sem o apoio
de columna .; ornaste a Ierra, e quizeste que fos-e o
lugar do apedrejamenlo dus demonios; os teui olhos
contara as mais negras obscur dades da noile 01 mo-
vimenles dos ps dasformgas qoe correm; da luz de
la face divina ftzeita os vestidos do sol; o brilho
que scinlilla do seu disco oflascanle. Dos, meu
Dcos, s o nusso consolador ais trabalhos e nos re-
vezos. Approxima-le, Mahomel, approxima-le
mais. o Approximei-me mais 11 oun a voz de Abu-
Bekr, ojuslo: Meu Dos, meu Senhor, grilei eu, por
veutura slar Abu-Bckr enlni noi? NSo, Maho-
mel, nao ; lu esl em nm lu;ar ao qual nao pode
chegar nem Abu-Bekr, nem piincipe, nem piophela
algum da Ierra, porm contiena o intimo de teu co-
ranao e sei que uinguem no mundo le ha mais charo
do que o justo e sincero Abu-Bekr, e imle o ion) da
sua voz quando te fallei, adra te nSo inspirar-te te-
mor, inquietando, nem perturlecSo.Seja, Senhor,
glorificado, louvado, e adorad}, o (eu uomc rja
exaltado as las bondades Para li a saitdanao,
para (i as heneaos! Para nos lodos a salvaco. De-
claramos, disseram o aujos qt e eslavam alraz de
nos, affirmamos que s Dos he Dos, o que elleho
Dos nico. E eu, disse o Senhor, declaro qoe Ma-
homel de meu servo, meu propSeta. Aquello que
le amar, cu o amarei; aquello que le pozer de men-
tiroso soflror a minlta colera. ISo dia do juzo fina
iu aparecers montado sobre a amela Radba, o o* .
Oulros messias e prophelas march; rao junio e abaixo
dos leus estribos; ludas as creaturas do mundo gri-
tarao nesta hora suprema : Senhir, Dos do univer-
*o, pela alia posieao que dsle ao propheta ara-
be, pedimos que nos livres dos soli*rimcnto* e das af-
dires n
A esla* palavras divinas, dquei :heio de alegra e
de extasp.conversei com Dos a-ibre as obras boas,
sobre os preceilos que devem servir de norma na vi.
da, sobre as virtudes que devem Sir praticadas, sobre
os deveres que se devera comprir sobre a fraqueza
humana, esobre a condescendencia e paciencia que,
ella reclama. Depois, disse eu : AUivia-nos das
obrisares que queros mpor-nos.Eu vos alliviareir
Perdoa-nos, meu Dos!Eu vos perdoarei.
Concede-nos os leus favores, a la misericordia
Concedo-vos a minha misericordia, os meus benefi-
cios.Meu Dos, lu s o nosso seahor!Dizes a ver-
dade, sou o leu senhor.Senhor, s o nosso roccorro
contra as nan*ie dos inflis.Sciei o vosso soccorro
contra os inlieis, alao fim do mundo; porm o que
he que vs de mim com os leus Jlhos?Eterna Ma-
geslade, neuhum olhar podera penetrar-te; nenhum
Dos. Olho para cima, achava-me junto do throno, esparo podera conler-te ; a noile o dia nada poda
o qual recebe sua luz da arca. O1I0 aujos sustentara mudar-le ; lu s o Universo, o Kei lerrivel. Meu
a arca ; dous tem a forma humana, dous a de le3o> Dos, meu soberano, meu senhor,(ua luz, (ua magoi-
i
I -
r
rommanilar sua prupria opiniao he que nao sabe-
ra obedecer.
le verdade.... salvo se...;
Salvo so '..... repeli o doulor vendo-o hesitar.
Gallcran passuia mo pela fronte e exelamou a-
cudindo sua preocupara para rerobrar o rcenlo
deseniliarai-ado quo lhe era habitual:
Oh! senhor, eis-ahi ura interrogatorio adtnira-
vel. Ua porto de cinco minutos que live a honra de
ve-lo pela primeira vez.
E sinlo pelo senhor urna alcirao sincera, io-
lerrompeu Sulpicio.
Fernando lossio seccamenle, e o fidalgu leve a
dea de que se ni fia zomhar deile.
'Tem alcuma cousn na caicanla, meu amigo
Fernando;' disae o doutor voltando-se para o man-
ceba louro; babl um pouco, e fique em repouso.
li euclienduos copos conlinuou :
O vinhn dessa mullicr he igual a qualqiier 0(1-
Iro; apn-ln que ella ha le vender outro peiorcra
Pars Mr. de Calieran, ja ouvo contar a inaneira
porque nosso amigo Fernando e 011 uos encontramos?
Nunca, respondeu o lidalgo, sei smenle que o
senhor salvnu-lbc a vida.
De vera? exelamou Sulpicio rindo, salvei a
vida desle edaro rapaz?
Fernando lossio seaunda vez, c balhucou: '
Nada cusla-me para provar minha dedicarlo...
Que pude fazer quera quer servir .1 um medico?
Dizer por toda a parle : Este medico lalvou-
me a vida iolerrompeu Sulpicio ; isso he claro co-
mo a luz do dia.... Obrieado, Fernando, e ignora-
va esla aeeSo quo me conslilue eu devedor.
Meu Dcos, doulor.... quiz comenar o mancebo
louro.
Mulo obrigado, j lhe disse; bem vejo que
dou* a de nenia, dous a de louro. Todos segundo o
emblema que representara, exaltan) o Eterno, invo-
cam suas munificencias e seus soccorro para os do-
men e para os animats.
Abaixo da arca esl o kaulher, o grande rio celes-
te. Sobre suas longa margen, sua circumvisnhan-
nas, naa'qualrodirecneslovanlaram-se leudas de pe-
rolas, de rubiu, de pedras preciosas, de mbar, de
ouro, de prata. Do todos os lados os r\ albos, o co-
pos, os jarros, as lacis, tudo de pedras linas eslavam
espnlha.los, disseminados, mais numerosos do que
as gotlas de chava. As folhas dasarvores, as plantas
da Ierra, as estrellas do co, tudo emlim a quem
Dos deixa beber uina vez a agua do Kaulher nao
senle nunca a sede.
Oulros veos linda eslavam levantados dianle de
mim, veos de pedrarias, espectculos da maravilbas.
E o rafrif alravessou outros espacos que e oflere-
ciam "dianle de mim, al que emfim niio exislia en-
lre mim e Deo senao o veo da unidade e o veo da
essencia unitaria, enlflo a voz le cima faz-te ouvir :
a Meos anjos, diz ella, levantai o veo da unidade,
que separa-medo meu amado Mahomel; deixai qoe
o raou prophela se aproxime do mim, Olho e ve-
jo os graos da verdade eterna, du verdadeiro Dos.
Ahi eslavam mullidocs .',_ anjos slenla e dous mi-
lhoes de vezes uii- n- n- rosas do que tudo o que eu
linlia visto nos sc'.e cos, Selenla mil eslavam sobri-
os degraos da verdaue ; selenla e um milhoes de ou-
lros trmulos e terrilicados dlaltsflla mageslade do
Altissimo, derramavam lacrimas que rorriam em on-
das como as correles doa rj. Por toda aparte ou-
viam-seas glorificares, os louvores, os ovares dos-
sas mullidftes incalculaveis de anjos.
Acliava-me pois na abertura que o veo da unida-
de me abrir c n refraf scinlillava com os refiexos
da luz cierna. Eu eslava cheio de urna emoejlo pro-
funda, de ura temor incxprimivel. O* Amed, (Ah-
med, oulro nome de Moha>med ou Mahomed. A
raz dcslas duas palavras he a mosma, e significa
glorificar), disse-me enlao a voz do meu Seulior, nflo
le perturbes; Ins o meu servo, o meu Messias.
sc, o m|eu espanto desvaneceu-se. Vi entao o que o
hornera nao ver no mundo ; o que nenhom* imagi-
narlo suppori ; a luz de Dos offucoii-mo, absor-
veume, de sorle que nao me conhecendo mais, (ve
medo de queosmciis olhos lcixas(m de ver a vis.lo ;
porm Deus derramo? logo no raen corarao a facul-
dade le ver ; cu via pelo coradlo o que devia ver
pelos olhos e a lhe levo uina parla cunsideravel de mioha repu-
l.u.ao.
Muito rae alTlitiiia....
O senhuc Itemi-u benifeilor!
O senhor salvou vcrdadeirainente a vida? per-
gunlou Mr. de Calieran.
lei de salva-la, se algum dia elle cahir doen-
le e (ver a bondade le consullar-me.
Veruando iiiclinuii-se ao oovi-lo do doutor e mur-
murio! :
Que necessidade ha de entrar nessa particula-
ridades ?
Se ha on nao necessidade, responden Sulpicio
seccamenle, ho urna quesiau e resulvo-a ao meu
mudo.
Meu charo, conlinuou ellodirigindo-se a Ro-
berlo, nao a admire muito nem zoinhe da.nosso a-
mao. Algum dia talvez o senhor lambem dir que
lhe salvei a vida?
Se for verdide.
Quero dizer, senao for verdade.
Porque T
Porque he misler explicar aos curiosos ccrlal
ituares equivocas, o que o faz uo como se quer,
mas como se pode.
Galleran coiou. eseu bello semblante loinou uina
expressflo ofTendidn.
N3o o cnmprebendu mais.
Ila de cuuiprcheniloi-me hrevemonle.... mas
he misler prmerameule que eu lhe cont, j qoe o
enlior nao sabe, como Fernando e eu nos encon-
tramos.
Tranqullise-sc, accrcseenlou o doulor voltan-
do-se para o mancebo louro, o qual roa a ponta do*
dedos cora raiva couda ; locarei smenle ua super-
ficie das cousas.,,. Certa- pessoas proceden) por apo-
drencia, leu brilho extinguen), a forja dos meus olhos,
porm vejo-le com o olhos do meo coranao.Mcn
hem-amado, faze nma descripcli de mim.Gloria a
li, O' msgestade dos mandos! Nenhuma descripnao
se pode fazer de ti, nenhuma se enca pode compre-
hrnder-te e pintar-te, nenhuma idea pote ahrajar-le.
Mahomel, a minha essencia h) infinita, o meu po-
der he da maior grandeza, a minha altura he de lo-
dos os limites.
S eu son Dcos ; son o re de lodos os reis ; diri-
jo ludo, respondo a lodo* os votes, prowjo a quem
se dirige a mim ; son nfficiente para quera descan-
sa em mim; recebo quem bale .1 minha porta,defen-
do-o dos malese dos Irabalho. Mahomel, olha-ma
( osle he o lugar onde repousa a minha omnipoten-
cia ) ;no ha aqu entre mim 11 li, nem apostlo'
nem interprete.Onde estou enlflo, Senhor, disse
eu levantando a enhena, onde rstou?ir Eslaa so-
bro o lapele da minha grandeza e da minha infini-
dade. a A eslas palavra fiz um movimenlo para
Iraz para tirar a* ssndilias. Conserva as las san-
dalia, disse-me a voz divina deixa > (oa* *au-
dalias pisarem aohre o mcn taptte, afim de qne o
honren) ; pois temos escriplo qie sers por loda a
eterndade o maior, o mnis favorecido denlre os
morlaes. a
Odo para a dircih.e vejoa espadadavinganra.qoe
gotejando sangue, eslava soipensji a ama haslea da
arca, a Meu Doos, meu Snior, grilei eu, des-
va a espada de cima da minha naci.Mahomel,
minha sabedoria e mioha volitado decidiram que a
maior parle de leu povo perecer* l-, espada.Senhor
peno-te por favor.Dous mil atines anles de crear
Ad3o jftrei coucodcr-le o meus favores e conceder
a minha benevolencia a lita narao.Senhor, tu cre-
aste Adi com as la mSos ; soprastc-lhe o ten h-
lito de vida p fizeslo proslrar os (cus anjos dinnle
deile (u lomaste Abrahao por leu amigo, fallas-te
directamente a Moiss, elevaste I-Iri Enoeh ) a
urna alta gloria, revelaste e dsle os Psalmos n ll.i-
vid. e prrdoaste Ibo um peccado ; lo concedesle a
Salomo um vaslo imperio, porque lhe submelles-
te os seres humano, os genios, os passaro, os ani-
ma es bravios, o us vento, tu creasle a Jczus cum
a la palavra ; mas eu, Senhor, que benifnio recehi
de (i ?E-lo. E-cula-me. Formei Ad3o, he ver-
dade ; porem formei-o eom o barao da Ierra, e lu
fosln formado cora a luz da minha face. Fizd'A-
lirah.ro meu amigo, he verdade ; porem fiz de li o
meu querido, e na verdode o querido esta' cima do
amigo. Fallei cum Moiss, he anda venlade ; po-
Ingos para explicar sm pensainento ; cu porm nedo
que x historia de praferivcl...
f. invm dizcr-lhe, Mr. de Galleran, lornou o
doulor dirigindo-se novamenlR ao lidalgo, que lenho
imposto a mim me*mu nesla vida, alm la larefa liT-
licil de servir a liuinaiiila le, mo gralo seu, ura.i
nii-sio menos alta, menos geral; mas que laueou-
mc ero urna estrada seineada de ODalaculOa. O senhor
e muito ionios saberao alcum dia a decifrai.ao lo
meiieuisma; ma sement quando eu Ih'a hotiver
declarado. Para vencer os obstculos e seguir rneu
cainiuhii, MCeMitn vezes de ser ajudado; orasen-
do a nalureza huinaiia pouco dada servir, tenlio-
me ti l> luado o |>eilir soccorro com a e-coiel. ua
mo, bem como Gil Blas pe 1.1 e-mola. Esle meio
gcralmeutc surlc-ine hom effeilu, ecmquaulo nao
me ralbar, h?i de ah-ler-me de procurar oulro rae-
Ihor. Assim uro dia que eu neces-ilava justamente
de ser ajtuladn, enconlrei meu amigo Fernando, o
qual aiiradou-me. Para cerlos usos que me silu pro-
prios, goslo defaa ndoles aguda. I.embra-o do
que aronleceu, Fernando? .
Sim, iiiurmurnu o mancebo louro, lemhro me.
Mr. le Galleran desconfi j um pouco lalvez?
(ornou Sulpiciu vollando-se para o seu visinho da
direla.
Sim, respondeu lambem Koberlo, de-confio.
Eis-aqui em duas palavras o que leve limar, e
o senhor vera se adevinhoii. Era era um sabio onde
Feriiamlo Impuava. Elle sabe imperar quando
quer as sociedades.
Na verdade o mancebo louro linda conticinio no
dedos. O doulor cunlnuou bohemio paulatinamen-
te sen copo do xinlio le brdeos:
Aprescnlci-ino a elle -n-inho, e recelieu-me
como quem lem de s urna excellenle e digna opi-
niao. Ccrlamenle loria cslranhado muito ealguero
lhe livesae lito que eu i 1 ordenar, c que elle ia obe-
decer.... mas cu levava comino minha eseopela.
l'.h un-i Fernando parle, e disse-lhc dua palavras
ao ouvido.... Desde enlao elle cala-so, quando fallo,
e faz o quu quero. Nao he assim, Fernando ?
Esle .uardou o silencio.
Era isso mesmo. o que o senhor pensava ? per-
gunlou o doutur a Koberlo.
Pouco mais ou menos.
E que diz a esse respeilo'.'
Galleran passou alguits segundos anles de respon-
der, eili'se cmfim:
Duulor, com cerlas pessoas conviria lomar ou-
lro melhodo.
O senhor crii isso?
Eslou serlo..,. Conhero pessoas com as quaes
essa escopeta na 1 surtira hura efieilo.
I-liola disse coiii-iuo Fernando.
O senhor, porexemplo? insinuou o doulor
com a.-ci uto mais brando.
Eucerlamcnle.
O doutor Sulpiciu lep >z o cnpu sobre a meu. O
raio que parta de seus ollioi (oi ferir a pupilla de
Galleran, o qual pcslauejou e repeli cora urna es-
pecie de colera : m
Digo : eu !
Oujo bem, conlinuou o doulor tranquilla-
menlo o senhor diz : eu.
Accresceulo, lornou Roberto exaltando se, qoe
quem servir-sc da ccopcla comigo ter a cabeca que-
brada pela coroiiha da tnesma.
Femando poz-se a rir comsigo, e disse para seu
uso parlicnl1
Imbcil I
i
A nuvem que ameac,ava o d irsonle rcstituia-llie
o boin humor: a nuvem era para Galleran.
Meu charo; disse Sulpicio, s eu fallei le es-
copela.... Devo rrer que o senhor ameara-rne.
Foi o senhor quem ameaeou-me primeira-
raeule.
Oh! (ornou o doulor rindo, nao incafilijo ; le-
nho minha escopeta.... Previno o de que nere lo senhor, e vou trala-lo as-m cuino Iralei ah'o-__
nando.
Veja que ha nisso risco c perigo, senhor! diseo
o fidalgo que eslava pallidu. bem que seus odos ne-
gros bem ahertos nao cxpiimissiein nenhum temor.
Quer que falle em vuz baixa oi em voz alia ?
pergunlou Sulpicio.
Em alto e bom som, respondeu Galleran.
Fernando ipplieava vidamente o ouiiilo. Sulpi-
cio hesilou mn Instante, depois inrlinou-se repenti-
namente paral Roberto e inurmurou :
Creio qe he inelhor fallar cm voz baixo.
Fernando efculou le balite, e nao ouvio mais una
J palana. Smenle xio sen amiao Galleran varillar
sobre a cadeiri. A face leslo lomou-e vermelha
como o sancui, e lepois llviila. O olhar que laucou
sobiu Sulpicio indicava um nexprimivel terror.
Como salle iiso .' balliuciuu elle quando piide
fallar.
Fui jastamenle o que pergunlou me Fernando,
respondeu o doulor, quando fallei lhe ao ouvido....
Porm n3o digu meus egredos nem os dos oulros,
meu charo senliur, e pode contar com a minha dis-
crinao absoluta..*, emquantoobedecer-me como que-
ro er obedecido.
{Conlinttar tt-ha.)
A
%'
miitii nnn


DIARIO DE PERMRBUCO. TiR(.A FEIRA 30 DE JANEIRO 011855.

retn fallei-lhe por di'Inx de am veo, sobra o mon-
te Sioai; e fallo comligo sobre o (apele da minha
grandeza, tem veo que tepare-me de ti ; nem Moi-
ss nem outro qualquer gozou de cousa i2a.1l. Ele-
vei Idres a urna alta gloria, lie verdade, elevei-o at
o qaarto co ; poreni la chegasle at onde ninguern
cliegou. A Salomo dei um vasto imperio, he ver-
dade ; porem a ti dei-le loda a Ierra por (Desquita.
Teulio respondido, segundo pens ao que me per-
geniaste, e digo-te : Fis-te meu servo, e se enviei os
Psalmos a David, revclei-leo AlcorSo, suas divinas
mximas, suasdivin 11 narrarles, c os captulos da
vacca e da familia dn Araran (segundo c lerceiro do
Alcoro,1 eslas duis tnaravilhas que' ninsuem dos
leus recitara setn qoo eu lhe perdoe as suas fallas,
ainda que sejan nimerosas como as e-cumas das
ondas, e como as amias do deserto. Formci a Je-
ss com a minha paiavra ; porem derivei o leu li-
me do meo ; ajuntei o leu nomo ao meu, porque de
hojeemiliante lodos os meus tervos dirSo: S Dos lie
Dos e depois acen scentarao immedialamenle: E
Mahonftt he o propUila de Dos. A'qnelle que no
reconhecer a la mis ao apostlica, eu nao agrade
cerei as suas actes; n perder' a vida.Para ti lela
magnificado, para li 16!De mal, ea dei-le o Kau-
ther,cujos sekos forman) um leito de perolas do pe-
dradas, coja agua he de urna abura mais pura que
a nev, de um sabor mais doce que o niel, cujo lodo
he di argalia mais embriagadora, cujas paulas sao
o actalo perfumado,cujas naillias de superficie com-
pOe-sf do setenta militas ordinarias. Dei-le lam-
ben) a\ouriflarama da gloria e da grandeza o daJUas
> he pa-
f
S
um o momento no horisonte do mundo, inunda-lo-
hia, desde o oriente at ao occidente de esplendor o
de brilho-, se lancasse um pouco do sea cuspo na
imraensidode dos mares, as aguas destes lornar-sc-
hiam doces c saborosas. liabriel, pergunlei sbi-
tamente, paraquem eslito destinadas tantas delicias,
lautas riquezas o tantas magnificencias? Malmmel,
ludo isto esl reservado para aquello que morrer
tendn fe emum Dos nnico^ o em (ua ruissao apos-
tlica.
Admirei a incommensnravel iimnen-idade da ba-
bilacao dos escolhidos, sua disposic,3o fao gigantesca,
(,1o extraordinaria. Esta morada divina linha oilo
entradas cujas cortinas eram de ricos estofos vtrdes
matisadosde ouro e prala. As chaves eram de puro
rubim;as paredes eram feitas de grandes tijollos sen-
do ons de ouro o oulros de prala alternados relati-
vamente i sua sobrepo-io 10 c proximidade. A pri-
meira porla chamava-sc a porta do jardira das deli-
cias, a segunda a porta da morada na salvado; de-
puisseguindu a ordem da sua sucessac-, eslava a por-
la da imuiurlaliddde. aporta doFerdous ou piraizu
a da magcslade, a do Edn, a da inorada da felici-
dade, o a da morada da sublimidade.
Cada urna deslas habilacoes 011 divises linha de
comprimenlo e de largura urna viagem de mil mi-
lhoes de milhes e mais tiovecanlos milhoes de an-
uos, porem sendo cada auno de oitenla inezes, cada
inez de oitenta das, cada dia de oitenla horas, e
cada hora igual ao esparo de mil annos dos uossos.
Em ca.la divislo ou jardim da mora'l.i dos escolhi-
dos, Dos formou uilocentos milbOes de palacios,
cada um dos quaes tem sobre si quatro milhoes de
ra mim aaradeco-le ; porem o que concedes lao milhoes, de gigantescos minarelos do prala uiassica,
leus que TV'lo *a minareto um% milhSo de andares e cada
mais alia sublimidade.Meu Dos, ludo istol
meu povo ?Perdoareia se le na mil dos leus que
merecerem o fojo^Winferno.Mais, Senhor.Na
la nac.ln, ao peccador .-inculpadoque se arrepender
um auno antes da sua morle iannceder-lhe-lici mise-
ricordia para lodas as suasfobrasMais, Senhor
ainda mais. Vquelle que se aarepender urna sema-
na antes da sua morle lhe prfdoarei ludo.Mais
ainda, meu Dos, mais do qr islo.Pois bem aquel-
le que se arrepender um da antes de morrer, seta
perdoado.Mois ainda, Senhor.Aquello que se
arrepender urna hora antes de expirar, eu lito per-
doarei ludo.Mais, mais ainda do que islo, roen
Daos.A quem se arrepender no ultimo estertor d 1
agona, concedemos meus favores ; acceilareitosen
arrependimeoto.Amda mais, Senhor, anda mais.
A porla da minha bondade estaj aborta, estar
"sempre aberta ao pcrcador,emquanto aalm.t lhe esti-
ver uo corpo. Augmenta anda, Senhor.Em ca-
da noite da quinta-teira para a sexla salvarei do
inferno a cem mil dos ir.eus servos.Mais, mais,
meu Dos.Emrada noile sagrada do mez do jejum
o sanio mez do Ramarian, salvarei dos fogos do in-
ferno a um milhao de pessoas da la f, todas den-
tro aquellas quetiverem incorrido nos suplicios da
oulra vida.
Augmenta mata, Senhor.Na ultima nnile do
mez do jejum, aalvarei 1 tulas pessoas da la f quan-
Ins liver salvo durante lodo este mez sagradoMais,
mais, ainda mais. E-tlilo Dos derramando sobre
mim tres carnadas de p invisivel, disse-me : Toma,
toma e loma. O que significa isso, Senhor 1Des-
las tres carnadas de pj urna he o meu pordao, a
onlra minha generosidade a oulra a minha misericor-
dia.Meu Dos, sejan para li os louvores, as ac-
coes de grabas, a munificencia, a crandeza !
Um momento depois, Depos disse-me : Tu e os
leus crentes ser.lo ohrizadoi a fazer cinco oraches
diranle o espado do dia e da noile ; imponho-vos
lambem o jejum do mez de Ramadan, n ruinara a
ridade sania, o imposto de cia*.o drachmas de prala
sobre duzenlas, o imposto sobre os rebanhos e sobre
os graos prodozidos pelt Ierra ; estes impostos serSo
para soccorro dos vossot irmaos uecessllados. A 0--
tas observancias fundamentaos esta ligadas at fe-
licidades eternas do panizo.Obedecerei a la pa-J
lavra,, Senhor seguirei a tua vonlade B EnlSo bou-
ve silencio, Comprehendi que a minha conferen-
cia com Dos eslava terminada. Elle linha-me
dado a coroa e o poder dos milagres e das maravilhas.
O rafraf poz-se em mnvimenlo e vollou pelo sea
caminho ; alravessamos as multidoesde anjos e sua?
folirneoes ; chegamos ai anjo Gabriel, o qual lodo
transportado de alegra aliracou-nie, apertou-me so-
bre seiu. o S bem vindn, disse-me elle ; o querido
araba de vizitar o euquorido. E o anjo envolveu-
nie com as suas nzTrs ; o iaeu eoracav Uirnnu a to-
mar o seu primeiro estad). Gabriel, meu irmSo,
disse eiieniao, lenlio sede.Vou conduzir-le ja ao
Djeuneh ou paraizo ; uhi leras a bebida dos bema-
venlurados ; vers oque Dos preparou para os seus
escolhidos. Dizendo isto Gahriel conduzio-me para
a porla do Djeuneh, [e grila. Radouan !Quem
esta' ahi ?Gabriel.Quem be este que le accora-
panha e cuja face resplandecente de luz Ilumina as
moradas do paraizo ?He Maliomet, o amado de
Dos.As heneaos do eterno venham sobre Maho"
mel; feliz seja a nacao e o prophela enviado para
esclarecer os Arabas seus irmaos u A porta abri-
se ; Gabriel passando difitle de mim, lomou-rae pe-
la mao, e entramos.
Aehei-me em presenta do um anjo immenso, de
aspecto magnifico, e de urna physionomia, cuja bel-
leza era admiravel, e brilhaote. Elle eslava sobre
um Ihrono resplandecente, e eslava ornido
andar mil jancllas esplendidas, junto de cada janella
eslava armado e preparado um leito de puro ouro,
coberlo de setenta cortinas e estofos de seda verme-
Iha e de lecidos do um verde que sorri aos olhos,bor-
dados do prata e de ouro,esmaltados e tnarchetados de
inumeraveisperolas.e de pelrada.Tm rada leito ha-
via urna huri de bellos c grandes olhos cheios de
delicias. Cada huri eslava cubera de setenta ala-
vios de cores variadas, vermclhos, verdes, sendo to-
dos de tecidos offuscantes cheios de perolas, de coral
dejoas infinitas. E estas magnificas e deslumhran-
es filhas do ceo agjerMMtavam em suas faces o mais
transparente brilhi, "a mais suave luz, ahl.se o"
mortaes podessem entrever um s olhar de seus 0-
Ihos'tao bellos desmaiariam, morreriam.
Nos bracos de cada huri havia brazaletes de ouro
encravados de perolas; as pernas cujas contornos
voluptuosos deixavam-sc ver a Iravet da transparen-
cia aeria dos vestidos, havia mil scinlillaulcs joias
de ouro mais esquisito. Se o seductor tmido d'cs-
tes ornatos, se o menor dos seus estrpitos, chegasM
aos ouvidos dos iiomens deste mundo, lodos expira-
ran! de exlases, com o desejo de ir gozar de lanos
encantos, felicidades e bellezas. Do Descoco, deslas
celestes virsens, ctci menle virgens, pendan) mil
collares de perolas as mais escolhidas, de pedras as
mais preciosas e delicadas, cujo lodo scinliliava e
ofluscava., Cada virgen) linha criada*'criados aos
milliares.Jk
Na porla de cada am dos palacios esl escripto o
nome do homeru para quem ello he destinado ; sobre
o pescoeo <) sMnjYpeilu de cada huri, esta escripto
niionie do seAl feliz, c-poso a esse nome he ainda m
gpfeite que reflecte em nma doce luz, brilfea como
oerola e deia que se leiam estas palavraa: En
perlcnco a fu.ln, filho de fuao. O cumprimenlo
do palacftbe de mil e Ircsenlos anuos de viagem
ordinaruR.a largura he de mil e qualio ceios an-
nos ; ellos tem mil portas, e de urna a oulra, ha am
esparo de quinhentos anuos ; na frente de cada am
delles existe am jardn) de mil annos de extafAt,
plantado pela bondade divina, alravessado por 'um
Ede leite, um rio de mel, um to d'agua pura e
pida,, um rio de vinlio, delicia ineflavel para quem
behe de suas aguas. Sabr as mamens de cada rio,
n'Ijrrs de tendas ahJgavam cada urna um leito de
ounT (apelado de tatndos de ouro. llabi(ar,0es en-
cantadoras que sorriem alma, que pertubam os
olhos, que,com suas magnificencias, alegras prazere3
<-v.,i-.i>|uosidades,embriagan) de xtasis os escolhidos
de Dos. Sim, ahi existen) as soberbas e magestosas
sombras, os fruclos de balsmicos sabores, as flores
de perfumados cheiros, as aguas susurrantes, os pas-
saros qur. cintilo em harmona, as huri de alegres
e oHlos olho>tS padaios,oa,. iJatUJn, a aoj>s,
lodos os cxiases, todas as felicidades, todos os gozos,
lodas as doraras, lodos os extremos das felicidades
supremas.

Na patria dos escolhidos, o primeiro palacio he
destinado para Abu-Hckr o justo o primeiro queacre-
ditou no prophela de Dos ; o segundo palacio he o
de Ornar.
Depois qoe observamos ludo, Gabriel chamou-me,
dissemos adeosa Radouan, e partimos. Chegamos
ao stimo ce*; saudei a Abraham, qne, logo levan-
tou-se, abracou-me:e disse-me Amado de Deos.vollas
de junto do Senhor da cteruidade; pois beml quandn, zs a verdade 1
Koreichides filhos de (ua tribu nao le accredilarem,
Abu-Bekr, o sincero, o eoracao simples e recio le
accredilar. Dos eacolheu Abu-Bekr para que le
consagrasso urna amisade pura e sem reserva, por-
que Ahu-liekr he a melhor pessoa de (ua nar.lo.
A estas palavras, curvei-me, disse adeos a Djibril,
a Mikail e Isralil. e dirig-me para o lado da habi-
tado de Kbadidjab.
Enlrei; Kliadidjah dormia. I.ancei-me sobre o
meu leito Khadidjah ouve-me e de repente : Meu
amigo, diz-mc ella, onde eslavas'.' Tu o repouzo e a
Iranquillidade dos meus olhos, o fruclo que sorri ao
meu corarao, oh nao me separe Dos de li !
Minha cara Khadidjah, minha amiga, a mais sabo-
rosa delicia da minha vida, cu eslava junto do meu
Dos. Eniao referi a minha viagem o a rolaba as-
censau a os cos. A estas palavras Khadidjah an-
ma-se de doce aleara, e de sania emocao e depois
diz-me: Amanhaa, refere ludo islo aos nossos Ara-
bes, a todo o mundo.
Adormeco. Na hora da orara da manliaa, le-
vaulo-mc e dirijo-me porla da mesquila. Passa-
va Abu-Lahab ; Abu-I.ahab o mo, sobre elle ve-
nha a maldigo divina Como era de costume lodas
as vezes que enconlrava-me, elle disse-me : Eolito
Mahomet o que tenspara prophelisar-nos de liontem
para ca' Grandes cousas, disse-llie eu ; liontcm,
Dos Iransporlou-me. E para oiidel Para Jorusa-
lm, a cidade santa, para os cos, para a arca ou
Throno eterno, c para alem de lodos os veos cslendi-
dos entre os cos c as oulras in.luiuiveis imraensida-
dcs. Fallei com 1 Verdade soberana, e ella cn-
cheu-me dos seus dons ; accumuloume do honras,
de gracas, fclicilaoes, de allencf.es, e collocou-m"
sobre o (apele da luz. Vi u paraizo com as delicias
que encerra e que Dos destina para os humens de
f c de temor religioso; vi o inferno, o inferno, 011-
vislc, e ludo o que encerra nos seus abysmos de sof-
frimentos, ludo o que esl destinado para os incr-
dulos c para os mao. i>
Por um momento, o maldito Abu-I.ahab fien ad-
mirado e estupefacto. Maliomet, continua elle,
guarda o segredo d'esles conlos, nao digas paiavra ;
por quanlo o universo inteno te tratarla de impos-
tor e mentiroso.Porque ralla deixarci eu de fallar
das gratas c das honras que Dos conceden me '.'
Sim, por cerlo, continua o maldito, stn ludo islo he
maravilha e ais maravilha! Pois que serias ca-
paz de divutaar este bello cont por lodas as nossas
gentes, peloTnaluracs de Meka Sim, pelo Dos
infinito! ea Mies direi ludo;eu Ibes referirei ludo.
A esta resposta clara e resolula, o miscravel Abu-
I.ahab pe-se a gritar a' uintlidio : Correi, filhos
de Meka, vitide ouvir, vinde. A mullidSo retne-
se e cotnprime-se.
i.evanlo-nie e diiiindo-me ao auditorio : 'i Fi-
lhos dos Koreichides, disse'eu a" mull 18o, sabei que
a'lfageslade divina (ransportou-me a' sania Jerusa"
lnt, depois ao ceo, aos selle cos. E referi ludo
o que vira, o a cada clescripc.lo que fazia. Abu-Bekr
repeta l a Tu dizes a verdade, homem desincerida-
de e de candura, sim dizes a verdade, prophela de
Dos n Quando acabei o mo Abu-I.ahab nter-
pellou-me : Todava, Mahomet, com grande fadi-
ga dos nossos ravallose'de na mesmos, levamos um
mez para ir a Jcrusalm e um mez para vollar.
Tu pretendes ter ido em urna s noile '! Tu nos re-
feres que em t,lo ponco lempo subiste aos selle cos,
a estas divises celestes separadas entre si por qui-
nhenlos annos de viagem. Fosles n'^rrea, e ao thro-
no Atravossale millires de separacoes, e veos !
Que prelenres sao estas'.' E Abu-Bekr repela :
Sim, Mahomet, diz a verdade, cu o juro pela
ennsciencia dos rabes ; sim, elle diz a verdade, cu
o joro pelo DeosdaKaahah ; elle diz a verdade, elle
nao pode dizer semlo o que he verdade.
' Abu-Lahab continuoU : u Mahomet ; acabas de
azer-nos soberbas descrprocs. (udo islo he bom ;
porre o que queramos ouvir de (ua bocea, nao he
a dosrrinrao dos cos que nao conbcremoj ; mas a
de Jerusalcm, smcnle. Descreve-nos Jerusalm-
e vcremosenlao seo que nos refere, he verdade
A esle pedido .imprevisto, ahaixo a rabera ; sinlo,
me embaracado; porque enlrei de note em Jern-
salm, e era noite quando vollei ; nao linha pois
iicnhum.t no$ao exacta, nenhuma indicacao satisfac-
toria para appresenlar. Nao linha visto a cidade
santa de David. Dos veio em meu soccorro ; elle
disse a Gabriel: Vai, corre desee a Jerusalcm,
arranca-a, lera-a com tea solo, montes e alturas,
cora seos caminijp e valles, com suas vollas,
com suas ras e lagares de oraees; apprcser.ta lu-
do islo (liante do meu prophela, o principe das
minhas creatara. O anjo obedecen ; em menos
de um volver de olhos, elle appresenlou dianle de
mim a cidade santa. E eu descrevi, mencionei lo-
dasas minuciosidades de Jerusalm.
Dos a linha occulta aos olhos dos filhos de Meka;
alem disso os assistenlcs linham a cabera inclinada ;
os olhos baixos. E Abu-Bekr repela com voz maij
forte : Tu dizes a verdade, amado de Dos, di-
Rio de Janeiro.10 das, barca chilena Chat/terina
llage, de HKi toneladas, capito Sanliago de Aba-
rou, equipagem 16, carga assucar ; a Mauoel do
Nasciinenlo Pereira.
Sac>ot saltillos rio mesmo dia.
Lisboa e portos intermedios Vapor porluguez D.
i I aria 11, commandaule o 2.3 (enentc Ribeiro
Guimaraes. Passageiros : l.uiza Rosa de Jess e
I filho menor, Adelia Poirson e 1 afilhada, Ma-
noel Joaquim Lama*. Jos da Rocha Pinto, An-
tonio Mara de l.isCardoso.
Camaragbe Ilale brasileiro A'oro Destina, mcslre
Estevilo Bihciro, carga bacalltio e mais gneros.
Passageiros: Amonio Jos de Barros Lima, Anto-
nio Jos Lisboa de Olivoira, Francisco Jos de
Jess, Jos Fraucisco de Ilollanda, Manocl Jero-
nymo da Silva.
AracalyIlale brasileiro Aurora, mcslre Manoel
Jos Marlins, carga fazendas e mais gneros. Pas-
sageiros : Jos Rayraundo do Carvalho, J0A0 An-
tonio Correa.
Macelo Briguc inglez Sceni, em lastro. Suspen-
deu do lameirao.
EDITAEST"
sitos destes objeclos dentro da cidade. E para cu-
nbecimenlo de quem convier, mandei publicar o
presente. Frczuezia de S. Jos do Recife 2i de ja-
neirode 18jj.U fiscal, Jouo Jos de Moraes.
Joan Jos de Moraes, fiscal da freguezia de S.
Jos do Recife etc. F'aco publico que em observan-
cia da ordem que recebi da cmara municipal do. 10
do frrenle, para fazer execular as posturas addicio-
naes de 23 de de/embro ultima, se acham em seu
inteiro vigor, as quaes ja foram publicadas ueste jor-
nal a 10 do correule. E para que ninguemsc cha-
me 1 ignorancia, mandei publicar o presente. Fre-
guezia de S. Jos do Recife 1\ de Janeiro da 18-Vi.
O fiscal, Joo Jos de Moraes.
O l)r. Francisco de Assia de Olivoira' Maciel, juiz
municipal da segunda vara e do commercio ncsla
cidade do Recife, c seu termo por S. M. I. c C,
que Dos guardo ele.
Faro saber em como por esle juizo da segunda va-
ra do commercio,;i requcriiuento de Boavcnlura Jo-
s de Castro Azcvedo, se abri a sua fallencia pela
sctilenca do (licor seguinle :
A vista dn dcclaracao folhasi, julgo fallido Boa-
ventura Jos de Castro Azevedo, c declaro abetla a
sua fallencia desde o dia I." do correle mez, que
lixo como lermo legal de sua existencia, por isso
mando que so ponham sellos em lodos os seus bens,
livros e papis, e nomeio para curador fiscal da fal-
pleudidos adornos, de joias oflusc&nles. Quem ha
este anjo? pergunlei eu a 1 iabrLlio Radouan,
o prepostodosjardins das felicidades. Caminhei, e
saudei a Radouan, o qual icoibeu-me com o mais
gracioso sorriso, saudou-me tambera, enlarou-ntc em
seas bracos e aperteo-mc a mao. Propliela da sabedoria, irm.lo d virtade. Eiilao
Gabriel diz: Radouan, ton a pela mao o predilecto
da eo; deixa qoe o prophela veja a Itabitacao das
delicias, que o Senhor preparou para seus santos e
servos. b Radouan guiando-me peJlr-Tnao, fez-me pe-
netrar no Djeneh ou luga;das felicidades eternas. O
solo he deum branco mais briinante do que o bri-
lho da mais branca praltj Admirei os terrados, os
ladrilbos todos de perolas finas e de coraes; as arvo-
res, os ros. O chao era de argalia e as plantas de
a^afrSo. Os lectosde vivo rubn), es zimborios c as
ci.pulas ele'vavam-ss cm grupos explendidm sobre as
margena do Kautlter. Os perfumes da clemencia
encljem o esparo; os anjos povoam estas lubi(ac,oes
raaravilhosas, e Dos, o Ueos das misericordias esbi
prximo da ludo islo.
Gabriel, toma-mo taaabem pela mao e caminh-
nioaalrnve das arvora, de regato/do agoa limpida,
passaros Itarmoniosos, assentos para descanco e tape-
tes; paismos pelo meio das mulldes das huris, vir*
Sens de bellos olhos, e por meio de palacios de alias
columnas, a por eatre meninos, todos njivos e cheios
de grabas, lendo lodos faces brilbantes como os'aslro*
dos cos; atravcssnmos pelo rneio dos servos, das co-
mitivas, das pessoas nobres, das doruras e delicias,
dasaleinasedasfestas, das felicidades inalteraveis
daa felicidades eprazeres ale toda a durarao, dos en-
levos e dos transpones iatffaveis.
Contemplo e admiro urna magnifica cpula de pe-
rolas brancas como o leite, zimboiio soberbo, inrom-
pratiensivel, suspenso sem apoio, sustentado sem co-
lumnas, com mil portas do ouro mais puro; cada
lepois,
v olla ros para o meio do leu puvoe relirires o que viste
nos ceos e as inmensidades do infinita: repele islo:
Homcns de Dos, Abraham vos sauda como o fazem
os santos ediz-vos : A grandeza divina creou as
magnificencias da morada dos escolhidos ; gloria !
de ex- gloria ao Elerno A*i beberis as aguas pacificas
de lodas as felicidades. Fazei por merece-las, fazc
por merece-las.
Eu disse a Dos a Abraham ; parl ; cheguei onde
esl Moyzes. Saudei-o ;Moyzes levanlou-se felici-,
lou-me eabrarourac. Vollas agora mesmo,perguntou
elle de junto de Dos?Sim.Oque le du ello? Dcu-
me e deu-mc muito, encheu-me de favores.O que
deu elle ao leu povo ?Benilicios, grabas innoiuera-
ves. Edepot ordenou-nos para cada dia e para
cada noile ciucentas oraees.Mahomet, oshomens
de tua wagla n3o tem forra bastante robusta ; do fim
de algum lempo, o seu vigor physico enfraquecer,
a durarao da sua vida diminuir, elles nPpoilerao
tawnprr os seus deveres. Pede a Dos que diminua
as obrigarfles que lhcs impoz.Porem, Moyseavco-
mo nlruvessarei ea de novo lodos os espatos, lodo* os
veos que alravesse Falla, d'aqui mesmo a leu Se-
nhor, porque elle ouve ludo, esl em leda a parte,
responde por loda a parle. E eis que a voz de cima
retumbon da parle de Dos c pronunciou estas pa-
lavras : a Pede, Mahomet, o que quizeres, eu te con-
cederei ; tu es o meu amado, o meu prophela, o meu
apostlo, a melhor das minhas crealitrasMeu
Dos, disse. eu entilo, meu Senhor, meu meslre, sa-
bes, que os Iiomens do meu povos.lo simples Iiomens
fracos, elles n.lo poderao fazer chmenla orgces em
um dia e urna noite.Pois bem Mahomet, dimi-
nug dez. Todo alegre vollei-me para o lado de
Moyzes e repel a respsla de Dos, n Torna a pe-
dir urna rediicrao meior, disse-me Moyzes ; leus ho-
meas nao poderao rezar quarenla orajes. 11 De novo
roguei ao SemSor repetidas vezes; por diversas vez'
elle diminuio dez oraroes, depois cinco ; e foi abai
\audo issim o numero at cinco. Anda enlSo Moy-
zes disse-me : Torna a pedir ao ten Senhor que
diminua, que imponha-lhes somonte duas oraees
obligatorias, urna para da c oulra para% noite.
Porem, Moyzes, meu irinao na verdade, lenlio ver-
gonha de lana imporlunacao; nao moalrcvomais...
Depois accrescentei : a Vi lambem no caminho
muilos do nossos irmaos, os Beni-Makhsoun ; enlrej
elles eslavam fu.lo e fuao ; estavam junto de um?
tnonlanha do Arak; um de seus clmelos, um camel-
lo rujo se linha desviado. Passando pelos ares com
os tres anjos que me accompanhavan, gritei para os
Beni-Makhzonn : Vosso camello esl no valle de
.Vikhlah. Amanhaa, ao nascer do sol, os viajan-
tes vos dirao o que aconleceu. Iulerrogai-os. 11
A caravana cliegou no dia seguinle, justamente ao
nascer do sol. Dos, para confirmara paiavra dn
sen prophela, linha conservado o veo que cobre a fa-
ce do sol, at ao momento em que os viajantes en-
traran) cm Meka. Todos correm ao seu encontr
indagan c o que o prophela referir, foi dilo por
elles. Ainda mais, um dellesaccrcscentou : Quan-
do ouvitnos a voz que fallava de rima, exclamci :
Esta voz nos he ronhecida Drigimo-nos ligo
fco valle de Nakhlah, e ah encontramos o nosso ca-
mello, a
Esla veriflearo euchcu do admirarlo a mullidan,
c nesle mesmo dia, qualro mil pessoas abra^aram a
f islmica.,
(ticue de l'arii.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 29 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Gotac,Ges ofQciaes.
Assucar hraneo 3. sorle bom25200 por arroba.
alfandega;
Rendimentodn da 1 a 27......lil:770>978
ldemdodia28........7:0:ns66()
.msosyi's
Detcarregam hoje 30 de Janeiro.
Galera inglezaSeraphinamercadoras.
t Itiale nacionalSobratensegneros do paiz.
CONSULADO GEKAL.
Rendimentodo da 1 a 27. .
dem do dia 29......
porta linha o seu porteiro e sua porteira ; e
mil reliros, mil habitares, (endo cada urna mil leilo, A voz de rima interrompeu-me dirigndo-me estas
dedescanjo, de transporte, de extases, preparados e palavras :' Mahomcl se leu povo 0S0 pode fazer
cobertos de estofos ricos; ao pode cada lelo mur-
miirav.t e suspirava um regale espumante c delei-
toso.
Sobre cada leito eslava deitada nesla magnificen-
cia, nesia agradavel e rica elegancia, urna huri, ca-
jas gracas e encantos pcrturbavam os olhos,'agua-
ran almas. Pan-i como que apaixonado, arreba-
tado, o extasiado de admiracao. A voz do ceo fez-
so ouvir e^isse-me: Esls admirado do ludo o que
vs, Maqpmct, porem vi1 alo onde checa osla co-
pula, esta maravilha dos ceos. Olhci; olla estendia-
e al onde alcancava a visla; era de pura esmeral-
da.~Alii havia am leito de imbar branco, embutido
de perolas e de pedras finas sohre elle descanrart
ama virgertt; urna huri celeslo, hras lenninavam por urnas pestaas negras como o
bano, seus grandes enecrosolhos moigos e brilban-
tes respiravam o amor c a vafaiptuosidadc; e essa
belleza, huri celeste, viva no meio da felicidade, no
perfume de alegras e de cobriagadoras doruras
bella; sim, bella e mais bella do que o sol c do que
a la. Ah I a como poderiam o sol o a Ina rivalisar
com ella em altraclivos, cm encantos, em mocida-
de, em elegancia e dteilidarie! Admiravel crealura
le Daos; Dos formou-lhe o corpo desde os ps al
aos joelhos com camphora de pura alvura; desde os
joelhosalaospeitoj com argalia do mais esquisilo
pcrfuine;s desde os pellos at n cabera com urna luz
agradavel e alegre. As aeiscentas transas de seus
grandes cabellos formavam elegantes c ligeiras on-
dula^oes. Belleza iodisivel! Se ella apparecesse por
oslas orajks, eu as reduzire- anda.Meu Heos,
exrhmc.^fctxa, deixa as cinco 0r.1c.0es ; tu nosaju-
dars com a tua gracas e nos as rezaremos.Fo isto
o que decidi, o que quiz a minha vonlade. Vai. an-
tuinria ao leu povo que lodo aquello qae for fiel 1
minliu lei, s praticai.'e as obras que ordemno, go-
zar das delicias eternas e da paz obre a Ierra. Na
Balance de minha justica, estas cinco nracoes Valerio
cincoenta e cinco pelo sen merecimcnlo. o
Disse adeos a Moizes c apartei-mc. Gabriel lo-
mou-me pela mao ; passamos de co em co al ao
co d'cste mundo. E eis que anda era meia noite ;
as trovas nao haviam diminuido scnAo a grnssura de
um grao de cevada.
Deseemos a Rocha Sania da Jerusalm. Borak
ahi eslava, em p c no mesmo lugar om que a havia-
mos amarrado, a lsm lilil et-rahniin^-ratiim '. n
disse eu entao (cm nome de Dos misasrordinso c
elemente ), e monlo sobre Horak. O anjo Mikail
segurava-me nos estribos ; o anjo Isrfll arranjava
as abas dos mena vestidos sobie a sella e omlorno de
mim ; o anjo Djibril Gabriel; segurava as redeas ;
demos dous pasaos,no segundo eslavamos as mon-
lanlia. de Meka.
< Eiso valle de Meka, dissc-meGabrel ; aqu le
tomeieu, aqui le deixo.Gloria ao soberano eterno!
exclamei eu. Amanhaa, accrescentou Gabriel, re-
ferirs ao leu povo o que viales das maravilhas dos
cos e da grandeza do Senhor dos mundos.Porm
a maior parte das pessoas da minha tribu sao miuhas
inimigas, ellas nao me crero__Mahomet, so os
54:6079655
(i:20:>5j518
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 27
dem do dia 29 .

18:81311173
4:5430O2
302S237
1:8459239
Exportacao'.
Aracaly, hiate nacional Aurora, de 35 toneladas,
conduzio o so-unle : 280 volumes gneros es-
Iranseiros, l.Vj ditos ditos nacionaes.
Rio Grande doSnl, patacho nacional Santa Cruz,
de 115toneladas, conduzio o seguinle: 200 boli-
j|s oleo de linhaga, 900 alqueires sal, 150 barricas
e '18O barriquinhas com 2,709 arrobas o 2 libras as-
sucar, 5,000 cocos com casca.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo da 1 a27.....5&2l!;i0
dem do dia 29
755-'iK7
62:967^891
KECEUF.D011I.V HE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimentodo dia 1 a 27.....16:119^871
dem do da 29.........I:225585
--------.-----
17:3I5#56
MOVIMENTO DO PORTO.
Marios entrados no dia 29.
Da commissafc Brigue brasileiro de guerra Cea-
rense, commandanle o capilla de fragata Mo-
rono.
Rio de Janeiro39 das.brigue inglez George fobi-
ton, de 188 toneladas, capiao Charles II. Penis-
la*, equipagem 9, era lastro; n Johuston Paler &
Compaohia.
OIHm.Sr. inspeclorda Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos prnpnetarios abai-
xo mencionados, a enlrcgarem na mesma Ihesoura- leticia o negociante credor Flix Souvagc, que pres-
ta no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira (ara o juramento do eslvlo, pagas as cusas pelo fal-
pnlilK-.ir.~io do prsenle, a importancia das quotas | ldo om que o condemno.
com que devem entrar para o calcamento das casas' Recife 20 de dezembro do 1851.Francisco d
dos largos da Penha e Ribera, conforme o disposto Assis de Oliieira Maciel.
na lei provincial n. 350. Adverlindo, que a falta E n.lo leudo dilo curador nomeado aceitado, no-
a entrega voluntaria ser punida com o duplo das I mcei Manoel Alves Guerra, qne lambem naoarcloii
pelo que nomeei Jos Ribeiro da Cosa que aceitn,
e presin o devido juramento. Em virlude do que
os credores presentes do dilo fallido compareram
na casa de minha residencia na ra eslreita do Ro-
sario n. es 10 horas da manbaa dn da 30 do cor-
reule, visto nao lerem comparecido nu dia 19 dcsle
mesmo mez, como consla dos edilaes que foram
publicados: afim de em retiniao se prnceder a no-
meaco de depositarios ou depositario que proviso-
riamente administren) a niassa taluda.
E para constar mandei pausar o prsenle c mais
tres do mesmo llieor.quc serSo publicados e aflixados
nos losares determinados no arl. 129 do respectivo
regulamcnlo.
Dado nesla cidade do Recife om 25da Janeiro de
1855.Eu Joaquim Jos Pereira do Santos, cscri-
v3o o subscrev.*
605000
549100
2592OO
219600
305000
l->oO0
referidas quotas na conformidade do arl. 6o do regu-
lamcnlo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Penha.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
i.# Vitara c herdeiros de Manuel Machado
Teixcira Cavalcanti...........
(i. Mara Joaquina .Machado Cavalcanli. .
S. Joaquina Machado l'orlell.i......
10. Andr Alves da Foaseca........
12. Francisco Jos da Silva Maa.....
Largo la Ribeira.
Ns. 1. Viuvae herdeirasde Maralino Jos
Galvao........'.........
3. Ignacia Claudina do Miranda......
. Anua Joaquina da Cuncciran......
Joaquim Bernardo de Figueircdo .
9. O mesmo................
11. Viuvae herdeiros dtCaelano Carvalho
"apozo ................. 219600
13. Os mesmos.............. 218600
15. Caetano Jos Rapo/o......... 6O9OOO
17. Jos Pedro da Silva do Espritu Sanio 259200'
19. Joo Franciicu RcgisCoelho..... 525-500
21. Antonio Machado de Jess...... IO5UOO
23. Jos Fernandos da Crqz........ I95OOO
25. Joaquim Jos Baplsla........ 1198OO
.teooo
259200
ifJHOO
2I96OO
215600
.i7>SIHI
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bucoK de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio l'erreira d'Annunciaao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo de disposto no arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conhe-
cimento dos credores hvpolbccarios e quaesquer in-
leressados, que Toi desairopriada viuva Mara do
Nasciinenlo, urna morada de casa sila na direccao do
quinto lauro da rainelir.'cao da estrada do sul para
a villa do Cabo, pela quanlia de :WK)5O0O rs., e que a
respectiva proprietaria Icin'de ser paga do que se
lhe deve poresla dcsapropriac.lo, logo que terminar
o prazo de 15 dias conlados dadata desle, que he
dado para as reclamai-es.
E para constar se mandou sllixaro presente e pu-
blicar pelo Diario por ludias successivos.
Secretara da tesutaria provincial de l'eruam-
buco 13 de Janeiro de 1855;O secretario, Antonio
t'erreira da Annuncia'ao.
O Illm. Sr. inspe:tor da Ihesouraria
cial, cm cumprimenlo la ordem do Exm. Sr. pro
sidcule da provincia de 18 do correnle, manda fa-
zer publico que 110 da 8 de fevereiro prximo vin-
douro, vai novameiile a piara para ser arrematada a
quem por menos fizer, a obra dos reparos urgentes
da quarla parte da estrada do Pao d'Alho, avallada
em :08rs.
A arrematarlo ser feila na forma da lei provio-
cial n. 343 de 1-4 de maio de 1854 e sob as condicoes
especiaesabaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparocam na sala das sesscs da junta da fazeuda
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se maiiiluu aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco 24 de Janeiro do 1855.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuneiarao.
1 Clausulas especiaet para arrematarSo.
1." As obras dos reparos da estrada de Pao d'Alho
entre os marcos 7,000 a 10,000 bracas, far-se-hSo de
conformidade com o ornamento e perfis approvados
pela directora em coiisclltoe apresentados 11 appro-
varaodo Exm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia de 4: iOO$ rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 15 dias e as concluir 110 de 3 mezes, ambos
conlados de conformidade cum o arl. 31 da lei pro-
vincial 11. 286.
3." A importancia desla arromalari.'o ser paga em
duas prcslarfles igttaes tal." quando esli ver feila a
molade da obra ; e a 2.-' quando eslivi-r concluida,
que ser loso recebida definitivamente sem prazo de
re-pon-abilidade.
i." O arrematante^ excedendo o prazo marcado
pare conclttsao das obras, pasar urna mulla de 1005
rs. por cada mez, embora lite seja concedida proro-
gaco,
5..) O arrematante d iranio a execucao' das obras
proporcionar tranzito ao publico e aos carros.
6.' O arrematante sir.i obrigado a empregar na
execucjlo das obras pelo menos metade do pessn.il de
gente livre.
7.a Para ludo o que nao se adiar determinado as
prosentes clausulas seguir-se-ha o que dispoc a res-
peito a lei provincial r.. 286.
Conforme.O secrelaro,
A. F. d'Annuneiarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 13 do correnle, manda fazer publico
que no dia 15 de fevereiro prximo vindouro, pe-
ran(e a jun(a da fazenda da mesma Ihesouraria se
DECLAF.ACOES.
Carlas seguras vindas do sul peloD. Mara II.
para osSrs : Antonio Jos Rodrigues Sottza Jnior,
Francisco Antonio Chagas, Jorse Guinlan Murlhcr,
Jos Gonealvea Braga, Lula Carlos Paiva Tci-
xera.
Por esla subdelegada foram apprehendidos cm
2.1 docorrrenle.dnns cavallos, um rusilho e outro
easlanho : quem direilo liver a elles, apresenle-se,
que provando o dominio lhe serao entregues.
Suhdelcsacia do Recife 27 de Janeiro de 1851.
Dr. Tacares.
Por esta sccrelaria so faz publico, que de or-
dem do Exm. Sr. director, os exames preparatorios
tero lucarsabbado 3 de fevereiro prximo, no edi-
ficio da faculdade, em conformidade dos estatutos
arl. 55. E para que chegue ao conhccmenlo dos
senhores professores e substituios do collegio das ar-
tes e dos inleressados, se mandou aflixar esle no lu-
gar do rosltine e publicar pela imprensa.
Sccrelaria da faculdade de direitodo Recife 29 de
Janeiro de 1855. Eduardo Soares d Albergara,
secretario interino
CONSELHO ADMINISTIIATVO.
O ronselho administrativo, em cumprimenlo do
arl. 22 do rcgulamento de 14 de dezembro de 1852,
faz piihlico.que foram aceitas as propostas de Francis-
co Maciel de Souza, Antonio Dias da Silva Cardeal,
Joao Fernandos Prente VUnna, Tira Moasen &
Vinassa, Antonio Pereira de Olivoira Ramos, Joao
Francisco de Araujo Lima, Antonio Francisco Correa
"'.Cerdoso, Joaqun) Mendos Freir e Joaqun) Jo
Uias Pereira, para fornecerem : o !.->, 378 pares de
sapatos de sola e vira fetos na trra para o 8. bata-
lho de infantaria, a 1SI90 rs.;' o 2., 6 duzias de
tahuas de assoalho de amarello, a 693000 rs. ; 6 cos-
tados de pao d'oleo, a 55OOO rs. ; o 3., 1,274 cova-
dos de hollanda de forro, a 10o rs. ; 69 grozas de
boloes brancus de csso, a 240 rs. ; 70 ditas de ditos
pretos, a 240 rs. ; 6 arrobas de arcos de ferro de 1
3|i polcgadas, a 2900 rs. ; 3 duzias de verruroas
caixacs, a 620 rs.; 2 dilas de ditas ripaes, a 560 rs. '.
2 ditas de ditas de guarnicao, a 480 rs. ; 4 arrobas de
zinco em barras, a 160 rs. a libra ; 4 ditas de chum-
bo em barras, a 4950 rs. a arroba ; 10 cadinhos do
norte de n. 6, a 180 rs. ; 4 parafusos de madeira
para prensa de bancos, a 35600 rs.; "2 esquadros de
ferro cum folltade 12 polegadas de comprimenlo, a
25OOO rs. ; 4 dlos pequeos, a I96OO rs. ; o 4.,
1,868 varas de brim branco liso,a 390 rs. ; 1,275 di-
tas de algodaositiho, a 190 rs. ; o 5., 806 bonetes
para o 8. balallulo, a 1I90 rs. ; 16 ditos para m-
sicos do mesmo balalhao, a 75OOO rs.; 27 diloa para
os do 9." balalhao', 1 2800 rs. ; 27 cinturoes para
os msicos do mesmo balalhao, a 45500 rs. ; 274
grvalas de sola de lustre, a 380 rs. ; 5,008 boloes
convexos de melal bromeado com 7 linhas de di-
metro e o n. 8de melal ajuarelio, a 70 rs.; 1,576 di-
tos pequeos com 5 dilas de dilo, a 50 rs.; 1,416
varas de cordao da Ua preta de 1 linha de grasura
para vivos, a 60 rs. ; 60 covados de oleado, a 8.50
rs. ; 16 pares de charlaleirs para os msicos do 8."
balalhao, a55'J0||fs. ; 60 covados de panno carme-
sim para vivos e vistas do'4. balalhao, a 75200 rs. ;
o 6.0, 20 bandas de 1.1a para inferiores do 8. bala-
lhao, a 23600 rs. ; o 7., 8 caldeiras de ferro balido
para o 9. balalhao, a 4S0 rs. a libra ; 1 dita para o
4.o balalhao de artilharia, a 440 rs. a libra ; 4 du-
zias de grozas meia canoa de 7 polegtfas, a 2-iOO
rs. aduzia; 2 dilas de limas cltafM de 16 ditas, a
75.5OO rs. ; 2 dilas de ditas de 14 dilas,a .V>IK) rs. ; 2
dilas de ditas meia caima, de 14 dilas, a 5j500 rs. ;
4 caixas com fblhas de flandres sngelas, a 265OO
rs. ; o 8., 6 duzias de limas mucas triangulares de 6
polegadas, a 258OO rs. ; 2 dilas de ditas chalas de 8
ilas, a 15800 r. ; 2 das de 4 dilas, a 880 rs. ; 6
dilas de dilas chalas mucas de 8 dilas, a I38OO rs. ;
2 ditas de ditas meia cana de 12, a 48500 rs.; 2 di-
tas de dita dita dita de 6 ditas, a 1280 rs. ; 2 dilas
de dita de i, a 880 rs. ; 2 dilas .le ditas de 8 ditas, a
15800 rs. ; 2 dilas de dilas triangulares de 6 di-
las, a 13280 rs.; 2 dilas de dilas de 4 dilas, a 880
rs. ; 2 dilas de ditas chalas de 7 dilas, a I548O rs. ;
2 ditas meia caima de 7 dilas, a 1480 rs. ;2 dilas de
ditas chalas de 'Aditas, a 23200'rs ; 2 dilas de dilas
ha de arrematar a quem por menos fizer, a obra do 1,De'* canna de 9 dilas a 29200 rs. ; 2 ditas de dilas
segundo lanco,da estrada dos Remedios, avaliada em
2:9959856 rs.
A arreraalaro sera feili na forma da lei provin-
cial n.343 de 14 do maio de 1854, e sob as clausulas
especiaes abai so copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematado
compareram nasala das sesses da mesma junta pelo
meio dia competenlemenlo habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'ernam-
buco 23 de Janeiro de 1855.O sccrelario, Antonio
Ferreira d'Annuneiarao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras do segundo lauro da estrada dos Re-
medios far-se-lnlo de conformidade com o ornamen-
to e perfis approvados pela dirceloria em conselho
e apresentados ao Exm. sr. presidente da provin-
cia, na imporlancia de 2:9955256. rs.
2. O arreniatavitc dar principios obras no pra-
zo de um mez, c devera cuiiclui-las uode sele, am-
bos conlados na forma do artigo 31 da lei i). 286.
3. A imporlancia da arreniatacao ser paga de
conformidade com o arligo 39 da mesma le n. 286
em apolicea da divida publica provincial, creada
pala Id provincial 11. 3.V1 de 23 de setembro de
1851.
4. O prazo de responsabilidade sera de um anuo,
Picando durante dilo prazo o arrematante obrigado
a conservar o lanc,o em bom estado.
o. Para ludo que se nao adiar mencionado as
presentes clausulas nem no orcamento, seguir-se-ha
o que dispe a lei u. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
Joao Jos de Moraes, fiscal da freguezia de S.
Jos do Recife ele. 1'ac.o publico aos moradores des-
ta freguezia, que se ncba em seu inleiro vigor a pos-
tura addiciooal de 10 do correte, qoe prohibe o
fabrico de fogos articiaes, venda de plvora e depo-
chalas de 10 dilas, a 2}800 rs. ; 3 ditas de limatOes
de 10 dilas, a 33000 rs. ; 2 ditas de limas de 4 ditas,
a I5OOO rs. 2 chapas de ferro em lenrol de 40 li-
bro cada rfma, a 9. rs. ; o 9.", 319 esleirs de
irss i
ha,:

pa-
do carnauba para 08. balalhao, a 180 rs.; 379
dilas para o 4." balalhao pelo mesmo nreco ; 11 di-
las para a companlfia de cavallaria lambem pelo
mesmo prero ; e avisa aos supradilos vendedores,
quo devem rccolher os referidos objeclos ao arsenal
de suerra no dia 29 do correnle mez.
Secretariado conselho administrativo'para forne-
cimetilo do arsenal de guerra 26 do Janeiro do 1855.
hanlo Pereira do Carino Jnior, vogal c se-
crelaro.
O ronselho administrativo, em virlude de au-
lorisacno do Exm. presdeme da provincia, lem de
comprar os objeclos seguimos :
Para o 2. balalhao do iiifantara de linha.
Pralos razo* de p de pedra, 138 ; dilos fundos
dedito, 1 / / ; liglas do louca, 164.
8." balalhao de infantera.
Maulas de lila. 275; panno verde escuro entrefi-
no covados, 1.583] dito prelo para polainas, cova-
dos, 140 ; ditOjCor do rap ("ara sobrceasacas o cal-
ras, covados, 119; rhilaroles cm bainhas do couro
prelo envernisado, boccal e ponleira de melal liso
dourado, punlio de bano guarnecido de metal dott-
rado, 27.
Provimcnlo dos armazens do arsenal de guerra, pri-
meira classe de ofllcinas.
Junco feixes, 2.
Terceira classe.
M graude, 1 ; rame de ferro grosso 1 arroba, 1 ;
limalOes sorlidos. duzias, 9.
ijuarla classe.
Caixas com folhas de flandres drobadas, 2; cobre
velbo para fundido, arrobas, 20 ; lences de laiao
com o peso de 50 libras cada um, 5 ; dilos de dilo
com o peso de 12 libras cada um, 5.
1. balalhao de artilharia.
Panno carmesim para vivos e vislas covados, 90 ;
copos de Mclio, 1.
Compnhiado cavallaria.
Luvas de camua pares 11 ; manas de
Ua, 11.
Colonia de l'imenieiras.
Faccs com bainhas e culturos, 40.
uem quizer vender esles objeclos, aprsenle as
suas proposlas em carias fechadas na secretaria do
conselho, s 10 horas do dia 31 do correnle mez.
Secrclaria do conselho administrativo para forne-
t imenlo do arsenal de guerra 26 de Janeiro de 1855.
Jos de tirito Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Cumio Jnior, vogal o secreta-
rio.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceu se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo lyceu acba-se aborta desde o da 15 al o ul-
timo deste correnle mez; principiando as aulas o
seu cxcrcicio no dia 3 de fevereiro prximo futuro.
Directora du lyceu 13 de j.meiro de 185*.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
(MI'WHIA DE SEGUROS.
EOUIDADE.
ESTABLECIDA N4 CIDADE DO l'ORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O ahaixo assisnado, agente nomeado desla compa-
nliia, e formalmente aulorisado pola diteccao, acei-
tar seguros .martimos cm qualquer bandeira, a-
para lodos os porlus conheridos, em vasos ou merca-
dorias, e sob suas respectivas condicoes ; o elevado
crdito do que lem gosado esla companhia e as van-
tagensqua oflerece, tara convencer aos concurrentes
da suaulilidade, e o seu fundo responsavel de mil
conlos de reis fortes : a quem inleressar ou corivicr
efecluar ditos seguros, peder dirigir-sc ra
cima diada, a Manoel Duarte Rodrigues.
Pela mesa co consulado provincial se faz pu-
blico, que a cobranca do imposto de i por cenlo, di-
lo de casas de modas, dilo de dilas de jogo de bilhar,
e dilo das que vendem bilhcles detolerias de oulras
provincias, vai Icr principio no din 18 do correle,
c que lindos os 30 dias nleis iucorrem na mulla de 3
porccnlo lodosos que deixarem de pagar seus dbi-
tos pcrlcuccnlci ao anuo finaiicciro de 1S",i a
1855.
SOCIEDADE
RECREIO MLirli.
A partida de fevereiro le-n lugar no dia 10 ; as
proposlas para conve s serao aceilas ar o dia 31.
O socrelario, Dr. l'elho.
COMPANHIA. PERNAMBUCANA
De vapores.
llavcndn algn! dos senhores accionis-
tas deixado dt; fazer a entrada da tercei-
ra prestar-So deJ5 0|0, cujo recehimento
foi marcado pelo conselho de direcco,
at 15 do corrente ; este novamente lhes
pede que salisacam a mencionada pres-
tacSoato dia Til deste mez, para cuu-
primento das obrigacoes contrahidas pela
companhia, lindo cujo praso tem de ser
executado o que determinar o rt. 42 dos
estatutos. Os pagamentos devem ser ei-
tos em casa do Sr. F. Coulon, ra da
Cruz, 11. 2li.
AVISOS MARTIMOS.
AO RIO DE JANEIRO
-, seguir' brevemente, por ter
"fe grande paite do seu erregamen-
vT^SSB to tratado, o veleiro ebein cons-
truido brigue nacional MARA LUZCA,
capituo Manoel Jos, Perstrello : para o
resto da carga e para escravo, aosqtiaes
da' excellentes accomtnodariies, trata-se
na ra do Trapiche Novo 11. l(i segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza o hiate
nacional FORTUNA, capitao Pedro Valet-
te Filho : para.cargatrata-se com os con-
sigii.tarios Antonio de Almeida Gome? &
C. na ra do Trapiche Novon. 16 segun-
do andar.
i(
M
traiiao e a-ai a.
Va
parte da carga engajada a escuna nacio-
nal Emilia, capitao o pratico Antonio Sil-
veira Maciel Jnior, para o resto, traa-
se com o consignatario J. B. da Fonseca
Jnior, na ra do Vigario, n. 4, ou com
o capitao na praca.
LEILO'ES.
OagenleBorja fnr.i leilito lerca-feira, 30 do
corrente, em seu armazem, na ra do Colletiio n. 15,
de unta infinidade de obras de ooro, diamante c bri-
lhaote, como bem : aderemos, meios dilos, pttlceiras,
alfinetes lano lisos como esmaltados, obra do ullimo
costo, allneles do peilo, boloes para abertura, e ou-
lras obras de brillianlc ele. ele, relogios patente in-
glez, dlos suissos o horisontaes, algumas obras de
prala, relogios de paredec cima de mesa, ludo i-lo
ser entregue pelo maior prero que fr offerecido,
em consequencia de ser para liquidacOes ; os quaes
objeclos eslarSo paletites no mesmo armazem, no dia
do leil.io, as 10 horas.
GRANDE LEFLA'O
De miudezas e ferragens finas.
Henrique Brunn, liquidatario da casa
do fallecido J. Wolfhopp & C. conti-
nuara', por ntervencao do agente Oli-
veira, o leilo de grande sortimento de
iniudezas, algumas ferragens linas, e ou-
tros objeclos miudos, que se venderSo
para ultimar contas : terea-feira, 30 do
corrente, as 10 horas da manbaa, noseu
armazem, ra da Cruz.
LE1LAO'
De fazendas diversas.
Brunn Praeger &C, tarto leilao, por
intervencdo do agente Oliieira, de gran-
de soitimenlo de fazendas desela, laa, li-
nho e de algodao, todas proprias do mer-
cado ; quarta-feira, 31 do corrente. as
10 horas da manhaa, no seu armazem,
ra da Cruz.
O agente Vctor, far leilao no seu armazem,
ra da Cruz 11. 35, de grande sortimento de obras do
marcenera novas e usadas de diiTerenles qualida-
des : relogios de ouro para algibeira patente inglez
e suissri, charutos, chapos do chili, 2 carrinbos em
moilo bom uso de carregar fazendas, ele.; ao meio
dia ser lambem vendidas para liquidando de cen-
ias, alzumas peros ,|c selim branco, de merino mili-
to fino e ca apuras daaejodlo : quarla-feira, 31 do
correnle, as 10 e meia horas da maubaa.
-7 O senlo Koiirrls far leilJo por ordem de Ja-
mes llodgson Pascoo, capiUodo brigue inglez Cuba,
arribado a esto porlo por forca maior da Parabiba,
com deslino para Kalmonlh, e por ronla o risco de
quem perleucor, c cm prcteuca do Illm. Sr. cnsul
de S. M. llrilaiiica, de 800 a IIJCO saceos com assu-
car mascavado com loque do atara, para occorrer as
despezas do concerlu do dilo brigue nesle porto no
armazem do Sr. Aiaojo no caos do Apollo, qunta-
lo ira 1. de fevereiro ao meio da em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Jos Soares d'Azevedo, professor
de lingoa franceza no Lyceu, tem aberto
m sua casa, ra larga co Rosario n. 28,
terceiro andar, um carao de PHILOSO-
PHIA, e oulro de LINGOA FRANCEZA.
As pessoas que desejarem estudar urna ou
outra destas disciplinas, podem dirigir-se
a' indicada residencia, a qualquer hora.
F. N. Collaco faz publico que tem
resoivido dar lices eto sua casa, ra es-
treita do Rosario n. 28, nao s das ma-
terias, que se ensinam as cadeirs de
que he substituto no lyceu desta cidade,
senfto tambem inglez e francs.
Os traballios comecaro no dia 12 de
fevereiro, podendoo^inniiucianteser pro-
curado desde as 9 horas da manliaaate'as
tres da tarde.
Pede-se ao Sr. inspector da thesou-
rana provincial haja de mandar verii-
de novo as contas da decima e mais
car
impostos pelos livros de receita, e nao
pelos das collectas, como consta forafeita,
eque tem dado lugar a tanto barulho,
fazendo-se devedor, quem nada deve.
O Prejudicado.
ai seguir com a maior brevida-
"e o novo e veleiro palhabote na-
cional Lindo Paquete, capitao Jos Pin-
to Nunes ; quem quizer carregar ou ir
depassagem neste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida Gomes C," na ra do Trapiche,
n. l(i, segundo andar, 011 ao capitao a
bordo.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES
Inglezes a vapor.
fegeOst.-----1 No dia
i. de
feverei-
ro espe-
ra-sc da
E uropa
real, o
Joao Paes Brrelo lem de fazer celebrar no
da 31 do corremo pelas 9 hora da manhaa na
igreja do convenio de S. Francisco, um oflico
3 solemne pela alma de seo fallecido pai, Esle-
4 vao Paes Brrelo; por isso roga todas as pes-
soas de soa nmisade e conhecimento, d'assis-
tirom a este aclo, de verdadetra caridade
riiii-ifia, na mencionada iareja : pelo que
ile-de ja tribua eterna gralidao.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
49. do Monte Pi, extrahida a 12 de Ja-
neiro de 1855.
1 N. 485 .....
P. .

um dos vapores da companhia
qual depois da demora do costume, segui-
r para os portos co sul." para passajjei-
lowl: _
ros trata-se com os agentes, Adamson
Howie & C, na ra do Tl^Mche, n. 4-8;
Para o Rio de Janeiro.
Segu at melado ta seguinto semana
o brigue-escuna nacional, Mara, recebe
algmna carga miuda eescravos afrete :
trata-se com os consignatarios Machado &
Pinheiro. na ra do Vigario, n. 19, se-
gundo andar, ou com o capitao.
Para o Uio de Janeiro segu cm poucos dias a
escuna Zelosa, capitao Joaquim Anlouo Farias e
Silva : para frete e passagettos, trata-se com os con-
signatarios Isaac Curio & Companhia, na ra da
Cruz 11. 10.
PARA O PORTO.
O brigue portusuez Alegre, saldr para o Porto
rom a maior brevidade, recebe carga a trole e lam-
bein passageiros, para o que lem eieellcnle* con,
modos : trata-se rom Hallar v. Olivetra, na rara
da Cadeia Velha eseripturio n. 12, ou com o capillo
Manuel Jos (jifrinho.
Para a Baha segu cont muita bre-
vidade o hiate nacional Amelia, por ter
parte da carga prompta ; para o resto e
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quim Jos'da Silvera, no trapiche do al-
godao,ou com os consignatarios Novaes &
C, ra do Trapiche
MARANHAO
Segu em
nhflo e Para' o
ja' tem a maior
para resto e passageiros
consignatario
1 do V
3*
PARA'.
ara o Mara-
Adelaide,
gajada :
trata-se com o
J. B. da Fonseca Jnior,
on. i.

Para o Ass a escuna nacional Linda, que so
espera do Rio de Janeiro por loda a semana, o qua-
lro dias depois de sua chegada seauir seu destino :
para carga e passageiros, trata-so na ra do Vigario,
esexiptorio de Eduardo Ferreira Bailar, 11. 5.
PARA O ASSU',
saho imprelerivelincnle na presente semana
Anglica: para carga o passaueiros, Ira
ra da Cadeia do Recife n. UO, primeiro an-
dar.
Para o Aracalv rom esciTa para o Ass, a bar-
caca Sapotean Ilraiileiro, pretende tesjnir por loda
esta semana, por ter a maior parle de seu carrega-
menlo promplo : quem nella quizer carregar, diri-
ja-se ra da Madre-de-Uens n. 30, ou a bordo no
Trapiche do algodao.
Ceara' e Ac raen".
Segu com brevidade o palhabote Sobralense, ca-
pitn Francisco Jos da Silva Hales, recebe carga e
passageiros: trata-se com Caelauo Cvriaro da C.
M., ao lado do Corpo Santo n. '1.
CEARA' E PARA'.
Segu em poucos dias por ter a maior
1
1
1
6
10
20
Vil.
808......*.
5175........
588, 1181 2545
4240, 4291, 5055
1925.
507
4656
5545. .......
20, 279, 530, 755,
1036, 1688, 1784,
2328, 2518 ,
2842 5573 ,
37S4 5966 ,
4395 5255 ,
20:000,?
10:000,
4:000
2:000?
2053 3585 ,
A494 4828 ,
4679 5272 .
1:0004
40Q$
60
-*
2014
2684
3750
4176 ,
5482. .
8, 60
65S 659
1050,'1040,
1517, 1592,
1717, 1741 ,
1845, 980,
2108
2520 ;
2812,
2985 ,
5450 ,
5575 ,
5787,
5927 ,
4085 ,
4696,
4877 ,
5221 ,
5420 ,
5595 ,
I 00 premios de
2251 ,
2525 ,
2940 ,
5001 ,
5485 ,
3661 ,
5870 ,
4020 ,
4127,
4707 ,
4982 ,
5227 ,
5485,
5874
164, 548,
991 ,
1209.
1657 ,
1772 ,
2068 ,
2279 ,
2785 ,
2982 ,
3100 ,
5565 ,
5779 ,
5872 ,
4026 ,
4186 ,
4875 ,
5052 ,
5284,
5543 ,
200$
100*
40.S
1800 ditos de ......... 20
Temos exposto a' venda os novos blhe-
tes da lotera 21. das Matri7.es da Provin-
cia, que deva correr na casa da cmara
municipal dfiNicllieoy, no dia 25 ou 26
Se
do presenfeWiez.
Se o Vapor nacional Imperador
transferir, como por umitas vezes tema-
contecido, trara' listas, e mesmo se cor-
rer a' 25 c nao transferir, vira' o resumo,
viudo asustas pelo primeiro vapor pese se-
guir ; e por isso roga-se as pessoas (pie teem
bilhetes encommendados (pie os venham
rapeber. Os premios serao pagos sem o
docoulo dos 8 porcentodo imposto ge-
ral (pieni tirar asortede 20:000x000 rs.,
a blate ol"!"a''l"el' dasoutras sortes maiores nos
la-se na bilheles por nos tirmados, a recebera' por
inteiro, sem descont algum.
O abaixo assignado, como invenlarianle dos
bens do casal de seu pai o Sr. Joaquim lunraltes
Bastos, por rallerimcnto de minha mi a Sr.-D. Ur-
rula Mara das Virgen, vpor nomeaco do Illm. Sr.
Dr. juiz da segunda vara) previne so rcspeilavel pu-
blico, que nao contrato negocio ulaum rom ditos
bens, prevalecendo-sc da eegoeira c avanrada idade
do seu relerido pai, quando esle nao pode f>itr Iran-
sacroos algumas, pi ucipalmenlc com a prela cren-
la por nome Marsarida Saboia, o seus filhos. a qual
seacha capturada da fuga que fez a mais de 20 an-
nos pelo muito di-no c honrado Sr. delegado Ilde-
fonso Avres de Albuquerque Cavalcanti, no luear
Serra do Teiseira.por se adiar dita escrava descripta
no inventario. Jos Gonralres da Silta Bas-
tos.
-.-------rr -?*
MiiTifjinn


___.
4
DIARIO OE PERNAIRBUCO, TE CA FEIRA 30 HE JANEIRO DE 1855.
I'ede-se ao Si'. Dr. Jos Nicolao Ri-
fiueira Costa resposta da carta, que lhe
ioi dirijjida no Diario de I'eriiainbuco
de 5 de Janeiro deste anuo, asonada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver es Hijjueira nao tequeira digpar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisOe, e reo confesso de seu de-
licto.O Curioso.
Procura-se um andar com bastan-
tes commodos para um estrangeiro, no
Recite ou na Boa-vista : no largo do Cor-
po Santo, n. lo.
Francisco Severiano Rabello & Filho.mndaram
o senescriplorio do n.4, para o n. 6, do largoda As-
serabla.
Quem precisar de um pequeo portuauez para
raiieiro rom pequea praiira de loja de fazenda,
procure na roa do Collegio loja de livro* n. 8.
Precisa-se de nma ama para o servico de por-
ta a dentro, menos para cozinha : confronto o oilflj
doCorpo Santo toja n. >.).
Precisa-se de nma ama que lenlia bom Icite c
seja sadia : no Manguind junto do sitio do Sr. ci-
rurgiao Teiieira, ou na ra Nora n. t(i.
Precisa-sede urna ama para rrsinhare fazer o
mais servicod urna casa de poura familia, mas que
seja de meia idade : na roa das Cruzes n. 0.
Aluga-se o primeiro andar da eesa da roa do
Vigario n.29, e precisa-se de um caixeiro para casa
de purgar: a tratar na ra do Collegiu o, 16, tercei-
ro andar.
Na roa Bella n. 14, sobrado, precisa-se de urna
ama para o servico interno e ezlerno de urna casa
trata-se no mesmo sobrado das 11 horas do dia em
dianle.
O METE10DO CASTIUIO.
Com quanlo se baja definido que seja (heorica-
nienle o melhodo Castilho. com ludo, poucas pesos
o saherao, por emquanlo, avaliar na pralica ; s al-
guns doineohore* vivanles da minha aula, o pode-
ro apreciar. Os moradores da ra larga do Rosa-
fio, e s que por ella transitan), liflo dc.'sem duvida,
considerar a minha aula como urna escola cbam-
boxata, a grilaria, a bulla dos ps, as palmadas,
daraoa entender que o professor esl ouseule ; bem
pelo contrario, aquillo que parece desorden), lie o
queconslilue a ordem no melhodo Caslilbo : a ella
se devem as curas da gaguez e da mudez do 1. e 2.
grao, como o hito demonstrado o l)r. Ilard e uniros
illuslres professores de medicina. O nielliodo Casti-
lho, diz o Sr. I.uiz Iilippe Leile. director da escola
normal de Lisboa, nao s ameslfa no ler e escrever
serve ao corpo. em quanto subslilue forrada e pas-
siva immobihdade do amigo melhodo. Os movi-
meiilos do marchar c palmear, o ranlo e urna varic-
dade (constante) nos ejercicios, com qoe lanto lu-
cram as faculdades corporaes, iolellecluaes e mo-
raes, afez o coracao a senlimenlos benignos e huma-
nos, ao amor muluo, e nobre cobija do bem.
Uuando o Sr, Caslilho Irala das qualidades phiicas
que devera ler um professor do seu melhodo, re-
commenda l m peito forlc, urna voz sonora, um
ouvido sublilissimo e nma cabera que nSo canee la-
cilmente com o eslrondo cm rom a allenrao
continuada, donde se conclue que, ,. que parece e-
sordem, beque constitoea ordem nassescolas de lei-
tura repentina. Abandono lolal das enfadonhas e
imitis Carlas de tillabas, esse dom que nasce
com a crealura racional, e com as quaes se empar-
vamos meninos por longo lempo : a prescripciio dos
riscos c ligaces visto que na formacSodos ca-
racteres, se empregam essas mesmas recias e curva,
faz cora que o discpulo leia e c-rreva no primeiro
da de escola, aquelles nnmes, de cojos caracleres,
vai conhecendo os valores, e por so o Sr. Gentil,
na cidade da Baha, lem na su escola, por este me-
lhodo, oblido em dous mezes lo prodigioso resulla-
do. Fnyilmento. odeslerro da palmatoria, esse in-
fernal invento da barbaridade. terror dos meninos,
vergouha dos adultos, he a mais salutar descobcrla
no melhodo Caslilbo. Com elTeilo. oblenlio mais pe-
la mbito aos premios, do que jamis oblive pelo
temor do castigo. I m sapoli, urna roma*, urna oi-
nha, podem mais que urna dozia do palmaloadas 1
U discpulo se aprsenla licito, confiando na bon-
dade do mcslre, c sempre aspirando a recompensa.
reto conlrano, no antigo melhodo, o lemor do cas-
tigo torna os meninos tmalos, apoucados, sempre r-
enosos e rem.ssos em irerg para a escola. No me-
noda t.aslilho apresenlam-se os meninos antes da
ora indicada, reliram-sc contra a vontade.e muitos
pedem que os deize vir assislir a lirSo da noile. O
menores de lOannos sSo por mim abracados e bei-
jados, sem que por isso. sejam menos 'respeilosos !
Doqne concilio que, o que nao vene; o amor, me-
nos vencer o rigor. He por isso que o Ilustre Cas-
hlho nos recommenda a pag. 4 da lerceira edieflo
que consideremos os discpulos orno lillio, pelo
menos como amigos, em lodo o caso como homens.
Eis em que comiste o melhodo Caslilbo.Francisco
de Frutas Gamboa, professor aulos-sado pelo go-
verno da provincia.
,i.T.I'i',ViMSe e enKon)m!'-se compereirao : na roa"
de Sania Ibereza, casa n. 31.
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qneconlcnj abase fundamenlal d'esla doulrinaA BkTHor.KNlii-IA 01 El I lilTOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAUDEconherimenlos que nao podein dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizcroin
expeiimentar a doulrina de llahnemann, e por si'mesmos se coiivencerein da verdade d'ella : a.lodos os
fazendeirose senbores de engenho qoe esiao Ion ce dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pilaos de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir qualquer inrommodo seu ou de scus tripulanli :
a todos os pais de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, s3o obriga-
dos a prcslar in eonlinenli os primeiros socenrros en; suas enfermidades.
O vaile-raecum do homeopalha ou Iraduc^ao da meilicina domestica do Dr. Hering,
obra lamhem mil s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalbia, um vol-
me gratule, acompanhadn do diccionario dos termos de meilicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado. .
Sem verdadeiros e bem preparador mediesmentos nao se pode dar um passo seguro
homeopathia, e o proprietario desle eslabelecimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem 1110:1
ninguem duvida boje da grande superioridode dos scus medicamentos.
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 10J, 15 e L'iCtKK) rs.
Dilas 31! ditos a.................. 20SO00
Ditas 49000
Dilas 60 ditos a................. 308000
Ditas 144 ditos a.................. 6O9OOO
Tubos avulsos......................... 19000
Trascos de meia onja de lindura................... 2WIUI
fia mesma casa ha sempre a venda grande numero de lubos de rrvslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e apromplt-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muito commodos.
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A Teste, materia medica liomeopathica. .
De Fayollc, doulrina medica bomenpathica
Clnica de Slaoneli........
Casiing, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano .
vedem-sc todos esles livros 110 consultorio homeopa-
tbico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. ib,
primeiro andar.
essss@sss f s@
DENTISTA FRAN'CEZ.
Panlo Gaignoiix, eslabelecido na ra larga f.
do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- $
IgS tes com gengivss arlficiaes, e dentadura com- Cf
pela, ou fiarle della, com a pressao do ir. @
Tambem lem para vender agua denlil'ricedo @
^ Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do @
y Rosario n. 30 segundo andar. ^.
i : ;-i33
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem tima caria na linaria ns. Ge 8
da prara da Independencia.
. L'iride Italiana, revista arlislica, scenlifica e
lillenria, debaixo 1I0 immedialo palrocinimle S. M.
o Imperador, redigtda em duas liuguas pelas mais
aoabccidu capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeano-ltavara. Subscrevc-se em l'er-
nambuco, na livraria n. ( e S da prora da Indepen-
dencia.
Jos Carneiro da Silva, como procurador de
seu souro Joaquin Antonio de Vasroncellos, faz ver
ao publico, e principalmente aquellas pessoas que
compraran! carne secca no armazem em que o dilo
\ a-concellos leve sociedade com Jos de Mcdeiros
Asuar at H''2, que nada paguem ao mesmo Me-
deiros.por lerem todas as dividas da liquidac^o do es-
labelecimcnlo perlencido ao mesmo Vasconrellos,
como se v do annoncio publicado no Diario n. 191
de 18.">3. O auiiiincianle sabe que o dilo Medeiros
69OOO occullou as carias do ilehilo do Sr. Antonio Piulo de
que
: na
Precisa-se de urna ama de boa conduela,
cozmhe e engorme para casa de pooca familia
run do Collegio n. 1.
Pergunh-seaoautor do annunciopublicado no
nurto de J-do correte, com as in ciaes J. F. S,
se .se cntende com Joao Francisco de Souia.
Lava-se e engomma-se roupa de toda a quali-
laile, com muilo aceio e promplicao: na ra do
(.a.abouco Velho n. 9.
1 T ,Ve'aPP"re'"eu nudia 2i do crranle, urna pre-
lada ..osla, de idade de0 anuos pou-o mais ou me-
illura regular, secca do corno, as cosas e na
lem riscos de nacSn muilo finos, levon amisa de
aigodsosinho e saia escura, e ferro no pescoro : ro-
gJ-se aos capilaesde campo ou a qualquer" pessoa
que a pegar, leve-a a praca da ln Jepjndencia 11. 4,
queserao recompensados.
A GR ATI DiO.
He um dos maiores esleios da socielade a crali-
dao, sem ella ludo be um complelo cabos, c o ho-
mem que depois de receber favores, os nao nhece,
be um tigre com veslcs humanas ; o favores ha, qoe
tillrapassam os limiles, cijo considciaveis ao el-
le, que devem ficar elernisadot nos coracOcs de
quem os recebe, nesle caso eilou au para com o Dr.
Calanho, a quem snu nlimamenle grato, e comoou-
tra coua naopossorazCT, significo-lbe fiel gralidao
quelbeconsagro.As maneirasalTaveis lisongeirasque
com tao respeilavel Dr. Iralou-inc durante 4 mezes
me nbrigam sobremaneira a fazer esla declaracao!
Cont, o dislinclo Sr. Dr. Catanbo. que lera senipre
M suas ordens este que se congratula ser, seu amigo
obngadoe criado, Fvarhto.
Perdeu-se na noile do 23 do correle, desde o
sitio que fica defronte da casa do Ilim. Sr. barao de
Jteberibe na Poule de Ucha al a ponte do Manaui-
nho, um alfinete de peito de senhora, 011 para atacar
o chale, sendo com o retrato em daguerieolvpo do
reverendo Sr. psdre inglez: quem o achou. queren-
do leva-loa casa dos Srs. James Crablren & C, na
ra da Cruz n. 42, ser gcnerosamenle recompen-
sado.
Aluga-se a casa n. 34, da ra dos Gaararapes,
com commodos para urna grande familia : quem a
pretender, dirija-se i ra do Pillar n. 56,011 a rna do
Oueimado n. 28, lerceiro andar.
Precisa-se de urna ama que saiba lavar, en-
gomroar e cozmhar : na ra da Guia n. 48.
,lnT ^recMse de uraa escrava para o servico de
urna casa de muito pouca familia, paga-se bem : a
tratar na roa da Cadeia do Recie n. 34, toja.
^,7?Sr-An,oniA"2'iloMaciel, (enha a bon-
dad, de vira roa do Oucimado segunda loja .1. 18,
a negocio de seu nleresse. '
A matricula d'aulade philosnphia do collegio
das arles esla aberla de boje em diante, al o fim de
y>, em todos os dias uleis ,le manhaa al I hora
a* larae : 11a ra do Crespo sobrado u. s.
roa Nova n. 52 precisa-se de aprendizes de
' e Pre"re-so aquelles que ja Icnbao princi-
pios do oflicio.
No dia 27 do correle perdeu-se 'julga-se) em o
rammhoda Capunga para o Rccife um embrulbo
cam urnas ledras e alguns recibos, do que pasa dar
relacao : urna lellra de 1:0009 rs., aceita por Titar:
i\ Cosa, omadila de 300S,areila pelos mesmos, urna
oulra de 200"J. aceila por Anlonio Medeiros Ta\are,
com urna ra la do mesmo, una maisule 2763, acei-
ta por Hegino da Silva, diversolHSibos que Ii5o
tomara para annunca-los. Todas eslas lellra e re-
cibos nao podem servir a pessoa alauma : por iso
rogarse a pessoa que a achou.ou adiar dirija-se a loja
do Sr. Jos Alves da Silva Goimaraes, ra do Cabu-
g n. 1 B, que generovamcnle se gratificar.
lucio no dia 14 do correnle Janeiro, urna escra-
va parda, de nome Victoria, de idade de 4kWiun
pouco mais ou menos, cabellos bem annelladaVtom
ralla de um denle na frenlc, levou ve-lido rio cor
de vinho com floresinbas brancas, panno da Cosa
novo : recommenda-se as autoridades pociaeMu
quem a encontrar a peauem e levem-na a ruaRs-
Ireila do Rosario n. 19. loja de barbeiro
PIBLICACAO' DO IaSTITITO HOH-OPA-
TIIICO DO liVSiL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA. '
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palkkamentc lodos as moleslias que aflligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re-
nam no Brasil, redigido segund ns melhores Ira-
lados de homeopathia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero l'inho. Esla obra he hoje
reconbecida como a melhor de (odas que Iralam da
appliracao homeopalhica no curativo das moleslias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la c ronsulla-la. Os pais de
familias, os scuhors de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejoselc. etc., devem
la-la a ni3o para occorrer promplamcnle a qualquer
raso de molestia.
Dous voluntes em brocliura por 105006
" W* eocadernados II3OOO
vende-se nnicamenle em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco Mundo Kovoj n. 68 A.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeigao e
acco : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. lo.
s O Sr. Jpao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
mteira mandar receber ma encommen-
da na livraria n. t
ATTK.NCAO'.
A talieiiia nova do barateiro, na ]ovoa-
rao de Santo Amaro de JuboatSo,
acha-se com um completo sorlimenlo de bebidas de
Indas as qualidades, cerveja em meia carrafas e gar-
rafas, licores fraucezes, vinho tinto e hranro, queijos
novos. sardinhas de Nadies, maiileisa ingtoza e fran-
ceza.da melhor que se pode enronlrar 110 mercado,
clin da India e de S. Paulo, dil prelo, rhocolato,
Oraearde Indas as qualida I- -, bolarbinba igleta,
diia de aramia, chamUs para ns amigos do bom gos-
10, das melhores marcas, S. I eli\, Figneiredo Ro-
cha, e oulros muitos que se pedirem, alelria, ma-
earrao, lalharim para sopa ; pedimos lambem aos
senhnres de engenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo eslabeleciinenlo com suas
freguezias, adiando ludo pelo proco da prac,a e a sa-
lsfarai do comprador.
Anlonio Egidio da Silva, Icnlc de geometra
do Ijcen ilesiacidade, pretende abrir nodial.de
fevereirn, na rasa de sua residencia, na ra Direila
11. 78, uro curso de geomeliiu para lodo o anuo lec-
tivo : os senhores eludanles que o qnizerem fre-
quctiiar, podero dirigir-M "a mencionada casa, das
7 horas das maiihaa aleas !>, e das 3 ale as 5 da
tarde.
ORLEAKS DE LISTKA DE SEDA.
A 400 rs o covado.
Vendem-se na roa do Queimado, loja n. 17, de
I aria Lopes, para liquidadlo de conlas.
NOVAS ALPACAS DE SED A
do
^^ O solicit.nior nos audil
a@
Mallos, documentos com que pretende cobrar para
si a divida do mesmo Mallo.', que no halanco mon-
ta a trezeulos e lanos mil res, proeedimeolo este,
contra o qual, protesta o dilo Vasconcellos.
Precisa-se de um bomem para lirar leile de
algumas vaccas e vende-lo no Rccife : a Iratar na
roa da Cruz da freguezia de San i'rei Pedro Gon-
calves, na fabrica nova de charutos, ou cm Olinda
biqiiuha de San Pedro casa 11. 48.
O Sr. Trajino Canuto de Carvaliio lem urna
caria vinda do sul, na livraria 11. 6 c 8 da prara da
Independencia.
Aluga-se a casa n. 49, na ra da Cruz do Reci-
to ; os preleudenles podem dirigir-so mesma casa
ou o roa de Apollo, na casa onde morou o fallecido
Norberlo Joaquim Jos Guedes.
JamesII. Pascoe, capilo do hriguc inglez Cu-
ba, arribado a esle porto etn sua viagein procedente
da I'arahiba a F.ilmootr), para receber ordeus, preci-
sa, a risco marilimobre o frele, apparelho, casco
e carga, de cerca de 6:0003000 rs. : os pretendenlcs
queiram mandar suas propostas em caria fechada
al b dia 30 do corrente, escriplorio de Rabe Sch-
melta & Companhia, ra da Cadeia n. 37.
COMPANUIA PERNAMBGCANA DE
VAPORES.
O conselho de direccao convoca a assemblca geral
dos Sr-. accionistas em execucao do, arl. 2S dos
eslatulos da companhia. para o dia 30 do correnle
mez, as II horas da manhaa, na sala das se-ocs da
associac,ao commerc'al desla praca. O secretario,.
Antonio Marque! de Amorim.
Victoriano Murriela vai para o Rio de Janeiro.
DeseJMe fallar com o Sr. Marcelino Rodrigues
Lopes, a cinto se ignora a casa e lugar de sua resi-
dencia, pede-se ao mesmo Sr. ou a quem souber,
que tenha a bondade de declarar por esle Diario o
losar de sua morada para ser procurado.
PEDIDO.
Tendo deixado de publicar-sc o Cravo, pede-se
inslanteameule aos senhores as-ignantes, que ri-
lan dever as suas assianalura, que lenbam a bon-
dade de paga-las al o dia 6 de fevereirn. He um
dever e ao mesmo lempo um grande obsequio que
fazem.
No holel da Europa da ra da Aurora, preci-
sa-se de um criado branco.
Desencaminhou-se om val d? 1769000 rs. ,
psssado a favor do abaixo assignado, pelo padre Ra-
phael Anlonio Coclho, que se acha prevenido para
s pagar ao abaixo assignado : rogando-so a quem
por ventura o tenha adiado, o obsequio da entrega-
lona ra de Apollo n. 13, a Luiz Manoel Rodrigues
Va lenca.
Alugam-sa e vcnder.i-se muilo boas bichas de
Ilamburgo, chegadss ltimamente, e lambem vai-se-F
applicar para mais rnmmodidade dos prclenilenles :
na ra eslreila do Rosario loja de barbeiro n. 19,
lambem ha para vender-so imnio boas corlics para
afiar navalhas.
M COLUTORIO I
DO DH. CAS ANO VA,
RLA DAS CRUZES N. 28,
vendem-se carteiras de homenpalhia de lo- S
dos os lamanhos, por precos muflo em conla. 83
Elementos de homeopalhia, 4 vols. 63OOO gj
Tinturas a esrolher, cada vidro. I3OOO 0
Tubos avulsos a escolher a 500 c :M)0 $8
ConsullasjTratis para os pobres.__ J{
KJKaaBBOSQBKS
e 8 da pi ara da Inde-
pendeaeia.
AULA DE LATI.M.
O padre Vicente Ferrer de Aibuqner-
(juemudou a sua aula para a rita do ilan-
fjel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico privo como he publico: quem se
quizer utilisar deittupequeo prestimo o,
pode procurar-So secundo andar da rel'e-
rida casa a" qualquer hora dos dias uteis.
BANCO DE PERNAMBIXO.
O presidente da'assemblea geral do
Banco de Pernambuco convida aos se-
nhores accionistas a comparecerem na
sessao'ordinaria do dia 31 do crlente Ja-
neiro, cuja rciiniao tera' lugar as 11 ho-
ras do mesmo dia, na casa do referido
Banco, em virtude da requisicao que lhe
oi feita pela drecq|o respectiva, emolll-
ciode 15docorrenta. Recife 17 de Janei-
ro de 1855.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuqurque, presidente.
Jos Bernardo Galvo Alcoforado, pri-
meiro secretario,
y Aluga-se o primeiro andar da casa da esquina
daraa larga do Rosario n. 39, e o lerceiro e quarlo
andares da roa da Cadeia do Recite n. : a tratar
no primeiro andar desla mesma casa.
Na loja de Antonio Lopes Pereira de Mello &
Companhia, na ra da Cadeia do Recife n. 7, chegou
nllimamcnte, viudo do Aracaly. urna peqoena por-
co de saccas com excellenle feijilo muilo novo e de
boa qualidade, por preco conunodo : a tratar na
mesma cima.
O Sr. Honorato Jos de Olivcira Figneiredo
Itm urna caria na livraria n. (i e s ,\ praia :'.,\ lu-
dependeucia.
Na taberna da rua,da Concordia ainda se pre-
rfaa de um caiieku. ,
O Sr. Joa^oimerreirii.qi!e level > ja na pra-
cinba do LiTrniBenln lem uma c irla na livraria ns.
6 o 8 da praca da Independencia.
Convem explicar ao publico que o Si. Raphael
Bozano se di? rredor da masaa de Oliveira Intuios &
C.on panbia, porque sendo devedor da quanlia a que
no- referimos, parece que em Genova fez um IraV
passo da sua divide pira um credor de maior quan-
lia, c agora figura de credor pelo saldo. Ora, para
quem sabe que o devedor de uma rasa fallida he
"brisado parar lodo o quc leve, e nao pode con-
tratar com o que nao lhe perlence, he fcil concluir
e o Sr. llozauo deva Iraspassar seu debito, e figu-
rar mino credor de um saldo, ou entrar para a mas-
si com o que devia. .Nao sabemos que documentos
S. S. poder exhibir a mo ser algum adquerido com
a mesma farildaBe com que fez a transferencia da
divida em Genova.
s desla cidade
abaixo assicnado, continua a exercer as ^
^# funccOes desse carao, para o que pode ser ^^
^ procurado no escriptiuio do llliu. Sr. Dr. ^^
""" Joaquim Jos da Konreca, o mesmo compro- Vm-
^^ nielte-se a solicitar causas de partido an- ^^
~S* nual, com lodo zelo aclividade, mediante ^^
^^ um pequeo honorario, assiin como as ^
^r^ causas particulares nao pe preco as 3
9 parles. Camilla Augusto Fereirada .N'tra.$%
0MKM0$ S@@^SS@
Aluga-se a loja, sila na roa do Collegio 11. 16
com armacao propria para qualquer estabelecimeu-
lo, ou vende-se. rumo convier ao prelendentc : Ira-
la-se na ra du Queimada n. 40, segundo andar, ou
na Iravessa da Madre de lieos n. l.
pianos.
Jo.lo P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
em sua casa na ra Nova n. 41, primeiro andar, a-
cha-se um sorlimenlo de bora pianos de Jacaranda,
rom fauna de armario C fabricados por um dos pri-
meiros fabricantes da Europa, de vo/.es hai montosas
e iluradouras e suas afiliacocs: o annuitciante con-
tinua a afinar c concertar pianos com pcrfeic,ao.
Re/Vcrs sobre a educacao pbytica e moral da i n
fancia, o/fereeidas as m3U uc familias, pelo Dr
/guacia Firmo Xacier.
Esla obra desuada ao her social e necessaria a
quanlos seoecupam da eduoarao infantil, para que
chegoe ao conhetimenlo de lodos, acha-se a venda
pelo prefo de 33OOO rs. as ojasdos Srs. : Joio da
Cuuha Magalhars.ua ra da Cadeia do Recife 11. 51 ;
Joao Soares de Avellar, na na Nova n. I ; e as li-
vraria* Classica pateo do Collegio 11. 2, Universal na
ra do Collegio, e na do Sr. Dourado no paleo do
Collegio n. 6.
Da-so a juros sobre hypolhcca em um predio
nesla cidade ato 1:0003000 rs. : na ruado Collegio 11.
21, segundo andar, ou na rin Augusta 11. 14.
LECTURA REPENTINA.
ftlETHUDO CASilLtlO-
A escola se acha transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia S de Janeiro, As licoespara
as pessoas occapadas de dia sera o das 7 a's
9 da noite.
Alugam-se -2 catas torreas com cnmnu dos para
pequea familia, de 9{000 mensaes cada uma, sitas,
nma na ra do Sebo n. 02, e oulra no principio da
Solcdade D. 27 i a tratar na ra da Aurora n. 26,
p ruin iro andar.
ao rameo. B
i' No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
j vende-se um completo sorti ment
^ de fazendas, linas e grossas, por
*>; precos mais baixos do queemou-
jg tra qualquer parte, tanto em por-
ches, cmo a retallio, ayancndo-
se aos compradores din* s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de comhinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, lranceas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ofl'erecendo elle maiores v a li-
ta gens c'oqne outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tahelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venltam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. '2, de
Antonio Luiz dos Sanios &Rolim.
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Paria & Lope, ra
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos e lindos desenlio, pelo mdico preco de OO rs.
cada covado.
MELPOMF.NE DE LAA' DE OL'AUHOS,
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vende-se para iiliimacno de conlas : na toja de
Faria i\ Lopes, ra doQoeimido n. 17.
RISGADGS VARSOVIANOS
A '.sOOO rs. o corte.
Vendem-se liscados Varsovianos de quadros, fa-
zenila nova e muilo Una, Imitando a seda escoceza,
viudos pelo ultimo navio de Ilamburgo, com 13 '..
covados rada corle, pelo barato preco de i?000 : iii
loja ii. 17 da ra do Queimado, ao pe da botica.
Venda-seo in bom escravo do 20 annosde ida-
de, que cozinba bem o diario de urna casa, be mui-
lo fiel, 1 dilo de 2."> annos de idade, I escrava boa
quilodeira : na ra dos Onarleis n. 24.
Vende-se orna negrinha de 6 anuos de idade,
muilo esperta : na ra dos (Juarleis n. 21.
Vende-se* fabrica de charuto, rom armacao
envernisada e com lodos os seus perlenccs, propria
para qualquer nutro eslabelecimcnlo : a Iratar na
metma, ra Direila ii.7.">.
Vende-** urna taberna fura desta praca, 1 le-
sua de distancia, em muilo bom lugar, com poucos
finlos: quem a pretender, dirija-se ra eslreila
do Rosario n. 19.
Vende-se a taberna sila na ra la Roda, que
deila ooilao para a praca do capim, rom poucos fun-
dos : a Iralar na mesma, ou na ra de Sanio Amaro
11. 16, taberna.
Vende-se uma escrava de nacao, de idade de
28annos,bonita ligara, boa coziiiheira e quilandci-
ra : na ra Velha da Boa-Vista n.67.
RA DO CRESPO N. 23.
Vende-se chita fianceza Urga, cores escuras a 2(HI
rs., risradosdiloa. edres fixas 180 rs., chita escura
cores seguras a 160, cutes de casemlra prela a 49500,
dilos de ca-.a dula padiocs modernos a 28000, ca-
misas francesas francas e de cores muilo bem eitat
29500, panno preto e de n'ir de caf a 3&000, melpo-
inene de laa goslo escoce/, a 'iSO, e outras muilas fa-
zendas por precos baratos para leixar conlas.
Vende se por preco muilo commodo a casa ter-
rea n. li da roa du Mondegu, leu.lo chaos proprios
e quintal murado ; assimeomo parles do silio n. 109
da mesma roa, lambem cm chaos proprios. leudo 3
boa* cacimbas, muiSH arvoiesde fruas, rslremando
lelo fundo com a cambo das ltarreiras : a fallar
com SI. Carneiro.
Vende-se um pequeo ilio muiio perlo da pra-
ca e muilo em conla : a fallar com M. Carneiro.
Vende-se uma pequeua armacao com baleflo :
queni pretender dirija-se ra do Aragao n. 19.
\ endem-se boas vaccas paridas narrlas e novi-
Ibas do pasto: para \er no largo do Remedio silio do
rallecido Gnilherme Patricio, e a iralar na ra Col-
legio n, 13. segundo andar.
Vende-se um escrava com bonila figura/que
cozinha, lava e engomla : na ra do Crespo n. 10,
primeiro andar.
Vendem-se tres escravas sendo duas pardas e
urna criolita, peritas eugommadeiras e tres escravos
sendo dous da Cosa e um de Anguila : na ra das
Cruzes n. 22 syiir quem vende.
l-RESCAES OVAS DO SERTAO.
V endem-se ovas .lo serbio muilo em cunia, e lam-
bem se retalha : na ra do Queimado loja n. 14.
Veiide-se cognac em caixas de du-
zia : no armazem de Brunn Praegcr &
C, ruada Cruz u. 10.
HECHMSftfO PARA ENSE-
No armazem de Vctor Lasne, ra
da Cruz. n. 27, vende-se o sguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mu lindos desenlio ; wermouth em cai-
xas de 12 g-jrrafat ; diversos licores de
mu boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeaux em caixas de duzia ; kircli
do melhor autor ; agua de (lor de laran-
ja ; cognac verdadeiro : ahsinth, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que ludo se vende muilo em
conta, em relacao a' boa qualidade.
Vende-se excellenle taimado de pinbo, recen-
Iemento chegado da America : na rui de Apollo
trapiche rador do mesmo.
CEMENTO ROMAIO.
\ ende-se superior cemento em barricas crandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alrazdo
Ihealro, aimazem de Joaquiv Lopes de Almeida.
tenela de Edwla JSaw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
c\ Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
menlos de taixas de ferro cnado e balido, lano ra-
sa como fundas, moeudas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modclososmais moder-
nos, maciiina horisontal para vapor com forca de
ivallos. cocos, passadeiras de ferro cstanhado
para casa de purgar, por menos proco que o* de
robre. Caco-vena para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de llandres; ludo por barato preco.
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bovvmann, na ra o Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de. ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao*
embarca m-se ou ca riega m-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Kellenx C, na na
da Croen, ha.para vender o exeel-
lentes piano vindos ltimamente de llam-
hurgo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca (Sra-
t i dito. '
u
g POTASSA Bl.ASlLEIBA. 1$)
(g) Vende-se superior potassa, fa- &.
Jj briada no Bio de Janeiro, che- S
B ada tecentemente, recommen- /a
,a da-se aos senhores de engenhos os Ja
2f seus bons elfeitos ja' experimen- **
W tados: na ra da Cruzn. 20, ar- <
ni izem de L. Leconte Feron & @
t$ Companhia. 4~
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemente anegada.
Vende-se uma batanea romana 'com todos o
siis pertences, em ro.uso e de 2,000 libras : quem
a piclender, dirija-se ra da Cruz, armjzem n.4.
NA FU.tDICAO UE FEKRO DO EXGE-
rflIElUO DAVID W. BOW.MAX. N\
BA I) BKL'M, PASSANDO O CIIA-
FAKIZ,
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um alquajee, me-
dida velha, por preco commodo: ros
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes ii C., na ra do Trapiche n. 5i-,
primeiro andar.
AOS SF.MIOES HE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcan da invenan' do Di. Edtiar-
Vende-se uma casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica,
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira-
estribaria, etc., etc. : quem pretender
comprar este predio, dirija-te a ra da
Cruz n. lo, que sendo possivel se. fara'
qualquer negocio.
nZ ,ei"l?-'se !,,nna de P'co flcrrelida: na roa do
Rangeln. .1,, a'00 rs. la libra.
\ endem-sc velas de carnauba da me-
lhrr qualidade |>osivel ; na fabrica da
ra de Hurlas, n. HO.
- Vende-se ou aluga-se orna pedra de composi-
''"' 'l" 'na maravilhosa propriedade de neulra-
lisar o veneno de cobra, cao damhado sem deixar a
annus pequea leso M pnssuidor della ensinara o
modo porque se deve asar dla para Iralar; ua ra
de .>. Jos n. 21.
Saccas com farinha.
Na loja n. 26 da rua> da Cadeia, es-
quina do becco largo, vendem-se saccas
com superior Jnrioha de mandioca por
menos preco do que em outra qualquer
parte.
tl R0U0FR4NCEZ
Acha-se de novo eiposto a venda a deliciosa pila-
da deste rnlao france, que s se encontrar na ra
da Cruzu. 20, primeiro andar, e ta loia de Ca-deal,
ra larga do Kosario, por muito commodo preco.
Vende-se batata d* Lisboa muilo nova esco-
lhida a ;S0 rs. a arrta ; vende-se lambem cebla
a-.lia mailpauperio^v 1^.00 o rento ; chocolate ,lo
Lisboa muilo lino, cm laUssie \ e 3|4 a IS-OO cada
urna : na ra do Queimado n. H.
Vende-se n?a porc*) de formas
para lazer velas jde carnauba, eumacal-
deira para derrJfcr cera, por todo dinhei-
ro : na ra Direita, n. 65.
Vende-se dta ptimo sitio muito
;;iande,com urna excellente casa de sobra-
do para numerosa familia, bastantes com
arvores fructferas, baixa para capim,
commodo para 12 *accns, etc., etc., no
lugar denominado Kosarinho, confronte
i igreja : a tratar ra ra do Collegio, ar-
mazem n. 15, com o agente Borja.
B Vende-se superior espermacele americano por
preco commodo : na rna do Amorim n. 18, arma-
zem de Paula & Sanios.
Vendem-se corles de Testidos de selim prelo,
lavrados, muilo boa fazenda, e padrOes do ullimu
goslo, por preco moilo em conla : na loja do sobra-
do amarello, nos qualro cantos da roa do Oueimado
n. 29.
ATTENCAO'.
A nova fabrica de chocolate homeopatbicoede ca-
nella, musgo, ferruginoso, feno, amargo, e para o
.diario, acha-se aberla na ra do Vigario n. 27 ; lem
mais yenda cha prelo homeopalhico, cha Hiperior
da India, assncar refinado e de caroco ; e vende-se
uma balanca grande, unta dita pequea com um tor-
no de pesas de meia quarta a uma arroba, qualro
lernos de medidas ,le folha para lquidos, um dito
de pao para seceos, dosu canlciros para pipas, todo
por commodo preco.
Vende-se uma carroca com boi, lodo em bom
eslado, sendo a carroca propria para casa particular,
por ser de rmaeSo grande, e muito aova, ou se Iro-
ra por oulra mais rasa : quem a pretender, dirija-se
ao Corredor do Hispo, primeira liberna, defronte do
quartcl da Soledade.
Em viril) le ile nao tui ter sido possivel
uirros, aliiu de
obter
toda as lisias que disIribuinSos, alini de ob(erem-se
assisjnafnras para a publicarlo da obra ReflevOes
sobre a educarn physiea e moral da infancia: ro-
gamos as pessoas que se disnaram assignar, e que a
nao receheram, de mandar procurar ns exemplares
a queliverem direilo, na ra eslreila do Rosario n.
30, segundo andar. (Preco para os assignaoles rs.
2SII00.
Precisa-se alugar o andar de sobrado, ou mes-
mo orna casa terrea, no bairro da llna-Vita : quem
livor annuncie por esla folha, ou dirija-se ao caes do
Ramos, sobrado n. 2o, que achara com quom Iralar.
Francisco Lucas Ferreirr., com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao tudej. com aceio, segundo dis-
pfie o regulamento do cemiterio.
Acham-se a vendaos hilhetes da se-
gunda parte da (piarla lotera concedida
a beneficio da matriz de San Pedro Mar-
tyrde Olinda nicamente na thesouraria*
das loterias ra do Collegio n. 15, e cor-
re impreterivelmenti: no dia 10 de feve-
reiro.O thesoureiro, Francisco Antonio
de Oliveira.
Nicolao Bueno, subdito sardo, vai fazer urna
viagem ao narle do imperio.
Precisa-se da um administrador e Irabalhador
para lomar conla de u/n sitio perlo desla prac,a, pa-
gando-se bom ordenado, prefere-se que seja casada,
os preleudenles podem procurar com quem Iralar, no
rna da Cadeia do Recife n. 16.
Prccisa-se da quanlia de 1:0003000 rs. a juros
com seguranca em bous de raiz : quem quizer dar,
annuncie ou dirija-se ao alerro da Boa-Visla
n. 44.
Jos da Silva Campos $ C., declarara que es-
1,1o pago* d i valor da leltr'a de 1 :(Hl();000 rs. que
Ihes flirt ndorada em blanco por Jos Ferreira da
(>js|a, e aceila por Manuel lunario de Azevcdo
Carvalho e Francisco Moreira da Cosa, cuja lellra.
do poder dos aununrianles se ilescucamiohou em 27
do deaembro iloanno provimuTnida, como os mes-
mos ditos annunciantes declararam por esle Diario,
ein^l e30de dezembro, e2 de Janeiro correnle, e
por isso lica a referida lellra de iienhum vigor.
O CRAVO.
Acinm-se .i venda na rna do Cabugi n. 1 D, hija
de 2 porlas, os ns. I, 2, 3 e Jo segundo Irimcslre
do Craco ; como assim, os ns. 1.7, II e 12 do pri-
meiro. Adverle-se aos senhores assiguaotes, que
ainda nao pagaram o importo das suas assiglialoras,
que. leudo deivado de puhlicar-se aqii"llc peridico,
pelos motivos expendidos no seu 16 e iillimo nume-
ro, faz-scmisler que Ss. Ss. as*im o f.ieain al o dia
6 de feverciro, sobpena de verem seus uomes nesle
Diario ; pois, muilo se lem esperado.
Notlia 21 do correnle, do lugar da Boa-Via-
'in. desappareceu umcavalln ilc eslriharia com os
Slgnaes sepililes : russo com pintas Sjodadas, novo,
descarnado, grande, muilo pasieiro ; levou caberada
e sellim novo francez : quem delle der nolicia ou o
liver achado, fnca-o conduzir ao enuenho San Seve-
rino (Uiiribeca1, a entrenar ao sen dono abaixo as-
sianado, que pasara as despezase gratificar sene-
rosamente. .ndrr Maria Filgucira de Mene-
SM.
Luvas para moutaria.
Chegou i loja de miudezas da ra d.> Collegio n. 1,
om grande sorlimenlo de luyas de rasemira muilo
encorpadas, pelo diminuto preco de 610 rs. o par.
Aluga-se uma sala no segundo andar da ra do
Collegio, propria para advocada : trala-se do seu
alugucl na ra do Queimado n. 7.
Da-sc dinheiro a premio cm pequeas quan-
Paliasbre penhores.de ouro ou prala : na ra do
dre sol'loriano, primeiro andar do sobrado n. 71.
dos Quartei*n. 2-
C.ompram-se e recebem se escravos de ambos os
sexos, para se venderera de eommjssto, lano para a
provincia como para fra della. olTereceiidn-se para,
isso loda a seguranza precisa para os^dilos escravos.
Negocia-se uma casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Lchoa, com seis
salas, oito rpiartos ealcovas, cosinha, des-
Ipensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande
murado com militas llores, cocheia, es-
trtharia, quartopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a tiatarna ra da Cruz n. 10.
do Stolle em berlin, empregado as co-
lonias mi'liv.as e hollandezas, eom pran-
ha sempre om srande sorlimenlo dos sennnlps nh. J^ u
"!de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o met iodo de empre-
ga-lo no idioma postiiguez, em.cisa de
N. O. Sitef-*-Cbmpaiilii.r?^na ra da
Cruz. n. 4.
COMPRAS.
Compra-se ptaqpes hespanhes
em (jualqer quantidade, na ra do Tra-
piche, armazem n. 58, de Miguel Car-
neiro.
i Compra-se e vende-se escravos, tan-
to para a provincia, como para fra del-
ia ; e tamben) recebem-se de commissfio
na ra Direita, n. 06.Francis co Ma-
thias Pereira da Costa.
Compram-se rasasJJIerrcis em bom estado : na
ra larga do Rosario n. 14.
Compram-se escravos de ambos os sexos, assim
como rerebem-se para se vender do commisslo : na
ra Direila n. 3.
jeclos de mechanisms proprios para engenhos, a sa- i
ber : moendas e meias moendas da mais moderna '
conslruccao ; laixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
coes ; erivos e boceas de fornalha e registros de hoei-
ro, aguilhoes.bronzes pararuso e cavilboes, moinbo
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se i'xeculam todas as encommenda* com a superior!
dado j condecida, e com a devida presleza e comino
didade em preco.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
l'endem-se na botica de Bartholomeu Francisco,
de Souxa, ra larga do Bosarion. 36, por menor
prcro que m outra qualquer parle.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na roa da Cadeia do Recite n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Alaoslo C.'de Abreu, cooli-
nuam-se a vender a 83000 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamada* navalhs de barba, feilas
lelo hbil fabficanle que foi premiado na exposicAo
de Londres, asquaes alcm ile duraren! exlraordia-
riamcnle, n,1o se sentrm no rosto na accio de corlar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
iardim ; |,a cmpra restitoindo-se o imporle. ^a mesma ca-
sa ha ricas Icsourinhas para utihas, feilas pelo mess:
mo fai'icanle.
Moda econmica.
Na loja n. 2. da ra do Queimado esquina do bee-
co do Peixe Frito, vendem-se o* lindos chales de
ganga escarate, pelo mdico preco de :>200 rs.
Diario de Pernamhuco de 185i.
Na ra Bella n. 25, vende-so o Diario de Per-
nambuco do anuo de 1854, encadernado em meiai
encadernaoao, 2 volumes.
VENCAS
ALMAJAR PAR\ i8oo.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PAM 1855.
Acham-se a' venda asbern conhecidas
(olhinhas impressas nesta tvpographia,
de algibeira a 520, de porta a 100. ecc-
clesiaolicas a 480 rs., vcndem-si- nica-
mente na livraria n. ti c8 da praca da
Independencia.
MADAPOLAO COM T001E M AV i-
RIAA5,0e0E5;500.
Veiufe-se na loja n. IT da ra do Queimado, pe-
cas de madapoln lino com loque de avaria de agau
doce, pelos-presos cima : dinheiro vista.
FARA 0 IADAIISIO DO
BOX OSTO.
A 8^000 rs. o corte !!
Vendem-se na ra do Queimado, loja u. 17, ao pe
da botica, os modernos cr'.ea :? vestidos de brlala-
na de seda com quadros de cores, de lindos e novos
desenlio*, com 8 varas e meia, pelo barato prtco de
SoOUO!:!
MOENDAS SPERIBES,
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores
Vede-se superior arroz do Maranho a 2c000,
e do sul a 1;!)0O a arroba : na ra Direila n. 8.
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadas para rosto a lo'120,
vendem-se n ra do Crespo toja n. 16, asegunda
quem ventada ra das Cruzes.
Panno prelo c de cores muito bons para 39,
:t*500 e isOOO, e juntamente ha casen.iras prelas,
pannos prclos e selim maco para colbies das mc-
II" res qualidades que exislem no mercado, e por
precos mais baratos dn que em oulra qualquer par-
le : na loja do sobrado amarello, nos qualro canta-
da ra do Queimado n. 2).
ALBANEZA, A MIL RES.
Vende-se a I50OO o covado da excellenle fazenda
inlitulada albaneza, com 6 palmos de largura, pro-
pria para vestidos, manlilhas, hbitos de religiosos,
e outros falos : na ra do Queimado, loja n. 21.
A 180.
Vende-se a nove vinlens o covado de riscado fraa-
rez. rom quadros de diversos tamau'ios : na ra
Queimado, loja n 21.
Vende-se breu em barricas muilo crandes epor
preco commodo : na ra do Amorim 11. '48, arma-
zem de Paula & Santos. '
.:3:MM2*..
IIP l 1\U\ ITiriv 1'laAll
e
a $
Vende-se uma rics mobilia de jaca
randa', com consblos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro qu a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegion. 25, taherna.
Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2.* edicto do livrinto denominado-
Devoto Chrisiao.mais correcto e acresresMado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da [iraca da In-
dependencia a 640 rs. cada exeroplar.
PluLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padrescaptirhiukos de N. S. da Pe-
nda desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da CnnccicSo, e da nolicia historien da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. G e 8 da praca da
independencia, g IJOOO.
Moinhos de vento
'ombombasde repulo para regar horlas e baixa,
decapim, na fundicai'ide D. W. Bowman : na ra
"do Brum us. 6, 8e 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, retjowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jeieiro.
Venflem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle ebegados, de excellentes vozes, e precos rom
modos em casa de N. O. llu ber ,\ Companhia, ra
da Cruz 11. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz 11. \.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se om cabriolel cora cubera e os com-
ientes arreios para um cavallo, lodo quasi novo :
ar \er, no alerro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife ra do Trapi-
che n. 1 i, primeiro andar
OLEO DE LINHAQA
em barris c bolijoes >-no armazem de Tasso Irmtos.
Estamenha verdadeira
para (erreiros franciscanos: na ra do Oeeimado
n.,0.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, nova e
bem turrada, por prejo commodo : na ra da Ca-
deia do Recife n. 23.
Vendem-se superiores queijos londrinos, dilos
de pinha, dilos de pralo, dilo sosisos em libras, mui-
uiovose frescaes, presuntos para fiambre, muito
ivos, bis,-,,][,,. inglezes de diversas- lacbnha de soda em latas pequeas e grandes, cho-
colate hamhurguez. superior marmelada de Lisboa
cm Jalas de 2 e 4 libras, passa, miadas muilo novas,
ludo da melhor qualidade que lem vindo ao merca-
do, lamprea de escabexe em latas, tudo pelo mais
r n-.o.i.. prprii ; ,, ra da Cruz" 3 Recife 11. 46.
RIA DO CRESPO LOJA ENCARNADA.
\ ende-se cassa franceza fina, de lindos padries
a 400 rs. a vara ; corles-de gaze de seda, de goslos
escocezes a 80O0 rs. chales prelo* de merino,
superior fazenda a S200 e 3)}500 ; corles de brim
de puro linho a 19280, 1j600 e 28 rs. ; chales de
laa_ e seda com ricas palmas as ponas n 3S20O,
3>00 e 4-3 rs.; romeiras, chales de loquim, dilos
de seda, pannos de lodas as cores e qualidades por
precos commodos ; corles de casemira de cores a
45OOO, 4-3VK) e 59000 ; ditos de dila prela muilo
superior a 7C e 85000 rs., e outras milita fazendas
novas, que se vender por menos [prero do qoe em
oulra qualquer parle.
Champagne da superior marca Cometo: no arma-
zem do Tasso Irmaus.
GAUUAFAS VASTAS
em cisos degroza e dellO garrafas: no armazem
le Tasso Irmaus.
Na ra de Apollo n. 19, vende-e polassa mui-
lo nova, chegadayillimameiito do Rio de Janeiro,
por menos preco do qoe em oulra qualquer parte,
e 25 travs de mangue, qoe eislem 110 Caes do
Ranos.
0E2000EISV 200,000/
mos chapis do C.hi
a maissupe iiirfazein]
Superiores c fi|
3 para homens,'se
in librea lo,
lemenlc : na luja e fabrica de chapeos de dj|
H Joaquim de Oliveira Maia. na praca la lude- f
f$ pendeiicia ns. -;. ofi, -jr ,. 30. a
MKTAL A. par precn
Isaac Curia & Ouiipanhia,
CAL VIRGEN.
para forro de navio : \ende-e por" preco commodo,
(ni ra-a i.'e Isaac Curio & Campanilla, ra da Cruz
11. 40.
ha no increado, a preco commodo ;
ie n. l, armazem de Bastos Ir-
a mais nava que.1
na ra do Traprc
maos.
NA RA 00 APOLLO N. 19,
vendem-se suecas com arinhade mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
i*rir !
se todo o nefjocio.
superiot
visto : sendo poreSn
? Rt'A UOCltESPO N. 12. tt
Vende-se nesta ioja superior damasco de
.:; seda de cmes, sendo branco, encarnado, rio, ff
9 por preco razoavcl. Q
iS:s5SeSS@
Na livraria da rita do Coilegio n. 8.
vende-se uma escolhida colleccSodas mais
brilliMites pecas de msica para piano,
asquaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
J
'<
$
'' Deposito de vinho de cham- C
^ pagne Chateau-Ay, primeiraqua- ^
') lidade, de propriedade do conde @
^ de .Marcuil, na da Cru/. do Re- h
Mb cife n. 20: este vinho, o melhor *
,#>. de toda a Champagne, vende-se j
'{ a .~i6S0O0 rs. cada caixa, acha-se
f nicamente em casa de L. Le-
comtc Feron & Companhia. N.
1!.As caixas sao marcadas a fo-
f^ goConde de Marcuile os ro-
fci tulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No .ntico deposito da ra da Cadeia Velha. es-
criplorio 11. 12, vemlc-se muilo superior polassa da
Kussia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para fechar conla?.
Na ra do Vig ario 11. 19 primeiro andar, lem a
venda a -uperior llano.la para forro de sellins che-
cada reccMileuieiileda America.
CEBRTO ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, chegado acora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
nto, cm barricas e as linas : aira/, do theatro, arma-
zem de tahuas depiihn.
Vendem-se no armazem n. CO, da ra da Ca-
deia do Kerife. de Henry tiihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inslalerra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceiro, entrado
de Sania Calharina, e tundeado na volla do Forte do
.Mallos, a mais nova farinha que eiisle boje no mer-
cado, c para porees a Iratar no escriplorio de Ma-
noel Alves oerra Jnior, na ra do Trapiche
11. 14.
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIF1CACAO'.
Desappareceu no dra 8 de setembro de 1854 o es-
crav, rrionlo, de nome Anlonio, cor fula, reprsen-
la ler 30 a 3 anpos, pouco mais ou menos, be mui-
lo ladino, cosluma trocar o nome e inlilular-se forro,
c quamio se ve pcrseguidlUiz que he desertor ; foi
rscravo de Antonio Jos dfcSanl'Anna, morador no
engenho Cail, da comarca de Santo Anido, do po-
der de quem rletappareceu ; esendo capturado e re-
colhido 1 cadeia desta cidade com o nomo de Pedro
Sereno em 9 de agosto, foi ahi embargado por eze-
cuclo de Jos DiasJ Silva liuimaiaes, c ullima-
menle arrcmaladn esa praca publica dojoizo da se-
gunda vara desla cidMe em 30 do mesmo mez, peto
abaixo assignado. Os .hjnaes s5o os srininles : ida-
de 30 a 35 anno, eslalur regular, cabellos prelos c
rarapinhadifs, edr amulatada, olho* esruros, nariz
grande e grosso, heicos grnss*, o semblante fechado,
bem barbado, com lodos os 4eiles na frente; roga-
se as autoridades policiaca, sjaphaos decampo e pes-
soas parlicularer, o apprehiidan e masdem nesla
praca do Recife, na na larga do Rosario n. 24, que
receberi a gralificacao cima, e prsiesla contra quem
o livor occullo.Manoel de Aliada Lopes,
Desappareceu hontem (26) um mo-
leuue de nome Clemente, que representa
ter 14 annos, escravo do padre Vicente
Ferreira de Siqueii Vareao: O mesmo
trajava cali a de caaVmira de quadros e
camisa de riscado as). Quem o pegar le-
vi -n a ra du Livraoajnton. .18, primeiro
andar, que ser' recompensado.
Desappareceu no dia -2Ci de Janeiro de 1855<
nma muala de nome Vicencia, pe 1 encent a Jos
Uorgoiiin l'aes llarrelo, bata, corpo regalar, cara
redonda, leudo um defeilo na* cosas, sendo meia
corrunda. que punco musir ; levando um vestido de
cassa rom barra cor de caf, e oolro por bsixo de al-
godo azul: as pessoas que a apprehcnderem, levem
roa Direila, sobrado n. 79, que ser salisfeito do
seu Irabalbo.
Esl.i rugido o escravo Manoal, rrioolo, de 24
aunes de idme, he.Builo cmbela das pernas, e
n'nma dellas lem orna, areola de ferro, he muilo re-
crala ; levou calca de-riscado de algodilo azul e ca-
misa de dilo, a qual eosluraa Irazer por fra das
calcas : quem o pegar, leve-o i ra eslreila do Ro-
sario, taberna n. 47.
CEM MD. DEIS.
Desappareceu no dia f> ledesembro dqyinnn pro-
vimo passadn, llenedirta, de 14 annos de idade, ves-
ga, cor acabildada, levoi um vestido de chila cora,
li-lras cr de rosa e de ca', e oulro lambem de aljila*
branco, com palmas, um lonco amarello no pescuco
j deshotado : quem a ipprehender. coiidura-a i
Apiparos, noOileiro. cicasa de Jo,1o Leile de Aze-
vcdo, ou no Recife, na >raca do Corpo SSnto n. 17,
que receber a gralificadlo cima.
No dia 15 dejaneiro do correnle anno, fusio
um meu escravo de orae Ignario, rriouto, idade 24
anuos, alto, espadoadn,rosto ramprido, falla mode-
rada, com marca de una fislul no quriso, j saa,
com um aleijao na persa esquirda, qoe torna-se a
perna haslanle zamba esmpede andar com perfei^.lo
e manqneja, foi cria de D. Anta Maria Benedicta,
moradora na cidade de Olmda, a he el senhora
mana do Sr. Porciuncula; cmprelo dito escravo ha
2 mezes, e ha noticia de ler o rscravo andada pero
Rio Doce e Maria lanuha : quem ocaplurar leve-o
a sen senhor Vicente Antonio lo Espirito Sanio, no
alerro da Boa-Visla n. 62, ou no seo ilio, na Ca-
punga. l'ijenle Antomio do Bspirito Santo.
FERN.: TAP. DEM. F. DE FARIA. 1855

l
-
i

s
MUTILADO


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