Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01300


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Full Text
\
ANNO XXXI. N. 23.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
DIARIO DE
KNCAKRKGAOS DA SLBS<;RIP;.V'0-
Kerirc, o proprieterio M. F. de l'aria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. .Tolo Pereira Mtrtins; Haba, o Sr. 1).
Duprad ; Maeci, o Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
rJsnca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcrcira Jnior ;
Araealy, o Sr. Amonio de l.i mos Braga;Cear, o Sr.
Virtoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeionymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 13000.
Paris, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por I(10.
Rio de Janeiro, 2 1/2 porjO/0 de rebate.
Acooes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia do Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discerni de Icltras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 298000
Modas de 63400 veihas. 163000
de 65400 novas. 169000
de 48000..... 93000
Prata.Pataces brasileos. 18040
Pesos rolumnarios, 18040
mexicanos. 13860
SEGUNDA FEIRA 29 DE JANEIRO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
rorro iranco para o
RNAMB
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruarii, Bonito e Garantiros nos dias 1 e 15.
^. illa-Bella, Hoa-\ ista, Ex s Ouricury, a 1.3 e 28.
Goianna o Parahiba, segAdas e sexlas-teiras.
Victoria e Natal, as quinlas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira .i 1 hora e !8 a|inutos da larde.
Segunda i t hora
PARTE OFICIAL.
QOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dl )'.2 de Janeiro.
Portara.O presidente da provincia em execu-
So do disposto no 10 doart. 211 do regulamento
n. 120 de 31 de Janeiro de 1812, designando a ordem
pela qual os juizes munieipats deverao substituir no
correle atino os de direito das diversas comarcas,
determina que se observe o soguinte.
Arl. l.o
Comarcado Her fe.
1. vara cana.
1. o juiz municipal da 1. vara.
2. o da 2." vara.
3. o de Olinda.
4. o de Iguarassu'.
2." vara crime.
i. o juiz municip.il da 2." ata.
2. o da I rara.
3. o de Olinda.
4. o de Iguarassu'.
Vara civil.
1. o juix municipal da 1. vara.
2. o da 2." vara.
3. o de Olinda.
4. o de Iguarassu'.
Comarca do Bonito.
1. o juiz Municipal de Caruaru'.
2. o do Bonito.
Comarca da Boa-citla.
1.a o juiz municipal da Boa-visla.
2. o de Ouriciirj.
marca do Rio Formozo.
1. o jaiz municipal do Rio Formoso.
2. o deHarreiros.
Comarca do Brejo.
t. o juiz municipal do Brejo.
2. o d Cimbres.
Arl. 2." as de mais comarcas que nao vao espe-
cificadas por ennterem um sjuiz municipal ser es-
le o substituto do juiz de eje-cito, c assim neslas co-
mo sas oulras, sempre que os juizes munipacs esli-
verem empedidos substituirn! aos de direito os seus
sapplentes, seguindo-se para a (.referencia das tur-
mas, havendo mais de urna, a onlcm cm que fornm
colloendos os juizes.
Arl. 3." Continuara em observancia o mais que
Coi determinado na portara de 28 de Janeiro do an-
uo de 18.50 e que nao se aclia contrariado pela pre-
tenle. Fizeram se as necessarias communicacoes a
respeito.
13
Olficio.Ao juiz de.direito da comarca de Goi-
anna approvando a deliberado que Smc. tomou de
nSo mandar recollier recrutas a cadeia d'aquella ci-
dade, firn de nao sacrilica-los ;i peste da bexiga
que all grassa.
23
OflieioAo Exm. ministro brasileiro em Franca.
Em adilitamenlo ao meu officio de 12 do correntc,
lentata honra de remelter a V. Etc. a inclusa pri-
meira via da ledra de 1,800 Ir. do saque de J. B.
Lasserre & Companhia sobre'Masstirier 1e' Jeune &
Filhos no Uavre.a favor de V. Exc. para pagamen-
to das desbezas a fazer-se com a viuda de duas ir-
niSes de candado e um mUsionario lazarisla, requin-
tados pelo Eim. presidente das 4lagas.
' Renov a V. Etc. a seguranca de minha perfcila
estima e alta considerado.Partici;iou-se ao referi-
do presidente.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
commendando, de conformidade com u que requisi-
cin o Em. presidente do Cear, que.expeca suas
ordens para serem despachadas, sents de direito-,
urnas prensas viudas para esta provincia na escuna
Emilia, a serem entregues a Xisto Vicha Coclho, as
qaaes estao destinadas ao servico publico.Inlcirou-
se ao mencionado presidente.
Ditr, Ao memo, communicaudo havet o bacha-
rel Manoel Clemeutino Carneiro da (luida, juiz mu-
nicipal da primeira vara deste termo, participado
que terminando- hontcm o qoa'riennlc de seu
eercicio. continuara no mesmo por haver sido re-
conduzido em dita vara, e preveuindo-o de que o
mencionado hachare! acha-se presentemente orcu-
Pando o lugar d* juiz de dircilo da primeira vara cr-
. me.Fizeram-se as oulras communicacoes.
DitoAo mesmo, transmiltindo para o fim conve-
niente, o aviso de lettra son n. 10, na importancia
ioJJOOO rs., sacada pela thesouraria de fazenda
da provincia do Rie}.Grande do Norte sobre a dcsla,
a a favor de Joaquim Gomes Ha Silva. Partiripou-
sc ao Exm. presidente daquella provincia.
ccommendandoj expedicao de
suas ordens, pata que o inspector da alfandcga ron-
sinla no despacho,isento de direilos de consuma, dos
lingnados de ferro do que traa o inspector d arse-
nal de marmita no officio rteuemelte por copia.
Coimnunicou-seao referido in>lfclor.
DitoAo inspector da Ihe aria provincial, para
mandar adiaular ao Ihesoureir* pagador da rpparli-
. rao das obras publicas, a qnaelia de 2:0003000 rs..
sendo 1:8008000 rs. para -bra da rasa de delenc.au,
o o restante para- os estodos gr iphicos.Commani-
cou-so ao dirertor daquella repartija.
DitoAo i|iesmo, paja mandar por em hasta pu-
blica, os reparos urgente* de que precisa o acudo de
Caruar, servindoftde base a ela arremataran o or"
ramelo e clausulas que remelle poncpi.-t.Inlei-
rou-se ao director das obras publicas.
DitoAo commaniUuite superior da guarda nario-
__pjtt dtWmunioipios de (V.inda >. Iguarassii, recom-
mendandoque mande dispensar tle todo o servico da
mesma guarda nacional, eniquanln esliver emprea-
do no lugar de porteiro da S da Olinda, o guarda
Manoel Jos Martins.
DitoA' cmara municipal da Victoria, dizendo,
que com a copia que remelle da informacao da the-
souraria provincial, responde ao officio em que a
mesma cmara pede para ser augmentada a racSodos
presos pobres da cadeia daquella cidade.
PortaraAo agente da companhia das barras de
vapor, recommendando a expedirlo tle suas ordens.
para qoe no primeiro vapor que vier do sal, sejam
'ranspnrtndos para a provincia do Maranhao, o prc-
so dejuslica Manoel Francisco da Silva,, escollado
por duas pravas do corpo de polica, e para a da Pa-
rahiba, o criminoso ManotTi
deira, acompanhadn por igual numero de pracas do
mesma corpo.Fcz-sc o necessario expediente a res-
peito.
autorisar o delegado do termo to Pao d'Alho a ele-
var a 10-5 rs. mensaes o aluguel da rasa que serve
do cadeia naquella villa. Communicoti-se ;i the-
souraria provincial.
Dito.Ao juiz relator da junta de Justina, trans-
miltindo para ser relatado em asado da mesma jun-
ta o processo criminal dos et-ofllciaes do corpo de
polica. Communicou-se ao coronel presidente do
coi.seibo criminal.
Dito. Ao director das obras publicas, approvan-
do a deliberaran quo Smc. tomou de mandar com-
prar pelo proco do mercado, em quanto nao houver
contrato, a cal que for precisa para as obras desta ci-
BW- Mi a cargo daquella directora, nao devendo po-
0 PARAMO DAS llLHEftES. (*)
Por Panto Pera!.
PKIMEIRA PAUTE.
CAPTI I.O VI
O bilhele de. Usita do doulor.
No quarlo n." 1 nbssosdous bellos mancebos con-
vena vam Inda.
Otrtatnento passamoeboa vida, dizia (aMoran.
Tu me ajffllasle a gastar as minhas ultimas peras,
mas nao queixo-me disso ; jorque as teria gaslti sein
.i. Se queres agora absolutamente ser o mais forte c
coitfmandar, ido vejo inconveniente... Esti>e pres-
tes a agastar-me, tao cslupilo lie o orgulho !... |-'er-
itando. meo atniso, aperla-ne osla mio : he um ver-
dadeirp fajior que me fazes. Commandar qtier dizer
trabalhar dabrado, e aao deUslo o descanso. Com-
mand.1, commauda, e subiendo dirige benr os nos-
sos neaocios.
Se en commantar, respondeu o rapaz lauro
com ar serio, sera u isler que obedecas promptn-
menle.
Qnem se lembriria de fazer esperar a vossn
m.-tseslade *
Fernando franzio as sohrancclhas, e disse secca-
mente:
Emlim se .Mr. A: Calieran quer ir para o seu
lado, irei para o mcu eslou promplo para liquidar
uossa auociaca.
De veras T disse Roberto.
De veras.
~ *]?' '>m, Fernando, meu amigo, o mais for-
te los Hernandos, Feriando corarlo de bronze, Fer-
nando o lerrivel! n.lc sei mais como le trate. Que-
OffinnAo inspector da (besowaria de fazenda,
devolvendo os papis relativos aes pagamentos qae
.petlcm os alteres Aailoaio Manjees de Sooca e Jos
Joaquim de C.apislrano, das deepeza feilas quando
de-lacados na comarca de I lotes, afim de que man-
de pagar ao primeiro dos referidos alferes, a quantia
de 14-19000 rs., procedendo quanto ao segundo, de
roiiiornitda.il' com o seu officio n. 36, na intelligan-
cia de que a importancia proveniente das luzes fer-
necidas an destacamento deve ser paga pelo minis-
terio da jiistir.i nos termos do aviso de 9 de marco
de 1817.
DitoAo mesmo, remellen lo por copia para seu
conhccimcnlo, o oflieio em que o inspector to arse-
nal de marinha partcipou havvr contratado com
diflerentes pessoas, a compra de varios objectos ne-
eessarios para fornecimenlo do mesmo arsenal.
Communicou-se ao respectivo inspector.
DitoAo rlief de polica, inleirando-o de haver
Iransmitlido i thesouraria provincial para ser paga,
estando nos termos legaes, a conla que S. S. remel-
len das despezas feilas com a lavagem da roupa per-
lencenle a enfermara da cadeia desta cidade, des-
de julho do auno prximo passado at 20 do fr-
rente.
DitoAo capilao do porto, para mandar por em
iberdade, visto ter aprcseulado isencAo legal, o me-
nor Agoslinho Jos de Barros, que oi mandado para
o servico da marinha.
Dito Ao director das obras publicas, concedendo
a aulorisarao que pedio para dispender a quantia
de jft&OOO rs. com o assentamenlo de cachorros de
ferro, uaa entradas da ponte da Magdalena.Com-
mnnicou se ao inspector da thesouraria provin-
cial.
Dito-Ao mesmo, approvando a compra que man-
rpw fazer de 20 arrobas de pregos do eonstrnecio
para a obra da ponte provisoria to Recifc, a razo
de 398IO rs. a arroba. Inleirou-se ;i thesouraria
provincial.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, re-
rommeualaiido que ceda ao direclor das obras pu-
blicas, mediante a competente intlemnisacao, 10
travs t^rupira, quo sito necessarias para a arma-
ra* do iMirtflro de Trro destinado a comprimir os
novos empedramentos das estradas.Communicou-
se ao mencionado director.
DitoAo inspector da thesouraria provincial,
Iransmiltindo para servircm de base a arrematarlo
da obra do stimo lanco da estrada da Escada, co-
pias do orcamenlo e clausulas que para este fim ap-
provou.Commonicou-se ao director das obras pu-
blicas.
DitoAo mesmo, inleirando-o de haver, sao s
approvado a compra que para a casa tle delenejin
inandou fazer o director das obras puncas de 3 du-
ziasde luboasde costado a 120$000rs., 4 ditas de
cosladinho a 90SOO rs. e igual numero de dalias de
assoatho a 663000 rs.> sendo ludo de amarello, mas
lainbeni o autorisou a comprar os vidrosde diversos
tamaitos que foren necessarios para aquella obra.
Officiou-se nesle senliilo ao referido director.
DitoAo eommandante do corpo de polica, para
mandar passar escusa ao soldado dnquclle corpo Jos
Dulra do Carmo, visto que.por suas enfermidades
nao pode continuara servir.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando a expedicao de suas ordens,
para que no vapor que se espera do sul, sejam trans-
portadas para o Maranhao duas pracas tle marinha,
que sero enviadas fura o mesmo vapor pelos eom-
mandante da e-taeo naval.!nteirou-se a esle.
DitaNomeando, de conformidade com a proposta
do chefe de polica, para o cargo de subdelegado do
primeiro dispelo da freguezia to Altnho, a Fran-
cisco Correa de Si Brasil.Commirhicou-se ao men-
cionado chefe.
Dila O presidente da provincia atlendendo ao
que Dio requercu o I), abbade do tnosleiro de San-
Ilento da cidado de Olinda, resolve conccder-lhe l-
cenra para cortar as mafias desta provincia, ou
comprar a tiucm esleja legahnenle aulorisado para
tirar madeiras, 200 paos de amarello c cedro verme-
Iho, iifuu da.-serem applicados s obras do referido
mosteiro,> e'^ecommen la as autoridades locaes que
leitham o maior cuidado, para que por occasao des-
la licencj se nao pratque qualquer abuso, tanto no
corle mencionada madeira, cuino na sua condu-
So para esla capital.Inteirou-se ao inspector do
arsenal-de marinha.
-25
Officio. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
devolvendo o rcqneriniento em que D. Mara Silva-
na Fernandes Eiras pe le por aforamcnlo um terre-
no alagado_4la>4iie se acha de passe na ra Bella,
afim de que S. S. proceda a respeito de conformida-
de com a sua informacao sob n. 32.
Dito. Ao chefe de polica, dizendo que pode
l") Vide o Diario n. 22.
res ser o senlior, e respondo-te pelo hctnslicbo pre-
dilecto de Moliere : sou seu criado. Que mais queres '
Fallo seriamente, c quero quo se me responda
da mesma maneira.
F.ni.iii deuemoa de riso!
Duendo isto, Mr. de Calieran lomou um ar gra-
ve c acrescenliiu:
Sou sen criado de lodo o meu eoracao.
O mancebo lonro lancou o charuto a fogo com
colera, p. exclamou :
Todo aao acabar pela espada Calieran .'
Oh! para um hoinem lu forte esse nudo he
mesquiibo. Tornas-le diablicamente colrico, meu
lernaiidiiib,,. AceDde otilro charuto, e conversemos
Iranquillamenle... Tensum negocio'.'
He verdade, respondeu o mancebo huiro, le-
nho um negocio.
E procuras romper comigo para aproveita-lo
sosinlio?
Temo que o taras mal lograr.
Dize, e veremos.
Nao posso diz-lo.
Podes ao nieuos avaiia-lo '.'*
Una riqueza.
Terei a inclade '!
Nao.
A-sm he que se falla '.... One lerei enlao?
Una riqueza.
Calieran encarou-n com admiracao.
Ha diversas riquezas, lornou Fernando.
Jlem! bem! disse o tidal o arruinado rindo,
en nao romprehendia... Um homein de tua impor-
lancia necessila de mcia du'zia de milhes para estar
a vontade, einquanlo en eslarei na opulencia com
duzenliis ou trezentos mil francos... Acert!?
S1111, respondeu framente o mancebo le
-Vio su justamente quantos milhes haver
mim, e quanlas centenas de mil francos haver pa-
Ei.lao Icnhodez por cettlo... He um sanho mo-
neslo ; porem lie ainda muito majs do que mereco
em_comp.-iracao de um homem como o rrteu illuslre
amigo Fernando. Aceito o negocio, e eslou promplo
Bra ruuipnr a minha parle de collaboraeao... Que
lenho a fazer?
Nada.
rm semelhantc prejo exceder de 360 rs. por alquei-
re. Commanicou-se a Ihesouraria provincial.
Dito.Ao mesmo, inleirando-o de haver dado sei-
eneia a Ihesouraria provincial de haver Smc. des-
pendido a quantia de l940 rs. com a 'echadura que
<>er ordem da presidencia mandou pregar em urna
das portas da cadeia desta cidade. Olficiou-se oes-
te e*ldo a mencionada Ihesouraria.
Dita.Ao juiz municipal da 1.a vara, inleiran-
do-o de haver designado a Smc. para presidir no dia
27 do correle o andamento das rodas da lotera con-
cedida em favor ila igreja matriz da Poco da Panella.
ilo. A junla qaalificadora to Poco da Panel-
la, declarando haver recommendado ao cnmtuan-
danlc do corpo de polica que permita ao capilao do
mesmo corpo Jos Francisco Carneiro Monlero ir
continuar a fazer parle daquella junta visto ja ter
elle dado principio aos respectivos trabalhos. Of-
ficiou-se ueste sentido ao supradito eommandante.
Dito. A administrarlo do patrimonio dos or-
phaos. para mandar preparar os livros que fallaaem
no escriplorio daquella adininisir.ieao para compR-
lar o numero dos que sao exigidas pelos novos esla-
tolos.
Portara. Ao agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando a expedicao de suas ordens
para que no primeiro vapor que passar para o norte
seja transportado corn seguranca para a Parahiba o
desertor Felippe Nery da Silva. Communcu-se
ao coronel eommandante das armas.
Dita. Desnneraiido o hachare! Antonio Jos u'a.
Costa Ribeiro dos cargos to primeiro supplente nao
s do delegado do primeiro dislriclo do termo do
Recife, mas lambem do de subdelegado da freguezia
de S. Anliinin por assim o haver pedido e nomean-
do para o primeiro dos mencionados cargos ao ha-
chare! Antonio Ferrcira Martins Ribeiro. Com-
municou-se ao chefe de polica.
-r 26 '
OfllcoAo coronel eommandante das armas, pa-
ra mandar postar cm frente da capel la da Estancia
no dia 2 de fevereiro prximo viudouro as 9 horas
da man bao urna guarda de honra para assistira Testa
de \. S. da Assumpc,ao das Frouleiras.
DitoAo inspector da Ihesouraria do fazenda, pa-
ra que sob a rcspoiisahilidade da presidencia mande
S. S. entregar ao commissario vacciuador provin-
cial a quantia de 120 rs. afim de ser applicadaa
compra de objectos indspeusaveis, a inoculabas e
propagarlo da vaccina.Communicou-se ao referi-
do commissario.
DitoAo mesmo, devolvendo o reqtierimenlo em
que Jos Antonio de Araujo pede por afotamento o
alagado de marinha 11. 19 A alraz da ra da Gloria
no bairro da Boa-Vista, firn de que proceda i res-
peito de couformidade com sua infermasao sob nu-
mero 48.
DitoAo mesmo, declarando que, leudo em vis-
requerimento em que Manoel Francisco Duarle e ou.
Iros pedem llceaca para vender a Delfino dos Anjos
Teixeira a parte que leem na casa terrea n. 22 da
ra ta Guia, lancou em dito requerimento o despa-
cho seguinte: Sim pagos os foros vencidos, a siza e
o laudemiutlo s do terreno, mas lambem do valor
da casa.
DitoAo direclor das obras publicas approvando
a deliberarlo que Smc. lomou de mandar fazer os
reparos de que precisam as pontesinhas dos Reme-
dios e Lucas, osquaes poder.lo importar em 1709000
re'9- Communicou-se a Ihesouraria provin-
cial.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, re-
commendando a espedirn de suas ordens para que
o eommandante do patacho Pirapama conduza a sen
bordo quamlu liver tle partir para o presidio de Fer-
nando;quarenla e Irez pracas de prel que serao re-
mettidas para bordo do mesmo patacho pelo coro-
nel eommandante das armas. Communicou-se a
este.
DitoAp mesmo, inlciraudo-o de haver em vista
de sa informara,),, sob numero 901 laucado no re-
querimento de Jo'aqoim Severiano Pinheiro o despa-
cho seguinte : De conformidade com a informacao
do inspector do arsenal de marinha au tem lugar o
pagamento que pede o supplicanlc por dever elle
ser feilo na provincia do Maranhao, a vista da com-
petente guia de desembarque.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial, de-
clarando haver em vhU de sua informaran deferido
o requerimento em que o vigario da freguezia da
Escada, SinWlo de Azcvedo Campos pede urna tiova
prorogacao al o ultimo de marco prximo vindouro
para a apresentacao to suas cotilas relativas a um
cont de reis que rcccbcu d'aquella thesouraria pa-
ra os concerlos da matriz da mencionada fregue-
zia.
DitoAo commissario vacciooador.Convindo to-
maralguma providencia para acudir-se com a vaccina
aos^ugares quo lia provincia estao ltimamente sen-
do mu accoinmettids da peste da bexiga, haja por
!4 ajlalos da manha.
as mellas que julgar mais
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cotnmercio, segundase quinlas-feiras.
Relaeao, tci\-as-feirase sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras as 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
KPIII.\li:iUDES.
Jan iro. 2 1,113 011613 08 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manhaa.
11 Quarlo niinguanle s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 La nova as (i horas, 17 minutos e
30 segundos da manhaa.
24 Quarlo rresrenle 3 1 hora, 48 mi-
nulos e 32 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA.
20 Seguhda. S. Francisco ds Sales h.
30 Tem. S. Marimba v. m. : S. Jacintha v.
31 QuaJta. >. Pedro ola seo : f-s. Cyro e Tarrio
1 Quinta, .fejmn. S. Ignacio h. m.
2 Sxti. ^tPurificacaodaSS. V. Mi de Dos.
3 Sahbpdo. S. Braz b. ni. ; S. Celen no diac. m.
4 Dom ngo. da Septuagsima ( Estacao do S.
Lounneu extramuros) S. Andr Corsino b. c.
tanto Vmc. de propor as mellas q
promplas a occorrer semelhaiite mal.
DitoA cmara municipal do Pao d'Alho, remet-
iendo um tubo com a sement vacciniea.
PortaraNomeando a Mara Theotonia da Vei-
ga Pessoa para o lugar de professora de costura do
collcgio das orpbas.
DilaO presidente la provincia tendo em \isla
o que pouderou o coronel {eommandante das armas,
em oili.-ius de 4 e 17 de.te fnc sobre a avaliacao a
que proceden a thesouraria de fazenda das etapes
para for.....'imrnlo da Irtpe de 1.a linha no semes-
tre do I de Janeiro curre1 a 30 de juulu prxi-
mo viudouro resolve de conformidade com o dispos-
lo no arl. 5.- da lei de 24 de nobrembro de 1K50
emendar a referida av.iliae.ao pela forma indicada
na tabella junla, assignada pelo secrelario do go-
verno.Fizeram-se as necessarias communicacoes a
respeito.
------- inaenan'-
2. Soccao.Rio de Janeiro.Ministerio dos ne-
gocios do imperio em 10 d| Janeiro de I8.V1.
Illm. e Exm. Sr.Fie
por V. Exr. lomada a I
e de que da conta a esle t
fazenda dessa provincia, 1
apprnvada a medida
la sahibridade publica,
nisterio a Ihesouraria de
\ oflicie de ~ do ni"/. I i 11 -
do, de mandar ronslruir nkiaU capital um lelbeiru
destinado i servir do matalanro publico, ordenando
sob sua rcsponsabilidade, as despezas que com
essaohr.i sclizcrcm, cortaif pelos cofres geracs: as-
sim o communicQ a V. Et. para seu conhccimcnlo
e para o fazer constar a mesma thesouraria; convin-
do que V. Eic. com a maior brevidade envi a esla
secretaria de estado o ornamento de todas as despe-
zas necessarias para a cnnslruccao do referido te-
Ihciro.
Dos guarde a V. Excl.uiz l'edretra do Cont
Ferraz.Sr. presidente df provincia de Peruambu-
co.Cumpra-se.Palacio Jo governo de Pernam-
buco 27 de Janeiro de 18.53.Figueiredo.
IHTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
4 de Janeiro de 18.J5.
ESOl ADRA DO KIO DA PRATA.
A esquadra brssilcira as aguas do Prata compor-
se-ha dos vasos seguintcs :
A tapor.
1-ragata Inmzonae, romm.indanlc o capito de fra-
gata Roso; 300cavallos,6 pecas de 68.
Corveta Magc, eommandante o capilao de fragata
lloflsmilh; 6 peen do trinla e I de 68, 120 caval-
los, a hlice. *
Dila l'iamt'io, eommandante o capito de fragata Pc-
rcira Piulo; igual armamento e fer$a.
Dila Jequilinlionha, comm.-nd.inle o capilao-lcuenle
Aguiar; igual armamento e forja.
Dila Beberibe, eommandante o capitao-lencntc Se-
gundino; igual armamento e fon;a.
Dila l'/Jctii^'i.cominatillante n c.ipit 10 lenle Lom-
ba; 7 peras do 30, 70 cavaUos, a hlice.
Dila Tlietis, commandenle o capilao lenle Lucio;
:i pe(as de 2, 70 ravallos.
Dila D. Pedro, eommandante o l.o lenle Azcvedo;
2 obuses de 12, 10 cavallos.
Dila Camacuan, eommandante o l.o lenle Brilo;3
pecas de 18, 60 cavallos.
Canhoucira Maracanan, eommandante o 1." lenle
Rocha Faria; 6 peras de 30, 80 cavallos.
Embarcaron tela.
Corveta Bahiana, eommandante o capilao-tenenle
Torrezao; 2i paithunsde :iO.
Dila Imperial Marinheiro, eommandante o capilao
de fragata d'lloudain; 16 paixhans de 30.
Dita Berenice, eommandante o capilo-tcnente Al-
vim; t paixhans de 30.
Brigue-escuna Tonelero, eommandante o l.o lenle
Sido; 4 paixhans de 30.
Dito Eolo, eommandante o l.o lenle Mamede; 5
pe^as de 18.
Patacho 'Ihereza, cqmman lanlc o I, lenle l'onse-
ca;4 pecas de 18.
Canhoueira Aclica, eommandante o 1.- lente Tra-
vassos; 2 pec;as de 30.
Dila Campitta, eommandante o l.o lenle Cardo;
2 peras de 30.
Transportes Carioca e Oriente.
{Jornal do Commercio do Rio)
para
Apre! entao nao Irata-se de galibar no jogo,
nein de poelisar acees?...
Fernando ergtteu os hombros.
Apre! repeli Mr. de Calieran, et) julgava
que eslavamos no caminlio de ferro de Alenr-011.
Historia velha!
Entao para que linhamos viudo aqui esla ma-
nhaa 1
Para outra cousa.
E para que voltasle ,1 Paris?
Para o negocio em questao.
E para que me enviaste a Nogenl ?
Para nada.
O fidaigo arruinatjjftnurmurou pela lerceira vez ;
Apre!
Chegou-se a Fernando, que aflcNva urna sober-
lia indilTerenea, e lornou :
Ah! linhamos concordado que cu iria fallar
ao rei Truffc em Nogcnt.
Nao neg.
O rei Trnffe nao tem mais a coneeaalo do ca-
ininlio de Alcnron .'
Isso nao me iulcrcssa... O que me importa sa-
ber he a razao que le fez voltar.
Una razao bem simples ; cncontrei o rei Truf-
fe que vollava para Mainlenou.
Ah disse Fernando cncarandn-o sordina,
pode ser.
He verdade... Apezar da posicao inferior que
aeabo de aceitar ser-me-ha permitilo, meu hom se-
nhor, percuntar-lbe lambem o motivo de sua volta
repentina?
Sim.
E se dignar de responder-me ?
Eu ia Paris fallar ao doulor, disse Fernando
cm lom meio serio e meio irnico, c encontrei-o
talvez lambem no condoli.
Talvez?...
Cr-me, Calieran, interrompeu o mancebo lon-
ro, jogas um jogo pueril. Eu te interrogo para sa-
ber, e tu me qucslinnas alim de conservares entre
nos uni.1 apparencia de igualdade... Meu charo, is-
so he rirploravel. Bem sei, e nao me esquecerei de
que es igual a mim... he smenle na forma e em
-14-
Por decreto de 23 do passado foi o Sr. mi-
nislro da juslira aulorisado a despender, alm das
quanlias votadas pplo corpo legislativo e por conla
do excrcicio de 185:11854 :
10:5009 com a secretaria de estado.
11:2009 com os telegraphos.
13:6008 com a Iluminaran publica.
4:800a com a cunduccAo e sustento dos presos.
5:0009 com a casa de corren..'10 e reparos de
cadeias.
25:0009 com a repressAo do trafico de Africanos.
Dous decretos de igual dala abrem ao mesrno
ministro dous crditos, um de 65:7729974, c ou-
tro de 25:0009, para occorrer, no exercicio de 1854
1855, o primeiro s despezas com a polica c se-
guranca publica, e o segundo i repressao do trauco
de Africanos.
Por decreto de 9 de Janeiro correte foi per-
doado a Alirtelo Jos Barbosa Aniss a pena de
seis mezes tle priso e mulla que llic foi imposla por
senliiiir.i do juiz municipal do termo da Barra Man-
sa, na provincia do Rio de Janeiro.
Por decretos de 10 do mesmo mez foram no-
meados:
MELHOR EHEMPLAR ENCONTRADO
nosso inleresse que me obedecers assim como obe-
dezo lambem ao doulor.
Tens algunas razftes para obedeceres ao tloa-
tor, disse o fidalgo com ar pensativo.
Meu Dos, lornou o mancebo lnuraj, s os lolos
obramseni ter algnma razao.
Quero dizer que tens boas e bellas razoes.
Femando vnltou a cabera, guardn um lisiante
o sileurio, e disse dppois :
O doutor salvou-me a vida ; eis-ahi porque o
sirvo.
. Entilo przas muito a vida?
Muilo... anda que esleja promplo para josa-
la, se a partida valer a pena.
Ah! disse (ialleran relleclindo, loas as pes-
soas que servi-m a esse doutor, fallam asetm. Entao
lem salvado militas vidas?
Segundo parece, respondeu Fernando.
O que faz elle de tantos servos? pergunlou
anda o fidalgo.
Faz o bem, segundo diz> ~
Irru E le emprega nisso?
A's vezes.
O diabo me leve se ni
homem '.
Has de conhec-lo.
Ouando?
Mas cedo do que pensas.
Calieran estremeceu porque o olhar de Fernando
firme e esrarnecedur tlava cerlo alcance de ameaca
s suas palavras.
Ao menos, lornou elle em tom desemharaeado,
nao sei que lenha ucuhiiina razao para fazer-me sa-
lellle desse astro myilerioso.
Podes enganar-tc, disse o mancebo louro em
meia voz.
Nunca o vi.
Pode er ; mas elle le couhece.
Porque i n forma enes'.'
Por luforiiiaeoes boas e miis... I
Ah! disse o fidalgo erguendo-se. .
Boas para elle, explicou Fernando, mis pa-
ra ti.
E me fars o favor de dizer?... '
Oh! meu charo, nao le direi. osa conversa-
\
Dusembargador da relaeao do Maranhao o juiz
direito Andr llaslos de 1 Uncir :
Juiz de direito da comarca de Oeiras, no Pauhv,
o juiz tle direito Antonio Borgps Leal Caslello Bran-
ca, lieaii'lo sem efleilo o decrete que o nomera para
a comarca de Solimes.
dem, idem, da comarca de Sulimes, na provin-
cia do Amazonas, o hachan-I Flix Comes do Reno:
dem, idem, idem, da Palma, em Coyaz, o hacha-
re! .loo) Ignacio Silveira da. Molla ;
Juiz municipal e de orphaos do termo do Cabo,
em Pernambuco, o hachare! Ernesto de Aquino
Fonscca ; .^^^
dem, idem, do lerrne eWCefapava, na provincia
deS. Pedro do Rio Gran* db Sul, o hachare! l.uiz
Lopes Centello Branca ;
Por decreto de 12 detrito mez foram nnmea-
dos:
Major eommaudanle da sexta secrao de balalh.lo
de reserva da suarda nacional da provincia de Mi-
nas-Ceraes, Antonio Alfonso Lamounier ;
Cnmmandantc superior da guarda nacional do
municipio do Bomlim, Santa Luzia o Villa Formnsa
da Impcralriz, da provincia deGovaz, Francisco Jo-
s da Silva ;
Tenenle-cnronel chefe do cslado-maior da mesma
guarda nacional, Manoel Jos da Cosa Meirc-
les ;
Major eommandante do primeiro e vallaria, idem, Antonio Umbelino de Souza ; e
Tencnle-coroncl eommandante do quarlo hala-
II1.I0 de infantera, idem, Antonio da Co-li Feneira
a Silva.
Tencnlc-coronel eommandante do quinto bala-
Ibao, dilo. idem, Modesto de Mello Alvares ;
Teneute-roronel cotiimandanlc do sexlo li.ilalli.~u>.
dilo, idem, Lzaro de Mello Moraes.
(Correio Mercantil do Rio.)
S. PALLO, 23 DE DEZEMBRO.
Lraa brincadeirade devasso, na semana que corre,
leu materia para a conversacao do puvo.
Um esludanlc, desles que nao de-cobriram a pl-
vora, rtcm exageruin os hons senlimenlosde homem<
resdlveo rcqueslar urna Flor de Mara tle nossos
dias. F.nlabolaram-se as notas, seguiram-se os Icrmos
eompelenles de semclhanle processo, a menina foi
raptada diplomalicatncnle do lar materno, eafinal..-
(eslou em ilitllruldadc para pr-lhe em pralos lim-
pos o que mais houve)... sim, fez aquillo que o pru-
dente c acautelado cdigo criminal, no seu arl. J'.l.
nao quer que se faca. Pois fez-se, e o feilo lem dado
margem a reprovacao do homem serio.1 aoscommeu-
larios dos gaiatos, e ao chasco dos depravados.
A menina he ae pequea coudicao; no entanlosua
mili prevalcceu-se dos recursos criminaes, pondo em
clicas o amigo conquistador. Mas as leis criminis,
reslringuem eapcrlam o Miniar procedimenlo oT-
ficial ; a malroua benzeu-se cun uns ceios de mil
ris, eremellcu-se ao silencio ; nao obstante o caso
ter feilo alarma, correr riela bocea do vulgacho, e
espaldar a mmoradade pelos que, nao entendidas
na materia, loraam como caso julgado que a honra e
o porvir de tima incauta menina se compra com a
mesma moeda que vein do Ihesouro.
F.is-aqui o resultado que se lira da limilacao do
procedimenlo do promotor publico, um dos inlolera-
veisdcfeilos tle nossa legislarn criminal. Consenle a
lei que nm crime n,lo seja expiado, porque 1 enli-
dade offendida transige, suffocando os sentimeutos
naturaes pelo dinbeiro, que lite vem matar a fome.
L vem a fraca disposicao do arl. 73 do cdigo do
processo que dinlcrveneao do ministerio publico as
causas em que sao offendidos os miseractis ; mas os
miseravei-, por isso mesmo que o sao, vergam sob o
peso da indigencia, cedem. e vilo boa paz ; conci-
liam-se com a moeda do homem lorpe, c o exem-
plo ahi tica para a desmoralisacao do pavo. E a so-
ciedade nao tem inleresses idnticos aos do indivi-
duo? Nao he ofl'cnditla com a nffensa de um de seus
membros .' Porque coarelar a ae(So judicial nesses
pequeos crimea, que se repuiam indifferentes 01-
dein publica ?
Mas agora me occorre que estoo copiando oque ja
vai muilo dito na cmara ao disculir-se a reforma do
Sr. Nabuco, que muila gente vitupera por muda, s
porque urna fraccao combateu-a accidentalmente.
E, pois, faco ponto no caso : a cada um as refleioes
que suggere o faeto, e a mim o direito tle protestar
com todos contra o perigo do cxemplo que ahi tica
gravado no povo, que, com fundamento 011 sem elle,
pensa que com diqjeiro a lei se rasga sem estrondos
e a mais lorpe aceto se sanctilira. E assim 11 alguns
parece : evlinclanjfuo'n que u devasso decreten para
o dolada pequea, psl ella habilitada a enregislrar-
se no almanak das filhasda alpgria.e viva a patria...
A provincia goza socego : na Iregoa do combate
poltico Traqueando o combatentes de outr'ora, boje
depuzpram auligos odios, e s se observa o caminhar
do progresso, e os mclhoramenlos que a arlual pre-
sidencia Vai espalhando, aps o eslu lu que vai fa-
zendo de nossas necessidades.
Urna medida de graude alcance vai ser lomada
pelo Sr. Saraiva, que prestar um immenso servico
provincia.
S. Exc. vai mandar contratar 100 colonos para o
servico das estradas. Sero enllocados nos (rahalhos
da Serra, de onde sero, em lempo, lirados para os
diversos caminhos.
Ouem couhece nossas circumslancias muito pecu-
liares he que pode comprehcn.ler todo o alcance de
semelhanle medida. Basla dizer-lhe que alcm de co-
lonizarse, as estradas lero promplo soccorro, cxtn~
gniudn-se os Irabalhadores ficticios.
Se eu eslivesse agora de Data I he faria em hom al-
garismo a conla do. contos tte ris que se vai ccoito-
misar com a retirada dos Irabnlhudoics psersvos.
Airenda da provincia nao he magra ; se ella for
econoniiaada teremos ao menos estradas em que se
catn nbe sem risco de ir ter aos antipodas, como,por
exemplo na estrada de Braganca.
25 de dezembro.
A cidade vai assombrada com o aconlecimento des-
la inile ; foi um facto virgem que ahi ficou gravado
uas paredes da calhedral. O povo rumoreja com es-
pante, e em todos os crculos nao se falla seno no
escndalo de que vou tratar.
l-.uia-se o oflieio divina cm grande gala, como
sempre aqu se fez ; o templo eslava apitihado, pois j
que os liis Paulislanos ueste dia nao ficam em casar.
Eslava-so em urna das pilases da solemnidide, lodo o
cabido eslava presente, e o coro cutoavaseus hyimios
no meio da alleneao geral.
De repente ou ve-te urna voz que mandara pai ar,
era a do Sr. hispo, que interrumpa a feslividade.
L'm tnovimenlo de sorpresa se apnaiu.ll da mullidao,
c um rumor sordo sticcetlen. Era para isso ; algum
aconlecimento extraordinario seria esse, pois que
corlou-se o fio di oracto. Faga dea do tumulto que
immediatamente teinoB na greja. O Sr. hispo ex-
clamava em altas vozes que o cabido o insullava,
que todos se callassem Nesta occasiao ouvia-se a
voz de nm tos conegos, o Sr. Monte Carmelo, que
lomou a palavra em favor do cabido. Eslabeleceu-se
urna polmica enrgica; de um lado o Sr. hispo lira-
dava que o linham ofendido ; do nutro lado o S.
Motile Carmelo conjurava o prelatlo para que nao
Cortaste o seguimenlo do oflieio, e prolcslava em mi-
me do cabido, como o uns moderno. Fallou elo-
quetitemenle.
Perdurou o dialogo por alguns minutes; linha ces-
sado a feslividade, e o povo se approvmava para in-
dagar do que linha succedido. Dexo a sua conside-
raerto teda a peripecia do acoiileciinento.
Alina!, depois tle vehementes e reciprocas recrimi-
naees, proseguio o sacrificio, e o Sr. Monte Carmelo
relirou-se de sua rndeira.
Fui um escaudaio quo enxovalhou umaclolo
solemne : j......lis se presenciou um episodio desta
ordem na calhedral de S. Paulo, e, o que he
na noile do Natal
' ,0 ridculo que manchn um acto tao solemn
caa labra quem de direito fr. Declino de a
croi nnso ; cada um ju'cue como quizer, e
relirt -llie j a causa da dcsortlem.
He usoou le nilie que nao sou padre) collocar-se
a estenle das Urdes em frente ao celebrante, do qual
o sacerdote, antes de cantar, receba a beneao. O
hispo m obrigado pelos eslalutos da Se a celebrar na
noile le Natal ; mas, quando isto se nao observa,
romo iconteceu honlem, um couego o snbstitue, e
enlo, por via de regra, vai a tal estante, que agora
ficou tendo de Pandora, para afivntedesle. Foi pois
a esta tle para seu lugar, e o sarerdole, em conse-
quenc a lomou 1 beneao do conego Fidojis, cele-
brante.
O SK hispo enlendeu que esla obtercancia rnm-
poilava urna desfeila por parte do cabido, e prorom-
peuem .illas vozes, gritando ao conego redarguenle
que ralns'-c a bocea.
Eis-aquio casus belli deplora vel que fez da greja
umlhealro, e do'oflieio urna representacaodo Keatr.
s fallavam as vianda faci c o sueco inglez.
Fico aqui, deixando os coinmenlarios para quem
competir... Se o Sr. D. Manoel Joaquim Gonralve-
de Andrade se erguesse de seu lumulo nesta occa-
siao, quo dira elle? Dira que o officio divino he um
arto continuado, que nenhuma vonlade humana
pode iulerromper, nem com urna trena decente; 13o
continuado que, nein ao passar, por'ventura* o ,S'c-
n/torem frente capella-mr, os ofiiciaiitcs podem
vollar-sc para ajoelhar.
Mais larde prest o Sr. bitpo, e desandou n'uma
furiosa descalr-ade-Sra contra sea povo, inclusive este
seu criado, que nem na estante tocou. Deplorou com
vehemencia que o povo ,cm massa. a tal ponto Ihe
<:oiH-ESro\l)i:\CI\S DO DIARIO DE
PERXAMBCCO.
. Maceio'.
25 de Janeiro de 1855.
Esi-rcvn-llie esta tao smenle para nao fallar ao
compronisso. Bem havia eu previste que seus il-
lustrados correspondetilcs fariam o devido r.ecrolo-
gio au fe j 54 e diriam a huenadicha tiu rirant 55,
que ( ca cutre nos 11.I0 encetou sua earreira muito
propiciar lente para este seu amigo ; pois brindou-
me logo tu limine com urna carregacao de dcfluxo,
que me iroslrou. Deixando potemde paru. a minha
inesquin a individualidade e mazellas. vou dizer-
lhe algui 1.1 cousa do que se passou neslas duas ul-
timas qu tizonas.
Princi demos pela hygiene publica ; rrrerce de
Dos, nilo tem ella soffrido gravo altera cao: ha mui-
to que ettao completamente extinctas em Porto-Cal-
vo as fe iresamarellas no Pilar ja amainaram lam-
bem as I lirias, e a popularan actualmente desassom-
brada st cura da grande festa do dia 2 de fevereiro,
( para a qual fui lamhem convidado i ; nos demais
pontos ila provincia, inclusive a capital, nao grassa
iiiocsta| algutia de carcter epidmico ; conspgiiiu-
Icmenle audao Porto macambuzio eo Baha sornm- \
i assin com ares de conspirador descoberlo.
idra festiva passou-se sem maior novdade:
a potica inissa do gallo, o jubiloso anno
por fim a folganca dos Ires Magos ; porem
mais,
balico,
A qu
Ovemos
hom, e
para lal ar-lhe a verdade nao tive este anno
tura de ver aquellos tres monarehas ; pois encor-
porandt -mea urna luzida cavalgala que se destinava
ao enge
mentar
verenda
de appa
forquilh
iho Mtindahu, no empenho 'de all compri-
s. ?*. S. M. M. M-, levamos todos unta re-
forquilha, visto que nao se dignaran] elles
ccer, nem mesmo onvimos mssa por oulra
1 que nos pespegou o padre Bulhes. Dis-
se-lhe q^ie cncorporei-me a urna luzida cavalgala,
e disse bpm, pois compunha-se ella do Exm. presi-
dente da provinvia, do ajudanletle ordens, do Babia,
Giiimaraes e Reis (ti^jtarupo ) Flix, Mximo, Con-
linho. secrelario do governo, el reliquos; se eu nao
eslivesse em convalescenca cconsegiiintemente fra-
Akuarrar-llie-liin lodos os episodios da jornada, nao
^pdo nem o hrlhanle feilo de picara doFelii,
is boas qualidades c faranhas do incomparavel
'a, que tao ufano se moslrava de levar as costas
vomo senlior A meia le-
nho avistamos em frente
que me fez bastantes coli-
longp, emola em denso p
fogosos ginelea, se me afigura-
uma emboscada, ja me
, quando um da nossa
liados.que nos- inham
lentes comprimeutos e
os: ao chegarmos a mar-
seu engr icadisti
goa de di-la
urna mi
cas,
que le
rain os Rustes, sahindo de
preparava para dar
comitiva reconh
receber.
aperlos de
geni do pinloraaen'Minilabu, mais de logete poz a
prova a nossa pericia na arle de equilarao, o Flix
aproveitou mais este ensejo de mostrar para quanto
preslava, fez ginlear com toda a gailiardia o seu
-reesinante, que cabiKilava, piroetava e dava saltos
que pareca que cavallo ocavalleiro litiltam urna le-
giaode demonios as (ripas ; infelizmente nao ha-
via na comitiez sacerdote algum para exorcisma-los.
Chegamos enifim ao engenho sem maior novdade
e temos galhardaraenle hospedados. Entregue ja
aos dolosos bracos du fallaz Morpheo fui agradavel-
menle desperhado pelos melodiosos sons do mavioso
cmellifluo H. Luiz, que com o Benedicto, Alfonso
e Jos Lopes ele, foram embarcados : e escusado
he dizer-lhe que o mcu dileclissimo Luiz. e o se-
nlior dos algodoet l se achavam. O dia seguinte foi
cheio ,- lomei urna barrigada do harmonas para lo-
do o anno. Que mait havia adespjir ?! Boa mu-
sir, escolente banho, ptima mesa cscolhida ; fa^a
idea do rcgalorio Nao posso pelas razoes cima
expendidas dar-lhe fiel conla do que se passou con-
quizesse mal, que em tois as casas era censurado Slt!nar(', "Penascnlreoe rauilos brindes bj.cl.icos que
J! > aa .aaiiiiE -.11 (iinr 1 m nn .... --- *.-... 1.. _. ..... __.. 1:__.
cejase dislrahe. O que he provavcl beque o dou^ .vila, vo tou press.i, e disse cahindo como urna
disserlou tongamente sonre a hfVeat| tiesta gente.
usando de urna solemne gcneralisfrao, nao falln na
caixapia o,relirou-se.
Assim se manchou a feslividade do Menino Dos :
o Sr. bispo nto celebrou, mas celebrisou. Isto he
mo ; muilo mo.
Depois* to caso cada um re-ntia os versea do llm-
sope.
O Sr. Saraiva nao estove presente* forroo-sea es-
sa scena, que leria de presenciar na sua endeira, co-
locada denlro da capella-mor.
Dos so amerce de nos, do Sr. bispo e dos pobres
da cai.ra-pia.
Chega-me a noticia do seguinte faci, l'm in-
dividuo carregava para o interior ama boa quanti-
dadede plvora cm latat.Era fumista, este diverii-
menlo Ihe cnstou caro. Acendeu o seo*cigarro, e"o
deposilou sobre o caixao que continha as latas. D'ahi
a poden seguio-se nma horrivel explosao : carga e
carregadnr foram pelos ares e urna vida se pardea
pela summariedade com que alguna! casas cotnmer-
ciaes acondicionaoi a plvora. Sirva isto tle aviso aos
nlercssados.
O Banco, queja Ihcannunciei pela ultima mala,
parece quemorreem flor. Alguns accionistas ouvi-
ram dizer que seria diflicl o governo pennltir anis-
tnt>, e que por conseguit.lo os accionistas pouco se
avantajariam. Alguns capitalistas, que nao admittem
gracejos em materia de meio circulante, reuniram-
se em concilibulo, e resolvern! dar o dita por n3o
dito. Relirarain (00 acedes.
Os entendedores dizem que esla sangra malar o
Banco, que, com esla puma quebrada, nao pode con-
tinuar.
Fecha-sc pois o Banco Paulislano sem se 1er
aberto Curta particular.)
(Jornal do Commercio.)
desejo runhecer este
ler nao necessila de t".
.Mas, insisti Mr. de Calieran, se elle aicccssi-
tasse de mim?
Dma bella manhaa sentiras um lio em cada
tuna de las articulaeoes, e acordaras feilo bouera.
Pois bem! dsso Calieran aorrindo com esfur-
?o; nao rae retracto: desejo muilo conhecer esse
homem.
Nesse momenlo hateram ,i porta. A gorda pro-
priciaria da hospedara de Ao de Ouro entrn, e
disse parando no humar :
Ahi est um senlior que convida vossas senho-
rias para cejar com elle.
L'm senlior! repeli Calieran admirado.
Ouem pode vir procurar-nos aqu ? perguntou
Fernando.
A estalajadeira (eria podido entregar o bilhete de
visita, quelinlia na 111,111; mas preferio conversar.
Eu nao ihe disse os nomos dos senhores, pro-
scgt.io ella ; urna estalajadeira que nao observa as
reares da diser {los nao pode ser bem vista..... co
//rio de Ouro mo lie nina estalagcm das duzias.....
Esse senlior lem ar nobre...
_ E a su,hora sabe nossos lime* ? interrompeu
Calieran.
A miilher cerbu forlemente e poz-se a rir.
Quasi sempre, lomou ella, que temo a liben
dade de interrogar pessoas como vossas senhoriaa .'...
mas isso nao importa... quaulo a discrieao sou bem
couheeida.
Fernando tomn a palavra ; era sempre para di-
zer .lignina eonsa nolavel.
Oueira levar nossa resposta a esse senlior, pro-
nonciou elle em acento breve ; olTereca-lhe "nn-s .-
cumprimenlos e nossas excusas... Nunca eeiamus
com as pessoas que nao conhecemns.
Isso he razoavel! murmurou a estalajadeira
fazendo urna reverencia para relirar-se.
Todava ven-lhc urna inquiclacao. Esse senhnr
de baito poderia comer sosinboa abundante ceia en-
commendada pelos dous tnenioes? Posto que ra-
zoaveis, os escrpulos dos dous senhores de cima pa-
reriam-lhe fra de proposito e ridiculos.
No meio da escada ella lembrou-se do bilhele de
bomba no meio do quarlo :
Desculpemrtne, talvez isto Ibes d a idea de
aceitaren!.
Enlrcgou o bilhele a Fernando, o qual mudou de
cor.
Otie he isso? perguntou oVidalgo.
Em vez de responder, Fernando voltou-sc para a
estalajadeira e disse :
Agradecemos a esse senlior, e aceitamos o con-
vite com o maior prazer.
1) bilhele pro.lo/io eleilo, disse comsigo a mo-
Iher descerni a esca 1,1 chcia do conlenlamenlo ; is-
so lio razoavel.
Ah ah! disse Calieran, aceitamos com o maior
prazer?... Explcame isto por favor...
Fernando enlregou-lhe o bilhele.
( doutor Sulpicio exclamou Calieran, eis
um acaso!
.">' .1 crein no acaso, proferid gravemente o
mancebo louro.
(.alteran qoiz levantar-se; mas Fernando o rele-
ve dizendo:
Temos lempo, e quero pedir-te algunras infor-
maScs... Do quem e-las enamorado no rastcllo ?
Eu?... de ninguem.
Tradnzo meu pensamento: por amor de que
mulher vollaste ?
Tenho respondido.
A verdade pura *
Calieran acenou affirmalivamcnle rom a cabeca.
Tanto mellen lornou Fernando. Nada ha que
nconiinodc tanto romo um namoi 11 lote no meio de
1.111 negocio serio... Fallemos lirevcmente e bem pa-
ra nao fjzermos esperar muito o duulor, que lauto
desejas conhecer... O duque de Rosten levava al-
giieni cm sua companhia, quando o encontraste ?
Sim.
Quem ?
O mirquez de Rostan, a marqueza Aslrea, e
oulra mulher mu formosa...
Antonia de Morgcs? interrompeu Fernando.
Mais formosa, respondeu Calieran.
Solangc Beauvais?
.Mais formosa.
Nao podia ser senao madama Sulpicio.
se fizeram no opparo jantar, om que me ficou em
lemhranca: propondo-se a saudade de urna pessoa no-
lavel foram os msicos chamados para acompanha-la
com cantera, hips I e urralis um sujeilo de boa
voz canlou a seguinte copla :
Azeitonas bem rurlidas
Tem um singular sabor,
S me lembra, meus amigos, "
Ouando bebo este licor !
E logo depois enlbusasmando-se,.e cheio do divo
foge de Apollo, empnnl.a a taca com toda a gailiar-
dia e entoa com'loda a forra dos pulmes o seguinte
verso, por elle improvisado naquella occaso :
Que'vidao que eslou passando,
Amandas eu tambem vou ;
S mo lembra meus amigos
Ouando bebo esle licor !!
E que lato improvisa ? Como era de esperar foi
o improviso recebido e applaudido com lodo o en-
Ihusiasmo. sendo vicloriado o autor. Emfim regres-
samos do AI 11 ma bu em a imite de 7 do corrate,
Ira/Mido cada um na girupa boa dose de saudades.
Consttiu-mc que no Bebedouro a fesla esleve este
auno, como nunca ; varios soires, almocos e janla.
res em que se ventilou calorosamente a questao rm-
so-anglo gallo-turca, urna mlssa cantada e sermao
na capelliiih.ide Sanio Antonio, e por fim o baplisa-
do de 11111 lilho de lente Iterante, do quat foram
padrinhos dona Exm*, para este fui eu convidado e
assst i.ojantar esoirc que se seguio, os quaes esti-
veram excellentes ; que o digam os padres Mello e
Cetulo !
A admiuslracilo continua a proseguir na Ilustrada
senda que encetou livre c dcsassomhrada de todas as
influendas phosphoricas (como muito bem o disse o
meu disJincloxollega correspondente do Jornal do
Com effeito era ella.
Ah! disse o mancebo louro; se nao condeces
o marido, ao menos cimbrees a mulher.
Tenno essa honra, respondeu framente Ro-
berto.
E achas ella mais formosa que Solange Beau-
vais?
Sim.
Mais formosa que Antonia tle Morges?
lie o meu goslo.
Muilo bem... lomaremos a fallar nisso... Ha-
via oulras carruageus?
Havia duas.
Quem ia na segunda ?
As de Morges, ma e filha, com Solange Beau-
vais.
(alteran parou como de proposito.
Sao Ires, disse Fernando; he isso s?
Nao; havia lambem um cavalleiro para essas
tres damas.
Ouem era essVavaltero?
Rogelio de Martrov.
I ma ruga amarga fnniou-sc cm torno dos labios
le Fernando ; mas esle guardn 11 silencio.
Na lerceira carrnagem que ia fechada, lornou
Calieran, iam alguns drinkers, e nao sei que mn-
II.eres.
r'ernando levantou-se e disse:
Emfim nao quero ser tvraimo para comligo,
meu charo..... De todas cssus mulheres s reservo
tres... Podes procurar ten pruveilo rom asoulras.
Tres gmente exclamou Calieran ; que lem-
peranca !... Iiigua-le de indirar-m'as.
lie boa vonlade : primeiramcnle a mulher do
doulor, em leu inleresse... Em segundo lugar a mar-
queza Aslrea...
No inleresse de quem isso?
No inleresse to negocio.
E em terctiro lugsr
Madameselhi Antonia de Morges...
Fernando nlerrompea-te, e acrescentoa rindo
com ar fatuo:
No inleresse do senlior cavalleiro Kogerio de
Marlroy.
{Continuar-ie-ho,.)
MIITIIAIM


DIARIO DE PERMMBUCO. SGUNJA FEIRA 29 DE JANEIRO DE 1855.
Commercio, con qiicm nesla pane muilu coDcurdu.)
Depois da represso da punido do crime lem me-
recido a especial lolicilude do eximio presidente da
provincia ai obras publicas, que 3o progredindo
niaravilhosamenle. S. Exc. Dio teni-se limitado s-
menle ern visila-las e examinadas, tem mesmo des-
rido a liscalisar a inspeccionar por si :nesmo os tra-
badlos. O meu Pipetal da secretaria contou-me que
liuntem descobrio-se urna melgueira e boje onlra,
cujo resultado era urna boa poreju de tJOOO rois
que reverter.o para os cofres pblicos. Desconfian-
do S. Ex:, que havia alguna gordos grillos na obra
do remilerio publico, fez suas pesquizas e indagares
e inquerindo os operarios a Irabalhadores cerlificou-
sc de que havia delapidazilo dos dinlieiros pblicos ;
a ronseq-iencia fui a demissao de todos os emprega-
dos daqoalla obra, inclusive o ajudante do director
das obras publicas, visto que conheceu-sc clara e
evidentemente que na follia dos Irabalbadores acha-
vam-se marcados operarios com ."> e6 dias de traba-
liio, qunndo elles mesmos confessavam haverem
trabalhado apenas un ou 2 dias : a mesma falcalra
deu-se na obra da bomba da estrada do Bebedouro,
sendo o respectivo aponlador boje preso conjuncta-
mente com o do cemiterio, djlse-me o Pipeletque S.
Exc. la mandar proceder judicialmente contra aquel-
ios empreados. Pelo que venhodeexpor ver Viuc.
que S. Exc. nao descansa e que estarza-so por todos
os modos para bem administrar a provincia rpnliada
a seuscuidados. Tamben) anda nao se ergueu nella
urna voz que nao fosse para bem dizer e louvar seu
uptimo presidente : com essa unnime e geral ma-
nifestado moslra-se elle bastante penhorado; a pro-
pria opposicSo 18o diBcil de contentar, lem-se con-
servado em respeitoso silencio I emlim todos concor-
dan em que o Exm. Sr. S o. Albuquerqne acha-se
bem compenetrado de nossas mais palpitantes neces-
sidadese confiam emque bem cedo serio ellas re-
mediadas. Tao-proveilosas tem sido as providencias
que ha dado e tao acertadas as medidas que lia lo-
mado nos differenles ramos de administradlo que
tem ganho completamente a confianza da populado,
que nella contempla um verdadeiro pai, digno dele-
gado do Virtuoso e magnnimo monarcha hrasileiro.
Praza a Dos que o governo imperial Ihe d o lempa
necessario para por em pratica lodos os bons desejos
que nutre em prol dos que moito felizes se conside-
ran de ser seus administrados Ha muito que n,1o
vejo o Mello Vasconcellos, porisso punco sei :\ res-
peito da segoranr.a individual: contaram-me que no
dia de Testa urna moca recem-casada deu_ lacadas no
marido, que dellas morreu ; decididamente estamos
na poca de serem as mulhercs mais temvels qne
nshomens ; ja Ihe noticiei a morte perpetrada por
urna prela em Qucbrangulo, agora mais esta 1 A
ronjugicla representa ter quando muito 16 annos,
he muito franzina ebaixa, foi presa c acba-se na ca-
deia da capital. A polica continua a desenvolver
aclividade o energa-: ltimamente fol cercado o
engenh o dos Tenorios e naqoella toca ainda foram
apanhados3 lubaroes [criminosos de morte.) A ra-
pidez e precislo com que sao tomadas c dadas medi-
das e providencias para reprimir c perseguir o cri-
me fruslram os planos dos malvolos e facinoras : a
prova do que levo dito sflo as promplas providencias
dadas em Santa Anna do Panema,que dista desta ca-
pital cerca deHOlegoas.povoacao notavel pela turbu-
lencia c desorden) que all reinan). Por urna qneslo
orcrurlda enlre o vigario e siguas individuos que se
dizem donos de um cemiterio all existente, amea-
r.aram estes do assassinar o parocho que araedron-
le no seu seio o germen da prosperidad?, fallando
lio smente um governo, que compenetrando-sc de
laes atlribulos, prestandodbe o devido impulso, a
encamlube as vas dos iiielhnNmentas. A' vista,
pois, do que hei c\;>>iuldo, supponho ler provado
o direilo que lem ininha cliente, a villa do Paco,
de exigir de Vine, um pequeo esparo no seu jor-
nal, aonde suas pracisei aejam manifestadas, e as-
is) libertada da inercia e do desprezo que tanto a
damniAcam.
Reeonheco ser dfllcil e espinliosa a tarefa qae re-
solvi carregar nos meus debis hombros, mas, con-
vicio da excellencia da caula, que vou defender,
nao heeitei da responsabilldadc, convencido do Iri-
umpho que coronra meus esforros. E ainda mais,
folgarei jubiloso, se a meu exemplo, mitras pessoas
ou pennas mais bem aparadas apparecercra na scc-
na ; porque deixando o campo aos novos contendo-
res, coiiservar-me-hci na estacada, c como mero es-
pectador presenciarei o combate, at que de novo
possa vullar a elle j mais amestrado. Apezar da
nenhiima f que deposito uos laes programmas por
estar convencido que do seu resultado nada se pode
colber que nao seja
Bananas e bolos
Com que enganam aos tolos :
todava ah vou apresnlar o meu, falvcz nao lenba
cujo r.rpiao recebeu os nufragos e os conduiio
corle, igiiorjmta-se a sorle do outro escaler que con-
(inba o piloto e 4 Harinhairos.
Pur ordem do Sr. ministro do imperio tinliam de
continuar as obras do eiicauamcrilo d'agua ila ra
do Silva Manuel.
Sr. marquoz de Paran devia parttr no dia 13
pare a sua tazenda.
No dia 15 foi a-sassinado em Vasseuras o nego-
ciante Manuel Horeira da Cunlia.porum oscravo que
se aedaiia preso.
Tambem foi ullimameute assassinado na corle o
subdito porluguez Jacinlbo Jos Muniz Feij, neg-
canle de caf, por um sen escravo pardo que ia ser
vendido em Mina*.
Itefere o Correiu Paulislano, que fora descober-
la urna gruido lavra de diamantes, a tres leguas da
villa Franc* ilo Imperador ea esse respeilo publi-
ca aseguinlc correspondencia :
TERRENOS DIAMANTINIOS.
Franca, lo" de der.embro de IfCii.
Nao he um simples aniiuiirio que vou dcscre-
ver, be sim nina desrobcrla diamantina, que vai dar
impulso a esta Franca, digna de inclino sorle, .v 6
leguas distante desta trilla, na ribeirao de Sania Bar-
bara, poucas pessoas principiaram a explorar o ter-
reno, e com facilidade, c em diversos lugares, lem
upparecido abundancia de diamantes; e, tanto islo
assim be. que j lionve denuncia deste terreno ao
|jais de direilo desta comarca, e este envin para o
a mesma sorle que os oulros, porque eslon certo de i governo da provincia, e nesta dala vai o proprio sustenlar minhas ideas ; assim mesmo nao aflr- j nuncianle a essa, alim de obter do Exm. presiden-
mando tcnlio taita o meu dever, salva a redacr 10.
Tendo por timbre a verdade, por norma a le, res-
peitando a moral, prestando meus sinceros cultos
ao- mcrilo e virtude, c vice-versa detestando o
crime seja qual for o ouropel que encubra seus fci-
tos asquerosos, sem compromisos com essas parcia-
lidades que se debalem na arena das imposibilida-
des, quando, reunindo seus esforcos, devain lao se-
ment roncorrer para o augmento c prosperidade
desta Ierra da Sania Cruz. Eu posso, por lanto,
narrar o caso, como o caso se passar, fugindo, j se
sabe, do liroleio dos convicios c personalidades, coli-
sa que, alm de nao estar de accordo com meus
principios, repugna minba existencia, que desejo
ver remontar al o seclo vindoaro.
Resla-me acora aguardar a resposta de Vmc. pa-
ra melbormenle proseguir
Narrando o qne vai por esta Ierra,
Bellas aeces e vis defeilos,
Ao mcrito votando meu respeilo,
Ao crime audaz moveudo guerra.
E disse. O Cosmopolita.
zar de perfeila tranquillidadA A coufcderacao tr-
iado veio pedirprovidciicias a primeira autoridade, a genlil,a achava-se pelo menos momenlaneainvule
quaes foram lo rpidas e eflicazes que boje j se
pacificada. O Paraguav porm dispuuba-se paro
acbain presos os principaes inlluenles que ameaca-, ),,,, em fonlenJ,, cum Brasil, caso nada se con-
vam o vicario, sem que oppuzessem a menor resis-
tencia ; Contra fados nflo ha argumeulos; a seguran-
za individual acha-se actualmente no mais lisoncci-
ro estado, grazna ao illustrado preaideaila-Sa eAIbu-
querque, e ao digno chefe de poliel Silva Neiva.quc
muito o (em eoadjuvado nessa nobre tarefa, Du-
rante todo este mez nao occorreu um so fado nota-
vel contra a vida e propriealode do cidadau : assim
. .. i.n. t-...
m'o afiancou hoja o Mello Vasconcellos, que nao
mente !
Ilouve mais um naufragio ttlmainenle na costa
do sol desta provincia junto do Peba : as circuns-
tancias que acumpanharam este sinislro fzcram re-
celar que fosse algum navio uegreiro, que depois de
desovado fosse inellido a pique ; pois havendo soen-
brado o navio toda a tripularlo metleu-se as Tan-
ibas e em vez da procurar soccorro no litoral, desla
dirigio-se para a provincia de Sergipe, cojo presi-
dente esta sobte-aviso. Nao sei ainda o nomo, do na-
vio nemoulra qualquer circunstancia respeilo,
loga que o souber Ihe participare).
No dia 20 do correle lanrou-se com toda a so-
lemnilailea l. pedra da capella do cemiterio, que
ja estudiantado.
No dia 21 leve lugar com pompa e brilhanlismo a
festa e procissao do Marlyr S. Sebasliao.
Nao pono deixar por ultimo de lastimar aqni a
morte de 2 bons cidadaos: o velho negociante J. A.
Pereira da Silva eo ofllcial. da secretaria do governo
P. A. Taveiros: ol.fo oulr'ora nin dos mais ricos
negociantes desta prora, ja era bastante velho e sem-
pre gozou de crdito e bom conceilo, sendo estimado
de lodos queo conheciam; o 2. "tjera um empregado
probo e gozava da geral estima, bem pai de nume-
rosa familia, cnmposla de 6 filhos qnasi todos meno.
res. que licaram em triste orphandade. S. Exc. le-
ve mais esta ocrasiao de palcnlear os nobres senli-
nentos de sua alma e sen bem fazejo corac.io, loman-
do sob sua valiosa. prolec;ao o lillio mais velho do
fallecido official de sua secretaria, ao qual pretende
empregar convenientemente para que fique ao abri-
go de miseria aquella desvalida familia.
'ale.
RECIPE 27 DE JANEIRO DE 183.-
A'S ti HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEHAaAL.
Cbecou finalmente do nos*o porto, no dia 20, o va-
por .V. Salcador, trazendo 14 dias de viagem do Rio
de Janeiro. Cessaram^por consegiiinlo os cuidados c
anciedades do publico, que, sequioso de noticias.
muito se havia preoecupado com a demora do rou-
ceiro vapor; e entretanto pouro trouxe elle que sa-
(islizesse a curiosidaile. Dous despachos de juizes de
direilo, um de tabelliao e dons de escrivaes, foram
o que mais de perto locou a nossa provincia, por le-
rem principalmcnle recahido em pessoas della.
Todas as nossas provincias do su I conliiiuam a go-
te as necessarias providencias, visto a opposirao que
ha dos fazenileiros em nao cousenlirem na iinera-
(lo. Ora, Sr. redactor, ojo ser esle um negocio
emque o Ilustre presidente da provincia devalan-
car suas vistas benvolas'.' Nos os trncanos, conla-
nos com a proleccao do Exm. Sr. Dr. Saraiva. pro-
lehrao justa, alenla rcnlralidade desla villa.
Nao se ulgueqiie s o ribeirao be fcrlil em dia-
mantes, tambem o he as grupiaras ou inargenns,
alm de ludo vclhos citinpos, malla, de pnmeira
qualidade, farlura de vveres, ele. Queira, Sr. re-
dactor, publicar estas Indias, que muito obrigar ao
seu constante.
Km lugar competente acharan os Icilorcs alguns
despachos, que pelo ministro da Justina lveram lu-
gar.
Da B ihia nada ha de importan, ia, e que se possa
mencionar.
AI.AGOAS. .
Villa do Paco 18 de Janeiro.
Asss enjoado da insipidez e monotona desla vil-
la, impellido a observar lao somenle o prosaico de
suas repelidas scenas, devorado da misantropa, ha
lempos, accommeltido do spleen, tea passado
desla para a melhor, se as columnas do seu impor-
tante jornal nao houvesse deparado com o especi-
fico, appropriado exlinccao do meu flagello. De-
dicado i leilnra do Diario d> Pcrnambueo, que,
Iwnra Ihe seja feila, tem locado no ponto culminan-
te dos melhoramentos, foi dessa minhafafanosa de-
dicarlo que surgi a ceqlelha que inflammando o
combustivel que ha lempo amontoava, com que me
incitou .a dar execucau s minhas vistas gigantescas.
peste caalinho de trra aonde o destino arrojou-
me, vido de sensacnes, febricitante acompanhei os
briosos movimenlos dessa nobre pleiad do corres-
poudenles, qoe das cinco pariendo globo terrqueo
surgir qual
Invicta cerrada talange.
Heroico valor ostentando.
Pela trra que os vio nascer
Aprol seus foros peleijando.
podio licar indilTcrcntc, presenciando essegrau-
lovmcnlo da inlclligencia, essa lula prende
de rradiaQes de portentosa sublimidade".' Nao,
Sr. correspondente. Descendenli >le Ado e solidario
na mesma amhirao, detejei parlilhar da aureola da
glora que cinge as fronles dos Ilustrados lida lo-
res! Pobre calouro, apenas agora iniciado nos niys-
terios da vida, eu julsnei-me j outro SansSo, e
saltando por sobre o Adamaslor, que impedia meus
passos, apressei-me a penetrar no gladio, ainda que
sem esperanzas de alcanzar Iriumplio. Cingir mi-
nba velba c ferrugeuta durin lan 1. lorcer arrogante
os bigodes, dar Ires ou qualro salios mort.ies, oldar
filialmente direita e esqoerda, suppondo-me i
'esta de um pundado de bravos,
E qual outro I). Nano tero, iracundo
Amearar a Ierra, o mar e o mundo,
ludo islo foi obra de um momento
Nesle estado animei-me a pendrar no gladio,
disposto a laucar meu congreve, bala rasa, a prol da
|iobre e desdentada villa do l'ai;o, ora cuiidcmnada
pelo indifterenlsmo a urna exjslencia de velpeudio
e abjecrao.
Situada as margeos do ameno e extensissimo Ca-
maragibe
Aonde vao nvinpbas mimosas
Desusar doras gostosas,
distante da barra apenis n ejMfO de Ires leguas,
sustentando am commercio com esta praca e Ma-
celo, exportando annoalmeiile inmensos tontos de
res em gneros de sim prodiicrlo, laes romo o as-
near, arroz, madeiras de conslrnccao, sen princi-
pal ramo de commercio, circulada de mais de (-in-
cenla engrudos moentes e correles, alcuns inoen-
1I0 a vapor, existimloem grande! proveito para a fa-
zenda nacional diversas reparlirOes, enjos empre-
gados encentran! semprc Iradalh ; leudo finalmen-
sC2uisse pela diplomacia sobre a pendencia actual
enlro o uosso e aquelle estado.
O S. Salcador trouxe a seu bordo o Sr. coronel
Conrado Jacob Noymer, que, a instancias da pre-
sidencia, vem oceupar-se com os Irabalbos prepara-
torios, necessario-.1 realisacAo da importante emprc-
za do dessecamenlo do pantano de Olinda, e cauali-
sacao do ro Bcberibe. Por osle motivo felicitamos
a respectiva companbja, a quem mu proveilosa vo ser a viagem desse dislinclo engendeiro, cuja in-
telligencia e reconbecda pericia muita confianza
nos devera merecer.
Tamdem tivemos noticias do norte do imperio pe-
lo vapor Tocanlins, entrado no dia 2t ; mas, como
de ordinario succe'de, nenhiima novidade de inleres-
se nos veio daquellas paragens. Reina o socego por
toda a fiarte, e j nao lie sso pequeo favor da Pro-
videncia.
Pela nossa cidade nenlium tacto occorreu durante
a semana, que altrabsse a publica allencau, e me-
reja ser aqni mencionado. Eis a ra/So por que to-
llos os olhos se achara vollados para o exterior, don-
de smenle esperam os amantes de novidades algu-
raa cousa que Ibes possa servir de tntretenmenlo.
Ou Sebastopol, ou a corle.....
No dia 1G foi achado no rioCapibaribe o cadver
de um menino de 10 a 12 annos de idade, caixeiro
de urna taberna da Boa-Visla ; e no dia 17 o de ou-
Iro individuo de nome Pedro Jos, reconhecendo-se
pelas vestoria a que proceden a autoridade policial,
que ambos daviam fallecido afogados, sendo a morte
do ultimo particularmente motivada pelo continuo
estado de embriaguez em que viva.
Em nosso numera de segunda-feira. 22 do corren-
te, pablicniMtJjjna postura adicional da cmara mu
nicpal, provrSmamenlc approvada pela presidencia,
prohibindo no recinto da cidade o fabrico e deposito
de loaos atjificiaes, assim como a venda de plvora,
eja qual for a quaulidajle desses objeclos; H06 pena
de u)lo .lias de prisao e^Ojj de mulla, e do duplo as
reincidencias. Esta medida salolar, altamente re-
clamada pela soguranra publica, dcvemo-la, segun-
do nos consta, solicilude do Sr. chefe de polica,
que lomando lamben na devida considerado os pe-
rigos a que nos adiamos exposlos com os repetidos
incendios, resolver solicitar da cmara a confecrao
da referida postura. E em nome do publico agrade-
cemos a S. S. a iniciativa lomada ueste negocio, e
tambem cmara e presidencia a promplidao com
que foi atlendida e salisfeila essa urgente necessida-
dc. Mas ainda o repetmos: sem a vigilancia e se-
veridade dos litcaes e dos empregados da polica, na-
da se conseguir, porque a inobservancia das leis de
infelizmente um quas habito inveterado enlro nos.
iSobre este poni, paranlo, de que deve agora re-
cahir prhMipalmenle a altencao e zelu das autorida-
des superiores, a quem incumbe acaulelar as negli-
gencias e prevaricaroes.
Nao poderiamos deixar esle assumplo sem agrade-
cer igualmente au Sr. chefe de polica a providencia
lomada acerca da ven la de bilbeles e cautelas das
loteras, mtlg-ueira muilo couhecida por seus resul-
tados. A impuninSiln nj faUadc medidas preven-
tivas deque nos Iroute o estadolleploravcl a que ia-
inos sendo reduzidns; c seudo asn, como pelo me-
nos nos parece, muila satisfazlo .inos sempre em
registrar em nossas columnas os actoai, das autorida-
des que obslam a marcha doscrmes, coTWusjiando a
Csperanra e o veso dos criminosos. >
Enlraram durante a semana II) emharcares e j-
diram 18.
Renda a alTandega 76:G:50o%1.
Fallecern) iil pessoas: I i hornees. Umulbercse
13 prvulos livres; 7 homens, 7 mulhercs e 2 pr-
vulos, escravos. .
AS MlSO'KS 1)0 RIO-I ORMOSO.
A palavra de Dos Palana doce, suave, branda,
amena, deliciosa, palavra barmonosa, palelca, elo.
quentc, sublime, re'peitosa, magea, inexplicavcl :
palavra que exalta, que hundida, que move, que ar-
rebata," que petsuade, que convence: palavra que
lira do cabos o mundo, que da luz as (rea/as, que d
Salvarao ao liomem, que Ide prmnelte a fclicidade
elega !.,.
Quem po lera explicar a forra prodigiosa da pala-
vra de Dos (Jucn poder dcscrever seus salula-
res efle.los ? Sao cousas que se sentem, que se obser-
vam, que se creem, que se nloduvidam ; pornique
se n.lo podeni descrever, que o observador compre-
hende, eoulicce ; porm que nao sabe explicar, nao
pode demonstrar. S a observarao, ou a narrarao
simples e descarnada dos fados poder fazer com-
prehender o poder inrommensuravel e immenso da
palavra de Dos. Ki los :
No dia 15'do mez de dezembru prximo passado,
chegou a cidade do Rio Formoso o Reverendssimo
Fre Sebasliao missonario capuchiiiho acompanba-
do de 11111 nao pequeo numero de cavalleiros, que o
foram esperar fora da cidade, e logo aps um gran-
de numero de pessoas de ambos os sexos a pe que
Iraziam em procsso a magem do Senhor Crucifica-
do, e da Virgen Sanlissiina. As i rejas deram ale-
gres signaes de 13o feliz chegada, e o povu que se
preparava para os divcrlimenlosdo Natal, esquecen-
do esles, preparou-sc para ouvir a palavra de Dos,
annunciada por um dos seus mais humildes c dignos
servos.
No dia Ib' pelas cinco horas da larde, em um pul-
pito erigido junio a igreja matriz den principio o o-
rador sagrado a sua evanglica missao, lendo por le-J
ma Paz rom Dos, paz com o leu prximo e paz
comligo metmo. Dcsenvolvendo este lao sublime
lema nao com atavos oratorios, nao com as gaias da
etoquencia, inasnoesljlo bblico, com a simplicda-
de propria da religiao chrislAa, o com phrase acces-
sivel a qualquer comprehensao, prendeu de lal for-
ma o orador a atlenro do povo que pareca estar
deshabita la a cidade, quando eslava povoaJa de mai'
de iluas mil pessoas!
(Jue prodigio Quem produ-zia esle ndisivcl silen-
cio, quem absorvia a atienran de tanta genlc,
quem razia esquecer os prazeres deste mundo, os di-
vcrlimenlos proprios da poca A palacra de Deot.
O orador fulminou nessa occasiao o assassinalo, o
furto e a manceba : e dcmouslron com poucas e con-
cisas porem claras e concludenles razoes, que esla-
vam em guerra aberla com Dos, com o prximo e
com sigo mesmo aquelles que liram a vida a seus se-
moldantes, os que lites rouham os bens, a honra, os
que vivem em concubinato : demonslrou firmado
nos dous principios da moral-9 amor de Dos e do
prximo a necessidade que havia do yiverem em
paz com Dos, com o prximo, e comsigo mesmo-}
(temoiistrou que sem esla paz niiiguem poderia gozar
fclicidade nesle mundo nem no oulro : c leve sem
duvida a glora de fazercalar no animo de seus ou-
vinlesas doutrinasdo evangclho'que pregava.
N3o sabemos ainda que elle i tos prodtizio o ana-
thema fulminado f onlra o homicidio e o furto, su o
lempo pnder demonslrn-lo ; porem sabemos por in-
formarao de pessoas fidedignas que mmlos fruclos
lem prnduzido a excdmniunliao lanzada sobre a man-
ceba : muilosdosquc viviam nesle escndalo publi-
co, tiesta oltansa moral, nesse peccado, lem abandona-
do suas concubinas, e nanitas deslaa tem abandonado
sens mancebos, sendo entre oulros notavel o procc-
diiniMilii de urna mulbcr que lia muilos anuos viva
com um liomem do qual linlia duasfilhas ja na idade
de pitberdade : essa mulbcr voltando da missao logo
que chegou a casa sullocaii lo o amor maternal, da-
tilada em lagrimas, adrara as lldas e despede-se do
seu mancebo, recomneudando quo ruidasse uas fi-
llias, c dizendo que condeca poslo que larde o seu
erro, que nao mais quera vive* no peccado, que iria
viver no seio do urna familia honesta, onde esquecdta
do mundo arahasse sua existencia : e foi logo para
nm engenho, onde foi acolhida com toda a bondade.
Tambera he notavel o procediinenlodeuin liomem
que se arhava preso c pronunciado por crime de de-
fioraniento, o qual tendo resistido aos pedidos de
seus amigos, fcilmente rcsolveu-se a casar, o casou
por una simples ailmocstacao do missonario. Mu-
tos rasamenlos se lem frito de roncubinados : militas
cotifisses houveram, felas pelos qualro padres eo
miseionario, e o seu numero he calculado em 3,500,
Alcn desles elfeilus, oulros niio menos salulares
tem produ/.ido as iiiisses : muilos odios lem arrefe-
cdo, oulros se lem extinguido : algumas concilia-
Zes se lem realisado, sendo notavel a dos directores
das sociedades de msica, e das nipsmas sociedades
por ser publica, solemne, feila de um modo 15o sia
nilicalivu que nao deixou duvida algutna sobre a si
ceridade dos concillados. *
Em cada um dos dias de msscs novo doema or-
cupava a allenr.lo pudjica : na pratica do caldccismo
a explicaran versava sobreUs-Uiajidamcnlos da le de
Dos e. da sania madre greja calhoriea, c o sermao
sempre lnha por ohjeclo os pateado* mortaes e os
vicios.
Pelo vapor i). Maria II, entrado d nlem dosul, O misionario que bem condeca a ignorancia .le
recebemos jornaas do Rio de Janeiro at-20, e da grande parle de seus ouvinl's qiierenilo gravar-lhe
DIAIUO DI PERWUBtCO.
e ila Haba at 6. Pouco ndianlam elles ao que
nos Irouxe o S. Salcador.
O Sr. ministro da marinhn acabava de noinear
urna commisso para o exama c oreansarao do pes-
ua! c material da armada, ficaudo compustn dos Srs.
cliefes de esquadra Mariald, Carvalho e Marques
Lisboa, chele de divisoj. Jos Ignacio, cnpilaes de
mar e Guerra Bellro c l.uiao, e rapito de fragata
lophael Valle. As eommssoes que existan), deno-
minadas de Derrotas, armamento e exaroe de madei-
ras, foram dissolvidns.
Ko nomeado secretario do general inspector das
forlilicares da provincia de S. Paulo, o lenle de
estado ruaior de segunda classe, Joao Carlos Correa
Lemas, esub-diredor da colonia militar de Obidos o
capitao Francisco Anlonio da Fonseca Galvo.
Esperava-se na corle urna barra ingleza, proce-
dente de Sngapore, com 300 emigrantes chinezes.
A barca ingleza liiconttanl, capilao Tilomas Owen
subida do calho de Lima para Ork, abri asua e
foi mique no da 18 do correulc, em lal. 2 2.V c
louc. 3I38'Oesle. A cuamir.lo, composla de 14
piaras, cmdarcou em dous cscalerescm demanda do
porlo do Rio de Janeiro, l'm desses escaleres, qne
rontiulia o capilao e 8 inarinderos, foi encontrado
na memoria os preceitos da moral edristaa. narrava
miiitos fados ora da historia profana, ora da historia
sagrada, narrava rom lal conviceao cun tal didalica,
Irazia-osUh>a proposita, que ilifficilser nao (icarem
ellos intpteato* na memoria a mais Iraca, ditlicil ser
que csses fados nao sirvan de recordara cada Ba>
tanto o precclos da rvliciao,>ni cojo apoio erarn
elles invocados.
E de laclo qoal ser a pessoa quo leudo ouv-
do a distara de S. I'hiloincna, a narrarao de seus
martirio-', de sua cruel morte dada por Deorliciauo,
nao se recordara do preceiln yjr .linar a Dos so-
bre lodosas rouras ? cs Quem reconjando-se da
historia do menino, que em confissao disse ao padre
que se ehamava diabinho, sua in diabo, seu pai
diaba; nao se recordar 1 dos efTeitos da ma edu-
carn, dos moseiemplosqoedao os pacs, quem nSo
Irara im-pressa na memoria t_j- it a obrigacao que
lem os paes do darcm boa cducaeo aos filhos? j^X
Em cada da de missao mais se augmenlava o nu-
mero dos ouvintcs, cada da mais demomlrac,oes se
dava de devoran, cada da pareca que um novo
triumpbo oblinha o m.-souaiio em prol da moral, e
ila reliciao. E porque nao havia conseguir laes re-
sultados 1 sua exrmplar rnnducla.seus coslumes a ua-
n altura do Cabo Fro pelo brigue Jcune Artltur, leros, suas maneira urbanas seu desinlcrcsse, sua
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
abnegarao. sua ncansaaldade no serviro do prxi-
mo e de Dos, sua sania doulrina acompanhada de
exemplo, Indo concn ii para fazer considerar este
liomem como verdadeim minslro do aliar, digno
apostlo de Jess Cbrisl, digno pregador da palavra
de Dos.
Nao devem ficar em ciquedmenloos servizos pres-
tados pelo clero do lugar, os reverendos vigario, co-
adjutor, padre Joo, padre Alexandre, fizeram quan.
lo em suas forjas coube por ajudarem ao missonario
em lodos os seus trabadlos, dando com seu proced,
ment um exemplo edificante de respeilo e venera-
rao, quase deve tribtalas virtudes, dando com seu
exemplo provas nao equivocas do amor a religiitu de
que sao ministros.
Nao deve Arar em esouccmcnlo o proredmcnlo
das autoridades c cmprigados pblicos do lucar e
pessoas disididas que csiacram-se em Iralnr com to-
da a consderae-3o e respeilo a quem como o misso-
nario merece esle trbulo.
Cabo aqni mencionar o procedimenlo excmplardo
povo de Rio Formoso, digno sem duvida de ser enti-
lado por lodos : a altencao rom que sempre ouvio a
palavra divina, o respeilo e consderacao com que
sempre tratou ao missioiaro, a obediencia quo mos-
Iroo a seus preceilos, a ordem que observou em to-
das as occasies de ajunlameul >. foi tal que tomn
desnecessaria a acrao da autoridade. Sirva o seu
procedimenlo para provar a boa ndole do povo
hrasileiro, que alias he considerado por alguns como
elragem, d* coslumes safaros, de ndole feroz : sir-
va esle procedimenlo para demonslar a necessidade
qne lia da educarao moral e religiosa sirva islo
para demonstrar que pela moral e religiao sem au-
xilio da autoridade publica, sim emprego do forra
Pode urna popularao de de/, mil almas estar reunida
muilos das em um poni dido, em perfeila paz e
ordem : sirva para demonstrir que a moral e a re-
ligiao produzem beneficios, que jamis se alcanra-
vam com o poder da autorade e d forra.
./ laladi.
No prmeiro dia em que pregou o missonario ro-
nheceu que o calor quo soUriam as pessoas que ou-
viara a missao poda produeir doenras, e por isso pe-
dio aos homens que se acdavam prsenles que no da
immcdialo condiizissein pos o palhas de palmeira
para fazercui urna talada ;e a talada foi feila com
rapidez ncalculavcl : no dia immedalo, domneo,
dia que d'anles era gasto aa ociosidade, na naerao.
no gozo dos prazeres, pajas seis horas da maoha
enlraram por todas as avenidas da cidade domea de
ludas as idades c.irregadoe'de paos e paldas e antes
de ineio dia acliava-sepronpla essa barraca, que ser-
vio de ahrico a mais de Ira mil pessoas !
He inexplicavel o desejo que lodos moslraram em
salisfazcr o pedido, ou antes cumprir o mandado do
missonario, he iidizivel o prazer que se divisava
110 semblante daquelles qoe se prestaran a este ser-
vieao, feilu em prol da hunanidade e da religiao.
Nessfl dia leve o missonario a priincira prova da do-
cilidade do povo de Rio Formoso, do seu espirito de
ordem, e do respeilo que sabe tributar as virtudes,
a pratica dellas e a religiao.
A procitsiio de S. Jos.
No dia 21 a larde edegou da cidade do Recita,
onde linda sido encarnada a imagem de S. Jos pa-
drociro da freguezia, e fui esta edegada annunciada
por salvas consislenlcs em tiros e fogueles do ar ali-
rados de todas as barcaras que se acdavam no porlo ;
logo que chegou ao porlo a magem, um grande nu-
mero de devotas foi receba-la e deposila-la em casa
do escrivo Cnimbra, afim de ser condiizida para a
igreja com a niaior solemnidade possivel. O misso-
nario ao concluir o sermo commuuicou ao povo a
noticia de 13o feliz chegada, e disse que no dia se-
grale seria ella conduzida para a igreja pelos ho-
mens que se acdassem prsenles, deven lo as inullie-
res conservarem-se no lagar onde ouvlam as ms-
scs para recederem a magem : com efleilo no
dia vinle e dous pelas cinco doras da larde
ludo se ichava no adro da igreja prestes a cumprir o
programma da procissao qualido o missonario para
lomar mais solemne esle aclo convidou aos dous di-
rectores das msicas que viviam inimisados, a que
esquecessem as oltensas qae lindan ou suppunham
ler recebido, e pedio-lhes que se abracassem como
prenles e amigos que eran d'antes, e sendo islo sa-
tisfeito, dirgio-se o missiouaro aos membrosdas
msicas e pedio que imilas-em aos directores, o que
'oi satisfeito de modo que sensibilisou a todos os cir.
cumstanles, atienta a grande inimisade que havia e
a docilidade com que se portavam esses mozos nessa
occasiao.
Ao signal dos sinos sahiram da matriz as irmanda-
des de Nossa Senhora do Rosario e do Sanlissimo
Sacramento, os clrigos, as autoridades do lugar, as
duas bandas de msicas acnmpauhadas por um gran-
de nunrero de liomeus (dous mil ou mais) que se a-
edavam no lugar < recelada a imagem pela irman-
uade do Sacramenta, voltou a procissao na mesma
ordem: durante o trajelo as msicas tocavnni pecas
escoldidas, os sinos davam os emboras da chegada,
garandlas de fogueles eram dirigidas ao ar, como
para levarem aonde o liomem nao pode cliegar, a no-
ticia de que a magem do padroero se achava de no-
vo em sua igreja.
Que magnifico quadro para ser contemplado por
um verdadeiro philosopho e chrislao Quantas con-
sideraees sublimes seriam por elles felas sobre o
immenso poder da religiao a torca, inrommensuravel
da f! Urna magem de madeira, por ser o undulo
do esposo da Sanlissima Virgen) de tratada com a
maior corlezia e respeilo, be venerada como o que
da de mais sagrado, induz o liomem, o mais perfei-
to dos seres, a inseusivelmenle proslar-se, levar os
jocldos a Ierra, a esquecer sua grandeza, seu orgu-
llio ; confunde as elasses e coiidires, faz sentir que
permito Dos, e seus escolddos lodos sao iguaes, nao
ha rico nem podre, nobre nem pichen, livre nem es-
cravo.
./ noile de Natal.
No da _'i ao terminar a pregaran annuncioii o
missionnro, que havia celebrar a missa a meia uoi-
le 110 altar erigido junio a igreja, no mesmo logar do
pulpito, visto nao comportar a isreja todo o .eu que-
rido poco, o pedio aos habitantes da cidade que I-
luminassem suas casas, o que foi satisfeito com a me-
lhor uinlnde e promplidao, sendo que algumas pes-
soas foram e oulras uiandaram eonduzir tanda para
fazerem (res enormes fogueiras.
A ran la lo das fogueiras que fizeram desapparc-
ccr a esconda le da noile que bem supprio a luz do
sol, as linces .postas as janellas das casas, figurando
estrellas no espaco, i> jiovo de lodos os ngulos da
cidade e de seus arredores que converga para o mes-
rho centro, o altar.as duas bandas de msica que per-
corriara as ras da cidade, os sinos que annunciavam
a dora da missa, a idea do natalicio do Redemplor,
ludo dava um novo, magnifico e pattico aspeclo
cidade, ludo razia" representar um quadro nunca vis-
to no Rio Formoso. E quem produzio essa maravi-
llia'.' A palacra de Dos.
Na occasiao em que o reverendo fre Srbasliilo ce-
lebrava a missa, as muicas locavam alternativamen-
te, c no aclo da consagraeo o sexo frgil enloava o
hvmnoilo Senhor, cm msica simples e montona,
porem queconlinhaniu nao sei quede anglico, que
enlevava.
Considera! seis mil pessoas cm um adro, todas
movidas pelo mesmo senlirncnto, o da religiao, to-
dos animados do mesmo desejo, a gloria de -os, lo-1
dos observando a mesma ordem, todos, ora em pro-
fundo silencio, ora cantando o liuiiuo do Seafcor, e
fareis urna idea aproximada ,1a noile deNai,.- no Rio
Formoso. Era o paraizo lerreste, de cojas delicias
gosavam toaa aquellos qoe tem cornean nHo impo,
nao ralaofHajrcmorsns 011 traspassado de pungente
dor que sempre se augmenta rio contraste ao prazer.
a ulUma-^nissao.
1'releiidcr descrever rom vivas cores os fados que
se passaram, as eniocnes que se sentiram uodia 31
de dezeiiibro, he pretender 11111 imposslvel. Era o
ultimo dia do anuo, era o iilino diada missao, era
o ultimo dia cm que linda de ser ouvida a palavra
de.Dc.os enunciada pelo inissionario. era odiada
l,encao, era o dia das graras, era o da da despedida
do missiunario. ,
De manhaa foi entilada a missa conventual pelos
clrigos ila freguezia, una orcdeslara romposta dos
msicos das du;is sociedades loruou mais magesloso
esle aclo, que fui assistido pelo maior numero de
pessoas que omporlava a igreja.
E o inissionario? O missonario eslava Irabaldan-
do ua obra (la paz; e de feilo rouseguio reunir
larde em sua humilde rasa dous proprielarios que lia
muita viviam uimsados, e cujo choque de interesaos
e odios taziam receiar tristes consequencias, e quan-
do os vio dehaixo do mesmo ledo prosloa-c aos ps
daquelle que se julgava oflendido pedindo pentao
por parte do (ue se diza offeosor, enlo puzeram-
^
se os dous de joelhos aos ps do padre pedindo que
se erguesse, agradecern) lauta bondade, e fizeram
protesta do esquecer o passado. Nesse inlerira ura
dos mencionados proprielarios vendo ubi o reveren-
do vigario rom quem eslava inimisado, dirigise
espontneamente a elle, apcrlou-llie a m3n em sig-
nal de respeilo c araisa le. E o inissionario? O mis-
sonario exttico, absorto, enlevado de prazer, con-
teinplava o poder inmenso da palavra de Dos, e pa-
reca estar dizendo la comsigo esl concluida ini-
nha missao. E cora elTeilo eslava concluida sua
mi.-o, porque elle nao poda fazer mais do que o
que fez, nao podia obler mais triumpdos para a re-
ligiao. Ao vc-Io nessa elevacao d'alma, nesse trans-
porte de prazer, dir-se-hia que elle eslava inspirado
por um poder sobre humano. He o prazer de fa-
zer bem que elcca o homem a dicindade.
Impressionado por lao alegres emozos tobe n
pregador radiante ao pulpito, o narrando os elleilos
prodigiosos da palavra do Dos menciona o gran-
de numero de eooQatOef, os casamentas de mudos
concubinadus. o louvavel procediraenlo de oulros,
as conciliaces, a devoeao do povo, sua dedicarao,
constancia c penitencia, c runclue dizendo que ludo
islo demon-lrava que u povo eslava em paz rom Dos
paz com o prximo, paz comsigo mesmo, e'por sso
o abencoava cm nomo de Dos. Antas porm de lici-
tar a denrao disse qne era natural que entre o seu
queiidopovo houvesscm alguns que se julgassem por
elle ollcndidos; por daver combatido sen orgulho,
sua avareza, seus mos haditos, seos prazeres, seus
vicios, seus peccados e seus crimes, e se bem que
Indo islo fez por amor de Dos e do mesmo povo.
com ludo pedia perdau a quem quer que se julgasse
nlTendi lo. e pedio ao vigario, e esperava delta como
paslor que era .que Ide perdoasse as offensas taitas a
suas oveldas ; c logo proslou-se aos ps do vigario
com toda humildaile e conlriccao, proslou-se de um
modo lao patelirn que a priineir.i resposta que leve
iln vigario e do povo, foram lagrimas c pranto. Pa-
reca que urna faisea elctrica sahindo da bocea do
inissionarin, tinda locado lodos os eorares. l-'.ra a
sensiilidadc elccada ao seu zenilhe que e ilesfa-
zia em pranto c lagrimas. O vigario banhado cm
lagrimas levanta o missonario dizendo, que suaa
oveldas n.lo tinliam olfensas a perdoar, seno benefi-
cios a agradecer; e o povo em pranpta pareca con-
firmar esle juzo.
Estas lagrimas que redenlaram ao mesmo lempo,
esle pranto que niiguem pdc contar seria de pra-
zer ou de dor? S Dos o sabe. O certa lio que lu-
do slo era o preludio de urna nova secna que s po-
de apreciar quera a vio.
Laucada a abencao disse n u.issiouario que se ia
expor o Sacramento, e pedio que acendesse cada
um sua vela, c logo foram de improviso acezas nove
a dez mil velas'. Um Te-Deum tai cantadu pelo
missonario e mais clrigos, e ai empandado pela
msica. g.
Nove a dez mil pessoas prestadas em adorazo,
nove a dez mil velas acezas junio ao tabernculo of-
fureciam un espectculo que mais pareria liczao do
']ie realidad.
He um desles actos de que, quem nao vio, 1180 po-
de tazer urna idea aproximada, quem nao vio, n3o
pode avaliar as emozocs, que sentem aquelles que
o (estemiindam.
Sentimos, nao ler ila pliiloaopdia os dados preciosos
para bem apreciaros fados e seus effeilos, e nao co-
nhecer da etoquencia o que ella lem de mais patti-
co para descrevermos cora os adornos d'arle os Iriura-
pdos da religiao; porm re-la-nos a consolarlo de
termos felo quanl cade em nossas forzas para que
sejam pudlicados fados que nao devem licar no cs-
queci metilo.
O cemiterio.
Convencido o Dr. Anlonio Teixeira Borda da ne-
cessidade de um cemilerio fra da cidade, ha muilo
que cuidava em rcalysar essa idea : communicou-a
irmandade do Sacramenta, de que he digno mem-
bro, c leve o prazer de v-la acolhida pela mencio-
nada irmandade, sendo elle encarregado com dous
oulros irinus de prescular o projecto, osamenta,
escolherem o local, e leudo dado alguns passos nes-
se sentido, ruega o missonario a quem logo com-
municam o projecto, fazendo senlir necessidade
do sua coadjuvarao. Satisfeito o missonario, por se
Ihe proporcionar occasiao de ser mil aos hahilanles
do Rio-Formuso, foi logo casa de um proprielario
(cujo nome deve ficar cm esqueciineulo) pedir que
fizesse seisAu a bem do publico do terreno indica-
do pela commisso como o mais apropriado ; feliz-
mente nao leve o desprazer de encontrar essa lio-
mem, que, sendo incapaz de urna areno generosa,
evilou encoulrar-se com o missionario : rulan a
commisso indicou oulro da propriedade do (najor
Francisco da Rocha Wanderley (por anlonomazia o
Cadele). c esle em resposta a urna caria do missio-
nario, disse que cedia lodo o terreno necessario pa-
ra o cemilerio, e dava a faculdade de escoider o
local.
Nesse mesmo dia 22 o missionario, concluindo o
sermao, taz senlir ao povo a necessidade que havia
de se edificar um cemilerio: fez ver cm pnmeiro
lugar, que, segundo a nossa religiao, para serem
enlerpidos os dcfunlos era proprio qualquer lugar
denlo ; depois disse que se devia distinguir o jazigo
dos morios da casa de oracao ; que esla nao devia
ser o foco de exhalares ptridas contrarias saudc
publica ; quo todo o bom chrislao devia concoirer
para que a casa de oracao nao fosse o germen de
doenras : em seguida pedio a lodos os seus ouvinles
qu, quando fossem para a missa de madrugada, e
quando aa sermao tardo, levassem urna pedra pa-
ra o cemilerio ; e disse que nao devia pessoa alga-
ma envergonbar-se de fazer servizos que iiao oflen-
dein a mural, os bons coslumes, nem a tai: pedio
aos homens, que lcvas-em ps e euxadas para Iraba-
Iharein duas doras de maudaa, devendo oceupar-se
no resta do dia em seus negocia* domsticos : fez
ver que cada um devia concorrer com um contin-
genta para esla obra pia, para o que o rico dava o
terreno, e aqui fez elle o panccvrico do major Ro-
cha Wanderley, mostrando quanto eram uleis s
acroes generosas, desinleressadas, pratiendas em do-
nen 11 do prximo : pedio ao povo que nunca es-
quecesse esta beneficio, que fosso grato a urna ac-
ZAo lo meritoria, que abencoasse esle anriao, cu-
jas virtudes sao por lodos recondecidas : depois con-
linuou dizendo, que oulro dara dindeiro, oulro o
lijlo, oulro a cal, oulro cedera os servizos de seus
escravos, e que os podres, que nada tinliam a dar-
preslassem os seus servizos ; que elle missionario
era pobre, que na la linda a dar, e por isso iria
lamdeiu carregar pe Ira-. Quanlos principios de
moral encerra esta pequea lzSo !
No dia 21 rada urna das pessoas, que foi missa,
levou una podra ao lugar do cemiterio, e muilos
doinens. alera disto, levaram ps c envidas : s i;
horas da masilla mais de 200 homens com pas e
euxadas derau principio cava dos atirreos. que
abrangem 300 palmos de frenl e 200 de fundo :
logo que so den principio ,1 esle (rabaldo, parlio o
missionario com um grande numero de liomens de
todas as idadrs rara o lugar onde daviam pe Iras, e
ah cbeg.indo foi o primeiro a lomar urna pepra so-
bre a cabeza, dizendo que Dos, que eslava obser-
vando este Irabaldn, nao podia deixar de encher de
grac.isa filhos, quo liabalhavam com lana devocao
por amor do prximo o gloria do mesmo Dos. To-
ldos ~os que acompauliaram o missionario continua-
ran nesle Iradaldo por esparo de duas horas nesse
dia, e em rada um dos dias subseqoenles, sendo
que as mulhercs tomando oulra direernu iam ao rio
buscar areia.
Qual seria o homem de corarlo bem formado,
que nao ienUsaejjgradaveis emcrO-'s vista deste
quadro f Qual seria o alheo, que nao acredilasse
na existencia de Dos ao ver homens de-todas as
elasses e eindires, de lodos os credos polticos, ini-
migos irreconciliaves. unidos e como um s corpo,
traballian lo para n;uesmo fin o bem do prximo,
obedecendo o mesmo nfimo, a palavra de Dos ?
Oseivro do carregar pedras e areia continiioo
em lodos os deinais das de manhaa, e quando bou-
ve a-porr,lo necessaria, deu-se no dia 2ti principio
a fiiintar.lo doa alicorees, sendo que nc-ta occasiao
odos os pedreiros resllenles no lugar, assim como
alguns jornalefroa, ollereceram-se para trabaldar
gratuitamente um, drms e mais dias, conforme ca-
da um pode. He este um servieo digno de especial
rooslo, allendendo a que esses liomens vivera pela
maior parle ita seus salarios, e candan em um da
o que lem de comer no inmediata.
No dia JT urliavam-se como por milagro os al-
cerres a o re do cluln ; ps alicorees conten mil pal-
mus de exlenso, qualro de largura, cinco e em al-
guns lugares ojio e dez de profundidade. Era en-
18o necessario lijlo, o lijlo foi ronduzdo apelas
mulderes de todas as elasses, condz6es e idades as
manbaas de 28 e 29 ; matronas dislinclas por seus
baVeres, respeitaveis por suas virtudes, nao lverSo
o menor pejo de liombrear-'se com desvalidas, co-
bcrlas do andrajos, com a geule da mais baixa clas-
se, com suas criadas, e al mesmo com suas esera.
vas, nSo liveram a menor repugnancia de fazer em
publico o mesmo servido, que aquellas faziam : se-
nhora* honestas, inora, donzellas, cujo pudor' se
ovilla vista da mullier impdica, nao duvi laram
bombrear-se com aquellas do seu sexo, cuja con-
duela moral as envergnnha, carias de que nessa so-
lemne occasiao as ntanres daquellas eram iguaes
s suas, os desejos eram os mesmos, os de servir a
Deose ao prximo.
Que magnfico quadro! Figura 3,3000 pessoas des-
ta sexo (lanos eram os lijlos,que eslavam no porta
no da 29) todas rom as caberas roberas de lencos
hrancos, svmbolo da paz e da pureza, todas carre-
gando lijlos, todas com os semblantes alegres ; figu-
ra um s corpo com 3,300 rostas femenis : figura
as ondas, nao do mar encapotada* pelo furarao, mas
sim movida* pelcilimido/efiro, nao populares enfu-
recidos por frenticas paxoes, mas ondas agitadas
pelo sopro da religiao, composlas da porfa mais de-
dil da especia humana, composlas pela maior parle
de gente honesta, de jovens cuja castidade e pureza
se csmallavam en seus semblantes, o taris um in-
completo esbozo do quadro visto no Rio Formoso
na manhaa do da 28, e sobreludo no dia 29 de
dozembro.
No dia prmeiro do rorrenle moz e anno loda
agenta que assslio a ultima missao, islo he 9 a 10
mil pessoas, e que dormin na cidade em suas casas,
as casas dos amigos, c conheci tas, sob a talada, ou
uas calzadas, loda essa genle, dizemos, com bandei-
ras brancas cm pundo assslio a missa, c depois della
acompanhou em procissao a imagem da Sanlissima
Virgem ao lugar do cemilerio. Eram (i horas da
manhaa quando lerminoii a missa, ea essa hora sa-
bio a procissao, procissao de dez mil pessoas com o
emblema da paz: o sol brilhava no orisonle com lo-
do o seu esplendor, e pareca querer nes*e dia os-
tentar noco taitas as suas galaafo co eslava despo-
voado do nuvens, e relletia 110 povo sua pureza, o
povo despedido do manchas marchacn rumo em
Iriumpho para preparar sua sepultara: Era rom
elleloum Iriiinipbo desla verdade 157* o homem he
p, e em p se ha de tornar _3; era o Iriumplio da
razio sobre o prejuizo daqoelles qne enieniliam que
o defunln su se devia enterrar na igreja : era o
Iriumpho da religiao, quem cnsina o liomem a invo-
rar o auxilio do creador na vida e 11a morte.
Logo que edegou a procissao ao lugar do cemiterio
foi bemzida a pedra, cm que eslava escripia a dala,
era da inaiigurarao o nome do Curazao de Maria, o
nome do missionario apostlico dopos foi cantado
pelos padres n ladainda de lodos os santas, afeitas
as demais ceremonias, que se coslumam fazer uo
benziinenlo, foi o aclo da iuagtwaejb assignado pe-
lo missionario, vigario, padres, autoridades, e mui-
los cidadaos, que se acdavam presentas: afinal o
missionario disse, que visto ser chrisUe o povo do
Rio F'ormoso devia dar vivas ao dieta da igreja ca-
tlica apostlica, e vivas foram dadas ao sanlissimo
papa : assim lamdem pedio que vivas fossem dados
ao chefe da igreja Pernanibiicana, e vivas foram da-
dos ao Exm. Sr. hispo: disse finalmente- que visto
ser o primeiro dever de um povo respeitar ao chefe
do estado, devia dar vivas ao seu monarcha, e vivas
foram dados ao imperador. Loso que terminaran
estas vivas o povo eutendendo dever dar urna de-
nioiislrar.ii publica de gratidao den vivas ao-missio-
nario, o qual a custo pode fazer calar^ e apezar de
sua modestia nao po le oecultar o prazer que Ihe
causavam lautas demonslraeoes de respeilo. Islo
taita voltou o p"vo para a igreja matriz, onde devia
depositara imagem, e ata essa ultima hora conser-'
vou-se na melhor ordem que be possivel. Doos per-
milla que elle se convenra das vartlagens da paz,
/da moral, e da religiao.
BIOGRAPHIA DE PEDRO DE AI.BUQUER-
QL'E.
I a outra gloria, e fama
I |i'i\ 011, e eterno 'eapaoto
Ao 10.1111 Jo era fu mem arlar
Ferr. I 2. od 3.
lie Pedro de Albuquerque, Pernambucao Ilus-
tre por sua do lica.oa 1 dofeza da palria opprimida.
por sua inslita bravura militar e por atBauvcrno
de um dos mais extensos territorios do Brasil, em
pocas desastrosas e dillireis. que ora nos vai oc-
cupar. Seus pas Pedro de Albuquerque, esna mu-
Ihcr 1). Calharina Camello eram tambem naturaes
de Pernambueo. A grande distancia dos lempos,
apagando e coosumindo memorias, e Iradieres a
respeilo de Pedro de Albuquerque lilho, de qoem
projectamos a hiographia, veda-uos boje saber a ta'
calidade particular da provincia c o dia em que elle
veio ao inundo, a educarao que recebeu e aonde, e
a eslra de -na vida publica. Em 1633 j nao exis-
ta seu pai, e sua inai I). Calharina Camello foi urna
das matronas, qoe se incluirn naquella irisi i-sima
esaudosa Iransmigraeao dos naturaes e moradores
de Pernambueo, que, perdido o Cabo de S. Agosli-
ulio, o forte de Nazarelli e a barra do Pontal, depois
de cinco aunos de heroicos esforros e crueis Iraba-
Ihos, era continuas pelejas, passaram s Alagoas, de-
puis muilos a Babia, alguns 10 Rio de Janeiro c a ou-
lras parles, em numero de quasi olo mil pessoas.
O general Brilo Freir na Guerra BraHlica d,i esse
numero alen de oulras pequeas partidas, e diz,
que as hostilidades da gnerra fizeram primeiro cres-
cer a Parahiba, porque diminuta Pernambueo, e
que depois cora a perda de Pernambueo c Parahiba,
se augmentan a lidna. o Rio de Janeiro ; mas na
patente regia do capilo Manoefile Azevedo Correa,
datada de 10 de abril de Kili lo-se, que esle capilao
ajudara a dar comboy a mais de qualro mil morado-
res liis, e cinco mil indios, que se passaram parle
dosul pur se iroin-os llultandezei assonhoroaiido da
carapaoha.
Quaudo os llollandezes em 1630 invadiram a pro-
vincia de Pcriiamdiico, ja Pedro de Albuquerque
servia nella como militar lia qualro anuos ; e
depois da occup.1r.10 1I0, llnllan le/os, militan ainda
por espen de tres anuos uo posta de capilao ; mas
de, linios os seus feilose servizos ua espantosa guer-
ra da expulso daquelles poderosos invasores e aba-
lisa los guerreiros, a historia s nos Iransmillio' a se-
guinto lr.inda. (odavia bastante para grangear ao
seu uome segura immorlalidade.
Corra a anuo de 1632 ; c leudo a provincia ja sof-
frido dos llollandezes muita* depredarnos, iriorles,
incendios e escandalosa religiaocatliolica,(*)iiavinm
(*) Quanto erravam os llollandezes ullrrjando, e
escarnecendo a religiao do pniz, em cuja conquista
se empenhavan! Mas os nussos chafes nao so cs-
queciam de tambera con o movel religioso tonifica-
ren, e compelirem os nimos debellazao dos in-
asores. A nomear.ta que p-ssaiuos a lrauscreva)|;
i.nlre oulras, e diversas prali-as, e providencias
provam. E era tao profundo nellcs o senilmente
religioso, que depois da restauradlo Francisco JJar-
reloedilirou sobre os montas tjuararapes a igreja ile
Nossa Senhora dos Prazeres, c a dolou 1 Joan Fer-
nandos Vieira a igreja de Sanls Tliercza em Olin la ;
Audrc Vidal do >rcrriros a igreja, capella, c frecue-
zia de Itamd, que dotou gr.uideineutr, e'llcnrique
Dias a igreja de Nossa Scntiora da Estanta. O no-
me de Estancia Ide vem de ler islo nesse local .1 es-
tancia (como aniso se .ehamava ou posto, cm que
rom a sua cenle estanriava, 011 alojava-se Henriijue
Dias, o mais aproximado de lodos ao iuimlgo. A
icreja por elle edificada, pasta que na 1 pequea, era
de taipa, e arruinando-se,1-a sen soeceasor, no elim-
inando do Tcrzo Domingos Rodricoes Carneiro, e
mais ofllciaes, o soldados a sua cusa, c cum esino-
las, e auxilio da fa/oiula real deram principio a igre-
ja que boje existe,eos aeua successores.o devotos con-
cluiram. Eis a uoinearo a que cima nos icfcrimo*.
Joo Fernandcs liara, capilao-mur, e governa-
dnr desla cuerra di liberdade ditina, que nesla ea-
pilanfn de Pernambueo se levantan pelos aggravoa,
e iiisulencias queusdo supremn coiisell' governado-
res no Recita taziam aos moradores dealas capilauias.
Por quanto eonvm ab serviru da S. .Magi-siade, e
ao bom reclinenlo. eiiliuiiislracao desla guerra elo-
ger, e iiouioar capilca para as roinpanhias, que para
bem e liberdade dicina mandei levantar, e ser ne-
ceaaarin prove-lus en pe-si,ts de valor, pratica, e ex-
pendida na di-ri;.lina militar, ionio S. Mmeslade
uiaiiil,! era raasreaes ordena; considerando qoe estas,
e nutras mudas boas parles cimcorrcm na pessoa de
lenlo de Macedn de Faria, e o bem que ha servido
a S. Mageslade iiascuerr is nilepassad as insta esta-
do do Brasil, e particularmente ne-ta arrhunar.lo da
foi una das princi-
os mesmo* llollandezes ltimamente 00 porlo do Rio
Formoso lomado cinco embarcarles porluguezas, que
continham ainda muita parle da carga com que vie-
ran. Reflelindo os nossas, qoe a sorle daquellas
cinco erabarc.iccs inlimidaria mais a quantas de-
mandassem a costa de Pernambueo, intestada de
conlinnos piratas, se desles escapando, nao arhassem
porto seguro, fizeram naquelle da Rio Formoso am
fortim, que. guarnecern! com duas pezas e vinle
lio nens da ierra, sob o commando do capilao Pedro
de Albuquerque. A necessidade desta forlificaco
para abrigo dos navegantes e segurancados morado-
res,exiglnd.) que mais ampia e formidavel fus limilazao dos nossoa mcios apenas a pdde elevar a
aquelle estado mais de atalaja qoe de defeza. Com
oilo embarcarse--, quinze lanchas e seis ceios ho-
mens lomaren os llollandezes 10 porlo, e divididos
em don* esquadroes, de Irezenlos homens cada om
acallaran) o furiim.
Aqui resurjan todos 05 anligos
A ver o nobre ardor que aqui se aprende :
Outro Sceva vern, que espedazado
Nao sabe ser rendido, nem domado.
Loa. 10.31.)
Pedro de Albuquerque vendo impossivel o soc-
corro, e sen remedio a desgraca, rcsolven resistir
era quanto lite durasse a vida. Qualro vezes asal-
taraiu os llollandezes, e qualro foram rechazados ;
al que lendo ja perdido oitenta homens, poderam
emlim ganbar o forlim. E quo acharan ? Dezeno-
ve dos hroes cidadaos soldados morios sobre a Ierra
oque fallava dos v'inte salvar-se a nado com trea
feridas, e eslendido ao lado daquelles, o capilao Pe-
dro de Albuquerque mais agonisante do que vivo,
passado pelos peilos de um mosquetazo.
Os llollandezes referiam maravilhados, e elogia-
vam lamanho estarzo a devolacao ;e general Brilo
Freir accrescenla {na Guerra Brazilica, que a fal-
ta de noticias sepultan no esquecimento oulras ae-
Zoes iguaes. Sim, toda essa prolongada, guerra foi
com cffeito da parle dos nossos avs um' serie nao
interrumpida da mais admiravol constancia da valor
mais heroico, e de sacrificios de todo o conero. Ve-
jam-se lodos os seus historiadores. Nfto sei en
quando a fideli lade portucueza se vio mais aparada -
diz frei Rapliael de Jezus no Cutriolo Lusitano)-
nem quando a paciencia militar mais solTrida ; nun-
ca o valor dos liomens sodresadio mais esclarecido
que nesta occasiao. T'udo quanto a anligoidade nes-
la materia nos deixou cscriplu para assombro che-
gar quando mai, a ser sombra do quescrevemos-
Que vassallos liouve no mundo que em razo de vas-
salios se possain comparar cornos moradores de Per-
nambueo, no maior do-favor dos principes, aa mais
dilatada porfa das tribulaciie-, perdessem fazendas,
deseslimassem patrias, e olTerecesscm vidas por nao
faltarem a (idclidade de seu monarcha ; avahando
por menas sensivel a perpeluidade do perigo, e a
conlinuarao da peda, que a observancia da leal-
dade ? A que geele nao allernu o animo; nem a
falla do soccorro, nem o desprezo do servizo, nem a
desesperarlo do premio para abrirem leu peilo a
menor brecha, por onde podesso entrar o mnimo
pensamenlo de infidelidaJe ? Que cnracSes aclia a
experiencia sempre firmes no servizo de soa patria,
quando por opaco de vintee qualro annos, urnas
vezes sujeilos a 1\ranina, oulra* a necessidade, cons-
tantes nos infortunios, vigorosos aos Irabalhos, in-
caoraveis na tolerancia, desprezados, faminlo, e
despidos ; rogados da abundancia e da coramodida-
de, sem que por imacinaciio claudicassem na firme-
za de leaes, mais promplos em dar vida, que em
resolver a Irairao t Resolutos em lomar as armas
a beneficio de sua liberdade, sem imperio que os
obrigasse : sem esperanea que os perauadisse ; raeu
premio que os atlrahisse, conlinuaram ame muilos
anuos, de noile, e de dia com as armas as costas sam
recusarem as marchas sem fugirem as expedizes,
sem lemerein os perigos ; vencendo as opposizoes
do lempo, e da fortuna ; as ditas commedidas ()
as desgracaa animados as ordens obc lientas nos
iradaflio* alegres nos castiga* reportados,' na disci-
plina odservantas, as occasi"* valenlcs ; nunca
vencidos do medo, sempre vencedores do perigo; no,
enconlros mais arriscados, sera terem conta como
numero, a tinliam s com a honra, avahando o po-
der uiimico por contrario, mas nao por desgnalo
olhavam o excesio para o vencer, nnnea para o re-
ceiar. Que valor foi semclhante a se valor? Jul-
gava sua ousadia, que nem as balas dos tniraigt* fe-
riara, nem suas espadas corlavam ; tao senhores do
proprio perigo o do poder alheio que nnnea a des-
grar 1 os aChou sem animo, nem o infortunio sem
ordem. Emlim, que em (odas as'idadesi 0a todas as
nares do mundo podem servir os Pernampucanos
de exemplo na fidcldade, no valor, na constancia,
na disciplina, u no soffrimenluque nao importa que
os anligos fossem primeiros no tempo como fiquem
excedido* da vantagem, pois he certo que nao adian-
la a idade, se nao o meredmento Oh que he rani
grata, c nao tarta jamaisa coulcinplaeao de quadres
lao sublimes e seductores A nossa alma se eleva o
sangue sei nfiamma, c lodo nos estremece.o corpo de
admiraeao c de alegra 1 Dos nao permitta, que oa
netas eslragiiein.eenviler.ini lao opulenta drmica de.
valor, c gloria em continuas," c sanguinosas dissen-
res civis, o matar mal, e ruina das nares, por
mesqiiiuhos inlcresses passageiros !
Em castigar os virios indumanos
Vos glaria de peilo forlo, e asista;
E nao queiraes louvores arrogantes
De serdes contra os vossos mui possanles.
Camcs. 7. 13.
Vnltamns a Pedro de Albuquerque. Enlrevemoa
que podern eslranhar ao uosso hroe o extremo en-
Ihusiasmo, ou fanatismo patriolico, com quo na a-
normede.iguabladede forza, em vez derender-se,
(italiindo o 1 ni migo da ildn ae llamarac.i com
quaulidaJe de ludios peta arrabaldes da dita villa,
Ide sadic elle dito capilao ao encoulrn, havendo j o
dito iiiimigii feito algum damno de morles no* mo-
radores, e o fez retirar com alguina perda, c foi can-
sa de que o damno nao fosse igual ao desando que o
ininigo levava; c na de quando em (i do dita mez e
anuo sahindo o ininigo en suas lauchas de noile a
botar gente' junta principal estancia, que tamos,
c em fente ilas suss forz. amanillando por Ierra
rom tanrao ita a investir, Ihe sabio a maior parla da
g.'iile lelta a impedir-lde o passo, com o que o ini-
mi&o se retirou, e embarenu cum (oda pressa, enesta
occasiaosenchon o dito capilao, e fez tem nella sua
obrigirao; e em lodas ae mais quo se ollereceram pro-
reden sempre como muito valenta. honrado solda-
do, eumocunsta de suas cerli loes : confiando eu que
mi ifante continuar;) o servizo de S. lUags'stade com
icual satisfacjlo : Hei por bem de o jeleger. e no-
mear, como pela presente clejo, e muera por ca-
pilo da una campanilla de infantana, para que co-
mo tal o seja, use, e exerrile, segoado, e da mesnia
forma, e maneira que o silo, ns:m, e exercitam os
mais i-apilaos de infanlnria, com loda* as honras,
razas, merrs, isem;es e liberdade* qoe Ida locara,
podem. e devem tocur em razan du dito carava ; e or-
deno ao sargo.-i.'o maior, e acs capilJes, olnaes^e
soldados desta exerrilo o /vajam, lendain, etiqaeinre>-^
respeilem |Mir lal capilao ; e aos da -ua tupanlila
Ide obederm, auarilem, e cumpram na* ordens
por escriplo, ou de palavra como rodillas propria.; c
a o sarg nlo-uioi Antonia Dus Caldoso Ihe d a pos-
se; e o pruvedar da fazenda de S. Magestade, que o
fur nesta capitana, lome rn/ao dapress-nle, e Ihe as-
senlc nos livro* .lella os quaronla -escudos de sold
cada mez, que|de tocan, c da de gozar lodo o lempo
que servir rom 11 dita coinpanhia.aisim o da mesma
forma, que se usar com os mais eabitlc* de infaiiltt-
ria itasla cuerra; para ni)o>Hf->ilu lie mandei passar
a presenta lirinada de meu signal, t sellada com o
sello de inhibas armas, c rctareedadado inra rsni-
plo meu secretario, liada nesla r,inx|ianba de Por-
namdnro. aos !) dias do moz de agosta de IHJ.
Joao Fernandcs I eir.Por mandado de V. S.
Diago da Silra. <
; E anda generosos ; vede-o : Francisco
Barreta, mesire de campo general do oslado do Bra-
sil, e governador das capilaiis de Pernambueo, etc.
Faro saber aos que esta nr#fl*ao virera, que por
quanl o general das .arma'dus llidlaudezea Segis-
mundo Vansriipp, c ua mallicr Marg.irida^erlipp,
v\ Josepl I-ranrez, va*salosdos senhores oslado* ge-
nes me repro-entavam cala qual por sua poticao ,
romo tinliam bous movis aarj vender aosmiiradoaas
porliiguezcs, vistu t'er-lhescu coaeodid as capitu-
larnos permisso para os fO lercra veuder. c aUrnar,
ou m.-i 1: r.ir: e porque e pagamento dos dilai bens
moveia, que vcniliain, IheiolTereriam os m*raiiores
porluguczcs pau brasil, e nao pudiam acolar sem
conseiiiinento meu, me peJ)am ternca pira reerher
o dito pan nos laes paa>ti">lo, e dem as-im para o
poder embarcar livre de lireilns; porquanlo linliam
milicia de que eu obric->' aos carreaadores, que
pauassem direilos dos- gneros re assucar, tabaco, a
pan brasil : Tendo eu re-pelo a conces-slo quo
liberdade dtrinu, que iovoquc,
paes pessoas quena villa do Iguarassii,Horneada San- ,
los Cosme, e Damin, fronleira ila illia de llamara- | Hits liz nos accordos. e a corlezii que se deve n pes-
ca, onde assisle o mmico Ulaudez, so offereceu, e soa do general Secismundu. e a na irralher, e a ou-
apresenlou au capiao-mor que por eiicommandado
all guvernava Antonio Cavalranli com urna compa-
nhia de mancebos, que naquelle districlo havia le-
vantado, cora a qual foi pela ordem que se Ihe deu
assislir na estancia que chamara dos Marcos por ser
de muila roiisideraee, onde o inimigo podia sabir
com muilo pouco risco, nao estando lamdem forue-
cida, em a qual assslio o lempo de doo* mezes ;
adiando-se as occasies de peleja que com o inimi-
go se olrereceram, como foi em 18 de novembro de
Iros particulares que mo obrgaii a fazer o mesmo
favor a Josph Fraiiccz, de que leuhu dadoconlaa
S. Mace-lade ,l)cos oauanle): Mc por bom de coai-
cder s sobredilas pessoas, cora pela prsenle ron-
cedo, lironra para poderem embarcar todos Ires l
a quaulia de qualro mil quinta de pan brasil livre
de direitos. Recita de Pornarnbiioo cm T de feve-
rc.ro do 16>i. O capilao Manuel (ionzalves Corr-a,
secretario do exercito de Pernambueo a fiz escrever.
Frana'.'co Brrelo.
MUTILADO


DIARIO DE PERMMBUCO. SEGUNDA FEIRA 29 CE JANtlRO DE 1855.
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para o que ili/. algueio que fdra intimad, prefcrio
saxiilicar-sa, e a lanos intilmente; quanilu salvas
a vidas, p'oderiam tantos bravos contiuuar em pro-
vuitosos servicos n sacro-saola defeza da patria. Mas
de primeiro ojo se esqueja, qoe sem lal, 01. qual
fanatismo nunca veremos no hometn nenhunva ac-
r.'io srande; e depois, que importancia poderia ter a
dobilidule numrica de vinle para forjar a soherba
do seiscentos a capitular, e ceder-lhes a plena liber-
d,id de os continuar n combaler obstinadamente ?
Quem sabe no conflicto, e perigo todas as circums-
tancias, qoe acenderam aquellas almas, de coslu-
mes simples e severo), fortes de f e incorrcpli-
veis, na bravura de Uo espantosa resoluco ? Taes
devolaidcs na guerra firmara, a exallam a determi-
na $40 e coragem dos guerreiros supcrviveules, e tal-
vei apavoram, e esmorecem o inimigo. Assim Mu-
do,queimaodo a raSo no biaiciro.a vista araeacailo-
ra e lixa sobre Porseua, sem nenhuma moslra de
dor, para o convencer da fortaleza dos Romanos, o
obriga a levantar o cerco de Roma. Terrivel, e do-
lorota coudic^lo da especie buinana Ajuizai porem
como quiza/des, que restar sempre sem duvida
lie, que semelhantcs ardimenlos, e holocaustos por
amor, e bem da patria, nao sio qualidades de al-
mas communs, e nos forcam a mu profunda, e san-
ia veneraCSo, e culto aos que os cffecluam.
De quem feilos illustres se souberam,
De quem ficam memorias soberanas ,
De qua se ganda a vida com perdein-la,
Doce fazeudo a marta as honras della !
CamOes. 6. 83.
Pedro de Albuquerque, para honra c gloria de am-
bos, para gloria do Brasil. II faut des vers pour les
chotes mervillcuscs ; la prote n'y suffi pas, dise
Mad. de Stael.
Antonio Joaquim de Mello.
PUBLICADO A PEDIDO.
MARAMlAO. ()
San Luiz26dc novembro de 1851.
A iiomeacaodo Sr. commendador Joao Gualberlo
da Costa, para agenle da companhia brasilrira de
paquetes a vapor no MaranhSo, leve aqui geral acci-
tacSo, e prova o quanto se interessa o illuslrissimo
senhor gerente pelo bom servico da mesma compa-
nhia. O Sr. Costa he um dos negociantes raais in-
telligentes e acreditados desta praca, he propriela-
rio abastado, e um dos directores do banco desta
provincia. Ha muilo lempo que os ulereases da
companhia e do servico publico reclamavam a mu-
danza de acentc nesle porto.,.. Nao podia a nova
nomeariio recahir em pessoa mais capaz, e, a lodos
os respeilos, mais habilitada.
OOMM8KOO.
alfandega.
Rendimenlo do di.i I a 2(1. .
dem do di a 27......
321:3179521
20:1539454
Sensiveis na Hollandezes magnanimidade de Uto
inesperado sacrificio, de nenhum outro excedido,
auligo ou moderno, levantaran! o capilao Pedro de
Albuquerque, e o Iralaram com particular cuida(lo,
ao que deveu a salvadlo da vida. Logo que o j al-
ga ram em perigo, o laocaram as Indias, e pero-
ca de prisioneiros passou llespanha, e de Hespa-
uha a Portugal.
Retiido a tantos outros bravos as falanges lusi-
tanas, o capilao Pernambucano em Porlugal.em va-
rios recoulros e ataques deu novas e brujanles pro-
val do seu valor na guerra da independencia, eli-,
berdade portugueza, consolidacSo do reslaarado
Ihrono do senhor D. Joao IV, novo rei natural, que
a itacao, quebrando o jugo da poderosa llespanha,
heroicamente ha va acclamado; c o monareha reco-
uhecendoas virtudes forlcs, e guerreiras de PeJro
de Albuquerque, e nao menos a sua idoaeidade
para a administraco publica, por caria de 4 de se-
lembro de 164'2 o preraiou cora o honroso emprego
de gobernador geral do Maranhao. Occupado c-l"
pelos Hollandezes, para expelir os qnaes lutavam
magnnimo* os oaturaes da provincia, leudo sua
frente o bravo Antonio Teixeira de Mello, reclama-
va lambem no mando supremo um va rao da autori-
dad^ e conQaoca de Pedro de Albuquerque. Com-
prehendia este governo geral do Maranhao os terri-
torios hoje das provincias do Maranhao, Piauhy,
Para e Alio-Amazonas; o primeiro guvernador g.-ral
foi Pedro de Albuquerque; e a sua nomeaco a pri-
meira providencia, e acto do monareha portuguez
para expellir os Hollandezes, e recuperar aquelle
estado: ludo o qae mais releva, e abrillanta os m-
ritos do claro Peroambacano.
Sanio este de Lisboa a 39 de abril de 1643 em um
navio com mais de cem soldados, e abundantes reu-
nieses de guerra e deu vista do Maraohaa a
13 de juuho. Chegauda batra, ignorando o es-
tado da provincia,,c nao lando pratico, que o intro-
duiisse nos portos, mandou disparar a artilharia a
ver se acuda liguen), que o informarse. Immcditii-
inente o alferes Joao da Paz com cincoenta e oite
hoinens em duas lanchas, por mandado de Antonio
Teixeira de Mello, (oi averiguar aquelles tiros; mas
na viagem renden lo urna lancha que encontrara
com vinle e setle Hollandezes, e duas petas peque-
as de artilharia, dislrahido com o alvoroee da vic-
toria nio proseguio na diligencia; com o que foi
causa do grande desgrana. DesengaadoPedro ,te
Albuquerque desuas esperances, poz a proa ao Par.
Doscouhecia piloto a barra, e depois de repetidos
bordos encalhou na restinga de um banco de arca.
E ueste perigo, preferira immediatamente Pedio de
Albuquerque salvar sua pessoa'.' Fa-lo-hia em co-
barde ou sem corceo; mas sua piedade, e telo em-
pregou-se primeiramente em acudir aos mais Traeos
deixandc-se ficar a bordo exposlo, com os .le mais,
a subroei'gir-se. Laucado ao mar o escaler, e laucha,
e neodimio cora duas canoas em que andava pesca
as visinlaancas do bauco o capiUo Pedro da Cosa
Favella, fez Pedro de Albuquerque embarcar trnla
e tres petaoas, entre as quaes algumas mulheres, e
religiosos, com urdem de desembarcados na primeira
praia, vultarem em continente as qualro embarca-
cSes. Mas o furor das ondas com a endiente da maro
ti 11 lia crencido tanto, que na volla urna das canoas
nao aodeudo rompe-las, arribou aterra, ea oulra
embalend), e arrombando-se por varas partes no
costado do navio, a desampararam os reraeiro.
Coartado lihegaram a kancha, e o escaler, e em am-
bos embarcando Pedro de Albuquerque, e as pes-
soas qoe couberam, salvaram-se com elle quareula,
e tn lo o mais pereceu la-limosa nenie. Recolhido a
lina do Sol, onde descansen ais mis dias, fez d'ahi a
sua entrada solemne na cidade da Belem, onde to-
mn posse do governo uo da 31 de jullio do predilo
anuo cora geraes applausos dos seas habilanles. Al-
guns todava murmuraran! nSo ter elle empregado
lodosos muios de salvar os miseros naufragados.
O dilatado espaco da dez annos, que mediaram en-
tre a defea do reducto do Rio l-'ormoso, e a uoraea-
i.mii de governader geral do Maianhao, o passou Pe-
dro de Albuquerque ja como prisioneiro de guerra
um Indias de Uespauha (lalvez Curac.au) sera noti-
cias de sua Ierra, e dos saus prenles e amigos, que
deixra envollus em lo desigua1, e sanguinolenta
guerra, e ji em Portugal no duro excrcicio das ar-
mas. Pouco se demorn em llespanha. Aqueixaque
lhe licou comante dos ferirnentos, e tantos oolros
Irabalhoa e pezares lhe arruiua-am a robusta consti-
tuirao, e adreviaram os dias de vida, a Padeca Pe-
dro ile Albuquerque perisons queixas na saude
(di Herrada, Annaet histrico* Jo eslado do Mara-
nliol e chuzou i cidade de Belem lo opprimido,
qae mal podia sustentar o pes> do governo cm urna
ronjuncturn tao cheia de oceurrencias as mais Iraba-
Iha-as pela visinhanca das armas inimigas : porm
etcedendo s suas mesmas forra, moilrava bem as
promptas prov leticias, assim mliticas, como milita-
res, as lnuvaveis virtudes que o habililarara para
aquelle emprego ; e sem que fallasse correspon-
dencia, que se enlrelinha aint a com os Hollandezes
do Maranhao, na conformidad; da primeira propos-
la do sen governador, acudi logo uecqssidade d0
lapilo-mr Antonio Teixeira de Mello com difieren
tes soceorros, principal objecti do seu grande cui-
dado. >) f
Anda se achavam na Ilha do Sol eom soa arraial,
l'edru M.iciel e J0.1,0 Velho do Vale, qnando a ella
aporten Podro de Albuquerqee ; e bem que a breve
duracao do sea governo, os emharacos com que lu-
lon, e as particularidades da trra lhe nao permilli-
ram f.izer punir aquelles da Cesercaoinrai' do Ma-
ranhao, a que feram mandados com ferens em soc-
corro dos seos habitantes, l.1o pouco os oceupon nos
empregos do estado (diz BerreJo) que neni admillio
a Pedro Maciel aode capitao-mr do (Irao Para, es-
lando para elle nomeadn por plenle regia havia
mais de dous annos. Taas c to justas eram as
quenas da capitana, e 13o jusliceiro e poltico o avi-
sado goveruador !
Conheceu Pedro de Albuquerque que se lhe apro-
ximava a morte, e prevenido as ban lorias c desgra-
nas que osseus aovernadores lano lemiai.i, em sua
falta, nomeou em 30 de Janeiro de 1644 para lhe
succeJer no governo, a sen prenle Feliciano Cor-
rea. Era este pesioa de rcconliecido mcrecmentn.
c foi a sua escolha geralmente applaudida ; mas
apesar disto deu-lhepor adjunte ao sargento-mor do
.eslado Francisco Coelho de Carvalho. M.irreu a ti
de feveretro do predila anuo de Uiii, deixando os
seus subditas laosen-ivelmonle magoados (diz o mes-
mo historiador, como cariificiram as ilemonitraciir^
publicas rom que assisliram ao funeral, que se cele-
broa coma devida pompa na groja do convento dos
religioso de N. S. do Carmu, em cuja capella-mr
ilescauram osseus restos morlaes. Nao no* consla que
fosse casado, e tivesse posteridade.
Pedro de Albuquerque foi lambem agraciado curu
o habito de Chri-lo, e furo de (dalgo da casa real ;
mas ao sabio alumno das Masas cabe dizer ao nic-
recimento :
En naThchana incude
Lavrare a coroa,
Digna s<) de coroar la virtnde.
(I)iniz.)
E lempo vira lalvez em qne algum Pindaro bra-
lileiro celebre com seu canto inmortal as acr,oes ds
341 7701878
Descarregam hoje 29 it Janeiro.
Barca \ns\ei*Seraphinamerendona.
Briguc francezS. Michelsal.
Escuna nacionalzVniifiacemenlo.
Importacao'.
Vapor nacional San Salvador, vindo dos parios do
sal consignado a agencia manifrslon o se-
grate :
1 baln e 1 caixflo ; a Sauner Espeley.
2 fardos ; a Joao Pinto de l.emos.
1 sumi ; a J. Kellcr & C.
7 barricas ; a Thomaz de Aquinn Fonseca & Fi-
lho."
1 surnio e 1 caixao; a G. da Silva Guiraa-
raes.
1 caixao ; a M. A. Guerra Jnior.
1 caixa ; a Feidel Pinlo C. 0
10 barricas ; a Amoriin Irm.los.
1 emlirulho ; a Leopoldo A. Ferreira.
1 caixole ; a J. F. A. Un.
1 dito ; a Oclaviano de Souza Franca.
1 emlirulho ; aG. A. V. GuimarSes.
1 dilo ; ao l)r. M. A. G. Freilas.
1 dito ; a M. M. de Maciel.
1 dilo ; a G. & l.eilo. -
1 dito ; a John Poigdeslre.
1 carrafa ; a Arccnio de Souza Jnior.
1 encapado ; a Jos da Maia.
1 caixole ; a Gabriel Aatonis de Castro.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlododia 1 a 96. .ri0:273988
dem do dia 37 f 2:333S667
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo de dia 1 a 26 .
dem do dia 27 ..... .
52:6078655
Para e Partos intermedios Vapor Brasilciro .San
Saltador, comniandaule o primeire lenle Sania
Barbara. Alm dos passageiros que Irouxe dos
portos do sul para os do norle leva a seu bordo :
Joi Peslana da Silva, Jo Vivero Patricio, An-
lono Jos Gomes, Fortnalo Francisco Marques,
2 praras de mariuha, frei Jos da AssumpcSo,
flenry Beltnop, Jos Antonio Pereira Vinagre e
1 escravo, 1 preso de juslra Manoel Francisco da
Silva, i piaras do corpo de policia, 1 criminoso
Manoel dos Anjos de Jess Bandeira, Raymundo
Serafina dos Anjos Jilahv, 1 desertor Filippe Ne-
ry da Silva, 1 mulher e 3 filhos do dito.
Parahiha lliale brasileiro Flor do Brasil, mestre
Joao Francisco Marlins, carga varios gneros.
Passageiro Jos de Azevedo e Silva.
rVovioi entrados no dia 28.
Vapor porluguezO. Alaria 11Commandanle o 2.-
lenle A. G Kibeiro Guimaracs, do Kio do Janei-
ro em 8 dias e da Baha em horas. Passageiros :
Manoel Victorino Beltrao llcnrique de Cer-
queira Lima, Miguel de Cerqucira Lima, Theolo-
nio Jos de Souza, Manuel Caldas Brrelo e 1 l-
lli.i. Jo3o Augusto de Padua Fleury c 1 escravo,
Jos Jannario de CsrvaUe Paz de Andrade, Joo
Xavier Faustino llamos, Joao Soares Barbosa, Jus-
tino Pereira Gallo, Antonio F'ernandes de Souza
Almeida
Acaracii17 dias, hale brazileiro Snbralense, de
103 toneladas, capujo Francisco Jos da Silva
Ralis, carca sal c mais gneros ; a (".aciano Cyria-
co da Cosa Moreira. Passaceiro, Prxedes Ju-
veniano da Costa Carneiro, Joio de Azevedo Lo-
pes, Antonio do Araujo Barros.
Londres52 dias, bricue inglez Sella, de 161 tone-
lapas, capillo James Scmilh, carga fazendas e
plvora ; a Schrmm Whalley 6; C. Ficou do qua-
rentena por 10 dias.
Sac Philadelphia Barca americana EHsabtth, eapilSo
E. Kenry, carca assucar.
BarcellonaBrigue hespanhol Hmpreltendedor, ca-
pitao .loo Molins, carga alcodao.
EDITAES.
O I Um. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlu da ordem doExui. Sr. presidente
da provincia de 13 do corrcnle, manda fazer publico
que no dia 15 de fevereiro prximo viudooro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria se
hade arremalar a quem por menos fizer, a obra do
segundo lauco da estrada dos Remedios, avahada em
:9958256 rs.
A arremalncao sera feita na forma da lei provin-
cial n.313 de l de maio de 1851, e soh as clausulas
especi.ies abaxo copiadas.
As pessoas que se propozerem .1 esla arremataflo
comparecjnn na sala das sessoes da mesma junta pelo
raeio da competenlemenle habililadas.
E para conslar se mandou aflixar u prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de Janeiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaei para a arremalarao.
1. As obras do segundo lanco da estrada dos lie-
Exportarlo'.
Parahiha, Mate nacional Flor do Brasil, de 28
toneladas, conduzio o seguinle : 230 vnluraes
gneros eslrangeiros, 8 dilos dilo nacionaes.
Philadelphia, barca americana Elisabeth, de 254
toneladas, conduzioo seguinte : 3.000 saceos com
15,000 arrobas de assucar, 654 dilos cobre ve-
lho.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....56:4808028
dem o da 27........ 1:7346376
58:2145404
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
KAES DE PF.RNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 2 a 26.....14:1158371
dem do dia 5.........2:0048-500
4:3728318
U5084 medios far-se-h.lo de couformidade com o orc,ameu-
4:5138002 \lo e perlis approvados pela directora em conselho
- 1 e apresentados ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia, na importancia de ::'.l!)5;25(. n.
2. O arremalaulc dar principio is obras no pra-
zo de um inez, c dever conclu-!*! no de sete, am-
bos contados na forma do artigo 31 da lei n. 28b.
3. A importancia da arrcmalaco sera paga de
conformidade com o artigo 39 da mesma lei n. 286
em apolices da divida publica provincial, creada
pela lei provincial 11. 354 de 23 de selembro de
1854.
. O prazo de responsabilidade sera de um anno,
licando durante dilo prazo o arrematante obligado
a conservar o lauco em hora estado.
5. Para ludo que se nao adiar mencionado as
prsenles clausulas ner ~>~oTcalnciilo, seguir-se-ha
16:1198871
PRACA DO RECIFE 20 DE JANEIRO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
fevista semanal.
Cambios---------Sacou-se sobre Londres a 28 e 2ff
;" J: [W^T sobre o.R\o%4A-
neiro a 1 por "j de rebate.
Assucar----------A entrada foi grande, e as vendas
regularam : branco segunda sorte
de 2^500 a 28600, Icrceira supe-
rior de 28400 a 2450, terceira re-
gular de 28300 a 29350, quarta de
28100 a 28150, quinta e sexta de
28 a 28050, mascavado escolhido
de 18700 a 18800, e regalar de
18300 a 1>i00 por arroba.
Algodao- Enlram 566 saccas e vendeu-se o
regular a 58100, e o superior de
58300 a .58100 por arroba.
Bacalho---------Continua a ser mui procurado pe-
la falla absoluta da carne secca.
Carne-secca- Nao ha nenhuma a bordo, e mes-
mo mui pouca nos armazens de
relalho.
Farinhade trigo- Haem ser 5.100 barricas, e 2,200
saceos de Yalparaizo : vendeu-sc
a 288 da de Richmond, a 58 da
de Philadelphia. 0 248 da de llal-
timere, a 308 da de SSSF ; e de
228 a 238 por seis arrobas da de
Valparaito.
Disconlo l>i--unlou-se de 10 a 11 por ao
auno, conforme o lempo, sendo
mais baixo as letras de menos
lempo
Freles---------* Bom que tenham sabido alguns
navios, anda temos suflicienles
para a pouca animarao do com-
mercio, que marcha rer.eioso por
falla de nolicias.
Existcm no porto 77 embarcacoes sendo : 2 ame-
ricanas, 1 austraca, 25 brasileiras, 1 chilena, 3
francezas, 2 hamburguezas, 8 hespanholas, 23 inglc-
zas, 8 porluguezos, 1 prusslana, 1 sarda e 2 suecas.
da
Dado nesla cidade do Recife em 25 de Janeiro de
185.5.Eu Joaquim Jos Pereira dos Sanios, escri-
vo o subscrevi.
DECLARACOES.
Rio de Janeiro
19 de Janeiro de 1855,
As (ransarc,oes em cambio conslam hoje de libras
esterlinas 16,000 sobre Londres a 27 3|4, 27 7|8e
28 d ; e sobre Paris de f. 34'000 a 319 a 60 dias.
Nada se fez sobre Hamburgo.
O total dos saques para o paquete I). Mara II
he pois de :
Libras esterlinas 276,000 sobre Londres.
Fr. 880,000 sobre Franca e Antuerpia.
MB. 321,000 sobre Hamburgo.
Nada em caf hoje.
Frelou-se m navio dinamarquez a 60| para o
Canal.
EfTectuaram-sealgnmas vendas de arenes do Banco
Rural a 105-8 de premio, a rujo preco ha vendedo-
res.
CAMBIOS.
Londres 27 3|i a 28 a 90 das
Pars 316 a 350 60 dias .
Lisboa nominal.
Hamburgo 645 a 90 dias
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oncas hespanholas 298000 a 298-500
da patria. 288700 a 2880d
Pecas de (8400 velhas. I6.3OOO
Moedas de 48.....98000
Soberanos.....
Pesos I1espaui11.es .
da patria .
i) Palaces.....
Apolices de 6 'ei-dividendo .
provinciaes......
FRETES.
Antuerpia 60a62|6n.
Ganal.....,-,.- a 60 a
Eslados-U nidos 70 a 80 c.
Hamburgo 60].
80 fr. o
88800 a 88900
(920 al8960n.
18880 a 18000
18920
109 >,' a 110 V
103, a 104,.
Havre.
Liverpool nominal.
Londres
Marcelha 70 f. elO *; n.
Mediterrneo 551 a 65| a
Trieste GO| a
[Jornal do Commerri.)
MOVIMENTO DO POSTO.
Jacios saludo* no dia. 27.
Estados-UnidosBrigue inglez Bilher Ann, capilao
Thomaz H. Horn, carga assucar.
() Pedimos mi! desculpas ao nosso amigo por nao
havermos mandado publicar ha mais lempo este ar-
liguiuho.
o que dispoe a lei n. 286.
Conforme.O secretario", Antonio Ferreira
Annunciacao.
Joan Jos de Moraes, fiscal da freguezia de .
Jos do Recife ele. Fajo publico aos moradores des-
ta freguezia, que se ncha em sea inleiro vigor apos-
tur.i addicioiial de 10 do crranle, que prohibe o
fabrico de fogos arlificiaes, venda de plvora e dep-
sitos desle objeclos dentro da cidade. E para co-
nhecimcnlo de quem convier, man.Ici publicar o
presente. Freguezia de S. Jos do Recife 24 de Ja-
neiro de 1855.O fiscal, Joao Jos de Moraes.
Joao Jos de Moraes, fiscal da freguezia de S%
Jos do Recife ele. Fago publico quo em observan-
cia da ordem que recebi da cmara municipal de 10
do correnlo, para fazer execular as posturas addicio-
naes de 23 de dezembro ultimo, se achara em seu
inleiro vigor, as quaes ja Turara publicadas nesle jor-
nal a 10 do correnle. E para que nincuerasc cha-
me a ignorancia, raandei publicar o presente. Fre-
guezia de S. Jos do Recife 21 de Janeiro de 1855.
O fiscal, Joo Josi: de Moraes.
Jo3o Ignacio de Medeiros Rrgo, commercisnle ma-
triculado, depulado cummercial do tribunal do
cnmmercio da provincia de Pernamliuco, e juiz
commissarin nomeado pelo mesmo tribunal.
Eaco saber que nao tendo comparecido na reuniao
que leve lugar 110 dia 23 do correnle, os credores
da casa fallida de Oliveira Irmaos & Companhia,
Leonino Brothers, Jacomc & P., lrmao Carbn!,
Gamba Scomio & Mello, Frercs Bosancrs, Antonio
Joaquim de Oliveira Mello, Novaes & Passos, Tin-
ta Silva, SebastUo Jos de Figueiredo, que residera
fora deslc imperio, ou denlro dcllc.mas em domici-
cilios 11,10 conhecidos, por nao ter sido a convocarlo
feila segundo o arl. 135 do regulamenlo 11. 738 de
25 de novembro de I80, convoco pelo presente edi-
lal a dilos credores para que rnmparecam nu dia 4
dejunho do correnle anno,pelas II horas da manhaa,
em casa da minha residencia na ra da Cruz 11.
9 do bairro do Recife, alim de que reunidos em mi-
nha presenca com todos os mais credores da mesma
casa fallida, verifiquem os seus crditos, se forme o
contrato de uniao e se proceda a nomeaco de admi-
nistradores dos bons da dita casa fallida ; adverlindo
que nenhum credor sera admillido por procura-
dor se este nao liver poderes especiaes para o aclo,
e que a procurac.30 nao pode ser dada a pessoa que
seja devedora aos fallidos, ncm um mesmo procura-
dor representar por dous diversos credor. Em cum-
primento do que lodos os credores da referida casa
fallida comparecam cm dilo dia e lugar designado,
soh pena de se proceder a suas revelias.
E para que cheguc ao conheciraenlo de lodos,
mandei passar o prsenle edilal que seni aflixado na
praca do commercio e publicado pelo Diario de Per-
nambueq.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Pcrnam-
buco aos 27 dias do mez de Janeiro de 1855.Eu
Dinamerico Augusto do Reg llangel, escrivao jura-
mentado o esrrcvi.Joao Ignacio de Medeiros lie-
go, juiz commissario.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Maciel, juiz
municipal da segunda vara e do commercio nesla
cidade do Recife, e seu lermo por S. M. I. e C,
que Des guarde ele.
Faco saber cm como por esle juizo da segunda va-
ra do commercio,a requerimento de Biau'ulura Jo-
s de Castro Azevedo, se abri a sua fillencil pela
sentenca do llieor seguinle :
A vista da declarnc > i folhas2, julgo fallido Boa-
ventura Jos de Castro Azevedo, e declaro aberta a
sua fallencia desde o dia 1." do correnle mez, que
lixo como lermo legal de saa exislencia, por isso
mando que se ponham sellos em lodos os seus be nu,
livros e papis, e nomeio para curador fiscal da fal-
lencia o negociante credor Flix Souvage, que pres-
tar o juramento do eslylo, pagas as cusas pelo fal-
lido emqueo condemno.
Recife 20 de dezembro de 1851.Francisco d
Assit de Oliceira Maciel.
E nao lendo dilo curador nomeado accilado, no-
meei Manoel Alves Guerra, qne lambem noaceilou
pelo que nomeci Jos Ribciro da Costa que aceitou,
e presin o devidn juramento. Em virlude do que
os credores prsenles do dilo fallido comparecam
na casa de minha residencia na rna eslreila do Ro-
sario n. as 10 horas da mandila do dia 30 do cor-
renle, vslo oo lerem comparecido no dia 19 desle
mesmo mez, como consla dos edilaes quo foram
publicados: afim de em reuniao se proceder a no-
meaco do depositarios ou depositario que proviso-
riamente administren) a mas-a fallida.
E para constar mandei passar o presente e mais
tres do mesmo Iheor.que serao publicados e afiliados
nos lugares determinados no art. 129 do respectivo
regulamenlo.
Cartas seguras vjndas do sul para os Srs : An-
tonio de Almeida Gomes & C, Dr. Castaa Eslcli-
la Cavalcauti Pessoa, Fr. Fiiippc S. I.uiz Paim,
Francisco Xavier Marlins Bastos, D. Golrudes Fran-
cisca de Miranda, Graciliano Octavio da Cruz Mar-
lins, Joaquim Monleiro da Cruz Correa, Joao Jos de
Carvalho Moraes.
A pessoa que boln na caixa da admimslraco
do correio urna carta para Guilherme Pereira de
Azevedo, no Ccarn, sellada com sello azul, queira
comparecer a mesma reparlico, afim de satisfazer
novo sello, por isso que o sello azul s serve para
jomaos.
Por esla subdelegada foram apprehendidos em
21 do corrrenle, dous cavallos, mn rusilho c outro
rastanho : quem direito liver a elles. apresenlc-se,
que p[ovando o dominio lhe serao entregues.
Shbdelecacia do Recife 27 de Janeiro de 1854.
Dr. Tacares.
Por-estasecretaria se faz publico, que de or-
dem do l'.vm. Sr. director, o- exornes preparatorios
lero lusar sabhado 3 de fevereiro prximo, no edi-
ficio da faculdade, era conformidade dos estatuios
art. 55. E para que chegue 80 coiiliccimcnlo dos
senhores professores e substituios do collegio das ar-
les e dos intercalados, se man Ion aflixar esle 110 lu-
gar do costme e publicar pela mprensa.
Secretaria da faculdade de direilodo Recife 29 de
Janeiro de 1855. Eduardo Soares d Albergara,
secretario interino
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de 15 de dezembro de 1852,
faz publico,que foram aceilasas propostas de Francis-
co Maciel de Souza, Antonio Dias da Silva Cardeal,
Joao Fernandos Prenle Vianna, Tirnill Mousen A;
Viuassa, Antonio Pereira de Oliveira llantos, J0A0
Francisco do Araujo Luna, Antonio Francisco Correa
Cardoso, Joaquim Mcndcs Freir e Joaquim Jos
Dias Pereira, para fornecerem : o 1., 378 pares de
sapalos de sola e vira feilos na Ierra para o 8. bala-
Ihu de infaularia, a 1?i!IO rs.; o 2.", (> duzias de
laboas de aisoalho de amarelio, a 698009 rs. ; 6 eos-
lados de pal) d'oleo, a .5yj00 rs. ; o 3., 1,271 roya-
dos de Imitan la de forro, a 105 rs. ; (9 grozas de
bolOes brancos de esso, a 240 rs. ; 70 ditas de dilos
prclos, a in rs. ; (i arrobas de arcos de ferro de 1
3| polegadas, a 25900 rs. ; 3 duzias de verrumas
caixacs, a 620 rs.; > dilas de dilas rpaes, a 560 rs. !
2 ditas de dilas de guarnir ., a 181) rs. ; i arrobas de
zinco em barras, a 160 rs. a libra ; 4 dilas de chum-
bo em barras, a 4-3950 rs. a arroba ; 10 cadinhos do
norle de n. 6, a 180 rs. ; 4 parafusos de madeira
para prensa de bancos, a 38600 rs.; 2 psquadros de
ferro com folha de 12 polegadas de coinprimeulo, a
2^900 rs. ; i dilos pequeos, a I.36OO rs. ; n 4.,
1,868 varas de brini branco liso,a 390rs. ; I,-275di-
las de algodaosinho, a 190 rs. ; o 5., 306 bouclcs
para o 8. balalhao, a 18190 rs. ; 16 dilos para m-
sicos do mesmo balalhao, a 7.7OOO rs. ; 27 ditos para
os do 9. balalhao, a 28800 rs. : 27 rinturfies para
os msicos do mesmo balalhao, a (0300 rs. ; 27
grvalas de sola de lustre, a 380 rs. : 1,508 boles
convexos de metal bronzeado com 7 lindas de di-
metro e o 11. 8de melal amarelio, a 70 rs. ; 1,576di-
los pequeos com 5 dilas de dito, a 50 rs.; 1,416
varas de cord.lo de 1:1a prela de I Unlia do grossura
para vivos, a (0 rs. ; (JO covados de oleado, a 850
rs. ; 16 pares de charlaleirs para os mil-icos do 8."
balalhao, aSOOOrs. ; 60 covados de panno carine-
sm para vivos e vistas do 4." balalhao, a 78200 rs.
o 6., 20 bandas dp 1,1a para inferiores do 8. bila-
Ihao, a 28600 rs. j o 7., 8 caldeiras de ferro balido
para o !). balalhao, a 440 rs. a libra ; 1 dita para o
4. balalhao de artilharia, a *40 rs. a libra ; 4 du-
zias de crozas meia caima de 7 polegadas, a 2;Oll
rs. a duzia ; 2 ditas de limas chalas iH; Ili dilas, a
78500 rs. ; 2 ditas de ditas de 14 ditas,a 3500 rs. ; 2
dilas de dilas meia canoa, do 14 dilas, a 58.500 rs. ;
eaixas com folhas de llandres singelas, a 268000
rs. ; o 8, 6 dnzias de lunas muras triangulares de 6
polegadas, a 28800 rs. ; 2-ditas de dilas chalas de 8
ditas, a 18800 r.!; 1 ditas de 4 ditas, a 880 rs. ; 6
ditas de ditas chalUaHBMcas de 8 ditas, a 18800 rs. ;
9 ditas de ditas rr.eia cana de 12, a 49300 rs.; 2 di-
t,0de dila dita dita de 6 dilas, a 18280 rs. ; 2 ditas
C tila, de 4, a 880 rs. ; 2 ditas de ditas de 8 dilas. a
I38OO r.; 2 dilas de dilas Iriangnlarcs de 6 di-
tas, a 18280 rs. ; 2 ditas de dilas de 4 dilas, a 880
rs. ; 2 dilas de dilas chalas de 7 dilas, a 18480 rs. ;
2 dilas meia canua de 7 dilas, a 18480 rs. ;2 dilas de
ditas chalas de 9 dilas, a 28200 rs ; 2 ditas de dilas
meia canna de 9 ditas a 2200 rs. ; 2 dilas de dilas
chalas de 10 dilas. a 28800 rs. ; 3 ditas de limatOes
de 10 ditas, a 38000 rs. ; 2 ditas de limas de 4 dilas,
a 18000 rs. ; 2 chapas de ferro em lencol de 40 li-
bras cada una, a 95 rs. ; o 9., 349 esleirs de pa-
Iha de carnauba para 08." balalhao, a 180 rs.; 379
dilas para-o4." balalhao pelo mesrao oreco ; 11 di-
tas para a compannia de cavallaria lambem pelo
mesmo preco ; e avisa aos supradilos vendedores,
quedevem recolher os referidos objeclos ao arsenal
de guerra no dia 29 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
ciraento do arsenal de guerra 26 de Janeiro de 1855.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e se-
cretario.
blico, que a cobranza do imposto de por cenlo, di-
to de casas de modas, dilo de dilas de jogo de buhar,
e dilo das que vendem bilhetes de lolci ins de oulras
proviucias, vai ler principio no dia 18 do correnle,
e que lindos os 30 dias ulcis urorrem na mulla de 3
por cenlo lodos os que deixarem de pagar seus dbi-
tos pcrtcncenles ao anno linaalceiro do 1854 a
1855.
Acha-se recolhido a cadein desla cidade por es-
la subdelegacia o prelo Joaquim, com o olbo direi-
to vasado,que diz perlencer a Joaquim Lobo de Bar-
ros, morador em Nazarelh, quem direilo liver sobre
o mesmo escravo comprela na mesma subdelega-
cia munido do competente (Mulo. Subdelegacia da
freguezia de S. Jos do Recife 25 de Janeiro de 1855.
O subdelegado Eduardo Frederico Banks.
SOCIEDADE
RECREIO (..LITAR.
A partida de fevereiro lc-n lugar no dia 10 ; as
propostas para convite i serao arcilas at o dia 31.
O secretario, Dr. l'elho.
COMPANHIA PEBNAMBUCANA
De vapores.
Iluvciido alguns dos senliore accionis-
tas dci.tado de fazer a entrada da tercei-
ra prestnefio de 15 0|0, enjo recebimento
o marcado pelo conselho de direccao,
ate 15 do correntc ; este novamonte llies
pede que sUisfacam a mencionada pres-
taeo ate p dia Til desta mez, para cun.-
priment das obrigares contraliidas pela
companhia, lindo cujo praso tem de ser
ejecutado o que determinar o art. \i dos
estatutos. Os pagamentos devem ser le-
tos em casa do Sr. F. Coulon, ra da
Cruz, n- 2G.
AVISOS MARZTUKOS.
AO KIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ler
'J grande parle do sen crtegainen-
to tratado, o veleiro e bem cons-
truido brigue nacional MAKIA LtJZIA,
capitSo Manoel Jos Perstrello : pata o
resto da carga e para escravos, aosquaei
da' excedentes accootmodacOes, trata-se
na ra do Trapiche Novo 11. Ili segundo
andar, com us consignatarios Antonio de
Almeida (omes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza o rate
nacional FORTUNA, capito Pedro Valet-
te Fillio : para carga trata-se com os con-
signi.tarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na ra do Trapiche Novo n. 1 (i segun-
do andar.
LE1LAO
Do fazendas diversas.
Bruno Prtteger &C, larao leilo, por
interveocSo do agente Oliveira, de gran-
de sor I i ment de fazendas He seda, laa, li-
nho e de algodao, todas proiriasdo mer-
cado ; quaila-leiin. 51 do corren te. as
10 horas da manhaa, no seu armazem,
ra da Cruz.
O agente Vistor, farnleillo no seu armazem,
ra d Cruz 11. 25, de urande sorlimenln de obras do
maicenera novas e osadas de difTerenlcs qualida-
des : rclogios de ouro para algiheira patente inglez
e suisno, charutos, chapeos do chili, -1 carrinhos em
minio bom uso de carrejar fazendas, etc.; ao meio
dia ser tambem vendidas para liquidaran de con-
las, allomas pecas de selim branco, de merino min-
io lino c carapaca* dealgodo : quarla-feira, III do
correnle, ;is 10 e meia horas da manhAa.
AVISOS DIVERSOS.
lO
Maran!t&o
Para.
O conselho administrativo, em virlude de au-
lori comprar os objeclos segrales :
Para o balalhode infantaria de linha.
Pralos razos de p de podra, 138 ; dilos fundos
de dilo, 177; ligelas de louca, 164.
8." batalhao de infantaria.
Maulas de laa, 75; panno verde escuro entrefi-
no covados, 1.583; dilo preto para polainas, cova-
dos, 110 ; dito cor de rap para sobrecasacas c cal-
cas, covados, 119; chifan.les em bainliasdc couro
prelo envernisado, boccal e ponleira de melal liso
dourado, punho de bano guarnecido de melal dou-
rado, -17.
Provimcnto dos armazens do arsenal de guerra, pri-
meira ciaste de oflic'uias.
Junco feixes, 2.
Terceira elasse.
M grande, 1 ; rame de ferro grosso 1 arroba, 1 ;
limales sorlidos, duzias, 9.
(Juarla classe.
Caitas com folhas de llandres drohadas, 2 cobre
velho para fundieflo, arrobas, 20 ; lenres de lati
com o peso de 50 libras cada um, 5 ; dilos do dilo
com o peso de 12 libras cada um, .
i. balalhiio de artilharia.
Panno carmesira para vivos e vistas covados 90
copos de vidro, 1.
Companhia de cavallaria.
Lavas de camurra pares II ; manas de
13a, 11.
Colonia de Pimenteiras.
Taces com hundase rinluroes, 40.
Quem quizer vender esles objeclos, aprsenle as
suas proposlas cm carias fechadas na secrelaria do
conselho, lis 10 horas do dia 31 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimeulo do arsenal de guerra 20 de Janeiro ds 1855.
Jos de llrilo Inglez, coronel presidente.__ Ber-
nardo Pereira do Corma Jnior, vogal e secreta-
rio.
Por ordem do lllni. Sr. director interino do
lyceu se Ui. publico, que a matricula das aulas do
mesmo hceu acha-se aberta desde o dia 15 al o ul-
timo desle corrente mez; principiando as aulas o
seu ejercicio no dia 3 de fevereiro prolimo futuro.
Directora do lyteu 13 de juueiro de 1855.(J ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
COMPANHIA E SEGIROS.
EQUDADE.
ESTABELECIA HA CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PEBNAMBUCO, KLA DO TRA-
PICHE N. 96.
O abaixo assignado, agenle nomeado desla compa-
nhia, e formalmente aulorisado pela diieccSo, acei-
tan! seguros marilimos em qnalqiicr bandeira, a-
para lodos os porlus conhecidos, em vasos ou merca-
dorias, e soh suas respectivas condicoes ; o elevado
crdito de que tem gosado esta companhia e as van-
lagensquo olTerece, faro convencer aos concurrentes
da suautilidade, e o seu fundo responsavel de mil
conlos de rcis forles : a quem interessar ou convier
cecluar dilos seguros, poder dirigir-se ra
cima citada, a Manoel Duarle Rodrigues.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
ai seguir com a maior brevkla-
^HHaBde o novo e veleiro palhahote na-
cional Lindo Paquete, capitao Jos Pin-
to 'Nunes ; rptem quizer carregar ou ir
de passagem ueste excellcnte navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida (omes &C., na ra do Trapiche,
11. 1, segundo andar, ou a o capitao a
bordo.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES
Inglezes. a vapor.
No dia
1. de
feverei-
ro espe-
Saa?S!! wL .' W^ts ra-se da
V. urop;
um dos vapores da companhia real, o
(pial depois da demora do costume, segui-
r'para os portos do sul: para passagei-
ros trata-se com os agentes, Adamson
Howie Para o Rio de Janeiro.
Segu ate meiado da seguinte semana
o brigue-escuna nacional, Maria, recebe
alguma carga miuda eescravos arete :
trata-se com os consignatarios Machado &
Pinheiro. na ra de Vigario, n. 19, se-
gundo andar, ou com o capitao.
Para o Rio de Janeiro segu cm pouco* dias a
escuna Celosa, eapilSo Joaquim Aulonio Parias e
Silva: para frele e passageiros, trala-*e com os con-
signatarios Isaac Curie & Gunpauhia, na ra da
Cruz n. i 11.
PARA O PORTO.
O briguc portuguez Alegre, sahr para o Porlo
com a maior brevidade, recebe carga a frele e lam-
bem passageiros, para o que tem exccllcnles com-
modos : trata-se com Bailar ce Oliveira, na ra
da Cadeia Velha escripturo 11. 12, ou com o capitao
Manoel Jos Garinho.
Para a Baha segu com muita bre-
vidade o hiate nacional Amelia, por fel-
parte da carga prompta; para o resto e
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira, no trapiche do al-
godao.ou com os consignatarios Novaes A
C. ra do Trapiche n. 7.
MARANHAO' E PARA'.
Segu em poucos dias pata o Mara-
nhao c Para' o hiate nacional Adelaid,
ja' tema maiot parte da carga engajada ;
para resto e passageiros trata-e com o
consignatario J. 15. da Fonseca Jnior,
ruado Vigario n. 4.
Para o Aes a escuna nacional Linda, que se
espera do Rio de Janeiro por toda a semana, e qua-
Iro dias depois de sua chegada leguir seu destino :
para carga e passageiros, trata-se na ra do Vigario,
e-criptorio de Eduardo Ferreira Bailar, n. 5.
PARA LISBOA,
O brigue porftiguez Ilibeiro segu imprelcrivel-
menlc no dia 1." de fevereiro : quem no mesmo
quizer ir de passagem, para o que lem aceiados ruiii-
inodos, eiileuila-se com os consigna (arios Thomaz de
Aquino Fonseca & l'ilho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa pretende sahir no dia 4 de feve-
reiro o brigue portuguez Lata II, para o resto da
carga trata-se com os seus consignatarios Francisco
Scveriano Rabella & Filho, ou con o capilao do
mesmo na praca do commercio.
PARA O ASSL"',
sihe imprclerivclmentc na presente semana o hiate
Anglica: para
ra da Cadeia
dar.
carga o passageiros, traase na
do Recife n. 49, primeiro an-
LEILO'ES.
O agenle Borja far lcil;lo lerca-feira, JM) do
correnle, em seu armazem, na ra do Collegio 11. 15,
de una nfioidade de obras de ooro, diamanta e br-
Ihante, como bem : adercros, meios dilos, pulceiras,
alincles lauto lisos como esmaltados, obra do ultimo
costo, allinelcs d,- peilo, boles para abertura, e ou-
Iras obras de brillian! etc. ele, Telonios palete in-
glez, dilos suissos c horisonlaes, algumas obras de
prala, relosios de puredee rima de mesa, ludo i-to
ser entregue pelo maior preco que fiir ollerecido,
em coiiseqoeucia do ser para liqui Incoes ; os quaes
objeclos eslaiilo patentes no mesmo armazem, 110 dia
do leilSo, as 10 horas.
Vctor Lasne nao lendo concluido o
leo, que fez no dia 18 do correntc pela
grande quanfidade de fazendas, pie ftm
a expor, e l'alta de tempo, contina o
mesmo leilao por intervencao do agente
Oliveira, na segunda-feira 29 do corren-
le, as 10 horas em ponto, no seu arma-
zem, ra da Cruz, n. 27.
GRANDE LEILAO
De miudezas e ferragens finas.
Henrique Hrunn, liquidatni o da casa
do lallecido J. 1). Wolfbopp & C. conti-
nuara", por intervencao do agente Oli-
veira, o leilao de grande sortimento de
miudezas, algumas ferragens finas, e ou-
tros objectos miudos, que se venderao
para ultimar contas : terca-feira, ."0 do
corrente, as 1(1 horas da manhaa, no seu
armazem, ra da Cruz.
No dia '2i do correnle, do lugar da Boa-Via-
gem, de-apnareceu um cavallo de estribara Com os
lgiiaes seuuintes : russu cora pintas rodadas, novo,
descarnado, grande, mulo passeiro ; levou cahecada
e sellim novo francez : quem dcllc der nolicia ou o
live achado, fa^a-o con luzir ao ensenhn San Seve-
nno IBluribecSy, a enlrecar ao seu dona abauu as-
siuuado, que pacarn a dpspezas e sr.iiiricnr.i aene-
rosamenle. AnJr Maria Filgueira de Mene-
zet.
Luvaf para montana.
Cliegou loja de miudezas di ra du Collegio n. 1,
um grande sorlimenln de luvas de casemira muilo
encorpadas, pelo diminua preco de liiO rs. o par.
O CHAVO.
Achnin-se .1 venda na ra do Cabug n. 1 D, loja
de 1 porlas, os ns. f, -1, :i e i, do segundo trimestre
do Crato ; como assim, o; ns. I, 7, 11 e 12du pri-
meiro. Advcrle-sc aos senhores assiiraanles, que
anda nao pagaram o importe das suas asignaturas,
que, lendo deuado de pnblicar-se aquelle peridico,
pelos motivos expendidos no seu Ili e ultimo nume-
ro, faz-se misler que Ss. Ss. assim o ficam at o da
(i de fevereiro, sol) pena de verem seus nonies nesle
Diario ; pos, nimio se lem esperado.
Jos da Silva Campos j C, derlaram que cs-
lao pagos do valor da ledra de 1: rs. que
llies lora eudocada em branco por Jos Ferreira Cosa, e aceita por .Manuel Ignacio de Azevedo
Carvalho e Francisco Moreira da Cosa, cuja lellra.
do poder do-,11111 inician los se dosciicaminhou em -J7
de de/.embro doanno proalma linde, c>nio o mes-
iiins dilos aiiiiunciiniles declararam por esle Diario,
em d9 e:!0 de dezembro, e de Janeiro correnle, e
por isso lica a referida lellra de nenhum vigor.
Forlunalo Francisco .Marques, por causa lia
brevidade de sua pailid para o Para, na.i se poda
despedir de seos manos e mais carneradas, o qne faz
pelo prsenle, e se ollcrece para o que Ibes poder
prc-iarmqaellacanilal.
Desappareccii liontem (26; um mo-
lecpte donme Clemente, que reprsenla
ler 1 i anuos, escravo do padre Vicente
Ferreira de Siqueira Vare ao. O mesmo
trajava calca de casimira de quadrs e
camisa de rtscado azul. Quem o pegar le-
ve-o a ra do Livramento n. .")8, primeir
andar, (pie sera' recompensado.
Acham-se a vendaos bilhetes da se-
gunda parte da quarta lotera concedida
a beneficio da matriz de San Pedro Mar-
tvrde Olinda nicamente na thesouraria
cas loteras ra do Collegio n. 15, e cor-
re impreterivehnenle no dia lOdefeve-
fero.O thesoureiro, Francisco Antonio
de Oliveira.
Nicolao Bueno, subdito sardo, vai fazer ama
viagem ao norle do imperio.
Foi vendida na loja nova da rna eslreila do
Rosario n. 17, a sorte da 1:000*000 rs. no bilhlin-
leiro n. 866, e he pago sem descont de 8 por cen-
lo ; o possuidor do dito hilhele queira ir receber lo-
go que saia a lisia geral."
Precisa-se de um administrador c Irahalhador
para tomar cunta de um sitie perto desta piac-i, pa-
gamlii-se bom ordenado, prefere aa que seja casada,
os prelendentrs podem piycurarcom quem IraI.ir, no
rna da Cadeia do Recife n. 16.
Precisa-se da quanlia de 1 ajOOjOOO rs. a juros
com seguranza em bens de raiz : quem quizer dar,
annuncie ou dirija-se ao alerro da Boa-Visla
n. 44.
PEDIDO.
Tendo deixado de publicar-se o Craco, pede-se
inslaiileamenle 101 senhores as'iguanies, que rs-
lan dever as suai assignalura, que tenham a bon-
dade de paga-las al o dia 6 de fevereiro. lie um
dever e ao mesran lempo um grande obsequio que
fazem.
No hotel da Europa da ra da Aurora, preci-
sa-sc de um criado brauco.
Precisa-se dugar um pequeo silio animal-
mente no lugar de Apipucos, leudo esle, pasto pa-
ra sustentar urna vacra, nao obstante ler pequea
casa : quera liver, dirija-se rna das Martirios ta-
berna n. :I6, que acharo com qoem tratar.
cseiicaminhou-se nm val de 1769000 rs. ,
pastado a favor do abaixo assignado, pelo padre Ra-
phael Antonio Coelho, que e acha prevenido para
su pagar ao abaixo assignado : rogando-so a quera
por ventura o tenha achado, o obsequio da entrga-
lo na ra de Apollo n. 13, a Luiz Manoel Rodrigues
Valonea.
Victoriano Murriela vai para o Rio de Janeiro.
Ucsappareceu no dia SS do correnle, da co-
cheira dclraz do Canno, um cavallo alas3o, sellado
e promplo : quem o liver pegado, leve-o i dila co-
cheira, que ser recompensado.
Deseja-se fallar com n Sr. Marcelino Rodrigues
Lopes, e como se ignora a casa c lunar de sua resi-
dencia, pede-se ao mesmo Sr. ou a quem souber,
que lenha a bondade de declarar por eslo Diario o
lugar de sua morada para ser procurado.
COilPAMIIA PERXAMBL'CANA DE
VAPORES.
O conselho de direccao convoca a assembla geral
dos Srs. accionistas em execuc.lo do !;:(. arl. 28 dos
estatuios da companhia, para o dia 30 do correnle
mez, as II horas da manhaa, na sala das scsses da
associac,ai) commerc'al desla praca. O secretario,
Antonio Margues de Amorim.
Precisa-se alugar o andar de sobrado, ou mes-
mo nina casa lerrea, no bairro da Boa-Visla : quem
liver annuncie por esla folha, ou dirija-se ao caes do
Ramos, sobrado n. 25, que achara com quom tratar,
James H. Pascoe, capilao do hrigne inglez Cn-
bn, arribado a esle porlo em sua viagem procedenle
da Parahiha aFalmoulh, para receber ordens, preci-
sa, a risco martimo sobre o frele, apparelho, casco
e carga, de cerca de 6:0009000 rs. : os prelendenles
queiram mandar suas proposlas em carta fechada
ale o dia 30 do correte, escriptoro de Rabe Sch-
raeltau & Companhia, ra da Cadeia n. 37.
Precisa aa de um homem par tirar leile de
algumas vaccas e veudr-lo no Recife : a tratar na
ra di Cruz da freguezia de San Frei Pedro (ion-
calves, na fabrica nova de charutos, on em Olinda
biquiuha de San Pedro casa n. 48.
O Sr. Trajino pannto de Carvalho lem urna
carta viuda do sul. na lviaria n. 6e8 da praca da
Independencia.
Visiiora e do-
mino .
Cliegou loja de miodezas da ra do Collegio u.
1, um grande -olmenlo de vispor c domin, que
te vende muilo barato.
O collegio Sanlo-Auonso.arha-se funecionando
desde o dia 15 do correnle. Nelle anda recebein se
pensiouislas, meios pensiunislas ealumnos externos,
ludo ein conformidade dos cslalulos abaixo :
Estatuios do Collegio Santo Affonso, dirigido por
A/fomo Jos de Oliceira, profettor jubilado na
radeira de geographia e historia do lyceu do lle-
cife.
Arl. 1. O collegio Suilo Affonso lem por fun ,i
inslruicilo da mocidade.
Arl. 2. Nelle ensiiiar-se-ho os mesmos prepiralo-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
reito.
Art. 3. Alm dos preparatorios cima, haverao
moi- d as cadeiras, orna de primeiras lellras, e onlra
de msica.
Arl. 4. Para o eusinn das respectivas materias,
serao nomeados professores de reconhecido me-
rilo.
Art. 5. O collegio recebe pensionistas, meio-pen-
ioiiistas, e alumnos externos.
Arl. C. Os pen.ionislas pagaro 608000 rs. pos,
trunes.re, o os iiieio-pensioiiisliis 369 preadi.-|iiladi>s : os externos de lalim 49000 rs. men-
saes, de primeiras lellras e de msica 39 rs. ; e dos
uniros preparatorios 59 rs,
Arl. 7 O collegio nao d roupa lavada ncm en-
gommada aos pensionistas, c aquelles que a quie-
rem receber delle, pagarte mais I59000 rs. por tri-
mestre.
Art. 8 Dentro das pagas estabelecidas n. art. (i,
pira os pensionistas e meio-pensionistas, deve-seeu-
leiidcr i niiipi clieiiilido somente o cnsino de um pre-
paralorio qualqner a que le destine o alumno, de-
vendo elle contribuir com mais 15a rs. por trimestre
se por ventura quizer aprender algum outro, ao
mesmo lempu lora daquelle.
Arl. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujeito so paiamenlo de suis mensalidades. devendo
ser previamente communicado ao director a sua re-
tirada, quando lenha de ser eflecluada ; porquaolo
0 i ollei.io nao admitle descont algum sob qualquer
[mlexlo que seja, ueni mesmo de feria : o trimes-
tre principiado entende-se vencido para seu paga-
mento.
Art. 10. Nenhum alomuoser conservado no col-
legio, deixando do serem pagas suas eontribuir,es,
segundo o eslabelecido no arl. 6.
Art. II. Tambem nilo ser conservado aqneile
alumno, que, denlro em (i mezes, so mostrar inapto
para o prendizado, oo de'oin procediinenlo repre-
hensivel c incorregivcl.
Arl. If. 0 collegio fomecer sempre aos alumnos
pensiouislas e meio-pcnsionisla?, alimento sadio e
abundante, e luies de vela a aquelles para o esludo
a noile, c bauhos duas vezes na semana.
Art. 13. As despenas com livros, molestias.e ou-
lra imprevistas serSo por conta dos paudosa-
1 uranos.
Ar. 14.Cada pensionista Irar seo bhu com ren-
pa siillicienle de uso, cama de vento, espelho, pente,
tiiesoura escovas, hacia de rosto, jarro etc.
Arl. 15. Nenhum pensionista poder sahir do
collegio i panera, ou a nulro qualquer fim, sem li-
cenca do director que a conceder, ou denegar se-
Rundo entender conveniente.
Arl. Ili. O collegio trabalhar lodos os dias alis
de manliia e larde.
Arl. IV. Sao feriados no collegio, alm dos do-
mingos e dias santus, a quimas feiras de loda as se-
manas, em que nao baja algum dia santo, ou quai-
iiuer onlr.i feriado : os 3 dias do enlrudo al a quar-
i.' feira an Cinza inclusive ; de quarta-feira da Tro-
vas at domingo de Pascoa, os diss 24 de marco, 7
de selembro, e dous de ue/emhro, e de 15 de dezem-
bro a 15 de Janeiro de cal a anuo.
Arl. 18. Tambem ser feriado em agoslo o dia de
Sanio Alio iso,padroeiro do collegio.
Arl. II). Para manter a ordem e inspeccionar os
alumnos, luyera um inspector que morar no mes-
mo collegio.
.Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha alies-
lado de pr impos para fa/erem seos exames onde
Ibes cooviei, depois -de vencidas as materias do enii-
iii., ejulgados habilitados pelos respectivos professo-
res, e com audiencia do director.
Recife 9 de agosto de 1851.
Affonto /os de Oliveira.
Approvo. Recife 19 de agosto de 185.O viga-
rio Venancio Henriquet de Retenie, director geral
iolerino.
Agencia de passaportes.
Tirain-se passaportes para dentro e fura do impe-
rio, lilulos de residencia e folhas corridas, com a
maior brevidide, e pelo preco o mais commodo pos-
sivel : na ru i do Rangel n.' 8.
O abaiio assignado faz s'cienle ao resneilavcl
publico, que ic consenhor de urna parle do aneenho
Ouileba, tilo >a freguezia de Serinhaem, aqual par-
le lhe perlenreo por fallecimenlo de sen sogrn Ma-
noel Freir di Silva a sua mulher Anna Maria da
Conce(3o, cono consla do seu formal de partilhas.e
porque no invenlario do fallecido Antonio Joaquim '
I.emenha I.in nenhum caso iizeram dos primeiro
herdriros, comenhoresdu dito engenho, sendo a mu-
lher do abaixo assignado, como consla dos seus do-
cumentos, he'deira, dos primeiros fundadores do
mesmo engenho, e para qualquer que queira nego-
ciar ou arrendir odito engenho se uo chamea igno-
rancia, por iss-i faz esle annuncio, para nenhum ne-
gocio poder fa ter sem o abaixo assignado ser'uvido,
e nao sendo cono declaro, Oca, segundo a tei, poder
por o engenho em praca publica por renda oo venda
a dila parle, como lhe permute a lei. Recife 26 de
Janeiro de 1854.I.uiz Jos de Souza.
J. Hunder, mui respeilosaraenlc avisa ao res-
pclavel publio, em particular aos seus freguezes,
que mudou sua loja de alfaiale da ra do Aragao
para a ra Nova u. 52, nonde pretende mellmrracn-
(e dsempenhai as func^es de sua oflicina, e ao mes-
mo lempo offercer sen presumo aquelles que delle
se quizerem ulilisar.
ATTENCAO'.
Acha-se abena a loja, sila na roa Nova n. 52, e
para liquidarno vendem-se a? fazendas nella exislen-
les, por lodo pr;co, como sejam : chapeos francezes
em muilo bom i slado pnr 55000, ditos de seda a 800
rs.. dilos'do Chille a 19800, bonetes para meninos
160 a 320, dilo. do oleado para homem a 500 rs.,
duzia de courinlios para chapeos a 390, e diferentes
qualidades de m udezns que svisla dos compradores
ser,1o apresenladas. Adverte-se ao respeilavel pu-
blico, que esUs fazendas se venderao por muilo me-
nos de seus valores por se querer liquidar nesles
poucos dias.
Aluga-se a casa ti. 49, na ra da Cruz do Reci-
fe ; os prelendenles podem dirigir-se mesma casa,
ou rna de Apollo, na rasa onde morou o fallecido
Nurberlo Joaquim Jos tiuedes.
Jos Carneiro da Silva, como procurador de
sen sogro Joaquim Aulonio de Vasconcellos, faz ver
ao publico, e principalmente aquellas pessoas qua
compraram carim secca no armazem em que o dito
Vasconcellos levi sociedade com Jos de Medeiros
Aguiar at 1892, que nada pagucm ao mesmo Me-
deiros,por lerem todas as dividas da liquidadlo do es-
tabelecimeulo pcrlencido ao mesmo Vasconcellos,
como se v do an rancio publicado no Diario n. 191
de 1853. O auuiinciaole sabe que o dilo Medeiros
occullou ascarlai do debito do Sr. Anlonio Pinlo de
Mattos, documentes com que preleude cobrar para
si a divida do mesmo Mallo., que no halando mon-
ta a irezcntos e lanos mil reis, procedimento esle,
contra o qual, protesta o dilo Vasconcellos.
Joscpha Henriqnea de Miranda Barros, pro-
fessora particular dos primeiros conhecimentos, mo-
fadora na ra d'Alegria n. 12, avisa ao respeilavel
publico c em pailicular aos pai de sua alumnas,
que abre a soa ai la uo dia 5 de fevereiro do corre-
le anno.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 aUA DO COLLSOIO 1 AJCTDJLa 25.
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manhaa aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora dodi ou noile.
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quer mulher qoe esteja mal de parte, e cujas circunstancias n3o permi.tam pagar ao medico.
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luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volume encadernados em dous e acompanbadodo
lili lllCi'ln" jrin /fita liiriilil-i iln .> ... I .. i .. .1. -!.--------i. (MV^t/WUk
a nica
MEDICA-
. .pie uno podem dispensar as pes-
soas que sequerem de licar a urlica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a la/en eiros e senhores de engenho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucommfl.'o seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de rairhlia que por cirenmstancias, que nem sempre pim ser prevenidas, sao obriga-
dos a pre-lar in cnitmenlt os primeiros soccorros em suas enfermidadei.
O vade-mecum de hoineopalha on lridocr,ao da medicina domestica du Dr. llering,
oir lamliem ulil ts pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um yolu-
me grande, acompinhado do diccionario dos termos de medicina...... 10SO00
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homeopalhia, e o propr elario deslc estahelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
r.inguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
llolicas de 2i medicamentos em glbulos, a 10J, 129 e 159000 rs.
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Ditas 48 dilo.
Hilas 60 dilot
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Tubos avulsos
lia- os de meia on^a d
a
a
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lindura.
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19000
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vidros para medicamenh
de e por presos rauile commodos.
MHTiiflnn
s, e aprompta-se qualquer eucommenda de meilicaueoloscom loda a brevida-


4
DIARIO OE PERN&MBUCO, SEGUNOA FEIRA 29 OE JANEIRO OE 855.
J. m, DENTISTA,
continua a residir iiarna Nova n. 19, primoi-
Notos livrosde honeopalhia mefranccz, obras
(odas de umma importancia :
ilahneiuann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
MgOOQ
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7000
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16,7000
6J0U0
81)000
165000
lOOOOO
83000
73000
69000
4iOO0
105U00
30*000
LISTA GERAL
lunes.
Teste, molestias dos meninos.....
Bering, homeopalhia dumeslica.....
Jahr, pharmarnp.iiinmenpalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harthmann, tratado completo das molesli-is
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
De Fayolle, doulrina medica hoineopatha
Clnica de Staoneli........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de todas as parles do corpo human .
vedem-se todos estes livros no consultorio hnmeopa-
thico do Dr. Lobo Hoscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
DENTISTA FRANCEZ. 5
^ Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larga la)
f/ do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- 0
41 tes com gengivas arliiiciaes, e dentadura com-
8) pieta, ou parte della, com a pressao do ar. g
Tamben lem para vender agua dentifricedo *
Dr. l'ierre, e po para denles. Rna larga do 6f
Rosario n. 36 segundo andar.
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga lem urna carta na livraria Ins. 6 8
da praca da Independencia.
l.'iride Italiana, revista artstica, scientilica e
Iliteraria, debaixo do immediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeano-Ravara. Subscreve-se em Per-
nambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
PUBLICACA' DO KSTITOTO HOIEOPA-
THIGO DO BRASIL.
TH15SOURO HOMEOPATHICO
qu
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA
Mtthodo concito, claro e seguro de curar homco-
palhicamente todas as molestias que aflligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rel-
nam no Brasil, redigido segnndo os niclhores tra-
tado* de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
_*nos, e segundo a propria eiperieocia, pelo Dr.
Sabino Olegario I.udgere Pinho. Esta obra he hoje
reconhecida como a melhor de todas que tralam da
applicacSo homeopathica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-Ia e consulta-la. Os pas de
familias, os senhores de eogenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejos etc. ele., devem
le-la i mao para occorrer prompltiuenle a qualqoer
caso de molestia.
Dous volumes em broedura por 108000
B eneadernados HgOOO
vende-so nicamente em casa do autor, o palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomma-se com loda .1 perfeir;Ao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado u. 15. j
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Saljjadinho,
riueira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albi.quer-
quemudou a sua aula para a rita do Ran-
gel n. 11, onde continua a recelar alum-
nos internos eexternos desde ja'por me-
dico preco como he publico: quem se
quizer ulisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
BANCO DE PEBNAMBUCO.
O presidente da assembie'a geral do
Banco de Pernambuco convida aos se-
nhores accionistas a comparecerem na
sessao ordinaria do dia 31 do corrente Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 ho-
ras do mesmo dia. na casa do referido
Banco, em virtude da requisirao que lhe
foi feita pela direccao. respectiva, emofll-
tio de 15 do correnta. Recife 17 de Janei-
ro Cavalcan de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario,
Aluga-se urna sala no segando andar da ra do
Collegio, propria para advocacia : trata-se do seu
aluguel na ra do Queinado n. 7.
ATTENCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-se com um completo sortimenlo de bebidas de
todas as qualidades, cerveja em nieias garrafas e gar-
rafas, licores francezes, vinho linio e branro, queijns
novos, sardinhas deNautes, manteiga ingleza e fran-
ceza, da melhor que se pode encontrar 110 mercado,
cha da India e de S. Paulo, dito prelo. chocolate,
sssucar de lodas as qualidade?, holarhiiiha ingleza,
dita de ararota, charutos para os amigo* do bom hos-
to. das melhores marras, S. Flix, Figuetredo Ro-
cha, e oulros niuilos que se pedirem, alelria, ma-
carrao, talharim para sopa ; pedimos lambem aos
senhores de engenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo eshbeiecimento com suas
fieguezias, adiando ludo pelo preco da praga e a sa-
lisfaciio do comprador.
Anlonio Egidio da Silva, lente de geometra
co lyceo desta cidade, pretende abrir nodial.de
fevereiro, na casa de saa residencia, na ra Direila
n. 78, 001 curso de geometra para todo n anuo lec-
: os senhores asludanles que o quizerem fre-
quenlar, podero dirigir-se a mencionada casa, das
7 horas das manha aleas 9, e das 3 alo as 5 da
larde.
Dos premios da 2/ parte da 1/ Lotera concedida pela Le Provincial n. 105, de 9 de tfaio de 1842, a Irraandade de
N. 8da Saude do Poco da Panella, extrahida em 17 de Janeiro de 1855.
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Vende-se banda de poren derretida: na rna do
Rangeln. 3o, ai00rs.|a libra.
Vendem-se velas de carnauba da me-
Uw quahdade possivel ; na fabrica da
ra de Horta, n. 110-
Vende-se ou aloga-se orna pedra de composi-
Sao, que lema maravilhosa propriedade de neutra-
nar o veneno de cobra e cao damnado sem denar a
amis pequea lesao ; o possuidor della ensinara o
modo porque se deve usar dla para tratar: na ua
de S. Jos n. 21.
Sacca* com farinJia.
Na loja n. 26 da ra da Cadeia, es-
quina do beccolarfio, vendem-se saccas
com superior farinha de mandioca por
menos preco do queem outra qualquer
parte.
ROLAO FRANCEZ
que tenha qualro palmos e duas polega-
das de largura, e com onze palmos e meio
decomprhnento ; na Gamboa do Carmo,
n. 14.
Nao se tendo reunido numero sufficifiile de
credores do fallido Anlonio da Cosa Ferreira Es-
trella, para se verificaren) os crditos de formar o
contrato de uniao c se proceder a nomeaejio de ad-
ministradores da casa fallida, as difTerenles vezrs
para que leem sido convocados, de novo manda o Sr.
Dr. jui. de dircilo da primeira vara do commercio, Compra-sc effcclvameiile bronze, lalao eco
convocar us credores do dito fallido para compare- bre velho : no deposito da fundido d'Aurora, na
eerem na casa de sua residencia na na da Concor- ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
dia, no dia 30 do corrente mez, ss 10 horas, para o fundido em S. Amaro.
indicado lim, licando advenidos que nao serao ad-i
mitlidos por procurador se este nao apresenlar pro- Compram-se escravos de ambos o* seos, assim
curaco com poderes especiaes para o acto, e que a com?jecebem-se para se vender de commissao: na
procurado nao pode ser dada a pessoa que spja de-1
: ra Direila n. 3.
Vcn.1e-se excellenle lalioado de pind, recen-
Iemente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enleuderse com oadminis
rado r. do mesmo.
CEMENTO H01AH0.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ; conimdo, e do superior qualidade: no
assim como lambem vendem-se as tinas fatrazdo armazem de N. O. Bieber& C,, ra da
thcatro, armazem de Juaqoi-j Lopes de AI me ida. 'Cruzn.
gesela de Eidwln Maw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
Vendem-se ricos e modernos pinitos, recente-
mente chegados, de excellcntes vozes, e precos com-
moil"s em casa de N. 0. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
vedora ao fallido, nem um mesmo procurador repre-
sentar por dous diversos credores. Recife 25 de ja-
neirode 1855.Oescrivo interino, ManoelJoaquim
Baptista.
Aluga-se o primeiro andar da casa da esquina
da ra larga do Rosario n. 39, e o lerceiro c quarlo
andares da roa da Cadeia do Recife n. 4 : a tratar
no primeiro andar desta mesma casa.
Na loja de Anlonio Lopes Pereira de Mello &
Companhia, nn ra da Cadeia do Recife n. 7, rhegou
ltimamente, viudo do Aracaly, urna pequea por-
cao de saccas com encllente feijao limito novo e de
boa qualidade, por prejo commodo : a tratar na
mesma cima.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Figueiredo
lem urna carta na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia.
Na taberna da roa da Concordia ainda se pre-
cisa de um caixeiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que lvelo ja na pra-
cinha do Livramento tem orna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Convem explicar ao publico qne o Sr. Raphael ,
Bozano se diz credor da massa de Oliveira Irmaos <5' Independencia.
Companhia, porque senda devedor da quantia a que
nos referimos, parece que em Genova fez um Iras-
passo da sua divida para um credor de maior quan-
tia, e agora figura de credor pelo saldo. Ora, para
quem sabe que o devedor de una casa- fallida he
obrigado a pagar lodo o que deve, e nao pode con-
tratar com o que nao lhe perlence, he, fcil concluir
se o Sr. Bozano devia Iraupassar seu debito, e figu-
rar como credor de um saldo, ou entrar para a mas-
sa com o que devia. Nao sabemos que documentos
S. S. poder exhibir a nao ser algum adquerido com
a mesma facilidade com que fez a transferencia da
divida em Genova.
Em virtude de-nao nos lersido possivel obler
lodas as listas que distribuimos, alim de oblerem-se
assignatoras para a publicarlo da obra Reflexoes
sobre a educado physica e moral da infancia: ro-
gamos as pessoas que se dignaran assignar, e que a
nao recebertm, de mandar procurar os exemplares
a que liverem direito, na ra estreita do Rosario n.
30, segundo andar. (Preco para os assignanles rs.
29000.
VENDAS
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamandoa e modelnsosmais moder-
iMIiWh r&K.l I X.l. nos, machina dorison tal para vapor con forra de
ILiIlVn IJUU 1000. i cavallos, cocos, passadira, de ierro estandado
Saliiram a' luz as follunlias de alffibei- Pa" casa de P"sar, por _menoMprcc,. que os de
_ ___ i i i ,- cobre, esco-vens para navios, ferfl da Suecia, fo-
ra com o almanak administrativo, mer- lhas de fiandres; ludo por barato reco.
cantil, agrcola e industrial desta provin- N __ ... '
. r. INo armazem de Vctor Lasne. ra
ca, corngtdo e acorescentado, contendo i r 0- ____,___
mn j -nn v Ua t^rt/., n. 527, vende-se o seiruinte : pa-
4O0'pan;inas: vende-se a oOO rs., na li- < ,, '_ r '
1 ,. o j i j Pel pmtado para lorio de salas, com
vrana n. 0 e 8 da praca da lndepen- i' i f_ v,
, f v k~ mu lindos desenhos; wermoutli em cai-
Cla" xas de 12 garrafas ; diversos licores de
FAT IlflIII A C DADA 1QKK mui boa q"ali lULlIlinAiJ MA 1500, Bordeaift em caixas de duzia ; kirch
Acham-se a* venda as bem conhecidas ^ melhor autor; agua de flor de laran-
olhinlias impressas nesfa tvpographia, I ja ; cognac Terdadeiro ; absinth, choco-
de algibeira a 320, de porta'a 1G0. eeo| late milito superior qualidade; champa-
clesiasticas ai80i-s., vendem-se nica- gne : o que tudo se vende muito em
[ mente na livraria n. O e 8 da praca da I Hita, em relajo a'boa qualidade.
Da
. AGENCIA -_-
Fondicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
Ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chimas de vapor, e taixas de ferro batido
e (Coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Devoto Christao.
Saldo a luz a 2." edic.io do livrinto denominado-
Devoto Christao.nais correcto e acrescentado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PBLICAgAO" RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nda dcsla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria o. 6 e 8 da praca da
independencia, a IJOOO.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar norias e bada,
decapim.iiafundijadel). W. Bowmau : na raa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
, sicas para piano, violao e flauta, como
\ ende-sc na loja n.l/da ra do Quemado, pe- 39500 e 49OOO, c juntamente lia casemiras pretas, idam (luadrilhas valut l.,t ,.U
de agau pannos pretos e selim macio para colle.e. das me- ^Jf '.q j redowa?. .='>
SYSTLMA MEDICO DE HOLLOWAY.
1.4DAP0LA0 COM T001E DE AYA-
RlAA5,000E5,o00.
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadas para rosto a l#lO,-
vendem-so n na do Crespo toja 11. 16, asegunda
quem vern da ra das Cruzes.
Panno prclb e de cores muito dons para 39,
ras de m.idapolao fino com loque de avaria
doce, pelos presos cima : dinheiro visla.
Vende-se um preto moqo, que serve pura todo
servido, urna prela boa cozinheira, e un casal de es-
cravos casados, por preco commodo: na ra Direila
n. 66.
PARA 0 MADilISHO DO
ROM GOSTO.
A 8$000 rs. o corte!!!
^& O solicitador nos auditorios desta cidade
^jk abaixo amignado, continua a excrcer as ~~Z
<^ fu11c5r.es desse cargo, para o que pode ser $3
^J procurado no escriptorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fouceca, o mesmo compro- ^**
^^ melte-se 1 solicitar causas de partido an- ^
' nual, com lodo zelo eaclividade, mediante
^& um pequeo honorario, assim como as
[ causas particulares nSo noe prec.o as M
parles. Cantillo Augusto Ferreira da .SJco.

Vendem-se na roa do Queimado, loja 11. 17, aop
da botica, os modreos cortes "de vestidos de larlala-
na de seda com quadros de cores, de lindo* e novo-
- Jos Tanta Muniz FrazSo. snbdilo porluguez, SS^f:com 8 Yara' e meia- Pel bara, Pre "9
relira-se para a Europa por causa de molestia.
Aluga-se a loja, sita na roa do Collegio 11. 16
com armaco propria para qualquer estabelecime*
to, ou vende-se, cono eonviir ao pretndeme : Ira-
ta-se na ra do Queimado n. 40, segundo andar, ou
na Iravessa da Madre de Dos n. 15.
piano.
J0S0 P. Vogeley avisa ao respcilavel publico, que
em ana casa na ra Nova n. 41, primeiro andar, a-
cha-se um sortimenlo de bons pianos de Jacaranda,
rom forma de armario e fabricados por'un dos pri-
meiro fabricantes da Europa, de vozes harmoniosas
o duradouras e suas afinarles: o anuunriaule con-
tina a afinar econcertar pianos com perfeicao.
Wtfleies sobre a educara physica e moral da in
fancin, offereeidas as mais de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xavier.
Esta obra destinada ao bem socud e ncressaria a
quantos seorcupaiD da educarlo infantil, para que
edegue ao condecimenlo de lodos, acha-se \ venda
pelo prec,o de 39000 rs. as lojas dos Srs.': Juao da
Cunha Magalhaes.na ra da Cadeia do Kccife n. 51 ;
Joao Soarcs de Avcllar, na na Nova 11.1 ; e as li-
vrarias Classica pateo do Collegio n. 2, Universal na
roa do Collegio, e na do Sr. Dourado no paleo do
Collegio 11. 6.
Da-so a juros sobre hypolheca em um predio
nesta cidade al 1:0009000 rs. : na rnado Ollegio 11.
21, segundo andar, ou na ra Augusta n. 14.
LECTURA REPENTINA
METHODO CASTIL10.
A escola se ada transferida para a ra
larga do Rosario n. 18, prWcipia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As lices para
as pessoas oceupadas de dia serao das *a"s
9(da noite.
Acha-se aberla a matricula da aula publicarle
georaelria da Faculdadede Direito, do l.o de feve-
reiro no ultimo de marf,o, na conformidade dos esla-
tulos : em casa do respectivo professor, no pateo do
Paraizo sobrado que volta para a ra da Ruda, das
8 horas da mantisa em diante em lodos os dias
uleis.
Precisa-so de una escrava fiel, boa cozinheira
e engommadeira quem a qaizer alugar, dirija-se
ao paleo do -Paraizo sobrado que volla para a ra da
Koda.
Alugam-sc 2 casas terreas com conmodos para
pequea familia, de OjOOO nensaes cada una, silas,
una ni ra do Sebo 11. 52, e oulra no principio da
Soledade 11. 27 : a tratar na ra da Aurora 11. 26,
primeiro andar.
D-se dinheiro a premio em pequeas quan-
tias sobre penhores de ouro ou prata : na ra do
Padre Floiiano, primeiro andar do sobrado n. 71.
A pessoa que empenhou Um relogio de ouro.
em poder de Joaquina Mara da Conceicao por 509
rs.,desde o dia Hdejulho de 1853, venha lira-lo no
prazo de 8 dias, do contrario sera vendido para sen
pagamento, visto j nao cheear para isso.
Aloga-sc una casa de un andar e loja, na ra
da Viracao n. 31, assim como a.loja do sobrado, na
Iravessa do Dique n. 9, e duas casas terreas, em F-
ra de Portas, ra dos Guararapes n. 15, e ra do Pi-
lar n. 13 : a Iralar com o proprielario Antonio Joa-
quim de Souza Ribeirn, na ra da Cadeia do Recie
n. 18.
L'MA DECLARACAO-.
1). Barbara Maria da Silva Seixas, como procura-
dora do seu esposo o Sr. Nuno Maria de Seixas, de-
clara que a massa da sua casa commcrcial milla e
89O001M
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
A 400 rs. o corado.
Vendem-se na ra do Queimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquidadlo de contas.
NOVAS ALPACAS DE SEO &
A 500 rs. o covado.
I Vendem-se na loja de Faria & Lope, ra do
Queimado 11. 17, as modernas alpacas le seda, de uo-
vos e lindos desenhos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
MELPOMENE DE I.AA" DE QUADROS,
GOSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vende-se para ullimacao da contas : na loja de
Faria & Lopes, ra do Queimado n. 17.
RISCADOS VARSOVIANOS
A VsOOO rs. o corle.
I Ihures qualidades que existen no mercado, e por
precos mais baralos do que en nutra qualquer par-
le : na loja do sobrado amarello, nos qualro cantos
da ra do Queimado o. 29.
Vendem-se terrenos proprios para eslabelecr
monto das padarias, con porto de embarque perlo :
a Iralar na ra do Livramento 11. 27, segando andar.
ALBANEZA, A MIL RF.IS.
Vende-se a 18000 o covado da excellenle fazenda
intitulada albaun, com 6 palmo de largura, pro-
pria para veslidos, manlilhas, habilns de relisiosos,
e oulros falos : na ra do Queimado, loja n. 21.
A 180.
Vende-se a nove vinlens o covado de riscado fran-
CCZ. com quadros de diversos tananltos : na ra do
Queinado, loja 11. 21.
Vende-se breu en barricas nuilo erandes epor
preco commodo : na ra do Amorim 48, arma-
zem de Paula & Sanios.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
[on & C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inelezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose cnstirae bronceados.
Cobre de forro.
Chumbo em lecol, barra e mttnico.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezat.
Fio de sapateiro.
? DE 2,000 RES V -200,000. 1
| 53 Superiores e fisainos chapeos do Chile {$
Venden-se riscados Varsovianos de quadros, fa-| 2 P'r,,men'enlfcfai,amalsanp*riorftMllda
zenda nova e muilo fina, imitando a seda escoceza, f"e *"" o mercad.", chegados reren- jg
chapeos de
" ide- $j
proteslar e fazer scienle a esses credores, os Srs. Pita
Orligneira, Jos Antonio Pinto e oulros, que Irn- Na loja n. 2. da ra do Queimado esquina do bec-
sirrionaram o encenho Aratansil, etc., etc., que em co do Peixe Frito, vendem-se os lindos chales de
tempn competente lera de exigir-lhes o valor da sua
divida por capital e juros ; visto como, nem seu es-
poso al 1851, e nem posteriormente a abaixo as-
signada fra ouvida a respeilo.
Barbara Maria da Silva Seixas,
Desappareceu no dia 23 do correle, a noite,
da cidade de Olinda, mu eavallinho pedrez, ja velho,
com marcas de (Vi ida de cangalha dos lados, e urna
cicatriz ua sarnelha,ten} diversos ferros, sendo o ul-
timo CI (unidos} e urna cruz no quarlo esquerdo ;
anda a paso e rarrega de meio quasi a esquipar :
quem o livor adiado ou o vir, pode lomar e leva-lo
a cidade de Olinda,ra da Boa llora, CandidoEus-
taquio Cesar de Mello, ou nesta cidade, na cocheira
do Sr. Ucmai dn Anlonio de Mirauda.
COMPRAS.
Compra-se patacoes hespanhes
em qualqer qtiantidade, na ra do Tra-
piche, armazem n. 38, de Miguel Car-
neiro.
to para a provincia, como para fra del
la ; e tambem recebem-se de commissao
na ra Direita, n. 66.Francisco Ma-
thias Pereira da Costa.
Compra-se urna rotula em meio uso,
ganga escarate, pelo mdico preco de 39200 rs.
Diario do Pernambuco de 1854.
Na ra Bella n. 24, vrende-se o Diario de Per-
nambuco do anno de 1854, encadernado em meia
enradernai-ao, 2 volumes.
CHAROPE
' DO
BOSQUE
O nico deposito]conliniia a ser na botica de Bar-
(holoneu F'rancisro de Souza, na ra larga do Rosa-
rio n. 36: garrafas grandes 59500 e pequeas 39000.
M'ORTAXTE PARA 0 NiBLICO.
Mi
METAL AMAUF.I.LO
para forro de navio : vendo-e por preco conmodo,
encasa de Isaac Curio & Companhia,'ra da Crux
ii. 10.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mcicado,
ii i ra do Trapiche n. 15, armazem de
lujos.
tickes,' modinhas tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Kecife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenle chegada.
Vende-se urna balanza romana com todos os
stus perlences, em bom uso e de 2,000 libras: quem
a pretender, dirija-se .i ra da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-sc superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por prco commodo: nos
armazem n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes c5i C, lia ra do Trapiche n. o\,
primeiro andar. '
Na ra do Vicario n. 10, primeiro andar, ven-
de-sc farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
ticlao.
PILULAS HOLLOlrVAY.
Este inestimavel especifico, composlo inleiramen-
te de hervas medicinaes, nao contm mercurio, nem
oulra alauma substancia deleclerea. Bcuisno mais
lenra infancia, e conpleitao mais delicada, he
isualnenle pronplo e estiro para desarraigar o nial
fia compleicaomais robusta; he inteiramenle inno-
cente em SAias^iperacoes clteilos ; pois busca e re-
taiove as doeneas de quall|uer especie e grao, por
mais auligas e leny.e; qu ejam. _
Entre mtKmrti depeSWs curadas com esle re-
medio, muitas queja eslavam as portas da mortc,
perseverando en seo uso, conseguirn! recobrar a
sade e forc.a, depois de haver tcnlado iuulHmenle
todos os oulros remedius.
As mais afilelas nao devem entregar-te desespe-
radlo ; facam un conpetenle ensaio dos eflicazes
efleilos desta assombrosa medicina, e prestes recu-
peraro o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em tomar esse remedio
qualquer das srguiilesenferrnidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias mal d' .
Aslhma.
Clicas.
Onvulsoes.
Debitidade ou extenua-
eo.
Debilidade ou falta de
forras para qualquer
consa.
Desinteria.
Dor de sarganta.
de barriga
i nos rins.
Dureza no veolrc.
Knrermidade m> fijado.
a ^Wereas
Enxaqneea.
Ilcrysipela.
Fcbres biliosas.
inlermitlentes.
para
de toda especie.
Cota.
Henorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
Indigesles.
Iiill.iiumai.'ic-.
Irregularidades da mens-
Iruacilo.
Lombngas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslriirjao de ventre.
Phlliii.ic.aoo cuiisumpcnu
pulmonar.
Ueiencao d'ourina.
Hheumatisno.
Symplomas secundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
I
i
POTASSA BRASILEIRA. 1$)
Vende-se superior potassa, fa- fcft
prc?o commodo ; /K
Bastos Ir-;*'
NA RA DO APOLLAN. 19, ^
vendem-se saccas com arinhademandio- (A
ca, superior qualidade por precio nunca {Ok
visto ; sendo porca se todo o negocio.
sai@a#i:3g
Rl'A DO CKESPO N. 12.
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente,- recommen- /
da-se aos senhores de engenhos os X
setis bons eleitos ja' experimen- ^
lados: na ra da Cruzn.-20, ar- V/
mazem de L. Leconte Feron & 9
') Companhia. Q
Taixas pare, engenhos.
% Vende-se nesta loja superior damasco de Na flindit'ao' de
M seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, t' n.
por preco razoavel. 2 i Bowmann na ra
s;i:;e@5;s;S:?:^;Gseeg do o dba&ra con
Na livraria da ra do Coilegio n. 8,
vende-se urna cscolhida collecraodas mais
hrilliantes pecas de msica para piano,
Para cura de phtisica em lodos os seus dillercnles !
Comnra-see vende-se escravos fin R""-.quer molivana Por on">pas6e, tosse._ asth-1 as quaes sao as melhores que se podem a-
v.uiii|iiu c cveiuie-se esclavos, tan- ma, plenriz. escarros de sannue, ddr de costados e i,'___ f, ,. i. ,'
51_ peito, paipitacao no coracao, coqueluche, bronchitc, d,ai P8 lazer um rico presente.
ddr na garganta, e lodas as moleslias dos orgos pul-
monares.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia : no armazem de Brunn
C, ruada Cruz n. 10.
Praegcr &
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas ron superior farinha de nandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
VenJe-se fio de sapateiro, bom :en casa daS.
P. Johnslon & Conpauhia, ra da Sensata Nova
n.42.
ferro de D. W.
do Brum, passan-
haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prec,o commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55, ha para vender 3 exced-
ientes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vendem se eslas [ululas no eslabelccimenln Rcral
de Londres, n. 2*4, .Strand, e na luja de lodos os
boticarios, droguistas e outras pessoas enrarregadas
de sua venda em loda a America do Sul, llavana e
Hespanha.
Vende-se a bocelinhas a 800 res. Cada umj del-
las conlem urna iii>lriiri;ao em portuguez par ex-
plicar < modo de >e mar d'esUs piliila-.
O depo'ito seral he em casa do-Sr. So'um, phar-
macentlco, na rna da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
Vendem-se superiores queijos londrinos, diloi
de piiiha, ditos de prato.dilo gusisos em libras, mui-
lo novos e frescaes, presuntos oara fiambre, muilo
novos, discoilos melezes de diversas qualidades, bo-
lachiiiha de soda em lalas pequeas e graudes, cho-
colate hamburguez. superior marmelada de Lisboa
em latas de 2 c libras, passas miudas muilo novas,
ludo da melhor qualidade que lem viudo ao merca-
do, lamprea de escabexe em lalas. tudo pelo mais
commodo preco : na ra da Cruz do Kecife n. 46.
Vcnde-se um cabriole) com coberla e os con-
petenle arceios para um cavallo, todo quasi dovo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, arnnzem do Sr.
Miguel Seceiro, e para Iralar no Kecife ra do Trapi-
che n. 14, primeiro andar
Deposito de vinho de cham- W
pagne Chateau-Av, primeira qua- $
iP) lidade, de propriedade do conde 0
' de Marcuil, rita da Cruz -do Re- S
^ cife n. 20: este viaho, o melhor a
A* de toda a Champagne, vende-se
7? a 36^000 rs. cada caixa, acha-se
*v nticamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
|^ fulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No antizo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
critorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Itussia, americana e do Kio de Janeiro, a presos ba-
ralos que he para fechar contas.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, ten a
venda a superior fianclla para forro de sellins che-
gada rccenlenenlc da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
\ ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qoalidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as tinas : alraz do (hcatro, arma-
zem de taboas de pinho.
Venden-sc no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, de Henry Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA PE MANDIOCA.
\ ende-se a bordo do brigue ConceirSo, entrado
de Sania Calharina, e Tundeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, e para porefles a tratar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14. F
Acha-se de novo eiposlo venda a deliciosa pila-
da leste rolao francez, que so se encontrar na ra
ua cruzn. 26, primeiro andar, e na loja de Cardeal,
ra larga do Rosario, por muilo comnodo prejo.
r Vende-se a loja de miudezas a ra do Quei-
mado n.6, a dinheiro ou a prazo: quem a preten-
der, cfirija-se a mesma loja, qne achar com quem
- Vende-se superior arroz do Maranhao a 2a000.
e do sul a 18900 a arroba: na ra Direila n. 8.
IhiT, VC,n'v!;'e ba"U de L"b0a mui"> no co-
so a m T40 arroba : ven'>e-se lamben cebla
UhnlT *? ,u>,eri0r' "8,(j0 ; chocolate de
Lisboa muilo fino, en latas de 4 e 3|4 a 18800 cada
urna : na roa do Queimado n. 44.
Vende-se urna porcao de foraas
para lazer velas de carnauba, eumacal-
deira paraderreter cera, por todo dinhei-
ro : na ra Direita, n. 65.
- Vende-se um eKraT0 denaCi1o. moco, deboni-
la ifgura, com boa conduela, oplimo pira todo ser-
vijo : na ra Direila u. 3.
- Na roa do Queircado n. 21 vendem-se pecas
i ?* l'"h0 de 6 "raSl P'1"' b"l PrC
de.15200 a peja, na mesma loja riscados largos a
200 rs. o covado.
Vende-se um ptimo sitio muito
grande.com urna exceliente casa de sobra-
do para numerosa familia, bastantes com
arvores fructferas, baixa para capim,
commodo para 12 vaccas, etc., etc., no
lugar denominado Rosarinbo, confronte
a igreja : a tratar na ra do Collegio, ar-
mazem n. 15, com o agente Borja.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de superior qualidade e bom goslo, se-
da, escossezas das mais modernas a 1-5500 o covado,
chales de seda de superior qualidade a 11, cortes
de vestido de seda lavrada e nuilas oolras hiendas
por mullo barato preco : na na do Queinado, loja
Vende-se superior espermacete americano por
preco commodo : na ra do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula & Sanios.
BOM NEGOCIO,
vende-se orna taberna com poucos fondos, bem
an-esuezada e em boa roa : faz-se qnaiqoer neaocio
mesmo a prazo com boas firmas, o motivo se dir
"a ra do Pilar n. 137.
Vendem-se corles de veslidos de selim preto,
urados, muito boa faienda, e padroes do ullimo
islo, por prec.o muito em conta : na loja do sobra-
o amarello, nos qualro cantos da ra do Queimado
v ATTENCAO- AO BARATEIRO.
vendem-se apparelhos para cha de porcelana dou-
rados e pintados de esmalle, dilos brancos, ditos a-
ziie para ch>, ditos para mezas dito,, lanternas de
pe de vidro, ditas de casquindo inolezas, ditas de rt
d- composico, copos para aaua lapidados, romp-
letras para doce, porla-licnres lapidados, bacas e jar-
ros de porcelana donradas e brancas, palileiros dou-
rados de figuras, compoteiras lizas e bordadas e ou-
lros mullos objedos por prejo mais commodo do
que em qualquer parle: na rna Nova ao n do oi-
tao da Conceicao n.jl.
ATTENCAO'.
A nova fabrica de chocolate homeopalhicoede ea-
nella, musgo, ferruginoso, feno, amargo, e para o
diario, acha-se aberla na rna do Vigariq*. 27 : lem
nais,, yenda cha prelo homeopalhico, <*a superior
da India, assucar refinado e de earoco ; a vende-se
urna balancea grande, urna dila pequea cora um ter-
no de pesos de meia quarta a urna arroba, qualro
temos de medidas de folha para liquido., um dito
de pao para seceos, dosu canteiros para pipas, ludo
por commodo pre^o.
Vende-se urna carroca com boi, ludo em bom
estad... sendo a carrosa propria para casa particular,
por ser de armado grande, e muilo nova, ou aa tro-
ca por outra mais rasa : quem a pretender, dirija-se
ao Corredor do Bispo, primeira taberna, delronte do
quarlel da Soledade;
OLEO DE LINHACA
em barris e bolijoes : do armazem de Tano Irmaos.
Estamenha verdadeira ,
para lerceiros franciscanos: na ra do Queimado
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com fartaha da Ierra, nova e
. m \0'!"ii^ Por preco comnlodo ; na ra da Ca-
deia do Recife n. 23.
Vendem-se mnVaes para missa, novas, e boa
encadernac,a0 : quem pretender, dirija-M a roa do
Cibuga, loja n. 6.
Vendem-se vidroscom aan das Calda da ltai-
nda, excellenle cara para quem padece de moleslias
do estomago e rheumalismo a 500 rs. cada um vidro:
quem pretender, dirija-a* a botica da Ignacio Jo.
do Coulo, no largo da Boa-Visla.
800 BS. CADA l M.
Chales de algodAo decores de bonitos ptdrfies,
neos de garca e seda de bonitas cores a 600 ., di-
ll uT de C.rS a160rs- cor,es "-mbr.ia
com nabados, padroes modernos, a 4S5O0, dilos do
cambraia roxa com barra 2500, cortes de semita
de bom goslo a 5j>, casemiras de algodao a 320 rs o
covado, e outras fazndas por muilo commodo pre-
Co : na ra do Queimado loja n. 22.
RUDO CRESPO LOJA ENCARNADA.
V>nde-se cassa franceza fina, de lindos padioes
a 4tw rs. a vara ; corles de gaze de seda, de costos
escocezes a SoOOOrs. chales prelos de merino,
superior fazenda a 3o200 o 3>00 ; corlea de briol
de puro linho a 1?2S0, 1J600 2 rs. ; chales de
!.-,,. com ""' Pal,ni,s Ponas a 38200,
lIsHKl e i--) r<. ; romeiras, chales de toquim, dilos
de seda, pannos de lodas as cores e qualidades por
precos conmodos ; corles de rasenira de cores a
4-5080, 45.OO e JOOO ; dilos de dila prela nuilo
superior a 7 e 8^M)0 rs., e outras nuilas fazndas
novas, qne se vendem por menos Ipreco do que em
outra qualquer parte.
Champagne da snperior marca Cometa: no arma-
zem de Tasso IrmAos.
GARRAFAS VAS1AS
:sreJe,1garrafs: no ""
i7ova T de1AP"0 ,a- *ende-s* potasaa mui-
to nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que en oulra qualquer parle,
e. travos de angue, que exislem no Caes do
Ka oos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 26 de Janeiro de 1X55,
nina mu.a de uome Vicencia, perUncente a Jos
ijorgonio Paea Brrelo, baixa, rorp regular, cara
redonda, tendo um deleito as cosas, sendo meia
rorcunda. que pOUco musir; Itvando umveslido de
cassa con barra cor de caf, e oolro por baixo de l-
godao azul: as pessoas que a apprehcnderem, leven
ra Direila, sobrado n. 79, que ser satisfeilo do
seu Irabalho.
Esta fgido o escravo Manoel, crioulo, de 24
airaos de idade, he nuilo cmbela das pernal, e
n urna dellas lem urna argola de ferro, he muilo re-
grista ; levou cal^a de riscado da, algodSo azul c ca-
misa de dilo, a qual cosliuna Irazcr por fra das
calas : quem o pegar, leve-o ,i ra estreita da Ro-
sario, tabernil n. 47.
CEM MIL BEIS.
Desappareceu no din 6 dedezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 anuos de idade, ves-
Ka, cor aral.ocl.da, levou um vertido de chita com
lislras cor de rosa e de caf, e oulro lamben de chita
nrsnco. con palmas, nm leuro amarello no pescuco
ja iiesbolado : quem a apprehender, conduza-a t
Apipucos, no lldi-iro. em casa de JoAo I.riie de Aze-
vedo.ou no Recife, na ptaca do Corpo Santo n. 17,
que receber a gratificado cim.
No dia 15 de Janeiro do corrente anno, fugiu
um mrn escravo de nomc lauacio, crioulo. idade 24
anuos, alto, espaduadn, roslo eomprido, falla mode-
rada, com marca de una fistola no queixo, j *aa
com um aleijSo na perna esquerda, que lorna- perna bstanle zamba c empede andar con perfricJo
e nianqueja, foi cria de I). Anna Maria Benedicta,
moradora na cidade de Olinda, e he crta senhora
mana do Sr. Porciuncula ; comprei o dito escravo ha
2 mezes.e ha nolicia de 1er o escravo andad. pelo
Rio Doce e Maria Parlona : quem o capturar leve-o
a seu senhor \ cenle Anlonio do Epirito Santo, no
aterro da Boa-Visla n. 62, ou no seu sitio, na Ca-
punga.ltente Antomio do Espirito Santo.
.;
PERN.: TYP.DEM.F. DE FAJUA. -1855
UiiTimnn


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