Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01299


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Full Text
AM1U AAAI. R. il.

Por & mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
M4
SABBADO 27 DE JANEIRO OE 1855.
Por anuo a di a ni a do 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
/
DIARIO
IWMK
-=
PERNAMBUCO
EXCARREUADOS DA SUBSCRIPCA'O.
Kecife, o proprietrio M. F. de Farin ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Jo-lo Pereira Martins ; Babia, n Sr. H.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo do Men-
donja ; Parahiha, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim lunario Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Aoionio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
jictorano Augusto Borget; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marque* Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazona, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Paris, 3*2 rs. por f.
Lisboa, 105 por J00.
Rio de Janeiro, "2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acjoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discord de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 63400 velhas.
de 63MOO novas.
de 490*0. .
Prala.Palacoes brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29000
1GPO0O
169000
99000
19040
19940
1C8C0
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JUSTINA
Por decreto de 3 de dezembro fumn removidos :
O juiz de direito Benvenulo Augusto de Maga-
Hules Taques da comarca de Jacobina para a do Ca-
mam, na provincia da Baha.
dem dem. Francisco Liberato de Mallos, da co-
marca da Imperalriz, as Alagoas, para a da Jaco-
bina, por o haver pedido.
dem idem, Esperidiao de Barros I'ime.itel, da
comarca de Flores, em Pcrnambucu, para a da Im-
peralriz as Alagoas, por o haver pedido.
dem dem. Luiz Jos de Sampaio, da comarca do
Paran, ein Minas Oeraes, para a de Floras, por o
haver pedido.
dem idem, Manoel Jos Pinto de Vasconcellos,
da comarca da Villa Nova, em Sergipe, pata a de
Paran, por o haver pedido.
dem idem, Jos Vieira Rodrigues de Carvalho e
Silva, da comarca do Penedo, as Alagoas, para a de
Rezende, no Rio de Janeiro.
dem idem, Joao uirino Rodrigue* da Silva, da
comarca do Ipil, no Cear, para a do Penedo.
dem idem, Franciico da Serra Carneiro, da co-
marca do Brejo, para a de Casias, na provincia do
Maranhao, por o haver pedido.
Idtm dem, Gonjalu da Silva Porto, da comarca
de Pastos Boas para a do Brejo, no Maranhao.
dem idem, Antoiiii Francisco de Salles, da co-
marca da Parnahiba, )o Piaohy, para a de Piraliny,
no Rio Grande do Sul.
dem idem, Miguel Joaquim Ayres do Nascimen-
to, para a comarca de Sobral, no Cear, fleaudo sein
elfcito o decreto que > havia removido para a comar-
ca de Casias,no Maranhao.
0 juiz municipal < de orphaos Marcos Antonio
Rodrigues de Souia, dos termos reunidos de Obidos
e Faro, na provincia lo Para, para os da Barra do
Rio Negro e Barcellos, na do Amazonas.
Foram nonteados :
Chcfe de polica da provincia do Paran, o juiz de
direito Theophilo Ribiiro de Rezende.
Juiz de direito da comarca de Villa Nova, cm Ser-
gipe, o hachare! Angelo Francisco Ramos.
dem idem, da comirca do Ipii, no Cear, o ha
charel Lourcujo Fraaseo de Almeda Catando.
Mem idem,da comirca de Pastos Bons, do Ma-
ntudo, o juiz municipal Joao Paulo Monleiro de
Andrade.
dem idem, da comirca do Parnahyba. no Piau-
hy, o juia municipal Luiz Lopes Vida* Boas.
Juiz mancipal e de orpbaos dos termos reunidos
deObldos e Faro, uo Par, o barharel Romualdo de
Souza Paes de Andracc.
dem idem. da de Ilajuha, na provincia de Minas
Geraes, o hacharel Jos Antonio Alves de Brilo.
dem idem, da de Chrislina, na mesma provincia,
e bacharel Joao Jos R<>drigues,
dem idem, da do Rio-Bonito, da provincia do Rio
de Janeiro, o bacharel Jos Soares Tcixcira de Gou-
va. I
dem dem, da de S. Fidelles, da meama provin-
cia, o hachare! Bernardo Guilherme Carneiro.
dem dem, dos de S. Malheo, e Barra de S. Ma-
llieea da provincia do Espirito Santo, o bacharel
Gaspar de|Menezes Vasconcellos de Drtimmond.lican-
do sam effeito o decreto que o havia mi meado para os
termos da Barra do Ro Negro e Barcellos, no Am-
talas.
1 abelliao doregislro gcral das hypnlhecas da co-
marca da Estrada, na provincia do Rio de Janeiro,
o tabllalo Joaquina Ferreira Pinto, '
Mem idem, da comarca do Rio Bonito, da inesma
proviucia, o labclliao Jos Pereira Burges de A-
raujo.
Foi declarado, cm virluile da nova divisao judi-
ciaria da provincia do Rio le Janeiro, qaeos juizes
municipaese de orphaos Cndido da Silvera Rodri-
gues, e Manoel Bernardino Baplisla Pereira, conli-
nuem a exercer anas jnrisdi jes, este no termo de
Saquarema, e aquello nos de ItaboraJiy, Santo An-
tonio de S, e Marica.
Tiveram merc de serventa vitalicia dos ofliei-
ae*. de :
Kscrivlo do juiz de direiln da 3. vara civel do
municipio da corte, Marcellino Francisco Ferreira
de Souza Cocllio, tirando porom obrigado a prestar
i ao serventoario vitalicio Francisco de Mello Franco,
a terca parte do rendimenlo do raesmo ofttcio, na
conformidade da lei de 11 de outubro de 1817.
Eserivao dos feilosda fazenda provincial da capi-
tal de Periiamboco, Antonio'Jos de Oliveira Mi-
randa.
2. Escriv.to de orphaos da inesma capital. Joao
Facundo da Sirva Guimaraes.
4. i abelliao de olas da mesma capital, Luiz da
Costa Portocarreiro.
Por decreto de 4 do mesmo mez
Foram Horneados:
Tenente coronel commandanle doHiatalhao de iu-
fanlaria n. 12 da guarda nacional da provincia do
0 PAR4120 DAS MILHERES. (*)
Par Paalo Feral.
PRIMEIllA PARTK.
CAPITULO V
Lista dos prqtoi de una ceia.
Bate i porta, Lorio!, diste Chifln, temos ho-
ja com que pagar ceia e rama.
A mor parte d lama ficen na lina. Tanto peior
paraos cavallos sequiosos. ChilTon e l.oriol tinham
o rosto limpo, e podiam apresenlar-se aos scus ami-
gos e iuimigos.
Diaule da porta havia um pnial de tres desros,
que era a entrada particular da mesa da hospedara.
ChilTon o I.oriot nao tinham ousado alTronlar a en-
trada grande da taberna, que dava para a ra.
lairnil tinha o pe sobre o primeiro degro ; mas
aao suba.
Ei-a I drsse-lhea rapariga.
Ilize-nii'. ChilTon, pergoiiinu I.oriot para ga-
nhar lempo, ha lees que sejam de ouro?
A rapariga halen com o p no chao, e Loriol su-
bi o primeiro dczrao.
Teiw niedo, pequeo, lens medu disse Chif-
ln com desdein.
Porque nao bates la mesma"!
Porque estas grande, e j lie lempo de seres
h.imetn, meu Loriol.
Este subi o segundo degro, emquanlo ChilTon
coiilinuava com loin resoluto c dogmtico:
Quaudo a rente lem com que, o medo he loti-
ce... Pejo e pago, nao he assim'.'... Os mercadores
ah eslo para venderem, os eslalajadeiros pranos
alejaren... a elles so Ido de alegrar vendo chegar
mais dous.
Como nao subir o lercero degro"' l.oriol anima-
do por essa falla ia baler porla ; mas Chifln mu-
llo di parecer, e exclamou :
Espera: \eio-me agora urna idea.... He cerlo
que bale-se para entrar uas hospedaras 1
Nao sei, respoudeu Lorio! rindo ; porm ido
ha grande mal niso.
Nao lia grande mal! repeli ChilTon escanda -
lisada. Nao te envergonhariasde portarle como um
huiro _
Oh !... raarmurou Loriol admirado.
Nao le envergonliarias so dissessem : Aqui es-
tilo dous que nem ao menos si bem como se entra as
hospedaras.'
() Video Diario n. 21.
Rio de Janeiro, Aniceto Joaquim Ferreira Guedes.
Major commaudanle da secjao de balalldo da re-
serva n. 4 da dita guarda nacional Saturnino Duarle
Silvera.
Ajudanle do balalldo de infanlaria da guarda na-
cional do municipio de Esa da provincia do Amazo-
nas, o 2. lente reformado do eiercilo Joaquim
llaymiindu Pereira e Souza.
Foram reformados nos mesmos posto :
O major da amiga guarda nacional da proviucia
do Espirito Santo, Francisco de Paula Gomes Bitan-
court.
O capillo ajudanle de ordena do exlincloromman-
do superior da guarda nacional do municipio da vil-
la de S. Francisco da provincia da Baha, Caetann
Lopes Villas-Boas.
Foram promovidos:
A major rommandante da 11_."secro de bataltde
da reserva da guardanariou.il da provincia de S.
Paulo, o capitn Antonio Joaquim da Roza.
A alferes da 3.,, compauhia do corpo municipal
permanente da corte, o sargento quarlel meslre do
mesmo corpo, Joao Jos de Vargas.
EXTERIOR*
AS POTENCIAS ALLEMAS E A RUSSIA.
I>" nosio correspondente em Bcrlim.)
Rcmell-lhe um extracto da memoria dirigida,
durante o congrosso de Vicua, pelo fallecido feld-
mareclial prussiano Von Knesebeck, ao ministro
prussauo Von Sleiu, relativa ao equilibrio do po-
der na Europa, e especialmente cm retacan aocom-
porlamcnto essencial que a Prussia e a Austria de-
vam adoptar para com a Russia.
Esordiarei esle estrado, dizeudo que o escrptor
gozou ateo ultimo momento da sua vida da per le-
la confianra do sen soberano, Frederico Guilherme
III que era nao s e umversalmente respeilado
pelos seui ampios e comprehensivos designios poli-
leos, como pelo talento estratgico ; que foi espe-
cialmente estimado pelo imperador Alevandre. e
nao foi excedido por homem algum na Prussia em
verdadeira devotaciio aos interesses do sen paiz,
nem no respectivo coiihecimeuto dellcs. Alm dis-
to, possua a curasein das suas opiniOes, a qual co-
ragem he. neste lempo, a mais triste deficiencia en-
tre aquellos que gnvcrnam, ou que oceupam cargos
que Ibes d jus a governar e ser respoosaveis pelos
Jeslinosdo paiz. Pode-e acrcsccnlar que a memo-
ria, extractada da Vida do L)r. Perlz de Stein,
foi publicada em forma de pamphlelo, e produzio
profunda sensaro na Altemanha.
^J fronleiras da Aiutri e Prustia contra a Rueda
uua l'olbtiiq.
Se a Polonia nao for dividida, segundo os relato-
ros de 1805, entre os tres estados vizjnhos. entao
urna ou oulra das segnintes alternativas -e apresen-
tam daqu em diante : Ou a Polonia tornar-se-ha
urna provincia sussa, ou a Polonia tornar se-ha
um estado ndependente.
Em ambos os cases os estados cireomviziiihos dc-
vem ler urna senuranra, isly he, urna fronleira mi-
litar contra a Polonia.
He islo um dever exigicV/ a cada um estado para
a sua propria seguranca, fi he dos interesses unidosj
de todos, f'peehlmcn(a.^^^l0tlft^c\eji,mn^
liberdadeda Europa. Com eftetlo, h^l^f0me]-
la que ey.es marcham para a peleja e cada um nes-
te negocio he obrigado a cuidar dosocego.
Seguranca e independencia, eis os ohjcclos. A Eu-
ropa nflo pode permanecer tranquilla em quanto
esla seguranca nao for determinada no Oriente (isto
he, contra a Russia) como he no Occidente. Nao
pode permanecer quieta em quanlo as suas libcrda-
des poderem ser de novo amoscadas. Nao ha nada
quando apparece a presdo, ou pela espada ou pelo
kaiit/cha, nem cousa alguma pode ser produzida
petos bonicos livres, nem pelos bonicos Ilustrados.
Exigera garantas contra ambas as cousas ; contra
qualquer preponderancia. Esla he a exigencia que
fazem ans seus covernadores. He por isso que Ido
feilo iunumeraveis sacrificios.
Como he que semeanaute seguranca deve ser obli-
da do lado do Orienle ?
Entao, he evidente que as condirdes devem ser
diferentes se a Polonia for urna provincia russa, ou
no caso em que a Polonia se torne independenle.
No ollimo cao as forjas da Austria e da Prussia
equilibraran o estado vizjnho, porque a parle mais
saliente do sen territorio nao Ibes he Uto pericoa
como resultara de um estado de elevada maanitude.
Cem mil Polacos conihalentes concentrados em
Leuczye serian; conlrabalanrados por 120,000 Prus-
sianos dcs-iminad.u em Posen, Czeaatocliau, ou
Bromberg. 500,000 Russos em Leurzyc deslruiriam
a mnnarchia prussiana.
No primeiro caso, a projecjSo na Prussia do terri-
torio polaco fora inconveniente. No ultimo, a mes-
ma prejeejao ameajaria a existencia prussiana, e
Ibe destruira a independencia. O primeiro podc-
ria ser tolerado ; quanto ao segundo, a yida perde-
ra oscu valor.
Pois bem responden Loriol, entremos sem
baler.
Entremos sem baler isso he fcil de dizer-
se... Eu quizera que chesaase alguem para saber se
he ou nao nacesaario baler-se.
Anles de ser rica, ChilTon nao tinha le nem re-
gra. Baler ou deixar de baler, Ibe lera sido iuleira-
menle o mesrno. O luiz de ouro dava-lhe oiespeilo
buinauo, e a vontade de obrar como todos, que he
urna maneira buraoeza do respeilo humano.
O respeito humano em cerlos loucos pode consis-
tir em nada fazer como lodos. He prodigioso o que
ha em um luiz de ouro 1
Torna a do-cor, disse Chifln ; se eu nao fra,
leriasfeilu bellas cousas! Es feliz por me teres.
Se tu nao fiiras. respoudeu o rapazinlm, eu te-
na empurrado a porla.
E depois ?
Depois lera dilo: Boa nolc, meus senhores!
Muilo bem! exclamou Chifln, eu eslava cer-
ta disso.
Teria eu cnlao feilo mal assim ?
Todos te leriam tomado por um pequeo al-
deSo.
Oh !... disse Loriol.
I- o ido o humilhava, como Chifln desejava.
E depois? persuutou ella com o accento mais
irnico que podo arhar.
feria ido aqueccr-tnc debaixo do panno da cha-
mine.
Ah! meu pobre Loriol! meu pobre l.oriol!
disse a rapariga erguendo os hombros.
Se ella houvcsse sabido as locujoes civlsadas, le-
ra dilo : Como lens pnura pratira Todava ella o
senta. Feiliceiru luiz Porque me chamas leu pobre I.oriot".' murmu-
rou o rapazinh'n confuso.
E depois"! iiterrogou'ChilTon cm vez de res-
ponder.
I'orcm Loriol nao quera mais. Era lusceplivel, e
nao goslava que ninguem esrarnece.se dePc.
ICinl'nn, disse com colera, como farias tu".'
Eu'!... Oh! romo es maligno!
A rapariga rellectio um instante, e lornou pesan-
do bem as palnvras:
Eu batera i porta, se he coslumc bater-se...
Alguem viria abrr-me, nao he verdade?... Eu fa-
ra ertlao urna reverencia e dira: Venho para ceiar
e dormir, se o senhor ou a senbora assim m'o per-
mute, segundo fos esse ahrir-ine a porla... cs-ahi!
Loriol tinha a respirarle corlada pela admirajao.
Ah exclamou profundamente convencido, as
raparigas sao mais sagazei do que os rapazes!
Depois toinou a companhera pela mo o acres-
centon:
* Enlra idiante, es tu que deves fallar.
t.inllon asseiilou-sc obre o degro dizeudo:
Assenla-lc abi, temos lempo Se nos pergun-
tarem que queremos para ceiar, que responde-
remos?
Urna idea digna de Sardanapalo atravessou o es-
Assim, so se agilasse a questao de seguranca dos
estados ronlra um oulro no Oriente, enlSo a esla
questao se respondera de urna maneira completa-
mente dilTcrenle, segundo as alternativas cima
mencionadas, e sendo assim a Polonia nao seria
constituida como estado independenle: Nao po-
de haver seguranca para a Prussia se a Russia po-
der lanrur-se com uuiii vasla forja no territorio prus-
siano ; nenhuma seguranja para a Austria se a
Russia se lanrar atravez do Vstula.
De oulra sorte a Russia seria urna mina contra a
Prussia, prompla a reduzi-la a fragmentos ; ao
passo que contra a Austria ella obteria por va da
curvatura do Vislula um escudo contra os Carpa-
thios. Protegida dcsl'arle ella convertira este ba-
luarte natural em seguranca, e penetrara no cora-
jao dos territorios austracos.
Por estes meios a Russia ampara a seguranca e
independencia de ambos os estados, c se colloca na
mesma posijn para com estes e para rom toda a
Allemaiiha como Napoleao collocou a Franca para
com os oulros paites, quaudo lanjou-se sobre os
hombros delles com o seu peso. A Russia e elles
collocavam-se por este meio n'um estado perma-
neolc de hostilidades enlre si. Se com effeito a
Russia retiraste as suas forjas para traz do Dwina,
esle fado ido melhoria os negocios. Nem sempre
Napoleao conservou as suas forjas na fronleira :
Pelo contrario, a hypocresia escond l.-i torna a ques-
illo peior.
O pesadelo permanece, posto que nao possa no
momento opprimir o peilo. A respectiva pressao
permanece, porque pode opprimir quaudo julgar
conveniente. Nenhum homem racional pode ser
Iludido pela astucia.
Se a fronleira polaca for (como he) urna provincia
russa.
Qual ser a extrema fronleira da Russia e ella
obliver novas conquistas na Polonia como indemni-
sajo pela guerra : e se a Finlandia e'tudo quanto
teni oblido no Mar Negro e da Persia durante dez
anuos ( anlerinrmenle a 1815 ) ido a salisfizer? (1)
Assim a fronleira he do dislinclameule Irajada
pela ualurcza, se aprsenla 13o clara ans olhos, que
os polticos s podem deliberadamente olhar para
islo, mas nunca sem intcujao.
leo Vislula al o Bug.{2) sao os pantanos, os de-
serlos e os bosques do Narew desde o Bug al o la-
goSpirding. Nao pote haver meio (ermo, nem lie
possivel. S3o estas as prescripjoes da ualureza que
com maternal mflo providenciou a seguranja de seus
fillius, enlre o mar (Ballico) e os Carpathios, da
mesma sorte que finalmente indieou-lbes un dos
maiores ros como fronleira ; e entao quando o rio,
em consequencia das suas salientes curvas, ja nao
he conveniente para urna fronleiraporque torna-
n,t"esla potencia senirj-Tra emir., e dar-lhe-hia
inimensa forja offensva, que mnio dividiria.il ou-
lra, como acontece com o Vstula rom elleilo,
nula entao. a nalureza com instructiva ndo ndi-
cou o Narew. Nuate ponto he que o primeiro limite
d'agua deve ser abandonado, porque mais favora/
veis obstculos se aprcsenlam n'uuia tinha recia-do
que anda sao apresenlados pelo Vstula, nos n-
lanos do Narew c nos lagos da Prussia ork^il,
que se reuncm nos intcrvallos enlre o Bug e Curish-
Haf. (occidente de.Mennl.
Reconbejainos a ino da nalureza, e sigamo-la.
Ella erigi differenles estadosindicou a cada um os
limites necessarios seguranja delles. Quando Uto
poderosos inleresses esdo em collisao, a posse de al-
gumas milhas qtddradas ou o rendimenlo de alguus
dollars nao devem ser considerados. S devenios ser
guiados pelos grandes deliniamentos da nalureza.
Enconlramo-los nicamente as considerajes su-
pra.
O Vislula al Modlio, e entao o Narew, defioem
os limites da Russia. .
Fronleiras da Polonia,se fosse ndependente.
A fronleira cima mencionada pode ser diQereotc-
menle Irajada, se um estado livre, independenle,
governado por si mesmo, isenlo de qualquer influ-
encia eslraugeiran'uma palavra, se a Polonia for
reconstituida fiesva entre a Rnssia, Austria c Prus-
sia.
Endo a presso seria mais suave, ou anles nao
haveria pressao directa daquelle lado sobre a Austria
e a Prussia. Nao leriam a recear icios offensivos
da p; re da Polonia.
Eulao nao exigiran) eslender-se afim de levar a
defeza alm do eorajao dos respectivos estados-, ido
leriam necessidade de recorrer a obstculos naturaes
(1) N'om judicoso pamphlelo, recenleinenlc pu-
blicado em Berlm, intitulado, Viagem uo Riesen
Gebirge de Mutler e Schullze, o dialogo sesuinle
se passa entre Pasquino e Marlisa, da capital prus-
siana :
Muller : Vamos i Posen ver a fronleira onde
a Russia corneja c a Prussia acaba ?
Schullze : Agradejo-lhe, quizera ver antes a
fronleira onde a Russia e a Prussia cumejam
(2) Pedimos que se recorra ao mappa'cummum,
para que e possa obler a explicaran desles terri-
torios.
pirilo do no-so Lorio!; mas elle ido alreveu-se a ex-
primi-la, tilo louca e eivada de golodice lite pare-
ceu. Tinha cuidado em pedir unsovos fritos em tou-
cinho ; nao porque livesse iiiiuca provado ovos fri-
tos em toucinho; mas porque uuvira alguns feli-
zes fallaremcom prazer dos que tinham comido.
Oh! 40Qlou a orgulhosa Chifln, nem ao me-
nos sabes u que se pude comer as hospedaras. Pe-
la ininhit parle vou pedir carne cozida, aseada e gui-
sada, sopa e batatas.
Os olhos de Loriol firaram deslumhrados, e e|le
disse retendo a respirajao :
Repele! Cante cozida...
Assada.
Guisada... Ah! meu Dos! isso leve ser ex-
cellente!
Sopa.
E batatas !
Tinham comido batatas e sepa, tal vez carne cozi-
da, porque iluas ou tres vezes no anuo os camponc-
zes das costas do Norlc lanjain um pedajo de carne
no fundo Ja panella ; porm a carne assada, e so*
hi eludo a guisada era coUsa descotihecida e digna de
ser cobijada !
Loriol estove prestes a sallar de alegra.
Ali! disse com enlliusiasmo, se temos ludo is-
so, podemos ter lambem ovos fritos em toucinho !
Chifln estendeu-lhc a mao cora bondade, c res-
ponden :
Teremos ovos fritos em toucinho; lens fume?
Eu comera um pao de seis libras!
Entao oITcrece-me o brajo; vamos assenlar-nos
mesa.
l.oriol tema despertar, perqu isso nao poda dei-
xar de ser sonho.
Ambos subirain e abrram aporta sem bater. O
janlar eslava acabado, e as cadeiras vasias em lomo
da mesa. I.oriot trema vista das magnificencias
que se Ihe olTercciam repentinamente aos olhos. Com
elTeito a sala eslava Torrada de novo com papel tin-
gante e azul, sobre a qual peudiam as gravuras ce-
lebres, que representan) as scenas principaes da
Torre de Netle. ChilTon lanjou um olhar sobre ludo
isso, e nao perlurbou-se.
A porla abrindo-se abalas a urna campainha. Urna
mulher gorda veio, medio com a vista os recem-
cliegado', e pergontou :
Que querem ?
Ceiar e dormir, senbora, respondeu ChilTon
fazendo urna reverencia.
l.oriol lrou o barrete de lia corlezmentr, e acres-
ceotou :
Eis-ahi I
A mulher encarava-os allenlament. Achou-os
geutis. porque poz-se a rir, e disse :
O senhor e a senbora querem nm quartn com
dous leilos ?
11 ouve um momento de embanco, durante o qual
a mulher ra vontade ; pois achava jocoso ler cha-
mado os dous pohresinhos senhor e senhora.
Dous leilos! repeli Lorio!. Que ideal
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruani, Bonito e Garanhuns nos dias 1 el5.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOurietiry, a I3e28.
Goianna e l'araliiba, secundas e sexlas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
PREMIAR BE IIOJE.
Primeira s I! horas e 42 minutos damanha.
Scsunda s 1 i botas e 6 minutos da larde.
ACDI ENCAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas equinlas-fuiras.
Relaco, teiras-eiras e sabbadus.
Fazenda, terjas e sexlas-feiras s 10 horas.
Jui/.o de ot phos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quarlasc sabbados ao meio dia.
EPIIKMEIUDES.
Janeiro. 2 Lua ebria as 5 horas, 48 minutos e
33 segundos da manha.
11 Quarto initiguanie s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da laide.
18 Lita nova as 6 horas, 17 minutos e
36 segundos da manhaa.
ii 1\ Quarto crescenle a 1 hora, 48 mi-
nulos e 32 segundos da manha.
MAS l.\ SEMANA.
22 Segunda. Ss. cenle e Aoaslacio nim.
23 Terja. Os desposorios da SS. Virgen Mi de 1).
24 (Juarla. N. S. da Paz : S. Thiniotheo li. m.
25 (Quinta. A Conver.-o de S. Paulo apeallo.
26 Sexta. S. I'olirarpo b. ni. : S. Thnogines ir.
27 Sabbado. S. Joao Chrysostomo b. douturda I.
28 Domingo. 4. e ultimo depois de Reis. S. i .
rillo b. ; Ss. Lionida, Flaviana c Gallanicu.
afim de 'ornar a sua tinha defensiva possivel. Esta
a linha defensiva; apparecera inmediatamente no
equilibrio da forja, c o espejo seria urna defeza con-
tra os a-saltos da Russia.
Entao a Austria lera Mmenle de cuidar na con-
mtv aran da eslrada, no lado do norlc dos Carpathios,
desde Cracuvia ale Lemberg, para manlcr os seus
movimeiilos livres.
A Prussia, para inanler communicajOes enlre os
seus territorios no Vislula com os do Oder, de surte
que o vcnlre ido possa ser separado do corpo do
estado.
Entao a Austria nada mais requercria para sua se-
guranja contra i Polonia do que pussue agora, e po-
de mais fcilmente ceder Lemberg e tragar a sua li-
nha fronleira ao longo do Vislula, do Sar edu Dni-
ster. Com elleilo, anda suppundu que a Russia
restilua Polouia ludo quanlo lem sublrahdo deate
estado, a Austria pode fazer mais do que se lem di-
to, c a sua fiouteira pela linha que, ao partir dos
Carpathios, e ao passar por DuMa e Tanow, acaba-
ra no Vislula. Com elleilo, as suas pruprias fron-
leiras sao os Carpathios.
A Prussia obteria o seu objeclo se terminassa com
o Drewenz no Vstula, c dalu por Semplouo e Kola
ate o Warlha, e enlao seguitido ocurso do ultimo rio
al Silesia.
Fim e apndice.
Eis ah os limites militares, lauto nu raso em que
a Pulonia se torne urna provincia rasa como na hy-
polhescda sua reconstitujao como estado indepen-
denle.Alo a seguranja dos | roprios estados orientaos
s pode ser fundada desta maneira. Se licar c'ara-
menlc demonstrado pelo prsenle curso das negucia-
jOes que os limites cima indicados contra a Russia
nao podem ser conseguidos, resulta disto que a se-
guranja dos oslados exige que nada seja desprezado
afim de que a Polouia, com as excepjes requeridas
para a sua seguranja, indicadas as coiisiderajoes
cima mencionadas, sejam completamente reslabe-
lecidasislo he, que se Irahalhc siiiceramenlc e rom
plena energa para que ella seja reconstituida como
estado exisleule por si mesmo, governada por scus
proprios administradores, que nao estejnm sentados
emthronus estrangeiros. Anda repilo, a ultima
fronleira mencionada olTercce seguranja contra a
Poloniamas ido contra a Russia !
Pelo contrario, se a Russia recusar a restaura jao
completa da Polonia, e com ludo eslender-se al
Warlha (ella eslende muito mais adianle lauto da
parte de cima como debaixo da curvatura desle rio,'
seja sobque pretexto for, os seus planos para ggyer-
nar o mundu se tornai iam inaiiirusiuM. as liberda-
desda Europa estaran! em perigo, e dentro de pou-
co lempo, yma nova guerra para a salvajao de lodos
os estados restantes seria aulecipada.
Por lauto, be forja refleclir sobre os meios ilc af-
fronlar esla guerra tmineule.
Esles meios so ossegunics :
1. A Austria c a Prussia se devem unir anda
mais eslrcilameute. Mas para realizar isto.a Austria
deve mostrar-sc mais candida, franca, c condescen-
denle para com s cousslidajo da Prussia ; deve
Iralar esle negocio 7mo cousa exigida pelos interes-
ses do mundo, do, |n,il depende a futura salvado da
Europa, e nao como un acto empreheudido involun-
tariamente por manifesla desconfiauja, em que ella
s consenle condcionalinenle, c acerca do que nao
se exprime franca e sinceramente, a despeito das
coudijOes que possa juntar.
Deve ficar convencida que, quando ella traa fran-
camente e de urna maneira obsequiosa para com a
Prussia, o resultado iuevilavel lie o que ella exi-
ge agora como condijo, e islo sem que se ex-
presse dislinclameule acerca das bases Bcgrunduug)
da Prussia, e que isto pode ser simiente a consequen-
cia e nao o prognoslico da procedmenlo da Austria;
porque de oulra sorle a Prussia repudiara o seu
nico esteio, e ficara completamente solada, se nao
encontrasse novo amparo na Austria.
O que a Austria exige, existe na propria nalureza
das cousas. Tor oulrolado, lanjara necessaramen-
te a Prassin nos tiraros da Russia em consequencia
das suas concesses mal definidas, condicionaos e in-
voluntarias, porque a Prussia ido teria oulro poni
deapoio no continente. (3)
Mas cima de todas as cousas, todas as declararles
polticas nao pronunciadas livremenle, ou com re-
serva, ido podem fazer progrodir os negocios, e s
causam desconfianjas, isolameuto, dcsarranjos e he-
silajoes as allianjas, e sao indignas das grandes
deas, dos grandes planos, e dos grandes estados.
(Esles sao os principios sobre que obra o gabinete
prussiano, e continuara a obrar mais provavelmcnle,
al que as chammas lhe chamusquen) os assenlos que
o.la.i debaixo do corpo.)
Se a Russia se mo exprimir oberta e claramente
acerca da Prussia, o que resta Prussia se ido lan- sao qualidades peculiares do czar, e he infati^avel
(3) Tal he a comlijao que a Prussia se lem re-
duzido no momento presente, nao por causa da ne-
gligencia da Austria, mas por amor de si propria,
varillante e mal aconselhada poltica. Com ludo o
liaron von Maiilcuflel he complarenlemeiite conde-
corado com o Ululo de esladisla.
IIEGIVEL
Coslumavain dormir um junto do nutro sobre a
palha nos celleiros. Para que dous leilos? Um leilo
j era um luxo insensato; todava ChilTon inclinan-
do a cabera com dignidade e alTectajao, disse :
Temos com que pagar dous leilos.
E como Lorio! quiz protestar, heliscou-lhc o bra-
jo acrescentando :
N3o he como na palha... E dentis j estamos
muilo grandes.
Desde quando .' pergunlou Loriol triste.
Oh desde o luiz de ouro !
O senhor e a senhora terao un quarlo com
dous leilos, disse a mulher inclinando-se.
Chifln fez nova reverencia, e I.oriot tirou segun-
da vezo barrete, que tornara a por na cabeja.
Chifln eslava mui alegre; mas Loriol lomava es-
sas grandes mauciras contra vontade.
Enlao. inciiiimei dada a ceia ; (ornua elle es-
fregando a manga no lugar em que fura beliscado.
Que tinhamos j dilo .'...
Oh lemhro-mc bem! exclamou onpazinha :
carne c ida, asada e guisada, sopa, batatas e ovos
fritos era toucinho.
Irra di'sa a tstalajadeira. vos's lem bom
appelile?
Sim, responderam ao mesmo lempo os dous
meninos.
E tem bastante dinheiro ? acrcsccnlou a'mu-
Iher.
Os dous menino, enrheram as hocbecbas, e res-
ponderam lamben ao mesmo lempo:
Cerl luiente !
A mulher moderou-sc, e sorriodo com bondade
lornou com Ion) sbitamente mudado;
Quem lem muito dinheiro, meus bellos meni-
nos, lem direito a todas as altenjoes..... porm.....
muilo dinheiro com semelhanle vestuario... Vosss
vem de muito Icngc?
Vimos ile casa, responden ChilTon locando Lo-
riol com o colovelo.
Este fechou logo as in.ios e acresccnlou :
De casa, ouvio, senhora?
E viajan assim a p?
Vamos pas-iMii o.
Para divertir-nos, senhora !
Foi I.oriot que proferio estas ultima* palavra.
frauzindo lerrvelmente as sobraiicelhas.
A eslalajadeira deu um passo para elle, e pergun-
tou-lhe all jaiidii-lhc a barba :
Tem passaporle. meu lilho, para viajar assim
por dverlimcnlo ?
Loriol corou furlemcnte ; mas Chilln respondeu :
Temos ludo o que nos he necessaro.
Ouvio, senhora'.' acrescenlou o rapazinho com
voz trmula.
Muito bem, entao vou preparar-Ibes a ceia,
disse a eslalajadeira salando.
Nesse momento um homem de alia estatura c de
semblante nobre empurrou a porla. Tirou o capole
de viagem. lanjou-o sobre urna cadera, e foi aque-
cer no fogao os ps mollrados.
V
rar-se nos bracos da llussia ?
Por ventura obrar a Austria desta sorle? Nao.
Ella desoja fundar una mcia Europa. (Compre
observar que esles presagios n.o silo applieavcis i
aclualdadc ; ou podem ser mais propriamenle ap-
plicados Prussia e a confederajao.j Para reali-ar
e-te fado, a Prussia deve ser independenle, inde-
pendenle da Russia. Mas, para ser independenle,
he necessaro que a sua forja seja consolidada e aug-
mentada.
Dar-se-ha raso que isto se faja ? Nao ; a Austria
consenle smciilc com difliculdade, e involuntaria-
mente em todas as colisas que se referen) a funda-
jao da Prussia. (11 Ora, ella se declara indecisa em
negocios que dizein respeito Prussia. Em vez de
chamar a Prussia a 5. causa inquielajoes, e obliga-a
aligarse com q Oriente. A Austria pratica desl'
arte em opposijao directa ao seu objeclo pruposto, c
impeli a Prussia para aquillo que ella (Austria) cm-
pedira com satisfarn, e que a Prussia cm verdade
pralica involuntariamente.
Dos permita que, por amor da prosperidade da
Europa, ella conbeja o camiulio falso que Irillia !
Se assim acontecer, he necessaro:
2." Que a Allemanha seja organisada militarmen-
te (islo se lem feilo, i e que se ma com ambos as po-
tencias, nau m como potencia como por liga.
3.'Que estas potencias orgaiiiscm as suas forjas
e as conservera promptaa para a guerra ; que a
Austria lenha nina fortaleza rom os ps entre Ja-
blunka e Teschen, e a Prussia urna fortaleza nn
Posen.
4."Que a Austria, Prussia c Allemanha se allem
firmemente com a Inglaterra.
.u Que todas estas potencias dirijan) a sua polti-
ca contra una allianra enlre a Russia e a Franja.
6. Que estas potencias (Austria, ele.) se al-
lem com a Turqua ; e em caso de guerra com a
Rusia, que deve arrcbenlar dentro de poneos anuos,
procureiii por os Turcos assim como os Persas em
commorao.
7." Que no casa de (al guerra arrcbenlar, os Po-
lacos no sejam despre/.ados, mas que os estados ci-
ma mencionados lhes garantam solemnemente liber-
ta-los do jiiu i russo, assim como a sua independencia
c a sua prepria existencia sob as fronleiras cima
mencionadas.
He forja que 6e nao desprezem nenhum desles
pontos, mas se ludo fr pralicadocoma energa e
pericia requerida pela gravidade do caso, entao a li-
herdade da Europa ser defendida contra o Oriente,
como foi felizmente defendida contra o Occidente.
Eis romo escreveu o feld marcchal von Knesebeck
ha quarenla anuos passados. Perleuce aos litoir,
polticos julgnr.se una porcito das suas prcdijcs nao
se tem verificado da maneira mais evidente, ese os
acluacs ministros da Prussia se Ido aproveitado das
a tmocsiajoes e lijOes desle estadista providente e
soldado experimentado.
(Morning Chroniclc.)
O Lloijd publica um arligo muilo bem escriplo,
no qual se encuntra utna delinearan das sita joes c
caracteres dos tres imperadores da Europa. Eis-
aqui um breve summaro do dilo arligo :
Ha hoje vnle e nove annos que o imperador Ni-
colao subi ao throno: o sexto auno de reinado
do imperador Francisco Jos lambem se termina ho-
je ; e esla he a dala do acontecimento historien que,
ha boje tres anuos, conlirmou novameiile o poder
do imperador Napoleao cm Franja. Ha cousa de
dous anuos, o czar de lodas as Russias lanjou urna
orgulhosa c conlendefa vista d'olhas sobremuitus an-
nos passados do seu reinado. Poucos governadore*
lem gozado vida Uo prospera a poucus terb sido
dado conquistar renome Ulu rpidamente, e aagrnen.
la-lo lAo plcidamente, ou inanler inviolavel um
grao de poder e auloridade que raras vezes tem sido
atlingidn. Desde o momento em que o czar subi ao
(bruno, e subjugou as tempestades uno precederaui
oseu reinado,os olhos do muudo|c dos mouarcbas con-
temporneos se cravaram nelle com admirar**. Sem
nunca ler coinmaiidalo umexercilo foi considerado
como hroe ; e, depois de alguns anuos, posto que
ido fosse igual a Pedro e a Calliarina como reforma-
dor c legislador, foi honrado pela Europa como esla-
disla de primeira ordera, e quasi considerado como
modelo. Grandezas falsas nao podiam manler do
preeminente posjao por um quarlo de secuto, o
sempre maulcr-sc graudc aos pesquisadores oilios do
mundo, (iraudo curagem, grande forja, moderajao
() Cumpre repellrquc esta memoria enderessada
ao primeiro ministro da Prussia durante o cuugresso
de Vienna, c antes que a Austria livesse consentido
nos ajustes lerriloriaes por meio dos quacs a Prns-ia
obleve melade da Saxunia, todas as restantes porjes
das provincias rhenaiias, c o grJo ducado de Posen
isto be, um urrie-ciuio do cinco a seis mhes de
populajao e com ludo desde aquelle dia al o pre-
sente a submissao prussiana Itussia, e ociume da
Austria tem augmentado de dia a dia, e estamos la I
vez em ve-pera da indigna submissao primitiva ser
elevada a urna gradajao.
como governadur da Russia. Temos para que, n'um
mmenlo fatal, o autcrata de lodas as Russias sepa-
rou-sedaboa fortuna que tem aeompanhado ou
perseguido-0durante a sua vida ; mas o sen ca-
rcter mo he daquelle. que turnara hrlho Tortuna.
A Europa esta empenbada com um opposilor com
quem pode combaler sem odio, c cuja dignidade li-
vra In-ba de ser tratado rom arrogancia e desprezo
anda na hura da victoria.......
ii Odiado pelos partido* liberaes, e o objeclo da
inimzade de todas as classes de Inglezes, Napoleao,
o valido da fortuna, subi ao throno de Franja, l'm
parven propriamenle dilo, o partidario do seu Ihro-
n i -srolhido de um.i maneira contraria ao cosluine
dos monrchas, achou-se solado entre os soberanos
da Europa. Exprobrado como absolutista pelos libe-
raes, suspeilocomo revolucionario pelos absoluli.tas,
tere em suas ndos, como por um araso, um enor-
me poder, para o qual adiar urna base segura era
sua huera. E azora Na Inglaterra he Iraijao pro-
nunciar urna palavra contra Luiz Napoleao que o
possa injuriar; e os Inglezes agoia o consideram
rom quasi o mesmo voluntario respeilo que conside-
ram o seu proprio soberano. O grande corpo dos
conservadores de lodos os paizes desejam que o seu
poder dure por muilo lempo ; e a vasla maiora des
liberaes reconbeccm nelle o contrapeso ao immenso
pdenla Russia. Nao eviste agora um vestigio da
inflexivel formalidade com que as curtes da Europa
lia muito poucos annos procuravam repellir o adan-
lamento do imperador que se havia creado a si pro-
prio. A tranquilla siguificajao com que elle, rindo-
se, se refere sua origem, nao permute que nin-
gnem reluca sobre a inaravilhosa can eir da sua vi-
da com outros senliinentos que ido os do respeilo,
pasmo e admirajao.......
a A historia falla na proverbial boa fortuna da Aus-
jra ; mas ltimamente lem ido anles de um carcter
negativo. O imperio tem pas-ado por militas prnva-
je, e lem sido tristemente vizilado, c ha experi-
mentado soraentc urna pera de boa fortuna positiva,
islo he, a griide boa fortuna do 2 de dezembro, que
he urna plena indemnisajao ato panada c urna garan-
ta du futuro. A iiidividualidade do imperador da
Austria he a mclhor esperanja d'AusIria. He um
iMveniailorconveniente no- lempo, abitados em que
vive ; e hoje o pavo a&radece com sali*fajao Provi-
dencia o ter-lhe proporcionado um rochedo de con-
liauja sobro que pode confiadamente arrimar-ce na
actual lempeslade. Nao se pode esperar que esla
tempe.lado passe sobre a Europa sem que exponha
esle paiz a una mais severa provajao.
(dem.)
lio de Janeiro
10 do Janeiro de 1835.
Temos folhas de Porto Alegre at :ll do mez pas-
sado, c do Rio tirande al il do crrenle. Reiuava
o mais perfeilo soccego cm loda a provincia.
A a!*embla provincial eucerrou os seus (rabalhos
no dia ttl de dezembro.
Do //o Gruiente de i~ do passado copiamos o
seguinte
No dia de Nalal pelas nove horas do dia ouvi-
ram-se gritos de soccorro de bordo da barca ameri-
cana Ocerman, e foram dar parte ao Sr. delegado
de polica, que promplo compareceu e olTciou ao
Sr. cnsul americano que, leudo de fjroceder a um
corpo de delicio a bordo de um navio americano,
solicita**: a_presenja do Sr. cnsul. O Sr. L'plon res-
pon leu que ido consentira que ninguem sean elle
prncedesse quellc arto a bordo de um navio da
Ludo, c que elle ia a bordo e que depois informa-
ra a S. S.
O Sr. dele-jado endo dirgo-se a bordo, onde
nao foi receido, pois que urna bandera americana
ao prtalo o impela, o n capitn derlarou que o
ido receberia, pois que all era territorio americano.
i O Sr. delegado de polica sabio lo da Ocerman
foi pira bordo da canhoneira Bujar a requislar
forja, mas sendo para i-so mister ordens do Sr. ca-
bido do porto, vultou trra, no entretanto que
dous cavalleiros, os senhores Eufrazio Lopes de A-
raujo eChristiano Tomscn, se offerereram punieren)
ler com o Sr. cnsul americano, afim de receber a
polica a bordo, o que conseguirn!, vollando oulra
vez a bordo o Sr. Toinscn com o Sr. delegado, e en-
do Ibe foi franqueada a entrada.
O Sr. cnsul logo que averisoou o factoa borda
veio para Ierra para olli iar ao Sr. delegado, mas
ido o fez porque voltou logo para bordo e mandn
jar a baudeira hrasilera. O Sr. delegado Irouxe de
bordo preso o capitao, que se ada na polica.
Na ra da Boa Vi.la o povo era para mais de
iOO pessoas, a ellerve-reneia era lal que o capido
para ir preso foi de brajo dado com o Sr. delegado
Porfirio, Tilo S e oulras pessoas.
Fo-noscominunicada orna caria de Liverpool da-
tada em 5 'lo mez passado, na qual se h) o seguinte :
Meus filhos, pergunlou o recem-chegado a
ChilTon e Loriol, que eslavam sentados mesa, p-
dcui dizer-mc que distancia vai daqui ao caslello ?
Nao somos habitantes do lugar, meu bom se-
nhor, respondeu Chilln com o seu mais lindo sor-
riso.
Isso deu humor a I.oriot sem que elle podesse di-
zer porque. O certo he que ChilTon linha urna va-
sa rsperauja de colher oulros quarenla francos ou
mais. llalli em .liante ella va luizes de ouro pur lu-
la a parle.
O viajante depois de ler lanjadu sobre ellos um
olhar penetrante e rpido, estendeu as pernas e cru-
zou os bracos sobre o peito.
Era um homem de Irinla anuos pouco masou me-
nos. Chilln c Loriot que nunca tinham visto prin-
cipes, pensaran) logo que nm principe devia ser
assim. Com effeito,como pude ser um principe seidu
um homem maior e mais bello que o* oulros .'
O viajante tinha essa belleza varonil e ao mesmo
lempo branda que o vulgo aprecia do vivamente
como o artista. Sua alta estatura denotava a graja
unida ao vigor. Cabellos bastos e levemente alme-
lados guarneciara-lhe a fronte grave, e deixavam-lhe
descnberlas largas fon les. Tinha o olhar pensativo e
a bocea severa ; mas quando sorria suas feijes I i-
mavaiii sbitamente urna expressao de bondade
quasi infantil.
Ora. elle havia sorrido justamente para responder
ao bello e fagueirosorriso da rapariga.
E sua voz ? Chifln e I.oriot .-.n 11 a tinham nos
mi v idos. Se um homem romo esse nao dava modas
de quarenla francos, ChilTon nao entenda mais
disso.
Ella examinon o descoiihecdo durante mais de
um minuto, I.oriot admirava lambem ; mas creio
que linha alguns ciumes. O desconbecido nao os va
mais.
Ah ah ah di-e repentinamente Chifln.
Que lens ? pergunlou Loriot.
Como somos lolo*! nem ao menos pergunl-
inos quanto ruslar ludo isso.
Loriol declarou francamente que isso pouco lhe
Inlertssiva ; porcm, ChilTuo contiuucu com aulori-
dade :
Primeiramcnlc nao quero que exceda a vintc
e cinco sidos.
Vinle e cinco sidos repeli o rapazinho rin-
do ; pde-se gastar vinte e cinco sidos de nina
vez ?
Com cffcilo.sso pareca inverosmil a ChilTon ; mas
ella ilo-rnnhav a.
Eu desejava saber justamente, tornou a ra-
pariga.
Chamemos a mulher.
A mulher parece es< jrneccr... Vou pergunlar
a este senhor.
Loriol menepu negativamente a cabeja, pois n.lo
era dessa opiniau ; mas ChilTon linha-se j dirigido
ao desconbecido.
Meu bom senhor, disse ella, eu e meu Lorio!
queremos saber sebe necessaro muilo dinheiro para
ler-se dous leilos, carne cozida, assada e guisada,
-opa, batatas e ovos fritos em Inucnbo.
O desconbecido ergueu para ella seu olhar sereno
e benvolo, e pergunlou sorrindo :
Sao vosss dous smente para comerem ludo
I-SO ?
Nos dous smente ; mas temos bom appe-
lile.
Eu lambem truho bom appelile. lornou o
viajante ; e se vosss querem seremos tres.
Irra esse, alm de ido dar luizes de ouro.
quera participar da ceia. Julgai a gente pelasfap-
pareneias !
Chifln resol ven desconfiar dos senhores que asse-
nielliavam-sc a principes. Encarou Loriot com ar
embancado ; mas Luiiot triumphante nao respon-
den. Todava Chifln ido desauimou.
Nao he isso o que pergunlo, inrnon ella, se o
senhor tem fome lhe daremos cortamente um peda-
cu ; mas queremos saber quaylo custa aqui para ler-
e carne cozida, assada...
E o resto at os ovos fritos em Inucinho.
O desconhecido pegou-lhe na ma e allrahio-a pa-
ra seus joclhos. ChilTon nao vio nisso muito mal ;
porm, Loriot levauluu-se encolerisjdo.
Pequeo, nrdenou o vajante, ra/c-u.c essa
folha de papel que est ah sobre a mesa.
Loriolconsiillou ChilTim com a vista, e esta ace-
uoii-lhe que nhederesse. O viajante lanjou os olhos
sobre o papel, e disse :
O prejo do quarlo nao est aqui ; excepto isso
poso fazer-lhe a cunta.
lis dous meninos ficaram alenlo-, e o viajante
conlinuou sorrindo e consultando a folha :
Na mesa da hospedara o janlar nteiro custa
dous francos c cincuenta cntimos... Passando de
oito horas regula-se pela lisia. A carne cozida cusa
oilo sold*, a a-sada de um a seis flancos, a guisada
nao lem prejo fixo, pode ser colada enlre setenta e
cinco cntimos e tres francos ; a sopa (rinta cnti-
mos pelo menos; as btalas duzc sidos, os ovos fri-
tos no toucinho um frauco e vinte c cinco cn-
timos.
Chuln c l.oriol nao ouviam mais : eslavam lit-
(eralmenle pasmados por esses prejos impossiveis.
E vosss beben) agua ? pergunlou o desco-
nhecido.
Preferimos a cidra, responden Loriol.
Como! como exclamou Chifln, endo... en-
tao poderia sabir a quatro ou cinco francos cada
um !
E at mais, minha linda pequena.
Sem contar com os leilos.
Sim.
O grave desconbecido levantou-se e depoz a lisia
sobre a mesa.
Que dizes murmuren Chifln ao ouvi.lo de
l.oriol.
Oh '...... responden esle, segundo seu cos-
lume.
Em vez de vollar ao seu lugar junto do# fogo, o
ci A noticia de ler a Austria celebrado um tratado
de allianra oflensiva c defensiva com a Franca
com a Inglaterra fui recebida aqui com a maior sa-
li-far.o, pois que pOc termo aos recelos que havia
de urna guerra geral enlre pulenrias da Europa
com a balanja das forjas quasi equilibrada.
i A Prussia e o resto da Allemanha se ido lize-
rem causa commum coro a Austria conservar-se-ido
neulraes.
ir O batanete do banco da Inglaterra correspon-
dente semana passada aprsenla grande aogmenln
no deposito dos melaes preciosos. As necesidades
da guerra serao porm provavelmcnle grandes.
a Ilonlem cheguu do Rio de Janeiro o paquete a
vapor /.tilinta.
O paquete inglez Camilla, entndo do Rio da Pra-
la, traz dalas de Montevideo al 5 e de Buenos-
Ayres al 3 do correle.
Na Repblica Oriental nenhum acontecimento no-
lavel linha oceurrdo. O paiz eslava tranquillo, mas
o seu estado linanceiro era deploravel e coutinaava
a excitar receios.
O Cmmercio del Plata, no seu reslropecto do mez
de dezembro, dcscreve a siluajao da repblica nos
seguinles termos:
Nada de novo temos a rommuoicar para fra
du paiz depois do que dissemos pelo paquete ante-
rior. A sitajau c todos os negocios e resenleiB*l
tmenle de urna paralvsajiu que, bem considerada."
he principalmente devida a um passado summamen-
te penoso, sob cuja influencia se acia anda a Esta-
llo Oriental.
a Acrise linanceira que o opprime esterilrsa ale
os l'iiivnvois de-ojos que animan) a adminislraj3o pu-
blica, em lula diaria com algumas necesidades qme
nao admitiese adi.menlo. O de/tcH actual he forte,
e esle objeclo tem de preferencia excitado a allen-
rao geral que v nelle a cansa prenunciada da nos-
sa mi siluajao.
As pcrliirbajes poltica, e sobre todo a eaer-
ra cruel dos t annos, feriram mortalmente t riqueza
publica c particular, aniquilaram o gado queconsti-
lue a fonte principal da prodcelo do paiz, e redu-
/ii-ain nolavelinenle a populajao nacional e eslrao-
geira.
a Contra eslesembarajos ha que lular diariamen-
te, e nao deve por isso cansar tanta sorpreza a pe-
nosa siluajao em que nos achamos, e que tanto re-
larda o progresso do paiz.
Como passo previo para medidas ulteriores, co-
mo base de lodo o plano administrativo, e especial-
mente finanreiro, tralou o governo adquirir algans
recursos pecuniarios fra das rendas que tinham sido
temporariamente alienadas, e recurren novamenle
ao seu adiado, o governo do Brasil. Junio delle faz
eslorjos a legajiio oriental para obler esse auxilio de
fundos, de que nao se pode boj* prescinjir sem a-
gravar a siluajao.
sil, ligado Repblica du Uruguay por pelos solem-
nes, poz i disposijAo desle governo para aconsoli-
dajAo da paz urna forja de 4,000 homens, que an-
da se achara neste territorio, e deu-lhe alm disso
durante algum lempo um subsidio de 60,000 pe.os
men-aes para allender as primeiras exigencias do
servijo publico. Essas sommas contribuirn! durante
a maior parte de anuo anterior para facilitar a mar-
cha do governo ; porm ao cessar esse auxilio acha-
in.i-nos novamenle com um dficit importante, a q-je
nao he possivel desde j fazer frenle com os recur-
sos proprios..
. o Clieganda-se a esla realdade, entaboraram-sc na
corle do Rio de Janeiro as novas negociarnos a que
alludimos, e a alleujo publica prende-se ao seu re-
sultado, que se espera por momentos, e que se er
ser no sentido quf se deseja e necessila.
Adiamos intil detalhar por meio de algarsmos
a verdadeira siluaco financeira. Poupa-nos este
trabalho o faci publicodaquellas iiegociajes, e l-
mitamo-nos por isso a menciona-las. Terao ellas u
auxilio que se presume t Tornar o Brasil a abrir
os seas cofres, ou dar a sua formal garanta para
ii i-- os empenbos pecuniarios ? Cr-se geralmente
que sim, e que o prximo paquete trara a certeza
desse resaltado.
- Cabe aqui naturalmente perguntar-se continua-
remos a marchar desle modo, islo he, confiando em
auxilios externo.-, ou bem,se trataremos sem demora
de nos emanciparmos delles. .A opinio mais pro-
nunciada no publico he sem conteslajao no sentido
de que he urgente pensar em abandonar esse cami-
nho, e posto que nao apparejam anda formuladas
as ideas do governo a esle respeilo, ellas hilo babear-
se especialmente na realisajao seria e complexa du
urna reforma adminisljaliva asssz indicada pelo Yu-
lo publico e pela siluajao em que o paiz se ada.
a A base dessa reforma he immediatamenle a
maior reducjSo possivel as despezas do servijo pu-
blica, pela revisao severa e racional de um orjamen-
to que a repblica nao pode sopporlar sem eahir era
um marasmo perpetuo que acabara com osen crdito,
fazendo problemtico o seu futuro.
viajante dirigio-se n porla que communicava com o
iiiloiior da hospedara, e chamou uo corredor. A
mulher gorda rhegou tiazendo em cada mao um
prato da*ceia eiicominendada.
Vmr. leve aqui esta manilla, pergunlou o
h'M'i librelo, mancebos vindos pelo comboy du ra-
minho de ferro ?
Sim, senhor.
Elles j parliram ?
Parliram e vollaram, senhor.
O viajante deixou escapar um gesto de sorpreza.
Nc-.s mesmo momento alias delle ChilTon e Lo-
riol acabavam de consullar-sc. Loriot poz o barrete
de da sobre os olhos, ChilTon lanjou um ultimo
olhar >s magnificencias da sala, e ambos sahiram
sem rumor renunciando carne cozida, assada e gui-
sada, s batatai, sopa c al aos ovos fritos no tou-
cinho.
Ah foi urna grande dr, sobretodo para Loriol,
o qual atravesando o pateo senlioo bom cheiro da
lutada de ovos, e (eve vontade de chorar.
Apeaas passaram a abobada, parliram correndo,
eso pjiraram no Gm da ra, onde compraran) um
pao de duas libras e quatro sidos de queijo.
Com isso e um bom appelile escarnece-so dos fes-
lii.s deina-i;idamente caro- do Lea" de Ouro.
A eslalajadeira passou diaule do desconhecido que
medilava, c exclamou vendo a sala vasia :
Oh nossos passarinhos vnaraiu ? ***?
O viajante vollou-se vivamente e disse :
N.lo pdem estarlonge, corra api'is delles!
Mas a mulher fazia j o inventario de sua niobi-
lia para ver se nada Ibe fura furtado.
Ciaras a Dos, mormurou ella, creio que s
levaran) scus trapos... O senhor inleressa-sc por es-
ses vagabundos 1
Nao, respondeu o viajante, e acresecntou com
*i^o mes no : Estou louco. Que me importara esses
meninos ?
E iu, lornou a e-lal.-jadeira. que live a lolire
ile preparar-ibes ceia, da qual ido sei agora o que
faja... h'ni feilo me seja !
A mu ter dizia conmigo para desculpar sua im-
prudencia :
He certo que elles n.lo tinham boa appareu-
ria ; ma* julguei que eram ladrcszinho.
E os liilrdeszinhos tem s vezes dinheiro. Bem
se v que a eslalajadeira linha alguma rzalo.
Tomo a ceia tal qual, disse o viajante ; ponha
tres lallieres. E lirando do bolso nina carteira, e
desta um indicie de visita, conlinuou :
Se comprehendi bem, esses dous mancebos an-
da esto aqui.
No qjarlon. 1, respondeu a eslalajadeira.
Dirij i-se a elles por favor, enlreguo-flies esle
bilhele, e diga-Ibes que convdo-os para ceiar.
A eslalajadeira subi a esrada ligeiramenle, e pas-
sando debaixo do lampean, leu o nome escriplo uo
bilhele : Doulor Supicio.
(Continuar-se-ha.)

MUTILADO


UIMhlU Ut rtnil*IHDULU, OMDHUU I Ut dIH|>iU UL iujj
Sobre uto pode asseverar-sn que nSo ha opinioes invasao, e a conservar todas as suas rclares de rom-
3 3|i
divergentes entre as pcssuas sensatas ; poderlo exis-
lir, mas nej a respeilo dos meios e do plano que
convem adoptar para levar o cabo urna ohra tilo
patritica.
\esla expectativa presumo-se que o governo es-
luda, pensacpropara-se afim de adiarse promplo
para a prxima reunilo dan cmaras leglalivas(15
de fevereiro s quaes deveri forcosmeuleio.binet-
tcr snas ideasj formuladas em salulares projectos.
O autillo dos fundos que hoje solicita do Brasil nao
tem por certo senao a uccessaria cxlendo para qae a
march da administrado se ade ilesembaracada
emquantse verilicam essas reformas, das quaes dc-
em resultar grandeae neccssarias econoiniai.
a Entretanto, o auno de 1855 j Irouie comsigo a
exigencia gravissima do pagamento do, joros da di-
vida consolidada em 1854. Como o p ihlico ignora
a extenso em que se sulictou e piule jer concedido
o auxilio do Brasil, nlo he possivel dizer-ae anda
como o governo tcnciona proceder a rospeito do ser-
viro da divida consolidada. Varias vezes ae tem asse-
gurado muilo forrualmenlc que n governo far inn
negocio de estado do cumprimentodetao serias obr-
t-'a^Oes, e hoje mesmo, bera que nao possa dizar-sc
com que elemento serioa ae conla para faxer-lhes
frente, niuguem ousaria dizer que o govarno nao tra-
ta de comprir o seu dever, pois que allirroa-lo seria
malar o crdito do paiz dentro e fora delle.
Islo mesmo faz com que prestemos a roaiur al-
inelo a este asaumplo, e emitamos tambem a nossa
opiniao a respeilo delle. A honra do governo, u
honra do paiz, a sua prosperidado e o bem estar fu-
turo esto compromettidos uo tssumpto da divida.
O governo no ha de pasear por cima de lo serias
considerares e neste sentido sao as repetidas decla-
rarais que delle existem.
Convem esperar anda, porque o nono de 185.5
comer apenas.
Ja se v pois que he preciso dar j primeiro lu-
gar Dcslu breve artigo as d (Acuidades financeiras
que nos gravsm porque urna vez tems dellas fica
em grande parte desassombrada a situarlo.
K As entradas ua alfandega durante o mez de de-
zembro t vultaram pouco. Ei-las :
'i Liquidadlo de dezembro de 1854.
Imporlarao....... !)9,149.
Talingiji m e armazenagem de im-
portaeifo.......
Ide:n dem de reembarque. .
dem deguiat de exportarlo.
Arqueadlo e guardas. .
Kol e paisaporles.....
S 107,556. 5 314
ippois do mezcle marco, em que se installna o
govorno constitucional, foi o mez. de dezembro o me-
llos productivo. Apresentaremosaqrii a liquida-
rlo dos ltimos mezes :
Renda da Alfandega.
Marco.
Abr I .
Hadi .
Junio...........'
Jola>.......... .
Agosto...........
Secembtf...........
Uuubro....., .
Novembro.........
Uezembro. ,......
Total. 1,238,766
o A diminuirlo produzida na populado por cau-
sa dos Iranttornos anteriores explica immediatamen-
te a haixa ni renda da alfandega, pois qae o consu-
no tem diminuido na mesma proporcilo.
ii tita obstante goza a repblica de una paz com-
pleta, a qual nada felizmente ameac.a perturbar. A
sua convalescetica uio pode improvisar-se, nem se
pode accelerar a poca que ha de desenvolver suc-
cessivameale os elementos da riqueza do estado,
basiia-te ella em primeiro lugar na industria do ga-
do, cuja procreacao lenta por emquautn dar mais
tapie productos que se possam trocar pelas merca-
dorias que procuraren! o nosso porto.
o Para auxiliar esses elementos Iranio sem duvida
o scu contingente de ideas as prximas cmaras, s
quaes est reservada a modificacao urgenlssima das
lois e uso das alfandegas que faja do porto de Mon-
tevideo umdos mais liberaes da America.
ii Mesmo estril como foi o anoo de 1851, a capi-
tal do Estado augmenlou-se com muilo edificios
novos e cornos que se repararaiu nesse periodo. Con-
tinuando no gozo desla situacilo pacifica, por pouco
que ella seja auxiliada por urna administradlo pre-
videote e criadora, o paiz nao peder deixur do ga-
libar c de progredir.
a r'dlla-lhe populadlo, fallani-lhe bracos que cul-
tivem as suas feriis Ierras, que beneficicm os seus
terrenos mineraes; porm este grande elemento de
2,777. 5 3(4
II 1,600. 6 1|4
II 167. 6
II 3,501. 2
1) 299. 6
9 107,549
9 115,515
)) 510.660
118,252
n 124,825
1) 129,40
n 181,528
ii 140,801
ii 113.640
ii 107,936
mercio no estado em que se achavarr, antes delta,
sem que uin nein oulro impouba novos tributos ao
commercio cslrangeiro, ou que nao existam nesla da-
la relativamente ao commercio interno de um e de
ontro povo. **"
a 2. Alim de afaslar para sempre os motivos que
produ/.iram lo justos alarmas ao governo de Buenos
Ayres, o |iresidento da confederacito argentina se
comprometi a faicr retirar immedialamenlo da
provincia de Sania F, por espago de dous annos,
a lodos os que invadiram o territorio de Buenos Ay-
res, de posto de offlcial para cima, ou que sem se-
ren militares lomassem parte activa em excitar ou
preparar a dita invaslo.
dos ospovosda repblica argentina, e para que ees-
sea separarlo poltica que hoje existe, ambos os go-
vernos se compromettem. do modo o mais formal e
solemne, a nao fazer uso das armas, nem permiltir
que ou Iros o facam em suas respectivas jurisdiccoes
para terminar qualquer diiferenra poltica e regu-
lar por meios amigaveis as suas mutuas relajees, e
quanlo possa inleressar ao scu estado poltico, se-
guranza das fronteiras as invasoes dos harharos, ao
commercio eaoshabitantes de um e de oulro terri-
torio : e para esse fnn, logo que esteja ratificado o
presente tratado, adoptarlo as medidas que forem de
muloa conveniencia.
a 4. O prsenle tratado ser ratificado pelo Exm.
Sr. invernador do estado de Buenos-Ayres e pelo
Exm. Sr. presidente da confederac^lo argentina, e
trocadas as ratificaees ncsla cidade dentro de 15
dias desde esla data.
Em fe do que (irmamos a presente convenci
em Buenos Ayres, aos 20 de dezembro do annn de
1851.
a Irenfo Portella.
o Jos M. Cuiten,
a Daniel Gowland.
Porlanlo, mi-, o governador conslitucional do
Estado de Buenos-Ayres. lendo dado eonta deste
tratado honrada assembla geral legislativa e obli-
do aulorisaro para ralifica-lo, pelo prsenle o rati-
ficamos, obrigando-uos em nomc do Estado de Bue-
nos-Ayres a cumprir fiel e inviolavelmcnte todas as
estipolacoes ronlidas no dito tratado.
Em le do que assignamos a presente ralilirac.l,
fazendo-a referendar pelo nosso ministro de estado,
e sellando-a com o sello do governo do Estado de
Buenos-Ayres, em 27 de dezembro do nnno de 185S.
o Pailor Obligado.
a Juan Bautista Pena.
No mesmo da 27 trocaram os commissarios do ge-
neral Urquiza a ratificarlo do tratado, e no dia 28
houve le-Deumem acrao de gravas na calhedral
de Buenos-Ayres, ao qual assisliram o governo c in-
nmeras pessoas de lodas as classes.
No dia 30 embarruu para S. Nicolao o governador
Obligado acompanhado pelos Srs. mini-tros da fa-
zenda e deputados Sarsfleld e Ocampo. Estes se-
guiam para a Bajada alim de comprimentar o Gene-
ral Urquiza, c de Iralarem dos pontos indicados na
parle terceira do tratado.
O Commercio del Plata publica o cguinle arti-
go sobre a questao do Paraguay :
a A queslan que existe entre o Paraguay e o Bra-
sil, que produzio a inlerrupr,lo de relaccs entre
ambos os paizes, cliamou a alienlo dos governos ar-
gentinos pelo aspecto belliroso que o assqmplo tem
lomado.
o He sabido que o imperio est agglumerando no
Rio da Prata urna forra naval de barcos de vapor e
de vela, bastante forte, que se diz tur destinada a
apoiar as reclamarles que o Brasil entabolar na
Assumprao.
A presenca desla esqnadra, qual, segundo se
allirma, lem de juntar-se urna divisan de 6,000 bo-
mens, que devem eslar postados as fronleiras-para
em caso de necessidade obrar de aecrdn por agua
e Ierra, despertou um senlimenlo de humanidade no
governo de Buenos-Avrcs e no das provincias confe-
deradas, os quaes se lembraram de interpor os seus
hons oflicios alim de que cesse 0 interdicto, e se ajus-
ten as dilTereiic i- entre o Paraguay e o imperio de
urna maneira amigavel, e para ambos honrosa.
A imprensa de Buenos-Ayres procura inclinar
a op'iiiao a favor dessa idea, qae por vas fidedig-
nas e nos diz ser aceita petos governos argentinos,
a Em prova disto urna carta de Buenos-Ayres diz
qae o Sr. Pena, ministro da fazenda, e o Sr. Veles
Sa/slield, que sahiram para o Paran, como annun-
cimos hontem, levam entre nutras incumbencias
importantes a de enlabnlar urna negociacao com o
presidente Urquiza, afira de que se etleclue a me-
diarlo indicada.
a Alm disso, affirma-ss que o Sr. Silva Ponles,
ministro imperial na Confcdcrarflo Argentina, sahi-
r tambem pattfo Paran a bordo do vanor de guer-
That evry man will do hin duly.n
sem que seja preciso, como em Trafalpar, que a
guerra lhes despert os bro-.
ni'----------
Por va de Buenos-Avies temos dalas do Valpa-
raso al 29 de novembro.
llavia rebenlado naquella cidade um incendio
que causara prejuizos avallado em 190 mil pesos.
No Per' continuara a guerra civil, penden lo a
balanza da victoria ora para o lado do governo, ora
para o lado dos sublevados, como se ver da rarla
'eguinte que Iraduzimos do Mercuria, de Valpa-
raso.
Tacna, 20 de novembro de 1854.
I A revoluto do Per lem lomado lanas faces
desde que s inieiou no principio deste anno, que
quemquizesse estudar suas tendencias ou calcular o
sen resultado, se acharia mil vezes perplcxo e fre-
quentemenlc engaado em suas casuaes rombina-
tCes. Uuando sesnube no departamcnlo do sul a re-
tirada do exerrito de Lima, ea occupacSo do valle
de Jauja pelas forras do general Caslilba, suppoz-se,
com muila razo, que o exercilo retroceda ante a
vonlade dos povos, c que era infallivel a ruina da
prsenle administraban. Sem embargo, oulros fac"
losjustificavam o mnvimento por motivos poderosos;
foi por i ato que a opiniao publica suspenden sua voz,
al ver que cunsequencia podo ler a concentradlo
do exercilo em Lima e o abandono de posirjoes que
nao podiam ser melhores.
a Emquaulo se passam esles successos nnnorleda
repblica, aqu nos adiamos solfremlo todas as des-
granas de urna encarnirada guerra civil, e pode-se
dizer que no sul do Per tem havido mais energa
j para sulfurar. j,i parasublevar os povos que exis-
lem no resto do nosso territorio.Kelalarci as opera-
(es militares que lem havido desde a partida do ul-
timo vapor.
O governo nomeoii o general l>. Trinidad Mo-
ran, commandanle militar dos depailamentos do
sul; cliegnu elle no ultimo vapor couduzindo o bravo
balalhao Lima n. 8, e inmediatamente tomn o com-
mando dos corpos do exercilo que se acbavam ncs-
la cidade, e, com a energa que o dislincue, re-
solvcu operar sobro Moquegua com a sua divido,
com toda a promplinao possivel. Depois de passar
revista a 1,500 liomciw, marebou com adivsao sobre
essa cidade no dia 12, e no dia lt levo lugar urna
sanguinolenta acfflo no lugar chamado Alio do Con-
de, asis lesuas de Moquegua, em que Iriumpharam
as forjas do governo.
Poucas vezes se lem visto no Per um rcconlro
mais sanguinolento do que este. I). Domingos Elias,
para nao expor a cidade de Moquegua as ronsequen-
ciasde um assallo, fez mover suas tropas para a Rin-
conada, onde se enlrincheirarain alraz de uns parc-
does, afim de rechacar a expedirao do geni-ral
Mora n.
Desceram a costa as forjas do governo oxposlas
a um fogo queima-roupa, e avanrarain sobre os
paredes com um valoradmiravel, apez.irdc cahircm
os soldados por filas inteiras. O reconlro foi milito
reuhido, e he sen-ivel a perda enorme que houve na
aeco. Entro os ofliciacs morios arha-sc o lenenle-
roronel Mola c ocapil.lo c leuenlcs Hume, Hernn-
dez c Delfin. e mais n i liumeus de tropa: os Peri-
llos prnporcioualmenle andam por 200. A parte of-
licial d so 200 morios. Moquegua foi oceupada no
mesmo dia eo esquadrao de aliradures deTacna per-
segua I).Domingos Elias que ae suppa ler lomado
a estrada de Puno.
a Corre aqui geralmenlca noticia de que Arequi-
pa se pronunciou pelo governo. por isso esperamos
noticias importantes por este vapor.
Segundo as ultimas noticias da Bolivia o general
Belzu era esperado na Paz, e ia elevar a forra do
exercilo a 10,000 homens para intervir nos negocios
do Per.
prosperid.de ha de afuuir para o fuluro ae a paz* ra Ba'i' e .W-" 1ae soa Presena na P*-
l'jl ilic nliniiiialaH > on fu tur mi continuar. J houve lempo em que Montevideo vio
derribar as muralbas que eslreilavam osen recinto
e o lornavam prara militar, o levintar-se urna nova
cidadt como resultado dos milhafls de bracos es-
trangeiro que acudan, a este paiz em busca de tra-
balho e de bem eslar,
a Quem, como nos, lem f no porvir dos Estados
Americanos, enlloca o Estado Oriental entre os pri-
maros pelas coodicOes felizes qae o favoreccm, que
h,io de adquirir urna posijo invejavel no desenvol-
vimenlo dos seus elementos naturaes.
De Buenos-Ayres sito as noticias importantes. Es-
lava feila a paz enlre aquelle Estado e a Repblica
Argentina.
A maior parte dos nossos leilores aabe que no dia
i de novembro prximo passado foi invadido o Es-
talle de Buenos-Ayres por um troco de genio sabida
de Sania F e commandada por alguns emigrados
daquelle Estado, e que os invasores foram derrota-
dos no dia 8 perlo da fronteja pelo general Hornos.
O goveruo de Buenos-Ayres acreditando que nes-
sa expedirao andar dedo do general Urquiza, soli-
ciloa e obteve das cmaras legislativas aulorisajo
para levar a guerra i provincia de Santa F.
O general Urquiza, presidente da Confei eradlo,
apenas lev* noticia dasinlencSssdo governo de Bue-
nos-Ayres, preporou-sc tambem para a guerra, c
alcaurou d> congresw de Santa F a auinrisa;,iii nc-
cessaria para levar o exercilo federal alem das fron-
teiras. Entretanto apressou-se a declarar, i'a ma-
tul das provincia confederadas nao he cslranha a-
quella negocia;*).
a Al agora nao possuimos ootras noticias, mas
brevemente saberemos oque ha do verdade em todo
isto.
neira a maii formal, que nenhuma parle livura na
invasao de Buenos-Ayres; e para provar com oda a
evidencia qne nenhum senlimenlo hostil o animava
contra aquelle Estado, propz-lhe um IralSco de
paz, cujas bases publicamos no Jornal do Commer-
cio de 25 do mez passado, que tinha por fim o re-
couhecimento do italu quo, isto be, a separarlo do
Eslado de Buenos-Ayres do resto da Confederaco.
O governo de Buenos-Ayres exigi algumasmodi-
ficaroes, que os commissarios do general Urquiza nao
podiam conceder. VollarAo pois para Santa F.d'unde
regressaram a Buenos-Ayres no dia 20 do passado,
plenamente autorisados para accederem s proposlas
apresentadas pelo governo de Buenos-Ayres. Nesse
mesmo dia pedio aquelle governo s cmaras a pre-
cisa autorisacSo para ratificar aquelle tratado, c ob-
leve-a lio dia 23. Aqui o Iranscrevemos :
a Tendo-se celebrado no dia 20 do correlo mez
de dezembro um tratado entre o commissariodo go-
verno do estado de Buenos-Ayres, Dr. D. Irenco
Portella, ministro e secretario do governo e dos ne-
gocios estrangeiros, e os commissarios do Exm. pre-
sidente da Confederarlo Argentina, 1). Jos Mara
Cullcn e I). Daniel Gowland, cujo tratado he lille-
ralmenle como se segu :
O Exm. Sr. governador do estado de Ruenos-
A> res e o Exm. Sr. presidente da Confederarlo Ar-
gculini, de-ej.indo reslabelecer a paz ameajada'pela
invasao leila no territorio de Buenos-Ayres por for-
ra armada conhecimento do governo da Confederadlo, contra-
riando'as sua3mais explcitas ordens, o causando jus-
tos alarmes ao governo de Buenos-Ayres ; nomearam
os seus commissarios para esse fim, a saber : o Exm.
Sr. governador do eslado de Buenos-Ayres ao seu
ministro e secretario de eslado do governo e relaroos
exteriores, e o Exm. Sr. presidente da Confederajao
Argentina aos Srs. 1). JosCullen e Daniel ow-
laud, os quaes depois de lerem trocado os seus res-
pectivos plenos poderes, e achado-os em boa c de-
vida (orma, coneordaram e couvieram nos seguinles
artigo* :
(i I. Ambo os governos reconhecendo mutua-
mente o statu quo antes da invasao de 4 do novem-
bro do presente anno, convem em que desde esta da-
la cessarflo no territorio de ambos os estados os
aprestos militares causados pela invasao do territorio
de Buenos-Ayres. e se compromettem a conservn-
rem-se em paz e boa harmona, a retirar as suas
forjas da po=irao que oceuparam por causa da dita
O Sr. conselhelro Silva Pontes parti com effeilo
para a Bajada de Santa F no dia 3 do correnle, e he
esta a nica parte do artigo do Commercio del Pla-
ta que tem um fundo de verdade. Quanlo a me-
diarlo dos governos de Buenos-Ayres o da confede-
raco as nossas diflercnras com o Paraguay, be a
noticia integramente destituida de fundamento.
Terminaremos este artigo com o extracto de urna
carta jftrlicular que temos vista :
Montevideo 5 de Janeiro.
ii Os vapores Amazonas, Afag e 'iamo, aqui
chfgaram as 9 horas da noile de 15 do pastado. Ven-
ios contrarios, alguiuas horas perdidas em tuna noite
de separarlo, e as demoras iuseparaveis de urna na-
vegado em conserva re ardaram a viagem.
a No dia 16 tomou o chefe de escuadra Pedro Fcr-
reira o commando da divisao aqui estacionada, que
se completoS no dia 18 com a chegada da corveta
imperial Marinheiro. Este vaso de guerra, bem
como a Bahiana e a Berenice ackam-sc no mais
perfeilo estado de ordem c disciplina. Em verda-
de su aqui he que a' nossa marinha toma ares de ma-
rinha de guerra. Os vasos que vao chegando apre-
senlar.lo dentro de pouco lempo as raesmas fei.
Cfles.
a Barroso receben a nomcarito de chefe do estado-
maior ; foi urna exccllenlearquisitao. O comman-
danle em chefe parece le presta de por toda a es-
quadra em pede guerra, ereina a bordo de lodos
os nossos vasos a maior actividade.
O ehefe parti pura Buenos-Ayres no dia 22.
onde so achava o l'iamSo que fura destinado a trans-
portar a Bajada o nosso ministro em Bueuos-Ayres.
S. Exc. vai ter urna conferencia com o general Ur-
quiza.
O l'famo foi substituido porm pelo Moje por
demandar este menos asua, etalvez tambem por ser
de melhor marcha. Na viagem deste porto para
Buenos-Ayres deilou o Magr, s a vapor, 12 militas
Fritos psles arranjos regre-sou o chefe para Monte-
video.
No din 27 cliegou a Buenos-Ayres a noticia do
ler o general Irquiza ratificado o tratado de paz, e
no dia 30 embarcou o governador Obligado para
S. Nicolao a bordo do vapor argentino General
Pinto, afim de passar revista ao exercilo all acam-
pado.
Quando o vapor General Pinto passou pelo cos-
tado das corvetas imperiaes l'iamiio e Mage fizeram
e-las subir a genle as vergas, e o General Pinto em
signal de agradecimenlo arreiou a bandeira, cere-
motlial que os nossos vapores liveram de imitar.
Pouco antes desla troca de comprimenlus, os es-
caleresque condiiziam o governador ea sua comi-
tiva a bordo do General Pinto cruzaram-se com a
cania de um dos nossos vapores. O nflicial superior
brasileiro que ia nessa canoa mandn inmediata-
mente aprumar retios, continencia a que correspon-
dern! todos os escaleres argentinos.
a No dia 3 largou o Mag para o Paran como
nosso ministro a bordo. leo piimeiro desta ex-
pedido : Dos o faue bem.
A quesLlodo Piraguay preocupa aqui lodos os
espritos brasileiros. Ningucm sabe porque meios
terminar maso quo lodos sahem he quo se formes
rompellidos a lanr.tr nulo das armas saturemos da lu-
la com honra e gloria. Nunca o imperio leve ues-
tes mares urna esquadra lao bem armada, nem cora-
mandantes e ofliciacs mais bravo, mais dedicados an
servido e mais desejosos de accrescentarem nm flo-
rao a roroa naval do Brasil. Oque far a diplo-
macia nao sei, roas desde que chegar o momento
S. Pedro do Sal.
Rio Grande, 14 de dezembro de 1854.
Effecluou-se alfim o compra do vapor rebocador
Sele de Julho\ que he j hoje um dos vapores de nos-
sa marinha de guerra com o nomc de Camaquam, o
qual se est preparando para seguir por lodo este
mez para Montevideo.
Sempre consideramos nm mal feito navegaran e
commercio da proviuria o desvio do vapor Sele de
Jullio da applirarjlo a que eslava destinado, na qual
foi muito proveitosa contra os bices da nossa pes-
sima barra. Est agora neste serviro tan importante
o vapor Acuca, demasiadamente fraro para faze-ln
com vantagem da iuvegac,ao. Verdade be que a
companbia de reboqu Sele de Julho carrejava com
o oitiis. que em minha humilde opinio devia rera-
hir sobre o' cofres geraes da miran, embora para re-
haver lodas as despezas que fizesse com um bom va-
prele reboque na adminislracao da barra elevasse a
lata sobre a lonelagem, como ora se faz para os gas-
tos da praticagem.
O Sr. ministro da marinha bem podia promover
esle grande melhoramenlo que ajaclama o estabele-
rimenlo da praticagem da barra; pois nenhuma em-
preza particular poder tan cedo organisar-se para
este servir ; porquanto he bem sabido que a pri-
meira organisada pelo liaran do Mau, e a segunda
conhecida pela companhia de reboques Sote de Julho,
s liveram prejuizos, o que esla dou grabas a Dos
em o governo resolvec-se a comprar o vapor, anda
mesmo por menos do que llie eslava importando.
Para que se possa saber quao importante seria o es-
labelecimenlo de um vapor de forra para o servir
de reboque na barra da provincia, basta aflirmar-se
que ha dentro do porto barros que jamis saliirau
carregados, on mesmo em mcia carga, pelo eslado
assustadur a que est rcduzida a mesma barra, por
falla de agua.
J lite dei noticia das continuadas varares e total
naufragio de diversas emharcaces. allrlbuindo esses
siuistros ousadia e ignorancia dos capilaes: agora
vuii noliriar-lhe que foram confirmadas pelo cousc-
Iho naval as mullas impostas pelo rcgulamenlo da
praliragem da barra a cada umdos capilaes: da escu-
na dinamarqueza Euphrotina, da barca americana
1/ni/ (juren, do briguo brasileiro Esperaura, e
dos patachos tambem brasileiros Apollo e Trium-
pho.
Os Sebastianislas desla cidade j nao esperam o
rei defunlo, mas sim como prophelas dizem quo est
para haver urna grande desgrana. Alludem elles a
deslruirao ccmplela dos invasores da Crimea, e di-
zem que o barbeiro, em que Ihe fallci cm urna das
mulla* carias, anteriores, tinha razito quando dizia
qne Sebastopol era inexpugnavel. Entretanto, alien-
deudo a gravidade da questao, acham-se impacien-
tes lodos os espirilos Ilustrados desla cidade por sa-
ber o desfecho dessa guerra de gigantes, cuja me-
Iralbada espalha por lodo a parte o estrago, e nos
mesmo c de lao longe ja soflremos as suas conse-
quencias com a estagnarao do commercio, que se
vai tornando sensivel. A neutralidad.- da Austria e
da Prussia no romero da questao foi urna verdadei-
ra calamidade para a Europa, pois que entendemos
que se estas narfles estivessem do lado da coalirao,
essa grande qoestao sd teria decidido por meios di-
plomticos.
26 de dezembro
Um desse- accidentes Iriviacs que tantas vezes se
it.lo nos navios surtos em nossos pnrtos, e que pas-
sam desapercibidos, poz em alarma a urna grande
porrHo dos habitantes desta cidade, podendo dahi
orionarOm-se consequencias funestas que muilo nos
i .dilu iucommodar.
O capitn da barca americana Oicerman, surla no
porto desta cidade, W. Loney, casligava a seu bordo
ao marinheiro porluguez Manuel Nones, que Ihe ha-
via desobedecido: os grilos exclamatorios da victima
foram ouvidos pela tripuladlo da barca porlogoeu
Lima, que Ihe eslava prxima. Correu log'i a de-
nuncia ao delegado de pnlicia, relatndose o facto
invertido em um allentado horrivel, porque dizia-se
que o capitn W. Loney surravn a um brasileiro
amarrada ao maslro grande.
A vista de hlo formal accusic,ao, o delegado do
polica apressou-se a ir cm defeza do marlyr, e di-
risndo um olicin as novo horas da manilla ao cn-
sul dos Estados-Unidos Georgc F. Uplon, convidan-
do a S. S. para o acomponhar a bordo da barca para
proceder as indagarfies precisas para ulteriores pro-
cedmentos, leve porem a inslita c iiiio esperada
resposta, depois de algoml demoraque nunca con-
sentira em formar-se corpo dcdeliclo a bordo de
um navio de sua nacao senao por ello. Emquaulo
-lo asim se passava, c j era ineio dia, havia o
contexto da denuncia corrido por toda a cidade, c
agglomerava-se o povo j numeroso na roa da Boa-
Vista,
Observando o delegado de polica que o cnsul
George Uplon se achava a bordo da barca, foi cm de-
dcsla se callare de obrarem os nossos olliciaes, con-1 manda delle para explicar qual era a sua inlenrao.
le o imperio : | pois que apenas tinha por lian informar-sc do faci ;
mas qual foi a sua admirarlo quando ao chegar ao
navio vio sabir o cnsul para Ierra I
Todava, como a queslo se ia tornando seria, j
pelas exigencias de alguns espirilos exaltados, ja
pelo procedimenlo repulsivo que observava da parle
do cnsul, inlenlou chegar at a bordo da baica, c
apenas alrarou mandou logo o rapitao Loney ir.ir
no maslro grande a bandeira dos Estados-Unidos,
pregando outra no prtalo, como para prohibir
a entrada do delegado de polica a bordo do seu
navio.
A' visla de urna 1,1o formal desobediencia e mc-
nosprezo com que fura tratado, o delegado de polica
resolveu seguir para bordo de una das canhoneiras
de guerra nacionacs qne aqui se acham, e sendo ah
se propuiiha providenciar para nao ser ludibriada
impunemente a sua autoridade, sustentando-a com
prudencia e dignidade ; quando, crescendo a eOer-
vescencia do povo a ponto de receiar-so algum desa-
cato contra a tripularan da barca Owerman, e at
contra o proprio cnsul Uplon, que al enln gozara
do muilo respeilo, e era estimado pelas suas excel-
entes manciras. Chrislianu Thompson, consol da
Prussia, procurou fallar a S. S. c Ihe expr o eslado
deploravel do excilamcnto produzido pela sua repul-
sa. S. S. depois aconselhou ao capillo que arriasse
a bandeira americana, casse a bandeira brasileira
no lope do maslro grande, c se submcllcsse auto-
ridade do delegado de polica. Foi enlo que o de-
legado de polica, Jos Luizde Mosquita, em compa-
nhia de Christlaod Thompson, seguio para bordo da
barca Owerman, onde foi recebido pelo capitilo,
que prestndose a todas as diligencias da polica,
enlrcgou-sc prklo que llie foi intimada pelo mes-
mo delegado.
Como esla questao dutae desde as nove horas da
manir.a al essa hora, que eram duas da larde, esla-
va urna grande parte do litoral da ra da Boa Visla
apinbada de povo, que cresreu sobre o grupo que
arabava de desembarcar, onde se acbavam o delega-
do de polica, o capilo do Owerman, o cnsul da
Prussia Porfirio Ferreira Nonos, o rapilo do pata-
cho Apollo, Carda, Jos Francisco de Paula c Silva,
e oulras pessoas que, rodeando o capillo W. Loney,
o defendiam das aggrcsses de alguns moros que
procuravam insulla-lo.
O delegado vendo que nao poda romper a niulli-
dao que o cercava, c que as ornearas contra o capi-
13o Loney cresciam, elevon a voz dizendo : a Senho-
res, o rpita est sob a jurisdiccilo da autoridade
publica ; qualquer oflensa que se llie faja he um cri-
me ; ordeno que se dispersein c dcixem o passo a
polica, que ha de cumprir o seu dever, alias eu lan-
rarei mao da forra que aqui lenho para fazer conler
aos lurbuleiilos.ii
Enlao rompeu una voz dando ticas ao delegado
de polica, quo sabia cumprir o seu dever, o s en-
lao pode seguir para o quarlcl da polica o rapitao
Loney, acompanhado do delegado de um lado, do
oulro Porfirio Ferreira Nuncs, e um grupo de 500
pessoas mais ou menos, de todas as classes e da
gente lmpa da cidade, que os seguiram silenciosos
al o quarlel. Vollando de la' na mesma ordem al
porla do delegado, uuvi anda de minba janella
urna vnz qne elevou-so, dizendo : a Viva o digno
Sr. delegado de polica qae soubc comprir o seu de-
ver ; e dispersaram-se eomo salisfctos.
A' nolc vieran alguns moros locar o hyrmio na-
cional na porta do delegado, c araeim concluio-se de
todo a questao, sobre o que ja' hoje'se nao trata.
Cumpre-me agora dar-Ihe urna idea verdadeira
dos arontecimeutos.
O capil.lo W. Loney he homem polido, de affa-
veis manciras, porm muilo sutccptivel, o de um
temperamento sanguneo e fcil de iracundia. J
nao he a primeira vez que nos incommoda rom o
seu genio arrcbalado. Em urna das ultimas via-
gens a este porto um facto cm ludo idntico leve lu-
gar, com a nica s dilTerenra de que cntao era de-
legado do polica o Sr. Hollino .nrena de Souz.a.
J nessa occasiao o Sr. Gcorgg Uplon obrigou ao
Sr. Delfino a medidas de rigor e pouco convenien-
tes entre cavallciros que se devem esforrift por es-
trellar as boas relarOes de amisade enlre seus com-
patriotas e seus governos. Agora porm o facto
tornou-se mais serio.
Era dia de Natal. Ponca gente havia fra da ci-
dade, islo he, na Ilha dos Marinheiros, porque aqui
mo ha arralialdes ; nao havia oulro divcrtimeulo
alm do baile masqu a' noilc ; ei porque agglome-
rou-se tanta genle, o lomou, o facto as proporres
que venho de descrever. {
O capilo, segundo consta do corpo de delicio fei-
lo ao marinheiro porluguez Manoel Nunes, havia-o
com efleitn maltratado com socos, o que mostrava as
conlusoes e ferimentos que o paciente apresentava
no rosto, c nada mais havia em seu corpo que de-
notasse haver sido surrado, on qualquer outro casti-
go a\liante e insidioso, como se havia propalado :
islo consta do corpo de delicio que vimos.
2 do Janeiro de 1855.
Com a volla da estaclo benigna vai j o commer-
cio lendo algiima animado. A falla degados porm,
ou antes o excessivo preco qae pedem os criadores,
tem concorrido para qui; este, auno comece tarde a
exportaran do xrque do Cedo. Parece fabulosa a
noticia que llie vou dar sobre o prer porque se
compraram algumas tropas moras o mez passido ;
entretanto, he verdade que se venderam a 18 pala-
ees ou 36$ por cabera de novilhos que nao poderlo
produzir o peso de mais de 4 c mcia a 5 arrobas de
carne secca. Sei qo se venderam as primeiras pi-
lhasde xarque a 49509 a arroba 1...
Como se safaran os exportadores, comprando por
tal proco o xarque, quando se sabe que seus lemi-
veis concurrentes o tem de Buenos-Ayres a menos
deis !... Muilo mal irao os consumidores deste ge-
nero se taos especuladores pudercm ler lucros.
Esiao carregados a barca borma, os brigues Apol-
lo, Algrete e Bom Jeaus, rom cerca do 25,000 arro-
bas de xarque, 2,000 do sebo e 3,000 de grava.
Falleceu da villa do Triumpho, onde se achava
em cunvalescenc,a, o 2. escriplurario da alfandega
desla cidade Jos Octano Ferraz Jnnior, moco de
alguma hahidade e excedentes maneiras, qne fora
nltimamente nomeado feilor da mesma alfandega,
mas que nao cliegou a lomar posse. Grande ja he a
alluviao de prelendenles sem as necessarias habili*
laroes, e rreio que nao ser menor o numero do"
que ahi se acham nessa corle a espera de arranjo ,
mas he de suppor que o nomeado seja algum homem
pratico do commercio.
Deu-se ha poneos dias um caso deploravel. Urna
virtuosa e excellenle moca, filha de um ar.cio res-
peitavel, aparentado com um dos personagens que
bom papel reprsenla nessa corte, havia contralado
com um seu primo irmao esposarem-se, e s faltava
o consen'.imenlo da tia e mai do moco. Morava esla
na Campanha, para onde scguioelle a solicitar o seu
assenlmenlo. Chegado porm casa materna, c so-
solicitando a permissao que pareca desojar, ouvo os
cooselhos de sua mai, que Ihe fez ver seren ambos
pobres, e que elle podia casar com outra que ovaste
alguma fortuna ; e trataram de promover o consor-
cio com nutra que de feito cffectuou-se. Saliendo
disto a desventurada Cesnhna, foi i m media la mente
acommeltida de fortes meningeles, que apsseguio-
se a alicnnrao mental, e apesar dos cuidados e peri-
cia dos Drs. Franca e Augusto Candido, em vinle c
qualro horas deu a alma ao Creador, cobrindo de lu-
to sua cnuslernada e numerosa familia, e de pozar
a lodos quantns rnnhcceram lao cstimavel crealura.
Alm do passatempo de um baile masque mal en-
gendrado a que ficou reduzdo o nosso Ihcatro Selle
de selembro, nenhum oulro dverlmento houve nos
dias festivos do natal. Por mim passei todos esses
dias pregado a banca, de pruna na mao e rodeado
de papis, para salisfazer as ordens de meus amos,
apeiar de meus achaques e urna forte dr de denles.
Rcuniram-sc hontem os accionistas do banco desla
cidade para decidir-sc a questao da encorporac/lo de
qne tratei na minha ultima. NSo lendo sido aceita
a proposta pela dirertoria do Banco Nacional dessa
corte, resolveu-se. depois de alguma discussao, com
a diminua divergencia de 3 volos, que se aceilava a
ronver-.in para cala filial do mesmo banco nacional,
com as condires proposta spela referida dirceloria.
A assembla provincial, depois de 15 dias de pro-
rogarao. fechou-se a fiual no da 16 do mez lindo. A
lei do iirraineiiiii deste anno, comoj Ihe dei noticia,
elevou consideravelinenle o imposto sobre a exporta-
cao dos couros, excitando o maior dcsconlenlamento
possivel no commercio da provincia. Eulendem al-
gn que se ilcve reclamar do governo geral medidas
para te alalhar o mal, e dizem todos que havendo a
assembla geral decretado a exlinccao parcial dos
direilos de exportar,,!, nao devia tolerar que a as-
sembla provincial, aproveitando-se dessa cirenms-
tnnrii, augmentasse ot direilos tobre a mesma expor-
tarlo lao descommunalmenle.
As alfandegas desla cidade e de S. Jos do Norte
pouco tem rendido. Se fossemos comparar a renda
deste semestre com a do annn finauceiro anteceden-
te, notaramos por certo um grande delfalque. Ora
deixe eslar que me dare a esse (rabalho, que agora
nlo faro por falla de dados precisos, e Ihe envia-
rei um quadro com essa demonstrara. No mez
lindo rernleram a do Noria 30:353*612, e a desla ci-
dade 55:4619853, islo he, quasi metade do qne me
dizem ler rendido no mesmo mez do tnuo alrazado.
Cortamente que neslesullimos mezet lem sido dimi-
uutissima a renda deslas alfandegas. A causa n3o
nido ser allribuida a' ma' adminislrar.lo dellas.
ita/Oes de sobejo envergo na pacificara dos nossos
visinhosdoBio da Prala, no conlrabando das fron-
teiras e na perlu har.lo da paz da Europa. Se nao
sao estas razessufTicienlcs, leve -se mais em conla a
falla do ronsumo desses 4,000 homens da nossa di-
visao que fui para Montevideo ; c se anda assim
mo tivennos acertado, apparec,a quem nos explique
melhor esle phenomeno.
O inspector da alfandega fez ainda oulra p-
prilicii.an de i:m raixlo,'viudo de Jaguaran no va-
por /lio Grundentc, constando de 10.000 jardas de
renda de algodao, 217 lencos do seda, 3 de cam-
bra ia de linho, 1 mantelete de seda e 5 covados de
selim.
He admiravel que naquella pequea villa do in-
terior superabunden! lanas mcrcadorias eslrangeiras
a ponto de seren os prinripaes mercados da provin-
cia suppridos dessas mercaduras cono as que lem
sido apprehendidas ; mas nao he admiravel isso pa-
ra quem sabe a que proporres se lem elevado o
conlrabando cm nossas fronteiras.
Ousaramos chamara alinelo do governo para es-
te facto se nao soubessemos que foi decretada a crea-
rao da mesa do rendas na villa de Jaguar,! como
urna das medidas proliquas para, se nao obsta-lo, ao
menos reprimir a audacia dos contrabandistas. In-
felizmente porm at boje nao foi instilada anda
essa repartir.lo fiscal, e funrciona urna colleclorai
muilo nal dirigida se nao connivente com o escan-
daloso contrabando que por all se exerec.
/'. S. ./' ultima hora. Segu hoje para Monte-
video o novo vapor de guerra Camaquam, com-
n.andante o 1." lenle Theolono Raymundo de
Brilo, e sabio creo que anle-bontem a escuna tam-
bero de guerra Bojuru, commandanle o 1." len-
te Picaneo, com destino a es-a corle.
Consta me qtie eslao em polmica o cnsul dos
Estados-Unidos e o delegado de polica dcsle termo,
sobre a questao da marnheiao porluguez Manoel
Nunes. Hci de me informar, e Ihe darei noticia do
que se liver passado a este respeilo.
{Carta particular.)
S. PAULO, 30 DE DEZEMBRO.
Rcinava a doce paz na sania groja,
O hispo p o cabido ambos conformes
Em dar e receber o sanio hyssope.
Ainda necupa aatteneo publica o episodio des-
comniunal havido entre o Sr. hispo e o cabido ; foi
um facto sem igual desde que o mundo he mundo ;
devia dar margan aos commcnlarios. As beatas,
sobre lodos, lem desenvolvido os consectarios com
lodo o (alent que Ibes he proprio, concluindoque
semelhanle fado he precursor do fim da geracan os
gualos l'a/.eni a parodia do hyssope; os entendidos cm
materia do dircilo desenvolvem h Iheoria dos recur-
sos ; o cabido exclama libertas drn< ; e o seu cor-
respondente, dcsinlercssado em toda esla questao,
pois que nao lie padre, nem pode ser \ i.inu 1 das
impertinencias do Sr. bispo, nao faz mais do que ir
enviando lodas estas bernardices com vista para a
opiniao do seus leilores.
Depois da tal marmelada que Ihe refer pelo cor-
rcio passado, seguio-so a apreciarn calma do faci.
O cabido repulou-seoffendiilo cm sua dignidade, e
quiz mostrar ao Sr. bispo que nao se injuria impu-
nemente una corporacao respeitavel.
Itcunio-se pois em sessao permanente, e passou-
se discussao do que conviuha fazer. Depois de cor-
rer a discussao por lodos os seus tramites, resolve-
ram enderezar nm ofllcio ao prelado, pedindo repa-
raran do facto. platicado em publico e raso. Kedigio-
se a uola conceb-da em tormos respeitosos, mas um
pouco apimciitndos. Eslava visto que o oatro belli-
geranto nao arreara bandeira : responden ao p da
etlra, e o reverendsimo cabido foi soberanamente
escotado.
Esla permutara de olas lem seu que de curioso;
proenrei ronsegjjir urna e outra para enviar-llie, e
levo ullirtii-.nl I de um amigo as copias que Irans-
crevo fi fim desla caria. Publicar Vm se quizer
divertir a seas leilores, inclusive os de S. Paiilo.oude
u se ilivulgaram, sendo que a ola do senado da
calhedral he curiosa, porque resnmi lodos os actos
coinmellidos pelo prelado, que, por sua nalureza,
llie "
foram tirando a forja moral.
MWrnu n Sr. hispo que n3a he homem de papas
na jP4|ua. A' vista de semelhante nota resolveu o ca-
iiiiUj^ilregar-lhe os mtiapnrle, o recorrer ao go-
veriiTaeriil pira tlar urn paradeiro anareba que
ahi lavra na diocesse.
De -feito, anarchtft Que significa essa xlnrsao
deshumanamente fina aos indigentes, em lodo o
lempo soccorridos pela eaixa pa, a que elles lem di-
reltn liiconcussoPOue significa essa guerra ao dinhei-
ro ds fregnezes pobres que nlo arrancam dispensas
sem exhibir a mulla para o santo seminario '.' Qae
significa a vacatura das vigararias, com risco quoti-
diano da salvara das almas ? Que significa a deser-
cao que o Sr. bispo faz da S, at. us dias de lei?
Que significa a guerra contra lodos, e por motivos
ridiculos, como uso de fivelas douradas'.' Que signi-
fican), einlim. o imposto geral para Santo Ignacio,
que aqui entra como Plalos no ciedo ; a negara 1
caprichosa das ordens ; a transferencias dos v garios
sem ulili l.ide dus ffeguezes; os juramentos mpotlos
aos ordenandos, pelos quaes se obr'igam a abjurar as
lojas maromeas, pelo recela do bode preto ; as sus-
pensores tx-informata conscientia, sem asseulo em
nenhum direilo, como boas intelligeneias lem de-
monstrado ; as injurias e insulto s senhoras que
vio greja ouvir o sermao eloqaente do Sr. bispo,
que na nuite de Natal, san referencia alguma ao as-
sumpto, disse : 'tais aqui na casa de Dos, ej
estis pensando nas cetas e jantares que ides ter,
nos romances que idesler, nos bailes que ides fre-
quenlar!
S. Exc. Rvm. tem arraslado ltimamente um ge-
npontamento para os infortunados financeiros pro-
vincianos, exclusive o seu criado, que infelizmente
nao anda nessas almosplicras pecuniosa.
Nao vai bem o cfslado sauilario da capilal : l-
timamente lem grassado o lypho, levando algumas
victimas.
He verdade, a minlla mofina ; nao ha mdicos que
nos ventura acudir Temo alguns que fazem hon-
ra an paiz; mas esses Ipoucos nao lem lempo para
acudir a lodos os chaados. He verdade que em
seu jornal sabio csr ora um tenhor a quem nao
rheirou bem o reclann dessa necessidade : chamou-
nos raloleiros, e as menlo. Ha de ser algum inlercssado ; lem razio.
Meu charo tenhor, nao duvido qae nlguemdevn; or-
dinariamente nao te paga com promplidlo ao medi-
co que, deitando a enrermidaile crescer, leva o en-
fermo ao inmolo, e pora consolaclo dos pareles co-
roa a obra com nm furioso bote.
Depois de nossos aluradus soffrimenlns cm ma-
teria de illuminacao publica fez-te a luz. O Sr.
Carlos Chilldoc Junirr conlratou este ramo de ser-
vicij e vai desempenl ando os seus encargos com sa-
lisfacilo geral; jo se pode tahir i noile sem receio de
oflensa physica grar 1 nos nossos narizes. Esla-se a
final I muido urna bol Iluminaran : nlo be um luxo
de illuminacao romo no seu Cllele, mas satisfaz as
nossas aecessidades p rovincianas.
Acaba-se de sal er qne o Sr. bispo est proce-
dendo a um inqueril 1 sobre os acoulecimentos da
nuite dn Natal. Jlada valcm essas cousas : o verla-
deiro criminoso j esta punido pelo teriiet popular.
O mais he palacoada.
O aviso do ministril Jo imperio de 13 do cor-
renle fez. ron-lar mais um acto do Sr. Pedreira, que
revela a alinelo que da aos nossos negocios pro-
vineines, mandaiidoqiie,da sobrada quoladestinada
s obras geraes, o Sr. tSaraiva lirc auxilio para as
estradas provinciaes. Sirva o seu Jornal de veh-
culo para a proviuca|kgradecer ao Sr. Pedreira, pois
que he um dos pourosl da pasla do imperio, que
assim se importa comaosco.
O Sr. Saraiva jaTmandou contratar os objeclos
necessaros para o csUbelecimento de um gabinete
de machinase instrumentos de agricultura, como se
segu do projeclo que o Sr. Carniro de C'.impos fez
passar.
Eis as notas do cabido e do Sr. hispo :
1 Exm. e Rvm. Sr.s-O cabido da calhedral desla
imperial cidade, extremamente maguado pelo fado
inaudito pralicado cm a noile do Nalal com geral es-
cndalo do povo, reuilido para assislir o oflirio e os
augustos myslerios do nascimenlo do Salvador do
mundo, vein respelosnmenle presenca de V. Exc.
Rvm.'expor sua roagoi, e supplicar alguma explica-
cao da parle de V. Ei|\ Rvui.,quc lire loda e qual-
quer suspeila no putiljco desta capilal pelas pala-
vras pronunciadas por V. Exc. Rvm. peranle Dos,
e peranle os fiis all congregados.
11 Exm. c Rvm. Sr. lie sabido e determinado
nos estatutos, conforme as rubricas do ceremonial,
que quando os F.xm-.Sr-. bispos rapitulam malinas,
os conegos devem cantar as lines dos nocturnos,
alias nunca^Y. Exc. Rvm. comecou naquella noile
por rapitulat-nalimis, c estante subi ao lugar
competente para aa lirf es ; s cnuegus porem ouvi-
ram contra o costme, o arcediago levantar o hym-
110 e a primeira ana do primeiro nocturno, e todo o
coro enlendeu enlao que V. Exc. Rvm. mandou pelo
nieslre de ceremonias que o presidente do coro leo
vanlasse o hymno e conlinuasse, porque lalvez es-
livesse incommodado e nlo piules.e capitular mai-
0 oflicio. Ora. capitulando oulro que nlo V. Excs
Rvm., eslava entendido que os conegos nao deviam
cantar as lices, e sim os capellies. Eis porque o
meslrede ceremonias da calhedral, sem ordem do
cabido e de nngueiu, porque nao era preciso, fez
desccr a estante para o tugar onde cantara os ca-
prllles.
o V. Exc. Rvm. podia com um acea fazer subir
.1 i-la n te. levantar n l'ntei Xosler, dar s heneaos
para as llces, mostrando desle modo que se mandou
levantar u hymno fui porque assim ordena o cere-
monial, conlra o uso de.la S : ludo obedecera, e
seguira sua ordem. Mas V. Exc.Rvm., que nun-
ca lem consultado o cabido, quando mesmo o direilo
o recommenda, conlra toda a expeclac.lo, e por um
acto inaudito nos Tactos; da igreja paulislana, impoz
silencio aos asios religiosos, c abri discussao curo
0 cabido, eiiiprc-lanilo-llie em pleno auditorio iu
Icnces que o cabido jamis leve.
O cabido. Exm. e Rvm. Sr.,sempre den pro-
vas, e procurou manife|star sempre rasgos de sua
prudencia, c de toda a deferencia sagrada pessoade
V'. Ex. Rvma. desde o comeen de seu governo.
o Apreseulando-sc um governador do bispado pa-
ra lomar conla delle sem procuradlo autentica, co-
mo manda o direilo, o cabidopulou por lodas as for-
malidades da lei, e o governador lomou posse. D'ahi
a das o mesmo governador do bispado apresenlou
documento autentico, e se pensou cm ratificar actos
irregulares: o cabido, pnra evitar escndalos, lan-
amente raliflcou o que antes se havia feito.
a V. Ex. Rvma., tomando o governo da diocese,
quaiz esliulhar uro dos merobros do cabido do bene-
ficio de que eslava convcnienlemenle investido : o
caqido. que devia lomar a peitu sustentir os direi-
los de um de seus dignos membrof, sustentar alem
disso os direilos da curoa, os direitos do padroado
que o apresenlou, por mera deferencia deixou ao
perseguido o sustentar s por s sua posirlo can-
nica, sua cuitarlo regular.
a F'aclos nao menos trisles se bao dado com ou-
lros merobros do cabido, jpie com igual silencio (em
sabido supportar suas dore* 1 I).
1 11 11 cabido, que primeiro deveria conhecer e fa-
aer registrar em seus archivos os regulamentos que
V. Ex. Rvma. so dignou/formalisar para regitnen
lie fii clero, al b>fe i?-^k- iMnciaiuiaitie seme-
Ihaulcs regulamentos.
a Por ordem do Rvm. vigario geral de V. Ex.
Rvma. se lem exigido de lodos os membros' do ca-
bido cerlides comprobalorias de suas desabrigas,
amearando-so-lbes com processos se se nao preslain
a etsa innovarlo lao singular 1
a O cabido que deveria saber oflieialmente o aclo
lao solemne do inunus pastoral, a sahida de V. Ex.
Rvm. para a visita, nao tem al hoje em seus ar-
chivos urna participarlo, um aviso, una despedida
vel noite em que celebramos a vigilia 2) do nasci-
menlo de Nosso Salvador ; quando esperavamos a
reparadlo dn despreza quedenlte fez, querendo
e fazendo ctpilulsr o Rvm. arcediago, estando nos
capitulando, nem podendo allegar descuido ou igno-
rancia, porque nosso ceremonial, conforme nos ccr-
lificou, fez observar tal incompetencia ; sim, quando
islo esperavamos, pasmamos vendo que o fim lo dito
odicio he exigir de nos cmplela repararn pela '
oflensa que lizemos, e nao a querendo dar, que o
Il.'m. e Rvm. cabido levara sua nova c autigasquei-
xas peranle S. M. I. A'vanle, Illms. e Rvms. se-
nhores, prosiga-so a obra comcrada desde 1852. A
venia est dada. S. M. I., to alto collorado. v
muilo abaixo de si este triste jugo de paixes, e,
chelo de juslica, nlo me julgar sem dar-mo a li-
berdade de Inmbem a meu I urno apresenlaros Tactos
com suas verdadeiras cores. Deo guarde a VV.
SS. Residenria episcopal, 28 de dezembro de 1854.
Antonio, l.ispo diocesano.Illm. e Rvm. Sr. co-
nego arcediaz Fdelis Jos deMoraes e Rvmt. Srs.
membros do cabido. dem.
(Jornal do Commercio do Rio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DK
PF.RNAMBL'CO.
Rio Grande do Norte.
(loianniiha 17 de Janeiro .
Anles que Vmc. desse urna resposta cabal as per-
gunlas que Ihe flz na minha ollima de 10 do corren-
le, li na correspondencia do exterior nma caria de
Londres de H do novembro do anno de 1854, que
morreo de rrorte natural ; e delta collijo osapuros.
em que eslli os laes extreitos alliadot. Pois que !
Quando se eupcrava a celebraclo de nm Te-Deum,
cujossons feslivaes depois de alroarem toda Franca,
viessom tambero por algum correio telegrapMco fe-
rir-nos os tyrrpaims ; quando te esperava quo a cha-
mada Rainha dos mares nos seas viral da ale-
gra se embiiagasse por anno esquecidos ; aqui
nos vem o co-respondeote de Londres dizer, j mi
se trata de sv.ber se tomamos ou nilo Sebastopol ?
Que a quesllo reduz-se hoja ao segulnte : q\u cum-
pre fazer pan proteger o nosso erereilo contra as
forras, que a tilo ser a disparidade da coragem e
da disriplna, E por ultimo 'onclue : o nosso exercilo dte ser ef-
pcazmente toccorrido, cuete o que cuslar '.... aso-
vado seja para sempre to bom Senhnr Mas eu creio
que as exprs les de que est recheada a carta do
correspondente andrino, to meras faceias; que a
esta hora irem lnm em toditas torres de Sebastopol
os pavilboes adiados dos senlioresanfllo-iurro./ron-
ce:e ; qae o imperador mait que sabio de 1855 j re-
cebea do sen a lio tolio os r roboras de toda a Europa ;
que a mesma nagestade do pobre Nicolao, amarra-
do e bem abarrado ao carro de (rinmpho do Sr.
Napolelo, est engrosrtnd o cortejo, filho legitimo
de urna victoria Cameles he quem o predisse) por
mares nunca 'antes navegados. Louvado teja para
sempre to lx.m Senhnr! Dizem por aqui qoe 01
Ingieres o Francezet d'ahi prepararn-te para acom-
panhar com solemnidade nanea visla, os senlimenlo-
de immarcesti:cl jubilo de suas patrias: tambem
me estou prepuando para ir essa cidade ver o que
nunca te vio. Serlo elles lio mesqulnhos qne dcs-
minlam esla n iticia ; e me facam passar por despe-
zas, que nio faria se nlo quizesse ver o qae nunca
se vio '.' I, un,- do seja para sempre Uo bom Senhor !
Sua resposla me servir de guia.
Eslou milito agastado com Vmc. : qaer sabor a
ral conipromeltimenlo ; sem fazer excepclo no sex mente que V. ExJ Rvma. tira caqaellaes do servico
ao menos ; sendo anlet notorio a lodo o mundo que
V. Ev. Rvma. se qucixar Sania S deque nao
achou no cabido de S. Paulo quem o quizesse acom-
panhar, o que por sso levara dous minoristas, ne-
nhum vigario geral ; o que nao he exacto, pois he
publico que um mnmbro do cabido olTereceu-se pu-
ra acompanhar a V. Ex. Rvma., que nao aceitou lal
offerecimento ; e rjue nnguem so recusara a acom-
panhar a V. Ex. Y vma. desde que fosse convidado,
a Sempre solicili em mostrar e manifestar em pu-
blico sua adbe'.i 1 sagrada pruna de seu Exm. pre-
lado, nao se recusan o cabido.^quando convidado
pelo Rvm. vigario geral a fazer por tres dias, contra
o coslume e a expensas da fabrica, preces publicas
na ida e na volla lia vi-ila de V. Ex. Rvma.
Finalmente, senlior, o cabido v quolidiana
feniuino.em Testa solemne, disse que os pas de fa-
milia levam suas i i 111; 1 aos bailes, onde enlram pu-
ras e sahem enrhavathadat!
Com estes e oulros Tactos, dei vo a sua considerarlo
o juizoqne aqujse faz do prelado. He urna verdadei-
ra calamidade ; mas ser ella rreraediavel'!........s.
Vcnhamos ao Banco, miteria que incessanle-
menlc preoecupa rico o pobre.
Di-e-lbe ltimamente que alguns accionistas fo-
ram arrininiettidos de um pnico, de que resullou a
retirada de CfjO acc,8cs.
Tinha-se feilo reuniao para sujeilar os estatutos I
approvacilo. Ahi inlcrveio o Dr. S'Iveira da Molla,
que, como entendido na materia, tomou a palavra.
Declarou que applaudia os esforcis para a crearlo
de um banco hypulhecario. pois elle comporlava a
primeira necessidade da provincia ; que os capilaes
eslavam cada voz mais escassos lavoura,sendo que
a cessac.io do trafico trouxera a alta dos bracos escra-
vos, e as empresas de colonisac.lo por parceria, alias
bem siiccedidas na provincia exigiam novos empre-
gns. Pelo que, si'i o desenvolvimento de urna insli-
tnirl de crdito [iile i.i proporcionar a lavoara os
meios de que careca ; todava entenda que o pro-
jeclo do banco que se quera adoptar nlo era o mais
conveniente.
Pensava assim : 1, porque a feirlo do projeclo
era mais commercial que hypolbccaria, sendo que
para favorecer o commercio se devia contar com a
caua filial do Banco Nacional, e que a maior neces-
sidade que nos apcrla he a do banoo hypolhecario,
que satisfazeudo as necessidades actuaes, ira dando
nascimenlo ao crdito territorial, anda nao exis-
leiile.
2." Porque n.lo era possivel esperar que o gover-
no approvasse um banco de emissSo com to tenues
garantas de flscalisar.ln, mrmenle lendo de cstabe-
lecer-so a oaixa filial enm emisslo. Alem deque,
sendo as operardes do banco projectado as mesmas
da raixa filial, seestabeleceria rivalidade ; c nlo ha-
vendo anda neccisidado de dus|ianrs de emisslo
para descontos e oulras operaces puramente com-
merriacs, das hostilidades dos dous nascerlam con-
sectarios intensos a nossa circula^ao monetaria, .ao
crdito e fortunas da provinei.i. l'orlanlo as bases
do projecio impossiliililariam a appriivar,ao do go-
verno, que os accionistas nao deveriam assim soli-
citar.
3. Que pensava poder-se e dever-se esperar que
o governo approvasse o projecto se Ihe fosse apre-
senlado um creando um banco de nalureza diversa
da raixa filial, para operarles diversas, sem emi-so
ou com vina faculdade de emiaso reslrirla, e sob a
immediala liscalisaco do governo, ufiVreccndo-sc-
Ihe alguma caucllo garaiilidora da emisslo. Em (al
caso, cuntinuou, o hauco hypolhecario poderla mes-
mo ser um auxiliar da raixa filial, sendo que esla
reciprocamente auxiliara o banco hvpothccariu.
Accresccntou mais que coro as bases actuaes podiam
os accionistas se persuadir que a approvacrm do go-
verno era mpossivel. Requereu, pois, que nesle
sentido se eroendasse o projeclo.
Fisle discurso bem deduzido, e proTerido pelo Sr.
Silveira da Molla, que aqui goza de lodo o prestigio
e sendo de mais a mais sincero na argumentarlo,
pois que he inleressado como accionista que he, fez
nascer o recein ca retirada de alguns.
.Ma-, leudo-so emendado algum linio o projeclo,
vollurain os nccionislas retirados. Soldou-so desla
forma a brecha, ej linnlem se approvarara os esla-
latutus, que la vio buscar a approvarflo.
Foram lomadas 7,000 actes, e fechou-se a ius-
cripcao. Sobiriam de numero se qui/,essem aguardar
o correio das villas, que boje deve chegar com mais
pedidos.
Passou a medida dse pagar, por conla da calxa,
um empregado de Hornearlo do governo para lisca-
lisar ou inspeccionar certas quesles : ignoro sua na-
lureza.
Se todava o governo com esta garanta nega ua
\ approvarlo, se d ludo islu em pantana, que des-
da calhedral ; concede Brencas at aos' moros do
airo, sem ao menas consultarse elles fazem ou nlo
falta ao serviro publico ; que por permisslo de V.
Ex. Rvma. os mermoa capellies do coro, e diversos
oulros siroplicet sacerdotes, iisain de insignias de
que s gozaro os membros do cabido, em v rinde de
um breve pontificio.
oTudo islo quectnoulras pocas seria bastante para
fazer chegar urna q leixa aos psdo Ihrono, o cabido
tem supporladn coiVi urna paciencia evanglica. Mas
av.inr.ir V. Exc. Rvun.", como avancou em a referi-
da nuite de Natal,a tace da igreja e do publico illas-
Irado, que o cabido quiz desfrilear a V. Exc. Rvm.,
he irrogar urna injuria que nao lem qoalilicarlo na
ordem social e moral;
a O cabido, cioso o\e sua dignidade c de sua posi-
1/1. nao se (em afasia I uma s linha do cnmpoi la-
mento que Ihe impile i) dever do obediencia, acata-
menlo e respeilo alia dignidade que V. Exc. Rvm.
oceupa. Pode V. Exc.lRvm." nao ler atfeieoados no
cabido : mas a corporacao sabe distinguir o homem
da dignidade, e tributar a esla o que Ihe compele,
sem considerar quem decapa bem ou mal. Por ou-
lro lado a illuslraro, os principios de civildade fnr-
mam o carcter de lioincui velhos, que sabem pesar
o alto grao com que asilis c os canone da igreja
o. distinguen!. Mesqninlius sentimentos de odio e
desfeitas eslao, grabas a Dos, muito lung* do cabido
e esta corporacao nlo oslpossue e nlo os tem aprc-
senlado at ao presente. Logo proclamando-so cm
publico um procedimenlo que o cabido nlo lem, he
injuria-lo e feri-lo no Tundo da alma.
11 O cabido, pois, espera uma repararlo sua
honra ultrajada, e V. Exri Rvm.",lio candse como
se proclama, nlo donara .le reflectir em sua con-
sciencla que ullndeu ao senado da igreja Paulisla-
na, com quem deve eslar sempro eslreiiamentc uni-
do ; ,u> senado da igreja Paulistana, queja foi supe-
rior no espiritual a V. Eicl Rvm.', cm quanlo era
simples sacerdote e vigari da vara de I tai ; que
sempre honrou o dislinguiq n V. Exc. Rvm., rece-
bendo-o com lodo o amor o respeilo quando inves-
tido do episcopado ; que emfim viga constantemen-
te em conservar a dignidade que as leis Ihe con-
ferem.
Se porm V. Exc. Rvm.3, oque nao he de es-
perar, nlo quizer cicatrizar (com o balsamo da cari-
dade esta (erida mortal que abri no coradlo do ca-
bido, permitlir que levamos nossa justa dr peranle
o Ihrouo do melhor dos soberanos du mundo, de
quem esperaremos lenitivo c a quem pediremos nm
meio para obstar a reproduerjao de um fado inaudi-
to que poz em consternaran o cabido, os liis desla
cidade, e anda m.iis a igrejaj cojos actos solemnis-
simos se interromperam.
a Dos guarde a V, Exr.Rvm. por muilos annns.
S. Paulo, en. cabidoaos 27 de dezembro de 1851.__
Exm. e Rvm. Sr. D. Antonio Joaquim de Mello,
luspo desla diocese.Ftdelis Jos de Maraes, arce-
diago presidente.Juaquim Anselmo de Otireira,
arnpresle.Manoel Hmygdio Bernardes. /oa-
i/uim Manoel Goniahes de AndraJe.t'idtlis Al-
eares Sigmaringa de Maraes.Joaquim do Monte
Cnrmello.Ildefonso Xavier ferreira, secretario
do cabido
Resposta.
a lllms. e Rvms. Srs. Quando, rcccbcndo o
ofllcio que VV. SS. nos diriciram com dala de 27 do
correnle, deviamos pensar que linha por fim repa-
rar o escndalo e maneira a mais inslenle com que
lomos tratados por um memhrodu cabido, peranle
o cabido, que impassivel ludo teslemunhou sem o
mais pequeo signal de rrprovaro, nessa memura-
rStao '! Que emponho linha Vmc. de meller-me em
rascada, fazcnJo inserir no seu Diario os trechos da
resposta que deu ao governo o 1. supplenle do sub-
delegado de Nova-Cruz ? Agora me vejo a brajos
cora ns de-g i-ins de certos amigas da capital: se en
Ihe remelli por copia a resposla, foi s por subscre-
ver sua exigencia. Eu Ihe peco qne nlo me cons-
titu! mais em laes apuros ; eu r sinlo as clicas.
Ainda nao se lirou o procetso contra o 1.sopplen-
|e do subdelegado de Nova-Cruz ; sitera est fama,
he o que me falla ver, que uma autoridade policial
processe em'crime de responsabelidade Se este pro-
cesso be em rteos da resposla que Vmc. espichn
em seu /Jinr:'o|nesle caso, alm de ter usurparlo da
compelencia do juiz de diraile, he unu verdadeira
asura. Demos lempo ao lempo : o Farofa me ha de
Lproporcionar noticias que interessem.
A obra da matriz desta villa esta parada, nlo por
falta de recursos monetarios, se nlo fir cansa do
uro chamadoprovimenlo, que na correir-iodo
anno passado aqui deilou o ex-juiz de direilo Jlo
Paulo de Miranda. Nesle provimento ordenou
o ex-juiz que dos bens palrimoniaes da matriz nao se
dependesse um s real no andamento da obra. E qae
tal Ihe parece a graqa do provimento 1 O vigario
havia ohti lo da Ihesouraria a pequea subvenrao de
4005 rs. : esla quantia nao ora tafllcleole a fazer face
,-is despezis que deviam montar boot contos de re*;
para o diier de uma vez, o ajuste de mo d'obra era
superior. Ora, vedar-se o concurso da mait peque-
a quanli 1 para a obra de ama matriz, qae est em
andamento, resultando alm disto a perda de mala,
riaes, he ia verdade manifestar o mais acrisolado
zelo pelo esplendor do culto divino. He natural
que o governo da provincia na distribuirse de
quanliat para obras deste especie, se.lemhrc duque
esqueceu .10 ex-juiz de direilo Miranda. Todos cou-
fiam que reijlo, sei;uiri ama rcligilo diversa da que adoplou
o seu antecessor. Como a nalureza e necessidade
da obra eslo vista, o remedio apparecer. E que
julga Vmc. '.' No provimento prohibio-se a appli-
caoao do producto patrimonial a obra da matriz ;
mas expressamenle dtlerminou-se qae qualquer
quantia que em cofre houvesse, (osse adjudicada aos
moceros do corral e casa da fazenda 1 Decifrc l
esla charada t\Oh! tmpora Oh\ mores! J se ante-
pile o runal igrejt I e o asseio do vaqueiro de-
cencia de divino cul(o Mas quarsatv chegar o
Dies ira;, o que responder o ex-juiz. ao ouvir a
Den, exprimir se-na phrase do Psalatista et egojus-
litias judicabo ? Coifio elle se haver nesse dia,
nos o veremos.
A toga nlo llie ha de valer.
Foi deniillido o subdelegado deArez; me settqual
a razio: se o P...... aqu eslivesse, me explicara
porque; mas o candado do hornero, que esta medido
lord, n.'o deu por ultimada a testa.
Adeus. De seu amigo A".
PERMMBUCO.
I) Um conego foi proressadn por andar de secu-
lar ero ilia de copiosa chuva ; processou-se oulro
por andar com tvelasaniarellas ; e finalmente sus-
pendeu-se a outro do excrcicio de contestar c pregar
(iorque se nlo apresenlou a S. Ex. Rvm., nlo obs*-
tante ler essa faculdade do governador do bispado,
e em norae de S. Ex.
CMARA MUNICIPAL SO HEGIFE.
Sshumo' ordinaria ae IB t jaaeiro
Presidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Presentes os Srs. Vianna, Reg, Dr. S Pereira,
Reg c Albiiquerque, Barata o tiameiro, abrio-se a
sessSo e foi tida e approvada a acta da nolece-
denlc.
Foi lido o tegoinle
EXPEDIENTE.
Uma inl'ormac.lo do director das obras publicas,
com despacho do Exm. presidente da provincia pa-
ra a cmara informar, nlo se oppondo que TI10-
maz de Aquino Carvalho, eolloqiic, como pretende,
um guindaste de forro no caes do Capibaribe em
frente do seu eslabelecimeoto do serrara, ama vez
que seja a obra feila com inspece/o daqoella repar-
licao, de maneira que nlo embarace o transito publi-
co.Que se informaste tambem favoravel.
Oulro do Dr. chefe de polica, pedindo se llie de-
claraste, se ezisle alguma disposi^lo do postura, pro-
hibindo dentro da cidade o fabrico de fogos arlili-
ciaes, e a venda e fabrico de plvora, e qae, no ca-
so aftirmalivo, se llie remeltesse un cxemplar da
postura. Mandou-se rcmeller a postura, dizeodo-
se que no arl. C til. 8 existo a prohibirlo referida.
Por usa occasilo accordou a cmara em confeccio-
nar um art. de postura, mais providente que o cita-
do, prohibindo a venda de plvora, fabrico de fogos
e deposilos desset objeclos dentro da cidade, e a suh-
nclleu logo approvac,ao do Exm. presidente da
proviucia, e mandou roinmunicar ao chefe de po-
lica.
Oalro do Sr. vereador Ollvcira, participando que.
por inroiuinodado, nlo podia comparecer actual
sessao ordinaria.Inleirada.
Outro de Antonio (ionralves de Morac<, respon-
dendo que, por achar-se no exerc icio do capillo
mandante da quinta companhia do (i.bs(alliSo dos
Afogados, nlo compareca prestar juramento como
juiz de paz si.pplenle do primeiro di-lrirlo daquella
freguezi.Inleirada.
dulro do administra lor do cemilcrio, participan-
do irbar-se o relngio daquelle eslabelocimento em
e>l. do de nao poder regular.e pedindo parrois-o pa-
ra dtspor delle por meio de (roca, visto ser indispen-
saviil all scroclhanicohjcciii.Mandou-se renicller
ao Sr. vereador cncarregado dos negocios do cemi-
(erio para providenciar.
( tro do fiscal do Poco, expondo o oceurrido cer-
;::) To perturbadoesi. Exc, que nao allende
que essa solemnidade nao he a da l'igilia do Nalal
que ja se rezara era o dia antecedente.
? ?
I1EGIVEI
a-jiTiinnn


~-
UINIIIU UL I LUrlMlHUUbU. OHOHUU I UL riNltL|IIU UL IUJ.
ex lie lermo de adiada do infracao do arl. 7 da< pon-
turas, coinmellida por tialdluo Ferraira dome?, a
lombraudo ser conveniente que acamara nomeasse
urna coromisso para conhecer se o lugar em que le-
vantou Galdi.no a cern, que deu lugar a infracao,he
on nao serventa publica.
Foi remedido ao Sr. Gameiro, depoi de alguma
discussao, para eiaminar o lugar e dlzer a respeilo.
Resolveu-se que se rtcomraendasse ao fiscal dos
Afosados, o cumprtmeolo de seus devores, tillo
concia, que morando elle fra da povoacao.deija de
vigiar na eiecucao das posturas, soh pena de ser
substituido ; bem como, que se propozesse urna pos-
tura para o gado desuado matan;, caliir a pas-
torear h 5 lloras da manbaa o recollier-se a 6 da
tardo.
espacharam-sc as peli;6ee de Antonio Jallo de
Miranda Oliveira, de Francisco dos Santos Corra,
de Antonio Joaquim Correa, de J. E. Robcrts, de
Joan Fernandos da Cruz, de Manoel Antonio da Sil-
va Kios, do Jos Baptisla Ribeiro de Farias, e le-
vantou-soa sessio.
Eu Joao Jos .Ferreira de Agoiar, secretario e
sohscrevi. Bario d Capibarib-:, presidente.
. ftgo t Albuquerque. Reg.hialina. Ba-
rata de Atntida. __ $
REPAKTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 26 de Janeiro.
Illm. e Eim. Sr.Participo aV. Exc. que, das
differenles parliciparns hoje recibidas ne^la repar-
tidlo, consta que foram presos :
PeU subdelegada da freguezia de S. Jos, Manoel
Joaquim da Encarnara, porfiarlo de eavallos, a
pardi Mara Francisca do Bomparto, c a preta Ma-
ra dua Dores, ambos para correccSo.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista,
Mara Ferreira Duarte, para averiguaroes policiaes,
a preta escrava Joanna, por fgida, Angelo Jos de
Franca e Benedicto Jos dos Sanios, pura recrula.
Deoc guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 26 de Janeiro de 18V>.lllm. eEim.
Sr. conselbeiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O ctelo de polica Luiz
Carti de Paira Teixeira.
DIARIO DE PERMBLCO.
1
Chegon hontem do sul o vapor San-Salvador,
trazeudo-nns jornaes do Rio de Janeiro, que alean-
cam a 11 do crreme e da Rabia n 2.
O Sr. marquez de Paran, presidente do conse-
Ilio de ministros, e ministro e cecrelario de estado
dus neaoi-.ios da fazenda, oble* de S. M. o Impe-
rador 15 dias de licenca para ir i sua fazenda. l)u-
ranle a ausencia de S. Exc. Oca encarregado da pis-
ta da fazenda n Sr. Viscnnde de Abacio.
O govenio, afim de promover a roloiiUacan, re-
solveudar, alrn dos auxilios indirectos por mcio
das autoridades brasileiras dentro e fra do impe-
rio, a subvineSo de 308 pela importado de cada co-
lono de 12 i :!"> annos de idade, e 208 pela des de
5 a 11 annos.
Os Suissos que qnerem emigrar para o Brasil re-
cebem presentemente das suas municipalidades o
adianlaiiienlo das tres quarlas paites das passageii* ;
e rom este favor ji foi importado na provincia de
S. Paulo, durante o anno pascado, um hom numero
de colonos, pela casa commercial dos Srs. Vergueko
&C.
OSr. Joao Diogo Stnrlz, cnsul geral do Brasil
na Prus-ia, foi removido para o consulado geral do
Brasil na Sardenha, passandoo Sr. Ernesto Antonio
de Souza Lecomte, que oceupava este lugar, para o
consulado de Berlim.
No dia 5 do corrente tomot conla da mnrdnmia
da casa imperial o Sr. conselbeiro Paulo Barbosa da
Silva.
Por decreto de 6 mi nomeado membrn do conse-
llio director da inslrucc'o primaria e secundaria da
corte, o Sr. Dr. Manuel Pacheco da Silva, conti-
nuando o Sr. Dt. Jusliniano Jos da Rocha a servir
no mesmo conseliio como membro tirado da classe
dos profesores.
Em outro lugar oOereccmos aos lelores a relami
dos despachos que pelo ministerio da juslica forant
expediilos, as Montevideo, Rio Grande do Sul eS. Paalo, segundo
minemos dos jornaes.
Refere o Jornal da Baha, que no dia 15 naufra-
go na altura da Torre-de (jarcia if Avila, a galera
iugleza Fronde, procedente de Liverpool, com im-
portante carregamenlo :
n Dirigera-ee para \-, por ordem do xm. Sr. pre-
sidente, o hiato tapagypee o vapor Paraguay, pa-
ra esse Om freladu, cora tropa de pulicia, e por Ierra
alcarria cavallaria para prevenir com lempo
quaesquer violencias e furtos, que infelizmente ha.
sempre quesedao esses tristes acontcimenlos.
Neiihiiina esperanca se lem por ora de salvar o na-
vio, apenas trata-ce de tirar o maisque so puder d
sua carga. Um engao do seu capitao foi a causa,
segundo consta, desse naufragio. Na praia desco-
hria-se ao longe urna grande fogueira, cujo clarao,
de espaco espado desapparacia, talvez com o muilo
veulo, e jutgando ser o pharol da barro, enrami-
nhou o navio nesse rumo, ja nao podendo Hvra-lo perieo qoe se arremessara, quando veio conhe-
cer que nao era ese o ponto, que presuma.
Abarco da mesma galera veio Mr. I.indsey, en-
genheiro contratado pela companhia da estrada de
forro do Juazeiro.n
Em eu n. de 19, noticia o sobredito jornal os se-
guintes factoa criminosos :
Em Pass, no lugar denominado MamSo, no dia
11 do curreute, prlas 5 horas da larde Joao Jos de
Sanla-Anna, hospedado em casa de seu primo e com-
padre Pedro Pereira da Silva, lavrador honesto, ca-
sado e com qualrojlillios menores, peilio-lhe um ba-
nho, e-le promplamenle mandou sua (ilha mais velha
por agua, e sahio para o quintal com a mulher
ver o'servico da sua lavonra ; aproveitando-seaquel-
le desea occasiso, que se offerecia opporluna para a
realizacSo de seus torpes desejos, abusando da boa
f e bom aga>alho que se lliedava, quando a menina
enlrou'no quarto, agarruu-a para deflora-la : com os
gritos da infeliz acode seu irinSo mais velho, mas o
perverso, em sea furor, para livrar-se desse obstcu-
lo, d-lhe una Tacada com a faca quej tinha em
puuho ; como barolho c os gritos cios lilhos chega
a toda a pressa o misero pai, e seu facciuoroso hos-
pede immediatamenle lancou-se sobre elle, e aos
golpes profundos e repelidos de sua faca, f-lo su-
cumbir ero suasmilos ; quando o abandonou j esla-
va morto.
Em poucos instantes commetteu Ires crimes hor-
rorosos I !
Deiion urna familia,que o tinha acolhido.ua mais
lutuosa desgrana, asquecendo-se que era prenle,
amigo e hospede 1! Evadise lago depois, mas
com as diligencias que se empregaram. foi captura-
do na capella de ji. S. das Candelas : arha-se na
casa de correcto, e iostaurou-se o competente pro-
cesso. ..-
No dia 1i do correnle. na fazenda do commen-
dsdor Manoel Teixeira ilarhozn, na freguezia de
Matuim, Jos Muuiz, com a mais revollanle barba-
ridade, eslnprou a menor Dionilha Mara da Paixito
com sete annos de idade, filha de sua visinba Auice-
ta Maria da Paixo. Procedeu-se logo a corpo de
delicio e o criminoso acha-se preso na casa de cor-
recto.
No dia 2.> do prximo passado dezemhro, pelas
sele horas da noile, foi cruelmente assassinado o par-
do Domingos em casa de Francisco Alves, ua fazen-
da denominada Coruja do possessorio de Joa-
quim Jos Correia, sendo o assassiuo um escravo
dctle, que incontinente evadio-se. Fez-se logo o
corpo de delicio e j o procesa foi instaurado na sub-
delegada do Bom Jardim.
a No dia 22 de dezemhro prximo passado foi s-
sassinado no lugar denominado Candumbii na
freguezia de Sanbara, Leocadia Maria por Gerlru-
des Maria de S. Jos. Dense antes urna briga entre
a parea Hermelina de Jess e Maria da Grac do
Amor Divino, e depois de separadas, passando Leo-
cadia Maria, ni5 de Maria da Orara, pela porta da
rasa da residencia de Mara da Encarnaro, mi de
llerinelinda, sahio a referida ocrlrudes, irmSa des-
ta, munida de arel ccele, e rom elle offendeu por
tal modo infeliz Leocadia, que de promplo mor-
reu. Acham-se presas n r Gertrudes, sua mili c ir-
ma : fcito o rorpo de delicio, iustaurou-se o pro-
cesto.
No dia 11 do prximo passado dezemhro, no
districln da Areia, lermo da cidade de Valenra, foi
assassinado Pedro de tal, pardo, casado, por Anto-
nio, cabra, escravo da viuva de Manoel Nones. O
assassiuo evadio-se, e por mais esorcos empresados
pelo subdelegado, n3o foi possivel apanha-lo; fican-
do o lugar do crime grande distancia da cidade,
quando o delegado vei ter conliecimento, j ora
um poiico tarde, d
De Macein nao recebemos gazela alguma; mas
ennsv-nos pela caria do nosso correspondente, que
publicaremos om nosso numero seguinle, que cssa
provincia acha-se, bem como as demais, em soreg,
leudo cessado as robres amarelias em Porto Calvo e
no Pilar.
COBRESPOjBEXClAS.
Srf. Redactores. Ja eslava resolvido a nao Iralar
maisdopirlodnSr". I lamina,porque julgo ocnsosufll-
rienlemenle elucidado: o publico esta boje perfeita-
inenteinutiradn do todas as particularidades d'elle, c
como eu estou em Pernambucuha9 para 10annos,enlre-
go-meaojuCTro9dos mdicos a quem compete ava-
llar esta qiiesUlu,comu das pessoas sen-alas que mais ou
menos poderlocnmprehenler oque temsidoditn nao
s por mim como pelo Sr. Dr. Carolino ; mas nao
he possivel dci\ar pasar certas proposices do Sr.
Dr. Carolino se.-n fazer-lhesalgum reparo: conllevo
que algumas lem sido proferidas mal pensadamen-
te, porerr. como tambem possa haver n'cllas oo baja
realmente alguma sinislra intcncao, eu apresso-mc
a fazer ver ao mesmo Sr. Dr. que ns estamos em
Pernambuco, e que nao ha ningucm que ignore qual
seja nao so a miuha vida publica como particular, e
que por tanto as michas qualidades moraes co de
todos couhecidas ; o eu, como entrego me completa-
mente a opiniao publica, nao procuro ne:n procura-
re! fazer jusilicarao de qualidaile alguma: o Sr.
Carolino he o proprio que diz qu tem sofrido aecu-
sacoet, injustas e por lano conhere que am homem,
que a fallar verdade nao pode ser um sanio, sean
em casos raros, nao esl livre de ser aecusado in-
justamente, de serem seus actos quer pblicos quer
particulares desfigurados, e invertidos aquelles mes-
mos que nao tem nada de criminosos : por
tanto seria para desejar que o Sr. Dr. Carolino, mo-
co prudenle o delicado, como lie, nao fallasse assim
com tanta facilidade em qualidades moraes.
Como ja disse, u3o perten da mais fallar n'esse
parlo, porque principian) as quesles por partos e
acabo por cousas muilo dcsigradaveis, as quaes in-
commodam-nos nao sri a nos, como ao publico, que
nao pode encarar bem para discuses odiosas: eu
termioo por minha parte toda a quesillo com as de-
clraseos que abaixo seguem.
O negocio do parlo reduz-sc a islo : o Sr. Caroli-
no nao fez a versan porque julgou impossivel : eu
fl-la porque achei facilidade para isso : o Sr. Dr. Ca-
rolino niio fez a versflo, porque achou rcsisloncia in-
vencivcl : eu (i-la. porque nao achei resistencia in-
vencvel e as conlraccSes estavam muilo menores,
como me disso o Sr. Dr. Pilanga, depnis que eu ter-
minei o parto : o Sr. Dr. Carolino nao concorreu
para a morle da mulher, porque leve prudencia : eu
nao concorri para a morle da mulher, porque en-
tend dever livra-la quanlo anles da caua eflicienle
dos seus males : si o Sr. Carolino nao concorreu para
a morle da mulher, menos eu : haviam muilas cau-
sas que davao suflicieule explicarlo da morle em se-
guida ao parlo : nao era preciso recorrer nern aos
esforcos inuteis do Sr. Dr. Carolino, ncm i forra
irracional que diz o Sr. Dr. Carolino quceu empre-
guei; se a cabera do feto sahio esmagada, certameu-
te nao foi por meus esforcos, porque o Sr. Dr. Caro-
lino, lao versado que he nos parios, lleve saber mui-
lo bem que nSo era pelo lugar em que exista a ca-
beca que eu procurara intrnduzir a m3o ; e por
conseguinte se a cabera eslava desfigurada uu ma-
chucada foi pelos esforcos feitos anteriormente a
mim ou somenle pelas contraccBcs uterinas : que
hoove urna emocao moral fnrlissima nos diasdo par-
lo, he verdade everdade'.inconlestavcl: ese no fos"
se negocio tao mimoso eu alianraria ao Sr. Dr. Ca-
rolino que o provaria i sua satisfago, mas sao nego-
cios particulares o nao se deve locar n'eltes; oSr. Dr.
Carolinoinforme-se esjber:a mulher depois do parlo
conlimiourom a febre.a qual cedeu Bftaegundo dia c
passouellao dia do tal forma bem,que eusuppaz em
coucciencia queellaeslavalivredoperigo que se devia
esperar das manobras que foi preciso fazencti nao fal-
lo perante o Sr. Dr. Carolino,fallo peranle DOS que
nos ouve e que nos ha de julg.tr : se a consciencia
do Sr. Dr. Carolino nao lite de, menos a minha:
dguoutra vez em face do DOS : o Sr. Carolino na
sua correspondencia de hoje alira-se sobre as partei-
ras; eu nao quiz nunca locar nisso, porque nao que-
ra que ellas dissesem que o razia, porque urna d'el-
las tinha-se opposlo a que me chamassem ; pela ra-
zao nica deque leudo eu feilo ha dous anuos om
parlo na roa do Rangel.em qae ella se achava, per-
gontci-lhe se tinha aulorisarao para sangrar o para
dar senleio espigado, como o tinha feilo ; e por eu
ler-lhc reprovado esse procedimenlo, ella enlendcu,
c eslava no seu direito, dzer que se me chamas-
sem ella se retirara, porque ja tinha lido urna ques-
lao comigo por causa de um parlo : talvez que se
me chamassem hora, cm que qiii/ram, nada d'isso
livesse acontecido; o nein menos lor-se-hia suscitado
esla qtiesl3o,-que se lem tanto azedado II] questo a
que eu provoquei o Sr. Dr. Carolino, porque elle
injustamente me aecusava para arredar de si a res-
ponsabilidadc que Ihe queriam irrogar.
A respeilo do que dei o Sr. Dr, Carolino ,-icerca
da applicarao da mo sobre o fundo do ulero, eu
nada tenho a dizer alcm do quo disse e nao tenbo
culpa que o Sr. Dr. Carolino rulenda as cousas de
am modo, quando ellas sao inleiramenlc o inverso
eu citei integrum oslrnihos de Chaillye Casecaux
que tratara da necessidade de collocar as mos da
um ajudanle e asdt parleiro sobre o ulero, afim de
o ronter : o Sr. Dr. Carolino diz que o soccorro do
m3o he para levar a cabera para cima ao mesmo
lempo que se faz a versao: eu nao pusso obrigar o
Sr. Dr. Carolino a interpretar melhor o seulido das
proposires : em outras umitas cousas podia cu fal-
lar porm sao da mesma najtureza d'estas: quanlo
porem aodizer o Sr. Dr. Cifolinn que eu devia es-
perar pela sna chegada para elle me ensinar o qoe
se devia fazer,en*agraM>aaMM)Ji4lmelitc>e nao aotilo
as suas lires.
Srs. redactores, eu dou a quesiao por terminada,
e nao vollarei mais a ella : a queslo. medica est
discutida e o juizo definitivo lira pessoas da arle,
ou a quem quer que se julgue habilitado a isso.
Provoquei o Sr. Dr. Carolino a expor o fado como
se passou : eu nao quero mais saber de cousa al-
guma : oSr. Dr. Carolino avaiu;ou para mim como
am possesso, nao pude (car estranho a tantas invec-
tivas, a tantos ultrajes, principalmente cnleudeudo
que o Sr. Dr. Carolino de maneira alguma o podia
Tazcr: assim mesmo se om algumas cousas possa eu
ler criminado injustamente ao Sr. Dr. Carolino,
peco-lhe perdo deslas offensas injustas, asim como
perdo, e nao tico enm odios guardados, ao Sr. Dr.
Carolino, na forma do preceito evanglico, por ler-
me injuriado lao atrozmente peranle um publico
como o do Pernambuco, mxime, por ser o Sr. Dr.
Carolino o primeiro que a lano se dspoz.
Deixo o campo franco aoSr.Dr.Carolino,nao sopara
tratar do minha vida publica, como particular, como
asean
avista dos recibos, ou conhecimenlos, ficou o Sr.
Couceiro cerlo que a casa n. 4 nao pcrlencia a ve-
ncravel Ordem Terceira de S. Francisco, assim co-
mo que a Ordem nada devia de decima, c nesle son-
lido disse ao Sr. procurador geral Caetauo Pinlo de
Veras, que flzesso um pequeo requerimento aisim
demonstrando ao Sr. inspector da thesouraria, ( e
parece-meque al deu osaponlamenlos como este re-
querimento devia ser fcito,) o qual fez o requeri-
mento cima que por despacho de ."i do correle,
foi mandado informar a contadura ; ora avista do
ocenrrido qual ser o motivo de senao dar a infor-
mar-So, quando o Sr. Couceiro fez o favor de dizer
ao procurador geral da veueravel Ordem o quanlo
havia a seu respeilo, por sua propria leltra ; por
isso se v que nao he por parle da veneravel Ordem
Terceira a demora de se mostrar a quem interessa o
bem da mesma Ordem, que ella nada deve de do-
cima, como afirmou o edilal que fez publicar o Sr.
secretario da thesouraria, datado de 27 de dezembro
do auno lindo, publicado no Diario de 30 do mes-
mo mez de dezembro n. 298 ; decida poica respei-
tavcl publico por si, qual sera' o motivo da demora
cm so dar urna informado lao simples, no caso do
ser verdico o quanlo se afirmou ao Sr. procurador
geral da veneravel Ordem.
O irnmo Terceiro de S. Frantisco.
PlRLICACAf) A PEDIDO.
CAMBIOS.
Londres 27 :>|i a 2R nominal.
Pars 3i-'< a 348 nominaos.
Lisboa nominal.
llamburgo 643 a 6i8 nominal.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
MI. 1 VES. Oncas liespanhoias 298000 298500
da patria. 288700 a 28j800
Pecas de 6>400 velhas. 16-5000
Mocdas de 48.....98000
Soberanos.......88800 a 88900
ii Pesos hespanhes 18920 a I8960n.
I da patria .... 1880 a 18900
Pataces.......18920
Apoliccs do 6 %cx-dvidendo ... 109 X HO %.
o provinciaes........103 \ a 101 \.
(Jornal do Commerdo.)
MQVIMETO DO PORTO.
NECROLOGA.
No dia 22 de novembru de 18">l, na invicta
cidade do Porto, os seus habitantes nuviam solurar
doloridamente os sinos da elevada torro dos Clerigus,
que domina toda a cidade c contornos : os sons do
inlinila melancola desprendidos do campanario da
empinada lorre, perpassando o ciinos das casaras,
ia-se perder as peuedias do ocano ; os ventos
varredores do Atlntico Iraziam os gemidos dos
bronzesal osalcanlis naluraes da cidade do Recife.
onde repela com os bramidos do mar, morle !
morle! !
Se, a lodos os homens, por mais empederni-
dos que trabara os coratos, esla palavra he occa-
sionadora de commores ; quanlo mais aquelles que
liveram a dieta de conhecer c tratar rom o vvente
que baixou as regios da morte *
Foi, no fatal dia 22 de novembro. que a morle
cruelmente coifon urna vida preciosa, um pai extre-
moso, qucdcixavn no -olo l>r.i-ilico. urna familia nr-
phSa entregue aos tormenlos de saudade.
Manoel Dias Fernamles, fllho legitimo de Ma-
noel Jos Dias Fernandos, e de Antonia Alves, na-
tural de San Miguel de Apulia, scnliiido-sc atacado
nos palmos, foi as praias de Portugal procurar ali-
vio ao scu cruel padecer: infeliz Alm de nao
conseguir o que elle c sua familia nhclavam, foi
atacado do lypho, donde Ihe proveioa morlo : A
morle que o fez haixar a elerndade, longe de
quanlos corajes o amavam, lomre das plagas brasi-
leiras que ,nn,iv.i mais que ao Douro natal ; longe
da consorte, dos fillios, dos prenlos, dos amigos.
Ah que dor horrivel nao Iraspassou o peilo
da esposa virtuosa, quando foi sabedora do nova 13o
pungente '.' que torrentes de lagrimas niio foranv^lcr-
ramadas pelos lilhos orphaos que de saudosas re-
cordaces nao liveram seus amigos ?
E ludo ello mereca : era esposo desvelado pa-
ra com aquella que jurara face dos aliares uniflo
eterna ; pai zeloso dos lilhos que a Providencia Ihe
oulorgra ; amigo sincero daquclles que se torna-
vam dignos de sua eslima ; protector de muilosiiiau-
cebos a quem cslendern mao bondosa ; cidadao
amante das patrias, que una o vira nascer, o a ou-
Ira o vira pressuroso jurar defcndc-la ; religioso sem
superslico, virtuoso sem jactancia.
Ao deixar o solo da palria adoptiva, fora re-
pleto de esperanras pedir ao reo da Ierra natal, dias
de vida para o futuro dos seus, anuos para o bem
das suas palrias, luslros para ulilidadeda hnmani-
dade. Porm, eslava escriplo, que na Ierra onde a
luz primeira Ihe ferira os olhos, ah deporia o invo-
lucro material, para subir as regies clherias, onde
a sua alma tinha um lugar.___
Hoje, a lousa sepulcral separa-o dos vivos ;
mas as suas virludes e beneficios licarao gravados
nos corarnos de quanlns o conheccram.
Chorai Porluguezes' era um vossu compa-
triota pelonascimento : Brasileos! era tambem
yosso compatriota pela esposa, pelos lilhos, pelos jai-
nmenlos:Cidadaos cosmopolitas derraraai luna
lagrima sobre aeu liimulo, que elle era vosso irmf :
J A Ierra Ihe seja leve.
lacios entrados no dia 26.
Baha12 dias, brgue ingloz Runnymede, do 2110
toneladas, capillo Samuel Prowce, equipagem 13,
cm lastro; a Me Calmonl Ov Companhia.
Rio de Janeiro c porlos intermedioslidiase 13
horas, vapor brasilciro.V. Salcador, commandan-
le o 1." lenle Santa II.nbara. Passageiros, co-
ronel Conrado Jacob Nieymer, ir lenle Conra-
do Jacob Nieymer, altores Antonio D. de Soulo
Gondin, Saumier o I escravo, V. Iinmi I Bail, Vi-
tal Forreira de Moraes Sarment, Jos Evaristo da
Cruz Gouvca o I criado, Aprigio Pereira da Cos-
a, Augusto Cciar de Cnrvalho Meneaos, yacarias
de Santa-babel, sua ma e 1 irmia, 1 desertor Ho
cxercilo, Manoel Fonlan. Alberto Itrauco, Jar a-
Ihn Jos Bezerra, Antonio Jos da Silva, Jeruoy-
mo Campoilono, Joo I'anan, Dr. Joan de Carva-
Iho Ferreira Vieira."Alexandrc Jes Grangeirai
Fcliutho Elisio de Lomos Gonzaga, Antonio Joa-
quim de Vasconcellus, Francisca Ferreira deAn-
drade, Clarindo Pimenlel, Manoel Jnnuaro Be-
zorra, Luiz Lucas Correia o 1 escravo, Tburcio
Valenciano da Rocha e I escravo, Manoel Jos do
Souza, Manoel Carlos Teixeira, Joaquim Jos da
Silva Guimaracs, Manoel Jos da Silva Lean, Vic-
toria, a entregara D. Francisca Salles Gndin Neiva,
3 desertores do exercilo. Seguem para o norle :
Antonio /acallo, Flix Rodrigues Seixas, Dr. A-
merco Marques de Sania Rosa, Yiclor Jos dos
Reis, Ahilio Cesar Gnnralves Ribeiro, lenenle-co-
roncl Antonio de Souza Mena e 2 escravos, Anto-
nio Jos da Silva, Ilrnrique Fcnk, Elizeo do Oli-
veira Burgos, 1 ex-solilado, 1 soldado do exercilo.
.Varios saludus no mesmo dia.
Liverpool pela ParahibiBarca ingleza /iiilhusiast,
capilao John Delchburn, carga algndao o couros.
Passagciro para a Parahiba, Caelano da Silva
Azevedo.
Parahiba lliale brasileiro Camdet, meslre Seve"
riauo da Costa e Silva, carga fazendas.
EDITAE3.
COMMERGIO.
PRAGA DO RECIFE 26 DE JANEIRO AS 3
' UORAS DA TARDE.
Cotases ofliciaes.
Assucar branco 2. sorle28-500 por arroba.
A"sucar mascavado escolbido18650 por arroba.
Dito ordinario18300 idem.
ALFANDEGA.
Rendimentododial a 25. .302:1338136
dem do dia 2li........19:18i088
O lllm. Sr. inspector di Ihesonraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenle
da provincia, manda convidar aos propnetarios abai-
xo mencionados, a entregarem na mesma thesoura-
ria no pra/.o do 30 dias, a contar do dia da primeira
publicarlo do presente, a imporlancia das quotns
com que devem entrar para o callntenlo das casas
dos largos da Pcnlia e Riheira, conforme o disposlo
na Ici provincial n. 350. Adverlindo, que a falla
da entrega voluntaria ser punida rom o duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6o do regu-
1,miento de 22 de dezemhro de 1854.
Largo da l'enba.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
I. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanli...........
6. Mara Joaquina Machado Cavalcanli. .
8. Joaquina Machado Portella......
10. Andr Alves da Fonscca........
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 14)600
Largo da Riheira.
N. 1. Viuva e herdeiros de Maralino Jos
Galvao.................
3. Ignacia Claudiua le Miranda......
.5. Anna Joaquina da Conceie,ao......
7. Joaquim Bernardo de F'igueiredo .
9. O mismo................
II. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Rapozo ....],./.........
13. Os meamos >............ 21-5600
15. Caelano Jos Rapozo......... 608000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 25o200
19. Joo Francisco Regs Coelho..... 528.500
21. Antonio Machado de Jess...... 108800
23. Jos Fernandes da Cruz........ lftsOOO
25. Joaquim Jos Baptisla........ 148800
cial n. 343 de 14 de maio de 1854, o soh as clausulas
espcci.ies abaixo copiadas.
As pessoas quo ce propozerem o osla arremalasao
compareran na sala das sesses da mesma junta pelo
mcio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de Janeiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annuntiarao,
Clausulas espeeiaes para a arremataeo.
1. Ae obras do segundo tango da estrada dos Re-
medios far-se-hao de conformidade com o orjamen-
lo c perfisapprovados pela directora em cooselho
e apresenlados ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia, na imporlancia de 2:9958256. r.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de nm mez, e dever cunclui-las no de sele, am-
bos contados na forma do artigo 31 da lei n. 286.
3. A imporlancia da arremntarao ser paga de
conformidade com o artigo 39 da mesma lei n. 28fi
em apoliccs da divida publica provincial, creada
pela lei provincial u. 354 de 23 de selembro de
1854.
4. O prazo d* responsabildndc sera de um anno,
licando duranle dlo prazo o arrematante obrigailo
a conservar o lauco cm hom oslado.
5. Para ludo que se nao adiar mencionado as
prsenles clausulas ncm no ornamento, segoir-sc-ha
o que dispe a Ici n. 286.
Conformo.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia do Sanio Antonio do lermo da cidade do Re-
cife, etc., etc.
Faro publico que. em observancia da ordem que
recebi da enmara municipal om ollicio de 10 do
corrente, para fazer execular as posturas addirionaes
de 23 do dezembro ultimo, se ncham cm inteiro vi-
gor lodos os arls. das mencionadas posturas, as
quaes foram publicadas nesle jornal do ldesle mez,
tendosido marrado,quanlo as cavallarices unicamen-
te.o prazo de Ires mezes para ellas so porm as con-
dices das posturas. Polo que, o mesmo fiscal ccien-
lificn aos moradores desla, freguezia que he prohi-
bido dentro da cidade a crearAo de raes, carneiros,
cabras, e porros, e o seu vagamenlo polas ras, soh
as penas cominadas no arl. 28 das riladas pos-
turas.
!' para que ninguem se chame a ignorancia, man-
do publicar o presente,
Freguezia de Si. Antonio do Recife 22 de Janeiro
de 1S55.O fiscal, Manoel Joaquim da Silca Ri-
beiro.
! Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia do Sanio .\ntonio do Recite ole, ele.
Faco publico aos moradores desla freguezia, que
achando-seem inteiro vigor a postura addicional de
18 do corrente, que prohibe o fabrico de fogos arli-
ficiaes, venda de plvora e depsitos dcstes ohjectos
dentro desta capital, assim o faro constar para cu-
nheciraenlo de quem convier, observando que a
pena marcada para quem semelhanlo postura in-
fringir he de oilo dias de prisfio, e a mulla de 308 rs.
cujas penas seao duplicadas as reincidencias.
E para constar lavrei o preseute, que sera publi-
cado pelo Diario.
FVeguezia de Si. Antonio do llecifo 22 de Janeiro
de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim da Silva Ri-
beiro.
AVISOS MARTIMOS.
*s~\
AO 1UO DE JANEIRO
seguir* brevemente, por ter
29grande parte do seu erregamen-
to tratado, o veleiro ebein cons-
truida bi igue nacional MARA LUZIA,
capito Manoel Jos l'erstrello : pura o
resto da carga e pata escravos, aos quaes
da' excellentes accommodacOes, trata-se
na ra do Trapiche Novo n. l(j segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Al incida Gomes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza o biate
nacional FORTUNA, capito Pedro Valet-
te Fillio : para cargatrata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na rita do Trapiche Novo n. l segun-
do andar.
Ao Mar i lilao e Pai.
Vai seguir com a maior brevida-
de o novo e veleiro palhabote na-
cional Lindo Paquete, capitao Jos Pin-
to Nunes ; quem qu'r/er carregnr ou ir
de passagem ueste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
incida Gomes sC, na rita do Trapiche,
n. l(i, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES
Infreles a vapor.
(iuooo
.Vi;', no
251300
213600
3IS000
30-5)00
255200
419*00
219600
219600
219600
Joao Jos de Moraes, fiscal da freguezia do S.
Jos do liedle ele. Fajo publico aos moradores des-
ta freguezia, que se acba em seu inteiro vigor a pos-
tura addicional do 10 do correle, que prohibe o
fabrico de fogos arliliciaes, venda de plvora e dep-
sitos destes objeclos dentro da cidade. E para co-
nliecimento de quem convier, mandei publicar o
presente. Freguezia de S. Jos do Mecife 21 de Ja-
neiro de 1855.O fiscal, Joao Jos de Moraes.
Joao Jos de Moraes, fiscal da freguezia do S.
Jos do Kecife etc. Fajo publico que em observan-
cia da ordem que recebi da cmara municipal de 10
do curenle, para fazer esecular as posturas addicio-
naes de 2> de dezembro ultimo, se acham em seu
inloiro vigor, as quaes ja furam publicadas nesle jor-
nal a 10 do correide. E para que ninguem se cha-
me a ignorancia, mandei publicare prsenle. Fre-
guezia do S. Jos do~ttecfe 2i de Janeiro de 1855.
O fiscal, Joiio los de Moraes.
DECLARACO'ES.
um dos vapores da companhia
qual depois da demora do eostume, segui-
r" para os por tos do sul: para passagei-
ros trata-se com os agentes, Adamson
Howie & C., na ra do Trapiche, n. VI
COMPANHIA DE NAVEGACA'O
A' vapor Ittso-brasileira.
m Tencionando sahir do Rio de Janeiro
em 20 do correle o vapor desta com-
panhia o D. Marta I I, commandan-
te o tenente Guimaraes ; devera' por aqu
estar no dia 28, seguindo depois da com-
petente demora para S. Vicente, Madei-
ra e Lisboa, para onde reeebe encom-
raendas e passageiros; a quem convier,
dirija-se a' ra do Trapiche n. 2, a
Manoel Duarte Rodrigues.
Para o Rio de Janeiro.
Segu ale meiado da seguintc semana
o brigue-escuna nacional, Maria, recebe
alguma carga miudtf o escravos a rete :
trata-se com os consignatarios Machado
Pinbeiro. na ra do Vigario, n. 19, se-
gundo andar, ou com o capitao.
Para o Mi de Janeiro segu cm poucos dias a
escuna /efo-s'i, capil.lo Joaquim Antonio Farias e
Silva: para frete passageiros, (rala-e com os con-
signatarios Isaac Curio & Companhia, na ra da
Cruz n. 10.
PAMA O POMTO.
32l:3'17524
para doscrever as inhibas qualidades moraes, que
bem pezar tenho que nao sejam melhores, nao porque
cu nao lenha feilo os maiores esforcos para o con-
seguir, mas porque a nalureza nao rae deslinou para
o grao de pereicao quo eu desejara altingir, e cm
nada posso passar da mediocridade : que remedio
senao resignar-me a minha triste sorle mas
fique o Sr. Carolino na certeza de que nao tocarei
nein de leve as suas; basta que forjado polo Sr.
r. Carolino, eu lenha 'pastado as raias da mode-
rajiioe prudencia que todo homem de boa educajo
deve nao nllrapassar.
Srs. redactores, eu pejo que Vmo. declaren! se
he ou nao verdade, que cu tinha mandado retirar a
correspondencia que sahio hoje, escripia pormim;(*)
porein estando na persuasao de que ella nao livesse
sabido, por (e-la enviado para a sua lypographia
hontem depois do mcio dia, quera ser generoso
pura com o meu collega, poiipamlo-lhe o desgoslo
de lemhrar-lhe a sua vida escholaslita, apezar de
naotcroSr.Dr. Carolinose commediducm lachar-mo
de mediocridade como dudante, de medico telca-
gem, violento, brutal e ludo quanlo mais approuve
aoSr. Dr. Carolino, que ludo Ihe perdoo na forma
porque manda Dos e a sua Igreja.
Srs. redactores, de parte a parle lem havido falla
de mndoraca i, de parlo a parte lem havido
injurias e por tanto eslamos mutuamente in-
demnisados ; todava se o Sr. Dr. Carolino nao se
julga saldado, que me descomponha a seu goslo,
porque dou-lhc toda a faculdade.e juro-lhe que nao
vollo mais, e por conseguinte dar o Sr. Dr. Carolino
em homem morlo.
Sou do Sr. Dr. Carolino sem odio ncm rancor,
seu collega e amigo obrigado
O HOMEOPATIIA, Dr. fj.bo Moscozo.
Consultorio homeopalhico ra do Cdlcgio n. 25
primeiro ailar, aos 26 de Janeiro de 1855.
574&S00
E para constar se mandou afinar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annundaciio.
Detcarregam hojeldejaneiro.
Barca ingleza ernpliiimmcrcadorias.
Briguc inglezEmmahacalho.
Brigue francezS. Michelsal.
Escuna nacionallimiliacemento.
Importacao'.
lliale nacional [.indo Paquete, viudo de Mara-
ahito consignado a Antonio de Almeida^omesci C,
manifu-lnu o seguinle :
868 saccas farinha de mandioca, 69 paneiros de
tapioca ; aos consignatarios.
II barricas alpista, 20 latas oleo de rupahiba,; a
Novaes & C.
15 caitasqueijo<, 1 dila toalhas, 1 dila pennas, 1
roda do ferro quebrada, 1 caimte com 1 prensa, per-
tences c 5,340 ledras em branco, 27 paneiros de ta-
pioca, 2 saceos arroz, 2i caitoes vazios; a or-
dem.
2 moendas do ferro, 2 caiies parafasos e pcrlen-
cesdus moendas, 1 roda de ferro para relar mandio-
ca ; a C. Slarr & C.
30 1|2 paneiros tapioca,100 saccas farinha de man-
dioca, O saccas arroz; n Marcelino Jos Anto-
nes.
106 ditas farinha de mandioca ; a Manoel da Sil-
va Santos.
50 ditas carrapato ; a Augusto Berlranil.
4 barricas cuini, 2 paneiros farinha de mandioca ;
ao Dr. Sabino 0.1.. l'iuho.
4 barricas rezina ; a Manoel Concalves da
Silva.
CONSULADO UEMAL.
Meiidimento'do-dia 1 a 25......47:1949682
dem do dia 26........3:07!t-:i(Ml
As malas que lem de coorfuzir o vapor San
Salvador, para os portos do norle, serao fechadas
hoje (27), a 1 hora da larde, as correspondencias que
viercm depois desla hora, pagarao o porle du-
plo.
Por ordem do lllm. Sr. director interino do
lyceu se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo lyceu acha-se aberla desde o dia 15 sl o ul-
timo deste corrente mez; principiando as aulas o
seu eiercicio no dia 3 de fevereiro prolimo futuro.
Directora do lyceu 13 de Janeiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
O brigue portuguez Alegre, saldr para o Porto
com a maior brevidade, recebe carga a frote e tam-
bem passageiros, para o que Ion enrllenles com-
modos : trata-se com Hallar & Oliveira, na ra
da Cadeia Velha escriptorio n. 12, ou com o capitao
Manoel Jos Garinho.
50:2739088
DIVERSAS PROVINCIAS.
Mendimenlo do dia 1 a 25.....3:9049873
dem do dia 26........ 3779*45
Srs. redactores. Tem estado om duvida. qaal o
motivo de nao sor informado na contadoria provin-
cial desla cidade, o requerimento da veneravel Or-
dem Terceira do S. Francisco desta mesma cidade,
que por parlo da mesina veneravel Ordem apresen-
tou o procurador geral ao Sr. inspector da thesoura-
ria provincial, cm dala de 4 do correnlc mez, de-
clarando-lhe que a veneravel Ordem Terceira, nada
devia de decima, como se provara com cinco conheci-
menlos que juntou ao dito requerimento, e para as-
sim ser fcito, no dia 2 do crrenle mez, o mesmo
Sr. procurador geral dirgindu-se a dila contadura,
afn: desabor quaeseram as casas da veneravel Ordem
quetinham deiado de sepagar a dcima, equaesos
anuos, ao que Ihe foi dito pelo Sr. primeiro escrip-
lurario da segunda secjao, Francisco Antonio Caval-
canli Couceiro, ao depois de examinado nos comp-
lenos livros, que a decima das casas da ra das
Cruzesdesiacidaden. 3 e4 ; a saber da casa n. 3 dos
aunos financeiros, de 1837 i 1838, rs. 129960 e da
casa n. 4 dos annos de 188 1819, rs. 29700 mas
4:372;.1IK
E.vportacao'.
Paralaba, hiale nacional Camoes, de 31 tonela-
das, conduzio o seguinle : 458 volumes gneros
eslrangeiros, 43 ditos ditos nacionaes.
Barccllona, brigue hespanhol Fmprchendedor, do
320 toneladas, conduzio o seguinle :900 saccas
com 3,29i arrobas c 13 libras de algodo.
Liverpool pela Parahiba. barca ingleza Enthu-
siast, de 432 toneladas, conduzio o seguinle :__14.}
saccas com736 arrobase 26 libras de algodao, 680
couros salgados rom 6.")9 arrobas c 6 libras.
Eslados-lnidos, brigue ingloz k's/her Aun, de
o89 toneladas, conduzio o seguinle : 3,500 saceos
com 17,500 arrobas de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
endimenlododial a 25.....53:5679253
do dia 26........2:9129775
(*) He verdade qne honlem26 tro correnle, de-
mnnliAa, mandou o Sr. Dr. Moscoso retirar sua cor-
respondencia, oque nao leve lugar por j eslar pu-
blicada. Os Redactores.
dem
56:4809028
RIO DE JANEIRO 10 DE JANEIRO DE 1855.
As vendas do caf do hoje foram mais que rega-
lares. As entradas lem sido lao limitadas ltima-
mente que as existencias boje acham-se reduzidas
acerca de 35,000 saccas, e quasi todas do qualidades
secundarias.
Fretou-so hoje um navio dinamarquez para n Ca-
nal a 65| ia carregar aqu, e a 70| se carregar cm
Santos; e hontem urna emharcajao franceza para
lomar carga na Baha a 80 fr. para qualquer porto
da Franja.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo do disposlo no art. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conlie-
cimento dos crdulos liypolliccaros e quaesquer in-
(eressados, que foi desapropriada viuva Maria do
Nascimento, urna morada de casa sita na direcjo do
quinto lauco da rameficajao da estrada do sul para
a villa do Cabo, pela quantia de 3009000 rs., c que a
respectiva proprictaria lem de ser paga do que se
Ihe deve por esla desapropriajao, logo que terminar
o prazo de 15 dias contados da dala desle, que be
dado para'as reclamajes.
E para constar so mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da thesouraria proviucial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1833. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O lllm. Sr. Inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do corrente, manda fa-
zer publico que no dia 8 de fevereiro prximo vin-
douro, vai novamenle a praca fiara ser arrematada a
qem por menos fizer, a obra dos reparos urgentes
da quarta parte da estrada do Pao d'Alho, avahada
em 4:4009 rs.
A arremataran ser foi la na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de maio de 1854 e sob as condijes
espeeiaes abaiio copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalajfto
comparejam na sala das sesses da junta da fazenda
pelo meio dia, competenlemenlc habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar polo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2i de jauciro de 1855.O secretario,
Antonio Ferreira d'Anniincia.ao.
Clausulas espeeiaes para arremalarao.
1. As obras dos reparos da estrada de Pan d'Alho
entre os marcos 7,000 a 10,000 bracas, far-se-hao de
conformidade com o orjamenlo c pcrlis approvados
pela directora em conselhoe apresenlados a appro-
varodo Exm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia de 4:4009 rs.
2.' O arrcmslanle dar principio as obras no pra-
zo de 15 dias e as concluir no de 3 mezes, ambos
contados de confurraidade com o arl. 3t da lei pro-
vincial n. 286.
3. A imporlancia desla arrrnalacao ser paga em
duaspreslaroes iguaes: al." qaaudo esliver feita a
melado da obra; e a 2. quando esliver concluida,
que ser logo lecebida definitivamente sem prazo de
responabildade.
4.a O arrematante excedendo o prazo marcado
par;- conclusAo das obras, pasar una mulla de 1009
rs. por cada mez, emhora Ihe seja concedida proro-
gajo,
5. O arremalanto durante a execurSo das obras
proporcionar Iranzilo ao publico e nos carros.
6. O arrematante ser obrigado a empregar na
execujao das obras pelo menos melade do pessoal de
gente litro.
7." Para ludo o que nao se adiar determinado as
prsenles clausulas seguir-se-ha o que dispe a res-
peilo a lei provincial n. 28G.
Conforme.O secretario,
A. F. d"Annunciarao.. '
OIHm.Sr. inspector da thesouraria provincial,
cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincin de 13 do corrente, manda fazer publico
que no dia 15 de fevereiro prximo vindooro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma thesouraria se
hade arrematar a quem por monos fizer, a obra do
segundo Inoro da estrada dos Remedios, avaliada em
2:9959236 rs.
A arremalajo aera fcila na forma da le provln-
I OlirAMII\ DE SElilllllS.
EOUIDADE.
ESTABELECIDi T CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBIXO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignado, agente nomeado desla compa-
nhia, e formalmente aulorisado, pela diiecjo, acei-
tar seguros martimos em qualquer handeira, a-
para lodos os porlos condecidos, em vasos ou merca-
dorias, e sob suas respectivas condices ; o elevado
crdito de que lem gosado esta companhia e as van-
tagensque offerece, far convencer aos concurrentes
da suautilidade, e o sea fundo responsavel de mil
contos de rcis fortes : a quem inleressar ou convier
cffccluar ditos seguros, poder dirigir-se roa
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
Pela mesa do consalado provincial se faz pu-
blico, que a cobranja do imposto de 4 por cento, di-
to de casas de modas, dito de ditas de jogo de buhar,
e dito das que vendem bilheles de loteras de outras
provincias, vai ter principio no din 18 do correnle,
e que findos os 30 dias uteis incorrem na mulla de 3
porcenlo lodos os que deixarem de pagar seus dbi-
tos pertencenles ao anno linanceiro de 1854 ai
1855.
Os credores do fallido Jos Marlins Alves da
Cruz e esle mesmo, por si ou por seus procuradores
comparejam no dia 27 do correnlo mez as 11 horas,
na casa da residenciado lllm. Sr. Dr. Francisco de
Assis de Oliveira Maciel. juiz do commerdo da se-
gunda vara na ra do Rosario n. 31, afim de se ve-
rificaren] os crditos, se deliberar sobre a concrdala
se tur npresentada, ou ae formar o contrato de uniao
e se proceder a nomeajao do administradores, lican-
do os credores advertidos que nao serao dimitidos
por proenrador se esle n3o apresentar procuracao
com poderes espeeiaes p*ra u arlo, e que a procora-
jao n.lo pode ser dada a pessoa que seja devedora
ao fallido, nein um mesmo procurador representar
por dous diversos credores. Mecife 22 de Janeiro de
1853.O escrivao interine, Manoel Joaquim Bap-
tisla.
Acha-se rocolhidoa cadeia desla cidade por es-
la subdelegada o prelo Joaquim, com o olho direi-
to vasado.quo diz perlcncer a Joaquim Lobo de Bar-
ros, morador em Nazareth, quem direito tiver sobro
o mesmo escravo compareja na mesma subdelega-
da munido do competente titulo. Subdelegada da
freguezia de S. Jo- do Mecife 23 de Janeiro de 1855.
O subdelegado EduardoFredtrico Bank'.
SOGIEDADE
HECREIO IMITAR.
A parlida de fevereiro tea lugar no dia 10 ; as
pruposlas para convite s serao aceitas at o dia 31.
O secretario, Dr. V'clho.
COBXFANHIA PERNAMEUCANA
De vapores.
Havendo alguns dos senhores accionis-
tas deixado de fa/.er a entrada da tercei-
ra prestacao de 15 0|0, cujo recebimento
oi marcado pelo consellio de direccao,
at 15 do corrente ; este novamente Mies
pede que satisfaram a mencionada pres-
tacao at o dia 51 deste mez, para cum-
plimento das obrigaces contrahidas pela
companhia, findo cujo praso lem de ser
executado o que determinar o art. \'l dos
estatutos. Os pagamentos devem ser fei-
tos em casa do Sr. F. Coulon, ra da
Cruz, n. 26.
Para a Iialiia segu imprcterivel-
mente no dia 28 do corrente o hiate Cas-
tro, capitao Francisco de Castro, para o
resto da carga trata-se com seu consigna-
tario Domingues Alves Matliens, na ra
da Cruz n. 54.
Para aBahia segu com mt'.ita bre-
vidade o biate nacional Amelia, por ter
parte da carga prompta ; para o resto e
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira, no trapiche do al-
godao,ou com os consignatarios Novaes &
C., ra do Trapiche n. 54.
MARANHAO E PA*v'.
Segu em poucos dias para o Mara-
nhao e Para' o biate nacional Adelaide,
ja' tema maior parte da carga engajada ;
para resto e passageiros trata-se com o
consignatario J. B. da Fonseca Jnior,
ruado Vigario n. 4.
Para o Ass a escuna nacional Linda, que se
espera do Mi de Janeiro por toda n semana, o una-
tro dias depois de sua chegada seguir seu deslino :
para carga e passageiros, trata-se na ra do Vigario,
escriptorio de Eduardo Ferreira Bailar, n. 5.
PARA LISBOA,
O brigue portuguez Ribeiro segu imprelerivel-
inr-nlo no dia 1. de fevereiro : quem no mesmo
quizer ir de passagem, para o que lem aceiado6cum-
modos, entenda-se rom os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca & F'ilho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa pretende sahir no dia 4 de feve-
reiro o brigue portuguez Laa II. para o reslo da
carga trata-se com os seus consignatarios Francisco
Severiano Rabella & Filho, ou com o capitao do
mesmo na praja do commerdo.
LOTE IA DE N. S. DA SAUDE.
Hoje sabbado, 27 dejaneiro, he o in-
dubitavel andamento da referida lote-
ra as 10 lioras da manha no consistorio
(iaConceicao dos Militares. Os meus bi-
Ibetese cautelas estao a' venda at as 10
horas da manbaa, e sao pagos todos e
quaesquer premios cpie nclles sahirem,
a riles qua estao se acabando, logo que
sabir a lista geral.O cautelista, Salusti-
ano de Aquino Ferreira.
Esl fui.ido o escravo Manoel, erioalo, de 21
annos de idade. he muilo cambeta das peinas, e
n'uma dellas .om uina argol.i de ferro, be muilo re-
grisla ; lovou calca de riscado de algodao azul e ca-
misa de dito, a qual costuma Irazer por fura das
celjas : qnem o pegar, leve-o ra eslreila do Mo-
sario, taberna n. 47.
Desappa recen no dia 23 do corrente, da co-
(boira delraz do Carmo, um cavallo olasao, sellado
P promplo : quem o liver pegado, leve-o dila co-
cheira, que m r recompensado.
Deseja-3 fallar com o Sr. Marcelino Rodrigue*
Lopes, e como se ignora a casa e lugar de -ua resi"
denria, pede-se ao mesmo Sr. ou a quem souber,
que teuha a tondade de declarar por este Diario o
lugar de sua morada para ser procurado.
COMPANHIA PEMNAMBUCANA DE
VAPORES.
O contelho de direejao convoca a assembla seral
dos Srs. accionistas em execujao do 3. art. 28dos
estatutos da companhia. para o dia 30 do corrente
mez. as 11 huras da manbaa. na sala das sesses da
associajao co nmerdal desla praca. O secretario,
Antonio Marques de Anwiim.
Prccisa-e alugar o andar do sobrado, on mes-
mo ama casa terrea, no bairro da Boa-Vista : quem
livpr annuncie por esla folha, on dirija-se ao caes do
Ramos, sobrado n. 25, que adiar com quom tratar.
Os abaixo assignados. passageiros do vapor fa-
hiana, deudos em quarenlena no hospital da ilha du
Pina, penhorados pela urbanidad?, delicadas msnei-
ras, e attenjoes com que foram tratados pelo lllm.
Sr. Jos Francisco de Oliveira e sua familia, duran-
te a sua detenran no dito hospital, que muilo contri-
buio para que sua sorte se tornas-e mnito mais sua-
ve na presenta das muilas privajOes e faltas decon-
modidade qne ha noste hospital, leslemunham-lhe
por osle meio o sen recmihedmento, e Ih* tributara
seus agradecimentos. Hospital do Lazareto na ilha
do Pina 20 de nuluhro de 1854... Augustus Coir-
per, cnsul de S. M. Britnica ; Alfredo de Mor-
nay, David Ferreira Bailar, Joaquim Jos Apoli-
nario, Joao da Silva Ramos, Alfredo dt Ilogun,
Jos Gomes tillar, Antonio JoSo Furtado, Eduar-
do Jos da Silca Aran jo, Antodio Jos de Araujo
Guimaraes, J. Mehrtens, I'ossidonio Mando a
Cunha, G. Cowper, Eduard A. Ryder.
O abaixo assignado faz sciente ao respeilavef
publico, que lie consenhor do urna parle do engenho
Quileba. sito na rrcguezia de Serinhaem, aqual par-
te Ihe perlenreu por fallccimenlo de sen sogro Ma-
noel Freir da Silva a sua mulher Anna Mara da
Conceijao, come consta do seo formal de partilha,e
porque no inven'ario do fallecido Antonio Joaqoim
l.emenka I.ius, i enhum caso fizeram dos primeiros
herdeiros, consoiiboros do dito engenho, sendo a mu-
Jher do abaixo assignado, como consta dos seus do-
cumentos, herdeiia. e dos primeiros fundadores do
mesmo engenho, e para qualquer qae queira nego-
ciar ou arrendar odilo engenho se nao chames igno-
rancia, por isse faz esle annuncio, para nenhum ne-
gocio poder fazer sem o abaixo assignado ser ouvido,
e nao sendo como declaro, tica, segundo a tei, poeMr
pr o engenho em pnra publica por renda uu venda
a dila parle, como Ihe permute a lei. Recife 26 de
Janeiro de 1854.f.uiz Jos de Souza.
Desappareceu no dia 2fi de Janeiro de 1855,
urna mulata de nonio Vieencia, pertencenle a Jos
Gorgunio Paes Brrelo, bnixa, enrpo regular, cara
redonda, lendo um defeilo as costas, sendo meia
corcunda, que punen musir; levando umveslidn de
eassa rom barra cor do caf, e outro por baixo de al-
godao azul: as pessoas que a apprehenderem, Uvem
i ra llireita, sobrado n. 79, que ser satisfeito do
seu trabalho.
J. Itunder, mui respeitosaroente avisa ao res-
peitavcl publico, em particular aos seus freguezes.
quomiidousua toja do alfaiale da ra do Aragao
para a ra Nova n. 52, aoode pretende rnelhnrmcn-
le desempezihar as funejdes de sua ollicina, e ao mes-
mo lempo oflerecer seu presumo aquellos que delle
se quizerem utilisar.
ATTENCAO'.
Acha-se aborta a loja, sila na roa Nova a: 52, e
para liquidarao vendem-seas fazendas nella existen-
tes, por lodo prejo, como sejam : chapeos francezes
em muilo bom estado por 5)000, ditos do seda a 800
rs.. ditos do Chille 15800, bonetes para meninas
100 a 320, dilos de oleado para homem a 500 rs.,
duzia de cunrinhos para chapeos a 320, e differenles
qualidades de miudezas que avista dos compradores
serao apresentadas. Adverle-se ao respeilavel po-
blico, que estas fazendas se venderao por multo me-
nos do seus valores por se querer liquidar nestes
poucos dias.
Alnga-se a casa n. 49, na roa da Cruz do Reci-
fe ; os preteudentes podem dirigir-se mesma casa,
ou ra de Apollo, na casa onde morou o fallecido
Nurberlo Joaquim Jos Guedes.
Jos Carueiro da Silva, como procurador de
seu sogro Joaquim Anloaio de Vasconcellos, faz ver
ao publico, e principalmente aquellas pessoas que
eompraram carne secca no armazem em que o dito
Vasconcellos leve sociedade com Jos de Medeiros
Aguiar al 1852, que nada paguem ao mesmo Me-
deiros.por lerem todas as dividas da liquidarlo do es-
labelocimenlo pertencido ao mesmo Vasconcellos,
como se v do annuncio publicado no Diario n. 191
de 1853. O aniiiinciaole sabe que odilo Medeiros
occullou as cartas do debilo do Sr. Antonio Pinto de
MatUis, documentos coro qae pretende cobrar para
si a divida do mesmo Mallo-, que no balan jo mon-
ta a Irezentos e tantos mil reis, procedinynlo esle,
contra o qual, protesta o dito Vasconcellos.
LOTEBIA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
15. do Estado Sanitario, extrahida a 5
de Janeiro de 1855.
LEILO'ES
O agente Borja far leilao lerja-feira, 30 do
correnle, em seu armazem, na ra do lollegio n. 15,
de urna infinidadede obras de ooro, diamante e bri-
Ihanle, como bem t aderejos, meios ditos, pulceiras,
alfincles lano lisos como esmaltados, obra do ultimo
goslo, allinetes de peito, botos para abertura, e ou-
tras obras de brlhanle etc. ele, relogios patente inr
glez, dilos suissos e horisoutaes, algumas obras de
prata, relogios de paredee cima de mesa, ludo isto
ser entregue pelo maior prejo que fr offerecido,
cm conseqaencia de ser para liquidajdes ; os quaes
objeclos eslarao patentes no mesmo armazem, no dia
do leilao, as 10 horas.
Vctor Lasne nao tendo concluido o
leilao, que fez no dia 18 do corrente pela
grande quantidade de fazendas, que tem
a expor, e falta de tempo, contina o
mesmo leilao por ntervenrao do agente
Oliveira, na segunda-eira 9 do corren-
te, as 10 horas em ponto, no seu arma-
zem, ra da Cruz, n. 2T.
GRANDE LEILA'O
De miudezas e ferragens linas.
Henrique Rrunn, liquidatario da casa
do fallecido J. D. Wolfhopp &C. conti-
nuara', por ntervenrao do agente Oli-
veira, o leilao de grande sortiment de
miudezas, algumas ferragens linas, e ou-
tros objectoi miudos, que se venderao
para ultimar contas : terca-feira, ."0 do
corrente, as 10 horas da manbaa, no seu
armazem, ra da Cruz.
LEILAO'
De fazendas diversas.
Brunn Praeger & C, farao leilao, por
i ntervenrao do agente Oliveira, de gran-
de sortimenlo de fazendas 'leseda, laa, li-
nho e de algodao, todas proprias do mer-
cado ; quarta-feira, ~>i do corrente. a
10 horas da manbaa, no seu armazem,
ra da Cruz.
20:000$ 10:000$

4:000$ 2:000g
1 n 1109........
247, 710, 1145 ,
3159, 3374 5547 . 1:000$
10 799, 2049 2025 ,
2825 3542 3894 ,
3747 4143, 4647 ,
5745......... 400$
20 276, 294, 380, 483,
827, 2028, 2236,
2544, 2577, 2054 ,
2737 5087 5287 ,
55% 4502 4769 ,
-5108, 5554, 5807,
5989......... 200$
60 56. 81, 137, 174,
24 324 550 ,
397, 411 544,
596 645 759 ,
746, 892 857 ,
901 978 1298 ,
1586 1458 1604 ,
1659. 1729, 1825 ,
1865. 1928, 212* ,
2275 2414 2556 ,
2878 3191 5500 ,
3473 3590 5702 ,
3849 5866 5978 ,
4020 4065 4196 ,
4252, 4528, 4518 ,
4586, 4592, 4611 ,
4652 4969 5152,
5514 5106, 5440,
5525, 5535, 5605,
5786 5882 .... 100$
100premios di....... 40.
20$
AVISOS DIVERSOS.
Hoje as 9 horas da
mah&a andarao as rodas
lia loteriade N. 8.da Sau-
de do P090 da Pauella
no consistorio da Concei-
cao dos Militares.
Victoriano Murriela vai para o Rio de Janeiro.
Sabio nesta provincia a sortede 4:000$
no meio bilheti n. 302 e muitos premios
de 400$, 200.S i! 100$, os possudores sao
convidados a vir recel>er os competen-
tes premios.
Temos exposlo a' venda urna pequea
nimio de bilheles da lotera 49 do Monte-
po que devia correr a 12 de Janeiro. Pa-
garemos os premios logo que frzermos a
distribuirlo das listas que tem de vir pelo
D. Mariaii que' licava a sahir a 20.
JamesH. l'ascoe, capito do hrigto inulez Cu-
ba, arribado a oslo pnrlu cm sua viagem procedente
da Parahiba a !' Ininuth, para recebir ordens, preci-
sa, a risco martimo sobre o froto, apparelho, casco
e carga, de cerca de 6:0008000 rs. : os prelendentes
queiram mandar su is propostas em carta fechada
at o dia :tOdo correle, escriplorio de Ralie Sch-
metlau & Compaiihi.i, ra da Cadeia n. 37.
Precisa-se de i m homem para tirar leite de
algumas vaccas e veude-lo no Kecife : a iratar na
ra di Cruz da freguezia do San Frci Pedro (ion-
calves, na fabrica n>va de charutos, ou em Olinda
biqumha de San Pedro casa n. 48.
O Sr. Trajine Canuto de Carvalho tem una
caria viuda do sul, na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
.IFRIUFI
Mil Til AIM


UIAI1IU UL ( tlMlHIHUUU, dHUHUU Al |*k UfVllkHIW Uk
Josepha lirnni|iicl;i 'te Miranda Barros, pro-
na, particular .ios primeiros conhecimenlos, nn>-
1 adora na ra d'Alegria n. t, avisa ao respeitavel
publico e (di particular nos pais de mus alumnas,
que abre a soa aula no da 5 de fcvereiro do crren-
te auno.
Desappareceu no dia 2i escrava Alaria, de
naci, que reprsenla (er de idadc 2H annos, altura
regular, rosto redondo, corpo un punco dcsfeilo por
esiir creando, olhiH un pouco apitnnibados, nariz
ch.lo, heicps grossos. o signal maisvizivel lie ter um
p enchadu de )i>rUipela: levou camisa branca e sata
azol, lie da_ suppor que fosse seduzila o que esleja
occult ; porlanto, protestase contra qnem a liver
occulta, pagando das de servido e o mais que a le
permute ; e pede-se as autoridades policiaes e ca-
pitAes de campo, liajam de captura-la leva-la ao
paleo de San Pedro (obrado da quina que volta para
a ra de Hurtas segundo andar.
Jos lavares Muniz Frailo, sulfilo porluguez,
relira-se para a Europa por causa de molestia.
Aluenm-sc 2 casas lerreas com commodos para
pequea familia, de 9|0U mensaes cada una, sitas,
urna na ra do Sebo n. 52, e oulra no principio da
Soldada n. 27 : a tratar na ra da Aurora n. 26,
primeiro andar.
Dase dinheiro a premio em pequeas quan-
lias sobre penhores de ouro ou piala : na ra do
Padre Floriauo, primeiro andar do sobrado n. 71.
De novo pede-se ao Illm. Sr. Dr. chefe de po-
lica, que por sua bondade e honra do tusar, 'que
lAo dignamente oceupa, queira tomar em consi-
deradlo a conducta do inspector da lmberiheira, que
lem commeltido difireme crimes, e do novo lein
coimnellido outros alternados, como ha pouco lem
acontecido,e na forca de embriaguez lie muilo peri-
goso ; pelo que espera de V. S. as devidas providen-
cias. Francisco Manoel Coelho.
Deseja-se fallar com Joio da Cruz Cavalcanti,
flho do tinado Antonio Lucas Kibeiro, a negocio de
seu inlercsse ; sendo que nao exista, pode compa-
recer qualquer prenle do mesmo : no largo do Hos-
pital n. 26.
A pessoa que empenhou m relogio de ouro,
em poder de Joaquina Mara da ConceicAo por50c
rs.,desde o dia 14 de juilio de 1853, Yenda lira-lo no
prazo de 8 dias, do contrario ser vendido para sen
pagamento, visto ja nio chegar para isso.
Aluga-se urna casa de um andar e loja, na ra
da ViracSo n. 31, assim como a loja do sobrado, nn
tr.vessa do Dique n. 9, e duas casas terreas, em Fu-
ra de Portan, roa dos Goararapes n. 15, e ra do Pi-
lar a. 13 : a tratar com o propietario Antonio Joa-
qnim de Souza Ribtiro, na ra da Cadeia do Recife
n. 18.
l'MA DECIARACAO'.
D. Barbara Mara da Silva Seias, como procura-
dora do sen esposo o Sr.-Nuno Mara de Seixas, de-
clara que a uiassa da sua casa commercial milla c
iniquamente declarada fallida, he credora do falle-
cido Manoel Pereira GuimarAes A Companhia, e que
por consequencia tem iguaes direilos que os demais
Credores e hypotei.'arios; e se apressa, portaolo, em
protestar e fazer scenle a esses credores, os Srs. Pila
Orligeira, Jos Antonio Pinto e outros, que Iran-
siceionararo o enizenho Arataii&il, etc., etc., que em
Tempo cumpelnnli! lera de exigir-lhes o valor da sua
divida por capital e juros ; visto como, nem seu es-
poso ate 1851, e nem posteriormente a abaixo as-
signada ra ouvida a respeilo.
Hartara Mara da Silva Seixas.
Desapparefeu no dia 23 do corren te, a noile,
da eidade de Olinda, um cavallinho pedrez, j velho,
com marcas de fi-rRla de cangalha dos lados, e urna
cicatriz na sarnolha.tem diversos ferros, sendo o ul-
timo CI (unidos) e una cruz no quarto esqoerdo ;
anda a paso e carreea de meio quasi a esquipar :
qaem o tiver ac'iado ou o vir, pode lomar e leva-lo
eidade de Olinda,ra da Boa Hora, Candido Eus-
taquio Cesar de'Mello, ou nesla eidade, na cocheira
do Sr. Bernardo Antonio de Miranda.
Visporae do-
mino.
Chegoo loja de miadezas da ra do Collesio n.
1, um grande sorlimenlo de vispora c domin, qne
se vende muilo barato.
HOTEL
m
DE JABOATAO". 2
O proprietario desle excellenle eslabele- 3j!
cimento, desejando para seu governo ter 3*a
sciencia anlecipadamente do numero de Aft
pes*oas com que pouco mais ou mcnos.deve ]??;
contar, domingo a8 do correnlc, dia em f&i
que com loda a magnificencia lem de ser *
festejado S. Amaro de JaboaUlo, lem resol- w
vido eipor a venda, pelaquanlia de 4JSO0O @J
r-., bilheles de entrada para o seu hotel 2*.
nos lugarus seguintes : ra Nova n. 10, W
aterro da Cinco-Pontas, defrnnte do cha- (%
fanr, padariadoSr. Campos, ra Direita, 22,
taberna do Sr. Joaquim Antunes da Silva.
Desnecossario se faz repetir o quanto se *Ai
lem esforrado o annuncianle para agradar e t?
-satisfazer a todas aquellas pessoas, que se (&)
dignam honrar o seu eslabelecimenlo ; por />k
tanto cunte o respeitavel publico com o W
mellior tralamento aceio, e passado. ft
O collegio Sanlo-Affonso,acha-se funecionando
desde o dia 15 do corrente. Nelle ainda recebem se
pensionistas, meios pensionistas ealumnns externos,
tudo em conformidade dos estatutos abaixo :
Estatutos do Collegio Sanio Affonso, dirigido por
Alfonso Jos de Oliteira. professor jubilado na
cadeira de geographia e historia do lyceu d* Re-
cife.
Arl. 1. O collegio Sanio AITonso lem por fim a
instruirlo da mocidade.
Arl. 2. Nelle ensinar-se-liao os mesmos preparato-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
reito.
Arl. 3. Alera dos preparatorio cima, haverAo
mais duas cadeira, una de primeiras ledras, e onlra
de msica.
Art. 4. Para o ensino das respectivas materias,
serio Borneados prolessores de reconhecido m-
rito.
Art. 5. O collegio recebe pensionistas, meio-pen-
ionistas, e alumnos externos.
Arl. 6. Os pensionistas pagado 608000 rs. por
trimestre, e os meio-pcnsionislas 3b0fJ0 rs. sem-
preadianlados : os exlernos de lalim 43000 rs. men-
saes, de primeiras ledras e de msica 3 rs. ; e dos
outros preparatorios 59 rs.
Art. 7 O collegio nao d roupa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, e aquelles que a quize-
rem receber delle, pagarc. mais 15000 rs. por tri-
mestre.
Art. 8 Dentro das pagas estabelecidas n. arl. 6,
para os pensionistas e meio-pensionistas, deve-se en-
tender comprehendido somente o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, de-
Yendo elle contribuir com mais 15 rs. por trimestre
se por veolura quier aprender algum oulro, ao
mesmo lempo fra daquelle.
Art. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujeitoao pagamento de suas mensalidades, devendo
ser previamente commiinicado ao director a sua re-
tirada, quando lenhu de ser effectuada ; porquanlo
o collegio nao admilte descont algum sob qualquer
pretexto que seja, nem mesmo de ferias : o trimes-
tre principiado enteude-se vencido para seu paga-
mento.
Art. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de serem pagas suas conlribuicSes,
segundo o eslabelecido no art. 6,
Art. 11. Tambem no ser conservado aqueile
alurauo, que, dentro em (! mezea. se mostrar inapto
Kira o aprendizado, ou da um procediiuentn repre-
ensivel e incorregivel.
Art. 1g. O collegiofornecer sempre aos alumnos
pensionistas e meio-pensionislas, alimento sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o esludo
a noite, e banhos duas vezes na semana.
Alt. 13. As despezas com livros, molestias e ou-
tros imprevistas serio por conla dos pas dos a-
lumnos.
Ar. 14. Cada pensionista Irara seu bahu com ron-
pa sufficieule de uso, cama de vento, espelho, penlc,
lliesoura.esrovas, bacn de rosto, jarro etc.
Arl. 15. Nenlium pensionista poder sahir do
collegio passeio, ou a oulro qualquer fim, sem li-
cenca do director que a conceder, ou denegar se-
gundo entender conveniente.
Art. 10. O collegio traballiar lodos es das uleis
de raanliAa c tarde.
Arl. 17.900 feriados no collegio, alm dos do-
minaos e di is santos, as quintas feiras de todas asse-
mauas, em qoe n.lo baja algum dia sanio, ou quai-
quer oulro leriado : os 3 dias do entrudo al a quar-
ta feira de Cinza inclusive ; de quarla-feira de Tre-
vas ale domingo de Pascoa, os dia 24 de marco. 7
deselembro. e dousdedezembro, e de 15 dejdezem-
bro a 15 de Janeiro de cada anoo.
Art. 18. Tambem ser feriado em agosto o dia de
Sanio Alfonso,padroeiro do collegio.
Arl. 19. Para manler a ordem e inspeccionar os
alumnos, havera um inspector que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha alles-
tado de proioptos para fazerem seus exames onde
Ibes convier, depois de vencidas as materias do ensi-
llo, ejulgado.i habilitado] pelos rcspeclivos professo-
res, e com audiencia do director.
Recife 9 de agosto de 18.54.
Affonso Jos de Olireira.
Approvo. Recife 19 de ajjosto de. 1854.O viga-
rio renuncio Henrii/ues de faei/de, director sera
interino..
.\:enc'ia de passaporles.
Tifaio-ie pessaportes para dentro e fra do impe-
rio, ttulos de residencia o follias corridas, coma
maiur btcvidade,e pelo prc;o o mais commodo pos-
sivel : na ra do Rangel n. 8.
Na ra dasCruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das mellion s e mais modernas bichas hambor-
auezas pata vender-so em grandes porches e a rela-
llw, e tambem se aluut.
CONSULTORIO 00S POBRES
25 BA BO CO&MUO 1 AWDAH 25.
O l)r. P. A. Lobo Moscozo d consullas honieopalbicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
ailliaa aleo meio dia, e em casas pitranrainarina mtalmior tinr ,ln ,ll-i n,i n, ii..
quer
v._ ... .. o. i.,.uu iiimtii/u ua cunsuiias nomeopaiuicas touos os oas aos pobres, desde 9 horas da
has aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
OIerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgio. e acudir promplamente a qual-
mullier que esleja mal de parlo, e cujascircumslancias nao permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LODO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 23
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. JaTir, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 206000
Esta obra, a mais importante de toda as que Iratam do esludo e pratica da homeopalhia, por sera nica
queconlm abase fundamfntal .''esta doulrinaA PATHOUENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcohliecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas qoe sequerem dedicar pratica da verdadeira medicina, interesM a lodos os mdicos que quizerein
experimentar a doulrina de Ilaluiemaon, e por si mesmos se conveucerem da verdad* d'ella : a todos os
azendeiros e senhores de engenho que esiso longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capitesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os primeiros soccorros em suas eofermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou traduceso da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra tambem til as pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me graude, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... IO3OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprietario desle eslabelecinicnlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 21 medicamentos em glbulos, a 10, 12 e 15900o rs.
Ditas 36 ditos a
Hilas 48 ditos a
Dilas i.'i ditos a
Ditas 144 ditos a
Tubos avulsos.......
Frascos de meia onca de lindura.
20>000
25*000
309000
605000
I5OOO
23000
Namesmacasa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-te qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por precos muito commodos.
PUBLICADO' DO INSTITUTO HOHEOPA-
THICO DO BRASIL.
THESOUllO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Methodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nan! no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, tanto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgera Pinho. Esla obra he hoje
reconhecida como a mellior de ludas que Iratam da
applicacao homeopalhica no curativo das molestia-.
Os curiosos, principalmente, n.lo podem dar um pas-
so seguro sera possui-la c cousulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, scrlanejos etc. ele, devem
te-la mo para occorrer prompliifleule a qualquer
raso de molestia.
Dous volomesom brocliura por 105000
eacadernados II5OOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco i-Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomrna-se com loda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
I O Sr. Joo Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
mi eir mandar receber urna encommen-
da na liviaria 11, (ie8 da piara da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferre$ae Aibuqticr-
quemudou a sua aula para a ra do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias otis.
BANCO DE PERAMBUCO.
O presidente da assembla geral do
Banco de Pernambuco convida aos e-
nliores accionistas a comparecercm na
sessao ordinaria do dia 31 do coi rente Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 lio-
ras do mesmo dia. na casa do referido
Banco, em virtude da requisicao que llie
oi feita pela direccao respectiva, em olll-
cio de 15do correnta. Recife 17'de Janei-
ro de 1855.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario,
Aluga-se urna sala no segundo andar da ra do
Collegio, propria para advocada : Irala-se do seu
aluguel na ruadlo Queimado n. T.
*ATTE.\CAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-se com um completo sorlimenlo de bebidas de
todas as qualidades, cerveja em meias garrafas e car-
rafas, licores franrezes, vinho tinto e branco, queijoi
novos, sardinhas deNanles, manteiga ingleza e fran-
re/a, ila mellior que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, diln prelo, chocolate,
assucar de lodas as qualidades, bolachinha ingleza,
dila de aramia, cbaruUs para os amigos do bumgos-
to, das melhores marcas, S. Flix, Figueircdo Ro-
cha, e outros muitos que se pedirem, alelria, ma-
carrao, talharim para sopa ; pedimos tambem aos
senhores de engenho mais prximos qne nos quei-
ram honrar nosso novo eslabelecimenlo rom suas
freguezias, adiando ludo pelo pre?o da praca e a sa-
tisfcelo do comprldor.
Antonio Egidio da Silva, lcnlc de geometra
do lyceu desta ridade, pretende abrir n* dia 1. de
fevereiro, na casa de sua residencia, na ra Direita
n. 78, ura curso de geomeUia para todo o anuo lec-
tivo : os senhores estudanles que o quizerem fre-
qucular, poderao dirigir-se a mencionada casa, das
7 horas das raanhaa al as 9, e das 3 ale as 5 da
tarde.
S abaixo assienado, coulinua a exercer as ~?J
fuicces desse cargo, para o que pode ser ^
X procurado no cscriptorio do Illm. Sr. Dr. 3;
Joaquim Jos da Fonceca, o mesmo compro- "*
fe melte-se a solicitar causas de partido an- 4^
'5"' nual, com lodo zelo eactividade, medanle
4fk um pequeo honorario, assim como as 45J
^ causas particulares no pOe preco as 2!
parles. Camillo Auguo Ferieirada SVI'-a.
Aluga-se; loja, sila na ra do Collegio n. 16
com armario propria para qualquer eslabelecimen-
lo, ou vende-se, como convier ao prelendenle : Ira-
Ja-se na ra do Queimado n. 40, segundo andar, ou
na Iravessa da Madre derDeos n. 15.
Francisco Lucas Ferreirr., com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital 11. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igieja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ah en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulameato do cemiterio.
pianos.
Joo P. Vogeley avisa ao respeitavel publico, que
em sua casa na ra Nova n. 41. primeiro andar, a-
cha-se um sorlimenlo de bons pianos de Jacaranda,
com forma de armario e fabricados por um dos pri-
meiros fabricantes da Europa, de vetes harmoniosas
e duradouras c suasafinaces: o annuncianle con-
tinua a afinar econcertar pianos com perfeicao.
Fortunato F'rancisco Marques, snbdilo portu-
guez, vai a provincia do Para tratar de seus nego-
cios.
Wtflexoes sobre a educaran physica e moral da in
fanda. o/fereeidas tu mais de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xavier.
sta obra destinada ao bem social e necessaria a
quantos seoecuparo da educacllo infantil, para que
chegue ao conhecimento de lodos, acha-se venda
pelo preco de 39000 rs. as lojasdos Srs. : Jote da
Cimba Magalliilrs.na ra da Cadeia do Kecife n. 51 ;
Joo Soares de Avadar, na na Nova n. 1 ; e as ii-
viarias Classira pateo do Collegio 11. 2, Universal na
ra 1I0 Collegio, e na do Sr. Honrado no pateo do
Collegio n. 6.
Da-so a juros sobro hypolheca em ora predio
nesla eidade at 1:0005000 rs. : na ruado Collegio n.
21, segundo andar, ou na ra Augusta n. 14.
LECTURA REPENTINA
METHODO CASTILHO.
A escola &e acha transferida pava a ra
larga do Rosario n. 48, principia a ecci-
onar ^no dia 8 de Janeiro. As I roes para
as pes*oa& occv\paas de dia serao da* las
9 da noite.
i DENTISTA FKANCEZ.
,;;j Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga C
S do Horario 11. 36, segundo andar, collora den- ft
0 leseom gengivasarlificiaes, e dentadura com- fcj
pela, ou parle della, com a pressao do ar. J|
@ Tambem lem para vender agua dentifricedo Gji
y Dr. Fierre, e p para denles. Una larga do Q
f$ Rosario n. 36 segundo andar. et
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na liviaria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
_ L'iride Italiana, revisla artstica, scienlifica e
Iliteraria, debaixo do immedialo patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas lingual pelas mais
conhecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. (ialeano-Kavara. Subscreve-se em Per-
nambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Novos livros de homeopalhia mefranrez, obras
lodas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
'uuies............ 2OSO00
Teste, rroleslias dos meninos..... 65000
liering, homeopalhia domestica..... 73000
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. 65000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 16;OO0
Jahr, molestias nervosas....... 63OOO
Jahr, molestias da pelle....... hjOOO
Kapou, hisloria da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
11,11 tlimann. tratado completo das molestias
dos meuinos.......... IflfcOOO
A Teste, materia medica lioraeopalhica. 85OO
De Fayolle. doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaoneli........ 6-^(K)0
Casting, verdade da homeopalhia. 4&000
Diccionario de Ny sien....... 10^000
Aulas romplelo de analomia com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripeo
de todas as partes do corpo humano .' 30."*000
vedem-se lodos esles li\ros no consultorio homeopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio u. 5,
primeiro audar. '
@3igS3e3rSS^S:@
i J. JA\E, MISTA, y
contina a residir na ra Nova n. 19, primei- l$
J.J ro andar. ,
ae*esfese
lotera de n. S. da SAUDE.
Aos 5:000.9000, 2:0005000, 1:000.9000.
O caiilelista Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeitavel- publico, que os seus bllhe-
les e cautelas nito sofiVem odescoulo de oilo por cen-
lo nos Ires premios grandes, os quacs se acbam
venda as seguintes tojas : praja da Independencia
n. 4. do Sr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Arante, c40
do Sr. Faria Machado ; ra do Queimado 11. 37 A,
do Sr. Freir ; ra da l'raia, loja de fazindas do Sr.
Santos; ra larga doitosariu 11. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes : c pracvda Boa-Vista, loja ilc cera do
Sr. Pedro Ignacio bpiisla, cuja lotera lem o seu
iofallivel andamento emS7 de Janeiro crrante.
Ililheles 5500 recebe 5:00OBO00
Meios 280O 2:5000(H)
Quarlos l.50O 1:2505000
Oitavos 5800 625J5tKK)
Decimos 9700 5009000
Vigsimos J4O0 2505000
. O Sr. Joaquim Ferreira que teveln ja na pra-
cinha do Livramenlo lem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Convem explicar ao publico ape o Sr. Kaphael
Bozano se diz credor da massa de Olivena Irmflos &
Companhia, porque sendo devedor da quaulia a que,
nos referimos, parece que em Genova fez um tras-
passo da sua divida para um credor de maior quan-
lia, e agora figura de credor pelo saldo. Ora. para
quem sabe que o devedor de urna casa fallida he
obrigado a pagar ludo o que deve, e n.lo pode con-
tratar com o que no Ihe perlence, he fcil Cenrluir
se o Sr. Bozano devia Iraspa-sar seu debito, c figu-
rar como credor de um saldo, ou entrar para a mas-
sa com o que devia. N.lo sabemos que ducumentos
S.S. poder exhibir a, nao ser algum adquerido com
a mesma facilidad com que fez a transferencia da
divida em Genova.
LOTERA ^E K. S. DA SAUDE.
Aos 5:0009000, 2*009000, 1:0009000.
Ocaulelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que a lelrria rnrre iudubila-
velmeute no dia 27 de Janeiro de 1855, no consisto-
rio da igreja da ConceicSo dos Militares. Os seus
bilheles e cautelas esta o isenlos do imposto de oilo
por cenlo nos Ires primeiros grandes premios. Os
seus afortunados bilheles e cntelas estilo :i venda
as lojas seguinles : ra da Cadeia do Kecife 11. 24, I
loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas n.
31 do Sr. Baslos, e n. 45 do Sr. Jos Porto ; na pra-1
Ca da Independencia, luja de calcado n. 37 o 39 do i
Sr. Santos Porto ; ra do Queimado, lojas de fazen- |
das do Sr. Moraes n. 39, e dos Srs. ll.'rnar.lioo t\-
CflDipaDhia n. 44 ; ra do Livramenlo, botica do i
Sr. Chagas ; ra do Cabug u. 11, botica dos Srs. I
Moreira & Fragoso ; ra Nova n. 16, loja de fazen-
das dos Srs. Jos Luiz Pereira & Filho ; e no aterro
da Boa-\ isla n. 72 A, casa da Fortuna do Sr. Gre-
gorio Antunes de Olivcira.
OcautelistaSalustiano de Aquino Fer-
reira, esla' intimamente convencido que
seus billietesou cautelas liao de sabir vic-
toriosos as duas primeiras sortes grandes
da segunda parte da primara lotera a
beneficio de S. da Sada do Poco da
Panell.i ; a elles qtteestao i>o resto.
AOS 5:00,0000.
O cautelista Antonio Ferreira de I.iin.i c
Mello avisa ao publico, que labbado 27,
as 10 lioras da manhaa, 110 consistorio da
igreja de N. S. da Conceicao, andam as
rodas da segunda parte da primeira lote-
ra a beneficio da matriz do Poro da Pa-
nella ; as suas afortunadas cautelas es-
tao nos lugares do costnme, sendo livres
do descont de S 0|0 os bilhetcs inteiros.
Nao se lendo reunido numero sufficieule de
credores do fallido Antonio da Costa Ferreira Es-
trella, para se verificarem os crditos de formar o
conlralo de unio e se proceder a nomeaco de ad-
minislradores da casa fallida, as dill'erenlea vezes
para que teem sido convocados, de novo manda o Sr.
Dr. jui* de dircilo da primeira vara do commerrin,
convocar os credores do dito fallido para rnmparc-
cerem na casa de sua residencia na ra da Concor-
dia, no dia 30 do corrente me/., s 10 horas, para o
indicado lim, Picando adve lidos que niio sero ad-
mitidos por procurador se este nilo apre^entar pro- f
cuiacao com poderes esperiacs para o aclo, o que a
procuracilo nilo pode ser dada a pessoa que seja dc-
vedora ao fallido, nem um mesmo procurador repre-
sentar por dous diversos credores. Kecife 25 de Ja-
neiro de 1855.Oescrivo interino, Manoel Joaquim
liaptista.
Acha-se aberla a matricula da nula publica de
geometra da Faculdade de Dircilo, do 1. de feve-
reiro ao ultimo de marco, na conformidade des esta-
tutos : em casa do respectivo professor, 110 pateo do
Paraizosobrado que volta para a ra da Roda, das
8 horas da 111 inhaa em diante em lodos os dias
uleis.
Precisa-se de urna escrava fiel, boa cozinheira
c engommadeira quem a qoi/cr alugar, dirija-se
ao paleo do Paraizo sobrado qu? rolla para a ra da
Roda.
Precisa-sede urna ama para lodo o servico de
urna casa de pouca familia : na ra da Cadeia de
Sanio Antonio 11. 20.
Em mi lodo de Dato nos ter sido possivel obler
lodas as listas que distribuimos, afim ile obicrem-se
asignaturas para a publicaran da obra Keflexes
sobre aeducaco physica e moral da infancia: ro-
gamos as pessoas que se diguaram a-signar, c que a
nao reccberain, de mandar procurar os exemptares
a qiielivcrem dircilo, na rua eslreitado RoarioTn.
30. segundo andar. (Preco para os assiguanlesrs.
29000.
Hoje do meio dia em dianlc c amaitina do-
mingo, havera muilo superior carne de \ilella, de-
fronlc do quariel que foi de polica nos acougnes n.
5 e-13.
COMPRAS.
Compra-se pataees hespanhes
em qualqer qunntidade, na rua do Tra-
piche, armazem n. 38, de Miguel Car-
neiro.
Com pra-sc e vende-se esclavos, tan-
to para a provincia, como para fra del-
la ; e tambem recebeui-e de commissao
na rua Direita, n. (i(j.Francisco Ma-
thias Pereira da Cosa.
Compra-se urna rotula emmeio uso,
que tenba quatro palmos e duas polega-
das de largura, e com onze palmos e meio
decompriuienlo ; na Camboa do Carmo,
n. l.
Compra-se efTcctivamente bronze, lalao e co
bre velho : no deposito da fuudicao d'Aurora, na
rua do Bru, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundie.i i em S. Amaro.
VENDAS
paginas: vende-sj; a 300 rs., na li-
a n. 6 e 8 da pra el da Indepen-
:ia. \
Bilbetes 59500 recebera por itilei ro 5:0009
Mcios S9600 2:5IKl.-
Quarlos 19500 i) 1:250a
Oitavos 800 i) 0259
Decimos Vigsimos 700 100 u 5008 2501
Alug am-se 2 novos armazens na rua do Brum.
em r ora de l'oi las quem os pretender, rllleii 1 --r
com Jos Vnliines Guimaraes , na rua da Apollo,
armazem i.30.
FURTO.
Na madrugada do dia 22 d* correnle furlaram do
silio Olho d'Agoa, da Passagem de Olinda, umea-
vallft de estribara rujo pedrez, grande, capado, ore-
Ibas cabanas, com maniinhas em ambos os bracos
uaia bellide no olho direito, com calombinlios'no
espinhaco, e pisadura velha na sarnelh i ; julga-sc
ler 10 a 12 annos de idade, o esta carnudo : quem o
apprehender leve-o ao mesmo silio, ou na rua da
Gru do Recife, sobrado n. 46, que sera gratificado.
Na taberna da rua da Concordia ainda se pre-
cisa de um caixeiro.
O Sr. Joo Jos da Costa Santos lenlia a bon-
dade deapparecer na rua do Azeile de Peixe u. 14,
para negocio que muito o ulerean.
Candido Alberto S. da Mol a.
Na rua da Cadeia do Keci"
fr. 21, loja de cambio
acliam-se a venda bilheles a
5*500, meios a 29800, quar-
los a i500. onavos a 800,
decimos a 700, vigsimos a
400 rs., da segunda parle
da primeira lotera da matriz
do Poco da l'anella : esla ca-
sa lera sempre sido feliz com
os bilheles c cautelas do cau-
telista Salusliano de Aquino
Ferreira. c paga os Ires pri-
meiros premios sem o des-
cont dos 8 por cenlo; e
corre no dia 27 do correnle me/.
Aluga-se o primeiro andar da ca*a da esquinn
da rua larga do Rosario u. 39, e o lerceiro e quarto
andares da rua da Cadeia do Kecife n. 4 : a Iralar
no primeiro andar desta mesma casa.
Na loja de Antonio Lopes Pereira de Mello
Compkndia, mi rua da Cadeia do Kecife n. 7. i/iegou
iillimameule, vindo do Aracaly. urna pequea por-
c_ao de s-accm com c\c*\\euVe (ei'jao iuu\Vo ova c >\e
boa qiinlida.le, por prefo commodo : a IraUr na
mesma cima.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Fieueire.ilo
lem urna carta na livraria 0.608 da praca da In-
dependencia.
ALMAMK PAR'1835.
Sahiram a' luz as lolhinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado; contendo
00
vrar
dencia.
FOLHIHHAS PABA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olliitilias mipressas nesta typographra,
de algibeira a 326, de porta a 1(0. e ec-
clesiasticas a 480 r., vendera-se nica-
mente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia.
M.4DAPOL.40 COA TOQtE DE AVA-
RI.4A3,000E.>,300.
\cnde-se na loja n. 17 da rua do Queimado, pe-
cas de madapoln tino com loque de avaria de agau
doce, pelos precos cima : iinlieiro a vista.
PARA 0 MADMISMO DO
ROM GOSTO.
A 8S00O rs. o corte! !!
Vendcm-se na rua do Queimado, loja n. 17, aop
da holica. os modernos cr'.cs da vestidos de tari,lla-
na de seria com quadrosde cores, de lindo? e novos
desenhos.com 8 varas e meia, pelo barato preco de
89000!!!
ORLENS DE L1STRA DE SEDA.
A 400 rs o covado.
Vendcm-se na rua do Queimado, loja n. 17, de
l'aiia g Lopes, para liquidacao de conlas.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Faria i; Lopes, rua do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos e lidos deseubos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
MELPOMENE DE LAA' DE QUADR0S,
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
\ ende-se para ullimac.lo de conlas : na loja de
Faria & Lopes, rua do Queimado n. 17.
RISC&DOS VARSOVIANOS
A tyOOO rs. o corte.
Vendem-se rispados Varsovianos de quadros, fa-
zenda nova c muilo tina, imitando a seda escoceza,
viudos pelo ultimo navio de Uamburgo, rom 13 covado cada corte, pelo barato preco de 43000 : na
loja u. 17 da rua do Queimado, ao p da botica.
.Moda econmica.
Na loja ii. 2. da rua do Queimado esquina do bee-
co do Peixe Frito, vendem-se os lindos chales de
ganga escarale, pelo mdico preco de X>200 rs.
Diario de Pernambuco de 1 854.
Ni rua Helia n. 24, vende -e o Diario de Per-
nambuco do anuo de 1851, incadernado em meia
cncadettiaco, 2 vulimes.
Vende-se banba de (.orco derretida: na rua do
Rangel n. :i, a4O0 rs.a libra.
Vendem-se velas de carnauba da me-
Ihor <|ualidade possivel ; na fabrica da
rua de Hortas, n. 110.
IIEGIVEL
Saccas com farinlia.
Na loja n. 26 da rua da Cadeia, es-
quina do becco'largo, vendem-se saccas
com superior farinha de mandioca por
menos preco do que em untra qualquer
parte-
N VVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rua da Cadeia do Kecife n, 48, primeiro an-
dar, cscriptorio de Ansiislo C. de Abreu, conti-
nuuiu-se a vender a 891X1O o par (preco fixo) ja
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de dururcm extraordina-
riamente, niloseseiileiii no rosto na acrao de cortar;
vendem-se com ,1 eondieflo de, nao agradando, pp-
Jerein os coir.prailores devohe-las ale 15 dias depois
pa compra rcsliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para uuhas, feilas pelo mes;
mo f,i ncanle.
IIOENDAS SUPERIORES.
Na fundinio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaj-o, aclia-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modelio e construeco muito sujieriores
%.'
Veade-M nina porco de boles de metal ama-
relio, proprios para o novo uniforme da guarda na-
cional : na rua da Cruz n. 13, primeiro andar.
Vende-se una escrava de boa figura, idade 25
annos, pouco mais 011 menos, com urna negrinha de
8 mezeS, a qual entornilla, eoiinha e faz doce per-
feitamenlc ; oulra com 1 mesma idade e com muilo
boas prendas, que se dir ao comprador : a Iralar na
rua da Cadeia do Kecife n. 40.
BOLAO FRAMEZ
Acha-se de novo exposlo venda a deliriosi pila-
da desle rol.lo francez, que s se encontrara na rua
da Cruz n. 20. primeiro andar, e na loja de Cardeal,
rua larga do Rosario, por muilo commodo prejo.
Vende-se a loja de miudezas da rua do Quei-
mado n. 65, ,1 dinbeiro ou a prazo: quem a preten-
der, dirija-se i mesma loja, qne achara com quem
tratar.
Vende-se urna negrinha de (i anuos, muilo cs-
pert : na rua dos Quarteis 11. 21.
Vende-se superior arroz do Maranhao a 2-5000,
e do sul a 1S900 a arroba : na rua Direita 11. 8.
Vende-se urna parle de urna casa na rua Impe-
rial, no aterro, n. 94. com bastantes commodos : a
Iralar na rua Direita n. 59.
-7- Vende-se hlala de Lisboa muilo nova e esco-
llada a SfSiO rs. a arroba ; vende-se tambem cebla
sola, muito superior, a I3IOO o cenlo ; chocolate de
Lisboa muito lino, em latas de 1 e 3|l a Irsno cada
urna : na rua do Queimado 11. .
Vende-se um prelo moco, que serve para lodo
servido, urna prela boa cozinheira, e um casal de es-
cravos casados, por preco commodo : na rua Direita
n. (C.
Vende-se superior eslamenha, propria para h-
bitos de lerceiros franciscanos : ua rua do Encanta-
mento, armazem n. 11.
Vende-se um excellenle cabriole! do mellior
golo, e ainda nao servido ; quem o pretender, di-
rija-se rua do Livramcuto n. 11.
Vende-se um rico c novo piano de armario, de
Jacaranda : na rua estrella du Kosarin 11. 35, secun-
do andar.
\ ende-se urna porcio de formas
para fazer velas de carnauba, cumacal-
deira para derreter cera, por todo dinliei-
ro : na rua Direita, n. (i5.
Vende-se urna cadeirinha de relimo, feita na
Baha : na rua estreila do Kosario n. 3o, segundo
andar.
Vendem-se saccas cora arroz pilado a 119500 a
sacra, bom ; c por 83OOO liaixo ; tambem se vende
om arrobas, a 1800 e leOO : na rua Direita o. 2.
Na rua da Cadeia n. 20, taberna confronte a
cadeia, vendem-sc barricas de raspaduras, muilo su-
periores, tambera se vende .1 relalho.
Vende-se um e-i r.no (le nacao. moro, de boni-
ta figura, com boa conducta, ptimo pira lodo ser-
viro : na rua Direita 11. 3.
Na rua do Queimado 11. 21 vendem-se pecas
de bretanha de linbo de 6 vara, pelo barato pre'co
de 39900a peca, na mesma toja riscados largos a
200 rs. o covado.
Vende-se nm ptimo sitio muito
grande,com urna excellente casa de sobra-
do para numerosa familia, bastantes com
arvores fructferas, bai\a para capim,
commodo para 12 vaccas, etc., etc., no
lugar denominado Kosarinlio, confronte
a igreja : a tratar pa rua do Collegio, ar-
mazem n. 15, com o agente Borja.
MLITA ATTENCAO'.
Vendem-sc muilo superiores sapaloes francezrsde
couro de lustre para meninos pelo diminuto preco
de I36OO o par. ditcs para scnliora a 040. chapeos
Irancezes a 53000 : no aterro da Boa-Visla n. 78.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de superior qualidade e bom goslo, se-
das eseos chales de seda de superior qualidade a 113. corles
de vestido de seda lavrada e militas outras fazendas
por muilo baralo preco : na rua do Queimado, loja
Vende-se superior espermacele americano por
prec,o commodo : na rua do Amorim u. 48,- arma-
zem de Paula & Santos.
BOM NEGOCIO.
Vende-se una hiberna com poucos fundos, bem
afreguezada e em boa rua : faz-se qualquer negocio
mesmo a prazo com boas firmas, o motivo se dir :
na rua do Pilar n. 137.
Teios para voltarele muito em corita ; na rua
do Caluma loja de miudezas de i portas.
, Vendem-se corles de vestidos de selim prelo,
lavrados, muilo boa fazenda, c padroes do ultimo
goslo, por preco muito em cunta : na loja do sohra-
do inaiello. nos qualro cantos da rua do Oueinia
Tilias de superior panno de lindo alco-i
xoadaspara rosto a 120,
vendem-se na rua db Crespo loja n. 16, asegunda
quem vem da rua das Cruzes.
) s~u>,""" prel de cores "",il0 I"1* pa" 33.
33)00 e 49OOO, e junlamenle ha casemiras prelas,
pannos prelos e selim maco para colleles das me-
lhores qualidades que exislcm no mercado, e por
precos mais baratos dn .que em oulra qualquer par-
le : na loja do sobrado amarello, nos qualro cantos
da rua do Queimado n. 29.
Casa da lama, aterro da Boa-Vista n. i8.
5:000s0()0, 2:0000000, 1:000#000.
Estao expostos i venda os bilheles e cautelas da
lotera de N. S. da Saude do Poco, a qual corre a 27
do correnle.
Meios 23800
Quartos I.3.OO
Decimos 7uO
Vigsimos 400
Vendem-se terrenos proprios para eslabeleci-
menlo das padanas. com porto de embarque perlo :
a tratar na rua do Livramenlo 11. 27, seguudu andar.
ALBANEZA, A MIL RES.
\ ende-se 1 I300O o covado da excellenle fazenda
intitulada albaueza, com 6 palmos de largura, pro-
pria para vestidos, inanlillias. hbitos de religioso,
e oulros falos : na rua do Queimado, loja n. 21.
A 180.
\ ende-se a nove vintens o covado de riscado fran-
cez: com quadros de diversos lmanlos : na rua do
Queimado, toja 11 21.
Vende-se breu em barricas muilo grandes epor
preco commodo : na rua do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula & Santos.
NOVOS PAUKO'ES DE CHITAS BARA-
TAS, LOJA DA RUA DO CRESPO
N. 14 DE DIAS d LEJOS.
Cintas saragocana clmelas, mullo
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
miudindas padroes ranito bonitos pa-
droes e tus a 200 rs. o covado, ditas
d e raatageru tambem (Ixas a 200 rs. o
covado, cobertores grande} a 60, ditos!
pequeos a 560, algodao mesclado, pan-
no couro a 180 ; e outras muitas fazendas
baratas, c tudo seda' amostras com pi-j
tibor.
8 JE 2,000 RES A' 200,000. I
SO Superiores e linissimos chapeos do Chile {?
$| paralioiuensesenhors.aniaissuperiorfazenda fe
l que lem viudo au mercado, chegados reren- M
0$ lemciite : na loja c fabrica de chapeos de &
tf Joaquim de Oliveira Maia, na praca oa Inde- @
@ pendencia ns. 24. 26. 28 e 30. ra
A .l.sOO e 4{000 o par. quem dei vara'
de comprar.
Sapslcs de lustre franrezes para buinem, assim
como um completo sorlimenlo de calcados de lodas
is qualidades, tanto para lioniem como para scnlio-
ra, meninos e meninas, ludo por preco muilo com-
modo, a Iroco de scdulas velhas : no aterro da Boa-
Vista, delronle da boneca d. 14.
METAL AMAP.ELLO
para Torro de navio : vende-se por preco commodo,
cm casa do Isaac Curio A; Companhia, rus da Cruz
n. 40.
CAL VIRGEM.
E
No armazem de Vctor Lasne, rua
da Cruz, 11. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fon o de salas, com
mu lindos desendos ; werraoutd em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mu boa qualidade ; viudo verdadeiro
Bordcin.\ em cai\as de duzia ; kired
do mellior autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absintd, cdocc-
late muilo superior qualidade ; cliampa-
gne : o que tudo se vende muito em
cunta, em relacao a' boa qualidade.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Acsncla de E4! Ma,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-e constantemente bous sorti-
menlns de taixasde ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaos, anoa, etc.. ditas para armar em raadei-
ra de lodosos lama ni.o e modelnsosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forca de
4 cavallos. cocos, passadeiras de ferro estaiihado
para rasa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ibas de liandres ; ludo por baralo preco.
Na rua do Vig ario o. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellis che-
gada rerenlemeute da America.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
\ ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de tabeas de pinho.
Vende-se um cabriolet com coberla e os com-
petentes arreius para um cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no alerro da ltoa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Kecife rua do Trapi-
che 11. 14, primeiro andar.
Deposito de vindo de edam- W
>agne Cdateau-Av, primeira qua- fft
idade, de propriedade do conde J)
de Marcuil, rua da Cruz do Re- S
cife 11. 20: este vindo, o mellior *
de toda a Cdampagne, vende-se *2
a 56^000 rs. cada caixa, aeda-se 3
nicamente em casa de L. Le- 1
comte Feron & Compandia. N. O
B.As ca i xas sao marcadas a fo- tt
jp goConde de Marcuile os ro-
8tulos das garrafas sao azues. ft
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de excellentes vozes, e precos com-
modiis : em casa de N. O. Bieber& Companhia, rua
da Cruz n. 4.
FARINUA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do hrisue Conceicao, entrado
de Santa Catharina, e Tundeado na volla do I- orle do
Mallos, a muis nova fitrinha que exisle hoje no mer-
cado, e para porgues a Iralar no esciiplorio de Ma-
uoel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a da-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se excellenle taimado de pinho, recen-
Icmenlo rhesado da America : na rui de Apopo
trapiche do Ferreira. a entenderse com o adminis
rador do mesmo.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. 1.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de Ilenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos. *
Potassa.
No Baligo deposito dg-ma da Cadeia Velha, es-
critorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a presos ba-
ratos que be para fechar fonlas.

a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
ua rua do Trapiche n. l, armazem de Bastos Ir-
inaos.
NA RIA DO APOLLO N. 19, r
vehdem-se saccas com farindade mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo poicar. V -se todo o negocio.
*5 KLA DO CHESPO N. 12. (g
9 Vende-se Resta loja superior damasco de 9
v., seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, $f
Y' por preco razoa^ el. r'
Na Viviana da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escollada colleccSodas mais
brildantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as meWiores que se podem a-
c/iar para /azer um rico prsenle.
FARIXUA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha, de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos. '
l't'voto^Clitistao.
ioaluaa 2. as>^"*sfvriiim> denominado
Devoto ChrislAi..mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. (i e 8. da praca da In-
dependencia a G10 rs. cada exemplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Me/, de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchiuhos de N. S. da Pe-
nha desta eidade. augmentado com a novena da Se-
nhorr da Concejero, e da noticia histrica da me-
d.ilna milagrosa, e deN. S. do Bom Conselhn : ven-
de-se uuicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1CO0O.
Moinhos de vento
'omboaibasderepuxopara regar horlas e haia,
de capim, na fundicao del). W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, vifflSo e flauta, como
-ejam, quadrilhas, valas, redowas, sedo-
tickes, modindas, tudo modernissimo
edegado do Kio de J?ieica>
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle ein. Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e dollandezas, com gran-
de vantagem para o meldoramento do
assucar, aeda-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metdodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Compandia, na rua da
Cruz. n. 4. *
Vende-se tima rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tainpo de
marmore branco, a dinbeiro ou prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 23, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Becife n. 50 ha para vender
barra com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se urna balanra romana com todos os
s o- pertences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior familia de mandio-
ca, em saccas que tem umalqueire, me-
dida 'velda, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nda, e no armazem defronte da porta da
alaodega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. oi,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Grw-
tidao.
'$) POTASSA BRASILEIRA.
(^) Vende-se superior potassa, fa-
(A bricada no Rio de Janeiro, ede-
/A gada recentemente, recommen-
* da-se aos senhores de en geni ios os
2? seus bons ell'eitos ja' experimen- "
P tados: na rua da Cruz. 20, ar- $
($ ma/.em de L. Leconte Feron & $
^ Compandia. A
Ven Je-te fio de sapaleiro, bom : em casa da S.
f. Johnslon & Companhia, rua da Sensata Nova
n. 42.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins indezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiro e castic.aes bronceados.
Cobre de forro.
Chumbo sai lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sipateiro.
ATTENCAO' AO BARATEIRO.
\ endem-ae apparelhos para cha de porcelana dou-
rados e piulados de esmalte, ditos brincos, dilos a-
zues para cha, ditos para mezas ditos, lanlernas de
pe de vidro, ditas de casquiuho inglezas, ditas de p
He composn.ao, copos para agua lapidados, compo-
leiras para doce, porta-licores lapidados, baeiase jar-
ros de porcelana douradas e brancas, palileiros dou-
rados de figuras, compoteiras lizas e bordadas e ou-
tros mullos objeelo por preco mais commodo do
que ernqualquer parle: na rua Nova ao p do oi-
lao da t.iinceicao n. 51.
Vendem-se superiores qocijos londrines, dilos
de pinha, dilos de pralo, difo susisos erfi libras, mui-
lo novos e frescaes, presuntos para ambre. muilo
novos biscoilos inglezes de diversas qualidades, bo-
Li d^ !<"'', m Uta* Pequeas e grandes, cho-
colate hamburguez. superior marmelsda de Lisboa
,Vi a ? c nb"s- P'1ssai miadas muilo novas,
do da n.elhor qualidade qoe lem vindo ao merca-
comm'.P e e9cabc,e m '' '-lo pelo mais
commodo preco : na rua da Cruz do Becife n. 46.
ATTENCAO-.
ne^nu^
diario, acha-w aberla na ru. do Vig.r.o 27P- tem
maisa venda che prel homeopatbico, cb ,pel!o
da India, assucar refinado ede caroco ; e venderse
urna balance grande, urna dita pequea'com" ter-
ne de pesos de meia quarla a urna arroba, qualro
lernos de medidas de folha par. liquido, um o o
de pao para seceos, dosu canteiros par. pipas, |UUo
por commodo prejo. '
Mt~ Ven>Ie-se urna carroca com boi. lodo em bom
estad sendo a carroca propriajwra casa particular,
por ser de armacao grande, e muilo nova, ou se tro-
ca por oulra mais rasa : quem a pretender, dirija-se
ao Corredor do Bispo, primeira taberna, defroutedo
quarlcl da Soledade.
IECHAKISIO PARA EISE-
HHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO'ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mecanismos proprios para engenhos, a sa-
ber moendas e meias moendas di mais moderna
conslrucrao ; latas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodo, tamanhe. ; roda*
dentadas para aguaou animaes, de loda, as rroiior-
cOes ; crivos e boceas de fornalha e regislros de boei-
ro, aguilhoes,bronzes par.fusos eravilhoes, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se ezeculam lodaa as eneommendas com a superieri
dade ja conhccida, e com a devida presteza e commo
didade em preso.
Vende-se cognac em caixa de du-
zia : no armazem de Brunn Praeper C, rua da Cruz n. 10.
FRASCOS DE VIDRODEBOCCA LARGA
COM FOLHA S.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendcm-se na botica de Bartholomeu Francisco
de Souza, rua larga do Rosarion. 36, por menor
preco que rn oulra qualquer parte.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica,
da da pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, roedeira-
estribaria, etc., etc. : quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara'
qualquer negocio.
oleo di: linhaca
em barr, e bolijSes': no armazem de Tasso lrmaos.
Estamenha verdadeira
para lerceiros franciscanos : oa rua do Queimado
n. 19.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da (erra, nova e
bem torrada, por preco commodo : n. rua da Ca-
deia do Becife n. 2.').
Vendem-se missaes para ruissa, dovos, e boa
encailernacilo : quem pretender, dirij-se rua do
Csbuga, loja n. 6.
Vendem-se vidroscom agua das Caldas da Bai-
nha, excellenle cura para quem padece de molestias
do estomago e rlieurrilismo a 500 rs. cada um vidro:
quem pretender, dirija-se a botica de Ignacio Jos
do Coulo, no largo da Boa-Visla.
800 BS. CADA UM.
Chales de algodao de cores de bonitos padroes,
lencos de garga e seda de bunila, cores 600 rs., di-
los de raisa de cores a 160 r,.. corles de cambuja
com habidos, padroes moOernos, 45O0, dilos de
cambraia roja com barr. > :9500. corles de casemira
do bom gosto a 5, cemitas de algodao a 320 r. o
covado, e oulras fazendas por muilo commodo pre-
co : na rua do Queimado lo} u. 22.
1IAD0CBESP0L0JAEMC4R\ADA.
\endc-se casta ranceza fina, de lindo, padrOcs
a 400 rs. a vara ; corles de gaze de sed., de goslos
esrocezes a 89000 rs. chales pretos de merino,
superior fazeuda a 3200 e 3j>J0O ; corles de brim
de puro linho a 1^280, 18600 e 2 rs. ; chales de
laa_ c seda com ricas palmus as ponas a S?>200,
.lUOO e 4 rs.; romeiras, chales de loqnim, dilos
de seda, paimos de (od.s a cores e qualidades por
precos coininode; corles de casemira de core a
JOOO, 450(10 e 55000 ; dilos de dila prela mnilo
openor a 75 e 8$O00 r.., e outras muilM fazendas
noval, que se vendem por iiienes (preco do que em
oulra qualquer parle.
Champacne da superior marca Cometa: no arma-
zem de Tasso Irmos.
GARRAFAS VASIAS
em gigos de groza e de 110 garrafas: no armazem
de lasso lrmaos.
Xa rua da Apollo n. 19, vende-se potassa mui-
lo nova, chegada ltimamente do Kio de Janeiro,
por menos preco do que em culra qualquer parle'
e 25 (rave, de mangue, qoe eiislem no Caes do'
Ka oos.

Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, "por
preco commodo e com promptidao' :
embarcarv-sc ou carregam-se em carro
sem despc7.a ao comprador.
Em casa de /. Keller&C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos \ indos ultima mente de Uam-
burgo.
MUTILADO
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM Mil. KEIS UE IIATIFICACAO1.
Desi-pparcccu no da 8 de seiembro de 1B.4 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula, rtpresen-
la ler 30 a 35 annos, pouco maisou menos, he mui-
lo ladino, costtima Irocar o nome e intitubr-se forro,
e quinao se v perseguido diz que. he desertor ; foi
esersvo de Antonio Jos de Sant'Anna, morador no
eueenho Caalu, da comarca de .Santa Anlio, do po-
der d quem desappareceu ; esendo capturado e re-
colhido a cadeia desla eidade com o nome de Pedro
Sereno em9 de agosto, foi ahi ombarado por eie-
cucaode JosUiasd. Silva Oiimarae,, c ltima-
mente arrematado cm praca publica do juizo da se-
gunda vara desla eidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assign.do. Os .simiaes s"o es seauinles : ida-
de 30 a 35 annos, estatura regular, cabellos prelos e
rarapiiihadns, cor amulatada, cilios escuro,, nariz
arande e grosso, beieos grossos, semblante fechado,
bem barbado, rom lodos os denles na frente ; roga-
se as autoridades poiciaes, capilAes de campo e pes-
soas particulares, o apprehemf.ini e inandem nesla
praca .lo llecife, na rua larga do Kosario n. 24, qua
rereber a gralificac.Ao cima, r protesta contra qoem
o liver occullo.Manoel de .incida Lopes.
CEM MU. BEIS.
Desappareceu no din 6 dedezrmbro do anno pro-
limo passado. Benedicta, de 14 anuos de idadc, ves-
ga, cor acabildada, levou um vestido de chila com
lislr isrdrdc rosa e de caf, e ou ro tambem de chila
bcinco, com palmas, um lenco imarello no pescoco
ja ilesboldo : quem a apprehe ider, ronduza a ,i
Apipucos, noOilciro. emeasa de Jo.lo Leite de Aro-
vedo, ou no llecife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que rereber a gratificarlo cim..
fio dia 15 de Janeiro Jo mrenle anuo, fucio
um mcii escravo de aome Jtnaeiu, crioolo. idade 24
auno, alio, espaduado, rosto eeasprido, hila modo
rada, rom marca de nma (Islilla no queixo, j ta.
com um leijao na perna esquema, que lorua-e a
perna bstanle zamba eeropede < ndar com perfeicao
e iiiauqucja, (oi cria de l). Anu Maria KcuedirUi,
moradora na eidade le Olinila, e he cla senhora
iii.iim do Sr. Porciuncula ; comp-eio dilo escravo ha
2 mezes. e lia noticia de ler o es?ravo andado pelo
Rio Doce e Maria Farinha : quem o capturar le\e-o
sin senhor Vicente Anlonio di Espirit Sanio, no
aterro da Boa-Vit* n. 62, ou mi seu silio, na Ca- .
punga.I ijenle Antomio do b's/irito Santo.
PERN.: TYP. DEM. F. DE FARIA. -1855


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