Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01298


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Full Text
r<
ANNO XXXI. H. 21.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEXTA FEIRA 26 DE JANEIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
imm i "^"Ks Bst*^^ forte iranco para o sufcscnpti i.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS D.V SL'BSCRIPCA'O-
Recife, o proprielerio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Martiiu; Rabia, o Sr. 1).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ;. Paralaba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad? ; Nalal, o Sr.Joaqaim Ignacio Pereira Jnior;
Ararat), o Sr. Amonio de l.emos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borget; MaranhAo, o Sr. Joa-
1in Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcrooj mo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por lJOOO.
Paris, 3i2 rs. por i f.
Lisboa, 105 por JOO.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bebcribe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
, METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 69400 velhas.
de 65M00 novas.
de400O. .
Prala.Patacoes brasileiros. .
Pesos coluranarios, .
mexicanos. .
29J000
165000
169000
95000
19940
1940
10860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Cardar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Yisla, Ex eOuricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Nalal, as quintas-feiras.
PRI.AMAR DE IIOJE.
Primeira s !0 horas 54 minutos damanhaa.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde.
EXTERIOR.
As ralificacOes do Iralado de allianca concluido e
2 de dezembro enlre a Inglaterra, Austria e Franca.
foram trocadas era Vienna quiula-feira depois de
meio dia, e, como o proprio tratado f ni apresenlado
ao parlamento h noile paseada, temos di anledos olhos
o texto de-le importante documento. O prembulo
define o fm da allianca em linguagcm de um carc-
ter posilivo ; declara que afim de terminara guer-
ra o mais cedo que for possivel pelo reslabelccimen-
lo da paz geral em bates tao solidan que deem a to-
da a Lurupa plena seguranra contra o relrncesso
destas iufelizes perlurbacoes, esle tratado esl con-
cluido ; e que as potencias contraanles estAo salis-
feitas que nida sera mais conveniente para asse-
gurar semelhante resultado do que a completa anio
do teus esforcoi, ate que o fim que propde teja in-
teiaramente caneado. Porlanlo ellas reconhecem a
necessiilade de chegarem a um accordo ao mesmo
lempo acerca das suas re do designio futuro.
O primeiro artes se refere s declaraces conten-
dai dos protocolos de 9 de abril e de 23 de maio, e
as notas de 8 de agosto ; j nao insiste particular-
mente sobre os qualro pontos, mas, pelo contrario,
previne que, como as Ir potencias reservaran)
para si o direilo de propor, segundo as circunstan-
cias, as condiees que julgarem necessarias aos iule-
resses da Europa, se obrigam n nAo entrar em com-
promiso separado com a corle da Russia antes que
tenham deliberado em commum. O proprio Irala-
do tirio conlm eslas condices, que dependeriam,
al cerlo poni, da fortuna da guerra ; mas nao sao
limitadas por interpretado alguma arbitraria dos
qualro pontos, e nao duvidamos que quando as tres
potencias contrahiram esle compromisso j linham
plenamente determinado entre si quaes silo as con-
dices que rnente podem dar plena seguranra
Europa.
'As objcccOes que foram de novo propostas a noile
passada na cmara dos lords por lord Clanricarde re-
lativamente oeeupacAo austraca nos principados,
sao respondidas anlocipadamente pelo segando arligo
do tratado. A Austria se obriga a defender, os prin-
cipados contra qualquer voltadas forras russas ; mas
concorda que a sua uccpacao de maneira alguma
impedir o movimento livre das tropas anglo-fran-
cezas ou ollomanas contra as forcas ou o territorio
da Russia. Im fado notavel foi expo>to noile pas-
sada por lord Clarendon, o qual nAo liulia antes trans-
pirado, que na occasiSo da entrada das tropas
austracas ros principados em agosto, o general
Heis proooz aa marechal St. Arntttd-e lord Ra-
gln concertar operaces activa- com sigo mesmo e
com Omer Pacha. Os generaes alliados das poten-
cias orcideulaes nao aceilaram a proposta, porque
eslavam prestes a empreheoder com todas as suas
forcas a expediento da Crimea. O general austraco
entilo desisti pela sua parle de actuar sosinho con-
tra os Russos, sera coadjuvar.to alguma da Franca
ou da Inglaterra, e sen seguranca alguma dolado
da Confederarlo germnica. Quanlu s queixas fei-
tas acerca dos abusos da administrarlo nos principa-
dos, j ae organisou urna commissao mixia em Vi-
enna iob esle tratado, para determinar as quesles
que procederem do estado actual daquellas provin-
cias ; e nesta commis-ao os enviados da Inglaterra
e da Franca lem um igual vol com os d'Aostria e
da Porta. Portanto, he inleiramentc contrario ao
faci ieverar que a Austria se tenha aproveitado
dasvamagens da orcopaco pelas suas tropas para
eslabelecer algum dominio inclusivo nos principados.
O lerceiro artigo estipula que no caso de rompi-
roeuto do hostilidades entre a Austria e a Russia, as
Ires potencias se prometiera reciprocamente a toa
allianca oflensiva e defensiva na prsenle guerra, e
para este fim empregarAo as suas forcas por Ierra e
por mar, como for requerido ou delermiuado. Nes-
le caso as potencias alliadas se obrigam, pelo artigo
quarlo, a nao receber proposta alguma quanto a ces-
sa{So de hostilidades da Russia sem previo ajuste
entre ellas.
O artigo quinto, que he a parle mais essencial do
Ira tasa1 neslc momento, he concebido as seguintes
palavras :
r No caso em que o reslabelccmento da paz geral
sobre as bases indicadas pelo ailigo primeiro nao for
conseguido no correr do presente anno, as (res po-
tencias deliberarlo sem demora acerca dos meios
eflkazes para conseguir o objecto da sua allianca.
As bases indicadas pelo primeiro artigo sSo as con-
diees determinadas pelas Ires potencias ; o objecto
da allianca esta definido as palavras do prembulo
que j citamos os ; meios eflicazes estipulados
pela ultima clausula n5o podem ser oulros mais que
a completa uniao dos esforcos n dos tres imperios,
---------
0 F\R\IZ0 DAS MllLHERES. (*)
For Paulo Feral
f
%
. 1
i
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO IV
A hospedara do LeSo de Ouro.
Chifln e Loriot chegaram hospe tenon pelas sele horas da noite. A respeilo do as-
seio. nao se acharara em eslado mui satisfactorio.
Chifln lnvia-se approxiraado moilo da famosa ber-
liudn, c tinha lama al ans olhos. Loriot pareca lim
esboco de trra argilosa, que nao houvesse (ido o
lempo de seccar. A coira de Chilln cahia-lhe Iris-
lemenlc, como tongas orelhas de cao, e o brrele de
Loriot tinha perdido loda a sua ujoii.rida.lc. Eviden-
lemeule nao ersm viajantes que pozessem em nio-
vmenlo urna balera de cozinha; e lodavia linham
urna certa altivez nova. Nao tallavam mais na lama ;
andavam a passo firme, grave e quasi magesloso.
Se Hvesse sido possivel lanca-lm laea quaes esla-
vam, sem pergo de sua sade, cm urna lina de var-
rela, ler-se-hia ol>lido um bello resultado. Todava,
apezar desse estad lamcnlavel, podia-se ver que li-
nham crescido cm poucas horas, pois linham ad-
querdo a consciencia de seu valor pcsoal.
Loriot andando com a cabera muilo mais alta, ti-
nha anda seu ar bonacbao. Cliiffon encarava a na-
lure/a com ar des lenhoso e provoranlc. Nao locava
mai< na Ierra, e pareca que o h-risonle nao era a-
ss largo para abrancer o parque do caslello aereo,
que ella edificava na imaginacAn.
Era Chifln quem levava o luiz de ouro no bolso,
os dous luizes, osquarenla /ranrot. Cerlamenle r>-s-
lava-lhe urna duvida : como essa moeilinha poda va-
ler urna somma tao enorme?
Para Chifln (.litemos isto com risco de revoltar a
verotimilhauca parisiense1 quarenla francos apre-
seiilavam-se dchaixo do aspealn de um sarro pesa-
do, e conlendo oilnccnlas pe^as de cinco cntimos,
boas pecas velhas, apagadas e cnberlas de cor negra
esverdiuhada. O que a Iranquillisavaera o semblan-
te honesto do marinlieiro que Iho dissera : lsso vale
quarenla francos.
l'm Ihesouro lodas a ategrias da vida a por-
ta grande do reo abcrla Quarenla francos! Sapa-
los, vestidos, nm Irage novo par.i Loriot, pAo fres-
co, leite quelite, cidra doce. Quem sabe quanto ha
em quarenla francos bem empregados'.'
Ella levava-os no bolso, e apalpava-os duas ou
Ires vezes por minuto para cerlilicar-se bem de que
na" linham voado. A canelo do Treguz diz justa-
mente que os luizes de ouro lem azas, e Chifln nao
os conhecia ufllcienlemente par saber se a cancao
zombava ou se fallava seriamente.
I.oriol parou dianle da porla da hospedara. A ra
eslava deserta e escura.
A melade he minha, nao he? perguntou elle
em voz baixa.
segundo as eslipulaces do arl. 3. Mas o iheur do
artigo 6., eslipulaudo a communicnc^lo do (ralado
corte da Prussia, he pouco menos significativo, por
que as Ires potencias declarara que recebcor cor-
dealmeule o seu assentiroenlo, no caso em que ella
empenhe a sita cooperaeo na- causa commum ; de
sorle que o assenlimeuto da Prussia j nao he aceito
como mera declararlo de principio ou como um pe-
nhor de neulralidade, mas somenle segundo empe-
nhara sua cooperacAo na obra que a Austria se de-
clara ler adoptado cm conjuneco com as potencias
beligerantes.
Al aquinoslemos limitado a urna simples analysc
deste Iralado, afim de que a opiniAo que se possa
formar acerca delle dependa inleiramenle da forc.a
das suas eslipulaces e da linguagcm em que sao
expressas. E.las eslipnla^oes e esla linguagem jus-
tifica m em mmlo respeilo as exposi^oesqve temos
previanienle publicado sobre este assumpto, e anda
lornaui mais inexplicaveis as falsas iuforma^oes que
se fi/.eram em algumas partes em que urna aprecia-
rlo mais correcta do tratado podia 1er sJi esperada.
Temos uniformemente aprescnlado este fado antes
como ajuste preliminar do que comocomprornisso
definitivo de guerra oflensiva e defensiva. Seme-
llianle compromisso anda nao devia ser esperado,
porque a gnerra entre a Russia e a Austria nao est
declarada. Mas distinclamenle previne esla even-
tualidade ; estahelece a identidade da poltica das
tres potencias, para ser assegurada pela uniAo com-
pleta dos seus esforcos al a plena consecuco do
n seu objecto commum ; e determina o momento,
no fim do presente auno, em que os alliados devem
concordar acerca das medidas eflicazes para o respec-
tivo complemento. Ser possivel com algum pretex-
to de razito ou de ju-dira, que una grande potencia
enlre voluntariamente em compromissos como estes
smente com o fim de separar-se delles oulra vez ?
Poder alguma cousaser mais absurda para os Ingle-
zes ou para nm minislro inglez, do que suggerir
Austria os meios pelos quaes ella pode anda Iludir
eslipulaces que he do nosso inleresse, assim como
dos delta, tornar a lodos os respeitos obrigatorios e
validos ? Nao ser claro que a existencia de um Ira-
lado como este entre a Austria e as potencias bclli-
geranles do Occidente, lleve ser considerada pela
Russia como um acloda mais hostil inlcncAo ; e que,
se o czar nao responder por urna inlcrrupcao ifhme-
diala das relacSes diplomticas e por urna declaraban
de guerra, be por que aiuda est preoecupado de um
senlimenlo das tremendas vanlageus que tem previs-
to? N'umi palavra, qual seria o no e a noss ile.-i-.'in, se, em vez de concluir esle Iralado
com usco contra a Russia^jAusIria e a Prussia li-
vessem conclu.lo nutro semeTrnuite rnm a Itussi.i
contra nos? Nao rcpulariamos iirflaiitaiieineule laes
eslipolafoes para urna allianca oflensiva e defensiva
com o iuimigo como um acto de hoslilidadc, e nan
responderamos nesta conformiilade ?
Eslas, e urna mullJAn deconsidera^es semelhan-
les, devem provarao mundo que esle Iralado he urna
allianca no intuito da guerra, smenlesugeita a urna
condicAo, a saber, a inquallificadasubmissAo da Rus-
sia, antes do lim do anno, aos termos convenciona-
dos pelas tres potencias ; e no prsenle estado mo-
ral e na posicao militar do .imperador Nicolao, sup-
pomos que a acceilacAq dcstafondico lie no mais
alto grao improvavol. O mezdedezembro est quasi
findo, c fallam somenle duas semanas para comple-
tar o circulo deste anno calamitoso. Por lano, um
mui breve inlervalln le lempo mostrar a sinceridade
do governn austraco, pela applicacAo das a medidas
eflicazes de que reza'o quinto arligo do Iralado ; e
as eventualidades que se bao da seguir sao de muilo
maior importancia do que os compromissos de que
sAo precedidas.
Has a conclutAo de semelhante allianca pelos oh-
jeclas estipulados eulre a Austria e as potencias occi-
denlacs lio considerada como urna evenlualidade de
incalculavel importancia nos dominios austracos, na
Allemauha, e no continente da Europa. He urna
declararan solemne de que'a ascendencia que a Rus-
sia tem exercido por lano lempo sobre a corle de
Vienna esla acabada, e que os direilos da indepen-
dencia germnica Iriumpharam. He um appello ao
que lie nacional na Allemauha para unir-se a esta
grande causa,e at diz j corle da Prussia, cm lingua-
gem clara, que a hora dos equvocos j passou, e que
ou deve separar-se do resto da Europa, ou cooperar
em favor da cousa commum.
Estas grandes consequencias polticas, que se ma-
nifeslarAu inmediatamente em lodo o comprimeuto
e largura da Europa, quando for conhecidom que
termos a Austria se alliou com a potencias occiden-
taes, sAo de muilo maior momento do que a coadju-
varAo que a Franja e a Inglaterra, desla evenluali-
dade as mi :- operaces militares. Osseusexer-
citos hAu de perseverar na gloriosa larefa que em-
ALDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras.
Rclacao, teivas-feirase sabbados.
Fazenda, lerdas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas c quimas s 10 horas.
l* vara do civcl, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
EPIIK.MKRIDES.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha.
11 Quarlo minguante s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da larde.
18 La nova as 6 horas, 17 minutos
36 segundos da roanha.
24 Quarlo crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 segundos da manha.
DIAS DA SKIAXA.
22 Sesunda. Ss. \ cenle e Anastario nim.
23 Terc.a. Os desposorios da SS. Virgem Mi de I).
24 Quarta. N. S. da Par ; S. Thimotheo I., fh.
25 Quinta. A Converso de S. Paulo aposVilo.
26 Sexta. S. Policarpo b. m. : S- TlMogincs ni.
27 Sabbado. S. Joo Chrysoslomo b. doutorda I.
28 Domingo. 4. c ultimo depois de Res. B
rillo b. ; Ss. Lionidas, Flaviana a Gallanieo.
prchenderam, e nAo exigem soccorro para realisa-la ;
mas a sua diplomacia pralicou um acto dt igual im-
portancia para a Europa, se dcsbaralou a ascenden-
cia da Russia na Allemauha. e se lanc/iu as bazes
de urna allianca firme entre a Austria e as potencias
occidentaes.
(Tmf.)
() Video ZXario n. 20.
Nao; respondeu Chifln.
Bem! disse o rapazinho tristemente, mas sem
reclamar.
Chifln que eslava atrs delle abracou-o, di-
zendo:
Tudo he nosso.
Ah tornou Loriot consolado, (ens razio, isso
he mellior.
Ficaram um instante junio da porla grande, qec
pouco antes eslivera alulhada pelos viajantes da di-
ligencia de Mans. NAo havia ah mais ninguem, e
as vi.Iracas da sala commum afumadas c amareH.i-
dasbrilhavam surdamente no fundo do pateo.
Cada um de ng come o fruclo da nrvorc da sci-
encia urna vez em sua vida, c Indos sabemos por ex-
periencia como ticoii nossa mAi Eva commovida ven-
do sua nudez. Militas vezes he o amor o grande e
mgico revelador, oulras vezes he o dinheiro, e al-
gumas vetes, aiuda que raras, he a inlelligencia re-
pentinamente disperlada, a ambicAo uascendo em
um relmpago, ou o senlimenlo da arle lazendo ex-
plosan violentamente.
Um momento antes de exclamar : Anchio son pif-
iare. Corregi dorma sobre o Iravesseiro de sua ig-
norancia, assim como Eva dormilava um segundo
antes de levar o fruclo bocea no vestuario diloso de
sua (anilina celeste.
Cerlamenle Antonio Corregi e a esposa de AclAo
nao linham esperado vir reunidos porla de urna
casa de paslo de Beance dar leslemunlio em favor
de nossas imagmacoes; porcm nao ha duvida que
Chifln e Loriot comeram o fruclo symbolico debai-
xo da abobada do Leo de Ouro.
Chifln e I.oriol enr.iraram-sc baca claridadedo
laropio suspenso dianle da abobada. Vejam quaolo
pude um luiz. de miro nao dividido'
Apanhaste muila lama no caminho, meu cha-
ro 1 disae Clnlfou.
Loriot poz-sc a rir, e respondeu :
Nao fui cu s que apanhei lama, minha rica,
porque cerlamenle aiuda a lens de sobra.
Chifln mrou de despeilo. c procurou ver-sc.
Tenho tanta como tu? perguntou ella.
Julgo que lens inda mais do que eu, respon-
deu o rapazinho.
Volla-le... lens lama al no barrete.
Volla-tc lamben!... Tens lama at obre a
coifa.
Chifln dcixou cahir os bracos, e disse :
Que farcinos ?
Bofe! exclamnu I.oriol, estamos bem emban-
cados Nunca fomo. molhados no caminho?
Slra, tornou Chifln ; mas...
Mas oque?
A rapariga reflerlin, e respondeu abaixando os
olhos :
Nao sei...
Era_ o luiz de ouro. Em sua quaiidade de mu-
Iher, Chifln era primeira qje comia do fruclo.
I.oriol ia brevemente roer o carneo cm sua quaiida-
de de homem.
Emquanlo Chifln levantara com ar confuso e
triste a saia molhada, Loriot lirn o barrete de lAa.
Ah! disse elle ebeio de convicrAn: nao ojia-
mos asseindos!
He misler estar mui rcluzenle para fazer for-
tuna un Paris ; acresrentou Chifln suspirando.
Eis-ahi urna lina para dar de beber aos caval-
GAMARA MUNICIPAL DO RECIPE,
Sessao' ordinaria de 15 de jaaeiro.
Presidencia Jo Sr. Duruo de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Vianna, l)r. S Pereira, Reg,
Barata e Cameiro. fallando com causa participada o
Sr. Mamede, e sem ella os mais seuhores, abrio-se a
sesso e l'oi lula e approvada a acia da antece-
dente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um despacho do Exm. presidente da provincia na
petijo da irmandade do Senhor Bom Jesos das Do-
res, para a cmara conceder mesma o terreno que
pedio para construir O catacumbas no cemiterio.
Mnndou-se lavrar termo de concessAo.
Um oflicio do procurador, informando ler exami-
nado a coula presentada pelo solicitador, e adiado
estar elle no caso de ser pago do excesso de despeza,
na importancia de31"s86G. Inleirada, e mandou-
sc passar mandado.
Oulro do mesmo, remetiendo os balancos da re
ceita e despe/.a municipal no mez de dezembro pr-
ximo passado, e do cemiterio pcrteucenle ao trimes-
tre vencido no ultimo do dilo mez. A' commissAo
de polica.
Oulro do mesmo, informando acerca da pclirAode
J. E. Roberls, relativa projectada desapropriacao
de urna parlo do sitio na estrada do Chacn, dos
herdeiros de Antonio da Silva c oulros.Despachou-
so a policio, dizendo-se que, |ogo que os propriela-
riosdo terreno assjgnarem termo de ccssAo, se orde-
nara o mclhoramenlo indicado.
Oulro do engenheiro cordeador, informando acer-
ca da pelicao de Manoel da PaixAo Paz, que o peti-
cionario s lem direilo a perceber a importancia da
arremataran no lim da obra, segundo as condiees a
qiiesesujcilou, mas, que Icndn elle feilo para mais
de 1|3 da obra, a cmara podia mandar pagar-lhe o
terco do valor da arrcmalarAo.Indrferio-se em vir-
tude do contrato.
Oulro do mesmo, informando acerca de nulra pe-
licAo do mesmo Paixo Paz, emque requer mais 200
alqueires de cal e 8 barricas de cemento, que real-
mente a obra he de alguma difficuldade, e mais se
tem.complicailo pela impericia dos pedreirns ; mas
que satisfcilo em-parle, 'oirno lodo, o pedido do ar-
remalanle, achava conveniente por termo as lequi-
sieesdn mesmo, marcando-se-lhe20 dias para con-
clusAo da obra.Resolveu-sc depois de alguma dis-
cussao, que se fornecesse o material pedido, depois
que o arrematante assignasse termo rom o seu fia-
dor, rcsponsabilisando-se por elle,d concluir a ofra
no prazo de 30 dias, fleando prejudirado o requer-
mento seguinle, que fez o Sr. Barata :
Requeiro que se remella ao advocado desla c-
mara u contrato da obra do caes das (anco Ponas,
celebrado com o mestre Manoel da Paixao Paz, e lo-
dos os mais papis, que Ibe dizem respeilo, para que
elle inslrua a cmara dos meios que deve seguir, pa-
ra compellir o arrematante ao fiel cuinprimeiilo do
referido contrato.
e Recife li de Janeiro de 18.15. Barata de Al-
meida.
Outro do mesmo, nAo se oppoudo a que Manoel
Antonio da Silva Ros, edifique 3 casas de pedra e
cal, para o que pedio Iictnca, cm parle do seu sitio,
na Passagem da Magdalena, onde prclendeu outro
ora construir sele casas detaipa.Concedeu-se li-
cen^a.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa
do gado morlo para consumo desla cidade na sema-
na de 8 a li do correle, (116 rezes). Que se ar-
chivasse.
Oulro do mesmo, pedindo pagamento da quanlia
de .19000 rs. que dispeudera com o enterramenlo de
um cavallo queappareceu morlo no paleo da Penha,
sem saber-se a quem pcrlencia.Mandou-se passar
mandado.
Oulro deTheopnilo de Souza Jardim. participan-
do achar-se astanle docnte e de cama, e nAo poder
assim continuar no exercicio de juiz de paz do pri-
meiro districlo da freguezia dos A Togados. Resol-
veu-seque se chamas-em supplenlcs, visle se acha-
rem legalmeute impedidos os i juizes do dito dis-
triclo.
Outro do fiscal da Varzea, declarando que se ma-
laram 35 rezes para consumo da mesma freguezia
los, disse Loriot. Poderiamos tirar a maior parle da
lama.
Chifln lancou-se lina. Unta janclla abrio-se no
primeiro andar da hospedara, e dous elegantes per-
lis de mancebos dezeuiiaram-se sobre o branco sujo
do forro. Riam e couversavam alegremente.
Chifln ja tinha mellido o lindo rosto na lina
cheia d'asua fresca ; mas envergonhou-se e relirou-
se. Era o luiz de ouro.
Tula! disse-lhe Loriot lavando-sc, Fiamos na
escuridAo, e elles na claridade nAo podem ver-te.
Oh! murmorou Chifln humilliada, lavar o
rosto na lina em que os ravallos vem beber!
E nAo o (ueste esta nianhaa no charco, em que
eslavam os palo? tornou I.oriol.
Cerlamenle ; -roas essa manha Chiflan nada pos-
suia.
Conta-sc (e he essa outra historia do fruclo do
Ad-in que um pobre soldado eslava comendn com
prazer nina sopa, quandn vieram annunciar-the que
linha-lhe sabido um quino na lotera. Era no Icm-
4>o di lotera c dos quinos, e o soldado havia ganbo
de repente rincoenta mil libras de renda. Elle lan-
i.'ihi pela janella a m sopa que achava deliciosa, e
pediu um perdiglo, o qual nAo p lo comer. Os fe-
lizes (ornam-se difliceis.
Chifln eslevo prestes a agaslar-sc quando ouvio
fallar do charco. A idea da lina viuba-lhe, e com
mais um passo ella ia ailevinhar a hacia de banhos.
Os dous mancebos elegantes conversavam a ja-
nella em meia voz.
Chamas-te Mr. de Calieran, dizia o louro com
voz branda e levemente irnica, lens comido"bito ou
doz mil libras de rendas, e podes fallar das trras
que lens vendido... Eu s tenho um pobre nomc de
baptismo...
Nao nascesle em parle alguma, Fernando, meu
amigo? perguntou Mr. de Calieran.
Ao menos assim o crcio.
On.lo nascesle?
Nao sei.
Tanto meihor! Podes cscolher... Julgo muilo
mo ler nascido em cerlos lugares... Fernando de
l'eznaou Fernando de Pontoise, isso noassenla...
maso livro dos correins esla chein de bellos nomes.
Nestes arredores temos Mereville, Monneville, An-
gerville, Thionville, Allainvillc, Orsonville, Roin-
ville, Hauteville...
Fernando fez um gesto de impacieucia.
A chas esses nomes muitocominuns? conlinuou
Mr. de Calieran, ha oulros mais originaes. Basta
procurar na planta, de Pars. As ras lambem (em
nomes que engauam... Mr. de Oailleul... Mr. de
Beaubnurg.... Mr. de Bouloy.... Fernando de Bou-
loy 1 Todos juraram que he natural.
Tamhem adiaste leu nomc assim no almanak,
Calieran? perguntou o rapar, louro.
Nao se Irala de mim ; lodos sabem que sou fi-
dalgo...
Bom proveilo !... Se eu lomasse um nome, se-
ra o de um duque ou de um principe com poder e
milhdes. O lempo esU fri : fecha a janella.
A voz do louro tinha em sua brandura alguma
cousa de imperioso e de decisivo. A janella foi fe-
chada.
Ilu\ i-le, I.oriol ? perguntou Chifln.
Sim, respondeu o rapazinho.
Comprehendesle?
durante o mez de dezqmbro ultimo. Que se archi-
vaste.
Outro do vigario da freguezia de S. Jos, remet-
iendo o mappa dos baptisados da mesma fregue/.ia
durante o segundo semestre do anno passado. One
se arebivasse.
Foi lido e approvado um parecer da rnmmisssAo de
polica, sobre as petires dos prcteu lentes aos luga-
res de fiscal c guarda, que se devem cncarregar" da
execuco das novas posturas, no qual a comroissao
emende:
1. Que os pretendenles se devem habilitar com-
petentemente para ditos lugares.
2. Que dentre elles, devo a cmara proferir -
qnelles, queja tcem serviros nesla npirtieJU, e fo-
rem apios para ditos lugares.
3. Que se pec,a aulorisaco a auloridade enmpe-
lenlr, para se fuzerem laes nomea^es, visto como
entende a cnmmissao,quo por meio de posturas, nao
se podiam crear os mencionarlos empregos.
Dcspacharam-se as pelires de Amaro llenidiclo
de Souza, de Antonio Moreira de Mendoza, de Au-
gusto Cenuinode Figueircdo, de Clorindo Fcrrcira
Catao, de ChrislovAo de Santiago do Nascimenlo, de
Diogo llalliday, de Francisco de Araujo Caldas
Lima, do l'rederico Cliaves.de JoAo los Santos Por-
to, de Jos Marcolino Alves da Fonseca (2), de Jo-
da Cosa Ribciro, de J. E. Roberls, de L. A. I)n-
bourrk.'de Manoel da Paixao Paz, de Manoel Anto-
nio de Oliveira, c levautoii-se a sessAo.
Eu Joao Josc Ferreira de Aguiar, secretario ?.
snbscrevi. ariio de Capibarilr, presidente.
l'ianna. (lameiro. liego c Albuquerque. S
Pereira./lego.Barata de Almcida.
------ moni-
REPARTI^AO DA POLICA.
Parte do dia 21 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
diflereutes parliciparoes hoje recebidas nesta repar-
lijao, consla que foram presos:
Pela subdelegada da freguezia do Recife, os por-
tuguezes Domingos Ferreira de Souza Vasconcellus,
c Bernardinu de Souza Piulo, esle por relmenlos, c
aquelle para avergiacc policlaes.
Pela suhdelegacia da freguezia de Sanio Antonio,
Joaquim Tavares do Nascimenlo, por erime de
morlc.
Pela subdelegada da freguezia di Boa-Vista, o
portuguez Joao CorrcaCarneiro, para a veri guarnes
policiaes Alcxandre Manoel Ferreira, por (urlo, e
JoAo Ferreira, para recrula.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 22 de Janeiro de 185.1.Illm. eExm.
Sr. roiiselhciro Jos Benlo da Cunha e Figueiredn,
presidente da prnvinria.O chele de polica Lu:
Carlos de Paita Teixeira.
Illm. Sr.Sendo frequenles as queixas, que a
polica lem vindo, contra infracees do decreto
numero 317 de 27 de abril de 18ii, que regula a ex-
traerlo dos hilhclds e enflelas das loteras, cm cuja
venda nao siio observadas as condi(;0es coudas no
arl. 31 do referido jriccrel. quando manda que os
possuidores de billaties de loteras, uAo possam ven-
der cada um dclles.em frac^Ao inferior vigsima
parle, nem em casas que nAo sejam as suas proprias,
e sem que tenham prestado finura idnea indern-
nisacAo de qualquer damno; recnmmendo a V. S.
que d suas ordens no sentido de obstar que sejam
vendidos bilheles ou cautelas, urna vez que nAo te-
nham a seu favor as condiees de que vcuho de fal-
lar, as quaes nu estAo revogadas, nem alteradas pe-
los regulameotos provinciaesde 27 de abril e 30 de
Junho do anno passado: e oulro sim, que as casas
annunciadas pelo lliesoureiro das loteras para a ven.
da dos bilheles nao sejam estes vendidos por maior
preco, do que o indicado no respectivo plano. Deve-
ra V. S. para csse fim exigir que Das casas onde laes
vendas se facam, moslrcm as tcenlas ou certificados
da secretaria da polica, relativamente a laes condi-
ees, asquaes ah devem constar das declarables fei-
las pelas parles, afim de evlar-se abusos, que por
ventura passam-sc coinmctler; sendo que pelos ca-
sos de inobservancia de tacs di-posicOes, seus infrac-
tores sejam punidos com a pena de desobediencia e
mulla igual ao dohro do preco dos bilheles, eslabele-
fila no final do dito art. 35; convem prevenir a V.
S. de que as cautelas devem ser chancelladas peles
caulelistas c rubricadas pelo lliesoureiro das loteras.
Por esla occasilo chamo a altcnen de V. S. sobre
cerlos individuos, quo vagam pelas ras da cidade
vendendo bilheles ou cautelas de loteras desla e
Otilia- provincias, sem que estejam para lano aulo-
risados, e respeilo dos quaes se lem dado fados,
segundo me consta, que devem ser prevenidos.
Dos guarde a V. S. Secretaria da polica de l'cr-
nambuco2.1 de Janeiro de 1855.Illm. Sr. Dr. Fran-
cisco Bernardo de Carvalho, delegado do primeiro
ilislriclo deste termo.O chefe de polica Luiz Car-
tos de Paita Teireira.
fMRESPOMSCIAS.
Srs. redactoret.Eu nAo trouxe esta questAo para
o prelo para ser julgada pelas pessoas ignorantes, c
nem menos para muda-la em quesillo de regalciras,
porque nesse campo, confesso, nAo possa com o Sr. j de convulses, ouvindo um insoleute desle
Oirolino c nem desjo medir-mo rom elle, porque .i-sim com lauto descaro ?
da, e se quer a prova eu Ihe mostr : diga-me, ci-
le-mo o trecho onde eu disse que estranhavaque
meios hajam de se medir urna pe Ira na bexiga, como
ronhecer-se de seu tamanho c de lodos os seus di-
metros...he nma miseria !...
Srs. redactores, como he quo se pode ler paciencia
para aturar um bruto destes llavera homem por
mais neumtico que seja que nao fique lodo atacado
mentir
nao eslou arnslumadu a fazer papis tristes : para os
bomens da arle a qneslao est convenientemente cx-
posla, e elles que a julguem : o Sr. Dr. Carolino,
nAo podendo sustentar scienlifiramenle a sua causa,
laucase desde o seu primeiro rommunicadu, no in-
mundo charco dos improperios, pensando que desla
forma licava vencedor, c quo lodo o mundo o havia
de licar considerando como um homem consumado
na sciencia : nos estamos tratando de um raso e nAo
de generalidades ; em regra geral pode c deve ler
lugar ludo quanto o Sr. Dr. Carolino diz as suas
correspondencias, mas nos nao estamos tratando da
regra geral, estamos tratando de um caso muilo par-
ticular : portanto pode-se eslabelecer a queslao dcsta
forma : Sendo chamado um medico parleiro para ver
urna senhura que se nrha de parlo lia Ires dias, gri-
tando sem cessar de dores alrozes que soffre e ja cun
alguma febre, adiando este parleiro os dous bracos
da enanca, fura da vulva, o que Iho compele fazer ?
I. lenlar a rtrslo ; 2." tentar a evolucAo artificial ;
3. pratirar a cmbryolomia-. islo he o que dizem lo-
dos os autores, he o que aconselha o bom senso : o
Sr. Carolino Icnlou a versAo, nAo a pde fazer, con-
sequencia muilo lgica : logo ninguem mais a po-
llera conseguir : aqui esl a maneira de argumen-
tar do nosso sabicho, se nao pode conseguir, logo
nAo havia nada a fazer senilo receitir calmantes, cou-
sa cm que ninguem confia em casos laes, porque
quasi nunca dAo bom resultado, e islo se enlcndc no
geral dosrasiis, e quanlo mais na especialidade : se o
Sr. Carolino eslava cerlo de que era impossivel fazer
a verso, porque nAo mandou sangrar a doenle al
a sjncopc, que he o que aconselltam os meslres de
parios ?
O Sr. Carolino sabo lano de parios como eu do
Alcoram : agora o reverso da niedalha : vcio um se-
gundo medico, fez a versSo, ailrahio a crianca, logo
foi porque violentan, porque empregou forra bruta :
esta conclusAo he como esfoulra, lem barbas cum-
plidas, logo he Fradc da Penha : forlc lesma as
consequencias do Sr. Dr. Carolina sao portanto como
asdaqnclla prclinba de pescoro torio, que havia aqui
cm algum lempo e que venda cangica ; encontran-
do um dia com um nosso amigo que iisava de barbas
compridas, exclamnu : Pernnmbuco est perdido !
Frade da Penha de casaca '. tirou a crianca, logo
foi a forja bruta...agora se o Sr. Carolino he capaz
que negu a paridade da comparacAo.
En ja nao devia mais eslar a perder lempo com
csse pobre idiota, porm como elle lem-se damnado
cm insiillar-mc pela maneira mais grosseira e mais
brutal que se lem visto, com urna petulancia, de que
ninguem jamis njulgaria capaz, anda quem mos-
trar ao publico como argumenta csse misero.
Diz elle que eu disse que nunca vi, nem ouvi
fallar em dous bracos fra da vulva : disse e torno a
dizer, dous bracos fra da vulva quasi al as espa-
doas foi cousa que nunca vi e nem li em autor algum,
e leiam a minha correspondencia do Diario de 20 c
facam a experiencia, e verAo que na apresenlac.Ao
da espadoa ( posico cephalo-ilaca direita ou es-
querda ) nao he possivel que ambos os bracos appa-
reram na vulva, e muilo menos lodos da parle de
fra a nAo serem puchados e com muita forra : para
que o menino apresentasse os dous bracos, islo nun-
ca I as duas mos na vulva, era preciso que elle
viesse assim curti nadaudo e apresentasse urna posi-
eAo franca da parte interior do peilo. o que nAo ser
muilo possivel ; mas na cachola do Sr. Dr. Carolino
judo ada lugar : se o menino apresenlasso junta-
mente os dous bracos e a cabera, quando os dous
bracos se schassem fra da vulva al os hombros, a
cabera ha muilo lempo havia eslar fra : prtanlo
fallando da apresenlaco de que se traa, eu disse c
anda repilo,, nunca vi nem nunca li que o menino
podaste por fra dous bracos, c muilo menos al as
espadoas, e como eu pouco tenho visto, digam os se-
uhores mediros que cstudaram cm Franca, nao de
passcio, mas sim o curso lodo medico, se l ouviram
'dizer que um menino, em apresenlaco da cabera
pndesse por os bracos fra da vulva al os hombros,
tirando a cabera dentro : islo s pode ver o Sr. Caro-
lino com o seu oculo de ver clculos dentro da be-
xiga.
Continua o Sr. Carolino : Eo sempre pensei que
o Sr. "Hoscoso (ivesse oulra cabeca : he verdade,
meu sabio collcga, nao se engarnio, tenho sem duvi-
NAo... J acahei... lava o rosto tambem !
Chifln eslava mui pensativa.
Fernando e Calieran asscnlaram-se, um em face
do oulro, junto de um fogao arruinado onde ardiam
uns truncos de arvores.
As velas eslavam sobre a rhaminc, eluzescla-
reria n rosto dos dous mancebos. Ambos cram bel-
los. Roberto de ualleran tinha urna physionomia ri-
sonha e ousada, surriso otilado e olbar vivo. Fernan-
do i primeira visla tinha na verdade o ar de um ra-
pazinho ou de urna mulhcr ; mus conleinpldiido-o
mellior, dcscobria-se-llie nao sei que vonlade serca
e implacavrl no azul brilhanle dos olhos. Sua fron-
te era candida como a de urna moca; mas no canto
das palpebras c da bocea havia ja rugas.
O projeclo de Mr. de la Picrre nao era impossivel
por isso, vislo que Paris esl cheio desses meninos
envelheciclos! San parisienses de Paris ; Dos nos
livre de fallar delles levianamenle 1 Sao Iravessoa;
mas lem msculos de ajo debaixo de sua pelle baca.
Podem equerem; o que es impede desuhir he que
nAo creem. Asaguias de Paris nAo lem azas.
Fernando era de estatura media, elegante em seu
lalhe. vivo c inquieto em seus movimenlos. Em um
jamar sua bella inAo trema quando eslendia o bra-
Coparaencher um ropo. Elle sabia servir-sebem da<
armas, mnnlava melhcr a cavallo, e jogava murros
como Vigneron. Essa mAo trmula lornava-se firme,
quando tinha urna pistola, c es-e ullio habituado
luneta poulia a dur.eulos passos a mira de una cara-
bina sobre nina mosca.
Nao sei se Fernando eslivera no collcgio ; mas sa-
bia quanlo ah se aprende, e umitas nutras causas
anda. Tinha a sciencia infusa da sedcelo : as rnu-
Iheres amavain-no e elle amava as muflieres. Esses
pequeos munstros tem s vezes coraran. Fernando
tinha feiln em sua vida lo breve ludo o que denota
a ausencia do enrarao; mas era rapaz de amar.
Era ambicioso, preguiea'sn, bravo como um IcAo a
cerlas horas, e rapaz de recuar ao primeiro choque,
quando a mollcza o dominava. Pela mauliAa loria
sido adiado de humor jura levantar monlanbas.de
nuile leria parado desanimado dianle de urna es-
carpa.
Fernando nAo sabia justamente que idade linha.
Julgava-se com uns vint aurius; porm tinha tai-
vez mais. Era um enjeitadu.
Em suas lemhrancas longuinquas via-se vadiando
pelas ras de Paris, c correndo pela estrada despro-
vda de flore, que condnz prisAo dos meninos.
Sua estrella o fez encontrar madama de Warens, e
csse lypo eterno, essa inulher excellenlo e miseri-
cordiosa, que faz caridade aos impberes de boa
saude, dera-lhe lugar no fugan e em oulra parle.
JoAo Jarques iiiullou madama de Warens em suas
Con/issdes. Seria ioaratidio ? JoAo Jacques era um
ingrato no eslado rhronico ; mas'devia elle alguma
cousa sua bella m'ii. que nao Ihe livesse pago '.'
Madama de Warens lem sempre o cuidado de pa-
gar-se por si mesma. Quando euronlra urna nalure-
za menos alia e rnenos perversa doqoe a de JoAo
Jacques, fica ordinariamente amiga de seus disc-
pulos.
A prnfessora de Fernando foi urna comediante re-
tirada, bya mullier sem preconceilos, que lomava
bem onde o achava.
cmara, e depois achou-o lAo bello, qnc nAo pode
depreza-lo.
Desideria I.ennoir era ainda asss bella nosso
lempo noile depois de bem ataviada, e seu salAn
conservava alguusficis. Fernando transformado em
snlirinho de Desideria nAo foi muilo infeliz. Mada-
ma de Warens he s vezes velln c feia ; nesse caso
o preco que da aos seus beneficios he usuraria.
Em casa de madama Desideria. Fernando conhe-
ceu comediantes c pessoas elegantes. Sem nenhuina
difliculdade elle teria representado a comedia com
lano tlenlo como esses seuhores ; porm, lendo
morrido Desideria Lenoir madama Werlhr, viuva
de um agcnle de cambio, necessitou de um sobri-
nlio. e lomou Fernando queja eslava ensillado.
Nessa nova cundir o Fernando aprenden n tom
(mancas e o genero ricass ; porm fui expulso por
ler errado o caminbo em urna noite s escuras. Ma-
dama \\ erlher tinha urna til ha.
Fernando tinha adquirido bens c bellos conheri-
menlns. l'ossuia um vestuario prelo completo, seis
grvalas brancas e bolas quasi novas. Tralnu cruel-
mente duas hurguc/as, que (oinavam sobrinho, e
isso o realcou. Sua ultima madama de Warens foi
urna marqueza do verdadeiro bairru : ssas f.izein
bem as cousas. Fernando lornou-sc fidalguinho, e
anilou durante um mez em carrnagem grande e bo-
nita puxada por dous ravallos mais altivos, que o
porleirn de San-Thomaz de Aquino.
A's horas vagas enraminhava-se para o lado de
Nulre-Dame de Lorelte, e como tinha dinheiro, a
ciganaria desdourada, que abunda em tomo da fon-
te deSainl-tieorgcs, o acnlheu com dislincQAo em
suas lucirs. Elle roiiheceo os grotescos da lillera-
lura c da arle, o lansquenel indigente, a miseria en-
labusada de luxo, o amor (Teclado, e as muflieres
que se oh-linam cm querer augmentar os albuns de
Cavarni. Issu rnnjou-o ; mas iiislruio-e. Era urna
ndole feliz, que lirava proveilo de ludo.
Ha sobrinlios por loda a parle ; porm, Paris nAo
seria o Paraizu das muflieres se cerlas mis nAo
O que eu disse, foi que o Sr. Carolino mostrasse o
oculo com que vio o calculo dentro da bexiga : ago-
ra veja que eu argumento com as suas palavras, e o
Sr. qoando argumentar cite lambem as minhas : o
Sr. Carolino na tonga historia da sua maravilhosa
operacAo, fallando dos ataques (o mono estava men-
lecapln e julgava-se em Sebastopol atacando os Rus-
sos. ) que ia dar ao doenle ou pedra diz : fisto
que em cbnsequencia dessa fexla tentativa nenhuma
alteraro teie o doenle o preparamos para dar um
novo ataque, n qual tect lugar logo no dia 16, mas
com nenhum resultado, visto que nao ochamos o
calculo oque peinar ? que nao crislial nao era
pissircl : nao ,< porque o tinhamo como porque o doenle senta sempre no acto de ou-
rinar. \qui estAo as suas proprias palavras : o Sr.
disse que vio o calculodentro da bexigaparanlo
ha de mostrar u oculo, e se nAo mostrar he urna
prova de que nAo lem cabera : meu amigo, ver he
sentir, porm sentir nao he ver, porque s se v com
os olhos por si sos ou ajudados de algum instrumen-
to proprio : o Sr. Dr. re clculos dentro da bexiga,
logo lem algum instrumento proprio que nos nunca
vimos, assim quera muslrar, eu prenso de oculos
porque tenho a visla curia, e o Sr. Carolino ha de se
terebrar que j usei muilo annos delles; mas o Sr.
Carolino precisa de antolhos para nao andar dando
com a sua rudo cabeca pelas paredes.
A lal historia dos pos da caixinlia he lAo ridicula
que nem merece a mais pequea atlenrAo, porque
quem lem pralicado lanas operaroes do importancia,
nao exceptuando a da (alba perineal e com muilo
bom resultado, nAo se lenibra da eaixinha das areias
<|0 Sr. Carolino: guarde-a bem e guarde lambem
dcnirodola os RltRIllllir. 11K e mais RR que levou
na escola de medicina.
Senhores redactores, nao lerminarei sem fazer no-
lar um dito do Sr. Dr. Carolino; cousa que inostra
milito boa maneira la delicadeza: diz o nosso bom homem: /; ao depois
corre imprenta para ferir-me no mais sagrado,
sem se lembrar que tem familia e que deve ser hon-
rado.
Eu a fallar a verdade nAo cnlcndo o que esle po-
bre homem quer dizer na sua: cm primeiro lugar
nao sei cm que feri-o no mais sagrado: nao fallei
nunca cm honra, nem emfamili.i, c protesto ao Sr.
Dr. Carolino que tenho o mais sagrado respeilo nAo
s a honra como familia de quem quer que seja:
em segundo lugar nao posto suppor que o Sr. Caro-
lino quizesse dizer que s deve ser honrado quem
tem familia, ou por oulra quo quem nAo liver fami-
lia, pode malar, pude roubar sem licar por isso des-
honrado: cm lerceiro lugar se o Sr. Dr. Carolino
para cohrir-sc de gloria julga nece-sarin atacar a mi-
nha familia, eu Ibe dou liecnca ampia para o fazer.
OSr. Dr. Carolina nAo deve qneixar-se de mim ;
eu provoquei-o para urna discnsso, podamos discu-
lir sem nos enxovalhar: o Sr. Dr. Carolino metteu-
se no diarco immundo dos improperios, o portanto
nao se deve agaslar, por ventura Icnho dito al-
gumas cousas que Ihe desagradem?
Conla mais o Sr. Dr. Carolino o caso de om parlo
em que eu cahi de peritas para o ar, ele, ele.
Cerlamenle o moro deu para engrarado c ninguem
pode com elle: mas para saber-se que he urna farrea
desengrajada que a desfalcada imaginario desse po-
bre homem forgicou, eu dou-lbe licenca para decla-
rar, em que ra, cm que casa, e qual o nome do
dono ou dona da casa em que se deu esle fado: nao
ha mellior meio de se descobrir a verdade, c o Sr.
Carolino ficar por mentiroso : eu cerlamenle nunca
me live em conla de parleiro, nem de operador; por
que nunca deixei de cunhecer a minha insuflicien-
cia, e nunca fui tolo einlaluado: o Sr. Carolino
quer campar de mestre, quer sustentar nina ques-
lao em que ninguem Ihe pode dar razAo alguma,
inverle os fados, invena historias de bobo, e entre-
tanto esquece-sc que foi parlejar a mulhcr com urnas
millas de tamandu e com ellas ia principiar o Ira-
halho, quando a parleiro refledio-lhe, e o Sr. )r.
Carolina pedio urna tesoura para aparar as unhas.
Seuhores redactores, como j disse, eu considero a
questAo srienlifica suflicicn(emeu(e elucidada, e por
lauto cscusado he mais eslar a repisar cousas que
nao lem o mesmo fundamento : o fado est boje sa-
bido de todos, e creio que ninguem ha que ignore
de ser coronel. Para dedicar-se ao foro, convem
previamente estudar direilo ; Fernando ergueu os
hombros a esse pensamenlo. Alm disto nao tinha
gosto algum pelo Irabalhn manual.
l'm instante veio-lhe o pensameulo de ser pre-
gador afamado com cabellos longos e solana origi-
nal ; mas o lalim e o grego fizcram-no parar. Em
IS32elle leria lalvez inventado urna rcligiAo; em
I88 leria inventado um titulo de diario. Tudo isso
esl perdido, c al as lolerias de beneficencia vo
dcsapparerendo.
Homem poltico, es abi um destino NAo era a
vonladc que fallava a Fernando ; mas julgou en-
trever que a patria ainda nAo tinha necessidade del-
le. De quanlo nao sabia c de quanlo havia apren-
dido, o lansquenel pareceu-llie a cousa mais seria,
lie inlerrogou sua vncacAo, e senlio-se com forcas
para emprcliender os esludos necessarios.
A gente de vista curta aflecla crer, que o lans-
quenel he mais fcil deaprcndei-se do que a chind-
en, c as sciencias matliemalics. Deix'emo-la fallar.
Foi no lansquenel que Fernando encontrn pela
primeira vez Roberto,de Calieran. Fernando per-
da. Calieran ganhay.
Havia enlre elles qualro ou cinco annos de difle-
renca ; Calieran er homem (eilo ; Fernando era
ainda rapaz. Esle acliou Calieran maior do que Ce-
sar no da seguinle ao da baialha de Pharsalia, ad-
mlrou-lhc a atlilde, a estatura, o Irage, a maneira
de baralbar as cirlas, c dous ou Ires ditos agudos,
mas commiins, Oue Roberto laucn sem grande pre-
lencao ; adrattou-lfie os bigodcs negros, o nariz aqui-
sino, o acrculo.levemente marselhez, felicidade iii-
lulenle ; cinfini admirou-lhe lodo.
Fez-se apresr-nlar em casa desse iidalgo sem pre-
conceilos, dirigio-se a elle com einnrao rcspeilosa,
ojiilgou-o ahila mais completo de perlo que de
longe.
. Roberto de Calieran passava vida media ; e comia
nao sei que patrimonio. Ninguem podia negar que
qual a maneira porque o Sr. Dr. Carolino desenvol-
vcu a sua sabedoria nesse parlo: Irahalhou urna
noite inteira, alormcntou craelmente a pobre se-
nhora: desesperado de nAo poder conseguir cousa
alguma, sahe e volla d'ahi a Ires ou qualro horas:
arha-me Irabalhando e dahi a um instante a crianca
fra: aqui esl toda a razAo do desespero desse po-
bre homem 11 e diz que eu a todo transe extrahi a
crianca para nAo ler elle a gloria!! que gloria de
mais ou de menos podia eu ler de extrahir a crianca*
pois por ventura lie urna bixa de ule cabera para
um medico o extrahir urna crianca! Tenho estre-
llido tantas, que se disso me resultaste gloria, enlao
en ja seria todo urna gloria : he realmente a mes-
quinhesa levada ao ponto mais culminante! !
Senhores redactores, eo vou deixar campo ao
Sr. Dr. Carolina, pois tenho muila em qoe me ocra-
par. ej lempo de mais lenho perdido rom qoem
nao merece senao o mais sublime despreso; mas nAo
lerminarei sem fazer urna reflexao : o Sr. Dr. Caro-
lino disse que eu nunca passei de medicridade co-
mo estudanle : eu eslou muilo salisfeiln com isso, e
direi que me considero e sempre me mmiderei a-
baixo de mediocridade, e qnanlo ao Sr. Carolino, eu
lomara pola maior aflronta do mundo se o Sr. Caro-
lino em urna follia publica dissesse de mim menos
do que disse : eu nunca passei de mediocridade, o
Sr. Carolino nunca passou de urna infmidadt do
que nAo lia memoria de oolra igual na escola de
medicina, e appello para lodos os nossos collegas
coma maior seguranca de que possa haver exemplo:
enlre grande numero de collegas ja nao he prquena
cousa attingir a urna mediocridade: os extremos h
difllcilalcancar: eu nao pude alcancar o extremo
superior: o Sr. Carolino alcann>u o inferior e loco*
a u.eU: omite tulit punctum.... Eu fui mediocre
porm nAo levri nonca um R: merec sempre a es-
tima c a onsiderarao da meus mestres de reos
collegas: aqui slAo muitos d'enlre eslesqueopo-
dem dizer: com elles meamos aioda vivo na meihor
harmona, apezar da dissemellianca das nossas cren-
Cas em Iherapculhica : minea fui o rrbulalho da esro-
la, nAo....o Sr. Carolino leve constancia e constancia
que admrou a lodos.... levou RR lodos os annos. se
algam fallou foi por milagre que agradece a Dos,sa-
bio reprovado no sexto anno.cousa nunca vista!!!com
lanos RB que nem urna descarga das baleras de
Sebastopol: o Sr. Carolino foi sempre homem raro,
e lAo raro he em ludo que vai parlejar urna senbora
com unhas de abulre 1 (ao raro he que iodo para a
Franca ignorante completamente de todo quanlo
era relativo s materias que frequeiilou, com al.-uns
mezes que esleve cm Franca veio um sahirWo!! '. e
lAo cheio de entusiasmo e orgolho que quer mellar
lodos os mdicos debaixo de seus pos:! Pois bem,
mas fique ccrloqne com esse seu porte altivo de een-
luriao de aluguel s poder Smc. impor aos igno-
ranles a quem he fcil engaar.
Quanlo adopcAo do syslema homeopatlnVo qae
hoje pralico, eu rendo gra(as ao Infinito pnr ler-me
Iluminado a razio, epoder eu hoje prestar inmen-
sos beneficios ,i bumanidadesem er precis que ella
us compre a cnsla de grandes tormentos.
Consultorio homeopalhico na do Collcgio n. 25,
primeiro andar.
Dr. Lobo Moscozo.
Srs. Redactores-----Nao para aecusar a um ho-
men como homem, nem ara eidadao romo ridadio,
he que aqui vos trago de novo o Sr. Dr. Mostoso ,
porque, senhores, seria comliluir-me culpado so
como fin de tratar de suas qualidades maraes me
declarasse seu aecusador, perrnte o tribunal inmen-
so da opiniAc publica. O meu fim, he, e ser* sem-
pre repcllir lom moderarlo m injurias que me lem
laucado o Sr Dr. Lobo Hoscoso ; e prorar que esse
homem, na loile do dia 23 de dsembr prximo
passado com a cabeca cheia de erros, c a meihor de
lodas as intei ses, precipilon em nm abysmo a urna
mullier qoe lora nao eslava ainda do caminho da
salvarAo, e que se a prudencia o o saber a amparas-
setn no perigj em que a collocaram duas ignoran-
tes parleiras, j a gravdade do caso oulra talvcz que
fosse a sua so. le. E islo que faco. como o sabe to-
do o publico, nAo foi originado senSo por urna lerri-
vel carta com pie memoseara-me o Sr. Dr. Moscos*,
collorando-me n'uma posirAo dulorosa, da qual s me
poderia sabir tem com a minha pradencia. Na con-
tingencia era qae rae poz esse homem, senhores, om
partido eu (lev a lomar ; e preferindo o de respon-
der-llie, ol ha neo sempre para o publico, nao li/. mais
do que o meu ilever, e do qae nao lem elle qoe
se queixar. E assim, lendo a razio por mim, e elle
nada por si, enlsndo quem;l nAo vou seguindo ca-
minho direilo. Mas como tenha elle alrapalhado
um pouco a queslao, eom astucias e invenroes, bom
he que a esclareca de novo, avivando as cores com
que disrrerfos seus erros. E ao publico pesio que
achassem rm abundancia pllosopliinhos mai. |_ i "a "ubree de ba casa ; s elle o aflirmava c i-so
nastava, porque ninguem -abia o contrario, rre-
dos do que cm qualquer outro lugar. as provin-
cias dcsherdadis, as viuvas discreas e sensiveis sao
s vezes obrigadas a deixarem crescer o sobrinho.
Vem-lhe a barba, e elle lorua-so .rompromcllidnr ;
mas que se ha de fazer ? L fallan lafues ; em Pa-
ris nunca. Logo que um pbilosopbo impubere ad-
quirc bigodes, pde-se expelli-lo sem receio nem
remorso. Apenas c lera o bello embarace do esro-
Iher quem o succeda.
Ainda resta o beneficio da ultima entrevista rom
lagrimas, suspiros, sorriso*, caricias infinito, betjM
nalernaes e liencAo cheia de uncAo.
Quando Femando leve decididamente alguma
barba, reronheceii-se por si mesmo improprio para
as funecues de sobrinho ; porm, nao licou muilo
emharacado : o futuro appareceu-lhe cor de rosa.
Elle senlia-se ousado como um pacem'; nunca p
mais firme do que o seu havia calcado o chAo es-
corregadiro de Paris. Demais ha para com as mu-
flieres oulras pnsiees inelhores que a de sobrinho.
Somonte releva esperar ; porque a idade de Iransi-
cAo nAo lem emprego.
Fernando lancou a visla em torno de si, e veio-
Ilhe n idea de ser comediante ; mas tinha juizo. A
carreira das armas uAo Ihe pareceu seductora por
causa da espingarda, que he misler carregar antes
quenlava as soriedades, agradava s muflieres, e a
fortuna propicia fazia durar sua eseassa heranra.
F'ernaudo carregou durante um anuo inleiro o
escodo e a lanc,a desse bom cavallciro. Homens si-
sados e instruidos hao dilo que lie obedecendo que
se aprende a commandar. Fernanda eslava na ex-
n liento escola ; seu amigo e professor Roberto 1ra-
lava-o como um forrado.
Lembra-se o leitor dos sinceros murros que o cu-
randeiro JoAuTouril prodigalisava oulr'ora Mor-
gatle, quandn esta era mendiga, e j linda como nm
anjo ? JnAo Touril baleu a sua Aslrea al ao din
cm que esla comecou a balc-lo. Bala, pois, o leilor
quer no sentido figurado quer no real, senAo qui-
zar ser batido, lie essa a regra enlre as pessoas que
se amam.
Fernando debaixo de certas aspectos, salva a bel-
leza soberana, era urna Morgalle macha. Tinha o
mesmo genero de forra que Aslrea, e era dolado da
mesma ambicAo dcs.ipiedada. Bem como ella, linha
tambem corarAo debaixo de um envoltorio vicioso ;
era rapaz de amar.
Naturezas complexas e por isso mais perigosas!
O mal puro repelle como o veneno que nao se leve
o cuidado de disfarcar. Para malar, o arsnico be
abrigado a derrel.-r-se no caldo succulenlo ou no vi-
nho generoso.
Um dia que Mr. de Calieran no leve mais di-
nheiro, Fernando resliloio-lhe o escodo e a lanca,
afim de que elle mesmo os carregassb dahi em dian-
le. A igualdade fe estabeleeida, e no da secuiule
Fernaodo comecot a ser seihor de si. Entre ho-
mens nao se dAo morros. Eles eslavam assodados e
faziam negocias, perqu o lansquenel nAo era mais
bastante. Fernando tendo alabado seu curso ds obe-
diencia, eommandava.
Fechada a janella por Mr. de Calieran, dous cha-
rulo foram accesos. Em Paris. bem como enlre os
Nalrhez, para entrar em conselho accende-se o ca-
chimbo da sabedoria.
E's um rapaz al ilado, Roberto, disse Fernanda
entre duas tufaradas, c nAo me arrependode ler-me
associado comligo...
Tanto mais, int;rrompeu Roberto, porque loa
entrada nao foi ruinosa.
Enlrei com o que tinha, e cu lambem ; mas
minha entrada augmei.la todos os dias e a tua di-
minue.
-Porque a minha fui em dinheiro. nAo he as-
sim ? perguntou Calieran.
Justamente.
E a tua foi em engenhn.
Engenho, talento, c.iparidade, instincln, o tor-
mo pouco importa. Nao sou fatuo.. A' medida que
tua entrada iliminuc e a minha augmenta. Iralo-le.
meu charo Roberto, com mais pulidez e afTeirno.
Quando ludo esliverde minha parle, hei de fallar-
le rom o chapeo na mAo....
. Para dizer-me. conlinuou Calieran fazendo ca-
hir a cnza do charuto : Fecha a porla, abre a ja-
nella.
Para dizer-le. rectifican Fernando seriamente.
Meu charo Robera, nAo jogues comino de carias so-
bre a mesa. Se Irapacares previno-tc de que nos
agastaremos !
Seus olhos claros e serenos eslavam filo no com-
panheiro. o qual franzio as sohrancrlhas.
_ Nao poderia eu reenviar-le a hala ? perganloo
Calieran fazenda um esforz pora couler-se.
Experimenta respondeu Fernando, cuja voz
(ornou-se quasi fagueira.
Roberto conhecia esse sy inploma de tempestarte, e
proseguio rom cerlo cmharaco :
lie verdade que eu linha prnmellido Ir a No-
genl...
E esl is em Mainlenon.
Mas. conlinuou Mr. de Calieran, lambem es-
ts em Mainlenon, e Indias promeliidn ir a Pars....
Fernando lambem sacudi runbulosamenle .i miza
branca ,o charuto, edisse lentamente recu*iande-e
na vellu poltrona :
As rallas seriam iguaes, se em loda a assoeiacAo
nao houvesse um rhcfe.
Mesmo na nossa .
Na nossa sobretodo.
E quem he o chefe?
I er liando ahaixuo os ulhof e respondeu rom um
sorriso de zombaria romo o ,le urna mulhcr :
He o mais forle de nos dous, meo charo. Fa-
co-le juiz enlre nos ambos.
(Confn k ar-te-ha.)
IIEGVI
MUTILADO


DIARIO DE PERMMBUCQ, SEXTA FEIRA 26 DE JANEiRO DE 1855.
se acerque brinde mim por sor esta a ultima vez.
A nina mullier, que rom dores se achara pira ler
o seu bnm successo, linha-se rom|>iilo a dianteira ou
a bolsa das aguas'hnvialres dias ; enorme quanlida-
de d'agua, como se conla, havia corrido ; as dores
quo a principio lano a perseguirn! Iiaviam cessado
quasi complelamenle ; as parleiras ignorando qual
fosse apresenlarAo do felo, diziara que a cabera es-
lava no cslreilo superior, animam a familia, aftian-
cam que ludo ia bem, e islo at o da -22 de dezem-
liro prximo passado ; nesse mesmo da reappir .xm
as dores cada \ei mais Corles; a familia nao v.ndo
resultado algum, e a vista dos prolongados solTri-
mentas desua mi procura chamar facultativos, e ao
que se cppuzeram as duas parleiras, asseverando
ainda o bom e9lado da cousas ; continuam as dores
de mais mais at a larde do dia 23 quando se apr-
senla fra o brar. em vez do cabera ; com a presen-
ta do braco, he que eniao locam ella alarma e pe-
dem soccorro ; e fui eu chamado na noile dcsse mes-
iii" da.
E o que vejo? a crianza alravessadajcom o braco es-
qucrdo de fiir.i.a cabera para oladocsquerdoda mAi,
e u dorso para a columna vertebral da mesmaposi-
e,ao, cephaloiliaca esquerdadorso para Iras (Jac-
uimicr'; o braco quasi todo eslava de fura, e j com
a epiderme em varios pontos, destacada como viram
as pessoas a quero, mostrei ^o ulero pregado sobre o
teto, que por si j nao liulia urna s golta de agua ;
a docnle com securas e febre ; as dores constantes e
repelidas, c exacerbando-so de quando em quando,
c alinal a crianza perfeitamente mora. O que fa-
zer neste caso t Procurar melter o braco para deu-
tro ? Fazer a versAo cephalica com o ulero assim
por tanto lempo contrahido, a espadua toda incra-
vada na pequea baca, as aguas tendo corrido, e o
tero cheio de calor ? Nao, senhores redactores,
neslcs casos ninguein ainda ensinou e nem a prali-
ca ordena que outra couss se faca que nAo seja pas-
sar-se um laco no braco que esliver do fra, e com
a devida moderarlo, e Torca compativel com a or-
ganisacaO humana tentar procurar os pc., fazer a
versao chamada podalica, e extrahir a crianza ; e
quando isso se nao possa conseguir, que se nao vio-
lente, isto he, que se nao empregoc forra irracional;
que se espere, corubata-se a resistencia do ulero por
lucio de banhos, sangras e calmanlcs, e quando com
esses mcios nada se possa conseguir..., que se nao
vilenle, que se faca a embryolomia. lie islo o que
dizem lodosos parteiros, he isto que se enconlra em
lodos os livros, e que sabem todos os pralicns. Defac-
to fiz: a 1.a, 2;, 3.", i." '>.', tentativa, a ver se podia
tranpor o estreilo superior, ir ao fondo do ulero, se-
guraros ps, e nada consegu por que urna forte
resistencia devida a forte applicacao do ulero sobre
o felo, me repellia constantemente a mao, a n.lo dei-
xar passar o oslreilo superior; e quando atguma for-
ra mais fazia, pareca, que o ulero mais se irrilavn
empregando o mximo desna resistencia.Meus dedos
que adianle procuravam abrir camioho, qaanlo mais
tendiam subir em procura da porrAo do alero que
eslava cima do estreitosoperior mais resistencia en-
conlravam. o que me deixou ver que contraccio,
era tanto mais furto qoanlo mais para o fundo da
madre.
Assim polas as eotuas, depois de bstanlo ler Ira-
balhadourna hora de relogio, e nao mais, Srs. re-
dactores, segundo se pode collgir da hora em que
fui chamado, e dei principio ao Iraballio, e da em
que dei o desengao, como consta da carta do Sr.
Cunha, que eslava presente, e que aqui Iranscrevn
. resolvi-me a esperar em vez de lutar cora quem era
mais forte do que eu, islo he, com a nalureza. Enlato
vollo-me para o Sr. Cunta e para a Sr.* D. Rulin.i.
filha da finada, e Ihes ilisse com franqueza, que na-
da linhu podido fazer naquella liora em consequen-
cia da grande resistencia que encontrara ; e que re-
solvido eslava a esperar com o fin de combaler os
accideules, e para o que receilei. E repito, senho-
res, que n.lo trabalbei mais de ama hora, visto, que
sendo chamado pelo mesmo Sr. Cunta as Cinro-
Ponlas, onde eslava a ver um doenle, primeiro que
c chegasse, ouvisso a historia das parleiras, aparaste
asnnhas, coltocasse a enferma em posc,aonSo priu-
eipici o trabalho senao quasi s dez horas, c o Sr.
Cuaba quando sabio e me deixou na resolacao de es-
perar nao eram mais de orne horas, como elle me
mo*conressa, e o sane loda familia. Mas o fado de
nao ter cu effeetnado o parlo, e de haver dito que me
relima para vollar de novo emquanlo a parturi-
ente lomaste os banhos e os remedios, deu lugar a
que a familia se descontentaste, e ensislisse em que
urna conferencia livesse lugar; e posto que a isso me
oppozesse, e ella ensistisse, lembre-ma dos Srs.
Drs. Pilangas; e quando j o Sr. Cunha linha sabido,
mandei-os chamar. Mal que elles chegaram, que
pouco mais seria de ouze horas visto nada se Icrem
demorado, expuz cu o occorrido, asseveraado-llies o
estado spasmodico do otero, a resistencia que linha
encontrado, e a final a minha resol u co de'esperar
snjeilaudo a enfermaanscalmantes. O Sr. Dr. Pr-
xedes, nao se demora cinco minutos, dirigc-sc para o
quarlo, alira-se doenle, e pe-se em lula; e, como
elle se ha de lcmbrar, enUto os dous bracos se iiHo
acliavam inda de fra. Lula o Sr. Dr. Prxedes, e
torna a lutar; e nada fazendo cede o lugar scu ir-
mSo, que prudentemente faz algumas tentativas, e
relira-sc, confessindo ler adiado o que en lhe havia
dilo. (Elle alii est, Srs. redactores.) Nislo o Sr.
l)r Prxedes torna a ntroduzir a mo, e como in-
sistase por demais fiz-lhe urna amigavel adverlen-.
cia, e nao s fiz como por vezes ped a sen irmao que
o fizesse. Sendo cerlo que depois da chegada dos
Srs. Drs. Pilangas, eu mesmo para mais desengao,
inda lenlei una ou duaa.vczes, quando em urna dol-
as aviaei o encontr da segunda mao, e que com a
minlia procurava saliir, ao retira-la. Ora, nao foi
por mea desejo que essas novas e repetidas tentati-
vas se fzcram, porque, como j disse, minlia resolu-
cHoj eslava tomada ; masen nao podia obrigar a
quo doas collegas jurassem em muhas palavras;
elles eram ambos formados, e direilo linham a ver
se podiam fazer o que en nao linha conseguido.
Emfim, dopois de lodo isto, e quando os Srs. Drs.
Pilangas se desengaaran), mandei dar um banho a
enferma,animei-a ornis possivel.e procure!conven-
cer aos collegas da necessidade de se esperar, dan-
do-fe o ludano, ele. Com efleito, chegados a um
accordo, asteniamos de deixar a enferma no uso dos
banhos e dos calmantes, e relirei-mo com o Sr. Dr.
Jos deSooza Planga para vollar pela manha, di-
zendo o Sr. Dr. Prxedes que ficava para n3o deixar
a docnle s. Foi na minha ausencia entilo que, co-
mo disse o Sr. Dr. Moscoso em sua bella carta, fra
elle chamado pelo Sr. Dr. Prxedes. Entrando esse
arranca-locos, senhores, cohla-seque principiou
por cslranhar quando vio os dous bracos de fra, e
nao obstante achar as couzas no mesmo estado em
que as deixei, sem ao menos ler reconhecido sa a
crianra eslava viva ou mora, como elle mesmo con-
fessa, e adiando adoeute com febre, como elle disse,
melle a milo,escora, vira e revira, e arranca a enan-
ca, pelo modo que j nao ho eslranlto ao pu-
blico 1
Ejle fado deu-se ao amanhecer do dia 21 (dornin-
go ; n'esse mesmo dia fui eu ver a enferma, eram
dez horas do dia, e achei-a com bastante febre,
posto contente de se julgar escapa. Coitada ella
nao sabia que da morte j linha recebido o golpe !
No dia de terja-feira a nole, conla a Sr." D. Ratina
permite oSr. Cunta e sua familia, que a doenle co-
mcr,ou a manifestar delirio, c que isso conhecera el-
la pelo vexame em qoc se acliava sua mAi, eo que
lhe dissera. No dia de quarta-feira he chamado o
Sr. Dr. Dornellas para urna confeiencia, e ao que
se recusa como elle mesmo me disse; e de entao em
dianlc a mullier nao era mais do que um cadver,
csua alma subi logo no 6. dia depois d'esse falal
parlo!
E diz o Sr. Moscoso, que nao violenlou, que nao
Iiaviam contrae-cues spasmodcas, qne nio era possi-
vel mais esperar, que nao sabia que a crianra eslava
viva, que nunca vira dous braros de fra, que loda
demora era prejudicial, que eu fui quem romp o-
incllr-u a parturiente por nada fazer, e ler puxado
pelo bracos, e que emfim ella morreu de desgos-
|os-'...... Ol! Sr. Dr. Moscoso, se nao quera Vine.
que eu manifestaste seos erros para que arrancar-
me, do suceso, arraslar-me s praras publica-, calura-
niar-me por tal modo, insujtar-me como um rene-
gado, e al ferir-me no coraeap ? Pois jnlgava que
esle hornera que aqui esl nao era capaz de dizer
a verdade, sustentar o seu dilo; c collocado sempre
era urna arena scicntifira !
Senhores redactores, quando urna mullier se acha
de parlo, que as aguas nflo (em corrido ao lodo, a
crianra se ada alravessada com um braco de fra,
as doressSo excessivas, constantes, e aggravadas, que
o ulero ceda, a introducc.no da mo inda com algum
custo, he neste caso que o parteiro nao deve perder
lempo-, devo inlrodazir logo a m.io, pros arar fazer a
chamada verti cephalica; e quando n.lo possa, pro-
curar os ps, c oitraliir a crianra, porque loucura
seria que adiando urna occasifm opportuua es-
perasse por outra mtlhor, quando he cerlo que as ve-
zes um estado favoravel he sabiamente mudado por
oulro lerrivcl. E he nesse eslado assim favoravel,que
dlzem lodos os pralicns, Cazeaux, Jacquimier, Paulo
Dubois, Velpeau c outros, qao se n.lo deve perder
lempo, mesmo a ver se s.dva-se a mJi com o lilho ;
mas quando as aguas j lem corrido a tres dias, o
ulero se ada secco, a enanca com os dous bracos de
fora, o que indica em gcral urna anomala na posic^io
do felo, quer natural seja, quer artificial, quando a
doente lem febre, calor, secura, e emfim as con-
lraccoes, quer ou nilo spasmodcas, resistero comple-
tamente a introducto da mao, como resistiram sem
pre a mim e aos Srs. Drs. Pilangasnilo ha um s,
um s parleiro que diga, que se deva empregar a
orea toda do corpo, que se extraia a crianra a todo
custo para aliviar a mui das dores, como diz o Sr.
Dr. Moscoso E lano, que a cite desafio, senhores,
que aprsente urna pagina s que seja, um s
autor que diga que a violencia, que oulra cousa nao
he que um excesso da forra, constitue regra na obs-
tetricia. Ao contrario, Senhores redactores, a nalu-
reza humana n.lo se presta i violencias, a violencia
he urna espada agujada que corta sempre o equili-
brio na organisarao animal. E as palavras de um
dos mais celebres homens, o Sr. Velpeau, sao bem
claras a semelhanle respeilo, quando elle diz em sna
obra,lomo2., p. 278listando a madre de ha muilo
em contracrao, se existir febre. calor, etc., se Aere
eomhatereste estado primeiro que se faram as ten-
tativas, porque quem yiOLENTAR, c procurar
romper estes obstculos por meto da forra se expoe
amilperijos.OSr. Jacquimier, parteiro respela-
vel, tambera diz em sua obra, tomo 2., pag. 11-.>.
que a demora nunca fez mal em laes casos, e que
se tcm visto contracres ao principio rebeldes cede-
rn aos calmantes, e a extraceo se tornar nao min-
io difficil. O memo Chailly (autor citado pelo Sr.
Moscoso) diz a pag. 667As contracres do corpo do
ulero ou spasmodcas do eolio poAem ser por tal mo-
do resistentes, que nao deixem que se penetre a m'io
para se fazer a versao; nesle caso para st salvar o
filho e a mai, se Aeve empregar clisteres laudanisa-
Aoi, ludano em alta Aose, banhos e sangras, E
se os pralicos vissem que um excesso de forra ou a
violencia era necessaria elles o diriam, e al aconse-
Ihariam.
No caso, pois, em que se acliava a parturiente, em
que lal resistencia havia quo empcdiram a minha
mi, e a dos dous Srs. Drs. Pilangas a fazerem o
parlo, e em que Invia febre e calo r, nao convinha
por forma alguma a violencia; e fe oSr. Dr. Moscoso
extrahio a crianca a poni de sabir o felo csinagado
como vimos, e o mesmo Sr. Cunhacomo consta de
saa cariaclaro he, que empregou forra maior do
que dovia, c violenlou por consecuencia. E, pois,
que de violencias taes provm a morte, como diz o
professnr Velpeau, tendo a nossa docnle morrillo
seis dias depois com a circumslancia do delirio se
manifestar logo no dia de ler^a-feiralous dias de-
pois do partoescudo violentada, claro he. que a
violencia fui caasa eflicienle desua morle. Em urna
palavra, Srs. redactores, as parleiras pegaram
n'e-si infeliz, e a levaram a borda do tmulo, c o
Sr. Dr. Moscoso comintenrfies de salva-la, mette-lhe
as nulos e a empurra no abysmo.
Entretanto, senhores, longo de dizer que o cazo
nao era grave cu o confesso, assim como capaz nao
sou de dizer que u Sr. Dr. Moscoso assassinasse a
mullier, nao; porque s ha crime quando ha conlie-
cimenlo do mal e inlenro de o praticar; mas o qoc
digo c o aflianro, porque a isso me obrigaram, he,
que se nao fosse as impudencias c os erros, so a do-
enle logo depois de minbas tentativas, e do meu
desengao, que, como j disse, forara depois de ama
s hora de trabalho, usasse dos banhos, dos calman-
tes em alia dosc. podcria entrar no numero dessas
que salvas foram pelo Sr. Jacquimier. Euj li,c
um caso aqni, senhores, bem importante, lima sc-
nhora que mora na ra Dircila n. 1 foi-me dada
pelo Sr. Dr. Dornellas. Esta senbora hydropicou
durante a prenhez. lima noite, eram mais de onze
horas, fui chamado para accudi-la; ella eslava com
ama crianra alravessada, as aguas linham corrido
de ha muilo, e em tal quanlidade que chegou a cabir
em baixo sobre as pipas de urna venda, apesar da
vasilba que aparava; o ulero se acliava frmen-
le conlrahido sobre a crianca, e as dores eram ex-
cessivas.
O que fiz? esperei, puz a doenle em uzo dos cal-
mantes; urna hora depois fiz a versao, e exlrahi a
crianca; era urna bella menina, cuja cabera porem
se achava monstruosa. Depois de exlrabida a cri-
anza o ulero se contrae c encasloa a placenta; amar-
rei-a por mcio do cordita umbilical na coixa da
parturiente, e dei-lhe ludano em alta dose; urna
'hora depois o s^Tasmo se deu, introdusi cu a mao*
e pode arrancar a plcenla que so ichava pregada 1
passado, dobrar a dose do ludano, metlcr a mullier
em mais dnus ou Ircs baehps, sangra-la se fosse pre-
ciso, e esperar al que clicgasse eu; porque com a
minha chegada eu lhe eiisimiiia os unios para a cx-
Irarrao no caso que quizosse ter preferencia; e nao
melter i mo como se esta infeliz u,io fosse de carne,
o depois sem duvida, do lhe ler dilo o Sr. Dr. Pr-
xedes o queja linha feilo, e seu irmao, sem nada
consoguirem. E pois que islo nao fez, errou o errou
miseravelmenle, como lem errado em suas corres-
pondenrias,como errou quando disse que nao haviam
coulracres spasmodcas, que nunca vira e nunca
lera em autor algum a Muida de dous bracos, como
errou emfim qaando disse que para se conhecer do
lamanho de urna pedra na hexiga era misler um
OCULOII! ...............
Agora, Srs. redactores, analysando as correspon-
dencias do Sr. Dr. Moscoso lacertas em seu Dia-
rio do >,) e 23 do corrale, permiUm Vv. Ss. que
faca mais algumas observace*.
O Sr. Dr. Moscoso depois de ler muito divagado
forma suas accusac,oes, como he talica, nao em fac-
los porque os nao pode achar, mas si ni em falsas
supposires, c enlSo a esmo cita Caseaux t Chailly
para provar que cu nao dcvii ler puxado, que nao
se deve cortar e arrancar bracos ; falla em frceps.
e gasta nisso mclade de urna coluna para combaler
o que ningucra disse ; sustenta a necessidade de se
levar a mao ao venlre ; focra-sc por provar que os
nieius raimantes podem Cribar; prora que a presen-
taran da mao nAo he a presenlacJU) da espadua, e
assim forma Iriuchciras para elle mesmo arrasa-las,
e ludo islo com o lirado alrapulhar a quesillo, c il-
luilir ao publico, porque elle ponco se craporla qoc
os mdicos do paiz faram dclle mo juizo, com lan-
o que o povo o lenha em boa conla.
Quando cu fallci do frceps, senhores, e mesmo
dos ganchos foi porque enlro as manobra! que vi,
boiive quem quizc.-se por meio de um dos ramos do
frceps chamar a rabera do felo ao estrello superior
ou n seu centro ; em oulra occa-iao vi se querer por
meio dos ganchos Irazcr urna das parles da crianra
ao cenlro da vagina : c entao fallando em meu pri-
meiro communirado, nisso toquei. Nao foi porque
cu uo soubosse quacs sao os uzos do frceps, c dos
ganchos. E si nisso loquei foi censurando, c lem-
brando a observadlo que fiz oessa occasiao pelo ris-
co que havia era taes cazos o emprego dos ferros,
que podiam varar o nlero, mrmente sendo os fer-
ros manejados por naos imprudentes. E nolo-se
senhores, que em nina das occasies era que se pre-
tenden melter um cancho trabalhava o Sr. Moscoso.
Mas o que nos nao dcixuu de provocar o riso, foi o
Sr. Dr. Moscoso dizer que a crianra se achaca co-
mo urna bucha na cscavacao da pequea bacia,cons-
tiluindo esta hu.ra as espndaas, o peito e parte da
caliera do feto ; ao depois dizer mais : lia quando
examinci a mtt'Acr, e que vi os dous bracos de /ora
suppu: que fossem duas crianra mas introduzindo
flmo i que era um s corpo ; depois diz mais
/;' nito podia ler a certeza que a crianra estesse
u nao vita '. E continua: Como ja disse, nao hacia
certeza que o felo esliresse morto e por isto era
de minha rigorosa obrigara Irabalhar como se elle
esliresse tiro Estes erros, senhores, sio do calibre
da admiraciio da pmenra tos dnus bracos c do ocu-
lo de ver a pedra na bexiga, sao mesmo do tama-
nho do Sr. Dr. I.oubo Moscoso! Que Pois he o
Sr. Dr. I.oubo Moscoso qn: isso diz !... Esse par-
teiro de 100 parios Esse estudanlc magnifico, esse
gigante vencedor.....as forras, no talento t no sa-
bor !I......Pois haver, Senhores, quem vendo urna
crianra como una burha na pequea baria, quamlo
o ulero so con trana a Ircs dias, as agoas a tres dias
Icnham corrido, a imilherja leudo solTrido as minbas
manobras que deram lugar asuhida dos bracos, ele,
diga, ih/io duttda que aleja esta crianca viva mi
mora, mnrmenle quamlo a epiderme ja se distaenva
a olhos vistos Como pois o Sr. Dr. I.oubo Moscoso
nao se acanba era dizer que ignorava qne esta crian-
ra se achava viva ou mora ? Era preciso queessa
rrianra fosse de ferro para que obrando sobre ella
constan (emente lanos males, c que cada um por si
seria baslanlc para mtala, viva eslivesse nesse ale-
ro. Que motivo levou o Sr. Dr. Moscoso a dizer
que suppunlia haverem duas crianra "/ Sim, foi o
mesmo motivo que o levou a asseverar que fora em
quera linha puxado pelos bracos; foi o Sr. Dr. Icr
visto dous braros ; de fora e ignorar que possivel
seria que urna s crianra os podes^e apresentar mes-
mo pelas forras da nalureza.... fui um oulro erro
emfim, e um oulro erro miseravel.'
Depois diz mais o Sr. Dr. Moscoso tralei de pro-
curar os pos do menino, e foi-me defliol passar a
mao altm da excavacao da bacia, porque elle eslava
aili soccado como urna bucha : passoi Aa excaturao
rom trabalho porque estando a crianra loda m
baixo o corpo do ulero necesseriamenle Aeveria es-
tar mais motel, eexa razaoporque appliquei a
minha mao esquerda sobre o fundo do tero. Ora,
lo vi e comigo se pralicou : o que fiz foi queixar-me
a algumas pessoas, e quanto bastuu para o Sr. Dr.
Moscoso sobre mim alirar-se como um lobo e me
delaeerar, obrigando-mc a segurar em um pao para
defender-me d'elle. E se urna crilica, urna censura
particular, fosse bstanle na sociedade para motivar
tamanhas desordens entao ella em breve se des-
moronara.
Assim como se lodos os homens fossem como
o Sr. Dr. Moscoso nao liaveria um s hornera no
mundo. De mais, Srs. se lodos os homens fossem
de lacs principios a cada instante as mas se ensan-
guenlariam porque nao ha quem nao lenha ouvido
fallar mal de si. nao ha quem nao lenha sido atroz-
mente calumniado, quem desgnslo9 n3o lenha rece-
bido por injustas arguirfles.... e cu que o diga.
Qne pois cslou na condijo do um cscravo pa-
ra, vista da desconsideraran comio platicada como
homemeomo collega, calar-mea ponto de nem mesmo
parliriil.ii mu ule referir um fado que em nada of-
fendia a honra do Sr. Dr. Moscoso'.' Com que direi-
lo o Sr. I)rv Moscoso me queria imporaqui ura si-
lencio de cscravo'.' Quem lhe deu esse direilo ?
Pois eu, senhores, se quizesse ferir ao Sr. Moscoso
no coracilo nao leria armas iguaes as com quo pro-
cura elle ferr-me 1 E Icrei por ventura dcixado
de o fazer por falla de animo ? Nao : se o nao tenlio
feito he em atiendo ao publico de Pernainbuco.hc
cm altrnr.il a minha familia, e por amor de minha
dignidade ; e he em fim porque a minha mi--,l >, e
para a qual me cliamou o Sr. Dr. Moscoso, s he
provar que elle erran lo. foi causa da morle de una
mullier posta ptimas fossem suas iulenres. Aqui
paro, Srs. redactares.De Vv. Ss. alenlo venerador
e criado.
. Dr. Carolino Francisco Je l.ima Santos.
Illm. Sr. Dr. Carolino Francisco do Lima San-
tos. Respondcndo a caria de V. S. lenlio a dizer ;
que as nove horas da noite do dia 23 de dezembro
prximo passado, foi V. S. por mim chamado para
O parlo da Sra. 1 lamina, quando chegamos em casa
da doenle serian) nove horas e mcia, e nove e tres
quarlos ponco menos quando deu V. S. principio a
Irabalhar ; c se bem me record, depois de ler V.
S. trahalhado una hora e nao mais disseme assim
como a familia quenada podia fazer avista da re-
sistencia ila madre, c auc se resolva a esperar sub-
mcltendo a doenle ao uzo do banhos e calmantes,
islo he, remedios opiados, c lano que reccilou, as-
sim como posso afianrar que st'Pcinco ou seis vezes
lentou V. S. a verse eilrala aocriaoca, disso nao
passou ; que lendo cu me retirado s onze horas da
noile deixando V. S. a espera do ludano que re-
ccilou nao sc a que horas chegou os Srs. Doulores
Pilangas ; sendo cerlo que al a minha retirada nao
linham elles ainda chegadn, que n.lo leve a doente
motivos de raiva ou quesles, depois do parlo ou
mesmo anles, o do que lhe podesse vir a morle lie
lambem certa, e o posso afianrar ; e se linha ella
algum aggravo de algucm ou paixo era cousa mui-
lo anliaa. que a crianra sabio com a cabera chata
isso'sci eu, porque a vi antes de ser enlcrrada.
assim como varios pontos do corpo se achava sem a
epiderme. lie ludo qaanlo posso asseverar a S. S.
e <> quanlo sei.
Sau de V. s. alenlo venerador e criado.
Antonio Jos da Cunlia.
S. C. 23 ile Janeiro de 1855.
Srs. Redactores.Apressou-se a Ihesouraria pro-
vincial cm publicar grandes lisias de pessoas a quem
ella baplisa de devedores de dcimas e onlros im-
postas, e Icndomuilosapresentado documentas que
moslram nada dever, uo se lem decidido, porisso es-
lo oulros desconfiados de fazer o mesmo, pelo
temor do verem sumr-se os recibos, pois alguem ha,
queexigindoo requermento, nao se lhe qaiz entre-
gar ; visla disto, lem de passar-sc os 30 dias nesle
conllirlo.e findos csles,serao as conlas mandadas para
juizo, e os mencionados na encyclopedica relarao te-
rao de soffrer um processo, procurar advogado,
gastar sommas superiores ao valor da inculcada
divida, e afinal, sendo absolvidos, como de cerlo o
bao do ser, pelo recio magistrado que felizmente
est atiesta do juizo da fazenda, que nao paclua com
njiislic.as, ficaro sem scus documentos para se de-
fenderem de oulra exigencia, salvo se gaslarem nova
quanlia, para os lirarem do processo ; e quem he
cansa de loda esta trapalhada T oEmpregados delci-
xados, que recehendo o dinJieiro Idas partes, dcixa-
ram de fazer os lancamcnlos, e^em duvida lcaram
com elle. .*
Deve, pois, firar impune osle crime"! Nao compe-
le ao Sr.Dr. promotor accusa-los "! e nao cumpreque
a Ihesouraria rrmclta-lbe as provas e os nomes dos
culpados, que s:lo todos os signatarios dos billieles?
Veremos. Breve volla quesillo.
O o{/cndido.
no fundo do ulero, posto aos podaros. O ulero con-
trai-se de novo, e cu retiro a in'i.i, ficando na sus-
peila que pelo menos pedamos do membranas dentro
tivessem ficado. Com elleilo: dous dias depois eo-
nicr'ou a doenle a sentir om mo cheiro lerrivcl, e
a ler calefrios e febre forte. Examinando o otero
senli no eolio um quer que soja, e medanle urna
pinra exlrahi um bom pedaco de membrana. Aps
osles vieram oulros accidentes, que poseram a do-
enle de cama dous mezes.porcm emfim nao morreu,
salvei-a c ali esta. 0 Sr. Dr. Dornellas sabe desse
fado, o nao scllecomo oulras umitas pessoas. Ss
violenlasse eu o ulero'.' nao dara a morte a essa se-
nhora ? Creio que sim. *
Mas, mesmo quaodo o cazo em queslio fosse mais
grave, e alguma oulra cousa houvpssc que se com-
plicassc na morle, ( o que ralo houvc) tendo o Sr.
Dr. Moscoso violentado, responsavcl he pelas conse-
quencias, e uflo eu por minha prudencia o modera-
eao.
Srs. redactores, o parleiro bronco nao pralicaria
o quo eu pratiquei;uma hora de relogio, c mais qne
fosse para um caso scmtebante, nada he; e o fado de
ler cu dita depois de urna hora de trabalho, que re-
solvido eslava a esperar, e dar os calmantes prova,
que eu sabia o que l existia, e o que eslava fazen-
do. O parteiro bronco o ignorante quanlo mais re
sislencia enconlra mais teimoso se lorna, maior nu-
mero do tentativas faz, e lodo lempo lhe he pouco,
porque, dcsconhccendo o pergo, ludo se alira, c
nada enconlra diante de si.
Acresce, que lulaudo eu como lutei para que se
nSo empregasse a forra, e como lie teslemunha loda
familia prevenindo sempre que se poxasse pelo
braco, e muilo mais que se ocorlasse ou se o arran-
casse, e al a lal respeilo, cm conversa, tendo dilo ao
Sr.Dr.Josde Souza Pilanga,quo a crianra represen-
tando um semi-circulo,cujas cxlremidadescrum figu-
radas pela cabera de un lado e os ps de oulro.e que
tanto maissepuxasse pelo brar,o mais as eslremidades
subinm, c as complicaroes se augraeutariam, possi-
vel nio he que fosse eu quem pelos bracos puxasse,
como assevera n Sr. Dr. Moscoso. O Sr. Dr. Moscoso
se disse islo foi fundado em um erro,senhores,elle cui-
dando que irr.possvel era se apresentarem dous bra-
cos sem haver quem os puxasse, a sua lgica foi
esta: JV3o podia o oulro braco estar fra sem que
fosse puxado; ora, nao foi o meu amigo Dr. Pr-
xedes, no foram minhas comadres parleiras, por
que nao lito capazet disto, logo foi o Dr.Carolino !
E (anta, que se elle soubesse que possivel era, que
dous braros se aprescnlassem pelas simples forras da
nalureza. nao me lendo visto Irabalhar, nao tendo
alguem lhe dilo que vira os bracos serein por mim
lirados, nao podia, sem s-r um lonco, dizer que fui
eu Oulro sim, senhores, se eu linha dado princi-
pio ao (rabalho pooco miles rf.is dez horas, e se por
vencido me linha dado s onze horas, quando sabio
o Sr. Cunha, c nao lendo eu mais trabalhado antes
da chcg.ida dos Srs. Drs. Pilangas, como podcria eu
ter introduzidu a mo 22 vezes, segundo escreve o
Sr. |)r. Moscoso? He misler que se lenha urna alma
muilo frara para se fallar a verdade por semelliaiilo
modo! A realidade pois he o quo consta da caria
do Sr. Cunha, e que nao o poder negar a Sra. D.
Rufina; a realiiladc be que eu nao inlroduzi a nio
mais de cinco vezes, e de cada vez por muilo pouco
lempo. E tinto mais que.do metiera mao nao lie que
pode provir o damno, o daino pode provir da mao
violenta que por ventura s penetre ama s vez que
seja, da m3o do Sr. Dr. Moscoso por excmplo. E
lano que quando o Sr. Dr. Moscoso disse que linha
exlrahido a crianca cm menos de meia hora, eu
muilo lhe acbei, porque em menos lempo podcria
elle le exlrahido. Da forra 4o Sr. Dr. Moscoso
podia cu lambem uzar se o quizesse; mas be que cu
faro disliucr.ao entre o mximo da fon;a de om par-
teiro, e o mximo da forra do um bomem.
O que devia fazer o Sr. Dr. Moscoso logo que foi
.chamado,; vio a doenle 1 Era indagar o que se linha
de dus cousas nina : ou Iiaviam fortes conlraccoes
ou nju Iiaviam, se Iiaviam. a medida que fosse des-
cendo o felo para constituir essa bucha do Sr. Dr.
Moscoso o tero havia acompanhar a parle do pro-
ducto que nao constitua a bucha, e sobre ella havia
teapplicar, e por consequciicia nao podia ler lugar
o que diz o Sr. Dr. Moscoso, a poni de carecer que
a mao empurrasse o ulero ; e so eonlrarods nao ha-
via, e o tero eslava em inercia, entao logo que o Sr.
Dr. entroduzisse a mao para passar no eslreilo su-
perior, essa mobilidade deveria desapparecer, em
consequencia de ler subido essa parle incravada para
dar'fassageni a nio, e por consequencia o resta que
se achava dcnlro inesniu do ulero. O Sr. Moscoso,
Ssenliorcs para se defender de lhe haver en dita,
que linha carregado rom a mao esquerda sobre o
venlre da infeliz senbora, oulro rumo deveria lo-
mar, mas como elle ignorava a razao porque os pra"
lieos recomraendam que na versao pelvianna se leve
a outra mao sobre e venlre invena a mobilidade do
ulero que nao podia haver, quando elle mesmo diz
emseu communicadode 20, que hatiam fortes con-
ruedes ; lano mais que oestes casos quando se leva
a mao ao venlre da parturiente be para se empur-
rar a cabera do felo para cima ao lempo quo se pu-
xar pdos ps ; e teia elle o Sr. Caseaux que ka de
em conlrar isso rhcsnio. Se houvesse mobilidade do
ulero nao haviram forles conlraccoes, e se houvesse
fortes contracroes.cnniM elle diz nao podiatiaver mo-
bilidade do alero- E se havia onobilidade do ulero
a poeto de carecer que a mao do Sr. Dr. a empedis-
se, claro est que ello o fazendo nada menos dava
lugar do que por obstculos a sobida da cabera do
felo e por consequencia a sna rolaco pelos ps. De-
mais, para haver una lal mobilidade era misler que
houvesse rclachamcnlo das libras do ulero, havendo
relarh mienta, a pez ir de estar dentro a mao do Sr.
Dr. Moscoso, nao carecia elle empregar a forja que
emprrsou, como confessou para extrahir a crianra,
ele. Do que resulta que nao he verdade o que allir-
ma ello, e que ludo n.lo passa de sublerfugois.
Outra evasiva, para provar que os symptomas ter-
riveis que sobrevieraro ao parlo nSo foram conse-
quencia das violencias, foi urna paiiSo que Uvera a
enferma, diz o Sr. Dr. Moscoso. Senhores. o que
me constan, he corlo, e consta da familia e da car-
ia do Sr. Cunha que com ella lem rclac,es, he que
a Sra. ha mais de dous anuos leve certas contrarie-
dades era sna vida do que lite resullou um desgosto ;
mas ella cora esse desgosto concebcii, o no venlre
conservou urna crianra por esparo de nove mezes
l que subisso ao leilo de suu morle. Ora se urna
paixao de cerlo houvesse logo depois do parlo ou
mesmo antes, inda se poderiam dar as consequen'
cias rigorosas liradas pelo Sr. Dr. Moscoso, apezar
de que leudo elle feilo c que fez, violentando, sobre
clledeveriam recahir culpas bem fundas ; mas sendo
^esse desgoslos de dous aunos ou mais.segnndo assevera
tambera a Sra. I). Roliua, era preciso que nao entibe,
ressemos a nalureza humana, e nao soubessemos
que nesle mundo as dores mais graves se gaslam na
lima do lempo. Tanto mais que a doente tendo
visto dianlc de si essa molla mcdontia que a (cria,
se julgando Jalla livre pelo faci da sabida do felo-
ualuralmenle essa magas, mesmo recente quo fosse,
seria equilibrada polo prazer da saWaeJJo, quanlo
mais que datara i!c in lis de daos annos. Por aqui
pois inda nao se pode escapar o Sr. Dr. I.oubo
Moscoso.
E para maior prova de que ecse homem errou c
cito ainda algumas palavras de scu communirado.
Diz elle... o Sr. Dr. Carolino licesse mimo
hacia de lembrar-se que qualqutr de nis esl su-
jeito a eommclter erros, e que toda tez que o erro
procede de urna boa inlensao, e nao de vontade de
fazer mal, nao s deie rcrPFRDOADO, mas mesmo
posto em esquecimenlo....Islo beo mesmo que dizer,
eu errei: mas decios te calar inda que eu le tn-
sullasse. Aquella minha primeira caria que te
escreii foi com esse fun. Senhores redactares, eu
n,1o linha teneo de me queixarao publico do qaan-
Parahiba.
20 de Janeiro de 1855.
Srs. Redactores. Com a imparcialidade de quo
sempre mo utanei, venho hoje ataviado : tenho co-
ndecido,he verdade, que esle meu modo de pensar e
obrar me lem sido nocivo: lenho adquirido, quando
nao odios figadaes, deafler,oados, displicentes, pouco
amigos, ou nao sei como me expresse para ser enten-
d Jo,com tanta que eu quero-os fazer sentir que nun-
ca pude dizer a qualquer para lhe agradar que era
bonito, sendo feio, que era virtuoso, sendo vicioso,
que era bom pai de familia, sendo mo, ele. ele,
conheeo tambera que islo he o a que se chama
iiiio saber viver; mas que quer, meu amigo, sa a na-
lureza me deu esle modo de pensar 13o acanhado.
Ollie, eu ja lenho ooi ido com estes ouviAos que a ter-
raha-de comer censurar-se forlemente um sugeito,
racha-lo de alio n baixo, que me pareee que o que-
rem queimar vivo, e vai se nao quando apparece
dahi a pouco o pobre escalado, e lodos o recebem
com muila afabilidadc, offerecc-se-lhe o melhor
lugar, e volla-se logo a mesma conversa era favor do
mesmo qudam, que lal '.'
Muilo estranho, muilo reprovo lal prucedimento,
ede lal suiza nao sei viver; lalvez islo provenlia de
minha pouca idade, nao eslou ainda calejado. Ora,
feilo esle prembulo, que cu mesmo nao sei que
proposito aqui o rabisquei, vou conservar uns pou-
quito com a nossa illuslrissima, edizer-lheo quesin-
lo amigavelracnle sobro urnas novas posturas, que
acaba agora de publicar.....oh Agora conliejo a
razao do prembulo! He por que como j oulr'o-
ra defend a illuslrissima, na presente nao trato de
defezas: daqui se concluir quoeu digo bem, quan-
do uniendo que o devo dizer, e censuro a cousa sem
olfcnder a pessoa. quando ignalmeute assim o en-
lendo. Vamos a conversa : dzei-mc, vos sabis
distintamente que todas as leis, assim como as vos-
pos posturas, que leis s.lo, devera ser feilas com lal
arle que o publico lire deltas urna utilidade real, e
com essas vistas beque o povo da-'se por satisfeito
ou quasi, soilrci.do urna mulla quando (ransgride
o mndalo dessa le : assim acontece v. g. qnando
vos dizeis : ser multado em tantas e quantos quem
vender ao publico com pesos falsificados, carue alte-
rada, com vara e covado nao ateridos, ele. ele. Em
laes mndalos enverga o publico nina utilidade real
em seu favor ; porem nestas novissimas pouco lie o
que se loliriga em utilidade publica : por exemplo,
que utilidade vein ao publico da prohibidlo dse la-
var cavados, falos, e pannos na alagoa 1 Queris
tornar aquella agua polavel '.' Nao be possivel. Ou
ser purqac, como me diz o Pestaa, a queris tor-
nar mais I inuia somente para os banhos matutinos
de um vos-o collcga t Isso he utilidade publica '.' E
ser essa a razao porque esse vosso collega grita ( co-
mo lie seu costume ) cora o fiscal, pcdindo-lhe que
v amanhecer a borda d'aiagoa ( como elle denlro
dellas ) afim de multar o dono muilo graiido de om
cavollo, que all so vai lavar lodos os da, e diz
^rilando ) vi, humen! v ver, como eu lenho vista!
Mulle esses flgures Ello foi o primeiro que vio
a pastora, elle tai quem a.... deve saber bem della '.
Que utilidade tira o publico da prohibirn de se
queimar os lisos ? Adiis mais higinico que se
amonlocm os lixos das casas em certas e determina-
dos lugares, e lodosos restas das oflirinas dos carpi-
nas, alfa i.i ios, coneeiros, selleiros, carpinteros ele.
e assim araonloados recebara o invern, se pulrifi-
qem e infeccionem a almosphera, do qne ardam
e desl'arle purifiquo-se o ar, e ao mesmo lempo a
Ierra, reduiindo a ciuas estes monluros. Nao be o
fogo um elementa 'purifirador da corrupro Nao
se queimam nos campos da guerra os corpos ( em
corlas circumslancias ) para que nao corrompam -a
ar ? Nao seria de mais utilidade, e mais higinico
qne deten unas-ais o contrario, quero dizer, que
manda-seis queimar lodos esses motilos de lixos,
que ora exislem em diversos lugares, e que de ora
avante fosse multado quem os amonloassc : 'quando
senao soubesse quem os livesse depositado, os lis-
raes os mandasieni proinplamcule queimar, logo
que os enconlrassem':
Era urna cidade como a nossa, loda aberla c re-
passada sempre de urna venlilarao forle, sempre do
sur, uiuilas vezes do Icsle, c per accdens do norlc,
e nunca do oesle, ler.i algum receio ( hoje ) de ser
asphyxiado pelo fumo dessas pequeas fogueiras '
Nao praticou assro o Sr. engenheiro ha poucos dias,
quando fez a limpeza ( limpavel) da cidade, e al-
guem dir que elle obrou mal, mandando queimar
esses lixos '! Que em Pernambuco, no Kio do Janei-
ro ele. se prohiba essas fogueins denlro daquellas
ras cerradas de sobrados, esla bem ; porem na Pa-
raliiba, cidade como j disse, toda aberta, com mui-
los campos devolutos denlro da raesina cidade... nao
a<;ho bom I
Eu cuten.lo, illuslrissima, que be de vossa mui
restricta obrigarao a limpeza das ras da cidade, e
Vi lambem ja o enlendesles assim ; de vossas acias
ha do constar a deliberarlo de por cm arremataran
a renior.io dos lixos de denlro do circulo, e roas da
cidade, o o vosso acloal presidenta se oflerece ( cm
favor do vosso cofre ) para fazer essa limpeza por
menos dez mil rs. da quanlia porque fosse arrema-
tada, pelo que faria gratis pro tobis se o lanjo
maior fosse de dez mil rs. e como agora mandis fa-
zr ludo pelo povo, e multando aos pobres ( que lie
sobre quem ha de recahir ) que nao varrerem, por
nao poderem, ou por iii|o lerem por quem mandar.
NSo seria mais consentanco com os fins de
vossa instituirn 0 primeiro peosameulo, c que esse
arrematante lodosos dias percorresse as ras, condu-
zndo todo o lixo. que das casas particulares c publi-
cas, das vendas, hijas, oflcinas earmazens dcpnsilas-
sem lugo codo tas ras como he coslumo e le mu-
nicipal boje as cidades mais polidas da Europa, e
mesmo ja no Brasil, como nacerle, no Maranhao
etc. etc.
Qual foi o beneficio que receben o povo de an-
darem agora as cabras com cangas? Que mal novo
fizeram os pesenros desses bixinhos Aesrangados co-
mo andavam, para quo Ibes mandasseis Irazer esses
penduricalhos ? Ellas s pdenlo fazer algum mal
entrando em algum quintal ; mas esses estilo ( os-
que lem plaas) todos cercados com cercas, ou ma-
ros ; as cabras nao teem azas, nao dao putas laes que
salguen) essas cercas e muros ; qual foi pois o vosso
juizo alai respeilo '.' Seria^para imilardes o mn-
dalo da anliga cmara. nosW senhora"! Ou para au-
gmenlardes o vosso patrimonio, apanhando de sor-
preza a muila gente, iromo se a pan boa ) que nao
sania de lal postura'.' Essa utilidade be somenle vos-
sa e do vosso procurador.
T.imhem augmonlasles a mulla|dos calamentos, de
mil res para, cinco as casas terreas, e para dez pao
de sobrado : pelo que se deprehende eslardcs persua-
dido que algumas casas se nao caiavam ; porque seus
donos preferiara pagar a pequea mulla de 13 ris,
lerem incommodo de caiar, ou do mandar com
o que somenle se dispendia 210 rs. ou quando
muilo 610 rs ; nao : vos deveis saber que a Parahiba
he muilo pobre, e que limitas cousas que cuslam al-
gum dinheiro se nao fazcm pelo nao haver : os que
podera, vos eslais vendo, n.lo s raiam como pintam
as paredes das frentes de suas casas: por conseguin-
le esse augmento vai directamente recahir na classe
pobre, cis, pois, segundo ornen pensar na vexacao,
um grande mal que causasles ao vosso municipio :
Nao he o rigor das leis, o que faz a moralidade
publica, he sim a prompla c imparcial execucio
dellav. o
Determinastes que nenlmma cova ou calacumba
se abrisse, sem que o fiscal a declarasse capaz de rc-
ceber oulro cadver : e como saber o fiscal sem
mandar cavar a sepultura, ou abrir a calacumba t
Mas depois de urna aberla, nao estando boa, se abri-
r segunda e lerceira etc. c quem pagara esse repe-
lido trabalho ao coveiro ou pedreiro : e por esse ar-
tigo, quera he o Iransgrcssor, e quera sera o mul-
tado >
Foi bom o mndalo de callar os carros; porem ain-
da do ouvi dizer que carro canlasse.
Concilio aqui os meus reparos sobre as novas pos-
luras.para ainda fazer-vos timas pequenilasrefleioes.
Visto o grande primita de fazer posturas, para que o
povo ludo faca, concilio que demitlislesde vos lodos
os deveres, c lomasles somenle o direilo, desles ao
povo lodos os deveres, e tiraslc-lhe lodo o direilo, e
se nilo ouvi : em algum lempo determinastes man-
dar fazer .isseutos na casa, que serve boje de ribeira,
ntVca se fizeram, e os matulos estilo sentados sobrd
os saceos, c nos comprando e comendo farinha, fei
jan, milho, ele, mui bem defumados : o que nao
mala engorda. Determinastes mandar construir ama
pequea casa, onde eslivesse rccolhido um hornera
que vigia a bica do Tambi, que fim levou essa cons-
ta ucrao '.' A bira dos Milagros esla em lao mo esla-
do, que de pouco serve ao publico : j dcstes disso
parle ao governo da provincia.
A casa d'agua da bica do Tambi esta aberta, est
em vosso poder a tachadura desconcertada, enlra
naquella casa qnem quer ; e o povo beben lo agua,
sabe Dos com que limpeza. Vos principiis vossas
sesscs ao mcio dia, e militas vezes depois, os mera-
bros mais votados eslo em suas casas sem darem a
niinima salisfafio, e sem que sejam incommodados,
e nem se Ibes pergunlar quanlos anuos lem : um
(rala do scu engenho, oulro de sua taja, oulro de
seus bois, aquello de sua alagoa, aquell'outro de suas
Iavouras, e esse finalmente de seos cocos ; e os sup-
plenlcs, bem ponco volados, sao os que cstao servin-
do, e sen indo de que?.... de dizer amen ; e mui-
to fazcm ; porque roitadosseus pas pouco se mala-
rain era raanda-los entinar al em assignar mal o
seu noine : o para que he lana bulla uas elei;6es?
Quer-se nicamente serelcito,c ao depois todos team
oceuparoes, bem taita !
Tinha, Srs. redactores, de concltir aqui esta rar-
liulia : porem como ao sabir de minha casa amigo
Pestaa se enenntrasse na ra com o Benlinlio, a
Iravasscm uraa conversa curiosa, escutei e lh'a trans-
muto.
Pestaa.Oh! adeos Bentinho, vosse que anda a fa-
zer f
lii'iiiiuho. Ando aferrado.
Pestaa. E vo-se arrematan esse ramo ?
Bentinho. A fallar-vos a verdade, i-loaqui para
mis, o ramo me loi entregue pela 3. vez, e foi Dos
parar ahi, porem o vinlio sabe Dos onde se vende 1
Peslana. Ali hoincm, ja vio"? voss esl no caso
daquelles versiuhos latinos los ego versculos feci,
tulit allerhonorer,heim?Ou entao taramos nos aqui.
ja u'. rnliiiho'.'um laliin, um latn) mais apro-
priado ao vosso caso, la vai llanc arrematalionem
fec>, tulit aller Ainlteirum Oh Benlinho, isso
rende'.'
Bentinho. Nunca renden lano para acamara, co-
mo render este anuo : porem eslou fazendo boa di-
ligencia, para nao perder : olbai, nao me lem esca-
pado amis recondi'a cazinha de palha, ondo lobri-
go urna garrafinha enforcada pelas guillas, l vou,
aliro o mesmo copinbo de viulem marcado com cora,
e venham os bemditos 200 rs., e a quem ralba, aroea-
jo logo com 6?) rs. de mulla, ou de nunca mais ven-
der a patricia.
Bentinho. Bem, boa vai ella Dizei-me mais, pa-
ra quediabo foi que a cmara mandou peudurar ao
pescocodas cabras ecabrilinbos um pindureza cha-
mada eangos, tendo ellas vivido ha tantos anuos
at boje sem esse trsmbolho ?
Benlinho. Hornera, isso eu ja ouvi dizer, que foi
por lerem entrado urnas cabnnhas em ura cercado,
plantado de bananciras, que fia l para a ra das
Cacimbas.
Peslana. Oh Benlinho, pois por urna causa lo pe-
quenila. ja vio '.' faz-se 13o grande mal, paga se lan-
o dinheiro '.' boje se mulla urna pessoa, aiiianliaa se
mulla a mesma pessoa ; porque os moloques liram
as cangas, bolam-as tara, c o dono de uraa cabra,
quo he ama de leile de sen filhinho, vc-se na con-
tingencia de pcrde-la, ou de lhe costar S, 12 e 163.
rl. : est isto bom'.' N.lo he islo urnacxarr.iodeses-
pera, ia contra o municipio ? Dizei-tnc mais, leude
paaiencia, ja vio ? como vai esse negocio da alagoa ?
Pois a cmara al o auno passado oceupou-se cm
militas sesscs cm tornar aquella agua accessivel
lodos, o para ludo : afliancava aos proprielarios. aos
foreiros ao governo, portarias terminantes aos lis-
caes, detarmiiiandotlies que ludo tcnlassem, ludo
obrassem, com tanto que o povo all se fosse servir
daquella agua para ludo, e agora nada disso quer,
que diabo lie isso '!
Benlinho. Nao sei, meu amigo, la se avenba Dos
cot) seu mundo : o que lenho ouvido dizer he que a
maior parte deslas novas, e novissimas postaras, e
ainda oulras, que eslao no choco para sahir, lem seu
resaibo de particulares : amas sao para ferir a Pe-
dro, outra para csfolar Paulo : esla pira agradar
Jorge, aquella para beneficiar a Gaspar, ele.
Postana. Oh Benlinho, ja vio? E o Sr. presiden-
ta lem apprevade ludo isso ?
Benlinho. Fallai baixo, Peslana, vos soisum laga-
rclla : olbai, S. Exc. nao esl prevenido, Vai lanc-
cionando sim, e hilo da r anda oultas, assim como
ama que be cxcellcutc !
Pestaa. Qual'.'
Benlinho. A de vender-seo peixea peso: oh! que
bella lembranca Vede, se S. Exc. sanecionar essa,
que de balanzas, quo de pesos lenho deaferir !
Peslana. c, c, c, bellissimo.' oh 1 oh oh I Eu-
18o, Benlinho, anda ca, ja vio '.' Nao vades ja em-
bora ; pois enUo lemos de comprar de ora em dian-
le i peso o marisco, o camarao, as pelombelas, a la-
gosla, a sardinlia o carangUejo, o mexilhao... an-
da c, Benlinho Nao to vas! Olha que diabo, e
n3o se foi embora! La vai a ferir os copos a mcete,
ou a fogo.
Meu, amigo perdoo o faze-loperder esta quarlo de
hora m ler esla macada ; eu lhe prometi bem pro-
mcltido que nanea mais lhe causarei lano njoo :
bem sabes, que son como sempre, quem lhe deseja
bom dinheiro e bons bocados. Cyreneo.
PUBLICADO A PEDIDO.
SONETO,
Recitado em um jamar dado no nierjho Mi-
randa em Golanna, a Conclllacao' do*
Oolannenses e dedicado aos Illnu. Srs.
commaadame superior Joao' J. da C Rejo
Barros, coronel Henrlqne Xaaiz da Cunha e
Mello, Sr. Francisco Carlos Brandao' e ca-
pllao' Francisco Antonio Camlsao.
Erga-se, erga-se um orado Ilustre, ingenie,
Tanja-se a lira cora prazer perfeilo ;
Nadando era ondas de ventaran peilo
Cante o labio arrojado o que elle senle.
Salve. doce unio, que eniara a genle,
Presente do SENHOIt por n9 aceito I
Salve, concilac,ao, salve lens feilo
O sec'lo d'ouro se lomar presente.
Que doce que nao be ver-se abracados
Denodados rivaes, e sem perigos
Combatenlcs outr'ora curarnirados !
Exlingam-sepr'a sempre os inmigns,
E a Sania Coucilarao, bracos aleados
Keuna os homens desde agora amigos.
Goianna, Miranda f> de Janeiro de' 1835.
A. B. Cilirana Costa.
UTTERATIRA.
.1
O MIRADJ OU AASCENSAO' DE MAHOMET
AOS CEOS.
(Traduzido do rabe pelo Dr. Perron.)
A ascensao de Mahomet aos ceos compe-se de
doas partas dislinctas ; a viagem durante a noi-
te. ou a viagem de Meca a Jerus.ilera ; e a Ascen-
s3o propramenle dla.
Urna grave diseossSo Iravou-se enlre os doulores
do islamismo : a A Iranslacan de Mahomet foi ou
nao material,real; isto he Mahomet tai ou nan trans-
portado cm corpo c alma'.'Eslava elle acordado, leve
apenas urna visan'.' Nao seria transportado era so-
nhos'!
A matara dos votas decidi qae : A verdade
he que o prophela eslava arcordado na 'sua viagem
e na sua ascensao aos ecos, que vio com os olhos
corporaes a Mageslade Eterna, e qae o inilagre da
Iran-laeao realisou-sc na noite cm que comecou o
dia viole e sete do mez de rcdjeb, ou selimo mez do
anuo lunar, dous minos antes da hegira.
Eis os contos rabes.
Na noile do domingo para segunda feira, 27 do
mez de redjeb, o prophela, com sua filha Falimah,
que enlSo linha nove annos, eslava em casa de
Oumra-llani, sua prima, filha d'Abou-'I'aleb. De
repente balem na porta, Falimah levanla-se e vai
ver qnem bale.
Ella enconlra um dAStrnaecido de physionomia
magestosa, o qoal slava ornado de joias e coberlo
de esplendidos vestidos, lendo duas azas de pennas
verdes que pareciam entenderom-se do oriente ao
occidente. Sobre a rabera linha urna coroa toda
malisada de perolassobre a fronte trazia escripias es-
las palavras: S Dos he Dos e Mahomet o seu
prophela. 1 iqnei ntaraiilhadn, disse Falimah,
quando mais tarde referi ?. historia. O que queres*
disse eu ao dcsconhecido. Desejo fallar ao pro-
phela de Dos. Volleislogo. Meu pai, prophela
de Dos, rei das crcalural, principe da belleza, ha
na porta um eslafcnjjeirr/qqe desoja fallar-te ; seo
aspecto perlurbou-rne ; nunca vi crealura alguma
que se parera cora elle.
Mahomel raesmo conlou o que acontecen depois.
Dirigi-me porta, referi elle. Dos le salve e
a bencao do Seuhnr venha sobre li, prophela! disse-
me o desconhecidn. Dos le salve I Dos le sal-
ve Gabriel Venho buscar-te. O que ha de
novo, anjo do Senhor Trazes-me a revelaco ?
Trala-se de algum dever, ouhe alguma conferencia?
O que ha de novo T Meu amigo, he necessario
partir.
Vai veslir-le ; tranquiliza o corarlo ; esla mes-
ma nole conversaras em particular com (eu Senhor,
o Dos, cujas palpebras nao fecham-se nunca, mas
cujos olhos nSo dormem.
A eslas palavras de meu irmao, o anjo Gabriel,
Irashordci de alegra e de felicidade. Preparci-me
em um instante. Parlo, diego a planicie ; encon-
tr Borak, qae o anjo linha apparelhado e dsposto
para mira. Borak (islo he o brilhanlo como o re-
lmpago, ou o veloz ou o manchado de prelo e de
branco i nao parece-se cm consa alguma com os ani-
maos terrestres; lem o corpo mais alta que o asno,
mais baivo quo o macho ; Borak lem a fronte de
mu branco puro, as formas c os traeos da lisura hu-
mana ;. o corpo ho o corpo docavallo;er.i o mais mag-
nifico e mais maravilhoso jumenta ; a sella eslava
coberla de perolas novas ; as criuas eram tangas
Iranras de tOpazios; o pesclo de um verde cor de
esmeralda ; as coatas de gemmu lxenle ; os flanco
de smaragdoprasc ; a garupa de'pedra branca ; a
cauda semelhanle do camello, porem de mbar
esbranquicado ; a cebeca de rubias; linha pernas,
tangas, cascos redondos ; sella de ouro avermelhado
e puro, estribos de esmeralda, freio c bridas de pra-
(a brilliaute ; olhos como estrellas sciulillaiilcs ; cur-
do cheio de raios deslumbradores como os do sol
gualdrapa esmaltada de perolas linas, de pedras pre-
ciosas, que s a palavra do Eterno podcria desere-
ver. Borack respira da mesma maneira que o bo-
mem.
Vendo Borak paiei maravilhado. Gabriel disse-
me : approxima-le, amigo de Dos, monta, eis o
teu jumenta. Approxlmei-rae e ia montar, porem
Borak agitou-se e saltan como salla e ana-se o pei-
xe no anzol. Socega, Borak, disse Gabriel ; s res-
petoso e dcil. Nao le envergonhas de querer
resistir e subtrahir-le ao principe das crealuras, ao
eleilo de Dos Juro por aquelle que noi creou, a
li e a mim, que nuoca sobre las cosas monlou bo-
mem algum maior aos olhos do Eterno do que esle.
Sobre mim montaran) Ad.lo, a crealura para de
Dos, replicn Borak, cAbrahao, o amigo querido
do Dos. Quera he pois esle que lo acompanha para
ser maior que aquclles '.' Borak, esle he o amado
de Dos, be o soberano das crearles, o mais ent-
nenle dos seres do ceo e da Ierra. Depara o lado
da Kaabah, osancluaroda Mera que |elle volve a
face quaudo ora, sua religao be a f pura ; todas
as crealuras invocua > o sou nomo no dia do juizo
final; sua dircila, estar o paraizo ; sua esquer-
da o inferno ; o primeiro para aquelle que acredi-
tar iidle, o segundo para quemo deiconliecer.
Enlao, Gabriel, diz ? esta homem de se tibiante
tomiooso, cujo rosto tem una cor fresca e delicada,
com urnas faces rosrdas; a esle homem que distri-
buir, as aguas dos rios ciemos do paraizo; a esle
homem de inlercessao para o grande dia, qae se (o-
mar-mc sb a sita prolecrilo qnando che^jr a hora
de Dos, eu o (rar.sporlarci sobre minhas cosas. Mi-
nha doria ser anda augmentada por elle, e elle
sera a minha defeza, o nen soccorro no ultimo mo-
mento do mundo: Borak, disse eu enlao, podes
contar com a minha prolecro, e alm disso quero
que sejas a nimba cavalgadura no dia da ressurrei-
(So.a Borak, o qual commoveu-sc com eslas pala-
vras a poni de snar portado ocorpo, aproxima-
se de mim; cu ocavalgo, apertoasredefl, e elle voa
enlre o eco ea Ierra.
Paramos primeramente no valle de El-Akik, so-
bre o territorio da Meca, depois em Tibet ou Medi-
na, depois junta da arvore cuja sombra esleve sen-
lado Moiss durante a sua fgida do Egyplo para o
paiz dos Madianilas; depois em Tur-Sina ; depois
cm Bet-lhem (Belhlem); e em cada urna deslas
estacos faziamos urna oracAo de dous reka. Dirigi-
mos-nos para o lado de Jcrusalem. De repente um
afrft ou espirito dos genios iulernacs, perscguio-roc
com ura facho de fogo na mao, procurando qtieimar-
me no rosta. De cada vez que en vollava a caliera,
via-o agitar-se, fazer contorses c ameacar-me. Que-
res, disse-me o aujo, que le ensinc palavras laes que
desde qae as pronunciares apagarao o fogo desle
demonio e o fanta cahir com a rabera para bailo'.'
Sim quero.' Pois bem, dize: a Prolege-iae, soc-
corre-mc, meu Dos Logo qae eu pronuncie! os-
las palavras, o fogo do demonio apagou-sc e elle ca-
bio de brujos.
EnUo ouvi gritar minha direila : Para, Mahomel,
un s momento; quero fallar-te, quero ser olil a
ti e a leu povo. Caminhei sem fazer ronta de quera
me chamava. E obrei bem, gracas a Daos! Conti-
nuamos, Mravessamos o esparo, lima voz crilou-
mc anda esquerda : Para um s asanle, Mabo-
niol, quero fallar-te para o leu bem, e para o de loa
nar.io. Caminhei ainda ; e deixei que me chamas-
sera. E obrei bem. Felii inspirarlo de Deo Mais
tange vi ama mullier de bracos mis, com bellos ca-
bellos sollos, mullier embellecida com lodos os ador-
nos da creacAo. coberla de joias, perolas, e pedras
preciosas; magnifica com as suas gTaras c encantas;
ella chami-me: Mahomel, para, quero tallar-te;
quero dizer-le smenle duas palavra; quero dar-le
os raelliores conselbos para li a para o leu povo.* Ea
conlinuo a camiuhar sem vallar a cabeca- Oh ain-
da desta vez obrei bem I Maii tange, ainda urna voz,
voz espantosa soou aos meus ouvidos! Eslremero
espantado; quasi desfallero, mas passei diaole. Che-
guei cidade sania, cm Jcrusalem. Enlao o anjo
Gabriel disse-me: Sabes, Mahomet. de quem era a
voz que ao principio ouvisle laa direila ? Dos o
sabe.eu o igooro.Era a voi de om misionario pro-
pagador da religo dos Jadeos. Se lhe tivesses res-
pondido, leu puvo se lomara jadeo depois da la
morle e sera judeo ata ao fim do mando.... A voi
que ouvisle a la esquerda era a de um mmionario
propagador da religijo dos chrislios; e sa lhe hen-
vesses respondido o (eu povo ar-se-hia chrislfto de-
pois que desapparecesses da superficie da Ierra, e
seria clirislo al ao da do juizo final... A mullier
de buco, us, de cabellos sollos, da brllianlea ador-
nos, era o mundo debaixo do aspecto da aedorrao.
Se lhe respondesses. leu povo preferira as felicida-
des terrestres s felicidades da outra vida, ira la-
do para o inferno.... E esja voz espantosa qne ou-
visle scmelhanra de am immenso trox ao, he o es-
liendo espantoso que fez o rochedo iocommensnra-
vel qae, arremedado por Dos das bardas do Gehen-
na, rabia ha quinhentos annos, e qae no momento
em qae o cslinndo checou aos leas onvdos, cheeava
apenas ao fundo do golpho dos infernos.* Caminlu-
vamos ainda. qaando um velho, um cheikh chama-
rae ; elle era humilde, linha a physionomia branda
e airosa, e um ar cheio de piedade. Senli-me cem-
movido. ti Vem, disse-me elle, approxima-le om
pouco de mim, Mahomet. Camoha, caininha de-
pressa, disse-me o anjo qae sabe qaanlo en ama aa
cheikh e us desgranados. Quem he pois este velho
de palavras lao chorocas t He Ibis (o diabo), elle
quer ganhar-(e, flijamos. E ni' apressamos os pat-
ios. Um momento depois descubrimos urna velha de-
crepita, gasla, debilitada, acocorada beira do ca-
minlio. a Mahomel, Mahomel, disse-me ella, linr.i
um s dos leus olharc sobre mim ; para, quero pe-
dir-te um favor. Passti sem responder. Quem he
esta mullier T perguntei a Gabriel. Vistes e*ta
velha decrepital Pois bem, ella he ainda o mando;
he esle mundo arruinado, esgotado, gasta, enferma, '
elle nao pode viver mais do qae os annos qae res-
tara a esta velha impotente, royrrhada. Do qaaser-
ve o casamenta com esle mando Uo feio, lao vHhn!*
Chegamos ao templo de Jerusalcm. Apeei-mt e
amarrei Borak na argola de ferro collorada na porta
do templo. Foi a ota argola qne lodos os prophela*
que viajaran) sobre o maravilhoso animal o prende-
rn) sempre, porm Gabriel desamarra Borak, diri-
ga-se para a rocha sania, applira e enterra nolla o,
ledo, fura-a e ahi prende o meu jumento pelas re-
deas.
Depois o anjo caminha dianle de mim ; e ea ign-
llie os passos sequioso. Elle desappareca nm me-
mento, depois (orna a apparecer, traxetido as roaos
(res taras cheias, ama de leile, onlra de vinho e ou-
tra d'agua. a Tres lacas, diz-me elle ; bebe daquel-
la que qui/.eres. Tomo a taca de leile e bebo a qua-
si tuda. Escolheste como devias, accrescenla o an-
jo. Se tivesses lomado o vinha, leu povo, depois da
la morte, cabina na cegueira e no erro. Sa livea-
ses bebido lodo o leile, nenham dos renles vena o
fogo do inferno. O' meu irmao, Gabriel, grlai
eu de repente, d.i-me depressa a taca do leile, pois
quero bebe-la loda. Meu amiga Miliomel, nao lia
mais remedio, islo j estiva decidido pelo destino
eterno; eslava cscriplo pelo kalam dos deslinos co-
mo todas as cousas qae devera acontecer al ao fim
dot sculos. Pois que! Gabriel, isto eslava Iraca-
do no livro dos deslinos ? Sim, Mahomel.
O anjo conduzio-me a Sakhrah on Rocha sania,
sobre a qual esleve o templo da Sal amia, e onde as-
senton-se a misteriosa oseada da Jacob, a estada dos
aojos. E eis que vejo ahi o immeuso murad), im-
mensa escada, cujos pe* firmavam-aa sobre a pedra
do rochedo sagrado, e cojas ponas descansaran) mi
eco. Nao, nao exista consa alguma qae lhe soja
igoal! Nao, nada lia (So magnifico como esta escada
luaravilhosa : os seus degros sio de ouro, da prala,
de rubins e de esmeraldas.
Junio do mim passa Gabriel condazindo os cenlo
e vinlc e quatro mil prophelas ; ao mesmo lempo
apparece urna mullidlo de anjo*, ama mullidlo de
morios Ilustres, mrtires e homeus de grandes vir-
tudes apresenlam-se era corpo e alma nesla sotem-
nidado mageslosa.
O anjo annunria a orarlo ; e loda esla mullid.lo
iniumeravel levanla-se, diipoe-se em fileiras, espe-
rando qae, elle como imam, dirgisse a orarJe. En-
lao Gabriel loma-me pela mln, eoUoca-me dianle
e eu guio e dirijo assim esla augusta asaemblea. Aca-
bada a urarAo, Gabriel aperla-me nos braros, aper-
la-me ao peito, cerca-me com as suas atas, beija-me
na fronte. Subamos agora, charo Mahomel, toba-
mos. Subimos jautas e chegamos s altas plagas
aerias, al aos liabitanlas dos ares.
Ahi os meus olhos pasmaram ao aspecto das or-
dens c dos graos das crealuras que adnravam a Den;
acho-me no meio de anjos qne formavam intermna-
veis legides e cujo numero s Deas sabe, legics
sanias quo celebrara a mageslade de Dos sera ressar,
sem repouso, sera parar mesmo um s instante. Ad-
miro depois as estrellas suspensas como as alampadas
das mcsquias. Os menores desles Inzeir >s do co
exceden) muilo as mais grossas massas das monta-
abas de nusso mundo. Gabriel, disse cu ao meu
anjo conductor, estas estrellas sio aquellas qae ve-
mos quando estamos na Ierra? Sim, Mahomel.
Porque pois parecem-nos ellas Ua pequeas quan-
do as vemos da Ierra, e Uo grandes aqui ? A ra-
zao disto he a illasao da ptica produzda palo ar.
Um pooco d'agua no ar as faz parecer grandes;
grandes ; urna grande porcAo d'agua no mesmo ar
ai faz parecer pequeas. Vejo depois o Mi sobre
o sea carro ; os anjos arrasl.im em saa rbita a mas-
sa solar para a qual arremeoam perpetuamente o
gelo. Gabriel, meu charo guia, disse eu ao anjo,
para que lancam elles esta nev ? Se assim mo
fra, meu charo amigo, o ral queim.iria vossa (erra a
aquelles que vivero mais cima. Sobre a fronla do
sol esUta (racadas eslas palavras : S Dos he Dos, e
Mahomet o sea prupheta ; Abu licor he o servi-
dor sincero e dedicado, por eiccllencia. O mar he -
jniz que separa os limites da verdade e do erre.
Mea charo guia, quando foram estas palavras es-
cripias sobre a face do sol? Mui antes do lempo am
que tai creado lea pai Adao, mil annos antes qne
fosse formado o primeiro homem. Vollo a cabeca a
vejo a lu completando a saa rbita ; os anjos guianr
na e levam-na dianle de i.
Gabriel fez-me sabir mais um drerfo cim. Ahi
innumeraveis tropas de anjos celebrara em suas ce-
lestes liugaagensas graadesetjie AHMmo. .1 reda
celebraoKo, innumeraveis perolas rahem-lhes das
horcas. Que significan) pois estes Ibcsouros de
perolas? persdMei a Gabriel. Mahomel, be a
imngem do que Dos qner dar a (i c a lea povo. a
reserva para aquelles qne orrultarem siih o veo os
defeitos e as fallas do seas rm.los. Gloria I face
cierna de Dos.' Subimos outros decr.ios, earhci me
junto de um anjo, o eterno dos aujes gianteare*.
Elle linha conxino niilboes da an|os, todos com pre-
porccscolloseaes e inconrebiveh.. Examino c note
junto de mim um desles gigantas celestes que linha
a palma da ma direila applirala por cima do eli-
mo co; os dous ps dente giganta enterraran)-sa ali
selima trra.
Entre cada um dot dedos dcste giganta havia ara
mlhao de ar.jos cornados de resplandores bullan-
le, com azas roberas de mantos laminoso*, ranlan-
'
iiEGVfl
mu tu finn


DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 26 DE JANEIRO DE 1855.
3

'
*

iio liymnot; das boceas desse milhoes de anjos cahia
a algalia mais pura e mais perfumada, e elle* cau-
lavam as misericordias Jo Eterno. Gabriel, disse
en ao mea guia, o que significa o que deiiam cahir
da bocea estes anjos 1 Meu charo Mahomet, he a
Imagem do que Dos dar a ti o a teu povo ; e elle
il.ir.i mais ainda aquellos dos renles que tiverem o
temor do Senhor que .pensaren Bello para refrear
as paxoe, e que o temerem no Intimo da alma .
Gloria a Dos 1 Gragas a Dos 1
Subimos anda oulros degros do mirad j, o che-
guei a presenta de um anjo cercado de innurcera-
veis tropas de anjos. Elles trazam sobre si laminas
de urna lu selentllante e deslumbradora, e invoca-
vam a clemencia eterna para os peccadores.
Todos os anjos, lodo* rendiam-me homenagem ;
as feliciagoes, os bons desejos eram-mo prodigali-
zados por todos os anjos, por todas as legioes de an-
jos junto das quaei eu passava.
Emlim Gabriel toma-me ptla mo; subimos de-
graos e mail dogrios da escada sania ; alcancamosa
porla do co deste mundo, a Porta dos Guardas, ou
anjos encarregados de guardar a cnlrada celeste
contra as tentativas do demonio. Eiq um momen-
to chegmos, bem que entre a Ierra e o co existe
um paco immenfo, pago de quinhenlos annos
do vagem, segundo caminha o homem aqui na tr-
ra. Este primeiro eo he da prala de um brauco
brilhanle, e clwma-ioEl-RaOah (o delgado ou deli-
cado). do nosso mundo he de prala ?Seriamente. E como
l da Ierra o vemos izul? O co est alcm de urna
rordillicira de monlanhas chamadas, montes de Kaf,
as quaes tem a cor azul, por isso a abobada celesle
parece-vos azulada' Gabriel bale porta, e alga-
mas vozes dixem: Quem esta ihi ? Gabriel; res-
pondeu o meo guia. Quem vera com ligo ? Quem
he este homem, cajo hrilho rellccle no co ? Trago
comigo a Mahomel, o querido de Dos. Entilo
ouv que os anjos felicilnvam-se mut lamente pela
minha visita, e que iiziam entre si : A paz de Dos
seja com Mahomet Cubra Dos rom a sua mise-
ricordia a nac3o de Mahomet, o feliz apostlo en-
viado para o bem dos seas irmSos! n
A porla ahre-se. Gabriel e eu subirnos; tejo os
aojos uns em pe, oulros inclinados e saudaudo, ou-
lros protlrados; ellns oravaro. Havia ahi om collosso
alm de '.oda a medida,montado sobre ora corscl loJn
de luz, coberlo de um velludo de purpura tendo a
direila cincocuta riil aojos. Quem he esto gigante,
disse en a Gabriel.He teu av, Ismael, o fimo de
Abraho, aquello que primeiro domou o cavallo.
Ismael preside ao co do teu mundo ; Ismael tem
por cavalg.dura u n cavallo todo de luz, jaezes de
luz, manto do Inz, e sob saa ordens selen'a mil an-
jos superiores, ornados do perolss e pedras precio-
sas ; cada um delira tem urna langa de luz ; he a
milicia de Dos, esla milicia que grita 'quando os lio-
mens commetem crimes : Dos est irritado contra
tal liomcm ? Mit islros celestes, suacclera ausmen-
la segundo augmenta a do Allissiino ; desde que o
culpado pede perdi, desde que arrepende-se, estes
ministros da justi;?. eterna dizem : Dos perdoou
elles (ranquillisam-se se o Altissimo tambem ja est
tranquillo. Aproima-le de Ismael, e dirige-lhe a
saudagSo de paz. i Obedego ; Ismael responde lo-
go minha saudailo, deseja-me a felieidade, e in-
voca sobre mim a bondade divina.
Mais loDge descubro om homem em toda a Ierra
da virilidade, com as faces brancas Untas de verme-
llio ; liomeni grave, musesloso o bello, de estalara
vigorosa ereforcae^, cabellos grande e sollos ; as-
sentado sobre um llirono de luz, cercado de innume-
raveis multares de anjos, elle fallava-lhes, e soa pa-
- avra os (ransperlava de felieidade e de alegra. So-
bre as faces tinha: lguns leves ponlosr.egros. a Quem
lie este homem ? d sse eu a Gabriel.He Jess, o
lilho de Mariam (Hara.) Approxma-te e sauda-o.u
Obedezo, laudo a Jesuse aocrescento : a Jess, que
pontos prttoa sao enes que lenssobre a face ?... Ma-
homet, sSosignaes le belleza com que Dos dolou o
mea semblante... .Uahoinel, alegra-te"; para ti e
Para a toa narao depois que nao existir* mais sobre
a trra e al ressureigao geral,est reservada a fe-
lieidade. ,Nemra s da se passa sem que me se-
jam appresentadas an obras do teu povo e as manifes-
tarles de sua f unitaria ; a cada momento, este
magnifico espectculo me enlhusiasma, e eu excla-
mo :' a O' maravilha sublime Eis esses homens I
elles (era a f e as obras; enriquecem-se boje de
boas obras, aiim da ter a mauliaa a sua recompensa
e alegra. Porem qlando considero as obras de
meu povo, a tristeza ipodera-se de mim e exclamo *.
O I infelizes, porquu nao abandonara o estado em
que esli, e abracan a t a a religiao da unidade
absoluta de Dos ? pirque n3o lomaqi o caminlio da
resignaos e confessain a unidade do Dos nico, do
Dos que nao participa do outra essencia mltipla,
de nenhum syotheis nov Gloria a Dos disse eu
entao ; gragassej.s rmdidas ao Eterno.
Depois camiuho piaa dianle ; encontr um anjo I
rociado de nev e ra tade de fogo, ornado com um
piilliao de azas; cada aza linha um milhao de relos,
cada rosto um milhao de boceas, cada bocea um mi-
lhao de linguas, cada ingua celebrava o Eterno com
um milhao de canucos, cada cntico dizia estas pa-
|avras: a Do matffio modo que tu collocasle o amor
eolre o fogo e a oeve, colloca o amor nos corarles
de teos servos. o E todos os oulros anjos prsenles
repetem : Assim seja Ahi liavia outro aojo, cuja
natureza deve ser una ligao para as inteliigencias
humanas. Esse aajo tem urna aza de nev e urna
aza de fogo, p pesclo de fogo e as peonas de nev.
Fa a esla crealura a igrca que fornm confiados o
cuidado ea vigilancii dos ecos; he o anjo mais escla-
recido nos conselhos... Fizemos urna oragao dedons
reka cora os aojos e passamos adianle.
Em um volver d'olhos eslavamos no secundo co,
apartido do primeirc quiohentos anuos de viagem ;
sua profundeza he di mesma extensao. Elle he de
ferro, de ferro fund lo ou unido, sem falla nem in-
lervallo; e chama-so Daimun (os persistentes'. Ga-
briel bate porla ; depois das mesraas perguntas,
resposlas cereroonis que liveram lugar no primei-
ro co, fomos inlroduzdos. Ah tambem cxislcm
anjos em milhoes innumeraveis. Descubro um ho-
mem de alia e podensa estatura, assenlado sobre um
llirono de luz. Elle parece preoecupado, cuidadoso
porque em um momento toma um nr alegre e de-
pois em oolro momento, um semblante triste e deso-
lado. A' direila dase homem cstjo sombras vagas
e urna porla donde ) exalar um clieiro suave; i
esquerda eslao sombias vagas e urna porta donde te
exalava um nao cheiro. Quando elle olhava para a
porta esquerda, afOigia-se e gema. Porque he
isso, pergunlei eu a Gabriel, nao he elle feliz '! por-
que esse sorriso de (razer quando olha para a di-
reila? e porque Oca to trisle, Uo efflicto, quando
olha para a esquerdii *Este homem he leu pai,
AdSo, o pai dos holnens. Tu o vs tal qual elle era
no dia em que Dea lhe den a vida.
Todas estas sombtas sao os espirilos dos Glhos dos
homens para o presiute e para o futuro; sao as almas
que aiada no viveram; que linda nao liveram a sua
vida humana. As ciue eslo direila sao deslina-
das para as felicidides do paraizo; as que cs(3o
esqoerda sao destinadas para o fogo do inferno.
Adao alegra-sc quindo vea porla que d para o pa-
raso; entristcese geme quando olha para a que
d para os infernos, e quando v os filhos que passaro
os seusumbraes. Va, sauJa o pal da hnmaoidade.
Obedec, AdSorespinde minha saudagSo, proles-
ta-me que deseja at minhas felicidades, asscnla-me
sobre os seus juelhos, abraga-me... Fizemos depois
nma oragao de dous reka, e partimos, Gabriel e eu,
para o terceiro eco.
De cada co para miro, ha quinhenlos annos de
viagem, e a profundeza lis igual a esla mesma dis-
tancia. Em um volver d'olhos chegamos. Gabriel
balen porla; depois dos mesmos preliminares ha-
vidos nos co prcceicnles, entramos. Esto terreiro
reo he de cobre e tua o nomc de F.l-Muzeyanah
(o ornado) Elle tem tambem suas mullidnos de an-
os. Ah vimos Da.id e Saloroao ; mais longe, um
homem na flor da lade, eslava assenlado sobre um
llirono. e de sen seriblante brilhanle sahia urna luz
magnifica. Quem lie esle homem lio helio'.' He
Jos, o lilho de Jacob; Dos o enriquecen za, adornnu-o com lodas as grabas, assim comodeui
la a supremaca da belleza sobre todas as estrellas.
Sim, Deosdeua Jos a melade de loda a belleza
destinada aos filhos dos homens, n3o entrando tn
nesse numero. Saudei David, a Salomao, a Jos e
depois rezamos dous reka?.
Subimos para o qi arlo co ou o de prala, cha-
mado Fl-taherah (o florido, o magnfico). Ah vi
nm homem desemblante radiante, cu jo coraran era
chcio de piedade e de devoro. Eis Idris (Enorli)
disse-me Gabriel. C llegando al aqui, elle el tres
cos cima e tres cot abaixo, tem chegado assim a
amallo grao de grandeza. Vai.saudaa Idris. Sau-
de-o e elle saudou-me tambem e felicitbu-me....
Olho para dianle e vejo um anjo de estatura desmo-
zurada, de aspecto majestoso, anjo de terror, o qual
eslava assenlado sobre um llirono luminoso, e apre-
sen'.ava entre os dous elhos, estas palavras escripias
era duas linhas: Coofesso que s Dos he Dos e
que Mahomel he o apostlo de Dos. Dianle desle
anjo exiitem innumeraveis anjos, lgeiros executores
das suas ordens e das suas vonlades. Seus dous ps
enlerram-se at ao amago da stima trra. A' di-
reila ba um quidro imraeoso, a esquerda, urna ar-
vore immensa. Esle anjo nao sorrio-se urna s vez,
como o faziam os oulros anjos. A seu aspecto, tre-
mem lodos, o eorpo, os joelhos vaccillam-me, o es-
pirito perturha-se-me, o animo foge-me. NSo le-
mas, disse-me Gabriel; nao tenlias medo, Mahomet.
Sabes quem ho este anjo 1 Nao, por Dos! Es-
te anjo, he aquelle que deslroe as alegras, que dis-
persa as rcunies, subverte as casas que cuche de
morios as sepulturas, que faz os orphaos, que faz as
viuvas, que separa os amigo, que fecha as portas,
ennegrece os umbraes, arrebata os homens fortes :
he o anjo da mortc.
Nem elle nem Malek, o guarda do inferno, nao
riem-se nunca, nem se riro jamis al o dia que
for o ultimo do mundo. Vai, approxima-te delle e
derigi-lhea saudac;Ao de paz. Approxirao-mo do
aojo, saudo-o, mas elle nao corresponde a minha
saudacSo. a Azrail (Azrael ), disse Gabriel ao an-
jo, porque nao correspondes a saudarao do principe
das creaturas, ao amigo de loda a verdade, a Maho-
mel'.' Ouvindo eslas palavra, Azrail p6em-se lo-
go em p, desculpa-se para comigo, dirige-me as
suas felirilacTies, e diz-me : a Alegra-te, Mahomel,
vejo em ti a felieidade de ti mesmo e do leu povo,
parasempre ; Dos te abenroaraAzrail, meu ir-
mo, he esla a tua oocupacio '! Sim, c sto desde
que fui creado ; devo permanecer aqu al quecbe-
gue a ultima hora, l'orem como separas tu as almas
dos corpos fleando sempre nesle lugar '.'Sabe que
a mageslade divina puz as minhas ordens quinhen-
los mil anjos. Ora, quando um homem esta' no
termo da sua vida, quando elle lem consumido o
que lhe fora reservado para a sua existencia, quan-
do os seus dias estilo cumprdus, quando suas horas
vao acabar, envio-lbe quareuta anjos que tiram-lhe
vida, ellesexlrahcm-na das veas dos vazos, dos
ervos, das carnes, do sangue, lram-na das extre-
midades c polpas dos dedos dos ps, e fazwn-na cor-
rer para o joelhos. Eniao os ineus anjos deixaiu ao
moribundo um instante dorepouso. Depois levara-
na alea altura do umbigo ; e anda entao deixam
algum repouso ao morinundo ; depois levam-na ale
a garganta, e he neste momento que ronca e gyra o
estertor. O aojo que principalmente lem assim va-
sallo esla alma, apoJera-se della e a lira assim como
lira-so um cabello da massa. Urna vez que a alma
esl separada do corpo os olhos do cadver licam
imraoves vendo-a partir para a elernidade. Eu re-
cebo esla alma na ponta de urna das minhas duas
lancass que aqui estao presentes. Azrail linha na
mao duas lauras, urna de luz outra d colera. A
alma do bem recebo-a na pona da lam-a de luz e
euvio-a para o Mioum ou o mais alio dos cos, alem
do stimo co. A alma do mal sabida do homem
do mal, lio aecebida na pona da minha langa de
colera e envio-a para o Sedjin ou prisao.O que he
pois o Sedjin '.'Um monslruoso rochedo iulcira-
mentc nearo, onde n3o penetra o da a baxo de setc
grios da Ierra. He esle rochedo que he a habitarlo
dos impos o dos inficis Porem cumosabeslu que esla
prximo o termo da vida de um homem? Mahomel.
todo homem desde 'Adao, e assim tcotilecer at
a rcssurri'irao geral, lem duas perlas uo eco : de
urna, a porla das restriefies, dcscem-lbe as causas
que devem ser o sustentla exislencia ; pela outra
suliern as obras.
Esta arvorc, que vs a minha esquerda nao tem
urna s folha que nao apprescnle o nome do um
dos seres humanos que vivem sobre a Ierra: ho-
mens e mulheres. mogas e velhos, livres e escravos,
todos os sexos, lodas as idades, toda a roudicao.
Quando chega o lermo da vida de um ser humano,
a folha sobre a qual esla escrpto b nome desle ser
torna-so amarclla, murcha o depois cabe sobre a
poria das restrceoes, de repente este mesmo nome,
escrpto tambem sobre a mesa da vida que aqui esla
amnha direila, lorna-se negro. Eu sei por isso
que o individuo est a infermo, obsorvo-o com um
so ulliir, c o corpu Ireme-lhe, o corncao pula-lbe de
medo ; elle cabe sobre a ca na doente, e eu envo-
Ihe qoarenla anjos para tirtrem-llie a alma.
Porem anles de ludo, doos*3ujos, o anjo das obras
e o anjo das restriegues dcscem dos ceos, vao um a
direila, o outro csqueida do doente e dizem-lhe,
um: crealura, cuida na grandeza do Eterno; teu fu-
turo csk-decidido de boje em dianle; o registro de
las obras est fechado; tu nada mais leus a fazer
&em de bem nem de mal; o outro: Crealura,
reconhece a grandeza cierna: teu destino futuro
dependo de ti; o registro das cousas qqe Dos tinha
designado para a tua vida csui fechado, de rima nao
le vira mais nem soccorros nem alimentos.
A eslas palavras, as vistas do doente drgem-se
para os ceos; elle v a sua folha tornar-se amarelle;
afflgc-seperlurba-sc; folha calle e vem fecharas duas
portas que elle tinha nos ceos.Azrail, tu recebes
do mesmo modo lodas as almas ? Nao; aos esco-
lhidos envo anjos de brandura que preparam
docemenle a sabida d'nlma, c exlrahem-na ligera-
mente; e eu d'aqui estendo a mao, e recebo a alma,
e dirijo os meus bracos para o Dos das bondades e
a) barris e 20 meios ditos manleiga ; a C. J. As-
tley* & C.
50 gigos champaugne ; a Me. Calmont & Compa-
nhia.
1 caixa chapeos de se seda para homem ; a Jos
Camafeo.
00 barris e 30 meios ditos manleiga ; a Kciincr-
Sommann.
30 barris salitre, 1 fardo e 4 pedacos pao campe-
che, 1 barril espirito de terebcnlina, 2 barris e 9
caixas drogas c instrumentos de cirurgia ; J. Soum.
5 volumes modas ; a Buessard Millocbou.
5 volumes- objectos do imprensa, 1 caixa lvros ;
Ricardo de Freitas.
10 caixas chryslaes ; a A. L. OliveiraAzevedo.
4 caixas chapeos para homem ; a '.Cbrisliani IrmSo.
2 caixas fazendas do laa eseda, 3 ditas de laa, ti
volumes fazendas de algodB, 42 caixas chapeos para
homem, modas, obras feitas.mecas de algodao, len-
cos de dito, couros preparados, chicles, chapeos de
sol de senhora de algodao. chapeos para senhora,
bonelcs, fazenda de seda, livros, chapeos de palha,
vidros, chapeos de feltro, e pelles preparadas, 5 di-
tas fazendas de algodao, 3 embrulhos amostras ; a
F. Sanvagc & C.a i
3 caixas panno ; a J. Vgucs-ain.
2 caixas filas e requifes, 9 ditas bonetes, encera-
do e obras feilas, 17 ditas mcrciarias, capellas, etc.,
4 ditas perfumaras, 2 dilas vidros, i barril Unta
verde, 1 dita mcrceara ; a Fcidcl Pinlo & Compa-
nhia.
1 caixa anuos para encadernador ; a Miguel Jos
Alves.
1 caixa trastes ; a I.aurant Fergcs.
1 vnlumo seda, 1 dito panno, 2 ditos encerados
pintados, 1 dito couro surrado, t dilo sedas e incr-
cearias, 2 .ditos bonetes, 1 dilo vidros de relogios
e objeelos de relojoero, 3 dlos chapeos de sol de al-
godao, t dilo grvalas c merciaria, 3 ditos calcados,
t dito pelles de carucro, 1 dito arenes, t dito instru-
mentos de msica, I dito chapeos de homem, t dito
pelles de porco, 1 dilo merciarias, 1 dito agua de
Colonia, 1 dito perfumaras, t dilo lavas e cabclle-
ras 1 embrulho seda, 1 dilo amostras ; a E. Didicr
\- Compauha.
12 caixas vinho champagne ; a Uebrard Blandi.
2 caifas perfumaras, $0 barris e SO meios dlos
manleiga ; a Cals-rferes.
1 caixa canjricirns de cobre, 3 ditas porccllanas, 2
dilas candelabros c vidros, 1 dita quinquilhara, 3
ditas vidros, I dilajionetcse flores arlificiaes, 1 dla
candieitn de zinco, 1 dita perfumara ; a A Kobcrt.
30 gigos champagiic; a Machado & Pnhero.
1 caixa perlcuces para chapeos de sol, 1 dita fa-
zenda de seda ; a Manoel Villard.
f embrulho amostras ; a Paria.
1 fardo chapeos de palha ; a bcli.ipheillin i Com-
panhia.
t caixa merciaria ; a S. P. Johnslon.
i 1 fardo chapeos de palha ; a J. Falque.
2 caxasdrogas; a admiiiUlragAo de caridade.
5 dilas objeelos de relojoero ; a Germano.
6 caixa; fazendas de algodao, relogios, randieirns
e vidros ; a I.. Schuler & C.
1 caixa pauno. 1 dilaseda, 1 dita chapeos para se-
nhora, 1 dila roupa feila ; a E. Burle.
4 caixas hrinquedos, 1 dita papel, 1 dila chapeos
de fellro. 1 dila pelles de marroquim, 1 dila pannos,
1 dila litas de -r.i,i, | dita scda<, 4 dilas chocolate, 27
caixas fazenda de algodao, algodao e linho, calcado,
chapeos de homem e senhora, 1 dila sedas em obra ;
a V. I.asnc.
2 fardos paiinos/1 embrulho amostras; a Manoel
Joaquim Ramose Silva.
24 volumes calcado, merciaria, rame de laiao,
perfumarla, quinquilharia, requifes, arenes,chapos,
escovase fazendas, 7 dilas fazenda de seda, requifes,
roupa, livros, calcado, fazenda de la, vidros, obras
de folha, I dila bijoultria, 1 dila objeelos para cha-
peleiro ; a J. P. Adour & C.
6 barris e t caixa tinta e diosas difieren les, 1 cai-
za oleo de vitriolo, 2 dilas acido; a Moreira &
Fragozo.
1 dila chapeos, 7ditas cartas de jogar, fazenda de
algodao, bonetes, carros para meninos, carlOcs, etc.;
a A I.. dos Santos.
3 dilas pelles preparadas c obras de raadeira ; a
Dcmesse I.eclerc. y
8 caixas chapeos de homem, merciaria e arn as,
15 dilas sardinhas, 100 barris c 100 meios dlos mah-
teiga, 121 barris bacalbo, 100 balas papel de em-
brulho, 200 gigos cerveja, 30 caixas queijos, 100
gigos champagne ; a J. R. I.asserrc & C.
5 caitas conservas, 6 ditas frutas em conserva. 1
dita candiciros de composirSo, 8 ditas meas, fa-
zenda de algodao, caixas de madeira, bolcs, cha-
peos, livros. calcado c pelles preparadas, 6 caixas
chapeos, 15 ditas vidros, 3 volumes machina e
pertences, 2 barris vinho linio, 1 caixa objectos pa-
ra imprensa, 8 dilas papel, 2 ditas calcado, 1 dila
com urna burra de ferro, 1 dita marmore, 1 dita
pelles preparadas, 1 dla livros, 5 dilas vidros, o-
bras de madeira e chapeos, i' dila fazendas de laa,
13 ditas papel c perfuman, 10 ditas conservas,
pelles preparadas, merciaria, pipel, candiciros de
cobre, etc., 1 embrulho amostras ; a L. Lecomle
Feron & C.
16 caixas drogas, lauca, verniz c vidros; a B. F.
de Souza.
2 barris e 2 meios dilos vinho, 1 fardo rolhas, 4
barris conserva ; a Meurou & C.
2 barris queijos ; a F. Coulon.
Brigue inglez limma, vndo de Terra Nova, con-
ou o so-
Largo da Penha.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 60000
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Tcxeira Cavalcauli........... 5-19400
G. Mara Joaquina Machado Cavalcanti. 9BVS00
8. Joaquina Machado Portella...... 21$600
10. Andr Alves da Fonseca........ 369000
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 126600
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva e herdeiros de Maralino Jos
Galvio .'................ 305000
3. Ignacia Cbtudina de Miranda...... 259200
5. Amia Joaquina da Conccigao...... 419100
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo 2I96OO
9. O mesmo. ;............. 2I96OO
11. Viuva e herdeiros de CaetanpCarvalho
Rapozo ................. 21*600
13. Os mesmos.............. 2I600
15. Caetano Jos Bapozo......... 6O9OOO
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Sanio 259200
19. J0S0 Fraucisco Regs Coelho..... 529500
21. Antonio Machado de Jess...... IO98OO
23. Jos Fernandos da Cruz........ 199000
25. Joaquim Josc Baptisla........ 149800
5749800
E para constar se niaudou allixar o prsenlo e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de jaueiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferrcira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo do disposlo no arl. 34 da lci
provincial 11. 129, manda fazer publico para conhe-
cimento dos credores hvpolhccarios e quaesquer in-
lercssados, que foi dcsapropriada viuva Mara do
Nnscimenlo, urna inorada de casa sila na dirccjo do
quinto lango da rameficagao da estrada do sul para
a villa do Cabo, pela quaulia de 3005000 rs., e que a
respectiva proprelara lem de ser paga do que se
lhe deve por esla dcsapropriagao, logo que terminar
o prazo de fi das contados da dala desle, qae he
dado para as reelamages.
E para constar semandou aflixaro presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 das successivos.
Secretara da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 13 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferrcira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidenlc da provincia de 18 do corrale, manda fa-
zer publico que no dia 8 de fevereiro prximo vin-
douro, vai novamenle a praga para ser arrematada a
qliem por menos lizer, a obra dos reparos urgentes
da quarta parle da estrada do Pao d'Alho, avalioda
em 1:1011? rs.
A arrcmalagao ser fcila na forma da le provin-
cial n. 313 de 14 de mao de 1854 e sob as condigoes
especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalagflo
compargam na sala das sessoes da junla da fazenda
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar so mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da^hesouraria provincial de Pcrnam-
buco 24 de Janeiro de 1855.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausula/: esptciaes para arremalarao.
1.a As obras dos reparos da estrada de Pu d'Alho
enlre os marcos 7,000 a 10,000 bragas, far-sc-hao de
conformidade com o orgamcnln c perfis approvados
pela directora em ronselhoe apresentados a appro-
vacodo Exm. Si. presidente da provincia, na im-
portancia de 4:4009 rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 15 das e as concluir 110 do 3 mezes, ambos
contados de conformidade com o arl. 31 da le pro-
vincial n. 286.
3. A importancia desla arrcmalagao ser paga era
duas prcslaccs iguaes: a 1. qnando esliver feila a
melado da obra ; c a 9. quando esliver concluida,
que ser logo recebida definitivamente sem prazo de
responsabilidade.
4.a ()'arrematante excedendo o prazo marcado
para conclusao das obras, pagar nina mulla de 100
rs. por rada mez, emhora lhe seja concedida proro-
gacao,
5." O arrematante durante a oxecugao das obras
proporcionar irai Vito ap publico e aos carros.
6.* O arrematar e sera obrgado a empregar na
exccur.ln das ohrj^pelo menos ineladc do pessoal de
gente livre.
7.a Para ludo o que nao so adiar determinado as
presentes clausulas segur-se-ha o que dspoe a res-
pailo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
lyceu se faz publico, que a matrcula das aulas do
mesmo lyceu acha-se aberla desde o dia 15 al o ul-
timo desle corrente raez ; principiando as aulas o
seu exercicio no dia 3 de fevereiro prximo futuro.
Directora do lyceu 13 de jaueiro de 1855. ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
ADMINISTRACAO' DO COKREIO.
O hiato nacional Came., recebe mala para a l\i-
rahiba hojo (26) 1 hora da larde.
COMPAMIA DE SEGUROS.
EQUIDADE.
ESTABELEGIDA 1U CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PEUNAMBUCO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignado, agente orneado desla compa-
uha, e formalmente aulorsado pela diicccao, acei-
tar seguros martimos em qaalquer bandeira, e
para todos 01 portus conhecidos, em vasos ou merca-
dorias, e sob suas respcclivas condigoes ; o elevado
crdito de qae tem gosado esta companhia e as van-
tagensque olferece, far convencer aos concurrentes
da suaulilidade, e o seu fundo rcspousavel de mil
conlos de res fortes : a quem ioteressar ou convicr
eflccluar dlos seguros, poder dirigir-sc ra
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que a cohranga do imposto de 4 por cent, di-
lo de casas de modas, dilo de dilas de jogo de hilhar,
e dilo das que venden) bilhclcs de loteras de unirs
provincias, vai Icr principio no dia 18 do corrcnle,
e que lindos os 30 das otis incorrem na multa de 3
porccnlo lodos os que deisarein de pagar seus dbi-
tos perlencenlcs ao anuo fmanceiro de 1851 a
1855.
GUANDK LEII.AO" DE FAZENDAS A
PUAZO DE 12 MEZES.
Barroca & Castro fazem lelo por nlervcngo do
agenle Oliveira, do nrn completo sorlimenlo de fa-
zeudas inglezas de algodao, linho, laa c seda, todas
prnprias desle increado; no dasexla-fera, 26 do cr-
rante, pelas 10 horas da manhaa, no seu armazcni
da ra da Cadeia do Kecife n. 4.
Victor Lasne nao tendo concluido o
Icilao, que fez no da 1S do corrente pela
grande quantidade de fazendas, que tem
a expor, e falta lie lempo, contina o
mesmo leilao por intorveucao do agente
Oliveira, na segunda-leira 2'J do corren-
te, as 10 horas em ponto, no seu arma-
zem, rtia da Cruz, n. 27.
AVISOS DIVERSOS.
Os credores do fallido Jos Marlins Alves da
Cruz e este mesmo, por si ou por-seus procuradores
compargam no dia 27 do corrente mez s 11 horas,
na casa da residencia do Illm. Sr. l)r. Francisco de
Assis de Oliveira Mariel.juiz do comraerco da se-
gunda vara na la do Rosar i u n. 31, aliin de se ve-
rificaren! os crditos, se deliberar soiirc a concordata
se for apresenlada, ou se formar o contrato de unio
e se proceder a nomeagao de administradores, lican-
da os creJores advertidos que n.lo serao dimitidos
por procurador se esle nao apresentar procuragao
com poderes especian para o arlo, e que a procura-
gao nao podo ser dada a pessoa que seja devedora
ao fallido, nem um mesmo procurador representar
por dous diversos credores. Hecife22dc Janeiro de
1855.O escrivlo interine, Manoel Joaquim llap-
tista.
Acha-se rcculhidoa cadeia desla cidade por es-
'a subdelegara o prclo Joaquim, com o olho direi-
lo vasado,que di lerlencer a Joaquim Lobo de Bar-
ros, morador em Nazarelh, quem dlreilo liver sobre
o mesmo sscravo comprela na mesma subdelega-
ra munido do competente titulo. Subdelegara da
fresuezia de S. Jote do Rerife25 de jaueiro de 1855.
O subdelesadu liduardo Frederico Banks.
AVISOS MARTIMOS.
AO HIO DE JANE1UO
seguir' brevemente, por
das clemencia. Urna voz de cima diz-me: a Lan-
ga esla alma no Alioiim. Eu a lango, c n,1o sei mais o que acontece. Aos condemuados envo anjos gonle :
de vinsanga e do colera que arraMam a alma com 2,510 barrial bacalbo ; aos mesmos consgnala-
violencia, depois aqui a recobo cap um movmen
lo brutal, levanto os bracos paia o Dos do misen-1
cordia, e se urna voz diz-me de cima. Langa esla
alma no Sedjin. eu a lango e n3o sai mais o que
lbc acontece para todo o sempre.
. fConlinuar-se-ha
COMMERCIO.
TRACA DO RECIPE 25 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotages officiaes.
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 28 1(4 d.
Descont do leltras de ponco lempo10 % ao anno.
Assucar branco terceira sorle superior 29100 por
arroba.
ALFANDEGA.
Rendimenlododial a 2*. .294:8818077
dem do dia 25........7:2528359
nos.
CONSULADO (ERAL.
Reudimenlodo dia 1 a 21......1:1:1628750
dem do dia 25........4:0318932
47:1,J-T882
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimeulo do da la2i.....3:6628148
dem lo da 25........ 33x9725
302:1335136
Detcarregam hoje 26 iejaneiro.
Barce inglczaScruphinamcrcadorias.
Brigue inglezZmmabacalhao.
Importacao'.
Barca franceza Conie Roger, vindo da Havre,
consignada a J. R. Lasserre & Compaohia, manfes-
on oseguinte :
3 caixas sedas, 2 dilas pannos, 50 barris e 30 meios
dilos manleiga, 8 caixas calgados e pelles, 1 embru-
lho amostras ; a N. O. Rieber fl C.
25 barris e 25 meios dilos manleiga, 40 gigos cham-
pagne ; a II. Gihson.
1 cnisa-medicamentos, 1 barrilera, 1 dilo alvaiade;
a J. de Almeida Pinto.
3 caixas sedas n fazendas de algodao, 1 dila pan-
nos, 9 dilas fazendas de algodao, 2 dilas cassas, 1
dla cascos para chapeos, 17 dilas chapeos de fellro.
e de sol de algodao,' obras feilas, chapeos de sol de
seda, grvalas de seda, fazendas de soda c lila, e bo-
netes de algodao, 2 barricas queijos, 1 caixa fazen-
das de seda e algodao, 1 dita tedas, i embrulhos
amostras ; a J. Keller & C.
t caixa seda, 1 dila fazenda de algodao, 3 dilas
traites, 2 ditas agria de Colonia, 1 dla fazendas de
algodao e bonetes ; J. II. Ciaensly,
3 caixas lengos de algodao, 7 dilas fazendas de di-
to, 3 ditas ditas de seda, 2 dilas chapeos de sol, 3
ditas modas, 2 ditas sedas, 2 embrulhos amostras ; a
F. Mnuscn 50 barris e 25 dlos manleiga ; a Tas*o Irruios.
40 barris e 60 meios ditcs manleiga, 1 caixa de
seda, 3 dilas chapeos deso, 3 dilas fazendas de al-
godao, 1 dita filas de seda, 2 embrulhos amostras a ;
a Brunn Praeger & C.
3 barricas queijos, 1 caixa perfumaras, 1 dila re-
quifes, 1 harrqunha drogas, 1 caita papel paulado,
lilhographia, bonecas o lvros, 1 dla chales, boneles,
sedas e filas de seda, 1 dita chales, veos, boneles de
algodao, mergearias, aderegos e miudezas, 1 dila fa-
zenda de algodao, modas.lvros e calcado ; a ordem.
I caixinha livros ; L. A. deSiqueira.
3:99ic873
------------
Exportacao*.
Rio de Janeiro, hiato nacional fe us, de 122 to-
nelada', conduzio o seguinle: 5 pipas e 2 barris
com 990 medidas le azeile de carrapato, 37 molhos
de pelle de cabra, itil barricas, 2 '-. dilas e 325 sac-
eos com 3,616 arrobas e 50 libras de assucar, 4 cai-
xoes docoseceo e de calda, 92 caixas velas de car-
nafca, 8 molhos 200 couros da cabra, 1 barrica ig-
Dora-se.
Cork, barca inglctil Cualimala, de 648 toneladas,
condozio o seguinle : 700 toneladas de guma.
RECEBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 24.....12:1151033
dem do da 25.........5873802
12:7028835
MOVIMIENTO DO PORTO.
A'aros entrados no dia 25.
rara59 das, escuna hamburgueza Ilennch Cu-
lavo, de 16i toneladas, capilo C. Bollzen, cqui-
pagem 6, em lastro : a Rrunn Praeger & Compa-
nhia.
Maranhao18 das, hiale brasleiro Lindo Pagete,
de206 toneladas, mestre Jos Pinto Jnior, equi-
pagem 14, carga farinha, arroz c mais gneros,
. a Antonio de Almeida Comes & Companhia. Pas-
sageiros, Antonio de Oliveira Dinz e sua fami-
lia, Marcelino Jos Anlunes.
yat>o saltido no mesmo dia.
R'o de JaneiroHiale brasleiro Venus, capitn
Joaquim Antonio Gongalves dos Sanios, carca as-
sucar e mais gneros. Passageiro, Aleixo Jos de
Luna Freir.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector di thesouraria provincial,
em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propnelarios abai-
xo mencionados, a enlregarem na mesma thesoura-
ria no prazo de 30 das, a contar do da da primeira
publicarlo do presente, a importancia das quolas
com que devem entrar para o calgamcnlo das casas
dos largos da Penlia e Ribeira, conforme o disposlo
na lei provincial n. 350. Adverliodo, que a falla
da entrega voluntaria ser punida com n duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6" do regu-
lauenlo de 22 de dezembro de 185*.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumplimento da ordem doExiu. Sr. presidente
da provincia de 13 do correle, manda fazer publico
que no da 15 de fevereiro prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma thesouraria se
hade arrematar a quem por mcnos'fizer, a obra do
segundo lango da estrada dos Remedios, avallada em
2:9958256 rs.
A arrema lago sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 14 de mao de 1851, c sob as clausulas
especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran
compargam na sala das sessoes da mesma junta pelo
meio dia competentemente habilitadas.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de Janeiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras do segundo lango da estrada dos Re-
medios far-se-hao de conformidade com o orgamen-
to e pcrlis approvados pela directora em consellm
e apresentados ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia, na importancia de 2:9958256. rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e dever conclu-las no de sele, am-
bos contados na forma do arligo 31 da lei n.286.
I. A importancia da arrcmalagao ser paga de
conformidade com o artigo 39 da mesma le n. 286
em apolices da divida publica provincial, creada
pela lei provincial n. 354 de 23 de selenibro de
1854.
4. O prazo de responsabilidade sera de um anno,
ficando durante dito prazo o arrematante obrgado
a conservar o lango cm hora estado.
5. Para ludo que se n,1o adiar mencionado as
presentes clausulas nem no orgameulo, seguir-sc-ha
oque dispoe a le n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarfto.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Sanio Antonio do termo da cidade do Re-
cite, ele, etc.
Faro publico que. em observancia da ordem que
recebi da cmara municipal em oflicio de 10 do
correle, para fazer execular as posturas addiconaes
do 23 de dezembro ultimo, se acham em ioteiro vi-
gor todos os arts. das mencionadas posturas, as
quaes foram publicadas neste jornal de lOdeste mez,
leudo sido marcado, q u i uto as cavallarccs unicamen -
le,o prazo da tres mezes para ellas se porem as con-
dieoes das posturas. Pelo que, o mesmo fiscal scien-
lifica aos moradores desla .freguezia que he prohi-
bido dentro da cidade a creagao de caes, caniciros,
cabras, e porros, e o seu vagamenlo pelas ras, sob
as penas comuadas no arl. 28 das citadas pos-
turas.
E para que uuguem so chame a ignorancia, man-
de publicar o presente,
Freguezia de St. Antonio do Recife 22 de Janeiro
de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim ia Silva Iti-
beiro.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Sauto Antonio do Recife etc., etc.
Fago publico aos moradores desla freguezia, que
chande-team inlero vi:ora poslura addicional de
18 do corrente, que prohibe o fabrico de fogos arti-
ficiacs, vendado plvora e depsitos desles objeelos
dentro desla capital, assioi o fago constar para co-
nhecimcnlo de quem convier, observando que a
pena marcada para quem semelhanle postura in-
fringir he de oito das de prisao, e a mulla de 30? rs.
cujas penas serao duplicadas as reincidencias.
E para con-hr lavrei o prsenle, que ser publi-
cado pelo Diario.
Freguezia de SI. Antonio do Recife 22 de Janeiro
de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim da Si lea Ri-
beiro.
ter
grande parte do seij erregamen-
to tratado, o veleiro ebeni cons-
truido brigue nacional MARA LUZIA,
capitiio Manoel Jos Perslrello : para o
resto da carga e para escravos, aoscinacs
da' excedentes accommodarfies, trata-se
na ruado Trapiche Novon. 1(1 segundo
andar, rom os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes PARA A BAHA
val seguir com grande presteza Ohiate
nacional FORTUNA, capito Pedro Valet-
te Filho : para cargTrata-se com os con-
sign.-.tarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na rita do Trapiche Novon. 1G segun-
do andar. '
Para o Ro de Janeiro segu em poucos das a
escuna /.elosa, capitn Joaquim Antonio Farias e
Silva: para frele e passageiros, trata-so com os con-
signatarios Isaac Curio & Compauha, na ra da
Cruz n. 40.
Do Maranhao
Deve chegar por estes dial o
veleiro e ja conhecido palbabote,
Lindo Paquete, capitao Jos Pintofuues,
teta' nesta curta demora de regressar
com brevidade ao Maraihuo : quem pre-
tender carregar ou ir de passagem neste
excellente navio, queira -entender-te
os consignatario, Antonio de Al.
Gomes &C., na ra do Trapiche n.
segundo andar.
PARA O PORTO.
O brigue portuguez Alegre, saldr para o Torio
com a raaior brevidade, recebe carga a frele e tam-
bem passageiros, para o que lem excellcntcs com-
moilos : Irata-se com Bailar & Oliveira, na na
da Cadeia Velha escriplorio u. 12, ou com o capitao
Manoel Jos Carinho.
Para a Babia segu imprcterivel-
mente no dia 28 do corrente o hiate Cas-
tro, capitao Francisco de Castro, para o
resto da carga trata-se com seu consigna-
tario Domingues Alves Matheus, na ra
da Cruz n. 5-.
Na ra do I.ivramento, loja de calgados, n.
7, d-se dinheiro a juro de 109 a 509000 cis.
LOTERA de n. s. da salde.
Amanhaa sabbado, 27 dejanero, he o
indubitavel andamento da raferida lote-
ra as 10 horas da manhaa no consistorio
daConceirao dos Militares. Os meius b-
llietcs c cautelas cstao a' venda at as 10
horas da manhaa, e sao jingos todos e
quaesquer premios que nelles sahirem,
logo que sabir a lista geral.O cautelis-
ta, Saliistiauo de Aquino Ferreira.
OcautelutaSdlustaaode}AquinoFer>
reir, esta intimamente convencido que
seus billietcsou cautelas bao de sabir vic-
toriosos as duas primeiras sortes grandes
da segunda paite da primeira lotera a
beneficio iL; S. da Sade do Poco da
Panella ; a elles que estao no resto.
AOS S:00,00M.
O cautelista Antonio Ferreira de Lim i e
Mello avisa ao publico, que sabbado "1~,
as 10 horas da manhaa, no consistorio da
igreja de N- S. da Conceieao, andam as
rodas da segunda parte da primeira lote-
ra a beneficio da matriz do Poco,da Pa-
nella ; as suas afortunadas cautelas es-
trinos lugares do costume. sendo livret
do descont de 8 0i() os bilhetes inteiros.
O abaixo assicnado, com taberna na ra da
Sanzala Velha n. 46, mudou-sc para i ra da Guia
u. lili.lleruardino de Souza Pinto.
Nao se lendo reunido numero sulTreenle de
credores do fallido Antonio da Costa Ferrcira Es-
trella, para se verificaren os rredilos de formar o
contrato de niiao c se proceder a nomeagao de ad-
ministradores da casa fallida, as dlflereules vezes
para que leem sido convocados, de novo manda o Sr.
I)r. jui/. de direilo da primeira vara do commerco,
convocar os credores do dilo fallido para compare-
cerem na rasa de sin residencia na ra da Concor-
dia, no da 30 do corrente mez, fS 10 horas, para o
indicado lim, ficando adveilidos que nao serao ad-
mitilos por procurador se esle nao apresentar pro-
curagao com poderes especiaos para o aclo, e que a
procuragao Uo pode ser dada a pessoa que seja de-
vedora ao fallido, nem um mesmo procurador repre-
sentar por dops diversos credores. Recife 25 de Ja-
neiro do 1855.Oescrivo Interino, Manoel Joaquim
faptisla.
Vispora e do-
mino.
Chcgou i loja de miudezas da roa do CcllafM n.
1, um grande sortiownto de vispora e do-uin, qoe
se vende muito barato.
l.MA DECLABACAO*.
I). Barbara Mara da Silva Seixas, come procura-
dora do seu esposo o Sr. Nano Mara de S< ixs. de-
clara que a inus iniquamenlo declarada I aluda, lie credora do falle-
cido Manoel Peicra Cuimarcs & Caaipanlita, c que
por consequencia tem iguaes direilos que >s dem credores e hypotecarios; e se apressa, portanlo, em
protestar e fazer sciente a esses credores, m Sr. Pila
Orligueira, Jos Antonio Pinto e outro-, que tran-
sircionaram o engenho Aral mail, ele. ele, que em
lempo competente ter de exigir-Ibes o va or da sua
divida por capital c juros ; fisto como, nem seu es-
poso al 1851, e nem posteriormente a ibaixo as-
signada fra ouvida a respeito.
Barbara Mara da Silta Sei.ras.
Oesappareceu no dia 23 do correle, a nmle,
da cidade de Olinda, umcavallnho pcdrrz, ja velbo,
com marcas de ferda de cangalha dos lados, e urna
cicalriz na sarnelha.tem diversos ferros, s;ndoo ul-
timo CI (unidos) e urna cruz do qnarto squcrdn ;
anda a passu t carrega de meio quasi a *squipir :
quero o livor adiado ou o vir, pode loma- e leva-lo
n cidade de Olinda,ra da Boa Hora, i Car didoEus-
taquio Cesar de Mello, ou nesla cidade, ni: cocheira
do Sr. lternai lo Antonio de Miranda.
HOTEL
<9

( PE JABOATAO-.
2? O proprietaro desle excellente esU >ele- ^B
l59 cimento, desejando para seu governn ler 3?
i&\ ciencia antecipadamenle do numer da k
pessoas com que pouco mais ou menos deve ??
contar, domingo 28 do corrente. din em ^B
que com loda a magnificencia tem di- ser ^
festejado S. Amaro de JaboaMo. lem tesol-
vido ex por a venda, pela quanlia de 49000
rs., bilhetes de entrada par o ca hotel
nos lugares sesuinles: ra Nova n. 10,
aterro das Cinco-Ponas, defronte do -ba-
fariz, padariadoSr. Campos, roa Dinsila,
taberna do Sr. Joaquim Anlunes da Sil a.
llesnercssario se fz repetir o quanl > so
lem esfurrado o oiinuncianle para aerad; r *
sslisfazer a (odas aquellas pessoas, que ao
diguan honrar o seu cstabelecmenlo ; |-or
lauto ronle o respeilavel publico cu o_
melhnr Iratamcnlo accio, e pasudm.
i
Joscpha Hcnriqncla do Miranda Barros, pro-
fessora parlicnlar dos primeiros. conhecimenlos, mo-
radora na ra d'Alegra n. i, avisa ao respeilavel
publico e cm particular aos pai de suas alumnas,
que abre a sua aula no dia 5 de fevereiro do corren-
le anno1
Abha-se .iberia a matricula da aula publica de
Ccomel ia da Faculdade de Direilo, do l. itc feve-
reiro ao ultimo de marco, na conformidade des esta-
tuios: m casado respectivo professor, no pateo do
l'arai/i sobrado que volla para a ra da Boda, das
H horas da manhaa em dianle em lodos os das
uleis.
M
Prera-se de urna cscrava fiel, boa cozinhcra
o engoinmadeira quem a quizer alujar, dirija-se
ao pateo do Paraizo sobrado que volla para a ra da
Boda.
Pccsa-scdc urna ama para lodo o servigo de
urna risa de pora familia : na ra da Cadeia de
Santo .' nlonio n. 20.
Aluga-se o primeiro andar da casa da es laina
da ra larga do ilosaro u. 39, e o terceiro e q urlo
andares da roa da Cideu do Recife n. 4 : a l~slar
no primeiro andar desla mesma casa.
Na loja de Antonio Lopes Pereira de Mella r.
Companhia. na ra da Cadeia do Kecife n. 7, chineo
ltimamente, vindo do Aracaly, urna pequen* |wr-
rao de sacras com excellbnle fujao mullo novo < de
boa qualidade, por prego commodn : a tratar na
mesma cima.
O abaixo assignado declara pelo prsenle, qie
leudo fallecido sua mulher I). Mara Isabel Soars*
Calisto, acha-se procedendo a inventario dos beosce
seu casal pelo juizo do civcl da segunda vara, estfi-
vao Allhavilc.e por isso devenios seus credores jusii-
firarem suas dividas para serem altendidas na par-"
lilha.Adriano Jos Uorget.
O Sr. Honorato Jo de Oliveira Figueiredo
tem una caria na linaria n. 6 e 8 da praga da In-
dependencia.
D-se a quanlia de 200^000 a joros sobro j>e-
nhores de ouro ou prala ; na ra do Pires n. 27.
Na roa da Cadeia do Reci-
fe. n. 21, loja de cambio
arham-se a venda hilbetes a
5^5500, meios a 23800, qii.ii*-
to a 13500. ollavns a 800,
decimos a 7110. vigsimo*a
400 rs., da rsunda parte
da primeia lotera da matriz
do Pogo da Panella : cst* ca-
sa lera sempre sido feliz com
os hillieles c cautelas do cau-
telista Salustiano de Aquino
Ferreira, c paga os tres pri-
meiros premio tem o des-
cont dios 8 por cenlo; e
lecisa-se de urna ama que saiba cozinhare
Oda do mais serviro de uina casa de peque-
ia : na ra de Apollo n. 19, terceiro an-
I
qoetajl
na fami
dar.
Rkira-se para Portugal, a tratar de sua saude,
Jacinlhii de Medeiros, no primeiro navio que saia.
Drjsappareceu no dia 24 a escrava Mara, de
nagio, que representa ter de idade 28 annos, altura
regular,!rosto redondo, corpo um ponco desfelopor
estar croando, olhos um pouco apitorobados, nariz
chalo, heigos grossos, o signal mais v izivul he ter um
p enchijdo de hyrisipela; levou camisa branca e saia
azul, he de suppor que fosse seduzida e que estoja
oceull ; porlanlo, prolesla-sc contra quem a liver
occulla, pagando das de servigo e o mais que a lei
permiti; c pede-se as autoridades policiaeso ca-
p Ues de campo, hajam de captura-la e leva-la ao
paleo de San Pedro sobrado da quina que volla para
a ra deiHorlas segundo andar.
Para a Babia segu com muita bre-
vidade o hiate nacional Amelia, por ter
parte da carga prompta ; pora o resto e
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira, no trapiche do al-
godao,ou com os consignatarios Novaes &
C, ra do Trapiche n. ~>\.
MAHANHAO E PARA'.
Segu em poucos das para o Mara-
nhao e Para' o hiate nacional Adelaide,
ja' tema maioi parte da carga engajada ;
para resto e passageiros trata-se com o
consignatario J. B. da Fonseca Jnior,
ruado Vigario n. i.
Para o Ass a escuna nacional Linda, que se
espera do Rio de Janeiro por toda a semana, o qua-
tro das depois de sua chegada seguir seu desliuo :
para carga e passageiros, Irala-se na ra do Vigario,
escriplorio de Eduardo Ferreira Bailar, o. 5.
PARA LISBOA,
O brigue portuguez Ribeiro segpe imprelerivel-
menle no dia 1. de fsvereiro : quem no mesmo
quizer ir de passagem, para o que lem acciados com-
niodos, enteuda-se com os consignatarios Tliomaz de
Aquiuo Fonseca di Filho, na ra do Vigario n. 19,
primeiro andar.
Para Lisboa pretende sabir no da 4 de feve-
reiro o brigoe portuguez Laia II, para o reslo da
carga Irala-se com os seus consignatarios Francisco
Scverano Rabella & Filho, ou com o capitao do
mesmo na praga do commerco.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES
lnglezes a vapor.
No dia
..de
feverei-
ro espe-
ra-ce da
E uropa
um dos vaporee da companhia real, o
qual depois da demora do costume, segui-
r' para os portos do sul". para passagei-
ros trata-se com os agentes, Adamson
Bome &C, na ra do Trapiche, n. i2
O abaixo assignado, convidado pelo Sr. Manoel
Tavares de Aquino, por meio do seu aviso inserto no
n. ls desle Otario de 23 do corrente mez, a apre-
sentar os ttulos que o fazem consenhor do terreno
no beccoxlas Barreiras, que o mesmo Sr. lavares de
Aqnino ireleude vender, responde a esle Sr., que
os seus t ulos de consenhor do referido terreno con-
sisten) na sua qualidade de nico herdeiro legitimo
de seu fa latido rmio Angelo de Barros, enjo qui-
nliao hereditario esla comprebendiilo no mesmo ter-
reno, como consta de partilha judicial que se fizera
peraute a|exmela ouvidoria desla oomirra, e a cuja
licranga ijenuiiciaram lodos os maos do abaixo as-
signado. Responde mas ao Sr. Tavares de Aquino,
que neoh ima razio Ihlassislc para so mostrar ad-
mirado di que o abaixo assignado anparecesse agora
a querer i mbaraga-lo no seu negocio de venda do
referido ttrrenn; por quanlo bem lembrado deve
estar o Sr Tavares de Aquino de que, quando Ira-'
lou de comprar o dilo terreno, dngio-se a minha
casa c perguntou me se era verdade que meu sobri-
nho n.lo (ra senhor do lodo o referido terreno, e que
eu lhe respond que era verdade o que dzia, porque
parte desse terreno pertencia a meu fallecido ii man
Angelo dii Barros, de qoem eu era nico herdeiro,
como j cima declarci, sendo que por essa razio
Petronill.i (letal, que entao mova demanda e exe-
eiieo contra mim na qualidade de nico herdeiro
de meu dito irmao, de quem ella se dizia credora,
linha feil> peuhoia assim nesse mesmo lerreno, co-
mo naqu dle que eu liavia lindado de meus pas, e
que rae hiva sido dado pela parllha cima declara-
da. Felizmente a referida pergunla do Sr. Tavares de
Aquino e a referida resposta minha foram presen-
ciadas por pessoas fidedignas que ainda vvem. A"
vista (lisio he claro que nenliuma razjo lem o Sr.
Tavares de Aquino para se exhibir admirado deque
eu ppar!cesse agora a querer embaraga-Io nn seu
negocio. Eu, sim, Sr. Tavares de Aquino! eu he
que tenhi carradas de razao para me admirar de que
Vine, coitiprasse a meu sobriuho, e este lhe vendesse
um lerrelio, era que ambos sihiam que tinha urna
parle o meu dilo fallecido irmo, a qual ainda en-
i m eslava sujeita a V^enhora de quo cima l-llci.
Ouaulo alposse de que falla o Sr. Tavares de Aqui-
no. espero que esle Sr. mostr romo ella pode pro-
duzr alaum effeilo jurdico vista da partilha judi-
cial de qule cima fallei. e a qual foi prsenle o sea
antepossujdor, pai do meu sobrinho, vendedor. Com
islo pensolque lenho salisfeilo cabalmente ao convite
do Sr. Ta ares da Aquino. Hecife i de Janeiro de
185.Btnto de Barros Falciio de Ijxcerda.
Jos Tavares Muniz Frazao, subdito portuguez,
relra-se [ ara a Europa por causa de molesln.
Aluuam-se 2 casas lerreas com commodos para
pequea familia, de UtOOO mensacs cada urna, silas,
urna na n a do Sebo n. 52, e outra no principio da
Soledade n. 27 : a tratar na ra da Aurora n. 26,
primeiro andar.
U.t-s dinheiro a premio em pequeas quan-
lias sobre penhores de ouro ou prala : na ra do
Padre FloJiano, primeiro andar do sobrado u. 71.
Ir
corre do dia 27 do correle mez.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-seerecebem.se escravos de ambos at
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra delta. ofTerecendo-se p.ra
isso toda a segurauga precisa para os dlos escravos.
Na taberna da roa da Concordia aioda se pre-
cisa de tira c.iixciru.
O Sr. Joao Jos da Costa Santos lenha a bon-
dade de apparecer na ra do Azeile de Peixc n. II,
para negocio que moilo o inleressa.
Candido Alberto S. da Molla.
FIBTO.
Na madrugada do dia 22 do corrcnle furlarara do
sitio Olho d'Agua, da Passagem de Olinda, om ca-
vallo de eslnbuiia rugo pedrez, grande, rapado, ore-
Ihas cabanas, com maminhas ero ambos os braco,
urna bellide no olho direilo, com calombinhos no
espinhago, e pisadura velha na sarnelh* ; julga-se
ler 10 a 12 annos de idade, c esla carnudo : quem o
apprehender leve-o ao mesmo sitio, Majo* ra da
Cruz do Rocjfe, sobrado n. 46, que ser gratificado.
Precisa-s"e fallar ao Sr.' Joc da
Silva Pontes Marinho, para se lhe dar
noticias de um seu filho de nome Jos' :
nalivraria n. C e8, da praca da Inde-
pendencia.
i O abaixo assignado, (estnraenleiro e inventa-
liaiilc dos bensdeixados pela sua finada irmia Ma-
ra Thomazia do Espirito Santo, faz pablico que,
tendo mandadi de St. Amaro onde mora, na dia S
de oulnbro do anno prximo pastado, ao Recife a
escrava Oenoveva, de hago Cosla.com idade de 36
annos pouco mais ou menos, liara regular, pos groa-
ses, peilos grandes, lem as costas urna marca de to-
Iho, a qual esclava pertencia a raassa dos ditos bens,
acontecesse que nflo lhe vo)la casa, e como nunca fugisse nem cm companhia da
tinada sua irniaa, e nem durante o lempo que esta
sob administragao do abaixo assignado, por isso nao
podendo suppo-la fgida visto que razio alaum. lia-
va por isso, a suppoe extraviada ou pagada por l-
auem; tanto mais quanto a sobre dila escrava pendo
pelo juizo da 2 vara do civel desla cidade ama ae-
cio de libello entre o abaixo awignado na qaaUd.de
de leslamentciro, sendo o autor Antonio Francisco
de Paula do Rosario ; por isso protesta polo picata)
le o abaixo assignado contra a pessoa era cujo poder
for ella encontrada, e recommenda a captura della a
polica e a qu.lquer pessoa que encontra-U, que se- .
ni gratificada levando-a a .casa do abaixo assignado
em Santo Amiro.
Miguel Arckanjo Fernanit* Viaima.
LEILOES.
DECLARACO ES.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
O agenle Borja far leilao lerga-fera. 30 do
corrente. euiseu armazem, n ra do ldlesion. 15,
de urna infinidade de obras de ouro, diamante e bri-
lhanle, como bem : aderecos, meios dilos, pulceiras,
alfincles lano lisos como esmaltados, obra do ultimo
gosio, alfiueles de pelo, botes para abertura, e ou-
Iras obras de brilhanle ele. etc., relogios palele in-
glez, dlos suissos e horisonlaes, algumas obras de
prala, relogios de paredee cima de mesa, ludo isto
ser entregue pelo maior prego qae fr ofierecido,
em consequencia de ser para liquidagoes : os quaes
objeelos estarn patentes no mesmo armazem, no dia
do Icilao, as 10 horas.
O senle Vctor far leilao para liquidaran de
conlas, no seu armazem, ra da Cruz n. 25, de urna
porgao de excellenles queijos londrinos, dila de pre-
sunto, algum com avaria, dila de latas de sopas e
carnes, ludo sem lmite: sexla-feira, 20 do corren-
te, as 10 ,'j horas da manhaa.
llEGVfl
Os ajiaixo assignados fazem sciente ao publico,
que o Sr. Tluophilo Jos de l.einos deixou de ser
caixeiro dos mesmos, desde o di* 1. do corrente mez.
Brilo & Queirox.
De tuvo pede-se ao Illm. Sr. Dr. chefe de po-
lica, que por sua bondade o honra do lugar, que
1,1o dignan ente oceupa, queira tomar em coosi-
deragSo a conducta do inspector da Imheribcira.que
lem commotlido diHercnlcs crimes, e de novo lem
commettidd oulros attcnladc*, como ha pouco lem
aconlecido.e na forra de embriaguez he milito peri-
goso ; pelo que espera de V. S. as devidas providen-
cias.Francisco Manoel Coelho.
Deseja-se fallar com Joao da Cruz Cavalcanli,
filho do finado Antonio Lucas Ribeiro, a negocio de
eu inleresse ; sendo que nao exista, pode compa-
recer qualqucr prenle do mesmo : no largo do Hos-
pital n. 26.
A peatM que empenhou iim relogo de ouro,
em poder de Joaquina Mara da Conceigao por 509
rs.,desde o dia llde iilho de 1853, veaba lira-tono
prazo de 8 das, do contraro ser vendido para seu
pagamento, vesloj nao chegar para isso.
Aluga-sc urna casa de am andar e loja, na ra
da ViraciJo n. 31, assim como a loja do sobrado, na
Iravcssa do Dique n. 9, e duas casas terreas, em Fu-
ra de Portas, ra dos Guararapes n. 15, e ru. do Pi-
lar n. 13 : a tralar com o proprietaro Antonio Joa-
quim de Souza Ribeiro, na ra da Cadeia do Recife
n. 18.
MUTILADO
JoSo Gones Jardimvai a provincia da* Ala-
aas, i negocio de seu inleresse.
O abaixo assignado, discpulo qua foi do tina-
do Ezeqoiel, oflerere sen prestimo para dar lg'es de
dansa, lano antigs figuradas, romo modernas, qua-
drilhas, polkas, schotisk, masholkas, rodolva, cavla
moderna, duelos ele. ele.: quem a quizer honrar
rom a sua protecrSo, lano em sua eaa coaao om-
ino as casas dos prcleudenles, o poderla procurar
ua ra dos Copares n. 19, do meio dia al as 3 ho-
ras da tarde. Manoel Franrisco di .Soasa Maga-
Ihaes.
As pessoa qae devem a taberna da rea Nova
n. 50, que foi de Malinas Joaquim da Maia, hajam
de vir soldar sua conlas, que pela maior parle ja
silo bstanle anlinas ; o suecessor dela r.n* j.i tem
annuociado por diversas vele*, e le o presente ne-
nhum dos devedores se lem dignado a dar o menor
cavaco ; por sso pede de novo que venhara oa m.n-
dem salisfszer seus dbitos, afim de nao darem lucir
* usar de oulrs meios a seu alcance p*ra ser en-
bolsado. A mesma taberna arha se soitdi cora g-
neros novos o tiwns, vuibos c outro* espirilos engar-
rafados de lods as qualidades boas e por rnrtrnodos
pregos.
Precisa-se de urna ama para rozinhar cm casa
de homem soltero a tratar na I.insuda n. 2.
CHAROPE
no
BOSQUE
O nico de|Kisi:ocou!inii a ser na hedic. ie rUr-
Iholnmou Francisco de Souta, na ra lara d* Rt-a-
rio n. 36: carrafas graudes5>>00 e r-equeiias:tum.
IMPRTAME PARA 0 PlBLHfl.
Para cora de -poli-ira ein Indos os seu diflerrnles
graos, quer motivada por conatipagoes. Inste, ..-ih-
iiia, pleuriz. escaos de sangue. ddr de costados o
peilo, palplagSo no oarago, roqneluclie, bronrlulc,
eir na garganta, e lodas as molestias do orgaos pul-
monares.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Gtmpanltia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de canoas todasde ferro, de um
raodellt) e construccao muito superiores


4
HUB O OE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 26 HE JANEIRO DE 1855.
A coeheira -la rua da Cadeia. iefronlc Jo Ihea-
1ro de S. Francisco, oflerecc o seu elegante mnibus
rira Sanio Amaro de JaboaUlo, oqual deve sahir as
horas da mantilla ; e por issn as pessoas que quiza-
ron) lugar no mesmo para npreciarcm essa zrande
fesla deverlo Iralar de vcpera, 27 de Janeiro.

AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do CoIIegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
presos mais baixos. do queemou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ces, como a retalho, affiancandc-
$e aos compradores um s prec_o
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que :ie tem vendido, e por
isto ofierecendo elle maiores van-
tagens doqut outro qualquer ; o
prqprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patriciof, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesss) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. i'., de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
C0S.SULTQRI0 DOS POBRES
25 BA DO COI.MIGIO 1 AWDAXt 25.
O l'i. 1'. A. Lobo Moscozo da consultas lioroeopatliicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casog extraordinarios a qualquer hora do dia ou nuile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia. e acudir promptamente a qual-
quer mulher que esteja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permittam pagar ao uiedico.
i CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Precisa-se de ama engommadeira > ara casa de
familia eslraugeira : a fallar do armazem'_de M. Car-
ueiro, na ra do T.apiclie n. 38.
Conven explicar ao publico que o Sr. Rapliacl
Bozano se diz credor da massa de Uliveira Irmilos A
Companhia, porqui sendo devedor da quanlia a que
no referimos, parece que em Genova fez um tras-
patio dasua divida pira um credor de maior quan-
lia. c agora figura de credor pelo saldo. .Ora, para
quem sabe que o devedor do urna casa fallida he
obrigado a pagar ludo o que deve, e nao pode con-
tratar com o que nao Ihe perlence, lie fcil concluir
se o Sr. Bozano devia traspassar seu debito, e figu-
rar como credor 1e um saldo, ou entrar para a mas-
sa com o que de' ia. Nao sabemos que documentos
S.S. poder exhibir a nao ser algum adquerido com
a mesroa facilidade com que fez a transferencia da
divida em Genova.
LOTERA HE N. S. DA SALDE.
Aos 5:0009000, 2:00(10000, 1:0009000.
Ocautelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que a lotera corre induhita-
velmeule no dia 27 de Janeiro de 185.'), no consist
rio da igreja dt Conceico dos Militares. Os seus
bilhetes e caule as eslAo isentos do imposto de oilo
por cento nos tres primeiros grandes premios. Os
ieos afortunados bilhetes e camelas esiao venda
as lojas seguin es : ra da Cadeia do Rerife n. 2,
loja de cambio (lo Sr. Vieira ; lojas de miudezas n.
31 do Sr. Bastos e n. 45 de Sr. Joi Porto ; na pra-
Ca da Independencia, luja de calcado n. 37 e 39 do
Sr. Santos Porto; ra do Queimado, lojas de fazen-
das do Sr. Meraes n. 39, e dos Srs. Bernardino &
Companhia n. 44; ra do Livramenlo, botica do
Sr. Chacas ; ra do Cabug u. 11, botica dos Srs.
Moreira & Fragoso ; roa Nova n. 16, loja de fazen-
das dos Srs. Jof Lniz Pereira & Filho ; e no aterro
da Boa-Vista n. 72 A, casa da Fortuna do Sr. Gre-
gorio Anlunes de Oliveira.
Bilhetes 59500
Meios 29S00
uarlos IJfiOO
Oilivos 300
Decimos 700
\igesimos 400
recebera por iuleiro


1
a

Manual completo de meddicina homeopatliica do Dr. G. H. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados cm dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc.
SOSOtX)
Esta obra, a mais importante de todas as que trata ni doestudoepratica dahomeopalhia, por sera nica
quecontm abase fundamental "'esta doutrinaA P.YTHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcouhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas qoe se quereni dedicar pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
experimentara doutrina de Hahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirose senhores de engenho que estilo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes de navio,
que urna ou oulra vez nao podm deixar de acudir a qualquer incommodq seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por cirenmstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo obriga-
dos a prestar in continenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradr.ccao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra tamliem til as pessoas que se ddiram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10!fl00
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprielario deste estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 34 medicamentos em glubulos, a 10?, 125 e 155000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 209000
Ditas 48 ditos a ............... 23)000
Ditas 60 ditos a..............., 300(100
Ditas 144 ditos a ................ 609000
Tubos avulsus......................... I9OOO
Frascos de meia 0115a de lindura. .................. 28000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompt-se qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muito commodos.
COMPRAS.
Compra-se p.itacies hespanhes
em qualqer quantidade, na ra do Tra-
piche, armazem n. 58, de Miguel Car
neiro.
Compra-se toda porcao de prata velha ou nova,
que possa apparecer, a peso, conforme sua qualida-
dc : na ra da. Beatilla Velha n. 70, segundo andar,
c dir quem compra.
Compram-se uns utencilios de fazer velas de
carnauba, estando em bom oslado: em Fora de Por-
tas, ra do Pilar 11. 145, taberna, ou anuuncie.
Compra-se a rhetorica por Vcllez : na ra das
Cruzesn. 9, sobrado.
Compra-se evende-se escravos, tan-
to para a provincia, como para fra del-
la ; e tambem recebem-se de commisso
na ra Direita, n. t.Francisco Ma-
tliias Pereira da Costa. .
Compra-se urna rotula em meto uso,
que tenha quatro palmos e duas polega-
das de largura, e com onze palmos e meio
decomprmento ; na Camboa do Carmo,
n. 14.
VENDAS
5:0009
2:5009
1:2509
6253
5008
2508
Alugam-se 2 novos armazens na ra do Brum,
em Fra de Piulas : quem os pretender, enlenda-se
com Jos Anlunes Guimaraes, na ra de Apollo,
armazem n.30. '
Numero onze, he do So ares !
Kapagnes, rapazes, vinde
Ao Rosario, estrella roa.
Antes que a raslanha linde.
Ha caslanha assada e cra ;
Mas .usada he bom petisco.
Se o freguez gostar da pinga
Da bolsa nao cerro o risco.
Sao qi entinhas como aquellas,
Que I iprandi mandn dar
Aos amigos de Maroma,
Quanto Bifes quiz janlar.
Ha la nbem maceas e nozes,
Peras seccas, bolachinhas
De soda, ludo de goslo,
Amei-ias em bocetinhas.
Vndi pois, rapaziada,
Oue c Soares he papa-fina ;
Ilouve dinheiro, he bstanle,
Vossa barriga empanzina.
O collegio Siinlo-Afibnsn.acIia.se funeciouando
desde odia 15 do corrente. Nellc anda recebemse
pensionistas, meios pensionistas ealomnos externos,
tudoem con ormidade dos estatutos aba i xo :
Estatutos Ai Collegio Santo Affonto, dirigido por
Alfonso Jit de Olictira, profestor jubilado nq
cadeira de geographia e historia do hjceu do Re-
cife.
Arl. 1. O collegio Santo AObnso tem por fim a
inslruicao di mocidade.
Art. 2. Nnlle ensiuar-se-liio os mesnios preparato-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
reilo.
Arl. 3.Aloi dos preparatorios cima, haverSo
mais duas ci deiras, urna de primeiras letlras, e oulra
de msica..
Arl. 4. Pira o ensino das respectivas materias,
serao Horneados profesores de reconhecido m-
rito.
I'IBLICACAO' DO 1\ST1 TITO H01E0PA-
THIGO O BRASIL.
TIIESOURO IIOMEOPATUICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Meihodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, taulo europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgeru Pinho. Esla obra he hoje
reconhecida como a melhor de todas que Iralam da
applicacao homeopalhica 110 curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
o seguro sem possui-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilaes de navios, serlanejos etc. ele, devem
te-la mao para occorrer promptamente a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cm hrorbiira por 109000
encadernados 11000
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se o engomma-se com toda .1 perfeirao e
aceio: no largo da ribeirade S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
ciueira mandar receber urna cucommen-
da na livraria n. be 8 da piara da Inde-
pendeneia.
AULA DE LATO!.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
quemudou a sua aula para a ra do Itan-
pel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseupequenoprestimoo,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
No liolel da Europa (em salas e qnarlos forra-
dos com lindo papeleara aluguel, com comida ou
sem ella.
I
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaiguoux, estabelecido na ra larga
do Rosario 11. 36, segundo andar, colloca den- QQ
les com gengivas arliliciaes, e dentadura com- V
plcta, ou parte dola, com a pressao do ar. t
Tambem leni para vender agua denlifricedo
Dr. Picrre, c p para denles. Rna larga do @
jt Rosario n. 36 segundo andar. fi
O Sr. Antonio Ferreira da Costa
Braga tem urna carta na livraria ns. (ie 8
da prara da Independencia.
L'iride Italiana, revista arlislica, scientifica o
Iliteraria, dehaixo do immediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas lingoas pelas mais
coiiheridas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeano-Ravara. Subscreve-se em Per-
nambuco, na livraria 11. 6 c 8 da prara da Indepen-
dencia.
Novos livrosde homeopalhia luefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............2O9O
Teste, molestias dos meninos.....69OOO
Hering, homeopalhia domeslica.....7>(H)0
Jahr, pliarmacopa homeopalhica. 68000
Jahr, 110*0 manual, 4 volumes .... I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, molestias da pelle......' 89OOO
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
llaiihmann. Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doutrina niedicu homeopalhica
Clnica de Slaoneli.........
Casling, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvsten.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripeo
de todas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consullorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro andar.
ALMAJAR PARA .8o.'i.
Saliiram a' luz as folhinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, coirigido e accrescentado, contendo
V00 paginas : vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. (i e 8 da piara da Indepen-
dencia.
FpLHIHHAS PASA 1855.
Acliam-se a' venda as bem conbecidas
folhinhas impressas nesta ivpograpliia,
de algibeira a .")20, de porta a 100. e ec-
clesiastieas a i-80 rs., vendem-sc nica-
mente na livraria 11. 0 e8 da piara da
Independencia.
mdapolao com toql'e de ava-
ma\.i,oooeo,:oo.
Vende-se na loja n. 17 da ra do (Jueimado, pe-
cas de m.idapolao lino com loque de avaril de agau
doce, pelos presos cima : dinheiro i vista.
PARA 0 UDAIISIO DO
ROM GOSTO.
A S.sOOO rs. o corte! !!
Vcndcm-se na roa do Queinmlo, loja 11. 17, ao p
da botica, os modreos cortea lis vestidos de tarlala-
na de seda com qiiadrvsdc cores, ilc lindos e novos
desenlias, com 8 varas e meia, pelo barato preco de
88000!.'! -
ORLHRS OE LISTRA. DE" SEOA
A 400 rs o covado.
Vendcm-se na ra do (Jueimado. loja n. 17, de
10S000 Faria & Lopes, para liquidarlo de emitas.
89OOO
78O0
69000
49000
1OJUDO
30?000
BANCO DE PERNAMBUCO.
O presidente da assembla geral do
Banco de Pernambuco'convida aos se-
nhores accionistas a comparecer' na
sessao ordinaria do dia 51 do corrente Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 ho-
ras do mesmo dia. na casa do referido
Banco, em virtude da requisiciio que lhe
oi feita pela direccao respectiva, emofll-
cio de 15do correnta. Rccife 17 de Janei-
ro de 185V Pedro Francisco de Paula
CavalcantrWe Albtiquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario,
O hotel da Europa da ra da Aurora acaba de
receber um cozinheiro francez muilo hbil, e por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes,
apromptaodo bons peliscos a toda hora ; e tambem
recebe qualquer encommenda de pastis e podins,
pelo preco marcado na tabella.
JOIAS.
Arl.'5. C'collegio recebe pensionistas, meio-pen-
siouistas, e alumnos citemos.
Art. 6. Os pensionistas pagarito 608000 rs. por
trimestre, e iw meio-pensionislas 368(K0 rs. sem-
pre adiauta los : os externos de lalim 48000 rs. men-
saes, de primeiras letlras e do msica 3 rs. ; c dos
outros preparatorios 59 rs.
Art. 7 O collegio nao d roopa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, e aqoelles que a quize-
rem receber delle, pagaro mais 158000 rs. por tri-
mestre.
Art. 8 Dentro das pagas eslabelecidas n. arl. 6,
para os pensionistas e meio-peusionislas, deve-se en-
tender comprehendido somonte o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, de-
veudo elle contribuir com mais 15a rs. por trimeslre
se por ventura quizer aprender algum outro, ao
mesmo lempo fra daquelle.
Arl. 9. O alumno urna vez matriculado, estar
sujeito ao pagamento de suas mensalidades. devendo
ser previamente commuuicado ao director a sua re-
lirada, quando tenha do ser eecloada ; porquanlo
o collegio nao admitle descont algum sob qualquer
pretexto que seja, nem mesmo de ferias : o trimes-
tre principiado entende-se vencido para seu paga-
mento.
Art. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de serem pagas suas coulribuiees.
segando o eslabelecdo no art. 6.
Art. II. Tambem nao ser conservado aqneile
alumno, que, dentro em 6 mezes. se mostrar inapto
para o aprendizado, ou da um procedimenlo reprc-
hensivel e incorregivel.
Arl. I3. O collegio fornecer sempre ios alumnos
' pensionistas e meio-pensionistas, alimento sadio e
abundante, e Iiizes de vela a aquelles para o estado
a noite, e banhos duas vezes na semana.
Art. 13. As despezas com livros, molestias e ou-
tras imprevista! serio por conta dos pais dos a-
lumnos.
Ar. 14.Cada pensionista Irar sea bahu com ron-
pa sufiicienle de uso, cama de vento, espelho, penle,
thesoura.escovas, bacia de rosto, jarro ele.
Arl. 15. Nenhum pensionista poder sahir do
collegio patseio. ou a nutro qualquer fim, sem li-
cenca do director que a conceder, ou denegar se-
gundo entender conveniente.
Art. 16. Ocolhgio Irabalhar lodos os dias alis
de manhaa e a lacde.
Art. 17. Sao feriados no collegio, alm dos do-
mingos e dias santjs, as quintas feiras de todas as se-
manas, emquenlo haja algum dia sanio, 011 quai-
quer oulro feriado : os 3 dias do enlrudo at a quar-
ta fera de Cinza inclusive ; de quarta-feira de Tre-
vas al domingo de Pascoa, os das 24 de marco. 7
deselcmbro, e dousdedezemliro, e de 15 de dezem-
bro a 15 de Janeiro de cada anuo.
Art. 18. Tambem ser feriado em agosto o dia de
Santo Alfonso .padioeiro do collegio.
Arl. 19. Para iranler a ordem e inspeccionar os
alumnos, havera um inspector que morar no mes-
. 1110 collegio.
Art. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha altes-
lado de promptos para fazereni seas exames onde
Ihesconvier, depois de vencidas es materias do ensi-
llo, ejulgados habilitados pelos respectivos professo-
res, e com audiencia do director.
Recife 9 de agoslo de 1854.
Affonto Jos de Oliveira.
Approvo. Mecifc 19 de agoslo de 1854.O viga-
no remudo Henriques de Resende, director geral
interino.
Agencia de passaportes.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do impe-
rio, ttulos de residencia e folhas corridas, erm a
maior brevidade, e pelo preco o mais commodo pos-
sivel : na ra do hangel n. 8.
LEITURA REPENTINA.
*1ETH0D0 CASTILHO.
A escola se aclia transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia j) de Janeiro. As ligues para
as pessoas oceupadas de dia serao das 7 a's
9 da noite.
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ruado Cabug n. 11, confronte ao paleo da matriz e
ra Nova, fazem publico, que eslao recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de ourodos melho-'
res goslos, tanto para senhoras como para lemeos e
meninos ; ospreros continuam mesmo baratos como
tem sido, e passa-se coutas com rcsponsabilidade,
especificando a qualidadedo ouro de 14 ou ls quila-
tes, Picando assim sujeitos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim & Irmio.
LOTERAS DA PROYIMIA.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
Mello tem a venda as suas afortunadas
cautelas da segunda parte da primeira
lotera do Poco da Panella, que corre no
dia 27 do corrente, nos seguintes luga-
res : ra da Cadeia do Recite, loja jl 11;
ra do Rosario, n. 26 ; estreita do Rosa-
rio, n. 17, do Sr. Az.evedo ; travessa do
Queimado, n. 18C ; aterro da Boa-Vista,
n. 58 ; ra Direita, n. 62 ; na povoarao
doMonteiro, emcasadoSr. Nicola'o, e na
sua loja da ra Nova, n. 4 ; sendo entao
livresdo descont de 8 por cento os bilhe-
tes pelos precos que se seguem :
Bilhetes 5J500
Meios 2^800
O'tartos 1 sOO
Decimos 700
Vigsimos 400
Aluga-se urna sala no segundo andar da ra do
Collegio, propria para advocacia : Irata-se do seu
aluguel na ra do (Jueimado n. 7.
ATTENCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-se com um completo sorlimenlo de hebillas de
todas as qualidades, cerveja em meias garrafas e gar-
rafas, licores francezes, vinho linio e branro, quijos
novos, sardinhas deNanles, manteiga ingleza e fran-
ceza, da melhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India c de S. Paulo, dilo prelo, chocolate,
asquear de todas as qualidades, bolachinha ingleza,
dita de aramia, charutos para os amigos do bom cos-
to, das melhores marras, S. Flix, Figueirerlo Ro-
cha, e oulros muitos que se pedirem, alelria. 01a-
carrao, lalharim para sopa ; pedimos lambem ao*
senhores de engenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo eslabelecimenlo rom suas
freguezias, adiando ludo pelo preco da praca e a sa-
tisfago do comprador.
Antonio Egdio da Silva. lente de geometra
do lycen desta eidade, pretende abrir no dia 1. de
fevereiro, na rasa de soa residencia, na ra Direita
n. 78, um curso de geometra para lodo o anno lec-
tivo : os senhores c-ludantes que o quizerem fre-
quenlar, podero dirigir-se a mencionada casa, das
7 horas das manhaa al as 9, e das 3 ate as da
tarde.
I J. JAJE, DENTISTA, %
':' continua a residir na ra Nova n. 19, primei- 55
i*, ro andar. *
LOTERA DE N. S. DA SALDE.
Aos 5:000s000, 2:000s000, 1:000s000.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Son/a J-
nior avisa ao repeilavel publico, que os seus bilhe-
lese caulelas n,1o solfrcm o descont de oilo por cen-
to nos tres premios grandes, os quaes se acbam
venda as secoinles lojas : praca da Independencia
n. 4, doSr. Fortunato, 13 e 15 do Sr. Arantes. e40
do Sr. Faria Machado ; ra do Queimado 11. 37 A,
do Sr. Freir ; 91a da Praia, loja de fazendas do Sr.
Sanios ; ra larga do Rosario n. 40, do Sr. Manuel
Jos Lopes : e proeja da Boa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baptista, cuja lotera tem o seu
infallivetandamento em 27 de Janeiro corrate.
Bilhetes 55500 recebe 5:0005000
Meios 25800 2:5005000
Ouarlos 15500 1:2508000
(Jitavos 5800 i) 6255000
Decimos 5700 5005OOO
Vigsimos 5400 2.5O50OO
' & O Sr. Joaquim Ferreira jue lvelo ja na pra-
cisha do Livramenlo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Reflenles core a educacao physica e moral da in
fanria, o/fereeidas as mais de familia?, pelo Dr
/anaci Firmo Xacier.
Esla obra destinada ao bem social e necessaria a
quanlos se oceupam da educacao infantil, para que
chegue ao conhecimento de lodos, acha-se venda
pelo preco de 35000 rs. as lojas dos Srs. : Joflo da
Cunlia Maaalli.les.na ra da Cadeia do Recife n. 51 ;
Joo Soares de Avellar, na rua Nova n. 1 ; e as Ii-
vrarias Classica palco do Collegio 11. 2, Universal na
rua do Collegio, e na do Sr. Honrado no paleo do
Collegio n. (>.
O tliesotireiro das loteras da provin-
cia faz constar ao respeitavel publico que,
sabbado ~ do crtente as 10 horas do
dia no consistorio da igreja de N. S. da
Conceicao dos militares, andam imprete-
rvelmcnte as rodas da segunda parte da
primeira lotera de X. S. da Saude do
Poco da Ponella.
Francisco Antonio de Oliveira.
Os credores dos fallidos Viclorino- Moreira,
qneiram oprcsenlar os ttulos de suas di\ idas ao
abaiio assignado, no armazem n. 42 da Senzala No-
va, vislo ler de proceder a ralcio do liquido de toda
a massa j apurada. B. C. de Moran.'
Da-so a juros sobre hvpolhera cm um predio
nesta eidade al 1:0005000 rs. : na ruado Collegio 11.
21, segundo andar, ou na rua Augusta 11. 11.
Precisa-sede urna ama para o servico interior
de urna casa de pouca familia : na rua da Cruz n. 7.
terceiro andar.
Precisa-se de urna ama capaz para Indo servico
de nina casa de pouca familia : no paleo de S. Pe-
dro n. 22.
Joaquim Ribeiro de Meirelles, subdito porlu-
guez, rctira-se para o Rio de Janeiro.
Aluga-se urna cscrava para servico de rua, ou
de porlas a dentro : quem a pretender, dirija-sc
ruada Senzala, rasa junto a de porteo.
NOVAS ALPACAS DE SEOA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Faria & Lopes, rua do
Queimado 11. 17, as modernas alpacas de seda, de no-
vos e lindos desciihos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
melpomem; de laa* de ouadros,
costo escocez
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ultimaran de mutas : na loja de
Faria & Lopes, rua doQueimudo n. 17.
HISCaDOS VARSOVIANOS
A irSO0O rs. o corte.
Vendem-se risrados Varsovianos de quadrns, Ja-
zenda nova e muilo lina, imitando a seda escoreza.
viudos pelo ultimo navio de llamluirgo, com 13 '.
covados cada corle, pelo barato preco de 49000 : na
loja 11. 17 da rua doQueimado, ao pe da botica.
Vende-se urna porcao de bnloes de metal ama-
relio, proprios para o novo kuilnriiic da guarda na-
cional : na rua da Cruz n. 13, pffcieiro andar.
ATTENCAO' AO BARATEIRO.
Vendem-se apparelhos para cha de porcelana don-
rados e pintados de esmalte, dilos hrancos, dHos a-
znes para ch, dilos para mezas dilos, lanlernas de
pe de vidro, ditas de casquinho Inglezas, ditas de p
da-composieao, copos para agua lapidados, compo-
teras para doce, porla-licnres lapidados, hacase jar-
ros de porcelana lloaradas c brancas, palilciros dou-
rados de figuras, rumpoleiras lizas e bordadas.e ou-
tros mullos objeclos por preco mais commodo do
que em qualquer parle na rua Nova ao p do oi-
lio da Concei(i)o n. 51.
Vende-se um moleque de 20 annos. que cozi-
nha bem o diario de urna casa, sem vicio ; um prelo
de 25 annos para lodo servico ; urna preta de :10 an-
nos, boa para (aboleiro : na roa dos Quarteis 11.2.
Vendem-se superiores quejos lomlrinos, dilos
ile pinha, dilos de pralo.dito susisos em libras, mui-
lo novos e frescacs, presuntos para fiambre, muito
novos, biscoitos ntdezes de diverjas qualidades, bo-
latluuha de soda em latas pequeas e grandes, cho-
colate hamburguez, superior marmelada de Lisboa
cm latas de 2 e4 libras, passas miudas muilo novas,
ludo da melhor qnalidade que tem vindo ao merca-
do, lamprea de esrahexe em latas, ludo pelo mais
commodo preco : na rua da Cruz do Recife u. 4o.
ATTENCAO'.
A nova fabrica de chorolate homeopalhcoede ca-
nda, musgo, ferruginoso, feno, amargo, e para o
diario, acha-se aberla na rua do Vigario n. 27 ; tem
mais yenda cha preto homeopalliiro, cha superior
da India, assucar refinado e de caroeo ; e vende-se
una balanca grande, urna dita pequea com um tor-
no de pesos de meia quarta a urna arroba, qualro
lernas de medidas de folha para lquidos, um dilo
de pao para seceos, dosu cauleiros para pipas, ludo
por commudo preco.
Vende-se urna rarroca com bol, ludo em bom
eslado, sendo a carroca propria para casa particular,
por ser de armaro urande, e muilo nova, ou se tro-
ca por oulra mais rasa : quem a pretender, dirija-se
ao Corredor do Hispo, primeira taberna, defronte do
quarlel da Soledade.
Vende-se urna cscrava de boa finura, idade2.?
annos, punco mais 011 menos, com urna negrinha de
8 mezes, a qual eugomma, coziuha e faz doce per-
fectamente ; oulra com a mesma idade e com muito
boas prendas, que se dir a.i comprador : a Iralar na
rua da Cadeia do Recife n. SO.
Vende-se nina negrinha de 6 annos, muilo es-
perta : na rua dosQnarlcis a. 25.
Vende-so superior arroz do Maranhao a 25000,
e do -ni a I .-''tu 1 a arroba : na rua Direita n. 8.
Vende-se urna parle de nina rasa na rua Impe-
rial, no aterro, n. !). com bstanles commodos : a
tratar na rua Direita n. 59.
Vende-se batata de Lisboa muito nova e eco-
lliida a 2-52S0 rs. a arroba ; vende-se lambem cebla
sulla, muilo superior, a ISlOOocenlo ; chocolate de
Lisboa muilo fino, em latas de 4 e 'i\\ a 15X00 cada
urna : na rua do Queimado n. 44.
Vende-se um prelo mojo, que serve para todo
servido, urna prcla boa cozinlieira, e um casal de es-
cravos casados, por |>rcc,o commodo : na rua Direita
n. 66.
Vende-se superior esUmenha, propria para h-
bitos delerceiros franciscanos : ua rua do Encanta-
mento, armazem n. II.
Vende-se um excellcnte cabriole! do melhor
goslo, c anda ntlo servido ; quem o pretender, di-
rija-se rua do Livramenlo 11. 14.
Vende-se um rico* novo piano de armario, de
Jacaranda : na rua eslreila do Rosario n. 35, segun-
do andar.
Vende-se tura porcao de formas
para fazer velas de carnauba, eumacal-
deira para derreter cera, por todo dinhei-
ro : na rua Direita, n- 05.
Veude-sc urna radeirnlia de rebuco, feita na
Babia : 11? rua e*treila do Rosario n. 3o, segundo
andar.
Vendem-se laceas rom arroz pilado a U550O a
sacca, bom ; c por NrrOOO haixo ; lambem se vende
em arrobas, a 15800 c 1-OU: na rua Direita ?. 2.
Na na da Cadeia n. 20, taberna ennfrnnle a
cadeia, vendem-se barricas de raspaduras, muilo su-
periores, tambem Se vende a retalho.
Vende-se um esrravo de narito. moco, de boni-
ta (gura, com boa rnnducla, ptimo para ludo ser-
vico : na rua Direita n. 3.
Na rua do Queimado 11. 21 vendem-se pechas
de brelauha de ludio de 6 varas, pelo barato preco
de :i520O a pei;a, ua mesma loja riscados largos a
200 rs. o covado.
Vende-se una preta de nacao, que
engomma e cozinha : no aterro da Roa-
vista n. lo, segundo andar.
Vende-se um ptimo sitio muito
grande,com urna excellente casa de sobra-
do para numerosa familia, bastantes com
arvores fructferas, bai\a para capim,
commodo para 12 vareas, etc., etc., no
lugar denominado Rosarinho, confronte
a igreja : a tratar na rua do Collegio, ar-
mazem 11. 15, com o agente Rorja
H01TA ATTENCAO'.
Vendcm-se muilo superiores sapates francezrsde
couro de lastre para meninos, pelo diminuto preco
de 1500(1 o par. ditos para senhora a 640, chapeos
francezes a ."15OO : no alerro da Boa-Visla n. 78.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de superior qnalidade c hom goslo, se-
da Pscos*ezas das mais modernas a 15500 o covado,
rhalos de seda de superior qnalidade a 11S, corles
por muilo barato preco : na rua do Queimado, loja
11 22.
Vende-sejsupei'ior cspcrmarele americano por
preco commodd : nansa do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula.& Sanios.
ROM NEGOCIO.
\ ende-se urna taberna com pouco fundos, bem
afregoezada e em boa rua : faz-se qnalqucr nesnrio
mesmo a praxo com boas firmas, o motivo se dir :
na rua do Pilar n. 137.
Vende-se um sitio de ptima localidade para
a fabrica de lecidos de algodilo, eulre as duas pon les
da Magdalena, c com dous portos prximos ; tem 3
frcnles desembarcelas, a da estrada geral de 200
palmos, e de .VK) palmos a de sul fo norte, e olha
para o nascentc. sendo lodo este grande lado da par-
le da sombra a larde, arejado e fresco : no mesmo
silio.
Teios para vollarete muilo em conla ; na rua
do Cabuga loja de miudezas de 4 porlas.
No armazem de Vctor Lasne, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenbos ; wermoutli em ca-
xas de I i garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vnho verdadeiro
Bordeau\ em caxas de duzia ; kircb
do melhor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absintli, choco-
late muito superior qualidade; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacio a' boa qualidade.
CEMENTO ROMANO.
Veudc-se superior cemaulo em barricas grandes;
assim como tambero vendem-se as linas : atrazdo
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Ajnela de Edwin M.w,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
(i Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
metilos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forea de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prec.0 que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
lhas de flandres ; ludo por barato preco.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada rccenlementc da America.
CEME.M0 UUm BRAMO.
Vende-se cemento romano branco.chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : airar do Ihealro, arma-
zem de tahuas de pinho.
Vende-se um cabriole! com coherla e os com-
petentes arreios para um avallo, todo quasi novo :
par? ver, 110 aterro da Roa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar 110 Recife rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar
Deposito de vinho de cham- 9
tagne Chateau-Ay, primeira qua- 9
idade, de propredade do conde $
de Marcuii, rua da Cruz do Re- M
ji cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
. a 6$000 rs. rada caixa, acha-se
f iinicdmeiite cm casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. \
S B.As caxas sao marcadas a fo- (p)
goConde de Marcuiie os ro- 0
lulos das garrafas sao azues. M
Vcndem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excellenles vozes, e precos com-
modos : em rasa de N. O. Bieber A Companhia, roa
da Cruz n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Coneeiriio, entrado
de Santa Calharina, e tundeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova familia que existe boje no mer-
cado, e para porrftos a tratar no escriplorio de Ma-
noel Alvcs Guerra Jnior, na rua do Trapiche
D. 14.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sorti ment de moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Vende-se escolenle taboa lo de pinho, recen-
lemente chegado da America : na ro de Apollo
trapiche do Ferreira. a entenderse com admiras
rado r do mesmo.
Venderr.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz 11. 4.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Ilenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
Potassa.
No antico deposito ,da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-s? muilo superior potassa da I sua venda em toda
Russia, americana e do IUo Vatos que he par fechar lonla.
Ftjevoto'Christao. ~" -"
Sabio a luz a 2. edicitodo livriuho denominado'
Devoto Christao.mais correcto e acrescenlado: vende-
se uuicmcnle na livraria n. 6 e 8 Ha prara da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Pl BLICACAO' RELIGIOSA?
Sabio luz o novo Mez de Maria, adaptado pelos
reverendsimos padrescapuchinhos de N. S. da Pe-
nha desta eidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da ConceijSo, e da noticia histrica da me-
ilalba milagrosa, e deN. S. do Rom Couselbo : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I5OOO.
Moinhos de vento
'ora bonihasde repulo para regar horlas e baixa,
de capim. na fandigad de D. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Ro de Janeiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingle/es.
Relogios de ouro, patente nglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Cobre de forro.
Chumbo em lencol, barra e munro.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
NA VA Mi AS A CONTENTO E TESOIRAS.
Na rua da Cadeia do Rerife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Ansuslo C. de Abren, conli-
puam-se a vender a 8*100 o par < preco Re) as j.i
bem conbecidas e afamadas uavalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicAo
de Londres, as quaes alm de durarcm extraordina-
riamente, naosesentrm no rosto na aecSo de cortar ;
vendem-se com a condijao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las te 15 dias depois
pi compra restitoindo-e o importe. Na mesma ra-
sa ha ricas lesouriohas para nabas, feilas pelo mes
roo fai'icanle.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marmita ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambo os logares
extstem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
REMEDIO 1NCOMPARAVEL.
-
UNGENTO HOLLOWAY.
Militares de individuos de todas as naedet poden
testemunhar as virtudes deste remedio incomparavel.
e provar, emeaso necessario, que, pela uso qoe del-
le lizeram, tem sea coreo e membros inteinamenle
saos, depois de hiver enprrgado intilmente ontros
tralamentos. Cada pesspa poder-se-ha conveswer
dessas curas maravilhosa* pela leilura dos peridicos
que lh'as relalam lodos os dias ha maitos anos; e,
a maior parle dellas sao llo sorprendentes que dmi-
r.im os mediros mais clebres. Quanlas pesar re-
cobraran! com esle soberano remedio o uso de seus
bracos r pernas, depois de ler permai redo longo
lempo nos hospitaes, onde deviam soffrer a apu-
lacio 1 Dellas ha muitas qoe havendo deixado esses
asylos de padecimento, para se nAo obrnell*rem a
essa operacAo dolorusa, furam caradas complelainen-
le. medanle o uso desee precioso remedio. Abru-
mas das lacs pessoas, na efuso de seo reconheci-
meulo, declararam estes resoltados benficos diante
do lord corregedor, e oulros magistrados, afim de
mais autenticaren) sua aHirmaliva.
Ninguem desesperara do estado de sai siode se
tivesse bstanle confianra para ensaiir rsle remedio
cnnslanlemente, seguindo alcum lempo o trala-
mentoque necessitasse a natureza do mal, cejo re-
sultado seria provar inconlestavelmente : Qoe ludo
cura I
O ungento he til mais particularmente not
seguintes casos.
matriz.
S> v ende-se em casa -tos Srs. L. Leconlc l'c-
ron (xjT- o'novo c agradavcl chocolate de
@ Sande, chegado reccnlemente de I'ranca : na *
C rua d Cruz n. ->D. ^
5TS.:D;iS@st@:g3@@g@3@
Vendem-se cortes de vestidos de setim prelo,
lavrados, muilo boa fazenda, c padroes do ultimo
gHjlo, por prego muilo em conla : na loja do sobra-
dojmarello, nos quatro cantos da rua do Queimado
n^r.
Toallias de superior panno de linho alco-
xoadas para rosto a 1 ,S 120,
vendem-se n rua do Crespo loja n. 16, asegunda
quem vem da rua das Cruzes.
l'anno prelo c de cores muilo bons para 3,
35500 c iJOOO, e juntamente ha casemiras prelas,
pannos prclos e sehm macan para colleles das me-
lhores qualidades que existem no mercado, e por
pregos mais baratos do que em oulra qualquer par-
le : na loja do sobrado amarello, nos quatro cantos
da rua do Queimado n. 29."
Casa da fama, aterro da Roa-Vista n. 48.
5:000$0<)0, 2:000s0U0, 1:000*000.
Eslao expostos venda os bilhetes e caulelas da
loleria de N. S. d Saude do l'iico, a qual corre a 27
do correle.
Meios 2J800
Quarlos loiH)
Decimos 7o0
Vigsimos 400
Vendem-se terrenos proprios para eslabeleci-
menlo das padarias, com porio de embarque perlo :
a tratar na rua do Livramenlo n. 27, seguudu andar.
ALBANEZA, A MIL RES.
Vende-se a IjOOO o covado da excedente fazenda
intitulada albaneza, com 6 palmos de largura, pro-
pria para vestidos, manliihas, hbiles de religiosos,
e outros falos : na rua do QneimadeVIoje n. 21.
A 1S<1.
Vende-se a nove vinlens o covado de riscado fran-i ,
cez.com quadros de diversos tumanaos : na rua do' cl atolle; em Berln, empregaclo as co-
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfermidades da culis
em geral.
Enfermidades do anas.
Eruneoes escorbticas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas.
Iiepra.
Hales das pernas.
dos peilos.
de oihos.
Mordeduras de reptis.
Picadura de mosquitos.
l'ulmoes.
Qneimadclas. t
Sarna.
Suparacdes ptrida*.
Tiiiha, ero qualqeer par-
le qoe seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
- dn fc.do.
~mm nee sevcolacoes.
Veas torcidas, ou nada-
das as pernas.
Inchacoes.
Iuflamma^ao do ligado.
da bexiga.
Vende-se este ungento no eslabelecimenlo peral
de Londres, n. 244, .S'irantf, e na loja de lodos ns bo-
ticarios, droguistas c oatras pessoas eneerregadas de
a America do Sul, Havaoa e

O solicitador nos auditorios desla eidade
abaixo assiiuiado, conlinaa a exercer as ^
funcrjOes desse cargo, para o que pode ser ^
^ procurado no escriplorio do Illm. Sr. Dr.
w Joaquim Jos da Fonceca, o mesmo compro- "'
^* naal, com lodo zelo eactividade, medanle 3i*
S um pequeo honorario, assim como as <5J
jET causas parliculares nao poc preco as 22"
^J parles. Cumillii Augusto Feri eir da Silca.^jf
Aluga-se a loja, sita na roa do Collegio 11. 10
com armaean propria para qualquer eslabelecimen-
lo, on vende-se, como convier ao pretndeme : tra-
ta-se na rua do Queimado n, 40, segundo andar, ou
na travessa da Madre de Dos n. 15.
francisco Lucus Ferreira, com ce
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
mario na. igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e all en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
piie o regulamento do cernterio.
pianois.
Joo T. Vogeley avisa ao respeilavel publico, qae
em san casa na rua Nova n. 41, primeiro andar, a-
cha-se um sorlimenlo de bons pianos de Jacaranda,
com forma de armario e fabricados por um dos pri-
meiros fabricantes da Europa, de vozes harmoniosas
e duradooras e snasafinacoes: o nnuunciaule con-
tina a afinar ecnncerlar pianos com perfeirao.
Fortnalo Francisco Marques, snbdilo porlu-
gnec, vai a proviucia do Para tratar de seus nego-
cios.
Um FRANCEZ
Acha-se de novo eipostu a venda a deliciosa pita-
da desle rolan francez, que s se encontrar na rua
da Cruzo. 20, primeiro andar, e na luja ele Cardeal,
rua larga do Kosario, por muilo coiuiiiodu preco.
Vende-se a loja de miudezas da rua do Quei-
mado n. G7), .1 dinheiro ou a prazo : quem a preten-
der, dirija-se i mesma loja, qns achara com quem
tratar.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger & C. na rua da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelhosde diversos tama-
nhos e cores, que lbrmam o mais lindo
panorama., postos em tuna columna no
meio do jardim, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn Praeger & C, na sua casa rua da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto horizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com mol-
dura douradas.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciacs.
Caderas esofa's para terraros e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Champagne.
Licores de dillerentes qualidades.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos liara msica.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'L'choa, comscis
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com muitas flores, coclieira, es-
tribaria, quartopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condices mui favoraveis para o compra-
dor : a tratar na rua da Cruzn. 10.
Queimado, loja n. 21.
Vende-se breu em barricas muilo grandes epor
preco commodo : na rua do Amorim n. 48, arma-
zem do Paula.d Sanios.
NOVOS PADROES DE CHITAS BARA-
TAS, LOJA DA RUA 1)0 CRESPO
N. 11 DE DIAS & LEMOS.
Chitas saragocanas caboclas, muito
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
miudinhas padriles muito bonitos pa-
droes e lixes a 200 rs. o covado, ditas
d e ramagens tambem lixas a 200' rs. o
covado, cobertores grandes a 640, ditos
pequeos a 5(i0, algodto mesclido, pan-
no couro a ISO ; e oiitriis muitas fazendas
baratas, e tudo se da' araWrfsTpompi-
nhor.
1 DE 2,000 RES V 200.000.
vi Superiores e lint-simos chapeos do Chile
SE parahomensesenliur.is. a muissnperiorfazeiida <$
que temando ao mercado, chegados recen- @
S lemenli na loja e fabrica de chapeos .1,. Vt
g) Joaquim de Oliveira Maia, na praca da Inde- flt
t penitencia ns. 24. 20. 28 e 30. dj
'33sl SSfe S: 3 :ji @ S tfiSm
A 5.S500 e V.sOOO o par. quem deixara'
de comprar.
Sapaloes de lustre francezes para boniem, assim
romo um cmplelo sorlimenlo de calcados de lodas
as qualidiides, lano para homcm como para senho-
ra, meninos c meninas, ludo por preco muilo com-
mudo, a troco de srdulas vclhas : no alerro da Boa-
Vista, defronlc da lionera n. 14.
METAL AMAKEI.I.O
para forro de navio : vende-se por preco commudo.
em caVii de isaac Curio f\ Companhia, rua da Cruz
n. 40.
una escravo para
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
maos.
NA RUA DO APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com farinhade mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
se todo o negocio.
visto
1 sendo porciir *">
RUA DO CRESPO N. 12.
> Vende-se nesta loja superior damasco de W
5 seda de cores, sendo branco, encarnado, roxo, 0
por preco razoavel.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8,
vende-se urna escolhida colleccao das mais
brillantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
IFARLNHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
1 armazem de Tasso Irmos.
lonias igleas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, jifato com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
\. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4,
Vend-se tuna rice mobila de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 23, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recen teniente chegada.
Vendc-se urna balanra romana com lodos os
sus perlences. em bom aso e de 2.000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronteda porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
lidlio.
H POTASSA BRAS1LEIRA. ()
Vende-se superior potassa, fa- ^|
brcad no Rio de Janeiro, che- **
gada i ecentemente, recommen- da-se aos senhores de engenhos os 5
seus bons elleitos ja' experimen- J
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- W
mazem de L. Leconte Feron & S
Companhia. Q
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 53, ha para vender 5 excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
, burgo.
i
Vende-se e 800 ris cada bocetinha, contm nma
instrucco em portuguez para explicar o modo de
fazer uso desle ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Sonto, phar-
maceutico, na rua da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
OLEO DE LINHACA
em barris e botijes : no armazem de Tasso rmeos.
Na roa do Pilar n. 143 ka
veuder-se.
Estamenlia verdadeira
para lerceiros franciscanos: on- roa do Queimado
u.19.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, nova e
bem torrada, por prego commodo : na rae da Ca-
deia do Recife n. 23.
. Vende-se una cscrava, cabra, mofa, comal-
cumas habilidades : na rua do Vigario, taberna
n. 14.
Vende-se urna cscrava crenla, mofa e de p-
tima figura : ua praca da Boa-Vista, taberna p. 1">.
Vende-se um casal de escravos, sendo una
mulata e um mualo; ua praca da Boa-Visla, sobra-
do n. 3.
Vende-se a armacSo da loja de rni do l.ivra-
menfo n. 42, a qual he propria para qnilqner nigl
ci : a tratar na mesma rua n. 29.
Vendem-se missaes para missa, noves, e boa
encadernacao : quem pretender, dirija-se ma do
Cabug, loja n. f.
Vendem-se vidros com ana das Caldas de Rai-
nlia, evrellenle cura para que) padece de molestias
do estomago e rhenmalismo 500 n. cada om vidro:
quem pretender, dirije-ee a blica de Ignacio Jos
do Cento, no largo di Boa-Vista.
ISOORS. CADA Vil.
Chales de algodao decores de bonitos pndroe.
lencos de garca e seda de bonitas rore a 600 rs.. di-
los de rassa de cores a 160 rs., cortes de rambraia
com babados, padroes modernos, e 4:500, dilos de
rambraia roxa rom barrea 29500. cortes de easemira
de bom goslo a 53, casemiras deelgodo a 320 rs. o
covado. e oulras fazendas por miiio commodo pre-
co : ua ma do Queimado loja n. 22.
Ili.4 DO CRESPO LOJA EXURSAD...
Vende-se cassa franceza fina, de lindos pedrors
a 100 rs. a vara ; corles rte eaze de seda, de goslns
cscocezes a RO00 rs. chales prelos de merino,
superior fazenda a 39200 e 3J>500 ; corles de brim
de poro linho a 1:2*0, 19600 e 29 rs. ; chales de
la e seila com ricas palmas as ponlss a 392110,
3*500 49 rs. ; romeras, chales de loquim. dilvs
de seda, pannos de todas as cores e qaalidadoe par
precos commodos ; corles de easemira de cares a
49000. 49500 e 58000 ; dilos de dita preta snnHa
superior a 79 e 89000 r., e oulras muilas razenda
novas, que se vendem por meos Ipreco do qoe em
oulra qualquer parle.
Champagne da snperior marca Comete: no- arma-
zem de Tasso Irmaos.
GARRAFAS VASIAS
em gigos de groza o de 110 garrafas : no armazem
de Tasso Irmito?.
Na rua da Apollo n. 19, vende-se potassa moi-
to nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em ootra qualquer parte.
e23 travs de mangue, qoe eiislrm no Caes Ramos.
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL BBIS.
Ilesapparecea no dia 6 dederembro do anno pr-
ximo passadn. Benedicta, de 14 annos de idade. ves-
ga, cor acabildada, levou um vestido de chita com
lislras edr de rosa e de caf, e notro lambem de chita
branco, coro palmas, um lene > amarella no pescare
ja desbolado : quem a apprebendcr, conduta-n
Apipucos. no Oileiro. cm rasa d Joao Lle de Ae-
vedo, ou no Rerife, na praca do Carpo Santo n. 17,
que rereber a gralilica{4o cima.
No dia 15 de Janeiro do corrente anno, fac
um mru escravo de lome Ignacio, crioolo, idade 24
annos, alio, espaduadn, rutn comprnlo, falla mode-
rada, com marca de ama fistola no qoeitn, ja aa
com um aleijito na perna esquerd.!. que lorna-a a
perna bstanle zamba eempede andar com perfeic*.
e manqurja, foi cria de 1). Anna Maria enedir'ta.
moradora na eidade de Olinda. e he eta senhora
mana do Sr. I'orciuncula ; .compre! o dilo escravo ha
9 me/es, e ha nolicia de ler o esrravo andado pele
Rio I toce e Maria Farinha : quem o capturar leva-i
a seu senhor Vrenle Antonio do Espirita, Sanio, aa
alerro da Boa-Visla n. 62. ou no seu silm. na Ce-
punga. fuente Antomio do Espirito Santo.

PERN.: TYP. DE M. F. DE FAMA. 1855
IIFRIUl
mitii inn


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