Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01297


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Full Text

*
Awnu aaai. n. \J.
gUIN IA htlKA Ib Ut JANhIKUUt I8bb.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
DIARIO
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscriptoi.
W4
ENCARREUADOS DA SUBSCMPCA'O-
Kacife, o proprietario M. F. de Faria ; Ro do Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Marlius; Baha, o Sr. I).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervaiio Viclor da Nalivi-
dade ; Nalal, o Sr. Jo.iquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, oSr. Antonio de I.emos Braga; Cear, o SrJl
Victoriano Augusto Borge*; Maranlifio, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Pura, o Sr. Justino Jos
Hamos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cmla.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 15000.
Paris, 3 2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por JOO.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebale.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discord de letuas de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 63400 volitas
de C??400 novas
de 49000. ,
Prala.Patacoes brasileos. .
Pesos columnarios,
mexicanos. .
299000
163000
169000
9J000
19940
19940
13860
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanltuns nos dias 1 el5.
^ illa-liella, Roa-Vista, Ex eOurieury, a I3e28
Goianna c Parahiba, segundas o sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s !0 horas e 6 minutos damanhaa.
Secunda s 10 horas e 30 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Relaro, lerc,as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
I" vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha.
11 Quarto ininguante s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da larde.
18 I.ua nova as 6 horas. 17 minutos e
36 segundos da manha.
24 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
22 Segunda. Ss. Vicente e Anasiacio rnm.
23 Terca. Os desposorios da SS. Virgem Mai de D.
24 Quarta. K. S. da Paz ; S. Tliiinollieo b. ni.
25 Quinta. A Converso de S. Paulo apostelo.
26 Sexta. S. Policarpo b. m. : S- Thuogines ni.
27 Sabbado. S. Joo Cbrysostemo b. dontord.t I.
28 Domingo. 4. e ullimo depois de Reis. S. Ca-
rillo b. ; Ss. Ltonidas, Flaviana o Gallanico.
PARTE 0FFIC1AL.
OOVERNO DA PROVINCIA.
Expedienta do da 22 de Janeiro.
(inicio Ao Eim. presidente do Maranhao,
aecusando recebida a relacao que S. Exc. remelleo,
das alteraces oceurridas no mez de dezembro nlli-
mo", a respeilo Jo capullo do 10 balalhao do infanla-
ria Antonio Caetano Travasso.Transmillio-se a re-
lacao de que se IraU ao coronel comraandante das
armas.
DitoAo Exm. presidenle das Alaaoas. enviando
o conselho de disciplina feilo ao soldado Antonio
Doiningues Correia.
DitoAo mesmo rogando digne-se de mandar ac-
tivar a remessa da madeira, principalmente a grossa
alli encommeodada para a ponte provisoria do Re-
cite, pois ha muila urgencia.
Dito Ao inspector da thesonraria de fazenda,
Iransmillindo para o flm conveniente o aviso de let-
ra sob n. 4l na importancia de 1:2009 rs. sacada
pela Ihesournria de fazenda da provincia do Rio
Grande do Norte, obre i dosla, c a favor de Amo-
rim & Irmos.Parlicipou-se ao Exm. presidenle
daquella provincia.
DitoAo cliefe de polica, inteirando-o de liaver
Iransmillldo thesonraria provincial, para ser pa-
ga eslando nos termos legaesa cunta que S. S. re-
meden, das despezas feilat nos mezes de julho de-
zembro do anno prximo passado, cora o ansenlo
dos presos pobres da cadeia de Caruar.
DitoAo juiz relator da junta de justica, Irans-
millindo para seren relatados un se-sto da roes-
ma junta,o processos verbaes feitus aos soldados An-
tonio JosTeixeira, Jos Marqnes de Almeida, Laiz
de Franca Barbosa e Jos Malinas Bonifacio, o 1. e
2. perlencenles ao meio hiba. o 3. ao 9. balalho de infamara, e o 4.
companhia fu de ravallaria desta provincia.Fize-
ram-se as necesarias commanicacoes respeilo.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial, (rans-
rnilindo nio so 20 ejemplares do regulamento pro.
vincial de 22 de dezembro do anno protimo passado
para o valgamente das ras desta cidade, mas lam-
i bem ama collecgo das leis geracs do anno de 1853,
deixaudo de remetler a do anno de 1851, por nao
ter sido aiuda enviada da corte.
DitoAo director das obra publicas, antorisan-
do-0 a lavrar o termo de recebimente definitivo da
obra do acude da villa do Limoeiro, ficando Smc.
cerlo de que a Ihesourariii provincial tem ordem
para pagar ao arrematante daquella obra, vista do
competente certificado a importancia da ultima pres-
aySo do sea contrato.
EXTERIOR.

v
i:':
*
OVERDAHEIRO DESIGNIO DA GUERRA.
as nagoes, assim como nos individuos, nada he
ISo fatal e indigno como a vacllagau. He lalvez a
mais maligna forma que a fraqueza pode as-umir.
Olhamos com involuntario respeilo e certo temor
para aquelles que escolhem o sen comportamento
. com clara e deliberada prevencte, c, quando esco-
Ihido, seguem-no com firme e invariavel determi-
na ci; os quaes formam as suas decises cuslosa e
consideradamenle, mas que recusam considera-las
em coujeclurat difiieeis ou abandona-las diante de
oh.taclos imprevistos. Temos um instinclivo senli-
menlo de que laes homens possuem dentro de si as
qualdades que governam os successns, e at sonli-
o-no disposlni a nao fazer opposigilo vonlades
tilo resoluta e firmes. Mas qnando vemos um ho-
rnera correnio desaliadamente para emprezas sem
petar o objecto nem calcular as despezas, e rntao,
como as diftlculdades inesperadas se apresenlam,
eomecam a meuosprezar o cujelo e engrandecer as
despezas; nao prevendo obstculos de antemo, mas
medida quo vilo apparecendo sempre promplo
para considerar on rescindir seas planos, e fazendo
a si mesmo repetidas vezo; a pergunta que ao prin-
cipio e as mesmo lempo tea sido feila por lodos,
se o objcto da empreza for disno do prego que de-
ve ser pago para a sua consecu'.ao; roconhecemos
n'um abrir fechar d'olhos urna ordem do spirito
que he certa e que deve fallar.
Acontece com as nageso mesmo que coro os in-
dividuos, sonMinte em grao duplicado. Quando ou-
tra vez empenhado na accjlo, a rresolugAo que an-
da para Iraz e para dianle com a fortuna que varia
de hora em hora, he um indigno e ruim carcter.
Olhar para iraz depois da rnao lersido posta no ara-
do, he merecer ou convidar o desasir eo desprezo.
Este nunca foi o seolimenlo dos nossos concidadaos.
e certamen! nao comeraram a mostra-lo agora.
Mas nao se pode negar que as inesperadas dlliru -
dades e as graves perdas que temos soffrido na Cri-
mea, e o prospecto de miiores e mais prolongados
esforz que leaos dianle de nos, lem animado t-
quelles que senipre se oppozeram guerra para re-
produzir as snas represenlagoe de urna maneira
mais positiva e exagerada, e tem induzido alguns
que nunca liveram urna idea Uto clara como devem
ter tido do objecto real pelo qual estamos pelejando,
para perguolar se a nossa causa lie na verdade 13o
boa e o nosso alvo lao importante e essencial como
primeira vista suppozemos. Seir.elhantes duvidas
nos persuadiran) a considerar, em presenca de um
adversario e soba pressao da anciedade e da tristeza,
ama decisao que foi tomada vagarosa, deliberada
e reluctantemente, e u'um lempo de paz, qoe se
fosse tomada de outra sorle teria sido um peccado,
e fluclaar a este respeilo tora agora alguroa coosa
peiur e mais deplorarel do que loucur.i.
Pela nossa parle na partdhamos os sentimentos
brigados a faier esfurgos e sacrificios quo lalvez nao
livesseoios previsto completamente. He possivcl, e
nao improvavel, que a contenda em que nos acha-
raos empenhados pode alargar as dimenses e es-
(euder-se a urna durarao para qual estadistas e
cidaditos podem olhar seriamente. Pode exigir toda
a nossa energa e soflrimenlos. Al pode ser o co-
meco do graude e geral conOicto entre a liberdade
e o despotismo, que Canning e NapuleSo da mesma
sorle prediziam como inevitavel, raas que tinhamos
esperado guarlar para una dala mais distante. To-
dava, com todas estas possibilidades e prospectos
plena e claramente dianle do nosso espirito, mo
vacilamos por um inslanlc as conviertes que for-
mamos e enunciamos ha cousa de um anuo, a sa-
ber, que esla guerra he conveniente, justa e neces-
saria; que o seu objeclu he digno de lodos os esfor-
c.os c de lodos os sacrificios para alcanca-lo.que deve
ser alcanrado, e que disislir ou .bau.loua-lo porque
he menos fcil de ser alcanzado do que pensamos,
fora fraqueza e culpa para o que o casligo seria 18o
promplo, cerlo e severo quanto seria merecido.
Porque he que etlamos pelejando'! Nao he, como
Mr. Brigl se alroveu a representar,' para levantar
um torpe despotismo. Nao he para sustentar um
overno decrepito, que pode ou n3o ser rpida-
mente mclhoradO', que pode ou nao ser capaz de
recobrar a sua vitalidade e renovar a sua torga, mas
para o qual nao podemos ter prese sympathias mui
eslreilas ou mas. Nao he para manter no Oriente
da Europa a poltica e diplomtica influencia que
cometamos a reernr que pode ser eclipsada pelo in-
genie poder do nosso rival. N'uma palavra, nao he
fjor nenhum desses insignificantes e falsos designios,
por amor dos quaes muilas das nossas primeiras
guerras forain emprebendidas. Nao eslamns pele-
jando pela Turqua, mas pela Europa. Nao estamos
pelejando pelo despotismo mahometano, mas pela
liberdade e civlisacao europea. Nao estamos pele-
jando pela Turqua, mas contra a Russia. Estamos
fazendo o que as proprias diflieuldades que encon-
tramos nos moslra que devia ter sido feilo ha muito
lempo. Estamos fazendo aquillo p-ira o que urna
opporlunidade 13o favoravel lalvez nunca mais ap-
parera. Estamos fazendo aquillo que se nao for
feito agora, lalvez nunca mais seja feito. Estaraos
empenhados na tarefa de reprimir e fazor recuar n-
ma potencia que j oceupa metade da Asia e Ires
quarlos da Europa, que denlro de poucos anuos de
supina iuacco da nossa parle, c de urna tolerada
usurpac.lo da sua podo turnar-se absolutamente
irresislivcl, e a qual sabemos que he o iniraigu re-
soluto, instinclivo e consciencioso de todo quanli
possuimos mais charo e mais sagrado, de dircilos
humanos, de liberdade ci.il, e de progresso escla-
recido. Mais algam somr.o, e mais algum descanso,
mais alguina pausa na apathia que temos tido de
anno em anno, de passo em passo, de conquista em
conquista, e ,i Itussia se lomar suprema no Sound
c nos Dardanellos, e a p'ossibilidade de salvar a civi-
lisac.lo e assegurar a liberdade se perder para sem-
prc.
N3u he isto lingagem-csagerada, ainda que possa
parecer lal a aquelles,
passado o
Olh'emos para o raappa dRussia : olhemos p
secrelas e'peranrase p.ira ot>(errores de quasi lodas
as corles da Europa e da Asia. Na ascenrao de Pe-
dro Grande, a Russia se limitava aos seus originaes
descro?, inhspitos.c medunhos steppes. Tinha s-
mente accesso no ocano rtico. Nao linha com-
mercio, nem influencia, nem nome. Era apenas
mais condecida ou mais poderosa do que Borneo ou
Cochin-China. Vejamos o que he agora. Leamos
como lem mudado a sua posirao e o seu destino.
Cada provincia dos seus vaslos dominios que he de
algum valor, lem adquirido pela conquista no espa-
go de seculo e meio. As provincias livoliauas, Fi-
landia, Polonia, a Ukraina, Bessarabia, o Delta do
Danubio, as praias do mar Negrosao os despojos de
rcenles roubos, e os meios para emprehender onlros
que sao prnjectados e nao nccullo*. Conserva promp-
lo o enorme ejercite. Conla 65:000,000 de almas ;
e o czar se gaba de que 800,000 homens annualmen-
te allinzem a idade militar, eque pode emprega-los
todos sem tocar no principal da sua popularo. E a
vonlade que move esla poderosa torca nao he emba-
razada por limites constitucionaes, nem por obstcu-
los parlamentares, e nem enflaquecida e posta era
perigo por aspirarles de represso da parle de seus
subditos.
Urna rpida vista d'olhos sobre os fados mostrara'
qnao vaste he o poder indirecto que o imperador da
Russia escrce e ha muilo lempo lem ejercido sobre
lodos os estados visinhos. Durante alguns annos sen-
limos os effeitos das suas intrigas e a influencia do
seo nome sobre as tribns selvagens, e sobre os prin-
cipes que confinara com os nossos dominios na India.
Na l'ersia, sem embargo da nossa proximidade e do
nosso mando no Oolfu prsico, a sua influencia quasi
sempre predomina sobre a nossa propiia. Q Shan
lem sido capaz de exercer com difliculdade ua in-
dependencia ; c o Mar Caspio he exclusiva e indispu-
tavelmenle rusio. S os navios russos be que lem
direito de navegar alli. Sobre a Turqua o czar du.
rauta algumas gerages lem desenvolvido urna influ-
encia admiravelmenle reforcadn pela intriga e pelo
(error. Tem-llie rnuhado as suas mais bellas pro-
vincias, e al o momento em que as prcmaluras ex-
cessivas prelenres do principe MenschikofT excita-
rain o espirito latente de resistencia, e apenas era
concedida urna sombra de liberdade real. Subre o
miseravel reino da Grecia, como temos visto, a Rus-
sia exerce um dominio Ilimitado. A Dinamarca
neslo momento cs(a' (remend a's bordas de ama re-
mero bonifrale servil dos seus designios, e o exerci-
lo sjmpalisa com a corte. As pequeas potencias
da Allemanha, sustentando os sceplros das suas ty-
rannias s pelo (error de seu nome, curvavam-se
diante del le com urna gralidao abjecta e aduladora ;
enlrelanlo do poderoso encanto de temor que ella
lem laura lo sobre lodos os seus visinhos, nenhuma
prova mais evidente poderia ser aerrescentada do
que a Austriaum imperio de primeira ordem, que
oulr'ora Ihe era desmesuradamente superior, com
um exercito de 300,000 homens, e com a alliangada
Franga c da Inglaterra para asscgurar-lhe a viclo-
na, c defende-la conlra as consequenciaspositi-
vamente nao ousa lomar psrte as hostilidades ac-
luaes, mas so obrar quando esliver cerla de que o
seu (errivel competidor esla' morlo ou impossibili-
ladc. Dalia, Hespanha e Portugal, lo como nao
existentes para qu.ilquer designio poltico ; a Blgi-
ca e a Hollanda sao mui fracos, e por isso nao po-
dem ser reconhecidas; a Franca e a Inglaterra sao
os nicos oslados que se atreven) a fazer frente ao
lerrivel colos occidental, exerce ella urna influencia suprema, en-
torpeceilora, paralvsadora, extraordinaria e ignomi-
niosamente rompila de admiragao, medo e desejos
sinislros.
Tal be a sua influencia. Temo-la experimentado
em (odos os pontos e crises desla dispula, desde 0
seu cornejo. Temo-la experimentado em tedas as
phases dos nossos trabalhos diplomticos. Temo-la
experimentado em lodasas particularidades das nos-
sas operages militares. EsUmosexperimcntando-a
ueste momento mais cruelmente na Crimea. Com
effeite, ao que se deve altribuir a nossa desespera-
da remienda e a nossa perigosa posirao, senao i
formidavcl sombra da Russia, que, permanecen-
do na Allemanha lem alado as m,1os c sub-
jugado a vonlade da Auslria nos principados ?
Nao eremos que o desfecho final da contesla-
go possa ser duvidoso por um momento ; mas se
eulrelanlo a Russia be rapaz agora n3o s de sus-
leular o seu poste conlra os dous Estados mais po-
derosos no mundo, se n,1o manlcr o reste da Euro-
pa em suspensao:qual teria sido a posigioe qual
o prospecto do conflicto, se livesse sido adiado, co-
mo alguns o desojaran! ler adiado, ate que a Russia
livesse oblido as chaves do mar Negro e do Bltico
at que o Sound e o Bosphoro tivessem sido de-
fendidos por terlcs como os de Cronsladt e Sebasto-
polal que caminbos de ferro do cenlro para a
circumferencia dos seus vaslos dominios, nos lives-
sem privado da nossa quasi nica superioridade. e
fizessem o transporte de exerclos c provisOcs t,1o f-
cil e lao rpidamente por Ierra como acora he para
nos por mar 1 Cem mil homens em cada urna das
suas grandes passajens leriam sido sufficicnlcs ;
mo a eriamns agarrada xe tejas as potencias
se leriam tornado seus vassallos desamparados e des-
prolegidos.
E algucm ainda fingir duvidar que para a rea-
lisar.lo desla obra ella v aprestada e rpidamente
caminhando, cora passos que, posto que muilas
vezes pausados, nunca retrogradan), e que i lis
temtica e directamente fatal a lodosos principios
e iistiluiroes pelos quaes os nossos pas derrama-
ram o seu sangue, e aos quaes devenios a nossa glo-
ria, o nosso progresso e a nossa riqueza ? Liberdade
de commercio, liberdade de movimento, liberdade
do pensar, liberdade de rollgiao. sao todas proscrip-
tas como peccados mortaes no Declogo de Mosco-
via. A Russia he o lypo e o sustentculo do abso-
lutismo orienlal : nos eos nossos adiados somos os
symbolos e os campeos da aclividade nlcllcrlu.il e
das aspiracoes livres ; ella proclama o direilo divino
dos monarchasnos ensillamos a soberana do povo ;
o nosso dolo he a sua aboinnacao o nosso tURt-
mum bonum he a sua encorporacao do mal. Entre
ideas e objeclos lao opposlos c irrcronciliaveis nao
pd liaver amizade nem compromissos : devenios
conquistar ou suecumbir. E que ligao aprendemos
que animacao para a nossa ardua larefa quan-
do olhamos pera os pnizes que a Russia lem suhju-
gado ou absorvido ? llavera um dcllcs, fosse qual
fosse antes a sua condigo, para o qual o seo do-
minio se Icnha tornado um dora c nao urna mal-
dcelo ? Tera ella espalhado a propria civilisago
material era um dclles ? Os opprimidos principa-
dos, a devastada Bessarabia, a despovoada Crimea,
a desolada Polonia, s3o admoeslaces para perse-
veramos at que tenhamos alcangado o nosso fim.
Persistir conquistar lomou-se para nos urna ne-
cessidade. O objeclu he l.lo grande e 13o claro co-
mo nunca ; a causa Uto jusla e lio imperativa como
nunca ; c ao deliberado senlimenlo de dever e do
poliiica que ao principio nos impellio para a guer-
ra, junlou-se a conviegao de que ceder agora fora
nao s desbarato como ruina. Em concluslo : Se
nem sempre a guerra s he justificavel no compor-
tamento imiiicdialo de propria defeza ; se be per-
raillido em qualquer caso anteripar antes uro
golpe do que defendo-lo ; se s he justo pelejar em
oulras parles que nao em nossa praias smeule ; se
nao llevemos ser indifTereutes prosperidade e exis-
tencia dos oulros Estados ; se ha deveres sociaes
entre as nages ; finalmente se be juslo desembai-
nhar a espada em defeza dos mais altes interesses
da bumanidade assim como das nossas proprias
possessoes raaleriaes,eremos em nossa conscien-
cia que a historia pode raramente aponlar una
guerra lao justa, lite santa e tan imperativa como
esta.
C The Economi*t.)
I a aquelles, que/nao leem olhado para o 1 ce'' u *. ou n'um prximo periodo, na
a lid os tssiisla lores indicios co prsenle .! I,r,rne,ra as,;i0 '" 1"' Inglaterra e a /jJn
lara o raappa ililtussia : olhemos para a "le'<"n em harmona ou oceupadas, prWJ.i-
malogrados que agiiam muilos espirites. Admitti- volugSo provocada pela exagerada submiss5o da cor-
mos a [dena gnvidade da crise. As nossas Iropas le influencia russa. A Suena nao se atreven, com
tem eucontrado um grao de opposigao desesperada a Franca e a Inglaterra pira apoia-la, a arriscar-se
e tenaz, que os :mmedialos antecedentes do nosso aoffender o seu poderoso visiuho, depositando em
inimigo nao nos permiltia anlecipar. Achamo-nos
n'uma posigo du inqueslionavcl perigo. Somos o-
4
0 PARAIZO DAS IULHERES. (*)
Par Paulo Feral.
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO III
Fabtiea de herdeiros
Senhorcs e senhoras, repeli o conductor com
impaciencia,.entrera na carruagem pur favor !
Os dous viajantes. Unte o bello moreno, como o
lindo lonro,- ac.ib.ivain de apear->c dianle da porta
da hospedara; ambos liiiiiam nas nulos as re.leas
dos cavallos, e fallavam entre si em voz baila viva-
mente. '
Nao bavia mais ninsuem na carruagem sean Mr.
Duran.I de l.apierrc e madama Rio ou de Sailloux,
como quizerem el ama la.
Veja l.eiu is-e bello mancebo, disse Lapierrc.
Qual"! o moreno ou o louro?
O louro.
Nflo o conheco.
Promello-lhe que lia de conhec-lo.
Ab I snspiriva Virginia, se cslivessemos no
mpo dos mnsquteiros, elles ji leriam trocado mui-
estocadas!
^ Georgcte e Paulina leriam sacrificado alguma cou-
aV-a para saber o que diziam ao ouvido o moreno e o
nossas raaos una pequea porrao do lerrlorio que
Ihe linha sido arrancado. A corle prussiana he o
lasse a collisao que actualmente tem lugar? Esc
i romegamos a suspeilar que a obra que temos cm-
prehendid requercr teda a nossa energa e lodos
os nossos recursos, o que teria acontecido se livesse
sido adiada at um periodo em que nos achassemos
iucomparavelmenle mais fracos e menos preparados,
e o nosso antagonista desmesuradamente mais po-
deroso? Se a victoria nao be fcilse a Russia pa-
rece quasi capaz de desafiar a Europa em armas
quando podemos bloquear S. Pelersbargo e Sebas-
topol, o que leria sido de nos quando fosse impos-
sived approximarmo-nos300 militas de qualquer urna
dellas ? Se algucm er que a Russia nao eslava na
eslrada e viajando expressamenle para Copenhague
e Constaniinopla, na realdade nao podemos con-
descender com esle individuo. Se algeum er que
leria sido mais fcil faze-la parar n'um lempo fu-
turo do que presentemente, qualquer argumenta-
gao seria perdida para com esle.
Mas os dados eslo (aneadossabia e felizmente,
como pensamos. Se agora mesmo acharoos a Russia
um anlaeonisla mais obstinado no campo do que
lindamos sapposte, c a sua influencia secreta sobre
as corles da Europa septentrional e central mais
enraizada e diffundida ; se tamben, he cerlo que
cada auno que passava sobre as nossas cabegas acba-
va-a cada vez mais poderosa e mais formidavel,
qual leria sido o estado da quesiao se es-
livessemos agora para ser batidos c desbarata-
dos, ou cansados da guerra, e quizessemos re-
cuar, ou mudar a nossa convierto da neces-
sidade e reclidao da guerra, e por tanto desejas-
semus conclu la em termos que nao coraprehendes-
em o objecto pelo qnal entramos nella Enlao,
onde eslariam os lmites dosse immenso poder da
Russia ? Se a Franca e a Inglaterra adiadas se ti-
vessem candado para curva-la, e tivessem mallogra-
tencias para o fuluro se al revera a renovar a deses-
perada empreza '! Que diplmalas esperariam dcs-
fazer as soas intrigas "! Que corle Ihe resistira aos
diclames? Que armamentos affrontariara as sua-
nnumeraveis e victoriosas legies ? Reinara so-
bre a Europa desde os Montes uraes al os Alpes e
Alpenninos, se nao al os Pyreneos, sera rival nem
opposigao.
O pode alguem duvidar desla omnipotenciado
carcter desla predominante influencia, ou da di-
reccao era que seria exercida ? Coohecendo os prin-
cipios despticos assim como o temperamento des-
ptico do imperador, conhecendo as peculiares
qualidades mentaes da raga selavonica ensinoada
pela historia e pela nossa propria observaran a sor-
le do futuro que a Europa deveria esperar, qoando
a Russia fosse supremaquem pode duvidar por
um momento, que semelhanle supremaca seria sys-
() Vide o Diario n. 19.
louro. Ernm n favor do moreno, porque (inba bi-
K'idts ; mas coucordavam em que o louro era mui
gentil.
Todos os passaseiros da diligencia do Maine em-
pregavam urna lenlidao calculada em deixar a pur-
la pura lienta. He cerlo que cada invcusi grande lera
nflenddn dganla insliluigao rcspedavel. A impren-
sa fez varillar mais de nm Ihrouo, a plvora langou
no (umulo a cavallaria, c o vapor minou em sua ba-
se o poder desp.ileo d*s conductores. A diligencia
do Maine desobedeca ao seu conductor.
Para que rrspeitar ainda essa tyraunia acnnisan-
le? A diligencia eslava velha, nao era substituida,
e fazia lalvez a ultima viagem.
Vai haver qui urna eslralada. Tote, disse o
marinheiro em tora magistral, arabos elles ebeiram
lrica!
Sim, primo, tememos a subir rnlunda.
Quando i-so liver terminado ; decidi Roblo!
assenliindo-se lian |-lian ente.
O duus mancebos aoimavain-sc cada vez mais.
Repentinamente o moreno langou um olhar em (or-
no de si, e exclamou :
Oh! estamos representando comedia pcranlc
essa boa rente.
O louro parercu despertar, e os olhos scinlillaram-
Ihe de colera quando vio que era ohjeclo da alien-
gao geral. O roinpanheiro haleu-lhe un hombro;
elles cncararam-se um instante com ar indeciso, e
depois desalaran! a rir.
Um aperlo de rnao foi trocado com o sincero des-
zosto de Roblo!, o qual linha esperado urna resala-
da com loda a forra. Geurgefe, Paulina e Virginia
ficaram pelo contrario contentes. Tolo nao leve ale-
gra nem pezar.
Sao dous irmaos sem duvida, disse Virginia,
que cnconlram-se em circnmslancias difiieeis depois
ile urna longa separarn, como na Ilerdeira da Mon-
lanha.
Elles niio se assemelham, nSo podem por lan-
o ser prenles lao proiimos, observou Georgele.
Justamente na Ilerdeira da Montnnha Fabio
he tildo da Gitana, e Eslevao deve o ser a lariy Ef-
fie Walsingham, que o conde encontrn um dia no
laso: um lem a (ez morena dos Orientaes dos pai-
zes quenles, o oulro lem essa pelle alva e transpa-
rente, que he o apanagio dus habitemos do seplen-
triao....
Tolo, disse o marinheiro ao seu companhriro
inscparavel. eis-ahi una rapariza que falla bella-
mente como nm lenle de marinha furnecido pela
escola polylechnica.
Tolo encarou Virginia, e o marinheiro baleu-lhe
nos dedos para rastisa-lo desee alrevimenlo.
Todos subiram ;i carruagem. Os dous mancebos
enlravam no palco de bracos dados e levando os ca-
vallos pela bride.
Oh I resmhngava o condurlor, se ea chesar
(arde, nao serao os scnliores que pagarSo a mulla.
Era precisamente por isso que ninguem se apres-
sava, e o vclho Bislouri, que erahomem de experi-
encia, fez essa observagao ao seu amigo conduclor
qoando lomaram seus lugares.
Ah Vine he madama Rio dizia Mr. Durand
airas das porliuholas fechadas do cnup.
Ab Vmc. he Mr. l.apierrc, responda mada-
ma de Sailloux sorrindo.
Por i-o eu in .i_ :\ i...
Eu quehrava a cahega...
Ambos pozeram-se a rir abrarando-se, porquanlo
linham-se viste desde a noilc em que os criados de
Maurenar ebrios ou lonco- baviam canlado em hon-
ra da marqueza mora esse libera diablico.
ISTER10R.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahiba (9 do Janeiro.
Antes que comessa em miuhas nolicias, das quaes
nao eslou in!ciramc:ite baldo, devo dizer das pala-
vras ao senlior Carenen de Mamsnguape,]que pare-
ce nao ser dos que me tem mellior vonlade. a nao
ser qoe quizesse ter o goslinho de ver-sc reprodu-
zdo em ledra redonda. .
Se en soubesse que esle, e nao aqucllc motivo, o
moveu.certamenlr i cantara em verso, mas, na du-
vida, nao quero g. ^ar com elle o que lenlio nica-
mente para os amigos.
O senhor Cyreneu segundo, que nicamente nos
disse o que mo era, esla em completo engao quan-
do pensa que eslou incommodado com o mea Cyre-
neu ; porque, bem ao contrario, o eslimo, quanto
se pode eslimar um bnm acolyto ; e se alguma vez
eslivermos divergentes, em um oulro ponln, em na-
da soflrer nossa intente cordiale, ao menos assim o
espero.
Se o senlior segundo (em dispnsiges lioslis conlra
os collegas, que tornou, creio que ficar s, porque
nenhum entrar em liga ; pelo menos, quanto a meu
respeilo, assim Ih'n assevero.
Ho bem acertado o anexim o demo nSo he ISo
feio como o pintara.Quem lesse as primeiras noli-
cias da victoria dos adiados em lnkerman supporia,
pelo menos, que ellos ficaram sem barraras ; cnlre
tanto, pnrm, qoe das segundas nolicias, cotiheceinos
claramente, que por;um quasi de menos n3o fica-
ram senhorcs de mansa e pacifica posse de Sebasto-
pol, e suas dependencias.
Quem, lesse a primeira noticia dos naufragios da
armada invencivcl, creriacom Meireles, que os al
liados n.lo tinham em que fazer n regresso ; enlre-
lanlo, que quem esperar pelas segundas, saber com
Benlinlio, que apenas se perdern) urnas lanchas ve-
Ihas, enulros barcos rolos, que os adiados davam ao
consumo de bom grado.
O Benlinho esl mailosalisfeilo com as segundas
nolicias, e assevera, que nilo acredita mais nas pri-
meiras. Em alinelo a seas amigos, diz elle, arre-
maten a aferigao das medidas, porquequer economi-
zar os lquidos, de que elles hao de necessilar em
Sel aslopol. Esl 13o rigoroso, qoe al quer aferir
os copos, em que as pretas quilandeiras venden) ji
patricia e as chicaras do arroz de coco e qui-
bebe.
A illuslrissima, condescendente como es(, em at-
tenc.ui aos serviros que me lem prestado os Meireles,
creou urna nova postura mais salgadinha para a
falla das aferigoes, como lambem por altenrao aos
quinlaes dos illustrissimos, nao quer mais cabras
sem canga. Os Meireles niio goslaramdesla postura
cangal, assim como o meu Cyreneu nao ha de goslar
da aferigao dos copos e chicaras.
A lei deve ser igual para (odos.
A illuslrissima esl aperlada para pagar aos seas
empregados ; porque, confiando que elles recebe-
riam nao s os atrazados, como o que fosse corren-
do dos cofres provinciaes, mandou pagar as cusas
compradas por innocentes pela metade. pelo princi-
pio de que o bom Malhcus enclic a barriga primei-
ro aos seus ; e boje esla sem crdito na provincial,
esem real na rnao do procurador Ihesoureiro.
Pobres ofliciacs de juslira, que, npezar de vossa
esperleza proverbial, nao podeslcs fugir s unhas do
usura rio-mr !
He para rir, o ver a cohorte dos malsins da jusli-
He bello esse nome de Sailloux! lornou o en-
ligo camarisla.
Era o nome do major, disse a viuva abaixau-
do os ollms.
E Vmc. era mullier delle?
Peranlc Dos snicnlc.....Mas esse nome de
Durand parecc-mc muilo burgtez para um horaem
como Vmc.
Durand de la Pierre! a senhora he difficil de
conlemar!
Com effcilo tem razio, saasssagradavelnien-
le: Durand de la Pierre.
Oh! interrompeu esie, ollic para a sua direi-
la. Eis-aqui no fim da avenida o caslello de Main-
lene*, que o re Trullo acaba de comprar a Drinker
V, conde de Morges, appellidado o viilama de Po-
m.ird. e um dos raaiores bebedores do lempo moder-
no. O rei Trnlle cnmprou 0 caslello por um prego
extraordinario por causa da rondessa de Morecs, cu-
ja lilha elle quasi adopleu... Veja Isto I
Madama Rio incliuou-se, langou os olhos ao fun-
do da avenida, c disse:
O caslello he urande.
O rei Trnffe lem cen mil libras de rendas em
torno no caslello.
Madama Rio crgucu os olhos ao co, e suspirn :
Se eu livesse ao menos mil escudos, ou mes-
mo cen InizM de rendas !
O ni Trufle, lornou Mr. l.apierrc, romprou
alera diste a anliga propriedade dos Roslan la na
Bretanha.
E Maurepar lambem ?
E a Casa, e o Boscq e ludo o que a familia de
Roslan linha possuido oulr'ora... Avalia-se em r i li-
cenla mil escudos de rendas.
Ah meu Dos! disse a vinva, nSo me admi-
ro mais ile ver a Morgatle e o grande Roslan em
Ionio delle.
ra lusrados pela compra das cusas aos botes por os-
las ras, ra.ildi/iMnio a especularo dos espertes, e os
pobres empregados da illuslrissima apertando a bar-
risa e cora invej.i da fortuna daquelles em serem
preferidos no rebate.
A illuslrissima lem eslado esquentadinha, segundo
me communicoii Meireles Jnior, por causa dos
caes e Iripas de peixe.
Apresenlou-se una postura prohihindo ao primei-
ro artigo, os cites sollos no pleno uso de seus denles,
mas o illiistrissimo Moracs enlendeu de fazer urna
excepgHo em favor dos cabelludos de codo.
O illuslrissiino Nolasco, que lem longa pralira de
crear caes sollos, enlcnden que sao injustos os privi-
legios e cxccpcOes, e suslenlou eloquentemente, que
(ante mordeni os grandes como os pequeos, que
(auto mal fazo cabelludo, como o pellado, de eol-
io, como o pudrnzo. Ilnuve grande dbale, no
qual Meireles moslmu lucidamente,que os caes fral-
diqueiros leem os denles mais curios, e os qucixos
mais fracos ; e posla a emenda em votagao ficaram
empalados os caes.
OSr. presidente decidi em favor da emenda, de-
clarando, que smenlo o fazia pur condescender com
o illuslrissimo Moracs, que se tornara protector dus
cabelludos.
O illuslrissimo Nolasco deu alauns grites contra o
illuslrissiino Moraes, ouvio oulro-, segundo a regra
do agougue ; e o rrcscimenlo de seu despinto sabio
(Hiendo que nao ia mais cmara dos caes de
codo
E esla! ...Ser o Illm. Sr. Nolasco da Cmara
de outra raga ? !...
Serenado o temporal canino, enlrou em discussao
o seguudo artigo das posturas, que manda vender o
peixe a peso. Esla queslao apellidada por Benlinho
Iripas de peixefoi grandemente disculida, e se-
cundum artem, e at nella houve quem iembrasse
remetler o artigo a urna coinmi-sao de galos.
Um vereador quiz, que s livesse lugar o peso pa-
ra o peixe de postas, no que o Benlinho u.1o convem,
porque esl atender e quer que ludo seja passadu
pelos pesos.
O Moraes quiz que fos-em pesadas al as sardi-
nhas ; mas oulro observou que se Ibes devia tirar o
/ato, como se faz aos bois ; porque era injusliga
vender.... por peixe.
O presidente oppoz-scdizendn, que seria um nun-
ca acabar o desfatar-se os peixinhos, conguitos e
sardinhas, para seren pesados.
Essa punderosa consideraran fez decidir que
peixe fosse pesado com Iripas c ludo como di-
zia o vereador Moraes, que leve as honras do
dia.
O Meireles pedio explicarlo, sea postura (amhem
obricava os freguezes a comeros peixinhos cvm Iri-
pas c tudo, e a illuslrissima decidi que era permit-
tido. mas nao ohrigado, c que de cerlo o faria quem
qui/esse approvcilar seu dinheiro.
O Meireles licou /aneado, e disse-me. que ases-o
find iii-se cora nma sova de ngua dala pelo senlior
presidente nos empregados, que lioham por ne-
cessidade, pedido para seren pagos pelo provin-
cial. '
Nem Ibes be permitlido dizer', que leem te-
me !
Meireles diz, que aquillo acaba mal, e que nao he
possivel continuar assim ; Benlinho, porcm, susten-
te, quo nunca vio cousa ISo boa. Quer al que beba-
mos agua por medida, e que os coros, copos, potes,
jarras, bacas, camellas, pires e chicaras e mais cer-
la cousa, sejam ateridas!
Prepara a postura nesse sentido, e muilo breve ve-
remos isso.
Ha dous dias que esperamos que o Iclcgrapbo an-
nuncie o vapor do norte, mas al aqui nada.
Teve lugar no dia 13 do corrcnle a reaniao dos
accionistas do nosso banco commercial, para nomea-
gaoda commiss,lo revi-ora dos estatutos.
Foram nomeados osDrs. I.indolpho Correa das Ne-
v, Francisco Alvcs de Sou/a Carvalbo, e o nego-
ciante Joaquim da Silva Coelho.
No dia 8 do correte lem de liaver a primeira
reuniao para approvagao dos estatuto.
na inscriptos 1G0 conlos de reis, e espera-se que
chegue aos 200 ou mais.
Desla vez fui engaado em minhas previses.
S. Exc. (rala de promover o cncanamenln de a-
guas polaveis por urna companhia, para esla cidade,
queja se rescnle de falla'dell-i.
Eiaminou a tente do Tambi Grande, que por ser
muilo baixa, parece que s dar agoa para o Vara-
dourn,
Anle-honteni examinou o rio Mares, agua superior
e abundante; mas sera se Ihe lirar o nivel.nilo se po-
de saber se he possivel vir cidade alia.
Temos ainda o rio Jaguaribe, que lalvez possa dar
agua cidade, einhora nao seja lao abundante e nem
de lao boa qualidade.
Dos qacira que S. Exc. possa lesar-nos mais esse
beneficio; sendo cerlo que se poder encaar o rio
Mais para a ciJade .vita, duplicarao de valor sens
predios, bem como os silios que ficarem em caminhn
du ene.inainenlo, que podem obter agua para re-
gas.
O calor cresco c as ebuvas nao passam de prepa-
res. Quercrao ficar desmentidas as experiencias de
Sania I.uzia t Aos nligos nunca ellas falharain, c
eu sou Icslemuuha ocular, porque nos meus (rinla
erara ellas mais exactas do que a propria folhinha ;
hoje, porni, nada mais regula, nem mesmo o relo-
gio de S. Francisco.
As febrn de longe em longe, vio sentenciando,
sem appello e nem aggravo, um prtso, e c.-unraum-
menle dos que merecem promplo destino.
Como boje a opiniao dominante he a punirao,
parece-me, que al ellas querem auxiliar os bonda-
dosos irihunaes nesla obra de jusliga.
Os seeros vSo crescendo c os" padeiros leem re-
dnzidon pao expressSo mais simples.
O suhdelcsado de Naluba, em dias do cnrrenle.
Elle vive rodeado de muilos oulros alm da
Morgatle e do grande Roslan.
E Vmc. frequenta essa sociedade?
Porque nao? pergunlou Mr. de la Pierre um
pouco offendido.
Por nada... Aslrca e o Roslan nao o reconbe-
ceram?
Pelo contrario.
Houve um silencio, depois do qual madama Rio
lornou em voz baixa :
E Vmc. sabe agora a fundo a histeria da noi-
le de 6 de marro?
Nao... sei que o re Trufle com sua mcia du-
i\,\ de millies nao lem herdero. Sel que a bella
moga que Vmc. distingui na berlinda rhama-se ma-
dama Sulpicio.
Ah disse a viuva que nada comprehendia.
Esse neme nao Ihe desperla nenhuma lem-
branga ? persunteu l.npicrre.
Nenhuma.
E o de Irene?
Madama Rio arresalou os olhos, e repeli :
Irene! a lilha de Magdalena o de Franrisco
Roslan !... Ah ah !... Magdalena era termosa.... e
sua ii ni 'ia Victoria lambem.
E pa-'ou .i lun pela fronte, como se um fluxo de
lenibranras Ihe livesse inundado repentinamente o
cerebro, inurmurou :
Fazem dezesele annos!
He muilo tempo, di*se Mr. l.apierrc ; mas u.lo
deixou vestigio) no rosto da Morgalte.
O grande Roslan lem envelbecido, observou a
viuva.
Porque lera tentado lular... A Morgalte o lem
deixado vver: lem lido sempre um fraco para com
elle.
E que be feilo da Magdalena ?
vollando de nina diligencia, encontrou em caminho
JoSo l.ins, a quem lambem procurava, eque, ca-
vallo, i'onluzia nina creanga.
Deu-lhc a voz de prisao, mas aquello adrando ao
chas a creanga, que cunduzia, despecho em carreira
feila. Correram a poz elle dous inspectores de quar-
leirO, e quando um se Ihe aproximava, o sujeitinho
Ianeou mBe de um caivete, e com elle o ferio ; o
inspector respondeu-lbe com urna espada, c poucos
momentos depois era detento o lal Lin.
O cavado era que moulava era furlado aovigario
le Cabaceiras, queresou dous responsos pete finado,
e privou o burro de rapim por un dia, por ir con-
du/iudo um criminoso.
V veinte al onde chegava a audacia dos valen-
Ies.
Em San Joilo. no dia39 de selembro do anno pr-
ximo passado, dous filhos de A. A. B., e onlros tan-
tos de M. B., entendern) que devinm renovar o ca-
uflirili enire gregos c (roanos ; e por isso arma-
ram-se de ponto em branco, e foram :i casa do F. J.
tomar-lhe vi et armis, urna fillia que elle deslinava
a quem mais Ihe conviesse. Hoaveram arromba-
menlos de pollas, ferimentus e resistencia, e o bom
do velbinho ensinou aos cujos a respeilarem a pru-
piiedade albeia e direilos paternos.
Em Cabaceiras, no dia 1. do correle, (res filhos
de J. F. S., c mais oulros dous, com mellior succes-
so. levaran) a scena igual tragedia, o consesuiram
mudar a l'.uv.i d'armas, urna joven da casa paterna, e
passar com ella em (riiimpho pela villa, como por
arinle s autoridades.
Nao esl mo o meio de efTecluar casamentes van-
lajosos.
Sea moda pesa, quem tiver lidiase peculio, deve
(erumaspegas de arllharia assesladas porta, para
rcpellir emprezas de alguns adiados conlra seu Se-
bastopol.
Cresceu mais esse perigo para o genero, j bsten-
le arriscado.
Ouvi dizer, e creio que foi Meireles quem me af-
firmnu, que em um dos paizes d'Africa, quem pre-
tenda urna noiva linha, rom seus prenles, de jugar
a rarheirada com o pai e prenles da pretendida ; o
que me parecen singular, lano que fiz protestos
nunca casar se l fosse. Quererao inlroduzir esse
bello coslurae neste paiz das imilacoes? Dos o per-
milla.
J v que vamos lomando aocavalleirismo andan-
te ; e que ninguem mais-briza deslealmente.
Os Mugys andam as*usladissimos, e nao ha mais
ura s que durraa emeasa; lal he o medo, que vao
leudo do Exm. Paos Barrete, a quem Dos conserve
a vida c a presidencia.
Dizein que al furlam-se menosgallinhas do que
oulr'ora.
Sua aduiinislraro esl muilo acreditada por teda
a provincia, onde smenle existe um pensilmente, a
pntelo.
Todos os homens honestes parecen) possuidos dos
mediares desejos de ajuda-lo nessa importante em-
preza ; e cu auguro muilo bem de nosso teluro.
Se S. Exc. livesse mais forga asna disposicao, mais
adianlaria na l.ao desojada represso.
Em quanto o enverno geral nao quiz salisfazer as
justas exigencias, que faziamos regular as boas volita-
dos dos aulecessores de S. Exc, morriam em flor,
porque sera tropa, em um paiz como o nosso, a re-
presso e punirao he impossivel.
('. de-me ntsle momento dizer duas palavrasao
seu correspondente de Souza, a quem cortejo pete
seu apparecimento, e pete bem que maneja sua
penna. Parece-me que elle niio faz juslira ao Sr.
espilla Farias.quando o julga inferior ao Sr. capillo
Canisae. Aquelle oflicial, a quem nao couheco
nem ainda de vista,he muilo intelligente e illnslrado,
activo e zeloso, honeste e integro ; c (era feilo rele-
vantes servigos na espinhusa commi.sao em que se
acha.
Tamben) he menos juste com o delegado o Sr. Dr.
Medeiros,que ainda ha pouco fez capturar, morrea-
do infelizmente em resistencia o assassino do infeliz
Eslnnslu ; portante elle nao esl influenciado por
nenhum dos lados em que se divide aquelle termo.
Eu formo muilo bom concedo daquelles dous em-
pregados, quizera,;porcin, que o coliega meapreseu-
lasse fados, para saber se cston em engao.
Creio o coliega em boa f, e por isso entrate que
se n3o offender com estas minhas observages.
Consla-meque a uiaior parle dos homens do inte-
rior estao muilo satsfcilos com o Sr. capillo Ferias,
quem duu os meus eraboras, felos relevantes ser-
viros que ha prestado.
Capture elle lotes os criminosos, que eu Ihe guar-
dar -i ura c,intuido de houra era minhas pobres mis-
ivas. -
Nada mais ha a rcferir-lhe.
Aceite lemhrancas dos Meireles, que muilo se Ihe
recomendam.
Goze sade e venteras, e quanto deseja.
COMARCA DE SAMO AMAO.
Victoria 22 de Janeiro de 1855
Meu bom amteo. Daqui por dianle, quaudo a
maro das novidades esliver era baixa mar, nem por
isso oimportunarei com grandes prembulos, dis-
culpase cavacus para enrher papel; nao, meu charo:
eslou mais que cerlo, que Vmc. ha de (er a bondade
ale se contentar com o que houver; bem sabe, que
mo leudo eu a recomendavel qualidade de inventar
ii.lo Ihe poderei semper atque semper enviar urna
mui tenca mis-iva. como o poderia fazer o insoflri-
vel e infernal bigarda do rex boborum. Se fosse
elle o seu correspondente, cortamente Vmc, alm
de andar mais bem servido, muito se recreara com
as trrenles de perolas, que como he costume, ca-
liera dos bicos de sua bem apparada penna Com
effeilo, quando esle hroe falla, quando sahem de
Morreu, ou est occulla ; porque nao tenho po-
dido arba-la.
Francisco casou com Aslrea?
A tecos assim o crcem.
E Vine?
Se cu soubesse ludo o qilo quero saber, disse
Mr. I.apierre, au viajara mais amafio era berlinda ;
porm paciencia... Ei-a, niinba chara amiga, essas
cousas podem valer dinheiro algum Jia, e goslo de
fallar a esse respeilo para rclrescar a memoria.....
Procure bem... N.lo lembra-se mais do lempo em
que concertara a rnpa branca em Maurepar? Bem
siispcilavaiims que a senhora Victoria eslava grvi-
da... Edziamos: Ninguem frequenta a Casa senao
o pastor do Treauz.
E o pequeo Sulpicio linha apenas dozc annos,
.icrescenlou a viuva rindo.
tem v que esse mime de Sulpicio nao Ihe he
eslraiibo, disse I.apierre.
A viuva eucarou-o com admiraran, e responden :
Justamente... justamente! a menina uo po-
da dormir, quandu elle nao ia anlna-la... Vine, dis-
se que Irene chama-se madama Sulpicio..... Como
pode o urande Rustan dar a lidia''...
Oh interrompeu I.apierre, o grande Rostan
mo loinuii parte ateuma nisso... eis-ahi dous que
saliera a historia da noile de 6 de margo de 1835...
o doutor Sulpicio e a mullier.
Que! exclamou madama Rio, o paslorzinho
he doutor ?
E duulor afamado... Alm do donlor e Je sua
iniilher. ha natuialmenle o grande Roslan e a mar-
queta.
Ah nterompeii madama Ro, ella comprou
lambem seu marquezadn nos paizes eni que isso ven-
de-se em conla?
Nao, respondeu Mr. I.apierre, ella furlou o li-
lulo com o uorae pura e simplesmenle.
sua bocea raius e coriseos, tudo (reme, ludo fica era
suspensao e completa pasruaceira com lao maravi-
Ihosa bacharelice : a menor sandice nao sabe da-
quella cachola, que su acha rival em alguma recua
de orelhudos jmenlos.
O homem de que se Irala, nao diao bemchaman-
dn-lhe homem ; esse semi Dos, esse grande hroe
pelas suas alias qoalidades inlelecluaes, moraes, phi-
sicas c industriad, lem um poder desmarcado, he
ainda mais insolente do que a caterva de orales, que
de loda parle nesta cidade embcame esbarram nos
homens sensatos. .Vej se n,1o lenho nzSo para fal-
ar desta maneira a respeilo do anligo recoveiro l
do Mourisco. Procurar, qualquer, arredar da res-
peilabilissima e sapienlissima camarilha daqui, m
homem, que tem um direito innegavel e reconheci-
do peranle a lei, de nella tomar assenlo : ter per-
seguido i illo lempore a um sacerdote (o fallecido
padre Serafim) a ponto de querer-se envia-lo para
oceo, como todo dizem por aqui, por motivos re-
diculos c fuleis : promelter boje pea a oulro padre,
( que nesla cidade be bem vislo e accedo ), somenle
por presumir-se que elle sou eu, o seu pobre corres-
pondente : dizeraleivosaraente que se pussoe pa-
pis e documentes importantes, que podem deitar
a perder pessoas conspicuas, cora quem nenhum se-
vandja ha de (er o desaforo e a pouca vergonha de
comparar-s : ludo isto na verdade, alom de nm
inaudito allentedu conlra n lei, ecoulra a religiao,
he desmarcada insolencia e arrojo. Pois, meu charo,
saiba que isto, sera lirar nem por, disse e fez o lal
salafrario, de quem com muila propriedade se pode
dizer com cerlo grande homem :
Conserva a estupidez d'alma no centro ;
E se ho burro por fora, he mais por denlro.
Esl elle em muito mo azo, e peior continuara,
se eu liver a tola indulgencia de perdoar-lht com o
stlencio.
Que hei de fazer, que hei de dizer mais, para que
esle hroe se convenga de que nao o temo? Eu bem
o sei ; loqoe-me elle, e ver. Irra Como he
pesado o diabo do bicho Eraquanlo for lao ma-
nhosoas minhas esporas estenio sempre promplas e
agugadas para o fazer ebegar ao reg. Deixemos
esle pobre Sandeo, queja ha de estar com as ore-
Ihas bem chamuscadas,e vamos ao mais.
Saiba, meu bom amigo, que a minha ultima cau-
sou grande seu'aeao em alguns sugeitinhos dos
lacs.... O Bogio lamento muito a sua sorle
por ler eu fallado com algum desabrimenlo
em sua pequenina pessoa, e anda-se pegando cum
im:.rain sanio ha na corle do eco, para que eu ralo
rae lerabre delle. Ora, quero fazer ao Bogio esle
favor que nada me cusa, com lano que elle nao
abuse da minha bondade e paciencia, porque enlfio
experimentar o que he bom e gustoso. Esteja po-
rem elle persuadido, que nao acredito muilo em
suas labias, porque sei que linguinha lem, a qul da
instante exercicio, quando se acha em certas rodi-
nhas.
O azafamado re.r boborum b.ifou, buten, mas cu
nao me emporla com isso, e irei a vante, levando-o
sempre pelo caUrcsto.
O brutal Ja venda aml--*m_^pjicas j>or_caua
do promellimenlo que fiz, de canla-lo em ^e~t^~
lylo elevado ; temos desse estpido boas coti'iiihas
la chegaremos, entretente v Vmc. ouvindu as cou-
sas occorridas nesta cidade.
No dia 19 do p. p. foi para esse Recite o jui/.
municipal e delegado daqui, o Dr. Cirrte I.ima cha-
mado servigo, segundo vi de ura offlcio elle di-
rigido, brando na delegada o priraeiro snpplente
Dr. Barros, e na vara de juiz municipal o Dr. I.ins.
Estamos muito bem servidos de sulpplenles, porque
esles mogos sao muilo morigerados e dignos de al-
lencu.
No dia 4 a noile houve mais um assassinalo nes-
ta rrcguezia. Dous prolos, cujos nomes sao Jacin-
Iho e Antonio Coelho, escravos de Caetano Jos
Ribeiro senlior do engenho Navaes, liveram ama
desavenga entre si, de que resulten Antonio Coelho
malar a Jacinlho com urna grandefacada na barriga.
O senhor dos (aes escravos apenas succedeu esle
fado, inmediatamente fez retirar o assassino como
o dizem. e enviando o morlo para a matriz, mandou
dizer que aquella morle linha sido de successo,
porque o prelo eslando embriagado, o cahind sobre
urna faca que levava na mo ferio-se gravemente,
do que seguiose aquella desgraga. Mas pelo aclo
de vesloria a que se proceden, conheceuse que a tal
morle nao era de successo: com effeite, ao depois
soube-sc ludo, o prelo tinha sido assassinado pelo
oulro parceiro. O que porem nao duvido be, que
ambos eslivessem embriagados. Dizem por aqui que
o Sr. Caetano mandara oflerecer a venda do escravo
criminoso no Sr. bar.lo de lpojuca, e que este Sr.
nao o quizera comprar, no que obrou com loda a
seguranga eequidade. O delegado snpplente tem
empregado toda a diligencia, afim de se descobrir o
criminoso.
Esla o amigo Hermes pegado coma Illm"., e pen-
s que desla vez leva a breca a nossa cmara, "u pete
menos alguns daquelles venadores, qoe se nao po-
derem justificar de um grande altenlado conlra a lei.
como diz o mesmo Hermes. He o caso que sendo
esle mogo snpplente de vereador, e vendo que Fran-
cisco Paulino, vereador seu cunhado, nao tiuha ap"
parecido era muilas scsses, e mesmo que se ia mu-
dar para a villa da Escuda, julgou-se com direito de
ler lambem urna tribuna naquella sapienlissima sy-
nagoga, vislo ter ressado o motivo, pelo qnal nao
podia ter elle este goslinho. Fez ver a Illm. s ra-
zoes, eo direito, que Ihe assistiain por meio de um
requerimenlo. Mas que me diz, meu charo? Pois
o Hermes, porque he espinha de garganta para a
Exm'., e porque esla teme que elle Ihe nao v des-
cobrir os podres, que sfio infenilos, nao foi indeferi-
do por urna raz.io, qiie j nao exista, de ser cunbado
de um vereador ? Cousa incrivel, e admiravel! 1
He urna cmara prenle quem diz isso !! I Euj
vi (nao ha muilo lempo) servirem ni mesma sesao
Isso be perigoso!
Nao muilo... O negocio fui bem feilo..'. Domis
una u-urparilo de dezesele annos asseraelha se mui-
lo ao direilo. Alm dessas qualro pessoas bavia na
charneca essa noile um miseravel que cunduzia as
lnglezas ao pharol.
Tolo Gicquel...
Elle deve ter morrido em slgum cante, nao
me lerabro de saa fisura.
Nem en, disse madama Rio.
E esse velho JofieTouril, que ha pouco nos
appareceu como um pha'nlasma'.' interrompeu nova-
mcnlc a viuva.
Ah disse I.apierre, elle lem o ar de um men-
digo,
Desconfi delle!... era muilo astuto.
Sao seis... mas como Jo8o Touril e o grande
Roslan nao enlrara em conla, nem Tolo, restan) tres.
Aslrea de um lado, Sulpicio e a mullier do oulro...
Vmc. lem muilas rendas sobre o estado?
A viuva illegilima do major langou a v isla para o
co, e suspirou:
Meu Leonardo, lem-me distado os olhos da
cara !
He assim que se chama seu lillio? Elle da-lhe
aleuma cousa ?
Dividas para pasar.
E Vmc. paga-as?
Quasi sempre !
I.apierre chegoo-so viuva, e disse-lhe:
Enlo ura bom negocinho nao Ihe seria indi-
ferente?
Vou Pars para procurar oceupar-me.
Aperte-mc esla mfio. minha chara amiga. An-
do niscbinando urna (rama, na qual poderei faz-la
entrar... Seu Leonardo pode passar por um rapaz de
dezesele annos?
Madama Rio meneou a cabega negativamente ;
tlEGVEl
MUTILADO
4tt




"

T
v
r

3
I

cun lodo escndalo los, sobrinhos, e cuntalos : se
n:1o fazem n mesr 10 agora lie porque sabrm, que n
cslou aqu par* g ilar com lodas a* forjan dos meus
palmo contra esa nflaccAo da le, c para os esca-
lar de alio ii baixc sefor precito. Presciilenienle ape-
nas o sccrelario sivrve com o presidenta, que lio seu
Cur.li3.ta ; o qne iAo acho nada bom, mas cmfim
como a Ici nao lie muilo explcita soliro esle poni,
v.i que seja ; ano sou eu que devo decidir iobre
islo. Tornaadu liUloria do Heniles, sei que a Illin'.
para resolver da luaneira, porque o fez, nem ao me-
nos ronsultou o sou advocado coronel Tiburliuo pes-
oa intnsenle e digna. Tem razAu de assim fuer
urna tapienliiiima cmara, onde sao vareadores os
Lycurgos, o Solous, os Pericle*!os Alexandres Bi-
cerras $.
Queixai-vos isnelroes, que a perda he vostl ;
Pois quer ser :.obo qnera Ihe vesle a pclle.
{/. A.) .
Como esta queilAo anda esl prosegundo, torna-
rei a fallar sobre ella na minha prxima. Eslou an-
eoso para saber islo em que ca.
Consta-meque Jllins mandou consultar ao Exm.
Sr. presidente so!>re esle negocio. Mas vAo ver de
que modo seria a duvida pruposla ; cerlamenle mui-
lo sea geito. felizmente o Sr. presideule, saben-
do quo esl.i cama a nenlium conceilo merece, ha de
mandar ouvir alsuem.
Estamos,meuanigo,no mez dasfestas desla cidade.
Tiveraos no dia 7 deste correi.le mez de Janeiro a
festa de N. S. do Rosario dos homens pretos. Este-
ve muilo decente e boa. llouve bandeira com a cus-
tnmada pompa, novenas, e no dia da fesla hoave
procissAo a larde. Pregn o nosso coadjutor, e foi
ouvido com allenrSo pelas priraeiras autoridades, e
pessoas gradas desla cidade. A msica tanto de or-
chestrs, como de pancadana esleve soCTrivel. Paro-
ce-me qne o lltesoureiro Manoel Gregorio lem pago
lodas as despezas da funesto, ou esl deligenciando
para ijso ; esloo que elle nao ha de fazer como um
cerlo, que foi o anno pastado lliesoureiro de S.
SebasliAo, que anda liojc dizem devedinheiros i al-
gnem da fesla, de que se encarregou. lie o liomem
anais duro de dar os cobres de que 300 Satana-
zes! I !
Arvorou-se a bandeira do nosso glorioso Sanio An-
15o no dia 18 desle. Saldo com toda solemnidadc,
o brilhanlissmo da igreja do l.ivramenlo, conducida
em urna bem ornada charola por 4 meninas, symbo-
los da candura, e da innocencia. Acorapanhou-a
iinmento povo, e as duas bandas do msica de pan-
c.idaris desla cidade. J principiaram as novenas,
em alguma das quas lia pralicas.Na minlia prmei-
ra dar-llie-bei noticia desla fesla, que promelle
ser feila com grande pompa.
Onvi dizer que tambem se iam festejar N. S. das
Dores, e S. Sebasto.
Esla cidade azora esta tomando um aspecto mais
ngradavel, porqae eslAo fezendo-se boas calcadas,
e caaudu-se as frentes das catas. O nossojeonserva-
dor dat ras Icio sido incansavel no aceio deltas ;
vejo-o lodo dia trabalhando, e tem j apprcsentado
nm grande servido. Julgo pois que esle pobre lio-
mem deve de j islifa perceber mais do que a redicu-
la quanlia de ."lOiannutes. O que tenho porm la-
mentado hequ; aindaesteja a cidade sem lampioes.
que so fazem lilo necessarios, pois que as noiles de
escuro nao se iiode andar. Rogo a quem competir
qne nos f.fra este bem. J me ia esquecendo dizer-
llie que lemos dous bons carrinhosde passeio.os quaes
rod.nn magetl Mmente por essas ras. S nos falta
boa asa* par? beber, os laes lampioes,' urna boa c-
mara, e a fui' a mudada, para termos ludo, o que se
deteja.
No dia 11 on 12 clicgou nesta cidade n lenle
Jos Antonio Pestaa com o seu destacamento, pa-
ra mudar ao sargento Lavras. Ainda nao o couheco
bem, masdizem-me que he excellente pessoa ; o
qne desejo atsim seja, porque goslo muilo de viver
com liomeni bons e sensatos. Vejo que o Sr. len-
te conserva aqui a disciplina do corpo : o que julgo
moilo ulil t necessario. Merece o Sr. lenle lou-
vores por so. Muilos lalvez nao proredam desla
maneira, p irque, destacando para o mallo, julgam
ir passnr a fesla, e enlao adeos rcgalamenlo e dis-
ciplina militar, adeos boa ordem, adeos socego. O
sargento Livras, commandante do desanmenlo,
que seguio para esse Recife, porlou-se bem nesle
lug-ar, e fe? algons bons servidos, pelo que he cre-
dor de elogios. Couduza-se elle assim em toda par-
le, e sera snmpre bem aoolhido de lodos.
Supponhty- Sr.-foTrtsponilenle, Troe enVtoda par-
le lia o m.io eostume de querer certa classe de gen-
te, que s v nm palmo diaole da cara,' censurar
alguns acto-i, que praticam at autoridades com fun-
damento na lei. Islo digo pelo que succeden aqui.
Foi preso orn um desles das um saluno por nome
Francisco ds Chagas Uarte de Oliveira (creta que
esta boa pr;a velo lii desse Recife, cuidado com el-
le) por ler turripiado com muita sagacidade da at-
gibeira de un individuo, urna carteira com dinhei-
ro, a qual fui ao dtpois restituida a seo dono. Sen-
do o bom palusco levado presenta do Dr. Barros,
1. suppleuta de delegado em exercicio, esse o tol-
lou por ser o exime particular ; nao ser o criminoso
pagado em Itagraule, e nem querer a parle Hendi-
da, que nao era miseravel, proceder conlra elle.
Isto deu qm- fallar aqui ; e o vulgacho mais igno-
rtnla, c mais innocente, foi quem mais ceusurou.
Mas, mru charo, o que podin fazer o delegad .''
Vmc. bem sa>e que elle nao poda oulra cousa re-
solver i vista da lei. Ora, raestres censores, vio
malhar em seus ferros, puxar com os- denles, e ba-
ter as solas, aisassinar as roupas dn gente com pes-
siraas tesouras. corlar o seu loucinlio c enlambu-ar-
se emseus azeites, vender suas fazendas, e deixem-
te de querer ei.tender e censurar de ludo. Mestres,
lomem o met ronsellio, que lie bom : cada nm pa-
ra o que nnsce.
Foram preso.-: Jos Tlinmaz, o Amaro Jos Barbo-
sa Carapeba, pircrime de armas defezas : o escra-
vo Jos, por ftirimenlo em urna mullier ; e Pedro
Paulo Nolasco, por defloramento em sua filha me-
nor : que monstro 1 !...
Ali! Teixeirj '. feliceiro, mandingueiro, endia-
brado, desla vet me escapas Bem moslras que es-
ts curando de feilico : enfeudaste o meu bom por-
tador para me estar vexando com lao maldita pres-
sa. Prometlo-le, amigo Teixeira, que, apezar de
todas as las mandingas, na minha primeira hei de
le aovar, como merece um curandeiro do feilico :
se me parecer levas mesmo com bom e rijo galbo
de pinb.lo, como he aso entre os feiliceiros ; e em
cima disso hei de invocar a Sr. polica, que nao
desgostar.i de entrar no reinado da bruxaria, para
que tome conla de certa historia, que me disseram
ao ouvido com muilo segredo. Lcmbre-se, Teixei-
ra da Vanea do Una... da preta que sabe botar fei-
tico... e do curindeiro, qne sabe fazer mesa e den-
sa r ao tom do marac...
Pelo cabo da vassoara,
Pela corda da pule.
Pela vbora, que ve,
Peta aura, e pela toura.
Pela vara de cundan,
Pelo panno da peneira,
Pelo mazmorra Teixeira,
l>o tinado pala mao ;
Pplo bode, re da fesla,
Pelo sapo inteirijido.
Pelo infante des-.murado,
Que cliupou vampiro a ssln ;
Pelo nome de mysterio
Que em palavras nao se diz,
Vinde j preceilos vis,
Vio* ouvir o meu psallerio.
E dansai-mc aqui na Ierra
lima danaa doudejanle,
(A. H.)
Ol Teixeira que bello aprenda e dan.o.
Quero dar-te, Teixeira, um bom companheiro,
ainda que em oulro genero. Es celebre pelo feili-
co, e elle ha muilo que j o he pela desmarcada
industria.
Quem vier a esla cidade, e vir urna cousa com
figura de homem, com olhinhos de macaco, cara
do areia mijada, andar asafamado, pegue-o e tire-
ih" o-... que he o famigerado jurisconsulto, quo a-
baixo se vai cantar :
Meu decantado iruao.
Que torle. que yergoulieira !
Vai dcrrolar-le de todo
A gentallia zombeteira.
ESTRIBILHO.
Meninos, meninas
Desla cidade,
Canlai as mazeltas
Desl'enlidade.
A cegneira em que elle vive
(('orno um bobo, taleirSo,
De querer passar por grande.
Causado, fazcompaixao.
Meninos, meninas, ele.
Quer aos tolos empingir
Que he grande jurisconsulto,
Nao passando esse macaco
D'um sanden, louco e estullo.
Meninos, meninas etc.
Ao mundo inteiro aconselha
Com ufana presumpcao,
Sandices e desvarios,
Que vem dar em logracao.
Meninos, meninas ele.
Se nesta cidade ha gente.
Que smente lem figura,
He o grande rei dos bobos
Posto assim hoje em tortura.
Meninos, meninas etc.
Canlai, oh Vicloricnses,
Qu'o bardo vos recommenia
Ests incultos versiirhos,
Que poden) servir de emenda.
Meninos, meninas ele.
Acabei nesle instante de saber que o celebre ve-
reador Alcxandre II /erra de Albuquerquc Barros
se ollcrecera a lllm." para cobrar as suas dividas.
que motiiam quasi a 1:1:0005. A cmara accilou a
pruposla fazendo ao lal camarista um bom in-
lercsse. Nao sei se esta sapientissima pode fazer
isso, leudo um procurador, cumadvogado. Inda-
gare! mcllior do caso para Ih'o contar.
As bexigasaqui ainda nAo se acabaram.
Do dia 17 para 18 bouve una'boa e copiosa chu-
v. Os gneros alimenticios esiao pelo pre^o com-
rnum. A familia boa e ruim esl a 210 e 2S0rs. a
cuia ; o fcijao a (iiO rs. o bom ; o millio a 200 rs.
O nosso amigo commendador da Rosa enjcirqui-
Ihadado, o frascario lenle .Wanderley, o Bogio,
o La mella eo mageslnso rcx boborum Ihe ciniam
saudades. Que importante collecrao, que grutes-
ca caterva Ihe conhecc aqui, meu charo '! NAosup-
punha que Vine, tivesse estes 13o bons conhecimen-
los, mas em fim, como n seu eslimavel Diario o le-
va por estes mundos de meu Dos, lodos (em ra/.Vi
de oconhecer. Recommenda^Ocs ao charo Ragland
e Companhia ; e Vmc, Sr. correspondente, que
passasse boas fcsles, c tivesse felizes entradas de
anno com robusta saude c muilos cobres na algi-
beira, he o que muilo eslima e deseja seu amigo
O l'ictoriense.
(Carta particular.)
LITTEIUTIM.
LIMA E A SOCIEDADE PERUANA.
As fettat populares, os costamos polticos e
literatura em Lima.
IX.O' convent-s deXjima,
Desde as justas sanguinolentas do circo del Acho
al as dansat alegres da fesla das Amancaes, as fes-
las populares de Lima nos (inliain permittido obser-
var a sociedade peruviana em toda a caprichosa mo-
bildade deseos gostos.Com ludo estas feslas tem as-
pectos mais graves ; quasi senipre ellas lem lucar
com as ceremonias religiosas, c os mesmos especta-
dores, que abalam de noile o coliseo com seus .-ir-
ruidos, sao vistos de manhaa reunirem se com ama
piedosa cxallac.lo as igrejas, nos convenios ou ros
passagens das procis?s.
Em nenhuma parle se enconlra mais vestigios do
anliso esplendor de Lima, do que nos claustros e as
igrejas. Por entre estes edificios, dos qnaes a mainr
parte cahe infelizmente em ruinas citarei especial-
mente o convenio de SAo Francisco. Em teu recin-
to se poderla edificar urna cidade, Ido espaejoso lie
elle : elle posstie urna igreja,. tres grandes cape'las
e nove claustros, os quaes silo todos de arcliiteclura
diflerenle.
arruinada por um terremoto, sem que a aldeia \is-
nha de liuapullo sollressc o abalo, lodos se perdersm
em ronji'Cluras sobre as causas desss conservaran
milagrosa. De repente, com essa esponlaneidade
elctrica,que se revela ninilas vezes entre as mateas,
e rujo segredo em vio se procura, a voz popular al-
liibue a salvac.io de Cuapullo inllucncia de una
imagem de pedra de NossaSenliora daquclla aldeia.
Peregrino, preces e oflrendas abundam logoem sua
igreja ; inslilucm-se feslas em seu nome ; determi-
na-te que so celebren) cni Quilo o durem oilo dias
cada anuo, e que a imagem conduzida em procissAo
al a calbedral da cidade, ahi fique exposla durante
os oilo dias dosignados para a f.'tla as liomenagctis
dos deis.
Nao he tudo; o cortejo devia oslenlar nma pom-
pa, urna magnificencia nao vista. P.ira rnuseguir-se
este fim, pensou-se na guaruic,ao da cidade, em seu
trem militar c nos meios que da linba sua dispo-
sicao ; mas era necessaria urna pcrmissAo do rei, por-
que s a fesla de Corput Christi he que tinha at
enlAo o piivilegie de augmentar seu explendor com
o concurso da forji armada. Dirigio-se porlanlo
um requerimenl ao Escuna! ; a concessAo real foi
inmediata o completa : o rei calbolico nAo s conce-
den aos habitantes do Quito o que pediam, seuao
tambem conferio a \irgem de tiuapullo o grao de ca-
pil.lo general de seus exercilos.
Este titulo, que ella parlilliavn com o vicerei, Ihe
(lava a faculdade de gozar bonras c privilegios e
Iralainenlo inherente ao seo aro durante o- oilodias,
que passasse em Quilo. Na poca das fe-las na qual
a imagen) naluralmeulc se achava cm servico, (razia
o uniforme de capillo general ; nioslrava-se em pu-
blico com um vestido bordado, espada, que dcscia ao
calcanhar, a fronte sombreada por um barrete ga-
loado com plumas dat cores hespanholas. O meni-
no Jess tinha parle as honras concedidas sua
mAi; veslia pouco mais ou nienoso mesmo uniforme,
e estando ao seu lado liulia na caneca o chapeo mili-
lar, na mao a espada, exercendo as funciies de seu
ajudanle decampo, durante a procissAo.
Eu hulla lomado voluntariamente o convento de
SAo Francisco para o luaar escolliido ile meus pas-
scios maliiiaes ; procarava nellc um refugio contra
as agitacoes da cidade c um abrigo contra os ardores
Iropicacs do sol. Que horas deliciosas pasci naquel-
leddalo de galeras, nanuelles imineiisos claustros,
aue conceden sombras clicias de frescura, de per-
fumes e de murmurios! I) que sobretodo me alda-
ba ao-ronvenlo ile Sao Francisco, era um dos recin-
tos internos, que conserva quasi intacto o carcter
de sua anliga magnificencia.
Duas ordens de galeras sobreposlas cercam esle
palto transformado en) jardn) inglez,e dominado pe-
los dous lseos campanarios semeosdn igreja. O in-
terior do quarlo be ladrilhado de lijlos de loara ;
os mais engenhosos arabescos cnufundem ahi suas
vivas cores, c os leles se rompoem de urna infinj-
dade de reparlimenlos separados por molduras lu-
do pelo em ordem rom um goslo perfeilo. Unta
serie de qnadrot, represenlandoa vida de SAo l'ran-
cisco, orna a parle superior das galeras, e una gra-
de de madeia lomeada, fecha as arcadas da parte
inferior e protege o jardn) das drpredacoes dos jo-
vens novicos e do vandalismo dos empregados subal-
ternos. No centro dessa esmeralda de verdura levan-
la-se de sen rano de bronze um elevadissimo repu-
dio, quo altivo ainda em sua decadencia, como um
vellio fidalgo, procura exceder qtialro grandes rv-
presles s'ganles, seus visiulms. Nos ngulos do jar-
dim qualro repnchos mais pequeos suspiram triste
menle debaiio das sombras.
O genio familiar desse pequeo mundo, no lempo
cm qne estivo cm Lima, era um velbo 1,1o aflavel e
IAo inoffensivo, quanlo pode ser. quem lem vivido
loda sua vida entre c.ou-as IAo iunoeenlcs. Esse
bom homem cbamava-se Marliu o qual me cslim.i-
va, porque eu pinlava imageus, devendo eu es-a
auejco minhas livrcs entradas no jardn). Aprovei-
lei-me bastantemente da permissAo, que me era con-
cedida. O bom vclliose comprazia cm moslrar-me
lodas as riquezas do seu humilde imperio : o . as flores amarellas ou encarnadas, o m-Mocolon, e
artma dos perfumes penetrantes, o floripondh, cu-
joscalices grandes e brancas derraman) torrentes de
fragrancia. Os nomos hespanhiies, com que baplisa-
va as flores su-is filbas predilectas. nAo mo impedan)
que eu reconhecesse, em sens grandes vasos de barro
vermelhos, os cravos, as balsaminas, o lliomilho, a
Iierva cidreira, as malvas rbeirosas, o gyrasol que-
rido dos Incas, e as rosas sobreludo, que fazem pen-
sar na dulorosa exclamado do poeta Quintaua :
Ay infeliz de la que nace hermosa !
Junio do repudio de SAo Francisco, dcbaixo de
um berro de ja-mim, cujas estrellas brancas enchiam
o ar de suaves emanacoes, he queeu costuuiava sen-
tar-me em urna pollroua vclba, na qual se tinbam
sentado na flor da vida ii.onse, que depois linham
repousado nella na sua decrepilude centenaria. O
ruido dat aguas se confunda em roda de mim com
o canto das aves c algumas vezes com as harmonas
longinqnas ilo orgo, ao passo que pieu pensamenlo
volvia-se.com um encanto melanclico para o paiz
natal e para as pessoas, que me sio charas e estavam
enlo ausentes.
Oiitro convento de Lima, Sao Domingos, me of-
ferecia tambem um curioso assumplo de esludos. A
vida religiosa no Per apreseiila-se ahi debaixo do
aspecto menos ronliccido lalvcz, islo be, da influencia
que ella tem exercido sobre a arle nacional. Este
convento possue muilos palcos, cujo centro he oceu-
pado por urna fon le de bronze,cercados lodos de duas
- ordens sobrepasis de claustros de arcadas abobada-
da. So primeiro desles claustros, islo he, o mais
visinho da igreja, he consonado com ruidado. Suas
paredes sAo forradas de um Iidrillio de lonja colori-
da, represenlando assumplos de piedad e arabescos,
A fachada da igreja principal he urna reuniao de e sen lecto de cedro be composto de reparlimenlos
pequeas estatuase molduras de um aspecto geral symelricos, onde floroes elegantemente esculpidos
bastante grosseiro, sem ser todava de^agradavel
vista ;-o interior nada conten) em materia de obras
preciosas, scnAo as esculpluras cm madeira dn cho-
ro, colimado por cima da entrada da porta princi-
brlbam anda radiantes em seu dourado sobre um
firmamento de azul, que mal lem resistido aos ata-
ques do lempo. Algumas pinturas a fresco, grosse-
ras e sviitbolicas, estAo derramadas as paredes ou
pal. Vm dos aliares lem islo de particular ; que | collocadas em cima das portas, para indicar o gene-
todas as figuras do retablo sAo negras. O nesros leem j ro de occupacAo, ao qual se enlregavam os frades
esle altar cm grande venerarlo, porque ajoelhados | nas diversas salas.
m seus degros, dizem elles, n3o receiam a parcia- Assiin, urn|ivro devorado pela, chammas. faz ver
lidade do santo encarregado de Irammitlir suas sup- que a ordem rclii,oia ,,e Sao nomillgos cra especial.
plicas ao Eterno. A mais rica da. capellas, alien- mcn,e encarregada de espreifar a heterodoxia das o-
dendo-se a quanlidadee nao a qualidade dos orna
mcnlos, he a que se chama del Milagro.
Por toda a parte se encontram suspendidos nas
abobadas, cryslaes, llores, filas, guilas de filagrana
de prata cheias de canarios e outros passaros canto-
res, objeclos estes sem grande valor, mas que causara
todava a primeira vista urna certa fascinaran : Es-
ta capilla foi chamada Vf Milagro, porque a ima-
gem de pedra, que ornnva sua fachada e com as
Mae juntas, orava lia um seclo pelos vivos, gvrou
sobro s mesma no lerremolo de 1G de novembro de
1630, esleudcu para o aliar raaos supplicanles e pa-
bras introduzidas no vire reinado,afim de as destruir
e aiuquisicao inflinga casliaos severos,nao s aos de-
tentares de livros prohibidos, senAo anda as pessoas
que, suspeilando sua existencia em casa dos particu-
lares, recuavam dianle de urna delacuo. Encon-
Irava-se tambem pinturas a fresco de um sentido
enigmatice como esla : um cAo ladra a urna alampa-
da tcesa junio de un vaso entornado, por cima do
qual Mia um dragAo verde, de forma de coslella.
Porveulura essa alampada usurar a f erguendo-se
serena e victoriosa, adetpeHo dos esforcos dos seus
inmisos ?
reccm conjurar a ira do Scnhor, pedindo sua miseri- i A igreja de SAo Doiningus encerra a nnca obra
cordia para a cidad". Um paiz lao fecundo em ler- nolavcl de estatuaria, que ha em Lima: queremos
rahir. Ha nella ao mesmo lempo o exlase do aojo e
o somno da mullier ; sou rosto brilba com urna du-
pla belleza : belleza plstica e precisa, que determina
una pureza adoravel do linbas ; belleza ideal, refle-
xo de lodas as divinas perfeic/ies de urna naliircza
excepcional. Um cherubim esla ao seu lado em urna
atliludc chei.i de doce melancola, com as azas abor-
tas eos cabellua levemenla agitados pelo ar, ecom
os ps levemenlclocando nodulo; sua mAo levan-
la com piedosa hesilacAo um veo que cobre o rosto
da virgen) ; lano parece engana-lo a calma e a
serenidade, que elle mesmo desconbece a morlc o
hesita em guiar para Dos a bella alma, que voa.
Em urna aspereza da rocha esta um ramo quebrado,
no qual desabrocha una rosa. A alma immaculada
da santa eo doce perfume da flor suben) juntas para
o eco.
Na galera superior do lerceiro claustro de SAo
Domingos observam-se dous quadros, obra mediocre
e paciente de algum peruviano zeloso. Esses dous
quadros represenlam as differenles pitases da vida
humana. Na vida do homem os traros perlencem ao
ullimo seclo ; na da mullier sao liradas das modas
contemporneas de Lima; cor local, quo Ihe d na-
turalmente muilos litlos s nossas svmpalliias, pa-
ra nos aulorisar a dizer urna palavra sobre sua com-
posii-So.
A melade inferior do painel be oceupadapor una
grande arcada, que urna arvore divide em duas par-
les iguaes. Esla arvore lem em seu cume urna espe-
cie de Janus do sexo femenino, com urna face flo-
rescenle de mooidade, c com oulra Irslonba e cn-
gclhada como a de una velha rabugenla. De um la-
do a nnlareza ostenta debaixo de um co puro sen
mani cor de e.speranca; as arvores brolam ramos
direilos e frondosos, o sobre um laboleiro de relva
esmaltado de flores, nina mullier passcia at a bor-
da de um mar agitado. A paisagem visiuha he som-
bra, rida e triste, ramos eccos cobrem o camiiibo,
odous boniens conduzindi) um fretro, atravessam
um rio dormcnle. lina eecadaria sobe do lado da
vida, e chega no sexagsimo degrau ao pontoculmi-
nanle daarcada, donde seus degros desciam em nu-
mero igual do lado da vclliice c da inorte ; cm ca-
da um dos degros, euconlra-se a mesma mullier
com as lransformac5es successivas, que a dade cau-
sa em sua forma e em suas indinaces.
Logo que se v livre das faixas do berco. olla co-
meca sua asccncAo e nos apparece no primeiro de-
gr.io, brincando rom urna ave ; aos dez anuos ella
lem urna guitarra, que be substituida aos 20 anuos
pela- armas de sen sexo e de sua pmflsslo, as quaes
sAo um (raje garrido, um ramalhele de rosas e um
|equc. Aos Irinla anuos a encontramos casada ; aos
quarenla sua mocdade desprende o ultimo fulgor
sob a forma de una vi'la de ollios ; depois sobe
o ullimo degrao para desrer do lado opposlo, a me-
lanclica cslarAn da vida, l! islo. severamente vesti-
da, Irazcndo primeiramcnlc o missal na mao, de-
pois as muletas. Finalmente, com o corpo encor-
vado, a face descarnada, o olho inflammado e san-
guinolento, cII i pe um p na sepultura, a qual
roliocada no ullimo degro, lem o numero 100.
O numero dos quadros importados no Per, da-
ranle o rgimen hc-spanhul, excede loda crenr;a. A-
in la boje as paredes de cerlas igrejas sAo quasi co-
berlas inleiramenle delles : as galeras dos claustros
os possuein "in abundancia, e muilos particulares de
Lima tambem lem rollecres de que nossos millo-
narios banqueiros fin un rcrtameiile nslenta^o. Se
alleuder-se aos quadros destruidos nos lerraninlos e
nas discordias cii s, uaquelles que a negligencia lem
fcilo rediizir-s! \ p, e principalmente nos que fo-
ram vendidos aos estrangoiros (nAoeram sem duvi-
da os petares) eomprcliender-sc-lia que consumo
foi para as officiuas dos secutas XVII e XVIII o ri-
co e flor,'-, culi' Per dos virc-reis.
O uso do. convenios de accordo com o costo na.
cioflal mulliplicava as occnsies para que os pinlo-
res se moslrassem. Os mosleiros aprcscnlavam or-
dinariameute nas paredes de seu claustro principal
a historia de seus pairnos convenluaes. Enlre cs-
se quadros, cuja execuro remortla do fim do secuta
XVII para o metido do secuta XVIII, bem pencos
ha, que sejam dignos de ser admirados ; todava,
nao obstante a enrrupcao do goslo e a incorreccAo
do desenlio, poder-se-hia notar um certo talento de
representai;Ao na serie de quadros que reproduzem
a vida de San Francisco, San Domingos, San Pedro
Nolasco, e San l-'lippe Nery. A guerra da emanci-
pacAo, e depois dessa poca,as diArdias civis, tcem
desviado os espiritas da cultura dW artes e privado
de toda prolercao os artistas, que gozavam de estima
c eram animados nos ltimos anuos mesmo do re-
gimen hcspanhol, cmo provam as pinturas bem re-
centes do conego Macslre, o qual ornon muilos pan-
nos das paredes da calbedral. As pinturas de Maes-
jre revelan) um talento fcil e elcs'anle ; a cor he a-
gradavel e o desenlio muilo correcto ; accrescente-
mosque ollas lembram essa incompleta tentativa do
allcmAo Raphael Menas, que quiz dar sconcepces
menos complicadas o goslo do secuta passado.
Nao era Lima, era o Per lodo inteiro que anima-
vaos artistas nacionaes ou compra va as obras dos mes-
ires eslrangeiros. Alguns viajantes nos aflirmam
ler encontrado em Cuzco e nos lugares retirados do
Alto-Per, mesmo nas mais pequeas aldcias visi-
nhas do Itgo Titicaca, um grande numero de qua-
dros nolaveis. Um dislinrlo pintar allcmAo, que en-
contrei em Lima, o Sr. Kugendas cilava entre ou-
Irosdoas, quadros do convenio de Santa Catalina de
Cuzco, umdus quaes elle allribuia a Dominiquin e
o oulro a Altano. As cidades do interior e as al-
deias possuem sobreludo provas do gosto dos llrs|ia-
nlies pelas arles em geral. e particularmente pe'1
archilectura, a qual apresenta, mais no Pci do que
na Hespanha, o eslylo rabe. A indifferenca dos
frades por estas rnleressaules reliquias, sua apalbia.
ignorancia e pobreza actual, fazem com que elles de
nenbura modo procurem evitar a ruina dos quadros
ci postas nos convenios. Os quadros conservados em
casa dos particulares sao Urabem desprezados ; seus
donosos possuem smanle por orgolbo de casia, ou
por Iradicao, uu porque silo algurpas vezes os ulli-
rcos vestigios de sua forluna. Fora muita para do.
sejar, que so reunisseni em um museu todas essas li-
bras ospalhadat ; restauradas e convenientemente
etposlas ; ellas poderiam, apezar de seu pequeo
uiciito, coucorrer para reviver o goslo das arles, que
parece maulo no Peni, a julgar-sc pela quautidade
de pinturas a fresco e nutras que adornam as pare-
des c os prticos.
Us pintares nacionaes nao recebem neubuma ani-
inac.ao e nao lem nenlium nido de se aperfeicoarem
em Lima, onde sabemos smenle de urna escola de
desenlio elementar, dirigida pelo Sr. Ignacio Merino,
,|isripulo do Sr. Monvoisin.Quilo, capital do Equa-
dor, be boje a nica cidade do auligo vice-reinado,
que he fiel aos artista'. Ella possue urna escola de
pintara, que nAo lem muila importancia, mas em-
fim ninguem pdt negar, que all na urna grande
vontade de ser pintor ; infelizmente be smenlo is-
lo, porque o desenlio c a imaginacao, estas duas
qualidades cssenciaes. pareccm fallar aos habitante*
iinilam a reprodiizir-se melanclicamente seus an-
.igos cheles incas em grupos de 12 figuras, dispus-
|as om um mesmo qualio com a ordem perfeita de
um laboleiro de xadrez. Eslas figuras sAo vestidas
de urna especie de dalmtica, e Ir.izcm na fronte a
boloia vcrmelha e a franja, rignal di-iinciivo do po-
,er oberann. e na mao o basiao do rommando com-
mum a quasi todos os caciques do Ocano indico.
Temos a vista umitas tiestas figuras, as quaes sao
perfeilainenle doladas e agradavelmenle pintadas ;
mas o que sobrcludojis cararlerisa, be urna expres-
lo de (rislcza c de desanimo, que aperla o cora"
eSe,
A arle do adorno foi muita cultivada om Lima, e
mais ainda nas cidades do interior ; mas sobre a es-
tatuaria nada moslra, que ella tivesse adeptos. Um
San Joo Baplisla e um Chisto aroutado, os quaes
fazem lembrar o eslylo de Benvenulo Celhui, sAo
com a Santa Rosa de Mnzza, o uracos bons mode-
lo, que se encontrara na cidade. Em compensacao
as igrejas sao ricas de admiraveis esculpluras em
madeira. NAo sabemos a quem se eleva atlriboJr n
obra de entalha da calbedral, porvenlura a cnlalba
de San Francisco e as nutras obras espalhadas nas
diversas igrejas, tarara taitas em Lima 1 Aflirmam
que sim, ccom efleito reconbecemos em quasi lodas
as estatuas um carador de pbysionomia particular
ao paiz. Infelizmente o clero peruviano obstinase
quasi sempreem fazer desappareccr debaixo de ex-
pessas carnadas de verniz todo o acabado do Iraba-
llio.
Tal be o Iriste estado das artes no Per ; filbas da
paz, ollas deviara tjntlr cruelmente a influencia das
aguales revolucionarias. Porlanlo, parece-nos im-
possivel que, favorecida pelo soreg, restituida final-
mente ao paiz, por urna uaturrza magnifica, pnr mo-
delos de nma graca encantadora, a paixAo das arles
nAo reviva na sociedade peruviana. Muilos jovens
de Lima, que estudam boje em Franja, podero sol-
tar um dia para a sua patria, e reatara cadoia das
IradiccOes, que pareccm designar Lima, como o ber-
co da arle americana.
III. L'ira exeeucao e um pronunriamento.
Situacao do Pera'.
Dianle dos primores de obra devi.los a nma po-
ca deordem e de paz, nosso pensamenlo se diriga
involuntariamente para as tristes emocoes, a que o
Per' parece eslar hoje entregue. Durante a nossa
estada na capital peruviana, fomos lestemunbas na
Plaza-Maynr de algumas scenas estranhas, que nos
fizeram ver de um modo pouco favoravel a vida po-
ltica du paiz. Naquella praea he queso execiilnra
as -cnlenras cnpitaes. lambem Ihe all, que se lem
gnbre e-peclaculo a que o accaso nos linha convi-
dado.
Em um grupo visinbo, onde a cnnvcrsacAo pares
cia muilo animada, um liomem inlcrrompeu-se de
repente, ouvindusoar o relogio da calbedral.
Onzc horas menos um qnarto, disse elle, daqui a
um quarlo de hora el osahira da pri-Ao.
He verdad, respondeu o oulro, mas lia Ir-
igrejas em caminbo ; t o veremos porlanlo ao meio
dia.
A con*ersa5Ao conlinuou, como se nAo livesse
ido interrompula. Enlrelanlo essa. poucas pala-
vras, levando nosso pensamenlo ao desgranado, que
ia morrer, nos fizeram seguir o caminho da prisao,
porque pareca que o drama, ao qual nos resolvamos
assislir como alenlos observadores, devia ler ditle-
reuies peripecias. Chcgamos s onze horas. O
corlejo aberlo e fechado por nm piquete de cavalla-
ria, eslava jii em movimento; de cada lado do con-
demnado urna fila de soldados continba a inulti l.io
curiosa e cheia de anciedade. Um tambor coberlo
de panno prelo, tocava urna marcha lusubre e len-
ta, que um pfano de son. estri lentes e irnicos
acompanhava por inlervallos ; o tino dobrava na
igreja mais visinlu, para aqual pareca caminhar-sc.
Acoinpanhado do seu confessor, que lia em meia voz
as preces da agona, o paJecente m ircliava rom os
olhosvendados o as man amarradas. Eslava em
mangas de camisa c Irazia urna pessima calca lis-
Irada; um velbo chapeo de fellro Ihe cobria a cabeja,
seu porta era elevado, son andar seguro, e fiel al o
fim aos seus gustas nacionaes, esse homem que ia
morrer, fumava um enorme charuto. A pouca dis-
lancia delta vinha um grupo de hermanos de la
buena muerte, os quaes. depois da exeeucao. deviam
vigiar o corpo e prcslar-lhe o ullimos olTicios. Ca-
minliava-se vagarosamente, o que faza sem duvida
parle do ceremonial abrigado ; a cada inreja situada
no caminbo, o prestito fnebre parava, c o condem-
nado, con lu/.ido aoporlicu, ajoelbava-se nos degros
e orava, em quanlo os melanclicos versculos du
De Profundis, psalmodiados por vozes roucas, que
nos faziam eslrrmecer.saluam do cenlro das naves.
Terminadas as preces, os sinos dcixnvara logo de do-
brar naquella igreja. para continuaren) na igreja sc-
gunte, segundo o corlejo sua marcha alravez da
mullidAo silenciosa dos curiosos, q-ie allluiam de
lodas as ras e enchiam os prtico?, ajoelhando-se e
orando com o condemnado, mas nao o segundo cm
nenhuma parte, porque depois de o ler dito, da-
vam-sepressa em chegar ao lugar da exeeucao pelat
ras visinhas.
Tambem sentimos a necessidade de fuiir aquello
representado a maior parle dos dramas ou comedias triste espectculo, que nuda mais tinha que ensillar-
_i f ------ .| ...^.^ i.'.viiv.ior;3i un WVV.IM oo uaviiiinitj
remotos como he o le... dev.a ser um campo .uex-i fallar da Sonta /tasa do esculptor ilaliano llazza. A .le Quilo, que quasi sempre copiara seus quadro, de
colavcl de milagrea e de legendas maravilhosas. En- sania de Lima, protectora de lodas as Americas, os-
Ire eslas Iradirrcs populares ha urna, que he consa-
grada por um coslumc singular. Quito, urna das ci-
dades mais consideraveis do vice-relnado, lendu sido
sen Leonardo linha vnlc e nove anuos e onze
mezes.
Bom bem! diste Lapierre, lemos oulro ji
promplo. Que idade darla Vmc. ao rapaz louro que
apcou-se all, c que esleve prestes a hater-(o com o
moreno?
Hopa rei sobre ludo no bello moreno..... eu a-
mava os morenos....... O louro parece ler dezolo
aunas.
Mas pederamos descer a dezesele?...
Em rigor.
Pois bom, querida amiga, conliiiuou Mr. la-
pierre tomando nm tara serio, queira ouvii'-me at-
lenlainculo; vou rxplicar-llie a trama.
Que nome preferiras"? perguutava nesse mo-
roetilo ecrgele a Paulina, preferiras Alfredo '.'
He um nome gentil, responda Paulina. O
louro chama-se lalvez Alfredo...
Ou Adolpho :'
(*b '. isso he bello... Edmundo tambem.
Parcoe-mo que n moreno chama-se Adolpho...
Elle lem um ar!
O mitis lindo nome he Arlhur!
Sim, para u malta e magro com suissas e lu-
neta.
Ou um pequeo bem vestido com calcas de
ganga, scalos delicados e meas branca-.
E Jilio-
E Tlicoduro ?
Dizer que lodos cssss nomes eslo em Pars
murmuruii (ieorgele pensativa, cm carne eosso com
luvas ciir .le palha edixes!..... E que basla aliai-
xar-se!...
Para ser apandada, minha amiga! inlerrom-
peu Virginia. Os linmens sio engaadores e levia-
nos, quer cnbain cabellos loaros, quer negros.
Oh disse^l'aulina ; quanlo a gente esl acau-
telada...
E dmais, acrescenlou (ieorgele, v-se logo, se
um homem he sisudo.
Possodar-lhes um meio de conheco-los, eonll-
se diverlem em en -
I deilada sobro a rocha ; seus labios cnlre-abe.rlos
exhalara sen ullimo suspiro, e sua mao dircila, que
pende, parece procurar ainda o rosario, que deixou
Estou mui contente por elles nao tercm com-
batido, lornou Paulina.
E cu cnljo exclaman (ieorgele.
Virginia eslava ncrupa.la cm fazer esta reflejjta :
- Nunca li um s li\ro cm que se liguen) duas
nuou Virginia, os homens que se diverlem em en-1 pcM01K, ,|a mm:, rur. p,,,,^ -, ,
ganar as pobres raparigas tem o cotar.nho da can..- i e^. all..... sa abanada, a tez pallida, e nas e-tampas era fren- I .. i. i.... '
le dos livros tenho os
sa abaixada. a tez paluda, e na, lampas em fren- quc ,,e |oura ekpriraen|a Ilm 0m<;cn ^ s-entiinen|o
vista sempre com os joelbo, ,erno ,,,, .i,SCoi.l.e-ito l.reiio... lie cou.a curio-
para dentro. Ficam calvos multo cedo ; seus libios sa ;... pCu mn||
contrahem-se frequentemenle em um sorriso scep-
lico.....
Sabe onde lira n Chauniicrc ? pergunlou re-
penlinamenle (ieorgele.
No quarloiran dos cstudanlcs, respondeu Vir-
ginia.
Ali .' os esludanles os estillantes .' dsse-
ram an mesmo lempo as raparigas u5o versadas nas
ledras.
E (ieorgele lornou:
O moren" deve ser um estallante.
O loiiru tamben) reclamou Paulina.
Meu bdlo Julio !
Meu lindo Theudoro !
Julio dislhwaie-mc !
Bem vi que Thcodoro me sarria I'
Virginia dizia comsiso :
Foi a mim que ambos elles distinguirn), c foi
para mim quesorriram.
Se en tivesse de dar um nome ao joven desco-
ubecido, cujos cabellos ncuros Inundam-lbe os liom-
bros. disse ella, cbama-lo-hia Dom Sancho como em
Mercede ou a Mantilha de renda., Quanlo ao que
le nina .'oroa de cabellos lonros, o nome de Osear
Ihe assenlaria niaravjlhosanienle... O amante de
Ethelnda nas Tres fthai do Sueco chamava-se Os-
ear, e lirava- laiubem a louro.
sou eatlanna.
parle ambis agradam-mc porque
MystertO* do coraran !
gravura.. O colorido nos parece o mrito menos
contcslavel de suas produccocs
Os Indios lem tambem seas artistas : sAo groase!-
ros operarios de Cuzco c de Chuquisaca, os quaes se
militares, deque tem sido Ibeatro a repblica fun-
dada por Bolivar. Algum lempo anles da nossa
chegada, o Peni- eslava em guerra civil. Depois
que o presidenta (amarra expiou no campo de bata-
ina de [ngavi sua infeliz tentativa conlra a Bolivia,
Menendez, Tnico. I.aflente. Vidal linham dispu-
tado enlre si o poder, que acebos por cahir nas nulos
do general Vivanco. Esle, mais sabio que seus pre-
deressores, linha rompreheiidido que o nico meio
de realisar as grandes reformas desejadas pelo paiz,
cra sujeilar o Peni' a nina dictadura momentnea,
e por cs*a razio linha lomado o (litio de director
lupremoe comriva resolutamente a levar a effeilo
suas inlencfs patriticas, qu nido urna Icrrivel cons-
piradlo, que se linha urdido a favor do general La-
fuente, enlregava oulra vez o Peni' as rcacccs e as
falencias. Vivanco decidido a stiflocar com urna
repressao enrgica as (ramas, qne o amearavam, fez
prender todas as pessoas, que Ihe foram aponladas
como hostis ao seu governo. O resultado desle acto
dictatorial foi infelizmente enfraquecido pela inde-
cisio, que desiaurou o seu carcter. Influencias
poderosas fizeram abandonar alguns dos conspirado-
res ; o niedodc revelares comprumeltedoras obte-
ve perdao para os outros.
Em summa, ao cabo de algum lempo a juslica
cousrrvou somenle um pobre distribuidor de im-
pressos, que mais criminoso ou menos esperta que
seus cmplices, nao pode lepellir a acc.usac.Ao e tai
condemnado a ser espingtrdeado. A exeeucao desse
infelizlicou gravada na "minha memoria como um
traro desses coslumes 15o singularmente mi-turados
de (locura e cruoldado, que euja linha podido ob-
servar ora loda a sua impetuosa independencia no
circo flW Acho.
O accao he que nos tinha levado a Plaza-Mavor
no Sa emque devia ser cxeculada a sentenra pro-
fcrA* jiontra o distribuidor Uo irisleinenlo abando-
narfc^jor aquellos que o linham compromeltido. O
povo aflluia de um modo nao visto, e furraava gru-
pos compactas cm todos os lados O rumor das mu-
Ihercs, que all se achavam como sempre, cm gran-
de matara, trana a inquielacao. a indecisao, econs-
trancimenta. Cruzavam mais hermticamente do
que cra eostume, o negro leci.lo de seu manto e
iam de uir grupo para oulro, com a ouvido alerta.
Adevinbava-se por mil signaos, que os espiritas esta-
vam naquelte dia debaixo de urna preoecupacao se-
rio e dulorosa, e que a espera de um grave aconle-
cimento reunia naquelle lugar a mullidao, que ia
sempre augmentando. Nao obstante a circumspec-
jiio que nos aeonsdhava nosso Irajo ni pulla cida-
de. procurando sempre alguma nova agilacAo revo-
lucionariu.iamos cedendo ao agrlhSo da cariosidade
involver-nos em os concilibulos improvisados,
quan.lo um peruviano se aproximou de nos para nos
pedir o facer da Ihe darmos fogu para arender seu
charuto. Apretenlci-lhe segundo o eostume meu
panatella pela pona aceza ; o peruviano tomou-o
delicadamente entre o ndex n o pollegar, servio-te
delta e resliluio-mc com esse geslo gracioso que na
America hespanlmla, he ao mesmo lempo urna siu-
dacAo e um auradecimento. Favor por favor, in
Icrmuamo-ta soliro a causa daqueilo ajuntamenlo
exlraordinario.
Pois que! disse elle, nao sabis que te vai es-
pngardoarum conspirador"?
Onde ?
Aqui mesmo. na praca a dous pastee de vos.
Como no meio da mullidAo f
Commoiio '!
Mas os siuislros ?
Por Dos elles lem lido lugar, mas por cul-
pa .tasque sao victimas, porque ninguem ignora,
que se atira sempre do lado do arcebispado, vede.
Elle deu almos pasaos, e us mostrou nma pare-
de. cujo rebuco apresentava com effeito os vesti-
gios irrecusaveis das execuCHes precedentes. Tudo
islo nos auim.ii a de algum modo a respeito da se-
guranza publica ; porque devia cerlamenle haver
mais de um imprudente nessa uiuldao, que a ne-
cessidade de emoetjes levava a experimentar o ler-
rivel deleite do terror. Entretanto um regiment
com sua banda de msica, veio dslrahir-nos ; a
rnnllijan foi ao seu encontr e pareca livre do sen-
limcnto doloroso que a opprimia. O peloles eslen-
deram-se dianledo palacio nacional, formando um
reclanzulo allongado, a bandeira passava saudada
pelas armas e pelos rufos do tambor; o linir das ar-
mas, a precipil,icio das mulheres, o garbo auerrei-
rodos jovensofilcaes creados por Vivanco, os quaes
Irocavrm saudacSes e inlerpellaces familiares com
os lapadas, lodo esse movimento. lodo osse ruido
linha Uta rpidamente dado a praca um ar de ale-
gra ede fesla, que comeravamos a esquecer o lu-
Evos.s julgam queiissoval terminar assim3
disse ella repentinamente respondeudo s ullimos
palavras de suas compiuheiras.
* Porque nao 1 pergunlou (trnele.
Pois que elles Irocaram um aporto de mAo...
E os vimos entrar na hospedara de bracos
dados ?
Virginia crglieu os hombros, c disse :
Eslou as.uslada de v-lasafronlar us engos de
Pariscom IAo completa inexperiencia. Conven) que
Ibes ensine ludo. S a gante de servico, os criarlos,
os soldados nao graduados, c senilmente Indas as
pessoas que nAo rereheram edurarjlo, fazem rumor
nessas cii'ciim-lancias. Enlre cavalleiros basla um
olhar ou un signal...No lim do \dvogado por Amor,
ha um acnnlrcimeiilo semclhaiite. O filbo do pe-
era! e Lean Keiner etAo enamorados de Ketlly.
He noito m.-irgcm do lago de (ieuebra. O astro
da noile voga no firmamento entre as nnvens pra-
leadas.
a Scnhor !...disse o filbo do general.
Senhor !...inlerrompeu o joven LeAo IAo sereno
como valeroso, falle mais baxo ; pois somos obser-
vados.
nos e tornamos a Plaza-Mayor, onde reinava o mes-
mo movimento e as mesmas emocoes, ainda que
bandos ao som dos tambores do. diversos recimentos
annunciassem, que se lia successi amonta a cada
columna a sentcnca do condemnado. Esla forma-
lid ..ta durava ainda, qiiandn na entrada da praca se
elevou um rumor repentino : esse rumor anuuncia-
va o padecenlc. .
Urna correnle maenetica parecen penetrar a mul-
lidlo, que clremercu inmediatamente. Todas as
faces exprimiram o pasmo, todas as vozes se cala-
ram, e o cortejo, que acabavainos de deixar, fez
sua entrada no meio de um silencio de inorte. Para
dar-se-lhe passagem, um lado do rectngulo se abri
e nos descobrio a f .tal cadeira, onde o condemna-
do, sentado c amarrado, devia soffrer-a pena.
Iam-nn pois espinizardear no meio da mullidAo,
som cuidarem muilo daquellcs, que pas.avam por
letraz delle. Habiluidos aquella manobra, os es-
pectadores que se achavam compromctlidos, fugi-
ram apressadamente, mas nem a polica nem a auto-
ridade militar procuraram inlerromper a circulado
do lado do arcebispado. Enlrolanlo o condemnado
acahava do ser levado para a cadeira; desde enlo
elle conccnlrnu toda a nossa atlcncao ; deilou fura o
charuto, pedio aquelles, que o escollavam, que Ihe
lirassem a venda o dirigi multidao urna allocucao
cm que proleslava sua innocencia; seus Albos vol-
lavam-se sobreludo para urna gatada do palacio da
presidencia; onde brilhavam as fardas de um grande
numero de olllciaes, entre os quaes di/em-nos se"
achava o proprio Vivanco. Parece que se espern
um instante que a clemencia do poder interviesse,
e nossas vistas inlerrogaram a galera durante ara
minuta de dolorosa espectativa.
Aquelle desaracado devia ser bem criminoso, por-
gue nAo se p le adevinliar a menor palavra, o me-
io grupo, di) qual poda cahir o perdao. Tudo es"
lava dita; compreheudemo que a le seguira seu
rursi, e nossas vistas se Multaram oulra vea. para o
condemnado. cujas febricitantes alternativas de es-
perance e desanimo em nada linham alterado a tran-
quilla e altiva allilu le. Toniaram-lhe a por a ven-
da, que antacipava as trovas eternas, fizeram-no
sentar araarraulo-o no polse, que formandu ao mes-
mo lempo o espaldar da cadeira, o linha fixado no
chao ; doze humen, saencaminharam promptas para
fazer foso. Vollamos enlao os olhos desses Irisles
preparativos e os volvemoi para a multidao. Com o
pescoco estirado, o olhar espantado, os labios trmu-
los e sem voz, muita. tapadas, cuja pequenina mAo
branca nao tinha mais forca de torcer o manta, de-
xavam dcscoberlo um rosta edeo de mocidade, no
qual se pinlava nma singular mistura de curiosida-
de c de terror. Uma descarga de mosquetaria, que
tez estremecer o corac-Ao anos lodos, nos disse que
a senlenca acahava de ser execulada. Os tambores
eos instrumentos msicos soarara iumiediilamcnle,
e as tropas, romp n lo suas columnas, desfilaran)
dianle da satera do palacio, inclinando os porta-
banderas seus estandartes, os ofliciaessaudando cora
as espadas e dando vivas.
Esse rumor, esse movimento comrcava ja a dis-
sipar a impres.au dolorosa, debaixo da qual todas as
frontes se linham curvado, ere-piravamos como no
fim de um pesadello. quando um espanta veio com
uma rapidez elctrica apoderarse da mullidAo, que
patala e anhelante, comecou a fugir em todas as
direccijei com uma louca precipiacAo. Levados
contra a nossa vontade pela onda desencadead.i, per-
gunlamos a causa daquelle Icrror, debatendo-nos o
ni nica resposta, que nos poderam dar.
O eslrondn de uma segunda descarsa de mosque-
taria veio deler precipitadamente os fugitivos e po-
demos alcaurar o tasar da exeeucao. Vimos enlao
o infelii supliciado ferido por muitas balas, porm
13o mal, que ainda depois da segunda descarga, rea-
nirava ainda e agitava-se como galvanisado, o que
por pouco nAo fez o publicu fugir outra vez. Final-
mente alguns soldados e aproximaram do mutilado
e Ihe derain o golpe mortal. Era uma deslas dea-
cargas fui gravemente feridu um individuo, qn nos
parecen sor um ollidal, e se linda esquecido sem
duvida deque ninguem passava do lado do arcebis-
pado; os soldado- qui o levavam lodo cnsanguenla-
do, Ihe censuravam com vehemencia o ler-se desen-
caminhado daquelle lado. Os penitentes sa aproxi-
maram do cadver, que encostaran) e amarraran) ao
poste, e como devia licar naquelle lugar ate a noile,
collocaram junio delle uma cruz e uma caldeirinba
de asua benla. Aquelles penitentes dividiram en-
tre si a vigilia fnebre, afim de qua li.iuvesse um
orando, at o momento em que o tmulo recebes
o E cora elleilo a ini de LeAo qiie est no terra-
jo cora Valenlina e n jniz nAo os p.-rSem de vista.
Tem rajan, Senhor, lornou o filbo do seuoral,
e acra teco Ihe sua um aperlo de mao, para que se julgue que somos
bons amso...i>
(ieorgele c Paulina cncarar.im-se com inquie-
lacao.
o Trocaran) um aperto de nio, conlinuou Vir-
ginia, absolutamente como nossos dous desconbeci-
dos, c o filbo do general lornou :
lavemos de baler-nos amanliAa.
a A pstala, na distancia de dez passos, acrescen-
lou Lefio.
o E vollarara ao lerraco de braco dado c com o sor-
riso nos tullios...
E uo dia s'suinle '! perguntaram ao mesmo
lempo as duas rapaiisas.
No dia seaunte o co eslava sombro ; uma
lempcstade bramii ao tange. O duelo leve lugar na
floresta. O lho do general andou lods a vida rom
um olho de vidro, e Lego com uma perna de pao...
Ketlly casou com seu primo Max. oadvogado, o qual
nAo se balia nunca em duelo, e linha dous olhus c
diias pernas. -
He poosiTBl E vo-se ludo isso nos livros pergunlou Pau-
lina.
Convido-le, exclnmava o amigo Itoblol diri-
qindo-se a seu primo Tolo, a me prestares alinelo
para saberes de mim a conducta que deves ler na ca-
pital. NAo leus astucia, njo be assim ?
NAo, meu primo.
Cala-le !...quando falta, prefiro que ninguem
me interrompa i ara responder-me incoherencias.
Iss.i faz perder o fio... Eu dizia pois : NAo tens astu-
cia nem defeza como cosluma-se dizer de quem he
muilo simples e bonacho. Pars lio tange do mar e
clicio de vclhacos ; por isso deves vigiar desconfian-
do delles e sem cessar de laucar a vista proa,
popa, a bonibor.ta. a estiben!, e o mais. S. ador-
meces um instante, corres risco de perderes corpo c
bens. Sabes o que diz a canro :
lie mais perigoso escorregar
Sobre a relva do que sobre o golo !...
Quando o amigo 11 dital r.izia,cilares lunas era
um pretexto para cantar estroudosameiile. *
Tolo sabia a cancAo.
Pois bem lornou o eloquentc marinheirn ba-
taneando rom sravida.lc os puntales que pendi.un-
Ihe das orelbas ; ha uma cousa peior do que a relva,
be a calmarla no meio do mar com um torco de ra-
r3o, ea lerrivel duvida de nAo saber quaniiu se sa-
bir dalii... Ha uma cousa peior do que a calmara,
he um temporal volla do-cabo quando se lem um
dormiiihoco por rapilAo e um maricas por pilota...
Mas a relva, a calmara e o temporal sao como a fes-
la de San Joflo, relativamente a Paris Ahi aellas
lodas as bailarinas mais arretacadas e bem vestidas,
de mis Irinla anuos, cora chapeo de velludo e meia*
brancas que fuman, cigarrilhos e lem gestas que tor-
nam-lo louco...Fecha os olhos, e nAovoIlcs a caboca
direila, nem esquerda...Tens fomc 7
Sim. mru primo, iulerrompeu Tolo.
Oh exclamou Roblot encolerisado ; nAo te
fallo do in ni.....tu actale presente! Trata-e de
Paris, onde ves por loda a parle carne c salchicbn
por Irai das vidtacas... Ha tugares em que cusla-le
doze suidos para beber c comer como um principe,
ha oulros om que pasas cem suidos, seis francos para
devorar drogas sem ninstarda, sobre as quaes ossel-
vageus esc.iirariam...Queres ir ao espectculo ?...
Oh! sim, meu primo...
Irra trabalha em sileucio, ou entilo acaule-
os despojos morlaes. Os fiis poderam eniao vir
--pai/.ir a agua sania sobre o supliciado e depor
uma oflren.la em seu chapeo, onde se podia ler uma
iiiscripc,o anlecedenlemcnle escripia, solicitando es-
molas, que elle aflrmava ser para pagamento de
supplicas peta ropouso de sua alma. Depois da ora-
cin da nuile, o corpo foi retirado ; os Portales se
povoarain de elegantes passeadores, como de eostu-
me, o rumor e alegra tomaran) a voltar, e ludo pa-
reca dizer-nos que a scena trgica,, de que aquella
praca tinha sido o Ihcalro de mauli.l.i, era j uma
velha recordacao. Pergunlavamot a n* mesmos,
como se esqueciam lao depressa iinpresses, que lo-
dos parecan) ler solido lao vivamenle. Algumas
semanas depois, uma circumttancia singular veio
provar-nos, que o olvido nao ert lao profundo, quan-
lo pareca. Assistiudo a exlraccdlo da lotera nacio-
nal, ficamos inleiramenle sorprendidos do aehar 'en-
tre as divisas, que acumpanhavam ot nmeros esco-
ltados pelo jugadores, a tegunle.repeltida um gran-
de numero de vezes: El alma del hombre fusillado.
Porvenlura era remorso de um cmplice egosta?
era tambranca de um amigo 1 Por acaso queriam
notar alguma capella, nu edificar uma igreja, se a
Vle se mostrasse favoravel, ou anles o ganbador,
ajusfando cuntas rom o defunlo, devia dar-Ib- suas
oraees e ficar-se como dinheiro? Esta ullima h\-
pulb-se nos pareceu mais razoavel, porque deve-se
confessar que, se em Lima a gente er na roissa,
lamliem er muita no dinheiro.
O acontecmenlos polticos deviam ollerecer nos
logo no mesmo lugar episodios menos terrveis. Um
socego de alguns mezes linha seguida a exeeucao do
distribuidor de impressos. Lima corneja va a esperar
que o poder estahelecido ia finalmente creando rai-
les fortes. Algumas reformas uleis, precursoras das
boas inlenccs de Vivanco, liveram lugar enlAo
e se applicaram logo ao exercilo, do qual te liccn-
cencou em parlo o numeroso e ioulil estado maior.
A administradlo lambem leve a sua vez; magistra-
dos mprobos ou incapazes foram demllidos, e seve-
ras rcprebei-ises vieram inquietar a diversos fuuc-
cionarios suspeilos. A parle sa da sociedade ap-
plau lia estas sabias medidas do director supremo, o
qual pode julgar-se um momento su.tentado pela
opiniao.
As reformas realisadas offenderam infelizmente
alguns nleresscs, molestaran) o amor proprio de
muilos ; alguns cheles de partido influentes linham
sido condemnados ao exilio ; enlre estes so achava
o general Castilla, o qual resolvea valer-sc da si
luac.30 era pro da causa do piincipio constitucional.
Fomenlou no sul uma insurreicilo e marchon para
a capital cora um pequeo exercilo que noves parti-
darios augmenlavam lodos os dias. Logo que esles
aconleciraenlos foram condecidos em Lima, mani-
festou-se uma asitacao extrema e peta cnlhusiasmo
com que todos se preparavam para repellir o iuimi-
go ninguem pode duvidar da vehemencia das s\ mpa -
thas voladas a Vivanco. A cidade reveslio-se naqnel-
la crcumslancia de um carcter inleiramenle parti-
cular, que nAodeixava de ler nleresse. Oscida-
d3os corriam a nucrever-se nos registros dos alisla-
raenlos voluntario. ; prrparava-te a resistencia nos
punios amearados e fracos, e levanlavam-se nas en-
tradas principaes da cidade entrincheiramentos de-
fendidos pela arlilharia, Esles ullimos Irabalhos
feilos sem a menor ordem, nao podiam pela mainor
parte prestar nenlium soccorro ; a Irinchcira da
ponte de Montes Claros sobreludo. feita de om ma-
dcirameulo macico e fixo, que lornava impostivel a
ponlara d uma pesada peca de campanbi, colta-
cada por detraz, nos pareceu destinada a represen-
lar um papel muilo mediocre, se a tentativa livesse
lugar naquelle lado. Comludo causava prazer o
ver-sea importancia, que davam aquelles meios I-
lu.orios. Os officines superiores, os sjudanles de
campo lodos oceupados, c as ordenanzas galopas am
co lodas as direcoes, visitando os postos, examinan-
do os .lili"rentes Irabalhos c levando ordens. As
palmillas circulavam pela cidade ; todos rstavara
arvorados em soldados e mais de nm pacifico Hende-
r, alistado lia milicia civil, fazia retiir o chao rom
alguma innocente espada. Este ardor guerreiro
bastante burlesco, esses prepralas muita in.igni-
ficanles, vistos de perlo, liveram o bom resaltado de
chegarao campo inimigocom proporcOesgigantescas.
Por essa razao, emquanto circulavam om Lima as
notidias mais contradictorias sobre a aproximadlo do
exercilo revolucionario, esle nao achando-te bstan-
le fiirle para tentar o taque de uma cidade ero orna
atlitude IAo marcial, arripiou carreira, resolvido a
esperar novos refor^os. Devenios acrescenlar, para
sermos justos, que essu retirada foi allribuida i am
motivo louvavel. Dizia-se que o general nAo que-
ra ensaiigueutar as mas da capital com om com-
bale.
Entretanto o partido de Castilla, difleriodo sea
ataque decisivo, tornou-se cada vez mais lemival.
director receba parlicipacoes lao assustadoras so-
bre seu progresso, que resolveu mandar contra elle
uma divisAu, cujo commando cunfiou a um de sens
generaes. Esle achando-se no campo, reunio-se ao
inimigo ; masera um momento em qae linha ti.lo
a imprudencia de deixar seus soldados romperem
suas 1'ileiras e deporem suas armas para matar a se-
de em um ribeiro. foram lodos cercados de impro-
viso e feilos prisinneiros quasi em massa. Vivanco
sabendo esle successo, resolveu ir pessoalmenle com-
baler a insurreicAo ; sahio pois de Lima, deivand i
para o substituir o prefdlo Domingos Elias rico pro-
prielaro de vinhas da provincia de Caete.
A estacao chuvosa relardoa excessivamecte nm
combata definitivo entre os partidos hostis, de modo
que o ridiculo se apoderou da situacao e jocosamen-
te accusaiamosdous dieres de se canearen) em mar-
chas e contramarchas engenhosat para evitar am
encontr. Muitas mezes decorreram sem nenlium
resultado, os negocios pblicos e at Iransacc/ies com-
merciact eulangucciam, c a rite pareca prolongar-
se quando um homem se decidi o fixar-lhe am li-
mite. As.i-timos cnlo a represenlacAo d ama
Tabula bem coahecida. Essa presidencia, qne Vi-
vanco quera conservar, que Castilla quera ssumir,
foi en um dia confiscada do modo trguinle por uu
terceiro personagem, que nao era oolro sent o pre-
feto Domingo Elias.
Nesse dia nenlium prosista bavia cerlamenle de
queleria lugar um aconlecimeolo de lal importan-
cia. A cidade pareca estar em atona, os campa-
narios eslavam silenciosos a popularlo nao lendo o
menor pretexto para affronlar o sol do meio dia. re-
signava-se a passar na sombra as calidas horas, qu
nos paizes Iropicacs, se dermos crdito a am adagio
inepta, s queimam os caes, os negras e os viajantes
fraucezes. Alguns passeadores passavam na som-
bra azula-la das Portales, onde o Henderos com os
bracos cruudose o cigarro na bocea, etperavam me-
lanclicamente es freguexes qae rada dia se tom -
vam mais raros. No meio da grande praca os agua-
deros renovavam na foole a carga lquida de cus
mutas, c se reliravam fazendo soar teu garo. Ot
galUnasos parecan) mais immovea t mais enfada-
dos que de eostume, ese por accaso te novia ornt-
jar alsum burro e uivar algum can, nennum oulra
rumor perlubava a cidadr silrnciaoa. A almosphc-
ra eslava cartesada de fluidos debililanles, que rn-
vidavam lodos para a sombra e para os quicio, ocios
da vida oriental. Dirigiamo-nos pois para umtee-
*
la-le !... Os espectculos sao como as tabernas : es-
colhendo podes ler nm bom por Irinla cntimos, i
lua vontade, com luslre ao leu alcance, e bons rapa-
zes que comem maraas cora >uss damas, as quaes sAo
as vozes lindas mais. Purera se entras ao acaso em
um Ihcalro de columnas, pagas 4 ir. 50 c. e nada
leus de proprio...Ah pagam-se as rulumnas, as es-
cadas c as lozes...ninguem corar macaa* e durante
(oda a noile figuras exticas vem gritar abundo
bocea como um forno : Cara miha, ha, ha. hu, mi
perdona, ah. ah, ah. Amo' miho, oh. oh, oh '....
Emquanto a musir faz um ron, ron, ron que nin-
suein entende... E lodas as mjlheres verdes e ma-
duras lem leques para bailarem atraz.dizendo: Bra-
vo bravo E seule se o cheiro da agua de Colo-
nha E >-e a genlc asna-se, ellesdizeni : silencio !
Se a genle espirra he laucado fora !...
(ioslas de josai asearlas?
Tolo, tornado prudente pela experiencia, nao res-
pondeu. O primo que eslava em frente delle deu-
Ihe um ponl.ipc nas pernas, e disse :
Tornaremos a fallar nisso mais a fondo. I.om-
bra-te de que nao vamos a Paris pin-anima-. J.i
estamos pagus, e a tarda deve eslar taita...Vai dor-
mir um pouco se queres.
O anliso machinisla dobrou apressadamcule a li-
ga, e um instante depois roucava como ura porco.
A viuva Rio e Mr. Duraiid de la Pierre chegavam
lambem a conclosAo de sua conversarlo.
Mas, diiia a viuva parecendo hesitar ainda
apezar de seu desejo evidente de fazer um negocio,
esse guarda-viga ?
Nicolao Meruel ?
Sim, Nicolao Meruel.
J ranrri'ii.
E a mullier ".'
Morreu anles delle.
'

E ninguem sabe ?
NinguemI
Emquanlu a viuva refleclia indecisa, Mr. Lapierre
conlinuava :
Nao ha o menor perigo, be negocio segure. E-
colh-o uma das (res raparigas do in crior... qosl-
quer dolas. .
E se conhercrein seos pas 1.... objecin a
viuva.
Lapierre deu urna risada, e disse :
SAo filhas das hervas '
E o rapaz 1
O rapaz est na trama. Bem como Vmc. mes-
mo acaba de ver elle pode passar por tima pessoa .le
dezeseto anuos... o soflrimrulo rnvelbcce. e o mn i-
no de que fallamos deve ler oflrid.... Fernando ig-
nora seu nasrimento, c poderi al eslar de boa f :
isso be precioso !
Sim, disse a viuva, s ma-se Fernando timpletmenle '.'
Simplesmenle.
Cora efleito, isso vai bem.
E convro notar, conlmunn Lapierre auimaa-
do-se, que lemos duas curdas no n...M. am. dW
velhacos a esbulhar : Aslrea e Sulpirio...vareas gr-
das, minha boa amisa E que eirellenta- coiidiroes !
Vmc. eslava no castalio nesse momento, pude er
ludo ; ninguem sabe o que tai feo .le VmrT rVda
seguiros meninos e nunca perdtMns de vil
Sem dnvida, di.e madama Kio meio 'persua-
dida ; rui levada por om senilmente de hnmai.i
dade...
Que a honra acabou Lapierre virrin.lo.
Oh exclamou a vi.iv. nao me nteres** um*
lo por essas raparigas do interior ; atas esse reaae he
gcnlil dc-me a mAo ronsinlo !
Continuar se-h*.i
11EGIVE1
\
MUTILADO


uiftniu ut rtnnuMbuiu, gumiA rtiim o ut janlihu ut ibj&.
s
1 *

i
V
*
to liospialciro, onde lindamos diante de nos una
rede, charutos, crveles e tuilarras, e onde sempre
eordialmenic reccbidos, quando no ngulo da casa
municipal vimos appatecer um grupo composlo de
cincoenla pessoas punco mais ou menos, nn rucio
das quaes ia um individuo vellido de prelo, lendo
na mJo am majo d!*pape. Vinle ou Irinla sol-
dados o arompanham em ordem a maneira de urna
escolla. Pcrsnnlamos o que signilicava aquelle
ajunliimcnln ; disseram-no* que o prefeilo Domin-
gos Elias se dirisia a palacio para,por mefo de um
/iromiitnamrrio,declarar-sopresidente da repblica.
Se alguma cousa nos tiiiha podido maravilhar, foi
cerlamenle umanolica tao precipitada, sahindo re-
pentinamente daquelle socego profundo ; mas esla-
vamos romo o sabio, preparado para ludo, e reani-
mo-nos logo ao cortijo. As senlinellas do palacio
rom o queixo apoiado nos cannos de suas espigar-
das, nos viram passar cheias de estupida admirajo.
Atravessamos um jialio. subimos ama escadaria e
entramos em ama galera, em cuja extremldade se
.chava am estrado. Elias tomou lagar abi ; em ro-
da dille estavam ilguns individuos, funccionarios
importantes sem duvida. Elle nos pareceu ter en-
'13o quarenta annos, quando muito ; era homrm de
estitura medianr, rosto redondo, cheio e regular;
sua le figura e cor de cobre revelava o cAolo ; sua
physionomia grave e seria nos pareceu cheia de
locura e de benevolencia, quando elle tomou a pa-
lavra.
No momenlj em que Ellas se preparava para 1er
o seu factum, leve lugar na galera um rumor, qne
uos levou at junto do estrado. Latamos entilo pa-
ra desemba ajar-nos da mullida e conseguimos
aclur um lujar no estrado do urna banqueta, que
guarneca a inla em redor. Podemos dominar des-
sa altura o concurso, que de repente linha enchido a
rasa. Quasi Irezentas pessoas se opprimiam na ga-
lena; os lapadas, que nesse numero contavam pelo
menos dous terjos, disculiam com tal animajso, que
por muilas vezes se Ibes impoz silencio, finalmen-
te Elias loinou a palavra, lodos os oiras se volla-
rara para o estrado e o silencio se restabeleceti pou-
co a poucc. Sea pronunciamiento nao dlTeria sen-
sivelmenli. d^quelles, qne os annos turbulentos da
emancipado (izeram apparecer era tan grande nu-
mero.
F.vpoz us diflicul Jades da sita j.lo, o embarazo das
finan jas, n miseria do paiz, a estagnajao do mov-
incnto ron.merrial,todas u desordens. que arrastram
a guerra civil, c mostrou quanto era necessario que
am cidadllo quizesse procurar dar patria a tran-
quillidade, de que ella tanto precisava; depois, ap-
pellando para o auditorio, que nao responden, de-
rlarou com urna voz agitada, qne ua falla de um in-
dividuo disposto para tomar a direejao dos negocios,
elle senlia-se com bastante dedicarlo para prcen-
rlier aquella laref espinbosa at o dio, em que a
vontade nacional, designaado-lhe um successor, lhe
permittisse rollar pira a vida tranquilla da qual sa-
bia contra su vontade.
O discurso de Elias nao levantou o menor mur-
murio, o menor protesto na cidade que, poucos me-
zes antes, uos pareca tao dedicada a Vivanco. Quan-
do o novo presidente, saliindo do palacio, passou
liante dos tambores postados no peristyllo, estes to-
caran) a marcha, eo regiment, que eslava na cida-
de, se pnz logo em marcha, com a msica na frente-
percorrendo as mas c parando em todos os beccos,
emquanto urna especie de araato lia em voz alta um
decreto, que amnisliava lodos os presos polticos.
' Assim se cnnsummoii aquella revolucAo, que abri
ao Per uina nova era, asseguran lo-lbe depois de
alguns mezes de Iotas civis, a elevajSo do general
Castilla. Ninguem pareca oecupar-se della ; a ci-
dade conlinuou a gozar urna Iranqiiillidade perfeila;
os tapadas passeavnm como de costume as calcadas
das Prtala; os gallinasos, empoleiradoi nos ter-
rados, viam impassivelmenle os guerreiros desfila-
rem; o povocontinuava com indiferenja seu afano-
so lidar. Relativamente aos espirilos levianos, estes
repetiaro a porfia : Caramba desejarja ver a cara
de Vivanco quando goubera noticia !
A execujao do distribuidor e a ovajSo de Domin-
go Elias me lio lia tu mostrado as rcacjde* polticas
do Per debaiio do seu duplo aspecto trgico e c-
mico. Na verdadehe um espectculo estranho, que
Lima oflerece nesses dias de febre revolucionaria.
Entretanto ha para a repblica peruviana, afora a.
vida paramente poltica, fontesde prosperidadee de
grandeza moral, que lem sido desprezadas desde a
sua eraancipacao. A civilisajao daquelle paiz tem
alguma cousa de novo e de.vizoroso, como o lem de
velho e dbil. Sobre os primeiros he que vamos
volver os olhos, anles de deixar Lima. Desenvolver
ao mesmo lempo a vida intelleclusl e a explorajao
das riquezas naturaes do paiz, lal lie a tarefa pacifica
e fecunda, que desda Vivanco tem constantemente
preoecupado e preoecupa anda hoje os rlwfes
da repblica peruviana. Infelizmente ainda ha
muilo por fazer, para dirigir a aclividade nacional
nesse duplo caminho.
Debaixo de um clima, cuja tnaior lemperatara
nao vacia-, nao sendo por circumstancias excepcio-
naes, senjo enlre 12 e 25 graos ceutigrados, o Per
pollera produzir ao mesmo lempo os vveres da Eu-
ropa e os dos trpicos. A vinlia cresce all ao lado
do caf, do algortSo.da canna de assocar, e quando o
solo he fecundado por irrigajoes bem dirigidas, lor-
na-se de tao grande fertilidade, quo se pode obler
al qualro colheilas por anno. A arle das irriua-
jOes eslava na sua raaior perfeijao no lempo dos In-
cas, eos Heapaoboes n9o desprezaram esta fonle de
riqueza, o que prova os numerosos canaes, que es-
lendem soas sinuosidades na planicie do Kimac; mas
quebrados baje, esses canos deixam fugir tuafaguas,
as quaes em vez de fazer vegetar o milito ou a canoa
de assocar, formara pantanos coberlos de juncos ou
de canijos, enlre os quaes se occultam os salteado-
ra. Uro senlimeolo doloroso se apodera do viajan-
te, quando percorre aquella planicie, onde ludo at-
iesta, que outr'ora all houvera urna rica cultura. A
ruina das chcara ou quietas lhe dizem que muilas
revolucOes lem passado por all, desde qne Bolvar
chamou s aimas os laboriosos agricultores, que nio
deviam ser substituidos. Algons negros cegns ou
alcijados, julgaijos indignos de serem os soldados
da liherdade, sao os nicos qne ah ficaram fiis ao
eoxadao, e vivem debati dos deslrocos de arruina-
dos ledos. Entretanto nSo faltam ao Per riqae-
zas agrcolas. SSo Miguel de Pioza produz algodSo,
que se embarra em Tayla ; Pisco he celebre pelas
suas agurdenles; Iqoieo por seo salitre, as ilhas
Chincha por seu guano.
A quinaquina he um dos ramos mais rendosos do
commercio peruviano; colhida nos Andes, sua casca
lie ti rida s costas de mulos ou de alpacas (animal
do Per) al praia por caminhos, que s podem ser
percorridos por animaes de carga ou por Indios. A
naturezn reuni anda a estas riquezas a cochonilha,
a baunilha, gommas preciosas, blsamos, cera, ma-
deiras de marcineria, e outros muitos producios,
que sero perdidos por falta de meios de transporte
al o dia, em que elles acharcm sua evas3o natural
pelos afluentes do Amazonas e do Prala. O esludo
da canalisac.lo destes ros he urna grave queslo para
o Per. Ainda que mal esploradas, as minas sao
ainda para o paiz umi grande fonle de riqueza pu-
blica c particular. He para sentir que a falla de
combo.tivel em todo o paiz metalliro, assim como a
escassez da agua, embaracem os Iraballios de explo-
rado. Muilas minas de prala lem sido abandona-
das por causa di falla de mercuiio, nns poderlo ser
lavradas oulra vez, logo que este mineral se lome
mais commutn, oque nao pode deixar de succeder,
se a California continuar a fornece-lo as Memas
prnporjoes. A industria manufacturera ainda na
infancia fez sua primeira conquista, como acontece
imillas vezes em oulros paizes, transformando urna
obra da arle em obra de utilidad; : urna fabrica de
liar algndao, qoeseeslaheleceu margem do cana)
destinado a alimentar os banhos da Pericholi em
Lima, envolve em suas dependencias a encantadora
casa rabe, habitada outr'ora pela celebre actriz.
Esta fabrica cotila algum sucressn; a proteejao do
governo aeolloca em estado de lutar com vanlagem
contra o panno de algodo ordinario, que os Ingle-
zes e Americanos introduzeru no Pf r. Exislem
lambem no interior tlgumas ullicinas de lecer panno
(tocuyo) quasi isual nos que sahem da fabrica de
Lima; mas o preconceilo que o fazia ser procurado
lelos Indios, vai desappareceudo e com elle se per-
der esta industria local. Algumas dislillajdes com
a manufactura de que fallamos, sSo os nicos esla-
belecimentos induslriaes importantes de Lima.
Desde alguns annos se medilava unir a capital com
o seu porto de Callao por um caminho de ferro ;
esta idea acaba de ser posta em execucao ; as despe-
jas dos trabalhos de aterramento nao foram sem
duvida grandes, porque tendo o nivel do Rimac, lo-
mado da ponte Montes Claros, 90 metros, 45 de ele-
vaco sobre o ocano, e percorrendo a via frrea
urna elevadlo de 10,000 em um terreno plano, o
declive foi de cerca de um cntimo. Este c.iminho
permute que se transporten! aclualmenle para Li-
ma os carregamentos cstrangeros com economa e
presteza. Quasi todo o commercio externo se con-
centra em Callao; sua importancia he por anno,
termo medio, de perto de 25 a 40 milhes de fran-
cos ; os producios das minas lem a metade desla
somma.
O Per' nao pode ler a prelencao de vir a ser por
si s urna potencia martima, nao leudo nem malas,
nem canleiros nacionaes, e sendo os navios que
compra para as soas necessidades, quasi lodos ve-
Ihos e incapazes de fazer urna nova viagem A Euro-
pa. Com ludo os Eslados-Unidosllte forneceram um
lindo navio a vapor de 200 cavallos, chamado el Ri-
mac, destinado a vigiar a costa, onde muilas npera-
jes de commercio de contrabando vo diminuir os
rendimentus do Ihesouro. Este navio pode servir
sobre ludo para reprimir as tentativas da revolta.
que os chefesdo partido quizessem fomentar no in-
terior de um diflicil accesso para us uavios de vela.
I m corpo expedicionario s no fim de vnte cinco
ou triiiladias poderla chegar Arequipa, cjdade tao
frequentementc agitada pelos fautores anarrhicns
o Rimac pode actualmente levar para alli. em cinco
ou seis dias, as forras Heccssarias para mallc-grar os
planos sediciosos. Este navio a vapor, dous ou tres
brgaes e algumas escunas, cnnstiluein todas as for-
jas navaes peruvianas. A forja de Ierra se compoe
de urna guarda nacional e de um eiercito de perlo
de tres mil bomens, mal cummandados e em despor-
porjao com os recursos do Ihesouro publico.
Todos se affligera com o singular contraste que ha
enlre as riquezas 13o variadas do solo peruviano e o
desenvolvimento 13o limitado da industria nacional,
entretatilo he s por am enerzico impulso dado a
essa industria no be'jo, que se podeni assesutar ao
paiz o socego necessario para seu desenvolvimento
inlellectual. Ha no Per' um go ledras e arles, que s pede alguma proteejao para
se desenvolver, e se manifestar aqui e alli com urna
cerla distinecao, quer nos livros, qoer as gazetas
da icpublica. Os peridicos de Lima, em numero de
dous ou tres, sao inlercssanles sobre ludo pelos seus
remitido*, onde se revelam com plena liberdde to-
das as singularidades do carcter nacional. Os re-
mitidos, miscelnea de fados e ancdotas locae, oc-
cupam algumas vezes a metade do peridico, An-
nuncios jocosos, correspondencias intimas, revela-
Cues escandalosas se alropelain e se confunden^ nos
remitidos. Um marido ultrajado alli cotila seus in-
forlntiios conjugaes e os aprsenla ao juizo do publi-
co. A mullier tomando por sua vez a pctina me'.hor
aparada, prova eloquenlissiraamenlt que seu mari-
^o he am bit (fe, e ella he urna Lucrecia. Um in-
truso se invulve algumas vezes tiestas pulemicas do-
mesticas, c tuina o infeliz par para Ibema de gra-
ciosos molejos. No meiodestas jovialidades appare-
cem muilas vezes denuncias mais graves contra os
funccionarios ou commerranles. cojos actos des-
leaes lem caneado a conscencia publica.
Esta parte do peridico comprehende tamben) as
obras poticas de pequeo mrito. A littcratura pe-
ruviana nao pode pretender ainda successus mais
importantes. Com tudo o publico cm tnassa, espe-
cialmcule as mullteres, acolhem mili favoravelmente
as produejes do e-pinto nacional, com a condij3
de que possam aprecia-las sem grande esforro. Os
poetas de Lima cedera a urna imperiosa iiecessidadc
de pnblicidade, conliaudo i gazetas aos program-
mas dos combates de louros, cumposrOes muilas
vezes cheias de talento, e qne depois de um da de
existencia sao tan esquecdas, como a gama em que
sao publicadas. O trabalho poucas vczra se Taz sen-
tir nessas obras passageiras. Estas poesas nascem
sem esforco. como floressilveslres, e lie para dar ex-
pansooascnlimenloj^-qiin a \,iuxj absolulamenle,
queselanca m.lo da peona. A poltica, as mulbe-
res, a cantoras italianas, os louros sao os assumptos
de urna mnliidao ile satyflB? ds sonelos, da madri-
gaes ede letrilla*, que no podem pretender certa-
mente o mrito da rorreejSo ; mas um raro vigor de
eslylo, tima ousadia, que nao recua dianle da Irivia-
lidade da expressSo, apparecem nesses diversos en-
saios, earactersados muilas vezes lambem por um
lomeio el?gante c enceuhosd ; com lulo suaquali-
dade a menos conlestavcl be urna cerla facilidade
agradavel e-nSltiraf. "Quanao a influencia de nossos
poetas modernos se faz sentir, o que aeot'.ece algu-'
mas vezes, pode-se au m 'nos convencer-se de que
exisle em Lima mui inlelliLjntes imladores. O poe-
ia lipspanli.il /milla he lalvez aquelle "com que as
imagiiiajes de Lima se inspiram mais volunlaria-
menle. O autor da engenlinsa obra El Espejo de mi
tierra, o Sr. Prado, personalisamelhorque ninsuem
a litleralura contempornea do-Per'. A collecjo
de escriptoa lillerarius, que elle redigo por alguns
annos, conlinha em cada opsculo um estudo de
costumes, notavel por urna grande delicadeza de bos-
quejos, poesas em que ajoualidade da expressao
formava um contraste singular com a tristeza e me-
lancola do peosamentu, e finalmente alguma tarja
cm prosa, escripia apressadameute.
O Sr. Prado lem csludaUo com aproveitamento os
antigos autores liespanhoeesacrifcando-se ao goslo
da poca, tem sabido cotiservar-se fra das exagera-
jOes ; he por islo que se acha em eus cscriplos o vi-
gor dos meslres da escola anliga e a frescura e o co-
lorido do eslylo moderno. O Sr. Prado tem feilo
por Lima o que o humorista Mariano de Lazza fez
por Madrid ; palenleoii os ridiculos e preconceilos de
seus compatriotas, nSo como espirito atrabiliario,
mas com a delicada e salyrica vivacidade da bom
quilate do um homam animado para elles dos mellio-
res sentimenlus, e desejoso da os ver despojar am
mani e manas envc heridas. Na i he esta a nica
relajao que tem o Sr. Prado com o folhetinisla lies-,
panhol ; tem ainda seu talento do observajao, seu
costo e sua precisSo dejnizo. He para sentir que seu
eslylo. am pouco descuidado, se resinta raoito dos
hajtos do improviso, animados pela condescenden-
cia do publico, ao qual elle se dirige.
A polmica brilhanle e animada, a phanlusias
lilleraras que enebetn asgazelas, as conversaroes
em que o espirito scinlilla e os conceiloa abund.un.
moslram suflicientementc, que n.lo ha nem intelli-
gencia. nem imaginario, nem aosto, que falta aos
peruvianos depois da independencia. O que Ibes fal-
ta, sao esludos preparatorios serlos, e talvez lambem
convicjes formadas. Porlanlo, he do malor inte-
resse para o governo oceupar-se das escolas, muilo
desprezadas at boje, imprimir no ensino a sabia di-
recjo moral de que elle est privado. Esta he a re-
forma mais importante de quanlas reclama a socie-
dade peruviana. Logo que os membros do clero e os
da magistratura podercm beber cm um ensino ele
vado essas nojOes de ordem e de juslija eterna, pe-
las quaes se governam os povos, elles continuaran
no seu dever austeros c ntegros, e o reinado da sol-
dadesca acabar.
O espirito sensualista do ultimo sceulo exerceu no
Per, como na llespanha, urna lerrivel influencia :
a energa do carador nacional, alterada um momen-
to pelo decahimenlo das antigs crenras, procura
boje res:abelecer-se. Os novos oslados da America
meridional nao podem firar surdos por muito lempo
voz de seu iuteres'e, e esperar os aconlecimentos
em nma molle apalhia. Elles lem urna perigosa vi-
sinhanja ; a raja anglo-saxonia, qua nao cabendo
um dia em seus limites, pode muilo bem trasbordar
em seu territorio. Seria enl.lo uina nova conquista,
que cxtiniiuria at a nobre lingua castelhana. por
que a divisados Americanos do Norte (aroip (nem I)
implica n3o a ahsorpcao, mas a rtosttnijao. Os esla-
dus da America meridional lem porlanlo dous peri-
goszravcsqr.e evitar : o elemento indio, que lendo
a resumir o seu tugar e a preponderancia que per-
deu depois da conquista ; o elemento anglo-ameri-
cano, invasor, sealgamdia o foi. Dianle deslasduas
forjas amparadoras, he em urna emigrajao europea
esobre tudo franceza, que deveriim apoiar-se os
estados bispano-amercanos. Voltem-se elles para
as rajas neolatinas, aproximadas dellas pelo lajo de
urna mesma f. Se este movimento mallograr-se, he
porque a raja hespanhala lera sido condemnada a
expiar no corref dossceulos o juno lerrivel, que ella
impoz as najdes do Novo Mundo, e ser chegada a
hora em que sua seiva esgolada dever enzerlar-ie
emoulrramo. (Max Radiguel.)
(flerue det deux mondes.)
vedo, commandanle do dcslacamenlo de Timbauba,
marcliei a urna hora da manhaa de hoje, para o en-
genbo Cachocira ,que puz debaixo de cerco ; mas
(endo feilo proceder as buscas naceasariat, nao foi
encontrado e criminoso de morte Joao (jirau, que
segundo o teslemunho de alguns pretos do mesmo
engcnbo e trabalhadores, dorme no mallo, donde s
volla de dia e com a maior cautela ; e depois de bem
informado que u3o ha forja. Cumpre-me todava
certificar V. S. que nem por malograrse esla dili-
gencia, perco as esperanjas de sorprender ao men-
cionado criminoso ; onirt stii, cumpre-me n3odei-
xar em esquecimcnlo, o vivo inleresse que tomou
nesla diligencia o dilu altera Mauocldo Nascimen-
to de Azevedo.
Dos guarde V. S. Quartel da forja volante na
cidade de Goianna 19 de dezembro de 1851.Illm.
Sr. Dr. Caelauo Eslellila Cavalcanli Pessoa, juiz
municipal do termo.Francisco inlonio de Souza
Camito.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIPE 24 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TAKDE.
ColajOes offlciaes.
Assuc.ar branco segunda soile2S500 por arroba.
Dilo dito lerceira sorte superior2&400 jdem.
Dito dito regular25300 i.letn.
Dito dilo qtiatia sorte2$100 dem.
Descont de ledras de pouco lempo10 % ao anno.
Dilo de ditas de 4 meze11 ", dem.
ALFANDECA.
Rendimcntododia 1 a 23.....282:1123713
dem do dia24........I2:468}3(i
294:8813077
Oescarrega hoje 25 ieJaneiro.
Briiie francezA'. Michelsal.
CONSULADO (ERAL.
Rendimentodo dia I a 23.
dem do dia 24 .
41:70fi582fi
. 1:4555824
.3:1623751
DI VERSAS PROVINCIAS.
Rendimeuto do dia 1 a23.....3:1855830
dem do dia 24........ 47GJ318
3:6U23l18
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimentodo dial a 23.....11:.588453
dem do dia 24.........526->>80
5.a O arrematante durante a execucao dss obras
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6. O arrematante ser obrigado a empregar na
execujao das obras pelo menos metade do pessoal de
genle livre.
7.* Para ludo o que nao se adiar determinado as
presentes clausulas seguir-se-ha o que dispon a res-
pelo a le provincial n. 28C.
Conforme.O secretario,
A. F. d'Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
,ni rom primelo da ordem do Extu. Sr. presidente
da provincia de 13 do rorrente, manda fazer publico
que no dia 15 de fevereiro prximo vindouro, pe-
ranle a junta da fazenda da mesma lliesouraria se
ha de arrematar a quem por menos fizer, a obra do
segundo lauro da estrada dos Remedios, avaliada em
2:9955256 rs.
A arrema tajo sera te i I a na forma da lei provin-
cial n. 343 de 11 de maio de 18.54, e sob as clausulas
especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que te propozerero n esta arrematara.!
comparceam na sala das sesses da mesma junta pelo
meio da competentemente habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de Janeiro de 18,55.O secretario, Antonio
Ferreira d'AnnunciacSo.
Clausulas especules para a arremataro.
1. As obras do segundo lauro da estrada dos Re-
medios far-se-bao de conformidade com o orjamen-
lo o. perlis approVailos pela directora em conselh
o apresenlaiios ao Eira. Sr. presidente da provin-
cia, na importancia de 2:9953256. rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de uro raez, e dever cunclui-las no de sele, am-
bos contados na forma do artigo 31 la lei n. 286.
3. A importancia da arrematarlo sera paga de
conformidade com o artigo 39 da mesma le n. 286
em apolices da divida publica provincial, creada
pela le provincial n. 354 de 23 de setrnibro de
1854.
4. O prazo de responsabilidade sera de um anno,
ficando durante dito prazo o arrematante obrigado
a conservar o lauco em bom estado.
5. Para tudo quo se nao adiar mencionado as
prsenles clausulas nem no orjamento, seguir-sc-ha
o que dispoe a lei n. 286.
Conforme.O serrelario, Antonio Ferreira da
Annunciaro.
com poderes especiaos para o acto, c que a procura-
rao ii.lo pode ser dada a pessoa que seja devedora
ao fallido, nem um mesmo procurador representar
por dous diversos credores. Becfe22de Janeiro de
1855.O escrivSo interine, Manoel Joaquim llap-
tsta.
AVISOS MARTIMOS.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por
ter
- ;f*^f>, grande par te do sen erregamen-
* to tratado, o veleiro e bem cons-
Aluga-se o prtneiro andar da casa da esquina \
da ra larca do Rosario n. 39, e o t<-rceiro e quaitn
andares da ra da Cadeia do Recife n. 1 : a tratar
no primeirn andar desla mesma casa.
O Hvm. Sr. Mannel da Vera Cruz lem urna
caria na ra Nova n. i i.
I'iecisa-se
COMPANIIIA PEHNAMBIT.ANA DE VA-
PORES.
O conselho de direcrao convoca a assemhla ge-
ral dos Srs. acrionislas em exei ujaodo 3. arl. 28
dos eslalulns da companhia.p.ira o dia 30 do corren-
lemez. as 11 horas da manhaa, na sala das sesses
da assoriajao commercial desla praja. O secretario,
Antonio Marques de Amirim.
"..llar
ao Si
Jos,
Silva Pontea Marinlio, para se I lie
noticias deumseu llio de nome Jos:
nalivraria n. ( e8, da piara da Inde-
pendencia.
12:I15j033
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo dia 1 a 23.....4S:433360
I lem do dia 24........1:8841579
50:3189219
MOVIMENTO DO PORTO.
Naci sahidos no dia 24.
LondresBarca porlugueza D. Francisca, capitao
Antonio Das dos Santos, carga a mesma que
trouxe.
Liverpool e porlos intermediosVapor inglez l.a
Plata, commandanle P. L. Fenu. PataageitM
desla provincia. Raphael Bnzann, Luis Zignaso,
Dr. Gordou, Ricar.lo Ernesto ferreira de Carva-
llio, Jos Maria Ratnonda.
CarkBarca ingleza Ouatimala, capilar) J. R. Don-
ley, coma mesma carga que trouxe. Suspenden
do lameirao.
LnilhBarca imzleza Currucy, com a mesma carga
qoe trouxe. Suspenden do lameirao.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimeoto da ordem do Exm. Sr. presidenle
da provincia, manda convidar aos propnelarios abai-
xo mencionados, a enlregarem na mesma lliesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira
publicaran do presente, a importancia das quotas
com que devem entrar para o caljamenlo das casas
dos largos da Penba e Ribeira, conforme' o disposlo
na lei provincial n. 350. Advertindo, que a falla
Ida entrega voluntaria ser punida com n duplo/las
referidas quolas na conformidade do arl. 6o do r 'u-
lanieulo de 22 do dezembro de 1854.
Largo da Penba.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
4. Viuva e lierdeiros de Manoel Machado
Tcixeira Cavalcanli...........
6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. .
8. Joaquina .Machado Pnrtella......
10. Andr Alvesda Fonseca........
12. Francisco Jos da Silva Maia. ....
Largo da Itibeira.
Ns. 1. Viuva e hcrdeirosdeMaralinoJos
liah.i i.................
3. Ignacia Claodina de Miranda......
Auna Joaquina da CoflceijXn......
Joaquim Bernardo de Figucircdo .
9. O mesmo...............,
11. Viuva e herdeirosdeCaetanoCarvalho
Rapozo .................
13. Os ntesmos..............
15. Caelauo Jos Rapozo.........
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo
19. Joao Francisco RegsCoelho.....
21. Antonio Machado de Jess......
23. Jos Fernandes da Cruz........
25. Joaquim Jos Baptista........
v-
603000
54&400
25200
213600
368000
123600
303000
253200
413100
213600
213600
213600
213600
603000
253200
82500
103800
19-3000
13800
Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Boa-Vala
lo termo da cidade do llecifc, etc. etc.
Faro saber que em cumprimenlo do ordem que
recebi da cmara municipal em officio de 10 do cor-
rente, para fazez observar as posturas addiciouaes
de 23 de dezembro ultimo, se adiatn cm inteiro vi-
gor lodos os arligos das referidas posturas, as quaes
foram j publicadas ncslc Diario de 10 desle mez,
tendo sido apenas marcado o prazo de 3 mezes para
ellas se porein as condijiles das posturas ; em con-
sequencia scicotifico aos habitantes tiesta frezuezin,
que he prohibido dentro da cidade a creacao de caes,
caniciins, cabras e porros, e o seu vagamenlu pelas
mas, sob as penas comminadas no arl. 28 das cita-
das posturas.
E para constar lavrei o prsenle, que ser publi-
cado pelo Diario. Freguezia da Boa-Vista 21 de
Janeiro de 1855. O fiscal Ignacio Jos Pinto.
guari Jos Pinlo. fiscal da fregue/ia da Boa-Vsla
do termo da cidade do Recife, etc. de.
Fajo publico aos habitantes desta frcizuczia, que
arliando-se em inteiro vigor a postura addicional de
18 do correntc, que prohibe o fabrico de fogos artifi-
ciaos, venda de plvoras o depsitos destes objeclos
dentro desta cidade, assim o faro constar para co-
nltecimenlo de quem convicr, observando que a
pena marcada para quem seuiclhantes posturas in-
fringir, he-le oiiodias d .ii-;tn e a multa de 303rs.,
cujas penasserao duplicadas as reincidencias.
E para que ebegue ao conhecimenlo de lodos la-
vrei o prsenle, que ser publicado pelo Diario.
Freguezia da Boa-Vista 21 de Janeiro de 1855.O
fiscal Ignacio Jos Pinto.
Manoel Joaquim da Silva Kibeiro, fiscal da fregue-
zia de Sauto Antonio do termo da cidade do Re-
cife, etc., etc.
Fajo publico que. em. observancia da ordem que
recebi da cmara municipal em officio de 10 do
correte, para faz^r-exeCular as posturas addfcionaes
do 23 do dezemt -o ultimo, se acham em inteiro vi-
gor todos os arts. das mencionadas posturas, as
quaes foram publicadas ueste jornal de 10desle mez,
lendo sido marrado,quanto as cavallarices unicainen-
te.o pr.rzo de tres mezes para ellas se porm as cou-
dires das posturas. Pelo que, o mesmo fiscal scien-
lilica aos moradores desla freguezia que he prohi-
bido dentro da cidade a creajao de caes, carneiros,
cabras, e porcos, e o seu vagamenlo pelas ras, sob
as penas cominadas no arl. 28 das citadas pos-
turas.
E para que ninguem se chame a iguorancia, man-
dei pubjicar o presente,
Freguetia de SI. Antonio do Recife 22 de Janeiro
de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim da Silra fi-
heiro.
Mannel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Sanio Atilonio do Recite etc., etc.
Fajo publico aos moradores desla freguezia, que
arhaiido-se em inteiro vigor a postura addicional de
18 do correle, que prohibe o fabrico de fogos arli-
li i ais. venda de plvora e deposilos dcsles objeclos
dentro desla capital, assim o fajo constar para co-
nhecimenlo de t)uem cotivier, observando que a
pena marcada para quem semelhanle postura in-
timido btigue nacional MARA LUZIA
capitSo Manoel Jos Perstrello : para o
resto da carga e para esclavos, aos quaes
da' excellente accommodacOes, trata-se
na ruado Trapiche Novon. 10 segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida (lomes PAHA A BAHA
vai seguir com grande presteza o la te
nacional FOKTl'NA, capitao Pedro Valet-
te Fillio : para carga trata-se com os con-
signfctariot Antonio de Almeida Gtanefdl
;!' na ra do Trapiche Novo n. 1" segun-
do andar.
Para n Rio de Janeiro segu em poucos dias a
escuna /.closa. capitao .! quii Anlonio Fatias e
Silva: para frele e passaceiros, lrala-se rom os con-
signatarios Isaac Cuno r\ Companhia, na ruada
Cruz n. 40.
Do Maranhao
Deve chegar por estes lias o
veleiro e ja conhecido palhabote,
Lindo Paquete, capitao Jote Piulo Nuues,
lera' nesla cuta demora de regiessar
com brevidadeao Maranhao : quem pre-
tentler carregar ou T de passagem m;ste
excellente navio, queira entender-fe com
os consignatarios, Antonio de Almeida
(lomes & C, na rita do Trapiche n. l,
segundo andar.
PARA O PORTO."
<) hriguc porlocuez Alegre, saldr para o Porto
rom a maior brevidade, recebe carga a frote e lam-
bem passagetros, para o que lem excellenlcs com-
modos: lrala-se rom Bailar c Oliveira, nn ra
da Cadeia Vellia esrriptorio n. 12, ou com o capitao
Mannel Jos Garinho.
Para a Babia legue imprcterivel-
mente no dia 28 do eorrente o hiate Cas-
tro, capitao Francisco de Castro, para o
resto da caiga trata-se com sen consigna-
tario Domingu.es Alves Matheus, na rita
da Cruz n. 5-.
O abaixo a-sigaado, le-I.itneid"iro e iuveiila-
tiaoledos bensdeiMdm pt-la sua finada irmJa Ma-
ria Thomazia do Espirito Sanio, faz publico qur.
leudo in.md.ido de Si. Amaro onde mora, no dcouluhpi do auno prximo o Rcrif a
esciava (jenovevi, dr naca Costa.com idade de :W
annos penco mais ou rnenos, altura recular, pea
sos. peitos irn les, lem as cosas una marra de l -
Na foja de Anlonio Lopes Pereirade Mello & ""' a I"11' trraTa pertenria a inassa dos ditos ben>.
aroiilcress!' que n.lo lhe vellasse alee presente para
casa, e como nunca fusisse nem em rompanbia i i
finada sua irm.la, e nem durante o lempo que esta
sob admiuislrajao do abaixo asignado, por M -
pudendo suppo-la fgida \ islo qne razao alzuma ha-
via por isso, a aoppoe extraviada ou pegada por l-
guem; lano mais quanto a sobre dita escrava |
Companbia. na ra da Cadeia do Recife n. 7, cliegou
ullimamenlc, vindo do Araraly. urna pequea por-
jo de sarcas com excellente feijo muito nuvo e de
boa qnalidade, por prejo commodo : a tratar na
mesma cima.
A ama que annunciou na ra dos Marlyrios n.
20, declara que he 21, lado esquerdo, casa ao pe do ^ ^0 ,uii0 ua -j.. M ,lu ritc, ,, ei>e ar.
So- jao de libello enlre o abaixo assigtiado na qualidad.
CEM MIL RES DE (.RATIFICACAO'.
Desappareccu no dia 8 de sdembro de 1854 o es-
de lestamenleiro. sendo o autor Antonio Fraudare
de Paula do Rosario ; por \<*o protesta pelo presen-
cravo, crioulo, de nome Anlonio, cor fula, reprejen- le abaixo assigtudo cutilra a pessoa em cojo peder
for ella encontrada, e rocommeiida a captura della a
polica o a ipialquer pessoa que enconira-la, q
r Gratificada levando-a a casa do abaixo assi.
em Santo Amaro.
Miguel Archanjo Fernanda l'iuimm.
O Sr. Sergio Regh f$m Brrelo, de 113 matar,
queira mandar a ra da Praia n. 27, casi amarada,
negocio seu.
John Bis-'on, capitn da barca ingleza Tirkler,
pretende seguir viaaein para o Cabo da Boa-Espe-
ranja e Mauricias, por toda esla semina : quem
qiiizcr ir de passagem neslc navio trate rom o mes-
mo capilao nardo, ou cnm os ronsianalarios Johns-
ton Paler C, na ra do Vigariu u. 3.
Para a Babia segu com umita bre-
vidade o hiate nacional Amelia, por fel-
parte da carga prompta ; para o resto e
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira, no trapiche doal-
godao.ou com os consignatarios Novaes &
C., rita do Trapiche n. ._>V.
Segu em poucos dias para o Mara-
nhao e Para" o hiate nacional Adelaide,
ja' tema maior parte da carga engajada ;
para resto epassageiios trata-se com o
consignatario J. B. da Fonseca Jnior,
ra do Vigario n. 4.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES
Inglezes a vapor.
,J |, o dia 1 de fevereiro espe-
'-tiuuM^' ra-se ('a Europa um dos v.i-
'^WnHm poros da companhia real, o
qual depois da demora do costume segui-
r' para os portos do sul: para passacei-
ros trata-se com os agentes, Adamson
Howie & C, na ra do Trapiche, n. 42.
la ler 30 a 35 anuos, pouco mais ou menos, he mili-
to ladino, costoma trocar o nome e inlilular-se forro,
e quanun se v persetruido diz que he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sant'Anna, morador no
euceiilm Cail, da comarca de Saab) Anl.lo, do po-
der de quem desappareccu ; e sendo capturado e re-
codado cadeia desta cidade coiu o nome de Pedio
Sereno cm9 de aaosto, foi abi embargada por exe-
cujao de Jos Das da Silva liiiiinares, e ullima-
menlc arrcmalado em praja pui.lica do juizo da se-
cunda vara desta cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo asaiguado, Osaisnaess*o oaaesuiuUa: ida-
de 30 a 35 anuos, estatura renular, cabellos prelos c
carapiuliados, cor amulatada, olhos esenros, nariz
urande e grosso, beicos (rossos, o semblante fechado,
b ni barbado, rom Indos jis denles na fren I'; roba-
se as auloridades paicJan, rapilflea decampo o pes-
soas particulares, o apprrli-n lam e maudein ue.la
; rara do Rerife, na mi larca da Rosario n. 2. que
rerebera iiralilicacao cima, e protesta conlra quem
o livor ocrnlto.Manoel de Almeida Lipes.
No dia 15 dej meiro .lo correnle anno, fusio
um meo escravo de nome Ignacio, ciioulo, idade 2i
anuoa, alto, cspa.liia.lo, rusto comprido, falla mode-
rada, rom marra de urna fislula no queixn, j da,
com um aleij.lo na perna esquerda, que tornare a
perna bastante zamba e tmpede andar cnm perfeijao
e inanqueja, foi cria de I). Anua Maria Benedicta,
moradora na cidade de Olui la, e he esla Seahnra
masa do Sr. Porciuncula ; comprei o dilo escravo ha
2 me/es, e lia noticia de ler o escravo andado pelo
Rio Dore e .Maria familia : quem o capturar leve-o
a sen senbor Vrenle Anlonio do Espirito Sal", no
alerro da Boa-Vista 0.62, ou no seu sitio, na Ca-
punga.ljente Antomio dn Espirito Santo.
(I abaixoassignado declara pelo presente, que
leudo fallecido sua mullier 1). Maria Isabel Saares
Calislo, acha-se prnredendo a inventario dos bens de
sen casal pelo juizo do civcl da sesunda vara, escri-
vdo Althayde.e por isso devem os seus credures jusli-
ficaiem suas dividas para serem atlendidas na par-
tidla.Adriano Jos llorget.
O Sr. Honorato Jos de Oliveira Fiaueirerlo
lem urna caria na livraria n. (i c 8 da praja da In-
dependencia.
Fortnalo Francisco Marques, subdito portu-
gtiez, vai a provincia do Para tratar de seus neg-
LEILO'ES.
Joaotion.es Jar.lim vai a provincia das .Ma-
gnas, a negocio de seu mUres-o.
O abaixo malnnadi, discpulo que M do lina-
do Ezequiel. ollerere tru-prestiOM paladar lie
dansa, tanto antigs figuradas, como modernas, nca-
diilha--. polkas, idtatiak, mashulkas, aoolva,
moderna, duelos ele. etc.: quem o qnizer honrar
rom a sua proierjao. linio em son ca-a romo aaei
monas caas dos preleadenl'S, o poderio prorarar
ua ra dos Copiares n. 19. do meio dia at as:t ho-
ras da tarde.Manoel Francisco de .Vou;a Maga-
Ihitcs.
O abaixo assignado deixou de ser caixeiro do
Sr. Joaquim Bernardo da Cunha, desde o dia 21 da
correnle ; agradece ao mesmo senhor o linm Irala-
mcnlo que leve durante o lempo que esleve en.
casa.
Joo Fernandes de MigalHies Silra.
As pesu,is que devem a taberna da ra .\o-1
n. 50, que fui de Malinas Jnsquim da Maia, bjala
de vir saldar suas ronlas. qoe prla maior parle ji
sao bastante .nticas ; o sureessur i'.e-la r.i-a j.i I m
auuunciado por diversas veafS, e al o presrute ne-
nhuin dos devedores se lem dignado a dar o menrr
cai'ain ; por isso pede de no\o que venliam on man-
den) salisfazer seus debilos. alim de n.iodarem lacrr
a usar de outros meios a sea alcance para ser < :.-
bolsudo. A inesma taberna arha-ae soilida roaa es -
neros novoa e lions. viuhos c oulros espirilos ci
raladas de lo.Us as qualidadcs linas e por rorr.modoa
preros.
Precisas de una ama para cozinhar em casa
de homem soltciro i a Ir.dar na I.incuria a. 2.
Aluga-se a toja, sita na rna do Collegio a. If.
com armaro propria para qnalqner eslabrlerioie'i-
lo, ou vende-*e. como convivr av prelendenlc !
la-se ns ra do (ucioiadu u. 40, segundo andar, ira
na Ira\essa da Madre de lieos n. 15.
ra
Antonio de Almeida Gomes C,
fai-3o leilao por con la e risco de quem
pertencer de 70 saceos, pouco maisou
menos, com arroz do Maranhao ; hoje
2."> do eorrente, as 10 el|2 horas da ma-
nhia, no armazem do Sr. (iuerra Jti-'
nior, defronte do trapiche do algodao.
O agente Borja, quinla-feira, 25 do correnle, as
10 horas, far leilao no sen armazem, ra do Col-
lecio n. 15. de um completo sorlimentn de obras de
mareinriria, novas e usadas, 4 pianos, tuna porrao
de Linternas para carros, charutos, cha hysson, Bar-
melada, e oulros muitos objeclos novos, de differeu-
tes qualidades, que eslar.lo a mnslra no mesmo ar-
mazem ; assim como ao meio dia i rae a leilao 3
ptimos cavallos de estribarla, promplose arreiados,
os quaes eslarao cm frente do armuzero no dia do
leilao.
O agcnle Borja far leilao lerja-feira, 30 do
eorrente, em seu armazem, na rna do'collecio n. 15,
de urna inlini.lade de obras de ouro, diamante e bri-
lhanle, como bem : adereces, meios ditos, pulceiras,
alunles lano lisos cuino esmaltados, obra do ultimo
gosto, altinelcs de peilo, bolees para abertura, e ou-
Iras obras de brilhanle ele. etc., relogios patente in-
fringir he de oilo dias de prisao, e a mulla de 30J rs. i elez, ditos suissos c horisoutaes. algumas obras de
E para constar se mandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de IVrnani-
boco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Anlonio Ferreira d'Annunciaciio.
5749600 : cujas penas serao duplicadas as reincidencias.
F. para constar lavrei o presente, que ser publi-
cado pelo Diario.
Freguezia de Si. Anlonio do Recife 22 de Janeiro
de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim da Silca Ri-
beiro.
FIBLICMA A PEDIDO.
Illm. Snr. De conformidade con) as instrucjes
de V. S., roarchei desta cidade no dia 18 do correnle
em direejao Pedrasde Fogo; e lendo feilo junrc.lo
com a forja do alferes Manoel do Nascimeolo Aze-
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo do di'posto no arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conhe-
cimenlo dos credores h> pothecarios c quaesquer in-
teressados, que foi desapropriada viuva Maria do
Nascimento, uina morada de casa sita na direejao do
quiuto lauro da raindicajao da estrada do sul para
a villa do Cabo, pela quanlia de 3009000 rs., e que a
respectiva proprietaria lera de ser paga do que se
lhe deve por esla desapropriarao, logo que terminar
o prazu de 15 da contados da dala desle, que he
dado para as reclamajcs.
E para conslar se mandou ailixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
boco 13 de japeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaro.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidenle da provincia de 18 do correnle, manda fa-
zer publico que no dia 8 de fevereiro prximo vin-
douro, vai novamenle a praja para ser arrematada a
quem por menos fizer, a obra dos, reparos urgentes
la quarta parte da tstrada do Pao d'Alho, avali.da
em 4:4000 rs.
A arremalajao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 33 de 14 de maio de 1851 e sobas condiroes
especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalajSo
roniparejain na sala das sesses da junta da fazenda
pelo meio dia. competentemente habilitadas.
F. para conslar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 21 do Janeiro de 1855.O (secrclario,
Antonio Ferreira d'Annunciaro.
Clausulas especiaes para arremataro.
1.a As obras dos reparos da estrada de Pao d'Alho
enlre os marcos 7,000 a 10,000 bracas, far-sc-hao de
conformidade com o orjamenlo e perfu epjirovados
pela directora em conselho e apresenlados a appro-
vajSodo Exm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia de 4:4008 rs.
2." O arrematante riarn principio as obras no pra-
zo de 15 dias e as concluir no do 3 mezes, ambos
contados de conformidade com o arl. 31 da le pro-
vincial n. 28o.
3. A importancia desla arremalajao ser paga cm
duaspreslarOes iguaes: a i." quando esliver feila a
metade da obra ; e a 2.* quando esliver concluida,
que ser logo recebida definitivamente sem prazo de
responsabilidade.
4. O'arrematante exredendo o prazo marcado
pare conclnso das ohras, pagar urna mulla de 1009
rs. por cada mez, embora lhe se'nj concedida proro-
gajo,
DECLARACO'ES.
Por ordem do Illm. Sr. diredor interino do
lyceu se faz publico, qus a matricula das aulas do
mesmo lyceu acna-ea aberta desde o dia 15 at o ul-
timo desle correnle mez; principiando as aulas o
seu excrcicio no dia 3 de fevereiro piymino futuro.
Directora du lyceu 13 de jaueiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
C0MPAMI1A DE SEGUIOS.
EOUIDADE.
ESTABELECIDi Y. CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBl.'CO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignado, agente nomeado desla compa-
nhia, e lormalmenlc aulorisado pela diterjo, acei-
tar seguros marilimos cm qualquer bandeira, e
para lodos os porlos condecidos, em vasos ou merca-
doria, e sob suas respectivas condijes ; o elevado
credilo de que lem gosado esta companhia e as van|
lagi-.sque olleroi e, far ron\cocer aos concurrentes
da snautilidade. e o seu fundo responsavel de mil
cotilos de rcis fortes : a quem interessar ou convicr
cllccluar dilos seguros, poder dingir-se ra
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
O conselho da direejao do banco de Pernam-
buco, cm conformidade com os arls. 60 c 66 dos seus
estatutos, far leiltio por conla e risco de quem per-
lencer, de 2.878 caixas rom sabo, curtiendo 65,260
libras marca Soap, e 50,818 libras amarello ; quar-
la-feira, 24 do correntc Janeiro, s 10 horas da ma-
nhaa, no Trapiche Alfanilcsado denominado AI-
fandega Yelda. a
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que a cobranca do imposto de 4 por cento, di-
lo de casas de modas, dilo de ditas de jogo de bilhar,
e dilo das que venden) bilbeles de loteras de outras
provincias, vai ler principio no dia !8 do correnle,
c que lindos os 30 dias uleis inenrrem na mulla de 3
porcento lodosos que deixarem de pagar seus dbi-
tos pcrtencenles ao anno linanceiro de 1854 a
1855.
Os ere lores do fallido Jos Martins Alves da
Cruz e este mesmo, por si ou por seus procuradores
compareram no dia 27 do eorrente mez s 11 horas,
na casa da residencia do Illm. Sr. Dr. Francisco, de
A sis de Oliveira Mariel.jniz do commercio da se-
gunda vara na ra do Rosario n. 31, afim de se ve-
rificaren) oscredilos, se deliberar sobre a concordata
se for apresentada, nu se formar o contrato de nni.lo
e se proceder a nomeajo de administradores, fican-
do os crclores advertidos que nao sero dimitidos
por proenrador se e-le nao apresentar procurarlo
prala, reloaios de paredec cima de mesa, tudo i'to
ser entregue pelo maior prejo quo for ollerecidu,
cm cousequenriade ser para liquilajoes ; os quaes
objerlos eslarao ptenles no mesmo armazem, no dia
do leilao, as 10 horas.
O a*ile Viciar far leudo para lauidajao de
cotKaSj no seu armazem, ra da Cruzn. 25. de urna
por ja o de excellentes queijns loiidrinos, dita de pre-
sunto, algum rom averia, dila de latas de sopas e
carnes, ludo em limite: sexla-feira, 2( do corren-
le, as 10 ^ horas da manhaa.
Benrique Brunn, liquidalario di;
Casa de consigna cao de escravos, na
dos Quarteis n 2-
Compram-se e rerebem se escravos de amlns os
sexos, para sevenderem de mnimissao, lano para a
provincia romo para lora della, nITcreren.lo-sr para
isso loda a seguranea precisa para os ditos escravos.
Deseja-se fallar rom o Sr. Beruardino de Al-
meida Ferreira. a negocio de seu inleresse : no lar-
2o do Paraizo n. 26.
Na taberna da ra da Concordia ainda se pre-
cisa de um caixeiro.
O Sr. Joao Jos da Cosa Sanios leuda a hon-
dade deapparecrr na rna do Azeile de Pcixe u. 14,
para negocio que nioilo o inler.s-a.
Candido .tiberio S. da Molla.
A cocheirada ra da Cadeia, lefrontc do Ibea-
Iro de S. Francisco, oflerece o seu eleuanle mnibus
rara Sanio Amaro de Jaboalao, o qual deve sabir as
5 horas da mahaa ; e por isso as pessoas que qtiize-
rem lugar no mesmo para apreciaren) essa grande
fesla deverao tratar de espera, 27 de Janeiro.
Arhou-se una Irave enralhada nu caes da ra
da Aurora, que se sl retilicando : quera for seu
dono p dr os signaes cerlos lhe ser cnlregue, pa-
gando lodas as despe/as que se l'vcrem feilo; aen-
lender-se com Manoel da Costa Mangerico.
I)-se a juros sobre hypolheca em um predio
nesla cidade al 6009000 : "na ra de S. Gonjalo u.
25, se dir quem da.
Roga-se ao Sr. Francisco Pcreira Pinlo Caval-
canli n favor apparecer na ra de S. tionjalo n. 25,
a negocio que lhe diz respeito.
nfs Anlonio dos Santos Pereira.
FURTO.
Na madrugada do dia 22 do correnle furtaram do
silio Olho d'Agua, da Passagem de Olinda, um ca-
vallo de estribarla rujo pedrez, grande, capado, ore-
Idas rabanas, com maminhas em anillos os braco*,
urna bellide no olho direilo, com calombiiihos'no
espinhajo, e pisadura velha na sarncllu ; julga-se
ter 10 a 12 annos de idade, e esl carnudo : quem o
pprehender leve-o ao mesmo silio. ou na ra da
Cruz do Recife, sobrado n. 46, que ser gratificado.
Tendo sido o meu nome envolvido no aunun-
cio. que cm nome dos lierdeiros de I). Cecilia Ca-
Iharina do MonleSinay fez publicar o Sr. Manoel
Vicente de lloll.inda Cavalcanli, que inverlendo os
fados, ou estando Jelles iitnoranlo assevera ler hati-
llo mi f na ecrplura, que aqui se celebrou no car-
lorio do labellio Coelho, c ao prucedimcnlo que
lem havido da parle dos credores, apresso-me em
declarar para que nlo passe desapercebido, e sera
contestadlo o mencionado Anuncio : I. que nos
tribunaes competentes se mostrara a veracidade da
divida, de que proveio a hypotheca e o erro ernqua
a este respeilo libara o Sr. Hollai da ; i>." quo he
inexacto quanto escreveu elle sobro a bynolheca, e
o mais que occorreu ale a cessao feila ao Sr. Joao
de S e Aluuqnerqiie, por mim e pelos oulros rre-
dore, A hypolbera passada a mim e aos dilos cre-
dores cessionarios he diversa da que foi accionada
pelos Srs. Pila Orliuueira e oulros, c por isso le
iiaoenlen.leti rom ella a deciso, a que alludeo an-
iiunrianle; e anterior qne foi celebrada permite o
tabelliao Coelho, que versoo ebre a entrega do en-
genho Aralangil por cerio numero de anuos par
dentro delles se etTertuar o pagatnenlo, o que he
mui diverso do que as*evemu o Sr. llollanda. quj
parece eslar eslranho a este negocio ou nlo se im-
portar deser desmenlido com doeumenlos aulheuli-
cos. Em virlode da hypolhera que foi passada a
mim. e aos Srs. Bielier e Miranda, e das le Iras que
se referiam u hypolheca foi a Sr.a I). Cecilia accio-
nada pelo juizo do Cabo, e oppondo ella embarcos
foram eales recebidos com condemnajao e desalten-
dido oaggravo, que inlerpoz para a relajan. Estn-
V9
Jo.lo P. Vageley avisa ao respcilnvel publico, qae
em sua casa ua ra Nova n. II. prneiro andar, a-
c!ia-se um sorlinieiilo de kan pianos de Jacaranda,
com foi na de armarla e fabricados por um dos
metroi fabricante da Europa, de vozes liarmoniosas
e diiradour.is e suasafiuajfies: o aiinuiirianle con-
lina a atinar cconcertar pianos com perfeijio.
Ilo^a-se ao Sr. I. F. 6. quei-
ra conferir a conta de cinco ou seis parem-
ias que tem em seu poder, ha tres pata
quatro mezes, do contrario tera* de ver
seu nome por extenso nesle Diario.
AOS AMIGOS
a familia >ln Taraje a tlhoi a lalakoa.
Pelo presente s5o convidados para
assistirem a urna missa, que se tem
de celebrar pelo repouso do fallecido
Joao Rodrigues Tanijo dos Santos,
hoje pelas 8 horas da manliaa.iii igre-
ja da Ordem Terceira deS. Fruncisco.
Uominzo 28 do correnle haver a' Urde
cavalhadas em S. Amaro de Jaboalao.
Na ra da Cadeia do Itici
fe, a. 24, Ivja de cambio
arbam-se a venda hilhetes a
.WiOO, meios asafJO, quar-
los a 13500. oitavos a HOO,
decimos a 700, vigsimos a
400 r., da sr~ooda parle
da primeira lotera da mairiz
do Pojo da Panrlla : esla ca-
sa lem sempre sido feliz com
os bilheles c cautelas do cau-
lelisla Salusliano de Aqoino
F'errcira, e pala os (res pri-
mriros premios sem o des-
como dos 8 por rento; e
o correnle mez.
casa do fallecido J. I). Woifliopp & C.,',*0 "'"" 'mminenle aeiecujao. convieram os cre-
fara' leilao, por intervencao do agente
Oliveira, de grande soutimento de mtu-
de/.as, algumas f'erragens linas, e outros
objectos miudos, (jue se venderao para
ultimar contas : quinta-feira, 25 do cor-
rente, as 10 horas da manhaa, no seu
armazem, rna da Cruz.
GRANDE LEILAO- DE FAZEXDAS A
PRAZO DE I MEZES.
Barroca & Castro fazem leilao por inlervenjao do
agente Oliveira, de um cmplelo soriimenlo de fa-
zeudas iaalezasde algodao, lindo, laa e seda, Indas
proprias; deste mercado; no dia sexla-feira, 26 do cor-
renle, pelas 10 lloras da mandan, no seu armazem
da rna da Cadeia do Recife n. 4.
AVISOS DIVERSOS.
Fim o dia 2H do rorrente lem de soletnaisar-ae
a fesla de N. S. <\.\ Paz. padroeira da matriz dos A lo-
gados, a mesma Senhora acba-se encarnada de novo,
cuja hahili.ladr appreciavel do Sr. Caelauo he bem
runhecida ; essa sol. mnidade ser feila rom toda a
pompa neressaria, nao so relalivamenlc ao actnreli-
gioso mas lambem aos diwi tmenlas que se lem
projertado depois da fesla, como sejam balees, e tal-
vez cavalhadas, e noite um excellente fogo de vis-
la, o qual aprescnlara fortalezas, barcas de vapor,
ele. etc.
A bandeira sera levantada no dia sexla-feira (26
do correnle a qual ser condiizida etn urna durla,
circumdada de alijos, e acnmpauliarla de urna mnsi-
ca marcial, e antes deser arvorada a effiaie de Nusea
Imniarulada padroeira leao lugar alguns diverti-
mentos parlirulares.
A isreja esla sendo ricamente ornada sod a ins-
peejao do Sr. Amorim, enju luun goslo he iuqiies-
lionavd.
A msica de orcheslra ser resida pelo Sr. alferes
Jos Marcellino da Cosa, um dos mais habis e cir-
cunspectos professores que lenius. O preeador da re-
ferida festa ser o Rvm. Sr. padre-meslre Joaquim
do Espirito Sanio, pregador da capella imperial.
_ Espera-se, porlanlo, que os devotos da mesma
Senhora demonslrcm o grande jubilo que os acom-
panlia em admirar os prodigios de Nossu Mai uni-
versal. Na sesunda-feira ter lugar a fesla de S.
Sebasliao, a noite lima grande iluminajao c mais
rousasde entrelenimentos para a noite.
COMPANHIA EE PAQUETES BKAZI-
LEIROS A VAPOR.
Para nao causar receios se faz publico,
que o vapor S. Salvador recebeu ordem
na Babia de de pescar toda e qtudqtttr
ores, a rogo da Sr, D. Calharina, viuva de Gui-
inaraes, e hoje finada, em celebrar a escriplura a
que alinde o annuncianle obrigando-se a eahibir pro-
curajo de soa m3i a Sr. D. Cecilia, prorurajao que
foi apresenlada em devido lempo, estando os cre-
dores na posse do eugenho Aralangil lhe foram li-
rados quasi lodos os escravos pelos heideiros, que
prescindirn! dos meios judiciaes para recorrer aos
occullose reprovados, e causaran) oulros muitos em-
barazos al que foram os mesmos credores mantidos
na posse do engenho por mandado de juiz compe-
tente. Entao o Sr. Jos Maria, curador nomeado
de 0. Cecilia, intenlou nesla cidade um embarga,
que se julsou improcedente no assucar lirado do cn-
geuho as expensas dos credores e inlenlou acfaa
de nullidade da escriplura relebrada peranle o la-
bellio Coelho, arguiiid.i-o de sunulajao, nada obs-
tante ler nella assignado como teslemnnha. I oi
julgada improcedente, esta areno e da senteuja ap-
pellou o Dr. curador geral, poique nem o Sr. Jos
Maria nem oulro algum dos lierdeiros Iralou mais
desle negocio. Foi aquelle Sr. .lesliluido da cuia-
loria, porque nao cuinprio os seus de\ eres, sem que
nislo inlervie-sem os credores. Continuaran) esles
a sal'njar o engenho com raude dispendio, \i.lo
lerem sido tirados quasi todos os escravos, e haae-
rem alugado pes-oas livre- para fazer o Irabalho.
Por mais de una vez empregaram os berdeiros i
HOTEL
(^ DE JABOATA'O.
a O proprielario desle excellenle eslabele-
WJ cimente, deaejaudo para sea governo ter
( sciencia anleripadamente do numero de
ijf, pn'OM rom que pouro mai ou menos.deve
*V ronlar. dominen as do corrate, dia em Wf
A que rom luda a magnificencia (em de ser JA
(A Wfei"Xo s- Amaro de Jaboalao, tem resal- w
Vj9 vido expor a venda, pela otjantia de laOOO B
,f*j r"'' oillieles de entrada para o en hotel S
vv mi. lugares seguinles: roa Nova n. 10. W
^J aterro das Cinco-Ponas, defrnnle do da- (Jft
A f*"1' l)a'lar';l o Sr. Campos, ra Direila, 2
ifi laberna do Sr. Joaqnim .Intimes da Silva. S
'&} "necesKirio se faz repetir o quanto se &
.^ lem esforcado o annoncianle para agradar a J
9 satistuzer a (odas aquellas pessoas, que se OP
A dignam honrar o seu eslabelecimento ; por A
vg" lauto cont o respeilavel publico com o W
i^ inelhor Iratameiito aceio, e pasaadio. *A
O abaixo assignado deseja fallar ao Sr.Filiprie
Francisco Pereira. e como ignora a sua morada, ro-
ga ao mesmo senhor o obseqoio de lhe Miar antes
de se retirar para o norte. Anlonio Dcmtmum
Pinto.
C. STARR&C.
respetosamente >n:iuuriam que rio sen extenso es-
labelecimcnlo em Sanio Amaro,ronlinoain fabricar
com a maior perfeirao c prompli.lao. toda a qu.
de ile macliinisino para o usada ag cuitara.
veaajSa e roaoufaetura; c que para maior coaMBod
leem aberlo em umj o- grandes ar.-nazens i
Mesquila na ra do Brum, atraz du arsenal de ma-
ntilla
DEPOSITO DE MACHINAS
. .' I construidas no dito sen cjlabtlee:turulo,
seu direil... e recorreram a ameajns conlra o admi- m ,,rll;ira co,,,,,^,.^,,, uni 0mp|elo Barle-
mslrador do eligen do, sendo necessario recorrer-se a I1)eIl(o ,,e lnoenda. rte ri(nn;l. rom ,,,, J melhaca-
po.c.a para cmue-los lisiando as cousas neslc es- ,,.,. ,_,, ,,,. p,,.
a,to. propoz o Sr. Joao de Sa a ceMto que se elTec- experiencia de mullos anuo, ten, mostrado a neces-
luou. ficando ele subrogado no direilo dos credores, dade. Machinas de Tapar de baita e alia prcaaha.
?Zr, 'T'. tf i""'" '"'-nCH'- un P'ir" '^as del.do laman!,,..'lano halida. como fuudi-
laliloaincxadidaodoqueescreveiiosr. llollanda, d;,-, cano, de na,, e dilo, p,ra conduzir formas .le
assocar, marfdnu par,, moer mandioca, prensas pa-
ra dilo. Tornos de ferro balido pan fa inlia. aradas da
ferro da mais approvada conlrucr,i... fundes para
alambique*, crivos e portas para foniaHia*. e una
inlinidade deobraad f-rro. que eria*>najidaubg
enumerar. No mesmo deposito etiaM uiua pessoa
iolelliuenlc e habilitada para reerber toda* as en-
comtnendas, etc., etc.. que os annunciautes cm
do com a rapacidad,' de suas oflirinas e marditu-in ,,
e pericia de seus olliciaes, se roiopromcltrm a fazer
escrutar, com a maior presta, perfeijao, a evada
conforniidr.de com o> modelos ou deseuhos.e iuaarac-
joes que Ibes forem fornerida..
e poslo que a imprensa nao seja luaar rompetenle
para so ventilar esta queslo, e nada eu tenha mais
com este negocio, todava entend do meu drver
fazer esta dedarajao para arredar de mim qualquer
suspeila c protestar COOlra a inexactidao em que
labora o annuncio do Sr. llollanda. a quem desafio
para que com domnenlos mostr o contrario do que
tica expendido. Recife 19 de Janeiro de 185.
Jos Antonio Pinlo.
(uilherme Augusto Rodiieues Setle mndon a
sua residencia para a ra da Praia n. 27, casa ama-
relia.
Desencaminhou-se do poder do abaixo assigua-
do una carleira pequea, lxa, conlciido ',)2 em dinheiro. pouco maisou menos, sendo urna ie-iffi K\ lil\ I i Tnlkln
dula de 5008000. urna de 20WH)0, urna de I0OSOOO, W (.".ll'L I imlll
tres de 2(13000. duas de IO9OOO,
mais tres uiodas I
de lOSIXIO-cada urna, urna ledra aceita pelo Sr. Dio-1
gojosda Coslaesarada por Augusto Otar de Abren,
de 1898075 a vencer no da 30 deste mez, oulra acei-
la.|ior l.uiz de II illanda Cavalranli de Albuqiier-
que de 2:l2jO(KI. vencida un 28 de maio de 1852,
uina ordem de Jos l.uiz Coelho Campos sobre Jos
Teneira Baslns; as duas ultimas a oidem do abaixo
qualidade de animaes aquaticos, alim de assignado; os quaes aenharea se acham preveni-
ahastecer esta cidade durante o tempo da ?"s: ?aem 'n!re-',,r ou "",b" ,lar n"l',i'1 '';"'"'
r les valores sera generosamente recompensado, na
quaresma. I rua Nova n. IM.-Becker.
DO DR. CAS ANO VA,
RLA DAS CRIV.ES N. 28,
vendem-se carteiras de homeopalhia de lo-
dos os tamaitos, por prejos muilo em conla.
Elementos de hnnieopatliia, i vols. <>
Tinturas aescollier, rada vidro. IsOMA I
Tubos avulsos a escolhera 500 e 300
Consullas gratis para os pobre.
Da-se a quanlia de 2008000 a juras sobre pe-
nliores de ouro ou prala ; ua ruado Pires o. 27.
iicmiici
1


uiahiu ut rtnnAntULU, gu na rtin^a ut jncinu u: ion.
Precisa-se ele una ensommadeira para rasa de
familia eslrangeira : a fallar no armazem de M. Car-
Mito, na na do Trapiche n. :!.s.
FRONTESPICIO DO C.VRMO.
Os qliarlos de bilhetc da lotera do Pocoda Panell.i,
que corre no dia 27 do crrente de ns. 3150, 3220,
3310,3315 3962, pcrlcncem a sondado Proules-
picio do Carino.
Convein explicar ao publico que o Sr. Raphael
Bozano se diz credor da massa de Oliveira Irma"ns i!v
Companhia, porque sendo devador da quanlia a que
no referimos parece que em Genova fez un tras-
passo da toa divida para un credor de maior quan-
lia. o auora lisura de credor pelo saldo. Ora, para
quero salie que o devedor de una casa fallida lie
brisado a pagar Indo o que de\i, e ruto pode con-
tratar com o que nao lile perlence, lie fcil concluir
e o Sr. Bozano devia traspassar sen debito, e figu-
rar como credor de um saldo, ou entrar para a mas-
sa cora o que devia. Mu sabemos que documentos
S. S. poder,\ exhibir a tillo ser aluuin adquerido com
a mesma facilidade com que fez a transferencia da
divida ero Genova.
LOTERA DE N. S. DA SALDE.
Aos 5:O0O0O0. 2:001)9000, 1:0000000.
ll cautelista Salusliano de Aquino Ferreira avi-a
ao respeilavel publico, que a luleria corre indubila-
velmenle no dia 27 de Janeiro de 1855, no consislo-
rio da igreja da Conceicao dos Militares. Os sen.
hilhetes e cautelas eslo.isenlos do imposto de oito
por cento nos Ires primeiros grandes premios. Os
seus afortunados bilbelcs e cautelas estilo i venda
nas lojas seguidles : ra da Cadeia do Kerife n. 21,
loja de cambio do Sr. Vieira ; lojas de miudezas n.
31 ca da Independencia, luja de calcado u. 37 e 39 do
Sr. Sanios Porto ; ra doQueimado, lojas de fazen-
das do Sr. Moraes n. 39, e do Srs. Bernardino i
Companliia n. 44 ; ra do I.ivramcnto, botica do
Sr. Chagas; ra do Cabug u. 11, botica dos Srs.
Moreira & Fragoso ; ra Nova n. Ifi, loja de fazen-
das dos Srs. Jos I.uiz Pereira & Filho ; e no aterro
da Boa-Visla n. 72 A, casa da Fortuna do Sr. Gre-
gorio Anluues de Oliveira.
Bilhetcs 5500 receben por inleiro 5:0003
Meios 25800 2:500j
(.Miarlos 1-3500 1:2.509
Oitivos 800 D 6259
Decimos 700 S 5009
Vigsimos 400 l) 2.50
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COX.I.1IGIO 1 AHDAB 25.
O.Dr.P. A. Lobo Moscozo di consultas homeopalhicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manida lien meto dia, e em casos extraordinarios a qualquer bora do dia ou nuile.
(Illereco-se igualmente para praicar qualquer operado de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer inulber que esteja nial de parlo, e cujas circunstancias nao permittara pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. 1. LOBO I0S10Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual rompido da meddicina homcopatbica do Dr. G. II. Jalir, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e acompanbadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 20J000
Esla obra, a maisimportante de todas as queIratam doesludn e pralicada liomeopalliia, por ser o nica
que contera abase fundamental Cesta donlrinaA PATTIOI'.E.NESIA OU EFFE1TOS DOSMEIHCA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconliecinienlos que nao podem dispeusar as pes-
soasque se querem dedicar urlica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
experimentar a doulriua de Hahneinann, e por si meamos se convenceren! da verdade d'ella: a todos os
fazendeirosesenhures de eugcuho que estilo longedos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que nina ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer ineommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circunstancial, que mra sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlinenti os primeiros snecorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do bomcopalha ou Iriducco da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lamlieiii ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopatbia, um volu-
me grande, arompanliado do diccionario dos termos de medicina...... 105000
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. :t0 Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paseo seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprietario desle estabelecimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus meilicamentos.
Blicas de 2i medicamentos em glbulos, a 105. 125 e 155000 rs.
Ditas 36 dilos a.................. 205000
Ditas 48 dilos a................. 259000
Ditas (10 ditos a..............., 305000
Dilas 14*- dilos a.................. 605000
Tubos avulsos......................... ||000
Frascos de meia onja de lindura................... 2O00
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de lubos de crystal de diversos tamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
SALA DE DAN8A.
Loil Canlurelli.com sala de dansa para ensino, 11.1
ra das Trincheiras n. 19, declara ao respeilavel pu-
blico, que a sua sala se acha aberla (odas as segun-
das, quartas e sextas-feiras desde as 7 horas da noilc
al as 9 : quem do seu presumo se quizer ulilisar,
dirija-se mesma casa das 7 al as 9 da maulla 1.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar o
diario de urna casa de pouca familia : na ra da
Cruz n. 7, terceiro andar.
, Precisa-se de um prelo de meia idade, sendo
fiel, para comprar e cozinhar para borneo) solleiro :
11 fallar na ra Velha 11. 123.
Precisa-se de urna ama que saiba coser e en-
fommar. para casa de pouca familia : na ra do Ca-
bug, loja da quina n. 2.
Oflerece-S3 urna mulher para ama de homem
solleiro, ou casa eslrangeira, de portas a dentro : na
ra Imperial n. 127.
Alugam-se 2 novos armazens na ra do Brum,
em Fura de Piulas : quem os pretender, enlenda-se
com Jos Anliines Guimarles, na roa de Apollo,
armazem n. 30.
Srecisa-se de urna ama forra ou captiva para
cozinhar em casa de familia : a Iralar na ra da Ca-
duiado Recifen. 56 A.
O raixeiro com pralica de taberna, que diz
ainda eslar arrumado, e que quer sabir por certas
coosequencias, pode dirigir-se roa da Sania Cruz
n. 3, que achara com quem Iralar.
. Precisa-se de srvenles a jornal de 720 rs. por
dia; na obra da ra do Crespo, junio ao arco de
Santo AnIonio.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar c
engommar para casa de pouca familia : na ra Bella
11. 12.
BOSQUE
O nico depo Iholomcii Francisco de Santa, na ra larga do Rosa-
rio 11. 36 ; garrafas grandes 5&5U0 c pequeas 39000.
HirORTAXTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de phlisica en lodos os seus diOercnles
graos, quer motivada por conslipacoes, tosse, aslh-
ma, pleuriz. escarns de sangue, ilr de costados e
peilo, palpitarlo no coracao, coqueluche, broncbilc.
dr na garganta, e todas as molestias dos orgaos pul-
monares.
COMPRAS.
Numero onze, he do Soares !
Rapages, rapazes, vinde
Ao Rosario, eslreita na,
Antes que a caslanha linde.
Ha castanlia assada e cra ;
Mas assada he bom pelisco.
Se o freguez gostar da pinga
Da bolsa nao corro o risco.
Sao qucnlinhas como aquellas,
Que Liprandi mandou dar
Aos amigos de Mafoma,
Quanrio Bife qoiz jantar.
La tambem maclas e nozes,
Peras seccas, bolachinhas
De soda, ludo de Rosto,
Ameixas em bocctinhas.
Vinde pois, rapaziada,
Que o Soares he papa-fina ;
Houve dinlieirc, lie bastante,
Vossa barriga empanzioa.
O collegio Sanlo-Aironso.nclia.se funceionando
desde odia 15 do correle. Nelle ainda recehem s?
pensionistas, meios pensionistas ealumno, externos,
tudoem confonnidade dos estatuios abaixo :
Estatuios do Collegio Santo Affonso, dirigido por
Affonso Jos de Oliveira. profettor jubilado na
vadeira de geographia e historia do lyeeu do Re-
cife.
Arl. 1. O collegio Sanio Alfonso lem por fim a
instruirlo .da mocidade. .
Arl. 2. Nelle ensinar-se-bo os mesmos prepralo-
nos que no collegio das arles da faculdade de di-
reilo.
Arl. 3. Alm dos preparatorios cima, haverao
maisduas cadeiras, urna de primeiras ledras, e oulra
de msica.
Arl. 4. Para o ensino das respeclivas materias
serao nomeados professores de reconhecido me-
nt.
Arl. 5. O collegio recebe pensionistas, meio-pen-
sionislas. e alumnos externos.
Arl. 6. Os pensionistas pagarSo 609000 rs. por
irimesire, e os meio-pensionislas 365000 rs. sem-
pre adianlados : os externos de latim 4-3000 rs. meu-
saes. de primeiras lellra e de msica 3 rs. ; e dos
oulros preparatorios 59 rg.
Arl. 7 O collegt no da roupa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, e aquelles que a qoize-
rein receber delle, pagarlo mais 159OO rs. por tri-
mestre. "^
Art. 8 Dentro das pagas estabelecidas 11. art. 6,
para os pensionistas e meio-peu-ionislas, dere-seen-
tender comprehendido somenle o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que te destine o alumno, dc-
veudo elle contribuir com mais15-,rs. por Irimeslre
se por ventura quizer aprender algum
mesmo lempo fra daquelle.
Art. 9. O alumno urna vez malriculado, estar
sujeiloao pagamculo de suas raensalidades, devendo
ser previamente commonicado ao direclor a sua re-
tirada, guando tenha de ser eectuada ; porquanlo
o collegio nao adrante descont algum sob qualquer
pretexto que neja, nem mesmo de ferias : <> trimes-
tre principiado enlende-se vencido para seu paga-
mento. v
Arl. 10. Nenhom alumno ser conservado no col-
legio. deixando de serem pagas suas conlribuicoes,
segundo o eslabelecido no art. 6.
Art. II. Tambem no ser conservado aqueile
alumno, que, denlro em 6 mezes. se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procediraenlo repre-
hensivel e incorregivel.
Arl. 1j. O collegio fornecer sempre aos ilomnos
pensionistas e meio-pensionislas, alimento sadio e
abundante, e lozes de vela a aquelles para o estudo
a noile, e banhos duas vezes na semana.
Art. 13. As despezas com livros, molestias e ou-
tras imprevistas serao por conla dos pais dos a-
lumaos.
Ar-Jlt- Cada pensionista trar seu bahu com ron-
pi sufllcienle de uso, cama de vento, espelho, pente,
lliesoura, escovas, baca de roalo, jarro ele.
Arl. 15. Nenhum pensionista poder iliir do
collegio a passeio, ou a oulro qualquer fim, sem li-
cenca do direclor que a conceder, ou denegar se-
gundo entender conveniente.
Aj. 16. O collegio trabalhar lodosos diasuleis
de manliaa e larde.
Arl. 17. Sao feriados no collegio, alm dos do-
mingos e das sanios, as quintas feiras de lodas as se-
manas, em que au baja algum dia santo, ou quai-
quer oulro feriado : os 3 dias do entrado al a quar-
la fera de Cinza inclusiva ; de quarla-feira de Tre-
vas ate domingo de Pascoa. os di 21 de marco, 7
deselembro, c dousdedezembro, e de 15 de dezem-
bro a 15 de Janeiro de cada anno.
Arl. 18. Tambem sera feriado emagoslo odia de
Santo Alfonso .padroeiro do collegio.
Arl. 19. Para manlcr a ordem e inspeccionar os
alumnos, havera um inspector que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha alies-
lado de promplos para fazerem seos eiame onde
riiBLICACAO' DO NST1TIT0 liOHEOPA
TIIICO DO BRASIL.
TIIESOURO IIOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Methoio conciso, claro euguro de curar homco-
pathicomente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nan no Brasil, redigido segundo os melhnres tra-
tados de homeopalhia, lano europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgera Pioln. Esla obra he boje
reconhecida como a mellior de lodas que Iratam da
applicac3o liomeopallnca no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmenle, nao podem dar um pas-
80 seguro sem possui-la e con-ulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engeiiho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, sertanejos ele. etc., devem
le-la a mo para occorrer promptamenle a qualquer
caso de mole-lia.
Dous volumes era brochara por IO5OOO
encadernados II5OOO
vende-se unicamenle em casa do aulor, no palacete
da ra de S. Francisco ;.Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Refreir
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
(lucir mandar receber urna encommen-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Uan-
fjel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos ee\ternos desde ja' por m-
dico preep como lie publico: quem se
quizer utilicar deseu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
No hotel da Europa lem salas c qnarlos forra-
dos com lindo papel, para aluguel, com comida ou
sem ella.
m DENTISTA FKANCEZ.
^ Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga @
J> do Rosario n. 36, segnndo andar, collora den-
41 les com gengivasarliliciaes. e dentadura com- ;:'.
9 pela, ou parle della, com a pressao do ar. (j$
j)j Tambem lem para vender agua denlifriredo @
9 Dr. Pierre, c p para denles. Una larga do f$
^ Rosario n. 36 segundo andar. t
*aet@s@s*8
O Sr. Antonio Fermn da Costa
Braga tem urna caita na livraria ns. Ge 8
da praca da Independencia.
L'iride Italiana, revisla arlistira, scienlifica e
lilleraria, debaixo do immediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas iiuguas peas mais
conhecidas capacidades 1I0 imperio, e dirigida pelo
professorA. Galeano-Kavara. Subscrcvc-sc era Per-
nambuco, na livraria u. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Novos livros de homeopalhia mefrancez, obras
lodas de summa imporlancia :
llaliiieinaini. tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hering, homeopalhia domeslira.....
Jahr, pharmacnpahomenpalbica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Hapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
I)c Fayolle, donlrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli........fi>(M)0
Casling, verdade da homeopalhia. 45OOO
Diccionario de Nyslen.......IOjOOO
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a desnipcao
de lodas as parles do corpo humano .' 308000
vedem-sc lodos estes livros 110 consullurio bonicopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio u. 25,
primeiro andar.
do
se-
BANCODE PERXAMBUCO.
O presidente da assemblea geral
Banco de Peinambuco convida aos
nliores accionistas a comparecerem na
sessao ordinaria do dia 31 do con ente Ja-
neiro, cuja reuniao tera'lugar as 11 lio-
ras do mesmo dia. na casa do telendo
Banco, em vittude da requisicao que llie
fot feita pela direccao respectiva, emofll-
cio de lodo correnta. Recife 17 de Janei-
ro de 1855.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcolorado, pri-
meiro secretario,
O hotel da Europa da ra da Aurora acaba de
receber un cozinheiro francez muilo hbil, e por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes,
aproniplando bons petiscos a loda hora ; e tambem
recebe qualquer encommenda de pastis e podins,
pelo preco marcado na tabella.
JIAS.
oulro, ao
2O9OOO
68000
79000
(ijtKXl
163000
65OOO
85OIO
165000
ia>ooo
83 7>000
Rilheles 55500
Meios 238OO
Quartos * 15500
OllaVOS . 5800
Decimos 5700
> igesimos 5400
Compra-s patacoes hespanbes
em qual<|er <|uantidade, na ra do Tra-
piche, armazem n. 38, de Miguel Car-
neiro.
Compra-se toda porco dcprala velha ou nova,
que possaapparecer, a pe<, conforme sua qualida-
de : na rua da Sen/ala Velha u. 70, segundo andar,
se dir.i quero compra.
Compra-se una escrava que seja de bonita fi-
gura, para servico de rua e que lenha algunia babi-
lidadc : iaCamlioa do Carino 11. 18.
Compra-se una casa Ierren era Olinda, na rua
de S. Francisco 011 praia do mesmo.lime : quem u-
ver annuncie, 011 procure na convento de S. Fran-
cisco a quem deseja elfectuar a compra.
Compram-se uns ulencilioe de fazer velas de
carnauba, oslando em bom estado : em Fra de Per-
las, rua do Pilar 11. 14.5, taberna, ou annuncie.
Compra-'e a rhelorica por Vellez : na rua das
Cruzes 11. 9, sobrado.
Compra-se e vende-se escravos, tan-
to para a provincia, como para fra del-
la ; e tambem recebem-se de commissao
na rua Direita, 11. ((i.Francisco Ma-
thias Pereira da Costa.
VENDAS
lhes couvier, depois de vencidas as materias do ensi-
no, ejuISndos habilitados pelos respeclivos professo-
res, e com audiencia do director.
Recife 9 de agosto de 1854.
Affonto Jote de Oliveira.
Approvo. Kecifel9 de agosto de 18.54.O viga-
rio renuncia Htnriques de flesende, director geral
interino.
Agencia de passaportes.
Tiram-se passaportes para denlro e fra do impe-
rio. Ututos de residencia e folba corridas, com a
maior brevidade, e pelo preco o mais commodo pos-
sivel : na rua do Rangcl n. 8.
LEITRA REPENTINA.
MEIIIODO CASTILHO.
A escola se aclia transferida para a rua
larga do Rosario 11. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As licoespara
as pessoas oceupadas de dia serao das 7 a's
9 da noite.
Os abaiio assignados, donos da loja de ourives, na
rua do Cabug n. 11, confronte ao paleo da matriz e
rua Nova, fazem publico, que eslao recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de onrodos melho-
res goslos, tanto para senhoras como para homens e
meninos ; os precos continuara mesmo baratos como
tem sido, e passa-se conlas com responsabilidade,
especificando a qualidadedo ouro de 14 ou 18 quila-
tes, ficando assim sujailos os mesmos por qualquer
duvida.Scraphim & lrm3o.
LOTERAS da provincia.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
Mello tem a venda as suas afortunadas
"cautelas da segunda parte da primeira
lotera do Poro da Panella, que corre no
dia 27 do corrente, nos seguintes luga-
res : rua da Cadeia do Recife, loja r>. 11;
rua do Rosario, n. 26 ; estreita do Rosa-
rio, n. 17, do Sr. Azevedo ; travessa do
Queimado, n. 18 C ; aterro da Boa-Vista,
n. 58 ; rua Direita, n. G2 ; na povoarao
doMonteiro, emcasadoSr. Nicola'o, e na
sua loja da rua Nova, n. 4 ; sendo entao
livresdo descont de 8 por cento os bilhe-
tes pelos preros (jue se seguem :
Billietes 5S500
Meios 2'800
Quartos 1S500
Decimos 700
Vigsimos 400
Aluga-se urna sala no segundo andar da rua do
Collegio, propria para advocacia : trata-se do seu
aluguci na rua do Uneimado n. 7.
. ATTE.NCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-se com um completo sorlimenlo de bebidas de
todas as qualdades, cerveja em meias garrafas e gar-
rafas, licores franrezes, vinho linio c hranco, queijos
novos, sardinbas de.Nanles, manteiga inglezae fran-
ceza, da mellior que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, dito preto, chocolate,
assucar de lodas as qualdades, bolachinha ingleza,
dila de aramia, charutis para os amigos do bom os-
lo, das mclhore marcas, S. Feli, Figueiredo Ro-
cha, e oulros muiros que se pedirera, alelria. ma-
carrilo, lalhariin para sopa ; pedimos lambem aos
senhores de eogenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo estabelecimenlo com suas
freguezias, arhandu ludo pelo preco da prara e a sa-
tisfcelo do comprador.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do lyceo desla culade, pretende abrir nodial.de
fevereiro, na casa de sua residencia, na rua Direita
n. 78, um curso de geometiia para todo o anuu lec-
tivo : os senhores estallantes que o quizerem fre-
quentar, podero dirigir-se a mencionada casa, das
7 horas das maiihaa aleas 9, e das 3 al as 5 da
tarde.
J. JANE, DENTISTA, i
continua a residir na ruaNova n. 19, priraei- @
ro andar. :..
pat@ige!se"ae
LOTERA DE N. S. DA SALDE.
Aos 5:000S000, 2:000{f000, l:00,s000.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao respeilavel publico, que os seus bilhc-
'es e cautelas nao so>em o descont de oilo por cen-
lo nos Ires premios grandes, os quaes se acham
venda nas seguinles lojas : prara da Independencia
n. 4, do Sr. I'rlunalo, 13 e 15 do Sr. Aranlcs, e40
do Sr. Paria Machado ; rua do Oueiraado n. 37 A,
do Sr. Freir ; rua da Praia, leja de fazendas do Sr.
Santos; rua larga do Rosario 11. 40, do Sr. .Manuel
Jos Lopes ; e praca da Boa-Vista, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio liaplisla. cuja lotera lem o seu
inlalliVel andamento em 7 de Janeiro corrale,
recebe 5:00 '2:5005000
1:2509000
(25C000
500JMI00
2509000
. O Sr. Joaquim Ferreira que lvelo ja na pra-
cinlia do l.i\rainenlo tem uraa carta na livraria ns.
(i e 8 da praca da Independencia.
Traspassa-se as chaves da loja da rua da Ca-
deia do Recife n. 17, com urna rica armacjlo de
amarello envernisada, c toda enudracadu, propria
para qualquer negocio, ousem ella : trala-sc na rua
do Collegio 11. 4.
Reflexoes s;>.ire a educaro\physica e moral da in
fancia. offereeidas as mais de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xacier.
Esla obra destinada ao bem social e necessaria a
quanlos seoecupam da eduraciio infantil, para que
rbegue ao conheciraeiilo de lodos, acha-se venda
pelo preco de 3-5OU0 rs. nas lojas dos Srs. : Juao da
Cunha Magalli.tes.na rua da Cadeia do Recife 11. 51 ;
Jpo Soares de Aycllar, na rua Nova n. 1 ; e nas li-
vrarias Classica pateo do Collegio n. 2, Universal na-
rua do Collegio, e na do Sr. Honrado no paleo do
Collegio n. 6.
Precisa-se alugar una preta para vender fru-
tas de um sitio muilo perlo da praca : uesla Ivpo-
graphia, ou no silio da travessa a fallar com o padre Manoel Floieucio.
l)-se sobre penhores de prala e ouro al a
quanlia de 509OOO, pelo lempo que se con,endo-
nar ; lambem se d a quanlia de 8OO9OOO sobre hy-
polheca em um sobrado de um andar, que esteja i-
\ro c desembarazado, em qualquer das ruis ptiu-
cipacs dcsta ridade : quera precisar o quizer fazer
1I1I11 negocio, dirija-sc i loja de calcados, na praca da
Independencia, doSr. Uelarmino dos Sanios Bulcau,
que dir quem faz dito negocio.
^ -^ ^^v s^ r ^^p* ^^ r ^^^^ ^m^mt* ^ttff ^^Bli^ ^BHP^ ^^^
^ O solicitador nos auditorios desla cidade *i
JS abaixo assignado, ronlinua a ejercer as *
^* lunccOes desse cargo, para o que pode ser $%
^( procurado no esrriploro do Illm. Sr. Dr. J
Joaqnim Jos da Fonceca, o mesmo compro-
melle-sc a solicitar causas de partido an- ^5,
nual, com todo zelo eaclividade, medanle ?*
^ um pequeo honorario, assim como nas 4^
^T causas particulares nAo poe preco as ^*
!gk parles. Camilla Augusto Ptn eir da Siltu.zfy
Na ruada Cruz n. 17, fabrica de charutos, se
avisa a rapaziada da boa fumara, que lem os medra-
res charutos de S. Felisa de outras umitas qualda-
des, a qual prometle servir constantemente bem os
seas fregaezes.
O thesoureiro das loteras da provin- T
cia faz constar ao respeitavel publico que, I nj'a-s
sabbado 27 do conente as 10 horas do
dia no consistorio da igreja de N. S. da
Conceicao dos militares, andam imprete-
rivelmente as rodas da segunda parte da
primeira lotera de N. S. da Saude do
Poco da Ponella.
Francisco Antonio de Oliveira.
Os eredores dos fallidos Victorino & Moreira,
queiram apresen lar os lilulos de suas dividas ao
ahaiio assignado, no armazem n. 42 da Senzala No-
va, \islo ler de proceder a raleio do liquido de loda
a raassa ja apurada. B. C. de Moraes.
Da-so a juros sobre hypotheca em um predio
nesla cidade al 1:O00SO00 rs. : na ruada Collegio 11.
21, segundo andar, ou na rua Augusla n. 14.
CEM MU. BEIS.
Desapparcceu 110 dia (i dedezembro do auno pr-
ximo passado, Benedicta, de 1i anuos de idade, vas-
ga, cor acabildada, levou um vestido de chita cora
lislras cor de rosa e de caf, e oulro lambem de dula
hranco, com palmas, um lengo amarello no pescoco
ja desbotado : quem a npprehender, coniluza-a
Apipucos, noOileiro, era casa de .lolo I.eiie de Aze-
vedo, ou 110 Kecifc, na praca do Corpo Sanio n. 17,
que receber a gralificaQSo cima.
Precisa-sede urna ama para o servico casa de pouca familia : a fallar nu Recife,* becro das
Boias n. lli, primeiro e segundo andares.
Precisa-sede urna ama para o servico interior
de urna casa de pouca familia : na rua da Cruz n. 7,
terceiro andar.
Precisa-se de urna ama capaz para lodo servico
de tima casa de pouca familia : 110 paleo de S. Pe-
dro n. 22.
Joaquim Riheiro de Meirelles, subdito portu-
guez, relira-sc para o Itio de Janeiro.
Andr Alves da Fonseca, direclor de msicas,
avisa aos seus freguezes, ou a quem ronvier, que
mudou a sua residencia para o principio da rua Au
gusta 11. 6.
Aluga-se urna"escrava para servico de rua, ou
de portas a dentro : quera a pretender, dirija-se
rua da Senzala, casa junio a de porlao.
Desappareceu do poder do nicslre pedreiro Izi-
dro Marques de Colonia, um pardiuho de lime
Francisco, idade !> anuos, magro, cabello anclado e
cor escura, o qual eslava apreudendo o ollicio ; he
dos Afosados, econsla que foi para o Remedio ou
Boa-Vista : quem delle souber 0:1 o pegar, leve-o ao
lllm. Sr. subdelegado dos Afogados, que sclhe agra-
decer.
VVanled an Englisb yonlb, on sones man as
wailcr in an English Hotel who can have a charac-
ler for honesty good wages appls lo Illm. Sr. Miguel
Carneiro, rua do Trapiche.
ALMANAK TARA mii.
Saliiram a' luz as follnlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial dcsta provin-
cia, corrigido e accrescentado, .contendo
5-00 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria 11. (i e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA'1855.
Acliam-se a' venda as bem conhecidas
lolliinhas impressas nesta typograpliia,
de algibeira a 520, de porta*a 100. e ec-
clesiasticas aiSOrs., vendem-se nica-
mente na livraria n. t e 8 da piara da
Independencia.
HADAPOLAO COM TOLE DE KU-
RIAASfeOOE.Y,50.
\cnde-se na loja n. 17 da rua do Qaeimadn, pe-
tas de raadapolao l'.no com loque de avaria de agau
doce, pelos presos cima : dinheiro visla.
PARA 0 MADAMISMO DO
BOM GOSTO.
A 8-000 rs. o corte!!!
Vendem-se na rua do Queimado, loja a. 17, ao p
da botica, os modernos cr'.es i; vestidos delarlala-
ua de seda com quadrosde cores, de liados e novos
deseiihos.com 8 varas e meia, pelo barato preco de
OnUAHS OE USTRA DE SEDA
A 400 rs o covado.
Vendem-se na rua do Queimado, loja n. 17, de
i aria S Lopes, para liquidarao de contas.
NOVAS ALPACAS DESEO
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja le Faria>A' Lopes, rua do
Queimado n. 17, as modernas alpacfp de seda, de uo-
vos c lindos deseados, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
MCLPOMENE J)Ii LAA' DE QUADU06,
GOSTO ESCOCliZ
A 400 rs o covado.
Vende-se para ullimacjlo de conlas: na loja de
I-aria & Lopes, rua do Queimado u. 17.
RISCaDOS VARSOVIANOS
A -.SOOO rs. o corte. I
Vendem-se risrados Varsovianos de quadros, f.i-
z.euda nova e muilo lina, imitando a seda eC"ce/a,
vindos pelo ultimo navio de llamburgo, com 1:1 i.
covados cada corle, pelo barato pre^o de -iJOOO : na
loja n. 17 dn rua doQueimadu, ao peda botica.
Vende-se una por$ao de boloes de metal ama-
rello, proprios para o aovo uniforme da guarda na-
cional : na rua da Cruz n. 13, primeiro andar.
Vende-se urna negrinh.i de (i annns, muilo es-
perla : na rua dosQuarlcis u. 2'i.
Vende-se superior arroz do Maranhao a ifclOO,
e do sal a ltfJOO a arroba : na rua Direita n. 8.
Vende-se urna parle de urna casa na rua Impe-
rial, no aterro, n. !H. cora bstanles cummodos : a
tratar na rua Direita n. 59.
Vende-se batata de Lisboa muilo nova e esco-
llada a 2c?2'0 rs. a arroba ; vende-te lambem cebla
sola, muilo superior, a I5IOO o cenlo ; chocolate de
Lisboa milito lino, em latas de i e 3| a IsfiOO cada
urna : na rua do Queimado n. 44.
Vende-se um prelo moco, que serve para lodo
snico, una preta boa cozintieira. e um casal de es-
cravos casados, por preco commudo : na rua Direita
11. 06.
Vende-se superior cslcimenlia, propria para h-
bitos de lerceiros franciscanos : ua rua do Encanta-
mento, armazem n.ll.
- Vende-se um evcellenle cibriolel do mellior
e ainda nAo servido ; quera o pretender, di-
se a rua do I.Mmenlo 11. 14.
\ ende-e um rico e novo piano de armario, de
Jacaranda : na rua eslreita do Rosario n. yj, seguu-
do andar.
Vende-se urna eadeirinha de rebuco, feila na
Baha: na rua otlrcila do Rosario 11. 3, segundo
andar.
Vendem-se sarcas com arroz pilado a 118500 a
sacca, bom ; e por 83OOO baixo ; lambem se vende
cm arrobas, a I58OO e 1*100 : na rua Direila o. -2.
Na rua da Cadeia n. 0, taberna confronte a
cadeia, vendem-se barricas de raspaduras, muilo su-
periores, tambem se vende a retalho.
Venderse um escravo de nacSo, moco, de boni-
ta figura, com boa conduela, ptimo pira lodo ser-
vico : na rua Direila u. 3.
Na roa do Queimado n. di vendem-se pecas
dcbrelanha de liuho de 6 varas, pelo barato pre;o
de 39200a pe^a, na mesma loja riscados largos a
200 rs. o covado.
Vende-se urna preta (Ir naco, que
engomma e cozinha : no aterro da Boa-
vista n. 45, segundo andar.
Vende-se um ptimo sitio muilo
grande,com nina e\eellente casa de sobra-
do para numerosa familia, bastantes com
amores fructferas, baixa para capim,
commodo para 12 vareas, etc., etc., no
lugar denominado Kosarinlio, confronte
a igreja : a tratar na rita do Collegio, ar-
mazem n. 15, com o agente llorja.
MITA ATTE.NCAO-.
Vendem-se minio superiores sapales franrezes de
muro de luslre para meninos, pelo diminuto prer;o
ile l$600 o par. dilos para senhora a (i4, chapeos
franeczes a ":<)00 : no aterro da oa-Visla n. 78.
Vende-se una caita de amarello, urande, com
2 Cvelas, e 1 par de ancoras novas, cm folha, rom
arcos de ferro, pintadas, e lambem Brandes, ludo
por commodo preco : na rua de Santo Amaro 11. 8.
PLCEIRAS PRETAS E DE
CORES.
Chegon rua do Collegio n. I, um sramle sorli-
menlo de pulceiras prelas e decores, e encarnadas,
da ultima moda deParit.qne se veudeui pela diminu-
a quanlia de IsCOO, 25000, 29300 e 3*000.
A taberna da rua Nova 11. 50, que foi do Sr.
Malhias. acha-se de novo sorlida de lodos os se-
eros iilliinanientc rhesados, assim como bulachi-
nhas, hiscoulos sraudcs e miudos, bolachiuha de
aramia, licores (raneczes finos e marrasquino, latas
com sirdiuhas, ditas com ervilhas, ditas cora bases
de fcijilo verde, vinho de Bordmu. dilo do Porlo
muilo lino, dilo feiloria, potes com doce de jalea in-
leza ; lodos esles eeneros de boas qualdades, e por
preco commodo ; assim como roga-se as pessoas que
tem conla na mesma casa, bajara de vir salisfazer,
afun de 11A0 eslranharem o se usar de oulros meios.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de superior qnalidade e bom costo, se-
das escossezas das mais modernas a 18500 o covado,
chales de seda de superior qnalidade a 11$, corles
de vestido de seda lavrada e muilas outras fazeudas
por muito baralo.'preco : na rua do Queimado, loja
11 >2.
-1- Vende-se superior espermacele americano por
prei;o commodo : na rua do Aniorim n. 48, arma-
zem de Paula & Sanios.
Vende-se ou permuta-se por casas nesla praca
um dos melhores sitios nu principio da estrada do
Arraial. cora casa ltimamente reedificada, com
commodos para urna grande familia, mudos arvorc-
dos de fruclo, baixa com capim e um excellente ba-
nho corrente: quera o pretender, dirija-se praca
da Independencia, loja do calcados do Sr. Helar-
mino dos Sanios ulrao,|(que dir quem vende.
BOM NEGOCIO.
Vende-se nina taberna com poneos fundos, bem
afregoezada e em boa rua : faz-sc qualquer necocio
mesmo a prazo com boas firmas, o motivo se dir :
na rua do Pilar 11. 137.
Vende-se um silio de ptima localidade para
a fbrica de leeidos ilc alsodo, entre as duas pontes
da Magdalena, e com dous porlos prximos ; lem 3
frentes desembarazadas, a da estrada peral de 200
palmos, e de .100 palmos a de sul ao norte, c olha
para o iiascenle. sendo lodo esle grande lado da par-
le da sombra a larde, arejado e fresco: no mesmo
sitio.
Teios para vnllarele muilo em conla ; na rua
do Calmea loja de miudezas de i portas.
gti>188>8: *t<"W 9 Vemle-sc cm casa dus Srs. L. I.econle Fe- v->
$t ron 1 C. o novo o "Rradavel rliorolale de f;
& Sande. ches ido reccnlemenle de Franca : na
0 rua da Cruz 11. 20. gf
Vendem-se corles de veslidos de selim preto,
lavrados, muito boa fazciida, e padres do ultimo
gosto, por preco muilo era conla : na loja do sobra-
do amarello, nos qualro cautos da rua do Queimado
n. 29.
Vende-se supeiior vinho moscatel de Setobal,
em ancorlas de2 ', caadas o 5 cada urna ; na rua
do Vigario n. 1'., primeiro andar.
OLEO DE LINIIAQA
em barril c bolijocs: no armazem de Tasso IrmAos.
. CEMEHTO ROMANO.
\ende-se superior cernelo em barricas crandes ;
assim como lambem vendem-se as tinas : alia/, do
Ihealro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Acanala de Edwia Maw.
Na roa de Apollo o. 6, armazem de Me. Calmon-
4 Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de laixas de ferro coado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra aniniaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de, lodosos tamanhos e modelnsosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purear, por menos prego que os de
cobre, esro-veas para navios, ferro da Succia, fa-
llas de llandres; ludo por barato preco.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanclla para forro desellius che-
gada recntenteme da America.
CEMEMO ROMANO BRAMO.
A ende-se cemento romano hranco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, era barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas depinho.
Vende-se um rahriolel rom cobcrla e os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segeiro. e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che n. ti, primeiro andar.
fg Deposito de vinho de cham- w
O pa;ne Cliateau-Ay, primeira qa- 5
() lidade, de propnedade do conde $
^ de Marcuil, rua da Cruz do Ke- |6
z^s cife n. 20 : este vinlio, o mellior 4i
g\ de toda a Champagne, vende-se
W a O^OOO -s. cada caixa, acha-se
A tnicamente em casa de L. Le-
w comte Eeron & Companhia. N.
9 B.As caixas sao marcadas a f-
goConde de Marcuile os ro-
."7 ,Ve1Je"s.e n- 1. Johiislon & Companhia, rua da Sensata Nova
n. 42.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundidlo de C. Starr Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todasde ferro de um
modello e construccao muito superiores
Na rua do Pilar n. 143 ha um etrravo pera
veuder-se.
Estamenlia verdadeira
para lerceiros franciscanos : na rua do Qoeimann
n. 19.
Sacras com familia.
Vendem-se saccas cora familia da Ierra, nova e
bem torrada, por preco rominoJo : na rua da Ca-
deia do Recife n. 23.
Vende-se um moleque de 20 annos, que con-
idia bem odiarlo de urna caa, rcm vicio; um prelo
de 25 annos para todo servico ; urna prela de 30 an-
uo., boa para laboleiro : ua rua dos Qoarleis a. -24.

Toalhas de superior panno de linho alco-
Koadas para rosto a 1$120,
vendem-ss n rua do Crespo loja n. 16, a secunda
qnem vera da rua das Cruzes.
Panno prelo e de cores muilo bons para 3S.
38j00 e 45000, e juntamente ha casemiras prelas,
pannos prclos e selim macan para collele das me-
llares qualdades que evislem no mercado, e por
procos mais baratos dn que em oulra qualquer par-
te : la loja do sobrado amarello, nos qualro cantos
di roa do Queimado n. 29.
Chapeos para senlioras os mais modernos. $}
Nlegados pelo ultimo navio de Franca : na $0
nova loja n. lli de Jos I.uiz. Pereira &
Casa da lama, aterro da Roa-Vista n. 48.
5:000$000, 2-000,sOOO, l:000s00.
Eslao exposlos venda os hilhetes e cautelas da
lotera tulos das
ilas
sao axues-
Vende-se ama escrava, cabra, mora, comal-
cumas habilidades : na rua do Vigario, taberna
n. 14.
Vende-se urna escrava crioula. moca e de p-
tima figura : na praja da Boa-Visla, taberna n. 15.
Vende-se um casal de escra vos. sendo urna
mulata c um mulato; ua prapi da Boa-Vala, sobra-
Vende-se urna morada de casa terrea na rua
que. vai para S. Jos o. 5, chao propro : a tratar na
mesma, que se dir quem be o dono.
Vende-se a armacao da
,( ...-------..--, .. n.j. um roa oo i.tvra-
ct : a .VaVaV^0"1--1!!-^^ P qaalq. .lego-
co
V
do correnle.
Meios
Quarlos
Decimos
Vicsimos
2J800
l^JOO
7o0
400
J
No armacm de Vctor Lasne, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mu lindosdesenhos ; werraoulh em cai-
xas de 12 garrafas diversos licores de
mui boa qnalidade ; vinho verdadeiro
Rorde.it.\ em caixas de duzia ; kircb
do mellior autor; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absintli, choco-
late muito superior qualidade; champa-
gne : a conta, em rea rao a' boa qualidade.
Vende-se urna porcSo de formas
para fazer velas de carnauba, enmacal-
deira para derreter cera, por todo dinhei-
ro : na rua Direita, n. (i").
Em casa de Timn Mousen & Vinas-
sa, praca do Corpo Santn. 13, ha para
vender:
Um tortimento completo de livros em
hranco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Alssinthe echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de di.Terentes qualidades.
Vaquetas para Carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por preco commodo.
Vendem-se terrenos proprios para eslabcleci-
mcnli das padarias, cora purlo de embarque perlo :
a tratar na rua do Livrameuto n. 27, segundo andar.
ALRANEZA, A MIL RES.
Vende-se a IJOOO o covado da excellente fazenda
inmutada albaneza, com 6 palmos de largura, pro-
pria para veslidos, mantilhas, hbitos de religiosos,
e oulros fatuS : na rua do Queimado, toja n. 21.
. A 180.
Vende-se a nove vinlens o covado de riscado frail-
ee?, com quadros de diversos lamanlios : aa rua do
Queimado, loja n. 21.
Vende-se breu em barricas muilo crandes epor
prejo commodo : na rua do Amorim n. 48, arma-
zem de Mua & Santos.
NOVOS PAURO ES DE CHITAS PARA-
TAS, LOJA DA JILA DO CRESPO
N. 11 D*E DIAS & LEMOS.
Chitas saragoranas caboclas, muito
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
miudinhas padrees muito bonitos pa-
droes e ixes a 200 rs. o covado, ditas
d e ratnagens tambem ixas a 200 rs. o
covado, cobertores grandes-a 640, ditos
pequeos a 560, algodao mesclado, pan-
no como a I 80 ; e outras militas fazendas
baratas, e tudo seda' amostras com pi-
nlior.
i DE 2,000 RES V 200.060. I
y Superiores o finissimos chapeus do Chile f:;
para humease senhoras, a iiiaissuperjor fazenda
que lera viudo ao mercado, chegados recen- Q
& lemenle : na loja c fabrica de chapeos de $(
f) Joaquim de Oliveira Maia. na prara da lude-
J penitencia ns. 21. 2(i. 2 o olL
Tumo em iolha.
No armazem de Manoel dos Sanios Pinto, na rua
do Amorim n. 39, ha muito bom fumo em folha pa-
ra charutos.
A ."i.SOO e 4$000 o par. quem dexar.'
de comprar.
SaptIOes de lustre francezes para homem, assim
como um completo surliinento de calcados de lodas
as qualidades, tanto para homem como para senbo-
ra, meninos e meninas, ludo por preco muilo com-
raodo, a troco de sedlas velhas : no alerro da lloa-
\ isla, delronlc da lionera n. l.
METAL AMARELLO
para forro de navio : vende-aa por preco commodo,
em casa de Isaac Curio i\ Companhia, rua da Cruz
n. 10.
@S&S:<. :!@g
CAL VIRGEH.
a mis nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. l. arma/em de Bastos Ir-
inaos.
Vende-se um carro americano, novo, de i ro-
das, ebegado ullimamenle da America : os prelon-
denles ilii ijam-se a rua de S. francisco, cocheira do
Sr. itaymundo.
NA RUA DO APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com arinhade mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo poreflo se todo o negocio.
*@18:-2i@gg-!:
RUA UO CRESPO N. 12. |
Vende-se nesla loja superior damasco de
ti> seda de coies, sendo hranco, encarnado, rozo, tfc
;-.; por proco razoavcl.
1te&'ii$&K9G8--93&eQ9Q9n
Na livraria da rua do Coilegio n. 8,
vende-se nina escolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem .1-
cliar para fazer um rico presente".
FARIN1IA DE MANDIOCA.
Saccas cora superior f.irinha de mandioca
armazem .de Tasso Irnios.
Vendem-se ricos c modernos pianos, receule-
mentc chegados, de escolenles vozes, e precos com-
mod"S : cm casa de N. O. Bieber&Compauhia, rua
da Cruz n. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Santa Camarina, e tundeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova familia que existe buje no mer-
cado, e para porrcs a Iralar no esrriptorin de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
u. 14.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se cicellenle taboado de plnho, recen-
I cinenie cheaado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender se com o admitas
rado r do mesmo.
Venderr.-selonas da Russia por preco
commodo, e di; superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
Vendem-se no armazem n. CO, da rua da Ca-
deia dn Kerife, de Henry G-ibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos. -""'
Vende-se papel pintado, enverni-
sado.com a partjcjj'aridade de se poder
lavar, esempreesta' novo, deeoracoes mui
lindas e modernas, e preco razoavelquan-
tn a qualidade : vende-se na rua da Cruz
do Recife n. 27, armazem de Victor
Lasne.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
DSsia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
alos que he para ferhar cuntas.
Devoto Jaiiistiio.
Sabio a luz a 2." eitico do livrinho denominado
Devoto Chrislao.iuais correcto e acrescenlado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da pra^a da In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.
PLRLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mcz de Maria, adoptado pelos
revereudissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1000.
Moinhos de vento
'ombombasde repuso para regar hurtase baixa,
de capim. na fundica de I). W. Bowman : na rua
do Brum ns. G, Se 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao c flauta, como
scjam.quadrilhas", valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Jrieiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da.invencao' Jo Di. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com grau-
Je vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de -.... :e-
ga-Jo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se urna ricr mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de lampo de
marmore branco, a dinheito ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, reccnlemenle cliegada.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus perlences. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem'defronte da porta da
allamliga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &C, na rua do Trapiche n. ."i,
primeiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
f i dito.
&@sfvSSS@SS:@-3}
ft POTASSA RRASILEIRA. $
(1 Vende-se superior potassa, fa- ^
(i& bricada no Rio de Janeiro, che- JA
(. gada recentemente, recommen- r.
". da-se aos senhores de engenhos os
5? seus bons ell'eitos ja' experimen-
Vj lados: na rua da Cruzn. 20, ai- W
({?) mazem de L. Leconte Feron & &
($ Companhia. (Q
9S^SSS-S^SSs9
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferio de D. VV.
Rowmann, na rua do Rrum, passan-
do o chafariz continua' haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de ." a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller & C, na rua
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
entes piano? vindos ltimamente de llam-
burgo.
loja da roa do l.ivra-
ll pan
na mesma rua n. 29.
dernaciT:*6 *"1**" P"* ""** OOTOS- bo
c:b^g^l;j'an.^mpre,cnde ***
nlia. excellenle cor. p,ra qoem padece de mole.!,.,,
do estomago e ihetnnaMamo a 500 rs. cada um v.dro
quera pretender, dirijan b,^, 0e 1uU
do Coulo, no largo da Boa-Visla.
FRASCOS DE VIDRODEBOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
lendem-te na botica de Barlholomeu Francisco
de Souza, rua larga do notario n. 36, por menor
preco que m oulra qualquer parle.
MECHANISMO PARA ESSE-
NHO.
NA FUNDIQAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seauintes ob-
jectos de mechausmos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; laizas de ferro fundido a balido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaet, de lodas as propor-
toes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafuso* e cavilhoes, moinlio
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
e eiecutam lodas as encommendas cora a loperiori
dadejaconhecida, e com a devida presteza e commo
didade era preco.
SVSTEMA MEDICO DE HOLLOWAV.
i
PILULAS HOLLWAY
Este ineslimavcl especifico, composlo ioteiramen-
(e de hervaj medicioaes, nao conlin mercurio, nem
oulra alguma substancia deleclerea. Benigno mais
leura iufancia, e a compleijao mais delicada, lie
igualmente promplo e seguro para desarraigar o mal
na compleic.au mais robusta; he inleirainenle inno-
cente era suaa uperacoes e eueilos ; pois trasca e re-
oioye as doenjas de qualquer especie e gTe, por
mais auligas e lenazes que ejam.
Entre militares de pessoas curadas rom este re-
medio, muilas que ja estavam as portas da morle,
petseveraudoeiri seu uso, conseguiram recobrar a
saude e forcas, depois de haver leulado inulilmenle
lodos os oulros remedios.
As mais amidas nao devem enlregar-*e desespe-
racao ; fsin um competente ensaio dos eflicaze*
elidios desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perarao o benelicio da sade.
.Vio se perca lempo em lomar ease remedio para
qualquer das seguinles enfermidades :
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
-Vuipolas.
Arelas (mal d').
Aslhraa.
Clicas.
Coitvulsoes.
ebilidade ou extenua-
rlo.
Debilidade ou falla de
forfas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de i -uganla.
de barriga.
< nos rins.
Dureza uo venlre.
Enfermidades no ligado.
venreas
Euxaq ueca.
llerysipela.
'ebres biliosis.
inlermiltentes.
i de loda especie.
Gota.
llemorrhoidas.
llydrupi-i.i.
Ictericia.
Indigesles.
Inf|jmm,iv"t>
Irregularidades da mens-
Iruaclo.
I.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na calis.
OhsIruccAo de ventre.
I'lilhi-icaou consumpcao
pulmonar.
Helenio d'ourna.
Rheumalismo.
Svmplomas secundarios.
Teraures.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal .
\ eudem se estas pilulas no estaheieciaenlo geral
de l.oddre, n. 2i4, Strand, e na loja de todos es
boticarios, droguistas e outras pessoas enrarregadas
de sua venda em toda a America do Sul, Uavaoa e
lies pansa.
Vende-so as boeetinhas a800 ris. Cada urna del-
las conlem urna insiruccao em porteguez para ex-
plicar o modo de se usar d'estas pilulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum. phar-
maceullco, na rua da Cruz n. 2, em Pcinara-
buco.
800 RS. CADA UM.
Chales de algodilo de cores de bonitos padies,
lencos de garca e seda de bonitas corea 600 rs., di-
los Je ca-sa de cores alCOrs., edrtes decambraia
com babados, padres modernos, a 49500, dilos de
cambraia roa rom barra a 25500, cortea de rasemira
de bum gosto a 5J>, casemiras de algodao a 320 rs. o
covado, i- outras fazendas por muito commodo pre-
to : na rua do Queimado leja n. 22.
SLA DO CRESPO LOJA FNC4RNDV
Vende-se cassa franceza fina, de lindos padrees
a 400 rs. a vara ; corles de gaze de seda, de goslos
escocczcs a 83000 rs. chales prelos de merino,
superior fazenda a 3200 e 350O ; corles de brim
de puro Indio a 1o280, 1(600 e 2> rs. ; chales de
lila c seda com ricas palmas nas ponas a 3M0O,
3e\300 e 4j rs.; romeiras, chales de toquint, ditos
de seda, pauoos de todas as cores e qualidades por
prejns commodos; corles de casemira de crea a
48000. 3VK) e 59000 ; dilos de dila preta muito
npenor a 7 e 89000 rs., e oulras militas fazendas
novas, que se vendem por menos |prero do que em
outra qualquer parle.
Champagne da snperior marea Cometa: no arma-
zem do Tasso Irmaos.
GARRAFAS VASIAS
em gigos de groza e de 110 garrafas : no armazem
de Tasso Irma os.
Na rua de Apollo n. 19, vende-se pola>a mui-
lo nova, cliegada ullimamenle do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em oulra qualquer parle,
e 25 Irave de mangue, que eiislem no Caes do
Ramos.
ESCRA VOS FGIDOS.
tmuztizimr: ,;?s:S:ar :-'ftenec a
J lOOjOOO RS. DE .RATIFICACAO
9 Fugio da casado abaivo assignado, na rua- a>
9 drugada de II de Janeiro do corrale auno, um (*
S se escravo, crioulo.de nome Amaro, oflirial (B
9 de sapaleiro, de idade 30 aunes p, neo mais < n #
GS meims, altura regular, barba ponte, denles 9
P limados, olhos enfumacados and calcado, it
9 tem as maos ealejadas do Go de sapaleiro. Irm 9
a testa com os cautos descolarlos, he bem fal- 9
9 lante ; esle escravo, quau in farsiu levou com aj)
^ sigo um cavallo caslanho, arrciado rom um %
aj sellim inglez, rempiMe|e mulo estrello, u- tf
$; becada lambem ingleza. o cavallo lem dez *}
$ annos punco inaisou menos, andador de haiiu n
i e meio, frente aberla, lera uoi i-alnmbinlio na Z
> rspiuliaco, e he roncollio ; o dilo e-ciavo fui q
i* do Sr. Manorl Pinto llorha, morador no Ca- Z
@ mella: quem o pegar, dirija-se a rua da Sen- aa
?V zal Velha n. 114, que se Ihe dar a cralifi- m
f>i caco cima marcada, c se for fia desla pro- S
JsJ- vincia so pagarlo as despeas da conducr.lo 0%
55 de onde elle estiver para esta.
;;: foaquim Paet l'ereira da 'ilra. et
9&F.$99&&&9M:f:x9$99Si99mm
PERN.: TYP. DEM. F. DB I ARIA. 1855
a.'
<

MELHOR EKEMPLAR ENCONTRADO
V
MUTILADO


Full Text
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