Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01296


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Full Text
ANNO XXXI. *. 19.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
MMI
QUARTA FEIRA 24 DE JANEIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
/
_________ _______ ^^ -------- i' ISil-taSJIi-------
DIARIO DE PERNAMBUCO.
KNCARUEGADOS DA SCUSCRIPCA'O-
Recite, o proprietorio M. V. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo l'ercira Martins: Baha, o Sr. 1).
Duprad ; Macei, o Sr. Jonquim Bernardo de Men-
donra ; Parahiba, o Sr. Gsrvazio Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaqun Ignacio Pcreira Jnuior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear. o Sr.
Virtori-.no Augusto Borgei; MaranhAo, o Sr. Joa-
qun! M.irqnes Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. eronymo da Coala.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Paris, 3t_ rs. por 1 f.
a Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aceres do banco 40 0/0 de premio.
da cotnpanhia de Keberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
HETAES.
Orno.Onras hespanholas- 293000
Modas de G5400 velhas. 1655000
de 6-5400 novas. 16000
de4000. 95000
Prala.Patacoes brasileos. 19940
Posos eolutnnarios, 19940
mexicanos..... 198G0
PARTIDA IlOS CUK11EIOS.
Oltnda, todos os das.
Caruar, Bonito o Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Relia, lloa-\ isla, ExeOuricury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, secundas c sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PlEAMAR DE IIOJE.
Primeira s 9 horas e 18 minutos datnanhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
lelarao, teivas-feiras e sabbados.
Fu/.emla, lerdas c sextas-Cetras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sexlas ao mciodia.
2* vara do civel, qua rase sabbados ao mcio dia.
EI'IIEMEMDES.
Janeiro. 2 Lna clieia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha. .
11 Quarlo ininguante s 2 horas, 7 m-
nuloso 38 segundos da laido.
18 La nova as 6 horas, 17 minutos e
36 segundos da manha.
24 Quarlo rrescenle a 1 hora, 48 mi-
nulos e 32 segundos da manha.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO da provincia.
Expedlemte do da 19 de Janeiro.
Oflicio Ao coronel cumm nidanle das arma-,
recommendando a expedicfto de suas ordens, para
que seja posto em liberdade, vislo Icr presentado
isen;Ao legal, o recrata Tapriciano l'olicarpo do
Espirito Sanio.Communi:ou-se ao Exm. comman-
danto superior do Recite, e ao juiz de dircilo da pri-
meira vara.
Dito Ao inspeclor da Ihesouraria de fazenda,
reenviando o requermentu do Dr. Francisco Gun-
jalres de Moraes, 2. ctrtirgiAn do corpo de saude
do ejercito, e betn assim os demais papis que-vie-
rem anneos ao seu oflicio de 11 do correte, afim
de que mande pagar pela verba eventuaes do
ministerio do imperio, conforme indica a contado-
ra daquella Ihesouraria, a quanlia de 3_>20 de
que pede pagamento o menMonado Dr.
Di lo Ao cominandanli superior da guarda na-
cional do municipio do Olinda. Communicamln
haver o l'.im. minislro da justi;a declarado, em a-
viso circular de 23 de selenibro ultimo, que para a
compra e duracAo do armaineul, corrame, ulen-
sis, livros e ioslrumenlos bellicos, fornecidos pelo
governo aos corpos da guarda nacional, na conformi-
dade do|l. arl. 80 da lei de 7 de setembrode 1850,
deve regular o preco e o lempo marcado na tabella
annea ao decreto de|8 de Janeiro de 1818, para os
corpos do exercilo, al se prorer definitivamente so-
bre semelhanle objecto. Ignaes aos commandanlcs
superiores de Goianna, l'ao-d'Alhn, Nazarelh, Limo-
eiro, Sanio .Aullo, Bonito, Garanhuns, Flores, Bre-
jo e Cabo.
Dilo Ao mesmo, inleirando-o de que araba
de remeller ao inspeclor da Ihesouraria provincial
o pret dos vencimenlos da escolla que conduzio 8
sentenciados de Garanhuns para esla capital, afim de
que, estando nos termos legaes, mande pagar com
urgencia nao so a sua importancia de 162g000 rs.,
mas lambem a quantia de 29620 rs., que pelo juiz
municipal daquello termo foi dispendida com alge-
tnas para conduccAo dos,mesmos sentenciados.
Fex-M o expediente de que se trata.
Dito Aojla relator da junta de justica, envi-
ando, para ser relatado cm sessao da mema junta,
o proresso verbal do soldado do 4. halalh.o de ar-
tilliaria a p, Amancio Joaqoim Maciel.
Igual, remetiendo o proces-o do soldado do 2."
halalhao de infanlaria, Manoel Joaquim de Santa
Anua. Commuuicou-se ao commaudanle das ar-
Dilo Ao capitao do porto, raiisrolundo cupial*."
do aviso da inarinha, de 29 de dezembro ullimo,
do qual consla que S. M. o Imperador hoave por
bem consentir na cxccoc.loda medula por Smc. pro-
posta em oflicio u. 12 de 8 de jidho do anuo pas-
sado, de sujeilar a exame os individuos que asp-
rsrem a servir como praticanles da cosa.
Dito Ao mesmo, recommenda ido a expedir
di' suas ordens para que o commaudanle do pata-
cho l'irapama, quando tiver de seguir para o presi-
dio de Fernando, receba a sen bordo, para serem
en'rages no mesmo presidio, os volumes rom arli-
gos de fardamenlo, que I he forcm apresenlados por
parle dos commandanlcs dos corpos de l. linha.
Communicoo-se ao coinmandantc da armas.
Dilo Ao inspeclor da Ihesouraria provincial,
commnnicando que, em vista da autoasarAo confe-
rida pela lei n. 3U de 13 de maio do ajino lindo, de-
ferir o requcrimenlo da professora publica de
Goiauna, D. Iioez Barballio Lina l'c.ia. marca n-
do-llio a gratificarlo nnual de 1009 Dilo A' cmara municipal do Recite, commu-
nicando haver approvado provisoriamenle a pesia-
ra addicional, prohibindo o fabrico de fogos arlifi-
ciaes, venda de plvora e depsitos destes gneros
nesla cidade, t envianJo-lhe copia da citada postu-
ra, afim de qu* leuha execucAo.
Portara Concedendo ao bacharel Anlero Ma-
noel de Medeiros Furtado a demisso que pedio do
lugar de ajudanle do procurador fiscal da ihesoura-
ria provincial, na comarca do Rio Formse.Fize-
ram-se e respailo as communicaees do coslume.
Dita Ao director do arsenal de guerra pira
mandar recolher aos respectivos armazens baldes
de sola e 6 machados perlencenles a bomba do cor-
po de polica, fornecendo ao commaudanle do mes-
mo carpo 12 baldes desoa, 12 machados, 12 pica-
retes, e um par de tirantes para a referida bomba.
loleirou-se ao mencionado bmmandanle.
Dita Ao agente da companhia das barcas a
vapor, para dar passagem para o Para, por conla
do governo, no vapor .que se espera do sul, ao l-
enla do estado maior de 1." classe, Antonio Vctor
de S Brrelo. Communicou-sc ao commaudanle
das armas.
20
Oflicio Ao Exm. presidente das Alagoas.
Tendo-me chegado o conliecimento que em um dos
armazens desta cidade acliava-sr- urna lace de podra
0 PARAIZO DAS MILHERES. (*)
Por Paulo Feral
PRIMEIRA PARTE.
CAPITULO II
-Va Diligencia.
i'.iiitl'on e I.oriol linham envcja.lo sorte desse
campouez de metas aznes e de bastilo pendenle, que
i.i coinmodamenle montado no ravatlo; o campo-
uez linha envejado as pessoas asentada- na rolunda
da vil diligencia de Mana a rolunda achava-se mu-
lo aperlada relalivaiuonle ao interior, o qual nulria
maos sciilimenios contra o coup. O cotip burguez
liuli i olliado de Iravez a mala a moda, e se esla nao
livesse i-slado \ j'ia, leria fechado os olhns para nao
ver a berlinda aristocrtica.
A liciliiida no \ sosinlia ; ilnasou Ircs carrua-
gens a seguiam. O re Triifle, a-sim como Mr. bu-
rand represcnUnlc da casa Potel e Gambard chama-
ra n duque de Rostan, andava raras vezes serii sua
corle.
Mr. Durand era amigo do bar;lo Rolel, chele da
cas Polel e Gambarii, linha boa pes-oa, dinheiroe
gravidade. A viuva da majar lamenlava um pouco
nao ler de censnrar-llie nenhuma indecencia. Ma-
dama de Sailloox no lempo em que seu conuuamlan-
le eia apenas leiicnle, kavia ldo em viagem aven-
Inias mili a:.iail.neis. das quaos lemlirava-se com
prazer, e adinirava-se de achar agora liona cnslumcs
nos coupsde Indas as diligencias.
Mr. Diirr.nl poda ter quarenla e cinco annos. li-
nha um brrele pretil, camisa branca e lava*. NlW
pedia as mullir-res a permisslo de fumar. Sua cor-
renle de ouro, fcila de robras enlrelarailaa, liga-
das por lagarlos esmaltados iudirava o capricho mi-
sado do collega ilo Ilustre Gaudi-sul; linha por di-
xe um melSosiiili ilc Florenra, verdadeiro nhec-
todearle; qual acudo ooen conliuha um molhi-
nlio de cabellos do baria Polel, una garrafinha de
champagne, signal dislliirlivo d.i ronfraria dos irn-
I e m_ denle arrancado ao -oliriutio de Abd-
el-Kader no caslello de Ainboisj em oolubro de
K3S0 por um discipulo de Mr. Disirahode.
Ouein siube ganhar essas cousas, aprecia-as. A
dala eslava sobre o denle.
Mr. Durand era rasado com a irmaa de Mr. P. J.
GrMaine Cugnoininado Tuda para as niulhcres, se-
gundo vice-presidenlo da sociedade dos drnktrs ou
Drinker III para empregar a linsuagem hierarrlii-
ra dessa amavel confraria. Drinker IV era o bario
Polel, da casa Polel e Gambard. Ja se v que Mr.
Durand linha vincules eslreitos com o estado maior
do Drinking.
() Vide o Diario o. 18.
combuslivcl, trazida do engenho Balemeia le-
gua prxima margem do ro Una, procurci ob-
le-la, e mandando-n examinar pelos Drs. Manoel
de Barros e Mamede < pelo naturalista Brunet,
que V. Ex. couhece, rlassificaram-na por chisto
betuminoso que ellos reputam indicio quasi iu-
fallivcl de mina de carvilo de pedra.
Para melhor informar-me da certeza do lugar,
em que fra encontrada a supradila lago, de que
mando V. Ex. urna pequea porfo, exped o en-
genheiro Millel ao engenho Bale, cojo proprielario
nSo foi encontrado, e nemoutra pessoa, que desse
noticia alguma aproveilavel ; suppondo o engenhei-
ro Millel, assim como o engenheiro em chefe Ma-
mede, no seu oflicio por copia junto, que lacs pe-
dras vieram da provincia das Alagoas, onde Ihe
consta enconlrarem-se dessa qualidde, em grande
abundancia, no lilloral desde S. Miguel dos Mila-
gros al o Paco de Camaragibe, e denlro do ro, 3
leguas cima de sua tez, no lugar chamado.Porto
da cinza : o que se acha confirmado pelo proprio
barcaceiro que me disse haver conduzido para aqui
a prnpria pedra de que me oceupo.
He com p'finio verdade, que demailu lempo se
Densa que as barreiras do Camaragibe existe mina
de carvio do ppdra, sobra as quaes fizera alguma
tentativa de exploraclo o fallecido Dr. Manoel
.loaiprui de Barros I.eije, auxiliado pelo engenhei-
roMomay, (pai) que me parece estar anda moran-
do nessa provincia, na villa de Santa Luzil do Nor-
lo, e que me assevernu, quando ah esleve, que do
examc a que elle proceder com o Dr. Manoel Joa-
quim, apenas inferir que no morro ou barreiras
de Camaragibe hara alguma porcao de ligeles,
e nao probabilidades de minas de carvilo de pedra,
que merecessem ser exploradas, c o mesmo pareccu
ao eugenheiro Chrisliauo Pereira de Azeredo Couli-
nho, quando por all o mande! ; leudo sido todava
deopiniao contraria o mu hbil Dr. Manoel Joa-
quim de Barros Ueile, Como V. Ex. poder conhe-
cer da Memoria que elle publicou a tal respeilo, e
de que tive as maos um cxemolar, que muilo me
cuslou adquirir, e que creio Icr deiftido ficar na
secretarla dessa presideucia.
Em lodo o caso me parece que convir insistir no
exame dcsle objeelo, que sem duvida he da maior
importancia, e agora, quctanlose cuida de estradas
de ferr e da navegicrto a vapor. E porque esloo
convencido de que V. Exc. ha de ter todo o inle-
resseem faz ras necessarias mquiricoes acerca do
assumplo, (oinoa liberdade ile submoller a sua I-
lu-lrada considerarao o que venlio de noticiar, es-
perando que V. Exc. se dignar communicar-me o
seu parecer._______^
ilo.Ao commandaiitedasarma., recomendan-
do a expedirau de suas ordens, para que sejimad-
didos companhia iixa de arlices, uos termos do
artigo 10 do regulaineiilode 3 de Janeiro de 1842,
os aprendizes do arsenal de guerra Prxedes Ani-
bialcs, Jos Fcrr.'lo, Mauricio Gctunes Altes Perei-
ra e Manuel Francisco los Sanios, que foram julga-
dos mancebos.iMl.u-su ueste sentido ao respec-
livo director.
Dito Ao mesmo, declarando que acaba de au-
DIAS DA SEMA\.\.
22 Sezunda. Ss. \ icenlL' c Anaslacin inni.
23 Terca, s desposorios da SS. Virgen) Mi de .
24 Quaria. N. S. da Paz : S. Tliimoieo h. m.
25 Quinta. A Conversio dffi. Paulo apostillo.
26 Sexta. S. Policarpo b. m. ; S. Tbeogines m.
27 Sabbado. S. Joao QirysoMomn b. doulorda I.
28 Domingo. 4. e ultimo depois de Reis. S
rillo b. ; Ss. Liunidas, Flaviana e Gallanico.
barace o tranzilo.Igual communica^Ao se tez ao
director das obras publicas.
Dilo A cmara municipal da Victoria, enviando
nSo su copia do orramento para a obra do acougue
daquella cidade, senao lambem a respectiva planta.
Portara Concedendo JoSo Ignacio de Medei-
ros Reg, a desoneracao do lugar de secretario do
tribunal do commercio, e nomeando para o referido
lugar I.uz Antonio de Siqueira, deveudo anles de
entrar em exercicio, prestar juramento perante o
respectivo presidente.Fizeram-se as precisas com-
muuicaces.
Dita Reformando no mesmo posto ao alteres
avulsoda Mitin guarda nacional Francisco Antonio
da Rosa Fizeram-se as parlcipac,oes do cslylo.
EXTERIOR.
O REl CARLOS ALBERTO, O PIEMONTE
E A ITALIA.
Carlos .liberto e as rcvulurOcs italianas.
IV.
(ConlinuacAo.;
Um dos primeirus elementos desta nova siliiaco
he a intervenrao eslraugeira sob a forma de media-
{80di Inglaterra c da Franca. Qoal era a origem
e quaos eram as bases dessa mcdiac.lo. acceila pelo
gabinete piemoulez desde sua entrada :;o poder ?
Esla mediaro era resposta ao pedido de soccorro
armado feilo a Franca, linha por base urna propo-
scilo fela a 21 de maio de 18S, em ame da Aus-
tria, por M. llummelauer, e enmmunicada ao mes-
mo lempo a Milo e a Londres. Segundo a propo-
sqSo de M. IIiiinmel iiier.a Austria reiumcava a lo-
do o direilo sobre a Lombardia, salvo urna justa
parlilba da divida. Vneta devia Icr urna adminis-
Irarao separada, um exercilo dislncto, sob o gover-
no de um archiduque. Se houve erro foi certamen-
le o que commctterain os Lombardos, sob o impe-
rio de urna illusSo mandila, declinando esse offer-
cimeuto de IrausacrHo sem consultar mesmo a Car-
los Alberto. Emresulladoo que se recusava era a
Lombardia livre do dominio eslrangeiro, a Venecia
transformada cm urna segunda Toscana, c a inde-
pendencia italiana garantida em um fuluro cerlo.
Nao quizeram aceitar a fortuna quando ella apre-
sentou-se, porque lulo satisfazia todos os desejos, e
no dia em que a intervenrao da Inglaterra e da
Franca vcio fazer reviver essas bases llummelauer
de 21 novas circumstancias creadas pelo armisticio Salas-
co, j era tarde: a mediaran, convem dizc-lo, nSo
era mais qae urna tentativa impotente.
Com elleilo o que sucre lia'.' Se a Aostriacon-
sentir reslringir-sc no momento em que era perse-
guida r Jiii'-acal.i de todas as parles,, no periodo dos
sucoBfsos do exercilo piemoulez, he evidente que
nAo poda resignar-sc s mesmas condices depois
ue seu exercilo reconquistara patso a passo a Lom-
bardia o tornava victorioso a Millo. Assim a Austria
nAo linha inlercsse de aceitar |a inedia^So. Anda
Lior um nslanle a rcvoluCAo de oiiluhro cm Vietp
*|)odia favorecer alguma IransaccAo ; mas esla re o-
lucao ephemera, corno foi, s servio para propor-
lorisar a Ihesouraria defindala pacardaa despezas cionar a Austria nova occasiAo de firmar-se. Os ge-
feilas comacoudure.loeeii*rro do cada ver do soldado'
Francisco Eugenio Parreira, smenle a quanlia de
75600 que, segundo o parecer do procurador fiscal
daquella Ihesouraria, junio por copia, com o que
concorda u mesmo inspeclor, esla no caso do ser sa-
listeita por ser legal. Expedio-se a ordem de que
se (rata.
Dito Ao director das obras publicas, dizendo
que, segundo a informacAo da Ihesouraria provin-
cial, nao cabendo responsabilidade ao arrematante
do acude do Limociro Francisco Lopes de Vascou-
cellos GalvAo pelos estragos que sofTreu o dilo acu-
de cumpre que Smc. remella presidencia o compe-
tente orcamenlo afim de serem cites, quauto antes,
reparadus. Commuuicou-se Ihesouraria pro-
vincial.
Dilo Ao mesmo, declarando que, segundo in-
formou o Dr. chefe de policia, a entrega das cha-
ves da cadeia da villa do Cabo ja foi realisada pelo
respectivo delegado, conforme communicou em 9 do
correnle.
Dilo Ao commandanle superior da guarda na-
cional de Goianna, declarando, cm resposta ao seu
oflicio de 11 do correnle, que pelo disposto no 26
do decreto n. 1334 de 6 de abril de 1854, compele a
Smc. providenciar para que se proceda lias paro-
chas desse municipio, pela forma prevista no de-
creto n. 11:10 de 12 de marco de 1853, a revisAo daa
lisias do semen activo e da reserva da guarda na-
cional sob seu commando superior.
Dilo A cmara municipal do Recite, commu-
nicando ter laucado no requerimento, em que Tho-
muz de Aquino Carvalho pede licenca para collocar
um guindaste de ferro no caes do Capiharibe, em
fronte a sua errara, o seguiule despacho. Sim,
sendo o guindaste collocado sob a inspcccAo da re-
partirn das obras publicas, e de modo que nAo em-
Porque ra/.So divertem-se assim em inglez de co-
zinha os.....sos conviventes'! lato he um mvsterio
mui extraordinario, poisoa verdadeiros Iuglezes nAo
se diverlem. O esoirilu francs, vcllio e achacado re-
lirou-se sem duvida dos negocios. Nnss champag-
ne espumante, e nosso claro vinlio de Brdeos Icm
lomado um goslo de por ler. Folgamos como em
Drun-Lane, c nossos bellos lonco, correm anos os
despropsitos eudefluxados, que fazein do riso bri-
tnico a coii-,i mais lgubre do mundo.
Nossa inocidade desdoiira-se. e ns hbitos burgue-
zes mostram-se dchaixn do vestuario de nossos lidal-
aos. Don Juan empenhou a espada no Monte de
Picdade ; lera a penna atrs da orelha, ou mesmo a
vara, que nAo he mais ilo que um metro. Tudo de-
genera. Temos ilescido lano que lomamos de nossos
viziuhos ale o modelo de nosaas lotices!
Soja como for, leremos de f-llar mui largamente
da associaro que coiilribuc lAo poderosamente para
fazer de Paris o Para i/o das Mulhercs. O re Truf-
fehe sem ronlradirrao nina das mais hrillianles fi-
guras dcsle lempo, l.onl Croch, Mr. Gridaine
Tudo para as Mulhercs '. | Senailive, o poela, o ba-
rao Polel e lanos oulros irinktri celebres mire os
rapazes de estalagem, eis-aqoi Bgoras hisloricns! As
mulhercs drinkers hAo de occuuar igualmcnle um
lugar honroso o digno deltas na nossa narracao.
Mr. Dorand viajava nas provincias por Drinker
III e pur Drinker IV. Por Drinker III, o bario Po-
lel, elle empregava os^irligos de Pars apalpando ao
mesmo lempo o terreno para saber onde o barAo a-
eharia a prcu liso sjmpalhiaa cleiloraes. He menos
faril dizermos sem ceremonia o que faria .Mr. Du-
rand por Mr. P. J. Gridaine. A industria desle era
complexa, e tocava as materias mais delicadas. Elle
(omava em serio sua div-a Tudo para as mulhe-
rcs e pelas niullieres. Era de alguma sorte o San-
Pedrn do p.irai/.o parisiense ; porcmera laniliem nu-
tra musa. Son mulher, madama Gridaine de Saint
Roch, (conlianca u dscricAo) conhurida por vinle e
cinco anuos de bous surcessos, era rasaincnleira.
Mr. Durand nao era estranho emigrafo das Iros
raparigas que embellezavam o interior da diligen-
cia do Mans. Virginia. Paulina e Georgcla liuliam
lodas lre nos bolsos a indicarlo da casa de Mr. P.
J. Gridaine senle de casamento.
A mala, a berlinda e sen cortejo linham passado
a diligencia liesde muilo lempo. Odia dccliuava, o
ceo clareava, mas rhuva redrobaa como acnnlcce
no lim dos agnaceiros. A diligencia moderoii o pas-
an deseos sendeirus, porque o andar de suas victo-
riosas rivacs uo Ihe fazia mais \ergonha.
Amigo, disse o conductor a um pobre velho
que se ennovellava syljre a banquela, cis-aqui al-
guns que parec.m mais ricos do que nos !
Sim. sim, responden o velho; cmpreste-ine
urna Icrceira Caehimbada. Hei de paga-las cm
Paris.
O conductor rnroplarenlc culregnu-lhe a caixa. O
velho leudo enchido o cacliimbo aproveilou um mo-
mento em que o conductor vigiara os cavallos, e tez
caliir urna porcao de fumo ua algibeira aberla do
neraes austracos iao erguera fortuna do imperio de-
baixodos murosde Viennaodepoisoa llungria.assim
c^oo velho mais vigoroso Radelzhy a erguera uas pla-
nicies da Lombardia. O gabinete Schwarzenberg,
que sabia desla nova phrase, declinara ja absoluta-
mente as bases llummelauer, a presentando s po-
tencias mediadoras as estipularoes dos tratados
de Venna, como base nica da paz enlre a Aus-
tria e o Piemonle. O pnmeiro ministro im-
perial, o principe Sehwarzeuberg, nAo linha sim-
plesmenle o orgulho de governo |ue reslaura-se, li-
nha ressenlimcnlo c odio desse exercilo da Italia com
quo comba lera pela supremaca austraca, e no meio
do qual (ora terido em Goito.
A Inglaterra e a Franca cstarAo de aeu lado dis-
ponas a apoiar com as armas o projeclo de media-
CAo 1 verdaderamenle nAo garanliam nada. A In-
glaterra era principalmente guiada pela idea de im-
pedir que app.irecesse um exercilo francet alem
dos Alpes, e provncassa urna guerra geral na Euro-
pa. A Franca s quera livrar-se de um negocio es-
pinlioso. Polilica cslranha era essa da Franca para
com a Italia cm 1818 Esla questAo italiana den-
tro de poucos mezes aprescutou-sc a dous govemos,
um nascido immedialamente da revoluc,o de te-
vereiro eanarchico como ella ; oulro, sabido do ler-
rivel combale de junho c que imprima em a nova
repblica a phisionomia austera de poder reaccio-
nario. Estes dous governos quanto ao fado resol-
van) aqueslAodo mesmo modo, s com a difteren-
c,a de que o^irmeiro prodigalisava palavras, decla-
maces em favor da causa italiana.fscm nada fazer
realmente, e o segundo unia a reserva das palavras
i dos actos. A polilica republicana obedeca a dous
movis que nAo eram igualmente serios e louvaveis.
Nao haveria seuAo prudencia em calcular o intc-
resse da Franca alem dos Alpes e considerar que por
rllele, onde havia ja urna cerla quanlidade desle
genero, pois era a lerceira vez que o conductor llie
emprestara a caixa.
O conductor nAo era excessivo em dizer que a
gente da berlinda era mais rica do que o velho da
banqueta. Este (razia um barrete de seda preta ca*
bido sobre as orelhas, um redingote cinzcnlo, ruja
cola brilbava, um cutele remendado cm vinle lu-
eares, e urnas calcas marradas cm cada joellio por
urna bella peca quadrada. Seus sapj&os atados com
contis encerados linham olas de madeira. De
quando em quando elle inedia as maos trmulas nos
Irapos verdes, que linham s lo luvas de cocheiro.
Tinba urna apparencia asss robusta. Os cabellos
meto brancasgnarneeiamJha iiimi fmule mouiuosa
de cor neutra e terrea, suas sobrancelhas bastas co-
briam-lhe quasi inleiramcnle os olhos, cuja expressAu
ordinaria era urna bondade tmida. Seu nariz retor-
cido, sua barba proemincnlc, c as linhas profundas
de sua bocea annunciavam pelo contraria a astucia
e a vontade pariente e obstina la. Os vclhos velha-
cos normandos, que vivem de usura e morrem de
ecnnumia, teem essa physiouomia.
Elle pareca ler cincuenta a sessenta annos.
Emquanlo o conductor encina lambem o cachim-
bo, o velho tirn da algibeira um fozil, urna pedra
e um pedaro de isca como urna peca de vinle cnti-
mos, e depois de acender o cachimbo tornou a cal-
jar as luvas verdes, e deilou-se voluptuosamente em
um canto.
Vmc. lem fogo"? perguntou o conJuctor.
NAo, responden o velho.
O conductor ciicarou-o sonando, c esfregou urna
mecha rhimica coulra o couro da lampa.
Vmc. he como a termiga, sinhor Bislouri, dis-
se elle alegremente.
Como he a fnrruiga ?
NAo gosla de emprestar, respundeu o con-
ductor.
Eu goslo de emprestar, meu amigo, lornou
Mr. Bislouri no mesmo tom de alegra amavel.
Depois acresceutou i parle:
Sobre penliores.
Ha Ires vezes que peco-|hc foso, tornou o con-
ductor, Vmc. responde-me se.npre que nAo tem, o
acenilc sempre o cachimbo.
Mr. Bislouri bateu-lhe no Iwmbro e disse :
Se a vtiitima nAo eslivMM feita, esla chava
faria subir muilo o preco do vinlm... Como se cha-
ma rnlAo essa especie de marinheiro, que billn aos
dous mendigos'.'
O marinheiro da rotunda"?
Sin... caiisa-me riso ver esses lolos com brin-
cos de orelhas...
O conductor abri o livro, c leu :
Roblo!.
Ah disse Mr. Bislouri lornando-se serio ;
Roblot!
Depois acrescenton :
Diga-me lambem por favor o nome do senlior
que esl no coupc.
Mr. Durand, respandej o conductor.
questAo de influencia nAo valia a pena incendiar u
inundo ; mas a islo juntava-sc um senlimentu mes-
quinho e era que como ludo na Italia devia redun-
dar em proveito de Cirios Alberto, a Franra repu-
blicana nao podia ir cm soccorro de um rei, era esla
a grande razio Foi por islo que a um pedido de
intervenrao armada a Franca responda por urna
mediarlo collecliva com a Inglaterra sem garantir
nada, e por urna singularidade notavel, a Franca
sob a repblica, abracava a mesma poltica que pre-
valecer sob a monarch.
Accrcscenlarci urna palavra acerca desla polilica :
sol a monarchia, era boa para a Franca, efilcaz pa-
ra a Italia, a quem delinha no desfiladciro de ten-
tativas temerarias; sob a repblica atravez dessa
mistura de sentimentos que a inspiravam. cm essen-
cia nAo era seuAo fraqueza necessrta, resgale dos
perigns da Franca no interior ou se o qui/.crcm urna
inconsequencia prudente. O que he verdade lie que
conservando o gabinete de Vicua absolutamente a
inlegridade de seus direitos restaurados pela victoria
e nAo estando as suas potencias mediadoras de mo-
do algum disposlas a arriscaren) una guerra pela
independencia da Lombardia e pelo reino da Alta-
Italia, no fin de qualquer negnciacAo dar-se-ia sem-
pre o incvitavel nova lula enlre a Austria e o Pie-
monte, a nAo resignar-se o Picmonle a soflrcr a lei
da necessidade e permanecer cm suas fronteiras.
Ora era nesle poni que os partidos de Turim diver-
galo, Miiilus conservadores lalvez resignasscin-se
nesse lempo a addiar a queslo|de independencia. O
ministerio mesmo nao leria ousado contessar tal pen-
samento. Sem que se illudisse, deixava a mediacao
ir ganhainlo lempo para em lodo o caso rcrompor o
exercilo e conter a cITercesccncia das paixoes ex-
tremas.
Outra ipu -iao de nalureza diversa podia certa-
mente ler exercido a mais seria influencia sobre os
aconlecimenlos que vena a ser a orgnnsacAo federa-
tiva dosdiversos estados italianos, desle modo crea-
va-sc urna terca collecliva que pedera excrcer sua
accAo, mas he principalmente ueste poni que se po-
de observar atravez de que labyriulho de paixoes,
de iuleresses.de antagonismos secretos ou declarados,
de impossihilidades e iucertcsas marchava a polilica
italiana.
A organisacao federativa era pensamcnlo de Pi
I\: um legado do papa, como vio-se, i,i propo-la a
Carlos Alberto no principio da guerra. O Piemoulc
responda que a quesblo da independencia, dominava
ludo, e de facto as proposiees do governo romano
desappareciam na guerra. Logo depois organisava-
se o gabinete Casali-Gioberti, que, nos seus poneos
das ile vida, inaugurando ana nova polilica, envin
a Roma o homern mais proprio para reduzir a esae
pensamcnlo principal, o abliade Rosmiiii que linha
de ser elevado ao cardlnalato. O abbade Rosmini
eslava com elleilo em ncgociac,Ao sobre um projec-
lo de federarao, segundo o qual os estados da Italia,
comecan.lo pelos eslados da igreja, a Sardcnln c a
Toscana, garanle-se seus territorios. O papa linha
a presidencia da federaran um poder central, repre-
sentado por una d da cm Roma, era revestido do di-
reilo de fazer a p,v e a guerra, de fixar os contingen-
tes mililares dcada estado, de regular o "Tatema de
alfandegas, de assiguar tratados de rq/nmereio, cm
una palavra de velar cm lodos os interesses geracs
da confederaran. () abbade Knsmni alo linha ab-
solutamente ullrapassado suas instrucees ; smente
o novo ministerio de Turim, o gabinete Revel-P-
iielli.nAo annuiamais a urna confederarlo assim cons-
liluida. Ao projeclo negociado pelo abbade Rosmi-
ni, oppuuha-se oulro quo na realidadenAo era senAo
um projeclo de allianca oflensiva 0 defensiva para a
guerra, eque eslabelecendo o principio de urna or-
gauisac,ao federal, adiava sua applicarAo. Daqui pro-
vieram recriminaroes, as mais puugenles lulas as ve-
zes cheias de azedume enlre os governos."
Os negocios de ftoma acbavam-se nesla poca nas
mAos do illuslre Rossi, o homem de melliores recur-
sos |para dirigir a revolurAo italiana se ella podesse
ser dirigida. Rosi, com o fogo de espirito superior,
lAo perspicaz em comprehender as grandes queslOcs
como ardenle em realisa-las, cslimulava o gabinete
piemonlez por suas recusas, por suas lergiversaees.
Reconhecendo a importancia da diplomacia, cstimu-
lava-o com instancia, fazia a opiniao publica inle-
ressar-so nessa obra da orgnnsacAo federativa que
dem ni.ir.i\.i ser a necessidaile suprema da Italia ;
para vencer os ltimos escrpulos do Piemonle, roo-
dilicava o projeclo primilivo. O gabinete de Turim
resisti lalvez mais dn que convinha cm tais rircums-
lancias, recciando ligar as maos ao pjemonte. En-
tretanto a questAo nAo era Iao simples como parece.
O projeclo de liga italiana nAo dizia nada acerca da
guerra nem podia dize-lo ; no enlanto a guerra era
evidentemente o ponto essencial para a Sardcnha.
Politicamente, quero dizer Ihcoricamenle, o reino
da Alia-Italia nAo linha denado de existir; maso
projeclo de federacio nAo fallava nelle. O Piemon-
le alem disto n,lo pedia desconheccr que excil?ra nu-
merosas rivalidades contra si desde que se Ihe abri-
Oh nli! disse o velho ; Mr. Durand'.... Esta
hem cerlo disso ?
Mas os nomes nada valem, conlinuou elle rin-
do comsigo mesmo. O senhor traz lambem Ires lin-
das raparigas no interior.
Vincas vio'.' pcrgunlou o conductor techan-
do o livro e rindo.
Ellas vem ver sa cliove em Paris rolovias ja
assadas, conlinuou Bislouri; isso he proprio de sua
idade... Dar dous luizes a mendigos, certainente he
misler nAo ler bom senso!
Se esse duque de Rostan he lAo rico como sup-
pc-se... comerou o conductor.
Rostan .' repeli Mr. Bislouri erguendo-se e
tirando o cacliimbo da bocea ; elle chama-sc Rostau '.'
Conliece esse nnme'
O velho calou-sc e poz-se a mcdilar.
Meu leos! dizia Mr. Durand a madama de
Sailloux, a senliora inda he mora, e demais ledas
as idades participan das alegras desse paraizo.
S vivo para meu Ribo, senhor, murmuro* a
viuva, cujo nlharsrintillanle desmenlia um pouco o
herosmo desla resposta.
Que idade lem o senhor seu filho? perguntou
Mr. Durand. ,
Uns vinlo anuos... Casci-me Iao mora !
Eu ia lazer-lhc essa observarAo, senliora.....
Olanlo a conheoer p.rlicularmenle esse original re
Trulle, frequenlo a alia sociedade ; niinlia po-ico
faz-inc encuulrar o duque de Roslau bem como n-
conlro muitos oulros duques. Elle he eonsideravcl-
incule rico, e quanto a origem dama riqueza, ous
di/ein que pas-ou irna vida aveutiireira em Sonora,
oulros que era cslalajadeiro em San-Francisco, ou-
lros emlim, que linha um grande armazem de cha
em Londres. Niognem sabe isso justamente.
Mas o litlo ile duque ?
v Elle comprou-o.
Em Y rauca t
Nao... em alguma parle, onde se vende isso
barato... na Blgica ou cm qualquer outro logar.....
Se o senhor sen filho quer adianlar-se um pouco,
possoabrir-lhe alguns sables.
Ah senhor, exclamou a viuva do majer ; cu
Ihe Tirara muilo agradecida sp el|g fosse um lapa/,
ordinario ; porcm, gratas a Dos, adiania-se muilo
por si mesmo lie um homem de lettras : cscreve
arligos para jornaes Iliterarios.
Irra murmuran Mr. Durand.
Eu desejava v-lo em una carreira mais pro-
veitosa ; porm seus successos eiiclieui-me de alegra.
Tem razAo, senliora!
Permilla-me que vollea esse duque de Roslan,
spulior, lornou a viuva cum cerla hesUacM... Co-
nlieci alguns Rostan la na Bretanha.
O caixeiro viajante eucarou-a surdiua. Ilaviu
meia hora que dizia comsigo:
Onde vi eu essn cara velha ?
Os Roslan de Maurepar, conliuoo madama
de Sailloux.
Que moravam na parochia de Plouesnon, ac-
bou Mr. Durand.
raa perspectiva de engrandecimenlo. Nada pinta
melhor o carcter complexo desta siloaclo, do que
algumas linhas de penetrante vivacidade, escripias
sem duvida em um momento de impaciencia contra
o gabinete de Turim e publicadas por lljssina gasela
oIBcial de Roma:
A que rednz-se, dizia elle, a proposla piemon-
lesa? Aislo: Decretemos aliga como principio,
mandai-nos honipns, armas, dinheiro, depois quando
for possivel embaixadorcs irlo .i Roma deliberar so-
bre as lcis orgnicas da liga. Ora, primeiro que lu-
do, era preciso dizer claranicnle que territorio o Pie-
monle enlendc que Roma e a Toscana garaiilcm-
llie. Ser 6 antigo ou o novo, aquello que possue
ou o que rsperava possuir? Se he o antigo. nao ha
que objerlar. Se o novo, quem nao ve que a Tos-
cana e Roma garanlindo sos Iao magnificas annexa-
coes faziam rir a Europa ? Nao se diga que be um
liado nacional, urna cundidlo da independencia la-
liana. A autonoma da Italia nao sappOe necessa-
riamcnle o imperio da casa deSaboia desde o Tana-
so at os Alpes. Ss este imperio lie urna das formas
que a Italia independente poderia lomar, nAobca
nica. Nao he neeeasario examinar-sa esla forma,
lie preterivel a qualquer nutra, nem cvlciidendo-
scaln de Plaisanca c da Loir.hardia loruar-se-hia
imporluiu e excessiva. Esla forma foi a melhor
apenas imaginada, boje as condiedes sAo onlrai, ha
tanta dOeron^a quinta entre possuir c ler de re-
conquistar. Seja porm como for, he certo que o
engraiideciinenl i do Piemonle c a autonoma italia-
na nito sAo colisas idnticas, una pode existir sem a
oulra, e a garanda de territorio! nlo possuidos, mas
desojados pelo Piemonle, nAo he questAo para tratar-
se assim inditerenleineiile....
Parece que em cada palavra desle fragmento pode
ler-se o segredo das susceptibilidades plemontezas.
A Toscana mesmo prefereria o reino da Alta-Ita-
lia a creaco de um estado novo e separado da Lom-
bardia sob a anloridade de um dos Blhoa de Carlos
Alberto. O Piemonle finalmente vio por-se em du-
vida o lim a que dedicara sen exercilo, suas torcas,
suas finanzas. Eis no meio de que cmharar.os rami-
nhava essa grande queslao da org nisacAo federativa
da pennsula.
Eslas eramasdifliciildailes inleriores dos governos;
eslas dilliculdaites desappareciam no redemoinho de
lodas as paixoes revolucionarias, nas agitaefiel cres-
centes da Italia. Quando Rossi inslava com o Pie-
monle, como quem pressenlia que o lempo llie esca-
pava, roulava apenas alguns dias de existencia mais;
essa nobre vida ia ser ceifada pplo punhal dos fac-
ciosos. Po IX sitiado no Qnirinal uo linha ontro
recurso sendo deixar furlivamenle Roma a seguir a
estrada de G ida. Do .issassiiralo de Rosal e da fgi-
da do papa dislava apenas um passo para a repbli-
ca romana e a dictadura de M. Maz/.ini. Na Tosca-
na a repblica apparecia com M.M. Guerrasi c Mon-
lanclli, prioteiramenle sb a apparencia do um mi-
i.islerio dem icraiico imposlo por um motivo de l.-
vaurue, depois sob sen verdadeiro nome emquanlo
o sr.iii-diiqiiu fugi.i para Gaela. A ravolucAo abria
caminho a cusa de una dessas palavras injsleriosns
e vagas que fazeni a fortuna dos agitadores na rnn-
fusao das paixoes: esla palavra era a roitslitiiinle.
Cuno os leilopts viran ella foi escripia pela primei-
ra vez na acia da annoxacao da Lombardia, agora
corra por toda a parle e lornava-se o brado unni-
me de lodos os revolucionarios italianos, de Floren-
cia a Livonrne, de Roma a Genova. A consumile'
Elles nao cnlendiam-se a respeilo desla palavra, M.
Guerrar linha sua coiislituinlc ; o ideal de M. Maz-
zinj era sempre a repblica unitaria subindo ao Ca-
pitolio c publicando seus decielos cm nome de Dos
edo poro; oulros muitos ligavam-lhe um sentido
diverso, nao contando aquellesque nada enlendam
absolutamente, mas nAo importa, com essa palavra
ia-so deslruindo os poucos poderes regulares qur
rcslavam.
O Picmonle naturalmente senta a repercurso
dessas agitaoSes da Italia central. O ministerio Re-
vel Pnclli ainda resista; masiada dia linha de
suportar BOTOS assallos do partido democrtico, amo-
tinado contra a mediacao e a suspensAo das hostili-
dades com a Austria. A, noticia de um successo par-
lamcutaroblido pelo gabinele.sobrea questAo da paz
ou da guerra, rcbenlava urna BtvolucAo em Genova.
Os clubs de Turim delibera vam sobre a consliluinle e
marchavam de inlelligencia com os clubs de Floren-
ca e de Livouruc. Assim propagava-se por loda a
parle urna agilacAo perigosa com esle sanio : a cons-
tituate c a guerra Estes agitadores pueris nAo re-
peravam que creavam duplicado perigo para u seu
paiz: se a Italia Uzease urna guerra de rara, dava
Austria o apoio de loda a Allenianha irritada em seu
orgulho; se fizesse urna guerra revolucionaria, lan-
rava no campo de seus inimigos lodos os homensda
Europa, que puubam cima de suas sympalliiaspela
Italia a salvaguarda da sociedade universal abalada.
Nesla pica havia em Turim um homem cujo no-
me couservava anda grande prestigio entre todos os
partidos. Era o celebre autor du l'iiinaln, Vincen-
10 liioberli. Pela tnperioridade de sen espirito, Gto-1 menle acceder. Alem disto nAo resta duvida que os
Oh tornou a viuva, deve ter passado muilo
lempo; mas certamcnle ja live o prazer de encon-
trar o senhor em alguma parle.
Isso iilo he impussivel, senliora, responilcu Mr.
Durand com recato.
A diligencia dn una .i pousada de Maintenon na
berli era inconleslavelmentc o primeiro dos publi-
cistas italianos; nao fra ministro seuAo alguns dias,
mas linha oque era lalvez melhor que o poder olu-
cial. urna especie de ministerio da opiniAo. Depois
ile haver pir muito lempo mostrado como escriptor a
possibilida le da regeneracAo italiana pela iniciativa
de um papa e pela espada do chefe da casa de Sahoa.
nao vira ella os fados virem um momento justificar
suas deas? Chegava o dia em que o l'rimatn pare-
ra realisar-sc. \ olan lo de alem dos Alpes depois
de fevereiro, Giobcrli fizera urna viagem Iriumphal a
Italia, preg indo aos pr.vos, ao exercilo, s deputa-
Ces das cidades, is academias, e fra acolhido por
toda a parle como o iniciador da liberdade e da in-
dependencia Italiana. A cmara dos depulados de
Turim em sia primeira rcuniAo fra prcmpla em no-
mea-lo sen presidente por nnanimidsde. Considera-
vam-no cono o homem indispcnsavel de todasass-
luaees, e uada llie teria -ido mais fcil do que ficar
no novo ministerio formado a 19 de agosto. Desgra-
cadamenle no autor do PrimdtO a theorico prcvalc-
cia sobre o estadista, a segur anca de accAo e de juizo
nao igualara a aloqaeacia de espirito. Ambicioso,
lalvez que Dio ilo poder em s mesmo, mas de popu-
laridade c de inOneneia, Giobert procurara conci-
liar ludo, e nAo consegua mais do que confundir
cm amamalgama impossivel todas as polticas, com
o que ellas liuliam dedefeituosn e sem oque linham
de claro e de efiiear. Ou fosse arnisbunenio de ima-
ginaran ou resaentimento de nAo haver podido fazer
prevalecer suas deas no novo ministerio que orga-
nisara-se sem elle depois de haver recorrido a sen
concurso, ele persegua o gabinete Rcvel-Pinclli
com animosiilade implaravcl. tira em que consista
sua polilica? Giobcrli era muito esclarecido para
deiiar de ver que sen.lo entra novainente era cam-
panha rom um exercilo desorganisado ; c conlinua-
va com igual violencia amis eslranha oppo-icao
contra o armisticio Salasen, unir cundirn possivel
d'unia susponsao d'armas. Nao queria saber de me-
diacao; rejeilava a intervenelo armada da Faua,
que arrastaria urna gnerra universal, e imaginara a
maissimgnlar dislinccao entre a iulervenrao e |.;f-
eorro pedido a nosso governo. Pueril sublilesa Co-
mo era possivel que a appai icAo de urna terca frau-
ceza, a'm dos Alpes raujasse de carcter as olhos
dn Europa lomando o nome do soccorro em lugar
de i'ileiceiicSo? Como era possivel que um paiz co-
mo a Franca epparecesse na guerra de oulro modo
que nao cm seu nome, sb sua bandeira, a --oiii o di-
reilo de appareier com toda a sua terca quando fos-
se preciso'?!
Giobcrli combata u consliluinle ; ninguem fizera
guerra mais viva, mais eluquenle do que elle a M.
Uazzini e i Joeea Italia, c entretanto elle escolhia
usa ocrasiAo para reunir em Turim una especie de
rongresso de representantes de lodas as parles da
Italia, cedia aos impulsos dos clubs piemontezes,
collocava-se no centro de lodas as epnosicOea, de
sorte que, quando o gabinete Revel-I'inelli i'uronlie-
sen-se decididamente impotente para governar, no
me/, de dezembro de ISS, Giobrrli era individuo
indicado para o governa pelo partido democrtico,
cojo successo assegurra sem conhecer a fundo suas
tendencias. Elle foi. sem o querer lalvez, o (hete de
um ministerio democrtico cm que entravam UM.
Ralazzi, Sinpo, Cadorna, Boffa, Tecchio, os h imens
que haran) feito a guerra mais viva poltica con-
servadora.
Eis portento Ginberli feilo piimeiro ministro, por
sua vez senhor da dirsrcao dos negocios italianos c
rhegando ao poder nas eondieSea mais cricas. As
rir. iimslancias silo momenlosas, a Italia central sob-
merge-se rada vez mais no principio de lima anar-
cha sanguinolenta ou pueril ; entre o papa retira-
do em Gaela e a revolu{Ao que permanece era Ro-
ma, um assassinalo abiio umalnsmo. A mesma in-
compalbilidade, que ainda os(enla-sc pela fgida
do principe, dase enlre a Toscana e os agitadores
de Florenra. O movmiento constitucional desappa-
rece, he o principio republicano que Irimpha, rei-
na a confusao por toda a parle O que far Giober-
ti ? Chefe do ministerio democrtico leve cnlAo urna
idea que era a que podia felicitar o Piemonle, mas
quo era verdaderamente a contradicho a mais pal-
pavel do movimento de opiniAo pelo qual fura leva-
do ao poder, e que suas collegas representa! am mui-
lo mais que elle. Gioberti vio distiiictameute que o
primeiro inimigo a vencer uAo era a Austria, mas
a anarcha a quem cumpria domar, e que em qual-
quer estado da causa urna nova guerra da inde-
pendencia podia eslrciar-se sob melliores auspicios,
estando a Italia inteiramentc pacificada. Elle conce-
beu o pensamenlo de fazer do Piemonle o soldado
da ordem constitucional alem dos Al|s, de rcsla-
betecer os thronos, de quebrar essa fraca rcpubMca
de Florenra cubirada por MM. Guerrazzi c Mon-
lonplli, e de ir al Roma snltocnr em seu germen a
dictadora de M. Matziai, recondnzindo o papa ao
Qnirinal, Daqui o primeiro projeclo de urna inter-
venrao na Toscana, ao qual o grao-duque primeira-
mosa, c \ irginia, forle pelas soas leiluras, recom-
mendou-lhes os coscoroes. Pela sua parle preferio
lima gnala de orxala, que Ihe preparnram logo
com farinha, Icile, assucar e flor de laranjeira.
- Linota obra em qualro volumes. disso ella,
Intitulada Zetilta ou a nrphaa abandonada peta
anliga estrada, meio quarlo de legua distante do ,, : he rauitojnteressanle. Nella ve-se um rapaz
caminho de ferro. O caixeiro v.aianto nltorpcen a e urna rapara qee vem a p das monlanhas lo
mAo a madama de Sailloux para lescer. Nesse.no- Cantal nt Paris.". A rapariga he se,h.zida por um
menlo o velho da banqueta descia lambem lomando gdalgb..., .
minuciosas precaoeftes para ha amarrolar a rnnpa.
Oh exclamou elle encar;indo-os alleruada-
mentp, c-laraos enlre pessoas eonhecidas I Boa lar-
de, Lapicrre como efUe?
Lapicrre! exclainou madama de Sailloux re-
cuaudo um passo.
O velho conlinuou dirigindo-se a ella. .
Seu criado, madama Rio vai bem :
A viuva do niajorde engcuheiros eo reprcsenlan-
lo da casa de Polel e Gambard encararam-sc rom
admiracao, mas sem rircin. Mr. Duran.I poz os ocu-
los no nariz, c rae lio com a vista o insolente que o
chantara smplesmenle l.apierre. O velho sorria pes-
(anejando.
Como a gente eneonlra-sc! disse elle sacu lin-
do hraadenienle o p do capoto. J lornei a adiar
tiieuil, o vira-espeto, ealem Brstondeoassa bem.
Loiipin lem urna hospedara cm Chattoii... Loiseau,
o alimpador, esta empregado no BUfipodrome.....
Lenibra-se de Luiza Clancliel'.' Casan com oselra-
gem do botequim dos CogOS... e Saz lie .' Ah ah !
iinhas-lbe alguma affeicao, njau Lapierrel Suzetle
castra galinlios na barreira de Rocliechouarl. Anda
do chapeo, a 10 em desmamar caes ^anba lano co-
mo um drputado... O rapaziuho que Vmc. educara,
madama Rio, esl feito gendarme : Vine, [bigarada
lorna-lo a ver.
A senliora conliece esse pnhrc homem'.' per-
guntou Mr. Dorand com ar soberna.
Absolutamente nAo, respondeu a viuva do ma-
jor com desdem.
F.i-a evclamou o velho, cuo sorriso (ornava-
sc mais asluto, deem um bolo a Belisario! No te-
nho ti I lio nos bracos, nem son cga ; mas aceito da
ine-iua maneira os mimos pequeos. Bem sabem,
mcus ancaa, que cada um vive como piide : crea
que tcnlio primos na p dira.
Mr. Durand e madaiua te Sailloux liiarain ao
mesniu lempo a bolsa.
Pde-se lar etmola a um loudo rourmurou
Mr. Durand.
E a viuva do majar acrescpnlou :
Acaridade be um prazer mui doce...
Para quera lem pregos... inlcrronipe; o ve-
lho rerebendo as duas olleras, e relirando-sp, mas-
trou as costas remen.la.las lo raple.
He o patfe J'iAo Touril, lisse o caixeiro via-
jante :i viuva.
Elle nao tez fortuna, respondeu esla.
O interior e a rotunda linham imitado o coup.
Todos ns viajantes pateavam na lama. A chuva fazia
treguas. Georgele e Paulina pediram cerveja espu-
Dizem que nao ha quasimais trateos, niiirmu-
rou Georgele suspirando.
Ol diss Paulina, procurando bem... E de
mais os bnrgoeztssoklilnem os ldalgea,
Virginia ruuliniioii saboreando sua agua enfa-
rinhada.
No fundo le cm bosque de codeos, Zcliska
da a luz urna dbil crcalura.o erniitAo lialisa-a, e os
pastores toram fluala em torno de lea berta.... O
chafe dos salteadores ronba Zcliska, a qual he ven-
dida romo cscrava na Turqua...
Dous copos de viubo puro ordenou a voz so-
nora do marinheiro.
lie boa a cerveja espumosa. disse Georaele
riiulo, para mostrar seus trifila c dous denle alvos
ao marinheiro.
Eu predio a ri.lra, observen Paulina, yuc
pedira primeiraincnlc um vestido ou um chale .
l,ni vestido le se.la azul e um chale, Fernaux.
l'mjoven chvistAo, conlinuou a sensivl Vir-
ginia, intu lu/.io se no srrrallio ajudado le urna
escadk le corda, maln os eunucos negros e resti-
tuio Zcliska a liberdade.
A sua saude, minhas senhoras e loda a com-
panhia disse o iiiarinlieiro.
Segrala risada le Georgele e de Paulina. Sessenta
o quatro denles lisposloscm baleras, que deram ua
vista dono-so marinheiro. Virginia toinoii urna al-
lilude, a aniia* a colhcrinha de eslanbo em sen
licor esbranqiiirado.
Essas raparigas tem dezesole ou dezoilo annos,
disse a viuva do majorao representante da casa l'otcl
e Gambard, c vaem perder-se era Paris.
_ Nao sao genli, i'.ergunlou Mr. Duran!.....
Subamos para conversar.
O marinheiro linha virado copo. Tolo enrarava
\ irginia rom os seus olhos tristes.
Repita ordcuou o marinheiro estendendo o
copo.
Nao beberemos boje junios, primo Roblot.''
diste alraz lelle urna v.i/. liaongeira.
O marinheiro voltou-se vivamente, e aden nr
em face do velho da biinqueta, o qual sorria, otilan-
do para a garrafa.
JoAo Touril 1 exclamou o pobre Tolo tre-
mendo.
Oh disse o velho, cu nAo te havia reconhe-
cido, meu filho ; ha dezesete annos que me deves
urna moeda le seis libras pelo mez correle, alemj
do prero de meu cavado Bijou.
soldados piemontezes nessa poca enconlrariam ape-
nas fraca resistencia ; a massa da popularan le-los-
bia aculhido com inleresse. O pensamenlo de li,-
licrli tinba um verdadeiro alcance poltico. Se elle
se tivesse realisado, a Italia estara restablecida a
lesapparcceria lodo o pretexto para urna interven-
rao estrangeira em Roma c m Floren;! ; o Pie-
monle recobrava grande crdito moral na Pennsu-
la c na Europa ; dispersiva as facc,oes, reslabetecia
seus direilos de iuduencia em nome de um inleres-
se conservador, c por assim dizer, letezia o terreno
em que poder-sc-ham contralor nova allianras
entre os eslados italianos.
A Austria nAo deixou lalvez de inquielar-sc por
esses projeclos. Desgraradamcnle, nislo como cm
ludo o mais, a fraqueza de Gioberli era a pretenrao
de conciliar ludo. Enviava ministros a Gaela. uns
aps oulros, afim de lesleinunharem a Po IX sua
sympalhia, que eslava prompla a mostrar-se por
arlos, ile oflerererem-lhe umssvlonos eatadoi sar-
dos, e ao mesmo tempo tinba cm Roma ministras
que negoriavam com a revolurAo. O mesmo aconte-
c i na Toscana. A idea do primeiro ministro deTo-
rim parecia Ser reslabeleccr a polilica do Picmonle,
ainda que tvesse por lim nova guerra com a Austria,
em condiedes mais regulares, e esta polilica ia eni-
penhar-se cm allianras offensivas edefensivas com
< Hungra ; ella interpuuba bem singularmente soa
mciliacao entre os Magiares e as raras distidentes,
ciinliaiendiiM. Maztini na Italia, tratara com kot-
suth, ligava as duas causas e combinava as operar, Oes
futuras los dous exerrilos. 0 que fazia Gioberli no
iuteror'? Encontrando um parlamento cm qoe as
opiniies roiilrabalancavam-se pronunciara soa dis-
solut;iio, e deixava o partido democrtico servir-se
le sen nome para fazer sabir du escrutinio urna c-
mara em que dominava u elemento exaltado, salia-
teilo quanlu a si de ver-se dez vezes eleito, Ires
vezes mais do que Hover-Collard em Franca nos
lias de sua pupulaiidadc. He do mez de dezembro
le 18i8 a _)de fevereiro de 1819 que esla siluac.lo
dcsenvolvc-sc com todas as suas complicarse*.
Concebcndo urna idea jusla e simples que podia
mudar o curso dos aconlecimenlos, Qlatrti nAo .e-
fleclira que a for;a desta i lea podia enfraqrerrr
nos delalhes de urna applicaco incerla ou contra-
dictoria. O resultado au ruslou a manifestar-se da
modo cruel. Em poucos das, em vez de reconquis-
tar sua posicao na Italia, n Piemonle cahia mais do
que nunca em urna isolacao humilladora. O papa
linha pouco te nesse governo, que jalgara-se brisa-
do a conservar deferencias para coro as autoridades
revolucionarias de Roma, cat chegava esquecer o
I'ieuionle quando diricia-se s potencias calhalieas
para o reslabetecimcnln do throno pontifical. O grlo
duque da Toscana que aceitara a intervenrao, rhe-
gando a Gacta retirara seu consentimento. O circu-
lo era torno do Picmonle estreitava-se cada vez
mais vollava-se para o parlamcuto afim de procurar
apoio, Gioberti s linha que esperar sroa hostilc-
ete vilenla conlra a expedirlo da Toscana. No pro-
prio seio do conselho enconlrava a man viva oppo-
sicao. Gioberti pode enlAo reronheeer o erro que
coramellera pondo-se a frente de um ministerio morralico edeixando cleger, a rusia da populari-
dade de seu nome urna cmara de liberalismo linim-
iento. NAo havia meio termo entre um golpe de es-
lado e a retirada do primeiro ministro ; prev-.leceu
a relireda de Gioberli e o Piemonle ficou com sen
parlamento agitado e um ministerio cuja polilica
citeavii-se em guerra immediala com a Austria.
Nao resta duvida que Giobcrli servio de jogucte ao
partido democrtico.
Arbitro deslas silnaroes diversas c desla crize.
que como rei constitucional deslindava perodira-
mentc, Carlos Alberto as va passarem coma mnor
anciedade. Mais do que ninguem conkecia as di-
fliculdades que ellas creavam ao Piemmile e
a amargura de seu corarao redobriva. Elle
dizia um dia a um sen amigo, quando as paixes
revolucionarias ou todo o seu furor o cerravam :
Oque querem elles pois T Se desejam miuha ro-
roa que a lomem. pois nao a lenho em grande pre-
50. .'
As paixoes revolucionarias em um paiz como o
Piemonle n.lo exigiam precijimenle de Carlos Al-
berto quess despnjassc da cora, exigiam cou.i
igualmente insensata,a guerra, a guerra imme-
diala com a Austria,indo assim oflender os mais
secretos inslinctos de sua alma, que nao podia sup-
portar o peso da derrota. Segando todos os conse-
llios de sua razAo o rei leria propendido para a paz.
Elle cumprehendia que na phrase poltica em que
enlrava a Europa, no meio do abalo das tociplade-<
com as adiosasdiversoes creadas pela demagogia ita-
liana, nina nova guerra nAo ollcrecia man neuhu-
raa probabilidade seria de successo. Elle nAo podia
desconhecer que a semelhanle empresa faltavam ao
mesmo lempo todos os elementos, e por isto seulia
tudo quanto havia de patritico c de prudente na
polilica menos bellicos! dos conservadores mais de-
Poia bem, pai Bislouri, de boje a dezesota
annos tornaremos a fallar disso.
O velho fez una careta.
Nao he assim Tolo 1 accrescenlou o marinhei-
ro bebendo o segundo copo de um trago.
Sim. meu primo, respondeu Tolo (remend.
Tolo anda tema seu antigo amo.
O barco esperava-os ua praia, tornou Virginia,
Manfrcdo cortn o cabo, e o barro lanroo-ac ua
ondas aguadas. Durante o temporal elles iuraram
enlre si um amor eterno. Chegaado aVarwlha -
cobrio so que Zcliska chamava-se Amenaide, e qoe
era lilha da priuceza...
Amaras um homem como esse, Paulina '! per-
guntou Georgele.
Tralava-se de nosso amigo marinheiro.
Oh respondeu Paulina, se njo lionvcsse ou-
lros.
Muitas vezes dcbaixo dessea hbitosirosacin-,
ircrescpilou Virginia, he que hatcm os conrees
nobres !
Como son eslnovaJa interrnmpe-se ella
precipitadamente; linlia-me esquecidode dizer que
o joven chriiao, que entrn 110 serrallio ajadado de
urna Oseada de corda, para livrar Zcliska, era justa-
mente o rapaimho que linha vindo a pe das mon-
lanhas do Cantal. Nao chninava-.e Haofreda : po-
rcm Caelane : sua mai a .luqoeza de Padoa o linha
dalo luz no lcito de um riacho sccro...
Entrera na carraagem, senhores c senhoras
gritn o conductor.
No movimento qae se tez a porta da hospedara
tirou nm instante cnlulhada. Dous cavallos cheea-
vam simultneamente a lodo o galope dos dous lados
da estrada.
eorge'.e e Paulina qn; olliavam para a dircita
exclamaram :
Que bello cavallcirn |
Virginia que olhava para a esquerda. |wz as m.l..-
dizendo :
Que lindo mancebo .'
Os dous cavallos pararam dianle da pnrla da esta-
lagem. O que vinha Ja tila 1 ila, i-lo he. lo Paris era
montado por 11111 liumem elegante, le raliellm ne-
araa conm azeviche, bigodes lino e levemente rc-
lorcidos. Pareca ler viole trr, ,,ie qu.iln.
anuo-, sen semblante plido < taligadu linha a os
vcaligios deieus suecesso. o 0lIO, r|Ue rtefava
notado de Wogenl-le-R..lr era mais novo, c sen*
cabellos lourosciihiam-llie rmaaiicis humidossobre
as Tares deliradas como as ,|e urna mulher.
lu anda exrlmiou o primeiro corando e
franziudoas sobraucelhas.
O mancebo de cabellos le.uros francio lambem a*
sobraucelhas euempallidi-ceu. Sua horca rosada en-
tre!brio-sc esdllou e-las palavras que parcciam mui
grosseiras para pa>sar-lhe entre os labios.
Os diabos te leyera, I
{Continuar se-ha.)
lltGIVfl
Miiiunn



DIARIO SE PENAMBUCO. QUARiA FEIRI U Ut JAlLIHU Ut leas.
dicadus ao seu llirono, aol'ieroonie, as ideas cons-
tiluciuoaes modera la. Pelo .arrastamenlo du co-
rajao era novameute levado a lula. Cheio da amar-
ga lembranra do Guatona e do Milito, parocia-lhe
que nio poda resignar-e a cruel uescedade da
paz sera dar uro ultimo cmbale, aiada que nelle
perdesse a cora e vida. Aos seus amigo* que
mostravam-lhe a evidencia do perigo, responda que
a quesl.io era do honra. Ao principio preslaru-se
a potilicadoGoberli, a eos prujeclo de iuterven-
o em Florenca e em Roma, coi quanlo este pro-
jectoj consorvaram um carador simples e "claro, mas
lo?o quenwdaram o terrena da guerra compli-
cando-a, Carlos Alberto antes quera ir direilo ao
lira. Uepois elle nao amina Gioberti, que pareca
considerar-so qaaloutro Kichelien ao lado de l.uii
XIII. Um ministerio democralico ja nao era da
livre escolha de seu espirito, mas urna falalidade.
Acceilo por Carlos Alberto o principio da guerra
immediata, o armisticio com & Austria fui inter-
rompido a 12 da marco de 1849.
Assim este pequeo *iiiz marcha va novaraente ao
combate com um ministerio turbulento, com minis-
terio cegamente obstinado e oheroismo do seu re
debalde advertido pela Franja e pela Inglaterra de
que (Icaria sem apoio estrangeiro, abandonado por
todos o; aovemos italianos, o cercado desset dous
focos de! agiiazao demaggica que eiisliam em Flo-
renca o em Rema. A maior parle da opinio no
Piemonlcrepugn.iva a cssa renovado de hostilida-
des. O exercilo rcorganisado com grande trabalho.
tiuha recobrado o habito da obediencia e da disci-
plina, mis nao nenthosiasmo do primeiros das da
campanhado 1848, nem mesmo a simpalha da cau-
la pela qual ia sacrificar se anda urna vez. Em
aoas flleiras dominara o sent Tiento triste e resigua-
do do dever. la balter-se corajosamente, mas sem
esperance, com odio no corado coulra os declama-
dores que o levivam a lulas inuleis. Como para
assignalar a desconfianza de si mesmo, e cedendo-se
a gritara dos partidos, edamou-so um general es-
trangeiro para por-se affrenle das tropas, o general
Chrzanowshi, homem de talento, mais singular-
mente! collocado em ama guerra de independencia
e obrigado a obrar de improviso com elementos que
nao conhcchi, sobre um Ihealro que llie nao era fa-
miliar. Os cheles militares piemonlezes, acoslu-
mados a pot-se durante o perigo em torno da casa
de Saboia, pensavam todos oque dizia um delles
antes de suieidnr-se : o Estando no retiro, poda
deixar de servir. Sabis que nao approvo esta guer-
ra.... mas desejo que lodosos parladores que nos
govcrnam facam seu dever como en saberei cum-
priro meu. re mesmo, posto que amistado por
leu deslino, nao ilhidia-se e talvezque nao procu-
ra va renSo urna morte heroica. Conlava-sc em Tu-
rim, que ante de partir para a campanha manda-
ra far.er ruupa do luto para a rainha e que despe-
diudo-se de um seu amigo, dissera-lhc com voz com-
morid: a Adeos, meu querido amigo ; s na ou-
lra vida nos tornaremos a ver o Chelos c soldados
linbem no tundo do corado o entntenlo de om
sacrificio intil reapparecendo sobre o Ticiuo a 20
de marco de 1849,* enconlrando-se com o exercilo
austraco disposlo para combater.
VII.
Nao qaero referir a campanha de Novara, essa
campanha terminada quasi immcdiatamcnie ao seo
comero, e que podera com razao chamar drama
de Ires actos, X a Sforzesea, Morlara e Novara. A
-calaslroplie coroara urna situado impossivcl. Se Car-
los Alberto pode ainda ter urna ullima illuso, foi
a 20 de marro ao meio da, hora em que eipirava
a dilargo fitada para o armisticio, quaodo a um sol
ardenlc passou o Ticino na ponte de Bufialora a
frenle de sous bersaglieri, e saudado por suas ul-
timas acclamaces. Tres das depois, a 23, o exer-
cilo remando enconlrava seu Warleloo em Novara,
no mesmo solo do Picmonle. Durante os das 21 e
22, em que combates parciaes precedam e prepa-
ravaru o desfecho, Carlos Alberto vira claramente
o aperto de sua posicSo. As anciedades de sua al-
ma pnlavain-se em seu semblante. A vezes an-
dar s a cavallo dianle de sua escolta como quem
niod lava grande resolucao. Se algum de seus ufli-
ciacs procurava dittralii-lodcsua prcoecuparao, nial
responda, uviram-no murmurar: a Haver una
batalha ante de chegar a Tarim, far-se-ha dopois a
paz, quanlo a mim ludo est acabado No da de
Novara Carlos Alberto desdo a maudaa nao dciou
o campo de bataha, e cunservava-se no centro da
pele a com intrepidez sloica. Vendo seus batalhoes
j batidos c toreados a recuar, parece junto da igreja
da llococea, defronle de orna balera inimiga cu-
jos projecli choviam em lorno delle e como o ge-
ner I Durando instaste para que se desviasse um
pouco: a Tudo he intil, dizia elle, deixai-me mor-
rer, que este he o meu derradeiru da. Todava
essa batalha, dada quasi sem esperanza, suslenlara-
se por oilo horas. A posirao principal, oceupada
pelo inesino rei, fora tomada e perdida qoatro vc-
zes, e os Austracos tinham tres mil liomens fora de
combate.
r-
Q lando a derrota tornou-se manifesla Carlos
Alborto'fui o ultimo que susteulnu a retirada sob
os muros de Novara, como fora o primeiro no com-
bate e enlrou novamenlc pela porta da cidade de-
pois de todo o seu exercilo. O primeiro pensa-
nienlo devia ser evidentemente pedir um armisticio
ao vencedor. O general Cossato foi enviado ao cam-
po austraco; o marechal Radelzky impunha duras
coiicres. O rei reunindo immediatamenle seus
generaos communicou-llies estas condires: Se-
nliores, diz elle, bem redes, que ellas nao podem
ser iicceitas Agora* acredilaes que re possam
rontinuar as hostilidades e combater eflicazmente o
inimigo t A resposta foi unnime, nenhum dos
ofliciaes prsenle entendeu que se podesse prolon-
gar i lula. A situadlo nao linha sabida em presen-
ta! da le in irceitavel do vencedor r de urna lula
impossirel. Foi nesle momento que Carlos Alberto
pror uncin cssas patarras, que eram a expresan
de urna resolucao reflectida e lirme: Ha dezoilo
annos, diz elle, sempre fiz ludo quanlo en poss-
vel em faror do meo novo; he me doloroso rer mi-
abas esperanzas mallogradns nao tanlo por mim
como pelo mea paiz. Nao pude encontrar a morte
no campo de batalha como desojara. Talvez mioha
pessu seja boje o onico obstculo a urna rasoavel
eomposcao com o inimigo; como nao restam mais
meos de continuar as hostilidades abdico nesle
momento a coroa em favor de meu filho Viclor, na
esperanca de que o novo rei poder oblcr melhores
con di roes o procurar paz ranlajosa para o paiz.n De-
pois accrescenlou moslrandoo duque de Saboia: oEis
agn o rosso rei. Assim Carlos Alberto por si
mesmo conclua esse drama de seu reinado. De
mais eslava preparado desde algum tempo para essa
abdicarlo. Elle senta a necessidade da paz, mas
nao senta-se com corasen) de assignar o abandono
densas esperanzas, embusca das quaes gastara cssa
vida que ia extnguir-se no exilio. Sua abdicarlo
era tima especio de testamento militar.
Carlos Alberto relirava-se para o Porto, em Por-
tugal. Apenas abdicou, appressou-se a deixar No-
vara em uin pequeo carro, que por urna triste iro-
na i;a snrlc.lefava ainda a sobtrba divita da casa de
Saboia! /' alienas monattrel Comludo anda iiiiu es-
lava livre dos Austracos; em a noile de sus partida
enconlrou-se com um piquete de imperacs e por
pouco escapou de urna descarga do mrtmlba. Aprc-
seiiliu-se ao general austraco ob o nome de conde
de Burge a quem prendera; talvez que nao devesse
sua liberdade ao menos no momento senfioao-an-
gue fro de um soldado piemontez a quem interro-
garan! c que fingi recouhecer com efl'cilo o conde
de Uorge, posto que reconbece-se o rei. Vencido
este ultimo obstculo, Carlos Alberto nao te tlu-
lintia em sua viagem alravez da F'rniira e da llcs-
panlia al o Porto. Recusara o olTerccimciito de
seus mais fiis criados que quseram oeompanha-
lo ; a rainha mesmo nao o podera acompandar.
Esta resollido, dizii elle; a vdi que vou passar
n3o quero que ninguna pkrtilhe. o E qual era esta
vida? Cliegaudu ao Purt, alugou por oilocenlos
francos Rondar tuna casa pequea as portas da
cidatle com um jardn), c que dava para o rio e pa-
ra o mar. Elle careca de quasi tu lo o mais. a Com-
j.rc dous servirus de pral.i, escrevin elle; vede que
luxo! E accresccntavR em urna caria ao ronde
de C.islasuetlo: a Hojc que o estado est sobrerar-
reeado do mais rrucis c teiris encargos cu pre-
ferira comer o pflo necro todos o* das que me res-
tam i dar lugar que se diga em poca 18o tcrrivcl
que vim embarazar ou aggravar ainda as (naneas
do etado corri inlcressc pessoal. Carlos Alberto
empregava o tempo em ler livros do historias, de
guerras, de viagens. Em breve deputazOe piemon-
lezas concorreram ao Porto-, e ellecomprazia-se em
fallacdo passado. Minlia vla foi um romance,
dizia elle, nao rcconltecerara-me. Ah! a Italia
nao sem jamis o que devia ser. As vezes quei-
xava-se doremeute dos obstculos que foram-lhe
MHltado. Opprimido pela forluua, ao menos u.o
negava nenhum de seus pensamentos. A naci,
responda elle com certa animaran generosa aos
delegados do senado de Turmi, a nac,Jo pode ter l-
do melhore prncipes to que eu; ma nSo leve um
que amasae-a tanlo. Para loma-la livre, indepen-
denle e grande, fiz com prazer todo o sacrificios,
mas estes sacrificios teem um limite quise nao deve
passar; be quandu nao combinam com a honra. Se
cliegar o momento em que era preciso annuir a
cousas a que meu espirito repugnava profundamen-
te; inrejei a sorle de Perrone e de Panalacqna ,
procuroi a morte e nao enconlrei-a. EuUlo com-
prchendi que nao havia outro partido senao renun-
ciar a coroa. A Providencia nao permittio que a
independencia da Italia se realisasse lioje; espero
qne ser apena difierda, e que urna adversdade
passagera advertir smenle os povos italianos de
que para oulra vez devem ser mai unidos afim de
terem invenciveis.
Mas Cario Albcrlo linha em si mesmo a ferida oc-
culla dos vencidos. A anciedades moracs, o des-
goslo da derrota, as fadigas da guerra duplicaran)
um mal que dalava de longos lempos e que aggrava-
va-se rpidamente, o Se cu lvesse do morrer ago-
ra, seria ao menos feliz ; morreria em lempo up-
porluno. o Quando Carlos Alberto fallava assim,
tinha que viver poneos das : a 28 de julho de 1849
expirara no Porln, e logo depois seus restos eram
conduzidos .i Turim, honrados como as reliquias de
um here ; o rei piemontez ia repoosar na baslica
de Supergo. Entretanto que Carlos Alberto assim
morria no Porto, quaes eram as consecuencias da
batalha de Novara para o Picmonle'.' o partido de-
mocralico agitava-se anda e grilava mais urna vez
tiaie.lo .- Genova insurgia-se, e s ceda ao poder
das armas ; o general La Marmorn era forrado a lo-
mar de assallo a segunda cidade do reino. A cmara
dos depulados de Turim, essa triste cmara que lia-
ra promovido a guerra immediata, depois da derro-
ta recusara ao novo rei a (acaldado de fazer a paz,
por suas declamarnos c por seus votos systemalicos.
Viclor Manoel vira-sc obrigado a dssolve-la para
fazer saucciouar por outro parlamento a paz defini-
tiva assignada com a Austria a G de Agosto de 1849.
Sepultado Carlos Alberlo em Supergo, assignada a
paz entre a Austria e o Piemonle, expetlida ao mes-
mo lempo de Roma peto exercilo francez a repbli-
ca de M. Mazzin, a guerra daindependencia o as
rcvolures Italianas patsavam a existir smente na
historia.
Reunamos agora os traeos mais caractersticos des.
sa historia era que esiao lao intimamente entrela-
zados os destinos de um pequeo povo e de um ho-
mem, confundidos anda no poderoso movmeuto
do una r.ir.i uleii'.i. Qual lien moralidade desles
aconlecimentos "! Que luz desprende-se delles para o
Picmonle e para a Dalia '! Sob que carcter defini-
tivo apparecc Carlos Alberto".' Carlos Alberto he
ccrlamcntc urna das personageus mais importantes
da Italia contempornea. Elle nao lom esse brilho
fascinador dos liomens felizes em seus designios,
que Irazcm seu pensamcnln como impresso sobre a
fronle e encontrara na felicidade a ultima aureola de
sua vida. Ardor concentrado e impossibildade ex-
terior, intrepidez de corar.ao e incerteza de conse-
Iho, lata permanente do desejo immortal e de lodas
as difliculdades, de lodosos obstculos accumulados,
tal he o nosso p'brsonagem,i|tal moslra-se em lodas
.is pocas, a proporrao que parece approximar-se
do fim para ve-lo desvanecer-so logo depois. Foi
de todos os italianos de nosso serillo aquello rujo
coraran balcu mais forte e exclusivamente pela in-
dependencia.
Nutre este pensamento por (oda a sua vida ; elle
he o segredo de sua poltica e de todos os seus ac4os;
foi por elle e para elle que morrea no exilio. Era
tanto um poderoso poltico como militar .superior ;
ora um homem de nslincto e um soldado que reu-
na a coragem urna especie do-f mystcrinsa. Fal-
lou-se muito de crusada por orrasiao da guerra de
1818; o rei piemonlez foi lalvez o uniro verdadeiro
crinado desla poca.
Na verdade, a idea de independencia linha um
rararter proprio no soberano sardo ; confundia-se
com o eiigrandecimento do Piemonle eui fortuna da
casa de Saboia aprescotava-se o seu espirito sob a
forma necessaria do reino da Alia Italia : o que
pode dizer-se he que se havia ambirao, esta ambicio
tenda toda para a possibilidade da independencia
italiana.
Por seu carcter Carlos Alberto nao deixa de ler
pontos do somelhanra rom oulro principe contem-
porneo, o re actual da Prussia. Ambos nao tve-
ram realmente as mesmas vellcidadcs, as mesmas
rresoluces, o mesmos inslinclos dos deslinos de
seu paiz'.' Smenle, quando Frederico Uuilhermc
hesita na ultimas rcsolur; se na lula para conquistar o que chaman) a hgemo-
nie prussiana na Allemanha, Carlos Alberto cede
ao irresistivel impulso que o arrastava para a guerra
afim de conquistar a hgmonie piemontesa na Ita-
lia. He certamente um dos espectculos contem-
porneos mai admiravei ver a Austria, igualmente
ajudada pelas rresoluz&es do rei da Prussia e dos
arrastamcnlos do soberano piemontez, sabir dessa
tempestade mais forle e mais exaltada em sua fortu-
na. A conolidazo do dominio austraco alm dos
Alpes, ein n que produziram as revolucoes italianas
e os revolucionarios lancaram a rulpa sobre Carlos
Alberto .depois de oliavcrera cercado de lodas a
difliruldades, depois de o haverenv sitiado em Mi-
lao c cncliido de todas ssas amarguras que faziao di-
zer a um de seus admiradores, ao poeta l'rati:
Aquello que lo contesta, marlvr, insulta a Ita-
lia ea Dos, consola-te porm, meu rei; a voz da
embriaguez ou ta loucura nao pode ferr a cruz de
Saboia Ambicioso traidor para nn, Carlos Al-
berto lio para oultos o marlvr da cansa da indepen-
dencia italiana.
Como porcm a Italia e o Piemonle sahram-se
dessa formidavcl crise '.' Cousa nolavel Tcndo sitio
o mais empenli.ido na lula, leudo arriscado nclla
sea exercilo e sua fortuna, o Picmonle foi de lodos
os estados italianos aquelle que sabio com menos
feridas. Tere tambora seus aguadores, que n3o
conlenlavam-sf com impcll-lo I guerra, ainda mes-
mo quando era impossivcl, que queran) alera disto
precipita-lo as revoln(Oes democrticas. Ellesou-
be susler-se nesse desfiladeiro da anirchia univer-
sal, e no destecho do muflirlo, achou-se s com a
conslituiro que Carlos Alberto lhe dera, e que seu
successor mauleve. Esle faci explica->c lelvez per-
feilamcnle por esse vigor primitivo que'he da natu-
reza desse pequen i paiz e que tem-lhc dado consis-
tencia que a outros tcm fallado. Os elementos con-
servadores do Piemonle foram suas Iradcrocs, seus
hbitos de disciplina, seus costumes mais sabios do
que brilhanles, um espirito simples e pralco, dfli-
cil de deslumhrarse e de dcixar-so arraslar. No
meo de lodas as provas, dcixou-se sentir cssa soli-
lidez que eonslluc a nrigem do carcter piemontez
entre todas as populantes italianas, e que be urna
garanta contra as sorprezas lo espirito revolucio-
nario, contra as bruscas dissolures. A perinanen-
ria tlesse amigo carcter nacional be ainda boje o
feliz recurso do Picmonle. ulra de suas fu-ras he
sua casa real. Nao ha taire familia mais iden-
tificada com uinpaiz.Sitasambires sao daqnellasquc
popolarsam urna dynaslia. Forara estasambirocsque
forinnram o Picmonle e fizeram da casa de Saboia o
symbolo vivo tos deslinos des^a pequea oarao. N.lo
foi smente por islo que a casa de Saboia conservou
MU p puUndade.foi por cerl Icaldade cavalleirosa
que rnobrece sua poltica: o rei artual Viclor Manoel
polia cerlamenlc ler supprimidn a ronstilurao ;
islo parece inulo fcil, segundu pens, priucpal-
racnle no momento em que una cmara tristemente
inspirada dispulava-lhe os mcios de urna paz ur-
ces-aria. Poda anda lo-lo felo depois de 2 de de-
zemjiro, a cusa das novas tic--iaras do rgimen
parlamentar. era as occasioes uem os conselhos
lalver. fallaram-lhe. Vctor Manoel nao proceden
assim; c o Piemonle conscrvouvse socegado sobo
imperio tas instituices lvres. Consideremos bem,
sob a mpressao de urna derrota qne punliu o reino
tle Sirtlenha a mcrc d'Anstria, n.lo era essa a me-
llior inancira de manifetar sua imlepriidencia.
A queilao que boje gilti-se a respeilo do Picmon-
le lio saber o quo depois das ultimas rommoroes os
liomens forao desse rgimen cnnslilucional que pode
ser elemento de forza uu de fraquesa, elemento no-
vo de inflocucia e de poder ou elemento de decom-
posizao. la espiritos que na libeidade poltica so
veem um meio tle continuar pela discussao a guerra
contra a Austria, de entrelcr as nsurreicroes, de
.reanimar por declaraazoe apoixonada o inslincto
nacional, para conscrva-lo proraplo para todas as
empresas. Uc um laro para o Picmonle, assim como
occulla-se sempre um lazo na evniaea.i permanen-
te de um seulinieiilo que nao pode salisfazer. Ha
qualro secuto que u papa Flix V, que era da casa
de Saboia, cscrevia a sea filho o duque l.uiz : He
hora engrandd cr-se e eslender-se, mas para Taze-lo
he preciso ter tropas disciplinadas, dinliorro e um
bom titulo, l No bom Ululo he que est a quesl.lo.
Qual lie o futuro reservado io Piemonle alem dos
Alpes '.' Qual he mesmo o fuluro reservado a (oda
a Italia'.' Ninguem pudciialdeze-lo. O que pode afflr-
mar-se lie que os povos italianos, deixando lenlar-se
pelo espectculo das complcares eurupeas nflo con-
segutriam cerlamenlc senao renovar a historia ainda
pUpilante do povo grego, e o governo sardo he bas-
tante prudente para recouhecer.
Ha na liberdade poltica para o reino sardo|oulra
fraquesa de carcter interior. Desde alguns anuos,
como,sabe-se, agitam-se em Turim debales religiosos
que se lera exarcehado. I.imlaro do direito ecle-
sistico, bens do clrigo, organisazao to casamento
civil, lodas estas quesles Icem-se tornado o alraeu-
lo da mais desgrazada guerra entre a auloridade es-
clesiastica e os poderes polticos. As relaees do es-
lado c da igreja n3o teem passado de urna serie de
ronflicloscuja rcsponsablidadc lie ao menos parli-
Ihada. Keflcctindo-sc bem, ver-sc-ha que esle lio o
verdadeiro perigo do Piemonle, eu drci, do rgimen
constitucional est.ibelecido em Turim. A gravida-
de deslas lulas, fora ta ordem religiosa, no poni
de vista nacional, est as dvises que arraslam,
na roiifus.lo que lanrao uoseio de populaz'ios sim-
plires e recias, nos golpes que dao na anidado mural
do paiz. Tudo quanlo envenena ou enlrelem essas
divsties, csses odios redunda necessaramcnlc em
causa de fraquesa para a nazSo, alterando cssa uniao
vigorosa, cssa sciencia primitiva que ronstitue sua
forra, e ludo quanlo altera essa uniao demimic fa-
lalinenlc a effieacia da poltica do Piemonle. Ap-
plicar o rgimen constitucional com espirito conser-
vador c previtlenle. manler sem duvida a indepen-
dencia do poiUr civil, mas sem julaar-se obrigado
por arraslamenlos de lgica a reformas precipitadas,
lomar da liberdade o que lem de corapativcl com os
hbitos de disciplina de um povo formado pela aegao
e para araccao.tal he ajusta e verdadeira poltica do
Picmonle, (auto quanlo pode resultar de sua historia,
de suas necessidades, de suas letlnencias. Ha um
terreno tic reformas prudentes, comedidas, sabia-
mente dirigidas, em que a igreja e o governo podera
iudubilavclmpiilc enconlrar-sc ainda, posto que esta
Hianet nova lenba de vencer a resistencia das pai-
xOes extremas. He desle modo que o reino sardo
pode vir tornar-se a parle robusta da Italia,o nuclo-
lo vigoroso de lodas as corabinazes do futuro.
Foi o que o Piemunte em 1818 leve para salva-lo
du naufragio fui justamente oque fallou ao resto da
Italia. No momento em que se desenhava cora mais
forza o ullima movmenlo italiano, a pennsula li-
nha dianle do si suas polticas bem claras;urna
que consslia em seguir o impulso dos principes re-
formadores e a conservar-se nos limites de um pro-
gresso moderado ;oulra que consista em sacrificar
tudoao fetichismo de algumas utopias sinislra. Elle
precipilou-se nesla ultima estrada, ou antes nao sei
porque falalidade achou-se sem defeza contra a aerso
dissolvenles do espirito revolucionario. Suas espe-
ranzas as mais legitimas elle vio compromeltidas em
urna honesta solidaricdde rom linio quanlo era urna
amcarn para a sociedade, para civiilisaco. Er-
gueo-sc antao o tcrrivcl dilcinma a que volvcm sera-
pro os facciosos : a Italia republicana ou absoluta isto
he, a anarcliia ou o despotismo O problema foi
resolvido como sempre.
A pennsula leve a anarcliia, que chamou a forra
para doma-la e estemoviraeuto eslrondoso de 184o a
1817 at'abou pelo dia 15 de maio era aples, pela
nleivenrao franceza cm Roma, peta expedrao de
Hraa gtmubjSo austraca para Floretea c pelo resta-
bcliriineulo do poder absoluto cm lodos estes pazes.
n A ineapai idatle c a ignoroncia, diz o proprio Gio-
berti, coopciarain para a mina da reaeneroro ita-
liana ; mas a immnralidade dos partidos c a corrup-
cUn dos individuos a produziram Eis a historia
desles ultimas annos Ella est esrripta em trazos
cloquentcs nos desastres do papado assim como as
derrotas tle Carlos Alberlo. Todos os dmenlos de
destruirilo snblcveram-sc de nina vez, c a Italia dei"
xou na historia tnais um exemplo de quanto podo a
all.mea do triste genio das invalidades locaes c do
genio ainda mais desgrarado de todas as paixoes re-
volucionarias.
C. de Mazade.
(ftcue des Deus Mondes.)
planos dos generaes, ele, ele. Devo declarar em
louvor do nosso espirito nacional, que a maioria
destas esliatcuias faz liiumphar o exercilo da
Franja; osexercitd russos tjla dcsharatadoi, e a
bandeira dos alliados flucuia sobre as ruinas funestas
de Sebastopol. Desgraradamcnlo, os liomens supe-
riores parllham pouco estas illusoes patritica, se guerra continuar, como ludo induz crer, mai que
ve lugar sabbado, em S. Cloud, tratou-sc doalgaris-
mo de homeus que so exigiran) para 1855. A leva
ordinaria he de 80,000 liomens, cuja melado smen-
te, cm lempo de paz, he chamada para as bandeiras.
l)ecidio-sc que, para nao assuitar a popularas, se-
riara 110,(KM) liomens, algarismo nsullirienU se a
DE
<;oruespoxih:x:i.v do diario
i'erx.ymbl'co-
Part 22 de norambro de 1864.
O assedio de Sebastopol ainda continua com resis-
tencia cem ainieaineiito iguacs cm arabos os lados.
A 5 os Russos, protegidos por urna expessa cerrazn,
alacaram com forzas consderaveis a posizao inglcza
que, posto que em numero mu inferior, se defen-
deu heroicamente at a chegada do general Bosquet
que a final repellio u inimigo. Esta batalha lie
a mais sngrenla que tem (ido lugar na Crimea; du-
rou desde a madrugada al 4 horas da (arde. Ava-
liam-sc as perdas tos Russos cm quasi 9,000 ho-
mens, lanto mortos como feridos. Os proprio bule-
lins to principe MenschikolT confessam 4,000 mor-
tos. Oslnglezes em proporrao do numero foram os
maisinfelzes. Tiveram 3 generaes, 120 ollici.ies e
2,500soldados morios: os Francezes perdern) 1,700
humen. Al os proprJds Russossao unnimes em
render humenagem .i intrepidez dos nossos soldados :
os Inglezes resi-lem, mas os Francezes arrastrara,
A tlilarao to assedio tle Sebastopol, a hila deses-
perada dos Russos decidirn) os governos alliados i
ordenar que as tropas invemassem na Crimea.
Tem-se enviado de Franca lodos os niateracs neces-
sarios ao embarque dos soldados que j vSo soffrendo
muilo do fri. Ha provises de vveres para cen
'lias; consideraveis reforzos de (ropas se embarcan)
cotilinuameiile cm Marselha e Toulon para o Orien-
te; us nossos arseuacs Irabalham de dia c de noile,era
um ludo se prepara para continuar enrgicamente a
lula gigantea que est empeuhada.
Um diplmala, chegnndo da Haya, contara aqu
que tivera entre as maos urna carta dirigida pelo cza-
rainha de Hollando c que se terminava da manei-
ra segiiinte : o assedio de Sebastopol nao me caur
sa a mnima inquielazao ; as minhas medidos estao
mui bem tomadas quanto au exercilo anglo-francez,
espero que me nao hade esrapar. Islo be cousa
mais fcil de dizer do que de praticar.
A Crimea nao faz esqueccr o Uallico. Presente-
mente, se eslo fazendo forradaveis piepnrativos pa-
ra a campanha prxima, que tera resultados mais
positivos; poisem resumo, apenas limitou-so a um
Idoqjoio. Cmslruio-u grande numero de chalupas,
canhoneiras e se Talla em 0,000 homens de tro-
pas de embarque. Parece cerlo que o almirante
Piapcr nao commandar a frota inglcza; e ser gran-
de fortuna. O almirante Napier so devo a sua re-
putarao aos jorualstas a quem paga largamente, se-
gundo dzcm; he um falso lobo de mar, um cao de
lila que ladra muito e morde mui pouco. Parece
que elle linha limita inveja do nosso vice-almirante
Parscvel Desllenos : os relatnos que elle enviava
ao ministerio eram rheios de aecusaees calumniosas
contra o seu collega que davam lugar a queixas di-
rigidas ao nosso governo. O nosso v ice-almirante,de
tan cobarde comporlamento se dirigi em pessoa a
Londres, pedio audiencia aos ministros e descnvol-
veu as indignas manobras do almirante Napier. Jul-
ga-se que esle nao so rehabilitar.
No mondo poltico, cr-se n'uma guerra europea
na primavera prxima. He una opimao de lal ma-
neira acredi(ada boje, que e enrunlrain entre os li-
yreiros carias represenlando lodos os oslados da Eu-
ropa com o seguinte rotulo: Tliealro completo da
guerrapara o auno de 1839. Todos os liomens de
eslado mais importantes tambera parllham estanpi-
niao. M. de Barante, embaixador de Franra em S.
IV.crshoure, no tempo tle l.uiz Filippe, dizia ha
pouco tlias, n'om salo, que o assedio de Sebasto-
pol era o comezo de urna guerra longa e lerrivel que
acabara pela (ramformazao da caria da Europa,
iruiisformazao que lalvez nao fosse lavoruvel Fran-
ca. O fuluro el nos influs de Dos, mas quanlo
a esta ullima opimao, son bom patriota, e por
isso ii,lo posso partilhar os-rereiosde M. tle Itaranle.
Desde o comero do assedin de Sebastopol, quasi
que nao existe liuracm em Franca que saina ler um
jornal, que nao d planos de estrategias militares.
No cafes, nos lugares pblicos, especialmente na
Bolsa, cada um se arrota em grao capitn : arma-
dos de urna bngalla ou de um chapeo de sol, tra-
zara par.illelns ou cavara trincheira, all estao os
Russos, aqu os alliados, censurara ou approvam os
devenios ollicial da escola de ippliearao de Melz.l'liima-
menle, um inspector de arlilharia, de volla a Melz
conduzio cumsigo urna plauta erfeumstaociada de
Sebastopol com a posir.ao dos aitiantea. O generas
commandanle da prara convocou cm sua casa lodol
os ofliciaes de arlilharia e do nn ai de engcoheiros
para submclter-lhcs esla planta. Depois de um
oame crcumspeclo e profundo, foi reconhecido,
quasi unnimemente, quo a prara de Sebastopol era
""'-' pugnaicl; purque em primeiro lugar nao se
dava a eon.iirao exigida n'iim assctlio,o rerco com-
pleto da prara; o que permute que o inimigo receba
reforzos, munizes e viveres;em segundo lugar a im-
possibildade de fazer trincheiras, pois que na distan-
cia de mais de 3U0 melros, se cncunlrain ruchas...
Como v, a opimao de liomens especiaes nao he ani-
madora. Apezar desles obstculos, destas impossi-
bilidades, lomo f na coragem heroica dos nossos
soldados, c especialmente na estrella da f'ranra. A
lula sera langa, sngrenla, (errivcl, mat a civlisa-
t.'n acabar pur Iriumphar da barbaria. Uando
Napoleao I na sua solidao de Sania Helena, crarara
seus olhosd'agua no punir, bradou umdia: Den-
tro de t incenla anuos, a l'ranra ser republicana
ou cossaca. Esla prcpheciajvai raminhando para
seu complemento. A Franra ser republicana, mas
nunca cossaca : sem isto, seria mister desapparecer
do futuro do mundo.
Desde muito lempo qu se falla, no mundo offi-
cial,em dssidencias mu graves que existem entre o
imperador c o marechal Vaillant, ministro da guer-
ra. Como diz o proverbio : miseria gera cliicana.
S3o os pequeos Iriumphos das nossas armas no Ori-
ente que provorarain scmelhanle dcsintclligencia.
Quando os reforzos ou as provie3 nao ebegara com
a brevidatlc requerida pela impaciencia do im-
perador, esle aecusa o marechal Vaillant de impro-
videncia ou de falta tic aelividadc. Pela sua parle,
u marechal censura a escolha tos ofliciaes superio-
res do corpo de engenheiros que dirigcm o assedio de
Sebastopol, a V o senhor mesmo, dissc-lhe um
dia Napoleao, irritado com estas queixas continua-,
O general recusan scmclliante honra ; o que prova
que lem pouca f no bom resultado ta expedirn.
Um despacho tle Conslauttnopla acaba tle nos no-
ticiar que naquella cidade chegara o principe
Napoleao atacado do tlcsinleria. Esta enfermidade
verdadeira ou fingida deu lugar s mais desfavora-
ves interpretarnos. Dizia-se que era mister que o
herdeiro presumplvo da coroa imperial estivesse
roiuell'eilo muito tinento para deixar o exercilo justa-
mente no momento em que s vai dar oassalto. Lem-
bravam que o marechal S. Arnand, atacado de urna
enfermidade mortal, linha sempre recusado deixar o
seu posto. De balde o Moniteur para repellir eslas
censuras disse tiue o general em chefe obrigra o
principe a ir restalielecer-se em Constanliuopla, isto
iiopnupou-llic crueis facecias a que o proprio gene-
ro da sua enfermidade se prestava extraordinaria-
mente. Esta especie de ileserziio destarrada no mo-
mento do perigo produzio um pessimo efieito sobre
o exercilo. O imperador irrilou-se a (al poni que
envou iinmedialaracule ao principe ordem para
voltar, sem demora, para a Crimea afim de reassu-
ii)ir o enramando da sua tliv sao.
Ero cousequencia da lerrivel lula que sustentamos
cora o colosso russo, o llicsouro publico se acha
n'uma siluarito de que nao sabir dentro de poucus
anuos. Nao s crditos ordinarios c extraordinarios
e os niilliiie docmpreslimo nacional se achara pre-
sentemente quasi exhauridos, mas os fornccimenlos
do estado nao sao pagos. Cuuliero um fabricante de
caixas que anda au receben o importe das multas
caixas que deu para o exercto, e que se vio obriga-
do a recusar 20,000 novas caixas que lhe foram eu-
commendadas pelo ministerio da guerra. Como j
lhe tlissc, o governo aguardava a lomada de Sebas-
topol para conlrahr novo emprestimo ; mas a mi
physionomia que tomaran), neste momento, os nos-
sos negocios no Oriente, parece ler feito abandonar
osla primeira idea. Talvez o emprcslimo se conver-
ta cm imposto. i
N'um dos ltimos conselhes de dtnislros, (ralou-
se da inquirante questao do Of^nwtode 1855. Ca-
da ministro tinha preparado o trabalho da sua pasta
com os algarismo dos annos precedentes, quando o
imperador inlcrrompcu repentinamente a discussao,
c tlissc : a Senhores, nao nos Iludamos, as circums-
tancias sao graves ; nao devemos' formular o orza-
menlo sobre as bases ordinarias. Tanto para oceur-
rcremos s despezas de 1854, como para estarmos pre-
parados para as eventualidades tle 1855, nm aug-
mento de um milhar he ind6pensavel. Assim he
forza que o orzamdYlo seja bascado sobre esle alga-
rismo, e exijo que semelhanle trabalho me seja apre-
senlado o mais depressa possivel. Outr'ora, Napo-
leao pareca consultaros ministros ; boje nao Ibes di
tempo para "fallar"; contenta-e em dizer-lhes : fa-
Zam islo, fazam aquillo. Os ministros nao passam de
caixeiros. Em substancia, as circumslancias pre-
sentes, um homem que sabe o que quer, ral mais
que dez homens indecisos sobre o que devem fazer.
Agora be tempo de obrar, e nao de parlar, e se a
fortuna favorecer a Napoleao, lodos dirao que obrou
bem. No mundo, o Iriumpho legitima tudo.
A Austria ainda continua a sua comedia concilia-
dora entre a Russia e as potencia occdcnlacs. As
ultimas proposiroes, chamadas qualro garantas, fo-
ram aceilas peta czar como base de negociares, no
caso em que se oblivese um armisticio. A Austria
deu parte desta proposta ao gabinete de Londres que
recebeu-a coVn sofresuidao : com effeito, os desas-
tres da expedizao da Crimea lem dado o que fazer ao
governo inglez que, como se sabe, nunca foi muito
enthusiasta desla guerra. Mas respondeu-se que n1o
se jiodia fazer nada em o consentimcnlo do impe-
rador dos Francezes! Este revollou-so contra seme-
lhanle proposizau ; resporalcu que as qualro garan-
ta j nao podiam ser aceilas boje, c que a honra
da Franca exsia que se nlu abandonasse a expedi-
Zlo antes de se ler destruido completamente Sebas-
topol. I.ord Cuvvlcy, o embaixador da Inglaterra em
Paris, fez tres tentativas, mas lodas as vezes recc-
beu urna recusa precisa e calhegorica. Dzcm que
lord Palrftcrslon s foi enriado a S. Cloud com o fim
de fazer mudar a resolucao do imperador ;'mas nao
era presumvel que este ministro se sirva, para con-
seguir esle resultado, da influencia que pode ler so-
bre Napoleao. Lord Pilmcrston ha empre sido o
maior, quasi o anico partidario da guerra contra a
Russia, no gabinete inglez, e um homem de eslado
desla tempera, nao muda Uto fcilmente de opinio
da noile para o da.
N'uma patarra, o comporlamcnlo da Austria nos
principados inspira pouca confianza na snceridade
dos seus aclo. As cartas particulares de Ruchares!
nos rominiiiiicain que o exercilo austraco anda he
mais detestado l do que o exercilo ruso ; o Fran-
cezes sao muito mal tratados ; nao ha chicana que ns
generaes nao inveutem para embarazar a navega-
ran do Danubio. Se Omer Pacha depois de longo
lempo nao lom pralicado movimenlo alsum aggrcs-
si\oj-oiiIia os Russos, be porque o exercilo austra-
co sempre so lem opposto. Einfim, tudo roncorre
para que se acredite um boato que corro no mundo
poltico : que a Austria fez Russia a proraessa se-
creta de nao empunhar armas contra ella.
Desde algum tempo, os i elaterios tos prefeilos as-
signalam nos departamentos symplomas tle descon-
tentamente que de alguma mancira inquietara o po-
der. A guerra do Oriente osla longe de ser popular
cm Franca : todos so assiislam das proporzes gi-
gantescas que ella toma lodos os tlias c das conse-
qtioncias que, se prolongando, pode exercer sobre a
Irauquittidade interior. Em gcral, a masa de um
poro lem mais sensazao do que inlelligencia : para
que ella se inleresse por urna guerra, releva que o
alvo esteja no seu alcance. Quanlos liomens ha nos
nossos campos e al as nossas cidades que compre-
liendam que a lomada do Conslanlnopla pelos Rus-
sos seria funesta Franca, o que ella deva fazer lau-
tos sacrificios para embargar a queda to imperio ol-
tomano ? O povo comprebende ueste momento que
o rommercio e-is parado, que os vveres alimenti-
cios estao caros, que o invern sera rude, e que os
impostos de liomens ededinheiro v3o ser augmen-
tados.
J te espalhou o boato no campos que u governo
sera augmentado segundo as uecessidades exigirem.
Oj camponezes dorara os seu votos a Napoleao
porque Ibes prometiera paz c abundancia, promessa
que lhe nao (cm sido possivel salisfazer. Mas lio o
inleresse presente e directo queguia as alTeres dos
homeus dos nossos campos ; assim o eu(husiamo
delles est mui arrefecido. Recordo-me da plirase
tic um camponez normando, a quem, o anuo passa-
do, pediam a explicacfio do seu phaoalismo napo-
leuniuo. He mu simples, dizia elle; no lempo da
repblica en linha grande difliculdatle em vender os
mens bois a 1100 f.. no lempo de Napoleao veudo-os
a 500. Ci que um governo conlo com a dedica-
cao de scmelhantes amigos T
A praca commercial de Paris est sempre n'uma
situ.icau mui precaria : os fallimcntos sesuccedem
de urna maneiraespantosa. Comludo muitocstabele-
cimenlos pblicos fazem esforcos desesperados para
se sustentar al a exposicn universal de 1855. He a
laboa tle salvara desles infelizes nufragos. Mas se
nessa poca loda a Europa cstiver em fosu, quem
nos vira visitar '.' Dar-se-ha raso que algocm va pe-
dir hnspii tlidjile a ama casa que esl ardeudo?
A Bolsa, esle barmetro da poltica e dos indus-
Iriacs, se acha mais do que nunca aguada. Ha mais
de quinze das, a baxa continua com urna persisten-
cia incrvel. O II % deseen de 5 f-, as accoes indus-
Iriaes lem perdido 60 e al 80 f. O goveino faz es-
forcos inuleis para suspender o crdito publico ueste
declivio. Os despachos do principe Menschikofl in-
fiuem mais na Rolsa to que os to Moniteur.
O cuba i dos Invlidos nao tem lido aczao sobre
a Bolsa ; as cspcculaccs sao lodas pela baxa : rele-
va lambeni confessar quo a appioxiin.ir.io de um no-
vo emprcslimo pesa muito sobre a praca.
No dia seguinte cm que lhe escrevia que Madc-
muiscllc Cruvelli pareca 1er renunciado para sem-
pre a Franra e a sua apera, annunriava um jornal
scmi-offleal, com espanto de lodos, a reentrada da
Ilustre fugitiva. Com effeito, Mademoisellc Cruvelli
reappareceu segunda-feira pa Masentao oque fui que aconleceu? Eu lhe dirci.
Mademoisellc Cruvelli. afflicla por causadas interpre-
lazocs mais ou menos malvolas que davam sua
fuga, escreveu ao imperador, afim de juslficar-se,
que linha sido forzada a deixar a opera parase li-
vrar, assim como eu lhe dizia, das persegures de
M. Fould, e, enviava, como documento em seu
apoio, varas cartas mu... dizem al que mais ga-
lantes do'celebre ministro de estado. O imperador
mandn responder immediatamenle a Mademoiselle
litares na balalha de Interinan ; foi apena urna
lula rorpn a corpo, em que a li.ibilnlade estratgi-
ca nao valia nada, em que a roragem individual
era tudo. Quando j nao baria cartuxos, baliam-
se a baionela, quando a baioucla se quebrara, ein-
pregaram o couce da espingarda. Dizem que os
Russos se porlar.mi como barbaros ; assassinaram os
feridos quo linban t-alii.lu. No fim ta batalha, apa-
ubou-se um major russo que fura risto por diver-
sa rezes ferr e picar os nossos feridos com a espa-
da. Offereceu ouro aos soldados para que o sollas-
sem. Dizem que foi entercado para sorrir de ex-
emplo. Receia-se que esla guerra ce lome urna
guerra de exterminio.
Depoi da balalha de 5, o exercilo allindu se lem
enlrincheirado fortemcnle para esperar os reforz?
que lhe chegam lodo os tlias. Os trabalhos do as-
sedio estao interrompidos ; parece que se nao pode
avanzar mais de 150 melros. S se dar o assallo
na praca quando todos os reforzos esliverem na li
nlia ; pois que Sebastopol tomado, tudo nao estar
terminado ; se encontrar na retaguarda um exerci-
lo de quasi 100,000 liomens.
As milicias do interior sao mui paludas ao pe das
que nos chegam da Crimea. Antes de honlem o im-
perador passou pela primeira vez revista guarda
imperial. Os cem guardas comas coiraras douradase
o uniforme azul cor tic cu, pruduzram um muito
bom effeito, assim como a arlilharia e a cavallaria
grossa ; mas o exploradores com o seu canhes e
plumas amarillas estavain quasi ridiculo. O cu-
thnsiasmo dos soldados nao lem correspondido ao
zelo dos chefes; o do publico foi nullo. Depois da
desfilada, o imperador reuni os ofliciaes, e lhes fez
urna allocucao de circunstancia em que annuiieioii
o projecto de duplicar a guarda imperial e de tomar
o commando do exercilo. se se marchar sobre Ber-
ln), llora v que be urna i lea fixa para o impera-
dor que quer imitar, nisto, a l.uiz XIV e .Napoleao
I. Com ludo des le alsuns das, as noticias da Alle-
manha sao mais favoraveis; cspa'ha-se o boato de
um li atado de albanre olTensiva e deffensiva enlre a
Austria e as potencias occidenlaes. Mas esla noticia
tem sido desmentida tantas vezes, que s pode ser
acreditada depoisdeesclarecimentos ofliciaes. N'uma
palavra, sera mister que denlro em pouco, a Aus-
tria lome um partido decisivo ,- pois que falla-so mu
seriamente em rcmclter-se vinle mil homens Bes-
sarabia para coadjuvar as operazes deOmer-Pach,
e impedir que GorlschaolT enve reforcos i Crimea, e
a neutralidade do exercilo austraco nos principados
vai tornar-se inteiramcnle impossivcl.
O parlamento inglez fui convocado para 12 de de-
zembro : os ltimos successos da guerra vao dar aos
debates das duas cmaras mui grande importancia.
Os amigo* da paz tenlarao 'um esforz supremo ;
mas nao he duvidoso que succiimbam. A honra do
nome inglez esl einpenhada na quesl.lo, e nao ha
Cruvelli, dizendo-lhe que viesse quanto antes reas-' do recuar ante sacrificio algum. Enlao, para dar
sumir o seu lugar na Opera, asscvcrando-lhe toda a
sua benevolencia. Durante varios das M. Fould foi
recebido mui framente por Napoleao ; assim, quan-
do apparecia, todos os cortezaoso evilavam. Senta a
desgraza... mas o ministro de estado caminhava cum
a cabeza erguida, com o desprezo no labios, como
um homem seguro no seu poder. Com effeito, a
tempestade da Opera passou sobre elle sem o aba-
lar. E como nao ha de scrassir, '.' O crdito de M.
Fould est na sua caixa ; se em numerosos ininii-
gos, possue tambera amigos apaixonados e devala-
dos. Dizem que he milito estimado pelas damas de
honor da imperalriz : dar-se-ha caso que lbeslcnha
emprestado dinheiro ?
Como era natural, M. Fould experimeoteu a ne-
cessidade de descarregar a sua colera sobro alguem ;
foi o director da Opera que pagnu por lodos : l'or-
raram-no a dar a sua demissao. O imperador of-
ferercu esle lugar a M. Crosnier, raembro do cor-
po legislativo, que goza tle urna fortuna de 6 a 7
milhcs ganhos nos Ihealro e as emprezas indus-
triaes. M. Crosnier accituu, mas com a condiz1o
que M. Fould nao se iiilromelteria de inancira al-
guma na adrainistraco da Opera. O imperador que
j se vai aborrecendo de ter um ministro de basti-
dores o camarins nao leve diflieuldade cm annuir.
A "saude da imperalriz que os ares puros de Bayo-
na linban mellioradn um pouco, comeza a causar
nuvas inquira-; ie-. Os mdicos altribuem esta mu-
ranca a residencia mui prolongada de S. Cluud n'u-
maSAdazao fra e hmida, como a tle que gozamos
deseW algum lempo. O palacio de S. Cloud he urna
habi.irao mui gradavcl emui salubre na bella osla-
ran, mas sita do perlo do Sena e cercado de grandes
bosque, e torna insalubre, no invern, para as
pessoas deli cadas. Com ludo, o imperador nao
mais homngeneidade vontade nacional, se modifi-
car o miniscrin e lord Palmer-Ion ser indubita-
vclmente presdeme do conselho. J se falla cm
duas grandes medidas que serao primeiro que ludo
submellidas ao parlameulo : a mobilisarao da mili-
cia ingleza e tira emprestimo .'inglo-francez de mil
milhOes. A Iranra foruocer 250 millioes e a In-
glaterra 750 niillies para compensar o numero su-
periur de tropas que enviamos para o Oriente.
dem29 de noremiro.
Com edeito existia um projecto de allianca enlre
a Austria e as potencias occidenlaes. Este projeclo
foi entregue a Napoleao, sabbado 25 ; Napoleao
guardou-o por espazo de dous tlias, c declarou nao
poder arcita-ln, por causa dos dous artigos segra-
les : no primeiro, a Austria reservava para si o di-
reito, se a Russia aceilasse as qualro garantas, de
tratar directamente com ella ; no segundo, a Aus-
tria exgia que, no tratado de paz gcral; a Frauga e a
Inglaterra se obrigassem a defender a integridade
tas suas posscsses alloman c italianas. Esla noli-
ca causou viva cmorln no mundo diplomtico ; pe,
que se v nisto claramente ataca que Napoleao tem
de reconstruir as nacionalidades italianas e polacas.
Semelhanle recusa he capaz de decidir a Austria a
se lanzar dcfiuilivamenlo entre os brazos da Russia,
e fora um Tacto grave, pois que a Austria arraslara
com sigo a Prussia e lodos os estados da confedera
C3o germnica, que al o prsenle s tem querido
conservar a neutralidade afim de se nAo rollaren)
(Contra a Russia.
Urna carta que lord Abcrdecn escreveu lioje mes-
o a um dos seus amigos polticos cm Paris, i.bs
'eio revelar o verdadeiro rrniivo da convocargo pr-
xima do parlainfiito iiiglof ,
panliia esmera-se em desempeuhar-so des eus enga-
amentos.
Tratando desle assumpto, eu fallara a um dever,
se uao fizesse tambera urna especial muri tas ma-
neira altencosa do Sr. Sania Rosa, o qual be por
de mai conde*ceiideuto em salisfazer as exigencias
que lhe fazein, ama rez que caibam uo pos.irel, op-
pondo-se cora moderaego a alguma inteiramenlc
disparatadas. Honlem, por exemplo, cousla-me que
o Sr. Sania Rosa rira-e em apuros, por quererem
alguns que as galeras fossem conrcrlidas em cama-
rotes, este para nao ficarjnnto daquellc, nem aquel-
le junio daq oella S na igreja nao ba preferencias!
Pelo contraro, he dai sagradas luirs, que loiot
aquelles que se exaltan terio humilhados, e lodos
ageites que se humilham serio callados.
Finalnieule depois de grande balbarda, ap-
parecou urnalembranc,a (ha lembranras qne parcreui
esquecimenlo !) de que, nao sendo possivel impro-
visarle camarotes, ao menos se marcassem os luga-
res com trazos de giz, o que agradoua lodos o preo-*
nanles, exclamando o aulor de Uo feliz Irmbranra
lodo radioso erbeode si mesmo : ora,quem dira qne
um gz hara de por termo a Uo grande contend I
Honlem inslalou-si a junla rerisora da qoallifira-
r.ao desla freguezia ; c repelio-se ainda o escndalo
sem nome, e para mim inquallifirarel, de retirarem-
*e o diffcrenles roembros da dita jnnla, com exren-
cao do juiz do paz c seu escrivao, deixando em sea
lugares a pessoas que alugam, a quaes em rigor
nem roanlo podem ser Em rigor, digo Nao
podem absolutamente ser xoanle, an por falla de
idatle e uniros de rcndimcnlo 1 He para rer, quan-
do ebega o da Me semelhanle iuslalacJo. o bando da
aves de arribacilo que se rene em lorno da igreja,
parece qu" adevinham 1 esperando que Iba dstribu-
am os bagos! He forte escndalo desses senhores,
e de quem o aulorisa 1 Ou elle estao bon oa eslo
doenlcs, se estao bondevem prestar o serrizo para
que os chama a lei, e c estao doentes, qne o mos-
trem pelos tramites legaes, e nesle caso sejam chama-
dos aquelles que justamente o deram lubtlituir,
porm alugados I be muito. Por isso dizem que
aqui n,1o ha lei, nem regulamenlo qoc e cumpra, so
nao no intere a lei provincial n. 310, que mandn upprimlr a
dous distintos de paz, a qual nao foi execulada ale
huje.
Avista disso, para que mais assemblas, para qne
mais leis, para que mais nada!..... O eslado natu-
ral he o que mais. nos convm.
Honlem deixou da existir cirio morador desla ci-
dade, o qual sentindo-se ,ndsposlo, quiz oavir o
parecer de certo charlaiao ; este receitoo-lhe am vo-
mitorio preparado l por urna forma especial, s delle
condecida ; depoi, applicou-lhe um porgante, e.....
morreu o homem. 11 averia qui pro quo '. He o que
se o3o pode saber, visto como nao honre autopsia,
nem o maisligero exame sobre o cadver, o anal foi
logo sepultado, islo he, ao cabo de urnas 12 oras.
Apparece todos os domingos em Alaga-secca nm
joguinlio muilo inleressante ; chama-te o jogo da
roda da fortuna o qual he muito simple, e muilo
Minrenle. Os presos da cadeia desejam lanto jogar
em partida !..... Se o digno subdelegado mandasse
para r. s dono do jogo, faria com isso urna obra me-
ritoria.
A proposito, o mcllior negocio que ha por aqrii.
actualmente, be fazer rifas da catanga por meio de
aus billiolinlios enrolados, o quaes tem urna extra-
Z'io espantosa : se eu uasse de negocio nao qocreria
outro, pois me dizem que pode deixar 1000 por cen-
lo, e al mais t I
Segundo ouzo dizer. acham-ie reeolhidos na ea-
dcia desla cidade 3 desertores.
A carne no mercado desla cidade esl a llRO r.
por arroba, e a familia enlre fij e 7S rs. por alqaeire,
feijo apparecc muito poaco e esse muito cheio de
gorgulho, ,t 800 rs. o qaarteirSo.
At mai rer. X.
(Carta particular.)
i

fe
Acetfnrno pura e sim-
ples das rjrilro girarnin^ pela Russia, o prjerlo tle
I
quera entrar cm Pars aules da lomada de Sobas!' allianrai entro a Austria c as potencia occit
pol, que se tornou urna idea fixa para elle. As
feslas brilhanles que so estaram preparando em
Compiegue e Fonlainebleau decididamenle nao te-
rao lugar.
O dia de S. Eugenia, annirersario da imperalriz,
foi celebrado em S. Cload a 15 desle mez, mas nao
com esplendor. A resistencia que Napoleao nao
julgara encontrar liio obstinada diante de Sebasto-
pol, o torna de muilo mo humor. Ha poucos das,
dizia um dos seus ajudautes de campo a um sea
amigo ollicial : meu amigo, nao pode fazer idea
a que grao lem subido a colera do imperador.
noje ao meio dia o candan do Invalido veio por
em commorao a parle numerosa da populazau pa-
risiense que nao esl ao alcance das novidades pu-
blicas. Todos chegavam porta e perguntavara : Se-
bastopol foi temada? Oh era um erro ; estes tiros
de pera eram dados cm honra da batalha de 5 chama-
da a batalha de Inkerman. Pensamos que eslas pe-
quenas demonstrarnos sao desagratlaveis o mal ca-
bida : as vniitagcus que as nossas tropas alcancem,
por mais seras que sejam, nao podem ser apreciadas
pela massa do publico, que com o seu grosseiro bom
senso, nao comprebende que se possa cantar victoria
antes que Sebastopol seja tomada. Segundos relato-
ros do general Canrobert, o feito de 5 foi mui bri-
llianle para as nossas armas, mn, ero sutnma, ni-
ln raro, e n.lo prnduziu um resultado decisivo.
Tambem nao de impossirel que os Russos pela sua
parte salrem com tiro de peras esta balalha de In-
kerman. Em fim, lanra-ie mao de lodos os meos
para inspirar paciencia ao publico.
Ultimas noticias.
Espalhou-se o boalo de que urna nova e grande
balalha linda lido lugar a II dianle de Sebastopol;
mas um despacho do principe MenschikolT, datado
de 1 i, diz que desde 5 nao se havia passado nada
imprtame.
lima carta particular de Madrid de 17 noticia
que os partidos, neste momento, parecen) reunidos
para sustentar o llirono de Isabel. Espartero dei-
xaria a presidencia do conselho para oceupar a pre-
sidencia da curies constituales, o que, as cir-
cumslancias presentes, podero sem duvida conver-
ler-se cm dictadura. Os carlista se agilam em al-
gumas provincias ; at asseveravam que o conde
de Moutcmolin havia deixado aples com deslino
Navarra, onde lem numerosos partidarios; mas o
general Cabrera que eslava em Paris ha poucos das,
dizia s pessoas da sua intimida.le, que se nao ten-
tara nata, antes que a Hespanda, por experiencia,
nao se moslrasse desgustosa.
Os numerosos reforzos que se enviara Crimea,
nao pdenlo estar em linda antes do lim do mez ;
assim o assallo. ou anle os assallus que se devora
dar na praza, u3o terao lugar aules do comezo do
de/.einbro.
As carias de S. Pclersburgo assercram que no ca-
so cm que Sebastopol suecumba, a lula na Crimea
se tornara mais enrgica. O czar enviara antes
500 a GO'J.OOO liomens do que cedera. He verda-
de ; mas coran os alimentaria ?
dem 28
Acabo de saber que o paquete de Liverpool n3o
porlir.i a -2't tic novembro em consequencia do re-
quisicao para o servio do eslado, e que a partida
ficara adiada para o 1. de dezembro ; assim escre-
vi-lhe algumas linhas para encher as lacinias da
mii.ha carta de 22 que receber ao mesmo lempo
que esla. Todava, tenbo poucas cousas a commu-
nicar-lhc. Nenhum fado importante se passou na
Crimea depois do feito sangrento de 5 ; os dous ex-
ercilos snmcnlc se lem occopado em Iralar dos fe-
ridos c enterrar os morios. Fora necesario remnn-
lar as pocas barbaras, al as guerras do -Mai io con-
tra os Cimbros e os Teutons para so fazer Idea de
semdhante carneficina. Avaliam-se boje as per-
das dos llussos tanto cm mortos como em feridos
ou priionerus em 15,000 : deixaram 5,000 raerlos,
desperlaram as esperanzas dos amigos da paz que es-
tao em maioria no gabinete inglez. Prelendem por
assim dizer apalpar o pulso ao paiz. e rferganlar-lhe
e desoja a pa/ou a guerra. A resposta, segando
pensamos, nao ser duvidosa.
Asseveram que a viagem de lord Palmerslon a S.
Cloud s lem por uhjecto enlender-se com Napoleao
sobre o comporlamento que se deve adoptar n'uma
circunstancia tao grave. O celebre ministro inglez
seadmirou muilo, segundo parece, de encontrar m
Franca o animo to tranquillos, lao frios perante
a lerrivel guerra que sustentamos em commum con-
tra a Russia. Com tudo, a dfTerenca que com clTei-
(o existe, do eslatlo dos animes enlre os dous allia-
dos, pode ser explicada cm poucas palavras. Na In-
glaterra foi a n.ir.io que declarou a guerra i Russia,
em Franca he Napoleao. O governo inglez he n ex-
pressaojda opniao publica ; aqui Napoleao pode di-
zer com lana razan rom quanla dizia l.uiz XIV : a
Franca sou eu. Assim, asseveram que lord Pal-
merslon para despertar o nosso senlimenlo nacional
aconselhra ao imperador que tlesse un pouco mais
do liberdade de imprensa ; mas este conselho n3o
ser seguido. Em resumo, o imperador faz a guer-
ra por sua cunta e risco ; so ella for feliz, lhe firmar
o poder, se se terminar por dsalres, levar fatal-
mente com sigo a ilynaslia napoleonina.
dem30 de nocembro.
Levanloo-se, a 11, no nar Negro urna lerrivel
tempestade que laucn sobre a cosa grande numero
de navios de transporte, inalezes e francezes. En-
contrar os promenares desles dos astre cm todos os
jomaes.
Parece que renunciou-se neste inno dar o assallo
om Sebastopol. Talvez que o governo espalhe esle
boalo para Iludir o inimigo; pois seria difficil sem
isto, explicar os immensos reforzos que se euviam
lodos os das para o Oriente.
Esperam-se lodos os di is despachos da Crimea,
que confirmen) oti desininlam os boatos qae lem
corrido acerca de um novo ataque em -J i ou 25.
O Moniteur desla manha.i, minuncia a convoca-
Cao do senado e do corpo legislativo para 26 de
dezembro. Esta nolicia nao tem, causado emocito
alguma nu publico, nem na Bolsa:
A crise commercial anda ronlinia, sem embargo
tle ler o tribunal de commercio tic Pars honlem
pronunciado dez fanmenlos.
P. S. Segundo um aviso inserido no jornaes, o
paquete deSoulhampton so partir a 9 tic dezembro:
foi exigido para transportar tropas ao Oriente.
eclo de dczcrabroi Himo^uiB ju. o imperador
ti iiuii^ tor^iw!mOe^rSaiaai|a< u (, re
aue es- nacharel Manoel Clemenlino Carneiro da i
projecl.ivaorganisar um exercilu tle 500.000 liomens. no campo de balalha, he pelo menos o duplo do
Esla nolicia causou tal cmoc/Jo que o Moniteur se algarismo das nossas perdas, pois que os soldados
vio obrigado a dcsmenli-la ; prova de quo he rer- i do exercilo alliado que tornaran) parle no combale,
dadeira. Apena, como sempre acontece, houre al-eram na proporrao de 1 contra,!. Nao huurcraro,
Suma exsgcracao. No conselho de ministros que le-! propramenle fallando, manobra e evolurocs mi-
COMARCA DE MZ.RETII
20 de Janeiro de 1855.
O que por aqui da tle mai inlcrc-sc lie a deseo-
berta que acaba de faxer-se as proximidades desla
cidade, tle um cotnbuslrel que por sua consisten-
cia, forma e cor, tem lodas as appareneiae do carvAo
de podra, algum ha, porm, que diga ser o mesmo
carvAo vegetal, que pelo fado de ler permanecido
dcbaixodo chao por algum tempo se tem petrificado.
Como quer que seja, consta-mc que o Sr. delega-
do do polica vai remoller algumas amuslros ao Eira.
Sr. presidente da provincia, para man.la-las submet-
ler a exame, e vsrfse com effeito ser o ca vao de pe"
dra ; o que se na verdade se realisa, grande felici-
dade ser para este lugar.
Hontcm foi levada a scena pela companliia dram-
tica do Sr. Sania Rosa, a interessanle comedia em
tres actos .1 sensibilidade no crime, em rujo
desempenho nao daou a rnrssna companhia nada a
desojar, para o fim de agradar ao publico, o que de
feilo, parecc-ine ter conseguido, pivi ludiendo todos
os seus papis ; nao obstante, faroi especial menrfio
da Sr. I). Mara Brasilina, que, sobre allrabir a
vistas de todos, por suas gracas naluiacs, desempe-
ndou o papel He que se encarregou, com perfeila
originalidade ; e bem assim do Sr. Jorge, que agra-
dou excellenlementc na parle du llolicario.
A cachete do Ihealro, com quanto ralo fosse das
melhores, tambem nao foi dcsniiraa.lora, esperndo-
se que r a mais, alenla a maneira pela qual a com-
GAMARA MUNICIPAL DO RECITE.
Sesaao' extraordinaria da 3 le jiaetro
de 1866.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Tresentes os Srs. Viauna, S Pereira, Reg, Ba-
rala e iimciro, abrio-se a scssSo e foi lida e ap-
pruvada a acia da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ollicio do Exm. presidente da provincia, eom-
muuicando que lhe constara por parliripacio ala e-
crelaria tle estado dos negocio di juslica de 14 de
dezembry ulllmnJ_cuie S. M. o Imperador honre por
reconduzir o
Cunta, no
lugar de juiz municipal da 1." vara desle termo.
Intcirada.
Outro do mismo, aulorisando a cmara a alterar
planta das catacumbas do cemilern, na parte s-
menle que'manda collocar figuras d'anjos nos espe-
ro entre as mesmes, patsando csses emblema a ser
substituidos por florees da mesma materia das cata-
rumbas.Que se communicasse ao administrador
do ccmilerio, afim de proceder nesta conrormida Ir.
Outro da commksAo de bvgieni publica, remet-
iendo o resultado do came qae fizeram dao dos
sous membros, com assislencia do fiscal do biirro a
Recife, na carne de xarque existente bordo do pa-
lachu Astrea, ancorado ne commendasse a cimara qnelle fiscal loda a vigilan-
cia em dito navio, e em outro qualqner em idnticas
circumslancias, para se nSo darem aboso na renda
de carnes inocivas saide publica.laleirada ; e
mandou-se recommendar ao fiscal.
Outro do mesmo, requisitando am mappa rstatis-
tico das pes-uas sepultadas no ccmilerio publica.
Mindou-se forneccr. quanto ao anno passado s-
mente.
Outro do subdelegado da fregaezia da Boa-Vista,
communicando ter sido molledo por aquella subde-
legara Francisco Bolelho de Amlrade com taberna
na Cidade Nova de Si. Amaro, na quanlia de 30-9
rs., por infraccdlo do art. 9 t. 11 dai pastoras, eque
houve processo e a senlenca parsoa em jorgado.
Inleiradaque se acciisasse a recepcao, e se expe-
disse ordem ao procurador para receber a mulla.
Outro do engenheiro eordeador, participando nto
poder comparecer hoje reparlico por estar enoja-
do pela morle de sua cundida.Inleirada.
Oulro do mesmo, respondendo portara que lhe
foi dirigida na estilo passada relv.ira abusos qae
se teem dado ni execuzSo do art.16 1.7 das posturas,
declarando que o desenlio apresentado por j(,.c
Ferrcira GuimarAe, eslflo no caso de ser approra-
dos, por isso qae guardnm ludu > rondices do dile
art.Inleirada e leve-se por sobsstenle a aprovarAo
do desenhos.
Oulro do vigario dos Afogados, remellendo o map-
pa dos baplisados daquella freguezia, dorante o se-
mestre findo em dezembro do anno passado.__Que se
archivasse.
Oulro do administrador do cemilerio, dizcodo que
para all fora conduzdo cm a cabes d'tu prelo, o
cadver do prvulo (iolherme>qu se refere a guia
n. 8244, escravn de 1). Rnfina Anluncs de Olveira,
moradora na ra do Aragilo.Que se noteltcsse ao
fiscal respectivo para proceder de conformidade com
o regulamenlo do cemilcrio.e segando o cosame.
Urna iuformazao do advogado, duendo nao adiar
inconveniente em fazer-se a declarariio pedida por
Antonio Pinto Soarcs.Indrferio-se a prclenrAo \ cxrenlrica das allribuires da cmara.
Oulra do mesmo, relativo ao ollicio do fiscal do
Poco, consultando sobro a mulla cm que huuve
acorrida Franceses Cetario de Mello, por ter ol.li-
do licenra para construir ira Apipucos, urna cata
de madeira c barro, o feilo parte do ojao de pedra e
calMandou-se responder au fiscal que o dito Cosa-
rio nAo infringi a< posturas.
Oulro do fiscal de S. Jo-e, remellendo o mappa do
gado muilo para consumo na semana do 1." a 8 do
correule {470 rezes}.Que se archivasse.
Oulro do mesmo, consultando se art. S9 da pos-
turas addrionaes ltimamente publicada derog-m
arl. 5 t. 1 tas 4e30 dcjuttlio tle 181'J, relativamen-
te aos lugares era que devem er enterrados os .mi-
maos morios.A'comniissao tle aii it.
Fui approvatlo um parecer do dor vereaencarre-
gado dos negocios do ccmilerio, dizundo qoea prc-
lenrao da irmandade do Sr. Bom Jesu tas Dores
para coDSIruir 50 catacumbas no remilerio, estar no
caso tic ser alten lida, por ainda harer terreno tlj-
ponivel para esse fim. Nestesentido maudon-se
responder governo da provincia.
Foi marcado o prazo de 3 mezes, contado le hoje,
para a excruzAo das uovas posturas, na parle 13o s-
menle,que diz respeilo as ravall.n iras,volando ronlra
o Sr. Uarala que quera 6 mezes.Foram remedi-
das commissao de polica as pelicOes dos prtitn-

v
ILEGIVEL

r




DIARIO DE PERNAMBUCO. QUARTA FEIRA 24 UE JANEIRO DE 1855.
ilcnle aos lugares de fiscal e guarda equeslre, de-
vendo a commissao propor o ordenado que. devein
elle* perceber.
Dcspacharam-se as petic,0cs Je AntonioPinto Soa-
res, do Antonio Julio da Miranda (lliveira, de Do-
mingos Jos Ferrelra Guimaraes, do Ur. Joaquim
de Aquiuu Fonieca, de Luiz Anionio Pereira, e lc-
vanlou-se a sessao.
Eu Joo Jos Ferreira do Aguiar, secretario i
subscrevi.Baroile Capibarib':, presidente.G-
meiro.Vianna.Oliveira.S Pereira.Barata
de Almeida.fego.
REPARTIQAO DA J'OLICIA.
Parle do dia 23 de Janeiro.
lllm. e Exm. Sr.Participo V. Exc. que, das
diferentes parlicipac,5es hoje receladas nela repar-
tido, consta que foram presos:
'. Pelo juizo municipal da primeira vara, Manocl
Alexandrioo de Mello e Albuquerque, por feri-
% tenlos.
Pela subdelegada da freguezia do Recite, o ma-
., rujo inglez John Roddey, a requisirno do respectiv o
cnsul.
Por oflicio de 22 do corren te, commnnicon-roe o
* delegado do primeiro dislricto deale termo, com re-
ferencia a participado que Ihe fiz.-ra o subdelegado
da frognezia dosAlogados, que nn dia 10 apparece-
ra no rio Capibaribe o cadver de mu menino que
represetilafa ler de idade 10 12 annos, o qual era
caiieiro de Joaquim Vicente Marques, com taberna
na freguezia da Boa-Vista ; que no dia 17 igual-
mente npparecera no mesmo rio o cadver de Pedro
Jos, e 4|ue pelas vistorias a qu se procedeu se co-
nlieceu que ambos fallecern! aogados, sendo que
a morle deste foi motivada pela continuada ero-
briaguezcm que viva.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 23 de Janeiro de 1855.lllm. e Exm.
* Sr. conselheiro JosBenlo da Cunh eFigoeiredo,
presidente da provincia.O chafe de polica Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
PUBLICARES a pedido.
Termo de contrato que faz o govorno da provincia
com F. Conloo, Aulonio Marques de Amorim,
George Patchet, Joao Pinto de I.enios Jnior e
H. 11. Swifl.
S. Aos 16 das do mez de Janeiro de 1855, na cidade
do Recife, cm o palacio do governo da provincia,
comparecern! os Srs. F. Coulon, Antonio Marques
le Amorim, George Patchet, Jone Pinto de Lemos
Jnior e H. II. Swifl, directores da companhia
l'ernambucana de navegac.au cos.eira vapor, a
qne se referem o decretos n. lili de 31 de Janei-
ro de 18.53 e n. 1472 de 22 de novembro de l&W,
para o fim de Iratarcm sobre as bazes e condicOes
com que deve ser a mesma companhia subvencio-
nada pelo cofre provincial, cm conformidade da lei
provincial o. 303 de 9 de maio de 1853, e pelo Exm.
Sr. presidente da provincia o conselheiro Jos lenlo
da Cunha c Figueircdo, foram estipuladas as se-
guintes i-ondiroes :
1.a Qne o geverno provincial se obriga a conceder
dita companhia a subvenrao annual de trila con-
t* de ris nos primeiros 10 annos, e de 15 cnnlos de
^ ris nos 10 seguinles, na forma proscripta no art. 1 .
da citada lei provincial.
2a, Qoe visto .como a companhia pelas diflicolda-
de que lem encontrado em sua marcha considerasse
minguada a subvengo j.'i oblida, convem o governo
provincial em augmentar a consignado de 30 conloa
de ris, com tnais 10 conloa de ris pagos da mes-
ma maucira que o forem os ditos 30 contos, fleando
porm esta segunda estipulaba o dependendo de ap-
v provac,So da assembla provincial.
3. Que tanto urna como oulra subvencitn comc-
rsrao a ler lugar depois que a companhia dr prin-
cipio s viagens dos vapores, sendo pagas em pres-
tarles mensaes.
4. Qoa as obrigajoos reciprocas que resultaren!
desla concessSo serao em ludo subordinadas, regu-
ladas e de fuluro convencionadas pela mesma forma
e condiedes previstas nos decretos geraes n. 1113 de
31 Janeiro de 1853, e n. 1472 de 22 de novembro de
1854, ficaudo porm desde j os concesionarios com-
promettidos especialmente a fazerem conslroir os
vapores do servido da companhia noi estaleirns desta
provincia, logo que o possam fazer sem maior pre-
juizo.
E como as condiees ou estipularles cima refe-
ridas fossem integralmente aceitas pelos Srs. F.
Conloo, Antonio Marques de Amorim, George Pai-
nel, Joao Pinto de Lemos Jnior e H. H. Swifl, e
por ellas ta obrigassem em seu nome e no de cada
uiu do* mambros da companhia, maodou-se lavrar o
prsenle termo que vai assignado pelo mesmo Exm.
Sr. conselheiro, e pelos mencionados directores.
Eu Joaquim Pires Hachado Portella, official-
ior servando de secretario o fiz escrever.Jos
fenlo da Cunha ePigueiredo.Estavam assignados.
JoSo Pinto de Lemos Jnior, presidente. Anto-
nio Marque de Amorim, secretario.George Pat-
chet, F. Coulon, 11. H. Swifl.
A rainha do baile Goiannense.
Ao Uta. Sr. JJr. capitao Joao' Florlpet DUi
-* Brrelo.
Vou canlar a linda virgem
Que gozou a realeza
N'esse baile primoroso.
Vou canlar cssa belleza
Qne deixou nos comeos
Vmssima chamma acosa.
A donzella encantadora
lio lindo baile rainha,
Foi essa qne e oslenlou
At ni cor moreninha.
Do purpuracr soberana
Era o vestido qoe linha.
Nao trazia c'ra d'ouro
Sobre os seus negros cabellos.
Para mostrar realeza
Bastavam seus olhos bellos.
QusotM bellas e formosas
Invejam assim u3o te-Ios !
Aos seus cabellos prenda
Avcrmelhado toncado.
En tylphide, e dansaodo
Trazia ludo encantado.
Qnem n vio na ardcnle walsa
Sem ficar arrebatado / !
E foi ella, ella smcnlo
Entre as outras soberana.
Dominando os coracAes
Ostealava-se sultana.
Salve, rainha da fesli,
De quem o prazer dimana !
Fosle, bella moreninha,
Na fe*ta sem ter rival.
A turba te vendoalegre
liracavo :real! real 1
E ai bellezas adornavam
O le carro triumphal 1
Salve, rainha da fesla
Moreninha encantadora !
Um leu vassallo le ollera
A caucao do que es credora.
Archa o canlo que alegre
O ten triumpho memora.
Goianna 7 de Janeiro de 185.5.
A. B.
/
Era a graja peregrina,
Era a voz meiga e divina
Que o Eterno Ih'e oulorgou.
Nao viste nni anjo formozu,
Queempanhando harpa-mimosa
Sua voz melodioza
l.evou-nos a um co gozar'.'
A mais modesta donzella,
A mais formoza, a mais bella
A quem nao posso pintar?
Foi, amigo, quem reinou
Nessa noite de ventura ;
A mais suave candura
No seu rosto so raoslrava,
o E a turba que ia e vinha
Vendo-a tao bella rainha !
Real real .' exclamava.
Goianna 9 de Janeiro de 1855.
G.C.
lllm. Sr.Tenlio a sntisfacao de participar a V.
S. que prend hoiitem, ao amanhecer do dia, a Ma-
noel de Freilas.JVorouha, que assassinara em Ipo-
jnca no anno de 1835, urna roulhcr sua amasia, que
se achava grvida, e um fllho menor da mesma.
Este criminoso achava-se residindo no engenho No-
vo pcrlencenleja sen pai, distante desta cidade qua-
tro legoas. Para eu poder rcalisar esta diligencia
foi mister lanzar mao de alguns paisanos para guar-
daren! os criminosos que se acham na cadeia, c le-
var em minha companhia 15 pracas de primeira li-
nha que noicamente se acham promplas para o ser-
vido diario destr Ingir.
Nao he possivel que com a diminuta forja que le-
nho possa levar a effeito os mcus bous desejos, os
quaes sao de perseguir e capturar criminosos, e dar
auxilio as auloridades as proximidades deste termo,
poia que por algumas vezes ellas me tem requisilado
pracas lo meu destacamento, e eu Ihcs tenho nega-
do alienta a razao cima exposla; por isto mesmo
que peco de novo a V. S. se digna a bem; da poli-
ca dar as precisas providencias afim de qoe este
destacamento seja augmentado com o maior nume-
ro de pracas que for possivel.
Dos guarde a V. S. Delegada do Rio Formoso 19
de Janeiro de 1855.lllm. Sr. Dr. I.uiz Carlos de
Paiva Teixeira, dignissimo chefe de polica desla
provincia.Domingos de Lima Veiga, capitao de-
legado.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 23 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacGes ofllciaes.
Cambio sobre Londres a 60 dias28 d.
Assucar mascavado especial18700 por arroba.
ALI'ANDEGA.
Rendimcntododiala 22.....273:46IJG51
dem do dia23 ........8:951059
282:4129713
Detcarrega hoje 24 de Janeiro.
Briguc francez& Michelsal.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlodo dia 1 a 22.
dem do dia 23 .
38:0758342
. 3:63lc58i
41:7069826
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendmenlo do dia la22.....2:9629978
dem do dia 23........ 2229852
3:1853830
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo dia 1 a 22.....11:0108289
dem do dia 23.........5788164
11:5888153
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodo dial a 22.....45:1618991
dem do dia 23
3:2718649
48:4339610
PAUTA
dos preros correntes do assucar, algodao, e mais
teneros do pai:, que se desparham na mesa do
consulado de Pcmatr meo, na semana de 22
a 26 de ianeiro de 185,:, A .
* + 4W
Assucar em caixas branco 1." qalidade i__ter200
Melaro .
Milho .
sanada
alqueiro
Pedra de amolar.........urna
filtrar.......... ..,
rebolos......... B .
Ponas de boi
PiassSWa.....
Sola ou vaqueta .
Sebo cm rama .
Pclles de carneiro
Salsa parrilha .
Tapioca.....
Unias de boi .
Sabso .
cont
molho
nieio
(5>
urna

a
cenlo
9160
19600
Mi 10
69000
8800
48OO0
8320
28100
5*200
8200
188000
28.500
8210
8095
8160
308000
58000
o
D 2. o
mase.........
a bar. e sac. branco.......
nos mascavado.....
s refinado ...........
Algodao em ploma de 1." qualidade
d a 2.a b
B B B 3.a B B
B cm carneo.........
Espirito de agurdenlo .'.....caada
Agurdente cachaba........
B de canoa.......
b restilada....... n
Genebra..............
............... botija
I-icor ...............caada
"................. garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqaeire
b cm casca.........
Azeite de mamona......
b b rnendobiin e de coco
(i i) de peixe.......
Cacau.............
Aves araras .......
b papagaios.......
Bolachas............
Biscoilos............
Caf bom..............
reslolho...........
com casta........
muido..........
Carne secca.....'. .
Cocos com casca........
Charutos bons........
b ordinarios .....
b regala e primor .
Cera de carnauba......
b em velas........
Cobre novo mao d'obra .
Couros do boi salgados ....
b expixados.........
b verdes...........
de oin;a..........
b b cabra cortidos .
Doce de calda.........
b b goiaba........
b secco ......... ,
b jalea ,.....,
Estopa nacional........
b estrangeira, mao d'obra
Espanadores grandes.....
b pequeos'. .
Farinha de mandioca ....
b b milho......... (i)
B B aramia........ I
Feijao...............alqueire
Fumo liom............
b ordinario ..........
b em folha bom........
b b b ordinario......
reslolho ;
B
caada
B

.
orna
um
B
cenlo

B

B

B
B
B
B
B
B

um
B
alqueire

A vetdadeia rainha do baile Goian-
nense.
Ao me colleja e inici o Sr. Jos Tarares da
> Cunha Helia.
Desojas saber, amigo,
Quem foi do baile a raiuha?
Nao era essa que linha
Ccm Ueos de varia cor.
Do baila a linda saltana
Nao era a virgem que ufana
Trazia ceulosde flor.
Nao, nao era moreninha
A sua face formoza.
A cor da nev e da rosa
No seu rosto se ajuntava.
i, Quem n'esse baile imperou,
<.>uem a ludoavassallou
De celeslre cor Irajava.
Nao foram fitas e flores
Que a fizeram seductora,
O qoe a loroava credora
D'esse imperio que oslenlou,

B B 0
Ipecacuanha ...........
Gomma.............. alq.
Gengibre.............. (t
I.cnha de achas grandes...... cenlo
b pequeas..... b
b b toros....... B
Pranchas de amarello de 2 costados urna
b b louro......... B
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
e. e a 3 de I.....
b de dito usuacs....... a
Cosladinho de dito........
Soalho de dito...........
Ierro de dito........... b
Costado de louro......... a
Cosladinho de dito........
Soalho de dito...........
Forro de dilo...........
b b cedro..........
Toros de latajuha.........quintal
Varas de parreira......... duzia
b b aguilhadaa........ ,
b b guiris.......... n
Em obras rodas de sicupira para c. par
B B eXOS B B B B B
'"00
?mJ)0
28500
18700
392OO
58600
5*. )
48800
18100
8600
9330
8500
8450
8480
8220
8480
8220
48000
18200
8620
28240
18280
58000
108000
39000
58120
7968O
48400
28800
38500
68400
58500
38000
18200
8600
28200
98000
118000
8160
8170
8!80
8090
158000
8200
8200
8160
8400
8320
18280
18000
28000
18000
28560
2000
68000
38200
'>'. 1
38000
98000
48000
38000
328000
38000
18300
28100
8800
108000
168000
78000
258000
108000
98000
68500
48000
69OOO
58200
39-tio
28200
38000
19280
18280
18600
8960
408000
168000
Esleirs de porpeK........nnTa
Vinagre pipa...........
Caberas de cachimbe de barro. milheiro
-'IIOW 11
REVISTA DOS PRINCIPAES MERCADOS!
DA EUROPA.
Hamburgo 6 de dezemhro de 1854.
Cac.Houve pouens Iransacees em cousequen-
cia de u;5o ter huido procura. Os delcnlores estao
muto reservados, c se lem pao bom prero para o
consumo. O deposito diminuto perlo de 3,500,000
libras no rara de novembro c como as provisoes n.lo
sao importantes, no interior, deve-se prever bom
preco.as vendas. Cila-se em ultimo logar : Brasil
ordinario a reul ordinario 47|16 a 4 5|8 xel.Ven-
das: 8,000 saceos do Brasil de 3 7|8 a 5 1|4 xel.
3,000 Sao Domingos de 4 \{ a 5 xel.3,500 saceos
de La Guayra de 4 3|4 a 5 3|1 xel.
Bxisliamno ,; Bxiitm
1. de ja- as no 1 de de-
neiro de So zembro de
O 1854. cj"3"3 1851.
1K54 cerca de 10,000,000 81,700,000 13,500.000
1853 11,500,000 b 87,500,000 13,500,000
1852 b 16,500,000 b 71,700,000 11,000,000
1851 b 10,000,000 a 77,300,000 13,000,000
1850 b 11.000,000 b 59,800,000 9,500,000
Assucar.Procura limitada ; mercado pouco ani-
mado. Venderam-se 1.800 caixas IJavaua mascava-
do e soineno o 2,500 saceos de Pernambuco mais 82
arrobas dilo, sem variacao nos precos. Cita-se de
Havana mascavado 13 3[8 a 14 5)8dito someuo
15 a 16 1|2, someno fino 1G 3(4 a 18branco a 17
a 21 3(4branco lluo, nao ha.Babia mascavado
13 a 14 3|8tilo branco 14 3| a 17. Existen) cer-
ca de 17,000,000 libras contra 10,000,000, que a-
fia o anuo passado na mesma p'oca.
Couros.Nenhnma Irnnsaccjlo.
Amslerdam 7 de dezemhro de 1K5.
Caf.Durante o mez de novembro o mercado
esleve fri e desanimado, c sem que as remessas Ic-
nham continuado; com ludo as transaccOes tem sido
calmas. A silnaeao poltica, urna grande falla de
numerario e as difficuldadcs da navegado pelo
Itlieno, lem pesado simultneamente sobre o merca-
do. Todava os precos ainda se lem sustentado, ainda
que o espirito de especuladlo livesse dcsapparecido ;
o qoe prova a boa posijo do genero. Ao caf do
Java nao se tem ollerecido preejoa inferiores aos que
se pagaram as ultimas vendas publicas ; o bom or-
dinario est aindaa28 1|2 c 29 cents, e os nme-
ros preferidos, entre outras qualidades das Indias
Occidenlacs lem obtido urna alea de ,'a a 1 cen. O
bom ordinario verde he mnila procurado c difiicil-
menle se oblem a 29 cent. O esbranquicado e o
amarello, assim como o miudo sao nioilo raros o o
que lem apparecido no mercado, provem de lei-
lcs antecedentes. Venderam-se alguns milhare de
saceos de Ladang de 27 { a 38 ordinario esverdea-
do, entrelaolo que os principaes delcnlores refusam
vender e qiicrom esperar a primavera.
A sociedade commereial nflo achou um mercado
vantajoso para sua primeira tentativa de imporla-
cao de caf de Leylflo. Na ven la publica de 17 do
mez de novembro, 3,108 saceos foram vendidos pelo
baixo preco de 26 cen, e depois n,lo tem sido re-
vendidos com o lucro de 3|4 de cntimo. As dille-
rentes qualidades de caf daa planlae/ies obliveram
34 \i a 35 ;a cen. Pela Tcrpstcliore clieaou 2,800
fardos de caf do Brasil bom parlo 011 ordinario, os
quaes s virio para o mercadoMe|Si3 do anno bom.
Ein'senunda mao cila-se do Brasil ordinario 2i ,'.
a 25 cent., real ordiuarin do 25 i a 26 cen. ; bom
ordinario de 26 i a 27 cent.
.0 deposito actual da sociedade commereial dos
Paizes Baixos, em ttulos em segunda mao, se cora?
|poe de 175,616 fardos contra 261,578, que h ia
'em 1853, e 170,750 em 1852. Em novembro ve j
ram-se 50,010 fardos contra26,998 em 1853 e 2JC1
em 1852. As vendas dos onze primeiros mezes do
anno foram de 891,257 fardos contra 838,972 em
1853 e 1,020,171 em 1852.
Existem hoje 148,002 fardos contra 148,333 em
1853 e 210,300 em 1852, de caf novo da sociedade
de commercio.
A impressao causada pola puhlicarao das cifras
das vendas de novembro, he mnilo favoravel e sua
importancia excede toda ospeelativa. Por isso os
delcnlores eslao boje mais reservados e o mercado
propende para a alta. Em Rotterdam as vendas do
mez de novembro clevaram-sc a 17,300 saceos, a
saber : 15.100 de Java, 1,600 volme* de Sao Do-
mingos ( ordinario a bom ordinario 25 }4 a 26 ;,'
cent. ) mais 600 do Brasil ordinario.
Assucar.O mercado est ainda era boa posicao :
as transaccOes seriam mesmo nolaveis, apezar da
eslavo, se as provisoes dos particulares nao esll-
vessem quasi inleirumeule esgoladas. Venderam-sc
por preco occulto 2,000 volomes de Java.
Q 0 n 5=
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p*
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c
>
Antuerpia 7 de dezembro de 1851.
Caf.O mercado cooserva-sc bem. A procura
sem ser animada, foi regular e leamos de citar
transajoes Importante, se os delcnlores quizes*em
desistir de suas pretenroes. As vendas foram de 6000
fardos do Brasil ; 3800 de San-Domingos e 1600 de
Java. Em leilao venderam-se -100 fardos do Brasil,
avahados, de 56 a 63 ){ ccnl. por meio kilos, (direi-
tos pagos.) A venda do caf na Hollanda no mez de
uovembro chegou a orna cifra elevada por causa da
estaco e denola grandes necesidades ; a impressao
causada no mercado de Antuerpia por estas Iflatidj.
cas tem sido favoravel. Ultimas vendas : pavilhao
eslrangeiro) Brasil fino verde 28 cen, verde 26 >4
cen., esverdeado 25 '. a 26, boinordinario 24 *.,
25, baixo ordinario a ordinario 23 ,', cent. San-Do-
mingos 27 )i a 28 ccnl. por meio kilog. As impor-
laces por mar durante os II primeiros mezes de
1854, comprehendem 97,525 fardos do Rio de Ja-
neiro. Eis-aqui finalmente o quadro geral das im-
porlasOes e existencias no 1 de novembro :
Atsucar. Tem havido bastante procura lia oilo
dias ; todava as transacoes do assocae disponivcl fo-
ram limitadas por causa dos presos elevados dos nos-
sos detentores e da pouca abundancia oderecida
venda. Alm das vendas do assucar dcllavana, ven-
deram-se 48 caixas e 1,000 saceos de Pernambuco
viudos pelo Mercury, sendo o branco a 14 f (lorins
e o mascavado a 11 11. Cita-se a venda de diversas
partidas e a dislilaco lambem fez nos mercados de
Londres c de Liverpool grandes compras de assucar
em saceos. Existem hoje, 7 de dezembro, 18,000
caixas, 18,000saceose fardse 11 barril contra 17,000
caixas, 4,500 saceos c fardos e 1,428 canastras.
Couros.Durante o mez passado as IransacOes fo-
ram geralmenlc muilo calmas ; limitaranr-se s ne-
cesidades do consumo. As chegadas lem sido se-
guidas e em geral de nma composirSo muito conve-
niente para a praca, ( ainda que com algum mofo ).
Um abastecimenlo de 10,000 do Rio Grande seceos,
fracos mas saos, chegoo por via de New-York e se
vende por 50 e 53 ccnl. Urna partida de 1,000 pel-
les de boi do Rio Grande, 13 }t kilog., heofTerecido
a 47 e a 48 cen. As vendas dos couros salgados
nao lem sido mais vanlajosas do que as dos seceos ;
lem-se pago no correle mez 27 ,'j a 28 cen, pelos
de Buenos-Ayres e Montevideo, pelles de boi de
30|35 kilog. e qualidade sofTrivel.
O total das vendas de cooros c pellos no mez de
novembro he de 11,883, dos quaes 8,890 sao seceos,
3,816 salgados de Buenos-Ayres e Montevideo, 200
da Babia secos c 1,957 pelles de cavallo. Exisliam
no 1 de dezembro 39,903 seceos, 7,791 salgados de
Buenos-Ayres e Montevideo ; 10,261 seceos, 9,183
salgado! do Rio de Janeiro e Rio Grande ; 782 do
Chile, California, ele. seceos c salgados. 6,026 pelles
de cavallo. Total 73,919 ronros contra 11,9.57, que
havia em 1853 e 61,051 em 1852.
Londres S de dezembro.
Caf.Pouca animacAo. Ycnderam-sc algumas
centenas de saceos do Iwm ordinario a 16 xel. ; mais
1,480 sarcos do Rio de Janeiro a i c '1.6 pelo bom
ordinario, de 18 a 48.6 pelo lavado, finalmente ven-
deu-se para um porto vi/.inho um caircgarr.ento de
4,500 saceos do Rio de Janeiro goo't first pelos me-
mos precos. Existem no 1" de dezemhro 805 far-
dos e 2,319 barris das Antilhas im:lc.as.10,777
saceos de Moka, 10,525 fardos c 16,77.5 saceos de
Ceylao, 751 saceos de Malabar, de diversos porlos da
India 11,311 saceos de Sao Dominaos 6,180 barris e
se. ; de Havana, Torio Rico, etc. 315 fardos e 5,060
barris c sr. ;do Brasil 20,193 barris e se. ; da frica
152 se.
Assucar.Na previ-Ao de urna prxima lei, que
prohibe a dislillaeao dos graos na Blgica, como na
Franca, fizeram-se muilas transarnos, especialmente
no assucar inferior para a exporlaco com a vanla-
20111 de 6 d. Indcpcndeulcmente do assucar das co-
lonias, o que vem do eslrangeiro lem dado lugar a
IransacOes continuadas. Nolam-se 800caixas da Ba-
bia disponiveis, de 29 a 30 xel. 6.000 se. do Rio e'
de Pernambuco dito a preros secretos, 6,000 caixas
de liavaua de 30.6 a 39.6 xel., segundo a qualidade.
Dous carregamenlos de someno de Havana a 21.6
xel. para esporlaro, um dilo de 4,000 caixas'mis-
liiiado a 23.3 xel. para Antuerpia, e oulrodilo de
3,800 se. da Baha mascavado a 19.6. Exislem no
Io de dezembro 29,290 barricas, 3.720 terco* das In-
dias occidentaes ; 9,012 barris de Mauricio ; 47.5 far-
dse 136,375 sr. de Bengala ; 110 caixas, 40,708 se.
de Madras ; 45,550 se. br. de Chiberon ; 113 caixas,
7.049 fardos, 169,578 se. de Siao e Manilha ; 10,872
caixas e 7,174 bar is do Cuba ou Havana ; 3,024 cai-
xas 64,098 barris e se. do Brasil ; 8,912 barricas e
1,730 barris de Porlo Rico.
CoHEO. Procuras muito aclivas. Venderam-se
2,600 salgados do Rio Graode de 5 1|1 a .5 3[1 I.
Cacao. Nova subida de prcc,o por causa de lia-
ver pouco cm deposito. Vcndeu-se da Babia a
32.6.
Liverpool 10 de dezembro.
Algodao.O mercado continua pouc animado c
com tendencia notavel para a bata ; todava os pre-
ros aiuda nao descerain.
Marselha 6 de dezembro.
Caf.Esteve lia poneos dias em boa posicao, po-
rm lurnou-se outra vez de repente moilo calmo, e
os deleotores lem sido obrigados a fazeralgumas con-
cessocs. Ven-leue o carrcgamcnlo de um navio
hespanhol, chegndo do Rio de Janeiro, 00 2,600 sr.
do Brasil a 60II. ol .50 kilug. Cila-se alm dislo 600
saceos tornados a -pender e algumas cenlenas de sac-
eos cm pequeas porroes pelo prero de 60 a 62.
estucar.Poucas trausaroes.
Trieste 2 de dezembro.
Ca/.VoMo importantes as IransacOes; lodavia
este genero tica em boa posicao. Venderam-se 2,160
sc do Rio de Janeiro de 30 a 37 X II. ; 500 a 800
gc. de Sao Domingos de .36 ,4' a 38 fl. ; 59 sc. de
Lagoayra a 40 fl.; 100 sc. de Santos fino tambem a
,o fl., c 28 fardos de Moka a 50 fl. o quintal.
Assucar.Muito procurado. Oblcve-se urna no-
va alca. Venderam-sc 1,200 caixas de Havanai
"raneo de 20 a 21 n. o quintal; 1,400 caixas dito so-
meno a 30 xel. por 30 Iibr. de Vicua ; 3,700sc. de
Pernambuco someno de 17 a 18 ,'i fl. o quintal, mais
algumas cenlenas de saceos de Santiago, branco, a
20 (1. o quintal.
MOVXMENTO DO PORTO.
Natos entrados no dia 23.
Camnragibe3dias, hiale brasilciro Novo Destino,
de 21 toneladas, meslrc Estcv.lo Ribeiro, equipa-
gem 3. carga assucar ; a Jos Manoel Martin*.
Passageiros, Francisco da Rocha Puntual, Teoto-
nio Jos de Barros Lina, Francisco Flix de Jess,
Jos Francisco de Hollanda, Manoel Jeronymo da
Suva.
Liverpool33 dias, galera ioghna ScraplUna, de
299 toneladas, capitao Johu Sempson Orr, cqoi-
pagem 17, carga fazeudas e mais gneros ; a Jo-
hiiston Paler & Companhia. Ficou de quarente-
na por 5 dias. .
UtutM sahidus no mesmo dia.
Rio de JaneiroBngue brasilciro Flor do Rio, ca-
piao Jos Francisco Lopes da Costa, carga assu-
car e mais gneros. Passageiros, Juvcnal Xavier
Torres e seu innSo menor, Francisco de Lomo.
Duarte, Luiz Francisco Torres, Manocl Moreira
da Rucha Jnior, Antonio Jos Raposo.
GenovaPatacho hespanhol Deseo, com a mesma
carga qoe trooxe. Suspcodeu do I.uncirn.
ParahibaHiatc brasileiro ConceicSo de Alaria
mestre Izidoro Brrelo de Mello, carga bacalho
e mais gneros. Passageiro, Manoel de Souza
Medeiros.
Oliservacao.
Suspi.'ii leu do lameirSo o bngue escuna de guer-
ra inglez Spray.
Imporlacfles directas
durante os 11 mezes
do.....B.
Ditas dos EstadosU ni-
doi .......B.
Ditas dos porlos da
Euroda.....I.
Ditas da Hollanda pe-
lo interior B.
Existencias no i." de
desembro.
Java 1 e 2.< mao .
S. Domingos dito .
Brasil dito ......
Diversos dilo.....
1854
168770
32137
10125
83056
295388
21000
16.500
21000
1000
59500
1853
132083
61-583
8528
50106
25.5000
15000
26.500
17.500
500
59500
1852
182185
48725
4633
7245;
313998
29.500
40000
36000
'500
106000
EDITAES.
O lllm. Sr. inspector di Ihesooraria provincial,
em comprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, mauda convidar aos propnelarios abai-
xo mencionados, a enlregarem na mesma thesoura-
ria no prazo de 30 dias, a conlar do dia da primeira
publicaran do presente, a importancia das quotas
com que devem entrar para o calamento das casas
dos laraos da Penha e Ribeira, conforme o disposlo
na lei provincial n. 350. Advertindo, que a falla
da entrega voluntaria ser punida com o duplo das
referidas quotas na conformidade do art. 6 do regu-
Imenlo de 22 do dezembro de 1854.
Largo da Penha.
Na. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanli...........
6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. .
8. Joaquina Machado Portella......
10. Andr Alvesda Fonscca........
12. Francisco Jos da Silva Maia.....
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva c herdeiros de Maralino Jos
Galvao.................
3. Ignacia Claudiua do Miranda......
5. Anua Joaquina da Conccicao. .....
7. Joaquim Bernardo de Figuciredo .
9. O mesmo................
11. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Rapozo .................
13. Os mesmos..............
15. Caetano Jos Rapozo.........
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Sanio
19. Joo Francisco RegisCoelho.....
21. Antonio Machado de Jess......
23. Jos remandes da C
608000
5(8100
2092OO
219600
368000
123600
308000
258200
419100
219600
218600
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O lecretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciarTio.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento do disposto no arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conhe-
cimenlo dos credores hypnthccarios e quaesquer in-
leressados, que foi desapropriada i viuva Maria do
Nascimcolo, orna morada de casa sita na direcrao do
qoioto laneij da rameficarao da estrada do sol pira
a villa do Cabo, pela quanlia de 3008000 rs., e qoe a
respectiva proprielaria lem de ser paga do que se
Ihe deve por esla desapropriarao, logo qoe terminar
o prazo de 15 dias contados da data desle, que he
dado para as reelamares.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesooraria proviocial de Pernam-
boco 13 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Igoaco Jos Pinlo, fiscal da fregoezia da Boa-Vista
do termo da cidade do Recife, ele. etc.
Fajo saber que em cumprimento da ordem que
recebi da cmara municipal cm oflicio de 10 do cor-
lente, para fazez observar as posturas addicionaes
de 23 de dezembro ultimo, sc acham cm inteiro vi-
gor lodos 05 arligos das referidas posluras, as qoacs
foram j publicadas oeste Diario de 10 deste mez,
leudo sido apenas mareado o prazo de 3 mezes para
ellas se porcm as condirOes das posluras ; em con-
sequenca scicnlifiro aos habitante* desla freguezia,
que he prohibido dentro da cidado a creado de caes,
cameiros, cabras e poicos, c o seu vagamenlo pelas
uas, si.b as penas comminadas no arl. 28das cita-
da* posluras.
E para constar lavrei o prsenle, quo ser publi-
cado pelo Diario. Freguezia da Boa-Visla 21 de
Janeiro de 185.5. O fiscal Ignacio Jos Pinto.
Ignacio Jos Piulo, fiscal da freguezia da Boa-Visla
do termo da cidade do Recife, ele. ele.
Faru publico aos habitantes desta freguezia. que
achando-se em inteiro vigor a poslura addirional de
18 do correnle, que prohibe o fabrico de fogos srlifi-
ciaes, venda de plvoras c depoilloi destes objeclos
dentro desla cidade, assim o faro constar para co-
nhccimeulo de quem convicr, observando que a
pena marcada para quem semelh.inles posluras in-
fringir, he de oilo dias de prisaooa mulla de 30} rs.,
cujas penas serao duplicadas naa reincidencias.
E para qoe cheguc ao roiiherimento de todos la-
vrei o prsenle, que ser publicado pelo Diario.
Freguezia da Boa-Visla 21 de Janeiro de 1855.O
fiscal Ignacio Jos Pinto.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Saolo Antonio do termo da cidade do Re-
cife, etc., etc. ,
Pane publico quo. eoi observancia da ordem qoe
recebi da cmara municipal em oflicio de 10 do
correle, para la/.er neniar as posturas addiciooaei
do 23 de dezembro oltimo, se acham cm inteiro vi-
gor lodos os arls. das mencionadas posturas, as
quaes foram publicadas nesle jornal de 10desle mez,
leudo sido marcado,quanlo as cavallarices unicamen-
le.o prazo de tres metes para ellas se porm as con-
dirOes das posluras. Polo que, u mesmo fiscal scicn-
lilica aos moradores desla freguezia que be prohi-
bido dentro da cidade a creaijao de caes, carneiros,
cabras, e porros, e o seu vagamenlo pelas roas, sol
as penas cominadas no art, 28 das citadas pos-
turas.
E para que oiogucm se chame a igoorancia, man-
de publicar o presente,
Freguezia de Si. Anlonio do Recite 22 de Janeiro
de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim da Sika IU-
beiro.
Manoel Joaqoim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Saoto Antonio do Recite etc., etc.
Faro publico aos moradores desla freguezia, que
achando-se cm Inteiro vigor a postura addicional de
18 do concille, que prohibe o fabrico de fogos arli-
ficiaes, venda de plvora e deposito* destes objeclos
dentro desla capital, assim o faro constar para co-
nhecimcnlo de quem convicr, observando que a
pena marcada para qucoi semelhaulc postora io-
fringir he de oilo dias de prisao, e a mulla de 308 rs.
cujas penas serao duplicadas as reincidencias.
E para constar lavrei o presente, que ser publi-
cado pelo Diario. *
Freguezia de St. Aotonio do Recife 22 de Janeiro
de 1855.O fiscal, Manoel Joaquim. da Sika lli-
beiro.
DEHLARACO'ES.
Do ordem do lllm. Sr. Dr. Cuslodio Manoel
da Silva Guimares, juiz do commercio da primeira
vara, faro scienteaos credores do fallido Anlonio da
Cosa Ferreira Estrella, e a esle mesmo, que 110 dia
24 do correnle mez s 12 horas, devem comparecer
na casa da residencia do mesmo juiz, na ra da Con-
cordia, por si 00 por seos procuradores bastaotes, pa-
ra verificacjlo dos crditos, se formar 0 coolrato de
uui.lo c se proceder a Hornearan de administradores
da casa fallida ; ficaudo os mesmos credores adverti-
dos que nao serao admiltidos por procurador, se es-
te nflo apresenlar procuraro com poderes especiaes
para o aclo, e que a procuraro nao pode ser dada a
pessoa que seja devedora ao fallido, nem um mesmo
procurador representar por dous diversos cre-
dores.
Recite 16 de Janeiro de 1855. O escrivao interi-
no, Alanoel Joaquim Baptitta.
Por ordem do lllm. Sr. director interino do
lyceo se faz. publico, qu a ma'ricula das aulas do
mesmo lyceo acha-se iberia desde o dia 15 at o ul-
timo desle correnle mez; principiando as aulas o
seu exercicio no dia 3 de fevereiro prximo futuro.
Directora do lyceo 13 de jaueiro de 1855.O ama-
noensc, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
COMPAMIA DE SEGUROS.
EOUIDADE.
ESTABELECIDA M CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignado, agenle nomeado desla compa-
nhia, e formalmente aolorisadu pela diieccao, acei-
tar seguros martimos em qualquer baodeira, e
para Iodos os |iorlos conhecidos, cm vasos ou merca-
dorias, e sob suas respectivas enndiees; o elevado
crdito de qoe tem gosado esta compaohia e as van-
lagensque ollerece, far convencer aos concurrentes
da soautilidade, e o seu fundo responsavel de mil
contos de rcis fortes : a quem interessar ou convier
eflecluar ditos segoros, podera dirigir-sc roa
cima cilada, a Alanoel Duarte Rodrigues.
O cooselho da direcrao do banco de Pernam-1
buco, cm conformidade com os arls. 60 o 66 dos seus
estatuios, fir leilao por conta e risco de quem per-
tencer, de 2.878 ciixis com sabao, conteudo 65,260
libras marca Soap, e 50,848 libras amarello ; quar-
la-leira, 24 do correle Janeiro, s 10 horas da ma-
nhaa, no Trapiche Alfandegado. denominado Al-
fandega Vclha.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, qoe a cobranra do imposlo de 4 por cento, di-
to decusas de modas, dilo de (lilas de jogode bilhar,
e dilo das que vendem bilhclcs de loteras rte ootras
provincias, vai ter principio no dia 18 do correle,
e que lindos os 30 dias olis iuenrrem na mulla de 3
porcenlo lodosos qoe deixarcm de pagar seus dbi-
tos perlenccnles ao anno financeiro de 1854 a
1855,
218600
218600
OOJOOO
258900
52506
108800
19c00
25. Joaquim Jos Baptisla........ 118800
5748800
E para conslar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
AVISOS MARTIMOS.
trui
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ter
{jt-andeparte do seu erregamen-
to tratado, o veleiro e bem cons-
litigue nacional .MAMA Ll'ZIA,
capitao Manocl Jos l'erstrello : para o
resto da carga e para escravos, aos quaes
da' excellentes accommodacoes, trata-se
na ra do Trapiche Novo n.'10 segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza phiatc
nacional FORTUNA, capitao Pedro Valet-
te Fillio : para cargatrata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na ra do Trapiche Novo n. 1G segun-
do andar.
Para o Rio de Janeiro segu em poocoi dita a
escuna /.elosa, capitao Joaqoim Anlonio Fariai e
Silva: pira frele e passageiros, Irala-se com oscun-
signalarios Isaac Coriu 4 Companhia, na ra da
Cruz n. 40.
Do Maranliio
Deve chegar por estes dias o
veleiro e ja conliecido palhabote,
Lindo Paquete, capitao Jos Pinto Nuucs,
tera' nesta curta demora de regrosar
com brevidadeao MaranhSo : quem pre-
tender carregar ou. ir de passagem neste
excellente navio, queira cntender-secoru
os consignatarios, Antonio de Almeida
Gomes & C., na rua do Trapiche n. 10,
Segundo andar.
PARA O PORTO.
O brigoe portoguez Alegre, saldr para o Porto
rom a maior brevidade, recebe carga a frete e tam-
bem passageiros, para o que tem excellenlcs com-
modos : Irala-se com Bailar & Oliveira, na rua
da Cadeia Velha escriptorio 11. 12, ou com o captte
Manocl Jos tiarinho.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigue escuna nacional Mara, t>cguc ate 2-5 do
correnle. s recebe carga miuda;: para o reslo, pas-
saaeirof e escravos a frete Irala-se com Machado &
Pinhciro, na rua do Vigario u. 19, segundo andar,
Para a Babia segu impreterivel-
mcnle no dia 28 do crtente o hiate Cas-
tro, capitao Francisco de Castro, para o
resto da cargatrata-se com seu consgna-
la rio Domingues Alvs Hatlieus, na rua
da Cruz n. 54.
John Bisson, capitSo da barra ingle?a Tickler,
prelcnde seguir viagcui para o Cabo da Boa-Espc-
ranea o Maoricias, por loda esla semana : qnem
quizar ir de passagem ueste navio trate rom o mes-
mo rapito i bordo, 011 rom os consignatarios Jobns-
ton Patcr A C, na rua do Vigario 11. 3.
LEILO'ES.
O agente llorja, por aulorisarao do lllm. Sr.
Dr. jui/. municipal da J.. vara do civcl e commer-
cio, Francisco de Assi de Oliveira Mariel, a reque-
rimento do curador fiscal da massa fallida de Boa-
\enlura Jos de Caslro Azcved", far leilao da loja
divmcsnio fallido, sila na rua Nova n. 52, ronsistin-
do naarmarfio, chapeos, miodezas e movis existen-
tes na dila loja : quarla-feira, l do correnle, as 10
horas cm poni.
O asente Borja, quinla-feira, 25 do correnle. as
10 horas, far leilao no sen armazem. rua do Col-
leuio n. 15, de um completo sorlimeiilo de obras de
inareinciria, novas e usadas, 1 pianos, um.i porrao
de lanlernas para carros, charutos, cha h\sson, mar-
melada, e. oulros muilos objeclos novo*, do dillerrn-
le. qualidades, que oslaran a mnslra no mesmo ar-
mazem ; assim como ao meio dia rilo a leilao 3
ptimos cavallo* d> estribara, promplva e arreiados,
os quaes estarlo cm frente do armazem no dia do
leilao.
_ O senle Oliveira ronlinuai i. por erdem do
Sr. commendador Manoel lionralves da Silva, e por
cuiilae nsro de quem perlencer, o leilao dos rean-
les salvados do brigue nacional Paquete de Per-
nambuco. consist ido em lodo o panno, ferrncens
diversas, roda de teme, bnlinete, pegas, cscovens,
cerca de 800 libras de robre de ferro velho c metal,
e oulros arligos mi idos, cuja venda nao pode reali-
sar-se no primeiro leilao por falla de lempo : quar-
la-feira, 24 do corenle, as |(> boros cm ponto, de-
fronlc do armazem do Sr. Guerra Jnior, largo do
I-orle do Mallos.
O senle Borja far leilSo terra-feira, 30 do
correnle, em seu armazem, na rua do i.olleii-in. 15,
de urna infinidade de obras de oorn, diamante e bri-
Ibante, como bem : adercros, meiosdilos, polceiras,
alunles lano lisos onm esmaltados, obra do ultimo
goslo, allnete* de p;ilo, bolocs para abertura, e ou-
tras obras debrilhanle ele. ele, relogios patente in-
glez, dilos suissos e horisontaes, alsumas obras de
prala, relogios de pa.-edec cima de mesa, tudn it(0
ser entregue pelo maior preco que fr ollerecido,
em conseqoenciade ser para' liquilacoes : os quaes
objeclos eterfo pateles no mesmo armazem, no dia
do leilao, as 10 horas.
O asente Yictor far leillo para liquidarao de
coolas, no seu armazem, rua da Cruz n. 25, d urna
porgo de excellentes queijos londriuos, dila de pre-
sumo, algum com avaria. dila delatas de sopase
carnes, ludo sera limite : sexla-feira, 20 do corren-
le, as 10 J horas da manida.
Ilenriqtie Brtinn, liquidatario de
casa do fallecido J. I). Wolfliopp & C,
f'ara' leilao, por intervenco (lo agente
Oliveira, de grande sorment de miu-
dezas, algumas ferragens inas, e outros
objectosmiudos, que se vendero para
ultimar contas : quinta-feira, 25 do cor-
rente, as 10 horas da manha, no seu
armazem, rua da Cruz.
AVISOS DIVERSOS."
Jo3o Gomes Jardim vai a provincia das Ala-
goas, a negocio de sea inleressc.
O abaixo asignado, lestamenteiro c invenla-
riinle do bens dcixados pela sna Uada Irmas Ma-
ra Thomazia do Espirito Saolo, faz poblico qoe,
leudo mandado de St. Amaro onda mora, ou dia 8
de ouliibr 1 do anno prximo passado, ao Kecife a
esclava Genoveva, de naelo Cosla.com idado de 3li
anuos pouco mais ou menos, altura regular, ps gros-
sos. peilos grandes, lem as cosas urna marca de la-
Iho. a qual escrava perlenria a massa dos dilos bens,
acoiiteccste que nflo Ihe vollasse ateo presente para
casa, c como nunca fugisse nem em companhia da
finada soa ruina, e nem durante o lempo que esla
sohadmnslijc,ao do ahaixo atsignado. por isso nflo
podendo soppo-la fgida visto que razio algoma ha-
via por isso, a suppOe extraviada ou pegada por si-
gera; tanto mais quanlo a sobre dita nscrava pendo
pelo juizo da 2. vara do civel desta cidade orna ac- .
rao de tibello entre o abaixo assignado na qualidade
de lestamenteiro. sendo o aotor Auto lio Francisco
de Paola do Rosario ; por isso protesta pelo prsen-
le o abaixo assignado contra a pessoa em cujo poder
for ella encontrada, e recommendi a captura della a
polica e a qualquer pessoa que encor Ira-la, qoe se-
r gratificada levando-a a casa do abaixo assignado
em Santo Amaro.
Miguel Archanjo Fernaniei Fianna.
_ Tendosid o meu nome eovoivido no anouu-
cio. que em nome dos herdeiros de I>. Cecilia Ca-
I harina do Monte Siuav fez publicar o Sr. Manoel
Vicente de Hollanda Cavalcanli, que inverlendo os
fados, ou estando delles isnoranle assvera ler havi-
do m f na e-i 1 ipinra. que aqu se ce'ebrou do car-
lorio do (abellio Coelhn, e no procndimenlo que
lem havido da parle dos credores, apresso-me em
declarar para que nao passe desapercibido, e sem
cunleslarito o mencionado annnocio: 1. qoe nos
tribunaes competentes se mostrar a veracidade da
divida, de que proveio a hvpotheca e o erro em qne
a esle respeilo labora o Sr. Hollanda ; 2. que he
inexacto quanto escreveu elle iobre a hvpotheca, e
o mais que occorreu al a ressflo feita o Sr. Joao
de S e Albuquerque, por niim e pelM oulros cre-
dores, A hypollieca passada a miro e aos dilos cre-
dores cesionarios he diversa da que foi accionada
pelos Sr. Pila Orlisueira e outros, o por isso se
naocnlendeu com ella a dreisao, a qui Iludeo an-
nuncianlc; e anteriora quo foi celebrada perantc o
inbclliao Coelho, que versou sobre a entrega' do en-
genho Aralangil por cerlo numero de annos para
dentro delles se ellerluar o pagamento, o que he
mui diverso do que asseverou o Sr. Hollanda, que
parece eslar eslranho a esle negocio 01 nao se im-
portar de ser desmentido com documentos aulhenti-
cos. Em virtude da hv potheca que foi passada a
mim. e aos Sr. Bieber e Miranda, e dts ledras que
se referiam a hypollieca foi ,1 Sr. Cecilia accio-
nada pelo jui/.o do Cabo, e oppondo illa embargos
foram esles recebidos com cnndcmnac.a'a c desallen-
dido oasgravo.qoc interpoz para a relayao. Estan-
do assim inmanente a cxecnrao. convieram os efe-
dores, a rogo da Sr,> l>. Camarina, viuva de Gui-
marfles, e hoje finada, em celebrar a escriptura a
que alludco annunrianle ohrigando-se a exhibir pro-
curarlo de sua mai a Sr. D. Cecilia, procuraro que
fukapresentnda em devido lempo, estando "os cre-
dores na posse do encenho Aralangil Ihe foram li-
rados quasi todos os escravos pelos herdeiros, que
prescindiram dos meius judiciaes para recorrer dos
occullos e reprnvados, c causaram oulros moitos em-
barazos at qoe foram os mesmos credores mantidos
na posse do engenho por mandado de juiz comp-
lenle. EnlAo o Sr. Jos Mara, curalur nomeado
de t. Cecilia, inleutou ncsla cidade um embargo,
que se julgou improcedente no assucar (irado do en-
seuho as expensas dos rrrdores e intenloo arro
de un I lutado da escriptura celebrada perante o la-
belliao Coelho, arguindo-o de simularau, nada obs-
lanle ler nella assignado como leslcmunha. Foi
jolgada improcedcole. esla acrSo e da senlenra ap-
pelloo o Dr. curador geral, porque nem o Sr. Jos
Maria nem oulrn algum dos herdeiro Iratou mais
deste negocio. Foi aquello Sr. destitdo da cura-
doria, porque nao cumprio os seus devores, sem que
islo inlervicssem os credores. Continuaran! esles
a safrejar o enuenho com grande diipeodio, vislo
tercm sido tirados quasi todos os escravos, e liave-
reni alugadn pessoas livres para fazer o trabalho.
Por mais de una vez empregaram os herdeiros a
violencia para perturbar os redores no exercicio de
seu direito, e recorreram a ameacas contra o admi-
nistrador do engenho, seudq necessario recorrcr--e a
policio para coule-los. Estando as cousis neste es-
tado, propoz o Sr. J0S0 de S a cessSo qne se eflec-
tuou, ficaudo elle subrogado no direito dos credores,
que .nada mais lem com esle negocio. Ve-se por-
lanlo a inexaclidao do que escreveu or. Hollanda,
e posto que a imprensa nao seja lugar competente
para se ventilar esla queslao, e nada ea lenha mais
com este negocio, lodavia enlendi do meu dever
faier esla declaracSo para arredar de mim qualquer
suspeila c protestar coulra a inexaclidao em qoe
labora o anuuncio do Sr. Hollanda, a quem desalo
para que com documentos mostr o coi irariodo que
fica expendido. Recife 19 de Janeiro de 1855.
Jos Antonio Pinto.
Prccisa-se de orna engommndeira para casa de
familia estrangeira : a fallar 110 armazn de M. Car-
neiro, na rua do Trapiche n. 38.
Eu abaixo assignado, tendo annunciado no dia
1G e 17 do correnle a venda de um terreno no becco
das Barreiras, qne me perlence em consequencia de
o haver por escriptura comprado ao Sr. capilfio Joao
do llego Barros falco, a quem nesse sitio Ihe per-
leocia parlo por heranr,a de sen pais, e por haver
comprado a seus irmo.s as nutras parlesdomesmo; e
seudo-me apreseulado o formal de partilhas do ha,
ver do Sr. capilao e as escripluras dos seus innaos-
a quem o Sr. Barros coroprou as parte* que Ihe lo-
caram, fiz o negocio sem o menor conslrangimenlo ;
admirando-me, porm. que estando o Sr. capitao
barros de posse desse silio ha lautos annos, assim o
seu fallecido pai, e que querendo vender o fez au-
nuociar por osle jornal, nenhoma pessoa se decla-
rasso coosenhor, e agora, porm, he qoe oSr. Benlo
de Barros me quer embararar no meu nesociu, de
clarando-fc consenhor I felizmente ahi esta o Sr.ca-
pilo Barros, com quem acabo de fallar, o me diz
que esla historia Ihe he inleiramenle eslranha; con-
vido ao Sr. Benlo de Barros, para apresenlar os li-
Oilo* qoe o fazcm coosenhor, c tenho loda a ceiteza
de qoe, s o Sr. Benlo Ihe livesse poslo embararo, o
Sr. capitao o leria desfeilo, pois ronhero a sua probi-
dade e honradez.
Alanoel Tarares de Aquino.
Antonio de Bczende llego relira-se para fura
do imperio.
O Sr. Melquades Soares Pereira tem 2 cartas
vindas do Maranhao, na rua da Cadeia do Kecife,
escriptorio n. 12.
O Sr. Sergio Regis Paes Brrelo, de Ilamarac,
queira mandara rua da Praia n.27, casa amarelli,
a negocio seu.
Guilherme Augusto Rodrigues Selle mudou a
sua residencia para a rua da Praia n. 27, casa ama-
rclla.
l)csencaroinhoo-se do poder do ahaixo assigna-
do urna carleira pequea, roa, coujendo 920&000
cm (linheiro. pouco mais 00 menos, sendo urna n-
dala de OOJSOOO, urna de 2005000, urna de 1003000,
tres de 20S000, duas de 109000, e mais Ires moedas
de IO5OOO cada orna, urna leltra aceita pelo Sr. Dio-
so Jos da Coslae sacada por Augusto CesardeAbreu,
de 189|j07 a vencer no dia 30 desle mez, outra acei-
ta por I.uiz de Hollanda Cavalcanli de Albuquer-
que de 232SO0O. vencida em 28 de maio de 18.52,
una ordem de Jos I.uiz Coelho Campos sobre Jos
Teixeira Bastos ; as duas ultimas a ordem do abaixo
assignado ; os quaes senhores se acham preveni-
dos : quem entregar ou souber dar noticia daquel-
les valores ser generosamente recompensado, na
rua Nova n. 60.Becker.
COMPANHIA PERNAMBUCANA
DE VAPORES.
Ilavendo algnns dos Srs. accionistas
deixado de fazer a entrada da tercei-
ra prestaco de 15 por cento, cujo re-
cebi ment foi marcado pelo conselho de
direccao ate 15 do corren te ; este nova-
mente lliespedc que satistacam a mencio-
nada prestacao ate odia l deste mez,
para cumprimento das obrigacoes, con-
Irahidas pela companbia,(indo o qual pra-
zo, tem de ser executado o que determina
o art. i. dos estatutos. Os pagamentos
devem ser feitos em casa do Sr. F. Cou-
lon, rua da Cruz, 11. 26.
Precisa-se fallar ao Sr. Jote da
Silva Pontes Marinho, para se Ihe dar
noticias dcumseu lilho de nome Jos :
na livraria n. G e 8, da praca da Inde-
pendencia.
Desappareeea na mantisa de 22 do rorrete,
um mulalinho de nome Anlonio, com 11 annos de
idade pouco mais ou menos, levou calca e camisa
de algodao branco, he escuro, e tem urna das faces
rccolhidas do que resolta algom defeilo na falla,
perlenria ao Sr. Joo Ecmtfin Capibaribe da Barra
do Jardim na provincia do Cear, e foi ha pouco
mais de dous annos comprado aos Srs. Gouva ,S
l.eite, por Jos Jeronymo Monleiro a qnem perlen-
ce hoje. e que srslifica a qnem o pegar, levando-o
asen sitie na esquina que volta para a isreja de N.
S. da Estancia, ou na roa da Cruz do Kecife n. 40,
escriptorio.
Qnem precisar de urna molher de meia idade,
para ama de rata de pouca familia ou homcm soltei-
ro : dirija a rua dos Martirios ao lado direito junte
aolampeao, o. 20.
Descja-sc saber aond* mora o Sr. Jos Cotrt-a
de Oliveira, vindo do Para no vapor Toeanttne.
guanos
Joao P. Vogeley avisa ao respeilavel publico, que
em soa casa na roa Nova o. 41, primeiro andar, a-
clia-se om sortimenlo de bons pianos de Jacaranda,
com forma de armario e fabricados por om do* pri-
meiros fabricanles da Europa, de vozes harmoniosas
e duradouras e suasafinaces: o annuncianle con-
tina a afinar cconcertar pianos com perfei;ao.
O abaixo assignado deseja fallar ai) Sr. Filippo
Francisco Pereira, e como ignora a sua morada, ro-
ga ao mesmo sculior o obsequio de Ihe fallar aules
de se retirar para o norle. Antonio Domingos
Pinto.
O abaixo assignado deixon de ser caiieiro do
Sr. Joaqoim Bernardo da Cunha, desde o dia 21 do
correnle ; agradece ao mesmo senhor o bom Irala-
menlo que leve durante o lempo que esteve era sua
casa.
Joao Fernandes de Magalhaet Silva.
As pessoas qoe devem a taberna da rua ti ota
n. 50, que foi de Malinas Joaquim da Maia, hajam
de vir saldar suas contas, que pela maior parle j
sao bastante amigas ; o soccessor desla casa j tero
annunciado por diversas vezes, e al o prsenle ne-
nliuin dos devedores se lem dignado a dar o menor
cavaco ; por isso pede de novo que venham ou man-
dem satisfazer seus dbitos, afim de nao darem lugar
a usar de outros meios a seu alcance ptra ser en-
holsado. A mesma taberna arha-se sortid com g-
neros novns e bons, violtos e outros espirito* engar-
rafados de todas as qualidades boas e por enmmudos
preros.
Precisa-se de ama ama para cozinhar em casa
de homcm soltciro a tratar ua I.iogueta 11. 2.
Aluga-se a loja, sita na roa do Coltepo n. 16,
com armaran prnpria para qualquer cstabilecimen-
lo, ou vende-se, como convicr ao preleodente : tra-
ta-so oe rua do Queimado n. 40, segundo andar, 00
na travesa da Madre de Dos n. 15.
O lllm. e Hvm. padre Joaquim Macio Maciel
tem 2 carias na rua do Trapiche o. 26, viadas da
cidade de Macci.
LOTERA DE N. S. DA SAUDE.
Aos 5:0009000. 2:0009000, 1:0009100.
Ocaute.tisla Salusliaoo de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, qne a lotera corre iodobila-
velmenle no dia 27 de Janeiro de 1855, no :onsislo-
rio da igreja da Conceicio dos Militares. Os seus
bilheles e cautelas estao isentoi do imposto de oilo
por cenlo nos (res primeiros grandes premios. Os
seus afortunados bilheles e cntelas eslao venda
as lujas seguinles : rua da Cadeia do Recife n. 24,
loja de cambio do Sr. Vieira ; lujas de miudezas o.
31 do Sr. Bastos, e n. 45 do Sr. Jos Porto'; na pra-
ca da Independencia, loja de calcado n. 37 e 39 do
Sr. Sanios Porto ; roa do Queimado, tojas da fazen-
das do Sr. Moraes n. 39, e dos Srs. Berna 'dio &
Companhia n. 44; rua do Livramento, Mica do
Sr. Chagas ; rua do Cabugi o. 11, botica dos Srs.
Moreira & Fragoso ; rua Nova n. 16, loja ds fazen-
das doi Srs. Jos Luiz Pereira & Filho ; e tu aterro
da Boa-Visla n. 72 A, casa da Fortuna de ir. Gre-
gorio Anlunes de Oliveira.
Bilheles 53500 receberi por inteiro 5:0008
Meios 29800 2tS009
Quarlos 1-3500 1:2.509
Oitavos 800 a 6259
Decimos 700 5009
Vigsimos 400 250$
Convem explicar ao publico qoe o Sr. lUphael
Bozano se diz credor da massa de Oliveira IrnSos Si
Companla, porque sendo devedor da quanlii a que
nos referimos, parece que m Genova fez uia Iras-
passo da sua divida pira um credor de maior quan-
lia, e agora figura de credor pelo saldo* Ora, para
quem sabe que o devedor de orna casa fallida he
obrisado a pagar todo o que deve. e nao podo con-
tratar com o que nao Ihe perlence, he fcil concluir
se o Sr. Bozano devia traspatsar seu debito, a figu-
rar como credor de um saldo, ou eutrar para 11 mas-
sa com o que devia. NSo sabemos que docuueutos
S. S. poder exhibir a nao ser algum adquerido com
a mesma facilidade com que fez a transferencia da
divida em Genova.
Me. Calmnul 4 Companbi, ronsiguataiios da
barca ingleza Gualimata. avisam que nao se nspon-
sablisam por couta contra o navio, que uo forem
apresenUdas hoje aleas 10horas da maohaa.
D-se a quanlia de 2009000 a juro* seaVe pc-
nhores dr ocro 011 praia ; na roa do Firts n. ti.
O abaixo assianado, discpulo que foi do Ban-
do Ezequiel, oflerere seu prestio para dar lices de
llanca, tanto antigs figuradas, romo modernas, qoa-
drllhas, polkas, icbotisk, mashulkas, zodolva, lavla
nioderna, duelos etc. etc.: quem o qnizer honrar
com a sua proiecc.ao, Unto em sua casa con}') mes-
inn n.is casa dos f.rctendsntes, o poderan pnrurar
ua rua dos Copiare* o. 19, do meio dia at m 3 ho-
ras da tarde.Manuel Frontino ie Souza Maga-
Ihie*.
FRONTESPICIO DO CARMO.
Os quarlos de bdhele di lotera do Poro da P.mella,
que rorre no dia 27 do correiile de ns. 1150, 3220,
3310,3315 e 3962, pertcocem a sociedade Ftonles-
picio do Carino.
IUGIVEI
MIITIIAIM


4
uARIO OE PERN&RIBUC, QUARTA FEIRA 24 DE JANEIRO DE 1855.
Desappareceu do poder .lo meslre pcdreiro Izi-
Marques Francisco, dado 'J anuos, magra, cabello anclada c
cor escura, o <|ual eslava apren.lendo u ollicio ; lie
iloi Afoliados. consta que foi para o Remedio un
Boa-Vista : quemdclle souber ou o pesar, leve-o ao
lllm. Sr. subdelegado das Alagados que sellie agra-
decer.
SALA DE DAN8A.
Lat Giutarelli.com sala de dansu para enano, na
ra da* t'iiuclieiras n. 19, ileclara iu rcspcitavel pu-
hlu'>, que a la -ala s ada aborta Indas as segun-
da, (piarlas e sextas-feiras desde as 7 lioraa da noile
-'.I: quein o o eu presumo se quizer ulilisar,
dirija-sa a mesina casadas 7 ale os '.I da meubfla.
Wanled an Enalish vonlh, on sones man ai
wailer ni an Eliglish Holel wbo can liare a charac-
ler for houetty uood wages appls lo lllm. Sr. Miguel
Carneiru, roa do Trapiche.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar o
diario de una casa de pouca familia : na ra da
Cruz n. 7, terceiro andar.
Precisa-se de um prelo de meia idade, sendo
fiel, para comprar e cozinliar para hometn solloiro :
a Tallar na ra Velha n. 123.
Precisa-se de uma ama que saiba coser e en-
tornillar, para casa de pouca familia : na ra do Ca-
bula, loja da quiui n. 2.
Offerecc-se uma mullier para ama de humem
solteiro, ou casa eslraugeira, de portas a dentro i na
ra Imperial n. 127.
Alugam-sc i novos animen na ra do Rriim,
em Fta de Piulas : quemas preleudcr, enleuda-se
com Jos Antones Guimaraes, na ra de Apollo,
armazeni u.30.
Precisa-se de uma ama forra ou captiva para
cozinhar em casa de familia : a Iralar na ra da Ca-
deia do Recife n. 56 A.
O caixero com pralica de taberna, que diz
anda estar arrumado, e que quer sabir por certas
eonuquenciag, pode dirigir-se ra da Santa Cruz
n. 3, que achara com quem tratar.
Precisa-se deserventes a jornal de 720 rs. por
dia ua obra da roa do Crespo, junto ao arco de
Santo Antonio.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinliar c
engommar para casa de pouca familia : na ra Bella
n. 12.
Em cumprimenlo do despacho do lllm. Sr. Dr.
juii de direilo pcovedor dccapellas. lera lugar no
dia 25 do correte, as 10 horas da nianlia.i. reunan
da irmandade de S. Bom Jess dus Martirios na
igreja do Rosario, e para este fim se convida a lodos
os irmaos para se acharetn no consistorio da referi-
da igreja.
Precisa-'se alugr um sobrado as seguinles
nas : Collegio, Queimado. ltangel ou Rosario :
quem liver annuncie.
D. Thereza Alexandrina de Souza Bandei- jg
S a. professra particular, abri aula no dia 2j
7 do correte, e continua receher alumnas ; X%
alm do ensiuo de primeiras lellras, costuras jgr
o varias especies de bordadas, lem admitlido 55
meslres de gramtica, francez e rauica : se S
alguem quer servirse do seu presumo diri- |
! ja-seao paleo do Paraizo, primeiro andar
unido igreja. j4
Aluga-se uma padaria prompta de ludo, menos
escravos, e est bemafreguezada, sita na estrada no-
va doCachaog : a tratar na mesma, ou na ra lar-
ga do Rosario n. 44, loja.
Candido Jos Lisboa, professor par-
' ticularna ra de Apollo, abre a sua aula
no 1 .* de fevereiro ; nella e por casas par-
ticulares da' Iicoes de primeiras lettras,
lingua nacional, latirn, francez emuzicu,
e recebe pensionistas.
Numero onze. he do Soares !
RapagOes, rapaws. vinde
Ao Rosario, estreita roa.
Antes que a castanha linde. /
lia castanha assada e cria ;
Masassada he bom pelisco.
So o freguez gestar da pinga
Da bolsa nao corro o risco.
Sao quenliuhas como aquellas.
Que I.iprandi mandou dar
Aos amigos de Mafoma,
Uando Bifes quiz jautar.
Ha lambeni rnacaas e nozes,
Piras seccas, bolachinhas
I'o soda, ludo de gosto,
Ameitas em bocetinhas.
Vinde pois, rapaiiad*
Uoe o Soares he papa-fina ;
Honvc dinheiro, he bastante,
-a barriga empanziua.
O collegio Sanlo-AQbnso,acha-se funcciuiiando
desde odia 15 do crrenle, Nclle anda recebem se
pensionistas, meios pensionistas ealumnos externos,
luda em cunfurmidade dos e'slatulos ahaixo :
Estatuto do Collegio Santo Affonso, dirigido por
Affonso Jos de Oliccira, professor jubilado na
cadeiru de geographia e historia do lyceu do Re-
cife.
Arl. 1. O collegio Santo Aflonso lem por fim a
inslruicSo da mucidade.
Ar(. 2. Nelle ensinar-se-hao os mesmos preparato-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
reilo.
Arl. 3. Alm do preparatorios acina-, haverao
roa dual cadoiras, urna de primeiras lettras, e outra
de msica.
Art. 4. Para o ensino das respectivas materias,
serio Horneados profestores de reconhecido m-
rito.
Art. 5. O collegio recebe pensionistas, meio-pen-
sioiiistas, e alumnos externos. .
Arl. 6. Os pensionistas pagaran 609000 rs. por
trimestre, e os meio-pensionislas 363000 rs. sem-
pre adianiados : os externos de latirn 4000rs. mn-
saes, de primeiras lellras e de msica 35 rs. ; c dos
oulros preparatorios 59 rs.
Arl. 7 O collegio nao d roupa lavada nem en-
guinuiada aos pensionistas, e aquelles qne a quize-
rem receher delle, pagarao mais IjjJOOO rs. por tri-
mestre.
Art. 8 Dentro das pagas eslabelecidas n. art. 6,
para os pensionistas e rfleio-pemionislas, rteve-se en-
tender comprehendklo gmente o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que se de-line o alumno, de-
veudo elle contribuir com maisl.j.-rs. por trimestre
se por ventara quirtr aprender algum oulro, ao
mesmo lempo fr daquelle.
Arl. 9. O alumno uma vez matriculado, estar
sujeiloao pagamento de suas mensalidades, deveiulo
ser previamente coramuuicado ao direclor a sua re-
tirada, quando lenha de ser effecluada ; porquanlo
o collegio nao admitte desconlo algum sob qualquer
pretexto que seja, nem inesn.o de ferias : o trimes-
tre principiado enleudc-se vencido para seu paga-
mento.
Art. 10. Neiihum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de seren pagas suas contribuir-Oes.
segundo o estabelecido no arl. (i.
Arl. II. Tambero nao ser conservado aquello
alumno, que, dentro em I) mezes. se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procedimenlorepre-
hensivcl e incorregivel.
Art. l pensionistas e meio-pensionislas, alimento sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o esludo
a noile, e banhos duas vezes an semana.
Art. 13. As despezas com litros, molestias e on-
Iras imprevistas serio por conla dos pais dos a-
luinnus.
Ar. 14."Cada pensionista trar seu bahu com run-
pa sulliciente de uso, cama de veulo, espelho, pente,
lliesoura, escovas, baca do rosto, jarro ele.
Art. 15. Nenhum pensionista poder sabir do
collegio pasaeio, ou a nutro qualquer lim, sem li-
cenca do director que a conceder, ou denegar se-
gundo entender conveniente.
Art. le. O collegio iraballiar lodosos dias uteis
de manhAa e i larde.
Art. 17. S3o eriados no collegio, alm dos do-
mingos c das santos, as quinlas feiras de todas as se-
manas, em que nao baja algum dia santo, ou quai-
qoer outro feriado : os 3 dias do entrudo al a quar-
la reir de Cioza inclusive ; de quarla-feira de Tre-
vas ate domingo de Pascoa, os di 2i de marco, 7
deletembro, c dous dedezemhro, e do 15 de dezem-
bro a 15 de Janeiro de cada anno.
Art. 18. Tambem ser feriado em agoslo o dia de
Santo Alfonso .padroeiro do collegio.
Art. 19. Para manlcr a ordem o inspeccionar os
alumnos, hVera um inspector que morar no mes-
mo collegio.
Art. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha altes-
lado de promplos para fazercm seus exames oude
Ihes convier, depois de vencidas as materias do ensi-
no, ejulgadus habituados pelos respeclivos professo-
res, e com audiencia do direclor.
Recife 9 de agosto de 1854.
Affonto Jote de Oliveira.
Approvo. Recife 19 de agosto de 1854__O viga-
rio Penando Henriques de Itesende, direclor geral
i nlenno.
AMA.
rrccisa-se de uma ama forra on captiva, que en-
gommebem : no; aterro da Boa-Visla u. 18, loja.
Agencia de passaportes.
I irani-se passaportes para dentro e fura do impe-
rio, litlos de residencia a fainas corridas, com a
manir brevidade.c pelo preco o mais commodo pos-
sivel : ua ra do Raugcl n. .
LEITRA REPENTINA
METHODO CAST1LHO.
A escolase aclia transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a secci-
onar no dia H dejaneiro, As. lices para
a pessoasoccpadas de dia serao das 7 as
9 da noitc. I
CONSULTORIO DOS POBRES
26 BJSA DO COI.bllOIO 1 AKDA 25.
O Dr. P. A. I.nbo Moscozo d consultas homeopathicas lodos os dios aos pobres, desde 9 lunas da
nianliaaalo meio dia, e em cusoextraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
quer mullier que estoja mal de parto, c cujascircumslaucias n3o permillam pagar ao medico.
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VNDESE O SEGINTE:
Manual completo de meddiciua homcopathica do Dr. U. II. Jabr, traduzido cm por
tuguez jxdo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acoiupanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 05000
Esta obra, a mais importante de todas as que traa ni do rstudo o pralica dahomeopathia, por ser a nica
queconlm abase fundamental ferta doutrinaA PATHOGENESIA OU EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcnuheciiiieulos que nao podein dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a lodos os medicas que qaizercn
experimentar a 'oulrina de llahiicmann, e por si mesmos se convencerem da \erdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senhores de engenho que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumslaucias, que nem sempre podein ser provenidas, sao obrga-
dos a prcslar in conihenti os primeiros soccorros em suas eufermidades.
O vade-mecum do bomcopalha ou traduccHo da medicina domestica do Dr. llering,
obra tambem til s pessoas que se dedican ao esludo da homeopathia, um volu-
nte grande, acnmpanhado do diccionario dos termos de medicina...... lOjWOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenadu. :'olil
Sem verdadeiros e bein preparados medicsmenlus nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, c o propriclario desle eslabelecimento se lisongeia de Ic-lo o mais bera montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 4 medicamentos em glbulos, a 10jj, 15 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. 209000
Ditas 48 ditos a................. 259000
Ditas 60 ditos a..............., 309000
Ditas 144 ditos a.................. tUloOOO
Tubos avulsvs......................... 19000
Frascos de meia onra de lindura................... 294)00
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer cncommenda de medirameutoscom toda a brevida-
de e por precos minio commodos.
PIBLICACAO' 1)0 INSTITUTO HOMEOPA-
THICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
O
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Methodo conciso, claro e seguro de curar homco-
pathicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, c particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopathia, tanto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgeru Pioho. Esta obra he boje
reconhecida como a melhor de (odas que tratara da
applii-acao homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possoi-la e rousulla-la. Os pais de
familias, ns senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, serlanejus ele. etc., devem
te-la i m3o para occorrer proinplamciitu a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cm brorhura por 105000
encaderiiados 119000
vende-se nicamente em casa do autor, no palaccto
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e eugomma-se com lodaa perfeiro e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ii. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Fe reir
de Mello, que mora para -o Salgadinlio,
(iuera mandar receber uma encommen-
rla na livraria 11. e 8 da piara da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquii-
quemudou a sua aula para a rita do Kan-
gei n. 11, onde continua a receber alum-
nos internse externos desdeja' por m-
dico preco como lie publico: quein s
quizer utilisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
No holel da Europa lem salas e qparlos fona-
dos com lindo papel, para aluguel, com comida ou
sem ella.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O presidente da assemblea geral
Banco de Pernambuco convida aos
nliores accionistas a comparecerem na
sessao ordinaria do dia 31 do conehte Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 ho-
ras do lEesmo dia, na casa do referido
Banco, em virtude da requisicio que I he
foi feita pela direceo respectiva, em olli-
cio de 15do corrento. Recife 17 de Janei-
ro de 18.15.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario.
dentista fram:i;/.
;a Paulo Gaiguoux, estabelecido na ra lanza do Rosario n. 36, segundo andar, col loca den-
J) les com gengivasarliliciaes, e dentadura com- a
^ pela, ou parte della, com a presso do ir, W
^ Tambem lem para vender agua dentifricedo jj
0 Dr. l'ierrc, e p para denles. Rna larga do @
@ Rosario n. 36 segundo andar. o *
O Sr. Antonio Ferreira da Cosa
Braga tem uma caria na livraria ns. Ge 8
da praca da Independencia.
I.'iride Italiana, revista artstica, scienlifira c
Iliteraria, dehaixo do inmediato patrocinio de S. M.
o Imperador, redgida em duas linguas pela* Oais
conhecidas capacidades 1I0 imperio, e dirigida pelo
professor A. Galeane-Raa/ara. Subscreve-sc em Per-
uambuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Novos livrosdc homeopathia tuefrantez, obras
todas de summa importancia :
llalinemann, tratado das mole-lia- chronicaa, 4 vn-
209000
fi VptKH)
69OOO
169000
69OOO
8901X)
1 o-StXK)
oeooo
89000
7-5000
63000
4.5OOO
IO9OO
Deseju-se sal>er onde existe algum I Vcnlc-seu
descendente do allecido Antonio Coelho,|fr^v^erVo P*
que possua o egredo de fa/.et velas els-
ticas para a uretlira; jiede-sivlhe queira
aunupciar sua inorada, oudirigir-sea' esta
t\ pographia, que te dir' qucui lhe pre-
cita fallar.
Os ahaixo assignadns fn/.em scicnle ao rcspeila-
velcorpo do coinmercio dela praca, que no oia 31
dedezemhro prximo passado. di-solveram amiga-
velmenle a soriedado que linh.iin na loja da roa do
Oiieimado n. 1. Tirando tanto 11 activo como o passi-
vo a cargo >le Gaspar Antonio Vioira Guimaraes.
Gaspar Antonio Vieira Guiii ria de Ahreu.
Na praca da Independencia n. 18 e 20, se dir
quem precisa de inn raixeiru inlclligcntc c que le-
nha fiador.
O Sr. Galdino Alvcs Pragana queira tir ou
mandar receher uma caria, un aterro da Roa-Vista
11. 8, laja.
Da-so a juros sobre Ivjpothcca em nm p.redio
nesta cidaileal 1:0009000 is. : na inado C-llegio 11.
21, segundo andar, ou na ra Augusta 11. I .
Est contratado a venda do sobrado de dous
andares e solao sito na ra larga do Rosario n. 11,
perlenceiite a Viuva c mais herdeiros de Manoel
Gomes ferreira : quem liver de por algum impe-
dimento annuncie uestes lies dias, pais Imdns os
quaes se effecluaraa venda, sem lerem em lempo al-
gum reclamadlo algum.' a facer.
No sitio da Trcmpe, sobrado n. I, que lem
taberna por baixo, precisa-se alugar 2 Irabalhadores
para o mesmu-silio ; da-se-lhe alilo e janlar para
nao ler o pretexto de sabir ao meio dia para esse
lim : quem a islo se quizer sujelar, dirija-se ao mes-
mo sitio que achara com quem tratar.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de una casa : no largo do
Terso 11. 27. segundo andar.
Quem pretender por compra uma grande por-
cao de lenha de padaiia, aiinuucie para .ser procu-
rado.
CEM Mil. RES.
Desappareceu 110 dia ti dedezemhro do anno pr-
ximo passado, Renedicla, de I; anuos de idade, ves-
ga, cor acabildada, levou na vestido de chita com
lislras cor de rosa c de caf, c oulro lainbemde chita
blanco, com palmas, um lenco amarello 110 pescoco
ja desbolado : quein a apprehender, coudiiza-a i
Apipucos, noOiteiro emeasa de Joao l.eiie de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Sanio n. 17,
que receher a gralilicai.no cima.
Precisa-sede una ama para o servico de uma
casa de pouca familia : a fallar no Recife, becco das
Boias 11. 16, primeiro e segundo andares.
do
se-
O hotel da Europa da ra da Aurora acaba de
receber um cozinheiro francez muilo hbil, e por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes,
apromplando bous peliscos a toda hora ; e (ambem
recebe qualquer encomoienda de pastis e podins,
pelo proco marcado na tabella.
lumes.
Tesle, rrolestias dos meninos.....
llering, homeopathia domestica......
Jalir, pharmacnpahomenpalliica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jalir, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pille.......
Rapou, historia da homeopathia. 2 volumes
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
lie Favolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nyslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de lodas as partes do carpo humano .' 309000
vedem-sc todos estes litros no cousultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Mostoso, ra de Collegio u. 25,
primeiro andar.
I J. JANE, DENTISTA, 8
; continua a residir na ra Nova n. 11), primei- @
@ ro andar.
LOTERA DE N. S. DA SALDE.
Aos 5:OOOSOOO, 2:0005000, l:000.s000.
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Sonsa J-
nior avisa ao respcilavel publico, que os seus bilhe-
leg e cautelas nao solfrem o descont de oilo por cen-
ia nos tres pcemios grandes, os quaes se acham
venda lias segnidc- tojas JMirara da Independencia
n. i, do Sr. JTirtunalo, Re 15 do Sr. Arantes, e 10
do Sr. lacia Machado ; ra do (Jueimado n. 37 A,
do Sr.I'rcire ; ra da Fram, loja de fazciidas do Sr.
Sanios; ra larga do Rosario n. 40, do Sr. Manuel
Jos Lopes : e praca da Boa-Visla. loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Uaplista, coja lotera lem o seu
infallivel andamento em 27 dejaneiro corroulc.
Precisa-se de uma ama para o servico interior
de uirlti casa de pouca familia : na ra da Gru n. 7,
terceiro andar.
O abaixo (asignado, Ihcsotirciro da sociedade
denominada Gonceicao, lem comprado para a mesma
sociedade os liilheles ii. ii, 852,3010, 1113, 810,
228 ; meios JHIli, 2133, 3231, 145. da segunda par-
le da primeira lotera da rinaiidadc de S. da
Saudc do Poco da Panella.
Candido I'creira Monleiro.
Precisa-se de uma ama rapaz para todo servico
ilc una casa de pouca familia : no pateo de S. Pe-
dro u. 22
Joaquim Ribciro ite Mcirclles, subdito porlu-
guez, relira-sc para o Rio de Janeiro.
Andr Alvcs da I-'onseca. direclor de msicas,
avisa aos seus freguezes, ou a quem convier, que
niuilou a sua residencia para o principio da ra Au-
gusta n. 6.
Aluga-se urna escrava para servico de ra, ou
de portas a dentro : qucui a pretender, dirija-se
ru da Seuzala, casa junto a de purlo.
ma ralxa de amarello, grande, com
r de ancoras novas, em folha, com
pintadas, e limbcni grandes, ludo
por commodo preco : na ra de Santo Amaro u. ti.
Vende-se urna prcla rrioula, de idade ii an-
uos, pouca mais ou menos, de bonita figura, sem vi-
cio nem achaque, com urna lilha de H mezes anda
mamando, e oulra dita do 7 anuos de idade, ja com
algum principio de costara : a Iralar com Jos Fran-
cisco Xavier de Mello, ua povoacao de Ueberibe, a
qualquer hora.
PULGEIRAS PRETAS E DE
CORES.
Chcgoii i roa do Collegio n. 1, nm grande sorli-
menlo de pulcciras prela* e de cires, e encarnadas,
da ultima moda de I'ans.que se vendem pela diminu-
ta quanlia de IJtiOII, 2.*000, 2.-JJOO c 33000.
A taberna da ra Nova n. .">0, que foi do Sr.
.Mathias, acha-se de novo surtida de lodos os g-
neros Diurnamente chegados, astiin como bolachi-
nhas, bis-oiil s grandes e miudos, holachinha de
aramia, licores franceses finos e marrasquino, hilas
com sardinhas, ditas com ervilbas, ditas cora bages
de feijto verde, vinho de Rordaux. dilo do Porlo
muilo fino, ilila feiloria, potes com doce de jalea in-
glcza ; todos estes gneros de boas qualidades, e por
preco commodo ; assim como roga-se as pessoasque
lem conla na mesma casa. Iiajain de vir salisfazer,
alim de nlo estranhp.rcm o se usar ele oulros meios.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de superior qualidade e bom gosto, se-
llas escossezas das mais modernas a I~'iiki o evado,
chales de seda de superior qualidade a llj, cortes
de vestido de seda lavrada e militas nutras fazendas
por muilo barato preco : na ra do Queimado, loja
n22.
Vende-se superior esperm.irete americano por
precio coininodo : na ra do Amorira n. 48, arma-
zem de 'aula ,\ Santo*.
Vende-se ou permuta-s por casas nesla praca
um dos melhores sitios nu principio da estrada do
Arraial. com casa ltimamente reedificada, com
commodos para una grande familia, muitos aivore-
dos de fruclo, haixa com capim e um excelleule ba-
nho correle. qnem o pretender, dirija-se praca
da Independencia, laja de calca los do Sr. Relar-
mino dos Sanios llulcao,|que dir quem vende.
Vende-se a taberna denominada Lean de Ouro,
sila na ra do Hospicio, rom os fundos de 8003 a
1:0009000 : a tratar na mesina coin seu propieta-
rio.
Vendem-sc 2 carreras rom 2 bois, ludo em
muilo bom estado : no palco do Paraizo, no segun-
do andar junio a igreja.
BOM NEGOCIO.
Vende-se uma taberna com pnuros fundos, bem
afreguezada e em boa ra : faz-se qnalquer negocio
mesmo a i ta/o com boas firmas, o motivo se dir :
na ra do Pilar n. 137.
Vendse superior vinho inu-otel de Setubal, i
em encollas de2 ', caadas e 5 cada uma; na ra
do \ uano n. I'.), primeiro andar.
OLEO DE LINIIACA
em harris c bolijOes : no armazem de Tasso Innaos.
CEMEHTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;'
assim como tambem veudem-se as linas : airar, do
Ibealro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Agencia de Edwta Maw.
Na roa de A polln. 6, armazem de Me. Calmon-
4 Companbia, acha-se cunslanteiucule bous sorti-
mcnlos de laixas sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra anin.'.e-. agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos c madelnsosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
cavallos, cocos, pnssadeira de ferro eslaiihado
para casa de nurgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
lhas.de (landres ; ludo por barato preco.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanca para forro de sellius che-
gada recenlemeule da America.
CEMENTO ROM WO BRAMO.
V ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem de taboas de pinito.
Yeiide-sc um cabriole! com cubera e os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Roa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no Recife ra doTrapi-
che n. 14, primeiro andar.
COMPRAS.
Rilheles
Meios
Ouarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
53J0O
2o00
19500
5800
700
400
recebe
5:0003000
2:5003000
i:2.50c(.MK)
825*000
UOjtlOO
2-50J000
JIAS.
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabug n. 11, confronte ao paleo da matriz e
ra Nova, fazem publico, que eslo recebando con-
tinuadamente muilo ricas obras de ouro dos melho-
res gastos, tanto para senhoras como para homens e
meninos ; os preco- continuara mesmo baratos como
lem sido, e passa-se coulas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de 14ou 18 quila-
es, licando assim sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim & Irmo.
LOTERAS da provincia.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
Mello tem a venda as suas afortunadas
cautelas da segunda parte da primeira
lotera do Poro da Panella, que corre no
da 27 do corrente, nos seguintes luga-
rua da Cadeia do Recite, loja n. 11;
res
ra do Rosario, n. 26 ; estreita "do Rosa-
rio, n. 17, do Sr. Azevedo ; travessa do
Queimado, n. 18 C ; aterro da Roa-Vista,
n. 58 ; rttjj Direita, n. 02 ; na povoaro
doMonteiro, emeasa doSr. Nicola'o, e'na
sua loja da ra Nova, o. 4 ; sendo entao
livresdo descont de 8 por cento os billie-
tes pelos precos que seseguem :
Rilhetes 5,s50()
Meios 2S800
Ouartos l|500
Decimos 700
Vigsimos V00
Aluga-se tima sala no segando andar da ra do
Collegio, propria para advocacia : Irala-se do seu
aluguel na ra do Queimado n. 7.
s ATTKNCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
cao de Santo Amaro de Jaboato.
acha-se com um completo sorlimeiilo de bebidas de
todas as qualidades, cerveja em lucias carrafas e gar-
rafas, licores francezes, vinho linio c branco, queijos
novos, sardinhas de.Nantcs. manleiga inglza e fran-
ceza.da melhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, dilo prelo, chocolate,
assucar de lodas as qualidades, holachinha ingle/.a!
dita de aramia, cbaruUs para 08amigos do hom gos-
to, das melhores marras, S. Flix, Figueiredo Ro-
cha, e oulros muitos que se pedirem, alelria, ina-
rarro, lalhariin para sopa ; pe.limos tambem aos
senhores do engenho mais previmos que nos quei-
ram honrar no-so novo cslabelecimenlo com suas
freguzias, adiando ludo pelo preco da prar.a e a sa-
tisfcele do comprador.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do lyceu desla cidade, pretende abrir no dia I. de
fevereiro, na casa de sua residencia, na ra Direila
n. 78, um curso de geomelrin para lodo o anno lec-
tivo : os senhores csludantes que o quizerem fre-
quenlar, pdenlo dirigir-se a mencionada casa, das
/ horas das maiihaa al as 9, e das 5 ale as 5 da
tarde.
O Sr. Joaquim Ferreira que levcli ja na pra-
cinlia do l.ivramenlo lem uma caria ua livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Traspassa-se as chaves da loja da ra da Ca-
deia do Recife n. 17, com uma rica .irniac.io de
amarello euvernisada, c loda euvidrarada, propria
para qualquer negocio, ousera ella : Irala-se na ra
do Cullegiu n. 4.
Deseja-se fallar aos herdeiros do Joao l'irmino
da Cosa Barradas : ua ra do Queimado, loja n. 14.
Na ra estreita do Rosario n. 7, se dir quem
contina a dar dinheiro a juros cum pcnliorcs de
ouro.
Rtflexoee sobre a educarilolphysica c moral da in
fancia. o/fereeidas as mais de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xavier.
Esta obra destinada ao bem social e necessaria a
quanlos se oceupam da educacim infantil, para que
ebegue ao conbecimeulo de Indos, acha-se venda-
pelo prero de lioOOO rs. as lojasdos Srs. : Joao da
Cimba Magalh3es.ua ra da Cadeia do Recife u. 51 ;
Joao Soares de Avellar, na ra Nova n. 1 ; c as ii-
vrarias Classica pateo do Collegio u. 2, Universal na
ra do Collegio, e na do Sr. Honrado uo paleo do
Collegio n. li.
Precisa-se alugar uma preta para vender fui-
las de um sitio muilo perto da praca : nestJ l> po-
graphia, ou no sitio da travessa ila Cruz de Alinas,
a fallar com o padre Manoel Florencio.
I)-se sobre penhores de prala e oaro at a
quanlia de 503000, pelo lempo que se convencio-
nar; tambem se d a quanlia de 00;000 sobre hv-
palheca em um sobrado de nm andar, que esleja li-
vrc C desembarazado, em qualquer das ras prin-
cipacs desla cidade : quem precisar c quizer fazer
dito negocio, dirija-se ii loja de calcados, na pra<;> da
Independencia, doSr. Relarmino dos Sanios llulc.lo,
que dir quem faz dilo negocio.
Compra-se loda porriio de prala velha ou nova,
que possa apparecer, a peso, conforme sua qualida-
de : na rna da Senzala Velha u, 70, segundo andar,
se dir quem compra.
Na ra da Cruz n. 3!). comprn-se o Diario de
Pernambuco de 2 de oulubro de 1851.
Compra-te uma escrava que seja de bonita fi-
gura, para servico de ra e que lenha alguina habi-
lidade : na Camboa do Carino n. 18.
Compra-se uma casa Ierren em Olinda, na ra
de S. l'"rancisco ou praii do mesmo nomc : quem li-
ver annuncie, ou procure no convenio de S. Fran-
cisco a quem desejn eflectuara compra.
Compra-se uma armacao euvidrarada, com
punco uso : a Iralar na ra Nova n. 21.
Compram-se uns ulencilios de fazer velas de
carnauba, estando em bom estado : em Fura de Por-
tas, ra do Pilar n. 115, taberna, ou anuuucie.
_ Compra-lie a rhclorica por Vellez : na ra das
Cruzes n. 9, sobrado. \ \
Compra-se evc'nile-sfjescravos, tan-
to para a provincia, como pina in-a del-
la ; e tambem recebem-se de commissao
na ra Dircita, n. (i(i.Francisco Mar-
tliins Pereira da Costa.
Compra-se um moleque ou mualo, alfaiale ou
marciiieiio : quem liver annuncie.
VEN1>AS
Vende-se uma escrava com algumas habilida-
des : na ru das Triuchciras n. 40.
Vende-se uma escrava criou'.a : na ra Velha
n. 94.
Vende-se um sitio de ptima localidade para
a fabrica de lecidos de algodilo, entre as duas pmites
da Magdalena, e com dous porlos prximos ; lem 3
frentes desemharueadas, a da eslrada geral de 200
palmos, e de O palmos a de sul ao norte, e olha
para o nasecnle. sendo todo esle grande lado da par-
le da sombra a larde, arejado e fresco : no mesmo
sitio.
Teios para vollarcte muilo em conla ; na ra
do Cabug loja de miudezas de 4 portas.
0@5$::;QS--:a^3S:?:sy:.:
Vende-se em casa dos Srs. L. l.eeoule Fe-
@ ron &C. o novo c agradavel chocolate de CJ
Sande, chegado recenlemeule de Franca : na ;
Jf ra da Cruz u. 20. Q$
#&;^;..::; :.:.. ;g:8s;:;:i:as
Ven.lem-se cortes de vestidos de selim prelo,
lavrados, muilo boa fazenda, c padres do ultimo
gosto, por preco muilo em conla : na loja do sobra-
do amarello, nos quatro cantos da ra do Queimado
a. 29.
Toalhas de superior panno de linlto alco-
\oadas para rosto a 1$120,
vendem-se na ra do Crespo loja n. \l, a segunda
quem vem da ra das Cruzes.
Panno prelo c de cores nmito hons para 38.
33500 e cOOO, e juntamente ha casemiras prelas,
pannos prelos e sctiui maeso para rlleles das me-
lliorcs qualidades que exislcm no mercado, e por
presos mais baratos do que em nutra qualquer par-
te : na loja do sobrado amarello, nos qualro cantos
da ra do Queimado u. 211.
CHAPEOS PARA SENHORAS. I
Chapeos para senhoras os mais modernos, Q
ilfchegados pelo ultimo navio de Franca : na @j
i*
Deposito de vinbo de cbam-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propnedade do conde
de Marcuil, ra da Cruz do Re-,
cife u. 20: este vinbo, o melbor
de toda a Champagne, vende-se
a osOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
meule chegados, de eicellcnlea vozes, e precos com-
modos : em casa de N. O. Bieberc Companhia, rna
da Cruz n. 4.
FAKINHA DE MAKDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue ConceicSo, enlrado
de Sania Calliarina, e tundeado na v olla do Forle do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para purees a Iralar no cscriplorio de Ma-
noel Al ves Cnerra Jnior, na ra do Trapiche
o. 14.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaohos, para
dito-.
MLTTA ATTENCAO'.
Vendem-se muilo superiores sapatcs francezes de
couro de lustre para meninos, pelo diminuto prero
de 13600 o par. ditos para senhora 640, chapeos
francezes a 58000 : no aterro da Boa-Vista n. 78.
Vendem-se em casa de S. P. Jobns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. A2.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro, patente inglez-
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Cobre de lorio.
Chumbo em lenco!, barra e inunicao,
Faiello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
Vende-se uma casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica,
da ha pouco lempo, em chaos prop ios,
com bastantes commodidailcs, cocheira-
estribaria, etc., etc. : quem pretender
comprar este predio, dirija-se a ra da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara'
qualquer negocio.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na rna da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
r, escriplorio de Augusto C. de Abren,- conli-
nuam-.e a vender a K8O00 o par (prero fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
peto hbil fabricaule que foi premiado na exposirSo
de Londres, as quaes alm de durarem eitraordia-
riamente. naosesenlem no rosto na acco de corlar ;
vendem-se com a coodicao de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las at 15 das depois
pa compra resliuindo-*e o importe. Na mesma ca-
si ha ricas icsounnhas para unhas, feilas pelo mes
nio tal-ican te.
Em casadeTimm MousenA Vinas-
sa, pracado Corpo Santo n. 13, ha para
vender:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absinthe e cheny cordial de superior qua-
lidade.
Licores de diTerentes qualidades.
Vaquetas para carro
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : ludo
por preco commodo.
- I
*
dar,
ua nova loja n.- 16 de .
Iho.
Casa da lama, aterro da Boa-Vista n. 48.
5:000^000, 2:000'000, 1:000.v000.
Eslao expostos venda os bilheles c cautelas da
hilara de S. da Saude do Poco, a qual corre a 27
do correte.
2 <> solicitador nos auditorios deca cidade
i^ abaixo asignado, continua a exercer as
3 func^Ocs desse cargo, para o que pode ser
r Joaquim Jo-e da Fonccca, iimesmoconipro-
^ melte-se a solicitar causas de partido an-
^ iiual, coin lodo Telo eactividade, mediante
^ nm pequeo honorario, assim romo as
2?; causas parlicnlares nao pc prero as
$4
fi
parles. Camilla AuguHo Ferreira da Silca.i
Na ruada Cruz n. 17. fabrica de charutos, se
avisa a rapaziada da boa fumara, que tem os melho-
res charutos de S. Flix e de nutras muilas qualida-
des, a qual prometi servir constantemente bem os
seus freguezes.
ao rauco. i
ta No armazem de fazendas bara- jjf
tas, ra do Collegio n. 2, B
y vende-se um completo sortimento g
lg de fazendas, finas e grossas, por gj
t precos mais baixos do que em ou- 1
i tra qualquer parte, tanto em por- B
9 coes, como a retalho, aflianrando- i
S se aos compradores um s preco *S
S.para todos : ste estabelecimento g|
3 abrio-se d combinacao cora a
fie maior parte das casas commerciaes
^ inglezas, francezas, allemaas e suis-
g sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importate es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venhain (a' bein dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rita do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Na ra das Cruzes o. 40, lancina do Campos,
ha das melhorrs c mais modernas bichas: hambUr-
Rueza* para vender-so em grandes porcoes c a rela-
ho, e lambem se aluna.
O thcsouieiro das loteras da provin-
cia faz constar ao respcitavel publico que,
sabbado 27 do corrente as 10 horas do
dia no consistorio da igreja de N. S. da
Conceico dos militares, andam imprete-
rivelmente as rodas da segunda part; da
primeira lotera de N. S. da Saude do
Poco da Ponella.
Francisco Antonio de Oliveira.
Os credores dos fallidos Victorino & Morcira,
queiram apresentar os lilnlos de suas dividas ao
abaixo assignado, no armazem u. 42 da Senzala No-
va, visto ler de proceder a rateio do liquido de loda
a massa j apurada. B. C. de Moraes.
ALMANAk PAKA 1855.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e inmistrial desla provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855,
Achara-sc a" venda as bem conhecidas
olhinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 20, de porta a 1 O. e ec-
clesiasticas a480rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. t e 8 da praca da
Independencia.
MADAPOLAO COM TOfjlE ftE AVV-
.'BIA A 3,000E 3,500.
Vende-se na loja n. 17 da ra do Queimado, pe-
cas de iiindapolao fino com loque de arara de agau
doce, pelos presos cima : dinheiro i vista.
FARA 0 MDAMSMG DO
BOM GOSTO.
A 8j000 rs. o corte!!!
Vendcm-sc na rna do Queimado, loja n. 17, ao pe
da botica, os modernos cor'-os '.- vestidos de larlala-
na de seda com qtiadrosde rores, de lindos e novos
desenlies, com H varas e meia, lelo barato prero de
89000!! I
Vndese urna morada de casa terrea na ra
que vai para S. Jos u. chao proprio : a tratar na
mesma, que se dir quem he o dono.
Vende-so a armacao da loja da ra do I.ivra-
menfo n. 4:2, a qual he propria para qualquer nego-
cio : a tratar na mesma ra n. 29.
Vendem-se missaes para missa, novos, e boa
eucadeinacilo : quem pretender, dirija-se a ra do
C'-ibug, toja n. ti.
Vendem-se vidros com agua das Caldas da Itai-
nlia, excelleule cura para quem padece de molestias
do estomago e rheumalismo a .">00 rs. cada um vidro:
quem pretender, dirija-so a botica de Ignacio Jos
do Coulo, uo largo da Boa-Vista.
Hieles 5SO0O
Meios 29800
Qu.irlos 1500
Decimos 7u0
v gesimos 400
Vendem-se terrenos proprios para cslabeleci-
menlp das padarias, com parlo de embarque perto :
a tratar na ra do i.ivramenlo n. 27, segundo andar.
ALBANEZA, A MIL RES.
\ ende-se a 15000 o cavado da excelleule fazenda
intitulada albaneza, com 6 palmos de largura, pro-
pria para vestidos, mantilbas. hbitos de religiosos,
e oulros falos : na ra do Queimado, loja n. 21.
, A 180.
V ende-se a nove vintens o cavado de riscado fran-
cca. com quadros ile diversos tamangos : na ra do
Queimado, loja n 21.
Vende-se bren em barricas muilo grandes epor
preco commodo : ua ra do Amorira u. 48, arma-
zem de l'aula & Sanios.
NOVOS PADUOES DE CHITAS BA11A-
TAS, LOJA DA IlUA DO CRESPO
N. 14 DE DIAS & LEMOS.
saragocanas caboclas, muito
Na ra ;do Pilar n. 113
veuder-se.
ha um escravo para
Estamenha verdadeira
para lercciros franciscanos: ua ra do Queimado
n. 19.
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da Ierra, nova e
bem torrada, por proco coiiiuiodo : na ra da Ca-
deia do Recite, n. 23. '
Vende-se um moleque de 20 anuos, que co/.i-
nba bem o diario de urna casa, sem vicio ; um prelo
de 2." anuos para lodo servico ; una preta de .'10 an-
uos, boa para laboleiro : na ra dos Quurlcis n. 24.
V ende-se uma escrava, cabra, mora, comal-
cumas habilidades : na na do Visario, labcrua
n. 14.
Vende-se uma escrava rrioula, moca e de p-
tima figura : na praca da lloa-Visla, taberna n. lj.
Vende-se um casal de escravos, sendo uma
mulata e um mulato; ua praca da Boa-Visla, sobra-
do n. 3.
Vende-se urna preta de nacaoi que
engomma e cozinhe : no aterro da boa-
vista n. 45, segundo andar.
Vende-se um ptimo sitio muito
grande,coin uma excell -tile casa de sobra-
do para numerosa familia, bastantes com
arvores fructferas, bai\a para capim,
commodo para 12 vaccas, etc., etc., no
lugar denominado ltosurinho, confronte
a igreja : a tratar na ra do Collegio, ar-
mazem n. 15, com o agente Borja.
Chita
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
miudinhus padres muito bonitos pa-
drees e li\es a 200" rs. o covado, ditas
d e ramagens tambera lixas a 200 rs. o
covado, cobertores grandes a 6-iO, ditos
pequeos a 560, algodiio mesclado, pan-
no con ro a 180 ; e oiltras muitas fazenda*
baratas, e tudo se da' amostras com pi-
uhor.
a*:; ntjfff f lltuit frft
1 E 2,000 RES A'200.000. 1
O) Superiores c linissimos chapeos do Chile '
paiahomensesenhords.amaissuperiorfazenda }J
@ que lem vind ao mercado, chegados reten- {
lemenle : na loja e fabrica de chapeos de
?9 Joaquim de Oliveira Maia, na praca da lude-
@ pendencia ns. 21, 2G. 2S e 30. -r
Fumo em folha.
No armazem de Manoel dos Santos Piulo, na ra
do A moi un u. 3'.!, lia muito bom fumo em folha pa-
ra charutos.
A o$500 e 4s()00 o par. quemdeixara'
de comprar.
SapalOes de luslrc francezes para lioniem, assim
como um completo surlimculo do calcados da todas
as qualidades, lano para hoincm como para senho-
ra, meninas e meninas, ludo por preco muito com-
modo, a troco de sedulas velhas : no aterro da Boa-
Vista, delronle da honeca n. 14.
METAL AMAKELI.O
para forro de navio : vende-se por prer,o commodo,
em casa de Isaac Curio & Companhia, ra da Cruz
n. 40.
Venie-se excelleule taimado de pinhn, recen-
t emento checado da America : Da rui de Apollo
trapiche do ferreira. a entender -se com o adminis
rado r do mesmo.
Vendeir.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C, rita da
Cruz n. 4.
Vendem-se no armazem n. C0, da ra da Ca-
deia do ler i le. de Henry (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por prejos
mdicos.
Vende-se papel pintado, euverni-
sado.coma particlaridade de se poder
lavar, eseinpreesta' novo, deeorai^Oesmui
lindas e modernas, e preco razoavelquau-
to a qualidade : vende-se na ra da Cruz
do Recife n. 27, armazem de Victor
Lasne.
Potassa.
No anlio deposito da ra da Cadeia Velha, cs-
criplorio u. 12, vende-se muilo superior potassa da
Itossia, americana c do lijo de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar Minia-.
^ DGHlQ*CXtQ. '
Sabio aluza 2.a edicao do livrinho ileiiomindo
Devoto Chrislo,mais correcto e acre-rentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahlo ,i luz o novo Mczde Maria, adoptado pelos
reverendsimos pames capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena daSe-
uliuri ila Conceirao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se unir.iineule na livraria u. 6 e 8 da praja da
independencia, a 19000.
Moinhos de vento
'omborabasde repuso para regar horlas e haixa,
decapim, na fundir a de 1). VV. lo in man : na roa
doBriiinns. ti.Sc 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redoYas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Di. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
CAL TIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a proco commodo ;
na rna lo 'trapiche n. 15, armazem de Bastos li-
man-.
Vcnde-sc um carro americano, novo, de 4 ro-
das, chegado ltimamente da America : os pretn-
danles dirijam-so ra de S. Fraucisco, cocheira do
Sr. Ha} inundo.
NA RA DO APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com farinhade mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porciin ''-"Ase todo o negocio.
:... ..;'-: .:;a!:igJMca
39 KUA 1)0 CRESPO N. 12. 0
> Vende-se ucsia luja superior damasco de $
la de cores, sendo branco, encarnado, rdxo, ($
por preco razoavel.
Na livraria ila ma do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolhida colleccaodas mais
brilhr.ntes pecas de msica para piano,
asquaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um riix presente.
IFARLMIA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmaos.
assucar, acha-se a venda, em latas de 0
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. .50 ha para vender
barr com cal de Lisboa, recenlemeule chegada.
Vende-se uma balanza romana com lodos os
seus pe lances, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escrptorio de
Novaos & C, na ra do Trapiche n. i,
primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
(r) POTASSA BRASILEIRA. ($
JS Vende-se superior potassa, fa- (
*. bricada no Rio de Janeiro, che- *%
i'A gada i ecentemente, recommen- /*.
da-se aos senhores de engenlios os ^
seus bons ell'eitos ja' experimen- ^
W tados: na roa da Cruzn. 20, ar- W
'4^ ma/.em de L. Leconte Feron & lf
() Companhia. ^
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Bruin, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Kcller&C, na rna
da Cruz n. 53, ha para vender 5 excel-
Icntes pianos viudos ltimamente de Hain-
burgo.
1
/
Vende-se cognac em caixas de du-
zia: no armazem de Brunn Praegcr &
C, ruada Cruz n. 10.
ATTENCAO' AO HAIIATEIllO.
Vendcm-se apparelhos para cha de porcelana dou-
rados e piuLidos de esmalte, ditos branros, ditos a-
zues para cha, ditos para mezas ditos, Linternas do
p de vidro, ditas de casquinlio listezas, ditas de po
de composicao, copos para asna lapidada*, compo-
teras para doce, porta-licores lapidados, hacase jar-
ros de porcelana domadas e brancas, palileiros dou-
rados de figuras, compoleiras lizas e bordadas e ou-
lros muitos objeclos por preco mais commodo do
que em qualquer parle: na rna Nova ao p dn oi-
lo da Coiicciriio Ii. 51.
800 RS. CADA UM.
Chales de algodilo de cores de bonitos padres,
lencos de garj e seda de bonitas cores a 600 rs., di-
tos de cii-sa de cores a 160 rs., cortes de cambraia
com babados, padrocs modernos, a 19500, ditos de
cambraia roxa rom barra 20500, corles de case mira
de bom gusto a 59, casemiras de algodo a 320 rs. o
covado, o oulras fazendas por muilo commodo pre-
co : na ra do Queimado luja n. 22.
BLADO CRESPO L0JAENC4B1UDA.
\ ende-se cassa franceza fina, de lindos padrdes
a O rs. a vara ; corles de gaze de seda, de goslos
estceles a fvjOOOrs. chales prelos de merino,
superior fazeuda a 38200 c 39500 ; corles de brim
de puro linho a t$280, I96OO e 29 rs. ; chales de
lila e seda com ricas palmas as ponas n 39200,
38500 e 19 rs.; romeiras, chales de loqiiim, ditos
de seda, pannos de lodas as cores e qualidades por
precos ruinmodes ; corles de casemira de cores a
I9OOO, 4*500 e .59OOO ; dilos de dita preta muito
superior a 79 e 89000 rs., e oulsas militas fazendas
novas, que se vendem pur menos preco do que em
oulra qualquer parte.

Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
GARRAFAS VASIAS
cm gigos de groza e de 110 garrafas : no armazem
de Tasso Irmaos.

Na ra da Apollo n. 19, vende-se potassa mui-
lo nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em oulra qualquer parle,
e 5 Iravcs de mangue, que existem no Caes do
llamos.
ESCRAVOS FGIDOS.
I lOOjjOOO RS. DE GRATIFICACAO
9 Fugio da casado abaixo assignado, na ma- 9
9 drugada de 3 dejaneiro do correte auno, um
seu escrava, crioulo.de nome Amaro, oflicial
9 de sapateiro, de idade 30 annos pouco mais ou
(9 menos, altura regular, barba pouca, demes
1$ limados, olhos enfumacados, anda calcado, j>
lem as inaoscalejadasdo fio de sapateiro, lem
0$ a lesta com os cantos descoberlf 9, he bem Tal- Q
9 laulc ; esle escrava, quando fugio levon com @
T-0 sigo um cavallo caslauho, arreado com um
9 sellim inglez, (omprido|e muilo eslreilo, ca- 9
becada tambem ingleza, o cavallo lem dez
35 anuos pouco maisou menos, andador de baixo @
( c meio, frente aberla, lem um cnlombinho nu ($
0( espinharo, e he ronculho ; o dilo escravo foi j%
gi do Sr. Manoel l'inio Borba, morador no Ga- $$
35 mella: quem o pegar, dirija-se a ra da Sen-
Qi zal Velha n. 114, que se lhe dar a gralifi-
2; ca(3o cima marcada, e se for fra desta pro-
53 vincia se pagarao as despezas da conducrao
3 de ande elle esliver para esta,
fg loaquim Paes Pereira da Silva, $
-1- Desappareceu do poder do abaixo assignado,
na noile de 16 do correte, o escravo, cabra, acabo-
ciado, de nome Joaquim, de 24 25 aunos, rabeca
redonda, cabellos corridos, denles liudos, beiros
rrhos, braco e pernas grossas e curias, anda apres-
tado e com o corno um pouco inclioadn para a fren-
te, pas-os curtos ; levou capeo de palha velho, ca-
misa de algodaozmlio ou madapolao e cal^a de cate-
mira cinzenla : roga-se. poilanlo, a Indas as autori-
dades policiaes e capKae* de campo, qne caplurem o
mencionado escravo, elevem-o ra de lloitas n.
24, que alein de pigar-se lodas as despezas, se gral-
licar generosamente.Jos Fiancisco do Hego.
1008000.
A quem pegar o prelo Alexandre, de naci S.
Thom, alio, reforjado do corpo, falla demorada, de
idade 30 a 35 annos, o qual contina andar pelo Rio
Doce "por ter sido escravo do Milliqtiet fraoecz, e
consta ter sido visto un lugar do Sonto enlre os en-
snilius l'aulisla e l'ragoso, com oulro prelo do Sr.
Dr. Manoel Joaquim Carneiru da Cunha, oqnnl pre-
lo esta futido desde o dia 23 de satembro do anno
prximo passado :' roga-se a quem o pegar, leve-o
fabrica da ra do Ilrum n. 28, que receben a grati-
ficaran cima.
Air.da anda fgida a prcla Mara Cajoeira,
desapparec'da em 7 do novembro prximo passado,
e nesle dia annunciada por esle Diario ; reprsenla
ler 50 anuos, he haixa do corpo, e j piula o cabel-
lo, he magra, as pernas algoma coma arqneaitss
e foveiras, assim como lambem os bracos, a bocea
meia loria de Ira/.er cachimbo, o tem o cilicio de
mariscadora, cosluma andar pelas prnias de Sanio
Amaro, Cidade, Ueberibe e Capibarlbe, at a Casa
Forte : pede-se a lodas as paseos PoHcIaes e mais
commandantes que rondam estes logares, que en-
conlaiido-a,a apprehendam e cmidu/am-na a casajile
seu dono, que mora no largo da Tremp, sobrado n.
l.que lem taberna por baixo, que recompensara
generosamente o seu Irabalho. Adverle-se que a
mencionada prcla colum inculcar-se forra, c lem
mullas labias para o afirmar.
Tendo-se ausentado lo Recife, cm 22 de maio
do anuo prximo passado! escravos, como consta dos
annuncios entao iinprssos nos jomaos dcsta cidade,
desles apenas se rccolheram 2, e acham-se anda au-
sentes os oulros 2, sendo os mais desejadoi porque
foram ns autores da fuga de todos ; pede-se pin lauto
a apprehcn-flo do prelo Jos, de alta estatura, idade
mais de 30 annos, com falla do 0II10 csqiicrdo, cor
balante negra, e muito prognoslico. Jorge, cor fol.i,
alio, lambem de boa figura, idade de 25 a 30 annos,
com um pequeo lalbo em um dos cantos da bocea ;
ambos estes escravos sAo crioulos e filhos do serlao,
ha muilo pouco lempo eslavam nesta praca ; pelo
depuimenlo dos chegados consla que seguiramos f-
gidos pela estrada 00 I.imociro l Cariri-Velho, all
se separaram, e depois rnntinnaram /para I'aje de
Flore?, d'oiide Jos he natural, dizendo que ia ver
os prenle, e depois provavelmente seguiriam para;
o Sobral, as Calingas de l'ianliy. d'onde Jorge ben|
(oral ; he o mais que se pode indicar a quem _
dellcs tirar parlido : pede-se. prtanlo, a lodas I
autoridades policiaes e capites de campo a appre-
hen-ao dos referidos escravos, e se offerere a quanlia
de 1009OOO por cada um, ou 250.^100 viudo amh(
untos, quem o trouxer a esta praca a viuva Al_
rim & Filho, ra da Cruz u. 15 ; n Tarabilla K
Srs. Josl.uiz Perei.a Lima & C.; no Rio Crandi
do Norle ao Sr. Thcolonio Coelho de Cerqueira ; m
C.enra ao Sr. Manoel Caetauo de C.onveia ; e no Ma-
ranhao ao Sr. Caetauo Cesar da Silva Rosa.
PERN.: TYP. DEM. F. DE FARIA. -1855


IIEGIVEL
MUTILADO


Full Text
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