Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01295


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Full Text
ANNO XXXI. N. 18.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500
i
4

I
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k
TERCA FEIRA 23 DE JANEIRO DE 1855.
-------ov-sn-------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCAUUEC.AUOS DA SUBSCRIPTA'O-
Itecife, o propicl.-'ti M. F. de Faria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. .Id o Pcreira Marlins ; Baliia, o Sr. I).
Hupr.ul ; Maceio. o Sr. Joaqun) llernarilo de Mcn-
donea ; l',irahib,i, o Sr. ervazio Viclor da Nalivi-
dadc ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio I'creira Jnior;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear.i, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; MaranhAo, o Sr.Joa-
qaim Marques Rodrigues ; l'arr, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazona*, o Sr. Jerouymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Pars, 3 Vi rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100. .
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de letlras de 8 a 10 por 0/0.
MKTAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 298000
Modas de 6540O velhas. 163JOOO
de 69400 novas. 169000
de4000. 95000
Prala.Patacoes brasileros. 1*040
Posos columnarios, 19940
mexicanos..... 1*9860
PARTIDA OS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Cantar, Bonito eCaranhttns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13e28.
Goianna e Paralaba, segundas e sexlas-oiras.
Victoria c Natal, as quinlas-feiras.
. PRKAMAR DE IIOJE.
Primeira s 8 horas e 30 minutos damanha.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quinlas-feiras.
Relacao, teicas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
1:1 m:\i:i;iii >.
Janeiro. 2 La cheia as 5 horas, 48 minutos e
. 33 segundos da manhaa.
11 Quario minguante s 2 horas, 7 mi-
nutos e 38 segundos da larde.
18 La nova as G horas. 17 minutos e
36 segundos da manhaa.
24 Quarto crescenle a 1 hora, 48 mi-
nutos e 32 segundos da manhaa.
PARTE QFFIC1A1.
GOVERNO DA PROVINCIA.
O Presidente da Provincia em viriue do art.
33 da Lei Provincial n. 158 do 1 de abril de
184"6, o do art. 24 4. do acto addicional, ha
por bera que se observe o seguinlc Regulamen-
to, ou
ESTATUTOS
DO
COLLEGIO DOS OHPIIYOS.
TITULO I-
Do Collegio.
Art. 1. A casa dos meninos orpbaos, que se de-
iii minarCollegio de Santa Thcreza desti-
nada a recolher e dar proteccao aos meninos or-
pbaos, o desvalidos d'esla Provincia de Pernambu-
<'o, nos termos da lei geral de 11 de Novembro de
1831, e pola forma estabelecida nos presentes Es-
tatuios.
TITULO II
Da Administi acao' e rgimen do Col-
legio.
CAPITULO. I
Da adminislraco.
Art. 2. A Adminislraco e rgimen do Colle-
gio conliada a umConselho Administrativo, com-
posto :
I. De um Presidente, que lera voto de
qualidado.
2. De dous vogaes.
3. De um Secretario.
5$ 4. De um Thesoureiro.
5. Do Director do Collegio dos orfos,
com vol consultivo.
Art. 3. Os Membros do Consslho Adminis-
traiivo, asim como oCapello, e Professorde Mu-
sica, seo nomeados e demitlidos livremente pelo
Presidente da Provincia.
CAPITULO II.
Do Conselho administrativo.
Art. 4. O Conseibo Administrativo se reuni-
r em sesso ordinaria urna vez no principio de
cada mez, c extraordinariamente quando ojulgar
conveniente o Presidente da Provincia, ou o do
Conselho Administrativo. Compcte-lhe :
1. Determinar o numero dos meninos or-
phaos, que devem ser educados "no Collegio ; man-
da-Ios refeber; dar-lhcs destino, 011 despedi-los,
sob appr0va5.no do Presidente da Provincia.
2. Propor ao poder competente a venda, ou
permuta deslen? patrimomaes do Collegio.
3. Acceitar quaesqiicr donativos offereci-
dos ao Collegio, com condices favoraveis, so-
licitando dispensa das leis d'amoriisaco, se for
necessaria.
4. Firmar os contractos feitos pelo Direc-
tor do Collegio com algum artista acerca da edu-
cacao exlerna dos collegiaes (art. 15. 12).
5. Fiscalizar os bens, o as rendas do pa-
trimonio do Collegio, arrendando {art. 29 ), afo-
rando (art. 26 ), e reparaudo lodos os seits predios.
6. Ordenar o pagamento de todas as despe-
zas feilas com o Collegio, e conservado do seu
patrimonio, na forma dos Estatuios.
7. Tomar e approvar as comas do Director
do Collegio, e do Thesoureiro da Adminislraco,
mandando-osresponsabilisar pelos seus respectivos
alcances, parante a autoridade competente.
8. Fazer encaminhar todas as accocs acti-
vas e passivas qug disserem respeilo ao patrimo-
nio dos orpbaos.
9. Approvar o ornamento da despeza do
annolinanceiro fuluro.
Art. 5. As decises do Conselho sero toma-
das pluralidadc de votos. Com tres Membros,
inclusivo o Presidente, poder haver sessao, c As-
senlo.
Art. 6. Nao podendo haver sesso do Conse-
lho por falla de numero legal de Membros, 011 por
quaesquer circumslaucias extraordinarias, o Pre-
sidente da Provincia, em caso urgente, poder dar
provisoriamente qualquer providenciada compe-
tencia do Conselho.
Arl. 7. E' permetlido a cada Membro do Con-
selho propor para ser discutida e resolvida qualquer
medida, que julgar bemda Adminislraco e eco-
noma do Eslabelecimenlo.
Art. 8. As delibcracGes do Conselho sero lo-
madas por A-senlo em um livro para islo perlen-
cenlo. A sala das reunios ser no Escriplorio
da Admiiiisiracao. Os Membros do Conselho sao
res|.onsavois pelo seu voto.
CAPITULO nr.
Do Presdeme do Conselho Administrativo.
Art. 9 Ao Presidente do Conselho Adminis-
trativo compele:
1. Convocar ordinaria, ou extraordinaria-
mente, presidir, e encerrar as sessoes do Conselho,
o dirigir seus trabalhos.
2. Fazer cxecular, e communicar ao Direc-
tor do Collegio as delibciaoes do Conselho Ad-
ministrativo.
3. Fiscalisar o Escriplorio d'Adminislraco,
o fazer com que ande em dia a na escripluraco.
*. Mandar escrever, e como orgo d Ad-
minislraco assignar a correspondencia com o Pre-
sidente da Provincia, com o Director do Collegio, e
mais Autoridades, ou pessoas com quem a Admi-
nislraco liver necessidado de enlcndcr-se
CAPITULO IV.
Do Thesoureiro.
Arl. 10. O Tesoureiro do Colico ser pessoa
rha Babonada, o que.almdo muia prohidade, te-
nha suficentes luzes de contabilidade. Compete-
Ihe :
1. Ser o procurador do Collegio, e arreca-
dador geral doa rendimenlos do patrimonio.
2. Cuidar dos concurlos e reparo*, e melho-
ramentos de que necessilarom os predios do Collo-
gio, para quesuas rendas possam crescer.
3. Pagar as contas e folhas, que forem
approvadas pelo Conselho, bein comoquaesquer des-
pezas por elle resolvidas.
4. Apresentar ao Conselho Administrativo o
projeclo de receila c despeza semestral para ser ap-
provado. ( art. 38 )
5. Informar ao Conselho sobre a alta ou
baixa dos arreniamenlos ou aforamentos, para se
poder formar as bases de laes contractos.
6 Promover o andamento das accocs acti-
vas c passivas, que disserom respeilo ao patrimo-
nio e pessoas dos orpbaos, conforme lite for orde-
nado pelo Conselho, cm cujo nome requerer.
Art. 11. llavera na Thesouraria Provincial
um cofre, onde lodos os mezes se recolhero os
rendimenlos do patrimonio ( arl. 34), e dentro
d'esse cofre existir um livro de entrada c sabida
dos dinhoiros, sendo cada lancamento mensal es-
cripio pelo Secretario, assignado pelo Thesoureiro,
o rubricado pelo Presidente do Conselho. O co-
fre lora tres chaves, das quaes urna estar em mo
do Presidente do Conselho, ouira na do Thesou-
reiro, o ouira na do Secretario.
Arl. 12. No impedimento do Thesoureiro far
suas vezes o seu proposto, ou quem for interina-
mente nomeado pelo Presidente da Provincia. O
Thesoureiro prestan! flanea idnea, que se esten-
der ao seu preposto.
CAPITULO. V.
Do Secretario.
Arl. 13 O Secretario do Conselho Adminis-
trativo ser possoade reconhet-ido crdito civil e
moral, e que tenha pratica de escripluraco. Com-
pete-lhc:
1. Tcr om bom recado o archivo do Col-
legio.
2. Registrarnos linos para isso destinados
a matricula dos orpbaos que forem admillidos ao
Collegio, fazendo as declaraces do art. 43 n. 5.
3. Escrever as actas das sessoes do Conse-
lho, e toda wa correspondencia, bem como a do
Presidente do Conselho ( art. 9. 4. ).
4. Registrar lodos os (talos e papis tenden-
tes ao patrimonio dos orphos.
5. Escrever todos os contractos celebrados
acerca da educacao externa dos orpbaos (art. 4.8 4)
6. Lanar os termos de aireiidamcntoc afo-
ramunlo dos predios do Collegio, e inventariar todos
os seus bens de raiz, movis ou semoventes, com
(odas as declaraces que servirem de esclarecimento
( arl. 43 nmeros 2 c3 ).
8 7. Enarcar as demais obrigacocs quo Ihe fo-
rem impostas por Asscnto ddfconselho Adminiar
Iralivo, e que nao forem contrrrias aos Estatuios.
Art. 14. O Secretario be obrigado a oslar no
DIAS DA SEMANA.
22 Segunda. Ss. Vicente e Anastacio nim.
23 Terca. Os desposorios da SS. Virgem Mi de D.
24 Quaria. N. S. da Paz ; S. Tbiinoiheo b. m.
25 Quinta. A Conversao de S. Paulo apostlo.
26 Sexta. S. Policarpo b. m. ; S. Tboogines m.
27 Sabbado. S. Joao Oirysoslomo b. doutorda I.
28 Domingo. 4.* o ultimo depois de Reis. S. Cy-
rillo b. ; Ss. Lionidas, Flaviana e Gallanico.
rcm necessarias ao seu expediente.
CAPITULO VI.
Do Director do Collegio.
Art. lo. O Directorc considerad
meiro fiscal do Collegio, e directamente
como pri-
responsa-
dirdeutro do Collegio, e cm caso de molestia nao
poder rolirar-se sem previa I cene a do Cooselho
Administrativo, ou do Presidenleda Provincia.
TITULO III.
Do Patiimonio dos Orphos, das
Contas c Escriptut acao
CAPITULO I.
Do patrimonio.
Arl. 17. O Patrimonio do Collegio compoe-se
de lodos os bens, que pertenceram a extincta Con-
gregaco de S. Filippe Nery, o que Ihe foram con-
signados pela lei de 11 de Novembro de 1831 ; o
bem assim dos que Ihe forem Iransmitiidos por qual-
quer titulo legitimo, ou por concessoes ou dolacoes
do Poder Geral ou Provincial.
Art. 18. Tambem formar o Patrimonio do
Collegio as Apolices da divida publica, oudecom-
panhias, no seguinlc caso :
Art. 19. Os rendimenlos do Patrimonio dos
orpbaos, que excederem as desdas decretadas se-
ro applicados, por Assenlo do Conselho, compra
do predios urbanos, precedendo dispensa das leis
d'amoriisacao ou a acquisicao de apolices das
companbias mais acreditadas da Provincia, cujos
capitaes nao forem exiinguiveis, e as quaes repre-
sentar o Thesoureiro por parle do Collegio.
Arl. 20. Havendo de comprav-se para o Patri-
monio do Collegio algum bem de raiz, ler-se-ha
cuidado de examinar, se elle se acha desembarcado,
Iivre de hypothecas, ou oulros empenhos, fazendo-
se os conviles eannuncios pelas folhas publicas ;
e se o vendedor tiver credores, se consignar o pre-
o da compra, procedendo-se citaco d'elles con-
forme a Ord. L. 4. Tit. 6., quer a compra seja
feila por escriplura publica, qur por via de arre-
malacao em hasta publica. As escripluras de
compra e venda serao assignadas pelo Conselho
Administrativo, o pelas parles contractantes, nunca
correndo o pagamento da sisa, ou de oulros direi-
los por coma do Collegio : o que ter-se-ha lem-
branea de prescrover nos contractos.
Arl 2l. Para compra c venda de bens movis
e semoventes, em que a lei dispensa escripturas
pub cas, serao os contractos escriplos ou pelos
vendedores, ou pelo Secretario da Adminislraco,
porem ambas as partes contrac-
assignando-se
(antes-
Art. 22. Tanto no caso do art. 20, como no
do art. 2l,o Secretario deixar todos os contrac-
tos de compra c venda registrados, verbo ad ver-
bum, nos livros competentes, com todas as illusira-
ces necessarias. (Arl. 43 n. 2.)
Art. 23. Fica absolutamente prohibida a com-
pra, para o colle;,'io, de bens de qualquer nalureza,
em que intervonham, ou a que lenham direitoor-
phos, viirresvmer/oTes, alsenles, e^Hjaesquer pes-
??!!? la reslituico.
,r fl. 24. Os aforamentos das Ierras periencen-
ies ao-fialrimonio
(.fuiselhv
>r
serJ oHTecluados em presenca do
sessao puBjca, havendo precedido
espado de 15 dias) an\nUncios pelas folhasi>u-
vel porsua cconomia e discipfina-^'eriia ; e q^W^as. ein-que se^declare o. objecio do aforamcnlp,
chele de todos os empreados do ColIh^^TcTusPplKis condicoes c estipulac^ e 0 dia c hora da l-
os professores. Detf..
0 MUZO DAS 11LHERES. (*)
Par Panto Feval
PIUMEIRA PAUTE.
CAPITULO I
Chi/fon e /.oriol.
Km 11111:1 larde de oulono liuvusa e Irislc, Qiiffon
p Loriot r.-imiiiliavam mui faligauosnaostraHa prin-
cipal. A diligencia ile Renes a Par enconlr.i mais
le urna vez cm eaminlio esses pobren |ie(|ucnoi via-
jantes que lendo partido sem medir 11 i'aminlio, en-
caran chorando a estrada lolerreiiiavel. A diliRen-
cia pas>a 10 granle Irole de seu* cavallos animadus
pela avala, M mmino* errantes contemplan! es feli/.es, fojos pe Hilo varan unguo, e qnamlo a
carniasem dcsapparecc na valla do c.iminlio, param
suspirando c desanimadla.
Chill'in era urna rapariga de dezeseis a dezesele
anuos, c Lorio! seu companheiro pareria um lano
mais niocu. Ambos eslavam tilo m lliados que fa-
ziam pena ; mm caminliavam alegrtl e animado-.
Seus ps desfalcos cnlravam na lama, e o par de
rceos heroicamente pnupado penda da pona da
bengala, que servia para condii/.ir a bagasem Os
Micros assim tratados duram muilo. Os de Lliillun
teriain podido servir a urna pequeo bretona da ope-
() Video Diario n. 13.
ve os proiessores. DeV., reunir a uia educacao
aecurada, probidade/inieHitaicla nao' vulgar. *:-
sinieressc, reconhecida prudencia e caridade. Com-
|>ele-lho :
I. Fazer evecular os Assenlos do Conselho
Adminisiralivo, edar-lhc parlo da negligencia dos
empiegados desua noraoacao. ( 5. deste artigo ,
2. Indicar ao Conselho Administrativo quaes
os orphos que devem ser despedidos. (arl 4 I
3. Apresentar ao Conselho os bataneles da
receila e despeza do cada semestre, am de sobre
clles se organisar o balance geral do anno finan-
ceiro.
4. Ordenar o pagamento das despezas in-
ternas do Collegio, que devem ser feilas pela mor-
domia ; e propor ao Gmselho ludo quanlo disser
respeilo. economa e piospcridade do mesmo Col-
legio .
5. Nomear edeiniltir.os em pregados ou ser-
ventes internos do Collegio.
6. Informar acerca das vocaces dos meno-
res que merecerem urna educado mais elevada e
aturada ( arl. 71.)
7. Exccular e fazer execular os presentes
Estatuios em ludo aquillo que por elle? nao esliver
especialmente incumbido a determinada pessoa ;
mas isio quanlo ao rgimen interno do Collegio.
8. Organisar e rcmetter ao Presidente da
Provincia deG cm C mezes um relalorio circuns-
tanciado de lodo o movimcnlo do Collegio.
9. Velar sobre a educacao pbvsica e moral dos
orphos, inspeccionar o andamento das aulas, e
assiduidade dos Professores o Artistas, e seus mc-
ihodosde ensinar; cempregar todas as deligen-
eias para promover o adiamntenlo dos -collo-
giaes.
jj 10. Fazer aos orphos, o aos familiares do
Collegio as corroccoes previstas nos presentes Esta-
tutos.
11. Entender com todas as officinas do
Collegio, para que n'ellas se observe a regularidade
conveniente e proscripta pelosRegulamentosespecia-
cs (arl. 98 ), faxendo as advertencia; necessarias
sobre os desmandos quo encontrar, e observando
o dcsenvolvimcnlo dos collegiaes para poder formar
oseujuizo critico, nao so acerca de suas vocaces,
como do seu adianlamenlo.
12. Haver-so por meio de contractos espe-
ciaes com os Artistas, a quem for incumbida a edu-
cacao externa de qualquer collegial ( art. 71 ), e
fazer elTectivos os ditos contractos, depois de ap-
provndos pelo Conselho Aliniuislralivo (art.
1.14.)
13 -Nomear os Decurioes, e os mais man-
tenedores da disciplina do Collegio ( arts. 56c 57)
Art 10. O Director deve habitualmenle resi-
ra cmica: a chava dava-lliea a bella cor de roa de
novas, c quem os houvesM visto loria dado rasio ,i
canean, que iliz, que be na llrclanba que se fazem
o melbores soceos.
All a chova nao era lito boa para a touca de li-
nlio, eojas ponas calii.ini mulle- e Kolejaulc< pelas
faces inundadas da rapariga ; a saia pesada onia-se-
Me as pamas, e a pobre lenco de pesclo pareria um
pedarn de ltela encerado. Nao sei o quo CbilTon
azia para ser linda, 'pe/ir de lodos os desastres de
sen vesliiario. Ell< ria leinprslade sacudindo o
rosto altivo, que I mcava solas d'agna como um bys-
sope, sallava es iban o- mui profiiiidos. e re'lava-
Ilie .11 tula torca para animar sen companheiro Lo-
rinl, o qual linda pande vonlade de chorar.
Eslc era bello como os pequeos mendigos dc)Mu-
rillo, ecmseu msto rosado e ngenaaateole tmido
leria assenlado lano a rnir.i como o brrelo da lila-
azul. TinNa cabellos lauro*o almelados, c seus ollioa
de una rr azul sombra talbados Cirrassiana
eram guarnecidos de peslan.is lao negras, que pare-
can) a Mulla Iraeada com o pincel que d lana pro-
nindesa ao nlliar das maillera rabes. Sua bocea
mais hrllianle do que urna ccreja envergonhava os
labios Trcsios da companbeira. Rao havia dous l.o-
riol nesle mundo, Chifln que j linha corrillo di-
fercnles lugares, bem o sabia, e por isso amava-o
extremosamente.
Ella ra morena, e seo lalhe linha essa graca es-
yclla c fo le das raparigas de combate, que ehegam
riqueza apezar de todos os obstculos, e que so-
bein naturalmente a encada da vida social por urna
misteriosa lei de contra Eravilac.lo. Seus membros
um pouco frageis em su bella harmonia rev'clavam
a raea. Sua mao corada pela tempeslade, e seus ps
inflaminailos pelo ataque dos scixos leriam cnlrado
sern c.for(o as lavas e nos borzeguins de urna don-
tella do liiiirro de Saint-Uermain.
citacao. 1
Arl. 25. Tero prefefencia nos aforamentos os
licitantes, que se sugeiiarem a maior canon, e
[tifferecerem melbores condicoes de solvabilidade, o
garantas de roteamonio.
Art. 26. Ko se Ibes passar titulo de afora-
wnio, e nem cstevigorar para ambos, seno de-
pois da previaNtyprovaco do Presidente da Pro-
vincia.
Art. 27. Enlo se lavrar o tormo deafora-
mento no livro com[)eleiile. em que assignarao os
foreiros e aforadores ; fazendo-se especial menco
da situaco, estado, e confrontaces do terreno afo-
rado, (arl. 43 n. 3).
Art 28. Os arrcudamenios sero definitiva-
mente effecluados pelo Conselho por meio de le-
lo, ou arreinalacao, tambem no dia c hora apra-
zado, eem sesso publica, a que possam compare-
cer lodos os pretendenles, que devora ser avisados
por annuncios as folhas publicas, com oilo dias
pelo menos de antecedencia.
Art. 29. Nenhum arrendamenlo de predios se
far com maior ou menor espaco de lempo do que
de um anno, e sob Banca : se porm alguma cir-
cumslancia urgir por um arrendamenlo mais longo
de alguma das propriodades, nao haver lugar sem
approvacao previa do Presidente da Provincia, soli-
citada pelo Cooselho.
Art. 30. O arrendamenlo se effectuara peranle
o Conselho por um termo em que se assignarao os
contractantes e fiador, e onde se declararo o loc.il,
numero e o estado do predio arrematado, e preco
do arrendamenlo (arl. 43 n. Ai)
Arl. 31. Fica lambem prohibido o arrenda-
menlo, c aforamento s pessoas de que trata o
art. 23.
Arl 32. Em nenhum caso ser permitiido ar-
rendamentos com a rondico de os arrendatarios
fazercm bomfeilorias, ou de qualquer forma alle-
rarem o predio, que sero sempre obrigados a en-
tregar tal como receberam ; ficando todava ex-
ceptuados desla regra os predios rsticos, a respailo
dos quaes podero ser dimitidas clausulas de bom-
feilorias, sendo previamente oreadas e declaradas
no contracto, para baverem descont no preco do
arrendamenlo.
CAPITULO II
Das Cotilas.
Arl. 33. O Thesoureiro c o Director sao obri-
gados a prestar comas ao Conselho Administra-
tivo ; e tanto o primeiro como o segundo nao pode-
ro, semexpressa deliberaco do Conselho, exceder
as despezas por este decretadas.
Arl. 34. O Thesoureiro entregar integralmente
ao Conselho os dinheiros que se arrecadarcm per-
tencentes ao Kslabelecimenlo, para serem recolhi-
dos ao cofre acotnpanhados de urna guia que de-1 mesma sesso ser balanceado e conferido o saldo
com d*que existir no cofre.
N. 10. Livro-caixs, em que se far cargo ao
Thesoureiro do adianlamenlo que receber do cofre
para as despezas crlenles, ese Ihe abonar com
ospecificaco c referencia a cotila, que dever apre-
declare a sua proveniencia. Por esta guia se Ihe
far carga no livro de receila, devendo ler lugar a
entrega quando a Adminislraco se adiar reunida
em sesso mental.
Arl. 35. Na rcunio de cada mez mandar o
Conselho adiautar ao Thesoureiro, e ao Director, a
sentar inensalmcnte (art. 35), a importancia que
quani'ra oreada e decretada para as despezasdo mez,
e os debitar por essa quanlia. No principio do
mez seguinlc, depois do exame c approvacao das
conlas do mez antecedente, ser a sua importancia
completamente debitada ao patrimonio do Colle-
gio, e paga ao Thesoureiro, ficando em seu poder
aquelle adiamntenlo para as despezas correntes ;
e assm successivamcnie se praticar iodos os me-
zes al o de Dezcmbfo, cm que o Thesoureiro e o
Director sero crclilados pela importancia da des-
peza d'esse mez, e recolhero ao cofre o saldo do
adiamntenlo, ou receboro oque do mais botiver
dispendido por ordem do Conselho.
Arl. 36. 0 Thesoureiro e o Director, no correr
das despezas, iro fazendo seus apontamentos em
livros particularmente seus, e no principio de rada
mez apresentaro ao Conselho a sua conla cor- sar pelos procos da entrada,
rento, aulhenlicada com recibos e clarezas, quede-
liver dispendido. As contas do Thezoureiro e do
Director sero coladas, emassadas e archivadas.
N. II. Livro de Contas correntes de todas as
transareoes do Estabelecimcnto, escriptttrado pelo
melhodo de partidas dobradas, ou mixtas, para o
que haver o Diario, e Borrador, servindo os
oulros livros de que cima so trata, e os mais que
forem indispensaveis, de auxiliares da escriplura-
co.
Arl. 44. Alm deslcs livros haver um de En-
trada e Sahida dos objectos perienccntes ao Colle-
gio, e que ser escriplurado de modo que se de en-
trada, esqnerda, a mobila, utensis, roupa e
mais objectos recebidos, com dcsignaco da sua
importancia ou valor estimado ; e sabida, di-
reila, do que se despender, consumir ou inutili-
Sim, mcu Dos! E porque nao"! He nossa Ierra
inculta, a rudo Ierra de nossascharnecas selvagens,
que faz rresrer a mais civilisada de lodas as llores:
as camelias candidas ou ensaiiguenladas. Nada do
que prezais nasce em rosta paiz, hurguezes albe-
nienses Paris infecundo nao vos d nem voseas os-
tras, nem vossos poetas, nem vossas trufas ; Pars
s produz pocira, colletcs de bactillia, camnhas de
mostea e comedias. Silo as comedias fanfarronas que
dan a Paris o monopolio das lindas maosinlias e dos
ps mimosos.
Chifln linha maos delicadas, ps adornis e pe-
dia csmola pelas cslradas vendendo vassouras c ees-
Ios. Seus olbos nao eram 1.1o grandes nem lo vo-
luptuosamente lalhadus como os de Lorio!; qoc
diamantea negros eram soas pupillas! (guando ella
sorria era como enea lirinqucdos do alegre sol que
vai atrasando as brandas rugas do lago. Urna vez
I.oriol a vira curo'crisada, e lemhrara-scde um re-
lmpago penelranle, que lito alravessra o coraeao.
Lina vez nao be muilo. De ordinario Chifln ria
sempre. e sua bocea adornada de peslas pareca Ici-
la para isso. as fciras lodos davam-lbc voluntaria-
mente nidos pelas suas bellas ranunes, e pela dansa
de Lamballe, que ella dansava admiravelmenlc. I.o-
riol tambem centava c dansava.
Loriul chorava muilas vezes, e em vez de escar-
necer delle como linha o direito de o fazer. Chifln
consolava-o. Vejam se era ou nao urna boa alma !
I.oriol leria querido vivar bem, loria desejado
lioui leitii de noHc. e bom somno de manhaa, e ler- j Saim-Casl, c I.oriol a dos pastores do Treguz!
se-hia alTeilo repenlinamenlc ao roupao c s cbinel- Eram os successo'res da Horgatle e de Salpicio, o
las. Chinan nao dissimulava que elle era algum filho do paira. Chifln lora recolbida debaixo da
tanio preguicosoc guloso; mas perdoava-lhe ludo imagem da Virgem, I.oriol linha guardado duranle
pelo sen excelenle roracao. Quanlo ao coracHo, Lo- um anno o rebanbo da grande fazenda. Pe ordina-
rio! vala quasi Chifln. rio (e podemos ver um rxemplo oislo no principio
fcslavam assoriados desde lempo immemorial, pois desla historia) a estrella da lilba do grande carva-
na casa do vflbo viga da alfandega, que linham | llio combalia com afinco o aslro do pastor do Tre-
verao cobrar, do quanlo houverem despendido.
Art. 37. Sendo approvadas as conlas do The-
soureiro e do Director pela Adminislraco, sero
ellas enlo lancadas no livro competente e archiva-
das com os documentos No caso de alcance,
proceder logo a Adminislraco nos termos do art.
4.. 7., de modo que as conlas de nm mez nao
tragan; embaracos s conlas do mez seguintc.
Arl. 38. Aletn de que, ser o Thesoureiro
obligado de 6 em 6 mezes a dar urna conla geral
da receila e despeza do Collegio, que sendo appro-
vada, e rubricada pelo Consellm, ser lambem archi-
vada depois de hincada no livro da receila e des-
peza do Collegio, para servir de base ao orcamonlo
animal, que tcm de a presentar ao mesmo Conselho
Administrativo (arl. 10 4.)
Art. 39. Ao Director compete approvar as
conlas do Mordomo, e responsablisa-lo vista dos
seus cadernos e aponiamenlos (art. 93 3.)
Arl 40. Quando o Thesoureiro esliver preslan-
0 conlas ser o seu lugar prcenchido na Adminislra-
co pelo 2." Vogal, ou quem for interinamente
nomeado pelo Presidente da Provincia, fazendo as
vezes de Seeretario o primeiro Vogal.
Art. 4 I. As conlas do Thezoureiro e do Direc-
tor sero lomadas em vista'dos livros dos Asseolos
do Conselho Administrativo ; dos orcamontos por
este approvados ; do livro geral. da receila c des-
peza do EstabelecimenlO ; do das entradas e sabi-
das dos dinheiros do cofre, c dos competentes do
amientes, (art 36.)
Ail. 42. O Conselho Administrativo mandar,
110 fim do cada anno organisar um bataneo geral,
dos fundos, dos rditos, e despezas do Colegio, o
igualmente um extracto do numero e idade, pro-
gresso c deslino dos collegiaes, am de ser apro-
sentade ao Presidente da Provincia, o impresso
as folhas publicas. ,
/CAPITULO III.
fia Escripluraco.
Art. 43. Para a escripluraco e conlabiiidade
a cargo do .-ecreiario haver os seguinles livros ;
|ue sero rubricados pelo Presidente do Conselho,
a excepeo do livro do Tombo, que o ser pelo
Presidente da Provincia.
N. 1. Inventario dos bens patrimoniaes do
Collegio, cm que se relacionaro por nmeros se-
guidos todos os predios com as denominacoes por
que forem conhecidos, e designar-oes dos lugares
em que sao simados, e com as dimensoes, confron-
lacoes c valor, em que tivorem sido recebidos, ou
forem estimados pela Adminislraco.
N. 2. Livro do Registro dos Ttulos em o qual
sero registradas, pela ordem e numeraco do In-
ventario, as Escripturas, actos de posse, e mais
ttulos p*elos quaes conste a posse ou dominio do
Estabelecimcnto sobre os seus bens de raiz, co-
mo tambem os movis e semoventes. Estes Ttu-
los, depois de colados e numerados na mesma or-
dem do Registro e Inventario, serao conveniente-
mente emassados e conservados no Archivo do Col-
legio.
N. 3. Livro de Aforamentos, em que estes se-
ro laucados na pagina esquerda, ficando a direita
om branco para nella se notarem os pagamentos d.is
vendas respectivas no da, mez e anno em que fo-
rem edecluadas, e as folhas do livro em que se
car regar em receila a mesma renda.
N. 4. Livro dos Arrendamenlos escriplurado
pela mesma forma que o antecedente.
N. 5. Livro de Matricula dos orphos, em
|Ue se far menco do dia, mez e anno da entrada
de cada um delles para o Collegio ; seu nomo e
de seus pais, idade e estado de sua educacao. Cada
pagina deste livro ser destinada para matricula de
dous orphos, do modo que, sem perder a ordem
que se deve guardar cm tola o qualquer escriplura-
co, hajam os claros precisos para se fazerem as
declaraces a que derom lugar as eventualidades no
curso da educacao do matriculado at sua despedi-
da do Collegio.
N. 6. Livro do Registro dos Diplomas em
que sero copiadas as portaras do nomeaco.
N. 7. Livro dos Assenlos do Conselho.
N. 8. Livro do Registro dos relatnos, ba-
tneos c correspondencia official.
N. 9. Livro da Receila e Despeza geral do Es
tabelecimcnlo para se lancar em resumo ludo o que
se arrecadar c despender mensalmenle. Este livro
ser escriplurado com clareza e conciso durante a
primeira sesso mensal d'Administraco, desig-
nando as quanlias por extenso, e repetindo-as cm
algarismos.em columnas para ssovonvcnientemcnlc
dispostas, c ficando entre urna e ouira partida,
tanto da receila, como da despeza, o ntervallo de
duas linbas para as rubricas do art. 11. Nessa
TITULO IV.
Da recepca'o dos oi-pha'os.
Arl. 45. Nao serao admillidos pensionarios
do Collegio seno meninos desvalidos de 7 a 8 anuos
completos, que livercm as condonos seguinles :
t. Falla absoluta de otilro arrimo.
2. Ser natural de Pernambuco.
3. Nao sollrcr molestia contagiosa, nem
estar privado do orgo da razio ; e ler lido bexigas
naturacs ou de vaccina.
Arl. 46. Na admissao dos orphos serao pre-
feridos os de menor aos de maior idade ; os filhos
de pessoas, que tivorem servido ao Estado ; os
que, em igualdade de motivos promelteretn ou
denotaren) melhorcapaeidadc iniellectual, segundo
o juizo prudencial do Conselho, a quem compete
pesar e combinar as supradilas condicoes. Em
perfeila igualdade de cireunislancia a soite decidir
a preferencia.
Art. 47. Aprcsonlado no Collegio o despacho
de admissao do orplio (art. 4. 1. ), o Di-
rector o receber mandando matricula-lo nos ter-
mos do art 54.
Arl 48. Cada orpho ser obrigado a levar
comsigo um pequeo cnxoval, que nao passar de
huma jaquea, calca, ejbonel de panno escuro
tan jaqueas c trez calcas de brim pardo ; oilo ca-
misas, sendo quatro de Hubo, e qualro de mada-
polo, dous lencos de grvalas ; seis paros de
uieias curias do algodo ; dous paros de suspen-
sorios ; quatro pares de sapalos ; urna coberla d
algodo, duas de chita ; qualro longcs ; qualro
fronhas de liri 111, qualro toalhas. duas dq rosto, e
duas de ps, unta cseovinha de denles, um pon-
te, urna bacia de danilres de rosto. s que fo-
rem nimiamente desamparados recebero o cnxo-
val do patrimonio da casa.
Art. 49. Podero lambem ser admillidos e edu-
cados 110 Collegio os menores, cujos pais, paren-
tes ou qualquer protector, quzeiem pagar as men-
salidadesque forem laxadas pelo Conselho Adminis-
trativo (art. 61;.
TITULO V.
Da educacao civil, moral e religiosa,
e do destino dos orphos.
CAPITULO I.
Da educacao civil e moral.
Art. 50. Haver urna aula de primeiras leltras,
cujo professor ensillar a ler c escrever ; as nocoes
essenciaes da craminalica, os principios elementa-
res da Arithmelica, e os sysiemas dos pesos e me-
didas do Municipio. A aula comecara s oito ho-
ras c acabar s onze da manhaa ; e das Irez ?
cinco da larde. O Director poder alterar estas
horas como julgar mais conveniente, precedendo
approvacao do Conselho.
Art. 51, Fica tambem a cuidado do prolessor
de primeiras letlras nnocular no cora^o dos or-
phos sentimentos de moral, dereligio, e os prin-
cipios mais elementares da civilidade, utbanida-
de, decoro, c pratica da vida commum.
Art. 52. O professor de primeiras leltras ser
obrigado :
t. A inanter na sua aula o silencio o a re-
gularidade necessaria.
2. Aapresenlar-sealli decentemente vestido.
3. A participar cm lempo a sua falla para
quo seja inmediatamente supprida pelo substituto
4. A organisar e remeller ao Director do
Collegio o orcamenlo mensal das despezas de sua
aula.
5. A remoller mensalmente ao mesmo Di-
rector, e segundo o modelo que este Ihe der, o
mappa nominal dos seus discpulos com as respec-
tivas notas do aproveilamentn.
Art. 53. Haver lambem urna escola de Mu-
sica, cujo professor ensiuar a cantar e a tocar,
dando as suas licoes das onze horas da manh a
urna da larde, (salva a 3.' parte do art. 50), c
sendo igualmente sujeiio as obrigacocs do arl. 52
deste Titulo.
CAPITULO II.
Da educacao religiosa.
Art. 54. O Copel I o o especialmente respon-
savel pela educacao religiosa dos orphos, romo o
pai espir tual do Collegio. E portante- incumbe-
Ihe :
1. Fazer as vezes de Director as suas fal-
e da doulrina chrisla nos seus pontos mais subli-
mes, accommodando-os capaciilade dos menores,
insprando-lhes todo o horror ao vicio, e amor a
Dos, ao prximo, cao trabalho.
4. Conduzir iodos os dias ao amanhecer,
e lela noiie os collegiaes ao coro da capella a
fim de fazerem por urna breve orac,o ao Ente
Supremo, agradecendo-lhe a prolece.o, que rece-
Iwm da sua Divina Bondade. O mesmo exercco
se repitir a noile. Depois da orarlo seguir-se-
lia o tei\'o, que devero resar com assislencia do
Director, e concluirlo cantando nos dias ordina-
rios o Tota Pulcra, nao deixando nos Sabbados de
cantaron a Ladainha do Nossa Scnliora, protecto-
ra universal, o tambem a oraco pro fege.
5. Os collegiaes, que liverem a idade pro-
pria, se confessaro e conunungaro as qualro
fcsias do anno, chamando-se para isso sacerdo-
te de fra.
6. Quando os collegiaes so achsrcm habi-
litados deve haver nos Sabbados Missa votiva can-
tada de Nossa Senhora. Nos Domingos e dias
santas podero os exorcicios religiosos scrsolemn-
sados com msica executada pelos collegiaes, sob
a direceo do respectivo professor, quo nsso deve
empregar grande parle do seu zelo.
7. Haver urna festa solemne no diada
Padroeira do Collegio, [a Maternidadc de Nossa
Senhora) fazendo o Director e o Vice Director to-
da a diligencia para que reine nesse da o maior
brilhanlismo quecoubcr as torcas do Collegio, e
for determinado pelo Conselho Administrativo.
CAPITULO III.
chamado ao principio seu nai, haviarn cnmpartilha-
iln o mesmo berco. Um dia o vellio guarda, que era
viuvo lornon a casar, c a mulher que vcio adin-
os de mais na casa. Nesse ilia cites souberam que o
vellio nao era seu pai, e que nao eram miiaos. Ke-
ceberam o pao no sacco, e foram-se guarda de
Dos. Tinliam enlo mina dez anuos.
A llrelanlia he pobre, mas l.i ningiiem morre de
(orne como em Pana, a eidade rica. Na Brelahi o
indigente acha sempre que comer, c lie recelado
junto das chamiiis da fazenda ; os que nao tem as) -
1". dormein na pailia quenlc da granja. CnnTon e
Loriol s choraran) um dia, c desde a primeira imi-
te Chirfon leve bellos sniihiis. Loriol nao sonhava ;
mas cria nos bellos soulins de Chilln.
.Mendigar he o peior : quem lem dez anana lam-
bem Irabalha. Ha fnuecs mais leves, c aneinhos de
meninos: n$o vos temarais dos pequeos segadores
que revolvem o feno rindo rm Inda a cxlenso do
prado ? Os meninos podein sachar o Irigo nesro,
alar os feive-, e conduzir em ce-Ios as niaeaas. No
invern, na vigilia, podem lalhar colheres de pao,
c trancar chapeas de palhinha.
Convm dizer que os sonhns de Chifln linham al-
gum fundamento. Chillan era daquellas que n des-
tino marca na fronte, linha sua estrella, e Loriol
lambem. As estrellas de Chuten c de Loriol brilha-
vam no firmamento da ssIroU.gia bretona. Eram
dous asiros gemeos, c sabemos seus nomes. CbilTon
linha a estrella das fllhas do grande carvalbo de
las, ou impedimento.
2. Ser para com os orphos um cxemplo de
bons coslumes, e gravidade, impondo-lhcs assm
o maior respeilo e acalamenlo.
3. Dar-Ibes nos Doningos, c das santos
depois da Missa, explicaces de moral evanglica,
guz. Pela primeira vez o astro e a estrella iam en-
conlrar-aee rasar-se uncen. Era um aconiecimcu-
lo nolavel: que mais he mislcr para motivar urna
epopea?
Depois de CbilTon mais de urna bella rapariga fu-
ra sem duvida adiada debai&o do grande carvalbo
de Siim Casi, c depois de Loriol mais de um bello
r.ipaziulio guardara o rebanbo do Treguz ; mas isso
nao nos inlercssa ; limitar-nos-hcmo-, pois, as duas
geracSes de estrellas.
Havia bem una seis anuos que Chifln c Loriol
linham deivado os arrabables de Trebel, lomando o
raminbo que conduz a eidade com o coracHo muilo
Irisie. Desde enlao bita haviam lomado a ver nem
a torre massija ondepyra o pbarol, nem o campa-
nario da aha. nem os vclbos catavenlos do castal-
ia de Uaurcpar. Tinliam vivido sem nada ler; mas
com a lirmc erenca de que a fortuna Ibes vina ; a
fortuna anda Dio havia viudo, c todava alm dos
trabalhos serios, Chifln c Loriol linham soas can-
ces c suas nansas. Em que pensava enlao a for-
tuna '.'
Urna manhaa Icvanlando-se, Chilln acliou que a
fortuna lardava muilo, Loriol sendo consultado, rc-
fleclio e foi da mesma opiniao. Nada linham colla-
do na reir de Chanlcpic, que alias he urna boa tet-
ra, duas leguas distante de lennos na estrada de
Aiiacrs, linham dormido debati da palhoca aberla,
o nao sabeiido como almocariam : nilo es'tavam de
bom humor.
Chifln disse ;e onde havia aprendido isso ? ):
A llreanh 1 he um paiz de pobres; he cm Pa-
ris qac se faz forluna.
I.oriol linha a mesma idade que Chifln ; mas era
um rapazinbo, c nao linha ideas bem claras sobre
Paris: era esse para elle o ponto mais longinquo do
globo.
I.oriol encarou Chifln com inquietaco.
Da educacao physica.
Arl, 35. A educacao pbvsica ton por fim re-
gular a habitaco, comida, somno, vestuario, excr-
cicios ; e ludo mais relativo a economa da saude
do Collegio.
Art. 56. Para a melhor direceo dos collegiaes,
sero os menores divididos pelo Director em duas
elasses: compondo-se a primeira dos collegiaes de
7 a 12 anuos de idade, c a segunda dos collegiaes
de 12 anuos.
Ai I. 57. Cada urna deslas elasses ser subdi-
vidida em lanas decurias quanlas o Director jul-
gar necessarias; sendo presididas por um Decurio
designado d'enlre os collegiaes mais dislinclos
Caris. 15, 13).
Arl. 58. Os Decurioes devero cxecular as or-
dens do Director no tocante a inspeceo de seus
collegiaes, cujas fallas denunciaran inmediata-
mente, para seren advertidos e punidos na forma
dos Estatuios.
Art. 59. Em regra sero os collegiaes obliga-
dos a servir-se a si propros, qner no arranjo de
suas camas, quer na linipcza de seus aposentos,
dispensando-se, quanlo for possivel, o soccorro
dos serventes da casa.
Art. 60. A diviso por elasses, na forma dos
artigas antecedentes, nada lem com as elasses,
que a arbitrio dos Professores, se crearon as au-
las para o seu rgimen especial.
Art. 61. Nos exercicios o mais obrigacocs dos
collegiaes nao haver diOerenca enlre os orphaos, c
os pensionistas do arl. 49 ; os quaes podero sa-
bir do Collegio quando o requererem seus protecto-
res, precedendo autorisacu do Conselho Admi-
nistrativo (arl. 4. I).
Art. 62. Os collegiaes devem ler aposentos
commodos, arejados e visitados pelo sol.
Art. 63. (ts collegiaes de sete a doze annos de
idade, c que formo a primeira classe, devero
eslar juntos 011 um s dormitorio, sendo possivel ;
e os da segunda classe, e que excedem a sobredila
idade, eslaro distribuidos com sepa raen o dos da
primeira, c de modo que tiquem enlre si reunidos
os que forem pouco mais ou menos da mesma
idade.
Arl. 6f. Os collegiaes se recolhero para dor-
mir, no invern as 8 horas e mcia, eseerguero
as 6 horas ; no vero as 9, e se erguerao s 5,
precedendo sempre osgnal da sineta para os dis-
pertar sem sobresalto. As camas sero uniformes
e o mais simples que for possivel, o sem colchoes;
sendo prohibido dormir vestido, e com a cabeca
coberla.
Arl. G5. Os vestidos devero ser hem folgados.
Dentro do Collegio usaro de vestido meio talar,
azul ferrete, sobre a camisa, e calca comprida,
que faca dispensar meias, e usaro de cpalos de
couro branco e bem folgados. Fra porm do Col-
legio lero elles, em acto de commodidade, jaque-
la, calca, o bonel azul e cpalos pretos com
meias.
Art. 66. Toear-sc-ha refeilorio 3 vezes ao dia,
as horas marcadas pelo Director. A comida ser
a mais simples, sa. o variada quanlo for possi-
vel: o almoco de cha ecaf, mas acompanhado
sempre de algum solido, e a cea sera lo simples
como o indicar o Professor de saude do Collegio,
Arl. 67. Paraa limpczae aceio diario do corpo
devero os collegiaes usar d'agua fria, sendo ni-
camente admiiiido por excepeo o uso d'agoa mor-
na ou tapida. Trarao sempre os cabellos corlados
baixo, e unhas c denles bem limpos.
Art. 68. Em urna liora do dia, que ao Direc-
tor parecer mais propria, devero os collegiaes fa-
zer alguns exercicios corpreos no recinto ou na
Cerca do Collegio, como por cxemplo : correr, sal-
lar, brincar, levantar pesos, jogar a bola, la-
ranginba, a pela, ou outro qualquer exerccio, que
d forca eagilidadeao corpo, e lefocillo o espirito,
sendo sempre as-i -tinos pelo Director, ou por qual-
quer Emprcgado do Collegio por elle designado ; e
podendo mesmo serem condu/.idos a algum campo
prximo ao Collegio, que offereca mais larga di-
versao, e mesmo ser-I bes-ha permetlido lomar lu-
imos cm ros, ou no mar, onde lambem se pos-
sam exercitar na naiaco.
Acaso lens medo de ir Paris? perguntou el-
la pondo a mao fechada sobre as cadeiras.-
Carlamente I...disse Loriol abaixandoosolhns.
CbilTon ergucu os hombros; Loriol envergonbou-
se c arrescenlou maneira de dcsculpa :
Nao sei a eslrada.
Pois bem. lornou CbilTon afTagando-lhe a face
rom as costas da mao e com ar protector, hei de
condu7r-le ale I, mcu pobre Loriol,
CAPITULO IV.
Do rgimen sanitario.
Arl. 69. O rgimen sanitario do Collegio es-
|iecalmenie incumbido ao Professor de saude, que
lera em vistas as seguinles disposices.
1.0 Professor de saude visitar infallivel-
mente o Collegio duas vezes por semana, e as que
for chamado pelo Director para examinar o estado
sanitario dos collegiaes, receitar as molestias, e de-
terminar ludo quanlo for a bem da saude do mes-
mo Collegio.
2. As suas prescripQes, dadas sempre por
escripio, seram prompiae fielmente exceuladas, eas
receitas sero rubricadas pelo Director para pode-
rem ser aviadas, e ao depois archivadas, alim de
justificarem as conlas, que devem ser pagas ao bo-
ticario.
3. Lanzar em livro proprio o nome dos colle-
giaes que liverem baixa para o Hospital, mencio-
nando todas as circumsiancias da molestia at o dia
em que o doente tiver alta, ou bouver suecumbido.
A. Inspeccionar o oslado da enfermara, e re-
quisilar os meios necessarios para t-la em devido
aceio, e conveniencia ; bem como vigiarsobreacon-
ducla do Enfermeiro, para representar ao Director
contra a nfracco do rgimen prescripto.
5. Fazer no principio de cada semestre um
relalorio sobre o movimento do hospital para ser re-
metlido ao Conselho Administrativo, indicando as
molestias que mais reinarem, eas medidasde maior
alcance que devero ser tomadas.
6. Prognoslicar, se a molestia de qualquer
collegial contagiosa ou incuravel, para que o Di-
rector requisito ao Conselho Administrativo a remo
cao do doente para lugar conveniente.
7. Dar logo parle ao Director dos casos de
perigo de vida, para em lempo so lomarem as
medidas preventivas, ou convenientes providencias
tanto lemporaes como espiriluaes.
8 O orpho quo fallecer 00 Collegio ser se-
pultado na respectiva Capella (nao havendo cemi-
terio publico) c o Capello far as ceremonias ecle-
sisticas do csiylo, com a necessaria decencia, sus-
penso n'esse dia os trabalhos das aulas.
CAPITULO V.
Do destino dos orphaos.
Art. 70. Adraiiiido qualquer orpho no Collegio
ser n'elle conservado al que complete a educacao
primordial, que mandada ministrar pelos Esta-
tuios.
Art. 71. Achando-se o orpho no caso do art.
anlecedenteo Director o manifestar a Adminislra-
co (art. 15 6) alim de se Ihedar, vista de sua
vocaco, qualquer dos seguinles deslinos:
1. Para o Arsenalde Guerra,no caso de mos-
trar aplido para os oflicios mecanices.
2. Para o Arsenal do.Marinba.afim do se ap-
pltcar aos trabalhos de conslrucco naval, ou das
officinas respectivas.
3. Para quaesquer fabricas, ou officinas esta-
bclecidas dentro do Municipio da Capitel.
A. Para se contratar as msicas dos Ba-
lalbesde primeira linha, da Guarda Nacional, ou
de Polica.
Arl. 72. Em qualquer dos casos do arl. ante-
cedente conlinuaro os orpbaos sob a proteceo do
Collegio para o nico fim de receber o restricto
necessario auxilio para o aprendizado ale a idade
de 18 annos completos, se no eslabelecimenlo 011
que for admiuido nao perceber salario pelo seu
trabalho, com o qual sepossa manter.
Art. 73. A officinaou eslabelecimenlo, para on
de for mandado o orpho, assgnar termo de rece-
bimento, e obrigacao de educar o menor, dando
sempre parte ao Director do Collegio acerca do es-
tado de adianlamenlo, at a idade de 18 anuos
completos (art. 15 12.)
Arl. 74. O orpho, que no decurso de sua edu-
cacao, quer dentro quer fra do Collegio, mostrar
pronunciada vocacao e desenvolvimento para fazer
progressos as arles ou sciencias, sero soccorridos
as officinas ou aulas superiores, cusa do pa-
trimonio do Collegio at complelar-se a sua educa-
cao superior artstica, ou scientifica, na forma que
pelo Consollio for determinada.
TITULO VI.
Do rgimen econmico,polica, e disci-
plinado Collegio.
Arl. 75. A polica econmica do Collegio consis
te no aceio da casa e seus utensis, boa distribuicao,
observancia, oexecuco doservico que n'ellaseexe
cutar. A sala dejaniar 011 refeilorio sera bemes-
pacosa limpa, e arejada : As mesas sero collo-
cadas de modo que, as refeices, posso ficar cir-
culadas pelos collegiaes, e presididas pelo Director
ou Vice-Director, que se collocaro a cabeceira
afimde observaron e ns|iecconrema maneira por
que sao servidos os collegiaes, e a poldez e civili-
dade com que se devem portar. Junto ao refeilo-
rio haver urna slela que servir de copa, onde
sero guardados toda a louca, lalheres, e mais ob-
jectos do servico da mesa, em prateleiras ou arma-
rios convenientes, tendo urna mesa no centro para
deposito dos objectos da refeico.
Art. 76. A cozinba ser espacosa, clara, e prxi-
ma quanlo for possivel ao refeilorio, mas sem pre-
juizo do aceio que n'este se deve conservar. A
louca ou vasos do servido sero de (landres, ou de
barro, e nunca de cobre, e nem vidrada. A agua
devera ser pura e fresca ; conservada em vasilhas
de barro. Ter a cozinba apparadores-commodos,
onde sejam depositados em bom aceio c ordem os
vasos ou louca da cozinba, em cujo centro se col-
locar urna mesa grando para o trabalho do cozi-
nh.ido.
Art. 77. Ainfermara ser estabelecidano lugar,
que aconselhar o Professor de saude ; c n'ella se
consurvaro suflicientes camas, c caixas do retre-
te ; empregando-se muilo cuidado na limpeza de to-
da a roupa.de cama, de vestir, e de alimpar, que
Islo passava-se nos fins do selembro do anno de
IS">, dezesele anuos depois das primeiras aceas do
noasc drama. Havia bem uns quinte das quo Chif-
fon c Loriol eslavam em ramiuho para Paris. A va*
geni fura feila lentamente e a jornadas daeiguaea se-
gundo a felicidade, e adisposicAo de espirite em que
eslavam. Poderiamos citar algamas de dez leguas
feilas nos dias boas, uos dias em que enconlravam
carretas complacemos; porm oalras veces quando
CbilTon r Loriol su ouroulravamcarretas inlralavei-,
forcuso Ibes era limitar o vio. Em quinze dias nos-
sos dous luidos avcnlureiros linham apenas andado
slenla a oiienla leguas, c Loriol j eslava mui can-
sado!
Quanlo a Chifln, a fadiga pareca nao ler nen-
hum poder sobre ella. Seu andar era lirmc e ligei-
rn como na partida, c ella caminhava ciposla i chu-
va sorrindo e encarando a inlerminavel fila de es-
lrada, que se eslendia al o horisonte.
D-me a mao, Loriul, disse ella vendo que es-
te lcava atrs; resta-nos andar meia hora, quando
malta,
I.oriol lancnu an longe seu olhar desanimado, e
respondeu suspirando:
Ha duas horas que me dzes i>so Caminha-
mos anda, e nao avisto ao sequer urna lorre.
Paciencia 1 A cliuva nada me deia ver. A I
torre deve estar airas dessas aores : disseram-nos
que a eidade tica no meio de urna floresta.
E o da j vai declinando, lornou Loriol com
voz cada vez mais triste, e vamos alravessar a flores-
la de noile!
Chifln dcsalou a rir, e perguntou:
Temes ser roubado, meu charo Loriol'!
O rapazinbo nao eslava de humor para gracejar,
c disse franzindo as sohrancelhas :
JJao he inisler que me lembres que nada le-
mos. Na llrclanba ao menos lindamos que comer.
J morremos de fomc depois que deixmos a
Krelanha'.' inlerrompcu a intrpida CbilTon.
Ali! disse Loriol apalpando seu braco gord-
nho ; lemos cmmagrecido muilo !
L'm campnnez a cavallo passava nesse momento
envollo em um capole de oleado, leudo o chapeo
protegido por um lenco de algodo de quadros.
Falla-nos anda muilo para chegar u Miiule-
o ni, amigo .'
Falta o que falla, responden o ramponez sem
vollar-se, e bem poderias chamar-me senhor, maca-
quiuba !
CbilTon moslrou-lhc o punho, Loriol disse :
A gente do ikkso paiz nao he tao ma assim !
O campnnez aparlava se ao Irole do cavallo ven-
do-se-l he as meias aznes poi baixo do capote de olea-
do, qae fluctuava, e o baslo pendente at ao chao.
Tu veris! tu vers! disse Chifln, quaudo es-
livermns em Paris!
Vcrci, verei... repeli Loriol, que verei ?
Nao lens conanca em mil, meu I.oriol".'
Sem duvida lornou vivamente o rapazinbo ;
mas tu mesma nao sabes o que veremos!
CbilTon sorrio maliciosamente, e disse encarando
seu companheiro de viaeem por cima do hombro:
Pnis que he o paraizo das mulheres!...
Ao que Loriol responden :
y

Mil Til Afn



DIARIO D PRNAMBUCO. TERQA FEIRA 23 uE JANEIRO DE 1855.
liver de servir na enfermara. Haver tambera
banlic-iros de (landres, 011 bacas para o uso dos do-
enios.
Art. 78. Na casa da rouparia havero armarios
ou commodas sufficienles para se guardar toda a
roupa do Collegio mas separadamente, conformo
os diversos servidos; do modo que a roupa de me-
sa, por evemplo, nao so confunda com a de cama,
nem com a dos Collegiacs ele. etc. ; devendo po-
rem todas as pecas ser marcadas com al iniciaos
_CO
Art. 79. Narouparia nao entrar por via deregra
senoo empreg.tdo incumbido de recollier a roupa,e
de distribu-la para o uso do Collegio, nosdas para
issodesignados pelo Director. A roupa qno estiver no
servioo quotidiano, como toalbas, pannos de limpar
etc, ser depositada as gavetas da mesa do refeilo-
rio, ou commodas, que se acliarem forn da roupa-
ria. A roupa suja porem, ser conservada no pa-
vimento terreo em lugar separado, donde sahir
para o rio.
Art. 80 A portara do Cobegio so abrir s 6 llo-
ras da manha, e ser fechada Ave-Mara, excep-
to em casos extraordinarios, preeedendo ordem do
Director, ou de quem suas vezes fizar.
Art. 81. llavera na portara do Collegio urna s-
nte, por meio-la qual se annunciar qualqucr pes-
ada, (pie quizer ter ingresso no Collegio para fallar
com o Director, ou com qualqucr dos Embregados:
o que nao lera lugar antes de o Porteiro dar parte,
eser pcrmetiido o ingresso.
Art. 82. Se for prenle do orpho, quo pretenda
visila-lo, ser recebido em una sala, para onde se-
r chamado o orpho, que nunca vira s ; mas se
r assislido do Director, ou de pessoa quo elle dc-
putar, (cando entendido, qne as visitas nao pertu-
baro, nem nlerromperoosados ou exerciciosordi-
narios, ou extraordinarios do Collegio.
Art. 83. Sero reguladas em uiua pauta organi-
zada semanalmenle pelo Director,todas as horas dos
exercicios, refeices. distraccoes e trabalhos diversos
do Collegio, o fixada em lugar que lodos possao
Ior.
Art. 8V. Os empregadosdo Collegio, que com;
ineUerem fallas leves, sero advertidos pelo Direcior-
se reincidirem sera ni punidos com a perda do seu
ordenado ou salario ale quairo dias. Se a falla for
m s grave, ser despedido por quem competir.
TITULO VII.
Das penas e recompensas
CAPITULO I.
Das penas.
An. 85. As fallas dos collegiacs provistas nos
presentes Estatuios serio punidas segundo a gravidi-
de do faci.
1. Com a simples advertencia particular.
2. Com advertencia publica no caso de rein-
cidencia.
8 3. Com diminuirn na comida ou refeico.
4. Com n privacao das horas de recreio.
55 Com o trabalho no desempenho de algu-
inas obrigacoes domesticas do Collegio, conforme a
capacidade do collegial.
G. Com a recluso de um aquatro das se-
gundo a gravidadeda culpa.
Art. 86. A puuicao seguir i inmediatamente a
colpa, assin como llie deve ser anloga: sto : se
a culpa for por exemplo de glotonaria, ser appli-
rada a pana, do 3.; sede negligencia, a do 4;
se de preguica, a do 4 e 5; se de falla de applica-
co nos estudos ou proveniente de espirito de tur-
bulencia, a do g 6. ; se forem fallas mais leves, as
ilo 1 o 2.
Art. 87. As penas serio impostas pelo Direc-
tor, ou qocm suas reres fizer, depois de ourido o
delnqueme, e apreciada a sua menean. Se as fal-
las forem commelldas as aulas podero os profes-
sores corrigi-las com as penas dos 1 e 2 ; e nos
mais casos que esliverem debaixo da comprehenso
dos 3 a 6, far remetter logo o collegial cul-
pado ao Director, para que este proceda como for
do Estatuto
Art. 88. Quando os delictos commetlidos fo-
rem superiores aosque se acliam previstos, o Di-
rector participa-los-ha ao Conselho Administrativo
para providenciar.
CAPITULO II.
Das recompensas
Art. 89. Ass'tra como nao devem deixar de ser
- punidos os collegiacs, quo so desviarem da marcha
ordinaria dos seus dereres, assim lambein devem
ser recompensados aquellesquesedisiingiiircm dos
seus collegas pelo seu notavel comportamento digno
de louior, quer as aulas, quer nos exercicios do-
msticos do Collegio.
Art. 90. As recompensas consistirn :
1. Emdistinccao de lugar as aulas.
2. Em disiinecao de lugar no refeilorio
3. Em premio do medalbas, ou de livros
de valor mdico e variado.
4. Em mensao honrosa nos livros de ma-
tricula.
5. Em emprego de decurias.
ti. Em auxilio subsequentc para os estudos
superiores, na forma dos arligos 71 e 72.
Art. 91. As recompensas correspondentes aos
1 e 5 do artigo antecedente, sero oulorgadas
icios respectivos professores conforme o uso e cos-
tume das escolas. As relativas aos 2, 3, e 4,
_ |>olo Director segundo o seu jnizo prudencial ; e
as do 6 pelu Conselho, mediante informacao pre-
via do Director.
Art. 92. De todas estas recomponsas se far
menco em editaos, que sero afixados no lugar
mais publico dos geraes do Collegio, no primero
de cada mcz.
TITULO vni.
Dos empregados internos, e serven-
tes do Collegio.
Art. 93. O Mordomo deve ser pessoa morige-
rada, prudente, econmica, o de idade proveca.
Compele, alem de ouiras obrigacoes. as yogui mes :
1. Inspeccionar, segundo as ordens do Di-
rector, lodos os empregados e srvenles internos.
Cuidar do refeilorio, cozinlu, e rouparia
do Collegio, fazjndo quo ludo ande na inelhor or-
dem, e asseio possivel.
3. Fazer as compras, e todas as despezas
do Collegio, que Ihe forem ordonadas pelo Director, a
quem dar coma (artigo 39) ; repartir as racoes, e
d-lasao cozinheiro, indcando-llie o que deve pre-
parar ; mandar tocar o refeilorio s horas determi-
nadas, leudo para auxlia-lo um srvenlo, que ser
de sua escollo.
Art. 91. Ao porleiro, que ser homem prudente
e corlez, compete :
I. Keceber as |iessoas quo vierem ao Collo-
gio, dando parte ao Director.
2. Guardara portariadoCollogo, nao cou-
sentindo que por ella entre ou saia seno pessoas,
que a is>o tiverem direito, c s horas convenientes,
fra das quaes Ido c vedado abrir a portara sem
ordem do Director.
3. Servir desacrisao,' e como tal he res-
ponsavel pela liinpe/.a, alfaias, ulensis c decencia
da Igreja.
j 4. Torar os sinos para os actos da cominu-i Naufragou nos baiioa da Pregaiea a barra ingleza
nidade, e Jas funcces da Igreja. Para as obliga- I-unah. Salvou-sca tripuladlo menos o inoro da
coes deste e do 3, ser-lhc-ha addido um dos ; cmara, os pavos da Mirilida e Aracag) leni-scfor-
collegiaes, quo o Director Hornear por seu turno. 111'" de colber grande parle dos despojos do nau-
Arl. 95. O Enfermeiro, que alem das qua- I frago. O panno anda por la haralssirao, assim
lidades requeridas para o Mordomo, deve ser pessoa como na lia cao nem galo, que nSu se leuda atolado
de pronunciada caridadeo paciencia, lora as seguin
les obrigacoes.
i. Cuidar com desvelo do tratamento dos
em bom queijo e manlciga.
A casa da malanga do gado para o consumo da ca-
pilal u-ha-se completamente concluida, c desde o
enfermos, observando religiosamente as prescrip-j dia 24 do p. p. mez, que nolis se funeciona. Essa
cues do Medico da casa, e as ordens do Director,
o tendo especial cuidado em que o alimonlo do do-
ente seja convenientemente proparado, o ministrado
em lempo, para que nao fiquem inulilisados, ou
nao sejam contrariados os esforcos da medicina.
2. Recober a roupa da enfermara, distri-
bui-la conforme as necessidades quotidianas, e
obra devida as esteraos ila cmara municipal, he
em sen genero urna das melliores quo pode linver ;
a cominodidade e asseio acham-se all reunidos.
No da 2desle mez, asslgnou-sc o contrato enlre o
goveruoda provincia c o Sr. fos Hara Ramonda,
em o qual esle senhor, lomando a empreza do thc-
alro para o prximo futuro annu, compromcllc-sc
manter o mais escrupuloso aceio as camas, rasos, a nni apresenlar urna eompanhia Ijrica.
aiuda-lo Eis-aqui as aaas principacs condignos,
e lavatorios da enfermara, tendo para ajuda-l
um srvenle de roconhecido bro, e paciencia.
Art .96.0 Cozinheiro lera a seu cuidado o
trabalho da cozinlia, preparando as comidas no de-
vdo lempo, e as horas folgadas far o que Ihe for
ordenado pelo Director o Mordomo, tendo s suas
ordens um ou dousserventes queo ajudum.
Art. 97. Todo o mais servioo da economa in-
ternado Collegio ser foilo pelo Mordomo, segun-
do as ordens do Director, o qual far ompregar os
srvenles qucjulgar nocessarios.
DISPOSICOES GERAES.
Art. 98. Logo queo estado (inanceiro do Col-
legio puder comportar a crearo de officinas, e es-
colas de artes mecnicas, sero dados regulamentos
especiacs, guardadas comludo as bases geraes dos
presentes Estatutos.
Art. 99. Quando estiver jubilado o actual pro-
fesor de primeiras leltras, o Capello do Collegio
servir.; de professor, percebendo por csso trabalho
urna gratificarn de 4003JOOO.
TABELLA DOS VENCIMENTOS.
Director......1:2005000
Vice Director e Capello G00!>000
Professor de primeiras leltras. 8005000
Professor de Msica 6009000
Professor de saude 600J000
Thezoureiro..... 9005000
Secretario....... 7009000
Mordomo...... 6005000
Enfermeiro..... 4005000
Porleiro...... 4505000
Cozinheiro..... 3005000
Art. 100. A presente tabella, na parte que
augmenta os ordenados s, poder ter inteiro vigor
quando o perinillirem as rendas do Patrimonio.
Art. 101. Preparados lodosos livros da escrip-
luraco do Collegio, mandar o Presidente da Pro-
vincia execular os prsenles Estatutos, havendo pri-
mciraniente nomeado os Empregados de sua com-
petencia, e licando desde enlo sem vigor o Rcgu-
lamcnlo ou Estatuios de 5 de Fevcreiro de 1847.
Palacio do Governo de Pernambuco 13 de Ja-
neiro de 1855.
Jos fenlo da Cunha Figueiredo.
INTERIOR.
CORRESPOXDKXCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO-
Mai anhao'.
S. l.ni/. I i de Janeiro.
Os inrommodos de s.iude, os alazores junios a
urna l>on dose de preguica, forram-mc lioje a ser
o mais lacnico, que he possivel.
Antes de desatar-lhc o novcllodas noticias, eome-
gare, agradecendo-llie a parle que me cabe naquel-
le pequeo artigo em que Vine, falla de seus cor-
respondentes, julgo que no Diario com que fecha a
porta ao anno.que ha 1 i dias l se fui para as regifles
do passado.
Cont sempre com esle sen criado, o qual nAo fal-
iai quer na coutinuacodo servico, quer na exact-
dAo e jusliga das noticia*. ExaclidAo c juslica que
sempre me caraclerisaram, levando mesmo em ron-
la esse rigor com que ni vezes fallo, pelo simples
motivo de que a rerd.id-? deve-sc dizer uu i c crua,
assim como os Tactos de urna orJem especial, devem
ser descriptos convcnienlemenle, com as titilas que
ocaso exige. Issu he in principio, que a rhclori-
cados (ypos recouliece do mesmo modo, que a rhe-
lorica das palavras.
A bciiga, que nos fins do anno prximo panado,
pareca haver de algum modo cessado, reappureccu
u'timamcnte com um vigor, que hem Imns rcelos
que]sc lem
no Publicador de 9 do corrente :
O contraa he por lempo de 8 niezes, a contar
do primeir de junlio.
O emprezario obriga-se a apresenlar n sua rusta
nesla cidade nina companbia completa de canto,
composta de arlislas de reconhecido mcrecimeiito
e capa/es de execular as melliores operas mo-
dernas.
A companbia constar de duas primeiras damas
absolutas, de um primeir tenor, um primeirj ba-
rtono e um primeir bulT.i, absoluto^; de una
dama, de um tonar c de um basso comprimarios ;
de um meslrc director, de um pintor sccnographo,
de iim ponto c de iS coristas liomens ; ao todo 1!).
Os espectculos nunca serio menos de S por mez,
havendo sempre em cada um lima opera cmica.
Alem desles dar o empresario os nias que qui-
zer, sondo cm todo ocaso obrigado a dar espectcu-
los novos nos das -28 de jullio, 7 de scplembro e 2
de dezembro.
Obriga-sc ctnfin o emprezario a deixar no llica-
Iro no (ini da empreza dc/.e decoracOes primorosa-
J menlc cxeculadas, mediante a compensarn de......
1:0005000.
A provincia dar-l!ic-ha una ajada de cusi de 3
conliis de rcis, o alem disto mais l(i conlos durante
os8 mezes em preslacnps mensaesde dona. Uestes
Ifi conlos, o emprezario recebe j* adiantados Iros,
que depois se irao descontando i raza de .">O03 res
por me/. O governo obrgoii-se, cmfim, a mandar
fazer no Ibcalro n sopara(0es indspeiisave<, nao
excedendo porm o seu cusi a um Cante de res. O
emprezario prcslou lianra.
Alem das subvences do governo, que como aca-
bamos de ver, nao vlo a menos de 21:2009 res, he
decrer, que oculto dos camarotes e ca leras seja
elevado, porque esles Italianos nilo coslumam can-
tar vil prcc,o, e os grandes arlislas sao muilo mais
caros, que os ministros de estado, e talvez mais
inda que embaixadurcs.
O Publicador confine dizendo, que So ada cm
duvda. se se deve dar p'zames, ou parabens por
esla noticia. Quanlo a mim, cu agouro muilo a
tal empreza. Veremos.
1.6 se no Observador :
a Tabella dos gneros principacs de producroes da
provincia, entrados na capital no primeir semes-
tre do anno de 18511855, comparado com a
entrada do primeir semestre do anno do 1853
I8.5.
I.8 semestre de 1. semestre de
1855 IK.V. 1853-1854.
Algodo sacras 23,726 -25,197
Arroz alquoires (i:!.W.> (7,660
tancar barricas &TO8 4,829
Vguardcnle pipas 1,316 1,020
Oico de cupaiba frascos 12,07.". 7,997
sal panciros 90,891 50,814
PIAUHY.
Therexlua 31 de dezembro de 1854.
lie boje o ultimo lia do enlarruscadn auno de
1854. as vascas ila derrdeira agona, elle nos diz
o seu adeos de despe lidi. Na me deixa saudades,
porque foi para mim bstanle rlimalcrico; nden-
me sempre com o ro*lo carresado, e, quando nilo,
s me sarria com riso diplomtico quede bstanle
incommodo para quem o recebe.
.Nilo liie digo lodos os motivos de qucixa que Ic-
nho do illuslrc moribundo, ou mclbor nilo Me digo
nem um; porm iique corlo que nao foi para mim
bom amigo. Dsejo que as cousas por l lenham
corrido ao inverso, que Vine c seus amaveis leito-
rc lenham fulo sempre motivos de coulcntamento,
e cxcellenles festas no coroar da obra.
de receber pela primelra vez em seus muros, a pes-
soa de um presidente. S. Exc. do volia, chegou
esla cidade no da 15, o confessou-se bastante penbo-
r.nlo pelo acolhimcnlo que leve, c creio que desejo-
so de anda urna vez visitar arfhclle lugar.
No da 5 cucalliou na barra das Canarias o brgue
inglez Brorknelli, viudo de Liverpool para a cidade
da l'arnaliba, salvou-se grande parle do carrega-
mento. He j.i o lerceiro barco inglez que se pedo
na barra das Canarias.
Em principios de uovemliro, no lermo desta capi-
tal,wi assassuada Ignacia de til, por seu marido
Ignacio l.iunes da Rocba, que anda nao foi preso,
apc/.ar dos empenlios da polica.
Esl a parlir para s corle, onde sai estudar o me-
Ihodo de Caslilbo, o professor do lyceo, Jos Martin
Percira de Alcnraslro.
Em Principa Imperial, nodia 2deste, foram pre-
sos Francelino Qaareama, Daniel da Silva Correa,
Antonio Bczerra, l'ilippe (iomes, Ezequiel de Cas-
tro, que tocalhados no lugar Xavier, esperavam
tirar do poder da escolla o famigCradn e feroz scea-
rio Jos de Barros Mello, que all Tora responder ao
jur\. O delegado de polica, Antonio de Sonza
Mandas, tendo nolcia do plano, eupedio urna tm ca
que conseguio captura-Ios, formou-se culpa esses
marrecos que seacbam na cadeia.
No dia 16 leve lugar a aberlura da segunda essSo
jndiciara desla capital, Foram prsenles quairo
processos de crmes de inorlc; dous ros foram con-
demnados, edous absolvdos, dos quacs appellou o
promotor publico.
Em 6 de novembro priucipiou a funecionar o ju-
ry de S. Goncalo, sendo suli-nelliilo. a julgamenlns
8 processos, a saber : 3 de criinc de morle, l.de ten-
taliva, c 4 de oITcnsns pbysicas. Dos 3 primeiros,
um foi condemnado a gales perpetuas, e 2 absolv-
dos ; o acusado por tentativa de morle foi absolvido
de que appellou ojala de direito ; dos ltimos, 3
foram absolvdos e um condemnado no mximo do
art, 205.
Em Jcrumcnha tambem fiinrcionnu o jury ; alli
foi apenas enjerto a julgamenlo o proceaso do um
soldado, acensado por crime ile morle, o qual foi
condemnado a gales perpetuas.
Eln j eni bom coincro a povoacao de Sanla-Pli-
lomena, llovido aos esforcos do capilao I.nsloza, c
de }o> I!arreira de Maccdo, o aos empenhos do go-
verno, que nao dever. C4ruar-s. de fazer algumas
roncessoes aos povoadores.Sania lMiilomeua fica
cento c 80 lesnas desla capital, na embocadura do
rio Tapuio, um dos continentes do l'arnahiba, em
boas Ierras de lavoura, sua popularan sobe mais
de cen almas.
A povoacjin de S. los, fronlcira a esta cidade,
tambem progride e nella j se den principio a de
lelba.
O movmcnln dos lio.pilacs olferece o seguinlc rc-
sultado:
De 7 de abril ao ultimo do corrente, entraran
para o hospital de caridade desta cidade 116 doen-
les ; sahiram curados 112 ; morreram 1">, e ficam
exisliudo 19.
No hospilal rcgmcnlnl, de Janeiro a dezembro,
entraram 169 docntes; sahiram curados 151 ; mor-
reram 3 ; evadiram-se ."> recrulas ; sahiram por es-
cuzas 2, efcam existindo 3. As enfermidades pre-
dominanles foram, febres inlcrmtenles, sarnas, ca-
larrbos pulmonares, e syphilis em suas variadas
formas.
Nilo aclio em mcu canhenho mais nada que mere-
ta relalar-se, o por isso permillir-me-ha que d por
finda minlia larefaquanlo ao Piauby, hem enten-
dido; porque estou disposlo a conlinuar na mana
de escrever-lhe.Adeos, desejo-lbe inuilas felici-
dades e venturas ; c crea na eslima c considerable
de quem se assgnar de ora em dianle.
'idus Ascanius.
vai causando populacio. Segundo o l'ublicador
Mar inhense, os cadveres enterrados no cemilcrio
da Misericordia nos 6 dias que decorreram de 5 a
10 do corrente, inonlam a 10. Os morios de bexi-
ga sito 29 ; ao todo, 51 pessoas, victimas da peste no
curto espaco de 10 das; quasi taas como durante
lodo o mez de dezembro. Por ora o mal lem ata-
ca lo com mais virulencia, os cscravos, c os indigen-
tes. O governo nilo deixa de lomar as medidas con-
venientes, cm nlalhar o mal, e a prestar lodos os
auxilios as classes menos favorecidas da sociedade.
Alem de oulros pequeos hnspilaes, acaba de cs'a-
belocer um em maiur escala, no local que era oceu-
pado pelos expostos, um dos lados de igreja de S.
Pantaleo. Mais de|60 camas foram preparadas. Osex-
po-los,aeliam-sc aloja los em nmacasa particular.se-
gundome infirmam,na ra Grande. Os particulares
negaramalngarsuascasis para hnspitac-dcbcvigosos.
As curandeiras, que de ordinario he urna nutra
peste, que acarreta a bexiga, foram prohibidas ex-
pressamcnlc. Algumas cxislem que al prelendem
curar embriagando completamente os docntes, e ou-
lros, por inlcrmado do henzedellas, feilic,os, e ou-
lros a que laes producroes dessas nigromnticas, que
silo verdadeiras emissaras da morle, e legitimas
chuchadeiras das algibeiras de quem nellas acredi-
ta. A' falta de cliuvas mi pode dei.ar de ser ollri-
buido esso flasello, que iio sci se ser peior do que
as febres amarellas. Pelo menos, segundo a opi-
niao dos nosos mdicos, elle ja lem feito ale boje
maiorc estragos do que aquella.
A 20 desle mez, constante, que ha urna procis.n
feita ao milagroso marlyr S. Scbastiao. As preces
para a appari(flo das cliuvas,priuripiaram hi dias na
igreja de S. Pantaleilo, sendo a concurrencia nao pe-
quea, dos devoto., que a Dos vito pedir misericor-
dia aos males com que elle, em sua infinita juslicn,
julga dever castigar-nos.
No dia 7 do corrente cucontron-se coloreado em
um cajueiro as iioedia;esdo cemilcrio dos Passos,
um preto do nome Jlo, escravo do Sr. Jos Uon-
salvcs Jess. Procedu-se au necessario corpo de
delicio ; consta que urna paixilo de amor por urna
sua parcetra levara aquello desgracado semelhanle
allenlado. Nilo se admire de que um romean de
prclo escravo, sint aquelle senlimenlo elevado ao
refinamento da paixilo.
O traveso Cupido como abe, he ceg e desvane-
ce-so de apresenlar tropheus de Inda a especie. Que
bello assumpto para a fecunda peona do collega da
Parahiba 1
Acaba de chr-gar do Porto, na Aurora,a nossa mi-
lasrosa imagem do Sr. Bom Jess dos navegantes,
que para la linlia ido encarnar-se. Dizem os en-
tendedores, que veo perfeila.
Desejo que o futuro de 1855,desdea circumcsilodo
Senhor al ao leimoso e celebre S. Silvestre, seja
de rosas para Vine, e seus freguezes, de venturas
para mim,porque tambem son chrisllo, louvado
seja Dos, e ningiiem 'aqu para nos) deseja dias mais
placidos e serenos do que eu.
Tendo assim cumplido o preceito, que me impoe
os usos e costumes ncreioque de tolo o orbe callioli-
co), que manda delrahir do anno que linda, e fallar
hem do que principia,son turca ln a di/.cr-llie, que
he cla a ultima m-fira que Ihe dirijo do Piauby.
Estou com a maca un garupa, como se costuma
dizer ; querem fazer de mim um novo Ashaverus ;
e pois he preciso que cu abdique o mea olcio de
correspondente na pessoa de algum amigo, que de
corlo melhor da que eu, saliera desempenhar as
obrigares. ale boje, i mcu cargo. A pessoa que
lenlio escnlhdo para subslilur-me, he digna de lo-
do o apreso, e pcssue litulos que bem o recommen-
dam :eslou ce/lo que ee ha de dar bem com csso
amigo lodos os respelos:melhorar Vmc. de
correspondente com a entrada do novo anno, o que
he um bom annuncio.
D.imlo-lhe po{s d'aqui as minhas despedidas sau-
dosas, apmvoiloa occasiilo para agradecer-lite a es-
lima qiie me lem tributad* inmerecidamente, e os
favores que, por sua bondade me ha prodigalisado ;
finalmente (icrmiIIir.i que Ihe pera desculpa pelas
fallas em qne tenlio cabido, c pelo mal que o lenlio
servido,rerlo de quo he tudo isso devido a pouca
inlelligenra minha, o a nenhmna pralica que lenho
de escrever para o respcilavel publico, enlulade a
mais diflicl de coiitenlar-sc.
Nao son mulher.
Ah! disse Chilfon meio risonha, meio sera,
laiubem uAo i-- homem.
Porque ?
Se fosses homem lorias sov-ado aquelle que cha-
inou-mc macaquinha !
treilo, quo live-se rellocldo um incendio. Os carris
traoavan e-si longa lita de purpura no Inn da qual
o horisonto Tcchava sua coilua ardenle.
Sobre este fundo ineia duzia de carruagens resa-
hiain com suas cavis:adura-, rujo p isso tinha algu-
nia roosa de vcrdadeiramenlo pliautaslirn. Os pe
Agora as ultimas oceurrencas.
A provincia esl em perfeila paz; os bacainarlei-
ros susjienderam suas hoslilidades mas a polica
nAo os deixa descanca em sanio ocio: de vez em
quando um ou oulro que eahe as garras doscorin-
aas, he guardado em lugar hem sesuro para nao
constipar. Dos permita, que esla siluarSo conti-
nu para lodo o sempre.
Os negocios linanceirns cnnlinuam a necupar as
allcnres,nAo ha dnheiro, mas cm breve chuver
as carradas; porm nSo mo de sor para mim, que
bem preciso deltas para certos e cerlos arringi-
nlioi.... Vmc. me enlen le, parque de ecrlo ha de
costar das loaras, e havendo ellas lulo corre lAo
placido c naturalmente I...
No dia 4 do corrente saino S. Exc. para a villa
das Marras, onde foi mu bem recebido por essa per-
rito do seus administrados. Foi obsequiado com 2
balese creio que o furor dan-anle subira de pon-
to a alo ter elle se resotvido a vollnr com a hrevi-
dade com que o fez. Tove pos a villa das Barras
COMARCA M GDIAPIU.
15 de Janeiro.
CJuAo radiante e prasenleiro se osteutou as vistas
desle abenc,oado torran o horisonto do 55".'
Que liiongeiras oceurrencas se hao dudo de sorle
a torna-lo espera neos e propicio ?
Quilo laiisfeiln c correspondida a cspeclaliva desle
bom poMi ;
M;t=, ah! quanta illusao !N Ijuid yemenita cirpil.
Se seductoras oceurrencas ^e derai do maneira a
quo fosse o 55 hem acolhido, foranr estas seguidas
de sinslros fados, a ponto de merecer o presagio de
ser elle um infausto anno.
Assim deve parecer, lontando-sc por causa primor-
dial o reapparccimcnlo da devastadora c fatal beni-
ga, que utna vez por n jira vai ceifando, embora in-
cancaveis as fdigas da prossAn, os dignos aposlolos
de Esculapio, cm cujo numero acha-se o pliilantro-
pi"o Tavora Indgena, em diversas missivas j por
mim tratado.
Nocivado anda desccplicismo,sou a dizer plcnflo
passando de fosfrica e momentnea a contrariedade
do minha cspeclaliva, o 35 ser propicio.
Acham-sc prestes a lermiuar as solemnidades de-
dicadas no Messias, sem que me baja o amigo Mes-
quila communicado alguma funesta oceurrencia, em
> ii I ule do que pusso asscverar-lhe a inallerabtlidade
da seguranza individual, cm semelhanle poca, ra-
li la le.
Em urna conferencia ha punco havida com o ami-
go Mesquila, soube que os passatempos dados em
poca Uto opporliina foram sumpluosos, appara-
losos, estrepitoso?, magnfiros, esplendidos, etc., ele.
Sim, diversas foram as reunioes, sendo digna de
especial mensao, a que leve lugar no da 10 desle
nesla cidade, por ocrasiilo de um jantar dedicado ao
nclito Dr. Francisco Carlos Brandilo, pelos seus ami-
gos o coinman lanlc superior JoAo Joaquimlda Cunha
Reg Barros, o coronel Henriqtie l.uiz da Cunha c
Mello, e o Dr. Jos Joaquim Firmino.
Nada fallou ao brillianlsmo de semelhanle arlo,
pois que os dignos obsequiadores esforcos nAo pnupa-
ram a um tAo solemne lestemunlio de amizade.
Foi complemento do cstroudoso foslim a sonora
marcial, a qual loda vez que oxoculava a famosa e
arrebatadora pec,a cha|forle, fazia-me peregrinar
as regios aeras.
Com toda a razAo, dizia um capadocio a um oulro
inimigo da msica es un anlhropofago.
Fallam-me cores com que possa pinlar-lhe o cn-
thiisiasmoc gloria deque se reveslio o Ilustrado goi-
annista ao receber de seus amigos e patricio- urna
prova lAo edificante da ainj/adc que lite consagram!
Tambem foi tal o osladoenlhusiaslco, a que foram
levados os convivas, que por diversas vezes arroja-
ran!-se ao Parnazo.
Das poesias reciladas apenas me foi possivel co-
llicr as que Ihe transmiti :
MOTTE.
Mereces alto renomc
Por la dfldteaete.
GLOSA.
Salve, Brandilo o leu nome,
Tena nolircmenle Ilustrado !
Todo ."t patria dcvolado
Mereces alio renomc.
Suave prazer assome
Ao mcu grato coracao,
Celebrando a devoeAo
Con que ao povu leus servido,
o sor grate le he devido
Por la dedicacao.
MOTTE.
Na tribuna brasilcira
Sabes bros ostentar.
GLOSA.
A nnssa nariiu inleira
Cnm goslo leuilira o leu uome,
Tcns ganhado alio rcoome
Na tribuna brasilcira.
DedicarAo verdadera,
Tcns sabido consagrar
Ao Brasil, que ha de lembrar
O leu nome glorioso,
E que sempre valeroso
Sabes bros, oslentar.
Ao termo de scmclhaute padrlo de gloria o grato
e denodado campcAo Iralou de dar expansAo a sua
arrebatadora eloqiicncia, fazendo por mus urna vez
convencer, a quem leve a fortuna do onvi-lo, que o
alhlela honra o templo de Minerva.
Emlim, o seu cnthusiasmn ,t um poni til chegou,
que o fe/ conjurar pelas cinzas do hroe dezemhar-
gador Nuues Machado, ornamento desta ditosa co-
marca, que o pcnsamculo nicamente dominante
em si era a felictdade da Ierra que o vio nascer, c do
paiz a que perlcoco.
Em quanlo a mim nada mais foi o expendido do
que coneqiicncas dos diluvios do magnnimo cora-
?Ao do nobre doulor.
No da seguinle pelas 9 horas da noite, eulregou-
se a discrrAo dos venios para essa cidade, o mesmo
doulor, sendo acompanhado al o embarque por
grande numero de seus amigos, em cujas faccs.so-
mentc reina um os effeilos da saudade.
Os venios Ihe lenham sido honancosos.
Em urna das reunios que se deram, e de que ci-
ma fallei, um fado hotivc de toda a magnilude, e
conseguiulcmrnte digno de ter-lhe Iransmiltido.
Conseguio o dislinclo capilao CamisAo. que se
preslassein a um amplexo nessa reuniAor dous res-
peilavcis comarccs.que se achavam cm Jo-armona.
lloura ao bravo lilho do Mavorte, que lAo hem sa-
be apreciar a harmona que deve reinar na socie-
dade.
Tendo tratado de reunioes, nAo clci um esplendi-
do e brilhanto baile, que no dia 7 leve lagar nesla
cidade.
O joven Manuel (inncalves de Faiia Nunes Ma-
chado, entendendo obsequiar alguns amigos, o fez
por meio de tAo solemne acto.
Oh! quedeidadeslobriguei aochegar nosumptuo-
so salAo I
Quan arrebatado,c em que estado de exlhasi fiquei
ao contemplar lAo divinaos objetos !
Reduzido a um oslado critico e incomprehcnsivel,
lodo entregue a phanlasia do pensamenlo, vi-meem
poneos minutos sujeito aos ferros da escravidAo ; e
por quem
Por quem fura sem duvda, com que eorares ris-
pidos se Ior nem lacraras de amor.
Que ordem de couas I
Eu que sempre de grimpa aleada pisava, alm das
valerosas e intrpidas cohortes de Cupido, ver-me
em i molinillo occasiAo victima de suas agucadas
sellas? !
Basta, nem mais urna palavra respeito, anda
queo assumplo soja sublime.
Alguma concurrencia Imuvedessa cidade e da de
Nazareth pelo correr desla felsa nesta cidade.
Tendo apreciado as boas qualidades das pessias
que se dignaram honrar esle solo, forroso me hed-
zer-lhc que suuberam grangear as nostas sympilhias,
pelu que feliz do lorrAo que hospedes (iver de um
tal jaez.
Maja varedade de materia.
Duas palavras ao nobre collega de Nazareth, a
quem dedico hnje afTeirAo.
Tendo em a sua ultima cpislola do pretrito de-
zembro, suslenla lo a asscrcAo por mim conlrarinda
oulr'ura relativamente a algumas oceurrencas dasla
Iba Tavora Indgena vio-sc em decurso de diminu-
to lempo eslilui la ao seu eslado normal.
V aeilo na opposioo que foco a semelhanle scien-
cia, em presenca do (Ao espantoso faci !
A briosa efficMidade da guarda nacional como
que cora afn so prepara, nolan lo-sc da parle do
digno commandanle supciior malla aclividade, zelo
c dcdicat;Ao.
Acaba de ser nomeada a odlcalidade que lem de
compor o estado maior, recahinda sobre individuos
de reconhecido mrito.
Em urna eraca c vai a pean para as leiras so-
bro o carcter de soldailo, ao pamo (|u algns de mi-
nha esphera terlo de fizer Unir a sua espada, e
echoar a sua voz.
Senao fora o pesinho da senhora granadeira cer-
lameule nao dara cavaco, embora para um lijoli-
nho seja mais propro a banda.
Seja foila a vonlade dos que mais podem.
Com luda resigno-me, dando apenas eiceprao as
prclas ameixas, de que lenho no pequeo nojo.
Orienla-me o amigo Mesquila, de que o intrpido
capilAo CamisAo, lionlem partir cm direcc.Au a I'e-
drasdcFogo, ignorando qual a base de semelhanle
Promenade.
Indgnei-me bastante ao ler no licho de 9 desle.
n. 1 mu acrstico ao met amigo o Dr. Firmino,
como que cm represalia.
Se por ventura, sedesse ccrleza de minha parle,
que muilo duvido,) a precisa coragem me acompa-
ha a rcpellir o seu cynsnio, dando-se minha assig-
nalura.
Logo que me for possivel chegar ao conhecimento
da vonlade, nAo hesilarci em fazer ver ao publico,
quem seja csse cnle abjecto e infamo, pois que em-
bora o Dr. Rocha Faria urna penuada nao dei acer-
ca da palcriiidade do rnica, que sobre si lancAo as
linhuas ferinas, comludo na qualidade de seu amigo
tonrii.no repellir loda c qualquer all nula a s irro-
gad!.
Tambem de alguma sorle irrile-me pela maneira
inslita, porque procedeu o senhor acrusliquciro para
com um mojo de rcconhccida probi.iade, e digno de
todo acalamenlo, como seja o.Sr. Leocadio, arrojan-
do-o a esphera de um papa tabaco, de um pisa se-
bo, de um bemlevi, ele, ele, rio.
Acaba o mea amigo Mosquita, de Irazer-me ao
conhecimenlo urna famosa nolcia. Ei-la :
Ha nesla cidade um reverendo, que, dolado le
alguma inlellgenca c fortuna, lem-sc dedicado a
urna vida loda ambulante, uol.u Inino ser de urna
idade algum lano avanrada.
Despresada a sua honrosa posie.io, ciilregando-sea
urna vida qual a de correspondente de assucares,
suhsliluindo-a pelo de negociante de azenda, sendo
esle mais degradanle pela folla de eslabilidade que
sempre leve, passou finalmente a fazer parle dos
de carbuuculo em um dos bracos, c adoecer oulro
homem, que conduzio a carne do lugar da malanga
para casa do Simplicio, nao se sabendo ainda o que
lean soffrdo os consumidores da carne.
No dia 19 do mesmo mez Rufino Teixeira de Car-
valhoeseu mauo Quinliiio Toircs, moradores no
Valentn! do termo de Bonito, vieram ao lugar do
Candial, termo desla comarca de l.imoeiro, e pren-
dern! por auloridade propria a Aulonio Simo de
Carvalho, branco, solleiro, agricultor, e o conduzi-
r.ini ao subdelegado de Grvala, e dizem qae dtht
foi para a cadeia do Booilo pasar a fesla ; sendo para
admirar es*e fado,porque csses liomens nilo sAo em-
pregados de policin.e quando fossem.nAo podiaiu exe-
cular ordens em terreno de oulra comarca, sem
cumprir-sc as formalidades de direlo como me af-
lu mam os advogados do foro ; c menos nAu sendo o
dilo preso morador em extrema da camarca, pos
sabido he que o Candial ,l,ia do lugar da divisao
com o Bonilo mais de duas leguas.
Exisle nos fundos do engenho Palos desla comar-
ca um Filiraiio de lal, e leu espoleta llarboza do
'al, que eslAo levantando um engenho, denomina-
do damelleira, os quaes alormenlam os pobres fo-
rciros, e moradores vizinhos a propriedade, com o
brbaro icrvicu de aberlura de eslradas de carro
para o maneio de seu engenho, sem dar comer a
csses miseraveis de fortuna c espirito : milito dese-
jaria que csses senhores declarassem^ Ici, que Ibes
dese poder soberano para asnm obrar, e que csse
fado fose averiguado por alguma auloridade, por
causa dos folladores. Sabbado, M de dezembro pas-
sado, Sabino de Paula Mendes, par.lo solleiro, me-
nor de 17 auno, morador nos Mendes dcste termo
de l.imoeiro, foi preso pelo subdelegado desla
villa pelosupposlo crime de seduccAo, e remellido
para a comarca de Nazareth, pordizer-se queo cri-
me alli fora commettido, e consta qne fura entregue
aojuizde direito, que o dcstnou ao servico o
excrcilo, e vai ser enviado ao chefe de polica como
recrula. nao obstante nAo ser morador na comarca
do Nazareth, ser flho nico de una viuva doente,
e ter a seu cargo duas irmAas honestas : todo csse
trama foilo para lolher ao preso a garanlia do ba-
beas corpus, que ia promover peranle a justica desla
villa.
Na freguezia de Bum-Jardim, dous sujeilos de
nnmrs Alcxnndre de Moura, e Jos Gomes, com a
forra do suor de alambique hrigaram, saliitndo um
com una pequea focada, e oulro com una conlu-
sao na cabera, foram ambos rccolhidos a casa gran-
de do nosso Machado, onde ss ichum cm curativos.
Um crioulo de nome Domingos Jo' deSaiita-Anna,
a quem um seu amigo linda rondado 12GO00
res deu-lhe um tiro as guellas, o por esse facto
foi preso, c o oulro nao morrn. Foi tambem pre-
so Amaro Gomes da Silva por ter furtado um caval-
lo, sendo esse animal restituido a seu dono que veio
sectarios de llahnemau, sem que leuda os requisitus rm seguimento. Foi preso tambem Alexandrc Dias
exigidos para bem desempenhar tAo ardua missAo.
Senhor fiscal cautela com esse reverendo, adver-
lndo-o que Irale smente de dizer a sua missa, e o
que for mais de seu magisterio.
Senhora polica, rogo-vos um pouco de allcnrAo
para um circulu, que quotdianamcnlc lem lugar no
atrio da matriz desta cidade, ao qual Icndo por ve-
zes assislido o amigo Mesquila, possa asseverar-vos
qoc os seus fins sAo dem fotaes a sociedade.
Traman) grandes cou-as contra o paiz, e sempre
d-se das 6 as 8 da mandila.
Mais ha que transmitlr-llie, porm acho-me j
tAo fatigado, que suspendo a pluma, aguardando-me
para breve. Au revoir.
O rnica.
(Carta'particular.)
COMARCA DE LIHOEIRO
15 de Janeiro de 1855.
Nao tendo o talento necessario para cscrplor pu-
blico, nem urna penna lAo bem aparada, como a de
leus particulares correspondentes de oulrtis pontos
da provincia, baldo r" s dos recursos da scienria Ii I
terina, diflicil se nAo espinhosa se faz a larefa de
comarca, sem qua se houvcssi:TliTdu do.mufla"parte ser corresponjjjenlc desle mundnbo, an que lolavia,
desejo de arrogar-lhe otTonsa alaum, de meu dever I stL*.WItro me ajudar o engenho ou arle, empregarei
era dar corpo a minha proposito ; mas nAo o faja. mcs esforcos, pelo menos quanlo necessario for,
pela aversao que consagro a conflictos, mormenIcN para de quiuzeem quinze dias Ihe dar noticias in-
lorando esles a lerceiros. I- ^ nlias, desle lugar, e suas novidades. sendo meu filo
Inas palavras dizer ir-re! melhoraros maos hbitos de cerlos
Frescndr nAo possode
do utlimo lopico que me d respeilo
amantes, c eha-
ar ascuseixosDS inimigos da Ici, e lambem ccuuo-
ijue Busceplibilidade ef demaala do nobre cobJViisar o |mP#^' P'ef'enolrabalho da leuda, o nosso
"om veThoMacbado, que iiAp descansa com lano
cenia a mala, e alranrava-a visivolnienle. Todas
as caderas da diligencia eslavam as porlinliolas.
lega I \
Que facildadc cm lorcer^i genuino sentido de um
pensamenlo !
Nodrecoega, nao foijuierilidaile de minha parle,
e nem jamis julgamenlo de pfopriedade de alguem
o iioliciar.como fez ver ; sim sement foi provar-lne
mula gralidAo por ter me desonerado de 15o ardua
larefa. no rasodo que assim succelesse^
Fot daralear muilo o pensamento41o collegit,que j
hoje consagro-lite sympatbia.
NAo sendo possivel, alientos os elementos do nosso
paiz, que a seguranza individual nAo nlterabilidade
solfra, passo a relatar-lhe alguns casos.
No lugar denominado Esqueeido, da subdelegada
de Podras de Fngo,6deste, foi assassinado Joaquim
Ferrera dos Santos, pelo cabra Antonio Camello, em
occasiAn que regressavam de um batuque, como cha-
mam os rsticos.
Da-me como motivo o amigo Mesquila de seme-
lhanle desastre, ter aquelle desvirginado ama irmAa
desle.
No dia seguinle foi capturado o assassino, e sem
rebuco confessou o delicio.
A' 7 do mesmo foi assassinado de emboscada no
logar a que ch.un.im Agua-Fria d < subdelegada de
Tjucupapo um crcoulo de nome Manoel Domin-
gues.
O assassino ainda esl incgnito, devendo snppor
que a mal una polica ter dado is cautelas pre-
cisas.*
NAo deixando prenles o finado creoulo, sendo om
pooquinhn arranja In,o jimn de menles den as pro-
videncias exigida por le.
Em 26 do passado pelo alteres Azevedo, subdele-
gado de Tiinhauba l.uiz Anlonio, criminoso de mor-
le, sendo que a pronuncia fora proferida pelo mes-
mo slferes.
Aflirma-mc o amigo Mesquila, que no lugarejo a
que dan o nome de Ratatan, em distancia de mcia
legua desta cidade, fora brbaramente espancado um
individuo em eompanhia de sua chara ametade nAo
se saliendo qual dos dous mais solfrera.
Diz-mc o mesmo amigo que lainjam a paternidade
do perverso fado a certo senhor, alguma cousa na
sociedade.
Alerta, alerta, madama polica ; nada de altences
puna-se o crime, onde quer que estoja.
Como Ihe liz ver, foi-se o nosso digno promotor,
sendo substituido pelo Dr. Jos Lcodegario Rucha
Faria, advogado desles auditorios.
Antagonista dit homeopalhia, son com ludo forra-
do a (ransmillir-lhe um foclo eslnpendo.
Reside na ma Dircita desla cidade urna senhora,
com ida lede 60 anuos que, sendo forlemente ala-
da de nina hemorrhagia, a ponto de receber lo-
dos os preparativos a seguir para eternidade, depois
applirada urna dozefjiAo sei de que) pelo homeopa-
Essa rapariga chainavii-se Virginia, e linhi a al-
ma exaltada pelas leiluras romntica*. Paulina c
l.nriet licou vermelho como urna lagosla, fechoii dea -avalles agilavam a-fago liquido c a luz nidi-
as maos, e pareceu querer correr para atrancar n qua passando-lhes alruuz das pernas Iraeavn violen-
tamente rsses perfis nioveis.
eaniponez, que avislava-sc anda ao longe.
Chilln o releve.
Es homem, meu charo, innimuruii ella, e ao
mesmo lempo seu oidor cntrnecia-se repoiilinamen-
to sem o saber; convm que hajam liomens no pa-
raizo das mulheres ; pois sem isso ellas se cnfaslia-
riain muilo. l'el.i minha parte nao quercria un pa-
raizo onde tu nAo estive-s .
Chilln volioit-se para I.oriol e bejou-o. l.oriol
tlcxava-se llagar com pra/.er; domis eslava mu
contente por comprchender que os liomens nao mia-
ran, deslocados no paraizo das mullieres.
Oh cxclamou elle olhaudo para Iraz. adi vem
um regimenlo do carruagens.
O horisoiileelareava dolado do oeste. Pareca que
is nuvous ai rejacando >c iam descubrir tima fila do
reo cortada regularmeule c melbor do que c oni o
pincel. Scnlia-sc o sol por-se alrus dos vapores mais
leves. Baca gnarnieAo luminosa dehaixn das nveos
cinteniae tinha rores rn- na e esverdinhadas, que a
I .dlicla nao pode imilar.
Acor de laianja hrillianle e que fre a vista mis-
Inrava-sc com a de violeta, essa cor forte e profun-
da em que a vista se banda rrpousada.
I-; s-.i claridades da larde iam ganliamlo e lau-
cando aos nhjcdos urna lu falsa e extravagante. As
arvores moldadas tinham as ponas das foi lias Tais
tU sombras.
A eslr.ida corra sobre um leve declivio. Do la-
do do pocote via:sc ella hrilhar como um canal es-
A redunda,^poyo sem ceremonia, o interior cheio i l.eorg. la nlo saliiam lr ; mas amavam a dansa e I
' boa mesa.
Chilfon c l.oriol pararara para ver passar esse cor-
tejo. Como a chuya nada mala poda fazer contra
sua roupa, ellos appliraram a niAo sobre os odos
em maneira de ealavenlo, c pozeram-se a esperar.
A prinicira rarriiagem que galopava us cinroen-
(a passos aotoi das oulras era a diligenria de Man- :
nina pudre cnidarcaeau frclada para o rnmmercio
dasgalliidias. Via-se" no coupc o semblante altivo de
um viajante de commerclo conversando com urna
inulher dosa. que pareca perlcncer classe mili-
lar. Na porlinbola do Interior sorriam duas ou ires
ramilla* vivas esagazes. De Mans anda vem algu-
mas as dorias.
A rotunda eslava chela de gente sem preleni.io,
enlre a qual nolava-se um matnhero de hda cala-
dura c de bom humor, quo r.mtava muilo, e um
pobre rapaz de figura extravagante que obslinava so
em trancar um pedaro de liga apelar do bilanrn
ila rarriiagem. O marinhero linha na* orellias bel-
los punliaesziuhus, que pendiam-lhe sobre a go|,i da
camisa azul, e os oulros habitantes da rotunda oc-
cupavam-se mtiilu com esse adorno.
Apsa diligcuiia de Mans viuda a mala de Bresl
fechada discretamente para occullar a falla de re-
ceita, c apii- a mala urna India cavalgadura posa-
va una dcrlinda commoda e grave.
A vintce cinco pasos de nossos dous pequeos
viajantes a piala excedeu a diligencia, a qual toda-
va linda posto seus sendeiros a galope. A berliuda
bellas ambircs. de lagarellice e de som*o,
coup, onde o representante da rasa l'otel e Cam-
bar J conversava sobre lilloralura, philoaophia e m-
sica cnm madama do Sailluuv, viuva do um com-
manilaulc do engonliciios : ludo isso olhava.
Os bulis nlo Silo J mais raros do que cm
qualqucr oulra parte, dira o viajante commercian-
le; poda se ter um bel o mello por um franco c
vinlc cinco rcnlimos.
Com sele ou oilo mil francos de renda, respon-
da madama de Saillonx, pde-ae ler bda casa e fre-
quentara boa eompanhia.
Cerlamente... anda que se viva melhor com
viole mil libras de renda.
EnlAn os milliouarios vive-n mais a seu goslo '.'
| di-so madama de Saillonx com finura.
Sun e nao... quando8C cltega inlciramcnte ao
alio, lem-fe gastos... Tenfao conhecdo alguns simi-
lords bem incommodadoa !...
Sem iluvida. sem duvda... quando he misler
ler carruagcni, ravallos...
Cu-a na cidade, casa no campo...
inti'it.tonto, ntordomo...
V. M jaiitarcs...
E os bailes...
Esto genero de conversara!! inlcresa ao ullimo
pon to no representante da rasa l'otel o Gambanl. o
madama te Saillonx, viuva do major, achava-lhe
gualinentc muitas delicias. I'de-se conversar as-
sim mnitoc das succcssvos sem alacar-se o edificio
social, nem os grandes corpos do eslado.
Em Caris, dizia no interior unta das Ires cari-
nhas sagazes, rada um faz o que quer Ninguem
labe se como franges ou dou sidos de carne de
porco.
chamado dos peguezes da t-asa penitenciaria.
Decan, alto e bcani soin. 'que nao me importo
,:om os correspondentes do anno passado, nem desejo
conhecer seus autores, e menos lomo a parcial idade
'de pessoa alguma, lento por lm somenle noticiar os
|faclos com mas circunstancias, e dalas de seus acon-
tecimentos. Temos feto os devidos comprimcnlos,
mudemos de rumo, e demos principio as novidades
dia.
Findou-teo anno de 1851 com a paz do Senhor: ti-
vemos boas testas, e nAo desagradavel entrada do
novo anno ; durante a noite de fesla Ovemos bastan-
te qoanlidade de doce ca da Ierra, chamado pelos ha-
bitantesoreldas de paoocasoheque intcs ila meia
noite vendeu-se lodo, cousa nao acontecida noi an-
uos anteriores : nao Ovemos recejo algum da janci-
rada, como n'oulros lempos, em duvda devido a
maior occupat;o do nosso povo com a boa safra dos
algodes, e oulros servicos proprios de agricultu-
ra, e uAo haver lana ociusdade, porem sem embar-
go das duvidas, os nossos vigarios nao se anhnaram
a ler cousa alguma na miisa parochial do primeir
da do anno, com receio das sortea ideiai dos seus
freguezes. Certo juiz de paz de mu dos dislriclos de
Rom-Jardim, ha dous annos a esla parle,obrigou em
conciliacAo a um seu districtano pagar a oulrem
duas conlas, maiores de 160000 reis ( excedente de
son alfada ), depois de lAo grande espaco de tempo
decorrido, Icmbrou-se o autor ( credor ) de lirar
mandado de pendura contra o devedor por amdas as
cotilas ; e nisso conveo o juiz de paz, c mandn
passar o mandado de penhora : foram com efoilo
ponderados por esa quanlia tres ravallos, sendo um
de sell. em dias de dezembro do anno passado : ad-
mirado o pobre roceiro dessa violencia, pedio vista da
penhora, para deduzir em juzo seu direlo, o que
I lie sendo concedido pelo juiz de paz, se nppoz n
bom do escrivAu, dizendo a parte que nAo cumjiria
o despacho por nAo querer, e que o juiz nAo sabia o
que tinha despaldado, entregando a pclirAo a par-
te : esse roceiro de boa fe, j vcldusco, e prejudica-
do vendo-se nesses aperlos, instado e rogado pelo
juiz e escrivAo para pagar a quanlia srm queslao,re-
solven-se a assiguar unta lellra para pagar em lini
do mez de tevereiro deste anno; oque o nioveu a esse
acto foi o nico jnleresse de comprar a paz, c condu-
zir seus ravallos, que nilo obstante eslarem deposita-
dos, andavam em servico particular do depositario.
No dia II estrada nova desla villa, matou um lioi doenle de
carbnculo, secou a carne, c vcntleu publicamente
ao povo, como carne do serbio, sem que fosse incom-
modado por pessoa algnma.a quem inspeccionar toca
esses e outros fados, resultando clcssa audacia serios
efleilos, como estar quasi morrer llenrique de lal,
sangrador do dito boi, que leve em paluda um gran-
,. Quanlo a comer dous sidos de carne do por-
co, disse Paulina respondendo s ultimas palavras
de Virginia, melhor fora licarinos em casa.
Todos saben), acrcsccnlou (ieorgcla, que ha
tintis a '.!<> cntima, nos quaes se lem sopa, dous
palos de carne, um pralo de legumes. sobre-mesa.
urna garrafa de vinho o rafe com asurar.
Com pie disrneao, comph'lou Paulina.
Virginia encaroii-asconi piedade murmurando :
lie para asa que vo-ses vem a Pars !
Na rotunda o marinhero que linha punimos as
orelhas em vez de hi nros.dizia snlemncmenlcc como
pessoa entendida :
Quanlo a isso, os sectarios dos paizes do
Oriente e das escalas do Levante que se cha-
mara a religjo musstilmana, de que Mahnmel serve
de prophela, o Vmcs. n=o piKlcui deixar de ter di-
vido fallar iles*c cidadAo. lem mullieres legitimas
pennilli las pela auloridade dessas regios : assim
lendo-se divertido durante a vida, e engolfado com
volnpluosidade em lodos o* prazeres, querem ainda
folgar posteriormente sua morle no inmolo, cen-
lo que o paraizo he comporte de mullieres gordi-
ubas sobre relva sempre vente e esmaltada de lodas
a* flores, onde ha cachimbos, fumo, cfonle-sque
rnrrem perpetuamente para Ungiies de alabastro
com peixe- encamados, cisnes escreas da fbula.
Nao he verdade, Tolo f
Sim, mcu primo, responden o pobre rapaz que
leeia obslinailameule seu pedaeo de liga.
A rotunda eseulava. O niarinheiroconlinuoa :
NJo se deve pois c-ir.inhar que se chame a ca-
pital o paraizo das mullieres ; porque elle fornece
aos maritihciros e aos eslrangeiros todos os diverli-
menlos relativos aos prazeres do amor, nAo caros e
ao meu alcance segundo as cla-ses que nosso oceu-
par desde marojo ate commandanle, e porque ah he
o ponto ile reunAo das quairo parles do mundo alm
da Occania diiule do holeqtiim da Rotunda no Pala-
co Real. NAo he verdade Tolo '!
Sim, meu primo.
O maiinlieiio ia continuar ; mas ficou repentina-
mente pasmado. A mala ludia passado, e a berliuda
laucada nos meamos carril moslrava sua caxi ele-
gante onde qlialro pessoas cslcndiam-se commoda-
nienle.
Olba para alli, Tolo exclamou o marinheiru
sacudindo vigorosamente o bra^o do (ecclo.
O semblante doste ovni iniin una a Inmacao pro-
fuiula. e a liga rumorada cahin-lhe das maos.
Diic me j, se nao me engao Ior non o ma-
rnhriru cfrcgaiido os olhos.
NAo te engaas, met primo, responden o dcil
Tuto.
He ella mesma '!
E elle mohno !
Oh I oh dizia nesse momcnlo o representante
da rasa l'otel o tiambard veja, senhora, veja, qiiin-
do se falla de millior...eisaqui o re Irufleque vol-
ta ao^eu caalello de Mainlenmi.
Mad.iiu.i de Sailloux ahaixou a viibaea ila porli-
nbola para ver melhor o rei Truffc, c pe gummi :
Me aquelle de que se coulam cousas lao singu-
lares '.'
Elle mesmo.
O general californiano '!
Ou mexicano...ninguem sabe jusl.imenle onde
canliou suas halallias.
Emim o famosu duque de Rostan ?
O papa da casa de ouro, o czar dos Drinkert,
o re Trulfe emlm, o mais ricrf homem doi dous
mundos I
por andar vendendo obras de ouro loriada, algu-
mas anda por acabar de fazer-se. No lugar ta
Malhadinha, no dia 6 do correle mez, Joaquim de
tal deu urna formidavel focada em Amaro, e sendo
aquelle preso, e levado a presenta do subdelegado
supplente em exerccio, da freguezia de Rom-Jar-
dim, esle o sollou sem mais averiguaees ; nu se
fez vestona, nem processo.
No lugar de Caraubas, termo desla comarca Le-
oncio de... pretenden assassinar Anlonio de Parias,
segundo dizem mas nAo chegou a realizar-se o foclo.
No Ribciro do Mel houveram duas assuadas donde
resulluu alguns ferimcnlos, que liearam impunes.
No lugar do Tab, dizem os meninos que fora Dior-
lo em acuites um escravo de certa pessoa, por moti-
vo de feilicaria. nao se leudo al hnje dado provi-
dencia alguma, para conhecer-se a verdade dessa
histeria. Foi preso en Bnm-Jardim Jos Percira
pelo crime de furlo de cavallo. que como objeclo da
rauda vai grassando em grande esralla por esla co-
marca. No lugarda Caipora, da mesma freguezia,
foi preso a ordem do juiz municipal, segundo sup-
plente, um Anlonio de Barros por anlonoma/ia, ca-
becil branca, por ter inotto a Cosma de lal no anno
de 185.
No dia 6 do corrente pelas 7 horas da noile,Jo dos
Sanios Medeiros Jnior morador na ra desla villa
-inion com urna pea a sua mulher, donde resulten
lAo graves forimeutos, que essa mulher desafortu-
nada fica em perigo de vida. Sabendo tlcsse fado
as autoridades policiaes cerraram a casa, e manda-
rain abrir as porta, donde liraram essa senhora, e a
dopnsilaram cm cata do Dr. Rilancourl, onde se
arha cm tratamento. O malvado marido fugio, e
por esse motivo pode escapara merecida recompeu;
sa. O juiz municipal segundo supplente. llenri-
que da Costa (ionios mandou logo proceder a corpo
de delicio, e ja deu principio ao processo, onde |u-
raram cinco lestcraiiuhas sofriveluicnle. Fcamos
lvre do importuno Dnurado que sendo demillido do
cargo de inspector da villa, deu logar a ser nomeado
o Dr. Madras, tildo de Antonio Jos Seguro, cele-
bre pelas soas mentiras. Ja esiou com os meus
oculos lropos e preparados para bem observar esse
Dr, qne pelo nome com que foi ebrismado, lie In-
cluidlo embirrante. Dos o fade bem, e de-lhe boa
vista para nlo cahir em algum formigueiro. As ma-
lriz.es de Bom-Jardm e Limoeiro eslo em obras
com osioccorros votados pelos membros da nossa
assembla provincial, sendo admiravel o augmente
zelos particulares de seus respeclvos vigarios: assim
fosse lembrada a concluslo do assude desla villa,
que a nao ser reparado nesla quadra, grande eslorvo
vai dar aos passageiros no tempo invernozo, por
causa do grande lamaral e precipicio, a quo fica
reduzido ese lugar. Tivemos bem boa foira de ga-
do, cujo numero excedeu de 300 rabecac, que foi
vendido na razAo dednze patacas a arroba. A se-
nhora chtiva ja nos veio dar um ar de sua grata em
dous dias deste mez, que ulili-ou muilo aos cama-
radas do campo. O legumes vAo correntio pelo pre-
to do mercado, sendo a farinha a 10 ris a cuia,
inilho a 140 ris, feijo a 610 rii, e a carne verde a
13 eH palaca.
I ariedade.
Cerlo pagodisla vendo em um copo d'a^ua ornas
moscas, lirou-as fra beben e (ornoti-asa lanzar
dentro ; perguntado pelos compauheiros, a causa
dcsli acrlo, responded : pela parle que me lora,
eu nAo gosto de beber moscas ; porem nao sei se il-
-itiii dos meus amigos gnsla dellas. Quem ha do
amar moscas sendo ellas i propria imundicie-? Ver-
dade beque Luciano e I eAo Baptisla Alberto so
oceuparam em dcscrever com elegancia as prendas
das mascas. Tambem Polycrales lonvou os riles,
e[l.uiz Wilirhir os gaphanhotos : Cliterio o rarun-
cho, e Favonio as febles qiiarlans : Betuho os mos-
quiles, Miguel Psello as pulgas, Sineio a calva, e
Andr Ammaniu u nada.c ale ao mesmo demonio,
nlo fallou quem impamente imprimase seo enco-
mio. O imperador Heliogabalo mandava a seus
amigos presentes de moscas vivas medidas era vans
de barro, diicndo que erara hrlhas mansas. Plha-
goraslcve urna filha chamada 1/osco ; em Alhenas
houve outra mu condecida pelo mesmo nome, po-
rm tambem Beeizebul tem o sobre romede mosca,
que quer dizer em hebraico /.ebuh e lee!, dolo oa
principe das moscas. Nicols vendo Alexandie Mag-
np afaslarde si urna mosca, aecudio lugo dizcmio-
A viuva do major devurava rom os olhos um ho-
rnera gordo c paludo deilado no fundo da ber-
liuda.
Dizem, nitirintirou ella abuivando os olhos, que
esse duque de Rostan lem nina corniola profunda-
mente desregrada.
Depois acresrcnloit tentando cm rite relcr o grito
de su.i experiencia :
Na verdade elle lem ar disto '.
A derlnda gandava e*pneo ; Cliiftoii c l.oriol li-
ndam-sc enlloca.lo a borda da e-Irada c junio do
lama para dar lugar, l.oriol lirou o barrete de lAa.
t.billn beijou a pona dos dedos e eslcudeti a mao
para a berliuda.
A vidraca abrio-se, tima mao aira e gorda, cojo
dedo annular eslava ornado de um enorme diamante
appareceu fora da porlinbola, e una moedadeouro
radio aoi ps de Chifln, a qual agradecen e DOZ-rc a
nr julgando quo era um fnflo novo.
Jle a mulher que esl junio dcllc '.' pergunloii
nesse momento madama de Sailloux.
lie sua bolla prima a marque/a Alrea, urna
casquilda que faz fallar de si !
Ad disee a viuva com lora singular,casa mar-
queza chama-se Aslrea '.'... E aquelle liometu grande
e bello .'
O marido da marqueza.
Madama de Sailloux dirigi um sorriso militar,
mas intil ao marido da marqueza ; pois baria ni Hi-
los anuos que nao tinha contemplado um corpo lo
notavel.
Mr. Durand representante da casa Polel e tiam-
bard. comunin :
Com eflilo o senhor marqtiez de Rostan he
um homem nimio bello. Tem cinco ps e sele pol-
legadas e meia sem solas. S o rei Tiuff que tem o
ttulo de Drinker I esl cima delle : he Drinker II,
senhora !
Ah lora a xuva do major, ronheci cm en-
tro lempo...
Mas inlerrompcu-se para perguntar :
E csa bella moca assentada enlre a marqueza
Wrca e o duque t
O caixero viajante sorrio discretamente e disseem
vez de responder :
Tem ouvido fallar do doulor Sulpirio 1...
Ol pequeos, criloit nesse momcnlo a \o/ do
marinlieiro da rotunda, essa moeda vale quarenta
francos, nAo a vo vender por de/, sodios I
t.billn e l.oriol que eguiaiu a hcrlitida cotrendo
pararam como fulminados.
Qoarenla francos repeli madama de Sail-
loux, elle lancnu-llies quarenta flancos !
O viajante comnicrcianle Inmou os orulo-, c
di-so rindo :
A peqnena he gentil...
A idea do arenla francos, essa riqueza rulnu a
entrar no cerebro dos dous meninos ; mas logo que
eiilrou, ellos fioarain ebrios e po/eram-e a dan-ar
na I,una cantando louramente. A ciliada do verda-
dero Paraizo he semeada le arhusli e de rspinho<.
Que ihllerenca !... Aqu para fazer mentir o prover-
bio achava-se a opulencia debaixo dos ps dos ra-
vallos.
Vs que cu tinha razAo
rida.
! disse Ciiitlon csliafo-
Ic la ao ar, e depois poi-
Loriot 1.me.m o barrete
se a danai.
E alm disto, tornou a rapariga, estamos ape-
nas no ramiiibo.
Silo as bagalellas da porla. Veras quando eslvcr-
mos cm Pars.
(Continuar ie-fi*.)
;.\ -. '';.. '
MUTILADO



>
nf
\
Ihe, que lal nao fizeue, porque as mofeas que par-
licipassero doscurealsangue, sahiriam mais eicel-
lenles do que as oulras. (regorio Tolusano coula
um casonotavel acerca das moscas dizendo que Chu-
niberlo re dos I.ungohardos retirando-seao sea apo-
senlo inlerior consultiva com um ministro, seu
confidente, a morte de outros dous, que llic eram
odiosos : veio all uaquellc momento urna mosca,
que orei quiz matar com um caivete que poi aca-
so linlia na m3o, mas escapou-llie, e somcnle Ihe
corlou um p : vieram depon aquelles dous homens
a palacio, ignorando o mal que contra elles eslava
determinado ; porem sem saber como, nem por onde
appareceu Mies alli um coxo que (razia um p pos-
tigo de pao que os avisoa, que se relirassera logo,
porquo o rci eslava determinado aos malar. Elles
assim o lizeram reculhendo-se a igreja de S. Romo
Marlyr. Admirado Cliuniberto de se revelar esse
segredoque nAo linlia passado de seu peilo, mais
que a noticia daquelle conselbeiro que senAo (inlia
ainda apartado de sua presenta, mandoa pergunlar
aos omisiados porque causa haviam rugido da corle
e confessando elles a verdade, se eiilendeu que
aquella mosca do p cortado, era o mesmo coxo de
p de pan, islo lie, o demonio.Irra que nao vai a
morrer, deiiemos o mais para mcllior lempo, pois
diz o rifAo, que a corda muilo leza, ou arrbenla
asi ou o arco. Saude e patacos Ihe apelejo de bom
corado na graja de Dos, Seu sincero, e leal amigo.
O Astrlogo,
Tabellados preros correnlesda fcira de 13 de Janeiro
do carrele anno na comarca del.imoeiro.
DIARIO E PLRMMBUCO, TERCA FElRA 23 DE JANEIRO DE 1855.
Arroz de casca. alqueire 6400
Assucnr hranco. arroba. 300
Dito someuot. dita 29560
Dito mascavado. dila. um
Baaitl unto de porco 210 dila. 7-680
Carne verde dita. 4I80
Dita de sol. dila. 6>400
Dita de Ccar. dita. 6900
Bacalhao. dila. 4-580
FeijAomulalinioHt)') a cuii alqueire. -.-liini
Dito br.mco. 640 dila dilo. -1I-IMI
Milito. a Km tila dito. 19480
Fariuhi. 240 dila dito. 7f680
Ovos, duzia por 60
Rapadura, cento. 4 3000
Sal. UO dila. lito. .$80
Sement de carrapat i. dilo. llt2HI
l.aranjas, cento. 640
Annanazes llixalll. um 2*0
Coco seceos, o cento 5IMK>
Carne de pnreo. arroba 49480
Esleirs de peperi, una. 240
Albardas, urna. 1900(1
Cannas de Caianna, o cento. 2000
Bananas compridas. ceulo 13000
Curdas de craua', o cento 38000
Sebo em rama. 160 a libra arroba. 05920
Mangas, o cenlo. 23000
( Idew .)
COMARCA DE GMANHUNS.
S de Janeiro de 185").
Com o derradeiro grao de arela cabido da ampu-
llieta que marcava os ltimos instantes do domin-
go ultimo, desappareceu na profundidade do passa-
do o climatrico anno de 1854. Fui o auno mais
carrancudo que lenlio contado em dias de minba
vida de 1852 o nAo fui menos Que deverei eu
esperar do de 1855? O futuro a Dos perlence.
Confenlo- na Divina Providencia.
Desejo a Vmc. a fruijAo do todas as venturas ; e
digne-se de aceitar, sera mais prembulos, os meus
coinprimenlos por occasiao do anno novo. Esta co-
marca goza de profunda paz o de urna eftectividade
j mui satisfactoria de garantas sociaes, grajas a
bom senso e moralidade da grande maioria dos se-
us habitantes e aos meios disposijAo das autorida-
des respectivas, seudo tara de duvila que entre esles
rocos avalla como pralicameiilc o mais eflicaz para
a situadlo, a repressAo vigorosamente enpre4
nesles ltimos lempos, desde a primeira auloridadc
do lugar aleo empanturrado inspector de quartei-
ro. Forja he divulgar csses serviros nesla poca
egosta, em que o verdadeiro mrito he mui las ve-
zes esquecido ou ignorado, ao passo qiic por qual-
quer mont parluriens se concede honras Irium-
pbaes. A que he licito aspirar, por ciemplo, um
pobre delegado de policio da roca, que vive em e-
lerna lula com potentados do lugar, commummente
os maiores criminosos ; em continuas diligencias,
barateando muilas vezes o seu mais precioso dom
depois da honra, a vida '. A' sorlc mesquinha de
um subdelegado da Cago do Canhoto, na provincia
das Alagoas ; Ires balas no costado, o que significa
passaporle gratit para urna melhor vida, e a miseria
legada a sua famiiia. Tal he o triste paradeiro a
que allinge a polica quando desarmada de dinhei-
ro e de forja, taesos instinclosdas rajas deque pro-
cedemos ; diz um Ilustre parlamentar. E quando
nao obtenlm o mizrro agente policial do mallo um
Uo subido premio, nao vive em continuos sobresal-
tos, nao sacrifica os seus ulereases privados, nao se
v acercado de comanle alarma, e exposloas tramas
de ignobeis paiioes, ale so conslitue o alvo da vin-
ganja ; nao, a auloridadc uestes serloes repousa
em leilo de rosas. Um juiz municipal exercendo
funejes policiaes nao est sujeilo aos mesmo. contra-
lempos, nao s por amor do exercicio dessa espirito-
sa parte de sua jurisdiejo, senAo lambem por qual
qoer aclo legal de seu emprego, que tenda porven-
lura a provocara sanha de algum malvado? Del-
xarei de citar exemplos mesmo de asa, para forrar-
me as personalidades e alluses, que nao poderei
evitar.
Entretanto forja he que o juiz adqoira os h-
bitos de magistrado, e carregue com lodos os onus c
rnnsequencias de seu emprego ; no que eslou de
accordo ; mas se nao he conhecido do governo, se-
nao lem um protector que o aprsenle, que te empe-
nbeporsua promojAo, dar-se-ha o jniz municipal
por mui feliz em sua brilhanle carreira, se for re-
conduzido.
Simples particular desla comarca e leslcmunba
presencial do procedimenlo louvavel daquelles que
silo aqui encarregados da eiecujao das luis ; ou que
Iwje posso Iransilar por estas estradas com alguro so-
ceg de espirito, que vejo a minha propriedade suf-
ficienlcmcnle garantida, conlerem-se os mos pelo
temor das penas e fugir a impiiuidade a passos lar-
gol, que oujo dizerque se niio da mais provimenlos
a recursos crimes e que sao frequenles as app- ,ao6es
no jury ; eu que teuho vislo na cnxovia mais de um
figura"o desla minha Ierra ; eu finalmente que vou a
creditando na ineOicacia das meiai-dohrat, teuho
para mim que o meu leslenuinlio ser aceito; e,
quando o nAo .teja, fallem por mim os Tactos. Va-
mos as noticias. Em verdade quasi nada cabe me
noliciar-lhe desla vez.
Findou-se no dia 6 do mez passado a sessao ex-
traordinaria do jury : eis-aqui um resumo dosjulga-
nienlos que liveram lugar :
Honorato Pereira do Nascimoolo, complicidade
de homicidio ; absolvido.
Nuno Jos de Coulo, furto ; condemnado no m-
ninio do artigo 237 do cdigo criminal.
.lose Viclorio do Nascimenlo, morte; idem no mi-
nimo do artigo 193 do mesmo cdigo.
Antonio Joaquimda Silva, idem; idem, no medio
do artigo 192.
Francisco Peixoto da Silva, (colativa de morte;
absolvido ; o juiz de direilo apcllou.
Jos llypoiilo Franja Mares, uso de armas ; con-
demnado oo mnimo do arligo ;l. da lei de 26 de
oulubro de 18:11.
Manad Severino da Silva, Antonio Joaquim da
Silva, JoflO Marta Ce/.-u, lenlaliva de morle ; absol-
Vdot.
Manuel Anlonio da Silva, furlo ; condemnado oo
mnimo do arligo 257.
Manoel Jos da Pailita Urumbclia, morle, absol-
vido ; appellou ojuiz de direilo.
Jos llypoiilo Franca Mares, Francisca de Pau-
la Ferrara, morle ; absolvidos.
Jo3o llaplisla dos Sanios Araujo, roubo ; idem.
Anlonio Thomaz Pililo de Moraes, lenlaliva de
morle, absohido ; apprtou o juiz de direilo.
Manoel Ferreira Caldillo, ferimenlos; condemna-
do no mnimo do artigo 201.
I.uiz AlvesdcSouza, raorto ; absolvido.
Manoel Feliz de Carvalho, lentalixa de morle;
idem.
Fcdco de Albuqucrque Cavalcanli, Jos Nunes
lVrcira Jnior morle ; idem.
Antonio Soares Villela Jnior, complicidade de
ferimenlos; condemnado no mnimo do arligo 201.
O mesmo, aso de armas ; condemnado no medio
do arligo 297 em referencia a lei de 26 de oulubro
de!831,art.3.
Jos Dias lavares Cajole, furto; absolvido.
Simiio Ferrara GuiniarAes, idem; condemnado no
mnimo do arl. 257.
I.uiz Bezerra Baiao, Francisco Antonio da Silva,
morte; o primeiro absolvido, o juiz de direilo appel-
lou : foi o segundo condemnado no mnimo do ar-
ligo 193.
Manoel Feliz da Silvra, tentativa de roubo ; ab-
solvido.
Joaquim Antonio Cornelo, complicidade de rou-
bo ; idem.
Jos Alves da Cosa, Francisco Flix da Cosa J-
nior, JoAo de Santa Cruz Oliveira, fuga de presos ;
absolvidos.
Joao de Albuquerque Cavalcanli, ferimenlos ;
idem.
Antonio Joaquim de Jess, Manoel Joaquim de
Jess, morle; absolvido ; ojuiz de direilo appellou.
No mesmo dia em que foi encerrada a sessao do ju-
ry, ( 6 de dezembro do auno passado ). Pedro Cor-
rea da Koclui, no sitio Inhumas, fieguczia de ranhuns, apoz urna Iroca de palavras, assassinou a
golpes de machado, dizem algumas teslemunhas do
processo que em justa defeza, a Bazilio Jos de Mel-
lo Teixeira : no da seguinte o juiz municipal ins-
laurava o roinpctcnlcsuinmaro, que foi concluido 8
dios depois ; c, ouvido o doulor promotor, foi Pedro
Corra pronunciado no arligo 193 do cdigo crimi-
nal ; e lal lem sido a perseguijao frita pela polica a
esse infeliz, perseguij.lo que aliaz cu muilo louvo,
que, dizem os prenles, elle vem cnlregar-se i
juslja.
He esle o nico MHHainalo de que tenho noticia,
e nenhum oulro crime lem chegado ao meu conhe-
cmcnlo : raras vezes tal acontece em lempos de fes-
la como agora he.
No primeiro dia deslc anno, a convite do reve-
rendo yigaria da frcguczin de (iaranhuns, reuniram-
se na igreja matriz vellia da villa, algumas pessoas.
afim de proporem algum meio de procurar recursos
para a continuajAo da obra da nova malriz, que, ha
lempos, esl parada.
O mesmo visara, auxiliado pelos doulores juiz de
direilo, juiz municipal, promotor publico, coronel
Teixeira de Macedo, presidente da cmara municipal;
Jo3o Corrcia Brasil, juiz municipal supplenle ; e
por seu collega Luiz Jos da Silva Burgos, resolveu
dirigir carias dotheor seguinte a diversas pessoas da
freguezia e comarca, colisando-se desde logo os ci-
ma mencionados c onlras pessoas que concorreram
por convite do vgario, viudo a montar a somma dcs-
sas primeiras esmolas a 800; rs, rcalisaveis al o fim
deslc mez, afim de que possa cslar o lemplo com a
coberla, quando chegar o invern : eis a caria :
Illm. Sr.
O estado de ruina, em que se arha a velha ma-
lriz desla villa, fez emprehender aos devolos desla
freguezia, sob u inspiradlo do inissionario F'r. Cae-
lano de Messina, edireejao do respectivo parodio,
factura de urna igreja digna do culto do Senhor.
Muito se lem feilo com as esmolas recebidas e com
o soccorro do governo, construindo-se com 4:0003 e
lanos em dnbeiro recelado urna obra, que todos os
entendedores avaliam j na imporlanria de 16:0009
a20,01109 rs., lal lem sido o ad jalono do povo no car-
regamenlo de pedras e dos malerines precisos Mas
tanta dedicajAo, lano Irabalhoe dinheiro gasto le-
rao de se perder, se com a chegada do invern a i-
greja nao esliver coberlas. Sem recursos, porque o
governo nada mais nos pode dar ; sem recursos, por
que ns esmolas recebidas] se esgolaram com o que
esl feito, lembramo-nos de recorrer a lodos os cida-
rt.los prcslavcis de nossa comarca, para que nos aju-
dem com qualqucr esmola, ou em dinheiro, ou em
sado ou criacoes, de que promplamenle possamos
dispor para liio santo fim ; e como eslejamos ccrlos
de sua prcslabildade, do seu amor a rcligiao, e do
seu patriotismo, que o deve fazer desojar lodo pro-
gresso c bom nome de sua comarca, mui especial-
mente nos dirigimos a V. S. pedindo-lhe orna esmo-
la, seja qual for a quantia ou o valor, para a nossa
malriz de Santo Antonio.
o Esperamos favora>"<1 resposla, podendo V. S.
quando nao nos queira ecrever,>iender-se com o
nosso procurador abaixo assignado. Somos de V.
S. etc.
fia das Imitaran) os presos cadria da villa de
Garanhuns fugir por um grandeXmbo que lizeram
em urna das paredes iulernas da priiao, ora em re.
paroa^u^d_p!u^oqjit;l : folizniWe pode o al-
selhei: porm logo no dia seguinte fui chamado,
poique a febre nao linha cessado : fui Titilar a
doenlc e achei-a cora alguma febre e sem outros
soffrimcnlos mais do que os que ella dizia 1er ha
lempo, da parle do estomago, c um tumor duro e
pouco valumoso correspan leudo i regiao do ovario
direilo, se me nao encano, tumor esle que por seu
volume e dureza nao poda deixar de ser de remla
dala ; o ulero conlrahido, sem dor, assim como lodo
o vcnlre, nolando-sc urna ccrla quantidade de gazc
nos intestinos ; os lochios em abundancia, porm f-
lidos, pouca sede, e o mais perfeilo eslado das facul-
dodesintellecluaes, sem dor de cabeja ou ncommo-
I do de qualquer natureza, (endo ella dormido salis-
fai-turiameule o rcsloda nole ; nao me descudei de
indagar minuciosamente do eslado das parles geni-
laes ; e com quanlo no primeiro dia ella se quei-
xassede sentir algum ardor na occasiao de urinar, o
que he ordinario nos parios naturaes, no dia seguin-
te disse-me que j nao o senlia desde que se Ihe fez
o segundo lavatorio com agua, em que mandei dis-
solver um pouco de (indura de rnica : nesse dia
(segundo) passou ella ptimamente, e as 7 horas da
uoile, quando fui visita-la, achei-a muilo salisfeila,
sem febre, e dizendo que nada senlia, nada soffria,
que eslava boa o lerceirodia passou-se da mesma
forma : mas infelizmente a doer.te nutria comsigo
um desgosio profundo, que procurava por todas as
formas nao dar a conheccr, mas que lano mais a
raorlificava, quanlo ella era a cada momento contra-
riad! em seus pcnsamcnlos : no quarlo dia appare-
cem alguns symplomas mrbidos, como febre, cres-
cmenlo do venlrc sem dor na regio hypogaslrica.
emlim, desarranjos das funejoes orgnicas que de-
nunciavam que a face das cousas mudava inleira-
menlc : o delirio, ainda que nao constante, versava
sempre sobre oobjeelo de suas contrariedades; a per-
lurbajao das fuucjiies orgsnicas se desenvolveu p-
ri-paisu com o delirio, o qual lorna-se furioso ; a
docnte, que al cnl.lo linlia-se conservado em seu
leilo, sabe dolle, quer levaolar-sc, falla conslanle-
mcnle c sem descanso : a esla exaltajao mmodera-
da das facilidades olellecluacs, succcdc,coino era de
esperar, um collapso c a doente succumbe.pcnsn que
no sexto ou selimo da : eis, Srs. Redactares, o que
se passou, e so lia alguma inetaclidSo no que acabo
de referir, he de 1,1o pouca iinporlancia que em na-
da pode llerar a essencia do faci : ah esl na ra
cstrela do Rosario, quina da ra das l.aranjeiras,
loda a familia desla infeliz senhora, que pode conlar
o faci com Inda a imparcialiladc : ahi estao onlras
muilas pessoas prenlas ou amigas da casa, que sa-
ln'iii de ludo, c lem contado ah publicamente : eu
nao quero com islo defendcr-ine lias accusajes do
Sr. Carolino quero smente que sesaiba o que deu
motivo a esse despeilo do nosso sabio Dr. como eu
j vou mostrar.
Pois enlao em am caso desles que haviam cansas
lo poderosas, algucm, que nao fosse o nosso despei-
lado Dr., podero acensar-me s porque eu exlrahi
em meuos de um quarlo de hora lalvcz a creanca,
porque elle latn horas inteirai o nada consc-
gnio ?
Pois enlao ha de ser arcusado um medico que
nslantancamenic extingui as dores de urna partu-
riente, praticando uina operaclo do que nao Ihe re-
sullou Inconveniente algum para se endeosar aquello
que alormruloii-a ama nole intuir sem Ihe dar o
menor allivio o s aigravando os seus males com a
seu inqnallicavel impericia '.' onde estamos noi ?
por ventura nao estamos em Pcrnambiico ? Nao ha
pessoas de senso c pessoas da arle para se horroriaa-
rcm da desenfreada arrogancia de um pedante de 13o
cjuica petulancia, que se alrevo a sustentar permite
un publico Ilustrado, que eu commelli um erro
crasso por exlrabir nina creanja que ha Ires dias can'
sava alrozes sollrimenlos aquella que Ihe den o ser,
e que Dia poda sabir dos orgAos geradores na po-
sijao em que se ach iva senAo depois de podre, se an-
tes nao honeste m,lo adeslrada na .irle de partejar
que a vierte d'all exlrabir: posjAo esla gravemente
cmpeioiada pela impericia de um sycopliaula abjecto
e ridiculo!'
Srs. Redactores, que foi o Sr. Dr._Carolino quein
empeiorou a sorle da infeliz doenle nao ha duvida:
porque nao so foi elle quein Irabalhou urna nole in-
leira sem nada fazer, como que foi elle quem ex-
Irabio o oulro braco; porque quando cu cheguei e
perguntei o Sr. Dr. Pitanga o que sigalicavain a-
providencaspromplasec^ergiij|s. Hontem o cj|
lebre Peixolo. preso recolh",Jra urna s).-, tu,>erior
da prisAo, tenlon pralcar oulro arrombamcnlo, por
onde pretenda evadir-sc com os seus companheiros:
foi ainda em lempo prevenida a fuga.
6
Hoje chegou viU'tde Garanhuns o Sr. delegado,
que se achava em F%, caja.
Al outra vez. fe (dem.)
REPARTigAO SA POLICA.
Parle do dia 22 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
differentes parliciparoes boulcmchoje recebidas nes-
la reparjao, consta que foram presos :
Pela delegacia do primeiro districlo desle termo,
o pardo Jos da Costa Ferreira, e o preto Benedicto
Pedro, ambos por brga.
Pela subdelegada da freguezia do Recife, o par-
do Jos Barbosa dos Passos, por desorden], e ou-
renjo. escravo de Jos Anlonio Pinheiro, por ler
maltratado urna creanja, e Rila Maria dos Prazeres,
para correejao.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Anlonio,
o prelo Domingos, escravo ile Joaquim Demetrio,
por furto, o pardo Filippe Ribeiro Servulo, por ler
tentado dar urna eslocada com um compajo, e Sil- .aun poderosissima e determinante, e o Sr. Caroli-
vino Gomes da Silva, para rccrula.
Pela subdelegacia da freguezia do S. Jos, Manoel
Gomes das Chagas, por desordem.
Pela subdelegada da freguazia da Boa-Vista, a
parda Lucia Maria di llora, para correejao.
Pela subdelegacia da freguezia do Pojo da Pa-
nella, o prelo Du.irle, escravo de Anlonio da Silva
Gusni.lo, sem declaradlo do molivo, e o pardo Cir-
ios deGusmo, para averguajoes.
E pelo depositario geral, Feliciano, escravo de
Anlonio Jos Bilancoarl, sem declaracAo do mo-
tivo.
Dos guarde a V. Exc. Serrelaria da polica de
Pernamimco 22 de Janeiro de 1855.Illm. c Exm.
Sr. conselhciro Jos Bento da Cunta e Figueredo,
presidente da provincia.O chafe de polica Luiz
Cario de Poica Teixeira.
Srs. Redactores.Permillun-nos,Srs. Redactores,
que linda urna vez oceupemos as pag conecituado jornal, afim de lerminarmns a corres-
pondencia que encelamos no seu Diario de 17 do
corrcnlc.
Antes de cnlrarmos em maleria, convm que fa-
jamos urna reclificajAo acerca das horas em que fo-
ram chamados os nossos collegas os Srs. Drs. Prxe-
des Pitanga c sen irmAo Jos Pitanga : suppomos
que por engao dissemos que o Sr. Prxedes foi
chamado bocea da noilc, quando elle nos afianca
queso foi depois de II horas : islo ainda nos serve
melhor para provar o que temos dito.
No arligo antecedente explicamos, ereio que suf-
liciciilcmente ,a* razes era que nos fundamos para
fazer mmcdiatamenlc a exlrarjlo da creanja, que,
-e bem que um pouco cuslosa, todava nAo apresen-
tou oulra ililliculdade senAo o adiar-mella loda des-
oda para a escavajao da hacia ; devino islo nao s os
contraoroes uterinas, como a ler-se lirado o oulro
braco contra os preceilns da arle.
delta smenle investigar quaes as causas que de-
ram ou poderara dar lugar i perilonlc que se se-
guio ao parto.
OSr. Chnill) -llonorc trotando da metro-peritoiii-
le puerperal diz na pag.929 Canana. A inflan)-
majAo ii do ulero e do peronco lem por causas os
dores do parto,a prolongaran do trabalho.as mano-
bras necessarias para a exlracjao da creanja ou da
plcenla, o resfriamcnlo, o abuso dos almcnlos
ii durante o eslado puerperal,ij- 01 impresses mo-
u raes fortes, etc. ^23 Quanlo i supprcs-ao dos lo-
a chios, deve-so considera-la antes como efTcito,
que como causa da molestia.
Vejamos o que se passou depois do parto : cslive-
mos ainda algum lempo na casa da parturiente, e
vendo quenoapparecia nenhum arcidcnlc, dos que
coslilmavam ler lugar em taes rasos, reliramo-nos, e
entend que a doenle conlinuasse a ser medicada por
algum dos oulros facultativos, c por isso nada acon-
guiMe o Sr. Dr. Jos Pilnnga
nem s o Sr. Dr. Prxedes nAo era capaz de pinar
o oulro braco, porque lem senso commum, como
lambem se o livesse feilo, por qualqucr circumslan-
ca, nAo duvidaria confia-lo a mim, por que elle da-
ra a razan de o ler assim pralicado, e, quando fos-
se seu o aclo menos pensado, o Sr. Dr. Prxedes sabia
muilo bem que eu nao sou nem nunca fui carolino:
por tanto ainda mais urna infamia do Sr. Dr. Caro-
lino, fazer prfidas insinuajOes para se livrar a si.
Haviam as molestias anteriores o parlo, havia um
Irabalho de parlo lia mais de (res dias, solTrimenlos
horriveis durante todo esle tempn; haviam as ma-
nobras excrcidas duranle seis horas, havia depois u-
ma nflecco moral forlissima, urna conlrariedade
horrivel que alormcnlava a infeliz, e nada d'isso era
suflicienle para explicar a causa da morle ? Passa-
ram-sc Ires dias e lodos julgavam a doenlc forados
perigos provaveis da operajao, e como a doenle suc-
cuinbe, o Sr. Carolino allribue nquelle de seus colle-
cas que menos mal fez, tmenle com o fim de sal-
var-te das accusa;es que se Ihe fazia c tnlvez com
alguma juslija ? llavera mesmo alguma pesso.i do
povo que ignore que una paixio apl de um parto,
um suslo, urna noticia Irislc, lem levado muilas sc-
nhorat sepultura 1
E, depois de tres das de bem estar, apparere. esta
nosco e queconheccs perfeilaracnte a mim c ao Sr.
Carolina, o que dizeis a sto ?
Finalisarei, Srs. Redactores, pedindo ao respei-
Invel e illnslraaja>x>ublco, que lAo generoso ha sido
para comigo, nrqiicn eu nao posso retribuir sanan
com um solemne protesto da mais sincera e profun-
da gralido, a devida venia por ter fallado ao deco-
ro devido nao s ao mesmo publico, como a' minka
po-cAo : porm ha casos em que o liomein nAo pode
ser nseusivel aos ultrajes, bem queeu devesse sup-
por-me no caso do le.lo moribundo da Fbula, que
deixo de narrar para nao mais aggravar o meu
delirio de que don urna salsfajAo ao mesmo publi-
co, que nos far jnstica.
Sou, Srs. Rodadores, seu conslanlc leitor
Consultorio homeoptico, ra doCollegio, n. 25,
primeiro andar.
Dr. Lobo Moieost.
Esla correspondencia ja eslava feila para ser dada
ao prelo, quando li o roinmuuicado do Sr. Dr. Ca-
rolino no Diario de 20,ao qual daremos resposla logo
que nos seja possivel.
PUBLICifAO A PEDIDO.
no despreza e lanja-se a mim como urna fera ? Nao
sabe o Sr. Carolino que elle nao he rffpaz e nem po-
de desacredilar-me ? NAo sabe que as proprias pes-
soas a quem S. S. eontava a historia, faziam logo o
juizo de que fra o Sr. Carolino mesmo quem causn
smales, que cu nAo era capaz de causar? Nao
sabe que em um circulo onda o Si. Carolino fez por
mais de mia hora urna exelamajao das violencias,
que cu fiz, logo que o Sr. Carolino auscnlou-se, os
circumslantes vollaram-se uns para os oulros c dis-
seram enlre si:Eu supponho que elle mesmo foi
quem malou n mullier e agora quer se salvar aecu-
sando ao Moscozo.
Srs. Redactores, ludo islo se passou enlre pessoas
nolaveis o rjzudas, e se for preciso, acho que nao se
rerusarao a fallar a verdade, ultrajada pelo nosso
soi disant parleiro e operador.
Srs. Redactares, lerminarci a historia diicndo
que oSr. Dr. Carolino ficou despeilado, porque niio
poude fazer a operajAo, e em eonsequencia disso
nAo foi mais chamado para ver a doenle, e dous ou
Ires dias depois, encontrando pessoa da casa della
disse muilo zangado :Enlao fiz pralo para o Sr.
Dr. Mosroso adiar promplo, hcim ? Ora, Srs.
Redactores, haver maior misada ? i-lo al faz ver-
gonha!! Saiba o Sr. Dr. Carolina que pobre
sou c de pobre nAo espero paitar ; porm nlo me
ndisponho, e menos lirigo coro meos Collegas por
causa de um doenle, e por um doente nao vou aho-
canba-los em parle alguma : aquelles que liveroin
confianja cm mim, e n.lo he pequeo o numero,
bao de vir procurar-roe, c aquelles que a liverem
no Sr. Carolino lambem Irlo de ir procura-lo e nAo
a mim : desengane-se disso, meu sabio Collega, lo-
me o meu conselbo e dexe-se de andar dando det-
fructes, que s 1 lie acarretam descredilo : a impos-
tura he um chin mal (dio e de cabellos mal pinta-
dos que fazem logo conhecer que o sujeilo be cal-
vo. eu pela minha parle deleslo a impostura :
o mrito sobresalte, independeute de atavos. .
Emlim, vamos ao' fio da historia, Srs. Redacta-
res, passaram-se alguns dias o caso lornou-sc publi-
co sem que me conslasse que niagnam se lembrasse
deaecusar-me, c alias acensara-se no Sr. Dr. Caro
lino de ler conliibuido para a morle da senhora por
ter c>tado li urna noilc nleira sem dar-lhe alli-
vio algum : eis que se sabe o bom do homcm
carregando sobre mim aquillo de que sellc foi cul-
pado : nao esl boa esla ? e soffra-sa com resigna-
j.lo e com prudencia um deslempcro dcslcs !! E
de mais a mais atreve-fe o Sr. Dr. Carolino a dizer.
na I dii i,iii lis publica desla cidade, que cu cominet-
l erros erados !! \ fi'um teucalis '. '. '. Emfimeu
revisto-me de toda a resignajao e prudencia para
dizer com ufana':En le perdoo. ... He o Illm.
Sr. Dr. Carolino Francisro de Lima e Santos con-
summado cm parios e operajcs que diz em urna
folha pnblira que o Dr. Pedro de Allahyde I.obo
Mosroso commellcu erros crassos '. Eslou salis-
feilo. E vos, Collegas, que versasles as aulas com-
Quando am juiz, conhcccndo as pesadas obri-
gajes de seu melindroso emprego, procura desem-
penha-las, fazendo juslija lodos com a devida
proporjao.segundo a posijao que na sociedade oceu-
pa, o que lia merecido, a posicSo da pena, que a lei
Ihe inflinge ; lem cuinprido ctactnnienlc sua mui
dillicilmissao, pondo em cxpcujao o que Ihe pres-
crevemas leit. E os que lecm a felicida le de habi-
tar ao lermn de sua jurisdicjAo, anda mesmo aquel-
les, sobre cujas cabejas recabe a espada da juslija,
viven) salisfelos.
E quando esle juiz he conservado no Ingar, que
dignamente ocrnpa, d o governo, que assim obra,
um publico Icslemuiiho de sua recia administraran,
c da confianja que nelle deposita, asscgurandodesla-
arlc aos da jurisdicjAo daquelle juiz urna iinparcal
decisAo em lodos os seus pleitos, c por conscguinle
guardados lodos os seus direilo.
Umjuiz assim o foi o Sr. Dr. Jos Quinlinode
Castro I.cao, no exercicio da vara municipal desle
lermo de (Huida, para a qual, (endo linda lo o sea
qualricnio no ultimo de jullio do anno prximo pas-
sado, foi rcconduzido por decreto do 12 de oulubro
do mesmo anno.
Ao que j se publicou acerca de sua adminislrajo,
nada accrescentaremos, porque foi quanlo baslou
para mostrar seu carcter juslicciro ; a respeito
pirm de sua reconduj.lo passamos a dizer alguma
cousa, afim de patenlear quanlo foi ella apploiidida
cm geral, c quanlo be o Sr. Dr. Quinlino eslimado
aqui.
Apenas se divulgou no dia 9 do mez de novem-
bro ilo mesmo aijno passado, a noticia da n con lu-
ja o do Sr. Dr. Quinlino, Iraosluzio a alegra no
semblante de todos, dirigindo-se grande parle dos
habilanles desla cidade, desojando cada um ser o
primeiro, a dar-lhe os emborat por sua rcconducjAo ;
e no dia seguale sen lo publicado a despacho na fo-
lha oflicial ; deliberaran! alguns da seus amigos a
mandar na noilc desse dia, locar i porla do Sr. Dr.
Quinlino a msica do 1." balalho de arlilbaria, de
prsenle aquarlellado nesla cidade, dando por meio
della urna publica dcmonsIrajAo do prazer de que
se achavam possuidos.
O .Sr. Dr. Quinlino, peludo como he, franqueou a
cnlradade sua casa musca,obscquiando-a,b:niconio
muilos de seus numerosos amigos, que naquclle
momelo com elle se congralulavam, um copo
d'agua.
Ne dia 23 do referido mez de novembro, querendo
os empregados do foro dar urna prova da alta consi-
derajlo, cm que tecm o Sr. Dr. Quinlino, e o
quanlo eslimavam sua rccotidujfto, obseqiriaram-no
com um decente janlar, convidando paradle lodas
as pessoas gradas desla cidade ; nesse janlar applau-
dio se com eulbusiasmoarccondujaodo Sr. Dr. Quin-
lino, o qual reconhecido como se ser, agradeca
com as mais delicadas expressoes, as demonslrajos
que llie davam de seu conletamcnto, os que alli se
achavam.
O Sr. Dr. Quiitinn j se acha cm exercicio des-
de o t." dia desle mez c anuo, c com o incancaval
zeta, que o distingue, j ha prestado alguns serviros
nos poucos dias que tem decorrido.
Contine o Sr,. Dr. Quinlino, como al aqui, na
espinhos carral^, de sea ministerio, que continuara
a merecer estima publica, porquo esla so se consagra
a quem, eomo o Sr. Dr. Quinlino, be cxemplar no
cumprimcnlo de seus deveres.
Ni i sendo nossa intenta tecer fofos elogios ao
Se. Dr. Quinlino, Ihe pedimos desculpa por haver-
mos olfcndido sua modeslia, pondo no dominio do
publico as encllenles quilidades que o orna ni.
ERRATAS.
No contrato da companhia de vapores cosleiros,
publicado honlcm, deram-sc os seguinles erros :
Coi'Mjao 4 onde dizdesla companhia, deve Icr-
sedala concessSo, e onde dizlogo que possam
fazer ele, leia-se logo que o possam fazer ele.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 22 DE JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColajOcs olliciaes.
Cambio sobre Londres a 60 dias28 e 8 l|4.
Dilo sobre o Rio de Janeiro1 % de rebata.
AI.FANDEGA.
Kendimcnlo do dia 1 a 20.....265:1'1O3OI4
ldemdodia22........8:32l6iO
273:4618654
Deicarrega hoje 23 de Janeiro.
Escuna nacionalfcmiliagneros do paiz.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlododia 1 a 20. ... .34.8519340
Idem do dia 22........3:22(9002
38:07.533(2
Importacao'.
Ilialc nacional lnlia, viudo do Para e Cear,
consignado a Jos llaplisla da Fonseca Jnior, ma-
nifeslou o seguinte :
167 barricas familia de Irigo, 1 caixole 17passaros
empalbados ; a 11. Forsler & C.
1 caixole oleo, guaran, 200 barricas cementa ro-
mano, 20 liareis azeile doce, 1 cunhole [aces, 2 di-
tos mactiadinbos, 2 ditos machados, 1 barrica caza-
das, I caixa nnanlms para caf, 10 saceos milbo, 40
ditos arroz, 25 alqneires feijAo, 8 saceos caf ; a or-
dem.
42 barris azeile doce ; a Manoel Joaquim Ramos
e Silva.
5 barricas milho alpista ; a Manoel da Silva San-
ios.
3 barris azeile doce, 4 barricas bacalhao, 1 dita
cravo da India, 1 dila pregos taixacs, 3 barris chou-
rijas, 2 eonderas capachos, 1 lila linhas e capachos,
i barris banha de porco, 3 feixcs resleas de albo, 2
(eros balaios. I embrnlfio ferhaduras para porla ; a
Anlonio Joaquim de Souza Ribeiro.
Vapor inglcz Pampero, rindo de Liverpol, mani-
festou o seguinte :
1 caita joias ; a J. Kdler & C.
1 caixinba ditas ; a F. Coulon.
I sacco amostras ; a diversos.
Vapor nacional Tocanlins, viudo dos portas do
1101 le. manifeslou o seguinte :
1 caixa ; a L. I.ceonlc Feron.
I sacco ; aScbasliAo Lopes Guimarjcs.
I einbrulbo ; a Manoel FiFiiiino ferreira.
Itrigue fraucez S. Miguel, viudo de Cdiz, con-
-i-n.-ido a J R. Las-erre & C, manifeslou o se-
guinte :
111 laslros de sal ; aos meamos,
IHVERSAS PROVINCIAS.
Kendimcnlo do dia I a 20.....2:S55jl98
Idem do dia 22........ 107-780
2:962*978
BECSBSDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE l'KRNAMBL'CO.
Kendimentodo dia I a 20......10:51i^5O0
dem do dia 22......... 1959789
MOVIMENTO DO PORTO.
A'aco entrados no dia 21.
Para e portas intermedios8 dias, vapor brasileiro
Tocanlins, commaiulanle o capillo de fragata
Gervasio Mancebo. Passagciros para esla provin-
cia, Ricardo Ernesto Ferreira do Carvalho, Jos
Correia do Oliveira. Juaquim Jos de Campos e I
criado, Juvenal Xavier Turres e 1 mio menor,
I.uiz Francisco Torres, Rufino Jos Correia de
Almeida, Jos Raymnndo de Carvalho, Domingos
llenrique de Oliveira e I filho menor, Jos Ma-
ria Ramonda, Antonio Borges da Silveira Lobo,
Joo Jos da Silva, Fabririo Gomes Pedrosa, An-
tonio Joaquim Gomes, Candido Hermenegildo
Fcrnandes de Carvalho, Joaquim Ezequiel Bar-
bosa, Jos Anlonio Pcreira Vinagre, Jos Ignacio
da Silva e I escravo, Manoel Ignacio da Silva,
Cypriano Anlonio Rodrigues, Francisco Fcrnan-
des de Lima, Dr. Antonio da Cruz Cordeiro, Dr.
Francisco Anlonio Fernandes Jnior, Joaquim da
Silva Barbosa, Jos Luiz de .Mello, Manoel Aga-
pilo da Annuncajo, I.uiz de F"ranea Goncalves,
Justino Noral, .Manoel Pcreira de Araujo Vian-
na, Denlo Jos da Cosa, 3 desertores do eiercilo
e 4 escravos a entregar. Seguem para o sul : Dr.
Jos Joaquim Rodrigues Lopes, Joo Luiz de Si-
queira, Joao do Oliveira Borges, alteres Luiz Tau-
maturgo da Guerra, 27 prajas de prct e 43 escra-
vos a entregar.
lata)80 dias, barca ingleza Currncu, de 375 to-
neladas, rapilao P. Murphy, equipagem 10, cargo
salitre e mais gneros ; ao capitao. Veio refres-
car e segu para l.cilh.
Nucios sahidos no mesmo dia.
AracalyIIalo brasileiro Capibarilie, nieslre An-
lonio Jos Vianna, carga familia de Irigo e mais
gneros.
Rio de JaneiroBriguc brasileiro llecifr, capito
Manoel Jos Ribeiro, carga estucar e mais gene-
ros. Passageiros, Jos Marlins de Castro, Joo
Filippe da Costa, Joaquim de Souza Teixeira
LiverpoolGalera ingleza flosamond, capilAo John
J. Qceling, carga algudoe assucar.
Observarnos.
Scguio o seu deslino' o brign hnllandcz Cometa,
suspendendu do lameiro.
Fundcou no lameiro um briguc escuna de guer-
ra inglez.
Salios entrados no dia >>.
Paralabai dias, briguc escuna de guerra ingle/.
Sprag, commaiulanle It. F. lioylle.
Terra Nova30 dias, briguc inglez Bmma, de 907
toneladas, capilo Thomaz Whilc, equipagem 12,
carga bacalhao ; a James Crablree & Companhia.
y'acios salud is ni mesmo dia.
Bucnos-AyresPataehoargentinn Mirceditas, capi-
llo o. Lenchenlin, cm ltiro.
Rio de Janeiro e porlos iuleriiiediosVapor brasi-
leiro ToCantins, rommandanle o capilAo de fra-
gata Gervasio Mancebo. Passageiros, padre Joa-
quim Mauricio Maciel, Antonio da ('.osla Araujo
Barros, Anlonio Jo' da Silva, Anlonio da Cosa
Cordeiro, Francisco Anlonio Fcrnandes Jnior,
llenrique Saraiva de Araujo Mello, Francisco
Antonio Marinho Junior e 1 escravo, |. (adela
J0A0 Xavier do Reg Barro', e 8 escravos a en-
Ircgar.
EDITAES.
11:0I0#289
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimcnlo dn dia i a 20.....42:8855438
Idem do dia 22........93763553
45:1613991
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cmcumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a cnlrcgarem na mesma Ihosnurn-
ria no prazo de 30 dias, a conlar ilo dia da primeira
publirajAn do prsenle, a importancia das quolns
com que devem entrar para o caljamcnlo das casas
dos largos da Pcnha e Riheira, conforme o disposta
na lei provincial n. 350. Adverlindo, que a falla
da entrega voluntaria ser punida com o duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6o do regu-
lamenlo de 22 de dezemhroaalc 1854.
Largo da Perda.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda, 608000
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanli........... 5i(00
6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. 29JH0
8. Joaquina Machado Portella...... 2l?j600
10; Audr Alves da Fonseca.....,. 368000
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 128600
Largo da Riheira.
Ns. I. Viuva e herdeiros de Maralino Jos
GaWto................. 308000
3. JgnaciaClaudiua de Miranda...... 2.58200
5. Auna Joaquina da Conccijo...... 4I800
7. Joaquim Bernardo de Figueircdo 218600
9. O mesmo................ 218600
11. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Rapo* ................. 218600
13. Os mesmos.............. 218600
15. Caelano Jos Rapozo......... 608000
17. Jos Pedro da Silva do Espirita Santa 258200
19. Joao Francisco Regis Cocido..... 528500
21. Anlonio Machado de Jess...... 108800
23. Jos Fernandes da Cruz........ 19j000
25. Joaquim Jos Baplisla........ 1(8800
574-3800
E para constar se mandn allivar o presente e pu-
blicar pelo Diarid.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em rumprimento do disposlo no arl. 3-4 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conlic-
cimenlo dos credores hypolhecarios e quaesquer in-
teressados, que foi desapropriada viuva Maria do
Nascimenlo, una morada de casa sita na direejao do
quinta lanjo da rameficajao da eslrada do sul para
a villa do Cabo, pela quanlia de 3008000 rs., e que a
respectiva proprietaria lem de 6er paga do que se
Ihe deve por esla dcsapropriarao, logo que terminar
o prazo de 15 dias contados da dala desle, que he
dado para as tcclamajes.
E para conslar se mandn allivar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 13 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
A cmara municipal desla cidade manda pu-
blicar, afim de que seja observada por quem compe-
tir, a postura addicional ahaixo transcripta, que foi
approvada provisoriamente pelo Exm. presidente da
provincia, cm dala da 18 do corrente. Paco da c-
mara municipal do Recife em sessao ordinaria de 19
de jaueiro de 1855.Bardo de Cnpiburibe, presi-
dente.Jo'10 Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
Postura addirional.
Arligo nico.Ficara prohibidos o fabrico de fa-
gos arliliciaes, venda de plvora, e depositas desses
objerlos dentro da cidade, seja qual for a quantida-
de. Os infractores incorrcrAo nai penas de 8 dias de
prisAo, e na mulla de 308000, duplicadas no caso de
reincidencia. Paco da cantara municipal do Recife
em sessao ordinaria de 18de Janeiro de 1855.liaran
de Capibaribe. presidente.Francisco Lniz Maciel
Vianna, Jos Maria Freir Gameiro, Manoel Joa-
quim do Rogo e Albuquerque, Gustavo Jos do lle-
go, Dr. Cosme de S Pereira, Rodolpho Joo Barata
de Almeida. Approvo provisoriamente. Palacio do
governo de l'ernambuco 18 de Janeiro de 1855.JfJ-
gueiredo.ConformeAntonio Leite de Pinito.
A cmara municipal desla cidade tem designa-
do para venda, deposito de plvora, fabrico e ven-
da de fogos artificiaes, os seguinles lugares : na fre-
guezia de S. Lourenjo, a estrada que segu da groja
do Rosario para liorna ; na dos Afogados, da ponte
do Molocolomb, exclusive al a Brrela c na es-
Irada de Jaboalao, em casas inleiramenle solada',
fra de quaesquer povoados ; na da Boa-Vista, a
estrada de Joo de Barros al Belom, e a de Olinda
al a ponte da Tacaruna cTamaiincira ; na do Pojo
da l'auella, a eslrada do Arraial ; na da Varzca, ,1
eslrada nova do (".achanga. Pajo da cmara moni
ripal do Recife cm sesso ordinaria de 19 de Janeiro
de 1855.Baru de Capibaribe, presidente,/o.i
Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
Ignacio Jos Pinta, fiscal da freguezia da Boa-Visla
do termo da cidade do Recife, etc. ele.
Fajo saber que em cumprimcnlo da ordem que
recan da cmara municipal em oflicio de 10 do cor-
rente, para fazez observar as posturas addieionaes
de 23 de dezembro ultimo, se arbam em inldro vi-
gor lodos os arligos das referidas posluras, as quaes
foram j publicadas nesle Diario de 10 deslc mez,
leudo sido apenas marcado o prazo de 3 mezes para
ellas se porem as condijOes das posluras; em eon-
sequencia scientilico ios habilanles desla freguezia,
que he prohibido dentro da cidade a crcajao do caos,
carneiros, cabras e parcos, c o seu vagamente pelas
tuas, sob as penas comminadas no art. 28 das cita-
das posturas.
E para constar lavrei o presenta, que ser publi-
cado pelo Diario. Freguezia da Boa-Visla 21 de
jaueiro de 1855. O fiscal Ignacio Jos Pinto.
Ignacio Jos Piulo, fiscal da freguezia da Boa-Visla
do lermo da cidade do Recife, ele. ele.
Fajo publico aos habilanles desla freguezia, que
achando-ea em inleiro vigor a postura addirional de
18 do corrcnlc, que prohibe o fabrico de fogo artifi-
ciaos, venda de plvoras c dcposilos desles ohjeclos
dentro desla cidade, assim o fajo constar para co-
nhccimenlo de quem convier, observando que a
pena marcada para quem senielhanlcs posluras in-
fringir, hedeoilodiasde prisoea mulla de 303 rs.,
cujas penas serao duplicadas as reincidencias.
E para que cheguc an eonbecimcnta de lodos la-
vrei o prsenle, que ser publicado pelo Diario.
Freguezia da Boa-Visla 21 de Janeiro do 1855.O
fiscal Ignacio Jos Pinto.
LEILOES.
DECLARACO'ES.
O hiato Venus recebe a mala para o Rio de
Janeiro amntala 25; no meio dia.
De ordem do Illm. Sr. Dr. Cuslodio Manoel
da Silva Guimares, juiz do commerrio da primeira
vara, fajo sciene aos credores do fallido Anlonio da
Cosa Ferreira Estrella, e a esle mesmo, que 110 dia
24 do crranle mez s 12 hora, devem cumparecer
na casa da residencia do mesmo juiz, na ra da Con-
cordia, por si ou por seus procuradores bastantes, pa-
ro verifirajAo dos credilos, se formar o contrato de
unan c se proceder a nonieajAo de adminislradorcs
da casa fallida ; Picando ns mesmos credores adverti-
dos quo uo serAo admiltidos por procurador, se es-
le noapresenlar procurajao com poderes especiaos
para o aclo, e que a procurajao no pode ser dada a
pessoa que seja devedora ao fallido, nem um mesmo
procurador representar por dous diversos cre-
dores.
Recife 16 de Janeiro de 1855. O escrivSointeri-
no, Mantel Joaquim llaplisla.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
l> reo se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo Iyceu aclu-se aherta desde o dia 15 al o ul-
timo desle corrente mez ; principiando as aulas o
seu exercicio no dia 3 de faverciro proiimo futuro.
Directora do Ivccu 13 de jaueiro de 1855.O ama-
nuense, Bermenegildo Marcelino t!e Miranda.
COHPAMIIA DE SEGUROS.
EQUIDAOE.
ISTAIEL1CID NA CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PEKNAMIirCO, RA DO THA-
PICI1E N. 26.
O abaixo assignado, agenta nomoado desla compa-
nhia, c formalmente aulorisado pela diierjao, acei-
tar seguros martimos em qualqucr bandeira, e
para lodos os porlos conhecidos, cm vasos ou merca-
dorias, c sob suas resperlivas condiees ; o elevado
credilo de que lem gosado esla companhia e as van-
tagensque olfarece, far convencer aos concurrentes
da soauMlidade, c o seu fundo responsavel de mil
cotilos de rcis fortes : a quem intercalar ou convier
cflcctuar ditas seguros, peder dirigir-se ra
dma diada, a Manoel Duarle Rodrigues.
O (onsclho da direcjAo do banco do Pernam-
buco, era conformidade com os arls. 60 c 66 dos seus
eslalulos, far leilo por conla c risco de quem per-
leiiccr, de 2.878 caixas com salino, contando 65,260
libras marca Soap, e 50,848 libras amarello ; quar-
la-fcira, 24 do corenle Janeiro, s l horas da ma-
nhAa, no Trapiche Alfandcgado denominado Al-
fandega Vclba.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que a cubranja do imposta de 4 por renta, di-
ta de casas de modas, dito de dilas de jogo de buhar,
e dilo das que vendem bilheles de lolerias do oulras
provincias, vai ler principio no dia 18 do correnle,
c que lindos os 30 dias uteis incorrein na mulla de 3
porcenlo lodos os que dallaron de pagar seus dbi-
tos perlencenles ao anno financeiro de 1854 a
1855.
O agente Viclor far leil.io 1,0 seu armazeui
ra da Cruz n. 25, de extraordinario sorlimenlo de
uiiras de marcineiria. novas c usadas, de differeiilcs
qualidades, relogios de ouro a prala para algibeira,
chapeos do Chile, cliarulosde llavana p da Babia, de
superior qualidade, diverjas quinquilbarias, c ou-
lros muilos objectos que eslaro a (Metra no ecte do
leilo : lerca-feira, 21 do corrate, as 10 L doras
da manilla.
O agento It >rja, lerja-feira, :3 do crlenlo.
10 horas, fara leilau 110 sen armazn), ra do Col-
legio n. 15, de um completo sorlimenlo de obras de
marciiiciria, novas e usadas. 4 pianos, nina porrAo
de lanlcrnas para carros, chaiulos, cha hysson, mr-
melada. e outros muilos objectos novas, de diflereu-
les qualidades, que eslaro a moslra no mesmo ar-
niazem ; assim como ao rucio dia irAo a leilo 3
ptimos cavallos de estribara, promplos c arreiados,
os quaes eslarao era frente do aruiazcm no dia do
leil.io.
O agenta Borja, por aulorisarAo do Illm. .v.
Dr. juiz municipal da 2. vara do civel e commer-
rio, Francisco de Assis de Oliveira Maciel. a reque-
rimentii do curador fiscal da masxa fallida de Boa-
ventura Jos de Caslro Azcvedo, fara I01IA0 da taja
do mesmo fallido, sita na ra Nova n. 52, consislin-
do naarmujAo, chapeos, raiudezas e movis eiislcn-
les na dita taja : quarta-feira, 21 do correte, as 10
horas em ponto.
L. Scliiiler&Companliia l'.u.io leil.'.o
por intervengo do agente Oliveira, de
varieilade de fazeiida nrincipalnu.nt<-
francesas, deseda, ba, liolio ed al{;odao,
todas proprias do mercado, c as quaes
seriio vendidas para liijuidarao, e por isso
a preros sem limites : terca 'eira (|()
corrente as 10 horas da manliaacm ponto
no seu annazem ruada Cruz.
O agente Oliveira roiilinuari, por ordem do
Sr. commendador Manoel Geocalvta da Silva, e por
conla e risco de quem perlencer, o leilio dos resun-
tas salvados do briguc nacional Paquete de Per-
uambucoi), consist'ndo em Indo o panno, ferracens
diversas, roda de Icme, Indinle, pegas, eeenivane,
cerca de 80*1 libras de robre de ferro velho e metal,
e oulros arligos muidos, ruja venda nao pode reili-
sar-se no primeiro leilo por fall de lempo : qo.ir-
la-feira, 24 do corrale, as lo horas em ponta, de-
froalc do armazem do Sr. Guerra Juntar, largo do
Forledo Mallos.
AVISOS MARTIMOS.
AO KIO DF. JANEIRO
seguir' brevemente, por ter
grande parte do sen erregamen-
to tratado, o veleiro e bem cons-
truido brigue nacional MARA LL'ZIA,
capitao Manoel Jos Pcrstrello : para o
resto da carga e para escravos, aostpiaes
da' excellentes accommodacoes, trata-se
na ra do Trapiche Novo D. i (i segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza oh i a te
nacional FORTUNA, capitao Pedro Valel-
te Filho : para cargatrata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na ra do Trapiche Novon. 16 segun-
do andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espcra-se do Ass por estes dias a barca brasilei-
ra Imperalriz do Brasil, a qual seguir para o llio
de Janeiro nm dia depois da sua dragada, e s rece-
be escravos a freta e passageiros, para o que lem ex-
cellentes commodos: a tratar na ra do Trapiche n.
l, com o consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o Torio pretende sabir com a maior bre-
vidade o brigue porluguez Bom Successo, de primei-
ra marcha : quem no mesmo quizer carregar ou ir
de passagem, enlenda-se com os consignatarios Tho-
maz ile Aquino Fonseca & Filho, na ra do Vinaria
n. 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manoel Gomes
dos Sanios Sena, capilo do mesmo, na prara.
Para o Rio de Janeiro segu cm poucos dias a
escuna Xelosa, capito Joaquim Anlonio Farias o
Silva: para fele e passageiros, Irala-se cora os con-
signatarios Isaac Curio & Companhia, na ra da
Cruz n. 40.
PARA O PORTO.
O briguc portuguez Aleare, sahir. para o Porta
rom a maior brevidade, recebe carga a frele e lam-
bem passageiros, pata o que lem exccllcules com-
modos : Irala-se com Bailar Oliveira, na ra
da Cadeja Velha esciiplorio n. 12, on com o capilo
Manoel Jos Garinho.
Para o Rio de Janeiro, no dia 23 do correnta,
sabe o Male I enus ; ainda recibe carga e passagei-
ros : a Iralar rom Caelano Ciraco da C. M. ao lado
do Corpo Sanio n. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigue escuna nacional Mara, segu al 25 do
corrcnlc, s recebe carga miada;: para o resto, pas-
sageiros e escravos a frele Irala-se com Machado
Pinheiro, na ra do Yigarta o. 19, segundo andar,
Para a Bahia segu impreterivel-
mente no dia 28 do corrente o hiate Cas-
tro, capitao Francisco de Castro, para o
resto da carga trata-se com sen consigna-
tario Domingues Alves Matheus, na ra
da Cruz n. "> i.
O vapor inglez La Piala,
segu para Liverpool, no
dia i% do corrente as 8 lio- |
ras da manbaa, tocando no Porto de S. >
Vicente, Madcira e Lisboa, tratante de]
passagens na agencia, na roa da Cadria,
ii. 52.
Deve chegar por estes dias o
veleiro e ja conhecido palhabote,
Lindo Paquete, capilo Jos Pinto Nuues,
li'ia' nenia curta demora de regressar
com brevidadeao M ir.inhao : quem pre-
tender carregar ou ir de passagem neste
excedente navio, queira entennWeeeon
os consignatarios, Antonio re Almeida
Torres & C., na ra do Trapiche n. 10,
segundo andar.
John Bisson, capilo da barca ingleza Tirl.ler'
pretende seguir viagem para o Cabo da Itaa-Espc-
ranca i> Mauricias, por loda esla semana : quem
quizer ir de passagem nesle navio Iralc rom o mes-
mo capilo bordo, ou rom os consignatarios Johns-
lon Paler & C, na ra do Vigario n. 3.
Para Lisboa pretende sabir no dia i de feverei-
ro o brigue porluguez Ijtia II, para o resta da carga
Irala-se com os seos consignatarios Francisco Seve-
riano Rabello & Filho, ou com o capilo do mesmo
na Prara do-,Commerco.
AVISOS DIVERSOS.
Eu abaixo assignado. leudo annunciado no dia
Ifi e 17. do correnle a venda de um terreno no berro ,
das ltarreiras, qne me perlence em cousi-qiieiiria de
o haver por escriplura comprado ao Sr. capillo Joao
do llego Barros Falro, a quem nesse sitio Ihe par-
tencia parta por heranja de seus pas, e por haver
comprado a seas iranios ss onlras par es do mesmo; c
seudo-me apresentado o formal de pardillas do na,
ver do Sr. capillo c as cscripluras dos eus irmios-
a ipiom o Sr. Barros enmaran as parles qne Ihe to-
caran), fiz o negocio sem o menor constru.gimenln ;
admiraiido-mo, parcas, que oslando o Sr. capilAo
Barros cu fallecido pai, o que querendo vender o fez an-
nmiciar por esta jornal, niulium pessoa te docla-
rasse consenhor, o agora, porm, be que oSr. Beato
le Barros me quer einhararar no meu negocio, de-
ilaiando-se consenhor felizmente ahi esta o Sr.e.t-
pilAo Barros, com quem acabo de fallar, o me diz
que esla historia Ihe he inleiramenle e-lranha; con-
vido ao Sr. lenlo de Barros, para aprcsenlar os li-
lulos que o fazem consenhnr, e lenho loda a re leza
de que, se o Sr. Bento Ihe lives-e BOnta embarajo. o
Sr. capillo o teria desfeilo, pois conhejo a sua probi-
dade e honradez.
Manoel Tarares de Aquino.
Anlonio de Rezende Reg relira-se para fr
do imperio.
C ii).la-nos que a commissao eno.irresada de fazer
a piori-io de'i'riumpho, dirigi a S. Ezc. Ruii. o
>r. Id-po diocesano ama suplpica, para fazer acabar
com o aboso inlroduzido por urna mesa da ordem
lerceira do Carino de fazer-se a referida proci-wo
no dia de sexta-fcila das dores, fazeudo-se cflerlixa
a disposijo do canillita 13 dos rcpectiros eslalulos,
que manda fazer dila procissiio no dia de scila-feira
maior, sendo esla a violado da mesa actual, parece-
nos bem entendida urna semclhanle supplira, e tae-
mos Voto* pan que S. Exc. Rvm." Ihe d menlo favoravel, pois que respeitamos muito a in-
tonjao dos nossos maiores, os quaes muilo frpropria-
I nclita desiguiram o dia de sezla-feila matar para
a celrbraj.lo e cemmemorajAo do Iriuinpho do nosso
re Icraplor, sendo que este be o vota dos bous chris-
los. Cm decoto,
Na ruada Cruz n. 17, fabrica de charutos, se
avisa a rapaziada da boa fumara, que tem os melho-
res charutos de S. Feliz c de oulras militas qualida-
des, a qual promellc servir constantemente bem os
seos freguezes.
OITerecc-se urna mullier para ama de homcm
solleiro, ou casa cstrangeira, de portas a dentro : na
ra Imperial n. 1-27.
Tomou-se um chapeo a um prelo que andava
ofterecendo : quem fiir seu dono procure na raa es-
trella do Rosario, taberna n. 47, que daadt os sig-
naes cerlos Ihe ser entregue.
O Sr. Melquades Soares Pereira lem -icarias
vindas do Maranhio, na ra da Cadeia do Recife,
esciiplorio n. 12.
Precisa-se de urna ama forra on captiva para
cozinhar em casa de familia : a (rilar na ra da Ca-
deia do Recife n. 56 A.
O caixeiro cora pralica de taberna, que diz
ainda estar arrumado, e que quer sabir por retas
consequencias, pode dirigir-se roa da Sania Crnz
n. 3, que achara cora quem tratar.
Precisa-se de um amassador : na padaria da
roa da Alegra, ou paleo do Carino n. 18, leja.
Precisa-se de srvenles a jornal de 720 rs. por
dia; na obra da ra do Crespo, junio ao arco de
Sanio Anlonio.
Wanled an English vonlh, on gowes man as
waller m an English Hotel who cin liave a charac-
ler for honesly good wages appls lo Illm. Sr. Miguel
Carneiro, ra do Trapiche.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar o
diario de urna casa de pouca familia : na roa da
Cruz n. 7, tercero andar.
Precisa-se de om prelo de meia idade, sendo
fiel, para comprar e cozinhar para homem solleiro :
a fallar na ra Velha n. 123.
Precisa-se de orna ama que saiba coser e en-
gommar, para casa de pouca familia : na ra do Ca-
linga, taja da quina n. ->.
Desappareceu do poder do meslre pedreiro Isi-
dro Marques de Colonia, um pardinbo de nome
Francisco, idade 9 anuos, magro, cabello melado e
rdr escora, o qual eslava aprontando o oflicio ; he
dos Afosados, e consta que foi para o Remedio ou
Boa-Vista : quem delle souber ou o prsar, tave-o ao
Illm. Sr. subdelegado dos Afogados, que se Ihe agra-
decer.
SALA' DE DAN8A.
I.uiz Canlnrolli.com sala de dansa para entino, na
ra das Trineheir.is ti. 19, declara ao respeilavel po-
blico, que a sua sala se arha abarla lodas as teum-
das, qnartas e sevlas-feiras desde as 7 horas da nmle
al as 9 : quem do seu presumo se quizer nlilisar,
dit ija-se mesma casa das 7 ale as 9 da mauh.1<.
A taberna da ra Nova n. 50, que foi do Sr.
.Malinas, acha-sc de novo sorlida de I 'oe ot g-
neros ltimamente chegados. assim ron bnlachi-
nhas, biscootas grandes e miudos, bol biaba de
aramia, Meares Irancczes finas c marra 1uinn, latas
com sardinhas, lilas com ervilhas, ditas cora bages
de fcij.lo verde, vinho de Bordain. dita na Porto
muilo fino, dilo feiloria, potes rom dore de jalea in-
gleza ; todos esles gneros ilc bus qualidades, e por
proco commodo ; assim como roga-sc as pessoas que
lem cotila na mesma rasa, hajam de vir salisftzer,
afim de nAo eslranh?rem o se usar de oulros meios.
Aliigain-se novos artnazens na ra do Bruro,
cm t'ra de Pintas : qooni m* prelendcr, rnienda-sc
com Jos Anluncs liuimar.lcs, na ra de Apello,
armazem n. 30.
ATTENCAO'.
A mesa actual que regu a irmandade da impe-
rial (apella, na Estancia, participa ao respeilavel
publico, que no da 23 do correnle, polas 7 horas da
noile. na igreja deN. S. do Rosario da Boa-Vi*lv,
de alli roudiizir com a handelri solemnimenle em
carro triuniphanle a mais figures Iragiras, c urr.a
banda de msica militar, enlao continuar as nove-
na- e a reata, onde lera tusar no dia a noile para
rematar um dos principan inlrelinienlo para o pu-
Idico.Juiz, Anlonio Ferreira da llora ; rsriivAo,
J. Sittetlrt P. Mello ; lliesourciro, Romualdo An-
lonio do Sacramento ; procurador, Roberto Ma-
noe'. do Espirito Santo.
Detoneawraha a do poder do ahaivo assicna-
do nina carleira pequen ulend < ri'-I0
cm dinheiro, pouco mais nu menos, sendo ama so-
dula de .VKI-XKK). urna de 200 HKI. una de 10113000,
Ires de 208 K,,, dum de Ittsrtwi, c mais Ires movas
de li'-KKl cada umn, urna lellra srcita pelo Sr. Dio-
gojosrda Costa e tacada par fl nanste Cntni de Ataa.
de 1899073 a vencer no dia 30 desle mez, oulra acei-
ta por I.uiz de II .llanda Cavalcanli de Alboqoer-
quede 232j(MKI. vencida em 2H de maio de I852,
una'ordem de Jos I.uiz Cocllio Campos sobre Jos
Teitcita Bastos ; as iluas ultimas a oidcm do abaixo
assignado ; os quaes seiibores se arhaui preveni-
dos : qocm rnlregnr ou souber dar nolria daquel-
les valores ser generosamente recompensado, na
ra Nova n. 60.Decker.
O Sr. Sergio Regis Paes Brrelo, de Itamarara,
queira mandar a ron da Praia n. 27, rasa amarells,
a negocio seu.
liuillierme Augusto Rodrigos Selle mudou a
sua residencia para a ra da Prai.i n. 27, cata ama-
relia.
V
MUTILADO


CURIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 23 E JANEIRO DE 1855.
,/
Uaphacl llo/.anuo respond; ao au-
tor do annuncio publicado ueste Dia-
rio em 22 do crrante, que se S.
S. quer obter esclareeimentos sobre
sua conta com a inassa fallida de Oli-
veira 11111,'n >s v C, pode dirigir-se ao
mesnio Bozanno, que Iheaprcsentara' do-
cumentos, que provuin concludeiitemen-
te que lie eredor dessa tnassa de cento e
trinta mil francos, e nao devedor como
parece S. S. acreditar.
O thesoureiro das Loteras da provin-
cia faz constar ao respeitavel publico que,
sabbado 27 do corren te as 10 horas do
dia no consistorio da igreja de N. S- da
Conceicao dos militares, aiulamimpretc-
rivelmente as rodas da segunda parte da
primeira lotera de N- S. da Saude do
Poco da Ponella.
Franc seo Antonio de Oliveira.
Recife, 22 de Janeiro de 1855.
Sorretcs
a moda franceza.
De 7 horas as S e 1 \2 tera' boje sorvetes
de ananaz ab.icaxi na loja n. 5 do ater-
ro da Boa-vista.
Precisa-se de i na ama que saiba cozinliar c
engommar para casa de pouca ramilla : na ra Bella
n. 12.
Era cumprimen o do despacho do Illm. Sr. I)r.
juiz de direilo provedor decapellas, (era lugar no
dia 25 do correte, as- 10 huras da manhaa, rcunio
da irmandade de S. Bom Jess dos Martyrios na
igreja do Rosario, e para esle fin se convida a todos
os iimaos para se achircm no consistorio da referi-
da igreja.
Precisa-so alug.ir uro sobrado as seguinles
ras: Collegio, Queimado. Kaugel ou Rosario :
quem tiver annuocie.
D. Tlierea Alejandrina de Souza Bandei- K
}gj ra, professdra particular, abri aula no dia jg(
7 ao correte, c continua receber alumnas ; f
alm do cnsino de primeiras leltras, costuras jJ$
22 o varias especies de bordados, tem admittido 5
g meslres de gramtica, francez e maea : se J
S alguem quer servil-se do seu presumo diri- Q
K j-eao paleo do Paraizo, primeiro andar jlf
{ unido i igreja. %&
Os credores dos fallidos Victorino & More-ira,
queiram apresenlar os ttulos de suas dividas ao
iba xo assignado, no armazem n. 4-2 da Senzala No-
va, vitlo ter de proceder a rateio do liquido de toda
a niassa ja apurada.
Nao parece proprio, que o Sr. Ra-
phael Bozano, subdito sardo, se retire
desta provincia sem esclarecer se esta'
deseuibaracado com a casa de Oliveira
I raaos & C a cuja massa consta que S
Me. be devedor de nao pequea quantia,
conforme urnas cartas do mesmo Sr., e
queexistem archivadas.
Candido Jos Lisboa, professor par-
ticular na ra de Apollo, abre a sua aula
no 1." de fevereiro ; uella e por casas par-
ticulares da' licfes de primeiras lettras,
lingua nacional, latirn, francez emuzica,
c recebe pensionistas.
Numero onze, he do Soares !
Kapages, rapfzes, vinde
Ao Rosario, eilreila rua.
Antes que actslauha linde.
Ha castanlia astada e cra ;
Mas issada lie bom pelisco.
Se o freguez gnslar da pinga
Da bolsa nao corro o risco.
Sao quenliiibas cumo aquellas,
Que l.iprnndi mandn dar
Aos amigos de Mafoma,
Quando Bifes quiz janlar.
Ha lambem macaas e notes.
Perasseccas, bolachinhas
l*e soda, ludo de goslo,
Ameixas coi bocelinhas.
Vinde pois, raiazada,
Que o Soares bu papa-fina ;
Houvo dinheirii, he bstanle,
Vossa barriga empanzina.
O collegio Sanlo-Aflbnso.arha-se funecionando
desde o dia 15 do trrenle. Nellc linda receben! se
pciisionislas,.meioi pensionistas ealumnos externos,
ludo em conformidade dos estatuios ahaixo :
Estatutos do Collegio .Santo Affonso, dirigido por
Affonso Jos de Oliveira, professor jubilado na
cadena de geogropMa e historia do lyceu do Re-
cife.
Art. 1. O collegio Sanio Alfonso (em por lini a
inslruirilo da inoculado.
Art. 2. .Nellc ensinar-se-hao os mesmos preparato-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
reito.
Arl. 3. Alm dos preparatorios cima, haverao
mais duas cadeiras, uinade primeiras leltras, c culra
de msica.
Arl. 4. Para o entino das respectivas malcras,
serio Humeados professores de reconhecido m-
rito.
Art. 5. O collegio recebe pensionistas, mcio-pen-
sionislas, e alumnos externo*.
Art. 6. Os pensionistas pagarito GOSflOO rs. por
(riinoslre, c os iiieii-pctuionislas 3G3O00 rs. sem-
pre adianlados : os externos de lalim 45000 rs. men-
sacs, de primeiras leltras e do msica 35 rs. ; c dns
oulros preparatorios 59 rs.
Arl. 7 O collegio niio d ronpa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, o aquellos que a quize-
rem receber dellc, pagarito mais 15^000 rs. por lr-
meslre.
Arl. 8 Deulro das pagas eslabelecidas n. arl. G,
para os pensionistas e meo-pcnsionislas, deve-se en-
tender comprehendido somcnle o ensillo deum pre-
paratorio qualqner a que se destine o alumno, de-
vendo elle conlribuie com maisl'jjrs. por trimestre
se por ventura quizer aprender algum oulro, ao
mesmo lempo fra daquclle.
Arl. 9. O alumno urna vez malriculado, estar
sujeitoao pagaincuto de suas mensalidadcs, devendo
ser previamente commuuicado ao director a sua re-
tirada, quando tenha de ser effecluada ; porquanlo
o collegio nao admi le descont algum sob qualquer
pretexto que seja, nem mesmo de ferias : o trimes-
tre principiado cnteude-se vencido para seu paga-
mento.
Arl. 10. Kenhoni alumno ser conservado no col-
legio, deiando de seren pagas suas coulribuicOes,
segundo o estabelecido no arl. 6.
Arl. ll.Tambem nao ser conservado aquellc
alumno, que, dentro em ti mezes, se mostrar inapto
[ara o aprendizaje, ou de un procedinienlo repre-
lensivel c incorrecivel.
Art. 1g. O collegio fornecera sempre aos alumnos
pensionistas e meio-pensionistas, alimento sadio e
abundante, c luzes de vela a aquelles para o esludo
a noite, e banlios duas ve/.es na semana.
Arl. 13. As desbezas com Urcas, molestias e ou-
Iras imprevistas sorAo por conla dos pas dos a-
lumnos.
Ar. 14.Cada pensionista Irar seu baln com ron-
pa suMiciente de uso, cama de venlo, espelbo, penlc,
Ihesoura, escovas, hacia de roslo, jarro ele.
Arl. 15. Neiihum pensionista poder sabir do
rollcgio i passcio, ou a outro qualquer fim, sem li-
i cura da director ue a conceder, ou denegar se-
cundo entender conveniente.
- Arl. 16. o eolio.'in irabalbar lodos os dias uleis
de manhaa e tari e. i
Arl. 17. Sito fe iados no collegio, alm dos do-
mingos o dias sanloi, as quintas reirs de todas as se-
manas, em que iiS> baja algum dia sanio, ou quai-
quer oulro feriado : os 3 dias do enlrudo al a quar-
la fcira de Cinza inclusive ; de quarla-fcira de Tre-
vas at domingo de Pascoa, 09 dia 2i de marco, 7
de selembro, e dousdcdczemhro, e de 15 de dezem-
t rn a 15 de Janeiro de cada anuo.
Art. 18. Tambeni sera feriado em agosto o dia de
Sanio Alfonso.padneiro do collegio.
Arl. 19. Para inanlcr a ordcni c inspeccionar os
alumuos, havera uin inspector que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ba atles-
lado de promplos para fazercm seus exames onde
Ibes convier, depois de vencidas as materias do ensi-
llo, ejulgados hbil lados pelos respectivos professo-
res, c com audiencia do director.
Recife 9 do agosto de 1854.
Affonso Jos de Olircira.
Approvo. Recife 19 de agosto de 1854.O viga-
rio leando lenr.qucs de fesende, director geral
interino.
AMA.
Prccisa-se de um ama forra ou captiva, que en-
gommebcn : no] aterre da lloa-Visla n. 18, loja.
Agencia de passaportes.
Tiram-se passaportes para dentro e fura do impe-
rio, ttulos ilc residencia e folhas larridas, coma
rraiiir brevidade, c |>clo prero o mais commodo pos-
sivel: na rua do Rnngcl n. 8.
LEITURA REPENTINA.
METHODO CASTILHO.
A escola se acha transferida para a rua
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As licoespara
as pessoasoccupidas de dia sera das 7a's
9 da noite.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOZ.Iil.OIO 1 AJXDAH 25.
O. I)r. P. A. Lobo Moscozo d consultas liomeopathicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora du dia ou mi le.
tlllerece-se igualmente para pralicar qualquer operara de cirurgia, e acudir promplamentc a qual-
quer mulhor que esleja nial de parlo, e cujas circunstancias n3o peruiillam pagar ao medico.
110MLI0R1U DO DR. P. &. LOBO IOSCIIZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina liomcopalliica do l)r. G. II. .latir, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c acoinpanbado de
un diccin ario dos lurmos de medicina, cirurgia, analomia, elcv ele...... OJOUO
Esta obra, a mais importan le de todas as que trata m do esludo e pratica dabomeopathia, por ser a nica
queconlm abase fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENSIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANIS.NK) EM ESTADO DE SAUDEconbecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar pratica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que quizereni
experimentar a doulrina de llahneinann, c por si nio-inos se convenceren) da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirosc senliorcs de engenho que eslSo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilcs de navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas curcrniidades.
O vade-mecum do homcopalba ou IraduccAo da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem til a pessoas que se dedicam ao esludo da homeopathia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... llfcjOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etci, etc., encardenado. 33000
Scm verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralia da
liomcnpatliia, c o propriclario dcsle eslabelerimeuto se lisongeia de tc-lo o mais bero montado possivel c
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de i'i medicamentos em glbulos, a 10, 12 e 15g000 rs.
Ditas 36 dilos a.................. -J0000
Hilas 48 dilos a................. 259000
Hilas 60 ditos a..............., 310000
Hilas 144 dilos a.................. GOJOOO
Tubos avulsus......................... 19000
Frascos de meia onja de (indura................... 28000
Na inesma rasa ha sempre i venda craude numero de lubos de cryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer eucommenda de medicameulnscom loda a brevida-
de e por precos muito commodos.
PUBLIGACAO' DO INSTITUTO II01E0PA-
TIUCO DO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homco-
palhicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re\-
nam no Brasil, redigido segundo os inelhores Ira-
lados de honicopalhia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Ur.
Sabino Olegario l.udgera Pinhv. Esla obra tic boje
reconhecida como a inelhor de lodas que Iralam da
applicacilo homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nilo podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senliorcs do engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilcs de navios, serlanejoselc. ele, devem
le-la mao para occorrer proiuplamculc a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em hrorhura por 109000
encadernados llgOOO
vende-so nicamente em casa do aulor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomma-sc com toda a perfeicjlo e
aceio: no largo da ribeira deS. Jos, na toja do so-
brado n. 15.
Joao Nepomuceno Fe reir
mora para o Salgadinlio,
t DENTISTA FRA.NCEZ.
9 Paulo Oaignoux, estabelecido na rua larca
do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- f
0 les com gengivasartiliciacs, e dentadura com- Q
pela, ou parte della, com a presso do ar. f
't'r Tambem tem para vender agua ilculifriee do j$
y Dr. Picrrc, e p para denles. Rna lara do
;-> Rosario n. 36 segundo andar. ^
sstess-se@s3
O Sr. Antonio Fcrreira da Costa
Braga tem una caria na livraria ns. 6e 8
da praca da Independencia.
I.'iride Italiana,-revista artstica, scienlifira e
luterana, debaixo do immedialo patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
conbecidas capacidades do imperio, o dirigida pelo
professor A. Galcano-Kavara. Subscrcvc-sc em Por-
uamhuco, na livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Novos livrosde homeopathia uicfrancez, obras
lodas de -amina importancia :
llahnemaiin, tratado das molo-lias chroniras, 4 vo-
D-se sobre penhores de prala e ouro al a
quantia do 5(1.-0011, pelo lempo que se convencio-
uar ; lambem se d a quaulia de SOti.-IHl sobre bv-
polliccii em um sobrado de um andar, que esteja i-
\ie c desembarazado, em qn.ili|iic^Bp- mas prin-
cipad desla cidade : quem prccisal^T quizer fazer
dito negocio, dirija-sc i loja de calracros, na prari da
Independencia, doSr. lielai ininn dos Santos Buicao,
que dir quem faz dilo negocio.
Antonio Jos domes rellra-so para o Para.
Na rua do (Jueiina lo n. II, deseja-se fallar
coni o Sr. Manocl Antonio de Miranda, a negocio.
A pessoa que lionlcm (18) seollercrcii por cle
Diario para aprendiz de cliaruie-ro, pode diriuir-se
rua da Madre de Heos n. 36.
Deseja-se saber onde existe algum
descendente do fallecido Antonio Coellio,
que possua o segredo de fazer velas els-
ticas para a inclina; pede-so-llic queira
annupciat'.suamorada, otidirigir-sea' esta
typographia, eme se dir' qaem 1 lie pre-
cisa fallar.
Os ahaixo assignados fazcm scienle ao respeita-
vel rorpo do coimnercio desla praca, que no dia 31
de dezcinbro prximo panado, di-solveram amiga-
velmerile a sociedade que liuliam na loja da rua do
Oiieimado n. 1. tirando laido o activo como o passi-
vo a cargo de (aspar Amonio Vicira tuinarAes.
(aspar.tntonio I ieira (juiu>arttes.--Jacinlha Ma-
ra de .Ibreu.
Na praca da Independencia n. 18 o 0, se dir
quem precisa de um caiteiro iulclligenlc e que le-
lllia fiador.
O Sr. Caldillo Alvos Prasana queira vir ou
mandar receber una caria, no aterro da lloa-Vista
n. 82, loja.
Da-so a juros sobre hvpolhcca em um predio
Desla cidade al 1:0008000 ra. : na ruado Collegio n.
2t, segundo andar, ou na rua Angosta n. 14.
Esl conlralado a venda do sobrado de dous
andares e solao silo ua rua larga do Rosario n. 14,
perlenecnle a Viuva c mais herdeiros de Manoel
liorna Fcrreira : quem liver de por algum impe-
dimento anniincie uestes lies dias, pois lindos os
quaes se cflectuar.i a venda, scm lerein em lempo al-
gum reclamarn algum? a fazer.
No silio da Trompe, sobrado n. 1, que lem
taberna por baiso, precisa-se alugar > Irabalhadores
para o mesmo sido ; da-se-lhe alinoeo e janlar para
nao ler o pretexto de sahir ao meio dia para esse
fim : quema islosequizcr sujeilar, dirija-se ao mes-
mo sitio que achara com quem tratar.
Precisa-sc de una ama que saiba cozinliar e
fazer lodo o mais servieo de una casa : no largo do
Terco u. 7, segundo andar.
Ouem pretender por compra urna grande por-
eaode lenha de padaiia, aiinuncie para ser procu-
rado.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de superior qnalidadc e bom goslo, se-
da- o-ecissczas das mais modernas a 18500 o covado,
chales de seda de superior qualidade a 115, corles
ilc vestido de seda lavrada e inuilas oulras fa/endas
por muilo baralo'preeo : na rua do Queimado, loja
n 22.
Vcnde-se superior espermarcle americano por
preco commodo : ua rua do Amoriin n. t8, arma-
zem de Paula \ Sanios.
Vcnde-se ou permula-sc por casas nesta praja
um dos mclliorcs sitios no principio da estrada do
Arraial. com casa ltimamente reedificada, com
romnijih.S para una grande familia, muito- aivore-
dos de fruclo, baixa com rapim c um exrellente ba-
ldo corrcnle: qneiu o pretender, dirija-se a prac;a
da Independencia, loja de calcados do Sr. Ilclar-
mino dos Sanios lfnlco,;que dir quem vende.
Vcnde-se a laberna denominada l.eao de Ouro,
sita na rua do Hospicio, com os fundos de 800?* a
1:0005000 : a tratar na me-iiia com seu propricla-
rio.
Vendem-sc 2 carrejas com 2 bois, ludo cm
muilo bom eslado : no palco do Paraizo, no segun-
do andar junto a igreja.
BOM NEGOCIO.
Vende-se una taberna com pnucos fundos, bem
afreguezada e em boa rua : faz-sc qnalquer necocio
mesmo a prazo com boas firmas, o motivo se dir :
na rua do Pilar n. 137.
Vcnde-se una cscrava com algumas habilida-
des : na ru> das Trincheiras u. 40.
Vcnde-se una cscrava crioula
n. 91.
na rua Velha
OSr.
de Mello, que
queira mandar receber urna eucommen-
da na livraria n. C e 8 da praca da Inde-
pendencia .
AULA DE LATIH.
O padre Vicente Ferrer de Alhuqucr-
que iiiudou a sua aula para a rua do Kau-
gel p. 11, onde continua receber alum-
nos internos eevternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utdisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
No hotel da Europa lem salas c qnarlos forra-
dos com lindo papel, para aluguel, com comida ou
sem ella.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O presidente da asscmble'a geral
Banco de Pernambuco convida aos
nhores accionistas i comparecercm na
sessao ordinaria do dia 31 do con ente Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 lio-
ras do mesmo dia, na casa do referido
Banco, em virtude da requisicSo que Ihe
oi leita pela direcc&O respectiva, emotll-
cio de 15 do corrento. Recife 17 de Janei-
ro de 180.").Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Aicoforado, pri-
meiro secretario,
O hotel da Europa da rua da Aurora acaba de
receber um cozinheiro frailee/, muilo hbil, c por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes,
apromplando bous peliscos a loda hora ; e lambem
recebe qualquer encommenda de pastis c podios,
pelo preco marcado na tabella.
20800
6*000
79000
(l.-IHlll
108000
69000
HcOOO
169000
100000
89000
78000
8000
48000
IO50CO
30-5000
COMPRAS.
do
se-
lumes.
Teslc, iroleslias dos meninos ......
Hering, liomcopathia domeslica.....
Jalir, pharmaenpea homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molesliasnervosas.......
Jahr, molestias da pellc.......
Rapou, historia da homeopalliia, 2 volumes
llaiihmann, Iralado completo das moleslias
dos meninos..........
A Teslc, malcra medica homeopalhica.
De Fayolle, doulrina medica liomenpalhica
Clnica de Slaoneli........
Catling, verdade da homcopalhia. .
Diccionario de Nyslen.......
Allli'.s cmplelo de analomia com bellas es-
lampas coloridas, conlcudo a descripcao
de lodas as partes do corpo humano .
vedem-se todos estes livros 110 consultorio homcopa-
lliico do Ur. Lobo Moscoso, rua de Collegio 11. 25,
primeiro andar.
i J. JAME, DENTISTA, |
continua a residir na rua Nova n. 19, primei-
ro andar. 4*
@@
LOTERA de n. s. da saude.
Aos 3:OOOSOO, 2.-O00J0OO, 1:000.s000.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao rcspeilavcl publico, que os seus buh-
les c cautelas nao suh">cin o descont de oilo por cen-
lo nos Ires premios grandes, os quaes se rbam i
venilanas scguinlcs lojas : praca da Independencia
11. t, do Sr. 1 (irlunalo, 13 e 15 do Sr. Araulcs, e 40
do Sr. Faria Machado ; rua do Queimado n. 37 A,
do Sr. Freir ;. rua da Praia, loja de fazendas do Sr.
Sanios; rua larga do Rosario 11. 40, do Sr. Manoel
Jos Lopes : e praca da lloa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio llaplisla, cuja lotera lem o seu
iiilaliivel andamento em 27 de Janeiro cornudo.
Compra-se prala brasilcira ou bespanliola : ua
rua da Cailcia do Recife n. 5i.
Compra-sc loda porcao de prala velha ou nova,
que possa apparecer, a peso, conforme sua qualida-
de na rua da Senzala Velha 11. 70, segundo indar,
se dir quem compra.
Na: rua da Cruz n. 30, compra-sc o Diario de
PernamOUCO de 2 de ouluhro de 1851.
Compra-se una escrava que seja. de lionila fi-
gura, para servieo de rua c que, lenha alguma hahi-
lidadc : na Gamboa do Carino n. 18.
Compra-se urna casa lerrea cm Olinda, na rua
de S. francisco ou praia do mesnio nomo : quem li-
ver annuiirie, 011 procure no convento de S. Fran-
cisco a qiitm desoja ellccluar a compra.
Compra-sc urna armaefio envidracada, com
pouco uso : a trotar na rua Nova n. 21.
Compra-sc un molcqiie ou mualo, alfaiale ou
marcinciro : quem Uver aiinuncie.
VENDAS
Bilheles ,-O.VKI recebe 5:0003000
Mcios 25K00 2:500.^100
Quarlos 19500 1 25030(10
ilavos 5800 3000
Decimos S700 aOOjdOO
Vigsimos M00 j) 2309000
JOIAS.
Os abaiso assignados, donos da loja de ourives, na
rua do Cabug n. II, confronte ao paleo da nialriz c
rua Nova, l'azem pobtico, que eaOra recebendo con-
linuadamenle muilo ricas obras de ouro dos mellio-
res gallea, lano para senhoras como para homens e
meninos; os precos rouliniiam mesmo baratos como
lem sido, c passa-sc conlas com rcsponsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de 1 i ou 18 quila-
tes, ficando assim sujeitos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim \ Irmiio.
LOTERAS da provincia.
O cautelista Antonio Ferrcira de Lima
Mello tem a venda as suas afortunadas
cautelas da segunda parte da primeira
lotera do Poro da Panella, que corre no
dia 27 do crtente, nos Seguate* luga-
res : rua da Cadeia do Recife, loja i>. l'l;
rua do Rosario, 11. 20 ; estreita do Rosa-
rio, n. 17, do Sr. Azevedo ; travessa do
Queimado, n. 18 C ; aterro da Roa-Vista,
n. 58 ; rita Direita, n. ta ; na povoarao
doMonteiro, emcasadoSr. Nicola'o, ena
sua loja da rua Nova, n. ; sendo entao
livresdo descont de
tes pelos precos que
Billietes
Meios
Quartos
Decimos
Vigsimos
Precisa-se de nina ama
8 por cento os bulle-
se seguem
Perdeu-se no dia 17 a larde, desdo o largo da
alfandega ale a Soledadc, urna carleira conlcudo
1153000, sendo urna ola do banco de lOOCOOOc o
reslo miudas, alein de varios papis que so servem
ao dono : a pessoa que achou e quizer restituir, po-
de le"ar ao armazem dcfronle da alfandega, de l.uiz
Antonio Aunes Jarome, que ser gencrosamcnlc re-
compensado.
O Sr. Joaquim Fcrreira que leve loja na pra-
cinha do Livramcnlo lem urna caria na livraria M.
6 c 8 da praca da Independencia.
Manoel Francisco .Morona ilaia relira-se para
Portugal a tratar de sua saude.
Aluga-sc urna boa casa, cm Olinda, na rua
do Amparo 11. 31 : trata-e na rua da Cruz 11. O,
no Recife.
Traspassa-se as chaves da loja da rua da Ca-
deia do Recife n. 17, com ama rica anuaeAo de
amarello envernisada, C loda envidracada, propria
para qualquer negocio, ou scm ella : Irata-sc na rua
do Collegio n. 4.
l)cscja-se fallar aos herdeiros de Jo,1o Firmino
da (aisla Barradas : na rua do Queimado, loja 11. 11.
No silio confronte a capclla dos Afilelos, ha
novilhas e vaccas, que se Tndem par? o lalho.
Na rua eslreila do Rosario n. 7, se dir quem
contina a dar dinheiro a juros com penhores de
ouro.
CHAROPE
DO
BOSQUE
5$500
2JJ800
l|500
700
V00
na rua Direila 11. 72.
Aluga-se urna sala no sesundo andar da rua do
Collegio, propria para advocara : Irala-se do seu
aluguel na ruado Queimado n. 7.
ATTE.NCAO'.
A taberna nova do barateiro, na povoa-
co de Santo Amaro de Jaboatao.
acha-sc com um completo sorlimenlo de bebidas de
lodas as qualidades, cerveja em meias garrafas e gar-
rafas, licores francezes, viuliii linio c hranco, queijos
novos, sardinhas dcNanlcs, manteica iimlcza c fran-
ceza, da nielhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India c de S. Paulo, dilo prelo, chocolate,
estacar de lodas as qualidades, holachinha iaglexa,
dila de ararula, charulis para os amigo, do bom cos-
to, das inelhores marras, S. Feliv, Figueircdo llo-
clla, e oulros inuitos que so pedirem, alelria, nia-
carr.lo, lalharim para sopa ; pedmos lambem aos
senliorcs do engenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nosso novo eslabelccimenlo com suas
freauezias, achralo ludo pelo preco da praca e a sa-
lisfacilo do comprador.
Antonio Elidi da Silva, lenle de geomelria
do lyceu desla cidade, pretende abrir no dia 1. de
fevereiro, na casa de sua rc-idencia, na rua Direila
n. 78, um curso de geomelria para lodo o anuo lec-
tivo : os senhores estudanlcs que o quizerem fre-
quenlar, poderlo dirigir-se a mencionada rasa, das
7 horas das manhaa al as 9, .e das 3 ale as 5 da
tarde.
^
&
0

O solicitador nos auditorios desia'cidade
aliaixo as-icnado, conliuua a ejercer as
fiinccoes des-e cargo, para o que pode ser
^ procurado noescriptorio dn Illm. Sr. Dr. *
Joaqaim 'os da Fonccca, o mesmo compro- ^-^
melte-sc a solicitar causas de partido an- ^j,
nual.com lodo zelo e acliviJade, medanle 5^
um pequeo honorario, a-sini como as tf^
causas particulares n9o poe preQo as 21
partes. Cantillo Auamto ffc- eir da' .S'ilin.^J
Aluga-sc urna padara prompla de ludo, menos
escravos, e esl bem afreguezada, sila na estrada no-
va doCachaog : n halar na mesma, ou na rua lar-
ga do Rosario n. i, toja.
O uuico d"po-itoVoiiliniia a ser na botica le Bar-
Iholoincu Francisco de Souza, na rua larga do llosa-
rio 11. 3(i; carrafas grandes59500 e pequeas33OOO.
IMPORTANTE PARA ft PIBLICO.
Para cura de phlsica em lodos os seus difiercnles
crios, quer motivada por constiparnos, lossc, aslh-
ma, pleuriz, escarros de sangue, ilor de coslados c
pr-ilo, palpilaeilo no coraran, coqueluche, bronrhile,
dor na carganla, e lodas as moleslias dos orgaos pul-
11111 ares.
tt** \() C0MIT0RI0
DO DR. CAS ANO VA,
ULA DAS CHIVES N. >8,
vendem-se carleiras ile homcopalhia de lo- y
dos os lmannos, por procos muilo em conla. f
Elementos de homcopalhia, '1 vols. (ijOOO g
Tinturai aeseolher, cada vidro. ipooo ^
Tubos avulsos a escolhei a 500 c 300 ^
Consultas gralis para os pobres. '-/
tttflexSet s.'.rc a educacHo\pbysca c n.oral da in
faneia, olfereeiias as mait de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xatier.
Esla obra destinada 10 bem social c ncressaria a
(llantos aooccupain da educarao infantil, para que
ehociie ao ronhccimenlo de lodos, acha-sc i venda
pelo preco de 3?O00 rs. as lojas dos Srs. : Jo1o da |
Ciinha Macalhaes.na rua da Cadeia do Recite n. 51
Jpo Soares de Avcllar, na rua Nova n. 1
AIMANAM PARA 1835.
Saliiram a' luz as folliinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescenlado, contundo
KO paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria ii. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHNHAS PARA 1855.
Acliam-sc a' vend^ as bein conliecidas
lolliinltas impressas hestajVypograpliia,
de algbeira a 320, de porta a 160. ecc-
clesiasticas a iSOi-s., vendem-se nica-
mente na livraria n. li e 8 da praca da
Independencia.
HADAPOLAO COM TOQI'E DE AVA-
IIIAA ..00E 3,500.
> cnie-sc na lja n. 17 da rua ilu Queimad, pe-
ras de madapolo fno com (oque de a varia de agau
doce, pelus presos cima : dinlic.ru vista.
PARA 0 MADAMISMO DO
RON GOSTO.
A 8S00O rs. o corte !!
Vendem-se na rna do Queimado, loja n. 17, ao pe
da botica, os modernos cr'.es 4a vestidos de tarlala-
11.1 de seda com qoadrosde cores, de lindos t novos
dcsenlios. com 8 varas c meia. pelo barato prero de
S^OOO!
Vende se urna morada de casa lerrea na rua
que vai para S. Jos n. 5, chao proprio : a tratar na
inc-nia, que se dir quem lie o dono.
Vende-se um ptimo escravo che-
gado, liontem, da Sena do Teixeira ;
quem pertender dirija-se ao armazem do
liiilino, na Boa-vista.
Vende-se a arnincao da loja da rua do I.ivra-
menfo n. 42, a qual tic propria para qualquer nego-
cio : a tratar na mesma rua u. 29.
Vendem-sc missaes para missa, novos, c boa
encadernaoao : quem prclender, dirija-So rua do
Cibiig.i, loja B. (i.
Vendem-se vidros com asna das Caldas da llai-
nha, excclleulc cura para quem padece de moleslias
do csloinauo e rheunialisnio a 500 r-. cada um vidro:
quem pretender, dirija-sc a holira de Ignacio Jos
do Coulo, no largo da Boa-Visla.
MUTA ATTENCAO'.
Vendem-se 'imito superioressapalocs franrezes de
ecuro de lustre para menino-, pelo diminuto preco
de l-iiun o par. dilos para aenhora a liO, chapeos
france/es a 5)000 : no aterro da Hoa-Visla n. 78.
Vcndc-sc nina cai\a ile amarello, grande, com
"2 gavetas, e I par de ancoras novas, cm folha, com
arcos de ferro, piuladas, e I uiihem grandes, ludo
por commodo preco : na rua de Sanio A.....ron. 8.
A eude-se urna prela rrioula, de idade 25 an-
uos, pouco mais ou menos, de bonila lisura, sem vi-
eio liem achique, com una (illm do H 111c7.es anda
mamando, e ootra dila de 7 aunoa de idade, ja com
algum principio de coslura : a tratar com Jos Eran-
cisco Xavier ilc Mcilo, na povoarao de Ueberihe, a
qualquer boro.
Vende-W um silio de ptima loralidade para
a fabrica de lecidos de aluodilo, enlrc as duas ponlcs
da Magdalena, c com dous porlos prosimos ; lem 3
frentes desoiiiharacadas, a da eslrada geral de -200
palmos, e de 500 palmos a de sul ao norle, e olha
para o natcenla, sendo lodo esle grande lado da par-
le da sombra a larde, arejado e fresco : no mesmo
silio.
Teios para vnllarele muilo cm conla ; na rua
do Cabug loja de miodetaa de 1 porta.
IfHfMf'H
\ ende-se cm casa dos Srs. I,. I.econlc Fe- f
}$ ron ^ C. o novo e gradavel chocolate de @
@ Saude, rhegado reccnleiiieule de Franca : na
fe* rua da Crol 11. 20. @
HUITA A1TENCAO'.
\ endem-se vaquetas inglezai para cubrir carro,
solado lustre, dila branca, ludo por menos preco
para acabar : no alerro da lloa-Visla 11. 78.
SACCAS COM FAItl.MlA.
\cndc-sc farinha de mandioca de muilo boa qua-
lidade, em sacras com alqueirc de medida vellia, por
preco commodo : na rua da Cadeia do Recife, loia
n. 28.
\ en lem-sc corles de vestidos de selim prclo,
lavrado?, muilo boa fa/enda, c padroes do ullinio
goslo, por preco muilo cm conla : na loja do sobra-
do amarello, nos qualro cantos da rua do Oueiuiado
n. 2'J.
Vcnde-se o engenho Novo da Barra, distante
meia legua da cidade da Victoria, inocule e corrcnle,
com proporeao para ser d'agna, com plantas feilas
e lioas Ierras para caima c roca, podendo safrejar
2.000 pfles: quem o iirelendcr", dirija-se i casa da
viuva deAguSlinho llenriques da Silva, que dando
do-olii iga da casa fura lodo negocio com o propric-
lario Joo Francisco de Araujo.
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadas para roslo a U20,
vendem-se n rua do Crespo loja n. 1(i, asegunda
quem vem da rua da Cru7.es.
\ ende-se feijao muUtinho por commodo pre-
co : na rua Direila n. 60.
,, ~ "*anno prelo c de cores muilo bous para 3S,
39500 c jooo, c juntamente ha easemirai prelaa,
pannos proles e setm maco para collelcs das me-
Ihorea qualidades que esislem no mercado, e por
precos mais baratos dn que cm oulra qualquer par-
le : na loja do sobrado amarello, nos qualro canlos
da rua do Queimado 11. 29.
eSi5_38J2i @?;@@@aJi
Vende-se supeiior vinho muscalel de Setuhal,
em ancorlas de-2 \ caadas e 5 cada urna ; ua la
do Vigarui n. 1'J, primeiro andar.
OLEO DE LINHACA
em barri e holijoes : no armazem de Tasso lrniaos.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-so as linas : alrazdo
thealro, arinazeni de Joaqun) Lopes de Almcida.
. Agonoia de Edwln Ha*.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-sc constantemente bous sorli-
menlos de tainas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, mocadas incliras lodas de ferro pa-
ra animacs, agoa, ele, (lilas para armar em madei-
ra de lodosos lainanlitis e modeloaoaraaia moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forca de
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro cslauhado
para casa de purgar, por menos prero que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
lhas de (landres ; ludo por barato pree,o.
Na rua do Vg ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanea para forro de sellins ane-
gada reccnlemenlc da America.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
Vende-se comento romano branco, chegado agora.
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : alraz do theatro, arma-
zem de lalioas de pinito.
Vcnde-se um rabriolcl com cubera o os com-
pcteiilcs arn ios para um cavallo, todo quasi oovo :
par ver, no alerro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Segciro, e para Iralar noltecife rua do Trapi-
cho 1. 1 i. pun-un andar
Deposito de vinho de cliam- 10
O pagne Chateau-Ay, primeira qua- 9
() lidade, de proprtedade do conde (A
(A de Marcuil, rua da Cruz do He- SSt
(g, cife n. 20: este vinho, o melhor
Mt de toda a Champagne, vende-se
t .1 3G.V000 rs. cada caixa, acha-se
f nicamente em casa de L. Le-
t comte Feron & Companhia. N.
f B.As ca xas sao marcadas a fo-
l loConde de Marcuile os ro-
| lulos das garrafas sao azues.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recenle-
menle chegados, de exccllenles vozes, e precos com-
modos: cm casa de N. O. Bebcr& Companhia, roa
da Ciuz n. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do hriguc Conceiao, entrado
de Santa Calharina, e Tundeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que eiisle boje no mer-
cado, e para porcOcs a Iralar no cscriplorio de Ma-
noel Al\es Guerra Jnior, na rua do Trapiche
11. 11.
CHAPEOS PARA SEMIORAS. I
j!> Chapeos para senhoras os mais modernos,
ehegado pelo ultimo navio de Franca : na <$
rua nova loja 11. I(i de Jos Luiz l'ercira & e
lilho. 2
*e@!Saf@:S883
PEKNAS DE EMA.
Vcndcm-sc muilo superiores peanas de cma, por
preco commodo : na rua da .Madre de Dos n. 30.
Casa da lama, aterro da lloa-Vista n. 48.
5:000#000, 2:000j000, l:000,s00().
Eslo expoaloa venda a. bilheles e cautelas da
lotera de*. S. da Saude do l'oro, a qual eorr a 07
dovcorrenle.
?
Ililliel.s 53OOO
Meios ijciOO
(.lua ros l->">00
Decimos 7u0
Vigsimos 400
1
PULCEIRAS FREAS E DE
CORES.
Chegou i rua do Collegio n. I, um grande sorli-
menlo de pulcciras prelas e de cores, e encarnadas,
da ultima modado l'aris.qne fe venden pela diminu-
a quantia de I>li00, JOOO, --1IIO e 35000.
Na rna do Cabug n. 1!, vendem-sc bilheles
inlciros, pasos sem o descont de oilo por cento.
Bilheles 58500
Meios 28800
Quarlos 19500
Decimos 700
\ ige>mos 400
Vendem-se em casa le S. P. Jolios-
ton & C, na rua de Senzala Nova n. i2.
\ endem-se lerrcnos proprios para cslabeleci-
mcnlo das padarias, com porlo de embarque perlo :
a tratar na rua do I.mmenlo n. SI, segundo andar.
ALBANEZA, A MIL RES.
\cnde-sc a 1J<000 o covadn da excellenlc fazenda
intitulada albaiieza, com (i palmos de largura, pro-
pria para vestidos, manlilhas, habilos de religiosos,
e oulros falos : na rua do Queimado, toja n. >\.
A 180.
\ ende-se a nove viniese o covado de riscado frail-
eo,, com quadros de diversos tamaito : na rua do
Queimado, loja n 2|.
Vende-se breu em barricas muilo grandes epor
preco commodo : na rua do Amorim n. 48, arma-
zem de Piala i\ Sanios.
C\IX\S COM VIDROS.
V endem-se canas com vidros, por preco commo-
do j na rua da Cadeia do Iteufc 11. 61, oii nova rua
do Caes, l.a casa.
FEKKAI.ENS PAKA OURIVES.
iva rua da Cadeia do Reeire, loja n. 61, vendem-
so lodas as ferrageus necessarias para ourives, or
preco commodo.
-NOVOS PADROES DE CHITAS BABA-
TAS, LOJA DA BIJA DO CBESPO
. N. 14 DE DIAS & LEMOS.
Cintas saragocanas. caboclas, muito
bonita 180 rs. o covado, ditas silveiras,
iniudinhas padroes muito bonitos pa-
200 rs. o covado, ditas
a 200 rs. o
covado, cobertores grandes a OiO, ditos
pequeos a 560, algodSo mesclado, pan-
no couron 180 ; e outras muitatfazendas
baratas, e tudo se da' amostras com ]i-
nhor.
^@^-@^vS@@afl:S:9ft(**|9#
1 DE 2,800 RES V 200.000 1
vv Superiores c rinissiiiios chapeos do Chile ft
9 paialiomensescnhurdS.amaissiiperiorfazenda @
que lem viudo 10 mercado, chegados recen- ^J
lemciilc : na luja c fabrica de chapeos de
Kf Joaquim de Oliveira Maia, na praca da Inde-
,-:5 pendencia ns. 34, ^i. S c 30.
Fumo em lollia.
No ai in.i/eiii de Manocl dos Sanios Piulo, na rua
do Amorim 11. 39, ha muilo bom fumo em folha pa-
ra charutos.
A 5#500 e sOOO o par. quemdeixara
de comprar.
Sapaloes de lustre francezes para homem, assim
como nin complelo sorlimenlo de calcados de lodas
as qualidades, lano para homem como para senho-
ra, meninos c meninas, ludo por preco muilo rom-
modo, a Iroco tle sodulas velhas : 110 alerro da lloa-
\ isla, delronle da lionera 11. li.
METAL AMARELLO
para forro de navio : vende-sc por preco commodo,
em casa de Isaac Curio & Companhia, rua da Cruz
11. O.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncstc eslabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, c taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnde-se o\rellciile taimado dcpinlio, recn-
teme 1I0 chegado da America : na ni) de Apol'u
trapiche do refreir, a eniendcr-sc com o adminii
rado r do mesmo.
Vendem-se lonas da Bussia por prero
commodo, e de superior (pialidadc: 110
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. \.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do llecifc, de lienry (iihson, os mais superio-
res relogios fabricados'cm Inglaterra, por presos
mdicos.
Vende-se papel pintado, enverni-
sado, com a partieularidadc de se podei-
lavar, esempre esta' novo, deeoraees mui
lindas e modernas, e preco razoavel rpian-
to a cpialidadc : venne-se na rua da Cruz
do Bccile 11. 27, armazem de Vctor
Lasue.
% Potassa.
Noanligo dcpnsilo dafnia da Cadeia Velha, cs-
criplorio 11. 1^ vcnde-se muilo superior polassa da
llussia, americana c do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar coilas.
p, 1 lenplo /ln istao.
Sali aluza J. eirhjTi do livrinho denominado
Dcvolo Christilo,mais correcto e arrecentado: vnde-
se nnieamente na livraria n. 6e 8 da praja da In-
dependencia a OiO rs. cada exemplar.
PLBLICAgAO' BELIGIOSA.
Saino i luz o novo Mczde Maria, adoptado petos
reverendissimos padres rapucliinbos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmcnlado com a novena da Se-
nhora da Conccic.lo, e da nolicia histrica da inc-
datna milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc unirameHlc na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1J000.
Moinhos de vento
eomhombasdercpuxopara regar herase baixa,
de rapim. na fundirn do D. W. ilowiuan : na rua
doBrumus.6,8e10.
PANOBAMAS PABA JARDIM.
Bronn Praeger C. na rua da Ci 11/.
n. 10, receberam e veudem um sortimen-
to de glolx de espelbo de diversos laina-
nbos e cores, que brmaiu o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jai diin, como seusa lioje na Eu-
ropa, nos jai-dins de lwir. goslo.
Bruno Praeger&G., na sua casa rua da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto borizont.ts como vertieses,
dos meliiores autores.
Obras de ouro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas cm oleo, paisagens e com moldu-
ra domada-
Vistas de Pernambuco, gentes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terracos e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinho de Cbampagne.
Licores de difidentes qualidades.
Presuntos.
(enebro em frasqueiras.
instrumentos para msica.
MECHANISMO PARA ERSE-
RHO.
.NA FUNDICAO E FEBBO DO E.NCE-
iNHEIBO DAVID \\. BOWMAN. NA
BA DO BRLM, PASSANO O CHA-
rAIil/., ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos scguinlcs ob-
jeclos de merhanitmos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao lanas de ferro rundido a balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanbos ; rodas
dentadas para agua ou auimaes, de lodas as propor-
tOes ; crivos e boceas de fornalh c rraislrus de boci-
ro, aguillies.bronzes parafusns e cavilhoes, moiubo
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FL'NDIQAO
se eieculain lodas as eneommcnda com a superiori
dde i.-i cuuhccida, e com a devida presteza e comino
didade em preco.
ATTENCAO' AO BARATEIRO.
Vcndcm-se apparelbos para cha de poirclana doo-
rados c piulados de esmalte, dito hranco., dilos a-
znes para cli, dilos para mezas ditos, Linternas de
pe de vidro, dilas de casquinho incle/as, ditas de |
de compnsiclo, copos para agua lapidados, compo-
Iciras para doce, porla-licnres lapidados, hacase jar-
ros de porcelana deliradas c brancas, palileiros doa-
rados de figuras, compolciras litas e bordadas e 00-
Iros muilos enjertos por prejo mais commodo do
que em qualquer parle : na rua Nova ao pe do oi-
liio da Concei^o n. 51.
800 RS. CADA UM.
Chales de algudo de cores de bonitos padies,
lencos de garca e seda de bonitas cores a 600 rs., di-
los de cassa de cores a 160 rs., corles de cambraia
com hallados, padroes modernos, a S.-.Vto. dilos de
cambraia roa com barra 1 2>j00. orles de rascmia
de bom goslo a 5, rasemiras de algodao a 320 r. o
covado, e oulras fazendas por nioilo commodo pre-
00 : na rua do (Jueimado loja n. ti-j.
RIA DO CRESPO LOJA ESC4RWDA.
\ ende-se casia francea fina, de lindos padroes
a 100 rs. a vara ; corles de gaze de sed, de goalos
escoceics a 89000 rs. chales prelos de merino,
superior fazenda a 33200 c te-iOO ; corles de brim
de puto linho a 1?2S0V 13 laa_ e seda com ricas palmas as ponas a .TfdflO,
3500 e 4 rs. ; roineiras, chales de toquim, dilos
de seda, pannos de lodas as cores e qualidades por
precos commodos ; corles de casemira de core a
ijOOO, la-iOO e 5SO0 ; dilos de dila prel moilo
superior a 78 e 8S000 r., e oulras minias fazenda.
novas, que se vendem por menos (preco do que cm
oulra qualquer parle.
Chainpacne da superior marca Cometa: no arma-
zem do Tasso Irmaos.
GARRAFAS VASIAS
em ggos de groia o de 110 garrafas : no armazem
de Tasso Irmaos.
drOes e xes
de ramagens tambem ixas a 200 rs.
vrarias Classica paleo do Colleaio 11. 'J, Universal na
rua do Collegio, c na do Sr. Dourado no paleo do
Collegio n. li.
OSr. Dr. Lonrcnco llczerra Carnciro da Cii-
nha queira ler a bondade man lar na rua do Quei-
mado n. :l, receber urna encommenda, que nao se
Ihe ti ni mandado por morar muilo longe.
Oflerecc-se um rapaz brasileo para ealxeiro
de loja de fazendas 011 mudezas, o qual d dador a
sua conduela : quem o pretender, dirija se i rua da
Cadeia de Sanio Antonio 11. 16.
Prccisa-se alugar tuna prela para vender fru-
tas de um sitio muilo perlo da praca : nesta l\po-
graphia, on no silio da travessa da Cruz de Almas,
al,ill.M ruin o padre Manoel Florencio.
ATTENCAO'.
Precisa-sc alugar um bom pelo, que seja fiel, pa-
ra servieo de um armazem de fazendas, dando-sc-
Ihe comida, casa c LViOOO mensacs: quem (iver c
quizer alugar, dirija-sea rua do Trapiche Novo 11.10.
Para aliar pianos.
Ouem precisar de um bom afinador de piano, di-
rija-se i rua do Queimado D. 14, primeiro an-
dar.
,sii' Sellins" ingle/.es.
d(
Belogios de ouro, patente inglez.
Chicles de carro e de montarla.
Candieirose casticaes bronzeadot.
Cobre de Torro.
Chumbo em lencol, barra e municSo,
Farello de Lisboa.
Lonas ingle/.as.
Fio de sapateiro.
MOENDAS SPEBIOBES.
Na fundic&o de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, aclia-se para vender
moendas de caimas lodas de Ierro, de um
modello econstruccao muilo superiores
FBASCOS DE VIDK DE BOCCA LABGA
COM BOCHAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
I'endem-se na botica de Dartholomeii Francisco
de Souza, rua larga do fosario'n. 36, por menor
preco que m oulra qualquer parte.
GAL VIRGEN.
a mais nova que lia no mercado, a prero commodo ;
na na do Trapiche 11. 15, armazem de aslos Ir-
maos.
Vende-sc um carro americano, novo, di 1 ro-
das, chegado ltimamente da America : os prelcn-
denles dinjam se 1 rua de S. Francisco, cocliera do
Sr. Ka; inundo.
NA BA DO APOLLO N. 19,
vendem-se saccas com farinha de mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porcfin se todo o negocio.
-- N
a rua
do
ijjai
19, j
inmci-
9 BA DO CRESPO K.I2.
9 Vcnde-se nesla luja superior damasco de
(.' seda de cores, sendo branco, encarnado, rdxo,
@ por prero razoavel.
Na livraria da 1 ua do Coilegio n. 8,
vende-se umaescollikla collccciio das mais
brabantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as meliiores que se podem a
cliar para fazer um rico presente.
FABINIIA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : 110
armazem.de Tasso Irmaos.
ro indar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejam,quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, inodinlias tudo modernissimo ,
chegado do Bio deJ.-neiro.
AOS SENIIOBES DE ENGENHO.
Beduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Di. Eduar-
do Stolle cm Bcrlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoramcnto do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-sc urna rice mobilia de jaca
rauda', com consolos e mesa de tampo de
marinte branco, a dinheiro 011 a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rna do
Collegio 11. 25, taberna.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rcccnlemenle chegada.
Vcnde-se urna batanea romana com lodos os
s*us perlcnees, cm hom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-sc i rua da Cruz, armazem D.4.
EABLNIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazn* n. 5 e 7 defronte da escadi-
nh.i, e no armazem defronte da porta da
alfttndega, ou a tratar no escriptorio de
No' ais & C, na rua do Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca (ra-
li la?.
($) POTASSA BBAS1LEIBA. {$)
(S) Vcnde-se superior potassa, fa-
V*> bricada no Bio de Janeiro, che- **
tk gada recentemente, recommen- /
da-se aos senhores de engenbos os J
seus bons ell'eitos ja' experimen- w
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- w)
(W ma/.em de L. Leconte Pern &
QjTi Companhia. (fy
IHNISS9^###4jM9
Taixab pare engenho?.
Na fundicao' de ierro de I). \V.
Bov.inann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
coirpleto sortimento de taixas de ferio
fundido e balido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
emhaream-sc 011 carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em rasa de J. KellerA C, na rua
da Cruz n. .V>, lia para vender 3 excel-
lentes piano viudos ltimamente de Ilam-
J burgo.
Na ro de Apollo n. 19, vcnde-se potassa mui-
lo nova, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
pormenos prero do que em oulra qualqarr parir,
e 25 travs de mangue, que eiistem no Cae do
Hamos.
ESCRAVOS FGIDOS.
#@S8*S5!tS8*:R:Jj)8t*
100<000 US. DE GRATIF1CACAO 2
S
i
I

:
%
i
^ Fugio da casa do abaixo assignado, na ma-en
9 drogada de 3 de Janeiro do corrcnle auno, om
seu escravo, crioulu, de noiue Amaro, oftirial t
':i de sapaleiro, de idade 30miosnuuru mais nu 9t
St menos, altura regular, barba pouca, denles
l"v limados, olbos enfumacados, and raleado, ft
9 lem as mitos cotejadas do fin de sapaleiro, lem
@ a lesla com os canlos dcscoherlo, he bem f*l-
3$ lauto ; esft: escravo, quando fugio levou com
S', sigo um cavallo caslanho, arreiado rom um
sellim inglez, comprido|e muilo rslreiio, r-
j; horada lambem ingle/a, o cavallo lem det
anuos pouco maisou menos, andador de baixa
' c meio, frente abcrla, lem um ralombinhn no
^ rspinhaco, e he.roncolho ; o dilo escravo I, 1
@ do Sr. Manoel Piulo llorha, morador no Ga-
mella: quem o pegar, dirija-se a rn da Sen-
9 Uta Velha 11. 114, que se Ihe dar a gralifi
caraVacima marcada, c se for fra desla pro- S
@ vincia se pagarlo as despezas da rondui cao m
9 de onde elle esliver para esto. *
*j) loaquim Pal* Pereira da Silca. A
Dcsappareceu do poder do abaiio assignado,
na noile de IC do correle, o escravo, cabra, arabo-
ciado, de nomo Joaquim, de i 25 aono, rabera
redonda, cabellos corridas, denles liudos, lieirs
rdxos, bracos e pernas grossas e curias, anda apres-
sado e rom o corpo um pouco inrliuadn para a fren-
te. pasos curios ; levou capeo de palha velho, ca-
misa de algodozmho ou madapoln e caifa dr rase-
mira cinzenla : roga-se, poi tanto, a lodas as autori-
dades poliriacs e capilar* de campo, qne capturen) o
mencionado escravo, e Icvrm-o rua de liarlas n.
21, que alein de pagar-se lodas as despeza, se grali-
firani generosamente.Jos Fiancitco do Reg.
Desappareccu de Vacra-Brava, perlo da villa
de Cabaceiras.nprelo de Alisla, perlencenlc ao ma-
jar Faoslino de Souza Cavalcanti, com o< signarse-
uuinlcs : j velho, estatura regular, lem um denle
lirado na frente e oulro lorio, lem mu bracos un
carocoa, pernas finase ps torios, Irm bstanles cica-
Irizes as cosas, de rclho ; pcdr-se.porlautn, as au-
toridades policiacs e capilcs i'c campo o apprehen-
dam e levem-o rua do Queimado n. II, a Manocl
Jos Machado, que serio bem recompensado.
10O8O00.
A quem pegar o prelo Alexandre, de nacao S.
Thom, alio, reforcado do corpo, falla demorada, de
idade .'10 a 35 anuos, o qual rontiua indar pelo Kio
Doce por ler sido escravo do Milliqel franrer, e
ronsla 1er sido visto no lugar do S011I0 enlre os en-
aenbos Paulisla c Krasoso, com oulro prelo do Sr.
I)r. Manoel Joaquim Carnriroda Cunta, o qn.d pre-
lo csl fgido desde o dia 23 de satemhro do auno
prximo passado : roga-sc a quem o pegar. Itve-o a
fabrira da rua do Brum n. 28, que receber a s'ali-
ficar,Ao cima.
Air.de anda fgida a prela Maria Cajoeira,
desapparen.la em 7 de novemhm prximo passado.
o ueste dia annanciada por este Diario ; reprcenla
ler ."() anuos, he baixa dn corpo, e j piula o cabel-
lo, he magra, as tiernas alguma musa arqueadas
c foveiras, as-im como tambem os braco*, a bocea
meia loria de Irazer cachimbo, e leni o ollirio de
mariscadora, rnsliima andar pelas praias de Santo
Amaro, Cidade, Bebcribe e Capilurihc. ale a Casa
l'orle : pede-se a lodas as pessoas policiacs e mais
conunaiidanlcs que rondain rslcs lugares. qu en-
oi.tiiaudo-a.a apprrhcndam e conduzam na 1 cas-i de
sen dono, que mora no largo da Trempe, sobrado n.
I, que lem laberna por baixo, que recompensar
genero-mu ule o seu trabadlo. Advcrlc-se que a
mencionada prela rolnma inculcar-sc foria, e lem
muas labias pera o afirmar.
Tendo-sc ausentado do llecifc, cm 2 dr m.uo
dn auno prximo passado ( escravos, como ronsla dos
anntincios cutio imprcsso nos jornaes desla cidade,
desles apenas se rccolheram 2, c acham-se aioJa ao-
senles os oulros 2. sendo os mais dos-jado, porque
foram os aulores da fuga de lodos ; pede-se perianto
a pprchen-ao do prclo Jos, de alia clalura. idade
111.ii. de 30 unios, com falla do ol,o esquerdo. rr
bastante negra, c muilo prognosliro. Jorae, cor fula,
alio, lambem de lina figura. Idade de 25 a :*( anno,
com um pequeiio lalho em um dos canlos da horca ;
ambos esles escravos sito rrioulo* c filhos do serUo, e
ha muilo pouco lempo eslavam ncsla praca ; prlo
depoimenlo doschcuadns con.la que seguiram os fu-
gidos pela estrada do l.imociro al Cariii-Yclhn, all
se srpararam, c depois continuaran! paia Pajcu de
llores, d'oude Jos he nalural, dizendo que ia ver
os prenles, e depois prnvavt Imcnle seguiran) para
o Sobral, is Calingas de l'iauhv. d'onde Jorge be na-
tural ; he o mais que se pode indicar a quem possa
delles liiar partido : pede-se, perianto, a todas a-
aiiloridades policiacs c capilar da campo a appre-
hensSo dos referidos escravos, r se oITcrerc a quanlia
de lttjOUO por cada um, cu 2.'>0-:00U vindo mbos
junios, a quem os Irouver a esla praca a \iuva Amo-
rim i\ Pilho, rua da Cruz n. 15 ; na Parahiha aos
Srs. Jos l.uiz Pereira Lima A C."; no Itio l.raade
1I0 Norle ao Sr. Thcolonin Corlho de Cerqueira ;
Ccara ao Sr. Manocl Caclano de donveia ; e na Ma-
ranbao ao Sr. Caelano Cesar da Silva Rota.
I'ER.N.: TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855

.
V*
MUTILADO


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