Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01294


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Full Text
ANNO XXXI. N. 17.
SEGUNDA FEIRA 22 DE JANEIRO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.


i
>. '
EXCARREUADOS DA SURSCHH'C.VO.
Recifc, o proprietario M. F. do Farin ; Itio do Ja-
neiro, o Sr. Jlo Pereira Martina; Ualiia, o Sr. D.
Diiprad; Macc, o Sr. Joaqnim Reanlo ile Men-
donra ; P.irahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr.Joaqum Ignacio l'ereira Jnior
Aracaly, o Sr. Amonio de Lomos Drasa;Cear.i, o Sr.
Victoriano Augusto Burgos; Maranhlo, o Sr. Joa-
qnim Marqus-Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas o Sr. Jcronymo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por U000.
Pars, 3i2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbale.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onras hespanholas- .
Modas de 6>400 vellias.
de i.-- mi no
de 4000.
Prala.Paiacoes brasileos.
Pesos columnarios,
mexicanos. .
a vas.
299000
lGiJOOO
16j>000
CliUO
13940
1940
19SG0
PARTIDA UOS CORREROS.
Olimla, lodos os dias.
Caruar, Bonio e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-ltella, Boa-Vista, Ex eOuricury, a 13e28.
Goianna o Parahiba, segundas e sexlas-feiras.
Vicloria c Natal, as quinlas-eiras.
. PREAMAIt DE HOJE.
Prnneira s 7 horas e 42 mininos damanhaa.
Segunda s 8 horas e 0 minutos da larde.
parte ornciAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediento do da 16 de Janeiro.
Olleta Ao Exm. consellieiro presidanle da re-
Ucfto.Transmillo por copia i V. E\c. para seu co-
uhecimento e execucao na parle que lhe possa locar
o aviso circular da reparticao da joslica de 10 de no-
vembro ullimo, do qual consta a decisoque S. SI.
o Imperador houve por bem, dar por oceasiSo de
suscilar o juiz dedireito da segunda comarca da pro-
vincia da Paralnlia a duvida| seguinle :Se lhe
competa proceder contra cr irnos ra que lem logar
o procedimiento ei-oflicio e nSo sao de responsabili-
dade, sendo que por entender negativamente, havia
deixado de providenciar acerca de alguns desse. rri-
mes, cuja existencia encoulrra em autos que lhe
teem sido presentes.Ofllciou-se nesle sentido a lo-
dos os juizes de direilo da provincia.
16
OflicioAo Exm. commandantc superior da guar-
da nacional do Reciff.Transmillo por copia a V.
Exc, para ler eieciifSo na parle que lhe pertence, o
aviso circular da reparticao da juslira de 23 de de-
zembro ultimo, declarando, que para a compra e
durarlo do armamento, corrame, ulensis, livros e
instrumentos bellicos forncci.los pelo governo aos
corpos da guarda nacionul na conformidade do 1
arl. 80 da lei de 19 do setembro de 1850, deve re-
gular o preco o o lempo marcado na tabella aonaxa
aodecreto de 8 de Janeiro de 1848 para os corpos
doexercito.Igual copia rcmelleu-sea Ihcsouraria
de fazenda.
DitoAo inspector da Ihcsouraria de fazenda.
Remello por copia a V. S. para ter execiirSo na par-
le que lhe pertence, o aviso circular de 23 de dezom-
bro ultimo, no qual o Exm. Sr. minislro da juslira
declara os motivos, pelos quaes nao pode concorrrer
por conta do crdito volado no S C da lei do orca-
mcnloa despeza com destacamentos da guarda
nacional.
17
OflicioAo coronel commandanle das armas, rc-
commendando a expeJicao de ordens para que o
soldado do 9. balalhao de nfautaria Antonio Pe-
reira Gil, siga para a colonia militar de Pimenleiras
em companhia do capillo Feliciano de Souza Aguar,
afim de servir all.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda, pa-
ra mandar indemnisar a reparticao da marinha da
quanlia de 173589 rs., em que, segundo a conta jun-
ta em duplcala, importa a despeza feita com o cu-
rativo do grumete da escuna Lindoia Manoel Filip-
pe, que esleve recolhido a enfermara de marinha.
Communico-se ao inspector do arsenal de mari-
nha.
DitoAo mesmo, para mandar abantar um mez
de vencimenlus ao cirurgilo docorpo de sade do
excrcilo Francisco Gonralvcsdc Maraes, que vai ser-
vir na colonia de Pimenleiras.
DiloAo mesmo, devolvendo o requerimenln em
que Jos Antonio- de Araujo, pede por aToratrictitu
um terreno de marinha no Forte do Mallos, com-
prehendido entre o trapiche do ligedlo e o arma-
zn) de Vicente Ferreira da Cosa, alim de que S. S.
mande passar aosupplicante titulo do terreno de que
se trata, obrigando-se elle a fazer a parle do caes
que licar em fenle do referida terreno, c bem as-
sim, sugeilando-se s demais condicoes que foram
impostas companhia Pernamhucana por occa-
siao do se lhe conceder um oulro terreno no mesmo
lugar.
DiloAo mesmo, devolvendo o requermeulo de
Jet da Caoba, pedindo o aforamentodc um terreno
de marinha, que existe devoluto entre o de n. 222,
no Forte do Mailos, o o caes all projeelado, e di-
zendo que proceda a respeito de conformidade com a
lia informarlo de 26 de outubro ultimo, dada em
referencia i do segundo lente Antonio Egidio da
Silva, junta por copia, e ao parecer do procurador
fiscal daquella Ihcsouraria constante da mesma co-
pia, Picando porm o peticionario obrigado a fazer a
parte do referido caes, que ficar em frente do terre-
no, cujo titulo solicita, e bem assim, sugeilo s de
mais condicoes impostas poroccasiao de aforamenlos
de semelliantes temieos.
DitoAo coronel presidente do conselho adminis-
trativo, autorisando-o a entregar ao director do ar-
senal de guerra, para icrcm a conveniente applica-
ro, as amostras das fazendas compradas para o mes
mo arsenal durante o anno prximo passado.
Dito Ao capilao do porto, declarando em vista
de sua informado sobre o requerimenlo de Ignacio
Francisco da Silva, que, se a madera'; embargada
por aquella capitana, constante de 43 pranches, fui
cortada em virludede licenca concedida pelo gover-
no imperial a Manoel Cardozo da Fonscca j falle-
cido, pode Smc. mandar entrega-la ao supplicante, e
e acaso algucm sejulgar com mrllior direilo a ella,
dever have-la pelos meios competentes.
DiloAo director das obras publicas, inleirandoo
de que a Ihesouraria provincial lem ordem para pa-
gar ao arrematante do caes da ra da Aurora, a im-
portancia da segunda prestarlo do sea con-
trato.
DitoAo inspector da Ihcsouraria provincial, re-
comraendaudu a cxpcdicAo de suas ordens, para que
sejam recolhidos uaquclla Ihesouraria e poslos em
deposito, os donativos voluntario- que, por parlo do
Exm. bario do Hin Fnrmoso, lhe forcm mandados
presentar, os quaes bao sido por elle obtidos, para o
concert da cadeia de Iguarass. Communicou-se
ao referido bario.
Dilo Ao commandanle superior da guarda na-
cional do municipio de Nazarelh, declarando, para
seu conhecimenlo, que as paradas do 1. batalhao de
inftnlaria do tarrico activo oda seccao do batalhao
do reserva da guarda nacional sob seu commando,
devem ser, a de-te no palco da fcira daquella cida-
de, e a daquellc, no largo prximo igreja do Sc-
nhor Kom Jess da mesma cidade.
Portara Dcsinerando do cargo de subdelegado
do dstriclo da colonia militar de Pimenleiras ao ca-
pillo Antonio Francisco de Souza Magalhnes, e Ho-
rneando para o referido cargo ao capillo Feliciano de
Souza e Aguiar.Communicou-se ao chele de poli-
ca.
18
Oflicio Ao inspector da Ihesouraria de fazen-
da, commuuicando ler, por portara dcsla dala,
concedido um mez de licenca com vencimcnln, ao
guarda da saude e agento do mar, Carlos Augusto
I.insde Sousa.Igual communicarlo se fez ao ad-
ininislrador do corrcio c provedor da saude.
Dilo Ao director das obras publicas, acensan-
do a recepelo da copia dj contrato celebrado para
0 fornecimento de toda a areia o tijollo, que por
Mpaeo de um anuo for preciso para as obras dcsla
cidade a cargo daquella reparticao, c dizendo que
approva semelhanto contrato. Communicou-se i
Ihesouraria provincial.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, aulo
rilando-a a mandar ulistai na companhia deapreu-
dizes daquellc arsenal, logo que estoja satisfvila a
disposicao do art. 4." do rcgiilamenlo de 3 de Janei-
ro de 18(2, os menores Armio. Capitalino, e Pe-
dro Celestino da ConceicAo, esle lilho deSilvcria
Maria Joaquina da Conceirlo, e aquelles de I.uiza
Candida Pessna. Communicou-se ao juiz de or-
phaos.
Dito Ao engenheiro enrarregado das obras mi-
llares, para manjar concertar a parle do quarlcl
do parque de Olinda, que se acha abatida, fazendo
nella dous quartos para servir de companhias, e
urna coxia para commodidade das pecas do 4. ba-
talhao de arlilharia a p.Communicou-so ao com-
mandanle das armas.
Dilo Aojui docivel desla cidade; declarando
qoc nao acha inconveniente em que Manoel Joa-
quim Itaplista eontinoe a substituir temporariamen-
te, al deci'Ao do governo imperial, ao escrivlo
Francisco Jos do Reg.
Dilo Ao mesmo, diaendo, em vista de suas in-
formacOes de 10 c 16 docorrcnle, dadas cerca do
requerimenlo de Vicente Ferreira da Cunha Miran-
da, que mande por novamenle em prara us repa-
ros da *. parle da estrada de Po-d'Alho.
Dilo Ao mesmo, communicando haver conce-
dido dou< metes de licenca, com ordenado, ao por-
leiro do lyreu desla cidade, Joao Anlonio da Silva
Pereira.Igual communicarlo se fez ao dircclor do
referido lyceo.
Dito Ao juiz municipal do lermo dcTacaral.
atilorisando-o a alagar urna casa que sirva para ca-
deia naquelle termo, c dizendo que quanto as au-
diencias ilo mesmo juzo, pode Smc. continuar a
da-las na casa de sua residencia, como ate agora.
Dilo A' cmara municipal do Recifc, dizendo
que, a ser preciso podercm os acluacs liscaes e seus
respectivos guardas exercer, sem detrimento do
ser vico, as fanreocs do fiscal c do guarda, creados
pelas novas posluras, approvadas em 23 de dezem-
bro ullimo, iienhuma duvida lem a presidencia em
dar a isto o seu assentimento.
Portara Concedendo I'elronilla Vieira d'Ar-
ruila a dcmisslo, que pedio, do lugar de professora
de costura do collcgio das orphlus.Communicou-
se administrarlo do patrimonio dos orphaos.
Dila Ao agente da companhia dos paquetes
de vapor, para mandar transportar para o Rio de
Janeiro, no primeiro vapor que chegar do norle,
a Francisco de I.cmos Uuarle.
B1SPADO DE PERNAM3GO
Sua Es. Rvtn. concede dispensa para
se poder usar da comida de carne na qua-
resma do presente anno, na mesma con-
l'ormidade, e com as mesmas excepcoes
com que a tem concedido nos annos pas-
ando*. Recife 20 de Janeiro de 1855.
O provisor, Francisco Jos lavares da
Gama.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartel do commando da ara de Pernam-
buco ni cidade do Recife, em 20 de Janeiro
ro de 1855.
ORDEM DO DA N. 203.
Convindo ao servico que deslaque para a comarca
de Flores um facoltutivo, o coronel cnmmandanle das
armas interino determina, que para all siga em
companhia do .Sr. capillo Manuel da Cimba Wan-
derlev I.ins, que vai tomar o commando da forc,a vo-
lente, o 8r. seguiulo ciruraiSo alferesdo curpo de
sade do excrcitu l)r. Miguel Joaquim de Castro
Mascarenhas.
Delermina igaalmeoto que os senliorcs segundos
cirurgiOes alferes do ottpo de saiidc do excrcilo Josf
Antonio de Andrmle, HomuiUi W'rijiu Pereira (ini-
marles e Olegario Cesar CBussii, liquem addidos, o
primeiro, ao 4." batalhao de arlilharia a p, o se-
gundo, ao 2., c o lercciro, ao 9., ambos de infatua-
ra, licando desligados dos corpos em que se acha-
vam addidos.
Manoel Muniz Tavarcs.
Conforme. Candido Leal Ferreira, ajudanlc de
ordens encarregado do detalhe.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcreio, secundase quintas-feiras.
Relaco, icrcas-fciras a sabbados.
Fazenda, tercas c sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quimas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quarlaso sabbados ao meio dia.
EXTERIOR.
O RE CARLOS ALBERTO, O PIEMONTE
E A ITALIA.
Carlos Alberto e as rcvolacoes 'talia/iar.
IV.
(Continuarlo.)
I. Gliultimi Itirolgimenti italiani, memnrie slo-
richecon ducunienti uc Florenra. II, Del /itnnocamtnto cititi d'ltalia-
per Vincenzo Gniberli, 2vol, Tarin.111. Guer-
ra del la independenzad'Italia nel 1848, per un of-
ficale picmonlcse ; 1 %oL, Torin. IV. Milano e i
principe di Saroja, di Antonio Casali ; 1 vol. To-
rta. V. Sloria del Piemontc dal 1841 ai giorni
iioslrl, di A. ItrofTerio: 3 vol, Turin. VI. Memo-
rndum si.trira poltico del cont Clemente Solaro
del la Margarita, minislro del re Cirio Alberto, dal
7 felbrajo 1835 al 9 ollobre 18i7. Vil. ficordi
duna misinne in Poitogallo, al re Cario Alberto,
per Linge Cilrauio ; 1 vol., Turin.
I.
Qual era a sluaca'o real e precisa da Italia no mo-
mento em que a revoluto de >l de fevereiro de
1818 rabia sbitamente sobro a Franca ? Urna in-
surreirlo romper na Sicilia, e o re do aples, ou
para desarma-la, ou para deler a agilac.o que reina-
va em torno de si, proclamara nina constituyelo a
29 de Janeiro. Roma c a Toscana, preparadas mais
lentamente por um trabalbo de dous annos, s l-
nham quedar um pisso para transformar seu rgi-
men poltico. No Picmonle os principios conslitu-
cionaeshaviam Iriumphado, e s restara formla-
los no exlatuto, que iascr publicado a i de marco.
A Italia achava-sc nesla transiclo sempre dillicil
cnlre urna ordem anliga de insliliiicdesc urna ordem
nova. Seria erro estranho acreditar que a revoluejo
de fevereiro sobrevindo nesto momento podesse aju-
darao moviinenlo italiano em seus justos lins. Foi
sorle desla revoltillo malar todas as causas que pre-
tenda fazer Iriumphar, c ler feto prosperar algu-
rnaa que no desejava proteger. Em particular ella
s poda desnaturar o movimcnlo italiano fazendo
sabir a pennsula do que clnnurci seu papel delu-
sivo para com a Austria.
Permanecer nos resnelos limites do dircito, Ira-
balliar para urna transformarlo regular e pacifica,
cercara Austria alm dos Alpes de um circulo do es-
lados independeiites, livres, e demais habituados a
idenlilicarein seus iataressM e a eombiaarem sua ac-
clo, enllocar a frente da Lombardiacsse contagio per-
mancnle de um espritu de progresso prudente e de
nina poltica nacional, era cortamente a melbor res-
posla que se poderia dar i esse dilo de Metlornich
proferido na llusl do um successo prolongado :
ii A lidia nao be mais que urna exprcsslo gcogra-
pliira Era reduzr o dominio estrangeiro mais
cruel eilremid.ide o rcdu/.i-lo i alternativa de vivar
as condicoes as mais precari is, ou de recorrer for-
ra e ter contra si o direilo. e a Europa constitucio-
nal, pronunciada pelo movimento italiano. A pe-
nin-ulasii poda perder mudando de allitode, c lo-
mando por si mesma a oQensiva contra a Austria
pela insurrcieao ou peta guerra, aprovcilando o cn-
s'jo de um dosses aeonlecimaolos imprevistos que
nuilas vezes nao pa-sam de um laco armado aos po-
vos. Por haver confiada muilo ni diverso poderosa
das revoltices que abalavam a Europa c o imperio
austraco, vio-se a que cliegou a Italia. Foi viuda
lambeinaliora cin que os scnliinenlos nacionaes des-
pcrlarain-sc em Vieiiua, e cin que gritava-sc a esse
exercilo allemao entregue a si mesmo sobre o Adige:
Em lea campo est a Austria I i Nesae dia a Da-
lia nao leve de coinbaler a um senhor despolico so-
mentc : liana contra si o orgulho de um povo fer-
elo em sua grandeza.
As difliruldades nao cram menos graves para com
a tranca. A revoluclo de fevereiro (razia,i Italia
mais perigos do que vanlagens. Al cntlo, o movi-
mento italiano sem depender absolutamente da in-
fluencia franceza, linha encontrado pelo menos em
si apoo clcaz. A poltica conservadora da Franca
tinlis chegado algumas vezes a irritar os Italianos,
nao se prestando todas as suas illuses ou a lodos
os seus votos. Mas quanto ao essencial, ella favore-
ca a Italia nos seus interesses os mais evidentes ;
fazia os principes attendercm s necessidades mais
man i festas do tempo por meio de reformas pruden-
tes, c dizia aos povos que confiassem nos seus prin-
cipes ; prcslava a forra de sua influencia e de seus
conselbos a esse movimento moderado que era s
por si novidade importante alm dos Alpes, e nos-
tes termos prometlia-lhe mais que um apoio moral :
junlava-lhe a seguranza de garanta material, se a
Austria lizesse dessa transformadlo interior questlo
internacional, de sorte que hava, pode dizer-se, so-
lilariedade palpavel enlrc a poltica franceza eo
partido moderado italiano. A revoluclo mudava ex-
Iraordinaramenlc as cousas ; seu resallado inme-
diato era fazer estriar as revoluces generosas de al-
guns principes italianos, laucar a nccrleza entre as
massas, dar forra e ascendente moral aos partidos
extremos, intimidando os espirilos moderados. Se a
Dalia permaneresse fiel a seus principes, monar-
chia constitucional, sob cujo abrigo acabara de col-
locar-se, arrscava-se a nao obler sanan um apoio
duvdoso c suspeito da poltica democrtica que Iri-
umpliava em Pars. Se por espirito de pueril c lou-
ca imitacio dcixasscarraslrar-se para arepnblica, ti-
nba de recomecar sua historia, lnha de vollar ao res-
labelecimculo do absolutismo alravrz de urna anar-
cbia gigantesca.
Giobcrli, refugiado aiada em Franca, sentia-o
perfeitamenlc ; e por isto, as cartas que cscrevia c
que acham-sc juntas s suas Obras polticas Ope-
rette poliliche procurava acaulelar os Italianos
contra o perigo das mitaees vilenlas. O que elle
propunha nio linha nada de extremo, era anda o
anligo programma : completar a uniao das alfande-
gas de 4 de novembro de 1847 por urna especie de
federacao poltica entre os estados italianos, reco-
nliecero novo governo francez, conservar-se na de-
fensiva para com a Austria, e limitar-se a exigir
della a adopcao de systema mais liberal na adininis-
tracao das provincias lombardo-venezianas, que csti-
vesse de accordo com seus .nleresscs. Era linalmen-
le do mais profundo dessa situado que sahiam as
palavras immediclamenle pronunciadas por Carlos
Alberto :
EPIIIMKUIDKS.
Janeiro. 2 La clieia as 5 horas, A 8 minutse
33 segundos da manhaa.
11 Quarto minguante as 2 lloras, 7 mi-
nutse 38 segundos da tarde.
18 La nova as horas, 17 minutos e
3G segundos da manhaa.
24 Quarto crescente a 1 hora, 48 mi-
nulos e 32 segundos da manhaa.
A Dalia bastar a si mesma o Italia far
! palavras que eram a exprcsslo de urna ner
snlade poltica, tanto quanto de um arraslamente
generoso, mas que, revelando o desejo do livrar-se
de urna sotldariedadoTunesa com a revoluclo fran-
ceza, mosiravain ,i Italia indo contra oulro escolho,
ode perigosa ononsiva conlra a Auslria.
Toda a Dalia fremia, parecendo queso aguardava
um signal. Este sigunl parta de Millo. Era Mi-
llo o verdadeiro n da quesi.V.) Italiana, pos que o
dominio estrangeiro exista ali. A 17 de marcof'ic-
gava em Millo a noticia da revoluclo de Vienia,
na qual desapparecera o principe de Ueltcrnieli. A
IS os Milanezes comecaram a lula. Na era um
movimento ordinario; sua frente acliaram-sc prom-
plamcnle os chefes das matares familias, os Casali,
os Rorromco, os Lilla. Um combate do cinco dias
redola o marecbal de Radelzky a relirar-se sobre
Verona no meio das popularles sublevadas, dcixando
os Milanezes senhores de si. Na mesma occasilo, a
22 de marco, Vcneza sacuda o jugo austraco. A
questao da independencia surga em toda a Italia, e
naturalmente ia eslabelccer-se de preferencia em
Turin, nao mais sobre o terreno pacifico, mas sobre
o terreno muilo mais tcrrivel da aecao.
Parece sempre aos revolucionarios que nlo ha na-
da mais simples e mais fcil do que lanrarem-se em
urna empreza lemclhaiile. Carlos Alberto, instado
pelos Milanezes insurgidos para que enviasse solda-
dos em seu soccorro, impedido mesmo por grande
parle da populadlo piemonleza, va assim transfor-
mar-so repentinamente em realidadc o sonho im-
mortal de sua vida,a guerra da independencia
conlra a Austria, a creaclo do reino da Alia-Italia
sob o sceptro da casa de Saboia. Nao era menos
verdade que, segundo elle mesmo dizia, sacrificara
a parte ao todo, e empenhava-sc alm disto n'uma
lula a que a Austria nlo o linha provocado por
aclo formal. A diplomacia estrangeira em Turin
fazia-lhc sentir isso mesmo, c nlo era s a diploma-
cia da Russia e a da Prussia, era tambem a da In-
glaterra, cujas sympalliias limitavam-sc ao movimen-
to liberal da pennsula, sem estn ler-se no mesmo
grao a novo-arranjo de territorio. Carlos Alberto
linha de necessdade de repassar em seu espirito,
cheio de anciedade, suas qncixas pessoaes e as quei-
xas da Dalia contra a Austria,suas recentes desa-
venr.as mal apasiguadas, c os esforcos tentados ou-
Ir'ura pelo gabinete de Vicua para roubarcm-lhc a
cora.a arrogancia da diplomacia imperial, os ducados
de Parata c de Modcna transformados em especies
de delegarles austracas, a invaslo de Ferrara, c
mesmopreoecupaelo cslranha nesle momento !
o rci da Sardenha fazia reviver os dimites de sua
casa sobre o ducado de Millo. Havia urna razio
mais especial e mais poderosa : era que a Lombar-
da entregue a si mesma, importara a repblica em
Millo, e a repblica em Milao dava lugar a um mo-
vimento semulhante em Turin, como dizia o gabine-
te sardo ao rcprcscnlanto da Inglaterra, Sir Ralph
Abercombuy. Finalmente cima de ludo eslava a
idea generosa e embriagadora da independencia. Eis
como com o espirito nutrido de um pensamcnlo
constante, Callos Alberto senlia na ultima hora a
necessdade de invocar oulro direilo alm do direilo
revolucionsriol Eis como, pesadas todas estas con-
sideraces, pondo os exercilos da Saboia sob o estan-
darte italiano de tres cores, elle diriga em 23 de
marco Lumbardia e i Veuecia a primeira procla-
maeflo que inaugurava a guerra : Os deslinos da
Italia teem amadurecido, dizia elle; um desuno
mais feliz sorri aos intrpidos defensores dos direitos
conculcados.... Povos da Lombardia c da Venecia,
nossossol lados que j concentravam-sc sobre vossa
fronlcira no momento em que realisaveis o re.'uate de
Millo, veem boje prestar-vos em novas provas esse
soccorro que o irmlo espera do irmlo, o amigo do
amigo! Nos protegeremos vossos justos desejos, con-
fiando no auxilio desse Dos que esl visivclmenle
comnosco, desse Dos que enviou Pi IX Dalia, e
que por 13o maravilloso impulso tem-na posto em
estado de poder vivar por si. L'in dos traeos do
carcter de Carlos Alberto era que, irresoluto mui-
las vezes no eonselbo, nlo hesitava no combate.
Confiando a regencia ao principe Eugenio de Cari-
gnan, dcixando o governo ao primeiro ministerio
coii,ti(uconal eomposto de M.M. Cesar Ualbo, Loren-
zo Prelo, Ricci, Setena, Boncompssui, nao resla-
va-lbc maisqueo papel dosoidado heroico. A guerra
da independencia italiana linha seu chefe, seu excr-
cilo eseu campo debatalba.
Carlos Alberto (notavel coincidencia ) achava-sc
sobre esse Tirino onde tai visto em 1821 derramar
lagrimas amargas quando fuia para Millo, e onde
sua estrella devia anda conduzi-lo para sofirer ou-
Iros revezes. Nesle momento a 19 de marco, da
em que enlrava em Pavia com seu excrcilo, ludo
pareca sorrir-se sua empreza. Tinba por si o fa-
vor das circumslancias, a asaltelo de um povo in-
leiro, tropas dedicadas e orgulhosas de combaler, e
conlra si nao linha mais que legies humilhadas pela
derrola, inlcrrcmpidas em todas as suas communi-
caees. O exercilo sardo nlo elevava-se enlio ci-
fra de setenta mil homens, seis mil cavallos, e can-
ta e vintc pecas de arlilharia, a que cliegou depois;
contara apenas vinta cinco mil homens em sua en-
trada na Lombardia. Ello foi pouco depois aug-
mentado para formar seis dvisoes, distribuidas em
dous corpos sob as ordens dos generaos flava c de
Sonnaz. O duque de Saboia commandava urna di-
vsaoslo reserva, o duque de Genova a arlilharia.
Foi com estas tarcas que comegavn nos primeiros
dias do abril de 1818, enlrc estas linhas de defeza
do Ticino, do Mincio c do Adige, que cortan) a Ita-
lia do norle, urna campanha de qualro mezes cheia
do incidentes c do peripecias, complicada de lodos
esses elementos que surgam na ebulcao de um povo
enlhusiasta c movel.
Observa! a Italia nesta poca : se a guerra da in-
depcnilcncii era a paixlo forte e seria a do muilas
almas, para muilas tambem, convm dizc-lo, era
urna fesla. .Nao faltavam manifeslaces, OVafSes,
cnticos de Iriumpbo, beneioa de bandeiras. Em
quanlo os padres pregavam a cruzada contra o br-
baro tubesco, as mulheres lancavam llores, distri-
buan) laens, e, ale nos campos, patricias vinham
confundir-se ao som das armas. De lodos os pontos
dallaba marcbavam contingentes para a Ierra lom-
barda. Do interior da pennsula parta um corno
napolitano sob as ordens do vcllio general Pepe.
As tropas pontificias dirigan) se para o P, comman-
dadas pelo general Durando, que em una de suas
proclamacOes recordara o juramento de Pontida,
abenaiado pelo papa Alexandro III, e repeta o an-
ligo dito, o Dos o quer O general d'Arco Fer-
rari, que tai depois substitu lo pelo general l.an.
gier, commandava urna divis.lo loscana, composla de
soldados regulares e de volntenos de Florenca ou
de Pisa. Parma e Modeua mandavam seus batalhes.
Na Lombardia formavam-se legiOes do voluntarios.
Bntrelando onde eslava verda Iciramentc a forca, o
ervo da guerra, sa nlo no exercilo piemontex, dis-
ciplinado, obediente c animado do mesmo espirita 1
Sem o exercilo piemonlcz, teriam havdo insurrei-
coes, poim nlo guerra: nao porque deixasso de
haver herosmo cm muilos desses voluntarios, espe-
cialmente nessesjovons estudanlcs lsennos que di-
rigidos por seus professores, iam morrer sob os mu-
ros de Mantua ou sobre as Iriichciras de Courlalo-
ne; mas porque havia a impotencia que resulta da
indisciplina,e quanto aos contingentes resillares,
pcrinaneriam naturalmente submissos ao impulso
dos governos que os enriaran).
de A guerra da independencia italiana pode dividr-
eces- B nm dous periodos bem distinctos,um duranlco
qual nlo cesia le ler urna marcha ascendente e vai
de successo cm suceesso,oulro que vai dar rpi-
damente us mais crois de^aslres. A 8 de abril o
excrcilo piemontex dava o primeiro cmbale c leva-
va victorisamenle dianta de si os imperiaes. Em
poucos das, aguerrido pelos combates fcbzes de
llonsanbano, de Saudra, de Pastrcngn, achava-sc
entren Kincio co Adige. Os Milanezes linham
dilo a Carlos Alberto -que bastara apresentar-c
dianlc de Pcsriiicra para entrar na cidade ; o excr-
cilo apres.'nloji-se, mas foi preciso um sitio regular,
O mesmo linham dito de Mantua, Verona, e G de
maio um forte rcconhecimciilo sobro Verona pro-
duzia o combate duvdoso de Santa-Lucia. O pon-
i culminante da campanha era a 30 de maio, dia
da batalhadc Gilo. Os Picnionlozes cstavam vic-
toriosos, Carlos Alberto c o duque de Saboia, o rci
actual, linham sido feridos na acrlo, no mesmo ins-
tante chegava no campo a noticia da capituladlo de
Patenten Vicencia era .linda oceupada pelas tropas
romanas de Durando. Aos Austracos na Dalia
nao rcslavam mais que algumas fortalezas e o solo
que pisavam. Futan, no campo de batalha de Coi-
to pode sabir do peitodos soldados piemonlezes urna
acclamaclo universal a Carlos Alberto, rei da Ita-
lia !
Durante o mez de junbo deram-se anda alguns
combales felizes cm Rivoli, em Corona ; depois che-
gava a hora dos revezes. A' vicloria de Goito cor-
responda cm 26 do julho a derrola de Custozza ;
a entrada triumphal na Lombardia urna retirada ao
principio bastante regular al Milao, depois trans-
formada em derrota gigantesca at o Ticino. He
preciso ir ao fundo das causas, esses revezes cram
naturaes. Explicando-os pela incerteza das opera-
ees mililares, pela lenlidlo dos chefes piemonlezes
em aprovcilarem-se de seus primeiros successns e
pors ua inexperiencia da guerra,ler-sc-ha apenas as-
ignado causas secundarias. A verdade he que os
revezes da campanha da Lombardia eram menos o
resultado da inexperiencia dos generaes sardos, dos
cxercilos austracos vigorosamente levados ao com-
bale pelo general Radelzky, do que datadas aspai-
xOes, de lodos os terrores que auglomeravam-se co-
mo urna tempeslade alraz do excrcilo piemonlez, c
obslinavam-se em impedir victoria ou a exigi-la
antes de salisfeilo o devido trbulo de sangue.
V.
Um dos primeiros golpes conlra o carcter moral
da guerra da independencia era a encyclica do papa
de 29 de abril. Po IX parecer abencoar asar-
mas italianas no primeiro momento. Suas tropas
marchavam sobro o P. Um legado da Snnla-Sc,
Mgr. Corboli, seguir Carlos Alberto ao campo, ten-
do por misslo negociar com o Piemontc urna liga
federativa entro os estados italianos, como comple-
menta da unilo das alfandegas de 4 do novembro
de 1847. O Pemonlc responda que ronvinha pri-
mciramcnlc cuidar na independencia antes de
organisar a Italia. Esta razflo nlo deixava de ler
seu pezo, mas nlo corresponda ao pensamenlo do
soberano pontfice, que era nlo por-se directamente
cm guerra, elle chefe da igreja, com um estado ca-
tbolco. A federacao conslituindo urna auloridade
collecliva, era esla auloridade que pronunciava e
obrara. Ou porque julgasse qoc exislia algum pen-
samcnlo occullo na recusa do Pcmonte, ou porque
sua alma fosse nicamente perturbada pelo exem-
plo que agilava-a, ou porque finalmente temesse um
novo sebisma na Allcmanha, provocado par sua in-
Icrvenrao, Pi IX cscreveu sua encyclica do 29 de
abril, que tai una desapprovarao da guerra e desse
papel de Alcxandre III que lhe altribuira o general
Duraudo. He verdade que pouco depois elle pro-
curava conciliar seu escrpulo com a necessdade
que fallava mais alto, pondo as (ropas ponlificias
sob as ordens de Caitas Arberto ; mas o golpe esla-
va dado, o prestigio ja nlo exista aos olbos do mun-
do, e a alma religiosa de Carlos Alberto sentir pro-
funda emorlo.
Quinto ao rci de aples, ello ceder apenas a
um arrastameuloquo nlo parlilliava, enviando suas
tropas a Alia Italia, sendo mais senhor de suas rc-
soluces depois de l."> do maio as revocara i......c-
diatamente. Alem disto urna desinlelligencia sur-
da evslia cnlre o rci Fernando II e Carlos Alberto,
entre esses dous chefes dos dous matares estados da
Dalia que nutran) lalvez ambiees iguacs. Desde
muilo temposuas relares eram fras, principalmen-
te depois do segunde casamenta do rci Fernando,
ruja primeira inulhcr era irmla de Carlos Alberto,
comprrbende-se que o uflcrecimeiito da coma da
Sicilia, feilo pelos Sicilianos insurgidos ao duque de
Genova,ofi'crecmcnlo afinal rejeitadonlo era
milito propiio para eslreilar mais os lacos ntreos
dous res.
DIAS DA SEMANA.
22 Segunda. Ss. Vicente e Anastacio mm.
23 Terca. Os desposorios da SS. Virgem Mi de D.
24 Quarla. S. R. S. da Paz ; S. Thimotheo b. m.
25 (Quinta. A Conversao de S. Paulo apostlo.
26 Sexta. S. Policarpo b. m. ; S. Theogine- m.
27 Sabbado. S. Joao Oirysoslomo b. doutorda I.
28 Domingo. A.' e ullimo depois de Reis. S. Cy-
rillo b. ; Ss. Lionidas, Flaviana o Gallanico.
Garfaguana, igualmente reivindicados pelos gover-
nos de Florenca e de Tarn. O reino da Alia Da-
lia assuslava aos Tosemos que comecavam a re-
cejar ser absorvidos. Em Florenca, como em a-
ples e nos estados romanos, fazia-so guerra ao al-
bertismn, termo novo c transparente que servia para
caracterisar a ambicio allribiiida a Carlos Alberto
de confundir a Dalia em urna s monarchia, de que
elle seria o chefe. E dcslas desconfiancas os prin-
cipes nao cram os uuiros a rescidircin-sc. Em a-
ples o ministro liberal Dozzclli as axpremia aber-
lainenle. E-fj Florenca, na cmara dos deputados,
um banco cm que scutavam-sc alguns homens par-
lidslas da guerra da independencia, M. M. Ricasoli,
Salvagnoli, Lamhncschini,esse banco era denomi-
nado com a exagerarlo habitualbanco dos parrici-
das, fazendo-sc petar sobre aquelles individuos a
snapeila de qae sacrificavam seu pata. O reino da
Alta Dalia miles de exslir cnconlrava um inmii;o
no espirito deiiidcpcdcucia local levado ao maisex-
cessivociiinie.
O reino italiano por que batia-se o exercilo pe-
monte/., linha oulro inimgo mais temivel c embos-
cado quasi em toda a parte, al na Lombardia que
era a mais interestada no suceesso da guerra : era
a repblica debaixo de todas as formas, sob a forma
unitaria. A repblica havia-se ensinoado ale no go-
verno provisorio formado cm Millo depois dos dias
de marc. Ella nlo reioava, mas neulralisava a
tendencia monarebica favoravcl a urna annevaejo
immediata da Lombardia ao Piemontc Doqui um
syslema perpetuo de conces-es que iam dar amis
Irisle impotencia. D'aqui o expediente imaginado
desde o primeiro instante de adiar qualqucr ques-
Wo de organisacao poltica para depois da indepen-
dencia,a causa cinta, segundo disiam, como se a
questao da independencia, lal qual aprcsenlava se
e a questao da forma poltica nlo fossem indivisi-
veis.
Entretanto M. Mizzin chegava a Millo, c torna-
va se o centro, a alma, o chefe natural da agila{3o
milaneza. Espectculo eslranho nesle mesmo mo-
mento, Gioberti vollando a seu paz depois de lon-
go exilio, corra a Lombardia, assim como nao dei-
xava de ir a nutras cidades da pennsula, a Brescia,
a Parma, a Plaisance a Livocernc, a Roma, a Flo-
renca, pregando por toda a parta a concordia, a
uniao, fazendo uina especie de propaganda em fa-
vor do reino da Alta Italia. Elle enconlrou-se com
M. Mazzini em Millo ; cera forcozo procurar as
manifeslaces de que estes dous homens cramobjec-
lo os s) mplomas da opinio publica. Todava o es-
pirito republicano nlo chegava a impedir a fuslo
da Lombardia cniu o Piemontc : esla fusao rcalisa-
va-se por um vota publico e unnime, emillido em
virludc de urna ledo 12 de maio. De oulro lado,
nos estados venezianos, Trevisa, Vicencia Padua an-
(ecipavain-sca Vcneza, arrastrando-a ao mesmo nut-
rimento. A reunido dos ducados de Parma c de .Mo-
dcna fora igualmente proclamada. Descaradamen-
te ainda no aclo da annexaclo da Lombardia inlro-
nicltia-se o espirita republicano por uina cundirlo
que fazia da una a-sembla constituinlo o arbitro
mvslcrioso da orgaoisagJIe dc!liniliva 'do paiz, e
mesmo realisadanessas condicoes, este fuslo tor-
nava-so urna nova arma as mos desaguado-
res. Elles poocuravam excitar as Susceptibilida-
des locaes, queja inqiiietavam-sc de ver Mi-
lao eclipsar-se dianle de Turin na combinacao
do iiovo reino, represculavam a unilo lombar-
do piciiionlcza como aclo prematuro, entretanto que
pelo contrario o verdadeiro erro era nlo se ler
desdo a origcm proclamado esla unilo, havendo-se
assim prolongado una situarlo vaga, que favoreca
as suspeilas dos oulros principes italianos, dava
lempo a susclarem-se pretendes locaes, e pareca
autorisaras esperancas das facr/ies. O dcploravel
genio de discordia de Mazzini encontrara seu thea-
Iro cm Millo e ahi obrava.
Mazzini, dizia Giobcrli, he o maior ininii-
dinheiro, vossos soldados pauam ludo quanto lo-
mam vvam os Piemonlezes ... Entretanto he
preciso fazer juslira a lodos ; a Auslria dexava-nos
go da Italia, maior que a Austria, que sem elle
seria vencida e por causa delta vencer. Espirita
mystico e ftil, fantico o vulgar declamador sem
ideas a artista eterno de obscuras conspirarles, M.
Mazzini va a Dalia na repblica e a repblica em
sua pessoa. Nao dispunha de um excrcilo, mas pelos
clubs, pelos jomaos, dispunha de lodos os meios re-
volucionarios os mais proprios para molestar Carlos
Alberto e seu exercilo por um systema de desconfi-
ancas, de injurias e de calumnias. Seu partido nlo
era numeroso, elle nlo recommendava-so por ne-
nbum nome, por neiihuroa virlude, por nenhum ta-
lento, era estridente, audarioso, cheio de jactancia
revolucionaria; recrulava para seu crculo todas as
imaginacocs ardenles e pueris. Os revezes do exer-
cilo italiano, imputava-os IraicAo, quanto aos seus
successos, quasi que os Icmia, adeclando nlo des-
cubrir nelles mais que o triumplio real de Carlos Al-
berto. A ultima palavra desse fatal partido era: o a
Dalia austraca ou republicana
Eis o foco de paixoes inimigas que agitava-sc em
Millo, alguns dias de marcha distante desses campos
de halalha cm que o re piemonlez c seus fillios ba-
ratearan) todos os dias sua curagem c sua vida.
Ao menos, estara o Piemonlelodo entregue lula
seria, em que seu excrcilo achava-se cmpcnhaita ?
O Picmonle enlrava na vida constitucional com to-
da a inexperiencia dos povos, a quem sobreven) o
perigoso beneficio de grandes lber la les em pocas
Criticas. Ora que uso fazia-se dessas novas liberdades
que acaba va in denascer? Os clubs formavam-se e
agitavam-se; sajornaos multplicavam-se e enebiam-
se de declamares ocosas.A 8 de maio de 1848 abra-
se em Turin o primeiro parlamento, em que refiec-
lia-se bem curiosamente o estado do paiz. Gioberti
tara o hroe e o candidato de todos os partidos. O
elemento constitucional conservador era representa-
do por M. M. Balho, Lisio, Sclopis, Pinelli, Sania
Rosa, d'Azeglio, que ia compromellcr-scdciendendo
Vicencia. O elemento democrtico conlava M. M.
Valerio, Sineo, Rivina, Ratazzi, depois, no extre-
mo, M. Brollerio, imaginario exuberante e chimen-
ea, s por si compuuha urna montanha. A massa
era indecisa, aceessivcl a (odas as inllucnciase inex-
perieule nos Irabalhos.
A cmara piemonleza linha dous cscolhos que c-
vlar, as qiiesles filiis e as questes irritantes, os
pucris cmbales de palavra c ludo quanto poderia
enfraquerer o exercilo em seu presligio ou cm suas
operacoes: desbragadamente todos os das ella ia dar
conlra estas escullios. Era grande questao saber se
o discurso da coroa poderia dizer a Providencia a-
madurece os lempos de lihcrdade u ou a confianca
nos principes be elementa de prosperidade para os
povos. n Muilos dias gaslaram-se quasi -rnenle em
sonoros palavrcados sobre a suprcsslo dos jesutas
c das mulheres do sagrado coraefo, de sorle qoc um
depulado ehegou a gritar; a Se per tamos o lempo
cm suprimir quatro roooges, nlo (llegaremos jamis
a suprimir os Alternosla A lei da annexaeao da
Lombardia, enllocando o parlamento sardo em face
do problema do momento, icahava de patentoar o
elementa mais grave da litnafSo, o antagonismo da
Lombardia e do Piemontc, de Millo e de Turin.
Se Millo dexava-se liwngear pela Mperanca de vir
a ser a capital do novo reino, Turin defendia-sc com
loda a forra de interesses numerosos, com lodo o
poder de consideraces polticas que punliam mi
Piemontc, o centro firme c solido do novo oslado.
conservadores nlo queriam esse enigma de uina as-
semblca eonstitninle que poda redu/.ir ludo duvi-
da, Iransfonnar-se mesmo em convenci onde o
Piemonle estara em minora em virlude da liga tranquillos, vendamos tambem nossa seda... na
importa, tira a Italia, somos lodos irmaos '. Por
enlrc as preciosas chocarrices do signor Fiorino po-
de descorlinar-se urna Irsle verdade : Piemonlezes
e imperiaes eslavam na mesma linha para as popu-
lares lombardas, que conservavam-so estrauhas ao
movimento poltico das ciclados.

Agora rcuni lodos esses elementos diversos ; as
divises interiores da Dalia, as desconfiancas dos
principes, o dissolvente das paixes locaes, o Iraba-
balho inexoravel das facrcs revolucionarias, a obs-
tinaclo dos partidos em molestarem as tropas que
nao tinham oulro arrimo, alm de sua coragem, a
imliffereiiea das populaces : qual podia ser o re-
sultado 1 Tres cousas igualmente desastrosas, quo
sao a moralidad") e o destecho desle primeiro perio-
do da guerra da independencia: a decomposicao
do excrcilo ; as scenas de Milao de 5 de agosta o o
armisticio concluido pelo general Salasco em nome
do Picmonle.
Foi a 26 de julho que o exercilo piemonlez sof-
freu a derrola de Cuslozza, e precipitou-se em urna
retirada desesperada que illustrava anda por Ires
dias de combates e que (.arlos-Alberto de balde cs-
foreava-se por suspender tentando negociar urna
suspensao d'armas primeiro directamente, depois
por intermedio do minislro iuglez, sir Ralph Mer-
combry. A mesma dirccclo da reliradi indicara
o pensamenlo de ircobrr Millo. Era urna falla
estralegica : esla heroica lemeridade Carlos Alber-
to aecommcllia para nao deixar sem defeza, no
momento do perigo, urna cidade onde no principio
da campanha nlo quzera ir procurar facis Irium-
phos. A 3 de agosta achava-se sob os muros de Mi-
llo, seguido pelos Austracos, e a 4 dava a ultima
batalha sustentando urna lula de onze horas no
meio da chova e do Irovo animando seas soldados
com sua prescita, e vendo em torno de si seus of-
ficiaes dizimados pelo fogo. Quem dira entretanto
que estes soldados eram recetados framente ? O
official da brigada de Saboia refere que ouvira
murmurar : a Que soldados hediondos que rarra-
pos! Defender anda Millo depois do dia 4 era
certamenleum pciisamenlo cavalleiresco ; fallavam
smenle meios de defeza. Ora, dga-se o que se
quizer, fallava dinheiro e vveres para sustentar
um sitio : havia muniees para um dia, e o exerci-
lo eslava separado de seu parque de arlilharia, en-
Irclanto que na Porta-Romana existan) imperiaes,
veucedores irritados e dispondo de formidaveis
meios. Trelender reuovar os dias de marco e ai
barricadas em presenca de um excrcilo exaltado
pela vicloria c forte de cincoenta mil homens, deci-
didos a lodos os excessos dedestruicao, era a mais
insensata das tentativas. Urna capitularlo prolec-
lora para a cidade e um armisticio para o exercilo
pemoutez lornavam-se as condicoes falaes da situa-
rlo.
dos oslados novamenle encorporados, nao queriam a
existencia de uina consulta lombarda independcnle
al a reunilo da asscmblea conslitunlc, o que pelo
fado tornava Ilusoria a unilo immcdiala, que se
pretenda cousagrar. Em urna pjlavra o que elles
queriam era a annexaclo as condicoes que o aulor
do I!>nocamento, Gioberti, apesar de qualifica-las
miiniripaes, he toreado a reconhecor como as mais
regulares. O partido democrtico accilava ludo, a
assemblea eonstitninle e a consulta lombarda, linha
a complicidade de todas as opiniei ardenles que
nao viam scnlo a fuslo, qualquer que fosse o preco,
o que prevalecondo occasionavam a primeira crise
ministerial no Picmonle constitucional. O gabinete
Ralbo desapparecia ; o era substituido por oulro ,
que poderia chamar-so o minisleiio do reino da Alta
Dalia.
M. M. Casali e Durni representaran) a Lombar-
dia; M. Gioia, o ducado de Plaisance; Giobcrli linbl
de entrar; M. Prelo (cava, representando Genova.
Cumpre observar que este ministerio do novo rei-
no italiana apparecia no momento cm que come-
cavam os desastres do exercilo. Estas mesmos desas-
tres, como todas as operaces militares al enllo-
eram o alimenta perpetuo das polmicas da imprcu-
sa e das interpeUacoesda tribuna. A opposiclo de-
mocrtica piemonleza vinlia fatalmente ajudar a a-
gilaejo republicana de Milao; ella nlo tinba mesmo
pensamenlo, ceda a una triste necessdade de de-
traerlo e de critica. Conlcstava-sc a esse rci que
eslava na Lombardia o direilo constitucional de ir
arrostrar as halas a frenle de seus soldados. Oppri-
miam o exercilo sob injuriosas comparacoes com as
immorlaes rampauhas de Bonapartc nesles mesmos
paizes. Sopravam o odio enlre os ofliciaes e os sol-
dados. Lancavam conlra os generaes a accosaco
vulgar de Inicio, a poni que um deltas entrando
no Piemontc ouvio dizer junto a si: traidor O senlimcnlo amargo destas njastieaa
deixa-se ver em um Itera sobre a guerra da Inde-
pendencia em 1858, que passa por ser obra de Car-
tas Alberto.
Qual era esse exercilo assim perseguido pelos re-
publicanos da Joien Italia e pelos proprios liberaes
piemonlezes-; Todosos dias elle renovava seus com-
bales, muilas vezes as condicoes mais desfavoraveis,
sob um ceo rdante, supporlando fume as provin-
cias mais feriis da Europa, na pingue Lombardia.
Por vezes aconlereu os soldados sardos entraron em
combale nao tcndoZcomido ha trinla horas. No prin-
cipio da guerra, o Piemonte sohrccarregara-se do
sold de seu excrcilo; o governo provisorio de Milao
obrisara-se a nuln-lo. Desgracadamente nem sem-
pre existan) deveres. Urna vez rhegara acontecer o
commssario lombardo deiiar o campo, fazendo-sc
preceder pelas provisOes. lia tres mezes, dizia um
ollcial do seus soldados, nlo imulam de roupa c
doniicm no chao, nlo lendo por lelo senao a abo-
bada dos ceos. )> Que carcter original nlo era o
desse exercilo piemonlez combalcndo por urna causa
que todas as paixes profieran) em arruinar Elle
linha as qualidades varonis do espirito militar sem
jactancia; em certa occasilo, um oficial ehegou a
reprehender um l.ombardo.porquc referindo um pe-
queo feilo convertera-o em gigantesca batalha
seguida de vicloria nlo menos gigantesca. Esle,
excrciio nada linha de revolucionario ; levara para
os campos os coslumes simples o mesmo religiosos
dos valles piemonlezes. Quando murria um pobre
soldado, o que cnconlrava-se nelle '! Um livro de
oracOes, em cuja primeira pagina liam-se estas pa-
lavras : Meu Dos, vela sobre minba familia e
prolegei nosso exercilo Um dos que militaran)
nessa guerra, o autor de um Jnrnal de um official
da brigada de Sabota refere, que Citando urna tar-
de de guarda em Madonna del Monte, entre Sona
e Somma-Campagna, entrn cm urna igreja e en-
controu-a cheia de soldados reunidos cm torno de
urna estatua da Virgem.
Estes bravos, diz M. Ferrero, que atfronlavam
o niiuigo com (anta corasem no campo de batalha,
repeliam em choro a ladainha da Virgem. Dous e-
normes ramalheles colhidos nos campos e algumas
velas acesas ornavam o aliar... Quando termina-
ran) as supplicas, um soldado, que havia notado
muilas vezes por sua bravura, disse-me : Meu l-
enle, acabo de rezar po>- minha familia, lenho
cinco filhos e urna mili cega '.... a Verdaderamen-
te esle exercilo batia-sc pela grandeza de seu paiz e
de seu rei : eis seu crimo aos olhos de M. Mazzini!
Iteconbeeo que os liberaes piemonlezes culoravam
com um pretexto particular o estranho syslema de
desacreditar com que perseguiam seu excrcto. Era
aos generaes que elles fazam guerra, sua imperi-
cia, sua presumida anlipalhia pela causa da inde-
pendencia iraliana. O general Franzini, minislro
da guerra, confessava a verdade com nobre modes-
tia : nem elle, nem algum de seus companheiros
de armas linham jamis feilo urna grande guerra, e
nlo suppre-se a experiencia militar cantando hym-
nos e gritando : Morte aos barbaros I Alguns me-
zes depois, Carlos Alberto que goslava de ouvir a
lodo o mundo, mandn vir urna occasilo M. Rrof-
ferio a sua presenca. O here da montanha pie-
monleza nao cessava de desenvolver seus planos
democrticos, acresecntands acres censuras coulra
os generaes retrgrados e absolutistas. Carlos Al-
berto esculava-o impassivcl, dizcudo estas simples
palavras, lacnica c viril rehabilitaran desses gene-
raos aecusados : a E com tudo baliam-sc bem
Eram os conslilucionaes conservadores que pensa-
A loscana mesmo linha suas desconfiancas. o es- rara assim, prmeiramenta o ministerio eteepefo
ruavascnsivelmenle. Suscitara-se urna quesla. de- de M. Prelo, depois muilos oulros membros do I elle aos ofiicaes sardos, eslou encantado de ver-
licada a respeito dos territorios da Lunigiana e da | parlamento, de que era o principal M. Pinelli. Os j vos, gostais de rio santo e do hora caf; leudes
Finalmente, a guerra da independencia enconlra-
va no povo echo, apoio, simpalhia profunda que
podesse dar-lhe um carcter nacional ? lie talvez
aqui que exislia a decepelo mais amarga. O pro-
selylismo das ideas de independencia e de lihcrda-
de havia conquistado as cidades e as classes culti-
vadas : nao penetrara nos campos e as classes po-
pulares, que permaneciam indilferenlcs ao que cha-
mavam seus direitos polticos e sua existencia na-
cional. As cidades insurg.im-se, os campos nao
murmuravam. Os Piemonlezes nao nblinham soc-
corro algum dos camponezes lombardos, que occul-
lavam os vveres, dssimulavam os recursos o sua
approviniaeao ; o paiz era mais estranho para elles
do que para os proprios imperiaes, e nlo achavam
espines que os esclarcces-cm sobre os movimenlos
do inimgo que podia chegar al suas guardas avan-
cadas sem que fossem prevenidos. Acoslumados a
ver a Auslria sabir Iriumphante das guerras que
lhe eram suscitadas, os camponezes das planicies
lombardas recciavam as represalias de una nova
victoria. Esla indilfercnca muilos aldclos a parli-
Ibavam, e nlo deivava de manifcslar-se por mais de
um rasgo curioso. Pode servir de cxemplo o que
acontecen com esse rico habitante do Volla, que di-
zia ao aulor do Jornal de um o/firiitl da brigada de
Saboia, M. Forrero: Ah senhor official, por
Dos, pouco mporla-mc Carlos Alberto ou o im-
perador ; o qae desejo he vver e:n paz, c gover-
nar a minha casa (1 lypu certamenle mais bi-
zarro desla indilterenea, he essesenbor Fiorino, cu-
ja figura M. Fenero Iraca do passagem. Mistura
do llrigbclla e de l'anlalone, procurador, laber-
nciro, um pouco usurario, o signar Fiorino, com
sua casaca cor do canella c seus calcoes curtos, he
de una imparcialidade cheia de houhomia enlre os
Piemonlezes e os Austracos. Meus charos, diz
Foi cntlo que leve logar urna dessas scenas que
conviria arrancar da Instara de um povo. Esse rei
que deixara a estrada do Picmonle para que suas a.
forras servissem de escudo a Millo, quo acabava de
escapar no derradeiro comlnlc, esse rei era assal-
lado no palacio Greppi por urna mullidlo de agita-
dores que na vespera conservaram-se prudente-
mente em seus muros e agora gritavam traieo.
Fallava-se em licar submerso as ruinas do Millo.
Que mporta-me, dizia Carlos Alberto rasgando
a capitulacao ja assignada, morrer hoje ou ama-
nilla ? A impossihilidiide do qualquer resistencia
nao era fsclo menos acabrunhador, a massn da po-
pulaclo sensata o reconhecia; o arcebispo, o
podesl com alguns de seus assessores supplcavara
ao marecbal Radetzky a manuteiiclo da capitularlo
com a cundirlo de um prazo de vinte e qualro ho-
ras concedido aquelles que quizessem deiar Millo.
Apenas esle boalo espalhara-se, a agitaco ruga
de novo em torno do palacio Greppi, onde Car-
los Alberto eslava sem defeza, havendo deixado,
seos soldados fra da cidade para nao aceilar ou- '
Ira guarda senao a do alguns milicianos. Era toda
a demagogia milaneza sitiando a realeza. Algons
desses agitadores penelravam em ura jardim que
dava para a cmara do re, espreilavam seus movi-
menlos, c preparavam um jassalto geral. Dispara-
vam-se tiros contra asjanelias do palacio. O du-
que de Genova, correndo cm soccorro de seu pai,
leve de soffrer os ultrajes dessa populara. Os cria-
dos do rci escapavam dfiicilmenle ao puuhal, seu
trem erarouhado e pilhado sob pretexto de barri-
cadas. Ao mesmo lempo davam-se cxemplos de de-
dicarlo. Um sargenta piemonlez, ferido e em Ira-
tamcnlo no hospital, arrastava-so al ao palacio
Greppi, e encostado era uina columna, repellia os
assallanles, oppondo a seus gritas do murta o brado
de rita Carlos Alberto 1 Os amolinadores tinham
conseguido sppro\imar um barril de plvora para
forcar pela exploslo porta do palacio. Felizmente
rom a chegada da noitc o general La Marmora pu-
de sabir furtivamente e foi procurar urna compa-
nhia de bersagliere e um balalhao do Picmenle ; o
brilho das baionelas desses bravos mililares baslou
para fazer dispersar os demagogos Milauezes. A meia
noile Carlos Alberto deixava o palacio Grepi c a p
chegava s trincheiras, onde seus soldados o espera-
vam fremenlcs de indignacao c exigindo que queri-
am ver o rei.
Desde enlo o exercilo piemonlez conlinuava sua
retirada c ganhava de novo o Ticino, d'oude partir
ha mais de qualro mezes, 29 de marco ; mas que
differenca de seus primeiros dias de campanha O
excrcilo sardo vollavaesgotado,desmoralisadoe quasi
em debandada. Em certos corpos de 2,400 homens
nao restavam mais que 600 homens, e esle resto de
exercilo nem quera ouvir fallar em hater-sc pela
Lombardia. As tropas relravam-se ulceradas pela
scena de Millo ; ellas nulriam reccnlimento pro-
fundo conlra cssa demagogia italiana que no momen-
to em que atfrontavam o fogo inimgo, lembrara-se
ura dia de dizer que as balas dos canhes austracos
de Peschiera nlo cram balas verdadeiras.c seu resen-
(imenlo es(endia-se a aquelles que tinham feilo a
mesma guerra no Piemontc. Os ministros Casali o
Gioberti indo ao campo poderam verificar essa exas-
perlo misturada de desanimo. Um dos corypheos
da democracia piemonleza, M. Rroffero, experi-
mentara seus citados pela recepeao amcacadora que
cnconlrava cm Vigevano, onde correr afim de le-
var ao excrcilo e ao rei cssa miravilhosa cordialida-
dc de urna mensagem patritica de um club de Tu-
rin. Quanto a Carlos Alberto, depois de haver sido
o primeiro de seus soldados na campanha, procurava
deler a dcsorganisaclo de sen exercilo. Vollando ao
Piemontc, nao podia pensar sem magua nessa succes-
slode desastres, em lodos cses factosque lornaram-
Ihe impossivel a vicloria. Ello linha sem duvida ra-
zio para dizer: A Italia nomostrou ludo quanlo
podia. Todava cm 10 de agosto, em Vigevano
anida secrstenteV> n'uma ultima proclamarlo aos
povos da Alia-Italia: A causa de independencia
italiana nlo est perdida .' Na vespera, a 9 dcagos-
lo, o general Salasco assignara um armisticio de seis
semanas quo fixava as posices respectivas dos
exercilos da Auslria c do Piemonte sobre ass
antigs bases da posse poltica. As fronteiras dos es-
tados sardos c da Lombardia servan) do limita entre
os dous exercilos. Os Piemonlezes deviam abando-
nar os ducados de Parma e de Modcna, as prarasde
l'eschicra, Rocca d'Arfo, Osopo, o porto e o lerrito.


MUJIUDO
>


DIARIO DE PERM1BUCO. SAGUNDA FElRA 22 DE JANEIRO DE I55.
rio de Veneza ; a esquadra sarda que bloqueavaTri-
eslre devia deixar o Adritico.
O armisticio Salasco nao era Rlorioso : Jesw Guer-
ra eslreiada no mcio de tanto enllniiasmo nada mil
reslava, dava-sc purera u carcter evi.lenlc da ucces-
idade. As insurreijoes siio feilas pelos hovjs, dil o
o autor da C.utrrt da Independencia cm 1818, as
guerras fazem-se com soldados, e era guerra o que
h.iv in. J que os po vos nao so abalaran) nem deram
sisnal de movimenlo.e os soldados eslavam em desor-
em, Me reslava outru meio da salvajio seno urna
suspcnsilo de armas. Tal como era oflerecdo o
armisticio Salasco podia ser para a Italia um meio
de refazer-sc, de procurar reconstituir urna forja de
resistencia e de aejao, u que era vantagem para o
Fiemontc. O armisticio fazendo cessar por um mo-
mento a guerra,lanibein podia csgolar cssa exaltaran
.italiana, sem que as armas fossem de novo necessa-
rias, o que era vanlagem para a Austria. Era para
lodos urna tregua de seis semanas que dava lempo a
reconnheceni-se, sondarem-se, recorrem a negocia-
Jes de paz ou prepararem-se para novas lulas.
VI.
O momento era um tanto decisivo para a Italia e
o Piemonle. Negociar sob a impressao de urna der-
rota, as condicOes que resullarainda fatal campanlia
que acabavade ler lugar, ou continuar com um ejer-
cito extenuado, cujos quadros oram rarofeites pela
deserjao, coja forja moral eslava quebrada, cis a al-
ternativa a que se nao podia escapar. Para vencer
essas dilliculdades seria preciso o esforco sobrehu-
mano de um patriotismo universal, a repressao de
todas as dissenjes : foi a explosao de lodos os ele-
mentos dissolvenlcs que correspondeu ao appello c
fez desso periodo, do armisticio Salasco em Novara,
tumultuosa suspensftn entre duas calastropties.
Se attendermos que a guerra de 1818 fira um acto
de hUroico arraslamcnto realisado para roubar ao
espirito revolucionario essa grande e generosa ques-
tao da independencia, e para conservar o ascenden-
te do principio moderado no complejo do movimen-
to italiano, compreheuderemos fcilmente que a der-
rota deslc principio devia redobrar o orgullio e a
violencia das paiies extremas. Os revezes dos ex-
ercilos piemontezes nao tinliam nada que pudesse
tocar ou esclarecer o espirito revolucionario ; elle
pelo contrario triumphava porque va a manifestedlo
a mais solemne da impotencia das forjas regulares,
do que chamava a guerra real, e precava a guerra
do poto. Os republicanos repellido para fra da
l.nmbardia. creavam urna commissao de aerflo em
Lugano. Um exercito acabava de accommetlcr um
dos acampamentos, e os sectarios da Joven Italia ti-
nliam que oppor aos boatos esta teia de aranha, a re-
publica. M. Mazzini, que livera a prudencia de
deixar Milito a approximajSo dos Aostriacos, grilava
agora traieflo contra Carlos Alberto ; elle demons-
trava maravilhosamenlo qae a guerra se malograr*,
porque baviam deixadoem p lodosos principes, lo-
dos os moderados, todos os prudentes, os reformado-
res praticos, os traidores, emsumma M. Mazzini fo-
mentava a divisao e a revolta, aguardando seu Iri-
umplio em Roma e em Floienja.
No Piemonte mesmo as desgranas da guerra exci-
lavam polmicas ardentes, fazendo lodos os partidos
viremse s maos. As opinioes por um momenlo
confundidas na priraeira ebiilirao de liberdade, dc-
pois encontradas na discussao sobre a fusilo lombar-
do-piemonleza, comejavam a desenhar-se ob as
cores as mais vivas. A opiniao constitucional conser-
vadora sob a impressao dos aconlcclmentos, forlifica-
va-se em dous pontos de defeza. Sem aceitar o re-
sultado da guerra como irrevogavel, sem abandonar
o pensamento da independencia, o partido constitu-
cional cuidava antes deludoemsalvar o Piemonle do
naufragio.qoe sepodcsscdarsoboeslandarlc constitu-
cional, naoqueria entregar a monarchiais paixes re-
publicanas queja fermcnlavam.Disciplinava-sedcbai-
xoda inspirajAoderesistcnciaedepreservajao.lA opi-
niao conservadora encontrava sua cxpressoem um
ministerio formado no di seguinle ao da suspensao
de armas, 19 de agosto de 18)8, em substituirn
do gabinete Casati-Gioberli, que apenas vivera al-
guna dias. Este ministerio encerrava alguns dos no-
mes mais eminentes do partido moderado : o mar-
quez Alficri-Soslegno.o conde de Revel, M. Pinelli,
M. Itoncnmpagni, o cavalleiro de Santa-Rosa, o ge-
neral Dabormida, o general de Perrou, velho solda-
do emigrado de 1821 que servir na Franca c volla -
va aosea paiz. A poltica do novo gabinete podia
resumir-se em poucas palavras acceilar o armisticio
^> Salasco, negociar com o concurso da Inglaterra e da
Franja, sustentar o mais possivel a annexajAo da
l.nmbardia sera subord nar-llie o inleresse piemon-
lez, reorganisar o exercito, e na Ollima extremidade
escolhera hora de coinbaler, se a lula se lornasse
incvitavel, tal era o systema do ministerio Revel-Pi-
nelli.
O partido democrtico, augmentado de alguns
conservadores dissidentes, clamava com a mais ex-
trema violencia contra o armisticio de Salasco. Em
qualquer pensamento de paz, ellos viara a iieg'jflo
da antonomia italiana do fado realisado da
unio Inmbardo-picmonleza. Para a opiniao demo-
crtica era evidente qne os estados sardos nao exis-
tan! mais se nao como provincias do reino da Alta-
Italia o que so reslava conliuuar a lula, anda que
o Piemonle livesse de abismar-see perecer cm novos
desastres. Bem consideradas as cousas, poder se-hia
<|zer que haviam em presenja um de outro, no
ponto de vistadas quesles de nacionalidade, ura par-
tido piemontez e um partido italiano, no ponto de
vista de poltica interior, um partido monarrhico
constitucional e um partido que levava o liberalismo
al o ultimo grao das ideas republicanas. Desla en-
contrada opposijAo de principios ede tendencias de-
vi.im nascer as manciras mais ditlerenles de enca-
rar a si la jilo no complexo deseos elementos, de suas
necesidades e seus perigos.
{Continuar-te-ha.)
Paria 28 de z owembro de 1854.
Aconteceu o que eu receiava. Minha caria de 21
nao pode partir e Vmc. a receber ao lempo desla;
o correio de Soutamptan de 9 est interrompido pa-
ra o me/, de dezembro. Dou-me presar-, pois, em
por em dia mnbas milicias, porque nao lercnins
mais partida de paquel ;s al 24 do inez prximo vin-
douro.
Depois de minha ultima caria, nao temos recebi-
do da Crimea noticia alguma deacontecimenlo<, que
modifiquen) a siluajo dos beligerantes. Os despa-
chos mais recentes, chgados hoje, alean jam al 18
e sao de origen) russa; elles dizem que naque I la da-
ta o fogo dos sitiantes se linda enfraquecido. Isto
nada prova, cnao que os generaes alliados nao que-
rem queimar plvora intilmente, porque decidi-
se que se daria o assallo em Sebastopol depois da
chegada dos reforjos.
A este respeilo, como sobre a maneira porque a
guerra deve ser dirigida, posso aprescnlar-lhe um
documenlo importante, isto he, a caria que o impe-
rador Napoleao acaba de dirigir an general Canro-
bcrl e foi publicada pelo Monileur. Eis-aqui o tex-
to desla carta. Palacio de Saint Cloud 21 de no-
vembro.General. Vosso bolelim sobre a victoria
de Inkermann tocou-me profundamente.
Exprim em meu nome toda a minha satisf-
celo ao exercito pelo valor quo apresentoo e pela
energa em soflrer as fadigas e privajoes di guerra
u pela sua extremosa cordialidade em" os nossos ai-
liados. Agradeceris aos generaes, ofliciaes e solda-
dos seu bravo comporlamento. Dizei-lhes que sv ra-
palhiso vivamente com seus males, com as perdas
rrueis que tem experimentado e que minha soliri-
lude a mais constante ser diminuir as suas amar-
guras.
Depois da brilhanle victoria de Alma, esperei
um momento que o exercito inimigo derrotado nao
repnrasse lo promptameute as perdas, c Sebastopol
cantal logo debaixo dos nossos golpes; mas a defeza
pertinaz daquclla cidade e os reforjos chegados ao
exercito russo, dolivcr; m um momenlo o curso de
nossos successos. Felicito-vos por terdes resistido a
impaciencia das tropas, quo pediam o assallo em
condijocs, que leriam trazido perdas inuitu conside-
raveis.
o Os governos inglezes e francezes velam com
urna viva allenjao o seu exercito do Oriente. Navios
a vapor j sulcam os mares para vos levar soccorrns
considerareis. O augmento de soecurros vai dupli-
car vossas furjas c permillir que turnis a olfensiva.
I'ma diversao poderosa vai operarse na Bessarabia,
e lodos os dias recebo a seguranjn de que a opiniao
publica eslrangeira vos he cada vez mais favoravel.
Se a Kurupa vio nossas aguias por tanto lempo ba-
nidas, ostenlarem-se com tanto brilho, he porque sa-
be que combatamos srueule pela sua independencia.
Se a Franca rcassumio oulra vez a posijao que I he
he devida, e se a victoria veio Ilustrar anda nossas
bandeiras, declaro-o com orgnlho, licao patriotismo
e inveucivel intrepidez do exercito que o devo.
O general de Montebello, um dos meiis ajudan-
tes de campo, leva ao exercito s recompensas que
lem sabido merecer.
Peco a Heos, general, que vos lenha em sua
sania guarda. AssiguadoNapoleao.n
O que ha de nolavcl nesla carta he primera-
mente a noticia dos reforjos, que duplicaran a cifra
do exercito; depois a parlicipajao de um ataque ha
minio lempo esperado na Bessarabia. A inacjSo de
Omer. Pacha, que tem debaixo de uas ordens um
exercito de cem mil Turcos, pareca inexpliravel.
Ella linha permilfido que os Russos podessein levar
crimea urna grandissima paite de seu exercito do
Danubio; mas o estado das cousas vai mudar; o
general otlomano decidio-se fui denle a alarar o
Inimigo do seu lati, e parece corlo que, para ner-
ita mais couOanja c animar as tropas, um corpo de
0,000 Francezes vai dirigir-ee ao Danubio e mano-
brar de arcordo rom o exercito turro. Cuando os
ltu--os forera vivamente alinea los na Bossarabia, c
deesa for ameaeada, nona poeiclo na Crimea licar
molhorada sinuularmente e Subaslopol nao tardar
pin raliir em nnsso poder.
Ha una ollima nbservajao a fazer-se na carta do
imperador. Como Vmc. acabn de ver, ella falla da
opiniao da Europa, que cada vez se pronuncia mais
alto em iinsso favor; isto parece verdade a respeitu
da Austiia, que todos os dias se moslra mais decidi-
da a uuir-se comnosco ; quanlo a Prussia, ella an-
da nao renuneiou seu systema de negociarnos impns-
siveis, e rada correio da Allomanlia nos Ira/, alguma
ola de sua diplomacia. Mas delictivamente a ver-
dade se moslra no meio das nuvens, com que procu-
rara encobri-la, e a cada momento se esperi urna
decisaoda dieta de Francfort, a qual ligue a confe-
derajo Rermanica e por conieguinte a propria Prus-
sia, i causa defendida pela Austria. Um successo
importante na Crimea seria baslnnle para por irn
campo a Allemanha toda em guerra contra a Russia.
Depois da minha ultima carta, asparticipajOes of-
ficiaes dos dous seneraes cm chefe sobre a balalha
de Inkcfflnvn. Nao comejare: oulra vez a sua nar-
rajao, lirniiar-mc-liri a reclilicar urna das indira-
ji*>es de minha carta. He o general Bosquet e nilno
general Monnel, que veio era soccorro dos Inglezes,
e decidi o successo daquelle sanguiuolenlo comba-
te. I.ord Ragln faz em seu relaturio o mais pom-
poso elogio de Bosquel, que he um dos nossos me-
ihorrs ofliciaes da frica. Outro oilicial da mesma
escola e dos mais dislinclos, o general l.ourmel,
morreu do seu ferimenlo.
A perda dos Russos he calculada nos relatnos do
principe McrischikolT em 2,967 morios e 5,700 fer-
elos. Nao obstante as apparencias de exaclidao de
urna cifra lilo csirupulosamcnle fraccionada, pare-
ce corto que os clculos do principe MenschikolT al-
tenuam milito a verdade. Todas as informarles que
chegam, atteslam que s no campo da balalha for.un
adiados c enterrados cinco mil Russos; por isso es-
(ima-se a perda total do inimigo em l.">.oon morios,
feridos e prisioneiros. No dizer de lord Ragln, p-
timo juiz nesta materia, os Russos linham em li-
nha, na balalha de Inkerman, cerca de 60 a 70,000
horneas; entrando smenle era cmbale, da parle
dos alliados, 8,000 Inglezes c 10,000 Francezes. Os
alliados, pois, comhateram quasi um contra cinco.
A rainha da Inglaterra recompensou magnfica-
mente lord Ragln, elevando-o dignidade de fohl-
rnaiorlial. Muitos ofliciaes generaes inglezes foram
promovidos a postos ou cundecorados cora a ordem
do Banho.
O czar ron la va com razo com os soccorros que
deviam preslar-Ihe os elementos na m cslajao que
corneja. Apezar de toda a habildadc de seus che-
fes, a esquadra alliada lem experimentado com ef-
feilo graves prejuizos, por causa le urna terrivel
tempestado, que rehenton no dia 11. Nao temos an-
da os pormenoresdesse aconterimeulo, sabemos ape-
nas quo urna nao a hlice, "o Ilenrii/ue IV, c urna
corveta a vapor, o Piulan, fram alindas praia,
sendo salvas as equipasen. Os despachos russos fal-
lan) lamben) de um cerlo numero de navios de trans-
portes, que sojobraram.
Emquanto estes acontccimenlos lem lugar no Mar-
Negro, as marinhas francezae ingleza alacara na ou-
lra extremidade do mundo os eslahelecimentos do
czar. Urna expedijao contra a cidade de Pelropo-
lowiki, capital da America russa, foi dirigida pelos
dous almirantes, que commandam as estajDes de
F'ranja e da Inglaterra no Ocano Pacifico. A cida-
de no foi lomada, mas urna parle das forjas mar-
timas dos Russos cahio em poder dos nossos mari-
uheiros.
Fallemos da Hespanha, o nico paiz da Europa,
que nao he ahsorvido pelas preoecupaees da guerra
do Oriente. As cortes constituintes r'euniram-se, e
na hora em que I he escrevo, ainda nao verificaran)
seus poderes ; mas j leve lugar um fado grave. Es-
parlero ilepo/. sobre a mesa a sua demissao c a de
seus rullegas. O discurso que elle pronuncou na-
quella occasiao, submetle sua conducta ao juizo dos
eleitos da najiio, hoje que o periodo revolucionario
j terminou. O resultado deste procedimenlo ser
inevilavelmenle este : A assembla nomear Espar-
tero para cu presideule, e a rainha, de accrjrdo com
este voto, Ihe confiar o cuidado de organisar um
gabinete, do qual ser o chefe.
Paria 20 de noeembro de 1864.
Esta quinzena foi principalmente um lempo de
espectaliva e inquielajao, lodos os olhos esliveram
exclusivamente voltados para essa epopea longinqua,
para esse assedio de Sebastopol cujo inleresse vai
crescendo de hora era hora; sem que duvidemos a
|undo do Iriumpho das armas anglo-francczas, ao
fermos os boletins qua vem succcssivamenle nliestar
o progresso continuo das operajes, ao reficclirmos
as lenlides o demoras j sodadas, podemos calcu-
lar cusa de que sacrificios se conseguir, depois
desse primeiro resollado lio esperado, tao desojado,
c j tao importante como edeilo material c moral,
um Iriumpho que nao seja um degro, mas um alvo
real e definitivo : conlam-sc as perdas dolorosas de
homens, de dinheiro e de lempo que ha de cuslar
esle primeiro passo n'uma carreira que lalvcz seja
mui longa a percorrer : interrogam-se com ancie-
dade as furjas dessa potencia russa que semelhan-
ja de um yerdadeiro sphins parece frustrar e desa-
fiar as observajoes os exames mais alientos : cal-
culam-se os recursos qrte podo encontrar em o nu-
mero das suas popularOes nos retiros inaccessiveis
dos seus desertos de gelo, na inaejao fio completa
da Allemanha, no seu systema de deOensiva obsti-
nada : emfim indaga-c com que esforjos se pode-
riam arranca-la a este comporlamento silenciosamen-
te passivo em que se immobilisa como para vencer
a Europa por meio de fadigas, e essas indagajOes e
esses estudos conduzein ao pensamento de que por
um tempo anda mui longo semelhanto ameaja
civilisacao pode pezar sobre os deslinos do continen-
te como um perigo em verdade nao instante e ac-
tual, mas com ludo mu pouco longinquo para ser
seria preoecupajao, couduzem idea deque he obra
complexa e diflicil, o Iriumpho de ve Ibas e habituaos
rolarnos que ligam o mundo germnico depois de
um seculo, a liga completa a unnime da Europa, e
um golpe destechado no corajAo desla forroidavel
Russia protegida por tantos baluartes. Dizem cm
Frauja que nos lins do invern que corneja, qoan-
do os bazares da guerra forem novameule moda-
dos, a grande evenlualidade industrial, a exposijao
universal da primavera prxima poder sem dim-
ita -olfror eH as induencias visinhas e longinquas
da quesiao do Orioi.lc, quo os hospedes convocados
de lodos os pontos do globo para esta solemnidade
poderflo sem duvida ser embargados dentro dos res-
pectivos territorios em consequencia desse condiclo
que comejado na exlremidade do mundo civilisado
poderia lomar as proporjies de urna eondagrajAo
geral, e estas redeie-cs vio sem duvida entenebre-
eendo de ante-nulo a reno vaca i da oslara >. No nu-
tro extremo da Europa, na Hespanha o horisonla
parece que se vai serenando um pouco, e a abertu-
ra das cortes se realisou em condijes que sem du-
vida ho de assegurar a salvajao da realeza. A Alle-
manha vai continuando o seu papel de perigosa
inexperiencia, est jocando ainda urna vez essa par-
tida do protocolos que actualmente se tornou tao
pueril, a Austria maniendo a sua independencia, a
Prussia maniendo a sua nculralidade ctTccliva, acei-
tando ao mesmo tempo como principio as qualro
srandes garantas, econvidando a Russia a aceta-
las, como se os aconlecimeiilos nao fossem os nicos
que devessem corlar o no gordio das complicarnos.
A guerra do Oriente,Sebastopol.
O assedio desta praca far poca entre us mais la-
boriosos : o ataque geral das forjas de Ierra e de
mar linha sido resolvido para 17 de outobro, a fil-
ie de Purfa, nao almirante, o Montebello, o Frie-
land, o Marengo, o Charle-magne comecaram com
effeto o fogo pela volla de mcio dia, e o continua-
ran) at a noile, durante oque as baleras de asse-
dio flzeram o seu dever por Ierra ; mas os Russos.
metiendo a pique na entrada do porto cinco naos e
duas fragatas, fecharan)-a de lal maneira que a es-
quadra nao pode prestar ao exercito urna roadjuva-
jjao bstanle completa, e realmente sotTreu. Dahi
em vante as operarnos nao lem cessado um s ins-
tante. Resulta dos boletins do general Canroberl
que as dilliculdades encontradas pelos alliados sao
de duas especies, as que resultam da natureza do
solo coja carnada de Ierra j mui iusulliciente vai
diminuiidn medida que a gente se aproxima da
praca, as que resultam do numero c do calibre das
pecas de ariilharia que os Russos oppoe de frente
quasi em linha reda e mui extensa ; sob osla rela-
r.lo os recursos que estes ltimos dos seus navios
immohilisados no porto, lano maleriaes como pes-
soaes sao quasi incvgolaveis. Ao passo que os dos
adiados, poslo que augmentados pelos empreslimos
tomados s duas esquadras sao necpssariamenle limi-
tados, as pejas de 68, os obu/.es de 80, us murleiros
de 12 pollegadas, sao cm difiniliva a especie de ar-
iilharia a que he forra responder. Em a.noitc de 20
para 21, os Russos fizeram orna tentativa para en-
era va r as pecas que abortn, alguns homens que ti-
nliam podido penetrar por sorpreza as baleras
anglo-francezas ah foram morios com o oilicial que
os commandava. No dia 25, os Russos em numero de
quasi 30,000 se dirigiram para as visinhanjas de Ba-
laklava sob as ordeos do general l.eprandi : llala-
Klava he o ceulro de desembarque dos Inglezes e
be guardado por elles com soldados de marinha,
um batalho de infanlaria e Turcos, desde a ma-
drugada as collinas situadas a 2,500 metros do por-
to e defendida* tmenle por algunas obras mu in-
completas, oceupadas cada nina por loo a 150 Tur-
cas o armados com algunias poras de ariilharia fo-
ram invalidas e lomadas por elles aos Turcos. Im-
mediatjmenlc lord Ragln e o general Canroberl so
dirigirn) s eminencias quo guarnecen) o valle, a
enaltara francesa m reuni i cavallario ingleza
que eslava dianle de Balaklava ej linha exocutado
contra a Gavillara russsa urna carga mui brilhanle,
alera dislo o general inglez estabeleceu duas divi-
ses de infanlaria dianle do porto, e o general fran-
cez mandou descer para o p dos primeiros declivios
ludo quanlo linha disponivel da sua primeira di-
viso.
As coosas se achavam neslc ponto e o dia j esla-
va adianlado, quaudo a cavallaria Ecira de lord
Ragln, cerca de 700 cavallus, excitada por grande
enthusiasmo allacou com vigor o grosso do exercito
russo, este ataque impetuoso executado debaixo do
fogo crusado da mosquetaria e da ariilharia produ-
sio ao principio mui grande desordem as fileiras
inimigas, mas esta tropa demasiadamente excitada
experimenten perdas sensiveis. lima brigada de
rajadores d'Africa por meio de urna intrpida ma-
nobra veio cm soccorro do exercito inglez o a noile
poz termo ao combate.
A 26 os Russos sahlram da praja e foram alacar
cm Inkerman a divilSo de Sir l.acy Evans que pro-
tege os trabadlos do assedio; recebidos por um fogo
fulminante ileixaram morios e prisioneiros grande
numero dos seus; esle feilo curio e animado fui mui
brilhanle c ccrlamenle compenso os incidentes de-
sagradaveis da vespera.
Kmlim a de novembro, segundo um despacho
chegado a 12, o exercito russo augmentado pelos re-
forjos viudo do Danubio, pelas reservas reunidas
as provincias meridionaes c animado pela presen-
ja dosgrijps duques Miguel e Nicolao, allacou a di-
reila da posijao ingleza cm frente da praja, o exer-
cito inglez sustentou o combate com a mais nolavcl
firmeza. O general Canroberl mandou coadjuvar
por urna parle da divisao Bosquet que pelejou com
admiravcl vigor e pelas tropas que cstavam mais
milo. Os Russos muilo mais numerosos so retiran)
com perdas enormes avaliadas em 8 a 9000 homens;
esta lula obstinada durou todo o dia. A esquerda,
as tropas enrgicamente dirigidas pelo general Fo-
rey repelliram urna sorlida da guarnijilo que, ao
entrar na praja, ahi deixuu pouco mais ou me-
nos mil homens. Depois desles revezes surcessivos
do gen-ral l.ipraudi, do principe MenachikolT, dos
graos dnques Miguel c Nicolao, os alliados se acham
victoriosos defronte de urna brecha aberla e era
vespera de um golpe decisivo; eslSo impacientes para
dar o assallo. Urna parle da cidade j se acha redu-
sida a cinza; os fortes cstao pela mor parle demoli-
dos e calados. Espera-sq que a entrega lenha lugar
a 12 ou 13 de novembro.
Os Principados.
Omer Pacha parece dispertar no Danubio e reno-
var o seu autigo projeelo de invaslo na Bessarabia,
as tropas lurcasse dirigem de novo para o Prnth, e
liquidar os Russos na Dobrutscha. O'Lloyd de
Vienna falla em um combate de 2 horas que livera
lugar a 28 de outuhro entro Isalch e Tollscha e de-
pois do qual os Russos balidos lornaram a passar o
Danubio apro-s id menle, c destruirn) a ponte cons-
truida na linha de defeza afim de impedir que os
Turcos os persigan). Por oulro lado parece que os
arredores de Galatz c de Ibraila cslooccupados por
Sadik Pacha frente de 10,000 homens, e que Is-
kender Bey ameaja, porto de Malchm os restos da
invasao moscovita. l)a-se uestes ullimos movimen-
los o presagio de urna diversao prxima que, coin-
cidindo depois com a marcha progressiva das Iropas
adiadas para o islhmo de Pesekop, poderia n'um
momento dado enllocar o principe Gorlschakod entre
dous fogos e tornar fcil a lomada dos principaes
fortes da Bessarabia. Para affrontar estes graves pe-
rigos o czar prosegue na sua obra de fanatismo le de
violencia. Se precisa de homcus, arranca-os ao solo
do cu paiz por meio de levas successivas que; vilo
esperar lodos os subditos robustos do imperio seja
qual for a idade ou a ptwijo de familia.
Prussia e Austria.
Dizem que as potencias germnicas estilo aguar-
dando a resposta do imperador Nicolao a urna ulti-
ma nota mediadora emanada da corle de Berlim: as
correspondencias da Prussia fallam as disposijes
que acabaran) de manifestar a Russia acerca das
qualro garaulias que estara a lomar por baso de
negociaroes, e os jornaes ademaos fallan) no ajuste
que se acha em estado de conclujao entre a Prussia
e a Austria. Em urna carta aulographa a Francisco
Jos, Frederico Guilhcrmc manifestava a firme re-
totujao em que esl de marchar de necordo com ella
de maneira que nao s qualquer ataque contra as
tropas austracas dentro ou fora dos limites do im-
perio ser considerado como um ataque contra a Al-
lemanha, mas lambem que a Allemanha assim como
a Prussia se obrigaram a sustentar a Austria, ainda
(piando ella queira lomara offensiva. Em compen-
sajao el rei Frederico Guilherme exige que a Austria
se obrigue as suas exigencias para com a Russia a
nao ir mais longc do que as qualro garantas bem
conhecidas, e a empregar toda a sua induenca pe-
rantc as potencias occidentacs para decidi-las a nao
transpor igualmente estes pontos. Como quer que
seja, parece cerlo que a Austria lomou a resolro
de adiar algumas das suas disposijes mudares, en-
tre nutras a leva de 80,000 homens, e se condece
hoje que a sua oceupacao dos principados danubia-
no- be um acto realmente hostil s potencias adia-
das, urna facilidade proporcionada s emprezas da
Russia c urna prohibijo que veda aos Turcos pra-
licarcm urna diversao cm favor dos Anglos-Francezes
as margens do Prulh. E com ludo o Czar a quem
a ^poltica austro-prussiana quer prestar inlenjes
pacificas parece nao fazer nada para lludi-las, nao
doixa de continuar os seus preparativos de guerra
em mmensa escata, pe todas as suas fortalezas cm
estado instada tres divises das suas tropas em dous campos
fortificados, completa as fortificajSes de Varsovia c
coordena entre si os diversos pontos estratgicos des-
sa praja. Com ludo a confianca nao he nleiramenle
geral no mundo germnico, e urna parte nolavel da
respectiva imprensa nao parece ter grandes espe-
ranjas ncsles svmptomas de paz, nem er que o so-
cego da Europa possa sahir hoje das negociajet di-
plomticas. Os Anglo-Francezes cnmpartilham esla
ultima opiniao, e se os Russos da Crimea lem rece-
bido reforjo, os alliados lambem os recebem, os
quacs nao serao embargados por obstculo algum;
200 vapores vilo sulcando o Mediterrneo e o Mai
Negro com o fim de augmentar e abastecer as tro-
Iropis; a brigada franceza de Alhenas parlio do P-
reo para a Crimea; ires mil zouaves parliram de
Algeria para Balaklava, e todos os dias navios car-
regados de soldados e muirnos se dirigem de Ton-
Ion para Constanlinopla.
//.;>aAa.
A 8 de novembro para abrir a seaato das Corles, a
rainha acompan'iada de el-rci, precedida do infan-
Ic O. F'rancisco de Paula Antonio, e dus odlciaes
do pajo, annunciada por urna salva de 21 tiros de
poja entrou no palacio do Congrcsso as duas horas
e mcia. decebida pelos ministros e pola dcpulacao
'das corles rcccbcu das ralos do presidente do con-
elho o discurso de abertura e leu-o cum voz firme
e acecntuada no meio de um profundo e respeiloso
silencio ; he do theor seguinte : Scnhores depula-
dos Venho hoje com mais prazerc mais esperanja
do que nunca abrir as corles da najan e collocar-mc
no meio dos eleitos do povo. Se a 20 de |ulho rc-
conheci loda a verdade quo eu depositava sem
rezerva na sua nobreza e no seu patriotismo, he jus-
to que neslc momenlo solemne me d pressa em
agradccer-llics o seu admiravcl comporlamento e
reclamar daquelles que emprcuamm os seus esfor-
jos para a cousolidajao da nova era de prosperida-
dc e felicidade que enlaose inaugurou para a nossa
patria. Serihorcs dcpulados, permaneci fiel ao que
naqucllc dia promoltcra peranlo Dos e o mundo.
Respcilci como scnipre respeitarci a liberdade o os
direitos da najiio. Kmpenbci lodos os mens cuida-
dos ca minha vonladc no dcsinvolvimcnlo dos seus
inloresscs e na rcalisajilodas suas justas operacoes.
Organisando c decretando a loi fundamental defini-
tiva que deve consagrar estes direitos c proteger estes
interesses. Vos, os representantes estimados que
limos successos ; mas se he verdade que o cora j o
se nos comprime e as lagrimas nos vem aos odios, ao
lerur larmo-nus dos infortunios c das desgracas,
bebamos nislo, charos dcpulados um excraplo c una
lii.au para a nota vida politiea que acaba de ahrir-se
para nos. Talvci que lodos mis nos lenhamos Ilu-
dido, esforcemo-nus lodos para arerlar ; lal lie a
minha plena c inleira roiilianra. Dos permita
que o vosso patriotismo e a vossa Ilustraran 13o
grandes e tao fecundos quarto exigen) as necessi-
dades da nossa chara Hespanha '. e ja que o seu des-
tino providencial lem tantas vezes espantado toda
a Eurupa, fazei que ella nos admire ainda urna vez
cm presenja do quadro consolador, que an
mesmo lempo constituir a nossa gloria c a nossa fe-
licidade : urna rainha que sem hesitar se lanjou nos
bracos qp seu povo, o um povo que ao passo que as-
segura as suas liberdadcs, respondo decisao da sua
rainha como o raais valenle, o mais nobre e o mais
cavalleiroso de todos os povos.
As corles elegeram presidente o geueral Evaristo
S. Miguel. Nada ainda poderia indicar que espiri-
to dominar esla assembla cousliluinle, apenas a
mor parte parece de acord para exigir a coiiliuua-
jilo e inaiiulenco do Ikrono. A priraeira quosl.io
que se tratara ser cortamente a propria existencia
do ministerio : sem duvida elle rommellcu muilas
faltas, nao julga-se que Ihe serao perdoados em con-
sequencia de resultaren) das didiculdadcs por elle
encontradas e que ura voto solemne. Ihe consagrar
os actos.
A pupulajao deu mais vivas a rainha do que as
corles : pode-sc dizer com loda a certeza que a ques-
tao|do throno|esl resolvida.que a rainha c a dymnas-
lia eslo salvas. Visto que esla vonlade nacional
invocada com lamanha inslaucia pelos demcratas
he conhecida e proclamada, o que resla a fazer a
estes ltimossenao resignar-seou conspirar i O po-
vo as ras lornnu-se grave e silencioso ; irais de
25,000 homens eslavam em armas, todas as va-
raudas, todas as jancllas eslavam ornadas c Turra-
das e pareca que a nacao a abdicar a sua iniciativa
as maos das cortes ; ueuhuma desordem perlurhou a
ceremonia ; apenas fra, pinlam as cousas muilo
feias da parle dos anligos partidos. Fallan) cm urna
entrevista da rainha Chrislina e de Cabrera, em urna
correspondencia activa deste com os cheles carlistas
que se achara na Hespanha ou as fronleiras, em
sacrificios enormes feitos para organisar um ataque
serio contra o governoc para dispor a imprensa es-
lrangeira a favorecer semelhanlc empreza. Ainda
sob a impressao do momento acredita-se que eslas
noticias assustadoras sao destituidas de fundamento,
l'ara evitar as discusses delicadas e tempestuosas
prestam a Espartero a inlcncode alia.lar o mais
que for possivel as quesles polticas a fim de cha-
mar a alienro das cortes sobre as questoes de or-
dem material. Consta que elle dissera: releva que
a Hespanha deva a sua fortuna a revolujjo. Ha
nislo urna ida grande, e que produzir grandes
fruclos se for francamente posta em execujo.
Blgica.
EI-re Leopoldo abri a nova sesso legislativa.
O principe de Ligue foi recleito por unanimidade
presidente do senado, a mensagem da cmara alia foi
votada por unanimidade, esla mensagem assegura a
el-rci dos Belgas um concurso patritico.
Grao Bretanha. O exercito.
Teraosesludadocmartigosrspcciaeso exercito prus-
sianoexcrciloauslraco,ellcsaiu la nao lomaran) urna
parle activa nos successos que leem oceurrido uestes ul-
limostempos; he de um inleresse maisimmedialo lan-
jar uina'visla d'olhos sobre a coiislituic.o do cxercilo
inglez, que representa um papel iao importante as
operajoes que a Europa civilisada oppcao orgulho-
so coraporlaracutc dos Russos.
A consliluijo poltica da monarchia britnica
com a dos outros estados conslitucionaes da Europa,
o exercito de Ierra desla potencia lem igualmente
mandilo urna differenja mui sensivcl na sua organi-
sacao com a orgauisacao dos outros exordios eu-
ropeos.
O exercito inglez he o nico de lodos os exercilos
do mundo que lem conservado olliciacs propriela-
rios de corpos ou de porjocs de corpos, e cora ludo
o accesso, os direitos dus individuos sao garantidos
dn forma maisinviolavel.Ncnhuma,consdorajao,nc-
nhuin poder poderiam prevalecerconlra os oostiimes
cintraos regula ilion lo-em vi g> r nesse paiz pelo que diz
respeitu aparte milar da najao noicino unido. O
recrulameuto nao se estendea todas asclasses da so-
ciedade, quer directa quer indircctarofntc, ninguem
he conslrangido para o servijo mi i lita r, salvo se se
traa da defeza do solo como cm I80i e1805, quaudo
as tropas franeczas reunidas em Boulogno ameara-
vam seoslas inglezas.
Ha varios dislridos de recrutaraenlo, 14 na In-
glaterra, 4 na Escossia, e 8 na Irlanda, os engaja-
mentos sao vitalicios ou por un) lempo fixo. Po-
tencia antes martima que continental a Gr.o-Hro-
lanha por muilo lempo considerou o exercito de
Ierra como um mal neceasario. Esla aversao foi
urna das causas da volla dos Stuarls ; com elTeilo
naquclla poca el-rci se deu pressa, a pedido do
par.- monto, a licenciar o exercito. Depois, Carlos
II inlroduzio um systema de arrolamenlo que con-
sista cm fazer o rccrulamenlo as classes mais hu-
mildes da sociedade e procurar entre as fezes do po-
vo, pcssoas|que, nao tendo espocic alguma de re-
cursos, nem mcios de subsistencia, estao promptas a
fazer ludo para viver, pois que qualquer homem cm
oulra posijao lem horror profisso de soldado ;
em principio foi impossivel cuidar cm dar a estes
voluntarios arrolados de ndole tao singular, grao al-
gum re oilicial ou ainda do oilicial inferior; dahi
nasco a necessidade das commisses, methodoque se
perpetuou ate hoje, c por isso s as pessoas ricas pu-
deram durante longo lempo alcanjar empregos nos
exercilos do reino unido, apezar desle desagrada-
vel estado de cousas o a despeito da condijflo sin-
gular em qae os preconceilos nacionnes tinliam col-
locado as trapas de Ierra, eslas tropas nunca se
deixam exceder pelas Iropas de najao alguma, nem
em valenta, era em firmeza, nem em conslancia.
Sempre tem dado provas das mais raras, mais pre-
ciosas qualidades militares.
As grandes guerras sustentadas do 1793 a 1815
modificaran) um pouco as ideas do povo inglez acer-
ca da profisso das armas ; assim, como o rccrula-
menlo se lornou mais fcil c menos dcploravel, o
gnverno podo reservar urna parle dos graos de se-
gundos lenles c de ofliciaes inferiores para ho-
mens que comejaram, carregando a espingarda de
soldado razo.
Fizeram-se lodos os esforjos para suavisar o ser-
vijo, e atteouar a impopularidadeda profisso mili-
lar as massas. Todava ainda crao necessarios mui-
tos anuos para que semelhante impopularidade cesse
completamente, para que os exercilos de Ierra se
elevem na Inglaterra altura moral dos exercilos de
mar; quasi todos os graos de offi.ial se compram,
salvo o de coronel: todava cxislcm regras s quaes
ninguem se pode subtrahir: ninguem podeoecupar
um grao antes que lenha chegado i idade de 16
annos. Para conseguir a dragona de captao, sao
precisos Ircs annos de servijo ao menos nos graos in-
feriores ; para a dragona de mnjor sao precisos sele,
sendo dous .lo capitn ; para ser lenle coronel he
mistar ler sido major. O grao do major equivale
ao de chefe do batalhao c de csqtiadro no cxercilo
franco/.. Ha Ires forjas de Ierra dislinclas ; la o
exercito permanente cujo cflcclivo lem softrido va-
riajOcs sensiveis durante diflerciiles reinados ; 2a as
milicias e levas em massa, 3a cm fim as Iropas da
campauha das Indias mintaos. O exercito de Ier-
ra tem por chefe supremo o soberano ; he para as
operarnos sob o commando do secretario de estado
da guerra c das colonias, para a adminislrajilo, para
assubsslenciaseo malerialsoborommando do secre-
tario da guerra, e quanlo ao que diz respeilo r.o pes-
soal c material da ariilharia c do corpo de engenhei-
ros sob o do mestre geral da ordenanja. (Juando
a guerra com a Russia ariebcnlu, a Inglaterra li-
nha seu exercito formado da maneira seguinle : 1"
nvenla e nove regimenlos de infanlaria de linha
com o effeclivo de 850 homens, inclusive 06 odlciaes,
a brigada chamada Rifle, brigada de 1,700 homens,
os dous regimenlos dos negros livrcs das Indias Oc-
ridcnlaes com 2,200 homens, o eslado maior que s
linha quadro c o corpo dos veteranos reacs de
300 homens, 3 regimenlos de infanlaria da guarda
de 5,000 soldados. 2o a cavallaria composta de 25
ravallo, os guias, os pioneros c os ponlonciros, ao
lodo 13,000 homens.
Por lauto o cxercilo inglez da Europa he pouco
numeroso, mas he bello e mui solido, he pcrfeila-
monle armado c equipado, bem vestido c goza de
lodos os contarlos possiveis. Em qualquer rircums-
laocia se lem conduzido valerosa e csloiramcnle, c
lem sempre feilo o son dever sem desviar-se ; he f-
cil ao governo britnico augmenla-lo consideravel-
mente, porque os quadros existentes sao sutlirientcs
para duplicar-sc c triplicar-sc o numero dos com-
balcnles.
Sciencia. Telegraphia elctrica. (Conlinnacafo.)
A primeira tentativa re telegraphia elctrica da-
la de 1774; era a infancia da arle. Imaginem-te
vinle c qualro los, correspondendo as 24 ledras do
alphahelu, depois uma machina eleolrica ordinaria
as duas extremidades da linha. Pondo-se cm corn-
municajao a machina carregada de lal ou tal fin, a
commojao se reproduzia a extremidade opposta c se
indirava tal ou lal ledra. Este processo era longo c
dispendioso.
Depois de vinle annos, um Ademan chamado Rei-
ser, aperfeijoa este mcio. Substilue a commujao
pela scintilta: as ledras sao (rajadas em cobre n'uma
mesa de vidro as duas eslajes extremas ; vinle e
qualro lins vao dar as vinle e qualro ledras, e a
descarga de uma machina elctrica se opera de uma
extremidade a oulra da linha, produzindo ura srin-
tlia sobre a ledra locada. Frankliu cuidara um mo-
menlo na possibilidade de Iransmillir uma noticia
por um meio anlogo a este. Em verdade a telegra-
phia elctrica s receben pleno descnvolvimenlo de-
pois da descobcrla de Oersted, celebre professor de
Copenhague, quo demonstren a acjio directora que
urna rorrente Da excrce em distancia sobre uma
agulha cevada movel. Em 1811 Seminering imagi-
nou um telegraplio fundado sobre o emprego da do-
composicao d'agua por meio da pila. Era 1820, o il-
lustrc Ampere propoz corresponder por meio de a-
gulhas cevadas, cima das quaes se diriga uma cr-
renle, e einprcg indo lanas agulhas e tantos fios
quanlas sao as ledras. Dizia Ampere: pondo-sc suc-
cossiv.inienle estes conductores em communicajao
com a pila, poder-se-hia dar lugar a uma correspon-
dencia tclegraphica, que transporia qualquer dis-
tancia, e seria (ao prorapta como a escripia ou a pa-
lavra para Iransmillir os pensamentos.
Ha vinle annos a telegraphia elctrica se arrastra
nesla carreira; siio sempre fios mltiplos que indi-
cara ledras ou diphthongos por va da coinmunica-
cao successiva cm que se acham com urna machina
elctrica. Entretanto em 1837 M. Slenheil cm Mu-
nich, e M. Whea-lone cm Londres, conslruem lele-
graphos com um numero limita.lo de fios, obrando
rada um sobre uma agulha cevada, e fazendu-a mo-
ver sobre um qua Iranio por meio de um apparelho
electro-magntico. Em 1838 Morse simplifica esle
apparelho, einpregando os electro-imans ; mas an-
tes de fallar no seu systema tao engenhoso, impor-
ta fazer enmprehender de ura modo cabal o appare-
lho geralmenle empregado hoje, e que foi realisado
em 1810 por Whcastone por meio do olor lio imn,
pois que he iuconteslavelmcnle a ello quo se deve a
realisajan pralca. Quanlo a perfeijAo da conslruc-
jao, sao MM. Breguct e Fromenl que cumpre citar
cm primeiro lugar, e veremos com quanla felicida-
de o espirito engenhoso deste. ultimo se applicou
simplifirajau dos movimenlos.
Os lelenraphos mais geralmenle empregados em
Franja sao os de M. Breguct, relojoeiro, membro
darrpirlii.au das longitudes; sao lelegraphos em
forma de quadranlc, compostos de urna pila ordi-
naria de Bunscn, do um apparelho que transmute o
pensamento, e de um apparelho que o recebe ; he
uma serapilleira de eleclro-iman, que adquire a fa-
coldadc allracliva, quaudo a correnle elctrica pas-
sa-lhe pelos fios, he uma mola que conduz a ala-
vanea na na posijao inicial quaudo a correnle he
interrompida. O espajo nos obriga a adiar a dos-
crpjao dos lelegraphos do estado, e dos que boje sao
usados nos caminhos de ferro.
O inmirfo musical.
Mademuiselle Cruvelli poz fim a sua ausencia sem-
pre inexplcada, contina as suas funccOes na aca-
demia imperial de msica. Entre as rail c uma ra-
zes que se deram acerca da sua desapparijao, ti-
nliam poslo adianle uma idea de rivalidade para
com inadame Slorlz, que lornou a entrar tarda-
mente para a nossa primeira sceua lyrica, depois de
umjr.laslamcnln de sele ou oilo annos. A cantora
real: Um domingo de maio de 1830, n professor cal0 quebram, e elevam o hornera quaudo nflo o abis-
discipula deviam ir janlar casa de uma pessoa da l""""- Ainda esludante, foi sorprendido por essa
allasnriod-iii u,,., ,..... lula, que pela priinrira vez Iravaram neslc slo a
ada suceda le, Rosa se excuso,, sol, pretexto de .n- Uberdadec o Despotitmo, Uto he, o ireilo c For-
iisponeao, Itamier foi so-inho; mas inquieto em I ca, e que apparcria como a aurora de uma regenc-
consequencia da saudc da sua joven virtuosa, se es- rajo moral e poltica. O genio, cuja vista he um
quivou 0 sahir da mesa, e carregado com um enor-
me ramalliele de flores, ehegav a sua hahilajao,
troanda de repente sent os odios lurbar-se-lhe,' as
pernH tremer, reeonheoeo Rosa nos brajos da II i -
faul. Entretanto, depois de algn* lisiantes de si-
lencio, se armn de animo e continuou o seu cami-
nho sem abrir a bocea.
Tudo se acabou para elle naqucllc dia, e sem di-
rgir-lhc a menor censura, continuou a preslar-Ihe
os seus cuidados como ne nada Ihe houvessc alterado
os sentimeutos que linha por ella. A rcvoluro de
1830 poz termo existencia da esrola Chorou e
Itamier deixou Paris e foi residir n'nma ci-
dade do provincia onde se arhava ha varios mezes
quando ah annunciou-se um concert dado por uma
joven cantora a quera se laziam os maioics elogios,
foi um dos primeiros que l se apresentaram e se
codocou justamente defronte do piano. Apparcce a
juizo, nao podia hesitar ua esculla ; esposou a cau-
sa da patria, e mezes de pri-n, na culao mclropolo,
Ihe fizerem pagar esses dias de coragem e de virlu-
de. essa dcdirajSo c acrisolado civismo.
o Procurador fisral, e depois juiz de dircilo, amc-
ni-uii ruin a sua moderajilo e maneiras urbanas a in-
flexibdidade do dever : todos vollavam cudenles, e
sua aoiividade ficou proverbial.
- Os momento* de sua adminislrajilo como vice-
presidente, o presidente desla provincia, ahi eslao
us leis provinciaes por elle sanecionadas, c cm quo
pareca ter transmitidlo seu espirito e patriotismo a
assembla, que cutao funeciunava ; nessa obra do
ec, reclamada pela sogiiranja e aformoseamentn
desla capital, e que he um pcn-amenlo seu ; e no
concerlo da nossa mageslosa calhedral e da elegante
igreja matriz de Santa-Auna. Eslas obras, para as
quacs s o genio podia crear recursos em uma pro-
vincia empobrecida pelas di-on-oos civis, foram
rcaljadas por oulra de uma ordem superior : na sua
presidencia he que se reslabclcceu a paz, vollou a sc-
guridade aos nimos.
Mandado por vossos votas assembla geral nao
prima dona, quer dizer a bella aria : Orche son ti- se deixou ficar no silencio, quando era preciso recla-
mar pela dignidade e interesses do Brasil, e especi-
almenle da provincia que represenlava : corres|>oii-
deu a f, que ncllc depositaste, porque foi a sua
voz que se fez. ouvir no recinto da assembla geral
n defeza dos mal recompenjados ofliciaes da ex-
'iii i ale, mas de repente empallidece e se poe a
chorar, Itamier corre em seu soccorro, fa-la sentar
e cania em seu lugar. Possuida da entorilo da sen-
sibilidade, Rosa Nva.quc era a tal cantora, reco-
nbecera Itamier que saldr da sala para deixar a
cidade no dia seguinle. Dez anuos depois, ura es-
pectculo na Grande Opera alrabia lodo o Paris:
uma cantora estimada pelo publico ah alcanjava
um grande Iriumpho, no quarto acto cm uma das
secnas mais dramticas da obra era que se ouviam
solujos partir de um canto obscuro da orcheslra :
era Ramier que chorava, ao rccoiiltccer Rosa Niva
sobas fcijcs da cantara que eslava na moda, e
que se chama hoje Itofiua Slotz.
(.". M.
INTERIOR.
lendes a man na consricncia c os olhos gravades so- regimenlos de cavallaria de linha, sele de dragues
bre a historia, viudos fechar o abismo das luase das
discordias. Eslou cerlo que a vossa resolurao sera
um arresta digno da vossa nobreza, digno de ser
aceito por vossos commdcntcs, c digno emfim de
ser ahenjoado e ncelamado pela poslcridade. O lem-
po nao pode apagar nem fazer desapparecer os ul-
guardas, oilo do dragues, qualro de lanociros, qua-
lro de hussards, ao lodo 12,000 sahres.e 8,000 caval-
los, mais o corpo dos atiradores a cavado de 3,000
homens, Ires regimenlos da guanta 1,200 homens c
800 cavados 3o as tropas de ordenanja, a saber,
nove bnlalhoes de ariilharia a p c uma brigada o
que' crcou o papel de I.eouor na Favorita de Doni-
zelli.o. papel da Rainha de Chipre na obra de Ha-
bcvy, he uma gloria j mudas vezes consagrada;
mas aquella que cantn de uma maneira 13" encan-
tadora a Norma do Bo'lini, a Valentina e a Alice
de Meyerboer, he um novo esplendor quenenhuma
comparajao podia embaciar, c sejam quaes forem as
recordajes nao podem ser invejadas por certas es-
peranjas.
J temos tillado por varas vezes na Cruvelli,
hoje lomaremos algumas notas curiosas de um livro
dos nossos mais espirituosos escriplores de critica
musical, Scudo, para referir os primeiros cornejos
os primeiros episodios desla brilhanle carreira de
artistas, que apenas lem a contar os eos ullimos
fulgores.
Em 1826, n'um bello dia de agosto, cm Paris, um
mancebo perlencenle escola de msica fundada
por Choren, o mestre de Duprcz e de muilas cele-
bridades contemporneas, encontrn uma menina
do doze annos que, cantando, alraves*ava a ra ;
um L magnifico de Soprano o fez eslromecer, pa-
rou, dizendo n pequea cantara: cnlSo, minha bel-
la menina, gosla de cantar? Algumas vezes.
E faz bem, pois lem uma beltavoz ; sabe msica?
Nao, senhor.Quer aprender?Quero, mas nao
sou rica. Ha escolas onde se aprende de graja e
se quizesse... Oh bem desejr cu... Mora
tange daqui?A dous passos.Conduza-me. A
menina conduzio o mancebo I uma pobre tala, on-
de a mai Irabalhava para sustentar os dias de outros
qjatro filhos, e que o abenjoou mil vezes, aceitan-
do a proposij.lo de fazer que a filhinha enlrasse n'u-
ma eseula de canto. Rosa Niva, era este o seu no-
me, nao era o que se chama geralmenle uma linda
mulhcr, era mui alia oara a idade que linha, ma-
gra e desprovida das maneiras preciosas que da uma
boa edncajo, mas linha um p delicado, um porta
encantador, uma physionomia animada e bem ca-
raclcrisarta, olhos prelos cheios de fogo. bocea um
pouco grande, mas poelisada por um sorriso ado-
ravet, linha muito espirito, rara aplido, sensibilida-
de exquisita, emfim dava as mais ricas esperanjas.
Admdtida a escola de Choren, fui confiada aos
cuidados intelligenles de om joven professor, M.
Ramier, qne comejou por despertar nella da ma-
neira mais feliz os instinclos da mulher, ao mesmo
tempo que Ihe rcvelavn a msica, de sorle que a
amavel c pobre menina encontrada na ra tornou-se
uma pessoa encantadora, de porte esvello, de ma-
neiras nobres e escolhidas, de fcil enuncia jan e ao
mesmo lempo orna cantara de voz vibrante e so-
nora.
Depois de Ramier ler consagrado Ires preciosos
annos da sua vida edneajao desla menina, apai-
xonou-sc pela sua obra. Conceheu uma paixao tan-
to mais profunda quanlo n.lo oosava manifesla-la.
Com elleito, como transpor o intervallo que o sepa-
ra de Rosa, como despojar-se do exterior de uma
autoridade quasi paternal para confessar-lhe os ler-
nos scnlimontos que ella Ihe inspirava, como aban-
donar o papel severo e diguo que linha representa-
do al enlo para inelinar-se ante uma menina que
Ircmia, ao ve lo? Como receberia ella a confissao
de um sentimenlo que eslava loge de suppor no
sen hemtcitor ?
Entretanto a discipula ia fazendo sempro novos
progresos e al excedia as mais altas esperanjas do
mestre, a aplidao cm apandar as mais deliradas
nuancas da arto era sorprendedora, a bella voz, o
semblante expressivo, o estylo ampio e vigoroso fa-
ziam .lelln o espanto do todos os que a ouviam.
I'ra sahbado de I8J0 Ramier man lou que se apre-
sentaste aCboron.c toda a escola.eella cantn a bel-
la aria de Nicolini: Orche son Vicino a te.Slanca
sjn di pclpilor, no meio dos mais cnthusiaslicos ap-
plausos. No auge da emnjao universal, a joven can-
lora arrancase dos brajos de Choron que a cohria
de IHjos, sem que podesse proferir orna s palavra,
e se precipitan sobre seu liemfeilor entre os bravos
unnimes da assembU a.Foi este o mais bello dia
de Ramier.
Depois de algum tempo a classo desle ultimo se
enriquecen com um novo discpulo, era um man-
cebo de uma physionomia agradavel, chamava-se Ri-
fan! : ficou fascinado pela menina Rosa, c se apai-
xonou. Ramier que nunca se linha declarado, nao
permaneccu por muilo tempo estranho a este pe-
queo romance, concebeu por isso uma afflicjao
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE PER-
N.V1I HL'CO-
PA KA'.
Belcm 12 de Janeiro de 1855.
SVMMAIIIO.Viagem de S. F.xc.A febre ama-
relia e a bexiga.Catcamento. lileicocs.Ga-
zetas.
I.
He uma necessidade indeclnavel de urna boa ad-
ministrajao ver com os prnprins olhos o andamento
que levam ns negocios seu cargo. Sua presenja po-
de muito influir em lodoso* ramos do serviju;ani-
mar aquello- a quera alerre alguma potencia local ;
conler osdosregramenlosdas auloridades abaderna-.
e prevenir males pelo temor de ser apauhado cm
flagrante por aquelle cun quem se quer fazer hom
papel. S. Exc. conhecedor desta necessidade e de
que um bnm presidente nao he feilo para ficar en-
cerrado no seu palacio e deixar-se ronduzr por dc-
poimentas muilas vezes suspeos, foi inesperada-
mente Camela no vapor de guerra Poraense. Po-
rra esle vapor, qur demanda mais fundo do que
pdem offerecer us nossos rios, de cauacs varaveis e
anda mal condecidos pelos praticos, leve de enca-
Ihar no rio Tocanlins, resudando dahi o voltar S.
Exc. em um cscalcr, sem rcalisar o sen intento.
Ele encalhe do Paraense e o que leve na viagem
Macap, confirmara u queja uma vez dissemos, e
pensam todos, que he pura perda ennservar-se aqui
um vapor, que mediur apruveitado seria as aguas
da Babia ou Pernamhuco. S. Exc. fez a sua neces-
saria visita a Camela no vapor da companhia c che
gou lambem Baiao. Consta-nos que mudo Ihe
agradou a pcrspecliva do Tocanlins, semeado de
uma infundado de ilhas.
II
Tem continuado a ceifar-nos a febre amarella, e
com mais forja aos que vera de fra. Os calceteiros
porluguezes lem sido dizimadus, c isso j pelo
pouco cuidado que elles lem no rgimen, como
aconteceu infelizmente ao mais perita denlre elles ;
j porque se recusan) a ir para o hospital, c quaudo
se os acha as baieas onde vo esconder-se, j a
molestia lera tomado forjas e nao cede ao trata-
menta. Esse medo do hospital, ou aules essa mal
entendida vergonha de parecer necessitado, tem sido
fatal classe pobre : sem recursos, e recusndo-
se aos que ollerecem a caridade publica, finam-
se na miseria. Cunliu e espero do governo, que tae*
males se removam.
Dos colonos que vierain para o Amazonas, nao
consta que nenhum mnrresse.
He geral e grande o temor que aqui ha das bexi-
gas, quo assolam o Maranhao : quem vio o* funes-
tos clleilos desla pesie anda era 1852, nao pode
deixar de tremer idea do seu reapparecimento.
Nao se repilam essas secnas lgubres e tristissimas
de quasi todas as horas nesse funesta auno.
III
Continua o caljamenlo das nossas ras pelo svste-
ma Mac-adam,a rom uma rapidez admiravcl. O Sr.
Dr. Malchcr, muito digno presidente da municipa-
lidade, multiplica--,' : sua actividado esl cima de
tado elogio. A esse respeilo Iranscrcvo o que disse a
Aurora : a A municipalidndjsrsob a presidencia do
Sr. Dr. Malcher, rie^o^p*^-m-4*4s mimle
1854, nma actividade" '..panlosa. Concluio obras
consideraveis, que sendo em grande parte devidas
ao zelo incanjavel do mesmo Sr. Dr. Malchcr,
prevam a ulilidade e as graud.es vanlagens dessas
corporajOes. O aspecto actual da capitel atiesta o
acert da oossa proposijao.
IV
Approximam-se as eleijoes ; e apezar de ambo*
os lados se considerarem fortes, olhani-se mutua-
mente com respeilo. S. Exc. por mais de uma vez
lem manifestado o sincero desejo de que as eleijoes
corram livres e placidas, e que elle nao lenha um
nico voto, para mostrar a sua nculralidade e nao
intervenjao. Que elle nao lenha ura nico voto
acho impossivel ; porque nflo he cnvcl, que um pre-
sidente, como elle o he, superior partidos, redo,
obsequiador, nao receba nessa occasiao algumas pro-
vas de estima e considerajao. O resultado ser com
ludo conforme aos desejos de S. Exc. provar a
sua neutralidade : o que redmenle Ihe Irar mais
gloria, c elle muito mais apreciar. INa lisia tr-
plice ira o presidente... c os votas, que livor, sern
dados rectido, d urbanidade, ao generoso caval-
leiro, ao Sr. Sebasliilo do Bego Barros. E sua il-
luslrajao nao hesitara na escolhi. Cunserve-o Dos
aqui comnosco : com elle, com os recursos que ora
temos e que podem no futuro apparecer, subir o
Para altura que Ihe he devida.
Tambcm pela sua parlo o nosso diocesano (telron-
se exlranho s eleijoes: pelo Trexe de Maio disse
que nao he candidato senatoria, nem tem candi-
dato proteger. E-la manifeslajao devia causar
um desnponlamenln terrivel nos marombeiros, que
melliam o seu nome as lisias, que mostravam aos
padres, e entretanto o exrluiam cm nutras. Real-
mente eises cabalistas de dos chapas o que que-
dara era excluir o consclheiro Souza Franco
fosse como fosse: com tinto que conseguissom
o seu fim, mclleriam Pedro na sua lisia se Pe-
dro Ibes podesse ganhar votas ; e se Paulo dios des-
se mais que Pedro, preferir) Paulo Pedro.
Bem v que neslc jog nao ha predecjSo por nin-
guem. Mas, como se enganam !...
y
Temos actualmente o Diario do Grao-1'ar, o
Treze de Maio, a Aurora, o Observador e o Pla-
neta. A cxcepjo do Treze de Maio, que tem fran-
queado as suas columnas aos propugna lores das
candidaturas dos Exrns. Srs. arcebispo e conselheiro
Souza Franco ; a cxccpj.lo do Observador que tem
transcripto alguns ardgos em favor do arcebispo,
os mais tem apresenlado como principal candidato o
consclheiro. E he para notare que o Sr. Dr. An-
gelo ainda nao foi apresenlado pelos seus, apezar de
ser candidato Porque?... sera pela consciencia de
que os serviros, que elle possa allegar, desapparece-
rilo visla dos grandes e muitos servijos dos ou-
Iros dous f.M
Superior lodos os que pugnam pela candidatu-
ra do Exm. conselheiro Souza Franco, esl a dedi-
cajao da Aurora, redigida pelo Dr. Tilo Franco_ de
Almeida, que subscreve lodos os seus ardgos. Esle
mor, de uma posij'.o indopendenle, porque alm
de enle ile philosophia no lyceu, he advogado de
grande rlienlella, rene uma acliv idade e encrgia
incrivel. He o zelo personificado nesla candidatu-
ra, qne elle esposou e sustenta com todas ns forjas
de que he capaz a amizade c administrajao enlbu-
siasdea pelo Grande Paraense. Por elle c pelas
pessoas de intelligcncia, pnsijao social e respeilo que
aqui Irabalham pelo consclheiro, se fazia uma idea
do que he o Sr. Souza Franco, quando ainda Itou-
vesse algo i ni no Brasil que o ignnrasse.
N3o possu furtar-me ao prazcrdcenviar-lhc a al-
locuco com que ncompanharam a aprescnlajo do
consclheiro os representantes dos seu* numerosos
amigos: ahi se vftein repruduzidas cora goslo, coli-
sas tao gcralmente sabidas, como silo os servijo* do
Sr. Souza Franco. Transcrcvo-a da Aurora :
Concidadaos Peranlo vos vem pleitear a ami-
zade, a causa do mrito.
o A amizade nao receia a nota de exagerada e c-
ga... filhii da razilo o por ella animada v soincnlc o
que realmente existe :
">cla guarda policial, e dos direitos e dignidade ..
guarda nacional, propondo que dessa milicia cida-
daa se proscrevesse a chbala :e por elle tamos
elvanos a altura das unirs provincias, o ficamos
ennobrecidos na considerajao dos que saben) distin-
guir o espirito elevado, e corajao nobre.
fcss-, eievajao de espirita, essa tempera de ani-
mo, que nao se quebra com os embales da mais for-
te e compacta oppnsijao, oslentau -e da maneira a
mais gloriosa na legislatura de 1850. Enl.lo foi elle
o nico que coniirapczou para nao romper-sc o
equilibrio das Turmas representativas !.... os sophis-
raas calnam a sua analyse ; a ironin emmudeceu cor-
rida ; o numere tai excedido pela unidade ; os qne
sunhavam viclorias nu dia seguinle viam com pasmo
o extenuado da vespera robustecido e prnmplo para
novas lides, c novo Cocles deffendeu a ponte, em
que salvou-se o systema, que felizmente nos rege!...
Y. tai o Par que leve ISo grande gloria, foi a vossa
osroiha, que nos livrou dessa unanimidade, rara,
ignorada na historia dos partameutos, .
O Parense, distincto por lanos lilnioi, gloria e
crdito de sua provincia, repcllireis da urna, agora,
que se trata de ler na cmara vitalicia uma voz
permanente cm dedeza dos nossos direitos e inte-
reses ? Seria um dezar, uma vergonha para nos,
mais d que para elle : elle ira augmentar o nume-
ro das iiiu iie- vlimas de immerecido ostracismos
e nos.... o numero dos ingratos.
Ou temeris eprezenla-lo !.....
" O sabio c magnnimo monnrrha, que por feli-
cidade nossa preside ao* destinos deste vasta impe-
rio, nao p le ver com desagrado a aprcsenlaoao do
profundo estadista, que lo bem tem sabido conci-
liar os interesses do povo com os interesses da coroa
e em todas as rircumstancias de sua vida poltica se
tem sempre mostrado, como por convicco o he, mu-
narchsla constitucional : nao pode ser recebla com
desagrado a aprenscnlajao desse apposicionista sin-
gular, que, ainda no calor da mais forte e enrgica
opposijilo, nunca emitlio uma ida auarchica, um
pensamento, que elle nao devesse realizar, que elle
rcpellissc quando no poder !
O governo geral, que desprezando preconceilos
prejudiciaesao bem do paiz, arvorou a handeira da
coiiciliajao, o resolvru em sua sabedoiia torna-la
uma verdado praliea, nao se Ihe oppoe, nem a al-
gum oulro candidato protege de preferencia a elle.
Da parle do governo provincialnos vo-lo as-
seguramos sob sua palavraa liberdade do vota
sera' garantida. S. Exc. o Sr. conselheiro llego
Barros, fiel aos seus principios dejuslija e imparcia-
lidade, quer que a eleijao seja a expressau fiel da
vonlade do povo ; quer ter mais esle pudran de glo-
ria da sua dinini-irajo sabia e justa.
_ o As victimas do arbitrio serao alie mudas por S.
Exc, e lerao n'ede um reparador ; as prises serao
abortas por elle ; as medidas de compre--.io serao
abortadas : e as autoridades, que abusaren) da ju-
risdicro | ra escravizar o povo noque elle deve ser
absolulamc. :e livre, serao chamadas ao dever com
ledo rigor ua lei. .-..........
E pois : honra ao mrito ; confianca na primeira
autoridade da provincia, r
Joao Maria de Moraes.
Dr. Jos da Gama Ma'cher.
Pedro Miguel d Moraes Biltancourt,
Dr, Joaquim Frucluozo P. Guimaraes.
Joaguim Ignacio de Almeida.
Dr. Augusto Thiago Pinto.
Joao iMurenco Paet de Souza.
Dr. Josc Piies de Souza.
Tilo Franco de A\mtida.
Pleitear candilaluras assim, com franqueza e bem
entendida confiauja no julgamenlo de seus concida-
daos, nao depara lodos. A cabala he mais fcil do
que islo. Cada um poe fm praliea os meios de que
pode dispar... Seja ; mas nao venham eufez.nl s
caes ladrar a la...
Rertdimenlos do mez de dezembro.
Recebedoria ......21:651941
Ver o peso.........1:4159418
Alfandega e consulado.....88:1529082
GoUcclora.........2:99'6y0
Soinnia 117:51)9636
ticos; al a segoinle barca.
Rio Orando da Non.
Natal 19 de jmoiro de 1855.
Nao foi ulo simples como me parece, e en Ihe no-
liciei o acontecimenlo do dia 6 do correnle ; isto he,
quero dizer, que a abastonada qae o Joao Cntambeta
deu no escravo do ajudanle de ordens, ter aqui feilo
bixas ; por quanlo Calambeta, que nao he la nenhum
bixo de coco, lambem leve seus patronos, c estes
ganharam o insondavel campo da proteejao, que po-
zerara ludo em um fervel opus: deelarou-se logo que
o homem eslava louco, e que por isso era urna bar-
baridade conserva-Jo preso ; e assim logo no dia se-
guinle tai o delegado de polica, o Dr. Rabello, fa-
zer o inle rogatorio ao pre em baptisados, em uma sucia a que linha assislidu, e
outros disparales, que desaponlaram ao Dr., pelo
que nao pode inlcrroga-ln, mas dirigindo o negocio
com lodo o lino, e prudencia recolheu-sc ao silencio
por mais quatro dias, e no fim deltas proceden a um
exame de sanidade no inculcado louco, que foi as-
sislido pelo Dr. Joaquim Antonio Alvea Ribeiro, me-
dico mui hbil, que felizmente aqni temos, e o cirur-
giio Machado, e arabos declararan) qne o hornera
nao padeca loucura : islo desaponlou aos patronos,
porcm foi um excedente remedio, porque, grajas a
elle, est Calambeta hoje portadamente bom.
Ainda porem se noinslaurou o processo. Di/.em-
mc lambem que o e-cravoesl.i mol horado, o que eu 1)30
posso deixar de tomar por um milagre em visla da
gravidade do mal, poii quo a bastonada tai toda so-
bre o coraran.
Celehrou-se no dia II, e com a maior decencia
compativel coma nossa Ierra, um oflicio solemne pelo
repouzo eterno do finado pai do Exm. Sr. presiden-
te : houve grande concurso das pessoas mais gradas
da provincia, e em que todos os concurrentes como
que pareciam intimamente tocados da profuitdador,
que devia soffrer S. Exc.
A nossa Illm. vai chegando-seao cumprimento de
seus deveres, nao lanto quanlo devia raa,s ( cu a des-
culpo ) quanlo pode cm allenjao sos grandes obst-
culos, que a cada passo dove encontrar em um lugar
onde as susceptibilidades se azedam com u mais li-
gero sopro : todava j na ribeira o ar gira livre-
rnenle, sem que os moradores d'alli corram o risco do
serem esmagudos pelos cocos,que se nao podendo sus-
Icr as arvores de quando em vez rnhiam, o que mais
d'um (induro causo ;ja da cidade alta se v livre-
menlc das entradas, e sabidas dos vapores, ele. etc.
mas istu anda nada he, por que muito mais lem ella
ainda a fazer, ecreio que o far, porque muilo confio
nos bons desejos do sen presidente o l)r. Odaviano.
Ha pouco fui com um amigo correr as margens do
nosso Ceara-merin, que he o nosso El-Dorado ; com
veras Ihe digo que quem quizer se enlrelenha com as
minas da California, Australia, El-Dorado ; e Tur*--
ass ; e eu me contentara se losso rompalivcl com
miulias forjas pecuniarias,em plantar carinas no Cea-
r-merin, porquecreio que entpre/a alguma exige
menos capital, e que offereja maiures lucros ; eu Ihe
dare cunta dislo mais pelo miudo, porque agora, a-
peztr de ter o uosso voltil Tocanlins entrado hon-
lem, nada mais Ihe posso dizer, sol) pena de ficarem
outros amigos privados de nimba- noticias, qu0
creio Vmc. nao permitlir, pois nao o repulo perlen-
cenle a essa raja de egostas, que ludo querem ab-
sorver, esquecendo o resto do genero huinauo.
Do centro nada ha de nolavcl. A salubridade pu-
blica continua inalleravel, apezar u'um rebate falso
que por aqui houvode terem as senhoras Amai ollas
reaparecido em Extremos, pois nada mais conste a
respeilo, eeslou mais inclinado a cror que seriara al-
gumas dessas febrculas proprias da eslarao, e que
sem carador maligno coslumam anpareccr.
As quesles nglo-franceza-Turcn russas, nao
lera entre nos partidarios, felizmente, e por isso nao
nos inrominoda ; cu porem que nao goslo muilo do
E o mrito, reconhecdo era todo Brasil, res- i ""C111'0 inglez, j rezei aos sanios da minha devojao
podado ainda pelos adversarios nobros, nao leinc o [ naril.'lu0 Sebastopol nao caia, c como esse meu
juizo de seus concidadaos, sobre quera rcllue grande
parle da sua gloria.
h Em nome dos numerosos amigos do Sr. conse-
lheiro Bernardo de Souza Franco, c por ellos com-
missionados, nos v-lo aprosenlamos. Correi os
odios sobre o seu passado e decid se o tlenlo, o
orador philosopho, o administrador inlclligente e
probo, se o homem de eslado merece representar
no senado a sua provincia, ou se podemos esquece-lo
sem dozar.
Filho desta provincia, o Sr. conselheiro Souza
Franco, he, por esla qiialidade, seu defeusor nato :
um estranho nao seria tao zeloso de seus interesses..
e parece que foi este o pcnsamcnlo que diclou a
lei, que marca cada urna provincia cerlo numeru
do represntenles seus no senado e na cmara tem-
poraria.
Ainda esludante, foi lanjado na srena do mun-
do em nma dessas pocas, cm que a sociedade como
qae desfaz para fazer apparecer os individuos ; po-
cas de perigo, que fortificara o carcter quaudo uflo
desejo nada pode inflan no real da questao, nao temo
dizor-lhe.
Muda saude, mudo dinheiro ; e mudo de ludo
quanlo deseja Ihe apelejo. etc. ele.
Parahiba
15 de Janeiro de 1855.
Anda Mcircles, de anle-honlcm para ra muito
alistado, e llcntmho, apezar de haver arrematado
as a llnenos dn- pesos n'rsta capitel eseu municipio,
muito triste, por causa do um eu Di ario de 10 do
andante, que dizem existir n'esta cidade, mas no
qual ainda nao puz os odios, que noliciuu uma fu-
riosa (empeslade no mar Negro, na qual naufragar,
mullos navios da esquadra adiada.
Se he exacta a noticia, tai redmenle uma per Ja
bastante sensivel, para quem, ntrenos seja dito,
est quasi em apertos de fazer despedida franceza, 0
necessila commndos de transporte. E muilo mais
sensivcl ser, se por venlura, a dura falalidade, com
licenja dos senhores Utalislas, lambem quiz, que
MUTILADO
n
V


DIARIO DE PERfUMBUCO, SEGUNOR FElRft 22 OE JANEIRO DE 1855.
n'esse fracazoentrassem os navio de transporte, que i cholera em seu reapparecimenlo dccimar considcra-
conduziam refresco, mhulancias, e Iropas, como velmento suas filciras.
sustenta Meireles, e era Benlinlio.
Dar-sc-ha caso que 01 elementos linham feilo liga
com U. Nicolao contra 01 alliados 1 Se he cerlo quan-
lo me afflrmnm, nao ha duvida, que essa terrivel
allianca existe, ou qoe i Providencia loma parte ac-
tiva n'essa importante qucslo, ou que a hora fatal
sooil para alguem, cujo orgulho e violencias enche-
ram a medida da omnipotencia.
r.u nada affirnio. Quando os negocios chegnm a
certo ponto, cruio os bracos, colho as redeas a ri-
nda imaginacao, e espere o futuro, essa incgnita,
que escapa aos clculos re lodos os gemetras, pers-
picacia de lodosos polticos, as trsas_ de lodosos
diplmalas, i inspiradlo dos prophclas improvisados.
Tal voz esse futuro seja muilo difTerenlo, do que en
o tupponho ; mas tambero lalvez que elle seja
avesso do qoe esperam capacidades superiores i
minha.
Eng.inar-me-hei sem duvida, mas anles de mim se
enganaram osque esperavam conquistar a Rassia so-
mante com a sua presenta,
Qualquer que seja o resultado, qual ser o futuro
da Europa"? Eis um grande problema, de que so
nao teemoecupado as altas capacidades, enlretidas
com o resallado d'essa Inla importante. A mim,
nem.ao menos he neratldo suppo-lo; entretanto
que lonho um pressentiniento, de que elle nao ser o
actual.
Se a guerra se prolongir, qual sera o futuro de lo-
dos nos r Os mesmos alijados supportarao sua do-
mora? Eis mais duas questes de mais fcil resolu-
ZAo ; porm nem por isso monos importantes, que
devem ser discutidas, senao o deviam ter sido, pelos
horneas, que leem os destinos dos povos.
E que me dssc boje a mania pira arranhar ques-
toes de alia mouta .'! Pc-co-lhe mil (esculpas, aos
meus leilores, e collcgas, que leem guardado tao
prudente reserva a tal respeito ; c ainda, quanlo
isto, flearet oa expectativa pacifica, resignada, e si-
lenciosa.
Os Kussos o Turcos honorarios d'csta provincia es-
lAo cada- vez mais encarnizados ; e tenho notado,
que alm dos Ingieres, e Trnceles, bem poucus que
aqu evistem, todos os mais do corpo commercial silo
Kussos.
Ouvidiiera alguem, que arazo, he porque elles
odciam os Ingiezcs pela prohibirlo do trafico ; mas
urna tal asserc.i(o he calumniosa, e injuriosa ; porque
nao consta que o nosso co.nmcrcio fosse introductor
de Africanos.
Nao duvido, e eu, com quanlo seja contrario ao
trauco, assim o pens, e nao estoa muilo crrante
com os senhores Inglezes, que lenham como motivo
de sua indisposicao os eicessos, muilos dos quaes
por urna ostentarlo de arbilrariedade, injusli'za,
e forja, commettidos sob pretexto da repressio ; mas
isso he muilo natural a qoem soffre injusliza e vio-
lencia.
Pisemos adianle. Estamos no meado do mez, e
nao leem reapparecido as chuvas, o calor cresce, e
muito temo, que as febrinhas, que lem adejado em
torno de nos, nao reapparcram com furor; entretanto
Dos far o melhor.
Anda estamos aproveilando os restos da festa; mas
j tememos recahir na falencia absoluta de cntrele-
nimentos, o que torna a vida pesada, e seus soffri-
menlos mais incommodos. Infelizmente ficou na
inrubacAo o projedo do club, deque Ihc fallci ha
lempos, e minnas apprehonsOes realisaram-se rom
bastante pezar, de quem, como eu, gosta de esqueccr
por momentos as miserias, que nos ceream.
A quadra he a mais feliz para vingar a idea,
porque parece que lodos vAo-se convencendo da
conveniencia da sociabildarie; por isso vou lendo es-
peranzas no futuro, ainda qne provavelmente nao
chegar a lempo para mim.
Os thuggs andam de corrida, e a aclividade de S.
Exc,seguida pelas autoridades policiaes vai militares,
estimulando as nutras individualidades da policia,
de surte que j hoje parece, ue ha algum inconve-
niente em sor thugg.
Perece que a confianza ii dividual em sua segu-
ranza vai se reslabelecendo, e que os agentes poli-
ciaes nao temem mais lano o seren victimas da pon-
taria certeira de seus perseguidos.
Nao tenho fado algum ihuggal a communicar-lhe,
que, depois de minha ultima, tenha chegado a meu
conhecimcnlo, eMeirelct ja anda muitas vezes baldo
de noticias, o ancioso de novidade*. J seenlretem
horas esquecidas nos bancos da municipalidade, de
que hedistinclo membro, a liiongcar-sc com a cora
gem do menino Bentiuho, na licuaran das all'erires
aos pesos ; e se esquece de que nao pode lomar
parle em laes deliberarnos, sendo Penliuho seu
filho.
Ha pouco declarou elle, que Tcm concluido urnas
notas ou commentos a obra do grande Gal v;"m tabre
a rara cavallar, na qual prova evidencia, que em
ludas as cures ha saudeus, o que elle couheceu por
experiencia propria. Muito vimos lucrar cum a lal
academia borrical.
Nada mais tenho a dizer-llic, o que he urna fortu-
na, porque hoje estou um pouco massado, e bem fura
de di'posicos epistolares.
Sade, patacos, amigos, e fresco I lie desejo por
lanos annos, que cu perca a muta.
N. B.Se faltar o papel, peln escassez de trapos,
mande buscar aqui urna carregazAo, com lauto que
nao diminua por isso o seu Diario.
PERMBIJCO.
Orea noticia interessanle nos veio pelo Pampero,
c foi a de ter-sc encorporado definitivamente em
Londres a companhia que deve levar a elfeilo n
construcc-Ao do caminho de ferro proyectado desde
esta capital al o rio de S. Francisco, e que ja se
achava registrada, como so v da seguinte cerlidao :
J. Francia Whitmarsh, ravalleiro, registrador
das companhlas por ac{0es : Certifico pelo presente,
que a companhia de caminho de ferro do Recife a
S. Francisco, em Pernambuco, est completamente
registrada segundo a lei. Passada pelo meu proprio
punho, c sellada com o meu sello publico, aos 13
de outnbro do 1854.* Francis IVhilmarsh, regis-
trador das compauhias por arenes.
Eis-aqui agora a nota dos direitos pagos pela com-
panhia :
Direitos de cerlidao.......I 5
Ditos do capilal de I,. 900,000 razo
del \ por I.. 1,000.......L. 45
Damos portanto os nossos emboras aos leilores por
esta feliz noticia, rujo futuro exilo lao altamente n-
ter essa a nossa provincia.
Enlraram durante a semana21 cmbarcarOes e sa-
hiram 27.
Hcndeu a alfandega 102,76 K9202 rs.
Falleceram 33 pessoas: 7 homens, 9 mulheres e
9 prvulos, livres; 5 homens, I mulher e 2 parva-
Ios, escravos.
COMARCA DE \ \/Ul,III
17 de Janeiro de 1855.
Domingo (U) livemos a priincira representarn da
companhia dramtica, que aqui est, sob a directo-
ra do Sr. Santa Rosa, comoj |he communiquei : a
pec,a com que obsequiou nos foi o .Ministro Trai-
dor, ouo Triumpho da Imprensa, a qual nao foi
mal desempenhada em todas as suas partes. A Sr.'
D. Rita, que fez de mulher do apilan Pedro, satis-
fez ptimamente a sua parle ; a Sr. D. Mara Bra-
silina de Vasconcellos, extreou (he a primen ,1 vez
que representa) por um papel secundario; nao obs-
tante moslrou grande tlenlo artstico e muito en-
Ihusiasmo, dando assim esperanzas de vir a ser urna
excellenle actriz ; o Sr. Sebastiao, e o Sr. Cunha,
encheram bem os seus papis, e o Sr. Sania Rusa bri-
Ibou no seu,que foi o de criado do ministro. A con-
currencia, parece-me, que salisfez bem a espectati-
va da companhia, pois nao foi menor de 5O0 pes-
soas.
linio o mais passou-se na melhor boa or-
dem.
No dia 7 desle mez leve lugar na pnvoaeao de Tra-
cunhaem um sucresso bem revoltanlc e digno de
severa punicAo, o qual fui da maneir.i segainlo, se-
gundo me informam :
a Uravalenlao, que all mora, de nome Felisberlo
Jos, i'i 11I1 lulado cabo de polica (empregodescouhe-
cido pelo nosso cdigo), eslaudo com a mulher ago-
nizante, allercoucom um enteado, paasando logo as
vias de fado : durante a lula, que fui prolongada,
acudiram varias pessoas, (mulheres) algumas das
quaes com a imagera do Crucificado, pur cujo amor
rogavam, que se arrommoriasscni ; mas os brutos a
nada attenderam, separando-se so depois de bem di-
lacerados
No dia 8 deste mesmo mez, passou desla para a me-
lhor, o octogenario Joio Jos de Souza Rangel, 2.
labelliao e escrivao do civcl e crime de-la cidade.
Dizcm queja ha mais de H pretendentes an lugar por
ello deixado, al eu, islo aqui para nos, n.lo o engei-
taria, se m'o dessem. Oh e que pechincha para
mim Em menos de umannoeu estara arranjado;
porque, olhe, 11A0 lera presuir.i do pedir 353000 rs.
por urna cerlidao, 2O00 rs. por um passaporte,
I&500 rs. por um mandado, etc., etc. E quando au
livesse o que fazer, iria a cadeia, e dira a algum
basbaque, que tivessesido absolvido pelo jury : o sen
processo vai ser appellado, porem.... eu lenho meios
de obstar a essa nppellarao ; se quizer.... uina lel-
trinha dc250$000 nao he cousa que faca mal a nin-
guem ; e assim, dentro de pouco lempo teria muilo
boa chelpa ; mas ali parece-me que ficare sem o
lugarzinho, porque bocado bom nao he para bocea
de soldado.
Ilonlem por volta do meio da, ganhou fugo um
parlido de raima- do Sr. Jos Antonio da Cosa Aze-
vedo, o qual parlido ficava encostado a ra da Pa-
ilcm do delegado de poliria. Oulro sim, j me ia
esqucrenilo, orapil.lo Calinisllo acha-se de posse do
urna relaz.lo de 119 criminosos; ternura elle pren-
der aos Ire/.e, e deixar os 100 !
E um hospital de raridade, de qgc den noti-
cia o leu amo aules do seu passamenlo ? perguntei-
llie.
Qual hospital, nerq meio hospital, disse-me ; o
meu infeliz amo, por sua boa f, engolia carrapc-
(oes inauditos, Dos Ihe perdoe I
O que vamos lor agora, conlnuou, he a nave-
gajao a vapor,segondo asseverou-noso capitao Ama-
zonas, que por aqui andou examinando o ro. Fi-
nalmente, ecresccnlou : em quanto nao apparec'er
algum substituto ao meu amo, eu virei baler-lhe a
porta, pois foram estas as suas ultimas recommen-
darOes.
Assim lerminou a minha conferencia com o
Mesquila, excellente pess.ua !
At mais ver,
X.
(Carla'parttrular.)
REPARTIQAO DA FOI.ICIA.
Parte do dia 20 de Janeiro.
Illm. o Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, das
itinerantes parliciparOcs hoje recebidns ne.-la re-
pai licau, consta que foram presos:
A minha ordem, o preto escravo Ignacio, por ser
encontrado armado.
Pela delegada do primeiro dislrirln desle termo, o
porluguez Joaquim Rodrigues Tavares de Mello, e
o s'ii.-i AndrIS'auzi, ambos para averiguarnos po-
liciaes.
Pela subdelegada da freguezia do Rccifc, Henri-
que Lescquim, c o marujo ingle/, llenry Vcrnon,
este a requisizao do respectivo cnsul, o aquellesrm
dedarazio do motivo.
Pela subdelegada da freguezia de.Sanlo Antonio,
a prela l.uiza, para averiguarles policiaes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da poliria de
Pernambuco 20 de Janeiro de 185..Illm. e Exru.
Sr. conselliciro Jos Bento da Cuuha e Figueiredo,
presidente da provincia.O cliefo de polica l.ui:
Carlos de Patea Teixeira.
DIARIO DE miUIBiJCO.
Pelo vapor Tor.antint, chegado honlcm dos porlos
do noria, recebemos gazelas do Para e MaranhAu,
que alcanzam a 13 do correle, e do Ceari Ifi.
Rcinava pcrfeila Iranquillidadc em lodos as pro-
vincias desse ladu.
No Para eram vigorosamente sustentadas pela im-
prensa as candidaturas i senatoria do Exm. Sr. arco-
bispo da Baha econselhero Souza Franco.
Na capital do Maranhao e mais alguns lugares
circumvisinhos lavrava a peste de beiiga, acerca da
qual diz o Pablicador Maranhcnsc o seguidle :
a Os cadveres enterrados no cemilerio da Mise-
ricordia nos t> das que decorreram de 5 a 10 do cor-
rete, monlam a 10. Os unirlos da bexiga sao 29 ;
ao lodo 51 pessoas victimas da peste no curio espa-
Zo dedezdias; quasi lanas como durante todo o
mez de dezemhro. O mal cucrucce visivelmrnle.
o Agora mesmo somos informados que o governo
acaba de fazer cstabelccer um novo hospital para
os bexigosos no local, que era oceupado pelos ex-
postos, a um dos lados da igreja do S. Panlaleao.
J existem nelle mais de 60 camas promptas para
receber os enfermos. Os expostos foram removidos
para outra parte.
L-sena sobredilagazcta :
SUICIDIO.
No dia 7 encoutrou-seeuToreado em umeajuei-
ro junio ao cemilerio dos Passos un prclo, que de-
pois se soubc cliamar-so Joao, c ser escravo do Sr.
Jos CioUQalves do Jess, ((delegado de policia pro-
cerleua corpo de delicio. Nao se encoulraram vesti-
gios de violencia, pelo que presume-se que elle mes-
mo se enforcou.
O Observador, em o seu numero de 3 do crrenle
publica o seguinte.
TOQUE DO OUaiQJK) TURY-ASSU'.
a O ouro extraliido das minas de M.irwassuiii no
dislriclodo Tury-assu', sendo ltimamente submet-
lido a rriinaivio, deu em retallado 22 quinlacs e 3
graos, ou 950 milsimos, como se v da dccla'azao do
perito que aqui transcrevemos. O Sr. Fernando Ri-
pa-s ir.'io de ms a oplimas, desde que as garantir es-
se menor, uu esse privilegiado, que lalvez reunidos
nao valhain inclade de um s dos honrados nego-
ciantes, cujo nuhrc orgulho lem sido too repelida-
1 lie 11 le offeudido.
E proseguiris em scmelhanlc procedimento?...
Ve-lo-hemos. *
PIBLICACOES .4 PEDIDO.
CONSULADO UERAL.
Hendimentodo dia 1 a 19.....
dem do dia 20.......
34:I00I93
. 7519147
:ii:85l')i0
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia la 19.....fc78H601
dem do da 20........ 70S97
^iro do Amaral, que proceden retinaran, he um
/^reditado ourves, nosso comprovinciano, que el e-
RECIFE 20 DE JANEIRO DE 1853
A'S 6 UORAS DA TARDE.
EETROSPECTO SEMANAL
Consignando em nossa revista es fados criminosos
occorridos, juslo he que lambcrn mencionemos as
boas medidas lomadas petas autoridades com o fim
de os prevenir. Entre estas sobrssahe ag_ora_a que
acaba de lomar o Sr. chefe de poliria, recnmmemian-
do ao delegado e subdelegados desle primeiro dis-
Irirto, em oflicic do 15 do correnle, que fazam pren-
der e processar na forma das leis a lodo individuo
que, sem a devida aalorisacao da pilicia para ter ca-
ta aberla de compra e venda de eicravos por com-
missao, se oceupar nesse trafico, acoberlando-se com
o titulo de agenciador ou corredor de laes compras c
vendas.
Desde moilo qne o negocio de eicravos constlue
entre nos urna fonle de abusos clamorosos e dignos
da mais severa rapresso ; porm dipois que a alza
dos precos, em cunsequencia de haver cessado a ira-
portacao, tornou mais activa e fecunda a especularan
neste genero, o mal sobo de poni, era da maior
urgencia providenciar n respeito. Especuladores de
toda laa apresenlaram-se sorrelfa agenciando e fa-
icndo por si mesmos a compra e venda de escravos ;
e desde entao mulliplicaram-se as fraudes, as seduc-
Zes c al os furtos : em urna palavra, a sinecridade
e a boa f foram (salva lima ou oulra excepzo) in-
leiramenle banidas dessa odiosa e immorat trafican-
eia. Ora, a lei provincial o. 130 de 2 de malo de
1811, noarl. 35 10, tinlia mandado observar nc.-la
provincia o regulamenlo n. 151 de II de abril de
18i2, o qual previne muitos abusos daqOella ordem
pela exigencia de certas garandas da parle dos laes
ozeneiadores ; reslava portanlo tornar reslrictanien-
tc elTecUvn a observancia desse regulamenlo, e nao
pcrmillir sob pretexto aignm a aun violaran. Tal
foi o fira a que se propoz o Sr. chefe de policia, e
ennflamos da sua aclividade e esclarecido zelo pela
ordem, que o conseguir com grande vanlagem do
publico.
Oulro objeeto nao menos digno da vigilancia da
policia he de cerlo a venda de bilhelcs e cautelas das
loteras, sobre cojos males ja por vezes lemos clama
do. Aqui Ismbem nao serao lalvez raras as fraudes,
embora de dilUcil reconhecimcnlo e averiguaro.
Aproveilando pois o ensejo, rogamos ao Sr. chefe de
polica se digne de concedei alguns momentos de
altenrSo ao modo porque se praticn, em lo Brande
escala, esse jogo immoral e foncslo, o qual licita e
illicilameate, he um dos grandes sorvedouros das
fortunas particulares, das economas dos pobres e al
dos infelizes escravos.
No dia 15 reuniram-se, sob a presidencia do Ban-
co de Pernambuco, os accionistas da nova companhia
encorporada para estabelecer nesla cidade urna fa-
brica de dar e tecer algodao, e nessa occasiAo ele-
geram a sua directora, a quem foi encarregado o Ira-
balho da redaerfin dos estatuios respectivos. F'aze-
mos votos pela prompla rcalisacAo c boin exilo dessa
importante empreza, cujas principaes vanlagcns j
de outra vez indicamos, e s3o gcralmenle recouhe-
cidas.
Pelas 3 horas da larde do dia 12 fui encontrado
unirlo, prximo travessa da estrada de Sinto Ama-
ro ejnnto a ponte, na freguezia da Boa-Vista, o pre-
to Victorino, escravo de Antonio Uno da Silva Mar-
lins, que all mesmo se enfuretra em um joazeiro ;
e lendo o respectivo subdelegado procedido a veslo-
ria, desla e do oulras pesquisas feitas pode-fe reco-
nhecer que nenhuin mi tralamenlo physico levara o
inleliz escravo a esse aclo do desesperazao, ou bru-
lalidade.
No da H clicgou do Rio de Janeiro o vapor n-
glez ha Piala, Irazendo dalas da corle al o 1" do
correnle. Todas as provincias conlinuavam a gozar
de tranqallidade ; e quanto a noticias de certa or-
dem, quasi nada veio que podesse cntreler o rrspei-
lavel publico.
O Pampero, lambcrn vapor inglez, entrado da
Europa no dia 18, cum 39 de viagem, (rouxe algu-
mas novae da guerra do Oriente, porm nao estre-
pitosas, com o que anda muila gente pouco salisfci-
la. Russos c alliados recebiam e esperovam reforeos,
preparando-se ambos, ao que parece, para um gol-
pe decisivo na Crimea. Os primeros, entretanto,
conlinuavam a incommodar com sorlidas os seus ad-
versarios, que, par cumulo de males, tem visto o
Iba desla cidade, c hey^icsnio qnesolTrcra grandes
destruirnos, como j ^"3z ver em jlpia das minhas
passadas. Alravez do i" .no que os- ecia o ar, e ao Rou na C0ui3 'lo """ me^ da cirio, onde nos consl
som de iminensos eslalo,, [ro-1 elos
eos dacanna, via-sc una linlia .'b^^^uc aira
arlaifura (WMTbrazas pe
eslilha-"^
ves|
sava o partido em toda sua*laiiRra (WXTbrazas pouco
mais ou menos) e amoacava a dita ra da Palha, que
por felicidade nao he de palha, como indica o nome,
porquo se d a conhecer ; alero da lnha de fogo
vrfT-se oulra, mas essa era de Irabalhadores, que sob
a administraran doSr. Azevedo, afanavam-sc por a-
brirem urna estrada larga por meio do parlido, afim
de, por essa forma, obstarcm ao progressodas rham-
mas, o que na ventado produzio n desejado efleito;
pois alii chegando o fugo, e nao adiando materia
com que alimentar-te, enfraqaeceu ; entilo, os Ira-
balhadores o acabaram de apagar com ramos, depois
de ter devorado mais de melade do partido.
Logo que manifestou-sc o incendio o Sr. delega-
do de polica para la correo, afim de dar providen-
cias, para que o fogo nao se communicasse a mencio-
nada ra de Palha ; mas que apathia da parte de
todos, inclusive os inspectores de quarteirao 1 Um
s l nao apparcceu, lodos estavam pelas eminencias
contemplando o bello espectculo das chammas na
palha da canna !
As suspeilas desse crime recahemsobre um criou-
lo de nome Benedicto, o qual foi immedialamente
preso pelo Sr. delegado, para averiguazoes.
O meu nobre amigo e collega o rnica acaba
de morrer de morle vilenla, segando me informou
o seu mesmo Courrier do uolices o Mesquila, o
qual veio ler comigo, rogando-me, em virlude de
urna verba testamentaria do seu infeliz amo, para
dar publicidade a algumas oceurrenrias da comarca
de Goianna, ao que annui de muito boa vonlade, por
considerar, que se nao deve fallar ao pedido de mor-
ios, (a)
Entao, passando a perguntar an Mesquita o que
havia para publicar-se, principien elle nestes ler-
raos :
A comarca gcralmenle goza de Iranqullidade,
nao obstante, lem-se levantado urna fermenlacao
nervosa e febril contra algumas autoridades, a qual
manifesta-se por dialribes quasi diarias as folhas da
opposizao...
Mas, meu amigo, observei-lhe ea, deixemos es-
sas cousas, com as qoacs nos nao devenios metter,
segundo o nossa regra ; por tanto, adiantc.
Pois bem : disse o Mesquila, irei agora tratar
de cousaa mais agradaveis :
O nosso depntado, Dr. Francisco Carlos Bran-
dan, veio passar a fesla enlre nos, indo hospedar-se
no engeuho Bonito do Sr. commendador Jo3o Joa-
qoim da Cunha llego Barros, para onde concorreu
urna sociedade numorosa e escolhida de pessoas de
difiranles logares, demorando-se all por e-paco de
5 dias, durante os quaes, o dito senhor commenda-
dor osmorou-se em dar a todos as maiores provas do
cavallcirismo que o caraclerisa, alm do que quiz
dar aos seus hospedes.
Banquetes mil, cada hora c cada dia nos
quaes o bom gosto rivalisou com o aceio e profusa
dos manjares. Os desserts eram delicadissimos, o
conslavam dos melhorcs fruclos do paiz, da bella
uva de Hespanha, de doces e confeilosde varias qua-
lidadcs, etc.. ele. A' noitchaviam quadrilhase can-
torias.nas quaes tomava parle o bello sexo ; mas.....
Mas, o que Mesquila "? pergunlci-lhe.
Mas, disse-me elle, nao pude apreciar a dansa,
porque.....parecia-me que eslava no reino da l.ua...
fiquemos aqui.
Pois he s isso, Mesquila '! pcrgnnlei-llte.
Nao ; respondeu-mc :
Pois 11IA0,contina: disse-llic.
No dia 11 embarcou o dilo Sr. Dr. Br.111d.lo,
recebendu anles de parlir um jan lar de 50 la Hieres,
que oflercceu-lhc o Sr. coronel licnriqie l.uiz da
Cunha Mello, em signal de eslima e amisade, e nada
mais.
Pois entao, nada mais, Mesquila pergunte-
Ihe ainda.
Nada, respoudeu-me, a exccprAo de um assas-
-inalo, pralicado 110 dia8l para asparles da Lapa ;
mas, o assassino foi immedialamente preso por or-
(a) Nao conlieeo a pessoa que se assigna por r-
nica em suas missivas, a quem todava desejo que
goze da vida por dilatados annos ; o meu modo de
fallar nao passa de urna metaphora allusiva as mes-
mas missiYas, que, me dizem, foram supprimidas.
que esleve empregado na casa da moda, trabalhan-
dosobadireczAo doSr. Caelauo da Rocha Pacova,
habilissimo artfice, lambem nosso comprovinciano.
Nao he pois de 24, como a principio se disse, mas de
perlo de 23 quilates, o ouro das amostras ; o que he
sem duvida um dos mais brilhanles resudados que
se poda desejar. Es a declararao do perito :
Recebi do Illm. Sr. Jos llufino Rodrigues Vas-
concellos, chefe da commissao exploradora, 3 oila-
vas de ouro om p, para eu por meio dos ensaios
proprios, ver qual sua qnebra na fundirlo, e loque;
o que fiz minuciosamente, e achei o ouro de 22 qui-
lates 3 graos ou 950 millesimos o lem de quebra 7
por %; por ser por mim proprio ensaiailo, paste es-
te quo vai por mim assignado. Maranhao 30 de de-
zembro de 1854.
Fernando /tibeiro do .Imaral. n
Do Cear nada temos a mencionar ; e quanto ao
Rio Grande do Noria e Parahiba referimo-nosscarias
dos nossos correspondentesimpressas ein oulro Ingar;
assim como a respeito do Para, cuja corresponden-
cia recebemos depois deescriplo o presente.
Ainda o banco de Pernambuco mal
correspondendo aos fins de sua
creacao'.
Colhidos os clamores qo aqui e all se crguiam
conlra o nosso banco por amor da parcalidade cal-
culada, acinlosa e vcxaloiia, com ;a qual eram em
lal eslabelecimento recebidas uu regciladns cerlas
firmas commerciaes, escrevmos nos algumas li-
nhas a respeilo, em fins do auno passado ; e a re-
dacrAo deste Diario, obsequiando-nos ainda urna
vez, dignou-se de dar publicidade 's considerarOes,
que en lio nos pareceram sufiicienles para que os
individuos, a cujo carao esta a gerencia daquclla
instiluirao, arripiassem da vereda tortuosa em que
camhihavam a passos largos, c que, infelizmente pa-
ra elles, nao atravessavam isentos de suspeilas, e
mesmo de revelazoes, que nada aproveilam repu-
taca.o de qualquer jiomcm, e muilo menos i da-
quelles, cuja lisura e boa f devem estar acoberlo
de qualquer impul.ic.iii, por i-so qoe se acham
lesta de urna e-lac.iu monetaria, cujo crdito subir,
ou descera, com o das pessoas que lite dirgirem
as oper.iees.
Demasiadamente crdulos ponentina, pensamos
qne, atientas as reflexOes que naquella occasio fi-
lemos, a gerencia do banco marchara um pouco
mais regularmente. Entretanto nao succedeu as-
sim : dessa poca para c o banco, como que pa-
ra imitar aos potentados que selornam tanto mais
alrozes quanto mais acres sao as cenruras que Ihes
irroga a imprensa, ha recrudescido em zelo phari-
saico, senao especulativo ;lia-se esmerado ein aug-
mentar asdifliculdades eom quo desde meiados do
auno findo lulam braco brazo os que leem a des-
ventura de dar-se vida commercial n'uma pra-
ca como esta, onde os recursos, alm de aranliado,
nao esiao ao alcance senAo de meia duiia de bem-
aventur.idos, que os lem sabido monopolisar, por
si, ou por seus patronos e prenles.
J nao baslava o fado de ser a firma de uns me-
nor reputada sullicienle para garantir oulras, que,
valendo o duplo da delle, linham sido julgadas co-
mo ine,ipa:cs de negociar com o banco, lalvez para
se subjeilarem, como se nos as-cver.i que se subjei-
laram, a descont superior aquello por que ahi nb-
teriarn dinheiro ;j 11A0 hastava u escndalo, de-
nunciado de bocea em bocea, c al pelas folhas pu-
blicas, de haver certo moco privilegiado, para o
qual, como por milagro, se abre a burra do banco,
sempre que elle precisa de numerario, que lalvez
exceda ao cntuplo de sua fortuna, para ganhar
n'uma hora sommas que, sem aquella mgica ala-
vanea, 11A0 gauharia lalvez n'um anno ; j nao
baslava o dessosto, por que team passado casas acre-
ditadas por demais, de verem recambiadas ledras
em que figuram noines, que, para nos exprimirmos
assim, sao o symholo da honra c da ponlualMadc,
e islo sob o pretexto de havercm esaai casas perdido
seu carcter de soli.lariedadc pela simples rircums-
cia de oslare, em retares commerciaes com ou-
lras quo pdem ser salteadas por algum re vez, li-
Iho do eslrcmcrimenlo em que eiao, 011 se suppc
eslarem laes c quejandas pracas europeas ; j nlo
hastaia ludo islo, dizemos, e cisque, para cumulo
de vcxazAo, sao tambero classilicadas de duviilosas,
e podanlo recambiadas, firmas de casas, que ne-
nhuma relaeoo lem com aquellas pracas cujos
fundos sao muilo conhcciilos, e cojos gerentes, alm
de serem proprietarios, nao oflVrcccm precedentes,
que nao sejam de honra, que nao sejam de probi-
dade loda prova I...
Entretanto, Srs. do banco, sabe-se, ou aflirma-se,
que leudes em caixa para cima de telecento eonlos,
os quaes presume-se que serAo postos em movimen-
to, logo que, desengados que nao oblenham dinhei-
ro senao recorrendo ao menor ou ao priiilegiado,
Ihes o forem comprar, por prezo maior do que
aquelle por que o vendis, aquellos cuja firmas
UM PROTESTO.
I). Barbara Maria da Silva Scixa?, por si, c como
procuradora bastante do seu esposo o Sr. Nuno Ma-
ria de Seixas, vem ante n respeitavel publico pro-
testar solemnemente contra a allicnazAo da legitima
que Ihc pcrlcnce por fallecinicnlo de seus pais, o Sr.
commendador Antonio da Silva, e da Sr. D. Mara
Joaquina da Silva, sem sua scicncia e conscnlinien-
to expresso ; e, como alem do oulras allienares,
eonsla-lhe se dera nada quota que lhe pcrlcnce na
divida do fallecido coronel Brederodo resolvida no
eugeiiho que fura do mesmo coronel na comarca
de (ioiauna; cujas allicnaces feitas at boje, e as que
em futuro se hajam de fazer, protesta anullar pelos
meios legaes em lempo compelcnlc.
E, a pproveila, a abaixo assignada, oulro sim es-
te ensejo para declarar que as liquidares publicadas
pelo Diario de Pernambuco, feilas pela Ihesouraria
provincial sAo lesivas altamente, no que concerne
aos predios do sen casal, porque pelo que rcspeila
aos predios nesla cidade foram as decimas, sempre
pagas pelo seu esposo at 1850, sendo que as ulti-
mas por elle pagas por meio de ciecuzSo, e consta
do respectivo rartorio dos feilos da fazenda ; e quan-
lo aos predios na Casa Forle he de rpida inloic.Au
que a collecloria de Olinda se exceder nos lanca-
inenlos, isto he, fazendo-os em predios, nao existen-
tes nos nhabilaveis,[e nos por alagar, facloque jcm
I80 ou 1811 se dera, e que por senenzas passadas
em julgado se mandara deduzir em importante
-omina, como em o cartoriu dos feilos se peder lam-
bcrn ver, sendo entao escrivao Alinela.
Se a abaixo assignada eslivesse na plena adminis-
Irazo dos bens do seu casal, opporlunamenlc se te-
ria opposto loda cssas allienazoes, quer nos relati-
vas sua ligilima paterna c materna, como as da
masssa da casa do seu esposo, e 1 essas liquidar/ies
de dcimas ; mas nao o est, como he noloriedade,
por elTeilo do um horrivel assaninalo jurdico ; e
por isso, ora se apressa em protestar solemnemen-
te contra todas as operazes que se hajam feilo desde
"dojunhode 1851, e prejuizos immensos e ou-
lro sim, ratifica o protesto, que abaixo transcreve
lavradoe intimado judicialmente ao denunciante da
iniqua e nulla fallcncia c seu cumpliecs.
Recifc 20de Janeiro de 1855.Barbara .Variada
Silva Sei.vas.
Diz Nuno Maria de Seixas, que achando-se V. S.
por determinaeAo de um juiz incompetente, qual he
o municipal da secunda vara, com jurisdiczAo com-
mercial, procedendo a apposicao dos sellos nos livros
e bens du supplicanle, o qnal fora, alias, a requeri-
niento de Jos Jeronyino Monloiro, nella e incom-
petentemente declarado fallido por senlenca daquel-
le juiz, em que sobresahem nao s a injuslica e ini-
quidnde como o desprezo o mais absoluto da legis-
lajao commercial existente, c de todos os principios
que regulam a materia, he do dever do mesmo sup-
plicanle, nao deixar passar dcsapercebido um fado,
que tanto compromelte a sua honra c interesses ; e
por isso vem pelo prsenle proleslar, como protes'la
conlra a referida opposizAo dos sellos e de todas as
suas consequencins para em lempo conveniente usar
do seu direito nao s conlra quem a ella deu causa,
como tamben; conlra o juiz quo a ordenou, e conlra
V. S. e rfiais pessoas que eslao dando execuzo aquel-
la scnlenza proferida com manifesta infraczAo das
leis ; c'aior tanto requer que, visto cstar-se Iralandn
da mencionada apposicao de sello, V. S. lhe mande
lomar por termo osen protesto e inliina-lo ao sup-
plicado, pelo que pede a V. S. Illm. Sr. juiz de paz
da freguezia do Sao Fre Pedro (onzalvcs, do pri-
meiro di-lricto, que assim o mande. E. R. M.
A'i/ho Maria de Sei.ras.
Despacho.
Tome-sc por lermo o protesto do supplicanle. Pri-
meiro dslrclo do Rcrife, 2 de julho de 1851..Sf-
ceira.
Protesto.
Termo de protesto que faz Nano Maria de Scixa.
Aosdnus dias do me/, de jutho de 1851, nesla fregue-
zia de Sao Fre Pedro tidiz-alves, em casa da mora-
da de Nuno Ma,ya do ScHas, em urna das salas da
mesma casa, acnde foi vindo-o juiz da nie-ma fregue-
zia, o capitao Francisco Jos Silveira comigo escri-
vao do sen cargo, para effeito de se prem sellos em
seus bens, papis e o mais que he determinado ; e
sendo ahi fo-me entregue pelo mesmo Seixas o re-
querimento retro para elTeilo de se tomar por termo
0 pro (esto requerido no reforido reqaerimento; e
porque se acliasse despachado pelo juiz de paz cima
declarado, tomci por termo o mesmo protesto, o qual
versa sobre o allegado na mencionada \ eliroo relro,
peranle as leslcmanhas abaixo assignadas. E, de
como proteslou assignou o 'ermo com as teslemu-
nhas.
Eu, Manuel Joaquim da Silva Ribciro, escrivao o
escrevi. Nuno Maria de Seixas. Manoel do
Naseimento da Silva Bastos. Jos Antonio da
Silva t'ianna.
Termo de conlralo que faz o governo da provincia
rom 1*. Coulon, Antonio Marques de Amorm,
(corge Patchct, Joo Pinto de Lemos Jnior e
H. H. Swifl.
Aos 10 das do mez do Janeiro de 1855 na cidade
do Rccife, em o palacio do governo da provincia,
comparecern! os Sr. F. Coulon, Antonio Mar-
ques de Amorim, George Palchcl, Joau Piulo de
1 .om os Jnior o II. H. Siwft, directores da com-
panhia Pernambucana de navegaro rosleira vapor
que so referem os decretos ns. 1113 de 31 de Ja-
neiro de 1853 e n. 172 de 22 de novembro de
1851, para o fim de Iratarcm sobre as bazes c con-
diees com quo deve ser a mesma companhia sub-
vencionada pelo cofre provincial, om conformidade
da lei provincial n. 303 de 9 de maio de 1853, e
pelo Exm. Sr. presidente da provincia o conselhei-
ro Jos Bento da Cunha e Figueiredo foram esti-
puladas as seguinles conJices :
1. Que o governo provincial se obriga a conceder
dita companhia a subvengo anaual de Irinta eonlos
de res nos primeros 10 annos, e de 15 eonlos de
res nos 10 seguinles na forma prescripta no art. 1
da citada le provincial.
2. Que visto como a companhia pelas difflculda-
des que lem encontrado emsua marcha considerasse
minguada a subvencao j oblida, convem o governo
provincial em augmentara consignazao de 30 eon-
los de ris, com mais 10 contos de ris pagos da
mesma maneira que forem os ditos 30 contos, fican-
do porem esta segunda eslipulacAo, dependen lo de
approvazAo daassembla provincial.
3. Que lano urna como oulra subvencao come-
carao a ler lugar de|>ois que a companhia der prin-
cipio as viagens dos vapores, sendo pagas em pres-
lazocs mensaes.
4. Que as obfigazoes reciprocas qoe resultarem
desla companhia sero em ludo subordinadas, regu-
ladas c de futuro convencionadas pela mesma forma
o condizos previstas nos decretos geracs n. 1113
de 31 ite Janeiro de 1853, e n. 172 de 22 de no-
vembro de 1851, ficando porem desde j os conecs-
sionarios compromellidos especialmente a fazercni
construir os vapores do servio da companhia nos
est.ileiros desla provincia, logo quo possam fazer
sem maior prejuizo.
E como as condices, ou cstipularcs cima refe-
ridas fussem integralmente aceitas pelos Srs. I".
Coulun, Antonio Marques do Amorim, George Pat-
eta!, Joilu Piulo de Lemos Jnior, e H. II. Swifl
e por ellas se obrigassein.eni seu nome e no do cad
um dos membros da companhia inandou-se lavrar o
presente termo que vai asssignado pelo mesmo Exm.
Sr. conselheiro, c pelos mencionados directores.
E eu Joaquim Pires Machado Porlella, onirial-
muior sei \ indo de secretario o fiz escrever.Jos
Bento da Cunha e Figueiredo.Estavam assignados
Joo Pinto de temos Jnior, presidente.pluto-
nio Mari/uesde Jmortm, secretario.George Pat-
chet, F. Coulon, II. II. Swifl.
855*196
Exportacao*.
Quecnstown, barca inglesa Sovval, de303 tonela-
das, conduzio o seguinte:1,600 saceos com 23,000
arrobas de assucar.
Rio de Janeiro,Trigue nacional Beiife, de 221! to-
neladas, conduzio o segoinlc :.">5 pipas agur-
dente, 18 ditas espirito, 12,700 cocos com casca, 36
sacras rom GO alqueires de milho, 500 meios de sola,
500 courinhos de cabra, 2,389 meios de vaquetas,
1,100 saceos com 5,500 arrobas de assiicar.
Buenos-Ayras, patacho argentino Mercedites, de
177 toneladas, conduzio o sccuinle : 1,260 barri-
cas com 9,563 arrobas de assucar.
Boston, patacho americano llelein F. Ryder, de
268 toneladas, conduzio o seguinte : 3,550 saceos
com 17,750 arrobas de assucar.
Liverpool, galera ingleza fosamond, de 553 to-
neladas, conduzio o seguinte : 1,765 saceos com
8,825 arrobas do assucar, 952 sacras algodao.
Rio de Janeiro, hrigue nacional Flor do /fo, de
205 toneladas, conduzio o seguinte : 200 sarcos e
1,217 barricas rom 13,S70 arrullas c 21 libras de as-
sucar, 110 molhos de palha de carnauba, 103 diizias
do cocos para agua.
Liverpool, galera ingleza Pilot Fi. neladas, conduzio o sesuinle : 1,510 sacras com
7,823 arrobas e 2 libras de algodao, 2,100 saceos
com 10,500 arrobas do assucar.
Aracaly, Male nacional Durdoso, de 43 tonela-
das, cunduzin o seguinte : 171 volumes genero
cslrangeiros, 57 ditos ditos narionaes.
Aracaly, hialc nacional Capibaribe, de 39 tone-
ladas, conduzio o seuiiiulo '. 12. volumes gneros
cslrangeiros, 32 ditos ditos narionaes.
RECEBEDOUIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlododia 1 a 19.....9:399:680
dem do dia 20.........1:11*9890
10:5119500
CONSULADO PROVINCIAL.
Rend ment do dia 1 a 19.
dem do dia 20 .
19. Joao Francisco RegsCoelho..... 529500
21. Antonio Machado de Jess...... 10;SIK)
23. Jos Fernandos da Cruz........ 19O(H)
25. Joaquim Jos B.iplisla........ 115800
12:0578828
827|6I0
42:8853138
PRAGA 1)0 RECIFE 20 DE JANEIRO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.
Ilevisla semanal.
Cambios Nada se lem fcito por falla de
navios.
Assucar- A entrada foi sofl'rlvcl e o masca-
vado conlinuou a ser procurado.
Os precos nao soffreram alterarao.
Algodao- Enlr.im 1l2saccas c vendeu-sc de
593OO a 5J600 rs. por arroba.
Couros ----- Continuam de 165 a 170 rs por li-
bra dos seceos salgados.
Agurdente------Vendeu-se de 705 a 71-) por pipa.
Bacalho O mercado est bem prvido, mas
os precos tem do suBtenlarein-.se
pela falla de carne secca.
Carne-sccca- A venda tem sido muilo diminu-
ta pela irrezularidade da qualda-
dc do nico navio que a tem, por
quanlo mui pouca boa ha appare-
cido as pulas, o que d lugar a
subida de proco, tendo-se vendido
de 38600 a 5100 por arroba, fican-
do boje em ser 1,000 arrobas.
Bolachinhas- Vcnderam-sc a 1-5>00 rs, por har-
riqiinha.
Ccrveja----------dem de59400a 59500rs. por du-
zia de garrafas.
Familia de trigo- dem a 289 por barrica de Rirh-
mond, a 255 da de Philadelphia,
a 219 da de Ballimore, c a 309 a
de SSSF. Ha om ser 6,000 bar-
ricas, e 2,100 soceos de Valpara-
so, leudo-sc vendido desla de 229
a 239 por seis arrobas.
Louza-----------dem de 272 a 280 por cenlo de
premio sobre a factura.
Vinagre--------- dem a 1159 por pipa.
Vnho-----------dem de 3059 a 3109 da Fgtioira,
e de 2809 a 3209 por pipa do de
Lisboa.
Velas As de espermacete venderam-se a
820 rs. por libra.
Disconto O banco rebaleo a 10 por cenlo, c
os particulares de 9 a 10. A chc-
gada do vapor inglez Pampero
nao diminuio os recelos c apathia
da praea.
Frates- ----- Nao ha offcrcrmenlo de mai de
50 para o Canal e Mediterrneo,
por termos abundancia de uavios,
bem que sahissem alguns para
carregar em outros portos.
Evistem no porto 83 einharcires seudo : 2 ame-
ricanas, 1 argentina, 1 austraca, 29 brasileiras, 1
chilena, 3francezns, 1 hamburgueza, 9 hespanholas,
2:1 inglezas, 9 porluguezas, 1 prussiana, I sarda e 2
suecas.
5741600
E p: ra conslar se iiiaudou afiliar o presente y pu-
blicar icio Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacrio.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, ein ruinprmenlo do disposto no arl. 34 da lei
provincial o. 129, manda fazer publico para conhe-
cimenlo dos credores hvpolhecarios e quaesquer in-
(eressa los, que foi dcsapropriada viuva Maria do
Nascimcnlo, urna morada de casa sita na direcrao do
quinto laneo da ramelicazAo da estrada do sul para
a villa Jo Cabo, pela quanlia de 3OO9OOO rs., e que a
respectiva proprietaria tem de ser paga do que se
Ihc deve por esta desaproprazAo, logo que terminar
o prazo de 15 dias contados da data deste, que he
dado para as reclamarnos.
E p ra constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario por Lidias successivos.
Sccrdaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaro.
A cmara municipal desla cidade manda pu-
blicar, ara de que seja observada por quem compe-
tir, a postura addicional abaixo transcripta, que foi
approvada provisoriamente pelo Exm. presidente da
provincia, em dala de 18 do correnle. Pajo da c-
mara municipal do Recifc em scssAo ordinaria de 19
de Janeiro de 1855.Bariio de Capibaribe, presi-
dente. loao Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
Poslora addicional.
Arligo nico.Ficam prohibidos o fabrico de hi-
gos arlifriaes, venda de plvora, c depsitos desses
objerlos dentro da cidade, seja qual fr a quanlida-
de. Os infractores incorrerao as penasde 8 dias de
prieto, e na mulla de 3O5OOO, duplicadas no cisrwla
reincidencia. Pazo da cmara municipal do Recfe
em sessau ordinaria do ISde Janeiro de 1855.Bariio
de Capibaribe, presidente.Francisco l.uiz Maciel
Vianna, Jos Maria Freir (iameiro, Manoel Joa-
quim do llego c Albuquerque, tiu-lavo Jo- do Re-
g, llr. Cosme de S Pereira, Kodolpho J0A0 Barata
de Almei la. Approvo provisoriamente. Palacio do
governnde Pernainhuco 18 de Janeiro de 1855.Fi-
gueiredo.Conforme.tntnnio Is.ite de Pinho.
A cmara municipal desla cidade lem designa-
do para ende, deposito do plvora, fabrico e ven-
da de fosos arlifieiaes, os seguinles lucares : na fre-
auezia de 5.1.ourenro, a estrada que segu da igreja
do Rosario para Tiuma ; na dos Afogados, da ponlc
do Mutocelomb, exclusive al a Brrela e na es-
Irada de JaboalAn, em rasas inleiramenle isoladas,
fora de quaesquer povoados ; na da Boa-Vista, a
estrada de JoAo de Barros al Belem, e a de Olinda
al a ponlc da Tacaruna eTamarincira ; na do Pozo
da Panella, a eslrada do Arraial ; na da Varzea, a
estrada no>'a do Cachang. Paco da cmara muni
cipal do Recife em Besado ordinaria de 19 de Janeiro
de 1855.Bardo de Capibaribe, presidente.Joao
Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 20.
Para e Cear36 dias, escuna brasilcira Emilia, de
111 toneladas, capitao Antonio Silveira Maciel
Jnior, equipagem II, carga cemento, farinha de
trigo e mais gneros ; a Jos Baplista da Fonseea
Jnior. Passageiros, Ermelo Gomes Prenle,
Joan Antonio Correia.
Santos31 dias, brigue sueco Frnst, de 250 tonela-
das, capitn Heidlman, equipagem 12, cm lastro;
a C. J. Asllcy & Companhia.
Nav'os sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeiro pela BabiaVapor inglez Pampero,
commandanle C. II. Haram.
Canal pela ParahibaBarca ingleza Rothesay, capi-
tn John Muiui, em lastro.
AracalyMale brasileiro Duvidoso, mcslre Joao
Henriqucs de Almeida, carga varios gneros.
ParahibaIliale brasileiro Tres Irmaoi, meslre Jo-
s Duarte de Souza, carga hacaiMo e mais gene-
ros. Passageiros, Nicolao Francisco da Costa,
Joaquim Autouio de Figueiredo, Gabriel da Costa
Monteiro.
BostonPatacho americano llelien F. Ityder, ca-
pl.iu G. B. Sriiilli. carga assucar.
GuineslownBarca ingleza .Vorcal, capilao James
Wallace, carga assucar.
LiverpoolGalera ingleza Pllot Fish, capilAo Ja-
mes Scdgley, carga assucar e algodAo.
EDITAES.
DECLARAGO'ES.
te Fillio : para carea trata-se com os con-
sijji tarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na ra do Trapiche Novon. 1G segun-
do andar.
PARA O RIO T)E JANEIRO.
Espera-M do Ass por cslcs dias a barca brasilei-
ra Imperalriz do Bratil, a qual seguir para o Rio
de Janeiro um dia depois da sua chegada, e s rece-
be escravos a freto c passageiros, para o que tero e\-
cellentes commodns: a tratar na ra do Trapiche n.
II, com o consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o 'orlo pretende sabir com a maior bre-
vidade 0 brigue porluguez Bom Succesio, de prime-
ra marcha : quenv no mesmo quizer carregar ou ir
de passagem, cnlenda-se eom osconsignatariosTho-
uia/ de Aquino F'onsera & F'ilhn, na ra do Vigario
n. 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manoel Gomes
dos Sanios Sena, capilao do mesmo, na praja.
PARA A BAHA.
Segu com muita brevidade o liiate
nacional Amelia, por ter parte da car-
ga prompta, para o resto e passageiros
trata-se com o meslre Joaquim Jos da
Silveira, no trapiche do algodao, ou com
os consignatarios NovaeS& Companhia rita
do Trapichen. 54.
Para a Rabia segu em poucos dias o veleiro
hiale Castro, por ler a maior parle da carga promp-
ta : para o resto Irala-sc com seu consignatario Do-
mingos Alves Malhcus, na ra da Cruz n. Vi.
Para o Rio de Janeiro segu em poneos dias a
escuna '/.elosa, capitn Joaquim Antonio Ferial o
Silva: para frele c passageiros, trata-se com os con-
signatarios Isaac Curio r\ Companhia, na ra da
Cruz n. iO.
PARA O PORTO.
O brigue porluguez Alegre, saldr para o Porto
rom a maior brevidade, recebe carga a frele e lam-
bem passageiros, para o que tem excedentes com-
modos : trata-se com Bailar & Oliveira, na rna
da Cadeia Vetha escripturio 11. 12, ou com o capitao
Manoel Jos (iarinho.
Para o Rio de Janeiro, no dia 23 do crranle,
alie o hiale Venus ; anda recebe carga e passagei-
ros : a tratar com (".aciano Cyriaeo da C. M. ao lado
do Corpo Sanio 11. 96.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigue escuna nacional Mara, segu al 25 do
correnle, s recebe carga iniudaj: para o reslo, pas-
sageiros c escravos a frele Ira la-se com Machado &
Pinheiro, na rna do Vigario n. 19, segando andar,
LEILOES.
GOMMERGIO.
ALFANDEGA.
Rendimcntodo dia 1 a 19. .
dem do dia20......
247:971 693
17:168*321
265:1403014
Desearregam hoje 22 dejaneiro.
Barca fraucezaCumie Rogcrmercaduras.
Brigue brasileiroFeliz Destinodiversos gneros.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprietarios abai-
xo mencionados, a enlregarcm na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a mular do dia da primeira
publiracao do prsenle, a importancia das qiiotas
com quo devem entrar para o calamento dea casas
dos largos da Penha e Ribeira, conforme o dsposto
na lei provincial n. 350. Adverlindo, que a Lilla
da entrega voluntara ser punida com n duplo das
referidas quolasnaconformidade do art. 6o du regu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Penha.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda, C09000
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanti........... 5!i00
6. Mara Joaquina Machado Cavalcanti. 259200
8. Joaquina Machado Porlella...... 215600
10. Andr Alves da Fonscca........ 3tigoO0
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 12600
Largo da Ribeira.
Ns. I. Viuva c herdeiros de Maraliuo Jos
Galvao................. 30?!O00
3. Ignacia Claudina do Miranda...... 253200
5. Anna Joaquina da ConccirAo...... 419100
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo 21n000
9. O mesmo................ 21-3600
11. Viuva e herdeiros de CaelanpCarvalho
Rapozo ................. 213600
13. Os mesmos.............. 219600
15. Caetano Jos Rapozo......... 6O9OOO
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 259200
S. Exc. Rvma. manda declarar que, d'ora em
dianle, despachar lodos os dias desde as 8 horas da
manilla al 1 hora da larde, ero sua residencia epis-
copal da Sol la le. Palacio da Solcdade 19 de Ja-
neiro do 1855. O padre Jos Antonio dos Santos
t>.*a,secrclarin particular do mesmo Exm. e Rvm.
senhor.
As na as que tem de conduzir o vapor Tocn-
tin." para os porlos do sul serao fechadas hoje ao
meio dia ; as correspondencias que vicrem depois
dessa hora p: gar.To o porte duplo ; os jornaes devem
achar-se 4 horas anles.
Cartas smuras para os senhores : I'r. Francis-
co de S. Mari nina Duarte, GaslAo Ferreira de Gou-
vca Pimcnlel Belleza, Dr. Joaquim Antonio de Fa-
ria Abreu Lima, Jos Anlouio Bastos, Miguel Jos
Alves, SebasliAo Lopes Guimares Jnior.
Tendo o governo imperial, em aviso da repar-
tico da marinha de 29 de dezembro ultimo, com-
municailo a esla repartirn pelo Exm. Sr. presiden-
te da provincia em ofiicio de dala de honlcm, con-
senlndo na execuzio da medida de sujeilar a um
examc os individuos qde queiram insciever-sc as
matriculas dos navios como pralicos da costa do
norle, o qual ilever ser feilo conforme o disposlo
no regulamenlo da praticagem dosla provincia na
parte relativa aos exames dos respectivos praliros;
manda o Illm. Sr. CapilAo do Porto fazer islo publi-
co para conhecimcnlo dos inlercssados, nao enlcn-
dendo-se esta dis losieao com os j matriculados cm
tal qualidade nes'ji capitana.
Capitana do porto de Pernambuco em 20 de Ja-
neiro de 1855.O secretario, Alexandre Rodrigues
dos Anjot.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceo se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo lyceu acha-se aberta desde o dia 15 al o ul-
timo desle correlo mez ; principiando as aulas o
seu exercicio no dia 3 de feverciro prximo futuro.
Directora do lycec 13 de Janeiro de 1855.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
COMPANHIA DE SEGUROS.
EOUIDADE.
ESTABELECIDA \ V CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, RA DO TRA-
PICHE N. 26.
O abaixo assignatio, agenle uomcado desla compa-
nhia, e lorinalmcnl i aulorisado pela dicccan, acei-
tar seguros mari irnos em qualquer bandeira, e
para lodos os porlos conhecidos, em vasos ou merca-
dorias, e sob suas respectivas condiz&es ; o elevado
crdito de que tem gasado esla companhia e as van-
lagensque oflerece, far convencer aos concurrentes
da suautilidade, e o sea fundo responsavcl de mil
contos de rcis fortes : a quem interessar ou convier
eflcctuar ditos seguros, poder dirigir-se ra
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
O consclho da direrrAo do banco de Pernam-
buco, cm conformo! ule com os arla. 60 c 66 dos seus
estatuios, far leilAo por conta e risco de quem per-
lencer, de 2.878 caixas com sabao, con leudo 65,260
libras marca Soap, 11 50,818 libras amarello ; quar-
la-feira, 24 do correnle Janeiro, s 10 horas da 111.1-
nli.ia, no Trapiche Alfandegado denominado Al-
fandega Velha.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que a cubranra do imposto de 4 por cento, di-
lo de casas de modas, dilo de ditas de jogo de billiar,
e dilo das que vendein bilhetes de lotera* de oulras
provincias, vai ler principio no dia 18 do correnle,
e que fiados os 30 dias nleis incorrem na molla de 3
por cenlo lodos os que deixarem de pagar seus dbi-
tos perlenccntes ao anno financero de 1854 a
1855.
Pelo presente se faz publico, que o corpo de
policia precisa contratar as pecas de fardamento
abaixo declaradas, dando o contratante lodos osprc-
paros : as pessoas que inleressarem deverao compa-
recer na secretaria do mesmo corpo no dia 22 do
cerrente, pelo meio dia, com suas proposlas em car-
la fechada, e com as con plenles amostras.
Frdelas de panno azul........310
Cairas do dito ....'.......310
Ditas de brim de linho liso.......340
Polainas de panno preto........340
(ravalas de sula envernsada......340
Quarlel do corpo de policia, na fortaleza das Cin-
co Ponas 18 de jane'ro de 1855.Epifanio Barget
de Menczcs Doria, lenle secretario.
O agente Vctor far leilAo no seu armazem,
ra da Cruz n. 25, de extraordinario sortimento do
obras de marcineiria, novas c usarlas, de diflerentes
finalidades, relogios de ouro e prala para algibeira,
chapeos do Chile, charulusdc llavana da Bahia, de
superior qualidade, diversas qiiinquilharias, e ou-
lro* muitos objerlos que estarn a mostra no aclo do
leilAo : Icrea-feira, 23 do correnle, as 10 J horas
da manhaa.
O agenle Borja, Icrea-feira, 23 do crranle, as
10 horas, faro leil.iu no sen armazem, ra do Col-
legio n. 15, de um completo sorliuienln de obras de
marcineiria, novas e usadas, 4 pianos, urna porcu
de lanlernas para carros, cb nulo-, cha hysson, mar-
meladn, e uniros muilos objerlos novos, de dilereu-
les qualidades, que cslarAo a moslra no mesmo ar-
mazem ; assim romo ao meio dia trAo a leilAo 3
ptimos cavallos de estribara, promptos e arreiados,
os quaes cslarAo em frente do armazem no dia do
leilAo.
O agente Borja, por autorisarAo do Illm. Sr.
Dr. juiz municipal da 2. vara do civel e commer-
co, Francisco de Assis de Oliveira Maciel, a reque-
rimenlo do curador fiscal da massa fallida de Boa-
ventura Jos de Castro Azevedo, far leilo da loia
do mesmo fallido, sita na ra Nova n. 52, consistin-
do na armazAo, chapeos, miudezas e movis existen-
tes na dita loja : quarla-feira, 2t do correnle, as 10
horas em poni.
L. Schuler& Companhia farao leilo
por intervenro do agente Oliveira, de
vaiiedade de fazendas principalmente
francesas, de seda, laa, lin.no e d algodao,
todas proprias 'o mercado, e as quaes
serao vendidas parahipiidacao, e por isso
a precos sera limites : terca l'eira ~25 do
correnle as 10 horas da raanha em ponto
no seu armazem ra da Cruz.
O agenle Oliveira far leilAo por ordem do Sr,
commendador Manoel Gonzalves da Silva, e por
conla o risco de quem perlenrer, dos salvados do
brigue nacional Pa/uele de Pernambuco, naufra-
gado dentro do porto do Assu', onde arriben por
forra maior, na recente viagem que fazia proceden-
te do Para com destino Pernambuco ; consislindo
os mesmos em 1 lancha nova, 1 lindo escaler, 1 I10-
lincle dobrado de patente, 1 ptimo cabrestante com
linguetes e chapas de metal, 1 fogao de ferro proprio
:t para casa particular, mastios, mastaros, vergas,
veame, cordnalha, poleame, 2 cxrellcnles bombas e
pertenres de cobre, ancoras e correntes de ferro, bi-
tacula de metal, ferros de iportal, e mais cerca de
800 libras de cobre vclhoe metal, e muitos ontros
ohjeclos indispensaveis para qualquer navio : segan-
da-feira, 22 do correnle, as 10 horas da manliAa, no
armazem do Sr. Guerra Jnior, no largo do trapiche
do algodao.
AVISOS MARTIMOS.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ter
'*, grande paite do seu erregamen-
to tratado, o veleiro ehem cons-
truido hiigue nacional MARA LLZIA,
capitao Manoel Jos l'erstrello : para o
reslo da carga e para escravos, aosquaes
da' excellentes accommodacoes, trata-se
na ruado Trapiche Novo n. 1 (i segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza o li ia te
nacional FORTUNA, capitao Pedro Valet-
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se fallar ao Sr. Cordulino Barbosa Cor-
deiro, nesla Ivpographia.
rv.0 da 18 do crrenle o vapor Pampero
ironxe a infausta noticia de haver falecido na
cidadedo Porto no dia 22 de novembro prximo
fassado o meu prezado amigo o Sr. Manoel
fias Fernandes, que havia-se retirado desla
cidade no da 7 de julho, levando em sua com-
panhia a sua senhura, urna lilha menor e um
cunhado.
A dor e a consteruarao quo caasou esta
perda, be inexplicavcl, porque alem de ser
a familia de meu prezado amigo composla de
cinco Mllios menores, era de mais o arrimo da
familia de sua velha sogra, compondo-se esta
de duas filhas viuvaa com filhos menores, e de
Ires senhoras, habitando estas duas familias
debaixo do mesmo ledo, lie desnecessario
mencionar as qualidades que dislinguam o meu
prezado amiso, porque eram de lodos conhe-
cidas, nem s as que diziam respeilo aos seus
Irados commerciaes, como em particular. O
meu fim he s pedir a Dos por sua alma, e
que derrame sobre sua familia loda a endiente
de felicidades, cujos votos sinceramente deseja
M.
-..-
Numero onze he do So ares 1
ItapagOes, rapares, vinri^
Ao Rosario, oslreila ra,
Anles que a castanlia linde.
Ilacastanha assada e cra ;
Mas assada he bom pelisco.
So o freguez goslar da pinga
Da bolsa nao corro o risco.
Sao quentiulias como aquellas,
Qoe l.iprandi mandou dar
Aos amigos de Mafoma,
Qaando os Bifes quizjanlar.
Ha lambem macaas e notes,
Peras seccas, bolachinhas
De soda, ludo de goslo,
Ameixas em bucelinhas.
Vnde pois, rapaziada,
Que o Soares he papa-fin ;
Uouve dinheiro, he bastante,
Vossa barriga empanzia.
Nao parece proprio, que o Sr. Ra-
phael Boznno, subdito sardo, se retire
desta provincia sem esclarecer se esta'
desembaracado com a casa de Oliveira
I nnaos & C., a cuja massa consta que S.
Me. hedevedor de nopequena <|uanta,
conforme urnas cartas do mesmo Sr., e
que existem archivadas-
Candido Jos Lisboa, professor par-
ticular na ra de Apollo, abre a sua aula
no 1.' de fevei'eiro ; nella e por casas par-
ticulares da' lic/ies de primeiras lettras,
lingua nacional, latiin, francez emuzica,
c recebe pensionistas.
l>. I tierca Alexandrina de Souza Bandei-
ra, professora particular, abri aula no dia
7 do correnle, e continua receber alumnas ;
alm do ensillo de primeiras lettrns, costaras
o varias especies de bordados, lem admiltido
mestres de gramtica, francez c muzica : se
alguem quer servr-se do seu presumo diri- S
"-scao paleo do Parazo, primeiro andar fl.
mido igreja. K<
Os credores dos fallidos Victorino & Moreira,
queiram apresentar os ttulos de suas dividas ao
abaixo assignado, no armazem n. 12 da Senzala No-
va, visto ter de proceder a ratcio do liquido de loda
a massa ja apurada.
Aluga-se urna padaria prompla de ludo, menos
escravos, e est bem nfreguezada, sita na eslrada no-
va do Cachang : .1 1 ratar na mesma, ou na ra lar-
ga do Rosario o. 11, loja.

IIEGIVEI
.
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
MUTILADO


DIARIO OE PERNAlHBUC, SEGUNA FIRA 21 DE JANEIRO DE 1855.

feflexiies br a educaran pin/tica e moral fa in-
fancia. o/fereeida< at mai.t de familias, pelo Dr
li/nacit Firma Xatter.
Esta obra destinada ao bem social c ncCCMIlfa a
quintos Moceopam da cilucarflo Infantil, para que
rhreue ao conhrcimculo de lodos, acha-se i venda
Ma arene de 39000 rs. as lojasdot Srs. Joan da
Cunha .Magalliaes.na ra JJaioSeares de Avellar, na ra Nova n. I ; e pal li-
vraria Classica pateo do CeUegio n. 2, Universal na
ra do Collegio, c na do Sr. honrado no paleo do
Collegio n. 6.
OSr. Dr. Lourenro Bezerri Carneiro da Cu-
uha queira 1er a boiidaile mandar na ra do Quci-
mado u. 3.>, roceber uma oticommcnda. que tuto se
llie (ein mandado por morar muilo longe.
Aklga-se urna canoa para conduzir agua :
juem a liver,. querendo alagar mensalmenlp, diri-
ja-so ra Imperial confronto ao vheiro, sobrado
n. 63.
Ollerece-se un rapaz hrasilciro para caixeiro
de luja de fazendas ou miudezas, o qual da fiador a
sua conduela : quem o prclcuder, dirija*se i ra da
(.a lea de Sanio Antonio n. 16.
Prccisa-se atusar uma peala para vender Tril-
las de un silio inulto pcrlo da prara : ncsla lypo-
graphia, ou no silio da Iravmi da Cruz do Almas,
asfaltar com o padre Manoel Florencio.
ATTENCAO'.
Precisa-se alugar um hom preto, que soja fiel, pa-
ra servico do um armazem de fazendas, dando-se-
llie comida, casa o 159000 mensaes : quem livor e
quizer alugar, dirija-se a ra do Trapiche Novo n.tl).
l'recisa-se de urna ama : na ra Uircita n. 72.
Para atinar pianos.
(Juem precisar de um bom aliador de piano, di-
nja-se i ra do Queimado n. H, primeiro an-
dar.
Aluga-se uma sala no segundo andar da ra do
Collegio, propria para advocacia : Irata-se do seu
alugucl na ra do Queimado n. 7.
O proprielario da linhade OBINI-
f BI S faz scienle ao respeilavel publi-
_ co, que no dia 28 do crranle as 5
horas da manhaa parlirilo desla cidade dous MNI-
BUS para a povoaco Je Santo Amaro de Jaboalo,
c regressam dalli uomesmo dia as horas em que
concordar i maioria dos passageiros ; cusa tada
bilhele de entrada ioOOO rs. para ida e volla, e
veudem-se no escriplorio da ra das l.arangeiras n.
18. Participa mais que lodos os sabbados as 6 c 1|2
lloras da lardo partir daqui um mnibus na direc-
rao de Apipucos, e as segundas feiras s 8 horas da
manhaa estar um mnibus na .Casa Forte para
conduzir passageiros para o Recito : uestes dous m-
nibus nao se adtnille asgnales.
O collegio Sanlo-Allonso,acha-se funeciooando
desde o dia 15 do correnle. Nellc anda recebem se
pensionistas, ineio- pensionistas calumuns externos,
ludocm conformidade dos estatutos abaixo :
lislalulos do Collegio Santo Affonso, dirigido por
Affonso Jos de Oliceira, professor jubilado na
cudeira de geographia e historia do lyceu do Re-
rife.
Arl. 1. O collegio Sanio Alfonso lem por fim a
instruico da mocidade.
Arl. 2.)Nelle ensiuar-se-hao os mesmos preparato-
rios que no collegio das artes da faculdade de di-
re i lo.
Arl. 3. Alm dos preparatorios cima, haverito
inaisduas cadeiras, uma de primeiras leltras, o outra
de msica.
Arl. 4. Para o ensino das respectivas materias,
serilo Horneados professores de rcconhccido m-
rito.
Arl. 5. O collegio recebe pensionistas, meio-pen-
sionistas, e alumnos externos.
Arl. 6. Os pensionistas pagarflo 6O5OOO rs. por
trimestre, e os meio-pensionislas 368000 rs. sem-
preadianlados : os externos de lalim 48000 rs. men-
saes, de primeiras leltras e de msica 3 rs. ; c dos
outros preparatorios 5J rs.
Arl. 7 O collegio dSo d roopa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, e aquellos que a quize-
rem receber delle, pagarao mais 158000 rs. por tri-
mestre.
Arl. 8 Dentro das pasas establecidas n. arl. 6,
para os pensionistas o meio-pensionistas, deve-se en-
tender comprehondido somenlc o ensino de um pre-
paratorio qualquer a que te destine o alumno, de-
vendo elle contribuir com mais 158 rs. por trimestre
sopor ventura quizer aprender algum outro, ao
. mesmo lempo fura daquelle.
Arl. 9. O alumno uma vez matriculado, estar
sujeitoao pagamento de suas mentalidades, devendo
ser previamente comruuuicado ao director a sua re-
lirada, quando lenha de ser elTecluada ; porquanto
0 collegio Dia admitle descont triga sob qualquer
pretexto que seja, nem mesmo de ferias : o trimes-
tre principiado enlende-se vencido para seu paga-
mento.
Arl. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, licuando de sercm pagas suas coulribuic,es,
segando o eslabelecido no arl. 6.
Arl. ll.Tambem n;1o ser conservado aquello
alumno, qne, dentro em 6 mezes, se mostrar Inapto
para o aprendizado, 011 de um proccdimenlo repre-
hensivel c incorregivel.
Arl. Ig. O collegio fornecer seraprc aos alumnos
pensionistas e meio-pensionislas, alimento sadio o
ahondante, o luzes de vela a aquelles para o esludo
a noile, e banhos duas vezes na semana.
Arl. 13. As despezas com livros, molestias e ou-
tras imprevistas serio por conta dos pas dos a-
lumnos.
Ar. 14. Cada pensionista trar seu bahu com ron-
pa sullicienle de uso, cama de vento, cspelho, penle,
Ihesoura. cscovas, baca de rosto, jarro etc.
Arl. 15. Nenhum pensionista poder sabir do
collegio passeio, ou a outro qualquer fim, sem li-
cenra do director que a conceder, ou denegar se-
gundo entender conveniente.
Arl. 16. O collegio (rabalhar lodosos dias uleis
de manhaa e tarde.
Arl. 17. Sao feriados no collegio, alm dos do-
mingos e dias santos, as quintas feiras de todas as se-
manas, em que nao haja algum dia sanio, ou quai-
quer outro feriado : os 3 dias do enlrudo al a quar-
ta feira de Cinza inclusive ; de quarla-feira de Tre-
vas al domingo de Pascoa, os dia* 24 de marco, 7
deselembro, e donsdedezembro, e de 15 de dezem-
bro a 15 de Janeiro de cada auno.
Arl. 18. Tambem ser feriado em agosto o dia de
Sanio Alfonso ,padrociro do^collegio.
Arl. 19. Para manler a ordem e inspeccionar os
alumnos, havera|um inspeelor que morar uo mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha altes-
lado de promplos para fazerem seus exames onde
Ibes convier, depois de vencidas as materias do ensi-
no, ejulgados habilitados pelos respectivos professo-
1 e-. e com audiencia do director.
Kecife 9 de agosto de 1854.
Affonto Jos de Oliteira.
Approvo. Recite 19 de agosto de 1854.O viga-
no I enuncio llenriques de Remide, director geral
1 uterino.
AMA.
Prccisa-se de uma ama forra ou captiva, que cn-
gommebem : 110; alerro da Boa-Vista a. 48, loja.
Agencia de passaportes.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do impe-
rio,, ttulos de residencia e folhas corridas, coma
maior brevidade.epclo prejo o mais commodo pos-
sivel : na ra do Rangel n. 8.
LEITUBA REPENTINA.
METIIODO CASTILHO.
A escola se acha transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As lices para
as pessoas oceupadas de dia serao'das 7a's
9 da noite.
Prerisa-se alugar um sobrado as seguinlcs
ras : Collegio, Queimado. Raugel ou Rosario :
quem liver anuuncie.
CONSULTORIO DOS POBRES
2* BA DO GOZ.MIGIO 1 JkXTOA 25.
O.Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
inaiih.ia aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ouerecc-se igualmente para p. aticar qualquer operarao do cirurgia, e acudir promplamente a qual-
quer uiulher que esteja mal de parlo, e cujascircumslancias no permiltam pagar ao medico.
NO COMiUORIO DO DR. P. L LOBO HOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddiciua liomcopalliira do I)r. G. II. Jahr, Iraduzido em por
tuguez pelo Dr. Mosco/.o, quatro volumes cncadernados em dous e acompauhadodo
um dicciouario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc.
203000
S 5?i@iv# @ $$
ft DENTISTA KltANCF.Z. w
a Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga &
g do Itosario n. 36, secnudo andar, collora den- &
$) les com gengivasarliliciacs, e dentadura com- ($
;-; Tambem tem para vender agua dentifricedo
S Dr. I'ierre, e p para denles. Rna larga do
;.;i Rosario n. 36 segundo andar.
as
O Sr. Antonio Ferrara da Costa
Braga tem uma carta na livraria ns. Ge 8
da praca da Independencia.
L'iridc Italiana, revista artstica, scientifiea e
litlcraria, debaixo do immedialo patrocinio de S. M.
o Imperador, redigida em duas linguas pelas mais
coiihecidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. (jalcano-Ravara. Subscreve-so em Per-
namhuco, na livraria n. 6 c 8 da prac.i da Indepen-
dencia.
Novos livrosde homeopalhia tuefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
turnes............ 209000
Tesle, irolestins dos meninos..... 68000
Merina, homeopalhia domestica..... 78000
Jahr, pharmacopahomeopathica. 68000
Jahr, novo manual, 4 vulumes .... 168000
Jahr, molestias nervosas....... fisOOO
Jahr, molestias da pcllc....... 88000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
II.>i Ilumino, tratado completo das molestias
dos meninos.......... llt-OOO
A Teste, materia medica homeopalhica. 850O
De Fayollc, doulrina medica homeopalhica 73000
Clnica de Slaoneli........ (8000
Casting, verdade da homeopalhia. 48000
Diccionario de Njsten....... IO9OOO
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlcudo a descripcao
de todas as partes do corpa humano 308000
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homepa-
tlnco do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro sudar.
i .1. JA^E, DEMISTA.
continua a residir na ra Nova 11. 19, primei- S
^ ic ainlar.
#3
LOTERA DE X. S. DA SAUUE.
Aos 5:000^000, 2:000^(000, l:00$000.
O caulelisla Antonio Jo-c Rodrigues de Souza J-
nior avisa ao recpeitavel publico, que ns seos billie-
les e cautelas nflo soCfrcm o descont de oilo por eru-
to nos tres premios grandes, os quae.1 se acl.am
venda as scuinte-lujas: prara .la Independencia
11. 1, do Sr. Ferlnnalo, 13 e 1. do Sr. Arantes, c 10
do Sr. Faria Machado ; ria do Queimado 11. 37 A,
do Sr.Freir; ra da Praia, loja de fazendas do Sr.
Sanios; ra larga do Rosario n. 40, do Sr. Alanoel
Jos Lopes : c praca da loa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio Baptilta, cuja lotera lem o seu
nfillivelandamento em -U de Janeiro corronie.
5B0O recebe 5:0008000
Bilhetes
Mcios 288CH)
Quarlos 18-500
Oilavos 8800
Decimos 8700
Vigsimos 5(00
^^ O solicitador nos auditorios desla cidade
> abaixo assignado, continua a exercer as
^9 fimccijes desse cargo, para o que pode ser
procurado noescriplorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonccca, omesmocompro-
^^ melle-sc a solicitar causas do partido an-
9 anal, com todo zelo eacliviiladc, medanle
^ um pequeo honorario, assim como as
^t. causas particulares nao pOe preco as
parles. Camilli, Augusto Fen eir da Sitia
&
n
m
K
\
Antonio Egidio da Silva, Icnlc de geomelria
do lyceu desla cidade, pretende abrir no dia 1. de
fevereiro, na casa de sua residencia, na ra Direila
n. 78, um curso de geomelria para todo o anuo lec-
tivo : os senliores esludantes que o quizerem fre-
quenlar, poderao dirigr-so a mencionada casa, das
7 horas das manliaa al as 9, e das 3 al as5 da
larde.
Aviso aos Srs. padeiros da Boa-Vista.
Vcndem-ie 011 arrendam-se terrenos na entrada
do becco das Barreiras, lugar marcado pela postura
da cmara para se fazer fuios, este lugar prefere-se
por ser mais perto dos deposilos: os pretendeules en-
lendam-se com o proprielario dos mesmos,na ra do
Colovello n. 29.
ATTENCAO".
A taberna nova do barateiro, na povoa-
9S0 de Santo Amaro de Juboatao.
acha-se com um completo sortimenlo de bebidas de
lodosas qualidades, cerveja tm meias garrafas c gar-
rafjs, licores francezes, vinho linio e hranro, queijos
novos, sardinhas de.Nanlcs, manteiga inglcza c fran-
reza, da nielhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, dito preto, chocolate,
assucar de lodas as qualidades, bolachinha ingleza,
dita de ararula, charutos para os amigos do bom cos-
i, das melhores marcas, S. Flix, Figueircdo Ro-
cha, e oulros muitos que se pedirem, aletria, ma-
carrfm. talharim para sopa ; pedimos lambem aos
senliores de engenho mais prximos qne nos quei-
ram honrar nosso novo eslabelccimento com suas
freguezias, adiando ludo pelo prejo da praja e a sa-
lisfaco do comprador.
Esla obra, a mais importante de todas as qnclratam do esludo e pratica da hoineopalliio, por ser 1 nica
que conten abase fundamental d'csla doulrinaA PATUOGENSIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMOEM ESTADO DE SALDEcouhecimenlos que nao podem dispensar as Des-
tosa que sequerem dedicar i pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que qOi/.ercm
experimentar a doulrina de llahncmaiin, e por si mesmos se convencereni da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros c senliores deengenho que eslio longe dos recursos dos mediros: a lodosos capilesde navio,
que uma ou outra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer iurommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais do Tamilia quo por circumslancias, que MU sempre podem ser prevenidas, sao abriga-
das a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas cufermidailes.
O vade-mecum do homeopalha ou traducrao da medicina domestica do Dr. Herinz,
obra lambem ulil s pessoas que se dedican ao esludo da homeopalhia, um volu-
nte grande, acompauhado do diccionario dos lermos de medicina...... 108000
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 3^000
Sem verdadeiros c bom preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o proprielario deslc eslabelecimento se lisongeia de (c-lo o mais bem montado possivcl c
ninguem duvtda hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 2i medicamentos cm glbulos, a 109, 128 e 158000 rs.
Ditas 36 ditos a.................. oojooo
hilas 48 ditos a ............... 258IKM)
Ditas 60 ditos a ....... 1(i>ihui
.las 144 ditos a.................. w*m
1 ulios avulsos.......... ,., ivirin
rrascos de meia onca de tinctura................... 'niiio
Na inesma ca-.i ha sempre i venda grande numero de tubos de eryslal de diversos lmannos,
vidros para medicamentos, o aprompla-sc qualquer eucommenda de medicameuloscom loda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
PIBLICA^O" DO miTUTO IIOMEOPA-
TI1IC0 DO BRASIL.
THESOUltO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Mcthodo conciso, claro e seguro de curar liomco-
pathicamente todas as molestias que ufflijem a es-
pecie humana, c particularmente aquellas que rri-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, c segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Pinho. Esla obra he hoje
recouhecida como a melhor de lodas que Iralam da
appliracao homeopalliica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la o consulla-la. Os pais de
familias, os senliores de eugenho, sacerdotes, via-
jantes, capilaes de navios, sertauejos ele. etc., devem
te-la mo para occorrer promplamente a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por lOgOOO
encadernados lljOOO
vende-sc nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68 A.
Precisa-se de uma ama para com-
prar e cozinhar para urna casa de pouca
familia : na travessa da Concordia, indo
para a cadeia nova, a. 17.
Lava-se e eugomma-se com loda a pereic.'io e
accio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que inora para o Salgadinho,
queira mandar receber uma cncommeii-
da na livraria n. 0 e 8 da prat-a da Inde-
pendencia.
FABRICA DE SABA'O.
Continua 110 seu traballio e aclia-sc
aberto um deposito na ra da Seozala ve-
llia n. 140, aonde acltarao sempre do
muilo acreditadosabao amarello, cinzen-
to e preto, OS precos serao sempre o mais
commodo possivef: trata-se com Delino
Goncalvet Pereira Lima no mesmo de-
posito.
ALL DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
qaemudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer Utilisar deseupequenopreslimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
No hotel da Europa tem salas e quarlos forra-
dos com lido papel, para aluguel, com comida ou
sem ella.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro das loterias avisa que se
acliuma venda os bilhetes da segunda parte
da primara lotera a benelicio da Matriz
do Poco da Panella, que corre mpreleri-
yelmente no dia 27 do corrente nez de
Janeiro, e os poucos bilhetes que estao por
vender acham-se na loja da praca da In-
dependencia n. 4, e no aterro" da Boa
Vista n. 48. Preco 5{00 rs.
BANCO-DE PERNAMBUCO.
O presidente da assembla geral do
Banco de Pernambtico convida aos se-
nhores accionistas a comparecerera na
sessao ordinaria do dia 31 do crtente Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 ho-
ras do mesmo dia, na casa do referido
Banco, em virtude da requisiro que llie
foi feita pela direccao respectiva, emolll-
cto de 15 do correnta. Recife 17 de Janei-
ro de 1855.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Alhuquerque, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario,
O hotel da Europa da ra da Aurora acaba de
receber um counbeiro francez muilo hbil, c por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes.
apromplando bons peliscos a loda hora ; e lambem
recebe qualquer encommenda de pastis e podins,
pelo preco marcado na tabella.
JOIAS.
Us abano assiguados, donos da loja de ourives, na
na do Cabug n. II, confronte ao paleo da nutriz e
ra Nova, fazem publico, que csISo recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de 011ro dos melho-
res goslos, lauto para senhoras como para homens e
meninos ; os precos continan! mesmo baratos como
tem sido, p passa-so conlas com responsabilidade,
especificando a qualidade do curo de 14 ou 18 quila-
tes, ficando assim sujcilos os mesmos por qualquer
duvidnSeraphim & Irmo.
Fugio na manliaa do dia 15 do cor-
rente, da casa do abaixo assignado, um
cavallo alazao, claro, frente a berta, tres
ns calcados, tem passo curto, e he muito
bom galopador. esta' magro, consta que
fora encontrado para as bandas dcApipv-
cos : a pessoa que o ti ver pegado queira
leva-lo a Ponte d'l'choa cado.Joaquim Alfonso Ferreira.
LOTERAS da provincia.
O caulehsta Antonio Ferreira de Lima
Mello tem a venda as suas afortunadas
cautelas da segunda parte da primeira
lotera do Poco da Panella, que corre no
da 27 do corrente, nos seguinles luga-
res : ra da Cadeia do Recite, loja n. 11;
ra do Rosario, n. 2G ; estreita do Rosa-
rio, n. 17, do Sr. A/.evedo ; travessa do
Queimado, n. 18C ; aterro da Boa-Vista,
n. 58 ; ra Direita, n. G2 ; na ppvoacao
do Monteiro, emeasa doSr. Nicola'o, ena
sua loja da ra Nova, n. 4 ; sendo entao
hvresdo descont de 8 porecnto os bilhe-
tes pelos precos que se seguem :
Bilhetes 50500
Meios 2^800
Quartos |,s.-)()0
Decimos 700
Vigsimos 40O
Um pintor rhcuado ha ponen do Rio de Janeiro
olTereccscu presumo aos senliores propriclarios des-
la cidade, que queiram piular seus predios com gos-
lo o profuaiio, podendo ser procurado na ra do Vi-
gario n. 5.
25009000
1:2309000
6259000
5009000
2509000
O remedio contra a hydrophobia,
conservado em segredo pela familia do
finado padre Miguel do Sacramento Lo-
pes Cama, ecom o qual esta tem curado
auna infinito numero de pessoas nesta
provincia, o que he geralmente sabido,
nao s pela sua eficacia, como pela anli-
gudadedesua aplicacao, contina a ex-
istir namesma familia, e a ser por esta
aplicado : as pessoas que delle tiverem
precisao dirijam-se a qualquer das so-
brinhas do dito finado padre Miguel nesta
cidade c po lugar da Capunga, e fora da
cidade no lugar das Candelas em casa doan-
nuncianteJoaoSergioCezar d'Andrade.
Precisase alugar um prelo por mez para an-
dar com um laboleiro de fazendas na ra : quem o
livor para alugar, dirija-se ao piteo do terco n. 58,
para Iralar.
Precsa-se de uma ama para lodo servico de
urna casa de pouca familia : na ra eslreita do Ro-
sario 11. 10, segundo e lercciro andares.
Precisa-seda urna ama para casa de mui pouca
ramilla, que compre e cozinhe o diario : na ra das
Larangciras n. 5, segundo andar.
Perden-se no dia 17 a larde, desde o largo d
aliandega al a Soledadc, uma carleira conlendo
ll.)OOO, sendo uma nota do banco de 1009000 e o
resto miudas, alem de varios papis que s servem
.10 dono : a pessoa que achou c quizer restituir, po-
de le-ar ao armazem defronte da alfandega, de I.uiz
Antonio Aunes Jacome, que ser generosamente re-
compensado.
T Sr-. Joa1"n) Ferreira que levo loja na pra-
cinha do I.ivramento lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
Di
D-se sobre penliores de prata c onro at a
qoanlia de 509000, pelo lempo que -e convencio-
nar; lambem se d qnanlia de 8OO9OOO sobre l>\-
potliera ein um sobrido de mu andar, que esteja 1-
vre e desembarazado, em qualquer das mas prin-
eipaes de-la rilado : quem precisar e qoiler la/er
dito negocio, dirija-se a (aja do calcados, na praca da
Independencia, doSr. Belannino dos Sanios Uuli ao,
quo dir quem faz dito negocio.
Exislindc vagos cinco lugares de platicante-
das barrase porto desla cidade, o pratica mor, de
conforinidadecom asorden- do Illm. Sr. capitn do
porto, convida as pessoas que tiverem as liabililaces
marcadas no arl. 7." do regulamcnln de S do feve-
rciro do anuo prximo passado, abaixo Iransriiplo,
a proporein-so aos referidos locares, apresenlando
para esse lint os seus requcrimenlus na capitana do
porlo.
ti t. 7.- do regulamento tic Mi de fecerciro de
185-2
Para pralicanle lie necessario, alem da qualidade
decid.idao l.iasileiro, ler boa conducta, ser maior de
18 anuos, haver. antes de roii.eear a sua aprmdi/.a-
em, navegado pelo menos lies anuos, e estar habi-
litado, na forma deste regulamenlo, para dirigir na-
vios que calem al 10 pea de auua, e nao lenhain
mais de -2 maslros.
Porfirio da Conha Moreira Alvos, professor
publico do lalim, do bairro da lloa-Visla, scientifiea
a quem convier. que a matricula de sua aula se acha
abarla desde 15 do corrente, e o seu exercicio prin-
cipiar a 3 de fevereiro vindouro, na ra da Alegra
n. II.
Antonio Jos Gomes retrase para o Para.
Na rna do 1 .laciniado n. ||, deseja-se fallar
com o Sr. Manoel Antonio de Miranda, a negocio.
A pessoa que honlem (18) seoflercccu por c-lc
iaiio para aprendiz de charalciro, pede dirigir-se
a ra da Madre de Dos 11. :i(i.
)' Lnia Aunes de Andradc Leal abri sua au-
la do inslrurnlo primaria, no dia 8 de Janeiro, e con-
tinua a receber meninas ; os pais lano de-la praca
como lora della, que quizerem matricular suas l'i-
Ihas, poderao diricir-se n ra de Santa Rila n. 5,
quem vem da ribeira o segundo sobrado.
Deseja-se saber onde existe algum
descendente do fallecido Antonio Coeho,
que possua o segredo de fazer velas els-
ticas para a urethra; pede-se-lhe queira
anntipciar suamorada, otidirigir-sea'esta
typographia, que se dir' tpiem Ihe pre-
cisa fallar.
Os abaixo assiguados fazem scienle ao respeila-
vel corpo do commcrcio desla praca, que uo dia .'II
de dezembro prximo passado, dissolveram amiga-
vclmenle a sociedado que linliain na loja da ra do
Queimado 11. I. Brande lano o activo como o pasi-
>o a cargo de Gaspar Antonio Vieira (uimaraes.__
Gaspar Antonio Vieira Cui'uraes.Jacintha Ma-
ra de Abren.
. O Sbaito assignado, deixoo de ser caixeiro do
Sr. Antonio Lopes Pereira de Mello desde o diaSOdO
corrente, seria deixar de comprir com um de seus
primeiros devores, de agradecer,! estesenhor o bom
Iratamenlo c delicadeza com quo sempre o tralou,
durante o lempo que esteve cm sua casa. Miauel
Jos Rodrigues.
Precisa-sc alugar uma escrava para servir em
urna casa de familia, leudo alguma hahilidade : na
ra l-ormosa na quinta casa terrea indo pela ra da
Aurora.
Na praca da Independencia 11. 18 e 20, se dir
quem precisa de um caixeiro inlellgenle e que le-
nha dador.
O Sr. Galdinn Alves Prasana queira Tirn
mandar receber urna carta, 110 alerro da lloa-Visla
n. 82, loja.
Da-so ,1 juros sobro hypolhcca cm um predio
nesta cidade al 1:0005000 rs. : na ruado Collegio 11.
21, segundo andar, ou na ra Angosta n. li.
Esl contratado a venda do sobrado de dous
andares e solao silo na ra larga do Rosario n. l
pertenecnte a Vianna c mais herdeiros de Manoel
Gomes l'errcira : quem liver de per algum impe-
dimento anuuncie uestes tres dias, pois lindos os
qoaes se eflecluara venda, sem Icrem em lempo al-
gum reclamarao alguma a fazer. |
Air.da anda fgida a prcta Maria Cajueira,
dcsapparceda einT de noveinhro prximo passado,
e nesle dia annunciada por este Diario ; reprsenla
ter .)0 anuos, he baila do corpo, c j piula o cabel-
lo, he magra, as pernas alguma cansa arqueadas
e foveiras, as-im como lambem os bracos, a bocea
meia loria de Irazer cachimbo, e tem o cilicio do
mariscadora, cosltima andar pelas praias de Santo
Amaro, Cidade, Ucbcribe c Capibanbe, al a Cusa
torio : pede-se a lodas as pessoas policiaes c mais
coiuroandanlcs que rondam estes lugares, que en-
coiitando-a,a appreheudam e condu/ani-na casa de
seu dono, que mora no largo ,la Trompa, sobrado 11.
i, que lem taberna por bailo, que recompensara
generosamente o seu trabalho. Adverte-se que a
mencionada prota co-lunia inculcat-se forra, c lem
mnitaa laidas para o aQrmV.
No sitio da Trompo,' sobradan. I, (pie lem
taberna porbaixo, precisa-so alngaml Irahalhadores
para o mesmo silio ; d-se-ihc almoeo e janlar para
lulo ler o pretexto de sabir ao mei dia para esse
lim: quema isto se quizer sujeilar, dirija-se ao mes-
mo sitio que achara com quem Iralar.
Precisa-sc de uma ama que saiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de uma casa : no largo do
terco 11. 27, segundo andar.
1005000.
A quem pegar o preto Alcxandre, de naro S.
Thonic, alio, reforcado do corpo, falla demorada, de
idade 30a :(."> anuos, o qual continua andar pelo Rio
Doce por ler sido escravo do Milliqiel francez, e
consta ler sido visto nn lugar do Sonto entre os en-
seiihos Paulisla e Fragoso, com outro prelo do Sr.
Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunha, oqoal pre-
to est fgido desde o da Jl de-aleml.io do auno
prximo passado : roga-se a quem o pegar, leve-o a
fabrica da ra do Bruin n. 28, que receber a grali-
licaeao cima.
Quem pretender por compra urna grande por-
c.lo de lenha de padaiia, anuuncie para ser procu-
rado.
O Sr. Sergio Regis Paes Brrelo, de Ilamarac,
queira mandar a ra da Praia 11. 27, casa amarcll,
a negocio seu
G
sua residencia para
relia.
Guillierme Augusto Rodrigues Sello inudoii a
videncia para a ra da Praia n. 27, casa ama-
COMPRAS.
AO PIBLICO.
* No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
aM vende-se um completo sortimenlo
| de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em poi-
cos, como a retalho, amaneando- j
se aos compradores um s preco ?6
para todos : este estabelecimento 9
ahrio-se de combinarao com a S
maior parte das casas commerciaes B
inglesas, francesas, allemSas c suis- l
sas, para vender fazendas mais em E
conta cloque se tem vendido, epor (*
isto olferecendo elle maiores van- g
tagens do que outro qualquer ; o ft
proprietano deste importante es- m
tabelecimento convida a' todos os {
seus patricios, c ao publico em pe- |
ral, para que venham (a' bem dos 3
seus mteresses) comprar fazendas S
baratas, no armazem da ra do m
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Bolim. W
Manoel Francisco Moreira Maia retira se para
1 orlugal a Iralar de sua -audc.
Aluga-se urna boa casa, em Olinda, na ra
do Amparo u. 31 : trala-se na ra da Cruz n. O
no Recife.
XiasnaaM as as chaves da loja da rita da Ca-
deia do Recife n. 17, com uma rica armacSo de
amarello envernisada, c loda envidracada, propria
para qualquer negocio, ou sem ella : trala-se na ra
do Collegio n. 4.
Deseja-se fallar aos herdeiros de Jo-to Firmino
da Cosa Barradas : na ra do Queimado, loja n. l.
No silio confronte a capella dos Auliclos, ha
Dxnrilhas e vaccas, que se vcudem par? o lallio.
Na ra estrella do Rosario n. 7, se dir\ quem
contina a dar dinheiro a juros com penhores de
ouro.
Compra-se praia brasileiraou hcspanhola: na
rita da Cadeia do Recife n. 5i.
Compra-se loda porcao de prata velha ou nova,
que possa apparecer, a peso, conforme sua qualida-
de : na rna da Senzala Velha n. 70, segundo andar,
se dir quem compra.
Na ra da Cruz n. 119, compra-se o Diario de
Pernambuco de 2 de oulubro de 1851.
Compra-se um moleque ou mualo, alfaiate ou
marciuciro : quem liver anuuncie.
VENDAS
ALMAJAR PARA .800.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibci-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e acerescentado, contendo
400paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. ti e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
folhinhas impressas nesta typographa,
de algibeira a 320, de porta a 160, eec-
clesiasticas a -580 rs-, vendem-se nica-
mente na livraria n. 0' e 8 da praca da
Independencia.
HAMP0LA6 CON TOQl'E DE AVA-
. RA A 2,300.5.000E 3.300.
\ ciitle-so na loja n. 17 da ra do (Queimado, pe-
ras de nkHtapoUio lino com loqoe da nvarii de agau
doce, pelus prcros cima : dinlieiro .1 vista.
PARA 0 lADAIISMO DO
BOM tiOSTO.
A 8x000 rs. o corle !!
Vendem-se na ra do Qoeimado, loja n. 17, sop
da botica, OS modreos curta ds vestidos de tarlata-
na de seda com quadrosde cores, de lindos c novos
deseados, com S varas e meia. pelo barato preco de
Ionio* para vollarelc muito em cunta ; na ra
do Cabula loja de miudetas de porta.
BARRIS El Q0ABTOI.AS.
Vendem-se cascos vastos do vanos tamaitos c
mullo eiu conta, proprios para azeile ou inel: na
roa di l'i iia. lorio do Cariocs, armazem de Anto-
nio Pinlu Je Souza.
\ ule-e um cavallo : no alerro da Boa-Visla
n.SS, primeiro andar.
.MIMA ATTENCAO".
Vendem-se vaquetas inalezaa para eobrir carro,
solado lustre, diia brnura, tu.lo por menos preco
para acabar : no kIerro da lloa-Visla n. 78.
SAGCAS COM IAH1MIA.
Vende-se farinlia de man.linca de muito boa qua-
lidade, em saceas com alqueire de Medida velha, por
preco commodo : na ra da Cadeia do Recife, loja
u. ^8.
Vendem-se corles de vestidos de lelim prcla,
lavrsdos, muilo boa hienda, o padroes do ullimo
oslo, por preco muilo em conta : na loja do (obra-
do amarello, nos qualro cantos da ra do Queimado
n. !l.
Vende-se n ougonbo Novo da Barra, (lisiante
meia legua da cidade da Victoria, inocule e crtenle,
com proporeao para ser d'asua, com planta feilai
e Imas tenas para caima o roca, podendo saireiar
2,000 piles: quem o pretender, diriia-ae cao da
viuva deAgostinho llenriques da Silva, (pie dando
desobliga da casa rara lodo negocio com o proprie-
lario Joao Francisco de Araujo.
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadas |iat i rosto a I{|120,
vendem-se n ra do Crespo loja n. Ifi, a segunda
quem vem da rna das Cruzes.
\cnde-sc feijao niulatiiilio por cemmodo pre-
co : na ra Direita u.6i).
Panno prelo e de cores muilo bons para J,
:s>.XM> c IjOOO, c juntamente lia casentiras prelas,
pannos prclos e sclim maco para colleles das ine-
Ihorea qualidades que cxislem no mercado, e por
preces mais baratos dn que cm outra qualquer par-
le : na loja do sobrada amarello, nos qualro cantos
da ra do Queimado u. 9.
IS MM l 8 8 a I: ;se;gg@5?9
I CHAPEOS PARA SEMIOBAS. |
i9 Cbapeos para senhoras os mais modernos, U
V clieganos pilo ullimo navio de Franja : na
ra nova loja n. 16 de Jos Luiz Pereira A- s
Pi Fillio. g
PENNAS DE EHA.
\endcm-se muilo superiores pelmas de eran, por
preco coinniodo : na ra da Madre de Dos n. 3<.
> ende-se um negro de narao, de ludo servico
o ganbador : na ra da Sen/.ala Vellia n. 70. segan-
do audar, se dir quem vende.
Casa da fama, alerto da lloa-Visla n. \$
5:000^000,2:000^000, l:000,s000.
Estao expostos i venda os bilbeles c cautelas da
loleria de N. S. da Saude do l'co, a qual corre a "7
do crrenle.
Vende-se cm casa dos Srs. I.. I.eronle Fe-
.-:$ ron (\ C o nuvo o agr lavel chocolate de U
tt S.iinle, ehegado recenlrinenic de Fraoca : na <
. ni i da Cruz n. 90.
Na ra do Livramento loja n. 18
ha para vender um caza! de cscravoscom
uma cria de 18 mezes ; o preto ganha na
ra, ea mulhet engomma bemecozinha
sofrivelmente.
Ililbeles
Meios
Quarlos
Decirnos
Vigsimos
55000
31800
9M0
700
OO
_.^ Vendem-se terrenos proprias para estabeleci-
mento das padariss, com porto de embarque pcrlo :
a Iralar na ra do Livramento n. 7, segundo audar.
ALBANEZA, A .MIL RKIS.
\endc-sca l>000 o cavado da excellcnle fazcndi
intitulada albaiieza, com G palmos de largura, pro-
pna para vestidos, maiililbas, hbitos de religiosos
e oulros falos : na ra do Queimado, loja n. -f|.
A 180.
Vende-se a novo< vintens o covado de riscado fran-
cz.coin quadros de diversos tamaitos: na ra do
Queimado, loja n 21.
Vende-se um mualo moco de bons coslumes
seUero n!r3.SerV";u .,.7,cVf" .unios, boa (uilaudeira : na rua da Cruzn. 30.
Vendo-te superior farinba de mandioca, em
saetas de alqueire : na rua da Logoeta n. t.
.,r'ZVe"'le'Se }"Q" cm BWrteas muilo grandes enor
e??uK^Md0A^-^~
C4IXS COM VIDBOS.
ti^Z^''-""^-rc-.ol, unova rua
FERRAtiEKS PARA LRIVES.
,. in i?J ''c CuM* 'l0 IU'cie- '"J" 'i'1- vcndeni-
e odas as rerrageni neceasarias para ourives, por
prceo coiiiiuodo. '
l,omruyC'"lt'""0 "'" cxccllcl,le terreno com algumas
,Z [ ?'i,S ercuo- 9"a 'I" Cho.a-Meniuo.
qusi vii para a Pastagem c Manguinbo, I.UJ. ii,t-
I. do i o,. Real, para w i.,,llical um rjcJ -
sifo por ter as proporecs neceasarias, c boa agua d
rua ly:o:v?'I',C.,n7.l',C'C'''l':r' **>*" 3 ari"i'"' ^
,oi. na a UO rs., e estampas para beiiliubos de iN.
. lo Carino viudos de Lisboa.
l<-ZjCJX'lem~SC ~ >accas PatilIas Uatem' N co"""!1:' W da l,,rre em
cria" ,-'"'" "'!'" I?arec> >acca sen.
cria quem forseu dono pode all procura-la.
NOVOS PADROES DE CHITAS BARA-
TAS, LOJA DA RUA DO CRESPO
N. I i DE DIAS i LEMOS.
Chitas saragocanas caboclas, muito
bonrta 180 rs. o covado. ditas silveras,
mtudinhas padroes muito bonitos pa-
droes e ixes i 200 rs. o covado, ditas
deramagens tambem feas a 200 rs. o
covado, cobertores grandes a GiO, ditos
pequeos a 560, algodao mesclado, pan-
no couro a 180 ; e outras militas fazendas
baratas, c tado se da' amostras com pi-
nhor.
M 2,000 RES V 200.000. 1
& Superiores c finissimos chapeos do Chile W
3 para liomensesenhoras,a maissiiperinrfazenda
que lem viudo ao mercado, ebegados recen- Sf
lemenlc : na loja c fabrica de chapeos de &
T$ Joaquim de Oliveira Maia, na praca da Inde- ?
pendencia ns. 2A, -26. 28 c 30.
Fumo em lolha.
No armazem de Manoel dos Santos Piulo, na rua
do Amorim n. 39, ha muilo bom fumo em folha pa-
ra charutos.
A .l.sOO e i.S'OOO o par. quem dexara'
de comprar.
SapilOes de lustre francezes para homeni, assim
como um completo surliniento decalcados de lodas
ns qualidades, tanto para homem como para senho-
ra, meninos e meninas, ludo por prejo muito com-
modo, a troco do sedlas velhas : no alerro da Uoa-
Visla, deliontc da boneca n. li.
METAL AMARELLO
para forro de navio : vende-tc por preco commodo,
emeasa de Isaac Curio & Companhia,"rua da Cruz
Vendem-se barricas com farcllo, cliepadas no
ultimo navio de Lisboa : na rua da Cadeia do Reci-
fe n. 1*.
Para luto.
Cassas prelas linas com flores brancas a 580 a va-
ra : na rua do Queimado, loja de 4 portas n. 10.
Cortes de vestido a 2.S000.
\ endem-sc cortes de vestido de riscado francez,
cores (ivas, a 25000 cada corle : na loja de 4 partas,
na rua do Queimado n. 10.
CAL VRGEM.
a mais nova que ha uo mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche n. 15, armazem de Bastos li-
maos.
Vende-se um carro americano, novo, de i ro-
das, ehegado ltimamente da America : os preten-
de ules dirijam-se .i rua de S. Fraucisco, coebeira do
Sr. Ka) mundo.
Veadc-so superior violto moscatel de Seluhal,
em ancore toa de -l I, caadas c .". cada uma ; na rua
do Vlgario n. I SI, primeiro andar.
NA RUA DO APOLLO N. 19,
vendem-se saceas com arinhademandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; sendo porcao f se todo o negocio.
3 \ ende-se nesta loja superior damasco de 3
seda de co.es, sendo branca, encarnado, rio, tf*
9 pur pceo razoavcl. >
Vende-se sola muito boa, pellcs de cabra, e
Comma muilo boa em saceos : na rua da Cadeia do
Recife n. *>, primeiro andar.
Na livraria da rua do Collegio n. S.
vende-se tuna escollada coUecciodas mais
bri Iban tes pecas de msica pata piano,
asquacs san as nielhores que se podem a-
char para fazer um rico prsenle.
FARIN1IA DE MANDIOCA.
Saceas com superior fariuhs de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
OLEO DE LINHACA
em barris c bolijoes : no armazem de Tasso IrmAos
v iEMEHTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
a-no como tambem vendem-se as linas : alraz do
Ibealio. armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Ajnela Sdwin Jttaw.
Na rua de Ajwllon. (i, armazem de Me. Calmon-
S Campanilla, acha-se conslanleincnte bons sorti-
ineutoa de laixasde ferro coado c batido, laido ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pe-
ra animaea, agea, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamandoa c modclososmais moder-
nos, machina hurisontal para vapor com larca de
i cavallo*, cocos, passadeiras le ferro astanhado
para casa de purgar, por menos proco que os de
cobra.esco-venspara navios, ferro d Suecia, fo-
lhas de llaudres ; ludo por barato preco.
Na rua do Vis ario n. I'J primeiro andar, lem a
venda a superior flancJa para forro de sellius che-
cada rccenlcmcnle da America.
.CEME.W0R01AS0 BRAMO.
> ende-se cemento romano branco, cbegailo agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
ino, em barricas c as linas : alraz do lliealro, arma-
zem de lahoas de pinho.
Vende-se um cabriole! com coberla c os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi ovo :
par? ver, no alerro da Boa-Visla, armazem do Sr.
.Miguel Scgeiro, e para tratar no Recife rua do Trapi-
che n. I'i, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propredade do conde
de Marcuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a "i.sOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Lc-
comte Feron & Companhia. N.
R-As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcuile os r-
tulos das garrafas sao azues.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recen le-
menlc ebegados, de exccllenlcs vozes, e precos com-
modos: em rasa do N. O. Bieher.Companhia, rua
da Cruz n. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-sc a bordo do briuue ""oncerflo, entrado
de Santa Calbarina, e fundeadu na volla'do l-orlc do
Mallos, a mais nova familia que csisle hoje no mer-
cado, c para porces a tratar no cscriplorio de Ma-
nuel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
u. li.
Lonas da Rnasia, de boa qualidade, e por pre-
co commodo ; venden Novaes & Companhia em seu
cscriplorio, rus do Trapiche n. 3-4, primeiro andar.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-sc eicellenle lahoado de pinho, recen-
t emento ehegado da America: na rut de Apol'o
trapiche do Ferreira. a entenderse com o adminis
rado r do mesmo.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. BeberdiC,, rua da
Cruz ti. 4.
\cndcm-se no armazem n. C0, da rua da Ca"
dea do Recife, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados'em Inglaterra, por precos
mdicos.
Vende-se papel pintado, enverni-
sado, coma particularidade de se poder
lavar, esetnpre esta' novo, deeoraedes mui
lindas e modernas, e preco razoavel quan-
to a qualidade : vende-se na rua da Cruz
do Recife n. 27, armazem de Vctor
Lasne.
Potassa.
No ulico deposito la ruada Cadeia Velha, cs-
eriptorio n. 12 vende-se #*So superior potassa da
Russia, aniuricajiji e do RiaJJaneiro, a precos ha-
alos que he p^^fediar cofas.
to Qfirstao.
Sabio a UiJjasa^aaa^e-io/Qo livrinlio denonjiiad.
Devoto Chnstito,mais correcto eacrescentado: veude-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a Gil) rs. cada cxemplar.
rURLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuebinhos de N. S. da Pc-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora la Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc unicainenle na livraria n. C e 8 da praca da
independencia, a 1;O00.
Moinhos de vento
Htmbombasderepuxopara regar borlase baixa,
decapim.nafundicaOdeD. W. Bowman : na rua
doBrumns. 6, 8 c 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam,quadrillias, valsas, redowas, scho-
ttckes, modinhas tudo modernissimo ,
ehegado do Rio dejpneiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o mcthodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber S Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rice mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris cora cal de Lisboa, recenlcoieulc ehegado.
Vende-se uma halanra romana com lodos os
sus perlcnces, cm bom uso c de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saceas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
Na rua do Vinario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sc farclo novo, ehegado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
Vende-sc superior espermarete americano por
preco commodo : na rua do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula r\ Sanios.
Vende-se ou permuta-se por casas nesta praca
una dos inelhorcs sitios no principio da estrada lo
Arrai.il. rom casa ltimamente reedificada, com
commodos para uma grande familia, muitos aivorc-
dos de fructo, baixa com capim e um excellcnte ba-
nho correnle; qncm o pretender, dirija-se prara
da Independencia, loja de calcados do Sr. Belar-
mine dos Santos Bulrao, que dir qium vende.
ATTBKCAO' AO BARATEIRO.
Voiii.'eni-so apparelhos paracha de porcelana dou-
radose. piulados le esmalto, ditos branca*, ditos a-
snes para ch, ditos para mezas ditos, lanlernas do
pe da vnlro, ditas da eaaqutuho ingjexas, ditas de ii
(le composieao, copos para agua lapidados, compo-
lelras para doce, porla-licares lapidados, hacase jar-
ros de porcelana douradas c brancas, palileiros dou-
radOJ de figuras, con.poleiras lizas c bordadas e ou-
lros muitos objectos por prejo mais commodo do
que. niqualquer parle: na rua .Nova ao p do oi-
lao da Couccicilo n. .l.
Vende-se uma escrava com algumas babilida-
'les : na rua das Triurheiras n. 40.
Vende-sc uma escrava crioula : na rua Velha
O. J%,
Vende-se um sitio de ptima loralidade para
a rabrtoa de lecidos de algodao, entre as duas ponles
"a Magdalena, e com dous porlos prximos ; lem :i
cutes desembarcadas, a da estrada geral de 200
palmos, e de 03 palmos a de mil ao norte, e ol,.,
ara o naacent* sendo lodo este grande lado da par-
ada sombra a larde, arejado e fresco: no mesmo
.il7\edC" a 1,?bc^ni, ienomiiiada Leo de Ouro,
HMIMinn? ,iosP'ci. ">nt os fundos de 80(1 a
i.uuiWO a (ralar na mes.ua com seu propriela-
FRASCOS DE VIDO DE ROCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
lendem-se na botica de Hartholomeu Francisco
de souza, rua larga do Rosario n. 30, por menor
pre-o que m outra qualquer parte.
Vendem-se emeasa de S. P. Johns-
ton Si C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Kelogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candieirose casticaes bronzeados.
Cobre de forro.
Chumbo em lencol, barra c municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr <$ Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construccao muito superiores
BOM NEGOCIO.
\ ende-se uma taberna com poucos fundos, bem
afreguezada e em boa rua : faz-se qualquer negocio
mesmo a prazo com bons firmas, o motivo se dir :
na rua do Pilar n. 137.
800 RS. CAAUM.
Chales de algodao de cores de bonitos padroes,
lencos de garca e seda de bonitas cores a 600 rs., di-
tos decassa de cores a1G0rs., cortes de cambraia
com babados, padroes modernos, a 4S500, ditos de
cambraia roxa com barra 500. corles de casemira
le bom (oslo a 5, ca,emiras do aleodio a 320 rs. o
covado, e outras fazendas por muilo commodo pre-
co : na rua do (ueiraado luja n. -2>.
800 RS. LENCOS DE SEDA
para grvala, de supeiior qualidade e bom goslo, se-
das escossezas das mais modernas a 1jOO o covado,
diales de seda de Superior qualidade a 11, corles
de vestido de seda lavrada e muitas outras fazeudas
por muilo baratojprej : na rua do Queimado, loja
RlJA DO CRESPO LOJA EJC4RL\D\.
Vende-se cassa franceza fina, de lindos padroes
a 400 rs. avara ; corles de cazo de seda, de goslos
cscocczes a 80000 rs. chales prelos de merino,
superior lazenda a 33200 c 3J0O ; cortes de brim
de puro linho a 13280, 1600 e 2-5 rs. ; chales de
Aa_ e seda rom ricas palmas as ponas a 33200,
38.J00 c I rs.; romeiras, chales de, loquim, ditos
le seda, pannos de todas as cores e qualidades por
precos commodos ; corles de casemira de cores a
43000, 4300 e 3000 ; ditos de dila prela muilo
superior a 7 e 83000 rs., e oulras muitas Tazendas
novas, que se vendem por menos preco do que cm
outra qualquer parle.
Cliampaune da superior marra Cmela: no arma-
zem de lasso IrmAos.
GARRAFAS VASIAS
cm gigos de groza e de 110 garrafas: no armazem
le J asso I. mao..
Na rua da Apollo n. 19, vende-se polassa mui-
lo nova, checada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em oulra qualqutr paite
e 2o travs de mangue, que eiistem no Caos do'
Ka aso*.
8
i
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-sc superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada rccentemenle, recommen-
da-se aos senliores de engenhos os
seus bons ell'eilos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- W)
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
i
ESCRAVOS FGIDOS.
- -
IIEGIVE1
MELHOR EXEMPUR ENCONIRADO
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. VV.
I3ov.vmann, na rua do Rrum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de ~> a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cario
sem despeza ao comprador.
Em casa de I. Keller&G., na rua
da Cruz n. o"), ha para vender 3 excel-
Icntcs pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.

I 100^000 RS. DE GRATIFICACAO
39 Fugio da casa do abaiio assignado, na na- &
W drugada de 3 de Janeiro do corrente auno, um Cli
*, seu escravo, crioulo, do nome Amaro, oflicial C
9 de sapateiro, de idade 30 aunes poucu mais ou
menos, altura regular, barba pouca, denles 3)
limados, olhos enfuma;ados, anda calcado,
3$ lem as maos calejadas do fin desapaleiro, lem
n lesla com os cantos descoberlos, he bem fal- &
@ lante ; slc escravo, quando fugio levou com
sigo um cavallo caslauho, arrciado com um as
9 sellim inglez, coinprido|e muilo eslreilo, ca- @
@ becada lambem ingleza, o cavallo lem des
aunas pouco maisou menos, andadorde baiso gi
e meio, frente aborta, lem um calombinho no (j
i r-|nnliaco. e he roncollto ; o dilo CsCravo fui
:-,5 do Sr. Manoel tinto Borba, morador no Ga-
JS mella: quem o pegar, dirija-so a rua da Sen- 43
S zal Velha n. 114, que so Ihe dar a graiili- S
$ carilo'acima marcada, e se for fra.desla pro- 5
.-t- vinria se pagarSo as dcspezai da "conduce* m
@ de onde elle esliver para e-la. a*
@ loaquim Paes Pereira da Silva. a
9dSSS3S39:9:S0r@@3
csappareceu do poder lo abaiio assignado
na noile de 16 do corrente, o escravo, cabra, acabo-
ciado, de nome Joaquim, de 24 a 2.) auno<, cabera
redonda, cabellos corridos, denles limedos, beiros
rxos, brajos c peruas grossas e curias, anda apres-
sado e cora o corpo um pouco ineliuado para a fren-
te, passos curios ; levou capeo do palha velho ca-
misa do algodaozuiho ou madapoln e caira de'rase-
mira cimenta : rosa-te, poilano, a todas as autori-
dades policiaes e capilaes de campo, que capturem o
mencionado escravo, c levein-o rua de Moras 11
2i, que aleta de pigar-se lodas as despezas, e crati-
ficara generosamente.Jos Francitco do Reg.
Oesapparcceu de Vacca-Brava, perlo da villa
de Cabaceiras.oprelo le Angola, pertcncenlc ao ma-
jor I-ausi.no de Souza Cavalcanli, com os signaesse-
guinles : ja velho, estatura regular, lem um denle
lirado na frenle e outro torio, tem nos bracos uns
careces, pernas finase ps torios, lem bstanlescira-
(nzes as costas, de relho ; pede-se,porlanlo, as au-
toridades policiaes e capilaes "o campo o appreheu-
dam o levem-o rua do Queimado 11. 11, a Manoel
Jos Machado, que serSo bem recompensados.
Roga-sc as autoridades policiaes e capilesde
campo, que bajaos de pegar um cscra\o crioulo, cor
fula, altura regalar o corpulento, de 25 a 26 anuos
de idade, neuhuma barba, lendo eva.lido-se com
camisa de madapoln e calca de algod-ozinho, oqual
suppOe-se eslar nesla prara, porque lendo ido para o
sul rugir da ponlc dos Carvalbos ein procura de Po-
dras de l'ogo, para onde dissera ir : quem o pegar,
pude leva-la .1 rua do l.ivranicnlo n. 6, que ser
bem recompensado.
Tendo-se ausentado do Recife, em 22 de maio
do anuo prximo passado i esrravos, como consta dos
aiinnncius entao impressas nos jornaes desta cidade,
desles apenas se reculherain 2, e acltam-se anda au-
sentes os oulros 2, sendo os mais desejados porque
foram os autores da fuga de lodos ; pede-se porlanlo
a opprchcn-ao dn preto Jos, de alta estatura, idade
mais de :!0 anuos, com falla do olho esquerdo, cor
bastante negra, c muilo prognosliro. Joree, ctir fula,
alio, lambem de boa figura, idade de 25 a :!() anuos,
com um pequeo lalho em um dos cantos da bocea ;
ambos estes cscravos s.lo rrinulos c filhos do serbio, e
ha muito pouco lempo osla\am nesta praca ; pelo
dcpoiincnlo dos ebegados Conslj que secuiram os ru-
gidos pela estrada do l.intociro al Carii i-Velbo, ,-itli
se separaran!, e depois conliniiaram para Paje de
llores, d'ondc Jos he natural, dizendo que ia \er
os parales, c depois provavclmcate seguiriam para
o Sobral, s Calingas da Pianln, d'onde Jorce be na-
tmal ; he o mais que se pode indicar a quem possa
lellcs tirar partido : pede-se, porlanlo, a todas a-
auloridades policiaes e capilaes de campo a appre-
hensSo dos referidos esrravos, e se oflerece a qnanlia
le lOOCOOO por cada um, ou SoOgOOO vindo ambos
junto, a quem os Irouxcr a esla prara a viuva Amo-
rim & lilho. rua da Cruz n. 45 ; na Paralaba aos
.rs. Jos I.uiz Pereira Lima & C.; no Rio Grande
do Noria ao Sr. Theolonio Cocll.o de Ccrqueira ; no
Cear o Sr. .Manuel Caelano deGouveia ; e no Ma-
ranh.lo ao Sr. Caelano Cesar da Silva Rosa.
PERN.: TYP. DEM. F. UE FARIA. 1853


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