Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01293


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXI. N. 16.
SABBADO 20 DE JANEIRO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
. hiii----
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
-
} -*
i
i
DIARIO
KNC.VlU\EAI>OS DA Si;nscitH.;.\'o.
H'-.-if.f, o proprielrrio M. F. de Parla ; Kio ilo Ja-
neiro, o Sr. Jlo I'ercira Martina ; Baliia, o Sr. 1).
Duprad; Macei, o Sr. Joaquina Heanlo le Men-
dnnra ; P.irahiha, o Sr. Gervasio Viclor da Nalivi-
d.ide; Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio Pcreira Juuiur ;
Araraiy, o Sr. Amonio de Lomos Braga; Ccar, o Sr.
Victoriano Augusto Borge* ; MaranhAo, n Sr. Joa-
quim Mirqucs Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
R un- ; Amazona, o Sr. Jcronymo da Cosa.
Sobre
CAMBIOS.
Londres, a 28 1/4 d. por 13*000.
Pars, 3V2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Ao;oes do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Beberilie ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leuras de 8 a 10 por 0/0.


IfETAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 295000
Mocdas de 60400 velhas. 105000
J> de 69 i 00 novas. 16*000
de 48000. 99000
Prala.l'aiaccs brasileos. 19940
l'esos columnarios, lS'.MO
mexicanos..... 19860
PARTIDA nos comicios.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, 15oa-N isla, E\ eOuricury, a 13 e 28
Goianna c Paralaba, segundas c sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-ciras.
PRBAMAR DE IIO.IC.
Primeira as 6 horas e 6 minutos damanhaa.
Segunda s 6 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
(lelacao, tetjas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sexlas-fciras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quarla? e sabbados ao meio dia.
EPHEHERIDES.
Janeiro. 2 La ebeia as 5 horas, 48 minutse
33 segundos da manha.
11 Quarlo iiiinguante s 2 horas, 7 mi-
nutse 38 segundos da larde.
t 18 La nova as 6 horas. 17 minutos e
36 segundos da manha.
>) 24 Quarto rrcsccnle a 1 hora, 48 mi-
nutse 32 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
la Segunda. S. Amaro ab:; S. Habacuc.
16 Terca. Ss. L'erardo, Acurcio, Ulhon mm.
17 Quarla. S. Antoab.; >s. Elensippo e M.
18 Quima. A Cadeira de S. Pedro Apostlo
19 Sexta. S.Canuto rei m. ;Ss. Audifas eAbacuc
20 Sabbado. S. Fabio p. m. ; S. Sebastio m.
21 Domingo. 3. depois de Rcis.S.Igncz v. m. ;
S. Palrocofo m. ; S. Kpiphanio b.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS IH> 1)1 Mil, t DE
PERXAMBCCO.
LISBOA
30 de novembro de 185*.
Ha umitas da* que esta annuncia la a chegada do
paquete Pampero paraa carreira do Rio da Prala.cm
ruja mala Ihc cnderejanios una pequea corres-
pondencia ; como porem anda nAo chegasseo incn-
rionado paquete, aprovilamos a demora para llie
cummumear as novidades que con em por e-ta ca-
pital, bem como os acontecimento* mais importantes
d'ella. Entre estes ltimos avalla rom geral senti-
menlo i morle de visconde d'Almeida-Garrell, per-
da irreparavel para as lettras porluguezas, pois que
o i 11 u si re finado era o primeiro escriplor de Porlu-
al, e um dos espiritas mais elevado da pennsula.
Iste acontecimento funesto leve lugar sabbado,9 de
ileiembro, pelas 6 hora e 25 minlos da tarde, na
casa onde resida na ra Direita do Salitre.
No domingo segiiinleappareceram os jornaes com-
memorando a morte do insigne pocla c nesle aclo
de pedo-a tributaran foram concordes e unnimes,
allaslando lodo equ.lqiier resenlimento poltico e
na vontade de partidos. Este proccdimcnlo fui liu-
vavel c honra sobremaneira a imprensa iiorlugueza.
Celebraran)-se as exequias na segun S. [abpl com urna missa resota de corpo presente,
c un libera me de msica ; a concurrencia era im-
mensa. Depois foi o prestito a pe acompanlian,lo
o caixAo desde a igreja al ao cemiteiio dos Prazeres,
o qual era levado a inflo pelos seus amigos e admira-
dores, c l na derradera morada depois de cerrado
o jatigo pronunciarara-so locantes discursos e senti-
das poesas.
Fallou primeiro o famoso poeta Caslilho, que cm
vec. ,le di-curso suscitan a lembranra d'um repouso,
campos elysios para o restos dos hroes portu-
gueses.
Scguio-so o Silva Tullio, empregado da biblioteca
publica, e lambem cscriplor, indicando o grande
exemplo que dava ao mundo e ao seculo o tinado
pocla em seus ltimos pie-loso momento), oraram
muilo* oiilros moros disliilguindo-se entrecllcso Rc-
bello da Silva, o joven pocla Palmeiiiin recitou urna
poesa locante do Mondes Leal.
O cortejo era mmciisae de lo.las .as c'.asscs, depu-
lajoes das escolas de associajOes, corpo diplomtico,
ministros, pares do reino e immenso povo. A perda
na verdade lio immensa. Juflo Baptisla de Almeida
Garrett era o primeiro poeta e o primeiro cscriplor
pnrlugucz ; be o fundador da nova escola em Portu-
gal. As lamen lar, es dos jornaes nao lein cessado.
E urna commisAo composla de admiradores o amigos
do grande escriplor propoe-se, mciliaute urna subs-
cripta, levantar om monumento.! primeira suinmi-
dailo Iliteraria do paiz. Ja quelite noticiamos a mor-
te de um liomeni dislinclu.parteeipanins-llie lambem
a do outro que, nao tendo as proporjoes gran,limas
do primeiro, adquiri ecrla celebridade entre os jor-
nallas durante o tempo em que re,lisia urna follia
defeudendo o actual governo, c de quem por vezes
llio Icinos faltado. U. JoAo de Azovcdo falleceu ha
dias de um alaqu apoplelico,equando tratava de pu-
blicar um escriplo Quiuze mezes polilicos da
ebronira contempornea ; publicarlo que nao era
Iu muilo do agrado do governo, e cm particular do
ministro do reino Rodrigo. Era homcm instruido,
de p niel saude, morreu novo.
Pilucas sAo as noYidadcs polticas, e bem poocas
as noticias curiosas; o deslenlo,a froiixidAo tavra em
lodasaselasses, cada um lala de vivcr ornis com-
mndameule possivel, lodos tem em mira o velbo ri-
fas que diz : cit com a iniuba barriga quelite ria-se
a gente. O que mais cnlrelcm n publico desla capi-
tal lie a opera I \ rica, is.u mu. He o negocio im-
portante que aaila e commove esta sncieiiade gasta
e caneada ; que uaita senle com profundeza, nem ja
lem energa para cnusa nenhuma.
Madamoisclle Alboni be o mortal feliz qno abala
estes seres eivados do eaoismn. be a ereatura ditoza
quo arrasla e arrebata lodas estas orgauisajcs je-
tadas pela indiflereiioa. S ella lem esse rcrtidao.
Nada mais podemos acrescciitar ao que j Ihc te-
mos dito cm elogio da eximia canlnra;nas operas tuc-
ccssvas em que lem cantado he semprc a mesma a
iininorlal cantora. O desgoverno, on anles a bal-
burdia que ha na empreza de S. Carlos, lem dado
pasto as conversarles ociosas, desgostos ealpma-
jes aos artistas, em particular aos de segunda ur-
dem, e malcra para escriplos salyrcos, entre os
quaes pode-se lr com gnslo o Panphtalo, Rlha Folies
om S. Carlos do Silva Tullio. Note que Rilba Fol-
ies lie o hospital dos alheados.
Com dala de 20 de dezembro publicou o governo
um decreto para a inlrolcelo livrc dos ccreae-,lau-
to pela via seca como a molliada ; a caresta desles
v; ver es.o iisoquescvai ailoplando de exlraliir agur-
dente do trigo, os alravessadores que especulavam
com as necessidades do publico lornavam esta medi-
da indispensavel. O decreto marca al junho a sua
durar io. lia quem ache muilo ponen o lempo da lei
para medida de lauta ulilidade. Veremos a opinnlo
da cmara quando lho for apresentada.
Tem fetu um fri insuporlavel, o Pampero em
que Ihe enviamos esta est a partir, dcsejamos-lhc
boa viagem, e a "me. um anuo novo de inflo rheia,
e en fcando fare.ando noticias para a prxima car-
ien a aununciadapara o dia 9 de Janeiro.
AU Bacli.
6 de dezembro.
Ora viva o meu amigo, anda nflo cahio Se-
bastopol : porlanto nao ha novidades de apreso,
nem que valliam a pena dar conla ilellay-tSn lellra
'-'-^', ,*. ii^iguiwrffiln hurrmrin Iiuxerman
mu de sobejo aos alliddos que a cousa nao era
lao fcil como a ftzam. Anda-me com elles, Nico-
lio, dizia um nos-o amigo faeanliu lo partidista do
czar.
A guerra do Oriente ainda nao principiou de ve-
ras ; lia tal que assim o allrma e avanza com urna
certeza como se eslivesse a contar o lempo que mar-
ca um relogio.
Lancemos a vista sobro a pennsula ibrica, c di-
gamos o que por e vai. O pensnmenlo di uniao
ibrica uestes ulliiaus das lem dado que fazer a
caximona dos seus partidistas de ambos os p-ii/e-, e
muilo mais aos seus contrarios. Trala-se em Ma-
drid de fazer um neeling alim de ahi evpor ou dis
culir as vanlageus, e modo como se lia de levar ao
cabo tal uniao. Uro dos priucipaes promotores des-
la reuniao be I). Senibaldo Mas, que seivo com
ili-iinroio na diplo naca hospanbola durante a sua
embalsada da China ; foi eslo ruesmo cavalleiro que
den um aro em um dos holeis da capjtal de Hes-
pauba por tccasiao d.i passagem por aquella Ierra do
par do reino (iiiedin, um dos caixas do contrato do
tabaco, grande figurao porque tem iliulieiro, c por
consequenca um homein muilo sabio. E assm o
enlenderam os lae- senhores ibricos de Madrid. Os
jornaes hespauhoes que adoptam o tal pcus.imcnlo
da uniao ibrica, cscrevem arligos sobre arligos pro-
palando as suas Ideas, aprescnlando alvilres, e ad-
iliizimlo argumentes em favor da causa que apelli-
ilam grandiosa e fecunda. Os jornaes partuguezes
ila mesma opiniao trailuzem-nos, comiiieulam-uos.
juntando lambem aquilln que podern da loa casa,
que nao be mao. Vamos com Oeos. Em geral po-
de-se ih/er sem receio de fallar verdade, que lodo
o reino vis'ihn simpalbisa com o pensamenlo ibri-
co p i-lera nao ; em Portugal, porem,nao he lito cor-
rele; o lerrvel phantasma da anniqudacao nacio-
nal cspanla ; o partido que se diz legitmisla torce o
nariz uniao ibrica. No cm que concordan! os
espiritas mais luminosos e desprevenidos lie em urna
larga legislaran econmica que abranja os inlercsses
de ambos os paizes. nesle sentido ; pondo de parle as
transacciies poliliras, pelo menos por cm qnento.
No uossoentender os que pensam assm; pensam
muilo bem. O remita lo das medidas lomadas ua-
quellc punto de vista, e bem applicad.is eram de
Riiininn proveilo para as duas nan'ies que tclualmen-
l esto em completa decadencia. Digam o quedis-
acrcm. Cousa nolavcl, quando a monarebia porlu-
Roexa andava em guerra viva, era quanto Portugal
luluo a ferro c fOBO enm o outro povo da pennsula
hispnica, duranle a temporada em que os dous
aqui, e altribuindo ludo an tal rapazlnlio. Elc ne-
gociante o mais tanos amigiiinbos, lodos pessoas de
muila capacdade. Bem faz o uobre visconde Alou-
guia que qoer ver ludo em pralns limpos para faier
jolira. esto ministro tem a bossa ,1o justo, com a
virlude da paciencia, estas duas rousas combinadas
hilo de lomar o negocio mais claro que um pralo co-
vo cheio d'aua. c eoUh) teremos ju-liea as direitas,
e lambem as escancaras. E elle be capaz disso ; o
lal ministro O nohro duque de Satdaiilia vai vi-
vendo, sabe Heos como, lie verdade, mas vai viven-
do. 'Hollamos I lie dilo que S. Exc. fura justificado
pelos tribunae nonde chamara o 1'eHodico dos Po-
bres do Porto ; a nossa inorniac.Vi nao foi exacta ;
a querella continua. Esta questao do rapto j i meto
nojo.
Corre quo o ministro ingle/, n'um almor a que as-
sistira o uobre duque, dijera em conversaban diplo-
mtica, quo o aspecto que a guerra do Oriente ia lo-
mando era para demora, e que se as cousas so com-
plicassem c se a guerra se tornasse europea, era pro-
vavel quo as nacoes de segunda ordem concurressem
com o sen contingenta, e nesle caso estara Portu-
gal o vellio alliado da GrAo-Bretanha.
O que mais deu aqui dias cm Lisboa que fazer
e que fallar, foi urna quesiao Ihealral milito trans-
cendente para os dulcanle, |e todos os amadores da
opera lyrica. A cousa foi milito simples, todava
poza capital n'uiu estado assustador, nos botequins,
lias lujas de modas, as nacas, passcios, lias salas
nao se dizia oulras cousas senao : rauta ou nao can-
la aJAIboni na Somnmbula ? A Castellil nao quer,
respondim ; c lem esso direilo pelas siiasescripluras.
O cdigo de Milao veio a liallia. Emlm o raso cslc-
ve serio. Os ministros esliveram alrapalhados. O
direilo que asristiaja madama Casiellan pelas suas es-
crpluras foi ventilado discutido, seguin os tramites
compelenles. A autoridade decidi a favor da ce-
lebre cantora, como era de boa raxSO. Madama Cas-
lellan cnlao|por um impulso de cradit io, ou consa
que o vaina, cedeu do seu direilo, dirigindo urna
obsequiosa caria ao publico. Elleclivamenle mada-
ma Alboni foi cantar na Somnmbula, Nao llie digo
nada a Vine, s c eslivesse, c a onvisse dizia com
nosco sem duvida nenbuma : lie o rouxinol do meio
lia. O autor da Meia do Saloio, farc i. que foi pa-
leada no Gimnasio, como Ihe dissemos, sabio-se com
um autor palalo ; houve quem dissese, que era
peior a emenda que o soneto ; mas |o publico nao
enlende assim, que rhamou o autor ao proscenio cu-
brndo-o de apptausos. 1). Jnsc d'Almada ficou que
nao cabia n'um sino, dando-sc por bem remunerado
da tunda que levara na Meia do Salnio. E de passa-
gem, ilizemos que joven autor da Prophecia he dig-
no do estima por suas qualidades c intelligencia.
O invern prinripiou com muito rigor, lem feilo
um fri insuporlavel ; anda bem, pois a mudanca
de estaca tem nbrandado a iiitcnsidadc do cholera
em Beepanha. E Portugal desla vez fiea safo. Dos
o queira, porque a pilsqueira nao he das melhores.
No dia 2 de dezembro esleve o municipio de Lis-
boa sem carne, por dcsaveneas da cmara cornos
marchantes ; na i sabemos ainda a causa deste desa-
guisado, em que no|foi possivel pilhar um guisado de
carne. Aqui anda Iramnia do menino cnsul de
l'ernamliiico. Nao pode licitar de ser. Te.'iha cui-
dado, Sr. cnsul, que andamos-lbe na pista ; e qual-
querdas suas rapazeadas ha de sahir a publico.
I). Jo.1o tP.Yzcvcdo, ou I). Joao ila Topada, que
sao um e o inesmo lioinem, redaclorlque fui ila /spe-
ranca, jornal do ministerio, e agora aposentado pelo
inesmo, ou por elle Jlo assim o querer, vai publi-
car urnarhronica roiitainpornura, obraziulia que ha
dedar no coto do respeilavel publico, pois segundo
resam Hlprospec'OI da inesmssima obra, lia de assoa-
ibar milita cousa que al agora eslava do mofo ; eslo
Joiiozinbo'he da marca de Judas,; foi aniiuo de co-
mes e bebes com a parci.ilidadcque triumphn na po-
lilica wluel, e porlanto ha quem espereque elle po.
nba a calva
mais completas e lbe"p>is>o contar o que se passou.
A i de novembm, o corpo deexercito do general
Damieiiher, do qual a divisan Liprandi era a guar-
da avanzada, se echan inleirameuto formado nos
muros de Sebastopol. Este corpo de exercilo conta-
va :)0,000 homens, e linha sua frente dous Pililos
do czar, os graos duques Miguel e Nicolao, e lomou
posicao tarada ridade, as ruinas de Inkerman, no
lugar onde o Tchernaia desemboca na baha de Se-
bastopol, apoiando-se deslemolo.de um lado no ar-
rabal,le de Karahclna e de outro lado, as alturas,
que bordam o curso do rio, c lemta dianlc de si a
ala direila do exercito ingles, A 5, ao romper do
da, os 30,000 boniens de Danucnberg, reforjarlos
por 10,000 bomens da gunrnifiio, partram de In-
kerman e avanraram em columna cerrada contra os
Inglczes. lima espessa nevoa favoreca seus ilum-
nenlos e Ibes permiltio chegar al as lindas iuglezas.
Felizmente acharara diante -ta si um regiment da
guarda real inglcza, que e dcixou fazer em peda-
jos sem recalar um s paseo. O general Cathcarl
leve lempo de chamar o reslo da divisao e com 8,000
homens punco mais ou menos, couseguio resistir a
D.innenberg.
Esta lula desproporcin da durava rr.ais de duas
horas, c os oDiciaes inglczes scoiKcrvaram seu ter-
reno, fazendo-se matar um aps o oulro, frente de
suas Iropas em arommeltinicutos desesperados.
Achavam-se quns involvidos pelas massas do inimi-
go, quando ebegou a marche-marche urna brigada
Francesa forte de cerca de 3,000 homens, comman-
da pelo general Monncl, a qual se precipitan sobre
um corpo russo, cinco vezes mais numeroso, rcpel-
lindo-o para alem com um impeto errcsislivel ; c
restaheleee o combate. Tres vezes os inlrinrheira-
mentos inglczes foram lomidos pelos Russos e ou-
lras lanas vezes foram tornados a lomar pelos adia-
dos. A brigada Monnet decidi o combate a favor
'tos altarles; a arlildaria desla brigada alacou os
Itussos de (lauco, desbaralando-os e convertendo-
Ibes a retirada em derrota. As qi airo horas da tar-
de, os llussos linb un abandonado complelamente o
campo da hatalha, sobre o qual foram encontrados
dous generaesmorios e oulro gravemente ferido. Du-
ranle o combale, 8,000 humen da goarnicao sabi-
ram do forte da Quarcnlcna, e a\ anear.un a mar-
che marche para as lindas franrezas, que esiao,
quando muilo, a cem metros distantes da prac.i. Os
trabalbadores da triucheira c os itestacamenlos de
protcejao, tiveram do abandonar a primeira bileria,
cujos ennhes foram encravados; mas s rcliraram-
sc disputado o terreno palmo a palmo. Deste mo-
do deram lempo a que chegasse o general Lourmcl,
que voava em seu soccorro com alguns balalbes.
Depois de um pequeo combale, os Russos foram
repellidos das liiihas, rechazados para a prara e ar-
delilemente perseguidos al vinle passo do ba-ti.lo
da Quarenlena, cujo fogo, he que fez deter somente
o impeto de nossas tropas.
Taesso os feilos prinripacs da batalha de Inker-
man, avaliando-se a perda dos Russos em 8 ou
10,000 homens morios e feridos. Os al lia los paga-
nini bem caro esla victoria, pois se calcula o numero
de homens, postas fora do combate, em 2,.iS00 Ingle-
zes e t,300 Francczcs, que foram menos accommelli-
dos. A perdas foram mais consideraveis entre os
officiaes generaes. O general ingles Carlhcart c
dous tu i_m ler,, aeneraes Goddic Straiigways, fo-
ram morios. Cinco generaes inglczes foram feridos.
Os Francezes tiveram o general Lourmel grvenmele
ferido edizem que o general.Onrobcrt lambem fui
ferido ; mas o seu bolelim nao las meuc,ito deste
relo.
tem ve Vine, que be urna guerra encarnizada,
a que lem lugar na Crimea, pois o Russos se balcm
i i; i isamrnle; por esta razilo os governosda Franca
c da Inglaterra, resolvdo. a nao abandonar o cam-
'" oo da bal.iih i, se aprensan) em empregar iodos os
- Pyus recursos para reforjar seus exere i tos eassrTu-
npeuado para conduzir^Viile ao Ihealro da guerra r
bei^aiiio o daxaitursi^H^^ijuni^lon. que havia
de parlir no dia H do cnrrtjnle, qu( W lel.l'TugST
a 9 de Janeiro do anuo prximo ; se Dos nao man-
dar o contrallo.
Ascuhora I), correspondencia re,mimen -la-so, e
diz que na primeira occasiao remetiera umnrliguinbo
que da de ler muilo sabor. Jllifaclui.
Pars, 21 de novambro de 1854.
Nao sei ainda, se esla caria poder partir a 21
dcslc mes, como he coslnme, porque se diz aqui que
o vapor de Liverpool esl.i requisilado pelo governo
nglcz para levar Iropas iuglezas n Crimea. Disse-
rain-me boulein na legado, que o servico de Sou-
llijir.plou ia ser inlcrroinpido, e que o 'Ihames, que
devia parlir aO do mez prximo vindouro, llnba si-
do lambem frelado pelo governo. Entretanto
apromplo meu Iralialho, e se for verdade, que o va-
por de Liverpool nao partir no dia do costme,
lirarci em estado de servir-me da primeira occasiao,
que se nflerecer, para dar-lhe noticia dos aconteci-
mentos, que tem ti lo luaar na Cumpa. Se, como
julgo, as grandes comp.minas, que fazem o servico
do Brasil, acharen) meios de substituir os paquetes,
que Ibes fallara, a minha caria estar prompta, e 1-
milar-me he aacrcscenlar, como posl scriptum, os
aconteciinentos que livercm sobrevindo depois. Se-
ja como for, pode Vine, ficar convencido de que
procurarc meios de iuformar-lhc o mais de pressa
possivel. Sebastopol nao he lAo fcil de (omar-se,
romo se linha pensado a principio. Estamos em 21
de novembro ; tamos por vias indirectas noticias da
Crimea al 12 e o sitio ainda nao est acabado, c
al parece que uAo esla avanzado deum modo no-
lavel. Ha muila impaciencia e muilo desanimo cm
Paris e Londres, e a Bolsa das duas grandes capilacs
est.em lula com um pnico, que se manife-la por
urna baila enorme nos fundos pblicos e nos valores
industriaos.
Estes temores dos capitalistas nao ,lo parlildados
pelos militares e pelos dous governos da Inglaterra e
da Franca. He cerlo que os nossos exercitos lem
encontrado cm Sebastopol muilo mais diiruldades,
do que se siippuiiha. Julgiva-so que a costa me-
ridional daquclla praea nao eslava fortificada,e Icm-
se achata que as fortiliraries deste lado n.lo sao me-
nos formidaveis que as do lado do norte. Os Ira-
balhos do sitio lem continuado, mas com excessiva
moro.i,lule por causa do terreno, que he de rocha,
ubrigaudo a cada passo a recorrer-se a plvora para
fazer-se o culiinclieiramcnto.
De oulro lado, n Ic-nnn,........ln da esquadra rus-
sa aug enlou a guarnicao de Sebastopol com quinte
a vinle mil mariuheiro, que sao o.relenles solda-
dos. Alem disto, lem chegado da Bt-ssarabia refor-
jes, que elevara de 40 a .W.OOO homens a cifra do
exercilo, do que Meuscbikolf pode dupor, sem en-
fraquecer a defeza da prara. Sao esles os motivos que
demuram a solueilo e a lornam duvidosa aos odos
do algumas pessoas.
Mas eslas .luvi las nao s.lo parlildadas pelos ge-
neraes francezes e nzlezes que lem plena confianra
nos successos de suas operaciBee. Ainda que os Rus-
sos.leulidin battanlea bracos, para repararen) de no-
le urna parte dos prejui/os, que Ibes causa lodosos
dias o fogo de nossa formidavel arlilharia, os Irada-
Ihos do cerro continan) sempre, c pelas ultimas
noticias, lindan) chegado a cemjiassos porto da pra-
<>. Nao pode lardar o momento cm que se possa
dar o assalto, logo e logo que cliegue este da, con-
la-se com razao, com a intrepidez das nossas tropas
que dcverAo triumphar da resistencia desesperada
los Russos. A respeito do exercilo de Meuscbikolf
c dos reforcos, que Ihe chegam, pouco receio se tem
e por militas razoes. Era primeiro luaar porque he
chegado o momento cm que sao impraticaveis os ca-
minlios, que couduzein da Bessarabia ,i Crimea, por
que ha entre os dous paizes sesscnla leguas de Slep-
pss, que no invern nao slo accessiveis mesmo aos
caladores, sendo a tnica estrada praticavel nm mar
de lama c gclo. Em segundo lugar, se os exercitos
sitiantes solfrerein per las, a F'ranra e a Inglaterra
lem lomado medidas para as reparar, e ja lem envia-
do rcforc,os cm grande asala, grcil a i mar do qual
somos os senhores atavalos. Finalmenele ainda
inesmo infectares cm numero, nossos soldados nao
lemem os Runos, sendo seu enlhusiasnu lal,que pa-
reinos limilropbe- aiicrreavam-se miituamenlc, foi ra ciles urna balalha empandada, he urna hatalha
n lempo da sua gloria ; boje que a rivaldadc se ex- guillada.
a nveslta a muila gente. Ifar 0 resultado desua empreza. As perdas qip c-
Dainos-lhe a ma nolkia.quc o paquete da carreira 03 S0M-r,|0 em humes, vSo j ser reparada* A
de Liverpool, que havtde sabir dupti no dia 29. foi -Inglaterra frea um grande numero de navios o
vapor, para levar Crimea um corpo de 7,000 do-
mens; mas o governo inclez nao licar nisso. A
Pranfa, que lem malotes recursos do homens, faz
preparativos mais ronsideraveis. Tres divisos es-
tira em caminh, ou prestes a parlir. pira ir aug-
mentar o exercito francez. Urna dcstas divisos,
lomada na Grecia c na Algeria, deve-sc adiar ues-
te momento no lugar de seu deslino. "As oulras
duas vAo ser embarcadas em Too Ion e em Marsclha
nos navios, que os gelos do Bltico tornaran) dispo-
niveis. A cifra dcsls Ir.'sdivisOes he de '30,000
hmeos que'vao elevar cm poucos dias o exercilo
francez n 90,030 combtanlo. Esta lula toma
proporee gigantescas, e he muito justo que as pre-
teiir.Bc* da franca e da Inalaleira creseam na razilo
dos inmensas sacrilicios. que a guerra Ihes impe.
Se me nao engao, a lomada de Sebastopol nao sa-
tisfar s potencia* oendentaes. Seus exercitos de-
vela oceupar a Crimea, e dalli drigir-se Georgia
c regiScs do I'. inciso, para destruir a dominai-Ao
russa.
A diplomacia torna-se insignificante c amortecida
junto desles grandes espectculos e dramas palpitan-
tes, que aprsenla a guerra. Todava ella nAo'se
canea, e a Allemanha continua a perder-so no d-
dalo de suas negaees, em quanto o cantillo Iroveja.
Trala-se de saber se a Austria, que esl visivel-
incnte ameaeada pela Russia, sustentar s a lula
que se prepara para ella, ou se eri socrorrida pela
ronfedcrarAo germnica. A Prussia continua a
levantar diHici'ldades, que fazem ver sua m voli-
tado e ma f; mas o gabinete de Vienua parece de-
cidido a forjar a Dieta apronunciar-*c,e as iuslruc-
Joes, que lem dado ueste sentido aoSr. de Porkesch,
seu-ccpreseiilantc cm Francfort, dcrlaram que, se a
Auslria nao obliver urna decisao conforme aos seus
votas, se retirar da ronfederarSo, e far somenle o
que seu iulerese exigir.
Esta enrgica allilude lomada pela Auslria mallo-
grar, como se deve esperar, as combinaces, da
poltica pouco sincera do gabinete de llcrlim.
l.oid Palmcrstoii acaba de chegar a Paris c j te-
ve algumas conferencias com o imperador. Sop-
poe-s .'oralmente, que se vai tomar nleiima grande
ro*nlur,ao nestas conferencias.
Na Hespanlia, as corles rcuniram-se a 8 de no-
veinbro. O discurso do llironn rccommcndoii aos
deputadns a coiiciliac.lo. A rainlii foi muilo applau-
dida. O* republicanos, que quizeram ulilisar-se da
revolu^Ao da llcspanha para suas utopias, ficaram
il I u,l idus em suas esperan cas. O velbo general San
Miguel foi eleilo presidente provisorio da as*embla
conslituiite, a qual se acha oceupada na verificacAo
do* poderes do seus memhro*.
A rainha da Inglaterra fez dirigir.por intermedio
do embaixador francez, seus pezames viuva do
marcchal Saint Arnaud.
Iinuuio e-la i pituita rom a adversnladc. Agora
minio* dos sens caracteres dislinctos procurara na
uniao de ambas a pro'perdade perdida.
Em Portogal caramba ludo cm paz podre, afora a
polmica dos peridico. E ja que Ihe fallara is em
perio lieos, nao sera mo duer-ilie que lodos cites
nesles ltimos dias deilaraiu os bofes pela horca fu-
ra contra o consol pnrlugucz deesa provincia, houve
alguns que o defendern!, se bem que era pequeo
numero; pui, mal de nos se nio houvesse ainda
algumas almas caritativa*. O que se deprehcmlia
de alguns arliguiuhos de certa lavra, era U'alla im-
portancia poltica ; e segundo a mui excellenlc opi-
niao de um porluguez que dessa regre^sou para c,
e que lem orulo de ver ao tange, o demonio do cn-
sul poiluauez he a causa ltanle c polenta' doi gran-
des movimentos e armamento da Europa ; por can
sa do lal diahrele. al tem burlo falla de coracsti-
veis no palacio do imperador da Kussia ; o homem
diz muilo mais cousas, quo nos nao apresentamos
Ja Ihc noticie! e.n inhiba ultima caria o combate,
que leve lugar em Ualadava a J") daqaelle mez.
entro nina parta de nossas toreas e as Iropas do ae-
neral l.ipran li : NSo ir.itarei mais desle sanguino-
lento ineidenle, em que nossos infeli/.es auxiliares,
os Turcos, tristemente fugiram, e ura acomraclli-
menta heroico, purera insensato de lord Cardigan,
occasionou perdas consideraveis cavallaria ligeira
dos Ingleses. Coran sei que Vine. | as gazelas iu-
glezas, rce uiimendo-llie a narraeao rircuinslanciada
e muilo inlercssanlc desla balalha, que se acha refe-
rida no Times ita 13 o I i testo mez. Ahi encontra-
r grande numero de pormenores, curiosos pillo-
reseos, que inleries irao ao seus leilores.
Pela minha parle, devo fallar-lhe do oulra bala-
lha mais sanguinolenta e mais gloriosa ainda paraos
alliados, a qual fui dada a ."> ilcslc mez. Tivemos
nina noticia siiuunaria delta por um despacho lelc-
graphico do general Cmrnherl, que nos veio de
Varna cm 0 dias ; mas hojo recebemos noticias
dem, 28 de novembro.
Previnidojigora mesmo que, cm consequencia dos
frelamenlos de navios pelo governo nglcz, nao sa-
ldr o vapor de Soutbamplon a 9 do mez vindouro,
e que s lerei occasLAo de reincllcr-lhe a minha
correspondencia pelo Itahiana que deveri sabir de
Liverpool a 2i de dezembro, aproveito o Pampero
que parle do mesmo porlo no I. de dezembro para
lracar-lhe o bollctim summario e por consequenca
incompleto das eventualidades politicas mais im-
portantes que oceuparam toda a semana pas-
sada.
GUERRA DA CRIMEA.
Ainda continua o assedio de Sebastopol; os ultime
despachos nos Irouxeram menos a narraeao de novas
operares do que promenorescircumslanciados acer-
ca doaconlccimento de 5de novembro que lomou o
nome di victoria de Inkerman, e figura como um
tereciro Iriumpho depoi* dos de Alma c de Balakla-
ra : 20,000 Anglo-Francczes sorprendidos de impro-
viso atreves da cerrarlo eda obscuridade resisliram
heroicamente durante um dia inteiro a mais le qua-
renla mil Rasaos excitados pela confianea que d-1 a
superioridade de numero e pela presenta dos dous
lilhos do czar. Todava a gloriosa vanlagem custau
dolorosos sicrifi ios, tres generaes inglczes foram
cravcmenle feridus, o general francez do Lourmcl
foi mortalmcnlc ferido, o general B isquel levo um
"avallo morlo debaixode si, o proprio general Can-
roberl receben ura ferimcnlii felizmente leve, assim
rom Lord Ragln.
Este ultimo M nomcado feld marcchal pela rai-
nha Victoria, em recompensa do* seus servieos.
Teve luaar um pequeo incidente oceurrido no dia 7,
cm que os alliajos ainda tiveram a vanlagem, c nao
passaram de recontros entre os reforcos chegados a
llalaUI.ua nos diasG c7, e as tropas russas que se
achavam na margen) esquerda do Tchernaia.
An passo que esles Iriiiinphos sao inclborando lo-
dos os dias as poiees dos exercitos alijados, alguna
retardos alravessam o Bospboro na directo da pra;a
forte,*ao avaliado* em cincocnla mil homens, condu-
zidos em vinle dous navios do transporta; a Inglater-
ra enva tima divisAo de oito a nove mil homens, a
Franca duas divisBcs de vinle mil homens. Oulras
divisos sAo destinadas a reforcar o exercilo de Omer
Pacha nos principados danubianos, onde se prnjecla
orna diversAo mui prxima. Sad Pacha envin ao
-ullao novo reforcos; era fim acabara de parlir de
Varna os corpo da Romelia Slamhou!, a guarda e
a divisAo da reserva de Ferik Pacha, formando
i.000 de infantera, 12,000 de cavallaria, com 150
pcc,as, c 20,000 homens de tropas cgypcias e tau-
rissenas: todos esles reforcos marcham para o
Prnth.
FRANCA-
Em Paris todos os espritus cslAo absorvidos as
noticias do Oriente, todos se oceupam com a guerra,
co imperador acaba de enderessar a 11 de novembro
ao general em edefe do exercilo do Oriente a carta
seguinte que se refere acrAo de 5 de novembro.
General, o rotatorio que me dirigi sobre a vic-
toria do [iikemau, me cnmmnveu prefin lamenta.
Digne-se exprimir em meu nome ao exercito loda a
minha satisfazlo pela valenta que desenvolved, pela
energa com que supportou todas as fadigas c priva-
cues, pela sincera cordealidade para com os nossos
alllados. Agradcra aos generaes, aos ofliciaes c sol-
dados o seu valcnle comporlamcnlo. Uiga-lhcs que
sympalhiso vcrdadeiramcnlc rom os males, com as
crois peritas que solfrcrain, e que a minha mai*
Constante sollicilode ser suavisar-lbes as amarguras.
Depois da brilhantc victoria d'Alma pareca que era
esperado o momento em que o exercilo inimigo der-
rotado nAo houvesse reparado uto promplamenle as
perdas que sofTrera, e que Sebastopol cahiria dentro
em pouco soh as nossas tarcas; mas a defeza lenaz
desla cidado e os reforcos que receheu o exercilo
russo demoram por alauns momentos a carreira dos
nossos triumphos. Louvo-o por haver resistido
impaciencia das tropas que pediam o a-salta em enn-
dices que orcasionariam perdas mui consideraveis.
Os governos inglcz e francez velam com vcdemenle
sollicilude sobre o exercilo do Orienta. J navios
a vapor suleam os mares para levar reforcos consi-
deraveis. Esta arrescimo de soccorro iluplicar-lhes-
da as forris e permittir tomar a offensiva. Urna
poderosa 'divisAo lem de operar na Bessarabia, e nu-
tro a conviccao deque lodos os dias a opiniao pu-
blica nos paizes cslrangeiros nos he mais favoravcl.
Sea Europa lem visto sem nielo por lauto lempo as
nossas aguias desenrolar-se rom grande hrilho, he
porque sabe cabalmente que combatamos peta sua
independencia. Se a Franca lem conquistado n lu-
aar que Ihe he ilevido, e se a victoria lem vindo il-
luslrar as nossas haudeiras, declaro com orculho
que he an patriotismo e indoinavel valenta que o
devo. Envi o general Bralcbello, um dos metis
ajudnnlcs de campo, para levaraoexercitoque ha loo
dignamente merecido. Entretanto fajo votos ao
Allissimo para que o rooserve dchaixo da sua santa
guarda.Napolcao. a
Em sua sollicilude para rom o exercilo, o impe-
rador aiilorisou' ao genoral Canrobcrl para conferir
provisoriamente os empreaos vagos at o grao de
chota de balilJiAo ou de esnuadrflo, c a noiuear na
legiAo d'henra at o grao de ofiicial e de cavalleiro,
e a decretar medalhas lionorifiras. Elle passou a 2,
de novembro revista sua guarda, hoje inleramcn-
le organisada, e que, segundo dizem, deve ir na
prxima primavera lomar parlo na lula actualmen-
te encelada. A infamara he composla de dous bala-
Ihcs de gcuitarmaria. de dous regimenlos de grana-
deiros, dous dilos de exploradores, um hatalhAo de
caladores a p e de urna companhia de engcnhciro,
a cavallaria comprehende o regiment dos guas,
um regiment de courasseiros, quatro baleras de ar-
llhciros e um pclolo de gendarmaria. Esta guarda
est sob o rommando do general Regnau It de Sanl-
Jcan Angcly e dos generaes do brigada Mellinets.
Lord Palmerslon e Cnwley que assislram revista e
ahi se achavam como representantes da (lao-lticla-
nha, admiraram o garbo marcial desla tropa oscolhi-
da que recorda a guarda imperial do gloriosa me-
moria.
INGLATERRA.
O parlamento ingles foi convocado extraordina-
riamente para 12 de dezembro. Depois da ultima
prorogaeAo, e ha alguns dias apenas, o aviso ofiicial
dcsta prorogarao nAo condola a mcnsAo final po-
ra Iralar-se de negocios o que annunciava, que na
conclusao dcstas ferias, o parlamento seria de nova
prorogado. Com efieito, laes eram enlAo as disposi-
c,es da coroa. Mas depois, as circumslancias, a gra-
vidade das eventualidades militares e finaneciras pa-
recen! ler decidido oulra coust. A convocarao do
parlamenta britnico den lugar n propasta de im-
portantes Irabalhos, que estreitarAo anda mais a
uniao das duas potencias occidentaes.
ALLEMANHA.
Cre-sena Allemanha, ou ao menos o partido rus-
so procara persuadir aos estados germnicos, que as
disposires do czar se acham nolavelmenlc modifi-
cadas, depois da ullima communcajAo do gabinete
do Berlim, c que se tem tornado muilo mais paci-
ficas. As grandes esperancas de paz ainda se mani-
festaran! alm do Rhcno, e espalhou-se o boalo de
que o imperador Nicolao aceitara as quatro garan-
tas formuladas pelas qualro potencias occidentaes,
e desde cniao desapnarecer lodo o pretexto para a
continuarlo da guerra.
Tenho para mim que a Allemanha ainda urna vez
loma a apparencia pela rcalidade, e que para ella
a e-peranc i mui legitima de urna pacificacAo geral
cega-a acerca dos meios de conscgui-la. Com cf-
feto, a resposta Iransmtlida pelo principe Gortcha-
kolf a M. de Buol, diz que a Russia so acha promp-
ta para negociar dircclamcntecnin a Austria sobre
as qualro grandes garantas, Por tanto, isto nJo he
aceitar, quer formalmente,quer como principio, estas
garantas, nao cslabeleccr a base de um ajusta pos-
sivel, porque o joven imperador Franciscn Jos se
obrigou para com as outras potencias occidentaes
nao tratar soladaracnle, emlm he sempre a mesma
lctica do czar, que sem pararos seus immensos ar-
mamentos as fronteiras austro-prussianas do seu im-
perio, quizera assegurar-sc da neiitralidadc da Alle-
manha c da complicidadc da Prussia e da Auslria.
ltimamente a-severou-se que resullava das notas
trocadas cutre Berln) e Vienna que um artigo ad-
dicionalao tratado de abril obriga a Prussia a coad-
juvar a Austria no caso era que a Russia travasse
um eonhVto com esla ulli.-nn potencia.einvadsse os
principados. Se a Auslria conscnle desi'arlo res-
Iringr-se ao nico caso de um ataque directo da
Bussia, mu pouco provavel. a clausula da coadju-
vac,Ao priissiana nao pode polo menos cncadear a
sua lbenla,le do areAo, c fazer d is qualro garanta
o mximum das exigencias allemSas.
HESPANMA.
Na llespanha os espirito* se acham prcoecupados
com a cleieaa ftilura t!.i presidente das corles cons-
tituidles cm consequenca da demiSSftO dada a 20
de novembro pelo general S. Miguel. O general
Infante he o candidato dos moderados para a cadei-
ra presidencial, e M. de Las Heros o dos progresis-
tas. A demissao de Espartero c a sua declarncao de
vallar vida particular tambera prnduziram viva
sensarao. Com elfcito esta ultimo, de acord com
O'Donnell, Pacheco, Lujo, Collado, Sania Cruz e
Alonzo, ao verem a asscmhlca nacional constituida
raanifcslaram a inlencAn de renunciar immediala-
inenle a poscAo ofiicial que oceupavam, por qne o
ministerio s poderia ser considerado como interino e
revolucionario, c porque um gabinete nova deveria
sabir do gremio da maioria. I'alla-se para a forma-
jilo do novo ministerio cm M. M. Guerra, Gamind,
Allende, Salazar, Gomes, Olivicr. Aguirre e Mn-
Iheus. Indicamos esta rombinacAo somenle dchai-
xo de loda a reserva. A rainha linha insistido para
que Esparlero se cons"rvasse na direecAu dos nego-
cios : Sem saber positivamente a ullima palavra des-
le, pensini que elleoceupar pir algum lempo a
presidencia das corles, para depois tomara do con-
sclbo.
lHHmns nolirias de Sebastopol.
Os Russos balidos a 5 de novembro cm Inkerman,
onde deixaram j.OOO dos seus, nAo lem praticado
cousa alguraa para inquietar as operajcs auglo-
francezas, as quaes al a dala do Ifi de novembro
iam sempre continuando.
G. M.
dem 8 de dezeiubro.
Apenas linha deilado no correioa minha carta de
30 de novembro, e um annuncio publicado cm al-
guns jornaes fazia-me sabedor que o paquete de Li-
verpool s parlia defiiilivamcnlc a 10 de dezembro;
assim lera de rcccbcr Ires cartas minha pelo mcmo
corrcio, A ullima forrosamcnlc ser mu curta.
Al noticias do t lie; lio da guerra, as do interior sAu
absolutamente millas, sendo o nico faci importan-
te destes oito dia* o tratado d'AusIria entre a Frail-
a e a Inglaterra.
A 3 de dezembro publicava o Moniteitr na su
parle ofiicial sem reflexes nem comineiilarios a no-
la seguinte:
Hoje 2 de dezembro assignou-se em Vienna um
tratado de all.-iiirn entre os plenipotenciarios da Aus-
lria, da Franca e da Inglaterra.
Como ve, esla nota rausou glande abalo no inun-
do poltico e nanceirn. A Bolsa leve urna alea de
3 francos sobre a renda e de -W a O francos sobre as
acees de caminhos do ferro c os valores industriaos,
Entretanto, qual he a importancia de semelhanlc
(ralada ? O Monitcur al n prsenle se lem absl-
do de publicara integra do tratado, o que faz sup-
por cora razAo que o governo nAo esta lAo salisfeilo
como os polilicos da Bolsa. Na minha caria de 30
de novembro dissc-lhe que NapoleAi depois de ler
conservado o rffojeelo do tratado em seu poder por
espado do 18 horas, recusara assigna-lo ; o tacto be
verdadeiro. Mas parece que o imperador cedeu s
ohservarcs e instancias de lord Palmerslon, que Ihe
fezcomprehender que era mistar nAo mostrar-sc op-
poslo as tentativas de accommodarao, as quaes cm
fim os aconlecimcntos da guerra tornariam inuteis,
e leriini a vantagem de compromcller a Austria
mais do que nunca para com as polencias occiden-
taes. Napolcao cedeu, mas contra vonladc- Foi
Sabbado a noilinlia, no momento cm que eslava a
mesa que Ihc entregaran) o despacho de Vienna que
Ihe annunciava a assignstura do tratado. Leu o
despacho sem que deivass: perceber mowmenlo al-
aran dcsalisfacao ou despeito.e mclleii-ona alaibeira.
.No lim do jantar, quando se Icvantivara da mesa,
vollou-se par os convivas, e dise-lhes framente :
a A proposita, tenho urna inleressanle noticia que
anniinciar-lhes ; a Auslria acaba de assignar um
tratado de allianca comnesco ; he grande felicidadc
para ella, pois que estamos promplos para qualqiiaf-
cvcnlualidade. n Dilo islo nAo abri mais a bocea
toda a uoile sobro um negocio lo importante. Esta
extraordinaria frieza nao cscapou a iiingucm, c todos
se couvenceramque havia nesle tratado clausulas que
pouco agradan) a Napoleo.
Eis-aqui nina phrasc aulentica de M. Drouyn de
Louis, nosso ministro dos negocios estrangeiros, que
corrobora lacs suppos^es. No dia em que appao
recen a nota do Moniteur o emhaixadordoPemonle,
cojo governo he inlcrcssado parlicularmcnte em co-
nhecer a verdade das nossas r, la,-",,' com a Austria,
deu-so pressa em procurar o ministro dos {negocios
estrangeiros, c pedio Ihe explcacOes sobre esta Ira-
lado de allianea. M. Drouyn de Louis respondeu-
Ibe sem hesitar : a Apezarda assignalura deste Ira-
lado,estamos ainda por saber se na primavera prxi-
ma a Austria marchar comnosco.
Os despachos recebdos da AllemanhAa nJo sAo
unnimes sobre o prazo fixadon Bussia para aceitar
as bases das negociacei: uns fallara em um mez,
untaos em Ires, Inrlinamo-nos de boa vonladc
para esla ullima versao, a qoal he mais conforme ao
carcter indeciso eembaracado do gabinete de Vien-
na, que antas que ludo pretende galibar lempo. O
uoverno inglez guardn a mesma reserva que Na-
polcAo, mas como sera obrigado a dar cuntas o
parlamenta, cm breve apparecer a luz sobre esla
queslAo importante.
El-re de aples, esle rei calholico por cxcellen-
ria, que tem elevado o zelo pela religiao e a auto-
ridade que receheu de Dos, ao poni de melralhar
os seus vassalos, esle re cmfim que os Italianos lem
appellidaita lAo cloqucnlementere bomba.esl ac-
tualmeule, segundo dizem, tomado de una colera
cruel contra os jesutas. Ale chegou a assignar con-
tra elles um decreto que lem por objeelo cxpulsa-los,
cuja cxecucAo esl por um fio. Como foi que leve
lugarscmclhanle desharmnnia entre pessoas fcilas
para se cntenderem ? I'erdemo-nus cm conjecturas
acerca de um acontecimento (ao extraordinario.
Dar-se-ha caso quo esles pobres delirantes levem a
ingralidAo ao ponto de querer favorecer o reslabeleci-
mcnlo da dynaslia napoleonina sobre o Ihrono de
aples ? Nao baveria nislo cousa impossivel. O
nosso imperador faz ludo em favor dos jesutas, que
Ihe nAo podem recusar cousa alguraa.
Eis-aqui agora algumas informarnos acerca do
tratado de 2 de dezembro. Tem por base as quatro
garantas sobre as quaes se lem qucslionado. Se a
Russia o nAo aceitar al 2 de Janeiro, a Auslria com-
binar com a Franca c a Inglaterra afim de habili-
lar-se para entrar ein operares a 2 de mareo, lia
um artigo secreto cm virlude do qual as potencias
signatarias se cmnciiham em manler a inlegridade
de tudas as possesscs austracas, etc.
Em verdade,este tratado he mais vantajnso Rus-
sia que aos seus inimigos; tambera ainda ,lu\ i lo
que exista vcrdadeir.i boa f enlrc as polencias con-
traanles. Com efleilo, se a Russia aceitar as qua-
tro garantas, nao perde urna puleaada do seu terri-
torio ; divide com as qualro potencias o protectorado
sobre o imperio otlomano, c nao solfre a honiilia-
c.Ao de pagaras despezas da guerra; dar-se-ha que
a Franca e a Inglaterra se veijam obrigadas a aban-
donar a partida, depois dos seus Iriumpho* negativos !
no II dlico, e em frcnle de Sebastopol c de sua infe
liz expedirn no Ocano Pacifico '.' Scmelhanle de-
senlace ina be digno das duas grandes nares, c pela
nossa parle anda nAo parlilhamos as esperancas dos
estadistas da Bolsa c dos jornaes ministcrlaes.
He hojo que o papa proclama era Boma o dogma
,1a Ininaculada Couceieo. Entre .>76bispos que fo-
ram consultados, >ii aceitaran) o dogma puro a ilm-
;,!- o-iile. t reconhecerara-iio como principio,de-
clarando ao inesmo lempo a respectiva inoporlnni-
dade, i nlos regeitaram o dogma, mas at nega-
ran ao papa o direilo de proclama-lo sem concilio.
Dous destes bispos sAo francezes, M. Oli.ior, o fale-
cido hispo de E>reux e M. Seihour arcebispo de Pa-
ris. As cidades de Lyon c Marseille relebram pre-
viainentc a proclamaran deste novo doaraa com um
luxode procisses, de velas e de gendarmes extraor-
dinarios. O jornal l.'Unirers dizia ha ponro lem-
po.que o co esperava quea iareja reconhecesseo dog-
ma da I inmaculada CouccicAo para fazer rahiras suas
henelo sabr a Ierra. Nunca ella leve mais neces-
sidade do que agora desla chova cellesle.
rERVVMBliCO.
HEPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 19 de Janeiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
(diferentes parlcipaccs hoje recetadas nc>la re-
particAo, consta que foram presos:
Peta delegaca do primeiro dislricto deste termo,
Jos Franrisco Baptisla, para averiguarles policiaes.
Pela subdclegacia da freguezia do Becife, JoAo
Manocl de Vcigas Seixas, pordesordem.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 19 de Janeiro de 18V>.Illm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Benlo da Cutida e Figueredo,
presidenta da provincia.O edefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
DIARIO DE PERMBICO.
NAo nos leudo sido possivel dar honlcm todas as
noticias que recebemos pelo Pampero, vamos con-
cluir hoje a nossa larefa.
Antes de dizermos alauma cousa sobre o esladn
dos dil'lerentes paizes do iclho mundo, permitan)
os leilores que Ibes oceupemos a allenran com ne-
gocios de urna ordem superior, rongralulando-uos
com alies pelo Iriumpho ltimamente alcaneado
pela Santis-ima Virgcm, cuja Conceie io Ininacula-
da fra no dia 8 de dezembro prximo findo pro-
clamada na cidade elema como dogma da f calho-
lica com grande jubilo de loda a populacho.
Eis-aqui como o Mirto de /finia de 9 do mesmo
mez dcscreve esse inleressanlssimo faci :
o No da 8 de dezembro de maiihAa, realisnu-sc
na baslica dr> Vaticana um grande fado, que os se-
cutas futuros benutirAo. O soberano pontfice da iare-
ja calholica, Pi IX, defina nfssc da, como dogma
de fe, a crenc,a piedosa c universal da igreja, havia
serillos, da Iinmaculada Conceieao da Sanlissima Vr-
aen>, que os bispos e os fiis confiados aos seus des-
vellos anhelavam por ver realisadn.
(( A's oilo horas c meia da inanhn.i, lodos os car-
deac, os arcebispos e os bispos, revestidos com as
vestes ponlificaes. eslavam reunidos nos diversos col-
legios de prelados na capaila Sixlina. Achavam-se
ahi arcebispos, bispos c cardeacs de lodns as partes do
mundo, das diversas provincias italianas, das provin-
cias austracas, de Franca, da Blgica, da li glatcr-
ra, da llcspanha e de Portugal ; eslavam lambem
bi-pos da Hollando, da Grcc, da Baviera, da Prus-
sia c das oulras parles da Allemanha. Muitos vie-
ran) da China, passando os mares, da America eda
Oceani.i, paraouvr, no centro da unidade calhulica,
a voz do successor de S. Pedro.
o Cantado o cvaugellin em lalim, e depois era gre-
go, S. E. n rardeal Macchi, como decano do sacro
collegio, com o* decanos, o arcebispo d.i rilo gregu e
o arcebispo do rilo armenio, aprescularam-sc aos pea
do llirnno, e um deltas dirigi ao soberano pontfice,
0 scauinle discurso em lalim :
O' padre hemaveuliirado, o que todos de*e-
jam ar lentamente, o quo a iareja calholica mais fer-
vorosamente ambiciona, o que o vosso supremo e in-
fallivel juizo aciba de resolver, be a Iinmaculada
Concei^Ao da Sanlissima Virgen), mili de Dcos, para
augmento dos seus louvores, da sua gloria e da sua
venerar;Ao. Nos, em norac do sacro eolleaio, dos
cardeaes. dos bispos, do universo calholico e de to-
dos os liis, vos pedimos humildemente e com a
inaior instancia que nrsla solmnidade da Concei-
cao da boma,entura Virgem, seja rcalisado o vol
geral.
E por isso dignai-vos, pa Ir bemavenlurado.
no meio do sacrificio incruento, nesle templo sagrado
do principe dos apostlos, nesla reuniao sulermie do
senado dos bispos e du povo, dignai-vos era
sa vn?._initwfBtisat.e.promulgar <>-i4erT( da Iinmaculada Conceieao de Mana, pelo que haver
grande jubilo no co, c muila alegra no mundo.
o Pronunciada* eslas palavras, o pontfice respun-
deu, que de boa vontade ansia a supplica do sacro
collegio, do episcopado c dos fiis, c que para a rca-
lisar era mistar invocar o auxilio do Espirita Sanio.
Em seguida cnloou-se o hvmno l'eni Crealor,
e de repenlccanlaram-n'o, nao s os cantores da ca-
pella pontificia, mas lodo o povo reunido em grande
numero. Animados lodos pela mais ar,lente f, c
pelo amor por Nossa Sendora, que lodas as naques
proclamam hemavcnlurada, imploravam a Dos que
illiiininassc o soberano pontifico, que ia do alto da
cadeira de Pedro, promulgar urai sentenca, peranle
a quhl todos os liis calholicos, embora espalhados
por lodo o mundo e separados pela lei, lingua ccos-
luines, so prostrarAo.
Cantado o hymno, S. S. leu, no meio do matar
silencio o decreta, c tamanha era a sua emoc.Ao que
por dilTerenles vezes interrumpen a leilura. Todos
os qno assisliam a esle acto solemne, eslavam com-
movido* romo o ponlifiro.
O soberano ponlilicc pelo seu decreta, de-
clarou:
(i Que he nm dogma de f, que a bem aventurada
Viraem Mara, desde o primeiro instante da sua Con-
reino, por singular privilegio e grara de Dco',
pelos mcrecimcnlnsdc Jess Christo, salvador do ge-
nero humano, foi preservada e tsenla de loda a ma-
cula do percado original.
(i He ela a decisao dogmtica, solemne, pela qual
lanas supplicas foram a prsenla,la* i S Apostlica,
e pira a qual foram interrogados todos os bispos ca-
lholicos ; decisao solemne, que (autos hi*pos reuni-
dos em Boma para a ouvir, annunrarAo com jubilo
aos seus fiis, quando voltarem ,-is suas dioceses.
o l.ido odecrelo, S. Exc. o cardeal decano vollou
aos ps do Ihrono para aaraderer ao Sanio Padre, o
haver resolvdo com a sua autoridjdo apostlica, o
dogma da Immaeulada Conceieao, e para Ihc pedir a
publicacao da bulla relativa a esta decisao dogm-
tica.
A arlilhaiiado castalio deS. Angelo, annunciou
a toda a cidade a proclamado do decreta, e pareca
que o eslrondo dos tiros ia levar aos mais remotas
pavosa noticia dcslc grandesuccesso.
o Depois da missa pontifical, qual assislram nns
tribunas S. A. B. a princesa de Saxuiiia, o corpo di-
plomtico, o estado-matar do exercilo francez de
occupaeao, c n'um lugar reservado o secretario e os
cousclheiro* particulares da congregarlo extraordi-
naria da Immaeulada Conceieao, canlou-se o Te-
Deum no meio da emoeao geral.
a Depois o Sanio Padre, levado em procissAo n'-
um,' radeirinha n rapella de Sixto IV, coroou com
urna coroa de ouro marcbelada de podras preciosas
a imncem da Virgem, que representa a Concec..1o.
a A' uoile illuminoit-se loda a cidade. A mtini-
ripalidade mandara Iluminar a cpula do Vatica-
no, e os palacios do Capitolio, onde duas orchcslras
execularam al o noile trechos escolbidns dos me-
lhores autores. Houve urna academia na sala dos
conservadores, em h nra da Conceieao. S. Exc. o
cardeal Wiseman leu um discurso muito cloquenle
na presenea de urna numerosa assembla de car-
deaes, bispos prelados c unirs pessoas dislinclas.n
Em urna correspondencia de Boma publicada no
Unirert 10-se anda o seguinte :
Fechado o consistorio secreto de 30 de novem-
bro, o sanio padre convidara os cardeaes a reuni-
rem-sc no dia seguinte na sala consistorial, sob a
sua presidencia. Esta assembla celcbrou-sc com
eitaito. mas o que ah se passou ninauem o sabe.
1 nicanieiita be licito suppor que o objeelo dessa as-
sembla foi o mesmo que o das outras reunios
episenpacs, que a precedern), sendo ncssi occasiao
que o sacro collegio emillio ocu vol para o gran-
de arlo de 8 de dezembro.
a Logo no dia scauinle S. Exc. o rardeal viga-
rio publicou urna dcclaraciln relativa Iinmaculada
CouccicAo. Nolou-Se que nesta declaracAo o eminen-
te cardeal nao se referia bulla, mas simplesmente
a ura vcncravel c auauslo decreto, o que leva a
acreditar que a publicacao da bulla ser talvcz adia-
da por alguns dias.
(i Foi na mandilado dia i que foi afiliada a dc-
claiacAo du cantaal viaaiio, e apenas correu a no-
liri i lodos rudiram a l-la. Todos o coraees Iras-
hordaram re alegra, c logo comerarara os prepara-
tivos para a fesl.i do dia 8.
i. S. Evc. o cardeal vigario ordenava a observa-
Cao 'le mu jejuin rigoroso no dia 7, vspero i\^ les-
la. Esla ileterminacAo fui arlhida com salisfacao,
e a piedade romana lornou-a extensiva al as pessoas
que por lei esto dispensadas.
o O sanio padre mandn que o dia da fesla fos-
SC dispensado de abstinencia c jejum, a que era
obrigado visto serseita-feira'do advento.
A esta resolueao do soberano pontifica esla lija-
da urna coincidencia pelo menos curiosa.
k Lina prophecia que pode ler-se no a Civilta
ealbolic cadernela do primeiro sabbado de julho)
feila ha mais de um serillo, diz que o doama da Im-
maeulada Conceieao sera proclamado n'uma sema-
na sem scxla-feira^-e n'uma poca cm que ha de
haver urna grande revnlucAo na Ckina, grandes
analos c lalvez a ruina do imperio otlomano. Bran-
des guerras entre ee principes chrslaos ele. Basta
ver ouvir para se conheeer que as ultimas parles
da prophecia se eslAo rcalisando. Havia porm urna
dillieuldade com rela^ao semana sem sexla-feira. A-
penas havia um meio de solver esla dovida. que era
o caso cm que o natal cahisse n'umasexla-foira, e
por esse tacto este dia fusse dispensado da abstinen-
cia, desapparecendo assim o carcter particular
desse dia ; he esta a explicado que dava o proprio
jesuila que publirou a prophecia. Ora esla coinci-
dencia nAo se d esle auno, mas he claro que
dispensa concedida pelo summo pontfice rcalsa a
lellra esla condieao.
No sabbado9 de dezembro, o soberano pont-
fice reuni um consistorio simi-publico, a que con-
correram todos os cardeaes, arcebispos e hispes. O
sanio padre pronunciou um discurso; depois S.
Exc. o cardeal do Bonald Ihe dirigi, em nome de
lodos o* bispos reunidos em Roma, a expressAo do
quanloeram gratas sua generosa hospilaldadc.
n No domingo, 10 de dezembro, teve lugar a
consagrarAo da baslica de S. Pauta extra-muros,
que Pi IX cclehrou com a maior solmnidade.
Todas as grandes reliquias de Roma esliveram
em cxposieo anles ou depois da fesla na ordem
indicada por um aviso especial do cardeal vigario.
As de S. Pedro ( as insigne* reliquias da Santa
Face, da lan^a, da Cruz, dos Santos JoAo Baptisla
e Lourenco, marlyres, etc. ) esliveram exposlas du-
rante qualro dias "no aliar do Santi*smo, e o sum-
mo pontfice celebren missa nesse aliar no dia 6.
Tendo (cito ver em o numero anterior desle Dia-
rio qual a p i-icao do exercilo alliado em frente de
Sebastopol, e quaes os reforjo ltimamente por el-
le recebidos, qual a tarca a que se acha elevado
actualmente e qual a que espera contar brevemen-
te, acresrentaremos hoje a Irislo noticia de qoeum
inimigo mais formidavel que os Russos se declara
lambem agora conlra elle.
O cholera lomou a apparecer no campo nglez
a 28 de novembro prximo passado unanlo 60 pes-
soas por da. Os Turcos lambem eslAo soffrendo
do mesmo fiagello alm de oulras doenjas que os
vAo dizimando.
O Times diz que at ao dia 20 de novemhro a
perda do exercilo inglez, somenle em ofliciaes, era
de 316, sendo 207 feridos, 101 morios de bata e 38
de enfermidades e tensaos.
Corria que o principe Menschikoff recebera por
Perekop urna nova divisao de reforco.
Dizia-se cm Vienna que o imperador Nicolao ia
publicar um novo manifest.
((Conforme se l n'uma correspondencia publicada
pelo Conrrier de Marseille o lotal das pojas monta-
das as baleras em frente de Sebastopol de, pouco
mai* ou menos de 300, repartidas qua'i iaualmcnle
pelos Francezes e Inglczes; ainda deverAo desembar-
car mais algumas para serem collocada*.
oAsesquadras lumam todas as medidas de preven-
c.o para a sua seguranra, bavendo nalmiranlc Ha-
inelin escoltado a baha de Kamesck para fundea-
douro, onde pode abrigar-se urna grande parle da
esquadra e mais de 300 transportes; a baha est
fortificada com mais de GO pecas, c oulras desem-
barcadas da nao franceza 4\ger. O general Canro-
berl tambera lomou as necessarias cautelas para evi-
tar alauma sorpresa da parle dos burlles russos. A
entrada da baha he fechada lodas as noites por urna
forte corrcnle de ferro, c alguns vapores inglczes o
francezes vigam o porta de Sebaslopol para obser-
var os movimentos do* Russos. o prevenir as esqua-
dra* amuradas junio do Kalrhae Kamiesch.
ii Os Biissoj ocrupaiu-se seriamente em reforrar as
suas posicOes, e lodas as noiles fazem sorlidas por va-
rios pontos, para sorprender e embarazar os Ira-
balhos dos allados.
Continua a dizer-se que os generaos s esperan)
que estejain reunido fedos os reforros para empre-
henderem algnm acta decisivo. Conforme os boa-
tos que cnrrtm acerca do plano de ataque, os Ingle-
zcs dcverAo entrar pela direila do arando posto do
aimiraulado, e os Francezes pela esquerda, depois
le se Icrem apossado do baluarte do inaslro. Ncces-
-atSqucse/i (hnuli,in(H*T**^a>l8mr^~-^
das todas as precauees para evitar qualqu.er sor-
preza.
Os de-liladeiros do Tchernaia eslAo bem defendi-
dos, e as lindas to* alliados es'.Ao dispusla* de forma
que possam obstar a que um exercito de fra venha
soccorrer a prai;a. Os Russos para dar algum auxi-
lio i prara carecen) de fazer um longo rodeio, que
em certas circumslancias Ihc pode ser muilo desas-
troso.
a Diz o Morni/tq Herald, que um dos seus corres-
pondentes de Balaklava participa que os maniihei-
ros, soldados e arlilheiros navaes rom os seus oul-
eiacs que servem em Ierra estilo em forja de 4,600
homens, com mais de 100 pejas. A* nosdeviam
pr em Ierra mais .)0 ptjas de 32, destinadas a re-
forjar a* baleras c a guarnecer as alturas. *
Conforme se \6 no Morning Adrerliser, parece
certo que ainda este mezou ptamenos no mez pr-
ximo, o* cumulan.lautas cm rhefe dos alliados em-
prehcndcrAo alauma operajAo decisiva. Diz-sc que
o exercilo francez esl muito impacienta, c pede que
o levem ao assallo, ou a atacar o exercito russo que
est fra da praja. O general Canrobcrl j por dif-
ferentes vezes propz a lord Kaglan atacar o exer-
cilo russo, e levar depois a cidade de assallo. Lord
Ragln tem sempre dito quo se deve esperar pelos
reforcos, de forma que se nAo comprometan) por
caso nenhum as operares do cerco. Acredila-se
que dentro de algumas semanas se far um esforjo
para anniquilaros exercitos russos.
aO Amigado Soldado de Vienna de16 de dezem-
bro, noticia que muilas correspondencias de Odcssa
dizem, que os Itussos se limitaran! em Sebastopol i
defensiva, c audam muilo inquietos, parlicutarmenlo
por causa das operajes que possam ler por base a
l'.upaloria.
ii Diz-sa que o principe MenschikolT expozera ao
sen governo os perigo* que ameajam por esle ponto
o seu exercito e a fortaleza, e que declarara que nAo
eslava cm estado de resislir a urna operajAo defen-
siva importante dirigida de Eupatoria sobre Sim-
pberopo!. O general Oslen Sacken foi cncarregado
de estabclccer o seu quarlel general em Perekop, e
defender o slhmo com as Iropas que para ahi eram
dirigidas e mesmo de offerecer cmbale s tropas al-
ta ola- de Eupaloria.
Conlinuam os preparativos de urna expedirn dos
alliado* sobre oulro ponto. Em Odessa diz-se que a
expedirn he conlra esta cidade ; em Varna corre
que um corpo cousidcravcl desembarcara em Eu-
patoria.
Participam de Ruchares! ao IVanAeser de Vienna
que os principes Gbika c Slirbey tencinnam orga,
nisar um corpo moldo-valaquio, o qual tirara dis-
posijAo do siillo. Esle devera constar provisoria-
mente de 20,000 homens de cavallaria. Os princi-
pes fornecerao a maior parle dos fundos necessa-
rios para a organisajo desle rorpo, de maneira qu-
os cofres pblicos das provincias apenas lerAo da
fnrnerer o que fallar. Eslas despezas do costeio
desle enrpo duranle a guerra sero feitas por cen-
ia do tributo devido Porta.
O general Liprandi (Russo), segundo o Margen
Posl lo Vienna. fra domittido'do seu commando
em consequenca de um erro que commeltra na ba-
lalha de Inkerman a 5 de novembro.
As estradas da Crimea achavam-sc intranzili-
vei*.
O almirante Napier havia chegado a Inglaterra
no dia 18 do passado em a nao uk of It'ellinglon,
acompaiiha-o o resta da esquadra que com elle par-
lira para o Bltico, liculo apenas cm Kiel3 navios,
o fdinburg, de 50 pejes, o liuryalus de 50 e o
/ u/ture de 6.
O parlamento achava-so oceupado com a discus-
,1o do oill relativo ao alistamcnto de urna divisAo
cslrangeira para o servijo da GrAo-Prelanha, o qual
lendo ja sido approvado no dia lli do passado na
casa dos tards, achava-se na dos communs.
No da 15 em ambas as casas se propozeram vo-
tas de agradccimenlo aos exercitos alliados; na c-
mara dos lords foi o duque de Nev,ca*tle quem fez a
proposta, c na dos communs foi lord Jului Bussell.
Anihus os ministros encarecern) o valor, o heros-
mo dessas tropas, e os talentos dos ceneraes que as
dirigem, citando todas as circumslancias em que es-
sas qualidades mais sobresahiram. Lord John Rus-
sell propoz lambem um vol de scnlimenlo s fami-
lias dos que morrcrain no rampo da h rara. Tam-
tam o uobre lord se referi a una cirriimslancia de
que os leilores teem coiibecimcnto; mas que lem
importancia, porque he um faci grave e infame
imputado aus soldados e aenerac* rusus, a face da
Europa, por um ministro da Instalen,i.
Disse lord Russrll que as ullima halalhas os
Itussos acabaran de malar ts baionetadas os feri-
dos alliados. que ciiconlnivam no campo, lord Ka-
atan, jolgando esle proceder contrario \ humnnida-
de c a lodas as tais da guerra, mandou instaurar
un) iuqucrilo a este respeilo. O resultado desla in-
querirao provou que era verdadeiro o fado, e lord
Hacan ofliciou ao principe MenschikolT, mauifes-
lando-lhe que conhava que scmelhaulcs atrocidades
eram rommellidas sem aulorisajflo sua. O general
russo cm vez de lastimar o que se linha passado,
procurou desculpa-lo. Islo, disso lord Bussell, mos-
(ra bem a dilferenja que existe enlre os dous com-
btanles ; os alliadus pclrjam pelos progresas do es-
pirito humano, e pela venladeira religiao ; e a des-
peilo dessas atrocidades do inimigo, conlinuou o
orador, os nossos exercitos acabarAo por liiumphar.


MELHOR EKEMPLAR ENCONTRADO
MOTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO SBADO 20 DE JANEIRO DE 1855.
Vario aradores lomaran) parle na discussao ;
Mr. I.ayard, na cmara dos communs, pmruron de-
fender o procediraenlo dos Tartos na acjSo do Bsla-
klava.
o O vol do ngrailccinieiito foi volado oni ambas
as cmara", lano ao exercilo como n armada.
<( No dia tti volou a'cainarn dos lords O bil rcl.i-
livo no alist amento do* 15,000 eslrangeiros, que o
duque de Ncvv-Caslle propoz easso reduziilo a 10
mil por 55 vola* contra 43.
Ei-aqui o discurso que lord Jolin Russoll pro-
nunciou no dia 19 na cata dos comniuns sobre o bil
acuna, Icnilo declarado que se o lull fosse rejeilado,
lodo o ministerio daria a sua demissao :
Tem-se exaggcrado lano o objeclo c a impor-
tancia deslc bil, que lie necessario que me demore
na aiircriajo do seu objecto e dos seus delalhee. Rc-
cordemo-nos, quo quando rebnnlou a guerra arlual,
0 eu'cctivo do exercilo inglex eslava ronsideravelmen-
le reduzido. Recordemo-nos alm disso, que quando
urna gainde potencia qualquer, ameajava a paz da
Europa rom forja das armas, a poltica da Inglaler-
ra lemsido unir-secom adiados, afim de fruslrar
stmelhanlesprojeclos. Isabel, Cromwcll, enflo quere-
mos fallarlo vergonhoso reinadoido Carlos, lodos os
soberanos de.lo paiz leem seguido esla poltica. E
1 rar.no he evidenle, nao eramos urna najao militar.
Os nossos soldados eram, por cerlo, os mais va-
lentes do mundo, enlrelaulo eramos urna niijao mais
marilima que militar, e al agora cada vez que lo-
mos entrado em guerra, lem sido sempre coma aju-
da dos eslrangeiros. Desde a poca de Marlhroucn,
e anda depois, os nossos exercilo eram composlos
cm grande parle deestraiigcirns, e al agora nenhu-
ma duvida, nenhamaobjeclo se tinhasuscitado con-
tra os eslrangeiros que combaten) pela causa da Eu-
ropa, ao lado dos Inglezes.
o Sem embargo disto.nao pretendo justificar o cm-
prego das Iropas alternan* na guerra da America, pa-
rean quando depois,urna potencia gigantesca ameajou
a paz da Europa, n.lo duvidamos recorrer ao auxilio
aduplou urna lei que tanecionava o cslabelecimento
la legiio alloma!, sem que clnilo houvessc opposijao
alguma a essa raadida. Ou?es foram os feilos de guer-
ra dessa legiao allemaa 7 Nao carejo recorda-los, por
que o duque de Wellinglon nos seus despachos llie
fez alta e nobre jusliras approvajilo.)
Sendo Uto assim pelo que loca ao passado, vou
agora tratar da quesillo pcndenle, c pergunlare por
que havemos lioje affastarmo-nos da nossaantiga po-
ltica, que consista em empregar Iropascstrangciras,
qunndo (enhamos que lular com um inimigo que pos-
uc um poder mili'.ar prepronderanle ?
Teulio ouvido dizer, sem embargo, que os nosso*
propros recursos nao podem achar-se exhaustos ; po-
rm o fado be que o eslado reduzido dos nossos
principaeseslabelecimenlos militares lem sempre tor-
nado necessario no principio daguerrao empregodos
eslrangeiros.
Em lempo de paz, baslavam 100:000 homens pa-
ra oefleclivo completo do nosso exercilo, porm quan-
do nos adiamos no caso de precisar de 150:000 ho-
mens, nao pude seguir-se a mesma proporj.lo.
Temos que lular com um inimigo qoc di*p5o do
quintuplo ilcsla forra, he misler comhale-lo em lo-
dos os pontos, e lie absurdo dizer que os regimcnlos
inglezes deven) bastar para esla empreza. l'ois bem,
este bil proprc que haja nm cerlo numero de cs-
nilo podem liavcr, nein ha, esses temores, porque a
dynastia narionali-ou-se inloiaiuenlo, ej nao pos-
sue o llannover. mas os Inalezca looin uina averso
invencvel ou* soldados eslranaeiros no neo territo-
rio, e a idea de que e-ses solalos poderiam inlor-
vir n'um alboroto basta para excitar a indignarlo
popular.
a Depoiaccrescenla o rorrespondenle nlludido :
a Este projeclo enconlra laubein grande oppoti-
jilo porque se considera como una confissilo vergo*
idiosa de impotencia. Nunca houve, diz-so, nina
guerra mais popular, oque a nacao adopta*** com
maior enlhusiasmo. Os alis(auie:ilos voluntarios
leemcrescido ilez vezesmais depois da balalha d'Al-
ma, e o proprio ministro da guerra diz que no prin-
cipio da guerra os voluntarios appareciam vaaro-
samenlc, mas depois dos feitosde guerra que inliain-
maram o espirito publico, os alislamenlos augmen-
tara de semana para semana. Entilo para que so dei-
xa esfriar esse oiilhnsiasmo? Porque se despreza o
fervor que anima o povo'.' l'ara que bao de recru-
tar-sc os mercenarios eslrangeiros, quando lodos os
Iniilezes elo promplos a partir para a guerra'.'
l'ara que se ha de confossar face do Inimigo que a
Inglaterra carece de hrajos eslrangeiros para se de-
fender '.' Eis o que corre de bocea em bocea, cis o
que repelen) os jomaos, c com maior sem ceremo-
nia.
n O enverno responde a estas perguntas com ra-
zos pralicas que nao silo destituidas de bons fun-
damento!-.. Dizque j mandou para a Crimea lo las
as tropas disponiveis; que a mocidade est, de ccrlo,
cheia de enlhusiasmo, mas que nenliuma pralica mi-
litar lem, a qual nao se aprende em vinle e quatro
horas; que as milicias ja adestradas vilo de guarni-
rlo para Malta e tiihrallar.o como as circumstancias
urgem he misler soldados ja feilos. Eslas razes nao
sao bem acolhidas pela najao.
Tambem be necessario ver, que a medida nao
he de fcil execujao, O governo nao podendo or-
eanisar a legiao eslrangeira com emigrados, conla
recrulas na Saina, no mirle da Allemanlia, e segun-
do se diz, na Blgica. Mas ncslc* ponlos ha de en-
contrar dilliculdados, c achar soldados por con-
dires muilo onerosas. Os Suissos que se alislm
Tora do paiz, contra a prohbijo do seu governo,
perdem a sua nacionalizle, c quando sahem da
sua Ierra prefercm ir para aples. Em quanlo nos
allem.les, carecen) esles n.lo s do conseiilimcnlo
dos seus eovernos, mas da Dicta. Diz.ia-se aqu
que na ultima guerra de Portugal I). Pedro quiten
alistar um corpo de 7,000 a H,000 llanoveriaiios,
mas que quando esta\am para partir a Confe-
derajao germnica se oppoz.cra, e que fdra misler
renunciar a essa idea. K depois como se organisar.
o corpo dos olllriaes ? SerSo allemacs ou inglcz.es'.'
Diz.-se que no projeclndulei so eslahelece que sejam
melado inglezes e metade allemaes ; mas como se
evitar a ronfusilo das linguas no coniinando '.'
Todos aecusam o ministerio por ter suscitado
nma crise na occasiilo em quo ninguem a desojava,
e l > difliril ser subslilui-lo, que naturalmente
ser forcoso transigir.
Acerca dos agradcciincnlos volados pelo parlamen-
to inglez ao exerrilo c marinba franceza, l-se no
Mnnileur o sesuiute :
Toda a I-Vanea se regosijar rom os agradeci-
menlos que a Inglaterra acaba de volar, por accla-
ma^Ao, ao general Canroberl e ao nosso exercilo, ao
mais de mil convidados. As oiedadei celebra esla I titaa nao a eonsegiiindo ileixoo de inelcslar a par-
runecao como urna funceflo paramente aristocrtica I iliricnlCi ,,,.,.,, bavia preci-ao de reccitar os seus
o de cliqiicf. mas porque a considi-ra mais um ra- ..
pitlo da Bllianea entre o Ihrono......ovo. 0 mes- i '" etc. etc. e esperar pelos cfleilos dclles :
nio jornal diz qui.....rolo da rainha so lia a tatis-
f.n.io poi vor-o entre "> homens, que na pastad*
M. de ManleufTel, limilou-sc a resnonder que re-
ccheria as ordens do rei.
a A On:ela (V.lugsbourg de t de dezembro, pu-
blica a declararlo do principe (iorlschakolT, rom da-
la de 28 de novembro, relativa squalro garantias,
o a resposla de M. de Buol, com dala de 30 de no-
vembro, anterior ; portanlo, dous dias a do traalo entre a Austria e as duas potencias occi-
dentes. Eis os dous documentos alludidos.
O abaixo assignado enviado cm misso exlra-
oidinaria de S. M.o Imperador de todas as Ilussias,
trangeiros disciplinados nosle paiz, e cojo numero almirante llamelin c a nossa marinlia pela sua va-
no eiceder a 100:000 homens. Eslas tropas seriam lente cooperacao, c pela >ua cordeal assislencia na
ampregadas em combaler. mo com preferencia, nem i guerra do Oriente.
mesmo eom a inlencAo de sulisliluir as Iropas ingle- A l-Vanja ja responden com a sua admirac.no pe-
zas, mas para preencher todas lacinias que poderiam lo hrilhanle valor do cicrrilo c da esquadra inglrza
occorrer em quanto os referios necessarios de tropas \ a esta solemne manifestarlo, al hoje sem exemplo,
inglezas recebeiiam a inslruc^ao e a disciplina con- i dossenlimenlnsdc um grande povo pare com o seu
venienlei.
o A medida que vos he proposta lem procedentes,
a liislaria alienta que nos reinados de Isabel, de ui-
llierme 3. e de Anna, se recorren a ella, e cm lodas
;is guerras conlinenlaes temos empregado os eslran-
geiros. O duque de Marlborouah, no en ciercilo
queconlava 40:000 homensnao linha mais de 18:000
soldados inglezes, enlAo nao se apresenlava objerclo
alguma ao alislameuto dos corpos auxiliares eslran-
geiros (approvacAe.)
Na ultima guerra continental, chamamos os es-
lrangeiros para figurar nos balalhcs que podiam
chamar-se curopeus, c o proprio duquede Welling-
lon elogioo a legiao altcmaa.
a Acbamo-nos empenbadns n'uma grande guerra
europea, n'uma guerra que lem por objeclo, e que
deve ler romo resultado independencia da Euro-
pa (approvac.no.)
O servieo militar nao pode portier com a fusao,
com es Iropas eslrangciras. Vimos um dos nosso
melhores ofliriaes, sir de l.aey Evans, nao jnlgou re-
kaitsr-M por servir com eslrangeiros. Se lomos
debaixo de armas-200,000homeiisdeinfanlaria inule-
za e 10:000 eslrangeiros, he do cerlo um grande eiro
dizer que pretendemos reserver as nossa9 questes
por mcio das baionelas estrangeiras.
a Na verdade, eu n*o romprehendo qne so possa,
por um s instante, desconfiar que o ministerio in-
glez duvida do soldado inglez., leudo enviado para a
Crimea um-exercito inglez, o qual juslilicoii plena-
mente a eonliauca que nellc havia (applausos.) Os
ministros da rainha consideran) a prsente medida
como um dos meios para continuar a guerra, nao a
podendo continuar se esle bil for rejoiudo.
o Tendo inlefra confianza no exercilo inglez.
como (levemos ter, pretendemos continuar a guerra
com lodo o vigor, e qnalquer que soja o modo por
le venbainos a acabar com a Unssia, a cmara dos
rrornTItlns deVeT"fld|)la-la, parlicrSTiilcTB"quan U
lem em sen favor a sancoao do passado. o
O nobre lord concliiiodizendo qne |conlava com
esle meio para Irvaro feliz lermo guerr.
Depois deste discurso foi apprnvada a sesund
Iciluia dn bil por 241 volos contra 202, sendo a
mainria ministerial de 39 volos.
O Times faz as scguinlcs considerariles sobro a de-
claraqao do ministerio :
O que dir a nacao sabendo que os ministros
ainearain demillir-se sea cmara dos communs re-
jeilar o seu projeclo sobre o alislameuto dos eslran-
geiros? Terca fcira, esla medida, na qual ninguem
pensara ha oilo das, excepto o governo, ser a pre-
sentada na cmara dos communs, c se como he de
soppor, for rejeilada, os ministros larganlo as pas-
tas. Nao podem responsabilisar-se pela guerra se
nao tiverem soldados eslrangeiros.
a O povo inglez, cujo enlhusiasmo pela guerra he
immenso, e que impellio o governo a fazer, contra
a vontade, o que lem feilo de bom, nao merecer
que se confie nelle para prover ao recriitameulo
do exercilo' Todos os dias participan) das provincias
qne os recrulas chegam aos vinle c ale aos centena-
res. Ha boje maior numero de voluntarios depois
das noticias das arenes d'Alma c Inkcrman que ha
seis mezes. Eulreanlo os ministres nao leem con-
fianza, e querem man lar correr a Europa srgen-
losrccruladores. que v.lo recrular gente, que a tro-
co dedinheiro ou por odio Kussia venhain alistar-
se as nossas bsndciras. Mas podo por ventura di-
z.er-c que se liiiham esludadn bem os nossos recur-
sos para se afllrinar que s< nos resla ir mendigar
soldados? Os recursos militares de um paiz he urna
quesiao de pressao. Podem delle lirar-sc quantos sol-
dados so quizere n. O imperio britnico he urna
verdadeira mina desoldados. Os Irlandczes morrem
par combaler.
oNa Bscocia ha familias e districlos em que sejul-
ga offender a sua lilalguia seguindo oiilro nrysler
que nao soja o das armas, e onde se prefere matar
um homcm seja com que prelexlo for, do que fazer
ninas calcas, ou ir buscar urna sacca do car
vao. Na propria Inglaterra, na elasse media, lia
pelo menos em cada familia, um ritpaz que desojo
alislar-se no exercilo ou na armada, bastara facili-
tar mais a populadlo o alislamcnlo, offercccnilo-llic
garantas cm quanto ao lempo de NrvifO e as pro-
mocoes. As nossas correspondencias que recebemos
de loda a parle, sao unnimes contra o projeclo mi-
nisterial, e nenhuma duvida nos deixam acerca do
que acabamos de dizer.
Um correspondenle do Jnurnal de* Debis ex-
prime-se da maneira seguinte sobre esla delicada
quesillo :
O projeclo de lei do ministerio offende profnna-
damenle oipoYO inglez por duas razOcs : em primeiro
lugar por causa di repugnancia nacional que Iho
inspira a presenca no seu territorio de tropas e-lran-
geiras ; c em segundo lugar porque o alistamenlo de
sddados fra do paiz I he parece cr urna dorlaracao
a vil lano de que a Inglaterra nao lem gente supnen-
le para a defender. I'orara eslas duas cansas que le-
vantaran) lamanba celeuma contra a medida propos-
la, e dequec'la a muilo cusi poder escapar.
Pelas Icis exislenienles, o governo tem o direilo
de lisiar Iropas eslrangeiras e de as empregar em
paiz eslranaeiro; mas nao pode eslabelece-tas cm
territorio inglez. Esla prohibi.!-.! vem de louge, e
oulr'ora linha como principal fundamenlo ob-lar a
que a nova dynastia ; a que seestabeleccn pela sc-
giind,-) reveluco, inlroiluzisse na Inslalerrn as suas
proprias tropas da Ilollanda ou da Allemanho. A
graiule arbloefwcn) protestante qne li/.era a revolii(lo
chamara de Tora um re protestante, mas nunca prr-
miltio nova dynastia ter a seu servieo soldados que
fosaam mais ohedicnles ao rei quo ao parlamento, c
que poderiam vir a ser urna especie de guarda prc-
loriana. Por i^so o rei liuilhermc III nunca pondo
eoiwqgnir conservar a sua guarda bollindoza. anda
que o tivesse pe-lido rom instancia. Nos archivos do
parlamento existe a relacao detta curiosa e mui sig-
nificativa circumslanria
Em 18 de marco do 1698, o'rei fez opresenlar
i cmara dos communs una meusagem coucc-
liida uestes termos : a O rei informa a cmara que
eslilo feilos os necessarios preparativo- para emigren
os guardas que com elle vieran) pira Inglaterra,? que
a sua inlervencao lie despedi-los mtnediameulc, .-o
a cmara, por ron-iderarao por elle, nao enronlra
um meio de os conservar no seu servido, oqucS.
Al. muilo agradecera.Por ccrlo que o rei que a
Inglaterra escolliera, nao podia solicitar um lavot
com maior humildade, e anda elle podia entilo fa-
zer valer os servidos quo os seus soldados hollandc-
zcs tinham prestado causa eominun da Inglaterra
e do protestantismo, ftfaa nada ilisso valen ;a cmara
doscoinmiius rcciisou, c respondeu ao rei o que era
<-rtm grande seulimeuto que via solicilar-se dola
urna cousa que nao podia conceder sem oflensa des-
sa rnnstituicflflqiic S. M. viera expressamente para
restaurar e manler. d E o bisloriadnr inglez, o bis-
polliirncl, relatando este mrmoravel incidente, diz :
a Os communs julgaram com raz.lo que os utiar-
dasda Inglaterra dcviam ser in-jlezes, nao s cm at-
li-no.lo honra nacional, mas porque de oulra for-
ma eslbclccer-sc-ha um preredcnlc para a estada
por momento das tropas estrangeiras, que he o mo-
do mais ellic.i/ para avassallar e euervar urna na-
cdo. Boma vio romerar a sua decadencia quando
empregou as legides mercenarias, a
Continua o correspoudenlo dizendo quo boje
guerra civil Iho conquistaran) um Ihrnno, o na ul-
tima revolucilii soiiboiaiii nrma-lo. Eslava presente
tu lo quanto a coi lo de Madrid loin ile mais dislinc-
lo, lano sonboras, romo personal-lis de importan-
cia. Kulre os depuladoa nolavain so aluuns dem-
crata-. E-lavain tambem varios joinalisla-.
Segundo temo* nai Novedad* fallava-sa na do-
misslo do Sr. Santa Cruz, ministro do reino, sendo
subsliluido pelo Sr. Madoz.
o Na ses-ao de 22 no rongresso con-liluinlo con-
linuoii a discus-ao sobre o projeclo para a 1'uacAo
do everrilo de Ierra. O minislcrio pede 70,I>M) ho-
mens. c o Sr. Labrador propoz que fossem 50,000.
O ministro da guerra declaroa que em vista do es-
tado ilo paiz, onde se ncbavam os inimigo* da liber-
dade tramando fura do paiz, onde podem rereber
al meio- pecuniarios, o governo nao pode prescin-
dir daqaella cifra, quanto mais que iniiilns dopnla-
dos leem pedido Iropa para as suas provincias, de-
claren finalmente o ministro quo esla qiicshlo era
qiieslao ministerial, dizendo n iiiinislrndu reino que
o era para lodo o gabinete. Posta a volos a emenda
do Sr. Labrador foi rejeilada, em volacao nominal
por 150 volos contra '<9. *
a Os rebeldes cbinezes anda lem em cerco a
cidade de Cantan ; mas nada han intentado contra
a cidade, di qual se (Bastaran ora paveo, segundo
so diz, por motivos e-lrategiros. Teem clles eonhe-
cido, que n.lo conscauem lomar a cidade senao al-
Irahindo fra das muralhas os seus defensores, ou
obrigando-os a provocaren) asanlipathias dos habi-
lantes mais ricos, com cnnlinuadas exigencias de
dinbeiro.
a No dia i de dezembro abrio-se o congresso dos
Estados-Unidos ; esliveram presentes abertura 37
senadores e 197 representantes.
I.cii-sc a exlensissima meusagem do presidente, a
qual he em sentido milito pacifico ; relativamente
llcspanha, diz o presidente, que espera que o go-
verno actual oslara mais disposlo que o anterior a
altender.is justas reclamaces dos Kslados-L'nidos,
e que se conservar a paz.
Em Venczuella Honagas, lendo sido eleilo pre-
sidente, proclamara urna amnyslia parcial, mas an-
tes disso mandara cxocular Vasquez, o qual depois
de morto foi sepultado fra da cidade cuno se fura
um cao.
Em Nicaragua o presidente aluda achava-sc, por
assiin dizer, sitiado na cidade de Ensenada, prepa-
rando-se para atacar os rebeldes.
Os Inglezes liiiham concluido ltimamente um
tratado ou comencan com o imperador do Japilo, e
bem que o sen conteudo nao seja linda conhecidn,
awevera-se que dous parios daquellaa ilhas, o de
Nagax.iki e llakodadi, scrao abortos aos navios de
sua nacao.
No da 18 de dezembro os consolidados ficaram
em Londres de 91 7|8 a 92 ; os fundos braslleiros,
os pequeos, a 98 Ift c97 l|2 ; os belgas a 20 l|2 ;
0 os dous c meio por cento bollandezes de l 5iK a
01 Ir.
GORRESPOMiClAS.
cu deixo de fallar nessas quixoladas Indas do Sr.
Dr. Carolino, porque roaliuenle be perder lempo e
irci simiente noque d mais em \ isla ; c como cu
quero provar os erros do Sr. Carolino pelas suas
proprias palivras, irci a ellas.
Diz o Sr. Dr. Carolino : a o mcu examc que nao
deixuu-mc na menor duviila acerca da exislcnoia
a do eslado espasmodico do ulero.c que s urna vio.
" Icucia o poderia vencer, ele. ele, nos j pro-
vamos no primeiro artigo que tal retracc.lo espasmo-
dica nao exista : o que havia,eram fortes conlrareoes
uterinas o bem pausadas, de forma que se poderia
muilo bem Introducir a m:lo. c iienhiima dade haveria cm se fazer a vento, se nao fosse o cn-
cravaincnto da crianca na excavaeo da baria e a
inobilidade do fundo do ulero, como depois nios-
pude com faciliilade eilrahi-lo e acabar com lodo, J sentando a espadoa, caso em que o Sr. Caseaux diz
os snlTrimenliis, porque logo aps do felo cxlrahi a
phiucciita sem trabalho nlguin.
Nao quori-ndo eu aventurar proposito alguma,
sem dar una prova fundamentada, eilarei anda o
Sr. Ctaeaux, que parece que escreveu de prnpusilo
ludo quanto era proriso para o caso cm quesillo :
l'.dl iiidn elle da inaucira de fazer a evolucao do
feto c recommendando que se pegue em ambos os
ps, enllocando o dedo indico enlre os lornozelos,
diz : paa. 825 no fin c principia de 820 : a Mas he
a verdade confessar que nem sempre se faz o que
a se quer e que basta assegurar-se que se pega com
a forra. He algumas vezes diOicil apandar os dous
a pos no mesmo lempo : podc-se em rigor, conlcn-
a Inr-se eom um s quando a procura do segundo
a apprcsenla mulla* didiculdades..... Acontece al-
guias \ ez.es, disscmos, quo se Dio pode Irazer
a senao um p na vagina. Se o p he o membro
Iraremo*; c se nSr. Carolino soubesse o que se anterior ou suh-pnbiano, pnder-sc-ha terminar
chama cunlrarcao espasmodica ou tetnica, mo ha- aoperacao sem ir a procura do segund;mas so he
via de diicr que as conlrac^es, que solTria a doen- o membro posterior ou perineal, dever-sc-ha,
le, e que iSo c vinham, eram espasmodicas : mas." depois de o haver alado com uina lilaintrodu-
alliado.
n A 1-Vanra applaudio calorosamente os elogios
que os nossos generaos cm ebefe, depois das haladlas
d'Alma. de Balaklava e de Inkcrman, deram intre-
pidez de lord Kaelau c das suas tropas. Os dous po-
vos, bem como os dous excrcilos, fizeram a mais
franca e a mais cordeal jnsUra. Emquanto os seus
soldados e os seus niarinheros Ivlam cm coragem c
iloilii-ac.in.as duas naccs parerem rivalisar cm gene-
rosidade, procurando caa uina dar oulra a melhor
parte na gloria adquirida em rommum. Nada pede
eslreitar mais n sua allianca, (pie esle commcrcio le
nobres scnlimenlos, nada pode contribuir mais para
Ihe grangearas sympnlhiasc o concurso de todos os
povos civilisados, e apressar o triumpbo definitivo
da santa caos* que defendein.
Em Franja varias oflerlas lem sido feilas aos mi-
nistros da guerra e marinba, assim de sommas con-
siileraveis de dinbeiro para os fondos da Crimea
romo de objeclos destinados a mcihorar o bem eslar
das tropas que l se achara acampadas, mas o go-
verno, rcjeilando as prineiras, rcsolvcu aceitar as
ultimas.
Eis o que se lo no Monilcnr a esle re=peilo:
Tem sido offercridas sommas consideraveis aos
ministros da guerra c da mariuba, para 08 forillos da
esquadra e do exercilo do Oriente, l-'azen.lo a de-
vida juslir-a ao sentimento patritico que inspiro
oslas ofierlas generosas, os ministros lodavia lulo s
podem acceitar.
a He um dever o um privilegio de lodo o paiz, re-
munerar os servicos daquelles que derraman) osen
sangiio por ello ; be esle oponsainento do imperador,
o o governo de sua magestadqnlo hesita nem hesita-
r (liante denenhum Menucio para solver completa-
mente esla di) ida sagrada.
a Os ministros recobcram lamhcm numcrosasoflrr-
las de objeclos destinados a melborar o bem oslar das
nossas Hopas esles donativos, de carcter. dilTe-
ri-nlo, foram recebidos com reconbecimenlo. Poslo
(pie os depsitos do "estarto estejam abundanlemeutc
prvidos, e que novas encoinmcndas se tciiham feilo
para que as provisoes nao eseaccem, ha cousas que
nunca abundan), como sao coberpires, lencos, los,
etc., o os donativos desla especie scrao sempro recebi-
dos com gralidao. Os ministro* da guerra c da mari-
nba approvcilam esla occasian para agradecer aos
prefeilos da Loire-Inferior, do Sena e nitros, que to-
maran) a Iniciativa ueste assumplo.
aA Indtpenlcncia Belga publica o seguinte des-
pacho :
a Berlim, 18 de dezembro.
aOs enviados da Auslria,da|Francae da Grilo-Bre- ma e verao que quasi nao chega ao hom-
lai-ba. cade um ilollos iu l\iJu.lmenlo den conhc- bro: cada um fazendo esla experiencia cm si mesmo
cimenlo ao governo prussiano do Iralado celebrado comprehender muilo bem e nao lera mais duvida:
em \ ienna em 2 de dezembro enlre as tres poten-
cias.
nao se deve fazer caso de blo pequeninas cousas :
sao pequeos descuidos, propros dos grandes ho-
mens.
Mais adianto diz o Sr. Dr. Carolino : como que o
fado de se cortar os bracos seria hoje impralica-
cel, nada se consegua : pois mcu sabio collega hoje
n.lo se i o l.un bracos '! quem quizer n.lo pode corlar
um braco maneira dos lempos barbaros da scien-
cia '.' o que he boje impral'cavel he escrever para o
publico como S. S. cscreve; e cu lamben), antes
que S. S. o diga.
Mais adianlc o Sr. Carolino diz : que a inlro-
ducriio dos frceps e dos ganchos, estando o ulero
coiitrahido por tul forma, poderia rompe-lo em
urna menor de suas contracees : bem se deprehen-
de das proprias palanas do Sr. Carolino que elle
nenhuma idea faz da applicacao dos meios que se
deve empregar para terminar un parto : onde he
que o Sr. Carolino ia applicar os frceps '! Nos
iiracos on no venir* (la ereanca '.' pois em urna ap-
prcsenlae,.lo da espa loa se pode applicar frceps "f
senao depois de haver feilo a verso cephalica'.' e
averso cephalica na} he sempre ciclis puribus
muilo mais dillicil que I podalica ? Lea Caseaux,
lcia Caparon, Icia CluHly, e quantos autores de par-
tos bouverem que us achara' concordes a respeilo )
eis a rzalo por que o Sr. Carolino linha ido armado
do seu nunca visto ceplialulrbo : era sem duvida
para no caso de que o menino appresenlasso a cabe-
ra, o nosso sabio Dr. arrumar-lbo o ccpbalotribo !
Sis. Redactores, parecc-mc que Vinos, eslaro
aborrecidos deata discussao e eu mesmo eslou eojoa-
do do lana lolicc do nosso sabio Dr. Carolino, c
por isso passarci a provar que cu proced em regra,
fazendo algn) esforco para livrar a essa Sr. que
leve o infortunio de calur nas in.los do nosso celebre
parleiro o Sr. Carolino, e depois refenrei o que
dou motivo ao Sr. Carolino andar de porta em por-
la fazendo-mo accusaooes injustas: quando mes-
mo eu livesso commettido alguma falla, o Sr. Dr.
Carolino, se fosse liomein de senso c de principios
seria o primeiro que devia encobr-la e uSo audar
por ah nieabocanliando, como fez, somonte com o
lim de se desencarregar da responsabilidade que
pesava sobre elle, e defender-se das accusaooes, que
se Ihe Tazia, de ter Irabalhado urna mul inleira
sem nada conseguir : se o Sr. Carolino tivesse sen-
so, havia de lembrar-se que qnalquer de nos esla
sujeilo a comineller erros, e que loda a vez que um
erro procede de uina boa iulonoao e nao da vonlade
de fazer mal, nao s deve ser perdoado, mas mes-
mo poslo cm esqiieciinenlo : mas u lim era oulro -.
eu perdoo ao Sr. Carolino ; c mesmo nao era preci.
so dcfciidcr-inc nem contar loda esla historia por
que os mediros do paiz e as pessoas que me coulic-
Srs. /taladores.Como o promellido he divida
nao (cubo remedio senao paga-la, c por conseguinlc
me pcrmillinlo Vmcs. que os enfade csl'oulra vez
com a questle do parlo, cm que o Sr. Dr. Carolino
desenvolved loda a sua pericia c consiimmada habi-
lidadc, do que lem dado nao equivocas pravas na
sua mysteriosa caixinha das arcias c nos seus com-
municados de eternas luminarias sobre o cholera-
morbus.
Anlos do on I ramios cm materia pormillam-nos Vrms.
que passemos urna revista sobre o primeiro trecho
do eommunicadodoSr. Carolino, porque s quere-
mos argumentar com as soas proprias palavras afim
de que o meu sabio collcga nao lenha razo de quei-
xa contra mim; por tanto vamos a elle: diz o Sr. Dr.
Carolino:Examinando-a vi que o braro esquerdo
da crianca se achiva de fora, c por dlnsequcncia a-
travessada ella na posioao oreiput iliaca esquerda
dorso para Iras, islo he, a cabeca para o lado es-
querdo da mi c o dorso correspondente a columna
vertebral da mesma: avista da collocacao das pala-
vras do nosso Doulor deve-se suppor que a crianca j cei, abem que eu'nao eraVa paz de commclter um
linha a caheoa para o, pubis e os ps para a eolum- | erro Ue .nelliUiU qualidade, como quiz inculcar o
na vertebral da mai, ou viceversa ; porque diz.
ello que a crianca eslava alravcssada na posco oc-
cipol iliaca esquerda; mas sao lapsos de lingo* ou
de penna, e eseorregar nao he cahir.
Como n.lo sao somonte pessoas da arle que nos lem
de ler,vamos ver se figuramos o caso do maneira que
sejamos por lodos roinprchendido: imagine-sc urna
sonliora deilada em urna cama; dcile-se de cosas so-
bre o veulre d'ella nina crianca, de maneira que a
cabeca fique para o lado esquerdo e os p) para o
direilo: os hombros da criane* deven) corresponder
linha media da senhora; cstenda-se o braco esquer-
do da criane* por entre as coxas da senhora; e te-
res a posicao ooeipul iliaca esquerda: agora, para
se convcr.ecrem que n'csla posicao, mencionada pelo
Sr. Carolino, e que eu nao contesto, nao era possi-
vel que ambos os bracos so achassem da parle de fora
da vulva,quasi al as espadas,senilo leudo sido tirado
o direilo e puxado com muila forja pegucm no
hrac.0 direilo do menino e eolloquem-o adiante do
pcito, c verla que elle pouco excede o hombro es-
querdo, e colloquem-o por delraz das costas na mes-
os bracos no caso de que se Irala, eslavam ambos
fora da vulva : por conscguiile nao ha duvida de
que o direilo foi puxado por alguem: e sendo assim,
para cstarcm ambos 1,1o sabidos da vulva, era misler
que as espaduas da crianca, parle da cabeca c parle
do pcilo se linine-seni inlroduzido na excavacao da
baria, c que a prcenrbessem quasi loda; o que devia
neccssarianieiile causar grandes emharacos passa-
gem da mo para procuraros ps c fazer a versSo; e
por consequencia quem assim pralieou, nunca par-
esia inlorisado para declarar ao Sr. conde de Buol- lejou na sua vida, c eommetleu um erro crassissimo.
Soliauenslcins, ministro, ele, que S. M. o impe-
rador seu aug.islo amo, aceita as quatro proposi-
coes d-> gabinete de partida s ncgoeiaocs do paz.
k Oabaixo assignado. ministro dos negocios es-
lrangeiros, ruijiprio o dever de apresenlar ao impe-
rador a nota que S. Ex o principe de (iorlsrhakoff,
enviado em mi.ss.lo extraordinaria de S. M. I. o
imperador de todas as Bu-sias, Ihe fez a honra de
dirigir com dala de 28 do correnle. S. M. I. sou-
bc com grande salisfacao que S. M. o imperador
de lodas as Hastia* aceita as quatro proposioes
preliminares que o Sr. conde V. Esicrhazy fdra en-
carregada do apresenlar no mez. de agosto passado
ao gabinete imperial da Kussia como base de um
aramio geral.
a Apreciando em lodo o seu valor s inloncc-
que inspiraram esta importante resolujo, o impe-
dor Francisco Jos, julga n.lo poder responder de
um modo mais adeqnado, que dando-se pressa cm
communra-lo s corles de Paris e de Londres,
rom as quaes se acha compromellido para aguar-
dar urna soturno franca e pacifica desses quatro
pontos considerados como preliminares indi-pen-
saveistpara o rcstabelecimenlo da paz geral. o
Buol.
Em Cariara (ducado de Mndena ) bouve ltima-
mente alguns disturbios, e al se diz que varios as-
sis-inalos polticos forim commellidos. A cidade foi
declarada cm eslado de sitio.
(iF-screvem de Berlim correspondencia loras,
com daa de 17, que o gabinete de II -ili.-n pedio ao
de Vienna, que proccdcssc de forma, que se abris-
scni conferencias enlre as quatro potencias, em Vi-
cua, para interprelaijao das quatro garantas. Es-
pera-oe Pruswa dar, por este meio, a inlcrprela-
cilo mais moderada s referidas quatro garanta*.
Julga-se que com effeilo liaverao conferencias a es-
te respeilo.
Na Dinamarca, conrliiilas as cleijcs em paz e so-
ceeo, foi atarlo o parlamento pelo primeiro minis-
tro, o qual leu a mensasem do rei, no da seguin-
te devia o ministerio apresenlar o seu programla
poltico e o orcamenlo da despoza e receila do paiz.
Foram recleitos os individuos que scr\iran como
presidentes e vice-presidentes e secretarios na cma-
ra dissolwda.
Havia sido dada ao rei nma sernala no meio de
grande concurrencia, S. M. appareccu na varanda
do p eo, e agradecen ao povo esa* manifestaele do
son amor, sondo nossa occasian muilo applaudido.
Na Grecia, em consequencia de una desinlelli-
gencia cun o prefeito de polica, deu a sua derais-
O que acabo de expor, Srs. Redactores, parece Ulo
claro que qualqucr pessoa enlcndcr fcilmente; po-
rem como quero que o Sr. Carolino saiba qne ape-
zar de eu nao ler ido i Franca, nflo lenho deixado
de ler cestudar eslas colisas mais liiviaes, as quaes
apenas po-lem estar ao alcance de mi-iba curia in-
lellmencia, vou citar alguns trechos, de mcslres par-
leiros que fallan) a respeilo: um dos meslros do Sr.
Dr. Caroliuo Mr. Cazeaux tratando das appresenla-
ees do Ironco com sabida do braco diz a p. 815:
Tambem nao he sobre a parle .que se apprcsenta
a que se deve aduar n'estes casos diflicci*. Empur-
rar o braco para a cavidade iileriua be cousa cn-
b tilo impossivel e pouco til: puxar por elle com
a forra com eperanca de inlroduz.ir na excavarao o
a Ironco dobrado em dous, e obriga-lo a orna especie
a de evolucao artificial, he conieonr uina operacao
a qoc senao poder acabar, c que augmentar muilo
a as difficuldades; ir buscar o oulro braco para de-
a pois puxar por elle com esperance de fazer subir
a a espadoa inlroduzida he urna manobra que
a tSjVSUppoe possivcl a inlroduccaa da niao Jgt
c que seria quasi Ido difliril como a busca dos ps:
a sacrificar o braco, ampuln-lo, sao proressos bar-
ir liaros quando o foto esl vivo, e is mais das vezes
a imitis quando esl morlo.
O Sr. Cbailly-Honorc tratando do mesmo assump-
lo diz, pag. 852 in fine: a c muilo menos me oceu-
l parci do prrecilo dado cm aUum lempo e ainda
a boje platicado cm nossos dias por algnnuis parlei-
(( ras ignorantes, de puxar pelo braco. Comprebcn-
ii do-sc que as Iracoes, a menos quo o felo seja cx-
a (remaniente pequeo e amohecido pela pulrcfacoao
ii c a menos que a bacia seja mui larga, nenbum
I oulro resollado leriam sendo lomar a verso dilli-
a cil, impossivel mesmo por inlroduziremprofunda-
ii mente a espadoa.
Mr. Cbailly dizque l em Franca so88 parleiras
rgnoranlea lio que puiam polo braco: o Sr. Caroliuo
puxa pelo braco c ainda faz mais tira o outro bra-
co ); logo bpprenden com as parleiras ignorantes c
n.io eom os mes tres como Cazeaux, c Cbailly, o Jac-
fln o minislro do interior, sendo substituido interi- | "u"
menle pelo Sr. Mavrocordalo. Eu n-.o estou bem cerlo de nina quesillo que
No dia 16 de dezembro deviam abrir-se as c-
maras grecas.
A llespauha acba-sc um pouco socegada, conti-
nii ni lo o consresso conslilainte cm feus (rabalbos
com calma e regolaridade.
Bit o que sobre esso psiz se 10 no Jormnl do
Commercio de Lisboa :
a O congresso hespanhoi j conrluio a discussao
do projeclo de rMposla ao discurso da coroa.
No dia 21 inultos denotado* celebraram una
reuniao, para resolveicm cerca do apoio que de-
viam .restar ao ministerio. Nema reuniao houve I -uo um
urna discu-aoimporlantUsiini, e alinal 147 deputa-|n
dos prsenles votaram pela seguinte doilaracno:
A reuniao declara que apoiar iniiislorio, es-
tando conforme com o espirito o as tendencias do
seu programma, sempre que na realisaoilo deslc pro-
cure a uniao de lodo o partido liberal bcspanbol,
em barmonia rom as explicacocs dadas durante a
discussao.
o Os deputados demcratas e alguns progressislas
scpararaiu-se desde o principio da reuniao, conser-
v.indo-se como meros espectadores.
o O baile dado no par,o real por occasnlo do an-
niversario da priuceza das Asturias foi brillianlissi-
ino, e esleve muilo concorrido, parece que havia
0 Sr. Dr. Carolino leve rom a comadre que es-
lava em casa da finada I -'lamina, em que o nosso
sabio Dr. quiz provar que sabia mais que a comadre,
c rilou, para lodos niivirom, alguns nomos de parlci-
ros em que o Sr. Carolino ouvia fallar cin Franca,
e a comadre por fin provou que sabia mais lo que o
Sr. Carolina; c n'esle, losa grande parte das forras, e por isso nunca poude
extrahir a crianca npesar de introduzir a m,lo, crcio
!!! cu nao afianen na-
da d'islo poique nao vi mas coutarain-mc assim
por alio, e por isso eu nao don por verdadeira a his-
toria da coiitonda entre o Dr. parleiro e a comadre:
realmente esta ocaso de se darem militas gargalha-
das o com gesto !
D'osies destractea s d o nosso consummado pra-
lico em operacoes o partos.
Depois de citar o trecho de Jacqucmier continua o
nosso doutor impnsnnt a fazer a narrar.lo do seu
comporlamenln delicado e seciindum arCcm. islo he,
miJianle todas as regra* procuro fazer a ver-
ir. Carolino, e lazem-nie juslioa.
Eu passo a referir o que se passou : quando che-
guei a casa da parturiente, conlou-me o Sr. Dr.
l'itanga o que havia, c que j linha instado por
duas vezes com o Sr. Dr. Carolino para me mandar
chamar ; porm que a primeira vez o Sr. Caroliuo
disse que nao havia necessidade, e segunda disse
que nao me malillas-, ni chamar, porque euquercria
logo dar alguma lose liomeopalhica a doenle : oh !
miseria das miserias porin o que, se ha de fazer
a um irracional desles eu perdoo Lio Sr. Caroli-
no, porque o bom julgador julga osuiais por si, o
be por esta razo que o Sr. Carolino pensou que cu
chegando c adiando os dous bracos da enanca fra
da vulva anda ira dar doses : aqu s cabe o dlo
que Phedrn empreslou rapoza, que adiando urna
mascara e vendo que nada conlinha na parle poste-
rior, exclamou : oh '. quanla species '. cerebrum
n.m babel!
Depois de ouvir a historia fcila peloSr. Dr. l'i-
langa, enlrei para a alcova onde eslava a doentc,
e, leudo sabido que ella linha lido 14 a 15 parios
sem difliciildadc alguma e sem moleslias durante a
prenhez, soube lamtam que no auno antecedente li-
nha soUndo de um aborto de que eslivcra grave-
mente enferma, e que por lodo o lempo desta pre-
nhez linha eslado sempre muilo doenle do eslomago
e de una inchacao geral, lo grande que suppunha
eslar hydropica : em lim passei a examinar o eslado
do parlo e enconlrei os dous bracos da ctiauca:
persuadi-me, a principio, quo eram duas enancas,
nas introduzindo a mito assogurei-rae que era nm
so corpo c por conscguinle Iralei de exlrahi-lo.
Srs. Redactores, em mnito mais do cem par-
ios que lenho fcito aqui em Pcrnambuco e que lem
sido preciso osoccorro da milo ou de ferros, ainda
nao acbci esle leito de rozas que o Sr. Carolino ti ju-
rn ; e ainda nao vi urna s senhora, que tivesse
essa coragem inabalavel de um soldado goeireiro,
para sotrrer as dores da opcrac.no sem gemer, sem
dar gritos: e, n fallar a verdade, a doenle, deque
tratamos, foi uina das que vi gritar menos c sofTrer
com mais resignado as ma no In as que foi necessario
fazer, como lodos leslemunharam : c ah eslilo lodas
as pessoas de casa que podem ser inquiridas por
quem quizer, pois esluu cerlo que, para esclareci-
menlu da verdade, ninguem se recusar a dizer o
que se passou exactamente : eu n,lo peco misericor-
dia ; cnleudo que proced cm regra, e se errei foi
em boa intenrilo ; mas rreio quo nao errei.
Traleide procurar os ps do menino e foi-me dif-
liril passar a mo alm da excavacao da bacia por-
que elle eslava all socado como una buxa : passei
alm da excavacao com trabalho, porque eslando a
crcanca loda em biixo, o corpo do ulero necessaria-
mente devia estar mais movel ; e cis a ramio por
que cu appliquei a niinha mo esquerda sobre o
fundo do tero; porque he mais proveloso o esfor-
co de urna m.lo combinada com o da oulra, do qne
o da m.lo do operador rom as do ajudanle : apanhei
um p e Irouxe-o para fra da vagina, porque nao
pude apanhar o oulro, c n;lo querendo fazer a ver-
san s por nm p, fui procurar o segundo : mas no
sendo pussivel que na vagina coubessem dous bra-
cos, urna pona o a minba mSo, levei o pe para ci-
ma afim de traze-los ambos juntos: ja enlao eu acha-
va-me com a miin intcirameule adormecida e sem
poder fazer o menor esforco ; c qual he o medico
que (enha feito nina operacao de versao, c que nao
lenha experimentado esla dormenci* da mi que
parece al que se nao a possuo '.' s o Sr. Carolino
que he o homcm das maravilhas c dos myslcrios do
nosso seclo : he esle moco que cabio do co por
descuido, pois lendo sido cstuitante na escola da
Babia, como nos lodos bem o conbecemos. com
um passeio que den Franca, vea refundido cm
medico rapaz de por debaixo de seus ps a lodos os
compnnheiros.
Tendo a mao completamente ninrta e sem poder
fazer nada,retirci-a para descansar, c loga que a scnli
menns esmorecida fui oulra vez, o pegando nova-
mente um p sem nunca encontrar o nutro resolvi-
le a ala-lo com nma lila, afim de que por ella nos
podessemos guiar no caso de que fosse preciso ir
procurar o oulro p : n'esla occasio enlao convidei
o Sr. Carolino para ir buscar o oulro p : ao que o
Sr. Carolinoreapondeu-meremangando: Bango:
o o mais nio percebl; porque mo Ihe dei mais al-
tenrao, cnlendendo que o Sr. Carolino nilo quera
lomar este trabalho por nao saber faze-lo : no mes-
mo instante fui interrumpido pela mai o filha da
parturiente, pela comadre e mo sci mais quem la
eslava que anua voz me disseram : Sr. Dr., le-
nha paciencia, descanse Vmc. o seu braco c acabe o
trabalho JA qne o principiou ; mostrando clara-
mente que linham gi ande repugnancia a que o sapi-
entissimo Dr. fosse mais maltratar intilmente a po-
li zir de novo a nulo, seguir a parte interna do
membro j cxlrahiilo ele etc.
Felizmente o nosso sabio Dr. referi eslas parti-
cularidades no seu communicado, e nlo poder di-
zer que sao innovadnos mnlias.
Para quo o respeilavel publico fae,* idea das sel-
vagens e cnlossaes ezagerares que o Sr. Carolino
fez a respeilo da maneira porque Irabalhei, cu direi
smenle que quem quizer saber o que he fazer um
trabalho d'esla qualidade e com as diflcul lades e
anormalidades que havia ii'aqucllc caso, pergunte a
qnalquer medico que os lenha feilo, que sem duvi-
da Ihe dir se he possivcl fazer a versan de urna
ereanca, quando ha forles contrctiles uterinas, sem
tentar tres e quatro vezes sem se esbaforir, sem
suar por todos os poros do corpo : o Sr. Carolino
far trabalho* d'esla qualidade sem suar, sem se es-
baforir : nao d uvido : lao bem ha certa especie de
animaos qm- irab.dliam.andani.e carregam muilo sem
suar quasi nada...
Srs. Redactores, lodas as cirenmslancias contri-
buan! para o operador se esbaforir ; 1. porque a
creane,a se achara loda encravada na baria, e ora
difliril transpor aquello obstculo : >.' porque a
lenle morara cm urna ra muito aperlada, romo
a ra do Rosario Estrella, e eslava a casa loda fe-
chada, e ella em urna alcova, onde apenas rabia
a cama cm que eslava deilada e havia um
eslreilissinio c silar; ludo islo em urna noite callida do mez de de-
zembro : eslavamns em urna completa eslufa e
quera o Sr. Carolino que cu nao suasse nao son
da mesma tempera do nosso sabio Dr.
Agora, Srs. Redactores, passarci a provar que ludo
quanlo fiz foi em regra c confjrme ensinam os au-
tores, c depois moslrarci que nila era lempo mais
de esperar pelos rsforros da nalurcza, e muilo me-
nos peloseTcilos da medioacao do Sr. Dr. Caroliuo
que em vez de acalmar as dores augmenlou-as, -orno
elle mesmo confesa* no seu communicado, que diz :
f nole-se mais que, quando enlrei, disse-me o Sr.
Dr. I'ra.redes que na minba ausencia a dores c
contracres haciam augmentado ; e se mais fortes
eram, razao dentis para se nHo consentir no tra-
balho, vislo que quando menores, mis nada liba-
mos podido conseguir, quanlo mais augmentadas:
a redacrao he a propria do Sr. Carolino, ipsis verbis,
pontos c virgulas i esl bem claro que, se as con-
tracocs c dores, ireparem que o Sr. Carolino falla
agora cm contraccilo e dores e nao em espasmos, n
que bem prova o que lenho dilo) so linham aug-
meplado depois que a doenle fez uso do calman!:
do Sr. Dr. Carolino, deve-se concluir ou que ore-
medio fez mal, talvez por ser receila do Sr. Caroli-
no, ou a nalurcza znmh.ui d'ellc : em qu.ilquer
das hypolhcscs nao se podia contar com essa ap-
plicacao, e minio menos concordar, em que o Sr.
Carolino augmenlassc a dose do ludano quando el-
le vollou quatro guarios de hora depois : o que nao
he exacto, porque o Sr. Carolino sabio pouco depois
de meia noite e vollou quasi as, 5, n3n i-^qi'o
urna hora lenha mais de quatro quartos os mesmos
parleiros de queja fallamos dizem, que nilo se pude
contar muilo com as applicacocs de calmantes e de
banhos, porque umitas vezes clles nao dan resultado
algum, c se ha urgencia de terminar o parto, deve-
ngo so a versHo forc.ad.1 ou procurar f
se sorenrrer nao so a ver:
zeon evolucao artificial
sivgjucixar de empregar
(pie nilo ha lempo a perder, e de mais os dous bracos
da parte fora; por conseguiolo devia-sc snppor que
sua exislcnoia acbava-se ja muilo cnmpromctlida, e
'anlo mais o licaria, quanlo mais se demorasse o par-
to e soflrimentus que piovinhain do trabalho : oque
me rompelia fazer ? ficar mudo e quedo routemplan-
dn aquello quadro das mi-crias humanas? esperar
que a conlracc.lo espasmodica ou tetnica appare-
cesse ? ou esperar pela pttlrifacSo do Sr. Carolino
para enlao extrahir o feto ? En o que diz a respei-
lo o Sr. Ca'eaux na pag. 8*5, fallando rerca do
terror que aos anligos causara a saluda da mao e dos
proressos barbaros que ellos punliain em pralica:
a Elles, os anligos) enganavam-se endemonenle
acerca da causa das difficotdade* que se enconlra
a militas vezes na pralica ida versao. Porem eslas
a diluculdadcssao rcacs; porquese a ttppresenlacaoda
a mao nao he mais do que a appresenlaoao da espadoa,
o a sabida quasi completadoanle-hrnco i.*,- eprinripat-
a iiienie do Iu aro para fura da volva, he um signal
" prognoslico excessivamenlc triste. Para que com
a efl'eilo o membro Iboracico esleja lodo pendente
o no exterior, he absolutamente necessario que a es
a padoa que se apprescnla, ja esleja muito inlrodu-
a zida na excavarao, inlroduco.lo esla que se nao po-
deria elTecluar sem que a i ola I i lado das aguas se
tivesse evacuado ha muilo lempo,sem que a muilo
" lempo lamhem'as conlracrOcs uterinas artaassem
a sobre o (ronco do feto, e sem que as paredes do
a ulero se achassem forlemenle contralllas sobre as
a parles felaes. He principalmente n'e-las occa-
a sies que o contado por muilo lempo prolongado
a das desigualdades felaes determina as contracres
o espasmodicas, (elaniras, do corpo e do eolio do
a ulero, que nos consideramos como una das ilifli-
a cuidados mais serias, porque oppoem-se ao mesmo
a lempo repulsan da parle que se appresenla,
a in(roducc,lo da mao e evolucao do felo.
A vista duque lea exposlo parece.Srs. Redactores,
que eu nem devia reccilar conforme o meo syste-
ma, porque nos acharamos cm um caso cm que s a
mao.lo um operador podia fazer alguma cousa,emui-
lo menos esperar pelos re-ullados das applicacocs do
Sr. Dr. Carolino, nao s por n.lo me merecer elle
confianca, como tambem por nao Cantar com os es.
forjas da ualorcza em casos laes : assim estabclecida
a quesillo, poiso Sr. Caseaux nao podo ser mais ex-
plicilo, do que he nos trechos que cilci relativos ao
ca*o vcrtenlo, qual era a minba obrigar.lo '.' vista
do que lenho lido c ouvido de pessoas, que podem
fallar na materia que nao o Sr. Carolino, cu devia
em primeiro lugar tentar a versao : em sesundo, fa-
zer a evolucjio artificial do felo, e cm lerccro pra-
licar a embryolomia, isto he, tirar o felo aos peda-
jos : romo ja disse nao havia eerteza de que o
feto eslivesse morlo, e por isso era de minba rigo-
rosa obrigajilo Irabalhar como se elle estivesse vivo:
ja moslrei qual era a diflioutdade que se enconlra-
va para realisar promplamcnle a operacao, o en-
cravamenlo da ereanca na excavacao da hacia e a
mobilidade do fundo do ulero ; levei a milo duas ou
Iros vezes na cavidade uterina o fit a versao pela
melhor maneira que poude ser foita, lendo em con-
sideraoao as cirenmslancias peculiares do parlo ; em
menos de vinle minlos fiz lerminarem-se lodos os
soffrimenlosda parturiente; e por lano, ainda que
lizesse mais alguma foroa que o sabio Dr, que levou
a mo 22 vezes, fiz muilo menos mal do ;quc elle,
porque as 22 vezes de intro lucran da milos por si
deviam provocar mais dores, mais contrnecaes e mais
soltrimentos ; e islo lano mais quanto a sua mano-
bra durou hora9, c eu eslou que nao Irabalhei mais
de umquarlo de hora ; porem concedo mesmo que
fosse mais de meia hora !! Tratava-se de um perigo
eminente ; Iralava-sc de salvar a mai de onze fillios
menores; havia todas as razoes para se nao perder
lempo; e por conseguinlc ainda quo fosse precois
empregar alguma forja mais, repilo, c allendendo as
cirenmslancias extraordinarias, cm qne nos arhava-
mos.nao eraum erro c muito menos rom erro crasso,
como disse o Sr. Carolino, que cm verdade nao sci
como se atreve a tanto, c nem foi preciso applicar
esla forja irracional de que tanto falla o sabio Dr.
fiz alguns esforjos mais do que nos casos simples e
favoraveis, mas nao forja bruta c irracional, porqua
disto s seria capaz o Sr. Carolino.
N.lo sei.Srs. Redaclores,e ainda se poder duvidar
que cu proced em regra, pois supponbo quo lenho
safcieiilemenle esclarecido o raou cpmportamento,
, para a qual n,lo he pes- e o cmnprovado coma opioiilo dos melhores par-
bastante forja, e al serf (eiros. '
Resla-me somentc narrar^ que se passou depoi
do parto cas entutume pm\iv\umiA-Uut^o-
gr a morTeda doenle, c'o que deu motivo a esta
ronteslaj.lo que lano me ronstrange.
N3o sendo possivel terminar ainda esle communi-
cado, prometi fazel-o quanlo antes. Sou do Sr.
Dr. Carolino.
Seu servo humilde.
Dr. Lobo Moscozo.
SM
vir-se de instrumentos, ou cnlo cm ultimo raso
pralicar a embryolomia, mesmo quando o menino
anda esl vivo ; porque, dizem elles, podendo-se
ainda esperar a salvaran da mai, nao deve haver ex-
cessivo escrpulo emsacrificarofillio.porque nao pode
haver muito, probabilidade de que una creanja que
se acha por tanto lempo sujeita grande compres-
silo produzida pelas conlrareoes uterinas, principal-
mente quando eslas contracres sao dirigidas cm
um sentido inverso do que he natural, possa ainad
viver depois de soffrer as manobras nocessarias para
sua extrarofio.
Quanlo applicajao da mao sobre o fundo do
ulero, que causn lano espanto ao Sr. Dr. Caro-
lino diz o Sr. Caseaux a pag. 823 no fim. e 824 M
principio : Quando se pode dispor de um ajudan-
le, he preciso faze-lo collocar as duas mdos sobrt
o fundo do ulero, afim de impedir, gue elle seja
empurrado pelos es/orcos que se faz para intro-
duzir a mao ; se se nao tem ajudanle, a oulra mao
do parleiro apoia-se sobre o fundo do ulero para
preencher o mesmo dever. i> O mesmo autor nn
pag. N'li, fallando da mobilidade do corpo do ulero
diz :
a He urna difllculdade sobre que senao tem in-is-
lido bstanle, professa Mr. Paulo Dubois, e que
a eulreanlo, quando se Ihe nao presla muila atten-
a j,lo. poc o parleiro na impossibilidadc de pene"
[rar al o fundo do ulero. Sua mao aperlada for-
lmenlo enlre a parede uterina o a do felo, faz
a v.los esforjos para chegar al os ps. O ulero, a
a mo e o Ironco do felo mo formam mais que um
b lodo que gira robre si mesmo, mas a milo nao ca-
li miiiha no interior da cavidade ulcrina. Basta,
para remediar a esla difiiculdadc, fazer fixar u
a fundo do ulero collocando as duas nulos de um
a ajudanle obre suas partes laleracs e superiores.
O Sr. Cbailly-Honor diz a mesma cousa, ipsis
terbis na pag. (179.
Agora, Srs. Rededores, resla provar que, como j
disse, uo se podendo contar com a applicajao dos
banhos c calmantes receitados pelo Sr. Carolino, por
que, como elle mesmo confessa,fizeram augmentar as
conlracjoes uterinas, ou por oulra, longcde fazercm
bem lizeram mal, resla provar digo que eu ohrei em
regra fazendo a versao da ccranja porque loda a
demora era prejudicialissima mai, c de maiscu n3o
podia ter certeza de que a creanja eslivesse ou nao
viva.
Diz o Sr. Cazeaux a pag. 837: a A versao pralica-
a da nas oondioOes favoraveis, quando as membra-
a nas estn inflictas ou somentc rolas ha pouco lempo
a c que o menino, rodeado de urna grande massa de
a lquidos coosen a ainda urna cerla mobilidade, lie
i cm geral uina operacao fcil, pouco grave para a
a mili e para o filho. Infelizmente, deve-se confes-
a sar, he raro que eslas condijoes felizes se cncon-
trem na mor parte dos cjsos cm que lomos a fa-
a zer urna verslo. A cxcepjo, com ctleilo, ^7- das
a apprescntaros da espadoa, ./TS lodas as posijOes
1 viciosas do menino 11.I0 exigem a iiilcrvcnoao da
a arle senao quando una expcdajilo mais ou menos
a prolongada, depois la rotura das membranas e a
dilataran completa do eolio uterino tem determi-
a nado a impotencia dos esforjos da natureza.
Termina este arligo dizendo o Sr. Cazeaux que
eom um cerlo habito e sobre ludo com grande pru-
dencia so chega a vencer estas 'dificulidadese evitar
lesOes grave* do ulero c da vagina ; mas que nem
sempre se pode impedir que o orgilo violentamente
contratado, seja vivamente irritado pela nirodurjao
forjada da mao, e que osla rrilac.lo venba a ser o
ponto de pal lida do ullammajes puerperaes; e que
s vezes o abalo physico c moral da mulher soja as-
anle consideravcl para deslruir-llie as fonles da
vida.
No principia do sen communicado diz. o Sr. Ca-
rolino : a Para arudir a una mulher quo se adiava
aba Iros dias de parlo fui rhamado na noile do dia23
de dazcnibro prximo passado:-Eis-ah, Srs Redac-
tores, Vmcs. lem lido o que a respeilo dizem os Srs.
Caseaux c Cbailly, e o que he a opiniao de lodos
os mais pr.rlciros: o que tinha eu a fxzcr senao ter-
minar o parlo eacabar os solTrimentas da infeliz in.li?
Fila eslava le parto ha tres dias,linh.i soffrido os in-
eommodo* provenientes das manobras mais ou mc-
Srs. Redactores. Quando mais nao desejava,
vejo-me ohrigado a vollar de novo ao seu respeila-
vel Diario, para defendor-mc d.u mais injustas ar-
guijes, que s um grave erro e a ignorancia de um
homcm poderiam originar. De fado, senhores, ron-
ca-me o trovan, e vejo-me ajoutado por urna tre-
menda (empestade de insultos c improperios O
que fazer ? Repelli-los com quaes ? Nao : nao he
islo o que me cunipre, nem como medico, nem co-
mo homem. Nao entrare no charco do indigno
para aos punhados lanjar sobre o meo gratuito ad-
versario ; porque ninguem houve ainda que o pra-
lieando nilo so emporralhasse... nesse enlrudo mise-
ravcl, s proprio do homem ponco brioso, e para o
qual me procura arraslar o Sr. Dr. Moscoso, com o
fim lao smenle de atrapalhar a qucsl.lo principal.
Srs. redactores, que foi o Sr. Dr. Lobo Moscoso
causador da mnrtc da malfadada Flamina, foi o que
j demonstiei e procuro sustentar, mesmo para que
esse homem se nilo persuada, que de suas ameajas
me temo eu, c que me acobarde a ponto de fugir-
Ihc nos atrancos que elle toma. E lano mais, se-
nhores, que quem a propria honra preza nao pro-
cura ferir a alhcia, teniendo que se apuuhale tam-
bem a sua ; e, niinha ronsciencia, que s desejo es-
leja bem com Dos, nao me aecusa, em minba vida
toda, de complicidade cm fados que me deshon-
ren!. No terreno em que lenho collocado aquestao e
vallado sempre para o publico, de quera espero jus-
lija, hei de suslenlar em quanlo me restar um so-
pro de vida a dignidade de medico c de hornera com
> Sr. Lobo Moscoso.
Que foram por mim chamadosos Srs. Drs. Pitangas
as 10 para 11 horas da noile do (lia 23 de dezembro
prximo passado, provam o lesloinunbo da familia
i a finada e o Sr. Gamba (pharmaceulico', que mora
na ra eslreilado Rosario ; que, aolcnlrarem os dous
so.iihorcs Ibes expuz o caso c Ibes fiz ver a impos-
sibilidade na exlraccilo da crianja cm consenqnen-
cia da lerrivel resistencia do ulero, e que firme es-
lava na resolujno de esperar, sujeitando a enferma
aos calmanteshe tambem um fado sobre o qual
nilo ha duvid, e os Srs. Dr.. Pinlangas rulo sao ca-
p zes de o negar; que, quando ehegaram elles, o se-
gundo brajo se nao achava de fura, espero que o
prove a honra do Sr.' Dr. Prxedes, para qual ap-
pello ; que nao exlrahiram a crianja os Srs. doulo-
renantes da rhegada do Sr. Dr. Moscosoleudo o
Sr. Dr. Prxedes Irabalhado quanlo pode com bas-
tante forja al, e por muilo lempo, em eonsequen-
cii de Ihe ser impossivel Iranspr a resistencia do
utoro, mormenlc no cslrciln superiorhe oulro pon-
to que ninguem me contestar ; que emfim, quando
ao entrar cu de novo e que ar.hei o Sr. Mosroso, me
disse o Sr. Dr. Prxedes que as dores da paciente se
linham ausmenlado.ho tambera outro pontn favor
do qual invoco de novo a honradez dos Srs. Drs.
Pi angas. E clles ambo* que, sb sua honra, venham
depr peranle o publico a verdade, e que digam se
11A0 he falso o qne allega o Sr. Dr. Moscoso cm sua
faiiosa correspondencia de 17 do correnle, quando
diz que fra chamado o Sr. Dr. Prxedes desdo a
bocea da noile, c que s cu eslava com a doenle
sein nada fazer, c como se collige de suas pa-
la-ras !
E sendo, como diz o Sr. Dr. Mosroso, que o Sr.
Dr. Prxedes l Olivera desde a bocea da noite at
s 3 horas da madrugada, o que lata elle ? Por ven-
tura foram meros espectadores de mcus erros'.' Ou
(r<-balitaran) constantemente 1 E se trabalharam,co-
mo he rcrlo e o lulo ucearan, que motivo os impe-
dia de fazercm a venga e extrahirem a crianca '.'
J se v, pois, Srs. redactores, a verdade do quanlo
i
HEGiVEL
breSr*. Avista do que cmhrulhci o p em um nos duradoiiras de tres mdicos, linha lido molestias
panno para melhor segura-lo, c emparrando o durante loda a prenhez, ja linha bstanle febre,e con-
corpo do menino para o lado csjiierdo e para cimas | linuava a ler forles conlracjoes : a creanja appre-
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
,') Em anatoma chama-** ante-braco parle
situada enlre a milo e o clatelo, c braco a parle
que val do colovelo ao hombro. Fajo esta obser-
vajo para alguma pessoa que n.lo he da prolissno
nJo licar cm duvida.
vosdse ;jase v, pois, que de fado havia urna
forle e constante conlrarj.lo do ulero sobre n felo,
conlracjao que me mpoasibilUou de fazer o parto, e
que s lima violencia irracional o conseguira, e que
s podia ser o resultado das Foro** empregadasro-
mo vi pelo Sr. Lobo Moscoso.
Agora resla saber qual a nalureza dessa resislen-
ria, e que diz o Sr. Moscoso nao ser o efleito de om
spasmo do ulero, e sim 1.1o sement de simples
conlrarjoes.
Primeiramenle, senhores, mesmo quando fos-
sem simples conlracjoes, n violencia empregada era
sempre um desespero reprovado por lodos os pra-
licos, ou pela sciencia, como ja moslrei com as pro-
prias palavras do Sr. Jarquimier, e que o Sr. Mos-
roso leve a fraqueza de negar, e que torno a lem-
brar... //' est encor pfu importan! ( diz o mesmo
aulor) que dans le cas de relraclion SIMPLE de
nepas essayer de passer la main ou d'enlrainer
les pieds de tice furee. II faul renoncer a toute
violence,et louteprcipitalion, cariV n'y a ren a
perdre au delai, gue seul, ou a'idc des moyens re-
lachanls peut amener de changements lels que la
versin devienne une opration mediocremenl dif-
ficile. Portanlo, j se v que o Sr. Dr. Moscoso n.lo
foi leal ; que o Sr. Jarquimier falla das violenrias,
nao s a respeilo das conlracjoes spasmodicas, romo
das conlracjoes simples, mas a ponto de impedi-
rem a inlroducjao da mao, quando fortes e repeli-
das sejam ellas. E islo que diz o Sr. Jacqoiuiier,
dizem Velpeau, Paulo Dubois, Pajean, ele., c o lera
dilo lodos os parleiros mais celebres da Europa.
Logo o Sr. Dr. Moscoso tristemente errou quando
disse que era smenle nas conlracjes spasmodicas,
que so recommendava o nao emprego da violencia ;
logo o Sr. Moscoso confessou lacilamenlc que a em-
pregou ; logo violenlo.
Quanlo mais que, alm das dores, e dores lerri-
veis que acompanhum sempre as conlracjOes spas-
modicas, e mesmo simples conlracjoes quando sao
por demais forles havia de fado um perfeilo spas-
mo do ulero, e que s naoreconheccria um parleiro
do calibre do Sr. Lobo Mo sivel perguntar a esse homem: o que he spasmo'.'
Me respondera elle, vista da somma de erros,
que llic descubro, e como provarei ? Spasmo he a
conlracjao involuntaria dps msculos, principal-
mente dos quo nao obedecen) vontade. (Nyslen,
pag. 736.) Conlracjao he o eneurlamenlo, o appro-
ximaincnlo das molculas do um corpo que dao cm
resollado sua diminuijilo cora nugmeulo de dens-
dade ; a dilTerenja entra estas duas forjas est na
constancia do elfeito sem relachamento apreciavel
de urna, e existir em geral nos msculos que fura
estilo do dominio da vonlade ; mas nem por isso se
segu que um orgao como o ulero que esleja em
um eslado spasmodico, nilo se contraa j tcitamen-
te, e mesmo manifeslamcnte pela disposirao anat-
mica de suas fibras ; e lano, romo se lera vislo na
pralica, que pJe o col se adiar cm spasmo sem
que o esleja o corpo, e vice-versa ; c mesmo parlo
da porjao que esliver a cima do eslreile superior.
(Jacquimier, pag. 52. ) De maneira que quando o
ulero 011 parle delle se acha forte e con-lanlemenle
applicado sobre o produelo, a ponto de ser misler
unu violencia para Iransporsua resistencia, se diz
que o ulero se acha em um eslado spasmodico ; ao
ao contrario, quando esla applicajao se opera 11-
termiletilemcnir, ou somente quando as conlracjoes
appareccm, entilo se chama simples contraccao.
No spasmo, quanlo mais se introduz 11 mao, mais
resistencia se enconlra, e a propria conscioncia do
parleiro logo o avisa da sua existencia ; nas con-
lracjoes simples, em um ou outro instante, quando
as conlracjoes cessain, do mesmo modo lem o pel-
lico consciencia. Agora pergunlare : as resisten-
cias que const intrnenle impediran a introduc;;!"
de Ires maos, como foram a minba o as dos dous
Srs. Pilangas, e para alm do estreito supeiior, e is-
lo quer se exaeerhasscm ou nilo as dores, e, desdo
as nove horas da noile al s duas da madrugada,
seriam por ventura o resulta lo de urna simples con-
tracjlo ? Nao crcio, o ninguem o dir que nao se-
ja como o Sr. Lobo Moscoso. E de fado, quando
foi, cm que momento poderam achar os Srs. Drs.
Pilangas nesse ulero, e em loda essa noile, o mais
ligeiro relachaniculo '! Seriara por ventura resulta-
dos de relachamenlos as dores intermediarias a
urna e outra exarerbajao '.' Ninguem o dir, mes-
mo porque as dores acerbas, repelidas e aggravadas
sao proprias das conlracjdes spasmodicas.
Srs. redactores, para quem fallamos? onde esla-
mos ns'l onde estoSr. Lobo Moscoso'.' Nao esl
em Pernambuco '.' 011 estar em algum deserto onde
nilo baja quem nos julgue ? !...
Portanlo, provado que na parturiente ero que--
1.1o havia irapossibilidade cm se extrahir a crianja
medanle as regras da arle, e islo por efleilo de
urna das mais terriveis conlracjoes spasmodicas, con-
lracjoes que se oppuzerain sempre aos dous Srs. Drs.
Pilangas nao s nao fazeram a versao, como mesmo
irem alem do eslreilo superior, o por mais tema
e esforjos que fizera o Sr. Dr. Prxedes, e sendo
cerlo lambem que, segundo disse-me o mesmo Sr.
Dr. Prxedes, as conlracjde se linham augmentado
na minba ausencia, he conelu Icnle que para ex-
Irahir a crianja, o Sr. Dr. Moscoso violenlo o ule-
ro, collocaniio-se em frente da infeliz, nao como
um parleiro, roas como o filho lerrivel de Alema-
na, quando esmagou enlre seus bracos, o gigan-
te Anteo i ...
E se empregou a violencia, fajo-lhe agora juslija
lambem, que n.lo foi por malvadeza ; poslo o dese-
jo de extrahir a lodo custo antes da rainha ebega-
da, e para que me nao recabisso a gloria, que el-
le julgava ser grande, nilo dcixasse de ler parlo
nessa brusca tentativa Arresce que culpa uto lem
o Sr, Moscoso (fa nalurcza Ihe n,lo dar aquella de-
licadeza de que lano necessibi, para uno s nao
violentar os uleros, como as alhcias rcpulajes;
sendo cerlrr tnmhem^auausc elle soubesse que
o esperar naquelles casos com o empreo ros cl-
mala ha urna necessidade mo violentara como
violenlo, e nao malaria a pobre mulher, condem-
iiaiulo ao desamparo onze lilhos, que hoje choram
a perda de sua desdilosa mai !...
Mas diz eulreanlo o Sr. Moscoso, que a prova de
nao ler elle empregado a violencia, he, que pode in-
troduzir a mo ; visto que quando ha verdadeira re-
r accao spasmodica he guaii sempre impossivel in-
troduzir a mao no ulero, e muito menos fazer a-
rersao, etc. Oh '. Srs. redactores, eu nunca esperei
esla de nm homcm que lem um diploma !... O que
chama enlao o Sr. Dr. Moscoso violencia? Nao ser
violencia o excesso daquella forja que s lie corapa-
livcl com a orgauisajAo de urna mulher em um esla-
do assim anomial ? N.lo ser esse excesso de forja
empregado contra a resistencia estranha do ulero, e
que a vencendo d era resultado roturas, dislcnses,
inllammarfies o morle emfim ? Como pois se dizer
que o ftelo de se tirar o produelo prava o nao empre-
go da violencia. Abrirei o livro do Sr. Velpeau,
lomo 2." pag. 543, em que falla u autor da presenla-
jflo do brajo... Les violences exerces par la main
e.rposent aux conlusions, au.r ramollissemenl el
surlout aux ruplures de la malrice. On arve
raremenl au.r pieds sans avoirecruse la poilrinc ou
tabdomen du faca-lus, ele... O que se collige desla
palavras he, qoc com a violencia se pode elTecluar o
parlo, he verdade, mas pelo lado da in.li ocrasionan-
do conluscs. araollerimcntos e rupturas ; c pelo la-
do do felo esmagamenlos, ele. E irlo sabio esse fe-
lo esmagado, c completamente amagado pelas mos
do Sr. Moscoso '? Sua propria consciencia quo lho
responda. Porlanto, o Sr. Dr. Moscoso errou na par-
te em que diz,que nos casos de conlracjoes spas-.
mdicas a milo n.lo penetra por forma alguma. Pe-
ndra, sim, penetra sempre que urna m.lo romo a do
Sr. Moscoso cheguo a penetrar ? Essa mao fatal....
Srs. redadores !
Ainda mais, senhores : haveis de estar lemhrados
assim como o publico, que o Sr. Dr. Moscoso confes-
sou, que a parturiente se achava com febre e soffri-
menlos horriveis. O que seriam esses solTrimcnlos
horriveis? De duas cousas urna : ou o resultado de
horriveis conlracjoes simples, como quer elle, ou o
resultado de uina coulrarjaospasmolica, como houve
ndubavelmentc" porque n.lo ha olfeilo sera causa ;
c csses soffihncnlos horriveis deviam ler por causa
lambem nana causa horrivel. E nao sera mais urna
i-onlii-.il) do Sr. Moscoso, que converge a provar qu*
de fado havia uina forle resistencia do ulero f
Abrirei anda Velpeau, lomo >.> pag. 278, e veja-
mos o que diz a respeilo... Cependanl si la malrice
dail depuis long-temps tesserre, t'il exitlail une
grande irritalion, de la rhaleur, de la fierre, ele.
on devrait combalre d'abord ees epiphenomenes par
le bains, les calmans, la saigne ele. n voulimt
torcer lous les obslacles, on s'e.rpose a mille dan-
gers, el a rompre le ragin ou l'utrus. Ora, estan-
'i
?
.



ilo o ulero contrahdode ha muilo, ;a mais de 24 lio-
nas !) e liavendo febre e calor, como confossa o Sr.
Moseoso, tendo exlrahido a crianza forja, duvida
nao ha que cama foi da morle I 1!.....
Mas, nao podendo o Sr. Moseoso provar o que Ihc
rumpria, islo he, que eu linha errado em pugnar
pela demora, e o uso dos calmantes porque as pala-
vras do Sr. Jarqu mier o desorientaram...desespera-
do, arranca, procura-me na vida escholaslica enm
invenres alira-s; aos lugares cnmmuns, devaga
como um maniaco...e afina I lenta Iludir ao publico
quem elle nao respeita por forma alguma, o forja-
se por me Linear eni um ridiculo insulso e miseravel,
s proprio de qum erra, d a morte urna desven-
turada mai de famiia, e v-se acossado por. aquello
a quem elle insulto i c Irouxe aos prelos, violenla-
menle '.
Insolencia, Sr. ridartores, insolencia desse ho-
niem! E mais insolencia quando he elle quem erra,
erros perigosos, e procura sustenta-las faltando ver-
dade!...
E, para saberles, Srs. redactores, que nao vos en-
gao, passo a tratar d-j alguns ponto* do ultimo com-
municado do Sr. I)r. Moseoso, onde se acham es-
tampados csses erros.
Diz o Sr. Dr. Moscoio, que fui eu quem puxnu pe-
los bracos da crianra, e confessa que nunca vira
dous bracos se aprestnlarem na vulva ao mesmo
lempo, e nio s nunca vira como nunca lera !! Eu
rito as palavras do Sr. Moseoso..... eslranhei sane-
Ihanti cousa porque no <> nunca vi, como porque
nunca li cm autor que a crianca podesse apresen-
lar ao momo lempo dous brams...
E he esse homeni, senhores, que me poe de bru-
o 1 (Expressao delicada do Sr. Moseoso.) Qual o au-
tor que nao aprsenla oasos de semelhanlc nature-
za? Todos dizem, que nao s he possivel se apre-
senlarem dous bracos, como dous bracos e jm p,
como dous ps e dous bracos como a caheca e um
ou dous bracos. E eilo >s palavras do professor Vcl-
peau:..... On a tu, mai$ raremenl, le deux bras
te prsenter ensemble a la tul ve. II 'I moint rare
d'enlrourer un a la vulva el l'aulre simplemenl
engag dam le tol. De la Afolle, el Smeltie les
aroienl sents a Vori/icio en mme temps que les
pied ; on voit en cutre, par une obstrvation de
Itrcderer, que la main, le pied et la-face petivenl
se presentir ensemble. Mauricio cita o facto de urna
crianca, que apresentou ao mesmo lempo os dous ps
(lomo 2 pag. 28); de oulra que apresentou ao mes-
mo lempo os dous bracos (lomo 2o). O mesmo diz
Cazcaux (autor citado pelo Sr. Moseoso) pag. 603 !...
Digam-me gura, Srs. redactores, quem he o bruta"!
lie termo do Sr. Moseoso...) E onde estilo as provas
da nao brutalidadc doSr. Moseoso? Sim, eslo em er-
ros desle genero, estao em um parto que o Sr. Mos-
eoso aqu fez, e como se conta, que inlroduzindo o
ferro orna roeia duzia de vezes, rasgando a infeliz,
revirou e cabio, com o ferro na mao, e de pomas
para o ar!... O que fez correr as parteiras e acu-
dir toda gente de casa !
Que moco delicado, senhores, que parteiru inle-
rcssanle I E que niaior prova da delicadeza do Sr.
Moseoso do que essa que nos depara o caso em ques-
lao* Quando as aguas linham j.i corrido, o ulero
fortemenle applicaMo sobre o feto, dominado por um
lerrivel sp.smo, e a doentc com febre, como diz el-
le mesmo, qual um marujo, a puchar por um cabo,
arranca um felo morlo para dar a morle a sua mai
viva! E aodepois corro i imprensa para ferir-me
no mais sagrado, sem sn lembrar que Icm familia e
que deve ser honrado 1
Srs. redactores, cuja vos disse que, quando entra-
rain os Sn. Drs. Pitangas, um s braco he que se
achava de fra : ora, tendo eu j trabalhado milito
antes que chegassem esses dous Srs., a ponto de ler
o desengao que resolveu-me a esperar, sujeitando
a doenle aos calmantes, e lendo en em conversa di-
to ao Sr. l)r. Jos de Souza Pitanga, que as Iracroes
do braco s servan) para augmentar as diflicnlda-
des, e peiorar a sorte da enferma, (como por sua hon-
ra elle nao ha de negar) possivel nao bu que fosse
eu quem pelos bracos pmasse, como o quer a l-
gica diablica do Sr. Moseoso. Em una das ininbas
ultimas tentativas, verdade he que senti muilo cin
cima a segunda mao da crianza, que tenda a des-
cer; mas eu respeitei-o, e tanto que avisei logo aos
Srs. l'ilangas... e quem os puxou lem disso cous-
ciencia, como Dos. Portanlo he falso, e falsissimo
o que alega a requintada malicia do Sr. Moseoso,
que s se defenda por meio de astucias. Mas, pre-
sentados fra um ou dous bracos que sejam, no es-
lado em que se achava o ulero, sem urna s golla de
agoa, e por mais do 2i horas em continua retraerlo
spnsmodica... arranca-Ios ou corta-Ios he omn-bar-
baridade inulil. eso propriados lempos premivos ;
tentar mctte-los para dentro, ou faz-los subir com
o lira de fazer a versa' cephalica, he perder lempo,
estando o ulero no estado j descripto; porque ap-
plicado o tero fortemenle sobre o feto, sem haver
urna golla d'agua, e estando a senhora com febre e
calor o ulero, a crian; e os bracos nao eram mais
do que um mesmo todo, cujas parles eram inleira-
menlo immoveis; e assim lodo o movimento que se
desse aos bracos, para leva-lo para o estreilo supe-
rior com o fim de Irazer n caheca ao centro desse es-
trello, o ulero delle participara, e a mudauca do
produelo relativamenlc ao ulero seria impossivel.
Isto que dizem todos os praticos, foi o motivo por
que logo que cheguei passei o laco, o procarei fazer
a versao, depois de muilo ler examinado a enferma
e o estado da madre. Portento, quando eu disse que
em taes casos passar o lac.o e fazer a versao podalica
era urna regra, disse urna verdade escripia.
Eu sempre pensci, Senhores redactores, que o Sr.
Moseoso tivesso oulra caheca ; posto como eslu-
danle elle nunca sahisse da mediocridade, com ludo
nao era para vir aqui nesta cidade escrever tantas
blasfemias! Eslranhar o Sr. Dr. Moseoso que mcios
hajam de se poder medir urna pedra na bexiga. co-
nbecer-se de sen tnmanho e de lodos os seus dime-
tros......he nina miseria Para se conhcccr o la-
manhodeuma pedra nao be preciso um microscopio,
como diz o Sr. Moseoso ; esta idea s hcequipara-
vel do maniaco, que ao passar um rio em um ba-
tel dizia, que as monlanhas be que corriam e nao o
barco, e brigava at por isto, porque elle s acredi-
tava no que viam seus ollios. O lilhocaslro de Heur-
teloup lem no ramo chamado fama urna nume-
rario, que aborto o instrumento, bem marca o grao
de separarlo dos dous bicos que pegam a pedra;
oqueposlo, inlroduzidoo instrumento na bexiga,
abre-se, e se procura a pedia e se a segura, mar-
cando-se fra o numero que deu a abertura precisa
para segurar o calculo, relira-se o instrumento, e
pelo numero marcado abre-se de novo como dentro
eslava da hexiga, eassim se pode couhecer de todos
os dimetros da pedr.i. (Fabre... lomo',3, e Civialle.(
E tao necessario he, senhores, medir os diamelros de
urna pedra, que sem islo nao se pode pralicar a
lalha ou a lithotrlcia ; e quando se pratique, pode
resultar o que se vio na Babia, que o Dr. Persianne
fazendo a lalha perineal para extrahir um calculo
em um moco chamado AUhydr, morador cm S.
Feliz, depois de ler penetrado a bexiga, no acto de
extrahir o calculo, vio-se ohrigado a deixar o doenle
sem a exiraccao, pela resistencia que fazia o i'.scAon
a sabida da pedra, que era enorme O resultado
foi fazer sarar as feridas, e de novo oulra operado
pelo hipogastrio, e o doentc morreo solidando cm
martyrios E mesmo sen.lo que n lilholricia he
incompalivcl com es clculos muilo grandes, claro
he que sem se conhecerdo lamanho, se compromet-
iera a vida do enfermo sem algum resultado.
Mas o Sr. Mosro famoso communlcadi),que nunca vio se medir
clculos, c que desejava verooeulo Defacto, de
oculos precisa o Sr. Moseoso.............
Outro sim : dis redactores, que havia conlradicro em cu ler dito
quo nao tendo losado a hexiga, panculas de mucoza
sahiram ao depois. Que conlradiccao ha, senhores,
quando cu disseque varios eslilhacos se engastando
na urelhra ao sahircm, a feriram levemente, como
he natural O instrumente de quebrara pedra, pe-
gando a hexiga he que pode rasga-la, e ulo pegando
c nao rasgando, ou a mucosa sendo rcspeilada, rom
ludo podemsahir pela urelhra, alguns dias depois da
operario, partculas de mucosa, se as pedras ao sa-
hirem a mallratarem, como por vezes succedeu. J
se v, pois, que o Sr. Moseoso esl sempre alheio
a materia.
Agora quanlo ao pezo que resulton da porreo
pulverisada que pude juntar nao causa admiraran o
nem pode causar ; porque primciramenlc a consis-
tencia dos clculos varia desde una maca molle nl
o marmorc(Civialle. p. 59), e segundo a nalureza
do material que forma a pedra, pode ella ser mais
oo menos pezada tendo o mesmo volume, e mesmo
succede, que clculos do volume de um ovo nao pe-
DIARIO DE PER Ai BUCO, SABIDO 20 DE JANEIRO DL 1855
sam tanto quanlo outros de muilo menor volume.
Oanlo mais, senhores, que um quarto da pedra
seguramente perdeu-sc, basla considerar na prelo,
quereduzida a p fino sabe e se perdonas ourinas
sem ser possivel apanhar. O que me dovia regular,
pois, para julgardo tamauho do calculo, nao era o
pezo da potreo que lenho cm minha caixinha, e que
muilo a estimo, mais sim o dimetro maior, de po-
legada e meia que deu u lilhocaslro.
Tildo mais quanlo disse o Sr. Dr. Moseoso, des-
prezo, Srs. redactores, asseverando-lhes que mais
bonito he como esludanle nao figurar, para fazc-lo
na sociedade, e n.lo compromclter assim a sorle e a
vida das familias mediante erros iniperdoavcis, do
que pouco ser como discpulo e nada ser como me-
dico E tanto mais que, o que o Sr. Dr. Moseoso
fez na' academia da Rabia foi perder o seo lempo,
e lano que renegou aquillo que apremien, alacou
a sciencia que eslodou, e contina ataca-la nos
prellos, laucan,lu-senos arcanosde nma'.xrfencianora
que dizem estar ao alcance mesmo de quem n.lo be
profesional. Ese o Sr. Moseoso aproveitasse, como
d onde aprendeu, pralicando aquillo que seus lentes
Ihc ensillaran).
Mas nao sendo esla a questao, e sim se o Sr. Dr.
Moseoso commetteu ou nao urna serio de erros gra-
ves, dos qnaes resullou a morte da malfadada Fia-
mina, e provados esses erros com clareza e Tactos
incoulestaveis entrego-me com o Sr. Moseoso Vopi-
niao publica e aos mdicos do paiz, para que nos
facam jostica.
Sou, senhores redactores, de Vs. Ss. respeitador e
criado.
Dr. Carolina Francisco de Lima Santos.
Srs. Redactores : Urna seria indisposiclo me
nao lem permittido que al boje eu podesse satisfo-
zer aos desejos do meu eoracJJo, e mais que ludo a
um dever de amsade, palomeando urna injuslica
clamorosa, lano mais sensivel quanlo fui ferir um
hornera digno por lodos os respeilos de eslima, o de
cousidcr.icao por sua conduela illibada, por suas
maneiras allenciosas, pela sua proverbial honradez,
e anula mais p' los serviros prestados a quem dclles
seesquece para nao aaradece-los como devia.
O Sr. Manoel Antonio dos Sanios exercia as func-
C5es de agente da compauhia brasileira de paquetes
a vapor no porto de Maranbao desde novembro de
1812, poca cm que a compauhia, lulando com gran-
des difllculilailes, que punco a pouco foram sen lo
removidas pela esclarecida adminislraclo do gerente
Marcelino J. Coelho, eslava pouco provida cm seus
depsitos do necessario combustivel para as suas bar-
cas ; e sem embargo foram ellas sempre suppridas
pelo dito Sr. Santos, adianlamlo por vezes compa-
nhia -ominas de nao pequea monta.
O Sr. Sanios, com a (tedetelo c zello, com que
costuma cmprrgar-se nos negocios que Ihe sao in-
cumbidos, autepoz sempre os interesses da compa-
uhia aos seus propros inlercsses, e desempenhavaas
ruiicccs do agente com a inteligencia e probidade,
que lodos he reconhecem. Dolado de conliecimen-
los Iheoricos e praticos de todas as Iransacrcs mor-
canlis, nao havia duvida que o cmharacssr, nem
difliculdade que nao desfizesse sempre no iuleresse
mutuo, e a contento da companhia e do publico,
que boje deplora a sua injusta demissio.
De lina educado e maneiras urbanas o delicadas
captiva todas as sympalhias, e satisfazla em geral a
todos que o tralavam. E foi depois de 12 anuos de
1.1o assigualados serviros que o Sr. Sanios fura subs-
tituido 11.1 agencia do Maranho, sem que para isto
houvcsscm razos, quando nao fundadas ao menos
plausivei* !! Servindo bem compauhia, como al-
leslam lodos quanlos o conhcrein, inclusivamente
os propros coinmandantes das barcas, talvez com
etcepcao de um ; constando que nada devia com-
panhia, e que pelo contrario era credor della, o Ma-
ranho ficou sorprendido com a substituidlo do Sr.
Santos, dando-lhe por esla ocrasiao as mais decidi-
das demonstrares de verdadeira c grande syra-
pathia.
Os motivos pois que deram causa substituirlo
do Sr. Santos mo podem ser para elle deshonrosos,
e na verdade que o nao sao; foi sem duvida a intri-
ga de mos dadas la! ve/, com os empenhos, que le-
varam o actual gerente a mu.lar um homem que
fez companhia os melhores servaos durante 12
annos, entre os quae alguns de serias provace, e
de immensas difllculdailes. Qual seja o resultado, a
companhia anda lera' de sonli-lo, quando por um
aclo blo irreflecli.lo venlia a colher o fructo da sua
insdiscrirao.
Agora compre-me lembrar ulna cousa, e he que a
companhia Pernambucana de navegacao a vapor, se
he que sua India se eslende al o Maranho, Rila po-
derla ccolher all inelhor agente do que aquelle
mesmo que acaba de ser exonerado pela companhia
Brasileira. Niogucm mclhur do que o Sr. Santos po-
deria desempenhar as primeva* funcees desle en-
cargo com mais zello e inlelliaencia. Com urna pra-
lca de 12 annos de laes negocios, com os conheri-
meiilos que possue cm materias de commercio em
geral, com as militas rd*;os que lem nos lugares
onde deve locar esla linha, com a honra e probida-
de com que desempenhe' os seus deveres, com a esti-
ma e sympalhias, de qaegeralmenle goza por suas
maneiras alfavei e deln0pkaiQaBr. Santos Jiet
sem a menor ronteslacao oliomem nial! p*UJfljrp3-J
ra curar dos interesses da companhia pernambuca-
na no Maranho, principalmente agora que nao se
cruzam os interesses daquella de que acaba de ser
agente.
So mou modo de apreciar nSo s o mcrecimenlo
do Sr. Santos, como a injuslica de que fora victima,
e anda mais os interesses da companhia Pernam-
bucaua, eslimu muilo ler sido precedido peloseu es-
clarecido correspondente do Maranho, que I lies mo
deveser luspeilo, e cuja correspondencia foi inserta
no seu inleressante Diario de 30 de dezembro ulti-
mo. Recordando o que all se disse com bem since-
ra franqueza nao faco mais que secundar os votos da
praca do Maranho, que fora unnime nosenlimeu-
lo daquella injuslica c as prova de urna verdadei-
ra sympalhia pelo Sr. Santos.
irigindo-me ao importante Diario de Pernam-
buco nesta occasiao, live em vislas duas cousa*, islo
he, fazer jutica a um merecimenlo ineonleslavel,
e lomar, como llho desla provincia, o maior inleres-
se pelo linin successo e felicidade da companhia Per-
nambucana de navegacao a vapor. Dos queira que
esla empreza nao desmereca da doSul, e mesmo que
Ihe seja superior pela inlelligencia do actual geren-
te, um dos mais dignos ofliciaes da mariuha brasi-
leira. Sou seu amigo e constante leilor
/. A. F. d'Abren e Lima.
Srs. /Icdflclores. Sottrendv desde a idade de 6
anuos da uretra, este mal se foi augmentando a
ponto de me ver privado de ourinar, ou o fazendo
com bstanle custo, e dores; assim entregenos
cuidados de diversos facultativos, me diziam elles
que meus males provinham de urna nephrileinfla-
marilodos rinseal outros disseram ler eu urna
mflamagao na bexiga cyslileenlrelanlo viva n'om
oslado acerbo, sem que estes solTrimenlos se exlin-
guissem, ou ao menos tivesse alguma melhora, al
que a Divina Providencia me inspiruu a idea de
chamar ao Illm. Sr. Dr. Carolino Francisco de Li-
ma Santos para meu nssistenle o qual depois de ai-
sumas invisligeees, com a habildade e aplidao pro-
ressional que o distingue, logo conheceu minha en-
tvrmidade calculando e medindo a gravidade
della, e pengo que me amcarava empregou lodos
os esforcos de sua sciencia, sem os quacs c.laria
hoje sem duvida na sepultura.
Os continuos cuidados d'aquelle Dr., sua inslruc-
Cao como operario, e auxiliado com os recursos da
sciencia de que he profcssional pode salvar-me,
exlrahindo-me da uretra com toda a delicadeza una
grande pedra, causa da privarao que soffria de ou-
rinar, e que couslanlemenle roe proslrava no leito
de dores.
Se a Dos rendo infinitas grabas por me collocar
no estado em que me vejo hoje, la podendo Iraba-
Ihar, e ganhando os meos de subsistencia, ao Sr.Kr.
Carolino que me livrou de todos os meus graves sof-
frimentos reslabelleccndo-me a saude, nao s devo
gralidao, mas anda urr, reconhecimenlo eterno.
Me foi o inleresse que rooveu ao mesmo Sr. Dr.
a dedicarlo e zelo que moslrou em mcu curativo,
porque meu estado de pobreza, o qual nao era por
elle ignorado, nao Ihe promellia urna paga, que im-
porlassc sen traballio; aindamis o dcsinleresse, esla
virludc qiieo caraelcrisa, para o fazer recommenda-
do e digno da eslima de lodos.
Receba portanlo Illm. Sr. Dr. como sigrmldamais
alia consideradlo, c apreco que faco de seus tlen-
los meus limitados serviros, e os protestos de estima
e gralidao que Ihc tributo.
Son, Srs. Redactores, seu constante leilor,
Benedicto das Chagus Cotlho.
Reei.e 18 de Janeiro de 1833.
3
COMMERCIO.
i'KACA DO RECIPE 19 DK JANEIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacOes ofilciaes.
lojc n.lo houvcram colaoocs.
AI.FANDEI'.A.
Rendimenlo do dia 1 a 18. .
dem do dia 19......
233:41.\>>!>0
14:.V>ej,103
2i7:97l3fi93
Descarregam hoje 20 de Janeiro.
Brgue inglesLa Pialacarvao.
Rrgue inglez Biancadem.
Brigue ingle/Robert Campbellbacalhio.
Rrigue suecoSuperiorfamilia de Irigo.
Barca francezaComle Rogermerradorias.
Brigue brasileiroFeliz Deslinodiversos gneros.
CONSULADO ERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 18......32:3063801
dem do dia 19........1:79.!?:189
31:1008193
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 18.....2:6839309
dem do dit 19........ 101JJ092
2:781 601
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 18.....7:7829712
rdcmdodial9.........1:6165968
9:399:680
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo da I a 18.
dem do dia 19 .
10:1331563
1:92i;2fi,
12:0373828
BOLETIM.
LISBOA 13 DE DEZEMBRO.
Precos correnles dos gneros de importarlo do
Brasil.
Por baldearlo.
PIBLICA) A PEDIDO.

Alzodo de Pernambiiro
Dilo do Maranho.......
Dilo do Para..........
Dilo dilo de machina.....
Cacao..............
Caf do Rio piimeira sorto. .
Dito dilo segunda dita.....
Dito dilo tereeira dla.....
Dilo dito esculla boa......
Dilo da Babia.........
Couros seceos em cabello 2i a 27
Ditos seceos espichados.....
Dilos salg. Baha e Para 28 a 32.
Ditos ditos dilo 26 a 20.....
Ditos dilos do P. e Cciri 28 a 32 >
Dilos ditas dilo 26 a 20 ...
Dilos dilos do Maranho 28 a 32. i>
Croo giro/e..........
Dilo do Maranho.......
(lOioma copal.........
Ipccaruanha..........%
Ourue...........
Salsa parrilii.i superior..... |
Dila dita mediana.......
Dita dita inferior.......
Captivos de direito.
123
120
110
110
1S800
29658
29100
29-200
19300
2M0D
lio
127
107
103
127
102
102
200
100
29000
800
100
130
120
19S30
29730
29300
19600
296O0
1.30
167
132
120
145
145
145
110
.39000
19000
183
119000 1-39000
99600 109300
69-300 89000

19800
19700
19630
19300
19300
39600
35OOO
39OOO
19400
19300
29000
19730
15730
19350
19350
19800
I96OO
mil 329000 409000
n
:V\>xi
.35S00
69100
392OO
19200
19100
.39000
69200
69800
39100
t'"
Assurar de Pcrnaiuburo ....
Dito do Rio de Janeiro.....
Dilo da Babia..........
Dilo do Para, bruto.......
Dilo mascavado.........
Dilo refinado no paiz em formas
Dito dito quebrado (pil). .
Dilo dilo em p rap)......
Vaquetas de Pern. e Ccarn .
Ditas do Maranho.......
Chifrcs do Brasil pequeos. .
Despachados
Arroz do Maranho e Para ord.
Dito dito do mclhor......
Dilo dito superior!........
Dito do Rio de Janeiro.
Bfio campeche.........
Tapioca............)
fPreros correnles dos gneros de exportacao pura
o Brasil.
Captivos de dircilos.
Amendoa cm milo dore do Al-
garve...........
Dila dila da Boira.....
Dila em milo amarga dita.
Dita em rasca couca, ....
Dila dila molar.......
Dila dila durazia......
Nozes............
Figos do Algarve comadre .
Dilos dilo brancos.....
Ameixas..........
Presuntos,.........
Carne ensaccada ......
Toucinho..........
Ilanha de porco........
Pimeola detioa.........%
Sal grosso a bordo.....
Dito redondo idem.....
Dilo Irigueiro grosso idem .
Cera branca por baldeado.
Dila amarella idem.....
Dita em grume idem. .
Dila em velas idem.....
Azeilc.............alm. 39700
["Agurdenle encascada 30 graos, p. 2509000
Vinho muscalcl de Selubal. .
Dilo linio marca F. S, a bordo, pipa 819000
Ditoditodto, dem......ane. 889OOO
Dilo dilo marca B. e F., idem. pipa 839000
Dito dilo dilo, idem......ane. 909000
Dilo dito T. P. e Filhos, dem, pipa 819000
Dilo dito dilo, idem......ane. 889OOO
Dito branco marca B. F., idem. pip. 8690OO
Dilo dito dito, idem......ane. 839000
Dilo dilo marca P. O., idem. pipa 909000
Dito dito dilo, idem. ane. 949000
Dito marca T. P. c Filhos, idem. pipa 869OOO
Dilo dito, idem.........ane. 905000
Vinagre tinto marca F.S. idem. pipa 389000
Dilo marca B. e F., dem pipa 369000
Dilo marca P. G.. idem .... pipa 349000
Dilodto marca T P. e F., idem pipa 369000
Dilo branco F. S., dem. pipa 4O9OOO
Dilo dilo marca B. F.,idem pipaSejOOO
Dilo dilo marca P. G., idem. pipa 349000
Dilo dito dilo T. P. e F. idem. pipa 385000
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Novembro 14 do Para brgue portuguez Grao
Par, capiao A. F. Collares.
Mcm 18 da Babia, patacho porluguez Sauda-
de, capihlo Continbo.
dem do Ro de Janeiro, galera porlugueza De-
fensora, espilao J. J. da Fonseca.
dem 24 da Babia, patacho brasileiro Anua
Elisa, capiaoM. J. da Culta.
dem 27 do Maranho, barca portugneza /.usi-
t-tni-t, capillo A. T. da Rosa.
dem do Rio, Babia e Pernambuco, vapor In-
glez Bahiana, capil.lo D. Orcen.
SAIII DAS.
Novembro 12 Para a Babia, brigue portuguez
Mondego, capillo J. P. da Luz.
dem 14 para Pernambuco, Bahia e Rio, vapor
inglez Sevem.
dem 20para o Para, ljale porluguez Rival,
353OO 39350
39200 39280
29800
alq. 900
i) 800
700
400 600
@ 700
600
400 800
39-300 49000
29900 39200
29800
n 39800
% 103 110
moo 19030 I9200
n I9OOO I9IOO
19130 I92OO
310 330
273 280
n 350 360
i> 330 360
caix. 89OOO 89500
Illm. e Exm. Sr.Accusamos a reccpc.lo do of-
ficio de V. Exc. de 21 do dezembro ullimo, em que
nos ordena envi o resultado da elcicao de verendo- \ capihlo J. S. Lonrenco.
res para a cmara municipal da nova villa do Bui- I dem 22 para Pernambuco, brigue porluguez
que. txm. senhor.E'la cmara em dala de 6 de 1 Laia II, capillo C. C. Marlns.
setembro prximo panada, parlicipou a V. Exc, dem 23 para Pernambuco, Babia e Rio, va-
pedindo cxclarecimonlo acerca da referida cleirao, ] por porluguez D. Maa II, cepillo F. Guimares.
visto que a da parochia de Aguas Bellas havia sido dem 26 brigue portuguez Soberano, capitn
fcila no dia 18 de jolito, e a da parochia do Buique I. do O' Jnior.
nodia 20deagnslo, como consta da copia fiel que dem 27idem, galera portugneza Cratiilo,
a esla acoinpanlia, e n3o lendo V. Exc. se dignado capillo I. C. de Souza.
delucidar-nos o que levemos dilo cm dala de 20 de dem 29 para a Bahia, barca porlucueza ZYm-
dezembro, imploramos segunda vez a V. Exc. pelas | preza, capillo J. C. Nevos.
sabias delihcraresa respeito, he o que se nos olfc-
rece a responder a V. Exc, a quem Dos guarde
por muilos anuos. Paco da cmara municipal da
comarca de tiaranhunsem scsslo ordinaria de 10 de
Janeiro de 1853.Illm. c E\m. Sr. conselheiro Jos
Bcnlo da Cunlia e Figueiredo, presidente dcsta pro-
vincia.Antonio Teixerade Macedo, presidente.
Pedro Civalcanli de Albuqiicrque. Rogcrio das
Neves Brrelo.Jo.lo Corroa Brasil.Manoel Pin-
to Teixcira. Est conforme. O secretario da c-
mara, Luiz Jos da Silva Burgo.
dem 30 para o Rio, brigue porluguez Flor
do Mar, capiao J. J. Cactano.
dem idem, brigue sueco Guslaff Melin, ca-
pil.lo J. Burned.
A' CABGA.
Para o Riopaladn porluguez Joven Wenceslao.
dem idem Saudade.
dem barca porlugueza l'cnus.
dem brgue porluguez Prudencia.
dem brigue porluguez Lealdade.
Para o Para brigue porluguez Ligeiro.
Para o Rio galera brasileira llha das linxaias.
dembarca sueca Daniel.
Para a Rabia brigue belga Octavianus.
Para o Maranhobarra brasileira Lusitania.
Para a Bahiapatacho porluguez Atina Eliza.
Para Pernambucobrigue porluguez Alegre.
Para o Rioescuna franceza Serene.
Para o Maranho, brigue portiiguezf/roaiio.
dembriguo porluguez Especulador.
Para o Rio Grar.de e Bahia brigue porluguez
Pensamenlo.
Para Rio Grandebarca porlugueza Formosa.
Para o Rio de Janeiro brigue inglez Agnez So-
phia.
E mais os seguinlcs navios:
Ligeiro Par. Olho I lio idem. Triutnpho
dem. Ijaldadn Rio de Janeiro. '/.aire idem.
I'oador idem. Carotina dem. Joven ll'cnceslao
idem.Saudade idem.Andorinlia II idem. l'e-
MM idem.Urbana Maranho.Soberano dem.
I.uailania idem.Destino Pernambuco.
REVISTA DO MERCADO.
O mercado aprescnlou durante a semana um as-
pecto lsongeiro. As IransaccOes cstiveram animadas
lanto nos gneros de cxporlacao c reexportarlo, co-
mo nos do commercio interno. Nola-se um melho-
r a.....iin sensjvcl no nosso movimcnlo commcrcial,
c be animador o quadro cslatistico das Iransacces
da praca de Lisboa, comparado com o dos anuos an-
tecedentes. Os embarques dos vinlios conlinuam.
Para os dilTcrcnles porlos do Brasil as prineipaet
porrf.es exportadas foram nsseguinles: Para o Ro
de Janeiro 2,130 almudes de marca B. S.; 600 djlos
de marca B. & C; 600 ditos de marca P.; 300 ditos
de marca A. P. R.; 300 dilos de marca T. P. & Fi-
lhos. Para o Rio Grande do Sul 6,120 almudes de
marra R & C. Para oMaranhlo 570 almudes de mar-
ca F. S.; 300 almudes de marca T. P. & Filhos.
Para Pernambuco 210 almudes de marca P. R. R.
Alm destas quantidades cxporlaram-se para Lon-
dres l,496almudes de marca R. S.; para Liverpool
416 ditas de igual marra ; para Angola 180 almu-
des de marca F. S.; para San Thom 120 almudes de
marca F. S. e 156 ditos de marca W. Os precos re-
gnlam por I209em pipas, 122; em barris, 1219 em
ancoretas.
O sal continua a sabir em quantidades muilo su-
periores s do iguaes pocas dos aniu antecedentes.
c os prejos mclhoraram de 200 rs. por cada moio cm
todas as qualidades.
O mercado dos cereaes nao aprsenla differenra
notavel nos pre(;o-. A quantidade de trigo expor-
tado no mez de novembro foi de 1,768 muios. Du-
rante a semana ellectuaram-se alguns embarques pa-
ra Inglaterra c Franca.
O feijao Icm prompla venda, c exporlaram-se di-
versas porees para Marselha.
O mercado de gneros das nossas colonias esl ani-
mado. O marliui c a gomma copal sao multo pro-
curados. O caf subi 30 ris cm arroba, termo
medio.
Para n commercio interno 09 principaes gneros
despachados foram os seguimos: 60,424 arralis de
arroz eslrangeiro e das pos de assucar; 76.800 ditos de biealbo ; 18,251 dilos
de cacio ; 32,940 ditos de cal ; 3,889 dilos de chri;
871 (oneladas de carvao ; 14,421 arralis de manlci-
aa, 433 ditos de queijos c 1,407 couros. O mercado
de (azendas de algoihlo c de lila (amhcm esleve mais
animado do que na semana passada. Ellecluaram-
se bstanles transacc/les nestas especialidades. O
rendimenlo da alfandega grande nos cinco dias uleis
da semana foi do 43:4489014.
Os fundos pblicos conlinuam na alia. Os (res
por ccnlo tirar,mi de 39 a 39 o J, o a divida difle-
rida de 17 a 17 }. Em acetas de companhias efec-
tuaram-se diversas Iransacces; as arc,es do banco
de Portugal sustentara a alia, o prego das ultimas
colacocs apre*onladasa 3.SO5. Considera-se quasi co-
mo organisada a companhia para I navegacao a va-
por cnlre Lisboa c os Acores. A construcc-lo do ca-
minho de ferro do Barreiro s Vendas Novas rom um
ramal para Selubal fui adjudicada a una companhia
reprcssnlada por Thomaz Ramos da Fonseca. Con-
tinua a exportarlo da prala para Inglaterra, sendo
asremessas fcitas pelo vapor Iberia superiores a 120
ronlos de ris. Os cambios tanto sobre Londres co-
mo sobre Paris regulara pelos das ultimas rolarnos.
MARCADO E LISBOA.
Lisboa 16 de 'dezembro de 1854.
O mercado, |eralmen(\ fallando, apresenlou me-
nos animac.lo o que as semanas antecedentes, mas
he isso deudo proximidaJe do fim do auno, sendo
coslumc inalteravcl diminuircm sempre as Iransac-
ces quando chega esla poca. Anda assim as no-
ticias ree. liidas do Brasil pelo ultimo vapor anima-
rain alguma coasa os exportadores de vinho, em vir-
tude do que continuaran) os embarques, com espe-
rialidade para o Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul
que sao os mercados onde os nossos violtos conser-
vara melborcs precos. As exportacoes principaes da
semana nesle genero foram as seguidles : Para o
Rio de Janeiro 2,400 almudes de marea G. S.; 3,675
dilos de marca F. S.; 2,170 dilos de marca B. & F.;
1.300 dilos de marca R. S.; 1,200 ditos B. & C; 360
dilos A. P. V.; 300 dilos marca P.; 330 ditos C. A.
M.; 1.30 marca A. P. R.; .36 dilos moscatel engar-
rafado par o Maranho, 1,410 almudes de marca
P. R. R.; 469 ditos de marca T. P. & F.; para a Ba-
hia 9:W almudes marca F. R.; 300 ditos marca P.;
para o Rio Grande do Sul, 307 almudes F. R.; 300
dilos marca G. S. Tambem para Londres se embar-
caram 715 almudes de marca SS.; bem como outras
diversas quantidades para Nanles,Glasgow e Loando.
Os precos do vinho de embarque conservam-se fir-
mes; nao acontece assim nos dos vinho- ordinarios
para o consumo do paiz. Os compradores recusara
paga-Ios pelos pregos porque se elfectuaram muilas
vendas logo depois das vindimas, e ha militas ade-
gas chelas, pela razao dos vendedores se nao quere-
rem sujeitar aos presos ltimamente ofTerecidos pe-
los compradores,
Continua a exportarlo da laranja, mas os embar-
ques da semana nao foram lao importantes como os
das semanas antecedentes.
As transronos em gneros coloniavs esliveram
menos animadas. As exporlares principaes consis-
lirara em 180 saccas de caf para Marselha, 17.3 sac-
oasde urzella para Nanles, 6,094 arralis de cera
amarella para o Rio de Janeiro.
O sal continua a sabir, c os pregos conservam-se
firmes.
Para o commercio interno despacharam-se doran-
te a semana 86,625 arralis de arroz eslrangeiro e
das possesses; 377.597 arralis de assucar ; 2,49.3
almudes de azeilc eslrangeiro ; 53,:!,V> arralis de
caf ; 4,275 dilos de cacio; 5,202 dilos de cha,
3,646 dilos de cravu girofe ; 1,907 couros do bui;
80,339 arralis de manlega; 1,067 dilos de queijos
1,115 toneladas de carvao. lia falla de bacaiho.
Nao ha noticias da prxima chegada de navios com
este genero. Se viessem alguns achariam prompla
venda. A alfandega grande de Lisboo renden rs.
51:2295448.
O mercado de cereaes apresentou alguma tenden-
cia para a alia. As exportacoes foram de 622 moios
de Irigo para Inglaterra c Franca. Alm desla quan-
lidade ombarcaram diversas porefies de centeio. ca-
rada c mllio para o norte de Porlug/1. A larinba
de Irigo leve alguma sabida, sendo a quantidade to-
tal exportada do 252 barricas.
Os fundos poblicos conservam-se firmes. Os Ires
por cenia firaram de 38 e 3|i .1 39, o a divida defie-
nda de 17 a 18 e 'j, em nidal sousnte. As acres
do banco de Portugal conlinuam na alia, c as ulti-
mas cotacoes regularan) de 3815 a dKli.-. Em accocs
das oafras companhias poncas alleracocs liouvo a
nao ser as da companhia do gaz, quo anreseulam
alguma tendencia para a baxa.
As letras de cambio sobre Londres foram negocia-
das no decurso da semana a 54 e 't a 30 dias vista,
a 54 e 5|8 a 60 dias, c a 54 e 3|i a 90 dias, e sobre
Paris a 322 rs. a 100 dias de dala.
Tendo sahido hontera para a Babia o brigue bol-
landez Cometa, acontecen que fura da barra o ca-
pillo e seu filho foram maltratados pelo fogo que
lizeram com urna peca o dous trabucos, motivo osle
que obrigou a dar fundo no lameirao.
EDITAES.
O Exm. Sr. presidente da provincia manda publi-
car em additamento ao edilal de 5 do correle,
a seguinle rommunieacao da secretaria d'eslado
dos negucios do imperio, expedida cm dala de 23
de dezembro ultimo.
4." SoccSo. Pela secretaria de estado dos nego-
cios do imperio se communica ao Illm. e Exm. Sr.
presidente da provincia de Pernambuco, que a ilha
i que se refere o aviso de 11 do crrente mez, on-
de se olferece 11ra premio aos que forera nella car-
regar sal, n.lo Icm o nome mencionado naquolle
aviso, mas o de Maio urna das de Cabo
Verde, segundo declara o cnsul geral do Brasil em
Lisboa em rcctificaclo primeira nolicia que dra
aquello respeito.
Secretaria de esladu dos negocios do imperio cm
23 dedezcmbio de 1854. Faustino Augusto de
Aguiar.
Secrclaria do guverno de Pernambuco, cm 16 do
Janeiro de 1855.Joaquim l'ircs Machado Porte/la,
ollicial maior servindo de secretario.
O Illm. Sr. inspeclor da Ibesoiiraria provin-
cial, em cumprimento do disposto no arl. 34 da lei
j provincial n. 129, manda fa/.er publico para couhe-
1 cimento dos credorcs h\ polberarios o qnaesquer in-
te ressadns, que foi dcsapropriada viuva Maria do
Nascmenlo, una morada de casa sila na dircreao do
quinto lanco da ramefiracJIo da e-Irada do sul para
a villa do Cabo, pela quanlia de 3005tKK)rs., c que a
respectiva propietaria lem de ser paga do qoe se
Ihe deve por esla desapropriacao, logo que terminar
o prazo de 15 dias contados da dala desle, que he
dado para as reclamaccs.
E para conslar so mandn affixaro prsenle c pu-
blicar pelo Diario por 15 dias surcessives.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
A cmara municipal desla cidade manda pu-
blicar, afirri de que seja observada por quem compe-
tir, a postura addicional abasto transcripta, que foi
approvada provisoriamente pelo Exm. presidente da
provincia, cm dala de 18 do correnle. Paco da c-
mara municipal do Recife em scsslo ordinaria de 19
de jauciro de 1853.Bario de Capibaribe, presi-
dente.Jo'10 Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
Poslora addicional.
Arligo nico.Ficam prohibidos o fabriro de fo-
gos artificiaos, venda do plvora, e depsitos desses
objerlos dentro da cidade, seja qual fr a quanlida-
de. Os infractores acorrerlo as penas de 8 dias de
prieto, e na mulla de 3O5OOO, duplicadas no ca reincidencia. Paco da cmara municipal do Recife
em sesso ordinaria do I8de Janeiro de 1833.Bario
de Capibaribe. presidente.Francisco Luiz Maciel
Vianna, Jos Maria Freir Gameiro, Manoel Joa-
quim do Reg e Albuquerque, Guslavo Jos do Re-
g, Dr. Cosme de S.i Pereira, Rndolpho Jlo Barata
de Almeida. Approvo provisoriamente. Palacio do
governode Pernambuco 18 de Janeiro de 1835.fi-
gueiredo.ConformeAntonio Leile de l'inho.
A cmara municipal desta cidade lem designa-
do para venda, deposito de plvora, fabrico e ven-
da de fogos artificiaes, os seeuinles lugares : na fre-
guezia de S. Lourenco, a estrada que segu da igreja
do Rosario para Tiuma ; nados Afogados, da ponto
do Molocolomb, exclu-dvo at a Barreta e na es-
trada do Jaboalao, em casas inteiramentc soladas,
fra de qnaesquer povoados ; na da Boa-Vista, a
estrada de Jo.lo de Barros al Bel -m, o a de Olinda
alea ponte da Tacaruna cTaniarncira ; na do Poco
da Panella, a estrada do Arraial ; na da Vanea, a
estrada nova do ('.achanga. Paco da cmara muni
cipal do Recife em sessao ordinaria de 19 de Janeiro
de 1853.Bardo de Capibaribe, presidente.Joao
Jos Ferreira de Aguiar, secretario.
DECLARADO ES.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios sahidos no dia 19.
Rio de JaneiroBarca bamhurgueza iJohann Kal-
knian. com a mcsina carga que Irouxe. vispen-
deu do lameirao.
LisboaBarra porlugueza Gratidiloo, capillo An-
tonio Pereira Burgos Pesiara, carga assurar cniais
gneros. Passagciro, Maria da Puriflca{ia e sua
familia.
Liverpool peta Parahiballriguc inglez nBelle, ca-
pillo Gcorge Ilarlrey, rm lastro.
Gibraltar pela ParahibaPatacho inglez Ha-rcel
L, rapitao P. S. Romgnal, em lastro.
Observarnos.
Fundeou no lameirao para acabar da carregar a
barca ingleza Guatimalou, capiao John II. DunJev.
ADMIMSTRACAO' DO CORKEIO.
O briguo brasileiro Flor do Ilion recebe mala
para o Rio de Janeiro boje ;20) as 5 horas da larde.
ADMIMSTRACAO DO CORRED).
O hiato Tres Irni.los recebe mala para a Para-
hiba hoje (20j as 8 horus da manhaa.
Do ordem do Illm. Sr. Dr. Custodio Manuel
da Goimares.joiz do commercio da primeira vara,
fncoscienlc aos credorcs do fallido Anlnnio da Costa
Ferreira Estrella, e a este mesmo, que no dia 24 do
correnlo mez as 12 horas, dovom comparecer na ra-
sa da residencia do mesmo juiz, na ra da Concor-
dia, por si ou por seus procuradores bastantes, para
verilicacao dos crditos, se formar o contrato de
uniao e se proceder a nomeaeo do administradores
da casa fallida, ficando os mesmos credores adverti-
dos, que nao sero admillidos por procurador, se
esienaoaprcsenlar procuracao com poderes espe-
ciaos pora o aclo, e que a procuracao nao pode ser
dada a pessoa que seja devedora ao fallido, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Recife 16 de Janeiro de 18.33. O escri-
vo interino, Manoel Joaquim Baplisla.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de aulori-
sajao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem do
comprar os objeclos seguinlcs :
Para o 2." balalhao de inanlaria de linha.
Pralos raioa de p de pedra, 138 ; ditos fundos de
dilo, 177 ; lijellasdc lonco, 164.
8. balalhao de inanlaria de linha.
Bandas de lia, 20 ; bonetes, 306 ; grvalas de so-
la de luslre^ 271 ; mantas de lia, 275 ; panno verde
escuro entrefino covados, 1,583; holanda de forro ro-
tados, 1,274 ; panno prclo para polainas ditos, 140;
brim lizo varas, 1,868; algodaosinbo dilas, 1,275 ;
buioes brancos de osso grozas, 69 ; ditos pretos de di-
to dilas, 70 ; cordao de 1,1a prela de urna linha de
grossura para vivos varas, 1,416; oleado prelo de
lustre covados, 60 ; bolees convexos de melal bron*
zcado com 1 lindas de dimetro, com o n. 8, de me-
lal amarello, 4,508 ; holes convexos de melal bron-
zeado com 5 lindas de dimetro com o n. 8, de me-
lal amarello, 1.57G; esleiras,349 ; tpalos pares,378.
Para os msicos do mesmo batlhao.
Bonetes de panno cor de rap de forma comnica
avivado de couro prelo envernizado, pala orisontal
do mesmo couro, guarnecida na parle inferior de
urna listra de algo dio de ouro, designado para o
poslo de capidlo n. 8, dourado entre duas palmas
bronzeadas, sustentadas por urna enroa de metal
dourada.tr> ; panno cor de rap para as sobrera;a-
cas e calcas, covados, 119 ; charlaleiras, leudo a pa-
la de panno cor de rap e meila la de melal doura-
do pares, 16 ; chafarotes com bainhas de couro pre-
lo envernizado, bocal o ponteira de melal liso dou-
rado, punbo de bano guarnecido de melal doorado,
27 ; cinlures de couro prelo eovernisado, com cha-
pa de apeldar de metal dourado com carran-
ca, 27.
9." balalhao de nfanlaria de linha.
Bonetes para os musicosdo mesmo balalhao, con-
forme o ligurino que existe no arsenal, 27 ; raldci-
ras de ferro balido para .30 pracas cada urna, 8.
Para provinionto dos arraazens do arsenal de guerra
primeira c segunda ciarse de oflicinas.
Taboas de assoalbo de amarello dudas, 6 ; costa-
dos do pao de oleo, 6 ; arcos de ferro do 1 3|i de
pnlegada de largura arrollas, 6 ; limas mocas trian-
gulas de 6 dilas duzias, 6 ; grozas meias caimas de
7 dilas dila--, i ; verrumas caixacs ditas, 3 ; dilas
ripacs dilas, 2 ; dilas de gurnalo dilas, 2 ; junco
finches, 2.
Tereeira claew.
M grande, 1 ; barras de ferro surco de 5 1|2 po-
legadaa, 4 ; chapas de ferro cm leneol da 40 libras
cada urna, 2 ; rame de ferro grosso arroba, I ; le-
rnas sorlidas duzias 24 ; limadles ditos dozias, 14.
Quarla rlase.
/.neo cm barras arrobas. 4 ; chumbo em dilas di-
ta, 4 ; calvas com folhas de fiandres deliradas, 2 ;
ditas com dilas de dilas singelas, 4 ; cobre voltio pa-
ra fundirao arrobas, 20 ; leneol de lalao com o pe-
so do 50 libras cada um, 1 ; dilos do dilo com o pe-
so de 12 libras cada 11111, 5 ; cadinhos do norle de 11.
6, 10 ; limas sorlidas duzias, II.
4. balaldlo de artilbaria.
Panno carmesim para vivos e vislas covados, 150
copo de vidro, 1 ; esleirs do palha de carnauba,
379 ; caldeira de ferro fundido para 50 pracas, 1.
Companhia de cavallaria.
Esleirs de palha de carnauba, II ; luvas de ca-
murca pares, 11 ; maulas de Ha, 11,
Colonia de l'imontciras.
Esquadros de ferro com folba de 12 polegadas de
imprmenlo, 2 ; dilos pequeos, 4 ; faenes com
bainhas e cintaroes, 40 ; parafusos de madeira para
prensa de banco, i.
Quem quizer vender clcs objeclos, aprsenle as
suas proposlas em carias fechadas na secrclaria do
conselho s 10 horas do dia 20 do correnle
mez.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
cimenlo de arsenal de guerra 13 de Janeiro de 183.3.
Jos de Brilo Inglez, coronel presidente. Ber-
nardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secreta-
rio.
Por ordem d Illm. Sr. director interino do
lyeeu se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo Ijccu acba-se aborta desde o dia t al o ul-
timo desle correnle mez; principiando as aulas o
seu exercicio no dia 3 de fevoreiro prximo futuro.
Dirocloria do lyccu 13 de Janeiro do 1853.O ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
COMPAMIIA DE SEGUROS.
EOUIDADE.
ESTABELECIDA M CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBUCO, Rl A DO TRA-
PICHE N. 26.
O ahaixo assignado, agente nomendo desla compa-
ndia, c formalmente autorisado pela iNteeefo, acei-
tar seguros martimos cm qualqiier bandeira, e
para lodos os porlos condecidos, cm vasos ou merca-
doria-, e sob suas respectivas condces ; o elevado
crdito de que Icm gosado osla companhia e as van-
lagensqoc oflerece, far convencer aos concorreules
da suaulilidade, e o sen fundo rrsponsavel de mil
rontos do res fortes : a quera inleressar ou convier
cllcctuar dilos seguros, poder dirigir-o ra
cima citada, a Manoel Duarte Rodrigues.
O conselho da direccao do banco de Pernam-
buco, cm confurmidade com os.arls. 60 c 66 dos seus
estatuios, far leidlo por conta e risCO de quem per-
tencer, de 2.H78 caixas com sabio, conlcndo 65,260
libras marca Soap, c 50,848 libras amarello ; quar-
la-feira, 24 do correnle jauciro, s 10 horas da ma-
nhaa, no Trapiche Alfandegado denominado Al-
fandega Velha.
Pela mesa do consulado provincial so faz pu-
blico, que a cubranra do imposto de 4 por cento, di-
lo de casas de modas, dilo de ditas de jogode Millar,
e dilo das quo vendera hilheles de loteras do outras
provincias, vai ter principio no dia 18 do correnle,
c que findos vs 30 dias uleis nrorrem na mulla de 3
porccnlo todos os que deixarcm de pagar seus dbi-
tos pertenecidos ao anuo financeiro do 1851 a
18.35.
Pelo prsenlo se faz publico, que o corpo de
polica precisa contratar as pecas de fardamcnlo
abaixo declaradas, dando o contraante todos os pre-
paros : as pessoas qoe interessarom deverao compa-
recer na secretaria do mesmo coipo no dia 22 do
cerrente, pelo meio dia, com suas propostas era car-
la fechada, e com as competentes amostras.
Frdelas de panno azul ......3i0
Calcas de dito...........310
Dilas de brim de lindo Uso.......340
Polainas de panno prclo........340
Grvalas de sola envernisada......340
Oiiarto! do corpo de polica, na fortaleza das Cin-
co Ponas 18 de Janeiro de 1853.Epifanio Borges
de Mcnezcs Doria, lente secretario.
AVISOS MARTIMOS
A barra Gralidao segoe viagem impreleri-
velmenle no dia 19 para Lisboa : quem na inesma
quizer ir de passagem, para o que lora bous commo-
dos, cnlenda-se cora os consignatarios Tbomaa de
Aquiio Fonseca iN l'ilho, na ra do Vigario n. 19,
prlmeiro andar.
AO RIO lili JANEIRO
Seguir hrcvemcnlc. por ler grande parlo
do sen carrcgamenlo tratada, o veleiro e bem
construido brigue nacional Marta Luzia, capidlo
Manoel Jos Prestrello : para o reslo da car-
ga, e para oscravos, aos quaes d exrellentes acco-
modares, Irala-se na ra do Trapiche Novo n.
16, segundo andar, com os consignatarios Antonio
de Alenla Gomes & C.
PARA A BAHA
Vai seguir com grande presteza o hiate naciona'
Fortuna, capitn Podro Valetle Filho : para carga
Irala-sc com os consignatarios Antonio de Almeida
Gomes & C. na ra do Trapiche Novo n. 16 segun-
do andar.
PARA A BAOIA.
O hialc .Voto Olinda, sabe nesles dias: para o
reslo da carga a (ralar com 0 mestre Custodio Jos
Rocina, ou cum os consignatarios Tasso Irm.los.
Para o Rio de Janeiro pretende sabir com a
possivel brevidade o patacho nacional D. Pedro Val
para carga e escravns a felo, Irala-sc com os consig-
natarios Thomaz de Aquino Fonseca (Sg Filho, na roa
do Vigario o. 19, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Ass por esles dias a barca brasilei-
ra Imperatriz do Brazil, a qual seguir para o Hio
de Janeiro um dia depois da sua chegada, e s rece-
be esrravos a frele e passageiros, para o que tcm ex-
rellenles cummodos: a Iralar na ra do Trapiche 11.
14, com o consignatario Manoel Alves Guerra J-
nior.
Para o Torio pretende sabir com a maior bre-
vidade o brigue porluguez Bom Succetio, de primei-
ra marcha : quem no mesmo quizer carregar ou ir
dt passagem, enlenda-se com os consignatarios Tho-
maz de Aquino Funseca & Filho, na roa do Vigario
n. 19, primeiro andar, ou com o Sr. Manoel Gomes
dos Santos Sena, capiao do mesmo, na praca.
PARA A BAHA.
Segu com' milita brevidade o hiate
nacional Amelia, por ter parte da car-
ga prompta, para o resto e passageiros
traln-se com o mestre Joaquim Jos da
Silveira, no trapiche doalgodo, oucoin
os consignatarios Novaes & Companhia ra
do Trapiche n. 54.
Para a Babia segu era poucos dias o veleiro
hialc Castro, por ler a maior parle da carga promp-
la : para o reslo trala-se com seu consignatario Do-
mingos Alves Malheus, na ra da Cruz n. 51.
Para o Rio de Janeiro segu cm poucos dias a
escuna Zelosa, capiao Joaquim Antonio Ferial e
Silva: para frete e passageiros, trala-se com os con-
signatarios Isaac Curio Companhia, na roa da
Cruz n. 40.
Para o Rio de Janeiro suheno dia 20
do corrente o muito veleiro brigue Re-
cife : para o resto da carga e passagei-
ros trata-se com Manoel Francisco da Silva
Carriconaruado Collegio n. 17 segundo
andar, ou como capitao Manoel Jos Ri-
beiro.
PARA O PORTO.
0 brigue portuguez Alegre, saldr para o Porlo
com a maior brevidade, recebe carga a frele e tam-
bem passageiros, para o que lem excellenlcs com-
modos : trala-se com Rallar & Oliveira, na ra
da Cadoia Velha cscripturo n. 12, 00 com o capitao
.Manoel Jos (ariiibo.
Para o Rio de Janeiro, nodia 23 do correnle,
sabe o hialc f >/iim ; anda recebe carga e passagei-
ros : a Iralar cora Caelano Cvriaco da C. M. ao lado
do Corpo Santo 11. 25.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigoe escuna nacional Maa, segu al 25 do
correnlo, s recebo carga miiiil.it: para o reslo, pas-
sageiros e c.-cravos a frele (rala-so com .Machado &
Pinheiro, na roa do Vigario n. 19, segundo andar,
LEILO'ES.
O agenle Vctor far leidlo no seu armazem,
ra da Cruz 11. 23, de extraordinario sorlimonlo de
obras de marcineiria. novas c usadas, de dill'crenlcs
qualidades. rclogios de ouro o prala para algbcira,
chapeos do Chile, charutos de llavaua e da Babia, de
superior qualidade, diversas quinquilharias. e ou-
tros inuitos objeclos que estarn i moslra no acto do
leidlo : lerca-feira, 21 do correnle, as 10 ,', horas
(la manilla.
O agente Borja, lerra-feira, 23 do rorrele, as
10 horas, far leilao no sen armazem, ra do Col-
legio n. 13, de um completo sorlimenlo de obras de
marcineiria, novas e usadas, 4 pianos, urna porr.lo
do lanlcrnas para carros, charutos, cha hjsson, mr-
inolada, e ou'.ros muilos objeclos novos, de difieren-
tes qualidades, quo estarlo a mnstra no mesmo ar-
omen) ; assim como ao meio dia ir,lo a leilao 3
ptimo* cavados do estribara, promplos e arrciados,
os quaes estarlo cm frente do armazem no dia do
leilao.
O agento llorja. por aulorisaca.) do Illm. Sr.
Dr. juiz municipal da 2. vara do civcl e commer-
cio, Francisco de Assis de Oliveira Maciel, a roque-
rmenlo do curador fiscal da massa fallida de Boa-
ventura Jaei de Castro Axevedo, far leilao da loja
do mesmo fallido, sita na ra Nova n. 52, consistin-
do na arinirao, chapeos, miudezas e movis exislen-
L. Sclmlcicv Companhia la rao leilao
por nfervencfio do agente Oliveira, de
variedade de fazendas principalmente
francezas, deseda, laa, linho ed'algodao,
todas propriai do mercado, e as quaes
serfio vendidas para lirptidaeao, e por isso
a precos sem limites : terca l'eira ."i do
corrente as 10 horas da manhaa em ponto
no seu arma/.etn ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Reftexoes sobre a educarao phijsira e moral da in-
fitiuii, o/fereeidas as'mSis de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xavier.
Esta obra desuada ao dem social e necessaria a
quanlos se oecupan da educarlo infantil, para que
(liegue ao ronhecimenlo de lodos, arba-se venda
pelo proco de 3s4NX) rs. as lojas dos Srs. : JuSo da
Cunba Magalhaes,na ra da Cadoia do Recife o. 51 ;
Joao Soares de Avellar, na rna Nova n. 1 ; e as i-
vrarias Clstica paleo do Collegio n. 2, Universal na
ra do Collegio, e na do Sr. Dourado no paleo do
Collegio n. 6.
Desappareceu do ensenho Cachoeira de Naza-
relb nodia 25 de dezembro prximo lindo, um mo-
lecote de nome Jacob, que representa ler de idade
25 annos pouco mais ou monos, corpo serco e cara,
o qual suppoe-scoslar aqui nesta cidade : quem o pe-
gar pode dirigir-se ao escriplorio de Wanderlev &
Irmlo, na rna da Cruz n. 21, ou ao seu senhor no
dilo engeiido Cachoeira, que ser tbcm recompen-
sado.
D-se sobre penhores de prala e ouro ale a
quanlia do 50*000, pelo lempo que se convencio-
nal- ; tambera se d a quanlia de 8OO9OOO sobre hv-
polbeca cm um sobrado de um andar, que estoja 1-
vre o deseoibaracado, em qualquer das roas prin-
cipaes desta rilade : qocm precisar e quizer fazer
dilo negocio, dirija-te 1 luja de calcados, na prac da
Independencia, doSr. Itelarmino dos Santos Hulean,
que (lira quera faz dilo negocio.
Roga-seas aulordados policiaes e esptaos de
campo, que hajam de pegar um esrravo crioulo, cfir
fula, altura regular e corpulento, de 25 a 26 annos
de idade, neuhiima barba, lendo evadido-se com
camisa de madapoln c califa de algodaozinho, oqual
suppe-se oslar nesta praca, porque tendo ido para o
sul rugir da ponte dos Carvallios em procura de Po-
dras de Fogo, para onde dissera ir : quem o pegar,
pode leva-lo a ra do l.ivramcnto 11. 6, que ser
bem recompensado.
Exislindo vagos cinco lugares do praticanlcs
das barrase porlo de-la cidade, o pitico mor. de
conliirmida le e.rin asrdeos do Illm. Sr. capitao do
porlo, convida as pessoas que livcrem as habilitaces
marcadas no arl. 7. do regulamenlo de 28 de feve-
reiro do anuo prximo passado, abaixo transcripto,
a proporem-se aos referidos lugares, apresrntando
para esse lui os seus riqucrimenlos na capitana do
porlo.
Art. *.' do regulamenlo de 28 de fevereiro de
1853
Para praiirante he necessario, alera da qualidade
decidadac, brasileiro, ler boa conducta, ser maior de
18 anuos, baver, antes do ron,ccar a sua aprend/.1-
gem, navegado pelo menos Ires annos, e eslar habi-
litado, na forma desle regulamenlo, para dirigir na-
vios que c.ilem al 10 ps de agua, e nao lenharn
mais de 2 raaslros.
O abaixo assignado, vendo um annuncio no
Diario de 16 o 17 do correnle aos padeiros para
compraron! lira lorrcno no boceo das Barreiras, os
prolendentes nao o romprcm sem primeiramenle se
enlenderem cem o abaixo assignado, porqne he con-
senbor no dito terreno, e para que em lempo al-
gum se cbamcm a ignorancia faz o presente.
Rento de Barros Falcio de Lacerda.
Porfirio (la Cunba Moreira Alves, professor
publico de Ulini, do bairro da Boa-Visla, scenlilira
a quem convier. que a matricula de sua aula se arha
aborta desde 15 do correnle, e o sou exercicio prin-
cipiar a 3 de fevereiro vin louro, na ra da Alegra
11. II.
D. I.uiza Annes de A11 Irado Leal abri sua au-
la de inslruocan primaria, nodia 8 de Janeiro, t con-
tina a roceber meninas ; os pas lano desla praca
como fra della, quo quizerem matricular suas fi-
Ihas, poderao dirigir-se ra de Sauta Rila n. 5,
quem vera da ribeira o segundo sobrado.
O agenle Oliveira far leidlo por ordem do Sr,
commendador Manoel linncalvos da Silva, c por
conta e risco de quem pertencer, dos salvados do
briguo nacional Paquete de. Pernambuco, naufra-
gado dentro do porlo do Assu'. ondo arriben por
torea maior, na recente viagem que fazia proceden-
le do Para rom destino Pernambuco ; consislndo
os me-mus em 1 laucha nova, 1 lindo escaler, I bo-
linelc dobrado de palente. 1 ptimo cabrestante com
linguetes e chapas de melal, 1 fugao de ferro proprio
al para casa particular, maslios, mastarcos, vergas,
veame, cordnalha, polcante, 2 excellenlcs bombas e
perlcnces de robre, ancoras e correnles de ferro, bi-
lacula de melal, ferros de prtalo, e mais cerca de
800 libras de robre vclhoe melal, e muilos outros
ohjectos indispensaveis para qualquer navio : segon-
da-feira, 22 do rorrete, as 10 horas da manhaa, no
armazem do Sr. Guerra Jnior, no largo do trapiche
do algodao.
Precisa-se alngar urna prela para vender fru-
as de um sitio muilo perto da praca : 11 esla Ivpo-
graphia, ou no sitio da Iravessa da Cruz de Almas,
afallar com o padre Manoel Florencio.
ATTENCAO\
Precisa-se alogar um bom prelo, que seja fiel, pa-
ra servico de um armazem de fazendas, dando-se-
Ihe comida, casa c 15&000 mensaes: quem livor o
quizer alugar, dirija-se a ra do Trapicho Novo n.10.
Raphael Rozano, subdito sardo, relira-se para
a Europa.
Precisa-iedo nma ama : na ra Direita n. 72.
Offerece-e nm moco para feilorde olara, qoe
enlende bem da arte : quem pretender, dirija-se
ra da Gloria, na taberna dos qualro cantos n. 95.
Para aliar pianos.
Quem precisar de um bom afinador de piano, di-
rija-se ra do Queimado n. 14, primeiro an-
dar.
Desappareceu de Vacca-Brava, perlo da villa
de Csbaceiras.n prelo de Angola, perlencenlc ao ma-
jor Faustino de Souza Cavalcanli, com os signaes se-
guinlcs : j velho, estatura regular, lem ora denla
lirado na frente e outro lorio, lem nos bracos uns
crneos, pernas finase ps lorlos, lem bastantescica-
tri/es as cosas, de relho ; pede-se,portanlo, as au-
toridades policiaes e capillos e campo o apprehen-
dam e levem-o roa do Queimado n. 11, a Manoel
Jos Machado, que serao bem recompensados.
Na ra do Queimado n. 11, deseja-se fallar
com o Sr. Manoel Antonio de Miranda, a negocio.
A pessoa que hontem (18) seoflereeeu por este
Diaiio para aprendiz de charuteiro, pode dirigir-se
i ra da Madre de Dos n. 36.
O Sr. Dr. Lourenco Bezerra Carn.eiro da Cu-
nta queira ler a honda le mandar na roa do Quei-
mado n. 35, receber urna cncommenda. que nao se
Ihe lem mandado por morar muilo longe.
Aluga-se urna canoa para conduzir agua :
quem a lver, querendo alugar meosalmenle, diri-
ja-se ra Imperial confronle ao viveiro, sobrado
n. 63.
Na roa cslreila do Rosario n. 7, se dir qnem
contina a dar dinheiro a juros com penhores de
ouro.
Antonio Jos Gomes relira-sc para o Para.
No sitio confronte a capclla dos Affliclos, ha
novilhas e vaccas, que se ven.lein par? o (albo.
Tho Lords Commissioners of Ihe admirally hereby
give nolice llial Ihey, on bebalf of her magesly tho
Qiiecn, assert a ronlinning reight lo her mageslys
sbepi "Asseslamcc" "Resolute" "Invesligalor" "Pw-
neer", and "Intrepid" xvhch have been left io Ihe
arclie seas by Iheir late crews.
OHerece-se um rapaz brasileiro para caixeiro
de loja de fazendas ou miudezas, o qual d fiador a
sua conducta : quem o pretender, dirija-se ra da
Cadoia de Santo Antonio n. 16.
Na loja de Faria Machado, sila na praca da
Independencia, anda ha urna meia duzia de bi-
llieles de lotera do Rio de Janeiro, cuja lisia devo
chozar no vapor S. Salvador, que boje se espera,
procedente daquella cidade : as pewnas que se qui-
zerem prover de algum bilbete, para assim se aclu-
rcm habilitadas aos bons premios que sou plano of-
rerere, dovem fazc-lo esta manhaa, pois que o re-
ferido vapor dever* entrar barra das 9 para 10
horas do dia.
Manoel Francisco Moreira Maia relira-se para
Portugal a tratar de sua saude.
Aluga-so urna boa casa, em Olinda, na ra
do Amparo 11. 31 : (rata-;e na roa da Cruz n. 40,
no Kecife.
Desappareceu do poder do abaixo assignado,
mrYoite de 10 do correnle, o esrravo, cabra, acabo-
ciado, de nome Joaquim, de 21 a 25 auna*, caheca
redonda, cabellos corridos, denles limados, heic,s
rxos, bracos c pcruisgross.is e curias, anda apres-
sado e com o corpo 11111 peueo inclinado para a fren-
te, passos curtos ; Invou capeo de palha velho, ca-
misa i'.e ahodaoziiho ou madapoln e calca de case-
mira cinzenla : roga-se. por tanto, a todas as autori-
dades podraos e capillo de campo, que caplorem o
mencionado oscravo, c levem-o roa do Ilortas n.
21, que alera de pvcar-se todas as despena, se grati-
ficar generosamente.Jos Fiancisco do Reg.'
O meio bilbele n. 938 da dcima lerceira lo-
tera do Bttado Sanitario do Rio de Janeiro pcrlen-
cc ao Sr. Joo Vicente Ribeiro, do Maranho.
O Sr. Fernando Alves de Carvalho tem urna
carta na ra do Queimado n. 50.
Trapassa-sc as chaves da loja da ra da Ca-
doia do Recife n. 17, com nma rica armac.lo de
amarello envernada, c toda cm idrae.ida, propria
para qualquer negocio, ousem ella : Irala-se na roa
do Collegio n. 4.
les na dila loja : quarla-feira, 24 do correnle, as \fS Deseja-se fallar aos herdeiros do Jo3o Firmino
horas em poni. I da Cosa Barradas : na ra do Queimado, loja n. 14.
ILEGVEL
MUTILADO


.


DURIO OE PERNAMBUCO, SBADO 20 DE JANEIRO OE 1855.
Aluga-se um.i sala no seguidlo nuil.ir ila ra do
Cnllcgio, propria para advocada : Irala-se do seu
alugucl na ra do Qncimado n. 7.
O propriclario da linha de OMNI-
III'S faz scienle ao respeilavel publi-
co, que no da 2H do correle as 5
lloras da manilla partiro desla cidade dous MNI-
BUS para a povoaedo Je Santo Amaro de JabaaUo,
e regressam dalli nu mesmo dfa as horas em que
concordar a mejora dos passagrirns ; cusa cada
liilliete de enlrada toMH) ra. para da c volla, c
vendcin-se no escriptorio da ra das l.arangeiras n.
18. Parlicpa oais que lodos os sibbudos as 6 e l|2
horas da larde partir daqui um mnibus na direc-
rao ile Apipado*, e as secundas feiras is 8 horai dn
innlifia cslar um mnibus na Casa Forte para
conduzir passageiros para o Recite : oestes dous m-
nibus nao se admille assignales.
O collegio Santo-Alfonso,aclm-se funecionando
desdo o dia I. do correle. clle anda rcceheni se
pensionistas, lucios pensionistas calumnos externos,
ludoein eonformidlde dos estatuios aballo :
i:siiluto.i do Collegio Sanio Affonso, dirigido por
i/fbnio Jote de Olireira, profcstor jubilado na
cadeira de geographia e Matara do lyceu do Re-
cife.
Arl. t. O collegio Sanio Alfonso lem por fin a
instruidlo da mocidade.
Arl. 2.)N'ello ensinar-se-lio os niesmos preparato-
rios (pie no collegio das arles da faculdade de di-
reilo.
Arl. 3. Alm dos preparatorios cima, haverao
inais doas cadeiras, urna de primeir.is ledras, e outra
de msica.
Arl. i. Para o ensioo das respeclivas materias,
sordo Humeados professores de rcconliecido me-
nt.
Art. 5. O collegio recebe pensionistas, meio-pen-
sionislss, e alumnos citeroos.
Art. Os pensionistas paga rilo GOjOOO rs. por
trimestre, e os meio-pensionistas 3S;jO00 rs. sem-
pre adiantados : os externos de lalim 43000 rs. mtn-
saes, de primeiras lelIras e de musi 39 rs. ; c dos
oulros preparatorios 5$ rs.
Art. 7 O collegio nao d;i roopa lavada nem cn-
gommada aos pensionistas, e aquello que a quze-
rem receber delle, pagarilo mais logtOO rs. por tri-
mestre.
Art. 8 Dentro das pagas establecidas n. art. 6,
para os pensionistas e meio-pensionistas, ileve-se en-
tender comprehendido gmenle o cnsino deum pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, dc-
veudo elle contribuir com mais l."i> rs. sor trimestre
se por ventura quizer aprender algtim oulro, ao
niesmo lempo tora daquelle.
Art. 9. O alumno una vez matriculado, estar
s.ijeiloao pagameulo de suas mensalidades. devendo
ser previameute communicadoao director a sua re-
tirada, quando lenba de ser effecluada ; porquanlo
o collegio nao admille descont nlgum sob qualquer
pretexto que seja, nem mesmo de ferias : o trimes-
tre principiado enlende-se vencido para sen paga-
mento.
Arl. 10. Nenhum alumno ser conservado no col-
legio, deixando de serem pagas suas contribuirles,
segondo o eslabelecido no art'. 6.
Arl. tl.Tambem nao ser conservado aquello
alumno, qoe, dentro cm 6 me/es, se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um procediu enlo repre-
hensivel e incorregivel.
Arl. Ig. O collegio fornecer sempre nos alomos
pensionistas e meio-pensionistas, jalimeiito sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o esludo
a noite, e banhos duas vezes na semana.
Art. 13. As de-pozas com livros molestias e ou-
tras imprevistas serao por conla dos pais dos a-
lumnos.
Ar. 14. Cada pensionista trar seu bahu com run-
pa suflicienle de uso, cama de vento, c-p( llio, pcnle,
Ihesoura, escovas, baca de roslo, jarro etc.
Arl. 15. .Ncnbum pensionista poder sabir do
collegio passeio, ou a nutro qualquer tim, sem li-
cenja do director que a conceder, ou denegar se-
gundo entender conveniente.
Arl. 16. O collegio Irabalbar lodosos diasuleis
de mandila e a Urde. -
Arl. 17. Sao feriados no collegio, alm dos do-
mingos e dias santos, as quintas feiras de todas as se-
manas, em que nao haja algum dia santo, ou quai-
quer oulro feriado : os 3 dias do enlrudo al a quar-
la feira de Cinza inclusive ; de quarla-fcira de Tro-
vas al domingo de I'ascoa, os dias 24 de minen. 7
deselembro, e dousdedezembro, e de 15 de dezem-
bro a 15 de Janeiro de cada anno.
Arl. 18. Tcimhem ser feriado em agosto o dia de
Santo Alfonso ,padroeiro do.collegio.
Arl. 19. Para manler a ordem o inspeccionar os
lumnos, llavera um iuspector que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-se-ha alies-
lado de promptos para fazercm seus exames onde
Ibes convier, depois de vencidas as materias do ensi-
llo, ejulgados habilitados pelos respectivos professo-
res, e com audiencia do director.
Recite 9 de agosto de 1854.
Affonso Jos de Oliveira.
Approvo. Recife 19 de agoslo de 1854.O viga-
rio I enuncio Uenriquct de Resende, director geral
interino.
Um pintor chegado lia pouco do Rio de Janeiro
ouerecc seu presumo aos senborcs proprielarios dcs-
_ la cidade, quo queiram pintar seus predios com cos-
"" lo o profusao, podendn ser procurado na ra do Vi-
gario n. 5.
AMA.
Precisa-se de una ama forra ou captiva, que cn-
gommebem : no; aterro da Boa-Vista n. 48, loja.
Agencia de passaportes.
Tiram-se passaporles para dentro e fra dn impe-
rio, ttulos de residencia e folbas corridas, com.a
maior brevidade, e pelo prero o mais commodo pos-
sivd : ua ra do Raugel n. 8.
LEITURA REPENTINA.
HETIIOOO CASTILHO-
A escola se aclia transferida para a ra
larga do Rosario n. 48, principia a lecci-
onar no dia 8 de Janeiro, As lie-oes para
as pessoas oceupadas de dia serao das 7a's
9 da noite.
Precisa-se alugr um sobrado as segui lites
ras : Collegio, Qucimado. Raugel ou Rosario :
quem liver annuncie.
O solicitador nos auditorios desta cidade S
abaixo assignado, continua a ejercer as ~
runcres desse cargo, para o que pode ser *Sfc
procurado no escriptorio do lllm. Sr. Dr. ||B>
Joaquim Jos da Fonceca, o mesmo compro- ^*
mette-se a solicitar causas de partido an- ^^
nual, com lodo zelo eactividade, mediante V
um pequeo honorario, assim como as g
causas particulares nao pOc prco as ^J
parles. Cantillo Augutlo Fer- eir d Silva.5*
Ditas 36 ditos a
Ditas 48 ditos a
Ditas 60 ditos a
Hilas 144 ditos I
Tubos avulsos . <
Frascos de meia onja de tincturn.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO GOX.X.BGIO 1 STUA 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas liomeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manha aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pralirar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promplamentc a qual-
quer mulher quo estoja mal de parlo, e rujascircumslancias nao permitalo pagar ao medico.
NO SUTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddirina homoopalliica do Dr. G. II. Jahr, Iraduzido em por
tuguez polo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados cm dous e arompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, ciiurgia, anatoma, etc., ele...... 209000
Esla obra, a mais importante de todas asquelralam do esludo e pratira da homcopalliia, por ser a nica
queoonlm abase fundamental i'Vsla douliinaA PA TOGENSIA (lli EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAI l>Econhecmenlos que nao podem dispensar as pos-
soas que sequercm dedicar pralica da verdadeira medicina, iuleressa a lodos os medios que quizcruiu
experimentar a ''mili na de Ilahnemaiin, e por si mesmos se coiivcncerein da venlade d'ella : a lodos os
fazendeiros c senhores de encenho que eslaolonce dos recursos dos mediros: a lodosos capilosde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incoinmodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia quo por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sio obriga-
dos a prestar i/i conlinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou iradnreao da medicina domestica do Dr. llering,
obra lambem nlil as pessoas que se dediram ao esludo da homeopatbia, um vol-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, etc., etc., cncardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
homeopatbia, c o propriclario desle estabelerimcnlo se songeia de le-lo o mais bem montado possivcl e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de i\ medicamentos cm glbulos, a 10$, 123 e 159000 rs.
................ 909000
............... 255000
............... 30*000
................ 60*000
................ I9O00
................ 20tH)
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crystal de diversos tamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por procos muilo commodos.
PIBLICaCAO' DO INSTITUTO H01E0PA-
TIIICO DO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo concito, claro e seguro de curar homeo-
palhicamenle lodat at molestias que af/ligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rri-
nam no Brasil, redigido segundo os melhorcs Ira-
lados de homeopatbia, lano europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Oleuano Ludgera Pinito. Esla obra be boje
recouhecida como a melhor de todas que Iralam da
applicaeAo homeopathica no curativo das molestias.
Os cohosos, principalmente, nao podom dar um pas-
so seijuro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, serlanejos ele. ele, devem
te-la m3o para occorrer promplamentc a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por 108000
encadernados 119000
vende-se nicamente cm casa do autor, no palacete
da rna de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Precisa-se de urna ama para com-
prar e cozinliar para urna casa de poucu
familia : na travesa da Concordia, indo
para a cadeia nova, d. 17.
l.ava-se e eugomma-se com lodaa pcrfeic,.1o e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferrara
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
iiueira mandar receber urna eucommen-
da na livraria n. C e 8 da praca da Inde-
pendencia.
FABRICA DE SABA'O.
Continua no seu trabaII10 e aclia-se
aberto um deposito na na da Senzala ve-
Iha n. 1 VO, aonde acliarao sempre do I
mutto acreditado sabao amarello, cinzen-
to e preto, osprecos serao sempre o mais
comirodo possivel : ti ala-se com Dellino
Gonr^alves Pereira Lima no mesmo de-
posito.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrar de Albuquer-
queniudou a sua aula para a ra do n-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e ex temos desde ja' por me-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisnr deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
a
DENTISTA FRANCEZ.
^ Paulo (iaignoux, eslabelecido na ra larga vi
9 do Rosario n. 36, segnndo andar, rolloca den- S
49 tes com gengivasarlilieiaes, c dentadura com- -f
Q pleta, ou parte della, com a pressao do ar. ^
;-J Tambem lem para vender agua deiilifricc do @
|j Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do @
@ Rosario 11. 36 segundo andar. ts
O Sr. Antonio Ferrara da Costa
Braga tem urna caria na livraria ns. 6e 8
da piara da Independencia.
I.'iride Italiana, revisla arlistica, scienlifica e
Iliteraria, debaixo do immediato patrocinio de S. M.
o Imperador, rediglda em duas linguas pelas mais
eiinliicidas capacidades do imperio, e dirigida pelo
professor A. Galcano-Havara. Subscreve-se em Per-
nainbuco, na livraria n. 6 c 8 da prn^a da Indepen-
dencia.
Novos livros de homeopalhia tuefrancez, obras
todas de summa importancia :
Habnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............204OOO
63OOO
7SOIK)
69000
16901X1
6*000
8.9OOO
169000

Teste, irolestias dos meninos
llering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homenpalhiea. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pcllc.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........108OO0
A Teste, materia medica bomeopalhica. 89000
De Favolle, doulrina medica homenpalhiea 79000
Clnica de Slaoneli........69000
t'.asling, verdade da homeopalhia. 49OOO
Diccionario de Nj sien.......lOfOOO
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlcndo a descripcao
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ruj do Collegio 11. 25,
primeiro mular.
@^:;S:5 ir-
le velas de carnauba a
lainanbos, e as libras
a 300 rs.. assim ionio niantciga ingina nova e de
boa qnalidade a liiO e 720 rs. a libra : na ra das
Croies n. "JO.
Cata da fama, aterrada Boa-Vista n. 48.
5:0003000, 2:000$000, I:000j000.
Eslo Cxposlos venda os billieles e cautelas da
lolcria de N. S. da Saudc do l'i'ico, a qual corre a Si
do correulc.
Hillieles Moios tunarlos Dorinios syooo 2(800 19500 Ti")
> ucsiinos 400
Na ra da Cruz n. 21, segundo andar, cnsina- Vendem-sc a arroba i
sea i-iignmmar com perfoi^o sem exigencia de paga, 09500 r'.. leudo.lo lodos os
lano a genio forra como escr.na.
Precisa-se de um eaiioiro para lomar conla
de urna casa de negocio, que leudo as qualidados
ni re-arias, e dando coilhecimenlo de sua comila se
llio dar boiii ordenado: a halar em (llinda, pda-
ria do Varailouro, dai 6 as y horas da nianhaa ou
da-sois da laido em dianle.
Dcapparcreu no da *. do correnle, um meni-
no, forro, pardo escuro, de nomo Sovcrino, com !l
annos de idade, com os signaes seguinlcs : cabellos
rente ao casco, roslo redondo, lem sobre o peilo di-
rcilo urna marca do urna phislula; lovou caifa o ca-
misa bianra : quem o apprchemler quoira ler a hon-
dada de o mandar levar a ra Nova n. 19, primeiro
andar.
Deseja-se saber onde existe algum
descendente do tallecido Antonio Coellio,
que possua 0 legredo de fazer velas els-
ticas para a ui-etbra; pede-se-llic queira
annut'ciar sua inorada, oudirigir-sea' esta
typographia, que se dir' cptein liie pre-
cisa fallar.
Desappareceu do sitio do Sr. Diogo Ilalliday,
na Solidado, um carhorrinbo de r.ira inglesa, COffl
os signaos scguinlos : orelbas Corladas, pes e mSos
cor de rap, ccabellos arripiados : quem o pegar Ic-
ve-o ao mesmo sitio que ser generosamente recom-
pensado.
As pessoas que se acharo devendo na taberna
da rna Nova n. 50, que foi do Sr. Malillas, em cuja
casa .'inda so acha o mesmo, lenhan a bou.Indo de
ir pagar suas cenias o quanlo antea, alim de nilo se
queixarem do successor quando elle usar dos direi-
losque Ibc assisle.
l'recisa-se de urna ama para o servirn de urna
casa do pouca familia : ua ra larga do Rosario n.
58, segundo andar.
O(lerccc-so urna mulher portugueza para ama
do casa de pouca familia : quem a pretender, dirja-
se i ra do Pilar, casa n. 61.
Oflerccc-se um liomein para Irabalhar em re-
fiiacln, do que lem algunas pralica ; assim como
tamhem offererc : taixos grandra de retinar assucar
com muilo pouco i<" : na ra do Rangel, loja de
carapiua n. 36, aeharAo com quem Iralar.
O lenenlc-coronel M.inoel Joaquim do Rogo
Albuqucrque faz. srienle aos foreiros dos engenhos
Peres e tuqui, quo cuidem quanlo antes em pasar
os foros vencidos al o ultimo do anuo de 1855 ;
assim como os anuos anteriores aquelles que se
acham a dever. Tillo nao estar resolvido a consen-
tir no abuso dse i.cvcr2, 3 e 4 annos.
OLEO
cm barril c holijoes
DE LIMIACA
no armazcm de Tasso I rian -
COMPRAS.
Compra-sn piala brasileiraou bcspanhola : na
na da Cadeia do Recife n. 51.
Compra-so toda poreo de prala velha ou nova,
que possa appnrccer, a peso, conforme sua qualida-
dc : lia ra da Senzala Velha n. 70, segundo andar,
se dir quem compra.
Compra-sc um moleqne ou mualo, alfaiale ou
marcineiro : quem liver annuncie.
VENDAS
wr
JANE, DENTISTA,

Antonio Egidio da Silva, lenle de geometra
dolveeu desta cidade, pretende abrir no dia 1. de
fevereiro, na casa de sua residencia, na ra Direita
n. 78, um curso de geomeliia para lodo o anno lec-
tivo : os senhores esludantes que o quizerem fre-
quenlar, poderao dirigir-se a mencionada casa, das
7 horas das manha al as 9, c das 3 al as 5 da
larde.
Aviso aos Srs. padeiros da Boa-Visla.
Vendem-se ou arrendam-se terrenos na enlrada
do becco das Barreiras, lugar marcado pela postura
da cmara para se fazer Tornos, este lugar prefere-se
por ser mais pcrlo dos depsitos: os prelendenles en-
tendam-sc cofti o propriclario dos mesmos,na ra do
Colovello n. 29.
ATTENCAO".
A taberna nova do barateiro, na povoa-
rao de Santo Amaro de Juboatao,
acha-sc com um completo sorlimento de bebidas de
todas as qualidades, cerveja em meias garrafas e gar-
rafas, licores fraucc7.es, vinho tinto c branco, queijos
novos, sardinhasdeNantes, manleiga ingleza e fran-
ceza, da melhor que se pode encontrar no mercado,
cha da India e de S. Paulo, dilo prelo, chocolate,
assucar de todas as qualidatles, bolachinha ingleza,
dita de aramia, charutos para os amigos do bom gos-
lo, das mclhore marras, S. Flix, Figueiredo Ro-
cha, e outros muitos que so pedirem, alelria, ma-
carelo, (alharira para sopa ; pedimos tambem aos
senhores do engenho mais prximos que uos quei-
ram honrar no-so novo estabclecimcnlo com suas
freguezias, achando ludo pelo pre<;o da praja e a sa-
islae.io do comprador.
LOTERAS da provincia.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
Mello tem a venda as suas afortunadas
cautelas da segunda parte da primeira
loteria do Poco da Panella, que corre no
dia 27 do corrente, nos seguintes luga-
res : ra da Cadeia do Recite, loja r. 11;
ra do Rosario, n. 2G ; estrella do Rosa-
rio, ii. 17, do Sr. Azcvedo ; travessa do
Qtieimado, n. 18C ; aterro ca Roa-Vista,
n. 58 ; ra Direita, n. 62 ; na povoarao
doMonteiro, emcasadoSr. Nicolao, e'na
sua loja da ra Nova, d. i ; sendo entSo
livresdo descont de 8 por eento os billie-
tes pelos precos que se seguem :
. Bilhetes r,,s.)()0
Meios 2*800
Quartos l,(,r,00
Decimos 700
Vigsimos J00
L'mcaixeiroeom pralica sulcicnle de taberna,
e anda arrumado, desojando sahir por corlas consc-
quencias, se offerece para a occuparilo do mesmo ne-
gocio, e por isso a pessoa que o pretender, annuncie
para se tralar, no caso que agrade a um c oulro.
Anlouio Mara de I.isCardoso, subdito porlu-
guez, relira-se para a Europa.

No sitio confronte a capella dos Afilelos, t,
-* so diiaqueiu cura mi>r| boa erfi'iL.mcnle.J
No hotel da Europa lem salas e qnarlos forra-
dos com lido papel, para ahiguel, com comida ou
sem ella.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro das loteras avisa que se
achama venda osbillietes da segunda parte
da primeira loteria a beneficio da Matriz
do Poco da Panella, que corre impreteri-
yelmente no dia 27 do corrente mez de
Janeiro, e ospocos bilhetes que estao por
vender acham-se na loja da praca da In-
dependencia n. 4, e no aterro da Boa
Vista n. 48. Preco 5#000 rs.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O presidente da assemblea geral do
Banco de Pernambuco convida aos se-
nhores accionistas a comparecerera na
sessao ordinaria do dia 51 do corrente Ja-
neiro, cuja reuniao tera' lugar as 11 ho-
ras do mesmo dia, na casa do referido
Banco, em virtude da requisicao (pie Ihe
foi feita pela direccao respectiva, einolll-
cio de lodo corrento. Recife 17 de Janei-
ro de 1855.Pedro Francisco de Paula
Cavalcanti de Albuquerqtie, presidente.
Jos Bernardo Gavao Alcoforado,
meiro secretario,
@ continua a residir na ra Nova n. 19, primei- @
^ ro andar.
3>?;@eS@;:;f:- -
Uilheles 59500
Meios 2|800
Hilarlos IjN'iUO
Hilavos 9600
Decimos .-701)
Vigsimos S100
AL1ANAK PARA i.,o.
Sahiratn a' luz as lolhinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PASA 185$.
Acham-se a' venda as bem condecidas
(olhinhas impressas nesta typograpbia,
de algibeira a 520, de 'porta a 160. eec-
clesiaslicas a V80rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. c8 da praca da
Independencia.
praca
prt-
O hotel da Europa da ra da Aurora acaba de
receber um coiinheiro francez muilo hbil, o por
isso acha-se habilitado para servir os seus freguezes,
apromplando bous peliscos a toda hora ; e tambem
recebe qualquer encommenda de pastis c podins,
pelo preco marcado na tabella.
JblAS.
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabug 11. II, confronte ao paleo da matriz e
ra Nova, fazem publico, que cslAo recebendo con-
tinuadamente muilo ricas obras de 011ro dos mclbo-
res goslos, lano para senhoras como para homens e
meninos ; os precos continuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-se conlas com responsabilidade,
especificando a qualidade do curo de li ou 18 quila-
tes, ticando assim sujeitos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim ci IrmUo.
Na coebeira da ra do Canno n. A, precisa-se
de um bolieiro para coebeira particular.
Fugio na mnnhaadodia 15 do cor-
rente, da casa do abaixo assignado, um
cavallo alazao, claro, frente aberta, tres
ps calcados, tem passo curto, e he milito
bomgalopador. esta' magro, consla que
lora encontrado para as bandas deApipu-
cos : a pessoa ipte o ti ver pegado queira
leva-lo a Ponte d'Ucha que sera' gralili-
cado.Joarpiim Allbnso Ferreira.
CHAROPE
DO
BOSQUE
LOTERA DE N. S. DA SALDE.
Aos5:000x000, 2:000$000, f:000|000.
O caulelisla Antonio Jos llodrigues de Sou/a J-
nior avisa ao respeilavel publico, que os seus bhe-
les e cautelas nao solfrcm o descont de oilo por con-
t nos Iros premios grandes, os qnaes so acbam .i
venda as seKulnles Iojhs : praoa da Independencia
n. 4, doSr. Iorlunalo, 13 e.15 do Sr. l'aria Machado ; ra do Queimado n. 37 A,
do Sr.Freir; ra da I'raia, loja do fazi-udas do Sr.
Sanios; ra larga do Rosario n. 40, do Sr. Manuel
Jos Lopes ; e praca da Boa-Visla, loja de cera do
Sr. Pedro Ignacio llaplisla, cuja lolcria lem o seu
'nfallivel andamento em 27 de Janeiro corronlc.
recebe 5:0009000
2:500J000
1:250000
(>^.^X10
5001000
ojouo
Manoel Elias de Moura avisa ao res-
peitavel publico, que desla data em di-
ante deixa de aviar receitas e preparar
medicamentos em sua botica, na praca
da Boa Vistan. 24, a qual passa a ser casa
de drogas, para o queja' lez ao consellio
de higvene a competente participacio.
Os Srs. boticarios quequizerein dirigtr-se
a' sua casa para ahi fazerem os seus supri-
mentos, serao perfeitamente servidos, c
encontrar-do drogas da melhor qualidade
que ha no mercado.
O remedio contra a liydropliohia,
conservado em segredo pela familia do
finado padre Miguel do Sacramento Lo-
pes Gama, ecom o qual esta tem curado
aum infinito numero de pessoas nesta
provincia, o (pie he geralmeule sabido,
nao s pela sua elicacia, como pela anti-
guidadedesua aplicacao, contina a ex-
istir na mesma familia, e a ser por esta
aplicado : as pessoas pie delle tiverem
preeisCio dirijam-se a pialquer das so-
brinhas dotlitolinado padre Miguel nesla
cidade e r>o lu{;ar da Capunga, e fora da
cidade no lugar dasCandeasemcasadoan-
nuncianteJoao SergioCezar d'Andrade.
Precisase alugar um prelo por mez. para an-
dar com um laboleiro de (a/.endas ua ra : quem o
liver para alugar, dirijao ao paleo do Terco n. 58,
para tratar.
Precisa-se de urna ama para lodo serviro de
urna casa de pouca familia : na na eslreila do Ro-
sario 11. 10, segundo c terceiro andares.
Precisa-sede urna ama para casa de mui pouca
familia, que compre e cozinhe o diario : na ra das
I.aransciras n. 5, segundo andar.
Perdeu-sa no dia I" a larde, desde o largo da
alfandega ale a Soledade, urna rarlcira contendo
115J000, sendo urna nota do banco de 100(000 e o
resto miadas, alem de varios papis que s servein
ao dono : a pessoa que achou c quizer restituir, po-
de Icar ao srmntem dcfronle da alfandega, de I.uiz
Antonio Aunes Jacomc, que ser generosamente re-
compensado.
Precisa-se de um rapaz nacional 011 eslrangei-
ro para lomar couta de nina taberna por balanoo,
cm Jahoalo, o qual dever entender bem desse ne-
gocio, c dar conbecimento de sua conducta ; ido
duvida-se darbom ordenado : a Iralar no hotel de
Jahoaino.
HOTEL
DE
O nico depositojconlimia a ser qa bolles de Bar-
Iholomcu Francisco de Sorna, na ra larga do Rosa-
no n. 36; carrafas grandes5.>i00 c pequeas 3000.
IMPORTAOTE TARA 0 PIBLICO.
Para cura de phtisica em lodos os seus dillercnles
crios, quer motivada por consliparos, (osse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sancue, ilor de coslados e
peilo, palpilacSo no corceo, coqueluche, bronchite,
dr na crpanla, e lodas as molestias dos orgiius pul-
monares.
Deseja-se saber se existe nesla provincia o Sr.
Raphael l.urci, natural da llalla, a negocio de seu
inleresse : na ra de Apollo n. 18, armazem de Tar-
roso & Companhia.
Contina este cxcellcnlc esfahelecimenlo a estar
a disposieo do respeilavel publico pelo medico pre-
co de ijOOO diarios. '
LOTERA DO Rio DE JANEIRO.
Iloje, ouamanhaa, esperamos o vapoi
S. Salvador conductor das listas da lote-
ria I >* do Estado Sanitario ; c por isso ro-
gamos as pessoas pie tem bilhetes enco-
mendados ou apartados, queiram os ir
buscar. Os premios sao pagos a' vista e
sem descont algum, logo que se li/.cr a
distributivo das listas.
MATRIZ DO BAIRRO DE SANTO
ANTONIO.
No dia 20 do corrente he a festa de
S. Sebastiao, que estara' desse dia ateo
da -2.) a' exposicao dos lieiscomo advogado
contra a peste, encerrando esse acto com
urna ladainha ao mesmo santo
. O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinba do Livramenlo lem urna caria na livraria ns.
I ti c 8 da praca da Independencia.
MADAI'OLAO COM TOQUE l)E 414-
.HIAA2,300,3,006E.!,:00.
Vndese na loja n. 17 da roa do Qu iinado, pe-
cas do madapolSo lino rom loque da avaria de agau
doce, pelos presos cima : diiiheiro i vista.
PARA 0 MADAMISMO DO
ROM fiOSTOi
A 8.S000 rs. o crs\!!!
Vendem-se na rna do ynoinndo, lija n. 17, ao p
da botica, os modreos cr'es di vestidos do larlata-
na de soda com quadrosde cores, de lindos e novos
descnhns, com 8 varas e meia, pela barato nrero de
8*000!!!
#Sa9u ;.< a f: l ..:.-; s
1 CHAPEOS PARA SEMIORAS. |
$} Chapeos para senhoras os mais modernos,
cbegailos pelo ultimo navio de Franca : na $a
ra nova loja n. Iti de Joso I.uiz Pereira A *
g Filho. g!
PENNAS DE EMA.
Vendem-se muilo superiores pennas de cma, por
preco commodo : na ra da Madre de Dos n. 36.
Vende-se um negro de nacSo, de todo servido,
e ganhador : na rna da Sen/ala Velha n. 70, segun-
do andar, so dir quem vendo.
Toalhas de superior panno de lindo alco-
xoadas para rosto a I vendem-se n ra do Crespo loja n. 16, a segunda
quem vem da ra das Cru7.es.
Vende-se feijilo mulatinho por commodo prc-
(0 : na ra Dircila n. Gil.
Panno prelo e de cores muilo bons para 35,
3&50O c 43000, c junlamenlo ha caseiniras prelas,
pannos prelos e selim macao para rolletes das me-
lhorcs qualidades que existan no mercado, e por
prejos mais baratos d" que em oulra qualquer par-
le : na loja do sobrado amarellu, nos qualro cantos
da ra do Queimado n. 29.
Vendem-se corles de vestidos de selim prelo,
lavrsdos, muilo boa fazenda, e padres do ultimo
Costo, por precio muito em conla : ni loja do sobra-
do amarello, nos qualro cantos da ra do Queimado
n. 29.
Na rna Nova, loja de ferragens n. 0, ha para
vender-so a dinlieiro a vista osegunle : chumbo em
barra a ..;0!X) a erroba, follia lie laido do diversos
pesos a 900 rs. i libra, caiuu de tulla de II ni )i os
sortidas a 260000 a caia.
Vende-sc o engenho Novo da llana, distante
meta legua da cidade da Victoria, inoculo c correnle,
com proporcao para ser d'agua, com plaas Coilas
' e boas le ras para caima e roca, podendo safrejar
2,000 pJes: quem o pretender, dirija-se casa da
viuva de Agoslinh'i Delinques d;l Silva, quedando
desobliga da casa tara lodo negocio com o proprie-
lario Joilo Francisco de Araujo.
MUITA ATTENCAO'.
Vendem-sc vaquetas inglesas pan cubrir carro,
sola de lustre, dita branca, ludo por menos prejo
para acabar : no aterro da Btfa-Visla n. 78.
Vende-se una eserava, crioula, muilo nova,
cose, engomma, e linalmeiile em estado de chegar a
pe ila s pelo ejercicio: a Iralar com oenrarregado,
na botica da ra dos Quartcis.
SACCAS COM FARIM1A.
Vende-sc Cariidia de mandioca de muilo boa qua-
lidade, cm saccas rom alqueire de medida vcllia, por
preco commodo : ua ra da Cadeia do Kccile, loja
n. 28.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. ti C. em
Santo Amaro aeda-se para vender ara?
dos (}". ferro de -^li'-' qualidade.
Teios para vollarelc muilo cm conla ; na ra
do Cabug loja de miudezas de 1 portas.
Vende-sc um cavallo
n.88, primeiro andar.
Vende-se ou permula-se por casas nesla prac,a
um dos melhores sitios no principio da estrada do
Arraial, com casa ltimamente reedificada, com
commodos paro urna grande ramilla, niiiilos arvore-
dos de Crudo, baila com capim e um c\ccllenle ba-
nho corrente: qiiein o pretender, dirija-se a praoa
da Independencia, loja de calcados do Sr. Bela'r-
mino dos Sanios ilulcao, que dir quem vende.
Vende-se superior eipermaeete americano por
preco commodo : na ra do Amorim n. 18, arma-
zcm de Paula c\ Sanios.
Vendem-se terrenos proprios para eslaboleri-
ineulo ilas paitaras, ruin porto de embarque perlo :
a tralar na ra do Livramenlo n. 27, segundo andar.
ALBAN'EZA, A MIL RES.
Vende-so a lolMK o covado da encllenle fazenda
intitulada albaneza, com 6 palmos pria para vestidos, maiililhas, hbitos dr religiosos,
c oulros falos : na ros du Queimado, loja n. 21.
A 180.
Vende-se a nove vnicos o cavado de riscado fran-
cez. com qundros de diversos lanuinlios : na rita do
Queimado, loja u 21.
Vende-se um mualo moco de bons costantes,
proprio para servico de casa : na ra Nova, loja de
scllero n. i:!.
Vende-sc una eserava
anuos, boa quilaudeira : na ra da Cruzn. 30.
Vende-se superior farinha do mandioca, em
Mecas de alqueire : na ra da I.incela n. 4.
Vende-se bren em barricas muilo grandes epor
pre^o commodo : na ra do Amorim n 48, arma-
zcm de Paula & Santos.
Vonde-se una casa terrea na ra da Concor-
dia : na travesa do Queimado n. 1.
CAIXAS COM FOI.HA DE FI.ANDRES.
Vendem-se caitas com folha CbareoaJ 1.. qualida-
de : na ra da Cadeia do Kccife n. 64, nu nova ra
do Caes, primeira casa.
i:u\is com VIDROS.
Vendem-se caitas com vidros, por preco commo-
do ;_na ra da Cadeia du Recife n. 61, ou nova ra
do Caes, 1. casa.
FERRAGENS PARA OURIVES.
Na ra da Cadeia do ReriCe, loja n. 64, vendem-
sc (odas as Cerragcns necessarias para ourives, por
prero commodo.
Vende-sc ou arrendase o engenho Boto, com
casa de vivenda e senzala para bstanles prelos, com
fabrica, animaos de rola, bois c carros, com ellos ou
sera ellrs : os prclcndentcs dirijam-se aos A focados
ao sabir da ponte o primeiro sobrado do lado cs-
querdo.
Vende-se um cxcellcnle terreno com alcumas
hemfeiloras, cerrado, na quina do Chora-Menino,
que vai para a Passagem e Uangoiuho, boje inlilu-
lado rna Real, para so edificar nina rica casa e bom
sitio por ler as proporroes necessarias, e boa acua de
beber : quem pretender, dirija-se ao armazem da
ra Nova n. 67.
Na ra Nova n. 10, loja francesa
araba de receber um lindo sorlimento de chapeos de
seda para senbora, de ricos padres.
40500.
Corles de rasemira de bonitos padres, e boa fa-
zenda ; Vendem-se na ra do Queimado n. 9, loja
de Azcvedo i C.arvallio.
10280.
Ricos corles de brm dealgodao, imitando rasemi-
ra. pelo barato preco do 19280; vendem-sc na ra
do Queimado n. 9, loja de Azcvedo & Carvalbo.
Charutos muito superiores
Vendem-se na ra do Queimado n. 9, loja de Aze-
vedo A Carvalbo.
Na loja da ra do Queimado n. 9, de Azcvedo
4 Carvalbo, ha om rico sorlimento de pannos prelos
de lodas as qilalidades, merinos, sarjas, selins, cha-
peos, lavas, ludo por barato preco ; do-se as amos-
tras aos compradores.
Farinha muito fina
Na travessa da Madre de Dos, armazem n. 5, de
Antonio I.uiz de Oliveira Azcvedo. No mesmo se
vendem aixaa com velas de sebo, e sabao muilo su-
perior.
CEMENTO ROMANO,
em baricas grande* de 12 arroba-, vende-se por me-
nos preco do que em oulranualquer parle : na ra
da Cruz dolterifc ariiia/cm n. 1:4.
Ti Ven,lcm-se "" pateo do Cirmo, quina da rna
ilc Moras 11. 2, CSixoei com 2 'j libras de doce de
guiaba a fOO rs., c eslampas para benlinhos de N.
S. do Carnio viudos de 1.i-boa.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim cuino lambem vendem-so as linas : 'aira/, do
thealro. armazem de Joaquiui Lopes de Almeida.
Agenda de Edwla K,
Na ra de Apollo n. 6, arma/em do Me Calmon-
iX Conipaiihia, SCia-ee ruiislaiiloiiionlo bons sorti-'
nenlos de laisasdc ferro ruado e balido, tanto ra-
sronlo fundas, mnondas inctiras todas de forro pa-
ra animaos, acoa, etc., ditas para armar cm madei-
ra de lodosos tamanhos c modclososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
I ravallos, reos, panndeirai de ferro estaubado
paraca-a do purear, por monos prero que os de
cobre, eseo-vens para navios, forro da Succia, fo-
lbas de llandres ; ludo por barato prero.
Na ra do Vlg ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro desellinselic-
caila reccnlenieiile da America.
CEMENTO ROMANO BRVNCO.
\ ende-W cemenlo romano branco, chocado acora,
de superior qualidade, mallo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do llicalro, arma-
zem de taima- de pinlin.
Vende-sc um cabriole! com coberla c os com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par* ver, no aterro da Doa-Vista, armazem do Sr.
Migoel Secciro, e para Iralar no Recife ra doTrapi-
' e 11. 14, primeiro andar
Deposito de vinho de edam- ^
pagne Cdateau-Ay, primeira qua- fft
lidade, de proprtedade do conde 0
de Marcuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20 : este vindo, o meldor Zk
de toda a Champagne,' vende-se jS
a 56^000 rs. cada caixa, acha-se 1
cnicamente em casa de L. Le- j
comte Feron <& Compandia. N. w
R.As caixas sao marcadas a fo- (J?
;oConde de Marcuile os ro- ^
tulos das garrafas sao a/.ucs. (A
\cndem-sc 2 vareas paridas de muilo prximo
ejujio, e por commodo preco : no sitio da Turre em
llf*?ni. No mesmo silio a|.parecen urna vacca sem
:na ; quem frsou dono pode lili procura la.
Vende-:
novello da m
cada, de lodos os sorlimenlos, leudo os maros um
peso muito superior aos que geralmentc silo "impor-
tados ; tambem conlimia-se a vender linha de carri-
lel de 200 jardas de n. 16 a 150, e lilas de lila de 20
jardas rada peca,
NOVOS PADRES DE CHITAS BABA-
TAS, LOJA DA RA 1)0 CRESPO
N. I i DE DIAS & LEMOS.
Cintas saragoqanas cahoclas, muilo
homta 180 rs. o covado, ditas silveiras,
iniudinlias padrees milito bonitos pa-
dres e xt!S- a 200 rs. o covalo, ditas
de ramagen tambem fixas a 200 rs. o
covado, cobertores grandes a CO, ditos
petjuenos a 560, algodao mesclatlo, pan-
no couro a I SO ; e outras muitas fazendas
baratas, e ludo se da' amostras com pi-
nlior.
: .:: @ 2*3fi: 3 = BS@* Q@
S DE 2,000 REIK V 200,000. I
$ Superiores e finissimos chapeos do Chile &
$ paialiomensesenliuras,amaissuperiorfazenda (S
$5 que lem viudo ao mercado, cbcgados recen- @
i? teniente : na loja e fabrica de chapeos de ;j
ti Joaquim de Oliveira Maia, na praca da Inde- l;
p; pendencia ns. 24, 26. 28 e 30. i-i
Ei)e'S:S:S8aJiS
Fumo em olda.
No armazem de Manoel dos Santos Piulo, na rna
do Amorim n. 39, ha nimio bom fumo em folha pa-
ra charutos
A o.SOO e itfOOO o par. quemdeixara'
le comprar.
Sapalocs de lustre franeczes para homem, assim
como oin couiplelo surliineulo de calcados de lodas
as qualidades, lano para hoinem como para senbo-
ra, meninos e meninas, lodo por preco muilo com-
modo, a Iroco de ledulai vellias : no aterro da lioa-
Visla, delronlo da lionera n. 14.
METAL AMARELLO
para forro de navio : vende-se por prec,o commodo,
iiik-,1-,1 de Isaac Curio & Companhia, ra da Cruz
n. 40.
Vendem-se barricas com farello, rhegadas no
uliimo navio de Lisboa : na ra da Cadeia do Reci-
te n. li.
Para luto.
Cassas prelas finas com llores brancas a 480 a va-
ra : na ra do Oucimado, loja de i portas n. 10.
Cortes le vestido a 2$000.
Vendem-se corles de vestido de riscado francez,
cores lixas, a 250I1O cada corle : na loja de 4 portas,
na ra do i.ioenn do n. 10.
Vendem-se ricos e modernos pianos, receule-
menlc checados, de <-\ olientes vozes, e precos com-
modos: em casa de N. O. Ilicber i\ Companhia, ra
da Cruz n. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brieue Conceiriio, entrado
de Sania Calharina, e fondeado na volla do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que e*istc1ioje no mer-
cado, c para porces a iralar no escriptorio de Ma
noel A Ivs Guerra J inior, na ra do Trapiche
u. 14.
Lonas da Russia, de boa qualidade, e por pre-
ro commodo ; vendem Novaes et; Companhia em seu
escriptorio, ru* do Trapiche n. 34, primeiro andar.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a da-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coatlo, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se encllenle taboado de pinho, recen-
l cincnlc checado da America : na rui de Apolo
trapiche do Ferreira. a entender se com o adminis
rado r do mesmo.
Vendem-sc lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: o
armazem de Ni O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. i.
Vendem-sc no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de llenry (bson, os mais superio-
res relocios fabricados em Inglaterra, por preros
mdicos.
Vende-se papel pintado, enverni-
sado, com a particular idade de se poder
lavar, esempre i^sta' novo, deeora;ocs mui
lindas e modernas, e preco razoavel plan-
to a qualidade : vi iHe-se na rita da Cruz
do Recile n. 27, armazem de Vctor
Lasne.
Potassa.
No .ntico deposito da. ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-so. Tuuilo superior potassa da
Russia,
BOM NEGOCIO.
Vende-sc urna taberna com poneos fundos, bem
aftecuezada e em boa ra : faz-se qnalquer negocio
niesmo i prazo com boas firmas, o motivo te dir :
na ra do Pilar n. 137.
Vende-se um sobradinho na roa de San Gon-
zalo n. 27, com os oilocs dobrados, rom bom quin-
tal, terreno proprio etc., ele, e rendo 30 inensaes :
na ra larga do Rosario n. 48, segundo andar.
800 RS. CADA L"M.
Chales de aleudan de cores de bonitos padres,
lencos de carta c seda de bonitas cores a 00 rs., di-
tos de cavia de cores a 160 rs., corles de rambraia
con babadas, padres modernos, a 49500, dilosdo
cambraia roxa com barra a 2>500. corles do rasemira
de bom costo a 5, ca-emiras de algodao a 320 rs. o
covado, e nulras fazendas por muilo commodo pre-
ro : na rna do Queimado luja n. 22.
800 RS. LENCOS l)E SEDA
para grvala, de supeiior qualidade e bom costo, M>
ilasoscosse/as Jas mais modernas a 15500 a covado,
olalos de seda de superior qualidade a II, corles
do vestido de seda tarrada c muitas outras fazendas
por muilo baralo;prce,o : na ra do Queimado, loja
ItlA DO i.RESPO LOJA E>C4R^ VDA.
vende-se casia franceza lina, de lindos padres
a 400 rs. a vara ; corles de cazc de seda, de goslos
cscoeczes a 80000 rs. chales prelos .le merino,
superior fazenda a 39200 e 39.OO ; corle* de brim
de puro linho a ts280, I96OO e 29 rs. ; chales de
SJaJ.* fum ricas palmas as ponas n 39200,
ajauo c 4 rs.; romeiras, chales de loqiiim, ditos
ue seda, pannos de lodas as cores e qualidades por
iSS c.onmo,|o i rn de casemira de cores a
SEZfc*^ e 53000 ; dil08 d8 di,a t>nt maifo
no, n 9 ^000 "- e oulras """'"" r"en,,as
ira m,.? *" ven,lcm lwr me1"1* ll'reco do que em
oulra qualquer parle.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOURAS.
dar crin?nrCad!.a Recifc n" *8' l*in> an-
dar, escriptorio de Ansuslo C. de Abrcu, conli-
nuam-se a vender a 89OOO o par (preco fiio) as a
nX BadS ?MdM ""ilhas" le barba fe I
le nn 1 riC1""eque foi Pwmiado na osieflo
r, J, n?, V qUi,eS alm ,,e dararp'" slraordina-
rtanicnlc, naosesentem ao rosto na aceso de corlar :
vcndcm-ie com a condi;.lo de, no agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra reslilu,ndc-*e o importe. Na mcim\-
mo tascante01"11 Para **" '"^ pel mCS
Em casa de Timni Mousen c5 Vinas-
sa, pracado Corpo Santo n. 13, h
vender :
L'm sortirnento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vindo de edampagne.
Abstntlie echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de dillerentes pialidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : ludo
por preco commodo.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia : no armazem de Brunn Praeger &
C, ruada Cruz n. 10.
---------,--------., ^ ...oilo J
se cm rasa de FOI Brolliers, linha de ralos que be para fechar coika-.
ais superior qualidade que vem ao mer- ,. _-f .
DeswBgW
no aterro da Uoa-Vi-la
para
IEGHHISIO PARA EME-
NEO.
XA FUNDigAO DE FERRO DO EPGE-
NIIEIBO DAVID W. ROWNIAN. NA
RA DO BBUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha.
Saino a luz a 2.-i edirfle do livriuho denominado
CAL VIRGEN.
aj> Vende-sc 1111 casa dos Sis. L. Lccoule I o-
ron&C. o novo c igradavel chocolate de :c
g Sainlo, ebegado reccntemcnle de I ranea : ua 5$
St roa da Cruzn. 20.
KSVrv .::. ;.::.:;:;;;:^:;ks
Na na do Livramento loja n. 18
da para vender um caza I de escravoscom
tima cria de 1H mc/.es ; o preto ganda na
ra, ea imilhci engomma bem ecozinha
sofrivelmente.
BARR1S E Ql"ARTOLAS.
Vendem-se cascos vasios de varios lamanlios e
muilo em conla, proprios para azeilc ou niel: na
ra di I'raia. herco do Carioca, armazem de Anto-
nio Pinto de Souza.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos lr-
mtios.
Vende-se um carro americano, novo, de i ro-
das, chocado Diurnamente da America : os prelen-
denles dirijam-se a ra de S. l'raucisco, coebeira do
Sr. Raymundo.
Vendem-se encllenles cavallinhas de Lisboa,
em barril de 175 rada um, a 5>()00 o cenlo! ua ra
da I'raia n. i.
Vendc-se supciior vinho muscalel de Seluhal,
em ancorlas de2 '. canadas o 5 cada urna; na ra
do Vicario n. 10, primeiro andar.
NA RA 1)0 APOLLO N. 19,
vendem-se sacras com (arindade mandio-
ca, superior qualidade por preco nunca
visto ; si'iiiln porcn '* se lodo o negocio.
999 aMM:
:; RA IJO CRESPO N. 12.
JJ Vendc-se nesla loja superior damasro de f{
>-; soda ilc cores, sendo branco, encarnado, rovo, @
Jij por prceo ra/oavel. @
Vende-so sola muilo boa, pellos de cabra, c
comma muito boa em saceos: na ra da Cadeia do
Recife u. ':'.i. primeiro andar.
Na livraria da ra do Collegio n. 8.
vende-se urnaescolhida coUeccBodas mais
brabantes pecas d msica para piano,
asquaes sao as melhores pie se podem a-
char para fazer um rico prsenle.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irniaos.
Devoto Chrislo.niais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. lio s da prara da In-
dependencia a 040 rs. cada eicmplar.
PURLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo SIezde Slaria, adoptado pelos
reverendissimos padres capiicbinhos de N. S. da Pa-
nno desta cidade, aucincni; dn com a novena da Se-
nbur< da Conceicao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1&000.
Moinhos de vento
'om bomba sdo repu vii para regar borlase baila,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brumos. 6,8el0.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sedo-
tickes, modinhas tudo modernissimo
chegado do Rio de Jpneiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglesas e dollandezas, com gran-
de vantagem para o meldoramento do
assucar,.acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Biebcr St Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rice mobilla de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marinte branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
b.u i rom cal de Lisboa, recntenteme chocada.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
s.us perlenres, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n. i.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas pie tem um altpjcirc, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armay.ens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nda, e no armazem defrontc da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio le
Novaes ck C, na ra ilo Trapiche n. 3i,
primeiro andar.
Na ra do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-es farclo novo, chegado de Lisboa pela barca (Ira-
POTASSA RRASILEIRA. (^)
Vende-sc superior potassa, fa-
bricada no Rio le Janeiro, che-
gada ecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os 5j?
leus bons elleilos ja' experimen- w
lados: na na da Cruzn. 20, ar- vi'
mazem de L. Lcconte Feron S &
() Compandia. }
Taixas para engenhos.
sempre um grande sorlimenlo dos seciiinles ob-
jeclos de mechanismos proprioi para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; tanas de ferro rundido batido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para aguaou animaes, de lodas as propor-
coes ; envos e boceas de fornalha e reaislros de boei-
ro, asuilhoes.bronzes parafusos e cavilboes, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se eieculam lodas as encommendas com a mperiori
daile ja conhecida, c com a devida presteza e commo
didade em preco.
Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
zem do Tasso limaos;
GARRAFAS VASIAS
sm gigos degroza c de 110 garrafas : no armazem
de Tasso li oaos.
Em casa deTiram Monsen & Vlnassa, na
praca do Corpo Santn, lo, ha para
vender
om sorlimento completo de livros cm branco, de su-
perior qualidade.
+.T: Vende-so um curso de geometra por Lacroiv,
irte- "^IlC> arilbmelica, geometra, algebra o Irigno-
8
a
m
0

Na ra da Apollo n. 19, vende-se potassa mui-
lo nova, ebecada ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em oulra qualquer parle,
e 2j travs de mangue, qne enislem no Caes do
Ramos.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Ucdoa, com seis
salas, oito quartos e alonas, cosinda, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com muitas flores, cocdelra, es-
tribara, quarto para feltor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debalxo de
condicoes mui favoraveis para o compra-
dor : a tt atar na roa da Cruzn. 10.
Na ra dasCrnzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bicha&H hambnr-
guezas para vender-se em grandes porrocs e a rela-
ho, e IhiiiIiciii se aluga.
:-:
ESCRAVOS FGIDOS.
:*:
e
100,^000 RS. DE GRAT1FICACAO
;:' Fugio da casado abaiio assignado, na ma- Sj|
3 ilrucada de 3 de Janeiro do correnle anno, um @
sen escravo, crenlo, do nome Amaro, o (lina I $P
5-v de sapaleiro, de idade 30 mnos poucu mais ou SC
SI menos, altura regular, barba pouca, denles vi
@ limados, olhos cnfuma;ados, anda calcado,
i'-v lem as milos ralejadas do fin de sapaleiro, lem
";-) a testa rom os cantos ilescobertos, he bem fal- $jp
P) lauto ; este escravo, quando fugio levoa com t
sigo um cavallo caslanho, arreiado com um j
0 selliin ingles, compridoje muilo eslrcilo, ra- 9
$$ becada lamben ingleza, o cavallo lem lez J3
annos pouco maisnn menos, andador de baixo O
@ e meio, frente aberta, lem um ealombinbo nu ^
a$ espinbaro, e he roncolho ; o dilo escravo foi f)
do Sr. Manoel finio Borbn, morador no Ga- en
mella: quem o pegar, drij-sc a ra da Sen- &
zal Velha n. Il, que se Ibc dar a eralifi- 5
$9 carao cima marcada, c se for fra desta pro- J
vincia se pagaro as despezas da conduccao m
g{ deondo ello o-ti\er para c-ta. c\
fi foaquim l'aet Pereira da Silra. *j
Desappareceu no dia 8 do correnle do enge-
nho Bclm, comarca de Pan d'Alho, o cabra Pedro,
de idide pooco mais nu menos de 40 annos, alio
seceo, um pouco amarellac.o, tem os hombros aper-
lados jogando-os para um o oulro lado quando se
move, andar bastante apressado porm com passos
curtos, dando estalos as jimias, bochechas chipa-
das, marras de pannos prelos sobro o roslo, barbe
smenle no queiio e bcieo supciior, poneos cabellos
cacheados e curios, falla de denles, be carreiro, en-
tende bem de carapiua e pedreiro, levou camisa de
algodilozinlio ou madapoln, dous chapos, um de
couro e oulro de seda, um gibao de couro, um farSo,
urna Irou a contendo caifas brancas.de casemira e
oulras diversas roupas : quem o pegar, leve-o no
referido engenho ao major Jo.io dos Santos Nones de
Oliveira, e nesla praca ao Sr. Mauricio Francisco
de l.irr.a, na ra da Guia n. 9, quesera recompen-
sado.
Tendo-se ausentado do Recife, em 22 de m.iio
do anno prximo passado i cscravos, como consta dos
annuiicios cnto imprssos nos jornacs tiesta cidade,
desles apenas se rccolheram 2, e acham-se ainJa au-
senlcs os t.ntros 2, sendo os mais dse jados porque
foram os autores da fuga de lodos ; pede-se porlanlo
a apprchen-ao dn prelo Jos, de alia estatura, idade
mais de :i(l anuos, com Taita do olbo esquerdo, cor
bstanle necra, e muilo prognosliro. Jorge, cor fula,
alto, tambem de boa figura, idade de 2." a 30 anuos,
com um pequeo lalbo cm um dos cantos da bocea ;
ambos esles cscravos s.lo crioulos e lilhos do serlAo, e
ha muilo punco lempo estavam nesla praca ; pelo
lepoimenlo dos cbegadoi coma que seguiram os fu-
Na fundicao' de ferro de D. W. "itlos l,ell eslrada do Limoero.l Cariii-Vclho, all
Rowmann, na ra lo Bru, passan-
do o chafara continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. KellerixC, na rna
da Cruz a. da para vender exced-
ientes pianos viudos ttltiinamentede Ham-
burgo.
so separaran!, c drpos coiiliiiuaram para Pajc de
Flores, d'uudc Jos he natural, dizrndo que ia ver
os prenles, c depois provavelmente seguiriaiii para
o Sobral, ;is Calingas de Piauliv il'tintlc Jorge be na-
tural ; he o mai< que se pude indicar a quem possa
dellcs tirar partido : prde-se, portanto, a lodas a-
auloridades policiaes e rapilacs de campna#ppre-
henalo dos referidos cscravos. c se offerece a quanlia
.le I00KMX1 por rada um, ou 2.OcO0O vindo ambos
junios, a quem os Irouxer a esla praca a viuva Amo-
rim iS, lilbo. ra da Cruz n. 4 ; na Parabiba ao
Srs. Jo-o I.uiz Perafra Lima & C.; no Kio Grande
do Norte ao Sr. Thcolonio Coelho de Cerqueira ; no
Ccar.iao Sr. Manuel CaeTano dcGouveii ; c nu Ma-
ranh'io ao br. Caelano Cesar da Silva Rosa.
l'ERN.: TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855

IIEGIVEI
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EPOM53T7N_2EDN72 INGEST_TIME 2013-03-25T13:36:12Z PACKAGE AA00011611_01293
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES